Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09157


This item is only available as the following downloads:


Full Text
AIII XIXTI. NUMERO 257
.
TERCA FEIRA 6 DE NOVEMBRO DE 1861.
Por tres mezes adiantados 5$000.
Por tres mezes vencidos C$000.
DIARIO
Por anuo adiautado 19$000
Porte franco para o subscritor.
EJiC VRKEGADOS DA SUBSCRIPCAO DO NORTE
Paralaba, o Sr. Antonio Alexandrioo de Lima '.
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva ; Aracaly, o
Sr. A de Lemos Braga; Cear, o Sr J. JosedeOIi-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos MartinsRbci-
ro Guimaraes ; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior ; Para, o Sr. Justino J. llamos";
Amazonas, o Sr. Jernimo da Cosa.
PAKtluAs l)us UlntltlUa.
Olinda todos os das as 9 1/ horas do dia.
Iguarass, Goianna e Paralaba as segundas
e sexias reiras.
S. Aulo, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tercas felras.
Pao d' Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
I Oricury o Ex as quartas-feiras.
Cabo\Sirinhaem, Rio Formoso. Una, Barreiros,
I Agua preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parlem as 10 horas da manha
KPJEMERIDES DO MEZ DE NOVEMBRO. U
6 Quarto minguanle as 6 horas e 57 minutos'
Ja manha.
12 La nova as 10 horas e 16 minutus da larde
20 Quarlo crescoute as 6 hoxas e 33 minutos
da manha.
.28 Luacheia as 9 horas e 18 minutos d manhaa
PREAMAR DE HOJE.
Priraeiro as 10 horas e5i minutos da manhaa.
Segundo as 11 horas e 18 minutos da tarde.
INECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
ReUatao turcas, feiras c sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: quartis ao mcio dia.
Dito de orph.ios: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civel: tergas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel; quarlas e sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
5 Segunda. S. Zacaras e S. Isabel.
6 Terca. S. Severo b.; S. Athico b.; S. Leonardo.
7 Qu3rta. S. Florencio b.; S. Tessalt nica ra.
8 Quinta. S. Severiano c sena conipanheiros.
9 Sexta. S. Theodoro m.; S. Orsles m.
10 Sabbado. S. Andr Avelino advogado.
11 Domingo. O patrocinio de Nossa Senhora.
ENCARKEGADOS DA SUBSCKIPCO NO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Das; Bahia,
Sr, Jos Hariioa Al ves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Peroira Marlins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diaiiio Manoel Figueiroa da
Faria, na sua livraria praQa da Independencia ns.
6 e 8.
PARTE OFFICIAL
Goieruu- da provincia
EXTEDlKME DO DA 1 DE NOVKMBHO DE 1860.
Ollicio ao Exm. hispo diocesano. Sirva-se
V. Exc. Rvm. de informar cotn a possivcl brevi-
dade acerca do incluso requerioiento do padre
Jos I cite Pita Ortigueira.
Dito ao Exrn. presidente de Minas Geraes.Ac-
cuso a recepcao do ollicio de V. Exc. do 5 do
COrrente com duas colleccoes dos actos d assem- | fra,,ueza, a infamia da trtelo por urna serie de
ules legislativa d essa provincia e dos regula- gloriosos combales e de nobres emprezas.
mentes promulgados o auno passado, bem como
dous exmplares impressos dos documentos per-
tencentes ao relalorio apresentado pelo anteces-
J lempo que se ouga entre as vossas fi-
leiras a voz do vosso soberano, que so engrande-
ce no meio de vos, e que depois de vos ter con-
sagrado todos os seos cuidados, acabou por parti-
Ihar hoje dos vossos perigos e das vossas des-
granas.
Aquellos qtie illudidos ou seduzidos, envol-
veram o reino nas calamidades e no lucio, j nao
eslo entre nos. Sou eu que venho appellar pa-!
ra a vossa honra, para a vossa idelidade. e para |
a razao mesmo, para que bais a vergonha da
sor do V. Exc, na occasio de passar a adminis-
traran ao vice-presidcule, em 6 de maio do dito
aano.
Dit} ao Exm. commandante superior da guarda
nacional do municipio do Recite.Haja V. Exc. de
dar suas ordens para que urna guarda de honra,
tirada de um dos Corpus da guarda nacional sob
seu commando superior assistn, no dia 4 do cor-
rente, festa de S Jos de Riba-Mar, ta respec-
tivo i;;reja, e ao Te-Deum uoile.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. Exc. de informar
icerca do incluso requer ment de Francisco Jos
de Ohveira Rodrigues, guarda do Io bitalho de
anilharia deste municipio.
Dito ao chefe de polica. V. S. serao a pre-
senta Jos por parte do corarnandanlu das armas
a Somos aiuda em sufficiente numero para af-
frontar um inimigo, que niio combate com outras
armas mais do quo com as da sedueco c do en-
gao.
Al hoje lenho querido poupar muilas cida-
des e principalmente a capital, da effuso de
sanguc, e dos horrores da lula ; mas. reunidos
agora nas raargens do Vallurno, c do Gariglano,
quereremos nos acrescentar novas humilhares
humilhacues nossa condco de soldados ? 'er-
mitlircis vos que o vosso soberano caia do seu
throrio por vossa falta c vos abandono a urna in-
famia eterna ? Nao, nao, nunca !
Neste momento supremo, reunamo-nos todos
em volia das nossas bandeiras para delTender os
nossos direitos, a nossa honra e o nome napole-
tano j muito aviltado ; e seainda liouver seduc-
tores para vos ensinar o cxemplo dos desgranados
que se teem dado vilmente ao inimigo, vos nao
seguiris seno aquelles bravos e valenles sol-
a. do seu rei Fer-
t)dos os guardas nacionaes que existo m presos
noq.iarlel das Cinco Puntas, aim de que faga 'aVi ^~lgn*ra flirtu ,
recolhcr 6 casa de detengao os que esiao pro- naildo IVf colheram os elogios de todos, os be-
cessidos pelas autoridades judir-iarias, e ao quar- j neficios e a grado do proprio monarcha.
te] docorpo de polica os que esliverem presos, Que esse bello exemplo de felicidade seja
ItaraoservicoOllictou-so neste auniidu ; piira vs um objoclo de generosa emulaeau ese
e ao commandante i Dos dos exercitos proteger a nossa causa, po-
so command inte das
do corpo de polica.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Ir.insmitto por copia V. S., para seu conheci-
mento, o aviso circular, expedito pelo ministerio
di juslica em 17 do mez prximo lindo, marcan-
do o prazo, de que tola o art. 3 i do decreto
a. 2,518 de 10 de marro ultimo, para apresent-
;o na thesouraria nacional e thesouraria de fa-
zenda, polos respectivos responsaveis, dos livros
e documentos de coritas de dinheiros e vales do
estado, no que dsser respeito a despeza d'aquel-
!o ministerio.
Dito ao mesmo.Auloriso V. S., nos termos
do sua iuforraaoo de 30 de oulubro ultimo, sob
n.U36. a mandar entregar os 275> constanies
dos pedidos, que devolvo, sendo lOj ao com-
missario do vapor de guerra Yiamo para as des-
pozas com o alislamenio de voluntarios e 170J
ao do btigue escuna Xingu' para pagamento de
praticos e compra c*e viveies frescos fura do por-
to desla capital, segundo dcclarou o comman-
dante ds divisao naval em oliciosde 26 daquclle
mez sob ns. 191 e 192, a que vieram aunexus aos
mesmos pedidos
Dito ao mesmo Communico Y. S., para
seu conhcciuiento, e fim deque o faca consiar
quem competir, que o Exm. Sr ministro uo
fazenda declarou-me em aviso de 24 de oulubro
ultimo haver concedido a Francisco Xavier Pe-
roira de Brito, solicitador des leitos da fazenda
Resta provincia, 3 mezes de licenea com o res- i
peclvo ordenado para tratar de sua fau.de no
Rio Grande do Sul a comecar do dia que lindar
a que Ihe loi dada por esta presidencia.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Mande V. S. apresenlar ao Dr, chefe de polica
deis lambem esperar o que, por urna aifierente
conducta, nunca alcancarieis.
Gaeta, 8 de setembro.
Francisco.
Proclamacao da commissario ex-
traordinario do Pieinente nas
Marcas.
Italianos das Marcas.
Pedieis protoeco ao rei, rogando-lhe que se
m I declarasse vosso defensor contra os mercenarios
estrangeiros, que nao reconheciam outras leis
mais do que o assassinato e o saque, mercena-
rios recebidos e excitados pelo poder que, face
de Doos -c dos homens devia proteger a3 vossas
pessoas c os vossos interesses. O rei acolheu o
pedido ; o grito da vossa dor foi mais poderoso
no seu coracao italiano, do que todas asconside
raedes. O tacto seguio desde logo a resolugao ;
om corpo do seu valoroso exercito, commandado
por um dos seus mais heroicos capitaes, enlrou
no vosso paiz, e avanza rpidamente, escoltado
pela victoria.
O ro que quer a vossa salvjro, querprimeiro
que ludo quo a ordom das cousas, que houver
de estabplcccr-se soja <)igna delle e da Iioiia ;
qu<*r que a ordeni reine nas vossas provincias, e
que permanecaeseru oslado de formular com li-
berdade, a vossa opiniao nos vossos deslinos fu-
turos.
Encarrogado polo rei de representa-lo entre
vs, uestes momentos de perigosa transiccao que
poderiam sor falaes a toda o Italia, se nao tives-
ses energa ou presenca de espirito, venho, cheio
de eoofianca, collocar-me
. | un > i.Miiaiu.n, tuiiuciir-ine no meio de vos, pois
Itrm !(' .^nn 11 Aulnn i i iwi. pn t,. i........ a. .......
te, que vao responder ao jury, C.ommunicou-se
ao chefe de polica.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Inteirado do conteudo de sua informacao de 30 de
outubro ultimo, sol) n. 499, tenho a dizor que,
logo que for possivel, mande entregar ao vigario
Agostinho Godoy de Vasconcellos, conforme se-
ordpnou em ollicio de 16 de agosto deste anno
os 800$000 rs de que trata a citada infor-
macao.
Dito ao segundo lenle Henrique Jos da Sil-
va Quinlauilha.Determinando o Exm. Sr. mi-
nistro da guerra em aviso de 2,">de oulubro ulti-
mo que Vmc. siga para a corte, alim de lser o
wame que Ihe falta em urna das escolas milita-
res, assim Ih'o communico para seu conheci-
menlo e execucao.
Dito ao director do arsenal de guerra.Remol-
lo inclusos por copia o aviso da reparticao d.i
guerra de 16 do crrente bem como o ofliiio do
presidente da provincia do Piauhy, e o parecer
de que trata o mesmo aviso, para que Vmc. in-
formo crcnmstanciadamente acerca das irregu-
laridades que se encontrou no armamento e cor-
reamo ltimamente por esse arsenal para aquella
provincia.
Dilo ao mesmo.Mande Vmc. apromptar para !
seren foroecidos ao 2." haialhao de infantara, i
os objeclos constantes da nota junta por copia, a
que se refere o aviso do ministerio da guerra de
24 de outubro ultimo.Communicou-sc ao com-
mandante das armas.
Portara.O pcesidenle da provincia, allonden-
do ao que requnreo Fcaurjco Carneiro Machado
l'ogai em armas para conqnistor a libordade
e para conserva-la ; obodecei s les como deve
faze-lo todo o born cidado, como vos d o exem-
plo o proprio rei. Combatei os inimigos interio-
res, e depois de os haverdes vencido, sede gene-
rosos.
Italianos das Marcas, filhos dos romanos, des-
cendentes do anligo e gpneroso sanguc latino que
dornioou pelas armas, pelas leis, pelas virtudes
militares, e peii sabedoria civil, mostrai ao mini-
no que muilos soclos de oppressao nao vos lem
degenerado, e cooperai para a obra que se im-
pnz a nobre ambicao do rei, do restabelecer na
Italia os principios de ordom e do moral.
Viva Vctor Emmanuel Viva a Italia !
I'.imini, 15 de setembro de 1860. O governa-
dor da provincia de Como, coinmissaro real ge-
neral extraordinario na provincia das Marcas
Laurenzo Liborio.
.os Jnior, lanca>hr>.do consulado provincial, tarnm (,
rcso!v(! conceder-Ihe 3 tiezos de licenca sem ven- ,..iM 'on
O Diario de Conslanlinnpla publica a sogunle
prorlamaco dirigida por Fuad-Pacha s tropas
oltomanas, annunciando-lhts a chegada do cor-
po de exercito auxiliar anglo-francez a B*y-
routh :
<' Cantaradas.Algumas tropas francezas e in-
glczas chegaram ao nosso territorio. As poten-
cias da Europa, no seu constante desojo de que o
nosso paiz disfructe tranquillidade, qnizeram au-
xiliar-nos para reprimir as desordens que Uve-
ra m lugar no nosso territorio, c o governo otto-
mano aceita o dito auxilio com o fim de dar urna
prova da conlionca que tem nosseus Miados.
Niio ignoraos que estes soldados pertencem
s mesmas potencias que n'outra poca nos pres-
cimentns para tratar deeus negocios particula-
res fora da ridade. *w
Dita 0 Sr. gerente da companhia pornam-
bucana, mande dar transporte para a provincia
do Cear, no vapor Iguarass, em lugar deslina-
do para pnssagciros de estado, a Aloxandre Fer-
reira Brrelo o Sevorino Lucio do Faria.
fxpedinle do secretario.
Officio ao dir.-clor geral da secretaria de es-
tado do3 negocios do imperio.S. Exc. o Sr,
presidente da provincia, manda acensar recebida
a communicaco, que V. S. Ihe dirigi om 10 do
torrente, o da qual consta que foi numeado por
portara daquoila dala Joao Gomes da Silva para
o lugar de agente do correio da villa do Bonito
nesta provincia.
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel do eommando das armas
em Pernambuco, na cidade do
grande appoio ; doveis, pois, conside-
ra-los romo bons camaradas ; estaes no vosso
territorio, e elles sao vossos hospedes ; cumpri,
portante, com os deveros que impe a hospitali-
dade.
Vcjam ellos como correspondis aossenli-
mentos de jusliga de nosso soberano, e respeilaes
a disciplina c a honra militar ; vcjam elles que
nao carecis de cnoperaco, nem de estimulo pa-
ra castigar os autores do crimes commettidos
contra os christaos, vossos compatriotas, vingan-
do-os em nome da humanidade.
Brero apostlico dirigido ao
capelao-mr
do exercito pontificio.
Po, papa IX.A nosoveneravcl irmoV'icente,
arceblspo dcNisibi, sa le c bengo apostlica.
Vendo os lempos tiocheios de azar em que a
chrislandade se enconlra.e considerndoos gra-
ves perigos em que a teem collocado, e nos pem
Recite. 3 li- ....vl.nihrn .l.-lHI'.dl ^om tanta pervcrsidade e impiedade. e comnosco
ectie, m* noembro de 18W. a s apos-olica. os inimigos furiosos, que ab
r, i DIA N" d7' I mesmo lempo que sao der'-"- ..~k a.
n ZTlruTTMv "" ?rm,S J"'"a Cn" i s"c,,'dde civil, sentimos o ..
quelite declarar, que segundo o disposto na ln Pm lim n fnHn noo,p .
sequente declarar, que segundo o disposl
na ordem do dia n. 35 datada de 31 de outubro
prximo lindo, deve o Sr. major Uerculano San-
cho da Silva Podra considerar-se desde ja no
oxercicio do commando do corpo de guarnico
que Ihe foi interinamente confiado, c o Sr. "le-
ne-.te coronel commandante do 9. balalho de
infamara, noraear*o mandante que tem de
substituir o dito Sr. major durante a sua com-
missao.
Assiguado Jos Antonio da Fonceca Galvo
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo,
aiferes ajudanle de ordens interino do com-
mando.
EXTERIOR.
Francisco 11 dirigi a segmnle proclamacao ao
seu exercito, depois da sahida de aples :
Proclamacao.
Soldados !
de nos sao tambem da
osso coracao absor-
to em um profundo pesar; mas no'meio das
nossas extremas agonas, serve-nos de nao pou-
ca consolacao, e de pequea nompensaco o ver
o co. e o afn com qua um consideravl nume-
ro de pessoas adultas e de mancebos, Ilustres
al pelo seu nascimenlo, affluem de todas as re-
gies do globo a lomar um lugar nas ileiras do
nosso exercito; debaixo do commando do geno-
ral em chefe, guerreiro nobre e animoso, com o
designio de delTender valorosamenle a nossa
causa que ao mesmo lempo a da s a'postolica
e a da igreja inteira.
E' certo que nao cessamos de dirigir ao Senhor,
oracoes fervorosimas pedindo-lhe que se digne
conceder-nos a lodos a paz desejada; mas os
homens impos, que nesla occasio nao sao mais
do que o instrumento de que Deus se serve para
castigar ospeccadosde todos, e a quem o Senhor
ha do perder e castigar tambem no dia da sua
cholera, calcando a seus ps, a lei divina, e
blasfemando do nome de Santo de Israel, nao
cessam de mover guerra, encarnizada contra a
igreja. e contra a santa s apostlica
Presa do espirito de Salanaz, esses homens,
depois de lerem excitado revolta os povos da
Italia, arrojado delles, contra toda a justica, os
seus principes legitimos, confundido e alterado
todas as cousas divinas fehumanas, e tendo-sc
precipitado no anno paslado no nosso estado
para os arrancar cora mos sacrilegas algumas
provincias, apreseotsm-se agora com afn, par*
agitar, invadir, o usurpftoros provincias que
anda nos reslam.
Todas.estas maldades as exceulam elles movi-
dos pela esperanca venenosa que fundam em que
depois de haver combatiido e derrotado a sobe-
rana temporal da Santa S, lean sufficiente forca
para destruir, como se isso fra possivel I a igre-
ja catholica e o seu pontificado supremo ; inten-
to que nao se envergonham de manifestar franca-
mente n'oma multidao de livros impos e por
meio de abominoveis fados.
vo conter um pouco as tendencias de Garibaldi. quaes elle se tem opposlo a isso at agora, ha de
no seu furor de popularidade. I atina) ceder tambem s tendencias dos povos.
O rei j respondeu Garibaldi. Anto-hfln- j i general Garibaldi apenas enlrou em Napo-
(em parti para aples com a resposta, um les, enlregou ao nosso almirane aesquadrasi-
ofuchl de ordenanzas. Deve dizer-se que o rei. cilana, que, dentro de alguns das, formar apc-
com todos os seus manejos possiveis, declina os nas nma com a nossa esquadia. Este fado que
conselhos do dictador, e manifesla urna syropa- ] oprimeiro passo para a annexaco, nao poder
de una necessidado lo rigorosa, e ainda quan-
do nem levemente se podessn duvidar os que o
igreja ficar triumphante, nao podemos, com
ludo, sem sentir urna profuuda dr, pensar em
que tero de afl'rontar graves perigos os decidi-
dos^ cheles e soldados do nosso exercito, os quaes
torio de atacar e corobatler inimigos mui arroja-
dos, e que sao experimentadissimos na arte da
maldade e do engao.
Assim, pois, lemos acreditado que deviamns
fortalecer o valor do nosso animoso exercito, que
peleja pela causa da igreja e desta s apostlica,
subministrando-lhe abundantes socconos espiri-
tuaes ; c esla a razio porque, vencravel irmo,
vos cscrevemos esta carta, pela qual, c em iu-
de da nossa auloridade apostlica, vos damos, e
a lodos os sacerdotes e capeles do nosso exer-
INTERIOR.
DE PER-
CORRESPONDENCIA DO DIARIO
NAMBUCO.
PARA'.
Cidade de Belem 25 de oulubro de 1860.
reno
'ida a
s re-
em grande escala em Milao em Florenca" etc. i razao sufficiente para convencer o proprio dicta- ap9 Hunm!!"!!!!! .I!:!' gra S ""'i113"
i0.,. ,. t I j. j -jj -I ues uurante a miuna ausencia, oois anf1. as eloi-
Por oulro lado, sabendo-se as disposicoes de dor da necessidade de urna prompta annexaco,! r.\Pi m,,,roii,m,,is,.....,, r
Garibaldi, comeca a opiniao publica a pergun- devendo o seu patriotismo suspender, consdc-1 ^Lq.U*?.r!.n?l?!l!."!!?l!A8!,,n?0 Publlca- Pas"
lar se a presenga" das tropas pemonlezas nos i rago de que nao existem uniros meios para em-
Estados Pontificios nao vai suspender a marcha prehender a expedico de Veneza, quando mes-i
ulterior dos aconlecimentos, e tirar toda a liber- mo na sua ardente coragom tenha ac redilado que '
saramse sern a menor inquietago.
Como Ihe disse o partido liberal venceu na
maioria dos collegios eleiloraes da capital, asim
como no centro da proiincia a victoria foi dos
conservadores.
Agora Bguarda-se a prxima votaco para elei-
lores, mas provavel, que os moderados oble-
iV^aMmM lodas as aPParendas ue bie! E.!!J!I-.'!S!.lEI"<"a aiDda geme debaixo d0 i 5 dSmiaB?dpires d0
Dizer-lhe, porm, quem serio elTecti va mente
pode tenla-la s, e que qualquer demora que
proviesse com a annexaco e com a cousolidaco
de um estado de vinle e dous milhes de ital'ia-
<: urna demora para a libcrdade definitiva
dade do arcao ao libertador da Sicilia em a-
ples.
ludo isto sao objeclos de complicaces.
A vista da perversidade desenfreaia de seme- -MasTfinal ha de talvez metierse de permeium nos,
Ihanles impos, de urna situaco to afflictiva, e
o tornam difficil. j dominio estrangeiro.
intil insistir no effeito
produzido pelas vanlagens d
moiicire.
Espera-se que tudo estej
em 8 das. I importancia e da urgencia desse fado politice li-
vor penetrado bem nos povos, um liomem que
se quer gloriar.com razao, de ser demcrata nos
seus principios, nao querer faltar sua f poli-
tica, oppondo nicamente a sua vonlade voola-
de do lodos.
A Gazeta de Colonia faz, a proposito da en-
trevista de Varsova, as seguintes reflexoes :
Os espirtos cstao oceupados com a prxima
entrevista dos monarchas em Varsova. O re-
ceio de que all se renov a sania allianca
evidentemente destituido do fundamento.
O nosso partido federal espera que o mov-: linhas os boatos ospalhados de urna nova cesso
ment italiano se ha de precipitar, e que Cari- j da Sardenha Franca :
Nao oblante, o chefe de polica leve de ir
villa de Souza no vapor Piroja por causa de urna
pequea queslao eleiloral, para socegar os ni-
mos com a sua presenca, e por isso a sua au-
zencia da capital foi mu breve.
As autoridades policiaes em geral nao se por-
laram mal na lula eleiloral
. n t i ..... mal na lua eleiloral, excepeo de urna
L0.*??? I.u.r!! JPSment!_na_Sse"U-,n!?S outra. que mais ou menos se pronuuciou pe-
los seus aleicoados, o que era multo natural;
fcaldi invadir Veneza, receiando-so ueste caso i Tem se apreseniado um novo argumento! por cm qUam0 0 nresidenteainda 0|iao>I8a>ed*e
quo a insurreico se estenda da Italia Hungra para fomentar a dosinlelligeucia entro Garibaldi! c^j0 nor n,.,/|...ni .,.,, i",,.. nAa lorlf0 ,.,"
cito o poder de outhorgar. anda mesmo no pro- \ e Polonia, porque se nao pode desconheceV a e o governo do rei. entre eo^i ."Ltm iJE t ?
pno acto de cont.ssao sacramental, indulgencia fermenlacao que se manifesta em toda a antiga O armona digiava-se indignamente annun- I nUS' tem qUe 0S Jor,laes.
1 _.na.r,ar ln ar','.c".' "'oris a todos e. a cada um Polonia sera exceptuar a parte, pequea Bracas ciar o pretendido tratado de cesso da Sardenha
dos cheles e soldados da nossa tropa.
Alm disso, e em virtude da mesma auloridade
o poder de
naria. sempre que invoquen), c se o nao pode-
rem fa/.er com os labios, ao menos com o cora-
cao, os nomos ao mesmo tempo lao doces e lo
poderosos de lesos e de Mara.
Nutrimosa firme confianza de que a causa da
! Dos, que resta cm poder da Prussia.
e da ilha d'Elba Franca, e o Direilo, dando
Os nossos feudaes esperam que no caso de i peso a urna invenci que seria ridicula, se nao
apostlica, concedemos a todos os cheles e sol-| urna semelhante conflagracao, as lies poten- fosse das mais mseraveis. declara que nao basta
dados, quando, encontrando-.se no seu ultimo cias do norte poderiam concluir em Varsovia que o governo desmenlisse a asserco da Ar-
instanie, carecerem de assistenria espiritual, urna allianca para garanta reciproca dos seus i moma.
snhsr essa mesma indulgencia pie- j territorios.* Urna semelhanle asserco nao carece ser
Esperamos que, quando mesmo os Carbal- desmentida,
di e os Italianos se deixnm arrastar emprezasJ Nao sao italianas a Sardenha e a ilha d'El-
loucas, a Prussia se nao deixar levar a obliga- *ba? Suscitou-se jamis a menor conlestaeao a
cao de sustentar garantas terriloriaes. respeito da sua nacionalidade ?
Oque a Prussia podera perder, no caso i Nunca ningucm poz em duvda o carcter
a ilha d'Elba
a de potenci
crio algum piemontez
cao esses militares de homens que d'alli se apar- da muito problemtico.
tarara, como continuamente e com instancias Prussia consiste em que a
A maior vanlagem da
. que a sua nacionalidade al-
uvissiiuas ihe pedimos que faca em nossas ora- lema milite preponderante.
eoes, ou ha de ferir, allaslar e exterminar na
indignaco da sua cholera esses novos Senna- ------------
cherlb.
Esta nossa peisuasao econfianca tem por firme
apoio as oracoes universaes do toda a igreja que
todos os das so elevam, al ao throno da graca,
como insenso de agradavel chairo; a adhes a
toda a prova, a virtude, a sabedorta, a pruden-
cia e os conselhos de lanos discpulos Ilustres
de Jess Chrsto, e de lanos filhos zelosos da
igreja catholica, e desta Santa S, os quaes cm-
pregarn toda a sua influencia e tlenlo em de-
fender com mil dislnclas maneiras os direitos
da igreja e da s apostlica; e, finalmente, a
nossa confianca apoia-se na admiravel piedade
desses nossos lllhos, a quem as neeessidades em
que est a Santa S movem a desprender-se dos
seus bous da fortuna.
que representan) os partidos da provincia, lhu
facam maiores rensuras, (por em quanlo], aos
seus actos em semelhanle quadra.
O resto do mez passado e o principio deste
tem sido quasi dedicado nesla cidade, actos
de patriotismo e philanlropia, bem como dos
festejos, religiosos e pblicos, por occasio da
festa do N. S. de Nazareth, que sao feilos com
devocao e enthusiasmo do povo do Para.
Neste sentido, no mez fiudo, ( 16) foi solera-
nisado pelos portugueses o aoniversario natali-
cio do seu re, havondo alm de um espectculo
no theatro, que assisliram em gala, as aulori-
por isso dados do paiz, lambem urna reunio Cora o lim
. de potencia alguma | de festejaren) os meamos esse dia auuualmenle.
Para isso foi pois noraeada urna commissao de
cinco negociantes, os quaes principiaram os tra-
balhos do sen encargo, abriodo urna subscripeo
a favor do monumento quo, em Lisboa, se Vui
A Opinione de Turin publica o segninte arti-
go com o Ululo do aAnnexaco e Veneza :
Quacsquer que sojam os" peripecias pelas
quaes dova pnssor o lula recentemente empe-
nhada no centro da Italia, pode prever-se, sem
se ser acensado de illuses ridiculas, que a vic-
toria ha de porlencer s nossas armas. Assim,
nos teremos conseguido o grande fim de coltocar
a Italia inteira, desde o Mincio al pona ex-
trema da Sicilia, na situaco de concorrer para
a ultima edefinitiva empreza que deve sellara
emancipaco e a libordade de Veneza. A pre-
senca dos Francezes em Roma nao considera-
da por nos como um atienlado & nossa indepen-
dencia, porgue esto all nicamente para a dc-
Aquellos que condemnaram a cesso de Niza
devera, pelo menos, reconhecor que a sua na-
c.onalidade era contestada, em quanlo que para engir no principe dos ^rl Ci
lflV^LZtli^LL[b^ "aolsle a' Apezardcsla'iesoluco nos os bras.leiros, i
nos tinhamos antecipa'do cm concorrer por meio
menor discusso ou loligio.
Mas a cesso da Saboia c de Niza foi preci-
samente o que garanti Italha toda a especie
de cesso ulterior de territorio.
O ministro dos negocios estrangeiros disse
na cmara electiva i|Ur tilo lunsuituava o
presente, e preparava o futuro.
Este juizo lem at agora sido confirmado.
Aquelles que na actualidade ressuscitam a
queslao do Niza, ousaram sustentar
de urna ropreseuiaco dramtica dada no iheatro
Providencia, por curiosos, e cujo produelo
foi ollerecido ao cnsul portuguez para to me-
ritorio lim, como ver do officio que aqui junto,
da commissao que emprctiendeu e realisou este
negocio, c n respos'a daquelle cnsul, o que na
MMdade nos honra muito; por quanlo sem o
menor estimulo nos antecedemos em tal lem-
que se nao branca, apenas aqui constou que em Portu"al
taluWriam StoSoT M- pr04Ta uffia divida de h-
Italia leriam melnorado ? nsigne e desventurado Cames.
a nio nlurvcn'eo? ** ^ MmtSM\ Copia.-Illm. Sr. cnsul de S. II. Fdels-
rS aS^mo^^etlipJ '| ^T^^^^^Z^
L tena o proprio Garibaldi emprehendido a melo.
side a victoria, que corarauncou a David urna
forca prodigiosa para abater o rebelde Goliat}), e
que concedeu a Judas Macabeo que Iriumphasse
da raiva das nacocs, dexe descer do alto do co,
sobre o chefe supremo do nosso exercito, e sobr
to.dos os seus generaes e soldados,a graca e o va-
lor necessarios para defender com exilo a causa
da igreja e desta s apostlica, para vergonha
dos inimigos da cruz de Chrislo, e da f e da
religio catholica.
Taes sao, veueravel irmao, os cousas quejul-
gamos dever communicar-vos ; e como presagio
de lodos os dons celestes, e como garanta da
nossa particular benevolencia, vos damos, com
Gracas a esse sacrificio, vinle e dois milhes !
de homens eslo a ponto de se reunirem.
Ouem que pode rocoiar que a um estado
K>*. ...IL~.__J 1. ... .... i- '
cado.
Po IX, Papa.
tem
A carta de Garibaldi ao rei da Sardenha
dado que fazer imprensa.
lodos os jornaes e correspondentes se oceu-
pam deste acoiitocimenl), que apreciam, nao s
pela sua nalureza, mas pelas consequencias que
pode ter para a causa da Italia, se porventura
se nao harmonisar o desaccordo que existe entre
aquella arrojado capilo eo priraeiro ministro de
Vctor Emmanuel.
A este respeito escrevem Presse de Pars o
seguinte :
orificios. Lina grande potencia militar acam-
pada em formdaveis posices, forte polo apoio
da sympalhia c polo apoio mais ou menos di-
recto de urna naco inteira e de toda a reaeco
europea, nao pode ser vencida pela sorpreza c
pelo enthusiasmo de algumas reaies. Asolda-
dos aguerridos e disciplinados, necessario op-
por outros igualmente, aguerridos e disciplina- fazer um semelhante pedido"?
dos; as fortalezas defendidas por meto de todos i Nao sabemos como havemos de definir a tac-
os recursos e de toda a arle da guerra, nao po- lleta d'aquolles que fingen) accrediar a possibili-
dade da cesso da Sardenha e da ilha d'Elba, para
allirmar que annexaco da Dalia meridional se
nao levara a elTeilo emquanto o conde de Cavour
esiiverno poder. Esla tacticta verdaderamen-
te das mais pueris.
Que garanta dara aos seus adversarios a
retirada do conde Cavour ? Aquelles medrosos
ministros, nem no
ceiar que
e de Ca-
vour, e que osle voltasse de novo ao poder.
Poremos de parle esles pretextos. Se exis-
te dissentiraenlo, procuraremos applana-lo, mas
nao o tacamos depender de rasos futeis ou de
sophismas empregados pelos paitidos contrarios
ao ministerio para justificar nma opposico quo
nao pode sustentar-se com outras armas ".
leve lugar esse expectaculo, indo scena o dra-
ma em cinco actos do Sr. Bourguain.Luiz de
Canios.
Curiosos, sem arle e sem pratica, os abaixos
de vinle e dos milhes de homens se ouse pedir', wgpadoi nao cederam a outros o desempeuho
a cesso de urna provincia i
Qual sera ia potencia que lvesse o arrojo de
(ios diversos popis, Peni ou mal elles quizeram
ser 08 nicos que reproduzissem os personagens
dero ser atacadas seno fazendo-se uso de to-
das as invences feilas pela sciencta militar e
que nao sao um privilegio para pessoa alguma,
mas que ninguem pode procurar sem urna or-
lodo interesse do nosso craQo, veneravej f>amsaco anterior e delidamento preparada.
irmo, assim como ao chefe supremo, c a todos Nojulgamos que a Italia esteja inferior
os officiaes e soldados do nosso exercito a benco omPre7a- Se vinle e dous milhes do habitan-
apostolica. tes, animados polas suas recentes vanlagens, dis- que nao tem confianca nos
Dado em Roma, junto do S. Pedro, em 10 de Ps,os Para os sacrificios necessarios a fim do le- parlamento, o na naco, nao devero re
setembro de 1860, anno XV do nosso pontifi- var au cal' vsto projerto, sem cujo cum- i oulro ministerio faca o que fazia o cond
posico das cousas.
Alguns protondem que para abreviar a em-
preza relativa Veneza, preferivel conservar
urna autonoma momentnea nas Duas Sicilias,
d_onde devero partir os primeiros movimenios
Agora ja se conhece muilo bem a nalureza dessa lula lerrivel ; e nos, ao contrario, iulga-
e o alcance da carta dirigida ao rei por Gari- mos que o momento de dar execucao a esta
, empreza ser accelerar quanlo for "possivel a
b=ta carta lima formal declaracao de luda uniio da baixa Italia ao nosso estado, e que as-
contra o conde de Cavour e a sua maioria parla- siin haver meios, laoto em relaco ao lado f-
m rllti m- .. i 1a"ceir eorno ao lado militar,'para reunir e
Garibaldi expoe ao re que o voto da Italia, duplicar as torcas disponiveis do paiz.
tai como elle o emende, ver Viclor Emmanuel I Ninguem nos convencer de que, nas cir-
cora um ministerio mais resoluto, menos ligado cumstancias presentes, e sern serena constrangi-
as vonlades do governo franca, adoptar urna das pela necessidade, as Duas Sicilias, ou a alta
Poltica que estoja na allura dos aconlecimen- Italia s podera marchar separadamente para o
los e dos resultados que se lem alcancado. altaqno do quadrilalero, o do exercito austraco
Esta carta, do um carcter que se pode di-i que all est acampado. Urna lula desta impor-
zor oiiti-^-ancei. e de tendencia ingleza no que tancia acejta-se corajosamenle quando im-
Tendo os venezianos pedido ao dictador aullio-
a guerra actual, feita
primenlo tudo quanto se lora feilo at hoje
seria compromeitido e precario ; se estes Ita-
lianos quizerom, se o quizerem verdaoeira e
contumazmente, a liberdade de Veneza tambem
se poder alcanzar.
Mas parece tor-se suscitado urna desintell-
genca contra aquelles que teem cooperado at
agora para o malmo fim, desintelligencia, que,
na nossa opiniao. qeve acabar logo que seja
mettida um exarae tranquillo, a verdadeira rsacao para publicar em aples um jornal, no
sentido de um levantamento geral. Garibaldi
auliiorisou islo, primeiro de viva voz, e depois
pela declarazao seguinte inserida na folha of-
licial :
Meus caros cidados,
com nico braco do
mente naci
Os nossos baim n
do drama.
Tiveram o gosto de ver o theatro desla ca-
pital oceupado porum escolhido e brilhanle con-
curso de daas o cavalleiros. Smente lamcn-
taram que V. S. enlo angustiado com a molestia
de um de seus charos e iuuocenles filhinhos,
nao os podesse honrar.
Hoje, Illm. Sr cnsul, que esto concluidos
os trabalhos e liquidadas as contas, veem en-
tregar nas mos Jo V. S. o saldo liquido de um
cont e duzentos e sessenta mil ris (l;60g0),
a cunta correte da receita o despeza, e final-
mente a relacio dos que ainda nao salisiizeram
suas esportulas pelas cadeiras que acceilarara,
ludo relativo ao expectaculo que deram.
Digne-so V. S. acceilar esla iasignilicanto
prova do seu amor e saudades pelo illuslre poeta,
e dar-lbe o destino conveniente.
E' com abundancia de curazao, que os abaixos
assignados dedicara ao monumento, que lem de
perpetuar por toda a eternidade a memoria do
Cantor das Lusilanius Glorias.
Sirva-se V. S. deacceitar os protestos da mais
sincera estima, considerazo e respeito que os
abaixos assignados tribuan) a V. S.Para 20
de setembro de 1860.
(Assignados.; O tenenfe do estado maior do
exercito, Herardo Joaquim Correa.O lenle
diz respeito poltica exterior, produzio grande
impressio, e um excesso d*inquietaco no norte
da Italia, por isso que all se segu'geralmente
o partido de Cavour. a inquieacao lornou-se
em desconlentamenlo no partido nacional con-
sejador
Em Milo. onde o partido conservador est
tanto mais relalhado, quanto mais prevalere o
partido exaltado, ouvem-se conversas tmidas
contra Garibaldi. A este respeito recebi eu urna
carta auc me diz:
Os Codini j se mostram conlra Garibaldi.
Fallara de Garibaldi como fallavam no dia im-
medialo parlda de Genova quando se prepara-
vam para abysmar o general depois do um in-
successo. Em compensazo Garibaldi engrande-4
co-se cada vez mais no meio das massas im-
pressonaveis. e quo se nao entregam muito ao
debate.
Os nossos conservadores estao muito satis-
feitos da vanlagem alcanzada por CWrtdini sobre
Lamoricire, cuja noticia chegou esta noite;
esperam que essas vanlagens do exercito regular
posla, mas nunca se provoca sem so estar pri-
raeiro preparado por lodos os meios que a pru-
dencia suggerc. Seso quer abreviar esla empre-
za, nao ha melhor meio do que o de reunir to-
raco do povo, a uni-a verdadeira- i l>ero Oumes do Amaral subdelegado de polica
nal que vos pode dar urna patria. I ^ "* dislnclo.O capilo Carlos Augusto de
latalhes sao oulros lanos postos I ^urvnlno.0 Io esenpturario da thesouraria de
avanzados na nossa marcha paraos Alpes, no i ":en cume dos quae s me ser permiltido parar! idem, Antonio Goncalves de BarrosO prali-
Vos o comprehendeis bem, dignos venezia- cante-Antonio Lucidora Avelino da Molla.
nos, vos que vos propondes colher aqui soccor- I ^ran^tea Antonio Dias Fontoura.0 cadete,
ros para a guerra, fazer n'um jornal o Correio de 'Jos Fa9anlia Silva aimeCarlos Manoel
Veno _um enrgico chamamenlo a Italia inle- de Sousa Trovo.
rior balier nas ierras venezianas. Emendo de-
ver louvar-vos esta patritica proposla. e animar-
vos na obra que ha de servir para tornar mais
dicisiva e mais prompta a Victoria de todos.
Auloriso-vos desde j por escripto, como hen-
tem o fiz de viva voz, para vos constiluirdes era
commissao patritica reneziana alim de rocolher
os subsidios de toda a qualidaJe n'esla parte me-
nilioil da Italia, em favor da guerra da insur-
j ------- -- -i ..... -w- -.....-. --- >w. .... ^ i ^ i i .. oas as torca sobre o mesmo governo, de manei- I reicao, como llzemr.s pela nossa libordade com-
a que nos parece evidentemente que aquelles
que impedera a annexaco de aples, e da Si-
cilia ao Piemonte, impedera ao mesmo lempo a
liberdade de Veneza, qne dizera querer accelerar
mais do que nos.
Para lodos os italianos, a annexaco que
anda resta a verificar nao pode ser urna queslao
de ambicao ou de predominio. Una-sea baixa
Italia Italia superior ; una-se o norte da pe-
insola ao meio dia : urna familia que se re- i
muro. Nao lenho necessidade de fazer examinaj
a vossa obra por homens da minha confianca vos
sois, assim como todos dignos da empresa" o do
nome illuslre que tendes a vossa frenle.
Garibaldi.
No jornal denominado
seguinte carta
Senhor direclor ; no
Lampi encontra-se a
n."
nunctiret jamis.
Acceilaietc.
palavras de
proi'uncioi, nem pro-
37 do vosso jornal
compoe depois de urna longa separazo, que Ill a moha ordem do da dirigido aos voluntarios
se so (Tro u dolorosamonte. Quaes podem ser os de Castelpucci, e n'ella encontr as palavras de
motivos que se oppem a este abraco fraternal ? viv? rei I que nunca
Nao os vemos, e mesmo examinando os
actos do dictador Garibaldi, julgamos poder con-
cluir que elle lambem sent a necessidade lon-
ginqua deste movimento annexionista, e que, por
mais respeitaveis que sojam os motivos pelos
< r i Nicotcra.
( Jornal do Commercio, de Lisboa ).
Illms. Srs.O abaixo assignado, cnsul da na-
Zo portuguesa, aecusando a recepcio do officio
de VV. SS., com data de 20 do correte, qne Ihe
foi entregue pelos Illms. Srs. lente Berardo
Joaquim Correia e Pedro Gomes do Amaral
acompanhado da quantia de um cont duzentos e
sessenta mil reis (1:260jjOOO) proveniente do pro-
ducto liquido do espectculo particular dado por
VV SS. no theatroProvidencia, a favor do
monumento que se pretende erigir em Lisboa
memoria do insigne poetaLuiz de Caraes, e
de posse tambem da cotila correnle da receita o
despeza, e da relajo das esportulas, ainda nao
recebidas, de cadeiras distribuidas para seme-
lhanle lim : lem a honra de responder VV. SS.
agradecendo-lhes a illimitada confianza com quo
o ocabam de distinguir, no intuUo de ser enca-
minhado, por seu intermedio, ao destino conve-
niente, o producto da lepresentazu dramtica,
que leve lugar na noite de 30 de agosto prximo
lindo.
Bem certo, o abaixo assignado, do favoravel
acolhimento, que uevia encontrar nos coraces
braaileiros e portuguezes, a nobre e espontanea
idea de um beneficio thealral a favor do citado
monumento, reconheceo logo quo tal lembranza
teria a acciieco d'aquelles que.sabem apreciar o


m
DIARIO DE PERSAMBUCO. TENCA FEUU 6 DE NOVEMBRO DE 1860.
fenlo, que alravs dos seculos sempre tem bri-
hado cun o maiur fulgor, e que o concurso dos
espectadores a essa representacio nao so soria
motivado pelo objeclo em si, mas o.-pecialmeu-
te em aomiraco e reconhecitnento s pessoas,
que levararu a effeito a empreza d'uma acgo al-
tamente meritoria, tomando alm disso a seu
cargo O deserapenho do* diluiris papis, que Ca-
racterismo os personagens do dramaLuis de
Camotado Sr. Bourgain.
Assim pois, o abaixo assignado, applaudiodo
as sinceras manifeslacoea de nacionaes e estran-
geiros por semelhante motivo, sentio em extre-
mo e cora justa causa nao poder admirar o bri-
Ihantn concurso de tantas pessoas dislinclas des-
la capital na occasiao d'aquelle espectculo, e
da me.-ma sorte os lances heroicos senlimeotacs
desse grande drama, que resume a vida do des-
ver urado o inimitavel cantor das lusitanias
glorias.
A vista do cxposlo, o abaixo assignado, achan
do-se entregue do dinheiro, do officio e mais
documentos que demonstran) a natureza deste
brados oceupar-se do bem publico a social, como
lhes cumpre.
O coniraercio e a navegago desta pracu teem
augmentado; a prova que todos os dias cresce
a naregacao estrangeira, e boje temos tundeadas
as seguinles embarcacoes :
Portuguesa. Galera Cidade do Belem.
dem.Barca Amazonas.
dem.Brgue Feliz Ventura.
dem.Patacho Diligente.
Inglez. Barca Princeza Real.
l'lem.Brigue Guadiana.
dem.Escuna Cupido.
dem.Escuna Schark.
Norte americano Patacho Etnma.
dem.Hiate Floclwood.
dem.Hiate Kasbec.
Francez Brigue Arago.
dem.Barca Comle Boger.
Ilamburgueza.Escuna Emmanuel.
Oldemburguez.Brigue Concordia.
Alm do brigue nacional Henrique, anda h3
OulroS muitos barcos pequeos que navegam para
negocio, declara a VV. SS para sua inlelligen- o Maraoho e para os differeotes portos ceutraes
cia, que vai ser rcmeltida, pelo primeiro paquo- da provincia que se achara a carga,
te ao cuidado de S. Exc o Sr. ministro o seere-; F.is por emquanlo o que lera havido de mais
tario de estado dos negocios eslrangeiros, urna notavel, o que leva a sua presenca o seu cons-
lelra da quantia de seiscenlos e trinla mil reis tanle amigo.
(63iJjOl)0) fortes, sai-cada o cambio do l por Pace.
cento, pelo Sr. Joaquim Francisco Foruandes I P. S. Hoje retira-se para a corte o Sr. Domin-
conlra o negociante Jos Joaquina das Neves, de gos Soares ferreira Penna, secretario do governo
Lisboa, e a favor do Sr. Carlos Krus, tliesoureiro desta provincia. Dizem que nao vollar mais ao
da commisso cncarregada de lovantar o monu-
mento cima referido.
E' liiidlmente com a maior sjnceridade de co-
ra.ao, que o abaixo assignaeiorenoVa a VV. SS.
os seus agradecimenlos pela honrosa misso de
que o incumbiram e ao raesmo lempo toma a li-
berdade de apresentar os protestos de estima
Consulado de Poriugal no Para, 22 deselem-
bro de 1860.lllrns. Srs. lente Berardo Joa-
quim Corrcia ; Pedro Gomes do Amaral : capi-
tao Carlos Augusto do Carvalho ;
nio de Muraos ; Antonio Gene
Autunio Lucidoro Avelino da "Molla ; Francisco
Antonio Das Fonloura ; Jos Facanha da Silva
Baima, c Carlos Manoel de Souza Trovo. (As-
Siguidu) Joaquim Baptisla Mureira, cnsul.
A (esta de Nazarelh tem estado este anno igual-
mente com muia pompa, e segundo corre nao
se despender menos de viute e qua'.ro cotilos
je ris 1
E' vrrdsde que os directores sao pessoas abo-
sadas, e do influencia, sendo tambero muilo au-
xiliados pelo producto de treze loteras, para as
quacs o povo concorreu com boa vonlade e olllu-
seu lugar
gente.
entretanto
digno o iutelli-
PERNAMBUCO.
considerago e respeilo, que tribua s pessoas de
VV. oo.
Para, 22 de setena-
nte Berardo Joa-
1> M^TTri P" l ba ,1e realHir, foi aposentado o Sr. J.'.io Xavier
eVlve- leR r -' Cur"eir0 da Cunha, administrador do nosso con-
\ir.i'|3, i,I 0s' \ solado, que servia ha mais de vinte annos ao es-
REVISTA DIARIA.
Em consequencia da fuso dos consulados ge-
; raes ii3s alfandegas, que o governo imperial aca-
tado com zelo e plena alisfaco de lodos aquel-
les que liuham uegocio com aquella extincta re-
partico.
A retirada do Sr. comnier.dador Joo Xavier do
funcciooalismo deixa urna recordaco, que di-
cilruenle acabar-se-ha quer entre os seus subal-
ternos, quer entre o coinmercio ; pois que tanto
uns como uniros senipre eucuiilravam uianeiras
de urna urbanidade completa, altenuaudo as exi-
gencias do servico publico, sobre que elle velav.i
com religiosa exctido.
tucn
ecido em bem servir o estado, rico das
enca, aliento o fim pedia que eram destinadas, lices da experiencia, bebida u'essa longa ortica
livemos pois a 1 i do correnlc o cirio, que O de empregaJo publico. fra para desejar que se
acto publico mais pomposo e solemne dista test nao pozesse margena um funcciouario. que se
cujo salimiento leve lugar as 7 horas da manhaa devora aproveitar, tanto mais quinto os fados
da respectiva capella, no palacio do governo, na ho comprovado que se nao improvisara de um
ordena seguinte : momento para outro cheles de repariicao, que no
Seu cavalleiros romanos. cumprimenlo do proprio dever allrahia'm aasyui-
Seis soldados de cavnlhria.
O caslello^de fugeles.
Tres anjos a cavallo.
Cuatro caballos d'e.-l.ido.
O carro dos milagres.
O bote de S. Joo Baptista, carregado ao hom-
bro por marujos.
Urna guarda de marojos.
A coiiipauliia 'iinpenaes marinheiros.
Doas ordens de 40 cavallciros.
Vinle cainiagens.
O carro da polica.
O carro do juiz.
O carro da presidencia.
A berlinda de N. S. de Nasareth.
O carro do rvm. vigario capitular.
Dous batalhocs da guarda nacional.
O lerceiro d'aililheria.
O onze d'infanlaria.
Depois de alravessar as ras designadas no
prograrama entiou no arraial de Nazarclh, reco-
lliendo-se a imagem sua ermida, no meio das
salvas de fugeles e arlilheria.
O dia esleve bello, e a festa pomposa, como
de costme.
Na vespera a noite, houve urna ladanhia can-
tada, com a companhanienlo de msica instru-
mental, a cendendo-se no largo de palacio um
benito fugo de artificio, que era a companhado
nos int -nal,os por vaiias bandas de msica.
Os mais feslejos do programma tem al aqu
continuado em todas as nuiles no largo de Naza-
reth com um concurso extraordinario de povo,
eosdivertimontos tem sido danca de corda, bai
les de mascaras, tyvoll, polyorama, aavallinhos,
fogos de arlilicio, balos a un, rcpnxose pai-
lhocs, bella Hluniinaeiu, um I.-lt int-: arco tri-
uuiuiiai, loiioea, u bem assim urna variada ex-
posico de joias e de sorles, onde o povo va
cair C'tm O dinheiro para despejo das algibeiras,
e lalisfscio dos industriosos ..
A assembla provincial fechou-se a 22 do cor-
rente leudo silo prorogada por cele dias para
dar lim a lei do orcamento. Nao houve inciden-
te notavel na presento quest.io, senio um pe-
queno liroteio de palavras inconvenientes no ul-
timo da de sesso, ntreos Drs. Paes e Bram-
billa, quando esle fallava sobre os negocios po-
lticos e policiaes do teimo de Bragauca, onde
juu rjjuniripal.
E com effeilo a assembla provincial na sesso
que acabou, fez tanto qoanlo poda fazer, e mes-
mo ties forain os seus desojes que saccou alguma
cousa sobre o futuro, ou ames conlou co-n a as-
cendencia da prosperida ie da provincia edeu um
passo alera do orcamento.
Vinle e nove projei-tos forana apresenlados, de
nmeros j' a 591, e luios foram vola los a ex- '
cepcao de dous, o que elevara cathegoria de I
villa a freguozla de S Caotano ; e o que crea va '
nos termos da Viga c Cintra, mais um lugar de
tabellio, e mais ouiro de escrivo dos orpbos;
os quaes passarum com todo na primeira discus-
tao; e dos vinie e sete restantes s um foi ro-!
jeilado ; o que tornava iudependeiitc do lyceu o
c ensillo primario.
Nos vinie e seis projectos que passaram, a
maioiia aitendeu a interesses muilo reaes ; em
um tomou providencias para o abasiecimculo
d'agua ; em outro para o do provimeiito de vive-
voros ; err. um 3o atlendeu a urna das vitaos ne-
cessidades da provinciaa da educacao prolissio-
nal; em um quarto atlendeu a navegacao a va-
por entre a capital o a ha de Haraj, em um
quinto protegeu com isencao do direilos asfi- ,
bricas ae chocolate, e exiraccao de leos : em ou-' c\am tsnnta-l
tros finalmente auturisoua inlroduccao na pro- ] Icompaoha
Tiocia uo fabrico do assucar pelos novos e mais vlT fta
aperfoicoados processos ; mandn adquirir o se-1 quando
gredo do fabrico Ja barracha li mida ; autorisou |ne a aposentadona, o que nao cromos da jusli-
a luupoza do no Araiye de,, providencias sobro La do goveruu imperial, sempre subrar-lhe-ha
urna canalisacSo cin Haraj ; para esta meama como lenitivo a consciencia do cumprimenlo
lha tomou anda a providencia de mandar tor L dever qu8 se aSsociar a COUSideraco dos
a acqui>ii;ao de um veterinario ; e bem assnn seus co-ieidadao"
2f Tii! UlV"" "rV1i.,l;-ia ""j'"i"cco de a. j Nffl0 llMI(1J 8;d0 prnprichil,a a ?8ga que os.
do challar para ser vead do aos faze.ideiros pelo ,ao dillerentes cadoiras de inalruecao elementar
P &Vb.T JLtVll"'l0,\ l)a Provincia, por nao haverem apprecio* con-
U^ZJ! r.Y f^1 POr'"e- aulor,suu i crrenles em numero sulficiente. acham-se de
cas, melnurou o ordenado dos empregados .la seguinles :
patinas o os respeilos de lodos.
Nestas coudicoes ac na va-so o Sr. commendador
Joo Xavier como liomeru publico, e como lal
nunca ouvimus mamfesiar-se um descosto d'elle,
por pequeo que seja, parliudo do grande nego-
ciante ou do pequeo barcaceiro, que all ia fa-
zer os seus despachos.
Todos acataudo-o. davam proras da existencia
era sua pessoa de um mrito especial, nue cebo-
je n.ic nico, ao menos raro na vida olfi-
cial.
Islo poslo, o governo imperial poderia recon-
siderar a sua medida acerca da aposentadora da-
da ao commendadorJao Xavier, aproveitando-o
para comraisses condignas do seu reconhecido
merereciinenlo ; ao passo que assim nao atira-lo-
hia um estado de penuria, que nao licito de-
vassar nos seus menores incidentes, nassuas pre-
gas mais intimas, depois de ha ver o mesmo coin-
mendador prestado lo batiso relevantes servicos
ao paiz.
Ser esla a remunerarjo de ura passado honra-
do e de buns servicos '?
Parece que nao, mxime tendo tido destino os
administradores da Babia e do Rio, que foram
considerados na reorgamsaco.
As aposentadorias sao com effeilo urna recom-
pensa justa dos servicos prestados ; mas quando
para a respectiva conresso nao interven] a suli-
eilar.in do .pusenlado. quando vem sem ter sido
preeochidoo lapso de lempo consagra Jo na lei,
as aposentadorias enlio perdera esse carcter be-
nigno o equitativo para lomar o de urna vexaco
senSo exlorso dedireito adquirido.
Todava, a esle principio oppomos a restrleco
de mu ivoi incaoacidade. (u< d prnhidade e
absoluta inhnbilitac&O physica da parte do embre-
gado aposentando : o Sr. commendador Joo Xa-
vier, porm, adiar se-ha coraurehendido nesla
trplice ri'siricco aquello principio I
Escusa naos urna resiiosta a sio, porque os fac-
tosso eloquentes, e a sua lgica ir resist vl.
No decurso ao vinle e Untos annos, que diri-
gi o cnsul ido geral desta provincia, o Sr. com-
nondador Joo Xavier deu provas do urna apii-
dSo, qio oslara na altura do lugar, que exercia,
como evidente do seus ;cto, c da confianza
que merecen sempre de tantos ministerios de
cores diversas, que se suce-Jeram oesse perio-
do, em que muitas retes o espirito de partido
tocn ao phreoesi.
A sua probidad?, illibada como e tem sido,
lera urna prora irrecusavel na sua honrada po-
breza e no couceito sem limites, de que gozara
entre o nosso comuiercio, que s tem bucea para
abona-l ; o que nao classico para com empre-
gados pblicos, para quem sempre se tem urna
prevencao.
0 sen oslado de gaude nao valetudinario, a-
pezar do haver ltimamentesoffrido incommodos
adquiridos no respectivo emprego ; e por isso au
pode ser capitulado do absoluta iuhabililacao
physica, de maneira a auloiisar urna aposenta-
doria sem ser solicitada.
I-t > po-do. nao lhe pudendo o acto do governo
serimputido em mal, nem lh proviudo delle
dezar alguna, quando taUez al um peosamenlo
de f.iror n'ellc se insinuasse, esse favor com tu lo
Iraduz-se em um verdadeiro detrimento, produ-
zindo um effeilo virtual mente opposioao que de-
vera-se esperar.
Sem contar inla o espacoda lei para a apo-
scnladoria com o vencimento ,iolegral, e alein
disto nao dispjnJo de fortuna, v-se reluzido
urna s tuai-.io, a que osseus bous srveos paro-
o ao Sr. commendador Joio Xa-
seu pozar, recordar-lhe-iiemos, que
lo seja reparado o acto que oulorgou-
Joaquim Serfico da Silva Evaristo, Rita Ang-
lica de Vascoocellos e sna irraaa, los Antonio
de Paiva, Mara do Rosario, Sancha Hara da
Conceico, Francisco de Paula Guinuraes, Flix
de Oliveira Guinuraes, Anna Basilia Guimares,
Rosa Doluceria Guimares, Roberto de Oliveira
Guimares, Manso, ndeque, Jos Antonio Ro-
drigues, Antonio Jos Cesar. Torqualo de Oli-
veira Guimares, Joo Theodoro de Almeida.
IJoao Cavulrnnti Accioly, Graciliano Pimentel,
Bemvindo Pinto Lobo, Francisco Alves d'Oli-
veira Nobrega. Thereza, africana. Theodoro es-
craro em conapanhia do senhor, Joaquim de
Souza Torres, sua senhora, dous escaavos e urna
cria, D. Jos Luiz Areal, Filomino, cscravo a
entregar, E. Griesback, 2 lente de engenhel-
ro, Henrique Jos da Silva Guintanila e um es-
craro. Francisco Ignacio Accioly, Pedro, crioulo,
Pascoal, escravo. Mara Francisca da Conceico,
Dr. Arislides da Silva Lobo, Anlonio, cabocolo,
a entregar, Jos Ribeiro Guimares, Maria Joa-
quina de Jess, Jacinlha Maria, Jos Gomes
Ferreira. Jos Anlonio dos Tantos Xndrade, Vi-
tal Ferreira Moraes Sarniento, o dous escraros,
Francisco de Paula Neves, quatro pracas'da G.
N. para as Alagas. capito Joo Manoel FIo-
rindo, Jos Manoel da Silveira, sua senhora,
urna filha e urna cunhada, Candido Rodrigues
Barros, Polycarpo Jorge de Campos, soa senhora
eduas lilhas, padre Anlonio Xavier do Castro
Silra. e um criado, Adriano Augusto de Almei-
da, Martinho Pedro de Albuquerque, Jos de
Souza Guimares Jnior, Maria Rita de Jess,
Francisca Maria, Miguel Jos Soares, sele cap-
les cinca lenles, oito alfcies, 131 pravas, Jos
escravo, a entregar, Lucinda.
Passageiros no hiate brasileiro Artista sa-
hido para o Cear :
F. Luiz Carreira, Justiniano Nunes de Mello.
Anlonio dos Santos Neres. sua senhora, urna
cpada, Anlonio de Oliveira Borgcs, Laurentino
Augusto B rges, Idelfonso Henriques de II.
Passageiros do vapor Persinunga sahido
para Macei emporios intermedios :
AfTonso Jos de Mendonga Uchoa, o ura criado
Julio Gomes de Mondonga Ucha, Bemvenula da
Couceigo Ribeiro, Manoel Pereira Fonles Grillo,
Tbom Joaquim de Loal, Dr. Ambrosio Machado
di Cunha Caral.anli e um criado, Dr. Manoel
Xavier Paes Brrelo, Joaquim de Almeida e
Silva, Pedro Jos Montenegro e um criado, Jos
Nunes Guimares, Anlonio Francisco Areias,
Dr. Jos Fiel de Jess Leile, Jos Vicha de Al-
meida Dantas e um cscraro, Francisco Jos da
Sacramento Silra.
Foram recolhidos casa de detengao, nos
dias 3 e ido correte, 11 horaens e una mu-
Iher, a saber: 4 lirres. 8 escraros; n ordem do
Dr. chefe de polica 5, a ordem do Dr. delegado
do Io dislriclo 2. a ordem do sub lelegado do Re-
cife 2, a ordem do de Santo Anlonio 1, a ordem
do de S. Jos I, e a ordem do da loa-Vista 1.
Mataoouuo publico :
Ualaram-se no da -i do correnlc para o con-
sumo desta cidade 106 rezes.
No 5 do mesmo 103 ditas.
.MoilTALlOAPE 00 DA i !
Loiza, parda, escrava, sarampo.
Amalia, preta, 5 annos. varila.
Maria Violenta Lopes, brauca, viuva, GO annos.
tubrculo pulmonar.
Joo lavares Algarvio, branco, vuvo, 28 aunos,
gastro inlerite.
Maoael Jos de Lima, branco, solleiro, 40 annos
phtysica.
Guilhermino, branco, 3 annos, colito.
Cypriana, preta, 3 dias, espasmo.
Maria, preta, escrava, gasiro inlerite.
Candida Maria da Penha Fernandos Chaves, par-
da, solleira, 48 annos. hyJropesia.
Maria, 2 mezes,coovulces.
Manoel Joaquim, preto," solteiro, (0 annos. febre
lenta.
nalmenle o vcncimenlo aos collectores. sem fal
lar no augmento do subsidio e iudemnisaco dos
deputados.
Foi, pois, feilo muito pela assembla ; e com
qaanlo rerlmeate m'iito mais que isso preciso
ser (ello, com tu lo a ronda da provincia esl cal-
culada de quindenios a seis ceios contos de
ris, e nao se pode fazer mais do que cuba na
amprehenso deste nlgarismo.
A minora e mesmo a commisso de fazenda
esligmatisaram o excesso da despeza sobre a ron-
da oreada ; mas o que esse excesso prova a
tendencia para os melhoramentos, e que estes
ostiu siiburdiuados a dureza das cifras.
Crie-so a escola agrcola em que os cidadus
se habilitpm para a lavoura; introduza-se o fa-
brico do assucir pelos noro< processos ; mnte-
se a navegacao a vapor para Maruja-; ponham-se
em accao oa oiilros elementos que creou a as-
sembla na sesso (Inda ; e paia o anno outro pas-
so peder ella dar. e assim por diante os ir dan-
do, aoproximando-se sempre da maior felicidade
publica.
Nao foi s, porm, a cura de interes9es reaes
que a assembla fez : tambero deu ura grande
oxemplo de tolerancia entre os partidos, e de
aeniiineritos cvicos, e fraiernaes : a excepcao das
aggresses pessoaes entre os Srs. Paes e Prara-
bnla. em lo'lus os mais choques da minora com
3 manira a discusso m uiteve-se na aliara das
conveniencias, dos principios e das Ideas : praza
a Deus que esla ligo se perpetu, como ne-
cessario, para que os espritus possam desagsom-
cousa
Os doores tem ultimamento sidii inses-
sanles em algumas grojas desta cidade, nao
obstante o que ha disposto a este respeilo.
As posturas mareara ires dobres por cinco mi-
nutos, senos nao engaarnos; mas o que se
tem dado, andar nesla proporco? Nao ter-se-
ha pelo contrario abusado em grande escala desse
determinado ?
Parece-nos que sim, e alm disso
que todos apreciamos .por n^s inesmos.
E' preciso que se nao deixe revelia esle abu-
so, de que de hontem para c lera o Corpo San-
to dado ura bello e largo exemplo. Se o dobre
urna consagraco religiosa, lica psta satsfeiia
com a resiri.co que pea postura foi imposta
mana de atordotr os ouridus dos vivos sem
uiilidad dos morios ; porqonnlo esta nao p le
e~lar na razo directa da quanlidade ou profoso
de dobres.
E pois, chamamos a attencao dos Srs, flscaes
para uto.
Nao ser possivel aterrar-se a excavaco
que ha na roa da Gloria?
Sendo esta roa do transito forgado para a en-
trada do3 vehculos, faz-se urgento a pralica
dessa providencia, para que ae nao estraguen!
aquelles vehculos com os solavaocos que ah
do por semelhante causa.
Passageiros sahidos no vapor brasileiro
rbcantrw, para os portos do sul:
Dr. Jos Joaquim Baca Neves sua senhora,
um fllho de peilo, 4 escraros, Antonia escrava
com urna cria em conapanhia de seus seuhores,
I'KOVJME.MO
geral cin coi-reico do Dr. juiz de
direito Iternardu Machado da Cos-
ta Doria.
Tem-se radicado no foro o systema de por
letmo s laboriosas pesquizas da correico por
urna synthese bem entendida, em que as obser-
vaedes da snalyse, redu/idas regras genes.
sao liradas A luz. Inda que o decreto, que d
regulamenlu s correiedes (*), naotenha feto do
proviriienio geral um dever ndeclinavcl para o
juiz corregi-dor, a pralica aconsolha esla medida
que com boa razo se suscilou aos primeiros
OXecutorrs da loi aooutadn.
Tcndendo alertar os funecionarios para o .
estricto cumprimenlo dos seus devores e pros- :
crever os abusos, que ordinariamente so insi-
nuara no foro, lera o provimento geral a inap-
preciavel vamagem de prescrerer regras geraes
que. sendo a todos applicaveis, nao podem ser
indicadas era cada um auto dos inuilos e innu-
nicos que pendem da correico.
Depois do examo alorado que procadi, sin-
lo a necoasidade de exprimir vistas geraes, pro
prias extirpar os vicios que notei e deplore!.
Antes, porm, de entrar no rpido esludo !
qne de boa vomade me proposito, d-se-me lem-
po para algu aas breves reflexoes prelimina-
res.
Comprehendendo bem o ab-ance moral de urna
correico, cuja influencia efficaz sobre diversos
ramos do adminstraco da jusUca, sempre um
lufliixo benfico o generoso, nao sem pozar
raeu que desde anuos me espera o foro como
Corregedor. A correico, qua ora encerr, qua-
si veio fa/.er ura remorso d'esie pezar.
Entretanto, se foi muilo meu pezar, nao s diga que o amor do commolo e o desapego ao
tr>balho mo delireram lo largo lempo no cum-
primenlo desle dever amargo. Razos desobejo
ah estam para jusiilicar-me.
\ vendo desde longos auuos a vita de ma-
gistrado, lenlio-lhe sacrificado os maisritaes in-
leresses. Consmnindo lentamente a miuliasau-l
de sobro a labor insano de juiz, somenle em I
amor ao dever o lenho Caito, nao visando re-!
compensa. Que futuro espera um magistrado
em nosso paiz f Que "lulos lhe podem enno-l
brecer as cans, senio o consciencia pura de nio
haver vivido pora si ? E' o premio que espero, e
deque muitos desesperara. _Jmpoila diter que
anda nao me mo'reu essa boa ruinado, con !
'jue lenho servido ao paiz e 4 caus publica.
Nao a primeira vez que sou corregedur. Se
lenho deixado n'esla comarca do exorcer um dos
actos mais importantes do olficio d; juiz, nue
justos o ponderosos motivos tanto me obrig.a-
ram.
Levando-se em conta o granle pozo de traba- i
Iho, que traz em constante preocupaco o juiz de
direilo da Ia vara, saiba-so alm disto que esto
magistrado o substituto legal dos juuea esje-
ciai'S do commercio e da fazenda. Ordinaria-!
mente, a aiteuco do juiz criminal dislraliida ;
em prejuizo -las partes para eilos que lhe sao i
extranhos. Muilo reai-ionados em la reutesco e aflinidado na provincia, que lhes deu I
o berco, os respectivos juizes veem-se multas I
rezes impedidos de olTiciar em causas que peran-1
le ellos pendem, o d'aqui o encargo que sobre
mim pezi.
ccumulado assim de funcc.es, e chamado
por rezes olRciar na relacao do dStrcto, fora-
nie irapossirel humanamento deslinar um pe-
riodo animal correico. Meditei muitas rezes
conroca-la, o logo urna difflculdade aliante.
Honrado em comraisses do goreruo, boa par-
lo do meu lempo n'ellas se lem coesumido. Ao
reassurair o meu exercicio, ojuizo criminal pe-
dia cora instancia que do prcf>;roooHi lhe des-
linasse a ailenco. Dereria cu recusar-lh'a
quando innmeros presos pejam ah as pri-
SI'S ?
Estar alm d'islo annexa Ia vara de direito
apenosa auditoria de guerra. Para llizer ludo
em ume palavra, noto de passagem que esta s
funeco por st lio atarefada de dever que absor-
veria a cuidosa sollicilmle de una juiz criminal.
As prisoes militares su urna prova triste desta
verdad que enuncio.
Siillicitei e foi-me concedida a desannexacao
ilesto pezado encargo, l'urrau lo-mn i oro Ira-
balho penoso, poupei-me ao sacrificio de ver
que tambem os reos militares sollrem urna con-
demnaco aillos da senlenga em falta de nm juiz
especial, que leiiha sua conta promover a
mar ha dosfeitos militares. Nada do mais duro
e de mais reprovado.
E* assim que, mi grado meu, s hojo me
dado encerrar a primeira correico.
Destinando a lei o curto inlervallo de 30 dias
para a correico. era verdaderamente imprali-
cavol a reviso seria do todos os autos e livros.
Se esle periodo pode bastar para a correico era
Decr. n. 834 do 2 de outubro de 1851.
algumas comarcas, nao so dir certameote o
niesmo com relaco imporlanle comarca do
Recite era que a populaco cresse maravilhosa-
menie, como ella o movimento da propriedade,
as relagoes do commercio, industria e artes, in-
felizmente a perpelraco de crimes, causas ge-
raes que fazera ganhar ao foro proporces ver-
daderamente gigantescas.
Sondo inqueslionavelmenle o foro um dos
mais seguros therniomelros do movimento so-
cial, lano esle mais se desenvolve quanlo mais
avullam ecrescem as pendencias do foro. Quena
o eatudar entre nos cora alguma seriedade, des-
cobrir o movimento progressivo que lera a ci-
dade do Recife grandiosos destinos.
aqui, a necessidade de lumbrales profun-
das em um estudo de correico. Rever, exami-
!"" Providenciar, em ludo e para lodos, una
iraoaino fatigoso, imporlanle o grave, que o
lempo nao comporta. Batendo a porta o dia
em que segundo a ordem do traballo deveret
convocar a 5a sesso annual dojory (**], nao
me era dado usa da faculdade de adiar a correi-
cao sem que fosse preterir o inleresse dos reos
presos que esperara com anciosidade o dia dos
seus julgamenlos.
Nao seguramente em 30 ou 60 diasque o
juiz corregedor pode acabar um esludo com-
pleto e aprofundado sobre a materia que lhe
est sugeita. a' nao se conceder ao correge-
dor que estendesse por tanto lempo a correico
'lua"l bastassepara o complemento de seu tra-
balho, nao ser possivel n'esla comarca urna
correico regular seno por um juiz especial.
Cullocado nestas coudicoes, lancei ura volver
de olhos rpidos sobro algons assumulos, depois
de laboriosas indagaces que proced sobre a
materia criminal.
O muilo poucoque llz, era o muito que pode-
rla fazer. No futuro o em um fuluro prximo,
completa rei o meu onsaio.
I.
Juizo criminal.
rinda a audiencia geral, volveu-se a minha
attencao para a materia erinainal, que era justa-
mente aquella que mais sollicilude requera. A
le prescreve esta ordem natural do irabalho, o
a razao a aconselha. Sendo a lberdade o mais
sagrado dos direilos, resalla aos olhos a razo da
preferencia;
Visitei para logo a piiso. que est estabeleci-
da em um magesioso edificio de proporces gi-
gantescas, o primeiro da provincia snao do Bra-
sil.
Irapressionou-me para logo, e com verdad-iro
assombro, a ausencia absoluta da religio. Nao
leudo um aliar n'este importante estabelecimeo-
to, a religio do Calvario nao podo quasi exer-
cer a sua influencia eflicaz o benfica sobro o es-
pirito d aquelles que habitara aquella casa. E
entretanto, era alt no meio de homens pela
mor parte corrompidos e degeneradosque
mais se razia de necessidade o cullo, a alimen-
taco espiritual. Nao posso smo deplorar esle
faci, e o deploro como juiz e como catholico.
b tambem como juiz e como catholico que ex-
primo os mais fervorosos votos pela regeneraco
d este estado de couzes. Debaixo d'esla relaco,
nada ganhou o presente sobre o passado. A p'ro-
ra ali est bem prxima. Quando esla casa ser-
via de prio, ali dofroule exislia o nicho, que
inda hoje existe, destinado celebrado de mis-
sas que poliam ser ouvidas por todos os prezos,
que seguem o cullo calbolico. E hoje, a casa de
detencao nao vio anda o edificante espectculo
da missa calholica Ser eUe abandono dura-
douro ? Nio o creio, nem o devo esperar da so-
ciedado actual. (*)
Caminheraos, entretanto, nosso fim ptinci-
pal. r
Ouvindo um um mais de 300 presos, que ali
se achara detidos, todos so queixuam da ag-
glomeracao que em lodas as clulas obsorvei
conira os preceitas da hygiene, e alguns e nao
poocos da aliraentac.o que se lhes d. Tire oc-
casiao de examinar esta, e creio poder alfirmar
que a administrado nao nem pode ser respon-
savel por eslas reclamaces. Destinando a lei
provincial a diaria de 240 rs. para a alimentacio
de cada um pr. lo. seria irapossivel que nao so
Qzessem ouvir serailhantes queixas. Quanlo
agglomeracao. est mulhorado o estado do eata-
belecimenlo com. o acabameuio do raio do sul
que nao se lem fyito esperar muilo.
A ordem, regulan lado e asseio, que obsorvei
na casa de deleiico, recomiuendam o zelo da
administraban, respeilo da qual nao oovi en-
tre os prezos sino palavras de gralido e reco-
uhecimonlo, excepto tres dos mus rebeldes
disciplina o que ho sido allligidos por castigos
corporaes.
Noiei entre oulras urna falta bem digna de epa-
ro, que deve ser smenle atiribuida incupa ci-
dade de um raio para a guarda de lo grande nu-
mero de prezos. Prescrevendo a lei constitucional
que os reos sejam separados iis prisoes conforme
as suas circuuistaucias e naturezas dos crimes, de-
plora-sc na casa de delencao urna exlraohavel
coufusao, Ainda que se lenha tentado classifi-
car os prezos em tres classes diversas, dtenlos,
pronunciados e sentenciados, nao de nenhum
modo raro que ali se enc.oniiena prezos seoten-
ciados confundidos com os dtenlos e pronuncia-
dos. Quanlo a lei eslabeleceu sabiamente a se-
pararn por classes, compfeheudo-se bem o que
vai je inconvenienle o iramoral n'oss confuso.
Nao mi>nos digna de ailenco a irregulari-
dade da esciipluraco dos respectivos luros. Se
o irabalho puramente material o mais perfeilo,
a ausencia de esclarecimentos Ihu reduzona o
valor e ulildade.
A responsabilidade d'esla falta recabe inleira
sobre as autoridades policiaes e judciarias que,
formando culpa aos delinquentes, deixaui d
commuuicar a adminstraco do ealabelecimento
o movmenlo dos piocessos, esquecendo que a
iniimaco nDo smenle recommeiidada mas ex-
pressamente delerminada pela lei.
O estado moral da priso verdaderamente
la menta vel Entre mullos prezos que ali eslam
sera guias curenles, ha alguns que o oslara des-
de metes sem culpa frmala, alguns sera have-
rem recebido a nota constitucional, e outros cu-
processos pendem era varios graos, ignorara des-
de annos o caminho que levrm os seu recuisos.
.V eslas miserias moraes, prov.-ju e;n lempo,
promovendo quanlo esi ao meu alcance o me-
horaraeulo d'est estado de cousas.
Cabe-mo aqui exlranhar que o juiz das execu-
(os lenha esquecido totalmente o sou derer, le-
vando a negligencia permltir que alguns sen-
tenciados sofram nina priso illogal depois de
comprada asenienca. En poderia apontar fados;
mas sao lanos o de tal gravidade que seria fas-
tidioso enumera los!
Finda que seja a correico, vai seguir-se-lhe
um novo traballo, mais alorado e fatigoso. He-
ver aponlameulos relaiiros :W0 e tantos presos,
promover o andamento dos seus respectivos re-
ros, de uns eonhecer o estado do prncesso, de
outros examinar sa cumprirara as sentencas :
esla urna indagaoa que rao vou dar de bora
grado.
Eis ah algumas palavras que encerrara orna
obaervacao pmfinda e attcnla. O que vai dito
to ligeiraraenle. aonsumio-me a melhor parte do
lempo examinar o esmerilhar.
listaluo, portanio, as seguinles regras que man-
do sejam observadas. Confiando que sao as mais
proprias para corrigir as hitas que vio syniheli-
cameute apo.itadas. A' accomoralisadora do go-
verno cabo fazer o resto.
Arl. 1.a O juiz das execucoes, dentro do prazo
fatal de 60 dias e sob a Comminaco de respon-
sabilidade, proceder examo sobre as guias de
lodos os sonienciados, recolhidos a casa do de
lenco, recilflcando as que se achara deficientes
o incompletas (reg. n. 120 de 31 de janejro de
1812, art. 412) e liquidando as contoneas nao
liquidadas (reg. cit. art. 423, av. de 5 de abril de
1850).
Art. i." O juiz das execucoes, logo que remet-
ter alguna sentenciado para a priso, ou logo que
seja algum preso passado sua disposicao, envia-
r priso a respectiva guia na forma do art. 412
do re*. CU., sota comminaco da pena mencio-
nada.
Art. 3." O juiz municipal, delegado, subdele-
gado do polica e mais autoridades sujeitas cor-
reico, que mandarem recolher presos vindos do
outros dislrictos sera as respectivas guias, proce-
dero todas as possiveii diligencias em ordem
obler esclarecimenlos sobre a nalureza daulpa
e andamento dos processos dos mesaos reos, sen-
(*") A 5* sesso annual do jury esl convo-
cado para o dia 12 de novembro.
() Forara escripias est9 palavras, antes que
a primera missa calholica fosse rozada casa de
delencao. Graca3 insperco sollnila o cheia
zelo do Exm. Sr. Dr. chefe de polica, est ple-
namente reparado a falta aponlada pelo juiz cor-
regedor.
do punidos por cada coniravenco com a multa
de lOOjjOOO. Devero constar as referidas diligen-
cias dos livros da casa de delencao, cuja adrai-
nistraco o faro as autoridades as nece3sarias
commoiiicacoes.
Art. 4. A ola da culpa dnver conter os re-
quisitos prescriptos no arl. 176 do cod. do proc.
crim., sendo sempre assignada pelo juiz que a
expedir : pena de responsabilidade.
Arl. 5." O escrlvio das execucoes criminaes
que enviar ao juizes, guias deseutenca Ilquida,
nao satisfeilas as diligencias da liquidacao, e os
juizes que nao observarem o que i este espeilo
preceiluam os arts. t, 16, 21, e 22 do decr. de 18
de marco de 1849, sero punidos com as peys
comminadas no art. 20 do mesmo decreto, rn-
Correr em igual pena o escrivo que deixar de
remelter ex-officio conclusos lodos os processos
do execuco criminal em que houverem mullas
liquidar. (Decr. cit. art. 22.)
Art. 6." Os escrves dos varios juizos crimi-
naes inforraaro ao administrador da casa de de-
tencao, intimando-as aos presos para os devidos
elToiins, as notas conslitucionaes, despachos,
mandados, e seniencas, observando fielmenle o
disposio nos aris. 159 e 414 do reg. u. 120 de 31
de Janeiro do 1842.
irl. 7. O Dr. promotor publico, correspon-
dendo aos elevados fins da insliluico do minis-
terio publico e maniendo a impoi'lincia de sua
acgo era proveilo da juatica publica, de que o
orgo, examinar cora diligencia :
1- So as providencias resolv las na presente,
correico. que se applicam ordem judiciaria e
policial, sao guardadas com fiel observancia, cor-
rendo-lhe o dever de requerer ao juiz de direito
da comarca a imposico das penas comminadas.
2. Se os presos o csto legalmente, para o que
acompanhai ao Dr. chefo de polica as visitas
meusaes casa de delencao, devendo tomar em
rol lodos os presos (ord liv. |., til. 15 ." e
tit. 26 3.) e ouvir a cada um com diligente in-
leresse.
3. Se as olas de culpa sao expedidas em for-
a legal, sendo intimados em lempo coro as sen-
ramos do serviQo seu cargo, observaudo inleira
e fielmente as seguinles regras:
1.a Tomar contas dos testamentos, residuos e
bens administrados, quecabem na aleada da pro-
vedona. ( Av. de 28 de novembro de 1834. lei
de 3 de dezembro de 1841. art. 114 8 2. reg
n: 120 de 31 de Janeiro 1842. art. 479, e reg. d
lo de marco de 1842. art. 2 2.a )
2.a Preferir na ordem do irabalho cargo dc-
juizo aquelles processos que de mais tempo eslo
era mora.
3.a Entre estes, far o juiz recahir a sua at-
tencao primeramente sobre os processos, que
envolvis roaiores e mais importantes interesses,
e sobre aquelles que pela mora possam correr
mais perigo.
4.a Para esle effeito. usar o juiz dos meios
coercilivoa, que a lei pe ao seu alcanco, para
que os teslamenteros e administradores nao se
recusem devida preslaco de contas.
Art. 4.a O Dr. provedor de capellas far pro-
ceder sem perda de lempo ao lancamento das
capellas, irmandades e contrarias no grande li-
vro do tombo, abrilo cada urna ura titulo es-
pecial no qual se especifiquera a insliluico, ren-
diroenio o enuneraco dos bena de qual'quer es-
pecie e os ttulos de sua acquisico, regulndo-
se pelo que dispe o decreto de 2 de outubro do
1851 art. 44. 1, 7 o 10, arl. 46, 6, e aviso
n. % de -J. d seteinbro de 1855.
Ait. 5.a Por occasiao de fazer proceder ao lan-
camento ordenado, o juiz provedor promover a
inquirico de pessoas antigs, ou de oulras quo
leuham razo de saber, e quaesquer diligen-
cias, afina de verificar a existencia de capellas
usurpadas, ou cojos ttulos tenhara sido sonega-
dos.de confornudade cora o disposlo na ord. liv.
1.a. tit. 62, 50 e 51. So resulla.- do exaraa
que os bens referidos leuham sido indevida-
menlo aluciados, o juiz os sequestrar e resumi-
r s capellas, observando o que dispe a ord.
liv. 1 nt. 62, ."> e o decreto de 2 de outubro
de 1831, arl. 4. 2U e 3.a.
Arl. 6 A relaeco, a que se refere o art. 30
do decreto de 2 le outubro de 1851.
ff,sssarrTftff^JtlsSSatt
e ord. liv. 1.", tu: 20 i;i
(ConCinuar-$e-/ia.l
nho do 1823, art. 4.a
prtie.4.
Art. 8." O Dr. promotor publico promover
bem do livramenlo dos presos o que lr de jusli-
carequerendo autoridade competente a expe-
dido dos sens respectivos processos e promoven-
do a soltura d'aquelles que illegalmente eslive-
rera delentos, ou por j haverem cumprido as
senlencas, ou pretexto de liquidacio da mulla.
Arl. 9." O Dr. promoior publico* syndicar se
alguns autos, papis e livros do qualquer juizo
ou car lorio, segeitos correico, foram subtrahi-
1 dos ao ixame respectivo.
Arl. 10. Na futura correico, se indagar do
que :io prsenle provimento" se recomoienda ao
Dr. promotor publico, e entre, outros deveres so-
bre o modo por que exercer a Qscalisaca.0 que
lhe compete sobre os domis fuucciooarios.
II
Juizo provedor de capellas.
A provedoria de capellas entre nos um dos
juizos mais importantes, quer em ailenco ao
cre-cido numero de eilos que perante elfo cer-
rera annualtnente, quer em ailenco materia
que sen zelo e desvelo esl confiada. Basta
um volver d'olhos rpido e superficial sobre o
respectivo cartorio, qne para esta verdade resalta
clarissima do um sem-numero de autos de receite
e despezas das varias confranas e irmandades
e dus que se re fe re ni ao cuuipriuaeoto dos le-
gados.
Onde tantas obras pas por assim dizerse mul-
tiplicara, rende-se n espirito conviccio de quo
a f des nossos maiores nu arrefeceu de ardor.
Folgo de o crer, e lenho prazer em confessa-lo.
Destinadas como sao susleutar o decoro e ex-
plendor do culto divino, as iusliluicoes que
me reliro poderosamente coocorrem para raan-
ter as creucas. .Cont primeira e perenne de que
os hbiles Bocines decorrem.
J se ve d'aqui que digno de mengao espe-
cial o_ tacto da muliiplicaco d'esses ncleos de
religio, juo a ereja devo to uieia servidos.
Versara, entretanto, contra as adniniuislracoes
em geral graves suspetas, que rumorejara vaga-
mente. Ou seja que alguns fados denoueiera
gerencias inliab. is. o que a desconQanca gere
no espirito publico a prevencao, corlo que le-
vanta-se como que um clamar contra a gesio
dos bens patrimoniaes.
.Nao e qu de til mo toaba convencido pelo
BXamn e indagaco, que coiuporluia olimililoi
periodo da correico. Dividida a minha altencio P,reCB adverso ao mesmo Sr. Carvalho.que se
por interesses sem como, que <* < ..^ ui I """om destituidas -
Bibliolhcca publica c!e Pcroaiuboco.
Obras offertadas que tem recebido a bibliollieca
dos senhotes :
Henrique Augusto .\Jillet O meio circulante e a
questo bancaria, 1 rulume.
Gapilio Firinuio Jos de Oliveira. Manual da
guTda nacional, 1 dito.
Dr. Aprigio Justiniano da Silva G limarcs.Es-
ludos sobre o ensino publico. 1 dito.
Dr. Joo Jos de Moura Magalhies (Baha).Sy-
nopses do direito ualural, 1 dito.
Jos de Vasconcellos.Diciionaire universel des
professions, ou guide des fmulos, par Vctor
Doubb-i, 1 dito.
Padre Lino do Monte-Carmello Luna :
Theoria de las recompensas, por J. Bntham, 2
ditos.
Oissertaco sobre a imposico dos nomes no bap-
lismo, pelo vigario Francisco Ferreira Brrelo.
1 dito.
Fio l\ Pontfice e Rei, exame das principaes ob-
jo, roes conira o poder temporal do papa, pelo-
bispu eleilo do Para D. Antonio de Macedo Cos-
ta, 1 dito.
Joaquim do Vatios Telles de llenezes, primeiro
official da bibliolheca publica da Bahia, por in-
termedio do F.xm. Sr. coramandanle das armas
desia provincia.Cathalogo geni da biblinihe-
ca publica da Baha, feto no auna de 1853, 1
volume.
Padre Lino do Monte-Carmello Luna.Mausoleo
de Sua Mage-tade a Uainlia de Portugal D. Es-
tephania, 1 dito.
Tolal dos rolumesII.
O biblothecario.
Padre iivo do Monte-Car mello Luna.
Coaimunicados.
A. candidatura di Sr. Sansa Carva-
llii e as iallueaeias pailerosas.
Un communicante do Diario de h-je, que se
aoresenta romo exiu-mido advogado da candida-
lura do Sr. Souza Carvalho, pelo segundo circu-
o, diz, regpondendo o-ilro comraunicanle quo
OS la 1 is
as autoridades devoladas aos
a susciiaram, nao rae sob'rou lempo para urna ""eresses da cansa Alfredo, o se conseguir a
reviso seria dos livros respectivos de quo cuna- I a6N'e',;''> di alia e prestigiosa influencia quo
guerrea com todas as foroas aquella candidatura
lao se saber do que lado eslo as sympelhias
lam os Mulos do patrimonio religioso". Talvez
que muite alai tiouvera pensar e fazer com
grande pioveito de alguns d'esses institutos. Mi*
em quanlo uniros assuinplos por assim dizer do
dia pedtam instantemente as vistas do correge-
dor, era-lhe impossirel consumir lempo c es-
ludo sobre antiqusimos ttulos, e ah como que
esmerilhar as malversando?, que ? ouiniu va-
gamente denuncia. So "l"acil ir direilo um do-
cumento o etaminar-lhn a legalidade. diicii
procurar entre mullos o que de algum deleito se
rsente,
J d'aqui se v que nao autoriso o rumor.
Sendo a provedoria um juizo especial, sobrar-
Ihe-ha com o correr o lempo preciso para dar-so
a essas laboriosas nves^aces, impossiveis no
momonlo, e que sem dunda lhe lerao por vezo-
preoecupado a ailenco.
Nao rao sen lo dalo pro ver de remoli tolas
as necessida les, recommeodo instantemente au
juizo provedor que nao cesae de velar pela guar-
da o manuiencao do patrimonio, empenhaudo
os ni ais serios esfor^os para que os seus rendi-
inenlos se eleven, tanto quanlo for possivel,
corlando pelo abuso de verbas de despeza in-
uetillcaveis, como foi reconhecido em sua sen-
enea laucada sobre os autos de coulas da recei-
la o despeza da Ordem Terceira -do N. S. do
Carmo
I populares, e ver-se-ha que o triurapho dos ami-
gos do Sr. Carvalho ser iufallivel.
b' licito ao Sr. Souza Carvalho desejar e pro-
curar obter una cadeira na represeatacio nacio-
; nal, como o qualquer brasile'iro em suascon-
1 diccoes. Nao monos licito aos seus amigos, e
at louvavel, ajoda-lt, nessa prclencao, fazer
votos polo san Iriumprio. em pregar para isso os
recursos legtimos deque dispozerem. B'-lhes
mesmo permitii lo arultar as forcasdo seu prote-
g lo, soti'i ir triiiuiplius, romancear quanto seja.
necessario,para provoear-lho sympathias, eante-
cipadamenle prevenir o publica para o resultado
da lula, qualquer que ella soja.
Tuda isso serve ao candidato, o lauca favor so-
bre sua causa.
O que, p rom, nao licito azor-so allusoes,
que nan aproveilam causa, e conimeller-se in-
conveniencias, que do lugar i represalias desa-
gradar -is. finalmente erir-se lercetros sem
nutro proveilo que o desabafo de alguma peque-
a paix.to concentrada.
Pelo crculo deque se trata apresentam-so 5
can lidatos : cada ura de-eja Iriumphar, e todos
traballiam com esse inleulo. Porque, pois. o
eleilur que nu apoia a candidatura do Sr. Car-
valho, lu de ser nocessariamente interessado pe*
Cabe-me aqu reclamar a silencio do juizo eauM Alfredo, e nio pola de qualquer dos ou-
provedur para urna real necessidade que est ,ro* cumpetidure* d'aquellet
1 ^ Que necessidade havia de fallar-se no nomo do
Sr Alfredo, para noticiar-so a popularidado do
Sr. Carvalho ?
Pelo que respeita influencia prestigiosa quo
guerrean o Sr. Carvalho, eousmia o coraraunican-
lo que Iho .ligamos, se lal guerra da-so, ella pou-
co pode prejudicar esse senhor, porjue sa-
bilo que mais prestigiosa, por isso raesmo quo
dispe do maior poder, a influencia que prote-
ge o Sr. Carvalbo.
Nao renos conveniencia em discutir-se desdo
j se essas influencias sao ou nao reaes, se acham-
se uu nao empenlia ias na lula, nem al le pon-
i ellas podem inlervir na couteoda e preparar-
Iho um de-fech.
Entretanto se o advogado da causa Carvalho
quer discutir esse ponto, nao sremos nos que
lhe contrallaremos o gosto. Antes pelo contra-
rio o a.-orapanriare-nos, e enlio raostrarenios se
as cartas que se tem espaibado por Nazarelh,
Goyanna e outros pontos, sao da inlueucia adver-
sa o i da protectora ; llcando enlreiauto adverti-
do o communicante que a desconveniencia e io-
dos os domis resultados quo decorrem da dis-
cusso uesse terreno, nao licaro por nossa conta,
visto quo o corauunicante quem nos vera re-
velar a existencia de influencias prestigiosas era-
penhadas na con leu da do 2a circulo, e cuino quo
estigmalisar o molo porque ellas proceden.
Se o conheclmento de urna tal ciicumstaucia
ntil, mas til ser anda saber de ludo, para quo
se nao li que ignorando o que pela oulra parte S9
lem feilo.
Recite, 3 de novembro de 1860.
. rea
bem s claras. Consislindo em geral o pa-
trimonio em predios urbanos, cujo proco do
usufructo cresce progreasivamenlo rom o eres-
cimento da populaco e o juro do capital, de
razo que todos se pnnham em bast publica,
onio se fazem representar ordinariamente os
verda leiros interesses. eonsegulndo-se o preco
natural das cnusas que os licuantes pretendem.
Esta providencia, que j se inspirou a.i juiz.)
proredor, a mais propria para fazer reuder o
patrimonio de capellas, lauto quanlo rende a
fortuna particular.
Oulra necessidade, sobre a qu il deve ojuizo
provedor rollar a sua allehcio, a que. respeita
forma do prncesso em que as contrarias o ir-
mandades prestam as suas contas, senio uso no
foro que, a respeilo de cada ura dos legados es-
labelecidos as preditas insutiiicoos versa ura
processo especial: o que .- produz em resoltado
o accrescimo de ilespezas para o patrimonio re-
ligioso.
Ponderando que, nos autos de contas geraes,
sao incluidas as lespezis fettas cora o cumpri-
menlo dos legados, e q ie approvadas as pnmei-
ras eslo eslas implcitamente approvadas, nao
ha ra/o que justifique essa pralica Ilegal que
so ton'e multiplicar as cusas, e S diminu! o
patrimonio. E realmente para exlranhar que,
havendo ah um legado em rujoonug se despen-
de animalmente a quaniia de tsOUO. somraem
zOjOu as costas do processo especial.
Esta praxo contra o direilo e contra a razo.
Nao sendo o processo una mera formula ou um
m;!o de estonio, mas ames a garana da pro-
priedade, evidente que na especie nao podo ser
posia em duvida a illegalidale de semelhante
processo especial quando o processo de contas
geraes a branle
Dad uso do que ah vai dito, s seguinles re-
gras que mando sejam observadas: arligo 1.a o
juiz provedor de capella ordenar ao escrivo
respectivo que encerr no termo em que se achara
os processos especiaos delegidos.
Art. 2.a O juiz provedor de capellas far pro-
cessar as despezas relativas ao cumprimenlo
dos onus dos legados conjuntamente com as
despezas geraes de cada confrana ou '
dade comprehendendo no juramento de ap.
piovaco das contas o cumprimenlo dos referidos
onus, sob pena aos olficiaes da provedoria de
respurisabili lado o de paxarem era tres dobro
como indevidamente recebidas as cusas que re-
i eberera dos processos especiaos dos legados
Arl. 183 do re*, do custa.
Art. 3." O Dr. juiz municipal provedor do ca-
pellas, auxiliado pelo promotor do juizo, dar
piompto e immediato andamento aos diversos
Esl prximo manifestar-so o direito sobe-
rano do cidado, jue, revestido de urna alta
funeco poltica*deve mostrar qoe a coniprehen-
da esabo oxerce-la cora a liberdade queconvm
diguidade de um povo indepeudent". Nao
eedain, pois, as liberda les potincas imoresses
de vonlade impostas; a aramia da esponlanci-
dade da escolha bem sedwis#no escrutinio, que
constiiue o recurso mais poderoso: dever
. por lano do quem so presa o se orgulha de livro
ir ni -i u 1 e Independenie o nao desanimar poraule a im-
posico, pudendo auniquila-la no segredo da
escolha. Nora muito careco refleclir para com-
preheinier-se verdade lo sabida.
('entretanto mui ceno que apopula^o quednstes
principios se alTasia, jamis poder ter liis re-
presentantes. Na expresso do vwio determinado
por um movel eslrauho vunlade do cidado,
desapparece o laco que estabeleco a influencia
dd populaco nos grandes ncgociosda humo,entre-
tanto a liberdade da escolha, de accordo com os



DIARIO OB PERflFAMBUCO. TER^A fEIRA 6 DE IfOTEMBRO DE f8M.
(3J
interesses da sociedade, designa representantes i de ambas estas arles : cot be depois a patarra ao
verdadeiros, cuja Independencia de carcter e orador do Ensaio Philosophico Pernambucano,
de posic,o o poro dere ligar toda a importancia que tratou do principio da associacao e da civi-
de seus direitos. lisaco do genero humano fallaran) depois o
A conQanca que nos merece o cidadao.dispen- orador da Associacao das Arles Mecnicas e
si -nos de exigir mui seria aliento na importan- I l.iberaes ; o orador do Atheneu Pernambucano,
le escolha d'aquelles em cojas mns se deposi- que se alstringiu mais particularmente a raos-
tam aliribuiccs to ampias. Todos, sabemos, I trar a importancia da poderosa idea da associa-
no sao dignos, nem capazes de mandato too cao e da imprensa, como principios civilissdo-
s blime. H homens, poroi, cujas qualidades res ; o orador do Gabinete Portuguez de Leitura,
destnelas Formara, por assim dizer, outMS tantas Francisco Ignacio Ferreira, que, lindando o
condicoes indispensaveis ao legislador indepen-
dente. J nao fallamos s dos conheciinenlos
vastos e profundos que s dove possuir para o
desempenho de laes funches ; por*.m sim de
garantas que presuppondo conhecimentos taes,
sejam dignas recommendagoes para to nobre
posigao. Os servidos relevantes, que ura eida-
do continua c diligentemente prest cama
nacional, contituem razo poo lerosa pira acutif
noanimodapopulacolivrealeliheracodeelege-lo
pois fa lo saber pela forja dos exemplos repeti-
dos, que nelle encentra ura carcter duphmente
derotado aos interesses do paiz, quer pela adhe-
.so que naturalmente consagra ao estado, quer
pelo novo e honroso lago quo o prende
populaco.
seu
discurso por parle d'aquella sociedade, recitou
urna bella poesa ; o oridor da sociedade Unio
Beneficencia.dos Artistas SeMeiros ; o orador da
sociedade de Soccorros Mutuos o Lenta Ernn-
cijjaijao dos Captivos ; o orador do Instituto Po e
Litterario, que apresentou um bem deduzido dis-
curso ; o orador da associacao dos Artistas Al-
faiates, o orador da sociedade Unio Beoeficente
Martima, que desenvolveu ide.as dignas de apro-
en ; o orador da sociedade Orthodoxa Amor
Caridade, e o orador da sociedade dos Caxei-
ros Guarda-livros.
Depois lirerara a palavra o Sr. Dr. Manoel Pe-
reira de Moraes Pinhero, que pronuncinii um
bem tricado discurso philosophico e cheio de boas
ideas sobre o destino do hornees e das arles : o
Sr. Souza Kibeiro Jnior, que tratou com bas-
tante habilidado sobre a civilisacao e i mprensa;
os Srs. Angelo J is. Themoteo, Jos. Fiel de Je-
ss l.eite, Joo Mara de Moraes Navarro, que
recitou urea enthusiastica pnesia, assim como os
Srs. Koiphanio da Rocha Bittencoart, e Francis-
co Antonio Cosario de Azcvelo, que leram duas
composices poticas de innogavel mrito : cou-
E uo havondo mais nada a tratar, o Sr. pre-
sidente honorario eocerroa a sessao, a que as-
sistio lambem urna commisso da so"ie1adc do
Hospital Port'igncz de Reneticencia, do que para
constar passei a escrever a presente acta, que
v.ii assignada pelos meoibros da mesa. Eu Anto-
nio Rngel de Torres Randeira, 2o secretario, a
escre.vi. _
faro do Livramcnto,
Presidenta.
r. Antonio Y cenle do Nascimenlo Feitosa,
i Secretario.
Antonio Itanoel de Torres Bandcira,
2. Secretario.
Discursos recitados na festa anni-
versaria da Associacao Tjpoxra-
Pernainbiicana, eai 1S de agos-
to de 18.
Senhores E' sempre lonvavel e animilora
urna fe-ti onde a arle, geralmenio respailada,
se o-tnt i ornada com os trtnn>hos da civilisa-
cn. Tal e a p rosen t-
festa que celebraos com
o vosso quarto oiiniver-
Entre homens destes, quera nao fallara des-
lindas quatidades, lem digno logar ura dos
nobres ministros do gabinete de 19 de set-mbro
de 1837, que rehabilitando as institui<;Oes do
paiz, rcstabeleceu a moralidade do governo, o
salvando a monarchia dos impetos da mullidlo
anarchiea, inauguren no Brasil a doutrina de ura
governo prudente,pela organis-co de um syste-
ma que implantou sob ecos bnsileiros a verda- i be depois a palavra ao orador da associacao dos
dera poltica, insprala pela voz da liberlaleo Cocheiros, o Sr. Francisco de Paula a Sil'i I.ins,
exigida altamente pela experiencia do mesmo' presidente eleito da Associacao Typographiua
paiz; e poltica to salutar e necessaria que Pernambucana, que em nomo d'ella dirigi um
nunca deixar-se-ha de sentir a sua benfica solemne voto de agrlecimento a todas as pes-
inluencia isoas n a todas as corporacoes que tiimaram par-
0 ministro da guerra de ento, c lambem o de le n'essa festa do familia ; e ao Sr. Dr. Naeci-
lioje. no'ser por ventura um destes homens ment Feitosa, que passou a ler urna excellonte
dedicados, quem o paiz muito deve? Fra poesa do Sr. Manoel de Carvalho Paes de An-
despeito ou resontimonto dizer-sc o contrario. drade, offerecida por seu autor mesma Asso-
Ucixando parle a origem da constituirn dos ciarlo,
partidos que extremaram ossystemas de governo
em nosso paiz, acceilando os principios de ambos
pira apresenta-los cm face da le do nossa orga-
nisagao poltica, o espirito menos observador
descubrir em una perfeita harmona com as
bases da constituidlo, e em nutro o elemento de
dcstruico que procura eosinuar-se por entre o
povo para d'abi lancar-se sobre o Ihrono.
O conservador o nico partido constitucional
que dirige os interesses do Brasil; a verdad" dos
fados, que se acham sob a vista de tolos, di -lo
Biais altamente que toda a aotoridade do escrip-
to. Provas mais convincentes e robustas fornece-
rSa experiencia do qitem imparci almcnieexaminar
os principios e os fados dos dous systemas poli-
ticos que dividem a opinio publica entre nos, e
submette-los critica refleclida e desinteressa-
da. E quem nao sabe que o Ilustre ministro,
cocarregado actualmente dos negocios da guerra,
6 um dos nins eximios sustentculos do syste-
ina governamental que nielhor se deriva do
nossos principios constiluctonaes?
-V vida publica de um horae n 6 a primeira ga-
ranta de sua posico nos noKoc.ios da sociedade.
Sempre que os til ilos que offerecem ocidado
coosideraeiopublica exprimera grandes serrinos
urn prol do piiz, so fortalece a conviccio de cha-
ma-lo para os altos cargos do estado. Dive-
rtios reoonhecer a spplicacao deste principio na
digna o merecida importancia que o paiz tributa
aos fictos honrosos do Etm.Sr.conselheiro Sobis-
tio do Reg Barros, liustre mioistro e secretario
de e-l ido, cojos exemplos de niinitavel probi-
)i 11 le e desmteresse, inspirara plena coullmci
ao povo o ao throno.
Nao sao vais paUvras, nr^ulha'no-oos de di -
ze-lo. O- fados aln est o ; indagoem-os.
Como um do; nflueutee e destnelos membros
di opposicao de 183, fez parte do gabinete or-
ginisado em 19 de se,temoro,aceitando a elevada
mlsso de dirigir os negocios la guerra. S esl i
pagina brilhanle ser'a sufliciente pira descreer
a honrosa historia da vida de lio illustre Per-
.'i i n jo cano. Ministro de um gabinete que roha-
btlitju o i> dadau que pu^nava pela justca o pelas leu.
Prestando ao sen sotiermo cuitas fiei de to
arJua larefa, recebe depois em justa recompensa
nnbres ere lenciaes. Longe da patria, elea lo
sublimo posii;ao de plenipotenciario, nao se ufs-
nan lo pela altura do cargo, mas pela utilid.i le
que vae prestar ao paiz, o diplomati brasilero
indag os coslumes dos povos cultos, esluda i>ra-
nente a sciencia difDcil de bem dirigiros ho-
mens, o volta ao paiz sempre .nais d 'Sejoso de
ser-lhe proveiloso. uiversas vezes o mun lo ci-
viisado o reconhececomo representante dj Bra-
sil e vezes tintas o paiz se orgulhaese eunobre-
ce pelo curaprtmeiiio da misso. Hoineni poli-
tico, sua causa lem sido aceita pelo piivo, e va-
rias vezes a represeutaco nacional o tem consi-
derado com ufana no circulo de seus legislado-
res. Buje ministro, representante e poltico, o
Exm. Sr.conselheiro de estado, consolidando seus
principios uo exercicio de suas elevadas altn-
Duices, respeits os direitos da populacho, pro-
cora sustentar o bro do exercilo e defende a
causa nacional improljuamente combatida pelo
interesse pessoai.
Eis, perianto, um dos caracteres que devem
exornar a represenlico nacional. O piiz precisa
delle e a populado deve continuar Confiar-lhe
o mesmo mandato, tributando-Ihe o seu voto es-
pontaneo. E' cortamente gloria paia a provin-
cia o conhecer mandatario to digno. Que se,a
este o sent ment dos homens sensatos e probos,
e paiz, readqoirindo um illustre representante,
censa 'rar-lhes-ha re:onlieciinento inundo.
Mayenca, quando erafim a idea do trabalho n8o
Ihe linha assaltado o espirito, os conhecimentos
humanos jaziam em um estado anmalo, os bel-
los pens'ment >s nao podiam florescer, e a obs-
curidade tu lo acobertava.
A intelligencia existia, mas era difficil o ho-
rnera procurar cultiva-la. porque quando se en-
trogava ao trabalho, quando procurava penetrar
os arcanos da sciencia, elle desistia da empreza,
parque mais adianle observava que o sou traba-
lho, nio podendo ser devidamente apreciado,
raorria com elle, porque ento fallava-lhe o trilho
para ser Iransmittido
E' imprensa, senhores, esse trilho que, Irans-
raittindo o pensamento s gerac,des, anima o ho-
rnera investigador a legar posteridad o thesou-
ro da sciencia : 'a imprenss, senhores, que por
Deus fo dada ao homem descubrir, quando lio
deu a liberdade de manifestar os seus pensamen-
los por sons articulados.
A existencia da imprensa foi sempre tima ne-
cessidade para o homem, foi sempre o meio de
iinmortalsar os seus conhecimentos.
Cicero, Hortencio, Numa, Scrates, Mallo, So-
loo e outros, nao seriam immortaes para nos, e
niio osero (sem duvida) para a posleridade, se
a tmprensa nlo livesse annuncailo que sua fron-
te foi ornada pela aureola do saber.
E imprensa, senhores, queso deve o desen-
volvimento dos conhecimentos humanos, a
Goltenberg que se deve a sua descoberta.
O seu animo emprehendodqr, a sua constancia
no trabalho, fez com que esse cidadao de Mayenca
S. M. I. dignado de apposentarao seu mui digno
chele o llm. Sr. commendador Joao Xavier Car-
neiro da Cunha : veem, servindo-se da imprensa,
agradecer-lhe mui sinceramente os maneiras as-
saz delicadas e altenciosas com que sempre tra-
tou aos seus subordinados, accrescentando os
mesmos abaixo assignados, que jamis esaue-
cero os obsequios e a corlezania de um perfeilo
cavalleiro tao prodigalisados por S. S.
E, pois, rogao ao lllra Sr. commendador, que
se digno de accoilar as mui saudosas despedidas
dos abaixos assignados. e de lhes desculpar
aquellas fallas, que por ventura commetleram
para com S. S. durante a sua sabia e sempre
lembrada administraQao
Mesa do consulado de Pernambuco 3 de no-
vembrn de 1860.
O escrivao, Jacome Gerardo Maria Luniachi de
Mello.
01 escripturario, Joao Francisco Kegis Quin-
tella.
O 2 escripturario, Caelano Gomes de S.
O 2o escripturario, Domingos das Neves Teixeira
Rastos.
O 2o escripturario, Joaquim Pedro dos Santos
Bezcrra.
O amanuense, Joao Bornardino Dniz Pessoa.
O amanuense, Joao dos Sanies Porto.
O tlicsoureiro, Marcelino Antonio Pereira.
O feitor conferenle, Jos Affonso Ferreira.
0 feitor conferenle, Joaquim Ignacio de Carva-
lho Heudonca.
O feitor conferente, Jos Tliomaz do Aguar.
Bascido em Strasboorn, apresenlasse ein"l4500 feitor conferente, Jos Maria Cezar do Amara
impressa em caracteres salientes a Biblia latina !0 arquiador, Joaquim Ignacio do Barros Lima
Mas o seu invento nao data dessa poca ; foi em O guarda, Manoel Jos de AlraeiJi Soares.
1436 a 37 quo elle pretenden mostrar ao mundo Jos de Albuquerque e Mello.
O guarda.
civilizado a fortaleza de seu engenho.
Desejando aperfeicoar a sua descoberta, elle
sacrilicou sua fortuna, e querendo desistir della
Miguel Pereir Geraldes.
O suarda. Jos do Rarros Lima,
l'orleiro, Manoel Simplicio Correia Leal.
por Ihe faltarem os raQios, foi suslido por Jean 0 guarda, Jos Looroiico Bastos.
Faost que mundo se n elle, juntamente com
Pierre SchcelTer, aftnal chegaram ao seu aperfei-
coamento.
A descoberta da imprensa, portanto, senhores,
nao foi um fado ordinario para o genero huma-
no, ella assignala ura tacto memoravel ; ella,
como diz Dilot, separa o mundo antigo do mo-
derno, abre um novo horisonle ao genio do ho-
mem, e por sua relaco intima com ss ideas pa-
rece ser um novo sentido de que somos do-
lados.
E na verdade : os'Egypcios, os Romanos, os
Gregos e Outros povos liveram os symbolos, os
hieroglyphos, a esculptura o o relevo; mas, o
queenm os symbolos, o hieroglypho, a esculp-
tura e o relevo? Eram, senhores, traeos meios de
que dispunham os anlepassado?, e que nao po-
diam dar aos conhecimentos humanos o elasleri-
co proprio desoa magnilude.
Nao foi, portanto, sem al mirarn que esses
povos virara surgir a descoberta da imprensa,
nao foi sem admiraco que ellos viram as suas
legendas hiorngtyphieag serem substituidas pelos
lypos de Gult-juberg, Faus, SchtelTer c outros.
Roma, Franca, Inglaterra, Escocia e todos os
O despachante, Alexandrc Sergio de Moraes.
Jos Anastacio de Albuquerque.
Amaro Francisco de Mnura e Olireira.
Joaquim Vital do Amaral.
Manoel Flix de Veras.
O guarda, Bazilio B. Parlado.
0 guarda, Antonio Ignacio Borges
Tliomaz Ajumo Portado.
O guarda, Jos Marcelino da Silva Braga
0 guarda, Caelano Aureliano de Carvalho Conlas.
Joo Alvares de Quintal.
O guarda, Joaquim Milito Maris.
O gmrda, Jernimo Pereira Mariz.
O guarda, Bornardino de Sena Muni/.
O guarda, Francisco Egidio de Sena Freir.
O guarda, Tito Avelino de Barros.
Para o Sr. ministro do im-
perio ver.
dem moide...... >
Carne secca ... >
C.irvao de madeira ....
Cera de carnauba em pao
dem idem em velas. ... >
Charutos bons...... cento
dem ordinarios.....
dem regala ...... >
Chifres........
Cocos seceos.......
dem salgados ; libra
dem idem seceos espichados.
dem idem verdes ....
dem de cabra corlidos um
dem de onca ......
Doce de calda...... ar
dem deGoiaba .....
dem seceos ......
Espanadores grandes. um
dem pequeos .....
Esleirs de preperi .... urna
Esloupa nacional .... arroba
Parinha de araruta ....
dem de mandioca .... alqueire
Feijo........ alqueire
Fumo em folha bom. arroba
dem idem ordinario. ... >
dem ide'm reslolho ....
dem em rolo bom ....
dem idem ordiuario. ...
Gomma polvilho.....
Ipecacanhua...... arrn-
lenha em achas grandes cenlo
Idemidm pequeas. ...
dem em toros. ...
Madeiras cedro taboas de forro urna
Louro pranchoes de 2 custados um
Costadinho....... urna
Costado........
Forro.........
Soalho........
Varas agiiilhadas.....
dem quiriz....... >
Virnlilico prancl^ps de dous
Pro\imenlo em CftrreicD.
A correicin a que acaba de proceder o Dr. joiz
de direilo da primeira vara criminal, deu coi fruc-
lo um profundo provimeuto aeral qoe comoc.i
liuje ser d.ido S estampa. Ric > d" vistas go-
laes e de medidas de grande alcance para o foro,
re :ommenda-se este trabalho por una singular
variodade de i leas, qoe sao lucidamente deduz-
d is e pros id miente concebidas.
A lodos que o lerero com alguma atlenco, fal-
lir com eloquencii o zelo do juiz que tao de
plano prudirou concertar a profiitirj,,/.i dos seus
estudos rom anecessidade de urna yuihese bem
entendida.
Sendo esla a primeira rorreico a que j se pro-
codeo depois de 1854, nao de nenliu-n modo
para estranhar que a altengao do juiz corregidor
qoa-i nao se tenha demorado bastante em cala
um dos ramos de sen estudo, repartindo-s por
I idos com adniiravfl nmliili lado. O provimenlu,
a que alludioins, exprime vi-tis acuradas que sao
de evidente utilida le para o furo.
Sobre este Irabillio que por si se recnmmenda
nao c um juizo que tentarnos. Nao aspirando
aos foros de um tratado, mas d".liii.ando-se sim-
plesmente dogmalisar p^riio foro, o proviiir-ii
to dn ^r. Dr. B M. da C. Doria dirige-se espeoial-
mente aos agentes dajustica. Elle provea al-
gomas necessidades, extirpa vicios radeles e a-
carfia ao redimen forense essa importancia e va-
lor qoe justamente lhes sao devidos.
Tal o verdeiro alcance Jo provimento gefal.
Publicacoes a pedido.
o fim de solemnisardes
sano.
Essa elevaco da arle em goral motivo do
applauso, o qoe nao diremos da arle lypographi-
ca, a que poi corlo se devem os innmeros be-
neficios que lem trazido ao mundo a civilisaco
amontoada de tantos seclos f Quando pensu na
diirte.oldade com que a grande heranca humani-
taria se irnisinillii de secuto em seclo, e com-
paro a seguran;.! cora que actu tmenle so ella
trans-nitt e anida a rapidez com que de dia em
da se ella derrama. Meo extasiarlo dianle da
mais estupenda d is modernas inventos Pte-
se dizer, senhores qoe a civilisaeao moderna da-
la da imprensa, e pois a ella se devem lodos os
beneficios que se admiram.
A'vida de nutra era (quero referir-mc & vida das
naces] passava-se para bem dizer as trovas de
n m isnlamenlo desanimador ; excepcao de pon-
eos adeptos di sciencia, em cojo centro se via um
po ler absorvente, uingoem existia ; se que a
existencia nao pode reduzir-se simples curuca
esphera do Individualismo ; so que a SOCabi-
lidade mesmo urna condicaoda existencia indi-
vidual, como a rompreheude o peusaraento em
soa maior elevaco.
Nao ora jiksivuI que aquellos que lornaram do
mundo inteiro urna immensa associacao, Qcassem
redolidos mesiui ha eolijieau de urna exis-
toucia solitaria ; e poia nao do admirar ijnc os
dignos lyiiogrn.il is de Pernambuco. compre-
heinlon Jo as vaniagens da vida associada, se le-
iiham reunido ern sociedade, para se forlificarern
pelo mutuo auxilio e para elevaren) a sua arte
ao grao de aperfei^oamenle que deve attingir.
T.irnbem o oX'Miiplo nao foi estril, e iodo*
admiraiu em Pernamb ico esse inoviinento in-
cessaute pelo qoal a industria o a arte, procu-
rando sabir das taitas da infancia, buscam tivali-
sar com seus irmos da parte mais civilisada do
mundo. A |iielk's que vejo entre vos, como
orgaoa de outras associaces artsticas, sao urna
demiMislracao palpa>el do que venho de dizer.
Urgulhai-vos, pnanlo, dignos membros da
distiui'ta Associacao Typojraphi ;a, orguihai-vos
de liiverdes iniciado em Pernambuco urna idea
to frtil em bellos resultados, e que sendo com-
proiieniia, ha si lu tao geralmente iminda.
Soi* ainda dignos de eslima e admiraco, por-
que, deoots de liaverdes iniciado a Idea, nao a
aban lonasies ; pelo cootraiio, com urna cons-
tancia que altamente tu- honra, haveis continua-
do airavez das diOleiildades com que deveis in-
fatlivelraente tor lutado, e o vosso qliarlo anni-
versario, altestandu os anuos que conl ios de exis-
tencia, atiesta ao mesmo lempo os nobres esfor-
i.os ^iih hiveis Tito para vencer as iropeeos.
com '|ue por ventura (oihaes deparado. Eu por-
luilo vos felicito, e taco os mais sinceros vo-
tos para que prosigaes na carreira do engrau-
dooi ment.
Nuraeado para vosso presidente honorario,
agradeco-vos do intimo do coraco a honra com
que me itistiiiguisles ; contae cem os meus tra-
eos estorbos, e acreditan que. achar-rae-heis
sempre prompto a dar-vos prova de rainha esli-
ma e iie imiiha considerac&o.
Est sberla a sessao.
Ora, nac tenclo si'lo derrogades os Ci-
tados avisos, cuja to sabia, quito ter-
minante disposicao se acaba de ler : c
foi'a de duvida que nao deve continuar
a ser inspector da thesouraria provin-
cial o proessor de reometria do col le-
'io das artes (ou a ser proessor deseo- Sobo em rama-
inspec-|Solaouvari""la
passado anda hoje encer-1 metria do colleerio das artes u ii
onoria o seu nomo. Gol- i i ,i i \
.aperfeicoar a sua deseo- tor dil thesouraria provincial )
mais paizes; abracaran) a imprenss, porque ne| aceitar empreeo alf'iim pi
la viram o alvo de suas aspraces. Foi em Fran- j u i .
caque os reis acoihorau,-na como o meio de I que previamente solicite i
augmentar a gloria das latirs ; foi era Roma o
Inglaterra qoe edificios especiaos se contruiram
para acolher os lypos, foi finalmente em lodos
os mais paizes que a imprensa foi considerada
corno um passo progressivo na carreira da civi-
lisaeao
A imprensa, senhores, foi o baluarte que veio
dar vida aos vultos mudos que encerra o llie-
souro das lottras ; a imprensa, portanto, senho-
res, jamis poler ser aniquilada pelo perpas-
sar dos lempos ; ella subsistir com o homem,
emquanto as concepces de sua intelligencia nao
Ihe morrerem nos labios.
Senhores, Gnttenberg, esse gigante nnlavel
que o grande llvro do
ra as piginas da me
tenberg, no intento de ap
berta, procurou associar-so cora Joan Riffe,
Faust, PierreSrhmlTer c outros.
Vos seguistes o seu exerapio. vos lambem ren-
nistes-vos aos vossos companheiros, irmos de
trabalho, e proenrastes fundar esse sublime ins-
tituto que hoje j cotila quilro annos de exis-
tencia.
O vosso fira, senhores, nobre, por domis
sublime, a linguagem morre-me nos labios para
desernver a sua importancia, mas eu nao posso
deizar de manifestar-vos nesse momento os sen-
timontns da sociedade Conciliactd, de quem im- i
merecidamente sou interprete, quando observo
tpie ella contente applaude esta festa que vos'
oeste momento commemorais.
A Sociedade Con liliacao, senhores. que tanto
adopta a caridade para o pobre desvalido gol-]
pea do pelo raio da desventura, romo consagra o
amor para os nossos semelhanles, que a moral
evmgelica aconsetha as palav as Oiiaevl
proximum tunm sicnl le ipsnm. A sociedade'
ConciliacAo cujo lim philantropia, virtude o be-I
nefiaencia, nao poda calar os sentimentos de
rigosijo que agora Ihe dominam, quando v que j
vos. modernamente constituido?, trilhais
castados
dem idem custadinho de dito
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura.......
dem idem dilo de dilo uzuaes
dem idem de forro .
Neiilium empregado geral pode Idera dem soalho de dilo .
ovincial sem dem em obras eixos desecu-
e obtenlia a
sua demisso. Avisos de 10 de po-
vembro de 18"i7 e 7 de outubro de
1813.
9J600,
4$500'
18600'
9$000 i
13JJ000
2550(1
1$000
35000
5SOO0
4S0O0
225
400
140
300
10$000
500
400
IcOOO
3g200
18600
210
18600
3S000
2g000
58000
158000
98000
70I)I)
16S000
6;0f0
39400
25gO0O
2S500
igooo
129100
33000
98000
65001
83HOO
2350C
4300C
2324C
18600
203C0C
123000
Declarares.
ora para carros.....
dem idem rodas de dita para
ditas........
Mol........
Milho........
Podras de amolar ....
dem de filtrar.....
dem rebolos......
Piassava em molhos ....
Sabio.........
Salsa parrilha......
meio
>


par

caada
alqueire
urna


um
libra
arroba

urna
lisie funecionario, a despeito dos avi-
sos citados, foi nomeado inspector da ]
thesouraria provincial de Pernambuco ;'
e, era prejuizo do seu substituto, da
instrueco e dos cofres pblicos, se acba
lora di sua cadeira, lia 15 annos !!!
(fazem boje 15 de seterabro de 1860)
co;
Tapioca........ arrba
Unhas de boi......eruto
Vinagre ....... pipa
Pao brasil ...... quintal
453000
168000
6800i
930101
1C80(X
303001
;2!
2$00<
8c K
9300f
1812'
201
12C
25gO(K
5J0OIJ
28l
35500
J3l Q
50S00C
IdiOtO
Faz-se publico que a commissao de perilos,
examinando, na forma determinada no regula-
nienlo baixado com o decreto n 1321 de 5 de
fevereiro de 1854, o casco, machina, caldeira, ap-
parelho, maslreaco, veame, amarras e ancoras
do vapor Persinunga da companhia Pernam-
bucana de navegacao costeira, achou ludo em es-
lado reRiilar.
Inspecco do arsensl de marinUa de Pernam-
buco, em 2 de novembro de 1860. O ins-
pector,
Eliziario Anlonio dos Sanios.
LOUREIO.
Pela administrarlo do correio desta provincia
se faz publico que amanha, 7 do crrante, as 3
horas da tarde em ponto, fechar se-nao as ma-
las que deve conduzir o vapor cosleiro algua-
rass, com destino s provincias do norte.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emisso do banco.
Directora geral da instrueco
publica.
Fago saber a quem convior, de ordem do Illm.
Sr. director geral interino, que conlinuarn 9 estar
yagas i>or falla de concurrentes, as cadenas de
instrucio elementar do primeirn gran para o sexo
masculino, do Pilar de llamarac, Buiqne, fre-
goezia de Una, Abieu de Una, Taquariliiiga,
Timbaba. Vicencia e S. Vicente ; pelo que sao
de novo postas .'i concurso, marcando se o prazo
de 30 dias a contar da dala desta, paia a inscrip-
co e processo de hablitaco dos opposilores, na
forma das instrnecoes de ii dejonho de 1859.
Secretaria da instrueco pnblu-a de Pernambu-
co, 3 de novembro de 1860.O serrelario inte-
rino, Salvador llenrique de Albuquerque.
De ordem do Illm Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desta provincia se faz publico,
para ennhecimento dos interessados, que no dia
10 do presente mez eomeear a ter execu<;ao nes-
la provincia o novo rrgulamento das alfandtgas
e mezas de rend< mandado vigorar pelo decreto
2,017 de 19 de setembro ultimo.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco, 3 de novembro de 1860.O ofirial-
maior interino, Loiz Francisco de S. l'aio e
Silva.
lo do uo no
vm
Alfitnrle;
Rendimento do dia 1 a 3 .
dem do dia 5 .
;a.
36:510^786
16:176.3282
53:5878068
Sloviniontn 1 i aJfainl -ir s.
V'olumes entrados com fazeudas..
com gneros.
constituidos, trilhais a mes-
ma estrada, annunciando um futuro de espe- i Volumes sabidos com fazendas..
raneas. com geueros..
Aceitai, portanto, senhores, a sandarSo sinc.e- |
ra e de cordial amizade que vos dirige' a socie-
dade Conciliario, e llcai cortos de que ella muito
e muito fol^a de vos ver tnlhar ess estrada,
porque por ella encontrareis a coroa de louros
que vos lem de cingir a fronte, o Deus em siia
li llanca de eterna justica pesar o vosso mere-
cimento.
Sois beneficenles, concedis honra 5 virtude ;
camlohai, caminhai, que o mundo civilisado vos
applaudir, a posleridade agradecida vos lera de
admirar, e o progresso ser vosso.
Uisse.
Miguel Bernardo Yieira d'Amorim.
2(il)
445
116
289
------435
705
ACTA
da scsso magna da Associacao Tyoo-
graphica l*mi i;n'i i mu, e o 4.
aniiiversai'io tle sua insLillicto.
A's 8 horas da nnite do dia 12 de agosto do
correte nnnn de 1861, reunidos os membros da
Associacao T ,'iograiihica pernambueana em o
palacete" da ra da Praia desta dale do Recife
c estando ahi presents os Exm. Ss. presiden-
te da provin'-ia, e cnmman'i.inte das armas in-
terino, O Sr. Dr. chefe de polica, diversas aulo-
ridales, militas dislinctas fa'rn lias, e mu tus res
peilaveis cavalheiros, o Sr. liarn do Livrame-
la oceupou n lugar que Ihe competa, como pre-
sidente honorario da mesma Associacao e, cha-
marido par os lugares de primeiro e segundo
secretario im Sr. Dr. Autopio Vicente do 'isc-.-
mnlo Pcitnsn, o a Amonto Raniel do Turres
Dan deira, ambos socios mm-rarios, passou a lr
um bp>n elaborado discurso, com o qoal abriu
a sessao.
Em aegnida teve a pnl.ivra o orador da soeie-
dadp ConeiliaQo, que se enrarregou do desen-
volviuefilo da imprensa e Parta lypographica,
fazendo sobresahir em sui orago os progresso.-
Senhores. K sociedsle Conciliaco, summa-
meute grata pelo convite com que vos dignastos
obse 101,1 -I i, couslitoio-me inmerecidamente or-
gn de sena sent mentn, e aqu me envia al'nnde
nesse momento solemne compartilhar de vosso
jubilo, e enloar um hyiuno em louvor de urna
idea de lauta magnilude, c de alcance tao ele-
vado.
Lamento nao poder offerecer-vos um trabalho
perfeilo, digno de vos, e da espec.laco d.aquet-
les qoe esperaren) em-ontrar em minfias patav;as
alguma coosa de eloquenle, de raro e de. profon-
do ; mas nem por iso desisto da empreza......
A esperanca, diz o Sr. conselheiro Bastos, o
SOnJiu do homem acordado.
E, poi^, esperando em vossa benevolencia que
prodigo na pmprezi, e impvido comeco a tratar
de tao imporUnle assiimpto.
Senhores, o anniversario da Associacao Tyoo-
grapriica Pernamliocana ora fu to por demais
sublime eelevado; elle marca urna poca nota-
ve| na hi-tiria. elle assignala emlim um dia de
louros. de esperancas, e em urna palavra a idea
de progresso.
t nesse dia, spnhores, que a memoria do pas-
sado vem einhaler o raciocinio do homem pen-
sador, e elle indagando os imponctrav.'is segre-
dos da natur za, sondando a composico mara-
vilhosa do ooivorso. meditando emlim as adml-
raveis creaces do Omnipotente, diz como o
Pan I mistaOmiua tu ipientia fecisli, impleta
esl IerrapntMtttil lu.
F. com effeito : se ron-uiltanlo a historia vemos
que no movimenlo e rodar rioiive urna apura em qoe ludo era imperfelto e
em que a pliiluaophia ar leudo pelo calor das pai-
xoej violentas, entrecava ludo ao regresso, em
que o iiooierii lin.ii rii-nie nao proeurara allingir
ao sen deslino, cultivando sua intelligencia,
meiiundo tiesta eocs, e comparando-a com a
ai'tual, que o homem certaraente reconhecer
que i de lu divino to lo muda, a trra domina-
os pel.i na peifeiQo e poder, e o lempo o maior
dos innovadores, como disse o chanceller Bacon
Sim : a imprensa, es*a invenco humana, iue
nao p le ser considerada seno como um facto
Proviieucial, bem d>'mnnslra a proposito de
qie o dedo iiivuin tu.lo loca, ludo aperfeicoa, e
ludo pnrilici. E na verdade : quando Gutlenberg
ainda nao linha sido bnfejado pelo hlito da Oni-
tiisciencia, quando elle viva estacionario em
Senhores da AssociaQo'iTypographica Pernam-
etna.1)' Ensaio Philosophico Pernambucano,
convida lo honlein a assi,lir solemnisaco do
vosso aornversario, nao poda deix.tr de vir hoje,
por seu humilde orgo, dar-vos um abraco cor-
dial, alTectuoso e sincero, sinzelar, se bem que
toscamente, os vossos gloriosos feitos na estatua
do S-'Culu.
Senhores, o progresso caminha, avanca e se
adianla mas o prugresso nao p le ser o alvo dos
homens individualmente.
Tendea o exemplo em casa, senhores. Quem
foi-Gultenberg? Lim genio, un inspirado do co,
destinado pela Providencia a laucar a primeira
pedra no alicoree do edilicio do progresso hu-
mano I
Mas a gloria nao foi s de Cuttenberg, senho-
res ; outros comparlilharam-a. Aqoelles que
aperfei^uaram, aquellos que poliiam a iovengao,
os l'.iuai e Sehcaffor, nao furam menos dignos del-
la. E su quiue cidades dispuUram as honras
da imprensa, Mayeuce nao se honra menos de
Panst e de Schoaffer.
O homem uve para a sociedade; porque a so-
ciedade vive do progresso, eo progresso o por-
to desejado as tongas viagens deste inundo.
Assim como a barca nao pode abatancar-se aos
movedizos caminos dos mares, e aliar com o
norte de sua derrua sem chefe, piloto, liipola-
cau e equipagum, o homem sua semelhauca,
nao se pode arriscar nos desertes deste mundo I
sem o concurso de seus iguaes. u ento, o
progresso, longe de se eiicaiuinhar para o porto
do destino, vuiia, vlrograila, tica e nao se move.
Esla verdade de experiencia que eu me escu-
saria de lemorar-vos, seno me escudasse com
O antigo, mas eternamente verdadeiro axioma
a vetdide nunca eiivelttece ; e nunca devenios
deixar de repeli-la, para que tenhamo-la sempre
em lembrancaesla verdade, repito, vos a co-
nheci-ts, senhores, a ella vus dedicasles llrme-
riieiiii'. E ento, reoninJo-vos ir ma mente, au-
xmando-vus como bous innus, impellis as rodas
do carro do progresso, apressais-lhe o movitnen-
lo, acelerais-llie a caneira
senhores, qualro annos indica o ponteiro do
relugiu dos lustros, que vos balbuciastes a pri-
meira palavra da vida. Anda estis na infancia;
os vossos recursos anda sao estrenos. Mas quan-
do o lempo der-vos mais forc.a, mais rubuslez,
quandu eutrardes na idade viril ; enlao, uui-voj
usli'eiuiriient cerral as columnas, dai as cosas
ao regresso, mnichai, marciui, e a palma da vic-
toria est adianle.
Eis, senhores, o desfolhado ramalhelo que e
inhbil jardiiiuiro do Ensaio vos offeiece ; dig-
nai-vos de aceita-lo.
O. Marques da Siloa.
(Conlinuar-se-ha.)
Os abaixos assignados, empregados da mesa
do consulado desta cidade (que brevemente ser
incorporada a alfandega); tendo-so o governo de
Descarregam hoje 6 de novembro
Barca ingleza[rnogeneforro.
Barca ingtezaProsperobacalho
Brigue inglezFairyidem.
Barca inglezallrenlecarvao.
Barca inglezaOlindaliacalho.
Barca rrancezaSjiherecarvo.
Barra americanafolia Cobbtrilhos de ferro.
Brigue inglesSpyidom.
Brigoc oldemborguez.Voriacn'vai.
Brigue iuslezSjlvaracarvao e trilitos.
Brigoe inglez Bedoointrilho^de ferro.
Brigue inglezBiromidem
Brigue inglezllyron ixorradorias.
Brigoe hauoverianoAnn-it carvo e algod a.
Brigue americano\ M. Boberitrilitos.
Brigue porlugoezRelamoagodiversos gneros
Ooiisulailt serul*
Rendimento do dia 1 a 3 12625714
dem do dia 5.......I:152j780
Xavios sahidos no dia i
Portos do SolVapor brasileiro Tocanlins, esm-
msndaoto o primeiro ('nenie Jos Candido
Duaile.
CearHiato drasileiro Artista, capitn Joaquim
Jo- Alvesdas Neves, carga bacalhu e mais
gneros.
Navio entrado no dia 5.
Terra-Nova. 30 dias, barca ingleza Olinda,
de 253 toneladas, capitn It. Horkuoss, equi-
pogem 1 i, carga bacalhu ordem.
Navio sahido no mesmo dia.
Uacei e portos intermedios. Vapor brasileiro
Persinunga, comrnandaute Manoel Joaquim
Lobato.
Conseio ailinni.strativo.
O conselho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de goerra, comprindo a ordem do
Exm. Sr presueolc da provincia de 29 de outu-
bro prximo passado, tem d^- contratar a pnbli-
cacao dos a ti nuncios para as compras e recolhi-
mentos dos gneros dorante o pro simo trimestre
de 15 de novembro a 15 de fevereiro de 1861.
Os concurrentes dnvero oll'erecer as suas pro-
pollas em carta fechada, na secretaria do conse-
lho, s 10 horas da inanha do dia 12 do andan-
te mez.
Sala das sesses do conselho administralivo,
para fornecimenlo do aisenal de guerra, 2 de no-
vembro de 1860.
Denlo Jos Inmenha l.ins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel rogal secretario interino.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de guerra, lem de comprar os objec-
tos seguimos:
10.o batalho de nfantaria.
438 1/2 covadns de panno verde.
50 varas de aniagem
40il varos de cordo preto de lia.
1 100 bot-'S grandes de metal brnnzeado cetn
o 11. 10.
900 ditos pcjoerios de metal bronzeado com
o n. 10.
25 1/2 varas de tranca de 15a (confurme o figu-
rino
ItiO bonets.
100 esleirs.
1(10 grvalas de sola de lustre.
IDO mantas de la.
- o es
Horas
r- *
n
c
3

3

Atmosphera.
r3
I
Direcgo.
j ntensidade
2:415fl (91
ia
^i
00 .
-i"
o
co
OS


Centgrado. r
ce
(X
c>
-I
o
-1
te
| Fakrenlietl
| Hygrometro
Diversas provincias.
ilendimento do dia 1 a 3 .
dem do dia 5.......
150S3G9
(i 250511;
212i19
-1
r'i
o
ce
-i
o*
pe
CC
_S_
~i
o-
co
c
o
_00
-I
es
es
Ingle:.
J
Frailee:.
3128
o n. 4.
2082
o n. 4.
4. batalho de arlilharia.
bolees grandes de metal amarelto com
ditos pequeos de metal amarello com
c
o
a
9
>
r
5s'
'- r*
I
Companhia de
de
de
grandes
arlifices.
metal amarello com
metal amarello com
Receba doria le rendas interna*
geraes de> Pernmlmco
Ilendimento do dial a 3 1.5118510
Idera do dia 5....... l:G86y<6
3:197;974
Consulado provincial. .
Randimento dodial a 3 1:3198120
Idera do dia 5....... 738JI34
2:057i251
Precos correntes dos ppncipaes gene-
ros e prodoccocs nacionnes,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
de 5 de a 10 de novembro de 1860.
Agurdente alcool ou espirito
de agurdente ..... caada
dem caxaca......
dem de cana......
dem genebra......
dem idem.......botija
dem licor.......caada
As 9 horas da noite cabio nm forte agoaceirn
que durou 3', e depois lornou-se a noile clara e
a>sim amanheceu, vento fresco de ESE (oda
noite.
OSCIT.L.VCAO OA HAR.
Prramar a 21 h 30'. altura 5.1 p.
Baixamar as 3 h 5V, altura 2.1 p
Observatorio do arsenal de marinha 5 de no-
vembro de 1860 IROMAKO stei'pi.e.
55'iita^ -
dem idera....... garrafa
dem restilada e do reino caada
Algodao em pluma 1." sorte. arroba
dem idera 2.a dita ....
dem idem 3.a dita ....
Idera em carolo.....
Arroz pilado...... arrba
dem com casca..... alqueire
Assucar bronco novo arroba
dem mascavado idem ...
Azeite de mamona .... caada
dem de mendoim e de coco.
Borracha Una...... arroba
Idera grossa......
Caf em grao bom..... arroba
idem idem restolho ....
dem idem com casca. ...
1ftl20
600
ljSOOO
1C00
320
1}280:
320
18000!
7$m
68800
580D
1JJ9J0
2g500
3gG()0
4S500
2900
15I2H
2SD00
7SOO0
430110
7JO00
4$500
SgOOO
O lllra. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumplimento das ordena do Exm
Sr. pre-idenle da provincia, manda f'zer publi-
co, que com a data de Io de setembro proxime
lindo, paaa-se em apolices toda a divida liquida-
da de obras publicas ; porlanlo sao convidados os
respectivos i-redores para viren) declarar ncsla
thesouraria se querem ser assim pagos.
E pira constarse manden afixar o prsenle r-
publicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria
provinri.il de Pernambuco 31 de nuiubro delS60.
O secretario, A. F da Annunciaco.
924 botes
o n. 3.
5s8 botos pequeos
o n. 3.
Quem quizer vender laes Objectos, aprsente
as suas proposlas em carta fechada na secretaria
do conselho. s 10 horas da mantia do dia 9 do
correte m /.
Sala das sesses do ronsflho adminislralivo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 2 de
novembro de 1860.
Denlo Jos inmenha Lint,
Coronel presidenta,
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Co-onel vogal tecretario interino.
> [Directora eral da ia*traeeao publica
de Peinamlmeo
31 (leouliihrodi 18G0.
O rlircclor geral interino da instrueco publica,
ouvido o conselho director em sessao de 18 do
torrente, e de conf irmidade com o dispostn na
! lei regnlamentar n- 369 de 14 de majo de 1855,
| ennsiit.'ia inenrso no ai t. 99 da rilada lei, o pro-
fesgnr particular de inelrncco primana da cidade
do Rio Formse, Jos Maria de Figuciredo, e
como tal snjeilo pagar n molla de rincopnt;;
mil ris [50 1000) por se nao hsver habilitado com
o exame de verilicacao de capaciila'e proflssio-
nal, e nem requerido a compleme liienca ; de-
vendo o mencionado prnfessor recolher thesou-
raria da fi7enda provinc'al a diiaquantia decin-
coenla mil ris dentro do prazo de Irinla dia3
contado da dota desle ; fudn o qual ser a mes-
ma mulla cobrada exeriitivamenle, romo se pra-
lica com a divida a'(iva provincial, proveniente
dos impostes.Jus Suars de Xzeredo, director
geral interino.
Pela subdelegara da fregnezia dos Afoga-
dos se faz publico que se ficha guardado um (a-
hnleiro com urna porco de nnliio. arroz com
casca, um b'laiocom nm pouco de feijo rrula-
linho, e nm praio com banha de porro, que se
julga perlencer ao cadver de urna preta ojie pe-
recer fugada : quem se julgar com direilo,
compareca.
Snhdelegacia da fregnezia dos Afogados 2 de
novembro de 186o.O subdelegado,
Antonio Gonralves de Moraes.
THEATRO DE S. 1SML.
COMPANIlIi LYIlCl DE G. M\RlNiNGELI
Quarla feira 7 de novembro.
Represenlar-se-ha a muito applauJiJa opera em tres actos de Verdi :
LUCIA DE LAINERMOOR.
Principiar s 8 horas em ponto.


(>
DIARIO DE PERNABMUCO. TERCA FEIRA 6 DE NOVEMBRO DE 1860.
Avisos martimos.
Se?
PARA.
' quinta-fura 8 do corrente, um e$cravo
(cabra) proprlo para servico de ra ou
encbada, era seu. armazem na ruado
Imperador a. 35.
egue era poucos das o em direitura parao
Para, o brigue escuna nacional Graciosa, capitao
e pratico Joo Jos de Souza, para a pouca car-
ga que lhe falta trata-se cora os consignatarios
Alraeida Gomes. Alves & C, no seu escriplorio
ruada Cruz n. 17.
Maranho e Para,
Segu com brevidade o bem conhecido hiale
indo Paquete, capitao Jacintho Nunes da Costa
por ter parto de seu rairegament promplo ; para
O resto e passageiros, trala-se com os consigna-
tarios Alraeida Gomes, Alves & C, no seu es-
criplorio. ra da Cruz n. 27.
Porto por Lisboa.
Vai sahir para o Porto com escala por Lisboa
at o dia 25 do crtente mez o brigue porluguez
Prompiidao II. forrado e encavilhado de cobre,
de PRIMEIRA MARCHA E CLASSE, por j ter
parte do seu carregamenlo; para o resto e passa-
geiros, para os auaes tem encllenles commodos,
trala-se com Elias Jos dos Santos Andrade C,
ra da Madre de Dos o. 32, ou cora o capitao.
Para em direitura
O hiate Eora Amigo tem melade do carrega-
mento, e segu em poneos dias ; trata-se com
Marques Barros & C., no Corpo Sauto n. 6, ou
cora o capilho Pereira Marinho.
Porto p.r Lisboa.
Vai sahir com brevidade para o Porto com es-
cala por Lisboa, o brigue porluguez Prompiidao
II, forrado e encavilhado de cobre, de PRIME1-
RA MARCHA ECLaSSE: para carga e passagei-
ros, para os quaes lera excellentes commodos,
Irata-se com Elias Jos dos Sanios Andrade &
C, na ra da Madre de Dos n. 32, ou com o ca-
pitao.
Quarta-feira 7
O agento Evaristo, far
50 da ra Nova, ero um s
raesmo a prazo parte, sendo idneos
a casa ser garantida a pessoa, que
taberna :
ponto.
do corrente.
leilao da taberna n.
lote a dinheiro ou
os fiadores,
licar com a
no referido dia cima as 10 horas em
LEILAO
DE
Ghaipaiha e phosphoros.
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agente far leilao por conla* e risco
dequem pertencer. terca-f' ira 6 do corrente s
10 horas da mnnha, no armazem do Sr. Aunes
defronte da alandega
DE
10 caixas de phosphoros em caixinhas pequeas.
40 ditas com garrafas com champanha a melhor
que vea a este mercado.
LEILAO
G0IPAMI.4 PEBMMBlCm
DE
Navegacao costeira a vapor.
O vapor Iguarass, commandante Moreira se-
gu viagera para os pollos do norte at o Aca-
rac no dia 7 de noverabro s 5 horas da tarde.
Recebe carga para o Acarac, Cear e Ara-
caty nos dias 30 al 2 para o Macau do
Ass, Rio Grande do Norle o Parahiba, nos dias
5 e 6 at ao meio dia.
O expediente na gerencia ser at ao raeio dia
e depois de fechado nada raais se admitlir. Es-
criplorio no Foite do Mallo o. 1.
Aracaly e Ass.
Segu por estes dias o hiate Gratidao; para
o resto da carga e passageiros, trata-se na ra do
Codorniz n. 5 cora Pereia & Valente, no Forte
do Mattos.
Lisboa.
Vai sahir com muila brevidade a bem conhe-
cida
Barca Gralido
para carga e passageiros, trata-se com os con-
signatarios Carvalho, Nogueira & C, na ruado
Vigario n. 9. primeiro andar, ou cora o capilo
Borges Pestaa.
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido gente vender por conia de quero
pertenrer de 50 caixas cora ceblas chegadas no
brigue ^Relampagu, em lotes a vonlade : boje
6 do corrente pelas 10 horas da manhaa, na por-
ta do armazem do Sr. Aunes, defrontc da al-
fa n d ega.
Babia.
A escuna nacional Carlota, segue era poucos
dias para a Bahia, tem parte do sua carga en-
gajada ; para o resto trata-se com o seu consig-
natario Francisco L. O. Azevedo, na ra da Ma-
dre de Deus n. 12.
Rio de Janeiro.
A freles baratos.
O patacho Anna. segu parao Rio de Janei-
ro por estes dias, recebe carga por barato frete :
a tratar com Tasso limaos.
Para o Aracaty e Assu',
o hiate carga ; para o reslo trala-se com Marlins& Ir-
nvio, ra da Madre do Dos n. 2.
Leiloes.
LE LAO
Terca-feir 6 do corrente.
DE
MOVIS
Avisos diversos.
PO IX PONTFICE e re
PELO SENnon
D. Antonio de lUacedo Costa,
Bispo elcilo do Para.
Elocuente demonstradlo do poder
tere pora 1 do Papa.
Vende seno bairro de Santo Antonio
as livrarias dos Srs. Gumaraes & Oii-
veira e Nogueira de Souza & C. ; e no
bairro do ltecife na livraria do Sr. Jos
de Mello : preco 2$.
A pessoa que annuticiou no Diario* de 3
do corrente ter perdido una letra da qnanlia de
3:6049700, aceita por R>nio Jos das Nevos Wan-
derley, sendo saccador Francisco Tiburcio de Sou-
za Neves, nao exacto o desapparerimcnlo, por
qunnto a referida letra so acha em poder doabai-
xo assignado por combinaco de ambas as par-
tes, o que nao cstranlio* ao Sr. Francisco Ti-
burcio de Souza Nevos, pois bem sabe a "ransac-
cao que ha feito. Pernambuco, 5 de novembro
de 18G0.
Joo da Cunha Wanderley.
Fngio do poder dos abaixo assignados um
seu escravocrioulo de nome Manool, do idade de
vinle e cinco annos pouco mais ou menos, com
os signaes seguintes : cheio do corpo, baixo,
cor prela, e falla bstanle descancada : presu-
me-so andar refugiado pelos arrcbldes da cida-
de por j ler issodo costante : quem o apprehen-
der se dirigir ra do Bruin, armazem de as-
sucar, n. 28. que ser generosamente recompen-
sado. Kecife, 5 de novembro de 1860.
Jos da Silva Loyo & C-
A pessoa que anda est arrumada em urna
taberna, e que por intermedio de outra pessoa se
dirigi padaria do Campos, na ra Imperial n.
33, pode vollar para tralar-sc
A pessoa que annunciou no Diario de hon-
lern 5 do corrente, querer de 3iJft3 polheca de urna preta, pode dirigir-ee ra No-
va n. 45. loja de marmore, que se dir quem faz
este negocio.
Ama de leite.
Vaccina publica.
Transmisso do fluido de brago braco as
quintas e domingos, no torreao da alfandega, e
nos sabbados ateas 11 horas da manhaa, na re-
sidencia do commissario vaccinador segundo
andar do sobrado da ra eslreita do Rosario nu-
mero 30.
Em praca publica do juizo dos feitos da fa-
zenda, se ha de arrematar no dia 8 do corrente
os bens seguintes, pela fazendi nacional:
Urna casa terrea sita no largo do Amparo da
cidade de Olinda, cora as proporcoes seguintes :
63 palmos de fundo e 24 de frente com 2 quarlos,
2 salas, loda em bom estado, avahada em 100#,
pertencente a irmandade do Senhor Bom Jess
da Graca do Amparo da cidade de Olinda.
Outra dita terrea sita no largo de S. Pedro
Novo era Olinda, com as proporcoes segutntes :
30 palmos de frente c 48 de fund'o, sala adiante
e atraz, soto e 5 quartos, cozinha fon, quintal <*
murado com duas larguras da casa, leudo igual f
comprimento de fundo com 2 porioes, sendo um |'
na frente e ouiro no oito, quarlos para pretos e :
estribara, a cacimba e algumas arvores de fruc-
lo avaliado por 1:500a. pertencente aos herdeiros
de D. Ignacia Mara da Conceicao.
Outra dita terrea sita na ra-da Boa Hora em
Olinda, com 32 palmos de frente e 57 de fundo,
2 salas, quintal aborto, avahada per 4003, per-
tencente a irmandade de S. Benedicto.
Um cavallo ca!latino bom carregador baixo,
avaliado por 1003. pertencente a Augusto Ficher.
Um rclogio de ouro patente orisontal suisso,
fabrica coberta, avaliado por 30#.
Um trancelira de ouro avaliado por 203, Per"
tenceute a Francisco Maria Duprat.Caelano Pe-
reira de Brilo, solieiltador interino.
O engenho Bonito da freguezia de Naza-
reth, ptecisa-se de um feitor, preferindo-se por-
luguez e que tetina conheetmento desse servico :
a trotar cora Leal & Irmo, na ra da Cadeia Ve-
lha do Recie, escriplorio n 56.
O Sr. Trajano Oarnciro Leal queira appare-
Cer ra Nova n. 8. a negocio de seu inleresse.
Um moco solteiro, eslrangeiro, precisa aln-
gar urna sala fresca e decente, com alcova ou
quario : quem tiver, dirija-se casa da Cadeia
do ltecife n. 37.
; Margarida Rodrigues Pereira avisa ao res-
peitavel publico e especialmente ao corpo do
commercio que admittio como socio e gerente de
seu eslabelecimento de calcado, na ra da Impe-
ratriz n. IG, ao Sr. Francisco Jos Guimaraes.
Precisa-se do uincaixeiro para taberna quo
lendo pralica ou raesmo sein ella, preferiudo-so
desles cliegados ha pouco de Portugal : quem
pretender dirija-se a Praca do Boa-Vista nume-
ro 16 A.
CASA DE SAIDE
DOS
> Jesus%TvTsdacrradnVr,nH,'dadn do Senhor Bo1"
: convidaatado 'Ji/ de S* Cruz.
convida a todos os seus irman.
no dia 11 do corrente ,ear9ho?a%rSmaagnehr-a
para tratar-so de negocios do 5e
mesma irmandade. Consistorio na igreia de
z 4 de noverabro de 1860.Manoel d%
Silva Bastos, escrivo. "ouoei oa
<> inrama
&vV Sarita Crn
Sita em Santo Amaro.
O engenhetro HeoriqaoTsda SIlT
Este estabelecimento continua debaixo da administrado dos pro-
pnetarios a receber doenles de qualquer natureza ou catliegoria que
stja.
O zelo e cuidado all empregados para oprompto restabelecimen-
to dos doentes egeralmente conhecido.
Quem se quizer utilisai podedirigir-se as casas dos proprietarios
!^ ambos moradores na ra Nova, ou entender-secom o regente no esta-
i
nrS?; ;elirand:se para'a corfe no
^poraTocantms que sahe amanha e
, nao lhe sendo absolutamente possivel
6 pela urgeucia da sua partida, despedir s
de todas as pessoasque aqui o honrarara
com sua amuadee obsequios; fa-lo por
rllT "-0olando-lhe utn profundo
hncln,t"1" offerecendo-lhes seus
somcos na capital do imperio ondo
side.
rc-
tabelecimento.
Reforma deprecos.
Escravos. -..... 2#000
Marujos e criados, .... 2, Primeira classe 7>$ e. 3^500
As operac/ies serao previamente ajustadas.
^
-- Jcaquma Maria do BspirilO Santo ciaada
, ass libero raesmo seu marido, protestmdo
^ BST: P|el"S md0S legae8' P-eurar a ,ul-
ihorga qual1ucr TansacQo feila sem sua ou-
O abaixo asignado vendo
| nambucano de honlem um
no Liberal Per-
annuncio chamando-a
TABAC CAPORAL
Deposito das manufaeluTa^imperlaes eranca.
*ifri/SgUiftd0Aand" d0SobVa'd Ja ra da Impera-
\L n ii TAna' W* PeSSOa T'C la I Kabi-
tdaao leve, de annunciar por este jornal qual o
negocio que ten. cora o abaixo assignado
Jacinto Soares de Menezei
Sr Ilr h dL.'1S de f",da a udiencia do
Sr. Dr. juiz de orphaos, se ha de arrematar oes
cravo Antonio, rozinheiro, pela
Huje linda a
- No
- auuiencia do li:m. Sr. Dr. ue
de orphaos, se ha de arrematar -
Consulado de Portugal.
Este excelente fumo acha-se depositado, curdamente na ra Nova n. 23, ESQUINA DA
CAMBO A DOCARMO, o qual se ven.le por mseos de 2 hectogramos a 13J000 e em porcaode
10 masaos para cima com descont de 25 porcento ; no mesmo eslabelecimento acha-se tambera
o verdadeiro papel de linho para cigarros.
Mft!\
Nao tendo comparecido neste consulado, ape- RAiJUiAifAa
zar do annuncioj feito, senao dous credores do l rpcisa-se de urna ama para comprar c cozl-
linado subdito porluguez Domingos Jos Barrci-; ,r em casa de raPaz solteiro : a tratar na ra
ros. aim de se concertar acerca da solucao dos ? "'1dre de Dos confronte ao consulado pro-
seus crditos, de novo siio convidados todos os v'ncial 6-
Empieza da illu-
minaco a gaz.
quanlia de 860j.
l!m. Sr. Dr. juiz
Billiar do commercio.
Bairro do Recife
Ra do Torres n. 12.
Bata eslabelecimento estar aberto todos os
das das 'J huras da manhaa em dianie.
Oa abaixo assignados pallicipara ano desde
hojedentou de ser caizeiro de sua casa o Sr
Ovidio Jos6 Barbosa Guerreuo Recife 5 de no-
vembro de 1860.
Manoel Alves Ferreira & Lim
Constando
Anluues far leilSo mseu armazem na ra
do Imperador n. 73. de ricos movis paia urna
casa de familia ennsistindo em guarda-loucas,
aparadores, candelabros, lanlernas, obras* de
prala o muitos artigos de luxo e precisao.
Principiar as II horas em ponto.
LEILAO
Quarta-feira 7 do corrente s
11 horas eni ponto.
DE
Um predio edificado ha
pouco sito na ra de
Hartes.
O agente Ca margo fara* Leilao do
mencionado piedio da ra de Horras, o
qual edificado ha pouco tempo, os
Srs. pretendentes podem dirigir-se ao
mesmo agente para infbrmacoas.
k
Ofl'erece-se una mulher
tem bastante leite para criar :
n ja-sc ra da Cadeia Nova n. i6
de capacidade que
[iieiu precisa r di-
credores para na quinla-leira b do corrente mez
do noverabro comparecer nfste consulado, pelas
2 e meia horas da tarde, adra de se tomar o ac-
cordo mais conveniente, na certeza de que aos
que uo comparecerem nesse dia e hora nao se-
rao mais aitendidas quaesquer reclamacoes.
Pernambuco British Clerks
Provident Association.
The quaterly meeting ot thes society
will be held on Friday nov. 2 nd, at 40
p. m.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casade SamuelP.
o'instont ra da Senzala Nova n. 52
Constando ao abaixo assignado
que o Sr. Augusto Muniz Machado tem
procurado assenhorear-se de contas,
que diz seren de despezas feitas com a
escuna Duas Luizis, da qual e propie-
tario o meimo abaixo assignado, que
nenhuma desoeza autorisou e a niu-
guem incumbi dos negocios tendentes
a dita escuna Duas Luizas, como ja urna
vez fez sciente, e os quaes se achavam
todos a cargo do s gnatarto do presen-
te, vetn o abaixo assignado declarar
que, nada tendo ajustado ou encom-
mendadoa dito Sr. Augusto Muniz Ma-
chado ou a outro qualquer, por ne-
nhuma conta se respunsabtlisa, protes-
tando mostrar pelos meios compe-
tentes que soraente sao pagos os ser-
maos encommendados e por quera os
eneommenda. O abaixo assignado de-
clarando igualmente que por mandado
do Dr. juiz de orphaos ot sequestrada
dita escuna Duas Luizas como bem per
tencente ao espolio do finado Manoel
Jos Soares, e pelo que da maneira le-
glo abaixo assignado buscara' garan-
para seus direitos, lamenta
A casa da
a.
a empreza da illurainaoo a gaz que
algumas pessoas lem mandado augmentar ou col-
locar novos bicos e encanamenlos em suas casas
( por machinislas (alias avenlureiros) que nao sao
i empregados seus. e com apparelhos nao forneci-
dos por ella, tem resohiJo, para acabar com es-
te abuso, por em rigorosa pralica oaitigo7do
, seu regulamenlo, o qual do theor seguinle :
No escriplorio da empreza concerta-se e res-
; ponde-se pela eficada dos apparelhos alli ven-
didos; porm de maneira alloma se encarrega
de collocar. concertar, responsabilisar-se ou sup-
; prir gaz pelos apparelhos alheios.
E visto que sendo a empoza, tanto pelo seu .
contrato como pelo regulamenlo do governo res- parle, um p.rdinho de 8 a 10 Sinoa enSAIuf
' ponsavel pelos damnos e ainistros occorridos no e calca de r.scadinho nzu e branco Z X **
servico e fornec,men.o_ do gaz aos particulares, I o qual diz nao ter pai ei J? e viva lT"
| essa responsab.l.dideinaopoderia existir, desde do padrnho, de indo ahio
fosse fornecido por ella, c a
Sg@@g;g @@@@@
a loja de marmore acaba de receber no- @
S vas e lidissiroas collectoes de quadros @
@ para decoracao de salas do visita, jantar,
espera e quarto de dormida. j$
@@@@@@: @@@@@
Muil > se deseja fallar rom os sennores abai-
xo declarados, na ra do Queimado D. 39, loja.
Antonio Jos de Amorim.
Antonio Francisco da Silva,
Manoel Jos Milele Meiriz.
Joaquim Jos Botelho.
Alogam-se dous andares do sobrado da ra
da Cadeia n. 24, tendo commodos para grande
lamilla : a tratar na loja do mesmo.
Trecisa-se de urna senhora com as habilita- I que o material nao Wc"foriiecido"por"VlIaT"e a j conTdTre^a elle 'diHuf LZ?*1" '" J'"Kar
SZZSTIZL-*" 8"l ncarregar da collocaco nao fosse feila por opeStrioa de su harina, fandeadi de oote d educacao de meninas no engenho Tenlugal da confianca
freguezia de Barreiros
roa .tabica de S. Pedro Marlyr n.
id, perlencenle a Gregorio Francisco de Jess
ocha-so hypolhf-cada as olas do labelliao S
.desde o da 88 de maio do corrente anuo Pe"la
quanlia de /d6$. o que se previne para evitar
qualquer equivoco. Neste sentido poder se en-
tender qualquer pessoa na ra das Trincheiras
sobrado n. 4G, segundo andar. tfM|
Menino aciado.
No dia 3 do corrente, pelas horas da tarde
appareceu no caos do Ramos, procurando um
barraca, e se olferece para seguir
Ja escaainha da al-
n. 3, segundo andar.
Aluga-se urna exccllenlo casa sita na povoa-
cao do Monleiro, com bastantes commodos para
grande familia, na qual lem cucheira o estribara
para cavallos ; a tratar com Manoel Alves Guer-
ra, na ra do Trapiche n. 1-1, primeiro andar.
a tratar na ra da Moeda Assim a mesma empreza previne aos senhores
. consummidores que d'ora avante um minucioso
|exame ser trunensalmenle feito por um de seus
F-anr"3' fa"ar COm meslre '0* Gutbe'rTo'de
Al
roa das
osa-seo segundo andar da casa n 19 ni
Inncheiras : a iralar no csrlorio da
machinislas e achando este apparelhos ou qual- : mesma casa, ou na ra nova de'Sa'n
quer objectos que nao tenham sido furnecidosI n. 5. Rl['
pela empreza, mandar esla imniediatamenle
cortar o gaz.
casa
- No dia 29 de outubro
Allenco
Perdeu-se no dia 1. deste mez, do Recife
ra do Imperador, um embrulhoztnho lacrado
rom a subscripta Messieurs S. Blum Lehmann &
C., 26 ru Meslay Paris : quem o tiver adiado e
quizer restituir, pode levar a ra do Crespo n.
16. primeiro andar, que ser generosamente gra-
lilicado.
Muila attencao.
Precisa-se de 3C0tf a juros com hypolheca em
urna escrava, e pelo lempo que se convencionar:
quem quizer fazer esle negocio, annuncie
este Diario nesles po ucos dias.
- nu uia z ue outuoro prximo pausado fu-
Portante para ev.lar duvidas e reclamacoes pe-' SiL^mn'" rV' 8n,,0S'-d" nme Fa"
de-se aquelles senhores que quizerem qualquer una calca
alfracao na illuminacao de suus casas, queira m : qual encobre o ferro'; quem o Pear leve
por escripto dar as suas ordens, en. um livro ('- Jo Crespo u. 0 ou -
ra esse lim guardado no arma/.em da ra do "
perador n. onde podero dirlir-ae. sen, 0 qilc Nao se lendo procedido a eleic;
1 regedora da irmandade das almas, creca
sera
por
rrvrYTTTTTTTTrTTT-rrrsTTTT-**
3 DENTISTA FR&NCEZ. :
>. Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^
rangeiraa 15. Na mesma casa tem agua e <
. p denlifico. M
m4
Ensino de msica.
Offerece-separa leccionaro solfejo.comotam-
,. bem a tocar varios instrumentos ; dando as li-
pessoas. qae por nenhu.n titulo a ellel^RodVn0^.039 1,2da Dile: alra,arDa ru3
tas
Commercial.
Quiata-feira 8 do corrente
Antones autonsado pelo Illra. e Exm. Sr. Dr.
juiz especial do commercio, a requeriroento dos
depositarios da massa fallida de Garrido & Vei-
ga, far leilao no dia cima designado das fa-
zendas o dividas que consiituem a referida mas-
sa. Principiar as 11 horas era ponto.
Leilao
O agente Hyppplito autonsado pelo
lllm. Sr. Dr. juiz de orphaos e a reque-
rimento dos herdeiros do finado Joao
Tavares Cordeiro, vender' em leilao
de
8e"
O Dr. Cusme de Su' Peieira da'
consultas medicas em seu escrip-
torio.no bairro do Recie, ra
da Cruz n. 53, todos os dias,me-
nos nos domingos, desde as 6
lioras ateas 10 da manhaa, s-
breos seguintes pontos
I.* Molestias de olhos ;
2.- Molestias de COracio e
peito ;
3.* Molestias dos oreaos da
racao e do anus ;
-.- Pratteara' toda e qualquer
operacSo que julg.r conve-
niente para o restabelecimen-
to dos seus doentes.
O examedaspessoafqueo con-
M ultarem sera' feito indistincta-
^ mente, e na ordem de suas en-
m tradas, fazendo excepcao os doen-
tes de olhos, ou aauelles que por
motivo justo obtiverem hora
H marcada para este fim.
COJUFAjIHIA
ALLIANC,
stabeecida m Londres
mk?q) m mu,
CAPITAL
Ciueo milboes de libras
s ler Vi as.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprietarios de
cajas, e a quem mais c.onvier, qup eslao plena-
mente autorisados pela dita companhi para ef-
ectuar seguros sobre ediflcios de lijlo e n*dr
cobertos de tena, e igualmente sobre os objectos
que contiverem os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazendas de qualquer
quahdade. ^ .
se acliam ligadas se intromettam sem
|!autorisacao alguma era seus negocios.
Recife, 2 de novembro de 1860,
And re de Abreu Porto.
Precisa-sede um menino dos
gados para caixeiro de liberna ; na
dorniz n. 6, Forte do Mallos.

ltimos che-
rua do Co-
Os abaixo assignados fazcm sciente ao com-
mercio desla praca e a quem maisinteressar pos-
sa, que tendo-se terminado o praso de seu con-
trato social, de mutuo aecrdo dissolveram a so-
iedade al agora representada sob a firma de
Brl8a & Antunes, Arando a cargo do primeiro
abaixo assignado a liquidacio do activo e passivo
da dita firma extinefa, e por sua conta somenln
as iransacces commerciaes, moviilas depois de
31 de agosto prximo passado, data do balanco,
que servio do base ao dividento dos inleresses
sociaes.
ltecife, 31 de outubro de 1860.
Joao Pereira Rebollo Rraga.
Thomaz de Alraeida Antunes.
e
nao
Aluga-sc
Domingos da Silva Campos conlina a pe-
dir aos seus devedores que lhe venhara pagar,
porque tem de concluir o inventario que so est
fa/endo pelo Illra. Sr. Dr. juiz de orphaos,
Ulvez alguns dos senhores que lhe devem
queiram que seu nome appareca.
Kilkmann Irmaos & C. avisam ao
respeitavel corpo do commercio que
foram nomeados agentes nesta praca das
companhtas de seguros martimos de
Ilamburgo-
Aluga-seuma casa margeni do Capibari-
be, com proporcoes pata grande familia ; na ra
do Queimado n. -54.
o primeiro andar da casa n. 69 da ra Nova, com
excellentes commodos para familia e mui to a ceia
I do : os pretendentes podem tralar na ra da Cruz
n. 45, escriplorio.
Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
vico de casa de familia ; na ra da Cruz n. 33 se-
gundo andar.
Us credores do fallido Pedro Jos de Mello
Costa devem apresentar os seus titulas aos ad-
ministradores di masai no prazo de 8 dias para
seren examinados, e poder se proceder o rateio
na ra da Imperairiz n. 19.
Dentista de Paris.
| 15Ra Nova15
II FredericoGautier, cirurgio dentista
52 faz todas as operar^oe da suaartee col-
m locadentes artificiaes, ludo com a upe
gg rioridade e perfeicao que as pessoasen-
f| tendidas lhe reconhecem.
*j> Temairua e pos dentifricios etc.
wmmrmmm memsmmmn
Roga-se aos Illms. Srs. Jos Maria da Silva
Araujo e Alfredo de Albuqoerque Martina Pereira
o fa*or de apptrecerera ero Fra do Portas pa-
teo de Pilar n. 14, a negocio de interease.
8Raestreita do Rosario-3
Francisco Pinlo Ozono continua a col-
locar denles artlliciaes tanto por meio
de molas como pea presso do ar. nao
recebe paga alguraa sem que as obras _.
a| nao fiquem a vonlade de seus donos, Jg
ftg lem pozes eoutras preparaces as mais 5?
ffi acreditadas para conservagao da bocea W
Quem precisar de urna ama de
leite dirija se aos Afogalos ra de S.
Miguel n. 13, que achara' com quem
tratar, todo negocio se faz.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n.
13 da ra da Lapa : a fallar na loja do mesmo.
Na ra do Queimado n. 2, lerc6iro audar
preparam-se bandejas de bolos de todo prefo e
Rosto, assim como pudins, bolos do todas as quai-
Ilades, e tambem seda bolos de vendsgem.
Quem tiver alguma preta para os receber dir-
j-e a mesma rasa.
. Emilio Kohler retira-se da provincia.
ChJos Eduardo Borel vai uropa,
onde poderao dirigir-st
nao serao atlendidos.
Recife, 30de oulubro de 1860.
fostron, Itooker & C.
Precisa-se alugar urna prela que
sirva para vender na ra : nesta typo-
graphia se dir'.
Ainda est por alugar a'casa da IMia do Re-
tiro que se tem annunciado, c que lica a margem
do Caiubaribe, junto a ponte da Passagem da
Magdalena, Cura 5 quarlos, cozinha fura, en alu-
guel ^barato : 3 fallar com Luiz Manoel Rodri-
gues Valenca, ao norte da fabrica do gaz.
Curso de geometra.
O abaixo assignado, profrssor de malheroalics no
gymnasio provincial, pretende abrir, no dia 15
do corrente, um curso de geomeiria para os exa-
mes am marco do anno vindouro : os Srs. exu-
dantes, que quizerem frequenla-lo. dinjam-se .i
casa de sua residencia na ra Direita n. 74 para
seren matriculados.
Recife 2 de novembro de 1860.
Antonio Egidio da Silva.
O abaixo assignado faz publico que nao se
responsabiliza por debito algum conirahido por
outrem em sen nome. Rec.fe 31 de outubro de
IOOU- Jayme Eneas Gomes da Silva,
O abaixo assignado faz ver que Sr lhiago
da Cosa Ferreira Estrella nao pode sahir desla
praca sem que primeiro lhe sejam entregues os
Itvrose ttulos de dividas que por rcalo lVito ao
mesmo >r. Tluago se achara em deposito gnral
a mandado do Exm Sr. Dr. juiz especial do con.-
mercio. Recife 2 de novembro de 1860.
Autopio Jos Vidal.
Precisa-sede urna ama para rasa de pouca
lamilla, e timbera nina escrava para alosar- na
ra do Hospicio n.34.
Precisa-sede urna ama que saiba cozinhar
e fazer lodu o servico de casa : na ra do Cal-
deireiro, taberna n. 60.
Precisa-se de coslureiras para obras de car-
regacao ; na ra Direiia n. 55.
ao peseoo, levou vestido
escura soja, um paietot branco. com o
; quem o pegar, leve a ra
a ra estreita do Rosario u
Im-43, que se recompensar.
mesa
na ma-
delerminado Dlo
compromisso, Pr se acharen os livros da irman-
dade en, correccao. san convidados a compare-
cerem iodos os irmaos no dia 7 do corretei *a S
horas da tardo, no consistorio da mesma matriz
para o bm supradito.O saerivo,
E. A. llego Czumb.
tri/. de Santo Antonio, no dia
ATTENClO.
e
na ra
Vilella; ltatu-
que engomma muilo bem
Faco sentir ao Sr. Joao Antonio Garpioteiro da
Silva, que eu abaixo assignado, autoriei ao meu
amigo o Sr. Manoel Alves Ferreira, para pagar a
coma que Vmc lhe impuzer que juina eu sei-
ihe devedor ; que desejarei nao ver Vmc. o nem
pessoa de seu mando cruzar os raeus hlenles
tendente a senielhante negocio.
Joaquim Amaro da Silva Passos
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra Imperial defronle do viveiro do Muniz. con.
duasexcellentessalas.com osnacosas alemas e
quarlos. soiao com cozinha e 6 quarlos quintal
murado, com g..linheiro, eslrihana e sabida para
a mate a margem da estrada de ferro ; a Iralar
na ra da Cadeia do Recife n. 36, loja.
Aluga-se um escravo. indo as 8 horas
meia da manhaa e vollando a noitinha
Formosi, rasa do tenenle-corone
bem mora urna pessoa
para fra rnupa do homm esnhora.
Emm Aureliano Cid, subdito porluguez
retira-se para o Rio de Janeiro.
Um eslrangeiro que Talla e escreve correc-
tamente as l.nguas allemaa. ingleza, franceza
hespanhola e porlugneza. cora muita habili.a-
coes de commercio pela grande pralica que lem
?'"c"P*ura^0mreanlil, Pr ter occup.do o
lugar deguroa-hvros por muilos annos : se of-
ferece para exercer o mesmo lugar em qualquer
casa de commercio, ou para stnente escriplirar
qualquer livro : tambem se incumbe de fazer
tradurcoesde manifestse oulros documentos re
h Sfi*" mercancia: a'ratar na ra do Trapi-
fferece-se um moco para qualquer estabe-
lecimenlo escreve bem e conla, muilo activo
assim como d pessoa de capacidade que infor-
rua v"lhaan.017.ttCla '' ^^ t"*" dnja-S0 a
OITerece-se urna ama para servico de casa
e compras, a qualcosinha, mas nao
na praia do Caldereiro n, 33.
engomma
associaco roruui
DE
Soccorros Mutuos.
co^h'o^L^iv^Xvo^S^
Secretaria da AsaociagSo Popular de Soccorros
Mutuos 3 de novembro de 1860. potros
Joao Francisco Marques.
1. secretario.
A Primavera.
Publicado semanal de lite-
ratura, modas, industria,
artes, etc.
Esla revista, cojo primeiro numero devora sa-
hir no comeen do mez de novembro. contera nun-
ca menos de I i paginas de impressao em -
francei, e ser rediglda por grande numero de
jovens dados s letras o s artes. O preco da as-
simiatur e para as provincias 12 por anno 7S
por 6 mezes. e i por trimestre, .^signa-so na
livraria ra praga da Independencia ns. 6 e 8.
- Aluga-se urna pela para o servico interno
de tima casa com a condico de nao ser entre-
gada no servico da ra, s..be cozinhar. Bncom-
niare coser: quera pretender, dirija-so a ra
da senzala Nova n. 37.
A pessoa que annunciou pelo .Diario de 3
do corrente mez querer arrendar um en-cniio
dirija-se a ra do Livr memo n. 20, segundo an!
fend 3 pro"""',laria de UIU se ar-
OiTerece-se um moco porluguez para rai.
xn,odei,l,erna ou ouH qualqer eitoElSl
monto o seu ex-palrao d conhecimento de sa
Z m. 'I"em pr dirija'sc ao beccu Lar-
Frecisa-se alugar urna ama que se encar-
regue do diario de urna cas, de pouca fani
qual aoja de meia idade o nao tenha
quem esliver neaUa circuinstancias
ra do Vigario n. 5. primeiro andar.'
Aluga-se urna sala com urna camarinha
muilo fresca, e propria para 2 ou 3 pessoa, '
ruado Amorim n 3 'qu^m a pre.en'.er ii -
la-aea ra das Cahadas n. 8.
quem tratar.
nlia, a
filhos :
dirija-se a
que achara cora
dou-
Gravador e
rador.
Grava-se edoura-se era marmore letras nro-
pnas para calacumba ou lumulo a 100 cada
urnaoannunciaiile aprsenla seus trabalh'oa nos
lumnlosdos Illms. Srs Viraos, Dr. Agoiar Guer-
ra. Tasso, e era oulros mais ; na ra da Caixa
ii agua n. 52
Desappareceu uo dia 31 de oulubro prxi-
mo passado, s 4 horas da larde, da porta do
^r. vigario Gamillo, na>rua J'ormoaa, um cavallo
mellado foveiro, sellado e enfreado, lendo am-
os os lados feridos de espora por ser bstanle
pesado : quem o levar ra do Livramento n.
J8, oudelleder noticia certa ser gratificado.
- Precisa-se de um homem idoso, de boa
conducta e cpaz, para tomar conla de um depo-
sito de lenha e carv.io : quem esliver nesta cir-
cunstancias dirija se ao raesmo deposito na Ira-
veas, do T.mbi. a 7 huras da maohaa, 'ou s 6
aa tarde que achara com quem tralar
_ Pro,isa-se alugar urna escrava"pira o ser-
vico interno e externo de urna casa de pouca fa-
rea de ao|aUadenS* Gon{a,' Primeira casa '-
rea de soto, iodo pata a igreja.


DIARIO DE PEUNAMBUCO. TERCA FEIHA 6 DE NOVEMBRO DE 1860.
f5)
CASA DE BANHO
Aviso.
NO
i^^m.
;*-
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 das consecutivos. ,..........* 105000
30 cartdes paraos ditos banhos tomados em qualquer lempo...... 155000
15 Ditos -dito dito dito ...... 8000
7 > ...... 400O
Banhos avulsos, aromticos, salgados esulphurososaosprec,os annunciados
Marco lino de Souta Travassos avisa
as pessoas que tern objectos na agencia
do finado Miiito Borges Uchoa, quel-
! ratn ir buscar no prazo de o dits e pas-
! sarem o competente recibo, visto ter
. dse entregar o armazem.
No dia 6 do corrente, (inda a audiencia do
Sr. Dr, Juiz de Orphoes, se hade arrematar da
renda um silio na Capunga, case de pedra e cal
rom 40 palmos de frente, e 25 de fundo, rom 180
palitos de frente, e 243 de fundo, com 18 laran-
geiras, urna mangeira, pilombeira, alem de on-
tras arvores de fruto, como foi anunciapo nos
diarios n. 251 e 252 do mes de oulubro, pelo alu-
gel de 2003000 por anuo, por tres mitins pgos
mensalmenle, fasendo o rendeiro alguns concej-
ranura
DE
da frequenciade ura estabelecimenlo de urna utUidadeincontestavel.mas que infelizmente nao
estando em nosso hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada:
Esta reduceao de precos facilitar .0 respeilavel publico ogozo das vanlagens que resultad ^g**fc ^ Xfa'rSV Su!
na ra do llaspirio n. 9.
Precisa-se de um boro amassador para pou-
co semeo : na ra do Cotove.lo, padaria do leao
do norte.
Aluga-se pelo lempo da festa urna casa sita
na po*oacio de Bebente, ao lado do norlo da
igreja : a irntar em Fura de Portas, ra do Pilar,
sobrado n. 63.
EAU MINERALE
NATURALLEDE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22
APPHOVACiO E AUTOMSACiO
DA
CDiii iFiffRui m mmm
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
Aenco.
i
Perdeu-se ante honlem do Rccifeat a ra do
Imperador um embrulhozinho lacrado rom a
subscripta Messicurs S. Blum Lehmann & C, 26
ru Meslay Paris quem o livor achado e quizer
entregar, pode levar a ra do Ciespo n. 16, pri-
meiro andar, qne ser.1 generosamente gratificado.
Aluga-se o sobrado com frente para o caes
do Capibaribe n. 16, e tem sahida para a ra da
Iroperalriz n. 29, e vende-sc a serrara que exis-
to na mesma casa: quem pieieoder, dirjase a
mesma casa.
Na ra Nova n. 7, deseja-se fallar com os
Srs. Jos dos Santos Moreira e Francisco de Oli-
veira Jnior.
NA. LOJAl "E \KM\ZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
40 RA DO QUEMADO 40
Defronte do becco da Congregacao letreiro verde.
iooo
Aluga-se
Urna casa terrea com commudos para familia,
na ra do Nogueira ; a tratar na ra do Queima-
do n. 53.
i\a nadara
Seda de quadrinhos muilo fina covado
Enfeites de velludo com froco prelos e
de cores para cabera desenhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo seda la
e seda, cambraias e seda lapada e
transparenre, covedo
Luvas de seda bordadas e lisas para
senhoras, bomens e meninos
Lencos de seda rxos para seribora a
2000 e
Mantas para grvalas e grvalas de
seda de todas as qualidades
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPATICAS
Chapeo francez forma modrrna
- O solicitador Manoel Luiz da Veiga mudou- Len de gurgur5o prelos
se para a na da Mona n. 94, onde pode ser pro- i .,. Si ,
curado das Choras as 9 da nianhaa, todos os das, '"f*8 capellas brancas para noivados
Saias balo para senhora e meninas
Tafeta rxo o covado
Chitas franceza a 260, 280, 3C0, e
Cassas francezas, a vara
bstrnecao.
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS MEDIC1NAES sao muilo conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as provincias
deste imperio ha mais de 22 aimus, e sao afamadas, pelas boas curas que se tem oblido as enfer-
maras abaixo escripias, o que se prova com innmeros allestados que exislem de pessoas capa-
zos o de distinrt;es.
Cora estas Chapas-electro-magsf.ticas-epispasticas obtem-se urna cura radical e infallivel
em todos os casos de inflammagao [cansaro ou falla de respiraco), sejam internas ou exlernas,
como do ligado, bofes, estomago, bai^o, rins, ulero, peilo, palpitado de coraco, garganta, olhos,
erysipelas, rheumatismo, paralysia e todas as aflercoes, nervosas, etc., etc. Igualmente para as
dilferenles especies do tumores, como lobinhos, escrfulas etc.. seja qual r o seu lan-anho cpro-
fundeza, por meio da suppuracao serao radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado por
habis e distinctos facultativos.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo todo o cuidado de
fazer as necessarias explicacoes, se as chapas sao para hornera, senhora ou crhnca, declarando a
molestia em que parte do corpo existe, se na cabeca, pescoco, braco, coxa. perna," p, ou trunco
do corpo. declarando a circunferencia e sendo inchaces, feridas'ou ulceras, o mol le do seu la-
manho em um pedazo de papel e a declaragao onde exislem, alim de que as chapas possam ser
bem applicadas uo seu lugar.
Urna senhora Brasileira, de boa conducta, e
competenlemenlo habilitada, se olfcrecc para en-
slnar as primeiras letras, grammalicas nacional c
franceza, as quaes falia e escreve regularmente,
ofTeroce seo limitado presljmo aos senhores pais
de familia que 1 tie quuerem dar a honra de Ihe
confiar suas meninas, afian^ando-lhe que empe-
nhor lodos os estoicos em qualquer deltas ma-
terias, para que suas alumnas oblenham o dese-
jado aperfeiQoamenlo: na ra da Imperatriz n.
84, se dir quera .
Aluga-se urna sala com urna caraarlnha,
propria para um moco solleiro ou escriptorio : na
ra doCutimado n.36.
Piecisa-se do um criado que saiba cozinhar
para o servico de una casa de pequea familia :
na Punte de LVhoa, sitio com porlao do ferro de-
fronle do Sr. BentoJos da Costa.
Aluga-se a loja da ra Direila n. 2 confron-
te ao oitodo l.ivramento, a qual tem urna boa
arniaci.0 envernisada, muilo propria para fazen-
das ou calcado, e tem irais dous candiuiros de
gaz e bono armazem com quintal ; a quem con-
vier, procure tratar na ra do Queimado n. 29.
Despachostheleganphicos por
via de Lisboa.
Ricardo Knorles, negociante da praca de Lis-
boa, previne aos seus correspondenles e mata
seuhures de Pcrnambuco que liverem de mandar
2*500
8*500
2#00)
55500
3>3:<0
00
Setim preto azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largnra
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de miron bordados, lisos ees-
tampados de todas as qualidades
Seda lisa preta e de cores propria para
forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda prelos e de coros
com 2 saias e de babados
Ditos de gaze e de seda phanlasia
Chales de loquim muilo finos
Grosdcnaple preto e de cores de lodas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e viscas desedaprela
com froco
1600
2S00O
15500
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil*
As chapas sero acompanhadas das competentes explicacoes c tambem de todos os accesso- despechos ihelegraphicos por sua intervenido,
rios para a tollocacao dellas. que necesario para assegurar prowpta Irans-
Consultas todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, em s
que se achara aberto lodos os das, sem excepeo, das 9 horas da manhaa as 2 da la
escriptorio,' niisso dirigi-lus nos subsbriptos proprios. Esses
subscriptos com as inslrucces e modelos; para 03
despachos se podem procurar no escriptorio dos
Srs. Uostion, Rouker & C, ra do Trapiche nu-
mero 48.
Telegramas via Lisboa.
Joao Daniel Prick, tendo que retirar-so de Lis-
boa, annuncia que descontina a agencia Ihcle-
graphica, referida na su circular do 1. de abril
passado, c pede que se Ihe nao mandera mais
despachos. Lisboa 12 de oulubro de 18G0.
U
'"--''
-?'.
CONSULTOBIO
^| Especial homeopathico, ra de Santo Amaro f|
(Mundo Novo) n. 6. |-
para cozinhar em
na ra do Cabu-
Precisa-se de urna ama
urna casa de pequea familia ;
g, loja n.ll.
A'uga-se urna casa em Beberibe a tratar
com J. 1. de Mcdeiros Rogo, na ra do Trapiche
n. 34.
&
w
O Dr. Sabino O. L. Pinho, de volla de sua viagem a Europa, di consultas todos S?^-
os das uteis desde as 10 horas at meio dia. Visita aos doenles em seus domicilios de j me'o dia em dante, e em caso de necessidade a qualquer hora, A senhoras de parlo e jr^i
osdoentes de molestia aguda, que no liverem ainda lomado remedio algum allopa- f
thico ou homeopathico, sero attendidos de preferencia.
DA
por
Pharmacia especial homeopathica.
Os medicamentoshomeopathicos que se vendem nesia pharmacia sao preparados
meio de una machina que o Dr. Sabino inventou o fez construir em Pars,
e a $1
^^;
que deu o nomo de AGITADOR DYNAMICO. SlS
iff) Estes medicamentos sao os nicos que desenvolvem propriedades uniformes, e^
'f.4 capazes do curaras molestias com a mator certeza possivel. vc "/
,1<'^) Alem dtsso. desejando tirar de sua viagem a Europa todas as vanlagens para o ^^'
*'*aS ProSrsso da homeopalhia no Brasil, o Dr. Sabino niio pnupou esforros para obter as f^
substancias medicamentosas dos proprios lugares, onde ellas naturalmente nascem ; e ^^";
para isso entendeu-se com um dus melhores herboristas d'Allemanha, para lhc man- '^
dar vir as plantas frescas alim de preparar elle mesmo as lincluras. E' assim que o Q^i*.
aconitj foi mandado vir dos Alpjtf a rnica das monUnhas da Suissa, a belladona, Sjg
bryonia, chamomilla, pulsatila, lus, hyosciamus, foram colhidos na Allcmanha, na g"*'
Franja e na Blgica, o veralrum no Monto Jura ele, etc.

l.-i PROVINCIA.
O Sr. Uicsoureiro das loteras manda declarar
que se acham exposlos a venda os bilhetes da
segunda parte da quinta lolcra da irmandade
de Nossa Senhora do Guadalupe da cidade de
Olinda, cujas rodas de*criio andar impreterivel-
menle no dia lOde novembro prximo futuro de
conformidade com o plano abaixo transcripto.
Thosouraria das loteras 30de uutubro de 1860.
O escrivo, /. M. da Cruz,
PLANO.
2400 bilhetes a 5J00.....
i*
t,
Desta sorte provida a pharmacia do Dr. Sabino das substancias que servirao para % i
f*. as expericucias puras de Hahncmann, descriptas as palingenesias, acharo o medico )>&&
' e verdadeiros de curarem as enfer- ki~
'?;&, e os amigos da homeopathia os meios seguros
SSr midades.
se
3- f
^1
Os precos sao os seguiutes :
Botica de 24 tubos grandes.................. 12#a 16$000
Dita de 36 .................. 18g a 22$000
Dila de 48 .................. 2 5 a 29^000
Dilado 60 > .................. 305 a 35s00o
N. B. Exislem carteiras ricas de velludo, para maior prego.
Cadt vidro avulso de lindura.................... 2}000
Cada tubo avulso.................................. IftilOO
Caixas com medicamenios em glbulos e lincturasde diversas dynamisar.ocs (mais ($&
usadas J : ?*


De 24 ditos de dito e 48 tubos grandes............ 488000
De 36 ditos de dito e 56 tubos grandes.......... 61*000
De 36 ditos de dito e 68 tubos grandes.......... 70800O
De 48 ditos de dito e 88 tubds grandes............ 92g000
Do 60 ditos de dito e 110 tubos grandes... ...... 115at00
Estas caixas sao uieis aos mdicos, aos Srs. de engenho, fazendeiros, chefes de
familia, capitaes de navio e em geral a todos que se quizerem dedicar a pralica da ho-
raeopalhia.
Vendem-se tambem machinas elctricas porlateis p3ra Iratamento das molestias
nervozas. Estas machinas sao is mais modernas c as mais usadas actualmente em
toda a Europa, lanto pela commodidade de poderem ser Irazidas na algibeira, como
porque Irabalham com preparaces quo nao sao nocivas.
Cada urna.......".................................. 50{000
0 ENTRE-ACTO,
Jornal Litterario Illustrado.
Acha-se publicando no Rio de Janeiro um jornal, sb a direccao de jovens importantes
no mundo das lettras, que se oceupa especialmente de criticas a Tevislas meosaes acerca do
movimento thealral do Brasil e Europa.
Jamo c trato, representando personagens importantes dos thealros, o das operas, dramas, comedias etc.,
que sibem scena no Rio de Janeiro, ludo indito, e do melhor gosto possivel.
Os 6gurinos, mandados vir de Paris, s podero ser deslribuidos no principio de Janeiro
prximo vindouro.
Publica se tres vezes por mez, em formato in folio, com oito paginas cada nuraerp, aos
precos seguinles:
Um trimestre......6(000
Um semestre......10:000
Um atino....., .209000
Assigna-se na livraria da prac,a da Independencia ns. 6 e 8,
20 por cenlo.
1 Premio de
1 Dito de .
1 Dito de .
3 Dilos de 200$
5 Dilos de. 100
7 Hilos de 50g
8 Dilos de 20g
24 Ditos de 10
2350 Dilos de 1$
200 Bilhetes.
.....12:0005000
.... 2:U03000
9:6CO000
4:000000
900JO0O
500#000
6' 02000
50i'g(K)0
350*000
1 (03000
2403000
2:3.r)0000
--------------9.600:000
Thesouraria das lolerias23 de oulubro de 1860.
O Ihosmirero, Manoel Camillo Pires Falcao.
Approvo. Palacio do governo de Pernambu-
co 29 de oulubro de 1860=rLeitao da Cunha.
Conforme.Antonio Ltilo de Pinho.
Roga-se a toda e qualquer pessoa a quem for
oflerecido um trancelim com 9 oilavas e meia,
sendo ouro de lei, com pussador no meio, e o
maior signal que tem no correr no passador em-
perrar em um dos lados do trancelim ; este ub-
jecto foi roubado da gaveta de urna taberna na
Capunga, quina que volta para a Baixa-Verde,
na noile do dia l.do corrente : por isso roga-
se aos senhores ourives e mais pessoas a quem
for otTerecido, a apprehcnsao deste ohjetto, e se
por acaso for j comprado, pode declarar por es-
te jornal ou vir a dita taberna, que receber o
seu importe.
D-se a quantia de 500 a juros sob penho-
-res de ouro e prata : na praca da Boa-Vista n. 9,
luja, se dir quem d
- Aluga-se um primeiro andar na ra da
Praia n.29 : quem ptetenler, dirija se a ra es-
treita do Rosario n. 7, luja de ourives.
Precisa-se de 6 000 a premio, dando-se
por garanta urna propriedade nesta cidado : a
quera convier, pode deixar aviso nesta typogra-
phia com direccao a A. S., que sera procurado!
O bacbarel Manoel Firmino de Mello, tendo
de ir ao Cear no dia 6 do rente, e nao poden-
do pela rapidez de sua vag-rn dpspedir-se de
lodos os aeus amigos, fa-lo por esle meio, oTe-
recendj-lhes na cidade do Sobral, onde pretende
demorar-se por dous rftezes, o seu diminuto pres-
umo.
Na ra da Praia n. 41, ha urna cocheira de
aluguel. rom carros, arreios o fardamenlos no-
vos. muilo bons cavallos, e tambem se tratam de
cavallos por pregas muilo razoaveis.
D-se dinheiio a juros sobre penhores de
ouroe prata, lano em pequeas como em gran-
des quantias : na ra lart(a do Rosario n. 5. de-
fronte do quartel de polica, se dir quem d.
PROGRESSO
de
Ml
Os proprietarios deste estabele-
cimento convidam ao respeilavel publico, principalmente aoe amigos do bom e barato, que se
acham em seu armazem de molhados de novamente sonido de gneros, os melhores que tem
viudo a este mercado, por serem escolhidos por um dos socios na capital de Lisboa e por serem
a maior parte delles viudos por conta dos proprietarios.
C\\oeo\ale
dos melhores autores de Europa a 900 rs. a libra em por$o a 8o0 rs.
Marmelada imperial
do afamado Abreu, e de outros mais fabricantes de Lisboa em latas de
rs., em porc,o de se far algum abatimento.
Mafja Ac lmale
em latas de 1 libra por 900 rs., em porlao vende-se a 850 rs.
Liut&s com evviWias
vende-se nicamente no armazem progresso a 640 rs. cada huma.
Conservas raneezas e Inglezas
as mais novas que ha no mercado a 70o rs. o frasco.
lalas de bolacVmha Ae soda
com diferentes qualidades a l600a lata
Ymeixas francezas
s mais novas que tem vindo a este mercado em compoleiras, contando 3 libras por 3#000 rs.
e era atas de 1 1|2 libra por 19500 reis
Verdadeiros iigos de comadre
em caixa com 16 libras por 35000 rs. a retalho a 240 reis a libra.
Caxinuas com 8 Vibras de nassas
a 35000 rs. em porcio se far algum abatimento, vende-se tambem a retalho a libra a 500 rs.
ManleVga ingVeza
perfeitamente flor a mais nova que ha no mercado a 1*000 rs. a libra, em barril se far al-
gum abatimento.
Cha peroVa
o melhor que ha neste genero a 2>500 rs. a libra dito hyson a 2S000 rs.
Palitos de denles Vichados
a 200 rs. cem 20 macinhos.
neixe sarel em posta
o melhor peixe que exzisle em Portugal era latas grandes por 1500 rs. cada urna e de
outras muitas qualidades que se vendem pelo mesmo preco
Manteiga franceza
a 560 rs. a libr*-em barril se far abatimento.
Toncinho de Lisboa
o mais novo qua ha no mercado a 320 res a libra.
Mac;as para sopa
era caiinhas de 8 libras com deferentes qualidades por 45000 rs.
lia a Tarabem venJ*^-se os seguinles gneros, ludo recen temen le chegado e de superiores qua-
lidades, presuntos a 48* rs. a libra, chouriSa muita nova, marmelada do mais afamado fabricante
de Lisboa, maca de tomate, pera secca, passas, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos cora
araendoas cuberas, confeiles. pastilhas devanas qualidades, vinagre braneo Bordeaux, proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de San Flix, macas de todas ts qualidades,
gommsmuiio fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas'
spermacete barato, licores francezas muilo Quos, marrasquino de zara, azeite doce purificado azei-
lonasnuito novas, banha de porco refinada e outros muitos gneros que enconlraro tendentes a
moinadM, por isso prometiera os proprietarios venderera por muito menos do queouiro qualquer
prometbtn mais tambera servirem aquellas pessoas que raandarem por outras pouco orticas lom
ZSKJE!*"*" r8am1lambemal0d08 os senhores de engenho e senhores lavradores
JSEmeoT enCOma,enJaS D0 arm8Zem Pr8resso> V* o lhes affianca a boa qualidade e
de Antonio Femandesda Silva Beiril ra do Pi-
res n. 36, da-se pao de vendagem a prelas foi-
ras ou escravas, dando fiador, e vende-se familia
do reino propria para pao de l por ser muito
nova de 160 a 200 por libra : na mesma- padaria
vende-se formas para fazer velas a 1S a duza de
todos os tarnanhos. taxos grandes e pequeos, e
caixoes para as formas, toflos os peitences de fa-
brica de velas, vende-se barato para acabar.
Antonio Fernandes da Silva Beiriz faz scienle
ao publico principalmente ao respeilavel corpo
de coramcrcio ou a quem inleressar possa qo
mudou-se da ra do Vigario n. 27 para a ra dos
Pires n. 36 desde o dia 31 de ngoslo prximo
passado, assim como n.io se responsabilisa por
imposlos desde o oia 31 de agosto prximo pas-
sado em diaiilc por largar o dito estabelecimenlo
como prova con o documento competente.
Manoel Buarquc Macedo Lima mudou seu
escriptorio para a ra do Encantamento n. 12.
Precisa-se de allugar urna escrava para todo
servico de casa de pouca familia,assim como hy-
poihcta-se sobre a mesma na venda da ra das
Cruzvs u. 2.
A quem convier.
Um empregado publico, pai de familia ; bem
ronhecidn, e que olTereco as necessarias garan-
tas, a pedido de alguna amigos, se prope e re-
celar emstia casa, do Io de Janeiro em diante,
e agora mesmo durante as ferias, alguna eslu-
danirs de preparatorios para a faculdade rio rti-
rcn, nSv trudn n> pas ou correspondentes o
menor cuidado cum elles tal respeilo.
Urna casi coamoda, bom trntamento constan-
te soliciludc para a sua applicacao, para que le-
nham bom resultado nos exames ;e finalmente
urna gratilicac.io a mais mdica e razoavel : (aes
sao as vanlagens que enconlraro. Aquellos,
pois, quem tal ofTereciraenio inleressar, Qcarao
satisfciios, se se infurmarem dos [lima.Srs. com-
niendadur Manoel Figueiroada l'aria, major Ati-
luncs, Agoslinho E. Pina. Uis. Sabino e Luiz l'e-
lippcde Souza Ltao, senhor do engenho S Igna-
cio ; devendo ditigir suas carias ao primeiro des-
tes senhores na praca da Independencia, para
i que sejam procurados pessoalmenle : onde de-
, lernmiarem.
Jos Januario de Faria commercian'.e om
| Villa Bella, avisa a quem se julgar seu cr"icr
| nesla praca, que aprsenle suas cuntas no prazo
de tres das para serem pagas, oslando lega es ;
na ra da Madre de Ueus n. 14.
Ainda continua a estar para se vender, per-
mular, e em ultimo coso arrendar-se a quem li-
zer todos os concertos que a casa precisar, o si-
tio da tiavessa do Remedio na fregnezia dos Afo-
gados n 21, quem pretender entenda-se com
seu propnelario na ras de S. Francisco como
quem vai para a na Bella sbra'do n. 10 OU na
alfandega, aonde empregado.
abaixo assifjnaclo az Sciente (jue
seu filho Germano Pinto de Mafjallies
desappareceu de sua casa desde as 8
horas da noite do dia o do corrente
raez, sem a menor desintelligencia ou
prejuizo ; comtudo nao fe responsabi-
lisa por qualquer transaccao por elle
f'cita desde essa occasiao.
Jos Pinto de Magallies.
Os Srs. Justino Francisco de Ai-
sis & C, nao podem vender os objectes
de sua cocheira sem que pagueui as le-
: tas provenienles dessa cocheira.
Agencias da Paran iba e do
Rio Grande do Norte no Re-
cife.
O abaixo assignado cumprindo una
dever sagrado vem agradecer a todos es
senhores que compunham a mesa do
consulado de Pcrnambuco com parti-
cularidade a seu nobre ehefe o Ulna.
Sr. Jcao Xavier Carneiro da Cunha, a
maneira urbana e delicada com que
i a 2 libras a 800 S3PL" 1P3" tar. 0
so em actos ,i<- servico publico como em
particular e lhes protesta eterno rec-
ni ecimento e gratidao.
O agente,
Jos Joaquim de Lima.
Mimos.
Chegaram os lao desejados vidros para vidra-
gas, em caixas grandes ; o vidro de lal quali-
dade que parece ser cristal: ra larga do Rcsario
n. oA
-- Aluga-se urna sala e camarnha deum ;c-
gundo andar no Recite : a tratar na ra da Ca-
dea n. 10.
Ouem livor urna carruqa de vender agua,
juntamente com o boi e todos os mais perlen e
a mesma crnica, dirija-se a praca da Boa-Vista
n. 18, que achara rom quem tratar.
Desappareceu na noite de f do correle, a
preta Mana de naci Angola, representa 55 an-
uos, cor fula, le ni as cosas signaes de sua ler-
quem a appreheoder dirija-se a ra Nava
ra
n. 10.
"Maww-r.; .-.-s
C ouipraSc
Compraro-se diarios em porcao a 3;20O a
arroba : na ra Direila n. 78, refinaco.
Compra-so um guindaste em sVgunda rt:5o,
oslando cm boui estado ; no caes do Ramos nu-
mero 6.
"7 Compra-se ou aluga-se urna escrava reco-
mida, de bons cosiumes, e que saiba coser e en-
gommar, para urna casa que (rala bem na ra
da Imperalriz n. 9, primeiro andar, se dii quera
precisa.
Vendas.
Manoel Joaquim de Oli-
veira & G vendem em seu
arniazen. da ra do Cordoniz
n. 18, o seguinte por preco
muilo em conta :
Arroz do Maranhao graudo.
Gomma em paneiros, muito alva.
Farinha do Maranhao superior em pa-
neiros
Charutos de S, Flix, legitimos.
Futi.o primeira e segunda qualidade.
Alhos novosem canastras pequeas.
Papel pautado muito bom.
Milho de Fernando novo e de outros.
Farinha de mandioca para mesa.
Feijo do Kio de Janeiro.
Farelo em bons saceos e outros gneros.
Vende-se urna taberna no lugar do Campo
Verde, rom poucos fundos, boa para principian-
le e muito afreguezada para a trra, por seu do-
no querer relirar-se para fra do lugar: a trat.-r
na mesma com Joaquim Machado da Silva
Vende-se urna mobilia de Jacaranda em
muilo bom estado, constando era 12 cadeiras, 1
S"la. consolos e 1 mesa redonda, ou negociare
por urna de amarelto; na Iravessa das Cruzes,
taberna n. 12.
Vende-se um carro e um boi. tudo muilo
bom e barato : na ra da Imperalriz n 41.
Vende-se urna porgao de epmadores; na
ra do Livrameeto n.ll, segundo andar.
Vende-se cal de Lisboa e poiassa america-
na por presos mais commudos do que em qual-
quer outro deposiio : na ra do Brum, armazem
de Jos d Silva Loyo & C.
Vende-se um ptimo escravo, mogo, esper-
t e bom carreiro, e sem vicios : na ra da Pe-
ona n. 6, loja.


()
DIARIO DE PEHHAMB13CO. TER^A FEIRA 6 DE NOVEMBRO DE 1860.
SM0I OfiAfiflA g Pll^ifi DE fEfAES.
Sita na ra Imperial n. 118 e lio junto a fabrica de sabao.
DE
Sebastiao J. da Silva dirigida porFrancisco Bel mi ro da Cosa.
Nesle estabefeci ment ha sempre promptos alambiques de cobre da diferentes dimen-
coss da 3J0J a 3:0009) simples e dobra ios, para dislitar agurdente, aparelhos destilatorios
continuos para resillar e destilar espiritos cora graduarlo at 40 graos (pela graduagao de Sellen
Carlier dos melhores sjstemas boje approvados e cotilleados nesla e oulras provincias do imperio,
baratas da tolas as dnnenejies. aspirantes e de repudio, tanto de cobro como de bronze e ferro,
tornatrs la bronzi da todas as dimencoas e feitios para alambi jues, tan |iies etc., parafusos de
bronza e farro para rodis d'a^ua, pirtaspara fornalhas e erivos da ferro, tubos de cobre e
chino la talas as di tungos i i>ra encm nimios camas da ferro com armacao e sem ella,
fiifasda farro potiveis e econmicos, lidias a Uclns de cabr f indos da alambique, passa-
dairas, e;rumileiras, coccos para engenlio, folha de (lindes, chumbo ora lencol e barra, zinco
em lencal a barra, leiiQas o armellas da cobre, hocos; de ferro e Uto, farro suecia inglez.
da todas as dimincis, safras, lomos e folios pira fer^eiros ele, e outros mudos artigos par
manos preco lo que era oulra qualquer parte, desempenhan lose toda e qualquer encomraen-
di com prest-a e perfeieio ja conhacila a para c iimiodi lado dos freguezos que se dignarem
bonrarora-nos com a sai coiifhnca. achao na ra Nova n. 37, loja de ferragans, pessoa habi-
lita Ja para lomar nota das encommeadas.
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sortimenlo de calcado fran
cez, roupa feila, miudezas finas e perfumaras'
ludo por menos do que em oulras partes : na lo
a do vapor na ra Nova n. 7.
Tachas para engento
Fundico de ferro e bronze
Pianos
DE
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na prara do Corpo Santo n 11
alguns pianos do ultimo gosto, recentiment
cnegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres.
muito DroDosuara este clima.
9i?83 tmsmmtmm

Saus proprietarios offerecem aseus numerosos freguazes c ao pubbico emgoral, toda cqualquer
obr; raanufaturada em seu reconhacido eslabalicimentu a saber: machinas da vapor da lodos os l-
mannos, rolas (Tagua para engaitos, todas de farro ou para cubas de madeira, moendas e meias
moandas, lachas de ferro balido e fundido da tolos os tamaitos, guindastes, guinchos e bombas,
rolas, roiialas aguilhdes e boceas para fornalha, machinas para amagsar mandioca e para descarogar
algo lio. pranaas para man lioca e oleo de ric ni, portier gradara, columnas e idiHihos de vento,
aradas, cultivadores, ponte, cadeiras e tanques, botas, alvorengas, batas o to las as obras da ma-
culis no. Etecuta-se qualquar obra saja qual for sua n uureza palas desenhos ou moldes que para
tal -i n fura u aprestados. Rac 28 K e ni rinda GoUagio baje do Imperador n.65 mora lia do caxeiro do cshbelecimenlo Jos
J33]ui:n da Cosa Pereira, com queraos pretendemos se poden entender para qualquer obra.
Rua do Queimado u. 1.
Tem para vender cassas francezas de cores a
260 rs. o covado, cortes de cassa de barra deei-
tuosos a lacada um, laa de quadros a 400 rs. o
covado, eoutras muilas fazendas por precos com-
modos.
Vinlio genuino.
Anda ha urna pequea quantidade de ancore-
tas deste vmho sem ConfeicAo, e proprio de doen-
les : na ra do Vigano u. 19, primeiro andar-
fe
Remedio lofallivel contra as agnorrhas antigs e recentes.
Lineo deposito na botica franceza, ra da Cruz. n. 22.
Preco do fraseo 3;000.
tutos
a 2,000.
gaz
Ferreira & Martina nicos deposita-
rio! I >. ni'i tos >io gaz, famem publico
rj i ; i l > racabijo inst-rucees do f -
briciite stabelecerSo dehojeem dian
t: o p ;i de 2$ por grosa. Achando-
:,_ .' psito supond > e os
i'
to los
sp i-
ndo -
se
rain < h por to tos os navios: desejan-
d) of bficinte elevar o consumo a al-
tara [ i.; l*ie com.>et: resol ven lazar s-
?, n i I li 1ja" o c a nuietra que o con-
su ii i a ig-nentm lo, Ira' declinan
d i >: ro, portanto sao convi lados os
d u i 1 iros a viren a tr*v ssi da Ma-
dre 1; i) os arinacn. ns. 9 e 10
Vende-se urna negra de naca o por ponen
4'ttih ro, a qnal d diariamente 1? ; na ra do
1! ihgel n. 11, ou iroca-se por um molcque ou
D) llfCl,
Vende-se um escravo com 18 anuos da
itii^> bonita figura, r ibnsln o sa". assegura-
gr .-ii na i lena vicio de qualidade alguma, e an-
tes ni.) boa conducta, <>. milito ns;>erio para
q 11! |ner STvifo ; pira ver o tratar, na loja da
ra di Jo n. 41,
Wnde-se carvo
IVum n 61.
para ferroiro ; na rui do
Vende-se um terreno com 105 palmos do
(rente e3J0 do fundo, ludo aterrado o com 50
palmos de naesj feiios, multo oroprio para nello
se eslabeleeer refinaces, pad iri-is ou fabrica de
qualquer natureza, na ra do ilrum, bairro du
Recite, junto a fabrica da fundieao de ferro, lugar
designado para tas eslabelecimonlos, cojo ter-
reno se vende por junto ou em lotes de 30 pal-
mos e,i la irn : na ra de Apollo, armazem nu-
mero 33.
Aos seuhores armadores e
proprietarios de carros
fnebres.
Vende-se rerbutina pro la superior a 100 rs.
o covado : na ra do Crespo n. 25.
Alien jo.
Veni
pria pi
no mellior local
_ Vende-se um lio na ladira da S, em O-
lin la. com casa para nunfrosa familia, sendo
lo' i i' ''' i i, baiu [.ara capim e alguns arvo-
i" l is fructferos; quem pretender, dirija-so
l'r.i |p I'.,-i is, ra dos Gu ara rapes, em casa di
S i M m Lu. i da silva \ anna, que achara
coa qm m tratar.
is escravos venda.
(' ia ni ii pamba rccolhida de idade 20 annos,
nubilidades, 2 escravas de idade 25 a
30 a-iuo. nbendn fazer todo o servico de una
ca< i uor 1 :' i;. 1 bunito copeiro de ida-
d1' 2J ni is 1 mulatinhu p"e,i de idade 13 an-
n i-, I p. ravo po: Si:;; n i'rna tfas Aguas Ven-
des u ;.
_ V'p ide-se um bole com 2f palmos de pom-
prin-.eniii, 7 de boe.ca, bem cousirui lo ; sendo
rodas i si n,.ira o usas OC amin-llo, bonita
l irii i, propriu para navio, por ser linda forma
gii i pretender dirija -se roa do Nogueira n.
7, ni a i eslaleiro >' Hachado Freir.
Ven le-se urna prela de boa conducta, de
- d idade, eoznha engomma e ensabna
lamento : na rtia sir-ita do Rosario, tra-
ces; i ,i; a ii 1,1 leimado, loja de caira.lo n. 37 A.
Ven le-ae orna caa em bom lugar na La-
d i da meserirordia (na Cidaiie de Oliml.i) len-
(3o lamtem um bom quintal cmi s^te ps de pi-
iiin pft em boro estado pelo derni-
niito prego de 1;t'.iW)0 res. Tambera se ven-
d' se 16 iiedraa para fas'-r nma casa sen>1n 7 so-
I i e9 par verandas, pelo preco de ISOsOaO,
p ,i vi* i ri i Sr rompradnr se fara algam abali-
iii -nt < !! P.anl ia n. I vuda que adiar com quem
tr.i| ir-ua cidada de Olinda.
'enle-se urna taberna com poneos finios
li'ri ifn i ! piar, na roa do Amparo em O'inda, quem a
piii-u ler derijase aos quatru cantos da mesma
O ni 11 botica do Sr. Rapuzo que dir quem
vende a) comprador se- dir ara/.ao por que se
yendo
Encast de J, tnmt&
i
C,, rua da Cruz u 17,
lia para vi'rnler-se :
Ax i o,Hirale de Seltero em meias botijas.
S ilaui" ile IImburgo.
Chocolate francez chegado pelo ultimo navio.
"-so nma liberna com puncos fundos, pro-
a qualqner principiante por ser situada
Une so pode desojar por ficar cm
esquina, oa ameninidadn lo lugar convida aos
fregueses a lazerem pausada na casa, pois tem
gran les cora modos pira esse flm, como seja, um
grande solp corrido, emli u basta dizer que o
lugar as Cinco Puntas junto as casis cabidas
para car n'uma posico de abranger todas as
tus portento quem rjuizer ganhar dtuheiro
'ii'U-ir-se ao mesmo luzar as Cinco Puntas os.
8'J e 82 uue todo negocio se f.ir.
_ Vende-se um cas1 de escravos, sendo um
mulaiinho de idade 13 annos e urna negra com
2H anuos ; no bpeco di Pombal
Jo i s:onJe de Suassuna,
na Jo.
CAL DE LISBOA,
nova c muilo bem acondicionada : na rua da Ca-
deia do Recifen. 38, primeiro andar.
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortiraento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun
dido como batido.
Cheguem ao barato
O Pregula est queimando, em sua loja na
rua do Queimado n. 2.
Pegas de bretanha dorlo cora 10 varas a
2J5, caseraira escura infestada propria para cal-
ca, cllete e palitots a 960 rs. o covado, carabraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muilo fina a W, 49, 5fl.
e 6-5 a paga, dita upada, com 10 varas a 55 o
65 a p'!i, chitas largas da molernose escolhidus
^adroesa 210. 360 e 280 rs. o covado, riquis-
simos chales de merino estampado a 7e85>,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muilo I
delicada a 93 cid i um, ditos com urna s pal-'
ma, muito finos a 855O0, ditos lizos com fran-
jas de seda a 55, lencos de cassi com barra a
100, 120 e 160 c ida ura, meias muito finas pa-'
ra senhora a 43 a dalia, ditas de boa qualidade'
a 35? o 3$.00 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para eoberU a 280 rs. o covado, ehi-'
tas escuras inglezas a 5900 a poga, e a 1(50 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 1, i
15200 e 19(500 a vara, dito preto muito encor-
padoa !500 a vara brilliantina azula 400, rs.
o covado, alpacas do I i fferantes cores a 360 rs. o
covado, c^semras pretas finas a 2*500, 33? e
33JOO o covado, caraliria preta o desalpicos a
oOO rs. a vara, e oulras n di tas fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas se dao
amostras com penhr.
Cambraia organ-
dysa3G0o covado.
Vende-se na roa do Crespo, loja n. 8, de qna-
tro portas, cambraia franceza organdys a 360 o
covado, pira acabar urna factura ; assim como
boas mitas francezas a 240 e 300 rs, fazenda de
lindos padroes c cores fixas : do- se maoslra.
6IV9I SORTIBENTO
DE
Fazendas e obraseitas.
e ar tmazcKi
DE
n.
A pechincha, antes que
acabe.
se
Na loja do Pregoica, na rua do Queimado n.
2, tem saias batoes abortas, do ultimo gosto, pe-
lo diminuto preco do ,j#.
61.5DE MITUHII
DE
fazealis e roupa feia
NA LOJA E ARMAZEM
i-onfronte o silio
casa pintada de en.-ar-
Cerveja.
Em Casa de .1. Praesrpr rS C, roa da Cruz n. 17
tem para vender as seguiuies marcas :
Diamante X (Tcnciool).
Basa
Cavallinha.
Coiirinha.
soriiu.enio preto e branco, garrafas inleiras e
nudas.
Vende.se. uma rasa terrea de pones valor,
na marte Santa Hita n. 80 ; a tratar na mesma
rua n. 90.
DE
Joaquim Rodrigues Tavares de Mello
RUA DOQUEIMADO N. 39
Basca L0J-. DE Qi:.\TllO PORTAS.
Tem um completosortimento la roupa feita,
convida a tolos os seus freguezes e a todos
quodesejarem ter um uniforme feito com todo o
gosto dirijam->e a e-te esUbalicimonto que cu-
eontrarao um babel artista chegado ltimamen-
te de Lisboa para desempenhar as obras a von-
lade dos freguezes, j lem um completo sorli-
menlo de palitots dj fina ca-emira moilello
glaa, e muito bem acabados a 16)0U, ditos
de merino solim a 125000, ditos d| alpaca
pretos a 55000, ditos de aJpaoa
a 83000, ditos corn galla de veludo
ditos d; fu-lo, ditos de ganga, ditos i
tu lo a S5?() 0, ditos de brim de linho
do a 6*0'i0, caiga de brim de linho muito su-
perior a 5000, ditas de casemira de cor a
|9500) ea 105 00, dit.s de casemira pre-
|ta superior fazenda a 129300, palitots fran
cezes de panno fino faienda muilo fina a 255
i sobre casacas rlc panno muilo sujiei-ioresa 35?'
je a 405000, um completo sortimenlrv dacami-
as fracezas, tanto de linho como do^lgodo
e fusiao vende-se muilo em conta, afta'ds que-
I rer-se liqiudar cora as camisas.
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Ha cortes de vestido de seda de ores, fazenda
mimo superior con, pequen, toque de mofo ^X^IV'l^ ^^
bii.iiO. daos sem .lefeito a 1O0000, lem um grandes, proprios para escravos,
rcsio de chales de toquim que esic-se acaban lo mo preco delj.
a 309000, ditos de mirinrj bordidos com pona
Por me! a de do seu
valor.
Ria do Qu 'i.ailo n. 19.
V.slos de gaza e phaniasia, muitos lindos.de
io.nssnas, pelo baralissimo preco da IOS cada
ii m corte.
Loyd esperanca.
Vende-se borracha de seda preta para borze-
guins a SftOU o mvd lo. fraila pin barris muilo
hu a 40 rs., pst acabando se, (lautas de pbino
de Gaolrol i 18 e 20. bra celes de mozaico a
C, la i pira bordar a Ct'l a libra, trancas de li-
li h i brancas para as ronpas da festa a 800, 18
11200 e 1^600 a- peca, s^te padrfies dilTere'ntes!
culheres finas, ftcas, Iriichantes. pie. : na rua
do Queimado n. 3-1 A, Guimares & Rocha
Loja de quatro portas
Na rua do Queimad)
46, frente amarella.
Sorlimonto completo do sobrecasaca de
panno prelo e de cor a 253, 283, 303 e
35ft, casacas a 283.303 e353. palituis dos
mesmos pannos 209, 223 8 25g, ditos de
casemira de cor a 165 e 18$, ditos sac-
eos das mesmas casemiras modelo iuglez
casemira fina a 103, t# 1 3 e 13$, ditos
saceos de alpaca prelo a 4$, ditos sobra
fino do alpaca a 73, 83 c 93, dilos de me-
rino setim a 10$, dilos de merino cordfio
V a I0t e 123, ditos de sarja preta trancada
m saceos a 63. ditos sobrecasacos da mes-
P ma razcnda a 8-3, ditos de fuslio de cr e
m branco a 43. 4$50O e 5. colleles de ca- i
,* semira de cor e preto a 53 e 63, dilos de '
merino preto para lulo a 43 e 53, ditos "
v de velludo preto de ctir a 93 e 103. dilos
m de gorgorao de seda a 53 e 63. dilos de
9 bri,n branco e de cor a 23500 e33. calcas
H de casemira de cor e prelo a 7jj, 8j!, Uj
7y e 103, dilas para menino a 63 e 73, ditas ,
^ de merino de cord&o para nomcm a 5 e :t
v> 63, dilas de brim branco a 58 c 6-3, ditas
}| dud de cor a 3j, 3s500, 4i p 53, e de
\> ludas estas obras lomos um grande sor-
jig tmenlo para menino de todos os tama-
nhos ; camisas inglezas a 363 a duzia. Na
mesma loja ha paletots de panno prelo
fpara menino a 14JI, 15$ e 16j. ditos de
casemira pira os mesmos pelo mesmo
H preco, dilos de alpaca saecos a 3? e
I 3j500, dilos sobrecasacos a 5J e 6j| para
S osmesmos, calcas de biim a 2|500, 38 c
J 33500, paletots saceos de casemira de cor
M a 63 e 7.3, toalhas de linho a 800 e 1 ca-
S da uma.
K No mesmo estabelecimento manda-se
j* apromptar todas as letalidades de oaras
ndonlcs a roupas fintas,em poneos dias.
' que para esse fim temos numero suf- 5
j^| fic.iente de peritos officiaes de alfaiates ^
r|> rgidos por um hbil m-slre de seme- $*
^ lliante arte, fleando os donos do esta be- ^E
i leeimeoto responsaveis pelas mesmas ap
?B obras al a sua enircga. ^f
mmmmm asas mmm^M
Sebo e s>*aixa.
Se' ,1 coadoe graxa em hexigas: no armazem
a 3$ a sacca.
Arroz cora casca lendo a maior parle pilado
proprio para galianas ecavallos ; no Caes do Ra-
mos n. 6.
Expssic&o de melaes.
E' chegado a esla loja do Vianna, um riquissf-
mo_ sortimenin de metaos de todos os gneros do
mais bonito que se p le encontrar, tildo a emita-
co de prata ; na rua Nova n. 20, loja do Vianna.
Caf a vapor.
Riquissimo sortimenlo de machinasde fazer ca-
fe a vapor, approvados na ultima exposigao de
Pars ; na rua Nova n. 20 luja do Vianna.
Bombas de Japy.
Riquissimo sorlimenlo do bombas de japy' de
lodos osiam inhos, as melhores que se tem appro-
radoem todo o mundo, pela facilidad: que di n
lirar-se agua ; na rua Nova n. 20, loja do Vian-
na.
Camas le ferro.
Itquisssimo sortimenlo de camas de ferro com
unas, e pira colxo por preco commodo ; na rua
Nava n. 2J, loja do Vianna."
Na fabrica de caldeireiro da rua Imperial
im- 'junto a fabrica de sabo, e na rua Nova, luja de
ferrageos n. 37, ha urna grande porc.o defolhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto ureco de 140 rs. a libra
>j para tmulos e catacumbas tanto de
aljfar e imortaile com inscripcoes : na
rua do Emperatriz n. 7, loja'do Le-
conte.
u mwmmmmtmmwtKm
Vende-sc na loja de 8
NabueoAC. na rua Nova ^
8 n. 2, litas para cartas S
I de bochareis a 5^ rs. a i
Iita i
Altenco.
Na rua do Imperador n. 67, vendem-se chapeos
, de palha de carnauba a 12 o cento.
I $$$$ @.S@>^@@@5l@
I .* Kecebeu-se o continua a receber-se por g
59 tolos os vapores artigos de modas para A
bomens, iocluindo calcado de Melis na (/
45-RaDireita--45
ESCOMIDO SORTIHENTO
a
Loja de mnrmore.
i
Aproximando-se o lempo festivo, e sendo in-
dispensavel que as lindas e amaveis filhas da
opulenta e potica Mauricea se previnsm do que
e necessano para o resguardo dos seus mimosos
o pequeninos ps; atiendendo tambera a que
uma crinolina empavesada no pode estar de
acord com uma botina acalcanhada ou desco-
sida, assim como um cavalheiro de calqabalao
com um borzeguim estragado, far urna triste
figura vis-a-vis de uma bella; ronsiderares tao
acprlada> artuaram no espirito do proprielario do
eslnbelccimenio, j lao conhecido pela modic-
de dos precns do spu calcado, para rpduzi-los
aioda mais, munindo-se de um abundante sor-
limenlo e sem defeito, que aprsenla aos seus
benignos frrguezes (moeda em punho) pelos
precos aboixo :
Senhoras
Borzeguins 52 a 59. .
Ditos ditos.
Ditos ditos.
Meninas
4,s80O
4tj500
4000
Borzeguins 29 a 51. 5s-800
Ditos 25 a 28. .
Sapato^s.
Ditos. .
-_
E pechincha.
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas intzlezas.
Peitosparacamisas,
Riscoutos
Emcasa de Arkwight 4 C, ruada
_Crui n. 61.
idmiraveis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc-, devem estar prevenidos
corn esles remedios. Sao tres medicamentos con.
os quaes se cura eficazmente as priucipaes mo-
lestias
Prompto alivio de Iladway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os poiores casos de rheumalismo, dor de
cabera, nevralgia. diarrhea, cmaras, clicas, bi-
lis, indigestan, crup, dores nns ossos, contusoes,
queimadura, erup(ea cutneas, angina, reten-
jao de ourina. etc.. etc
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermedades escrophelosas.chro-
j nicas esyp lili ticas; resolve os depsitos de maos
humores, purifica o sangue, renova o syslema;
: prompto e radicalmente cura, escrophulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
! sos. tumores br.incos, afecces do figaoo e rins,
i erysipelas, abcessnse ulceras de todas as classes.
I molestias d'olhos, dilTicoldade das regras das
j mulheies hipocondra, venreo, etc
Pilulas reguladoras de Rad-
way
I pararegularisar o 3ystema, equilibrar a circula-
. cando sangue, inicuamente vegetaes favoravei*
em lodosos casos nunca occasiona nauzeas mm
dores do ventre. dses de 1 a 3 resularisam, de 4
a_8purgam. Estas pilulas sao Pficazes as allep-
SO is lo ligado, bihs, dor de caneca, ictericia,in-
dii?eslao, e em todas as enfnrmidades das mu-
Iheres, a saber : irregularidades, fluxo, ret-n-
coes, flores brancas, obslrucces, histerismo, etc..
sao do mais prompto effeilo na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella. e cm todas as febres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vera a-
companhados de instruccoes impressas que mos-
tram com a maior miuuciosidade a rnaneira dt-
applica los em qualquer enfermidade. Estio ga-
rantidos de falsilicacao por s ha ver venda no
armazem defazeudag de Raymundo Carlos Leilf
& Irmao, na ruada Imperalriz n. 10, nico.
agentes em l'ernambuco-
Rival sem segundo.
Na rua do Quaimado n. 55, defronle do sobra-
dono vo, loja .le miudezas de Jos de Azcvedo
Mau e Silva, ha para vender os seguinies artigos
abano declarados :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapatos do tranca de algooo a 12.
Carlas de alftnetes Anos a 100 rs.
Espelhos do columnas, madeira branca, a
Phosphoroscom caita dp folha a 120 rs.
Frascos de macass perula a 200 rs.
Duzia de facas e garios muilo finos a 35500.
Clcheles em carta o de boa qualidade a 40 rs.
Caixas de clcheles balidos a 60 rs.
Caixas de obrejas muito novas a -0 rs.
Frasco de oleo de babosa a 500 rs.
Diio dito para fazer cabello corred0 a 800 rs.
Sapatos de la para enancas e 200 rs.
Pares de meias para meninas a 240. de olgortao".
Pares de Iuv3s de fio de Escocia a 320, Chales de I
Hassos de graropas muilo boas a 40 rs.'
Agulheirns de marfirn a 160rs.
Caivetes de aparar penas a 100 rs.
Grvalas de seda muilo finas a 600 rs.
Tesouras para costura muilo linas a 500 rs.
Ditas oara unbas a 500 rs.
Pecas de franja de laa cum 10 varas a 1g.
Pecas de tranca de laa com 13 varas a 500 rs
Fi'tilho (iira enfeitar vestido (peca) lj.
Linhas Pedro V, cartoc>m 200 jardas, a 60 rs.
Ditas lito com 101) jardas a 20 rs.
Escovas para dentes muito finas a 200 rs.
Pares no meias decores para homem muilo fi-
nas a 140.
Cordato imcerial (pecas) 40 rs.
Dilos 18 a 24......
Homem
fiorzeguins. ...
Ditos......
Ditos prova de fogo e d'agua.
Ditos.....
Ueiot borzeguins de lustre.
Sapa toes com elstico e lustre.
Ditos arranca pelle, bezei
Ditos de bezprro.
erro.
Meninos
5/,-COO
3J200
96-500
8,S'800
8.V00
C6000
66'OCO
56000
5(S60O
56000
...... 56GC0
...... 56000
Na tambem nm vanado sortimenlo de todas a
classes c precos nfimos, sendo os annunciados
somenle de pnmeira classe.
BELOfilOS,
Vande-se emiasade Saunders Brolher'A
t.praca d Corpo Santo, relogios d- af. ,'.
Uofabncante Roskell, por precos conm. dos
e tambt Diraocelllns e cadeias para os nusn os
deexceelhile oslo.
HMtwamDetr r:-.'?, re. ( c '
^~$m coaira fm
I
LONDRES
AGENTES
C J. Astley & Companhia-1
6
6
para
1 Va
i I
8S
Botica,
pelo baratissi-
Curada Gonorhea.
redonda a 8>0O(), ditos se n ser de pona redonda
a 8J000, dilos esianpadis c un listras do seda
em roda da barra a 9*000, dilos de ricas estam-
pas a 79000, ditos de ganga franceza com fran-
ja banca a 2*000, dilos sem franja e muito
encorpado a 2*000, ricos maiueleles de grosdi-
naples preto e de cores ricamente enfeilados a
*25*(>0<>, ditos muilo superioies a 309000, en-
feilesde vidrilho preto a 3*(1)0, dilos de retroz
a 3*iO0, organ lis da mais fina que ha no mer-
cado a i*0(iO o cova lo, cambraias decores CaTTOS.
le padres muito deUc.dosa 8<0 rs. a vara, ditas! Vendcm-se dous ricos carros mui bem appa-
de uutrax qiialidades a 600 'S. a vara, ricas chitas relhado e elegantemente pintados : no largo do
farnce/as de muito boas qua^idales a 280, 300, c"rP Santo, escriptono de Manoel Ignacio de
320, e 400 rs. ao covado, a melhor que se pode "Ve'ra Fllho-
imaginar, peilos para camisa a 2d0 rs. cada urna,
Chegou pelo Oyapock uma porco de frascos
da preciosa inj^ccao Brou, que se conlia. aven-!
dar a 59 : na praca da Independencia d. 22.
Potassa nacional^
chegada esles-dias do Rio de Ufi^t, vende-se
por preco mijito commodo: no esmptorio de
Carvalho, Nogueira & C, rua do Vgario n. 9
primeiro andar. '
cortes de casemira de cores a 69000, dilas em
pesca de q ladrinhos a 490MO o covado, gollinhas
de muito bom gosto a 1*000, ditos de outros
bordados ricos a 3#000, manguitos de cambraia
bordados a 3*000, tiras bordados e entrimeios
que fe venden por preco commodo, bombaxil de
cores proprio para roupa de enancas, e capinhas
para senhoras a 1*400 rs. o covado, corles de
cambraias de silpic-s a 59M0O. cortes de cam-
Escrava.
Vende-se uma mulata, moca, que engomma.
cose o cozinha : na rua do Queimado n. 46, U\a,
Vende-se na rua do Livrame'o
n. 19, borzeguin francezes a 6$, dito
Bartholomeu Francisco de Souza, rua larga do
Rosario n. 36, veude-se os segnintes medica-
mentos :
Rotil'Affi'cleur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Karupedo Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento lloltoway.
Pilotas do dito.
Ellixir anli-asmalhico.
Vidrosde bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grande sortimenlo de pa-
pe para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Vendem-se libras sterlinas. era
casa de N. O. Bieber & C. : rua da Cru*
n. 4.
Arados americanos e machinas
nara lavar roupa: em casa de S. P Jo-
hnston & C. rua da Senzala n.i2.
j Grammal icaiogle
za de OUendorff.
Novo metliodnpara aprender a lr,
aescrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos is ei>t.ibelecimentos de instruccao.
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
Iraia enfeitadas Cim tiras bordadas a 6*000, rollo, da-se barato visto que seu dono retire-sc
e ontra? militas mais fazend.a oue ser difcil p/raf?r0 da provincia ; a tratar na mesme cwa,
aqui pode -las mencionar todas. i TaJie """"^ C d" 8 da '^^
Vende-sp um terrpno em uma das novas
"nH i ras da freguej.ii de Santo Antonio com 58 nal-
de bezerro a C$. dltO de Vaqueta a 'Jjj. M de frente, atrralo d.vidam^n^ o com os
aliceres dp todo elle feito, e com um rttlio soli-
do, proprio para se concluir a edillcf;.a,i com
milita tiavidade ; na rua de Santa Thereza n. 48,
se dir< quem vendp.
Vende-se uma escrnva parda, moca, c com
habilidades ; na rua do Tilar n. 116, logo pas-
eando o arsenal de marinha, lado esquerdo.
Na rua do jasmim, por detraz ra igreja de
S. Concalo n. 16, vende-se uma mobilia de ana-
eobertos edescobertos, pequeos e grandes.di
ouro natente inglez, para homem o senhora.
de um tos melhores fabricantes le Liverpool
iviidos pelo 11 timo paquete inglez remeasadf
oSuthall Mellor & C.
Luja das seis portas em
frente do Livrameno.
Covado a 200 rs
Chitas largas de bonitos uoslos a 200 rs. o co-
0. Jb',r,-i cassas d lpicos brancas e Op cores a
200 rs. o covado, pppas de psgniao dp algodac.
muito tino a 3| a pppa, ditas dp bretanha dp rolo
com 10 raas a 2*. rispadinho de linho a 160 rs
p covado. chales de merino estamnidos a 2
lencos brancos com barra dp eflr a 120 rs., ditos
co u bico a 200 rs., algodao monstro re dus larl
guras o mchor que pnssivpl a 610 rs. a vara
mussiilina pncurnada a 240 o covado, fil de li-
nho preto bastante largo._ A loja est aberta at as
9 horas da noite.
S Veode-se
I Formas de ferro
purgar assucar
I Enchadas de ferro.
g Ferro sueco.
| Espingardas.
I Ac de Trieste.
Prego? de cobre de coin-
posicao.
I BarriJha e caLos.
I Brim de vela.
J Conrode lustre.
S Palhinha para marciuei- i
n ro : lo arma7em de C. I
% J. Astlej A C.
Na rua da Cadeia n. 21, vend n-sp as sp-
gnintesfzendas, |icrmrtiide de sen valer oara
liquidacio.
Biros de seda brancos e pretos, eJe ledas as
argoras, vara a 160, 2-10,400, 8f0 e lfCC.
L'm completo srrtimento de franjas dp seda e
i
I
oqiiim a 10, 15, 20 p 3r*.
Ruines de seda, velludo, de lenca e de fuslo
de qnalidades finas, duzia a SCO, 4(0 o fCO rs.
Collorinhos bordados de 500 rs., 2j?, 3 e 4!
Entren eit s finos, pecas rom 12 raras a 1j!
Polhos 1 ii rdados tir-.s a !ji 0, 1*. 8$, 3*500*"
Camisetas com maasoitos a 3&, 4,5 c 6s.'
Enfeitis de Dures a Cg.
Chapees de seda para senhora a IOS.
Casaveques de velludo a 40 c COR.
Pilos d<< seda a 25?.
Dilos de fustn a 8 e 12>.
1'iias de seda c de todas as qualidaJes do 160
rs. a 15500.
Ditas de velludo de 240 rs a 1.
Rua d Cadeia do fiecife
numero il,
loja de miudezas, continua a vender-se pelo ba-
rato preco, enlre todas os fazendas, os seguintes
objectos:
Capachos para entrada de porta com pequeo
deleito a 12u rs.
Franjas para corlinados e toalhas, poca a
v*lt)U.
Duriasde tnlheres a 5$900.
Dias de dilus finos, cabo de balis, a 5(500.
Paralhos de carias de a| reciacao .1 2{(.
Gollinhas de vidrilho, gustos modernos, a
Carlas de alfinetes a 100 rs.
Masaos degrampas a 40 rs.
Moldurasdoutadas de todas as larguras a $
Franjas de seda, laa, algodo e linho, gostos
modernos.
Etifeites para rnbeca, de froro, modernos!}
Mantas para grvala i- Beltrnmini g
Charutos de pcenemiia, caixa com 100, a 2S500.
E muitos outros objectos que s lisia dos com-
pradores.
= Vendeni-se Bastos com farello de Lisboa,
farnli8 de mandioca e milho, por preco muito
em conla : no pateo de S. Pedro n. 6.
Em rasa de N. 0. Bieber & Successores, rua
jda Cruz n. 4, vende-se :
Champanha marca Farre & C, uma das mais
acreditadas marcas, mui contiendas no Rio de Ja-
neiro.
Vinho xerez cm barris, cognac em barris e
raixas
Vinagre branco e tinto em barris.
Brilhantps de varias dimensoes.
Ei her sulfuriro.
Gomma lacro clara.
Lonas, brinzos e brins.
Aqo oe Milao
Ferro da Suecia.
Algodo da Babia.
ILEGVEL


DllJO DE PERNAMBUCO. JIKC1 EEUU DE NOYEMBRO DE 1860.
CO
6a
FWDICAQ LOW-MOW,
Roa da SeozalU Nova n. 42.
Neste esiabelecimenlo contina a baver um
completo sor limen 10 de moendas e roeias moen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
de ierro balido e coa Jo, de todos os laraanhos
para dito.
Potassa da Russia e cal de
Lisboa.
No bem conhscido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recite n. 12, lia para vender
verdadeira polassa da Russia nova e de superior
qualidade, assim como tambem cal virgem em.
pedra, ludo por precos mais baratos do que em
oulra qualquer parte.
Violto de Bordeaux.
Em C3sa de Kalkmann IrmSos&C, ra da
Cruz n. lO.encontra-se o deposito das bem co-
necidas marca dos Srg. Brandeuburg Frere*
e dos Srs. Oldekop Mareilhac 4 C, em Bor-
deaux Teua as seguintes qualidades :
De Brandeuburg frres.
8t. Estph.
St. Julieu.
Uargaus.
Larose.
Chaieau Loville.
Chleau Margan!.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
casa ha para
Na mesraa
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
As melliores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & G. e Wheeler & Wilson.
Neste esiabeleci-
menlo vendcm-se as
machinas destcs dous
futores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noi>e, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade eseguranea:
no armazrm de fazendas
do Raymundo Carlos
Lcile & Irroos ra da
amigamente aterro da Boa-
I nperatriz n. 10
Vista.
SISTEMA MEDICO D HOLL \\ A Y.
PILLAS HOLLWOYA-
Este inestimavel especifico, corr.pr sto inleira-
menie de hervas medicinae, nao conten mercu-
rio ero algunia oulra substancia deltcteria. Be-
nigno mais lenra infancia, e a compleic,o mais
delicada igualmente promplo e seguro para
desarreigar o mal na compltelo mais robusta ;
enieiramenle innocente em suas operaces eef-
feiios ; pois busca e remove as doencas de qual-
quer especib e grao por mais amigas e tenazes
que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, minias que j eslavara as portas da
niorte, preservando em seu uso : conseguirn]
recobrar a saude e forcas, depois dehaver leu la-
do inuliimente lodos osoulros remedios.
As mais afilelas nao deveni entregar-se a des-
esperado ; fac,8m um compleme ensaio dos
efljeazes effeiios desta sssombrosa medicina, e
prestes recupera rao o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em Wniar este remedio
para qualquer das seguintes enfermidades:
Febrelo da especie.
Gotia.
Heraorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigesles.
Inflanimacoes.
Irregularidades
menslruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Abstruc^ao de venire.
Phtysira ou consump-
pulmonar.
Retenc,o de ourina.
Rheumalismo.
Symptomtis secundarios
Tumores.
Tico doloroso,
Ulceras.
Yenereo(mal).
Ra do Queimado
n. 39.
NA
Loja de quatro portas
DE
JOAQUIM RODRIGUES TAVARES
DE MELLO.
Cbegou ullimamenie a esle esiabelecimenlo um
REMEDIO INCOfflPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as nar5es
podem lestemunhar as virtudes desie remedio
incomparavele provar em caso necesario, que,
pelo uso que delle fizeram lem seu corpo e
membros iuieiramente saos depois da haver era-
pregado inuliimente outros iratamenlos. Cada
pessoa poder-se-ha convencer dessas curas m-
ravilhosas pela leilura dos peridicos, que lh'as
completo surtimcnlo de chapeos prelos frsncez- relatara lodosos das ha mu i tos anuos; e a
do melhor fabricante de Pars, os quaes se vene maior parte deltas sao lao sor prendentes que
dem a 79000, ditos a 89000, ditos a 9?J000, j admirara os mdicos mais celebres. Quantas
ditos muito superior a 109000, ditos de castor, pessoas recobraram com este soberano remedio
dretos e brtincosa 169000, o melhor que se i o uso de seus bragos e pernas, depois de ler
pode desejar, chapeos de feltro a Garibaldi de permanecido longo lempo nos hospitaes, onde
muito superior massa a 79000, ditos de copa j deviam soffrer a amputado I Dellas ha mui-
baixa para diversos precos, ditos de palha escura cas que havendo deixado esses. asylos de pade-
de varias qualidades que se vendera por preco
barato, bonels de veludo para meninos a 59000,
ditos de palha escuras e claras a 49000, ditos
de panno milito bem arranjados a 39500
chapeos de seda para sei.horas a259000 muito,
superiires, ditos do palha escuras proprios para
campo a 1237000, ditos para meninas a 109000,
chapeos de sol de seda inglezesa 109 e a 129
muito superiores, ditos francezes a 89000,
ditos de panno muito grandes e bons a 49000.
sapatos de eludo a 29000. ditos de tranca a
Accidenies epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulso es.
Debilidadeou extenua-
ra o.
Debildade ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga..
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfermidades no venlre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enchaqueta
Herysipela,
Febre biliosa.
Febrelo niermiiente,
Vende-se estas pilulas no eslabelecimento ge-
ral de Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguista e oulras pessoas en-
carregdas de sua venda em loda a America do
bul, Ha va na e Hspanha.
Vendern-se as bocelinhas a 800 rs. cada Rua laSenZala N()Ya 11.42
urna dsllas, contera urna mstrucr3o em portu-
umentos, para se nao submeterem a essa ope-
rario dolorosa oram curadas completamente,
mediante o uso desse precioso remedio. Al-
gumas das taes pessoa na enfuso de seu reco-
nheciraenlo declararara estes resultados benfi-
cos dianle do lord corregedor e ouiros magis-
trados, afim de mais autemicarera sua afirma-
tiva.
Ninguem desesperara do eslado de saude se
tivesse bastante confianza para encinar este re
medio constantemente seguindo >lgum tempo o
19600, sinlos de grugurao para senhorase me-i iratamenlo que necesslasse a natureza do mal,
ninas a 900", cneiros de casimira ricamente cujo resultado seria provar incontestavelmente.
bordados a 129000, e oulras rnuita fazendasQue ludo cura,
que a vista dos freguezes nao deixarao de com- O ungento lio
piar.
Cerveja branca su-
perior.
Vndese cerveja branca superior, era barris de
terco, por preo mdico ; na ra da Cadeia do
Recite n. 12, escriptorio de Bailar & Oliveira.
Campos ( Lima
rcreberam urna factura de chapeos de sol de se-
da para hornero, leudo entre esles alguns peque-
nos que serveni para as senhoras que vao para o
campo lomar banhos se cobrirem do sol, e como
a porfi soja grande se rosolvero vender pelo
proco de 69 e 6$500, c alguns com pequeo de-
feiio a 59 : na ra do Crtspo n. 16.
guez para exp
lulas.
O deposito geral
licar o modo de se usar destas
pi.
era casa do Sr Soum
lunnente nos
Alporcas
Caimbras
Callos.
Ancores.
Corladuras.
Dores de cabera.
das cosas.
- dos meabros.
Cmfermidades da culis
era geral.
{ Ditas do anus.
ErupcSes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
| Fiald.ide ou falta de
calor as extremida-
des.
I Frieras.
Gengiva escaldadass,
t Inchac,6es.
Inflamac,ao do figado.
nlil, mais particu
seguintes casos.
lnfla.rjmac.ao da bexga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos
Pulmdes.
Queiroadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Terrenos perloda
pra$a.
Caminho dos mnibus.
Os herdeiros do commendador Antonio da Sil-
va venden) sua propriedade, no lugar da Casa
Forle, em sorles de ierra a vouiade dos compra-
Phosphoros
do gaz.
Constando que o nnico deposito de phophorr-s
do gaz, na travessa da Madre de Dos n 16,
dores com a nica restric^ao de nao lerem menos acha-se despravido, os consumidores desse gc-
de30 palmos de frente, e fundo designado pela ero sao convidados a ir ra do mrsmo nomo
respectiva planta approvada pelas autoridades; armazem u. 28, onde podem supprir-se a vin-
competentes, o engenheiro Antonio Feliii.mo tade.
Rodrigues Selle o encarregaoo das medic.6eS| jk ia
*
Vende-se um encllenle escravo criouln, rr.ta-
to mogo e robusto ; no segundo andar dr> sobra-
do amarellodefronte da matriz da Bua-Visla.
Liquidaco.
Por barato preco. para acabar, na ra da fm-
ueralriz n 40. ouli'ora aterro da B.ia-Visia, leja
da esquina do becco dos Fcrreiros, vendem-se
l.uriidiis muito baratas a saber : pecas ele cam-
braias branca;, lisas e linas a 3$ e 3{jr(;rt, M
muito finas, dilas de crenoline brancas, fszenda
nniiir. rnrorpdda, propria para saias ilebalo, a
peca 2<5(0. o lt rn 10 1|2 varas, coiles de riscdo
fr-mez para vestidos a 2J. corles de un ia case-
mira para calca I.'600 c 2tf, laazinha muito li-
nas a 560 o rr.vadu, e oulras muilaa fazeedaa que
se loma enfadunho mencionar, que a isla do
freguez se dii.
prensas, e pode ser procurado no mesmo sitio,
ou na ra estreia do Ros: rio n. 30, lerceiro an-
dar, ou na praga da Boa-Vista, botica de Joaqulm
Ignacio Ribeiro Jnior : os prelenoenles podem
dirigir-se igualmente para qualquer proposta ou
esclarecimenlo ao herdeiro L. A. Dubourcq, no
seu sitio na Capunga.
Rap nacional D.
Pedro II da imperial fabri-
ca de Jouo Candido de Mi-
randa, Rio de Janeiro.
Este rap som duvida o de melhor qualidade
fabricado neste imperio, acaba de chegar e vpn-
de-se no deposito, ra do Vigario n. 23, escrip-
torio.
Vende-se por necessidade urna roulati-
nha propria para ama de meninos ou para en-
carregar-se da adniinisiraf^o do urna casa por
ser milito fiel ecuidadosa, engomma com luda a
perfeicao, cosinha e coze, roupa Je senhora :
quem a pretender annuncie por este Diario
que sei procurado.

Suissos.
Em casa de Sihaflf itHn (S C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e v. riado soriiminlo
de relogios de algibeira horisontnes, palenies,
chronometros, meioschronometros oe ouio. (ira-
la dourada e (oleados a onro, sendo estes relo-
v JOALHEIROS FRANCEZES
^ Tem estcibclecido um rico bor-
m
tmenlo de joias
NA

-
I
i
--:
m

m\ mn n, is
vonderao ror preros razoaveis.
855
fS Recebeu-se recenlemenle e continua a @j
il receber-se directamente de Paris e Lon- g
() dres por lodosos vapores, de encommen @
@ da especial, artigos de modas para se- &*
nhoras na @
Loja de marmore. j
Veudem-se
fazendas e roupa fcita por
menos du seu valor, na
ra Direita n. C8, loja
de Braga (fe Lima
Riqusimo corles de vestidos de pupu-
lina da china a 208000
Dito dito de dito dephantasia imperial 1 O0^0
Dito dito de dito de chaly de seda 1G#00Q
Vestidas de grosdinaples preto a moJa
franceza 449000
Palitotsde panno muito fino c Je gaze-
mra de 16&000 22*000
Diiod'alpaca prela e de cores 29500 e 49000
Esparlilhos f'ance 3*500
Corles de colleles do fuslao 5 i00
Alparca de seda para vestidos de senhor as
covado *500
Bonels para meninos *500
Chales de do mirin pona redonda bor-
dado a froco lodo em roda, e oulras mu-
as faiendas que se torna enfadonho mencio-
na las afiancando- se que nao se enjeita dinheiro
9 Rocebeu-se um conipltto sortimenio de
lindos vestidos de phantasia, com 10 ba- 53
badinhos ou saiote : na rua da Cadeia loja "
9 n. 23. de Gurgel & Perdigao. (g
Vinagre branco,
superior.
Vende-se vinagre branro superior em barris de
auinto, por preco comroodo ; na rua da Cadeia
do Recite n. 12, escriplorio de Baltar Oli-
veira.
pharmaceutico, na rua da Cruzn. 22, em Per-
nambuco.
Bournus de seda otomana de cores proprios
para passeio, e sabida de baile, ullimo goslo : na
loja de marmore.
A 28400 o corle.
NO
Armazem de fazendas da rua
do Queimado n. 19.
Corles de chita franceza pelo baralissimo prego
de 29(00, antes que se acabem.
Burros baratos
de 70$ para cima por to ta para acabar, a tratar com Andr de
Abren. Porto na rua do Trapiche .\ovo
n. li-ou dfronte do arsenal de mari-
na caa amarela.
Vendem se doas moradas de casas terrase
em Olinda, sendo urna na rua do Amp-iro rom
bastantes commodos, quintal morado, e estriba-
ra para 2 ravallos ; e a oulra na rua dp S. Fran-
cisco coro bom quintal e cacimba propria para
quem precisar lomar banhos salgados por ser
muito porto, ambas por prego comrnodo ; a tra-
tar oa rua do Amparo, casa ronii"iia a escada
que sube para a igrefa de N. S. do Amparo.
Vende-so em casa de S. P. Jonhsion 4C Vende-se esle ungento no esiabelecimenlo
vaquetas de uslre para carros, selhnse silhes geral de Londres n. 244, Strand, e na loja
inplezes, ondeeirose supes bronzeados, lonas de todos os boticarios droguistas e outras pes-
tnglezes, fio de vtla, chicle para carros, emon- soas encarregadas de sua venda em toda a
5 dous cvalos America do sul, Havana e Ilespanha.
j Vende-se a 800 rs., cada bocelinha conim
urna instruejao em porluguez para explicar o
modo de fazer uso deslo ungento.
0 deposito geral e em casa do Sr. Scum,
taria, arreios para carro de um e
e relogios de ouro paiento inglez.
Cava lio para carro.
Vende se um cavallo muito bom para carro ou
cabriole! por serensinado para ambas as cousas;
em Santo Amaro* ao p da fundirlo, taberna de
Jos Jacinlho de Carvalho.
Vendem-se saceos com farelo de Lisboa
com 4 arrobas e alguns tem mais, por proco com-
rnodo. em prandes e pequeas porsoes : na rua
da Praia n. 53.
Loja da seis porlas em
frente do Livramento.
Roupa feita barata.
Palitotsde casimira escuras a 4*000, ditas de
alpaca prela 4*o00 e 5*' 00, camisas brancas
ede cores a 29000, dilas de fuslao a 2*500
serolas muitas finas a 19600 e 2&000, palilols
de briin pardo a 38000 calcas de casemira pre-
la e de cores, palilols de panno prelo sobre casa-
cas, colleles do casemira prela ede co:es, ditos
de veludo preto e de cores ; um completo sorti-
mcnlode roupas feilas
pharmaceuiico, na rua da Cruz n. 22.
Pernambuco.
Relogios.
em
p ri m ciro a r.ila r.
No qual se t iii-nritraro obras rio bri-
/-i i lhanles e ouro garantidas pelos aniiiinrin.
Rua do Crespo n. 4, loiag o* rn., q.,ia.H.. mlbfXume .,;.
q, quer oulro vicio. Vendem aderei-i s e pul-
1 ma, em qualquer |giosdos primeiros fabriraiites ra Suissa, que se
parte que seja.
Tremor de ervos
Ulceras na bocea.
do figado.
das arliculaces.
Veas torcidas ou no-
das as pernas.
de quatro porlas.
Pe^asde madapolao fino avariada ae 1;200 al
4800O.
| Cimento iiglez. I
Jm Vende-se o muito conhecido e acredi- ^
^ lado cimento para colar Inora, vidros, ^
tartaruga, maifim ele. : na loja de fazen- q,
das da rua do Gabugj n. 2, a 2^ rada um f
rae vidro dinheiro a vista. \>
quer oulro vicio.
ceiras de li flos os fiostos executdas p'ili
mr-lhores artistas, contendo algn.as ba-
talhas da aciual guerra da Halia, pinturas
9
9
9
de Vatfllu e lavas do Vesuio, e una ii li- ^
nidade de oljeitos Mosaico, de Roma, @
Florenca ele etr. Os annunrianies en- 9
corregam-se de mandar vir de Paris qual- f
quei encorn e no a, o que conservan, na- ti
quHIa capital una p.ssoadesua raso po- "
tiendo garantir a promptidao e boa exe- 9
cuco. c$
j Vtndem-se 10 libras de prata em t nis a
i 70 oitavas de ouro em obras r na rua do Rao sel
numero 31.
immm ;I1?fd!?afof8@si @;L^^^-g
Rodas d'agua.
jg Mcndas decanna.
@ Taixas.
f* Rodas dentadas.
@ Bionzes e aguilhes.
K- Alambiques e ferro. '_,
@ Crivos, padroes etc., etc.
;j Na fundiijao de ferro de D W. Bcwman, '-
rua do Broni passando o chfariz. />
na do Crcsp
m
y
Vende-se em casa de Johnslon Pater & C,
rua do Vigario n. 3, um bello sortimento de
relogios de ouro, patente inglez, de um dos mis
afamados fabricantes de Liverpool ; tambem liJos je" tailalfna bordados de seda a 8?(i00. .\
urna var.edade de bonitos irancens para os on,,nd de cores muil0 finas a 320 rs. o co- \ >' ^" "*"
loja n. 25 de Joaquim Ferreira de S. vende-
se por preQos baiatissimos para acatar : ves-
mesmos.

N. 19.
Armazem de fazendas ba-
ratas, amado Quei-
mado.
Loja das seis porlas en
frente do Livramento
Covado a 200 rs.
Chitas largas do bnnilos gustos a 2 rs. o co-
vado, dilas isirinaj de niis escuras a !6Ti rs
pecas ce br*launa de rolo rom 10 varas a iV
dias de esguiau de algodao minio fino ;. ;<;, ris-
cadinho de linho a ICtl o covado. lencos bianris
roDi barra de rr i 180 ra ditos branres n m h-
ro ai(J rs., algodao nonstro con. duas larguras
guiao de linho a 1^200 a vara, roupoes de 8 W0 *" ^''e duas larguras, imnoa
vado .cassas de cores a 24(1 rs., chita larga a
'2'!", e 240 rs., capas de fuslao enfeilailas a
j 580(0, C3saveques de cambiaia e fil a 5$M)0,
' perneadores de cambiaia bordados a OOOO,
babados a 3'iO rs a vara, liras bordados mili-
to finas a l*5i 0 a pera, riscado fraure/ fino
a I6;1 rs. o covado, golinbas de ponas bor-
dadas a 29500, manguitos de cambraia e fil
a 29000, camisinhas bordadas muito finas a
231 00, chita larga com lustro e milito fina
propria para coberia e roupoes a 3i0 rs es
Joaquim Bernardo dos Res estabelecido com loja de calcado francez na ru larga do
Rosario n. 32, lenlo em vi-la acabar com este oslabelleoimento o mais breve possivel, resolveu-
se a vender lodo o calcado que lera pelos precos abaixo mencionados, a saber:
Bo'zeguins de hezerro com duraque. 6*000
Ditos ditos com pellica. 78000
Hitos da ditos com panno. 7000
Dilos de vaqueta sola patente. 7*500
Ditos de camurca. 7*000
Ditos de iNantes sola patente. 90 Ditos dedilo sola fina, 8*000
Ditos Pradelle. 89000
Ditos todo de duraque, 7*500
Ditos de dilos dito. 79000
Ditos de iNanies. 9*0i>0
Ditos tolo de pellica. 109000
Dilos de cordavao. 11*000
Ditos de lustre de Mel. 12*000
Bolas de bezerro. 89OOO
Receben-se um completo soi lmenlo de
J pulceiras de sndalo, botao para colete,
I extratos, essencia e banha fina : na rua S
S" da Cadeia loja n. 23, de Gurgel & Per- <&
g dgito.
Pechincha.
Rua do Crespo n. 8, loja de
qna/ro portas.
Chitas francozas matisadas muito finas com pe-
queo toque do avaria a 200 o 220 rs. o covado,
mnssolina azul perfeilamente limpa, a 200 rs. o
covadu.
S Recebeu-se os mais modernos cha- J*
O pos do palha enfeitadus com plumas ou flores ; na rua da Cadeia loja o. 23, de m
Gurgel & Perdigio.
GW
Para marinha.
O verdadeiro panno francez'azul escuro (de
que usa a marinha franceza) recebeu-se ulii-
mamenlo do Havre pela barca Berlha e vende-se
em cunta na rua da Cadeia loja n. 23, de Gurgel
& Terdigao.
fRecebeu-se ricas taimas de seda fei- tit
tas de croxe, capinhaa, capas de grosde- #p
naples e manteletes, fiia3 par8 sinto e L
grosdenaplM de quadrinhns em pcra pa- **
*p ri covados na rua da Cadeia loja n. 23, JO
Jg de Gurgel & Perdigao.
Sauaidesde lustre de Nanles.
Ditos Fanien.
Daos do ditos.
Ditos de bezerro.
Dilos de ditos com panno.
Ditos de dito para menino.
Sapatos de tranca francez.
Ditos de tapete.
Dilos do maroquim para Snra.
Ditos de bezerros duas selas.
Ditos dito de urna sola com slto
Dilos tliio de urna sola sem dito
Diios de lustre com duas solas
Ditos rfTocom urna sola esalto
Ditos diio coo> urna sola sem dito
Ricos cortes de gaze de seda e phanlazia com
duas saias, (pela lerca parle do seu valor) a 109
cada corte.
Lences e coberras.
l.encoes de bramante, dito de panno de linho,
cobertasa rhinea pelo barato preco de 1SS0O.
Vestidos de seda.
Ricos vestidos de seda para meninos e meni-
nas, fazenda superior, feltos no Rio de Janeiro
Dor^uma das melliores
prec.o de 8?.
Chitas franceza.
Chitas francezas proprias para casa por serem
escuras, e dilas claras a 2:0 rs. o covado.
Colchas de fustao.
lirandeSaJlcbtrs de fuslao cora ricos lavores a
5J500. 7^
Chales de meriD.
Chales de merino bordados, franja de seda, a
59500, ditos eslampados a 3jE00.
Paletots escuros.
Paletots escuros a 2J600 cada um, cambraia
. organdys a 501) rs. a vara, dilas muito finas a
j!T 610 rs., baloes de malha a 5g. ditos tapados a 4g,
35)200 lencas brancos a 1J800 c 8$, algodao com 8 pal-
mos de largo a 60u rs.
60OO
4*51 'O
35500
3*500
3*000
2*500
19280
13000,
1*<:00 ,
4*500
39500,
29800:
5*000
seda feilos a 12*1 00, vestidos de seda mofados i
a $000, luvas srrendadas a 100 rs. o par,!
vestidos de grosdenaple pretos com barra de'
cor a 20;>000, palitos de pao pido e de r< res l
de 10:5000 a 20*000, sobrecasacas de pai no j
muito fino a 25' 00, calcas de casemira prela
e decores de G0n0 a 1t*000, ditas de biim
branco e de cores de 2>0C0 a 5*000, palitos
debrm branco ede cores de iP5G0 a 59000,
ditos de alpaca de 39000 a 8*000, hrim
trancado de algodao com 9 palmos de largura
modistas, o pelo borato i propro pora loalhas a 900 rs. a \ora, damas-
co de la com 9 palmos de laigura a IrOOO o
covado, velbulina prela a 400 rs., brim de
linho de cores a 19500 o crie, metas eruas
para homem a 19200 a duzia, camisas do
linho inglezas a 32*000 a duzi, percas de
madapolao fino a 4*.()<>, corles de lanzinha
muito lina com lo covados a 8-^000 rs ca-
misas de cores e brancas de 1*500 a 3*000,
e outras muitas fazendas por menos do sen
valor para fechar conlas-
O tu....; \m% jui^u a V i ia. a vara,
annuncianteroga as pessoas que lhedevetn o favor de virem saldar seus dbitos, visto j UCOS manteletes
ler de salisfazer a quem deve.
Os mais
30J000
modernos manteletes pelo preco de
AIAZEM DE ROUPA FEITA
isi m mu
Defronte do becco da Congregacao letreiro verde.
Casacas de panno preto a 30*, 35* e 409000
Sobrecasacas de dito dito a 35*000
Pale*ots de panno prelos ede cores a
209. 25*. 30* e 359000
Ditos de casemira de cores a 15* e 32*000
Ditos de casemiras do cores a 7 e 129000
Ditos de alpaca prela gola de velludo a 139000
Ditos ile merino selim prelo e de eor
a 8* e 9*0"O
Ditos de alpaca de cores a 39300 a 59000
Dilos de alpaca preta a 0*500, 5*,
7*e 9*000
Ditos de brim de cores a 39500,
4*500 e 5000
Ditos de bramante de linho brancos a
4*500 e 69000'
Calcas de casemira prela e de cores a
99, I0*e 129000
Dilas de princeza e alpaca de cordo
prelos a 59000
Dilas de brim branco e de cores a
2*500 4*500 e 5*000
Pilas de ganga de cores a 39000
Dilas de casemira a 5*500
Colleles de velludo decores muitofino a 10*000
Dilos de casemira bordados e lisos
prelos e de cores a 59, 5*500 e 6*000
Ditos de selim prelo a 59000
Di'os de casemira a 3*500
i'ltos de seda branca s 5* e 6*(>00
Ditos de gurguro de seda a 5* e 6*000
Ditos de fuslao brancos e de cores a
3*e 3*500
Ditos de brim branco e decores a 2* e 2*500
Selouras du linho a 2*500
Dilas de algodao a 1*600 e 2*000
Camisas de petode fuslao branco e
de cores a 29300 e 2*500
Dilas de peiio e punhosde linho mili-
to finas inglezas a duzia 359000
Ditas de madapolao brancas e de cores
a 1980", 2*e 29500
Ditas de meia a 19 o 1*600
Kelugios de ouro patente e orisonlaes *
Ditos da prata galvanisados a 259 8 30*000
Obras de ouro, aderemos, pulseiras e
rsalas 9
Loja das 6 portas
em frente do Livramento
Laazinlias a 500 rs.
Camisinhas muito bonitas com duas larguras
para vestidos de senhora a 50(1 rs. o covado, cor-
lesde riscado francez para vestido a 29, sa;as
balan parr menina a 39500. di>as para senhora a
4500o 59 ; da-so amostra com penhor A loja
est aberta al as 9 horas da noite.
Rua do Rangel
numero 28.
Delicadas resfriaderas para a praca e senhores
de engenho. obras que podem estar'patentes em
qualquer sala ornada, do melhor goslo pela sua
delicadeza, como sejam : as bonitas hilhas ham-
burguezas. tanto em porcao como a retalhn, e as
expelientes jarras finas e entre-finas, proprias
para os lugares mencionados, de lodos os lma-
nnos que o freguez queira, e depsitos para com-
modidade, jarras e poies, ludo marcas reforcadas,
e outros muitog objerlos.
Com loque de avaria,
Pe$as de madapolao de 29 a 49O0O, vendern-se
na rua do Crespo, loja de qualro portas n. 8.
Resumo de potica.
Indispensarr-I para os proaimos rxaraes de rhe-
torica ; eal venda na litr.ria classiea, na pra-
ga de PedM) II n. 2, a 500 rs. cada exemplar.
nova pata vesiiois a 600 rs. o covado, rnlejirs ae
tranca rom lac de lita pora cabrea i!e ;. i i i, g
a 2.00. e;Hes de risrado para vestidos a J'g, i c-
cas de madapolao ci m 4 1[2 paln os de laranra a
4js(0, (hales de nriii istanpadis n i i., lies
a f 9. A loja est atera al as 9 horas da noite.
Vendem-se duas casis em Olinda, a pri-
meira na rua deMalhias Ferreira, na esquina do
becco que villa para o Bnrr-fim ; a geg n a do
lado npposio, na esquina co berro, a esqu rda
dp quii vem oe S. Pedro Velho. por precos
rommodoa ; a tratar na rua Nova de Olinda, >.m
casa dci Sr (iadre Assumpcio.
Eseravos fgidos.
Moleque fgido,
Desapparcceu quinta-feira um moleque de no-
me Floiiano. rriuulo, de 12 a 13 anuos de idade,
secco do corpo, levou camisa de ri>cartinho de
algodao (nova) com um papel amaieiln na* coa-
l. s por ser trato n peca, e cal^a de algodao zol
(velha), dearonfla se que anda pelo Pcm nu IIi n-
teiru ; quem o pegar, leve rua da Trintheiios
n 8. que ser recompensado.
Fugin du rnxenlio rio aboixo assignado, no
dia 24 de s'l- mbru de 1860. o escravo de nutro
Vicente. id-ide2.i nn)s, pouco mais nu nierms,
aliara regular, quando anda alira as pernas un
pouco para as bandas, olhos um pomo quebra-
dos, seni barba, cara cheia, com falla de um (en-
te, ler maici de calor i<- figado em un pe. es-
padadii. i'-ti.ni.i^'.i alto, secco para baixo. per-
nas liris, lem (nleoihos as cosas ; etlf escravo
foi re >. Theodoria Mana de Barros, moradora,
na Embiribeira, campia, e enstonia an-i.-ir no
n a'adouro iias Cu ro l'ini,i- ; esle nuestro Prra-
vo j foi preso por un capillo de can po im Pe-
rife, e na Fmbinbeira pelo capito de c-ri[0
Andi Avflino : roga-ae aos rapiloes Oo c-n | o
e mais autoridades, a apprehensio do dito escra-
vo, e podero ei tregar na rua Nova, lab' ma do
Sr. Jos F. Lima, e ueste engenho. que serio ge-
Rna do Queimado n. 9, loja de Francisco Pe- | nerosamente recompensados. Engenho Maltas 30
reir da Silvn, vendern-se lences de brim de de ontuDro do 1860.
Antonio de Paula Sonza Leo.
Escravo fgido.
Um mu|a|0 r]ar0i magio. com pannos pretos
na macaa ,j0 rosto, representando ter 25 amog
.te id.de. natural do R.o do Peixe, chamado
Luit, desappArerp,, nn dia 3q ,je ouihr ,ia r8Ba
do Rr. Cosrn,, fje s Pereira, de quem e escravo ;
""-se ler levado um cavallo prelo do Sr.
que se havia sollado, e que elle fra
ca do mesmo ; suppe-se mais que sua
mulher Op nome Mara tambem o aconipanha
levan.I,, i,ni pequeo bah de flandres : ruga so
as auioridades policiae e a entras qnan-qoec
pessoas que o preuilam, e remellam ao seu se-
nhor, que pagar qualquer despeza.
Contina fngido desde 29 de julho desle an-
no o escravo pardo acaboclado de non o Joio,
com o-- sianaes seguintes ; corpo e esl-lura re-
R'Oares edr plida por ter soffrido de seso, da
ida.ie 25 a 30 anrios. falla descancada, mansa e
sempre conlrafeila. mostrando flngimenlo, na-
tural de Inhamuin foi propriedade de um v. Iho
por nome Joan Secundo do mesmo serian, e por
morle deste vendido pelos herdeiros, sendo um
dos ollim.is pnssiiidureg Ignacio Ferreira Timu-
do, senhor oe engenho do Sul, que lamlu-m o
venden ; julga-se ler seguidu para o Inh.-rnnm
ou oulro qualipier sertao : roga-se ao capileg
de i-ampo ou qualquer pessoa que delle souber
o pprehendam e lovem Apipucos a sen a. lua
senhor, o major Juan Francisco do Reyo Mata
ou no Rerife a Symphronio Olympio de Queiroga,
que so recompensar gecerosamente.
Na Lingoeta n. 5, vende-se :
Queijos nnvos a 3S.
Manteiga ingleza fior a 1S280 a libra.
Vinho engarrafado duque a 18&00.
Presuntos novos a M'O rs. a libra.
Cha hysson fino a zj-iOO.
####*##(
Q Becebeu-se e rontinua a receber-se por SIC
@ todos os vapores, vesiimenlas, calcado e f
chapeos para meninos na $>
Loji de marmore.
m
N. 9.
linho a 19800 cada um
Pechincha.
Na rua da Cadeia n. 24, vendem-se pecas de
algodao com 17 varas, tendo 4 palmos de largu-
ra, pelo barato precio de 49.

Bom e barato.
Manteiga ingleza a 1g, dita franceza a 600 ra.,
fspermocete a 680. doce de goiaba a 1 o caxo,
cha hysson a 19920. dito perola a 2r560, vinho
do Porto fino n 19 e 800 rs. a garrafa, figos de
commadre a 240 a libra, paingo a 160, loucinho
a 360 : na Iravessa do pateo do Paraizo n. 16,
casa pintada de amarello.
Azeite de carra-
pa to.
Vende-se a 440 rs. ; na travessa do paleo do
Paraizo n. 16, casa pintada de amarello.
Escrtva.
Vende-se urna e*crav,i de idado de 30 annos,
ponco mais ou meno, boa quitandeira ; na luja
de livrns ao p do arco de Santo Antonio.
Vende-se urna linda mulalinhn com 12 an-
nos, coe muilo bem, faz renda, muito aneiio-
sa para lodo o servico de casa : na rua do Hos-
picio n. 15.
Rostron
em bos


:
(%)
DIARIO DE PERIUMBUCO. TIRC* FBIRA 6 DE NOVEMBRO DE 1860.
Litteratura.
De Belm ao Pindobal.
TENTATIVA ROMNTICA.
Nada ha mais doce na vida
litteraria.do que nssuciar pun-
ca ou rouia gloria que possa
ler um livro. os nomes de pes-
soa queridas que em te nipos
de duvidas e de speras pravas,
deram alTeclo e conforlo, con-
selho e esperantos ao que ape-
nas dbilmente denunciava a
sua vocago futura.
Lopes de Mendonca.
Meu charo B...
Pediste-me que escrevesse alguma cousa res-
peilo da digresso ao Pindobal, que lo gratas
recordacoes nos deixou I
L'm pedido teu, para mim una ordem: era
mister obedecer !
Conheces-me de sobra, para que ignores que
uo lens esperar do meu pequeo trabalho,
essas descripcoes magestosas, que lanas vezes
temos juntos admirado nos escriplos dos grandes
talentos, quando nos refercm as impressoes que
senliram as suas viagens.
A lela, meu charo B... era muilo sublime para
o meu pobre pincel I
S a imaginaco pilloresca e potica de um Du-
mas, e o eslylo elegante, grandioso e inimilavel
di: uqj Herculano, poderiam descrever com tra-
gos firmes e expressivos, o paiz magestoso e a
natureza ardente e bella, que eu apenas e ao de
leve, lontei esbogar. Assim, pois, meu charo B...,
nao esperes encontrar no meu modeslo trabalho,
mais que urna tonlaliva e taivez urna louca te-
meridade para quem como eu, tem vivido longe
das lides, sempro arduas, da litteratura.
Nao soi como o publico receber a minha ten-
tativa, e fallando a verdado, nem isso me da
grande cuidado I
Ella fui escripia por lie s para ti;se le
agradar conserva-a como mais um penhor da
niuila, e sincera affeicao que lo consagro.
S. Luiz-1860.
C.
I
Ao cahir da larde d'ura bello dia de novembro
quando o sol carainhando para o ocaso, apenas
Unga com o seu frouxo clarao as aguas praleadas
escuna, pouco se tinha anda oceupado do piloto,
por isso me responden sorrindo : nao acho em
Carlos nada de nolavel, lu com a loa imaginario
romntica, queres fazer do pobre rapaz algum
mystenoso Gray I
Olha, meu pobre Cooper, v so podes des-
crever a scena grandiosa que a natureza nos
aprsenla, e deia em paz o nosso bom piloto I
Econlinuou fazer-me admirar a rapiJez com
que a escuna ceda vontade dos que a gorcr-
navam. .
O vento tinha refrescado, e a Bella-Surrentina
arfava airosamente, deslisando-se magestosa por
sobre a superficio da grande baha de Maraj.
A' noile eslava escura, porm o co recamado do
estrellas produzin um brilhanlo reflexo, quo se
espelhava as bulicosas ondas do rio. Eu, pen-
sando na grandeza de Deus, quecreou lio odrai-
raveis maravilhas, llnha-roe recostado na tolda
da escuna, cobriudo-me com o meu ampio capo-
le de gula-percha para me resguardar da humi-
dade da noile.
Alberto encostado murada deixando fluctuar
os seus longos e bellos cabellos negros, olhava
uto para a esleir praleada, que ficava pela popa
da escuna. Carlos que tinha estado na proa dan-
do as suas ordens, encaminhou-se nesto momen-
to para nos.
ao ver-me recostado, elle julgou que eu dor-
ma, por isso foi s Alberto que elle se dirigi.
Boa noile, senhor.
Boa noile, senhor pillo.
OsSrs. la Port & Irmaos apenas me disse-
ram, que eu teria a honra de conduzr meu
bordo dous seus amigos, que se dirigiam Ca-
mela, poderei pois saber com quem tenho a hon-
ra de fazer viagem ?
Com lodo o goslo vos S3lisfaeo,senhor pil-
lo, aquelle senhor que esta dorroindo chama-se...
e eu sou Alberto de... para vos obsequiar, disse
Alberto estendendo-lhe a raao que Carlos ai.erlou
com reconhecimento.
Obrigado, senhor, euchamo-raeCarlos de...
para vos servir.
Carlos de... ? exrlamou Alberto, sim
elle 1 Aposto que nao meconheceis?
De corto, senhor, que nao tenho
honra.
~ Sois mnito esquecido, Sr. Carlos, pois niio
lendes a mnima recordaco do mim que fui vos-
so condiscpulo !...
- Que? 1... exelamou Carlos, seris acaso o
sim
cssa
do Cuajar, ombarcavamos, eu e Alberto acnm- raeu Dum amigo de collego, Alberto!.,
panhados pelo nosso fiel Ab, no porlo da Esca-j 0ra a'^ 1ue finalmente vos lembrastos !...
dnha. diiigindo-nos boruo da Bella-Surrenli- julgava ter-vos merecido mais altencao !...
a, que se moslrava garbosa no meio dessa fio- Desculpai-me, mas deveis lembrar-vosque
oglvos annunciaste com o apellido de... quo nao
usastes no collego.
resta de maslros das diversas canoas de indos
tamanhos que coslumam fundear em frenle da
Ponte de Pedra. Fomos recebidos pelo eonira-
mesire, porque o piloto achava-se em Ierra rece-
bendn as ultimas ordens dos denos da escuna.
Tratamos de nos estabelecer o melhor que po-
demos na cmara alravancada de encommendas
o behus.
Vestimos o nosso falo do viagem e subimos
para ;i tolda respirar a brisa da noile, e ver os
irabalhos da Iripolacoque se preparava para dar
vella. A's oito horas chegou o piloto ; a tripo-
laco romerou enlo enloar esse cntico dos
martimos, "que cada naci, ou taivez cada pro-
vincia tem o seu particular, o que lodos entoam
com a mesma jusla causa,a animar.ao ao tra-
balho.
Denlro em poneos minutos foi a ancora sus-
pensa e a Bella-Surrenlina abrindo suas brancas
azas, comecou dcslisar-se por sobre as vagas
rumorosas do Cuajar !
A la cornecou sabir dentro as nuvens e den
de chapa 110 rosto do joven piloto, e eu pudo eu-
tao examina-lo.
O rosto do joven mulato fez-se exlraraenle pal-
udo : r
a minha vida que queres saber? disse elle,
oh I ella bem pouco vos pode interessar, o alm
disso san horas de vos recolherdes... anoiteesl
escura e lalvez que lenhamos chuva...
Enganais-vos, meu Carlos, disse Alberlo,
pelo contrario as estrellas eslo agora mais bri-
Ihanies do que ha pouco, e nao vejo signal de
chuva 1...
Sim, sim, disse o pillo com impaciencia ;
mas ludo isto nao priva de que o somno vos con-
vide descansar, como ha muito faz o vosso com-
panheiro de viagem...
Eu c tenho de flear pe para vigiar o meu
. Logo primeira vista a sua figura pareceu-me I conlra-mestre, porque no quero confiar a Bella-
sympathica e suas maneiras nobres, o que bas-' Surrenlina de maoa pouco experienles...|
tanto me sorprendeu, pois esperava encontrar .Pois bem, interrompeu Alberto, asseguro-1
nelle algum desles entes estpidos e repugnantes, vos 1"e na. tenho hoje somno, e mesmo o tole-1
Sim, lendes razao, adoplciesle apellido de-
pois do meu regresso de Lisboa, por causa de
existir na provincia outra pessoa de nome egual
ao meu ; mas deixemos isto do parle, e contai-
me o que lendes feito desde que sahistesdo Lis-
boa ; e poique exlranho motivo vos encontr
nesta vida, tendu vos esludado
niercio !
para colo-
que Dous pateco baver hincado este mundo
pura contraste de lanas bellezas que creen !
Ao clarao da la, que agora osteniava lodo o
seu hiiihanlisoio.eu pude observar que o seu fado
Simples era acciado e lalhado de forma a fazer so-
bresalir o bem feito de seu corpo.
lii/ia um modeslo palelol branco ; porm de
fina bretanha de hnho, perfeitamenle engomroa-
do ; seus botins de ezerro eslavam cuidadosa-
mente limpos c lustrosos, cousa bem raraem ho-
- do mar ; as suas maos algum tanto calosas
pelo trbalho, eram comludo pequeas, bem fei-
tas o porassim dizer aristocrticas. Se bem que
o seu rosto fosse extremamente plido, elle era
corno j disse de physionomia sympathica o va-
ronil. 0 seu olhar era expressivo, lirme e ln-
guido ao mesmo lempo, sua bocea pequea c
graciosa, era coroada por rflh pequeo bigode, e
guarnecida por bellos denles, alvos como s os
possue a gente de cor. Emflm as suas fallas e
modos eram desuncios e pouco vulgares entre a
gente de sua elasse.
rapaz.
A sua constante palide2 deveria indicar grande
doenca, se a robustez de seu. corpo au denun-
ciasse perfeila sade. Era justamente por isso
que cu obscrvnva o joven mulato, e me pareca
quo a sua vida nao se linha passado na imbecili-
dad como a das Ires quarlas partes dos entes que
v'm este mundo !
Communiquei Alberto o meu pensar, porm
elle mu oceupado com as diversas manobras da
FOLIIETIJI '
GUY LE\i\GSTOI\E
00
H TODO TRANSE
POR
Jorge Alfredo L.a\vreuee,
Carlos olhou machinalmenle para o esparo e sus-
pirou. Pareca que alguma cousa o imp'ortuna-
va I... a sua palldez era extrema ; elle sentou-
se na borda falsa, e pareca aspirar com aocia, a
brisa que faza ondular os seus cabellos, algum
tanto encanecidos e trizados admiravelmenle pela
natureza.
Serapre esta recordarlo 1.... murmurou
elle.
Dzeis ? inlerrogou Alberlo.
Dizia que quando regressei de Lisboa, j
meu pae tinha fallecido; meu padrinho, que
como sabis, foi quem me mandou esludar, pois
minha familia 6 pobre, recebeu-me com bon-
dade.
Esls um hornera, meu Carlos, disso-roe
elle, portanto, necessario, applicar-te, para vi-
res serum dia alguma cousa. Jale arrangei
um bom lugar em casa dos Srs. Theophilo Villa-
res & C, as tuas habiliaces te deram o lugar
que vais oceupar ; agora preciso que o teu
comportamenlo te de a affeicao de teus pa-
irees I I
Meu padrinho fez-me cnlo um extenso ser-
mao respeilo dos deveres de um caixeiro para
com sou patrao : podis fazer i lea, vislo que o
conhecesles, de qual sera a lgica d'elle sobre
este thema.
Ouvir, calar e obedecer sem replica, era a trin-
dadede quesejcompunhaa obrigago do emprega-
po do commercio : segundo a opiniao do meu
respeilavel padrinho !
Podis avaliar com que impaciencia, eu ou
va esta longa arenga, em que se me aconselha-
va que desprezasse a mioha dignidade de hornera,
para tomar a imbeclidado de um aulhomato...
Estes velhos sempre se persuadem que o seu lem-
po e a sua escola fossil e servil, anda hade vigo-
rar I hoje que a sement da liberdade tem crea-
do lao fundas raizes I Coitados ; continuou elle
sorrindo-se, tem saudades do seu tempo, e isso
natural I... Como vos acontando, meu padri-
nho massou-me por mais de quatro horas com
um sermo em forma d prologo, que eu me vi
obrigado ouvir sem fazer a menor reflexo, por
causa do respeilo que Ihe linha.
Para fallar a verdade, continuou Carlos, de-
vo confessar que eu uunca tinha pensado noque
significava a palavra caixeiro. Essa vida de
humilhacao s agora apparecia ante mim, em to-
da a sua nudez. Eu nao linha nascido com vo-
caco para o commercio,nem com paciencia para
aturar pairos quasi sempre injustos
Mas emlim raeu padrinho entenda que nao
era preciso a minha opiniao a respeilo da carrei-
ra que mais me convinha adoptar, isto do meu
futuro, e portanto linha resolvido quo eu entrara
para a casa dos Srs. Theophilo Villares & C.
~i V esl Pe1uen esboco do retrato
moral de meu padrinho, para que podesseis
comprehender a sua admirago, o seu pasmo,
quando lhe disse que tencionava seguir outra
Nao procurarei descrever-vos as scenas
violentas da parte de meu padrinho, e indifTe-
ren es da minha parte, que seseguiram minha
oeciaracao do decidida negacao para a vida com-
meictal Erafim, meu padrinho concluio por
me declarar que nao quera mais saber de
mim, e que nao contasse com elle para cousa al-
guma. r
Nao me assuslei com esle desfecho, porque j
o esperava. Eu conhecia um voltio que linha si-
do amigo de meu pai, c que por vezes eu tinha
visto e:n nossacasa na minha infancia ; esle bom
hornera que se chamava Luiz, era pralico do
Amazonas, pelo que lhe chamavam piloto, como
hoje chamara mim.
Elle navegava enlo, n'um velho hiale cha-
made1 Nepluno que pertenca ao mesmo dono
que hojo perlones a Bella Surrenlina : o meu
plano eslava j formado.
Procurei o velho Luiz. c pedi-lhe, quo deso-
jando praiicar no Amazonas, esperava da sua
antiga amizade, que elle me dsse um lugar no
seu hiale.Eh eh 1 meu Carlos; queres estao
comer do pao que o diabo amassou? I. goslas
de ouvir do perto a symphonia dos trovoe3 de
Marajo e os fogos de vista l de vela I O ve-
lho calou-se e eu fiz-lhe ver que goslava da vida
do mar, e que omquanto aos pengos de que elle
me tinha fallado, eu tinha bastante coragera para
os affronlar no mar largo, quanto mais n'um rio
d agua doce.
7" O velho pralico sentio-se de veras que eu
fallasse com pouco acalaraento do rio, era que
elle ha quarenta annos tinha a sua habitual mo-
rada .
Sim meu criaocoladisse o velhoora
sempre te quero ver, quando os lanceiros da ba-
ha flzerem afocinharo ggrupez do Nepluno, e os
capcllos d'agua lamberem o convz do hiale
u'uraa noile escura, tendo por nico pharol os
relmpagos, e por consolago os roncos da tro-
voada, mais temerosos do que o esiromlo dos ca-
nhoes de toda a imperial armada Eh I eh con-
tinuou o velho, sempre quero ver a tua cara nes-
sas occasies, meu espertinho.
santas e justas, disse Carlos, estendendo por sua
veza mo que Alberto apertou.
Carlos sondou as nuvens, foi novamente exa-
minar o rumo da escuna e voltou para ao p da
Alberlo :
Anda nao lendes somno ? inlerrogou elle.
Alberto fez-lhe com a cabeca um signal nega-
tivo, pelo que Carlos continuou a sua narracao.
J vos fiz ver a maneira como acabou aquelle
que me ensinou o que hoje sei, e que durante
j tres annos me deu as mais expressivas provas de
sincera amisade e eslima 1
Elle morreu conforme o sen desejo sobre o ele-
mento em que linha nascido I Domis elle raui-
la vez o linha dito ; nao desejava sobreviver ao
Nepluno I
A sua vonlade cumprio-se : a mesma vaga que
( despedacou o felho hiate, lhe arrancou o ultimo
suspiro I............
resse e cunosidade que a vossa vista e estado ac-
tual despertou em mim, nao medeixaria dormir,
por isso, meu charo pillo, contai-mc hoje a vos
sa historia, que eu prometi ouvir-vos com loda
a allengao.
Carlos mordeu as guias do bigode com impa-
ciencia, c depois disse f'aozindo as sobranceras1
levemente :
Seja assim, vislo que isso vos d prazer !
..................................
Carlos tinha razao quando predsse urna noile !
pouco aprazivcl, o Amazonas coraecava enfu- I
recer-se ; as suas ondas torriavam-se mais volu-
mosas, e faziam jogar violentamente a Billa Sur-
renlina, que gomia correndo vellozmente, cora o
impulso do vento, que bramia d'encontro ssuas
velas.
Eu seotia-me j por extremo encommodado, c
comegava ler saudades do meu quarto onde o
mar e o venlo nao dominavam !
Carlos ia principiar a sua historia, o por isso
Carlos era emlim um bello appliquei o ouvido, para prestar toda a alinelo.
Era chegado o momento do eu saber se as min'hns !
supposices respeilo delle, que Alberlo laxava !
de ideas romntica*, tinham ou nao funda-i
ment.
.....
E a Bella Surrenlina navegava vellozmente, of-'
forecendo o costado ao embale das ondas enfu-!
recidas
II
A noile lornava-se cada vez mais tempueslosa.
Escusado dizer-vos o que passei nessa ca-
sa ; toda a sorte de humilhacoes e contrarie-
dades soffri com bstanle resignacao durante
seis mezes que me parecern! seis s'eculos I
No um deste lempo, cansado j do aturar in-
justas impertinencias daquelles senhores, re-
solv despedir-mo. e vira ter com meu padrinho,
resolvido abandonar urna carreira que era lao
contraria ao meu genio.
Carlos inlerrogou as nuvens com seu olhar fir-
me e tranquillo ; depois foi examinar o rumo da
escuna, e voltou para o seu lugar continuar a
historia interrompida.Meu padrinho, como po-
dis suppor, disse elle, recebeu-me mal I ta-
Ihou, blasphemou, e maldisse a geraco nova,
que nao tem lio bom estomago como a an-
tiga I..
Depois de serenar um pouco, perguntou-
mo so linha outra casa ; respondi-lhe que nao
precisava, porque eslava rosolvido nao prose-
guir na vida commercial. Ao ouvir isto o bom do
velho levantou para a testa os seus grandes octi-
los de tartaruga, lrgou a pitada que tinha aper-
lada nos dedos, entre-abrio a bocea e ficou em
conlemplago para mim I...
Para quem nao conhecesse o modo de pensar
de meu padrinho, esta sua estupefacto parece-
ra exagerada, e por assim dizer d'o tragedia :
mas uao era assim I
Meu padrinho era um destes horaens iden-
tificado por tal forma cora a vida coraniercial
ytie julgava nao haver fft delta oulra oceupa-
qto digna d'um hornera, de bem... Aos dez an-
nos do edade elle tinha deixado os affagos de
sua carinhoia rae, abandonando para sempre a
Ierra em que vira pela primeira vez a luz, para
yirao Brasil era procura dessa fortuna fabulosa e
imaginaria, que era o sonho dominante de sua
familia. Criado desde to tenra edado entre os
Irabalhos de negocio lomou os hbitos e coslu-
mes desta prolissao, por tal maneira que elle
olhaM o mundo como urna vasta prae de com-
mercio !. Elle nunca pJe comprehender como
navja quem se oceupasse durante mo/.-s e s
vezes aunos escrever um romance, urna histo-
ria, ou um poema, quando no tempo que esper-
dicava cora essasbagaiellas poda estar escrip-
lurando os livros de Deven c llavero ou fa-
zendo clculos para transaeces coinmerciaes !....
Se o lempo, di/.ia elle, qu Cames lovou es-
crever os taes l.uziadas o tivesse aproveilado
em fazer especulagoezitas com o craveou pimen-
ta da India, quando naufrasrou em Mecom em
lugar de salvar um caderno rabiscado de li-
nhas curtas ecompridas, salvara algumas letras
de cambio, que de ceno o privariam de ir morrer
no miseravel leito de um hospital I
Alberlo sollou urna gargalhada, e eu es-
quecendo o meu papel de dormente, quasi que
fazia coro com elle !
III
D'ahi a oito das o Neptuuo sulcava as aguas
do Amazonas em direilura bidos, c pela pri-
meira vez eu passava a grande baha, porm mui-
lo resolvido i passa-la mais vezes. Durante tres
annos liz mais de quinze viagens para diversas
parles do Amazonas, Tocantins e Madeira, em
companhia do veiho Luiz, quesatisfeito da minha
coragera, me ensinou praiicaraenle couheceros
bracos, recifes, bancos d'areia, e todas as mais
particularidades necessarias, a quem se dedica a
navegacao fluvial da provincia.
Era agosto de 18", eslavamos nos do volta
a capital, quando na baha nos desabou urna for-
midavel trovoada ; a marezia era imraensa e fa-
zia ranger horrivelmente o cavername do Neplu-
no O velho pralico deu as ordens necessarias
para evilar-se o perigo, porm o leme com a
Sgltacao das ondas linha saltado fra ; a tripola-
co comecou a desanimar, e o hiate corra deses-
peradamente em arvore secca!... as trevas eram
intensas.... o estrond.. da Irovoada dominava as
nossas vozes de forma tal, que a tripolaco nao
Olivia as ordens que se lhe dava ; ludo era*confu-
sao e horror!...
O hiale linha descahido mulo sem que nos
desseraos por isso; ao clarao porm de ura re-
lmpago, eu vi as ondas a poucos passos de dis-
tancia, rebentaiem sobre urna cora I... Eslava-
mos perdidos sem remedio Urna vaga raaior do
que os oulras alirou de repente com o hiale em
cima da cora, o qual se abri com medouho fra-
gor.
(juando vira ao cimo d'agua. apezar de Irazcr
um braco molestado, pude agarrar-me vigorosa-
mente ura mastro grande quo j irileirameme
separado do casco da embarcaco, fluctuava
vonlade das ondas. O meu primeiro pensaraen-
lo logo que pu lesegurar-me foi de salvar o ve-
lho pillo ; luz dos relmpagos quo eram BUC-
cossivos, eu o vi agarrado um fragmento do
Nepluno ; procurei nadar para me avizinhar delle,
porm a dor do raeu braco fracturado, e a distan-
cia que nos separava me impedio !... O pobre
velho, pesado e caneado dos annos e Irabalhos,
nao pode hilar por muito tempo cora o furor das
ondas I
Euo vi envolto na vella grande desapparecer
as profundezas da baha 1 ..
Duas lagrimas rolaram pelas faces paludas do
joven mulato, ao recordar a funesta morte do
seu raeslre e amigo...
Por um sentimeuto do orgulbo e naloao cora-
co do hornera, Carlos buscou occultar o seu
pranlo.
Esse pranlo, meu Carlos, disse Alberto,
muito nobre para que o devais occultar !... Cho-
ris a morte de vosso amigo e mestre ? Isso
lao natural que s do contrario vos deveis en-
vergonhar. Essas lagrimas, meu Carlos, so-vos
honrosas.
Carlos apertou commovido a mo que Alberlo
francamente lhe estendeu.
Tendes um nolire carcter, Sr. Alberto...!
Outro qualquer que nao fosseis vos escarne-
cera das minhas lagrimas, erabora ellas sejam
VI
kConlinuacao.)
A figura do F.rancez nao d'ova ornis ligeiro n-
3 i >: i o de seu jogo. Elle era bom jogador, e j ti-
nha perdido duas magnificas fortunas.
Ilaymond hesitava, oihando alt-nlamcnle para
os olhns de seu anlagonisla. De repente sorrio-
sc e dobrou o jogo ; o outro nao ousou mais aug-
mentar, moslrou seu pomo e perdeu. Pergunta-
ram depois Baymond o que tinha podido gua-
lo, e cuino descubrir urna falla de seguranca em
um roslo to impassivel como o marmore.
Vi Ires gottas de suor rolarem-lhe pela
fronte, diz elle, e por ola soubc que eu linha a
vantagem.
I.ady Calharina repousava em um canap ; ella
pareca (aligada, mas paluda que de ordinario, e
n.enos disposta que nunca conversar. Miss
Raymond so reclinara era urna vasta poltrona
junto do fogo : como um passaro dos trpicos, el-
la procurava o calor do lar quando nao po lia
ajuecer-se ao sol. Forresier pavoneava-se em
um duan por detraz della, de modo que a cabeca
tocava quasi em seu cotovello. Quando pude
apandar us ares algumas palavras de sua con-
versa, pareceu-me que esta versava sobre os mais
ordinarios assumptos ; apezar disto, seniia-rae
expatriado. Eu tinha estado ausenle da Ingla-
terra tanto lempo Assim conteulci me de ler
os olhoa sobre elles, indagando mim mesmo
qual a razao porque discusses sobre o metilo
das operas novas, ou as noticias, que elles seda-
Viim reciprocamente de seus mutuos conhicimen-
los. podiam causar,como vi muilas vezes nessa
tardesignaes de inquielacao sobre a physiono-
mia da donzella.
A meia noite eslava cu ainda na sala de fumar,
e um momenlo depois que Forresier sahio, per-
gunlci Cuy :
Pelo que parece, vossa prima est decidi-
damente promeltiaa ?
Tudo que ha de mais desposada, respondeu
elle. E um dos derradeiros negoci' s de estado
concluidos por minha pobre ta anles de morrer.
Bruce um ptimo partido. Nao creio que Bel-
la o adore, ainda que raras vezes os lenha vislo
junios; e estou certo que elle nao o favorito do
to Heiirique. Mas nada no mundo far-lhe-hia
romper este casamento Nao conhecu pessoa al-
guma que quizesse fazer-lhe urna tal proposigao ;
cortamente nao sera sua filha. Nao existe
obstculo to insuperavel como a resistencia pas-
siva de ura hornera profundamente preguicoso.
(*) Vide Diario n. iliH.
Boa noite, Frank, mandei-vos guardar o bario
para amanhii ; preciso que estejamos de p s:
nove horas, vede bem, porque temos quinze mi-!
Ihas fazer antes de ehegar hospedara.
Fui deilar-roe e sonhei que Raymond jogava
sua filha no l'ecarl com Forrester; quo esla ;
acompanhava o jogo corando deliciosamente, ej
que nunca seu pai comprava um trumpho.
VII
EUa tem dous olhos to
doces e liio negros! Acautela-:
te I ella olha do lado e por de-'
baixo dos olhos ; desconfa !
desconfa 1 Ella falsa ella !
te engaa I
Assim se pe-ssavam os dias. A onda das visi-
tas habituaes em toda a casa de campo na poca
da caga invadi, e abandonou o castello de Ker-
lon. Nao destingui typo algum notavel nao ser
lalvez o vigario da paroehia, que era ura dos fa-
miliares assiduos do castello.
Seu aspecto nada tinha de fascinador. Elle
tinha a cabega compnda e eslreita, coberla de
cabellos raros e compridos, olhos pequeos
fiordo rosto, urna tez vivamente vermplhs, que
nunca "ariava ; finalmente, parecia-se muilo com
urna lagosla.
Foi para iodos muilo evidente que o reverendo
Samuel Fosler namorra-se irremissivelmente
de miss Ilaymond, e corao disse engracadamenle
Forrester tinha tomado chumbo debaixo das
azas e nao podia mais voar. Irremissivelmen-
te, disse eu, mas nao sem esperanca, porque es-!
ta maliciosa menina, obeoecendo t'alvez ordens [
secrelas, concedia-lhc loda a sorte de animacos'
engaadoras. Nunca vi ninguem, cuja emco '
exhalasse tanto calrico como o pobre homem, l
excepcao lodavia de urna joven senhora, que en
contrei ha seculos ;pessoa muilo esliroavel, cu-
ja ueica maneira de deixar ver urna emoco qual !
quer, de colera, de inquielacao, de pena ou do!
prazer era urna transpirarlo abundante.
Mr. Fosternose conientava de ficarcom um
calor lerrivel, elle se elecirisava medidas cheias.
Todos os seus cabellos, da cabera e da barba, ir-
rigavam-se deslinclamente em relejro sobre sua
cabega e roslo, como os de urna pessoa collocada
em tripeca de vidro.
Charley incilava-nos isola-lo contra sua vdn-
tade, c lenlar tirar-lhe nina scentelha das jun-
tas, seno do cerebro.
Fazia na verdade compaixo ver essa lula per-
petua enlre sua paixo e timidez. Algumas vo-
zes fazia nns olhos lernos para o objeclo de suas
affeic''S, como se fra um cordeiro : elle nunca
chegava amorosa audacia de ura carneiro, feilo.
Depois, de repente, sem a menor provocago fa-
zia-lhe um cumprimerito do perder folego, pe-
nivelmente elaborado, Grandisson, como ura
recruta novo, que dispara o primeiro tiro fechan-
do os olhos ; e fugia immedialaraerUe sem espe-
rar o efiVitoproduzido. Se elle livesse empre-
gado em seus sermes a metide do tempo e das
penas qoe ennsagrava estes discursos, creio
que linha o habito de escrever tres ou quatro
vezes cada um de suas phrases antes de pronun-
cia-las,que bom proveilo nao tirara seu infe-
liz auditorio do domingo I
D'onde vem que o maior numero de nossos pas-
tores parece conspirar e por-se de accordo era
fazer-nos o mois penoso que possivel o dever
de ouvi-losperidicamente? l'odem elles ima-
ginar que baja proveilo e prazer em ouvir um
discurso, que gyra penivelmente no mesmo cr- i
culo, ou quo se arrasta lentamente em extenso !
no meio de verdades banaes ou de trivialidades?
Va melhor das congregages ha poucos alchimis-
mistas espirituaes, e sem esta sciencia, quem sa-
ber extrahir a essencia da verdade raassa indi-
gesta das moralidades espessas?
Para dissuadir ou cunvencer preciso interes-
sar a inlelligencia ou caplivar o coraco. Cau-
sam-me adrairaco aquelles que podem fazer am-
bas as cousas com successo. Mas quero protes-
tar contra esses tyraonos ecclesiaslicos, que se
abrigara atraz de seu diploma para massar-nos
com suas iraplacaveis necessidades Se elles
quzessem apenas lular contra essa forle lenta-
cao de nossa natureza decahida, contra o prazer
que sentimos em ouvir o som da propria vez,
mas quanto bastasse para nos conceiitrarmos de
tempos lempos Os melhores oradores sagra-
dos ou profanos lera sido s vezes breves e con-
cisos.
Nao sou doutor, mas permlla-se-me duvjdar
que na theologia castigada de suas quatorze eps-
tolas, nunca o apostlo dos gentos se linha diri-
gido lao directamente ao coragao de seus (ravio-
les, como era seu discurso de despedida, quando
os velhos de Epheso reunidos em roda delle so-
bro a praia do mar, affligiam-se menos com
suas palavras, do que com idea de que nOo
lornariara mais ver seu roslo.
Lembrais-vosda anedocta de Canning o do cl-
rigo ? Esle ultimo pergiintra-lhe :
Que tal achasie meu sermao? tenho espe-
ranca de que exforcei-mo por nao ser enfado-
nho. -
Serapre representa-se-me o ar pensativo e fa-
tigado do homem de estado, que quiz vingar-se
de lodo seu enfado, quando respondeu-lhe com
sua voz docorosa :
Entretanto foram inuleis lodosos vossos es-
to reos.
Era breve todas estas intrigas secrusavam com
grande divertimento nosso e principalmente de
Forrester.
Um dia, volt/indo da caga. Cuy achou Bella em
seu gabinete de trabalho. Ella linha o ar espan-
tado de um menino, que acaba de deixar cahir
una porcelana da China de grande prego. En-
tretanto era apenas o coraco do um hornera de
bem que ella acabava de quebrar.
Pouco pouco soube-se a verdade. Nesso
mesmo dia no parque, Mr. Fosler francamente
se abrir com ella.
Do salao nuvimos a gargalhada mofadora com
que Leivingstone acolheu esla noticia.
Naturalmente aeccilaes ? diz elle.
O Cuy Irespondeu miss Raymond, que co
rou mais do que nunca.
S nma mulher capaz de exprimir assim por
urna simples cxclamago um mundo in'ciro de
pensamientos ; o tremido da cabeca de lord Bur-
leigh nada vista disso.
Eslou realmente sentida, continuou ella ;
nunca vi em alguem um ar to infeliz. Cteio ter
visto lagrimas rolarem-lhe nos olhos, e adevi-
nhei suas palavras antes de ouvilas, quando el-
le disse-me : Deus vos inspire I
Ah replicou Cuy cora o mais cynico sor-
riso.elle tornar si. Quera que se mala
nestes tempos. principalmente por pouca cousa
como vos ? Mas, Bella mia, como crdes que
elle
pn-
ti a o
de
A Bella Surrenlina, continuava sua derrota
fendendo as aguas, que murmuravam da sua ar-
rogancia !
-- J vos conlei, dS3e Carlos, como tive a fe-
licidado de me segurar ao mastro do hiale; com
o auxilio que elle me facililava.pudo alcangar Ier-
ra era um vasto arvoredo dos rauilos que bordam
todas as nossasvnargens, onde espere que raias-
se o dia para ver de que maneira poderia sahir
de lao desagradavel siluago.
Nao tardou muito que eu avistasse urna pe-
quena canoa ou vigelenga que rae parecen bor-
dejar sem destino lixo.
Como me achava a grande distancia della,as mi-
nhas vozes nao podiam ser ouvidas : lirei cnto
a minha camisa que se achava em partes despe-
dazada, e atando-a na poma de ura galbo de
mangue, fiz com ella signal para a canoa.
~1 f'1" Procurarci descrover-vos a minha an-
ciedadeemquanto nao live certeza de que os
raeus signaes eram visios ; eu achava-me era Ier-
ra, porm nao isfluto de perigo, porquanto eu ou-
via nao muito distante os rugidos medonhos da
H5a 8-i?s us a,nda mais "oto'osos da jararaca
e da vbora I J se v que a vizinhanca nao era
muuo agradavel I Felizmente a canoa' virou a
prOa era direegao ao lugar em que me achava, e
em breve eu me achei a seu bordo rodeado da
ripolagao dn Nepluno que maisagl que o pobre
Luiz tinha podido nadar at ser soccorrida pela
pequea vigelenga que navegava na nossa eslei-
r, e que mais fuludo que o Nepluno linha resis-
tido, taivez por ser muito mais leve, ao furor da
tempestado.
-- Dous das depois sallei as praias de Belm,
e fui dar aos Srs. La Port i Irmo a triste noti-
cia da perda do Nepluno.
O que seniimos, me disseram elles, a
norte do nosso velho amigo; como nao podemos
lazer cousa alguma seu respeilo, s nos resta
cliora-lo !. .
Quanlo ao mais vos substituiris a sua
falta ; pois o vosso zelo pelos nossos interesses,
vos d direito isso e portanto passareis tomar
conla da Bella Surrenlina, que acaba de ser lan-
cada s aguas do Tocantins. O nosso fallecido
amigo vos fez perante n> muilos elogios, que
nos estamos convencidos haveis de justificar.
-- Agradec corao me cumpria, aos raeus bons
patres a honra que me faziam, e a confianca
que em mira depositavam, e lomei conta da Bella
Surrenlina para onde fiz passar os marinheiros
que formavam a anlig tripolago do hiale, meus |
cotnpanheiros de naufragio Depois que lomei i
conta do comraando da Bella Surrenlina, fiz as !
minhas viagens quasi sempre para Camela, onde
osmeus paires tinham estabelecido urna casa
filial da do Para.
N'uma das minhas viagens choguei all em'
lempo da fesla do Soccorro, que como sabis '
muito concorrida ; atlrahido pela cunosidade,'
fui la para degfructar a vista do arraial ; entre I
as muilas jovens que ornavam animavam a fesla \
cora a sua presenca, vi urna cuja candura e fei-
coes delicadas me encantaram.
Atlrahido por essa influencia fascinadora, I
e as vezes fatal, que a vista de urna mulher jo- <
ven o bonita exerco sobro o homem, eu Qiei]
por mais d'uma vez t.'ella o meu olhar, e sempre '
achava o seu lito sobre mim !
O amor urna cousa que cu julgo nao se deci-
fra, porque nao tem esplicacio possivel !
Era a primeira vez que va aquella joven,
e logo me sent fascinado.... allraliido por ella !
E oo enlardo Laura nao se poda dizer formosa.
A sua cor bastante morena, indicava que o san-
gue que lhe corria as veas era egual ao meu :
essa identidadede lacos, lalvez coniribuisse bs-
tanle para eu me apaixonar por ella. Os seus ca-
bellos castanhos cahiam-lhe em largos bandos,
servindo do moldura ura rosto redondo e svra-
pathicos, onde brlhavara dous olhos grandes,
bellos e travessos, capazes do electrisarem um
velho do selonla anuos !
Ella trajava nessa noite um vestido de cam-
braia transparente e branca, aperlado na cintura
por urna fila de chamaloto azul celeste ; os
mangas largas e guarnecidas do rendas de blond,
deixivam descolwrto um brago bem feito e tor-
neado. O seu p era pequeno'e gracioso.
Junlai ludo isto esse abandono provocador lao
vulgar as filhas desse nosso clima, de fugo, e
lereisassim urna idea de Laura, ou ao menos da
impresso que ella em mim produzio a primeira
vez que a vi I
Carlos suspirou c ficou alguns Instantes pen-
sativo.
Nao sei, disse elle cerrando os punhos,
Mr. Bruce tomar todos esles innocentes diverti-
m en tos?
Nao foi mais rubor, porm una palldez mor-
tal, urna alvura decora, que se derramo sobre
esse lindo roslo. Os dous olhos de "Isabel tor-
naram-se tixos, e turbados, exprimindo um ter-
ror supplicaute.
Nada lhe dirisdiz ella com urna voz suf-
foenda.
Porm ficou Iremula e abatida.
Guy ficou extremamente sorprendido ;
nunca tinha crido muitu na affeigo de sua
m.a por seu n.iivo, mas havia nisso signaes,
de falla de amor nicamente, mas tambem
um verdadeiro terror physico
Minha chara menina, diz elle lernaraente,
nao vos encommodeis de urna maneira absurda,
nao tinha a honra de possuir a confianca de Mr
Bruce, e ainda que livesse, como quereneis que
eu lhe fallasse de um negocio, no qual eu pro-
prio lenho sido mu censuravel ? Verei Fvrs-
ter ; nao preciso que elle mostr seu desapon-
lamenlo diante de meu lio Hetirique. Ficai so-
cegada, e lembrai-vos que eu nao conseniirei que
ninguem no mundo assuste ou contrario minha
chara priminha.
O rosto de Guy estas palavras tornou-se
sombro, e um relmpago passou-lhe pelos olhos.
Ao posso que a nuvcm obscureca seus traeos, a
serenidade apparecia do novo sobre os de Isabel
Raymond. Com BOUS pequeos dedos ella lomou \
essa mo vigorosa, como ura ramo de carvalho e
aperlou-a fortemente. Na verdade, urna mulher
na sua posigo nao podia desejar ura melhor de-
fensor do que aquelle que ella tinha diante de si,
alto, forte, com suas negras sobrancelhas ler-
rivel como Sal.
Muilo vos agradeco, meu charo Guy, mur-
murou ella; se Mlardes Mr. Forler, dizei-lhe
que estou na verdado muito aiflicta.
Fila o deixou immcdiatamente depois.
Guy fallou ao vigario e muilo docemente, eu
o creio. Em lodo o caso, cessamos de rirmo-
nos delle. Como poderiamos gracejar, vendo-o
cumprir sens deveres quotidianos honesta e cons-
cienciosamente, e sempre que eslava em presen-
ca de Iaabel lular contra a sua grande tristeza,
do modo nao comproraelter por urna palavra ou
ura olhar a estonleada menina, que Iho conquis-
tara o coraco smplesm-;nle, porque isto a en-
canlava, e o posera parte nicamente, porque
lhe convinha.
Eu conformei-mo depois: lenho visto muilo,
muilo tenho vivido, e agora comprehendo quanlo
linhamos ento sido pouco generosos.
Quo direito linhamos nos de fazer desse ho-
rnera um ludibrio, e um diverlimenlo? E' porque
elle era tmido, tolo e pesado? Elle era to sin-
cero era sua dedicaco, to honrado em seos de-
sejos, tan confiado em suas esperangas al ho-
ra de seu aniquilamento, como loda a alma que
tem suspirado por urna oulra alma, depois que
o primeiro suspiro de amor foi exhalado no
Edeu.
So seu desespero foi menos esmagador do que
o dos oulros homens, porque seus principios
erara mais fortes para supporta-lo, e, taivez,
tambem porque seu temperamento era mais cal-
mo e mais fri.
Como eu disse, elle cumpria rigorosamente
seus deveres quotidianos; o que era para elle
urp grande ollivio, Mas, no fundo do coraco,
que amargo prazer encontr em me recordar dos
aitractivos d essa mulher que o inferno langou no
22,n5 PT" me amargurar a vida e fazer
desesperar da existencia....
!!,t,oe' ,DtorromPeu Alberto, Laun nao
corre3pondeu ao vosso amor ?
-Nao! Nao isso! Eu fui por algum
lempo o mais feliz dos homens. e julguei-me o
mais d.toso dos amantes 1 Mas nao anteciperaos
os aconteciraentos, visto que promelti conlar-vos
a historia de minha vida. .
Quando o povocomegou abandonar o arraial
eu segu Laura para ver onde era sua morada, e
Pu'ad^ ve5ue e,la eul"> era urna casa baixa na
Ella ia icorapanliada por urna mulher de eds.de
que eu julguei eer sua roe ; mas depois soube
ser sua ta. Poucos instantes depois de entrar
em casa eu a vi apparecer janella ; passei por
perto edei-lhe as boas noites, que ella corres-
pondeu sorrindo !
Emlim vos sabis como principian) todos os
amores, o'.hares, sorrizos, momices, ets ah como
senamora entro nos, onde o papel dourado tem
pouca extraegao I
Todas as noites eu ia ter com Laura ; a sua
janella baixa daya occasiao podermos passar
algumas horas junios, o que nesse tempo eu ti-
nha como urna feheidade.
Procurei meios de rae relacionar com sua
lia, a qual me disse logo a primeira vez que me
vio, que nao lhe era estranha a minha inclinacao
por suasobnnha, e que aproveilava a occasiac
para rae pedir que me explicasse relativamente
as minhas intengoes esle respeilo. Disse-lhe
Irancamenteqoe o nosso namoro tinha eomegado
por simples galanteio. porm que cu hojo nao
duvidava confessar que amava Laura.
Pois enio casem-se interrompeu ave-
na bruscamente,
Isso nao so faz to fcilmente, lhe respond
eu anda um pouco sorprendidoe nao posc
dar esse passo sem mais nem menos, e sem te-
lerapo de me ter certificado do amor de Laura.
Apartei-me da lia de Laura bem pouco
agradado do que ella chamavaa sua fran-
queza !
Porm o amor que eu comecava sentir por
Laura fez com que eu inteiramenle esquecesse
a veiha Brgida (era este o nome de sua lia! por
so melembrar que a sua franqueza me dava di-
reito a ter entrada em sua casa, e por conse-
guidle poder aproximar-me de Laura, favor
este que eu ha muito ambicionava Com efleito
ao outro dia apresentei-mo em sua casa vi-
sila-las.
Laura recebeu-me com alvorolo e deu-rae
occasiao de poder ainda mais urna vez ad-mirar o
briMio otTuscante dos seus raeigos olhos !
Eu me julgava feliz, porque podia entic estar
ao p d'ella !
Eu eslava como disse o grande poeta :
N'aquelle engao d'alma ledo e ceg
Que a fortuna nao deixa durar muito.
A Bella Surrenlina achava-se prompla Vc-
tar para as praias*de Belm.
Era portanlo forcoso partir e deixar Laura, que
devo confessar absorvia todos os meus pensu-
mentos !
A separacao foi dolorosa, corao fcil de
suppor enlre dous entes que se amam, pois eu
estou convencido que nesle lempo Laura ama-
va-me !...
As suas lagrimassempre to eloquentos
nos olhos da mulher que se ama...., succederam
os protestos de mutua fidelidade, e constante
amor, acompanhados de todos os transportes que
as mulheresprodigalisam expontaneamente quan-
do amam, e sabem perfeitamenle imitar quando
lingem a mar !
Finalmente paiti!... NuncaaCe/'a Surren-
lina andou to velozao menos eu assim o sup-
punhacomo nessa occasio em que cada milha
que ella avoncava me aiongava do objeclo dos
meus cultos!
S o hornera que de veras tem amado, pode
avaliar o sentimeuto que experimenta quem pela
primeira vez se separa do objeclo quo ama !
IV
Depois de oito dias de viagem, achava-me
em Belm onde j fui encontrar urna carta de
Laura, vinda pelo vapor, que como sabis, faz as
suas viagens por diverso caminho, nfsla carta
Laura me repeta as expresses que j rail vezes
met'nha rep> tido ; mas que nem por isso me
enfastiaram. anles me lizeram palpitar cora mais
violencia o coraco.
Como j vbs disse, continuou Carlos de-
pois de urna curia pausameus patres me da-
vara todas as provas de interesse pelo que resol-
vi consulta-Ios respeito do meu casamento cora
Laura; logo que aehei occasio opportuna drii-
nieao Sr. Leonardo La Port, o mais velho dos
doos irmaos, expuz-lhe as minhas intences
respeito de Laura; ello refleclio por algum lempo
e desos disse-me :
[Continuar-se-ha.)
eslou certo disso, elle sofTiia muilo. O que se
diz de mais da longa lista daquelles, quem a
decepeo levou loucura ou ao suicidio?
Nao nos apressemos muilo em crer na ausen-
cia de senlimento nessas orgaoisaces apparente-
mente irapassiveis.
Qnanlas vezes os executores testamentarios de
algum velho substituto de collego, do algum
banqueiro, de algum burcrata de exquisita figu-
ra, teem ficado contrariados, achando na mais se-
creta gaveta, aquella que devora conier om codi-
cilio ou podras preciosas, una iranga de cabel-
los, urna Inva, ou urna flor? O execulor testa-I
mentarlo olha um momenlo para o objeclo, e de- !
pois joga-o fra sorrindo-se se lera coragao, e
resmungando se i nao o t-m, ou se foi Iludido
era sua expectativa. Doixai l essa bagalella,
anda que o avaro defunlo lhe ligasso mais pre- |
co do que toda sua burra, e concedesse-lhe'
mais beijos do que sua mulher e filhos. De que
servo hoje essa lembranca ? Bast Digamos
como o celebre deo de S. Patricio escreveu so-
bre um penhor de amor :
Sao apenas cabellos de mulher.
Ora, sem que taivez seus melhores amigos o
spubessem, esses homens vier3m em urna dr
lao commiim, que diflicil fallar della sem cahir
as banalidades. Essa mesma affeigo illustrou
oulros homens, langando-os no mundo seu
petar, c fechando sobre elles a porta desse mes-
mo mundo. Ella fez a fortuna de muilos poetas,
que tomaram o universo por confidente, pozeram
em msica seu abandono, e choraram a Eurydi-
ce em encantadores volumes, que se vendem
tres shillings c seis dinheiros, cncadernados em
panno e com porle franco. Alguns, lalvez os
melgores e mais corajosos, segundo creio, con-
servaram-se raudos durante toda sua vida.
Ha das lia eu alguns versos mu sabios, por
screm produzidos por um cerebro muito mais ve-
lho do que o de Owen Mereddh.
Eram grandes pedantes os que ousaram fal-
lar := maiores almas deixaram a Ierra, sem
serem ouvidas, nem escaladas. Quem achou lo-\
da a linguageni impotente para exprimir o pen-
samento. preferio lerar seu segredo dianle de!
Deus, romper por urna nica palavra a paz da '
morada dos anjos.
Sim I muilos homens leem sua Rachel in men-
te, mas ha um prejuizo contra a bigamia pou-
cos d'enlre elles fazera como o patriarcha, que ,
acabou por espoza-la ; porque a mulher casada,;
por simples conveniencias, sobrevive geralmente '
sua irtnaa mais moga ; depois, urna tarde, volt-
mos tristemente "de um enleiro no cemiterio de
Ephrata-Green para relirarmo-nos nossa lenda
levantada as planicies de Belgrave, onde Lia
sempre entre as duas irmSas reinou o ciurae
espera-nos com um olhar pendrme do trium-
pho em seus olhos lacrimosos.
Guy, depois de algumas palavras do resenli-
roento contra Bolln, proseguio nestes termos :
Bolln monopolisar Tilania para o resto
do sero. Eu poderia bte-lo meu goslo e
Com grando salisfago minha ; porm, contive-
me, e precipitando-me um bofete, traguei tres
copos de queme vinho com a energa do deses-
pero. Nada eguala o lomienlo que sofTri duran-
te as duas horas que se seguiram, Tornei ve-
la muilas vezes dopois, e teria podido lenlar con-
vence-la ; mas o phanlasma de urna face cor de
rosa e bochechuda, com o pescoco metltdo em
coleirinhos engommados, vinha sempre collo-
car-se entre nos. Para mim urna triste con-
solacao saber que ella perdeu totalmente de vista
o meu rival; e ella acaba ingenuamente de pro-
raelter-me que ruderaenle o despedir primei-
ra vez que encontra-lo. Eis a historia de um
joven coraco ressequido, de urna affeigo calca-
da aos ps Nao sei que baja a'gnnia morali-
dade nesla narracao ; mas, se ha, eu vo-la offe-
rego de bom coraco. Poderieis olhar-me com
mais alguma compaixo, ainda mesmo quando
eu vos houvesse enfadado.
Estas palavras eram ditas Flora, que esfor-
cou-se por conservar seu serio : mas o prazer
que lhe dancava nos olhos ralhadores, trahio-a
antes que se ouvissescu riso harmonioso e cheio
de alegra.
E' de corlo a cousa mais tocante do que eu
por ventura tenha alguma vez ouvido fallar. Po~.
bre menina Quanto deveis ler solTrido! O que
me admira que nunca mais desde enlo vos te-
nha is sorridu. Como ella canta bem, nao ?
principalmente quando nao lenta subir muilo
alto.
Poupai-lhe vossos sarcasmos, rctoaqjio
Guy; pudeis ler do cantar algum dia destes -.
entretanto, prefers conversar. Finalmente, co
um contrato bem ensaiado, isto vem ser qusi
o mesmo ; e supponho que pensis que o mundo
geralmente nao vale a pena.
O o'bar de Flora voltou-se quasi imperrepti-
velmente. mas de um modo assaz sig-nitiealivo
para o lado onde eu eslava sentado por deiraz
della.
Sois absurdo sabis a razao porque nao
canto muilas vezes. Agora seria, isso muilo
cruel.
Flora tinha urna idea singular de seu modeslo
mrito
Agora, dzei-me, que cavallo deveis montar
amanha de manha ; sempre iremos ver-vo*
partir.
Sem responder pergunta, elle inclinen-ge pa-
ra ella, e disse-lhe lao baixuiho, aue eu nao pu-
de ouvir, alguma cousa que lhe tornou mais vi-
vas as cores das faces.
Em um canto afasiado, duasidosas senhoras
espredavam o que se passava, cora seus rasios
lao picantes como gelados de limo Flora lancou-
Ihes um olhar neste momento, e disse gra've-
mente cruzando os bracos guisa de Nspolco I :
Touiai cautela de cima desle canap, qua-
renta seculos vos contemplan-.
Esle aviso era um desalio; e assim o tomou
aquello quem ella o diriga, porque elle dei-
xou-se cahir ao lado della.
Noiei que eu reprosenlava o deploravel papel
de importuno, qqe incommoda as boas partes, e
deixei-os ; mas todas as instancias de Gudofredo
Parndon, que reclamava seu adversario de predi-
lecco para a mesa do whist, nao poderam fazer
nesta*noile com que Guy deixasse seu posto.
Conheco homens quo leriam dado cinco annos
de sua "vida pelas palavras, que miss bellasvs
murmurou-lhe ao ouvido no momenlo em que
elle mostrou-lhe seus affeelos, quando nos reti-
ramos, e dez pelo olhar, que ella laagou-lhe fu-
gindo, e cuja sella tocou direilo ao tira,
|( Conlinuar-se-ha. )
PERN, -TYP. DEM. F. DE FARIA.-1850.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EDFMIRPXY_Z7EIM2 INGEST_TIME 2013-04-30T20:16:44Z PACKAGE AA00011611_09157
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES