Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09158


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Full Text
INI XXXY1. HUMERO 258
Pop tres mezes adianlados o$000.
Por tres mezes vencidos 6$ 000.
QUIETA FEIRA 7 DE NOYEMBRO DE 1861.
Por anno adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Aleandrino de Lima :
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaly, o
Sr. A de Lemos Braga; Cear, o Sr J. Jos de Ol-
reir; Maranho, oSr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimares ; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior ; Tara, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jernimo da Costa.
PARUOAs UUS LOttKElU.
Olinda todos os dias as 9 12 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas reiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinho e
Garanhuns as tercas felras.
Pao d' Alho, Nazarcth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, VilLa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-rWras.
Cabo, Sirinhem, Rio Formoso, Una, Barreiros,
Agua prela, Pimenteiras e Natal quintas [airea.
(Todos os correios partem as 10 horas da manha
EPHEMERIDES DO MEZ DE NOVEMBRO.
6 Quarto minguante as 6 horas e 57 minuto.-
da manha.
12 La nova as 10 horas e 16 minutos da tarde.
20 Quarto cresccule as 6 horas e 33 minutos
da manha.
98 La cheia as 9 horas e 18 minutos da mauha
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 11 horas e42 minutos da manha.
Segundo as 12 horas o 6 minutos da tardo.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Kelaco turras, feiras o sabbados.
Fazcnda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quartss ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel; quarlns e sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
5 Segunda. S. Zacaras e S. Isabel.
6 Terca. S. Severo b.; S. Alhico b.; S. Leonardo.
7 Quarla. S. Florencio b.; S. Tessalenica m.
8 Quinta. S. Severiano c seus cnmpanhciros.
9 Sexta. S. Theodoro m.; S. Orstes ra.
10 Sabbado. S. Andr Avelino advogado.
11 Domingo. O patrocinio de Nossa Senhora.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias ; Baha,
Sr, Jos Martins Abes; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O propietario do diario Manoel Figueiroa da
Paria, na sua livraria praca da Independencia ns.
6 e 8. V
PARTE OFFICIAL.
Ministerio da fazenda,
iti:ta i..v.?n-:.\ 10
tas alfandegas c mesas de rendas.
[Continuars.)
Art. 115. Os militares reformados o os pensio-
nistas do eslado, notneados para sorvirem qual-
qucr emprego, ou commisso as alfandegas, ou
mesas de rendas, lero o direilo de accumular os
vencimentos da reforma, ou penso, cora os do
novo emprego ou commisso.
nico. Os empregados aposentados, porm,
de qualquer ministerio, queoforem. nao arcumu-
laro os vencimentos do novo emprego ou com-
tes e caes sujeilos sua dirergo, ou inspecco.
4. Assislir, sempre que fr possivel, e em
hora nao esperada, ao despacho e conferencia
das mercadorias, e a qualquer outro semen de
escripturago on contabilidade ; mandando corii-
gir, ou reformar o que nao estiver nos devidos
termos, ou procedemos exames ou conferencias
que julgar coavenientes.
5. Assislir em .hora incerla. ou occasio
inesperada, aos inventarios e balangos a que se
estiver procedendo nos armazens, depositus, en-
trepostos e trapiches alfandegados, sempre que a
boa fisealisaco das rendas publicas o exigir, ou
lhe fr possivel. I
6. Dirigir, superintender e fiscalisar o servi-
do "e polica do porto, ancoradouros e dotas, pro-
movendo o exacto cumprimcuti) dos regulamen-
tos respectivos, e representando sobre seu me-
lhoramento e execucao, na parle que nao fr de
sua competencia, s respectivas autoridades su-
missao com o di aposentadoria ; mas, teru di-
rcito de optar d'enlre os dous vencimentos, pelo periores.ou requisitando das que lhe forera iguaes
que mais conveniente Ihes for, ao qual se addi- : conforme o julgar conveniente,
donar melade do outro. 7. Dirigir, inspeccionar c fiscalisar oservigo
Arl. 116. Os empregados das alfandegas e me- dos guardas, c velar sobre a boa ordem, econj-
sas de rendas, encarregados de commissoes m'a o disciplina das respectivas corapanhias, oj
alheias ao ministerio da fazcnda, perdern o di- secgesde companhia, e bem assim das embar-
reito aos vencimentos de seu emprego em quan- cardes e gente do mar carga de sua reparligo ;
fazendo cumprir e tornando dTectivos os regula-
mentns em vigor.
8." Vigiar que os empregados seus subal-
ternos cutnpram exactamente os sens deveres,
procedendo na forma da legislago era vigor con-
tra os que se moslrarem onnssos, negligentes, e
comporluruento ; punindo-os
sendo responsavel pelas
fallas e deltctos delles, c damnos resultantes,
caso os nao faca punir estando dentro de sua
aleada, ou nao de coma do fado autoridade
superior
lo cstiverem no exercicio d'ellas, salvo se forem
chamados desempenhar funeges gratuitas, ou
'.iverem opean em virtude de le.
Arl. 1 i7. Os vencimentos dos empregados das
nlfandegas, e mesas de renda, nos casos de subs-
tituirlo, e exercicio interino, sero regulados na
forma prescripla jiela legislaco de fazenda, que 1"e tiverem mo co:
em idnticas citeu instancias vigorar a respeito na forma do art. 128,
dos empregados do thesouro nacional.
Arl. 118. Os acluaes pratirantes nao podeio
perceber os vencimentos marcados na tabellan.
1 sem que sejem de novo prvidos por meio de
concurso.
Art. 119. Aos vigiasse abonarao : 1., os ven-
cimentos marcados para os guardas, quaodo es-
i.cerera em servigo de destacamento ; 2., urna
gratificaco, quando applicados a servaos extra-
ordinarios, conforme a qualidade d'estes.
Arl 120. Os empregados das alfandegas. qual-
quer que seja a sua classe, os oUlciaes, olficiaes
negam fra do ancoradouro, em lugar escolhido
para este tim.com as necessarias cautelas lscaes.
30. Designar os empregados, ou otRciaes pa-
ra a confereucia das mercadorias em todos os ca-
sos em que esta deva ter lugar.
31. Julgar. avista dos documentos exhibi-
dos, a perda das cauces, ou sua restituirlo, ou a
cobranza, ou annullco das letras respectivas,
nos casos em que pelos regulamenlos Oseaos taes
caucoes so prestaren).
32 Admiltir, na forma do arl. 735, matri-
cula dos assignanles, mediante as cautelas exigi-
das pelo prsenle regulamento, os commercian-
tes que, por seus haveres, idoneidade c fianza
que prestaren!, (esliverera as circunstancias de
gozar desle privilegio.
33. Mandar riscar da matricula o assignanta
impontual o que fr suspeito de fraude, ou
uella fr adiado ; o que houver fallido, ou mu-
dado de eondigo e estado ; e bem assim o que
fr, ou tiver sido conderanado por crimes contra
a propriedade, e de banca-rota.
31. Mandar annuuciar por editaes pblicos o
consumo das mercadorias e gneros abandona-
dos, ou demorados nos armazens e depsitos da
alfandega, nos entreposlos, depsitos, e trapiches
alfandegados, alera dos pregos lixaJos no prsen-
le regulamento.
35. Promover a arrecadago, e o aproveita-
raenlo dos salvados, na forma do cdigo com-
mercial e seus respectivos regulamenlos ; po-
dendo delegar o servico respectivo empregados
de sua confianza.
36. AdiDitlir deposilo de mercadorias em ar-
mazens e trapiches alfandegados, ou em entre-
poslos.
37. Conhecor e decidir com brevidade as re-
clamarnos das partes contra o procedimenlo e
exigencias dos empregados, e as questes admi-
mas das funeges cima marcadas ao seu ajudan-
le, ou qualquer outro empregado de sua con-
fianza.
Art. 128. Ao inspector compete igualmente
punir as fallas dos seus subordinados nao coni-
preheudidas as disposiges dos arts. 51, e 98.
gg 1. e 2 o com as seguinles penas .
1.a- Reprehenso verbal, ou por escriplo.
2.a Susponso t quinze dias, com perda de
todos os vencimentos, ou simplcsmcuto com a
dasgralificaces. porcentagem e melade do or-
denado.
3. Multa de 10# al 200^.
Sec[bo 2.a
Do ajudaute do inspector.
que ande sempre em dia, e se faca de um modo, quaesquer vinos que nesles enconlrarem, e do
claro, conforme os modelos approvados. abusos contrarios boa ordem do servico, que
3 Rever por si rnesmo as conlas, as ferias, chegarem ao seu conlipcimenlo.
o documentos de pagamentos. 6. Guardar inviolavel segredo, nao s sobre
4." Apromptar, c fazer apromptar, as po- lodosos negocios reservados de que se tratar na
cas marcadas, os balangos, balancetes, e as ta- respectiva reparlico, ainda quando nao estejara
bellasdo orcaraenlo da receita e despeza da re- delles incumbidos, como de ludo que nellacons-
partico. j lar sobre qualquer assumpto que por sua nature-
5." Verificar diariamente, no fin do expe- \ za o exigir, ou sobre quaesquer despachos, deci-
diente, a receita e despeza effectuada, e fazer soes, ou providencias, em quanlo nao forera ex-
. pedidos, ou publicados, assim dentro da reparli-
co, como fra della.
de
a carga ao Ihesoureiro no livro respectivo.
6 Assislir, como clavicularlo, a abertura,
c encerr das casas fortes, e dos cofres da re-
parlico.
7. Fazer escriplurar, e conservar em dia
Art. 129. Ao ajudante do inspector, alm das | as coritas correntes dos assignanles pelo debito o
attribuiges que exercer como chefe da secgo do ] crdito de seus billieles, letras, c responsabili-
expediente e do archivo, compete : Idadej fazendo exlrahir no (im de cada mez
l. Substituir o inspector em todos os casos um balando para ser presente ao inspector, e
de impedimento repentino, ou ausencia lempo- j velando que os crditos abertos a cada um nao
raria, ou momentnea, na forma do arligo 88 sejam excedidos,
1. 8. Inquirir, c dar parte ao
2, Inspeccionar e fiscalisar, sob as inme-
diatas ordens do inspector, todo o expediente,
escripturaco, e servico da reparligo, c assislir,
quando fr conveniente, quaesquer actos, e
processos da descarga, exame, vistorias, peso,
medico, despacho, conferencias, embarque, e
sahi'la das mercadorias
eslado de seguranza de quaesquer
da alfaudega, e de seus fiadores.
inspector do
responsaveis
Secrio 6.a
Do chefe da tercena secro.
Secco 11.
Dos pralicinles o supranumerarios.
Arl. 139. Aos praticantes e supranumerarios
cumprc :
S 1." Coadjuvar os empregados nos seus traba-
lhos, conforme o servico a que forem appli-
cados.
2. Desempenhar com zelo. diligencia e in-
teireza as obrigacoes que Ihes forera impostas, e
qualquer servico de que forem incumbidos.
Secco 12.a.
Dos oflViaes de descarga.
Art. 140. Os ofliciacs de descaiga, teem por
obrigacao :
S Proceder descarga, embarque, e con-
3. Desempeuhar todo e qualquer servico, impostas pelo presente regulamento
Art. 133. Compete especialmente ao chefe da dueco das mercadorias as horas marcadas pe-
terceira secco, alm das obrigacoes que. lhe sao los regulameiitos. inslrucces, ou ordens relali-
o caso de desobediencia, ou de qualquer OU-1 nislrativas que se suscilarem : t.u, no processo
tro delicio, com cerlido do continuo, mandar dos despacho, conferencias de mercadorias, sua
auloar os empregados delinquentes ; remetiendo classiliraco, assemolhago C qualilicaco ; 2.,
o auto que se lavrar, com os documentos e in-
fopnares necessarias, ao juiz competente, para
sobre damno e avarias das mercadorias ; 3.", so-
bre a intclligcncia, e applicaco das leis e regu-
lhes mandar formar a culpa na forma do cdigo lamentos fisca03 ou de qunlqoer oulra nalureza ;
do processo criminal. : inlerpondo ou facultndoos recursos que no caso
9. Promover a execucao das ordens e ins- couberem, e fazendo-os seguir seus termos com
que por delegaco lhe fr incumbido pelo seu
chefe.
l, Promover e activar a conferencia dos
manifestos pelos escripturarios, e fiscalisar o seu
trabalho, ou exame, de modo que se faca em boa
e devida forma, e com a maior celeridade pos-
sivel.
vas a este servido.
1. Rever e fazer rever todos os despachos 2. Observar no serviqo da descarga, e em-
e guias de receita, depois de effectuada a entra- barque a ordem marcada no regulamento, e ins-
da ou pagamento dos respectivos direitos, eren- trueces que receberem.
da, insultando um minucioso exame, nao s em 3. Tomar nota dos volumes que se descar-
relaco s operares arithmelicas, e ano contive- regarem, ou carregarem mencionando suas mar-
rem reducrode pesos, ou medidas, deducro ou cas, contramarcas e nmeros, para de conformi-
abaiimento, mastambem no tocante veracidade dado com estas se organisarem as listas de des-
inferiores, guardas e vigas, officiaes e individuos truccoes que lhe forem transmittidas sobro a ar- celeridad^ possivel.
da equipagem das embarcices do servico das al
fandegas c mesas de rendas, alm dos vencimentos
marcados nos artigos antecedentes, lero direilo :
1., ao producto das apprelienses que lizerem ;
2., a duas lergas parles das militas que forem
recadago, admiuislraQo e serviQO da reparlico ] 38. IKiierrainar o servico ordinario, ou ex-
vigiando que ellas sa cumpram uniforme e exac- i Iraoidinario das barcas de viga, dando aos seus
lamente.
lo. Tomar conhecimeato semanalmente do
eslado dos cofres, e fazer elTeitivas as ordens so-
impostas em virtude de participac.o, ou diligen- bre a remessa dos dinheiros que nelles cxistirem
ca sus, depois que esias se lorarem irrevoga- a repartieo competente.
veis, e forem liquidadas e cobradas ; exceptnos S H' Participar a existencia de vagas nos lu-
casos em que expressamento de outro modo for gares da repartieo, remellen lo ao mesmo passo
determinado no presento regulamento ; 3-0, s as necessarias nformaces sobre os empregados
ajudas de costo, o gi.alificacoes concedidas em que julgar dignos de preencho-las.
virtude da legislaco em vigor. 12. Fazer organisar os mappas dos gneros
Secco 7.a exportados e importados, que entrarem para en-
Dos empregos, cujo exrciocio depende de fianca Ireposto, ou transitaren), assim como os de ua-
vegaro, confrmeos modelos dados; remetien-
do os autoridade superior as pocas delermi-
ou caucao.
Art. 121. Nao podero enlrav no exercicio de
suas ameros sem prestar flanea :
1. O Ihesoureiro da alfandega, o administra-
dor, e o escrirSo da mesa du rendas;
2. O administrador de capatazias ;
3. Os administradores, e fiis do
commaiidanles as precisas inslrucces para o
liom desernpenho das commissoes de que os cn-
carregar.
39. Distribuir os empregados pelas differen-
les sccrOes o servigo, conforme sua idoneidade,
ou capacita Je prolissional, de accordo com os in-
teresses fue es.
S lt). Mandar cumprir as carias precatorias o
rogatorias, expedidas por quaesquer autoridades
nos c-sos en que este procedimenlo deva ter
lugar, conforms os arts. 208 e seguiuies do pre-
sente regulamento
g 41. Prendere fazer prender quaesquer indivi-
duos que esliverern as circumslancias marcadas
I 13. Dar immediatamenle parle autoridade
armazens, sptrr de quaesquer oceurrencias extraordina-
entrepostos. depasilos, e trapiches alfandega- ^ ,|110 ^^ a0 servi,0 da reparti,;ao.
' ._.... 14. Examinar se os passaportes, manifestse
Lnico. Os fiis dos thesoureiros preslarao mais documentos, que os commandantes das em-
fianga aos respectivos Ihesoureiros, se estes a barcacoes ou vehculos de conducao sao obriga-
exisirera para sua seguranza : e esta regra ap- dosaapresentar.se acham na'devida forma,
plicavci aos que forera nomeados pelo adminis- lancando nelles o seu visto. salvo todava o
tradordas capatazias para os trabalhos braraes das disposlo no arl. 497 2. ; e participando a di-
rectora geral das rendas publicas quaes os cn-
sules, ou empregados 5. Fazer a escala do serviqo dos oDciaes de das assignaluras, e ao preenchimenlo das forma- ( cargas e proceder-se depois sua conferencia.
lidades exigidas pelo regulamento ; participando
ao inspector quaesquer fallas que encontrar, afim
de ser indemnisada a fazenda publica.
2. Organisar a eslalstica commercial na
ftma dos modelos approvados, de modo que no
principio de cada semana se conheci o mov-
fe da respeclivt secgo, ou pelo ollinal que ser-! ment da alfandega ou mesa de rendas em rea- que conduzirem.
vir de archivista, as cerlides que forem pedidas cao : primeiro, entrada e sabida de embarra- ; jj 6." Indemnisar todas as perdas que as capa-
sobre o que nao offerecer inconveniente. ; ces ; segundo, importancia ou valor das mer- ; latas, ou os cofres da alfandega SDrerem por
8, Activar os trabalhos das seCQOes, e 0 ser- j cadorias despachadas para consumrao, por ra de nao darem parte das avarias, ou ruina e quebras
vico das descargas e das conferencias. reexporlaco e baldeacn, ou exportadas, com ; dos volumes, ou mercaduras, e por quaesquer
9." Promover a execucao das leis, regula- j distiticco ds sua procedencia ou destino.
descarga.
6. Representar, ou propor ao inspector o
que lhe parecer acertado para o bom andamento
dos negocios concernentes alfaudega, sua es-
criplura;o o servico.
7. Assignar, depois de subscriptas pelo che-
g 4. Dar parle de quaesquer volumes que cs-
tiverem arrumbados, ou com indicios de tere ai
sido abertos, ou de estarcen avarados, ou em
mao oslado ; o de quaesquer oceurreucias que
podorem interesssar (lscalisacio.
Responder por quaesquer mercadorias
falta
montos, inslrucces e ordens da auloridade fiscal
competente.
10. Advertir aos empregados de suas faltas
e dar cunta deltas ao inspector.
nadas com as observores que lhe sugerirem os pelos arts. 200,207 c mais disposices do presente
interesses do eslado, d'o commercio e da indus-
tria nacional.
alfandegas.
Arl. 122. ,1 flanc.,1 do Ihesoureiro ser arbitra-
da e prestada na forma da legislaco em vigor.
A dos administradores de capalazias e dos seus
ojudanlog ser a seguinte:
g 1. Na alfandega da corte :
Do administrador........................ 12:0003
Do ajudante............................. 4:000$
2" Xas da Raht3 e Pernarabuco :
Do administrador........................ 9-0003
Do ajudante................ ............ 3:0003
3." as do Para, Maranho e Rio Grande do
S. Pedro do Sul :
Do administrador]........................ 6:000$
Do ajudante............................. 3:0009
4. as demais alfandegas:
Do administrador........................ 4:000-3
A dos fiis eoutros responsaveis ser arbitrada
pelos inspectores das alfandegas, conforme as re-
graspresr.riptas nos termos do arl. 5." 3.
a legislaco respectiva, quando nos mesmos do-
cumentos encontrar alguma irrcgularidade.
5 15 Deferir juramento aos empregados seu?
subordinados, e a quaesquer outras pessoas, nos j
casos e pela ftma prescripla na legislaco em
trijior.
16 Conceder prorogaco de franqua, nos ter-
mos c pelo modo marcado no presento regula-
mento.
17. Conhecer e julgar os casos de descami-
nho, contrabando ou apprehenses ; formar os
processos respertvos, e proceder na forma da
lei contra os eilraviadores.
g 18. Impr multas aos infractores da legisla-
co, ou dos regulamenlos era vigor, e promover
a sua liqudaco, e ellecliva cobranca.
19. Encerrar diariamente o ponto dos empre-
gados, e remeller a nota respectiva directora
regulamento.
5 42. Permillir, mediante as cautelas que jul-
gar necessarias, a descarga ou embarque de
mercadorias de fcil exame e fiscalisaco, fra
do respectivo ancoradouro, em qualquer ponte
ou lugar proprio para carga, ou descarga, mas
sempre ao alcance da fisealisaco da alfandega.
43, Regular o mod > da descarga, exame,
deposito e conferencia da bagagem dos passa-
geiros
44. Suspender temporariamente o adminis-
trador do qualquer ontreposto particular, depo-
silo. armazem, ou trapiche alfandegado. oucas-
sar-lhe provisoriamente a autorisaco, nos casos
marcados pelo presente regulamento, e sempre
que se verificar fraude, ou abusos contrarios
tiscalisec.no.
Arl. 123. preslarao de qualquer Banca as decomalnlidado na corto, c a ihesouraria de fi-
alfandegas preceder nabitliacao do fiador, ou fia- zonda as provincias, no principio de cada mez.
dores, na conformidade das leis de fazenda, ou-
vido3 o ;judanh! do inspector, o ihesoureiro,
e os chefes de secco, os quaes sero responsa-
veis, bem como o inspector, pelos pareceres que
emiltirem. e deliberacOes que tomarem sobre o
arbitramento e ae.eitaco das fiannas.
g 1. As Tuncas arbitradas pelo prsenle regu-
lamento, ou que o forem pelos inspectores das
alfandegas. sero lomadas neslas reparti;es por
termo em hvro proprio, e asstgnadas pelo fiador,
ou fia lores.
para que os empregados
vencimentos.
possam perceber seus
g 20. Dirigir ao ministro da fazenda, ordina-
riamente no principio de cada semestre, e ex-
Iraordinariamenle as pocas em que este o de-
terminar, iufurmaijo reservada do procedimen-
lo civil o moral de seus subordinados, sua
intelligencia e capacidade prolissional, assidui-
dade, aclividade e zelo a bem dos interesses da
fazenda.
21. Distribuir o servico dos officiaes de des-
2. Em lugar de fiadores podero os inspec- carga, e das conferencias los manifestos, assig-
tores das alfandegas admitlir que os responsaveis n.ir o expediente e rubricar todos os documentos,
facam hypolheca especial de bens de raiz livres e ou papis cuja authenticidade lhe competir, ou
desembargados, que tenham maior valor que o se tornar necessaria.
da fianca, ou deposito do mesmo valor em moe-
do, apolices da divida publica, ou objectos de
O'iro e prala, ou pedras preciosas devidamenle
avalladas.
Secco 8.a
Do ponto.
Arl. 12!. llavera em cada urna das alfandegas
c mesas de rendas um livro chamadoponto
22. Mandar fazer em casos urgentes, ou ex-
traordinarios, os pequeos concerios e reparos
que cxigirem o edificio c armazens perlencentes
i reparligo, on sob sua adminisiraco, e bem as-
I sim as pomes ; dando logo canta reparlico
i superior, para que seja approvado o seu proce-
dimento.
23. Fazer remessa dos balancos, tabellas do
no qual os empregados nssignaro seus nemes s orcamenlo e mappas as pocas marcadas, se-
oras marcadas para comegar e lindar o traba- guu-lo as ordens e modelos que llies forem traus-
lho, sendo encerrado e guardado pelo respectivo aullidos.
chefe, e contada urna falla ao que nao comparecer
para assignar durante o primeiro quarto de ora
ou que se ausentar antes do lempo, alim de se
lhe fazer no ordenado o descont correspondente
s que liversem motivo justificado.
24. Remetter, no principio de cada semestre,
ao ministro da fazenda, um relatoriodo eslado da
reparlico, do seu pessoal, do valor da importa-
ban, exporlaco e reexporlaco, da renda arreca-
dada no semestre anterior, com observnco so-
No sero consideradas justificadas fallas pro- I bre o proccJimento dos empregados, as causas
venientes de servico de cargos, ou empregos po- I que influirn] para o maior ou menor rendmen-
liciaes, do exercicio de juiz municipal, de juiz de lo e despezas, e de ludo quanlo houver occorri-
v.rt* A l*.tftfl.J..A .4 ^ .. v___.. i' .^ l h i.nl.tl'.l \ jA A i vt A lia ei -t.-**-t.ii.t. 4 .* a* ^ ^ ^S -1 __ __ f" J .& __ ^ ^ --
paz, e vereador da cmara municipal, edeprlso
por motivo da guarda nacional.
Art. 125. O ponto dos guardas consistir na
chamada a que diariamente se proceder de con-
formidade com os estylos e usos militares.
CAPITULO V.
DAS ATTRIBL'KJES F. DEVERES DOS EMPREGADOS.
Seccn 1.a
Do inspector da alfandega, e administrador da
mesa de rendas.
Arl. 126. Ao inspector da alfandega, ou ao
administrador ha mesa de rendas, alm das altri-
buiges e obrigages especwes que lhe compe-
tir, -m na forma do presente regulamento, e da
legislaco em vigor, incumbe :
1 Dirigir inspeccionar e fiscalisar todo o
despacho, expe lente, escripturaco e servico da
sua reparligo : providenciando de modo que lu-
do se faga e corra conforme o determinado na
legislago e ordens em vigor.
2. Promover e fiscalisar a arrecadaco dos
dieitos e rendas pnblicas a cargo da sua reparli-
co, de modo que sejam devida e inlegralmeute
salisfeilos, e sua importancia recoihida aos res-
pectivos cofres.
3. Visitar a mi Jo os armazens, depsitos,
entreposlos, trapiches alfandegados, mesas, esta-
coes, ancoradouros, registros, portes, docas,pon-
do a respeito da execucao da tarifa e dos regu-
'amentos.
g 25. Conceder, nos lermos do presente regu-
lamculo, licenca a negociautes, ou a nutras
quaesquer pessoas para irem a bordo de embar-
caces que permanecerem as dcas, ou ancora-
douros, ou sujeitas jurisdigo fiscal, e para vi-
sita, ou entrada nos entreposlos, armazens, de-
psitos e trapiches Alfandegados.
26. Mandar fechar as esrotilhas das embar-
cagoes queestiverem nos ancoradouros quando o
julgar conveniente.
27. Propor, de accordo com o capito do por-
to, onde existir creado este emprego a reforma
ou alteraco do regulamento do porto, sempre
que a experiencia indicar sua necassidado, sub-
meUendo-a approvaco do governo imperial.
28. Conceder hcengnpara a descarga, dis-
pensando algumas formalidades, o at mesmo a
apresetago do manifest, s embarcagoes que
transportaren! colonos, tropa, e presos, ou cuja
carga em grande parte ou no todo fr de animaes
vivos ; ou s qu em casos urgentes, e nos ter-
mos dos regulamenlos sanitarios forem indicadas
pelas autoridades ompelentes.
^9. Permillir nos casos em que a saude po-
ltica o exigir, e a requtsico dasauloridades com-
pelenlos, que as embarcacoes aueorem. eporma-
g 45. Mandar despachar livres de direitos os
objectos destinados aos membros do corpo diplo-
mtico na forma do art. 61 i 7., 8. e 9." e
do decreto n. 2022, de 11 de de/.embro de 1857,
ou que gozareal de isenc&o de direitos em virtu-
de da tarifa, de le, ou do presente regulamento
g 46. Conceder a isencao da ancoragem, con-
formo o Cap. 8. do Til". 5. do presente regula-
mento, e art. 26 do decreto n. 2,168 do Io de
maio de 1858.
47 Desempenhar a3 funecoes conferidas pelo
cdigo commeroal, pelo decreto n. 2.168 do 1.
demaiode 188, e por quaesquer outras disposi-
goes posteriores.
48. Participar diariamente qual a importan-
cia da renla arrecadda, os pag.mentos feilos, e
saldo do dia antecedente, ao ministro da fazen-
da na corte, e s ihesourarias as provincias,
quando a alfandega, ou mesa de rendas estiver
collocada no mesmo, ou em lugar prximo da
sede desea reparligo.
49. Promover a represso do contrabando no
juizo competente, quando nao lhe competir o
julgamenio ; pndendo autorisar os empregados
approhensores, ou iuteressados, que assislam
aos diversos lermos do processo.
50 Momear peritos para organisaco da Pau-
la Semanal dos pregos dos gneros de expor-
laco
51. Conhecer das reclamaces sobre os pre-
COS lesivos da Pauta Semanal."
52. Authenlicar os manifestos e cerlides
dos navios que sahirem para quaesquer portos,
com carga, ou em lastro, e dos que, leudo entra-
do, tiverem ou nao descarregado, ou recebido
carga.
53. Arbitrar a% fiangas, e aceitar os fiadores
nos caso3 de sua competencia.
54. Promover matricula das embarcagoes,
eda gente do mar nos pnrlos em que nao houver
capito do porlo, ou seu delegado.
55. Expedir os passaportes das embarcagoes,
observada a disposico da lei n. 581 de 4 de se-
tembro de 1850
g 56. Promover e activar o langamento e arre-
cadago das rendas internas, que estiverem
cargo da alfandega, ou mesa de renda, nos ter-
mos da legislago em vigor.
57. Approvar os contratos dos guardas, e dos
ndlviduos da equipagem das embarcacoes do
servigo das alfandegas, demitti-los, e puni-losna
forma dos arts 46. 51 e 6i, e mais disposiges
do prsenle regulamenlo.
59. Despedir os operarios e serventes das
capathazias.
59. Velar na conservaco da ordem o polica
da reparligo, fazendo que os empregados se
m.anienham na rbita do suas obrigages, se res-
peiiem e preslem obediencia aos seus superiores.
60. Presidir aos leiles, ou delegar esla at-
Irlbuigo um empregado de sua conlianga.
6t. Convocar os chefas de secco, conferen-
ciar com ello, cen o guurda-mr "e com os con-
lerentes sobre o melhor andamento e direcgo
dos negocios cargo das rnesmas sergoes
Estas conferencias devero ter lugar pelo mo-
nos urna vez por mez.
62. Mandar fazer pelo pnrteiro, e vista dos
pedidos das respectivas secges, e do administra-
dor das capalazias, a compra dos objectos preci-
sos para o respectivo servigo e expediente.
63. Rubricar todos os documentos de des-
peza.
64. O desempenho de quaesquer outras at-
tribiitges e obrigages impostas pelo presente
regulamento.
Art. 127. O inspector, quando julgar conve-
nieote, poder delegar, para Gm especial, algu-
Secgo 3.a
Disposices communs aos chefes de secgo
Art. 130". Ajs chefes de secco compele em
geral:
I." Dirigir, na conformidade do presente re-
gulamento, e ordens do inspector, e sob a ins-
peceo e fisealisaco de seu ajudante, o servigo
a carge da respectiva soeco.
2." Activar o eipedinte
o velar sobre a boa marcha, e ordem do servigo
3." Distribuir o servigo pelos respectivos
empreados, e vigiar que estes nao so distraan)
de seus trabalhos, o os desempenhem com per- (
fego.
4. Advertir e reprehender os seus subor-|
diados as faltas leves que commetlerem, e dar
parte ao inspector das que possam prejudicar o
servigo, ou que forem contrarias a disciplina c
polii'.ia da reparligo
Convocar extraordinariamente os em-,
pregados da respectiva secco, que forem preci-
sos para qualquer servico urgente, precedendo
autorisaco do inspector."
6. i'ropr e representar o que fr conve-
niente para o bom andamento do servico da
secco.
7." Desempenhar conjunclamente com os;
1. escripturarios os trabalhos que Ihes forem ;
commettidos.
g 8." Examinar e inspeccionar todos os traba-
lhos a cargo das mesas, e dos empregados res-
pectivos, o corrigir todos os defeitos, ou erros
que nelles enconlrarem.
9. Fiscalisar o imposto do sello, e quaes-
quer laxas a que esliverem sujeilos os papis, e
negocios que correrem pea reparligo.
g 10. Fazer observaros regulamenlos, instruc-
ges e ordens, que forem relativas ao servico a
eu cargo, e era geral as leis de fazenda, na par-
te que ihes competir.
11. Dar o seu parecer sobre o arbitramento,
e aceilago das liancas.
Secco 4."
Do chefo da Ia secgo.
Arl. 131. Ao chefe da Ia secco, alm das
allribuiges conferidas pelo presente regulamen- j
lo, compet* especialmente:
1." Dirigir, inspeccionar, fiscalilsar, e assis-I
tir a miudo, e sempre que fr possivel, em hora
inesperada, ao servigo de carga, descarga, rece- ,
bimenlo, e embarque das mercadorias as docas.
caes, e pontes ; podendo cxlraorJin iriamenie
delegar a empregados do sua confianga o exer-
cicio destis funeges em ccrlos e determinados
lugares, quan lo urna ou oulra vez nao possa
fazer por si mesmo, ou estiver oceupado em ou-
tro servico.
2 Fazer tomar cora toda a clareza e indi- i
vduago, as couferencias da descarga, e em-
btrque, os numeres, marcas, contramarcas dos .
volumes, a quantidade o qualidade dos gneros a
granel, e que em cada um delles se lance a nota '
di poca de sua entrada para o armazem a que
fr destinado, com o norae das embarcacoes que !
os tiverem transportado.
3. Inspeccionar e fiscalisar o servigo das
capalazias, e dos armazens, promovendo a boa
guarda, arrumago, e conservago das mercada- .
ras, e activando o administrador, seus ajudan-
tes, fiis, e mais empregados e operarios no des-
empenho de suis obrigages.
4." Dirigir e fiscalisar a escripturago das
fainas de descarga, dos livros dos armazens, e
dos da entrada e sabida dos volumes das merca-
dorias, e toda e qualquer oulra a cargo da sec-
co das eapatazias.
5. Aisisiir e presidir a lodos os exames e
vistorias a que, admiuistrntiv ou judicialmente.
se proceder as mercadorias em descarga, bal-
deago, eu em deposito, na alfandega, on fra
della; mandando lavrar, quando taes diligencias
forem administrativas, os competentes termos,
que sero poi elle rubricados.
g 3. Dar balanro, as pocas que forem mar-
cadas pelo prsenle regulamento, ou por inslruc-
ces e ordens de ministro da fazenda, aos arma-
zens, depsitos internos e externos da alfandega,
ntrenoslos e trapiches alfandegados.
g 4. Tomar conlas aos administradores dos!
entreposlos, depsitos e trapiches alfandegados,
ao administrador das capalazias, caos fiis dos
armazens, e a quaesquer ou'.ros responsaveis da '
mesma qualidade.
Secco 7."
Do chele da quarla secco.
Arl. 134. Ao chefe da quarla secco. alm das [
demais obrigacoes que lhe sao impostas pelo pre-
de descarga.
e trapi-
ou omisses na conferencia
Secco 13.a
. Dos fiscaos dos eniieposios, armazens,
ches alfandegados.
Arl. 141. Os fiscaes dos entreposlos, arma-
zens, depsitos, e trapiches alfan legados iiscali-
' sarao as entradas e sabidas dos gneros sujeilos
a quaes direitos e impostes que se arrecadarem
para o oslado, cumprindo as determioagoes do
! inspector, e observando as instruges e ordens
! que forem relativas a este servigo, e especial-
mente o cap. 4. do lit. 3. desse regulamento.
Secco 14.a
Dos conferentes em geral.
Arl. 142. Aos conferentes, alem das demais
a cavo da secco uc"""3 uul|S"ca t"<" '" SJ,J i"yu:,,',s i-" .
ordem do serv'ico'' se"t( rP?"lamento, compele especialmente: I obrigacoes que Ihes sao impostas pelo presente
1. Trazer em dia: primeiro, a correspon- ] regulamento, incumbe
deliciado inspector e seu registro : segundo, o
assentamenlo ou matrcula do lodo o pessoal ;
terceiro, o inventaro di? lodos os bens, e do ma-
terial do servico ; quario, a escripturaco dos dorias
1. Fazer a pauta semanal dos presos dos
gneros do paiz.
Contar, qualiflcar, e clasificar as merca-
ujeitas a 'despacho, verificar e calcular
Contratos, dos termos de responsabilidade, das ] seu peso, qoantidade, medida e tara ; fazer abrir
ob igaces, liancas, caucoes e depsitos, e de
quaesquer termos e actos em que intervenha o
inspector: quinto, em geral lodo o expediente a
cargo do inspector e das secces.
2." Designar o empregado que deve servir
de escrivao dos processos administrativos, e dos
leiles; e inspeccionar e fiscaliar diariamente o
servigo c escripturago, promovendo o seu prornp-
lo andamento.
3. A guarda de lodos os papis de nalureza
confidencial ou reservada.
4. A direceo, guardo, c fisealisaco do ar-
chivo.
5 Fazer psssar com presteza as cerlides
os volumes constantes do despacho., e conferir
com elle os seus nmeros, marcas, e contra-
marcas, e as mercadorias nos casos marcados pe-
lo presente regulamenlo.
3. Servir de peritos, sendo para este fim
devidamenle nomeados, em quaesquer exames,
e vistorias o que administrativamente se proceder
sobre quaesquer mercadorias, ou objectos. e em
quaesquer uuiros casos marcados pelo regula-
mento, ou que orcorrerem.
4." Represenlar sobre a necessidade de quaes-
quer medidas tendentes boa fiscalisago das
rendas, e melhoramento do processo dos despa-
chos e servigo da alfaudega, e a exlirpago dos
e as licencas que forem requeridas e concedidas, abusos que ?e houverem introduzido no mesmo
as quaes sero auihenticadas pelo respectivo ins- servigo, ou adminislracao.
peclor ou administrador.
6. Cglligir e encadernarem separado ns leis,
decretos, regulamentos, instrueges, ordens e de-
cises relativas s alfandegas e mesas de rendas,
perlencenles a cada anno.
7. Todo o expediente : primeiro, do langa-
ment c fisealisaco dos imposlos internos, a car-
go da reparligo, na forma da legishco respec-
tiva ; segundo, da matricula da gente do mar,
nos porlos em que nao houver capito do porlo,
ou seu delegado ; terceiro,
timo.
Secco 8.a
Do ihesoureiro.
Art. 135. Ao thesoureiro compete :
1. A nomeogo de seus liis e preposlos,
na forma do arl. 66 2.
2." O recebimenio e guarda de todos os va-
lores perlencentes fazenda publico, ou deposi-
tados nos cofres a seu cargo, na forma do presen-
te regulamento.
3. A entrega de quaesquer quantias, em
virtude de ordem da respectiva autoridade, e na
forma do arl. 28.
4." Remeller no fim de cada semana os di-
nheiros arrecadados, na corte ao thesouro nacio-
nal, e as provincias s Ihesourarias, estando
estas situadas no mesmo lugar em que esliver a
alfandega ou mesa de rendas, e as demais pro-
vincias as pocas marcadas pela Ihesouraria,
com approvaco do ministro da fazenda.
5. Intervir com o seu parecer, pelo qual se-
r responsavel, na admisso dos assignanles, e
no arbitramento e acoitaco de quaesqder fian-
gas.
Arl. 136. O thesoureiro solidariamente res
ponsavel pelos actos de seu fiel ou preposto.
Secco 9.a
Do fiel do'ihesoureiro.
Art. 137. Ao fiel do thesoureiro compite :
1. Substituir o thesoureiro nos seus impe-
dimentos, ou faltas momentneas, ou repentinas.
2.* Coadjuvar o thesoureiro em todos os seus
trabalhos ou servico a seu cargo.
3. Desempenhar as obrigacoes do Ihesou-
reiro em todos os ados de recebimenlo, paga-
mento, remessa ou entrega de dinheiros, quando
por este lhe forera laes funeges delegadas.
Secro 10.a
Dos escripturarios.
Arl. 138. Os escripturarios formam urna s
g 6." Todo o expediente relativo : 1. ao de- classe, a que incumbe':
psito, guarda e sahida de mercadorias; 2o, aos1 1 Desempenhar com zelo, diligencia, oxac-
armazensda alfandega, entreposlos, e trapiches' lido, aceio e perfeigfio todos os trabalhos dees-
alfandegados, sua inspecco, e fiscalisago do cripturago e conlbilidade, que Ibes forem dis-
respectivo servigo, o escripturago ; 3o. expor-; tribuidos, ou ordenados pelo inspector, ou por
tago, ou reexporlago o embarque, ou sahida quem soas vezes lizer, e pelo chefe da secgo a
dos gneros, e mercadorias despachadas. I que perlencerem ; e satisfazer s requisigoes dos
7. Kemelter 4 secgo do expediente, em demais empregados, que versaren) sobre servico
lempo, lodosos papis relativos conferencia da reparlico que nao esteja commeliidu a outro.
dos manifestos dos navios. 2. Velar que os papis sujeilos a seu exame
ou que corram por suas mos, eslejam em devi-
Seco 5.a
Do chefe da 2a secgo.
Arl. 132. Ao chefe da 2o secgo, alm das
obrigages que lhe sao conferidas pelo presente
regulamento, compelo especialmente :
g 1. Mandar que se calculen) os direitos, la-
xas, e arrrazenagens a quo as mercadorias em
despacho esto sujeitas ; rever e fazer rever os
mesmos clculos.
2.a" Diri ir, inspeccionar, e fiscalisar a es-
cnyluraco a cargo das respectivas mesas, ou
u\o& empregados deila encarregados, de sorle
da oriem, e revestidos das formalidades exigidas
pela legislago era vigor.
3 Preeocher com zelo,inteireza e deligeo-
cia as commissoes extraordinarias em que forem
empresarios.
4. Velar na guarda dos livros e papis a seu
cargo, e responder por elles durante o lempo em
que estiverem sujeilos ao seu exame.
5 Expdr e dar conlas a seus respectivos
chefes de todas as duvidas que offerecerem os
negocios, documentos e papis a seu cargo, do
5." Propor o que jolgarem acertado sobre o
melhoramento da tarifa ; indicando : l.. os ar-
tigos cuja avaliaro for inexacta, ou prejudicial
fazenda nacional, ou ao commercio ; 2 as mer-
cadorias que devem ser tarifadas com laxa fixa ;
3., os vicios na tabella das taras, e as disposi-
ges relativas aos abalimenlos de qualquer na-
lureza.
g 6." Impugnar os precos das mercadorias su-
jeitas a direitos ad valoran, indicando no mes-
do despacho mari- mo acto o verdadeiro prego, para proceder, se-
gundo as disposices relativas, ao despacho poc
factura.
7. Indicar os artigos a que devem ser asso-
melhadas as mercadorias nao contempladas na
tarifa.
g 8." Dar seu parecer sobre quaesquer mate-
rias a respeito das que forem ouvidos.
9," Verificar quaesquer excessos, ou faltas
encontradas nos volumes despachados.
i 10' Desempenhar as obrigages do lugar de
stereomelra, logo que para isso se schem habili-
tados.
Secco 15.e
Do slereomeira e seus ajudantes.
Arl. 143. Ao stereomelra compele ;
1." Verificar, e determinar : 1., a capaei-
dade dos cascos, e vazilhame de qualquer quali-
dade ; 2.", a quantidade dos lquidos que elles
conlem ; ;!.", o grao de densidade dos lquidos
alcooiicos.
2." Verificar quaesquer medidas de exten-
so, ou de profundidade, conforme lhe fr orde-
nado.
3." Medir as embarcacoes para calculo dos
direitos respectivoi.
4. Verificar as cireuinstancias necessarias
para a matricula das embarcagoes.
Arl. 144. Aos ajudantes do stereomelra com-
pete ;
1." Substituir o slereometra em lodosos seus
impedimentos, ou ausencias temporarias.
2." Empregar-se cumulativamente com 0
stereomelra e os conferentes no servigo que a
estes compete.
Secco 16.a
Do administrador das capalazias, e seus aju-
dantes.
Art. 145. Ao administrador das capalazias, sob
a inspecgo do chefo da respectiva secgo, com-
pele :
1." Dirigir o servigo das capalazias. vigiar e
fiscalisar o comporiamento de seus subordina-
dos, despedindo os de sua nomeaco logo que S6
toroarem suspeiios, ou pouco diligentes, e dan-
do parte ao seu chefe de todas as fallas que fo-
rem por elles commettidas, para serem puuidos,
conforme sua gravidade.
2 Dirigir e fiscalisar o servico da descarga
incumbido aos operarios e srvenles, e cuidar na
conservago, e seguranga dos guindastes, arma-
zens, lelhados, canos, e pavimento do edificio
da alfandega e seus armazens ; dando immedia-
tamenle parto ao seu chefe dque encontrar ar-
ruinado e era mo estado, e requerendo os con-
cert e reparos que forem necessanos, afim de
evitar sinistros e avarias as mercadorias depo-
sitadas.
3." Conservar sempre limpos os armazens,
cochias, casas do expediente, pateos, e depen-
dencias do edificio, e da reparlico.
4." Receber lodos os volumes que descarre-
garem uas ponles e caes, faze-los conferir e de-


(*)
DIARIO DE PERSAMWK. QUARTA FEIRA ? DE NOVEMBRO DE 1860.
signar, de accordo cora o chefe da respectiva sec-1 dala solicitara d.o ministerio da fazcnda a exoedi-
^S* "ora8zem onde de,ein ser dePsiUdos. cao das convenientes ordens aflm do ser essa
azer remover, conduztr, e arrumar os thesouraria habilitada a pagar por raeio da ver-
bamaterial do ministerio da corteno exerci-
volunie?, de modo que a entrada de uns nao
embarace a prompla sahida do outros.
8 6. Designar os operarios que devera confe-
rir as mercadorias, ou em pregar-se nos demsis
servicos ; admiltindo o numero necessario para o
prornpto expediente das capatazias, confomve as
ordens do seu respectivo ctete, e podendo exigir
delles as (aricas que lhe paroccrem uecessarias
para a sua seguranca.
S 7." "
ci de 1859 a 1860, os fornecrwenlos fritos ao
arsenal de marinha por Francisco Antonio Correa
Cardoso e Rodrigues & Ribciro na importancia
total de 1:3199720; assim o communico a V. S.
para seu conhecimento.
Dilo ao mesmo,tendo o Exm. Sr. ministro
da guerra determinado em aviso de 25 de outu-
bro ultimo qu o 2. lente de engenheiros
a para a
m
a
Comparecer com os operarios e serven- Ilearique Jos da Silva Quinlanilha s
les hora em que se deve abrir a porta da re- corle, a fim do faxer o exame que lhe falta e
parlico, a cujo sclodever assistir, para princi-i urna das escolas militares; assim o declaro .
piar logo o irabalho de seu expediente ; distri- i V. S. a tim de que mande passar-lhe guia.Com-
buiodo-os de modo que lindo este estojara reco- municou-se ao commandante das armas,
lhidos aos respectivos armazens todos os volu-j Dito ao mesmo.Transmiti a V. S. para o
zihjs que se tiverem descarregado nesse dia, sob I flm conveniente o incluso aviso de letra na im-
iena de pagar a multa de 10 por cada um qae i portancia de 3839420 rs. sacada pela thesouraria
ir encontrado no caes ou ponte depois de Andar de rendas di provincia do Rio-Grande do Norte
o mesmo expediente.
8 Fechar com o porteiro as portas do edi-
ficio na hora competente, depois de dar busca e
reconhecer que dentro delle nao existe pessoa al-
guma.
9." Fazer a chamada de iodos os operarios e
serventes, antes e depois de (indar o trabalho
do expediente, ou quamio fr conveniente, revis-
tando-os na sua entrada ou sahida, e sempre
que o juigar necessario.
i. Inspeccionar os armazens. marcar o nu-
mero dos operarios necessario para o servico de
cada um delles, os quaes sero da esculla dos
respectivos fiis. { Art. 147 9." )
-Art. 146. O ajudanlo do administrador o coad-
juvar em ludo que for de sua competencia e
obrigaco. seguindo as instruccoes e ordens que
delle receber, lano verbaes, como por escripto.
Seocdo 17.a
Dos fiis dos armazens'.
Art. 147. Os fiis dos armazens so obrigados:
1. A receber todos os voluntes que pelo ad-
ministrador das capatazias forem designados para
os armazens que estiverem sob sua guarda,
2. A lancar diariame la com promptido e
clareza, em seu livro os nmeros, marcas, con-
tramarcas, o qoaldade dos volumes cora decla-
racao do dia, raez e anuo, numero da lista da
descarga, nome do navio que os coudu/io, e por-
to de sua proceJencia.
S 3. A dar parle ao seu respectivo chefe, e
ao administrador das capatazias da falla dos vo-
lumes, que, tendo sido designados para seu ar-
mazem, nao tiver recebido dentro do prazo de 2i
lleras, depois da sua descarga, sob pena de res-
ponder por taes fallas, se, passado aquello prazo,
nao se acharem seraellnrites volunios recolbidos
ao araases] a seu cargo.
4." A fazer arrumar os volumes em boa er-
doui, com separac.io dos que tiverem a mesma
marea, e desles os que perlencerem a oda na-
vio, com os nmeros e marcas para Cora, de mo-
do que se possam ver fcilmente ; observando
as disposcjes do cap. 4." do til. 3 na parle re-
lativa aos armazens, sua polica, arrumadlo,
guarda, beueficio, e conservacao dos objectos de-
positados.
g 5. A cuidar na conservado das mercado-
rias depositadas no armazem para que nao sof-
frim avaria ; avisando niniediatamenle ao admi-
nistrador das capatazias de qualquer principio
de ruiua do armazem, para que, dando esle par-
le ao respectivo chefe, seru demora se possam
fazr os concedo* necesarios.
; (j. A recusar o recebimento do volunto ar-
rumbado, ou com suspeita de have-lo sido, ou
com signaes de avaria, quando au se loaba pro-
cedido ao competente exame, ou vistura ; no-
tan lo no seu livro,.e ao lado do asenlo do ro-
tante, esta circunstancia, sob pena de responder
por quaesquer fallas, ou avarius que se verifi-
ca rem,
$ 7. A entregar com presteza, avista de or-
dem legitima, os volumes que se pretenderen)
despachar, cobrando lecibo de quera de dlreiio
ior
Toda a demora nao justificada, a juizo do che-
le d3 reparlicao, alora da reparacao dos pretal-
zos que dessse fado prorierera de entrega dos
volumes, ou mercaduras, por mats de i't horas,
--------- ..orle
sobre essa e a favor de Jos Joaquim de Lima,
ou a sua ordem.Coramunicou-so ao presidente
do Rio-Grande do Norte.
Dito ao mesmo.Sendo-mo declarado pelo
Exm. ministro da marinha era aviso de 18 de
oulubro ultimo ter-se n'aquella dala rccomtnen-
dado ao quarlcl general Je marinha. a expedico
de ordens terminantes para que se observe fiel-
mente o disposto no aviso d'aquella reparlicao
de 28 de novembro do 1810, relativamente s
despezas fetas era virlude de pedidos nao jusli-
ticados dos comniandanlcs dos navios da armada
nos porlos. onde nao ha estabelecimentos de
marinha ; assim o communico a V. S. para seu
conhecimento. Igual ao commandante da esta-
can naval e inspector do arsenal do marinha.
Dito ao inspector do arsenal de marinha
Transmiti por copia a V. S., para seo conheci-
mento e devida execugo, o aviso de 12 de oulu-
bro ultimo no qual o Exm. Sr. ministro da ma-
rinha, declarando seren plausiveis as razoes por
V. S. expendidas acerca da condueco decarvo"
de pedia para bordo dos navios de guerra em
saceos proprios para isso, declara ao mesmo
lempo ler expedido as convenientes ordens para
que na provincia da Baha adopto igual syaiema
de eonducao.
3039.Joao Antonio Pinheiro Informe o
Sr. inspector da thesouraria do fazenda.
3040.Jos Antonio do Nasciment. Apr-
sente o supplicante a sua escusa.
3041.Domingos Suriano Alves d Silva e An-
tonio Rodrigues de Koraes. A disp'sicao do
8 arligo 26 da lei do orcamento provincial vi-
gente pSo extensiva aos supplicanles pelo que
nao lem logar.
3043. Silveria Maria do Rosario.Informo o
Sr. inspector do arsenal de marinha.
3043 Severino CarvalhoCoelho. Informe o
Sr. director da obras publicas.
C01MAND0 DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
em Pernambuco, na ciliado do
Recito, de novembro de lHtiO.
ORDEM DO DIA N. 38.
O coronel commandante das armas d publi-
cidide para conhecimento da guaruico o devido
elTeilo ao aviso do ministerio da guerra abaixo
transcripto, que por copia me foi
coda""'0 alravessar um ". "ja ponte eslava
Ali foi o nosso commandante cortado, mas
consr-guio deserobaracar-se. Depois disto, fez-nos
!?. I Par" Uma casa W esl*va siluaua e>
urna pequen* altura ; foi tomada por nos duas
ezes, e outras duna ,.n -
lerceira foroos
es, o outras duas reconquistada ; finalmente,
yido n'om baile, que levo lugir noito por um
tal motivo.
Pensamos que estas refiexoes e manifestacao
do (acto reprehensivel trarao os seus autores ao
pesar do mo acto ; e asssim evilar-se-ha
a reproduccao delle mesmo com relacao aos
No da Io do correnle mez, em Ierras do
engenho Malto-Grosso, foi assassinado com um
recorrido, Jos Ribeiro
- sil feilos prisionelros, eu e mais
25 ou 30 fer.dos. S Deus sabe como nos nos
SSrSvSS a SL*a\js=SS |
Diz-se ter sido esse acto de barbaridade pra-
carluxos, e s enlao nos rendemos
cercados por toda a par.e, e quando vimos qu
7 Jfbeouro na casa em tres diroecoes d-
IV,. \ e as chan""as j nos sulocavam.
Entregamos as nossas armas e Acraos
neiros
pnsio-
Batemo-nos como homens que vieram aqui
ior dedicacio o por conviccao. e foi por isso que
P
lo
sob n.473,
Communico a V. S. para seu conhecimento que
ao soldado do corpo do seu eomraandarido, Jos
Domiugues Goncalves, quo aeoropanhava o
ex-delegado do termo da Boa-vista, bacharel
llenrijuo Pereira de Lucena, o que por doente
ficara nacidade do Ico oram abonados os res-
pectivos sidos at o dia 30 do mez p. lindo,
segundo me participen o Exm presidente d
provincia do Cear por officio de 24 dauuelle
mez.
Dito ao mesmo.Pode V. S. mandar engijar
no corpo sob seu commando o paisano Ladislao
Marques do Mello que, segundo consta do altes-
lado junio aoseu ulli.io desla dala
foi julgado apto para o servico.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Constando de liilorinecSo da reparlicao das obras
publicas de 31 de oulubro ultimo, sob n. 286
que amda nao fui paga a Benlo loaquim Gomes"
a quauii.1 de 4 7-J00 rs., que se lhe est a de-
ver, proveniente de nMteriaes, que forneceu para
a obra da casa de detenco, recommendo a V.
S. que mande ell'ecluar esse
lices.
Dilo ao mesmoMande V. S. pagar quanto an-
tes em apoiices a quanlia de 2.2O9$320 rs. que,
segundo consta de informarlo da repartic.io Cas
obras publicas d.ilada de honlem, sob n. S7 a-
inda se resta a C. SUrr & C, das ferrageus que
em 18j8 lorneceram aquella repartidlo para a
ponte do Varadouro na Cidade de Olinda.Cora-
municou-se ao director das obras publicas.
Dilo ao director do arsenal de guerra.Em
vista de sua infurmacao de 2 do crreme, sob n.
31i, o auloriso a mandar alistar na companhia
de apreodues d.'sse arsenal o menor de nome
Jernimo, depois de satisteila as condicoes le-
ga es.
Dito ao mesmo Respondo ao officio de Vine,
do lionlem, sob n. 318. dizendo que mande fa-
zer cora breridade,a lira poderem seguir na bar-
, ca Atrevida .s 30 camas de madeira com oes de
lu^ar a mulla de 29000 ate 5S0OO por vo- | ierro, que se destinara a enfermara do presid,,
I de Fernando, o de que lula
presidencia cora o officio datado de honlem.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios da
guerra, em de oulubro do 1860.Illm. e Exm.
Sr.Sua Magestade o Imperador, houve por bem
por sua immediata e imperial resoluc.io de 13 do
correnle raez, tomada sobre consulta do conselho
supremo militar. Determina quo. as licencas de
que carecem os officiaes doexercito para se tra-
taren) em seus pajecimeutos de saude, devem
em geral ser contadas da ordem do dia que as
publicar 110 luBar era que se aclur o official li-
cenciado devendo porm quando o oficial tiver
de tralar-se no luarlel do corpo em que serve ou
em seu proprio quadel, ser ellas dadas pelo ge-
neral era operaces do exercito ; havendo-o, ou
pelo coramandanle das armas, em falta daquelle,
ou pelo assislente do ajudanle general do exer-
cito, onde nao houver commandante das armas ;
pelo presidente da provincia, quando a licenca
livor de dar-se para dentro da mesma o fura do
quartel do oilicial doente, e finalmente pelo mi-
Dito ao"coramandanle do corpo do polica ,8,,e(,J>.da gu,'rra' qUfl"do UT "e dar-se para
mm.....m v a.......... r_L u"."a' : iora ^ provincia em que so adiar o olfieial que
della carecer O que communico a V. Exc. para
seu connecimento c execucao pela parle que lhe
Dos guarde a V. ExcS. do Reg Barros.
Sr. presideute da provincia de Pernambuco.
Assignado Jos Antonio da Fonceca Gnleao
Conforme.,lntouio Eneas Gustavo Galoo,
alferes ajudaule de ordens interino do cora-
mando.
poucos sahiram saos c salvos. Os piemn-
mbera se baterara cxcellenlemenle ; sao
regulares, e nao devem ser con-
os goribaldinos. O nosso po-
Pimodan foi enterrado honlem.
dous ferimenlos ; um no ioeltio e
nellido pela oolro n um brago ; creio porm que est salvo
uanto .1 Daurier, esteve magnficamente du-
rante todo o combale. Houve uma occasiio em
quo todos os posaos soldados tlnbam fogido ou
estivara morios; a
eslava
tropas muio
fundidos com
bre general
Charelte leve
licado em razao de desconfiar o mandante que
Ignacio Gomes enlrelinha relaces iliicitas com
sua mulher.
Sendo encontrado o cadver da victima no da ,
seguin.e. o delegado do Cabo entrn c conhe- md. de8embarauor Caelo 1
cimento do facto, e conseguio defcobrir os cri-
Recorrente, o juizo
Lima.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
4.nr,- r S Srs.-- de8embargadores Lourenco
Santiago, Guerra e Gitirana.
Improcedente.
AUGRAVO DB PETl^O.
Aggravante, Jos Narciso Cameib ; aenrava-
do. o juizo. **
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Gitirana
e Lourenco Santiago. '
Deram provimento.
Ass)gnou-se dia para iulgamcnto da seguinto
revista civel :
Recrreme, Jos Marques de Carvalho ; recor-
rido. *------*- -*
pagamnto era apo-
{UaQo
muito irapo-
lun e.
A entregar ao administrador das capa-
tazias, tar.i reraetier ao chefe da reparlicao, no
principia de cada semestre, um bataneo extra-
bido do livro do seu armazem, donde conste a
q,uautidade, qualidade, marca, e conlramaica do<
voluntes nelle existentes, dala da descarga, nome
lio navio, e do porto da sua procedencia, e uma
re icau dos volumes ou mercadorias que eslive-
1 m as circumslaocis de serera arrematadas
por consumo.
9." A escolhcr os operarios para o servijo
do armazem a seu corgo. | Ait. 1 ."), 10. )
3 10. A propor ao chefe da reparlicao a pes-
st.i que o deve substituir nos seus impedimen-
tos, sob sua responsabili'iade.
{ConUnuar-se-ha.)
o seu citado olli-
coiiselho adminisira-
cer-
jornaes dos operarios desse
Governo da provincia.
Btr-BDIBHTE DO DA 1 DE NOVEMBRO DE 1860.
Officio ao Exm. presidente do supremo tribu-
nal da juslica.Passo as mos de V. Exc. para
os lilis convenientes a cerliilao, que me envin,
co n o officio por copia junto o hacharel Antonio
Bearque Lima, provamio ter entrado no exercicio
do carg.. de juiz de direito da comarca da Boa-
Vista no I* de oulubro prximo lindo,
Dilo ao Exm. vi,e-presidenie de Amazonas.
Acenso a reeepcao do officio de V. Exe. d.' 2S de
seterubro ultimo cora dous exemplares dos docu-
mentus a que se refere o reldtono que o E\ra.
B Francisco Jos Portado apresentou assem-
bla legislativa dessa provincia na occasio da
ali--rlura de sua sesso ordinaria no anuo do
185'J.
DitoapEim. presidente da Baha.Annuindo
ao que pede no requerimento incluso o major do
9" baialhaode infantaiia Herculano Sandio da
silva l'edra, solicito de V. Exc. a expedico de
suas ordens para que seja suspenso, do 1 do cor-
renle em di.intp. o pagamento da consignarao
saensal de 4('$IWJ0 que deixara de seo suido nessa
provincia o referido major.Communicou-so ao
commandante das armas.
Dito ao Exm. presidente do Ceara.Accusan-
doa reeepcao do officio quo V. Exc. so servio di-
rigir-me em 24 de oulubro prximo fin'io, cbe-
me declarar a V. Exc. que nesta dala expeco as
oidens precisas para que a Inesouraria dessa pro-
vincia seja indcmiiisada pela desta, logo que exi-
gir, da quanlia de 16;500 rs. proveniente do
abmo de sold de 15 dias que fez ao soldado do
corpo de polica Jos Domingos Goncalves, que
acompanhoii o ex delegado do termo da fioa-
\ Ista bacharel llenrique Pereira de Lucen e
qu< por doenle ficara na cidade do Ico.
futo ao Exm. commandante superior da "uar-
da nacional do Recife.Haja V. Exc. de m"nnnr
avisar os lenles coronis Rodolfo Juo Barata
de Almeida. francisco de Miranda Leal Seve p
Joai Valutim Ville^a para fazerem parte da iun-
la c e appellagao que de>e juigar em ultima ins-
tancia os soldados do 1" balalhao de infamara
da guarda nacional sol seu commando superior
Constantino Pelipe de Santiago e Jos Joaqun!
Goianna. de que (rata o officio de V. Exc. de 30
de oulubro p. lindo, n. 185; deven lo os referi-
dos officiaes comparecer n ne6le palacio para tal
tim no dia 15 desle mez, s 11 horas da ms-
nha.OfQciou-se ao juiz de direito da 2' vara
para servir de relalor.
Ditoao commandante das armas.Expeca V.
S. as suas ordens pira que seja posto em liberda-
de, anda que estoja com praga, o remita Mar-
colino lelix da Cruz, vislo ter provado a isenco
legal de ser matriculado na capitana do porlo.
Dito ao chefo de polica.-Pela informacJo
junta por copia do inspector da thosouraria pro-
viricial datada de 2 do correnle, ver V. S. q.,e
nao pode ser adoptada a providencia por V. S
leinbr.da em seu officio n. 1374 de 18 de oulubro
p. findo para o m de ser feito pola collecloria
provincul do termo de Serinhoem o pagamento
do aluguel da rasa. qUe alli serve de dostaea-
monto. a das d.arias abonadas aos prezos pobres
do
rtue
da respectiva cadeia.
Dito ao commandante superior da guarda na-
cional da con arca do Bonito.A vista da ex-
prossa e terminante disposicao do aviso n. 19{
de 31 de oulubro de 1851, na parle ili.al,' nao
pode ter lugar o pagamento da importancia do
Wdamonto para 18 pra.;as da guarda nacional
destacadas na filia do Bonito, relativamente aos
mezes ue'agosto desle anno, e cojos pros acom-
pnharfm o officio de V. S. de 31 do predilo mez
de agosto.
Dito o inspector da thesouraria de fazenda.
Ilavfndome o Exm. Sr. ministro da marinha
declarado om viso de 22 do correnle que nessa
que
co. Coiiiiiiunicou-se ao
tivo.
Dilo ao mesmo.Transmiti por copia a V'mc,
para su conhecimento, o aviso expedido pel
ministerio da guerra em 19 de oulubro ultimo,de-
clarando que importunamente se resolver
ca do augmento dos
arsenal,
Dilo ao mesmo. De conformdado com o Jis-
posto no aviso da reparlicao da guerra de 19 de
oulubro ultimo, forneca Vmc. ao 2o balalhao de
intentara 600 chumbeiras de espingardas, cons-
tantes da nota junta por copia. Curnraunicou-
se ao commandante das armas.
Dilo ao presidente da cmara municipal de
Cabrob. Picando inleirado de quanto Vmc.
expoe om seu ollicio de 9 le oulubro ultimo te-
nln. a recoramendar-lhe, que logo quo cessar os
motivos alegados no Ciado ollicio, faca Vmc.
reunir essa cantara como conven) ao servico uu-
blico. r
Dito ao engenheiro Jos Uamede Alvos Fer-
reira, ompreileiro di estrada do norte e Pao
Allio a Nazarelh.Concedo a autori-ac.io
Vine, pedio emseu officio do 26 ue oulubro ul-
timo para dar estrada, que passa pelo inleiioi
da villa de Ignaras.-!!, junto ao cruzeiro de S
Franci.-co um declive de oito por cento na plan-
la, que devolvo, compeleiiiemenlo aprovada.
Dito ao Io lente Jos Avellino da Silva Ja-
ques.Tendo nesta data prestado o devido ju-
ramento o chefe de dhisao graduado, Jos Ma-
na Fcrreira, que por decreto do 14 oe julhu ul-
limo. foi nomeado para o emprego de capao do
porto desta provincia ; assim o communico a
\ rae. para que o considere irapossado no referi-
do empreo.
Portara. O presidente da provincia, alten-
deudo ao qu.' requereu Jos Ribeiro Guimares
ajudanlHito stereonotro da alfandega desta
dade, resol va conceder-lhe 2 mezes de
com vencimenios na forma da lei
sua s.'de fra da provincia.
Dita.O presidente da
do-e com o que propoz o chefe de p
ollicio de 20 de oulubro prximo findo, sob n
1382, resolve crear um destlelo de delegada d
polica no novo lermo de S. Bento, na comarca
de Garanhuns, tendo por limites os do m^smo
lermo.Communicou-se a o chefe de polica.
Dita.Os senhoros agonies da companhia bra-
Sileira de paquetes a vapor mandem dar uma
passagnm de eslado para a corte no vapor 7o-
cantins a Jos Ribeiro Guimares, empregado da
alfandega.
Dita. -O Srs. agentes da companhia brasilci-
ra do paquetes a vapor mandem dar transporte
para a Babia, no vapor Tocanlins em logar de
pioa destinado para passageiros de estado a Ma-
ra Jos de Jess.
Dita. Os Srs. agentes da companhia brasile-
ra Ue paquetes a vapor mandem dar pansugem
por coma do ministerio da guerra ao 2o tenente
de engenheiros llenrique Jos da Silva Quinla-
nilha, que segu para a corle em virlude do avi-
so do mesmo ministerio de 25 de outobro ul-
timo.
Dita.TrOs Srs. agentes da companhia brasi-
leira de paquetes a vapor mandem dar trans-
porte para a provincia dis Alagoas no vapor
rocanins a quiltro pracas da guarda nacional
que vieram d aquella provincia escollando a tres
criminosos.Corumutiicou-se ao chefe de
licia.
ci-
iconc.1
para Iralar de
provincia, confrman-
os jornaes inglezes publicam o soguinle extro-
lo de uma cana dirigida de aples, a um ami-
go, por Mr. Edwin James.
O-: prolongados rufar delamborcs, os ruidos
desordenados dos soldados calabrezes que pro-
curavam formar as suas Oloras, o rodar das car-
roagens com as deputac&s que vinham en ten-
der-se com Ganbaldi, ludo me desperton esta
manila, s quatro horas, em uma miseravel ha-
bjiacoom que me achavaem Salerno. Garibal-
di levantou-sc pela mesma hora : deu audiencia
aos membros da commissao de aples, e oceu-
pou se da organisecao da sua entrada na cidade.
.Na entrevista rpida que eu ti ve honlem com
ello, em Eboli, pedio-me para voltir a noite
Eslava t.io cercado de admiradores, por que to-
dos queran) \r a estatura do grande homem.
Addioi, poilanlo, a mmha entrevista para esta
manhaa. Entrando nos grandes salos da mu-
uicipalidude ou da intendencia, a agitaco da
raultidao apresenlrva urn aspecto
nenie.
A guarda nacional de Salerno eslava altana-
da ao longo da3 avenidas ; padres de to las as or-
dens se apresentavam para vetem GaribalJi. Os
tonecionaros do rei conversavara seriamente
com elle, convi lando-o a dingir-sn sem demora
paraples. Vendo-mo passar veto para mim
edisse-me: Mr. Edwin Jumes, vamos con-
versarae reliramo-nos para ora canto da sala.
Nao abuso da vossa coiilianca, duendo que
fui insudo por muias pessoas notuveis para lhe
fazer uma cominuuicacao relativa a urna qucsio
de grande importancia, era relac.io cora o poder |
que elle ia tomar era aples.
Senhor, rae disse elle, e eu Qquoi enlao sor- '
prenodido da expresado que tomava a sua phy- i
sionomia, os diplmalas duvidam de mira. Se- I
reibela Vctor Euiuianuel. Bstimo-o tanto co-
mo a mim. Teulio-o servido sem
menlo. Mas bei de fazer lud j
'de mira para assegurar a
Piemonte. Devere,
colisas a meu modo..
:< Disse-lhe que a anarchia poda rebeotarem
aples, o que toda a esperanca que a Inglater-
ra liaba era uma regeneraco poderia ser neu-
tra usada.
Neuhum receta deveis ler a este respeilo, me
respondeu elle ; so o povo quizer apoi.ir-me, eu
farei ludo quanto for posstvel para abreviar a
annexaco a Vctor Einmauuel.
Fiz-lhe observar que elle sabia que a Ingla-
terra eslimava a liberdade e a ordern, e que. de-
pois da queda da tyrannia, era preciso nao perder
lempo pira formar um governo constitucional.
Vou, me disse elle, para aples dentro em
meia hora, e espero que anda nos tomaremos a
encontrar.
Um trom especia] de viole carroagons espe-
ra va as 10 huras ; oblive um lugar prximo de Ga-
ribaldi. ^
< No trajelo, em cada villa, em cada estacao,
a alegra, o eniliusiasmo do povo exceda a toda
a descripcao. As mulheres e as croancas agila-
vam bandoiras, lancavam flores sobre as carrua-
Koiis, o dpuiavam entre s a mi do general
para a beijarera. Os mairos o os syn lieos faziam
as suas felicitacoes ; 0s padres e os clrigos ap-
pareciam, cercados pelos seus rebanhos, as col-
imas e Fazenda ouvir os seus vivas, tinhara em
uma mao o crucifixo e a espada na outra, qu0
agitavam no ar, fazendo ouvir as suas heneaos.
Na orcasiao em que o trem passava em fren le da
guarda do rei, om Porlici, os soldaaos aliraram
cora os seos bonets ao ar, e associaram-se de
todo o coracao aos gritos de : Vica Garibaldi!
cincoenta passos do inimigo
uma peca de arlilhari, e elle gritou-me :
Salvamos a pe,;a I Eis-nos, elle, eu. Le Ca-
mus, de baint-Brienc. o oulro do mesmo paiz,
que lodos agarramos e conseguimos lancar a pe-
ga em um fosso. F
Daurien enlao nao linh nada; um dos nos-
sos aitilhoiros que aqui esta commigo ferido com
una baila ao pescoco, disse que elle se tinha
salvado, gracas a Dos I De Bourg estava a de-
fender a casa, quando furrios toreados a render-
mo-nos. Uns disseram-me que elle conseguir
fugir, outros que eslava prsioneiro. Eu nao sei
o que feito delle ; mas um facto que nao es-
lava fondo. O que ser feito de La Villebrune
Du Rean, Legonide, etc., etc. ? Nao sei. Aqui
oslamos nos oiteoia e cinco ftidos em uma
igreja. Muilos j leem moriido.
Diz-so que estao oulros tantos n'outra parte.
Ha aqui um pessimo cheiro, o ouvem-so
gritos hornvisl............ Pernas quebradas.
biyonoladas, bracos escangalhados. ventres
rascados, bailas na cabeca, metralha, etc.
Todos somos amigos camaradas ; do Parce-
vaux, lera uma baila nopeito; de Cavailles, uma
bayonetada nos ruis ; Roban, est com a mo
alravesseda ; Wontecuit, com um braco quebra-
do ; Mantazel, tem um ferimonto do' btll.1 om
om pe; Sabloniere, dem: Saint Cerny, uma
baila na cabeca; Guebrintl, dem; Lanuscol,
lies bailas em uma perna ; o seu vistaho Beeca-
n. dem: Chalos, um ferimonto de metralha
costas, ele, etc.
0 captto Guellac. uma baila na caboca
outra no peno; nao fallo dos morios.
Podemos dtcer com
victimas da dedicacn.
Nao viemos aqui por dinheiro, e creio que c
raro ver entro os prisioneiros, genle de familias
lao disiinctas.
O iilho do duque de Sabrn, est prsionei-
ro. mas nao ferido. Coniai-a lodos o nosso in-
oiiuiiio ; estamos com ludecheios decora
e de resignacio, considerando-nos felizes
sourer pola nossa conviccao.
0 lauto a mira cumpri cora o meu dever, o
lisongeio-me de pertencer a um balalhao que
prefi-no a morle c a prizio fuga.
' Nunca ouvi tanto liroteio, principalmente
quando eu avance) al a pon, para agitar a
baudera branca, slgnal de nos rdennos.
Uais de dozo bailas enlrarara em casa, de
roda de mim.
Adeu
minosos, que depois de perseguidos forara pre-
sos, e acham-sc recolbidos cadeia, tendo j se
instaurado o processn.
Nos dias 5 e 6 fizerarn acto 26 estudantes,
que obliveram a volaco seguinle :
No 1o anno4 app'rovados plenamente.
No 2o anno4 idem idem.
No 3o anno6 itera dem.
No 4o anno8 ijcm idem.
No 5o anno4 Taem idem.
MORTAl.lD.tnK DO DIA 6 \
Francisca i-'loroncia de Salles, branca, solteira,
anuo*, apoploxia.
50
Antonio, brauco, 8. mezes, enlcrite chronica
Perpetua, prela, solteira, 20 anuos, tubrculo
pulmonar.
Joao Baptisia Candido, pardo, solleiro, 26 annos
hydrocaidile. '
Mona, parda, 1 hora, espasmo.
Lupicina, branca, 18 mezes, denlir;ao.
CHRONICAJUICIAKIA.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 5 DE NOVEM-
BRO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
F. A. DE SOL'ZA.
A 1 hora de tarde encerrou-se asesso.
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
SESSAO EXTRAORDINARIA DE 22 DE OUTU-
n BRO f)E 1860.
Presidencia do Sr. Reg e Albuquernue.
Presidentes os Srs. Barros Reg, Barata, Rogo,
Mello, e Gameiro, fallando com causa o Sr. Fran-
ca, e sera ella os mais .-rs., abrio-se a sesso. e
loi lida e approvada a acta da antecedente.
Um officio do Exm presidente da provincia, e
remetiendo a cmara para seu cjiheciraento, co-
pia do aviso, expedido pelo ministerio da jusica
em 8 do crreme, approvando a deliberacao lo-
mada pela presidencia de mandar que o juU de
paz do 4o anno da froguezia de Santo Antonio,
Castao Pinto de Veras entrasse no exercicio
desle cargo.Inteiraoa.
Oulro do mesmo, respondendo a consulta quo
Iho fez a cmara de nao haver quota na lei do
orcamento municipal vigente para despezas do
luzes da casa de detenco. declarando que, achan-
do-so este est.beleuinieiito illuminado gaz ne-
nhuma despeza ha va a fazer por parte da mes-
ma cmara.Iriieirad, e mandou-se comrru-
uicar ao procurador, para deixar de comprar
Oulro do mesmo, respondendo ao officio da
cmara acerca da apuraco geral de
as
orgulho, que somos
sem
de
lados Rogo, Basto, Silveira e Lemos
dente declarou aherla a sesso ; lendo sido lida
e approvada a acta da ultima.
EXPEDIENTE.
Um aviso do ministerio da justica do 29 de sc-
tombro ultimo, transmiltindo dous exemplares
ninu i t----------- i""1""1 m-L-itu un apuraco eral o. votna nan
. nl^?*^-- ru'."Jos Srs. depu- vareadores do munilip.o, qut. leem de tonecionar
r. presi | no qualneonio vndouro. que bera procedeu a
cimna apurando em separado os votos que
alinde visio que nao plem ser apphcados aos
individuos quem se presume perlencerem. co-
ra.) explica o aviso n. 38 de 4 de fevereiro do
................-- <" vA.-iu(.iaie | iojo.Ioleirada.
-J^X!J!SE!!!S*'Sm09ma*'\ ,"r d ra'-'s'. concedendo a autorisacao
Acense se a reeepcao e archive-se. que a cmara pedio para uazar Manuel Rman
J&VEL* re:SamCal d"S W" ^ i ^"^ de AlA* ALB& a S2 fi
chivase? na"a "'"Ja-~Ar 12,?.:..!.J"a_ni,a, Je. 1:1^y rw, importancia
DESPACHOS.
Lm reqieriinenlo de Margar id a Rodrigues Pe-
reira e Francisco Jos Guimares. pedindo o re-
gistro do son contrato social.Vista ao Sr. des-
embargador fiscal.
Oulro de Candido Nones de Mello, pedindo o
registro das nomeacoes de seus caixeiros Virgilio
Nones de Mello e Augusto Nunes de Mello.Co- I
mo requer.
Outra de Jos Francisco do Rogo Medeiros e
Mello e llenrique Jos Alves Fer-eira, por si e i
corno procurador de Galdino Antonio Alves For- \
de accresetmo de obra que fez na mesma estrada,
visto nao haver na lei do orcamento municipal
vigente quoU para senielhaiiie despeza.Iniei-
rada, emaridiiu-se uagar.
Oulro do secr tario do governo, remetiendo
um exemplar da falla, com que S. M o Impe-
rador encerrou a 4a sesso da dcima legislatura
da assemblea geral. \o archivo.
Oulro do juiz de paz presidente da mesa pa-
roclnal da reguezia do Recite, padre Jos Leito
tilla Orligueira, declarando que o major Gusla-
vo Jos da llego oblivera sessenla e quatro, o
nao vinie e quatro votos para vereador. e ha-
rona, pedindo o registra da alleracao que Bzeram ', vendo o secreta, o escripto esta e
ato social, pela retirada do socio Me- | votacio, leve depois de faze
deiros e Mello.
fiscal.
Visia ao Sr. desembargador
r a emi
Mandou-se consultar presidencia.
Oulro do advocado, informando a
nao aquella
nda na acia.
prestar jura-
quanto depender
annexacao ao rei do
porm, pro/er a todas as
acceitai um abraco meu.
A Gazela de Augsburgo publica o saguinle :
Na discussao que teve logar no dia 5 em Co-
uoorg na uniao nacional allema, disse-se que
novas cessoes de territorio entro a Franca c o
lieraonlo linliam sido estipuladas.
0 professor Jaeomo Lignario, do Bnlonha,
memoro do parlamento italiano, assisiio aquella
sesso; logo depois dirigi om despacho lele-
graphico ao em bailador sardo em Pars, Mr.
Nigra para perguntar se esta asserco era verda-
deira.
Passadas algumas horas, receben uma resposta i
lelographica declarando (jue aquella noticia era I
uma pura iccao.
Alguna dias paseados, Mr. Lignono receben de
r. .\i-ra urna carta em que o embaixador liega
calhegoncamentc e com a saucedo do conde de
Carour, a existencia de um seraelhaule Iratado
o a possibiliddde de urna
Franca.
1 Sismos habilitados
cujo coiuheudo esle
Communiquei ao coDde de Cavour o vosso
despacho do honlem. E elle autorisou-me
conlradizer positivamente, e era seu nome
boato absurdo
nova cessao
a publicar aquella caria
a
. o
que se espalhou na Europa e pelo
qual se pretenda que cxbtisse entre os gabinetes
de turra e de Pars uma convenci secreta que
nha por lira urna nova cessao de territorio
1'ranga.
A palacra do conde de Cavour, primeiro
ministro de S. M el-rei Vctor Eramanuol.
uma suuicienle auloridade, para que se torne
intil dar-vos eu qualquer nova seguranca.
'< Mas, se julgardes que depois de semelhante
declaraco precisa urna segunda, eu vol-adoo
de urna maneira completa cdiGnitiva.
Na minha amiga posicao de ministro dos
negocios estraogeiros em Tarn, o na minha
qualidade de embaixador de el-rei Vctor Broma-
noel junto do imperador Napoleao, fui chamado
depois da guerra de Crimea, a lomar
em todas as negociaedes ledenles
italiana.
Digo-vos, pois, com a mais complola certeza,
que nessas negociaedes nunca se tralou senao
da resso da S boya e de Niza.
Quera afumar o contrario, calumnia o im-
perador Napoleao, o ro Vctor Emmanoel e o
eslimavel primeiro ministro desle ultimo sobe-
rano.
A nova
parte
questao
existencia se
elos inimigos
se pera em
po-
Expedinle do secretario do governo.
Officio ao bacharel Antonio Buarque de lima.
De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia aecuso a reeepcao do officio que V. S. lhe
dirigi no Io do oulubro prximo lindo, com-
municando ler nessa data entrado no exercicio
do cargo de juiz de direito da comarca oa Boa-
Vista. Fizeram-se as convenientes comrauni-
caces.
DESPACHOS DO DIA 3 DE NOVEHBR'O.
Requerimtnlos.
3033.Anglica Maria da Conceicao. Dirija
ao Sr. director do arsenal de guerra quem deve
apresenlar o menor,
3034.Antonio Francisco de Jess.Informe
o Sr. direilordis obras publicas.
3035.Bento Joaquim Gomes. Dirija-so a
thesouraria provincial.
3086.Candido Antonio. Informe o Sr. di-
rector das obras publicas.
3037.Fortnalo Cardoso defoiiveia.Infor-
%eio '"s!,e'',ur da ihesouraria de fazenda.
JJB.-Capitao los Pereira Teixeira. Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria de fazenda e
ao Sr. commandante da estacao naval
ao povo de Ta-
que se agita, com
jue
a anne-
A Opinione de Turin, faz as seguinles refle-
jles acerca da proctamacao de Garibaldi aos pa-
lermiianos :
A proclamarlo de Garibaldi
lermo nao resolve a quoslo
lama vivaeidade na Sicilia.
Os sicilianos pedem um governo regulare
organtsado; pedem para o futuro garantas
julgara nao poder alcancar senao cora
sacio.
Mas eslimos persuadidos que aceilariam
uma demora, so a demora eslvesso marcada.
O general Garibaldi declarou, pelo con'ira-
no, que a annexacao deve ser proclamada no
Quirinal.
E, se elle nao poder ir ao Quirinal, doverao
os sicilianos permanecer as acto es condicoes9
Ha para isso nrna difficuldado rauito grave'
e que os francezos eslo no Quirinal.
Vio-se na proclamado de Garibaldi uma pro-
vocacao Franc'; mas nao julgamos que essa
tenha sido a sua ntencao, por que innguem po-
de ler o pensamonto de provocar a Franc a
nina guerra. Todava, suscitou um senlimento
doloniso e deixa prever a possibilldade de rora-
plicacoes que lodos os homens polticos deseiara
evitar '
Os reforgos da guarnico franceza em Roma
nao forara seguramente, mandados em conse-
queocia do muvimento das Marcas e da Omuria
mas por que se pensa em Franca que se medita
alguma tentativa sobre Boma." Esta suspeita
deploravel, e com justica deve dizer-se que a
proclamagao de Garibaldi nao a fezdissipar.
Do Amigo da Religiao oxtrahimos a seguinle
carta de ura joven voluulario ponli|icio. E' da-
tada de Osino. a 20 de setembro, e dirigida
sua raae : 4
Paiiimos de Terni. no dia 19, depois do ha-
vermos marchado al 17 noile, e de tormos fei-
to doz leguas por dia. lermo medio (leamos a
duas milhas de Loreto, e a urnas 18 milhas de
Ancoua. Acampamos ali. Na manlia seguinle
s 7 horas, recebemos ordem para atacar o Ini-
migo ; s 8 horas estava em marcha o nosso pe-
queo exercito ; s 10 horas comecou a bata I ha.
Qs pieraontezes eram um exercito completo, in-
trinchttrado sobre urna altura cora excedente
posicao. Tinhara boa cavallaria e nos s pos-
suiamos 130 dragos. Da nossa parte eramos ao
todo apenas 5,000 homens, Primeiro oi-nos
estpnlaco, cuja
annuncia, uma flrcao" inventada
da Italia, e os documentos que .
circulacao na Europa sao forjados e absurdos.
Alm disso conheceis as miabas conviecos
pc-soaos, e de cerlo me accredilareis quando
declarasse, que nao representara nunca um go-
verno, em cujo prograraraa se encontrasse a
cessao da mais pequea parle do solo
italiano.
_, Vosso amigo.
Pars. 18 do setembro do 1860.
Embaixador em Pars, Constantino
procuradores, pedindo ser admitti lo a matricula,
como negociante de fazondas seccas e moldadas,
por grossoe a retallio, na provincia do Cear.
Vista ao Sr. desembargador fiscal.
Oulro de Jos Goncalves Malvein, pedindo o
registro de uma escrplura de hypolheca quea-
junta.Cento requer.
Oulro de Joao Jos de Carvalho Jnior, pedin-
do raatricular-.se.VistS ao Sr. desembargador
fiscal.
Oulro de Virgilio Candido de Mello, pedindo
por cerlido a matricula do commercianle Can-
dido Nunes de Mello.D-se.
Oulro de Augusto Nunes de Mello,
igual cerlido.D-se.
Oulro de Victorino Ferroira da Cosa, pedindo
cerlido de sua matricula.D-se.
Oulro do superint-n lento d.i estrada de ferro,
ora salistacao do despacho de 16 de agosto do
crreme. Maja vista aosenhur desembargador
fiscal.
que se quetxa o peticionario.
Rosolveu a cmara informar a presidencia,
que nao fazendo mais parte de sua renda, mas
sira da da provincia, o mencionado imposto, em
virlude da ici provincial vigente, e havendo a
cmara enviado ihesouraria provincial, rc-
quesieao do respectivo inspector, de conform-
dado cora a deciso da presidencia, as I. tiras
relativas ao contracto da arremalaco respectiva,
oareeia quera peticionario se devia dirigir aquel-
la reparlicao.
Oulro do engenheiro cordeador, informan lo
| que obrigando-se Manoel Antonio da Silva Ros,
podindj como declara era sua peticao, ademolir, sem in-
demnisacoalguma,o muro e portoque preten-
de fazer no seu terreno junto da camboa na estra-
da Passagem da Magdalena, logo que se trato de
abrir por alli uma ra ; e nao estando marcada
nenhuma ra no mesmo terreno pela planta em
vigor, pareca razoavol a sua pretonco, pois que
(.ssira se acautelava -
Ou.ro de Jos Carlos do Rogo V.lenea. pedta-1 fuToraZ ^^^JSST^ '
) por cerlido a matrcula de Antonio Valen- peticionario termo
tirada Silva Barroca e Antonio Ignacio do Reg
Medeiros.Como requer.
Outro do mesmo, pedindo o registro da nomea-
cao de caixeiro de Barroca A; Medeiros.Regis-
tre-se.
Nada mais houve.
SESSAO JUDICIARIA EM 5 DE NOVEMBRO.
PRESIDENCIA DO EXM. Sil. DESEMBARGADOR
SOCZA.
Secretario, Julio Guimares.
A meia hora depois do meiu-dia, o Sr. presi-
dente declarou aborta a sesso, achando-se pre-
sentes os Sis. desembargadores Villares, Silva
Guimares, Gitirana e Guerra, o os Srs. deputa-
do- Reg, Lemos, Basto e Silveira.
Foi lida e approvada a acta da anterior.
m. AMEMOS.
ou-se assignarido o
de obrigacao.
Outro do mesmo, informando ser verdade O
que allogarn Joo Goncalves B-ltro i Irmao
que pedem para ser desapropriad.i a casa terrea
sita junto d'aque os supplcaatos pssuem na ra
do l ilar, sob n. 12i. visto que tem de ser corla-
da para alarga meu to da Iravessa da praca do
clialanz, (cando apenas algons palmos, em que
nao possivel edilicar-se, leudo elle engenheiro
a dizer que ou se nao conceda aos peticionarios
a licenca que podiram para edificar no terreno do
s la propnedade, ou se proceda logo a d.-sapuro-
pnicao da casa visinha, obngaudo-os a fazer o
edificio que pretendem no alinhamento que a
Iravessa deve ter, conforme a plaa da cidade__
Mandou-se officiar ao procurador para entender-
se cora os peticionarios ; e tratar da desapro-
priacao.
Oulro do procurador, infamando o reqoeri-
Hgada a desistencia entre parles : Anto- mrnlo de Joo Luis Caalcanll do Albuqoerque
com as razoes
Xigra.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA.
Informam-nns que na ra da Praia abriram
ltimamente em um sobrado d'alli uma trapeira
loda de tahuas, onde trepam-se as criangas da
casa, em risco de precipitarom-so na ra, sendo
para admirar que a tal geringonca j nao tenha
desaliado com o simples peso das mesmas cri-
aneas.
Presumimos quo para a referida abertura nao
houve a compleme licona da cmara munici-
pal, pois que a ler-se esta dado, a construeco
della lena sido de outra forma, o nao como'se
acha. Isto posto, chamamos a atlenco da com-
petente autoridade para semelham'e trapeira,
que dever sor fechada, nao ler precedido con-
senso para a respectiva abertura, ou no caso de
nao haver guardado as dimenses e formas
p rescriptas.
Acha-se o Sr. major do 9o balalhao de li-
nha Herculano Sancho da Silva Pedra no exer-
cicio do commando do corpo lxo da.guarnieao
que lhe foi confiado interinamente.
Foi iiomeauo agente do correio na villa do
Bonito o Sr Joao Gomes da Silva, por portara
de 10 do oulubro prximo passodo.
Os actos sagrados nao devem ser parodia-
dos de modo que tragam o ridiculo, ainda que
nislo nao esteja implcita uma intenco prava.
A reverencia que nos mpe a religiao para com
as solemnidades que a igreja pratica, obriga-nos
a que evitemos por todos os modos de cahir em
seraelhantes faltas, que alm de tudo repugnara
at com a boi educarlo.
Nestas circurastan.ias. nao pode delxar de ser
censuravel esse baplisado de boneca, que deu-se
nesta froguezia em dias da semana passada, no
qual nao so pouparam as menores solemnidades
do rito, era as palavm sacramenlaes, com
ques igreja catholica faz nos fllhos de Chrislo I
A' isto sinda aggravou muito o luxo deseavol-
nio Gomes Pessoa e Jos Vieira de Souza Guedes
Foi lambem julgada a desistencia entre parte :
V cente Jos de Brilo e D. Maria Isabel de Jess
Muraos e outros.
Embargante, Jo.io Antonio Gomes Guimares ;
embargado, Manoel Jos Goncalves Braga.
Receberam-se os embargos.
Appellanio, Jos Bapttsla Rib-iro de Paria
appellado, Cielo da Cosa Carapello.
Confirmada a sentenca.
Appellanles, Berilo Jos da Costa o outros ; np-
pellados, a vi uva e flhos de Agostinho Henriques
da Silva o oulros.
Receberam-se alguns embargos e regeitaram-
so oulros.
Appellanles, Francisco Brasleirode Alhnquer-
que ; appellado, Maximino Jos dos Sanios An-
drade.
Adiado o julgamento a podido do Sr. deputa-
do Silveira.
Nada mais houve a tmar-se. e encerrou-se a
sesso s 3 horas da larde.
TRIBUNSL DA RELACAO.
SESSAO EM 6 DE NOVEMBRO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CONSELIIElllO ERMEL1N0
. DE LEO.
As 10 horas da manlia, achando-se presen-
tes os senhoros desembargadores Villares. Gi-
tirana, Guerra. Lourenco Santiago, Silva Go-
mes e Caelano Santiago, foi aborta a sesso.
lassidos os feilos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguinles
JULG AMENTOS.
RECLUSOS CHIMES.
Itecorrcnle, o juizo ; recoindo, Manoel Ca-
valcanti de Albuquerque oco.
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Louren-
co Santiago, Silva Gomes e Guerra.
Improcedente.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Luiz Jos de
Franca.
Relator o Sr. desembargador Lourenco San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Gitirana
Guerra e Silva Gomes.
Improcedente.
Recrreme, o juizo; recorrido, Jeremas Bar-
bosa Rodrigues.
Relator o Sr. desembargador Lourenco San-
tiago. "
Sorteados os Srs. desembargidores Gitirana,
Guerra e Silva Gomes.
Improcedente
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Antonio llen-
rique de Barros Wanderloy.
Relator o Sr. desemhirgador Caetano San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores
Silva Gomes e Guerra.
Improcedente.
Recrreme. Antonio Vctor de S Brrelo e ou-
tros ; recorrido, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
UnE rV" Sr "^mb.rgaaores Caelano
santiago, Gitirana e Guerra.
Improcedente.
Gitirana,
porque nao lem sido pago o peti-
cionario da segunda presticao da obra, que arre-
malou do cemiterio de 8. Lourenco da Malta.__
Mandou-se pagar conforme perrau'lisse o estado
do cofre.
Oulro do fiscal de Santo Antonio, informando
sobre a pretenco de Joaquim Pacheco da Silva,
que requeren licenca para concertar o seu sobra-
do na ra de lionas n. 30. o enviando o lermo
de exame que procelera no mesmo so-
brado. Mandou-sc ouvir o engenheiro cor-
dea Ior.
Foi approvado um parecer da commissao do
edificarn no sentido do se coneder que Bernar-
do Jos da Rocha faga a essa que pretende na
roa Imperial, junto matriz nova de S. Jos.
Manonu-se dar licenca.
Despacharam-se as policoes do Alexandre Ro-
drigues de Almeida, David William Bowmam,
Domingos Antonio da Silva Biirs, Filippo Ne-
ry do Carino, Jos Manuel da Sila, Joo Mau-
ricio do Sena, Joa |uim Cavalcanle de Albuquer-
que, Jos Antonio Rodrigues da Silva, D. Joanna
Francisca de Morieses, Jos Carneiro da Silva,
Jos Amonio dos Sanios Cu.lho, Jos Frai.cisco
de Souza Lima, Jos ph i na Rosa de Fieitas Pi-
moniel e oulros, Joaquim Mach ido do Vascon-
celos, Luiz Francisco d.- Mello Tavares, Mana do
Carmo Veras. Manoel Coelho Pinheiro. Manoel
Antonio da Silva Ros, Manoel Goncalves da Sil-
va, Manoel Romo Correa de Araujo", Manoel Pe-
res Campelio do Almeida, Rodrigo Ignacio, Ro-
ma > do Rogo B.rros, Vicente Jos de Brilo, e le-
vantou-se t sesso.
Eu Francisco Cnulo da Boa-Viagem, official-
rnaior a escrevj no impedimento do secretario..
Rogo e Albiniuorque. presidente.Barros Reg.
Rogo.M lio Gameiro. Pinto. Firmo.
t)r. Nery da Fonscca.
CONSULADO PROVINCIAL.
\ltcpacoes feilas no lancamcnto fias
dcimas que pagara as casas da fi*e-
giiezia de S. Jos, pelo escripturario
V.M. F. P.da SiUa.
' Ra di Calgsda.
ti. 10Jos Lopes Rosa, sobrado
de ura andar e leja arrondado
por.....................
dem 14.loaquim Goncalves Vian-
na, casa Ierran arrendada por....
dem 16.Jos da Silva Fraiica l'i-
meniel e oulros, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 18 Francisca das Chagas de
Josus Pimeulel.casa terrea arren-
dada por..........................
Id- m 6.Filhos de Manuel Jos
Bastos e Mello rasa terrea arren-
dada por.........................
dem 50.Paula Mara dos l'razc-
res casa torrea arrendada por.. .
dem 52.G-raldo dos Santos Men-
donca.casa lerrea arrendada.....
dem 5*. Joao Pedro da Rocha,
4009000
300S00O
120JO0O
12091X10
192900O
12090OO
14-I90OO


DIARIO DE PBRNAMBUCO. -*. QUAHTA IRA 7 DE NOVEMBRO DE IWT>.
(3J
casa lerrea rendis por. .
H.'ti 61Norberto Muniz Teixeira
Guimares, casa terrea arrendada
por ..............................
dem 1.Irmandade do S. Sacra-
mento de Santo Antonio, casa
trro arrendada por.....
I lem 7.-Irmandade do Sr. dos Af-
ilelos da groja do S. Jos, casa
terrea arrendada por.............
dem 9.Miguel Francisco de Sou-
za Ropo, casa terrea arrendada por
dem.13 Francisco de Souza Ro-
go Munteiro, casa terrea arrenda-
da por............................
dem 15. -- Irmandade do Sr. dos
Martirios, casa terrea arrendada
por ..............................
dem 2"}.Delfina Manada Concet-
go, casa terrea arrendada por.. .
dem 35.Arma Eduarda Al ves Per
reir, casa terrea arrendada por..
dem 37. Antonio Moreira Reis,
casa terrea arrendada por...;....
dem 43.Joao Francisco de Aze-
vcd'>, casa terrea arrendada por .
IJem 47. Herdeiros de Quintino
Soares de Carvalho, casa terrea
arrendad por...................
IJera 49.Herdeiro3 de Flix Soa-
res de Carvalho, casa terrea ar-
rendada por.........
Roa do Padro Floriano.
N. 4I.uiz Francisco Carbalho, ca-
sa terrea arrendada por..........
dem 10 Joao da Costa Dourado,
casa terrea arrendada por........
dem 12.Francisco Ramos Maia,
casa lerrea arrendada por........
dem 14.Jos Esteres Vianna, ca-
sa t-rrca arrendada por..........
dem 16.Ordem terceira do Car-
mo, casa terrea arrendada por ..
dem 24.Pudre Marcelino Antonio
Dornellas, casa terrea arrendada
por ..............................
Llera '26.Jos Virissimo dos Alijos,
casa terrea arrendada por .......
dem 31.Joao di Cruz Santos ca-
sa terrea arrendada por..........
dem 30.Irmandado de S. Pedro,
casa terrea arrendada por........
dem 40.Mara Joaquina Macha-
do Cavalcanti, sobrado de dous
andares arrendado por...........
dem 46.A niesma, casa tunea ar-
rendada por......................
dem 5i.Jos Pinto de Magathes,
casa lerrea arrendada por........
I lem 58. Manoel Gongalves Fer-
reira da Silva, casa terrea arren-
dada por.........................
dem GiJoaquina Jos Ferreira
da Penbs, casa terrea arrendada
por ..............................
dem 74. Dr. Pedro Bezerra Bel-
triio de Souza Araujo Pereira,
casa lerrea com um soto arreo -
dada por.........................
dem 5.Francisco Gongalves do
Cabo, sobrado de um andar e duas
lejas arrendado ludo por.........
[dem 11 Urcula Mana das Virgens,
casa terrea arrendada por........
dem 19.Francisco Jos Das da
Costi, casa terrea arrendada por.
dem 21 Mara Joaquina Machado
Cavalcanti, sobrado de dous an-
dares e uma luja arrendajo ludo
por-..........
dem 23.Joiio Pelix do Rosa, casa
terrea arrendada por.............
dem 25.Dr. Pedro Bezerra Del-
ira o do Souza Araujo Pereira, ca-
sa lerrea arrendada por..........
dem 35. Joo de Santa Rosa Mu-
niz, casa lerrea arrendada por....
dem 53. Narciso Jos da Costa
Pereira, casa lerrea arrendada
por...............................
Id-m 57. Lu/, do Franja da Cruz
Ferre'ra, casa terrea arrendada
por..............................
dem 67Jos Maria Ferreira da
Cunha e outros casa lerrea arren-
paja poJ .........................
Travessa do Sorigado.
jdem 3 Manoel Joaquim da Silva
f.rasileiro, casa lerrea arrendada
por..........
Ide n 7.Maria dos Anjos Borges,
casa terrea arrendada por........
IJem ti.Manoel Kibeiro da Cu-
nha Oliveira, casa terrea arren-
dada por.........
Ra dos Cupiares.
N, 8.Luiz Gomos Silverio, casi
lerrea arrendada por.....
dem 12. Francisco Antonio c
Adolpho lilho do Antonio de S
Leitao casa terrea arrendada por.
Ra do Jardim.

*\. 2.Marcelino Jos da Costa Pe-
reira, casa terrea arrendada por..
i lem 8Orphfio de Jos Silverio,
casa lerrea arrendada por........
IJem 10 Dr. Jos Joaquim do
Souza, Oisa terrea arrendada por
dem 12. Auto lio Dominguos de
Almeida Paseo*, casa terrea ar-
rendada por......................
[dem 20. Marianna Francisca do
Carmo, casa terrea arrendada por
llora 2Anna Joaquina Brai'CO,
casa lerrea arrendada por........
dem 28. Luiz de Franca Sonto,
Casa terrea arrendada por.........
dem 30 O mesmo. casa terrea ar-
rondada por......................
dem 34.Irmandade do Livrimen-
to, casa torrea arrendada por....
11" n 36.A mesma, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 40. A mesma, casa terrea
arrendada por....................
dem 4. Dr. Jos Joaquim de
Souza, Cisa torrea arrendada por
dem 5.Guilherme Soares Bole-
Iho, casa terrea arrendada por...
dem 15.Manoel Alvos Guerra ca-
sa lerrea arrendada por..........
dem 25 Luiz Gomes Silverio, ca-
sa terrea arrondada por.........
dem 31. Ponriano Lourcuco da
Silva, casa terrea arrendada por.
IJem 33. Irmandade d.t Nossa Se-
nhora da Paz da Soledade, casa
terrea arrendada por.............
[Continuar
1689000
206000
1809000
192#000
1929000
1449000
1209000
1149000
192$000
240SOOO
3O0JO00

19290D0
969000
144*000
1209000
144^000
1 i19000
1929C0O
2163000
2109000
1929000
180$000
5il000
1809000
1089000
12OJ00O
300000
336^300
629000
IGSg'lOO
9G;000
630*000
20UOO
240SOOO
360^000
1449000
192;0JO
192:000
192S00
1449000
1419000
1 19000
20SuO
1689001)
1929000
3009000
1299O00
1419000
1209000
1929000
2109000
192J000
192g00:i
2f0$00j
1929000
20>9')00
1929000
168JO0O
192-JOOO
I8O9OOO
teclda, o ella dedica parte dos fructos'dos seus
suores, segundo o quinho que Iho linha no co-
rago, (rucios honrosa e denodadamente apanha-
dos nessas lulas capazes de enfraqnecer os niais
Tlenles nimos.
Hoje s Iho resta um turne, em puro, ver-
dade, porque nao se enlaivou do lodo do vicio,
amado, por que os seus beneficios de continuo.
resuscitara na mente dos'seus beneficiados, o
santo, porque aps a virtude o o amor segu o
respeito o a venerago, seus sectarios.
A familia do meu smigo receba, pois, as cx-
presses mais puras dos ffleus ntimos senlimen-
los, o comigo um eterrto repouso.implorando para
o finado recilamos-lhe pas e fervorosas sup-
plicas.
Recife, 6 do novembro de 1860.
M. Prxedes B Pimenla.
-se-ha.
CoiitiunicMiios
F. o tmulo pavoroso naufragio no mar da vi la ;
a vigem que nella se faz em cump-imento do
nosso deslino to arriscada eavonturosa, como
a que fazo mais frgil batel de tenues velas em
prucellosa nnite : por toda a parle escullios, ca-
ch"pos, syrles e arrecifes, tufos, redemoinhos,
turbilhoes e voragem ; resia ao vacilante lintel o
afund*r-s. Se snte os pongos o lenho amt-aca-
do plealguma vez suslentar-se, incumbe ao pi-
llo todo o cuitado do que se ha inister ; desrui-
daf-se onirega-lu s devoradoras ondas, des-
cuidar-se com elle sepullar-se no ahysuio que
se llie prepara; todava, e as mais das vozes, lo-
do 3 zelo do piloto pouco vale ; aos embales das
vagas ludo cede, a arle humana geme na fraque -
za dos seus esforcos.
Acaba de morrer na cilado da Imperatriz do
Rio Grande do Norte o teneuie-coronel do estado
roaior Manuel Gongalves Gloria. Urna viuva lica
inconsolavel, lo la uma familia no lulo e na d>.
c a pobreza sm mais esle arrimo que a caridade
bomfa/.oja Ihe pnntava.
Cidado de posiglo, distinclo c illnslre, finnii-
se no gremio de sua ch irosa familia ; morrena
quieto se nao se viso otirigado deixar parle de
suas entranhas, porque separava-se da esposa
eteroa e dos tiltios charos,e porque a morte nao
aterra a virtude ; morrona quicio, se as ago-
nas ultimas em que so debatafosse calado n
mbito que gomia dr dos seus. Todava, sen-
to pproximar-se-lhe o fatal termo, senliu o fu-
nesto mover do pndulo que lh ia tocar a der-
radeira hora e longos anuos gaie afadigoso passra
pela sua gente repassa-os todos na monte amor-
Polilica interna.
Tndo ahi adev'mha o apparecimento de uma
nova phase poltica.
Os espritus pensadores do paiz, que, ha quasi
dous lustros se ressupinavam nos sofs da in-
dolencia, l surgem agora, as mais vigorosas
disposices.
Se os deleites do confurto e do bem-eslar po-
dem, por momentos, affrouxar os ervos da
energa moral da sociedade, o reclamo de novas
necessidades da siluacao desperta, e congrega as
torgas esparsase fugitivas, e ei-las que entraa.
vivaces e robustas, na mais ampia esphera de
aclividade.
Os partidos polticos leera necessidades impre-
terivels, que se nao poden adiar, e cuja promp-
ta satisfaeco dever indeclinavel. O desenvol-
v menlo das forcas vivas da nacao sempre um
germen lrcund para concitar os progressos
moraes, que fundam c enraizara, as instituices
da liberdado e da ordem.
Os partidos, uma vez bem constituidos, nao
morrena, transformara-so, diantc dessaj mela-
morphoseseconmicas, que chamam maior nu-
mero de individuos s funeces activas da vida
poltica.
O partido conservador, lo que prende (odas
as insliluicoes orgnicas do paiz, offerecendo seu
apoio alguns ministerios, que se teem succe-
dido nestes ltimos lempos, de alguns dosquaes
le parte mais de um adversario sen, nem reno-
gnu de seus principios, netu abri rno de suas
aspiragoes A victoria moral, que oblinha, vendo
mais 011 menos applicadas suas mximas gover-
naraentaes, mais se rea lea r a anda com 3 sua
absteui'o da gerencia publica. A qooslo poli-
tica, que por tintos anuos dividir os campos
da lula, pareca ler completamente variado de
aspecto. O poder pareca haver deixado de ser
uma posico que se ataca va com todo o encar-
necimenlo da paixo; o tudo prometiia, que a
poltica dos interesses vtaes da sociedade subs-
liiuia-se poltica dos resenlimentos, das anti-
pathias pessoaes, do egosmo partidario, que o
lempo e o cansaco das lulas pareciam haver
totalmente arreferido.
Ilouve, porm, engao de apreiiar^ao. O no-
vo aspecto, que as cousas apresentavam, era
deslumbrante, mas nao real. O arrefecimento
das p.iixos fura uma tregua simulada, que se
quebrou ao grito de novos commettimentos ar-
rojados, nao contra as espheras Su4)i(ternas do
poder supremo ; mas sim contra a propria iu-
violabilidade do solio!
Esse grito de estranha audacia, e que to vi-
sivelmenle denunciou uma immensa alienacao '
inlellectual, nao causn profundo abalo no paiz,'
porque, por fortuna nossa, os dogmas fundamen-
taos da realeza estao lucarna los nos costumes
pblicos, e nu espirito de nossas instiioices;
mas tambeni verdade que, so osso grito de par-
ricidio nao chamou si adhesoes colle:tivas,
acordou, pelo monos, os velhos inslioclos de
aggresso contra o principio d'autortdade, e
desde entao as feigoes do jornahsmo exaltado
comecaram de osteniar-se carregadas e prendes
de ameacas. As invectivas brulaes, as animo-
sidades de outr'ora, reassumiram todo o azedu-
me da acrimonia e at da injuria !
O silencio, a indiiferenca, neste caso, sera
urna Iraicao aos principios' tutelares da socie-
daue.
O partido conservador, liel ;i3 suas lradic;es,
nao se fez esperar. Ha perig -s jue nao affeclam
s a existencia de um partido, mas a do paiz
uteiro, p. que urge prover do remedio.
Convicios desta verdade, os pontilices mxi-
mos do partido conserr mo da siluacao. accenderam o lumo de S. Jorge
emseus arraiaes, o loranm chimada de campo.
Fizeram bem; sejam bem fiados I Os partidos
politices sao como as geracoes ; lera seus palri-
archas.
Sao associaQes de principios, que se con-
substancial! era cerlos bomens, cuja influencia
conserva e perpetua os dias heroicos do suas
grandes lulas, de suas Ira 1CCQS gloriosas, en-
grandecendo-as ou modificando-as, segundo as
exigencias do progresso reQectido e sensato.
ESSBS assorinees, quando bem or.anisadas, de-
baixo da dirceo regular de chefe3 activos o
ronscienciosos, sao, do certo modo, os poderes
exorulivos da opinio, os guardas naluraos das
inslluicoes, as columnas fncotictissas sobre as
quaes se more a grande machina governa-
liva.
Mais de um ficto histrico demonstrara, que
a dissolucao dos partidos, isti dos gremios
populare-, que soba mais rigorosa disciplina se
formara no soio da nacao, lem irazido a deca-
dencia nos costumes e as inslitiiiQoes. Qu in-
do, por exemplo, o partido whig, "pir mes jui-
nh.is rivalidades intestinas, per leu a direceo de
Pin, depois lord Chalara, e lord Temple, vio-se
que o poder, entregue seus naturaes instinclOS
de absorpeo, tornou-se insirumeno pessoal da
camarita, e a administracuo do oslado deseen
ao abysmo Ja mais deplorarel renalidade.
S-, pois, os partidos polticos (facQes descri-
das. deraolidoras, insolentes, nao merecom este
nomo) sao, porum lado, os baluartes contra os
excessos da anarehia, sao, por outro lado, son-
linellas vivas contra os abusos da aulori-
dade.
Assira comprohendam ellos sua raissao civil i-
sadora ; assira so saibam manler dentro dos li
miles do justo e do h meato ; assim so nao dot-
xora desvairar polas pessimas suggestoes do m-
leresse privado de um ou dous egostas, que. so
inculcando de martyres de principios, que nun-
ca professaram sinceramente, sao, pelo con-
trario, sacrilicadores ornis de S"us proprios al-
liados, cuja causa compromettem e rendem
no lorpe mrcalo de suas lorpissimas ambi-
COOS.
Contra esses taes, a maldicao da sociedade.
Americus.
ERRATAS.
No enmmunicado, asstgnado por ****, no nu-
mero de lioulem,.tndas as vozos que se encon-
trar pnpulagao deve ler-se povo ; aonde vena
eximioleia-se extremos; indagera-osleia-se
iudagem-n'os.
Correspondencias.
Venho satisfacer o mou conipromi-
*i para cum o respoitavel pu-
blico.
Srs. redactores.A' imprensa o baluarlo on-
de se disculem as quesles, para chegar-se ao
Conheoimenlo da verdade.
Senhores, eu linha de merecer a comdennaco
publica, senao tomasse como tomei, a parlo que
por um dever sagrado me compela nos negocios
de meu mano e intimo amigo : principatmenle
achando-se elle como se acha privado do seus
direilus.
Informado por 4 pessoas de considerarlo aqu
moradoras, comlirmado pelas cartas que tive
da'|ue|la comarca do Bonito, que semelhanie
plano indigno e reprovado foi descoberto ao Sr.
Joao Yieira de M-llo e Silva, com o llm de orre-
dar meu mano da elei^o de S. Caeano (fregue-
zia) ; recorr e recorro a nipreusa para elucidar
os factos e mostrar a provincia e o paiz. que
meu mano neoliuma parle leve em semelhanie
a -ontecimonto : basta dizer que entre >lie o o
Uado Joao Guilherme nunca houveram razdes,
vertaos e nem por escripia : e para que ninguera
se persuada do contrario, eu appello para os prin-
c.'paes caracteres daquella comarca, que refu-
tem esta base principal, e mnstrern em que lempo
ou lugar se den este fact-i, visto que nao se po-
de preinedinr una altentade semelhanie sera que
hnuvesso 11 m motivo gravo o circurnstanciado.
Entretanto eu exiju do Sr. Joao Vieira e dos
mais inimigos de meu mano, que apreseolem o
motivo que o rolocou no tugar do mandanlo da se-
melhanie assassinato!.. e no caso de nao apreseo-
tarem a razdo porque, o respeilavel publico tem
de os considerar como miscraveis calumniadores
e vis detractores da honra alheia.
Sr. Joao Vieira, meu lm nao descoraoo-lo
o nem njuria-lo !.. mostrar ao publico que o
seu genio pertinaz e perseguidor anda nao leve
limites. O estelo bellico oom que foi escripia
sua correspondencia ; os epithelos enjurosos,
que seiviram de-tenfeile, justamente o ferrete
que mais brilha na face de son anctor para rae-
Ihormento se tornar boro conhecido II.. O es-
tilo revela o homem, dizia o grande fiuffon I. e
para nossa ventura temos felizmente, um grande
numero de homons Ilustrados que de nianeira
alguma deixaro de fazer-nos jusilca. As inju-
rias sau as razes de quem nan tem razio (C.
Bastos), o Sr. Joo Vieira em sua corresponden-
cia disse: Fiquei s em campo lulando na elei-
cao para eleitores, contra um partido composto
de homens turbulentos, que fundaran) suas for-
jas as raassas Ignorantes o infnrccdas, com cuja
fcil credulidade traficavam de modo quo esleve
a sucumbir na cleico.
Ora, Sr. Joao Vieira, acredite me piamenlo. que I
soeu nao visse por escripto somelhante ficto,
nunca me capacitarla, que S. S. dizia tal cousa :
como que S. S. tove animo para mandar es-
crever um faci que s existi em sua ment? I..
como que despegadamente so calca os ps a ver-
dade e eleva-se a falsidadc por uma maueira lo '
vergonhosa ? o fado de uma eleiro estron-
doso, e de maneira alguma passava desaperec-
biJo, e cora especialidad as plagas Pernam-
bucanas, onde um cataclisma poltico ngilou os
nimos, que nehum faci por mais coraesinho
que fosse, deixou de ser registrado na historia da
provincia o na memoria, dos homens polticos de
1848 para c. Sabem tojos os homens polticos
desta capital, que o partido liberal da freguezia
de Caruar s pleileou a eleiQao para juizes de
paz e voleadores: mas abandonou u 1 leigao
para eleitores, sem que se appresentasse pessoa
alguma. Utn fado semelhanie nao passava dosa-
percebido, visto como os fados sao o vasto ocia-1
no era que sulcam os vapores polticos. Ago-
ra perguiito ao Sr. Joo Vieira, como so justifi-
ca S. S. perante a opiniao publica ? disse S. S.
cstvea sucumbir na eleig.ao de eleitores feilas]
em 1852 1 com effeito s a filauca tnha o poder 1
do entrar em urna lula metal com S. S. a ponto ;
de proslra-loe quasi sucumbir no terreno da fal-
sidadn.
O Sr. Joao Vieira contando como so dera o
inslautamento do anligo processo do Tinado Joao
Guilherme : disse. Apparecera o. habilidade de;
fazer-se com quo uma OU duas lestemunhas era
seu depoimenin incluissem pnr ouvir dizer, 0'
nomo do Sr. ftr. Catanho c 0 meu. Ora. Sr. Joao
Vieira, eu ha muito que esperava semelhanie pro-
duco de V. S. I por ventura, eu ou meu mano!
eslavamos em Caruar quando se dou principio
a instaurar esto processo ? nao tem S S. pleno '
conhecimenio disio ? e como produzio scmelhan-
lo escapa tona ? 1
Se ouve habilidade em lal negocio entao parti I
do Sr. Joao Vieira, para quem a nat'irezi foi fer- '
lili ejustica llie soja le.ila. O Sr. Joao Vieira
dizendo que nao quena perder era um momen-
to o thosoiiro que adquirir em mullos anuos,
qual a reputacao de homem tranquillo, calmo,
e leal ao governo 1 Aonde estar amontuado
semelhanie thesouro ? Sem duvida na California.
Como que a moldada loma o mime o carc-
ter de ilolicidade? O Ilustre Dr. Corroa Lima
quo o diga, por que um hornera submisso e leal
ao governo o man lar espingrdiajl .. Como
elle o declar.iu em seu averbaincnto.
Ser ou nao victima o governo que acreditar
em um servo to submisso e leal ? E' justa-
mente estes 3ervos que quasi somjro laqueiam I
a boa f do governo e valendo-se do seu no-
me sob a capa do leal ao governo, persegoem ]
execrandamente a liiimamd.ade I Com effeito
ha na poca presente um grande numero de
laea servos dos quaes Libera ucJ itiftne. salvo
honrosas excepQOes de distinctos caracteres, que
pouco fallam e milito obram a bem do governo.
O respeilavel publico deve ler observado, que
0 Sr. Joo Vieira de maneira alguma tocn no a
verbamento do Sr. Or. Carrea Luna L.Talvez
por esquecimenlo ou mesmo pela punca impor-
1 meta quo Iho mereccu o averbamenlo de um juiz i
de direiio, que elle o consideran no pararello de '
um passaro !. .e lauto foi assim, que o mandn
espingardear !!! Entretanto Ueus que u pai da |
innocencia fez com que sua subtil e misteriosa
acoao, movesse aquello virtuoso pai de familia
do lugir era que so achava, a ir procurar uma I
cousa que elle mesmo nao sabia o que ia pro- j
curar quando as bailas dos tiros disparados era !
direceo do lugar onde ello se recreiava em seus
estudos at 11 oras e meia no:le pregaram-sel
na janella !! On meu Deus que vergouhae)
que njJo.a para aquella infeliz comarca do Bo-
nito. O Sr. Joo Vieira historiando a sua fugi la
de Caruarii. quando a voz publica bradava zon-]
ira elle como auctor dos tiros desparados no Sr.
Ur. Corro Lima, e a sua i la a palacio, disse di-
riuimo ao Exm. Sr. Dr. Taques, infrmelo de
ludo, leudo ti lo o prazer de ser bem recolhido
por S. Exc. quo de mira exigi, que eu Iho ap-
parecesse sempre empalacio, o que curapri com
respeito e submisso 1 Oh 1 quanta huinildailu e
lealdade o Sr. Joo Vieira um perfeito servo
da cora russa !! Feliz do governo que livesse pnr
si s duzias de servos to dedicados : nunca ca-
hiria visto que nao se poda levantar ( hypocrialas
e cobarJo como ninguem! e que o asseverem os
Srs. Dr. Correa Luna, commendador Manoel de1
Souza Leao, eo capito Domingos de Souza liar-
ros : o prlmeiro foi espiugardeado, o segundo lo-
grado, e o terceiro atraico 1 lo e quem duvular
va esperimentar) continuando o Sr. Joo Vieira,
disse, o correspondente que reza por cartilha dif-
feronle, e que nao sabe o que tino e prudencia '
em um hornera da le! Que miseria um homem
que nao s iho dar razo por que anda de dous psl
Querer arrogar asi um eafkolef magistral!!! O
amor proprio faz-nos idolatra de nos mesmo e
tyrannos .'.os outios. ( C. Bastos).
O respeilavel publico deve saber que eu nao I
soo 0 primeiro a levar o Sr. Joo Vieira e seus!
miserandos feilos a emprensa ; nao, entre outros ;
ramios escriptos que contra elle lem sido publi-
cados nos jornaes desta cid ule veja-se o que
disse o Sr. capilo Domingos do Souza Barros,
em uma correspondencia publicada no Piano de
Pernanbuco de 29 de novera >ro de I89, depois
de provar exuberantemente a iraicao, quo o Sr.
Joao Vieira Ihe armou sob o titulo de amigo es- j
pecial, accabou dizendo o s--guinto nao porm |
mu.la de admirar que esle individuo ou houvesse
praitcado isto commigo, quanlo ao [llm. Sr Ma-
noel de Souza l.eo, que o tirn dj po e da al- !
mocrevagem ello a:aba de se declarar inimigo !
J est feto eai morder a mo bemfeitor.a, e a
miulia que se estonda, quem pois precisar de um
traidor e ingrato, j sebe onde encontrar o raaior
d'elles O beija-floT om seus communicados
contra o Sr. J0.I0 Vieira dizia ; o Sr. Joo Viei-
ra (rata mal aquem o traa bem, e trata bem a
quem trata mal. Cumpre-me agora apresentar
ao respeilavel publicos documentos probato-1
nos, do que profer em meus escriptos acerca ;
das oceurrencias que sederam. Eu disse que do-;
pois do exarae dos iniventarios ao fuu de 5 a 6
das appareceram os tiros disparados no Sr. Ur.
Corroa Lima entretanto o Sr. Joo Vieira brus-
camente rel'olou este fado, o disseque multo de-
pois dos lros foi que se deu o exame dos inven-
anos, e comprouieiteu-se a apresentar ao ros-
petiivel publico esla certido, e S. S. uao a pre-
sentando sae-se muito mal, visto quo deixo ao
joi/.o da opinio publica.
Certido.film. Sr. Dr. juiz de diroto. diz Gre-
gorio Francisco Turres e Wasconcellos, que pre-
cisa a bem de seu direito que V. S. pelo seu res-
peilavel despacho mande que o esenvo Ferrei-
ra Paz certifique ao p desie o di*, moz, e armo
om que seprocedeu um exarae em vanos inventa-
rios e o qual exame se acha junto aos autos de
tesponsabilidade, instaurado contra o supplcan-
te c o ex juiz municipal Io. supplentc Joao Viei-
ra de Mello e Silva nestes termos pede V S. Litro.
Sr., doferiraenlo pelo que E. R. M.
Certifique.Caruar 10 de julho do 1860.
F. A. RiDeiro.
Certifico que revendo os autos quo faz menso
a pelico supra, d'elles consls ter se procedido
exame em dez autos de inventarios, no da 7 de
junho de 1858, o referido e verdade do que dou T.
Cidade de Caruar 10 de julho de 1860. B>i
Joo Evangelista Ferreira Paes, escrivo do juiz
o escrerj. Sellado.
Enlo Sr. Joo Vieira, foi 011 nao 5 dias antes
dos liros ? e o exame a 7 e oa Uros a 12 de jn-
nho da 1858 1 a onde vai S. S. ver bem ai certi-
do para sua defesa ? O publico que nos julgue.
Entretanto 8qui termino por hoje e nao qu^ro
massar a paciencia publica, araauhaa vira igual
porco para melhorsorem apreciados os factos de
um homem que ai qualtdade de delegado e jan
municipal supplente, foi um flagello pars aquello
infeliz termo de Caruar. Sou Srs. redactores
seu constante leitor.
Sebastin Paes de Souza.
Recife de novembro de 1860.
Publicacoes a pedido.
ELEICO
*
dos juizes ejuizas e mais empregados,
que ho de festejar o arcanjo S. Mi-
guel no anno de 1861 na igreja ma-
triz de Santo Anto.
Juiz por eleicao.
O Illm. Sr. capito Francisco Bernardo da Cunha.
Juiza por eleico.|
A Exma. Sra. consone do Illm. Sr. major Jos
Gomes da Silva.
Juizes por devoran.
Oslllras. Srs.:
Fdippo Jos Alvares.
Jos Francisco da Rocha Guedes.
Juizas por devogao.
As Exmas. Sras. :
Consorte do Illm. Sr. tenenle Miguel dos Anjos
Alvaros Pr.>zeres.
Consorte do Illm. Sr. Manoel Tlicodosio.
Escrivo por cleico.
O Illm. Sr. alferes Geraldo de Barros Coollio.
Escrivaa por cleico.
A Exma. Sra. consorte do Illm. Sr. Antonio de
Alraeida Braga.
Escrives por devoco.
Os Illms. Srs :
Jos Francisco de Mello.
Joaquim Ignacio de Mcndonca.
Escrivas por devoco.
As Exmas. Sras.
Consorte do Illm. Sr. Francisco Antonio do Nas-
cimento.
Consorte do IiIm. Sr. Miguel Correa Gomes.
Procuradores.
Os Illms. Srs. :
Francisco de Paula Simos.
Norberlo Francisco da Silva.
Antonio Jos Tiburcio.
Thosoureiro.
O Ihesoareiro da irmandade, o Illm. Sr. Jos
Francisco da Cunha Pedrosa.
Assignados.-cO viga rio interino, Joaquim de Ara-
gao d'Ebla.
O juiz da irmanlade, Alexandre Jos de Hollanda
Cavalcanti. #
Os abaixo assignados, caxeiros despachantes
de casas c de- cumprir um imperioso dever so nao nessom
ao Illm. Sr. commendador Joo Xavier Cnrneiro
da Cunha, es-administrador da mesa do consu-
lado geral, umi manifestacao solemne de quan-
lo se achara penhorados pelas maneiras delicadas
e. polidas com que sempre foram tratados por S.
S., assim como pela promptidio, diligencia e
disvello cum que o digno ex-adminisirador do
consulado geral saba desempenhar os posados
encargos inhorentes ao seu emprego, do modo a
satlsfazer as necessidades do conimercio, que nun-
ca leve de soffrer com a morosidade o 1 m von-
lale do chofe de to importante reparlico pu-
blica, Assim os abaixo assignados vem pressu-
rosos perante o publico offerecer ao Illm. Sr.
commendador Joao Xavier Carneiro da Cunha, a
exprsalo sincera de sen agradec men I o, de seu
respeito, e de sua profunda considerarlo. *
Recife de novembro do 1860.
M inool I.uiz Alvos Vianna, Jnaquim de Lomos
Ferreira. Pedro Jos Piulo, Manoel de Araoj a Al-
coforado. Joo Carlos Lumachi, Jos da Silva
Noves, Joaquim .los Ferreira da Rocha. Joan
Baptista Moreira, Joaquim Pedro da Costa Morei-
ra, Paul,1 JustinianoTavares, Miguel daMotti F.,
Joo C. Pacheco Soares, Antonio Pereira da Cu-
nha, Josutno Barroso do Mello, Joo Francisco
Antones, Justiniano Antonio Alvos Stares, Fran-
cisco Xavier de Si Leilo, Francisco da Cosa l!i-
beiro, Americo Jos Lins Wanlerley, Pergenlino
de Aquino Ponceea, Francisco Rodrigues do*
Santos, Manoel Vctor de Jess da Malla. Pedro
Rodrigues de Oliveira, Antonio de S Loito,
Manoel Martins Peres. J. II J Andrade Jnior,
Jos Joaquim Fernandos. Joa luim da Rocha Car-
valho, Americo Nelto J. de Moraes, Jos Antonio
Pinto. Francisco de Asss Pinto, J 1 si'; Antonio
Pinto Serodio, Vicente T. Coimbra Jnior, Manoel
Antonio Simos do Amaral Jnior. Joo [Liberto
Augusto da Sha. Clemente Baptista de Oliveira
Guimares, Joo Barrozo de Carvalho, Manuel
Ferreira Barbosa. J. B. Cotelho.
Para o Sr. ministro do im-
perio ver.
Nenhum empreado fjeral pode
aceitar emprego algum provincial sem
(pie previamente solicite e obtenlia a
sua demtssao. Avisos de 10 de no-
ve nbro de 1817 e 7 de outtlbro de
I8i3.
Ora, nao tendo sido derrocados os ci-
tado* avisos, cuja tao sabia, quao ter-
minante disposicao se acaba de ler : e
fora de dtiviila que nao deve coiitmuar
a ser inspector cial o proteisor de eeometria do colle-
gio das artes (011 a ser professor degeo-
metria do collegio das arles o inspec-
tor da tliesouraria provincial )
l'-sse funecionario, a despeito dos avi-
sos citados, foi no men do inspector da
tbesouraria provincial de Pernambnco ;
e, em prejtii/.o do seu substituto, da
instruceo e dos cofres publico*, se acha
lora da sua cadeira, ba 15 annos!
(fazem boje 15 de setembro de 1860.)
NOVO BANCO
PER]1AIBIJ0.
EM 6 DE NOVEMBRO DE 1860.
O Banco desconta na presente semana a 10 %
anno al o prazo de 4 mezes, e a 12 /0 al o
de 6 mezes, e toma dinheiro em conlas correnles
simples ou cora juros polo premio e prazo que
se convencionar.
Alfandega,
Rendimenlo do dia 1 a 5 52:5870G8
dem do dia 6.......1SS:314804
xada nos lugares mais pblicos desta freguezia e
publicada pela imprensa.
Dada e passada nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, primeito districlo da fregupzia da Boa-
vista, aos 12 dias do mez de setembro do anno
do nascimento de N'osso Senhor Jess Chrislo de
1860.
F-u Francisco de Barros Corroa, escrivo que o
escrevi.
Clorindo Ferreira Cato.
Declaracoes.
64:9015872
niovimento da alfandega*
V'olumes entrados com fazendas.. 8
com gneros.. 292
Volumes sabidos com fazendas..
com gneros..
------ 300
187
206
------393
Descarregam hoje 7 do novembro.
Barca francezaSolierecarvo.
Barca francezallaonlfarinlia e batatas.
Barca americanaAzelia faiinha de trigo.
Barca americanaJulia Cubbtrilitos de ferro.
Rrigue inglez Birom idem.
Brca inglezallercilacarvo.
Brigue inglezSpyidem.
Barca ingleza Olindabacalho.
Bara ponuguezaProspero bacalho.
Barca ingleza[mogenomercadorias.
Brigue inglozLumbyferro.
Brigue inglez-Vivididem.
Brigue oldemburgupzAnnacarvo.
Brigue portuRuezRelmpagodiversos gneros
Brigue americanoA M. Robencarvo.
Brigue inglezSilvatritrilitos do ferro.
Briguo ingle/.Iledouintrilitos de ferro,
tonsuiailo {eral.
Rendimenlo do dia 1 a 5 2 413$49i
dem do dia 6....... C29.>7.V7
30459251
Diversas provincias.
Rendimenlo do dia 1 a 5 2185119
dem do dia 6....... 78j28l
2$700
Rccebeiloria de rendas interna*
Reraes de Pernamlmco.
Ilondimonlo do dial a 5 3:197?974
dem do dia 6....... 1:587#366
4:7859340
Consulado provincial.
Randimento do dial a 5 2:057254
dem do dia 6....... 869560a
22G;S'i
^ovimQuio do porU). t
Navio ahido no dia C.
Maceibriguo inglez Fairy, capito Tliomaz
Perris; cargabacalhao.
91 5 3 O. te a. a C0 os a. a 3 1 Horas 1
'SI "l o B 3 o 73 C/3 a a Atmosphera. c u
* W Direceo. 5! H O < > >-
* W i e o o V es o s 1 | Intensidade 1
SU ia ce ce ce fe ta a ta i Centgrado. 1 H P! S O m '-i 5 < pr
4 CC ce S Fahrenheit C-
-a ce 3 -i -i -4 Hygrometro
5 CC o C-: p co ~' Inglez. > J
-i vi -1 1 o: a -1 Cn "ce 1 r Franccz.
Al as 9 horas e 30' reinen o mesmo vento e
com a mesma intensidade, acalmando depms e
assira conservou-se at as 17 h. que comecou o
terral do quadranie de NO e assira amanheccu.
OSCILLAC.AO D\ MAH.
Proamar a 11 h 18", altura 4 8 p.
Baixamai as4 h 30*, altura 1.9 p.
Observatorio do arsenal de mariitha 6 de no-
vembro de 1360 ROMANO STEPPLE.
^taes.
GOMMERCIO.
Praca do llecife 6 de no-
vembro de 1860.
\s tves Vioras ia t-ipAe.
Cntaccs offlciaes.
Cambio sobre Londres- 26 1|2 e 26 3(4 d. 90 djv
Descont de letras12 0|0 ao anno.
Couros seceos salgados222 rs por libra.
George PatchettPresidente.
ubourcq Secretario.
Caixa filial do banco do
Brasil.
EM 6 HE DOVEMBRO DE 1860
A caixa desconta letras a 10 0/0, toma saques
sobro a praga do Rio de Janeiro, e recebe di-
nheiro ao premio de 8 0|r>.
Novo Banco de
Pernambiico.
Km 21 do agostad el K(U).
O banco desconta na presente sema-
na a 10 por cento ao anuo at o prazo
de 4 mezes e 12 por cento at o de 6
mezes, toma dinheiro em tonta cor-
reate simples ou cora juro$ pelo pre-
mio e prazo que e conyencionar.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria pro-
vincial, em rumprimoiito das ordous do Exm
Sr. presidente da provincia, manda fazer publi-
co, que com a data de Io de setembro proxime
lindo, paga-se om npolices loda a divida liquida-
da de obras publicas; portento sao convidados os
respectivos credores para mero declarar nesta
Ihesouraria se querem ser assim pagos.
E para constarse mandn afixar o pxosenle e
publicar polo Diario. Secretaria da Ihesouraria
provincial do Pernambueu 31 deouiubro de 1860.
O secretario, A. F da Annunciacao.
O cidado Clorindo Ferreira Catiio. juiz do paz do
primeiro districlo da freguezia >lo Sanlis.-imo
Sacramento do bairro da Boa-Vista, em virtu-
de da lei, ele.
Fago sabor aos que o prsenle edilal virem,
ou delle noticia liverem que Doniingos Jos da
Costa Guimares me enderegoja a peligo du theor
soguinte :
!)iz Domingo' J"s da Costa Guimares, como
cesionario oe Bastos (J Fonles, que quer fa/er
rilar a Francisco Augusto da Costa Guimares,
para por rnoios conciliatorios pagar ao supplicau-
le i quantia de 5:000>j3, priocipal de uma hy-
polheca e mais uros na mesma estipulados, e
como o BUpplicadO se acha ausente era lugar nao
sabido, quer o supolicanie justificar sua ausen-
cia, por isso reauer a V. S. se digne admittir o
supplicante justifica-la, e justificada esta, se pa--
se carta de editos, o lira de ser o supplicado ci-
tado por edites para o fim requerido sob pona da
lei. Pode ao Illm. Sr. juiz de paz da freguezia da
lloa-visia, assim Ihe delirali R. M.Como pro-
curador, Rolchiades Antunes de Almeida.
E mais se nao coniinlia em dita peligao, na
qual profer o meu despacho do theor segointo :
Justifique. Primeiro districlo da Boa-Vista, 19
de setembro de 1SC0 .loriodo Clao.
E mais so nao cootiuha em dito meu deepacho,
e lendo o sopplicantejoglifica lo o deduxido om sua
pelico que foi |.or mira julgado por seulenga, man-
deipassar a presente cora o prazo de 30 dias para
no llm delles procederse a conciliacao contra o
supplicado Francisco Augusto daCosla Guimares:
e para que a prsenle chegue ao conhecimenlo
do supplicado, seus prenles e amigos ser affi-
A cmara mupicipal desla cidade faz sesso
ordinaria no dia 12 do correte e seguimos.
O novo banco de
Pcrnambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emisso do banco.
Directora geral daiiislrucco
publica.
Fago saber a quem convier, de ordem do Illm.
Sr. director geral interino, que continan) a oslar
yagas por falla de concurrentes, as cadeiras de
inftrucao elementar do primeiro grao para o sexo
masculino, do Pilar de Itamarae, Buiqtie, fre-
guezia de Una, Abreu de Una, Taquarilinga,
Tirnbab.a, Vicencia e S. Vicente ; pelo que sao
de novo postas concurso, rnareando-se o prazo
di; 1) dias a contar da data desle, paia a inscrip-
caoc processo de habilttago dos oppositnros. na
forma das instrueges de i I de junho de 1859.
Secretaria da instrurr.ao publica de Pcrnambu-
co, 3 de novembro do 1&60.O secrolario inte-
rino, Salvador Henrique de Albuauerque.
Do nrdom do Illm Sr. inspector da Ihesou-
raria de fazenda desta provincia se faz publico,
para conhecimenlo dos iniorossados, quo no dia
10 do presente mez romecar a ter exerugo nes-
ta provincia o novo regulamenlo das all'itdtgas
o mozas do rend* mandado vigorar pelo decreto
2,617 de 10 de setembro ultimo.
Secrelaria da Ihesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 3 de novembro de 1860.O officiol-
maior interino, I.uiz Francisco de S. Paio e
Silva.

Consclho ailministrativoi
O cnnselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, cumprindo a oroom do
Exm. Sr presi tente da provincia do 29 de onln-
bro.proxlmo passado, lem de contratar a pobli-
cago dos annoncios para as compras e reelhi-
mi utos dos gneros durante o prximo trimestre
de la de novembro a 15 de fevereiro de 1861.
Os concurrentes devero offerocer as suas pro-
ponas em carta fechada, na secretaria do cnnse-
lho, s 10 horas da roanha do dia 12 do andan-
te mez.
Sala das sessoos do cnnselho administrativo,
para fornecimento do aisenal de guerra, 2 de no-
vembro de 1860.
He Joslamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coionel "ogal secretario interino.
Consellio administrativo.
0 consclho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
los seguinles :
lo. batdlho de iufanlaria.
438 1, 2 covados de panno verde.
50 varas de aniagem
401) vares de cordo proto de lia.
1 ion boles grandes de metal bronzeado com
o n. 10.
900 ditos pequeos de mclal bronzeado com
o n. 10.
2o 1/2 varas de tranca de laa (conforme o figu-
lino
loo bonets.
UR) esleirs.
100 grvalas do sola de lustre.
100 mantas do la.
4." batalho de arlilharia.
3128 botes grandes de metal amarollo com
o II. i.
2082 ditos pequeos de metal amarello com
o n. 4.
Companhia de artfices.
92! boles grandes do nielal amarello com
o n. 3.
588 botos pequeos de mclal amarollo com
o ii. 3.
Quem quizer vender taes objectos. aprsenle
as suas propostas em caria fechada na secretaria
do consclho, s 10 horas da manlia do ia 9 do
con on le mez.
Sala das sesses do ronsellio administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 2 de
novembro de-1860.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Co-onel vogal secretario interino.
Directora geral da iistrieeo publica
tic Pcrnambuco"
31 deoulubio ilc 1860.
O director geral interino da inatroccao publica,
ODvido o couselho director em sessao do 18 do
corrillo, e de .onformdade Com O disposln na
lei regulamenlar n* 369 de 1 i do maio de 185,
consideraincurso no ait. 99 da ojuda le, o pro-
fessor particular de nslrucco primajia da cioade
do Rio Formoso, Jos Hara de Figneiredo, e
como lal stijeilo pagar a mulla Oe rincoenta
\ mil res (OOO) por se nao haver habilitado com
; o exame de verifteaco de eapacidado proOssio-
nal, e nem requerido a competente liconoa ; le
I vendo o mencionado professor recolher Ihesou-
raria da fazenda provincial a dita quantia decin-
coonla mil res dentro do prazo de trinia dias
contado da dala desle ; lindo O qual ser a mes-
ma mulla cobrada exoediiivamenie, como sepra-
tica com a divida aclivi) provincial, provcnienle
dos impostoa.Jost SoQrs de Azecedo, director
geral interino.
Pela subdeTegaicwa da freguezia dos A toga-
dos se faz publico que se acha guardado um ta-
boleiro com urna porcfio de milho. arroz com
casca, um bilaio cora um pnuro de leijao mula-
linho, e um pralo com b.anha de porco, que so
julga pertencer ao cadver de urna prela que pe-
recer afogada : quem so julgar com direito,
c impareca.
Sublolegacia da freguezia dos Afogados 2 de
novembro de 1860. subdelegado,
Antonio Goncalvesde Moraes.
THEATRO DE S. ISABEL.
miriMiu Lvitici he g. mwMMai
Quartafeira 7 de novembro.
Represenlar-se-ha a muito applandida opera em tres aclos de Verdi :#
LICIA DE LAIHMERNOOR.
Principiar s 8 horas em poni.


<)
MARIO DE PEWilBMUCO. QlARTA PEIRA 7 DE NOVEMBRO DE 1860.
Avisos martimos.
PARA.
Segu cm poucns dias e cm direitura parao
Para, o brigue escuna nacional Graciosa, capilao
e pralico Joo Jos de Souza, para a pouca car-
ga que Ihe falta trata-se cora os consignatarios
Alroeidn Gomes, Alves & C, no seu escriplorio
ruada Cruzn. 17.
HaranMo e Para,
Segu com brevidade o bem conheci'Io hiate
indo Paquete, capilao Jacintho Nunes da Costa
por ler parte de seu carregamento promplo ; para
O resto e passageiros, trata-se cora os consiena-
tarius Almeida Gomes, Alves & C, no seu es-
criplorio. ra da Cruz n. 27.
Porto por Lisboa.
Vai sabir para o Porto com escala por Lisboa
at o dia 25 do correte mez o brigue porluguez
Promplidao II, forrado e encavhado de cobre,
de PRIMEIHA MARCHA E CLASSE, por j ter
parte do seu carregamento; para o resto e passa-
geiros, para osauaes tem excellenles commodos,
trala-se com Elias Jos dos Santos Andrale &C,
ra da Madre de Dos n. 32, ou com o capilao.
Para em direitura
O hiate Eora Amigo tem metade do carrega-
mento. e segu em poneos dias ; trala-se com
Marques Barros & C, no Corpo Santo n. 6, ou
com o capilao Pereira Marinho.
Porto por Lisboa.
Vaisahircom brevidade para o Porto com es-
cala por Lisboa, o brigue portuguez Promplidao
II, forrado e rnoavilhado de cobre, de PRIM EI-
RA MARCHA ECLaSSE: para carga e passagei-
ros, para os quaes tora encllenles commodos,
trata-se com Elias Jos dos Santos Andrade &
C, na ra da Madre de Dos n. 32, ou com o ca-
pitc.
mencionado ptedio da ra de Hortas, Oj PI IX PONTFICE E RE
qual edieado ha pouco tempo, os ,EL0 SEJ(II0Il
Srs. jsretendentes podem dirigir-se ao D. Antonio de MdCedo Costa,
mesmo agente para mfortw/ias. Bspo e,eito do pap
Eloquente demonstraco do poder
terrporal do Papa.
Vende-seno bairro de Santo Antonio
as livrarias dos Srs. Guiraaraes & Oli-
veira e Nogueira de Souza & C. ; e no
bairro do Reciena livraria do Sr. Jos
de Mello : preco 2$.
Yaccina publica.
Commercial.
Quinta-feira 8 do corrente.
Antones autorisado pelo Illm. e Exm. Sr. Dr.
juiz especial do commercio. a requerimenlo dos
depositarios da massa fallida de Garrido & Vei-
ga, far leilao no dia cima designado das fa-
zendas e dividas que conslitucm a referida
sa. Principiar as 11 horas em ponto.
mas-
O agente Hyppplito autorisado pelo
Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos e a raque-
rimento dos herdeiros do linado Joao
Tayares Cordeiro, vender' em leilao
quinta-feira 8 do corrente, um escravo
(cabra) proprio para servico de ra ou
enchada, em seu armazem na ra do
Imperador n. 35.
COMPAMIIA PEMHRliCANA
DI
Navegacao cosleira a vapor.
O vapor (juarass, commandante Moreira se-
gu viagera para os porlos do norte at o Aoa-
rac no dia 7 de novembro s 5 horas da tarde.
Recebe carga oara o Acarac, Cear e Ara-
caty nos dias 30 al 2 para o M.icau do
Ass. Rio Grande do Norte c Paralaba, nos dias
5 e 6 at ao meio dia.
O expediente na gerencia ser al ao meio dia
e depois de fechado nada mais se admittir. Es-
criplorio no Foite do Mallo d. 1.
Aracaty e Assi.
Segu por estes dias o hiate Gratido ; para
o resto da cirga c passageiros, trata-se na ra do
Codorniz n. 5 com Poreiaa & Yalente, no Forte
do Mallos.
Lisboa.
Vai sahir com muita brevidade a bem conhe-
cida
Barca Gratido
para carga e passageiros, trala-se com os con-
signatarios Carvalho, Nogueira (S C, na ruado
Vigario n. 9, prineiro andar, ou com o capilao
Borgt'S Pestaa.
Quarta-feira
O agenle Evaristo,
7 do corrente.
far leilao da taberna n.
lote a dinheiro ou
os fiadores,
licar com a
no referido dia cima as K) horas em
50 da ra Nova, em um s
mesmo a prazo parle, sendo idneos
a casa sera garantida a prssoa, que
taberna
ponto.
O
Sexta-feira 9 do corrente.
O agenle Pinto far leilao em seu armazem na
ra da Cruz n. 51,dcumi mobilia de Jacaranda,
duas de amarello e milites oulras pegas avulsas
que estarao vista dos compradores.
Principiar as 11 hords.
res
Quinta-feira
PELO
8 do corrente.
AGENTE
Baha.
A escuna nacional Carlota, segu em poneos
dias para a Bahia, tem parle de sua carga en-
g.ijada ; para o resto trala-se com .o seu consig-
natario Francisco L. O. Azevedo, na ra da Ma-
dre dc-Deus n. 12.
O referido agente far leilao por conta de
quem perlencer no dia arima designado e pelas
10 horas da manhaa porta do arinizera do Sr.
Annes defroute da aliandega
DE
7 caixas com amendois em casca as melhores
que tem vindo a este mercado.
Caixas com phosphoros do giz o mais prompto
que possivcl anda mesmo debaixo d'agua.
Rio de Janeiro.
A fretes baratos.
rara
Na ra do Fugo.
Sexta-feira 9 do crrenle.
Antuues far leilao era seu armazem na roa
do Imperador n. 73, de um sobrado de um an-
dar e solao. silo na ruado Pago n. 33. o qu.il
tem chaos proprio-^, 2 aalas, tro-! quartos, um so-
. to com cosinha,quintil, cacimba el:., lendo a
O patacho Anna, segu parao Rio de Janei-. i0ja cosjnna fora
ro por estes dias, recebe carga por baralo frete : '
a tratar com Tasso limaos.
Para o Aracaty e Assu',
o hiate Dous Irmos j tem a maior parte da
carga ; para o resto trata-se com Martina & Ir-
mao. ra da Madre de Dos n. 2.
Para Lisboa
vai sahir impreterivelmente no dia 20 do corren-
te o brigue porluguez Relmpago : quem no
mesmo uui/.er ir de passagem, para o que offere-
ce xcellent's commodos. dirija-se ao consigna-
tario Thumaz de Aquino Fonseca, na ra do Vi-
gario ii. 19, primeiro andar.
Para Maceio.
O veleiro e bem conhecido cter nacional Em-
ma segoe para Macei em poucos dias ; para al-
guma carga que llia fdlla, trala-se cora Francisco
L. O. Azevedo na ra da Madre de Dos n. 12.
Para o Rio de Janeiro*
O patacho nacional Julio, pretende seguir nes-
tcs dias. para o resto da carga que Ihe Talla tra-
ta-se com os seus consignatarios Azevedo Mendos, noseu scriptorio ra da Cruz n. 1.
Para o liio de Janeiro.
O velheiro o hem conhecido patacho nacional
Beberibe, pretende seguir com muita brevidade,
tem a seu bordo parte de seu carregamento para
o resto que Ihe falla trata-se com os seus con-
signatarios Azevedo & Mendes, no seu escriplo-
rio ra da Cruz n. 1.
Na
tnesma occasiao
vender um cxcellcnte cavallo com todos os ar-
reios novos.
Transmissao do fluido de braco braco nas
quintas e domingos, no torreo da alfandega, o
nos sabbados ateas 11 horas da manhaa, Da re-
sidencia do comtnissario vaccinador segunda
andar do sobrado da ra estreita do Rosario nu-
mero 30.
Em praca publica do juizo dos feitos da fa-
zenda, se ha de arrematar no dia 8 do corrente
os bous seguintes, pela fazendx nacional:
Urna casa terrea sila no largo do Amparo da
cidade de Olinda, com as proporcoes seguintes :
63 palmos de fundo e 24 de frente com 2 quartos,
2 salas, toda em bom estado, avahada era 100#|
pertencente a irmandade do Senhor Rom Jess
da Grae.a do Amparo da cidade de Olinda.
Oulra dita terrea sita no largo de S. Pedro
Novo era Olinda, com as proporcoes seguintes :
30 palmos de frente e 48 de fundo, sala adianle
e alraz, sotan e 5 quartos. cozinha fora, quintal
mura lo com duas larguras da casa, teudo igual
compnmeriio de fundo com 2 pones. sendo um
na irente e ouiro no oitao, quartos para pretos e
estribara, a cacimba e algumas arvores de inic-
io avahado por 1:500$. pertenceule aos herdeiros
de D. Iguaria Maria da Conceicao.
Outra dita terrea sila na ra da Roa Hora em
Olinda, com 32 palmos de frente e 57 de fundo,
2 salas, quintal aberlo, avahada per 4003, per-
tencente a irmandade de S. Benedicto.
Um cavallo caslanho bom carregador baixo,
avahado por lOOtf, pertencente a Augusto Ficher.
Um relogio de ouro palete orisonlal suisso,
fabrica coberla, avahado por 30$.
Um trancelim de ouro avahado por 20#, per-
tencente a Francisco Maria Duprat.Caelano Pe-
reira de Brilo, solicittador interino.
O engenho Bonito da freguezia de Naza-
relh, precisa-se do um feilor, proferindo-se por-
tuguez e que lenha cunhecimeuto desse servico :
a tratar com Leal & Irmo, na ra da Cadeia Ve-
Iha do Reeife, escriplorio n 56.
Um moco solleiro, estrangeiro, precisa alu-
gar urna sala fresca e decente, com alenva ou
quarto : quem tiver, dirija-so casa da Cadeia
do Recifc n.37.
Pernambuco British Clerks
Provident Asseciation.
The quaterly meeting ot thes society
will be held on Friday nov. 2 nd, al 40
p. m.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casade SamuelP.
o ios ton & ra da Senzala Nova n. 52
^ U Ur. Cosme de Sa' Peieira du' g
S consultas medicas em seu esciip- g
V torio, no bairro do Reeife, ra ^
H da Cruz n. 53, todos os dias.me- 8
Jg nos nos domingos, desde as 6 |>
g horas ateas 10 da manhaa, so- 9
bre os seguintes pontos ||
I.' Molestias de ollios ; ^
2. Molestias de cora rao e de |
peito ; jg
3.- Molestias dos orgacs da ge- p
racao e do arius ; S
I." Fraticara' toda e qualquer ^
operarao que jutgar conve- M
nientepara o restabelecimen- pj
to dos seus doentes.
O examedaspesfoaqueo con-
sultarem sera' feito indiitincta-
menle, e na ordem de suas en-
tradas, fazendo excepcao os doen-
tes de olhos, ou aquelles que por
motivo justo obtiverem hora
marcada para este fim.
CASA DE SALDE
ra
Sita em Sanio Amaro.
Este estabelecimento continua debaixo da administracaQ dos pro-
pnetarios a receber doentes de qualquer natureza ou catheporia
leja.
que
fSJ p ze, e cuidado alli empregados para o prompto restabelecimen-
(J t0 dos doentes geralmente conhecido.
Quem sequizerutilisai podedirigir-se as casas dos proprietarios
^ ambos moradores na ra Nova, ou entender-secom o regente no esta-
; tabelecimento.
* r. *
JesAus%Tv7aS-t7rVna!,ra,,,dad? d0 Senhr Bo._
jess oa va-sacra na sua ereia de S-mi c*
t conv.de, a lodosos seus irmao.Jpa7a %[
e2 i nn.dl?. d0 co.rrenle P' 9 horas dT maK
W$ Pan?plra,ar'SB dS n/g0Cr de urSeoc" endent
ffi T? T!niladc' Consistorio na igreia do
Santa Cruz 4 de novembro de 1860.-Manel da
Silva Bustos, escrivao.
4, BStefi&fiK ese ssg^essa^&ss^
O engenhoro S5V^
Quintanilha. relirando-se para a corle no
vapor Toc.ntins, que sahe amanha e
nao Ihe sendo absolutamente possivcl
pela urgencia da sua partida, despedir-sd
de todas as pessoasque aqu o honraram
comsua amizade e obsequios; fa-lo Dor
relLnH"?-pr"loslando-|he um profundo
econhec.menlo c olTerecendo-lhes seus
serv.cos na capital do imperio onde re!
Reforma deprecos.
Escravos. .....
Marujos e criados, .
Primeira classe 5jj| e. ,
As operaqoes serao previamente ajustadas.
2jf000
2.S00
3,^500
Billiar do commercio.
Bairro do Reeife
Ruado Torres n. 12.
>.
Este estabelecimento estar aherto
das das 9 horas da manhaa em diante.
Os abaixoassignados natlicipam '
hoje deixou de ser caixeiro de
Ovidio Jos Barbosa Guerreiro
rembro de 18G0.
todos os
quo desde
sua casa o Sr.
Reeife 5 de no-
aa.
TABAC CAPORAL
W eposilo das manufacturas mvcr'iaes deFran^a.
Este excelente fumo acha-se depositado, dirctaraente na ra Nova n. 23 ESQUINA DA
GAMBOA DOCARMO, o qual se vende por masos de 2 heciogramos a 155000 e em norcaode
10 mseos para cima rom descont de 25 porcento ; no mesmo estabelecimento acha-se ta.nbem
o verdadetro papel de hnho para cigarros.
-Manoel Alves Ferreira & Umi
MHM,
A rasa da ra da bica de S.
de Jess,
encenteYGr^rio6 1^^ "^ n'
de^dhr\irdeno,Mdoube
quanlia de 73nT,
o
corrente anuo pela
que se previne para evitar
qualquer equivoco. Nesle sentido poder e en-
tender qualquer pessoa na roa das Trincheira.
sobrado ii. 40. so-undo andar "*""'
Menino adiado.
No dia 3 do correle.
para qualquer
anuos, com camisa
2 bronco, sem chapeo,
Muit > se deseja fallar com os sennores a bai-
xo declarados, na ruado Queimado n. 39, loja.
Antonio Jos deAmorim.
Antonio Francisco da Silva.
Manoel Jos Milele Meiriz.
Joaquim Jos Botelho.
Alugam-sc dous andares do sobrado da ra
da Cadeia n. 24, lendo commodos para grande
lamilla : a tratar na loja do mesmo.
Empieza da illu-
miuaco a gaz.
u.ircHca, e .-e ollerecc para seguir
parte, um pardinho de 8 a 10
e calca de riscadinho azul
o qual diz nao terpai nem n
do padrinho, do onde sal
com dirrilo a elle, dirija-se a barcaca S
harina, tundeada defronto da esc.oinh. da .I-
fondega. a fallar com o mestre Joao Gu.lberto de
rarla%~-2 ?eS"ndo andar da casa n. 19 na
ra das Tnncheiras : a tratar
e viva em casa
quem se julgar
Constando empreza da il
rnesma casa, ou na ra nova "tota lffi'l.S
II* o.
uminacao a gaz que No dia 29 de oulnbro nroximn duh. i
algumas pessoas tem mandado augmentar ou col- Rio um molequn de 14 a 15 a m I dn^i r
locar novos b.cos e encamenos em su.-s casas bio, com um ferro ao pesroro Irvo l\~
{ por machinislas [alias aventureirnsl "> -- *--- nmiMi........ 0> levou TPslido
_ Precisa-se de urna senhora com as habilita- eropreg '
ces necessarias, que se queira encarregar da dos por
educaco do meninas no engenho Tentugal da 'e abuso
freguezia de Barreiros : a tratar na ra da Moeda seu regulamenlo, o qual do Iheor iegu
, si jndo andar. a No escriolono da nnnro mn?.... '-. Al Uii-a~SC
itmiuMcs (anas arcniurcims que nao sao una calca escura suia. um palelot bnneo Z"
jados seus. e com apparelhos nao forn,,,- qual encobre o ferj; quenf o p"ar levo ??
relia tem resolvnlo, para acbar com es- do Crespo 20, on a ra estrila do Rosario n
=o por em rigorosa pralica o artigo 7 do A que se recompensar wru" ao """"o n.
8

nmmmmm-mmsss mmi
mmm brasileirv
DE
PAQUETES A VAPOR.
F.spera-se dos poilns do sul al o dia 14 do
correnle, o vapor Paran, commandante o pri-
meiro tunele Pontes Ribeiro, o qual depois da
demora do costume seguir para os portos do
norte.
Recebem-se desde j passageiros e engaja-sa
a carga que o vapor poder conduzir a qual de-
ver ser embarcada no dia de sua chegada : agen-
cia ra da Cruz n. 1, escriplorio de Azevedo
Mendes-
LeiJoes.
O agente llyop .lito fara' leao de
um carro de vidraca forrado e pintado
com i rodas de sobresalen tes, e tim rn-
briolet de coberta tambem forrado e
pintado de novo e al^runs arreios eco-
Iheiras, tu lo sem limite: quinta-feira 8
do corrente as .11 horas em ponto em
seu armadora sito na ra do Imperador
n. o.
Avisos diversos.
_ Aluga-se urna escolenlo casa sita na povoa- didos
cao do Monteiro, com bastantes commodos para
grande familia, na qual lem eocheira o estribara
para cavados ; a tratar com Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 14, primeiro andar.
# Alten cao
i
Perdeu-se no dia 1." deste mez, do Recite i!
ra do Imperador, um embrulhoznlio lacrado
com a subscripta Messiears S. Blum I.ehmann &
C, 20 ru Meslay Paria : quem o tiver adiado e
quizerrestituir, pode levar a ra do Crespo n.
IG. primeiro andar, que ser generosamente gra-
lilicado.
Muita attencao.
Precisa-se de 3C0j) a juros rom hypolheca em
urna escrava, e pelo lempo que se convencional-:
quem quizer fazer esle negocio, annunciA nnr
este Diario nestes poucos dias. "" Por j
2 DENTISTA FRANCEZ. :
> Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- 2'
> rangoiras 15. Na mesan casa tem agua e
* p denlifico. * ^a.AAAliAAiLLAjLAAAjLAAAAAAJ,A \
sup- do
..........nmnte
a .No escriplorio da empreza roncerla-se r res-
ponde-sc pela cfTicaiia dos apparelhos alliveu-
porm de maneira alguma se encorrega
de enllocar, concertar, responsabilisar-se ou
prir gaz pelos apparellms alheios.
F. visto que sendo a empreza, tanlo pelo seu
contrato como pelo regulamenlo do governo res-
ponsavel pelos damnos esinislros occorridos o
servico e fornecimento do gaz aos particulares
essa responsabilidade nao pedera existir, desd
que o material nao fosse fornecido por ella ca
collocacao nao fosse leita por operarios d'e sua
confianca
Assim a mesma empreza previne aos senhores
consumniidores que d'ora avante um minu
examo ser trimenaalmenle feito por um de eos
machimslas, e achando esle apparelhos ou qual-
quer objeclos que nao lenhain sido fornecidos
pela empreza, mandar esta immedialamenle
cortar o gaz.
Portante para evitar duvidas e reelamacoes pc-
de-se aquellos senhores que quizerem qualquer
ait-raeao na illuminaco de suas casas, queiram
por escrBto dar as suasordens, cm um Mvro p.
ra esse lim guardado no armazem da ra do Im-
perador n. onde poderao dirigir-se, sem o oue
nao serao altendidos.
Reeife. 30 de oulubro de 1860.
ostrn, fooker & C.
Ensino de msica.
; Precisa-se singar urna preta que
. sirva para vender na ra : nesla typo
graphia se dir'.
o primeiro andar da rasa n. CJ da ra Nora con
lenles commodos para familia emui lo aS
ASSOCIACIO POPILAR
DE
Soccorros Mutuos.
, i asaaii--ah sssws "
Secretaria da Associacao Popular de Soccorros
Mutuos j dnovembrode 1660. ^orros
Joao Francisco Marques.
1. secretario.
A Primavera.
Publica cao semanal de litte-
ratura, modas, industria,
artes, etc.
F.sla revista, cujo primeiro numero dever sa-
hir no comeco do mez de novembro
amenos de f pagiOM ^TmpieS^T'
siRnalun para as provincias 12a
por o meses, o j>
preco da as-
por anno, 78
.ssigna-se na
Aloga-se o primeiro andar da ra Nova n
21 : quera pretender, dirija-se a loja do mesmo.
1 rTcisa se de urna ama forra ou captiva
para todo o servico de urna casa de pouca fami-
lia : a tratar na ra da Cadeia do Uecife n
armazem.
19,
ASSOCIAQAO
DE
Soccorros Mutuos
stabcecida ra Londres
f &Kf|o) m mu.
CAPITAL
Cinco imHv.es de \ibiras
sterlinas.
Saunders Brotherso C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprietarios de
casas, e a quem mais convite, que eslao plena-
mente auturisados pela dita companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de le ha, e igualmente sobre os objeclos
que contiverem os mesmos edificios, quer con-I
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer i M
qualidade.
Jos Pinto deMagalhaes fazscien
te riiie admittio de caixeiro de seu es-
tabelecimento de carros fnebres do
pateo do Para izo casa n. 10. ao Sr. Ma-
noel Nova-s da Costa, o qual fica auto-
risado a tratar dos negocios do mesmo
estabelecimento at nova deliberacao.
K.lkmiinn Irmaos & C. a visa m ao
respe!tavel corpo do commercio que
foram nomeados
companluas de
Hamburgo.
agentes nesta praca das
seguros mai timos de
LEILAO
Quarta-feira 7 do corrente s
11 horas em ponto.
DE
Um predfl edificado ha
poueo sito na ra de
Hortas.
O agente Ca margo fara' leilao do
Lenta Euiancipacao dos Captivos.
Hojc as 7 horas da noite, haver.1 sesso ordi-
naria do ronselho, c domingo 11 do corrente. s
10 horas do dias, reuni.io da jsscmbla geral
para eonlinuaco do processo eleitoral pTece-
dendo a essa reunao, as 8 horas do dia'. a rcu-
niao dos socios, para encorpordos, assistr-se na
igreja deN. S. do Liviamenio o acto da bencao
dus sinos daquella igreja: espea, portanlo" o
Sr. presidente a concurrencia de todos os socios
Secretada das Associacao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emaucipacao dos Captivos 6 de novem-
bro de 1860.
Albino de Jess Bandeira,
1. secretario
Precisa-se fallar ao Sr. Joao Rodrigues
Vianna Biyama : em Santo Amaro, taberna de
Jos Jacintho de Carvalho.
Attencao.
Na ra da Praia n. 32, faaem-so foles grandes
e pequeos para ferreiro e engommadeiras, e pa-
ra qualquer outra arte, e lamtiem concertam se
os ditos velhos. faz-se bah a vonlado o dono,
ludu com perfeico.
Precisa-se arrendar ura enganhe que lenha
boas ierras, e se for d'agua ser melhor : quem
quizer arrendar, annuncie para se tratar.
Quem precisar do m hornera de meia ida- Senhr D8 "Wff n.ao 8e ?,,f',"
de, nascido em Portugal, para caixeiro, e al
mesmo se sujeia para criado de alguma casa
nicular para compras, recados e cobrancas,
casa de pouca
para alugar : na
saiba cozinhar
na ra do Cal-
para
a tratar
Estando a confeccionar-se o almanak
civil, administrativo, commercial, agri
cola e industrial da provincia, roga-se
aos Srs. que tem de ser nelle incluidos
de mandarem suas declarac/ies de rco-
radia e estabeleciraentos a'' livraria n.
6 e 8 da praca da Independencia e o
mesmo se pede aos Sr. de engenho e
rendeiros.
Precisa-so fallar ao Sr. Jos Goncalves da
Cruz a negocio de seu interesse : na rua'do Cres-
po n. 7. esquina da ra do Imperador
Guimares & Lima.
loja de
Allcnfilo.
Ao Sr. Antonio Francisco de Moura, empreea-
do no escriplorio da estrada de ferro, se roca o
favor de vir a ra do Imperador n. 14 pagar o
vale da quanlia de 453. na certea de que nao se
, allende mais a pedidos do mesmo senhor para
j mandar suspender annunrins nesle Diario vis-
i lo que seu carcter indiano disso, e se o mesmo
- *-----------------.r...t., irt.au<'9 ,5 l Ull (IIC-IS. t
que d fiador a sua conducta, dirija-se ao becco
da Bomba, no pateo do Carmo n. 5.
Feitor para sitio.
r!CiaI8.e.!?e " na ra de Apollo, aima-
tratar de gado e horU
zem n. 38.
Jos Maria Jorge de Azevedo.
Precisa-se de urna ama que saiba engommare
coser, que seja muito fiel e capaz, para casa de
pouca familia ; na ra do A morir n. 44 primei-
ro andar. r
Precisa-se de urna ama para cozinhar e
engommar: na ra das Agujs Verdes o. 26.
3Ra estreita do Rosario-3
Francisco Pinlo Ozono continua a col-
locar denles artificiaos tanto por meio
de molas como pela pressao do ar, nao
recebe paga alguma sem que as obras
nao Piquera a vontade de seus donos,
tem pozos eoutras proparaees asmis'
acreditadas para conserk-aca da bocea
i
Quem precisar de urna ama de
leite dirija se aos Afoga los ra de S.
Miguel n. 13, que achara' com quem
tratar, todo negocio se faz.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n
13 da roa da Lapa : a fallar na foja do mesmo.
Na na do Queimado n. 2, lerrciro audar
preparam-se bandejas de bolos de todo preco e
Rosto, assim como pudins, bolos do todas asquai-
lidades e tarobem se d bolos de vendagem
Quera tiver alguma prela para os receber, dir-
ja-se a mesma case.
Consulado de Portugal.
Nao lendo comparecido nesle consulado, apc-
zardo annuncioj feiio, seno dous credores do
finado subdito porluguez Domingos Jos Barrei-
ros. afim de se conceriar acerca da solugodos
seus crditos, de novo sao convidados todos os
credores para na quinla-leira 8 do correnle mez
de novembro comparecer nesle consulado, pelas
2 e meia horas da larde, afim de se tomar o ac-
cordo mais conveniente, na cerleza de quo aos
que nao coraparecerem nesse dia e hora nao se-
rao mais attendidas quaesquer reelamacoes.
Marganda Rodrigues Pereira avisa ao res-
peitavel publico e especialmente ao corpo do
commercio que admittio como socio e gerente de
seu estabelecimento de calcado, na ra da Irope-
/atriz n. 16, ao Sr, Francisco Jos Guimaraes.
~ Precisa-se de urna ama psra
familia, o tambera una escrava
ra do Hospicio n. 34.
Precisa-sede urna ama que
o fazer todo o servico de casa :
deireiro, taberna n. CO.
Precisa-se de costureiras para obr?s de car-
regacao ; na ra Direila n. 53.
ATTENCAO.
l-aco sentir ao Sr. Joan Antonio Carpinteiro da
Silva, que eu abaixo assignado, autoriiei ao raeu
amigo o Sr. Manoel Ahes Ferreira, para pagar a
conta que Vmc Ihe iropuzer que julga eu sei-
Ihe devedor ; que desojare! nao ver Vmc. o nem
pessoa de seu mando cruzar os meus baleles
tendente a semelhanle negocio.
Joaquim Amaro da Silva Passos.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra Imperial d.fronle do viveiro do Moni/, cdto
duas excellenles salas, com espacosas alemas e
quartos, soiiio com coziaba e 6 quartos, quintal
murado, rom gnlinlieiro, estribara e salud;
a mat, a margem da estrada de ferro ;
na ra da Cadeia do ltecife n. 36. loja.
Aluga-se um escravo, indo as 8 horas e
meia da manhaa e voliando a noilinha : hh ra
I-orniosi, casa do lenenie-coronol Vilella ; ltam-
be m mora lima pessoa que engorhma muito bem
para fura rnupa de homem e senhora.
Knnio Aureliano Cid, subdito portuguez
relira-SC para o Rio de Janeiro.
Um estrangeiro que falla e escrove correc-
tamente as linguas allema, ingleza, francera
hespanhola e porlugue/a, com militas habilia-
Ces do commercio pela grande prilica que tem
da escripluraeo mercantil, por ter oceupado o :
lugar degiurda-livros por muilos anuos : se of-
feroce para exerrer o mesmo lugar em qualquer
casa de. commercio, ou para smente escrlpturar I
qualquer livro : lambem so incumbe de fazer I
traducroesdo manifestse outros documentos re I
lativos a mercanca : a tratar na ra do Tran-
che n. 6. e
Offerec.e-se um moco para qualquer estabe-
lecimento ; escreve bem e conta, muito activo,
assim como d pessoa de capacidade que infor-
mara a sua conduela : quem precisar dirija-se a
ra Velha n. 17.
A pessoa que annunciou no Diario de 3
do corrente ter perdido urna letra da quantia de
3:604&7(K), aceita por Bento Jos das Nevos Wan-
derley, sendo saccador Francisco Tiburcio de Sou-
za Neves, nao exacto o desapparecimento, por
Offerece-se
xeiio de taberna
moco porluguez para ca-
conducta, quem precisar, dirija-se ao'becc'oVar!
106.
Frecisa-se alugar uma ama
regu do diario de uma casa de i.
qual seja de nina idade e
quem estiver ne>tas circumstancias
"a doVlgarw n. 5. primeiro andar.'
Aluga-se um,. sala con, uma camarinln
minio fresca, c nropiia Dar > i, -i
mi ,i^ ... u" d pessoas. na
ra do Amurim n. 3 qutm a pretender
que se encar-
ouca familia, a
lenha tilhos :
dirija-se a
diri-
com
Gravador e dou-
rador.
Crava-se odoura-sc em marmore letras oro-
prias para calacumba ou tmulo a 100 rs cadi
urna o annuncianto aprsenla seus trabrosnos
tmulos dos Illms. Srs. Viraes, llr. Aguiar Guer-
eem outros mais ; na ra da Caixa
ra, Tasso.
d'agua n. 52
Desappareceu uo dia 31 de oulubro
rao passado, s 4 horas da larde da
Sr. vigario Can i I lo, na roa Formosa
mellado foveiro, sellado e enfreiado
os os lados feidos de
pesado : quem o
38, ou doli der noticia
proxi-
porta do
um cavallo
lendo am-
espora por ser bastante
ir a ra do Liuamento n.
.- certa ser ratificado.
- I ecisa-se de um homem idoso, de boa
conduca e capaz, para lomar coma de um deno-
> < carvao : quem esliver nesla cir-
mesmo deposito, na 1ra-
- ras da n:anha, ou s 6
ua larde que achara Cutn quem tratar.
I'reeisa-se alugar urna escrava psra o ser-
vico interno e externo de uma casa de pouca fa-
milia : na ra de S. Goncalo, primeira casa ter-
rea de solao, indo para a igreja.
,SSC
comstancias dirija-se ao i
vessa do lamba, s 7 hoi
quanto a referida letra se acha ero poder do abai-
xo assignado por combinacao do ambas as par-
les, o que nao eslranho* ao Sr. Francisco Ti-
burcio de Souza Neves, pois hem sabe a iransac-
co que ha feito. Pernambuco, 5 do novembro
de 1860.
Joao da Cunha Wanderley.
A pessoa que anda est arrumada em uma
taberna, e que por intermedio de outra pessoa se
dirigi padaria do Campos, na ra Imperial n.
33, pode voltar para tralar-se
Precisase do um c*aixeiro para taberna quo
lendo pralica ou mesmo sem ella, preferindo-se
destes chegados ha pouco de Portugal quem
pretender dirija-se a Praca do Boa-Vista nume-
ro 16 A.
i Dentista de Faris. f
! 15 Ra Nova15 i
|| FredericoGautier, cirurgiao dentista,f
5 faz todas as operacoe da suaartee col-*
H locadentes arlificiaes, ludo com a upe-E
31 """oridade e perfeico que as pessoasen-
H tendidas Ihe reconhecem. 2*
flL J*gn< e pos dentifricios etc.
SeMBeieeiseig mmmmgmm
Iloga-se aos Illms. Srs. Jos Mara da Silva
Araiijo o Alfredo de Albuquerquc Martina Pereira
o favor de appirecerem em Fra de Portes, pa-
leo do Pilar n. 14, a negocio de interesse.
ATO
A pessoa que annunciou no Diario de hon-
tem 5 do corrente, querer de 300^000 sobre hy-
polheca de uma preta, pode dirigir-se ra No-
va n. 45, loja de marmore, que se dir quem faz
este negocio. '


DIARIO BE fERNAHBCO. QUA&TA FE1RA 7 DE 1NOVEMBRO DE 1860.
C5)
|p8
CASA DE BANHO
/ HO
-bp s_ rmr jb3 M4C ML^jm^.'Mm.jmm.m^^
Assignatura da banhos frios, momos, de choque ou chuviscO (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. v..... 109000
30 cirtes paraos dilos banhos tomados em qualquer lempo...... 155000
15 Ditos dito dito dito ...... 8000
7 ...... 4|000
Banhosavulsos, aromticos, salgados esulphurososaospre?os annunciados.
Esta reduca o de probos facilitar ao respeitavel publico ogozo das vantagens que resullam
da frecuencia de ura estabelecimenio de urna utilidadeincontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada:
Aviso.
Marcolino de Spuza Travassos avisa
as pessoas que tem objectos na agencia
do finado Milita o Borges l'choa, quei-
ram ir buscar no prazo de 3 dies e pas-
sarem o competente recibo, visto ter
de se entregar o armazem.
Na ra Novan. 7, deseja-se fallar cornos
Sr9. Jos dos Sanios Moreira e Francisco de Oli-
veira Jnior.
O solicitador Manoel Luiz da Veiga mudou-
se para a ra da Gloria n. 94, onde pode ser pro-
curado das 6 horas s 9 da manhaa, todos os dias.
DE
RALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22
irfllfci
APPHOVAlO E AUTORISACIO
DA
mmmm mmm m immm
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO MAGNTICAS EPISPTICAS
ar
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS MEDICINACS sao muilo conhecidas no Rio de Janeiro e ero todas as provincias
leste imperio ha raais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se lem oblido as enfer-
maras abaixo escripias, o que se prova cora innmeros atlcstados que existen) de pessoas capa-
zes e de distineces.
Cora estas Chapas-f.lectro-siagnrticas-epispasticas obtem-se urna cura radical e infallivel
em todos os casos de inflammaco [cansaco ou falla de respiraro), sejam internas ou externas,
como do ligado, bofes, estomago, bago, rins, ulero, peilo, palpilago de coraciio, garganta, olhus,
erysipelas, rheumalismo, paralysia e todas ns aflercoes, nervosas, etc., etc. Igualmente para as
diterentes especies de tumores, como lubinhos, escrfulas etc.. seja qual (r o seu lananho e pro-
fundeza, por meio da suppuraco sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado por
habis e distinclos facultativos.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escriplo, tendo todo o cuidado d^
fazer as necessarias explicages, se as chapas sao para homem, senhora ou crianza, declarando a
molestia em que parte do corpo existe, se na rabeca, pescoco, braco, coxa, peina, pe, ou tronco
do corpo. declarando o cireumferencia e sendo inchacoes, feridas ou ulceras, o mol le do seu la-
manho era ura pedacode papel e a declarado onde exislcm, afim de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil*
As chapas sero acompanhadas das competentes explicares c tambera de todos os accesso-
rios-para acollocaco dolas.
Consultas todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, em s escriptorio,
que 88 achara aborto lodos os dias, sem exeepio, das 9 horas da manhaa s 2 da ta
lslniccao.
Urna senhora Brasileira, de boa conducta, e
competentemente habilitada, se eflorece para en-
slnar as primeiras letras, grammalicas nacional e
franceza, as quaes falia e escreve regularmente,
offerece seu limitado preslimo aos senhores pais
de familia que Ihe quizerem dar a honra de Ihe
confiar suas meninas, aiancando-lhe que empe-
ntar lodos os esforcos cmqualquer destas ma-
terias, para que suas alumnas oblenhara o deso-
jado apwfeigoamento: na ra da Impcratriz n.
84, se dir quem .
Aluga-se urna sala com urna carnarlnha,
propria para um mocosolteiro ou escriptorio : na
ra doCueiraado n. 36.
Aluga-se a loja da ru3 Direita n. 2 confron-
te ao oilaodo I.ivramcnlo, a qual tera urna boa
armacao onvernisada. rauito propria para fazen-
ii-s ou calcado, e lem ruis dous candiciros de
gaz e bom armazem com quintal ; a quem con-
vier, procure tratar na ra do Queimado n. 29.
Despachosthelegaaphicos por
via de Lisboa.
Ricardo Knorles, negociante da praca de Lis-
boa, previne aos seus correspondentes e mais
senhores de Pernambuco que tiverem de mandar
despschos Ihelegraphicos por sua inlervengao,
que necessario para assegurar prompla Irans-
misso dirigi-los nos subsbriptus proprios. Esses
subscriptos com as inslruccocs e modelos; para os
despachos se podem procursr no escriptorio dos
Srs. Itosiron, Rooker & C, ra do Trapiche nu-
mero 48.
Telegramas via Lisboa.
Joo Daniel Frick, tendo que relirar-so de Lis-
boa, anouncia que descontina a agencia thclc-
graphica, referida na sua circular do l. de abril
passado, e pede que se Ihe n.io mandem mais
despachos. Lisboa 12 de outubro de 1860.
Prccisa-se de urna ama para cozinhar em
urna casa de pequea familia ; na ra do Cabu-
g, loja n. 11.
A'uga-se uraa casa era Reberibe a Iralar
com J. I. de Medciros Reg, na ra do Trapiche
n. 3i.
N\ L.OJ\ T, \T\MiVZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO QUEMADO 40
efronte do becco da Congregado letreiro verde.
1000
119 Ru
rto I)
O Sr. thesoureiro das loteras manda declarar
que se acham exposlos a venda os bilheles da
segunda parle da quinta lotera da irmandade
deNossa Senhora do Guadalupe, da c^iade de
Olinda, cujas rodas devern andar impreterivel-
menle no dia lOdenovembro prximo futuro de
conformidade com o plano abaixo transcripto.
Thesouraria das lolerias30de uulubro de 1800.
O escrivao. J. SI. da Cruz.
Seda de quadrinhos muilo fina covado
Enfeiles de velludo com froco pretos e
de cores para cabera de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, carabraias e seda lapada e
iransparenre, covedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
senhoras, homens e meninos
Lengos de seda rxos para seniora a
2000 e
Manas para grvalas e gravatas de
seda de lodasas qualidades
Chapeo francez forma modrrna
Lencos de gurgurao pretos
licas capellas brancas para noivados
Saias balao para senhora e meninas
Tafeta rxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 300, e
Cassas francezas, a vara
25500
8*500
2*000
PLANO.
200 bilhetes a
20 por cento.
;ooo.
. 12.000S000
. 2:4UJ>0(JO
PERTO DO LARGO DA CARIOCA
W*l



''<

1
3
8i
C01\TSULTOB10
Especial homcopathco, ra de Santo Amar of
(Mundo Novo) n. 6.
O Dr. Sabino 0. L. Pinho, de volla de sua viagem a Europa, d consultos todos
os das uleis desde as 10 horas ale meio dia. Visita aos doenles em seus domicilios de
meio diacm liante, e em caso de necessidade a qualquer hora, A senhoras de parlo e
osdoentesde molestia aguda, que nao tiverem ainda tomado remedio algum allopa-
thico ou homeopalhico, sero altenddos de preferencia.
Premio
Dito de
Dilo de
Ditos de
Ditos de
Dilos de
Dilos de
Dilos de
2350 Ditos de
2400 Iiilhctcs.
1
1
1
3
5
7
8
24
de
200g
100
50$
20g
10
4:000 0002000
50000()
600*000
SOngOOO
350$00()
160*000
240*000
2:350*000
9:6C0S00
9.60O-;O0
Thesouraria das loteras23 de outubro del8G0.
O lliesiuireiro, Manoel Camillo Pires Falcao.
Approvo.Palacio do governo de Pernambu-
co 29 de outubro de 1860.=Leilo da Cunha.
Conforme.--Antonio Ltile de Piuho.
por
que
Pharmacia especial homeopathica.
Os medicamentoshomeopalhicos que se venden) nesta pharmacia sao preparados
meio de una machina que o Dr. Sabino inveniou c fez construir em Pars, c o
dea o nome de AGITADOR DYNAM1CO.
Esles radicamenlos sao os nicos que desenvolvem propriedades uniformes, e
capazes de curaras molestias cora a maior certeza possivel.
Alem disso. desejando tirar de sua viagem a Europa todos as vantagens para O
progressoda homeopalhia no Brasil, o Dr. Sabino rio poupou esforcos para obier as
substancias medicamentosas dos proprios lugares, onde ellas naturalmente nosceni ; e
para isso entendeu-se com um dos melhores herboristas d'Allemanha, para Ihe man-
dar vir as plantas frescas atirn de preparar elle mesmo as linduras, li' assim que o
acnito foi mandado vir dos Alpes, a rnica das monUnlias da Suissa, a belladona,
bryonia, chamorailla, pulsatila, rhus, hyosciamus, furam colhidos na Allemanha, na
Franca e na Blgica, o veralrum no Monte Jura etc., ele.
Desla sorte provida a pharmacia do r. Sabino das substancias que servro para
as expereucias puras de Hahnemann, descrpt.is as polhogenesias, acharao o medico
e os amigos da homeopalhia os raeios seguros e verdadeiros de curarem as enfer-
midades.
Os precos sao os seguintes :
Botica de 24 tubos grandes................. 12*a 16JO0O
Dila de 36 .................. 188 a 22$M0
Dita de 48 .................. 2 i* a 29*000
Dita de 60 .................. 30* a 3ob000
Existera carleiras ricas de velludo, para maior-preco.
Cadi vidro avulso de lindura...................." 2*000
Cada inbo avulso.................................. 1*000
xas com medicamentos era glbulos c linclurasde diversas dynamisar.es (mais
^ ^.
NT. B.
Roga-se a toda e qualquer pessoa o quem for
ofTerecido um trancelim com 9 oilavas e meia,
sendo ouro de lei, com passador no meio, e o
maior signol que lem no corier no possador em-
perrar em um dos lados do trancelim ; esle ob-
jeclo foi roubado da gaveta de urna taberna na
Capunga, quina que volta para Baixa-Verde,
na noite do dia l."do correle : por isso roga-
se aos senhores onrives e raais pessoas a quem
for ofTerecido, a apprehensao leste cbjnrto, e se
por acaso for ja comprado, pjjde declarar por es-
te jornal ou vir a dita taberna, que receber o
i seu importe.
Dase a quanlia de 500J a juros sob penho-
| res de ouroe prala : na praca da Boa-Vista n. 9,
loja, se dir quem d
Prerisa-se de 6:000* a premio dando-sc
por garanta urna propriedade nesla cidade : a
quem convier, pode deixar aviso nesla lypngra-
pha com direccao a A. S., que ser procuradol
Obacharel Manoel Firniino de Mello, tendo
de ir ao Cear no dia 0 do rorrele, e nao poden-
do pelo rapidez de sua viagem despedir-se de
lodos os seus amigos, fa-lo por este meio, o'e-
recendo-lhes na cidade do Sobral, onde pretende
denioror-se por dous mezes, o seu diminuto pres-
umo.
Na ra da Praia n. 41, ha urna cocheira de
alugnel, cora carro?, arreios c fardomenlos no-
vos, oiuito bons cavallos, e tambera se tratara de
cavallos por precos muito razoaveis.
Cai
usadasj
De 21 ditos dedito"e48 tubos grandes............ 48*000
De 36 ditos de dilo e 56 tubos grandes.......... 64*000
De36 ditos de dito e 68 tubos grandes.......... 70*000
De 48 dilos de dito e 88 lubds grandes............ 92S000
Do 60 ditos de dito e 110 lobos grandes.......... 115*000
Estas caicas sao uieis aos mdicos, aos Srs. de engenho, fazendeiros, chefes de
familia, capiles de navio e em geral a todos que se quizerem dedicar a pralica a ho-
meopalhia.
as molestias j-*!';
como
Vendera-se tambem machinas elctricas portateis para tralanienlo d-_
nervozas. Estas machinas sao \s mais modernas o as mais usadas actualmente em
toda a Europa, tonto pelo commodidode de poderem ser tro/idas na algibeira,
porque trabalhara com preparaces que nao sao nocivas.
Cada urna.......".................................. 50*000
0 ENTRE-ACTO,
Jornal Litterario Ilustrado.
Acha-se publicando no Rio de Janeiro um jornal, sb a direccao de jovens importantes
no mundo das lettras, que se oceupa especialmente de criticas e revistas mensaes acerca do
movimento thealral do Brasil e Europa.
Junto cada numero vera sempre um igurino, urna caricatura, urna msica ou ura re-
trato, repreieniando personagens importantes dos iheatros, o das operas, dramas, comedias etc.,
que sbem scena no Rio de Janeiro, ludo indito, e do melhor gosto possivel.
Oh gurinos, mandaJos vir de Pars, s poderao ser deslribuidos no principio de Janeiro
prximo vindouro.
Publica-sa tre vezes por mez, em frmalo in folio, com oito paginas cada numero, aos
precoj seguimos:
Um trimestre......69000
Um semestre. ..... lOtOOO
Um anno........20)000
Assigoa-se na linaria da praga da Independencia ns. 6 e 8.
Mugase
Urna casa terrea com commodos pora familia,
na ra do Nogueira ; a Iratar na ra do Queima-
do n. 53.
Na paitara
de Antonio Fernandos da Silva Beriz ra do Pi-
res n. 36, da-se pao de vendagem a pretas for-
ras ou escravas, dando fiador, e vende-sa farinha
do reino propria para pao de l por ser muito
nova de 160 a 200 por libra : na mesma padaria
rende-se formas paro fazer velas a 1[ a duza de
lodos os tamaitos, laxos grandes e pequeos, e
caixes para as formas, lodos os pertences de fa-
brica de velas, vende-se baralo para acabar.
Ant'inioFernandes da Silva Beirz faz scienle
ao publico principalmente ao respeitavel corpo
de coramercio ou a quem inleressar possa que
mudou-se da ra do Vigario n. 27 para a ru dos
Pires n. 36 desde o dia 31 de agoslo prximo
passado, assim como nao se responsabiliso por
imposlos desde o Oa 31 de agoslo prximo pas-
sado em dionle por largor o dilo estabelecimenlo
como prova com o documento competente.
Manoel Buarquc Macedo Lima mudou seu
escriptorio para a ra do Encantamento n. 2.
Precisa-se de allugar unta escrava para todo
servico de casa de pouca familia,assim como hy-
potheca-se sobre a mesma na venda da ra das
Cruzes n. 22.
Jos Januario de Faria commerciante cm
Villa Bf lio, avisa o quera se julgar seu credor
nesla praija, que aprsenle suas contas no prazo
de tres das para serem pagas, estando legaes ;
na ra da Madre de Dcus n. 14.
Ainda continua a estar para se vender, per-
mular, e em ultimo caso arrendar-se a quem fl-
zer todos os concertos que a casa precisar, o si-
tio da travessa do Remedio na freguezia dos Afo-
gados n 21. quem pretender entenda-se com
seu proprietario na rus de S. Francisco como
quera v> para a ra Bella sobrado n. 10 ou na
alfandega.aonde empregado.
#500
3s0
fOO
Selim prelo azul e encarnado proprio
para forros com A palmos de largnra
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos ees-
lampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria para
forros com A palmos de largura, o
covado
Ricos corles de seda preos o de coros
com 2 saias e de balados
Dilos de gaze e de seda phanUsia
Chuls de loquim muilo finos
Crosdenaple preto e de cores de lodas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visilas de seda pela
com froco
1$600
2*000
1P500
de
Os proprietarios deste estabele-
ctmenlo convidara ao respeitavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
acham em seu armazem de molhados de novamenle sonido de gneros, os melhores que lem
viudo a esle mercado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maioi parte delles vindos por conta dos proprietarios.
Chocolate
dos me|hores autores de Europa a 900 rs. a libra em porcao a 8o0 rs.
Mavmelaaa imperial
do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de Lisboa em latas Je 1 a 2 libras a 800
rs., em por$ao de se fara algum abatmenlo.
Macja de tomate
em latas de 1 libra por 900 rs., em porS5o vende-se a 850 rs.
l^atas com ervittias
vende-se nicamente no armazem progresso a 640 rs. cada huma.
Conservas trancezas c inglezas
as mais novas que ha no mercado a 70o rs. o frasco.
l^atas de nolacVimua de soda
com diferentes qualidades a l$600a lata
A.meixas (raneexas
s mais novas que tem vindo a este mercado em compoleiras, contando 3 libras por 3&000 rs
eem alas del 1|2 libra por 1500 reis
y cvdaderos ugos de comadre
em caixa com 16 libras por 33OOO rs. a retalho a 240 reis a libra.
Caixnuas com 8 Uwras de passas
a 35000 rs. em porcao se far algum abalimento, vende-se tambem a retalho a libra a 500 rs.
Mantega ingleza
perfeitamenle flor a mais nova que ha no mercado a 1000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abalimento.
Cha perola
o melhor que ha neste genero a 2t$5O0 rs. a libra dito hyson a 2^000 rs.
Palitos de dentes licuados
a 200 rs. cem 20 macinhos.
ncixc sarcl em posta
o melhor peixe que exzisle em Portugal era latas gcandes por l$-300 rs. cada urna e de
oulras minias qualidades que se venden pelo mesmo preco
Mautciga franceza
a 560 rs. a libra em barril se far abalimento.
Toucinuo de Lisboa
o mais novo qua ha no mercado a 320 reis a libra.
Macas para sopa
em caxinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 4#OO0 rs.
Tambem vendm-se os seguimos gneros, tudo recentemente chagado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 48b rs. a libra, chourica rauia nova, marraelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maca de tomate, pera secca, passas, fructas em calda, araendoas, nozes, frascos com
amendoas cobertas, confeiles, pastilhas devanas qualidades, vinagre branco Bordeaux proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, macas de todas as qualidades
gomma muito fina, erviltias francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cerveias de ditas'
spermacete baralo, l.cores francezos muito finos, marrasquino de zara, azeite doce purificado azei-
tonas muito novas, banha de porco refinada e outros rauitos gneros queenconlraro lende'ntesa
molhados, por isso prometiera os proprieUrios vehderem por muito menos do queoinro qualquer
proraeuem mais tambem servirem aquellas pessoas que mandarem por outras pouco orticas eom
sev.essem pessoalmente; rogam tambera todos os senhores de engenho e senhores lavradores
queiram mandar suas encommendas no armazem Progresso, que se Ibes affianta a boa qualidade e
4 quem convier.
Uro empregado publico, pai de familia ; b.rn
conhecido, e que offerece as necessarias garan-
tas, pSdido de alguna amigos, se prope e rc-
ceber em sua casa, do Io de Janeiro em dianle,
e agora mesmo durante as ferias, alguns estu-
diles de preparatorios para a faculdade de di-
reito, nao tendo seus pais ou correspondentes o
menor cuidado com clles lal respeilo.
Urna casi con.moda, bom iralamcnto constan-
ie solioilude para a sua applir.acao. para que le-
nnam bom resultado nos exornes; e finalraeiile
uma graiihcaco a mais mdica c razoavel th0s
sao as vantagens que encontrarao. Aquelles,
pou, quem tal olTercciraento inleressar, (carao
satisfeitos, se se intormarem dos Illms. Srs. com-
mendPdor Manoel Figueirada Faria, maior An-
tunes, Agoslinho E. Tino, Drs. Sabino e l.uiz t'e-
lippece Souza Leao, senhor do engenho S Igna-
cio ; devendo dirigir suas carias ao primeiro des-
tes senhores na praca da Independemia, para
que sejam procurados pessoalmente : onde de-
terminaren!.
Os Srs. Justino Francisco de As-
sis & C, nao podem vender os objectos
de sua cocheira sem que paguem as le-
tras provenientes dessa cocheira.
Agencias da Parahiba e do
Kio Grande do Norte no Re-
cife.
O abaixo assignado cumprindo um
dever sagrado vem agradecer a todos 08
senhores rjue compunham a mesa do
consulado de Pernambuco cem parti-
cularidade a seu nobre chele o lm.
Sr. Jcao Xavier Caineiro da Cunha, a
maneira urbana e delicada com que
sempre se dignaram de o tratar, nSo
s em actos de sei vico publico como < m
particular e Ibes protesta tierno rtc-
nLecimento e gratido.
O agente,
Jos Joaquim de Lima.
VIDROS.
Chegnnm 03 too desejados vidros paro vidra-
ca, em caixss grandes ; o vidro de lal quah-
dadeque parece ser cristal: ra larga do Rosario
n. o .
~ Aluga-se uraa sala e esmarinha deum se-
gundo andar no Itecife : a tralar 11a ra da Ca-
dea n. 10.
-- Quem lver uma carroca de vender agua
jurilamenle com o boi e todos os mais perlenres
mesma carrosa, dirija-so o praca da Boa-Vista
n. i, que achara com quem tratar.
Aluga-se uma sala com uma alcova em um
primeiro andar, proprio paro esciiptorio. na na
do Encantamento 11. 13 : a Iralar na taberna da
mesma caso.
Manoel Jos da Silva Oliveira comprou por
contada criada (cor preta) de Jos Jacinlho Ra-
poso, asststente na illia Je S. Miguel, reino de
lortugal, um bilhete inleiro da segunJt parte di
quinta lotera da irmandade de N. S. do Guada-
upe da cidade de Olin la de n 789.
Na praca da Independencia n. 31, loja de
.liapeos, prctisa-se de um official pan forrar
chapeos.
Jos Riheiro Guimaroes declara ao re
tovel, que por haverem pessoas de igual nome.
d ora cm dnnte, pora evitar equvocos, assignar-
se-ba Jos Ribeiroda Cunha Guimaraes.
Alii^a-se a loja do sobrado da ra da 1-
rora n. CG. deceale e muito fresca ; a Iralar 110
roesmo sobrado.
Izidoro l'ellet, subdito sardo, relira-so para
o Rio de Janeiro.
Attenco.
Aluga-se uma casa no Cachang,com 3 salas,
d quartos, despensa e cozinha fra ; a tratar 00
mesmo lugar com Joaquiua Marques da Cunha.
O .laixo assignado. era razio de sua mo-
lestia, pretende fazer urna viagem a Europa tra-
tar de sua saude, para cujo fm se Ihe faz pre is 1
vender as suas duas rasas da (.aponga ; quera as
pretender, diiija-se a na das Laraogeiras n. 12.
Precisarse alug3r uraa ama para todo o sr-
yico de un casa de pouca familia : na praca da
Independencia n. 38
Jos Dias Vilcllaraia Macei a negocio de
seu interesse.
Canaliio Voueiri IC.
sacam paro Lisboo e Poito : na ra do Visarlo n
!), primeiro andar.
Do engenho Jussaral, termo de Serinh&em
ugn no da l."de novenil.ro o cscravo Francis-
co, cora os signoes seguintes: mulato acabocola-
do. de .1 a 24 annos de idade cabellos corre-
dio?, rosto desramado, macas levantados, olhos
esverdiados. nariz quasi chalo, o beico inferior
botado paro foro, e o de cima baixo por ver falta
de denles na frente, lem o ro?to pancnlo, e lem
ura dos dedos granoes dos ps levantados ; levou
caiga de algodoo azul, camisa de madapolo, cha-
peo de baca e mais roupa que conduzio em uma
trouxa : roga se a qualquer pessoa que o baia de
encentrar, o conduza a esle engenho a entregar
ao seu senhor J..ao Florentino Cavaleanli de Al-
buquerque, que sat'sfar o sen trabalho,
- OTerece-se um co7ii,lieiro pora caa parti-
cular ou hotel : quem pretender, prorura no For-
te do Mallos, ra do Codorniz n. 6. taberna.
Alugascuma casa ra Passagem da Magda-
lena junto o ponte gronde, com excellenlcs im-
modos, tendo 6 quarlos, cozinha fra. oplimn bn-
itho no fundo : os pessoas que pretenderen!, di-
rija m se a ra Direita n.3.
Francisco da Rocha AccioH Wanderley faz
scienle ao respeitavel publico que no dia ido
correntedespedio-se da casa rommerrinl do 6r.
Loureoco I.uu das Nevos; approveila esta mesma
occasiao paca pedir ao dito senhor e a sua Bxma.
familia desculpa do sen procedmento durante o
espago de 5 anuos, pouco mais ou menos, e agra-
dece ao mesmo lempo as boas maneiras por que
foi sempre tratado. '
C ompras.
Compram-se diarios em porcao a 3;200 a
arroba : na ra Direita n. 78, refWco.
Comprase um guindaste em segunda nio
estando cm bom eslado ; no caes do Ramos nu-
mero 6.
T CoroPra_so ou a'uga-se uma escrava reco-
Ihida. de bons cosiumes, e que saiba coser e en-
gommar, para uma casa que trola bem na ra
da Impcratriz n. 9, primeiro andar, se dir quem
precisa.
Na padaria da ra Direita n. 84, precisa-se
comprar um cavado que seja novo, manso c gor-
do, mesmo sem andares.
Compra-se papel de Diario para embrulho
a 3-J520 a arroba, e a 120 rs. a libra ; na rna Ha
Senzala Velha n. 50.
HHK3Te&3CKK&Jl
Vendas.
Vende-se um cabrtolet de 4 rodas, moder-
no, que Irabalha ale 2 cavallos, cora todos os
seus pcr'.ences e arreios, bem como 2 cavallos
castanhos e 1 aga, todos bons de carro e obrio-
lel, bonitas figuras e gordos; quera os pretender
pode i.rigir-se ao sitio do Sr. Braga, defronted
igreja da Estancia, que achara com quem iralar
a qualquer hura do dia.
=- Vende-so um escravo mogo e muilo sadio,
bonita figura, sendo para engenho ou para fra
da provincia; a fallar na ra do Queimado o.
65, loja.
.30J
9 Vendemrse 5 carros novos com lodos os @
A arreios : na ra Nova n. 21. (5
Uma cobra bicho, mansa, que d garrafa de
leile, propria para criar meninos: em olinda,
por Iraz do palacio do Sr. Bispo, no sitio onde
mora o capilao Francisco do Reg Barros, a tra-
tar com o mesmo.


(*)
DIARIO DE PERRAMBUCO. ftARTA FEIRA 7 DE KOYEMBRO DE 1860.
$MLG)EOAI0A I f fjlllijlfi; II f ETAlg.
Sita na ra Imperial n. 118 e HO junto a fabrica de sabao.
DE
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sorliraento de calcado fran-
eez, roupa feila, miudezas finas e perfumaras,
tudo por menos do que em outras parles : na lu-
la do vapor na ra Nova o. 7.
Tachas para engento
Fundico de ferro e bronze
Pianos
em
DB
Scbastio J. da Silva dirigida porFrancisco Belmiro da Cosa.
Nesle esta beleci ment ha sempre promptos alambiques de cobre de dierentes diraen-
coas de 3009 a 3:<>00#) simples e dobrados, para distilar agurdenle, aparolhos destilatorios
continuos para restilar e destilar espiritos com graduagaoat 40 graos (pela graduacao de Sellen
Cartier dos melhores syslemas hoja opprovados e condecidos nesta e outras provincias do imperio
b>mbas de tolas as dirnonces, aspirantes e de repucho, tanto de cobre como de bronze e ferro'
torneiras de bronze da todas as dimencoes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de
bronzi 4 tarro para rodas d agua, portas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobro
chimbo de tolas as .liiuncej para encan.nimios eamis de ferro com armaco e scm ella
fii'desda farro potareis e econmicos, tachase tachos de cobre, fondos de alambique passa'
deiras, epurnadeiras, coccos para engenho, folha de llandas, chumbo em lencol e barra zinen
mu tos artigos por
em lencol a barra, lences e arroallas da cobre, hncos de ferro e lalo, ferro suecia
de lodosas dimencas, safras, tornos e folies pira ferreiros etc., e outros
monos preco do que
da com presusa e pe<
linraremnos com a sua eoRanca. acho na ra Nova n. 37, foja d^ferragensl PMOl I
litada para lomar nota das encommendas.
em outra qualquor parte, desemponhandose toda e qualquer encoramen-
ieifeicoj.1 conhecila e para omnodidade dos freguezes que se dignarem
Seus propietarios offerocem a seos numerosos freguaze3 e ao pubbico em geral, toda equalquer
obra man fiturada em sou reconhecido ostabelicimento a saber : machinas de vapor de todas os ta-
maitos, rolas d'agua para engaitos, todas de ferro ou para cubos de madeira, moendas e meias
moendas, tachas de ferro batido e fundido de tolos os tamaitos, guindastes, guinchos e bombas,
rohs, rodetes agailhojso boecas para fornalha, machinas para amassar mandioca e para descarocar
algodao. preas para man lioca e oleo de riemi, portos gradara, columnas e moinhos de vento,
a^los, cultivadores, pontes, cadeiras e tiuques, bohs, alvorengas, botes e tolas as obras sle ma-
chinismo. Executa-se qualquer obra soja qual for sua nalureza pelos desenhos ou moldes que para
tal fi n foren aprestados. Uecibem-se encommendas neste-siabelecimento na ra do Brum n.
28 A e na ruado Gollegio boje do Imperador n.65 moradis docaxeiro do esnbelecimento Jos
Joaquim da Costa Peroua, cora queraos prolendentes se podem entender para qualquer obra.
INJECTION BROU
Remedifc ofallivel contra as ognorrhas antigs c rcenles.
Limo deposito na hoiica franceza, ra da Cruz n. 22.
l'reeo do frasco 3;000
a 2,000.
Aos seahores armadores e
propietarios do carros
fnebres.
Vende-se verbutina prela superior a 400 rs.
'reir & Martin* nicos deposita-
no dos palitos do gaz, fazem publico
que tcnio recebido instrucgr.es do fa-
bricante estabetecer&o de hojeem dian
te o preco de -2$ por gr-eza. Achando-
se o deposito supprido e esperando-te
.-i'ssii portado* o navios e desejan-
d) o i' brcente elevar o cunsumo a al-
tura que Ihe o npete r-sol ven fazer es-
ta mol ScacjSo ea mtneira que o con-
unofor lugmentaivlo, ira* declinan
do o preqo, portento sao convi Jados os
co npra 1 >res a viren a travessa da Ma-
dre de Daos armasen, ns 9 e l(j
Vende-se um sitio na ladeira da S, era O-
iin o, com casa para numerosa familia", sondo
lo lo murado, oaixa para capim o algmis arvo-
redns fructferos; quem pretender, dirija-so
h le 'unas, roa dos Guaranaes, em casa do
Sr.Jos-S Mendonca Ja Silva Vianna, que adiar
CO~ que n tratar.
_ Vende-se urna prela do boa conducta, do
3 moa de idade, coznha ongomma e cnsaboa
I I [tan ente na ra eslreia do Rosario, tra-
vesa pira o Qoeimado. |0ja de calcado n. 37 A.
Vende-se orna caza ero bom lugar na La-
deirn da moserirordia (na Cidade de Olinda) leu-
do tambora un bom quintal com sote pes do pi-
Dheiras, e ludo est em bom estado polo demi-
nulo proco de 1;600J>00 reis. Tambom so ven-
de-so 10 pedras para fasor orna casa sendo so-
leiras o 9 pan verandas, pelo proco do 50->0.0,
c a tista du Sr. comprador so far algum abat -
ni -o i quena islo precisar derlja-sa a roa dos
'1 ',: ''mos o. 1 venda que achara com quera
tr itar na cidade do Olinda.
Vende-se una tiborna com poneos fundos
bom ifreguesada, moilo pmpria para qum quer
principi ir. na roa do Amparo em Olinda, qunm a
prel -n hir denja-Se aos qustro cantos da mesm.i
O ii la fi botica do Sr. Kapmo que dir qu.-m
vende ao comprador se dir arazao por qoo se
vende
4
o covado : na ra do Crespo n. 25.
1
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortiraento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Cheguem ao barato
O Preguija est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Percas de bretanha de rolo com 10 varas a
25>, casemira escura infestada propria paracal-
?a, collete e palitots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de rauilo bom gosto a 480 rs. a vara,
dita lira transparente mutto 6na a 39, 4, 59.
e6#a pega, dita tapada, com 10 varas a 5# e
65> a p ici, chitas largas da mo lernos e escolhidos
padrees i -2ii), -260 e 280 rs. o covado. riqu-
simos chales do merino estampado a 7$ e 85>,
ditosbordaloscom duas palmas, fazenda muito
delicada a 93 ca 11 um, ditos com urna s pal-
ma, muito finos a 89500, ditos lisos com fran-
jas de seda a 5, lencos de cassa com barra i
180, 1-20 e l) oda um, meias muito finas pa-
ra senhora a 49 a folia, litas de boa qualidade
a 35? o 3500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, paracobert a 280 rs. o covado, chi-|
tas oscuras inglezas a 58900 a poca, e a lrJOrs.
o covado, bnm branco de puro linho a 1,
18200 e 18600 a vara, dito prolo muito encor-
padoa 18500 a vira brilhantina azula 400, rs.
ocovado, alpacas de I itrenles cores a360rs. o
covado, cesemiras pretas finas a 2*500, 38 e
38^00 o co va.lo, cambria preta e desalpicos a
>00 rs. a vara, e outras nuitas fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
Saunders Brothers & C. tem para vender
eu rmazem, na praca do Corpo Santo n. 11
alguns pianos do ultimo gosto, recentiment
ehegados.dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres, c
muito oroDrios cara este clima.
GRANDE S0RT1J1ENT0
DE
IFazeodase obras leitas.;
NA.
Loja e armazem
DE
Manoel Joaquim de Oli-
veira A C vendem em seu
armazem da ra do Gordoniz
n. 18, o seguinte por preco
muito em conta:
Arroz do Maranhao graudo.
Gornma em paneiros, muito alva.
Farinha do Maranhao superior em pa-
neiros.
Charutos de S, Flix, legtimos.
Fumo primeira e segunda qualidade.
Allios no vos e in canastras pequeas.
Papel pautado muito bom.
Vlilho de Fernando novo e de outros.
Farinha de mandioca para mesa.
Feijo do Rio de Janeiro.
Farelo em hons saceos e outros gneros.
45-RuaDireita--45
ESCOLIIIDO SORTIMENTO
DE
Vtnl
io genuino.
Ainda ha uma pequea quantidade de ancore-
tas dosle vinho sera confeicao, o proprio de doen-
les : na ra do Vigario n. 19, primeiro andar-
Altenco,
S
A pechincha, ao^s que se
acabe.
Na loja do Preguirja, na roa do Queimado n.
2, tom saias baldea a bertas, do ultimo gosto, pe-
lo diminuto prei;o do 5.3.
I I
Veute-se na Jqja de g
fabuco &C. na ra Nova 1
i n. 2, utas para cartas i
i de hachareis a 5.^ rs. a I
iUa I
& ^s sis mm mmss9 ^mm
yndo-se um cas-! de escravos, sondo um
maUtiohodi. idade 18 .moa e uma neKra com
H annos : no becco do Pombal confronte o sino
uoviscondede Suassuoa, casa pintada de encar-
nado.
CAL DE LISBOA,
nova e muito bom acondicionada : na ra da Ca-
dea do lluc.fe n. 38, primeiro andar.
fiUHN SORTIIEWO
DE
*nt
razendas e roupa leia
NA LOJA E ARMAZEM
DE
|Efii eisa de 1 Praeger
gj, para vender-se:
jgj Agua minrale de Soltero em meias bo i
lijas. ?^
Sllamado Hamburgo. s?
r/'i.D oate francez chegado pelo ullimo *V
s mmmm-mmm m
Ha rato para ucabar
\o idfm-se camas de forro muito boas a 158
cada uma na ra Nova n. 19
Vcndo-so a co hoira ip carros e cavallosdo
aloxu"! do largo do arsenal de inarinha n. I A :
vista se far o negocio mais conveniente.
Cerveja, |
lEm casa de J. Praeger & C, ra da W
Orna n. 17, tem para vender as se- l
goinies marcas : Jn
Diamante X (Tcnnentl. SR
Basa
cji Cavallinho. v,
|^) Cohrinha. ^
fSorli.iiento preto e branco, garrafasin- S
luirs o meias. :$
mmmm mm m msmmmm
Abacaxis.
Yon loni-se por todo o preco os melhores que
apparecom no mercado, por serem colhidos ma-
duro, Bsim como se apromptam remessas para
mero f* na rua eslreil" do Rosario nu"
Uvas.
Venda-so a bella uva frrale, chegada uttiraa-
monle da Europa : na rua estreita do Rosario nu-
mero 11.
yueijosdos melhores a
2,500 is.
Saafiartca a boa qualidade, doce de goiaba a
19 : na taberna da estrella, largo do Paraiio Ru-
moro 1!.
Joaquim Rodrigues lavares de Mello
RUA OOIJUEIMADO N. 39
EM SLA LOJ. DE Ol'.VTKO PORTAS.
Tem um completosoriimento d-) roupa feila,
convida a tolos os seus freguezes e atlos
quedesejarem t^r um uniforme fnito com todo o
R;gostodirijam-ea e-te ostabelicimento que e.n-
lia iIO yUrtimadO ll. 19. jwniraro um babel ani as obras a von-
completo sorti-
| ment do palitots de fina ca //Oa o^n^rniip^i gl,iZ e m"il') b':,n ara|)i'i'>s a i6#)oo, ditos
Vondo-sM.oVLcha ^ mern Se,'n 3 im0[)> dt0S d0 IP
gina-ya7"aVoeJrunS oarriamSto\'TSLLS?99' d'S da alp^a sobre casacas
So, nautas do Th"no I a, 8*000- d,l"s c"m S Ha de veludo a 9f)00,
ditos de fusilo, ditos de ganga, ditos de trira,
. ludo a 5-30 0, ditos de bnm de linho tranca-
Pormetade do seu
valor.
Rua ilo Quni/nado n. 19.
Vestidos de gaze e phantasia, muitos lindos de Ito ^ Lisboa para desemi.onhar
m'cdte!' bara,issimo prego da 10 cada lado dos freguezes, j tem um
Na rua do Queimad) n.
46, frente amaretla.
\ Sortimento completo do sobrocasuca de
i panno preto e de cor a 25, 283, 303 e
35, casacas a 289, 303 e 359. palitots dos
mesmos pannos 209. 229 e 25j, ditos de
casemira de cor a 168 e 183. ditos sac-
eos das mosraas casemiras modelo inglez
casemira fina a 109, 12/119 o 153, dilos
saceos de alpaca proto a 43, ditos sobre
fino de alpaca a 79. 89e99, ditos do me-
rino setim a 103,, ditos de merino cordao
alOJe 12-3, ditos de sarja preta trancada
saceos a Gj, ditos sobrecasacos da mes-
raa fazenda a 83, dilos de fostao de cor e
branco a 43. 4g500 o 53. colleles de ca-
semira de cor e proto a 53 e 63, dilos de
merino proto para luto a 49 e 53, ditos
do velludo proto de cor a 93 n 109, dilos
do gorgorao do seda a 53 o 63, dilos de
brira branco e de cor a 2S5I> e 33, calcas '
de casemira de cor o preto a 7jj, 8S, >9 \
e 109, ditas para menino a 63 e "3. ditas '.
de merino de cordao para nomem a 58 o :
63, ditas de brim branco a 5J e 69, ditas !
ditd de cor a 3>, 33500, 41 e 59. e de |
todas estas obras lomos um grande sor- >
timonto para menino de lodos os tama- ~~
nhos ; camisasioglezas a 363 duzia. Na
mosma loja lia paletots do panno prelo j
para menino a 155, 15j e 16>. ditos do q
% casemira para os raosmos polo mosmo
proco, ditos do alpaca saceos a 33 e .1
33500, dilos sobrecasacos a 5J e 63 para 1
2 oa meamos, calcas de bnm a 23500, 39 o i
33500, paletiits saceos de casemira de cor
a 63 o 73, toalhas de linho a 800 e 1} ca- jj
da uma. i
No mesrao estabelecimento manda-se |
rj aproraptar lodas as i|ualidadcs de obras jj
* tendentes a roupasfoitas.em poneos dias, ?
ft que para esse flm tomos numero suf- *
g neiente de peritos officiaes de alfaiates a
3 rgidos por um hbil raestre de serae- *
^ I liante arte, Ocando os donos do eslabe- \
g locimcoAo responsaveis pelas mesmas g
7k obras are a sua entrega. I
Sebo e graixa.
Se' o coado o graixa em bexigas: no armazem
u" Tasso Irmiios, no caes de Apollo .
Na rua do Imperador n. 07, vendem-se chapeos
de palha de carnauba a 12jo cenlo.
.t@@@ ^@ 9999 @9
$ Rocebrtu-se e continua.a recober-se por m
$ lodos os vapores artigos de modas para 2
p liornens, incluindo calcado do Melis na @
Loja de in^rmore.
4diniraveis remedios
americanos,
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devera estar prevenidos
craosles remedios. Sao tros medicamentos cora
os rjuaes se cura eficazmente as principaes mo-
lestias
Prompto alivio de Radway.
Instantaneamenle alivia as mais acerbas dores
e cura os poioros casos de rheumatismo, dor de
caberla, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigostao, crup, dores nos ossos, contusoos,
'juoimadura, erupcijes cutneas, angina, reteu-
co do ourina, etc., etc
Solutivo renovador.
Cora todas as enfermidadesescropholosas,chro-
nicas esyp liliticas; resolve os depsitos de nio?
humores, purifica o sangue, ronova o syslema;
prompto o radicalmente cura, escropliulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeccocs do igado e rins,
erysipolas, abeossose ulceras de todas as classes!
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mulhetes hipocondra, venreo, etc
Pilulas reguladoras de Rad-
Aproximando-se o teropo festivo, e sendo in-
dispensavel que as lindas e amaveis filhas da
opulenta e potica Mauricea se previnam do que
nocessano para 0 resguardo dos seus mimosos
e pequentnos ps; aitendendo tambera a que
urna crinolina empavesada nao pode estar de
acord com una bolina acalcanhada ou desco-
sida, assim como um cavalheiro de calca balao
com um borzeguim estragado, far urna trito
figura vis-a-visde uma bella; consideraroes lao
acertadas actuaram no espirito do propietario do
estabelecimento, j lao conhecido pela modici-
do dos precos do seu calcado, para reduzi-lcs
aioda mais, munindo-se de um abundante sor-
lnnentoesem defeiio, que aprsenla aos srus
benignos freguezes (moeda em punho
presos abaixo:
Senhoras
Borzeguins 52 a 39. .
Dito ditos. .,...."
Ditos ditos.
pelos
Boi zeguins 29 a
Ditos 25 a 28.
Ditos 18 a 24.
Meninas
51. .
4.S8C0
44500
40000
....aafiiors. ostacabdo^so.nau.^doo
do l,?,,.rot a 18 e 203 bra.elotos do mozaico a
W. laa para bordar a 6I0 a libra, trancas do Ii-
colheres linas, f.cas. Iri .chantes, etc.: na n
do Qoeimado n. 33 A, Guimuos & Rocha
Una do Queimado n. 89
Loja de quatro portas
JOAQUIM UODRKiES TAVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestidos de seda decores, fazenda rer"se '"liuJar Cm a3 camisas,
muito superior com pequeo loque de mofo a i'i i i
60*>00. ditos sem defeilo a JOOJOOO, ten. um ^ peChlIlClia.
resto de chales de toquim que esiac-se acabando K ,. -
a 303000, ditos de mirind bordados com pinta te2 ettiST'IlJSto' l,craahdo,"-2.
re onda a 89000, ditos sem ser de pona red'onda jSX^,%SZ To* SS
a b^u, ditos estanparlos com listras de seda mo proco do 18.
em roda da barra a 9#000, dilos de ricas eslam-i n
pas a 7^000, ditos deganga franceza com fran-! l OtaSSa naClOlial,
ja branca a 2000, ditos sem
encorpado a 29000, ricos manieletes de grosdi-
a 3.$' a sacca.
Arroz cora casca tendo a raaior parle pilado
proprio para galiulns e cavallos ; no Caes do lla-
mos n. 6.
Exposica de melaes.
E' chegado a esta loja do Vianna, um riqusi-
mo sortimento do raetaes de todos os gneros do
mais bonito queso poto encontrar, todo a oraita-
raode prata ; na rua Nova n. 20, loja do Vianna.
Caf a vapor.
Riquissimo sortimento de machinas de fazor ca-
fe a vapor, approvados na ultima exposico de
l'aris ; na rua Nova n. 20 loja do Vianna.
Bombas de Japy.
Riquissimo sortimento do bombas do japy' de
todos ostamanhos, as melhores queso tem appro-
vadoern todo o mundo, pela (acitldada que d a
rar-se agua ; na rua Nova n. 20. loja do Vian-
na.
Camas le ferro.
Riquisssimo sortimento de camas do ferro com
unas, e para colxao ior preco commodo ; na rua
Nova n. 80, loja do Vianna."
w ay
pararegulan'sar o systema, equilibrar a circula-
cao do sangue, inleiramenle ve^otaes favoraveis
! em todos os casos nunca occasiona nanzeas n< ni
res do vontro, dses del a 3 regolarisam, de i
a 8 purgam. tstas pilulas sao eflicazes as ailec-
(dea do ligado, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
die.stao, e em todas a3 enfermidades das mu-
Iheres, a saber : irregularidades, fluxo, roten-
c5es, llores brancas, obslrucces, histerismo, etc..
sao do mais prompto effoito"na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella. e era todas as febres ms-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem n-
companhados de instruccoes impressas que mos-
tram com a raaior minuciosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Eslo ga-
rantidos de falsificando por s haver venda no
armazem defazonda's de Rnymundo Carlos Leile
& Irrao, na ruada Iraperalriz n. 10, nicos
acentos em l'ernambuco-
5'800
3J600
OS200
Honifm
Borzeguins. ...... 9^500
!!,os.........8,s8i0
Ditos prova de fogo e d'agua. 8-500
P,'1.08-,........64000
Meios borzeguins de lustre. C$000
Sapates cotn elstico e lustre. 5^000
Ditos arranca pelle, bezeiro.
Ditos de bezerro. ,
Meninos
SapatOs......
D,'0S- '.......5^000
Ha tambom nm variado sortimento de lodas as
classes c procos inOmos, sondo os annunciados
son-ente de primeira classe.
II Ail
.1
Vende-se emeasa de Saunders Brother.' A
^praca do Corpo Santo, r Jo gi o a afn>a
3<" abncante Roakell, por precos con n.. d s
e timbejrraocHins e cadeias paraos mc
deexceellnte sosto.
: a7iaQifCbCBicfnjCj-i!: c.
5;C0O
5^000
oi'GCO
egoro contra rogo
Na fabrica de caldeireiro da rua Imperial
de
has
peiior a OJJ'-M'U, unas
0300-1 A9 innift a. U1 a junto a fabrica de sabao, e na rua Nova, loja
J?0> o a 103,00, dit.sde casemira pre- ferragens n. 37, ha urna rande porreo defol .
ta superior fazenda a 129000, palitots fran-1 de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
cezes de panno fi 10 fatenda muito fina a 25$I minuto oreco de 140r8. a libra
sobre casacas de panno muito, superiores a 353
ea 409000, um completo sortimento de cami-
sas fracezas, tanto de linho como de algodao
e fustao vende-se muito em conta, aim de que-!
franja e muito | chegada estes dias do Rio de Janeiro, vende-se
por proco moilo commodo : no escriptorio de
Carvalho, Nogueira & C, rua do Vigario n. 9
primeiro andar.
Carros.
em-sc dous ricos carros mu bem appa-
0 cores ( reinados e eleg.ntemente pintados : no largo do
de Manoel Ignacio do
Vene
naples preto e de cores ricamente enfeitadosa
259000, ditos muito superiores a 303000, en-
felesde vidrilho prelo a 39000, dilos de rotroz
a 39-->00, organ lis da mais fina que ha no mer-
cado a 19000 o covalo, cambraias decore
de padrees muito delicados a 800 rs. a vara, ditas1 Corpo Santo, escriptorio
deoutrasqualidadesa 600 rs. a vara, ricas chitas! liveira & Filho.
farncezas de muito boas qualidades a 280, 300,
320,e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode' Vende-se na rua do Livrameuto
imaginar, pettos para camisa a 240 rs. cada uma. I n. 19, borzeguins francezes a 6 ditn
cores de casemira de cores a 63000, ditas em de beerro a 6^. d.to de vaqueta a 7
pesca de qoadrinhosa 43000 o covado, gollir.bas >
do mu.to bom gosto a 19000, ditos de outros
bordados ricos a 3*000, manguitos de cambraia
bordados a 3*000, liras borda los e entrimeios
que se vendem por prego commodo, bombazil de
cores proprio para roupa de enancas, o capinhas
para senhoras a 19400 rs. o covado, conos de
cambraias de salpicas a 53000 cortes de cam- I -,7 v^ndc*,'sf u.m1a "sa terrea de pouco valor,
braia enfeitadas com tiras bordadasa 6900" J ?-?o.S",U B,U M "l na
e outras muitas mais fazendas que ser dificil
aqui pode-las mencionar lodas.
negra de nacao por pouco
Botica,
Na rua do jasmim, por detraz da groja de
S. Goncalo n. 16, -ende-se uma mobilia de ama-
relio, di-se barito visto que sou dono relira-so
para fora da provincia ; a tratar na mesma casa
das 7 horas s 9 da manha, e das 3 da larde em
diaule.
Vende-se urna
dinh
Bons escravos venda.
Uma mucamba recolhida de idade 20 anuos
amneiro. a qual d diariamente I9 ; na rua do co,n boas habilidades, 2 osera vas de idado 25 a
ngel n. 11, ou troca-se por un molequo ou i 30 nnos. sabendn azer todo o servico de uma
raolrtSa- *". "'"bas uor 1:6009. 1 bonito copeiro d ida-
Vende. i,m .. .d de 20 annos 1 raulaiiho poca de idade 18 an,
M.de.VSS.Vi rX."o ZZll 'a^ura! i Sea'n1 XT* ^ **' "' ^ AgU" Ve "
ae que nao lera vicio de qualidade algum, e an-
.?.?V'.? Mndll<:lfl. e mnito esperto paral ~ VenoV-se um bote com 24 palmos de com-
J*'Tenr,*'"M5? : P""-" c tratar, na loja da primeato, 7 de bocea, bem construido ; sendo
rua do Queimado t>. 41. rodas de si:npira e vistas do araarello. bonUa
Vender <<*rv*n ... a furma. proprio para navio, por sor linda forma :
Bruln n 61 P forreiro : nwat do I qem pretender diria-ae rua da rW.JZT?.
Bartholoraeu Francisco de Souza, rua larga do
Rosario n. 36, vende-se os segointes medica-
mentos :
RobrAffecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Hnlloway.
Pillas do dito.
Elliitir anti-asmathico.
Vidrosde bocea larga com rolhas. de 2 oncas
e 12 libras. Y
Assim como tem um grande sorliraento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prego.
Ven lem-se libras sterlinas, em
casa de N. O. Bieber S C. : rua da Cru1
n. 4.
tirados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P Jo-
hnstnn & C. rua da Senzala n.i2.
Vende-se nm lerrpno em uma das novas
ras da ftesriinzii de. Snlo Antonio, com 58 oal-
mos de frente, aterrado devidaraenle, e com os
alicorees de todo elle ejto, e com nm oilao soli-
do, proprio para se concluir a ediflo.ago com
milita suavidade ; na rua de Santa Thereza n. 48,
se dir quem vende.
Vende-se uma escrava parda, moga, erom
iva! sem segundo.
Na rua do Quaimado n. 55, defronte dosobra-
donovo, loja de miudezas de Jos de Azcvedo
Maia e Silva, ha para vender os scguinies artigos
abdixo declarados :
Caixas de agolhas francezas a 120 rs.
Sapatos Je iranca de algodao a 19.
Carlas de alflnetes finos a 100 rs.
Espellios de columnas madeira branca, o
IS *o.
IMiosphoroscom caixa de folha a 120 rs.
Frascos de macass Derula a 2(10 rs.
Duzia de facas e garfos minio finos a 3j?500.
Clchelos em cartao de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de colchlos balidos a 60 rs.
Caixas do obrejas muito novas a 40 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Dito dito para fazor cabello corredio a 800 rs.
Sapatos do la para criangas e 200 rs.
Paros de meias para meninas a 240.
Pares de luvaa de fio do Escocia a 320,
Masaos do grampas muilo boas a 40 rs.
Agulheiros do niarfim a 160 rs.
Caivetes de aparar ponas a 100 rs.
Gravatasde seda mViilo fin.-s a 600 rs.
Tesouras para costura muito finas a 500 rs.
Ditas para unhas a 500 rs.
Pocas do franja de laa com 10 varas a 1gt.
Pegas de tranca do laa com 13 varas a 500 rs.
Fetilho para enfoitar vestido (peca) I9.
Lionas Pe Iro V, cartaocom 200 jardas, a CO rs.
Dilas lito com 100 jardas a 20 rs.
Escovas para denles muito finas a 200 rs.
Pares de meias de cores para hooicui muilo fi-
nas a 140.
Cordao imoerial (pocas) 40 rs.
Grammalica ingle
za de Ollendorff.
Novo metliodnpara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 inezes,
obra ntegramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruc^ao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
LONDRES
AGENTES

jC. Astley & Compauhia. |
para
c_>
mm
TT,rne1?tT ^J"-^, ,ru; d! Nogueira n. habilidades ; na rua do Pilar n. 1*16. logo-pas-
7. ou ao estaletro de Machado Freir. nn<0 0 arsena, de raarinha> Mo eSqUerdo.
eobertos edescobertos, pequeos e grandes,d?
ourooatente inglez, para hnmem a senhora.
de um dos melhores fabricantes Je Liverpool^
ivndos pelo 1 Itimo paquete inglez : em casa d
oSuthall Mellor & C.
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Covado a 200 rs
Chitas largas de bonilos rosIos a 200 rs. o co-
vado. dilas estreitas a imitacao de livazinhasa
160 rs., cassas de salpicos brancas e Oe cores a
200 rs. o covado, pegas de esguiao de algodao
muito fino a 3g a peca, ditas de bretanha de rolo
com 10 vaias a 2^. riscadinho de linho a 160 rs.
o coado. chales de merm estampados a 2j)'
lengos brancos com barra de cor a 120 rs. ditos
co u bico a 200rs., algodao monstrn de diias lar-
guras o meihor que pnssivel a 640 rs. a vara
ruussulina encarnada a 240 o -ovado, fil de li-
nho preto bastante largo. A loja est aberta at as
9 horas da noite.
| Yende-se
| Formas de ferro
purgar assucar.
I Enchadas de ferro.
| Ferro sueco.
| Espingardas.
i Ac de Trieste. I
i Pregos de cobre de com-
posigar. |
I Barrilha e cabos.
| Brim de vela.
| Couro de lustre.
I Palhinha para marcinei- |
| ro : no armazem de C.
9 J. Astley Si C. I
Ki^fO^I"^ ,,i;-"*l]T|i1l>C3> 2
Na roa da Cadeia n. 24, venderr-so os p-
guintosfzondas, pcrmeindc de seu valer rara
liquidago. '
Ricos de seda brancos e prel08, do toda* es
arguras, vara a 100, 240,400, 8(0 o !?(((;.
Um completo strlimrnlo de franjas de seda e
de algndo.
Chales de tooquim a 10, 15, 20 e 35.
Botos desoda, velludo, de huir o de fustao
do qnalidades finas, duzia a 2C0, 400 o ff'O rs.
Collarintios bordados de 500 rs., 2f, 3 o 4%.
Entren ros Unos, pecas com 12 varas a 1?.
Folhns bordados tiras a 5' 0, 1?, 2f. 3.-E00.'
Camisetas com manguitos a 3;*,' 4, 5 o" f>.'
Enfeites do florea a GjJ.
Chapees de seda para senhora a ICj?.
Casavoqiies de velludo a 40 e COS.
Dilos de soda a 25?.
Dilos do fustao a 8 e 12$.
1-iias dr seda e de todas as qualidaJes de 160
rs. a 1s500.
Ditas de velludo de 240 rs. a 1$.
Rua da Cadeia do Peeifc
numero 11,
loja de miudezas, continua a vender-se pelo ba-
rato preco, entre todas as fazendas, os seguintes
objocios:
Capachos para entrada de porta com roqueo
defeitoa 12o rs.
Franjas para cortinados e toalhas, peca a
2500. F *
Durias de talheres a 2g900.
Dilas do dilos finos, cabo de baloia, a 5J?500.
Baralhos de Carlas de apreciaro a 2?.
Gollinlias de vidrilho, gosios modernos, a
2&5O0.
Cartas de alflnetes a 100 rs,
Massos de grampas a 40 rs.
Molduras douradas de todas as larguras a g
Franjas de seda, laa, algodao e linho, gosfos
modernos.
Frifeilos para cabera, de froco, modernos 9
Mam. s para grvala a Deliran,ini g
Charuiosde economa, caixa com 100, a 2#500.
E muitos outros objectos que s -isla dos com-
pradores.
Vendem-se saceos com farello de Lisboa,
farinha de mandioca e milho, por preco muito
em conta : no pateo de S. redro n. 6.
F.m casa do N. Bieber & Successores, rua
jda Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Ferr & C, una das mais
acreditadas marcas, raui conhecidas no Bio de Ja-
neiro.
Vinho xerez em barris, cognac em barris e
caixas.
Vinagre branco e tinto em barris.
Brilhantos de varias dimensoes.
F.iher sulfnrieo.
Gomma lacre clara.
Lonas, brinraos e brins.
Ago e Milo
Ferro da Suecia.
Algodao da Baha.


DIA8IO DE PBaiAMBOO. M OjUAsYTA FEIBA 7 DE NOVBMBRO DE 1860.
P)
AGENCIA
FliNDIClO LOWMOW,
Rea da Seszalla Nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a haver um
completo soriiment de moendas e meias moen-
das para engenho, machinas de vapor e laixss
de ierro balido e coado, de todos os tamanbos
para dito,
Putassi da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recita n. 12, ha para vender
verdi.deira potassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim corno tambem cal virgem em
pedra, ludo por precos mais baratos do que em
oulra qualquer parle.
Viiiho de Bordeaex.
Em casa de Kalkmann Irmaos&C, ra da
Cruz n. lO.encontra-se o deposito das bem co-
ndecidas marca do3 Srs. Braudenburg Frres
e dos Srs. ldekop Mareilhac & C, em Bor-
i ji i v Tem as seguintes qualidades :
DeBraudeaburg frres.
SI. Estph.
st. Jalien.
Margaux.
Larose.
Chateau LoviUe.
OVUeau Margaux.
s
De Oldekop & Mareilhac.
*t. Julien
|,t. Julien Mdoc.
naleau LoviUe.
Na mesma casa ha para
vender:
Slierry em barris.
Hadeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferier.
Cerveja branca.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
XI. Singer & G. e Wheeler & Wilson.
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
(altores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos' por sua boa
qualidade e seguranga :
no armazem de fazendas
do Itayroundo Carlos
Leite & Irroaos ra da
antigamento aterro da Boa-
SYSTEMA MEDICO DE I10LL0WAY.
PILULAS HOLLWOYA-
Este incstimavel especifico, composto inleira-
mente de hervas raedicinaes, nao contm mercu-
rio era algunia oulra substancia delecteria. Be-
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarraigar o mal na conjpleigo mais robusta ;
enteiramente innocente em suas operares e ef-
feitos ; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especie e grao por mais antigs e teuazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, rouas que j estavamas porlas da
morle, preservando em seu uso : conseguirn]
recobrar a saude e forjas, depois de haver tenta-
do inuliimente todos osoulros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-se a des-
esperado ; fagam um competente ensaio dos
eflicazes efieiios desla assorabrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Amporas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulses.'
Debilidadeou exlenua-
go.
Debilidade ou falla de
forgas para qualquer
causa.
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidadesno ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueca
Herysipela,
Febre biliosa.
Febrelo da especie.
Goita.
Hemorrhoidas.
llydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammaces.
Irregularidades
menstruagao.
Lorobrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Abstrucgao de ventre.
Phlysica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Rbeuniatismo.
Sympiomss secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Venereo(mal).
Ra do Queimado
n. 39.
NA
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Chegou ltimamente a este estabeleciment um
completo suriimenio de chapeos prelos francezs-
do melhor fabricante de Pars, os quaes se vene
dem a 7*000, ditos a 8*000, ditos a 9000,
dilos muilo superior a 1U*0U0, ditos de castor
d.retos e braceos a 16*000, o melhor que se
pode desejar, chapeos de feltro a Garibaldi de
muito superior massa a 7*000, dilos de copa
baixa para diversos precos, ditos de palba escura
de varias qualidades que se vendem por prego
barato, bonels de veludo para meninos a 5*000,
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nages
poden lestemunhar as virtudes deste remedio
incomparaveleprovar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e
membras inte! ramn te saos depois de haver em-
pregado intilmente outros tratamenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas ma-
ravilhosas pela leitura dos peridicos, que liras
relatara todos os das ha muitos annos; e a
maior parte deltas sao lo sor prndenles que
admiram os mdicos mais celebres. Quanlas
pessoas recobraran com este soberano remedio
o uso de seus bracos e pernas, depois de ter
permanecido longo lempo nos hospiu.es, onde
deviam soffrer a amputado Dellas ha mui-
cas quehavendo deixado esses. asylos de pade-
limenlos, para se nao submelerem a essa ope-
rado dolorosa foram curadas completamente,
ditos de palha escuras e claras a 45000, ditos medanle o uso desse precioso remedio. Al-
de panno muito bem arranjados a 3*500 ,gumas das laes pessoa na enfuso de seu reco-
chapeos de seda para senhoras a25*000 muito,
superares, ditos do palha escuras proprios para
nheetmento declararan) estes resultados benfi-
cos diante do lord corregedor e ouiros magis-
campo a 1250U0, ditos para meninasa 10*000, Irados, afira de mais autenticaren su* afirma-
Febreto intermitente,
Vcnde-se estas pilulas no estabclecimenlo
ral de Londres n. 2-24, Strand. e na loja de
ge-
Imperalriz n. 10
Vista.
W) Hecebeu-se rocentenicnte e continua a g,
@ receber-se directamente de Pars e Lon-
te) dros por lodosos vapores, de enrommen
;;. da especial, arligos de modas para se- @
nhoras na gj
Lojade marmore.

vi;
m
chapeos de sol de seda inglezesa 10* e a 12* l
muilo superiores, ditos francezes a 8*000,
ditos de panno muilo grandes e bons a 45000.
sapatos de valudo a 23000. dilos de tranca a
1*600, sintos de grugurao para senhoras e me-
ninas a 2*000, cueiros de casemira ricamente
bordados a 123000, e outras muila fazendas
que a vista dos freguezes nao deixarao de com-
piar.
Cerveja branca su-
perior.
Vndese cerveja branca superior, em barris de
terco, por prego mdico : na ra da Cadeia do
Recife n. 12, escriplorio de Bailar & Oliveira.
Campos (L Lima
receberam uma factura de chapeos de sol de se-
da para hornero, leudo cnire osles alguns peque-
os que servem para as senhoras que vao para o
campo lomar banhos se cobrirem do sol, e como
-- a porgan seja grande se resolverao vender pelo !
lodos os boticarios droguista e outras pessoas en- j prego de 6* e 6S500, e alguns com pequeo de- ,
carreg!.das de sua venda em toda a America dofeilo a 5* : na ra do Crispo n. 16.
bul, Havana e Hspnriha.
Ninguem desesperara do estado de saude se
tivesse bastante confianga para encinar este re-
medio constantemente stguindo algum lempo o
iralamenlo que necessiasse a natureza .lo mal,
cujo resultado seria provar inconlestavelmenle.
Que ludo cura.
O un^uentu be
lariueute uo*
Alporcas
Gairnbras
Callos.
Anceres.
Cortadurs.
Dores de cabega.
das costas.
dos me.i bros.
Emfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupgoes escorbticas.
til, mais pnrticu
seguintes casos.
Inflammago da bexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de repti.
Picadura de mosquitos
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supurarles ptridas
Ra da Senzala Nova n.42 Genf;iV8 escaldadass*
, InchagSes.
InflamaQo do figado.
Terrenos pertoda
pra^a.
Caminho dos mnibus.
Os herdclros do commendador Antonio da Sil-
va vendem sua propriedade, no lugar da Casa
Forte, em sorles de ierra a voutado dos compra- do az, na travessa "d" Madn
dores com a nica restriegao deno terem menos i acha-se desprovido, os consumidores decSP ec-
de30 palmos de frente, e fundo designado pela ero sao convidados a ir ra do mesmn"nnm.
respectiva plaa approvida pelas autoridades; armazem u. 28. onde poden aooarir-M a Z\>
compelenles. o cngeuheiro Antonio FcIijoo ">o
Phosphoros
do gaz.
Constando que o nico deposito de phosphoros
Aitenco.
jquidacfio.
tade.
Rodrigues Selle 6 o encarregaoo das inedi^oes
precisas, e pode ser procurado no mesmo sitio,
ou na ra eslreila do Rostrio n. 30, terceiro an-
dar, ou na praga da Boa-Vista, botica de Joaquim ; Vndese um cxcellenle escravo crioulo rr.ui
Ignacio Ribeiio Jnior : os prelpnd.'iites podem 'o mogo e robuslo ; no segundo andar do 'sob'ra-
dirigii-se igualmente para qualquer proposla ou do amarellodefronle da matriz da Boa-Vista
esclarecimento ao herdeiro L. A. Dubourcq, no i
seu silio na Capunga.
Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Joo Candido de Mi-
rauda, Rio de Janeiro.
Este rap som duvida o de melhor qualidade
fabricado nesle imperio, acaba de chegar o vcn-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, escrip-
torio.
Vende-so por necessidade uma mulali-
nha propria para ama de meninos ou para en- n8S a 560 ocuvado, eoulras muias fazeedas que
carregar-se da adminitlragao de uma casa por !jj,J '"/'i-uho mencionar, que vista do
ser muilo fiel e cuidadosa, engomma com toda a
perfeigao, cosinha e coze, roupa de senhora :
quem a pretender annuncie por este Diario
que ser procurado.
--. pegas oo cam-
braiss brancas lisas a finas a 3S e 3F.OO e 4%
muilo finas, ditas de crenoline brancas, f^enda
nmiio eocorpada. propria para saiss de lnlo a
P^ga SSoOO. o lera 10 1,2 varas, coitos de riscdo
rranrai para vestidos a 9f, coi tes de mr casa-
mira para ca!ra 8 160e laazinhas muilo fi-
. e oulras m
isa turna enfadooho
fregu?, se dir.
^elogios
Suissos.
H1M &
S JOALHEIROS FRANCEZES 2
g Tem estebelecido um rico scr-

no-
Fisiulas no abdomen.
Fiald.-ida ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieirns.
Vendem-se as bocelinhas a 800 rs. cada
uma dallas, conlem uma instruego em porlu-
guez para explicar o modo de se,usar deslas pi-
ulas.
O deposiio geral em casa do Sr Soum
- Vende-se a 800 rs., cada bocelinha contm
uma instruego em porliif;uez para explicar o
modo de fazer uso destj ungento.
Vcnde-se um cavallo muilo borr para carro ou O deposito geral e em casa d Sr. Scum,
cabriole! por ser ensinado para ambas as cousas ;
em Sanio Amaro^ ao p da fuudicao, taberna de
Vende-so em casa de S. P. Jonhston & C.
vaquetas de lustre para carros, sellinse silhes ,
ingleses, fio da Tela, chicle para carros, e mon-'.
fimento de joias
WA NOVAN, 18
primeiro andar.
$ No qoa] P enri.nirarao obras de bri-
Blia flrt >>5im 11 fi \i\\'\ & ''''nlrse.Curn.Tnr''"'h"?sJ'eloSannonri,n.
P.Ud U L-I(_>IjO 11. ', iOjtl ;.- I^s rom 18 quilates, sem belume o. (Mial-
c| qurr ooiro virio. Vendem adereces e pul-
Em casado Srliafleitiln A C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e viado sortimento
de relogios de algibeira horisontaes, patentes, 8
chronometros, meioschronometros de ouio. pra- @
la dourada e folcados a onro. sendo estes ri lo-
rp-i -.-. *> u uu i> .*Mv>>i<>(oit>ij l' COITO U; I U~
iini.a, em qua.quer'giosdos primeiros fabricantes da Suissa, que se
parle que seja. Jvandero ior precos rozoaveis.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das arlicir'.agoes.
Veias torcidas ou
das as pernas,





Vendc-se este ungiicnio no eslabekcimento ^COO.
de quatro portas.
Pegas de madapolao fino avadada ae l.*2(J0 a
5:; (,'r',s de l"d<>s os gustos ejecutadas pelos
a nielhorts arlistaa, conlendo algumas
para paaseio, c sabida de baile, ultimo "sio^" i e relo8s de.ouro paienlo inglez.
loja de marmore. _
Cavallo para carro.
A 2S400 o corle.
ra
Veudem-se
fazendas e roupa feita por
menos do seu valor, na
ra Dirata n. 68, loja
de Braga Lima.
Riqusimo cortes de vestidos de pupu-
lina da china 208000
Di lo dito de dito de phanlasia imprtala IOjO^O
Dito dilo de dito de chaly de seda 16&000
Vestidos de grosdinapks preto a moja
franeeza 4-f000
Palilotsile panno muito fino e Je gaze-
mira de 16jf000a 225000
Ditod'alpara prela e de cores 2&500 e i000
Espartilhos f'ancez 35500
Corles de colletes do fustao *400
Alparca de seda para vestidos de senhoras
covado $500
Bonels para meninos a #500
Chales de de mirin pona redonda bor-
dado a froto lo lo em roda, e outras mui-
os fazenlas que se torna enfadonho mencio-
na-las afiangando-se que nao se enjeita dinheiro.
35@@3Sg!S@ 99 ^@@
Rocebeu-se um completo soriimenlo de
lindos vestidos de phanlasia, cora 10 ba- &.*
f badinhos ou safle : na na da Cadeia loja " * n.23, de Gurgel & Perdigao.
NO
Armazem de fazendas da
do Queimado n. 19.
Corles de chita franeeza pelo baratissimo preco
ue 2ji00, antes que se acabem.
Burros baratos
de 70$ para cima por todo preco a vis-
ta para acabar, a tratar com Andre de
Abren Porto na rita do Trapiche .iovo
n. 1 \ ou defronte do arsenal de mari-
na caa amarella.
Vendem se duas moradas de casas ferrase
em Olinda/sendo urna na roa do Amparo com
bstanles commodos, quintal murado, e estriba-
ra para 2 cavallos ; e a oulra na ra de S. Fran-
cisco com bom quintal e cacimba propria para
quero precisar tomar banhos salgados por ser
muilo perto, ambas por prego commndo ; a tra-
tar na ra do Amparo, casa contigua a oseada
que sobe para a igrefa do N. S. do Amparo.
! Jos Jaciulho de Carvalho.
Vendem-se saceos com farelo de Lisboa
: com i arrobas e alguns tem mais, por prego com-
\ modo, em grandes e pequtuas porgues: na ra
i da Praia n. 53.
Loja da seis porlas em
fenle do Livraraeiio.
Roupa feita barata.
Paliiotsde casimira escuras a 4S5000, ditas de
alpaca prela -45000 e 55P1 00, camisas brancas
ede cores a 2000, ditas de fustao a 2J500
serolas muilas finas 15600 e 2()00, palilots
de brim pardo a 3000 caigas de casemira pre-
la e de cores, paliiotsde panno preto sobre casa-
cas, colleles de casemira preta ede c-es, dilos
de veludo preto e de cores ; um completo sorti-
menlode roup.is feilas
pliarmaceutico,
Pernambuco.
na ra da Cruz
22.
em
Relogios,
fi ll h.?s ac,u;i1 ?uprrs da Italia, pinturas @>
g de \alellu e lavas do Vesuvio. e una i.,(i-
le ffi nidflde de objeelos Mosaico, de liona
g I-lorenga etc., etc. Os snnanciat>les en-'
eoi
Ciiiiciiio iiigtez.
n Vende-se o muilo ronhetido c acredi-
!|j lado cimento para colar louca, vidios,
xg tartaruga, marGm ele. : na loja de fazen-
jr^j das da ra do Gabog n. 2, a 5 cada um
(4 vjdro .'i dinheiro a vista.
-
m
l
Vende-se em casa de Johnslon Paier & C,
ra do Vigario n. 3, um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mais
afamados fabncanies de Liverpool ; tambem
uma variedade de bonitos trancelins
mesmos.
carregam-se de mandar vir do Pars qnal- <3P
qnereneommend, oque conserva m na- #
quella rapnal urna p.ssoadesua easa do-
deudo garantir a promplido e boa exe-
cugao. c;;
^ Loja das seis portas coi
frente do Livramento
Co>adoa200rs.
:. -i. - <>' -r', vi -> -fe vy ou
9&
Vinagre branco,
superior.
.oaquim Bernardo dos Reis estabelecido com loja de calg?do francez na ru larga do
Rosario n. 32, tendo em vi-ta acabar com esle estahellecimento o mais breve possivel, resolveu-
se a vender lodo o calcado que lem pelos presos abaixo mencionados, a saber:
N. 10.
Armazem de fazendas ba-
ratas, na ra do Quei-
loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S. vende-
se por pregos baiaiissimos para acalar : ves-
tidos de larlauna bordados de seda a 89000,
para os'or},ai)ji je cores nilJl0 finas a 320 rs. o co-
vado .cassas de cores a 240 rs., chita larga a
| 2(10, e 240 rs., capas de fustSo enfeiladas a
! 50('0, casaveques de cambista e lil a Sst'OO, j^'O.
' peiiteadores de rmb>aia lordsdcs a CT(iOO,
babidos a 3'0 rs a vara, liras bordadas mui-
I lo finas a i$6< O a fega, riseado [raneez lino
a 16 rs. o covado, golnlas de ponas or-
i dadas a 2&50O, manguitos de cambrsia e fil
[ a 2000, camisinlias bordadas muilo finas a
i 29000, chita lsrga com lustro e muito fina
propria para coberla e roupoes a 320 rs., cs-
' guio de linbo a 1:>200 a vara, roupoes de
.seda feilos a 129000, vestidos de seda mofados
a fi000, luvas arrendadas a 100 rs. o par.
Chitas largas de bonilos goslos a 200 rs. o co-
vado, (lilas estrenas de reres escoras a 160 rs ,
rom 10 varas a i'v
ri;-
pecas de brelanha de rolo
duas de esguiSo de algodoo n.uitu tino 8
cadmho de linho a 160 o covado. lencos braii
coro barra de rr i 120 rs ditos branrt s ci n I -
co a 500 rs., atgedo monalro coni Ouas lar^urts
a C-O a vara, latinhasoe duas
argas, (s'/enda
nova p^ra vestidos a.500 rs. o covado, enfees d-j
Iranga rom lago de fita para rabees de senhoras
a i-tOO, eoites de lisiado para vesiid s a ', \ e-
t Djadapo ao com A l|t pulnos d<> largura a
rhales.de nerii 6 estampados dmio linos
a t-2. A loja est aberta at as 9 horas da ni te.
Vende-se urna mobilia de Jacaranda en
muitoliom estado, constando ,-m 12 cadeiras 1
s. la, i clislos e 1 mesa redonaa.ou negocia-so
por ori.a de aniartllo.; ua travessa das Cruzes
taberna n. 12.
Escravos futidos.
Piicos corles de gaze de seda e phantazia enm
duas saias, (pela terga parle do s
cada corte.
vestidos de grosdenaple prelos com barra de nle e cinco annos
roaio do poder do* abaixo assignsdos um
seu escravo crioulo de nome Manorl, de idade de
pooco mais ou menos, com
Lencesecobe
I.encoes de Uraniante, dito de panno de linho,
coberlas a ihineza pelo barato prego de 1$800.
Vestidos de seda.
Ricos vestidos de seda para meninos e meni-
*cu valor) 'a IOS cor a 20^ft00- PKls de pao preto e de cares f'f -'"-"!",s *f*M*s: rheio do e.rpo, 'boixo
de 10,5(100 a OSEOOO, sobrecasacas de panno ''"' {'J'^'J .l,i,.s,an'' '"raneada : p,esu-
5r)as. muito fino a 25^00, calg:s de casemira' prela Te' ^Z^^IZT^^X^
^, b.im palitos fl",ar' 28; (l,'p Per generosamente recompen-
*0t0 Sa Kec,f,>. 5 de noveml.ro de 1860.
v, Jos da Silva Levo & C.
Borzeguins de hezerro com durar-ue. 6(00
Ditos dilos com pellica. 7000
Ditos da ditos com panno. 78000
Ditos de vaqueta sola patente. 7?>o00
Ditos de camurga. 79000
Ditos de ames sola patente. 98000
Ditos de dito sola fina, 89000
Ditos Pisdelle. 8000
Ditos todo de duraque, 73J50O
Ditos de ditos dito. 7000
Ditos de Nautas. 9$0"0
Ditos tolo de pellica. 109000
Ditos de cordaviio. 1I?000
Ditos de lustre de Meli. 12??000
Bolas de bezerro. 89000
Vcnde-se vinagro branco superior em barris de
auinlo por prego commodo ; na ra da Cadeia
do.Rec.fe ..11, escnp.orio de Bailar & Oli- ter do aaiisffaZor a quen. deve.
Sanatoesde lustre de Nantes. 65000
Ditos Fanien. 4J"5(iO
Ditos de ditos. 89600
Ditos de bezerro. 39500
Dilos de ditos com panno. 35000
Ditos de dito para menino. 29500
Sapatos de tranga francez. 1280
Dilos de tapete. 15000
Dilos de maroquim para Snra. 1500
Ditos de bezerros duas solas. 49500
Ditos dito de uma sola com slto 3*500
Ditos dito de uma sola sem dito 2800
Ditos de lustre com duas solas 58000
Ditos dito com uma sola esalto 49000
Diios dito com uma sola sem dito 35200
e decores de Gs0<)0 a 1(5000, ditas de brim der se dirigir a ra do Brum,'
branco e de cores de 2..000 a 55C00,
de brim branco e de cores de 5500 a 5;
ditos de alpaca de 3}(!00 a 88000, brim
as. fazenda superior, fetos no Rio do Janeiro I trancado de algodao com 9 palmos de largura Desappareeen na noe de 4 do correle, a
or tima das nclhorcs modistas, o pelo barato i proprio para loalhas a 900 rs. a vara, damas- S ^rt!.u 2*^*?!' W 55 an-
1 i i- i *,. lies, cor lula, lem as rostas signars de sua ter-
co de laa com 9 palmos de largura a U600 o ra -luem a appn-hender dirija-s
covado, velbulina preta a 400 rs., brim de 10-
prela a 400 rs., brim de
linho de cores a lJroOO o Corle, meias cruas
para homem a 18200 a duzia, ramisas de.
linho inglezas a 325000 a duzia, pegas de
madapolao fino a 45S0O, corles de lanzinlia
muito fina com 15covados a 8-000 rs., ca-
misas de cores e brancas de 15500 a 35000,
e outras muitas fazendas por menos do sen
valor para fechar contas-
Oannuncianteroga as pessoas que lhe devem o favor de virem saldar seus dbitos, visto
_ >-stesflg msmmmi
Recebcu-seum romplel.)>oitiraenio de i
puteeiras de sndalo, boto para colele
extrato3, essencia e banh.i fina : na ra Slg
da Cadeia loja n. 23, de Gurgel & Per- Ji
digao. j
Vende-se um carro e um boi, tudo muito
bom e barato : na rua da Imperatrh n. 41.
Vende-se uma porgo do ejpjnadores; na
rua do Livrameeto n. 11, segundo andar.
Vende-se cal de Lisboa e potassa america'-
na por pregos mais commodos do quo em qual-
quer nutro deposito: na rua do Brum, armazem
de Jos da Silva Loyo & C.
Vcmie-se um ptimo escravo, mogo, esper-
to e bo o carreiro, e sem vicios : na rua da Pe-
rilla n. 6, loja.
Recebeu-se os mais modernos cha- a
i pos de palha enf-iUdos com plumas ou 3|
fiores ; na rua da Cadeia loja n. 23, de <#>
} Gurgel & Perdigao. W
<^-
Para marinha.
O verdadeiro panno francez azul escuro (de
que usa a marinha franeeza) recebeu-se lti-
mamente do Havre peia barca Berlha e vende-se
em conia na rua da Cadeia loja n. 23, de Gurgel
& Perdigao.
H HeceDeu-se ricas taimas de seda fei-
^ tas de croie, capinhas, capas de grosde-
|K naples e manteletes, fii3 para sinto e S
2B grosdenaplos de quadrinhos em poca pa- 2*
*> ra covados na rua da Cadeia loja n. 23 a
35 de Gurgel & Perdigao.
msmmmm tmm mmmmm
mmlMDEROIPAFEITA
Defronte do becco da Congregando letreiro verde.
proco de 8?.
Chitas francezas.
Chilas franrejas proprias para casa por serem
escuras, e dilas claras a 2:0 rs. o covado.
Colchas de fustao.
Grandes colchas de uslao com ricos lavores o
5500.
Chales de merino.
Chales de merino bordados, franja de seda, a
58500, ditos estampados a 3;00.
Paletots escupos.
Paletots esculos a 2*600 cada um, carnbraia
organdys a 500 rs. a vara, dilas muito finas a
610 rs., baldes de malha a 5g, ditos tapados a -43
lencos brincos a 1g800 e 2g, algodao com 8 pal-
mos de lar{;o a 60n rs. a vara.
Ricos manteletes.
Os mais modernos manteletes pelo proco de
30*000 K
Loja das 6 portas
em frfntedo Livramento
Laazinhas a 5J00 rs.
Camisinhas muito bonitas com duas larguras
par vestidos de senhora a 500 rs. o covado, cor- rp'ra da Silva, vendem-se lcnges
tes de riseado francez para vestido a 2, sa'as' l'"lio a 1*800 cada um
| balao purr menina a 3*500. dilas para senhora a
4S500e 5* ; d-se amostra com penhor A loja
est aberta al as 9 horas da noite.
rija-se a rua Nova
Moleque fgido
Na Lingoeta n. 5, vende-se :
Quoijos novos a 3.
Manieiga ingle7a flor a 1*280 a libra.
Vjnho engarrafado duque a 1*500.
Presuntos Dfl*ua a 5(:0 rs. a libra.
Cha hysson fino a 2*400.
f @ fi m ?. 9. : S G
3 Hecebeu-se e continua a receber-se por $$
todos os vapores, vestimentas, calgado e @
@ chapeos para meninos na flj
J Lojade marmore.
Desappareceu quinla-feira un. moleque don-
me Floiiano. crinlo, de 12 a 13 aunes de idade
serr do corpo, levou ra misa de riscadinho d
algodao (nova)com um papel amarello pseos-
las por ser resio oe pega, e calce de algodao azul
vclha), desconfa se que anda pelo Pogo ou Ui n-
teiro ; qoem o peniir, leve rua da Trincheiras
n 8, que ser recompensado.
N. 9.
fina do Queimado n. 9,
o]a de Francisco Pe-
de brim de
Casacasde panno preto a 305, 355 e 40*000
Sobrecasacas de dito dilo a 355000
Paletots de panno prelos e de cores a
20f, 255, 305 a 35*000
Dilos de casemira de cores a 15* e 225000
Ditos de casemiras de cores a 7* e 12*000
Dilos de alpaca prela gola de velludo a 1200()
Ditos de merino selim pelo e de cor
a 85 e 95000
Ditos de alpaca de cores a 3*300 a 5*000
Dilos de alpaca prela a 35500, 55,
75 e 95000
Ditos de brim de cores a 3*500,
45500 e 5*000
Dilos de bramante de linho brancos a
45500 e 6*000
Caigas de casemira preta e de cores a
9*. 105 e 12*000
Dilas de princeza e alpaca de cordao
prelos a 6*000
Ditas de brim braBco a de cores a
2*500 45500 e otfoOO
Ditas de ganga de cores a 3*000
Dilas de casemira a 55500
Colletes de velludo decores muitofino a 105000
Ditos da casemira bordados e lisos
pretos e de cores a 5, 55500 e 65000
Ditos de selim preto a 5*000
Ditos de casemira a 35500
Mos de seda branca a 55 e 65f>00
Ditos de gurgurao de seda a 55 e 65000
Ditos de fustao brancose decores a
3# 35500
Ditos de brim branco e decores o 25 e 25500
Selouras de linho a 25500
Ditas de algodao a 15000 e 25000
Camisas de peiioda fustao branco e
de cores a 2*300 e 25500
Ditas de peito e punhosde linho mui-
lo finas inglezas a duzia 35*000
Dilas de madapolao brancas e de cores
180<, 25 e 2*500
Dilas de meia a I* e 15600
Relogios de ouro paienle e orisonlses 5
Dilos de prata gaWanisados a 25 a 30*000
Obras de ouro, aderecos, pulseiras e
rosetas *
Rua do Rangel
numero 28.
Delicadas resfriaderas para a praga e senhores
de engenho. obras que podem estar patentes em
qualquer sala ornada, do melhor gosto pela sua
delicadea, como sejam : as bonitas bilhas han.-
Diirgnezas. tanto em porgo como a relalho, e as
expelientes jarras finas e entrefinas, proprias
para os lunares mencionados, de lodos os tama-
nhos que o fregu/, queira, e depsitos para enm-
modidade, jarras e potes, tudo marcas reforcadas,
e outros mullos objeelos.
Com toque de avaria,
Pegas de madapolao de 2* a 4*000. vendem-se
na rua do Crespo, loja de quatro portas n.8.
Resumo de ooetica.
Indispensavpl para os prximos exames de rhe-
lonra ; esl 5 venda na livr.ria classira, na pra-
ca de Pedro II n. 2, a 500 rs. cada exemplar.
@ Machinas de vapor.
m Rodas d'agua. (*>.
@ Moendasdecanna. @
@ Taixas. j
$5 Rodas dentadas. .;
Bronzes e agnilhes. gj
tt Alambiques de ferro. ^f
j^ Crivos, padroes etc., ele: q
gg Na fundicao de ferro de D W. Bowman, ^
@ .rua do Brum passando o chafariz.
@@@@ ## g@@g
Pechincha.
Na rua da Cadeia n. 21, vendem-se pegas de
algodao com 17 varas, tendo 4 palmos de largu-
ra, pelo barato prego de 4*.
Bom e barato.
Manteiga ingleza a 1J, dita franeeza a 600 rs.,
espermneete a 680, doce de goiaba a 1* o caixo,
cha hysson a 1&920. dito perola a 2}560, vinho
do Porio fino a 1* e 800 rs. a garrafa, figos de
commadre a 240 a libra, paingo a 160, loucinho
a 360 : na travessa do paleo do Paraizo n. 16,
casa pintada de amarello.
Azeitedecarra-
patOe
\ende-se a 440 rs. ; na travessa do pateo do
Pararlo n. 16, casa pintada de amarello.
Fogio do engenho do abaixo asignado, no
dia 24 de si( Vrenle, idade 25 nn->s, pouco mais oo menos
altura regular, quando anda alira as pernas un
ponen pan as bandas, olhos um pou'o quebra-
dos, sem barba, cara cheia, com falta de um den-
te, tem marc de calor de figado em um p, es-
padando, estomago alto, serr para baixo,' per-
nas finas, tem ralomhos as costas ; este escravo
foi d? I. Theodoria Mana de Barros, moradora
na Embinbeira, campia, e cestoma andar no
Diaiadouro iias Cinco Ponas; este mesmo escra-
vo j foi preso por um repiti de can po no Re-
cife, e na F.mbinbeira pelo canitao de c-n po
Andi Aveiino : roga-se aos eepitaes de cami o
e mais autoridades, o apprehensao do dito escra-
vo", e poderlo er tiegar na rua Nova, lab- roa do
Sr. Jos F. Lima, e oeste engenho, que serio ge-
nerosamente recompensados. Engenho Maltas 30
de outubro de 1860.
Antonio de Paula Sonza Leao.
Escravo fgido.
Um mulato claro, magro, com pannos pretos
na macea do malo, representando ler 25 annos
de idade. natural do Rio do Peixe, chamado
Luu, desappareceu no dia 30 do oulubro da casa
do r. Cosme de S Pernea, de qoem esnavo ;
siippoe-se ler levado um cavallo prelo do Sr!
Rostron que se havia sollado, e que elle fora
em busca do mesmo ; sup(ioe-se mais que sua
mulher de nome Maria tambem o arompanha
levando um pequeo hah de (landres : ruga-so*
as autoridades-policiaes c a nutras qune.Miuer
pessoas que o prendam, e remellam ao seu se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
Contina fgido desde 29 de julho desle an-
no o escravo pardo acaboclado de nono Jo-jo
coni os signaes seguintes : corpo e eslMnra re-
gulares rr plida por ter sorTrido de sesoes, de
idade 25 a 30 annos. falla descaiicnda, mansa e
sempre ronlrafeiia. mostrando fingimenlo, na-
tural de Inhamum fui propriedade de um vrlho
por nome Juao Secundo do mesmo serian, e por
morle deste vendido pelos' herdeiros, sendo um
dos ltimos possuidores Ignacio Ferreira Timu-
do, senhor oe engenho do Sul, que lambem o
venden : julga-se ler seguido para o Inhinium
ou ouirc quabiuer serlao : roga-se aos rapilaes
de campo ou qualquer pessoa que delle sooher,
o apprehendam e levem Apipucos a seo actual
senhor, o major Juan Francisco do Reg Mais,
ou no Recife a Symphronio Olympio de Queiroga,
que se recompensar generosamente.



'8)
DIARIO DE PERNAMBUCO. QARTA FEIRA 7 DE NOVEMBRO DE 1860.
Litteratura.
,?;
De Belm ao Pindobal.
TENTATIVA ROMNTICA.
IV
(Conlinuagio.)
A questao sobre que pedio a minha opi-
nio por extremo melindrosa O casamento tem
sida odiado por diversos modos uns o repulam
urna necessidade inherento ao homcm, oulros o
julgam como urna prccaucao contra a monotona alguma de Laura; escrevi-lho, queixando-me
do celibato, outros em m como urna especula- ; disso, mas nao pude esperar resposia porquanto
ao. Bu creio que vos pensareis da primeira for- J1'hijlf ei 1**.?"" para Obidos, fretado pe-
* .. :..... lo mesmo carregidor da viagem antecedente.
uu, porque segundo me dizeis-amais; avista dis- Anda fu mai;. UIua vilgem allles c pudU[. if a
so nao procurarei d9Suadir-vos d'esse intento; | Camela; o que porm me aduiirava era a falta
o quo porm farei visto que vos assim o pedis. absoluta de cartas de Laura !
de Obidoa tinha offerecido fretar a escuna para
fazer urna viagem para aquello porto, e elles aca-
bavam de (echar este negocio.
Achava-mo, pois, condemnado nao ver Lau-
ra tao cedo como Ihe tinha promeltido I Nao ha-
via remedio seoo executaras ordena, e portanto
parti para Obidos, depois de alguna dias preciaos
para carregar. Antes de par'ir escrevi Laura
dizendo-lho que em virlude dasordens de nieus
palres parta para Obidos e que nao poderla
voltar para Camela seoo d'ahi ha dous ou tres
mezes. Segu para o meu destino e depois de
quarenta e tantos dias voltei ao porto de Belm ;
nao deixei de me admirar de nao encontrar carta
Nem urna linha em cinco mezes I.... Ella tao
extremosa e quo tinha mostrado sentir tanto a
minha ausencia !
Chegou emtlm o da de eu partir para Ca-
mela I ia ver Laura, fallar-lhe de nosso amor___
e dar-lhe a feliz noticia de que em bre seriamos
unidos I
Ah I vos do certo nao comprehendereis
conlinuou Carloso que sent o coraco do ho-
niom nestas occasies I___Eu sentia-'me electri-
sado pela approximaco do Laura, o o meu co-
r.i gao !i alia com a violencia que causa o prozer !
Larguei lodo o panno, o deixei que a Bella
Surrenlina corresse doudejanto sobre as ondas
da baha I Eu desejava que lodos parllhassem
da minha alegra c por isso deixei que a escuna
corresse cora is suas velas empavesadas, mos-
irasse as suas gallas ao giganto dos ros 1 Ja-
mis a aurora rom pendo as uuvens azuladas se
apresentou meus olhos tao pura e grandiosa I
Essas vagas rumorosas e prateadas quo faziam
arfar a escuna e se transforruavam em lenges de
espuma depois da nossa passagcni nunca me pa-
receram tao polticas I
Feliz illuso do amor, que nos torna bellos e
*inda: 5SaffTS8T*08 que ,,a pouco nos
A viste i emlim os campanarios da egreja
matriz de Camel, e anda una vez senli balar o
coraco com inais violencia Era ao som do bron-
ze daquelle campanario que o ministro da egreja
santificara o nosso amor I
A escuna, animada porumjvenlo favoravel,
navegou com yellocidadeal surgir noancoradou-
ro; logo que tive occasio fui visitar Laura : em
lugar dos transportes de alegiia que eu esperava
encontrar uella, achei-a fra e eoulrafeiia com a
minha preseuea.
Interroguei-a este respeito, porm ella
dar-vos a minha opiuio franca e lealmenle tal
respeito. Segundo me dissesles ha apenas um
niez que amis essi joven, e esse lempo meu
ver asss limitado para poderdes conhecer o
carador o o coragao da que pretendis fazer vossa
esposa. Dae lempo ao lempo; sondao o seu co-
raco; e quando liverdes adquirido a corteza de
que o vosso amor fielmente correspondido c
dignamente empregado, ento iris egreja com-
pletar a vussa ventura. Vedo bem, meu Carlos I
eu nao quero duvidar da candurada vossa Laura,
mas as mulheresl... Ellas tem tal arte para nos
fazer acreditar no seu alTeclo, que de certo preci-
samos do muita cautella!... Emfim fazei oque
quizeros; mas eu no vosso lugir nao mo casara
sem torera passado seis mezes. E' esta a minha
opiuio! >>
Despedi-me do Sr. La Port, e recolhi-me
bordo da escuna a pensar no quo me tinha dito
meu patrio.
Eu cra-rae bem corlo do amor de Laura, mas
que nao fosse seno por isso, eu devia esperar.
Escrorl-lhe por tanto, avisando-a do da
em que parta para Camela, etlizendo-lhe que ia
tratar do ar.-anjar os meus negocios e fixar a mi-
nha posieo pois dentro de seis mezes, o mais lar-
d. r, pretenda completara nossa telicidade, con-
duzindo-a matriz da sua trra natal. D'ahi a
pencos dias cu passava a grande baha, parecen-
do-me que a Bella Surrentiua caminhava bem
de vagar, pois que a minha impaciencia por tor-
nar ver Laura era extrema '
! Lo"o que cheguei, > pMcuru sonir-se, e desculpou-se com urna vio-
, ",, 'lenta dr do cabeca e oulros encotnmodos oro-
o meu pr.meiro pensamento fot de ir tercom ella ; prio, das COB,pV,eiSoea nervosas, como ella
p rm 03 deveres de que me achava encarregado pretenda se-lo. Ketiroi-rae por lano bstanle
me oceuparam por algumas horas antes de eu po- \ triste ; eu esperava outro acollumenlo depois de
cinco mezes do auzencid !....
prompta e forzoso era conduzi-la Belem a
mesmo lempo euprecisava alcanzar dos Srs. La
Port & Irmo urna licenga de quinze ou vinte
dias para as minhas bodas. Resolvido i voltar
ainda Belm antes do nosso casamento, es-
crevi Laura pedindo-lhe quo nao se ioquietas-
se com a minha ausencia, pois que ella seria bre-
ve ; e rematara pela nossa (elicidade.
A escuna achava-se prompln, e a hora fixa de
sua partida era As seis da tarde por causa da ma-
r. O correspondente de Camel avisou-me de
que havia um passageiro paraconduzir Belem :
fui para bordo e pouco depois atracou o escaler
que conduzia o meu passageiro, recebi-o ao pr-
talo com civilidade o comprimentamo-nos ;as
suas maneiras e o seu modo voluvel de fallar,
nao me deram rauilo boa idea da sua pessoa,:
segundo elle logo me disse, a sua ascendencia
era dos mais nobres do Brasil, in lo ainda en-
troncar na familia de Thora de Souza 1
Enlo o hornera linha fumaras de sangue
azul?!., enterrogou Alberto sorrindo-sc.
Ao menos queria-me fazer capacitar disso,
respondeu Carlos.
Porm vos sabis o justo desprezo em que
hoje seteraesses ttulos de nobreza va e preten-
ciosa, firmada as grandes acedese as vezes
nos grandes criraes !de uraa longa cufiada de
avs mais ou menos possiveis: dei-lho por tan-
to a devida importancia Por outro lado a sua
pessoa eslava bem longo de infundir esse respei-
to que se quera arrogar; o seu rosto macilento,
cheio de manchas moslrava que elle tinha fre-
quentado raais os prostbulos do que as acade-
mias. Os seus cabellos nazarena cahiam-ihe
ale abaixo dos hombros, pelo que a sua sobreca-
saca de panno verde com botes amarellos linha
tomado na golla e nos hombros o lustre e a con-
sistencia de marroquim encebado. A sua barba
extremamente crescida e maltratada dava-lhe a
apparencia de ura contrabandista hespanhol.
O resto de seu vestuario nao desdizia da sobre-
casaca Junlai isto urna alTelaco e s vezes
insolencia ; um geral desprezo para cora os gran-
des, de quem elle diza descender 1 o tereis o
retrato physico e moral do senhor Suassuna !
Como fcil de suppdrconlinuou Carlos-
nao sympalhisei com o meu passageiro I
Logo que a escuna comec.no. navegar desa-
sombradamente e fra de perigo dos baixos, en-
treguei a manobra ao meu contra-mestre, e vim
encostar-rae amurada prxima do catavento,
respirando a brisa da nuite e pensando em Laura.
O meu passageiro aproximou -se ento de mira,
e eneelou a conversa : fallou por longo lempo
das suas conquistas e aventuras amorosas, em
que elle segundo diza era muito feliz : como nao
sympalhisei com elle, preslava-lho pouca al-
lenco.
Suassuna depois de ler enumerado diversas
mulheres de todas as gerarchias e de todos os es-
lados, que as provincias do sul h3viam cedido
sua altrarco coraecou fallar-me de algumas
de Camela : nao sot por que cooiecei prestar
mais attcnco do que elle me diza.
Na verdude, senhor, sois ura conquistador
um infame 1... retratai-vos ji do que dissesleis, e
confetsai que Laura to pura como os anjos.
Pura 1... ah l ah I meu querido senhor,
cahisieis das nuvens ao que parece I..... seris
acaso o seu amante ?... sinto muito, mas nem
por isso deixarei de affirmar o que disse !
O meu sangue que muito custo circulava
pelas minhas veas inchadas pela colera, subio-
com toda a sua torga i vbta do lugar ende eu o das florestas, nao pode supportar que o seu
me tinha arremossado nos bracos do crimo, por | rival o olhe altivo e arrogante, quando o ocano
causa d'uma mulher infame: Parecia-me que o se humilha ante elle Essa *lutu cncarnicada
murmurio das vagas, esse cntico eterno que o verdadeira lula de gigantes-dura ha seculos e pa-
mar eleva de seu seio ao throno do Creador, era rece ser eterna.
urna recrimioago que o Amazonas rae fazia por O cedro forte e sobarbo, olha cora desprezo a
ter deshonrado o seu seio com um crime to furia impotente das vagas, quo mordendo-lhe as
abominavcl 1 ... Pouco faltn para que a febre raizes, rugera ferozmente ao verora a inutilidade
me_ cabega... translornaram-se-me as ideas!...! de novo se apoderasse das minhas ideas. de seus esfuroos !
Eu nao vi dianle de mira um meusemelhanto..! Cheguei o procuroi Laura ; eu quera veri Mas o re dos bosques nem sempre triumohar
vi so oassassino da minha honra!... S vi o como ella supportava a minha prosenga Ella da seu rival 1 Um dia vira, rei. que a tua corda
perverso que de um sopro des-1 apparecou e mostrou-se sorprendida pela mi- de esmeraldas ser tragada pelas ondas Impetuo-
ecle infame, e
truioe para sempre a minha felicidade...' nha visita, c amante extremosa como sempre .
A minha mo Impedida por urna forga occulla j Pergunlou-me se nos casavamos breve, por que
aperlou ferozmente a minha ficca catala.
E elle riarso I... nao pude mais lancei-me so-
bre elle, e cravei-lhe a minha facca no coragao
sem que ell podesso soltar um nico gemido !
Oh oi horrivel !...
V.
Carlos estava lvido : seus cabellos sempre to res ento pertencer a elle I ? ..
ella eslava anciosa por pett<>ncer s i mim!...
A' vista de tinta hyi>ocrisia, de tanto cy-
nismo, eu dei urna gargalhada, pela qual Irans-
pirou a colera que me abalara.
Queris entao pertencer s a mira, minha
formosa vrgem !
E o vosso amonte predilecto ? I... Nao que-
der ve-lo.-
Achei-a saudosa da minha longa ausencii, e
alegre pela minha chegada.
Protestflu-me que d'esdc a minha partida s
cni mim tinhs pensado, c cu assegurci-a do mes-
mo. Sua ta tambera mo fez ura extenso relato-
rio dos soffrimentos de sua sobrinha, durante a
minha ausencia, rematando com a sua costu-
mads franqueza. Visto que se amam tanto ; ca-
zem-se!
A franqueza da velha Erigida comeqava
enfastiar-me.
Contentei-me por tanto com encolher os hom-
bros. Laura raais rasnavel do que sua lia.approvou
ludo o que eu lhe tinha dito na minha caria, e
conveisou por longo lempo commigo a respeito
de nosso casamento.
Sahi de sua casa bstanle satisfeito e resol-
lido cncurtar o prazo para a nossa unao, se
os meus rranjos m'o permitlissem. Durante o
lempo que a escuna se ronservou em Camela pa-
ra descarregar e rarregar novamente, eu visilei
Lausa todas as noites e sempre rae retirava en-
. cantado da sua conversa, que nao era cnsipida
porque ella lia muito e aproveitava-se do que lia.
' A escuna porm achava-se prornpla a partir,
e pela segunda vez depois que a arnava, eu fui
obrigadu deixar Laura.
Ki-novararr.-sc os proteslos e as lagrimas, e
fui obrigado premetler de voltar o mais breve
que podfsse. Bu comecara maldi/er a vida do
mar que me fazia estar sempro em continua lula
com o meu amor !___ A viagem fui boa, e em
breve aporlei ao porto de Belm.
Comprirr.entei aos Srs. La Port, quem
apresentei a correspondencia da casa de que eu
tinha sido portador. D'ahi a dias estes senhnres
ir.e oommunicaram que os gneros de Camela
esta varo na capital por preros muito baixos, de
rneoeira que nao fazia cunta alguma expedir
escuna para ah, pois s havia perspectiva de se
perder em lugar de se ganhar. Um negociante
FOL.HETIM
CUY LEVINGSTONE
or
anchados, eslavam estacados, e seus olhos ixos,
d'uma serenidade verdaderamenle medonhr !...
Alberto nao menos aterrado, recusou insensivel-
mente al a rn<>ia-laranja era que eu sempre Do*
gindo que dorma, senta a fronte uraida e ge-
iada 1...
Carlos socegou um pouco, e reparando na
distancia em que se achava Alberto, disso em
to amargurado : lendes horror de mira I...
oh I eu j o linha previsto quando me recusei
cotitar-vos a minha historia !.... A cabeca altiva
do joven mulato, pendeu sobre o peitoque lhe
arfava violentamente, e duas grossas lagrimas se
deslisarara polas suas faces plidas!. .. Alberto,
seguindo os impulsos do seu nobro coraco ,
dirigio-se para elle e estendeu-lhe a mo.Car-
los levantou para elle seus bellos olhos cm que
brilhou um raio de alegra e g atido, e pegou
com fervor na mo quo levou seus labios.
Alberto procurou impedir esta prova de gra-
lido de Carlos A sociedade disse elletal-J
vez vos condemne, mas eu que conheco vosso
coraco desculpo-vos !
Dbpgadu I sempre nobre e generoso !
Mas irilerrompcu Albeilo se vos nao
penoso conlai-me o resto da vossa historia : a
morte d'essej homem nunca foi sabida '?...
Nao; qiiundo o feri elle achava-se encostado
amurada; faltando-lhc o equilibrio cahio ao
mar, e o mar oceultou o meu crime !...
O corilra-mestre que estava ao lome, c o ga-
geiro que se achava na proa aecudiram ao lugar
Laura empalideceu e recorrendo esse sal-
vaterio das lagrimas, arma lerrvel que ellas sa-
beru hbilmente manejar, langou-se meus ps:
eu, porm, estava muito offendido na minha hon-
ra para que lhe podesse perdoar !...
Demais essa insensata havia posto entre nos
urna barreira de sangue !... Por ella tornei-me
assassino !
Por ella provoquei as maldices de meu pai,
que do lugar dos justos, de certo vira a minha
infamia I .. oh muito muito !
Carlos ficou absorto era seus crueis pensamen-
tos ; da sua fronte inclinada, transpirava abun-
dante suor, que se transforraava em aljofares de
gello.
Depois levantou o rosto, aspirou com sofre-
guido a briza do mar esuspirou.
E no cntanto anda a ama !!... A sua fi-
gura exbelta e graciosa, tal qual a primeira vez
a vi, esl gravada na minha memoria, em lami-
sas do leu inimigo I ..
Hoje ris delle, porque ainda s baslanle po-
deroso para zombares dos seus intentos ; mas,
quando a mo do lempo tiver produzido em ti os
seus elteiios, quando as las torgas te abandona-
ran, o teu inimigo se vingar Tudo tem o seu
termo : a tua grandeza nao ser eterna 1
A Bella-Surrenlina passou avante, impellida
pelo vento favoravel que tinhamos.
Pela volta das quatro horas da larde, um fo-
guele langado da proa, retumbando nos ares, fez
esvoagar bandos de periquitos que pousavam nos
cumes das arvores.
Era o gageiro, filhrj de Camela, que saudava as
grimpas alvejanles da sua egreja matriz, que
apenas se destinguiam, mas que o olhar pene-
trante do marinheiro linha enxergado.
O sol caminhava no seu gyro iucessante para
o ocaso, e a noile vinha lomando posse do seu
cphemero imperio, convidando os morlaes re-
pousar.
A Bella Surrenlina, como se adevinhasse o
termo de sua viagem, balougava-se garbosamente
sem ter pressa de tundear. Eu e Alberlo senta-
mos essa impaciencia quo sempre se apodera do
espirito do viajante, iiunndo so aproxima de urna
ierra que vai ver pela primeira vez, e sobre a
qual j tem feilo os seus phantaslicos juizos.
Procuravamos ver alravez da escurido a appa-
rencia que nos apresenlava a cidade, porm as
as de fogo, quo nem o temoo tem podido apa- i trovas s nos deixavarn conje.cturar. Logo que a
garl. Oh! Laura 1 Laura porque fatal desti-
no te havia enconlrar no meu caminho ?..,
Para que me havias de fascinar, para depois
me irahires 1 mim que te amava como os an-
jos amam Deus? !... oh com razio disse o
poeta.
Mulher! que mixlo horrendo s tu na trra,
Para unir criines taes com tantas ? l
escuna fundeou, parto da sua tripolaro passou
j para a Ierra e forara ver suas familias.*
i Carlos poz ento o seu escaller nossa dispo-%
sigo; porm nos tinhamos resolvido passar a
i noile bordo.
A almosphera eslava lmpida, e o co ailado
c resplandecenle. Decidimos que passaramos
aquella nolto ao ar livre, como tsses filhos das
*. florestas, verdadeiros homens da nalureza Ar-
O joven mulato aperlou a cabeca convulsiya- mamos nossas redes na tolda, e depois de t-
menle, e encostou os colovcllos amurada. Loo- marmos cafe, que o nosso fiel Ab apromplra
gracas?
onde ouviram o choque n'agua : eu proprio leva- go espago s se ouviu o su rouco solugar, que I em poneos minutos granas ao auxilio da machi-
do por um sentmenlo nobre, que de perto se- i'enotiva os soffrnienlos de seu coragao despo- na, deilino-nos c procurarnos dormir.
(Juiz-me anda persuadir que fosse engao meu
e portanto no seguinte dia fui de novo casa de
Laura ; s pude fallar cum urna velha eacrava a
qual me disse que as suas senhoras tinhara ido
passar alguus das uo engenho de ""para verse
a menina Laura ruelhorava. Fazei idea da mi-
nha estupefaeco vista do procedimenlo do Lau-
ra!... retirar-seetalvez por muitos dias!sem
ao menos me avisar I!
Isto era quasi incrivel ; mas era real....
Escrevi-lhe urna caria queixando-me amar-
gamenie do seu modo de proceder para comiso,
e pediudo-lhc que por ama vez me explicasse
quaes eram as suas iutences. Eucarreguei a
velha BSCrava de fazer com que esta caria che-
gasse as mos de sua senhora, e esperet a res-
posta. D'ahi ha dias receb uraa carta de Laura
em que se desculpava cora sua lia, do seu coni-
porlarnenlo, pois segundo ella dizia lhe prohibi-
r de me dar parte de sua rnudanca, por que a
ninia demora em concluir o nosso casamento
nao era na sua opinio seno un meio de ganhar
lempo para corromper sua sobrinha 1
A repulso que eu a muito senta pela velha
Brgida, augmentou, so possivel, e fez-rae sor-
rir com desprezo de sois loucas supposices!...
Laura finalsava a suaV carta, pedindo-me que
deslerrasse do meu peira qualquer pensamento
mo que por causa de .-ua tia eu livesse podido
conceber.
vista poisconlinuou Carlos do urna bre-
ve pausade lo amorosas e persuasivas descul-
pas de Laura, nao s me esquecidos motivos que
tinha contra ello mas inda a suppuz victima dos
capric hos de sua lia
O amor ceg, e cegos toma quelles quo por
elles se deixam dominar Acredilei, pois, em
Laura !
Certo de que era amado, juiguei-me outra vez
feliz, o tralet com mais presteza dos arranjos ne-
cessaros para o nosso casamento, piis concluin-
do-o nao s linha em vista possuir Laura ; mas
lambem livra-la do injusto rapliveiro de sua lia 1
Lu porm precisava de minha cerlido de edade
e oulros objeelos que s na capital poda ar-
ranjar: alm disso a Bella Surrenlina achava-so
para
guio minha infamo aeco, me preciptlei
a borda falsa tentando acdir-Ihe.
Era tarde !...
Ello veio ao cimo d'agua e eu vi apezar das
trovas o seu olhar iminovel c aterrador, luzr no
meio da phosphorecencia das aguas !... D-pois
sumu-se... as aguas da bahia sobre que nos na-
vegamos o.cullaram este crime, co no terao oc-
cullado oulros 1 Dous annos sao passados, e os
meus remorsos nao tem diminuido A minha
cabeca cobria-se de cans aos vinte cinco anuos !
teinivel !disse-lhe eu rindo-me.
Ah ah meu charo piloto ainda nao 3abeis O socego, o prazer e a ventura nunca mais en-
de urna mais moderna o engragada respondeu | Irarara em meu peito OU 1 lenho pago bera
elle rindo-se aberlamento.Agora que nos es-' caro meu crime Tenhu pedido rail vezes Deus
taraos conversando est a bella Laura esperando a morte de corpo, visto que o espirito j esta
por mim Ah ah delicioso. I raoralmenle morlo 1
Laura I___disse eu agarrando-lhc no bra- Porm Deiis nao tem ouvido minhas supplicas.
gooh mas nao nao pode ser.... Elle quer que eu esp;e o meu crime no lugar
O que meu charo I aposto que conheces a onde o commelti !! E' justo I
minha bella ? j........ ..................
Enganai-vos, nao tenho a menor idea da | Esta morte, pois, foi considerada casual, e
pessoa de quera fallisdisse cu aparentando cs'n lerrvel segredo jamis sahio *c meu peo:
serenidade. i coramnnicando-vos elle, dou-vos urna prova da
Isso, conlinuou elle porquo anda nao considerago em que vos lenho !... Sempre rae
vos disse seno o seu nomo, mas assim quo vos | recordarei cora gralido da amisade quo me
disser que ella mora na ra de.....por certo vos
Icmbrareis !
Na ra de....!! Continuae ; eu nao me re-
cordEmfim nao conheceis, isso lambem nao
essencial !
I-TODO TRANSE
Mas como vos la duendo, -a conquisli ao
principio nao foi muito fcil. A pequea linha o
seu naraoro, e pelo quo depois ella me disse, ten-
riona cassr-se eom elle, lia cousa de um mez a
minha bella lornou-se menos esquiva, e era urna
noile que eu passei com ella, mostrou-mc urna
carta do sugeito, em que lhe adiangava que tinha
ludo prompto para o casamento, e rertaiava com
chuveiro de protestos temos e phrases patheticas,
que nos llzeram rir toda a nnit, & ou*i
apaixonado 1...
Quito pnupar-rae dura necessidade de
vos relatar tudo que este homem disse de suas
criminosas relacos cora Laura !.... O que ento
solfri nem eu se'i explicar !... Todas as minhas
iliuses lo queridas langadas por ierra com o
mostrasteis no collegio, defendendo-rae contra
as aggressoes dos nossos collegas por causa da
minha^r.
Nada mais natural Defenda o fraco
contra o forle.
Nao tanto assim! conlinuou Carlosvos
pertencieis raga que contra toda a razo domi-
na a minha, haveis sido creado oos mesrnos prin-
cipios, e por consequencia era mais natural que
me despresasseis, do que me defendeceis O
vosso procpdimonlo por tanto para commigo
ganhou-vos um coraco sinceramente agradecido
c a prova j a leudes I
Como ia coiilando, quando cheguei ao Para
fui violentamente atacado por nina ebre deco-
radora ; no iii"'i delirio ou via Laura nos bra-
dn tlleos d'esse Homem, prodigalisando-lhe suas pros-
tituidas caricias I ... Enlo forcejava por mo
langar sobre essas sombras vas, sobre esses
phanlasnias da minha imaginacao transloroada !
I'hrazes incoherentes amearas, palavras lernas,
blasphemias c supplicas, ludo sahia dos meus
labios escaldados pela febre, envolto no lurbi-
dagado pela dr I
Seus olhos enchutos moslravara a intensidade
do desespero que o consuma lenlamenle Elle
nem ao menos liirha j o recurso salutar do pran-
to que raiuora a dor! Era doloroso ver os so-
frimentos desse homemanda lo joven !por
causa d'uma muljier que lo mal o recompensou !
e quo apezar de tudo, elle ainda amava I I...
A' que extremos nos conduz a funesta paixo
do amor?!
Alborto rompeu o silencio.
Eslaes encommodado Carlos ? Para que vos
affligis dessa maneira? Esquece e despresai a
prfida, o maior castigo que lhe podis dar !
Carlos olhou para elle sorrinJo tristemen-
te ; sois feliz porque nunca amasteis! se lives-
seis senli Jo alguma vez os terriveis effeitos des-
sa paixo, nao me dirieis que esquecessel
Bsquece-la !...
Oh quanlo isso era boro so fosse possivel !
Deixa-la e affastar-me delta para sempre, foi o
maior sacrificio que pude fazer !...
VI.
o conlra-mes-
a madrugada,
para
lambem
Pr
Isso, porm, nao era muilo fcil! A nossa ima-
ginacao eslava muito preocupada para que po-
dessemos descancar. Eu passei toda a noile
imaginar um meio qualquer para poder publicar
a nossa viagem, e a historia de Carlos, sem de-
nunciar o seu crime.
Nao o achei enlo : mas o futuro encarre-
gou-se de m'o dar .
J o dia desponiava, .parido nos conseguimos
dormir. Pouco depois despertamos, e tivemos
occasio de ver a cidade que so debruga sobre o
Tocanlins.
A sua yista exterior desagradare!.
Casas firmadas sobre estacas, morros desaban-
do sobre o leilo do rio, c grandes oseadas de raa-
deiras, elevadas da praia at ao caes, compem
aperspertva. Fcilmente se comprehende qne
nao pode ser muilo pittoresca 1 Veslimo-nos e
preparmo-uos para sallar, e deixmdo a Betla-
Surrenlina, dirigimo-nos para a praia.
A mar estava baixa, pelo que nao podernos
saltar era secco, e tivemos de Iranspor a peque-
a distancia, que nos separava da praia, senta-
dos entre os hombros do dous tapuyos, formando
assim o piltorescoque fazia o imperador Vilellio,
levado em iriumpho aos hombros de dous sol-
dados pelas ras de Rima!
Emlim, os nossos carregadores 'pozeram-nos
na area, pelo que rae dei por muilo satisfeito,
pois a tal gymnaslica nao me agradou No
sopro infernal desse monstro O meu amor to I Iho de palavras e sons imntellegiveis que o des-
crente e lo sincero, feilo ludibrio de um mal- espero me arrancis 1
vado !. E Laura ?... Laura que eu respelava
to pura como o meu amor !! Laura quera eu
linha dedicado todos os meus altelos !? Oh I
horrivel !
Urna nuvem de sangue passou ante meus
olhos I...
Vos ments, senhorlhe disse eu, apertan-
do-lhe o brago n'uma convulso nervosasois
Finalmente, depois do vinte das entre a
vina e a morte, a nalureza e a minha compleico
forte aju-lada pela minha joventudo, conseguio
restabelecer-me. Eu eslava ancioso por voltar
Camela ; tinha horror Laura pela sua falst-
dade, mas urna forga maior quo a mir.tia razo
me impellia para ali Parii! os meus remor-
sos nao exmelos, mas adormecidos, reviverara
Jorge Alfredo Lawrenco,
VIII
Conhego este vestido de
purpura, conhego esta pluma
brilhante ; Maiuilio, principe
latino, cavalgava sempre assim.
No da seguinte de manhaa fazia um bom lem-
po para a caga, urna brisa lgeira do sudoeste
gempre consunto, nao muito sol ; um desses
dias, em que as pisadas no bosque ou fra do bos-
qu i seria m cortamente boas se se podessem contar
com nlgiima cousa cm tal materia.
r.nanios justica nossas irmas. Ha no mun-
do alguma cousa mais incorla e mais caprichosa
do que as phantaas teminjnas I
Os caes tinham chegado com sua comitiva or-
dinaria de criados, e desses creadores encarnica-
d'.<, que preferem urna matilha seus propros
filhos, e que poderiam chamar pelo oome Cada
Cao de per si. Godofredo Parndon, o mostr da
matilha, fazia as honras todos, principalmente
aos grandes de Israel seus melhores subscrip-
tores.
Em todas as drecces, lravez dos massigos e
tufos do planlages, brilhavam vestidos cscarla-
les, einquantoos homona chegavam galope em
seus cav^llos de caca, ou os esperiuientavam por
urna pequea corrida sobre a relva.
Na escada de podras estava Flora Bcllasys, Pan-
thesila vestida Amazona, com chapeo de plu-
mas ; urna duzia de homens a circundaran),
disputando entre si porfia urna palavra e um
sorriso. Ello resista valentemenle i todos, e es-
perava com impaciencia que Guy livesse accendi-
ilo um charuto que nao quera pegar fogo, e que
eslivegae prompto para ajuda-la montar. Elle
s.ibia melhor que ninguem o mnneira do prestar-
Ihe este servico, duia ella. Talvez isto fosse ver-
dade ; mas ainda que elle a houvessc posto ao
selim, por um movinienlo gracioso de seu braco
robusto, rom lana ligeireza, como leria podido
f ue-lo Loi hinvar, a acommodaco das sias c do
estribo pareca pelo lempo qud nisso empregou
un problema diffiil de resolver.
Se fosse verdadera a antiga supersligo de
Couilande, que vista de um tornozello de mu-
lher, para cagadores antes da partida um indi-
cio de lodos os passos favoraveis, nos deveria-
nios ter nesse dia a cagada mais bella da es-
taco.
Elle cavalgou ao lado d'ella, tanto quanlo o per-
miluam as curvas do alaso, al que chegamos
ao tojal, que devamos baler ; chegando ah, sua
forte paixo o dominou Aphrodita cobrio o ros-
to, o a grande deusa Artemisia reclamou seusdi-
reitos.
Quando o primero cao dou o signal, Guy aftas-
tou-se, airigindo-se para ura canto, onde urna
barreira elevada offere ia-lie urna proba tu lid ade
de desembaracar-se da niuliido, o uo creio que
o vssem voltar a cabeca al que a rapoza fosse
desencovada.
() Vide Oiario n. 257.
Tudo que me record do olhar inquieto de
dous lindos olhos, que seguiam a carreira de
Axeine, allacando seu segundo obstculo cora a
inipetuosidade de um trem expresso.
prognostico courlandez nao enganou-nos :
tivemos una cagada admiravel, de que cinco ca-
gadores smenle viram o fim
Confesso que o prmeiro regalo me susleve,
mim e muitos outros. Forrester passou-o
Costa de lima queda ; mas foi o primero da se-
gunda tileira que chegou, no momento cni que se
langava a rapoza aos caes.
Guy entrn de muito bom humor ; seu cavallo
linha-o levado admiravclmcnle.
Elle e o prmeiro picador, um homem muilo se-
guro na sella, tinham chegado frente trente
primeira barreira, no mesmo instante que a ma-
tilha persegua a rapoza cera passos d'ahi em
pleno campo.
Depois de jantar poz-se elle raassar sua pri-
ma. Por fim, perguntou-lhe se lhe emprestara
de boa vonlade sua jumenta Bella-Dona, visto
estar um lano coxo seu corsel favorito.
Miss Raymond ficou extremamente indignada,
porque, convra saber, que era mais orgulhosa
de possuir este animal, do que qualquer outra cou-
sa no mundo.
Bella-Dona era urna jumenta baia-lostada, de
extremidades negras, raga fina, e linda como urna
pintura. Levingstone a tinha comprado cni urna
cavallarir.a de Iralo, edado sua prima, depois de
te-la feilo urna excellento montara de caga.
Entre algumas extravagancias, que M. Raymond
permita sua filha, elle deixava levar Bella-
Dona em toda a parto, onde ella ia.
Nao vos enfadis, pequea amazona I repli-
cou Guy y sua recusa indignada. Que robusta
f lendes nesla poldra Admiro que nao a apos-
lasseis em um dos grandes handicaps da prima-
vera I Poilerieis ganhar assim com que pagar-vos
de luvas durante meio seclo.
Ora, bem I eu, arriscou Forrester com um
tora lento e lnguido, julgo-a mais veloz em
una carreira do tres milhas, do que ludo que
lendes em vossa estribara. Eu corra contra vos-
so melhor cavallo urna aposta de cncoenla libras,
P"S0 por polegada.
Nao me causa sorpreza ver-vos apoiar a
opinio de Bella, diz Guy com urna sombra de
sarcasmo na voz ; mas nao pensava que a sos-
tenlaricis at o lim o com vosso dnheiro. Veja-
mos ; proponho-vos esta aposta, se quizerdrs :
Montareis a jumenta rom um peso de cenlo eses-
senta libras ; e eu moutarei /ixeine com duzentas
libras. Os dous cavados esto pouco mais ou
menos promptos, e asira pode isto ter lugar den-
tro em dez dias Aceitaes minha aposta?
Certamenle, si miss Raymond quer confiar-
me Bella-Dona.
Os olhos de Isabel brilhavam, o com que brilho 1
quando ella respondeu :
Coosinto de muilo bom coragao ; nada rae
pode causar maior prazer.
Agora, Minetle, conlinuou Guy, deverieis
lambem jugar alguma cousa. Conheco um certo
adereco de turquezas e de perolas, que eu linha
desejus de dar-vos primeira vez que tivesseis
eslado genlil durante tres semanas seguidas.
Como intil esperar semelhanle milagre, apos-
larei esse aderego contra o annel de saphyra e
diamante, quo trazeis ha algum lempo.
Sua prima pareceu confusa e nao coni-
modo.
Tudo, menos sso, Guy, disse ella. Nao pos-
so arrisca-lo ; um presente de de madama
Molineux.
Nao creio, murmurou Charley muito indif-
Chega gente do quartobralou
Ir, que sentndo vil apparecendo
desejava passar o leme outro,
de.-cansar um pouco.
Eu, Qngindo que accordava cora o grito docon-
Ira-mestre, abr os olhcs e pudo ento apreciar j alto d'uma das muitas escadas que se elevam da
praia, eslava-nos esperando o Sr. P .. nosso
bom e gracioso hospedeiro, que, depois de nos
fazer entrar em sua casa, situada agradarelmente
no Porto Rea! ; pedio-nos que dispnzessemos
della como propria : desde a nossa chegada at
nossa despedida, sempre este senhor nos tra-
lou com a maior affjbilidade e franqueza.
Se algum dia estas linhas lhe chegarem mo,
sirratn ellas de provar-lhe que o nosso reconhe-
cimento para com elle sempre existir em nos-
sos coraces!
Aquelie dia foi destinado para o descango ne-
cessario, depois de dous dias de viagem. Porm
noito a brisa fresca e agradavel convidara
passeiar para gozar d'uma noile encantadora.
Havia testa ni egreja do ... : encaminhuio-
nos para o lugar, e podemos enlo ourr urna
banda de msica, que locava delcstavolmenle al-
gumas das magnificas composiges de Bellmi o
Donizetti que de. certo estremeceran! nos seus lu-
mulos, se podessom ouvir a desharmonia d is suas
harmonas! No entanti os dilellanti Cimelaen-
ses, ao que pareciam, extasiaran)-se com o som
do bombo, que parece tinha tomado o encar-
go pouco generoso de ensordecer os pacficos ci-
dados :
[Continuar-se-ha.)
o magestoso panorama, que se apiesentava a mi-
nha vista 1 A la j paluda o apenas accompa-
nhada de algumas estrellas do seu brilhante cor-
tejo, relirava-se maneira dessas rainhas des-
Ihrunadas,acorapanhajas d'alguns cortezoes liis;
a aurora rubicunda e bella, Jomava posso do seu
throno espargindo por sobre o espacoo seu manto
purpurino !
As aguas da bahia scmclhanlcs um vasto ta-
pete de esmerallas franjado de praia, murmura-
vara em torno da Bella-Surrenlina que navega-
va altiva, corlando velozmente as ondas 1
Nsj hollamos passado a maior largura da
bahia ; as sceuaa tinham se mudado ^.j nao >'f i
s a vastido das aguas que nos fatigava a vista.
A prospectiva tornava-sc mais pittoresca o va-
rala; a vegelagao quo cobria as margens era
espantosamente luxuriosa e bella !
Florestas immensas, formadas por arvores se-
culares, se olfereciam nossa vista, ornadas de
seus variegados fruclos. Na ponta d'uma ilha
vase um cedro gigantesco, tal vez j admirado
pelos primeiros que sulcaram este rio, como nos
o admiramos agora A sua rama*em inclinada
sobro as aguas, parece ameacar o imprudente que
OUSar devassar os seus dominios !
O Amazonas, esse rei dos ros, como o cedro
podesse oppor-sc que apostasseis seu mimo em
urna aposta to certa. Estou persuadido que ga-
uharemos, e seno....
Elle parou sorriodo
Oh enlo, se crede3 isso, respondeu Isa-
bel corando mais do que nunca, arriscare meu
annel ; mas rasler que v' ganheis. Sao sei o
que seria de mim se viesse perde-lo.
Foi f-ta a aposta.
Parecis cheio de muita confianca, fiz
observar Levingstone mais tarde-no sero.
Recordo-nie da singular expressao de sua phy-
sicnomia, anda que ento nao acompreheudesse,
quando elle me respondeu :
Relia qu* devo estar tranquilla, porque
fez urna aposta bem desegual.
Home ura grande alvurolo na visinhanca quan-
do souberarn desta aposta, e da corrida dos ren-
deiros, que devia segui-la.
Meio condado estava reunido na manhaa do
da indicado, e Pylchley nao caca va nesse
dia.
Godofredo era Parndon era juiz, o tinha csco-
Ihido o terreno, que formara a figura de um 8.
com dezosete obstculos largos, mas pouco altos
pela mor parle. Os cavados deviam percorrc-lo
duas vezes, sera fallar do regato, dezeseis bons
ps d'agua sallar da segunda vez.
Eu desejaria que nao se lornassem tao raras
essas reunios puramente campestres, onde tres
carrogas e urna tonda furmam o graude pnvilho,
onde nao ha espectaedores que tormera alas, f.i-
zeudo paradas e ensurdecenlo-vos, a gritirem
suas provocagSea com toli sua forga : Aposto
tudo que quizerem'..onde nos-os atrevidos ren-
deiros, convencidos quo seu favorito nao deixar
tomar a diaiiteira 5 seus adversarios, sustentara
sua opinio com valor, com seus escudos.
A grande fama de Levingstone no paiz c a re-
pnlaco de forga e de ligeireza de .1.reine, bem
que ntuguem soubesse ainda que cavallo elle
montara, fez com que apostassem cinco contra
qualro por Guy. Mas apostodores houveram que
fiaram-se no carcter verdaderamente diablico
do cavallo.
li_sss Bellasys, que linha chegado ao castello
de Kerlon na vespera larde com sua me, fez
urna dupla parada sobre o cavado de maior
peso.
O sino deu c signal de deitar sellas e os caval -
los sahiram.
Ajumer.la eslava magnifica ; o pello resplande-
ca de finura, e creio que ella linha tantos admi-
radores como Aaeine.
Nao era. pois le admirar que sua senhora esli-
vesse orgulhosa.
Axeine era um alazo escuro cora tima pata
branca, do coraprimento de dezeseis palmos, em-
quanto a jumenta linha apenas quinze ; rom
boas ancas bern chatas, enormes jarretes e coicas
musculosas ; seu pescogn era o de um garanho,
e quem lhe visse as pernas, fcilmente erarle, o
que diziam os polafrenelros de Revpsby, que ellas
poderiam de palada jugar um homem ao conda-
do vizinho.
Elle eslava nessa manhaa peior que d nario, como fez notar seu groom ; talvez nao co-
nhecesse a multido sem acompanhamento de
caes, porque escarvava o chao sem socego, tan-
gando para os lados mos olhares de seus olhos
Infla minados.
Enlo os dous jokeys appareccram.
Levingstone, vestido com suas cores habiluaes.
de gorro cor de purpura e vesta carniesin, com
a'guns signaos i*as intemperies do lempo.
Forrester no brilho de um toilette inleiramen-
le novo, azul claro, com mangas brancas, com
ferenlemenle, que madama.,. Molineu, n3o ?lum gorro variegado das mesmas cores.
Charley parou uro minuto junto de missRiy-
monu, receben lo suas ultimas instrueces, creio
eu. Ella eslava paluda, e pareca inquieta; elle,
to agradavelmenle lnguido como sempre.
O alazo no momento em que se sentio mon-
tar empinou e deu dous ou tres saltos, que te-
riam inquietado um menos bom caralleiro ; de
pois conierjou escoucear com furor. Mas Guy
pareceu lomar isto como una cousa muito natu-
ral, e conserrou-so flirnn o seguro no sellun. O
mais que fez, foi enterrar por militas vezes as
esporas agucadas nos flancos de Axeine ; cada
golpe fazia apparecer urna mancha de sangue
negro. Nao en seguramente pela dogura que elle
governava seu cavado.
Chegou dentro em pouco a occasio dos galo-
pes preparatorios : a jumenta marchava pausa-
damente sobre o freio, e corria pelo solo com um
passo fcil e levantado ; o cavallo sacuda a Ca-
beca, e de lempos lempos puchara furiosamen-
te as redeas, sem conseguir ganhar a expessura
de ura cabello sobro os mos de ferro de seu ci-
valleiro, que nao se levantara um nstame do sel-
lira.
Ei-tos que partirm Guy ra na frenle, e tudo
va bera para passar as duas primeiras barreiras,
que sao boas defezas de caca ; a lerceira mais
inquietadora ; urna ordinaria sebe negra e ex-
pessa com um fosso por detraz, encobrindo a en-
trada de um campo cultivado.
O ala:o enfurecido esl fra de si desti vez.
A' uns sessenla ps do obstculo, elle toma um
tal arranco, que toda a forna muscular de seu
cavalleiro nao podo soffrea-lo. Sua impetuosi-
dade poderla fa/.e-lo atravessar a muradla de urna
cidadella ; elle chega atrevidamente ao salto, o
pulando justamente onde se acha um tecidu de
romagens,um eslrondo de ramos quebrados
chega aleo pavilho,cavallo e cavalleiro rolam
no campo atraz da sebe.
Flora Bellasys bate no p cora seu chicotinho
curto, e torna-se extremamente paluda.
A jumenta chega muito commodainenle e pas-
sa a sebe expessa sern hesitar, quasi sem esforco
algum, justamente pelo lugar onde se poda ver
una claridide nessa confuso de espiuhos.
Que c feilo de Guy?
Apesar desta lerrvel queda, nao snllou as re-
deas ura 3 instante:ambos, cavnllo o caval-
leiro, levanlar.i-se ao mesmo lempo. Urna duzia
de bracos esto promptos para o tornar a por no
sellim, e urna voz lhe diz alegremente no ou-
vido :
Tenha roragom, vossa honra, monto de-
pressa, o apanhar ainda ocapilo.
Elle apenas ouve estas palavras, por quanlo
roda-llie a cabega, e sent um eslranho enenm-
modo e como um desfallecimento ; mas antes que
tenha dado cem passos seu rosto adquiri de no-
vo a calma habitual e resoluta : apenas ura pe-
queo reg de sangue corre de debaxo do gorro,
e as sobrancelhas encrespam-se-lhe enrgica-
mente.
Esta queda que teria posto a mor parte dos ca-
vados fra do combate, snmenlo acalmou um
pouco Axeine ; o vendo-o novamenlo a devorar
o espago e jugar torra para tras de si, como urna
catapulta, pensamos e dissemos que a corrida nao
eslava terminada.
Saltam por cima do regato. Forrester vai sam-
pro na frente, adianta-se tranquillaroente e ganha
terreno pouco pouco. Sabe que isto melhor
do que forgar a carreira, sendo o terreno muito
man para convir sua jumenta.
Quando Levingstone chegou diante de miss Ray-
mond, inclinou metade do corpo sobre a sed, e
olhou-a alternamente de face. Ella nao notou
que elle estava junto de si. Toda sua alma linha
passado para seus olhos, que se embebiam em
Forrester, com urna solTreguido tao pouco pro-
porcionada circunstancia, que seu primo licou
vivamente commovido.
Pobre menina diz ellecamsigo, em quanlo
desvanecia-s'e todo os"u desojo de ganhar a car-
reira. Pareco que ella lera posto lodo seu cora-
co nesla aposta ;seria unndesgraea v-la des-
engala. Nniguem tem a perder nisto muita
cousa. Representare! eu urna vez o papel do bora
capito \rmstrong ? Isto fa-la-hia bem feliz.
Salvo algum accidento, eu devo passa-lo. Elles
nao sabem que o alazo ainda nao desenvolveu
seus meios.
Durante ura momento perdemos de vista osc-
vallos ; e quando os tornamos a ver, a jumenta
linha decididamente conseguido vantagem, e eom
grande espanto nosso Axeine vacilla e recusa pas
sar um obstculo asss fcil.
Desta vez miss Bellasys cora. Em um galopo
asss rpido, ella se aparta da multido por urna
sahida, que a conduz um campo, onde os ca- I prmeiro grande premio metropolitano foi corrido
vados devera passar junto della :muitos dos em Olympia.
Levingstone tinha lavado os tragos de sua que-
Nesle momento nao julgo que alguem, excepto
eu, notasse Isabel Raymond, que sentada un
pouco parle verta quelites lagrimas sob seu veo,
odiando para o annel perdido.
Foi enlo que Forrester chegou junto della.
Desgraea ao venciJo Tudo esl perdido,
menos a honra Dir-me-heis alguma cousa ama-
vcl depois de minha derrota, miss Raymond i
Veris que vossa favorita nao ficou de modo al-
gum maltratada, e acha-la-heis sera um arra-
uho.
Sem responder, ella lhe eslendeu a mao. Como
elle se inclinava sobre esta mo pronunciando
baixinho pitarras, que nao pude ouvir, vi ani-
marera-se os olhos de Isabel e colorir-llie as fa-
ces um sentimento de felicidade, ponto de fa-
zerera-se brilhantes como o co ao por do sol,
quando a tempestado foge para o occidente.
Comprehendi entao que elle acabara de alcancar
o premio mais precioso que por ventura tenha
sido proposto para urna corrida, depois que o
seus amorosos a seguem.
Charley chega, e parece um pouco mais exci-
tado e um pouco mais feliz que de ordinario.
Ello ganhou a corrida durante a ultima meia rai-
Iha, e parece avangar anda sem esforgos.
A' alguma dislancia vem o alazo, evidente-
mente em mos termos com seu cavalleiro. Esl
coberto de urna branca espuma e duas vezes pi-
noteia approxmando-se.
Guy volta ligeiramente a cabega de lado, de-
vassando o lugar onde miss Bellasys o espera no
meio de seus guardas de corpo. Peta primeira
vez desde o principio da corrida sua voz se faz
ouvir. cortando o ar com seus accentos claros o
zumbadores como o guie do um puuhal de. Da-
masco.
O alazo vai ganhar! conservai-o firme.
O bom movimenlo de Guy desvaneceu-so ante
o sarcasmo occullo destas duas palavras. Elle
poda sacrificar sua propria victoria, o as espe-
rangas de seus partidarios : mas nao quera dar
um pretexto ao espirito implacavel de Flora. Nos
o Vimos torcer a rodea, e por urna esporada lan-
gar Axeine toda brida.
Todos que estavara no campo da corrida, entre
os quaes so achara tamben o ultimo proprietario
do nobre animal, o qual se arrepende amarga-
mente de se haver delle separado, ficaram repen-
tinamente admirados da exlraordinaiia ligeireza
quo elle desenvolveu. Elle emparelhon com
Bella-Dona justamente diante do ultimo obst-
culo, que ella franqueou com dilficul lado, cm
paulo elle o devorava em seu vo. Entre elles
e o termo ha somente modas de cannicos, e a
extremilade da arena, que termina em iadeira,
favorece seu arranco impetuoso.
Mil vozes como um echo repelem a3 palavras
de Flora :
O alazo ganha !
Charley faz um supremo esforco. Ao mesmo
lempo a brava junienlinha lho corresponde com
valor, mas, ah sem successo. O pobre capito
sacodio a cabega e nao locou mais a jumenta,
nem com o chicote, nem com a espora.
A corrida eslava terminada ; ninguem contes-
tn a sentenga do juiz :
Axeine ganha por seis bragas I
Enlo subirarn ao co as oclarnagSes dos vigo-
rosos rendeiros, que agilavam os chapeos, e, bem
que soubessem quo seu favorito nao poda ser
vencido, regosijavam-so com o successo.
Os amigos do victorioso e do que perdeu se reu-
niam em torno delles, felicitando ura. dando
pozantes ao outro, e elogiando a ambos por sua
linda corrida.
da : a ferida era apenas um ligeiro golpe baixo
da fonte, o j se havia perneado de novo para a
corrida ollerecida aos rendeiros Ao passar em
frenle de miss llellasys. parou ura momento o
cavallo e disse-lhe muito framente :
Deveis estar salisfeita, eu o espero.
Tudo bom por pe aeabou bem,respon-
den Flora ; mas eu comecava tremer pelas mi-
rillas entradas, e achava que esperaveis mui'.o
lempo.
Guy nao tinha apparenlemenle desejos de con-
tinuar esta conversa, porque conlinuava a crjni-
nhar sem responder. Flora nao fez tentativa al-
guma pira rete-lo. Ella linha desde ha mudo
esluiado os signaos do lempo sobre sua physio-
nomia para saber que a maior prudencia era til
quando o barmetro marcara tempestad.
A corrida aos rendeiros tere um grande suc-
cesso. Onze apostaderos correram, c-lres che-
garam ao fim de um modo muito artisiico :ha^
via apenas una braga outro o prmeiro e o ter-.
eeiro.
Os rendeiros hoje montim cavallo tte urna
maneira mullo dilterente da de sous antepassa-
dos ha cncoenla annos, porqaanlo sua maior
arabco era ento de seguir urna modesta mati-
lha do caes.
Ide ao valle de Relvoir, e vMe um dos rendei-
ros do duque, creando um cavado de cinco an-
nos melhor do que Smlle, e dizei-me se nossos
modernos agricultores nao poderim dizer com o
lidio de Tideu :
Podemos gabar-nos de exceder nossos pas,
e muito.
Elles se tornara to eruditos, que ouso avangar
que fariam em caso de necessidade esta citago
na lingua original.
Depois de tudo concluido, e de volta Kerton,
Guy veio eollocar-se junto de sua prima. Elle
linha o ar um pouco erabiracado o arrependido,
expressao que fazia um singular efiVuo em sua
physionomia severa e resoluta. Mas Isabel ra-
diava de felicidade, e era mesmo deu um suspi-
ro apresentando-lhe o annel perdido.
Elle Ih'o resliluio com um gesto muito decidi-
do, inclinando-se para ella, e murmurou-lhe al-
gumas pa avras ao ouvido.
Nao sei como foi isso ; mas miss Raymond le-
vou as lurquezas no prmeiro baile do condado,
e o annel,o tronxe al seu ultimo dia.
[Conlinuar-se-ha.]
PERN. -TYP. DEM. F. DE FARIA.-i8tt>.


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