Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09159


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Full Text
111 XXXVI. NUMERO 259
Por tres mezes adiantados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6J000.
QDI1T1 FEIRA S DE 10TEH6R0DE 1861.
Por anno adantddo 19$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARUEGAD03 DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Paralaba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima :
Natal, o Sr. Antonio Marques 0"a Silva ; Aracaly, o
Sr. A de Lemos Braga; Cear, o Sr J. JosedaO-
veira; Maranho, oSr. Manoel Jos MartnsRbei-
o Guimares ; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior ; Tara, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
I'.aKiidAs uoa i.Uittfc.iua.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Paralaba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d' Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazera, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
ricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Sirnhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EFHEMERIDES 00 MEZ DE NOVEMBRO. IaUDINECIAS DOS TKIBUNAES DA CAPITAL.
6 Quarto minguante as 6 horas e 57 minutos'-, ;h, A .
da manha. 11 riounai do commercio : segundas e quintas.
12 La nova as 10 horas e 16 minuta* da tarde. Relnco torgas, feiras o sabbados.
20 Quarto crosceute as 6 horas e 33 minutos Fazenda : tercas, quintas o sabbados as 10 horas.
da manha.
28 La cheia as 9 horas e 18 minutos da manha
PREAMAR DE IIOJE.
Priraeiro aos 51 minutos da manha.
Segundo aos 30 minutos da tarde.
Juizo do commercio: quartus ao meio dia.
Dito de orphos : tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel : tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel ; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
5 Segunda. S. Zacaras e S. Isabel.
6 Terga. S. Severo b.; S. Athico b.; S. Leonardo
7 Quarta. S. Florencio b.; S. Tessalcnica m.
8 Quinta. S. Severiano e seus cnmpanheiros.
9 Sexta. S. Theodoro m.; S. Orsles m.
10 Sabbado. S. Andr Avelino advogado.
11 Domingo. O patrocinio de Nossa Setihora.
E.NCARREGAOS DA SUBSCRIPCO NO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino Faleao Das; Baha,
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Marlios.
EM PERNAMBCO.
O proprielario do ni uno Manoel Figueiroa de
Faria, na sua livraria praga da Independencia ns.
6 e 8.
PARTE OFFICIftL
Ministerio da fazenda,
HI tll.VWLMl)
das alfandegras e mrsas de remlas.
[Continuaro.)
Secco 18.
Do guarda-mr.
Art. 148. O guarda-mr o chefe de lodo o
pessoal do servigo exierno ; e, alm do que Ihe
fr especialmente incumbido pelo prsenle re-
gulamenlo, compeie-lhe, por si e por seus aju-
dantes, empregados, ofliciaes, guardas, e subor-
dinados :
1. Dirigir e activar o servico externo na
cnnforroidade do presente regulamento, e das or-
dens quo lhe transmittir o seu respectivo chefe,
e velar sobro sua marcha e bi ordem.
2. Inspeccionar o servico da descarga, ou
desembarque, carga, ou embarque de roercado-
rias, que livor sido ordenado pelo respectivo ins-
pector, ou administrador; verificando: !, se
houve permisso, ou ordem por cscripio ; 2", se
o ofRcial cncarregado da descarga, ou embar-
4." Fiscalsar o emprego, e uso do material
a seu cargo, e prover sobre a sua conservarlo e
mclhoramento.
5." Punir os seus subordinados ni forma es-
tabelccida no artigo 53.
6 Desempenhar todas as obrigaces com-
muns aos empregados das alfandegas," na paite
que Ihes fr applicavei.
Ari. 150. Aos ofliciaes [compele :
1.- Cumprir as ordens que Ibes forem trans-
mitidas por intermedio de seus commandantcs.
2 Desempenhar ludo quanlo pa conformida-
do dos regulamenlos fr de sua pbrigagao, pelo
que loca disciplina da torca a que pcrencereni,
comraandosde postos. registros, e destacamen-
tos, e ao respeito e obediencia a seus superiores.
3. Cumprir as obrijiages o deveres pros-
criptos polos 2, 3 4 o 6 do artigo antecedente.
Art. 151. Aos ofliciaes inferiores, quando com-
mandanies de qualquer forca, ou destacamento,
incumbe as obrigaces de que tratam os argos
antecedentes ; e, em qualquer oulra condigo, as
que, conforme as leise estylos militares, sao inhe-
rentes sua prara.
Secro 20.a
Do porleiro, e seu ajudante.
Art. 152. Ao porleiro compele :
l. Abrir, com o administrador das capata-
zias, as portas do edificio da repartigao me ho-
3 Fazer escollar as embarcages miudas
que so empregarem na descarga, ou carga, al
0 lugar do seu destino, c velar sobre a guarda e
seguranga das mercaduras nellas transporta-
das.
4. Vigiar que os caes e pontes eslejam sem-
pre desembarazadas para o servigo da descarga
dos navios.
8 5. Alistar, ou contratar gente para o ser-
vico do mar, e para a forca dos guardas, c (vi-
gas ; (cando os contratos e adrnisso dos alis-
tados dependentes da approvagao do chefe da
repartigao.
6. fiar emprego torga martima, c aos
guardas, e vigas, conformes as oriens quo re-
ceber do chefe da reparlig.io; e velar sobre a sua
economa, disciplina e moralidade, na forma pres-
criuta nos respectivos rogul amentos.
7. Prover as embarcages do servico da re-
partigao do material necessario, e velar sobre
ludo o que diz respeito sua ordem, servico,
conservago, emprego, ou applicacao.
8. Prestar forca nos casos necessarios para
a execugo das leis, e das ordens superiores, o
requisita-la a quaesquer autoridades, quando as
circunstancias assiru o exigirern.
9." Distribuir o servico a sea cargo pelos seus
ajudantes e subordinados, guardando na sua dis-
tribnieo o principio de igualdade.
10. Representar sobre a conveniencia de
qualquer medida, que fr relativa exacta fis-
calisaco das rendas publicas, e a boa marcha
do servico, ou que lender exiirpaco de abu-
sos que se lenham n'elle introduzido.
$ 11. Guarnecer as embarcagessujeilas fis-
calisacao, fechar, pregar, e s-'llar suas escoti-
ldas, c quaesquer reparttmenlos, ou aberturas
que liverem, em lodos os cisos em qno o pre-
sente regulamento o prescrever, os inte'resses da
1 12 'nda o exigirem, ou o chefe da repartico o
ordenar.
12. Policiar os portos e ancaradouro?, cum-
prinlo e. fazendo cumprir os regulamenlos, ins-
trueges e ordens que forem coucernentes a este
ramo de servico.
13. Guardar as costas, praias, enseadas, e
maros Icrriloriaes, afim do prevenir a carga, ou
descarga de mercadorias sem ordem, ou licenca;
e prover por lodos os melosa seu alcance sobre
a represso do contrabando, na forma da legis-
larlo em vigor.
14. Promover a defesa, guarda, e seguran-
za dos edificios a cargo da administrago da al-
bre as pesso3S que entram e sahem ; dando lo-
go parte ao inspector, ou administrador das que
forem suspeitas.
3. Nao .ieuar sabir mercaduras que nao es-
lejam despachadas e conferidas, o as circuras-
tancias exigidas pelo presente regulamento.
4." Verilicat a identidade dos volumes des-
pachados, para que possa ler lugar a sua saluda;
dando inmediatamente parte ao seu chefe do que
souber, ou verificar, para se providenciar na for-
ma ila lei.
5. Nao consentir que na porta se arrume, ou
accumule grande numero de volumes, de que
provcnlu confusao, e precipitaco na conferencia;
admillindo smenle, do accordo com os con fu-
rentes, a porcio que se puder conreoicnlemen-
le conferir.
6." Nao fechar as portas sem que eslejam
recomidos aosarmazens lodos os volumes que
S6 acharen) fra delles.
7." Cuidar do asseio da casa, o responder pe-
los movis o utensilios della, os quaes receber
por inventario, assignando disto a carga em livro
proprio.
8." Comprar, conforme as ordens do respec-
tivo inspector, ou administrador, os objectis ne-
cessarios para o expediente, e para o servigo
das capalazias ; le^alisando as dospezas com re-
cibo, excepto as do importancia menor de ltf.
que todava ficaro dependentes da approvaco
do chefe da repartico.
$ 9. Manler a ordem e polica interna da re-
pan n;o, e observar e fazer observar os regula-
menlos, e ordens que lhe forem transnillidas.
i? 10. Prover as mesas do inspector, ou do ad-
ministrador, o das seccoes, de lodos os objeclos
precisos para o expediente.
S 11. Distribuir o servico aos continuos, c cor-
reos, e inspecciona-los para que cumpram seus
deveres, representando contra elles era caso de
omisso. ou desobediencia.
12. Manler a ordem e respeito entro as pes-
soas que se acharem nas portas, pateos, e cocinas,
ou dentro da repartigao ; requerendo ao respec-
tivo chefe as precisas providencias, quando acon-
tecer que se deslisem de seus deveres,
13 Cumprir as ordens que lhe forem dadas,
e satsfazer s requisices que lhe furcro feilas
| por outros empregados, sobre o servico que es-
ver a seu cargo,
11. Ter sob a sua guarda, e conservar fe-
chada a caiva onde as parles devem lancar os re-
quenmentos : abrindo-a no decurso do dia as
fandega, ou mesa de rendas, o dos entrepostus,' vezes que forem necessarias, para dar o compe-
deposilos armazens, e trapiches alfandega- tent destino nos papis que nella encontrar,
dos. -j 15. Prender as pessoas que forem encontra-
15. Examinar se os volumes conduzidos para lJas dentro, ou na porta da repartigao commet-
embarque sao idnticos aos mencionados na guia, j,PnUo olSum delicio, ou fraude, ou que, perse-
ou despacho, e se osles se acham revestidos das Ku'Jas pelo clamor publico, prelenderein entrar
formlioades legaes ; c especialmente se asmer-l Miflcioda mesma repanicao ; e bem assim
cadorias foram conferidas. i,1S 1"e "ndarem nellearmadas, ou forem suspei-
16. Visitar as embarcacoes entradas, logo las Jo fr.nide, remellondo-as logo ao seu chefe.
que estiverem desemharagadas pela aulordade
encarregada da polica sanitaria.
17. Exigir, no acto da visita da entrada dos
commandantes, ou mestres das embarcages, os
manifestos, e papis que esies sao obngados a
exhibir na formado prsenle regulamento; acei-
tar as declaraces que houverem de fazer
mesma occasi'o, e exigir igualmente a entrega I JS Pa?geiros.
ogo las l'p fr,1"de, remellendo-as logo ao seu
ade Art. 153. Nas alfandegas, e mesas de rendas
em que nao houver confnenles, ou o seu nume-
ro fr muilo limitado, o porleiro, conforme asna
iduneidade, a jubo do inspector, ou administra-
dor, peder servir, nas ponas em quo esliver col-
locado, deconferente das mercadorias, ou volu-
mes despachados das amostras, e da bagagem
dis amostras, e pequeos volumes de fcil des-
caminho.
18. Dar busca nas embarcacoes entradas, em
franqua, em descarga, ou em carga, sempre
que julgar conveniente, ou huuver suspeiia de
fraude, ou contrabando.
19- Obrigar as embarcacoes a tomarem o
ancora louro que Ihes competir, ou a atracaren)
ponte, ou caes, para sua descarga, (artigo
421.)
20. Acudir aos naufragios, par arrecadar c
fazer conduiir para a alfandega as mercadorias
sujeitas a direitos, lendo em vista as disposices
desti regulamento.
21. Servir de interprete para quaesquer
acios relativos repartigao, na falta de corre-
tores, e sempre que o seu servigo o exigir.
22. Elamioar, quando lhe fr ordenado pelo
chefe da repartico, se as tradueces dos mani-
festos se acham conformes ao original, c laucar
Helias a verba de sua conferencia.
23. Exigir dos commaudanles, ou me.slres
das embarcages, ou de seus ofliciaes, a enl ega
das malas do correio ; e dos seus passageiros e
pessoas da equipagem, a das cartas avulsas que
conduziren, para remelllas i m mediata mente
repartigao compleme, ou entrega-las ao era-
pregado respectivo ; e dar busca nos lugares
em que esliverem acondicionadas, ou ocultas,
apprehcndendo as que encontrar.
24. Proceder visita de descarga, na forma
estahelecida n'esle regulameolo. (art. 457.)
25. .Vigiar que seus subordinados se. con-
serven) em seus postos, e applicados ao servigo
de que forem incumbidos, e que delle se nao
disiraiam.
5 26. Observar, e fazer observar os regula-
menlos, inslrucces, e ordens relativas ao ser-
vigo a seu cargo", e legislagao de fazenda, na
parte que lhe competir.
Secro 19.
Dos com mandantes e ofliciaes da torga dos
guardas.
Art. H9. Compete ao commandante da torca
dos guardas:
i.* Observa, e fazer observar lodos os re-
gulamenlos, instruc.;5es, ordens, e regraa do ser-
vigo militar sobre a escala, ordem, disciplina e
economa da Torga de seu commando.
2." Coadjnvar o servigo a cargo do gnarda-
mor, e seus ajudantes, e com estes revezar no
de rondas, pairulhas, visita, e de commando
los registros ou ancoradouros.
g 3 Dar execugo s ordens que receber so-
bre o emprego da torga do seu commando.
Ait. 151. Ao ajudante do porleiro incumbe :
t. Substituir o porleiro em seos impedi-
mentos o filias repentinas, ou momentneas, em
quanlo de ouiro modo nao providenciar o respec-
tivo inspector.
2. Exercer c.umuUlivamenle com o porlei-
ro, e sob suas ordens. as funeges que a este
compelem.
Sscro 21.
Dos continuos e correios.
Arl. 155. Os continuos e correios, alm do ser-
vico que proprio de tae3 empregos devem-
1. Fazer as notiQcages, inlimares e dili-
gencias que Ihes forem ordenadas pelo seu chefe,
passando ascertides que iorem precisas, para o
que tero f publica, d^baixo de juramento de seu
cargo.
Execular todas as decises do inspector,
ou administrador, e ordens que lhe forem da-
das.
3. Coadjnvar o porleiro em seu servico.
S 4. Substituir o ajudante do porleiro nas ro-
panig-s onde fr creado esle emprego.
5. Cumprir as ordens que lhe forem trans-
mitidas directamente pelo inspector, eu ajudan-
te c cheles de secgao, ou por intermedio do por-
leiro.
f. 6. Lrvaraseu destino a correspondencia que
fr dirigida s autoridades e mais pessoas resi-
dentes no lugar em que tiver assento a reparti-
co.
7. Desempenhar as funeces de agenle dos
Iciles da repartigao. todas as vezes que lhe fr
ordenado pelo chefe da mesma repartico.
Art. 156. Os continuos e os correios sao obri-
gados a comparecer meia hora antes da que fr
marcada para o comego dos trabalhos do dia, e
s podero ansentar-se depois de lindos lodos
us mesmos trabalhos, salvo com licenga do seu
chefe.
Nos casos extraordinarios devero
as horas que Ihes forem marcadas.
Secco 22.
Das obrigages comnmns aos empregados das al-
fandegas e mesas do rendas.
Art. 157. Socommuns a cada um dos empre-
gados das alfandegas e mesas de rendas, as se-
gu i mes obngages :
1. Zelar e promover os inleresses di fazenda
nacional na exacta arrecadago dos respectivos
direilos e rendimentos.
2. Representar ao seu chefe sobro todos os
abusos e desvos de que liverem nolicia. ou as
autoridades superiores, quando o mesmo che-
fe nao tome em considerago suas represenU-
ges.
3. Tratar'cotn urbanidad as partes, avisn-
compareccr
do-as com promptidao, o som dependencia, ou
predilecges odiosas.
A parte maltratada, ou que se julgar aggrava-
da, ou preferida no seu despacho, poder quei-
xar-se verbal mente ao respectivo inspector, ou
administrador, o qual, ouvindo o empregado ar-
gido e reconhecida a justica da queixa, 'dar a
devida salisfago adverlindo, reprehendendo, ou
suspendendo o empregado, conforme o caso pe-
dir. Quando porm a queixa fr contra o chefo
da repartigao, as partes recorrero por escripto,
na corte ao ministro da fazenda, c nas provin-
cias aos presidentes, para providenciaren! como
fr de justica.
4 Desempenhar com zelo, diligencia exac-
lido, intoireza e perfeigio o servigo a seu car-
go, ou os trabalhos de que forera incumbidos pe-
lo sen chefe, e as commisses que Ihes forem
con liadas.
5 Promover e servir de parle, aulorisado
pelo inspector respectivo, em qualquer juizo, nos
processos de contrabando ; nao pagando, porm,
cusas, as quaes correro por conta dos cofres
das cmaras municipaes, se o empregado de-
cahir.
6. Expr a seus respectivos chefes todas as
duvidas que offerecerem os negocios, documen-
tos, o papis a seu cargo, quaesquer vicios que
uestes encontraren), e os abusos contrarios
boa ordem do servigu de que liverem conheci-
mento
7. Comparecer na repartico s horas ordi-
narias, ou sextraordinariasqe forem marcadas,
e nella permanecer applicado ao trabalho que lhe
fr distribuido, ou estiver a seu cargo, salvo o
caso de liceuga de seu chefe.
8. Apprehender quaesquer gneros ou mer-
cadorias, ou embarcigoes, que forem encontrados
em contravencao s leis fiscaes.
Arl. 158. Fica prohibido a lodo e qualquer em-
pregado : 1", tirar, ou levar corasigo qualquer
papel perlencenie ao archivo, ou que corra por
qualquer das diflerenles seceos; 2o, entreler-se
em conversarlo durante o expediente da reparti-
gao com oulro qualquer empregado, ou com as
paites, ou pessoas exlranhas, que nao seja rela-
tiva ao mesmo expediente, ou ao trabalho deque
estiver incumbido ; ou fallar alto, ou altercar ra-
zos, ou tratar com as partes sobre negocios da
respectiva estago, ou oulra qualquer, sern posi-
tiva ordem, ou fuculdade do superior que esti-
ver presente, ou nos casos permilldos pelo regu-
lauenlo.
Art. 159. Fica igualmente prohibido, sob pe-
na de demisso, alm de mitras em que possam
incorrer na forma da legislagao penal era vigor,
aos empregados das alfandegas e das mesas de
rendas.
1. Receber emolumentos, bragagens, ou es-
portilla de qualquer nalureza, ou oulro qualquer
''encntenlo nao aulorisado pela legislacao em
vigor.
2. Aceitar qualquar oflerta, doago, ou dadi-
va de valores, ou objeclos que estej'am sujeitos
liscallsacl>, ou de dinlieiros e quaesquer ouiros
valores que o nao estejaui, da mo de despachan-
te, ou peasoa de qualquer ordem, que trate, ou
lenha negocios nas alfaudegas, ou mesas de ren-
das.
3. Receber, ou pedir por emprestimo dinhei-
ro, ou quaesquer valores s referidas pessoas, ou
despachantes.
4. Comracrciarem grosso, ou a relalho, clan-
deslinadamenle ou s claras, por si, ou por pes-
soa de sua familia que lhe seja sujeita; e ter par-
te, ou intetesse em qualquer negocio cominer-
cial, ou empreg.ir-se em objeclos de profissao
mercantil.
5. Ter parte em sociedades commercies, ex-
cepto como accionista nas companhias, ou socie-
dades anonymas. ou socio coramandilario nas
sociedades em commandila.
Art. IG'J. Nenhum empregado poder ser pro-
curador de partes em negocios quo, directa ou
indirecta, acilva ou passivamente pertoncam, ou
digam respeito fazenda tncional; scndo-lhe,
porm, licito substibelecer a procurago. Da pro-
hibigo da procuradura exceptuam-se os nego-
cios de interesan dos ascendentes, ou descenden-
tes, irmos, ou cunhados dos empregados, fr*
dos casos do deverem ser por estes despachados,
ou expedidos, (arl. 66 do decreto n. 736 de 20 de
novembro de 1bi0.)
Art. 161. Todos os aclos, papis, clculos, ou
quaesquer escriptos de seus oflicios. feilos pelos
empregados da alfandega, ou mesa de rendas,ae-
ran por elles assignados, ou rubricados, afim de
se fazer ell'ecliva a responsabilidade em que pos-
sam incorrer por laes arlos.
Arl. 162 Os empregados das alfandegas e me-
sas de rendas sao responsaveis: Io, por lodos os
damnos. ou prejnizos que directa, ou indirecta-
mente causaren fazenda publica, por fraude,
incuria, deleixo, ignorancia, ou culpa, anda que
leve seja, ou pelos que, podendo prevenir, dei
x.ircm de o fazer, ou por qualquer desraminho
das rendas, para que concorrerem de qualquer
molo, prestando serviros, ou consentimenlo, ou
deixsndo de partecipar' autnndade competente
o que chegar ao seu conhecimenlo, ou presen-
ciaren); 2o, pelas fallas, damnos, avarias, e
quaesquer prejuizus que soffrerem as mercado-
rias em sua guarda, ou sujeilas a seu exame,
provando-Sc que foram occasionados por tacto,
culpa, ou negligencia sua, ou por causa que po-
denam ter evitado; 3", pela falta de Uel entrega,
ou por nao darem conta no lempo e prazos de-
vidns dos valores e objeclos a sen cargo, ou em
sua guarda; 4", por qualquer erro de cilculo,
ou reduego contra a fazuiida nacional ; fioand
subrogados no direito da mesma fazenda con-
tra a parte quo recusar satsfazer o prejuizo do
mesmo erro.
Art. 16.3. Os empregados das alfandegas, qual-
quer que seja a sua classe; os ofliciaes e pracas
da forca martima dos guardas, e os ofliciaes e
pessoas da equipagem das embarcages nao po-
dem ser distrahidos do servico por qualquer au-
toridade, sem permissndn s'eu respectivo chefe,
a quem se fara reqoisigo nos termos do decreto
n 512 de 16 de abril de 1847.
nico. Nesla disposigo nao se comprehen-
dern os rasos:
1 Oe sorteo para a composico do tribunal
do jury.
2o De servico de guarda nacional, nao estan-
do delle dispensados.
TITULO II.
Das leis que regulam o servico e
negocios que correm pelas al-
findegas, e mesas de rendas, sua
publ icacao e execucao.
Arl. 164. INo rgimen e servigo das alfande-
gas, e mesas de rendas do imperio observar-se-
haoas disposigoes do prsenle regulamento ; e
no que for relativo s alfandegas e mais estages
das fronleiras, o no rgimen scal dos ros, ma-
res, lagas e aguas interiores do imperio, os re-
glamelos especiaes expedidos pelo governo,
os quaes podero ser reformados, ou alterados,
sempre que a experiencia o aconselhar.
nico. Na disposigo da segunda parle do
presente artigo se acha comprehendido o decreto
n 2.486 de 29 de selembro de 1859, sobre a na-
vegagao da l.agoa-merim, e estages liscaes da
provincia deS. Pedro do Sul.
Art. 165. A percepgo dus direitos, ou impos-
los a cargo das alfandegas, e mesas de rendas se
regular pela tarifa, e mais regulamenlos em vi-
gor, na parte em quo nao forem alterados pelas
leis annuas do orgamento.
Art. 166. A tarifa das alfandegas nao poder
ser alterada em nenhuma de suas partes seno
por lei, ou em viriude de aulorisacao legislativa;
mas ser animalmente revista :
Io Para serem addicionados os artigos ou
mercadorias: Io, que forem assemelhados; 2o,
os omissos, ou novos que liverem valor mais ou
menos fixo ; 3o, 03 sujeitos a direitos ad valo-
ran, que pelo decurso do tempo se acharem nas
circunstancias mencionadas no numero antece-
dente.
2o. Para a allerajo das tiras legaes, se a
necessidade da sua retorna fr indicada pela ex-
periencia.
3". As addiges, o alieracoes de que tralam
os antecedentes sero reunidas, e publicadas
em siipplemeulos tarifa.
4o As alterages parciaes da tarifa compre-
hendeio nicamente artigos especiaes. confor-
me a sua numerago; nao devendo-se jamis en-
tender que inleressem, ou regulen) sobre oulro
qualquer que expressamente nao liver sido men-
cionado.
Art. 167. A disposigo do artigo 166 nao limi-
ta nem extingue a autorisaco conferida ao go-
verno pelo artigo 29 da lei numero 369 de 18 de
setembro de 1845, e arligos 29 e 46 da lei nume-
ro 514, de 28 de outubro de 18i8. e prorogada
pelas leis do orgamenlo posteriores, e lei nume-
ro 1,041 de 14 de setembro de 1859, em quanlo
o mesmo governo nao usar definitivamente dessa
faculdade, ou pelo poder competente o contrario
nao for determinado.
Arl. 168. Na applicacao da tarifa e na cobranga
dos direitos nenhuma disincgo se far sob qual-
quer pretexto, ou privilegio, quer em retaceo s
mercadorias, quer aos portos d* sua procedencia,
ou aos .'ensilnos, ou impoiladures, que nao se
ache estahelecida por lei ou decreto expedido por
forga do autorisago do poder legislativo.
Art. 169. Os regulamenlos relativos s alfan-
degas e mesas de rendas e as alterages da tarifa,
salvo qualquer disposigo especial m contrario,
principiarn a ler vigor oito das depois de sua
publicaco nasfolhas ou peridicos em quesepu-
blicarem na corte, ou nas provincias, os actos do
governo ; ou do dia era que for marcado, ou an-
nunciado pela repartico competente a sua exe-
cugo ; e, na falta de laes folhas ou peridicos,
naquelle em que, pelo ministro da fazenda na
corle, ou pelos presidentes nas provincias,- for
ordenada a sua publicago.
t. As mercaduras depositadas em quaes-
quer armazens, ou depsitos esto sujeilas ao
pagamento dos direilos que vigorarem ao lempo
em que forem postas em despacho ; consideran-
do-s laes desde que for apresenta.la a respectiva
nota ao inspector da alfandega ou administrador
da mesa de rends.
2. As que estiverem em despacho no mo-
mento da execugo de qualquei le, ou regula-
mento, esto sugeilas aos direitos que se cobra-
vam na dala em qoe liver principiado o processo
do mesmo despacho.
3. As disposices dos paragraphos antece-
dentes ficam extensivas s alterages que se fize-
rem nas tabellas dos preros de armazenagem, das
taras, c em quaesque laxas ou impostes.
Art. 170. os casos de modiQcagoes de laxas,
taras,ou armazenagem,as horas do expediente se-
ro prorogadas, e o servigo progredir sem inler-
rupeo lodos os das.anda que santos ou feriados
8ejam, para se receberera as notas de despacho
desde a data da publicago al o dia da execugo
das referidas alterages.
5) Uniro. Nao sero aceitas reclaraagos, ou
decl.iraces anticipadas dos denos, ou consigna-
tarios, a respeito de mercadorias que nao pos-
sam ser postis logo em despacho, para o lira de
que Irata o presente artigo.
Art. 171. Tod-is as leis, regulamenlos, instrnc-
ges, ordens e ducises relativas ao seivico e re-
gimen fiscal das alfandegas, e mesas de' rendas
sero logo publicadas, e communicadas s tepar-
liges Qscaes, e annualraenle coleccionadas para
serem distribuidas pels mesm-is estacos.
Art. 172. Nas disposiges do presente regula-
mento, relativas organisago e servico das al-
fandegas, sero nicamente consideradas mate-
rias legislativas as que sao especiaes:
I" A laxa dos direitos de consumo, reexporla-
go, e exportaco ; de expediente, e outros im-
postes internos" e aos preces de armazenagem.
_2. Aos quadros dos empregados, suas nomea-
ces accessos, vencimenlos, aposentadorias, e
penas.
Todas as outras disposices podero ser altera-
das por decreto
Arl. 173. A leilura e consulla da legislagao
das alfandegas e das mesas de rendas ser fran-
queada nas reparliges competentes a todos os
capites ou mestres de navios, seus consignata-
rios, ou donos das mercadorias, quando o exi-
girem.
TITULO III.
Do rgimen econmico e polica
interna das alfandegas e mesas
de rendas e seus armazens, e dos
entrepostos, depsitos, e trapi-
ches alfandegados.
CAPITULO I.
DO EDIFICIO E aDMAZRNS IMTBBNOS DAS ALFANDE-
GAS E DAS MESAS DE 1VEXAS.
Art. 174. As alfandegas e as mesas de rendas
devem ser enllocadas em lugares de desembarque
os mais prximos do centro do commercio, em
edificios independentes o seguros, e sem contacto
com qualquer oulro particular, ou communica-
co para fra, seno pelas portas e pontes os
quaes lero as salas e accommodages convenien-
tes para os trabalhos do expediente, c os arma-
zens e depsitos internos que forem necessarios
bem cemo as pontes, docas, guindastes, machi-
nismos, trilhos de ferro, e vehculos iudispensa-
veis para, que se facam a descarga e embarque
das mercadorias, sua conduego, arrumago, ou
acondicionamenlj, e beneficios que necessitarem
com segutanga e promptidao.
Arl. 175. Os armazens internos sero construi-
dos de modo quo sej-im claros e arejados, o cada
um delles possa conter um numero tal de volu-
mes que baste um s fiel para o seu expo-
diente.
Art. 176. Cada urna das portas externas da al-
fandega ter duas chives desencontradas, urna
das quaes licar a cargo do administrador dasca-
palazias, ou do respectivo empreilero, e a outra
cargo do porleiro. As portas dos armazens t--
ro igualmente duas chaves desencontradas, das
quaes urna pertencer ao referido adminislrador
e a outra ao respectivo liel que a depositar em
mo do porleiro na hora da sabida e encerra-
mento dos trabalhos, depois de techado o seu ar-
mazem.
Ait. 177. Acabado o expediente do dia e fecha-
das as portas, nao se abriro esl3S seno no da
seguinte, na hora competente, salvo ordem, ou
em presenga do respectivo chefe da repartigao,
ou de quem suas vezes Ozor : roas nos casos ex-
traordinarios de incendio, ou de roubo, se a au-
loridade policial^ competente julgar necessaria a
sua abertura, nao Cumparecendo logo o referido
Chefe, o administrador das capalazias, ou o por-
leiro. mandar pratica-la pelo modo que fr mais
conveniente, tomando primeiro es cautelas e me-
didas que forem necessarias para seguranga das
mercadorias e valores depositados.
CAPITULO II.
DO nFCIMES ECONMICO E POI.ICM INTE XA DAS AL
FANDBOAS, ESAS DE IIENDAS F. BSTAQOBS Q'IE
LIIES SAO DEPENDENTES.
Secro 1.a
Das capatizias-
Art. 178. O servico das capalazias ser feilo por
administrago. ou por emprcitada.
Este servigo consistir :
1." Na descarga, recebimenlo, conduccao, se-
guranga, deposito, fiel guarda acondicioamen-
to, beneficio, aproveitameuto e enlrega de todas
as mercadorias e valores a cargo da alfandega,
ou da mesa de rendas.
2." Em todo o servico e trabalho brag.il que
demandar a remogo e movimento dos voloms
ou mercadorias, para seu despacho, exame e
quaesquer outros Bus, na forma da legislagao fis-
cal, desde a sua descarga al a sua sabida.
Art. 179. No caso de ordenar-se que o servi-
go seja feilo por empreitada, a adjudicaco lera
lugar mediante concurso, na forma da legislacao
em vigor.
Art. 180. Adjudicado o servigo, e prestada
pelo empreiteiro flanea idnea a todas as obriga-
ges a que por si e pelos seus preposles Bear su-
jeilo, lomar o mesmo empreiteiro conta, por
inventario.de todas as mercadoriase valores de-
positaos, e bem assim de todo o material per-
lencenie ao mesmo servigo.
Art. 1S1. O prego da a'rrematacao ou contrato
poder consistir era quantia fu. ou em urna
cena porcentagem na proporco do rendimento
meusal, que servir de base" para o calculo da
porcenlagem que competir aos empreados.
Arl. 182. Por conta, e cusa do empreiteiro
correro :
1." O fornecimenlo de todo o material preci-
so para o servigo a seu cargo.
2." A subsliluico de todo o material que se .
initilisar, ou que receber inulilisado, ou era es- '
lado que demande concert, inclusive os guin- !
dastes, carros, liilho3 de ferro, correles e mais
objeclos necessarios para a descarga e transpor-
te das mercadorias. soa arrumago, acondiciona-1
ment, guarda e seguraoga.
3." Os concertosque o ledo, ou tclhado, ca-
nos o pavimento do edificio demandarem ; e as '
obras necessarias para o bom acnndicionamenio,
arrumago e guarda das mercadorias.
4. Toda a despe/.i que requerer: 1., o
pessoal a seu cargo ; 2., a limpeza e asseio rfa !
casa da alfandega, ou mesa de rendas, seus de-
psitos, armazens, pateos, cocinas c suas depen- :
dencias e frente. i
Arl. 183. O empreiteiro ter o direito de no-
mear, admillir e demitlir os operarios e serven-
tes que julgar necessarios, precedendo o devido
accordo com o respectivo chefe da repartico; e
ser obrigado a satsfazer quaesquer exigencias
que este lirer para a despedida dos operarios e
serventes, a bem da fisc.alis.icao da renda ou da
moralidade, ordem e respeito que curaprc guar-
dar e manter em qual iuer repartico ou no ser-
vico publico.
Arl. 18i. Nos contratos respectivos se eslabe-
lecero as condices necessarias de accordo cora
as presentes disposiges, e. quaesquer outras que
se julgar convenientes para o hora desempenlio
do servico e seguranga da fazenda nacional;
marcandu-sc penas pecuniarias pela falla de
exicgo dos deveres, alm das em que incorrer
pela lafracgao do presente regulamento, na parte
que lhe competir.
Arl. 185. 0 servico das capalazias por admi-
.nistrago, nas alfandegas a que se refere a ta-
bella n. 1, licar a cargo dos empregados mar-
cados na mesma tabella.
Nas dentis reparliges em que o ministro da
fazenda julgar conveniente haver um adminis-
lrador e tantos fiis quanlos forem os armazens:
havendo, porm, um s armazem o administra-
dor servir igualmente de liel, ou vice-versa. I
Arl. 186 Alm dos empregados de que Irata o '
artigo antecedente, haver os operarios e serven-,
tes qye forera necessarios para cjnducgo c ar- '
rumaco das mercadorias, os quaes sero da es-
culla do administrador das capalazias, que pode-'
r exigir delles fianga, com approvaco do chefe
da reparligo. O seu numero ser" lixado pelo
ministro da Fazenda na corlo e pelas thesoura-
rias nas provincias ; tendo-se em attengo as ne-
cessidades do servico e o promplo expediente da
repartico. Os seus vencimenlos sero designa-
dos pelo mesmo ministro na corle e pelas lhe-'
souranas nas provincias, onvindo o inspector da !
alfandega respectiva.
Art 187. Na falla ou impedimento do admi-l
nislrador das capalazias, far as suas vezes o !
ajudante que o inspector designar, nas alfande-j
gas que liverem mais de um ; e nas que nao li- j
verem ajudante, o tiel que o inspector nomear ;
na dos Qeis, o mandador ou conferente das ca-
palazias que os mesmos fiis indicaren) ao ad-
minislrador, ficando por elles responsaveis. Nes-
tas subsliluiges percebero laes empregados,
alm dos vencimenlos do seu respectivo lugar,
a gratificago que competir ao impedido.
Art. 188. Todos os empregados das capalazias
sao immediniamenlc suboidiuados ao respec-
tivo administrador, que os poder despedir quan-
do o entender conveniente, pailicipaudo-o logo
ao inspector, ou quando por este lhe fr orde-
nado.
Arl. 189. Os ajudantes do administrador das
capatazias o coadjuvaro no exercicio de suas
obrigaces, segundo as inslrucces que delle re-
ceberem, approv3das pelo inspclor.
Arl. 190. O ministro da fazenda poder sup-
primir, quando o servico publico o exigir, as ad-
minislrages das capalazias actualmente creadas
ou contempladas na tabella n. 1; dando destino
aos empregados, conforme o seu merecimento.
Art. 191. a descarga e entrada ou recebimen-
lo das mercadorias sero verificadas pelo admi-
nislrador das capatazas, ou seus prepostos, que
na respectiva folha ou rol de descarga o decla-
raro, mencionando a data e rubricando-a.
Em insirueges especiaes, feilas sobre infor-
rasges do inspector de cada una alfandega, ou
administrador da mesa de rendas, o ministro da
fazenda regular o servigo das capalazias; po-
dendo mandar crear companhias de trabajado-
res para o seu desempeuho, e marcar-lhes, alm
de um mdico venc ment, urna remuneraco
por cada especie de trabalho ou servigo. impondo
conforme a n.itoreza das fallas, aos" infractores
das referidas insirueges mullas at 1:OUO>000 ao
adminislrador, seus operarios e serventes.
Art 192 Sao responsaveis:
Io O empreiteiro do servico das capalazias:
pelas fallas, extravos, avarias, damnos e quaes-
quer prejnizos que soffrerem as mercadorias,
desde o seu desembarque nas pontes ou caes da
alfandega, at a entrada no armazem a que forem
destinadas; e desde a sua sahida do armazem
al a sua entrega ou sahida da alfandega; pro-
vando-se que a falla, avaria, etc., fra occasiona-
da por culpa ou negligencia sua, ou de seus pre-
postos, ou por causa que elle poderia ler evi-
tado.
2o O administrador das capatazias: quando
o servigo das mesmas capatazias for feilo por
administrago, pelo mesmo modo do 8 prece
dente.
3o Os fiis : pelo mesmo modo dos ante-
cedentes, desde que as mercadorias enlrurem al
que sahirem de seus respectivos armazens.
Art. 193. A reparago ou indemnlsago dos
diranos ou extravos ser feita pelo causador e
rasponsavel, na formado capitulo 5" do presente
titulo.
Arl. 19i. Os damnos e extrawos porque fo-
rera responsaveis os operarios e serventes da no-
meago do administrador das capatazias, nao
eximem a este, nem aos seus ajudantes e fiis,
seoccorridos nos limites de sua responsabilidades
segundo o disposto no art. 192; ficando Ihes,
porm. salvo o direito de requerer ao chefe da
repartigao a retengan dos vencimenlos do causa-
dor do darano, ou do responsavel pelas faltas en-
contradas para seu pagamento, o de usar dos
meios que a lei lhe concede para haver a sua in-
demnisaco.
Art. 195. Fra dos casos previstos no arl. 192,
os empregados das capalazias nao sao obrigados
a outras indemnisages.
Art. 1%. As despezis de quo trata o art. 182,
no caso do servigo das rapalazias ser feilo por
administrago, correm por conta da fazenda pu-
blica.
Secro 2a.
Da pulira interna.
Arl. 197. A polica interna do edificio das al-
fandegas e mesas de rendas ser exercida pelo
chefe respectivo e seu ajudante ou escrivo, por
meio dos seguintes empregados, e da forca dos
guardas e vigias sua disposigo :
Io Porleiro e seu ajudante ;"
2o Administrador das capalazias;
3o Fiis dos armazens ;
4o Continuos c correios.
nico. No interior dos trapiches, armazens,
enlrepostos, depsitos e trapiches alfandegados
ser a polica ordinariamente exercida pelo mes-
mo chefe. por meio do fiscal competente e do
respectivo administrador e seus prepostos; c ex-
traordinariamente pelos empregados e torca de
guardas e vigas que tur para esse fim desta-
cada.
Art. 198. A vzta ou entrada na alfandega
ser perraittida independenle delicenga ;
Io Aos assiunanles da alfandega ou mesa de
rendas ; aos donos ou consignatarios das mer-
cadorias e aos seus caixeiros competentemente
habilitados na forma do capitulo 7" do titu-
lo 5.
2 Aos passageiros, durante o tempo neces-
sario para o desembarace e sahida de sua ba-
gagem.
3 Aos correctores.
4. Aoscapirs, ou mestres do navios;
5. Aos despachantes, seus ajudantes, e caixei-
ros despachantes.
nico. A quaesquer outras pessoas s pode-
r ser franqueada visita, ou entrada no edificio
da alfandega. ou mesa do rendas, seus arma-
zens, e depsitos, mediante licenga, que ser
da la por breve lempo, a pessoas cnhecidas e de
bom procedimenlo.
Art. 199. O inspector, ou administrador pode-
r prohibir a entrada na alfandega ou mesas de
rend.is, seus armazens. depsitos e trapiches al-
fandegados, a qualquer individuo, corrector, des-
pachante, seus ajudantes, caixeiros despachantes
ou asaignaote que fr encontrado commeltenlo
fraude, ou fr disso convencido, ou se tornar
suspeito. pelo seu comporlamento, aosinteresse3
da fazenda publica.
Art. 200. O inspector, ou administrador, ou
qualquer empregado fiscal, far prender toda e
qualquer pessoa que fr encontrada dentro do
edificio da sua repartico, ou de qoalquer depo-
sito, armazem, trapiche .ilf'indegaoo, ou entre-
posto, ou em qualquer embarcaco sujeita a fis-
calisaco, co mnetlendo fraude, ou oulro qual-
quer acto criminoso, ou contrario s leis e regu-
lamenlos ; e depois de mandar lavrar auto cir-
cumslauciado de lodo o occorrido. o qual ser
assiguado pelo respectivo chefe, com as testemu-
nhas preseuciaes. nos casos que nao forem da
sua competencia administrativa, o remetiera
respectiva aulordade judciar'n, ou policial, para
proceder ulteriormente na forma da lei.
Art. 201. As mesas dos trabalhos das secgos
sero rollocalas em lugares prximos uns "dos
outros, de sorle que o expediente corra fcil-
mente, os empreados promiscuamente so auxi-
lien), e o chefe da reparligo com facilidade os
inspeccione, e scalise o servigo a cargo de cada
um, ou de cada classe.
Nas pontes de descarga e embarque, qualquer
que seja a sua siluaco, sero destacados os em-
pregados competentes e necessarios para o ser-
vigo das conferencias das mercadorias.
Art. 202. O expediento da alfandega, ou mesa
de rendas comecar em lodos os das, que nao
forem dominaos, das santos de guarda, ou feria-
dos, das 8 s 9 horas da manha c lindar das
2 para as 3 la tarde, conforme a eslaco.
1. 0 servico das capatazias, das pontes,des-
carga, e embaruue, principiar das 5 at as 7 ho-
ras da manha, e acabar das 5 para as 6 horas
da larde, conforme a estago, e a afflueneia dos
trabalhos; podendo dar-se jos operarios, por
turmas, o lempo necessario para a sua refeigo e
rtrpouso. Nos portos onde, por circumstancias
locaes. o embarque, ou desambarque se "o po-
der effecluar seno por mares, os trabdlios de
carga e descaiga tero lugar nas horas do dia
compativeis com este servigo, e eslaro para esse
fim abertos o edificio da reparligo, e seus arma-
zens. e trapiches alfandegados.
2o O servigo das visitas dos portos e anco-
radouros principiar ao romper da aurora, seja
ou nao o dia (estivo, domingo, ou da santo do
guarda, ou feriado, e conliuuar ate o cahir da
noile.
3o O chefe da reparligo poder prorogar o
expediente e trabalhos de qualquer ordem, geral
ou parcialmente, por mais urna al duas horas,
quando houver afflueneia de despachos, e no caso
previsto pelo art. 170.
4. No dia da chegada ou sahida dos paque-
tes de vapor de linhas regulares, anda que do-
mingo, dia santo, ou feriado seja, o expediento
e servico a quo se referen) os Io o 2o lero
lugar nicamente para sua descarga e desca-
barago.
Art. 203. Haver era cada alfandega ; Io, 03
pesse medidas naciouaes, e balangasque forem
necessarias, ateridas gratuitamente pela casa da
moeda na corte, e pela aulordade competente
nos domis lugares ; 2o, o nnmero preciso de
contados, alcohon elros, termmetros, instru-
mentos slereometricos c areometrieos, e quaes-
quer outros proprios para as respectivas confe-
rencias, medicos e rqueago. Alm dislo ha-
ver rodo o material de carga, descarga, rondu-
go e arrumago das mercadorias, e que fr ne-
cessario para evitar ou apagar incendios, e salvar
os nufragos.
Arl. 204. Nos armazens e depsitos das alfan-
degas, e das mesas de rendas nao podero ser
recebilos, ou conservarera-se os gneros inflam-
maveis enumerados na tabella n. 6, ou outros
semelhanles.
1. Antes de comegar a descarga da erabar-
cago o chefe da secgo respectiva far exirahir
urna relago de taes volumes, ou mercaduras,
e a remetiera ao administrador das capatazias,
ou do eolreposlo, ou trapiche alfandegado para
que nao tenham entrada nestes, nem na alfan-
dega. Ao official da descarga tambera se dar
urna relago igual para que nao desembarque
taes volumes sem ordem expressa do respectivo
chefe de secgo.
2 Quando semelhanles mercadorias vierem
manifestadas com direcgo ordem, e at o pe-
nltimo dia da descarga da embarcaco se uo


O)
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA 8 DE NOVEMBRO DE 1860.
liver presentado na reparlico pessoa compe-
tente para seu despacho, ou deposito em trapi-
che, ou entreposlo especial, o respectivo inspec-
tor, ou administrador as mandar arrematar em
praga como abandonaaas, precedeudo editaos de
tres das, publicados pelo menos na folha official,
c, deduzidos os direitos e mais rcndimenlos de-
vidos, o liquido ser levado a deposito, para ser
entregue a quem direilo fr.
3. Se o capilo do navio, dono, ou consig-
natario das mercadorias houver feito em termos
siia declaracao da existencia de gneros inflara-
mavf is semelhantes, ou na forma eslabelecida
pelo presente regula ment, e nao obstante a
ineruadoria fr descarregada, far-se-ho effecti-
vas as penas do seguinte ao empregado por
cuja omisso semelhante falta se deu.
i." Verificada a existencia nos armaiens e
deposites liscaes de qualquer volume de tees g-
neros, ou semelhantes, ser intimado o dono, ou
consignatario, se Mr conhecido, para dentro de
24 horas despacha-lo, ou relira-lo para deposito
especial, na forma do arl. 231, nico ; o nao o
fazendo, ou nao sendo conhecido o dono, ou
consignatario, proceder-se-ha, dentro das 24 ho-
ras seguinles, sua venda em hasta publica, na
conformidad!) do 2, sendo alm disto multado
de 20s al 1009 pur cada volume, ou de l at
50 por fj'0 do valor dos referidos gneros, a ar-
bitrio Jo respectivo inspector, ou administrador,
alm da indemnisaco do da trino quo desse faci
resultar a outras mercaduras, ou ao edificio
coi que estiverem depositados, e armazenagem
en dobro desde o dia da sua entrada, ainda que
a nao deva.
S 5. as mesmas penas incorrer o dono, ou
cunsigoatario se o manifest couliver a declara-
cao de que os volumes encerro outras merca-
dorias, e antes, ou na occasiao de sua descarga,
nao tiver feito declaracao por escripto de suu
existencia.
Art. 205. No servico interno das alfandegas, e
metas de lendas nao sero admittidos operarios,
ou serventes que forem escravos.
Arl. 206. A carga de um navio, pelo que per-
tence a volunes de fazendas o gneros seceos,
ii. i.i em um so armazem, se fr possivel. Os
gneros vulgarmente chamados de estiva sero
depositados em armazens especiaes.
S nico. Os armazens sero indicados pelo
administrador
1* Estas declararles, pelo que pertence aos
lquidos em cascos, nome do navio e do capilo ;
flea porm livre s partes requerer vistura e a
sua medicno na occasiao da descarga, se nao cs-
tiver ainda feita por se conhecer que houve der-
ramamentn, ou quebra na quantidade do liquido
que os cascos conlinhara.
2. Feita a declaracao de que trata este srli-
go, s poder ser rectificada dentro das 24 horas
segnintes, vista de engao justificado peante o
respectivo inspector, ou administrador.
3. Pind o prazo marcado, os volumes e
morcadorias, sobre cujo contedo nao se houver
feito a declaracao exigida, sero postos em boa
guarda em um armazem especial, onde permane-
cern at 6 mezes, cobrando-se por esse lempo
armazenagem em ddbro ; e se durante esse pra-
zo nao comparecer seu dono ou consignatario,
ou alguem por elle, considerar-so-ho abando-
nados, procedendo-se nos termos de consumo, na
forma do cap. 6 do regularaento.
I. Se as mercadorias por sua natureza forem
sujeitas a corrupcao, o prazo de estada cima fi-
xado ser de 3 mezes, procedendo-se em todo o
casojde avaria ou corrupcao, nos termos presenp-
los pelos art?. 51, 516 6, 517, 530 e seguidles
do prsenlo regulamenio.
5. Os donos ou consignatarios das mercado-
rias assim recolhidas podero coratudo receb-las
dentro do prazo marcado no antecedente, e
al o momento do sua venda em leilo, fazenJo
as declaraces determinadas, e justificando que
Ihes pertencem vista do conhecimento, factu-
ra, ou cartas de aviso quo liverein recebido, e
solvendo a armazenagem em ddbro do quo trata
o mestno paragrapho, alm da multa de 10$ al
200$, que llie ser imposta pelo respectivo ins-
pector ou administrador,
Art. 211. As declaraces determinadas pelo an.
210 conlero o numero, quantidade e qualidado
peso, ournedida da mercadoria; e se no acto da
verilicaeaopara o seu despacho se reconhecer que
1 as declaraces sao falsas na especie ou notadas
quanlo quanldade, peso, medida, ou qualidade
da mercadura, os que laes declaraces Uzeram
sero multados de 10$ at 50000 : verificada a
existencia de fraude, se observar as disposices
do artigo 553, I, e da ultima parlo do artigo
558.
Uuco. Nao sero admitidas declaraces va-
gas, ou deque ignora-se o que conlm'o volu-
adminislrador das capalazias, ou
do entreposlo, deposito, ou trapiche alfaode- ne ; e nesle caso, quando a parte o requer, ser
gado. permittido. dentro dos prazos marcados no artigo
Art. 207. Nenhuma 3Utoridade de qualquer I antecedente, verificar o conteni dos volumes
ordem que seja, poder entrar nos edificios das em prseos do um empregado de confianen do
alfandegas, e mesas de rendas, seus armazens,
depsitos, porlos, registros e outras dependen-
cias, ou nos enlreposlos e trapiches alfandegados,
ou ainda as embarcares quo eslivcrem em
chele da reparlico, mediante o pagamento da
multa de I 1/2 % do valor das respectivas mer-
caduras.
Art. 212. Durante o prazo marcado no arl. 210,
carga, ou rn descarga, ou franqua, ou sujeitas ou no Jos 2, 3 e 4 do mesmo artigo, e nos ca-
sos por elles previstos, sero aceitas todas c
quaesquer declaraces s abre a existencia de mer-
cadorias em fundos falsos, ou oceultas por outro
qualquer modo.
1 Em qualquer oulra occasiao posterior aos
< referidos prazos a vorificaco do facto da existen-
do de- c'a ue mercadorias em fundos falsos, ou oceultas
por outro qualquer modo, com o fim de defraudar
a fazenda publica, anda que feita em virtudede
declaracao, ou denuncia do dono, ou consigna-
lirio do volume, dar lugar imposico das pe-
nas dos arts. 556, 557 e 558.
2. As declaraces exigidas no art. 210 sero
escripias em papel de formato ordinario, confor-
liscalisaco, nao estando desernbaracada. e
crlenles, por si, ou por seus delegados, ou ofii-
cacs, para exercer actos do jurisdiecq, sern
permisso do respectivo inspector, ou adminis-
trador, e precedencia de pedido de dia, e hora
para esse Um ; ao que se preslaro os referidos
inspector, ou administrador, nos termos
crelo n. 512, de 16 do abril de 1817.
1." No caso do captura de delinquentcs, ou
de individuos, contra quem se tenlia ordenado,
ou decretado pristo, s poder esta ler lugar
mediante preca loria, ou requisico da autordade
i or plenle.
Ji 2." No caso de flagrante delicio, em que o
de aprendizes desse arsenal, depois de satisfei-
tas as condices legaes, o menor Aydano
Dito ao mesmo. Recommenda Vrtic. que
faca entregar com urgencia ao com mandante-da
companhia fixa de cavallaria os 2 ciarlos, que
mandei fornecer mesms companhia
Dito ao commandante do presidio de Fernan-
do.Communico a Vmc. que no vapor Viamo,
que sahir deste porto no da 9 do corrente moz,
seguem para esse presidio 16 presos militares, e
37 sentenciados civis, cujas guias Ihe sero re-
mcltidas, e algumas pracas de Ia linha. que de-
vein substituir igual numero do destacamento,
que ahi existe
Devo prevenir Vmc. de que o coronel com-
mandante das armas Ihe enva urna relaco no-
minal das pracas, que teern de ser ahi substitui-
das,devendo Vmc. providenciar para quo venham
exactamente aquellas, cujos notnes conslarem
dessa retaQo, e nao ootras.
Outro sirn, declaro Vmc. que e commandanle
do vapor Viamo leva ordem raui terminante
para se demorar ahi o meos que fr possivel,
pelo que nao deve Vmc, ainda bem do servico
publico, fazer demorar o mesmo vapor mais
lempo, que o absolutamente necessario, nao
ha ver para isso urgencia.
Dito ao mesmo. Remello inclusas a Vmc. as
guias dos 37 sentenciados de justiga, que se
refere o mcu ofTicio desta dala, o cujos nomes
constara da relagao junta e a do preso Francisco
da Rocha Fontes, que j existe nessa ilha.
Dito ao director das obras publicas. Expeca
Vmc. as suas ordens para quo o engenheiro cn-
carregade da estrada do sul, enlendendo-se
com o juiz municipal do Serinhom, examine e
orce os reparos de que precisa a respectiva ca-
deia, reraiteiido-rao com brevidade o resultado
desse trabalho.
Dito ao mesmo.Remello incluso o oficio do
chefe do polica datado de 2 do corrente para
que Vmc, examinando o lug*r destinado para
celebrarlo do sanio sacrificio da missa na casa
do detenco, indique as providencias que llio
parecercm necessarias aim de saiisfazar-se o
que exige o Exm. prelado diocesano, devolven-
do-me Vmc. o citado officio.
Dito cmara municipal de Caruar. Intei-
rado ile quanlo me communica acamara muni-
cipal de Caruar em officio de 17 de oulubro
ultimo, tenho dizer-llie que approvo as arre-
mataces dos imposlos das rendas das freguezias
do mesmo nome e da de S. Caelano da Rapuza,
na importancia de 5624J00 riS meuciouado no
seu citado offleio.
Portara. O presidente da provincia, lendo
em vista o que requereu Tiburcio Haymun lo da
Silva lavares, pralicanle da thesouraria de fa-
zenda, e bem assim a informaco do respeictivo
inspector de 29 de oulubro ultimo, sob n. 1119,
resohe conced<>r-lhe 40 dias de licenca com ven-
cimenlos na forma da le, para tratar de sua
gande.
deiinquente, perseguido pelo clamor publico, se ,me modelo da nota para despacho, rubricadas
inlrouzir por qualquer modo em algum edificio pelo chefe da reparlico. numeradas, encaderna-
sujeilo liscalisaco daalfandega, nu mesa de das e archivadas, para serem conferidas a todo o
rendas, ou em seus armazens, eulrepostos.de- lempo com o contedo do volume en despacho, e
pos tus, e trapiches alfandegados, o iuspector, ou I"11"8 quaesquer outros elTeitos fiscaes; formando
administrador o far prender, e remetler au- as deciara;es dos volumes pertencentes carga
tordade competente. de cada navio um ou mais tomos, em separado,
Art. 208. As mercadorias existentes as alian- Je cada viagem.
degas.ou mesas de leudas, e seus armazens in- Art. 213. As declaraces exigidas nesle espi-
temos, ou externos, nos enlreposlos, e depsitos, lu, sero dispeensadas vista da nota para des-
ou trapiches alfandegados, e as embarcaces | pacho, apresentada dentro dos prazos marcados
sujeitas scalisaco s podero ser embarca- no ar'- 210.
das, sequeslradas, ou penhoradas, em quanlo
nelles permanecerem, nos seguinles casos :
1. De execugao para pagamento de dividas da
iaz'.'iida nacional.
2. De arrecadaco de bem de defunlos e
ausentes, nos termos da respectiva legislaco.
3. De execuco a quo se referem os artigos
52". 619. e 785 do cdigo docoramercio.
I. De penhora nos lermos do art. 520 do
regulamenlo n. 737 de 2) de novembro de 185tl.
guardada a disposifo do arl. 266 do prsenle
regularaento.
Art. 2U9. as hypolheses 3.a e 4.a do artigo
precedeutu serio observadas as seguinles
regras :
l. Apresentar-se-ha ao respedivo chefe da
reparlico fiscal carta piecatoria rogatoria, le-
galmento expedida em nomo do juiz competente,
d "jual dever conter: l., no caso de embargo,
(C)oniima.)
Governo da provincia.
. EXPEDIENTE 1)0 DIA 5 DE NOVEMBRO DE 1860.
Officio ao coronel commandante das armas
Com a inclusa copia da inforrnaco do inspector
, da thesouraria de fazenda datada de 2 do corren
le, sob n. 1139, respondo ao oficio que V. S. me
dirigi em 31 do oulubro ultimo, sob n. 1I4G,
que veio annexo outro do rrajor Joo do llego
i [tarros Falco acerca do pagamento dos venci-
| montos da (orea por elle commaudada no termo
! do Ouricury.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de ministrar
j as informaces que acerca da prclcnro do leen-
te Antonio dos Sanios Caria exige" o inspector
da thesouraria de fazenda no incluso officio, que
Encontr, porem, na ffazione, um docu-
mento citado favor do ultimo ministerio. o
texto da mensagera ao re, assignada antes da
sua demissao, por lodos os membros do gabi-
nete.
Este documento, de um interesse retrospec-
tivo, muito extenso para que posss ser repro-
duzido na integra. Vou resumi-lo ;
Senhor, os tempos sao mos, e vamos
faller-vos livrementc. Por mil e urna rases so-
bre as quaes itvemos correr um vio, a vossa
dynastia est perdida ; o povo j nao lem con-
jjsnca em vos. E impossivol fazer resuscilar a
f publica. A cruz da Saboia, apoiada pela
Franca e pela Inglaterra, dirige-se contra V. M.
Que ha fazer agora ? Resistir todo o custo
Mas a raarinha e o exercto abandonam-vos. Os
Bavaros esto sem f nem lei. Suppondo a vic-
toria, ella nao se alcaicar seno por mel de
ros de sangue. O abys'rao ser enlo mais pro-
fundo entre v3 e o vosso povo. Era concluso :
escrevei um manifest generoso aos vossos subdi-
tos, e um protesto enrgico F.uropa ; enlregai
a regencia, nao um principe rea!, mas um
ministerio dedicado, e solido, e relirai-vos. Se
nao fuerdos cousa alguma, daremos a nossa dc-
misso, e lereis a dor do perder o vosso gabi-
nete se vos obstinardes em conservar a vossa
coroa.
O re seguio esto conselho, o nos vimos o
resultado de semellianle loucura. Nao coniou
os seus interesses um principe real, que os le-
ria podido sustentar, mas um ministerio solido
e dedicado, quem entregou aples............
Vou rectificar um erro que commetti na
rainha ullima carta. Nao foi Garibaldi que se
rendeu o forte de Saul'Elmo. O erro proveio
de um passei que o dictador tinha feilo s im-
raediages da cidadella. Eis a historia exacta:
A guarnico do furto era composta de qualro
companhias do 6 regiment de linha, e de urna
companhia de arlilharia. Amotinou-se no sab-
bado com a polica de que 3 queriam mandar
para Capua. Teudo-se-llie apresentado um co-
ronel de arllharia para Ihe pedir a evacuaco em
nome do ministerio da guerra, cncontrou as pon-
les levantadas, os anilheiros postos, e foi re-
cebido tiros de fusil. Informado deste facto,
mandou o dictador dizer pelo lelegrapho, a gente
da guarnico que tinhara a liberdado do regres-
sarem suas casas, se assim o quizessem. Es-
la noticia foi urna grande festa ; saltos de ale-
gra, fugeles laucados ao ar, vivas Garibaldi e
desergo immediala. Sant'Elmo foi logo cerca-
do de gente do povo, quo comprava por um pro-
co vil a bagagem dos soldados. Mas nnguem
poda tomar posse do forte. Alinal, s seis ho-
ras, urna palmilla de guardas nacionaes, com-|lonlim Villela ; assim como
posta de oto humens e um cabo, avisada por um lo da 2a vara para relator.
paisano, mar.hou de Antiguano para Sant'Elmo.
Encontraran] no carninho um olficial o um porta-!
bandeira ; reuniram-se tres ou qualro do blusas
Temos carta de Iogazeira. firmada em 8 de
outubro ultimo ; o d'ella extractamos os seguin-
les trechos :
O delegado deste termo, o tenente Francisco
Paulo de Souza Malagueta, t*m assombrado assaz
os innocente com culpa nos cartorios, nao im-
portando-se com a alta gerarchia, a que possam
e les pertencer : persegue criminosos, o nao
olna para brasoes, nem po de peior alguns,
como o fazia alguem que hoje anda para as ban-
das dos ventos sus.
Isto posto, deve; saber que nao pode elle ir
agradando a certa gente : o que tanto mais cor-
to quanlo j urna cruzada e ergue contra o mes-
rao,propalando que o ho de confundir com as ar-
mas favoritas da intriga e da calumnia.
No enlanto as pessoas honestas o pacificas
deste lugar, que nelle desejara o imperio da lei,
lamenlam que nao lenha o referido delegado
urna Torga sufficienle para poder proseguir na sua
louvavel tarefa de perseguir os criminosos deste
termo.
A guarda nacional j pouco apparece aqu
em destacamento, edizera-me queso ha quator-
ze pracas de polica, com as quaes somonte cun-
ta o Sr. Halagela ; o que sem duvida insuffi -
cienlissimo para cercar-se a um valento de nota,
como os ha por aqu.
So o Sr Dr. chefe de polica nos ouvise, pe-
dir-lhe-hiamo3 que so dignasse de ministrar-llie
meios bastantes, para que elle ponha era acgo
seos desejos de bem cumprir a misso, que Ihe
foi confiada, sem que corra o risco de ter a son
do assassinado delegado Joo do Prado Fer-
reira.
Procederara-se as eleiges de juizesde piz
na molhor harmona possivel, devido s boas n-
lencOes do respeitavel coronel Francisco Miguel
de Siqueira.
A secca grassa, o j vamos lemendo que o
anno vindouro nos faga alguma perraca, ainda
mesmo era nao chover logo, como convem : por-
que enlo ludo esl perdido.
Temos lido
rendada por......................
dem 4.-Filhos de Jos 'Rodrigues
do Passo, casa terrea arrendada
por.......................%........
dem 6.Salvador Pereira Braga,
casa terrea arrendada por........
dem 12. Joaqum Moroira Pint',
e outros casa terrea arrenoada por
dem 22.Bernardino Jos LeitSo,
casa terrea arrendada por........
dem 2i.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 28.Ma ia Joaquina de Car-
valho, casa terrea arrendada par
dem 32.Anna Thereza do Sacra-
mento, casa terrea arrendada por
dem 17. Antonio Ferrera dos
Sautos, casa terrea arrendada
por ;........
dem 19.Momea Luiza Gongalves
Franca, casa terrea arrendada
. P"...........
dem 21.Antonia Mara da Penha,
casa terrea arrendada por........
dem 23.A mesma, casa terrea
arrendada por....................
Ra do Nogoeira.
N. 6.Mara Cardoso da Silva, ca-
sa terrea arrendada por..........
dem 12.Manoeljos Cabral, casa
terrea arrendada por.............
dem 20.Joo Bernardo de Sen-
na, casa terrea arrendada por....
dem 28.Manocl Ignacio de Aze-
vedo Carvalho, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 32.Joanna Nepomucena da
Silva, casa terrea arrendada por
dem 36.Ilerdeiros de Manoella
Joanna, casa terree arrendada
por..............................
dem 1. Ordom 3a de S. Francisco,
casa terrea arrendada por........
mil m?< nnrZT'03 n,9s Sados ^la secca o ; Iderr) 3.-A mesma, casa terrea ar-
mal inste ; porem temos lido lambem sempre rendada por
de lempos lempos alguma chuvinha, que ha dem 5.-A mma,"c'as'a"t'r'rea''r-
conservado a mor parte do gado, ainda que bas- I rendada por
lante magro Icm y.-l'adre JuV'JosedaCosU
Z- 1 lj d,9 corr.ftn e, deve ter lugar o jo-! Rlbetro, casa terrea arrendada
gnenlo em ultima instancia dos soldados do; por
pnmeiro balalhao de infamara da guarda naci- dem 9.j''iim' 'Francisco d A-
uai uo commaudo superior deslo raunicipin,
Jos Joaquim Goianna e Conslantno Folippe
Santiago.
Foram designados para cnmpnsi<;o da junta
de appellaco os lenles coronis da mesma
guarda nacional Francisco de Miranaa Leal Sevo,
Rodolpho Joo Barata de Almeida, e Joo Va-
o L)r. juiz de direi-
Dia. O presidente da provincia, atlendcndo escarales, alguns p i/.anos armados de chucos.
ao que lho requereu Joo Tiburcio da Silva (lu-
maraes, amanuense do hospital militar, r'esolve
conceler-lhe dous mezes do licenca coravenji-
meiitus para tratar de sua saude onde Ihe convier.
Dita. O Sr. gerente da companhia pernam-
cana le vapores mande dar transporto para o Rio
Grande do Norte,por conta do ministerio da guer-
ra, no vapor Iguarass, ao capilo do \tin. bala-
lhao de infatuada Mjrioel Luciano da Cmara
Guaran e sua mulhi-r, bem como ao lenle do
9. balalhao da mesma arma Antonio dos Sanios
Caria. Communicou-se ao cororel comman-
dante das armas.
Dita. O Sr gerente da companhia per-
dous burzuezes, e mais idiante euconiraram o
coronel de arllharia que na vespera se liulia
apresenlado. Knlraram enlo na cidadella.
Tudo se passou na melhor ordem. A'vista
da cruz da Salioia, a guarnico grilou : Viva Ga-
ribaldi S restavam uusseissentos soldados,
q'ie salitram depois aliivamente com armas e
bagagens. Os laszaroni marchavara na frente
cum a sua bandeira italiana. Foram por toda a
parte acclamados com enlhusiasrao. Da fileira
sahiram muitos para pedirem lacos. Tornavam-
so Italianos para nao continua'rem ser sol-
dados.
No forte foram encontradas 63 penas de 3r-
lambucaoa do vapores mande dar transporto pa-; lilharia, 5 obuzes. um morleiro para bombas, o
o theor do despacho, ou sentenca que a elle liver; mo s',u devolvido com os papis que o acompa-
jnandado proceder, e, no caso" de penhora, o! nnam-
iheor da sentenca proferida contra oexeeulado, l'"r> so mesmo.F.m vista do que V. S. infor-
.'legilimmenle "passada em julgado : 2.", em mou em flicio n. 1155, de2do corrente, o au-
qualquer dos casos mencionados, a iniporlancia 'or!so.a maodar passar escusa do servico ao sol-
da divida para cuja seguranza, ou pagamento se j dado da companhia de artfices Jos Cecilio Al-
tera de fazer o embargo ou penhora: 3.", espe- vos Q<8Meridoriea, ac citando em seu lugar o pai-
cificaco das mercadorias, ou volumes que se ZH" J"se Modesto de Oliveira, que fui conside-
houverem de embargar, ou penhorar. r'1j Vl Para esse lirn em inspeceo de suadt.
2." Mandada cumprir pelo respectivo ins- Dl*" 80 I)r- cntJe de polica.Arabo de solci-
pector, ou administrador a precatona, se proie- i,ar d" Kxm- Sr- presidente da provincia do Cear
a expedir."io de suas ordens para que Sejam rece-
bidos na cadeia do Crat'i os presos recolhidos na
do Oarisury, conforme indica V. S. em san ulli
co desia data ; o que communico V. S. para
que ordene immediatamente a remoco dos re-
feridos presos ou aguarde a resposlado mesmo
3. Este auto ser assignado pelo empregado ^XID Sr-. como for mais conveniente.Ofciou-
a cujo cargo estiver a guarda das merendonas, a sa" presidente do Cear.
quem os olliciaes de jusiiea daro a contra f do
mesmo auto, para se averbar, lano na precauto-
ria, como margem do livro das entradas das
mercaduras, o embargo, ou penhora que aellas
se liver feilo.
dfr a exame, Lonfereucia e avahado das mer-
cadoras, pela mesma forma que se procede para
pagamento dos direitos; e logo se fir o embar-
go, ou penhora, lavraudo-so o auto nos lermos
dos arls. 327,328, 511, 512 e513 do regularaento
de 25 de novembro de 18)0.
Dito no provedor da Santa Casa do Misericor-
dia.Respondo ao officio que V. S. me dirigi
em 10 do .elembro declarando que, alienta a in-
formaco do inspector da thesouraria provincial,
constante da copia junta, nao se pode despender
i 4. Efectuado o embargo, ou penhora, ficar i rnaisi'e IjjOOO diarios com o curativo das pracas
suspenso o despacho das mercadorias embarga- j''" flPo de polica, que forem recolhidas ao hos-
das, ou penhoradas al final decisao ; mas su '"la! Je candado.
esla se demorar, de sorle que passe o lempo por Di, ao commandante de polica. Mande V. S.
que podem ser guardadas nos armazens e depo- aPrt'sentar com urgencia ao Dr. chefe de polica
sitos fiscaes, so observaro a respeito de laes l-).Praas do corpo sob seu commaudo alim de sc-
mercadorias as disposices deste regulamenlo S"irem para o termo de Cimbres onde devem fi-
relalivas ao consumo; declarando-se nos aunun- car destacadas sob o commando do capito do
cos esla circumstaucia, para que os inleressados i e*1rCll Timoleo Peres de Albuquerquc Mara-
ra o porlo da Granga.no vapor Iguarass em lu-
gar destinado para passageiros de estado ao Da-
charol Carlos Eugenio Donarcho Mavignier, juiz
municipal nomeado para o lermo de villa-Vicosa.
Dita. O Sr gerente da companhia per-
nambucana mande dar urna passagem de estado
para a provincia do Ceai, no vapor Iguarass
a Pedro Se vera ne Cesa da Fonccca Lins.
/Cxpedinle do secretario do governo.
Olicio ao commandante das armas. O Exm.
Sr. presidente da provincia manda comraunicar
a V. S. que a sabida do vapor Viamo para o
presidio de Fernando esl transferida para o dia
,9 de:(e mez. Fizeram-se idnticos avisos ao
i chelo de polica, e ao juiz municipal da 1.a vara.
! Dito ao conselheiro presidente da retaceo
j Declaro a V. S. de ordem de S. Exc o Sr. presi-
I dente da provincia que o mesmo Exm. Sr. lirou ,
: Uiteirado pelo seu officio de 3 do correle de ha-1
: ver V. S. nomeado o desembargador Manoel Ro-
drigues Villares, para servir nterinanienie o lu-
gar vago de procurador da cora soberana e fa-
zenda nacional. C.ommunicou-se thesouraria
de fazenda.
DESPACHOS DO DA 5 DE NOVEMBRO.
Requerimentos.
3011. Tenente coron Bernardo Antonio de
Miranda.Remctlido ao Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda para mandar passar o titulo do
. aforamento com a conJieco indicada pela cma-
ra municipal do Recite n officio constante da co-
pia junta.
3015. O baio do Livramento. Dirija-se
thesouraria de fazenda.
300. Feidel Pinto & C. Transfira-se o
aforamento na forma pedida.
3(J 17. Tenente Francisco Goncalves de Ar-
roda. Em vista da informaco nao lem lugar.
3048. Jos Antonio de Araujo. Passe por-
tara no sentido em que requer.
30(9.Joaquim Umbelino dos Passos.Apr-
senle o menor ao Sr. director do aisenaldo
guerra.
3050. Manocl Brito de Quciroz. Informe
o Sr. eommandan c do corpo de polica.
3051. Joo Baptisla de Medeiros. Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
urna consideravel proviso de vveres o muni-
ces.
Foi desta manera que uns 15 bravos se d-
ngirain pa.-a a formidavcl cidadella que dona ar-
,T poles.
razar N.
zevedo, casa terrea arrendada
por ..............................
dem 21.Antonio Jos deMaga-
ihaes Bastos, casa terrea arren-
dada por .........................
dem -23.Jos dos Santos Nevos,
sobrado de 1 andar luja, arren-
dado por.........................
dem 35.Joaquim Hara de Jess
Alves. casa terrea arrendada por
dem 37Joo Francisco de Azo-
vedo. casa terrea arrendada por
luja
rendado tudo por.................
IJem 41 Anastacio Alexandrino
de Soares Dutraeoutro, casa ter-
rea arrendada por................
dem 3.Viuva e herdeiros de Mi-
guel Jos Hibeiro, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 47. Francisco Pedro Ferrei-
ra, casa terrea arrendada por___
N urna correspondencia de Beyronlh, dirigida
ao Slornmg-Posl, l-se ao seguinie :
Faud-Fach esl de volta de Damasco. Vi-
ve em urna barra prxima dos quarleis e pensa
cm se demorar aqu uns quinze das.
<< Posso hoje informar das operaces do tribu-
nal extraordinario, urginisajo receiiiemente para '
julgar as pessoas aecusadas pelos christos de I
Daraisco. pelas autoridades locaes, pelos consu-:
les cslrangeiros, etc.
A primeira tornada de criminosos nao era in-
ferior 800 ; 111 foram fusilados. 56 enterca-
dos, 1^9 condemnados grilheta perpetuamente,
Ha desterrados, 186 mandados para irab.ilhos
l->rcados temporarios, e 83 pessoas foram condem-!
nadas morlo por contumazes.
passalo, convocou Fuad-Pach
pessoas de Damasco, e fe/.-lhes severas represen-
taces sobre as horriveis atrocidades que linham
deshonrado a sua cidade.
a Disse-lhes que, alm dos castigos j appca-
uos, lnham de fornecer ao governo 2000 mance-
bos para servir no exordio imperial turco. Fuad-
Pach nao Ihes poupoi as palavras como Ibes
nao poupava a applicaco das penas.
Disse-lhes : Nao julgao que esle seja
< vosso nico Ccsligo ; Qcae convencidos de
o sullao e os seus alijados conservarlo urna in-
?. delevel Icnibranca dos actos atrozes e cobar-
des, de que vos leudos tornado culpados, e ao
menor signa! de r-bellio conlra a autordade,
ou ao primeiro indicio de um ataque contra os
< christos, n'esta
podra ; tanto os
Arcuniao deste tribunal ser no palacio da
presidencia; pelas 11 horas d'amanhas.
No dia Io entrn em exerccia da capita-
Vrl.' u1 pr';,vl"cla ch"fe dc <1,v,sao Uem 39.-Ursuls Variadas Virgens,
5' r n' Josi,aria Fe,rreir?' ?ue P?? "*?'" sobrado de um andar c luja ar-
gar tora nomeado por decreto imperial de 14 de
julho p. p.
Foi creado um districlo de delegaca de po-
lica no novo lermo de S. Berilo, comarca da Ga-
ranhuns, cujos limites sao os mesmos assignados
ao referido termo.
^ Foram honlem despronunciados os Srs.
Francisco Antonio da Silva Cavalcanti e Amo-
nto Jos Duarte, porteiro c ama.iuensc cartora-
rio da thesouraria. provincial, peto erime do res-
ponsabilidade, de que eslavam sendo proces-
sados.
Foi honlem julgado em conselho o sollado
da -i* companhia do corpo de polica Rayrnundo
Jos dos Santos, accisado por crime de desobe-
diencia. O conselho de julgamcnlo fui composlo Srf
do seguinte modo.
PresidenteMajor Alexandro de Barros Albu-
querquc.
AuditorDr. promotor publico F. L. do Gus-
mo Lobo.
Vogaes2o tenenlo de arllharia Manoel Gon-
calves Rodrigues Franca.
2o lenle de arllharia Jos Antonio
Rtbeiro de Fretas.
2o tenente de arllharia Filippe Mar-
ques dos Santos.
Alferes Joaquim Barbosa dos Res.
Pedro Mara de Abren.
Entrou honlem do cruzar por 30 dias o bri-
gue barca de guerra llamarac, que ao por do
sol arvorou a insignia doSr. chef. da eslaco.
Eslevo viole e cinco dias sob a vela, o leve fre-
quontfis exercieios.
Sae amanhn para a ilh.a de Fernando de
2OJO0O
192*000
216*000
1449000
132#000
120*000
96J00O
72*000
168J00O
180*090
180*000
180*000
19 2j>000
240JOOO
2OJS00O
300S009
120^000
120*000
2O#000
120S000
246*000
20S03O
163*000
300SO0O
20si000
330*000
360*000
592*000
300*000
192;000
240|000
Contina )
EXTERIOR.
requeirara o que julguem a bera de 6eu direilo ;
liavendo-se por transferido o embargo, ou pe-
nhora para a soturna que ficar liquida, averban-
do-se na precatoria. e no livro das entradas, na
forma do antecedente, e communicandose ao
juiz competente o occorrido.
ao Dr. chefe de po-
nho.Communicou-so
licia.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
IlavonJo credilo mande V. S. pagar ao bardo do
Livramento a qusolia de res 3.8 0*0o0, que
lem direilo por ha ver feito 210 bragas de atierro
no caes em roda do palacio da presidencia, se-
a caita precatoria ao respectivo chefe nos rasos
do artigo 208, e com as formalidades proscriptas
nos antecedentes; indicando-se, quanto ao
navio, o seu nome e o do capito; e dado o des-
pacho para seu cumprimenlo, se proceder na
forma do 2., devendo ser as mercadorias im-
mediatamenle descarregadas, c o navio entregue
ao depositario judicial, depois de desembarazado
e correnle.
6." A entrega das mercadorias, dinheiros, ou
navios embargados, ou penhorados, nao se elfec-
lar a quanlia de 1000S000 pera occorrer ao pa-
gamento das despezas dnquelle eslabelecimcnlo
na primeira quinzena do presente mez.Com-
muoicou-se ao commandante das armas.
Dito ao mesmo.Estando nos termos legaes os
documentos junios, mande V. S. pagar Francis-
co Jos do O, ou pessoa por elle autorsada, os
voncimentns relativos aos mezes de agosto e ou-
lubro desle anno, do destacamento de guardas na-
cionaes da villa do Bonito, segundo requisitou o
I commandante superior em cilicio de 31 do ull-
luar sem que seja exigida por nova carta pre- ; mo dos citados meies.-Communicou-se ao com-
catona rogatoria dojuizo commercinl, c sem que mandante superior respectivo
fasenda nacional seja sasfeita de quanlo Ihe | Dito ao mesmo. -Transmiti por copia a V
No caso dos &3 *. e o.. com pro- S., para seu conhecimento, copia do aviso que
me dirigi o Exm. Sr. ministro da guerra no
mez de outubro ultimo, declarando que data
fr devido.
calora do juizo'competente, pagos
direitos, armtzeiiagem, ou laxas a que estiver
sujeila, pode a mercadera ser removida para
deposito judicial.
7. O embargo, ou penhora, que se fizer na
forma do ., nao impedir a descargadas mer-
cadorias embargadas, ou penhoradas, para os
armazens ou depsitos das alfandegas, nem
obsiar a apprehenso, que se deva fazer das
mercadorias, ou dos navios que se liverem em-
bargado, ou penhorado. nos casos, e pelo modo
decretado nos respectivos regulamenlos, seu
processo, julgamenio e plena execugo, ainda
que d'ahi resulto inulilisar-se o embargo ou,
penhora, no todo, ou em parte.
CAPITULO III
DA DECLARACAO DO CONTF.DO DOS VOtUMES E MER-
CADORIAS ESTRADAS PARA OS ARMAZESS DA AL-
FANDEGA. OU JIESA DE RENDAS.
Art. 210. O dono, ou consignatario das mer-
cadorias importadas, e na sua falla o capito ou
inestre da embarcaeo que as transportar obri-
gado a apresentar, dentro do prazo de doze das,
depois que o navio dr entrada, urna declaracao",
por elle assignada, da qualidade e quantidade
das mercadorias que espera receber, nome do
navio e do seu capitn, marca e numero doi vo-
lumes, e igualmente o seu valor, no caso em qno
s mercadorias estejam sujeitas a despacho por
factura.
se contaro as lirencas, de que necessilarem os
officiaes do exercilo para tratarem de seus pa-
decimentos, e por quem devem ser ellas con-
cedidas. Communicou-se ao commandante das
armas.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Em vista dos documentos juntos, mande V. S.
pagar aos alferes do 8o batalhao do infantaria
Jos Joo de Carvalho e Joaquim Manoel da Sil-
va S a quanlia de sessenla mil ris que des-
pendern) com aluguel de casas para s ja resi-
dencia durante o lempo que estiveram empe-
gados em dehgencias policiaes no centro da pro-
vincia, competindo d'aquella quanlia ao Io dos
referidos officiaes a do 48*000 ris, e ao 2o a de
12*000.
Dilo ao mesmo Inleirado do contedo de
sua informaco de 3 do corrale, sob n. 506,
tenho a dizer que, quando for possivel, mande
V. S. pagar ao professor publico de instrueco
elementar de Nazarelh do Cabo, Francisco Be-
ringuer Cesar de Menezes, a quantia de..........
1:039*375 ris que se Ihe est dever, prove-
niente da gratificaco por mais de 12 annos de
servico.
Dito ao director do arsenal de guerra. Em
vista dc sua informaco de 3 do corrente, sob
n. 319,0 autoriso mandar alistar na compauhia
De urna correspondencia de aples dirigida
Presse, extrahimos o seguinte :
O general Saugel, que commandou a guar-
da nacional por espaco de alguns dias deu a sua
demissao. empregando nesse acto ns Seguinles
expressoes. Essa caria um documento hon-
roso na loriga rarreira do velho general;
Senhores.Proposto pelo governo para
o honroso commando da guarda nacional na pro-
vin.11 de aples, aceitei esto encargo com or-
gnlho, apesar da suprema difficuldade e da so-
lemnidade do momento em que o assumi, por-
que me era charo empregar-me inteiraracntc em
animar e fazer resplandecer ao mesmo tempo,
em urna unidade de pensamento, todas as eleva-
das virtudes desta eminente e preciosa institu-
Cao.
Delegado pelo ministerio para tratar com o
general Garibaldi, de accordo com o syndico, da
saUacao n conservaco da capital, nao hesitei
um momento em nieltcr mos obra para cum-
prir esta misso.
A ordem publica foi conservada nos momen-
tos de extrema complicago ; a cidade foi salva
da desordom o da guerra civil.
No entretanto, urna nova ordem de cousas
muda os poderes do ministerio, e d urna nova
direceo s formulas e aos deveres das forjas na-
cionaes. Eu mesmo, simo completamente mu-
dado o carador sob o qual assnm eslo honroso
commando. Julgo, pois, do meu devep entrga-
lo, apezar da dor que experimento, separndo-
me dos chefes e de todos os soldados, que j
me senta liizado por sentmenlos ( posso dize-lo
com orgulhii) plenamente recprocos. Estas con-
siderares, senhores, que sem duvida considera-
reis justas, me fazem viver na certeza de que
aceitareis o meu pedido de ser substituido por
outro chefo mais apto neslas circumslancias.
Digna expresso de um velho, que, leudo vivido
por algum lempo na desgraca em consequencia
das suas ideas liberaes. havia servido os ltimos
qualro res.Deixarei de ser chefe de um corpo
anda incompleto quanto ao material, em vista
do pouco lempo que tem estado debalso das mi-
rillas orden, mas rico pelas virtudes militares e
cvicas, tal finalmente quo com o auxilio do go-
verno, e cora a vontado dus chefes, poder lor-
nar-se dentro em pouco, a honra e a gloria da
patria.
Dignai-vos, senhor, manifestar lodos aquel-
les que compem os doze batalhoes, estes sent-
menlos do meu coraco, e ficai cerlo de que eu
conlarei-entre os melhorcs nas da minha loriga
rarreira os que passei as fileteas desta nobre e
interessanlfl milicia.
Esta carta produzio mulo bom eTeilo. Mr.
I.iborio Romano devia sabo-lo.
O dictador compreheodou esta delicadeza do
velho general, e subsiituio-o por Mr. Mariano
j'Ayala, no seu commando das guardas nacio-
naes.
sos loJos licaro envolvidos no
cinzas.
A 23 do mez Noronha a crvela a helico Viamo. levando
as principaes alguma tropa o varios sentenciados civis e mili-
tares-
Passageiros do vapor Iguarats sabidos
para os portes do norte : Antonio Marqunes
da Silva e sua cunhada, Jos Rayrnundo Baptis-
la, Joo Vicente Ferretea Lima, Jos Paulino da
Cmara. Mondo de S Barrlo de Smpaio, Ale-|
xandre Francisco de Salles e Silva. Mano! Ca-
minha, Vicente Caminha, Dr. Caminha, Dr. Ma-
nuel Francisco Mallos, Sebastio Fabio de Ol
vetea Lima, padre Jos Alexandro Gomes do
Mello e um criado, Dr. Francisco Xavier Pereira
de Rrilo, Miguel Jos de Abren. Benedicto de
Souza Reg, padre Antonio de Oliveira Aniunes,
Joaquim Antones de Oliveira e dous sobrinhos
menores, Manuel joaquim do Assumpcao ar-
ierra nao ficar pedra sobre \ c'a> "" Augusto Barboza de Castro e. Silva, Dr.
innocentes como os crimino- 1 Alvaro Caminha, Vicente Ferreira Gomes, Anto-
0
pie
raeio das suas mo P'"tu do Mondones, Francisco Jos da Silva
Carvalho e um criado", Podro Ferreira de Mello,
i Este discurso produziu a mais profunda cons-, J^o Manoel do Carvalho Jnior, Pedro Severia-
110 Cesar da F
ternacao, e as principaes pessoas da cidade reite-
raran] as promessas que linham feilo de que se
nao renovariam similnaules actos.
A cidade de Damasco achou-se no meio da
maior desolaco quando foram executadas as or-
dens de Fuad, obrigando os presos partir.
lira forcoso obedecer, o na lerca-feira vi partir
mil para Constantintpa.
Ha mais de 500 christos, quo sob a influ-
encia do terror, abracaran) o islamismo para sal-
varen! as suas vidas. Fuad Pacha convidou-os
.1 voltarcm sua relgo ; disse-lhes que as
pessoas honestas nao podiam comprehender nem
estimar urna religtao abracada poli forca, e que
a sua seguranca nao seria araeacada se vollassem
ao chrislianismo.
a Entre as pessoas quo foram executadas, ha
algumas que pertencem familias ricas e abasta-
das. O tribunal extraordinario ainda funeciona
em Damasco. Mais de 400 presos esperara an-
da o seu julgamento. e todos os dias se fazem
numerosas prises. Um gran le numero de offi-
ciaes espera pelas suas execucoes, mas devem
ser primeiramenle acariados com os presos
que esto em Beyroulh.
Fuad, depois de haver cumprido a sua tarefa
cm Damasco, trabalha agora era Beyroulh e no-
mcou para junto de si um tribunal extraordina-
rio quo ha de preceder inmediatamente ao jul-
gamento de Kurschid Pacha governador d'aquella
praca, e das domis pessoas comprometlidas nos
massacres do Lbano.
Foad Pacha deu ordem aos chefes druzzos e
aos chefes christos para se reunirem cm Bey-
roulh desde o dia 13 at o dia 18 de setembro.
Aquelles que nao obedecercm sero cora direilo
considerados como fra da lei, sendo mandadas
oxpedices militares para os perseguir. O objec-
lo d'esta convenco fazer um inquerito goral a
respeito da stuaco dos negocios na montanha e
proceder conta os nulores dos crimes, e ataques
secundarios.
[Jornal do Commercio, do Lisboa.)
PERNAMBUCO.
i'onseci, Ale xandre Ferreira Brre-
lo, Antonio Raposo de Mello, Vctor Augusto
Nepomuceno, um escravo do Sr. Jos Paulino da |
Cmara, Joaquim Floriano Delgado Perdigao,
JosJanunrio l'inhciro d.; Moraes, Francisco de
Aguiar Xwier, Manuel Joaquim Cicateante de
Albuquerquc, Luis Ferreira Nobre Pelinca e um
PROYIMEVrO
coi'reii'ao lo Dr. juiz de
lireito Bernardo .Harhado da Cos-
ta Doria.
III
Juizo de orphos.
O juizo de orphos um auxiliar da morali-
dade publica e ao mesmo tempo om motor do
progresso social. E' um encargo paternal que
em seu esercicio deve cercar-so de cuidado e so-
licilude pete surte d'aquelles, que sua guarda
e vigilancia s.o confiados.
Entre nos cotru era todas as cilades populo-
sas, abundara visivelraento os orphos desvali-
dos, na proporco em que se desenvolvera as
c.lasses proletaria.
Ou le a populac&o cresce, cresce com ella o
proletarismo e com o proletarisrao o numero dos
infelizes que, vendo-se em tenra idade aband-
nalos aas propros recursos, sao postos pela
lei debaixo da tutela e guarda de um juizo es-
pecial.
D'aqoi se v, que lodos os dias deve o juizo
do orphos redobrar do zeio, preparando para a
sociedade cidados labotiosos e honestos d'onire
a numerosa classe que aos seus desvelos con-
lada.
Se esta misso (ora desempenhada cora verda-
deira exaeco, nao veramos por ahi lanos infe-
lizes que, abandonados i si propros, coraecanj
por contrahr os habites perniciosos da indolen-
cia, acabando por cammharem passos largos
na estrada dos vicios e do crime. Um pouco
mais de zelo na adminisiraco dos orphos da-
ra os benficos Eructos de serem as artes fre-
quenladas por grande uuraero de artistas c a
sociedade servida por cidados laboriosos e ac-
tivos.
Sarta esla um erapenho caridoso, evanglico o
humanitario. Esla misso leri sido bem com-
prehendila ? A insUtuiQao tem correspondido
seus lins? Infelizmente, a chaga ah esta muito
viva o aborta para operar urna triste desiltusio.
Se os orphos de grande e pequea fortuna
sao administrados em sua pessoa e bens com
regular inspecc&o de parle do juizo especial, que
1 os tem sua conta, seria contradictorio cotn os
icios dizer o mesmo com relago aos orphos
criado, Dr. Joaquim Antunes Alvos Cordeiro eI<*esaldos. Tantos ha ah abandonados o ere
ura criado, Joaquim Ferreira Guimsraes, Jos Iiao Brande numero, que todos os das os vemos
Garca da Silva, Jos Gomes Ferreira Vieira Leal. Por. a'' agglomerados as pracas c ras, dando o
P. B. Browno, Dr. Manoel Jos da Silva Ndva.um ,nil's triste espectculo raoralidade publica.
Entre muitos que esto em total abandono, ha
alguns sob lulella. Sao poucos, porm ha al-
eado o um escravo, Manoel Luciano da Cma-
ra Guaran c sua mulhar, Francisco Antonio
dos Santos Caria, Francisco Manocl Facundes,,
Julio Carlos Wanderley.
MolirALIDADE DO DIA 7
Joao, pardo, 2 mezes; espasmo.
Antonia Mara da Conceteo, pardo, solleiro,
50 annos; apoplexia.
Joo, preio, escravo, solleiro, 60 anuos; con-
gesio cerebral.
Maria, branca, 2 mezes; convulcoes.
Rodolpho, branco, 18 mezes; sarampo.
Matadouiio publico :
Valaram-se no dia 6 do correnle para o con-
sumo desta cidade 96 rezes, e no dia 7,102 ditas.
guns n'eslas condicoes. Estao assim salisfeilas
todas as condicoes legaes ?
Nao basta que se deem lulores aos orphos
como se lem feilo entre nos. Preceitua a le
sabiamente que. Horneados tutores aos orphos,
sejam estes dados soldada. Para este fim.
juizo lar apre oar no 11 rn de suas audiencias
que lera orphos para dar soldada, confiaudo-
os alinal quera raais soldada prometler.
E' sobremodo extranhavel que lo ignorada
seja a lei, que devamos recorda-la. Porque so
esqueceu esla praiica tao sabia, al ao ponto de
haverem dentro da jurisdico do juizo de orphos
so mente dous orphos dados soldadi, e estes
sem os requisitos e condicoes legaes"?
O lastimoso estado, que n'esta cidade esto
reduzidos os orphos o desvalidos, de nenhura
dos seus habitantes pode ser ignorado.
(I O i-i rn i un r rviivim <"ic-ierin fon i Basl?m-no9 portento, as breves rcexocs quo
Utumasqiie p.lg.Ull as Casas Ua irC- expendemos, com o Rta de autonsarasseguinies
guezia ilc S. Jos, pelo escriplararo n* 5xam08 '
V II P P il-i Silv Arl. I. O juizdeorpha
*. M. r. 1 lid ana. perda de tempo de todos o
CONSULADO PROVINCIAL.
Altcraecs fcilas no lancamcnto das
n 4 REVISTA DIARIA.
lio Apody, provincia do Rio Grande do Norte,
temos noticias datadas dc 10 do passado.
Devendo ter lugar 14 do mesmo as eleicoes
devereadores e juizes do paz, pela transferencia
quo houve, preparavam-se os partidos para esse
pleito ; do qual receava-se algum disturbio era
vista das predispusieres.
Era Porto Alegre, por urna denuncia dada pelo
promotor interino peranle um 5o supplente do
juiz muinicipal, foi preso o delegado em exerco
Manoel Joaquim Nobro ; edizem que pelo pro-
pro destacamento que linha ssuas ordens !
Era esperado era Paos dos Ferros o r. Aleo-
vis, que fra nomeado para delegado d'alli. A-
companha-o urna torca do linha, composla
de 35 pracas, tendo provocado esla medida da
parle da presidencia, a desordem quo houve
pelas elegoes do setembro n'aquella locali-
dade.
Tinham apparocido algumas ebuvas, que pro-
metiera rama, e ho deixado aguas em differentes
pontos.
Uua dos Copiares.
N. 1.Dr. Francisco Goncalvesde
Moraes, sobrado de um andar e
loja arrendado por................ ISOjOOO
dem 3.O mesmo, sobrado deum
andar e loja arrendada por....... SiOOOll
dem 7 Carila Esmeria da CfJti-
ceico, casa terrea arrendada por 192j000
dem 19.Cl.audino do Reg Lima,
casa terrea arrendada por........ 12OJO00
Idera 23. Joaquim Gungalvos Sal-
gado, casa terrea cora urna mea
agua no fundo arrendada por___ 300#000
Travesssa dos Copiares.
N. A.Joanna Francisca da Concei-
Qo.casa terrea arrendada por___ StyOOO
Ra do Forte.
N. 6.Benedicto de Barros, casa ter-
rea arrendada por................ 192J000
dem 18.Manoel dos Anjos Fer-
reira, casa terrea arrendada por 4&JO00
dem 28.Manoel Joaquim Rodri-
gues de Sousa, casa terrea ar-
rendada por...................... 168JO00
dem 40.Joaquim Goncalves Sal-
gado, casa terrea arrendada por.. 240000
dem 1.Miguel Nunes Correa, ca-
sa terrea arrendada por.......... 1205000
dem 7.Francisco Soares Botelho,
casa terrea arrendada por........ 120^000
dem 17.Irmandade de N. S. do
Livramento, casa terrea arrenda-
dada por......... 141*000
Ra dos Agouguinhos.
N. 2. Herdeiros de Caelano de
Carvalho Raposo, cssa terrea ar-
aos nformar-se-ha sera
po de iodos os orphos, que existen
no termo de sua jursdiecio, para Ihes nomear
tutor em pessoa idnea.
Art. 2." Findas que sejam as suas andicncas,
o juiz de orphos pora era prego os orphos
que houver de dar a soldada, cumprindoem lu-
do mais o disposto na ord. liv. Io, til. 88. Era
vista da ord. citaua, sao os tutores incorapeten-
les para receberem os orphos soldada.
Art. 3.* O produelo das sald i las dos orphos
ser rooolhido ao cofre respectivo, as condicoes
exigidas por lei.
Arl. 4." A infrarco d'eslas regras ser puni-
da cora responsabilidade do juiz, sendo esle
condemnado pagar toda a perda e damno quo
aos orphos causar por falta do cumprimenlo
d'esles pr-ceitos.
Art. 5. O Dr. juiz de orphos, na gerencia o
arrecadaco dos bens dos orphos e herancas ja-
centes, preferir na ordem do trabdlho os pro-
cessos de mais amiga data, e d"enlre estes os
que pela mora corrara mais perigo.
Art. 6. O Dr. juiz de orphos examinar com
esmero e solicilude o livro de luidlas e o tom-
bo dos cartorios, verificando todos os inventarios
o procedondo em ordem evitar que alguns te-
nh.ara sido subtrahidos, ou estejam parados, res-
porisabilisando ao eserteo quando se provar
que os sublrahiu ou demorou por motivos re-
provados, ou usando da faculdade que Ine ou-
lorgam o cod, crim. arl. 31, o cod. do proc, art.
171, 2o. arl. 212, 1, ,il. 339 e decr. dc 7
do marco do 1855.
Arl. 7." A3 relagoes, que se refere o arl. 30
do dec. de 2 de oulubro de 1831, farao especial
mengo de lodos os feilos pendentes, com espe-
cifleaco das datas em quo houverem comecado


MARIO Df PBWU1IBUC0. -r QUWTA fEIBA 8 DE NOVEMBRO DE 1860.

Pensavamos, e anda pensamos que n&o era
crime, era hara inconveniencia alguma em
fallar-so no nomo do Dr. Alfredo, quando se
(rata dos negocios de Goianna, orna voi que o
proprio Dr. Alfredo discute com seu nome a sua
candidatura, por amor da qual acha-se em con-
e jeclaraco das razoea que tenham impedido o
juizo de os fazcr ultimar.
Arl. 8 Nao havendo 09 auhdelegadoa de po-
lioia apresenlado presente correico as relacoes
annuaes das pessnas fallecidas era seus distric-
tos. que tenham deludo orphos, imponho
cada um a multa de 758060, de conformidade
com e art 83 do decr. de 2 de outubro de 1851.'..
ordenando-Ibes que na priracira correico cura:; "nu0 llJar n,1aeiu loo="l,d*de.
pram o seu dever sob pena de se Ihes fazer elec- Desde que em relaco Goianna
t-va a multa no grao mximo. i
IV
feciso de ttulos.
Procedendo a reviso dos ttulos cora que os
enipregados de justica servem os seus oftlcios,
enconlre entre outras algumas serias irregulari-
dades que devo notar. Provendo cada urna de
modo a corrigit todas, conven) iftar regras que
extirpom os abusos.
falla-se no-
meadamenle no Sr. Dr. Souza Carvalho, nao era
possivel deixar de fallar do mesrao modo noDr.
Alfredo, cujosogroa influenciado lugar, que se
acha ora lula com a influencia do commendador
Antonio Francisco e dos amigos doste, por causa
da candidatura do Sr. Dr. Souza Carvalho.
Por consequencia foi mo gosto por-so em re-
Cahe aqui pello observar quo, entro os offl- levo nraa tal circuraslancia, sobretudo quando ee
ios queesto Bototos ao imposto da lotaco. se-1 pretende da-la corao desabafo de alguma peque-
na no proveito da fazenda publica que os emore- .:.- *
galos nao polessem assu.nir a posse e prestar o na pma0 conceDlrada-
juramento antes de exhibir o conhecimento em
forma. Seria este o raeio mais fcil de evitar
que houvessem tantos deixado de curaprir este
dever em desproveito dj renda nacional.
Na ser tarabem superfino reclamar a alten-
cao dos juizes para a pralica obusiva e Ilegal de
concederera licenca aos ofidaes de justica para
funccioiiarem perante elles, sera quo exhibam ti-
tulo legal. Aproveitam-se muilos d'esta conces-
sao para se forrarem ao pagamento do imposto,
a que eslo sujcilos, servindo-lhes o titulo de
oueial de um juizo para servir em muilos cora
um simplescumpra-se.
Fixo sobre o assumplo as seguintes regras quo
mando sejam guardadas, vi*to derivarem-se ex-
pressamente da lei:
Art. 1." O juiz do paz nao competente para
? ornear interinamente escrivao, senao no caso de
impedimento temporario do etfoclivo scrventua-
rio. Lei de II de oujjibro de 1827.
Art. 2." Aquello, que nomeiado para servir o
cargo de escrivao perante qualquer juizo nao o
competente para lavrar o termo oo proprio jura-
mento, porque talla-lhe habilitaco legal, e
quando a tivesse nao polia exerce-la a seu res-
peito.
Art. 3. Sendo o titulo dos juizes de paz a co-
pia da acta da apuracio, tirada pelo secretario da
cmara municipal e assignada pelos membros
a esta, nao podo o termo de juramento ser con-
siderado como titulo legitimo. Lei de 19 de agos-
to de 1846, art. 105.
Arl. 4." Oa juizes municipaes nao podem con-
ceder liceo;*, para servir perante elles, olR-
ciaes de justica cuja provisao lenha expirado, se-
an concedendo-lhes novo titulo legitimo, e de-
pois de haverem pago os novos e velhos di-
mitos.
Arl. 5. Nao podera osjuizes de paz servirem-
se dos olliciaes de jusiiga nomeados pelos juizes
municipaes, sem que Ihes conliram ttulos espe-
ciaes, sugeitando-os ao pasamento do respeclvo
imposto.
V
Carinos.
Quando rcfleclimos que a fortuna parcnl.ir
d-iernJo quasi tola de cisos julga los, para do- .
plorar que a responsabilidade da guarda e cou-
servacfio .los autos seja udos os das illudiJa ora
grave prejuizo das parles. Desde que os fritos
remontara a onga data, anterior ao exercicio dos
actuaos funcionarios quasi nao ha garanta para
o direito particular, fundado sobre instrumentos i
pblicos. Quanios exemplos ha alii de extravos
de autos, que so prenle o direito de proprie-
dade ?
Procedendo em ordem fazer offecliva a res- ,
ponsabilidade dos escrives, procurei informar-!
me se lodos esles funecionarios guardam os res-
pectivos cartorios com inventario do que nellese
contera. Apenas de dous, recebi inventarios. E'
um ficto digno de ola. (Juantos graves prejui-
zos d'ahi se poJem seguir? Quo seguranza po-
Sc nisso ha prazer, que o saboreem farla,
at a ultima gota; mas flquera certos de que
pouco nos inquietara as espertezas de rato, e
essas insiadiazinhas proprias para entreler es-
pirtos de crianca.
Agora passemos ao tpico em que o communi-
cante, a que respondemos, alludo a duas influ-
encias, que elle, smente elle, reparo-se bem,
considera em campo a favor e contra a candida-
tura do Dr. Souza Carvalho.
O contemporneo declara que nao ve conve-
niencia em discutirse desde jd, se essas influen-
cias sao ou nao reaes, se achara-se ou nao em-
penhadas na lula, nem at quo ponto ellas po-
dera inlervir na contend, e preparar-lhe o des-
fecho.
A esse respeito vamos adianle do communi-
cante; ora desde j, era nunca acharemos con-
veniente essa dtscusso. em que todos pdera
ler verdadeiro inleresse, menos os amigos sin-
ceros, leaes, e, devotados das pessoas, a quem,
julgamos, se prelendeu alludir.
Se ha quem deseje, quem, ao menos para o
futuro, tenha inlenco de embrenhar-se nessa
quesio, essa pessoa nao somos, nem seremos
nos, que nunca fallamos nella, que nao alira-
mo-la circularlo, como a:aba de faz-lo o
contemporneo com bem pouca reflexo.
Assim se nao revelamos a existencia de duas
influencias em lua, como j o afirmainos,
claro que privaremos o comraunicantc do pesado
sacrificio de nos acompanhar, como S. S. de-
clara cora bstanle iugenuidade, deixindo entre-
unto transpareccr o seu pensamiento intimo, co-
mo asseguram todos, que o teera lido com al-
guma attencao.
E mais, desde que nao fallamos cm ditas in-
fluencias, claro lambem quo nao podamos es-
tigmaisar o modo, porque ellas procedem, como,
nao sabemos se descuidada, ou maliciosamente,
aprouve ao contemporneo manifestar no ra de
sua nota diplomtica.
tfais tino, mais lealdado, e surtmit pus de sele,
so ideas que recorameniaraos observancia do
communioante.
Passemos questao do poder maior, poder
menor.
Qual ofiru, com que o communicanU esta-
belece a questao nesse terreno ?
Nao repira que caminha imensioelmente para
de ler a propriedade, cujos ttulos eslao sob a : o seu desde j, de que entretanto apparenta abs-
guarda de funeconarios irrespns'aveis?
Pezando a neeessidade de inventariar os cario-
nos e de os ler em boa ordem, estatu as se-
guintes regras, cuja iufracco comraino as pe-
nas declaradas.
Ari. 1." O juizes faro inventariar para logo
os respectivos cartorios com espccificac.au exacta I
e papis e livros que n'elle so
ter-se por conveniencias?
Quer arraslar-nos para ah ?
Nao o conseguir.
Se de parle parle houvesse desojo de lula,
do disputar influencia, desejo, quo nao existe,
como todos geralmenle sabem, salvo os estimu-
de lodos os aulos
contuerem. liantes, que teem olhos, e naoquerem ver, leem
An. 2. Os autos, papis e livros de cada car- ouvidos. e naoquerem ouvir, nos seriamos os
tono serao guardados cuidadosamente, sendo ar- primuirus em aconselhir a nnilo o inleresse
ruma.ios meldicamente com divisu por classes .. ao, o inieresse
e numero e com ndice que lenha referencia exac-' COmmuD1, dos pequeos inleresses
ta ao lugar, classoe numero. J em summa a idea geral, que devena abafar
Art. 3. A infracceo d'estas regras ser punida ludo mais.
com a pena de responsabilidade.
VI
Cusas.
Ouve-se de lodos o^ lados um clamor geral
contra a percepcao de cusas indevidase excessi-' ou menor ostenlagao, folla polos delegados, e
A questao, portanlo, nao de poder maior,
nem de poder menor.
Sabe o paiz intero que a eleicao com maior
To
que
vas, que affligem os litigantes e as partes,
s claras se tem revelado o escndalo,
o remedio salular da justica c muilas vezes
abandonado, temendo as |>ar"tes -jue Ihes absor-
vam as cusas grossa fazeuJa, largas despe-
M. Quem nao o sabe '?
^ Iraqu deriva-se o quasi descrdito em que o
furo vat decahindo, so em proveilo do alguna
poucos que fazem da prevaricarlo um meio de
levar a vida. Infelizmente assim e o remedio
esle mal pareco irapossivel pelos meois ordi-
narios.
E' verdade que a lei lem estabelecido um
recurso de que as partes se podem valer, quan-
do so Ihes quer exlorquir o quo ellas nao devem
de cusas. E' este um remedio salular, e que
seria proprio para extirpar o abuso se as partes
inleressadas rui iassein era acudir elle, serapre
quo fossem araeacadas pela prevar.-acao dos
fonccionarios. Nao se segu, por^m, d'a'qui que
deixemos o foro abandonado prevaricaco,
porque as partes abandonam o seu direito.
A lodos quo exercem no foro o elevado cargo
de juiz, corre o dever do cortar largo por esse
triste abuso. Levanle-se como urna cruzada
contra essa pralica inmoral, e s assim pnderi
ser possivel o remedio. "Se ha algnin inleresse
que mereja a attencao de um juiz honesto,
certamenle este de que podem seguir-se inap-
preciavris varitagen-i.
A' pasear em regra que as cusas do processo
sejam restrictamente reguladas pela lei, que ns
decreta, a juslica ser invocada rom mais confi-
anza, o a sociedade inteira aproveitar com essa
reducro de despe/.as que A nao poucas familias
tem nffligido c atormentado.
Conlio quo em cada juiz encontrarei um auxi-
liar do meu proposito, diiijo-me todos e de
todos espero urna leal e firme coa Ijuvac.ao. A
medida, que proponho, nao -rnenle praveitosa
sociedade e as partes, como tambera a honra e
dignidade do foro que csto cima de todos os
inleresses.
A pralica da seguinte regra, com que encerr
o presente proviniento, c a mais propria para
extirpar esse uso pern.icioso, que lem trazido a
decadencia moral do foro.
Art. nico. Os juizet deverSo velar em que
nao sejam exigidas serian seoslas reguladas por
lei, ordenando paro esse effeito que, depois de
--iliimado?, sejam os prncessos remellidos ao
contador do juizo, sobre cuja conta deverexer-
cer a mais solicita inspeccao. Lo,r;o que Ihe
exigiu cusas indevidas, ou que percehem ou
exigiu as cusas legaes autesde Ihe serem r.on-
tidas, proceder como no caso couber, suspen-
dendo e responsnbilisando o aecusado.
A conlravenro d'esta regra ser punida com
a mais severa responsabilidade.
subdelegados, salvo rars3inias excepcoes.
Ura a polica em toda a comarca de Goianna
acha-se, desde longa data, montada no inleresse
do candidato Alfredo, quando urna poltica ra-
cional e confessavel aconselhava que ah, visto
smente lutarem amigos da aclualidade, lodos
conservadores, a eleirao corresso nicamente por
conta das influencias locaes, sem que o elemento
ofTici.il l'avorecesse a um, nem a outro candidato
Esta a verdade, e nao duvidamos interrogar
a esso respeilo a provincia inteira.
Est ou n.o a po'.cia montada em toda a co-
marca do Goianna no interesse dos adversarios
dos amigos do Dr. Souza Carvalho?
Essa foi a nossa questao como communicaole,
a que respondemos.
Fra della, declaramos de urna vez por todas
que nao aceitaremos a luva.
Em nosso paiz a proteco, que mais aproveila,
em materia eleiloral, aquella quemanifesta poder,
interferencia official, a que d delegados, sub-
delegados, e tropa.
Onde foi quo se raanifeslou isso na comarca
'de Goianna, ou em qualquer outra parte do cr-
| culo, em favor do Sr. Dr. Sou;.a Carvalho ?
Ah sira, alm da influencia propria, dispem
de todos os elementos offi.iaes de triumpho, e
em cima de ludo escarnecem !
Cumpra-se e guarde-seo presente provimento
que, depois de laucado na acta do encerramentn
da correigo. ser entregue por copia ou por
impreS3o fiel todas as autoridades quera cabe
o sen conhecimento execucao.
Recite, 31 de oulubro de 1860.
O juiz de dirritn da 1.* vara em correico, Ber-
nardo Machado da Costa Doria.
Coiiu un i celos
A candidatura do Bim. Sr. Dr. Antonio
Al ves de Souza Carvalho e as influen-
cias poderosas.
O nosso proposito nao abrir urna discusso
acerca do que, soo a nsrripcao cima, se diz no
Diario de hoje relativamente candidatura do Sr.
Souza Carvalho; us sien smenle registrar el-
guns factoa predominantes no escripto, a que nos
referimos, para que flquem gravados na memo-
ria de todos.
Correspondencias.
lima gralha que procura empavonar-se.
Srs. redactores.Quando levei ao conheciraen-1
to do respeilavel publico o iuqualicavel proce-
dimento do Sr. loio Vieira de Mello e Silva acer-
ca da perspguicao meu mano e ao Sr. Manoel
da Paixao Regis, f.ii justamente pela certeza que
Uve ; todava curapre-me justificar com os do-
cumentos abaixo publicados, que ludo quanto pu-
bliquei pura verdade e nao 30 o que disse como
mais alguma cousa que o Sr Joo Vieira nao es-
perava, como adianle mencionarei.
Entretanto, o Sr. Joo Vieira, ebrio pelos di-
ques do amor proprio e igual ao humera desna-
turado, refutou bruscamente as verdades por mim
publicadas, nao se lembrando que S. S. ura ho-
mem eh-adq_de crimes, e lo vergonhosos que
causa lastima n publicaco de alguna delles l Nao
foi S. S. que na qualidade de delegado mandn
soltar muilos dos criminosos que eslavam na
cadea de Caruar no anno de 1856, entre os
quaes alguns pronunciados em crime de morle e
de roubo, cujas publicas formas dos mandatos
e recibos se acham em meu poder para quem
quizer ver?! E como tem o Sr. Joo Vieira o arro-
jo de gabar-se que hornera fiel, e submisso ao
governo? Que S. 8. como empregado foi urna
vergnnha para o Rovnrno, cu o creio.
N5o se lembra S. S. que na qualidade de juiz
consenlio na baixa avsliacao da propriedade de-
nominada Gulandim, pertencente aos herdeiros
do finado Correia de Mallo, pelo valor de 600-9.
'juaiido hoje se engeita por ella 15:0008000 ? I E'
este a homem que hasoilando se inculca de leal
a* governo? I Nao se lembra S. S., servo leal do
governo, que foi respoosabilisado como indica
o despacho do Sr Dr. Correia Lima tantas vezes
putilicadu ? Nao foi S. S. quem recebeu especial-
mente uma copia do exame feio para S. S. res-
ponder os fai-ios nelle allegados no praso de
qainze das ? Nao foi S. S., servo leal do governo,
qae recebeu a demisso de delegado polos seua
passimo feilos ? Nao fui contra S. S., servo leal
do governo,que fortn laucados lanos provimen-
tes em correiuao, que especialmente declaran) o
nome Ue S. S. e a autoridade qu* exwcw fuelle
lempo? No foi na face deS. S., servo leal do go-
verno, que o distinelo e honrado Dr. Correia Li-
ma passou uma severa o justa reprehonso. n esse
provimento nao falla mais alto que S. S. ? Nao
foi S. S., serr leal do governo, que o distincto e
Ilustre Dr. Manoel Correia Lima arrouxou-lhe
um processo no costado pelas prevaricares en-
contradas nos feitns do servo leal do governo ?
Em conlinuaco disse o servo leal do governo,
quo eu Ihe tenho odio e rancor, e tambera por
que reso por cartilha difireme da delle : entao
segue-se que devo ter odio e rancor todos
quantos nao ligam auas ideas comas minhas? Kn-
gauou-se o servo flel do governo; porque feliz-
mente sou da escola da livre expresso da vou-
lade livre, pugnando e sustentando o direito que
cada um tem do pensar livreraento e susleplar o
primor de suas conviccoes, o nunca cm lempo
algum cunderanei nenhum niividuopor pensar
contrario mira. j
O Sr. JoSo Vieira ultimando sua corresponden- |
cia disse, que eu havia perdido a razo ao ponto '
de suppor lodos os homens como malvados, per-
versos, prevaricadores o indignos 1 Porm calura-
nia-me vergonhosamente porque faltn verda-
de, como costuma fazer nos apuros I Por obse-
quio mostre-mc era que trecho de meus escriptos
eu disse tal cousa ? Quero que rae aponte. Agora
Sr. Joao Vieira veja S. S. o infortunio porque
passa lao bom servo leal do governo, om ver o
casiello criado por sua mente, lodo desmoronado
sem que Ihe restem vestigios das ruinas. E' do-
loroso quo ura servo lao dedicado se veja era se-
melhante apuro.
Illm. Sr. Dr. Jos Theodoro Cordeiro.Queira
V. S. dgnar-se respondor-me ao p desla os se-
guintes quisilos, visto que V. S. de maneira al-
guma supplantar a verdade, por nao ser compa-
livel com dignidade que lano o caracterisa.
1. Se o Sr. Joo Vieira leve ou nao a petu-
lancia de querer arrouxar as guellas do Sr. Dr.
Corroa Lima, quando esto juiz de direito dessa
comarca do Bonito, por occasiao de ir o preoilo
Vieira visitar ao Sr. Dr. Correia Lima.
2. Se o Sr. Joo Vieira tentn ou nao desmo-
ralisar ao Sr. Dr. Catanho, quando esto so achava
exercendo os cargos de juiz municipal o delegado
desse lermo de Caruar.
Permilta-rae que faca de sua resposta o uso
que me convier.
Aqu eslou corao quem de V. S. amigo, pa-
tricio e obrigado criado.Sobaslio Paes de
Souza.
Recife 10 de outubro de 1860.
Illm. Sr. Sebastin Paes de Souza.A' respon-
der-lhe com franqueza e verdade, acerca do que
sei do Sr. Joo Vieira de Mello e Silva, princi-
palmente no lempo em que foi ultrajado o enlo
juiz do direito desla comarca, o meu nobre colle-
ga e dislincto amigo o Dr. Manoel Correia Lima.
e com quanlo me seja asss doloroso locar nessa
corda sensivel, todava passo salisfazer aos qui-
silos por V. S. proposlos, recommendando-mc lo
somonte minha memoria e minha consciencia.
Se bem me record o Dr. Correia Lima coniou-me
que indo uma noite o Sr. Joao Vieira ve-lo, de-
pois dos comprimenlos do eslylo, cahio a con-
rersacio sobre os erros de oficios e prevaricaces
que o dito Vieira havia commnllido, e que o Dr.
descobrira nos feilos submetiidos correico.
Enlo o doulor.com aquella gravidade que tanto o
exorna.exprobou-lhe seraelhanlo procedimenlo,
que o Vieira, com quanto juiz, procurava appa-
renlar com a sua ieiguice por nodizer analpha-
betisrab, e designando o doutorque nada o jusli-
Ucava e de que elle Vieira, eslava no caso de ser
respousabilisado, lavanlou-sc o Vieira todo furia !
com ar ameacador, que pareca querer suffocar o
doulor, quando por fortuna aiinuncia-se o digno !
vigario Antonio Freir do Carvalho, que com sua
presenca, sem duvida baldn a tentativa sinistra.
Sei que o Sr. Joo Vieira esforcou-se para des-
moralisar ao Sr. Dr. Catanho, qu so nao fra en-
lo enrgico, ilcava sem prestigio. Pa'a ser fiel
verdade, nao poda enunciar-me d'outro modo.
So V. S. descobrir algum prestimo nesta res-
posta pode farer della o uso que quizer.
Digne-se dispor com amplido da vonlade de
quem de V. S. amigo patricio,obrigado c criado.
Jos Thcodro Cordeiro.
Sua casa, 22 de oulubro de 1860.
Illm. Sr. capilo Gregorio Francisco de Torres
e Vasconcellos.Teuha V. S. a bondade de res-
ponder-rae ao p desla os seguintes quisilos :
visto como V. S. residi sempro na cidade de
Caruar nos lempos era que se deram estas oc-
curreocias :
1- Se o Sr. Joo Vieira de Mello e Silva, en-
vidou ou nao todos os meios para desmoralisar
ao Sr. Dr. Catanho, como-delegado que era d'd-
quelle termo, e de quem se lornou inimigo.
2." Seo partido liberal daquollo freguezia plei-
teou a eleicao para eleitorea em 1852.
3. Se o Sr. Joo Vieira csteve ou nao incala-
crado no processo que se instaurou pelo assasst-
nat0 do infefizJoo Guilherrae.
4." finalmente. Se foi ou nao verdade, que o
Sr. Joo Vieira, indo observar em que humor es-
lava o Sr. Dr. Correia Lima (a Ululo de visita),
ralalivamente ao quo elle Vieira previa recalar
sobre si, ameacou ao Sr. Dr Correia Lima, pon-
i de querer apeilar-lhe as goellas, e se nao o
fez foi em virtude de cliegar o vigario da fre-
guezia.
Permitanme que faga de sua respo3ta o uso
que me convier.
De V. S. amigo affecluoso, obrigado e criado,
Sebastio Paes de Sousa.
Recifev 30 de setembro de 1860.
Illm. Sr. Sebastio Paes de Souza.Agora que
mo acho em minha liberdade, que posso res-
ponder a carta que V. S. me dirigi era 30 de
setembro do crrente anno.
Tenho dizer-lho que, emquanto ao 1." quisi-
to, verdade terse o Sr. Joao Vieira do Mello e
Silva constituido inimigo acrrimo do Sr. Dr Ca-
lanlio, quando esle traiou com toda justica per-
seguir os viciosos parente3d3quclle Vieira, quan-
do eslava de juiz municipal e delegado do lermo
de Caruar, como j publiquei na Ordem, e o
mesmo Sr. Dr. Catanho incapaz de negar essa
verdade.
2. Que o partido liberal era 1852 nao pleiteou
a eleicao para cleitores, como sabido em toda
provincia de Pernamhuco.
3. Consta-me que no processo instaura-
do pelo assassinato de um infeliz Joo Gui-
lherrae de A/.evedo, varias testemunhas depoze-
ram contra Joao Vieira, como cmplices em dito
altentado, o que tudo consta do mesmo pro-
cesso.
4. finalmente Sei que verdade ter o dlo
Joo Vieira insultado bstanle com injurias,
ponto de tentar aggredirao Sr. Dr. Correia Liraa,
que este dera grac-as Providencia, ter n'essa
occasiao entrado o Sr. vigario de Caruar, e que
tudo islo me contou o mesmo Sr Dr. Correia Lima,
e tamben) conlou outras lanas pessas, corao
bem aos Srs Dr. Jos Theodoro Cordeiro, Paulo
Jordo, ao professor publico,ao tenenie Santos, e
outras pessas que sabem dessa historia ; o
que poseo adirmar V. S. debaixo de toda hon-
ra. Pode fazer o uso que quizer do minha res-
posta.
Sou de V. S. amigo obrigado e criado,
Gregorio Francisco de Torres e Vasconcellos.
Deixode publicar outras cartas do pessoas im-
portantes de Caruar, porque supponho ser bas-
tante para prova do que disse.
Entre oulros lacios importantes praticados pelo
Sr. Joo Vieira, vejara o seguinte :
Illm. Sr. tenenie Manoel dos Sanios Caria.
Tenha V". S. a bondade de responder-nao ao p
desla os seguintes quisilos:
1." Se foi ou nao verdade, que o Sr. Joao Viei-
ra de Mello e Silva, na qualidade de delegado
d'aquelle infeliz termo de Caruar. mandn tirar
da cadeia daquella cidade um preso, o passan-
do-o para a guarda nacional, ah mandou dar-
Ihe vinle e tantas chibatadas.
2." Se no espaco do tempo que V. S. residi
n'aquella cidade de Caruar, se ourio ou nao di-
zer por pessoas honestas e rerdadeiras, que o
Sr. Joo Vieira guerreinu ao Sr. Dr. Catanho
ponto de tornar-se inimigo do ilustro doutor,
quando esle se achava na delegada d'aquelle
termo.
3. Se o Sr. Joo Vieira esteve ou nao encra-
vilhado no aotigo processo do finado Joo Gui-
lherrae, visto que 3 4 testemunhas depozerara
contra elle.
Permuta-me que faca de sua resposta o uso
que me convier.
De V. 5. atiento venerador o obrigado criado,
Sebailio Pats de Sousa.
Recife, 19 de outubro de 1860.
Illm. Sr. Sebastio Paes de Souza Em res-
posta ao favor de V. S tenho a infurmar-lhe o
seguinte :
1. Que verdade ter o Sr. Joao Vieira de
Mello e Silva, na qualidade de delegad da Ca-
ruar, mandado tirar da cadeia respectiva um
preso de cujo nome me nao leabro e con uma
Z
chbala que mandou pedir em minha casa, o
mandou castigar pelo corneta do destacamento
que Ihe deu urnas vinle e lanas chibaladas.
i." Que igualmente exacto ser por all muito
sabido que durante o lempo em que o Sr. Dr.
Catanho funecionou como autoridade naquelle
termo, o mesmo Sr. Joo Vieira Ihe fez sempre
toda a guerra que pode, por nao querer aquello
senhor aceitar os cooselhos do indicado Sr.
Vieira.
3." finalmente Quo tarabem verdado que o
hr. Joo Vieira foi um dos corapromeltidos no
processo instaurado pelo fado da morte do infe-
liz Joo Guilherme, e tanto que passando
esse processo dos supplenles do juizo municipal
para os camaristas para darem o ultimo despa-
cho, e ao Sr. Vieira compelindo-lhe na qualidade
de presidente da cmara dar um despacho, nao o
fez, averbando-se de suspe-ilo pela razo aciraa
indicada, se nao me faina a memoria.
Pode V. S. fazer da prsenle resposla o uso
que Ihe convier, o dispr francamente de quem
de V. S. menor criado e respeitador,
Antonio dos Santos Caria.
Sua casa, 19 de oulubro de 1880.
Enlo Sr. Joo Vieira, que idea se pude fazer
de um homem, que estando de posse do poder e
da jorga, pralica uma crueldad desla ordem ?!
Urna autoridade, que sangue fri manda chi-
balar um desgranado, que coborlo de farrapos,
jazia era uma cadeia, cometido o pao da miseria,
sob a direceo desta autoridade ; e quo s o
olhar-se para elle excita va compaixo, era para
S. S. o maltratar assim ?!
Um hornera, abusando assim do poler que
oceupa, um lyranno que s tem oor fim dar
pasto crueldade e suas torpes paixoes ruina.
Em conlinuaco disse 0 Sr. Joo Vieira que
em cousa alguma se p.irecia comigo, no que ti-
nha rauila gluna. visto que a sua dignidade pes-
soal o collocava muito alto, o que de maneira
alguma podia fazer caso de mim.
O vaidoso um ceg que nem se ve, nem se
conhece a si mesmo, diz o conselheiro Bastos.
Todos que leram meus escriptos me ho de fa-
zer jusiiga, visto orno nunca me julguei ao ni-
vel de S. S.. quanto mais ciraa, nem physica-
menle, nem iiioralmente fallando-se : 1." porque
cooheco a minha posico de soldado, o esle in li-
gena, que s pode
alguma tribu de a
nidade pessoal, n
paralello do nada
ter por familia o restante de
eia ; i." porque a minha dig-
erito e qualilales esl.io em
, 3." porque os meus conheci-
menlos so taes. intelleclualmente fallando-se,
que me julgo o pa lo da ignorancia ; 4." final-
mente, porque m. faltara todos os predicados e
qualidades para encarregar-me de qualquer era-
prego por pequeo que seja.
ra quem assim falla, leve ou lem era vistas
ignalar-se uma t
e lera o poder de
diz, dar tiros em
homem livre, sol
bo ?!.. Supponho j
Entretanto segu
a comarca do Buril
o alta cathegoriat que j leve
nandar, como geralmenio se
um juiz de direilo, chialar
ir criminosos de mortes e rou -
e nao.
-se que todos os habitantes
to sabem que o lermo de Ca-
ruaru anda nao leve ura juiz municipal supplen <
le e delegado que p
grandiosos fetos I
importancia que d
memos j os tenho
fazer se S. S. prov0
poulio que nao ser
ozesse em obra to bellos e
Visto que ha feilos do multa
'ixo de publicar, cujos docu-
; porem nao exilarei de o
bar-me islo ; todava sup-
mais preciso ter o trabalho
de elevar-se mai- altura, porque a queda ser
maior. Acho muita injusiica S. S. anda nao ter
pelo menos 3 comn endas I... porque s assim
que se pode pagar lautos e lo grandes servicos
um seivo to leal e lo submisso do governo.
Tor.iarei arnanha ou depois muito cedinho.
Sou, Srs. redactores, seu constante leitor,
Sebastio Paes de Sousa.
Recife. 7 de novmbro do 1860.
Publicaces a pedido.
Associaco de Soccorros Mutuos e Len-
ta Emancinacao dos Captivos.
Tendo procedido no dia 4 do correte, em reu-
nan d'assembla gi ral, em numero de 63 socios,
a eleicao do novo conselho, que tem do funecio-
nar no 3o semestre.
de 1860 a 1861 sahiram el
de Azevedo.
>cha .
Campello
de Sou/.a
Souza .
los os socios seguidlos :
Cmselheiros.
Modesto Franciscod|is Chaga? Cana-
barro.
Joo Rento da Cruz
Domingos Suriano ardiu
Luiz Cyraco da Sil ra Jnior .
Joo d)S Santos Ferreira Barros.
Jarintho Th odoro
Joo da Cosa Rragja .
Aleixo Soares Pereira
Izidoro da Costa K
Galdino Jos Peres
Belmiro Francisco
Antonio Pereira del
Miguel Jos Ramos
Luiz de Franca da Silva. .
Manoel Pereira de Hollauda. .
Manoel do Carmo Ribeiro .
Agostinhn Jos do Prazcres .
Euzebio Blzerra Civalcaoli. .
Angelo da Silva Tanjo. .
Venceslao Ignacio da Conceico .
Supplentes.
Theodoro Orestc di) Patrocinio. .
Albino do Jess Bindeira .
Rento Bindeira de Mello .
Amaro Antonio de Parias .
Domingos Eufrozinio.....
Manoel Joiquim di Nasciracnto .
Flix do Velois Crela ....
Miguel Araujo Per laudes Vianna.
Joaiuim Jos de Souza Lins .
Francisco Jos de
Jos Joaquim da S
Jos Maria Lopes
Juvino Carneiro Machado Rio?.
Joo Chrisostomo Soares Pereira.
Francisco de Assi Roiz Piulo.
Francisco de Paulo Real
Votos.
53
52
52
52
52
51
51
51
49
49
49
49
48
48
48
48
47
4d
42
42
Volc.
Francisco ds Charas Oiveira.
Prxedes Gomes l
Joo Marcellino II
Antonio Correia
Dr. Antonio llorge
Antonio Borgcs da
Francisco Jos de
Manoel Jos CaelaJ
Sebastio Canuto da Silva
Alexaudre Francisco Regis.
Innoccncio da Curha Goianna. .
Manoel da Cruz Carunxo .
Joaquim Dias Malina.....
Para thesoureiros.
Paula Carneiro.
iba Rogo. .
ortella
ibeiro. .
Onca.....
5 da Fonceca .
Fooeeca Junior.
Oiveira Barboza.
no Barboza. .
Votos.
51
2
1
1
Albino de Je/.us Bandeira. .
Domingos Soriana Cardim .
Francisco de Paula Carneiro .
Venceslao Ignacio da C mcew > .
Secretaria da Associaco do Soccorros Mutuos
e Lenla Emancipado dos Cativos, 6 de novera-
bro de 1860.
Albino'de \Jesus Bandeira.
i" secretario.
SEMPTE.
O' Laura, eus bellos olhos
Nao leem no mundo guaes ;
So como
os raios do dia
as regiei tropicaes.
So no brilho astros luzenles,
Sao na cc negros bnlhanles ;
E se o co f-los to lindos,
Nao i-lus menos cooslantes.
Teus denles sao alvas per'las
Engaitada em coral,
Teus labios e faces rubras
So quais rosas un rosal.
E' teu roslo o mais formoso,
E leu corpo O mais gentil.
Quejase vio, minha Laura,
Enlre as fllhas do Brasil.
Tua voz eu inda escuto
Nos caotqs da jurity,
E o perfume de teu eolio
Aspiro-o io bugary.
Debalde p'ra longes trras
Conduzio-le acerba dr,
Mais que a tempo, e que a distancia.
Pode, Laura, o nosso amor.
L mesmo chega, e penetra,
Paixao, viva, abrazadora;
Sabe, pois, que a minha sombra,
Te acompanha toda hora.
E vers, pisando o solo.
Si leus ps despedm lume,
Ser a chamma,que te abraza,
O'vulcao, que me consumme.
Mas, si acao te orvalharem
Algumas golas do co,
Pdesjurarem lu'alma,
Queesse pranto foi o meu.
SofTres, sei; eu tambem sofTro ;
Nao tem cura o nosso mal :
Si nossa dr immensa,
Nosso amor nao leve igual.
Nao leve, nao tem, nem nunca
Se amar na ierra xssim ;
E por isso as nossas dores
Jamis nunca tero ra.
Por isso vago no mundo
Como sombra de outra vida,
Ou como mi carinhosa.
Que perde a fllha querida.
Por issoirei esperar-le
L as alturas dos cos,
P'ra fundirroos nossas almas
N'uma sperante Dcos !
-1858.
2." seccao.Palacio do poverno de
Pernambuco era 17 de setembro de
1860. Em observancia do aviso do
ministerio da justica de 16 de agosto
ultimo, recorainendo a Vmc. que com
todozeloe solicittide procure examinar
as correicoes.se o juiz deorphaos des-
ta comarca curapre com exaccao o hu-
manitario dever de cuidar pilos meios
legaes ao seu alcance do futuro e bem
estar dos orpliaos desvalidos, dando-os
a soldada com as precisas SPgurancas,
na forma dn lei, devendo Vmc. infor-
mar me opportunaraente do resultado
d<:suas ind.gacdesa esse respeito.
Dos guarde a Vmc. A. Leilo da
Cunba.Sr. Dr. juiz de direito da pri-
meira vara desta cidade.
ERRATA.
No communicado assignado por***
no numero 237 deste Diario (terca-feira
6 do Torrente), em lugar de popularao
lea-se semprepovo ; em lugar "de
eximios sustentculosleia-se estre-
nuos sustentculos: e era vez de incia-
guem-osleia-seindaguem-nos.
Praca do Recife 7 de no-
vembrode 18G0.
A.s tres \\oras Aa t m\e.
Ciitai;ivs oflleiaes.
Cambio sobre Londres26 l|2 d. 90 djv.
George PatcheltPresidente.
DubourcqSecretario.
Alfaiidpja.
Rendimento do dia 1 a 6 61:9015872
dem do dia 7.......30:6465525
95:548>397
Observatorio do arsenal de marinha 7 de no-
vemliro de 1860 bohako stkpple.
Editaes.
_ O Illm. Sr. inspector (Ja thesouraria pro-
vincial, cm cumprimento das ordeus do Exm.
Sr. presidente da provincia, manda fazer publi-
co, que com a data de Io de setembro prximo
undo, paga-se em apolices toda a divida liquida-
da de obras publicas ; porlanlo so convidados os
respectivos credores para virera declarar nesta
thesouraria se querem ser assim pagos.
E para constarse mandou aOxar o presente a
publicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria
provincial de Pernambuco 31 de oulubro de 1860.
O secretario, A. F da Annunciacao.
Declaracoes.
A cmara municipal desla cidade faz sesso
ordinaria no da 12 do correte e seguintes.
Pela subdelegada do primeiro districto da
freguezia dos Afogadossefaz publico que se acha
preso na casa de detenco um escravo de cor
prela, moco, diz chamat-so Feliciano, e que fra
escravo do fallecido Fernando Selier e hoje dos
herdeiros, e que se acha ha vinle e lanos dias
fgido : quem direito liver ao mesmo, apresen-
te-se provsndo o seu dominio.
Subdelegacia do primeiro districto dos Afoga-
dos 7 de norembro de 18600 subdelegado,
Antonio Goncalves de atoraos.
Ach-se depositado por ordem desie juizo
ura cavallo ruco sujo, que foi apprehendido no
poder de um lal Jos Antero, que diz ser mo-
rador ao lado de Goianna : quem ao mesmo sa
julgar com direilo, |compareca, que, provando,
he ser enlregue.
Delejsacia de-p >licia do primeiro dislricto da
lermo do Recife 7 de novembro de 1861).O de-
legailo snpplenle, Penin Junior.______
TIIEATTO
uinta-feira 8 le novembro.
BENEFICIO DA ORPHA
Dirsilina Mura (lomes de Siqueira.
Logo que os senhores professores da orrheslra
executarera urna excedente ouverlura, subir &
scena o muito applaudiJo drama em 4 actos, do
Sr. Lacerda,
Era que toma parte loda acompanhia.
Dar fim ao espectculo cora a engracada co-
media,
Cautela com as cautelas.
Tomam parte os Srs. Carvalho, Leonardo, Jos,
e I). Francisca.
A beneficiada agradece Jcordealmenle a digna
companhia do lliealro de Apollo, que no se tem
poupado a trabolhos e esforcos para obsequiar a
beneficiada.
Nos intervallos a beneficiada ir pelos camaro-
tes agradecer aos seus generosos protectores, de
quem espera lodo o auxilio o prolecco.
Principiar s 8 horas e meia.
Avisos martimos.
Slovimeiito da alfantlesa.
Volunies entrados com f.azendas.. 154
cora gneros.. 103
Voluraes sabidos cora fazenlas..
com gneros..
------ 257
143
375
------518
Descarregam hoje 8 de novembro
Barca ingtaaImogeneferro ecarro.
Barca inglezaIlerciliai lem.
Bira poringueza Prospero bacalh o.
Brigue inglez Luiiibyferro.
Barca americanaJulia Cobbtrilhos de ferro.
Brigue inglezBiromidem.
Brigue ingle/.BedouinIrilhos de ferro.
Itrjgue inglezSpyidem.
Brigue ngiez Vivididem.
Brigue inxlezSilvanatrilhos de ferro.
Brigue americanoA. M. Roberlcarvo.
Brigue oldemburguezAnnacarvao.
Barca francesaSplierecarvo.
Brigue portuguezR-Umc>ago diversos gneros
Consiliario geral.
Rendimento .lo dia 1 a 6 3 045;25l
dem do dia 7........1320S7I
O brigue portoguet <'C'inslanle>> vai sahir
para Lisboa com a maior preslcza por j ler par-
le da carga : quem no mesmo quizer carregar,
trate com o consignatario Thntnaz de Aquino
Fonscca, ou com o capilao o Sr. Carlos Augusto
dos Reis, na praco, ou na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
PARA
Segu em poucos dias e em direilura parao
Pir, o brigue escuna nacional Graciosa, capilo
e pratico Joo Jos de Souza, para a pouca car-
ga que Ihe falla (rilase com os consignatarios
Alraeida Gomes. Alves & C, no seu escriplorio
ra da Cruzn. 17.
Jliiraiilio e Para,
4:365*961
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 6 296$700
dem do dia 7....... I22jl45
llccebeiloria de rendas interna
geraes de Pernambuco.
llendimenlo do dial a 6 4:785^340
dem do dia 7....... 1:454*822
6.2409162
Consulado provincial.
Rsndimento do dia 1 a 6 2-926;>856
I Jera do dia 7.......1;002605
9:9219461
Movimento do porto.
Navios entrados no dial.
Da commisso obrig'ic barca de gera nacional
tamirac, cumraandante o capilo lenle
Joo Gomes de Aguiar.
Babia7 dias, brigue nacional D. Affonso. do
212 toneladas, cai-ito Jos Manoel Vieire cqui-
pagem 12, carga carne secca a Bailar & Oi-
veira.
Navio sahido no mesmo dia.
Portes do nortevapor nacional Iguarass, com-
mandante 2 lenlo Joaquim Alves Moreira.
Segu com brevidade o bem conhecido hiale
Lindo Paquete, capilo Jacinlho Nunes da Costa
por ler parle de seu rairegamento prompto ; para
o resto e passageiros, trata-se com os consiirna-
larios Almeida Gomes, Alves & C, no seu es-
criplorio. ra da Cruz n. 27.
Porto por Lisboa.
Vai sahir para o Porlo com escala por Lisboa
al o da 25 do conente mez o brigae portuguez
Prompiido II. forrado eencavilhado de cobre
_______de PRIMEIRA MARCHA E CLASSE. por j ler
418-3815! parle do seu carregaminto; para o resto c passa-
-----------i geiros. para osauaes lem excellenles rotnmodos,
trata-sc com Elias Jos dos Sanios Andrade & C,
ra da Madre de Dos n. 32, ou cora o capilao.
Para em ciireitura
O hiale Rom Amigo lem melado do carrega-
menlo, e seguo em puncos dias ; Irata-se com
Marques Barros & C, 110 Corpo Santo n. 6, ou
com o capilo Pereira Mariobo.
Araeal) e Ass.
Segu por estes dias e hiale Gralido; para
o reslo da carga e passageiros, Uala-sc na ra do
Codorniz n. 5 com Pereda & Valenle, no Forle
do Mallos.
Lisboa.
Vai sahir com muila brevidade a bem cor.he-
cida
Barca Gralidao
para carga 0 passageiros, Irata-se com os con-
signatarios Carvalho, Nogueira & C, na ruado
Vigario n. 9, primeiro andar, ou com o capilo
Borges Peslana.
O. cu a. 01' * O O. a B Horas 1
V 0 c S e c da c 3 1 *i Cf S c c Cf Atmotphtra. e i PS
* P3 M Direceo. O >
53 -B V n ce n 0 50 0 C 1 | Intensidade 1 35
3 io t) oc ce te 6 i* Centgrado. -V B O W -1 9 e > X 0 3 C H O < K c
s a g 8 ce Fahrenheit ygromelro
s" 0 ^1 3 -4 ~1 i J
s 8 Ingles.
-1 ce ~i en S m la X 35 s ce j Francs.
Bahia.
A escuna narional Carlota, segu em poucos
dias para a Bahia, tem parte de sua carga en-
gajada ; para o resto trala-se com o seu consig-
natario Francisco L. O. Azevedo, na rus da Ma-
dre de Deus n. 12.
A noite esteve clara e o vento foi SE regular.
OSCILUC.AO Dk JURft.
Preamar a 11 h 8' da manha, altura 4.84 p.
Baixamar as 5 b. W da tarde, altura 1.9 p.
Rio de Janeiro:
A frotes baratos.
O patacho Anna. egtte parao Rio >Janei-
ro por esles dias, recebe carga por barato frete :
a tratar com Tassu limaos.
Para o Aracaty e Assu',
a hiale Dous Irmos ^ tem a maior parte d
carga ; para o reslo irata-se com Martina & Ir-
mo. ra da aladre de Dos n. 2.
Para Lisboa
vai sahir npreterivelmente no dia 20 do corren-
te o brigue portuguez Relarapao : quem no
mesmo auizer ir de passagem. para o que offere-
ce escolenles commodo. dirija-se ao consigna-
tario Thomaz de Aquino Ponsera, na ra do Vi-
gario n. 19, primeiro andar.


()
DIARIO DE PERNBMUCO. QUHTA PEIRA 8 DE NOVEMBRO DE 1860.
Para Macei.
O veleiro e bem conhecido cuier nacional Em-
too segu p3ra Macei em poucos dias; para al-
guma carga que Iha falla, (rala-so com Francisco
L. O. Azevedo na rua da Madre de Dos n. 12.
Para o Rio d** Janeiro-
O patacho nacional Julio, pretende seguir nes-
tes dias. para o resto da carga que Ihe falta tra-
U-se com os seus consignatarios Azevedo &
Mendos, noseu "scriptorio rua da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
O velheiro o bem conhecido patacho nacional
Bebenbe, pretende seguir cora muila brevidade,
tem a seu bordo parte de seu carregamenlo para
o resto que Ihe falta traia-se cora os seus con-
signadnos Aievedo & Mondes, no seu escriplo-
no rua da Cruz n. 1.
Commercial.
Sabbado 10 do correte.
Antunes autorisado pelo Exm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commercio, a requerimento dos depo-
positarios da massa fallida de Jos Luiz Pereira
Jnior, f.uj leilio no dia aciraa designado de
todos os predios, fazendas e dividas que conti-
luem a referida massa, cuo leilao ter lugar na
loja da rua Nova n...
Principiar as 11 oras era ponto.
C01PANMA BBASILEIRA
E
PA0UETES A VAPOR.
Espera-se dos poitos do sul at o dia 14 do
corrente, o vapor Paran, commandante o pri-
meiro lente Porites Ribnro, o qual depois da
demora do coslumo seguir para os portos do
norte.
Recebem-se desde j passagoiros e engaja-sa
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua ohegada : agen-
cia rua daCtuz n. 1, escriplorio de Azevedo &
Mendes.
Leudes.
Avisos diversos.
L
"Ha
DA

Commercial.
Quinta-feira 8 do corrente.
Antunes autorisado pelo lllm. e Exm. Sr. Dr.
juiz especial do commercio, a requerimento dos
depositarios da massa fallida de Garrido & Vei-
ga, far leilao no dia cima designado das fa-
zendas e dividas que constiluem a referida mas-
sa. Principiar as 11 horas em ponto.
O asente Hyppplito autorisado pelo
lllm. Sr. Dr juiz de orpliaos e a reque-
rimento dos herdeiros d> fioado Joao
layares Cordeiro, vender' em leilao
quinta,-fe ira 8 do corrente, um escravo
(cabra) proprio para servico de rua ou
enchad.i, en seu arraazem na rua do
Imperador n. 35.
Sexta-feira 9 do corrente.
O agente Pinto far leilao rm seu arraazem na
rua da Cruz n. 51, de urna mooilia de Jacaranda,
duas deamarello e mmUs outras pecas avnlsas
que estarn vista dos compradores."
Principiar as 11 hords.
O Sr. thesoureiro das loteras da pro-
vincia manda fazer publico para co-
nhecimeoto de todos osinteressados (|ue
tera' lugar a extraccao da lotera que
esta' a ven Ja, as 10 horas do dia 10 do
corrente no lugar do estylo. O Sr.
thesoureiro convida a concurrencia pu-
blica, prometiendo sitisfazer a vontade
dos espectadores, tanto quanto fbr com-
patvel com as leis que regem a mate-
ria. Uesejando fazer Calar no espirito
publico a conviccao de que o procesto
da extraccao das loteras o mais so-
lemne e regular, espera o Sr. thesou-
reiro que concorram a esse acto todos
quantos poderem furtar urna hora ao
seu trabalho diario,O escrivao,
Jos Mara da Cruz.
Candida Lucia de Cesar Baplisla avisa ao
rcspeilavel publico que mudou o seu estabele-
cimenio de marcineria pana a rua das Larangei-
ras, ondeo Sr. Francisco Rodrigues da Silva,"co-
mo seu administrador, contina com o mesmo
trafico de fabricar, comprar, vender e pagar.
A mesma senhora avisa igualmente que em sua
casa, ta rua da Paz. lava-se, engomrai-see
cose-se de. estufo qualquer obra ludo isto,
alm do ser feila por procos commodos, de-
sempenhado com toda perfeicao e brevidade.
Os abaixo assignados fazem scienie ao res-
peitavel publico, e ao corpo do commercio desla
cidade que dissoiverara amigavelmente a socie-
dade que linluin em um armazem de assucar,
silo r.a rua do Apollo, sob a firm.i de Mello & Ir-
nio. fleando a liquidago do activo e passivo a
cargo da firma soci.il do Mello Irmao, cojos so-
cios sao Jaemiho Jos de Mello, e Jos Francis-
co do Reg Medeiros e Mello, nao sendo respon-
d vel pela liqnidaco da extinctl firma o socio
francisco Antonio do Reg Mello. Recife 0 de
novembro do 1860.
Francisco Antonio do Reg Mello.
Jacintho Jos de Mello.
PI IX PONTFICE E RE
PELO SKMIOH
D. Antonio de Macedo Costa,
Bispo eleito do Para.
Eloquente demonstrarlo do poder
tete pora 1 do Papa.
Vende-seno bairro de Santo Antonio
as livrarias dos Srs. Guimaraes & Oli-
veira e Nogueira de Souza & C. ; e no
bairro do Keciena livraria do Sr. Jos
de Mello : preco 2$.
Vaccina publica.
Transmisso do fluido de braco braco as
quintas e dominaos, no torreo da alfand'ega, o
nos ssbbados ateas 11 horas da manha, na re-
sidencia do commissario vaccinador segundj
andar do sobrado da rua eslreita do Rosario nu-
mero 30.
Era praca publica do juizo dos folios da fa-
zenda, se ha de arrematar no dia 8 do corrente
os bous seguintes, pela fa?endi nacional :
Lina casa terrea sita no largo do Amparo da
cidade de Olinda, com as proporces seguintes :
bi palmos de fundo e 24 de frente com 2 quartos,
2 salas. Inda em bom estado, avahada em 10#
pertencente a irmandade do Senhor Bom Jess
da Graca do Amparo da cidade de Olinda.
Outra dita terrea sita no largo de S. Pedro
iJovoeraOltnda.com as proporces seguintes:
JO palmos de frenio e 48 de fundo, sala adiante
e atraz. solao e 5 quartos. cozinha fura, quintal
mralo com duas larguras da casa, tundo igual
compnrnenio de fundo com 2 pones. sendo um
na frente e uutro no oilo, quartos para prelos e
estribara, a cacimba e algunas arvores de fruc-
lo avahado por 1:500$. pertencente aos herdeiros
de l). Iguaria Maria da Conceigo.
Outra dita terrea sita na rua da Boa Hora em
Olinda, com 32 palmos de frente c 57 de fundo,
2 salas, quintal aberto, avahada per 400, per-
tencente a irmandade de ?. Benedicto.
Um cavallo castanho bom carregador baixo,
avahado por 100, pertencente a Augusto Ficher.
Um relogio de ouro patente orisotital suisso,
fabrica coberta, avahado por 30ff.
Um trancelim de ouro avahado por 20$, per-
tencente a Francisco Hara Dupral.Caelano Pe-
reira de Brilo, sulicillador interino.
O engenho Bonito da freguezia de Naza-
relh, precisa-se de um feitor, preferindo-se por-
luguez c que lenha conheciraenlo desso servico :
a tratar com Leal & Irmo, na rua da Cadeia Ve-
llia do Recife, escriplorio n 56.
Um mogo solteiro, esirangeiro, precisa alu-
gar urna sala fresca e decente, com alcova ou
quarto : quera liver, dirija-se casa da Cadeia
do Kecife n.37.
CASA DE SAIDE
DOS
Sita em Santo Amaro.
Este estabelecimentj continua debaixo da ad
. Jministracao dos pro-
prietanos a receber doenles de qualquer natureza ou catlieporia que
seja.
O zelo e cuidado all empregados para oprompto restabelec
to dos doentegeralmente conhecido.
Quem sequizerutlsai pode dirigir-se as casas dos propietarios rV^:
ambos moradores na rua Nova, ou entender-secom o repente no esta- ^J
tabelecimento.
\Bt?lll,f da ""fe lo Senhor Bom
nnviH, ,lna";. fra n" SUS 'i d<> Sania Cruz,
convida a lodosos seus irmos para mesa gera
rln'? Vd co;r""e ,,e,as 9 ho"s > SE
para tratar-se de negocios de urgencia tendente
a mesma irmandade. Consistorio na igreia de
, |?"ta Cruz 4 de novembro de 1860Manoe da
; Silva Bastos, escrivao.
Reforma de precos.
Escravos. .....
Marujos e criados, ....
Prmera classe o# e. ,
As operac/ies serao previamente ajustadas.
2$0OO
200
3/J500
4
m
Pernambuco British Clerks
Proviitent Association.
The quaterly meeting ot thes socety
wll be held on Frday nov. 2 nd, at 40
P
O engenhe,ro IhTritul'Xsd.^f Sfg
Quintan^a. retirando-se para a corte no 1
^apor Tocanlins, que sahe amanha e h
nao Ihe sendo absolulamenle possive K
pela urgencia da sua partida, despedir-se S
de todas as pessoas que aqui o honraram ^
com sua nmade e obsequios ; fa-lo por
este meio protctando-lhe um profundo &
recoonecmenlo c oTerecendo-lhes seus 1
se v.cos na capital do imperio onde re- f
S
BiIIiar do commercio.
Bairro do Recife
Rua do Torres n. 12.
Esto estabeleciment estar aberto todos
das das 9 horas da manhaa em dianlc.
Os abaixo assignados patlicipam qo desde
He deixoo do ser caixeiro do sua casa 0 Sr
Ovidio Jos Barbosa Guerreito Recife. 5 :
vembro de 18C0.
Recife 5 de no-
A casa da rua da bic
Manoel Alves Ferrcira & Lima.
III!.
TABAC C
Deposito das manufacturas Vmpcriaes ileFranca.
Eite excelente fumo adiase depositado, diretamente na rua Nova n. 23, ESQUINA
DA
,v lasa oa rua da Pica de S. Pedro Marlyr n
pertencente a Gregorio Francisco de Jesu"'
quanlia co 7JC. o que se previne para evitar
qualquer equivoco. Neste sentido peder tender qualquer possoa na rua das TrncheM
sobrado n. 46. segundo andar. '"Churas,
Aliiga-sco segundo andar da casa n 10 na
rua das Trnchenos : a tratar do "iterio da
; mesma casa, ou na rua nova de Santa k,c1
CAMBO A DOCARMO. o qual se vende por mseos de 2 hectogramos a ^000 e em porcaodc
'.T^S_para C."!,a.C0?, decon, de25 PrceD, no smo estabelecimento aclia-se tamben, Frto*o andar da casa" n. 69 da rua Nova
Musa-s
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
Muili se deseja fallar com os sennores abai-
xo declarados, na rua do Queitnado n. 39, loja.
Antonio Jos deAmorim.
Antonio Francisco da Silva.
! Manoel Jos filete Meiriz.
1 Joaquim Jos liotelho.
Empieza da illu-
miaaco a gaz.
m.
*euela dos fabricantes america-
nos tirouver&Uaker.
Machinas de coser: em casade SamuelP.
ovisionA rua da Senzala Nova n. 52
Quinta-feira 8 do corrate.
PELO AGENTE
TMJL
O referido agente far leilao por conta de
quem pertencer no dia cima designado e pelas
10 horas da manha porla do armazem do Sr.
Aanes deronla da allandega
DE
7 caixas com amendois em casca as melliores
que tem vindo a este mercado.
Caixas com phosphoros do giz o mais prompto
que possive anda mesmo debaixo d'agua.
Na rua rio Fogo.
Sexta-feira 9 do corrente.
Antuues far leilio em seu armazem na rua
do Imperador n. 73. de um sobrado de um an-
dar e solio, sito na ruado Fogo n. 35, o qual
tem chaos proprio*, 2 salas, tres quartos, um so-
lio com cosinha, quiutal, cacimba etc., tendo a
loja cosinha fora.
Na mesma occasiflo
vender um excellenta cavallo com todos os ar-
reios novos.
O agente Hyppolto fara' leilao de
um carro de vidraca forrado e pintado
com i rodas de sobresalen tes i e um cv
briolet de coberta tambem forrado e
pintado de novo e alfruns arreos e co-
lbeiras, todo sera limite : quinta-feira 8
do corrente as 11 horas em ponto em
seu armazom sito na rua do Imperador
n. o.
LEILAO
DE
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agente far leilio por conta e risco
de quem perlencor, hojo as 10 horas da manha
no armazem do Sr. Anues defronle da alfandega
z> caitas com cobolas desembarcadas hoje do
bngue portuguoz sjtelampago.
Moleque fgido.
Desappareceu do abaixo assignado, uo dia 1.-
do corrente. um moleque de nome Florfano
cnoulo, idade de 12 a 13 anno. pouco mais ou
menos, j Coi visto no paleo do Carino, e leru os
signaes seguintes : peitos grandes, eabeca com-
pnda, ollios grandes, c.iuellas milito tinas, falla
baixo, quaodo anda bota a eabeca de um lado.le-
vou vestido urna calca de algodo azul j vellia o
camisa de riscado de algolo com um papel
amarello as costas por ser resto de peca : roga-
se a quem o pegar de levar a seu senhor na rua
das Trincheiras n. 8, loja de UrUrugueiro, que
ser recompensado ; e o mesmo abaixo issigoa-
do protesla contra quem o liver acooUdo.
Jos Joaquim da Cinlia Guiraares.
SOCIEDADE
Unio Beoeicente
DOS
MARTIMOS.
De ordem do Sr. presidente s;icnlifico pelo
presente a todos os senhorea socios effeclivoa,
haver gessio da assembla geral no palacete do
caes de Apollo.
Secretaria da sociedade Unio Benelicente dos
Martimos, 7 de novembro de 18C0.
Jos Sabino Lisboa,
_ Io secretario.
Mino de casa no dia 2 do novembro desl->
corrente anno um mulalinhu de nome Eduardo,
o qual tem 12 anuos de idade, e os signaos se-
guintes tamauho e corpo conforme a idal.- cor
clara, eabeca e cara aduladas, cabelh Crescido o
sollo, nariz pequeo, pescoco curto, os hombros
um pouco levantados, orelhas gra ides, n na es-
querda tem urna pequea cicatriz junto a Cont
maos e ps oireitos, o no deJo granJe de um
pe tem a unha radiada ; o m.smo levou a
roupa segninte : paleto! do briol riscado de
azul j desbatado, calca de casemira verde escu-
ra, sap.itops decouro do lustre, camisa de algo-
daozmho azul j desbatada ediapo pr*lo do co-
pa baixa ; ecomo nao lenha apparecido, receja-
se lor sido sedu/.ido, e assim recommeuda-se e
pede-se com toda instancia a to las as autorida-
des policiaca, e a qualquer particular que vir ou
souberdelle, do o irazer praca da Boa-Visla n.
12, que se gratificar.
A pessua que annuncioii querer vender urna la "T *"'"*
mulata por precisao. dirija-so a rua da Cruz n. T e OflMWIO
26, no primeiro andar.
coracao e
de
O r. Cosme de Sa'Peiera da'
y consultas medicas em seu escrip-
jg torio.no bairro do Recite, rua
g da Cruz n. 53, todos os dias,me-
nos nos domingos, desde as 6
g lioras ateas l da manhaa, s-
breos seguintes pontos
I.' Molestias de olLos ;
2.- Molestias de
peito ;
3.- Molestias dos orgaos da ge-
racao e do anu ;
fc.- Praticara* toda e qualquer
operacao cjtie julgr conve-
niente para o restabelecimen-
to dos seus doentes.
O examedaspessoafqueo con-
sultarem sera' feto indistincta-
mente, e na ordem de suas en-
tradas, fazendo excepcao os doen-
tes de ollios, ou aquelles que por
motivo justo obtiverem hora
marcada para este fim.
Constando empreza da illurainaco a
algumas pessoas tem mandado augmentar ou col-
locar novos bicos e encanarnenlos em su,- por machinislas (alias avenlureiros) que nao sao
_ Irecisa-se de urna senhora com as habilita- empregados seus. e com apparelhos nao tornea-
coes necessanas, que se queira encarregar da llos Por ella. 'pm resolvido, para acabar com es-
Alugam-se dous andares do sobrado da rua
da Cadeia n. 24, tendo commodos para grande
familia : a tralarna loja do mesmo.
excenentescommodoVp^ra-f^nla'em^lo'ac^
A Primavera.
Poblicaco semana! de littc-
ratura, modas, industria,
artes, etc.
hiSo^m^^l0-?^-"/-0 n.umero d^ sa-
educao de meninas no engenho Tentugal da
freguezia de Barreiros : a tralarna rua da aloeda
n. 3, segundo andar.
Aluea-se urna excellentc casa sila na
te abuso, por em rigorosa pratica oaitigo7do
seu regulamenio, o qual du llieor seguinte :
a No escriplorio da empreza conceria-se e. res-
ponde-se pela efflcacia dos apparelhos all ven-
didos; porm de maneira alguma
Precisa-se de JCO a juros com hypolheca em
urna escrava, e pelo lempo que se convencional-
quem q.nzer fazer este negocio, annuncie
es^e Diario nestes poucos dias.
por i
essa respnnsabilidade nao poderia existir, des Je
que o material nao fosse fe-mecid? por ella, ca
collocacao nao fosse feila por operarios de sua
confianza
Assim a mesma empreza previne aos senhores
nr,iT,.T1 JtTTTT^ consnmmidores que d'ora avante um minucioso
til I IS T A FRANCE2. 21i,"?_!p.r&tnme9saln,e,,efeoporuai deseos
ArfrrxxxrrTrrvrxrrrr
i
Paulo Gaignoux, dentista,
rua das La-
machinislas, e ochando este apparelhos ou qual-
> ranaeiraa N mCc .~,---------"*"" ^ q".er obJficl'S que nao tenliain sido fornecidos
^ pdennfico Na mesma casa le^ agua e pela empreza. mandar esia immediatamente
uco- H corlar o gaz.
^LI>0r,/1",".'lra cvi.lar duvidas e reclamacoes pe-
Ensino de msica.
Ide-se aquellos senhores que quizerera qualquer
laltcracaona illuminaco desuaa casas, queiram
slabeecida m Londres
XTerece-separaleccionar o solfejo.como tam-
bera a tocar varios instrumentos; dando as li-
^vr5Ts91,2danoiie:atrai"Dar"
- Domingos da Silva Campos conlina a pe-
dir aos seus devedores que Ihe v(nham' paar
pirque lera de concluir o inventario que se est
fa/endo pelo lllm. Sr. Dr. juiz de orphos.
Hlvez alguns dos senhores que Ihe devem
queiram aue seu nome appareca.
I Kalkmann Irmaos & C. avisam ao
rspeitavel corpo do commercio que
foram nomeados agentes nesta praca das
companlnas de seguros matitmos de
Hainburgo-
1
por escripto dar as suas ordena, em um livro pa-
ra esse lim guardado no armazem da rua do Im-
perador n. onde podero dirigir-se, sem o que
nao sero allendidos.
Recife. 30de outubro de 18G0.
Itostron, fookcr & C.
Precsa-se alugar urna preta que
sirva para vender na rua : nesta typo-
.Igrapliia se dir'.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
rua Imperial defronle do viveiro do Muniz, com
e mez querer arrendir
dinja-se a rua do Lii r nienfo n 2(1 u: ""
dar. une achara a propalara de '
' engenho,
undo an-
um que se ar-
Offerece-se
xeiio de lal
um moco pnrluguez
nerna ou oulr qualquer esta
raen o, o seu ex-p.trao d conhe^imen.o
conduela ; quem Dreriu......i. .-
go n. 106.
Precisa-se alugar urna ama
para cai-
conduc.a:qu,1,reda;;d-----c^a
CAPITAL
Cinco tiUVioes de Ufe i as
sierVinas.
Sannders Brothers4 C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
caas, e a quem mais convier, que estao plena-
rn.Miteautorisad.is pela dita companhia para ef-
fncluar seguros sobre edificios de tijolo e pedra 1
cobertos de telha, e igualmente sobre os objeclos '
que contiverera os mesmos edificios, quer con-
sista em mobiha ou em fazendas de aualquer
quahdado.
Attenco.
O abaixo assignado roga ao Sr. Joo Antonio
Carpintero da .Silva, que assim como honlem, 6
Mt2?0t*a 1do,ou sua bcca com a qu.inlia de
l$870, que por mi do meu amigo o Sr. Ha-
uoei Alves Ferreira fui embolsado da conta que
mpO/.. o nao leve a lembranca do descontar na
mesma corita os 81 de velas de composico com
pradas em 21 de setembro. Assim tenh'a a bon-
dado o Sr. Antonio Carpinleiro adcar a minha
bocea, entregando o importe da velas ao meu
amigo o Sr. Manoel Alves Ferreira, puis nao sao
negocios da fazenda publica que nao se admiltc
descont em cuntas, ou se ella devera passar por
alto, o sujeilo a seus caprichos. Ueixo por ora
de ser extenso pelo meu estado desaude, e mes-
mo porque o Sr. Dr. Caroljno mnito me tem re-
comuiendado descanso de espirito. Queira pois,
0 Sr. Joo Antonio Carpinleiro da Silva dirigir-se
ao re dador do Diario de Permmbuco pagar o
prsenle ennuncio. visto que foi motivada, e
mesmo porque lenho outros annuncius a botar o
iio lenho muio dinheiro. assim como dizeen os
seus que o senhor lera milito, eesl servindo pa-
ra ter divino espirito samo de orelha como o que
guiuu-os dalas da conta apr-senlada ao Sr. Ma-
noel Alves Ferreira ; mas esla moeda nao ha de
chejwr para comprar os homens de bom que nes-
ta queslo se meilerem; e este meu amigo que mo
atraicoon, nao deixa de ser meu amigo, pois in-
da existe, certo que para eu ir roendo e dar de
ga.,har ao amigo do Diario. Adeos, Sr. re-
dactor, at amanhaa.
Joaquim Amaro da Silva Passos
O abaixo assignado, pela rapidez de sua
viagem, nao pode pessoalmeute se despedir dos
seus amigos, o que faz pelo preseole, e apnro-
vena a occasiao de fferecer os seus dimiuutos
prestimos, com especiadade aos Srs. Francisco
ledro das Naves e *e Sr. Casimuro Euzebio S
1 egado pela confianca que sempre depositaram
no abaixo assignado.
Joio VdoaeiS Franco.
Jos Pinto deMagslhaes fazscen-
que admiitio de caixeiro de seu es-
tabeleci meato de carros fnebres do
pateo do Paraizo casa n. 10. ao Sr. Ma-
noel Nova s d Costa, o qual fica auto-
risado 4 tratar dos negocios do mesmo
estabelecimento ate nova deliberarlo.
Estanto a corfeccionar-se o almanak
civil, administrativo, commercial, agri
cola e industrial da provincia, rogase
aos Sis. que tem de ser nelle incluidos
de inandarem suas declmeles de mo-
radia e estabeleci meatos a'' livraria
6 e 8 da praca da independencia
mesmo se pede aos Srs. de engenho e
rendeiros.
Precisa-so fallar ao Sr. Jos Goncalves da
Cruz a negocio de seu interesse : na rua'do Cres-
po n. 7. esquina da rua do Imperador, loia de
Guimaraes & Lima. '
n.
e o
hwm,
Precisa-se de urna 3ma que saiba engommare
coser, que soja muito u>l e rapaz, para casa de
pouca familia ; na rua do Amorim n. 44 primei-
ro andar. "
Precisa-se de urna ama para cozinhar e
engommar ; na rua das Aguss Verdes n 26
ATTEINCi.
Quem quizer comprar urna cocheira e hospe-
dara, minio afreguezada, na cidade d Goianna
dirija-se a esla cidade na rua da Imperatriz n!
47, tereciro andar e naquella, ao mesmo esta-
belecimento, rua do Amparo n. 59. Igualmente
se negocia urna taberna em bom lugar naquella
ridade rom alguns fundos e aluguel barato que
se garante pelo lempo que se couvencinar :
tambem nos lugares cima.
3-Rua estreita do Rosario3 i
Francisco Piulo Ozono continua a col- ||
locar denles artificiaos tanto por meio *
de molas como pela presso do ar. nao jl
recebe paga alguma sem que as obras fe
nao fiquem a vontade de seus donos, 1|
tem pozeseoutras preparacoes aa mais S
"g acreditadas para conservaco da bocea t
I Quem precisar de urna ama de.
leite dirija se aos Alogaios rua de S.
Iliguel n. 13, que achara' com quem
II atar, todo n. godo se faz.
Na rua do Queimado n. 2, terc6ro andar
freparain-se band)aa de b.ilos de lodo preco e
goslo. assim como pudins, bolos do todas as quai-
Ijidades e tambem se d bolos de vendagem
Quem liver alguma preta para os receber, dir-
j:i-se a mesma casa.
Aluga-se o primeiro andar da rua Nova n.
21 : quem pretender, dirija-se a loja do mesmo!
Precisa se de urna ama forra ou captiva
ara lodo o servico do urna casa de pouca fami-
lia : a tratar na rua da Cadeia do Recife n. 19
armazem. '
I Precisa-se fallar ao Sr. Joao Rodrigues
Vianna Biyama : em Santo Amaro, laherna de
Jos Jaciniho de Carvalho.
AttencoO.
Na ruada Praia n. 32, fazom-so toles grandes
e pequeos para ferreiro e engomroadeiras. e pa-
ra qualquer outra arle, e tambem concerlam se
os ditos velhos. faz-se bah a vonlado do dono
ludo rom perfeicao.
I Precisa-se arrendar um enganho que tenha
toas ierras, e se for d'agua ser melhor : quem
quizer arrendar, annunrie para se tratar.
j Francisco da Rocha Acciuli Wanderley faz
cente ao respeitavei publico que no dia 4 do
jrrente de."pedio-se da casa commercial do Sr.
Loureiico Luiz das Neves; approveila esta mesma
furcasiao para pedir ao dito senhor e a sua Bxma.
familia desculpa do seu procedimeoto durante o*
elspaco de 5 anuos, pouco mais ou menos, e agra-
dece ao mesmo lempo a9 bois maneiras por que
'toi empre tratado.
r
duas expelientes salas, cora espacosas alenvas e
quartos, soio com cozinha e 6 quartos, quintal
murado, com galinheiro, eslriDoria e sabida para
a mai, a margem da esirada de ferro ; a tratar
na rua da Cadeia do Hecife n. 36, loja.
Aluga-se um escravo. nido as 8 horas e
meia da manha e voliando a noitinha : na rua
Forraos i, casa do tenenle-coronel Vilella
bem mora urna pessoa que'engumma muito bem
para tora roupa de homt-m e senhora.
Um estrangeiro que falla e escreve correc-
tamente as linguas allema, ingleza, fraacera,
hespanhola e poriugueza, cum inuitas habiliia-
Ces de commercio pela grande prilica que lera
la escripluraco mercantil, por ter oceupado o
lugar degiurda-livros poi muitos anuos : se of-
ferece para exercer o mesmo logar em qualquer
casa de commercio, ou para tmenle escripturar
qualquer livro : tambem se incumbe de fazer
lradu.cc.desdo manifestse oulros documenios re
lalivos a men amia : a tratar na rua do Trapi-
che n. 6.
irerece-se um moco para qualquer estabe-
lecimenio ; escreve bem e conta, muito activo,
assim como d ppssoa de capacidade que infr-
mala a sua conduela : quem precisar dirija-se a
rua Velha ti. 17.
A pessoa que anda est arrumada em urna
taberna, e que por intermedio deoulra pessoa se
dirigi padaria do Campos, na rua Imperial n.
33, pode vollar para tratar-se
ttoga-se ao Sr. acadmico Joao
Jos de .Moma Magalhaes, queira appa-
recer a' e^taj t)pograj,hia, alim de se
Hie (aliar acerca da obra que mandou
imprimir, visto nao se poder saber qual
a sua morada, uestes tres dias sem falta.
-- Precisase de um caixeiro que
nao precise levar ferruada e que nao i-
queredondo, para a taberna da rua de
Hurtas n. 59.
Birtholomeu Guedes de Mello lem justo e
contralado a venda de sua loja de lunileiro sila
na rua do Queimado n. 79, com o Sr. Romao
francisco de Paula ; so alguem se achar preju-
dicado cora esla venda, sirva-se apparecer na
mesma loja. no prazo de tres dias. ecife. 7 de
novembro de 1660.
Roga-se ao senhor que tomou a chave do
primeiro andar da casa ds rua da Cruz n. 15 ha-
ja de apparecer no prazo de 6 dias a fallar" com
Joao Jos da Cunha Lages. no segundo andar da
mesma casa, do contrario se proceder a abertu-
ra da porta do dito andar, perante a autoridade
cornpelente.
Precisa-se de um caixeiro que tenha prali-
ca de taberna, para a cidade da Victoria, paga-se
bom ordenado : a tratar na padaria da rua Di-
retta n. 81.
P. R. Bas, retira-se para o Rio de Ja-
neiro.
sssgsp
quem tratar. H acnara
com
Gravador e
radar.
dou-
"ag?aSn.'5,2e'OU,rOSraaS: "a < Ja Si
Desappareceu no dia 31 de outubro orn
mo pasado s 4 horas da Lude, d, %?t, d
.al32SSf?*=5=
oos o lados fondos de espora por ser baslanln
- phL Dwt,C" Cfu sc,i pw'icado.
-Pensase de um homem idoso de boa
conducta ecp, para tomar con. a de ni dono!
sito de lenha e carvo : quem es.iver nesta d?"
cumstancn-is dirija-se ao mesmo deposit Si
vessa do T.mbi. s 7 horas da n anha. o s
da larde que achara ton, quem Iratar
_PreriSa-se alugar uma escrava pira o ser-
vir,, interno e externo de uma rasa d pouca fa-
milia : na rua de S. Goncalo. primeira 'casa ter-
rea de souio, indo pata a i"reji
Dentista de Pars. I
g 15 Rua Nova15 %
M FredoricoGautier, cirurgio dentista S
jj z todas as operace da suaarie e col-
^ loca-lentes aninciaes. todo com a upe S
M .L'ni n 3erfpi,:-ri<> leas pessoasen-
3rf tendidas Ihe reconhecem. ^
tt, ''"n '-;1 a 8 POS dentifricios ele X
A pessoa
lem 5 d
queannunciou no Diario de hon-
Oorningus Jos da Costa Lopes (ausente),
Maria Violante Lopes, Anna Margarida Lo
pos Ferreira. Joao Ales Feneira, Joo
Carlos Lnmachi, Rosa Maria de S Lopes e
filhosejos Xavier Faustino Ramos, sin-
ceramente agradecem aos Rvmds. carme-
lilas desta cidade, aos irmos da ordem
terceira do mesmo convento e a toda* as
pessoas que se dignaram acompanhar ao
ultimo jazigo no dia 4 do corrente, os
restos moraos de sua presada mai, so'xra
av e irma Mara Violante Lope.
ni a do corrente, querer de 3()()5(I0 obre liy-
otheca de uma preta, pode dirigir-se rua No-
va n. 45. loja de marmore, que se dir quem faz
este negocio.
Aluga-se a loja do sobrado da rua da Au-
rora n. 60. decent e muito fresca ; a tratar no
mesmo sobrado.
Izidoro Pellel, subdito sardo, retira-so para
o Rio de Janeiro.
AUenco.
Aluga-se uma casa no Cachang, cora 3 salas,
3 quartos, despensa e cozinha fra ; a tratar no'
mesmo lugar Com Joaquina Marques da t'.unha.
0 Oaixo assignado. em razo de sua mo-
lestia, pretende fizer uma viagem a Europa tra-
tar de sua saude, para cujo fim se Ihe faz preciso
vender as suas duas casas da i.apnnga ; quera as
pretender, dinja-se a rua das Larangeiras n. 12.
Precisa-se alugar uma escrava para todo o
servico de um casa de pouca familia : na praca
da Independencia n. 38
Jos Dias Vilella vai a Macei a negocio de
seu interesse.
1
ira k C.
sacam para Lisboa e Poilo : na rua do Vigario n
tf, primeiro andar.
- OfTerece-se um cornheiro para casa parti-
cular ou hotel. quem pretender, procura no For-
te do Mallos, rua do Codorniz n. 6. taberna.
Alogaseuma casa pa Passagem da Magda-
lena junio a ponte grande, rom excellenles com-
modos, lendo 6 quartos. cozinha fra. ptimo ba-
nho no rundo : as pessoas que pretenderen!, di-
rija m se a rua Direita o. 3.


DIARIO DE PERINAMBUCO. QUINTA FEIRA 8 DE NOVEMBRO DE 1860.
r*)
DEBANHO
Na ra Novan. 7, deseja-se fallar com os
Srs. Jos dos Santos Moreira e Francisco de Oli-
ve i r a Jnior.
O solicitador Manoel Luiz da Veiga mudou-
se para a ra da Gloria n. 94, onde pode ser pro-
curado das 6 horas s 9 da nianhaa, todos os dias.
so
iDslrucco.
MMIIIM
DE
r3r,]ie:
:um j.
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,...........
30 candes paraos ditos banhos toados era qualquer lempo.....'.
15 Dilos dito dito dito ......
7 > ......
Banhos avulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprecos annunciados.
Esta reduccio de presos facilitar ao respeitavel publico ogozo das vantagens que resultara
da frecuencia de um estabelecimento de uraa uiilidadeincontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco conhecida e apreciada:
109000
159000
89000
4|000
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na botica franceza ra .la Cruz n.2i
"1
ATPROVACaO E AUTORISACaO
DA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO MAGNTICAS EPISPTICAS
Urna senhora Brasileira, de boa conducta, e
competentemente habilitada, se olTerece para en-
slnar ag primeiras letras, grammalicas nacional e
franceza, as quaes falla e escreve regularmente,
offerece seu limitado presumo aos seuhores pais
de familia que lhe quizerem dar a honra de Ihe
confiar suas meninas, aliancando-lhe que empe-
nhar lodos os esforc,os em qualqner tiestas ma-
terias, para que suas alumnas obtenham o deso-
jado aperfeicoamento : na ra da Impcratriz n.
84, se dir quem .
Aluga-se urna sala com urna camarlnha,
propria para um moco solleiro ou escriplorio : na
ra doCucimado n.36.
Piecisa-se de urna ama
urna casa de pequea familia
g, loja n. 11.
para rozinhar em
na ra do Cabu-
DA
PROVI
O Sr. thesoureiro das loteras manda declarar
que se ncham cxposlos a venda os bilhetes da
segunda parto da quinta loleria da irmandade
dcNossa Senhora do Guadalupe da cidad de
Olinda, cujas rodas deterjo andar impreierivel-
iiii-iiu- nodia lOdenovembro prximo futuro de
conformidf.de com o plano abaixo transcripto.
Thesouraria daslcterias30deoutubro de 1860.
O cscrivao. /. M. da Cruz.
PLANO.
2400 bilhetes a 53000.......12:000)5000
20 por cenlo.........2: ItUaOO
NiV Ldtlk H \HM\ZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
ORUA
40
1 rremi-3 de 4:00<)gC00
1 Di lo de ... 9(1050(10
9:6C09000
1 Dilo de
3 Ditos de 2008
5 Ditos de 100
7 Ditos de
8 Ritos de
24 Ditos de
2350 Oitos de
2400 Bilhetes.
50g
20J
10
If
500*000
dioooo
50u$000
350jjO0O
I6O9OOO
24OJJ0OO
2:350f00O
Defronte do becco da
Seda de quadrinhos muito fina covado
Enfeites de velludo cora froco pretos e
de cores para caberla de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraias e seda lapada e
transparenre, covedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
senhoras, horaens e meninos
Lencos de seda rxos para seniora a
29000e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as quadades
Chapeo francez forma modrrna
Lencos de gurgurao prclos
Ricas capellas brancas para noivados
Saias balao para senhora e meninas
Tjafeta rxo o covado
Olmas franceza a 2G0, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
Congregaco
letreiro verde.
0 bacliarel Pedro Gaudiano de Rales e Sil-
va, tem eslabclecido seu escriplorio de a Indi-
cia na villj^ do Cabo, ondo pode ser procuiat'o
todos os das das 9 li horas da manh.i s 3 Ii2
da larde.
Preparam-se bandejas enfeiladas rom di-
versos modelos de bolinhos dos mais per.-iuv.
que ha em nosso mercado, para bailes, casamen-
to*, fesias de grojas o solemnisar as formaluras
dos senhores acadmicos; ludo da forma que
forero as encommcudos: dirijim-se a ra da Pe-
nha n. 25.
Luiz Gomos Dourado faz publico que desde
o dia 6 do correte deixou du ser eaixeiro do Sr.
Manoel Ribeiro da Silva com padaria na ra Im-
perial n. 187, bem como que nenhuma respnnsa-
bilidade individual o propria contrahar por si
durante o lempo em que fui eaixeiro dodiiose-
nhor, sendo que existem ainda dnas Mras por
mim endossadas, em nomo e por ordem do dito
meu palro da quanlia de 4189100 por rio saber
ler era escrever o dito meu patrio, o que por
outras vezes praticra pelo rasmo molito, estan-
do j pagas pelos seus aceitanlcs estes oulros
dbitos. Recife 7 de novembro de 1860.
Joo Vicente Franco relira-se para o Para.
Em Santo Amaro, casi do ultimo lampeao
de gaz, ha urna parda para alugar-se.
Collegio bom con-
19000
28500
8*500
230C
9.6005000
D
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS MEDICINAES sao muito cotihecidas no Rio de Janeiro e em todas as provincias
deste imperio ha ra*is de 22 aunos, e sir afamadas, pelas boas curas que se lem oblid-o as enfer-
maras abaixo escripias, o que se prova com innmeros attestados que existem de pessoas capa-
zes e de disiincQdes.
Com estas Chpas-electbo-macneticas-epispasticas obtem-se urna cara radical e infallivel
em todos os errsos de iuflammacao [cansaco ou falla de respira cao), sejam internas ou externas,
como do ligado, bofes, estomago, bago, rins, ulero, peito, palpitacao de coraeao, garganta, olhos,
erysipelas, rh.eumaiismo, paralysia e lodas as adecenes, nervosas, etc.,-c-lc. Igualmente para as
di rironles especies de tumores, como lobinhos, escrfulas etc.. soja qual Mr o seu tarxaiiho epro-
fundeza, por meio da suppuraco seriio radicalmente extirpados, sendo o -seu uso econselhado per
habis -e distinetns facultativos.
As encommendas das provincias d-evem ser dirigidas por esenpto, tendo lodo o cuidado de tos, a pedido de al"uns ami-os se tiropoe e re-
fazer as necessarias explicacdes. se as chapas sao para homem, senhorn ou crisneja, declarando a cebr em sua casa, do Io depn'.iro em dionto
molosiie em que parte do cotpo existe, se na rabeca, poscoco, biaro, coxa. perna, p, ou trunco | c agorg n,esmo durante asterias al"uns eslu-
do corpo, declarando a circumferencia e sendo iticharoes, eridas <>u ulceras, o mol le do seu la- '
manho era um pedacode ppele a declararlo onde listero, afim de que 8s chapas possam er
bem applioadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquerpouto do imperio do Brasil-
As chapas serao aiompanhedasdas competentes exylicacesc tambera de todos os accesso-
rios para a collocacao dellas.
Consultas todas as pessoas que a dlgnarem l-.or.rar com a sua confanos, ora s
que se achara aberto toJos os dias, seo excepcao, des 9 horas da mnnhaa as 2 ta la
S0fl
3:0
5600|
Selim prelo azul e encarnado proprio
para forros cora 4 palmos de largnra
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Choles de miron bordados, lisos ees-
lampados de todas as quadades
Seda lisa preta e de cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos corles de seda pretos e de coros
com 2 saia- e de balados
Dilns de gaze e de seda phanlasia
Chales de toquim muito finos
Crosdenaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seda Iavrada preta e branca
Capas de fil e visitas do seda preta
cora froco
1^600
25000
15500
seibo.
No dia 15 do corrcnle abro-se um novo curso
dos preparatorios.
Ausentou-se no dia ido correute a escrsra
Maris, de naci Angula, ja velha o com cabellos
brsncos, bastante fula, lem as costas giguees
de sua Ierra ; esla escrava ja foi do Jos Luiz
Pereira, e ha pouco arrematada : quem a apprc-
henderdirija-se ra Nova, loja n. 10.
Altenco.
No hotel de Sebastopol preeisa-se alugar um
moleque de 12 a 1 anuos de idade, ou uio prtlo
idoso : na ra do Imperador n. 10.
C ompras.
Thcsouraiia das loteras23 deoulubro de 1860.
--O thesoureiro, Manoel Cantillo Pires Pakio.
Approvo. Palariu do governo oc Pemambu-
co 29 de oulubro de 1860 =Leilao da Cunha.
Conforme.--Antonio Ltite de Pinho.
Preiisa-se de 6 000 a premio, dando-se
por garanta urna pcopriedado nesta cid-arfo: a
quem convier, pode deixar aviso nesla lypngra-
phiacora direceoa A. S.,que ser procuradol
4 quem coivier.
Um cmprogaito publico, pai de familia ; bem
conhecido, o que OlTerece as necessarias garan-
escriptorio.
||9 R do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA

mME
II

CONSULTOBIO
i* I Especial homeopathico, ra de Sanio Amaroff
(Mundo Novo) n. 36-
O Dr. Sabino O. L. Pinho, de volta desua viagom a Europa, da consultas todos &1*
os dias uteis desde as VO horas a'. meio dia. Visita aos doonles em seus domicilios de **
dantos de prepanlorios para a faculdade de di-
reito, nao-tendo seus pais ou correspondentes o
menor cuidado com ellos tal respeito.
Urna casi -commoda, bom trataniento-constan-
te soliciludc para a sua applicaco, para que te-
nhaui bom resultado nos exnriies; e finalmeDle
una gralilicago a mais mdica e razoavcl : taes
sao as varregrns que enenntrarao. Aquellos,
pois, quem tal offerecimento inleressar, ficarao
satisfeilos, se se informarem dos Ulms.Srs. com-
mendadur Manoel Figueira da Paria, major An-
turies, Agosiiuho E.-Pirui. Dis. Sabino e Luiz Pe-
lippede Souza Lt-ao, senhor do engenhoS Igna-
cio ; devendo dirigir suas artas ao prirneiro des-
tes senhores na praca da Independencia, para
que sejam.procurados pcssoalmenie : onde de-
terminare ni.
Agendas da Parahiba e do
Rio Grande do Norte no Re-
cife.
O abaixo assignado cumprindo um
dever sagrado vetn agradecer a todos os
Stnliores que compunliam a meia do
consulado de Pernumbuco com part-
culandade a seu nobre ebele o Illm
Sr Jcao Xavier Carneiro da Cunha, a
manara urbana e delicada com que
tempre e dignaram de o tratar, nao
l&h \s0 em act'3de ser vico publico como em
.'?'?, meic da em dianlo, e em caso de necessidadc a qualquer hora, A senhoras de parlo e fj>^ | n .- i. i, .
iCAS osdotutes de molestia aguda, que nao tiverem anda lomado remedio algum allopa- ($* P ar e lnes P'Ctesta tte
yt "''co ou bomeopalfeico,sero atlcndidos de preferencia. (*P$ n^ec'menioe grartido.
mi,
Pharujaeia especial homeopathica.
s medicamenlashomeopat-hiros que so venden) nesta pharmacia sao preparados
por meio de una machina que o Dr. Sabino inventou o fez construir em-Pars, o a ^i.
que dou o nome de AGITaDOIMJYNAMJCO. <;*;
ErUes mpdicamendos sao os nicos que desenvolvem proipriedades uniformes, e (*J
capazos de curaras molestias com a maior certeza possivel. f^S
Alen disso, desejando tirar do sua viagem a P.uropa todas as vantagens para o f~SS
progresse da homoopalhia uo Brasil, o Dr. Sabino nao poupou sfon;os para obier as ^k-i
subslaucics medicamenlasas dos proprius lugares, onde ellas naturaImeiite nascem : e jgT;
para isso eniendeu-se cem um do melhores herboristas d'Allemanlia, para lhe man- -"Si
dar vir as plantis frescas alim de preparar elle mesmo as linctu-ras. E' assim que o '.'.-;'
acnito foi mandado vir dos Alpes, a rnica das ::n>rit.inlias da Suissa, a belladona, V" ,
bryoni.i, chcmomilla, pulsatila, rhus, hyosciamue, foram collndo ua Allematilia, na S J':
Kiinca e na Blgica, o veralrum no Monte Jura te, etc. r-y
Desta serle pro vida a pharmacia do r. Sabino das substancias-que servirao para 'i
charo o pjedico
pa '
'tgfjt aa ecperieaciaa puras de llahnemann, descripUs as palhogenesias, a
-..? J-, e osamigos da homeopalliia oa meios seguros e-verdadeiros de currem as
cid-ss.
erifer- g?S
Os procos sao osseguDtes:
Botica de 2i tubos grandes..............___ 12a 16J00O
Ditj de 36 ................... 18S a 2S00
Drta do 48 .................. 21 a 20
Dita do 60 .................. 30 a 35j000
\. B. Existem carleiras ricas de velludo, para maior preco.
Cadi ridro avulso de tiuclura.................... 28000
Cada lubo avulso...........................,...... iSOO
i
2 l
f-*S usa
Caixas com medicamentos era glbulos e tincturasde diversas dynamisaces mais .^"c
dasj:
De 21 dilos de dito e 48 tubos grandes............ 480OO
De 36 dilos de dito e 56 tubos grandes.......... 64*000
De36 ditos de dilo e G8 tubos grandes.......... 708000
De 48 ditos de dilo e 88 lubds grandes............ 92fl000
Da (O ditos de dito e 110 tubos grandes....... .. 1158000
Estas caixa sao uteis aos medreos, aos Srs. de engenho, fazendeiros, chefes de


familia, capiles de navio e em geral a todos que se quizerem dedicar a pralica daho- ?&&
oeopathia. *-,*;-
Vendem-se tambem machinas elctricas portaleis para tralamenlo das molestias |:iS
no-iozas. Estas machinas sao is mais modernas o as mais usadas actualmente em ^^
toda a Europa, tanto pela commodidade de poderom ser trazidas na algibeira, como **5
porquo trabalham com preparaces que nao sao nocivas. vfe>
Cada urna......;.................................. 505000 (ag?
0 Ei\TKE-ACTO,
Jornal Litterario Illustrado.
Acha-sa publicando no Rio de Janeiro um jornal, sb a direcc,ao de jorens importantes
no nidio das lettras, que se oceupa especialraenle da crticas e revistas meosaes acerca do
moviinsnio thealral do Brasil, e Europa.
Jitnto c trato, representando per?on*g que sobam scena no Rio de Janeiro, lujo indito, e do melhor gosto possivel.
O fijrinqs, mndalos vir de Pars, so podoro ser destribuidos no principio de Janeiro
prximo vndouro.
Publica-se tres vezes por tnez, em formato in folio, com oito paginas cada numero, aos
precos seguinles:
Um trimestre......69000
Um semestre......10-000
Um anuo. ....... 209000
Assigna-se na livraria da prri da Independencia ns. 6 e 8.
O agente,
Jos Joaquim de Lima.
VIDR0S.
Chegaram os lao deseiado vdros'psra vidra-
gas, em caixas grandes ; o vidro 6 de tal quali-
dade que prese ser cristal: ra larga do Rosario
n. 34.
-- Aluga-sc urna sala e camarinha de um se-
gundo andar ne Recife : a tratar na ra da Ca-
dea n. 10.
-- Quem livor urna carmea de vender agua,
juntarnenle com o boi e lodos os mais perteiices
mesma carroca,-dirija-se a pwca da Bua-Viula
o. 18, que achara corn quem tratar.
Aluga-se urna sala com urna alcova em um
pimeiro andar, propria para osciipiorio, na ra
do Encantamento n. i3 : a tratar na taberna da
mesma casa.
Manoel Jos da Suva Olivera compren por
cona da criada (cor preta) de Jos Jacirilho Ra-
poso, assistonte na ilha e S. Miguel, reino de
Portugal, um bilhtte intetro da segunda parle da
quinta lotera da irmandade de N. S. do Guada-
lupe da cidade de Olinda den 7ri9.
Na praca da Independencia n. 3, loja de
chapeos,-ptedsa-se de um oflicial pars forrar
chapeos.
Na ra da Praia n. 41, ha urna cocheira de
aluguel, comearro, arreios o ardamenlos no-
vs. muito bons cavallos, e tambem se tratara de
cavallos por precos muito razoaveis.
A luga-se
Urna casa terrea tom commodos para familia,
na ra do Nogueira ; a tratar na ra do Queima-
do n. 53.
Compram-se diarios om porcao a SfSQO a
arroba : na ra Direila n. 78, refinacao.
Compra-se ou aluga-se urna escrava reco-
lhida. de bons costuraos, e que saiba coser e en-
gommar, para urna casa que trata bem na ra
da Imperalriz o. 9, prirneiro andar, se dir quem
precisa.
Na padaria da ra Direila n. 8i, precisa-se
comprar um cavallo quesoja novo, manso e gor-
do, mesmo sem andares.
__ Compra-se papel de Diario para cmbrulho
a o;520a arroba, e a 120 rs. a libra ; na roa Ja
Senzala Velha n. 50.
de
WMl
Os proprietarios deste estabele-
cmenlo convdam ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
alcham em seu armazem de mclhados de novamente sonido de gneros, os melhores que tem
vftndo a esie mercado, por serem escolhdos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maior parte dalles viudos por conla dos proprietarios.
Clioeolate
dfis melhores autores de Europa & 900 rs. a libra em porcao a 8;>0 rs.
Marmelada imperial
Compram-so iravesses para andaime
obras :' a tratar na ra da Imperalriz n. Gb\
de
u wmmmmmm ar-^-cjra-gT^csrrj.. :-z*r*w*
Vendas.
df> afamado Abreu, e de oulros mais fabricanlec de Lisboa em latas Je
1 a 2 libras a 800
to em porro de se far algum abatimento.
Ma$a de tomate
em latas de 1 libra por 900 rs., em porcao vendo-se a 850 rs.
Latas cem evvillias
ve.vJe-se nicamente no armazem progresso a 610 rs. cada huma.
Conservas *raneez.as e inglezas
as aiais novas que ha no mercado a 70o rs. o frasco.
Latas de uoVacuiuua de soda
diferentes qualidades a l600a lata
iVmeixas fraueezas
js vais novas que tem vinJo a este mercado em compoteiras, coniendo 3 libras por 35?000 rs
e era ratas del lf2 libra por 19500 res
"Vevdadeiros ugos de comadre
em caixa com 16 libras por 35000 rs. a retalho a 2d0 reis a libra.
Caxmnas com 8 Unras de passas
a 33000 rs. em porcao se far algum abalimento, vende-se tambera a retalho a libra a 500 rs.
Mauteiga ingleza
Vende-so urna carroca para boi, nova, c
de boa conslruco: na ra "da Imperalriz r. 26.
2o andar.
Aos senhores armadores o
proprietarios de carros
fnebres.
Vende-se verbutina prea superior a 400 rs.
o covado : na ra do Crespo n. 25.
gsiaageieeieeia &mmm
1 Vende-se na loja de |
NabucoAC. na ra Nova U
M n. 2, itas para cartas
1 de hachareis a 5,s;
S fita.
>> rs. a
com
perfeiaraente flor a mais nova que ha no mercado a 1&000 rs. a
gura abalimento.
libra, em barril se far al-
o mel
Na padaria
de Antonio Fernandesda Silva Boiriz ra do Pi-
res n. 36, da-se pao de vendagem a prelas for-
ras ou oscravas, dando fiador, e vende-sa firinhn
do reino propria para pao de 16 por sel- rnuilo
nova de 160 a 200 por libra : na mesma padaria
vende-se formas para fazer velas a lj a duzta de
lodos os lmannos, laxos grandes e pequeos, e
caixes para as formas, lodos os peitences de fa-
brica de velas, vende-se barato para acabar.
Antonio Fernandos da Silva Boiriz faz sciente
ao publico principalmente ao respeitavel corpo
de coromercio ou a quem interessar possa que
mudou-se da ra do Vigario n. 27 para a ra dos
Pires n. 36 desde o dia 31 de agosto prximo
passado, assim como nao se responsabilisa por
imposlos desde o dia 31 de ago.-to prximo pas-
sado em dianle por largar o dito estabelecimento
como provn corn o documento competente.
Manoel Buarque Macedo Lima mudou seu
escriplorio para a ra do Encantamento n. 12.
Jos Januario do Faria commerciante om
Villa Bf lia, avisa a quem se julgar seu credor
nesla prnca, qe aprsente suas contas rio prazo
de Ires das para serem pagas, estando legaes ;
na ra da Madre de Deus n. 14.
Ainda continua a estar para se vender, per-
mular, e em ultimo caso arrpndar-se a quem fi-
zer todos os concerios que a casa precisar, o si-
lio da Iravessa do Remedio na fregnezia dos Afo-
gados n 21. quem pretender enlenda-se com
sen propietario na mi de S. Francisco cuino
quem vsi para a ma Bella s brado n. 10 ou na
llfandega, aonde empregado.
C\i peroVa
ior que ha neste genero a 29500 rs. a libra dito hyson a 2#000 rs.
Palitos de denles lidiados
200 rs. ecm 20 raacinhos.
peixe sarel em posta
o melhor peixe que exzisle em Ponugal era latas grandes por 1#500 rs. cada urna ed
outras muitas qualidades que se vetidem pelo mesmo preco
Manteiga franceza
a 560 rs. a libra em barril se far abalimento.
Toucinuo de Lis\,oa
o mais novo que ha no mercado a 320 res a libra.
Macas pava sopa
era caxinhas de 8 libras com deferentes quadades por 4#000 rs.
Tambem vendmseosseguinles gneros, ludo recentemenle chegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 48* rs. a libra, chourica mula nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maca de tomate, pera secca, passas, fructas em calda, araendoas, riozes, frascos com
amendoas cobertas, con fritas, pastilhas devanas |ualidades, vinagre branco Bordeaux, proprio
para conservas? charutos doi melhores fabricantes de San Flix. maSas de todas as qualidades
gomma muito fina, ervlhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas'
spermacete baralo, 1 cores-francezos muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado azei-
tonasmuiio novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros que encontrarlo tendentes a
molhados, por isso prometiera os proprietarios venderem por muito menos do queoutro nualquer
prometiera mais tambera servirem aquellas pessoas que raandarem por outras pouco praticas eom
seviessert) pessoalmente; rogara urabera a todos os senhores de engenho e senhores lavradores
queirara mandar suas enconamendas no armazem Progresso, o^ue se Ibes affianea a boa qualidade e
o acondic onaraenio.
- Vende-se um casnl de eseravos, sendD nm
mulatinho de idade 13 annos e urna nepra com
28 annos ; no becco do Pombal confronte o sitio
doviscondede Suassuna, casa pintada do e; oi-
naao.
CAL DE LISBOA,
Pormetade do seu
valor.
Ra do Queimado n. 19.
Vestidos de gaze e phantasia, muiloslindos de
duas saias, pelo baralissimo preco dd 103 cada
um corte. *
oja esperanca.
Vende-se borracha de soda prela para borze-
gu.ns a 2200 o rova lo, graixa em barr moho
boa a 610 rs. esta acabndose, nautas do obin
de Oau.rot a 18 c 20. bra, elotes de mozairo a
65 lia para bordar a CgfOO a libra, trancas do li-
im^SSoST poupas da fos,a a 8". *
IgzUO c l?60O a peca, sete padrees dillVre ,t,-V
colheres Boas, facas, trinchantes, ele. : na ra
do Queimado n. 33 A, Guimaraes & Rod.a
Hua do Queimado u. %%
Loja de quatro norias
DE
JOAQUIM RODRIGUES TaVARES
DE MELLO.
Ha corles de vestidos de seda de cores, fazenda
muilo superior com peqneno toque de i:-ufo a
609000, diios sem defeito a I00#0(i0, lem um
reslo de chales de loquim que estac-se acabando
a 303000, dilos de mirn bordados com p, ota
redonda a 8000, dilos sera ser de ponta redonda
a 85>000, ditos esianpados com lsiras de eda
era roda da barra a 9#0()0, dilos de ricas estam-
pas a 73JOOO, ditos de ganga ranceza com fran-
ja branca a 29000, dilos sem franja e muito
encorpado a 2000, ricos manteletes de .osdi-
na[des preto e de cores ricamente enfadosa
259000, dilos muito superiores a 30n00. en-
fetesde vidrilho preto a 39000, ditos do relrox
a 39500, organdis da mais fina que ha no mer-
cado a 19000 o covado, cambraias decores
de padroes muito delcadosa 800 rs. a vara, dilos
de culras qualidades a 600 rs. a vara, ricas'chilas
farnce/as de muilo boas qualidades a -.80, 3< 0
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se poj
imaginar, pellos para camisa a 240 rs. cada urna,
corles de casemira de cores a 68000, ditas em
pesca de quadrnhosa 48000 o covado, gollinhas
de muilo bom goslo a 19000, ditos de outros
bordados ricos a 3000, manguitos de carrbraia
bordados a 39000, tiras bordados e entrimeios
quesevendem por preco commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de erianeas. e cai.tnhas
para senhoras a 19400 rs. o covado, cor.es 'a
cambraias de salpicos a 58000. cortes de cam-
brara enfettadas cora liras bordadas a 6000
e outras muitas mais fazendas que ser difcil
aqu pode las mencionar lodas.
"7 Vende-se urna negra de naglo por pouco
ainheiro, a qual d diariamente 1 ; na ra do
ngel n. 11, ou Iroca-se por un moleaue ou
moleca.
Vende-se um escravo com 18 annos de
idade, bonita figura, rjbuslo e sadio, assegura-
se que nao lera vicio de qualidade algnma, e an-
tes muilo boa conducta, e muito esperto para
qualqner servico ; para ver e Valar, na loja da
ra do Queimado n. 41.
m *>


m
DIARIO DE PERJUMBUCO. QUINTA FEJRA 8 DE N0VEMBR0 DE 1860.
FNDICAO D AURORA.
Seus proprielarios offerecem a seus numerosos reguozes e ao pubbico em geral, toda equal-
quer obra raanufaturada em seu reconheeido eslabelicimeoto a saber: machinas de vapor de lodos
os tamanhos, rodas d'agaa para engenhos, todas de ferro ou para cubos de madeira, moendas e
meias moendas, taclias de ferro batido e fundido de todos os tamanhos, guindastes, guinchos e
bombas, rodas, rodetes aguilhois e boceas para fornalha, machinas para amassar mandioca e para
descarocar algodo. prendas para mandioca e oleo de ricini, portoes gradara, columnas e moi-
nhos de vento, arados, cultivadores, ponte.,'cadeiras e tanques, boias, alvorengas, botes e todas
as obras de raachinismo. Executa-so qualquer obra seja qual for sua natureza pelos desenhos ou
moldes que para tal fim forem apresunlados. Recabem-se encoramendas neste istabeleci ment na
ra do Brum n. '28 A e na ra do Collegio boje do Imperador n. 65 moradia docaxeiro do es-
tabaleciment Jos Joaquim da Costa Pereira, com quera os pretendemos se podem entender para
qualquer obra.
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sorlimento de calgado fran"
cez, roupa feita, miudezas finas e perfumaras-
ludo por menos do que em outras parles: na to-
la do vapor na ra Nova n. 7.
Tachas para engento
Fundico de ferro e bronze
DB
DE
mmmmw i oibid^op si mmu.
Sita na ra Imperial n. 118 e 110 junto a fabrica de sabo.
DE
Sebaslio J. da Silva dirigidaporoFrancisc Bclmiro da Costa.
Neste esubelecimenlo ha sempre 'promptos alambiques de cobre de diflerentes dimen-
Qss de 300 a 3:0005) simples e dobrados, para dislilar agurdente, aparolhos destilatorios
continuos para resillar e destilar espirilos com graduarlo at 40 graos (pela graduarlo de Sellen
Cartiar dos melhores sjsteraas boje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imperi-
bo rabas de tolas asdimencoes, aspirantes e de repudio, tanto de cobre como de bronze e ferro
torneiras de bronze de todas as dimencoes e feilios para alambiques, tanques etc., parafusos de
bronzie ferro para rodas d'agua, pjrtas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e
chumbo dd todas as dimencoes para oncanam^ntos camas de ferro com armario e sem elle,
fUjjes da ferro potaveis e econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos de alambique, passa-
deiras, espumadeiras, coccos para engenho, folha de flandes, chumbo om lengol e barra cinco
em lencol e barra, lenges c armellas de cobre, lences de ferro e lalao, ferro suecia inglez
de todas as dimencos, safras, tornos e folies para ferreiros etc.,e outros muitos artigos poj
monos prego do que em oulra qualquer parte, desempenhando-se toda e qualquer encommen-
la cem prestesa e perfeicao ja conheciJa e para conmodidade dos freguezes que se dignarem
honra.-cm-nos com a sua confianga, acho na ra Nova n. 37, loja de ferragens, pessoa habi-
lita Ja para tomar nota das encommendas.
INJECTION BROU
Iteinedio lofallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
nico deposito na botica franceza, ra da Cruz n. 22.
l'rcco do fiasco 3;000.
Sem limites de loja de miudezas.

peratrii n. 82, e ahi continua na liquidado por pregos que admirar
;' o? freguezes nao se engaaren] a loja tem na porta um retabulo co

O arrematante da loja de miudezas da tvavessa do Livramento, tendo de en-
t egar a chave da dita loja transferio tolas as miudezas para a loja da ra da Im-
m a saber, para
LIQUIOACAO : Cm noma de
1 infaa de carrinhos de cores a 20 rs.
Carte-. de cohetes de 1 carreka a 40 rs.
r.'iipscom 24 pares a 60 rs.
Carlas de aineies de ferro e lalo a 100 rs.
Linlia de miada de roriz a 120 rs.
Pegas de trancinbas de la lisas de cores a 40 rs.
Duzias !e botoes de vid'o para casaveques de cores a 320 rs.
Lindas aboluaduras para collete a 320 rs.
Helroz de cores nanita fino a oitava a 160 rs.
fttiito lindos chapozinhos para meninas a 49.
Um grande sorlimento de franjas do se la pretase de core? a 120, 160 240 3*20
400. 500, 640, 800 e l??a vara,
Trancas de seda em grande quanlidade largas e estreitas de 80 a 640 rs a vara.
Botdas de louga para camisa e roupao brancos e de cores a 20 rs. a duzia.
Manguitos de filo enfeitados par 29500.
Laa para bordar muito fina a libra 63,
Multo boas fitas de velludo de cores e prelas de 160 a 800
F.nfeitfs de vidrilho prelos muito lindos a 35.
.L'iicinhos de reiroz matisados a 18500.
Eofiadores para espartilhos de linhn a SO rs.
['.case garios era vados muito boas.duzia 3*500.
6-iralhos de caitas finas a 320 e 400 rs. o baralho.
Meias para meninos o par 140 rs.
Ditas para meninas o par 240 rs.
Enfeites de flores de Constantino a 5)>500.
Minios ricos bonel< para meninos a 43*.
. Kicaseliaruteiras douradas a 4.
Q Botoes de osso fino para caiga duzie a 20 rs.
ISXS5 Ditos de ago e de metal a 40 rs.
," Gravalinhas de seda pira homem a 720 rs.
'}p% Meias prelas para homem o par 200 rs.
fcv Hilas piuladas muito encorpa las a 280 rs.
'$*$ Ditas cruas muito linas a 240 rs.
.s/\
>'-'
"
B.

>
Francisco Antonio Gorreia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz econcerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Cheguem ao barato
O Preguigaest queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha de rolo com 10 varas a
29, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palitols a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom goslo a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 99, 49, 555,
e65Pa pega, dita tapada, com 10 varas a 59 e
69 a pea chitas largas da rao lernos e escomidos
jiadresa 20. 260 e 280 rs. o covado, riquis-
simos chales de merino eslampado a 7 e 89,
diios borda los com duas palmas, fazenda muito
delicada a 9 cadi um, ditos com urna s pal-
ma, muito finos a 85500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5, lengos de cassa com barra a
100, 120 e 160 cida um, meias muito finas pa-
ra senhora a 4-9 a duzia, ditas de boa qualidade
a 39o 39500 a luzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberU a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5*900 a poga, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 1,
19200 e 19600 a vara, dito proto muito encor-
padoa 19500 a vara, brilhantina azula 400, rs.
o covado, alpacas de I i Itrenles cores a 360 rs. o,
covado, cesemiras prelas finas a 2*500, 39 e
39500 ocovado, carabria preta e desalpicos aj
500 rs. a vara, e outras imitas fazendas que se i
farpaienle ao comprador, e de todas se daro '
amostras com penhor. | \
A pechincha, antes que se \\
acabe.
Na loja do Preguica, na ra Jo Oueimado n.
2, tem saias baldes .iberias, do ultimo gosto,pe-j
lo diminuto proco do 5JJ.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para Tender em
eu armazem, na pragado Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres,
muito Dropriospara este clima.
m SHagagaB 9&m eiesssfia^fieia
GRANDE SORTIMENTO
DB
tandas e obras feilas.!
HA.
LoJa e armazem
6es&Basto.|
Na ra do Queimado n.
46, frente amarella.
Sortimento completo de sobrecasuca de \
panno prelo e de cor a 25*, 28$, 30$ e j
35tf, casacas a 28*. 30* e 35*. paulla dos
mesmos pannos 20*. 22* e 2">, ditos de c
casemira de cor a 16 e 18*. ditos sac- |
eos das m 'smas casemir.is modelo inglez g
casemira Qna a 10*, 12/Hf e 15$, ditos 1
saceos de alpaca preto a 4S, ditos sobre S
fino de alpaca a 7*. 8* e 9*, ditos do me- 9
ri selira a 10J, ditos de meriu cordao 2
a 108 e 12S, ditos de sarja prota trancada <
saceos a 6. ditos sobrecasacos da mes- 3
raa 'azenda a 8*, ditos do fust.io de cor e J
branco a 4*. 4g500 e 5g, colleles de ca- k
semira de c merino preto para luto a i* e 5*, ditos S
de velludo preto de cor a 9* o 10*, ditos *
i'de gorguro de seda a5* e 6*, ditos de g
I brim branco e de cor a 2*5(1 e 3*. calcas
de casemira de cor e preto a 7. 83. '9*
e 10*, ditas para menino a 6* e 7*. ditas
de merino de cordo para nomera a 5j o
69, ditas de brim branco a 5$ c 6*, ditas
ditd de cor a 3J, 3*500, Ai e 5, e de
todas estas obras (eraos um grande sor- *
tmenlo para menino de todos os tama- 3g
nhos ; camisas inglezas a 36* 1 duzia. Na jv
nesm.i loja lia paletols de panno prelo j^
tara menino a HJ, 15J o 16}. ditos de gj
casemira pira os mesmos pelo mesmo $
l reno, ditos do alpaca saceos a 3* e |S
3500, ditos sobrecasacos a 5$ e b$ para ff
os^mesmos, caigas de brim a 29500, 3* o jft
3#500, paletots saceos de casemira de cor 1
a 6J e 7*. toalhas de linho a 800 e ljf ca- M
da urna. *E>
, No mesmo eslabelecimento manda-se S
apromptar todas as 'jualidades de obras 5*
tendentes a roupasfoitas.em poneos das, le
que para esse fim temos numero su- 5
(kiente de peritos officiaes de alfaiates g|
regidos por um liabil raestre de serae- ?g
Ihante arle, fleando os donos do estabe- 3g
lecimeoto responsaveis pelas mesraas c|>
obras at a sua enirega.
Se'
.Sebo e graixa.
o coado e graixa em bexigas: no armazem
G1UN9E SORTIMENTO
DE
-^0; u" Tasso Irmos, no caes de Apollo.
a 3$' a sacca.
Arroz cora casca tendo a maior parte pilado
proprlo para galinhis e cavallos ; no Caes do Ra-
mos n. 6.
azenius e roupa eila
NA LOJA E ARMAZEM
Joaquira Rodrgaos Tavares de Mello
RA DO QUEIMADO N. 39
EM SLA LOJ OE QIWTKO PORTAS.
Tem um completosorlimonto de roupa feita,
convida a tolos os seus freguezes e a todos
!que desojaren) ter um uniforme fito com todo o
gasto dirijam-se a e.-le estabelicimenlo que em-
41 j contra rao um babel artista cbogado ltimamen-
te de Lisboa para desempenhar ss obras a von-
rs. a vara.
V;"
'-

Luvasde seda de cores para senhora o par a 400 rs.
F'anjas de algodo para toalhas a vara a 80 rs.
Galloes brancos e de cores de algodo para enfeiie de casaveques e roupas de menino
a vara 80 rs.
Ai u i lo ricas ahafadorasabertos mostrando ramos de diversas cores para candieiro de
jlobo um 1*
/ Sapatinho dla para menino o par 200 rs.
; Caivetes de 1 folhas a 240 rs.
'Zi^i Agulhas curtas francezas o papel a 40 rs.
"7 E outras muitas cousas que nao se podem aqui mencionar como luvas de pellica
, A: e camurga para homem e senhora, um grand* sortimento de filas de se la lisas e lavra-
Ug das, grande sortimento de perfumaras, estratos, pomadas, agua de colonia etc., co-
- Hieres de metal, papel, eicovas etc. ; na mesma loja vende-se um rico piano novo,
urna serapbina e 2 realejos bons.
Expsito de melacs.
E' enejado a esta loja do Vlanoa, um riqoissi-
rao srtrtimenlo do raelaes de todos os gfneros do
mais bonite que se p te encontrar, todo a eraita-
;ao do prala ; na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Caf a vapor.
Riq lissimo sortimento de ma.hinasde fazer ca-
fe a vapor, approvados na ultima exposigo de
t na ra Nova n. 20 loja do Vianna.
Bombas de Japy.
Riquissimo sortimento de bombas de japy' de
ladeos freguezes, ja lem um complelo sorli- todos oslamanhos. as melhores que se tem appro-
1 ment de palitols de fina casemira modello im- iV,a"0 enj ldo o mundo, pela faeilidada que d a
glez, e multo bem acabados a 16*300, ditos f"r"T agua na rua Nva n- 20- lJa ^ Vian-
de merino selira a 129000, ditos de alpaca
pretos a 59000, ditos de alpaca sobre casacas
a 89000, ditos com golfa de vellido a 9*000,
ditos de fuslao, ditos de ganga, ditos de brim,
tudo a 590 0, ditos de brim de linho tranca-
do a 6*000, cal$a de brim de linho muito su-
1 perior a 5*000, ditas de casemira de cor a
95000 ea 109'00, dius de casemira pre-
la superior fazenda a 12*000, palitols fran-
cezes de panno fino faienda muito fina a 259 minuto nreco de 140rs". a libr
sobre casacas de panno muito superiores a 357
ea 40*000, um complelo sortimento decami-!
sas fracezas, tanto de linho como de algodo'
e fustao vende-se muilo em coma, afim de que-
! rer-se liqiudar com as camisas.
11a.
Camas de ferro.
Riquisssirao sortimento de camas de ferro com
unas, j para colxo ior preco coramodo ; na rua
Nova ni. 20, loja do Vianna.
Na fabrica de caldeirciro.1a rua Imperial
junto a! fabrica de sabo, e na rua Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porreo de folhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
111
Vende-so um* olaria bem montada, que
traoalha em tola qualilade de lijlo e telha.com
terrenn foreiro, plantado de capira, tendo pro-
pnrres para se edificar cisas, pois tem de fren-
le na estrada perto de 200 palmos, e o fundo vai
ot o rio ; tambera se vender 00 e tantos car-
ros de pedras e urna porgSo de madeiras de mui-
to boas qualidades quo d para fazor urna grande
casa, e lodos os arranjos necesarios, 2 prrocas,
urna deHaa para 2 bois, que so vender com os
meamos, e 1 cavallo ; tendo mais outras madei-
rs, e lado m.iis que existir, 1 cssinha em ouiro
terreno s.-parado, timbf-m foreiro, tuno em San-
to A miro de Jaboato ; quem pretender, dirja-
se a rua da Praia n. 34. ou no sitio em Parna-
meiriro, com Amaro Goncdves des Santos.
Para um principiante.
Vende-se sem reserva de prego urna importan-
te armacSo cora g.iz, propria para todo e qual-
quer negocio, em um dos melhores locaes, con-
E pechincha.
Na loja do Preguica, na rua do Queimado n 2
tem cobertores de algodo de cores bstanle'
grandes, propnos para escravos, pelo baratissi-
mo prego delg.
Potassa nacional,
chegada estos dias do Rio de Janeiro, rendo-se
por Dreco muito commodo: no escriptorio de
Carvalho, Nogueira & C, rua do Vigario n. 9,
primeiro andar.
Carros.
Vendem-se dous ricos carros mu bem appa-
relhados e elegantemente pintados : no largo do
Corpo Santo escriptorio de Manocl Ignacio de
Oliveira & Filho.
Vende-se na rua do Livratneuto
n. 19, borzerjuins francezes a 6$, dito
i
mmmm
se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos
Em casa de Arkwight 4 C, ruada
Cruz n. 61.
fronte ao oito do I.ivramento n. 12; a tratar'.de nezerro a 0$. dito de vaqueta a7|.
na mesma com o proprietario Jos Pedro Fer-
nn Jes.
Batatas em gigos. ss.
Attenco
Vcndc-se urna cadeirinha de andar na rua, em
bom estado de apparcrer e commodo prego ; e
tamhem tem para vender latas de dua3 libras de
boa jala de pitanga e arag, vendem'e doces
de varias qualidades, tanto seceo como de calda,
fnzpm-se bandejas de bolinhos, tanto rasas como
de bonitas armacoes prcommndo prego, fazem-
se p.isieis de nata, arroz de leile, pasteloes, do-
ces d'nvna, papos de anjos, jaleas de substancia ;
na rua Direita, sobrado de nm andar n. 83, de-
fionle rio Sr. Jos T.uiz. No mesmo sobradse
precisa de pret3? para vender drefs, paga-se a
vendagem
Vende-se na rua da Madre de Dos n. 18, ba-
tatos, o melhor desle genero que tem viudo ao
mercado.
Vende-se a taberna da rua dos Copiares n.
112. com poucos fundos, propria para principian-
te : a tratar na mesma.
-^Vendo-se urna casa terrea de pedra e cal
com commodos para urna familia, quintal mura-
do, cacimba boa. sita na rua de S. Miguel n. 28,
da povoaco dos Afugaoos : a tratar no largo da
Paz na padana.
Vende-se
espirito de viho : na rw nova de Santa Hita
restilaco. '
Venda-s carvo para ferteiro : na rua do
Brum n. ol.
Vende-se tima casa nobecco dos Acotigui-
nbos n. 17 ; a tratar com JeSo Fcrrtlra da SVa,
rua da Guia n. 7.
Vende-se um bote com 24 palmos de com-
primento, 7 de bocea, bem construido ; sendo
de sicupira e vistas do amarello, bonita
proprio para navio, por ser linda forma :
quem pretender dirija-se rua do Nogueira n
7, ou ao estaleiro de Machado Freir.
Em casa de J. Praeger]
&C, rua da Cruz 17, ha
ra vender-se:
Botica,
Birtholomeu Francisco de Souza, rua larga do
Rosario n. 36, vende-se os segnintes medica-
mentos :
Robl' Affecteur.
Pilulas contra sezdes.
Ditas ivegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xaropedo Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holtoway.
Pillas do dito.
ElliiiP anti-asmalhico.
Vidros de bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como lem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prego
par
Agua miuerale de Soltero em meias bo-
tijas.
Salame de Hamburgo..
Chocolate francez chegado pelo ultimo
tiavio.
Vendem-ge libras sterlinas, em
casa de N. O. Bieber&C. : rua da Cru'
n. 4.
Arados americanos e machinas
Data lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. rua da Senzala n.i2.
Vflride-se urna escrava parda, moca, e com
i habilidades ; na rua do Pilar n. 116, logo pas-
Barato para acabar.
Vendern-se ramas de ferro muito bo'as a
cada urna na rua Nova n. 19.
sando o arsenal de marinha, lado esquerdo
Vfinde-se urna taberna com poneos fundos
bem ifreguesada, muito propria para quem quer
principiar, na ma do Amparo em Olinda, quem a
pretender derija-se ans quatro cntela ds mesma
Olinda botica do Sr. Rapuzo que dir quem
1581 ene ao comprador se dir arazSo por que se
1 rende.
Manoel Joaquim de Oli-
veira & C vendem em seu
armazem da rua do Cordoniz
n. 18, o seguinte por preco
muito em conta:
Arroz do Maranliao graudo.
omina em paneiros, muito alva.
Farinha doMaranhao superior em
neiros.
Charutos de S, Flix, legtimos.
Fumo primeira e segunda qualidade
Allios novos em canastras pequeas.
Papel pautado muito bom.
Millio de Fernando novo e de outros.
Farinha de mandioca para mesa.
Feijo do Uio de Janeiro.
Farelo em bous saceos e outros gneros.
Yinlio genuino.
Anda ha urna pequea quatitidadc de ancore-
tas desle vinho sem confec.io, e proprio de doen-
tes : na rua do Vigario u.'ll), primeiro andar-
Vende-se um cabriole! de 4 rodas, moder-
no, que trabalha a 1 e 2 cavallos, com todos os
seus per'.ences e arreos, bem como 2 cavallos
castanhos c 1 ac, lodos bons de carro e cabrio-
le, bonitas Gguras o gordos; quem os pretender,
pode dirigir-se ao sitio do Sr. Braga, defronte da
igreja da Estancia, que adiar com quem tratar
a qualquer hora do da.
m9B9
|@ Recebeu-se e continua a receber-se por @
'$ todos os vapores artigos do modas para @
homens, incluindo calcado de Mclis na
Loja de nnrmore.
4liiiiraveis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devem estar prevenidos
cora estes remedios. Sao tres medicamentos com
os quacs se cura eficazmente as princpaes mo-
lestias
Prompto alivio deRadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
cabega, nevralgia.diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigesto, crup, lores nos ossos, contusoes,
queraadura, erupeoes cutneas, angina, reten-
o do ourina. ele... etc
Solutivo renovador.
Cura todasas cufermidadeseserophulosas.chro-
nicas^esyp hliticas; resolve os deposilos de mos
humores, purifica o saogue, renova o systema:
prompto e radicalmente cura, escropbu'as,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brincos, afercoes do figado e rins,
erysipelas, abeessose ulceras de todasas classes,
molestias d'olhos, difculdade das regras das
mulheres hipocondra, venreo, etc
Pilulas reguladoras de Rad-
way
pararegularisar o systema, equilibrar a circula-
codo sangue, inteiramenle vegelaes favoraveis
em todos os casos nunca occasiona nauzeas nem
dores do ventre, dses del a 3 regularisam, de 4
a 8 purgam. Estas pilulas sao efficazes as allec-
Sois do ligado, bilis, dor de caneca, ictericia, in-
digesto, e era todas as enfermidades das mu-
lheres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
goes, flores brancas, obstrucres, histerismo, etc.,
sao do mais prompto elfeilo na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella. e em todas as febres ma-
ignas.
Est.'strcs mportanles medicamentos vem a-
companhados de instrucrocs impressas que mos-
irara com a maior minuciosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Esto ga-
rantidos defalsificarao por s haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leile
& Irmo, na ruada Iraperatriz n. 10, nicos
agentes era Pernambuco-
Rival sem segundo.
Na rua do Quairaado n. 55, defronte do sobra-
dono vo, loja .lo miudezas de Jos de Azevedo
Maia e Silva, ha para vender os seguinies artigos
abaixo declarados ;
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapatos de tranca de algodo a 1-j.
Cartas de alflnetes finos a 100 rs.
Espelhos de columnas madeira branca, a
lO.
Phusphoroscom caixa de folha a 120 r?.
Frascos de mac.iss Derula a 200 rs.
Duzia de tacas e garfos muito finos a 3^500.
Clchelos em carto de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles batidos a 60 rs.
Caixas de obrejas muilo novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dilo dilo para fazer cabello corredio a 800 rs.
Sapatos de la para criancas e 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240.
Pares de luvas de fio de Escocia a 320,
Massos do grampas muilo boas a 40 rs.
Agulheiros de marfim a 1C0 rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muito finas a 600 rs.
Tesouras para costura muilo finas a 500 rs.
Ditas para unhas a 500 rs.
Pegas de franja de la com 10 varas a 1$.
Pegas de tranca de la com 10 varas a 500 rs.
Fetlho para enfeilar vestido (pe^aj 1#.
Linhas Pe Iro V, cartaocom 200 jardas, a 60 rs.
Ditas dito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Pares oe meias de cores para homem muilo fi-
nas a 140.
Cordo imoerial (pecas) 40 rs.
Grammaticaingle-
za de OliendoriT.
Novo metbodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instrucc,ao,
pblicos e particulares. Vende-se na
pi-ara de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
Klilll
eobertos edescobertos, pequeos e grandes,t
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool]
ivndospelo i Itimo paquete inglez : em casad/
oSuthall Mellor & C.
Loja das seis portas em
frente do Livrameno.
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos gostos a 200 rs. o co-
vndo, ditas estreitas a imitacao de lazinhasa
160 rs., cassas de salpicos brancas e ae cores a
200 rs. o covado, pecas de esguio de algodo
muito fino a 3g a peca, ditas de bretanha de rolo
com 10 vaias a 2#. riscadinho de linho a 160 rs.
o covado, chales de merm estampados a 2j.
lencos brancos com barra de cor a 120 rs., ditos
co ii bico a 200 rs., algodo monstro de duas lar-
guras o moihor que possivel a 640 rs. a vara,
mussulina encarnada a 240 o aovado, fil de li-
nho preto bastante largo. A. loja est aborta at as
9 horas da noite.
45-RuaDireila--45
ESCOLMDO SORTIMENTO
DE
Aproximando-se o lempo festivo, e sendo in-
dlspensavel que as lindas e amaveis filhas da
opulenta e potica Mauricea se previnam do que
necessano^ra o resguardo dos seus mimosos
o pequenloos-ps; allendendo tambera a oue
urna crinolina empavesada nao pode estar de
acord com una bolina acalcanhada ou desco-
sida, assim como um cavalheiro de calca balo
f^nrvi. ?ri?g5im eslr"68d. far urna trisle"
irPriri"!:,V,8de Uma hena ""'deracoes to
22S2m o espirito do proprietario do
fdn?/,0'J ,0 f0nhido pela modici-
de dos preco do seu raleado, para reduzi-los
a.oda mais, mun..,do-se de um abundante sor-
imentoesem defei.o, que aprsenla aol se. s
benignos freguezes lni0eda em pnho] pebs
precos abaixo : k"""; puus
Senhora s
Borzeguins 52 a 59.
Ditos ditos. ,
Ditos ditos. .
Meninas
Boizeguins 29 a 51.
Ditos 25 a 28." .
Ditos 18 a 24. .
Homem
Borzeguins. .
Ditos.....
Ditos prova de fogo e dWua!
Ditos......
Aleos borzeguins de lustre.
Sapatues com elstico e lustre!
Ditos an anca pelle, bezerio.
Ditos de bezerro.
Meninos
Sapatdes.
Ditos.......
Ha tambem nm variado sorlimento
classes e pregos nfimos, sendo os a
souienle de primeira classe.
4>800
4$500
4^0t'0
>800
5^600
3J8200
95C0
8^800
8^500
CsOOO
6000
5f000
S^GCO
5#0 CO
rsooo
3o*000
de todasas
nnunciados
IEL0GI05
emeasade Saunders
Vende-se e .- Brother* &
a f. rr. a
. precos cr.n mi des
d^xten^Se cadeias par30s ffiP8ffi(s
--------------------^ *juuuui*ia i>r
t-praca do Corpo Santo, relogios do
otabncante Roskell, por precos coi
Seguro coatra Fogo
COHFANttlJl
'O
? 6
LONDRES
AGENTES g
gC. J. Astley & CompaDhia.S
Vende-se
para
| Formas de ferro
purgar assucar,
i Enchadas de ferro.
| Ferro sueco.
| Espingardas.
Ac de Trieste. I
| Pregos de cobre de com- i
posicao. 6
S Barrilha e cabos.
I Brim de vela.
I Couro de lustre.
I Palhinhapara marcinei- j
ro : no armazem de C. I
J. Astley A C.
?^ Na na da Codeia n. 24, vendrir-se o t-
guintesfszendas, pormelade de sen valer. Va-a
liquidacau.
Bicos de seda brancos e prelos, de toda as
argnras. vara a ICO. 240,400, 8(0 e 1C00.
Um completo scrlimento de franjas de seda e
de algodo.
diales de tuoqoim a 10, 15, 20 e 35.
Botos de seda, velludo, de louca c de fuslao
de qnalidades finas, duzia a SCO, 400 o C00 rs.
Collarinhos bordados de 500 ra., 2$, 3 e 4."
Entren eios finos, pecas rom 12 varas a 1C.
Folhos bordados tiras a 5i 0, 1?, 2&. 3^500.
Camisetas com manguitos a 3?, 4, 5 e 6a.
Enfeites de flores a G$.
Chapeos de seda para senhora a 10f.
Casaveques de velludo a 40 e COS.
Ditoa de seda a 25?.
Ditos de fuslao a 8 e 12$.
r.F,-d,scdBede todas as qualidades de ICO
rs. a ijjoDU.
Ditas de velludo de 240 rs. a lg.
Rua da Cadeia do ecife
numero 11.
loja de miudezas, continua a vender-se pelo ba-
rato prcro, enlre todas as fazendas, os seguintes
objeclos :
Capachos para enlrada de porta com pequeo
defeitoa 120 rs.
Bwnn^"* para cortinados e toalhas, peca a
Dorias de lalheres a 2^900.
Ditas de ditos finos, cabo de baleia, a 5};500.
Baralhos de cartasde apreciarlo a 2jf.
Gollinhas de vidrilho, gosios modernos, a
foOO.
Cartas de alflnetes a 100 rs,
Massos de grampas a 40 rs.
Molduras douradas de todas as larguras a g
Franjas de seda, 15a, algodo e linho, goslos
modernos.
Enfeites para rabera, de froco, modernos
Manas para grvala a Bellramini $
Charutos de economa, caixa com 100, a 28500.
t muilos outros objectos que s "isla dos com-
pradores.
"~" E"1 casa de N. Bieber & Successores, rua
Jda Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Farre & C urna das mais
acreditadas marcas, mu conhecidas no Bio de Ja-
neiro.
Vinho xerez em barris, cognac em barris e
caixas.
Vinagre branco e tinto cm barris.
Brilhantes de varias dimensoes.
Eiher sulfrico.
Gotnma lacre clara.
Xonas, brnzios e brins.
Ac de Milao
Ferro da Suecia.
Algodo da Babia.


DAB10 DE PEHNAMBUCO. QUINTA FEIRA 8 DE NOVEMBRO DE 1860.
(7)
.
juranciiY
DA
FliNDiaO LOW-MOW,
Ra da Scnzalla Nova n. 42.
Neste eslabeleeiraento contina baver ura
completo sorl'unenio de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas da vapor e laixas
de ierro balido e coado, de todos os tamanhos
para dito,
Potassi da Russia ^ cal de
Lisboa.
No bem conhacido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
verdadeira potassa da Russia nova e de superior
qualidada, assim como lamiera cal virgem em
pedra, tcdo por precos mais baratos do que ero
outra qualquer parte.
Viiilio de Bordeanx.
Em casa de Kalkmonn Irmaos&C, ra da
Cruz n. 10 .encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frref
a dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, cm Bor-
deaux Tcm as seguintes qualidades :
De Braadenburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chteau Loville.
Chteau Margau.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien
St. Juliea Mdoc.
Giiateau Loville.
SYSTEHA MEDICO DE HOLLOWAY.
ULULAS HOLLWOTA-
Este ineslimavel especifico, composto inleira-
mente de hervas medicinaes, nao conim mercu-
rio nem alguma outra substancia delecleria. Be-
nigno mais lenra infancia, e a compleic,o mais
delicada igualmente promplo e seguro para
desarrcigar o mal na complejo mais robusta ;
enteiramente innocente em suas operaces e ef-
feilos ; pois busca e remove as doenijas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e tenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j eslava mis portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn)
recobrar a saude e forjas, depois de haver tenta-
do inultimente todos osoutros remedios.
As mais alllictas nao devem enlregar-se a des-
esperacao ; fac.am um competente ensato dos
eflieazes effeitos desla assorobrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
casa ha para
Na mesraa
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade nt
Cognac em caxasqualidade inferior.
Cerveja branca.
A. melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & G. e Wheeler & Wilson.
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, moslrara-se a
qualquer hora do da ou
ds uoiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade eseguranca:
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leite 4 Irruaos ra da
amigamente aterro da Boa-
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A iplas.
Areias (mal de).
Asihma.
Clicas.
Convulses.
Debilidadeou extcnua-
(o.
Debilidade ou falla de
forjas para qualquer
cousa.
Desinleria. -
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febreto da especia.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigesioes.
Inflammac.es.
Irregularidades
menstruacjio.
Lorabrigas de toda es-
pecie.
Mal de peJra.
Manchas na culis.
Ahstrupjao de ventre.
Phlysiea ou consump-
pulmonar.
Retenc,o de omina.
Rheumalismo.
Symplomis secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Ra do Queimado
n. 39.
NA
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Chegou ultimamenle a este estabeleciment um
completo suriiinenio de chapeos prelos francezs-
do melhor fabricante de Pars, os quaes se vene
dem a 79000, ditos a 89000, ditos a 99000,
ditos muito superior a 1U9000, ditos de castor
dretos e breos a 1 C$000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de feltro a Garibaldi de
muito superior massa a 79000, ditos de copa
baixa para diversos preces, ditos de palha escura
de varias qualidades que se vender por preco
barato, bonets de vellido para meninos a 59000,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno muito bem arranjados a 39500
chapeos de seda para senhoras a259000 muito,
superiores, ditos de palha escuras proprios para
campo a 129000, ditos para meninasa 109000,
chapeos de sol de seda inglezesa 1C9 e a 129
muito superiores, ditos francezes a 89000,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
sapatos de eludo a 29000. ditos de tranca a
19600, sintos de grugurao para senhoras e me-
ninas a 2900", coeiros de casemira ricamente
bordados a 129000, e outras muita fazendas
que a vista dos freguezes nao deixarao de com-
prar.
Cerveja branca su-
perior.
Vcnde-se cerveja branca superior, era barris de
terc;o, por preco mdico : na ra da Cadeia do
Recife n. 12, escriptorio de Bailar & Oliveira.
Campos receberam urna factura de chapeos de sol de se-
da para homem, leudo entre estes alguns peque- ,
nos que serven) para as senhoras que vao para o abdomen.
Febreto intermitente,
Vende-se estas plalas no eslabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
lodos os boticarios droguista e outras pessoas en-
carregadas de sua venda em toda a America do
>ul, Havana e Hspanha.
Vendem-se as bocelinhas a 800 rs. cada'
umadellas, conlero urna instruccio em poriu-l Vende-sc era casa de S. P. Jonhsion 4 C
guez pra explicar o modo de se usar deslas p- vaquetas de lustre para carros, selnse sill.oes
inglezes, ondeeiros e castices bronzeados, lonas
campo lomar banhos se cobrirem do sol, e como ; Fialdade ou falta de
a porgan seja grande se resolvero vender pelo ; C8|or nas exlremida-
prreo de 69 e 6S&00, e alguns com pequeo de- ,
feilo a 59 : na ra do Crespo n. 16.
Fneiras.
Ra daSenzala Nova n.42 ?en,8ivs escaW,,l,!!'
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Militares de individuos de todas as naques
podem tesiemunliar as virtudes desie remedio
ineomparavele provar em caso necessario, que,
pelo uso quo delle fizerara tem seu corpo e
membros inieiraroenle saos depois de haver era-
pregado intilmente outros iratamentos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas m-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que Ih'as
relatara todos os das ha muilos annos ; e a
roaior parle dellas sao to sor prenJenles que
admiram os mdicos mais celebres. Quantas
pessoas recobraram com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo tempo nos hospitaes, onde
deviam soffrer a amputado Dellas ha mui-
cas que havendo deixado esses. asylos de pade-
timentos, para se nao submeieram a essa ope-
rado dolorosa foram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nhecimento declararam estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e outros magis-
trados, afim de mais autenticaren! sua afirma-
tiva.
JNinguero desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianza para encinar este re-
medio constantemente seguindo lgum tempo o
iralamenlo que necesslasse a nalureza do mal,
cujo resultado seria provar inconteslavelmente.
Que ludo cura.
til, mais particu
seguintes casos.
!nflarama;o da bexiga.
Ja matriz
Lepra.
Males das pernas,
dos peos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmoes.
Queiraadelas.
Sarna
Supurares ptridas
Tinta, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das arliculajes.
Veas torcidas ou no-
das nas pernas.
Terrenos pertoda
pra Caminho dos mnibus.
Os herdclros do commendador Antonio da Sil-
va vender sua propriedade, no lugar da Casa
Forte, em sortes de trra a voniade dos compra- braias brancas lisas e finas a 3fl e 3j)500 e -f
dores com a nica restriegio de nao terem menos | inuilo finas, ditas de crenoline brancas fzendu
de 30 palmos de frente, e fundo designado pela
respectiva ptania approvada pe
competentes, o engenheiro Ant
Rodrigues Selle o encarregaao das mediados mira para calca a 1J6O e"2, laazinhas rr
precisas, e pode ser procurado no mesmo sitio, j nas a 560 o cavado, e oulras muitas fazoLdas que
ou na ra eslreila do Rosario n. 30, terceiro an- | se torna enfadonho mencionar, que vista do
dar, ou na praca da Boa-Vista, botica de Joaquim j freguez se dir.
Ignacio Ribeiro Jnior : os pretpndentes podem
dirigir-se igualmente para qualquer proposla ou Vendem-se tres molecas de 12 a 13 annos
Liquidado.
Tor barato preco, para acabar, na ra da Im-
ueratriz n -10. outi'ora aterro da Boa-Visla, loja
da esquina do becco dos Fcrreiros, vendem-se
fazendas muito bsralas a saber ; pecas de cam-
braias brancas lisas e finas a 3$ e 39500, e fa
uau lerem menos | inuilo finas, ditas de crenoline branca* fazrnda
lo designado pela muiin "'rorpada. propria para saias de balo, a
pelas autoridades prca 2JJ5U0. e tem 10 1.2 varas, corles de riscado
intomo Felimno firaneea para vestidos a 2J. coites de meia cac-
esclarecimenlo ao herdeiro L.
seu sitio na Capunga.
A. Dubourcq, no
O ungento he
lamiente nos
Alporcas
Caimbras
Callos.
Anceres.
Corladur s.
Dores de cabeca.
das costas.
- dos me/ibros.
Emfermidades da cutis
era geral.
Ditas do anus.
: Erupijoes escorbticas.
no a
! OU
Vende-se por necessJade urna mulati-
nha propria para ama de meninos ou para en-
carregar-se da Ddniini.'lrae,ao de urna casa por
ser muito fiel e cuidadosa, engentan com toda a
perfeigo, cosinha e core, roupa de senhora :
quem a prelender annuncie por este Diario
que ser procurado.
lulas.
O deposito geral era casa do Sr Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22, em l'er-
nambuco.
A 2S400 o corle.
@ Recebeu-se recentemenle e continua a $?,
@ receber-se direclamente de Paris e Lon- $
dres por todos os vapores, do encommen @
@ da especial, arligos de modas para se- ji
nhoras na @
Loja de marinore. i
Vendem-se
fazendas e roupa feita por
menos do seu valor, na
ra Dreita n. 08, loja
de Braga Lima.
Riqusimo corles de vestidos de pupu-
lina da china 20&000
Dito dito de dito de phantasia imperial 10*000
Dito dito de dito de chaly de soda 16&000.,
Vestidos de grosjnaples prelo a moja
franneza 4-i#000
Palitoisile panno muito fino e Je gaze- )
mira de 16j>000 225WOOJ
Dito d'alpana prela e de cores 2*500 e tfOOON
Espartilhoi francez 35500
Corles de colleles do fuslao 9400
Alparca dsela para vestidos de senhor as
covado SoOO
Bonets para meninos 3P500
Chales de de mirin pona reJonda bor-
dado a froto lodo em roda, e oulras mu-
as fazendas que se torna enfadonho menci-
nalas afianzndose que nao se enjeita dinlveiro
inglezes, fio de vela, chicote para carros, e mon-
tara, arreios para carro de um e dous cavlos
e relogios de curo patente inglez.
=- Vende-se um escravo moco e muito sadio,'.
bonita lisura, sendo para engenho ou para tora
da provincia ; a fallar na ra do Queimado n.
65, loja.
^-q Urna cabra bicho, mansa, que d garrafa do
. leite, propria para criar meninos: em Ulinda,
Armazem de fazendas da ra por mi do paiac i rv i m ; mora o capitn Francisco do Reg Barros, a Ira-
do QUeimadO ll. 19. tar com o mesmo.
Corles de chita franceza pelo baratissimo prejo
de 2si00, anles que se acabem.
Phosphoros
do gaz.
Constando qe o nnico deposito de phosphoros
do gaz, na travessa da Madre de Dos n 16,
acha-se desprovido, .os consumidores desse ge-
nero sao convidados a ir ra do mesrno nome,
armazem u. 36, onde podem supprir-se a von-
tade.
Vender se duas moradas de casas lerrasc
em Olinda, sendo urna na roa do Amp-iro com
bstanles commodos, quintal murado, e estriba-
rla para 2 ravallos :ci outra na ra de S. Fran-
cisco com bom quintal e cacimba propria para
quem precisar tomar ianhos salgados por ser
muito pcrlo, ambas por preco com modo ; a tra-
tar na ra do Amparo, casa" contigua a oseada
que sobe para a greta de N. S. do Amparo.
Vendem-sc saceos com farelo de Lisboa
com 4 arrobas e alguns lem mais, por preco com-
modo, em prondes e pequeuas porc.des: na ra
da l'r.iia n. 53.
Loja da seis portas cm
i'rene do Livransoiilo.
Roupa feita barata.
Paliloisde casimira escuras a 4J5000, ditas de
alpaca prela 49000 e ov> 00, camisas branras
ede cores a 2000, ditas de fustao a 29500
serolas mu i las finas a 19600 e 29000, palitols
debrim pardo a 39000 caigas de casemira pre-
la e de coi es, poliiou do panno prelo sobre casa-
cas, colleles de casemira preta ede cores, ditos
de vellido preto e de cores ; um completo sorti-
menlode roupas feilas
lncliaces.
Intlnmaeo do figado.
Vender este ungento no eslabelecimento
geral de [Londres n. 244, *Strand, e na loja
de lodos ai boticarios droguistas e oulras pes-
soas encarregadas de sua venda em toda a
America do sul, Havana e Ilespatha.
Vende-se a 800 rs., cada bocelinba conim
urna inslrucc,ao em portuguez para explicar o
modo de fazer uso deslo ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 22. em
Pernambuco.
Relogios.
Vende-e em casa de Johnston Pater & C,
ra do Vigaro n. 3, um bello soriimenlo de
' relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
i afamados fabricantes de Liverpool ; tambem
urna vaiitdade de bonitos trancelins para os
I mesmos.
urna negra rem duas crias, ora BMUlinho de 11
annos, um dito de 17 nnnos, bom buleeiro, de
boa conducta, esem vicios, urna negra do rnna
idade, lavadeira e cozinheira, por 600S, urna di-
ta por 1:2(I0S. urna mulata rom as meswas labi-
lidades por 1 100J>, urna negra de 30 annos, ro-
busta e boa ganhadeira por 1:000$. e um mu lito
bom cozinheiro ; todos se venden) a prszo ou
a dinheiro, na ra Direita n. 66, escriptorio de
Francisco Malhias Pereira da Costa.
Vende-se urna morada de casa terrea mui-
to boa na ra do Pires : a tratar na ra do Pa-
dre Flortano n. 31. Na mesma vende-se urna
porcao de lijlos servidos em bom esludo.
Palitos do
a 2,000.
Ferrara <5 Martina nicos deposita-
rios dos palito do gaz, fazcm publico
que tendo reetbielo instrucQr.es do i).~
brieante rstabelecorao de boje em dian-
te o preco de 2i' por groza. AcJiando-
se o deposito suppndo e etperando-se
remesaaa por todos ts navios e deseian-
do o fabricante elevar o consumo a al-
tura que lhe compete resolvis fazer s-
ta modificado e a maneira que o con-
tumo Cor augmentando, ira' declinan-
do o preco, por tanto jfio convidados os
compradores a virem a travtssa da Va-
Ero casa de Schafleitlin & C, ra da Cruzan. ;cjre dt. Deos armaien< ns. 9 e l.
Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-1
ca de Joao Caudido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap sem duvida o de melhor qualidade
fabricado neste imperio, acaba de chegar e ven-
de-se no deposito, ra do Visado n. 23, escrip-
torio.
m
i
Vendem-se 5 carros novos com lodosos
@ arreios : ua roa Nova n. i. Q-j
Relogios
Suissos.
38, vende-se um grande e v. riado sortimento
de relogios de algibeira liorisontaes, patentes,
chronometros, meioschronomelros de ouro, pra-
ta dourada e foleados a ouro, sendo osles relo-
gios dos prinuiros fabricantes da Suissa, que se
vanderoror precos razoaveis.
.-
Cimento inglez. I
Vende-se o muilo conheiido e acredi- ^
lado cimento para colar lonja, vidros, ^
tartaruga, marlim ele. : na leja de tazen- ^p
das da ra do Gabug n. 2, a U> cada um jf$
vidro dinheiro a vista.
Abacaxis.
Rua do Crespo
Joaquim Bernardo dos Res estabelecido com loja de calcado francez na ru larga do
Rosario n. 32, tendo em v^ta acabar com este estahellecimenlo o mais breve possivel, resolveu-
se a vender todo o calcado que lera pelos presos abaixo mencionados, a saber:
N.19.
loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S, vende-
se por presos haiaiissimos para acabar : ves-
tidos de tarlalana bordados de seda a 8?(IOO,
orgbdi de cores muito finas a 320 rs. o co-
vado ,cassas de cores a 240 rs., chita larga a
200, e 240 rs., capas de fuslao enfeitariss a
5s0f 0, casaveques de cambraia e fil a 5j>';00,
perneadores de cambraia bordados a 6T(iO,
bsbados a 3*20 rs a vaia, liras bordailas mui-
to finas a 1?P5 0 a pea, riscado trance/ fino
. a > a i a 16t rs. o covado, golintas de ponas bor-
VrUlr/Oll llP I:V/01HIK lll-{,ai,as a 2500, manguitos de cambraia e C!
UfC Urt ;000, camisinhas bordadas mimo finas a
SfOOO, chiu larga com lustro e muito fina
propria para cobsrta e roupops a S90 rs es
'guiao de buho a 1)200 a vara, roupoes de
soda feilos a i2$i>0C, vestidos de seda mofados
| a R000, luvas arrendadas a 100 rs. o par,
! vestidos de grosdenaple prelos com barra de
Ricos coftes de gaze de seda a phantazia com 'cor a 20;>000, palitos de pao preto e de cores
Vendem-se por todo o proco os mell-.r?s que
apparerem no mercado, por seren colhidos ma-
duro*, assim como se aprompiam rcmessas para
fra da provincia : na rua eslieila do Rosario nu-
mero 11.
Uvas.
Vende-se a bella uva frrale, rhegada ultima-
menle da Europa : na rua streita do Rosario nu-
mero 11.
yueijosdos melhores a
5,500 is.
Se afianca a boa qualidade, &oce de goiala a
18 : na taberna da estrella, largo do Paraizo nu-
mero 14.
Vende-se a coclieira de carros o ravallnsde
aloguel do largo do arsenal de marinha n. 1 A
vista se far o negocio mais conveniente.
%m

Cerveja
i:.
ralas, aaniado Quei-
mado.
duas sa.as.l (pela terca parte do seu valor) D|d, 16^00 a 'OfOUO, sobrecasacas de panno
cada corle.
Lences e coliertas.
muito fino a 255000, caigas de casemira prela
e de cores de O&OiiO a U$000, ditas de biim
Lencoes ue bramante, oito de panno de mho, i i i i .,n e.-n\t\n i-.-
cobertas a rhineza pelo barato preco de 1$600. >"nC0 de res re 2000 a 5S000, palitos
debrim branco ede cores de ^500 a SgOOO,
&V Em casa de J. Praeger ; C, rua di 85
^ Cruz n. 17, tem para vender as se- 9j
t guinies marcas : S
M Diamante X (Tennent). ^

g>; (.ivnllinho. et}>
^, Cobrinha. IE
(J/_ Sorlin'i'nto prelo e branco, garrafasin- gg
^' leiras e meias. "s
Loja das seis porlas era
frente do Livramemo
Covado a 200 rs.
Chitas largas de bonitos goslos a 200 rs. o co-
vado, ditas cslreitas de roics curas a 10" rs ,
pecas do brelanha de rolo com 10 varas aSy,
dias de esguiau de algodo n.uiio fino a 3g, tis-
Vestidos de seda.
Ricos vestidos de seda
para meninos c rncni- i ,__. i
nas. fazenda superior, feitos no Rio de Janeiro I lran5ado de ^e0''110 com 9
ditos de alpaca de 33000 a 8000, brim
palmos de largura
endinho de linho a ICO o covado, lencef bioi a
enm barra de rr > ISOrs ditos brancos u n Pi-
co a S00 rs., algodao n-oi.stro cen duas larguras
a 6-10 a vara, lazinhasde duas larguras, laztnda
nova paia vestidos a 500 rs. o covado, enfeiies do
tranca com leen de fila para cabeca de frnl
Rocebou-se um completo sortimento de @
lindos vestidos de se Ja edephantasia.com
& 10 babadinhos ou saiote : ua rua da Cadeia @
Vinagre branco,
superior.
Vende-se vinagre branco superior em barris de I** de satisfazer a quem deve.
auinto, por preco commodo ; na rua da Cadeia _________________________
do Recife n. 12, escriptorio de Bailar & Oli-
veira.
Oorzeguins de liezerro com duraque. 0*000
Ditos dilos com pellica. 78000
Ditos da ditos com panno. 73000
Ditos de vaqueta sola patente. 79500
Dilos de caro urea. TCdOO
Ditos de Nantes sola patente. 99000
Ditos de dito sola fina, 85000
Ditos Pradelle. 8*000
Ditos todo de duraque, 7500
Dilos de ditos dito. 7000
Ditos de Nantes. 990"0
Dilos lodo de pellica. 108000
Ditos de cordavao. 115000
Dilos de lustre de Meli. 12^000
Bolas de bezerro. 8*000
Sapaloesde lustre decantes. 630OO
Dilos Fanien. 495H0
Dilos de ditos. 39500
Ditos de bezerro. 39500
Ditos de dilos com panno. 39000
Dilos de dito para menino. 29500
Sapatos de tranca francez. 19280
Dilos de tapete. l'uC'O
Ditos de maroquim para Snra. 19o00 !
Ditos de bezerros duag selas. 49500
Dilos dito de urna sola com sIto 39500
Ditos dito de urna sola sem dito 29800
Ditoa de lustre com duas solas 59000
Ditos dito com urna sola esalto 49000
Ditos dito com urna sola sem dito
las melhores modistas
prcc.o de 8?.
Chitas francezas.
Chitas franeczas proprias para casa por serem
escuras, e ditas claras a 2:!0 rs. o covado.
Colchas de fustao.
Grandes colchas de fuslao com ricos lavores a
5J500.
Chales de merino.
Chales do merino bordados, franja de seda, a
5J300, ditos estampados a 3j00.
Paletots e.scuros.
Palelots fscuros a 2?600 cada um, cambraia
o PeVbaral | proprio para io.ll.aa a 900 rs. a vara, damas- ^.o.o.io6 e5?ft,Sto2*? \Wl
co de la com 9 palmos de largura a 19G00 o 49(0, chales de mrrii pslan'padrs nuitu i es
a (i. A leja esl atera al as 9 hoias da loe.
organdys a 1500 rs. a vara, ditas muito finas a
G40 rs., baldes de malha a Sg, ditos tapados a 41,
39200 lencos brincos a lg800 e 2g, algodao com 8 pal-
mos de largo a 60 rs. a vara.
O annuncianteroga as pessoas que lhe devein o favor de virem satdar seus dbitos, visto | RCOS manteletes.
Os mais modernos manteletes pelo preco de
303000
Koceueu-sc um completo sortimento de
pulcoiras de sndalo, bolao para colele,
exlralus, essencia e banha lina: na roa
da Cadeia loja n. 23, de Gurgel & Per-
digo.
Vende-se um carro e um boi, ludo muito
bom e barato : na rua da Imperatriz n. 41.
Vende-se cal de Lisboa e polassa america-
na por precos mais commodos do quo ora qual-
quer oulro'deposilo: na rua do Bruin, armazem
de Jos da Silva Loyo & C.
ARMAZEM DE ROUPA FEITA
Defronte do becco da Congregacoletreiro verde.
M ^S a SS aw M99l99K4IKI6eM
ag Recebeu-se os uiais modernos cha- rt
afj pos de palha uufeilados com plumas ou Jja
llores ; ua rua da Cadeia loja n. 23, de
Gurgel & Perdigo.
Para marinha.
O verdadeiro panno francez azul escuro (de
que usa a marinha franceza) recebeu-se lti-
mamente do Havre pela barca Bertha e vende-se
em coma na rua da Cadeia loja n. 23, de Gurgel
& Perdigo.
fRecebeu-ae ricas taimas de seda fei- tt
(as de erse, capinhas, capas de grosde- 2S
naples c montelelea, ta3 para sinlo e 91
t grosdenaples de quadrinhos em pcQa pa- B
8ra covados na rua da Cadeia loja 23,
de Gurgel 4 Perdigo. ||
Casacas de panno preto a 309, 359 e -409000
Sobrecasacas de dito dito a 359000
Palelots de panno prelos e de cores a
209, 2&9, 309 e 359000
Ditos de casemira de cores a 159 e 229000
i Dilos de casemiras de cores a 79 e 129000
; Dilos de alpaca prela gola de velludo a 12900U
Ditos do merino selim preto e de cor
a 89 e 99000
Ditos de alpaca de cores a 39500 e 59000
Ditos de alpaca prela a 39500, 59,
79 e 99000
Ditos de brim de cores a 39500,
49500 e 59000
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e 69000
Caigas de casemira preta e de cores a
99, 109e 129000
Ditas de princeza e alpaca de cordo
prelos a 59000
Ditas de brim branco e de cores a
29500 49500 e 59000
Dhu da ganga de cores a 39000
Ditas de casemira a 59500
Colletes de velludo decores muitofino a
Ditos de casemira bordados e lisos
prelos e de cores a 59, 59500 e
Ditos de selim prelo a
Dilos de casemira a
Olios de seda branca 59 e
Ditos de gurgurao de seda a 59 e
Ditos de fustao brancose decores a
39e
Ditos de brim branco e decores a 29 e
Selouras de linho a
Ditas de algodo a 19600 e
Camisas de peitode fustao branco e
de cores a 29300 e
Ditas de pe-ito e punhosde Knho mui-
lo finas inglezas a duzia
Ditas de madapolo brancas e de cores
a 19800, 29 e
Ditas de meia a 19 e
Relogios de ouro patente e orisonlaes
Ditos de prata galvanisados a 259 e
Obras de ouro, aderemos, pulseiras e
rosetas
109000
69000
59000
39500
69000
69000
39500
29500
29500
29000
29500
359000
29500
^9600
9
309000
Loja das 6 portas
em frente do Livramcnto
'Lazinlias a 500 rs.
n^T'Sn]!fS,"1Ulnlb0nlnS^,,,m du" I.0^""8 to moco e robusto ; no segundo andar do sobra-
parvestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor- d 9mVreUo defronte di matriz da Boa-Visla.
tes de riscado francez para vestido a 29, sa'as
covado, velbulina prela a 400 rs., brim de
linho de cores a 19500 o corte, meias cruas
para homem a 1?200 a duzia, ramisas de
linho inglesas a 329000 a dtizia, pecas de
madapolo fino a 49500, corles de lanzinha
muito fina com 15 covados a 8r>0()0 rs., ca-
misas de cores e brancas de 19500 a 38000,
e oulras muitas fazendas por menos do sen
valor para fechar con las.
Na Lingoeta n. 5, vende-se :
Queijos novos a 39.
Manteiga ingleza flor a 1&280 a libra.
V'inho engarrafado duque a 1&50O.
Presuntos novos a 500 rs. a libra.
Cha hysson lino a 29400.
Kecebeu-se e continua a receber-se por #f
@ todos os vapores, vestimentas, calcado e
chapeos para meninos na
| Loja de marmore.
Attenco.
Vonde-se um excellenlo rscravo motilo, mui-
oaje .-i -i
Escravos fugioos,
balao parr menina a 39500, di'as para senhora a
4g500e 59 ; d-so amostra com penhor A loja
est aberta al as 9 horas da noite.
gasa?
Rua do Rangel
numero 28.
Delicadas resfriadeiras para a praca o senhores
de engenho, obras que podem estar patentes em
qualquer sala ornada, do melhor goslo pela sua
delicadeza, como sejam : as bonitas bilhas ham-
burguezas, lano em porco como a relalho, e as
expelientes jarras finas e entre-finas, proprias
para os lugares mencionados, de lodos os tama-
nhos que o freguez queira, e depsitos para com-
modidade, jarras e potes, tudo marcas reforjadas,
e outros mullos objertos.
Com loque de avaria,
Pecas de madapolo de 29 a 49000, vendem-se
na rua do Crespo, loja de qualro portas o. 8.
Resumo de potica.
IndispensSTel para os proiimos exames de rhe-
torica ; est i venda na livr'ria cinica, na pra-
ca de Pedro II n. 2, a 500 rs. cada exemplar.
Machinas de vapor.
Rodas d'agua.
@ Moendas decanna.
m Taixas. ^
$$ Bodas dentadas.
$ Bronzes e aguilhcs. @ Alambiques de ferro. ';:
@ Crivos, padrees etc., ele: @
Na fundigao de ferro de D W. Bowman, @
^ rua do Brum passando o chafariz. g
Pechincha.
Na rua da Cadeia n. 24, vendem-se pegas de
algodo com 17 varas, tendo 4 palmos de largu-
ra, pelo barato preQo de 49-
Bom e barato.
Manteiga ingleza a 1J, dila franceza a 600 rs.,
espermaceto a 680, doce de gniaba a 19 o eaixo,
cha hysson a 19920, dilo perola a 2f560, vinho
do Porto fino a 19 e 800 rs. a garrafa, figos de
commadre a 240 a libra, pain^o a 160, toucinlio
a 360 : na travessa do paleo do Taraizo n. 16,
casa pintada de amarello. \
Azeitedecarra-
pato.
Vende-ae a 440 rs. ; na travessa do pateo do
Paraizo n. 16, casa pintada de amarello.
l:o2o do poder do* abaixo assignads um
seu i scravo crioufo de non e Mnnor-I, te idde Je
vinie e cinco annos pouco mais ou menos, com
os sisnaes sepuintrs: cheio do corpo, boixo,
(orpieta, e falla bastante descansada : presu-
me-86 andar refugiado pelos arrebaldes da cida-
de por j ter isso de costiime : quem o taprehen-
der se dirigir & rua do Orum, armazem de as-
sucar, n. 28. que ser generosamente recompen-
sado. Recite, 5 denovembro de 1860.
Jos da Silva Loyo & C.
Do engenho Jussaral, lermo ce SerlnhSem,
: ugio no dia l.de novembro o escravo Fr.incis-
, eo, com os signaes seguintes mualo aiabocul-
I do, de 23 a 21 anuos de idade cabellos corro-
dios, rosto desramado, macas levantadas, olhos
esverdiados, nariz quasi chalo, o beifu intVrlot
bolado t>ara lora, e o de cinia baixo por ler falta
de denles na frente, lem o rosto panenlo, o lem
um dos dedos grandes dos pus levantados ; h >ou
caiga de algodao a/.ul. camisa de madapolo, cha-
peo de baca e mais roupa que conduzio em urna
trouxa : ruga se a qualquer pessoa que o baja de
[ encontrar, o conduza a este engenho a entregar
'. ao seu senhor Joao Florentino Cavalcanti de Al-
buquerque, que sai'sfar o seu traLalho,
Escravo fgido.
Um mu|a|OC|ar0| magro, com pannos prelos
na maca a j0 rosto, representando ler S5 anuos
de idade, natural do Rio do Teise, chamado
Luiz, dos.ippareceu no dia 30 de oulubrh da casa
do l)r. Cosme de S Pereira, de quem jpscraao ;
""l'Poe-se (pr levado um cavallo prel do Sr.
Roslron que se havia soltado, e que c,lle fora
em busca do mesmo ; suppoe-se mais quo sua
nuilher de nome Maria tambem o acompanha,
levando um pequeo bah de flandres : roga-so
as autoridades pnliriaes e a outras quoe.-quer
pessoas que o prendam, e remellam ao seu se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
Conlina fgido desde 29 de julho desle an-
no o escravo pardo acaboclado de nomo Joao,
com os signaes seguintes : corpo e estMura re-
gulares, cor plida por ter soffrido de seses, de
idade 25 a 30 annos. falla descancada, man a e
sempre conlrafeila, mostrando fingimento, e na-
tural de Inhamiim. fui propriedade de um vrllio
por nome Joao Secundo do mesmo serlo, o por
morte desle vendido pelos herdeiros, sendo um
dos ltimos possuidores Ignacio Ferreira Timu-
do, senhor ae engenho do Sul, que tambem o
vendeu ; julga-se ler seguido para o Inh^uium
ou oulro qualquer serlo : roga-se aos capujes
de campo ou qualquer pessoa que delle souber,
o apprehendam e levem Apipucos a seu actual
senhor, o major JoSo Pranrisco do Reg Maia,
ou no Becife a Symphronio Oiympio de Quciroga,
que se recompensar generosamente.


)
DIRIO DE PERNAIIBUGO. QUINTA FEIRA 8 DE NOVEMBRO DE 1860.
Litteratura.
De Beim a o Pimdobal.
TENTATIVA ROMNTICA.
VII
( Concluso. ]
Ha ppssoas que so eslaziam a ouvir um apren-
diz, de flauta, outros causa-llns convulses ner-
vosas os soos barbaros d'uma rabeca mal tocada :
Sao i.-1'nios I
lieiimno-nos para casa tartos de msica, ou
para melhor dizer de bombo "
No dia seguinte, antes que o sol dourasse as
aguas ciyslalinas do Tocantins, ionios visitar os
arredores da cidade, dirigindonos at a pequea
ogreja do Soccorro distante um qmrlo de legua,
de sofTrivel estrada, orlada de frondosas arvores e
de aiguns bancos para commodidade dos raros
passeantcs. Grande variedade de passaros pou-
sados as cristas do vasto arvoredo aziam ouvir
scu cauto, produzindo agradavcl impresso:
Aegreja pequea e sem architectura, nada (era
qu'. aitraia a allengo do viajante. Ella est situa-
da n'um pequeo largo irregular, que Oca sobran-
cero ao Tocantins.
A cidade nao leni nada notavel a nao ser a ma-
triz, de conslrucgo moderna, e o cemiterio ; este
ultimo mais uoUvel pelo lugar em que se acha
do que por si proprio. Rodeado de intensos bos-
ques elle jaz n'uma profunda solidao, que convi-
da a meditar. Prximo delle enconlra-se o dos
prult alantes, caraclerislico por essa extrema sim-
plicidade do seu rilo. A temperatura de Camela
talvez mais ardeole anda do que a do Bclm :
a sua populacho, busca o refrigerio dos buidos,
como o nico que por alguns intanles minora o
calor sulTocante d'essa temperatura verdadeira- I
mente tropical.
E Camota tem cxcellentes banhos! O Tocan-'
tins, impetuoso em grande parle do scu curso,
alli socegado e inoffensiro. As suas aguas exlra-1
ordiiiariamcole claras, permitiera ver o seu fun- !
do de lina areia, e a sua fresquido refrigera e
vigora o corpo lasso pelo clima abrazador do
paiz.
Oh! sempre me recordarei cora saudade das1
Lilias aguas do Tocautinsl
Camel re-se Lera em rate quatro horas, e'
nos j l eslavamos a quatro dias; a monotona
d'uma cidade sem o menor recreio ou diatraccio,
nu lira de tres dias torna-Se. itisipporlavcl. Tra-
tamos pois dos nossos preparativos para a segun-
da paite da nossa viagem : alugamos urna peque-
a Rali.'la com tolda, e despedindo-uos do nosso
amigo e hospedeiro, deixamos Camela as seis
Imras da larde, e eis-nos de novo sulcando as
aguas do magestoso Tocantins! A tripolago da
pequea galioia compunha-se de um pmlico an-
da muro, dous jovens rrioulus e do nosso cosi-
nheiro Ab, agora transformado em remeiro A-
penas leriamos teito duas horas de viagem,
quando o nosso piloto nos disso, que a mar, u-
nlu di'ixndo de nos ser favoravel, pelo que era
preciso fondear, e esperar pela repona, pois a
viagem que tinhatnos a fazer era tuJa de traves-
6a.
Amarrou-se a galiota a um galbo de urna arro-
re, e tomamos urna leve refeicio : os remeiroses-
tenderara-se nos seus bancos ao ar livre, e em
menos de cinco minutos dormiam profundamen-
te '. Eu e Alberto procuramos dormir; eu po-
rm nao o consegu !
A galioia pequea o construida de madeiras
mu leves, jogava bastante c rangia desagradavel-
menl9. A falla de rentilaco d'entro do peque-
Do mbito da nossa camarinha, e a nossa pro-
pria respiracao augruenlaram o calor, c nao me
deiiavam descanear. Depois nos eslavamos mui
ierto do mallo, e" i mais pequea agilago da fo-
hagem, eu estremeca, pois sempre me pareca
que alguma jarar:a atrevida nos assallava G-
iras uves algum insecto phosphorecenle vagan-
do errante por sobre a tolhagem, me pareca os
oilios magnticos e ardenies d'alguma onca que
Dos espreitava I Os carapandi tambem me ator-
meutavara com as suas furiosas picadas e ainda
-0iiis com o seu insuportavel zuido. A mar es-
tar enebendo, o que fazia com que o morimen-
lo das aguas fosse mais aguado o nosso pequeo
barguinho balsugava por tanto de urna maneira
incomniodaltve.
Desamarrou-se a alila, os remeiros lomaran)
seus icmns e igaram a vella Mas o vento era con-
traiio e |iouco>adiantamos : s as quatro horas da
taile podemos entrar no I'indobal, que nao 6 mais
que um dos iunumeraveis bragos do Tocantins, e'
podemos ento avistar o engenho de *** onde fo-
mus recebidos por sen hospitalero dono, e pelo
nosso anligo amigo S***
V"
Depois de trila dias passados no gozo da mais
affavel hospilaiidade e no meio dos prazpres da
cara a da pesca, depois de termos frito varias ex -
Cursdes por todos os bracos do Tocantins que
I rmam o Pindobal, admirando a grandeza e ma-
gnificencia da nalureza ueste clima, regressarnos
v. C irael, e soubemos que Carlos tinha partido
para a capital.
A's cinco horas da tarde do seguidle dia des-
pedimo-nos definitivamente do Sr. P*", e en-
lo no escaler, brevemente nos adiamos
burdo do vapor, cujo turto lngara lurbilhes de
fumo, que em breve desappareciam no espago.
A's cinco horas c meia largamos do aiicoradouro,
e deixamos Camela e as bellas agoas do Tocan-
tins. O Monarcha ura elegante vapor da forga
do Arna7onas, e que faz o semgo de paquete
entro Belem e Camela.
l'assamns ainda de dia vista do Pindobal e
- sene horas da noite fondeamos na Iba do
Mata-tome, por causa do escuro, e de nao ser a
viagem segara sem luar.
Depois de urna noile em que nao podemos
dormir com o continuo balando, e muitos com
enjo; levantamos ferro, com verdadeira satis-
fcelo, e 8 tres horas da manhaa entrevamos no
estreito do Arrosal, sendo entao servido um
abundante almoco. Ao meio dia o Monarcha
sulcava as aguas do Guajar, e pouros instantes
depois saltavamos as praias de Belem.
VIII.
Oito dias depois da nossa chegada Belem,
fundeava a Bella Surrentim com as vergas en-
cruzadas, e a sua bandeira oulr'ora fluctuando
vonlade do vonlo, jazia agora triste e abatida.
Na manhaa seguinte o jornal de*** publicara
o seguinte, no seu noticiario:
Desastre.0 joven martimo Carlos de***,
que se achava encarregado do commanJo da
escuna Bella Surremina, tendo-se sentado na
borda falsa, estando as aguas bastante inquietas
foi victima da sua imprudencia, sendo sub-
mergido pelas ondas do Amazonas, sem que a
sua tripolago lhe podesse valerl Sentimos do
fundo d'alma lio infausto acontecimento I
O publico que leu esla noticia, julgou que
aquella morte fura urna desgrana casual, o nem
se quer suspeitou que aquellas simples lindas,
encerravam a historia de um arden le amor trahido
de um joven honrado e altivo, que a infamia
de urna mulher lornou assassino o cobarde!
Aquellas singellas linhas escripias insensivel-
memo pelo noticiaior de um jornal, eram o
epilogo desse drama myslerioso e terrivel, era
quo se debalia urna grande alma, em face de um
grande crime!..
Urna vida assim, era impossivell
Para mim e para Alberto, aquella morte nao
foi accidental;foi a explosao de um desespero
longo lempo comprimido; foi a desesperanza que
lhe nnnou a alma; foi talvez a eterna lembranca
d Ella .'..
Carlos bcra o tinha prognoslicado quando rela-
lou a sua historia: Deus quiz que elle expiasse
o seu crime no niesuio lugar em que o havia
commcltido l
9?OI,HET13I
E Laura?..
Talvez que um dia, meus amaveis leilores, eu
vos roube ainda alguns instantes de allengo
para vos relatar o seu destino.
S. Luiz, 1SG0.
G. G.
0 mcsli'c-cscla de Couberon.
Era um homem de seus qaarenta annos, pe-
queo, e que por habito do trabalho tinha con-
iraludo o de se conservar corcovado ; o que, mes-
mo de longo, lhe dava um modo contra-frito,
heos tragos eram muito bem pronunciados, olhos
pequenos e pardos, nariz grosso e bocea grande,
serrada e quasi sempre irnica ; seus cabellos
ja se embran quociam, e se lornavam raros sobre
o meio da testa ; emflm Hathias, era o seu ri-
me, poda, sem calumnia, ser ndo por fro, e
portento, quando se animava a fallar, quando" o
amor da sciencia es luentava seus discursos, en-
uio seus olhos lornavam-se brilhaoles, as macaas
das faces perdiam sua pallidez habitual, e toda
essa ligura, to pouco agradavel alguns minutos
antes, tornava-se quasi seductora: lana expres-
sao o jogo tinha ella entao I
Matdias era apenas um pobre meslrc-cscla
na aldea de Couberon. Tinha por discpulos
pequenos camponezes, que abandonavam a esco-
la, apenas sabiam um pouco lor, e pouca maisou
menos escrever. Isto descontentara Matdias.
que era um sabio, que tinha paseado toda a vida
estudando. querendo que os thesouros das scien-
cias, que havia annalisado, podossera ser apro-
veilaveis uos outros, j que nao lindam sido
elle, porque Mathias era pobre; elle tinha -~on-
sumido o pouco dinheiro que possuia na compra
de livros; tinha estudado emquaoto os outros
se invernara. Domis, a idea se avangara. sem
que elle percebesse porquanlo o lempo passa
bem depressa, quando se esluda. Emlim Ma-
linas vio-se furgado, para poder viver, fazer-se
meslre-escla em Couberon. Mas. elle que era
orgulhoso dos seus couhecimentos. achava-se em
illusoos ; os sabios as lera como os ouiros. Elle
dizia corasigo, poudo-se testa da escola de Cou-
beron :
A' forga de paciencia e de trabalho lerei dis-
cpulos dos quaes se fallar. Os moradores des-
la aldeia nao se exprimiro mais grosseiramente
do que os dos arrabaldea de Pars; bao de ad-
mira-los e hao de desejar saber a causa desia
excepcao do regra. Quando ouvirem um traba-
jador fallar o grego, ou urna leileira olT-recer
creme em lalim, desejsrao a explicacao desse
plienomeno, indagarao o motivo, e log'o saberao
que ha na modesta aldeia de Couberon um ho-
mem sabio, versado em todas as sciencias, pos-
suindo urna mulido de condecimenlos. Uese-
jarao ver-me, porquanlo dio :
Um hornera que sabe ludo nao frito para
vejoiar com camponezes e me uffrrecero lu-
gares, empregos. e eu, nellesme destinguirei por
ni eu saber; enlrarei para a academia, cujo dic-
cionario iiei de concluir. Euviarei exemplares
lodos os soberanos da Europa, convidando-os
A ler-lhes ao menos urna pagina por Oa. Cada
um deiles me oftVrecer condecoragcs, litas,
pensos, e j nao vejo at onde chegar miuha
fortuna.
Dtsgracadamente para Mathias nada do ludo
sso linha acontecido. >eus discpulos nao que-
riam pendrar as sciencias. Quando Ibes falla-
va de troncos gregos, estes julgavam que se tra-
tara de carelios, ou pinheiros. e quando trata
va do cnsinar-lhes o lalim, adormeciam. E
era pena que elle nao tirasso resultado nem
mesmo em ensinar-lhes o rancez. Enlretaotu
os sldeies consagravam grande veneracao e
profundo respeiio ao meslre-escla, que remonde-
ciam como um homem infinitamente cima
delles.
Escolaram-o vcluntariamente tarde, quando
e regressara para
reuiidos no delicioso bosque de Mont-fermeil,
ou sob as relhas arvores da floresta de Chelles,
repousavam um momento dos seus trabalhos.
Entao Mathias vinha algumas vezes assentarse-
no meio dos aldeies maraviihados e Ihes dizia :
O Chelles possuia oulr'ora urna soberba aba-
da. E' l que Chilperico encerraba seus thesou-
ros. Mas muito antes desse tempo, neste lugar
em que estamos, habitat.im os Druidss.... Mas
o mais famoso dos orculos fot o de Delphos___
ainda que a enliga sybilla de Cumas tenha lido
tambera milita repulagao. Ella deizou novo vo-
lumes sobre sua arle. Urna boa mulher que as
achou, veio Irszer-las Roma Tarquinio o anli-
go. Como elle regateasse muito, ella lancou
seis ao fogo, e exigi outro lano dinheiro pe'las
tres que restaran. Elles foram consumidas em
um incendio do Capitolio.
Alguns aldees se miravam, abrindo grandes
olhos, mas outros os fachavam. quando algum
delles so atreva dizer:
Ah sim I lera havido orculos quei-
mados.... no E acreditis que leremos agua
amanha, Sr. Mathias?
O meslre-escla snspirava, levantava mesmo
um pouco os hombros, mas o prazer de pa'en-
tear seus doutos conhecimenlo3 o acalraavam
logo, e ellecontinuava:
O deus do trovo poderia bem lancr seiis
raios......Jpiter est irritado.... Todo: Olym-
po treme.... Juno nao ousa aflrontar sua pre-
senca...... r
Ola I Tomos alguma revolucol por cima!
exclamava o aldeiao.
- Urna revolugo ?.. Sim, a Ierra faz urna
cada dia !.. Sim prepara-so alguma cousa___O
lempo raramente engaador, sobretudo quan-
do se tem algum conhecimento dos istroa......
Bem, vedes na pona do meu dedo, Venus, um
dos sete planetas, o mais vizinho do sol, depois
de Mercurio. A triple Hecate t-ra ao redor de
si um circulo negro, e os ltimos raios de Phebo
nao tem feiio cantar Philomla ; Clicia abaixa a
cabega, e a questao ser resolvida amanhaa, an-
tes que o passaro de Marte tenha cantado.
O aldeiao escutava com uta ar patela e se af-
faslava murmurando:
Tudo isso nao me diz se devo regar meus
frijoes.
Mathias suspiava ainda
casa ; l exclamava ;
Quanlo son desgragado por ler que me ha-
ver com brulos, que nao cunhecera o preco da
sciencia... Quando, pois, estarei cu emfim n'o lu-
gar que me compele ? Nao ha um s que eu nao
possa mui bem exercer 1___ Eu deveria ser de-
notado, minislro.rei mesmo... Sim, porque se cu
fosse rei, nao haveria ignorantes no meu reino...
Parla trazerorelhasde burro lodos aquellesque
se recusassem ao estudo. Estabeleceria era to-
das as aldeas jogos floraes maneira daquelles
a que presidia Clemoiicio Isaura. Paria fechar
tolas as tibornas e abrir em seus lugares gabine-
tes de leitura. S se dansaria nos domingos, e
decfrar-se-hiam enigmas, quo cu tratara de fa-
zer, mais difceis que os que os Sphinx propoz
(Edipo ; emfira nao se cantaran! nem inodmhas,
nem arias de raaderilles, mas rectar-se-hiam
bellos versos alexandrinos, e meus povos seriam
muto felizes, e abengoariam seu rei em mulas
11 liguas.
Mathias passava assim o tempo laslimar-se,
quando nao poda fazer alguma citaco. Entre-
tanlo o raestre-escla poderia acnaf-se feliz, se
tivese um pouco de philosophia ; mas esla sci-
encia lito fallara. ." virar, e mais ainda lhedaria, se elle se limtasse
jensinar o ba-be-bi-bo-bu. Cada habitante do
lugar tirara o chapeo de longo, ao avistar o Sr.
Mathias, e apressava-se ser-lhe til.
A aldeia de Couberon nao bonita, mas seus
arredores sao encantadores. Ella est situada no
meio dos bosques, junto de um bello pequeo la-
go, sobre cujas hordas se acham em abundancia
jacinlhos, lyrios, e violetas. Dos arredores
avstam-se Moutfermeil, Lagny e passeiospi-
lorescos o solitarios, nos quaes, no domingo
mesmo, encontrareis mulas vezes as familias dos
Hurguetea de Pars jamando sobre a reir, inte-
ressadas nos pastis e meles. Existem, pois,
meios de se ser feliz nesse lugar ; preciso para
isso apenas gastar do campo, ter gostos simples
e limitar os desejos,
Lima manhaa um aldeiao se aprsenla na casa
de Mathias: era um chamado Joo Gordo, o mais
rico dos cul tiradora i do lugar, e daquelles que
mais se curvaram diante do sabio mestre-es-
cla.
Elle entrn de um modo embaragadona escola,
que eslavo deserta, e fot por-se diante de Mathias,
que lhe disse :
Quid de me dicunt domines ?
O aldeiao cogou 3 orelha, murmurando :
Nvi para isso que vim.... Sr. Mathias ;
tem3 urna propoaif&g fazer.
lima propoigo, Joo Gordo Vejamos ;
eslabelecei-a. Se for louga, dividi-a em tres pon-
tos ; se fr difficil, noempregues dilemina nem
niRtliaphora ; se for abstracta, voltai-a ; e se tor
clara deixai-nos ir aos encantos das figuras....
Ha cem maneiras de apresenlar urna propo-
sito.
Joo Gordo cogou ainda a orelha, murmu-
rando :
Nao c por isso que vimos aqui.... Sim, Sr.
Hathias, nos nao somos um sanio : eu nao seio
dizer bonitas phrases, como vos ; mas vamos ao
factu eu vos estimo, porque s Jes un homem
de bem.
E um homem de letlras, Joo Gordo, atalhou
Malinas.
E justo, mas eu ponho um antes do outro.
Emfim, a mesmo cousa : o ficto c ; nos temos
urna filha. filha nica ; vos conhecels Joannita,
ella tem j vnite annos. o mais bello peixioho
de filha. ; tao seria como boa. Pois bem, deu-
ni na cabega de dar-vos ella em casamento. Pi-
camos orgulhosos se temos um genro como vos.
Vossa csclazinha nao l grande, cousa.;|mas eu
Jou J0.111 ma doze conlos de ris, e este bello
GUY LEYIXGSTONE
or
A' TODO TRANSE
pon
Jorge Alfredo Lawrence,
IX
Muitas vezes a mulher varia;
Bem tolo quetn nella se fia.
Estavamos sentados junto do fogo. em um an-
tiga bibliotheea do castello de Kerton. l'ndara
O lgubre mez de Janeiro; urna geada glacial
acoitava as jnnellas, e estrepitara contra os r-
drus em poeira de diamante ; mas o ciarn bri-
Ibante dos grandes tiges que ardiam no fogao,
esclareca com reflexos tao caprichosos e tao
agradareis os coxins de velludo de Ulrecht, de
um vermelho sombro, que ninguem se lembra-
>a de pedir velas.
Toda a joven sociedade do castello ah eslava
reunida com mislress Rellassys para salvar as
Conveni-nria. Era sua missan servir de com-
p-uina sua filha a suas amigas ; e ella desem-
penhava perfrilamenie este mister, admiravel de
certo de paciencia e resifinago. Possa ella no
futuro ser recompensada das longas horas que
passava sentada dormitar, caneada, sem quei-
xar-s", rom urna violenta dr de cabega, mas
guardando apezar disso um sorriso slercotypado
sobre o? labios.
Fallemos com respeito desses marlyrios ma-
ternaes, despeilo de suas manobras. Se ellas
teem errado, teem tambero snfTrido. Conheci ou-
lr'ora urna senhora. mai de seis filhas, todas nu-
beis, todas desprovidasdealtraclivos mas todas
doladas de um gosto decidido por Terpsicore e
pelo hymineu.Imaginai quanlo devia ter elia
SoTndo, cercada dessas jovens ingenuas, que re-
rlamavam de ronlinno pares temporarios ou per-
manenies, como passarinhos j crescidos pia-
rem no ninbo pela comida.Por mais dexlra e
pouco escrupulosa que ella fosse, chamavam-a
a hbil pescadora,ella devia ler couscienria
de so impotencia absoluta em salisfaz-las. El-
la shia tambem que so o acaso a desembarce-
se de uma o'entre ellas, ficar-lhe-hlam sempre
cinco dessas sanguesngas, com os mesraos appe-
tites vorazes. que ella nao podia deixar.
C) Vide Diaria n. 257.
Entretanto essa velha mai viva contente no'
meio de sua nindada, e s vezes al depois da
ceia cantara inteiramcnle satisfeita.Honra co-
ragem infeliz I Peifilemo-nos de lado no res-
libulo. e a saudemos quando pasear, com todas
as hoinenagens devidas ao vencido.
Mislress"Bellassys era uma mulherzinha, que
sempre me lembrava um certo macaco dos trpi-
cos, cujo nome ignoro : trazia de cada lado do
rosto a cabelleira irrigada, justamente como o in-
telligente animal em questao ; quando alguem
lhe fallava, ella linha o mesmo modo espantado
o um tanto temeroso de lascar um olhar de seus
negros e penetrantes olhos, acompanhado de um
movimento de cabega sacodido.
Ella soffrera em seu lempo uma boa dse de
tristezas, que supporlava com uma grande cons-
tancia, para nao dizer alegremente, e como uma
parte de larefa qnolidiana. Sen marido nao era
um modelo de Adeudado, nem na verdade de vir-
lude alguma conjugal ou ideolgica : era uma
especie de Manllrom, no qual boas fortunas e
lindos nomes tinham rindo naufragar, nao dei-
xando boiar mais que restos desennhecidos Sern
duvida toda sua fortuna ahi leria passado assim,
mas elie linha sido por muito lempo feliz no jo-
go,muito constantemente, diziam algumas pes-
snts,e uma baila de pistolla o envin desie
mundo, antes que livesse comido melade do dote
de sua mulher, de sorle que ella ficou viuva com
bstanles meios, e sua filha era uma bellissima
herdeira.
Havia muito lempo que ella abdicara sua au-
ioridade em favor de Flora, a qual em sum,ma
lratava-3 bem e como pnnceza.
Cousa iovariavel 1 Seem uma conversa ha um
assumplo delicado que de ante-mo resnlvestes
evitar, elle acabar por intromeiter-se nella con-
tra vossa vonlade no momento mais inopporluno
Mr Bruce devia rhegar antes do J3nlar, oir-
cumslancias que, nos o adevinhamos, nao era de
nalureza Irazer esencialmente felicidade duas
pessoas da sociedade. Como essas duas pessoas
se conservavam silenciosas em seu canto retira-
do, onde nunca chegava o ciar do lar, achava-
mo-nos naturalmeiito commodo para tratar de
casamenlos mal succedidos.
Mellis em conla as desigualdades entre esses
casamentos ? perguntou Guy.Sim, leudes ra-
zo ; mas cu sei um caso, no qual um homem
decalndo em sua intenco de degradar-se, vio
perdida sua existencia." Ralph Mohun, contou-
me isto:
Era em Veneza, algum tempo depois de ler
elle entrado paraos couraceiros imperiaes. Nos-
sa poca brilhra nessa cidade um conde hnga-
ro, muo bem visio de todos, porque era franco e
generoso, como mor parte dos lilhos dos gran-
des senhores, domaos de urna grande fortuna e
que geralmente sempre virara, as cousas pelo la-
do booi.
rador,
A naga
a Esiando elle em seu castello no tempo da
caga, namorou-se da filha de um dos seus guar-
das. Este homem era um grnssiiro e estupido,
principalmente quando eslava bebado. Sua 01 ha
era de uma rara belleza. Em lodo o caso, o con-
de, excedente juiz, acham-a sera egual.
principio nutri boas inlengoes pela donzella. e
promelleu-lhe casamento, com a firme resolugo
de espos-la. Entretanto haviam disposiges
tomar antes de inlroduzir um elemente lo novo
em uma familia, que durante seclos se conser-
vara pura como o aSangue a zura
Para este fim foi Vieuna, deixando seu de-
signio no mais profundo segredo para lodos os
seus vassallos ; e se elles de ludo isto alguma
cousa suspeilaram, verosmilmente pensaram
que as inlences de seu amo. como as de Dick
Harcourt para com dama irlandeza, erara *sim-
plesmenle deshonrosas.
Uma noile, durante a ausencia do conde,
parliram gritos da cabana, onde o guarda habila-
va sozinho cora sua Ulna, Os quo os ou vi rara
apressaram-se ir ter ao lugar, o qual sendo so-
lado, e longe de outra habitago, ah edegaram
muito tarde. Acharam a donzella bandada em
sangue, e nao se podia reconhecer um s trago
de seo lindo rosto Junto delle a coronlia de umj
espingarda quebrada e seu pai bebado completa-
mente, liona evidentemente enxugado a boti-
ja depois de ter assassinado a filha S'-na" islo
simpfrsmente uma explosao do sua estupida fo-
meidade, 011 o tinha ella exasperado por suas
ameagas?porque ella era altiva c talvez um
punco cheia de orgullio pelo pensamento da co-
rda de condessa, que esperara. o que nunca
se poder saber. O assassino nao eslava em es-
tado de fazer confisses, e guardou um silencio
obstinado na priso, at a volla do seu amo.
horrivel Iexclamou mislress Bellasys
tremendo.O conde ficou extremamente enco-
lerisado?
Por Deus, creio que ficou bstanle contra-
riido, espoiideu Mmente Levingsione.
Esses grandes bares hngaros sao supremos
juizes em suas prnprias lerris. Elle fez por tan-
to o processo ao guarda. Em breve tudo con-
cluio-se, o homem confessou ludo, limitando-se
dizer chorando e por nica desculpa que jul-
gra sua filha deshonrada. As sombras da mor-
te envolviam-o, e elle estavo quasi louco de
medo.
O velho inlendente vio um sorriso singular
encrespar os labios paludos e trmulos de scu
amo ao ouvir estas palavras ; mas elle nao disse
nada. Julgo que elle pensara que revelar seu
projecto aiiniquilado, seria entao um enorme sa-
crificio, ainda que assim rehabilitara a memoria
da defunta donzella ; talvez finalmente nao ou-
sasse confiar em sua voz; porquanlo nao pronun-
cien a senlenga c conteinou-se de escrevrj-la :
sua tnao hernia muito, e nunca, desde entao,
terreno que possuimos al Montfermeil. Com isso
ludo ros careis i vossa vontaoe; mais larde...
hi I.... minha filha herdar todos os meus bens.
S isto vos arranja, como eu espero, locai l ; islo
ser breve arraojado, porque Joannita me disso
que lomara em conflanca o noivo que eu lhe
dsse.
Mathias sacudi a cabega, pareceu refleclir, de-
pois tojnando a rao de Joo Gordo, disse :
Meu charo amigo, agradeco-vos muito.
Aceitis ?
Nao ; recuso.
_ Vos nao queris casar cora minha Joan-
ninda '.'..
Sim, Joo Gordo.
E porque isso?.... ahija adorinho....
porque; nos somos aldeies, e vos vos julgais mui-
to cima de nos.
Nao isso absolutamente. Vos sois culli-
a profisso maisanligae mais honrosa.
. 1) judia nao lera conhecido outra mais bel-
la ; os homens mais venerados entre os Judeus
eram os Irabalhadores dos campos, ou guardado-
res de gado. Godeon bata elle mesmo seu tri-
go ; David guardaya orelhas, e Sal conduza
bois.
E entao porque recusis vos minha Joan-
01 lz i
Porque vossa filha uma besla.
Uma besla I.... minha filha I....
ii~ ?'inp,lcr,aro Joao Gordo, lenibro-roe quo
ella vihha minha escola, ha quatro ou cinco
annosj e nunca pude conseguir fazer-lhe destn-
guir o singular do plural. Ella dizia sempre s
suas pequeascamaradas : vera comigo, minhas
amigas, e eu lhe gnlava : vinde, que deveia
dizer, porque ha mais de uma, mas ella punlia-
se rlr. respondoodo : Pois bem !.... ora essa I
vos queris que eu nao trate por tu s minhas
camaradas.... oh 1 isso seria engragado.... Ora
deus vera comigo, minhas amigas. Ella ia
rindo-feo de mim. Nao ha poisjmoio de fazer cousa
alguma de vossa filha. c eu nao quero desposar
uma bpsla, mesmo porque haveria incompatbi-
lidadedn espirito enlre nos.
Joo Gordo linha-se tornado como um pimen-
lao, o. oo obstante asna esliraa Mathias, es-
lava ponto de se encolerisar; conteve-sc per-
ianto, o disse-lhe :
Pio seio se minha filha uma besla, mas
seio que tem muito geito para os arranjos da casa,
sabe tirar leito das raccas. fazer queijos, cuidar
do jan im e do quintal. E' urna mulher que sa-
be ludo islo.... ora I julgo nao fazeria mo ar-
rar.jo < e casa. Adeus, Sr. mestre-oseia ; dese-
jamos [ue acheis uma mulher que ralba minha
Juanm a. Ah I uma bosta I oh!.... rauilo fur-
to isso !....
E Joan Gordo se ausenlou. sem mesmo tirar o
chapeo; mas Mathias o deixou ir, dizendo :
Zingue-se, se quizer. Certamente nao des-
prezare a filha. Sabe cuidar do quintal e orde-
nhar as raccas... muito boa essa, mas ser-me-
hia imaossivel vier com urna mulher que diz :
Vem, iminhas amigas
AlS"m tempo depois dessa oceurrencia, uma
l,ella cdsa de campo, situada entre Couberon e
Monlfrrimcil, foi comprada por uma senhora de
alguns fluarenta annos de edade, chimada Du-
buis. Era viuva de um rico negociante, nao li-
nha filjios, e possuia seis conlos de res de
renda.
Essa
collegio
smente
senhora, educada om 11ra dos primeiros
" de Pars, linha desposado o negociante
para obedecer seus paes, porque s
julgava nascida para as Ieltras e para a gloria,
querendo possuir o nome de um homem d ge-
nio ; depois da morte do marido, a Sra. Dubois
deixou o commercio e se entregou ao scu gosto
da lilieratura.
Ella rjasseiara frequenlemenle, acompanhada
desuacfada, nos bosques do Couberon. Muitas
vezes oilvira Mathias perorando diante dos al-
deies, e parara para ouvir.
Admirada de ouvir sabir tantas cousas da boc-
ea do um homem exquisito, que nao tinha seno
uma casaca da cor de rau, vivendo com aldeies,
a Sra. Dubois so informen desse sabio, e soube
que era meslre-escla de Couberon.
De sua parle, Malinas linha observado essa se-
nhora, que pareca ter prazer em ouvi-lo.
A Sraj. Dubois nao era feia, mas o mestre-es-
cla apreciava poucu a belleza dos traeos, e se
senta orgulhoso por captivar a allenco "de uma
mulher da cidade.
Quando ha em-ontros no campo de custume o
cumprimentar-se, porquanlo parece que a gente
se loma mais pulida e mais arnigavol sellndo-
se no neio das simples produeces da nalu-
reza.
Quando jase tem cumprimentado muitas ve-
""-se j quasi frito o conhecimento.
a a Sra- Dubois passeiva perlo do peque-
de Couberon, que pareca analysar com
Mathias se aproximou dalla, e disse :
Isso nada arista dos lagos que se encon-
tram na Escossia. Ha, enlre uniros, o lago Lau-
rnond. sobre o qual h tilias tluctuantes.
libas flucluantes, senhor ? I !.. Ellas de-
vem ser entao de bem pequeas dimenses I
Piirdoai-nie, senhora ; su considerareis ;
contera lureslas, bosques e castellos.
E tudo isso flucta ? l...dere ser marari-
Ihoso !
A natureza fecunda em maravilhas,senho-
ra ; se as ignoris, porque nao vos dais ao 1ra-
balho de esludar. Mas basta aprender um pouco
de geomancia, pyromancia. aslrologia c bolano-
mancia para conhecer-seo que escapa aos olhos
do vulgo.
Ah senher. deve-sc ser bem feliz, quando
se sabe ludo isso___ e___hi I meu Deus I ui !
credo I
A senhora Dubois acaba de lancar um grito e
de empallidecer, porque um enorme sapo se ha-
ra nitroduzido sb suas saias, dando saltos para
o ar.
Parase Iranquilisar do seu terror, ella vio-se
obrigada a sentar-se, o que fez dizendo Ma-
thias : 1
zes, lem
Um d
no lago
prazer
pude le*ar um copo aos labios sem derramar o
conledo.
O tribunal levanlou a sessao ao meio dia, e
ocondemnado foi conduzido directamente sem
conflssip ao lugar designado para o castigo.
Amarraram-o arvorc mais rizinha da porta de
sua profana cabana, e o conde, sentado perlo,
vio-o expirar debaixo dos acoiles. Elle morreu ao
por do sol .
Era vinganrja e naojustica, disso mislress
Bellassys com urna firmeza, que nao I lie era ha-
bitual.
Eu n(ilei o movimento vivo e impaciente do p
pequeo de sua filha : ella nao pareca approrar
as conduses moraes do sua me. Foi Levings-
lonc que respondeu com sua roz grare e seria :
Elle nao era um santo, mas sim um homem
e um hlomem bem digno de lastima ; ello obrou
de eonflormi lade com suas luzes, e em seu deses-
pero agarrn a arma que lhe estara mais prxi-
ma. Dje mais, o sangue de um miserarel bruto,
lomai-o como qui/erdes, uma Inste com-
pensacao para uma vida, cortada assim na agona
do desespero, e para uma outra existencia intei-
ramenle peraida.
Mohun condeca a familia do conde : al-
gumas suas prenlas, veihaslias que ficiram sol-
teiras, segundo creio. eram devolas da primeira
oidem: ellas pessoalmente vieram ou eurarara-
Ite sei director favorito para reprehende-lo de
seus I abites anli-cdrislos, de mnrna solidao.
Pessoak de sua edade vieran para tira-lo de sua
horrivi I tristeza. Santos c percadores tiveram a
resposla : 11 m movimento de cabega,
ra, uma ameaga, se nao o deixassem s ;
amelgas, que elle rosnava entre dous tragos de
orle da Moldavia.
es se retiram e obraram com prudencia,
porqu as pistolas estivam sempre ao lado delle.
para o caso em que seus criados o houvessem of-
en:lid>, presumo eu, 011 para quanlo uma s-
bita phantasia ao suicidio se lhe livesse apode-
rado dio espirito; e o tremor nervoso de sua mo
nao ter-lo-hia impedido de aperlar o gatilho da
arma. Pouco depois retirou-se de Vienna, en-
rerrou-se em seu casiollo o nao quiz ver a nin-
guem. Em Inglaterra ler-se-hia recorrido ao es-
laluto, de luntico ; porm seus prenles mais
prximos o deixavam em paz, esperando sua he-
ranga cora a maiorpacienria possivel: a espera
nao foi tonga.
Em qualro annos sua robusta constiluigao foi
quebrada e chegou hora suprema. O conde tro-
cen o tropor da bebedeira pelo derradeiro somno
no maio dos seus maiores, sem pedir os ltimos
aiTciinentos. Talvez nao houvessem querido ab-
solve-lo, porque ceriamenie elle morreu sem se
ler reconciliado com seu prximo .
JNosei.objeclou mist'css Bellassys com uma
tmida prscveranc, se pusso discutir coinvosco ;
mas estou convencida que elle faz mal.
sesma
uma j
ami
vinho
El
Devo parecer-vos bem ridicula, senhor.
E porque, pois, senhora ?
Porque nao posso ver um sapo, sem ficar
quasi dosmaiar; lenho um horror ao tal
bicho.
Senhora, vos sents pelo sapo uma antipa-
thia que provavelmente nao dependo da vossa
vontade ; nada ha nisso que possa fazer-vos co-
rar. Uma multido de grandes personagens lem
lido fraquezas semelhanies. O duque de Eper-
non desmaiava vista do uma lebr. Henri-
que III nao podia flear s em um quarlo onde
houvesse um galo. O marechal d'Albret lcava
incommodado nos banquetes em que appareciam
filhotes de jarali. Uladislo, rei da Polonia, mu-
dara de cores e fugia. quando ra batatas. Scali-
gero tremia rendo agries. O chancellor Bacon
cahia em desfallecimento todas as vezes que ha-
via um eclipsa da la. Eu nao acabara, senho-
ra. se vos citasso lodos os grandes homens que
teem lido desfallccimcntos, anlipathias e supers-
tiges.
Vos me consolis, senhor, e els-me menos
vergonhosa de empallidecer diante de um sapo.
Mas qual pode ser a causa dessa aversao que se
tem por certos objeclos, que mulas vezes nada
teem de dosagradarel vista...... pois que as
batatas e es agries nada teem que se lema.
Senhora, se, antes do comerdes caranguei-
jos, quizesseis saber por que razio, cozendo-os,
tornam-se vermelhos do verdes que eram, pro-
varel que nao os comesseis mais. Ha cousas,
perante as quaes a sciencia devo hurallhar-se.
Mas, senhor, que eu nao poderia ter bas-
tante forca em minha alma, para triumphar de
urna fraqueza que. desconheco desarrazoada.
Primero, senhora, so tratara de saber se
a alma, ou o espirito que tem a forca. Parme-
nide diz que a alma fogo ; Anaximandro que
agua; Zenon a compe da quinta essencia
dos quatro elementos ; llypocrales fa-la um es-
pirito ; Heracrido considerava-a luz; Xeno-
phonte um numero ; Thalcs uma substancia
sempre em agitaco e Aristteles uma entele-
chia. llypocrales a enlloca no ventrculo esquer-
do do Corago ; Erasislrato na membrana que en-
volve o cerebro ; Slrabon enlre as duas sobran-
ceras ; Platn divide-a em tres parles : a razo
no cerebro, a colera no peilo c os desejos as
enlranhas ; emfim. segundo Malebranche, n5o s
conhecemos a nossa alma pela consciencla, e
della nao lomos a menor idea.
A Sra. Dubois ouvia e nao se atreva mais
fallar; ella nao se senta com forga. mas esta-
ra arrebatada e encantada ; nao va mais a casa-
ca de cor de rap do mestre-escola, e Mathias
pareca engrandecido de ires palmos.
Todo esle transborJamenlo de palavras p-la
estupefacta.
Esse encontr foi-seguido do outros ; depois a
Sra. Dubois convidou Mathias para lhe dar o pra-
zer de ir ver a su.i casa de campo, e Mathias
promelteu aproreitar de um to amavcl convite ;
o que nao de'xou de fazer c por vezes ; porquan-
lo a sociedade da Sra. Dubois lhe agradou muito
mais do que a dos rsticos habitantes de Cou-
beron.
Emfim, depois de alguns mezes, a Sra. Dubois,
sempre encantada de Mathias, lhe offereceu fran-
camente sua fortuna e sua mo; e deta vez o
sabio nao respondeu essa proposta como lizera
do Joo Gordo.
Eu nao son formosa, disse a Sra. Dubois,
mas tenho fortuna; e muito me aptaz enrique-
cer um homem do vosso mrito.
A fortuna e a figura nada sao para mim,
disse_M*ihias. A fortuna nao seno uma con-
veiicao I Eu nao a quera de uma estpida
que livesse milhes Quanlo fraldade, eu nao
a vejo onde existe espirito Scrates era feio,
Pellisson e madamoiselle Scudery nao eram far-
inosos ; Horacio era gordo ; Annibal vesgo ; Ci-
cero tinha uma verruga no nariz ; Sapho era pe-
quenina; Cleopatra ruira. A belleza passa e o
espirito fica.
O casamento se fez. No dia das bodas, Ma-
thias trouxe pomposamente para sua esposa uma
roca e un fuso.
A senhora pareceu um pouco sorprendida com
o presente de seu novo esposo, e Iho disse: cu
nao sei fiar, meu amigo.
Ello respondeu-lhe :
E' para lembrar que deveis oceupar-ros do
cuidado ida casa e trabalhar. Era um uso entre
os Romanos: ao conduzir a noira para a casa de
seu esposo, levar adianle deha uma roca e um
fuso.
Esta citaco nao deu grande prazer Sra. Ma-
linas.
O sabio deixou, sem saudade, Couberon e a .
pequea escola, na qual tinha passado muitos '
annos, Picando apenas levemente commovido
com os sentimcnios que os alleies lde lestemu-
nharara, vendo-o deixa-los.
A pozar do seu despreso pelas riquezas Malhi- ;
as se senta entretanto satisfeito de possuir uma I
bello ciso do campo c seis conloa ue res de ren-
da, porquanlo pensava que da mosma surte se
faria conhecido e fallado.
Os novos esposos se julgaram rauilo felizes jun-
tos : Malinas, jantando com sua mulher, achava
sempre meios de ostentar seu saber. Se a se-
nhora mostrara desejos de beber, elle dia offe-
recendo-lhe vinho.
No lempo de Hornillo, Mecenio matn sua
esposa por ler bebido vinho. Urna mulher len-
do rompido os sellos de uma adga, seus pas a
condemnaram morrer de fome. Nessa poca
se obliga va rn lodas as mulheres abracar seos
pas, aflm de que se reconhecesse emstfis hli-
tos suas sobriedades.
Depois en'o a senhora s dizia :
Meu amigo, dai-me smente agua.
Se ella pedia um pouco de assado, elle excla-
mava apresentando-o
O preslimoso animal que nos fornece essa
carne notavel na historia. A cidade de Car-
tlago foi fundada na Lybia pelos Tyrios ; ao prin-
cipio .gente do paiz "quiz expelli-los, mas elles
supplicaram que des dssem para habitar a por-
Corri em soccorro da benvola mulherzinha.
Tendos razo, mislress Bellassys, nao vos
deixeis abater sem vos defender. sempre seu
melhodo quando a verdade contra elle, mas
nunca o vi negar um tacto positivo.
Guy vollou-se logo para mim. 1
Frank, tenho notado muitas vezes em rus c
com pena uma propenso toda feminina fazer
theorias. Deixai isso s mulheres Minha chara
mislress Bellassys nao me olheislao tomrelmen-
te como um anjo accu.sador, prestes inscrerer-
me era seu lirro decontas; vos sabis que eu
sou hertico sem remorsos. Certas mulheres fa-
zem proriso em sua extrema mocidade de uma
sorle de memoria technica, que se prende el-
las por toda a rida. Se ellas se transviam, nao
cessain de proclamar bem alto, que sabem que c
rauilo mal ; o ainda que eminentemente longe da
pratica, ellas olhara como um deverpara comsigo
acariciar certas verdades abstrarias. Quanlo s
circumstancias, ellas apenas se inquietara como
essa sacerdotisa de .otyito, que disse ao magis-
trado travez das lagrimas :
Posso ter sido iufeliz, mas sempre fui hon-
rada .
Levingstoue continuou :
Algumas vezes os principios subjiigam as
paixes; mas em tal caso se segucm os pezares
tantas vezes como os remreos no caso contrario.
Outro dia lia en uma historia franceza....
Guy inlerronipeu-se rindo.
Ora bda I mas eis-me em veia de prosa, ao
quo parece, contando h.storia como um parlador
de club.
- Tendea bondade de conlinuar, lhe diz Flora
inclinan 10-se para elle: seus olhos sciolillavam
ao claro do lar.
O tremido de sua voz,tremido eslranhamen-
le contagioso, dizia quo ponto a conrersacao
interessava. Isso nao rae sorprendeu. Havia
um homem s no mundo, do quem ella realmen-
te se lembrara, e elle estar ahi junto della.
Creio que o que mais nella a seduzia era esse alre-
rido desprezo das opinies, das convenres do
mundo, o al das cousas as mais sagradas, que
o impellia directamente ao cumprimenlo de suas
ideas, ou de seus projectos Em certos dias, quan-
do alguem ou alguma cousa Iho obstava, elle nao
remara era seu curso, nem ante uma grande lei
moral, ucm ante uma forte barreira.
Ora pois! proseguio Guy, a simples his-
toria de Fernando, um anjo decahido do quartei-
ro Breda. Ella formara uma uniao com um ho-
mem que lhe coorinha todos os respeitos, e
viveram ambos em uma feliz immorali lade, at
que ella descubri que Mauricio linha em alguma
parle uma mulher legitima, arrebatadora pessoa,
fine o rama lernamenle. Talvez ella pensasse
que a posse de duassemelhantes efleigesera luxo
para um s homem : em todo o caso rompen im-
mediatamente com elle e repusQn obstitiadamen-
gao1 de ierra que podsse abranger ura couro
de DO!.
Rirara-se da tal proposigo e lhes coecedoram
voluntanaroento o quo pedism. no curiosidade
2-oefem Pr1ue 8ubtilezas os Tyrios esperavam
edificar uma cidade om tao pequeo espaco de
terreno. r *
Ento mandaram esfolar um bo e cortaram o
couro em tiras to delgadas, que com ellas cer-
caram o lugar aonde foi levantada a fortaleza de
Carlhgo.
Nesse caso, meu amigo, respondeu a Sra.
Malinas, iciria obrigada se me dsses um pouco
de molho.
Se ella coma mlao, elle dizia :
Tomae sentido !... O imperador Maximilia-
no morreu em Inspruck d'nra excesso demelo.
Se quera yaixe, exclamava :
Erasmo nao poda ver o peixe sem ter febre.
Emllm se ella admirara abel.eza deum cacho
de uvas, gritava ;
Vos julgaes isso bellas uvas? Em Chiras ha
cachos que pesara al doze libras. E' preciso que
se r Persia para comer boas uvas.
Elles foram pira Pars ; Malinas tinha pressa
de achar-se na capital e tornar-se falado.A Sra. Du-
bois tinha oceupado uma muito bella habilaco
no arrabalde de Sao Germano. Malinas diss'e
sua inul!n-.r:
E'-nos preciso oceupar um palacelc para
que possamos receber o que ha de melhor em
Paris. Vos tciides seis cotilos de ris de renda,
mas quero que so rae nomeie para empregos im-
portantes. Quero olTereccr-vos muito mais ainda
do quo trouxestes. Tenho ua idea que hei de rir
ser ministro, e para isso preciso, pruneiro
que ludo, que me faca conhecer. Tomemos, pois,
um palacete : demos janlares no genero dos de
Lucullo, feslas ao modo das do Babylonia. Te-
nho gran les projectos! Vos veris. Quero que
tenhamos um salo romano, um toucador althe-
oiense, uma salla de janlar chnete, e um jar-
dim grego ; rus lomareis vestuarios amiga,
elles ros fleario muiio bem ; vos lendes alguma
cousa de Sapho. Eu tomarei as minhas vesti-
mentas e calgarei o cothuroo ; vestiremos toda
a nossa gente, segundo a parte do palacete aonde
cada um servir. Eu tratare! de fazer com que
ella falle a lingua do paiz, cujas vestimentas
irouxcr. Toda Paris llcir arrebatada e etnhu-
siasmada do que haver era nossa casa, e, antes
de tres mezes, so me nomear chele da in'struc-
eao pubca.
A Sra. Malhias approvou todos esses grandes
proejlos; achou. so bretudo, muito picante vestir-
se de Sapho. Nunca olharam para ella por sua
ligura, era de presumir que a notissera pelas
suas vestimentas.
Em Paris, com dinheiro, nada impossirel. Ma-
linas poz logo seus bellos projectos em execu-
co. Alugou um vasto palacete, mandou vir
pintores, decoradores e tapeceiros ; pintaram e
decoraram seus quartos grega e romana e
como n,lo era lo fcil achar creados que fallas-
sera lalim, Malhias tere o cuidado de fazer es-
crever em letras de ouro. sobre a porta de ca-
da qiiarto, o nome que deveria ter ; depois to-
mando sua mulher pela mo e lhe disse :
Vede, minha chara amiga ; primero entra-
mos no antitlamo, a antecmara ; dahi passa-
remos para a salla de janlar, carnario ; quando
estirermos enlre nos jadiaremos no pequeo cce-
naculo ; depois dahi tomaremos o caf no coco,
por outra o salo.
A Sra. Mathias prometeu fazer todos 03 seus
esl'urcos para se lembrar que era preciso dizer :
Passemos para o coco para tomar o caf, Oc-
cuparam-se depois com os conrles ; Malinas
lomou o diccionario dos rite e cinco mil adres-
ses ; fez urna escolha de cem pessoas para o
janlar e de tresenlas outras para a [esta que de-
reria seguir-se. Elle poz nos bilheles de conri-
le : cHareri divertimentos renovados dos Gre-
gos.
Em Pars -sc curioso ; quizeram saber quera
era esse Mathias quedara uma fesla de non es-
pecie ; aceitaran! os convites, comparecern! ao
janlar, e nao ficaram pouco sorpreendiJos ao
seren recebidos por uma senhora era toillete de
Sapho e por um homem no de Curti.
No momenlo em que cada um acabava de se
sentar mesa, raparigas vestidas de escraras ap-
paieceram na sala com jarros, offerecendo-os aos
convivas para lavar as mos ; a sociedade pre-
tenda ter as mos lirapas, e despresou essa ce-
rimonia renovaia dos Gregos. Ento um sig-
na! de Malinas as raparigas pozeram sobre a tes-
la de cada pessoa uma cora de flores. Foi uma
explosao geral de riso, porque as coroas nao fi-
cavam bem em iodos, e mais de um conviva,
que trazia ediu e oculos. fazia uma bem singu-
lar figura com uma cora de rosas sobre a tes-
ta. Casiuou-se muito dessa nova idea do Sr. Ma-
lhias ; todava, para lhe serem agradareis, al-
gumas senhoras, s quaes isso assenlara bem,
couseuliram e.-n ticar cornadas. Finalmente pa-
ra os conviras o janlar nao tere mais nada de
auligo. M.thias nao pude oblor um cozinheiro
que soubesse fazer um janlar como os de Roma
ou da Licederoonia.
O nmphilrio, era quanlo serriara a sopa, pro-
nunciou um discurso grego ao qual ninguem res-
pondeu. No segundo semgo falou em latim ;
na sobremeza somonte se exprimi em francez.
.companhia festejou o jamar e deixou fallar
Malhias.
Todos conlenlavam-so em se observar sorrir
e morder os labios para nao desatar em riso. O
outrora uiesire-escola louiava ludo isso por ad-
rnirago.
Terminado o jantar, Malhias disse sociedade :
Vinde para os jardiris; mil sorpresas l
vos esperara. Veris os valles de Tempe, o tem-
plo de Epheso, o Parnaso e o rochedo de Leu-
cade.
(Coninuar-se-/ia.)
te torna-lo ver. Mauricio londo executado em
vo tudo para a branda-la 'ecorreu ao expediente
da frbre cerebral.
Quando sua mulher e sua me o vir3in 13o
prximo de seu fim, mandaram procurar Fer-
nanda como um remedio supremo. Mas dereriam
necessariarnente preferir a morte deshonra ;
mas, minha chara mislress Bellassys, esses espi-
ritos nao eram de forte tempera. Que queris ?
IIj mulheres e mulheres !....
Fernanda veio, pois, c cuidou do doente com
dedcacao. Quando elle se achou restabelecido,
bem que fraco ainda, ella approreiiou de sua
pnsiro sem defe/.a para condemna-lo discursos
longuissinios, edeios de bom senso e de bonssen-
limentoa sobre seus deveres de marido, sobre as
conveniencias, etc. etc. Elle ceden finalmente
em vista do principio : Tudo para ler paz 1
c promelteu poilar-se de uma maneira convcuiort-
te e como chefe d> familia.
Quando o equilibrio de sua sadc foi comple-
tamente restabelecido. ella o deixou, pedindo-lho
principio instantemente que lhe escrevesse,
apenas amasse realmente sua mulher e fosse fe-
liz, e lhe mandasse dizer isso mesmo Isto devia
ser sua recompen-a. As ouiras parliram para a
Italia, e Fernanda para um campo, que possuia
na Brelanha, onde se pz em um estricto rgi-
men de penitencia, assialindo, regularmente s
malinas, e fazendo lanto bem na vlzinhanca como
a faila bemfazeja, 011 como minha me.
No llm de um anno, onro mais ou menos,
chegou a carta : Martinho pertenconie iuleiramen-
le sua mulher e gozava de uma grande felici-
dade e domestica. Ento remanda enirou em
seu oratorio e orou.Sabis qual foi o fundo ds
sua supplica ?
Tornarse louca ou morrer! respondeu ri-
vamenie Flora Bellassys.
Como sois boa, diz Guy, de deixar-me con-
cluir esla longa historia quando a sabis decrl
Creio q ie nenhum outro oavido seno o meu
navio esta resposla, murmurando em voz baixa :
Nunca a li, nem linha ouvido at boje uma
s palavra tal respeiio.
Elle abaixon a cabega em signal de assentmen-
to como se esta noticia nao o sorprendesse mui-
to. Depois disse de repente:
Charley, lendes alguma observaco fazer?
Ha muitu tempo revolvis no silencio vosso ta-
lento iuconlestavel.
Muito puncas vezes Forrester se deixava apa-
nhar descangado ; mas desla vez sua replica nao
eslava prompta.
Houve urna pausa embaracosn, rompida por
um Deus ex machina, annunciando ocriedo que
Mr. Bruce linha chegadu e esperara no salo.
(Continuor-e-fta.)
PRN. TYP. DEM P. DE FARIA.1860.


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