Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09153


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Full Text
MIS XXXVI. HOMERO 202.
Por tres mezes adiantados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
SEXTA FEIRA 31 BE AGOSTO DE 1860.
Por anno adautado 19$0O&
Porte franco para o subscritor.
DIARIO
SORREGADOS DA. SUBSCRIPTO' DO NORTE Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da. Lu. chS 3 Lr e "fitM d. Sd.
e stefeiraS01*0" 9 "arl minSuanle ? horas e 4 minuosd.
Parahiba. o Sr. Antonio Alexandrino de Lima; s. Anlao, BeerrcBonito. Caruar, Altinho e ss _
Nital, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaiy, o Garauhuns as tercas feiras. 121 k Vo'" S 8 hora d,a ,arde-
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de ii- PS d'Alho. Seth Linioeiro. Brejo. Pe- F ********* M 8 horas 16miautos da
reir; Maranho. o Sr. Manoel Jos Martins Ribei Vg^Umg^n^l^llU. Boa-Visla,U Luflcheia fls ^ e 38 minutosda ^^
ro Cuiraaraes; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de Cabo;Ser,nhaem, Rio Forrooso.na. Barreiros. PREAMAR DE HOJE.
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;' Agua Prela, Piraenteiras e Natal quintas feiras. Primeira as 4 horas e 54 minutos da manha.
Amazonas, o Sr. Joronvmo da Costa. (Todos 0? correins parlem as 10 horas da raanha.lSegundo as 4 horas e 30 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TBIBNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio : segundas e quintas.
Relago : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas-
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
DAS da semana.
27 Segunda S.Jos de Calazansfund. das escolas.
28 Terca. S Agostioho b. duutor da igreja.
29 Quarla. Degolagb de S. lua Baptisto.
30 Quinta. S. Roza de Lima americana v.
31 Sexta. S. Raymundo Nonato card. c.
1 Sabbado. S. Egideo ab.; Ss. Josu e Gcdeo.
. 2 Domingo. Nossa Senhora d.i Ponda: S F.stevo.
ENCARREGADOS DA SBSCRIPCO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino FalcSo Dias; Bahia,
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Si.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa de
Faria.nasua livraria praca da Independencia ns.
fie 8.
PARTE 0FF1CIAL
Guverno da provincia
EXI'EDIEME DO 1>IA 29 DE ACOST DE 18C0.
l;ito ao juiz de paz uiais votado da freguezia de
Agua Preta.Sciente do que expo Vmc cm seu
officio de 26 dcslo mez, apresso-me em respon-
delhe que, sendo fcil avisar novamentc os di-
tos cidadaos que lhc sao immediatos em vatos. e
que, nos termos do aviso de 11 de agosto de 1848
3o, devem ser convocados para a foruiaco da
junta qualiicadora dessa parochia, por ter si-
do annullada pelo poder competente a ultima
Officio ao Sr. DnmingnsJos Gonealves de Ma-
galhcs, encarregado da leg.ic.ao d.> Brasil era
N urina.Acc usando a rocepeo do ofhVio que V.! eleigo de eleilor^s ;' cm vista do que determina
S. me dirigi em 20 de julho" ultimo, rommuni- o aviso de 9 de fevereiro de 1850, approvo a de-
cando que pela legaco imperial em Londres se- liberaco que tomou Vmc. de adiar a reuniao da
ria enviado para aqu um caixo contondo ins-j mesma junta para a primeira dominga desetern-
trumenlos geodcsccos para a commissao scienli- tiro prximo viodouro, por nao tora cmara mu-
iica, incumbida de explorar algumas provincias nicip.il fornccido opportunamenle o livro espe-
do imperio, devo assegurar a V. S. que opportu- j cial para langamento das actas dos tr.ibalhos da
mente farei chegar seu destino o referido junta.
caixo, bem como o aflicio que, para ser entregue ', Portara.O presidente da provincia, confor-
a'i chefe da mencionada commissao, acompannarl mando-so coni a proposta do che fe tic policia de
o de V. b. cima citado. 28 do corrente, sob numero 1182, resolve conce-
Aproveito n occasio para reiterara V. S. os der w Lourerieo de Albuqnerquc Cavalcanti a
votos de
derac&o.
rninha subida eslima e distincla consi-
Diio ao Sr. II. A. Cowpcr, cnsul de S M. bri- ; se ao che de policia.
exonerando que podio, do cargo de 2o supplentc
do delegado do tormo do Buique.Communicou-
lannica,Transmiti por copia aoSr II. A. Cow-
per, consulado S M. brilannica, afiru do que se sir- I
v,i ioforinnr-me a rospeilo, com o que se Ihe of-
ferecer, o officio junto por copia, que me dirigi
o inspector da saude do porto, acompanhido do
urna rel.ic.3o dos objeclos extraviados e inuliliaa-
dos pelos emigrados inglezes recolhidos ao Laza-
reto da ilha do Pina, era outubro do anno prxi-
mo passido.
l)ilo|ao commandanle das armas.Qnoira V S.
iiiformar-me se poder ser removido para algum
dos quartois dos corpos de linha o capilo da
guarda nacional Gregorio Francisco de Vascon- \
tollos Torres, preso aclualmente na foitaloza do
Bruii, visto o sou mo estado de saude, como al-
Hxpedienle do secretario do governo.
Officio ao commandanle das armas. O Exm.
Sr. presidenle da provincia manda communicar
a V. S., que por despacho dosla data oulorisou o
director do arsenal de guerra a fornecer ao com-
mandanle do 9o bntalho de Infantaria os arti-
gos do fardamento mencionados no pedido que
se refere o officio de V. S. de 28 do corrente, sob
numero 945.
Despachos do da 29 e agosto.
Itequerimenlos.
1 26.Duarte Manoel de Noronha.D-se-lhe
passagem de convez.
1427. Genoveva Maria de Jess. Como
lega no requerimento incluso, que V. S. me de- < pede.
volver, indicando-me O quartel que entender [ 1428.Bachure! Joaquim Connives Lima.
conveniente para essa remoeao. Declare o supplicante de conformidado com a i-
Dito ao mesmo.Deixo V. S. de remelleipara (ormago da thesouraria, constante da copia jun-
a coito o racrula Jos Ferroira da Silva, visto j ta, qual o motivo porque esteve anejado
que, segundo V. S. infotmou em offirio, n. 939, i 1 29Jos l.eilor.Dirija-se thesouraria de
de 27 do corrente, nao ha disposico superior que fazenda.
se refira particularmente ao mesmo recruja. 1430 Bacharel Joaquim do Reg Barros.
Dito ao mesmo.Fico intoirado pelo oflicio de
V.S. de 27 do corrente, sob n.938,de haverfallo-
cido no dia 22 deste mez o 2o cadete Bonvenuto |
da Silva Noguoira, o qual desembarcara por do-
ente do vapor Tocanlins en 3111 viagom do Rio
do Janeiro pira a provincia do'Cear, afim de
ser tratado no hospital militar.
Dito ao mesmo.Com a inclusa copia da infor-
magao prestada pelo inspector da thesouraria do
fazenda, respondo ao oflicio que V. S. me dirigi
em 2f do corrente, lembrando a conveniencia de
remoller-ge para a collecloria de Tacar.it, quan-
lia su luciente para o pagamento da companhia j rito.
Espere pelo crdito do governo.
1431.Francisco Jos da Rosa. Informe o
Sr. Dr. juiz de direilo da comarca de Tacaral.
1432.Bacharel Jos Silvano Hormogenes de
Vasconcellos. Passe-se portara coucedendo 2
mezes de liconca com vencimento
1433.Joo Francisco Xavier Paos Brrelo.
Passo-se portara prorogando por rniis 6 mezos a
liconca com que o supplicante se aoha na Eu-
ropa
1I3LManoel do Rogo Caminha. O suppli-
cante foi considerado incapaz do servico do exer-
de pedestres daquella comarca al o ultimo de
dezembro do anno corrente.
Dito ao chefe de policia. Devolvo a V. S. a '
cunta da despeza (ella com o sustento dos presos
da cadeia do Icrrno do Ouricnry, que aeompa-|
nhou o sou officio de 21 de julho ultimo, sobn.
llM)l, afim demandar satisfazer a exigencia da
contadoria da thesouraria provincial, constante
Dito ao commandanle da eslacao naval.In-
formo V S. se Ihe foram entregues, o em que
pocas, os desertores da armada Manoel da Luz e
Filippe de Santiago e Joo Jerisa.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.A-
chando-se promplos o pao e toldos, mandados
fornecer ao iirigue esruna Xing, conformo par-
(icipa-me o commandinteda diviso naval, com
referencia ao aviso que a sellianle respeito Ihe
fura feito por essa inspectora, recommondo a V.
S. que contrate com a companhia Pernambuca-
n I condueco dos referidos objectos para Ma-
celo, onde so acha aquelle brigue escuna, cum-
prindo que V. S. tome as precisas caucos para
que no caso de algum extravio, seja a fazenda in-
domnisida do respectivo valor. Communicou-
se ao commandanle da diviso naval
Dito ao commandanle superior de Garanhuns.
Respondo ao seu oflicio, n. 43, com referencia
revisan da qualificaco dos guardas mcionaes
dos batalbesns. 28 29, sugeitos e esse comman-
do superior, relativa ao anno passado, declaian-
do-lliu que aclualmente deve V. S. providenciar,
se anda o nao tiver feilo, para que. de confor-
midade rom a legislaco em vigor, se rena o
consclho de revista, que tcm de tomar conheci-
mento da qualificaco do anno corrtnle, com a
qoal ficou aquella p'rojedicada.
Dito ao inspector da thes
Devolvo a V.S. a conta, a q
1435.Manoel Simos Ferreira Braga.Infor-
me o Sr. capilo da porto.
1436.Tenente Manoel de Azevedo do Nasci-
menlo.Passe-se portara concodondo 3 mezes
de liconca com vencimenlos na forma da lei.
1437.Raymundo de Vasconcellos. Informe
o Sr. Dr. chefe de policia.
1438.Thoreza Mara de Jess. Aprsente-
me o supplicante a (ilha, a que allude, com cer-
lido do idado, pola qual se conhcQa sor ella me-
nor de 7 a 12 anuos.
EXTERIOR.
co de 8 do corrente, sob 11. 817, relativamente a
despeza feila pela collecloria do Tacaral, no
1110/. de junho ultimo, com o sustento dos presos
pobres da respectiva cadeia, afim do que seja sa-
tisfeita a exigencia da thesouraria provincial,
couda em oflicio de 23 do corrente mez, sob n.
397, junio por copia
Dito ao mesmo.Communico a V. S para seu
coiihecirnento e direceo, que' o engonheiro W.
Xarlineau parlicipou-se cm officio de 27 du cor-
unto, imver naquclla data lomado conta das
obras, que se executam nesta provincia por con-
la dos ministerios da marinha c imperio.
Dito ao mesmo.Declarando o engonheiro W.
Martineao, em 21 do corrente haver entrado na-
quell.i data no exercicio dasfuneces inherentes
ao seu lugar ; assim o rommunfeo a V. S. para
seu coiihocimcnlo e direceo. Communicou-sc
tambero thesourarii provincial.
Dilo ao commandanle do corpo de policia.
Pode V. S. mandar engnjar no corpo de seu cun-
mando o paisano Jos Joaquim de Sania Anna,
que se offeroceu, e, segundo o termo de uispec-
o.'io que arompanhou o seu officio desla dala,
suli numero 356, foi julgado apio para o ser-
vico.
Dito ao director do arsenal de guerra. Res-
pondo ao officio que Vmc. me dirigi hontem, I
sob numero 254, declarando-lho que devem so-
mente ser fornecidas companhia fixa do caval-
laria as pecas que houvcrem nesse arsenal.
Dito ao mesmo.Pode Vmc, conforme prope
era seu officio do hontem, sob numero 255, alis-
tar como effoclivo na vaga existente na compa-
nhia de aprendizes desse arsenal, o menor Ro-
mualdo Eslovo, que nollaseive como addido.
Dilo ao capilo do porto. Informe Vmc, se
por esta capitana foram romettidos para o ser-
viro di armada os rccrulas mencionados na re-
l.icao junta, e em que pocas.
Relaco dos recrulas que se refere o officio do
Exm. Sr. presidente da provincia desta data.
1" Severino Lopes de I.yra.
2' Antonio de Senna.
3" Zoferino Jos.
4o Jos Roberto
Dilo ao mesmo.Faco apresentar a Vmc, pa-
ra ser inspeccionado, o recruta Francisco Anto-
nio da Silva.
Dito ao presidenle da cmara municipal de
IguarassEm vista do parecer incluso por co-
pia do engonheiro, que, de ordem miuha foi en-
carregado de exam'nar a obra do cemilerio dessa
villa, que se refere o seu officio de 6 deste
mez, nao pode ser nttendida a despeza por Vmc.
foil.i, c constante da conta que acompanhou o
seu dito offirio, comprimi que Vmc, quanto an-
tes, mande reparar essa obra, pondo-a cm estado
tic ser recebida .1 juizo do engenheiro, que all
poder vollar para seu exame.
Dilo cmara municipal de Cimbros.Cumpre
que a enmara municipal de Cimbres me remeta,
com toda a urgencia, urna copia aulhenlica da
qualificaco dos cidadaos volantes, feila esle an-
no nesta freguezia ; comprehendidas as acias do
cemeco e encerramiento do trabilhos da junta,
qualiicadora.
As noticias da Sicilia que os jomaos publicam
nao podem compreheudor-se bem.
Fallou-se na resiluco do rei de aplos de
evacuar os pontos que all ainda linha guarneci-
dos; hontem os despachos, ao passo que noti-
ciavam um rcconlrn entre as forcas garibaldmase
as realistas em Malazzo, bem como a entrada de
Garibaldi em Messina, cuja cidsdella eslava ain-
da oceupada polos Napolitanos, Iracscreviam da
Opinione Piationale o soguinte artigo, no qual se
confirma a noticia da evacuado tolal :
A evacuaco total da Sicilia, onde os napo-
litanos oceupavam ainda Messina, Molazzo e Sy-
racusa, hoje um facto consumado. Esta praca
forte de Messina, nao h.ivcr pois necessidade de
ser attacada para cahir em poder da insurrei-
o
Este facto agora averiguado, esclarece milito
o objeclo da expodico pessoal de Garibaldi, que
parti como se sabe de Palermo a 18 de julho
i lesla d'um corpo de exercito. J nao leudo que
ousarii provincial.- l'"occuPa-se com Messina, elle nao pode dei-
[oe refero o seu oli- xlr d,% "' Sl're ISaP"les ml 0,llr0 qualq"" poni
da tena firme oscolhido como base de operac.es
para investir e lomar aquella capital. O proprio
silencio dos despachos e um indicio a este res-
peito, e hoje tomos as mais folies razes para
acreditar quo 110 coraco mesmo da monarchio
de aples que o dictador vai ferir,
Seas*im estamos a ponto de tocar o ex-
tremo desle drama, e manifest que s a appa-
rico de Garibaldi far cahir por si a resistencia
de aples, como cahio a de Messina.
Entre Garibaldi c o exercito napolitano de
Ierra e do mar, exisle evidentemente accordo, c
este ha do precipitar o resultado
Um oOicial de marinha de aples, cojo
desembarque em Lime annunciamos hontem,
escreveu o soguinte a um membro da sua familia,
que reside om Pars :
Amanha parto para Palermo, e cont que
antes de dous dias lornarei a ver a minha chara
aples. Pedera deter-le mais, mas absleuho-
me. Comprehendes-me
Comudo o roi do aples julgou opportuno
dirigir aos seus exercitos do Ierra e do mar urna
proclamado, em que julga a proposito (licitar-
se de vfir que os Estados que governa chegar-im
afinal sua rogoneraco poltica.
Esle documento, reforendado Spinclli, da-
lado do 15; mas infelizmente para Francisco II,
nao impedio que os acontecimeulos seguissem o
sou curso o precipitassem a sua marcha tumul-
tuosa cada vez mais fatal quelle principe a ain-
da lo joven como elle mesmo disse parecendo
implorar a piedade dos seus povos, mas que nao
se julgou joven ha um anno para encerrare seu
coraco a lodo o senlimenlo desle genero, e a
doixnr praticar e ordenar os actos mais deplora-
veis.
A Opinione annuncia que a 20, 'occorreram
em aples novas e graves desordens. Um des-
tacamento da guarda real attacou um corpo de
guarda da guarda nacional, querendo for^a-lo a
grilar : viva o re, abaixo a conslituico. A guar-
da nacional calou bayoneta e recusou com fir-
meza obedecer s intimarles da guarda real. Um
esquadrode cavallaria foi mandado aquello pou-
to para despersar a guarda real.
A populacho exa3perou-se at ao ultimo pon-
to. O governo prometleu enlo tomar desdo logo
os medidas necessotias para o liccnceamenlo da
guarda real.
Esle licenceamenlo tinha j sido imperiosa-
mente reclamado pelo ministerio inicuo, mas
obstinadamente recusado, em consequencia das
desordens do dia 16, que a opinio publica allri-
bue a urna voz, ao irmo do rei l.uiz, conde de
Trapani. Em consequencia desta recusa, MM.
Vacca e Ferrigni, declararan! nao aceitar, um a
pasta da jnslira, o oulro a do interior. *
lucional e representativo, em harmona Cotli 05
progressos da civitUacSo e as necessidades dos
po>os que a Frovidencia confiou aos vossos cui-
dados.
Entrareis nessa nobro e gloriosa vereda, e vos
uniris ao paci constitucional que nos agrupe
em urna s familia ; seris os campeos da jus-
tica, da humanidade, da disciplina, do amor & pa-
tria ; vos, esperanza dos vossos concidudos, se-
ris os firmes apoios do Ihrono e dis novas ins-
lituices, e o instrumento do grandeza e da
prosperidade nacional.
Record com gratido n fidelidade e obediencia
que at agora lendes mostrado, c ograde^o-vos
dando um testemunho da minha satisfago.
Nnguem melhor do que o vosso soberano pode
conceder aos vossos mritos o elogio que mere-
cem, e que os proprios que se acham inspirados
pela m lignidade ou pela malevolencia, nao po-
dem negar.
Convm agora que vos honris com a vossa
moderaran c com a vossa dignidade ; faze do
vosso bra;o o apoio da nova ordem de cousas, e
da nova poltica firme e consoladora, que deve
inspirar confianza ,1 povoaco, e desvanecer os
receios da diplomacia que recua ver compromcl-
lido o equilibrio da Europa. O vosso passado ga-
rante-me o fuluro.
Soldados;Novos deslinos nos chamam a Ca-
ler realisar a dignidade do nos-o paiz italiano
mostrai'-vos orgulhosos desle mandato. O povo
que por duas vezes fez reviver a civilisago eu-
rjpa, nao querer desmentir-sena obra'difficil
de reconquistar com a sua independencia a alta
posicio que a sua situaco geographica, a forca
das armas e a historia, lrie concedem.
Vos, formis urna grande parte desse povo, c
deveis sustentar d'aqui por diantc a sua gloria e
a sua grandeza.
aples, 15 de ulho de 1860.
Francisco II.
Os pormenores que se receberam confirman! o
encarnieramonlo da aeco de Molazzo.
No dia 18 entrn na* cidadella o general napo-
litano Rosco, com 8,000 horneas de infantaria,
alguns esquadros do lanceiros e duas bateras,
estabeleceu im mediatamente os seus postos avan-
zados em todas as dircccocs o oceupou os pontos
principaes para a defeza.
J a 19 teve lugar um lgeiro combate entre a
vanguarda da diviso siciliana deMedici.o as que
que guarnecan) um ponto avancado da povoa-
co ; neatn choque porderam os Napolitanos 15
morios, 50 feridos c 67 prisioneros ; e os Cari-
baldinos doz morios, alguns feridos e 27 prisio-
neros.
No dia seguinle 20, s cinco o meia da ma-
nha, j se linha rompido o fogo de fuzil cm to-
da a exlensodas avanzadas.
Dizia-se que Garibaldi linha desembarcado em
Patti, com reforcos e artilharia rai.ida. Portanio
0 fugo tornou-se geral, empenhando-se urna ae-
co decisiva a hora o meia de marcha de Mo-
lazzo.
Um balalho composto em grande parte de
Snissose Piemontozes, foi o que resisti aos pii-
niciros aloques serios das forcas realistis. Os Si-
cilianos faltos de artilharia' e comhalendo contra
ntn inimigo que disparava coberlo em um ter-
reno plantado do vinhas ; cedern) de principio,
mas cusa de prodigios de valor conseguirn!
avoncar dopois. Enlo a metralha que arrojava 1
artilharia dos seus nimigos, tornou a f.iz-los re-
troceder em desorden! e com grandes perdas,
mas o chegada de Garibaldi reslabclcceii o rom-
bate, e urna vigorosa carga bayoneta repellio as
tropas reaes at entrada do isthmo, com perda
de 3 pegas e minios prisioneros. Continuando
por diaitlc os voluntarios, e desalojando seusini-
migos de todas as posices onde queriam fazer-se
fortes, chegaram uns ontros al s pollas da
povoaco, onde entraram envolvidos ; om cada
ra e em cada casa sustentaran) urna encarniza-
da lula, cujo resultado foi o relirarem-se as for-
jas realistas ao castcllo, llcando a cidadeem po-
der dos soldados de Garibaldi.
s 2 e 1(4 da larde, e dopois de um instante
de treguas esles atacaram a fortaleza tornndo-
se genitores de todas as suas defezas exteriores,
apezar do horrivel fogo de artilharia e fuzilaria
que deziraava as suas fileiras O ataque dos Ga-
ribaldinos foi apoiado pelo vapor Veloce, que dis-
parava os seus tiros contra o castcllo.
s qnatro e meia cessou de ambas as parles o
fogo, esiabelecendo-se de facto um armisticio
igualmente necessario aos Napolitanos e Sicilia-
nos, dopois de um combate de onzo horas sera
inlerrupco. Tal era a situarn s cinco e meia,
em que o correspondente da Patrie, 1 que nos
referimos neste extracto, fecha a sua carta. Em-
quanio s tropas realistas fugiam em todas as di-
reccoes para Messina, o as que permoneciam en-
cerradas no castello, bloqueadas pelos volunta-
rios em um forte sem saluda, falls de vveres e
de municoes, julgava-sc que nao lardaran) a
render-se. A cifra dos morios era de 1,200 no
exercito de Garibaldi, e de uns 3,000 as tropas
realistas. A respeito de haverem sido feridos Ga-
ribaldi e seu fillio, como annunriam algumas cor-
respondencias, a Patrie nao diz cousa alguma.
Ha quairo das esleve a primeira daqueilas ciaa-
des lao gravemente aaaeaeada, que o coramin-
danle do brigue Seniine//e, estacionado no porlo,
julgou dever desembarcar 32 homens e um obuz
para garantir a tranquilidade.
Alm disso, o contagio do fanatismo parece
eslender-se a toda a Syria. Em Damasco conti-
na a eslar-sc milito inquieto, c segundo as ul-
timas informacoes consulares chegadas aqui, ven
dem-se publicamente no basar daquella cidade,
os christSos conduzidos pelos druzzos. Em Ale-
po, houve j urna scena de assassinato, em que
foram morios muitos chrislos. Em Djabael. refe-
re-se um combate cm que os maronitns alcancaram
a superioridade. Ao p de S. Joo d'Acie acabam
de ser queiraodas tres cidades chrislas. Em Ja (Te
a situac.au lao ameajadora, quo os cnsules jul-
garam dever inlervir junto do governador. Hou-
ve assassinalos prximo de Nazareth e de Na-
plonse, e no caminho eutre Jaffc e Jerusalem
Quanto o Bayronth, goza-se all agora de una
Iranquillidadc relativa. A cidade foi posta em
estado de sitio, mas isto nao impede que hajara
assassinatos quasi lodos os dias corometlidcs s
portas dos bachibanzouaks e polos Zaptres, ou
gendarme-ottomanos. E o eathusiasmo all
lo grande como outr'ora. Tudo quanto est em
circumstancias de pagar a sua passagem em um
vapor, foge a toda a pressa, e entre em poucos
dias nao haver um nico christo em Beyroulh.
O commercio est inleiramente arruinado. Em-
im, estamos quasi reduzidos a fome, porque, ti-
rando a cidade de Beyroulh todos os seus provi-
mentos ordinarios ds montanha, das immodia-
es de Damasco e das de Sayda, nada ha agora
naquelles dtfTorenles paizes.
Mas este nao o manir perigo que nos amea-
?a. A cidade est accumulada de milhares de
refugiados sem pao e sem asylo, que por toda a
parte dormem e bivaqneiam, nosjardins, nos pa
leos da3 casas, as igrejas, nos consulados, e
mesmo as ras. Em Sayda. existem 2,000 cir-
cunscriptos no recinto de khan franrez. e des-
ses 2,000 um grande numero est ftido. Emfira
o numero dos refugiados no limitado territorio
de Kossrouan eicva-se 40,000. O clima do la-
do da Syria dos mais saudaveis do mundo, mais
rareia-se quo semrlhanlos agglomeraces de
gente produzam alguma tcrrivel epidemia, e no
khan de Sayda j so manifestnu o cholera.
Para vos dar urna idea das miserias em que
nos acharaos aqu, convido-vos a seguir-me em
algumas das excurses que tenho feito para des-
trbuir os soccorros de que me enc-irregaram.
Iremos em primeiro lugar ao estabelecimento
das irmas da caridade
Este estabelecimento um dos melhores, e
mais vastos que existem no Oriente. Em estado1
ordinario, contm um hospital, um dispensorio,
urna casa para orphos, um hospicio para crean-
cas desamparadas, um pensionado, urna escola
gratuita, e urna escola normal que forma, entre
as ilhas do paiz, as instructoras para as cidades
chrislas da montanha.
c Agora acabou a penso c as escolas Toda a
casa esl reduzida a um immenso hospicio. Es-
lo all reunidos duzentos feridos as antigs sa-
las do hospital, as classes, as proprias cmaras
das irmas. Alm dislo um igual numero yem
diariamente tratase ao dispensorio. As irmas
da caridade dislribuera todos os dias pao a um
milheiro de mulheres e cranlas, que nao teem
oulro recurso.
Como occorrem ellas a ludo isto? S Deus o
sabe.
Entramos na companhia da superiora e vi-
siimos com ella as salas dos feridos.
Comecaremos pelas salas das mulheres. Tres
salas esto completamente cheita; vedes esta
mulher, recebou um golpe de aytagan que Ihe
abri o rosto de urna oulra orelha ; osla teve o
pulso quebrado com um golpe de sabr quanio
tentava defender seu marido, que foi morto na
sua presenta : esla eutra levou sete tiros, dos
quaes um penelrou no baixo venlre, atravessan-
do-lho os intestinos. Aqui esl urna pobre velha
queveio do Deir elKamar ; tem 80 annos, e os
soldados turcos Ihe quebraran!, ou para melhor
dizer esmigalharam os bracos com a curonha de
urna espingarda. A gangrena deseuvolveu-se, e
os seus bracos eslo om completa putrefacto, e
a carne que ainda existe cahe acs podaros ; o
cheiro de tal mmeira infecto, que com diffi-
culdade que se pode estar por um instantes no
quarlo em que ella se acha s.
N'outra sala est urna pobre creanca, cajos
pes forarn mortos. Nao esl ferida, mais foi tal
a forca da emoco, que se acha accommettida do
mais violenta febre lyphode. Ha uns poucos de ; Gra-Breanh),
das que est em delirio. Quando entrei na sala,'*'
seatindo um homem, lcvaniou-se em p na rama,
apezar dos esforcos que para o conler fez urna
da* irmas, o exciamou, com um accento de le
ror profundo que jamis me esquocer ; os druz-
zos! sao os druzzos que me veem malar I
Seria necessario um volume para referir tu-
do quanto vi as tres salas em que se achavam
as mulheres.
ttasbeya de Rasclu-ya. Viaiiei-oi em companhia
do proprio arcebispo, e quando me fallavam das
suas desgracas, lagrimas abundantes corriam de
seus olhos sobre suas barbas brancas. Entre es-
tes refugiados, ha um certo numero de feridos,
mas ligeiramente, porque, disso-me o arcebispo,
os ouiros foram entregues ao cuidado das irmes.
Efectivamenle, es turcos que lao de ordina-
rio pralicam a mxima dividas ul imperes, alcan-
caram um resultado que cortamente nao espera-
vam. No meio da perseguico commnm, dosap-
parereu inleiramente a diviso entre os christaas. ,
J nao ha nem catholicos sem gregos ; ha servos Persicnv
de Jeaus Christo feridos juntos pela causa da carta dati
cruz. Fiquei admirado disto hoje, vendo entrar
no meu aposento o bispo catholico e o bispo gre-
go de Zahleh. Como eu mostrasse goslar de os
ver assim unidos, o bispo grego, o nico a que
pude drigir-me directamente, porque o bispo
catholico s falla o rabe, responden-me ; Ain-
da nos nao separamos desde a queda da cidade.
Somos dous irmaos em Jess Christo, que solde-
mos pela mesma f ; como poderiamts separar-
nos
Osjornaes publicam, extrahido da Gazeta de
Colonia, o despacho em que Mr. Thouvenel pe-
dio a admissao da Ilespanha nos conselhos das
cinco grandes potencias.
Eis o texlo:
Pars, 30 de maio de 1860,
A siluaco da Ilespanha dopois da guerra que
lo felizmente acaba de concluir, parece ao go-
veroo do imperador digna de particular interesse
das grandes cortes. Em consequencia de aconte
cimento que seria inulil referir esla potencia dei-
xou de seradmittida a lomar parte nos negocios
geraos. Ella efTectivamente participou das deli-
beraces de 1815, mas dentro em poueo cedendo
as necessidades interiores da mais grave naiureza
vio-se momentneamente na necessidade de nao
continuar na posico que Ihe tinha sido concedi-
da sem diflieuldade no congresso de Vienna. Foi
desla maneira que permaneceu afTaslada das
reunios ulteriores das grandes potencias, e de-
pois nao tornou mais a tomar o lugar que Ihe ha-
via sido designado nos conselhos da Europa.
Estes conselhosser necessario diz-lo?
liveram a sua origom e a sua 8iitoridade do pro-
prio principio das cousas. O accordo Europeo
Entre estos duas alternativas, ou consorvar-se
muda espectadora e rcsponsavel por to espanto-
sos atteiitdos, que manchara e deshonrara a
nossa poca, ou desmembrar o imperio turco,
mais era proveito da Russa, e isto apesar dos
grandes esforcos tentados na Crimea ha cinco an-
uos, apesar do principio sagrado das nacionali-
dades, a Franca s tem um meio termo a adop-
tar, e neste intuito que ella se tem ltimamen-
te empregado.
A sua poltica a respeito se acha bem definida
na caria do imperador Napoleao III, ao conde de
seu embaixador em Londres: esla
tada de S. Cloud a 29 de julho foi conce-
bida nesles termos:
Meu caro Persigny.
Era virtude da disconfianra, que, dopois da
guerra da Italia, se tcm espalhado por toda a
parte, a situaco me parece por tal forma com-
plicada, que eu me resolvo a escrever-vos na
esperanza do que urna conversego franra com
lord Palmerston conseguir remediar esse mal
da actualidade. Lord Palmerston meconhece, e
nao lera duvda em acreditar aquillo que eu ai-
firmo.
Dizci-lhe pois da minha parte, e dizei-lhe
da maneira a mais formal que dopois da paz de
Vila-franca nao me tem passado pela mente ou-
tra idea, oulro fim que nao sejainaugurar una
nova era de paz, e viver em boa inielligencia
com lodos os meus visinhos, especialmente com
a Inglaterra.
Eu leria renunciado Saboya e Nice, se o
incremento extraordinario que tomava o Piernn-
le me nao tivesse despertado o desojo de ver
unidas Franca essas provincias cssencialmente
francozas.
Porm dir-mc-ho: vos queris a paz, e
porque augmentis desmesuradamente as forjas
militares da Franga? Eis urna asscrco que eu
neg em todos os seus pontos.
Primeiro, porque o meu exercito e a minha
armada nada teem de assustador; a minha ma-
rinha a vapor esl anda longo de prover s nos-
sas necessidades, o o numero dos seus navios,
nem ao menos iguala ao dos navios de vela, que
se julgava necessarios no lempo do rei Luiz Fi-
lippe.
Segundo, porque se eu tenho 400,000 ho-
mens em armas excluindo-se desse numero
?I'5f,d0 pelaS PoleDcias q'iepclo desenvolv- ] 60,000 que se acVam Vm Arge."6.O0 cin'Roma".
nleresscs, se virara forcadas a 8.1100 na China, 20.000 gendarmes, e os doenies
envolvcrem-se era todos os grandes negocios
e cajos moios de acjo Ihes permiltiam
exercer urna influencia cm'todas as deliberaeos
comniuns. Esla siluar;ai> tira a sua razo de ser,
e al um certo ponto a sua justificaco, dos de-
cretos, que Ihe eslao ligados. Se procura vai.ta-
gens, inipc tambem sacrificios; se funda um
previlegio iraz comsigo lambem urna responsabi-
lidadc milito extensa, porque a vigilancia que re-
clama prende-se a lodos os inleresses essenciaes
da familia da Europa. Todava nao loem todas as
potencias um direilo igual 3 fazer valer, desde o
momento cm que permanecen) as condices de
consideraces e de influencia para preencher as
suas obrigices?
Nao ser justo que o numero dos gabinetes
que sao chamados a lomar parte nesse accordo
seja diminuido ou augmentado segundo os acon-
tecimentos que obrigam as respectivas forreas ar-
madas e decidem da siluaco internacional dos
governos?
E se a Ilespanha, em consequencia desses
aconlecimentos, se vio, n'uina poca passada,
excluida do3 conselhos das potencias, nao pare-
cer, agora que ella vencen essas difficuldades,
ler chegado o momento de retomar o seu lugar
nos conselhos das grandes corles?
Como eu acabo de dizer, o gabinete hespa-
ahol (oi um dos signatarios dos tratados de Vi-
enna. As commanicaces trocadas entre os ple-
nipotenciarios desde outubro do 1814 a respeito
da organisacao do congresso, fallara a favor da
opinio que as oulras potencias faziam da sua
e conscriptos, ver-se-ha que na realdade os re-
gimenlos contam actualmente um effeetivo mais
reduzdo do que linham no governo procedente ;
nicamente aagmenlci o quadro com a creaco
da guarda imperial Alm de que o fado de de-
sejar eu a paz nao excluc a necessidade que te-
nho de organizar as forjas do paiz, collocando-
as no melhor p possivel; porquanlo se das ulti-
mas guerras os cstrangolros s virara o lado bri-
lhadle, cu de mais perlo notei o lado dofeiluoso.
e pretendo remedia-lo.
Por ronsoguinle dopois da paz de Villafran-
ca nada tenho feito, em nada lenho pensado, que
possa causar sustos c desconfianzas.
Quando Lavallele parti para Conslanlino-
pla, as miabas iustrueces se limitaran! s se-
guimos patarras : Empregai todos os vossos ex-
for^os para mantor o statu quo ; o interesse da
Franca que a Turqua se conserve o raais que
for possivel.
a Vieram depois dislo os fados occorridos na
Syria horriveis carnificinas I e para logo se
divulgou que eu eslimava muito ler achado
mais esla occasio de fazer urna pequea guerra,
e de representar um novo papel. Na verdade
julgam-me dolido de mu pouco sonso corn-
il) um !
Se fui appressado em propor a expedico,
por que pens, porqaesiato como o povo que
me collocou sua frente. Nem por isso o meu
primeiro cuidado deixou de referir-se a urna in-
ielligencia com a Inglaterra.
Que oulro interesse, a nao ser o da huma-
a enviar tropas para aquelle
O Amigo da Rehgio publicou orna caria re-
cento de Beyroulh, que traga um sombro quadro
das scenas de assassinato do pilhagem que se
teem passado na Syria
O jornal de que nos a traduzimos. reproduz
apenas as principaes passagens, por falta de es-
pago, mas nao occulla que ella continha detalhes
muilo intercssanies sobre os aconlecimentos de
que toda a Europa se tcm oceupado.
Eis a parte da carta :
A 20 de junho um lerrivel assassinato reben-
tou as ras de Beyroulh, e se nao fosse a ener-
ga que desenvolvern) os commandanies dos na-
vios, terminara por um massacre geral dos chris-
los.
Um christo, atacado pola manha no basar
por muitos musulmanos, foi obrigado a fazer uso
das suas armas para se defender, resultando d'aqui
fiear um turco morlo. Apenas se espalhou a no-
ticia, desenvolveu-se urna incrivel effervescencia
aos districtos mulsumanos Fecharam-so todas
as lajas. Os chrislos e os proprios europeus fo-
ram araeacados e baslonados ; e duas irmas da
caridade soffreram a mesma sortc. Os mulsuma-
aos percorriam as ras vociferando. Um soldado
turro chegou a levantar o sabr contra o cnsul
de Franca, conde de Bentivoglio.
Para Iranquillisar a exallaco dos esprlos,
era necessario urna victima expiatoria ao fanatis-
mo mulsumaao. Apprehenderam um desgracado
maronita que passava na ra, c orraslaram-a'o
al ao tribunal. All, vinie loslcraunhas so le-
vantaran para declarar que o tinham visloferiro
inulsuraano. Entendern) que nao valia a pena
provar que a tixa se passou pela manha antes de
se abrir o basar, sem que tivesse havido urna ni-
ca leslemunha do facto. Condemnaram-n'o im-
mediatamenle a morto, e sem perda de um ins-
tante, ronduziram-n'o a praga principal de Bey-
roulh onde o decapitaran).
Tres das depois, ainda eu vi o seu cadver
mutilado exposto na mesma praca. J nao tinha
forma humana. Um bora roulsumano julgar-se-
hia deshonrado se tivesse passado junto dclle sem
Ihe escarrar em cima, sem Ihe atirar coro urna
podra, ou sem Ihe dar um pootap. As mulhe-
res e as creancas eram as que principalmente
moslravam mais ardor em prodigalisar os seus
odiosos insultos a um cadver.
Vede, pois, qual a nossa siluaco actual.
Os massacres-e os incendios tem ces9ado as pro-
ximidades de Beyroulh, por nao haver agora mais
quem matar, nem que queimar Mas continuam
Podemos hoje publicar a proclamago assigna-
da c espalhada pelo rei de aples enlre o exer-
cito e a marinha, relativamente s novas institui-
coes oulhurgadas ao paiz. E' um documento cu-
rioso, do que a imprensa se tem oceupado muilo.
PROCLAMAgAO DO REI DE APLES
Ao exercito de mar e trra.
Porum aclo livre c espontaneo da nossa livre
voniade concedemos ao reino o syslema. coasti-lcoBJ mais furor do que. nunca em Sayda e Sour.
Quero lambem dizer algumas palavras das
salas dos liomens que sao muito mais numero-
sas. Devo confessar que ali a minha emoco foi
muilo menos viva, porque um espectculo a
que esiamos mais habituados. Quera quo no
meio das guerras civis nao tem visto as ambu-
lancias f Mas aqui, ha alguns excessos de cruel-
dade que fazem horror. Os forimentos recebidos
em Dier-el-Katnar sao terriveis.
Aqui eslava um pobre rapaz que soffreu urna
ampuiago, mas com o ardor que faz, desenvol-
veu-se o ttano, e deve morrer antes de anoite-
cer; ali, um velho que tem ambos os bracos es-
cangalhados ; mais odiante, oulro que recebou
um profundo golpe na nuca, quando tentaran)
decapila-lo, e oulro na garganta que lh'a abri
inleiratnenle outro tem as pernal quebradas
com um tiro ; outro com o ventre rasgado. N'um
leito estava um pobre diabo grego, que por aca-
so fra a Dier-el-Kamar, e que tem um ferimen-
to de baila na cxa. Nao comprehendo rabe,
nem francez, nem italiano, as tres linguas que
fallam as irmes de caridade. Estivemos a ve-lo
com o consnl da Grecia que Iho fallou a sua lin-
gua, mas elle nao sabe quem nem aonde esl.
o susto foi tal que o tornou idiota.
E' tudo islo que se v no estabelecimento
das irmes de caridade. Nao poderei dizer bs-
tanle a respeito da dedicago que empregam es-
sas adrairaveis mulheres, que se teem tornado
dolo de todas as povoaces chrislas de Beiroulh,
sera dslinrco de rito nem le communho.
Nao se limitan) a sustentar um grande nu-
mero de pobres por meio de distribuigos de pao
e a cuidar dos feridos. Acabam de fundar sem
recursos, mas com confianca ao auxilio de Dos,
urna obra admiravel. O espectculo mais horri-
vel talvez de todos os que temos diante da vista,
o da prostituicao entre os desgragados refugia-
dos que vagueixm na cidade. Em geral as filhas
chrislas da montanha sao de notavel bollesa ;
soladas, privadas principalmente de seus paes,
soffrendo a fome por muitos dias, impellidas pela
necessidade, urnas, entrara nos harens turcos,
onde se tornam apostatas, oulras, veadem-se por
um pedago d3 pao.
Consternada por este espectculo, a irma
superiora abri na sua casa um asylo paia todas
as raparigas que ali quizessem estar ao abrigo da
desgraga. Em um s dia concorreram 150; e
ainda hao de vir mais. Mas as irmes sao teem di-
nheiro nem recursos. E' necessario que a carida-
de da Europa venha desde logo can seu auxilio
se nao quer que tudo quanto l'.as teem feilo
fique perdido.
< Prximo casa das irrof.s de caridade ca-
posico. Nao fallo da Franca que, desde o pria-: nidade me levara
cipio. desejou at corto poalo que tomassem par- p,-,u ? A sua posse dar-mo-ha por ventura mais
e todas as oulras potencias que foram represen- forcas ? Nao ; Argel ah est ; apesar das van-
laoas em vienna. I tagens que offerece ao fuluro. nao se pode dis-
As oulras cortos pelo contracto orara de opi- ; simular que tem sido urna causa de enfraqueci-
ment para a Franca, que Ihe tem dispeasado o
mais paro do seu sangue e do seu ouro I
a Eu disse era 1852, em Bordeaux, e ainda bo-
je o repito : Tenho grandes conquistas que fa-
zer, porm na Franca. A sua organisacao inte-
rior", o seu deseuvolvimento moral, e o accrcsci-
mo dos seus recursos, precisara ainda de muito
mpulso. E' esle um campo bstanle vasto qae
se offerece minha ambieo, e elle basla para
salisfaze-la.
Tem-mesido difficil ealender-me com a In-
glaterra sobre a Italia central, por que arhava-
me comprometlido pela paz de Villafranca. Quan-
to Italia do Sul, eslou livre de compromissos,
e nao desejo menos enlender-rce cora ella souto
esle assim como sobre os outros pontos; mas,por
Deus, que os homens imminontes-collocados
testa do governo inglez se dispam dessas riva-
hoje de novo Ilespanha o lidades mosquinhas, e desconiancas injustas !
1 entendamo-nos com loaldade, como homens de
como homens sem f.
nio de que as deliberages nao deviam ter lugar
seno entro as grandes potencias, pelo menos
quanto i formaro do urna commissao directora.
Nesta cornbiaaco mesma permitliram ellas a
cooperacao da Ilespanha. Ocavalhoiro de Labra-
do foi convidado, da mesma maneira que o prin-
cipe de Taillcyrand. para a conferencia prepara-
loria^ em que os plenipotenciarios da Austria, da
da l'russia e da flussia toniar.ua
discusso sobre as bases prelimi-
nares da reuniao do congresso.
Nao se fez por um momento queslo da pre-
senca da Ilespanha, c ella nao s enlron na com-
missao directora, mas lambem figurn all incon-
teslavelmente como grande poiencia, emquaalo
que Portugal e a Suecia nao comparecern! senao
como signatarios do tratado de Paris de 30 de
maio de 1814.
Roconhecendo
diroito de ser consultada nos negocios geraes, os
gabinetes nao faro raais do que conceder-lhe um
privilegio que Ihe tinham espontneamente con-
cedido em 1815. Esle direilo por sua naiureza
um daquelles que o lempo nao invalida. Da cir-
cumslancia que o governo hespanhol se nao pre-
valeca, quando os acontecimeulos oceupavam to-
da a sua allenco no exterior, nao se segu que
so esleja authrisado a disputar-lhe o exercicio,
quando elle poder do novo reclama-lo. Pela
extensro e riqueza do seu territorio, pelo nume-
ro da sua populaco, pela importancia das suas
colonias na America, e as duas Indias, a Iles-
panha possue ludo quanto constitue urna grande
potencia, e a guerra que ella acaba de fazer com
lo bom fim, revella os elementos de forca e de
poder que em si conlem. Julgamos que as gran-
des cortes nao podero deixar de ver com satisfa-
gan augmentar o numero dss potencias que com-
pero o accordo europeo. Quanto mais Estados
esse accordo contar, no seu gremio, mais garan-
tas existem para a manulenco do equilibrio
atiendondo a que ns inleresses geraes, cuj guar-
da Ihes esl confiada, eslaro completamente re-
presentados. Nada alm disso mais proprio
para prestar as dertses dos gabinetes, toda a
autoridad e toda a eslabilidade dur^vel, do que a
concurrencia de lodos os gabinetes que alli p-
dem ter direilos a cooperar.
a Convido-vos a levar estas observaces ao co-
nhecimento do ministro dos negocios estrangei-
ros, e a deixar-lhe urna copia deste despacho, e
considerar-me-hei feliz de saber que, a esle res-
pito, parlilhou da opinio do governo do im-
perador,
TOLVENEL.
[Jornal do Commercio, de Lisboa.)
CRBESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Paris 9 de agosto de I86O.
Quesio oriental.Ser bom difficil quesISo
do oriente atravessar a phase em que a tem col-
locado os uliimos acootecimentos da Syria sem
dar um grande passo para o seu desfecho ; por-
que a Franga, que quer obrar em nome da hu-
manidade e da civilisago, encontra de um lado
a Inglaterra obstinada em negar-se a toda e qual-
quer intervengo, cm desejar que as cousas per-
manegam no seu estado doloroso antes do que
arriscase a promover urna successo a que ella
nao poderia aspirar; de outro lado a Russa, im-
paciente por altingir ao objeclo da sua ambigo
de muitos seculos, enteudendo que a intervengo
tholicas, fica a do arcebispa0 grego orlhodoxo. I deve ser nao s quanto a Torquia asitica, como
Eslao ali doze mil rc(u.Vjas das provincias de 1 tambem quanto Turqua europea.
bem, que somos, e nao
que procuran) Iludir-se mutuamente.
o Eis a final o meu pensamento : Desejo que
a Italia se pacifique, nlo importa como, contan-
to qae isto se faga sera intervengo estrangeira,
e que as minhas tropas possam deixar a cidade
de Roma sem comprometter a seguranga do
Papa. Desojara muito Do ser obrigado a cm-
prehender a expedico da Syria. ou pelo menos
a nao emprohende-ia s ; cm primciio lugar por
que islo accarretaria urna despeza enorme ; em
segundo lugar por que reccio que essa interven-
gao nao se complique com a queslo do Oriente.
Por oulro lado nao vejo coma resistir opinio
publica do meu paiz.o qual jamis romprehender
que se possa deixar impunesaosoassassinatode
tantos chrislos, como tambem o incendio dos
nossos consulados, o insulto feito nossa ban-
deira que foi rasgada, o saque dos mosleiros que
estavam sob a nossa protoego.
Disso-vos ludo o que pens sem nada oc-
cullar, nem omillir. Fazei desta carta o uso
qne julgardes conveniente ; e crede na miuha
sincera araisade.
Napolexo.
O uso que o conde de Persigny julgou dever
fazer desla caria foi mandar publica-la, atiin de
acalmar os nimos prevenidos contra a Franca,
causa hoje de tantas desconfianzas, e que nao
pode fazer um moviraento sem dispertar appre-
henses, sem suscitar arguigos. Se ella se apro-
xima de Vctor Emmanuel, porque quer para
este a casa da Austria, e suas possessoes vene-
zianas se ella Vai a Badn ssudar a l'russia,
porque quer para esla os pequeos principados
allomaos; se ella conserva para com a Russia
urna silenciosa sympathia, porque concorda
com esta para resolver a queslo do Orienle sem
o concurso das potencias europeas, etc., etc. Nn-
guem escapa a esse senlimento de temor univer-
sal : nao ha muito lempo, mesmo quando fecha-
vamos a nossa ultima carta, as festas celebradas
em Bruxellas por occasio do anniversario da
creago do reino torneciaro nova occasio para
dispertaren)-se as desconiancas dos subditos do
rei Leopoldo, e para protestaren, contra a sua fu-
tura annexacao Franga. Entretanto elles po-
dem desenvolver sem receio a sua agricultura, o
seu commercio, e industria O governo francez
nao lera essas ambiges que Ihe suppem, nem
elle poderia conservar-se, se lomasso urna all-
lude offensiva. E' verdade que o medo nao per-
mute fazer estes e outros raciocinios, especial-
mente nos nossos lempos que reina a epidemia
dos errores pnicos. Nao pois para admirar
que lambem a Blgica se visso accommettida


(2)
MARIO PE VKRRAMBCO. -gESTA FEIRA 81 DE AGOSTO DE 1860.



desse mal. que lem iiivaiiio al mesmo a Hes-
panha, depois de ler percurrido a Allcmanha,
vindo da Inglaterra, oude lew origm, c ODde
se conserva anda com tanta inlensidade, que nao
possivel esperar-se urna cura prxima. Anda
nao ha qunze das que lord Palmersion rerom-
mendava cunara com um ardor, que muito
agradara aos scus concidados, o remedio a seu
ver mais infallivel contra o flagcllo ameacador.
A Inglaterra Dcaria lvre desse flagello mediante
urna despeza de 300 milhoes de '-raucos, depois
do que poderia esperar, ao abrigo de 5 ou 6 gran-
des uiialt'zas, e de rumias obras construidas ao
longo das costas, um somno que nao sei mais
perturbado pelo pesndelo da invasae estrangeira.
Para que fosse com mais certeza volada essa
medida dos 300 milhoes elleaprcseiitou a agglo-
rnerago do sombras nuvens de que secarregava
o horisonte, e assim conseguio o effeito que de-
slava. O crdito foi concedido por 261 votos
contra 39; e por prestacoes annuaes duranto 3U
annos.
Singular anomala Esse ministro que se apraz
em descubrir tantos motivos de iuquietaco pela
paz da Europa, nao quercnxergar o mais formi-
darel de todos ellos, e fecha os olhos borrasca
que mais ameaca essa paz no Oriente Preoecu-
pado com a importancia dos capilaes inglczcs
empregados nos estados do Snltao, e com o abalo
que tem suffndo o monopolio conimercial exer-
cido na Asia pela Gra-Brelanha, recusa de urna
mam-ira vergonhosa laucar mi de medidas ur-
genles, para o que Ihe seria preciso esquecer os
clculos de interesse, e s Hender ios conselhos
de justics e de humanidade. Porni nos volta-
remos a esle assumplo opporluiiamenle; por
agora vamos continuar na narracu dos fados do
Oriente do ponto cm que a deixamos na nossa
ultima correspondencia de 25 de Julho passado.
Os Druzos idolatras, os Turcos, os rabes e os
innlsumanos teem continuado a assassinarem os
chiistos as montanhas de Lbano, em Damas-
co, eni Alep, em Oifa, e as 350 povonces ani-
quiladas, por onde os barbaros passarani estran-
gulando as inulhcres, esquartejando os sacerdo-
tes e os velhos, e matando cora o mais atroz re-
quinte de crueldade as creancas aos olhos de
suas proprias miies, a quem obrigavam depois a
banharem-se no sangue, que aparavam dessa no-
va malanca dos innocentes I
O ultimo paquete conirmou a noticia de lodos
estes horrores, c como se nao fosse urgente lo-
mar urna medida qualquer, sob pena de ncorrer
a mais monstruosa das responsabilidades, os
governos europeus teem perdido longo lempo em
discusses : sobre todos o da Inglaterra se teem
mostrado hostil opporlunidade de uma inler-
vencao ; elle tem opposto iniciativa, que a
Franca propoz tomar, nina immensidade de con-
diceso de restriccoos, corno limilaco qnanlo
duraeoda expedicao, fixaco de uni effeclivo de
tropas, etc., etc. Abusando da excessiva condes-
cendencia e corlezia que levou o Franca a pedir o
consenso da Porta, o gabinete de S. James gug-
gerio na Turqua expedientes dilatorios e respos-
tas evasivas. A Porta, cujos soldados tanto teem
concorrido para as carnificinas, so declarou a
principio disposta a reprimir csses alternados;
depois fallou-se muito de um tratado entre as
victimas e os carrascos, no qual os maronilas ha-
viam declarado consentir para nao seren mais
estrangulados pelos druzos.
Aquellesiiue se fazcm medianeros desses ex-
pedientes irrisorios por ventura nao comprehen-
dem que aos olhos da humanidade assumem urna
rosponsabilidade lerrire] ?
Etn que consisto, pois, a razan desse procedi-
mento, a que se tem alerrado o gabinete Pal-
merslon Russelll
Nos seus zelos para rom a Franca ; porque elle
teme que all no Oriente a Franca va de alguma
sorte ter nova occasiao de glora e de infleocia
legitima. Sofl'ram aspopolaces christaas. sejam
completamente exterminadas; nao importa I Pe-
lo menos a Franca nao lera a honra de as salvar.
Eis a que mesquinhas considoraces tem cedido
de alguna das para cu a poltica Ingleza. O que
lhe cumpre salvar a lodo o proco essa plida
phanl-asmagoria. esse jogo diplomtico que se ap-
pellida a integridade do imperio ottomano.
Vejamos agora a razo porque Inglaterra, esse
paiz de liberdade, dispensa urna solicilude to
obstinada a essa reliquia da barbaria asialica.
prestes a desabar.
A Inglaterra lem nudo da Russia e da Franca
reunidas no Oriente, assirn como tem rr.edo da
Franca persislindo s no occidente; ella receia
ver a Franca dar asmaos Russia uas regies
extremas do oriente, receia ver o imperio turco,
seu devedor, cahir sera solver o debito, e o me-
it.naneo tornar-so aiada mais franeez do que
lem sido, finalmente receia ver oisiiimode Suez
desembarazado.
E ludo islo a lem preocupado a tal poni que
qualquer movimenlo a assusta, qualquer norida-
de l espanta !
No auno passado ella quiz debalde coadjuvar a
guerra da Italia, e agora ei-la que lecumeca n'um
oulro proposito : triste poltica penosa situa-
ran para um povoaltivo e poderoso!
Obligado pelo pudor a enviar urna pequea
trola ingleza para as costas de Syria, e a lomar:
parte n'uma intervengo que bem palenleia a Ira-'
queza do imperio otiomano, lord Palmerslon em
compensacao fortifica a Inglaterra, pedo ao par-
lamento um crdito de 300 milhoes de francos :
baldados esforcos !
A Gra-Brelanha se acha empenhada n'um mo-
vimento de reforma, e de fermenlaco interior,
que nao permitiera mais aristocracia dominar
como om oulro lempo, e dispr soberanamente i
do paiz. Novas caseos se erguem e aspirara
vida poltica, chegam urna eleitoral : o gorer-
no representante da poltica auliga, nao sabe per-
severar as suas vistas, riera as pode renovar :
lora da sua es;.hora que se agita a opinio mais
democrtica e mais generosa, a qual sendo ainda i
iraca para imprimir s cousas urna direccao qual-
quer, comtudo bastante forte para paralysarde
hoje em dianlc as medidas que contra ella" forera
tentadas pelo governo. Mas tornemos queslao
do oriente.
A Inglaterra comecou a mnslrar-se um pouco
menos obstinada na sua opposico ao projeclo de
inlervencao ; osla feliz inudancn foi motivada
pea caria do imperador Napeleo ao seu embai-
xador na curte de Londres ; todava a publicidad
dessa carta nao conseguio vencer de lodo as re-
sislencias e temores.
As conferencias abertaa em Pars entre os era-
Daixaoores das principa potencias, lem prose-
ando mu lentamente ; os gabinetes Irouxcram
u discussao a queslao sobre o contingento que
cada um deve fornecer ; a Russia apresentou
uma indicara,., que nao era muito de nalureza a '
apressar a conelusao e assignatura da conven-
cao ; ella entende que se deve estipular no tra-
tado que a inlervencao ler lugar lano as pro-
vincias da Turqua da Europa, como as provin-
cias da lurquia da Asia : esta maneira de disper-
tar a queslao do oriente com todos os seus peri-
cos concorreu para que fosse demorada a parti-
da da expedicao.
Por oulro lado a Perla contnuava a protestar
conlra qualquer desembarque de tropas antes de
encerradas as riegoci.acdos, exigindo alm dislo
que o cxercilo expeuicionaro europeo n.io po-
desse obrar seno em virtude do requisico esob
a oireccao do comniissario Ollamano na'Syria e
cnviou as suas instrueces a lodos os seus g'o-
vernadores na Asia.
As cousas achavam-se nesle estado, e as con-
ferencias tinham sido adiadas sem um prazo Oxi-
do, quando a 3 de agosto so chegou a ura accor-
do, e a expedicao foi resolvda; osen effeclivo
de 12.000 homens, dos quaes 6,000 sao forneci-
nos pela 1-ranea ; as tropas europeas nao pede-
rn- prolongar a sua estada na Syria mais do que
ale o da b de marco. Immediaiamenle o gabi-
nete das lulherias expedio um despacho celo le-
legrapno, liarismitlindo a orden, para que'as tro-
pas eslivessem promptas.
Em qti.mto a inlervencao lao longo lempo dis-
rulida era afiii.il decidida em Paris, a Porla dava
comeco sua obra de justica conforme poda.
Acliiiieed-Pach. general da provincia de Damas-
co, e commandaiitc em chefe do cxercilo de Ara-
bislan, era despojado de seus ttulos em Constan-
uepia, e enviado para a Syria afiru de ser jul-
ado. Kurclud Pacha, general de Deyrouth, era
preso. Apesar deslas medidas, ou antes mesmo
M^um'!,? de.1,as a ailSo se esleodia pelos
3E2S7.I*' Turquia ei'rPa; e lem ella
in m ,'",nl0 'lue faz conceber-ae serias
nm nZ I" pela/orle 9' ^s chr.slaos. A 0-
quie a ao lavra al na capital do Conalanlinopla.
e se urna ..cenlelha rebenlasse. as desgracas da
mJTZ"^! Pr 1ntogexislera
ah tres incentivos de desordem: primeiro ala- I
que furibundo contra ,, governo ; segundo mo-
vimenlo dos Musulmanes conlra os chrisiaos em
represalia dos successos da Syria ; terceiro pi-
ia,8m'" Hde Pf/a: e de G?lala Pr ut0 numeroso
bando do malfe.lores mallezes, jonicos.croalas
Jieiienicos, albanezes, monlenegiinos, do que s i
acha inundada a capital. Dizem que vai apPa-
recendo em tsdas as provincias uma recrudes-
ronc'e'hnr6/0"-09- e Plha8pns. o que fcil de
conceber-se, a visla do eslado de dcsorganisaco
admiuisliativa e linauceua do imperio oHuina-,
no. Os soldados nao recebera mais os seus sol- l
dos, e nada achara to natural como tornarem-se
I adates para poderem viver custa das raias.
Esse paiz de mortandades e rapias, que leva a
honra de representar no congresso curopeu, of-
ferece lodos -os das o espectculo de criraes os
mai* odiosos, de qne ninguero julgaria capaz a
imaginario do hornem nos seus mais sombros
delirios. Nao podamos a principio acreditar nos
boatos que nos chegavam lao iuverosiroi-
lhanlea nos pareciam ; mas, oh ludo hoje
crivel daquelle paiz, ludo ali possivel I
Entretanto, o grao-visir contina nes suas ave-
riguaooes; sob o pretexto de recolher as queixas
dos chrislos, os pachas receberam em todas as
provinciasordens seraelhantes, o Ilussein-Pach
na Maccdonia e na Thessalia obteve as asigna-
turas n'um papel em branco de lodos os cheles
das commundades christaas, que sem o pensa-
i cm virara bero depressa pomposamente levados
presenca da Europa declaraces suas de que se j
achavam salisfeilissimos cora a administraco
dos pachas. Voltemos Turquia d'Asia.
O imperador Napoleo, preoecupado dos meios,
do reslabelecer na Syria uma ordem perduraveL,
concebfira o projeclo de fazer com que fosse Ab- !
del Kader investido n'uma vice-realeza, seme-
Inania do Egypto, cuja capital seria Damosco
ou Jerusalcm, O emir, lendo estudado o systo-
na de tolerancia na escola da Franca, era a pes-
sa mais apropriada para conservar o equilibrio
enlre os chrislaos e musulmanos, que se rivali-
sam no solo da Syria, e cnlro os calholicos e os [
gregosque se dispulam a posse dos Santos Lu-
gares.
Esla combinaco leria suas vantagens : de nao
offender os prejuizos mulsumanos, nem o prin-
cipio da iotegndade ottoraana Porm Abdel-1
Kader ura rabe franeez, ou afrancezado, e islo '
basta para a Inglaterra ver nelle um ernbaraco s
suas inlenroes. Apezar das susceptibilidades'
britonnicas nao se pode deixar de conhecer que
ella all o hornem da situagao, e que s elle pode
reunir, e dar alguma forqa* a todos os elementos1
dispersosda nacionalidade rabe, c aos deslinos
de 12 a 15 milhoes de individuos mais inteligen-
tes, mais suscepliveis de apeifeigoamenlo, e me- '
non phanalicos do que os Turcos. Seria islo para
elle a continuadlo da sua obra tentada na frica ;
seria mais urna occasiao Tavoravel de crear enlre
o Mediterrneo e o Euphrates ura paiz mais civi-
lisado que poria a Europa era communcaco
com o exlremc Oriente.
Queslao allemaa A Austria desejava concluir
com a Prussia um tratado de allian^a exterior, e!
a entrevista de Teplitz tinha por obiecto a com-!
binacao sobro as clausulas desse tratado, de-
vendo a principal dolas resuruir-se uestes ter- !
raos pouco maisou menos :
o caso de que a Austria so julguc obrigada
a fazer a guerra na Italia, a Prussia oceupar
militarmente cora forgas consideraves as provin-
cas da Europa, que fazcm parle da confederacao ,
germnica, alim de deixar ao governo de Frn- .
cisco Jos toda a liberdade de acc.ao necessaria ,
para sustentar a lula, a que se visse forcado na
Pennsula, e llrar-lho ao mosmo lempo o" receio I
de se ver obrigado a dividir as suas forcas, se
acontecesse ser ameacado na sua seguranza em
qualquer das provincias allemes. Era troca des-
sa garanta Francisco Jos offerecia Prussia
concessdea no inleresse da unidade germnica.
Corren o boato por algus dias do quo se baria
effectuadu urna concrdala astro-prussiana r.es-
ic sentido ; e o boato par.ira de Coates que o te-
riam feilo creditavel, se por ura s instante se
podesse pensar que o prncipe regente seria ca-
paz de aventurar a posicao a que tem chegado a
Allcmanha iros ltimos lempos.
A entrevista de Teplitz leve lugar no dia 2G de
julho ; o principo regente ali achegara a 25 por
o horas da larde ; Francisco Jos o foi receber
no desembarcadouro, e aperlar-lhe a mao. O
imperador veslia o uniforme prussiano, o trazia
a cruz da aguia-negra; o principe regente veslia
o uniforme austraco e trazia a cruz de Sanio
Estevao, A visita feila no dia 26 pelo imperador |
ao principe durou hora c meia ; depois dosla vi-
sita o conde de Rechberg levo uma audiencia
prolongada na residencia do principe : mais tar-
do II. do Schleinilz leve uma conferencia com o
conde de Rechberg, e finalmente o principe do
Holienzollern conferenciou largo lempo ebra o
imperador om presenca do conde. Na occasiao
do grande jantar que leve lug. r na residencia do
imperador, o conde (razia as insignias da ordem
da aguia-negra, que acabavam de lhe ser confe-
ridas pelo principe regente, o M. Schleinilz de
sen lado trazia o coruiio da ordem imperial de'
Sanio Estevao : nao houve porm um s brinde.
No dia seguinto s 9 horas da raanhaa o rape-
rador e o principe regente deixaram Teplitz, rol-
lando o primeiro para Vienna por Pilorilz, e o
segundo para Postdata porDresda.
O que lia em ludo islo muilo claro que os
dous soberanos nao veram ura para com oulro
a mesure deferencia, a mesma atlilude de igual-
dade, sendo que o principe regente foi cercado '
de raaior veneradlo e respeilo da parte dos aus-
triaeos; o que d um indicio bera completo da!
situaco.
Os correspondenlcs fallam do grandes reforcos
ile tropas que a Austria enva para Veueza sob o
pretexto de corresponder aos formiilaveis arma-
mentos que, sogundo ella presume, faz o Pie-
monte; ao mesmo lempo concentra forras as
suas fronleiras meridionacs afiru de achar-se
prompta para qualquer aeco no caso de iusur-
reico na Turquia, e mesmo no Hungra. E' ver-
dado que reina nesle ultimo paiz una agilacao
assustadora. Os exilados polticos se reunra
em grande numero nos tres principados Danu-
bianos, a urna acliva propaganda vai tratando de
ganhar os regimentos hngaros do exercto aus-
traco.
E' debalde que se pretende fazer crer que
Francisco Jos inaugurou o rgimen constitu-
cional : o seu bolelira sulograph de 19 de julho
annunciou que nao poderiara ser decretados no-1
vos impuslos, nom augmentados os que existiara
sera proceder a deliberacao do coiiselho do im-
perio, e que as mesraas* disposicoes vigoraran!
quarrlo aos erapreslimos que schouvessein de
contrahir. Estas reformas conced.das sob a ires-
sao da opiniao publica, e na esperanca de res-
taurar um crdito ja muito abalado, 'sao menos
importantes do que pareccm, a vista da seguinle
reslncco essencial ; O imperaaor reserva pa-
ra si o direilo absoluto, no caso de perigo de
guerra, em que nao ser preciso convocar o con-
selho, se assim julgar conveniente.
Assim pois o coselho do imperio est bem
longo de gosar das raesmas prerogaiivas e po-
deres, de que gosam as cmaras nos paizes cons-
utuicionaes ; nao passa de um corpo consultivo,
composto de merabtos que sao ainda pessoal-
mcnlc designados pelo imperador. Quanlo ao
elemento representativo, as dietas provinciaes
que taera de enviar ao coselho um numero
mu limilado de inembros, nao existem senio
era projeclo. O coselho do imperio nao e
nunca ser verdadeira asscmbla representativa.
Finalmente o boleiim auiographo de 19 do julho
nao permute ao coselho ingerencia nos impos-
los actualmente existentes; apenas ser consul-
tado para qualquer novo augmento dos mesraos
imposlos, sem cora ludo poder promover a re-
duccao delles: c a cilra dos imposlos da Austria
tao elevada que provavelmenle o governo nao
ira taja de augmenta-la, o que seria bem diflicil,
so nao impossivel.
V-se por consoguinte que o gabinete austra-
co anda tern mulo que fazer para eslabelecer, I
mesmo cm materia de financas, o orimeiro e o
mata essencial dos direilos conslitu'cioiiaes, isto '
? >reiio que assegura ao paiz representado o
poder de, lixar o imposto e de votar para o orca-
menlo. Quanlo aos direilos polticos, o bolelira
imperial de 19 de julho nem se quer delles so
n mdHa de1F,rancfort. Que entrou em ferias alo
enf9fi d?"'ubrVncerrouasua ultima sessau
era 26 de julho. A commisso militar fez o seo
leatono sobre as proposites apresentadas pelo
representante da Pussia relativas ao coraraand- I
em chefe do exercto federal; a minora da coras
missao se pronunciou em favor das proposice- '
prussianas, islo pela dvisao em dous do cmo I
mando no caso de guerra geral : a maioria pe-'
conlrano foi de parecer que se conservasse a ins-
tituto ein vigor, isto de um s comraando
em chefe. Oldembourg fez as suas communca-
coes sobro a le financeira da monarchia dina-
marqueza. Os Estados da conferencia de Wurz-
bourg teem igualmente proposlo suas medidas
legislativas.
Queslao Italiana.
O Piemonte continua ainda a racillar entre es-
tas duas alternativas : ou perder a sua popula-
ridade mostrando-se douco sympathico a Gari-
baldi e sua obra, ou atlrahir sobre si a mal-
querencia das pnneipaes potencias, nao dando
conlas a diplomacia europea dos seus projectos
sobie uma confederacao italiana: Viclor-Emraa-
nool enviou o capilao de cavallaria Guilio Lilla
Modignane. um dos seus ajudanles de ordens
com uma caria anlographa do general-diclador
e nesta caria o rei conjurava a ea:e ultimo em
nome da palria, do futuro, e dos interesses os.
mais sagiaus a renunciar ao seu projeclu do ex-
pedicao sobre o continente italiano, e limitars
seus ex foi eos consolidado da ordem o da li-
berdade na Sicilia, al que o surTraglo universal
decida definitivamente dos destinos desea IU>a.
Lilla leve antes de partir urna loriga conferencia
cora o ministro Cavour, e com Fariiri, recebendo
de ambos inslruccoos por escripto |iara Deprclls,
enviado de Cavour na Sicilia, para Persano, al-
mirante da esquadra sarda estacionada diante de
Palermo.
Esta misso de que o governo sardo encarre-
gara ao capilao Lilia, foi resultado de um des-
pacho napolitano, ero que se lhe propunha a eva-
cuaco de Messiua e o abandono de toda a ilha
cora a condicao de que elle faria Garibaldi re-
uunciar ao seu projeclo de invasao no continen-
te : porm Garibaldi parece nao querer acceder
a cousa alguma, e os napolitanos lhe abandona-
rala ja Messina.
O gabinete de Tuxim impellido sempre a aco-
Iher aspioposicesda allianfa napolitana, aca-
ba de submetler estas coudicoes : 1. permuta de
'Jnft'nnaber" riemo"lB enviara para ip-
les 20,000 homens das suas tropa, e aples en-
viada para o Pcmonle 30,000 soldados napolila
nos ; 2. o abandono da Sicilia ; 3. novo minis-
terio, de que fariam parte Pooilo Salhceti Set-
terabrini e Lelli Franchi ; 4. guarda nacional or-
ganisada por balalhoes cora arlilharia propra: a
guarda nacional faria a guarniQo das pravas for-
tificadas ; 5. a rogeocia do conde de Siracuza du-
rante a viagem que o rei faria a paizes eslrangei- \
ros. Mas deixemos de parte a diplomacia, e oc-
cupemo-nos dos factos.
A prlmeira das novas operacoes de Garibaldi \
foi avancar sobro Messina, apoderaodo-se antes;
de Melazzo ; a occupacSo estratgica desse ponto
custou um combale sanguinolento, que comecou
as 6 horas da manha e entrou pela noito at 8
horas. A 25 o general Chary assignava a cap- '
tula^ao de Messina. a 26 o coronel Medici fazia i
a sua entrada na cidade, e a 27 cntrava o. propiio
Garibaldi afrente das brigadas Cozens-Bixis Ma-
landrini por enlre as acclamaces enlhusiaslicas
da mullido. No dia 30 o lelgrapho transmitiia
para Pariz esta noticia.
Foi assignada uma convenco militar cm
Messina sobre as seguintes bases-cessar;o de hos-
tilidades, nada de ataque contra a ciddela c de
bombardeamento contra a praca, livre circula-
cao das tropas de ambos os lados cm Messina,
Syraeosa, o Augusta, igualdade entre os dous
pavilhes napolitano e siciliano, livie navega-
cao no estreilo do pharol
Depois da assignatura desla convenco as tro-
pas napolitanas ficaram somentc gua'rdando os
fortes de S Salvaloie, e de D. Blasco ; Garibal-
di entrara tarde cm Messina ; o logo no dia
Beguinte proceda reorgauisuco da municipa-
lidade e da magistratura.
Em aples procurou-se recorrer a uma expe-
dicao Sicilia, porem ningnem conlava cora a
allilude dos officiaes da marinha os quaes res-
poudiam ao appello que lhes fazia, pedindo suas
deraisses. Deram-se por couseguinle ordens
era contrario, e bem depressa as noticias viudas
de Melazzo deram a entender que dahi em di-
ante lomara-se Inelficaz uma resistencia qual-
quer. A eracuacao da Sicilia foi por couseguin-
le decidida, e dGu-se como pretexto que corn-
pria evitar a effuzo de sangue durante os pas-
sos tentados pela deplomacia napolitana afim de
dar execuc&o ultima parle do aelo soberano de
25 de junho. A rainha Mara Thereza, como sa-
lisfacao opinio publica dcixou aples, e re-
lirou-se por Trieste para o caslello de Weil-
hbourg. Porem por mais exforcos queso tente nao
podem mais suspendor na su marcha progres-
siva a popularidado de Garibaldi a quem os pro-
prios Lazzaroni chamam o sou Beppino.
As ultimas nolicias que nos foram iransmilli-
das confirmam uma nova pliase. Lilla Modig-
nano, o enviado do Vicior-Euimcnucl junio a
Garibaldi, enlregou o seu despacho, e obteve em
resposta que o Dictador, apesar do parecer au-
gusto que lhe era dado, eslava resolvido a pas-
sar o estreito, e a entrar immediaiamenle por
Ierra firme. Essa resposta foi logo seguida do
desembarque na Calabria e Caserle de 1,500 ro- I
lunlaros de Garibaldi, comraandados por Stoo-
co. Falla-se alim dislo da rcvolta declarada I
contra o rei de aples do 1." e do 13. reg-
montos napolitanos que se passarani para a in-
surreicao aos_ gritos de Viva Garibaldi. Os
successos se vao precipitando. Finalmente u>n
despacho de Turin annunciaa partida dos pleni-
potenciarios napolitanos dessa capital, visto a
impossibilidade manifesta de uma allianca entro
Francisco II o o Picmonte.
O Papa, segundo consta, rejeilara definitiva-
mente as proposites do embaxador da Franca.:
declaran lo quo nao as aceitara sem algumis
condiegoes.
N'uma alloenco pronunciada no consi*ioro
secreto elle condemnou nao s a annexaco das
Eomanhas, como tambera dos ducados da Italia
central, e dcixou transbordar as suas ras o a sua
indignadlo conlra os lillios das Irevas que ho,
destruido o principio de legitimidade : elle loria
sido mais bera inspirado se glorificasso antes a
expedicao franceza ao Oriento.
A par de todas estas quesles, cuja solucao tai-
vez mu prximamente lenha de oceupar a Euro-
pa diplomtica, a Franca por intermedio do seu ;
ministro dos negocios eslrangeiros pede a adraii-
sao da Uospanha aos conselhos das principaes!
potencias.
Thouvenel lembra a situaeao que a guerra da
frica acaba de crear para a Ilcspanha ; lembra
que ella, signataria em 1815 dos tratados Je
Vienna, ressara de inlervir nos negocios geraes
do Continente, em virtude das difiiculdadcs inte-
riores com que tem lulado ; lembra finalmente i
que o coselho europcu devo sor formado das ,
potencias que pelo dcsenvoUimenlo dos seusin-!
leresses se virem furcadas a inlervir as grandes1
quesles, e pelos meios do acc.o, de que dis-,
pem, possam influir em (odas as deliberacoesI
communs. A seu ver a despatilla possue ludo!
quanto bstanle para ser constituida potencia
principal, pela oxtenso e riqueza do seu terri-
torio, pelo numero o importancia da sua popula-
dlo, e das suas colonias na America e as duas
Indias. As cortes principaes nao podero deisar
le ver com satisfac.io augmentar-se o numero
das potencias que compera o coselho da Euro-
pa ; quanlo maior for essa numero, mais garan-
tas exisliro para a manulencao do equilibrio cu-
ropeu, por isso que os inleresses geraes, cuja \
guarda lhe confiada, serao mais mais comple-
lamente representadas.
Espera-se a resposta que lei a circular do go- ;
verno franeez ; segundo refere o conde de lte-
chberg, ministro da Austria, esta potencia a aco-
lite u com prazer ; mas oulros gabinetes menos
calholicos eslo longo de accommodar-se a essa
maneira de pensar da Austria, o sua opposicao
paseada sobre inioresscs, repugnancias e appro- '
hensoes, que nada teem de commum com os
principios de juslica que s deveriam hoje do-
minar. No poni de risla de um verdadeiro equi-
librio a potencia da Hespanha legitima e ne-
cessaria nos conselhos da Europa. Das cinco po- '
loncias principaes, duas perlencem rara germ-
nica, a que se une Inglaterra, entretanto que a '
raga latina s representada pela Franca
O gabinete das Tulherias tem pois razo de in-
sistir em que a Hespanha soja admillida nos con-
selhos da poltica da Europa, allendendo a que
de 273 milhoes de habitantes que.encerra o con-
tinente Europeu quos 100 milhoes se achara de
lera, e espera que a Franca saber vencer as dif-
iiculdadesque so lhe oppozerem. E so a Hespa-
nha obliver a honra que ambiciona dever-lhe-ha
ser muito grata-
_____________________________ G. jtf.
do saludo de casa de ura genro de Alexandre Be-
zerra de Albuquerque Barros, com deslino rasa
desle uma pardinha esciava de idade do 10 an-
nos, de nome Carolina, foi ella assaltada por ura
hornem, qne conduzio violentamente para um
lugar ermo, acmde saciou o seu apetite brutal,de-
pois do que ugio. deixando a infeliz cm misero
eslado. Apezar das diligencias empregadas pelo
delegado nao foi ainda possirel descobrir-se o
autor desse crime, visto como a crianca, contra
quera foi pralicido nao o conheceu, nem minis-
tra dados sufficienles para ser elle descoberto.
No dia 18 deu-se no mesmo termo, no en-
genho Jundii o faeto de Benedicto Jos Joaquim
pardo, casado, tentar asssssinar asuasogra Anna
lgnez de Lima, ferindu-a gravemente com uma
punhalada, e aecudindo-a Sebastiao Francisco
Vieira e Manol Gomes da Silva Torres, foram
tambem gravemente feridos, o com um Uro, e
o 2o com varas culilada*. O delinquente, leud-
se posto em fuga foi perseguido por um inspector
de quarleiro quo conseguio captralo no termo
da scada.
Honlera pelas 10 horas da raanhaa, alra-
vessava um preto nado o braco do rio que se-
para o bairro do Recife do de Santo Antonio,
quando lhe desfallecern! as forras em carainho)
e rende-se em perigo claraou por auxilio. Soc-
cerrido lempo pode o nadador livrar-se sao e
salvo.
No dia 29 do correnle foram recolhidos
casa de detencao 1 hornem lirre e 3 escravos, a
saber: 1 a ordem do Dr. delegado do primeiro
districto, 1 a ordem do subdelegado do Recife. 1
a ordem do de S. Jos e 1 a ordem do da Boa-
Vista.
Hospital de camdade, Existem 5 ho-
mens e 61 mulheres nacionaes; 6 homens es-
lrangeiros, e 1 mulher escrava, total 122.
Na totalidadedos doeotes existem 37 aliena-
dos, sendo 3 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirur-
giao Pinto, s 6 horas e meia da manha;
pelo Dr. Dornellas. s 8 horas da manha,
e pelo Dr. Firmo s 6 horas da tarde de hou-
tem.
Falleceu um homem de escorbuto e uma mu-
lher dediarrha.
Mortalidaoe no oa 30 no corhente:
Joao, pardo, 16 uiezcs dentico.
Francisco, branco, 2 mozos iuterile.
Miguel, branco, ti mezes, angina gangrenosa.
Filippe, branco, 4 mezes, convnlses.
Jos, preto, escravo, solleiro, 40 annos, delirio.
Joaquina, preta, escrava, soltera, 28 anno3, quei-
madura.
Joanna Baplisla Barboza de Lima, branca, casa-
da, 25 anuos, angina.
Joaquim, preto, solleiro, 40 annos, congesio ce-
rebral.
Yictorina Maria de Jess, parda, viuva, 75 annos,
diarrhea.
Jos Poicarpo de Alcntara, branco, solteiro, 23
annos, escorbuto.
Anrelina Rufina Braga, solleiro, 25 annos, mo-
lestia chrunica.
Magdalena, preta, 1 mez, losse.
Manuel Antonio de Allamara.
Francisco Antonio de Brilo.
Segucm-se os debates, nao havendo replica da
parte do ministerio publico.
A defeza allega que o reo era reconhecida-
menle louco, e que o hara provado cora as res-
postas que deu ao interrogatorio, no qual decla-
rara tr 80 annosde idade, quando a sua presenca
revelara ser hornero de idade media.
Propostas ao jury de senienga os quesilosda
lei, e em vista das respostas do Jury, o Dr. presi-
dente do jury lavra a senlenca que publica ao
tribunal, absolvendo ao reo. e condemnando i
muoicipalidade as cusas.
Sendo a hora pouco adiantada, entra em julga-
menlo o reo Manoel Jos da Paz, preso desde 28
de agosto de 1859, pronunciado no art. 201,
combinado com o arl. 34 do cdigo criminal'
lendo por defensor ao Sr. Romualdo Alves d
Olireira.
Depois de varias recusares, compoz-se o co-
selho dos seguintes senhores jurados :
Jos Pedro das Neves.
Elias Francisco de Mindello.
Dr. Joo Honorio Bezerra de Menezes.
Francisco Rufino Correa de Mello.
Manoel Joaquim de Miranda Seve.
Antonio de Paula Mello.
Antonio Luciano de Moraes da Mesquita Pi-
menlel.
Francisco Augusto de Oliveira Barrg.
Angelo Custodio Rodrigues Franja.
Joo Francisco Pontes.
Alexandre Primo Camello Pessoa.
Oclaviano de Souza Franca.
Deferido ao coselho juramento dos San-
tos Eraogclhos, seguem-se os debales.
Em visla das respostas do jury, o Dr. juiz de
direilo lavra a senlonf.a, que puDlica ao tribunal,
condemnando o reo vjnle dias de psiso e mul-
ta correspondente metade do lempo, como in-
curso no grao mnimo do art. 201 combinado com
o a't. 34 do cdigo criminal.
Julgamos equitativa a deciso ajo jury, allen-
dendo que o fado foi commetlido era eslado de
perfeita embriaguez e que o reo estivera preso
durante 14 raezes.
Levanla-se a sesso s 7 1[2 horas da noile.
CHRONICA JUICIARIA.
JURY DO RECIFE.
4.
PERNA1Y1BUC0.
REVISTA DIARIA-
Hontem concluio-se o processo de habililacao
para prehenchimento das cadeiras de inslruc^ao
elementar, que acham-se ragas com as proras
ornes lomadas aos inscriptos.
Ainda nao leve lugar ojulgamenlo que ficou
difirido para hoje.
Acha-sc no exercicio do juizo de direilo da
Ia vara crime deeta capital o Dr. juiz municipal
da Ia vara desla cidade, Hermogenes Scrates
Cabral da Vasconcellos, primeiro substituto da-
quelle juizado.
O engenhoiro William Martineau enlrou no
da 25 em exercicio da directora das obras pu-
blicas, para que fra nomeado em igual dala.
Por acto da directora geral da instruccao
publica de 28, form julgados ocursos no art. 99
da lei n. 369 os professores particulares, que dei-
xaram no tempo devido de habilitar-so per meio
do exame de capacidade professional.
Por essa falla do comprimenlo da lei, acham-
se lodos elles multados individualmente na quan-
lin de 50J00O, para cujo recolhimenlo voluntario
lliesouraria provincial foi marcado o prazo de
Irinla dias, Hncos os quaes ter lugar a cobran-
?a por procedme^to executro.
No dia t7 do torrente pelas 6 e meia horas
da manha dou-se o seguinle facto nos suburbios
da cidade daVicloria le.rrno de Santo Autae. Ten-
SESS.VO JUOICIARIA
DIA 30 DE AGOSTO.
PRESIDENCIA DO SR. Dn. JllZ DE D1REITO INTERINO
DA 2.a VARA CRIMINAL, III. 11 Mi i-
GENES SOCRA1ES IAVARES PE VASCONCELLOS.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol
dio de Gusmo Lobo,
fscrivo, o Sr. Joaquim Francisco de Paula Es-
leves Clemente.
As 10 horas da manha, presentes os Srs. ju-
rados, o Dr. juiz de direilo abre a sesso.
Sao multados em 29$ os Srs. jurados quo, ha-
vendo sido notificados, nao compareceram aos
trabalhos.
Por virtude do servico alropellado, dos pri-
meiros dias de sesso', lem sido publicada
a lista do multados cora algumas incor-
seccoes, que hoje reparamos, fazeudo impri-
mir a que se segu, que est cm ludo conforme
com as actas respectivas, que compulsamos e te-
mos visla
Alguns dos Srs. jurados, a quera por engao
foram impostas as multas, haran sido dispen-
sados, como seja o Sr. Dr. Manoel Adriano da
Silva Pontos. De alguns, rerificou-se que havam
fallecido, e oulros nao foram notificados por nao
lerein residencia no termo.
Relaco dos jurados multados.
Antonio Mximo de Barros Leite.
Joaquina Bernardirro de (Jueiroz.
Berilo Jos Ramos de Alraaida.
Joaquim Francisco Duaite.
Jos da Costa Dourado.
Antonio Aureliano Lopes Coutinho.
Alexandrino Corroa Marques.
Manuel Jos Rodrigues Braga.
Felsbiuo de Carvallio Raposo.
Antonio Jacome de Araujo.
Manoel Lopes Rodrigues.
Antonio Pereira da Cunho.
Jos Joaquim de Oliveira.
Jos Francisco do Mello.
Jos Guilherme Guimares.
Joaquim Barboza de Moura.
Joaquim Hygino de Moraes.
Severano Jos de Souza.
Hermenegildo Coelho da Silva.
Joo Francisco de Oliveira.
Joo Valentn) da Silva.
Jos Rufino liseiel Monteiro.
Joaquim Bernardo do Mendonca.
Dr. Antonio Epaminondas de Mello.
Antonio Jos Dias da Silva Mendonca.
Joo Augusto de Vasconcellos Leilo.
Jos Gou^alves Malveira.
Jos dos Santos Souza Lius.
Joo do S Leilo.
Serafina Alexandre da Rocha Bastos.
Francisco Jos da Silva Araujo.
Antonio.Concalves Ferreira Casco.
Francisco Antonio de Miranda.
Hermenegildo Goncalves da Silva.
Antonio da Silva Guimares.
Antonio Guimares de Silva.
Antonio Ricardo do Reg.
Francisco Ferreira do Mello.
Jos Joaquim da Costa Ribeiro,
Manoel Ignacio da Silva Ferreira.
Joaquim Silvero de Souza.
Joo Carlos Augusto da Silva.
Francisco de Paula Cavalcanli da Silreira.
Mauoel Julio da Fonseca Pinho.
Luis Jos Nunes de Castro.
Anlouio Joaquim Seve.
Manuel Jos da Silva
Antonio Raimundo Paes de Lima.
Jos Lourenco de Ssnia Auna Barros.
Jos Lopes do Farias.
Jos Joaquim da Cunha.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro.
Jos Francisco de S Leilo.
Pedro Jos Carlos da Silva.
Jos Francisco de Amorim Lima.
Joaquim Luiz Vires.
Luiz Antonio Vieira.
Foram igualmente multados no dia 30 por nao
comparecerem aos trabalhos desse dia os Srs.
juizes de fcto :
Manoel Goncalves da Silva Jnior.
Antonio Bezerra de Menezes.
Jos Antonio Lopes Giii.nares.
Antonio Jos do Moraes.
Jos Maxirniano Soarcsde Avellar.
Joo Chrisoslomo Femandes Vianna.
E' relevado da multa, que lhe foi imposla no
dia 29, o Sr. Belmiro Augusto do Almeidar
E' dispensado do servir na preseute sesso o
Sr. Hermenegildo Goncalves da Silva, poe alle-
gar justo impedimento que provou.
E' snbmettido julgamento o reo Manoel Ig-
nacio Ferreira Lima, preso desde 27 de agosto de
1859 e pronunciado no art. 201 do cdigo cri-
minal.
Nao lendo o reo defensor, o Dr. presidente do
jury nomeia para exercer esta funego ao alum-
no do 4. anno da faculdade de direilo J, M. de
Moraes Navarro.
Devoraos aqui observar que seria summamenle
conveniente que o advogado da Santa Casa de
Misericordia assislisse ssessoes do jury afim de
encarregar-se da defeza dos reos pobres.
Procedendo-se ao sorleio, depois de algumas
recusacoes, sao eleitos os Srs. juizes, quem se
defere o juramento dos Santos Evangelhos :
Jos Mamede Alves Ferreira.
Joo Francisco Ponles.
Pedro Duarle Rodrigues Franca.
Luiz Antonio Rodrigues de Ameida.
Francisco Rufino Correa de Mello.
Joao Baplisla de Medeiros.
Antonio Luciano de Moraes de Mesquila Pi-
menlel.
Thomaz deAquino Fonseca Jnior.
Joaquim Ignacio de Barros Lima.
Joo Jos Soares de Sani'Anna.
C0XSILAD0 PROVINCIAL.
Alteracocs fcilas no toncamcnlo da d-
cima da fregueza d Santo Anto-
nio, que tem de servir no anno fi-
naneciro de 1800 a 1861, pelo lan-
cador Francisco Carnciro Machado
Ros Jnior.
( Conlinuaco. )
Travessa dos quarleis.
N. 2.-Manoel Maria Rodrigues do
Nasciraenlo, casa terrea, arrenJa-
I1da P,or............................ 240$000
dem 4 Henrique Jorge, casa ter-
rea, arrendada por................ 144g000
Iden 10. Viuva de Justino Perei-
r.i dos Passos, casa terrea, arren-
dada oor ......................... 240|800
dem 12Viuva de Custodio Do-
mingos Codiceira casa lerrea,
arrendada por.................... 90JOO0
dem 14.Viuva e herdeiros de Jo-
s Diogo da Silva, casa terrea, ar-
rendada por...................... 12OJ00O
dem 20.Irinandade do Santsi-
mo Sacramento de Santo Anlo-
uio, casa lerrea, arrendada por... 120$000
dem 26 Viuva e herdeiros de
Domingos de Souza Leo, casa
terrea arrendada por............ 150J.0O0
dem 3Viuva e herdeiros de
Jos Diogo da Silva, um sobrado
de um andar e uma loja, arren-
,,dadon0'-.......................... 4S0SOOO
dem 40.Manoel Ribeiro de Car-
ralho, casa lerrea, arrendada por 168g000
dem 2.Viuva o herdeiros de Jo-
s Ignacio Soares de Mace io, ca-
sa lerrea, arrendada por.......... 240;>0OO
dem 44.Senhorinha do Oliveira
Jacome Peixolo, casa lerrea, ar-
rendada por...................... 2-iOeOOO
dem -16.A mesma, casa terrea,
arrendada por.................... 2i0ji000
dem 7.Clorindo Ferreira Cato,
casa terrea, arrendada por...... 1683000
dem 11.Jos dos Santos Neves ,
casa lerrea, arrendada por........ 240*000
dem 17.Mauoel Pigueirda de Fa-
ra, casa terrea, arrendada por.. 168$003
dem 19 Filhos de Jos Rodrigues
dos Passos, casa terrea, arreoda-
,,da P"r............................ 1689000
dem 21.Maria do Carino Nunes
Ferreira, um obrado de 2 anda-
/s o uma Inja. arrendado por.. 7589000
dem 23. Bernardiuo Jos Leilo,
casa terrea, arrendada por...... 300-9000
dem 29.Manoel da Silva Ferrei-
ra, casa terrea, arrendada por.. 2405000
dem 33.Viuva de Joaquim Jos
Lody casa larrea, arrendada por I689OOO
dem 3o. Bernardino Jos Leilo,
um sobrado de um andar e 2 lo-
jas, arrendado por................ 708-3000
dem 31.Francisco Duarle da Sil-
va, casa lerrea, arrendada por.. 3OO3OOO
dem 41.Irrnandade das almas do
Recife, um sobrado de dous an-
dares e duas lujas, arrendado por 790-9000
Boceo da Matriz.
N. 5.Manoel Ferreira Ramos, ca-
sa lerrea, arrendada por.......... 210-9000
dem 7.Antonio Jos Pinto, casa
lerrea, arrendada por............ 216j}000
dem lo.Joao Jos de Carvalho
Moraes casa terrea, arrendada
Pr :....................... 240-9000
dem 17.Viuva e herdeiros de Jo-
s dos Santos Nunes de Oliveira,
casa terrea, arrendada por...... 14i;000
Travessa da matriz.
N. 4.Joo Jos Fragozo. ura so-
brado de dous andares cora soto
e uma loja, arrendado por...... 67z>000
dem 12.Marcelina Rita Maria do
Oliveira, casa terrea arrondada
, Pr-,-............................ 360ff000
dem 18.Antonio Ferreira Lima,
casa lerrea, arrendada por........ 2109000
Travessa dos expostos.
dem 4.Jos Maria Seve, casa
terrea, arrendada por............ 1 i 9OOO
dem 20.Augusto Colombier, ca-
sa lerrea, arrendada por.......... 2169O0O
dem 22.Maria Joaquina Machado
Cavalcanli, casa terrea, arrendada
, Pr-.............................. 216000
dem 24.Filhos de Thom An'onio
Martins, casa terrea, cora 1 quar-
lo contiguo, arrendada por...... 2785000
dem 26.Salvador Pereira Braga,
casa terrea, arrendada por...... 300*000
dem 28.Jos da Costa Dourado,
um sobrado de um andar e uma
loja, arrendado por.............. 900)000
Ra do Calaboce Velho.
Numero 4.Antonio Jos Piulo, 1
sobrado de um andar o uma lo-
ja, arrendada por............... 528,$000
dem 8.Herdeiros de Rosa Maria
do Carmo, casa terrea, arrendada
tPr'"............................ 2409000
dem 10.Antonio Pinto de Moraes
um sobrado de um andar e uma
loja arrendado por.............. 336j0C0
dem 12. Irrnandade do Santissimo
Sacramento de Sanio Antonio, ca-
sa terrea, arrendada por.......... 1209000
dem 14.A mesma, casa terrea,
arrendada por.................... 1209000
dem 16. Antonio Goncalves de
Moraes, casa terrea, arrendada
, Por............................... I449OOO
dem 20.Senhorinha de Oliveira
Jacome Peixolo, um quarto com
um telheiro no fundo, arrendado
, Pr-............................. I2O9OOO
dem 1.Joo Francisco dos San-
ios c Filhos, casa terrea, arrenda-
da Por............................ 96g"00
dem 3.O mesmo, casa terrea, ar-
rendada por...................... 96j>000
dem 5.Herdeiros de Joo Manoel
de Oliveira Miranda, casa terrea,
arrendada por.................... 729000
Rtia do Calabouce Velho.
N. 15.Jos dos Sanios Neves, ura
sobrado de um andar e duas lojas,
arrendado por.................... 432;000
dem 27.Joaquim Pacheco da Sil-
va, um sobrado de um andar o
uraa loja arrendado por.......... 2761000
dem 29.Antonio Gongalves Fer-
reira, casa terrea arrendapa por. 96$000
dem 31. Francisco de Paula Car-
neiro, casa tcnea arrendada por 965000
dem 33.Joaquim Antonio Carnci-
ro, casa terrea arrendada por.....
dem 35.O mesmo, casa terrea
arrendada por....................
Ba de Santo Amaro.
f\. .Senhorinha do Oliveira Ja-
come Peixolo, casa terrea arren-
dada por.........................
dem 4.A mesma, casa te'rre'ar-
rendada por......................
dem 8.Francisco Alves da"voi-
ga, casa terrea arrendada por___
dem 12.Maria da Porificac,o Be-
zerra de Mello, casa larrea arren-
dada por...................
j dem 22.Senhorinha de Oliveira
Jacome Peixolo, casa terrea ar-
renda por......................
dem 24.Pedro de Alcntara dos
Guimares Peixolo, casa errea
arrendada por.........
dem 26.Senhorinha de Olireira
Jacome Peixolo, casa terrea arren-
dada por ..... ...............
,n Becco do Calabonco.
N, 12.Maria Isabel Alves Ferrei-
.." "S" '"rea arrendada por ...
dem 16.Irrnandade de S. Bene-
dito casa terrea arrendada por..
dem 20.-Thereza Paes Cortes, ca- .
sa terrea arrendada por.......
dem 22.Antonio Gomes de Mol
ra, casa terrea arrendada por...
dem 24.Evaristo Salgado, casa
terrea arrendada por ............
Idera 26.Luiza Antonia de Jess
Siqueira, casa teirea arrendada
por ..............................
dem 28.A mesma, casa terrea
arrendada por....................
dem 32.Recolhimenlo da Concei-
q'ao de Olnda, casa lerrea arren-
dada por..........................
dem 31.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 36.O mesmo, casa lerrea ar-
rendada por......................
dem 11.Jos Mana da Costa Car-
valho, casa terrea arrendada por
Ra das Flores.
N. 2.Jos Antonio Pereira de
Brito, casa terrea arrendada por
dem 4.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 8.Antonio Ferreira Braga,
f casa lerrea arrendada por........
i Idera 12.Manoel Espindola do
Mendonca, casa lerrea arrendada
por...............................
dem 16.Amaro Goncalves dos
Sanios, casa terrea a'irendadada
por................................
dem 30. Viuva e herdeiros de Mi-
guel Bernardo Quinleiro, ura so-
brado de um andar urna loja ar-
rendado por......................
dem 3.Maria da Conceico Pe-
reira, um sobrado de um andar
cora soto e uma loja arrendado
por ..............................
dem 5.Domingos dos Passos de
Miranda, casa lerrea arrendada
por................................
dem 7.Jeroniraa Maria da Con-
ceico Figueiredo, casa lerrea ar-
rendada por......................
Idera 11.Maria da Conceico Pe-
reira, casa lerrpa arrendada por..
Idera 13 a mesma, casa lerrea
arrendada por....................
Idera 1 j.A mesma, casa terrea ar-
rendada por......................
Idera 17.Juliana Maria da Concei-
co, casa lerrea arrendada por..
Idera 23.Joaquina Antonio Carnei-
ro, casa lerrea arrendada por___
Cotiliniinr-se-/io.
1208000
144J0OO
3O080OO
3OO9OOO
240K0O0
30O900O
2409000
I689OOO
240c00O
144990O
1209000
120;000
168&O0O
192J00O
192*000
156:000
240S00O
168;O0O
2160O0
150$O0O
120J00O
120gOOO
209000
1689OOO
1441000
2409000
8OO5O0O
300J00O
3009000
1203000
120JSO00
1419000
210-9000
2408000
Communicados.
0 Alpha do Liberal.
Fcamos edificados com a leitura do Liberal
de hoje! Quando falla o Alpha emmudecem os
proprios orculos 1
O IP do Diario de Pernambuco nao mais
um individuo, como diza, ha pouco, a folha do
Sr. Feilosa, sao tros : nao s o Sr. Rufino do
Ameida, sao os Srs. Pinto de Campos, Rufino
do Ameida e Mello Reg; islo tima trindade,
que so poz ao serrico da olygarchia, azendo
uma guerra traicoeira e injusta ao nico homem
de Pernambuco quo valha alguma cousa. O
servico feilo por escala e alternadamente. O
ullimo coramiinicado do W da penna do Sr.
Mello Rogo. Bera so conheco isso pelo esiylo,
pela inepcia da arguraenlaco, e al pelos erros
de grarainalica. O Eun Sr. Pinto de Campos,
que se acha na corle, nao quiz ficar ocioso, escre-
ve ariigos conlra o Exra. Sr. Dr. Ambrosio, no
Regenerador. O Sr. Feilosa uma perola, nao ha
a menor inconsequencia no seu procedimenlo, fa-
zeudo o elogio de todas as administracoos, quo
coraecam. a ver se pegara as labias; e apedre-
jando a todas as adrainistracocs, que acabara,
porque as labias nao pegaram*.
llavera por ah algum temerario, quo duvido
do que nos diz o Alpha.'
Que miserarel gente que sao estes Alphasl ...
O corypheu do Liberal, desaponlado por lhe
ter oIKarrancado a mascara, expondo-a ao
Exm. Sr. Dr. Ambrosio como ura desles bajula-
doros vulgares, que levara a lisonja ao ponto
de envergonharO proprio lisonjeado, pucha pela
dourindaiia e arremeti conlra os priraeiros,
que a sua nenie desvairada lhe faz parecerem
os autores dos artigos deIK.
Collado Pfnsa quo ha de calar oW cora
essa infame Intriga da solidaredade dos seus
escriptos com os do Regenerador ?___ Pensa que
ha de comproinetler o Exm. Sr. Pinto de Cam-
pos cora o Exrn. Sr Dr Ambrosio Leilo da Cu-
nha, ailribuindo Aquella a autora dos arligos do
Regenerador, que se oceupam deste'?..
L' preciso nao ler hora sonso para conceber
to desparatadas ideas, e crcr que alguem lhes
dO a minimaimpoilancia.
O Regenerador anda nao existia, e j o11'
tinha tomado sua coula os despropsitos do
Liberal. Enlre as ideas do W e ns opinies
lo Regenerador nao ha a mais leve sombra de
scmelnanca pelo que loca a quesles polticas.
Se o Regenerador lera aqui na imprensa pernam-
Iniean.i algum alliado, este nao pode ser seno o
Liberal: porque o Regenerador est, como o
Liberal, ora opposieo ao governo ; o Regenera-
dor est de accordo com o depuiado liberal Mar-
tinho de Campos quanto m escolha de presi-
dentes ; e o Regenerador designa como m es-
colha a dos Srs. Drs. Ambrosio e Polycarpo,
conlra o- ultimo dos quaes o Sr. Marlinho de
Campos vomilou, na cmara, uns poucos de im-
properios. Ora. seo Regenerador est de ac-
cordo com o Sr. Marlinho Campos, quo da
grey do Liberal, nao muito que se crea haver
tambera entre esto c o Regenerador communho
de opniocs, quanlo ao modo de julgar o Exm.
Sr. r. Ambrosio, posto que, para os seus fins
particulares, enlenda o Liberal conveniente in-
censar o Exm. Sr. Dr. Ambrosio ate as eleicocs
geraes.
O Exm. Sr. padre Tinto de Campos nao poda
escapar aos botes da dourindana do corypheu.
doLifterai. O directorio da ra estreita do Ro-
sario jurou aos seus deuses de intrigar o Exra.
Sr. padre Can.pos.
O Liberal sabe que o Exm. Sr. padre Campos
nada tem com os artigos do W ; mas era-
Ihe preciso figurar aquella sua cerebilna trinda-
de. para chegar a seus fins, que era tornar ao
Exra. Sr. Dr. Ambrosio odioso oWpela com-
munho do ideas com o Regenerador, e aitribuir
ao Sr. padre Campos o que este jornal disse do
S. Exc.
Mas o embuste lao raizeravel, que nnguem
pode acreditar nelle.
(Juercndo saber quem era o autor de um cerlo
crime. Cicero perguntava :cui 6oo fuit ? islo
, a quem poda elle aproveilar ? Nos pegunta-
remos : em que poderiara aproveilar ao Exm.
padre Campos as censuras fcilas pelo Regenera-
dor ao Exm. Sr. Dr. Ambrosio Leilo da Cuulia?
Rcsponda-o o Liberal,
Se o Exm. Sr. presidente nao tivesse procla-
mado a sua imparcialidade uas eleicoes a quo
se vai proceder, e se, ao contrario di'sso, esti-
resse empenhado em suffocaro vol das popule-
ones que tem mandado cmara temporaria c-
Exm. Sr. padre Campos, s uesle caso poderia o
Sr. padre Campos ler inleresse era censurar a
nomeaco de S. Exc. para a presidencia desla
provincia. Mas, se o processo da eleicao lem de
correr lirremente, sem a inlervencao do gover-
no, c se o Sr. padre Campos conla com o vol
livre dessas populagoes, claro que nenhum in-
toresse linha em escrover artigos do censura
conlra o governo pela nomeago do Exm. Sr.
Dr. Ambrosio.
Qucoi sabe que o Sr. padre Campos, a des-


DT/tBWX PE PERN*MW1C0. SF.XTA FER* 3t DE AGOSTO DE f*%&.
peilo des extorco* do fallecido marquezde Para-
n, conseguio grande numero de volos na elci-
cio de 1849, nao poder acreditar que elle se re-
solvosse a censurar uma administrarlo, que pro-
melle conservar-se neutral na clcicao a que se
vai proceder. Aquillo que o Sr. Dr. Feilosa nao
poder jamis alcanzar sem a intervenco inde-
bila do governo, o Exro. Sr. padre Campos leni
conseguido por muilas vezes, somenle com a de-
dicacio o os esforcos de seus amigos. O Sr. pa-
dre Campos, pois, uo precisa censurar a pessoa
alguma para obter aquillo que o Sr. Feilosa len-
to deseja, e que nao ha de alcancar, 8inda mes-
rno que derramo nuvens de incens sobre a admi-
nistrarlo da provincia, a menos que esta nao
queira apartar-so da senda de imparcialidade
que se impoz.
E para lastimar que a causa de um grande
partido, como o liberal de Pernambuco, que
conia em seu seio militas pessoas dislinctas, de
familias importantes, esteja entregue a uma su-
cia de pebas, quo vivem de intrigas mlzeravcis,
de calumnias repugnantes, e quo pensam fazer
fortuna com elogios bombsticos leitos admi-
nistracao.
Se o partido liberal quer rehabililar-se, cum-
prc que elle faca despersar o quilombo da ra
sireila do Rosario, c trate de se fazer represen-
tar na imprensa por gente bo, decente o li-
nos ta.
O Exm. Sr. Dr. Ambrrsio Leilao da Cunha,
que anda ha pouco eocetou a carreira admins-
trala a, por muilo amor propriu que livesse, e
por m-iis alta idi que flzesse de seus talentos,
nao doiaria de conhecer nos eslrondosos elo-
Pcilosa, aos cscriptores do Liberal, a too* gente,
emfim, o promover e desejar o bom exrte da
causa de um amigo particular, sera que nisso
ande o intento de prejudicar a um terceiro.
Mas em que podem aproveilar ao meu propo-
sito as brigas rom o Sr. Feilosa ? Seria csse o
meio de realisar os meus anhelos ?
Uma lal supposicao so pode ser admillida pelo
Sr. Feilosa, ou pelo seu allerego Alpha, embora
haja nisso maior falta de senso, do que a que elle
nota as corobinaeocs deW.
Nao quero dar salisfaces ou explicacoes, que
parecam envolver o desrjo de modificar as iras
do Sr. Feilosa a meu respeito, e chama-lo asen-
limentos mais benvolos ; nao.
Se M visse no meu aggressor um cavalleiro
que lazer, nerem,. se a juslica e o amor que te-
orho ao dererr rss me compelrra ?l
O Sr. Christovo, entretanto, rnaeria tomar san
desabato comigo, e en ra mesmo- os seus esfor-
cos, o seu afn era esmiucar os meus actos, an-
dando abaixo e acim; e eis que o homem sahia-
se como um perfeilo cavalleiro fiducioso e ea-
thardol '
L vem por ahi, disse eu, uma denuncia ro-
tunda e ly m alentada que me leva pela reata
cima, edeata vez vou lus visitar S. Jorge I
Mas qual!? nao sabem que a monlanha, depois
do muita herrara, deu luzum ralinho?
Pois assim fez meu amo o Sr. Christovo. De-
nunciou ao Sr. Dr.
juiz de direito que eu tinha
, ileixado junlar-se a uns autos m documento sem
leal, a queslo flearia cortada, desde quede mira sello, (mas quo logo foi mandado por mira reva-
partisse a asseveraco de que nao tenho parle em
taes arligos. Mas "com o Sr Feiloa o negocio
muda de figura : o que elle quer pretexto para
continuar no proposito em que se ac.ha, e satisfa-
zer a necessidade que senlo de ter sempre uma
viclima, na qual seve a sua sanha.
Sei que forneco-lhe mais um ensejo nestos pou-
cas palacras ; paciencia. Todo receborei com
calma, al porque dou as descomposturas do Al-
pha o mesmo valor que poderia dar aos seus elo-
gios.
Quanlo a intriga que prelendeu o Liberal jo-
gar, pintando o Sr. conego Campos como escrip-
lor do Degenerador, o eu a elle ligado, de es-
perar que nao faca fortuna.
Essa tuadilha, com relaco aquello conego, a
lodo o proposito, e acerca' de ludo, reina e
muito conhecida : apenas d a medida do ajfeclo
gios, que Ihe fazo Liberal, uma exageraco, que 1ue Sr- Feilosa vola ao Sr. conego Campos.
nao s lhe ofTende a modestia, mas que chega
mesmo a envergenha-lo ; porquanto, se cerlo
qoe 8. Exc lem feito muila boa adiniuistraco, o
tenipn decorrido lao pouco, os actos de S. Exc.
sao anda lao pouco numerosos, que nao do
lugar aos elogios bombsticos c mais que sus-
peiios do Liberal
Esses elogios do Liberal, S. Exc. ainda se de-
ve precaver contra elles poroutra razio. Em rc-
gra o Liberal vitupera sempre aos homens mais
eminentes, s pessoas mais distinctas, todos,
emlim, e nao sin poucos, quanlos fazcm som-
bra ao chotes do Liberal. Pela ra/.o contraria,
os seus elogios raras vezes se dtrigem ao ver-
dadeiro mrito porque o verdadeiro mrito
um inailyrio para aquella alma ruida de io-
vtja.
Nao livesse S. Exc. consciencia do seu mere-
cimenlo, e os elogios do Liberul lhe haviam de
pesar como uma maldico.
Antes de remalar estas linhas, lembra-nos por-
Contar ao Alpha a razio porque, tendo tanto
horror aos escritores anonymos, que dirigen)
injurias por delraz 'da cortina, cncapotou-sc
tambera S. S, com o anonymo, e vomita por sua
conla una torrente de injurias ronlra pessoas,
que nio tomara parle as querelas do Liberal
com oW ? Pois aquillo que nos outros
um crinie, ser um) virlude quanJo praticado
pelo \lpha ?
U desapontamento, em que estaes, nem os
deixa ver, gente riiim, as contraJiccoes em que a
cada pnsso cahis!
Dos se amercie desles espirilos desvairados !
Recite 27 de agosto de 1860.
Omega.
Pelo que me diz respeito, escusado lea dar
explicacoes.
E' verdaJe que nao tenho assento entre os tu-
riferarios insulsos e simulados do Exm. Sr. Dr.
Leilao da Cunha, mas 6 tambem exacto que nao
tenho motivos para deprimi-lo. Nao quero fazer
praga de ministerialismo provincial : estimo,
purera, que o Liberal esleja satisfeilo, emliora
descomente do governo geral. O que nao lhe
concedo o direilo de esmerlhar qnem sejam
08 contentes, e quera nao, mormcmenlo laxen-
do-o insidiosamenla.
Finalmente continu o Sr. Feilosa a alacar-me
como lhe parecer : mas faga-o com pretexto
plausivel, a menos que o seu fim seja nica-
mente ostentar conhecimentos do grammalica.
Era lal caso, pode al abrir escola, na certeza
de que nao ser minha custa qne ha de ter dis-
cpulos.
Recife 28 de agosto de 1860.
J. Pedro Brrelo de ello Reg.
idar), eque tinha tambem sido junto aos mes-
mos autos ura conhecimento de meia siza de es-
cravos sem ser sellado I
Que cabeca do meu Juca !...
Que cahera de rr.pazl...
Grande cousa s o saber l...
Mas, erofim, foi a denuncia recebida, e estou,
como l dizem, tambera cora o auno donasci-
mento s costas
O primeiro documento, note-se, foipormim
mandado revalidar in continente ; o segundo do-
cumento que foi o conhecimento de meia siza de
escravo?, nao est sujoito sello, porque do-
cumento de quitaco publica, que pertence ao ex-
pediente da repartirlo fiscal que o exped; art.
52 7o do regulamento que baixou com o decre-
to ii 681 de 10 de julho de 1850, e ordera do
thesouro de 16 de Janeiro de 1855.
Pois bem, assim mesmo, cora tudo isto, foi:
a minha pobre personaldade autoada I
E querer ainda ser juiz municipal, quera vir
destas cousas !???..
Mas d'ahi resulta, ainda bem, um corollario
que talvez a lgica de meu Juca nao alcangasse,
e que me dou por muito honrado com a sua
denuncia tal qual foi, depois de lamauha lida e
cansan* que leve para da-la.
Espero que nao fique ahi, e repita a dose,
El orabit ad Dominum.
Francisco Teixeira de S.
Srs. redactores.Lendo hoje em seu Diario
uma correspondencia assignada pelo Sr. Se-
baslao Paz de Souza, na qual pede ao Exm. Sr.
presidente da provincia e ao publico, que pres-
ten) sua alinelo sobre negocios de Caruar,
cuja correspondencia rauito compromelte a hon-
ra e reputacio do Sr. tenente coronel Joo Vioi-
ra de Mello e Silva : e como este senhor nao
aleja nesla praca para se defender de semelhan-
tes accusacocs, nos por um dever de ainizade pe-
Liberal Pernambueano, ensaia-se para uma dimos ao Exm. Sr. presidente da provincia e ao
lula prxima. Depois de muito acariciar e favo- respeit.tvel publico, suspendan) seus juizos res-
JoSo Filippe ui.i
Antonio Augusto Leal Jnior.
Entarregados da ffsfa.
O III ras. Srs :
Dr. Augusto Elisio de C-stro Fonsec-a.
Viiraino Jos de OHveira.
Mordomot.
Todo o devotos e devolas da mesma- Senhora.
m
COMMEBCSO.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
EM 28 DE AGOSTO DE 1860.
A caixa descoma letras a 10 O/o. toma saques
sobre a praca do Rio de Janeiro e recebe dinhei-
ro ao premio de 8 O/o ao anno.
Alfandega.
Rendimentododia 1 a 29. 276 r>nj312
dem, do di a 30......16 118^403
292.268615
Movimiento da alfandega
Volamos entrados com fazendas
> com gneros .
Voluraes sabidos cora fazendas
com gneros
121
62
~U3
262
------405
183
l* u il.l i de Mengela. .
Cravo d*>- Marauban.. ....
Cravo de Girofe ........
Cauros erro da Rio.......
Ditos verdes do Para .
Dilu etpicliadni das Minas. .
Dios ditos da Baln ... .
Dilos ditos de Angt.i.......
ilus s Isactos do Marnlio .
Ditos ials. de Pernambuco...
Diloi ditu da Babia.....,
Ditos diloi de Angola.. .
Ditos ditoi de Cabo'Verde.. .
Ditos ditoi das Ilhas......
Dita dilu mouroi.......
u
B
ar.
ar.

a
o

o

a
a
a
323
600
110
157
112
187
107
Com lim.......
Denles de marfira lei... .
Ditos dilo meiao......
Ditos dilo escr-vellio. .
Erva doce.........
Familia de pao .
Gomma copal loperior..
Dila ilila regular.....
Dita dita ordinaria.....
Melado..........
Ouruc..........
Pimenla da India......
Salsa parrilha lupenur.
Dila dita resular.....
Dita dita oriinar.ia.. .
TMgo eslrangeiro rijo.. .
Tapioca i>o.......
Urzella da Angola. .
Dita de Bengotla .. ,
Dila de C*bo Verde. .,
Vaquetas do MaranliSo.
Dila de Pernambuco ..
" boletn! eleitoral
Santo.
Quanlo doce morrer pela patria !
Slnii.v.
Meihor viver por ella, acusta d'clla !
Os cmbales de palavras se Iravam nos clubs,
as pracas publicas, roas e beccos.e o que mais
at as repsrcdes se fabrica cartuxame dos adar-
mes 13 e 1". Perde-se o tempu em cabalas, em
intrigas pueris; uniros se esbofara, deteriorara a
sanie, e perdem niuitis vezes antigs a misados
n'esses infructferos cmbales preliminares; fir-
mes no proposito de fazerem subir ao poder
supposlos protectores que, depois de galardoados
com a conlianca de seus concidados, de ludo se
esquecem, nao olham seno cora esludado iles-
prezo pata acuelles que ainda pouco erara seus
dolos !
Ii sprezarn os degros por onde subirn), novas
araisades, novas allianeas, novos engajaraentos
cootrahidos; dio baixa, licencian) uns. fuzilam
c degradan) oulros, convoj que Qquotn livres.
JNao suffrem, nem tolerara qualqucr modifieac.io,
qualquer reclamo dcaiigmenlo desold, que pos-
sa d'alguma maneira diminuir seus lucros, ir.ms-
tornar seus clculos. Mo fado persegue a sorte
dos conibaleiites, mo fado, cuja origem dimana
ti'uiiia eleicao disputada com allincj, animados
como esli.
Conven) saber que, cada um dos tres exercilos
(era as cuas baleras e reducios mais ou menos
fortificados, mais ou menos vigiados, despeno
de Iotas essas consideracoes, repetidas em cada
canto por todos: ao dos conservadores os mais
Dolareis e iaezpugnaveis saoo reduelo da con-
ciliarioa balera das vas promessuse a tor-
re das condecorarocs. As dos liberaos, 2 grandes
fortes, a saber :o do embustee o das pastas
conquistadas baionetas, junto ao fossolibert,
egaliti.
Su inlrincheiramenlo dos conservadores de si
mesrao, o:~t collocada a baleraDiario Yelho,
cujus artilheirossSo pede castello, e joga. arii-
Iharia pesada, e de sitio. No inlrincheiramenlo
dos liberaes, esli osieductos Liberal Pernam-
oueanaque lanca huchas de papel bancarioa
JVova Era, cujas balas sao des crolteso Impar-
cial, cuja plvora cheira esturro, e o Fopor
dos Tro ficantes, especie de baadeirola, que sene
de lelegrapbo aos combaieules, [azoado repelidos
signaos.
Ha ainda situado poucas milhas de distancia
do arraial escolhido para a peleja, um reducto
antigo, que nem um dos beligerantes conta com
elle, denominado Ordemcoja plvora nio-
lhada.
Quanlo s do lerceiro exercilo, dos trnsfugas,
coMiinandada pelo Feld-marechal Lago, duque da
Esperance, tem (oda artilhcria enrravada ad
cauteluinpelos conservadores o liberaes, em
"lrtude das ultimas eslipulacdes, combinadas e
aceitas no arraial da Escada, despeilo da m
vojiade o murmurio assustador de alguns bata-
Ihois de Indios-zuaro*.
DilTicil seno impossivel vaticinar, qual dos
partidos em campo ser senhor daUrnapois
por raclbores que sejam as disposices estratgi-
cas, as vezea um pequeo descuido d'alguma sen-
tinelia prrdda, qualquer incidente, uma carga de
cavallaria dada lempo, transtorna ludo, al
mesmo um relale falso, a deserco ou o relaida-
ineiilii do soccorro d'algum novo'roucliy mui-
to peiigoso.
O que posso affiangar por onvir dzer 6. muila
gente influida, que, os dous exercilos eslo ani-
mados de espirito bellicoso, rangera os denles e
torcera os bigodes; lodos contara com o liium-
pho, e para alcanra-lo nao se dcsprrzam mcios,
lano os da estrategia como os da forca. O exer-
cilo do Feld-marechal, embora as concrdalas es-
tipulabas, diz-se geralmenle que se unir quasi
todo aos liberaos, e hade atacar a marcAemar-
che, para oque ensebou todos os calcanhares.
Exilie um rummissariado que fornece abundan-
temente patriotismo s arrobas c consciencia s
carradas : todos querem salvar a Palria, e todos
tem os olhos no despejo d'ac^io !
Em quanlo a mira que son bastante medroso,
apenas posso assegurar aos pios leitores que, se
a Potencia Neutra que nos observa, nao estiver
de sobre-aviso, prompto aecudir no lugar da
peleja onde as leis da guerra forera esquecidas
ai d'elle e ai de nos lodos, embora Gregos ou
Troyannnsdar coula do occorrido at avespora
do altaque
Obs.
ncar a adminislmrin policial da provincia, eil-o
que ji su soccorre s provoeacos acintosas, ex-
pondo-a como negligente o "connivente com o
crinie.
Era impossivel que a carreira gloriosa do Sr.
Dr. A. Araripe nao viesse i ser trucidada pelo Li-
beral Pernambueano. As uossas previsues confir-
ma ra-se.
Era relami ao facto do espancamento de Joa-
quira do Sania Auna, que por ah se diz altenta-
loria dosdireitos da lber lade. estamos autori-
sados declarar ao Liberal Pernambueano que
a pojicia entra por nvestigaedes serias, pondo
peilo por alguns das, emquanto o Sr. tenlo-
coronel Joo Vieira volta, e enlio se justificar
satisf ioriaraente, pois para islo est munido de
documentos.
Recife 30 de agosto do 1860.
um lado as consideraroes pessoas e os favores
d'amizade.
Pesquisas de tal genero levara terapo darem
o fruclo desejado. Ellas deven repousar em
lestemunhos, que nao poden) ser fcilmente en- ]
con Irados.
Nao seja o Liberal Pernambueano o primeiro
embaracar a necio policial. Ella procede inal-
lerarel e inflexivelraenle ; sera pedir inspira-'
res ao genio do Liberal.
Srs. redactores.A calumnia publicada no
seu conceituado Diario de 27 do corrente, em
allusio ao alferes que, negocio, tem frequenla-
do a luja mencionada n'ariu<>lle artigo, por si
inesma infundavel : e tanto mais desprezivel,
| quanlo conhecemos a raesquinhez do carcter do
Aguardeule
Azeile doce......
Amen.la doce tin milo
Banha de porco. .
Hlalas..........
Cera branca era gruine. ,
Dita dila era vela* ,
Ceblas.........,
Cevada ..........
Cenleio..........
Carne de vacca......
de porco
Chuuricos.......,
Farinh de Ir.go. .
Milbo...........
Paio...........,
Presuntos.......
Sal........
Irigo rijo do Reino.....A
Dilo mulle......
louciiiho.......
Vinbo de Lisboa linio
Ditu dilo branco
Em ser tolo ningnem leva a palma ao rodador
em chufe do Liberal Pernambueano.
E como nos habituamos a nio allegar nada sem
ser acumpaiihado da competente prora, apresen-
lanos a que corrobora a verdade da proposicao
oicial do commiinicado. Ei-U :
Suspeitando o redactor em rhefe do Liberal,
que o Dr. Jos Roberto de Moraes e Silva neces-
sarianrente seria dcmitiido^gojs^ue nao era pos-
Sivel o chufe de polica consentir as arbitrarie-
dades e disparates por elle pralicados, enlendeu
que obstara a demissao do seu predilecto fazen-
do um fi/fi ao Chele de polica, persuadido, cui-
tado, de que com o seu obut faz medo a alguem.
E portante o nosso Garibaldi peba fez hontera pu-
blicar o segainte manifest :
Consta-nos que o Sr. Dr. chele de policia.ee-
dendo naturalmente s exigencias de sua secre-
taria, propozera ao Exro. Sr. presidente da pro-
vincia a demissao do Sr. subdelegado dos Afoga-
gados, Dr. Jos Roberto de Moraes c Silva. O
nico motivo que pode servir de base a seme-
llianlo demissao o crapenho, que lera mostra-
do o Sr. tenenle-coronel Manuel Joaquim do llego
8 Albuquerqueem ver-se livre de uma autoridade
que ha manlido a ordem dessa freguezia conira
os premeditados ataques de alguns anarchistas,
que inslrumenlos da oligarchia provocadora,
chrismnrara a energa da auioridide com o nome
de interrengo eleitoral, o com quanlo o Sr. Dr.
Jos Roberto nio tenha assislido a club nenhum
eleitoral nem tenha imposto a alguem chapa de
paitido nenhum, todava, c guerreado atrozmen-
te, porque ten) a forca de espirito necessaria
manulencao da lei e d orden). Estamos resolv-
dos, se assim a provar da maneira mais au-
llientica que a secretaria da polica, na demissao
do Sr. Dr. Jos Roberto, commetle um acto in-
juslilicavel. A secretara da polica parece ha-
ver-se convertido em centro adverso adrainis-
Iraco do Exm. Sr. Dr. Leilao da Cunha ; ella se ha
convertido em protectora a todo o transe de cer-
tas candidaturas e nio pode ver em S. Exc um
administrador imparcial que quer manler a dig-
nidade da administracio com o reslabeleciraenlo
do syslema representativo na provincia de Per-
narabuco. Cumpre que a opinio publica se es-
clareca convenientemente a respeito do que se
passa na secretaria de polica .
Alen) deste manifest urna commissio compos-
ta dos Srs. padre Pedro, Jos Antonio Grillo e
Jos Tenorio de Mello Albuquerquer foi a palacio
interpelar ao Exm. presdeme a respeito do gol-
pe de estado, que se premedilava. Mas o presi-
dente da provincia e o chele de poliuia, quo nao
sao saguins para morrerem de caretas, deram o
chamado golpe de estado, e ti bicharel Jos Ro-
berto foi apeado do cargo de subdelegado da fre-
guezia dos Afogados.
Hoje esperava-se que viesse o mundo abaixo,
e que o rhefe de polica sera o primeiro supl-
ciado. Mas qual! Macaco relho nao melle a mo
em combuca.
Liberal de hoje, em um artigo edictorial, de-
pois de fazer a apologa do Dr. Jor Roberto,
couclue pelo modo seguinte ;
Nio censuramos a demissao do Dr. Jos Ro-
berto e Moraes e Silva, uma vez que S. Exc.
achou que esse senhor se hara politicamente
compromctlido ; mas solicitamos de S. Exc. a
nomeacio de um subdelegado, bastante imparcial
para nao se intrometter no processo eleitoral e
bastinte enrgico para nio deixar a freguezia
merc das estravagancias do Sr. Francisco Car-
neiro, e o voto do ridadao merc das medidas
compressoras do Sr. tenenle-coronel Manoel Joa-
quina do Reg Albuquerque.
Fazemos bom juizo do Sr. Dr. ehefe de poli-
ca ; mas pedimos-lhe que nao confio muito na
sua secretaria, onde se orgaiisam bollelins elei-
loraes e oulros trabalhos do mesmo goslo .
autor.
Julgamos ter assim respondido s torpes insi-
nuacoes do gigante depedra.
28" de agosto de 1860
Sehhores redactores. Tendo-se apresenlado
diversos candidatos para juizos de paz do primei-
ro distrielo da freguezia de Santo Antonio, eu
lembro aos Srs. votantes ura cidadao bem conhe-
cido o Sr. Joio Ozorio de Castro Haciel Monteiro,
que lera as habilitantes precisas para ser e|e(o,
porque alera de ser um moco probo c intelligcn-
le. dotado de muito senso .
O C.
Publicaces a pedido.
Para juizes de paz da freguezia de Santo
Kn Ionio.
lu Districto:
Dr. Antonio Epaminondas de Mello.
Proprietario, Caelano Pinto de Veras.
Major, Antonio Bernardo Qoinleiro.
Capitao, Jos Luiz Pereira Jnior.
2" Districto.
Capitn, Firmino Josa de OHveira.
Tenente, Camillo Augusto Ferreira da Silva.
Dr. Angelo llonriques da Silva.
Capilio, Miguel Jos de Alraoida Pernambuco
L'ut votante.
Descarre.gara hoje 31deagosto.
Barca ingleza Bonitafazendas.
Barca ingleza Norvalbacalho.
Barca americanaGolden Uownarroz.
Barca porluguezaGralidaobatatas e ceblas
Brigue inglezMnrcuryfazendas.
BrigueinglezCaroline Scbenkbacalho.
Brigue hambnrguezAsiac-irvao.
Palhabote americanoOrannafarinlia de trigo.
Brigue nacionalAdmirante diversos gneros.
Importa^ao.
Brigue hambnrguez Azia, viudo de Ilambur-
go, consignado Jos Antonio Morcira Das &C.
manifeslou o seguinte:
20 lastros de carvio de podra. 100 barris retina
350 saceos farelo, 160 barricas e 100 frasqueiras
genebra, 30 caixas velas stearinas 12 gigos vi-
nho, 1 caixa perfumaras ; aos consignatarios.
52 barris potassa. i caixas fazenda de algudao,
1 dila lacea em folhi, 1 dita ferragens, t ditas
vidros, 4 dlas beserros, 3 ditas pelles, 5 ditas
raobilia ; N. O. Bieber ^ C.
8 caixas fazendas de algodio, de la, de seda,
e mix:a, 6 ditas mens de algodio, 4 ditas objec-
tos de barro, 2 ditas cnuro de eavallo, 1 dita
litas, 1 dita crinolina, 1 dita boloes de seda, 4
pacotes amostras ; Linden Wild & C.
1 fardo pannos, 2 caixas chales de casemira, 1
Ata lencos de linho e guardanapos de seda, 2 Vinagre da Lisboa
dilas miiideT.is^ 1 dila chocolate. 1 dita chicotes. Dito diiu branco .
7 ditas ferragens, 4 dilas objectos de melal,!l I
pacole amostras ; D. P. Wild & C.
2 caixas sapatos de transa ; J. B. Fragoso,
1 dita colheres : Vaz & Leal.
1 dita drogas : Joo da C Bravo.
26 dilas e 1 pacole fazendas de algndio.de li- I Amslerdara 3 mid.
nho, de seda, de la e mixta, 4 caixas bezerres, Madrid 8d[v. -
2 ditas bolas, 200 dilas velas, 1 dila e. 1 pacote '
amostras ; C. J. Asiley & C.
1 caixa linha, agulhas boloes e charutos ; T.
V. Baplisla.
600 garrames vasios ; ordem.
1 caixa miudesas, 9 ditas c 3 barricas farragens
llenrique & A/evedo.
12 caixas caderas, 10 dilas quinquillera, 20
dilas vinhn, 1 dila papel e livros, 12 dilas fazen-
das de linho, de la, de seda e mixtas ; Kilk-
man i\ C.
1 caixa livros, muzicas, lato, comesliveis, se-
mentes e flores seccas ; L. Mnlter Kamp.
2 caixas pello de lehre e coelho, 1 dia bisenn-
to, 6 ditas vnho, 1 dita massa para chapeos, 1
dita encerado, 6 dilas chapeos, 4 dilas objectos
de chapcleiro e vestido, 1 tardo papelo ; Chris-
liani & C.
JO fardos papelao, 1 caixa bala branca, 1 dita ',
camizollas, 1 dita encerado. 1 dila charutos, 2 !
pacotes amostras ; a Joo Keller cV C.
50 caixas vnho, 1 dila charutos, 26 ditas con- \
servas, 2 ditas balancas decmaes : a J. Praeger
& C.
25 caixas bacalho, 4 dilas sanguisugas, 1 dila
pinturas transparentes; a Manoel Joaquim lla-
mos e Silva.
4 caixas phosphoros, 1 dila lencos de lia, 3 di-
las pelles enrernizadas ; a I). A. Malheus.
1 caixa panno de couro, 3 dilas diversos arli-
gos, 1 volume amostras; a W. Romer.
-rvl D*rns Je 'inajsre, 2 |iipas de aauardenie,85 bar-
("0 ris de azeile, 70 de carn ensacada. 302 de louci-
J nho, 30 moios de sal, 609 caixas de btalas. 4:i
^ caixas e 600 molhos de cebollas, 4 caixotes e !
}* lata de doce. 300 barris de cal, 102 de peixe, 300
->' saceos de semeas. 57 de feijo, 12 de coramhog,
oon 2- de er1,a",,.oct'. 2 fardos de cera, 100 pipas aba-
~JJ tdas, 39 feixes o 1 amarrado de arcos de ferro, t
j barrica e 11 saceos de cevada, 30 caixas, 4 barri-
*" i cas e 7 fardos de drogas, e 13 volumes diversos.
]y, Par Nereidc (barra porlugueza) com 30 pi-
J2J.P", 510 barris o 29 caixas do riuho, 9 pipas, 2
oo mcios di,a9 e 80 barris de vinagre, 185 barris e
r'ri86bilhas de azeUe, 156 barris de carnes, 140
-> j roeios de sal, 36 caixotes de doce, 13 caixas e 24
39-200 barris de peixe, 197 caixas de cera, 1 caixa e 98
1$">00 latas de queijos, 31 volumes do movis, 13 cai-
1*0 xoles de fazendas, 31 volumes de drogas, 10 sa-
IjjlOO | quinhos de cevada, 6 caixas de livros e papel, 100
3)600 de massas, 5 de ferragens, 1,200 molhos de rc-
IgUM bollas, 13 volumes de cobro em obra, 30 alcofas
5fOO0 de pederneiras. 100 ancoietas de azcilonas, 800
3j()00 caixas de batatas, 19 barricas de cevadinha. 155
25OOO volumes de fruclas, 25 de especiaras, 24 leitos o
40SOO0 4SO0O ^f lavatorios de ferro. 35 saquiuhos de legumes,
100 140 |2 jumentos. 1 cria e5 volumes diversos.
130 140' Maranbo.Feliz L'uiao [barca porlugueza) com
16*000 175000 ^ P'Ps. 26 meias dilas. 255 barris u 80 ancorc-
129300 13)000 l?s a,) v'"bo, 19 pipas. 40 meias dilas e 65 bar-
85000 115000 r!s dc v,,|agre, 180 barris de azeile, 89 de chou-
510 650 I ritas- 110 de toucinho, 2 de presuntos, 474 caixas
1)200 25400 de batatas, 7 de peixe. 5 de chi, 8 de rap. 128
qq 11)000 12500 p cera eni vellas, 14 saceos de erva-doce. 41 vo-
128000 135000 ,umes de drogas, 90 caixas e 1.500 molhos de
cebollas. 1 barcada de seixo, 166 pedras, 18 cai-
xotes o 4 saccadas de cantara, 3 burros, e 47 vo-
lumes diversos.
9


o
a

P
111



A
@
167
157
152
145
134
200
ISO
2$ i 00
1)200
1)100
400
3)100
900
4)800
2)11 lo
DOO
II5OOO
orna 1)600
2)-200

12)000
2)400 I
2>OO
Expcrlarao.
.....Alm.
Loudres 90 d|d .
Pars 100 dpd .
Genova 3 mpl. .
Hamborgo 3 mid
65OOO
3)600 3)700
3)006 3S400
3)000
ar. 260 280
o 3S0 400
4oO 420
M 150 uo
A 2X0 300
A 330 370
6 ifi> I29OOO
iseooo
:J)600
99000
A 310 340
Duz. )900
@ 3)200
Moio 1)800
00 6.50
o 620 660
(a) 2)S00
V 90)000 100)000
..... 120)000 130)000
linio P. 45?000 50)000
..... 45O0 509000
Combios.
. 54 1/2
.... 532
. 524
BARRA DE USROA.
Entradas.
Julho 15 Relmpago, Fonceca,
16 S. Manoel 1, Soares
16 Ligeiro, Sanios
17 Guienne (v.) Enout
17 Boa Fe, Campos
31 Magdalena (r.) Wolward
Agosto 11 Poitugal (paquete)
Sabidas.
Julho 12 Tyne (.) Jellcoc
14 Nereido, Oleira
27 Feliz Unio, Rusa
29 Eslromadure (v ) Troler


Ago
29 Gralidao, Borges
lo 2 Jason (v.) Thalcher
EMBARCA^UES A CARCA.
Pernambuco.Barra Flor de S. Simio
gues Relmpago, e Bella Figueirense.
PiraBrigue Ligeiro.
Pernambuco.
dem.
Para.
Brasil.
Pernambuco.
Brasil.
P. do Brasil.
Brasil.
Tara. '
Maranho.
Brasil.
Pernambuco.
Brasil.
e bri-
48
42
. 930
PorluS d|v. ,.....pr.
Metaes.
Pejas de 8)000 .... 8)000
llura. hep.inholas. lJiOOO
Ditas mexicanas. 11)000
Aguias de ouro dos Esla-
do.-L'nius .... 18)250
Soberanos (a prala). 4)190
Ouro cerceado (a ouro) 19980
Patacas hespa olilas 950
Dilas brasileiras 930
Dila* mexicanas 9i0
Cinco trancos .... 880
Prata (marco)..... 89050
Fundos e actes.
8)030
l592OO
li)200
1S310J
4)500
2)000
970
950
960
890
8)100
Movimiento do porto.
Navio* entrado no da 30.
I Aracaty8 dias, hiaie nacional Iniencivel, de 35
toneladas, capilio Jos Joaquim Alves da Sil-
va, equipagem 5, carga cera de carnauba e
mais gneros : ao mesmo capilio.
Ass9 dias, hyate nacional 5an(a Crur, de
101 tonlados, capito Jos Victorino das Nc-
ves, equipagem 9, carga sal e palha ; a C. C.
da C Moieira.
Barcelona48 dias, sumaca hespanhola A'ortz
Carlota, de 1 0 loueledas, capilo J.iyme Ma-
ristony, equipagem II, carga vtnho e mais
gneros ; a Rallar i Oliveira.
Liverpool33 dias, brigue inglez Minslrel de
182 toneladas, capilio J. P. ilamore, equipa-
gem 9, carga fazendas ; a II. Gibson.
3 por cenlo de asseutam.
1Coupons ......
Di vi la dilTerida .
Banco de Portugal. .
Ifii 1 inercinlil, dem .
Dita commercml do Porto
46 3,4 a 17 1)4
46 i| 4o Ii2
34 1(2 a 35
545)000 a
2)(i,.?000
25)0000 a
550)000
258c000
251)000
OlTerecemos os nomes dns Srs. abaixo decla-
rados para juizes de paz do 2." desiriclo de San-
io Antonio.
Dr. Manoel Jos Pereira de Mello.
Joo Francisco Raslos-
Dr. Antonio Jos Alves Ferreira.
Dr. Jos Feliz de Rrito Macelo.
Um por alguns volantes.
Nio posso acreditar que o Sr. Dr. Antonio Vi-
cente Feilosa esteja de boa f, quando no seu
Liberal Pernambueano de hontem diz, ou raan-
dou dzer poralgum nos seus cunuchos, quo eu
aco parte de uma Irempe que escreve arligos
contra elle, e que sou autor do communicado
Wque s l no Diario de 24 do correle, em
que o redactor era chefedaquelle jorual e trata-
do de modo que o amofinou.
So o Sr. Feilosa tem prazer ou necessidado de
descompor-me, pode faze-lo pura e simplesmen-
te, sem procurar pretextos, sem acoberlar a of-
ensa com o ardil de uma imputaco estulla e
sem justificaban, que lorna o insulto ainda mais
ggraranto. Nao me mega, porm, pela sua hi-
tla, nesse ponto : as descomposturas, as diatri-
bes, as provocages da imprensa contra aqnelle
de que nao goslo, nao sao uma necessidade do
meu espirito, como parece dar-se com o Sr. Fei-
losa, que quem anda procurando briga com
aquelles que nio se lembrara delle.
O Sr. l'eitosa enganou-se ou fingi enganar-se
se presume que quero sallarlh un cima com
furor, como diz, porque o julgo candidato e rival
do Sr. bario de Vea-Cruz.
F verd3dc que inletesso-me pela candidatura
dwse amigo. L'-mo ss0 licito, como ao Sr.
Kleieoes do? juizes, e mais devotos que ho
de festejar a Senhora do Carmo do frontispicio,
110 anno do 1861.
Juizes.
Os lllms. Srs. Commendador Francisco Antonio
Pereira da Silva.
O lllra. Sr. Bario de Ulinga.
Juizes Protectores.
0 lllra. Exm. Sr. Bario de Guararapes.
O lllra. Sr. Capilio Miguel Bernardo Quinleiro.
Zuizas.
A Illma. Sra. D. Candida Mara da Conceigo, ir-
mi do lllm. Sr. Alferes Joo de Castro de Oli-
veira Guimares.
A lllma. Sra. I). Marcolina Duarlc de Menezes
Villas Boas, mulher do lllm. Sr. tenente Vi-
cente de Paula de Oliveira Villas Boas.
Juizas Protectoras.
A lllma. e Exn)3. Sra. D. Argentina de Alencar
Araripe mulher do lllm. Sr. Dr. chele de po-
lica Tristio de Alencar Araripe.
A lllma. Sra. D. Francelina de Lima Paes Brrelo,
mulher do lllm. Sr. Jos Gregorio Paes Brrelo.
Escrivet.
A lllma. Sra. D. Framisca de Paula Carneiro
Leio filha do lllm. Sr. Francisco de Paula Car-
neiro l.eo.
A lllma. Sra I). Hermilla Candida l.ins de Souza,
mulher do lllm. Sr. Carlos Augusto Lius de
Souza.
A lllma. Sra. D. Antonia Ermelinda de Azevedo,
filha do lllm. Sr. Antonio Ignacio de Azevedo.
A lllma. Sra. D. Mara Candida Goocalves Ferrei-
ra, filha do lllra. Sr. Manoel GoDcalvea Fer-
reira, e Silva.
Escrives.
Os lllms. Sis :
Joaquim da Fonceca e Silva.
Antonio Augusto da Fonceca.
Dr. Manoel do Reg Barros Souza Leio
I Jo vino Carneiro Machado Rios.
Protectoras. .
IA lllma. Sra. D Carolina da Gama Lobo, mulher
do lllm. Sr. commendador, ex-juiz Manoe
Camillo Pires Falcao.
As Illruas. Sras. :
D. Izidora Barreno Lins, mulher da lllm. Sr.
coronel Benlo Jos Lamenha Lins.
D. Carlota Joaquina de Albuquerque Cmara,
mulher do lllra. Sr. Dr. Gabriel Soares Rapo-
so Cmara.
,.nn\anion.oam?',"ola0 P ? ^m Ser csclarecida D. Mara Boarque de Gusmao Quinleiro. mulher
se!"retara drjolicia l ^ S *"** "* Im- Sr- n'ajr An'U0 Ber,,ardo Quln"
pena !
E que nos dizem ao bom juizo que o homem
forma do chefe de polica? !
Merece confianca, mas governado pela se-
cretaria !
E digam que o Moyses nao grande cousa 1
Recife, 30 de agosto.
______________________________ir.
Correspondencias.
Srs. redactores.(*)Devo por nota, e em rele-
vo aos olhos do leilor sensato, uma cirrumstancia
rcenle, e para raim mu interessante de minha
vida publica, como juiz municipal.
0 Sr. capilio Christovo de llollanda Caval-
canti de Albuquerque, lendo sido processado
ordem da presidencia por crirne grave de res-
ponsabilidade que commelleu como juiz munici-
pal snpplente deste termo, e que eu levei ao co-
nhecimento do lllm. Sr. Dr. chefe de polica,
declarou-se abertamente meu nimigo capital, e
se tornou ainda mais odenlo e rancoroso por um
outro processo a que respondeu seu roano. 0
(*) Por ter fallido com alguns erros e sem as-
signatura, de novo publicamos a presente cor-
respondencia.
(A Rerfaco.)
teiro.
I). Erraelinda Amalia Ssnlos de Azevedo, mulher
do lilm. Sr. lenle Jos Eleuterio de Azevedo.
D Mara da Purificaco Medeiros, mulher do
Illm.Sr. Galdino da Silva Martius.
D. Mara Emilia de Albuquerque Bonnefond,mu-
lher do lllm. Sr. Jacques Bonnefond.
D. Ignacia Carina Clemcnle dos Santos, filha do
lllm. Sr. Ignacio dos Santos da Fonseca.
Protectores perpetuos.
Os lllms. Srs. :
Ex-juiz Affonso do Reg Barros.
Tenenle-coronel Joaquim Rodrigues Coelho-
Kelly.
Tenenle-coronel Francisco de Miranda Leal Seve.
Tenenle-coronel Joaquim Jos Silreira.
Tenenle-coronel Marianno de S o Albuquerque
Anselmo Jos Pinto de Souza.
Dionisio Hilario Lopes.
Jesuino Ferreira da Silva.
Procuradores.
Os lllms. Srs. :
Antonio Machado Pereira Vianna.
Antonio los de Miranda Falco.
Antonio Annahias de Campos Quaresrca.
Manoel Antonio de Alraeida Catanho.
Hermenegildo Jos de Alcntara
Procuradores geraes.
Os lllms. Srs. :
Simplicio Rodrigues Compeli,
REVISTA COMMERCIAL.
Do 12 de julho a 10 de agosto.
O nosso mercado tuve no decurso desla revis-
ta pouca iiimaro, cas Iransaccoes foram insig-
nificantes, como em seguida notamos.
O mercado de fundos regular em suasope-
racoes.
Assurar Enlraram da Baha 2G0 caixas, 40
saceos e 35barricas, de Pernambuco 2 barricas e
90 caixas ruino, 1 dita absyntho. 1 Jila conser- 3604 saceos, do Para 240 barricas e lo paneiros,
3 1 dita salame. 1 dila cavias, t dita queijos ; j de Cabo Verde 12 barris, de Londres 26 Pai-
3> ce Q. 33 l>S ce 2 1 1 B 1 floras
* V w i?. 1 i vi 1 M I Atmosphera. 0 tn V-w SO < >s ce r=? 0 (yj S s -i 2 pa
* V *! Direcco. < O
IO V ? 1 3 1 S 1 Lntensidade.
0 I-* en c.-< S 1 00 ! Centgrado. H p: te 0 te pi i S c 0 53 0
O ba ^1 os os s p 0 -a--4 -1 -i 0= 1 p 00 -I bo 6. 5J .1 Reaumur.
Fakrenheit C5 > Vi
30 1 en 1 Uygrometro.
0 S3 1 53 0 1 Barmetro.
a Guslavo Boussel & C.
3 caixas livros cucadernados para commercio ;
a Amaral Alves & C.
22 caixas papel de imprimir, 1 dila calcado, 1
dita laceas e garfos, 1 dita estojos vasios," l dila
gravuras em caixinhas, 1 dila guarnices ; a R-
be Schamettau d C.
3 caixas pinceis, 5 dilas vidros ; a B. F de
Souza
3 dilas tazenda de algodo, 2 dilas pannos, 2
barris tinta em oleo, 2 pacotes amostras ; a
Srhapheillin & C.
2 caixas bezerro envernizado, 6 dilas espelhos,
1 dita pesos de ouro ; a S. P. Jonhnston.
1 caixa molduras, 1 dita meias de algodo, 2
pacotes amostras ; a Seve Filhos & C.
2 caixas chapeos, 2 ditas relogios, 2 dilas ar- !
mmenlo, 1 dila meias de algodo : a Monteiro Lopes.
3 caixas livros oncadornados para commercio,
7 ditas fazenda de algodio, de la e mixta, 1 dila
falso. 2 pacotes amostras ; a
objectos de metal
D Carneiro & C.
1 caixa carnizas
Grange.
1 dita miudezas ;
1 caixa paonos, 1
pelles encarnizadas,
c colleirnhos ; a 11. de la
a G. Sauder.
dila chapeos de feltro, 1 dila
1 dila chapeos de mussuli-
na, 10 ditas mobilias e cortinas, 2 dita amostras,
50 dilas vellas estearinas ; a A Lopes Rodrigues.
1 caixa meias de algodio, 1 dila bollas de sa-
bio, 4 ditas garrafas, 11 dilas e barricas drogas,
1 pacote amostras ; a Joio da Silva Faria.
4 caixas ferragens, 3 ditas perfumaras, 9 dilas
pelles ; a Prenle Vianna & C
Consulado geral.
Rendimentodods 1 a 29. 18:259j650
dem do dia 30....... 953398
cas e 9il saceos, de Liverpool 400 saceos.
Tem continuado a spparecercm os mascaradas,
pela maior parle ordinarios, c esles tecm decli-
nado lano, que o carregamenlo do brigue on- '
dego, da Babia, foi repartido pelos compradores'
ao 111 i ni mu preco de nossas cotacoes. Dns brancas
ha escacez, e por isso se vendem com grande :
diflierenca.
As ItaoMcfoes teem sido limitadas ao con-
sumo.
A existencia deste genero hoje de
Canas Feixes Barricas Saccas
1Sb9 36 2485 423S6
Algodio.As irunsacQoes realisadas durante o
raez foram para consumo, e as Je maior iinpor-
tancia cora o abatimeuto de 5 rs. em arrale! dos
preces ltimamente colados. Se o deposilo fos-
sc mais abundante, este genero declinava, porque
os preces com dilfieuldade se sustentan),
De Pernambuco rieran) 12 saccas, do Para 11,
de N'ew-Oiloans 300 fardos, de Liverpool 4S0.
Agurdente do Brasil. Vendeu-se o resto da
que ha via para os Acores.
Azeile. Actualmente o pouco que veio ao
mercado vendeu-se de 33IOO a 3j200 rs. para o
deposilo c consumo.
Para embarque de K.3f800 a 3-5700 com limi-
ladissima procura.
Arroz.O mercado conserva-se frouxo, c as
Iransaccoes sao limitadas ao consumo. De Lon-
dres enlraram 108 saccas.
Alpsia.Nao constara vendas.
Caf.O do Brasil conserva ura estado favora-
vel, e s com a chegada dos dous navios que se
esperam de S. Thutue ter lugar a redueco dos
precos.
A noite clara a principio, lornouse nublada e
chnvosa, rento SE, e assim amanheceu.
OSC.ILUQAO 0A HAR.
P.aixamar as 8 h 5' da manlia,,, altura 0.75 p.
Pleamar as 3 h 6' da larde, altura 7.25 p.
Observatorio do arsenal de mariuha 30 de agos-
to de 1S68 Viscas Jnior.
Editaes
19:2138048
Diversas provincias.
Rendimento do da 1
dem do dia 30
a 29.
1:797*129
1:7979129
Despachos de exportacao pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia 30 de agosto de 18GO
PorloBrigue perluguez Amalia I, Jos Anto-
nio da Cunha & Irmos, 987 meios de sola ;
Azevedo & Mondes, 161 couros salgados.
Rio da Prala Patacho hollandez Eduard, A.
Irmos. 50 barricas assucar mascavado e 370
dilas dito branco.
Recebedoria de renJtts internas
geraes de Pernambuco
Rendimento do da 1 a 29. 30.9l5o758
dem do dia 30 721*261 ^ue ha alla- lem-se realisado com alguma
taera ao aa du....... -_i-jba 1|)ora de A ordinaria completamente
31:670g027
Consulado provincial
Rendimento do dia 1 a 29.
dem do dia 30.
Dito
Dilo
Dilo
Dilo


140
2-3100
1660
1500
23000
13500
IJjCOO
29600
150
150
27:0 2-J779
936892
27:979371
LISBOA, 12 DE AGOSTO DE 1860.
Precos correntes dos gneros de importacao do
Brasil.
Algodio de Pernambuco. ,
Dito do Maranho ,
Assucar de Pernambuco b.
Dito mascavado .....
)ilo do Rio de Janeiro in.
da Babia b.....
dilo mascavado ...
do l'ar Irrulo ...
de Cabo Verde.....
Agurdente de canoa do Bra-
>il. '........
Alpisla............A
Arroz da ludia (Goa). .
Dilo do Miranho e Para *up.
Dito dilo b--m.........
Dito dito ordinario. ....
Dilo dito mi-jdo.......
Caf do Rio primeira sorte .
Dilo dito segunda dita. .
Dito dito terceira dila ....
Cacao do Para......,
Cera amarella de Angola .
9
750
4H 43200
6J-?O0
5J4O0
5^000
36(I0
39950
3700
39550
33900
320


b
ar.
E' csla a razio porque os compradores transi-
gen) com tanta reserva que as compras ell'eclua-
das de maior importancia, 3e realisarao com
grande dille-renca das nossas cotacoes,
Para o das possessocs nio colamos preco, por-
que apenas ha na alfandega cerca de 250 saccas,
que ji esli em mi dos consumidores. Do Rio
de Janeiro vieran 260 saccas e 54 volumes.
Cera. Os possuidores em vista da escassez do
deposilo, sustentara os precos com lirmeza, e por
isso as venias sao do pequea importancia e li-
mitadas ao consumo
Cacao.Se nio houverem novos supprimontos,
de suppr que os precos se conservera, ainda
que esles podera reputarse como nominaos pelas
insignificantes iransaccoes realisadas. A entrada
d'esie genero foi de 325 saccas do Para.
Couros.lista ultima semana tem estado o
mercado rnais animado, vendendo-so para reex-
portado os seceos do Rio, espichados da Baha, .
e salgados do Maranho; e para consumo os de
Cabo Verde e das ilhas.
Gomma copal.As qualidades superiores, de
me-
preco. A ordinaria 6 completamente des-
presada.
Gomma do Brasil.E' procurada, c o deposilo
vai dimiiiuiudo.
Melaco.Enlraram de Pernambuco 61 cascos
c79 barris. Todo o que havia loi vendido e des-
pachada. O que chegar antes de eslar em execu-
co a reforma, paula obler prompta venda ao
preco colado; depois declarar 8}00 a 9,000 rs.
em pipa, que tanto importa o augmento do di-
reito.
Martn).Poucas Iransaccoes tanto para reex-
portar como para consumo.
OurucuEra apathia.
Salsa parrilha.Ha falta absoluta das qualda-
39000 des superiores; o deposito est muilo rcduzido,
29IOO e as transacedes sao insigniliesntes.
19900' Sal.A nova colheila abundante, e por essa
3100 razio os precos devem ba'ixar consideravelmente.
I99OO Urzella.Depois da nossa ultima revista houve
19800 1 alguma reexportarlo, que nioutou a cerca de
2i; saccas, porm afTroxou logo, e presentemen-
te este genero Mea no mesrao estado era que a
collocamos anteriormente.
Vinhos.Pouca animaco nos embarques. Os
compradores aguardam a nova colheila, que nao
de todo m.
Pernambuco.Jason (vapor) com 700 arrobas
de batatas, 2,8"0 molhos de cebollas, 8 caixas de
errilhas e 6 de massas.
Estremadure (vapor) com 107 canaStras de
alhos e 1 volume com prata o ouro era obra no
valor de 2:0009.
Gratido (barca portugrieza) cara 43 pipase
221 barris de viiiho. 6 pipas, 20 meias ditas e 55
Perante a cmara desla cidade estar era
praca publica nos das 30 do corrente, 1 e 3 de
I setembro prximo rindouro, o imposto por p de
; coqueiro pela quanlia annual de 42tKf, e por lem-
po de 3 anuos, visto nao ter sido arrematado
I quando estere cm praca pela primeira vez pela
quantia de 5489233.
Paco da cmara municipal do Recife em sesso
de 27 de agosto de 1860 .Gustavo Jos do Re-
: go, pro-prcsidenle.Manoel Ferreira Accioli, se-
1 crelario.
A cmara municipal desta cidade manda
i publicar, para conhecimento dos seus municipfs,
1 e alim de que seja observada a postora abaixo
iranseripia, que foi approva.ia provisoriamente
pelo Exm. presidente da provincia, em data de
i do corrente.
Paro da cmara municipal do Recife em sessio
de 27 do agosto de 1860.Gustavo Jos do llego,
pro-presidtute.Manoel Ferreira Accioli, sacre-
lario.
Quarta sercio. Palacio do governo de Per-
nambuco em 24 de agosto de 1860.
O presidente da provincia, lendo em vista o
que represento a cmara municipal do Recife
em oliicio de 22 do corrente sob n. 78. resolve
approvar provisoriamente o seguinle artigo de
postura :
Artigo nico Ninguem poder conduzir cal
pelas ras da cidade, o estradas do municipio,
sem ser cubera de maneira que o vento a nao
espalhe : os infrartores solrero a mulla de 1(1-?,
a qual ser dobrada na reincidencia.Ambrosio
Leilao da Cunha.Conforme Antonio l.eite de
Piado.
O lllm. Sr inspector desta thesourara man-
da fazer publico, que no dia 5 de setembro pr-
ximo seguinte tem de ir praca peraule a mes-
ma thesourara um caixote contendo drogas me-
dicinaos : as pessoas a quem convier arrematar
dilas drogas, cuja retarlo se arha nesla mesma
thesourara, devoran nella comparecer as 2 ho-
ras da larde do mencionado dia.
Secretaria da thesourara de fazenda de Per-
nambuco 25 de agosto de 1860 n ofBclal raaor
interino, Luiz Francisco de Sampaioe Silva
O lllm. Sr. insperlor da thesourara pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm Sr.
presidente da provincia, manda lazer publica,
que com a dala do 1. de setembro prximo vin-
douro, paga-se era apulices toda a divida liqui-
dada de obras publicas ; porlanlo sio convida-
dos os respectivos credores, para virem declarar
cesta thesourara se quizerem assim ser pagos.
r. para constar se mandou allixar o presente e
publicar pelo Diario
Secretaria da thesourara provincial do Per-
nambuco 29 de agosto de 1860.O secretario,
A. F d'Annunciacao.
29700,
509000
800
49100 I
0900.
5S800
59200
49OOO
49050
39850
39650
49IOO
325
Declarac-es.
Carnselho Administrativo.
O cottselho administrativo, para fornecimento
Jo arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos sftguintcs :
Para: as escolas elementares do 9. e 10." bata-
lliao de infanlaria de linha.
9. batalhao.
Papel almago, resmas t ; pennas de ganco 400 ;
caivetes 2 ; lapis de pao, duzas 6 ; tinta preta
para escrever, garrafas 6 ; areia preta, libras 6 ;
colleco de cartas para principianles, exerapla-
res 20 ; taimadas, exemplares 20; grammaticas
porluguezas por Monte-Verde, ultima edirio,
exemplares 6 ; compendios de arithmetica por
Avila, exemplares 6 ; pautas 6 ; escripia ou tras-
lados, exemplares 20.
10." batalhao.
Papel almaco, resmas 6 ; pennas de ganco
400 ; caivetes" 2 ; tinta preta para escrever, gar-
rafas 6 ; lapis de pao, duzias 6 ; areia preta, li-
bras 6 ; rolleces de cartas para principiantes.


w
exeroplares 20; taboadas, exemplares 20; gram-
maiicas portuguezas por Moale-Vcrde, uliima
edico, exeroplarrs 6 ; compendios de arilhmeti-
ca por Avila, exeniplares 6; paulas 6 ; escripia
ou traslados, excmplares 20.
Para o hospital militar.
Lences de cobre pesando 40 libras cada um, 2.
Quem quizer vender laes ohjectos apresenfc
as suas proposlas em carta fechada na secretarle
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia
de setembro.
Sala das sesses do conselho administrativa,
para fornecircento do arsenal de guerra. 28 de
agosto de 1860.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino,
fia nspecco da altndola se faz publico,
Manoel da Silva Cunto
Antonio da Costa Lima
Tiburlino Florido de Carvalho
Manoel Furtado da Costa Tico
Joaquim Jos Florencio de Huura
Estevao Pinto de Moraes
Jos Corrcia Paz
Antonio Benlo Piuheiro
Joaquim Bellarmino de Millo
Joaquim Jos de Araujo
Severiano Marlyr Vieira
Antonio Jos Coelho de Queiroz
Jos Ramos de Vas onccllos
Theodoro da Cruz Cordeiro
D- Josei>ha Maria do Espirito-Santo
I). Candida Balhiua da Rocha
D. Urbana Angclla de Lima
D. Maria Seraphina vjeira,
D. Iria da Conha l.eite
__________MARIO DE PBRMttBUCO. SEXTA TEIRA 31 DE AGOSTO DE 1860.
-mpcc^au ...i auanacga se laz pulilico, 1"" "a -""" i.oue
que no dia i de setembro, se Tiao da arrematar i n- Vicenria Maria do Carmo Cezar
em hasta publica, porta da mesma repanico,'
sendo a arrematado livre de direitos ao arrema-
tante. /2l ppdras para moinhos, que se acham
depositadas no armazem do caes do Hamos, vin-
das no navio Rainha dos Acores. entrada em
3 de junho de 1857, consignada a Barroca &
Castro.
Alfaodega
1860.
I). Atina'Ferreira da Silva
D. Maria de Nazare) Augusta
D. Joaquina Lourenca da Conceico Lima
D. Amalia Vicencia de Espirito-Saute
D. Joanna Rosa da Trindade
D. Luiza Annes de Andrade Lial
D. Francisca Miria do Rozario
D. Maria Severioa do Monte Souza
I). Meria Eugenia Ferrcira
D. Elena dos Santos Pinhciro
D. Maria Joaquina do Paraso
D. Emilia Fausta do Menna Costa
D. Thereza Guilhermina de Carvalho
D. Anna Maria da Conceigo Nepomuceno
D. Francisca do Assis Domingues Carneiro
D. Berlina Carolina Cezar Galvo.
Secretaria da inslrucco publica de Pernam-
buco 28 de agosto de 1860
O secretario interino
________Salvador Henriques de Albuquerque
LEILAO
DE
de l'ernambuco 28 do agosto de
0 Inspector,
Rento Jos Fernandes Barros.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
los seguintes :
Para o quartel general.
Bandejas pequeas para copes 2 : copos de vi-
dro para agua 2; jarra de barro para igual;
quartiuhasl2.
Para guardas.
Bacas de louca 3; copos de vidro para agua 5 ;
caslicaes corn larilernas 3 ; quarlinhas 10; the-
soura I,
Para a companliia de aprondizcs menores do
arsenal de guerra.
Simoes de Nanlua 20 ; Economas da Vida Hu-
mana 50; grammalieaa da lingua porlugueza por
Castro Nuries 20 ; arithmelicas pelo Hr. Collaco
20; resumos da doulriua christa 100; cartas
de A II C 50 : laboadas 100 ; traslados de cur-
sivo 20; traslados de bastadinho 25 ; Iranslados
bastardo 30 ; traslados de A R C 30 ; lapis, do-
lias 4 ; crees em forma de lapis. duzlss6 ; pau-
tas 50 : peonas de ganco 400 ; papel almaeo, res-
ma 1 ; tinta preta para oscrever garrafas 6 ; fe-
cli.nluras de di (Tere: re modellos para carleiras i.
Quem quizer vender taes ohjectos aprsenle as
suas impostas em caria fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 3 de
setembro prximo vinriouro.
Sala das sesscs do conselho administrativo,
para fornecimerito do arsenal de guerra, 2 de
agoslo de 1860.
lenlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
A junta administrativa da irmandade da
santa Casa da Misericordia do Recife, tendo ne-
cessidade de ronliecer a todas as pessoas que es-
lao encarregadas da auiamenlacao e desamamen-
tai.-ao dos expnsto?, pt-lo presente avisa asmes-
mas pessoas, que do dia 1." a 8 de setembro pr-
ximo futuro devero comparecer na respectiva
casa, das 9 horas da manhaa por diantc.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Reate 2de agosto do 1860.O escrivao.
Francisco Antonio Cavalcanli Cousseiro.
A junta administrativa da irmandade da
Santa Casa da Misericordia do Becife, para obviar
quesides judiciaes, manda fazer publico, que so-
licita na conservado dos bens patrimoniaes da
Sania Casa, lern resolviJo nao permitir que os
propnelarios de casas contiguas as da mema
Santa Casa, abram janellas e oculos sobre os le-
Ihados desla ; e desde j. protesta nos empre-
garos untos legaes para prohibir de futuro a
pralica desemelhanle abuso, como tambem usar
do dircilo que lhe assisle de mandar tapar as ja-
nellas c oculos que se tenham aberto sem auto-
nsacao expressa da extincla adrainistracao dos
estabelecimentos de caridade, e sem as clausulas
ou condicoes que em laes casos sao indispensa-
veis. r
,, S?,rri'?r!a da SanU CaM d'1 Misericordia do
Recite 21 de agoslo de ISliO O escrivao,
Francisco Antonio Cavalcanli Cousseiro.
A junta administrativa da irmandade da
Santa Casa da Misericordia do Recife, manda fa-
zer sciente a quem interessar, que desta data em
dianle nao lia de tolerar que os aquilinos ou ar-
rematantes dos predios perlencentes ao palrimo-
nio da mesma irmandade, facam alt.rares nos
reparlimotilos das respectivas casas, sem autori-
sacao expressa da mesma junta ; sob pena de
seren os infractores compellidos, mesmo antes
oe expirar o prazo do arrendamenlo, a por ludo
no estado primitivo ; e para que nao se alegue
ignorancia, manda fazer publico a presento do-
l beracio.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
llecife i de agosto de 1860.O escrivao,
Francisco Antonio Cavalcanli Cousseiro.
n Tribuiinl lo continercio.
Peta secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico, que
tiesta data fica registrado oconlrato de socicdade
teiio em 10 de julho do corrente anno por Joao
napiista Complano e Manoel Muniz Tavares Cor-
deiro. estabelecidos ne.'ta cidade com negocio de
gneros de estiva, sob a firma d Complano &
cordeiro, da qual ambos podem usar ; devendo
a mesma sociedade que leve comeco na dala do
contrato, a Andar dous annos depois, com o ca-
pital de 6:0003 fornecidos pelo socio Cordeiro.
Secretaria do t-ibnnal do commercio de Per-
nambuco 28 de agosto de 1860.
Dinamerico Augusto do Reg Rangel.
No impedimento do oicial-raaior.
ntTi;crainle.aramaM municipal da cidade de
t 9 S>0 en,Pr3o nos das 31 do corren-
i e 9 ,io mez de setembro prximo vindou-
ro P serem arrematados por quem mais der
os .-eguir.tes impostos qne fazem parte de suas
rendas: a alencao de pesos e medidas por 601*
rs., imposto dos 500 rs. sobre cabeca de gado
R*SoK0r 5035> alu*"el das f*'" nca fs. mscales e bocelairas 3550O rs.,
SSuikZ ~ C3rga d0 farinha e legumrs
f "'\ repeso" d0 ?ouguo 128100 rs., dos
W rs sobro o gado sumo 8^256 rs., dos 100
rs.. sobre o gado ovclhum 6$22l rs. Os preten-
oenies podem comparecer no paco das sesses da
mesma cmara nos referidos dias, munidos de
liadores habilitados na forma da lei.
1 ac da cmara municipal da cidade de Olin-
da era sessao ordinaria de 24 de agosto de 1860
Joaquim Cavalcanli de Albuquerque, presiden-
te.Eduardo Daniel Cavalcanli Velloz de Gui-
vara, secretario.
_ CORBEIO.
l ela adminislraco do eorreio desta provincia
se faz publico, que nos dias 5 e 6 do mez vindou-
ro, pelas 3 horas da larde em ponto, fecliar-se-
iiao as malas que devem conduzir os vapores
d?. i'rn 4 Prersinu'l9a e Iguarass, aquelle com
desuno Tamandare provincia de Macei e este
aos porlos do norte.
Portara.
n.mlu.10 2 I"*1 da instrucca0 P"bca de Per-
nambuco 28 de agoslo de 1860.
director geral interino da inslruccilo publica
ouvido o conselho director em sessao de 25 do
corrente e de eonformidade rom o disposto na
le reglamentar n. 369 de 14 de maio de 1855
considera mcursos no art. 99 da citada lei, os
proiessores e professorasparticulares abaixo men
Clonados, e como taes sujeilos apagar a mulla de
f,m.CHla m,nt,eif .cad', ura- P" n5,> '"em na
torma da referida le e das instrueces de 11 de
junho de 1859. se habilitado com o exame de
venticacao de capacidade professional dentro do
praso de seis mezes, marcado no edilal do 15 de
oulubro do armo passado ; devendo cada um du
relendos proiessores e professora recolher a the-
souraria da fazenda provincial a mencionada
'ludoiia do cincoenla mil ris, denlro do praso
oe innla das contados da dala desla ; Ondo o
*. as raesraas mullas cobradas excculi-
DrovlST,iC0'no 8 Pralica. com dvida activa
provincial proveniente dos impostos.
Jos Soares de Azeaedo.
d Director geral interino
tariaSraref PrfeSSraS > ^ Se refere a ^
Antonio Ignacio da Silva
Honorato Augusto de Miranda
Jos Bernardina de Souza Peixe
Joo Jos Vieira de Barros
Padre Vicente Ferrer de Albuquerque
Joao Augusto de Vasconccll Leilao
Vito Antonio do Sacramenlo Pessoa
Padre Manoel Adriano de Albnquerque Mello
Victoriano Antonio Muniz
Padro Joaquim Jos de parias
Joaquim Jos Balraacedo
Fraicisco Jos das Chagss
Manoe Jos de Parias Simes
Maqoel Fmpcisco Pereira
THEATRO DE S. ISABEL.
COHPAMIll LVIIIC1 DE f..llllll\JM,ELI
Sabbado \ de setembro.
19." recita da assignatura c dcima para os camarotes de nriineira serie
Representar-se-ha a opera em quatro actos de Verdi:
Um escravo.
PELO AGENTE
O referido agente far leilao por conta e risco
oe quem pertencer, sabbado Io de setembro, s
10 horas da manhaa em seu armazem na ra do
'garion. 11
1 DE
i escravo mogo, bom cosinheiro, proprio para
todo servico, apenas tem um pequeo defeito
era urna perna.
Vendem-se os biiheles como de coslume.
Principiar.! s 8 horas em ponto
CONCERT
C
so
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Quarta-feira, fi de setembro.
EM BENEFICIO DA ARTISTA
MAGDALENA DRUCCIONI.
Depois de rscolhida ouvertura pela banda mar-
ial do batalho de artilharia da guarda nacional,
ca
_.. ...........--- u .. ,.UH.,.. ui> rN"i jii i"n
sob a direcrn do seu insigne professor o Sr
noel Pereira, seguir-se-ha :
Primeira parte.
Ma-
Para o Porlo tem a safiir al ofim do mez
o brigue Amalia I: quem quizer carrpgar ou
ir de passagem. para oque lem excellentes com-
modos, dirjase ao consignatario, na ra da Ca-
ricia do Recife, escriptorio de Manoel Joaiuim
Ramos e Silva.
COMPAHIA
DAS
II
n
imperiales.
1. Cavaltna^da opera
Verdi, pela beneficiada.
2." Phaniasia sobre a opera OS PURITANOS
do maes'ro Bellini, pelo Sr. C. Baccigalupi, pro-
fessor de rabeca.
3. Duelo da opera TROVADOR do maestro
^ erdi, pela beneciada co Sr. Ramonda.
Segunda parte.
1. SOUVENIR D'ATTILA de Verdi. Duelo con-
certante a rabeca o a piano, pelos Srs. Sanlini o
Baccigalupi.
Rond da opera BELISARIO do maes
Al o dia 1
do sol o vapor
danto Trollier, o qual depois r>a oVmora
turne seguir para Bordean* tocando em S. Vi-
NANI do maestro rente e Lisboa, para passageiroa. encommendas
etc., a tratar na agencia ra do Trapiche o. 9.
de setembro espera-se dos portos
franrez /istremadure, comman-
r"a oVmora do eos-
Um sobrado.
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agente far leilae por conta de
quem pertencer, sabbado Io de setembro, as 11
horas da manhaa em seu armazem na ra do
Vigario n. 11
DE
1 sobrado de um andar com solo em muito bom
estado, com bastantes commodos, com um
grande quintal, lodo murado, silo na ra da
ladeira da S cm Olinda.
LEILAO
DE
pelo
Donizelli, pela beneficiada.
3. Capricho da opera TRAVIATA,
Baccigalupi.
Terceira parte.
1." Phfnlasia para iiiano cornposta e executa-
da pelo Sr. Sanlini.
2. Duelo ELIXIR D'AMORE de Donizeti, pela
beneficiada e o Sr Ramonda.
3. CARNAVAL HE VENEZA do maestro Pa-
ganini, pelo Sr. Baccigalupi.
Os inlervallos serio preenchidos pelas melho-
res pecas da banda marcial.
O canto e rabeca seriio acompanhados ao piano
i pelo Sr. Sanlini.
N. B.O cavalheiro Ramonda sempre promp-
to para coadjuvar os seus amigos collegas, c de-
sojando obsequiar h beneficiada, presta-se gra-
tuitamente a fazer parle desle concert, dando
assim urna prova da synipathia que lhe merece a
' arle e es sena cultores.
Os biiheles podem ser procurados : no Recife,
em mo da beneficiada no hotel Franrisco ; em
Santo Antonio, no estabelecimento de pianos do
Voceley e na livraria Econmica do Sr. Noguei-
ra ; c na Roa-Vista, em mao do Sr. Baccigalupi,
ra do Pires, defronie do.hr.spal militar, e rio
no diano palacete da roa da Praia.
Principiar s 8 horas da noile
COHPANBIA PERXAHBICAM
;; Xavegaco costeira a vapor
O vapor Iguarass, commandanle o segundo
i tcnente Joaquim AI ves Mareira, segu viagem
para os porlos do mirle de sua escala al a Gran-
ja no da 6 de selembro s 5 horas da tarde.
Recebe carga para a Granja no dia 25 e 27
Acara..'! 28, Cear 29 e 30, Aracaly 81, Naci
no t de selembro, Nalal 3 e 4, Parahiba dia 5'
al ao meio da. Passaseiros, encommendas e
dinheiro a frele al o dia6ao meio dia : geren-
cia no Forte do Mallo n. 1.
Aracaty.
Saho com brevidade o hiate Dous frmos, por
j ter parle da carga : para o resto Irala-so com
Martina & Irmo, ra da Madre de Deus n. 2
Geographia. ".
Geagraphia, historia e chronologia. Profes-
sor, Geometra.
Arithmetica, algebra e geometra. Professor,
o directer.
7e//as arles.
Monea Professor, o S, Jos Leandro Marlins
Filguciras.
anca.Professor, o Sr. M?noel Baplista de
Souza.
Dezenho.Professor, o Sr. Jos Maria Ra-
monda.
N. B. Tods estas cadeiras leera substituios ;
por tanto nunca deixar de haver aula ara todas
as disciplinas. Alm dislo j quatro dos pro-
iessores mais necessarios habitaro no collegio,
para que os alumnos tenham todo o adiam-
ntenlo possivel.
as horas de recreio marcadas pelo eslatuto,
os alumnos, que quizerem se exercitarao na
arle de esgrima, aprendendo o jogo de florete
franceza.
O director
Estevao Xavier da Cunha.
ANNUNCIO.
O collegio de Bemfica careco de urna pessoa
com as qualidades moraes precisas para prefeilo
do mesmo collegio.
COMMUHIA
ALLIANCE,
Estabelecida em Londres
mm6 si mt.
CAPITAL
Cinco milit es Ae listas
sterlinas.
Saundcrs RrolhersA C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
caas, e a quem mais convier, que eslo plena-
mente aulorisados pela dita companhia para ef-
teciuar seguros sobre edificios de lijlo e podra,
coberlos C
que conli
sista em mobilia
qualidade.
Precisa-se alugar ura sobrado de um andar
ou de dous em bons estados com quintal, nos bair-
ros da Ba-Vista o Santo Antonio : quem o li-
ver dirija-se a ra do Crespo n. 25.
- Na ruada Cadeia n. 2%, deseja se
fallar cora os lenliores:
Jos Leopoldo da Silva.
Marcelino d- Souza Pereira de Brfo,
Cleto da Costa Campello.
Jos Candido de Barros.
Jos Alvares Monte Raso.
Joao Alves de Oliveira,
Ricardo Knowles de Lisboa peda aos anua
correspondentes que Ihes deem informaciio do
qualquer extravio de caria dirigida ao seu ent-
ilado, afim de fazer as necessarias indagaces
era consequencia de Joao D. Irak, ultimtm'enle"
seu caixeiro encarregado da ageucia de teUgran-
mas haver confesiado ter distruido urna caria
mandada para enesminbar ; roubando urna ola
do banco de Inglaterra que ella cobria.
Agradecimento.
Inflammacao da bocea do estomago.
rtnLT1. eSCravo de no'De D,DI. lenoo pade-
mtJn ,0,nKO ^'0 de 16 annos Je inflam-
macao na bocea do estomago, que lhe tirava a
SkGKSSS.^r^S? de mu'10 nro""l
ltimamente mpossibilitava-o de dormir deila-
do e durante este lempo leudo felto q",Z ('i
vel e nao sabendo o mais que fazer, lembrei-
-.. 1 ""i" ap,'I0;,r Uma das chapas Zdici-
l uar WwrtW*. morador na ra do Pa-
lo n. 119, e com elTeito, depois di applicco da
Z,lts\na parl? ",dlcada Pr -Odias.'tivea
sals faci de o ver completamente bom : oelo
JbUl '1 di' SOnhor mais puro a
5k^f?dC?"nen,; ,lua da Assembl/a ,!
Nn dlToT ~ Do"'n*OS ilves -oureiro.
no da 1." de setembro prximo, epois da
"su"!Z Z "il ',e p" d '-0 "is,^' da '-
> su tem de serem arrematados 8 rolos de sicu-
pira, pe.ihorados a Joaquim Carneiro Leal or
execuyao de Bernardo Jos da^vaGuim.'r'/
/'PENNA DE AC
I DE W.SCLLY
Estas pennas de dilTerentes aualidades, sao fa-
bricadas de ac de prala refinada de primeira
tempera, e sao applicaveis a lodo o Umanho de
"6"iu= auuic Buincioa oe njoio e peora, pltra. Preco IqjOO cada caixa e pennas de ouro
de lelha, e igualmente sobre os ohjectos j lol mesmo autor com pona de diamante, que
ivereni os mesmos edificios, quer con- crem a grande vanlagem de nao estar suie'itas a
l mnhilii .. ^ f--------1- J ____l^____ l>roir Tnrriianm o ,.,>., .
ou em fazendas de qualquer I
Leudes.
Avisos iarititos.
Paia o Ccar, Maranho e
,Par.
Segu com muita brevidade o velelro o bem co-
nhecido patacho nacional Alfredo por ter par-
le do seu carregamento promplo : para o reslo
da carga e passageiros. trata-so com o consigna-
tario Caetano Cyriaco da Cosa Moreira, no seu
escriptorio, largo do Corpo Santo, ou com o ca-
pilao Travasso no trapiche do algodo
Para o Ass e Aracaly.
O hiate Beberibe por j teralguma carga ; para
o resto c passageiros, trala-sc na ra do Viga-
no n. 5,
PELO AGENTE
Sexta-feira 21 de agosto.
O agente Costa Carvalho tara' leilao
no da cima em seu armazem na ra
da Cruz n. 9 de uma perrao de trastes !|
os quaes serao entregues sem reserva de j i
preco. g
LEILAO
DE
2 casas terreas ns. f 5 e 17
Ra da Vira cao.
Sexta-feira 31 do corrente.
Anlunes far leilao em seu armazem na ra do
Imperador n. 73, de duas casas terreas na ra
da Viracao ns. 15 e 17, as quaes sao em terrenos
proprios e tem 2quartos, 2 salas, cosinha fora o
um grande quintal. Os pretenderas as poderao
examinar eso informaren! com o referido agente
em dilo armazem.
Dar principio s 11 horas em ponto.
\ Marina! \
s
Popular homeopathico ou J
guia medica das mesl
de familia. s
Esta obra conlm todas as molestias at ?f
hoje, scus syroplomas e suas causas, seus gf
tratamentos empegados, quer em glo- (K
bulos a tinturas ; sytnptomas dos medica- ^
montos, sua duracSo, es medicamenlos S
quecumpreempregar um depois de ou- ^
tro e seus antidolos. Acompachado do *>
fcil meio de qualquer pessoa poder co- ^
nhecerdo apparclho respiratorio e diges- P
livo. ^
As pessoas que se dignaram assignar 2
esta obra podem dirigir-se praca da In- *
dependencia n.6e 8 ; Cadeia do Recife, ?
Jos Cardoso Ayres; Collegio, Miranda & al
Vasconcellos ; ra da Palma n. 50. S
crear ferrugem e conservando se bem li
de duracao infinita, deposito era casa dos Srs
Huedes & Gonjalvesrua da Cadeia n. 7.
.Va ra do S. Goncalo n. 8, casa de solo
precisa-se alugar uma escrava fiel, quesaiba fa-
zer com perfeicao o servico interno e externo do
uma casa de pouca familia. Paga-se a conteni.
Prevengi! 1
Estando a lindar os frescaes queijos de Serid
as excellentes maclas ea bella manteiga refina-
da em frascos, previne-se aos amantes das ditos
seeros que venham a ellcs corr presteza para
depois nao haver qucixa no armazem da ra
estreila do Rosario n. 11.-

?? Roussel,
Madama Appolinc


9
i
LEILAO
PESTAA.
O agente Ilyppolito fara' leHo de
urna excellente casa terrea em frente
da matriz da Vanea, tendo de frente
urna porta e duas janellas com accom-
0 referido agente autorisado por uma familia modaefles. para familia, bom quintal
KisssiSiS riro::.a'dt;:hMFi.plan^ode dversas ('uctei-
nhaa, na ra do Livramnlo sobrado n, 31. onde ebanliono no que corre pelos fun-
ja morn o Sr. Ur. Perrelra, de lodos seus mo-!clos, os pretendentes poderao dirieir-se
veis a saber: 1 mobilia do Jacaranda candeh _: n
bros de cryslal. serpentinas, calungas.'lnnlernas" I aSente. ac,ma Macha habilitado : segunda-feira 3 de se-
horas
el
. primeira costureira da casa de
Madama Millocheau, lern a honra de par-
ticipar ao rcspeiiavel publico, que seacha
prompla para satisfazer a qualquer en-
cornmendaconcernentea sua arte, assim
como ricos vestidos para casamento, bai
le e sone, feitos a ultima moda, c ptima
perfeicao : as pessoas que de seu presumo
55 se quizxrcm ulilisar, podem di-igir-se
1? ra da Imperalriz n. 11, primeiro andar. $
Na livraria n, t e 8 da praca da
independencia precisa fallar ao Sr. Ma-
noel Antonio Pinto da Silva.
| OSr. Joaquiui Alv-sg
^ Conli acadmico do primeiro auno, queira f
jrj ir como se lhe lem pedido por vezes a ra
ij da Cadeia do Recife n. 23.
;r>
i:
Riode Janeiro,
quadros, cama franceza, dita de ferro', lavaloric
1 de mogno com marmore, ditos de ferro, mar-
qnezas, guarda roupa, guarda louca, app'arado-
res, mesa elstica, cadeiras avulsas, toiletts
tapetes, capachos, vidros e loucas eoutros mui-
los ohjectos que se acharao patente na occasiao
do leilao.
Companhialodemoisadora
LEiLO
tembro, as 11
armazem na ra
em ponto em seu
do Imperador n. 35.
Avisos diversos.
a barca nacional Clementina
dade : para o resto da carga e
ta-se com Gnilherme Carvalho
Torres.
sahe com brevi-
passageiros, tra-
& C na ra do
Para o Aracaty com esca-
la por Maco.
dade''iale nacional Gratido segu rom brevi-
ja-s ; Para resl da car8 6 passageiros, diri-
Male ao Passeio Publico n. 11. ou ao Forte do
len losllla Jo Cordoniz, em casa de Pereira Va-
le n. .
Para o Rio de Janeiro.
O veleif* e bem condecido brigue nacional Al-
mirante pretende seguir com muita brevidade
tem parte de seu carregamento promplo : para o
reslo que lhe falla, Irala-se com os seus consig-
natarios Azevedo & Mcndes.no seo escriptorio run
da Cruz n. 1.
S&9>
Zooocx&co t>po g vapliica
pccnamhuc.tna.
mm
Precisa-se de um menino para caixeiro de
uma liberna : no becco Largo n. 13.
Aluga-se um atmazem na roa do Ran
n. 62; a tratar no paleo de S. Pedro n 6.
Uma pessoa de escripluracao commercial
oficrece-se a f.izer qualquer escripia com toda a
perfeicao e celeridade: na ra doOueimado, loja
de fazendas n. 31, se dir quem 6. Na mesma
loja se dir quem vende um piano de boas vozes,
proprio para quem quizer aorender, por mdico
preco.
Agradecimento.
Tendo lido no Diario de Pernambuco n. 147
de 26 de junho passado, uma oracao fnebre re-
citada pelo Illra. Sr. M. I de Souza Lima, na
occasiao do descerem a sepultura os restos mor-
taes de meu presado lillio Manoel Fernandes da
Veiga Lima, dou-me pressa a recorrer ao mesmo
jornal para olfcrecer os neus respeilosos agra-
decimenlos ao Illm Sr. Souza Lima, a quem.
desdeja me confesso devedor de urna fineza t.io
elevada quanlo 6 profunda a magua que actual-
mente me ooprime o corado.
F. F. L.
Lisboa 12 do agosto de (860.
Frederico Augusto de Lima Novare, deca- ||^;>kl
ra ao respeilavel publico e com especialidade ao d.,( ::. *
digno corpo do commercio que da data deste em P1c, n, r * diante assignar-se-ha por Frederico lognsto n,f,., i C ?wr'M "' '2' ,q"C se acha des-
Ferreira de Novaes. O mesmo julga nada dever > SdidoX T ^ '" ^^
nesta praca, porm comtndo quem se julgar seu i prHJ"dlca'10 "-clare.
credor haja deapresenlar as suas conlas para I #####?# #f 9 1Wtt#ffc
serem pagas no prazo pe 3 dias a contar da data #fanonli**.'. UmiHl i. Ti ^
desle. Rerifo 30 de agosto de 1860. JlvtiMIltfli Central IlOniCOpiltllICO^
9m9fm99999999
Ensino de msica'
OTeroee-se para leccionar o solfejo.como lam-
bem a tocar varios instrumentos ; dando as li-
coes das 7 horas s 9 112 da uoite: a tratar na ra
da Itodi n. 50.
W&mmmm~mmMmmm
I Dentista de Pars. |
^ 15 Ra Nova15
jio Frederico Gautier, cirurgio dentista, Q
^ faz todas as operacesda sua arle e col- ff
& loca denles artificiacs, ludo com a supe-
ft rioridade e perfeicao que as pessoas en- fg
^ tendidas lhe reconhecem. *g
Tem agua e pos denlifricios etc. ?
. nnaa, navera sessao ordinal
Para curnprir a disposicao do art. 19 i s*B"da qual funecionar
WMttatiitna rln mmivinl,;. A..____" Todos os Srs. socios effet
Domingo 2 de setembro, as 10 hons da ma-
nhaa, haver sessao ordinaria do consclo. em
a assembla geral.
dos estatutos da companhia de sfPiimt Todos,I Srs socios elTpc,TOS sa. poriamo,
... Ranina ue siluros convidados a comparecerem, visto ter de tratarse
martimos inclemnisadora, o agente la discusso dos estatutos o de negocio de im-
Hvppolito fara' leilao na porta da asso-
ciacao commercial de 15 accoesda mes-
tres lotes, sendo
ma companhia em
primeiro de ns. 226 a 230, o segundo
de ns. 2-I a 2i5, e o terceiro de ns.
361 a 365 : sabbado i- de setembro ao
meio dia em ponto.
Uma rica mobilia de Jacaran-
da a Luiz XV, com tampos
de marmore, urna outra
sem estes, guarda roupas,
guarda vestidos de ama-
relio e nogueira, guarda
louca, toilets, apparado-
res, candelabros, serpenti-
nas, louca etc., etc.
Antones fara leilao cm seu armazem ra do
do Imperador n. 73
Sexla-leira 31 do corrente
portamia social.
Secretaria da Associaro Typographica
nambucana, 29 de agost de 1860.
Jrv-KNcio Cesar,
Io secretario.
Per-
dos ohjectos cima
occasiao vender.
mencionados, e na mesma
C0HPAM1A FEtmm'GAXA
Navegacio costeira a vapor.
O vapor Persinunga, commindanle Manoel
Joaquim Lobato, segu para os portos do sol de
sua escala no dia 5 do selembro s 5 horas da
larde, e recebe carga al 4 ao meio dia e en-
commendas e dinheiro a frete al o meio dia do
dia da sabida.
O brigue brasileiro Imperador, recebe al-
guma carga a frele para o Rio Grande do Sul: a
tar com Amorim Irmos, ra da Cruz n. 3.
Para a Baha.
Pretende seguir veleira e bem conhocida su-
maca nacional Hortencia, neslts 8 dias, tero a
seu bordo metade do seu carregamento, para o
resto que lhe falla Irata-se com os consignata-
riosi Azevedo & Mendes, no seu escriptorio, ra
da Cruz n. 1.
..~-Par* -iaboa sahe mprcterivelmento ateo
Oa lo o brigue Tarujo 4 Filhos por 1er parte .
aeseu carregamento promplo ; quem quizer car- i tesobjeclos, a saber:
regar ou ir de passagem, dirija-se ao consgnala- I Uma escrava de 25 annos de idade, a rjual
u^nnVi a.Cadu do Roci,e> "criplorio de lava, cosinha sofirivelmente e engoman
ManoeUoag,uirn Ramo e Silva, I eitamenle. 8mm,
12 duzias de pelle de cou-
ro de lustre. -
As 11 horas em poni.
UllftO.
Quinta-feira 30 de agosto
O agente Francisco Ignacio Pinto far leilao
em seu armazem roa da Cruz n. 51 dos seguin-
cose,
C0LLEF10 DE BEMFICA
Estalehcido na rita da Aurora, edificio conti-
guo ao do collegio das orphas.
Naste estabelecimento ensinam-se as discipli-
nas seguidles :
ENSINO PRIMARIO.
Leitura e escripia, doutrina chrislaa, arithme-
tica pralica, grammatica nacional, geographia
elementar, elemeulos da historia do Brasil, di-
tos de historia sagrada. Proiessores, o' Sr.
Manoel Pereira Lagos, e o director.
ENSINO SECUNDARIO.
Lalim,
Grammatica latina lalinidade grammalica
philosophica, myihologia, poesia classica.Pro-
fessor, o Sr. Antonio Joaquim dos Passos.
Francez,
Ia cadeira grammalica e tradueco. Pro-
fessor, o Sr. Francisco Antonio Cosario de Aze-
vedo.
2 cadeiralociir;ao, coroposico e escripia.
Professor, o Sr. Jos Maria Ramonda.
Inglez.
Grammalica, tradcelo, composijao e escrip-
ia.Professor, o Exm. Sr. D. Francisco Raltazar
da Silveira, que se encarregou desta cadeira gra-
tuitamente, e por especial obsequio ao direc-
tor.
Italiano.
Grammalica, tradueco, composico, escrip-
ia e locucao.Professor, o Sr. Jos Maria Ra-
monda.
Alemao.
Grammatica, traduce, composc.o, escripia
e locucao.Frofessor, o mesmo Sr.
Philosophia,
Philosophia racional e moral, hisloria philo-
sophica.Professor, o Exm. Sr. conselheiro Pe-
dro Auiran.
Rhelorica.
Rhelofica, potica, historia da lilteralura
per- j Professor, o Sr. Vital Ferreira de Moraos Sar-
l ment.
DENTISTA

DK
| peiulimineo.
H 3Rua estreila do Rosano-3
II Francisco Pinto Ozorio continua a col-
X locar denles artificiaos tanto por meio
M de molas como pea pressao do ar, nao
, recebe paga algma sem que as obras
*j nao Piquera a vontade do seus donos,
rC lem pozes e outras preparacoes as mais
Jp acreditadas para consenraco da bocea
= Precisa-se de um feilor para trabalho de
campo, para um ongenho muito perto desta pra-
ga : a tratar na rua do Vigario n. 6.
SOCIEDADE
Recreio Litterario e Benefi-
cente.
Por ordem do Sr. presidente olTcelivo lenho a
honra de fazer publico, que domingo 2 de se-
tembro, s 0 horas da larde, ter lugar no salo
do palacete da rua da Praia, a instalaco solem-
ne da sociedade, para cojo flm, pelo presente sao
convidados os amantes das letras e do progresso:
devendo para mais brilhamismo apresentarem-se
decentemente vestidos, nica condi^o que se
exige para oblerem ingresso.
O mesmo Sr. presidente manda convidar, com
especialidade, as familias que se dignarem de
abrilhantarcora suas presencas o acto : scienli-
Qcando que acharao em dito sali lugares muilo
proprios e dislinclos para assistirem a sessao, a
exemplo da do anniversario da associ.ico dos
typographos.
Finalmente, o mesmo Sr. presidente, manda
avisar aos senhores socios instaladores, que se
devero achar em dito sali s 3 horas da larde
do mesmo dia da instalaco.
Recife 27 de agosto de" 1860.
Benlo Jos Alves Vianna Filho.
i. secretario. .
Precisa-sede uma ama que saiba cozinhar
e engommar : a tratar na rua do Vigario n. 14.
segundo andar.
Praga.
Quinta-feira 30 do corrente, perante o juizdos
feilos da fazenda nacional, se ha de arrematar
por ser a ultima praca uma casa terrea de taipa
no lugar de Apipucos, com 2 porlas de frente,
uma sala, um gabinete, 3 quartos, cosinha e quin-
tal em aberto, emcho foreiro, avahada por 700#
rs., por executo da mesma fazenda, contra os
herdeiros de Pedro Jos Carneiro Monleiro : quem
a protender arrematar, compareca no lugar e ho-
ra do cosime.
Recite 25 de agoslo de 1860.
O procurador dos feilos,
Femando Atbnso de Mello.
m
nmMmm. g
Continua sob a mesma directo do Ma- Ob
noel de Mallos Teixeira Lima, professor
em homeopaihia. Asconsultas como d'an- &
les. ftT
ii
fe

3 Botica central homcopalhica
& Do
DR. SABINO 0, L PIMO-
j:j Novos medicamentoshomcopalhicosen-
q viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
i Estes medicamantos preparados espe-
^ cialmenteseguridoas necessidades da ho-
^ meopathia no Brasil, vendo-se pelos pre-
,i eos conhecidos na botica central homee-
@ palhtca, rua de Santo Amaro [Mundo No-
vo) n 6. >
tili CiiiM^2
Alii.t excellente casa de vivenda, com todas as
commodi-iadcs para familia, no lupar
da Ca prietanos, N.O- Bieber & C.
* Sncla dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas-de coser: em casa de SamuelP.
Jonnston & rua da Senzala Nova n. 52
m CASA LISO-BRASLEIHA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAlendo augmentado, com lo-
mar a casa contigua, ampias e excellentes c-
commodaces para muito maiornumero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos e dosSrs. viajantes que
visitera esta capital; continua a prestar-lhesseus
servicose bons oficios guiando-os em todas as
cousas que precisem conhecimento pratico do
paz, etc.: alm do portuguez e do nglez falla-se
na casa o hesoanhol e francez.
Quem tiver um sitio perto ou
Jonge desta cidade, com tanto que tenlia
casa de vivenda, arvores de fructo e fi-
que prximo ao banho salgado, tempe-
rado ou doce, e o queira alugar diri-
ja-se ao largo do Terco casa t.rrea nu-
mero 33.
Precisa-se tornar a premio 2:500#. dando-se
nypolheca em um predio de dobrado valor ; quem
pretender annuncie para ser procurado '
Na ruada Imperalriz n. 51, deseja'-se fallar
com os Srs. abaixo declarados :
Jos Flix da Costa.
Francisco Xavier de S.
Jos Rodrigues de Passos.
Joo Manoel Vianna.
Temoieao Peres de Albuquerque Maranho.
Aluga-se um moleque para casa de fami-
lia, bom copeiro e com Qfficio de alfaiate n
rua da Madre de J)eos D. ^ ,aDernea*',aia,e a*

'
. .


DIARIO DE PERNAMBUCO. SfcXTA PE1RA 3 DE AGOSTO DE 1860.
51
iOT
DE
Joaqu
NALOJAE ARMAZEM
DE
im Francisco dos Santos.
ai ais m
Defronte Ao \ecco i\a Congregado \civc\ro vcr&c.
Seda de quadrinhos muilo fina covado IgOOO
Eofeites de velludo com froco prelos e
de cores para cabera de scnhora da
ullima moda 8
Fazendas para vestidos, sendo sedas, la
e seda, cambraia e seda lapada e
transparente, covado 9
Luvjs de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homens e meninos
Lencos de seda rios para senhora a
501)0 e 2$500
Mantas para grvalas e grvalas de seda
de todas as qualidades 9
Chapeos ftaneczes forma moderna 850
Lencos do gorguro prelos 2s00
Kiras capellas brancas para noivados $
Saias bslao para senhoras e meninas 9 !
Tafit roxo o covado 2500
Chitas francezas a 260, 280, 300 e 1(320
Cassas francezas, a v3ia J,5U0 ,
encarnado proprio
palmos de largura,
Sctim preto azul c
para forros com 4
o covado
Cascmira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Seda lisa prcta e de cores propria pa-
ra forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos corles de seda prctos o de cores
com 2 saias e de babados
Ditos de gaze e de seda phanUsia
Chales de touquim muito Anos
Grosdcnaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de Ql e visitas de seda preta com
froco
1600
2S0OO

1*500
*


Fugiu no da 13 do correnle mez a preta es-
crava Iguana, crioula, idade de 35 annos, esta-
tura regular, cheia do corpo, a cara marcada de
queimadura de fogo, vestido do chila de listras
encarnadas e brancas, chales de merino encar-
nado e liso, eslava em casa do Sr. Guilherme
Bessonc de Alincida, na ra da Roda n. 47, para
ser vendida ; a pessoa que apprehender,leve-a
ra do Cabug, luja n. 1 C. que ser, gratificada.
Precisa-se de una ama para comprar e co-
zinhar: na ra do Padre Floriano n. 49.
imik
para
@a8@@s @@ @
UHerece-se um criado de bous cosluraes
para casa de familia ou de horaem solleiro : quem
: precisar, dirija-se a ra das Cruzes n. 37.
Ao Sr. fiscal da Boa-Vista.
Anda estSo por murar os terrenos desla fre-
guezia, apezar dos mullos mezes que tem exce-
dido das dificrentes concessoes que se tem feito
pra serem tapados, e o Sr. fiscal lem os olhos
fechados, ou condescende com os propietarios
desses terrenos, com o maior rscaudilo das pos-
turas municipaes e perda do interesse publico :
Sr. fiscal, seja mais cuidadoso do seus deveres ;
Precisa-se de urna ama para cozinhar
pouca familia : na ra Nova n. 20.
OlTerece-se um caixeiro, sibendo 1er e es-
crever e sabendo um pouco do francez e alguma
pralica do cscripturagao, pira caixeiro de pada-
ria, luja de fazendas, excepto botica : quem de
seu presumo se quizer ulilisar, dirija-se osla
lypographia que se dir quem e se or preciso
fiador dar-se-ha.
Precisa-se de um caixeiro brasileiro ou por- chamavos a altencao da Illma. cmara municipal
H i t \Y rkf\ f\ 11" O af T71 tu8ljez-Para uma luia de cacado, dando fiador a para esll relaxado do cumprimcnlo de -
5XXll/f311vUtA3 KJ\J Yl"i|a pacidade :atralar na ra Nova loja na- posturas.O guarda do municipio.
Olinda.
ASSOCIVQO
DE
i Soccorros Mutuos e Lenta Emancipaeo
dos Captivos.
Quarla feira 29 do correte, as 7 hojas da tar-
de, no lugar do coslume, haver sesso do con-
suas
dte!
Declara se a quem convier, que o Sr.
Joaqun) Alves Cunli nao acadmico do
primoiro auno ou esludante da faculdade
de direito, sendo por isso talvez que elle
nao tem ouvido a quem o chama pelo
Diario.
S2y O cascabulho.
mero 1.
i
Sociedade
\3mSiolleuclAcei\lc dos Co
cheiros em Peraambuco.
Compra-se urna escrava de mcia idide, boj
figura, podante, sem vicios ncm achaques al-
guna, liixpa : no Recite, ra da Cruz n. 31.
Vendas.
sclho director, assim como oSr. prcsipenle man-
da convidar a lodas ascommssoes de beneficen-
cias, commisses do fostejo, e procuradores para
urna conferencia. O mesmo Sr. presidente man-
da declarar que em sesso do conselho de 26 do
correte forem elevados a calhegoria de socios
protectores os Illms. Srs. : deputado provincial! ^ doaunuiiclaiite
gu
Casa em
Aluga-se uma casa na ra do Cabral da cidade
de Olinda, com o fundo para o rio, quintal gran-
de com arvores de fructo, muito fresca, sem v-
ziohos defronte, propria para passar a (esta, ou
para morada, leudo terreno pera plantar capim I
para 2 ou 3 cavados na livraria ns 6 e 8 da
praca da Independencia
Nicolao Jorge Bolelho retira-se para os por-
tos do norte.
Joaquim Correia Lima Wandcrley avisa ao
publico que nao contraten) a compra do escravo
Hobeilo, crioulo, de idade 30 annos, pouco mais Phosphoros era caixasde lolha a 120 rs
ou menos, do qual se diz senhor Manoel de Bar- Frascos de macass perola, a 200 rs.
ros Wanderley, pois dito esclavo de proprieda- \ Pacas e garfos muito finos, duza 3j00.
Rival sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55 de-
fronte do sobrado novo, lo-
ja de miudezas de Jos de
Azcvedo Maia e Silva, lem
para vender os seguintes
artigus abnixo declarados:
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapatos de tianra do algodao a 15200.
Ditos de la & 18600.
Carios de al fileles finos a 1U0 rs.
F.spelhosde columnas, madeiri branca, a lJplOO.
Dilos dilo de Jacaranda, al $600:
pelo circulo do Bonito Joo Braulio Correia e Sil-
va, o Rvm. provincial do convento do Carrao Fr.
Norbtrto da Purificarlo Paiva, o Rvm. Fr. Anlo-
_ ., ___ .!, nio do Monte Carmcllo, o Rvm. Fr. Joaqun) de
De ordem do Sr. presidente convido aos senuo- Sanla jiara-
Secretaria da Associaro de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipago dos Captivos cm 28 de
agosto de 18b0.
Albino de Jess Baudeira,
1." secretario.
Sacca-se sobre a B^.hia : cm de casa Ar-
kwrigbt& C., ra da Cruz n bi.
dou-
NATRALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22.
res socios para sabbado 1. de setembro se reu-
nlrcm ao meio dia em ponto no lugar do coslu-
me, e o mesmo senhor manda fazer ver, que
visto a indisposicao de alguns senhores socios,
ve-se obligado a por em execuco a lei appro-
vada em sessao de 24 de oulubro de 1659.
Secretaria da sociedade Unio Beneficente dos
Cocheiros em Pernambuco 28 de agosto de 1860.
Damasio Miranda de Souza Couto,
1. secretario.
= Paga-seo dividendo da Coinpanhia Vigilan-
te, na ra do Trapiche n. 8.
Diletantes attendei.
Guando o vosso Rosto se desenvolve Grava-se c doura-se em marraore letlras pro-
v""""u ,B prias para calacumba ou tmulo a 100 rs. cada
pelos soris IiarmoniOSOS de uma VOZ que umi1i 0 anuum-ianle aprsenla seus Irabaihos
tanto vos embelesa, quando o pisar gtr
boso de uma prima dona no palco de
Santa Isabel tanto desnfi< a vossa sym-
Gravador e
pador.
^TyTTT*TrTTTTTTTT"5'TTTTTT'>
: DENTISTA FRANCEZ. ;
p. Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
rangeiras 15. Na mesma casa lem agua e *<
p deiitifico.
mWW
mmm
DE
3
1.
A empreza da illummarao a gaz desta ci Jade, faz sci-ente a todas as
pessoas que collocaram eandieiros de gazem seus casas, e aos que pretcn-
dem ainda collocar, quetein resolvidofearixar os precosdos globos de vi-
dro pna 1^500, 2$ e 2^500 os mais linos que se pode fabricar, os pi ten-
dentes acharao no ermazem da ra do Imperador n, 51, um comple-
to sortiuiento a sua escolha, assim como eandieiros, arandelas e lustres
chegadot ltimamente, de gostos variades e do melhor que se pode de-
seiar. llostron Rooker & C,
A gentes.
! pathia e ellcicao, quando finalmente
um jarJim de llores parece surgir da
trra em que ella pisa, e cujo matiz
tantj apreciavtl se torna, justo e que
de mistura com estas flores aromatisadas
pela natureza se confundam a(|uellas
nos tmulos dos Illms. Srs. Vires, l)r. Aguiar,
Guerra, Tasso e em oulros mais ra da Caixa
d'Agua i). 52.
ELOGIO E AGRADECIMIENTO.
Forto i a f I a ni i ti i ('fi < na bocea dO es
tomago.
SolTrcudo eu por longo espaco de selo annos
una forlt iii/lainmardo na bocea do estomago,
que bstanle atlliccao me causava por me lirar
quasi a respiraco, e tendo felo quanto fui po3-
sivel para obler melhoras, todo fui baldado, e rc-
correndo is chapas medicinaes do Sr. Ricardo
que sendo produzidas pelo artificio na- jKirk, escriptorio na ra do Parlo n 119, com
dadimmuemde valore que nao saoPll-'s ve a felitidadede me achar inteiramenle
.. ,v bom no curto 'spar^o de JO das, pelo que mere-
menos dignas de se ollertarera. fc pois Ce de verlo todos os mcus elogios, nao spela
na ra da Santa Cruz casa n. 28 aonde rapidez do curativo, como por nao causaren) in-
encontrareis os mais bem acabados bo- i w-modo algum nem precisaren) de_resguardo.
APPOVACiO E AlT0BIS\(\0
DA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPATCAS
Para sereEii applicadas as partes affectadas
sem resguardo nem incomaiodo.
AS CHATAS MEDICINAES sao rr.uito conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as provincias
desic imperio lio mais de 22 annos, es?, o afamadas, pelas boas curas que se lem obiido n3s enfer-
midaCes abaixo escripias, c que se prova com innmeros alieslados que cxislcm de pessoas capa-
zos e de disncces.
Com estas Ciiap.vs-electro-uacsb'ica-f.pispasicas obtrm se uma'cura radical c infallivel em
todos.es casos deinllammacao {cansacoou falla de nepUrago), sejam internas ou esternas, como
do ligado, bofes, estomago, baro, rins, ulero, peito.palpilacao de coracoo, garganta, olhos, ery-
sipelas, rheumatismo, paralysia e todas ps atrecnoes, nervosas, ele, etc. Igualmente para as dif-
ferentes especies de tumores, como lobinlio?, escrfulas ele, seja qual fOr o seu tamanho e pro-
fndela, por meio da suppuracao serio radicalmente extirpados,tendoo seu uso aconselhado por
habis -e dslinctos facullalivos
A-s encomroendas das provincias devora ser dirigidas por escripto, toado todo o cuidado de
fazer as necessariae explicaces, se as chapas sao para 'homcm, sen hora, ou cranos, declarando a
molestia em que parle di corpo existe, se na cabeca, pesroco, lirado, coaa, perna.'p, cu tronco do
corpo, declarando a circuraferoncia : e sende inchacis, feridas ou ulceras, o molde do seu tama-
nho em u-iri pedarc de papel e a declaraeac onde existen), afira de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas sero acompanl.adas das competentes explicaoes e tambem de todos oe accesso-
rios para a co!!ocac,o deltas.
Consultas a todas as pessoaa que a dignarem honrar com a sua confianza, em seu 6scripto-
)in, que se achara aberto todos os las, sem excedi, das fe horas da manhacis 2 da larde.
||9 Ra do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOOA.
cpiets de cravos, para cujo (im sois con-
vida los a ver, quando menos para ad-
mirardes a perleicao, Esta' a exposi-,
cao na mesma casa.
Perdeu-se na note de 22 do correnle, no
caminho da eslrada de Luiz Yicra at a ra da ,
Concerao, na Boa-Vista, um mantelete de vel- |
ludo preto : a pessoa que o liver achado e qui-
zer esltui-lo, receben IOS de gralificacao, na
ra da Cruz n. 4.
,f#@3S@@@@@@
U O abaixo assigiiatfo e.slando a fazer m-
0 ventario por mu te do sua mulher pede a
quem se julgar credur de seu casal, que @
' aprsente suasconlas c aos que sao seus @
\m oevedoresque venharo saldar as suas. @
> @ Francisco Gomes de Mallos Jnior. $t
M ##
Prei'isa-se de lomar a premio dous contos
de reis dando-se um predio de dobrado valor :
j quem pretender annuncie para ser procurado..
I O Sr. Beluario Adolpho Pereira dos Sanies
i tenha a bondado de apparecer na ra do Queirna-
' do n. f6.
Alugam-se 5 prctos proprios para todo
oTserviro aqui na cidade, sendo annualmeute :
quem precisar dirja-se a ra do Imperador n.
39, entrada pelo becco do bolequim do Paiva,
segundo andar, das C s 9 horas da manhoa ou
na praca do Corpo Santo escriploiio n. 5, dos 9
s 4 da* tardo.
@ #
;.:; O Dr. Azevedo Pedra, ha pouco che- @
S gado nesla capital, faz scienle ao respei- @
@ lavel publico que acha-se prompto a qual- @
@ quer hora em sua residencia a ra da Im- @
peratriz, sobiado n. 88, segundo andar, @>
@ prestaros recursos de sua profissao ; na @
mesma casa d consultas gratis aos po-
;); bres.
(S@@@@? @ @@
Preeisa-se alugar urna escrava para casa de
pouca familia : na praca da Independencia n.
38 se dir quem a pretende.
Manuel Antonio de Freilas.
Rus deS. Jos n. 75, Rio de Joneiro.
Sitio para alugar.
Na Capunga Nova contiguo ao sitio do Dr. Ja-
cobina, e em frente da roa que vai ter a S.-loi
do Manguinho, est para alugar-se um sitio com
bstanles arvores frucliferao, pequea baixa de
capim, excellente casa assobradada, que tem
commodos para grande familia, cocheira, ctval-
larice," casa para criados e pera bauho :
na ra Nova n. 56.
<
> "*----------------- *i
X l XX i.A.AAJL..A i i. AAAAA i AAi-.t ti*
Manoel do Couto Guedcsvai provincia do
Cear.
Francisco Jos da Cunha Sampaio relira-se
para o Riu Grande do Norte.
O bachare Francisco Luiz Correia de An-
drade vai rcsiilir por esles 4 mezes em Goianna :
alli, na ra Direita, offerece seus servigos seus
amigos, e saus tiabalhus de advocada ao publico.
D-se Jiiiln iro a premio em pequeas quan-
lias sobre penhores de ouro ou prata de lei : na
ra dn Rosario da Boa-Vista n. 58.
Arnnda-se ou aluga-se o silio da porta
d'agua no Monleiw, o qual tem grande e excel-
leule casa de vivenda, espacosa estribara e co-
cheira, e casa para feilor, bom pomar e baixa pa-
ra capim, e cercado para vacnas : quem preten-
der, drija-se aquello sitio para examina-lo : tra-
la-se na camboa do Carmo n. 8, segundo andar.
L a ultima prara da escrava Aquelin.i per-
lencenle aos bens da finada D. Mara Rosa da As
suuipcio, no da 31 do correle, depois da au-
diencia do Illiu. Sr. Dr. juiz du orphos.
Os abaixo assiguados declarara ao respeita-
vel publico quo Chardel Thelesphoro de Olvera I
deixou de ser seu caixeiro desde o da 28 do cor- I
rente mez, e n.to se respons&bilisam por qualquer',
recebimento feito pelo mesmo Chardel daquella
data em diaute. Rccife 29 de agosto de 1800.
Silva & Rbeiro.
Ilonlem 27 do correnle dcsappareceu da
casa do Dr. Lobo Moscoso, na ra da Gloria, um
pavao, que foi visto por rariaa pessoas da ra de w
Sania Cruz, sem que uiu^uera dsse noticia cer- g
la delle : roga-se, portanlo, a quem o achou ou ^
souber onde est, de leva-lo casa de seu dono, w
ou participar pura o ir buscar onde esliver, e gra- g
tilica-se o trabalho.
O bachare Agostinho F.unolno de Leo J-
nior, juiz municipal e de oiphos do termo de
Olinda, faz publico, que eulroii no exercicio de
seu cargo, e contina a residir na ladeira do Va-
radouro.
Precisa-se de uma ama de idade para co-
zinhar : na ra dos Pescadores ns. 1 e 3.
Carloes de clcheles de superior qualidade, a
40 rs.
Caixas clcheles balidos, a 60 rs.
Caixa de obreias muilo novas, a 40 rs.
Frascos de oleo de babosa mjiio Qno, a 600 rs.
Dilos ditos para fazer o cabello corredio, a
1$000
Sapatos de la par enancas, a 200 rs.
Pares de meias cruas para meninos,"'a 168 rs.
i Pares de luvas de cores o de Escossia, a
1 320 rs.
Pares de meias para meninos, a 240.
Magos de grampos muito bons a 40 rs.
Agulhoiros de marlim a 160 rs.
Caivetes de aparar peonas a 100 rs.
, Grvalas de seda muilo finas, a 600 rs.
Thesouras .le costura mullo finas, a 500 rs.
Dilos para unhas dem, a 500 rs.
I Franja de lia para vestidos, pera a ItOOO.
! Magos de tranca de la muilo ifn-i, a 500 rs.
i-etilho Je seda para enfeile de vestidos,
a 1JJ0OO.
I i !LJJ9iTJ O3 3 flOt CE C Li"
peeu
Seguro contra Fogo
COMPAMM1A
taca
LONDRES
j
AGENTES
G J. Astley & Companhia. m
Gralificaco
50SOOO.
f--
=
Fugio no dia 27 do ndame raez um escravo
por nomc Pedro, de cor simi-branra, e cora os
seguales : rosto redondo, alto c secco, de cabe-
ca redunda e chala alraz, com pouca barba, e
anda muilo apressado ; levou roupa do algodao
branca o azul de riscadnho, chapeo de baria
preta e do Chile, e tem por coslume de ir para o
Arraial e Remedio vadiar ; por isso poco s au-
loiidaJespoliciaesecipilesdecampo a sua cap-
tura e levarem a ra Direita n. 42, ou a ra de
Apollo n. 4 B.
Ilenry Verheck, Belga, vai ao Rio de Ja-
neiro.
& ^"" O Sr. Joaquim Alves Conli M
{ quera ir como se Ihe lem pedido por W
i vezes ruada Cadeia do Recite n. 23. 1
@@@g @@

&
ConstMit,







alfaiale le Pa:is, tendo transferido a suc
residencio para a ra do Imperador n. 42, rosa a lodosas seus antigos freguezes ea $5
u-
M
lodiis as pessoas em geral, que o quizerem
honrar com a-ssafreeuezia que hajam de
o procurar d'oro-em diante na dita casa. O
mesmo anrMJiicia que prepara vestidos a
' errazonas paw-wilioras moii'.arem o ca-
vallo.
I^AAAAA 'Ji -?> *=> f* *< f
orba.
A sa'n.d.i qurr lem lid este ripd prova sua boa
qualidade nao .lesmentir.'lo assim a qualidade do
fumo de irse I vilo, colindo as immediacoes da
cidade a quo de\' **u nomo na provincia Giani-
Par : de-poslo, ru dJ C Jeia n. ,f7 _
O Dr. Joo Ferreira da Silva mudon-seda
ra do Sangel para a do LivraraentoO. 26, BO-
j brado do Sr. Manee! Buarque de Macedo.defron-
I e de sua antiga habilago. A grande pratira de
a tratar 1 auscu'ta<;o reconhecida por quasi lodosos seus
collegas desta cidadt;torna-o recommendado no
diagnostico das molestias dos pulmes e do co-
ra cao ; assim como para verificar o estado de
saude dos cscravos que se desejam comprar.
Pelo er-escido numero e variedades deoperacoes
que ha feito com bora resultado em o exercicio
de mais de 20 annos, sejulga habilitado para
praticar toda e qualquer operaco cirurgica por
mais delicada e diOicvItosa qu seja.
O.abaixo assignad deixou de ser caixeiro
Francisco Antonio to llego Mello desde o dia
e agradoee ao mesmo senhor o
o que tev< ara za casa. Recite
128 de agoslo de 1860.
Andr Hcnriques Cordeiro.
}titGt&fS(& I Na Irpographia leste Diario se dir quem
,fe4*.W di 2:000 por hyputheca or algum predio que
i sufliiieiiUioienii' garanta.
,i Robes'. Puph, Buhara Cudden, subdos de
S. M. Itrilai.uica reliram-se paja fra do imperio.
O Sr. Comingus Jo6 Soaies, ollicial da se-
cretaria do governo, queira dirigir-se a ra Di-
riiUa n. 68, alra de saldar o quo esl a dever
aos herdiiros^o Caelano Tereira Goncilves da
Cuiiha.
Na ra dc.Imperador n. 75, primeiro an-
dar, pro. sa-se .t uma pessoa que .leuha boa e-
Iraeiba escreser com correego.
o
2 28 do co.-rento,
bom tratameuto

Atten^ao.
1 ni nuil mu
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No AepoxAto leste estalieYeeiment sempre na grande soTtimento de Ifte
ekanismo nara os engen\ios de assnear a saber:
Machimas Je vapor moderna, de golpe cumprido, iconomicas de combustivel, e dePacltmoassento;
Hodas d'agua de ferro com cubos le n i.ieira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
Cannos de ferro, e portas d'aguaiara ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Maia moendas com rodetas motoras uira agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguillioes dcaz ;
Ta'ixaa de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares e bicas para o caldo, crivose portas de ferro para asfornalbas ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Rodetas dentadas de todos o taraanhos para vapor, agua,cavallos oubois;
AguilUoes, bronzee parafusos, arados, eixos e odas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc., etc.
D. W. Bowinan coafia que os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honrana, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poder/lo necessilar.
Ofereoe-se um caixeiro com bastante pralica
do (l'laria, o qual d conhecimenlo de sua pes-
soa ; quem o pretender, annuncie por este Dia-
lio iiu tt: ^rocurade.
SOCIEDADE
MSTITETI PI E LITTER4RI0
De ordem do Sr.presidente eteclivo scenlifico
aos senhores socios que domingo 2 de setembro
haver sesso ordinaria da assembla geral, as
10 horis da manha, fim de se proceder a elei-
co dos membros qae teem de reger esta socie-
dade de setembro maceo de 1881, conforme o
g 1." do arl. Al dos estatutos. Aates da assem-
bla l.aver sesso eotraordiuaria do conselho.
Assim como amanha (quinta-reir) haver ses-
so ordinaria do conselho director as horas ca
tarde.
Secretaria do Instituto Pi e Lilterario 29 de
agosto de 1860.
Altinho Rodrigues Pimenla,
1." secretario.
Troca-se um mulatinho de 10 annos por
uma negrinha ou negra, tambem se vende ; na
ra do Imperador n.54, primeiro andar.
Precisa-se de um rapaz dos chegados do
Porto para uma taberna: a Tallar no paleo do
Paraizo n 56.
A peisoa que snnunciou querer um silhSo
j usado, dirija-se a ra Direita u. 7, que achara
com quem tratar.
Attenco.
Eugio desde o dia 13 do correnle mez o escravo
Luiz com os signaes seguintes : crioulo, cor fula,
alto e bem feito do corpo, gago bastante, tem
o dedo mnimo do p corlado, oatnral do rer-
lao do Cear : quem o pegar, leve-o a seu senhor
na ra Direila n. 112, ou na ra de Apollo n. 43,
arojizeui de ussucar, jue ser recompensado.
Quem precisar de uma ama sec- 1
ca com bastantes habilidades, diiija-se;
a ra do Pocinlio n. 23.
Quem precisar de uma criada porlugueza
nao sendo para servido de ra o leudo pouca fa-
milia, dirija-se a ra do Queimado loja de ferra-
gens n. 14.
Francisco Tarares Bolelho participa ao res-
peitavel corpo de commercio desta cid.ide, que
no dia2 lejulho prximo pissado deixou de ser
socio do Sr. Antonio Eloy Rodrigues da Silva, na
taberna da ra Nuvi n. 8, na sociedade que gy-
rava sob a firma de Antonio Eloy Rodrigues da
Silva & C, Uando o Sr. Eloy obligado por lodo
o activo o passivo da mesma sociedade, por ter
assim amigavelmenle concordado. Recite 30 de
agito de 1860.
Antonio Raymundo Qaralcanti, tendo ha
poucos dias vendido um escravo por nomc Ma-
noel aos Srs. Mello & Silva,avisa aos mesmos se-
nhores que o referido escravo se acha em sua casa
desde hnje pelas 10 horas da manha,dizendo que
os seus senhores o mtndaram por doenle; e por-
que nao seja este o meio legal de dosfazer-se um
contrato valioso, e que subsistir em quanto pe-
los n.eios competentes nao for disfeito ; o annum
aiante desde j declara que uo responde pela
fuga, c qualquer risco que possa succeder ao
mesmo escravo, pois que ludo correr por conla
le quem pertencer o escravo.
Procisa-se de um rapaz dos chegados do
Porto, para uma taberna : a fallar no aterro da
Boa-Vista n. 56.
Mauricio Jos dos Santos Rbeiro, chegido
ltimamente de Lisboa, faz seicntc ao respeita-1
vel publico que acaba le eslabelecer na ra lar-
ga do llosario n. 21, primeiro andar, uma olTl-
cia de ourives onde aprompta quaesquer ob-
jetos tendentes a mesma arle do mais apurado
gasto o pereico de trabalho, como sejam ade-
recos completos, brochas, pulseira?, aneis, ali-
neles ele, etc. Em seu cstabelecimento promel-
de concertar qualquer obra da sua arte com per-
eico A pratica adquirida por sua longa resi-
dencia em Lisboa, e as rvl-iroes directas que
constantemente maniera com algumas das mais
respeitaveis casas d'aquella cidade, que so em-
progam no fabrico de todo o genero de obras de
prata, o habilitara a cncarregar-se de' qualquer
encommeuda de taes objectos tanto para a igreja
como para uso domestico. As pessoas. pois, que
se dignarem bonra-lo com a sua confianza, se-
rio servidas cora o maior zelo e solicilude e por
precos baratsimos.
i S8
Formas de ferro para j
purgar assucar.
Enchadasde ferro.
Ferro sueco. .|
Espingardas. |
Aro de Trieste. '}
Pregos de cobre de com- |
posico. P.
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
Couro de lustre.
Paihinba para marcinei- *
ro : no armazem de C. ^
J. Astley A C. |
r.T-a! ir-fne. f-if-c i. *' c -'
Vendc-se um cabriolet de duas ri>das : u
cocheira do Sr. major Antonio Bernardo Quin-
eiro
Doce fino da casca
Vende se doce lino da casca de g- ia-
bae tambem mais bai\o, tudo por pic-
;o muito batato, cpieijos flamengos
pr.itos mu "o aescaes ebegades bou tem
'pelo paquete inglez, mr-nteiga ogleza
: muito lina nova e mais baixa, tudo por
preco mais comraodo que em outra
qualquer parte: va ra do Imperador
n. 63.
Pecliinchas
sem iguaes, na ra do Quei-
mado n. 65, na bem conhe-
cida loja da diligencia de
Fajozes Jnior AGuimaraes
Meias pintadas muito finas para homem a
1800 a duza, e em pares a 160 rs., clcheles
francezes em carlo a 320 a duza de carloes, c a
30 rs. cada carlo com Upares, luvas finas de
seda para homens e senhoras a 610 o par, ditas
com algum deleito a 210 0 par, muito boas cor-
das para violo a 80 rs.,agulhas francezas, caixas
com 4 papis a 100 rs., apparelhos de porcellanq
muito lindos para menina a lS'H), 25500, 3 e f.
Taberna.
Vende-sc uma taberna na ra Direila dos Ato-
gados n. 20, cora poucos fundo?, propria para
principiante : quem a pretender dirija-se a
mesma.
Vende-se para fra da praca um escravo
crioulo.de idade 20 annos, bonita fignra e muilo
sadio, sem vicio algum, o perito ofuVial lo
manineiro : a tratar na ra eslreila do Rosario
n. 31, armazem.
Vendem-se 2 escravos crioulos do idade de
23 e 14 annos'. a Iralar na ra do Queimado, lo-
ja de ferragens n. 13.
(lili) palmos de largo.
A 900 rs. a vara.
No armazem da ra do Queimado n. 19. vende-
se brim trancada alvo com 8 palmos de
fazenda a mais propria para toalhas, pelo
tissimo preco de 900 rs. a vara : vende-sc
camente no armazem cima.
largo,
bara-
uni-
Compras.
Compra-se um lvs.bi'.o de cavalleiro da or-
dem da Rosa : na ruv larga do Rosario n 26,
loja.
Compra-se um silhao usado ; quem tiver
annuncie para ser procurado.
Compram-se moedas de ouro de 50, 10$ o
205 : na ra Nova n. 23, esqnina da c&raboa op
Carmo.
Compra-se ouro de 20$ e .16$ :
na ruada Cadeia do Recife loja de fa-
zendas n. 51.
Compra-se um sitio nos lugares seguintes :
eslrada de Joo de Barros, Afilelos, Rosarnho e
Relem at a capella, que tenha casa, boa estri-
bara, casa para prelos, e bastantes arvoredos de
fructo; assim como d-se algum dinheiro a pre-
mio sobre o mesmo sitio, no caso que nao quei-
ram vender, com hypolheca no mesmo : quera
pretender fazer este negocio, annuncie para ser
procurado, ou dinja-se a ra da Imperalriz, loja
de miudezas n. 56.
Compra-se um moleque de 14 a 16 annos,
bonilo e sem deleito, que sirva para pagem ; pa-
ga-se bem agradando : na ra de Apolla n. 24,
segundo andar.
Compra-se uma casa terrea na bairro da
Boa-Vista, em boa ra, que lenha 2 salas, 3 a 4
quarlos, cozinha fra, quntale cacimba : a pes-
soa que liver, annuncie por esla folh* para ser
procurada.
Attenco.
Vende-se na ra do Trapiche Novo n. 14, ar-
mazem de Andr de Abreu Porlo, carne de porco
americana, dita de vacca, por dimiuutos pregos,
em barris de 200 libras a 30j$ o barril, uma gran-
de porcao de cobre velho, composigo e cavilhos
de cobre, uma porcao de bronze, uma porcao do
travs, e grande porgo de laboado de pinho o
decarvalho ; tudo se vende por lodo preco para
acabar por eslar liquidando o seu negocio, o
igualmente vinhos de diversas qualidades, e ou-
tros mais gneros.
Vende-se um bonito cavallo mellado muito
manso e bom audador : a Iralar na ra do Quei-
mado, loja de ferragens n. 13.
Cortes de ves-
tido por 2#500.
Superiores corles de chita franceza
muito lindos padres de cores escuras
miudinhas, com II covados cada corle,
raiissimo prego de 2(500 : na luja do sobrado
ama re lo, uos quairo cantos da ruado Queimado
u, 29, de Jos Moreira Lopes.
larga de
e claras,
pelo ba-
^S
-.-


(6)
MARIO DE PERHAMBUCO. SEXTA FE1RA >l DE AGOSTO DE 1860.
23
Fazendas finas
roupa feita.
Augusto i Perdigo.
Com ]oj3 oa rua da Cadeia do Rrcife n.
reiiiMtii e dao amoslras as seguintes fazendas-
Lories de vestidos de seda prolos e de cores
torios do ditos de baregc, de tarlalana e de gaze
de seda.
Cambraias de cores, brancas o organdys.
Anquiiilias para saias, saias bato, de clina, ma-
dapoln e bordadas.
Lencos d.- labyrinllio do Araeaty e francezes.
Chapeos amazonas de palln e do seda para se-
nil iras e meninas.
Enfeilesde froco. de vidrilho o de flores.
Penlca de tarturiiga, imperalriz e outros gostos.
Manguitos e goltas, poulo ingles, francez e niis-
sanga.
Vestuarios de fuslo, de la e de seda para
enanca.
M-inteleies, taimas e pelerinas de differentes qua-
lidades.
Chales de touiim, de merino e de la de ponta
redonda.
Luvas de pellica brancas, pretas e de cores.
vestidos de blond, mantas de dito, capellas e
flores sullas.
Sinlures, camisas de linho e esparlilhos para
senliora.
Perfumaras Qnas, saboneles e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas e paletots de panno preto
e de cor.
Paletots de alpaca, de seda e de linho.
Cilr.is no casemira de cor, pretas e de briol
Cainitas do raadapoliio, e linho inglez e de la.
Seroula de linho e de meia.
lalas, saceos, apetrcixos para viagem.
Chancas para invern, botinas de Helia e outros
fabricantes.
Chapeos do Chyli, de massa e de fellro para ho-
niein.
Charutos manilha, havana, Rio de Janeiro e
Babia.
Na rua da Imperalriz n. 54 vonde-se pre-
sunlopara fiambre viudo nesle ultimo vapor in-
glez a 360 n. a libra, queijos flamcngos, ditos
palos, blachinha de soda a 1$ a lata.
Itrzeguins ingiezes.
Na roa dn Cadeia do Recife n. 45, esquina da
ruada Madre de Dos, vendem-se os afamados
borzeguins inglezes, solas grossas e prova d'agna,
pelo mdico prego de 9# o par; assim como bor-
reguin9 docouro de luslre para homensc senho-
ras, por mdicos procos.
Vendem-se aeces da companhia de Bebe-
nbe : quera as preleuder dirjase rua de Apollo
a rmazem n. 24.
. IVA NOVA
Lj:i ile miudezas ua rua
Direita JV. 85, ondetem
o htm pedo do yaz,
n-sc bandejas finas a 1. IjzOO, 1-5500, 2,
.: I I, 23600, 23800, 3S2 10. 4e 5g, bengalas d
Aviso aossenho-
res deengenho.
Vendem-se duas carrosas com seus perlences,
para carregar assucar; a tratar na rua do Cruz
n. 9, primeiro andar.
j^ Recebeu-se novo sortimenlo de vesli-
& ao3 de cores, de raoirantique e gro-fne na
Loja de marmore.
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na rua da Ca-
deia do Recife n. 38, primeiro andar
No sobrado defronte do chafarz da Soleda-
de ha para vender 300 espanadores de differen-
les lmannos e boa obra.
M Kccebeu-se novo sortimenlo de cha- 9g
4g uhoras na g
|| Loja de marmore.
Cheguem ao barato
O P regula est queimanJo, em sua loja na
rua do QueimaJo n. 2.
Pecas de brelanha de rolo com 10 varas a
23?, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collelc e palilots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 39, 4$, 69,
e 6$ a pega, dita lapada, com 10 varas a 59
6$ a peca, chitas largas de molernos e escolhidos
>adrdes a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a 7 e 89,
ditos bordados rom duas palmas, fazenda muil
delicada a 99 cadi um, ditos com urna s pal-
ma, muito fiaos a 89500, ditos lisos com fran-
jas de seda a 5, lencos de cassa com barra a
100, 120 e 100 c ida um, meias muito finas na-
Attenco
Vende se na rua da Cruz n. 48, urna
divida julgada por sentencia, o devedor
dizem que tem loja emnome de outro
na rua da Imperalriz, cujo devedor
chama-se Antonio Jos de Azevedo,
Milho e farelo.
Vende-so na travessa do palco do Paraizo n.
16, casa pintada deamarcllo.
Tachas para engenho
Fundi^o de ferro e bronze
Francisco Antonio Correia Cardezo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Vende-se um escravo de meia idade. ro-
busto, de boa conducta, bom para qualquer ser-
vico de casa ou campo ; na praca da Boa-Vista,
botica n. 22.
Arcos para pipa a5|a roda, gra-
xa em bexigas, sebo em paes e rama
proprio para sabao e para composicao
de velas de carnauba : na rua do Brm
o. 16.
f Aos Srs. ourives|
* Na rua larga do Rosario n. 21 adiase I
a venda um sortimenlo completo ultim-
mente chegado de Paris, de ferramentas I
para o trabalho de ourives, as melhores 3
e tecm apparecido no mercado. f
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para render em
eu armazem, na praga do Corpo Santo n. 11
alguns pianos do ultimo gosto, recentiment
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood 4Sous de Londres.
muito cronos cara este clima.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa :em casa de S. P. Jo-
hnston & C. rua da Senzalan. 42.
Potassa da Riissia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
rua da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
ede uperiorqualidade, assim como tambem
calvirgemem pedra: ludo or oreos muito
razoaveis
REMEDIO INCOMPARAVEL.
NA
e armazem
DE
Champagne da primeira qualidade.
Carne de vacca e de porco em barris multo
frescas.
Whiskey, m 'las
o covado, brim branco de puro linho a 1 j
13200 e 19600 a vara, dito proto muito encor-
palo a 19500 a vara, brillantina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de dilTerentes cores a 360 r's. o
covado, cesemiras pretas finas a 2*500, 39 e
39a00 o covado, ombra preta e desalmen* a: b\___ n % ,
500 rs. a vara, e ou.ras mullas fazfnd Te l\e~Z Em/ ".d? Rbe ScLmettan &
fard patente ao comprador, e de SS* 1'J^S**? "r "i '"V1"""
amostras com penhr. elegantes pianos doatamado fabrican-
_______________________ I te Trauraann de Uamburgo.
Licores de diversas qualidades, como seiam
Cnery, Cordial. Muit Julap, Bilters "
sal a parrilhaein frascos grandes.
GRANDE SORTIMENTO
DE
[Fazendas e obras feilasj
I^oja
|Ges &Basto j
! Na rua do Queimad) n.
j 46, frente ama relia.
Grande e variado sortimento de sobre-
i casacas e casacas de pannos finos p re tos
e de cores a 283. 30j e 35$. paletots dos
i mesmos pannos prelos e de cores a 28$,
i 20J 82#e 25J, ditos de casemira mescla-
' dos de superior gosto a 16 o 18, ditos
mesmas caseioiras saceos modelo
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas as Ha$Ges po-
dem testemunharas virtudesdeste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
brosinteiramente saosdepois de haveremprea-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
P9der-se-ha convencer dess'ascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitosannos; e a maior parte
della sao tao sor prndenles que admiran; o
medico mais celebres. Cuantas pessoas recoS
braram com este soberano remedio o uso de seu"
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputacao! Dellas ha multas que havendodei-
xado esses asylos de padecimeutos, para senao
submetterem essa operaco dolorosa oram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfuso de seu reconhecimento declararam es
w resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisaulenti-
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
I medio constantemente seguindo algum lempo o
mentratatoqueuecessitassea natureza dom,
cujo resultado seria prova rinconlestavelmente !
Uueludocura.
uaS!.ento e til, mais partlcu
lamiente nos seguintes casos.
mu
45la
Direita45
por

V
2:
caima linas a H e loO, grvalas arelas de se-
iim a lffl>rj, ditas de cores a I, alflneles em
caixinbas muito Qno3 a800 e 280 rs., fitas pro-
pna para enfeites de vestido de seda a 400 500
5 i!. 600 c 800 rs. a vara, luvas do fio de cores
para lioroem, brancas, a CO, ditasde cores a CO
le seda enfeitadas para senh ira a 2*, en-
fulles de trancas do velludo dos mais moderno"
1 hadara senhora i 5#500, ditos de filis de
S" 11 i .> > )(l, dilos para meninas de tranca de
velludo .i J500. dilas de fila de sed* a 5, luras
J : i para hornera a IgfOO, lesouras para un has
fi i 14 i 8 10 r3., dilas para costura a lj, clcheles
DKdadinhos a 120, es-ovas para cabello a I*
diUs para roupa a 1g200, trancas de caracol de
i, poca gran le, a 280, meias croas pira ho-
m i'ii j 2r;n. ditas i igSOO e 5, ditas brancas
2\ 0 3J2O0, ditas linas do cores a 2;3;i0. di-
ira neninos, decores i 2^600, dilas Qnas
b, ni_.- de meninos i 39800, ditas para meninas
a :!>>> -i duzia, boloesde seda para ca3avcque
a 32 i i l i/i.i, tinta o? carniuin fina a i0 rs.,
co ha le metal princip para assucar a -00 rs.|
11 '- p ira cha a s:> I rs. duzia, tinleiros e ariei-
ros linos a \, caixinhas de papel surtidas em
c ires .i 1?. dilos de quadrlnbos a 300 rs la pa-
ra lu w .i mais lim pie ha 7;5:)0 a libra, ata-
c i Jures ehatgs de algodo a CO rs., dilos rol icos a
lO.lrs, paes de borracha para bichos a*4 (U,
ditos Iravessos para meninas a (i!). ditos de bu-
falo I ..i bi hos ,i 2S.>, dilos para alisar a
501) rs., ditos de borracha para alisar a600rs
bi i sileosso a 'iO, dos de louca brancQs a
II), lilas de cures i 160. boldes de naadreperola
ii i i i 80) rs. a groza, livelas para coleas a 100
rs c lixinhas do papel de cor a 800 rs., caicas de
i i de col i a 100 rs. lianas de peso a 120,
d le caneca encarnada a 120, fitas tarradas
di largura de 5dedos rom pintas de mofo a 320
a rara, galio de linho alio a vara, bico preto
dsela i 120, 200, 320, 00 c COO rs. a varo,
bri'i [-ledos para meninos, dn diversas qualida-
des, mais barato que em oulra qualquer parle,
i i incas le carourca a 500 rs., dilas de cliouro a
440. 500,800, l500e 2*.
Parahyba.
Ven le-se o engenho Torrinha distan
ted sti cidade duas leguas por trra,
tem terreno para dous mil pues or au-
no e l> >a casa de viveada assobradada
1) tas obras, tem embarque no porto dis-
tante do engenho Ij2 q'iaito de legua
do rio Parahyba eem menos de 3 horas
se rein acidade: quera o pretender di-
rija se a Joao Jos de Hedeiros Correia
6 G que dir' quern o vende.
Meias de seda para me-
ninos.
Superiores meias de seda de peso para meni-
nos iio lodos os lmannos : vendem Leile & Ir-
iii lo, na rua da Cadeia do Itejife n. 4. a 2p500
o par
Vende-se um sitio na Passagem da Magda-
lena, nnrgem do Capibaribe, com urna grande
casa toda murada, com caes, omits arvores de
diversos tractos: a tratar com Joao Manocl Ro-
drigues Valenca, no mesmo lugar.
T0S0N0P
Neste armazem de molhados con-
doBU;seem tt&xssttKSZ:".?? rA0 d roerr?quaIidades e b^
dos propriclurios. P erem a mnil parle delles cbidos em direitura por conta
Mantega inglcia e Tranceza
ao mercado de CIO a 800 is. a libra eem barril
ea vista do gasto
rs. cadj um.
perfeilamenie flora mais nova que tem vindo
se tara algum abatimento.
Queijos flamencos
muito novos recenlemenle chegados no ultimo vapor da Europa de 1S700 a 1^
que o freguez kor se far mais algum abatimento. P 5 9
QucVjo pvato
os mais novos que exislem no mercado a>l a libra, em poreo se far abatimento.
A.meixas raueczas
po'r'ajioo0 J ll2 Ubra Pr 1S5 rS" e em ta^PO^iras de vidro contendo cada um 3
Musanla inglcza e raueexa
era frascos a 60 rs. e em potes francesa a 800 rs cada um.
Vcrdadciros figos de comadre
a caixiniiasd S libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a 1600 rs.
ftolacunVia ingleza
a mais nova que ha no mercado a 2-10 rs. a libra e em barrica com l arroba por 4g.
Votes vidrados
de 1 a 8 libras proprias para manleiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1SC00 rs cad
iVaiendoas eoueladas proprias para sortes
de S Joao
a 1$ a libra e em frasquinhos, contendo 1 1[2 libra por ti,
C\i preto, byson e petla
os melhores que ha nesle mercado de l$C00,2;Se 2500 a libia
Macasen* caixinhas de 8 Ultras
contendo cada urna differentes qualidades a 45500.
Palitos de dentes licuados
em molhos CDm 20 maciuhos cada um por 200 rs.
Tijolo rancez
propriospara limpar faca a 200 rs.
Conservas inglexas e francezas
em latas e em frascos de dilferentes qualidades.
Presuntos, ehoricas e paios
o mais novo que ha ueste genero a 480. 640 e 720 rs. a libra.
Latas de bolacninha de soda
de differentes qualidades a IJSGOO em porco se far algum abatimento
Tambem vendem-se os seguintes gneros ludo
inglez 10;, 125, H e 15.. ditos de al-
paca preta fina saceos a 4, ditos sobre-
casa tambera de alpaca a 7$, 8e 9jS, di-
tos de merino selim a I0. ditos de me-
rino de cordo a 9J. calcas pretas das
mesmas fazendas a 5-3 e fjj|, cohetes pa-
ra lulo da mesma fazendi, paletots de
brun trancado a 5S, ditos pardos e de
fustao a 45 e 53, calis de casemira de
cor e pretas a 7j>, 89, 9g e 10j|, ditos das
3g mesmas casemiras para menino a 63,' 7$
* e 83. ditos de brim para homem a 3%,
M 2*50". j e j, ditos brancos finos a 5,
9 6& e 7-3, ditos de meia casemira a 4$ e
5fc 03, colleles de casemiras preta e de co-
% res a 5jJ, e 63, ditos de gorgurao de seda
* brancos e de cores a 53 e 6$, ditos de
y velludo preto e de cores a 9$ e 10a. ditos
H de brim brauco e de cor a33, 33500 e43,
X pahlots de panno Ouo para menino a
153, 163 e I83, dilos do casemira de cor
S| a i$, 8s e 93, dilos de alpaca a 33e 33500,
fg sobrecasacas de alpaca tambem pa.-a rae-
Og nio a 53 e 65, camisas para os mesmos
(fe de cores e brancas a duzia 153, I63 e 203,
5| meias cruBS c pintadas para menino de
B lodos os laraanhos, calcas de brim para
SI os mesmos a SS500 e 33,* colarinho de li-
m ra mos a 900 rs. cada urna, casaveques
9 de cambraia muito fina e modernos pelo
m diminuto prsco de 123, chapeos com abas
K de luslre a 53, camisas para homem de
H todas as qualidades, seroulas para ho- 1
jK mera a 163, 203 e 253 a duzia, veslimen- l
tas para menino de 3 a 8 annos, sendo M
ti. calca, jaquela e coletes ludo por 103, co- %
g borlas de fuslo a 63, toalhas de linho M
A pira mesa grande a 73 e 83, camisas in- >
JS gieS novamenle chegada a 363 a duzia 2R
wmw&mm $mm$ mmammsm
Na fabrica de caldeirciro da rua Imperial
junto a fabrica de sabao, e na rua Nova, loja de"
ferragens n. 37, ha urna grande porc.lo de folhas
Inflaniniaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulradcs.
Queimadelas.
Sarna
Supurarles ptridas
Tinha.em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
dasarticulaces.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
libra i de- zinco' & PrePara<*a para lelhados, e pelo di- I
minuto rreco de 140 is. a libra | #

09 SSK 8BB wL. ZWft :^3
7
Alporcas
Caimbras
Callos.
anee res
Cortaduras.
I "ores de cabeca.
-jseoslas.
003 meinbros.
^ifermidades da cutis
emgeral.
Ditas doanus.
Erupeoes e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Pnaldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escldalas.
Inchaces.
Inflammacao do figado.
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocelinha conten,
urna mstrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na rua da Crun. 22. em Per-
nambu.io.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Paler & C, rua
do Vigario n. 3, um bellosortimento de relogios:
aeouro, palete inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
ranedade de bonitos trancelins para os mesmos.
spirio de vinlio com M
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeiroeom 44
ros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
sadas na rua larga do Rosario n. 36.
Rua da Senzala Nova a. 42
Vende-se era casa de S.P. Jonhston 4 C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
glezes, candeeiros e castiedes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
monlaria, arreios para carro de um e dous cval-
os e relogios d'ouro patente inzlezea
vgj&s&mtmm -BWBiiaM 5i^. _
)ras de ouro e prata
Acha-so a venda por preces com modos
um completo sortimento chegado de Pa-
rs o Porto, de obras de ouro de lei e
prata de lodas as qualidades de goslos os
mais modernos e hbilmente fabricadas :
Este eitabetecimeoto offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins mperiaes..... KM000
Ditos aristocrticos...... 9$000
Ditos burguezes........ 7#000
Ditos democrticos...... 6$000
Meio borzeguins patente. 6#500
SapatOes nobrera....... 6JJ000
Ditos infantes. ....,.,. 5^000
Ditos de Iinha (3 1|2 bateras). C^OOO
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapatos de alto (do tom). 6*000
Ditos de petimetre...... 5,4000
Ditos bailadnos....... 5|({500
Ditos impermeaveis...... 2$500
Senhora.
Borzeguins primeira classe(sal-
to de quebrar)....... 5S0OO
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). ..,...,.. 4^800
Ditos todos de merino (salto
den&oso)......... 4500
Meninos e meninas.
Sa patees de torca....... ^000
Ditos de arranca........ 5$500
Boizeguins resistencia 4^ e '. 5,j800
Recebeu-se novo soriimenio de t
tos bordados e enfeites para senhoras na
Loja de marmore.
Paleo
zem de gneros seceos e
molhados.
f Vrnde-se neste novo eslabelecimenlo saceos
com farelo de Lisboa, farinha de mandioca, mi-
lho, fejao muUtinho e preto, gorn.na de mandio-
ca, arroz de casca e dito do Maranh&o de sune-
nor qualidade, doce da casca da goiaba, vinho do
Perto em garrafa do mell.or que podo haver no
mercado, manleiga ingleza e franceza, banha de
porco emlalas, l.olachinhas de soda de lodas as
quM.dades, ceneja preta e branca 'da nielhor
marca, queijos flamcngos frescaes, conservas in-
glezas e os raa.s gneros que se vendem por menos
Kg.*P_ffiM*. wa em outra qualquer parlo
.'
m\
dfl
m
3|, no eslabelecimenlo de Francisco Gome
i
de Mallos Jnior,
n. 2.
rua larga do Rosario
recenlemenle
Relogios patentes.
Lstopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos paracamisas.
Riscoutos.
Era casa de Arkwight i C, rut
Cruz n. 61.
da
Na rua da Emperatriz n. h\, pre-
cisa-se fallar cornos senhores :
Francisco Xavier deSa'.
Jos Rodrigues dos Passos.
Joao Manoel Vianna.
Temoliao Peres de Albuquerque Ma-
r n lia o.
Jos Flix da Costa.
Pechincha.
lonas muito novas, banha de porco refinada e outros muito g
o acondiciouamento
resso Relogios
Sissos.
Em casa de Schafleillin &C, rua da Cruz n.
38, v,>n le-se um grande e variado sortimento de
relogios e algibeira horisonlaes,patentes,chro-
nooi.'tros, meios chronometros, de ouro, prata
doorada efolheadosa ouro,sendo estes relogios
dn prim^iros fnbricanlesda Suissa, que se ven-
deriu por precos razoaveis.
Estopa da trra,
fina e sneca : na rua Direila n. 91.
_ Vende-se 1 porlo de ferro e 4 grades de
10(linos de altura e 10 de largura, ludo muito
em milla : no Hospicio, taberna do elephante.
ARMAZE5IDE ROUPA FEITA
Defronte do becco da Congregacoletreiro verde.
Casacas de panno preto a 30JJ, 35^ e
Sobrecasacas de dito dito a
Paletots de panno de cores a 20$, 25$,
30c e
Ditos de casemira Ditos de casemira de cores a 7% e
Ditos de alpaca preta golla de velludo a
Ditos do merino selim preto e de cor
a 8J e
Dilos de alpaca de cores a 3*500 e
Ditos de alpaca preta a 38500, 5. 7 e
f non n,"elHS d0 TeI,.udo decores muito fino a lOOOO
dogOOO Ditos de casemira bordados e lisos pre-
tos e de cores a 5#, 5S500 e
358000 Dilos de selim preto a
22c00 Ditos de casemira a
1230f 0 Ditos de seda branca a 58 e
128000 j Ditos de gorguiode seda a 5$ e
ntoSSi*, dnemn,ri:ZaS "6 SS5-'*1 = '* ^"- a*So,^5ot. e
cores,
e a nii-lnorquo ha no mercado, pelo baralis-imo
prc" d.-8 a libra, seda frxa para bordar de lo-
daa a cores a 120 rs. cada miadinha, ricos jorros
oe pnlha para menino pelo diminuto preco de 2
c mitras muitas miudezas e perfumaras que s
venlem por lodo preco, que avista do freguez
nao se uerdera de vender: na rua do Crespo, lua
de miudezas de 3 portas n. 7.
48500 e
Caigas de casemira preta ede cores a
9, 10 e
Ditas de princeza e alpaca de cordao
pretos a
Ditas de brim branco e de cores a 2*500,
4$500 e ^
Ditas de .inga de cores a
Dilas de casemira a
9SOO0
5009
9000
5j>000
6&000
12&000
58000
5000
30tO
5ou
Dilos de fuslo brancos e do cores a 3 e
Ditos de brim branco e de cores a 9% a
6S0O0
5000
3g500
65OOO
65OOO
39500
Gorles de chita franceza com 14 covados a
3200, chitos francezas a 200, 240 e 260 rs. o co-
vado ; a ellas que se acabara : na rua do Ouei-
111.1 ju n. 44.
Vende-se um carro e um boi muilo bom e
manso : na rua da Florentina na cocheira do Dr
Joao Lins Cavalcanli, das 6 s 9 horas da inanhaa
Botica,
Rirlholomou Francisco do Souza, rua larga do
Rosario n. 36, vende-se os segninles medica-
mentos:
Rob l'AITeclcur.
Pilulas contra sezoes.
Dilas vegetaes.
Salsaparrilha Brlslol.
Dila Saods.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmalhico.
Vidiosde bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grando sortimento de pa-
pel para forro de sala, o quil vende a mdico
preco.
Vende se ama escrava de nacao,
quihindeira, para fora da provincia :
para ve-la na casa de detencao e para
tratar na rua na rua de Ilortas sobrado
de um andar quasi junto aos Martyrios.
CASA
COMMISSO
Rua
DE
DE ESCRAVOS
R(-cebeu se novo sortimenlo de boi- vj
tos braceletes de sandado na gj
% Loja de marmore. g
reijao novo.
Vendem se saceos com feijao novo a 83 o sac-
ro : na travessa do paleo do Paraizo n. 16.
Em casa de N. O. liieer & CM
successoret, rua da Cruz n. 4, vende-se
V'inlio Xerez em barris.
Champanba em caixas de 1 duzia da
acreditada marca Parre & C-, vinho
de superior qualidade.
Gonbac em cai.xos de 1 duzia.
Vermoutli em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Ac de Milito
Brilhantes do todos os tamanhes.
Na rua da Imperaliiz n. 37 vende-se um
carro muito leve e novo, cora assentos para qua-
tro pessoas c bolea. H
Na loja do Arantes vende-se a dinheiro
vista sapatoes de lustre para homeus 4$.
SFSTE1U EDICO D HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
mpE,sltP]nsl,n,*,'eI "P^fico, comporto inteir-
mente de hervas raedicinaes, nao eonlm ner .
rio.neinalguma outra WbstanckTlecSf _
n.gno a mais tenra infancia, e. n r.-SKIff!.f?
delicada
eacomploieaomais
fe
-oencas de quai-
rao por mais antigs
e lenazes
quer especie c
que sepra.
morte. preservando eras, uso: e?"r.m
recobrar a saude e forcas 7io,,aC,\s.m
do intilmente **ff&SSSB ***'
s^S!^de~"^e,de-
. o, laeam um competente
efcazes eire.tos des.a .asombrosa
prestes recuperaro o "
ensaio dos
medicina, e
tu
N. 9.
Francisco Pereira da Silva vende cobertas de
chila para cama a 1800 o lenr.es de brim a 2S:
na rua do Queimado n.9.
Vendem-se
saceos com boa faiinha de mandioca a 4j500 ca-
llfi do Rosara n. 20
segunde andar.
Nesta casa recebem-se cscravos para serem
vendidos por coramisso por conta de seus se-
uhores. Afianca-seo bom Iralamento assimeomo
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos com promplidao afim de seus se-
nhores nao sofTrerem empate na venda delles.
nesa casa ha sempre para vender escravos do
ouierentes idades de arabds os sexos, com habili-
dades e sem ellas.
Vende-se
um piano em hora uso, que serve para aprender,
por preco minio commodo ; e um cavsllo casla-
nho, de cabriolet, bastante gordo : no Io andar
do sobrado do paleo do Carino n. 9.
- Pechincha cm roupa feita por um dos me-
lhores artistas nacionaes, na rua da Imperalriz
n. 60, loja de Gama & Silva : calcas de gan^a
franceza muilo bem foilas a 2500;'ditas de brim
de linho a 2jj500, ditasde dito a 2g, cohetes de
varias qualidades, paletots de panno Ono sobre-
casacos, dilos saceos, ditos de alpaca preta e so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, asquaes se vendem muilo era conla.
Grammatica ingle-
za de Ollendorff.
Novo metliodi
e de cores a 2 e S ta^Tttr&^FStfSSS:
Ditas de algodo a ($600 c
Camisas de peilo de fuslo brancas e de
cores a 2#300 e
Dilas de peito e Dunhos de linho muito
finas inglezas a duzia
Dilas de madapolao brancas e de cores
a 1800. 2 o
Ditas de meia a 1$ e
Relog'os de ouro patente e orisonlaes
Ditos ae prata galvanisados a 250 e
Obras de ouro, aderemos, pulceirase r-
selas
2c500
2JOO0
2$500
355000
2300
1
30$000

lo c vermelho a 14, 12 e 9, cal de Lisboa em
barris a 4g, dila nos alqueires a 1*600 : ua rua
do Brum n. 18 e 66, armazem de assucar.
Vende-se um fardamento do esquadrio de
cavallaria da guarda nacional, ludo era bom es-
tado : na rua do Rosario da Boa Visla n. 56.
Vende-se a taberna do paleo de S. Jos n
51, por seu dono ir tratar de sua saude : a tratar
na mesma.
Vende-se urna boa escrava ciioula, do 25
annos de idade, que lava, engoroma, cozinha e
cose, sem vicios : a tratar na rua da Soledade
numero 24,-
npara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramenfe nova, para uso d
todos os estabelecimentos de instrucr^ao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro 11 (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
GIIIILMID
cobertos edescobertos, pequeos e grandes de
ouro patente inglez, para homem o senhora
de um dos melhores fabricantes de Liverpool]
irndos pelo ultimo paquete inglez : em casa de'
oSuthall Hellor & C.
Sebo e graixa.
rtoSLcn0iad0-e graixa em "'"9 : no "mazem
de Tasso Irmaos. no caes de Apollo
Na rua da Uniio, ultima casa do lado es-
querdo (vindo da roa Formosa) ha urna porcao de
obras de lahynnlho viudas do Cear. pefeila-
roente trabalhadas, as ouaes se vendem por ata-
cado com o abale de 10 OtO sobre os precos jB
bstanlo mdicos, porque se vendem tambem
relamo,
- beneiicio da saude
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (maldej.
Aslhma.
Clicas
Conyulsoes.
Debilidade ou extenua-
cao.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no jen tro.
F.nfermidades no ven In
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
intermitente.
Febre de toda a especie.
Golta.
Ilemorrhoidas.
Ilj'dropesia.
Ictericia.
Indigesics.
Inflanimacocs.
Ir reg u la rida des de
menslruacao.
Combrigas de toda es-
pecie.
Mal de Pedra.
Manchas na culis.
Obstruccao de ventre.

Phlhisic'a
ou cotnsump-
too pulmonar,
flelenciode ourina.
Rheumatismo.
Symplomassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Aendem-sc estos pilulas no eslabelecimenlo
geral de Londres n. 224, SlranJ, e na loio de
lodos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarnadas de sua venda em toda a America
do bul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocelinhas a 00 rs. cada urna
dellas contera urna instruyo em porluguez Da-
r explicar o modo dse usar destas pilulas
O deposito geral 6 em casa de Sr. Soum phar-
meceutico, na rua da Cruz n. 22, era Pernam-
fc baralo de mais.
I Cabug n. 8. |
g BCf Grandes cartOescom corles de ves- @
tidos de seda de lindas cores ede ricos bor- @
V dados que se venderam sempre a 80$ c a @
W loo, vende-se agora a 40 cada corte, S
9 por ter pequeos toques de mofo pouco M
perceplivel : na rua do Cabuga loia n. 8
de Aimeida & Burgos. K
@@@@@
Para
um princi-
piante..
Urna bonita armcao env'ernisada e
envidracada, na mellior localidade da
rua Direita, esta' illuminada gaz, e
serve para qualquer negocio, porque a
casa presta-se a tudo, inclusive morada
de familia, por ter quintal, cacimba
etc. : allar na rua Direita n. 45.
~"VyeilMe~se "nl J6 de diccionarios ioglezes,
um dtlo allemao. um dito latino, um dito flos
sanelorum, um t0 breviarios romeos : ot tra-
vesa da Congregarlo n. 3.
J


DIARIO DE PEBKAMBCCO. SEXTA fEIRA 31 DE AGOSTO DE 1860.
DE
CAMlCf AEM I fffiffifflflfi) BE SIftII.
Sita na rua Imperial n 118 e 120 junto a fabrica de sabo.
DE
Sebastiao .1. da Silva dirigida por Francisco Belntiro da Costa.
Nostc estabelecimento ha sempre prompios alambiques de cobre de differentcs dimencoes
de 300 a 3:000$) simples e dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios coutno
para resillar e destilar espirito! com graduaeao al 40 graos (po,Ia graduaeao deSellon Cartier do
melhorcs syslemas hoje approvados e conhecidos nesta e -outras provincias do importo bombas
de todas as dimencoes asperantes ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras
de bronze de mdas as dimencoes e felios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d agua,portas para fornalhas ecnvos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
1'ELIClUSAS ELN FALL VEIS.
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Iit&ebiua

en
I Vi i
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S feft
IKNMU
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JJJJ
GRANDE ARMAZEM
s\sss
55S
Pasilhas vegelaes de Kemp
contra as lombrigas
approvadss pela Exm.' inspeccao de estudo de
Habana e por muitas outras junctas de hygiene I j|(
publica dos Estados Unidos e raais paizes da A-
raerica. i 35S3
Oarantid.iscomo
$m
epara commodidade dos freguezes que se dignarem honrarem'-nos com a sua con (Tanca, acha-
40 na rua Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
Rua Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicao dos Militares.
Acha-sena dheccaodaoflicinadeste acreditado armazem o ha,
puramente vegetaes, agrada-!3^^tlSta,!;anP"COdA8SlsAve,,ar' anti& contra-mestre do fallecido !2g
ao paladar, sao o remedio Manoel Jse Ferreira. O respeitavel publico continuara' a encon- US
: HH trar em d.lo armazem um grande e variado sortimento de roupas **
M eitas como seiam: casacas, sobrecasacas, fraques, paletots de panno gS
&
o hbil ^C
ombrigas. Nao
sacos debilitantes.
causam
I iSS" teitas. como acianri rasnea tnl,^Cn i_______ _... i
panno g^
. **_______
Kfmp.
ron 12 de abnl de 1859. -Senhores. As pas- 33| pardo, branco e de cores, colletes de velludo reto* de c ", di.osde ^
tilhas fjue Vmcs. fazem, enraram meu filho :
? gorgurao, ditos de setim preto e branco, ditos de
MES
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda
qualquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de n,iam curado suafilha. Logo que soube disso
todos w tamanhos, rodas (Tagua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen- comprei 2 vidros depastiilias e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu
das e molas moendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os tamanhos, guindastes', guin-
chos e bomba*, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassar man-
dioca e para descarocar algodao, prendas para mandioca e oleo de ricini, portos gradara, co- Vmcs. seu amo agradecido,
lumnas e monillos de vento, arados, cultiva.loies, pontos, -aldeiras e tanuues, boias, alvarergas. n T. Floyr.
botes e todas as obras de machinisrao. Executa-se qualquer obra soja qual fr sua nalureza pelos i I reparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
des >nhos ou moldes que para tal fim forem apresentados. Recebem-se encommendas neste esta- I Street pelos nicos proprietarios D. Lanman o
belecimento na rua do Brum n 28 A e na rua do Collegio hoje do Imperador n. 65moradia do cai- Kemp, droguistas por atacado em New Yoik
xeiro do estabelecimento Jos Joaquina da Costa Pereira. com quera os pretndeme se nodem V 'pvi "wcww em new ioik.
eitr-nder para rjualquer obrs. uuemea se pooemj Acham-se a venda em todas as boticas das
principaes cidadesdo imperio

FILULAS VEGETES
ASSUCARADAS
NEW-YORK
0 MELIIOU REMEDIO COM1ECIDO
C tmtra onttipacSes, ictericia, a/feccoe." do figado
[ebrti biliosas, clicas, indi'gesles
enjcuqtucas.
Hemorilioidas, diarrhea, doencas da
pelle, irupqOes.e todas as enfermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPI'RO DO SAMGCE.
/T>,000 caixas Juile remedio consoinmem-se
a nnu alente 1'
Remedio da naturc/.a
Approvado pula falcudade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pilu-
las puramente vegelaes, nio conlem ellas ne-
nhum veneno mercurial nem algnm outrotrjjiie-
>ral; eslao bem acondicionadas em caixas de folha
para resguardar-se da humidade.
Sao agradiveis ao paladar, seguras e eTicazes
^rnsua operaejo, um remedio poderoso para a
Juventude, puberJade e Velhice.
Lea-se ofollielo que acompanha cada caiva,
P'-lo qual se ficar conliecendo as muitas curas
"''.rosas que lem cAL-cuisdo. I). T. Lanman
& Kemp, drogu;..,, nor alac;ij0 cm xew York,
sao os tnicos fabricantes e piup.:...:*
Acham-se \enda em todas as boticas das
principaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na rua Alfandega n. 89,
Rahia, Germano & C. rua Juliao n. 2.
I'ernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C. rua da Cruz n. 22.
Ferros de en-
gommar
econmicos
a 5^000.
Estes magnificos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazen-
das de Raymundo Car-
los Leite Irmao, rua
da Imperalriz n. 10.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na rua da Alfandega n. 80.
Germano & C., rua Juliao n 2.
sinho meu disse que as pastilhas de Kemp ti-1 !||f a Suarda nacional da capital e do interior. g^g
W* Apromptam-se becas para desembarga dores, lentes, juizfs de di- <<<<-
g^| reito, mun.c.paese promotores, e vestidos para montara. Xaoarra- IM
g5 dando ao comprador algunas das roupas feitas se apromptarao ou- Sp
^ tras a seu gosto, quer com fazenda sua ou do armazem para o que gg
~M i-1" e8coll,lt!os e habis officiaes, dando-setoda e qualquer roupa no IS
3^2 da convencionado. |^.
13,
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wheeler & Wilson
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do da ou
da nono, c responsabili-
samu-nns por sua boa
qualidade e segursnea :
fio armazem defazendas I Sl; Julien Md
do Raymundo Carlos
I.cite ii Irmos rua da
Imperalriz n. 10, amigamente aterro da Roa-
"'ista.
Bah
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Suuns
Si Companhia rua do Cruz n. 22.
Vinlio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmaos&C, rua da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldekop Mareilhac 4 C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De Braudeiiburg l'reres.
St. Eslph.
St. Julien.
Hargaox.
La rose.
Chateau Loville.
Chleau Margauz.
De Oldekop St. Julien.
qualq
llllllllilS
^S9ssssssxa^!sssssiss

OW-MOW,
4iiRraveis remedios
americanos.
Tojas as casas de fam'lia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devera estar prevenidos
.com estes remedios. Sao tres medicamentos coro
os quaes se cura dicazmente as principaes mo-
lestias.
Prompto alivio dcRadway.
Instantaneameale alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheuniatismo, dor de
cabega, nevralgia, diarrba, cmaras, clicas, bi-
t lis, indigestao, crup, dores nos ossos, contuses,
queimadura, eruproes cutneas, angiua, rcten-
eao de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as ciifermidadcs escrophulosas.chro-
nicas esyp lililicas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o syslema:
prompto e radicalmcnle cura, escropliulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores blancos, afeccoes do ligado e rins,
erysipelas, abeessos e ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mulheies hipocondra, venreo, etc.
Rua da Seala Hova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haverun ;
comapleto?ortimoiitodo moendas emeiasmoen-;
dasparaeuScnho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
Dar Ji
^ Receben -se novo sorlimtulo de boni- sr
I Loja de marmore. g
t
i
Vende-se orneas ae Saunders Brothers &
C.prara do Corpo Santo, rologios do afama
do fabricante ttoskell, por precos commodos,
e timbenr.rancellins e cadeias paraos mesmos,
deezcellente lostn.
KICA VERDAD EIRA E LEGI
TIMA.
Chateau Loville.
Na mesraa casa ha para
vender:
Sberry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris quadade Hna.
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
i
umnammamu
Progresso na cidade da Victoria I
de 8
Francisco Xaxier de Salles Cavalcanle de Almeida
NO
Paleo Aa Fcira.
0 proprietario deste estabelecimento, como se acha com um grande o completo sorti-
ment, tendente a molhados, ferragens e miudezas convida portanto a lodos os moradores H
desta cidade da Vicior.a, senhores de engenho e lavradores queiram mandar suas %
encommendas no Progresso do pateo da Feia, pois so ah enconiraro o bom e barato, B
visto o proprietario estar resolvido a vender, tanto em grosso, como a relalho, por menos i
do que em outra qualquer parte como sejam : B
Latas de marmelada de 1 2 libras a H00, frascos com differentcs qualidades de doce H
por 2?000, latas de soda contundo nove qualidades a 2000, azeitonas muito novas, m
passas de ditas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2000 rs. a garrafa, licores i
frar.cezes de todas as qualidades. champanhe, conhaque de ditas, louja (na, azul, pintada, P
e branca de todos os padres, ameixas em compateiras e em latas a 1?000 rs'. a libra'
latasde-peixe denosto por 2000 rs banha de porco refinada, aramia, falias, bolaclii- ^
nha ingleza, biscoitinho, eoutras mais qualidades de massas finas, massa de tomate em E
latas e a relalho, lelria, macarrao, talharim a 800 a libra, verdadeira gomma de ararula |
tnsenso de todas as qualidades, espiritov de cravo, canella, e alfazema, verdadeiros pentes I
a impera-tris, e de tartaruga de 9;>000 a 103)000 cada um, Irania e franja de seda fe- fe
chadoras de broca, pregos em quantidade de lodos os tamanhos e qualidades
muilos objectos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar,
Attenco.
Vendem-sc queijos londrinos muito frescos, de
superior quadade, e cousa nunca vista : na rua
esireita do Ros*rio, armazem n. 11 ; quanlo aj
preco segredo.
Machinas de costura.
N. O. Bieber 4 C. Sucressores a\isam ao pu-
bliro, que no seu armazem na rua da Cruz n. 4,
eslao expostos venda as melhores machinas de
costura que al hoje torm vindo a este mercado,
as quaes possuem lodosos melhoramenios inven-
tados al esla poca sem ler os detritos que m
outras se nota, assim sao de consirurrao timi.les
e facilitan: o uso A costura frita por estas ma-
chinas nao teem igual rm obra de mao, um pon-
to bonilo e mile, alem de que alio ha m o ropm
de todos os modos, cada eaixa de cosluja repr-
senla um lindo loilele para gabinete de senhors.
Igualmente ha machinas para selleiros, ele. Os
preros sao mdicos, e o Sr. Itirmingham, rnse-
nheiro, cnsina o uso das machinas e todas as par-
dela ridades da conservac-So de sua construeco
no acto da compra.
Era casa de N. O. Bieber & C. Sueceasores,
rua da Cruz n. 4, acha-se venda um grande o
vanado sorlimenlo de ferragens linas, obras de
lanoeiro e periences sem tim por usos domsti-
cos, producios todos da induslria norte amerkt-
iia, assim como :
Arados de diversos tamanhos.
Moinhos de uiilho.
Machinas para corlar capim.
Grades.
Machinas para descarocar milho.
Cultivadores c ferros de engomisr economices
Vende-se um molequinho de bonia fisura
e mui sadio, de idado 7 anuos, pouco mais ou
menos, proprio para aprender qualquer t fflcio :
na rua da Mangueira, casa n 11, na Boa-Vista.
Em ca$a de Mills Satiiam & C-
rua daCadeia doocifen. 52, vender
Vinho Xercz e Porto engarrafados de
supeiior qualidade.
Meia finas de algodao para senhorai c
liomens.
Lonas inglezas,
Camisas de dito.
Tintas preparadas a oleo (em latas).
Sulfato de ierro.
Pedia hume.
Azarcao.
Alvaiade.
Sal amargo.
i Milho
novo da
Baha
e outros
no armazem de Manoel Joaquira. de
Ohveira&C, em saceos de 24 cuias
hem medidas: na rua do Cordoniz n.
18, em frente a travessa da Madre de
Dos.
Na rua da Cadeia n 21, vende-se
por meta de de seu valor, a dinheiro :
Chapeos para senhoras.
Enfeites para cabeca.
BotOes de todas as qualidades.
Fitas de ditas ditas.
Bicos de ditas ditas.
Ro-dados de ditas ditas.
Casaveques de ditas ditas.
GRANDE SORTHESTO
DE
Fazendas c roupa feila
NA LOJA F. ARMAZEM
DE
Joaquira Rodrigues Tavarcs de Mello
ROA DO QUEMADO N. 39
EM SCA LOJA DE QI'ATRO POR1AS.
SALSA BARMLDA
1
DE
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o syslema, equilibrar a circula-
do do sangue, inteiramenle vegetaes favoraveis
em todos os casos nunca occasiona nauzeas ne
dores de vculre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a 8 purgam. Estas pilulas .--ao cflicazcs as alTec-
jocs do figado, bilis, dor de cabera, ictericia, in-
Tem um completo sortimento de roupa feila,
| e convida a todos os seus freguezes e todas as
pessoas que desejarern ter um sobrecasaco bem
! feilo, ou um calc,a ou collete, de dirigirem-so a
esle eslabelecimenlo que encontraro um hbil
|artisu, ebegado ullimamenlo de Lisboa, para
; desempenhar as obras a vontade dos freguezes.
Ja tem um grande sortimento de palitots de ca-
semira cor de rap e outros escuros, que se ven-
Remedio sem iflual, sendo reconhecidos pelos dem a 123, outros de casemira de quadrinhos
mdicos, os mais iminentes como remedio inal- da raais fina que ha no mercado a 16, ditos
livel para curar escrophulas, cancros, rheumatis-' de merino setim a 120, dilos de alpaka muito
mo, enfermidades do figado, dyspepsia, debilida- fina a 60, dilos francezes sobrecasacados a 12,
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer- dilos de panno fino a 20, 250, e 30, sobre-
midades resultantes do emprego de mercurio, casacas francezas muito bem feilas a 35, cal-
ulceras e eructes que resultam da impureza do gas feitas da mais fina casemira a 10, ditas de
san8ue- brim ede fusiao por prego commodo, um grande
CAUTELA.
sortimento de colletes de casemira a 50, ditos de a ? rs*
1 rt I -.,- j
Tachas e moendas
Braga Silva & C.tera sempre no sou deposito
da rua da Mceda n. 3 A.um grande ortimento
de tachase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar do
mesmo de osito ou na rua do Trapiche n 4.
Vendem-se carneiros gordos e baralos: na
la doColoveo, padaria do leo do norle.
Cerveja indiana
Vende-se a veruau-n -..,.,;, nnnlidadp d
cerveia indiana, cousa nunca vjn85 W""f J
mero 11.
Fazendas por baixos precos
Rua do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda restam alguma3 fazendas para concluir
a liquidacao da firma de Leite & Correia,as quaes
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditaslargas, francezas, finas, a 240 c 260.
Riscados francezes de cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padres, a 240.
Rriui de linho de quadros, covado, o 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom, va-
a 1000.
Cortes de calca de meia casemira a 2j?.
Dilos de dita "de casemira de cores a 5.
Panno preto fino a 3 e 4!).
Heiaa de cores, finos, para homem, duzia.
800.
Grvalas de seda de cores e preas a 1.
Meias brancas finas para senhora a 3jj.
Ditas ditas muilo finas a 4S-
Ditas cruas finas para homem a 4g.
Cortes de colletes de gorgurao de seda a 2.
Carabraia lisa fina transparente, peca, a 4.
Seda prela lavrada para vestido a I56OO e 2g
Cortes de veslido de seda preta lavrada a 16.
Lencos de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a 560.
Peilos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, lingindoseda, covado
Atlenco.
Na rua Direita n. G8 existe um lindo
escravo para ser vendido, o qual e mo-
co e liabil para qualquer sei viro por
ser muito sadio e sem vicios.
Vende-se um braco de l>lanca de Renio &
C.n, com seis palmos de comprido* propriu para
armazem de assucar : na rua da Scnzala Velha
n. 94
Vende-se um molequo de 12 annos : na ron
de Sania Rita casa 11. 69, junto a igreja.
frente c 1000 de tundo, com aigons rvoreuos,
na estrada de Belem : quena quizer dirija-se
rua Direita sobrado 11 86, seguud andar.
^ Rcccbcu-se novo sorlimen'o de vesii- *'
(p dos para noiva na fi;
l^>y.\ t\c mavmove. |
Vendem-se libras stei linas, euo
casa de N. O. Bieber C. : rua da Cru'
n. 4.
Vcndem->e dous bons relogios pa-
tentes suisso, sendo um de ouro com a
competente correte de ouro de le tu-
do com muito pouco uso, por precos
baratos de admirar, cm raZSo do dono
possuir onze presentemente : no pateo
do Terco taberna n. 19.
itsmmmm mm mm

No ariDasem de fazendas da
rua do Queimado n, 1!1.
Chitas Irancezes mtudinhas rom pequeo loque
de mofo a 200 rs o covado. cambraias de c rrs
finas a 200 rs. o covado, Uncus brancos para al-
Kibeira a 2Sa duzia. cambraia preta com 1 inias
/lirnnras a fiOO rs. a rara :'-
K't d". M^.l.'i |.-?.rOb..'VT-.. ri*
chitos
de cores v.ts
i,;i
u
C7" Recebeu-se novo sorlimento de
bournus bedouines para sabida de thea-
tro na
m
*t
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por ala-1 oulras fazendas por "pregocommodo, um'gVande ltreraeios bordados a.2
Camisetas para senhora a 640 rs.
cado lew York, aegam-se obngados a prevenir sortin:ento de sapatos de tpelo de gosto muito Ditas bordadas unas a 2$500.
o resdeilavel publico para desconfiar de algumas apurado a 20, ditos de borracha a 2500, cha- Toalhas de linho para mesa a 2 e 4.
tenues imitagoes da Salsa P auillia de Bristol, pos decaslor muito superiores a 16,ditos dse-' Paaiisas de meia, urna 640 rs.
que hoje se vende neste imperio, declarando a da, dos melhores que tem vindo ao mercado .10, : vesfidostaos SJ^!tfS
todos que sao elles os uniros proprietarios da re- ditos de sol. inglezes a )0?!>, ditos muilos bons a cas a 5J000.
ceita do Dr. Bristol ,lendo-lhe comprado no an- 12$, ditos francezes a 835, ditos grandes de pan- i Corles decalca de casemira preta a 6.
no de 1856. no a 48, um completo sortimento de gollinhas e! hales ^c merino com franja de seda a 5
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma lem manguitos, tiras bordadas, e entre meios muito j^ig^^fS^SSi^
d.re.to de fabr.car a salsa parr.ll.adeBristol, por- proprio para collerinhos de meninos e Iravessei-; do l28o! P montana, cova
que o segredo de sua preparagao acba-se somen- ros por prego commodo, camisas bordadas que' Lencos brancos de cambraia, a duzia, 2.
le em poder dos referidos Lanman & Kemp. servem para balisado de criangas e para passeio '
Para evitar engaos com desaprec'aveis combi- a 8371, 10 e 1226, ricos lengos de cambraia de
digeslao, c em todas as enfermidades das mu-, nagoes de drogas perniciosas,as pesso8s que qui- linho bordados para senboras, dilos lisos para
heres, a saber : irregularidades, luxo, reten- ^ zerem comprar o verdadeiro dovem bem observar homem por prego commodo, saias bordadas a
(des, ores brancas, obslruccoes, histerismo, etc., os seguintes signaes, sem os quaes qualquer ou- 3500, ditas muito fir.as a 58. Ainda tem um
^ Becebeu-se novo sorlimenlo de pele-
ries e enfeites clolilde na *
|i 1-O^a de movmove.
sao do mais prompto effeilo na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella, e em todas as febres ma-
ignas.
tra preparagao falsa; rusiinho de chales de toquim a 30, cortes de!
1* envoltorio de fora est gravado de umla- vestido de seda de cores muito lindas e superio- l
do sob urna chapa de ago, trazendo ao p as se- res qualidades a 100$, que j se venderam a ''
150, capotinhos pretos e manteletes pretosde
L0J4 DO VAPOR-
,ISif;rli?Or,'1,nlcs-mc'li"n",Dl0S VCma" gUnleS Pa,avras : iau;P. capolmhos pretos e manteletes prelos de Grande e variado sorlimento de calcado fran-
ram' com miormS'd.T.".''" Aeir?"i n. T. LANMAM & KEMP *i*" a 20. 308, os mais superio- ees, roupa feila, miudezas finas e perfuman.,.
applica los em qnalquer^ferrnidade Eslao ga! ,OLE ___, | **" ** remira estampados, muito finos, a g^"^" aova" n 7 P" : "
rantidos de falsificacao por so haver venda no S0LE AGEt,TS 8 e a ltt, toalhas de linho de vara e tres quar-ja d P a rU* D0;a "' 7'
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leite N. 69 "WATER STREET. las. adamascadas, muito superiores a 58, ditas 3@@@@@ @t@ &,@@@
^ae5s0emnre[nambauc,omPCra,rZ 10' "*" TeW-YoT> para rosto de linho a 18, chitas francezas de su-|
\ende-se um bonilo cavallo, novo, bom perior qualidade, lanto escuras como claras a'
rndador de sella e cabriolel: na rua da Impe- 2' O mesmo do outro lado tem um rotulo em 2G0, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas I
ainz n. 17. papel azul claro cem a firma e rubrica dos pro- casemiras para caiga, colletes e palitots a 48 o co- '
**3ttSJ^t^\*te ,k -do, eum completo sortimento de outrasfazen-
Na rua da Cadeia do Recife n. 51. lerceiao | &obre a roll'a acha-se o retrato e brma ( das, e ludo se vende por prego barato, e que nao
andar, vende-se urna escrava que sabe engom- do inventor C. C. Bristol em papel cor de rosa, possivel aqui se poder mencionar nem a quarta
mar perfeitamente, cozinha bem o diario, lava J 4o Que as direeges juntas cada garrafa parle dellas, no enlanto 03 freguezes chegando e
lem urna phenix semelhante a que vii cima do querendo comprar nao irao sem fazenda.
presente annuncio.
e cose.
Borzeguins.
da
DEPSITOS.
Bio de Janeiro rua da Alfandega n. 89.
Na rua da Cadeia do Recife n. 45, esquina
rua da Madre de Dos, vendem-se borzeguins de Babia GermaD0 &"c.~rut"jon.' 2.
bezerro para hornera por 8g o par, sapatos rasos
por 3, 4 e 5, e borzeguios para senhora e meni-
nas por pregos muito corar/iodos.
Potassa nacional.
Na rua do Vigarion. 9, primeiro andar, vende
1 se muito superior polassa, chegada ha poucos
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum,! das do Rio de Janeiro, em barril de 4 arrobas, e
\j>, rua di Cruz n 22. ] a preco muilo commodo.
r *n v> ^^ ^* \^r ni ' VS? x^ c>" x> x& vr t> '
Araruta verda-[
deira. f
l) Na rua da Cadeia do Reci'e n. 1. @
@@8@@@@@@ @@@@
Candieiros econmicos.
Grande sorlimenlo de candieiros econmicos
chegados ltimamente ao deposito da rua Nova,
aonde se acham lodos os preparos par3 os mes-
mos candieiros, assim como grande porco de
gaz hedrogenio que se aflanga aos compradores
nunca haver falta neste deposito de candieiros, e
ludo por prego muito commodo, que por cerlo
est justificado ser grande economa: na rua No-
ra n. 20, loja do Yianna.
Loja de marmore,
Novo sortimento
de camisas inglezas na loja
de Goes & Basto.
O novo sortimento das acostmadas
camisas inglezas, peko de linho e pre-
gas largas, sao mais finas e de melhores
gostos a 58f a duzia, e barato.
Vende-se compendio de philosophia pelo
padre mcslre Fr. Francisco de Monte Alverne do.
Rio de Janeiro, a 5$ cm brochura : na rua do Ca-.
bug, loja do joias n. 2 A, e na rua estreiia do
Rosario, typographiacommercial n. 12.
bar 11 tos
Sodr & C, tendo grande sortimento de cha-
rutos, e desejando acabar com os mesmo, avisa
aos seus freguezes e ao publico em geral, que
esl torrando por lodo e qualquer preco.
j Recebeu-se novo sortimento de boni- 3i
tV (os vestidos de phantasia na tl>
| Loja de marmore.
Vende-so um carro de carregar gneros,!
com boi ou sem elle : na rua do Vigario n. 6.
Vende-se um cavallo mellado manso, e bom
de sella e tambem um cavallinho pequeo, russo '
para menino, bom baixeiro e galopeador: a tratar;
na rua do Cotovcllo padaria do Leo do Norle.
Novo rap do
Para.
Vende-se novo rap do Para, dito grosso, dito |
meio grosso, dito fino, dito Meiron, dito Paulo
Cordeiro, dilo Lisboa, dilo francez, dito Rorha ;
na mesma loja vendem-se franjas para cortina-
dos muilo finas, franjas de seda de lodas as co-
res, capachos para bi-ira de portas, e muitas
miudezas em conta : na rua larga do Ro-
sario, passando a botica do Sr. Rento Correa, a
segunda loja n. 88.
! zas) a l;80(l, algodao eufeslado largo a Culi r<. a
' vara, chales do merino estampados a 2c500,
meias para meninos e meninas, chita fin? de ra-
I niagem para coberta a 80 o covado, baldea a
5 de superior qualidade, cobertores de la a .')
Vendem-se canoas de nmarello de 1 pan i
muilo perfeitas, de 28 a 50 palmos, por prego
commodo : na rua do Vigario n. 5.
Loja das 0 portas
EM
vente i\o LAvraincnlo.
Roupa feita barata,
r.iloiols saceos de casemira escura a \t. ditos
de alpaca preta a i, ditos de brim pardo a 3,
camisas branca, o de cores a 2jjt, ditas de fuslo
finas a 22500, paletols de panno lino, dilos )< ca-
seroira de cores, calcas de casemira preta e do
cores, colletes de velludo e de seda, un compte-
| lo sorlimenlo de roupa feita, que vende-sc por
ludo preco.
Loja das seis portas. em
frente do Livranieolo.
Covado a 200 rs.
Chitas francezas largas de booilos gostos a 2(0
' rs. o cOT.do, ilitas eslreilas padiocs a imitocao
de liazinhas a ICO rs. o covado, cassas de salpl-
cos bramos e decores a 210 o covado, meias pa-
ra meninas e meninos a 210 o par, chales de
merino eslampados com liana a 2. lencos bran-
cos rom barra de cores a 120 rs.dilos com bi.o a
200 rs. A loja esl aberta at as9 horas da rute.
Escravos fgidos.
Anda fugido o escravo crioulo de mime An-
tonio, que reprsenla ter de id.de de 30 a 40 no-
nos, estatura regular, equainlo amia bula o p
para fra : esle preto foi escravo do Sr. Francis-
co Pereira Lemos : quem o pegar queira le va-lo
C3sa n. 15, defronle da igreja do Corpo Sanio,
que sei bem recompensado.
Fugio no dia 19 de junho prximo panado,
do engenho Bom Successo do termo de Sui-
nliaem, o escravo Daniel, preto fula, crioulo, oo
idade 20 anuos, pouco mais ou menos, alto, .'ec-
co, bem espigado, cabeca pequea, feicdes regu-
lares, bem feito de corpo, ps e mos sei ras e
bem feilas. Este escravo procurou ao Sr. P. V.
Bulelrou, rendeiro do engenho S. Joao do Calo,
para o comprar, e nao querendo o dono vnde-
lo, mandou bscalo, e na chegada dos portado-
res, c escravo desappareceu : julga-se que an-
dar o dilo escravo ras visioh.DCM da villa do
Cabo, ou do mesmo engenho S. Joo, ou do en-
genho Barbalho, onde tem muilos con herid os,
pois que frequenlava esses logares quando fui r.o
Sr. Jos Xavier da Roi-ha Wanderley, boje mo-
rador no engenho Serrara : Pede-so as autori-
dades de polk'ia do termo do Cabo a captura des-
te escravo, e aos capites de campo ou qualquer
pessoa que oconheca, de pega-lo c levar a-, en-
genho Serrinha de Serinhaeni a seu senhor Fran-
cisco Manoel Wanderley Lins, ou nesta riduiie
eo Sr. Manoel Abes Ferreira, na rua da Moeda
n. 3, segundo andar.
Ainda continua a estar fugido o escravo de
nome Cesario, idade de 20 e tantos annos, pouco
mais ou menos, eslaiura mediana e retorcido,
bons denles e lio dos, cabra escuro, quasi ne-
gro, barba na pon'a do queixo, olbos avern.e-
Ihados, pomas um pouco arqueadas, filho de
Sobral (Ceara) para onde suppe-se ler seguido ;
portanto, roga-se aos capites decampo, au-
toridades policiaes e qualquer pessoa que o poos
apprehender, levem-o sua senhora, no ces do
Ramos, sobrado encarnado da esquina, que s< rao
generosamente gratificados ; assim como igual-
mente se protesta, como a lei determina, con-
tra quem o tiver acoutado emsua casa.
ILEGVEL
T?


(3)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FKIBA 31 DE AGOSTO DE 1860.
Variedades.
NOVO BANCO RUSSO.
A Russia contina o seu desenvolviniento in-
dustrial e financciro.
Um ii k.iso especial do imperador da Russia
mlorisou a fundaco d'uma sociedade geral de
banco e de coramercio ero S Peiersburgo. A so-
ciedade ter um capital de 12,5CO:000 rublos de
prata, capital que poder elevnr-se 5 50 milhoes
de rublos do prata. A sua durago de 50 an-
uos, e durante os dez primeiros, pelo menos,
nao se peder autorisar a fuudaro de nenhuma
outra somelhanto.
A concessio fui oulorgada aos Srs. baro de
V,\ r e barrio Mulheus, que a cederam socie-
drd actual.
A maior parte das pracas europeas contribui-
rn) para a formago do primeiro conselho de
administrago, que se compe dos dous cessio-
narios directos supraditos e dos Srs. Jorge Bran-
01. W. Blescy. M. K. Muller, c Nicols Plcs-
James JIutchison, Alexandre Muller e Malhuen
ll/.iclli, de Londres; Ernesto Andr, do Pars;
F. do Schey, de Vicnna ; e Julio Matbuen, do
Bruzellai,
O fnn principal dnste banco propagar o com-
mercio e dolar o paiz de mclhoramenlos mate-
mos para o que llic serao conferidas ranta-
gi'ns importantes, entre as quaes nao das me-
Dres o privilegio que gozaram as suas acces
do soieni admiltidas as caixas de depositosco-
nio nangas, do niesmo modo que o papel do es-
tado.
NOVO SYSTEVIA DE TELEGRAPHOS.
J nao basta o lelegrapho elctrico para a ra-
pidez das communicages : trata-se do estabele-
cimento d'uma rede subterrnea de tubos pneu-
mticos, por meio dos quaes se podero trans-
ntiUir cartas, impressos, livros e at pacotes de
fazendes d'um volume consideravel, com urna
regularidade e urna rapidez deseonhecidas alo
agora.
poes envenenados com acido prussico. Nu mo-
mento em que a baleia espelada, o veneno in-
jecla-se na ferida feita pelo farpo. Um navio
munido desto lerrivel meio do deslruico encon-
trou urna magnifica baleia. O farpo (oi-lbo lo-
go atirado e penelrou-lho profundamente no
corpo. A baleia mergulhou logo perpendicular
mente, e no fim d'alguns momentos a corda do
farpo affrouiou e a baleia appareccu superfi-
cie completamente morta. Os marinheiros Oea-
ram de. tal modo espantados do lerrivel effeilo
do firpo envenenado, que recusirara tornar a
fazer uso delle.
PHF.NOMENO.
Escrevera de Quisuper, cora data de 23 do
mez passado:
< Passou-se honlem, das tres e meia para as
quatro horas da larde, um facto eslranho (ao
menos nesta poca do onno) nos arredores de
Rosporden, entre Quimperl e Quisuper. Cahio
nev por o esoaco de tres ou quatro minutos em
bstanlo abundancia para cobrir urna parte do
ligidillo da diligencia das Messagerias impe-
riaes. Achava-rae nesta carruagem com mais
dez viajantes, e andamos perto d'um kilmetro,
sem a nev ter cibido. Durante urna hora fez
um tal fri, que lodos os viajantes se agasalha-
ram o melhor que poderam, e o cocheiro sopra-
va'muitas vezes nos dedos.
Toda a gente Ikou sorprendida com este
phenomeno, que se produzio n'uma distancia de
500 a 600 metros pouco mais ou menos.
DAMASCO.
Damasco,' capital do pachalato da Syria, lo
tri sintenle celebre boje, lera prximamente 3
kilmetros de extensao
E rodeada por um muro fortificado, em rauito
mo eslado, do lempo de Selim I, conslruido so-
bre as antigs muralhas levantadas om 650 pelos
rabes.
Tera 60 mesquilas : a principal, que se fecha
nos momentos de perigo, como signal de alarma,
a aniiga egreja dedicada a S. Joo Baptista.
Damasco o ponto do reunio de 10 a 50 mil
debauo da azs, nao quit mais tomar a beber ncm
comer.
Vendo isto, a menina tratou de procurar oulro
canario; nodia seguate deu-lhe oulro corapa-
nheiro, e por um instante se acreditou na efnea-
cia do remedio, cois ouvindo csrosgar o recero-
chegado ao p6 delle, o pobre prisioneiro levanta
a cabera, muda logo de proceder e fez ouvir um
alegre canto ; mas a illuso dura pouco ; v
dentro em pouco que nao aquelle que lamenta,
e como a turbulencia do substituto o importuna,
loma a meltcr-se ao canlo, retomando a suapo-
sico primitiva, e no da seguinte eslava moito
O nnmal rvrm cnnnn nnn m*^U;. Al.'.~ u ...
menanos, leudo gasto as auas raunlces, e ven-
do-se perseguidos de mais perto pelos Indios,
sempre abrigados, dispersaram-se por varias
partes. Os seus inimigos monlaram immediata-
mente cavallo, e perseguirn)-os n'um raio
de 30 milhas, sem Jarem quarlcl aos que encon-
travam.
Dois dias dopois alguns restos da tropa ame-
ricana chegaram cidade de Virginia. Forara
38 os que so poderam salvar sem feridas, e 3
;,ao primitiva, e no da seguinte eslava modo. ? c """ c "
O animal nao seno urna machina, dizia Des- e,,lr'iram cidade era doploravel eslado. De
...rtes, e s o homem capaz de senlimento outros 6i, 21 tinha silo morios durante a aeco.
Descartes vera muitos homens lamentar assim e ignorava-s al s ultimas noticias o que tinha
un miara ? ...... e ._ ^
um amigo ?
[Commercio do Porto.J
COLONIA FRANCEZA EM TENNESSEA.
O principio em que se funda esse sy.Uoms 6 peregrinos, que alli acodera de todos o portos
anliquissimo, pois reduz-se bem conheeida al-, da Europa o Azia otloraana, para irem cm cara-
ira'gao do vacuo, e al j ha muito se fallou da vana Mecca.
gua applicaco locomoco e ao movimento mer-
cantil.
Cotntudo nada se fez praticamente ; mas ha
piucos anuos esta parte, a principal compa-
nliia lelographica de Londres fe/, um ensaio em
ponto pequeo, pondo em communicaco varias
das suas estacos contraes por moio desles tubos
pneumticos, e transmitlindo por elles os despa-
chos d'uma eslago para outra
Os resultados turan) to favoraveis o lo eco-
nmicos, que se rcsolvcu estender o systema, e
acaba de consliluir-se urna sociedade" com um
capital de 250,000 libras, e cuja frente se
vlhiin homens da maior importancia, a qual j
obieve a saneco, para collocar os tubos por toda
As caravanas acampamn'um sitio ste da ci
dade, quo dista uns 500 metros do cemiterio chris-
lo. Perlo dosle sitio estao as ruinas de ura san-
tuario construido em memoria da converso de
S. Paulo.
Na cida de ha 700 officinas de tecidos chamados
Damascos ; 200 de lencos de assoar, e objectos
de fantasa, 98 de passamanerias. 70eslamparias.
185 linlurarias, 72 oflicinas de selleiros e arnezes,
78 fabricas de labaco, c 43 fabricas de cachimbos.
A populago de Damasco, segundo as mais mo-
dernas estadsticas c de 180,000 almas, sendo 130
mil Musulmanos, 30.000 Christos regos ou La-
tinos, 201,000 Judeus.
Os Gregos scismatoos leem una egreja parti-
a cidade de Londres. Se o cuto corresponde s cular ; os Gregos calholicos nao a lem. Curoprem
esperanzas, csicndcr-se-ha o systema por to-
da a Inglaterra, e al se falla di possibili-
l.ij" de eslabeleccr tubos submarinos, e pr-se
por este meio em communicaco cora o conti-
nenle.
com os seus deveres religiosos nos tros mosteiros
latinos, que sao : e mosteiro do rei Santo, o dos
(zaristas, successores dos missionarios jesuilas e
dos capuchinhos.
Os Armenios e Syrios lem santuario particu-
lares.
Os Judeus lem tres synagogas.
NECROLOGIO.
Morreo Mr. Horace Say, lilho do Ilustre eco-
nomista Joao Baptista Say, e urna das notabi- EQUIVOCO.
hilados mais honrosas do commercio de Pa- Frcderico da Prussia vio um dia em Brande-
11S- i bourg urna joven de scisps d'allura, o tendosa-
Mr. H. Say, quo oi por muilo lempo jutz no ; bido que era solieira e filha do um pobre sapa-
trtbuaal do commercio de Sena, foi um dos fun- ; teiro, escroveu urna carta ao coronel do regimen-
dadores do jornal Le Suele. Sequo cora honra : lo real de granadeiros de Berln, mandando que
as pisadas de sen pai, e fez-se conhecer por nu- j lizesso casar immedialamenle com a portadora o
morosos e excellenles trabalhosde economa po- | mais alto dos soldados daquelle corpo.
linca, e pelos piedosos e intelligenies cuidados
quededicoui publica^ao das obras que fizeram
a gloria paternal.
LM MACROBIO
Segundo o Journal d'Alencon, existe na cora-,
mua de P.erjou, canlo d'Athis, utn velho de
quasi loi annos de edade ; chama-se Pedro Le-
bujeur; nasceu em 1757 e casou em 1778. Apo-
zar da sua muita edade, goza de todas as suas a-
culdades physicas e intellcctuaes.
Ouando Ihe filia o barbeiro, barbeia-se si
quelle corpo
O rei enlregou fechada a carta i joven, que nao
o conhecia. dizendo-lhe que a levasse Berln ; I
mas como a ella Ihe nao fazia muilo boa conla
esla jornada, encarregou de levar a caria urna
velha visinha sua, que ia partir para aquella ca-
pital.
A comnissao foi cxactamenle desempenhada. e '
o coronel, nao pouco sorprendido como contc-j
do da caria, deu cumprimento ao que nella se
dispunha, casando a velha com o mais galhardo !
dos seus granadeiros.
Nao se aclarou o myslerio al ida do rei, q
cez chamado Lenoir, o qual pelo que todos dizera,
era ura homem de muita inlelligencia.
Lenoir comprou urna fazenda, e, pela sua acti-
vidade junta a urna grande industria, enriqueceu
tanto que deixou por sua morto urna proprieda-
de de 3,000 geiras de Ierra.
Tinha creado naquella extensa propredade urna
fabrica de fiar que, para o paiz, eslava na maior
escala.
Foi um hornera muitosystematico.e que antes
de morrer leve o cuidado de estabelecor todos os
filhos, cujo numero nao era pequeo. Tresdelles
licaram na casa paloma, e conlinoam as mes-
mas oceupacoes.
Todas as noiles, o bora velho fazia com os fi-
mos urna especie de conselho para combinaren)
sobre o irabalho do dia seguinte.
Depois, os filhos espalhavam-se pelas cabanas
| dos negros, aos quaes davam instruecos ; e, ao
romper do dia, cada homem poda empregar-se
aoseu Irabalho sem novas ordens.
Quera me deu estas inforniacdcs foi ura velho
cultivador de Teunessea, que antigamenle tinha
j por costume passar a noile em casa de Lenoir;
; quando ia de Knoxville para Chatlanooga. o que
fazia cinco ou seis vezes por anno ; e nunca ou-
vio ao dono da casa, nem a algum de seus lhos,
a menor reprehenso dada a um preso.
Havia, naquella casa, o systema de nunca se
castigar um escravo, porque Lenoir prefera ver-
de-Ios e comprar oulros, quando elles so torna-
vam desobedientes.
Do niesmo modo, os seus prelos, sabendo o
que Ihes aconieceria, e pozar disso aatisfeiloa
cora to bora senhor, tinhara-lhe a mais exem-
plar obediencia.
O velho colono deixou, quando morreu, o me-
lhor bando de escravos que havia era toda a Ten-
nessea. >
A viagem de New-York a Lenoir faz-so hoje
em iiuarenta horas, partindo rio comboyo datar-
de, que passa durante a noite por Phladelphia,
Baltimorc e Washington e tomando em Alexan-
dre o caminho de ferro de Linchburgo, d'onde se
sahe s seis horas da tarde para alravessar du-
ranlo a segunda noite o Bine Hidje ou monla-
nhas das Alleghanias.
De manha, muilo cedo, chega-se Brstrol, e
loma-se o comboyo que vai Chatlanooga, pas-
sando por Knoxville e Lenoir.
GRANDE MORTALIDADF. DE CALIFORNIANOS
PELOS INDIOS.
so a contar a seus filhos e netos os aconteci-
nionlosquc se teem dado desde os ltimos an-
uos de Luiz XV, no lempo da queda do im-
perio.
TELEGRAPH0 ENTRE A*EUROPA E A AME-
RICA.
Para se determinar se sera mais conveniente
OStabelecer entre a Europa e a America o lele-
grapho elctrico, cruzando a Asia, fizeram-se es-
luoscomo fi'c de averiguar ao mesmo lem-
po se era preerivel a tuina que atravessasse a
ti" 'iuc icliiua o seguinie n'um jornal eslran-
geiro :
Os estudos do lelagrapho da Asia estao pr-
ximos a terminar e em breve se construir a li-
ana que, unindo o velho e o novo mundo, toque
nos maiores ceiros de produccao, popula^o e
commercio que existen). Somete na Asia ser-
vir (.ara communicar entre si os interesses agr-
colaso industriaes de 700 milhes de homens,
isto as duas tercas parles da especie humana
em quanto que a lnha da Siberia, atravessando
pMzos fros e despovoados, sem produccao, se-
parados da China por desertos immensos, nao
servira senao para qualro ou cinco milhoes
do habitantes, melade dos quaes sao selva-
gens.
NOVO MEIO DE PESCAR A BALEIA.
Diz o Globe que Mrs W. e G. Rsoung Young,
OO I.oith, enviaram alguns dos seus navios em-
pregados na peso da baleia, na Groelandia, far-
A pobre velha responiou-lhe que nao tinha
querido de modo algum divertir-se, e que eslava
certa de quo seu maridse nao queixaria della.
supplicando ao mosmo tempo a S. M. que dignas
se aceilar-lhe os agradocmoulos que Ihe dava,
por ler-lhe proporcionado lo bora casamento.
FOILHETIM
i-tsm^.'m:
POK
PAULO DE ROCK.
XXXV
AFFEIQAO ENTRE OS ANIMAES.
Todo o ser suscopiivcl du alTeico, de odio e de
reminiscencia possue urna alma.disseum philo-
sopho contemporneo ; por conseguinte lodo o
animal lom nina .ilma o ni.1i m liiv iv.ia ^l-
Sera que ousemos pronunclarmo-nos em to
grave materia, vamos simplesraeole contar um
facto, que prova ao menos at onde pode chegar
a affoc.o em certos animaos que se julgam ge-
ralmonle pouco susceptiveis della.
Em casa de um gravador de Pars, viviam na
mesma gaiola um canario e um pintasilgo, e ape-
zar da sua differenca de origem os lindos capti-
vos viviam na melhor harmona, cantando e sal-
lando cada qual melhor ; era urna msica con-
tinua.
Ora, ha alguns dias, quando a filha do grava-
dor Ihes deilava de comer, o canario escapa-se e
poz-so salvo.
O pintasilgo quiz fazer o mesmo, mas impedi-
ram-lhe a passagem, e do fundo da sua priso
que elle responde aos alegres reclamos que de
urna arvore visinha Ihe dirigo o seu camarada
evadi.
Desdo essa occasio o pintasilgo deixou decan-
tar. Mellido a U7i canlo o com a cabeca occulla
outros estabelecimentos das minas de Washoe
acontecido aos 43 ltimos. O raineiros apres-
saram-se a mandar carros bem escollados para
.........----------..... recolher os feridos, reunir os fugitivos, e enter-
Depois de ler fallado por muitas vezes dos esta- rar os morios; porem at agora ignora-se o re-
Leiec.raenlos francezes em Tennessea. julgamos sultau0 d.eslj exnPdico
dever traduzr a seguale passagem.de urna cor- -, e'" no, exP00lar
rc3pondencia publicada por um dos nossos colle- lre os 2I voluntarios que falleceram antes
gas de New-York. da tropa ler debandado, estavara o major Orms-
.... De Knoxville a Chatlanooga vi algumas das by, o doutor Jacx, Cirios Deraus Kuezorw'Uh
mais bem cultivadas herdades de Tennessea Mos- Uenrinue Meroii, a;ciini ,i.j i. n
irarn-se em boa condico ; vS-se que os seus oro- "en."T,e Mere ". lislncto advogado da Cali-
prietarios se entregara cultura das arvoresfrue lorQla- Andrew Schealld, e John Garrabo.
tiferas, e ha perto de Knoxville, muitas e gran- Depois -d* providas as primeiras necesidades
des vinhas que sao propriedade dos Francezes do momento, os habitantes do valle de Caron
que emigraram para Tennessea, e compraran) ,, nnniam i,i,.. '
trras o mais perto possivel uns dos outros. q ponsavam tanlo na sua seguranca como em
A' vinte milhas de Knoxville passamos por T,"Sar os seus compatriotas, orginisarara novas
Lenoir, cuja localidade foi roteada por um Fran- companhias, c o coraraandanle das forjas regu-
lares enviou em sou auxilio 26J homens, com
grande quanlidade de armas e de provisoes. Os
500 ou 600 homens que actualmenlo se acharo
em carapanha soro sufficienles para reprimir
esla nova sublevaco dos selvagens ? Nao ple
duvidar-se, mesmo sem se dar crdito todos
os boatos, quo o terror lem espalh.ido em to-
dos os estabelecimentos leste da Sierra Ne-
vada.
Parece, na verdade. que todas as tribus disper-
sas entre o rio de Walkor ao sul, e o de Hura-
boldi ao norte, forara feitas para a guerra, e
por isso levantaran) j perto de 2:000 guerreiros.
Estes inimigos, que a visiohanca dos Morraoes
lorna mais lerriveis, estendera-so ao norto das
estradas do estafeta o da mala do lago Sal al
ao Oregon, e lodos os esforgos dos brancos de-
vem ser actualmente para impedir que os cor-
pos-vermelhos.interceptera as communicaces.
Pelas noticias que nos cliegam de Santa F,
do Novo-Mexico e de Pike's Peak.os kiowas,
os cemonches, os apichus, os cheyennas e os
arapihoes tomaram parte n'osta sublevaco ; e
arueacam os comboyos sobre as margeos do Ar-
kansas e do Pawnee Fork, e al a propria ci-
dade do Donver. Os habitantes d'esla cidade
estao debaixo de armas, e acabam de approvar
urna resoluco que conderana cincoeula acou-
jes e expulso lodo e qualquer branco conven-
cido de ler vencido aos Indios armas, municoes
ou bebidas espirituosas.
Esta resoluto til para defeza commum,
mas, passado o perigo, talvcz fosse ainda melhor
proteger os corpos-vernielhos contra 03 brulaes
ataques dos brancos, que acabam por exasperar
os selvagens e por fazer cahir sobre inoffensivos
emigrados a vingancad'esles filhos do deserto.
Ura dos ultim os correios chegados de S. Jos
S. Francisco tinha trazido a noticia da grande
mortalidade, feita pelos Indios, de muitos Ame-
ricanos, que so tinhara domorado durante a noi-
le na eslaco de Miller, sobre o rio de Carsou, a
trinta milhas dos estabelecimentos do valle d'esle mais imperfeito que ainda soja, obriga-nos di-
AFRICA CENTRAL.
Na fevue Algrienne el Coloniale, eneonlra-sa
o seguinte artigo quo este jornal publica pro-
posito das relaces commercaes, que a Pranca
pretende estabelecer com a frica central.
Al hoje tem-se sempre indicado Tombouctou
como a melropole do SolJo, e o ponto objectivo
das nossas relajoes commercaes com a frica
central.
O estalo actual dos nossos conhecimentos, por
norae. Soube-so depois, por um segundo cor- minur a importancia que se d i esta cidade,
reio, a lerrivel sorto dos voluntarios que pegaran) que se tornou lo celebre pelas narracoes de Leo
era armas para vingar as victimas dos selva- o Africano.
8 cerlo que na su poca eslava ella florescen-
Immediatamente depois da recepeo das pri- te, e podia passar pela capital do paiz dos ne-
meiras noticias foruiarara-se companhias na c- gros. Mas, hoje, dianto da marcha invasors dos
dado de Virginia, em Gold-Hill, bem como em Musulmanos de Mar reos-, o elemento preto tem-
se voltado para lesle, e actualmente o Haoussa
------------------------------------------------------ ----------------1 ** *v i^wiw i\a\\j, ULiu itiii'.-iiu; w i t-i 11 \t .-.> i t
as quaes por diferentes caminhos se approxima- n s Je daquella aclividado industrial e commer-
oandos, formTndoum^' rfT|d0 eSlea pequcnos cial que Leo o Africano vio ha 4 seculos, em
niram-se aebaixo a8^omWanj^fWWn?WWr-UtttMtOmmh a... ^.,. .,; .........._.
.4 Sra. dt Sania Anglica e sua mai.
...ntinuago.)
Chegou o dia da entrevista, e rauito anles da
hora de sahir eslava a moca prompla ; ser ne-
cessario dizei q'ie veslio-so com mais esmero ?
E' lo natural dosojarmos agradar quem ama-
mos Dosconfiai da ternura da vossa amante,
q'iando ella nao tiver mais esse cuidado com-
TOSCO.
Emfim, chegou o momento, Cerisolle dirigio-se
aos Campos Elysios, dizendo comsigo :
O que taco nao pode ser considerado como
urna falla. Esse moco honrado, provou-me que
Bae julgava digna de sua estima e de seu amor.
1 "ira mo da miuha parle recusar-lhe essa entre-
vista que liga lano prego ; mas o que resul-
tar, oieu Deus ?
l.oon Dalbonne j eslava ha muilo lempo pas-
seiando na allea em que j livera urna conversa
com Cerisetle. Avistando a moca, pinlou-se-lhe
nos olhos urna c.xpresso de felicidade, correu ao
encontr della c apresenlou-lhe a mo.
Permilte que nperle a sua mo ? Entre ami-
gos o costume, c ouso crerque nao somos ini-
migos.
Em resposla, cstendeu-lheCerisette a mo Ire-
mula, que elle sperlou com prazer. Urna emo-
co cheia de encantos apossou-se enlo desses
dous coragOes ; as sensacoes causadas pelo amor
toem a promptidao da electricidade; communi-
cam-se em um instante todo o nosso ser.
Os dous mancebos Otarara algum tempo assim
som fallar, mas apertando-se as mos ; eram to
elizes que al recciavam quebrar o silencio.
A approximaco de alguns passeiadores fez
com que ambos lornassem si. Len disse en -
to x Cerisetle :
Nao quero prapor-lhe para enlrarmos n'um
dosles cafs, porque nao seria conveniente ; mas
quer sentar-se n'aqucllas cadoiras que ficam ali
ao p d'aquclla arvore "? Poderemos conversar
vonlade, sem attrahirmos a altengo de niuguem.
Vamos.
E Cerisetle deixou-se levar; senlou-se e Len
senlou-sc lambem ao lado. Scntiam-se ambos
to contentes de estarcm ali juntos, que seus ros-
tos radiavam de felicidade ; e a moga s abaixou
i*) Vide o Diario a. 201. "
os olhos depois de lor dado lempo ao mancebo
de confundi-los com os seus.
Nao preciso dizer-lhe quanto a amo, balbu-
ciou emlim Len. OToroci-ihe a minha mo, a
muiha fortuna ; se tivesse mais olTerecor-lhe,
po-lo-hia inmediatamente seus ps. Parecen- ;
me que esse amor nao Ihe dosagradava. Voe
mesmo na nossa primeira culrevistaideixou-mc
perceber.
E' verdade, e sou muilo franca aara occul-
tar o meu pensamento vece, sentPtrrgulho e
alegra por causa dos seus scnlimenlos para
commigo.
Eiilo nao me odias?
J Ihe dsse que o odiava? Oh I bem ve. o
contrario. Se cu o odiasse, estara aqu neste
momento ?
Agatha I queridaAgalha I exclamou o man-!
cebo pegando na mo da moga, dar-se-ha caso
que me ame? Mas enlo para que recusa fazer a !
minha felicidade ? Para que nao acceila o meu
nomo, o titulo de rrulher? Ser seu to que sel
oppoe_ esse casamento? Teria j prometlido '
sua mo oulro ? Mas todos esses obstculos po-;
dem vencer-se.
Nao, Sr. Loon, nao. meu lio ... flcaria
lo contente vendo-me feliz ... elle quer-me '
tanto bem .. Prometter minha mo oulro !
potm. lembrese da resposla que eu Ihe dei,
porque fui eu quem dilou a caria .. eu Ihe man-
dei dizer que, nao podendo ser sua esposa, nao
seria de ninguem.
Ento nao comprehendo a sua recusa
NSo Ihe sou indifferenlc c repelle ura offereci-
mento honroso ?
Essa uno impossivcl, senhnr, muito
desproporcionada .. Esposar urna pobre moga
como eu .. O senhor rico, est acoslumado
grande sociedade ... Eu I ah I que diuereiioa I
Mais tarde viria sentir ler-me feto tanta hon-
ra .. arrepender-se-hia da sua escolha 1
Sao rssas na realiade as razos da sua re-
cusa ? Oh 1 enlo posso fcilmente triumphar
dellas. Sou filho de um magistrado respeitavel,
maderaoisclle, mas meu pai foi sem pro o susten-
tculo do pobre, e o apoio do fraco, o inimigo
dos preconceitos ; repeUo-me cem vezes que a
virtude devia lomar o pasto nobrezi; que a
honra e a probdade cram o que se devia consi-
derar anles de ludo. Desprczava o tolo que se
enriquecer ; fulminava o ocioso, ainda que esti-
vesse oceulto sob os ttulos e os brases. Que
melhor uso posso cu fazer da sua riqueza do que
enriquecer urna moca honesta, sobrinha de um
bravo militar? Porque o nome de Sabrelache
honroso. Bem ve que a nos*a unio nao seria
desproporcionada .... Mas o que lem .... est
cmpallidecendo.
Nao nada, Senho.
Soffre por forca...
Senhor.soffro muito, soffrerci sempre agora.
O que acabo de dizer nao pode t-la offen-
dido. Bem v que nao ha obstculos serios a
nossa unio. Diz que nao est acoslumada ao
grande mundo? Certifico-Ihe que bastar pouco
lempo para que brlhe, para o encanto delle; seu
rosto, as suas gragas agradaro em toda a parte,
ah permitta-Bie esperar que a sua recusa nao
niram-se aeDaixo0ao%te'm>ar!J'r\,ho1iljrj?n,'\,irif1a=
by, chefe de grande bravura, sera duvida, mas
que nao tinha certa prudencia que indispen-
savel na guerra contra os Indios.
Com effeilo, 12 de raaio, depois do meio dia,
o pequeo esquadro de cavallaria, internndo-
se, sem se fazer proceder de baledorcs, n"um des-
filaduiro cstreito, foi repentinamente atacado por
uns 500- Indios, que estavam escondidos nos ro-
chedos e as matas, muito bem prvidos de ar-
mas defogo, e que tinham de reserva perlo de
1:500 cavallos, era tapadas pouco distantes
Os selvagens romperam sobre os desgranados
voluntarios ura fogo lerrivel, que laucou por Ier-
ra um grande numero, e ao quil era diUicil res-
ponder. Esla lula desigual durou 2 horas; os a-
rrevogavel, que nao me condemuar urna infe-
licidade eterna.
Nao, Senhor, por essa razo que nao sere
sua miilher.
Nao posso coroprehendersji-a palavras, ha
nellas um myslerio. Mas ao menos confie-rae,
madomoiselle, dig-me o que a obriga repellir o
meu amor.
Nao lenho forcas para sso, Senhor; conhogo
Vfsl'sTeraunhos dos dous nicos europeos que
estiveram em Tombouctou, Renato Caill;e Barlh,
sao concludenles este respeito.
L-se cm Hualo Caill (tomo i.0, pag. 312,
edico do 1830, em 3 volumes.)
A 23 de abril, fui dar um passcio pela cidade
de Tombouctou, afim de a examinar. Nao a achej
to grande, era tao povoada como eu esperava ;
o seu comraercio rauito monos consideravel do
que se diz: (pag. 312), aquella cidade mystcro-
sa, que de lia-seculos- oceupava os sabios^ e a
rrspeilo de cuja populago so tomaram ideas
lo exagoradas, assim como da sua civlisaco e
do seu coramercio com o Soldao, est situada
D'uma rameas' planicie do aris branca e-mo-
vente. Tombouctou ter quando muilo-10 ou
sezes lem uns nomes que nao3e pdem decorar!..
Sinlo que alie nolenha vindo fallar minha fi-
lha no seu- irage nacional. Adoro o traje naeional
dos Escossezes, muilo chic. Ento, vamos, l,
dcsimpatainos ou dous pornm?
Accoilu, com a condigo de que o jockey
marcar os pontos.
Sao Jos? Pois que vendo. Onde est elle?
""......."* ; "." Aposlolos-que foi jogar a. pela com a monina. Que
bem que devera faz lo, porque, se eu f.llasse, o dea lem.minha filha de tomar um jockey que me
seu amor so desvanecera no mosmo instante. d pelos-calcanhares? Costo mais dos catadores.
Diz que cessaria de ama-la; oh nunca!... Di-
ga o que dlsser, desafio-a a que faca roudarem os
mcussonlimontos.
ao menos veem-se do longe. Ola-, Sao Jos!
Urna moga muito e!cgant6 e cujo. modo de an-
dar larobrara cerlo passo de caclmcha, saho en-
0, j j u<" *" ceno passo oe caciMicna, saino en-
Senhor, por piedade, nao inslemais... Se o lo da casa de um botequineiro que havia oou-
igir, fallare e entao sena bem infeliz. o ,ii.i.nn. a ,i.ni. A A.._.:J. !.p
exigir, fallare e ento seria bem infeliz.
Cerisetle oceultou por ura instante o roslo nis
mcs. Len, assustadocom aquella dcr. nao se
atreven a renovar as suas instancias, e ambos fi-
caram calados. Mas d'ahi a pouco chegou aos
seus ouvidos um ruido de vozes
O lugar em que os dous mancebos estavam
sentados ficava pouco distante de um caminho
que corta va opasseio, nesse caminho eslava pa-
rada urna equipasen). Era um caleche elegante
puxado por dous. cavallos. fogosos de brilhanles
arnezes. Nesse caleche, no assenlo do fundo, es-
lava sentada urna velha de vestido de damasco cor
de rosa desroaiada, de babados de renda, leudo
aos hombros um crep da China e dous ou lies
lencos do seda em torno do pescoco ; na eabeca,
um chapeo carregado de plumas e" lagos do filas;
1 debaixo do chapeo flores e canudos' ingl-za.
; Tudo isso Tormava um todo grottesco e OUie nao
| doixava de provocar o riso a quem quor que olha-
va para a cara da pessoa que Irizia lauta cousa
em cima de si.
Em frente dessa muma eslava sentado um su-
jeito gordo, do libr cor de laranja, coai largos ga-
les de prata e que pola cabotleira empolvillad
e chapeo de tres bicos reconhecia-se immediala-
menle pelo cocheiro.
' A velha c o cocheiro jogavam asearlas no ca-
leche, mas provavelmenie tinha qiviilo contesta-
I ci entre elles porque suas vozes fallando ao
mesmo lempo levaram vsinhanca as palavras
soguintes.
Sao Thom, digo-te eu que ganhei; jogo
vinle e um, vinte dous, vinte o tres, viole qualro,
ganhei, a minha eonta
Qual historias l a la conta nao tenhas se-
tenta e seis I
Nao querem ver o massanle. A prova
que estao marcados, aqu esl a marca! O que
di/es isto, Sao Thom? Este bicho incrdulo
como o seu padroeiro!
Teoho a dizer-te que tens urna raancira de
marcar em que ganhas muilo depressa.
Queros dizer que fago trapaga, sim? Havia
de ser bom I Deves-me trinla sidos.
Como? trinta sidos?
Tres partidas a dez sidos, muilo fcil de
fazer a conta? Com os diabos, esls muilo brou-
co esta manha! E' o mesmo,vou jogar mais urna
partidinha decentoe cincoenla,,. temos lempo...
Pareco que a Sra de Sania Anglica, minha fi-
lha, esl tagarellando muito cora o joven Escos-
sez o Sr. Mac,.. Mic-Mac... Djabos destes Escoa-
ca distancia, e depois de ter-sc- desdedido de um
pelitwnnilre dirigio-se para o enteche.
Vando a moca chegar-sc para o carro, o co-
cheiro desceu s snrrelras dizendo:
L vera a palra---- Fica para oulra vez a
desforra---- Deus queira que ella nao me lenla
visto !
.Minha firha j com a fortuna Agento
nao lem_lemnod conservar em liberdade !
Aproximando-se a st-ge, disse a moca :
Minha mi, para quo grila assim, muilo
mo costume Anda est jogando no meu ca-
leche. E* inaudito que nunca queiram sospear
as minhafl ordens. Sao Thom, cu Ihe tinha. pro-
hibido do entrar no meu carro.
Madama Grattemboule tanto nston comigo,
disse-me que podamos jogar depress, ooo live
animo para recusar urna partida.
Na verdade, minha mi, Vroc. d incorr-
givel. Nao quer comprehender que so o prin-
cipe visee isso, Bcarla mortificado.
E nao mortificara ao leu priacipe o ver-tc
com o Sr. Mic-Mac.
Siu silencio o joven Escossez encanta-
dor, de Ilustre raca, chefe de clan.
Chefe de clan ?
Fez-me presente desle irasco. Veja como
bonito !
A rolha de ouro ?
Deve ser Vamos, quero subir. Onde es-
l Sao Joseph para rae dar a mo ?
Nao sei ondo semetleu, cstava-o chamando
quando chegasle.
Mas preciso acha-lo, nao podemos partir
sem o jockey, na Irazera. Sao Thom procre-
me esse tratanlinho. Nao sei de que serve te-
rem-sn criados para ser-se to mal servida 1
O cocheiro parti para procurar o jockoy ; du-
rante esse lempo a nama, em vez do subir para
o caleche em que eslava sua mi, fo dar um pas-
seio por baixo das arvores, e dando com os dous
mancebos sentados, soliou um grito de sor-
preza ao ver Cerisetle, e correu a pegar-lho na
mo, dizendo : r
Nao me engao, s lu, Cerisetle. Oh 1 co-
mo ests bonita, patarra de honra Enlo nao
dizesnada ? Nao reconheces a la antiga cama-
rada de theatro, Albertina, hoje a senhora de
Sania Anglica, com carruagem, lacaios e cale-
che ? Ah como fiz bem em largar os outros
Lembras-te da minha fuga era Nemours ? E tu
pens que largastes a boa chila de Angely, aquil-
lo nao prestara para naija, Mas nao me dizes
12:000 habitantes, lodos negociantes, compre-
hendendo nesle numero os Mouros estable-
cidos.
Estas asserges to diiTerenles da opinio ge-
ral fize.-ara por em duvida a veracidade desle
viajante, que foi objecto de mil censuras, to in-
justas, que como se sabe, apressaram os seus l-
timos momentos.
O teslemunho, que o Dr. Barlh pre.sta sua
boa f, nao permilte a menor duvida tal res-
peito.
Barlh esleve ora Tombouctou era 1853, e alli
passou ura auno; eis aqui o que elle diz daquel-
la cidido. (tomo 5., pags. 18 e seguintes, edigao
ingleza, Londres, 1857) : s feigo principal, que
destingue o mercado deTombouclou do de Kino,
consiste no facto de n5o ser TomDouclou urna
cidade manufacturera, em quanto que o grande
mercado do Haoussa tem todas as condignos ne-
cessarias para ser classificado debaixo deste titu-
lo.... Os nicos productos da industria fabrica^
dos nesta cidade (Tombouctou) teem relago com
a arte de ferreiro, ou consistem n'um pequeo
numero de obras de couro.... Julgava-se n'ou-
tro lempo que Tombouctou se destnguia pela ar-
te de lecer [o que seria talrez verdaie no tempo
de Leo, que menciona as numerosas botteghe di
tessitori di bambagio. liv. 7., cap. 5.); julgava-
se que era consideravel naquella cidade a expor-
taco das camisas de cor; porm, eu j live oc-
casio de mostrar quo isso era um perf-ito erro,
porque todo o vestuario at o dos Indgenas, e
principalmente o das classes ricas, era importa-
do de Kano ou de Sansandi (cidade do oeste) pa-
gina 21. O commercio estrangeiro tam tres ca-
minhos prncipaes; o que vai pelo rio Niger ci-
ma, porque pelo rio abaixo nao ha presentemen-
te quasi nenhum commercio___e mais dous ca-
raiohos ao norle, o de Marrocos do ura lado, e o
de R'adams (pelo Toual) do outro.
A maior do todas as caravanas a de Marro-
cos, que nao se effectuou no anno em que alli
esteve o Dr. Barlh, em consecuencia de desor-
dens que houve no caminho (pagina 32). S
houve pequeas caravanas de 70 a 80 camellos.
A lnha de R'adams e do Touat frequenlada
pelo commercio de Tunis e de Trpoli; os prn-
cipaes objeclos sao o algodo tecido e o labaco
(pagina 36).
O commercio do Soldo com Tombouctou,
feito pelo iramenso circuito de R'at e do Touat,
por causa dos perigos da estrada directa (lomo
2 cap. 25, paginas 126 c seguintes): um
facto quo escapou completamente Europa, on-
de continuadamente se falla dos bellos es'ofos de
algodo fabricados naquella cidade (Tombouctou)
quando todo o vestuario bom, que alli so v, vera
de Kano ou Sansandi, e far-se-ha urna idea do
gasto d'esto artigo naquella cidade pelo immen-
so gyroque azom as mercadura* para evitar os
riscos da estrada direita de Kano Tombouctou,
que eu porcorri, porque ellas sao loso levadas
R'al e mesmo a R'adams, e d'ahi vo para Tom-
bouctou pelo Toual.
As caravanas de escravos nao partem de Tom-
bouctou, porm sim de um outro ponto mais
oeste (Araouan.)
D'islo resulta ser Tombouctou um ponto sola-
do. Esta cidade pertence mais verlente de les-
te das montanhue do Senegat, porque tira da-
quellas regoes todos os objeclos de sua primeira
necessidade (Renato Caill e Barlh). O seu com-
mercio, propiamente dito, nenhum interesse de
Algeria.
A verdadeira- melropole da parte conhecida da
frica central pareco, pelo contrario, ser Kano.
Esla cidade, collocada na mesma distancia de
Argel que Tombouctou, parece merecer este li-
lulo pela sua populaco e activ'idade coramer-
cial. Barlh chama-lhe ao raesmo lempo a Lon-
dres, o Birmingham, o Manchester africano ( lo-
mo II, capitulo-XvXXIV, pagnalo). Chama
provincia de que ella a capital o jardira da
frica central ( pagina 10 ). A papaya, a pal-
metra, a allibulai o bombax, arvore que produz
o algodo seda allirebentam com profuso. A-
valia elle em mais de 500:000 almas a popula-
" "* "''""' .iw a. .:.,<------
prenender.do n'esso numero os negociantes es-
trangeiros ( pagina 124 ). O capitn Claperlon,
em 1821 ( Viagem e descobertas pelo major Da-
nham, tomo ll, pagina 27. Pars 1826 ), ava-
liava a sua populago em 40:000 almas.
Eis o que elle diz do seu aspecto( pagua 27):
Os estrangeiros-chogam aqu em- grande nume-
ro do mediterrneo, das montauhas da La. do
Sennaar... O'souj ou mercado fornecido de
todas as provisoes e de lodos os-objectos de luxo
para uso des povoacos do interior .. Os estran-
geiros, bem como os habitantes, alli concorrora
em grande quanlidade, e nao ha-outro mais bem
regulado na frica ; e a pagina 20 : Alguns
negociantes de Ridams aqui fizeram a propos-
ta de me direm mercaderas ou numerario por
nada ? Ser porque lenho carro? Pois olba, nao
lenho orgulho por isso.
Reconhecndo Albertina naisenhora que ella
se diriga, Cerisetle teve una dr no coraco, por
que adevinhou immedialamante quaes sriam as
consoqiicnciosdesse encontr. Masera vez do pro-
curar fugir ou ser lomada por outra, Coriselte
preparou-se pira tudo, esforgou-se por oceultar
a sua emogo, respondendo :
-Perdo, minha setJiora, mas-no primeiro
momento nao pensava na senhora. E sua mi,
passa bem ?
Como as torres ds Nossa Senhora, estala
no carro. Passei-Ihe agora um foguele porque
eslava jogando com o meu cocheiro. Ah Ceri-
setle quanto estimo-ter-te entoatrado Ainda
ests no theatro ?
INo, minha senhora.
Aqu para nos, tizestesbem, nao tinhasgei-
lo para aquillo. Has parece qoe j encontraran)
o meu jockey. Adeus, Cerisetle ; vem ver-rae,
minha amiga, Anlin street n. 19, dar-le-hei jan-
lar n'uma baxella de prala verdadeira que me
deu o raeu principa ; miaba mi fica seis hoois-
mesa quando come nella. Adeus, minha amiga,
cont com a tua visita.
E Albertina de Sania Anglica apcrlou a mo a
Cerisetle, fez ura cumplimento Len Dalbonne,
o subi para o seu carro, que parti a lodo o
trole.
Em quanto Albertina fallava a Cerisetle, o man-
cebo ficra a principio admirado; mas em pouco
essa admirago lornou-se estupefaccao e depois
iie a elegante rapariga so retirou, Len Dalbon-
ne flcou raudo, immovcl e como que auniquilla-
do pelo que acabava de ouvir.
Coriselte virou-so para elle e murmuro ani-
maodovrse de roragsm :
Agora, senhor, conhece o myslerio quo ou
fazia mal em nao Ihe confiar ; agora sabe porque
recusei o honroso olTorecimenlo que me fez de
sua m8o. Sim, sim, fui actriz. Nisso nao estara o
crime Em todas as classes da sociedade pde-
se ser honrada... mas eu nao o fui. Nao, se-
nhor, aquella a quem honrara com a sua escolha
nao era digna della. O meu verdadeiro nome
Cerisetle. Nao sou sobrinha de Sibrelache : sou
urna pobre moga sem pais. Sabrelaclio- teve pie-
dade do mim, viu-me lo infeliz que tomoii-n.e
para sua essa, deu-mo o nome de sua sobrinha
e desde enlo tenho sabido por minha conducta
tornar-me digna da sua proterco. Mas tudo
isso nao pode resgatar as minhas faltas passa-
das Bom v senhor, que eu tinha razo de dizer
que nao poderia nunca ser sua mulher, oque
podindo-he sempre que me esquecesse, era um
bom conselho que Ihe dava. Bem sei que de-
vena dizer-lhe isso mais cedo ; mas nao tinha
coragem. Ah to cruel ser-se despresada
pelas pessoas por quem fomos amadas... Adeus,
Sr. Len. Adeus... par sempre; farei votos pela
sua felicidade.E agora nao caroco mais dizer-lhe
esquega-se de mira !
Ceriselle levantou-se, e depois de ler deitado
um ultimo olhar sobre Len Dalbonne, que a es-
culava sem proferir palavra, retirou-se preci-
pitadamente dos Campos Elysios,
0 mancebo, acabrunhado pelo que acabava de.
um qualquer valor, mediante urna ordem sobre
o nosso cnsul em Trpoli... Nao carecendo ab-
solutamente, recusei este ofterecimento, que por
muitav vezes me foi renovado .
Estos testemunhos to concordes, e que se po-
doriam multiplicar, sao confirmados por muitos
pretos de Algeria, que vivoram no Solde at
urna edade muito avangada para se lembrarem
d'rsto.
Elles assegurara de urna maneira mu positi-
va, que o nosso commercio coramotte um gran-
de erro, quando se dirige Tombouctou, ponto
sem importancia o sem sabida ; sao de opinio
que se deve preferir a parlo central, ierra rica o
productiva, como o altestam as populosas capi-
taes que ella encerra.
TELEGRAPHO UNIVERSAL.
O seculo em que vivemos deciddamenle a
poca das ideas gigantescas- iraaginou-ss um
lelegrapho para ligar os dois liemyspherios ; for-
mou-se al, julgamos nos, o projecto de um le-
legropho contorneando o globo ; fallava inventar
o telegrapho universal; e isso o que agora
prope Schneeberger, cncarregado da lelegraphia
da Allemanha. No ultimo numero da Illustrir-
le-Zeitung encontramos varios esclarecimentos,
relativos esse projecto, que nos parece ume
engenhosa utopia.
O telegrapho universal (ransiiiunaner, assim
o chama o autor, quer dizer atravs o mundo)
tinha por fim reunir os fios solados que se en-
contrara ou se encontraro as differenles re-
goes, grupos de estados, e diversas parles de
lodo o mundo, do sorle que a lelegraphia elc-
trica possa funecionar. Este lelegrapho seria
para os outros o que a aorta para as arterias e
para as veias ao corpo humano.
O ponto de junego das linhas telegraphicas
da Europa com as da Asia seria Saratow na Rus-
sia. De l seguira para Tflis, e outra para
Kiachta, porOrenburg c Irkoutsb. De Kiachla
parliriam fios de um lado at Pekn, e de outro.
pelo meio das tilias do Amor e de Tarak-ay, at
ao Japao e a America russa. A' partir dste ul-
mo ponto, gragas ao intermediario das linhas
ioglezas (Novo-Hanover c Nova Georgia), seguir-
se-hia o systema das linhas americanas. Du-
rante tempo, os fios do Japo iriam at-a China,
Indias orientaes, e ilhas do Ocano Pacifico. Na
ha formosa, a correte elctrica faria um ngu-
lo para as Philipinas, para as Molucas, devendo-
d'ahi continuar a Victoria da Australia.
Outros ramos dessa mmcnsa rede iriara : de
Victoria, ao longo das Ihas de Sunda at Singa-
pura e Rangoun, e mais longe al Calcula para
se reunir s linhas da India ; das margens do
Indo pela cosas do Beloutchistao at a ponta
do norle das possesses do man de Mscate, e
del at Aden e Suez, at Alepo e Constantino-
pla; de Trpoli ao Cabo da Boa Esperanga,
etc., etc.
A juneco mais natural entre a Europa e a A-
roerica, como mais cima indicamos, seria pela
Siberia, todava portera collocar-sc urna se-
gunda linha na direeg-o das ilhas de S. Paulo'
Femando, e a cidade de Pernambuco, que seria
o grande ponto de partida para a America do
sul, que se ligara America do norte por ura
telegrapho aereo atravs dalsthmo al ao Mxi-
co, ou por cabo submarinbo, indo de Caracas is
Anlilhas, e das ilhas Baha-ma Florida.
Na-opinio do autor, poder gaslar-se pouco
mais ou menos para a distancia de urna milha
Hernia (7 kilmetros), 10,000 florins (o florn da
Austria 2,59) nos telegraphos submarinos, e....
3 000 florins nos atrios, corapostos de 5 fios. O
telegrapho de que fallamos percorria por mar a
extenso de 4:993 milhas, c por terca 9:336, ao
todo 14:329 milhas. A despeza, no primeiro
caso, seria de total de 49,930:000 florins; no se-
gundo caso do 28,008:000. total 77.938:000. Jun-
te-se a isto s despezas com 2,-fOO eslages e-
legnaphicas, com 1,556 casas o 6 i'orcs de
transporte, e ento "ua eleva-r-se-ha a....
3<>,ou>j.wi) nonos.
Por anno deve calcular-se em 24,837.000 flo-
rins a importancia dos juros do capital emprega-
do, ordenados de 300 directores, de 9:600 empe-
gados, de 2:400 guardas-,, despezas com movis,
etc.. Porm o producto dos despaehos suppriria
largamente lodos eslas despezas. Estando todas
as linhas prvidas do apparelho Morse, e os Gos
(o auctor admilie 4) estando em movimento 20
horas por dia, a 300 palavras por h)ra e por fio,
em 20 horas expedir-se-hiam sobre um fio 6.000
palavras, esobre os 4 fios 2L00O. Ora para fa-
zer face s despezas, cada milha deve produzir
por anno 1:800 florins.ou por d>a 4 florins e 93
kroutzers.
(Conint*or-se-na).
ouvir, Hcou no sea lugar, e nao fez ura movi-
mento sequer paradeter Cerisetle.
Quando noilo, Sabretache vollou do trabar-
lho, e viu aquella a quem Iratava como sua filha.
toda cm lagrimas, e presa, de sombro desespero,
torren a sentar-se- ao p della, pegou-lhe as.
moos, e perguntou-lhe cora voz commovida :
O quo succedeu mais, minha filha ? Ccnte-
me ludo; quero sabe, que as suas penas tambera
devem ser as minhas.
Cerisetle naerou-lhe tudo o que Ihe tinha.suc-
sedido.
Assim, murmuro Sabrelache, o Sr. Dal-
bonne conhece-a agora,sabe ludo o quo Ihe tero,
acontecido ?
Sim, tudo : excepto todava... OM' ha urna
cousa que eu nu teria forcas para dizer-lhe
morrena rail vezes antes de vergonha. Mas eco,
intil, elle sabe quanlo basta para compre!wa-
der que nao posso ser sua esposa, que so in-
digna de ter o seu nome... Ah 1 elle o consceu
immediatamente, por que quando, lho disse
adeus. Bao procurou reler-me, nem s* quer
dignou-se deilar sobre mimum olhar.
Sabretache refleclu por muilo lempo, depois
pego-u na mo de Cerisetle c aperiou-a dizendo:
Minha pobre filha, comprehendo que, de-
via ter soffrido muito, e todava, se devo con-
feasa-lo, parece-me que melhor que as cousas
eslejam assim. Ha beberagens que sao amar-
gas mas que curam. Em quanlo esse moco iO;
conhecesse os motivos da oua recusa, perset-tii-.
la-hia com o seu amor, e isso nao pedera abu-
rar assim. Agora que sabe tudo, dexa-la-ha, de-s-
cangada, e voce nao o encontrar sempre... oh !
bem sei que tudo isso doloroso, porque voc
amavs o Sr. Len, porque nao lho desgoslava
enconlra-lo. Mas emfim se sent alguma cou-
sa por esse mogo, nao conhece que melhor
que elle nao sadr mais, do que so embale era
esperanras vas ?
Tem raso. meu amigo, muito melhor
quo seja assim, e que eu soffra s
E agora como nao devemos deixar as coa-
sas no meio, vamos mudar de casa, do quartei-
| rao. o passeio dos Campos Elysios nao Ihe con-
i vrn mais, lembrar-lhe-hia suas entrevistas com
( o mogo, e julgaria sempre v-lo passar a caval-
I lo ou a p. E precisa que mudemos de vizi-
nhanca.
Oesejo-o, meu amigo ; mas talvcz isso
me laga perder freguezias ?
Oh nao ha perigo Agora que sou em-
presario, j tenho tres mezes de irabalho por
mim e francamente, estimo a occasio de' to-
mar urna casa mais bonita e maior. Amanha
vou tratar dlsso.
Tres dias depois desta conversa, Sabrelache
linha alugado e se mudado com Cerisetle para
urna linda casinha em Baligonolles.
Mas, dessa vez, tivera o cuidado de dizer
numero da casa a Tatarata.
[Continunr-se-ha.)
FRN. m. pe M, f, DE FARIA. 1860.

"r-
- .
-'.
ILEGfVEL


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