Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09152


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Full Text
ARIO XXXTI. HUMERO 201.
Por tres mezes adiaotados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
QUINTA FEIEA 30 DE AGOSTO DE 186.
Por anno adimitado 19$000
Porte franco para o subscritor.
EMCARREGADOS DA SUBSCRIPTO' DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei
ro Guiraares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Maraes Junior ; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jcronvmo da Costa.
FAKllDA US ^UHlltlUM.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
lguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Antao, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso.Una, Barrciros.
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos oscorreiospartem as 10 horas da manhaa.
EPHEMERIDE3 DO MEZ DE AGOSTO.
1 Luacheia as 3 horas e 14 minutos da larde.
9 Quarto minguante as 7 horas e 4 minutos da
. tarde.
16 La nova as 8 horas da tarde.
23 Quarto crescente as 8 horas e 16minutos da
manhaa.
31 La cheia as 6 horas e 38 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 4 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 3 horas e 42 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do comraercio : segundas e quintas.
Relaco : tersas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas-
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira Tara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel; quartas e- sabbados a nma
hora da tarde.
PARTE 0FF1CIAL
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 28 DE ACOST DElSGO.
Officio ao Dr. chefe de polica Remoliendo a
V. S. a inclusa representado que me dirigi Jo-
s Joaquini Brrelo contra o delegado de polica
de Goianna, e recommendando-lhc que procure
colher todos os dados e informages insuspeilas
que o possam habilitar para informar-me com
urgencia acerca dos fados graves allrihuidos
Aquella auloridadc, devo chamar anda una vez
sua allenco c esclarecido zelo pelo servido pu-
blico, para a necessidade indcclinavel de tomar
V. S. as ruis enrgicas c peremplorias providen-
cias para obrigar as autoridades, que Ihe sao su-
bordinadas, a rcspeitarem escrupulosanicnlo to-
das as prcscripgcs legaes que concerncm ssuas
llribuires, exocutando-as na forma das instruc-
ges do governo, com o maior crilerio o lino, co-
mo principalmente exige a siluacao.
V. S. comprchende que indispensavel fazer
partir o exemplo de respelo s leis c aos dirci-
tos polticos e individuaos, da autoridnde para
que possa ella dcsassorabrada ompregar os mcios
coercilivos de que sem duvida dispe o governo
para obrigar aquelles que tivercm a infelicidade
fio desviar-se do trilho legal na quadra de pro-
varao poltica, que se approxima, a reentrar uel-
Je o portarem-se como convm.
K' irislissimo na actualidade o recurso porque
sao infelizmente acensadas algumas autoridades
secundarias de, com fins polticos, darem anda-
mento averiguages ou pesquisas poliriaes ha
muito paradas ou adiadas para instauraren) pro-
cessos crimes ou dar-lhes andamenla contra pes-
soas de posicoes polticas, mais ou menos mani-
festadas em "lulas cleiloraes, em opposcao ma-
iiifcsta ao espirito, que diclou a previdenie dis-
poeao do art. 64 da le de 19 do agosto de 1846.
Chamo, porlanto, muito particularmente a al-
tencao de V. S. para cssa especio.
Dito ao mesmo.Remetiendo por copia a V.
S. o officio de 8 do correnle, em que o comman-
dante superior de Garanhuns representa contra o
subdelegado do Papacaea, Antonio Goncalves de
Mello, recommendo-lhe que providencie em or-
dera a por termo ao procedimento irregular e
abusivo daquella autordade, lazendo eflectiva a
ordem desta presidencia, contida em officio de 15
de junho ultimo.Communicou-se ao comraan-
dante superior de Garanhuns.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Mande V. S. substituir por nutras novas, algumas
folhas de cobre arruinadas do lume d'agua do
brigue barca Itamarac, bem como concertar a
bomba de proa parle das ferragens das portas da
1 iteria, o fazer outros pequeos reparos, confor-
me me requisita o commandante da diviso na-
val em officio de hontem, sob n. 156.Comtuu-
iiu-so ao commandante da cstaco naval.
Dito ao commandante superior do Limoeiro,
!> volvo a V. S a ola dos direitos e emolumen-
tos relativos ao major l.uiz Francisco Barbosa da
Silva, que acompanliou o scu officio de 23 do
mez passado, a que respondo com a informaro
do inspector da thesouraria de fazenda junta por
copia.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Mande V. S. conservar na repartidlo da alfande-
ga, at ulterior deliberaco, um caixo contend)
-trunientos geodsicos' remettidos esta proai-
Qeooo, em Mrtmle de ord**n rio gnvprno mne-
rial, pelo Exm. ministro plenipotenciario do Bra-
sil em Londres, no vapor inglez Magdalena.
Dito ao mesmo.Transmiti a V. S. para os
convenientes exames as copias das actas do con-
selho administrativo para fornecimenlo do arse-
nal de guerra do lo e 13 do correnle.
Dito ao mesmo.Compelindo ao capitao do 9o
Lalalhio de infamara, Firmino da Cunha Reg a
quanlia de 6,400 rs. para forragem de urna besta
que conduzio a sua bagageui na viagem que fez,
ida c volta, a villa de Serinhaem, como se ve da
informaco da contadoria dessa thesouraria, a que
se refere o de V. S. de hontem. sob n. 897, o
auloiiso a mandar pagar dessa quantia smente
3,200 rs. pcrlencenle ao exorcicio prximo lindo,
providenciando ao mesmo lempo para que o res-
tante seja processado nos termos das ordens em
vigor.
Dito ao mesmo.Ao negociante Jos Gonsal-
ves Malveira mande V. S. pagar estando nos le-
mos legaes as folhas, relaces e preis junios em
duplcala, os vencimenios relativos aos mezes de
junho e julho deste anuo, do destacamento de
guardas nacionaes da villa do Bouito, conforme
requisitou o respectivo commandanio superior
em oflicio de 15 do correnle,Communicou-se
ao commandante superior respectivo.
Dito ao mesmo.Pode V. S. do Io de setem-
lhes addicione as observares recommendadas
pelo aviso circular de 8 de Janeiro de 1855.
Dito aojuiz de direito de Garanhuns.Inteira-
do do que expe Vmc. em seu officio de 9 deste
mez, a que acompanhou outro do subdelegado de
Aguas Bellas, apresso-me em dizcr-lhe que com-
pra quo Vmc. precise e me communquu os fic-
tos que ah se derem em opposigo a observancia
rigorosa das leis, harmona, e serenidade de es-
piritos, que convm manter nessa comarca du-
rante a poca das cleigoes. Nao pode por ora
ser concedida a demisso que solicita o referido
subdelegado : o que Vmc. Ihe far constar.
Dilo ao director das obras militares. Repre-
sentando o delegado do cirurgiao-mr do exer-
rito, sobre a necessidade de dar-se direccao s
aguas, que tornam hmido o compartimento que
serve de arrecadaco na compauhia de arlifices,
por causa da proximidado do tanque edificado
para isso do arsenal de guerra, cumpre que
Vmc. procedendo aos neccssarios exaraes, indi-
que as medidas tendentes a remover sernelhantc
inconveniente.Communicou-se ao commandan-
te das armas.
Dilo ao capilao do porto interino.Fago aprc-
senlar a Vmc. para ser inspeccionado, recruta
Jos l.ourcnco do Nascimento Pavao.Commu-
nicou-se ao chefe de polica.
Dito ao conselho de compras navaes.Ao offi-
cio queme dirigi o conselho de compras navaes
em 2i do correnle, respondo declarando que ap-
provo a compra dos objectos mencionados na re-
lagao que atompanham o cilado officio, cumprin-
do que o conselho remella a thesouraria de fa-
zenda copias dos termos de contrato que houve-
rem de assignar os vendedores de taes objectos.
Communicou-se ao inspector da thesouraria de
fazenda.
Dilo ao director das obras publicas.Remeti
por copia a Vmc, para seu conheciracnto e exe-
cugo, o aviso de 6 do correnle, em que o Exm
Sr. ministro do imperio declara que os relat-
nos exigidos em circular de 2 de maio, lambera
por copia, devem comprehender, quanto s obras
geraes, smente aquellas por que se consignam
fundos por aquelle ministerio.
Dilo ao curador de Africanos livres. Remct-
ta-me Vmc. a relaco nominal dos Africanos li-
vres quo estiverem as cirenmstancias declara-
das no aviso circular, junio por copia, expe-
dido pelo ministerio da juslica cm 10 do cor-
rente.
Portara.O presidente da provincia resol ve
exonerar a Filppe Manoel de Chnslo Leal do
cargo de subdelegado do dslricto de Olinda, por
assim o haver pedido.
Dita.O presidente da provincia resolve, sob
proposla do chefe de polica, exonerar o bacha-
rel Jos Roberto de Moraes e. Silva do cargo de
subdelegado de polica do distrcto dos Afoga-
dos, primeiro da freguezia do mesmo nomo.
Communicou-so ao chefe de polica.
Dita.O "Sr. agento do- compinhia-brasileira
de paquetes a vapor mande dar urna passagem
de proa para a corte, por conta do ministerio
da marinha, no vapor Cruzeiro do Sul quo se
espera do norte, ao imperial marinheiro Jos
Francisco de Itrito.C.oiumunicou-se ao com-
niandanle da slaeo naval.
Dita.O Sr. agente da companha brasileira
de paquetes a vapor mande dar transporte para
a corle, por conta do ministerio da guerra, no
vapor que se espera do norte, ao soldado Zefe-
rinii Caetano.Communicou-se ao commandante
das armas.
da parada ou a demora de saturen] as guardas
para os seus destinos proveniente de nao com-
parecimenlo dos mesmos Srs. officiaes, sendo
reputada como falta, serao por ella responsa-
veis.
DAS DA SEMANA.
27 Segunda. S.Jos de Calazansfund. das escolas.
28 Terca. S Ags-slinho b. doutor da igreja.
29 Quarta. Degolago de S. Joao Baplista.
30 Quinta. S. Roza de Lima americana v.
31 Sexta. S. Raymundo Nonato card. c.
1 Sabbado. S. Egideo ab.; Ss. Josu e Cedeo.
2 Domingo. Nossa Senhora da Penha; S Kstevao'
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Ctoudino Falcao Das; Bahia,
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeircv, o S.
Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do mamo Manoel Figueire de
Faria,nasu8 livraria prara da Independencia ns.
6 e 8.
lornava para mim um mysleno a existencia do cezes realisar na Syria o proieclo de Mr. Thiera
governo turco. de 1810, resiste cada vez 'mais a cooperar para
yoe oinerenca existe entre o governo do Egyplo! urna invasao que Ihe custa lalvez o corte das
O o da i orla ; quando chegue da Europa, ver-1 suas relaces com a India, e a perda da sua in-
Assignado.- Jos Antonio da Fonscca Galvo. ~- ?A~"-~- '-SS- """^Uidos pelo primeiro fluencia no oriente. O celebre autor do Consu-
Conforrae. Antonio Eneas Gustavo Galvao,
alferes ajudantc de ordens ilerino do
mando.
r cna-i fie piano ue aesraemoramenlo da Turq
til o! Comludo a Franca parece nao ter renunciado a
me offenderam muito, mas na Turqua mesmo lado e do Imperio propunha a uniao da Syria ao
i comparar o Egyplo para apreciar, Egyplo debaixo do dominio francez. A opposi-
EXTERIOR.
com- j os benelicios do governo de Mehemet Alli. E to-; ?ao das outras quslro grandes potencias fruslrou
|dauase eu uzesse a escolha, prefereria ser cha- esle plano de desmembramento da Turqua
maao a guiar e dirigir a um fim nico e til os| Comtudo a Franca parece nao ter renunciado a
poyos enrgicos da Syria, do que a ver pra- I elle, e hoje que a Russia Ihe offerece por Cons-
iicar a centralisao no meio dos Egypcios, lanlinopla o mesmo proco que offereceu S In>la-
a viver debaixo de um despotismo trra eml854, vai fazer urna tentativa para rea-
lisa-lo, afim de se consolar do mi xito que ob-
deslinados
eterno.
Os jornaes enchem as suas columnas de cor-
respondencias e noticias sobro o estado da Sy-! ________
ria. Do um delles exlrahimos a seguinte caria, I Com o titulo Toepltz e as Esperancas Perdidas
escripia por um viajante francez que, comquau-1 lc-se na Gazetada Colonia o seguinte
to seja anterior aos arontecimentos que acabam Aroanhaa (26) eslaro os dous mais podero-
de rebentar naqnelle paz, deve merecer inte- sos soberanos da Allemanha na presenca um do
resse a sua narracao nao s pela ligacao que lem outro em Toeplilz.
com aquellas tern'veis secnas, mas po'rque indica O partido feudal levanta anlecipademente
com franqueza a ongem o faz presagiar o seu ca- um grito de triumpho pela queda prxima da
nova poca na Prussia, emquanto que em Vien-
na, pelo contrario os amigos da constituico es-
peram desta mesma inlervisla que para a Austria
racler.
Baalbock24 de maio.
...... Mas emquanto esludavamos aquellas
ruinas liamos que um homcm armado de urna se produz prximamente iima"s'mi5antVpoca" ber o que' o protectorado
espingarda, corra na estrada de Baalbeck para L provavcl que as esperaness de todos se desva-
Zahl ; aqu nao ha cousa alguma admiravel, necam. e que as coosequencias da entrevista so-
em um paz onde cada um sahe armado para jam menos graves do que o esperavam una e de
trabalhar nos campos ; segu um o oulro, depois que o receiam outros.
dous, logo atraz ires, c finalmente um grupo de Nao sabemos que haja o menor motivo de
todos correm na mesraa receiar que o encontr do principe regente com communs urna proposta que deve ter produzido
o imperador Francisco Jos influa no sentido rcac- i muito uio elteilo do oulro lado do canal da
conano sobre a poltica interior da Prussia. Se Mancha e destrundo as ultimas illuses do mais
o imperador e o principe lancarem ambos um [ acrrimo partidario da paz e harmona entre as
golpe de vista para os fructos da sua poltica in- I na^es. Mr. Bentinck propunha nada menos que
tenor Uo opposla, s o imperador conhecer ne- I parlamento confeiisse ao governo o poder de
r a sua. A do regente, desde j expulsar do paz os Francezes de carcter suspe-
trado algnns membros do clero que, esquecendo
o Senhor e o dever dos sacerdotes para com o
povo, com grande escndalo, indignacao dos
bons, nao se vexarara em prestar o seu concurso
aos inimigos da igreja e de toda juslici. as
nossas provincias usurpadas, muias dioceses
cora grande detrimenlo dos fiis eslao privadas
dos seus pastores, porque estes nao podem ac-
ceitar as condicoes que lhes impoe urna autho-
ridade illigiiinia. E islo, entre outras cousas,
mostra claramente qnal prineipalmento o fim
d'esses hoinens que pelos seus altentados mal-
vados e sacrilegos, querem usurpar e destruir o
teve nos seus manejas sobre o Rheno, o das do- P?der lemPoral do pontice romano e da Santa
monstracoes anli-annexionistas que a Blgica fez ?*' para 1ue dep's de ter translornado o po-
recentemente. der e destruido a magestade do- pontifice e da
Na Syria, assim como na Italia, existe urna ,an!a s- P?sam mais fcilmente allacar a re-
ida generosa destinada a destruir qualquer cm- ^ao pa'bolica.
preza ambiciosa. Os designios sobro a Saboya e', Peua,nos de referir aqui tantos oulros alten-
Niza foram um segredo durante a campanha da s do ll,cs,uo genero, pelos qaes esses ho-
Lombardia. O protectorado francez ser depois n,?".s an|ge'" e perseguera a igreja c seus sanios
bro vindouro cm diante, mandar pagar em di-
nlieiro as rages, gue compelen) ao commissario
da compnnhia de aprendizes marinheiros desta
provincia Calulino Gongalves l.essa, visto nao ha-
ver inconveniente, segundo consta de sua infor-
marlo de hontem, sob n. 897, dada acercado ro-
tj,ucrimenlo do mesme commissario.
Dilo ao mesmo.Estando nos termos legaes as
folhas, relaces, e prets juntos em doplicata,
mando V. S. pagar a Joao de Siqm-ira Ferro os
vencimentos relativos aos mezes de marco a maio
deste anno, do destacamento de guardas nacio-
naes da villa do Bonito, e bem assim de duas es-
coltas da mesraa guarda nacional, que em abril e
julho prximos (indos, conduziram daquella villa
para esta capital, a 1" trez recrulas para o exer-
cito, e a 2J dous desertores, tambera do exerci-
to, segundo consta dos officios do respectivo com-
mandante superior datados de 31, 24 e 16 dos j
citados mezes de maio abril e julho.Commu-
nicou-se ao commandante superior respectivo.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Bcsliluinao a V. 3. a eont.i que acompanhou o
seu officio de hontem, sob numero 412, o nituii-
so a mandar pagar a Albert Ridoux a quantia de
440JJ00O, em que importa a impressoe encader-
naco das apolices de que trata o regulamento de
7 de julho ultimo.
Dilo ao mesmo.Era vista da conta junta, que
me foi rcmettida pelo chefe de polica com oID-
co de hontem, sob numero 1175, mande V. S.,
pagar a Antonio Fernandos da Costa Lima, a
quantia de 803J?280 em que importam os objec-
tos comprados para o altar da casa de detengan,
alim de que seja alli celebrado o santo saodflcio
da missa nos domingos edias santos.Commu-
nicou-se ao chefe de polica.
Dilo ao mesmo Mande V. S. pagar a Manoel
Teres Campello de Mendonca a quantia de 3J$000
em que importa o alugel "vencido nos mezes de
marn julho deste anno, da casa que serve do
quartcl ao deslaca ment da freguezia do l'oc,oda
i'anella, segundo me declarou o chefe de polica
em officio de hontem, sob numero 1176.Com-
municou-se o chefe de polica.
Dilo ao raesrao.Cerlo do contedo de sua yi-
formaco de hontem, sob numero 410, dada com
referencia da contadoria dessa thesouraria,
acerca do requerimento de Rita Maiia de Jess,
tenho a dizer que deve V. S. mandar pagar inte-
gralmente a suplicante a quantia de 38J934, a
que ella tem direito.
Dito ao juiz de direito da primeira vara.
Transmiti a Vmc. o requerimento do preso Pa-
latiuo Augusto Barbalho UchOa, afim de que, to-
mando conhecimenlo do fado da demora da ap-
pellaco, a que elle se refere, providencie, pelos
meios a seu alcance, para que seja ella expe-
dida.
Dito ao juiz de direito de Goianna.Devolvo a
Vmc. os mappos estatisticos da segunda sessao
ordinaria do jury desse termo, que acompanha-
ram o seu officio de 23 do correte, afim de que
Expediente do secretario do governo.
Ollicio ao direcior geral da secretaria de eslado
dos negocios da juslica.S. Exc o Sr. presiden-
te da provincia manda acrusar recebido o officio
que V. Exc. Ihe dirigi em 10 do rorrete, com-
municando que S. M. o Imperador houve por
bem, por decreto de 8 do mesmo mez, conce-
dido a Manoel Julio da Fonscca Pinho as hon-
ras do posto de major da guarda nacional desla
provincia.Communicou-so ao commandante su-
perior de Olinda.
Despachos do di* 28 de agosto.
Beguerimentos.
1409.Adolpho R. Koop.Informo o Sr di-
rector do arsenal de guerra.
1410.Antonio Rodrigues de Moraes. En-
treguera-so, nao havendo conveniente.
1411.Calulino Goncalves Lcssa.Dirija-so
thesouraria de fazenda a quera se expede or-
Idem no sentido que requer o supplicante.
1 1 12.Francisco de Assis Monleiro.Nao lem
lugar visla da informaco.
i 1413.Firmino da Cunha Reg,Dirija-se
thesouraria de fazenda.
I 1414 a 1416.Feelden Brothers, Joao Firmino
I Correa de Arauje e Manoel Barbosa da Silva.
o Sr. inspector da thesouraria pro-
Milet. Passc-se,
Reg Maia.Op-
era considerecao a
Meira Lima.Op-
em considerario a
Informe
vimial
4117.Henriiiue Augusto
nao havendo inconveniente.
1418.Joao Francisco do
porlunamcnte ser tomada
prelenco do supplicante.
1419.Joao Uyppolito de
portunamenle ser tomada
prelenco do supplicante.
1420.Jos Deltino da Trindade.Apresente-
se no quarlel do commando das armas para ser
inspoccionado.
142!.Jos Carlos Pereira do Araujo.Re-
queira pelos canaes competentes.
1422.Jos Amonio Goncalves de MelloO
supplicante sor altendido logo que o permitlam
os cofres pblicos.
1423 Joao Cesar Cavalcanli de Albuquerque.
J foi prvido o lugar.
1425.Rita Maria de Jess.A thesouraria
provincial tem ordem para effecluar o pagamen-
to requerido.
1425.Sebasao Paes de Souza.Informe o
Sr. Dr. cuete e polica, ouvindo as autoridades
aecusadas.
sele ou oilo pessoas ;
direccao.
Era extraordinario naqucllas planicies deser-
tas, onde secaminha durante um dia inteiiosom
encontrar vvenle olgum! No semblante da-
quelles montanhezes nolava-sc urna perfeta
emoco.
Afinal chegou o nosso drogman que nos ex-
plcou o que era aquelle concurso ; acaba de so
commclter um assassioato, correu o sangue rhris-
lo, e os christos procurara certilicar-so do
crime e jurara vinganca sobre o cadver do seu
correligionario.
Em pouco lempo chegavamos junio.ao grupo
principal, que havia paradp no meio do campo.
Al, em urna rocha descarnada, um lago de san-
gue anda fresco indicava o lugar do assassina-
lo ; o assassno linha dcsapparecdo ; a victima
foi levada para a aldeia visinha ; aquello lago de
sanguo era o nico teslemunho do drama que
urna hora antes se linha passado, mas teslemu-
nho pouco sufficii nle.
Aquellas figuras eslavam silenciosas, apezar
da sua energa, mas nos semblantes trausluzia a
colera.
F.ssa mullido de curiosos, de criancas c de
ociosos que em lodos os paizes procuram espec-
tculos, nao faltava na aldeia, onde o cadver se
achara cercado de sua familia ; mas nem um
grito, nem um lamento ; homens. mulhercs,
criancas, todos pareciara penetrados do mesmo
pensamento : vingar o ultrage que a sua naco
linha recebido, e se a infeliz victima causva
senlimento a alguns, a sua sorte era considerada
como um negocio nacional que toe* a toda a
communidade.
Ao mesmo lempo que nos chegmos, chega-
ram tamben dous padres ; seria para consolar a
familia? Nao. Esle cuidado eslava entregue s
velhas reunidas em um quarto, junio ao morlo.
Os padres drigiram-se ao meio da mullido ;
fallara a um o a oulro, tomam informaces, e fa-
ze??..eo."Jeflurns ^bre ') assassinatn" Sao fi-
nuimeuic OS juizes que vao mslruir-se do
facto.
E a auloridadc turca ; e o cadi e o caima-
cn onde eslao ? Nao seria ali o seu posto ? Espe-
rava ver fonecionar logo esso governo turco, de
lao pobre reputacao, para fazer urna idea da sua
juslica criminal. Mas ninguum apparecia. Quer
seja poltica, Iraqueza ou indolencia, esta
semprc a posicao dos agentes da Turqua em
semelhanlc occasio ; poder conccber-sc con-
ser depois
lao necessario ou mais aos maronlas, como era
ames de os haver vingado dos druzzos. Nao ha
mais do que voltai os oihos para Roma, para sa-
da Franca, o saber
quaes sao os graos da sua icnacid'ade. Desta
maneira pois, a Inglaterra lera razao era se mos-
trar receiosa dos manejos desta potencia no orien-
te e em toda a parle.
A 27 de julho apresentou-se na cmara dos
loao, resiaDeieceu em muito pouco lempo, a con-; l. 1ue aqu s seoecupam de expiar as opera-
sideracao decahida da Prussia na altura em que' C"es militares, e quo no caso d'uma tentativa
appareceu em Berln diante de toda a Europa, e de invasao serviro de espas do governo fran-
1 nao desceu com a entrevista de Toeplilz. i cez,
A mesma imagem se desenvolverdante das vis-'cen
las do imperador, se elle tratar tambem de se
recordar dos effeitos da reaccao na Austria. Que
experiencia nao lera elle feifo durante estes qua-
iro annos, desde o dia em que impoz silencio
voz do conde de Buel. c maravilhou a Europa
pelo seu manifest de guerra pomposa ; que de
experiencias sobre o profundo isolamento de seus
povos, sobre a defeccao nos seus exercitos e a
torrupeo entre os seus mais elevados funcio-
narios.
Elevem os dous augustos soberanos tambera
as vistas para alm das suas fronteras, e encon-
trado tambem o mesrao eslado. Emquanto que
na Italia o fruclo invenenado da reaegao morre
frequentemente, que batalhes inteiros, e navios
de guerra passam para oinimigo com bandeira,
a Blgica cheia de una justa altivez nacional e'
de reconhecimenlo pelo rei sabio, que manlm
com mo firme o equilibrio na sua constilugao. a
Blgica celebra os beneficios do systema cons-
titucional.
Se o espirito de Francisco Guilherme III,
que tinha urna tao grande predileccao por Toe-
plilz, podesse reviver, devia regosijar-se de ter
desde 1830 a 1833, conservado pelo seu amor da
paz a santa allianca de urna guerra a favor da
legitimidade contra essa joven Blgica, que em
1818, quando toda a Europa estava abalada, per-
manecen inabalavel, c tornou-se o baluarte da
Allemanha contra as veleidades annexiooislas
Ju^a^fvbsV^VeTo^^^^aoTaSe^'fo^c^a
da sua accesso pol.t.ca Mcllotnkh Se m
1818 31 Prussia nao tivesse baixauo era Au-fa
Chapelle as bandeiras de 1813, em presenca do
culpado systema do Mctternich e se a nova po-
ca iivesse comecado enlo em vez de desponlar
cm I008 nem a Austria nem a Prussia tiuham
visto a revolucao de 1848.
Nao recejamos pois um triumpho da reaeco
ssia ; teremos antes lugar a esperar, com
sa alguma quo seja mais ignobil e mais humi- as folhas liberaes em Vienna, urna influencia o-
Llianle r no^i c, i..... At:,:H. ;_.__;.. a ,.r
E paia se affastarem de um inquerito, para
se nao envolverem em urna questo a que se
considerara eslranhas, as autoridades do Baal-
beck imaginaran! um expediento feliz ; o hornera,
dizeiii clles, camiuhava era compauhia de seu
pai (ia effectivanieiitcs), quando esto, querendo
accender e seu cachimbo, deixou casualmente
cahir urna fagulha de lurac sobre a arma que le-
vava ao cinto ; o tiro parti o levou a cabera ao
filho.
Um relatorio desle pretendido acontccimcn-
to ha de ser cuidadosamente elaborado, manda-
do para Damasco, e ludo est concluido.
Mas a populaco bellicosa de Baalbeck nao es-
lava pelo que se dizia ; conheceu qual era o sc
governo, e sabia fazer juslica por si proprio ; os
calholicos sao pouco numerosos cm Baalbeck,
mas cnconlram apoio as aldeias circumvisinhas.
Anda que nao houvessc indicaco alguma a
respelo doassassinio, jase indicav'am os Mutua-
lis : era efectivamente aos inimigos dos chris-
tos que a altribuia.
Os emirs da casa de Blaafoncli, dzia-me um
dos padres que fallava francez, sao chefes dos
Mulualis, e por consequencia nossos inimigos.
Vendo as vantagens que os Moronitas acabam
de alcancar sobre os Druzzos, quizerora accen-
der a guerra nesta parte, vieram aqui os seus
emissarios para derramar o primeiro sangue.
Ha dez dias foi assassinado o cheich d'Haz
Baalbeck, hoje esta ; amanha estaremos em
guerra.
Vimos depois partir homens em lodas as
direcres, com a espingarda s costas. Eram
mensageirosque por toda a parte iamespalhar o
alirme, e collocar as aldeias chrislaas debaixo
da su3 guarda.
O que torna esle acontecimento mais grave
para a tranquillidade do paiz a victima perten-
posla sobre a poltica interior da Austria. Mas
esta potencia est muito envolvida no desenvol-
vimenlo trgico do systema Mellernich Bach ap-
plicado poltica estrangeira. O principio d3s
nacionalidades cujos direitos eternos forara por
lano lempo desconher.idos, vinga-se de tal ma-
neira que o imperiointeiro ameaca ruina. Poder-
se-lhe-hia talve salvarjainda.a vida por meio de
urna corajosa amputaco do nm merabro, Vene-
sa, e por urna injuslica nao menos corajosa para
com as prelences da Hungra nacionalidade
e a urna adroinistracao independente. Mas falta
a resolucao
destrundo os fios lelegraphicos, e favore-
cendo cora todas as suas forjas os planos do in-
raigo.
Sr G. Lewis respondeu por parte do gover-
no a esta proposta, dizendo que nao julgava em
perigo immediato de nova invasao por parte da
Franca, e que no caso dsso acontecer, seria en-
lo lempo de pr disposico do governo to
descrpcionarios poderes. V se pois que as cou-
sas vao tomando cada vez mais um caractei
mais grave. Ambas as potencias se armam,
procuram alliados a so preparara para a guerra.
Allocafiio proferida por sua santi-
dade 110 cousistorio secreto de 13
de julho.
Veneraveis irmos :
E' um fado perfeitamenle conhecido de todos
que n'estes ltimos lempos de calamidade se
lem excitado urna guerra encarnizada contra a
igreja calholica por parte dos tilh'os das trovas.
Acham-se na verd-ade animados de urna malicia
diablica, declarando mo o que hora, decla-
rando bora o que mo, lomando as trovas pela
luz e a luz pelas trovas (Isaias V. 20J para as
suas criminosas marhinaces; esforca-se para
ministros, emquanto que por urna prfida malig-
nidade naocassam de pregar por toda parle, e de
exaltar por meios fraudulentos e engaosos a li-
berdade de lodos.
Todas eslas maldades sao consumadas com in-
dignacao, e grande dor da parle dos bons, quan-
do oHendera violentan) o ultrajara a igreja, a ns,
nossa autordade apostlica, e da Santa S, a
vossa ordem, a dgnidade episcopal, e lodo o
clero ,ros o comprehendeis perfeitamenle, ve-
neraveis irmos I
E sem embargo, no meio d'esla amargura, ex-
perimentamos alguma alegra quando vemos a no-
lavel f, a paciencia e constancia com que, tanto
os nossos queridos cardeaes da santa igreja Roma-
na como os nossos veneraveis irmos os bspos,
com tanta gloria de seus nomes, se gloriara por
soffrer todas as Iribulaces e as calamidades quo
Ibes leem inflingido sem o menor justo motivo ;
e por defender cora energa a causa da igreja e
da justic a.
Sabemos tambem com que firmeza salvas ra-
ras excepces, o clero da Italia, digno de lodo o
elogio, recordando-sc da sua vocacao .0 dos seus
deveres, marcados na senda Ilustre dos seus bs-
pos, supporta lodas as vexaces, e cumpre per-
feitamenle o seu dever.
Emquanto estamos affiigdos de lao profunda
dor recordando o nosso dever apostlico, susten-
tado com a ajudd do Dos, nao cessaremos nunca
de defender com todas as nossas forras e sem te-
mor, a causa da igreja, que nos foi confiada pela
yontade de Dos, por Chnslo nosso Senhor. Por
isso, levantando a voz nesla grande asscmbla, o
dante de lodo o universo calholico, reprovmos,
condemnmos estes fados lao tristes, e que s\
nao podem lamentar bastante, c reclamamos, c
nunca deixarcmos de reclamar com a maior for-
ca e a maior energa que nos seja possivel, pelas
violadas inmunidades da igreja, dgnidade do
cardenalato, e do episcopado offendido. do doro
afilelo, e por lodos os dirclos da igreja e da
Sania S apostlica ultrajada.
Nesla to grande tristeza dos lempos e das
cousas, nesla profunda afflicro da igreja, nesla
violaco de todos os direitos divinos e humanos,
nesto momento cm que se menospresa o sar.er-
1

iranstornar nos seus cimentos, se isso jamis po- dorio, nao perderemos o valor, veneraveis irmos.
desse sor, a mesma igreja e a sua saudavel dou-
trina ; por apagar lodos os sentimentos da f
corista, da virtud*, e at da lei natural, da jus-
ticia da honradez e da probidade, e pir estirpar
as suas rases.
Ninguem tenor nnSn /W",v-,J" UneitoTel
e agoTa na Italia a siluacao da nossa religio
em consequencia da obra'c da conspiraco d'es-
ses mesmos homens, que camlnhando segundo
os seus desejos por meio da impiedade c afias-
tados do caminho de Deus tntentam combalter
o transformar a mesma religio. e ludo o que
sagrado. Por isso, com grandissima dr do nos-
so espirito, nos vemos obrigados a lamentar as
novas e cada vez mais graves feridas que todos
os dias se dirigem nossa authoridade apost-
lica, Igreja Catholica, aos seus sagrados minis-
tros, aos seus interesses, aos seus direitos, por
parte dos usurpadores do poder legitimo na Ita-
lia.
Nos diversos paizes da Italia, injustamente sob-
mellidos ao governo pieraontez, iuslituem-se es-
collas publicas as quaees, com grando detri-
mento das almas, se eusina aberla o publica-
mente urna douirina falsa e depravada, comple-
tamente apposta Igreja Catholica, e que com-
batte a mesma igreja. Todos conhecem os ops-
culos quasi innumeraveis. os jornaes, os escrip-
m querer p,arc a Pcrd'5So e desgrana das almas da officna
ixo, e do Satanaz. Por meio de todos esses escripios,
esses iraplacaveis inimigos da religio, esses
. a gangrena dos membros propaga-se !
com incrivel rapidez, para chegar talvez bem de-i acomPanllados de vergonhosa e abominaveis
pressa, ao coracao. j gravuras que na Italia o outros pontos se publicam
O principo "regente nao poder, nem
defender-se de urna fraternal compai
desejo de prestar auxilio. Mas nao ser possi-
vel que essa compaixao o illucde. e lei faca es-1 ?rei
quecer qual o nico soccorro elficaz a prestar I 5
Austria?
nos conservemos menos tranquillos a respeito
dos resultados da entrevista de Toepltz. lano no
que toca a poltica extenor, como a poltica inte-
rior da Prussia.
breiros mu habis de crimes c d fraudes, es-
am-se por depreciar os myslcrios da religo
Esta possibilidade o que faz com que e as ve,,cravei3 inslituices da egreja suas leis
e suas censuras, approsentando-os como ridicu-
los mofando d'nlles, corrompendo todas as al-
mas, arrancando-as do culto calholico, excitando-
as a urna vida licenciosa e dissoluta, favorecen-
do a mais monstruosa impiedade, fulminando s-
breos ministros do culto e seu vigario na trra
toda a classe de injurias, de calunias ede ullra-
ges, para destruir o imperio de toda a authori-
dade legitima e acarrelar d'esta maneira a rui-
na da igreja e da sociedade. E esses inimigos
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando da armas
em Pernambuco, na cidade do
Uecife, SO de agosto de 1860.
ORDEM DO DIA N 7.
O coroucl commandante das armas declara,
para sciencia da guarnido e devido effeilo, quo
hontem contralou para servir por mais tres an-
nos na msica do oilavo balalho de infantana,
nos termos da imperial resolucao de 27 do no-
vembH de 1852,ao msico Joao Bartholomeii Fer-
reira, que no dia 26 do correnle finalisou o seu
primeiro engajamento, devendo porceber, alm
das vantagens que por lei Ihe competircm, o
premio de 200$000 ris, pagos na forma do de-
creto e regulamento dol.de maio de 1858.
O mesmo coronel commandante das armas, no
intuito de evitar repetidos requerimentos depra-
cas dos corpos para inspeceo, o ao mesmo lem-
po querendo regularisar esse ramo de servico,
determina que pela junta militar de saude se-
jam inspeccionadas ns dias 5 de cada mez to-
das as praras que estiverem no caso de o ser, pa-
ra o que, os respectivas Srs. commandantesde-
vero nos dias 4, al o meio dia, enviar ao quar-
lel do commando das armas as relaces das pra-
cas em taes circunstancias.
Ncsse mesmo dia 5 deve ter lugar a inspeccao
mensal dos Srs officiaes que se acharem com
parles de doentes.
Determina outro sira, que a parada se verifi-
que s 9 horas cm ponto como est resolvido, e
que os Srs. offieiaes nomeados para coraman-
dantes de guardas devem se achar no lugar com-
petente, curtos de que o compctreciaieulo depois
cer pequea cidade de Zahl,
ao Lbano
3e'ju"S t'e^os Druzzs como os nicos inimigos,'
estaraUlToikia%YeVp\^^^
para o dia seguinte.
<< Nesta mesma noile talvez, seriara atacadas
o queimadas aldeias pagas.
Tudo se organisa com promptido para a
guerra, e pela ordem qne so desenvolve nao pa-
rece urna causa nova, emquanto quo os padres
procedem no lugar a um inqunto summario, o
bispo de Baalbeck reunia o dinheiro disponive,
para a compra de armas, sabres epstolas, para
armar as suas ovelhas.
E' esta forzosamente a posicao de clero no
meio daquellas populaces ardenles o bellicosas,
para o que a religio constitue a nacionalidade.
Abandonados por um governo que fere os seus
sentimontos o despreza os seus interesses, pe-
dera ao padre, sabido d'enlre elles, a direcgo
que Ihe recusa um estrangeiro como o Turco. Que
immensa forga nao teria naquellc paiz a naQo
catholica que podesse conquistar a dedicacao dos
seus correligionarios na Syria ?
E poder fallar-se daintegridade de um im-
perio, e de todos os annos rebenta urna guerra
regular eulre as populaces numerosas em que
se divide o seu solo ? Poder tomar-se por um
instante a defeza de um governo que, nao s
nao sabe prevenir semelhantes enormidadesj
mas que assiste a ellas como espectador in-
differentc, se que elle proprio as nao fo-
menta ?
Eis, dzia eu a alguns, acceza a guerra do
urna parte entre os Maronlas e os Druzzos; da
outra entre os Gregos calholicos o Mulualis;
que far o governo turco 110 meio desta con-
. fuso ?Nao far cousa alguma, me respondo-
ram, porque se oooccupa disso...
v Quanto mais eu \ia aquelle paiz, mais se
Da Opione Nalionale exlrahimos a seguinte
proclamato do general Medici a qual circula en-
tre o exeteito e a armada napolitana :
Irrajs.
Emqianto o mundo inteiro comtempla e ap-
plaude a Italia, porque queris s vos permane-
cer o opproblo da Italia e do mundo?
Em quanto toda a naco se liga debaixo do
glorioso laudarte tricolor, porque queris s
vos permanecer defTensores de urna bandeira em
que d'um lado est escripto perjurio e do outro
infamia ?
Emqumlo os mais gloriosos mancebos da Ita-
lia se tormm valorosos
campeos da liberdade,
lahl, que (ica prximo porque qiureis s vos ser os instrumentos igno-
Zahl conta mais de 3,000 calholicos,' beis da lo lura e da arma do silencio?
Pensai nislo : sois comludo valorosos, o
mais valoroso dos soldados que vo-lo diz Gari-
i.-i.i 11P cnaontrais na frente, r v/U cnmha-
teis contra a i,al8i V0SS8 m. YolUi as "oVsas
aimas conti^ o estrangeiro, contra os inimigos
da Italia, e seris outros tantos hroes.
Pensai nto-: podis todava encorrer para
ouiros nomea Immortaea, como sao, Palestro,
Magenta, S. Marlinho, Como, e Vereze, e agora
nao tendes i recordar-vos seno de lulas fratri-
cidas.
Pela voss; honra, pela vossa salvaco. le-
vantai-vos, ouestais perdidos, como est perdida
a causa que uns.
Exaltaivos combatendo os inimigos da pa-
tria, vinde omnosco ; nos estendemo-vos a mo
aceita-a ; jotos seremos invenciveis. Com urna
nica patria.ivre e grande, a actividade de cada
um de nos, a do encontrar um emprego hon-
roso.
As vosss palentesser-vos-ho conservadas,
recebereis otras. A vos soldados, officiaes, a
todos quants liverem necessidades, ser imme-
dialamcnleprestado auxilo.
Vinde 1 nos como irmos, como taes seris
recolhidos.e como taes protegidos.
-Barcebna, 6 de julho de 1860.
G. Medici.
D'uma #rrespondoncia de Loadres exlrahimos
o seguinU sobre as desconfianzas da Inglaterra,
acerca dc.'suppostos planos futuros de Luiz Na-
po'eo.
A Iifaterra, diz ella, tem cedido mais do
que con'iha sua influencia e aos seus inte-
resses nsEuropa ; mas j nao pode ceder mais,
o prepan-se paiTuma lenaz resistencia, secun-
dada peliPrussia, Allemanha e Austria. Con-
vencida que o que quer o imperador dos Eran
da luz e da verdade nao vacillam em dirigir as
suas mos sacrilegas e violentas sobie os minis-
tros da igreja e sobre o seu patriminio. Quando
o governo pieomontez oceupou o ducado de Par-
ma e Placencia a 14 de abril ultimo, expulsou
injustamente os monges de S. Benlo do seu con-
vento de S. Joao Evangelista era Parma. Por
um decreto de 10 de raaio ultimo ordenou que
se encerrasse o seminario dos clrigos de Pla-
cencia, para se vingar do bispo do Plancencia,
que se absteve, com raso, de celebrar as cere-
monias sagradas que o poder civil Ihe presero-
via, Por isso, foi delido aquello vigilantissimo
bispo, arrancado da sua diocese, conduzido a
Turim, e ali condemnado a priso e mulla.
as mesma pvum suureu u eu,o 6ori do bc_
pado e alguns conegos de Placoncia.
Pela mesma causa, assim as nossas provin-
cias usurpadas da Emilia, como em outros pai-
zes submeltidos ao injusto dominio do Piemon-
te, muilos dos nossos veneraveis irmos os bis-
po, ecclesiasticos, membros de corperaces re-
ligiosas, foram cheios de injurias, ob'jecio de
urna durissima inquirico e muitos d'elles fo-
ram deliidos, langados*no exilio ou presos.
Foi assim que o pro-vigario de Bolonha foi ar-
rancado muribundo do seu archiepiscopado, pre-
so e condemnado depois a urna muida e a pri-
so. Quando mais tarde raorren esse illustre
arcebispo, o governo apoderou-se dos bens do
ariebispo de Bolonha. O nosso veneravel irmo
o arcebispo de Faenza, vigiado primeiro pe-
las soldados no seu palacio porque achando-se
soffrendo urna grande enfermidade, nao se poda
arrastar at priso foi depois condemnado a
urna muido e a priso. Queridos filhos cardea-
es da sania Igreja Romana, o vosso collcga ar-
cebispo de Pisa, foi detlido pela forga armada,
arrancado ao seu rebanh e conduzido a Turin ;
o bispo de Iraola foi vigiado como prisioneiro e
o arcebispo de Ferrara foi molestado por diffe-
rentes maneiras
J se sabera tambem os graves daronos que a
religio e os seus ministros acabam de soffrer na
Sicilia, por esses homens perdidos que teem
lancado a dessordem no meio do reino do prin-
cipe legitimo. Entre outras coisas, dnas ordens
religiosas, quo linham bem-merecido da religio
chrislaa, foram abolidas, e os seus membros 0-
bngados a desterrar-se Mas o maia deploravel
aindo, Teqera?ci8 irmos que se teem encon-
O co e a Ierra passaro, mas as palavras e as
promessas de Dos nao deixaro de cumprir-so ;
e, como sabis, os imperios mais poderosos, os
reinos, as naces e as cidades podem ser trans-
tornados, destruidos c dissipados ; mas a igreja
f.mjndo por Jess Christo Nosso Senhor, e cons-
tantemente sustentada e Ilustrada pela suavir-
tude omnipotente, nao podo nunca, por motivo
algum, ser translornada e destruida ; ella nao
nunca vencida pelas perseguiges, nao diminue
nada por ellas; ao contrario, a'ugmenla, tira del-
las novo lustre e cxplendidos triumphos- Por
quo a mesma igreja que vence quando ofleu-
dida, comprehendida quando contestada, o
alcanca quando abandonada. [ S. Hilar, de
Trin Livro VII, capitulo IV).
Noaeixamos nem um momento de pedir e de
conjurar de dia e de noile, com f, com esperan-
ca e humildade do corago, c o maior ardor, a
Dos de misericordia, para que se digne, pelos
mritos de seu filho nico Nosso Senhor Jess
Christo ter piedade de todos os prevaricadores,
toca-Ios com a sua graga celeste illumina-los,
converte-los e attrahi-los, afira de que todos os
erros sejam desterrados, afTastanas lodas as ini-
quidades, e saudada a divina religio e a sua dou-
irina, que conduz igualmente a felicidade tem-
poral e a (ranquilidade dos reinos e dos povos ;
para que floresca cada vez mais, se estenda. o
domine sobre todo o universo.
Dirigindo esta allocuco com a fcelo a todos os
nossos veneraveis irmos, bispos, de lodo o uni-
verso felicitamo-los, e aos fiis confiados ao seu
cuidado, sua f, ao seu amor e sua fidelidade
por nos e pela cadeira de S. Pedro, e ao mesmo
lempo aberla e publicamedte raaaifeslmos quan-
to estamos admirados da notavel altengo com
que os nossos veneraveis irmos, os bispos e os
seus rebanhos, nao cessam por lodos os meios de
consolar-nos as nossas angustias.
Nem um momento duvidmis de que os nossos
veneraveis irmos, animados desse espirito de
religio, de piedade e de zelo sacerdotal que 03.
distingue.se consagraro ainda com mais zelo o
os fiis quo lhes esto confiados defeza cons-
tante da causa da igreja e da Santa S, e pelas
suas_ fervorosas orages e as dos fiis se approxi-
maro com confianga, comnosco, do throno da
graga, imploraro a raui poderosa protecgo da
Santissima e Immaculada Virgem Me de'Deos,
afim de que antes que esta to horrivel e to
violenta tempestadese dissipe, a igreja catholica
alcance a paz to desojada, c goze por loda a
parte da sua liberdade e que todos os que esto
affastados do caminho da virtude e da jusliga lo-
mem a si, se convertara a Dos, e abandonando
o mal o praticando o bem caminhera pela estrada.
do Senhor.
( J. do C. do P. )
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAM11UCO.
IHMM AS
9 de agosto de 18CO-
Quando ha muitos mezes, eu fallava, nesta cor-
respondencia, do prximo despertar da questo
do Oriente e das intrigas mysleriosas da Franga e
da Prussia para trazerem & baila essa complica-
gao europea, nao pensava de cerlo que os acon-
tecimentos to cedo viessera confirmar as miuhas
previses.
O massacre dos christos na Tuquia d'Asia aca-
ba de ter em resultado a partida das tropas fran-
cezas para o Oriente. Por essa intervengo, a
que s outras potencias tiveram de adherir nao
muito por seu gosto, comega de novo a questo
do Oriente, como claramente diz Napoleo 111 na
sua reccente e famosa carta ao conde de Per-
signy.
Qne a humanidade e a civilisago sao iuteres-
sadas na queda do imperio otlomano, o que nao
pode ser contestado seriamente. Nao se pJo
negar que ha muitos annos est esse imperio em
completa decadencia. Nao isso porque nao te-
nha procurado mais ou menos reformar-se, po-
rra assim s o que fez loi acrescentar aos vicios
da sua aniiga barbaria alguns dos vicios de urna
civilisago exlranha. O accordo inesperado d.-i
Franga e da Inglaterra em 1854 salvou-o de urna
ruina imminente e deixou-lhe alguns aunos para
fazer uma ultima tentativa de regenerago. A ex-
periencia foi feita, e, cumpre dize-lo, nao levo
xito nenhura.
O imperio turco hoje nao melhor governador
do que o era em 1854. Suas flnangas esto em
uma decadencia incuravel, Os trabaluos de uti-
-rr~.
^^^^
TT

ILEGIVEL
* V ..... ? ,r-
-7=-
II.- ------>--------^-


(
\
1 iJriJe publica sao neuhuiis A Turqua liujc o
nico paiz da Europa onde noexistem caminhos
de (erro, cases adrniraveis instrumentos de civi-
lisago.
Eaifim, o que ruis grave, a honra, a liber-
dade, a vida dos subditos do sulto nao sao hoje,
mais resucitadas do que o eram amigamente. U
que resulta d'ahi ?-* Que os defensores mais sin-
ceros e mais desinlercssados da Turqua eslao
confundidos, c a Europa adquire cada vez mais a
convicio de que Iho impossivel escapar a cri-
se que deve infallivelneBie acarretar a ruina des-
se infeliz imperio.
O que se v boje to claramente, e o que en
j difse desde o antro passado as cartas dirigidas
a esse jornal, que a Franga ea Russia nada des
prezan para tornal inevitavel essa soluco, e para
apressarem oseucumprimcnlo. O futuro da Rus-
sia est do lado de ConsUntinopla. E' por Ons-
tanlinopla que ella ter acceso ao Mediterrneo,
o que Ihe iwdispensavel para se tornar potencia
martima.
A Russia alm disso quer, a todo o prego, ti-
rar desforra da humilhagao que soffreu com n
guerra da Crimea. Quauto Franga. esta quer
acabar do destruir no Oriente os tratados de 1815,
feitos contra si e quo levo de supportar por espa-
ro de quarenla e cinco anuo-:. Essa obra de de-
molcao, a Franca comegou-a na Italia tirando
a Loinbardia Austria sendo hoje irnminenle. A
queda de aples e de Roma, ern pouco na Ita-
lia, nada mais restar daquillo que haviaui sla-
belecido os tratados de 1815. E c-is agora que o
edGcio estala tambera uu Oriente. Alli igualmen-
te a inlervcnco frauceza, pora ludo de pernas
para o ar.
As.-im como os Francezes pondo os ps no so-
lo italiano, pozeram fugo Italia inleira, do mes-
mo modo desembarcando na Turqua d'Asia. re-
volucionado as populaces tanto desta como da
Turqua da Europa. O sulto est ameagado
com a corte dos principes italianos.
Eolio aer infallivel a reviso radical dos trata-
dos de 1815. Ora, nessa reviso, o Franga nao fi-
gurar como potencia vencida, como o era em
1815. Far valer a sua preponderancia, e Na-
puleo III conta por essa occasio obter no nor-
veuio Jeixou o lempo do se orgausaiem no-
vamc.ite no Cariri. Reuniram, pois, nucir
nuroero je homens, que corapulam em nao me-
nos de seis mil; e o vigario do Jardim, com a
sua destreza, soube fanatsa-los ponto de per-
suadir-lhes que, combatendo porseu Deus e por
seu monaroha e a favor dos seus aliares, nada
linlio m que recelar das armas dos inimigos, con-
tra os qtiacs, cceles eram maw que suffleientes
para derrota-Ios. Em seguida benzeu novamen-
le essas novas armas de guerra, que valeram a
alcunha de Benze-cacetes, e lancou oulra vez
essa nova Vceda contra seus inimigos.
Esta massa mal armada com effeito arrojou-se
novamente sobre o Ico, marchando em diversas
culumnas; as duas prmeipacs, seguirn pela ri-
beira do Salgado e pela serra de S. Pedro, oulra
lomou pela ribeira do Cariri em direcgo da villa
do S. Matheus, e a ultima pnlo rio do Peixe ter-
mo da provincia da Parahyba, entrando no plano
gerai o reunirem-se todas aos numerosos pique^
les que estavam espalhados por Iodos os la-
gares.
No rio do Peixe, Jos Dantas, ataco a villa
deSuuza, tomou-a de assallo, e ah fez urna
carnificina horrenda nos liberaes A columna do
Carih chegou S. Matheus, que rendeu egual-
j mente ; e como exisliam muitos partidarios seus
nesses lugar, sacrilicaram perlo de cem pessoas
! com indizivel barbaridade, afim de salisfazer as
, vngangas dclles. As columnas do Salgado e da
j serra de S. Pedro, depois de fazerem sua june-
cao puco antes de chegar ao lo, adiantaram-se
; at a vista da villa, e no dia seguinte 4 de abril
invesliram-a ao amarihecer. Porgas mui res-
peilaveis de tropa de linha, esmmandadas pelo
major Francisco Xavier Torres em numero supe-
JP1APJQ m TPEfflAWBUCO. ffljlNTX FEIRA 56 DE AGOSTX) DE 18TO.
ainua i;ouuuava a ser multo ugoroso. Crreguu
28 do mesmo mea ao Aracaty.e d'ahi segmo p-
ra o Ico, ondo nlrou do dia 10 de abril, temi
gasto 20 das nosla via-em, tanto pelo mo es-
lado das estradas, como pela noeessidade de se
demorar em cerlos pontos, para tratar do expe-
diente do governo. Conserrou-se ueste villa at 6
de maio ; mas logo depois de sea ch'egad, que
leve lugar seis das depois da derrota dos revol-
tosos pelas forcaa da legalidad*, mandn reforgos
de tropas para S. Matheus ao major Francisco
Fernandes Vieira, Jos do Valle, e Joo de
Araujo Chaves, chefos da (oreas dos Unhamuns,
que reunidas atacaran) aquelle ponto, d'onde ex-
pelliram os rebeldes, matando-Ibes nesta aegao
oito homens, e enlre ellos un dos seus chefes de
nome Jos Ignacio de Frailas, por alcunha Mari-
lacaca.
As 6 de maio, depois de ter apressado a mar-
cha dos reforgos, que requer de diversos pontos,
parti para a vttla de Lavras, onde chegou ti
do mesmo mez, e permaneceu mais de raez era
consequeneia da enchente do rio. D'ahi man-
dou duas brigadas, s ordena do coronel Agos-
linho, reunirem-se s torgas dos Unhamuns em
S. Matheus, para balerem as partidas dos rebel-
des que anda se cooservavara no Quixol e na
ribeira do Carih ; mandn tamben urna forte
reserva para observar as torgas rebeldes do rio
do Peixe, cobrir o Ico e Lavras, e guardar sua
retaguarda ; depois fez marchar duas brigadas
pelo caminho do Cariri, alim de observaren! os
rebeldes que para ah se linham retirado.
Em lins de maio concenlrou em Lavras todas
as tropas de que pode dispor, sera desprevenir
os pontos importantes, e que cumpria conservar;
a 18 de junho parlio para o Cralo ; e a 22 che-
.....jui ibuviovv natiti lurtes em numero supe- a io ue junno parlio para o Cralo c a 22 che-
nor trezentos homens, se oppuzeram por algum gou com o exercito no lugar chamado embosca-
iempo entrada dellas : mas. dermis de ak-om dms ditlmlo nu.nim i.,,.,,,. j. ,:.-_ >... ._
te a fiooteira natural do Rheno como j oble- jsacirera as precisos que sentiam.
la cesso de Nicee da Saboia a fron- [ 1"' adormecendo imprudentemente sobre seus
ve uo su I, p<
teira natural dos Alpes.
Tudo islo nao vislo iiupassivelmenle pola In-
glateira e Allemauha. Essas duas potencias co-
megam a ver para que fim camiulia Napoleo III
e que tcuiivel ascendente ameaca dar de novo
Franga. E porisso nada despresain para dcle-lo.
Sei de ionio linipa, que ha tres semanas, quasi
que se linha conseguido reformar em Londres a
coaliso contra.a Franga. feulinm aproveitado
com csse lim o desconlentainento que a Russia
senlia contra a Franga, pela agilaco quo Ihe al-
l ilmia na Polonia. Aereditava-se em Londres
que essa furia d-i Russia fcilmente se converie-
na em hosliltdade.
Tendo, por oulro lado, o governo inglez o con-
curso da Prussia, que na entrevista de Tceplitz
linha se assegurado da cooperago da Austria, pa-
reca que eslava ludo fetlo, e que bastava dirigir
os (breas inglezas, prussianas, austracas e rus-
sas para Paris. O projeclo aborlou, porque loma-
ram o descoiiteritarnenlo accidental da Itussia, i
por un rompemcnlo signilicalivo. Em presenca
dos acontecimenlos da Syria, essa potencia vol-
lou-se de urna raaneira muilo decidida para a
Franca.
A ilelgica, que se sent directamente ameaga-
da pelos projectos de engrandccimcnlo que a
Franea torn do lado do norte, acaba de aprovei-
tar a occasio do anniversario da inauguraeo do
re l.-opoldo para fa/er manifeslaces calorosas
em lavor de sua uacionalidade e de'sua iiidepen-
dem ia.
Cumpre dize-lo bera alto, se o nosso paiz suc-
CUtnbir na tormenta europea, se aconlecer que se-
a amiexada Franga, ser muilo contra a sua
vontade. Temos mu mieresse ncftlculave! em li-
carmos no que somos. A nossa coristituigao a
mais liberal do inundo inleiro. Formamos um
estado bem compacto, no euianto nossas commu-
nas sao livres, nossas provincias sao livres, se
regem pur si com leis liberaes, sob a tutela ni-
camente reguladora do poder central. Nos nao
podemos aleinar de bom grado todas essas lier-
dades. Por oulro lado, a divida publica da Fran-
ca vai senipre crescendo. A nossa representada
pelo valor dos traballios de utilidade publica que
temos construido.
A Franga paga porto de dous niilhares de cou-
tribuiges. Nos s pagamos cento e trinla mi-
llioes de mposlos para una populago, que a
oitava parte da de Franca. Ue tiitil annos para
ca, o dinlieiro que damos Icin servido para aug-
mentar 6 nosso bem eslar e o nosso poder agrco-
la e industrial. O dinheiro da Franga tem sido
en; grande paite absorvido pelas revoluedes e
consagrado a guerras em paizes longinquos.
Todas as nossas .idades, lalve com dua ou
lis excepges, sao ligados por caminhos de fer-
io o em pouco lodos os campanarios das nossas
nlas serio unidos por boas estradas. Poic-se ut-
zer.que nao ha j.aizJo mundo que possa olfereeer,
cm to pomos anuos, um teslemunlio mais glo-
riosj de progresso e de prospendade.
O anoiversano da inauguraeo do re Leopol-
do fui celebrado com tanto mais cnlliusiasiiio
quanio coincidir eo.n a execugo de urna grande
reforma, de que j l'allei na miaba ultima carta,
a abolico dosimpostos municipaes. Essas alau-
di'gas interiores, to prejudiciaes ao inovimeoto
dos negocios, eslo decididamente abolidas : E' o
mais bello titulo de gloria do ministro da fazenda
o r. Frre Orban, cuja coragem e preseveranga
tizeram Iriumphar essa grande iunovaco.
iempo entrada dellas; mas, depois de algum
lempo de resistencia, vendo-so quasi cercadas
pela multido dos inimigos, nao souberam ha-
ver-so com essa mole de gente, bem que estives-
so ella quasi toda inerme, e assim realiraram-
se abandonando a villa aos rebeldes, que nella
enlraram seu salvo, e estabeleceram-se, exer-
ceQdo pilhagem e praticando roubos, particular-
de gneros alimenticios e bebidas, para
sentiam. Depois do
ouros, enlraram a deitar-se por onde achavam
abrigo, alim de se refazerem das fadigas de sua
marcha. Tornou-se llies, porm, em breve mui
fatal essa imprevidencia e demasiada seguranga
n urna victoria, que leria sido decisiva se perse-
guissem o inirnigo.
As tropas liberaes. que iam em retirada, um
pouco abaixo do Ico. reconhecendo a inaegao do
inunigo, e informadas do que sepassava na villa
suspendern! a sua marcha ; e, animadas pelo
bravo olcial Civalcanli, relrocederam sobro o
Ico, onde enlraram precipitadamen pela larde.
rf, distante quatro legoas da Misso Velha do
Cariri. N'esle ponto achava-se Piolo Madeira
fortificado n'um lugar escabroso, n'uma posi-
gao muito vantajosa, com dous ou tros mil ho-
mens ; e assim esperava ahi sorprender as
tropas da legalidade, e fao-las cahir n'uma ci-
tada, d onde s com muila difGculdade poderiam
sahir salvamento. Mas o presidente, que mar-
chava com todas as cautelas de urna boa lctica,
avisado do perigo que araeagava o exercito Hesta
localidade, lomou oulro caminho, evilou a cita-
da, e marchou com toda a seguranca para a po-
voago da Misso Velha.
Pinto Madeira licou desapontado quando co-
nheceu que o presidente linha rodeado a sua po-
sigo. e escapado urna derrota, que elle teputa-
va itifallivel. Sem embargo, deu ordem sua
gente de abandonar a posigo, pan se retirar
toda a pressa sobre Misso Velha, de maneira
que os dous exercitos vo se
Francisco Antonio de Miranda.
Hermenegildo Gongalves da Silva.
Belmiro Augusto de Alroeida.
Dr. Manoel Adriano da Silva Pontes.
Antonio da Silva Guimares.
Antonio Giiimares da Silva.
Antonio Ricardo do Reg.
Fraocisco Ferrcira de Mello.
Jos Joaquim da Costa Ribeiro,
Manoel Ignacio da Silva Ferreira.
onde podesse elle se reinar. Com elteiio, es
tropas de Jos Mariano marchavam em duas co-
lumnas pelas estradas que sahem de Milagres e
de llissao Velha, em direcgo do Rio do Peixe.
form Pinto Madeira toraou urna vereda iuterior,
um caminho de fazenda a fazenda, que corre en-
tre estas duat estradas, e por essa via logrou vol-
tar desapercebidamente para o Cariri, evitando
por tal forma urna derrota completa.
m,Qrn2!d.0Schefe*,da 1"'8a,i(lad> deMm por esta *
rr.,f, g J,,Se ile achar" om erritorio Joaquim Silverio de Souza.
do Cariri, no arraial das Cuneas, ralle do riacho Joo Carlos Augusto da Silva
das Antss mas ao sahir dahi foi alcangado no Lui* Antonio Vieira
Cacar pelas tropas de Pernarobuco que Ihe de- Jos Francisco de S Leilo
rara batalha, e o obngaram a por-se era faga,' Pedro Jos Carlos da Silva '
cora perda de nove a dez homens e muitos feri- Jos Antonio Looes Gui narei
dos pela ribeira do Riacho. principal brago do Antonio Jose^o Moraes
nacho das Antas. Benlo Jos Pires.
esta retirada foram seguidos pelo major Ce- Jos Aulonio de Oliveira e Silva
SS2*y2? 5U0 os Persegua de to perlo que no' Antonio Jos de Vasconcellos. '
lugar chamado Piloes, reconhecendo Pinto Ma- | Joaauim Lu Vires.
?- Tlgar' Anl01l!i0 Manoel que dllicilmcn-; Joo Chrisostomo Ferreira dos Santos
le poderiam escapar-lhe abandonaran! as caval- Manoel Jos da Silva Leite
gadurase as bagagens e melleram-se por don-' Hermes Carneiro Machado Rios.
tro das matas. Os soldados anda os quizeram Francisco Izidro de Ferias
seguir, mas perderara seus rastos; e assim re-I Sao relevados das multas anteriores n Sr*
ceiaram-se entranhar-se por brenhas que nao Vicente Ferreira da P^rcuucula
conhec.ara, o onde poderiam cahir cm algu-1 Dr. Joao Alves Dias V, a
raa cilada, deque se nao podessem livrar pela Dr. Joo Honorio KorrJ L u,
S* dC I"? eS C d6 co"hecirae'"" d, '"'i- F--st Augur oBde O Weira^ "s"
dades. Nesta occasio cahirara em poder das F.' rt<,nQr.*T.i \,. "_."e,ra uarros-
dades. Nesta occasio cahirara em poder das
tropas da legalidade, com as bagagens que foram
tomadas, todos os papis dos chefes da rebelio.
Os Pintislas dahiem dianle nao appareceram
mais era campo. Incessautemente perseguidos
pelas forgas da legalidade; debandarara-se para
formarem grupos, que nao paravam era lugar
certo, eiam roubando, assassinanJo o commel-
tendo loda a especie de alternados contra seus
inimigos os liberaes. Quando erara perseguidos
pelas tropas, refugiavam-se no interior das bre-
nhas, onde estas nern podiara nem so atreviam a
segui-los. Esta guerra intestina anda conlinuou
por muito lempo, como o veremos, mesmo de-
pois da entrega dos chefes.
________^_______{Continuar se-ha[.
PERNAMBUCil
REVISTA DIARIA-
No dia 28conseguio-se alinal a reunio de
numero siifTicienle de juizes de facto para a aber-
tura definitiva dos traballios do jury dcste termo.
Foi designado o dia 20 do mez que entra
para a audiencia geral da abertura da correiro
encontrar no roo- i j
. desta comarca, presidida pelo Sr. Dr. juiz de di-
Bernardo Macha-
monto era que cada um quer entrar na povoaco ; I .'.
e vista d'ella, pois, travam urna peleja renhida i r,,l da P"' crimina
rs.i.ii. ,ii,;..:.i. .!.. i. i.. j0's ruije|jes do da Costa Dona.
r._ .r....v.^ |.v.u myi, o falE^mn? ,-S f eld? incaulos- desarmados i pelo vigario do Jardim, que desenvolve neste
i! tr-f VJ 'S' 5 ?",l1,f'gues ao repou.s.- En- I da elforos "ordinarios. A povoaco fui
lao travou-se urna batalha, ou para melhor di- alternativamente tomada e retomada diversas
er' d nent mortandade. Debalde vezes pelos dous partidos ; mas emflm, depois
Je tres horas de um combale encarnicado, os re-
beldes viram-su obngados recuar, e Qnalmente
-0 desampararan o campo de batalha sem grande
as tropas regulares, que desorden, e se reliraram em direcgo villa do
- Jardim. deixando mais de cem morios uo campo
de batalha, e levando consigo numerosos fon-
dos. As tropas da legalidade sofrerain pouca
perda de gente, mas tiveram um inmenso nu-
mero de feridos.
Picaran), pois. as torgas do presidente de posse
da povoaco, d'ahi ao depois seguirn) cora elle
para o Crito, que dislava urnas oito leguas, e
24 de junho etraram n'essa villa que foi adia-
da quasi deserta e ao desamparo. Desse ponto
expedio o presidente differeiilcs columnas, em
perseguigao dos rebeldes, para varias direegoes ;
e a que mar.-hou para a Serra de S. Pedro, onde
livera aviso de que se havia concentrado una
grande parle de rebeldes, nao os encontrou mais;
por que informados lempo da marcha das tro-
pas contra si, tinham-'so disprsalo. Vollou
essa columna porlanto para o Cralo ll de ju-
nho sem xito algum.
As tropas dos Unhamuns, reunidas as torcas
que lhcs havia mandado
Pinto Madeira e Antonio Manoel, proo.uraram re-
gularisar o combale ; os rebeldes sorprendidos,
disseminados e sen Jirecco, foram esmagados
em todos os pontos pe*
llies mataram mais de
llies cima de duzenlos.
Os rebeldes recolheram os seus feridos, que
evarara comsigo era sua retirada, a qual leve
lugar em completa desorden, na larde do mes-
mo da na direcgo do Cariri. Mas, en distancia
de sele leguas da villa do Ico, a raiva e a vergo-
nha de urna seraclhaulc derrota, os deteve algum
lempo ; e ellos anda tiveram a velleidade de vol-
tar sobre aquella villa, alim de loinarem urna
vinganca estrondosa dos seos vencedores; po-
ren, a noticia da chegada aquelle ponto do
presidente Jos Mariano, con grande reforco de
homens e munices, desanimou-os, demove'ndo-
os no lodo dcsto proposito. E assim continua-
ran! sua relirada para o Cariri, onde cahirara os
liberaes tambera no mesmo er.-o de nao perse-
gui-los nesse movimeulo ; o que a ler-se dalo,
produziria indiibilavelneule o exterminio ou a
respersao delles ; e por tal forma um paradeiro
dilia sido posto essasedigo, que no entrclaiito,
como veremos, levou amia baslaute lempo.antes
de ser suffocada. Volvamos, porm, capital,
onde as noticias das oceurrencias do Cariri oceu-
pavam exclusivamente a aitengo do governo e
de toda a populago. As queixas da cmara do
du'^^a^ntt reVU!,S0S' TT ^'r^e^:^^^^^^Q^^
u],olle< ,.". ? 'nPe'- Presid'',"'>.'l"e1doqeresulto1i urna batalha, e a derrota com'
nao r '! i"e"^'1 ;, lJi,S0 1 PlU "les cem a morle do proprio cl.efe e de
imi' 1 ,aUX,Uu, "?-,lb*r.ae\COm Ulraf '""'Pessoas. D'ahi continuaran sua
anda approrou tudo .,uauio foi praiicado por marcho al un lugar denominado P dw Ca-
cik.. muda mesmo arbitrariedades ei desatinos; [vaUot, perlo do povado do Brejo Grande, onde
coeousell.o do governo em sossao de 12 de permanecer m estacionados aloque sendo avi,
mar,., c, ao ponto de p6r a premio as ca-, sados da chegada do presidente ao Cralo. par>
i'o'o.u ';1U,""c u *,de,ra,e d P?ire An.lrai nessa direcgo com o lim de realsarem sua
uza. o de incitar os Cearenses | juneco com elle ; mas nao o adiando mais ah
Hoje e nos dias Io e 3 do futuro estar em
praga, peranto a caara municipal, o imposto por
p de coqueiro pela quatilia annual de 420.
A arrematado triennal.
lioutera leve principio o processo de habi-
litago, deque j demos noticia.
Apenas aprosenlatam-se cinco dos inscriptos,
reliraodo-s os ouiros dous, un por chegar fra
da hora, o o oulro por noleslo.
Deram-se as provas escripias, e hoje lomar-se-
ho as oraos, afin de resoher-sc al'mal sobre a
habililago dos inscriptos adnisso ao concur-
so, cujo dia ser posteriormente designado.
Na pootezinha da ra da Aurora, ou por
suas imnedagoes costuna ajuntar-se noile
una porgo de noleques, que con alaridos in-
commodam solTiivelncnto a lodos que por alli
moran.
E' preciso dissolver-so esse corpo de peraltas,
que arregimenlan-so para incomnodar ao pu-
blico por semelhante mcio ; para o quo ser su-
uoienio o simples junco da polica.
Por portara de 28 do correnle foram axo-
nerados :
O bachircl Jos Roberto de Moraes e Silva, do
:arxo de subdelegado da freguozU dos Afogados,
rE'n di*Pensa(jo de servir na presente sessao o
hr. Dr. Joao Alvos Dias Villela, promotor publi-
dencia. CmarCa dC Sobr,, VSl ler resi"
RndriSlT"le di.sPensado Sr. Manoel Lopes
mni Gu.rnaraes. por allegar justo impedi-
mento por motivo de molestia. V
Entra en julgaraento o reo Jos Francisco de
bouza. pronunciado no art, 3. da le de 26 de
outubro de 1831. preso na casa de detengo des-
da 31 dejulho de 1859.
Sendo o reo menor de 21 annos, o juiz defere
o juramento dos Santos Evangelhos ao curador
noraeado Dr. Joao Jos Pinlo Juoior.
Altendendo eslranhavel circumslancia de
haver o reo soiTrido o duplo da pena, que Ihe po-
eriai ser imposta no grao mximo pelo crime de
uso de armas defezas, o consclho de senlenca
nega em suas respostas aosquesitoso facto prin-
cipal e suas circunstancias, em vista das quaeso
ur. presidente do jury absolveao roecondemna
a municipalidade as custas
A absolvigo do aecusado foi ura verdadero
acto de justiga, como era de esperar do Ulula-
do conselho que o julgou.
E* verdadiirainenle lastimoso e deploravel o
estado de loriga demora em que vo os feilos'
crines, nao obstante as boas diligencias do ni-
nistcno publico. Eslc estado deve mpressionar
vivamente ao Sr. Dr. Herraogenes de Vasconcel-
los, e esperamos anciosameuie de sua aclividade
que procure dar expedico aos innmeros pro-
cesso que jazetl accumulados no carlorio do
jury, julgando dous ou tres processos em cada
da de sessao, sempre que oiempo o permillir.
Sendo de grande exlenso o termo do Recite,
e caminhando os processos com celeridade nos
juizes processantes, preciso que o trabalho do
jury acorapanhe a marcha dos juizos inferiores,
sob pena de aggravar-se sem remedio possivel o
estado de cousas que deplranos do-fundo
d alna.
Felizmenlo, parece que o Sr. Dr. Hermogenes
osla insprelo de boa vontade. Na sessao de
houtem, fez-se entrar em julgamento um oulro i
processo por crimes de ferimeutos, instaurado
contra o reo Manoel d'Assumpgao de Souza
Mangabeira. preso desdo mais de 1859.
Cornpoz-se o concelho dos seguinles Srs. jura-
dos, uopois de algunas recusacoes por parte do
ministerio publico e da defeza."
Antonio Luciano de Moraes de Mesquila P-
menlel.
Pedro Buarqne Rodrigues Franga.
Cosme Jos dos Santos Callado.
Francisco Antonio de Brilo.
Manoel Antonio de Alcntara.
poiade ter pregado a conslituinle soberana e li-
vre, modiGcou-se e pregou a conslituinle com
condieges, urna conttiluinte sui generi; '
Nao, sem durida : porque era contrario se Iho
podena apresentar os seus arligos sustentando o
absurdo de una conslituinle e trabalhando con-
juntamente com a caara temporaria, e com c*
sanado.
E quem assim procedeu pode dizer qoe ni
foium revolucionario conslituinle modificado?
Poder negar o redactor em chele do Liberal
que depois de ter sido revolucionario conslituin-
le tornou-se demagogo ?
Nao. nao : porque.ahi eslo os seus escriptos
contra a realeza. Fallam bom alio os arligos por
elle escriptos em-setembro do-anno passado nos
dias 19. 20. 21. 22. 23, 24.26, 28 e 29 e em ou-
tubro do mesmo anno nos dias 3, 10, lt, 17 o
18. Os escriptos dos republicanos que naquclla
poca appareceram contra a visita imperial nao
sao mais perigosos do que os publicados no Libe-
ral Pernambucano nos dias cima citados
Nada menos se procurou do que tirar todo o
prestigio a nonarchia, e torna-la odiosa a todas
as classes da sociedade, fazendo-a responssvcl
por lodos os males que sobre nos lem pesado e
pode anda pesar.
Nao estamos nvenlando, rogamos ao benvolo
leuor que recorra as collecges do Liberal dos
mezes de setembro e outubro do anno passado,
e que nos diga se faltamos a verdade.
E quem assim procede, no momento em que o
povo se preparava para receber a visita impe-
rial, deve offenaer-so con a denominaco do
demagogo ? *
Contestar o redactor era chele do Liberal quo
depois de ter procurado indispor o povo con a
mooarchia pirou a casaca e declarou-se mo-
narchisla t
Certamente que nao negar : porque contra a
sua negativa opporianos os seus escriptos em
outubro e novembro do anno passado.
E quera de urna hora para outra muda assim
de opiniao, merece ou nao o titulo de nioiiar-
chxsla por calculo ?
Finalmente nao negar que tendo se exaltado
na discusso dos principias liberaes que dizia ler
esposado desde a infancia, declarou-se depois
liberal conservador ex-corde.
Nao negar, porque a conleslago fcil a vis-
ta dos arligos por elle e3criplos ha vinle dias
pouco mais ou meru s.
Portante uao pode considerar-se um insulto o
termos dito que nao vemos o que censurar a
um saquarema arrependido, a un caiuliluinle
enrag, depois modificado, a un demagogo con-
vertido en monarchista por calculo, a un li-
"?/' exal'ado, riepois moderado, e finalmente
liberal conservador ex-corde, porque desejando
mostrar a sua esbelta figura, e (orea de seus
putmoesmi cmara dos deputados se joelha an-
te os agentes do poder, e llies pede un adjulorio,
implora perdi de seus peccados, e llies tece
pomposos elogios.
E' susceptibilidade de Garibaldi peba o sup-
por que ha injuria na narraro de um facto ver-
dadero.
O publico sensato quo nosjulgue.
W.
Recite 27 de agosto.
jo oe
por assim convir ao servigo publico.
Felippo Manoel de Cliristo Leal, do cargo de \ Antonio Bezerra de Menezes
o'presidente, durante SSE d" frc8uuczU do $*** Martyr de l'hemoteo Pinto Leal.
cunda, por assim o haver podido. | Antonio Ferreira da Costa Bra^a.
No dia 28 do Brrenle turan rccolhidos Joo Baptista de Medeiros.
casa de detengo 2 homens livres e 3 escravos, a ; Francisco Rufino Correa de Mello,
saher: 1 ordem do Dr. dieta de polica, 2 ; Jos Candido Viegas.
orden do subdelegado do Recite e2 orden do Severiano Bandeira de Mello.
sua estada em Lavras, para' coadjuvar as suas
operacos, subirn s ordens do major Francis-
co Fernandes Vieira, pela ribeira do Carih al I 'Sl^tVS? S*".??'
a Cobra faenda do coronel Manoel de Barros S k nrdem do Dr" chefe
Cavalcant, onde se encontraran! com um grande
INTERIOR.
EslMafo histrico sobre a provincia
do Ce&e pelo Dr. Tliehcr^e.
(Continuago do n. 172)
Os deslacamenlos do Ico e do Cralo, reunidos
s tropas do coronel Agosli.iho e alguns homens
as vaneas do Jaguan*, commandados pelo l-
ente Luiz Rodrigues Chaves, informados de que
o major Torres vmha approximando-se do I.
abandonaran a villa para ircm ao encontr dos
rebeldes; que alcangaram na distancia de 5 le-
guas d'ah, n'um lugar chamado Varxea Aleare
fio da 0 de fevereiro. Apenas avistaram-se os
inimwos rompou-se de parte aparto o fogo, que
oi remudo ; mas as tropas de Pinto Madeira
anda pouco aguerridas e caneadas de urna esti-
rada viagom fela porum tc'mpo to rigoroso
nao poderam resistir ao fogo das tropas recula-
res, que, Ihesfaaam trente, desampararan o cam-
po da batalha e retiraram-se precipitadamente
e em completa debandada para o Cariri Se os
vencedores os perseguissem neste estado, des-
irui-ljs-lua cumpleamenie, e lerian sen duvi-
da terminado esta guerra desastrosa, assin como
sulfocado a robelliao ; mas em vez de se appro-
veilarduma laofavoraveioccasio, Chaves vollou
para Ico com suas iropas, afin de reunir-se com
l''Ti'i, ,m'?-' q"e alH chera no niesmo dia
la baialha da larrea Alegre.
Torres informado de que Jos Dantas Rotheia
amigo companheuo de MaJeira no morticinio d
icada, havia-se pronunciado no mesmo setili-
om ol|reeU!"a gUle Para brar dc combinago
com elle, julgoa prudente ficar com um forte
destacamento no Ico. para observar e conter Dan-
las; e com as nutras forgas formou duas colum-
nas commandadas pelos olficiaes de linha Uaval-
caiui e Canuto ; aos quaes mandou em sesrui-
menlo das foir;is de Madeira. 6
Estas, tend ido lempo de se reorganisarem
rciiraram-so lentamente, de modo que as duas
columnas enlraram no Cariri de envolta com os
revoltosos.
Pinto Madeira emboscra-se perlo, e ao nas-
cenie da Barbalha, povoago situada sobre um
alto cercado no seu p e da parte do sudoeste
por um largo brejo, que abrange-lhe quasi dous
tercos da sua circunferencia ; e Cavalcanli, que
nao o linha presentido uessa emboscada, eitrou
sem cautela na Barbalha, depois de mandar um
lorio piquete para o seu engenho Coil, na falda
da serra do Araripe, onde esperava sorprende-lo.
brejo daBarbilba achava-se nesta poca impra-
ucavel, em ratau das mullas chuvas ; de sorle
que achou-se assim Cavalcanli preso, sera o sus-
\ u !', ('"lre br<'J e 8robS0 das forcas do Piu-
lo Madeira ; que no dia 23 de fevereiro o acco-
r&.sr.aKr'a >m s ""*
M?20aU.h0,n,TS quc lrazia comsigo, 100 foram
ria i o dr.,8lpCS d0? Pinlistas ou" se afoga
na ni no Brejo. por onde procuraran) evadir-se o
resto conseguio escapar deste passo periaoso
con o seu commandanle, que por 18010? o-se
obngado a retroceder.
Dous dias depois. a oulra columna leve um
encontr no Lirr.oeiro, na serra de S. Pedro on-
de os liberaes forarn lamben derrotados e co-
ronel Agoslinho, sendo levemente ferid'o n'uma
coxa, fez-so gravememe ofTendido por urna
Estes succossos reanimaran a coragem dos re-
beldes, quem 3 retirada das Iropas do go-
esses assassinalos.
Quando lev-se ali cochecimento da derrota
da Barbalha e da serra de S. Pedro, o presidente
n <>nntlhn "l*r.,l,nram a fwuc acllvidade do
inaior lorres, qual atlnuuiram esses icsuue-
dos ; c cono por deriso do governo central
houvesse sido abolido o lugar de commandanle
das armas no Cear, passando as respectivas it-
tribuiges para os presidentes, de maneira que
Torres s ora nomeado a 13 de fevereiro com-
mandanle geral da expedlcao do Cralo, tratou-se
eolio no conselho do governo dc demitli-lo do
referido commando, e de nomear oulro para
substitni-lo. Mas nesta conjunclura o proprio
presidente, que ha muito lempo se offerecia para
ir ern pessoa dirigir a expedigo, obteve para
isto o consenso do conselho ; e cooseqnentemeu-
le liatn logo de fazer convergir para o Ic to-
das as Iropas de que pule dispor, o as milicias
de todos os pontos da provincia, assim como cu-
rou egualmeule de preperar munices e todos os
outros recursos indispensaveis para tentar um
golpe decisivo contra es revoltosos.
foram ern seu seguimeolo para a villa do Jardim!
Jos Mariauno depois de ler-se conservado por
alguns dias no Cralo fiu> dc i>...... -i-...- ...
fazer suas tropas. dei*o> esta villa a 5 de julho,
..!,. .-..i,,... o Jardim, onde chegou no
dia 8. Com vistas de aprisionar Pinto Madeira,
que ahi se achava com o grosso das suas tropas,
linha determinado uerca-lo por todos os lados ;
de maneira que havia expedido ordens para que
nesse dia as torgas de Pernambuco e da Paralu-
ba uiarchassem e lomassem os caminhos do ser-
lo, que levan essas provincias. Dividi en
dous corpos a genio, que conduzia, para oceupar
as duas ladeiras, que deseen da serra para a
villi ; e esses corpos ao signa I convenciouado de
um tiro de pega, deviam cihir simultneamente
sobre a villa, e loma-la com as Iropas e os chu-
fes rebeldes.
A hora, pois marcada foi cercado o sacco em
que est O Jardim situado; mas tendo havido
demoras na manobra da parte das toreas de Per-
nambuco, os rebeldes reconheceram o" perigo em
que se ai'havara,
de S. Jos.
Passageiros saludos no vapor inglez Mag-
dalena, para os portos do sui; Francisco San-
cho Guimares, sua senhora e ura criado.
Pasiigeiros entrados no brigue portuguez as suas resposla
Promplido, do Porto : Joo Matheus Goncal- i Em vista desta
ves, Francisco Jos Alberto, Florencio Francisco
Alves, Jos Luil Fernandes, Alexandrina Rosa
da Cunlia, Jao Nones de Azevedo, Josephi Fer- ;
reir da Cosa e 2 filhos, Jos Rodrigues da Sil- |
va, Jos Ferreira, Domingos Marlins Dias, Ma-
noel llibeiro, Joaqun Aulonio Gongalves, Jos
Antonio. Francisco Lili/. Manoel M irline Dias, !
iu9c niinaiu cxposio, ai.iuoei josc l'erreira, 4ua
Deferido ao conselho o juraraenlo do cstylo
IwumSa o-/,! -------7 """" -" 'ai-ios. tievanoo-se mu
,.;?," ,, \* cajo nropostos ao cono no dominio da cspecularao. era preciso
P ---------- \. UV..J1) JHpU3UJ5 UU VUI
selliu os quesilos da loi. recolhc-so o conselho
sala das conferencias, vollando pouco depois com
na din-* an*MK*l.. (
. o Dr. juiz de direilo lavra a
sentenca que publica ao tribunal, condemnando
mozos e quinze dias de priso e
frSLwS I SciXSflS
incurso no grao medio do art. 201 do cdigo cri-
minal.
Julgamos equitativa a seulenca do jury em
vista da prova dos autos.
o dia 30 as 10 horas da manlia, em que sern
julgados os reos Manoel Ignacio Ferreira Lima e
As queixas contra o juiz de paz do Aracaty "il S ....."""......."
iam-se renovando cada momento, e d'aii re- i ''' n i"J'' ?U6 C"d"Z Porl(,,ras. sem solfror
cbmavam por medidas repressivasdasarbiiraric- ^1 SUm,e ""T S0'" S.r Pres,,nl,do: dft
dades incessantes deste magistrado, lano mais S HE22?! convencl?nado'
insupporlavel e turbulento, quauto nao fazendo I TX, l.,,? "0S ******* c penelraram
caso algum das admoestagues do governo. a pon-1 fn ,.'"'";. ,*p"? tam-n a.e'a1:ua dae complelaninn-
i a~ i -. a----- ..K I le desella. Da povoaco de Porleiras, seguirn
a loda a pressa os rebeldes para a villa de Son-
to de nao se dar ao traballu de responder-lhe os
oilicios, tornava-se de dia para dia mais audaz.
O conselho do governo, pois, na consideraco da
materia, resolveu que fosse suspenso dc seu car-
go, e processado pelas arbitrariedades cuuirael-
tidas.
Neste tenpo j se rescenlian os effeitos de
urna crise monetaria, que poz em apuros o go-
verno, e embaragou por muitos annos s tran-
saegoes comrrrerciaes, ponto de paralysa-las
quasi completamente. O cobre monetado linha
um prego intrnseco muiso inferior ao valor no-
minal que Ihe dava a le, de maneira que tanto
no interior do imperio como fra dille, muila
gente deu-se espoculago do cunhar cobre c
emilti-lo na circulago. Em quanto moeJa
assim cmiltida conservou-se o peso legal, anda
ludo foi bem ; mais a cobica cresceu, e os espe-
culadores diminuirn progrossivamente o.quan-
tum metlico, ponto das moedas de cobro nao
lei-era as vezes a quarla parte de sen peso legal;
o aln disto langou-sc na circulaco urna quan-
lidade prodigiosa desta noeda falsificada, que
o vulgo entrou a denominar chem-chem, e a nao
querer mais aceitar.
A desconlianca por tanto planlou-se logo no
commercio, ponto de se regeilar mesmo a moe-
da boa. '
cambio
Alexaudro Rodrigues Lapa, Jos da Cunha e Ma-
noel Joaquim da Silva.
Passageiros entrados na barca porlugueza
Oratidao, dc Lisboa: !). Mara Pulquera de
Mallos e sua fillia I). Mara Eugenia de Mallos,
seu lilho Amonio Mara de Mallos, Francisco Xa-
vier de Oliveira, Frrocisco M. Rapozo, Amonio
Medeiros Rapozo e Antonio Manoel da Concei-
go.
Maiadolko publico. Halaram-se para o
consumo da cidade no dia 2'J do correte 101
re/.es.
MORTALIDADE DO DIA 2i 00 C0RR6JITK !
Joanna Francisca do Reg, branca, 9 anuos ; t-
tano.
Augusto, pardo, 7 annos ; hydropisa.
Rayraundo, preio, escravo, solleiro, 30 annos ;
ttano,
reliraram-se precitadamente Joaquim da Silva Chagas, pardo, solleiro, 16 an-
uos ; tubrculo pulmonar.
Antonio, branco, 11 anuos; inflammaco.
Norberlo, pardo, 1 anno ; peneumonia.
lgnoz, parda. 2 annos ; escarlatina.
Catharina, prela, escrava, solleira, 3G anuos
cancro no uler.
Rufina Mara do Espirito
17 annos ; phthysica.
Hospital de caiudade. Existen 56
Manod Jos da Paz.
Communicados.
za, na provincia da Paralnba, con vistas de se
reunirem a Jos Dantas Rotheia, qm ahi existia
con grande numero de gente combatendo por
idnticos principios aos do Pinto Madeira. cuja
causa adoptara.
0 presidente, depois de oceupar a villa no dia
8 de julho, mandou em seguimento dos fugitivos
duas brigadas com orden de persegui-los con
todo o rijor, bate-Ios c dispersa-los onde quer
que ibssem aicancados, e no dia 10 estando an-
da na villa, receben as tropas dos li'nhanuns
reunidas outras procedemos do Piaihy, que
nao o achando nais no Cralo se havian poslo en
caminho ao alcance dolle : ocommanco dossas
duas brigadas, quo enviou em seguinento dos
rebeldes, foi dado ao coronel Agoslinho, c ao
major Francisco Fernandos Vieira quo havia
precedido ao seu corpo. Mas sendo informado
de que os rebeldes se achavam con oschefes na
fazenda do Brejo, situada ao nascenle e pouca
distancia da 3erra, entre Jardim e tfilajres, poz-
se de marcha para este lugar a 12 con todas as
tropas que Ihe restavan, rodeando a pona da
serra; porm ao chegar no dia seguioe ao po-
voado das Porleiras, na distancia de ciico loguas
da villa, snube que elles linham dixadi o Brejo,
sendo o pensamonlo geral a unio de ideas de
lodos, e mais que nunca eonvindo darmos urna
prova disso, submellemos consideraco dos Srs
rolantes, amigos da ordem c do progresso, a lis-
la abaixo, composta de homens emminentes de
ambas as cores polticas, que saben compivlien-
deras necessidados de seu municipio, para dta-
lo de ventajosas insliluices, e fortalecer as exis-
tentes.
Ouando os seminemos nobres se unen aos de
liberdade e amor da patria, em coragoes laes co-
mo os das pessoas que mencionamos, de utili-
dade eral que lodos se colliguem para o lim
commum, concorrendo com o seu voto para a
realisacao dessa idea.
Tenente-coronel Luiz Francisco de Barros Rogo
Tenente-eoronel Manoel Joaquim do Reg Al-
' i buquerque.Tenente-coronel Justino Pereira d;?
Santo, prela, solleira ""Reverenno padre Jos Leite Pita Orti-
goeira.Propnctario Antonio Pires Ferreira
Proprictario.O major Manoel do Nascimenlo da
asta Monteiro.Pharmaccutico Joaquim de Al-
meida Pinto.Proprielario baro do Livramenlo.
Nogocianle Thoniaz de Aquir.o Fonceca.
Um volante.
caiudade. Existem 56 ho-1 r *" --------
mens e 62 mulheres nacionaes ; 4 homens es- I Los.ta Moille""0-Pharmaccutico Joaquim de Al-
trangeiros, el raulher escrava, total 123.
Na tolalidadedos doeotes existem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foran visitadas as enfermaras pelocirur Pinto, s 6 horas e 40 minutos da manilla
pelo Dr. Dornellas. s 8 horas e 10 minutos d
nanha, e pelo Dr. Firno s 6 horas da tarde de
houtem.
CHRQNICAJICIARIA.
JURY DO RECIPE.
4/1
- -- .^0_.-,.. ......,. mi/.- mu, auuuc ijuu ciiva nunnin *j''i\>rj i o
U ouro e prata que pelas oscillages do mas quo as duas brigadas iam-lhe no encalco'
angeiro, as vezes desapparece com-A 16 voltou daquelle povoado pan o Jardim on-
O tlllUrulll f,17 Illruc i.nl ,ln finl,. .1...^ ,11.a ...;, ~ ^.. n ^ a. .
SESSAO JUDICIAWA
DIA 29 DE AGOSTO.
PRESIDENCIA DO SU. Dn. JUIZ DE DIBEITO INTERINO
DA 2.a VARA CRIMINAL, IIERUO-
CENES SOCRAIES TAVAHES DE VASCONCELLOS.
Promotor publico, o Sr. Dr. francisco Leopol-
dato de Gusmo Lobo.
Bscrivo, o Sr. Joaquim Francisco de Paula Es-
leves Clemente.
p.etamente do mercado- q^do" faz = com; IJZZZZ^m^iff&^'X; ^^m^m^^^^T^rt
occasio suspendern o seu curso, fugiran do tropas de Pinto Madela. da eg^s "o nore lug^rdeju de dir Uo da 2 ^cli^T^
SS ,,n,o Y""1 k CramT C<" x re.urso .eM/, Pvoa. n'-m sitio denominado Santa go por estar conrissenlo na cama?, dos demUa"
,W amln^ rfCbre,'Tda' Cm- Jl d,SSC' ; Ca,hari< "de batoram-r,, e origaram-nas dos^ o respecttvo proprieUrSTs? Dr Amont
uiteiramenle desacreditada na opimao do povo. a relirar-se com alguna perda de geme. HmM... L a'iT-J'" ,no br" Dr- A"l<>n>
O connercio pequeo anda nais padeca, por- Entilo o presidente con loda a gcite do legali-
que recusando-se o cobro as compras diarias dade marchou en perseguigao dellei.tomando con
dos objcrlos de pnmeira necessidado, nao havia i tropas todas as estradas principan, que sequen
oulro meio de as effecluar ; e assim soiriam con-' do Cariri ao Rio do Peixo, afn junclanente os mercadores e as familias todas. volta dos fugitivos para a provincia -onflada aos
Um dos remedios mais urgentes por certo que
era prevenir a entrada ou fabriago desta noe-
da falsa ; mas o governo linha delutar com tan-
tas outras difficuldades, que passou-se muito
lempo antes que podesse elle conseguir a repres-
sao besta inlroducgo e fabricaro de cobre fal-
sificado. Depois desla, a medida nais iastante,
consista em inutilisar todo o cobre falso, e isto
nao era exequivel sem prejnizo do governo ou
dos particulares
Ora, a pouca estabilidade das cousas e o esta-
do convulso do paiz, induziram recejos de que,
apezar o prejuizo sobre os psrticulares, tosse
islo causa do disturbios ou revoluges ; e quanto
a faze-lo recahir sobre o governo, nao era cousa
possivel, porque os cofres nao estavam em es-
lado de comportaren un senelhante desfalque ;
as linancas eran pouco lisongciras, e mal chega-
van para as nais urgentes precises. Nesla dura
alternativa, vio-se o governo vacillar por ons
pouco do annos, e a crise ia augmentando al
que por suas proporgoes reclamou imperiosa-
mente urna solugo.
A, 20 do margo parlio o presidente para o
inealro da guerra, despeito de um invern que
seus cuidados. Mas desta vez, cono das outras,
anda falharam os seus projectos peo grande co-^j
nhecimenlo que linham os Pinlists das local-
lidades, e pela prolercao que lhcs reslava a po-
pepulago destas regies, a qual er sua lolali-
dado era a favor delles. Ao apprsimar-se da
villa de Souza, leve S, Exc sciecia do que o
o coronal Jos Teixeira da Fonseca atesta das
forgis daParahiba, depois de ler-si compellido
a fugir de S. Jos do Piranhas. adiare das tro-
pas de Jos Dantas que oceupavam a-eferida vil-
la de Souza, tinha continuado a petcgui-lasin-
cessantemenle, at que reunindo-sccom o des-
tacamento conmandado pelo valentealferes Ca-
nuto, postado no Uruari en observado de Jos
Dantas, cedeu-lheo connando geratUs torgas ;
e conbinados deran una batalha ocisiva' no
dia 28 aos rebeldes da Parahiba, que 'oran der-
rotados e completamente desbaratado, lornan-
do-se assim senhor da villa de Souzae de seu
termo.
Pinto Madeira, pois, nao espm;andomisapoio
nenhum de Jos Dantas, achou-se ei grandes
apuros entre dous exercitos, que nao )t o iam
cercando, como tomando todas as eradas por
Francisco de SalUis.
Feita a chamada nominal, verifica-se cstarem
presentes 37 jurados. 0 Sr. Dr. juiz do direilo
declara aberta a sessao.
Sao multados em 203 os seguinles Srs. jurados :
Antonio Jacome de Araujo.
Antonio Pereira da Cunha.
Jos Joaquim de Oliveira.
Jos Guilherme Guimares.
Joaquim Alexandre Ribeiro.
Joaquin Francisco de Mello.
Joaqun Rarbozade Moura.
Joaquim Hygino do Moraes.
Severiano Jos de Souza.
Hermenegildo Coelho da Silva.
Joo Francisco dc Oliveira.
Joo Valentn! da Silva.
Domingos Francisco Tavares,
Jos Rufino Maciel Monteiro.
Joaquim Rernardo do Mondonga.
Dr. Antonio Epaminondas de Mello.
Alexandre Manoel dos Passos.
Miguel da Fonseca Soarese Silva.
Antonio Jos Dias da Silva Mendonga.
Joao Augusto de Vasconcellos Leito.
Jos Gongalves Malveira.
Jos dos Santos Souza Lins.
Joao de S Leilo.
Seraflm Alexandre da Rocha Baslos.
Francisco Jos da Silva Araujo
Antonio Gongalves Ferreira Cascaoi
Muito se eslomagou 0 redactor em chefe do
Liberal Pernambucano com o nosso communi-
cado de 2f do correnle e por isso estourou sob
a assignalura de Alpha em ura communicado
publicado no Liberal dc hojo.
Nao tendo podido ainda descobrir a nossa po-
bre individualidad?, e necessilando desabafar
contra alguem, creou urna trindade, quem al-
tribuio os nossos escriptos, e ei-Io a vomitar baba
verde sobre o conogo Campos, (seu cfl&rioii), ba-
charel Rufino o Joaquim Mello Rogo.
Neste genero de combate ninguen o iguala ;
porque a poucos dotou a natureza com os requi-
sitos de um bom mnloque, como dotou ao re-
dactor era chefe do Liberal; que desde o anno
de 1856 goza da palente de injuriador mor.
Alm dos insultos nada mais se pode apurar
no tal aranzel. Nenhuma palavra m contesia-
c.ao das proposic*= uvuiinuiiicado.
E como contestar fados que eslao no dominio
po publico, e cuja prova diariamente corrobo-
rada '?
Poder por ventura o redactor em chefe do Li-
beral Pernambucano negar que entrou para a po-
ltica sera crengas, sem principios, e que por
isso lera vivido vida de catavenlo?
Negar o redactor era chefe do Liberal quo foi
saquarema'?
Nao : porque contra islo bastara oppor o ro-
quenmento por elle feilo ao chefe de policiaem
fevereiro do 1849, por occasio de sua priso
O REGENERADOR E A AMIN1STRAC..O
PROVINCIAL.
Tirou luz um peridico desta cidade um ar-
tigo ediclorial do peridico Regenerador que ac-
ensa a poltica e a imprensa provincial de pouco
independente, s por que nao machina urna op-
posgo virulenta e desmedida ao actual admi-
nistrador de Pernambuco. Quem quer que ler
allentamenle o artigo que alludimos, descorti-
nar ben claramente o peusanento que oins-
pirou.
Desafecto por qualquer motivo, que nao inda-
gamos, ao Exm. Sr. Dr. Ambrozio Leilo da Cu-
nha, o Regenerador faz valer urna linguagera
burlesca para encubrir a pobreza de ideias quo
so poe em relevo em seu manifest de gueira.
Nao lia ahi um fado que se allegue e comprove
em desabono da adminislraco provincial ; ha
apenas urna aecusago ridicula, tirando ao ge-
nero grotesco, que revola ura espirito pouco
profundo era poltica por muito avisado que seja
em materia de folheltm para as damas.
O niytho das azas de Icaro todos os dias se
zra era tartos. Elevando-se muito alto
Regenerador pngasse o tributo da frapilidade
humana. A queda era inevitavel, e o Regenera-
dor rahiu raiseravelmenlc I
A' juio do contemporneo, a opino un
verdadeiro catavenlo que se move merc do
ulso. Nao a observago dos fados, nao
.jrave da tituacao que imprime ao es-
pirito publico a sua direcgo.
Felizmente para a provincia, a consciencia pu-
blica e alguraa cousa de real que s se inspira na
apreciacao ltenla e retleclida dos acontecimen-
toa Am H..r ,.,,,rtos i inrha insonsaia uuc- tu-
muluq frentica. Se pensa o Regenerador quo
com laes lutadas vem melter o dedo na polilica
da provincia, lempo de ir nutro caninho.
I) esta fela, errou grosseiramente o alvo.
O F.xn. Sr. Dr. Leito da Cunha, forte en sua
consciencia, est muilo ravalheiro sobre taoS
arlimanhas. Experimentado em urna longa car-
reira administrativa, nao lenha para si o Rege-
nerador que com um cartel de desalio leve dc
vencida urna consciencia recia que sabe prc-
zar-se muito e opimo Ilustrada.
A aroa inmensa que diante do si lem o Re-
generador, Ihe offerece um campo vasto para
profundas lucubr^cdes. Deixo-so o contempo-
rneo de trazer imprensa a desaffeico gra-
tuita. Elle deve-se como nos opino publica
e esta nao sabe pactuar nen. transigir.
Valba o que ahi vai, como um solemne pro-
testo. A siliiago poltica offerece serias diffi-
culdades, e s ao esludo grave e reflociido
que se pode pedir a soluco do grande problema
poltico.
Era relacao administraco da provincia, te-
mos por vezes exprimido o* nosso juizo. Ainda
muilo nova, a actual administradlo se ha distin-
guido por una serio de aclos brilhanles. Aju-
dada por um systcma de polica, que offerece
cada cidado urna segura garanta dc seus di-
roitos iinprescriplives, a marcha administrativa
prometle provincia urna phase nova, fecunda
em bons frudos.
* *
A correspondencia de Bonito, publicada no
Diario de hojo, nao deve passar desapercebida
pelas iiiexaelides que contm, principalment,
no que diz respeito froguozia de Gravte. Eso
tamos bem inleira.ios dos negocios daquella fre-
goeria, e nao doixaremos jamis, que, para a
reaiisaco de certo intento, se use de falsidades
que tendem mystifiear os tactos.
O subdelegado Vital, como notorio, quer, om
falla de elementos, conquistar as prximas elci-
ces com os recursos da autoridade que Ihe est
confiada emprrgando contra a populago violen-
cias e ameacas, e islo com o raaior escndalo.
Sendo esse recurso ainda pouco para assegurar-
Ihc a victoria, trata de, segundo somos informa-
dos, armare preparar gente .turbulenta o da
m catadura. A quera a polica jamis devra
acariciar.
Foi cortamente por tal motivo que illegalmen-
te destituioseis inspectores de quarteiro, Ho-
rneando oulros, sem audiencia do respeclivo de-
logado ; e tendo de, ou por doenle, ou por qual-
quer oulro motivo, deixar o exorcico da sub-
delegada por alguns dias, passou-a ao segundo
supplenle, seu amigo, sallando pelo primoiro,
que Ihe adverso. Este nao querondo servir do
ponte, chamou a si a subdelegada, e em virio-
de de reclamago dos inspectores indevidamonlo
privados de suas funeges, os mandou continuar
em exercicio, at que o delegado de polica ap-
I provasse as demissoes dadas pelo subdelegado, o
nomeasse oulros Apenas conslou esta justa de-
ss. 7.rsr? te. &SH:! ^&S&tt2&x
prensa, eos que o leram.'lembrar-se-riao da
confissao fela pelo redactor chefe, de que'nao
esposava a causa dos rebeldes, e sim a dos con-
servadores, o que bem provava o fado de ter em-
prestado cavallos e sellins a forca do governo e
dado guias para a perseguirlo'dos rebeldes oc-
cullos as maltas de seu sitio; polo que foi in-
mediatamente posto em liberdade, nao sendo
incluido no processo instaurado contra os revol-
tosos.
Quen assin procedeu foi librale pode hoje
aspirar os foros de chefe daquelle partido?
Atrever-se-ha o redactor en chefe do Liberal
a negar que foi conslituinle enraql
\ilsl a subdelegada, nandando novamente quo
entrassem en exercicio os seus Romeados, e re-
novando as demissoes que tinha dado aos cita-
dos iuspoclores !
Ora diga-nos agora o correspondente do Boni-
to, quera procedeu irregularmente, o priraeiro
supplenle do subdelegado, que se moslrou res-
peitador da lei, ou o subdelegado, quo deraillio e
norueou inspectores, sen a intervenao do dele-
gado, compelindo esto taes nomeages o de-
missoes ?.
Ser com as suas correspondencias, que pre-
tende sustentar urna autoridade arbitraria e vio-
lenta, que nao trepida em infringir a lei inva-
(Ilndl 'i t I n Im i .'Tii-i un, in ;Qn din _:__
m..i. i """" lema, une nao trepida em in ringir a le inva-
bihdade do ihrono e das insiituiges juradas?
(Juera qur conslituinle soberana e livre pode
ser considerado appoio da monarchia e das ins-
tiluicoes?
Negar o redactor em chefe do IXbtral que de-
suslonta os inspectores que nomeou", vto que
aquelle nao pode ler inspectores, porque nao Ihe
compete nomca-lds.
Quanto ao que diz o correspondente do Sr.
Bezerra de Mello, nao digno de ser acreditado.

ILEGVEL


MARIO PE WUWAMraiBO. Ql/INTA FURA m Di?. AGOSTO DE 1860.
porque tom esse cidado procedentes muito lion-
tusos, para niio desraenli-los fcilmente.
Sobre Grvala, porm, podemos assegurar o
correspondente, que oshomens honestos d'ali nao
se guiam pelo Dr. Gilirana, rom quem nao leem
compromissos polticos, desde que se declararan)
pela candidatura do Exm. Sr. Dr.'Yillela Tavares,"
contra o qual Irabalha o subdelegado, apezar de
a ello dever o cargo que oceupa, sustentando
urna candidatura que nao est nos interesaos da
comarca.
E' o que se nos (Tortee dizer nesta occasio,
da qual dos prevalecemos para rogar a attenco
do Exm. Sr. presidente da provincia e do Sr. I)r.
chefe de polica, para o estado da comarca do Boni-
to, e sobretudo no que concerne freguezia de
Grvala, esmagnda, como so Mha, pola prepoten-
cia do urna autoridade policial. S. Exc. j deu
provas de que nao despreza as justas queixas dos
opprimidos, o islo nos tranquillisa.
24 de agosto.
ERRATA.
Nos communicados publicados honlem, deve
CLlender-se que o do W comer no paragrapho
que dizFui c anda sina do Liberal Pernam-
bucano.
Correspondencias.
Srs. redactores.Como os elevos nos estejan
balendo porta, nao podemos deixar no olvido
as eminentes qualidades que dislinguem um ci-
dado benemrito, e cumo adiamos nesse caso
merecedor do sulTragio dos cidados vota.ites o
Illm. Sr. Caetano Pinto de Veras, o lembramos
para juiz de paz do primeiro distrirto desta fre-
guezia de Santo Anlonio, lugar este que o ms-
alo Sr. Veras j lem exercido mui dignamente.
Lerubrando o Sr. Veras aos cidados votantes
da freguezia de Santo Antonio, nao fazomos mais
do que! eumprr um acto de rigorosa justiea, j
pelas boas qualida Jes que descobrimos no dito
senhor, pelos bons servaos prestados causa
put>!ica. e j mesmo pelo botn desempenho de
suas funr-es como euiprrgado publico, no que
tem dado exuberantes provas de MI aplido, co-
mo tambem ltimamente na recepcao de SS.
JIM. II.
Perdoe-nos o Sr. Veras so com estas poucas li-
nbas olT-'ii lomos sua modestia, no cntanlo a
convieco do
Cidado volante.
Recife, 29 de agosto de 1860.
Srt.redactores.Deo por a nota.e em relevo
aos olhos do loitor seusito, urna cirrumstancia
recente, e para mm mui interossante de minha
vida publica, como juiz municipal.
O Sr. capitn Christovo de Hollanda Caval-
conti de Altuiquerque, tendo sido processadoa
ordem da presidencia por crime grave de res-
ponsabiliza le que rommelteu como juiz munici-
pal supplente deste termo, e que en levei ao ro-
nhecimento do lllm. Sr. Dr. chefe de polica,
declarou-M aheriatncnte meu ininiigo capital, e
se lornou anda mais odenlo e rancoroso porum
ouiro processo a que rospondeu seu mano. O
que fazer, porm, se a justiea e o amor que te-
nho ao dever, a isso me com'pellira?!!!
O Sr. Christovo, entretanto, quera lomar um
drsubafo comigo, e eu via niesmo osseus estr-
eos, o seu alian em esmiur.ar os mous actos, an-
dando abaixo e acuna ; e eis que o liomem sahio-
liende a poca-de lo4S para ui que os nimos
polticos tomaram urna attitude tal da parle dos
vencedores contra os vencidos, que (com honro-
sas exceprdes) cortos senhores entendera), que
todo e qualquer individuo, que fosse praeiro, ti-
vesse ou nao entrada na revolurao, deveria
ser perseguido com processos, prisoes o ludo
mais quanto fossede seu detrimento, anda queri-
do fosse probo, honesto, pacifico e honrado. Re-
ferindo-Dos a cidade de Caruar, fazemos urna
breve e consisa recapitularlo do que all se tem
dado de cortos lempos para c.
O digno Sr. Dr. Louren^o Francisco de Almei-
da Catanho lomando posse da delegacia e juisado
municipal de Caruar, nao fez all mais, do que
aquillo que eslava ao nivel do justo c honesto,
promovendo ludo quanto era humanamente pos-
livel a tranquilidade geral da comarca, porquanlo
freguezia de S. 1'rei Pedro Uoncalvcs Oo Recito.
Padre Jos Leite Pitta Ortigue ira.
Padre Francisco Jos Tavares da Gama.
Dr. Cosme de 8 Pereira.
Tenenle Manoel Luiz Goncalves Jnior.
Um volante.
Para juixet de paz da freguezia de Santo
Antonio.
Io Districlo:
Dr. Antonio Epaminondas de Mello.
Proprictario, Caelano Pinto de Veras.
Major, Antonio Bernardo Quinleiro.
Capito, Jos Luiz Pereira Jnior.
2o Districto.
Capito, Firmino Jos de Olveira.
Tenente, Camillo Augusto Ferreira da Silva
Dr. Angelo Henriquesda Silva.
o dislinclo magistrado, tinhainleiroconhecimenlo Capito, Miguel Jos de Almeida Pernambuco
Um votante.
de toda comarca, e seu flm (oi manter-se em seu
posto de honra, e por em execuco ludo quanto
eslava de acord com a lei, que era manejada
por elle rom rechdo eequidade; mas niesmo
assim o Sr. Dr. Catanho nao se livrou desofTrer
guerra da maior parle dos homens, que alli
se denominavam ordeiros. O Sr. Joo Vieira de
Mello e Silva, e oulros ejusdem fur/itrsqueriam
que o Dr. Catanho manoasse invadir a comarca
perseguindo, prendendo, processando e extran-
trangulando a lodos que com o Sr. Joao. Vieira
nao commungavam.
Logo que, porm esses homens. se desen-
ganaram, que nao conseguiam do Dr. Cata-
nho,\ serio o que fosse justo e aconselhado
pela boa razao, comecaram a todo o transe a em-
barazar a ac^o dajuslica; mas o dislinclo ma-
gistrado sempre possuido daquella energa que
tanto o caracterisa, expargiosobre elles laosobe-
rano despreso, que o restante de torga moral da
pandilhd desappareceu, e ficaram expostos ao
ridiculo. O que seriam daquelles habilanies na-
quella poca se nao fosse oillustre Dr. Calando?
Mullos dos habitantes do Caruar bemdizora a
a administrado do Dr. Catanho naquella comar-
ca, por que eslavam convictos do qm se o Sr.
Joo Vieira, ou algem dos seus esenlhidos assu-
misse a delegacia, seriam victimas da mais atroz
e cruenta perseguidlo. Terminada que fosse a
deligem-ia do Sr. Dr. Catanho. vimos com es-
panto dentro em pouco o Sr. Joo Vieira nomc-
ado delegado de polica d'aqnelle termo I ..
O Sr. Joo Vieira vendo-se do posse do scep-
tro da delegacia julgou-so igual a um Mandarn;
Ogo depois foi nomeado supplente de juiz mu-
nicipal, embora, quando ho'ivesse dodaralguma
sentenca, pedisse a alguern, que llio ensnasso.
Proseguindo o Sr. Joo Vieira em sua to alta
posifo, e acreditando que jamis baria ser des-
montado de sua amada delegacia, comeoou a
pralicar actos lao reprovados, que com pojo abs-
lenlio-me do o* publicar, nao trepidando, po-
rm, de o fazer se a isso tur obrigado, do con-
trario guardare-isegredo aos seus tcitos, e dexa-
rei deaualysara sua vida publica em ludo quan-
to for lendenlc a sua goveroanca, o que por cer-
lo nao desojo, coiretantu locarei sempre nos
pontos earieaes desuas bravatas.
0 Sr. Dr. Correa Lima quando juiz de direito
da comarca do Bonito observara paulatinamente
o procedimenlo do Sr Joo Vieira, o em breve
cunhcccu quoo homem eslava todegmoralisado,
e que era to inapto para delegado e supplente
de juiz municipal, qne com celeridade pedio ao
Exm. Sr. Dr. Taques, que sem perda de tempo
demitisso aquello prevaricador dos cargo? que
inmerecidamente
u oceupava : ignorando, porm
se como um perfeilo cavalle.ro fiduemso e ga- j Ji;i vieira a acertada resoluc?. do Sr. Dr. Cor-
llianlo?
L em por ah, disse eu, urna denuncia ro-
tunda e be ni alentada que me leva pela reala
cima, edeta vez vnii la visitar S. Jorge I
Mas qual!? nao sabem que a monlanha, depois
de muita herrara, deu luz um ralinho?
Pois assim fez meu amo o Sr. Christovo. De-
nunciou ao Sr. Dr. juiz de direiio que eu linda
deixado j-.iiiiar-sc a uns autos um documento sem
sello, [mas que Ioko fui mandado por mm reva-
lidar), eque linha lambem sido junio dos mes-
mos autos um eonlieein enlu de mcia cisa de es-
cravos sem ser sellado !
Que cabera do meu Juca .'...
< (Jue cabera de rapaz I...
(ran Je cousa o saber !...
Mas, enilim, fui a denuncia recebida, c eslou,
como l dizern lambem cora o atino do nasci-
mento s costas
O primeiro documento, nole-se, foipormim
man lado revalidar incontinente ; o segundo do-
cumento que foi o condecimento de meia csa de
rea Lima, approveita a occasiao em que o juiz
de direito so aedava cncoinmudado, e vai vista-
lo ; depois das saudaces do estylo dtsse-lde o
Dr. Correa Lima que baria snbremaneira eslima-
do sua visita pois linha que dizer-lhe em parli-
cular; que a cada instante esperava o sua vexo-
neraco, que muilo de proposito mandara pedir
ao Exm. presidente; e porqua Sr. Dr., pergun-
loujrio Vieira espavorido?
Porque, responden o Dr. Corroa Lima, o Sr.
esl to corrompido em prevaricaces, que nao o
supporto mais a vista de urna resposla to for-
mal e clara o Sr. Joo Vieira vendo que o Dr
Correa Luna achava-se so, leve a petulancia de
querer aperlar as guellas do Dr. Correa Lima !
E se nao realisou o seu intento, for porque quan-
do elle se formalisava para faze-lo eis que bale
na porta o reverendo vigario da freguezia, ma-
logrando desta sorte o infame procedimenlo de
Joo Vieira, que logror fugio com-Iafita*"celer!-
| dade quoo reverendo vigario nao o pode conlie-
' cor por estar a casa as escuras : enlao o Dr. Cor-
- -. ii ,. ** p*'i t-siiii a Ljs as escuras : eniao o wr Lor-
eaerar-of, nao esta, sujo, o a sello, porque do- lfia [im lll.fm,iilM,do fo!i ,.,, ,,, 0 rSCI,hor
comento do quilauo publica que perlence ao ex- ,jgari0) referio.|hc 0 aronU,cido ,?
podiente da repartico Dscal que o exped; art.
2 ? 7" do regulamento que baixou com o decre-
to n"6SI do 10 de julho de 1850, o ordem do
Ihesoureiro de 10 de Janeiro de 1855.
Pois bem, assim niesmo, com ludo isto, foi a
a iiiinlia pobre personalidade auloada !
E querer! anda ser juiz municipal, qnem vir
deslas cousas !???..
lias dahi resulta, anda nom, um corollario
que la I vez a lgica de meu Juca nao alcaneasse,
e que me dou por milito honrado com a sua
denuncia tal qual foi, depois de tamanha lida c
Cansaco que leve para da-la.
Espero que nao Oque ahi, e repita a dose,
A' orabil ad ominum.
Sis. redactores.X. Ss. tenham a bnndade;
com o que me faro milito favor, publicar em seu
coneeiluado jornal os seguintes nomos para ve-
readores da cmara dest municipio, cujos pre-
cedentes, probidadn e bons serviros prestados,
por elles, a esta provincia uo Ibes sao desco-
nhecidos.
1 Bardo de Muribeca.
2 Commendador Agoslinho Bezorra da Silva Ca-
valcanti.
3 Commendador Manoel Joaquira do Reg e Al-
buquerque.
4 Commendador Antonio de Souza Leo.
5 Commendador Luiz. Francisco de Barros Rogo.
6 Commendador Jos Pires Ferreira.
7 Coromendadi r Prancisco de Barros Rarreto.
8 11r. Rento Jos da Costa.
'J Major Antonio Paos de Mello Rarreto.
Pelo gvabir de tonga dala.
Apresentamos para para juizos de paz do se-
gnndo districto da freguezia de Santo Antonio
os seguintes cdado3 :
Srs :
Joao Francisco Bastos.
Capito Felii Francisco de Souza Magalhes.
Dr. Joo Francisco Teixeira.
Dr. Antonio Jos Alves Ferreira.
.________.______ Um votante.
COiUMERGIO.
Alfandega.
Rendimentododia 1 a 28. 269 4708813
IdemJ do dia 29...... 6:679*399
276.1505212
Movlmento da alfandegra
Voluraes entrados com fazendas
> com gneros.
Voluraes saludos cora fazendas .
com gneros .
127
358
----- 485
198
171
------369
Doscarregam hoje 30 de agosto.
Barca ingleza Ronilamercadorias.
Barca ingleza Jouh Kingferro para a estrada.
Barca ingleza Nervalbacalho.
Brigue inglezMercurymercadorias.
Brigue damburguezAsiaidem.
Brigue inglezCarolina Schenkbacalho.
PalhaboleSanio Amaro farinha de trigo.
Palhaboto americanoOriannadem.
Consulado geral.
Rendimentododia 1 a 28. 17:719jj80l
dem do dia 29....... 5398i9
18:259j650
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 28. .
Idera do dia 29......
1:7353487
6162
1:7975129
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia S!> de agosto de lM;if
Rio da Prala Patacho hollandez Eduard, A.
Irmos, 200 barricas assucar mascavado e 112
dlas dito branco.
Becebedoria de rendas internas
geraes le Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 28. 30:5763359
dem do dia 29....... 869*399
30.955-5758
Consulado provincial
llnndimento do dia 1 o 28.
Idom do dia 29.
86:345^391
6973388
27:0425779
Srs. Redactores.Nao me admiren, nao me
espanlou mesmo, que meu cimbado o Sr. major
Joaquim Coelho de Lima, respondendo a um an- tas-ole com que en
nuncio meu, que im publicado em seu bem con- i (nal fui a intriga
seitindo jornal de 22 do correnle, (s com as vis-
las do acaulellar o futuro de seu albos, c mous
sobrinhos] me maltratarse me injuriasse niesmo,
visto o sen infeliz estado de loucura, pois solre
de una monomania que o lera levado a cotn-
metter acedes as mais indecorosas ; o que admi-
ro 6 Sis. redactores daver quem descondecendo
eue seu infeliz estado, ou (ingiudo desconhecer,
lancaase mo da penna para redigir tal corres-
pondencia pois o dito Sr. major s fez assignalls.
l)eixo pois de dar-lhe a divida resposta pelas ra-
zos j expendidas ; o que tendo feito e o que
continuo a fazer pedir a Deus que o Ilumino
e o reslabellega no seu anligo estado de saude
para amparo de sua infeliz, e numerosa familia.
llesta-me Srs. redactores pedir-lho que revendo linha lugar por que era preciso que se man-
o autographo de dito onnuncto queiram declarar j dasse matar o vinle pouco mais ou menos, e S.
ao p desta donde parte o engao do nomo deis, tamliem enlrava no numero dos morios? Sr.
D. F. C. Romana por D. F. C. Vianna para que | j00 Vieira, se supposicoes valessem, s se poda
aSsim apareca a verdadade. Engenlio Sania imputar a morle de Joo Cuilherme a um bonito
Cruz, 25 de agoste- de 1860.
Thom Joaquim d'Oliveira.
Srs. redacioresA historia menlirosa que o
No dia seguale mandn o Dr. Correa Lima
ver os folios de Joao Vieira, c proceden a um
ezame, maulando dar copia para responder no
Bm de quinze das: depois dosse fado passado
cinco ou sois dias foram dados os tiros no sobra-
do do Dr. Correa Lima, no lado de delraz, lugar
aonde o Dr. tinha por costme asslstir at 11 do-
ras meia noile, doras estas quando apparer.e-
rain os (ros.
Procedendo-so um exame tas janellas, acha-
ran) os cartuzos e bailas, que depois de exami-
nados conhecoram ser da naeo, sendo que Joo
\ieira era quem baria receido do altores Rispo
do 0 batallio oileuta magos de carluxo, Irinta
e cinco fundos de granadeira do mesmo adarme,
e desasis ditos inteiros, mandados entregar a
elle por ordem do gov-erno, por ser elle Vieira
delegado c commandinte do balalbo da guarda
nacional, e juiz. municipal supplente em exerci-
cio : depois dos tiros appareceu a noticia de pri-
so para Joo Vieira, mas osle evadio-se a meia
noile, e veio as carroiras para esta capital, de-
pois mandando-so correr a casa de Joo Vieira,
de seus manos, pai ele, encontraran! Irozenlos e
quatro macos do carluxo de granadeira, ennfe-
rtndo-se com os dos tiros erara justamente
iguaes ; ludo isso o Dr. Corra Lima deu conla
quando juruu suspenso nos autos alm do altes-
lado do delegado supplente nffquellc lempo que
aflirma a verdade dos fados cima mencionados.
O Sr. Joo Vieira com seu espirito de perver-
sidade mostra a cada passo que um grandesis-
simo cobarde, que sempre llie falla o animo para
se aprosentar em scena, qual a razo por que
S. S. nao promoveu no seu processo contra meu
mano, logo que fut o primeiro dos pronunciadus?
porque deixou pas*ar mais de cinco annes sem
promover este bem? Ah 1 Sr Joo Vieira, S. S.
ie f'ca algumas pergunUs.
que leve meu mano com o fi-
nado Joao Guillierme? Sempre foram amigse
eu por vezes fui com meu mano a casa do finado
Guilherrao, onde fomos bem hospedados, e o fi-
nado Guilderme foi inultas vezes a casa de meu
mano, onde por vezes passou 10 e 12 dias e
sempre foi tratado por meu mano com muita
distineco e sincera estima. Em que poca S. S.
vio, ou soube que meu mano leve alguma alter-
caco ou um outro conflicto enlre ellos, ou mes-
mo urna carta de meu mano a elle na qual dou-
vessom demonstraco de intriga, ou urna desa-
venga que fizesse meu mano concorrer para seu
assassinato ? responda-me Sr. Joo Vieira/ Se-
ria por que abandonemos aquella msso, que se
fez depois da revolurao? Por osle fado enlao
dem do Maranl
a 68)0
a 52|0
a62|
a 58|6
a65|
a58i
a56[
a60|
a 171
a 60
moco que era vico-presidente da cmara muni-
cipal I Que ninguem nos ouca 1 Quem que
possuia correnle de roltojo do finado Gulherme?
Muto desejava saber: mas S S. nada me diz,
liberal Pernambucano do hoje conta, propo- qi,e heide fazor. Sr Joo Vieira, diga para que esla-
sito da nomoaeo do Sr. W. Martinean, par; di-
rigir a repartirjo das obras publicas, poderia
molestar-mo e prejudicar-me, se toda esta ci-
dade nao corihecesso, desde muito, quacs os spo-
limenlos que aquella folha nutro a meu res-
peito.
Os termos lisongeiros em que se acha conce-
bido o offiuo que me foi dirigido pelo Exm. Sr.
Dr. I.eilao da Cunha, e que est publicado no
seu Diario, lambem de hoje, respondem e des-
montem sobejamenie os sleires, inventos e im-
putaces calumniosas com que me brinda a re-
daceo do liberal, a qual para nao ser exac'a
em en usa alguma, at me d por desliloido do
emprego quo exerco as obras p ublicas, e que
me foi conservado.
No p em que esto as congas nao vejo ainda
mos andando com tantos rodeios.quem que nao
sabe que o infeliz Joo Gulherme fez um tratado
com cortos individuos (em segredo) e ficou de
vir almfar em Camar, e antes de l chegar foi
assassinado, cuja impreza coulavam to segura
que nao falhou ; porque dizem que o infeliz de-
clarou s estrada por onde tinha de vir.
Sr. Vieira, S. S. sabe que o tempo causa ludo
e todos, talvez um dia se rompa o veo,
Entretanto, Srs., aq'ui termino por agora e as-
sim que locar a campanhia prometi aru lir ao
chamado. Assevero a S. S. que hei de ser ca-
valleiro para com S. S. guardando as devidas
conveniencias de nunca tocar em sua vida pri-
vada, nem mesmo cousas comesinhas que possa
causar um amargo dezar ; por isso recommendo
urna discussao vindica e de linguagem bella e
motivo para as alegras que manifesta o liberal :, sublime, porque nao esrrevemoss para nos ler-
mos, porlanto mister guardar-se as devidas
conveniencias para cora o respeitavel publico,
que o nosso juiz.
Muito agradece a publicado destas linhas o
seu conslatile leilor,
Sebastin Paes de Souza
Recifo, 29 de agosto de 1860.
Publicacoes a pedido.
Aproximando-se o da 7 de selembro, dia em
que temos de eloger novos juizes, por isso tomo
a liberdade do lembrar aos nosso; amigos, os no-
mos dos cidados, que pela sua dependencia me-
recen ser eletos juizes de paz do Io districto da
o que lia por ora o preenchimento de urna voga,
que se dava desde muito nesta repartico. o que
era oceupda interinamente por pessoa que nao
a solicitou, e nunca procurou ser nclla confir-
mada, como podero dizer todos os presidentes,
que tem vindo a esta provincia, desde que ella
teve lugar.
Eis quanto julgo dpver dizer, para govek-
no dos mcus desaffectos, cm ludo quanto d'a-
qui em danle quizerem inventar coulra mim.
F. Raphael de ti. Reg.
Recite, 28 de agosto de 1860.
Pedimos ao Exm. Sr. presidente da provincia,
e ao respoilavel publico que presten) allenc.o ao
que vamos expender.
BOLETIM.
LIVERPOOL, 8 DE AGOSTO DE 1860.
ImportacHo.
Livres de direilo9 para o vendedor.
(metot. Pregas.
Algodao de Pernambuco por lib.:
Bom. .
Mediano. .
Ordinario,
dem da Babia, bom. .
Mediano .
Ordinario .
lio, fibra longa
Alcntara .
Itapicur .
Caxias .
dem de machina bom .
Mcoitiuu ,
Ordinario. .
Assucar por 112 S do Rio, b. .
Louro. .
Mascavado .
dem de Pernambuco branco.
Louro : .
Mascavado .
dem da Rabia c Macei b. .
Louro. .
Mascavado 2110 a 2i|6
Balsamo de cupaiba por s, claro
Torvo .
Borracha por %, fina. .
Mediana. .
Ordinaria .
Cabera de Negro
Sernamby .
dem da Oar, pelles. .
Sernamhy. .
Cacao, por 112 libras:
Para bom.....
Babia, .....
Caf, por 112 Segunda .
Escolhido .
dem da Babia primeira sorte.
Segunda
Escolhido .
Caslanha por 112 S do Para n.
Cebo por 112 % do Rio Grande
Bom e duro.. .
Mediano. .
Esruro. .
Cera de carnauba, por 112 ft. .
Chifres, por 123 a de vacca .
Di boi. .
Ciuzas de ossos por tonelada:
Branca. .
Prela .
('.lina por : decavallo .
de vacca .
Couros por Seceos de 30 a 35 ft.
de 20 a 25 I
de louros, 35 a 40
dem do Rio Grande, por t:
Salgados.de 65 a 70t.
b de 45 a 50
de vacca 40 a 4815
C i vallo, tecco>, 10 a 13
. um 8| a 10
dem salgada!, 23 a
30 ft 10| a 14|
dem idem. 16 a 20 t. 6j a 9|
dem de Pernambuco, Baha,
Maranho e Pr por
Seccoi salg., 26 a 30 8 d a 9 d
espicTiados 16 a 20 ft 9 d a 10 d
Curtidos 7 a 9 9da10d
Moldado' 40 a 46 5 1|2 d a 6 i
dem do Cear, Parahyba e
Macei por .. .
Secos solg. 30 a 32 8 d a 9 d
Moldados s. 45 a 50 % 5 d a 6 d
Cumar por libra bom. 1|4
Ordinario 1[2
Gamma oo buch d pix* por <&
Gurujaba, Ia qimtld. 4|a4|3
2 dita. 3|6 a 3(10
3a dita. 3.0 a 3|4
Pescada. Ia qunlidada 4|0 a 4|2
2' dita. 3|6 a 3|10
3> dtta. 2|9 a 3i3
Piriaba, Ia il. 3,9 a 3|10
2a diu 3,0
3" dita. 1,10 a 2|
ligre, Ia qualilale (.
2a dila .
Jacarando per tonelada do Rio.
dem da Babia...... 14 a 18
Gerzelim, por qusrteirSo. 5i|
Piasiava por 2240 Ib. do Para'. 34
da Babia..... 11
Salsa parrilha por libra boa. 1|4-
Inferior.....1|0
Tapioca por 112% Rio auperior. 68| a 74|
Ordinaria 45| a 50|
Uruc por % do Par bom. 8 a a 9 d
Fundos e Cambios.
Fundoa inglezes.
Banco de Inglaterra (aceces) Por 0(0229 a 231
8 1|2 a8 3'4d.
" l|2d a 73|4d
7 d a 7 114 d
7 1|id
6 3|4 d a 7 d
6 1|2d hcI 5|8d
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8 1,4 d
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26| a 30|
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9 d a 12 d
9 d a 12d
9 d a 12 .1.
8 d a 9d
7 d a 7 114 d
7 d
6 1(2 d a 6 3(4 d
1110 a 2|
20 a 25
Consolidados
Reduxtdes,
Fundos de
Belgas. K .
Brasiteiros ..... 599
)) 77|t
D 76|6
> 74|0
5|1 5|8
D B 'lili 1,2
)) d 5,0 a 6|0
n 4|I1 7|8
>) 5,0 3,16
, 39t 3,ba93 l|2
. 98 3,4 96 7,8
. 93 34 a 94 7t8
Eilrai.'gelro.
41j2 95 a 97
101
* 4 <{287.1
Hespanhes. .... 348112 a 49
D tiendes. 3 39 7|8 a 40 118
* Passlvo. 3 21 a 21 1(2
Hollandezea.....21,265 a 66
..... 4 -^101 a 103
Mexicano...... 3 211(4 a 21 3,4
Portugueses 1853 : 3 -44 1|4 443i4
Hs........ 5107 a 109
......4 f |2 93 a 9*
Banco de Franja (accSea). ir. 2820
Fundoa francezea. 4 1,2 97 60
368,15
Meta es precioso?.
Ouro em barra. -.p. onc.a 77(9
Porluguez un moedn. 77|5
0 Brasil.....
Omas hespanholas. .
americanas.
Prata em barra ....
Talaras brasileirus .
Pesos columnarios hepan.
Moedm de 5 fr.....
Cruzad ,i novoi ....
Cambio.
Lisboa.....90 d. d.53 a 53 1|4
Parlo..... 53 1|4
Rio de Janeiro. 60d. V. 25
Amslerdam. 3 m. d. 11 16 1|2
Hiimburgn ... 13,5 1|4
Pdrn..... 25,35 a 25.40
o r 3 d. v. 25 10 a 25.15
Navios carga para o Brasil.
Agosto 31.Vancouver, Maranho.
15.Princesa BoyalPara.
II.Lumloy.Pernambuco.
dem.Cynlhia.IdemV-'
15.Vivid.dem,
dem.Imogene.dem.
24.Milford Havcn.Rio de Janeiro, Bahia, e
Pernambuco.
Algodo.Os procos continuam a baixar, e a
opinio geral que os algodoes do Brasil tem de
sofTrer ainda maior baixa para eslaiem a pardo
americano.
O total do algodo entrado este anno, al 3 do
corronte, monta em 2,573,07^ saccas, incluindo
68,904 sacras do Brasil.
As vendas durante o mesmo periodo monlam
em 1,955,180 sa cas, incluindo 75,470 do Brasil.
Em sor naquella dala licavam 1,240,800 saccas,
incluindo 9,350 de Pernambuco, etc. ; 5,800 sac-
cas da Babia, ele. e 11,200 saccas do Maranho,
contra 8,700, 6,000 e 7C0 saccas, respeclivamenie,
daquelles pnrlos, em ser, no mesmo periodo do
anno passado.
Arroz em casca.Desde a publieaeo da nossa
ultima folha as vendas monlam em 32.950 saceos
Jinpoitaaio al /i/is de i ni Lo,
1860 27 3|4 inllheade libras.
1859 25 3i4
1858 24 1i2
1857*31 1,2
1856 47 112
3J
1859
1858
1857
1856


De Macei e Babia 6 3(47 l(i schl.
Importarlo al una de julho 68,000 balas.
Em ser em fins do dito 26,600.
Couros.O mercado moslroo-sc firme as ul
limas semanas, achando-se os fabricantes sem
supprimentos para o outonn. A boa opinio se
confirma cada voz mais, e nao hovendo plena es-
culla em primeira mo preciso recorrer a se-
gunda mo e assim livcrom lugar algumas ven-
das consideraveis para o consumo-.
Vendas em primeira mo
11,252 couros de Ilio Grande do Sul.
2,241 d de S. Rosario.
200 do Cear.
O deposito cm primeira mo de 12,100 cou-
ros e 27o balas de couros.
Importao.o dPsde Io de Janeiro :
" 293,000 e 1,295 balas*
Procos ;
Do Rio Grande seceos 11 1(212 1|2 schllings.
dem idem salgados 7
De Pernambuco o Bahia 89
aos procos de 13|6 a 15(9 pelo de Bengala ; 9|lb, De Montevideo e Buenos-Ayros seceos 1213
I'.agoon ; 9(3 e laV*71 luen> salgados 7 1 (47 1|S.
' nao
Em ser em fins de fulho,
1860 8 3(4 milhoes do libros
7
2 3(4
5
.8 ,
Tabaco.As ulilmas vpndas foram de 109 pa-
coles de tabaco da Bahia a 5 1(46 1|4 schil-
liogs e em leilo se vendeu orna porjo de ta-
baco avarido a 4 5(165 3(4 schillings. Oa
possuidorf s sustentara os seus preQOs e nao quo-
rero admittir redueces. Da Bahia chegarara
1,309 bala* e 281 rolos.
O tabaco do Brasil vol
Superior 1012 schillings de- branco.
I. 6 3(48
2.a e 3." 5-5 3(4
Rolos 1011
Algodo O negocio nao mostr nenhuma
aclividade no mez passado, a grande -regulari-
dade do mercadode Liverpool aconselhaiido cau-
tela aos compradores, nada houve de negocios
de especuloco e ludo se limilou a execnco das
ordens para o consumo a presos declinantes. As
noticias Ravoraves da nova colbeila lornaram
menos exigentes aos possuidores que oflVrecerain
a procos mais commodns. As qualidades dos
Estados-Unidos baixaram l|-4|4 schillings, en-
trelanlo que as qualidades linas continuara ra>-
ras. No mez de julho venderam-se
1,092 balas da America do Norte.
200 da dila do Sul.
2,152 das Indias Oeeidentaes c Orienlaes.
De Pernambuco, Cea^Tparahiba 7 1(8-8 schl. !f?5.res1do SC?3' ** fe0f*!! duran> os doHS
Du Maranho e Par 7-7 1.2schl. mes do selembro e outubro prximos viu-
de execros rriminae ecorreico o snbscreri.
Innotencio Seraphico de Assis Carvatho.
O Illm.Sr Inspector desta thesourars man-
oa fazer publico, que no dia 5 do selembro pro-
timo seguinte tem de ir praca perante a mes-
ma thesouraria um eaixote conlendo drogas me-
tfkinaes : as pessoa a quem convier arrematar
difasdrogas, cuja relaro se acha nesta mtsmar
thesmtraria, devero nella comparecer as 2 ho-
ras do larde do mencionado dia.
Secretaria aa thesouraria de fazenda de Per-
narabuco25de aoslo de 1860 O olTiclal maior
interino, luiz Francisco de Sampaio e Silva
.~ O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro--
viocia!, em cuinprimcnto da ordem do E*m Sr.
presidente a provincia, manda fazer publico,
que com a data do 1." do selembro prximo vin-
douro, paga-se era apoliecs toda a divida liqui-
dada de obra publicas ; porlanto-sao convida-
dos os respectivos credoros, para virem declarar
nesta thesourairo- se quizerem assim ser pagos.
E par3 constar se mandou alTixa? o presente er
publicar pelo Diario
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 29 de agosto de 1860.0 secretario,
A. F d'AnnuncieQo.
Declara coes.
Conselho itrttninlstrntiv
O conselho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de guerra, em cumprimento ao art.
22 do regula ment de 14 de dezembro de 1852.
faz publico, que foram aceitas as proposlas dos
senhores abaixo declarados, para fazerem os for-
necimentos dos gneros paro a companhia dos
do arsenal
10|. 10,3, 10(9 e 10|10 1[2 pelo de
liql 1|2 pelo Necransie : 10(6 pelo de Madras
10(1 1(2 pelo Arracan, e 9(1 1[2 a 9(6 pelo Moul-
mem.
Assucar.O mercado esl quielo mas a precos
firmes.
As vendas desde a nossa ultima monlam em
27,820 saceos, e 29 caixas do Brasil, aos precos
de 22(c 2:|fi polo da Baha ; 23( e24| pelo de
Pernambuco ; 24(6 pelo de Macei ; 24| e 2|9
pelo da Parahiba ; e 25( pelo do Rio Grande e
Cear.
Aieite de palma.O total das vendas monta
em 1,960 toneladas, aos precos de, lambem in-
cluindo 1,000 toneladas em v'iagom, Sf 4310|, 44
o < 45 a 43 10( e 44. Em ser no lim deste mez
ficavam 1860 toneladas, contra 955 toneladas no
mesmo periodo do auno passado.
Azeite doce. Depois da publieaeo da nossa
ultima, o mercado para esto artigo baixnu consi-
deravelmente, tendo-se feto pequeas vendas a
& 54 10( e S 55 pelo de Lisboa ; < 58, S 59
pelo de Cali poli, e S 52 10( a < 53 pelo de Mo-
gador.
Em ser ficam 1,700 toneladas contra 1670 no
mesmo periodo do anno passado
Borracha.Os possuidores desle artigo sao pou-
cos, e conservara os procos firmes. Temos de uo-
lar apenas as vendas de 14 caixas da fina a '\ por
mediana, o quasi lina; 2(2 e 2(3 pela eabeoa de
negro, c2|2 por sernamby do Cear. Haura leilo
no dia 9 do corrento.
Cacao.Tem pouea sabida. Venderam-se 80
sacos do Par a 67|6 e 70(. e 120 da Radia a 51|;
mas hoje nao possivel oblerem-se estes pro-
cos.
Gaf.Ha falta das qualidades para exportaco.
Nada ha cm ser, e as Iransaccoes sao limitadas a
140 saccas do Rio a 58(6 e 45(6 a 56(6, alguma
com o varia.
Castanha do Par.A quantidade em ser pe-
quea, mas basta para a sabida que tem. Em
Londres o proco regula 30 i. por barril.
Gomma de poixe.As entradas sao pequeas,
mas os precos innlteraveis.
Marfim.nao tom liando vendas desde junho,
e nenhuma alterarn ha nos precos.
l'iassavo.E' procurada, e o proco nominal de
32 (a) S 33. Nenhuma ha em primeiras mos.
Queijos londiinos.Os preros destes regula 8i|
por 112 a.
Sarro de vinho.Tem bavido vendas de pe-
queas porcoesa 54( por 112 <.
Uruc. A ultima venda foi de 112 paneiros a
8 d. por Couros do Brasil. Entraran) 10670, e as ven-
das monlam em 9295, ao? seguintes precos. Pelos
seceos salgados de Macei, de 28 < fe (8 d. a 8
7(8 d. por 3 3|4 d. a 4 3(8 d. por. Polos de Parnahilia de
28 < a 8 3(4 d. por 3 e 7 3ii d. por ^ com de-
feilo. Do Cear de 30 3|4 i a 32 1 (3 u? de 8 1(2
d. a 9 1|4 d. por t e de 7 1|4 d. a 8d. com de-
foto ; pelos da Bahia com deleito a 6 3| d. n pe-
los couros salgados do Par de 48 a 52 3(4 l de
5 1|4 d. a 5 1|2 d. por^?. Os couros seceos sal-
gados que so venderam foram exportados, e os
salgados para consumo da trra.
Ciuzas d'ossosTem havido procura para car-
gas em viagem ao proco de4 5s. por tonelada
de 70 graos.
Hamburgo > le agosto de 18GO.
Boletiin eommercial.
Desde a nossa ultima nao houve mudanca no-
lavel no estado deste morcado : os progos dos
principaes gneros se conservara firmes, sobie-
ludo ltimamente, em consequenr.n dos traeos
depsitos e dos inferiores supprimentos que se
podem esperar. Tambera se observa cada dia
que o consumo ainda nao cubri as suas preci-
sos, porque as ordens se tornen) sempre mais
nuaierosas.
Cof. O mercado conservou-se invariavclmen-
te tranquillo, c as ultimas noticias do Rio de 9
do julho, que aqui recebemos em 2 do corronte
por via do telographo do Lisboa nao produzir,am
nonhum elToilo sobre os precos, porque a quan-
tidade annunciada para o Canal e Ilamburgn ape-
nas supprir as exigencias ifb negocio d'oulono.
Os possuilores nao querem baixar as suas pre-
lences, e nao havendo nom aq ii, nem em ca-
minhu genero para empiezas maiores, as tran-
saremos se limitan) a vendas para o negocio cor-
rente. De 13 de julho al 2 de agosto so vende-
ram cerca 15 mil sacas de caf do Rio o de San-
ios 678-6 5(8.
Colamos:
Caf do Rio ordinario 5 3(46 1 (8 schillings.
De tapioca assim como de arroz do Brasil
ha deposiio.
Jacaranda vende-se fcilmente ;
O do Rio a 1835 marcos de banco por 100 bs.
Eo da Babia al218 100
O cacao sustenta os seus precos sendo procu-
rado e vale
Do Maranho e Par.
Da Baha 6 1(26 5|8 schillings.
Moviraento do porto.
Navio sahido no dia 28.
Porlos do sul vapor inglez Magdalena, com-
iii3II lano Woolward.
Navios entrados no dia 29.
Porto33 dias, brigue porluguez Promplidao, de
186 toneladas, capitn Jo; Francisco da Cu-
nha, cquipagem 13, carga vlnho e mais gne-
ros ; a Elias Antonio dos Santos Andrado.
do u ros.
Manoel Antonio de Jess :
Pao de 4 oncas-, a 35360a arroba.
Joo Jos da Costa Santos :
Bolacha a 3500 a arroba.
Joo Carlos Augusto da Silva :
Assucar refinado a 200 rs. a libra.
Cha hysson a 1$700 a libra.
Caf em grao a 210 rs a libra.
Manteiga franceza a 600 rs. a libra.
Arroz pilado a 110 rs. a libra.
Bacalho a 115 rs. a libra.
Carne verde a 200 rs. libra.
Dila secca a 2(>0 rs a libra.
Toueinho de Lisboa a 360 rs. a libra.
Farinha de mandioca da Ierra a 5$ rs. o alquei-
re novo.
Feijo da torra a 7$ o alquelre novo.
Azeite doce de Lisboa a 580 rs. a garrafa.
Vinagro de Lisboa a 280 rs
O conselho avisa aos meamos senhores, que
devem principiar a fornecer os ditos gneros do
l. de selembro prximo v,minoro.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 29 de
agoslo de 1860.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secuelario interino.
Conselho nilaiiuistra tivo.
O conselho administrativo, para Torneciraento
lo arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
los seguintes :
Para as escolas elementares do 9. e 10." bata-
Iho de iiifantaria de linha.
9. balalbo.
Papel almaco, resmas 6 ; peonas de ganco 400 ;
caivetes 2 ; lapis de pao, duzas 6 ; tinta preta
para escrever, garrafas 6; areia preta, libras 6 ;
collecao de cartas para principiantes, exempla-
res 20 ; taboadas, exemplares 20 ; grammalicss
portuguezas por Monte-Verde, ultima cdieo,
exemplares 6 ; compendios de arilhmetica por
Avila, exemplares 6 ; pautas ti ; escripia ou tras-
lados, exemplares 20.
10." balalbo.
Papel almaco, resmas 6 ; pennas de ganco
Terra -Nova44 dias, barca ingleza Norval, do i 400; caivetes' 2 ; tinta preta uara escrever, gar-
245 toneladas, capito David Cwme, equipa-
Re m 12, torga 2536 barricas com bacalho ; a
Jolinston Palor J C."
Lisboa30 dias, barca porlugueza Gralido, do
257 toneladas, capito Antonio Pereira Borgei
Pesiara, cquipagom 14, carga vinho o mais
gneros; a Carvalho Nogueira ct C.a

0>
05
O.
Boras
_
Atmosphera.
V * B 1 1 Direcr.ao. < 9 H O
* V o en C 1 1 1 Intensidade.
O 1S OS c* 1 I 1 Centigrado. i s n } 5 0.
o o tu p oo ~J oo O o i CS li> _o CO 8 b

^4 4*. Fahrenheit Hygrometr
ti' ^1 3 1 3'l Barometrc .
c
B
y
B
<
' C
?? tr
Cf.
2
A noite clara com grandes nevoeiros, vento
SE, veio para o terral e assim amariheccu.
OSr.)tL.\f,..VO DA MAI1K.
Raixamar as 8 h 6' da manha, altura 1.0 p.
l'reamar as 2 h 18' da tarde, altura 7.0 p
Observatorio do arsenal de marmita 29 de agos-
to de 1863 VlKC.AS J-.NIOR.
ditaes.
Perante a cmara desta cidade estar
praca publica nos dias 30 do crrente, 1 e 3 de
selembro prximo vindouro, o imposto por p de
coquwro pela quanlia annual do 4209, epor lem-
po de 3 annos, visto nao ter sido arrematado
quando estove em praca sela primeira vez pela
quanlia de 5189233.
Pae.o da cmara municipal do Recfe em sesso
de 27 do agoslo de 1860 .Gustavo Jos do Re-
g, pro-presidente.Manoel Ferreira Accioli, se
cretario.
A cmara municipal desla cidade manda
publicar, para conhecimenlo dos seus muriicipos,
e afin de que seja observada a postura abaixo
transcripta, que foi approvada provisoriamente
pelo Exm.
rafas 6; lapis de pao, dozias 6 ; areia preta, li-
bras 6 ; rollecoes de cartas para principiantes,
exemplares 2; taboadas, exemplares 20 ; gram-
malicas purtuguozas por Monte-Verde, ultima
edico, exemplares 6 ; compendios de arilhmeli-
ca por Avila, exemplares 6; pautas 6 ; csciipta
ou traslades, exemplares 20.
Para o hospital militar. ,,
l.ences de cobro pesando 40 libras cada um, 2.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
js suas propostas em carta fechada na secretaria
Jo conselho, s 10 horas da manha do dia 5
de setembio.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 29 de
agoslo de 1860.
Rento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira lobo,
Loruncl vogal secretario interino.
Gaixa iiidl do banco do Brasil
em Pernambuco.
EM 28 DE AGOSTO DE 1860.
Acaixa desenla letras a 10 0/q, toma saques-
sobre a praca du Rio de Janeiro e recebe dinhei-
ro ao premio de 8 0/o ao anno.
Portara.
Directora geral da instruccSo publica de Per-
nambuco 28 de agoslo de 180.
O director geral interino da instrucc.o publica,
ouvido o conselho director em sesso de 25 do
corronte, e de conforftlidade rom o disposlo na
lei regulamenlar n. 369 de 14 de maio de 1855.
conidera incorsos no art. 99 da citada lei, os
pri'feFsores o profossorasparticulares abaixo men
cionados, e como taes snjeilos apagar a multa do
cincuenta mil reis cada um, por nao terem na
forma da referida lei e das iustruc<,os de 11 de
junho de 1859, se habilitado com o exame de
em veriheaco de capacidade professional dentro do
' praso de seis mezes, marcado no edital de 15 de
outubro do anno passado ; devendo cada um dos
referidos professores o professora recolher a the-
souraria da fazenda provincial a mencionada
quanlia de cincuenta mil ris, dentro do praso
de trifila dias contados da data desta ; lindo o
qual sero as niesmas mullas cobrodas eieculi-
vamento, como se pratica, com a divida activa
provincial proveniente dos impostos.
Jos Soares de Azeaedo.
Director geral interino
Professores e profossoras a que se refere a por
taria supra :
Antonio Ignacio da Silva
Honorato Augusto de Miranda
Jos Bornardino de Souza Peixc
presidente da provincia, em dala de
2 do corrente.
Paco da cmara municipal do Rccife em sesso j Joo Jos Vieira de Barros
de 27 de agoslo de-1860. Gustavo Jos do Reg, Padre Vicente Ferrer de Albuquerque
regular dito 6 1(465 1 (6
bom 6 3(86 1|2
> fino 6 5|86 3|4
de Santos, ord. 53(4 631(6
regular 6 1(4651(6
> campias 6 3|86 58
Importadles al fins de julho.
1860 55 milhoes de libras.
1859 46
18ft8 38
1857 49
1856 491|2
Em ser em fins de julho,
1860 13 milhoes de libras.
1859 13
1858 21 i)
1857 22
1856 22
Assucar.O assucar foi procurado todo o mez
passado, e assim continua. As Iransaccoes foram
satisfactorias, mas sem mudanca de monta nos
precos. Venderam-se cerca 3,700 sacos de Per-
nambuco 16 3[4 17 1|4 marcos de banco, e 3,000
sacas a entregar 16 3(4 marcos, e 140 caixas
da Bahia 17 1(2 marcos.
Colamos hoje :
Assucar da Bahia e Maroim.
branco em caixas
mascavado 161(2181(2 m. de branco.
de Pernambuco, Macei e Parahiba.
branco em caixas marco de banco,
mascavado a
brancos em sacos
mascavado dito 17 1(418
pro-presideule.Manuel Ferreira Accioli, sacre-
tario.
Quarla seccao. Palacio do governo de Per-
1 nambuco em'24 de agoslo de 1860.
O presidente da provincia, tendo era-vista o
que represento!) a cmara municipal do Recife
em ofcio de 22 do correnle sob n. 78. resolve
approvarprovisoriamente o seguinte ortigo de
postura :
Artigo nico.Ninguem poJer con lu/ir cal
pelas ras da cidade, e estradas do municipio,
sem ser ooberta de maneira que o vento a nao
espalhe : os infractores sotlroro a multa de 10-5,
a qual ser dobrada na reincidencia.Ambrosio
Leito da Cunha.Conforme Anlonio Le te de
Pinho.
O Dr. lnnocenrio Seraphico de Assis Carvalho,
juu municipal supplente da primeira vara do
termo da cidade do Recife, etc.
Faco saber em virtude do art. 7. do rognla-
meni'o n. 834 do 2 de outubro de 1851, que pelo
Sr. Dr. Bernardo Machado da Cosa Doria, juiz
de direito da primeira vara criminal da comarca
dosta cidade, me foi communicado porolTicio de
16 do correnle, haver marcado o dia 20 de selem-
bro prximo vindouro, s 10 horas da manha,
para a audiencia eral da abertura da correioo
que lera lugar na rasa da reuniao do jury. De-
vem comparecer chamada no dia, hora e lugar
designados, os Srs. juizes muuicipaes, de orphos,
delegados, subdelegados, juizes de paz, promo-
tor'publico, dito de capellas e residuos, curado-
ros, Ihesoureiro de orphos, solicitadores, labei-
lies, escrives, contadores, distribuidores, ova-
liadores, partidores, depositarlos pblicos, ofli-
ciaes de juslir;a,carcereiros e porteiros, adminis-
tradores de capellas, juizes, sndicos, thesonrei-
ros ou procuradores de ordens terceiras, irman-
dades o contrarias, ou quaesquer ofliciaes com-
petentes para representa-los, levando ailos em-
pregados os seus ttulos, livros, autos e papis
que leem de ser vistos em correico, cando sn-
jeilos no caso de faltaren) s penas disciplinares e
de responsabilidade marcadas por lei.
E para quo chegue a noticia a lodos mandei
passar o presente que ser publicado pela im-
prensa e afinado no lugar mais publico.
Recite, 20 de agosto de 1860.Eu Joaquim
Francisco de Paula Esteves Clemente, escrivao
Joo Augusto de Vasconcello Leilo
Vilo Anlonio do Sacramento Pessoa
Padre Manoel Adriano de Albuquerque Mello
Victoriano Antonio Muniz
Padre Joaquim Jos de Parias
Joaquim Jos Balmacedo
Francisco Jos das Chagas
Manoel Jos de Parias Simes
Manoel Fr-ncisco Pereira
Manoel da Silva Coulo
Antonio da Costa Lima
Tiburtino Floriano de Carvalho
Manoel Furlado da Costa Tico
Joaquim Jos Florencio de Moura
Estovan Pinto de Moracs
Jos CdVreia Paz
Antonio Rento Pinbeiro
Joaquim Rellarmino de Millo
Joaquina Jos de Araujo
Sovorlano Marlyr Vieira
Antonio Jos Coelho de Queiroz
Jos Ramos de Vasconcollos
Tbeodoro da Cruz Cordeiro
D. Joseoha Mara do Espirito-Santo
D. Candida Balbioa da Rocha
D. Urbana Augella de Lima
D. Maria Seraphina Vieira
D. Ira da Cunha Leite
I). Vicenoia Maria do Carmo Cczar
D. Anna Ferreira da Silva
I). Maria de Nazarelh Augusta "-
D. Joaquina l.ourenea da Conceicao Lima
D. Amalia Vicencia do Espirilo-Sauto
I). Joauna Rosa da Trindade
I). Luiza Aunes de Andrade Lial
I). Francisca Maria do Rozario
D. Maria Severina do Monte Souza
D. Mana Eugenia Ferreira
D. Elena dos Santos Pinheiro
D. Maria Joaqnina do Paraso
D. Emilia Fausta do Menna Costa
D; The reza Guilhermina de Carvalho
D. Anna Maria da Conceigao Nepomuccno
D. Francisca de Assis Domingues Carneiro
P. Berlina Carolina Cetar Galvo.
Secretaria da inatrucsao publica de Pernam-
| buco 28 de agoslo de 1860.
O secretario interino
Salvador Oenriques de Albuquerque
-r-?--------r-


-^J_

(4>
Pela
nspeceo da alfandega se Taz publica,
que no da 4 de {selerabro. se ho da arrematar
cm hasta publica, a porta da mesraa repartico,
sendo a arrematacao livre de direitos ao arrema-
tante, 721 pedras para moinhos, que se acham
depositadas no armazem do C3es do llamos, vin-
no navio Rainha dos Acores, entrada em
de 1857, consignada a Barroca &
23 de junho
Castro.
Alfandega
1&60.
de Pernambuco 28 de agosto de
O Inspector,
Bcnto Jos Fernandes Barros.
Santa Casa da Misericordia do
Recife.
A junta administrativa da irmandade da Santa
Casa da Misericordia do Recife, em cumprimento
do artigo 146 do corii|.romisso de 27 do junho
ultimo, manda fazer publico, que no dia 30 do
correnle, pelas 4 horas da tarde, na sala de suas
sessoes, ir praca para ser arrematado quera
por menos Otero forneciinrnto dos vveres abaixo
declarados, pelo lempo que decorrer do dia da
da arrematacao a 31 de dezembro do correnle
auno, a saber :
Carne verde, pao e bolacha, pesando o pao 4
onras, arinha de mandioca, manleiga franceza,
assucar retinado, cha, caf, arroz pilado, louci-
cinho, azeile doce e do carrapalo, vinho linio e
tranco, vinagre, sag, alelria, macarro e la-
Iharim.
A arrematacao ser feila por propostas dirigi-
das junta, em caria fechada o sob as seguines
clausulas especiaos :
1.a Oue o arrematante prestar fianca idnea.
2.a Oue os vveres serio da melhor'qualidade
que houver no mercado.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recite, 22 de agosto de 1860.O escrivo, Fran-
cisco Antonio Cavalcanti Couseiro.
Pela adtninistraeo do correio desla cidade
so faz publico para conhecimeiito de quem con-
vicr o artigo 10 das instruccoes de 16 de dezem-
bro do anno passadoArtigo 10 As cartas se-
guras deverao alem dos mais requisitos exigidos
pelos regulamentos ser fechadas cora lacre de
urna s cor, em dous ou mais lugares vislveis,
e os lechos sellados coro sinele particular do uso
do segurador, lomando-sequaesquer outras cau-
telas que a experiencia for indicando como ne-
cessaiiag, e forem ordenadas pelo dir clor peral
dos correios. Adrninistraco do correio da Per-
nambuco 0 de agosto de 1860.O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
A rompanhia II xa de cavallaria precisa
comprar 1 rcvallos, quesejam gordos, mansos,
grandes e saos : a tratar ueste quarlel com o
abaixo assignado.
Santo Amaro 25 de agosto de 1860.J/.moe
Porfirio de Castro raufo.capio commandaiite.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para seren re-
colhidas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,oo o da
emissao do banco.
Consellio administrativo.
O conselho administrativo, para fornccimeDto ;
do arsenal de guerra, teni de comprar os objec-
tos seguales :
Para o quartel general.
Bandejas pequeas para copos 2: copos de vi-
dro para agua 2; jarra de barro para agua 1
quartinhas 12.
Para guardas.
Barias de louca 3 ; copos de vidro para agua 5 ;
castieaes com laiiicrnas 3 ; quartinhas 10: llie-
soura 1.
Para a companhia de aprendizes menores do
arsenal de guerra.
Simos de Nantua 20 ; Economas da Vida Hu-
mana 50 ; grammaticas da lingua porlugueza por
Castro ISunes20; arilhmelcas pelo Dr. Collaro
2; rostimos da doutrina christaa 100; cartas
de A It C 50 : taboadas 100 ; traslados de cur-
sivo 20; traslados do bastadinho 25; translados
bastardo 30 ; traslados de A 1 C 30 ; lapis, du-
ias4 ; crees em forma de lapis. duzlas 6;'pau-
tas 50 : pennis de ganco 400 ; papel almaco, res-
ina 1 ; lima pela para oscrever garrafas 6 ; fe-
Chaduras de dilfererre rnodellos para carleiras
Quem quizer vender lacs objeclos aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria
lo conselho, s 10 horas da manha do dia 3 do
selembro prximo vindouro.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 24 d
agosto de 1860. -
lenlo Jos Lamenha Litis,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Percira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
A junta administrativa da irmandade da
Sania Casa da Misericordia do Recife, tendo ne-
cessidade do conhecer a todas as pessoas quo es-
tao eocarregadas da auiamenlaoo e desamaoien-
la';ao dos expostos, pelo presente avisa asmes-
mas pessoas, que do dia 1." a 8 de setembro pr-
ximo luturo deverao comparecer na respectiva
casa, das a horas da manha por diante.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife i de agosto do 1860.O escrivo,
Francisco Antonio Cavalcanti Coussero.
~ A Julll,a administrativa da irmandade da
Santa Casa da Misericordia do Recife, para obviar
questoes judiciaos, manda fazer publico, que so-
licita na conservado dos bens palrimoniaes da
bania Casa, tem resolviJo nao permlir que os
propnetarios de casas contiguas as da meraa
Santa Casa, abram janellas eoculos sobre os te-
chados desla ; e desde j protesta nos empre-
ar os meios legaes para prohibir de futuro a
pratica desemelhanle abuso, como tambera usar
do direito que Ihe assisle do mandar tapar as ja-
nellas e oculos que se teuham aberto sem auto-
nsacao expressa da extincla adrninistraco dos
estabelecimenlos de caridade, e sem as clausulas
ou condicdes que em taes casos sao iiidspensa-
n SfCrara da Sanla Casa da Misericordia do
Recife 21 de agosto de 1860 -O escrivo
Francisco Antonio Cavalcanti Coussero
e. "7 V JU"ia administrativa da irmandade da
Santa Casa da Misericordia do Recife, manda fa-
zer sciente a quem inlcressar, que desla data em
dianto nao ha de tolerar que os inquilinos ou ar-
rematantes dos predios pertencenles ao patrimo-
nio da mesaia irmandade, facam alleracoes nos
reparlimenios das respectivas casas, sem aulori-
sacao expressa da mesma junta ; sob pena de
screm os infractores compellidos, mesrao antes
de expirar o prazo do arrendamento, a por ludo
no estado primitivo ; e para que nao se alegue
ignorancia, manda fazer publico a presente dc-
liberaco. r
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife 24 de agosio de 1860.O esenvo,
Francisco Antonio Cavalcanti Co'usseiro.
5 milheiros de estopares.
1 diamante de cortar vidro.
300 vergalhoes de ierro quadrado de 1/2 pol-
legada a 2 1,1 v
650 ditos de dte redondo, ideaj) idem.idera.
6 barras de dito 3 pollegadas do largo e 3;5 de
grossura.
6 ditas de dito de 2 dem idem o 1/2 idem.
6 ditas de dito de 2 1/2 idem idem e i de
grossura.
10 toneladas de di'o bruto para fundico.
1.000 folhas de esmeril e em panno.
De igual forma tem o mesmo conselho d con-
tratar em dita sesso, por lempo al o Cm de se-
tembro prximo, o forneciraento de objeclos das
dietas para os navios da armada e enfermara de
marinha, sendo :
Araruta, aletris, assucar branco refinado, bo-
MARIO BE PERlUft-fiCO. QUISTA FEIRA. 30 DE ftGOSTO DE 1860.
lachinha, cevadinha, cha, manleiga, tapioca, vi-
' nho de Lisboa.
Sao as condices para effecluaco dos contra-
tos, qur acerca da acquisico dos objecies do
material, como do fornecimento dos das dietas,
sujeitarem-se os contratantes a multa do 50 O/o
do valor do quo nao enlregarem da qualidade e
na quantidade conlratados, alm de carregarem
com o excesso do preco no mercado.se houver, por
motivarem estas folhas *hi reccorrer-se, e serem
os mesmos contratantes pagos da venda ou forneci-
mento do mcz.logo no porlerior. Acresce. acerca
do fornecimento que leem os contratantes de
apresenlar fiadores, a assigoarem com elles os
contratos na mesma occasio.
Sala do conselho de compras navaes, em 27
de agosto de 1860.O secretario, Alexandre Ro-
drigues dos Anjos.
THEATRO DE S. ISABEL.
COllPWIIIt LlWUEG.llJMNANGELl
Quinta feira 30 de agosto.
18.a recita da assignatura e nona para os camarotes de segunda serie
Represenlar-se-ha a opera em quatro actos de Verdi:
Vendem-se os biihetes como de coslume.
Principiar s 8 horas em ponto
CONCERT
Vocal e instrumental.
NO
PALACETE DA RIJA DA PRAIA.
Quarta-feira, 6 de setembro.
EM BENEFICIO DA ARTISTA
MAGDALENA DRUCCIONI.
Depos de escolhida ouvertura pela banda mar-
cial do batalho de artilharia da guarda nacional,
sob a direceo do seu insigne professor o Sr. Ifa-
nocl Percira, seguir-se-ha :
Primeira parte.
1." Cavatina da opera HERNANI do maestro
Verdi, pela beneiiciada.
2. Phantasia sobre a opera 03 PURITANOS
do maes'ro Dellini, pelo Sr. G. Baccigalupi, pro-
fessor de rabeca.
3." Duelo da opera TROVADOR do maestro
^ erdi, pela beneciada co Sr. Rauonda.
Para o Porlo tem a sahr al ofim do raez
o bngue Amalia I : quem quizer carregar ou
ir de passagem, para oque tem excellentes com-
modos, dirija-se ao consignatario, na ra da Ca-
dea do Recife, escriplorio de Manoel Joaiuim
Ramos e Silva.
COMPAIA
DAS
Messageries imperiales.
Al o dia Io de setembro espera-sc dos portos
do sul o vapor francez Eslremadure, comman-
danteTrollier, o qual depois da demora do cos-
tme seguir para Bordeaux tocando em S. Vi-
cente e Lisboa, para passageiros, encommendas
etc., a tratar na agencia ra do Trapiche n. 9.
1. Phc-nlasia para piano composla e executa- ?a ,s Pc?s do no.rtc do sua cala al a Grau-
lo Sr. Sanlini. Ia J dia 6 de setembro s 5 horas da tarde.
Segunda parte.
1. SOUVENIRD'ATTILA de Verdi. Duelo con-
corlante a rabeca e a piano, pelos Srs. Sanlini e
Baccigalupi.
Rond da opera BELISARIO do maestro
Donizeili, pela beneliciada.
3." Capricho da opera TRAVIATA, pelo Sr.
Baccigalupi.
Torce ira parte.
__a ruano
da pelo Sr. Sanlini.
2. Duelo ELIXIR D'AMORE de Donizeli, pela
beneficiada e o Sr Ramonda.
3. CARNAVAL DE VENEZA do maestro Pa-
ganini, pelo Sr. Baccigalupi.
Os iutervallos sero preenchidos pelas melho-
res pecas da banda marcial.
O .auto e rabeca sero acompanhados ao piano
pelo Sr. Sanlini.
N. B.O cavalheiro Ramonda sempro promp-
lo para coadjuvar os seusantigos collegas, e de-
sojando obsequiar a beneficiada, presla-se gra-
tuitamente a fazer parle desie concert, dando
assim urna prova da sympathia que lhe merece a
arle e es seus cultores.
Os biihetes podem ser procurados : no Recife,
em mo da beneficiada no hotel Francisco ; em
Santo Antonio, no eslabelecimento de pianos do
Voceley e na livraria Econmica do Sr. Noguei-
ra ; e na Boa-Vista, em mo do Sr. Baccigalupi,
ra do Pires, defronle do hospital militar, e rio
no diano palacete da ra da Praia.
Principiar s 8 horas da noite.
COMPAMIIA PEIHAnUiCAilA
DE
scivo cosleira a vapor
O vapor Iguarass, commandante o segundo
lente Joaquim Alves Moreira, segu viagem
vinie relogios americanos prepfios para cima de
Cenlo e viute cuxas com charutos da Baha.
Des duuas de garrafas com vinho Xery.
Mllase diversas pecas de marcineiria, como
sejam guarda-loucas, guarda-vestidos, appari-
f^' cramodas. camas, mesas, um piano e
rtn, ln dl|ferentes objeclos que eslaro avista
dos compradores
Principiar s 10 horas.
LEILAO
DE
lm escravo.
PELO AGENTE
O referido agente far leilo por conta e risco
de auem perlencer, sabbado Io de setembro, s
10 horas da manha em seu arraazem na ra do
Viga non. 11
DE
i escravo moco, bom cosinheiro, proprio para
iodo servieo, apenas ten um pequeno defeito
em urna perna.
DE
Um sobrado.
PELO AGESTE
PESTAA.
O referido agente far leile por conta de
quem pertencer, sabbado Io de setembro, as 11
horas da manha em seu armazcm na ra do
Vigario n. 11
DE
1 sobrado de um andar com soto em muilo bom
estado, com bastantes commodos, com um
grande quintal, lodo murado, silo na ra da
ladeira da S era Olinda.
LEILAO
para que os alumnos tenham lodo o adianu-
mento possivcl.
as horas de recreio marcadas pelo estatuto,
os alumnos, que quizerern so exercitaro na
arle de esgrima, aprendendo o iogo de florete
franceza.
O director
Estevo Xavier da Cunka.
ANNUNCIO.
O collegio de Bemfica carece de urna pessoa
com as quahdades moraes precisas para prefeilo
do mesmo collegio.
COMPAKHIA
ALLIANCE,
Estabelecida cm Londres
IrjG) rjg mt.
CAPITAL
Cinco miiu&cs de libras
sterlinas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprielarios de
casas, e a quem mais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para ef-
Precisa-se alugar um sobrado de um andar
ou de douscm bons estados com quintal, nos bair-
ros da Ba-Vista o Santo Antonio : quem o li-
ver dinia-se a ra do Crespo n. 25.
Antonio Jos de Oliveira, estabelecido na
ra da Cadea do Recife, faz sciente ao respeita-
vel publico e com espccislidade ao corpo do com-
mercio, que por harer oulros de igual oorae, de
hoje em dianlese assignar Antonio Jos de Oli-
veira Lobo.
- Ricardo Knowles de Lisboa pede aos seus
correspondentes que lhes deem informaco do
qualquer extravio de carta dirigida ao seu cui-
dado, afim de fazer as necessarias indagaces
em consequencia de Joo D. Irick, ultimtnent
seu caixeiro encarregadoda agenciado leleerain-
mas haver confessado ler distruido urna caria
mandada para encaminhar ; roubando urna nota
do banco do Inglaterra que ella cobria.
Agradecimento.
Inflammaco da bocea do estomago.
Un raeu escravo de nome Daniel, tendo pade-
cido pelo longo espaco de 16 annos de inflam-
maco na bocea do estomago, que lhe tirava a
respiracao, acompanhada de muilo cans.co. e at
ltimamente impossibilitavao de dormr deita-
do c durante este lompo lendo eito quanto f .i
Possivcl nunca pude ob.er um resultado favora-
m rf ma,H end?- mais (>ue fazer. Iembrei-
L 2 Vmf 8p(,licar uraa das chaP medid-
fo n ?QSl'o,!,Car,l0^irk- "'< "a'ua do Pa -
dita'c/1 C,m f1'"0' depois d' PPlioco da
di a chapa na parle indicada por 40 dias Uve
Sff.* -Tf ^"'Pletamen.c bom pelo
sincero agradecimento. Ra da Assembla, o!
ectuar seguros sobre edificios"de'Tijoio e"pdra,156. 'o aoJancTo?-"Domingos Alves Lou'rdrV
cobertos de telha, e igualmente sobre os objeclos i ~ No da l.de setembro prximo deooi* l
que conlivcrera os ~
sisla em mobilia
qualidade.
e igualmente sobre os objeclos i ~ 1>0 aia 1- de setembro pro
i mesmos edificios, quer con- j audiencia do juiz de paz do l. dislricto da Boa"
ou em fazendas de qualquer Vlsta '-'"i de serem arrematados 8 rolos de tiru
. Dir, non inrartno i....: r>. ""
pira peiihorados a Joaquim Carneiro Leal,
i Cdh ^iern/rJ JS da ST GuiVes
! .^o da 31 do correnle raez, em casa dn
ESE*pelas"horas da raa''aa. "fi
*; a T'e"' maisder de renda annual uraa
a\ l^[ a iravessa da ra Bella n. 4. depois
da aud,en:.a do Sr. Dr. juiz de orphos, que Pe?a
no^erKia 7BJ**"-*
Estas pennas de differentes aualidades sao fa-
| tricadas de ac de prata refinada de primeira
p tempera, e sao applicaveis a todo o tamanho de
S ctra. Preco 1500 cada caixa e pennas de ouro
lelo mesmo autor com ponta de diamante, que
crem a grande vantagem de nao estar sujeilas a
crear ferrugem e conservndose bem limpas sao
de duracao infinita, deposito em casa dos Srs
IluedesJc Goncalvcs ra da Cadeia n. 7.
Aluga-se urna escrava moca c disposta para
todo servieo de urna casa : quera quizer dirija-sd
a ra do Socego (no Campo Verde) na penltima
casa do lado esquerdo.
Preveneao!!!
Recebe carga para a Granja no dia 25 e 27
Acarac 28, Cear 29 e 30, Aracaty 31, Vacio
no Io de setembro, Natal 3 e 4, Parahiba dia 5
ate ao meio da. Passageiros, encommendas e
dmheiro a frote at o dia6ao meio dia : "eren-
cia no Forte do Mallo n. 1.
Aracaty.
Sahe com brevidade o hiate Oous Irmos, por
t lf,.r Pa'l da car8-i : para o resto trata-so com
Marlins & Irmo, ra da Madre, de Deus n. 2.
Leiies.
Avisos martimos.
Pata o Cear, Haranho e
Para.
Segu com muila brevidade o velciro o bem co-
nherido patacho nacional Alfredo por ter par-
te do seu carregamento prompto : para o resto
da carga e passageiros. trata-so com o consigna-
tario Caetano Cyriaco da Costa Moreira, no seu
escriplorio, largo do Corpo Santo, ou com o ca-
pilao Travasso no trapiche do alsodo.
PELO 4GENTE
Para o Ass e Aracaly.
O hiale Bebcribe porj teralguma carga ;
o resto c passageiros, trata-sc na ra
no n. 5.
PESTAA.
O referido agente autorisado por urna familia
que se relira para fora da provincia fara' leilo
sexla feira 31 do correnle s 10 horas da ma-
nha, na ra do Livramento sobrado n, 31, onde
ja morouo Sr. Dr. Ferreira, de todos seus mo-
broSSderyS.a, ^rpeitint.S^^Xrn'aV ^ P"'"-.
quadros, cama'franceza. dita de K u!SS:! TZl^.0^ ?'Pccereiii, visto ter de tra.ar-se
Sexta-feira 21 de agosto.
O agente Costa Carvalho ara' leilo
no da cima em seu armazem na ra
da Cruz n. 9 de urna poivao de trastes
os quaes
preco
sero entregues sem reserva de
LEILAO
DE
2 casas terreas lis. la'eH
Ra da Viracho.
Sexta-feira 31 do cor rente.
Anlunes far leilo em seu armazem na ra do
Imperador n. 73, de duas casas terreas na ra
da Viraco ns. 15 el7, as quaes sao nm terrenos
proprios e tem 2quartos, 2 salas, cosinha fora e
um grande quintal. Os preltndenies as podero
examinar ese inforraarem com o referido agente
em dilo armazem.
Dar principio s 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
quadros, cama franceza, dita de ferro, lavatorio
de raogno com marmore, ditos de ferrl, mar-
qnezas, guarda roupa, guarda louca, apprado-
res, mesa elstica, cadeiras avulsas, toilelts
.., para] tapetes, caoachos, vidros e loucas eoutros mui-
do Viga-I los objecin que se acharao patente na occa'io
do leilo. <
^.0 soc cao Zijpo 0viphica
PcrttitinhucattA,
Domingo 2 de setembro, s 10 horas da ma-
nha, haver sessao ordinaria do consclllo. era
seguida qual funecionar a assembla geral
Todos os Srs. socios eiTeclivos sao. portanlo'
i Hauual

Popular horneo palhicoo u
guia medica das maes
8 de familia.
M Esta obra contera todas as molestias al
| hoje, seus symptomas e suas causas, seus
S> tralamentos empregados, quer em glo-
M huios a tinturas; symptomas dos medica-
g menlos, sua duraco, os medicamentos
T'e cl"DPrceraprcgar um depois de ou- =8}
*" iroe seus antidolos. Acompanhado do |j
te fcil meio de qualquer pessoa poder co- S
2j, ohecer do apparelho respiratorio e diges- ^
^ As pessoas que se dignaran assignar ff
^ esta obra podem dirigir-se praca da In- *
S5 dependencia n. 6e8 ; Cadeia d'o Uecife, ^
&j Jos Cardoso Ayres; Collegio, Miranda i :x.
w Vasconcellos; ra da Palma n. 50.
bswmbmbmb tm mmmsmmm
O abaixo assignado previne ao publico que Pm ,rascos- previne-se aos amantes das ditos
nao faca negocio de qualidade alguma cora Lau- i Ser|erosque venham a elles con- presteza para
rinda Hoza da Silva, moradora era Caruar a qual deP,s na n*v*i queixa no arraazem da ra
de presente se acha occulla nesia cidade, corr os ; ^'0 osario n. 11.
escravos Joaquina crioula e dous Cilios da mesma
Madama Appoline |
Roussel, primeira costureira da casa de ^
Madama Millocheau, lem a honra de par- @
ticipar ao respeitavel publico, que se acha
prompta para salisfazer a qualquer en- @
coramendaconcernentea sua arle, assim W)
como ricos vestidos para casamento, bai- @
le e soire, [eitosa uliima moda, e ptima
i$ perfeicao: as pessoas que de seu presumo @
@ se quizerern ulilisar, podem di'igir-se 3
ra da Imperatriz n. 11, primeiro andar. @
ss mmmmwm
Na livraria n, G e 8 da praca da
Independencia precisa fallar ao Sr. Ma-
noel Antonio Pinto da Silva.
; f m*9 #
| 8^ O Sr. Joaquim Alv?s |
i @ Conli acadmico do primeiro anno, queira |
' ir como se lhe tem pedido por vezes a ra S
-.,- da Cadeia do Recife o. 23.
, # .^gi 3m3b
Estando a findar os frescaes queijos de Serd
^lentes macas ea bella manleiga refina-
^ia.ujuai|uiiij tribua e uous unios da mesma ^'
Clemente e Prudencio,os quaes pertencem ao aba-
xo assignado por compra que flzera ao marida da
mesma Laurinda ; o esta lendo sentenca contra,
evadio-se com os referidos escravos para esta ci-
dade; portanlo o abaixo assignado nao s proles-
la haver os seus escravos do poder de quem quer '
que Ozer transar-cao com elles, como quem os I
acoutar. Recife 27 de agosto de 1860.
Antonio Manoel Pereira Vianna.
:-".
a
n. 2-, deseja se
Na ru;t da Cadeia
tallar com os .enliores:
Jos Leopoldo da Silva.
Marcelino d- Souza Pereira de B--to,
Clfcto da-Costa Campello.
Jof Candido de Barros.
Jos Alvares Monte Raso.
Dr. Julio Barbosa de Vasconcellos.
Joao Alves de Oliveira,
Est justo a venda de daas tercas partes da
casa na ra de Horlas n. 32, que se' acha deso-
nernda de hypolhoca ou penhora : se ha alguem
prejudicado declare.
Pede-so a Sra. Antonia Anliga do Viveiros
natural da ilha de S. Miguel, o favor de appare-
cer no sitio do Illm. Sr. Jos Antonio de Brilo
Ensino de musica.
Offerece-se para leccionar o solfejo.como tam-
i locar varios instrumentos ; dando as li-
Riode Janeiro,
Conselho de compras navaes.
lendo de promover-se a acquisico dos ob-
jeclos do material, abaixo declarados, manda o
conselho fazer publico, que tratar disto em ses-
sao de 5 do raez prximo, vista de proponas
em carlis fechadas, acompanhadas das amostra
do que coubcr na possibilidade. entregues ness
da ate s 11 horas da manha.
Objeclos.
Para os navios.
200 covados do baetilha.
20 colchoes.
30 calcas de panno azul, para fusileirosnavaes.
30 camisas de brim, idem.
1 escaler fino, ou canoa, de 4 remos, pregado
de cobre.
12 livros de 25 folhas.
5 ditos de mappas de 25 folhas.
10 ditos impressos, para soccorros, de 200 ditas.
25 ditos ditos ditos de 100 ditas.
15 ditos ditos ditos de 50 ditas.
10 machados.
20 pes de obreias.
50 pares de polainas de panno prelo.
600 saceos proprios para condueco de carvo
le pedra.
100 lijlos inglezes.
12 barris de tinta prela.
. Para a enferrnma de marinha.
100 pares de chinelas.
Para os navios e arsenal.
60 brochas para pintura, sorlidas.
12 arrobas de fio de vela.
6 lanternas de patente.
300 varas de linhagem para saceos.
500 folhas de papelo.
6 arrobas de papel baela,
Para o arsenal.
1 canoa grande do porte de 15 a 20 toneladas,
propna par* conducho rje carvo de pedra.
a barca nacional Clemenlina sahe cora brevi-
dade : para o resio da carga e passageiros, 1ra-
la-se com Gnilhermc Carvalho & C, na ra do
Torres.
Para o Aracaty com esca-
la por Maco.
O hiate nacional Gratido segu com brevi-
dade ; para o reslo da carga e passageiros, diri-
ja-se ao Passeio Publico n. 11, ou ao Forte do
Mallos, la do Cordoniz, em casa de Pereira Va-
lente n. 5.
Para o Rio de Janeiro.
O velciro e bem conhecido brguo nacional Al-
mirante pretende seguir com muita brflvidado,
tem parle de seu carregamento prompto : para
resto que lhe falla, trata-so com os seus consig-
natarios A*evedo& Mcndes.no seu escriptorio ra
da Cruz n. !
Companhia Iaiteinnisadora
LEILO
Para curaprir a disposicao do art. 19
dos estatutos da companhia
mari timos indemnisadora, o apente
Hyppohto fara'leilo na porta da asso-
ciacao commercial de 15 accoes da mes-
ma companhia em tres lotes, sendo o
primeiro de ns. 22G a 230, o sepundo
de ns. 211 a 2i5, e
361 a 365 : sabbado
meio dia em ponto.
da discusso dos estatutos e de negocio de im-
portancia social.
Secretaria da Associaco Tvpographica Per-
nnmbucdna, 29 de agosto de 1860.
Ji'vencio Cesar,
Io secretario.
Bastos, na Passagem da Magdalena, para fallan
com o feilor do mesmo. a negocio de seu inte- ?,oes das noras is9'l2da noite: a tratar na r
resse. da R'iiti n ^(\
iVa na do S. Goncalo n. 8, casa de soto,
precisa-se alagar urna escrava fiel, quosaiba fa-
zer cora perfeicao o serviro interno e externo de
urna casa de pouca familia. Paga-so a contento.
mk^m^m-m^'m^^m
terceiro de ns,
de setembro ao
c=>
e en-
dia do
COMPANHIA PERMMBUCW4
Navegado costeira a vapor.
O vapor Persinunga, commandante Manoel
Joaquim Lobato, segu para os portos do sul de
sua escala no dia 5 do setembro s 5 horas da
tarde, e recebe carga at 4 ao meio dia
comraendas e dinheiro a frele al o meio
dia da sahida.
O brigue brasileiro Imperador, recebe al-
guma carga a frete para o Rio Grande do Sul: 'a
tar com Araorim Irmos, ra da Cruz n. 3.
Para a Baha.
Pretende seguir veleira e bem conhecida su-
maca nacional Horlencia, nestts 8 dias, tem a
seu bordo metade do seu carregamento, para o
resto que lhe falta Irata-se cora os consignata-
rios Azevedo & Mendes, no seu escriptorio, ra
da Cruz o. 1.
Para Lisboa sahe imprelerivelmenle ateo
da 15 o brigue Tarujo & Filhos por ter parte
de seu carregamento prompto : quem quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija-se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recife, eacripjorio de
Manoel Joaquim Raines e Silva.
Urna rica mobilia de Jacaran-
da a Luiz XV, com lampos
de marmore, urna outra
sem estes, guarda roupas,
guarda vestidos de ama-
relio e nogueira, guarda
louca, toilets, apparado-
res, candelabros, serpenti-
nas, louca etc., etc.
Anlunes far leilo era seu armazem ra do
do Imperador n.73
Sexta-feira 31 do correnle
dos objeclos cima mencionados, e na mesraa
occasio vender.
12 duzias de pelle de cou-
rode lustre.
As 11 horas em poni.
LElUO.
Quinta-feira 30 de agosto
O agente Francisco Ignacio Pinto far leilo
em seu arraazem ra da Cruz n. 51 dos seguin-
es objectos, a saber:
Urna escrava de 25 annos de idade, a* qual cose,
lava, cosinha soffrive|raente e engomrna per-
eilamenl.
COLLEFIO DE DEIFICA
Estabelecido na ra da Aurora, edificio conti-
guo ao do collegio das orphas.
Nasle eslabelecimento ensinam-se as discipli-
nas seguines:
ENSINO PRIMARIO.
Leitura e escripia, doutrina christaa, arilhme-
ue Segures: tica pratica, grammalica nacional, geographia
elementar, elementos da historia do Brasil di-
los de historia sagrada. Professores, o'Sr.
Manoel Pereira Lagos, e o director.
ENSINO SECUNDARIO.
I.alim.
Grammalica latina, lalinidade grammalica
philosophica, mythologia, poesia classica___Pro-
fessor, o Sr. Antonio Joaquim dos Passos.
Francez,
Ia cadeira grammalica e tradueco. Pro-
fessor, o Sr. Francisco Antonio Cosario de Aze-
vedo.
2 cadeiralocuco, coraposicao e escripia.
Professor, o Sr. Jos Mara Ramonda.
Inglez.
Grammalica, tradueco, composigo e escrip-
ia.Professor, o Exm. Sr. D. Francisco Raltazar
da Silveira, que se encarregou desla cadeira gra-
tuitamente, o por especial obsequio ao direc-
tor.
Italiano. ,
Grammalica, tradueco, composico, escrip-
ia e locuco. Professor, o Sr. Jos Mara Ra-
monda.
Alemo.
Grammalica, traduco, composico, escripia
e locuco.Frofessor,' o mesmo Sr."
Philosophia.
Philosophia racional e moral, historia philo-
sophica.Professor, o Exm. Sr. conselheiro Pe-
dro Aulran.
7e/ieorica.
Rhetorica, potica, historia da litteralura
Professor, o Sr. Vital Ferreira de Moraes Sar-
ment.
Geographia.
Geographia, historia e chronologia. Profes-
sor. o mesmo Sr.
Geometra.
Ariihmetica, algebra e geometra.Professor
o direcler.
Bellas arles,
Muzica Professor, o S, Jos Leandro Marlins
Filgueiras.
Danca.Professor, o Sr. Manoel Baplista de
Souza.
Dezenho.Professor, o Sr. Jos Maria Ra-
monda.
N. B. Todas estas cadeiras teera substitutos ;
por tanto nunca deixar de haver aula ara todas
as disciplinas. Alm disto j quatro eos pro-
fesares icaia aecessario Jjabitam no collegio,
Emile Bernard, subdito francez, relira-se
para fura do imperio.
Precisa-se alugar urna mulher de meia ida-
de. que saiba cozinhar e engommar, para ajudar
urnai ontra na cozinha ; na roa da Imperatriz
n. 00.
vViiliam Tipping, sublito inglez, relira-sc
para a provincia do Maranho no vapor Oya-
potk.
Precisa-se alugar um preto para o servieo
interno, e quo soja canoeiro : na fabrica de sa-
bao do Franca, na ra nova de Santa Rila.
Na roa do Padre Floriano n. 40, ha para
alugar urna negrinha para ama de leite.
Antonio de Souza Teixeira, subdito porlu-
guez, relira-se para fra da provincia.
Relira-se para a Rahia Jos Maria da Silva,
subdito portuguez.
= Precisa-se de um feilor para trabalho de
campo, para um engenlio muilo porto desta pra-
ca : a tratar na na do Vigario n. 6.
SOCIE DADE
Recreio Litterario e Benei-
cente.
Por ordem do Sr. presidente efleclivo tenho a
honra de fazer publico, que domingo 2 de se-
tembro, s 6 horas da tarde, ter lugar no sali
do palacete da ra da Praia, a instalaco solera- .
ne dasociedade, para cojo flm, pelo presente sao
convidados os amantes das letras e do progresso:
devendo para mais brilhanlismo apresentarcra-se
decentemente vestidos, nica condicao quo se
exige para obterem ingresso.
O mesmo Sr. presidente manda convidar, cora
especialidade, as familias que so digoarem de
abrilhantarcora suas pre-encas o acto : scienti-
ficando que acharao em dito sali lugares muilo
proprios e dislinclos para 3ssistirem a sesso, a
exemplo da do anniversario da associaco dos
lypographos.
Finalmente, o mesmo Sr. presidente, manda
avisar aos senhores socios instaladores, que se
deverao achar em dito salo s 3 horas da larde
do mesmo dia da instalaco.
Recite 27 de agosto de" 1860.
Bento Jos Alves Vianna Filho.
1." secretario.
Precisa-sede urna ama que saiba cozinhar
e engommar : a tratar na ra do Vigario n. 14.
segundo andar.
Praca.
Quinta-feira 30 do corrente, perante o juiz dos
feitos da fazenda nacional, se ha de arrematar
por ser a ultima praca urna casa terrea de taipa
no lugar de Apipucos, com 2 portas de frente,
uraa sala, um gabinete, 3 quarlos, cosinha e quin-
taiem aberto, em chao foreiro, avallada por 700$
rs., por execucao da mesma fazenda, contra os
herdeiros de Pedro Jos Carneiro Monteiro : quem
a prolender arrematar, compareca no lugar e ho-
ra do coslume.
Recife 25 de agosto do 1860.
O procurador dos feitos,
Fernando Affonso de Mello.
Por se ignorar a moradia dos senhores abai-
xo mencionados, roga-se aos mesraos dirigirem-
se loja da ra da Cadeia do Recife u. 64, a ne-
gocios que lhes diz re-peito .:
Antonio Igacio Brando.
Manoel Pereira da Silva.
Ignacio da Silva.
Jos Auguslo Teixeira.
Jos Joaquim da Rocha.
Jos Ildefonso Souza Reis.
Antonio Joaquim de Oliveira.
Antonio Pereif* da Rocha.
Joaquim Fernandes de Azevedo.
Offerece-se urna senhora de idade e boa con-
ducta, para ama de casa de homem solleiro : na
ra estrella do Rosario n. 27.
a de Pars.
15Ra No va15
Frederico Gaulier, cirurgio dentista, X
faz lodas as operace sda suaarte e col- *
loca denles artificiaos, ludo com a supe- S
rioridade e perfeicao que as pessoas en- |g
tendidas lhe reconhecem. j
Tem agua e pos denlifricios etc. J
= OSr Francisco Aranha de Souza lem urna
carta no escriptorio de Manoel Joaquim Ramos o
Silva, ua ra da Cadeia do Recife
^Consultorio central lionieopatliicog
1 MMimsinc. 1
i Continua sob a mesma direcro do Ma-
noel de Mattos Teixeira Lima," professor @>
SI era homeopaihia. As consullas como d'an- &
tes. S

9

Botica central homeoptica
| DR. SABINO o" L PINHO-
j Novos raedicamentoshomeopathicos en-
jj viadosda Europa pelo Dr. Sabino,
j Esles medicamonios preparados espe-
j cialmentesegundoas necessidades da ho-
Z meopathia no Brasil, vende-so pelos pre-
@ eos conhecidos na bolica central homeo-
^ pathica, ra de Sanio Amaro (Mundo No-
@ vo) n 6.
Aluga-se um sitio grande com
excellente casa de vivenda, com todas as
commodulades para familia, qo lupar
da Caa Forte : a tratar com ospror
prietanos, N.O- Bieber & C.
m. gencla dos fabricantes america-
nos Gronver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP
Johnston & ra da Senzala Nova n. 52
jk u Ur. Lasanova pode ser procurado a D
35 qualquer hora em seu consullorio horneo- ?t
pathico em Pernambuco *
30-RL'A DAS CRZES30 S
\j| No mesmo consullorio acha-se sempre
grande sorlimento de medicamentos em Ig
efe Unturas e glbulos, os mais novos e bem &
CS preparados, os elementos de homeopaihia X
CASA LISO-BRASLEIRA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellentes ac-
commodacoes para muito maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favos e lem-
bran?a dos seus amigos e dosSrs. viajantes que
visitemesta capital; continua a prestar-.lhesseus
servicose bons oficios guiando-os cm todas as
cousas que precisem conhecimento pratico do
paiz, etc.: alm do portuguez e do nglez falla-se
na casa o hesoanhol e francez.
Quem tiver um sitio perto ou
longe desta cidade, com tanto que tenlia
casa de vivenda, arvores defructo e fi-
que prximo ao banho salgado, tempe-
rado ou doce, e o queira augar diri-
ja-se ao largo do Terco casa t rrea nu-
mero 33.
t



DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA PElRA SO DE AGOSTO DE 1860.
(SS
DE
NALOJAE ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
Dcroulc do \>ccco da Congregado lctrclro \ctAc.
Seda de quadrinhos muilo Pina covado lj000
Lnfciles de velludo com froeo prelos e
de cores para cabera do senhora da
ultima moda 9
Fazendas para vestidos, sendo sedas, la
e seda, cambraia e seda lapada c
transparente, covado 9
Luvjs de seda bordadas e lisas para se-
nhora?, homens e meninos g
Lencos de seda rxos para senhora a
25000 e 2$500
Mantas para grvalas e grvalas de seda
de todas as qualidades $
Chapeos francezes forma moderna 8;50
Lencos de gorguro prelos 2;000
Ric.scapellas brancas para noivados C
Saias balo de todas as qualidades $
Tafut rxo o covado 500
Chitas francezas a 260, 260. 300 e J820
Cassas francezas, a vara $500
Selim preto azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largara,
o covado
Cascmira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de merino bordados, lisos e es-
lampados de lodas as qualidades
Seda lisa prcta e de cores propria pa-
ra forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos corles de seda prctos o de cores
com 2 saias c de babados
Dilosde gazc e de seda phanlasia
Chales de louquim muito finos
Grosdenaple preto e de cores de todas
as qualidades
Seda lavraJa prela e branca
Capas de fil o visitas de seda prela com
froco
1&600
2S000
ls500
f
3
Aluga-se urna excedente casa ter-
rea em uma das melhores ras da Boa
Vista, com commodos para grande fa-
milia, a saber 2 alcovas, 3 quartos, so-
taocom 4 ditos, quintal muradoe plan-
tado : a tratar na ra da Mangueira n.
8, das 7 as 8 taras da manhaa e das 5
as 7 da tarde.
Jos Francisco Maia, subdito Portuguez re-
lira-se para o Rio de Janeiro.
Precisa-se de uma ama forra ou
escrava para cas 1 de pouca familia na
ra do Imperador antiga do Collegio
n. 44.
Sociedade
Cnlaoencnccnte dos Co-
cheiros em Pernambuco.
Deordem do Sr. presidente convido aos senho-
res socios para sabbado 1. de setembro se reu-
nlrcm ao meio dia em poni no lugar do cosa-
me, e o mesmo senhor manda fazer ver, que
visto a indisposico de alguns senhores socios,
ve-se obligado a por em execugo a lei appro-
vada em sesso de 24 de oulubro de 1859.
Secretoria da sociedade (Juio Beneficcnte dos
MISA
.0
Precisa-se de uma ama para corinhar para
pouca familia : na ra Nova n. 20.
Oflcreco-ae um caixeiro, sibendo 1er e es- i
crever e sabendo um pouco de francrz e alguma
pralica do escripluraco, para caixeiro de pada-;
ra, toja de fazendas, excepto botica : quera de !
seu presumo se quizer ulilisar, dirija-sc a esta
typographia que se dir queni e se for preciso
fiador dar-se-ha.
Precisa-se do um caixeiro brasileiro ou por-1
luguez, para uma loja decalcado, dando fiador a
sua capacidade : a tratar na ra Nova loja nu- 1
mero 1.
ASSOCIAQO
DE
Soccorros Muaos e Lenla Emancipadlo
dos Captivos.
Quarla-feira 29 do correte, as 7 horas da tar-
' de, no lugar do costume, haver sesso do con-
sclho director, assim como o Sr. prcsipenle man-
da convidar a lodas as conimisses de beneficen-
cias, cotnmisses do foslejo, e procuradores para
; urna conferencia. O mesmo Sr. presidente man-
| da declarar que em sesso do conselho de 26 do
i correte forem elevados a cathegoria de socios
protectores os Illms. Srs. : deputado provincial
I pelo circulo do Bonito Joo Braulio Correia e Sil-
va, o Rvm. provincial do convento do Carmo Fr.
Caixeiro.
Ofl'erece-se um caixeiro de 15 a 16 annos de
idade,- Portuguez, e de boa conduela, lem bom
talho de letra, o qual j lera bastante pralica de
taberna : quem pretender, annuncie por este
Diario para ser procurado.
Attendite et vi-I
I dte!
m
Rival sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55 de-
fronte do sobrado novo, lo-
ja de miudezas de Jos de
Azcvedo Maia e Silva, tem
para vender os seguintes
artigos ab'iixo declarados:

9W
9
Cocheiros em Pernambuco 28 de gosto de 1860. | Norberlo da Puriflcacao Paiva, o Rvm. Fr. Anlo-
Damasio Miranda de Souza Couto,
1. secretario.
= Paga-se o dividendo da Companhia Vigilan-
te, na ra do Trapiche n. 8.
Diletantes attendei.
Quando o vosso gosto se desenvolve
*! 3."&*l StriftB! .*W3*S ff*f-* "- &
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22.
dou-
DE
ft 11.
k empreza da illuminacao a gaz dc-sta cidade, faz scicnte a todas as
pessoas que collocaram candiciros de gaz em setis casas, e aos que preten-
dem ainda collocar, que tem resolvido baixar os precos dos globos de v-
dro pjra I 500, -2$ e 2300 os oais linos t|ue se pode fabricar, os prien-
den tes acha rao no armazem da ra do Imperador n. 51, um comple-
to sortiinento a sua escollia, assim como candiciros, arandelas e lustres
chegados ltimamente, de gostos variados e do melhor que se pode de-
Sjar. Kostron Rooker & C,
Agentes.
niodo Monte Carmello, o Rvm. Fr. Joaquim de
Santa Mara.
Secretaria da Associaco de Soccorros Mutuos
e Lenta EmancipaQo dos Captivos em 28 de
agosto de 1860.
Albino de Jess Bandeira,
1." secretario.
pelos sons harmonio* de uma voz que f^jgg^SA CrSo"*.*" "" *"
tanto vos embelesa, quando o pisar gf,r-'
boso de nina prima dona no palco de
Santa Isabel tanto desafii a vossa syi-
pa tilia e PTeicao, quando finalmente
um jardim de llores parece surgir da
trra em que ella pisa, e cu jo matiz
tanto apreciavel se torna, justo e' que
de mistura com estas flores aromatisadas
pela natureza se confundam aquellas
; que sendo produzidas pelo artificio na-
da diminuem de valor e que nao sao
| menos dignas de se ollertarem. L' pois
\ na ra da Santa Cruz casa n. 28 aonde
encontrareis os mais bem acabados bo-
Gravador e
rador.
Grava-se e doura-se em marmore leltras pro-
prias para caiacumba ou tmulo a 100 rs. cada
uma, o annunciante aprsenla scus trabaihos
nos tmulos dos Illms. Srs. Vires, Dr. Aguiar,
Guerra, Tasso e em outros mais ra da Cai.va
d'Agua n. 52.
ELOGIO E AGRADECIMENTO.
Forte iii llain niara o na bocea dO es -
tomago.
SofTreudo eu por longo espaco de setc annos
uma forte in/lammaco na bocea do estomago,
baslanlc afflicgo
que bstanle alllicgao me causava por me tirar
mipU raV. todo fcito quanto fui pos- i nraca'Y independe
qutts ae Clavos, para ciqo nm sois ton ^ Slvcl par| obIer meihoras, tudo fui baldado, e re- I Nicolao Jor-e
vida los a ver, quando menos para ad- correndo s chapas medicinaes do Sr. Ricardo'
I mirardes a perleico, Esta' a exposi- ***, escriptori. na ra do Parto n. 119, com
r i ellas Uve a felici
cao na mesma casa.
Pcrdeuse na noile de 22 do corrente, no
caminho da estrada de Luiz Vi'eira fllc a ruada
Conceiro, na Boa-Vista, um mantelete de vel-
ludo preto : a pessoa que o liver adiado c qui-
zer reslitui-lo, receber 10# de gratificaro, na
ra da Cruz n. 4.
Celicidade de me adiar inteiramenle
bom no curto espado de 30 das, pelo que mere-
ce de certo todos os mcus elogios, nao s pela
rapidez do curativo, como por nao causarera in-
commodo algum nem precisarem de resguardo.
Manoel Antonio de Freilas.
Ra de S. Jos n. 75, Rio de Jonero.
&
m
APPHOVACAO E AUTORISACAO
DA
E JUNTA CENTRAL DE HYG1ENE PUBLICA
O abaixo assignado estando a fazer in-
ventario por raorle de sua raulher pede a
quem se julgar credor de seu casal, que
aprsente suascontas c aos que sao seus
devedoresque venham soldar as suas.
Pnncisco Gomes de Mallos Jnior. @
Precisa-se de tomar a premio dous contos
de reis dando-se um predio de dobrado valor :
quem pretender annuncie para ser procurado.
O Sr. Belizario Adolpho Tcreira dos Santos
lenha a bondade de apparecer ua ra do Queima-
do n. -56.
Alugam-se 5 prelos proprios para lodo
olserviro aqu na cidade, sendo annualmeute :
quem precisar dirija-se a ra do Imperador n.
39, entrada pelo becco do botcquim do Paiva,
segundo andar, das 6 s 9 horas da manhaa ou
na prac^do Corpo Santo escriplorio n. 5, das 9
s 4 da Tarde.
@@@@ @@ @@@@S
O Dr. Azcvedo Pcdra, ha pouco che-
" gado nesla capital, faz scicnte ao respei-
lavel publico que acha-se prompto a qual-
quer hora em sua residencia ra da Im-
peralriz, sobrado n. 88, segundo andar,
prestar os recursos de sua profisso ; na
mesma casa d consultas gratis aos po-
bres.
ELECTROMAGNTICAS EPESP TICAS
ttirk
Para screm applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
. AS CHAFAS MEDICINAES sao muilo conhecidas nolliode Janeiro e fin todas as provincias
deste imperio ha mais de 22 annos, eso afamadas, pelas boas curas que se lem obtido as enfer-
midadee abaixo escripias, o que se prova com innmeros alicatados que existen] de pessoas capa-
zos e de disliiicces.
Precisa-se alugar una escrava para casa de
pouca familia na prarja da Independencia n.
38 se dir quem a pretende.
= Evaristo Mendes da Cunha Azcvedo, tendo
sido nomeado agente de leiles pelo integro tri-
bunal do commercio, faz sciente ao publico as-
sim como ao respeitavel corpd do commercio e
a seus amigos que o acharo serapre disposto a
exorceras funcres de seu cargo com energa e
zelo, podendo ser procurado na ra do Vigario
n. 22 lodosos diasdas 8 horas do dia s 6
tarde.
Sitio para alugar.
Na Capunga Nova contiguo ao sitio do Dr. Ja-
Com estas CflAPAS-ELECTB.O-M.GKETiCA-PisrA8TiCA8 oblem- se uma'cura radical c infallivel em cobina, e em frente da ra que vai ter a S. Jos
todos os casos de itiflammaco [cansaco ou falla de respiracao), sejam internas ou externas, como do Manguinho, esl para alugar-se um sitio com
do ligado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, peilo, patpitacfto de coraco, garganta, olhos, ery- | bastantes arvores fructferas, pequea baixa de
sipelas, rheumatismo, paralysia e todas as affecces, nervosas, etc., etc." Igualmente para as dif-
ferenes especies de tumores, como lobinho-, escrfulas etc., seja qual fr o seu lamanho e pro-
fundeza, por meio da suppuraro eero radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconsclhado por
habis c dislin.clos facultativos
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por cscripto, leudo lodo o cuidado de
fazer as necessaras explicaoes, se as chapas sao para homtm, senhora ou crianca, declarando a
molestia em que parle di corpo exisie, se na caUeca, pescoco, braco, coxa, perna.'p, ou tronco do >
corpo, declarando a circuraferencia e sendo incha'ros, feri'das ou'ulceras, o molde do seu tama- .llSI.AI !l,_
nho em nm pedaco de papel e a declararo onde exislem, afim de que as chapas poesam ser i @
'.iem applicadas no seu lugar. alfaiate de Paiis, tendo transferido a sua
residencia para a ra do Imperador n. 42, @
roga a todos os seus antigos freguezes e a
todas as pesseas em geral, que o quizerem @
honrar com aeua fresuezia que hajam de g.
o piocurar d'ora em diante na dit3 casa. O
mesmo annuncia que prepara vestidos a ^
amazonas paraecnhoras montarem a ca- @
Declarase a quem eonvier, que o Sr.
@ Joaquim Alves Conli nao acidemico do
5* primoiro anno ou estuiante da faculdade
de direito, sendo por isso talvez que elle
' nao lem ouvido a quem o chama pelo
Diario. &
@ SI?" O cascabulho.
# 9999 @@@#t@
Ollereec-se um criado de bous costuraos
para casa de familia ou de homem solleiro : quem .
precisar, dirija-se a ra das Crtizes D.J37.
I'ugo no dia 13 do corrente mez a prela es- :
crava Ignacia, crioula, idade de 35 annos, esta- '
tura regular, chcia do corpo, a cara marcada do '
queimadura de fogo, vestido do chla de listras
encarnadas e brancas, chales de merino cncar-
uadoeliso, eslava em casa do Sr. Guilherme
Bessone de Almeida, na ra da Roda n. 47, para'
ser vendida ; a pessoa que apprehender,leve-a
ra do Cabug, loja n. 1 C, que ser gratificada.
O Sr. Domingos Jos Soares, ofQcial da se-
cretaria do governo, queira dirigir-se a ra Di-
reila n. 68, afim de saldar o que esl a dever
aos herdeiros do Caclauo Pcreira Goncalvcs da
Cunha.
Precisa-se de uma ama para comprar e co-
zinhr: na ra do Padre Floriano n. 49.
Ao Sr. fiscal da Boa-Vista.
Anda.estao por murar os terrenos desla l're-
Suezia, apezar dos muitus mezes que lem exce-
dido das difl'erenles concessdes que se tem feilo
para sercm tapados, e o Sr. fiscal lem os olhos
fechados, ou condesccndc com os proprielarios
desses terrenos, com o maior escndalo das pos-
turas municipaes e pcrJa do interesse publico :
Sr. fiscal, seja mais cuidadoso do seus deveres ;
chamavos a allenroda lllma. cmara municipal
para esta relaxacao do cumprimento de suas
posturas.O guarda do municipio.
Casa em Olinda.
Aluga-se uma casa na ra do Cabral da cidade
de Olinda, com o fundo para o rio, quintal gran-
de com arvores de fruclo, muilo fresca, sem vi-
zinhos dofronle, propria para passar a festa, ou
para morada, tendo terreno pera plantar capim
para 2 ou 3 cavallos : na linaria ns 6 c 8 da
ncia
Botelho relira-se para os por-
los do norte.
Anda fgido o escravo crioulo de nome An-
tonio, que representa ter de idade de 30 a 40 an-
nos, estatura regular, c quando anda bota o p
para fura ; este preto foi escravo do Sr. Francis-
co Pereira Lemos quem o pegar queira leva-lo
casa d. 15. defronte da groja do Corpo Santo,
que sei bem recompensado.
Joaquim Correia Lima Wanderlcy avisa ao
publico que nao contralem a compra do escravo
Hoberto, crioulo, de idade 30 anuos, pouco mais
ou menos, do qual se diz senhor Manuel de Bar-
ros Wanderlcy, pois dito escravo de proprieda-
dc do annunciante.
*TTT*T- fTTTTTt rTVTVTT"? TfTT"? >
S DENTISTA FRANCEZ. 2
> Paulo Gaiguoux, dentista, ra das La- <
> rangeiras 15. Na mesma casa lem agua e
p denlifico. ^
ki ti.JLSLXAAA.8 i.i..XA.JLX i t.t.x*
Manoel do Coulo Guedesvni a provincia do
Ccar.
Francisco Jos da Cunha Sampao relira-se
para o Rio Grande do Norte.
O bacharel Francisco Luiz Correia de An-
drade vai residir por estes 4 mezes em Goianna :
alli, na ra Direita, olTercce seus servioos seus
amigos, e sjus trabalhus de advocada ao publico.
D-se dinheiro a premio era pequeas quan-
lias sobre penhores de ouro ou prata de lei: na
ra du Rosario da Boa-Vista n. 58.-
Arrenda-sc ou aluga-se o sitio da porta
d'agua no Monleirn, o qual lem grande e excel- ;
leule casa de vivenda, espacos3 estribara e co-
cheira, e casa para feitor, bom pomar e baixa pa-
ra capim, e cercado para tacnas : quem preten-
der, dirija-se quelle sitio para ezamina-lo : tra-
ta-se na camboa do Carmo n. c-, segando andar.
a ultima praca da escrava Aquclina per-
lencente aos beos da finada Mara Rosa da As
suuipco, no dia 31 do-corrente, depois da au-
diencia do Illm. Sr. Dr. juiz de orphos.
Os abaixo assignados declarara ao respeila- '
vel publico que Chardel Thelesphoro de Oliveira ( ~
deixou de ser seu caixeiro desde o dia 28 do cor- | fc \j
Caixas do agulhas francezas a 120 rs.
Sapalosde tranca de algodo a 1^200.
Ditos de la & 1$600.
Carloesdealfineles finos a 100 rs.
Espelhos de columnas, madeira branca, a 140.
Dilos dito de Jacaranda, a 1 G00:
Phosphoros em caixas de folhaa 120 rs.
Frascos de macass perola, a 200 rs.
Facas c garfosmilo finos, duzia 3c00.
Carios de clcheles do superior qualidade. a
40 rs.
Caixas clcheles balido;, a 60 rs.
Caixa de obreias muilo novas, a 40 rs.
Frascos de oleo de babosa ailo fino, a 600 rs.
Dilos ditos para fazer o cabello corredio. a
IJpOOO
Sapalos de la para enancas, a 200 rs.
Pares de meiascruas para'moninos, a ICO rs.
Pares de loras de cores fio de Escossia, a
320 rs.
Pares de meias para meninos, a 240.
Magos de grampos muilo bons a 40 rs.
Agulhciros de marlim a ICO rs.
Caivetes de aparar peonas a 100 rs.
Grvalas de seda muilo finas, a 600 rs.
Thesouras do coslura mullo finas, a 500 rs.
Ditos para unhas idem, a 500 rs.
Franja de lia para vestidos, pega a IsOOO.
Macos de tranca de la muilo fina, a 500 rs.
l'etilho de seda para enfeitc de vestidos, peca
a 15000.
pede-se loda alenlo.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 B,
vendem-se o seguinle:
Superior laa tanto para bordar como para fa-
zer sapatinhos c touquinhas a 6* a libra.
Lahyrinlhos a 200, 300, 400 e 5.0 rs. a vara.
Fil tranco muto lino a 800 rs. a vara.
Dito latrado de linho a 1$600 a rara.
Sapatinhos de merino ricamente eufeitados
para meninos a lg, 1^200 0 13500.
Dilos de la a 500 e 800 rs.
Leqoes muito lindos de madreperola a 20? o
241000.
Ditos do oulras qualidades a 25-300 e 3>.
Quadros muilo lindos para enfeile de sala a
105, 12$ e l;.
Jairos com flores e redoma de vidro a 8 c I2{>
o par.
Toueadorcs grandes com gaveta e chave a 10f.
Bandejas de lodos os tamaitos a la, 1$500, 28,
3c4S,
Ditas para copos a 2J0 rs.
Caixas de bfalo para rap a 800, 1$ c lj200.
Pianinhos com a compctcnlc msica, proprios
para mimo a 18f.
Ceslinhas com sabonctes fingindo fruclas a
1?200.
Agua de colonia verdadeira em garrafas gran-
des a 19600.
Dita do oriente muilo fina a 1J200.
Superior banha ni latas a 500, 1$ e IfSOO.
Pos de arroz de superior qualidade a 23.
Vinagre aromtico muito lino a 1;500.
Sabonctes pelo baratissmo preco do 10 a
duzia.
Collicresdo metal principe, tanto para cha co-
mo para sopa.
Facas muilo finas de cabo de balanco, c outros
muitos mais objectos que vista do" freguez so
far lodo negocio.
Vendem-se 2 bois mansos, proprios para
carro ou carroga : a tratar na ra da Guia n. ).
Na ra do Rangel 11. 73, segundo andar,
vende-se leite puro a 320 rs. a garrafa, das 6 s S
da manhaa, e recebe-se enconimen.ia.
f rae
I
Segnro conlraFogo
COHIPAIlIHlxl
capim, excellente casa assobradada, que tem
commodos para grande familia, cocheira, caval-
larice, casa para criados e para bauho : a tratar
na ra Nova u. 56.
Constant,
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil, i
rente mez, e nao se responsabillsam por qualquer >
I
LONDRES
AGENTES
J. Astley Si Companhia.
I
As chapassero acompanhadas das competentes explcacoes e tarebem do lodos os accesso-
rios para a collocaco dolas.
Consultas a todas as pesseas que a dignarem honrar com a sua confianca, em seu escripto-
Jio, que se achara aberto todos ce dias, sem escepeo, das 9 horas da manha's 2 da tarde.
||9 Ra do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.


i
@@@
9
WZK'
IfSla
2m
Borba.
A sabida que lem lido este rap prova sua boa
?uali umo ile que feito, colhido as immediaces da
cidade a que deve seu nome na provincia Giam-
i Para : deposito, ra da Cadeia n. 17
IQAO
DO
1.1.
Ra do Bruna (passando o chafariz.)
No depoxAto {Leste estabeVeeimento sempre \n\ grande sorlmento de me
ehanisvao para os engennos de assxiear a saner *.
Machinas Je vapor modernas, de golpe cumprido,iconornlcas de combustivel, e defacillimoassento;
Rodas d'agua de ferro com cubos le madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas ;
Cannos de ferro, e portas d'aguar>ara ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Meia moendas com rodetasmotoras^ara agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhoes dcaz ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares ebicas para o caldo, crivose portas de ferro para sfornalhas ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Rodetas dentadas de todos os tamanhospara vapor, .agua,cavallos oubois ;
Aguilhues, bronzes e parafusos, arados, eixos e odas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc., etc.
D. W. Bowman conQa que os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a Yontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderP necessi ar.
O Dr. Joao Ferreira aa Silva mudou-se da
ra do Rangel para a do l.ivramento n. 26, so-
brado do Sr. Manoel Buarque de Macedo.deiroD-
e de sua antiga habitaco. A grande pralica de
auscultaco reconhecid'a por quasi lodosos seus
collegas desta cidade lorna-o recommendado no
diagnostico das molestias dos pulmes e do co-
raco ; assim como para verificar o estado de
saude do6 escravos que se desejam comprar.
Pelo crescido numero e variedades de operaces
que ha feito com bom resultado em o exercicio
de mais de 20 annos, sejulga habilitado para
praticar toda e qualquer operaco cirurgica por
mais delicada e difficullosa .ue seja.
Na ra Augusta n. 82 engomma-se para fu-
ra com promptido, aceio, e prego commodo.
O abaixo assignado deixau de ser caixeiro
de Francisco Antonio do llego Mello desde o dia
28 do corrento, e agradece ao mesmo senhor o
bom tratamento que teve ora za casa. Recife
28 de agosto de I8G0.
Andr Henriques Cordeiro.
Na typographia deste Diario se dir quem
d 2:000;) por hypolheca era algum predio que
sufficielemcnle garanta.
Robert Puph, Buhara Cudden, subditos de
S. M. Brilanuics retiram-se para (ora do imperio.
Aluga-se uma parda escrava que cozinha e
fazos mais arraojos de uma casa : nos Afllictos,
casa cimenta confronte a igreja..
Na ra do Imperador n. 75, priraciro an-
dar, precisa-sede uma pessoa que tt-nha boa le-
tra e saiba escrever com correego.
Alten^o.
Offerece-se um caixeiro com bstanle pralica
de padaria, o qual d conhecimento de sua pes-
soa ; quem o pretender, annuncie por este Dia-
rio para ser procurado.
SOCIEDADE
INSTITUTO PI E LITTERARIO
Deordem do Sr.presidente effeclivo scientiQco
aos senhores socios que domingo 2 de setembro
haver sesso ordinaria da assembla geral, as
10 horis da manhaa, aura de se proceder a elei-
co dos membros que lecm de reger esta socie-
dade de setembro marco do 1861, conforme o
1. do arl. 41 dos estatutos. Antes da assem-
bla haver sesso eotraordiuario do conselho.
Assim como amanha (quintarTeira) haver ses-
so ordinaria do conselho director as 4 horas aa
tarde.
Secretaria do Instituto To e Lilleiario 29 de
agosto de 18C0.
Allinho Rodrigues Tmenla,
1." secretario.
recebimento feilo pelo mesmo Chardel daquella
data era diaute. Recife 29 de agosto de 1860.
Silva & Ribeiro.
Honlcm 27 do corrente desappareceu da
casa do Dr. Lobo Moscoso, na ra da Gloria, um
pavo, que foi visto por varias pessoas da ra de
Santa Cruz, sem que niuucm dsse noticia cer-
4a dclle : roga-se, portanto, a quem o achou 011
souber onde esl, de leva-lo casa de seu dono,
ou participar tara o ir buscar onde estiver, e gra-
tifica-se o trabalho.
O bacharel Agostinho Ktinolino de Leao Jti
nior, juiz municipal e de oiphos do termo de
Diinda, faz publico, que entrou no exercicio do
seu cargo, e contina a residir na ladeira do Va-
radouro.
Precisa-se de uma ama de idade para co-
zinhar : na ra das Pescadores ns. 1 e 3.
I
para
Compras.
Compra-se ura habito de cavalleiro da or-
dem da Rosa : na ra larga do Rosario 11. 26,1
loja.
Coropra-sc um silho usado ; quem livor
annuncie para ser procurado.
Compra-so um oralojio de Jacaranda, mo-
derno, do tres 3ces, envidracado, de 4 palmos
pouco mais ou menos de altura, sendo obra mui
perfeita. Tarabcm se compra um selim para se-
nhora, de boa qualidade, que esteja em bom uso :
quem pretender dirija-so a ra 'Nova, loja de
marro o re.
Corapram-se moedas de ouro de 5j>, 10$ o
20j} : na ra Nova n. 23, esquina da camboa op
Carmo.
Compra-se ouro de 20# e 16$:
na ra da Cadeia do ltecife loja de fa-
zendas n. 51.
Compra-se um sitio nos lugares seguintes:
estrada de Joo de Barros, Afllictos, Rosarinho e
Belem at a capella, que lenha casa, boa estri-
bara, casa para prelos. e bastantes arvoredos de
fructo ; assim como d-se algum dinheiro a pre-
mio sobro o mesmo sitio, no caso que nao quei-
ri>ra vender, com hypolheca no mesmo : quem
pretender fazer este negocio, annuncie para ser
procurado, ou dinja-se a ra da Impetatriz, loja
de miudezas n. 56.
i
Vendas.
ASS0CI4CA0 POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
De ordera do Sr. director, convido a todos os
senhores socios desta associaco para, reunidos
em assembla geraj, trataren) de negodos im-
portantes tenientes a mesma, no dia quinta-fei-
ra 30 do corrente, as 6 horas da tarde.
Secretaria da Associaco de Soccorros Mutuos
18 de agosto de 1860.
Bcrnardlno de Senna Ribeiro,
1. secrclario.
Troca-se um mulalinho de 10 annos por
uma negrinha ou negra, tambera se vende ; na
ra do Imperador d. 51, primeiro andar.
Vendem-se aeces da companhia de Bebe-
ribo : quem as pretender dirija-se ra de Apollo
armazem n. 24.
Pechincha.
Corles do chita franceza com 14 covados a
31200, chitas francezas a 200, 240 e 260 rs. o co-
vado ; a ellas que se acabam : na ra do Quei-
mado n. 44.
Vende-se ura carro e ura boi muito bom e
manso : na roa da Florentina na cocheira do Dr.
Joao Lins Cavalcanli, das6 s 9 horas da manhaa
Na ru.i da Imperatriz n. 54 vende-se pre-
sunto para fiambre vindo neste ullimo vapor in-
glez a 360 rs. a libra, queijos flamengos, ditos
praios, bolachinha do soda ai-ja lata.
Borzeguins inglezes.
Na ra da Cadeia do Recife n. 45, esquina da
ra da Madre de Dos, vendem-se os afamados
borzeguins inglezes, solas grossas e prova d'agna,
pelo mdico preco de 9J5 o par; assim como bor-
zeguins decouro de lustre para homens e seoho-
ras, por mdicos precos.
Borzeguins.
Na ra da Cadeia do Recife jj. 45, esquina da
ra da Madre de Dos, vendem-se borzeguins de
bezerro para hornera por 8$ o par, sapatos rasos
por 3, 4 e 5JJ, e borzeguias para senhora e meni-
nas por precos muilo commodos.
Vende-se
Formas de ferro
purgar assuear.
Enchailas de ferro. !
Ferro sueco.
Espingardas.
Ac de Trieste. t
Pregos de cobre de com- I
posicao. 8
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
I Couro de lustre.
I Palhinha para marcinei- !
ro : no armazem de C. I
I J. Astley <& C.
"i--"** a rarac! tete TCi':|'!*?
Vende-se um braco de balanca de Ronio &
C.a, com seis palmos de comprido, proprio para
armazem de assuear: na ra da Senzala Velha
n. 94
Vende-se um molequc de 12 annos : na ra
de Santa Rita, casa n. 69, junto igreja.
Vende-se um terreno com 54 palmos do
frente e 1000 de fundo, com alguns arvoredos,
na estrada de Relem : quem quizer dirija-sc
ra Direita sobrado u 86, scguudo andar.
Vende-se
um piano era bom uso, que serve para aprender
por prego muito commodo ; e um cavallo casta-
nho, de cabriolet, bstanle gordo : no Io andar
do sobrado do paleo do Carmo n. 9.
Vende-se um cabriolet de duas rodas : na
cocheira do Sr. major Antonio Bernardo Quin-
eiro.
Doce fino da casca
Vende se doce fino da casca de goia-
baetambem mais baixo, tudo por pre-
co muito barato, queijos flamengos c
pratos muito frescaes ebegades hontem
pelo paquete inglez, manteiga ingleza
muito fina nova e mais baixa, tudo por
preco mais commodo que em outra
qualquer parte : ra ra do Imperador
n. 63.
Pechiochas
sem iguaes, na-ra do Quei-
mado n. 65, na bem conhe-
cida loja da diligencia de
FajozesJuniorAGunnares
Meias pintadas muilo finas para hornera a
1800 a duzia, e em pares a 160 rs., clcheles
francezes em carto a 320 a duzia de carios, c a
30 rs. cada carto com 14 pares, luvas finas de
seda para homens e senhoras a 640 o par, ditas
com algum defeito a 240 o par, muito boas cor-
das para violo a 80 rs.,agulhas francezas, caixas
com 4 papis a 100 rs., apparelhos de porcellana
muito lindos para menina a 18800, 2$300, 3 e 4tf,


L
DIARIO DE PERRAMBUCO. QUINTA PEIBA SO DE AGOSTO DE 1880.
23
Fazendas finas
roupa feita.
Augusto & Perdigo.
Com loja na ra da Cadeia do Rrcife n.
rondim e dao amostras as seguintes fazendas:
Lories de vestidos de seda pretos e de cores
Corles do ditos do barego, de larlalaoa e de gaze
de seda.
Cambraias de cores, brancas e organdys.
Aoquinhaa para gaias, saias balo, de clina, ma-
dapoln e bordadas.
Lencos de labyrinlho do Aracaty e francezes.
Chapeo? amazonas de palha e de seda para se-
Dhoraa e meninas.
Eueilesde troco, de vidrilho e de flores.
Penlea de tartaruga, imoeratriz c oulros gostos.
Manguitos e gollas, ponto inglcz, francez e mis-
sanga.
Vestuarios de fuslio, de la e de seda para
criunca.
M int-Metes, taimas e pelerinas de differente3 qua-
lidades.
diales de louqim, de merino e de la de pona
redonda.
Luvas de pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de blond, mantas de dito, capellas e
llores solas.
Sinluroes, camisas de linho e esparlilhos para
sen hora.
Perrumariaa finas, sabonetes e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas e palelots de panno prcto
e de cor.
Paletots de alpaca, de seda e de linho.
Calis ile casemira de cor, pretas e de brira
Gamitas de madapolao, e linho inglez e de 15a.
Seroulas de linho e de meia.
M ilas, saceos, apetrcixos para viagem.
Chancas para invern, bolinas do Meli e outros
fabricantes.
Chapeos do Chyli, de massa e de fellro para ho-
ra (Mil.
Charutos roanilha, liavana, Rio de Janeiro e
Baha.
Milito baratas.
C!n is fnnrezas padres escuros e fixas covado
2 i) e 280 rs.
Golliiilias de linho para menina o senhora a
6ie 1#.
Puntes de tartaruga a imperatriz do 10j> a 15g.
C imisas de fuslo. ditas de madapolao para ho-
"ii e monillos a 2j.
- 'I casemira inglezas superior cora qu-
drinhos a 4f500 e 5.
Slias de madapolao 9 musselina para scuhoras
e meninas a -f$500 e 5$.
De tulas estas fazendas eiistem pequeas por-
.....ese vende por estes baixo preco para ac-
bar-se.
Aviso aossenho-
res deengenho.
Vendem-se duas carrosas com seus pertences,
para carregar assucar; a tralar na ra da Cruz
o. 9, primeiro andar.
Recebeu-se novo soriimento de vest- >
do3 de cores, de moirantique e gro-fne na If>
Loja de marmore. 1
85, onde tem
Loja do umitas ua r
I) i re Ha N.
o lampeao do gaz,
m-se bandejas finas a 1.3. I320O. 1*500, 2*.
2 1 I, 25600, 2$800, 38200, 48 e 5, bengalas de
ca ma tinas a 2 e ljOO, grvalas pr-Mas de se-
li.il 1 19200, ditas .le cores a 19, alunles em
C ..alias muito linos a 200 e -280 rs., litas pro-
pni p ira enfulles de vestido de seda a -iOO, 500
rs, a vara, franjas do seda de cores a 320
j'l. 600 o 800 rs. n vara, luvas de fio de cores
pira li imem, brancas, a 6O, dasdo cores a60,
'."' 5 de seda eofeitadas para senlnra a 25, en-
- de trancas de velludo dos mais modernos
1 i I: 1 para -senhora i 5#500, ditos de litas de
Sed 1 1 :.?K>. ditos para meninas de tranca de
vi 1; ,u a [|500, ditas de fita de s;di 1 45, luvas
d seda para hornera a I.jOO, lesouras para nonas
. 8 1) rs., ditas para costura a 1J>, clcheles
ladinhos a 120, esrovas para cabello a 19,
M para roupa a I$200, trancas de caracol de
linh '. poca grand, a 280. meias croas para ho-
1 2M 10, .lii.is a 4800 e 5j, ditas brancas
. 1 1 3^200, ditas linas de cores a 29800, di-
las para meninos, decores a 29600, ditas finas
brm'as '' meninos a SjSOO, ditas para meninas
1 1 10 1 duzia, bolees de seda para casaveque
a 32>1 1 luzia, tiota 08 carmizin fina a >00 rs.,
1 :hade tnelal principe paraassucar a .00 rs.,
ditas para cha a 800 rs. a duzia, tlnleiros o ariei-
ros finos a IJ, caixinhas de papel sortidas em
-. 1 1\\ diloa de quadnnhos a 800 rs la pa-
r '. ird ir i mais lina que ha a 79500 a libra, ata-
cad iros chatos de algodao a 60 rs., ditos clicos a
lOdn pantos de borne ha para bichos a 440,
ditos travessos para meninas a 6(0, ditos de bu-
liranoo para bichos a 280, ditos para alisar a
)' rs., ditos de borracha para alisar a600rs.,
biio sdo osso a 240, ditos de louca brancos a
1 (0, ditos de c res a 100, ootoes de niadreperola
D 1) 1 ;()! rs .1 groza, Bvelaa para caigas a IDO
rs c xinhas de papel de c.nr a 800 rs., caixas do
1 de col 1 a 100 rs. linhas de peso a 120,
dios do ca beca encarnada a 120, filis tarradas
d Mu- ira le 5 dedos com pintas do mofo a 320
a vara, galSo de linho a 110 a vara, bico preto
d la a 120, 200, 320, 400 o 600 rs. a vara.
: I is pira meninos, de diversas qualida-
1) n's barato que orn outra qualquer parte,
; da cara urca a 500 rs., ditas de chouro a
4 10, 500. SOO, 1-5500 c 29.
Parahyba.
V ;a le-se O engenho Torrinha distan-
te d st:i cidade dtias leguas por trra,
t-- n terreno para dous mil paes or an-
uo e boa casa de viven la assobradada
loas obras, tem embargue no porto dis
tante do engenho 1|2 quaito de legua
do rio Parahyba eem menos de 3 horas
se vem a cidade: quem o pretender di-
rij tse a J0S0 Jos de Medeiros Gorreia
ex C que dir' quem o vende.
Meias de seda para me-
ninos.
Superi ires raeias le seda do peso para meni-
no- de todos os tamanhos : vendem I.eile & Ir-
m i >, na ra di Cadeia do Rejife n. 4a, a 2j500
o par
Ven le-se um sitio na Passagera da Magda-
lena, margem do Capibaribe, com orna grande
casa tola murada, com caes, multas arvores de
diversos Cructos: a tratar com Joo Manoel fto-
dii^ues Valenca, no tnesmo lugar.
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recife n. 38, primeiro andar
No sobrado dcfronle do chafariz da Soleda-
de ha para vender 300 espanadores de diferen-
tes tamanhos e boa obra.
| Recebeu-se novo soitimento de cha-
l po3 de sola c palha da Italia para se-
:\* 11 horas na
I Loja de marmore.
Chesuem ao barato
O Preguiga est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pecas de bretanha de rolo com 10 varas a
25?, casemira escura infestada propria para cal-
5a, collele e palitots a 960 rs. o covado, carabraia
organdy de muilo bora goslo a 480 rs. a vara,
dila liza transparente muilo fina a 39, 49, 53,
e 69 a pec,a, dita tapada, com 10 varas a 59 e
69 a peca, chitas largas da rao lernos e eseolhidos
padres a 240, 260 e 280 rs. o covado, riquis-
simos chales de merino estampado a 79 e 89
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 99 cadi um, ditos com urna s pal-
ma, muilo finos a 83500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 59, lencos de cassa com barra a
100, 120e 160 cida um, meias muilo finas pa-
ra senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualidade
a 39 o 39500 a duzia, chitas franeczas de ricos
desenhos, para coberu a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 59900 a poga, e a 160 rs.
o covado, brn branco de puro linho a 19,
19-200 e 19600 a vara, diio proto muilo encor-
pa lo a 19500 a vara, brilhaniina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de differenies cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretas finas a 29500 3$ e
39500 o covado, cimbria preta e de slticos a
500 rs. a vara, e outras muias fazendas que se
far palenle ao comprador, e da todas se daro
amostras com nenhr.
Atten^o
Vende-se na ra da Cruz n. 48, urna
divida julgada por sen tenca, o devedor
dizem que tem loja em nome de outro
na iua da Imperatriz, cujo devedor
chama-se Antonio Jote de Azevedo,
Mil ho e farelo.
Vende-se na travessa do paleo do Paraizo n.
16, casa pintad] de amarcllo.
Tachas para engenho
Fundio de ferro e bronze
Francisco Antonio Correia Cardezo,
tem um grande soriimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Vende-se um escravo de meia idade. ro-
busto, de boa conducta, bom para qualquer ser-
vico de casa ou campo ; na praca da Boa-Vista,
botica n. 22.
Arcos para pipa a 5$ a roda, gra-
xa em bexigas, sebo em paes e rama
proprio para sabao e para composicao
de velas de carnauba : na ra do Brm
n. 16.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpc Santo n. 11,
alguna pianos do ultimo go*o, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes i. Broadwood 4S*ns de Londres.
muito DroDriosoara eiteckma.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa em casa deS. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzalan. 42.
PotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para Tender
polassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de uperior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo sor precos muito
razoaveis
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos de todas as nac5es po-
dem testemunharas virtudesdesle remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramenle siosdepois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascura mararilhosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os dias ha muitosannos
della sao tao sor prndenles que admirad o
e a maior parte
s
los Srs. ourives*
3 Na ra larga do Rosarin n. 24 acha-se ^
a venda ura soriimento completo ultima- mente chegado de Pars, de ferramentas II
og para olrabalho de ourives, as melhores i
cg que tcem apparecido no mercado. 3?
1 mwBmwim msmm m&m
Em casa de Borotl A C, ra da Cruz do
Recite n. 5, vende-se :
Cabriolis americanos muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Fumo americano de superior qualidade.
Champagne da primeira qualidade.
Carne de vacca e de porco em barris multo
frescas.
Licores de diversas qualiJades, como sejam,
Chery, Cordial. Mnit Julap. Bilters Whiskey,!
sal a parrilha em frascos grandes.
Em casa de Rabe Schmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
HA
e arfaazem
DE
ATO SNOP
Neste armazem de molhados con-
dr^eem oXauSn'es,gcneros abaixo mencianados do superiores qualidades .
dos propHeUrios P Pr Serem ma'0r par'e delles "cbidos em direitu
Mauteiga ingleza e franceza
SiffiSlSJ!,^^ aomercado de60a 800 is- libra
Rdogios
Suissos
Em casa de Schafleillin&C, ra da Cruz n.
3S, vende-se um grande e variado soriimento de
re igios ue algibeira horisontaes,patentes,chro-
ii'.'ii 'tros, meios chronomelros, de ouro, prala
duurada efolheadosa ouro,sendo osles relogios
dos primpiros fnbricauesda Suissa, que se ven-
derao por precos razoaveis.
Estopa da trra,
fin e secca : na ra Direita n. 91.
Vende-se 1 portSo de ferro e 4 grides de
10 palmos de altura e 10 de largura, tndo muito
em conla : no Hospicio, taberna do elephunle.
Chegou loja de miudezas de 3 portas da
ra do Crespo n. 7, um rico c completo sorti-
mento de lia para bordar, s^ndo de. todas cores
ea midhor que ha no mercado, pelo baratsimo
prego do 88 a libra, seda frxa para bordar de lo-
d.is a cores a 120 rs. cada miadinha, ricos jurros
de palha para menino pMo diminuto prego de 2#,
e entras militas miudezas e perfumaras queso
venlem por todo preco. que vista do freguez
nao so perder de vender: na ra do Crespo, loja
de miudezas de 3 portas o 7.
Queijos ftamengos
muilo novos recentcmente chegados no ultimo vapor da Europa de 1S700 a 3S ea visla do UttO
que o freguez flzer se far mais algum abatimento. a a D
Quei^o pvalo
os mais novos que existera no mercado a 1 a libra, em porgo se far abatimento.
\in.eixas franeczas
'm ,a.lmme l ll2 Ubra Pr 1350 rs-' e em campoteiras de vidro conlendo cada
por ojUUi).
Mustartla Vi\g\cza e ranceza
era frascos a 60 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Verdadeiros figos de comadre'
:a caixinhasd 8 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a 1S600 rs.
RoVacUinAia ingVeza
a mais nova que ha no mercado a 840 rs. a libra e era barrica com 1 arroba por 4g.
Potes vidrados
de 1 a 8 libras proprias para manleiga ou outro qualquer liquido de 400 a ljjOOO rs. cada um
A. ai en do as conf citadas proprias para sones
de S Jo fio
a \$ a libra e em frasquinhos, conlendo 1 1(2 libra por 2j.
Cu preto, \iyson e perol a
os melhores que ha nesle mercado de 1$600,2# e 2500 a libra.
Macas em caixinuas de 8 libras
conlendo cada urna differontes qualidades a 4J?5W).
Palitos de dentes licuados
era molhos com 20 macinhos cada um por 200 rs.
Ti jlo francez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e franeczas
em latas e em frascos de differontes qo-ilidades.
Presuntos, cnouricas e paios
o mais novo que ha neste genero a 480. 6(0 e 720 rs. a libra.
Latas de bolaeliinna de soda
de differentcs qualidades a 1^600 em poreao se far algum abatimento
Tambera vendem-se os seguintes gneros tudo
GIME SORTIHENTO
DS
|Fazendase obrascitas.l
i Loja
[Ges &Basto.[
| Na ra do Queituad ) u.
46, frente amarella.
Grande e variado sortimenlo de sobre- ||
casacas e casacas de pannos finos pretos 3
', o de cores a 283. 30J o 35$, paletots dos M
i mesmos pannos pretos e de cores a 28$, i 20$ 22} e 253, ditos de casemira msela- ff
dos do superior goslo a 16$ e 18j, ditos *
das mesmas casemiras saceos modelo E
! inglez 103,123, 143 e 153. ditos de al- t
> paca preta tina siccos a 43, dilos sobro- S
i casa tambem de alpaca a 7$.8$e 9-3, di- gg
tos de merino setm a 10J, ditos de me- I
. ri de eordao a 9$, calcas pretas das ^
| mesmas fazendas a 53 e G$, culletes pa- 3
5 ra luto da mesma fazends, palelots de 22
brim trancado a 5$, ditos pardos e de K
fusto a 43 e 5$, calis de casemira de !?|
cor e pretas a 73, 83, 9$ e 10$, ditos das S
mesmas casemiras para menino a 6$, 7-3 R
e 83, ditos de brira para homem a 33, i
| 33500. 43 e 5$, ditos brancos linos a 53, 33j
S^e 73, ditos do meia casemira a 43 e *>
i 53, colletes de casemiras preta e de co- M
res a 5$; e 63, ditos do gorgurao de seda 9
brancos e de cores a 53 e 6$, ditos de |g
velludo prelo e de cores a 9$ e 103. ditos 5
de brim branco e de cor a 33, 3$500 e4j, II
palitots de panno fino para menino a &
153, I63 e I83, ditos do casemira de cor jl
a 7$, 83 e 9$, ditos de alpaca a33e3$500, 5r
J sobrecasacas de alpaca tambera pa.-a me- ge
^ nio a 53 e 63, camisas para os mesmos^
efe de cores e brancas a duzia 15$, 163 e 203, I
8 me'as cruns e pintadas para menino de 35
?B todos os tamanhos, calcas de brira para *
^ os mesmos a J$50 e 3-3, colarinho de li- fS ra maos a 900 rs. cala urna, casaveques 92
9 de cambraia muito fina e modernos pelo C
diminuto prego de 123, chapeos com abas ^
g de lustre a 5>. camisas para homem de *j
| todas as qualidades, seroulas para ho- 3E
5| mem a 163, 20J e 253 duzia, vestimen- f
g tas para menino de 3 a 8 annos, sendo
calca, jaquelae coleles ludo por 10#, co- S
bertas de fustao a 63, toalhas de linho j
para mesa grande a 7 e 83, camisas in-
lezas novamenlechegada a 36$ a duzia. ff
M99HSai9 5Js^ HB2aSK3
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial,
junto a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande poreao defolhas
j 3 lihra de zinco- J preparada para telhados, e pelo di-
1 minuto ureco de 140 is. a libr
medico mais celebres, guantas pessoas reco"
braram com este soberano remedio o uso de seu"
bra5os e pernas.depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer s
amputacol Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submelterem i essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfuso de seu recouhecimento declararam es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e oulros magistrados, afim de maisautenti-
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude so
'ivesse bastante confianga para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentratatoquenecessilassea natureza doma,,
cujo resultado seria prova rincontestavelraente '
Que tudocura.
O uusuento e til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
45- Ra Direita45
. Alporcas
Caimbras
Callos.
I anee res.
1 Cortaduras.
!resdecabeca.
das costas.
Jos raembros.
tnermidades da cutis
mgeral.
Ditas do anus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
Inchacoes
Inllam'maro dofigado.
Inflammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males daspernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmcs.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha.em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarticulagoes.
Veas torcidas ou noda-
dasnaspernas.
e mais barato
ra por conta
e em bjrril
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos paracamisas,
Biscoutos.
Emcasa de Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
I3
Na ra da Iinpeatriz n. 5i, pre-
cisa-se fallar com os scnliores :
Francisco Xavier de Sa'.
Jos Rodrigues dos Passos.
Joao Manoel Vianna.
Teraolio Peres de Albuqucrque Ma-
r nha o.
Jos Flix da Costa.
Preslcm aleoco.
Na praca da Boa-Vista n. 16 A, ha para ven-
der cerveja branca, a mclhor que pode haver
nesle genero c de bom paladar, garanle-so ao
comprador a sua qualidade ; vende-se a 320 a
garrafi, e meias a 200 rs ; nao ha pessoa ne-
nhunia que vista da qualidade deixe de com-
prar.
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, liavana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna mstruccao era prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na ra da Crun. 22, em Per-
nambu.!.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater 4 C, ra
do Vigario n. 3, um bellosortimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Espirito de vinho com M
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas ra ra l^rga do Rosario n. 36.
Ra daSenzala Novan. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
glezes, candeeiros e caslicaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, ch'icote para carros, e
montaria, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes
Obras de ouro e prala. {
Acha-se a venda por precos commodos y
um completo sortimenlo chegado de Pa- ||
\j rjs o Porto, de obras de ouro do lei c gj prala de tudas as qualidades de gostos os *
^ mais modernos e hbilmente fabricadas : S
no estabelecimento de Francisco Comes ?
jb de Mallos Jnior, ra larga do Rosario %
K&ffiMMIB mm M8MBMOBI8B
- Vende se urna escrava de na cao,
quitarideira, para fora da provincia :
para ve-la na casa de detencao e para
trat-r na ra na ra de Ilortas sobrado
de um andar quati junto aos Martyrios.
Este estabelecimento ofTerece ao pu-
blico um bello e rico ortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes.....104000
Ditos aristocrticos....... 9$000
Ditos burguezes........' 7#000
Ditos democrticos...... 6$000
Meio borzeguins patente. 6^500
SapatOes nobreza....... 6$000
Ditos infantes....., 5jj(000
Ditos de ltnlia (3 1|2 bateras). C$000
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapatos de salto (do tom). ($000
Ditos de petimetre...... 5$000
Ditos bailarinos........ 5#500
Ditos impermeaveis...... 2^1500
Senhora.
Borzeguins primeira classe(sal-
to de quebrar).......
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). .,,...,.
Ditos todos de merino (salto
dengoso). ........ 10500
Meninos e meninas.
Sapatoes de forca. ...... 4$000
Ditos de arranca........ 5/J500
Boizeguins resistencia f e 5jJ!800
5$000
4^800
parlo,
de boni- <3
CASA
Botica.
spermacete barato, licores francezes rauilo finos, marrasquino de zan hjpy
tonas mdilo novas, banha de porco refinada e outros muilo gneros kXJ^^x^A'Zets
molhados, por isso proraettem os proprielarios venderem por muo raer en-C0Dlrarao ********
prometera mais tambera serv.rem aquellas pessoas que mandarem por outras Dodcu
ritma pessoatmente ; rogam tambem a lodos os sonhoresde engenho seuhn
queiram mandar suas encommendas no armazem Prosees. n,, e kqJ, A "e.n 1
o acondiciouamento
enos do queoulroqualquer,
'" pratics como
azem Progresso aue so Ih^ft.nwV boa" Vdd
ARMAZEMUEROIPAFEITA
m ai a m mwsMm m
Borlholomeu Francisco de Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vende-se os segninles medica-
mentos :
Rolil'Affecleur.
I'ilulas contra sezoes.
Ditas vegetnes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dila Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilul.is americanas (contra febres).
Ungento Hollovi'ay.
Pitillas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidios de bocea larga com rollias, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grando sortimenlo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
Defrone do becco da Congregacoletreiro verde.
Casacas de panno preto a 30)), 35> e 4OSO00
Sobrecasacas de dito dito a 35$000
Palelots de panno de cores a 209, 238,
30c e 355000
Ditos de casemira de coresal5S e 223000
Ditos de casemira de cores a 7S e 12ft()f0
Ditos de alpaca preta golla de velludo a 12g000
Ditos de merino selim preto e de cor
a 8# e 9*000
Ditos de alpaca de cores a 3500 e 5j009
Ditos de alpaca preta a 3S500, 5. 7 e 98000
Ditos de brim de cores a 3*500, 4*500 e 5*000
Dito de bramante de linho brancos a
48500 e 6000
Calcas de casemira preta e de cores a
_. 8, IOS e 12J000
itas de princeza e alpaca de eordao
pretos a 5$IK>0
Ditas de brim branco e de cores a 285.00,
48500 e 53000
Ditas de anga de coros a 38000
Ditas de casemira a 5^5^
Colletes do velludo decores muito fino a
Dilos de casemira bordados e lisos pre-
tos e de cores a 58, 58500 e
Ditos de setim preto a
Ditos de casemira a
Dilos de seda branca a 5$ e
Ditos de gorguiao de seda a 5# e
Ditos de fusto brancos e do cores a 3g e
Ditos de brim branco e de cores a 28 o
Seroulas de linho a
Ditas de algodao a 18600 e
Camisas de peito de fusto brancas e de
cores a 28300 e
Ditas de peito e oufthos de linho muito
finas a
Ditas de madapolao brancas e de cores
a 18800, 28 o
Ditas de meia a 18 e
Relog'os de ouro patente e orisontaes
Ditos ae prata galvanisados a 258 e
Obras de ouro, aderecos, pulceirase ro-
setas
10J000
680 00
5{000
3J500
69OOO
68000
3*500
2g500
N. 9.
Francisco Pereira da Silva vende cobertas de
chita para cama a 1g800 e lences de brim a 2:
na ra do Queimado n. 9.
Vendem-se
saceos com boa farinha de mandioca a 4j500 ca-
da ura, ditos do Porto com feijo preto, arrarel-
2*500 lo e verroelho a 148.12 e 9$, cal de Lisboa em
1 barris a 4g, dila aos alqueires a 1g600 : ua ra
do Bru n. 18 e 66, armazem de assucar.
Vende-se um Tercianiento do esquadro de
cavallara da guarda nacional, ludo era bom es-
lado : na ra do Rosario da Boa Vista n. 56.
Vende-se a taberna do pateo de S. Jos n.
51, por seu dono ir tratar de sua saude : a tralar
na mesmi.
Vende-se urna boa escrava crioula, de 25
annos de idade, que lava, engomma, cozinha e
cose, sem vicios : a tralar na ra da Soledade
numero 21.
28000
28500
5$0O0
2500
1S600
8
90*660
DE
COMMISSO ])E ESCRAVOS
NA
Ra larga do Rosario n. 20
segunde andar.
Nesla casa recebem-sc escravos para serem
vendidos por coramisso por conta de seus so-
uhores. Afianca-seo bom tralamenlo. assim como
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos com promplidao afim de seus se-
nhores nao sofrerem empale na venda delles.
Nesla casa ha sempre para vender escravos do
differenles idades de ambos os sexos, com habili-
dades e sem ellas.
Vende-se a posse de alguns terrenos do
marinha j beneficiados na travessa do Monteiro,
por delraz da ra da Concordia, com 30 palmos
de frente c 150 de fundo : os prelendenles en-
lendam-se com seu propietario na ra larga do
Rosario, padaria n. 18, perlo do quartel.
Pechincha em roupa feita por um dos me-
lhores artistas nacionaes, na ra da Imperatriz
n. 60, loja de Gama & Silva : calcas de ganga
franceza muito bem faitas a 2g500;'ditas de brim
de linho a 2*500, ditas de dito a 2g, colleles de
varias qualidades, palelots de panno fino sobre-
casacos, ditos saceos, ditos de alpaca preta e so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, asquees se rendem muilo em conta.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodf>para aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
BOMBO
eobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem 9 senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
ivndos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
oSulhall Mellor & C.
Seboegraixa.
Sebo coado e graixa em bexigas : no armazem
de Tasn irmaos. no caes de Apollo
Na ra da niao, ultima rasa do lado es-
querdo (vindoda ra Formosa) ha urna poreao de
obras de labynntho viudas do Cear, perfeila-
mente irabalhadas, as quaes se vendem por ata-
cado com o abate de 10 0|0 sobre os precos je
bastante mdicos, porque se Tendem tambem
retalho.
llecebeu-se novo sortimenio de boni- "
los bordados e enfeiles para senhoras na
8 Loja de marmore.
Pateo de S. Pedro n. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vende-se nesle noro cstabelecimenlo saceos
rom farelo de Lisboa, farinha de mandioca, mi-
nio, feijo raulitinho e prelo, gomma de mandio-
ca, arroz de casca e dito do Maranho de supe-
rior qualidade, doce da rasca da guiaba, vinho do
1 erto em garrafa do mclhor que podo haver no
mercado, manleiga ingleza e franceza, banha de
porco emlatas, bolachinhas de soda de todas as
qunlidades, cerveja prela e branca da mclhor
marca, qneijos fiamengos frescaos, conservas in-
glezas e os mais gneros que se vendem por menos
preco do que se vende em outra qualquer
nmmxmm m mor
,V llc-cebeu se novo soriimento
W tos braceletes de sandado na
Loja de marmore.
Feijo novo.
Vendem-se saceos com feijo novo a 8* o sac-
io ua travessa do pateo do Paraizo n. 16.
Em casa de N. O. Bieer & C.M
successores, ra da Cruz n. 4, vende-se
V'inlio Xerez em barris.
Cliampanha em caixas de 1 duzia da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
Vermouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Ac,o de Milao
Brilhantes de todos os tamanlios
Na ra da Imperatriz n. 37 vende-se um
carro muito leve e novo, com assentos para qua-
Iro pessoas c bolea.
Na loja do Arantes vende-se a dinheiro
vista sapatoes de lustre para horacns 48.
SYSTEJ MEDICO DE HOLLOWAY.
PILLAS HOLLWOYA.
moEnS,tftHn1StimaTel!spPCico'con,Postointeirr-
mente de hervasmed.cinaes, nao contm mercu-
rio, nemalguma outra substancia delectena Be
este
as portas da

feitos; pois busca e remore a"s"doe |01-
quer especie egro por mais antigs eTenazes
queseism. b c 'euu"4
rn,JtriCmlh;IreS de pessoas cura remedio, multas que j estavam
morte, preservando em seu uso: conse-
recobrar a saude eforcas, depois de haver tenU-
do intilmente todos os outros remedios
As mais afflictas nao deveni entregar-e a de-
efflSeffeitoia^Ur comP^n.e "ensalo dos
etlnazesetreitos desta assombrosa medicina e
prestes recuperarlo o beneficio da saude '
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes ..foPmi,i,..
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areas (mal de).
Asthraa.
Clicas
Convulses.
Debilidade ou extenua-
cao.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Dvsiuteria.
Dor de garganta.
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Eufeimidadesno ventre
Dilas no ligado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febre biliosas
intermitente.
guintes enfermidades:
Febre de loda a especie.
Cotia.
Hemorrhoidas.
Hydropegiaj,
Ictericia.
Indigesiocs.
Inflammaces.
Irregu la ridades de
monslruaao.
Combrigas de toda es-
pecie.
Mal oe Pedra.
Manchas na cutis.
Olisirurfao de ventre.
I'hthisica ou comsump-
tao pulmonar.
nelen^ode ourina.
Rheumatismo.
Symptomassccundarlos.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
^endem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n 224, StranJ, e na lojo de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregidas de sua venda em loda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocetinhas a SOO rs. cada urna
dellas, contera urna inslrucgao em porluguez pa-
ra explicar o modo dse usar deslas pilulas.
0 deposito geral em casa de Sr. Soum phar-
meceutico, na ra da Cruz n. 22, em Pernam-
buco.
i E barato de mais.
S Cabugn. 8. |
tB3" Grandes cartpscom corles de ves-
9 tidos de seda de lindas crese de ricos bor-
V dados que se venderam sempte a 801 o a
1 100, vende-se agora a 40 cada corle,
P por ter pequeos toques de mofo pouco 0
W perceptivel : na ra do Cabug loja n. 8
9 de Almeida & Burgos.
Para um princi-
piante.
Urna bonita arinacao envernisada e
envidracada, na mflhor localidade da
ra Direita, esta' illuminsda a gaz, e
serve para qualquer negocio, porque a
casa presta-se a tudo, inclusive morada
de familia, por ter quintal, cacimba
etc. : fallar na ra Direita n. 45.
""y*"?,6"88 ulu Jog) de diccionarios inglezes,
um dito allemao, um dito latino, um dito flos
sanctorum, um dito breviarios romanos : na tra-
vessa da Congregado n. 3.


DIARIO DE PEHNAMBUCO. QUINTA FEIRA 30 DE AGOSTO DE 1860.
DE
m&mmt i fmmu u ktlu.
Sita na roa Imperial 118 e 120 junto a fabrica dcsalio.
DE
Scbastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Neste estabelecimenio ha sempre promplos alambiques de cobre de differentes dimences
de 300 a 3:000) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios continos
para resillar e destilar espirilos com graduado at 40 graos (pela graduaco deSellon Cartier) dos
melhores sysiemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imporio, bombas
de todas as dimengoes, esperantes ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras
de bronze do iodas as diruencoese feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para fornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimences para encmenlos, camas de ferro com armacao e sem ella, fugos de ferro potaveis e
econmicos, taclias e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lencole barra, cinco em lencol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, lences de ferroa lato,ferro succia inglezde todas as dimensocs, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e oulros muitosartigos por menos preco do que em outra qualquer
parte, descmpenharido se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeico ja conhecida
e para cominodidade dos freguezes que se dignaren) honrarem-nos com a sua confianca, acha-
co na ra Nova n. 37 loja de ferrageus pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
L'ELIUUSAS E1M en

GRANDE ARMAZEM
DE
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico era geral, toda e
qualquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimentoa saber: machinas de vapor de
todos os tamanhos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
das e meias moendas, tachas de ferro batido efundido de lodos os -tamanhos, guindasies, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassai man-
dioca e para descarocar algodao, prencas para mandioca e oleo de ricini, portos gradara, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cultivadojes, ponles, "aldeiras e tanques, boias, alvarengas.
botes e todas as obras de machinisrao. Exocuta-se qualquer obra seja qual fr sua nalurcza pelos
desinhos ou moldes que para tal lira forera apresentados. Recebem-se encommendas neste esia-
beleciraenlo na ra do Brum n. 28 A c na ra do Collegio hoje do Imperador n. 65moradia do cai-
leiro do estabelocimento Jos Joaquim da Costa Pereira, com quem os nretendentes se podem
entender para qualquer obra.



("EKMP ~nit,V-vaok)
PILULAS VEGETAES
ASSUCARAAS
iXlm
NEW-YORK
O MELIIOR REMEDIO CO.MIECIDO
Contra eonsttpafdet, ictericia, affeccocs do ftgado
febres biliosas, clicas, tndigestes
enxaquecas.
Hemoirlioidas, diarrhea, doencas da
pelle, iriipcfies.e todas as enfermidades,
PROVENIENTES 1)0 ESTADO I.Ml'l RO 0 SANCCE.
75,000 caixasdeste remedio consoinmem-se
annualmentel'
Itcinedio l; natureza
Approvado pela falcudade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo estas pilu-
las puramente vegelaes, nao conlem ellas ne-
nhura veneno mercurial nem ligua ouirorrune-
rul; estao bern condicionadas em caixas de folha
para ro>guardar-se da humidade.
S.io agradareis ao paladar, seguras e ellicazes
tm sua operac.no, um remedio poderoso para a
juvenlude, puberdade e velhice.
Lea-se o follielo que acompanba cada caixa,
peto qual se icar conlieccndo as muilas curas
milagrosas que tem elfectusdo. D. T. Lanman
& Kenip, droguistas por atacado em:NewYork,
sao os tnicos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra Alfandega n. 89,
Babia, Germano & C. ra Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soura
& C, ra da Cruz n. 22.
Adntiraveis remedios
Ferros de en-
gommar
econmicos
a 5#000.
Esles magnficos fer-
ros acharo-se a venda
no armazem de fazen-
das de Raymundo Car-
los Leile 4 Irmao, ra
da Imperatriz n. 10.
As melhores machinas de coser dos mais
alamados autores de New-York, 1.
M. Singar & C. e Wheeler & Wilson
Neste estabcleci-
menlo vendem-se as
machinas desles dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noe, e rcsponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranra :
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leile & Irmaos ra da
Imperatriz n. 10, aniigaojenle aterro da Boa-
"'ista.
\<*1>KCI\
M01,
Ra da Scnzala tova n. 42.
Nesle estabelecimento continua a haver um
comapletnsorlimejitodo-moendas e meias morri-
llas para eu9cnho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para Ji
gaBS-awfll68BSag3HS Sf?^f3 spug
Recebeu-se novo sortimento de boni- |S
los loques de sndalo na S
Loja de marmore. i
BELOGIOS.
Vende-se emeasa de Saunders Brothers &
C, praea do Corpo Santo, relogios do afama
do fabricante Rosltell, por precos commodos,
e tambemtrftaoelliiu e cadeias paraos mesmos,
deexcellente roslo.
UKICA VERDADEIRA E LEGI-
TIMA.
Pastilhas vegetaes de Kemp
coutra as lorabrigas
approvadas pela Exm.' inspeecao de estudo de
Habana e por muilas outras juncias de hygiene
publica dos Estados Unidos e mais paizes da A-
raerica.
Garantidas como puramente vegetaes, agrada-
daveis vista, doces ao paladar, sao o remedio'
infallivel contra as lombrigas. Nao causara[
nauseaa, nem sensacoes debilitantes.
Teslemunho expontanco em abono das pasti- '
has de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp.Port By-
ron 12 de abril de 1859. Senhores. As pas-
lilhas que Vmcs. fazem, curaram meu filbo ; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava um '.
cheiro fedito. tinha o estomago inchado e con-
liana comiebio no nariz, iao magro se poz, que1
eu lemia perde-lo. Nestas circumslancias um vi- '
sinbo meu disse que as pastilhas de Kemp ti-
nham curado suafilha. Logo que soube disso !
comprei 2 vidros depaslilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. :i6 Gold
Street pelos nicos proprietarios D. Lanman o
Kemp, droguisias por atacado em New Yoik.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes ciJadesdo imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alandega n. 89.
Babia, Germano & C., ra Juliao n 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Suurn
Vinho de Bordean!.
Em casa de Kalkmann Irmaos & C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
e dos Srs. Oldckop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
SI. Estph.
St. Julien.
Margaux.
La rose.
Chleau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldckop & Mareilhac.
St, Julien.
St. Julien Mdoc.
Cbateau Loville.
Na mesina casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca
avSS
efffr.
SXSSS
\~fff~i-
ass
5///'


Ra Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicao dos Militares.
Aclia-senadireccaodaoficinadeste acreditado armazem o hbil Kff|
5->
gg| artista Francuco de Assis Avellar, antigo contra-mestre do fallecido 1^1
^>>| Manoel Jos Ferreira. O respeitvel publico contiruara' a encon- m
^ trar em dito armazem um grande e variado sortimento de roupa ^
35frl e'ta, como sejam: casacas, sobrecasacas, fraques, paletots de panno g^
f*% fin0 d,to* de caiemira de crts, de merm, bombazina alpaca preta &&
^| e decores, ditos de brim de linho branco, pardo e de' cores, calcas Sfjjl.
5t de casemira preta e de cores, ditas de merino, de princeza, de brioa ||
^ pardo, brancoe de cores, colletes de velludo preto e decores, ditosde &
W% gorgurao, ditosde setim preto e branco, ditosde merino para luto ^
^*^ j- V-------.---------------'--------- -w-..v., viiuo i,l iiici kiu paia 1UIO tetle
^^g ditos de fusto branco e de cores, paletots, casacas, jaquetas, calcas S^
S G colhetes Para meninos de 0 a 12 annos, camisas, seroulas, chapeos 1^
5>S e gravatas pretal e de cores, libres para criados, faldamentos para w|
=>>> a guarda nacional da capital e do interior. <<
SI APromPtam-se becas para desembargadores, lentes, juizes de di- fgg
reit<> municipaese promotores, e vestidos para montana. Naoagra- g^
S| dando ao comprador algumai dasroupas leitas se apromptaio ou- K^
~**7* trat q ton anttn rnioi- m C, ,.,.,.!., ..----------J_ ______ -^sjC^
^ tras a seu gosto, que'r com fazenda sua ou do armazem para o' que l|>t
g ie.m esco,llic|os e babeis ofliciaes, dando-setoda e qualquer roupa no g^
S^ d'a convencionado. g<-^
^^3----------------------------------------------- ^ Progresso na cidade da Victoria
DE
Francisco Xaxier d e Salles Cavalcantc de Almeida
NO
Palco da Fera.
AUeocao.
Vendemsc queijos londrinos muilo frescos, de
superior qualidade, e cousa nunca vista : na ra
estrena do Roserio, armazem n. 11 ; quanlo ai
preco 6 segredo.
Machinas de costura.
IS. O. Bitber & C. Successores avisara ao pu-
blico, que no seu armazem na rua da Cruz n. 4,
estao expostos venda as melhores machinas de
coslura que at hoje trem vindo a esle mercado,
asquaespossuem lodosos rnelhoramenlos inven-
lados al esla poca sem ler os defi-ilus que fin
ouiras se ola, assim sao de conslrurro iimples
e facililaic o uso. A coslura feta po'r estas ma-
chinas nao teem igual em obra de man, um pon-
i bonilo e (orle, aleni de que alinham c to.'etn
de lodos os modos, rada calza de cosluja repr-
senla um lindo luilcle para gabinete de sentala.
Igualmente ha machinas para selleiros, etc. Os
preros sao mdicos, e o Sr. Birmingham, epge-
nheiro, encina o uso das machinas e todas as par-
ticularidades da conservarlo de sua construirle
no aclo da compra.
Era casa de N. O. Bieber & C. Successores,
rua da Cruz n. 4, acha-se venda um grande a
variado sortimento de ferragens finas, obras de
lanoeiro e perlenres sem tim por usos domsti-
cos, productos lodos da industria norte amerita-
ra, assim como :
Arados de diversos tamanhos.
Moinhos de Uiilho.
Machinas para corlar capim.
Grades. ,
Machinas para descarocar milho.
i Cultivadores e ferros de engommar econmicos
Vende-sc um molequinho de bonita figura
|C mui sadio, de idade 7 anuos, pouco mais ou
menos, proprio para aprender qualquer cilicio :
na rua da Mangueira, casa n 11, na Boa-Vista.
Em casa de Mills Satham & C
! rua daCadeia do tU'cifen. 52, vende-fe
j Vinho Xerez e Porto engarrafados de
supeiior qualidade.
Meias finas de algodao para senhotas c
horneo!.
I.oiins malezas,
Camisas de dito.
, Tintas preparados a oleo (em latas).
1 Sulfato de ierro.
, Pedia hume.
: Azareao.
Alvaiade.
Sal amargo.
Milho novo
Baha
da
0 propietario desle estabelecimento, como se acta com um grande o completo soni- p*
ment, lendenle a molhados, ferragens e miudezas convida portanto a todos os moradores ^
desta cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores queiram mandar suas
encommendas no Progresso do paleo da Feita, pois s ah encontrarao o liom e barato, jS
visto o proprietario eslar resolvido a vender, tanto em grosso, como a relalho, por menos g
do que em oulra qualquer parle como sejam : f*
Latas de marraelada de 1 2 libras a 1400, frascos com differentes qualidades de doce |p
por 2*000, latas de soda conteiulo nove qualidades a 29000, azeitonas muito novas. S"*
passas de dilas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2000 rs, a garrafa, licores K
francezes de Iodas as qualidades, champanhe, conhaque de ditas, louc,a fina, azul,pintada, ^
e branca de lodos os padroes, anseixas em compateiras e em latas a l?000 rs. a libra, gp
latas de pei\e de posto por 2000 rs., banha de porco refinada, aramia, falias, bolacbi- i>^
nha ingleza, biscoilinho, eoulras mais qualidades de massas finas, massa de lmale em E P?r ra/etaile ^e seu ?alor, a dinheiro :
latas e a relalho, letria, macarro, lalharim a 800 a libra, verdadeira gomma de ara rula, Cn*POI para senhoras.
insenso de todas as qualidades, espirilov de cravo, canella, ealfazema, verdadeiros nenies fK E""-"lIes para cahtea.
a imperatris, e de tartaruga de 9,0000 a 1O5JC00 cada um, tranca e franja de seda, fe- f Boles de todas as qualidades.
no armazem de Manocl Joaquim. de
Oliveira & C em saceos de 2i- cuas
bem medidas: na rua do Cordoniz n.
18, em frente a travesa da Madie de
Dos.
Xa rua da Cadeia n 21, vende-se
chadoras de broca, pregos em quantidade de todos os tamanhos e qualidades e outros
muilosobjectos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar,
mmmmi
aiiiericanos.
Todas as casas de am'lia, senhores de enge-
nho, (azendeiros, etc., devem estar prevenidos
com esles remedios. Sao tres medicamentos com
os quaes se cura eficazmente as principaes mo-
lestias.
Prornpto alivio de Radway.
Instanlaneamenle alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumalismo, dor de
cabera, nevralgia, diarrhea, cmaras, clicas, bi-
lis, indigeslao, crup, dores nos ossos, conluses,
queimadura, erupcoes cutneas, angina, reten-
cao de ourina, ele, ele.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades escrophulosas.chro-
nicas esyp hliticas; rcsolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o syslema;
prompto e radicalmenle cura, escrophulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeccocs do ligado e rins,
erysipelas, abeessos e ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mulheres hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systcma, equilibrar a circula-
rao do sangue, inteiramente vegetaes favoraveis
em lodosos casos nunca occasiona nauzeas ne
dores de vcolre. dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a 8 purgara. Estas pilulas bao efficazes as alTec-
Soes do figado, bilis, dor de cabera, ictericia, in-
digeslao, e era todas as enfermidades das mu-
lleres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
cijes, flores brancas, obslruccoes, histerismo, etc.,
sao do mais prompto effeilo na escarlalina, febre
biliosa, febre amarella, e em todas as febres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vera a-
companhados de insirucres impressas que mos-
trara com a maior minuciosidade a maneira de
npphca los em qualquer enfermidade. Estao ga-
rantidos de falsificarlo por s haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leile
& lrmo, na rua da Imperatriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco.
Vende-se um bonito cavallo, novo, bom
rodador de sella o cabriole!: na rua da Impe-
atriz n. 17.
Vendem-se saceos da farinha de mandioca [
a seis mil res : na rua da Madre de Dos n. 2
Na rua da Cadeia do Recite n. 51. terceo (
andar, vende-se urna escrava que sabe engom-
mar perfeitamente, cozinha bem o diario, lava
e cose.
Raymundo Nonato vendo a posse de um
terreno de marinha na rua Imperial, j aterrado,
e no tolal desembarazo, como consta do titulo
que tem : quem o pretender, tratar eom Luiz
de Franga Soulo, rua larga do Rosario, loja de |
pinturas n. 6, e na roesma trocara-se oratorios e
irnagena bem preparadas, e vendem-se vidros
para caixilhos e quadros, por prego commodo.
Tachas e moendas
Braga Silva &C.,tem sempre no seu deposito
da rua da Moeda n. 3 A,um grande ortimento
de tachase moendas para engenho, do muito
; acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na rua do Trapiche n 4.
Vendem-se carneiros gordos e baralos: na
rua doCoioveo, padaria do leao do norle.
Cerveja indiana
Vende-sc a verdadeira o superior qualidade de
cerveja indiana, cousa nunca vinda a Pernambu-
co : no armazem da rua eslreita do Rosario nu-
mero 11.
Fazendas por baixos precos
Rua do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda reslam alguraas fazendas para concluir
a liquidado da urina de Leile & Correia.as quaes
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello SnT^iS?10 ptc':'send0entreou"
Chitas do cores escuras e claras, o covado
a ICO rs.
Ditaslargas, francezas, Gnas, a 210 e 260.
GHASDE SORTIMENTO
DE
Fazendas e roupa feia
NA LOJA E ARMAZEM
DE
SALSA RARR1LHA
he
tH$&i4
Remedio sem if,ual, sendo reconhecidos pelos
mdicos, os mais iminenles como remedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumatis-
mo, enfermidades do figado, dyspepsia, debilida-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e erii|coes que resultam da impureza do
sangue.
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por ata-
cado New Yoik, aegam-se obrigados a prevenir
o resdeilavel publico para desconfiar de algumas
lenues imilacoes da Salsa Pairilha de Brisiol,
que boje se vende neste imperio, declarando a
lodos que sao elles os uniros proprietarios da re-
ceita do Dr. Brisiol ,tendo-lhe comprado no an-
no de 1856.
Casa nenbuma mais ou pessoa alguraa lem
direilo de fabricar a salsa parrilhadeBristol, por-
que o segredo de sua preparado acha-se somen-
le em poder des referidos Lanman & Kemp.
Para evilar engaos com desaprecia veis combi-
nac,oes de drogas perniciosas,as pessoas que qui-
zerem comprar o verdadeiro devem bem observar
os seguintes signaes, sem os quaes qualquer ou-
tra prepararlo falsa;
1* O envollorio de fora esl gravado de um la-
do sob urna chapa de ajo, trazendo ao p as se-
guintes palavras :
I). T. LANMAM SOL AGENTS
n. 69 water street.
"Ncw-ITotV:..
2S O mesmo do culro lado tm um rotulo em
papel azul claro cen a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3* Sobre a rolha acha-se o relralo e firma
do inventor C. C. Brisiol em papel cor de rosa.
4 Que as direcces juntas cada garrafa
lem urna phenx semelhanle a que vai cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro rua da Alfandega n. 89.
Bahia Germano & C. rua Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum,
C, rua da Cruz n 22. j
RUA DO QUEIMADO N. 39
EM SLA LOJA DE QVATHO POUIAS.
Tem um completo sortimenlo de roupa feita,
e convida a todos os seus freguezes e iodas as
perseas que desejarera ter um sobrecasaco bem
feilo, ou um calc,a ou collete, de dirigirem-se a
este estabL-lecimento que encontrarao ura hbil
: artista, chegado ltimamente de Lisboa, para
desempenhar as obras a vontade dos freguezes.
I J tem um grande sortimento de palilots de ca-
i semira cor de rap e outros escuros, que se ven-
dem a 12-3, oulros de casemira de quadrinhos
da mais fina que ha no mercado a 16, ditos
de merino stima 129, ditos de alpaka muilo;
fina a G?, ditos francezes sobrecasacados a 12, i
| dilos de panno fino a 20, 259, e 30, sobre-
easaeas francezas muito bem feitas a 35, cal-
cas feitas da mais fina casemira a 10, ditas de i
brim ede fusio por preco commodo, um grande
sortimento de cuteles de casemira a 5$, dilos de [ a *0 rs-
Riscados francezes de cores Dxas a 200 rs.
Cassasde cores, bous padroes, a 2-O.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom, va-
a 1O00.
Corles de calca de meia casemira a 2J.
Dilos de dita do casemira de cores a 5.
Panno prelo fino a 3;j e 4.
Heiaa de cores, finas, para hornera, duzia.
800.
Gravatas de seda de cores e preas a 1.
Meias brancas linas para senhora a 3g.
Hilas dilas muilo finas a 4g.
Ditas cruas finas para homcm a 4J.
Cortes de collelesde gorgurao de seda a 2.
Cambraia lisa fina transparente, pera, a 4.
Seda preta lavrada para vestido a 1*5?600 e 2g
Corles de vestido de seda preta lavrada a 16?.
Lencos de chita a 100 rs.
Laa dequadros.para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, liugindoseda, covado
Atlenco.
i
Na rua Direita n. 08 existe um lindo
escravo para ser vendido, o qual mo-
co e hbil para qualquer serviro por
Ser muito sadio e sem vicios.
A 4g000 rs.
F,.relo de Lisboa novo ; na rua do Vigario n.
19, primeiro andar.
St^ Recebeu-se novo sortimen'o de vesii- <*>.
Kl dos para noiva na jffi
l^oja Ac marmorc. ^
es eigstseie vmmemn
Fitas de ditas ditas.
Bicos de ditas ditas.
Bordados de ditas ditas.
Casaveques de ditas ditas.
r\
No armasen) de fazendas da
rua do Queimado n, 19.
Chitas francezas niiudinhas com pequeuo loque
de mofo a 200 rs. o covado, cambrui.-is de cores
finas a 200 rs. o covado, lencos brancos para al*
gibeira a2j>a duzia, cambraia preta com pintas
brancas aB00 n. a vara, chitas de reres Bxas
miudinhaa a 1G0 o covado, cortes de hiberia com
14 covados por2#500, coberlas de chita (chine-
las) a ljSOO, algodao enfiestado largo a 600 rs. a
vara, chales do merino estampados n 2{500,
meias para meninos e meninas, chita fina de
.. i *~""~-------- --- .......o i-mu iiit-niiiiis v iijriutis. cuiiu una oe ra-
Vendem-se libras stei linas, eou magem para coherta a 280 o covado, baldea a
casa de N. O. Bieber & C. : rua da Cru* dL' pi*rqualidade, cobertores de lia a 2f.
n 4 Vendem-se canoas de amarello de 1 po s
',T muiloperfeitas, de 28 a 50 palmos, por preco
\ cndem-'c dous bons reloglOS pa- commodo : na rua do Vigario n. 5.
tentes suisso, sendo um de ouio'com a f f\i*\ rl*iC \ Y\i l!*"^
competente conente de ouro de lei tu-, mMJU Ucl^ U jllil ltl!>
do com rcuito pouco uso. or nremsl EM
pouco uso, por precos
baratos de admirar, em razao do dono
possuir onze presentemente : no pateo!
do Terco taberna n. 19.
W* VZ?~ Recebeu-se novo sorliniento de ^{.
g bournus bedouines para sabida de Ihea- *^
ni.; 1ro na
vente i\o L.Vvraincnlo.
Roupa feita barata,
Palciols sacios de casemira escura a Ai, dilos
de alpaca pela a 2, ditos de brim pardo a 3,
camisas brancas e de cores a 2$, dilas de iHsi.'ic
filias a 2;(IO, paletots de panno fino, dilos do ca-
Bieroira de cores, calcas de casemira preta ede
cores, colletes de velludo e de seda, um coniple-
*b l sortimenlo de roupa feila, que rende-so por
Loa de marmore, Irr,
Novo sortimento frente do Livraineulo.
de camisas iuglezas na loja
de Goes & Basto.
Entremeios bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas linas a 2gE00.
Toa!ha3 de linho para mesa a 2 e 4.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pesclo de senhora a
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
ouiras fazendas por preco commodo, um grande!
.sorlirtento de sapatos de tpelo de goslo muilo j
apurado a 2?, ditos de borracha a 2500, cha-
| pos de castor muito superiores a 16, dilos dse-
[da, dos melhores que lera vindo ao mercado a 10,!
ditos de sol. inglezes a 10$, dilos muitosbons a cas 'a 53000.'
129, ditos francezes a 85, ditos grandes de pan- I Cortes decalca de casemira preta a 6.
1 no a 4?, um completo sortimento de gollinhas e cha'es de merino com franja de seda a 5
manguitos, trasbordadas e entre meios muilo ^Z^tt&ESSiSZ
proprio para collerinhos de meninos e travessei-1 do. 1280.
ros por pre^o commodo, camisas bordadas que i Lencos brancos de cambraia, a duzia, 2.
; servem para batisado de criancas e para passeio '
a 85?, 10 e 125?, ricos lencos de cambraia de
Itecebeuse novo sorlimenlo de pele- |ft
ries e enfeites Clotilde na 2>
ia CO.051UUIUIS ue uia/.inn.is a iou rs. o totano, cassas oe>ai|ii-
le linbo e pre- cos bramos e decores a 210 o covado, meias pa-
, II ra meninas e meninos a 510 o par, chales de
e de memores rncrin estampados com barra a i$, lencos bran-
Covado a 200 rs
Chilas francezas largas de bonitos gostos a 800
rs. o covado, dilas estrellas padies a imilsco
U novo sortimento das acostumadas de laazinhaa a ICO rs. o covado, cassas de-saipt-
camisas iuglezas, peito di
gas largas, sao mais finas
gostos a 38,<| a duzia, e barato. cos com barra de cores a 120 rs.diios com bico a
- Vende-sc compendio de philosophia pelo m'sr A Ii,a esl sber,a al as9 hras da "01,c-
'Srlmicslrc Fr- ir0a"c[r tMon,e Aiverne do i | endese um escravo.
Rio de Janeiro, a 5g em brochura : na rua do Ca-! ...
bug, loja do joias n. 2 A, e na rua eslreiia do Na roa1 Direila n. 112, loja, vende-so um mo-
leque de bonila figura, leudo 6 annos de idade .
quem o quizer, dirija-sc a mesma loja, que acha-
ra com quera Iralar.
Rosario, typographiacommercial n. 12.
m
LiOja de muvmove.
L0J4 DO VAPOR-
linho bordados para senhoras, ditos lisos para
homem por preco commodo, saias bordadas a
350O, ditas muito finas a 55?. Ainda tem um
i restinho de chales de toquim a 30, cortes de
vestido de seda de cores muito lindase superio-
res qualidades a 1003?, que j se venderam a !
1150, capolinhos pretos e manteletes prelos de Grande e variado sortimenlo de calcado fran-
ncos gostos a 20, 255? e 305?, os mais superio-! c. roupa feita, miudezas finas e perfumaras,
res chales de Cosemira eslampados, muilo finos, a ludo por menos d que em outras parles : na lo-
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar- ja d vapor "a rua DOva n' 7"
tas. adamascadas, muilo superiores a 53?, dilas; ^@@@@ @@ !,@@@@@
para rosto de linho a 15?, chilas francezas de su- i
perior qualidade, lanto escuras como claras a
2C0, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
I casemiras para calca, colleles e palilots a 45? o co- |
vado, e um completo sortimento de outras fazen-
das, e ludo se vende por preco barato, e que nao
possivel aqui se poder mencionar nem a quarta
pariedellas, no entanto os freguezes chegando e
querendo comprar.nao iro sem fazenda.
Araruta verda-l
deira.

Potassa nacional.
Na rua do Vigario n. 9, primeiro andar, vende
se muilo superior potassa, chegada ha poucos
das do Rio do Janeiro, em barris de 4 arrobas, e
a preco muilo commodo.
Na rua da Cadeia do Reci'e n. 1.
Candieiros econmicos.
Grande sorlimenlo de candieiros econmicos
chegadosullimamente ao deposito da rua Nova,
aonde se achara todos os preparos para os mes-
mos candieiros, assim como grande porcao de
gaz hedrogenio que se aanga aos compradores
nunca baver falta neste deposito de candieiros, e
ludo por prego muito commodo, que por cerlo
est justificado ser grande economa : na rua No-
ta n. 20, loja do Vianna.
Chat u los
Sodr& C, leudo grande sorlimenlo de cha-
rutos, e desojando acabar com osmesmoa, avisa
aos seus freguezes e ao publico em geral, que
esl torrando por todo e qualquer preco.
goipetawawa mm mmmmn
Recebeu-so novo sortimenlo de boni- t
los vetados de phantasia ra /jd
Loja de marmore.
nmmmm
i
Vendo-sc um carro de carregar gneros,
com boi ou sem elle : na rua do Vigario n. 6.
No armazem de Heury Forsler & C, rua do
Trapiche n. 8, vendem-se :
Cadeiras americanas.
Pregos americanos.
Agua florida.
Velas de espermacete de prmeira qualidade.
Vende-se um cavallo mellado manso, e bom
Escravos fgidos.
Fugio no dia 19 de junho prximo passado,
do engenho Bom Successo do termo de Seri-
nhaem, o escravo Daniel, prelo fula, crioulo, Ce
idade 20 annos, pouco mais ou menos, alto, ec-
co, bem espigado, cabeca pequea, feicoes regu-
lares, bem feilo de corpo, ps e mio seceos c
bem feilas. Este escravo procurou ao Sr. P. A ,
Bulelrou, rendeiro do engenho S. Joo do Cabo,
para o comprar, e nao querendo o dono vnde-
lo, mandou bscalo, e na chegada dos poi lado-
res, e escravo desappareoeu : julga-se que an-
dar o dilo escravo as visinhancas da villa do
Cabo, ou do mesrao engenho S. Joo, ou do en-
genho Barbalho, onde tem amitos conhecidos,
pois que frequeniava esses lugares quando foi do
Sr. Jos Xavier da Rorha Wanderley, boje mo-
rador no engenho Serrara : I'ede-so as autori-
dades de polica do termo do Cabo a captura des-
te escravo, e aos capiles de campo ou qualquer
pessoa que o couheca, de pega-lo e levar no en-
de sella e tambem um cavallinho pequeo, russo geuho Serrnha de Serinhem a seu senhor Pran-
para menino, bom baixeiro e galopeador: a tratar \ cisco Manoel Wanderley Lins, ou nesta cid'ade
na rua do Colovello padaria do Leo do Norte.
Novo rap do
Para.
na rua da Moeda
ro Sr. Manoel Alves Ferreira.
n. 3, segundo andar.
Anda continua a eslar fgido o escravo de
nome Cesario, idade de 20 e tantos annes. pouco
mais ou menos, estatura mediana e reforcado,
bons denles e lin ados, cabra escuro, quas" ne-
,. ,., jSro, barba na pona do queixo, olhos averme-
Vende-se novo rap do Para, dito grosso, dito thados, pomas um pouco arqueadas, filho de
meio grosso, dilo fino, dito Meiron, dilo Paulo Sobral (Cear) para onde suppe-se ler seguido ;
Cordeiro, dito Lisboa, dilo francez, dilo Rocha ; porlanio, roga-se aos capiles decampo, s au-
na mesma loja vendem-se franjas para cortina- i toridades policiaes e qualquer pessoa que o possa
dos muito finas, franjas de seda de todas as co- | apprehender, levem-o sua senhora, no caes do
res, capachos para beira deportas, e muilas Ramos, sobrado encarnado da esquina, que siro
miudezas em conla : na rua larga do Ro-J generosamente gratificados ; assim como igual-
sarro, passando a botica do Sr. Bento Correa, al menle se protesta, como a lei determino, con-
segunda loja n. 38. | ira quem o tiver acoutado emsua casa.
T7"

.


on
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUISTA FEIBA 30 DE AGOSTO DE 1860.
Litteratura.
IM ENCONTR DE YIAGEM.
I.einliran,as da Suissa italiana.
{Concluso.)
Infelizmente, porm, entre ella e sen primo o
lempo tii La cavado um abytmo profundo. No i
meio das mais graves agilaces tinda ella guar- !
dado intactas ludas as crengs de seus jovens an- I
nos ; olio, pelo contrario, tinha so (Trido de um <
11 i do irreparavel a influencia de um seculo es-
sencialmcnte sccplico.
Este problema era o constante preoecuparao
da | obro Glusline. Urna joven religiosa, tor-
nada sua amiga e conQdento, tomava urna parte
cada vez maior nos peniveis pensamentos. que
agitavam a duqueza.
Havia tres annos que Yvonne de Kcrgarouet
liuha professado. Era ella filha nica de um
fermenta am no cerebro nao Ihe perniiltiam lo-
mar o repouso necessario ao seu restabelerimen-
to : ella incessantemente repeta a Yvonne, que
Ihe servia de enfermeira e que vellava impassi-
vel ao p de seu leito, os locantes discursos, que
preparara para dispertar no mancebo a f de seus
anlepassados Dir-so-hia que, coroada esta em-
preza de successo, devia abrir-se ante ella o
mundo do repouso e da felicidade, e que nelle
ia preceder um amigo, quem chomavam os
decretos de co para rcunir-sc a ella quanto
antes.
Este mystico ardor, visinho da allucinago,
suggeria-lhe accentos de urna eloquencia extrava-
gante, mas arrebatadora : ella fallara da unio
das almas na paz eterna com o enthusiasmo de
urna Catharina de Sena ou de urna Thereza de
Opedc. Elia ceda, sem que parecesse nota-lo,
poderosa influencia de um sentimento, que,
mudando de forma, chegra um notavel grao
ella, brilhava
mocidade.
outr ora com todo o esplendor da
Dora d'Istrh.
Rtvla dos DousMundos. S. Filho.)
Variedades.
CONSERVADO DOS OVOS.
Encontramos n'um jornal de Mans [Franca) o
seguinle artigo acerca d'um assumplo, que,
priraeira vista, parece que s lem relago com
a economa domestica, e que coratudo nao deixa
de ter inleresse para a naiegacao martima.
O importante papel que os ovos represen-
tan) na alimenlago publica, ha muito que faz
procurar um meio em virtude do qual os ovos
de energa. Nao era natural que urna paixo pri- possam ser conservados constantemente frescos
miiivamenle assaz mundana tornasse-se cada da |e sem que o processo empregado preiudicasse
mais profunda, desprendendo-se dos seus ele- cm nada o gosto e qualidades nutritivas d'este
montos terrestres? Se ella livcsse conservado seu delicado producto das nossas capoeiras. Mas
gentil-hornera brelo, em cuja casa Norberlo pas- carcter primitivo, se podesse ser considerada I al ao presente este problema"dVeconoma do-
sura aigtiin lempo depois do casamento de sua como o despertar perigoso de urna propensao de mestica nao tinha sido resolvido
prima. i_vunne era de pequea estatura, e suas' mocidade, favorecida pelos odios da esposa, Chis-
fecdes nao cram delicadas; porm era muito : '"ne leria sem duvida concluido por comprehen- | Foi por isso que, com um grande inleresse,
svnipalhica, de urna dogura sem egual, de urna '. der a necessidade de resislir-lhe ; mas que es-i na llima grande exposigo agrcola que acaba
lenevolencia que pareca | ^uPulo poderia ter ella agora, ella, cujo pensa-fde ter lugar, em Pars, o jury verillcou a effica-
cia de um ptimo processo, finalmente dcsco-
berlo, para conservar os ovos frescos, e cujo in-
ventor Mr. EdouardComier.
exc ssiva.dc una discrigo tal, que nunca se Ihe ment pairava perpeluamente pelas regies ce-
poderu censurar una palavra imprudente, e de I lestes, e que as ingenuas religiosas eslavam dis-
um lino lao grande que contava entre seus admi- posta considerar como urna especie de snela ?
radores os misanthropos mais decididos de urna Assim, ella nao sofTiia embarago algum, qoando
provincia frtil em Alccsles.
Quem a conliecesse pouco, seria levado crer
que sua ardenle devoco a impeda de compre-
licndrr os scnlimenlos puramente humanos;
entretanto nao era assim ; elja se interessava
tanto pelo que Ihe pareca justo e bom, sua de-
dicagao aoa seus transudava urna ternura de lal
modo apaixonada, que tornava-se impossivel ac-
cusa-la de insensibilidade. Assim, quaodo de-
pois da morle de madama de Kerearouct ella vio
seu uai inquieto pelo pensamento de licars
desejava abrir seu corago Yvonne. Nao a
salvaco das almas urna prooccupaco essencial-
meule christa ? Nao c permiltido cuidar daquel-
las, quo eslo expostas s maiores desgracas,
principalmente, quando nao temos sido eslran'hos
aos accidentes, que podem ter para ellas conse-
quencias lao lerriveis?
Na vespera do dia, que a egreja romana con-
sagra memoria dos morios, Chislaine tinha
adormecido pelas onze horas da noite. Apenas
tinha ella fechado os olhos, urna horrivel lem-
cin urna pequea Ierra da Brctanha, ella Ihe ju- peslade comegava bramir as gargantas das
' monlanhas. Nada maissinistro do que urna tem-
pestado nocturna no meio dos valles alpestres.
As frageis paredes das cabanas, rudemente sacu-
didas pelos ventos furiosos, parecem gemer, e
dir-se-hia que cada instante os ledos, nao obs-
tante as pesadas podras com que sao cobertus,
vosorlangados ao fundo dos abvsmos.
rara espontneamente que nunca se casara, e
que entrara em um convento uo caso do Ihe so-
breviver. Ella cumprira cssa promessa.
Habituada desde a infancia um recato exces-
siyo, fortificada ainda pela disciplina monstica,
a joven brelaa acolhera as confidencias de Chis-
laine sem deixa-las suspeilar de que ellas po-
dcsem interessa-la enlrelanto a singular me*
(ancolia, em que Norberlo pareca mergulhado
liabilav- sob o teclo de seu pai, tinha excitado a
sympathia dessa alma profundamente compade-
cida. A lembranga desse estransciro, que ho
pareca lao digno de ser amado, tinha deixado
nella um trago inapagavel. Com a lenacdade
de sua raga, Yvonne permanecer fiel essepri-
meiro, i esse nico amor.
Emquanlo a duqueza lhc fallir de um modo
vago das provas de sua existencia, ella a cscut-
ra coui urna complacencia fcil de cumprehen-
der. Laucadas ambas no meio de jovens, que
linham deixado a cabana dos camponezes dos
A lempcslade, porm, nao despcrlava o somno
da duqueza, que pareca lio pacifico como o do
um menino. Ue lempos lempos um fraco sor-
riso entreabra seus paludos labios, que muimu-
ravam palavras inarticulados.
De repente ella sentou-se com urna ioflexibi-
lidade automtica, dexou o leito, e envolven-
do-so em un roupu dirigio-se para o piano.
Yvonne, que scnipro ouvira dzer que niio se de-
via por o menor obstculo aos movimeutos dos
somnmbulos, conservou-se junto do leito. em
quanlo Ghislaine comerava locar urna aria de
Dalecarlie : Perdido ambos no infinito slep-
pe Esta aria iiiclancholfca, cujas notas se
lame cram ehzea detornarem & vollar pela tro- u.c.uol. o
ca de seus senlimentos e lembrancas espirara nam, excilou singularmente os ervos da reli-
MCial, em que linham pasudo a mocidade ; po- giosa brelaa. lilla via-so ullrapassando com um
rem logo que. augmentando sua intimidade, a ente amado os muros do sombro retiro onde se-
duqueza veio a fallar de Norberlo, a sensibilida- pullra seu coracao c mocidado, para'lanrar-se
de de sua amiga foi exposta provas de toda a nos espacos infindos do vasto mundo. Grossas
especie. As mais insignificantes parlcularida- lagrimas corriam-lhe dos olhos como essas pe-
des nao lardaram a tornar-se para Yvonne sadas goltas de chuva, quo as primeiras madru-
molivos para as mais dolorosas roeditages; e | gadus do eslo descera lentamente de um eco
emquanlo Ghislaine pareca echar urna paz rola- tempestuoso sobre os cumes dos Alpes. Absoi-
llva as decepgucs do urna cruel experiencia, la ueslas dolorosas relexes, ella esiueceu um
emquanlo sua tmaginacao transportava-se para instante a Ghislaine e seus deveres de enfermeira.
urna vida superior a existencia terrestre, Yvon- Quando sabio deslc xtasis
pe, que s tinha sol'rido ag tacos nascidas do
isolamenlo, nao frua no claustro a calma, que
nelle buscara. Como a filha de Jepht, ella de
bom grado leria chorado as mont.inhas una
Mr. Edouard Comier liuha exposlo ovos pre-
parados pelo seu syslema, que j eslavam em
deposito na cmara dos corredores havia tres
mezes antes de abrir a exposicao. Esses ovos,
analysados e conhecidos de toda a roaneira, en-
contraran)-se sempre lao naluraes o tao bous
como so a gallinha os tivesse acabado de por. O
jury premiou devidamente o inventor.
Mas Mr do Comier, que j obleve o privilegio
era Franc-a, e em algumas nages estrangeiras,
nao havia esperado esla honrosa sanego do jury,
composto de homens celebres na sciencia, para
fazer experimentar a seguranga do seu processo
pelas vias o meios mais decisivos. No anno
passado tinha-se dirigido alguna capitaes de
navios mercantes qne navegara para as Antilhas,
Lima, Bourbon, etc., para levarem caixas de
ovos preparados pelo seu syslema, e todos,
apreciando o immenso servigo que esperam do
seu processo, Ihe teem enviado, nos lermos mais
lisongeiros, certificados legalisados pelas auto-
ridades dos paizes em que desembarcaran), con-
firmando o excellcnlc estado em que acharara
esles ovos quando d'elles fizcrain uso depois de
eslarera em doposito quatro, cinco e seis mezes.
Hoje a marinha de guerra franceza e ingle-
za que experimenta o sy3tema de Mr. Comier, e
j o importante estabeleciraento que creou em
Saint-Giles para a applicagao do seu processo
receba numerosas cncomraeudas, nao s da
Franca mas da Inglaterra.
Agora Mr. Comier trabalha para aperfeigoar o
seu processo a ponto de que ello nao sUquc 0
principio vital no ovo; e, segundo as expericn-
Alpes para entraren) no claustro, Yvonne eGhis- confundan) com os rugidos da lempcslade se Pri,li:""u Vliai nu ovo- e. segunuo as expenen-
melhanless lgubresqueixas das alnias qu pe-1 ciasllqu0 lem/eitoVludo ",,? a crer iue esl
. doloroso, Ghislaine
Unna morrido accommettida por um derradeiro
e supremo attaque de una doenga de coracao .
mocidade privada de amores. Algumas vezes a
sorte de Ghislaine excitara-Ihe chimes, porque I
esta, ainda nos maiores accessos de fervor reli-
gioso, pareca sempre acrescenlar s mais vivas
cxj resses de seus remorsos este pensaraenlo do
poeta :I\'o wi arrependo porn de te-lo a- '
ruido.
Ouanto Ncrberlo, a ausencia de Ghislaine
Norberlo, advertido por um bilhele de Yvonne,
da catastrophe que tinha abalado a aldeia inlei-
ra, passou cm um abattimento profundo o lempo
decorrido entre a morle da duqueza e suas exe-
quias.
A lempcslade, que conlinuava bramir, pare-
ca encher a monlanha de fnebres gritos e sus-
piros. Da mesma roaneira que no Oriente fa-
: sobre os morios queridos lamenlaces
ra
o pensamento s de expor-se aos denles da sa- tao pesadamente para
lyra inspuava-lhe um terror verdadeiro. ; tos tentara em vo bu
prenhes de chuva abaixam-se
a ierra, que os olhos aliic-
scar no co um raio de luz.
Bosques, roehedos, rise lagos desapparecera no
maulo lgubre que cuvolve toda a crearo.
Nunca, lal vez, os montanhezesflos Grises es-
tiveram mais ptofundamentc merguihados nos
pesados vapores do outono, do que na (aide, em
que foi o fretro confiado Ierra, ornado de col-
chicos, cuja corolla cr de violeta parece feila
parajx-lu.to. Aos bramidos da tempestado suc-
cedera una calma mais triste ainda. interrompi-
0 doulor Taulo Ivanovitch, que comecava
agoniar-se cora esla apathia, disperlav por
luuuipnlos sua coragem. Foi assim que demons-
trou-lhe a necessidade de urna curta apparicao
i Katzis, onde a duqueza tinha, como dizia, im-
portamos communicages fazer-lhe. Sem crer
na importancia dessas" communicages, o medico
russo eslava convencido de que o visconde devia
tentar ludo que fosse possivel para acalmar a
exallagio de Ghislaine, e chama-la uma exis-
tencia menos excntrica. Elle nan dssniulava da apenas pela ronca voz de alguns corpos, que
as inqoielaces, que Ihe inspirava o estado da nil^vam as azas na grimpa dos negros pi-
joven senhora : a irrilabilidade dos ervos poda ibciros^
cora o lempo acalmar-se ; porm mais de uma \ .
vez as dores que ella soflria na regio do cora- Perdido na mullidao um mancebo, que tiri-
gao linham-lhe feilo temer uma dessas crueis!lava debaixo do seu capote, preslava nm ou-
enfermidades, que fulminara as victimas com a ; v'd0 .us vezcs distrahido. e s vezes aliento s
a i apidez do raio, e que a tristeza aggrava de urna magnificas lamenlaces da lithurgia dos morios,
mancra tcmivel. A religio em lulo, tomando da poesa oriental
seus mais palhclkos accentos, geraia sobre a vi-
Ouando Norberlo soube destas particularidades,. da humana que desapparece ao menor sopro
apressou-se passar o Bernardino ; entretanto,' como um vapor, ella fallava desses das
chegando a Katzis, ficou summamente dcsapon- que declinara tao depressa corno asombrase
tado saliendo quo a duqueza eslava muito doente dessa existencia
para poder recebe-lo, e que elle seria forcado campos.
_passar alguns das em uma aldeia dos Grises.'
problema ser tambera resolvido, e que um ovo
distes, proprio para incubaco, chegar a dar o
mesmo resultado que aquello que tivesse sido
recentemcnle posto.
SITUAg.lO DA EUROPA.
O jornal hespanhol La Yerdad pinta assim ,>
situago da Europa:
A Austria desfallece.
A Prussia cobiga e duvida
A Russia leme na Polonia e espea alargar-se
pela Turqua.
A Sardenha em prega lodos os raeos imagina-
veis para reassumir o dominio de toda a Italia.
O Padre Santo conserva as tradigoes dos mai-
ores pentifices, maniendo intacta' a sua digni-
dade no meio de violentos embates.
A Inglaterra v com desgosto que a sua voz
nao j a primeira nos conselhos da Europa,
e faz extraordinarios esforgos para recuperar a
posigao perdida.
A Franga segu cora o lerceiro Napoleo a
tradigao dominadora do primeiro, porm segue-
a por um caminho dilTerenle, quo al agora lem
sido para elle mais seguro, e mais perigoso para
os oulros.
sal dragao que n'aquelles momenlos est luc-
tando com a deusa da noute.
FALLENCIA EM INGLATERRA.
O ministerio inglez acaba de sofTrer na cmara
dos coramunsuma nova derrota,em consequen-
cia do bil sobre as quebras.
A le acerca desla materia est em Inglaterr8
no estado mais absurdo e anmalo. As quebra?
dividem-se era duas classes : bancarrota e insol-
vencia, e pertencem duas jurisdieges dislinc-
tas. O que se apresenta era bancarrota, se se
nao entrega, comnietle um crme que se castiga
muiseveramento. Se se entrega d-se-lhe o que
chama um certificado de primeira, segunda ou
terceira classe, era virtude do qual Dea livre de
ludo o que al all passou, e oqueganhard'ah
por diante pertence-lhe e nao a seus credores.
Mas para poder fazer bancarrota e passar por es-
te procedimento pu,ficador preciso ser tracer,
isto traficante.
O insoluvcl acha-se n'outra cathegoria. Faga
o que flzer nao podo formar-se-lhe causa crime
como ao seu collega da bancarrota ; e para po-
derem apoderar se da sua pessoa e metle-lo na
priso por dividas, preciso apresenlar-lhe a
elle pessoalmente, e nao por meio do correio
era de annuncios a ordem priso.
Agora, segundo o bil, que To retirado, redu-
zidos todos mesma classe, intiraava-se-lhes a
entrega ao tribunal, e se o nao faziam, commet-
tiam um crime, ficavam outlaiced, litteralmenle
fra da lei, e nesle caso oodia-se proceder cri-
minalmente contra elles, sora os escrpulos da
justiga civil.
A povoaco suba a 189 milhesde habitantes,
e o valor das exportagoes a 675,000 francos.
Nos ltimos dez annos reeebcu-se em Ingla-
terra numerario no valor de 1,500,0000 francos.
Otelegrapho elctrico corre uma distancia de
10,000 milhas, e mais despachos expedam os lu-
dios que os Europeus.
O GREAT-EASTERN.
A tempestado que no dia 29 do mez passado
visilou Nevy-York e todos os oulros portos do
littoral dos Estados-Unidos, causou bastantes
desastres. Mesmo em New-York o GreatEas-
tern, impeltido polo vento para araargem, par-
ti ao meio um pequeo vapor de ferro que
linham deixado entre o caes, e este monstruoso
navio. O tambor e parte das rodas do Greal-
Eastcrn lambem ficaram em partes partidos ou
torcidos. O prejuizo calculado em pouco mais
ou mehos de 1:000 dcllars.
Este immenso navio foi franqueado ao publi-
co no dia 7 do corrente mediante um dollar por
pessoa. No primeiro dia foi vizitado por 1,500 pes-
soas.
FANATISMO CHIN.
Quando os habitantes do celeste imperto obser-
vara o phenomeno natural que nos conhecemos
que secca como a herva dos por eclipse da la, conla-se que saher para as
auas pragas, terragos. etc., com bozina,. (cm-
belas, charamellas o toda a classe de objectos
A VANGUARDA DE CANTN.
Nada ha mais curioso do que ver a cidade fluc-
tuanle que serve do vanguarda Cantn. Se nao
fosse a mobilidade da paisagem, julgar-se-hia ver
a decoragao phantaslca de um cont das Mil e
uma noites.
Imaginai uma desordenada mistura de casas de
bamb, construidas sobre immensas jangadas,
cabanas empuleiradas sobre estacas enterradas no
lodo, grandes juncos u pequeos barcos alados
uns aos oulros e subindo ou descendo segundo os
movimenlos do mar.
Nesla rcuniao de habitantes diversas, contam-
se Irezentos mil individuos que nascem, vivera e
morrera sem conhecer outro horisonio seno o
da sua habitago.
Cantn, que os Chinezes na sua caprichosa lin-
guagem chamara Kuang-Tcheou-Fon estende-se
enlre a raargem septentrional do Tchou-Kiang e
a marsem oiiental do Pe-Keang' n'uma planicie
immensa rodeada pela monlanha das nuvens
brancas, que se eleva 400 metros, pouco mais
ou menos, cima do nivel do mar.
Destas alturas domina-sc inteiramentea cida-
dade, que se poderia' fcilmente bombardear e
submetler era caso de rebelliao ; foi neslo ponto
que, a 24 de maio de 1841, sr Ilough Gough es-
tabeleceu o seu quarlel-general.
Em frente da cidade, no meio do rio, eslao dous
fortes agora oceupados pelas tropas englo-fran-
cezas : um chama-se Folie Hollandaisee u oulro
Folie Frangaise.
Atraz destes forles eslende-se a grande ilha de
Honan, notavel pelos seus templos, pelos seus pa-
godes, pelos seus numerosos n magnficos estabe-
lecimentos pblicos, conventos e iraraensos jar-
dins, onde vo passeiar os habitantes da ci-
dade.
Cantn, cuja popularlo reunida passa de uro
milho d'almas. esl dividida era quatro cidades
.distinctas ; a cidade fluctuante, de que eu acabo
do fallar; a cidade europea, que se eslende pelas
raargens do rio ; acidada chinen e acidado tr-
tara.
Estas duas ultimas, separadas uma dfPoutrapor
urna muralha, eslao comprehendidas no mesmo
recinlho fortificados ; a velha cidade chineza,
especie de arca santa, onde, por muitos annos os
Europeus nao podiam penetrar sem perigo de
morte.
Hoje, Francezcs, Inglezes, Americanos, Russos,
Portugueses, lodasas nages estrangeiras, emllm,
l passeiam sem o menor obstculo.
NAVIOS DE GUERRA NA CHINA.
Segundo uma correspondencia de um jornal
eslrangeiro, os navios de guerra que actualmen-
te se ocham nss mares da China sao os segunles:
A Inglaterra est all representada por 72 na-
vios da marinha real britannca e por 90 mercan-
tes fretados pelo governo de S. M.
A Franca tem tambem na China 46 navios de
guerra, armados com 222 pegas; mas nao so po-
de indicar o numero dos fretados, pois apenas
linham chegado quatro ou cinco partida da mala.
Tambera l eslo duas chalupas americanas e
Portugal tem sempre em Macau dous navios de
guerra.
NAVIOS DE RECREIO.
Uma cartj de Brdeos diz que chegou quelle
porto um navio de recreio inglez, tripulado por
uma marnhagem escolhida. O proprietario desla
embarcar.ao.ura dos mais ricos lords da Gr-Breta-
nha, e que ao mesmo lempo lambem o seu com-
mandante.comeca uma excursao.cujo fim elle mes-
rao nao prev Tem, segundo se diz, o projedo de
percorrer todos os mares e de parar em lodos os
grandes portos do mundo. Difficilmenle se pode
fazer idea, sera o visitar, do engenhoso arranjo
deste navio modelo, no qual loUa uraa familia en-
contra as suas coramodidades o possuc os seus
quartos particulares.
No dia seguinte Ghislaine escreveu-lhe parte-' Quando ouvio essas palavras dolorosas, o man- aue possam produzir bons sons fortes, todos
cipando que passava muito melhor, c que procu- i cebo apcrlou sobre os labios uma flor murcha. juntos fazem lal barulho, que dizera parece um
rana [aze-lo esperar o menos tempo possivel. Era urna rosa de Noel, colinda no parque, onde
Infelizmente, porm, os pensamentos, que lhc Ghislaine, destinada inorrer quasi logo como
quadro verdaderamente infernal. E ludo isto
fazem com o louvavel fim de afugentar o cotos-
FOiLlIETUl
B2]
POR
PAULO DE ROCK.
XXXIII
amigo, tere coragem.
um interesse que ia cm
Um verdadeiro amor.
(Continuagao.)
Enlrelanto, uma noite em que Censellc e seu
Del companheiro passeiavamnasTullicrias, sobre
o terrago borda d'agua, Len Dalbone foi ao
encontr dellcs; olhou tristemente para a mo-
ca, depois fez-Ibes um cumpriraenlo c seguioseu
caminho.
O veterano cumprimenlou lambem, murmu-
rando :
E' o Sr. Len?
E', meu amigo.
E' bonila rapaz... Eniao, que l isso!
Voc empalldeceu. Est incommodada?
Nao nada, isto passa i... foi a emogao...
eu nao esperava.
Ora, temo-la agora a chorar! Maldito co-
nhecimento, maldito amor 1
Perdo, meu amigo, nao por minha cul-
pa, nao ralhe comigo...
Eu nao eslou ralbando, pobre menina a
sorle, amaldico os aconteciraentos... Ora va-
mos, coiagem I Pense que agora sobrinha de
um volho da velha, preciso ter corago duro,
assim se passa melhor.
Cerisetlo fez o que pode para esconder a pena
que tinha no coragao; mas amava verdadeira-
inente pela priraeira vez, e esse senliraento era
lo differente dos que linha conhecido I
Senlindo o mais ardenle desejo de lomar ver
Len Dalbone, nao sahio mais porque conhecia
que nao devia dar esperangas ao mancebo.
Mas quinze dias depois do encontr das Tulhe-
rias, Sabrelachc recebeu urna carta, a lellra Ihe
era inteiramenle desconhecida.
E' provavelmenlc de algum novo freguez,
disse elle Cerisette.
E quebrou o sinte. Mas quasi logo pintou-se-
Ihc no rosto viva emogao; parou e psrecia inter-
dicto.
Quem que Ihe escreveu? pergunlou a
moga.
E' o Sr. Len Dalbone.__________________
*) Yide o Diario a. 200.
Elle 1 Leia, meu
Sabrctache leu cora
augmento :
Scnhor.
Escrevo-lhe depois de ter meditado, estada-
do muito os raeus senlimentos ; fique persuadi-
do de que a minha carta seria, e quo a minha
felicidade depende da resposta que do senhor es-
pero. Amo sua sobrinha, e amo-a com um amor
tao puro, como verdadeiro e constante. Nao mu-
darei, senhor, porque j leulio conhecido lodos os
gozos da vida; porm o que mais prezo, um
amor honesto, eslava reservado encantadora
Agatha inspirar-m'o. Sei que tao sizuda como
bella ; sei que repelliria qualquer tentativa de
seduego ; assim ao senboi seu tio, que med-
rijo para d"zer-lhe que s lenho vistas legitimas,
e quo se maderaoiselle Agatha so dignar corres-
ponder ao meu amor, offerego-lhe o nomo de es-
poso. Sou rico c inteiramenie senhor das minhas
aeges. Deraais, senhor, entre homens de hon-
ra, como ambos somos, nao vejo distancias ; nao
a fortuna, s as vil ludes a podem eslabelecer.
Espero a sua resposta, senhor, para saberse
me posso apresentar em sua casa : nao carego
dizer-lhe cora que impaciencia a espero.
Len Dai.bone.
lo comraovdo que a caria
LULA MONTES.
Esta celebre mulher, condessa de Landsfelt,
esl para morrer.
O New-York-Tribune diz, que no sabbado 30
de junho, pela manhaa, Lola fra atacada de uraa
paralysia.
No domingo e na segunda-feira ainda conhecia
os seus amigos, mas na terga-feira todas as fa-
culdades a abandonaram, o os horaens da scien-
cia que a rodeavara declararam que o seu estado
dava poucas esperangas.
NOTICIA ESTATISTICA.
Na sesso de 19 do correle mez do congresso
internacional de estatistica de Londres, Mr. WollT
referi que durante o flnno anterior se exporta- !
ram das ilhas Jonias 26 milhes de libras de pas-
fas de Corintho, e que, em virtude da concurren-,
c'ia de egual fructo de oulros portos, os habilan-
j)rincipiaram a fazer vinho das uvas.
- Tambera assegurou na sua informacao Mr. WollT
que as ilhas Jonias ha uma grande abundancia
de mdicos e advogados.
Mr. Horning contou curiosas particularidades
da India oriental.
OS ORl'HEONISTAS.
Os orpheonislas de Parto, cavalleros errantes
da harmona, tiveram em Inglaterra, na antiga
patria dos bardos, um acolhimenlo que far poca.
Canlaram, durante tres dias, n'uma parle de
um dos bragos do cruzeiro dessa maravilha do
seculo XIX, que se chama Palacio de Cryslal.
O tablado dos cantores era construido em for-
ma de amphilhealro, separado do publico por
um bosque de larangeiras, e a msica dos guias
que os acompanhava oceupavam as graderas in-
feriores.
O espectculo foi grandioso quando, a um signal
do chefe da orcheslra, se levantaran) os 3:000 or-
pheonislas e entoaram, no meio de um silencio
profundo, o anligo hymno God save Ihe Queen !
Os 80:000 espectadores, segundo o coslume,
levantaram-se, descobrindo-se, e, quando termi-
nou o canto, rebentpu uma verdadeira trovoada
de applausos.
Quando os orpheonislas cantaran) o coro do Am-
brosio Thomaz, o enthusiasmo nao leve limites.
A' meloda, bastante viva no principio, seguc-
se um canto magestoso e harmona grave sobre
as palavras: Franga! Franga! Ouvindo-as, o
publico levantou-se em massa, e, por um movi-
menio espontaneo, interrompeu o canto com bra-
vos frenticos eccmegou a dar vivas, agitando os
lencos o os chapeos. "
Os orpheonislas, esquecendo o enlo seu papel,
respondern) cora os gritos: Viva a Inglaterra!
O enthusiasmo chegou ao extremo, e at muilo
depois nao pode continuar o canto.
Antes de sua partida de Inglaterra, os 3:000
orpheonislas francezcs foram obsequiados com
um banquete. Aosahir do banquete, foram viclo-
riados c toda a gente corria a aperlar-lhes a mao
o a grilar-lbes ao ouvido: Viva a Franga Viva
a allianga
Uma senhora, na exaltarn do seu enthusiasmo,
corlou uma grossa Irang'a do seu cabello, que
distribuio pelos cantores, "e, tirando do peilo uma
raedalha de diamantes, quebrou-a com as raaos
e deu os fragmentos aos que a rodeavam.
E' enthusiasmo e mais alguma cousa!
cu poderia ser sua esposa!
Sabretache ficou
Ihe cahio das maos.
Sua esposa...
exclamou Cerisetlo.
Depois comegou a solugar o escondeu o rosto
as maos, murmurando:
Oh meu lleus! como me puns! Mas guar-
demos a sua carta, a nica quo lenho delle !
oh nunca me abandonar !
Cerisette apanhou a caria, levou-a aos labios e
oceultou-a sobre o coragao. Sabretache lorceu os
bigodes, e exclamou:
Ora, pela minha patronal dexemo-nos de
lagrimas... O mogo est a espera da resposta
com impaciencia. Nada do deixa-lo ficar em lan-
guidez, lalvez Ihe faga mal. E' bom responder
depressa... Dicle, pequea, diga voc mesmo o
que quer que responda ao pobre mogo, vamos l,
estou espera...
Cerisette passou a mao pela testa, e fazendo
das fraquezas torga diclou Sabretache :
Senhor.
. Minha sobrinha conhecc toda a lealdade do
ofTerccH'.enio que tova a bondado de fazer-lhe;
commove-a muito o amor com que a honra, po-
rm nao podendo aceitar o nome de sua esposa,
c-nos impossivel recebe-lo cm nossa casa. Es-
quega Agalha, senhor, soja feliz cem outra ;
quanlo a ella, nao podendo ser sua esposa, de
ninguem mais ser.
Sabretache assgnou, fechou a caria e levan-
tou-se para ir leva-la casa de Len Dalbone,
Cerisette cabio sobre uma cadeira, e disse com
acceoto de cortar o coragao ;
Agora, meu amigo, por obsequio, deixe-me
chorar !
O veterano nada respondeu, mas quando ia sa-
hindo levou a mao aos olhos.
XXXIV
Urna ratasana.
Depois da carta escripia por Len Dalbono pa-
ra pedir a mo de Cerisetlo, esta linha cahido em
profunda melancola, que debalde so esforcava
por vencer. Sabretache, comprehendendo ador
ila moga, dizia comsigo :
S o lempo pode minorar o seu soffrimen-
lo... porque o tempo um grande medico que
cura muitos males. Esperemos nelle... E'de dar
cavaco ser a gente obrigada regeitar um bello
mogo, que tem quarenta ral francos de rendi-
menlo, c quem ainda em cima, se tem amor !
Porquo a pobre pequea araa-o, l isso ne tem
duvida nenhuma, e mesmo cssa a nica causa
do seu desgosto ; estou bem cerlo quo ella nao
sent a fortuna.
Cerisette quasi que nao snhia mais. Quando
por acaso ia fazer algumas compras na vizinhan-
ga, caminhava com os olhos baixos, sem olhar
em torno de si; apesar disso bem provavel
que visse se Len Dalbone seguia-lhe os passos.
l'orm nao o vio mais. Vottave para casa ainda
mais triste e derramava novas lagrimas, dizendo :
Oh! possosahir, ir passeiar bem longe... esl
ludo acabado, elle nao peosa mais era mira. Tem
razo, assim deve faz-lo. Sem duvida ficou bem
irritado, bem mortificado, vendo que eu recusa-
va essa posigao lo bella, tao feliz, quo me pro-
punha. Julga que nao o amo, que o detesto tai-
vez... ao passo que o seu amor era para mim a
maior felicidade, porque tambem o amo I amo-o
com todas as torgas de minha olma 1 Todava, es-
crevi na carta que dictei. que nao pertencera
nenhum oulro... isso Ihe deve fazer adevinhar
que o amo... Ah I se elle conhecesse os motivos
que me obrigain recuar! Julga-me honesta....
se soubesse I Eolio cessaria immediatamenle
de amar-me___ Fra mais generoso da minha
parle dizer-lhe a verdade... Mas ser desprezivel
seus olhos. Nao, seria muito cruel... Elle se
esquerer de mira sem isso.
Minha querida filha. disse um dia Sabreta-
che Cerisette, nos nao nos aproveilamos mais
dos convites do Sr. Dumarselle ; s lomos ido
Neuilly uma vez, e j estamos em ins de agos-
to... Parece que os senlimentos novos nao nos
devem fazer desprezar os antgos amigos... o o Sr.
Dumarselle para mim o que m'o provou.
Tem razo, meu amigo, disse Cerisette, pro-
curando sorrir; sim um horaem bem amavel
aquelle Sr. Dumarselle ; foi tao bom para comi-
go... E na verdade, paroce que devo sempre re-
conhecer mal o bem. que me fazem... Vamos
Neuilly.
Mas, agora reficio... talvez que q caminho
Ihe faga lembrar como fz conhccimenlo... com
aquelle mogo...
Enlo pensa o meu amigo que eu preciso
ver o caminho para lembrar-me delle? Ah sua
imagem est gravada no meu corago e para
sempre !
Enlo ama, pobre menina r"
Sim; porque razo havia de occulta-lo
voc, meu pai, voc que faz as vezes delle ?
Amo Len Dalbonne... Sinto bem que antes delle
anda nao havia amado a ninguera.
O lempo cura-la-ha.
Nunca E depois, meu amigo, nao desejo
curar-mc ; nao esse amor que rae torna infeliz,
o pensamento de que eu desdenhei o seu cora-
go, e a sua mo.
A chegada de Patarata poz fim esla conversa.
Sabretache que pensava que a presenga de seu
amigo deslrahiria Cerisette, propoz ste ir fa- !
zer-lhe companha na quinta de Dumarselle. O
rapago acceitou com muilo prazer; quera vollar
casa para vertir-se com mais apuro ; custaiam
a fazer-lhe coroprehender que a quinta de Du-
marselle s era habitada pelo jardinero.
Fizeram a viagera p ; mas Cerisette levo to-
do o cuidado do tomar o'brago de Sabrelache ;
por cousa nenhuma quera ser vista dando o bra-
co oulra pessoa.
De vez em quando dcltava seus olhares em
torno do si, quando ouvui o galope de algum ca-
vallo cambaleava, empallideca c aperlada com
forga o brago de Sabrelache. Mas o cavalleiro
passava, na"o era elle.
Chegaram casa de Dumarselle. Patarata ex-
lasiou-sc ante os jatdns, as moutas e as estatuas,
mas deu um grito de admrago vendo um grupo
que reprcsenlava Hercules subjugando o leo de
Numa.
Oh que cousa magnifica bradou o ex-
soldado... Parece-se tal comigo... mas eu nao
andava vestido assim quando ia caga dos lees...
Este est mais fresca... Ah assim que eu
queria ser, e no cnlanio matei lees maiores do
que este!... Eu tambem empregava oulros meios
Esto sujeilo tem uma maga e eu nao levava
maga...
Vem veras pinturas da casa, disse Sabre-
tache, j olhasto domis para o leao...
Ah eu queria que ello estivesse vivo para
mostrar-lhe quem soueu... Preciso matar algum
animal feroz !
- J que est com tao boas disposigoes, disse
o jardineiro que nesse momento ia possando e
ue ouvia as farrombas de Patarata, far-me-hia
avor se me livrasse de uma ratazana que rae roe
tudo era casa e que ainda nao pude apanhar.
Ratazana I disse Patarata tranzindo o so-
br'olho e ainda uo a pode matar?
E' uma ralazana enorme, do tamanho de
um gato, mete medo... Quando digo uma, lal-
vez sejam mu,ila,5 o nejte momento eslao na
O CAVALLO DE RAPr.
A Franca hippira conta a seguinle ancdo-
ta : O celebie pintor Gerard eslava encarrega-
do pelo imperador Napoleo I do pintar a balalha
de Austerlitz. Na composigo do assumplo deste
grande feilo de armas, o general Rapp devia cor-
rer a toda a brida annunciar ho capitn dos capi-
les que eslava ganha a balalha. Tudo eslava
preparado na lela, s fallava montar Rapp a ca-
vallo; mas Gerard nao tinha podido encontrar
nenhum cavallo de balalha que conviosse sua
idea. O imperador tinha mandado por sua dis-
posigo nao s todos os cavallos da sua casa, mas
at dado ordens para que nos quarleis de caval-
laria, se submettessera completamente sua von-
tade na busca do cavallo- desliuado a Rapp.
a Tinha-se feito galopar, sallar, executar, cm-
fim, todas as pbantasias possiveis a diversos ca-
vallos, porm nada contenta va n Ilustre pintor;
Rapp, na-meio da victoria, conlinuava apeado.
Um dia, que Gerard passava pelo boulevard, pa-
rou diante da loja de um mercador de bonecos e
deu um grito de alegra vendo um cavallo de pa-
pelo pintado de pardo com malhas negras, que
se mova sobre uma laboinha lo desordenada-
mente que pareca querer fugir da loja.. Ei-lo!
exclamou Gerard, o cavallo de Rapp! Quanlo
cusa este brinco, disse elle ao vendedor?Viri-
le sous! Pagou logo. Gerard raetleu o cavallo
de Rapp debaixo do brag.o, e esse que, diz-se,
foi copiado no famoso quadro tio museu de Ver-
aguas-furtadas por cima do meu quarlo, eu as
ougo correr.
Vamos ver isso, tio Lejojeux, disse Sabre-
tache, sou finorio nestas cous'is.... Anda, Pala-
rata, vamos malar as ratazanas do jardineiro.
Patarata fez uma careta singular c ficou no seu
lugar respondeudo :
Ah I pois nao bem agradavcl oceupa-
go deixar mademoisctle Agatha sozinha, vou
Ihe fazer companha.
Nao se incommode por minha causa, Sr.
Patarata, eu vou csther um ramalhete... no
preciso de companha.
Anda, Pataiata, minha sobrinha gosta de
estar s. Parcce-me que a vexas com a tua ga-
lantaria. E depois uo ser mo irraos nos dous
bloqueiar as ratazanas.
Bloqueiar as ralazaoas, bloqueiar as rataza-
nas... mas cu nao tinha vindo com essas lengoes
Ora deixa-te do nicas Querem ver que es-
ts com raedo ?
Medo pois nao 1 essa bonita !
Pois enlo anda para a frente.
Custou a Sabrelache levar Patarata quo pareca
muito contrariado de ir fazer guerra s rakazanas.
Emfira Cerisette ficou s; dirigio-se paca um
bello taboleiro de relva rodeado de flores e mou-
tas ; lembrou-se da felicidade que experimentara
a primeira vez quo se achava nesse jardim. e ti-
nha saudades desse tempo que tao pouco durara.
Nao havia muito que eslava s entre as flores,
quando um mancebo sahio do ura caramancho
e parou dous passos della. Era Len Dalbone ;
eslava tao paludo, pareca ter soffrido tanto, que
eslava quasi difficil de ser conhecido. Mas Ce-
risette nao podia enganar-se; deu um grito e
cncostou-se uma larangeira para nao cahir.
Len approximou-se della tendo o cuidado de
ver se vinha alguem.
O senhor aqu! exclamou Cerisette.
Sim, maderaoisolle 1 Nao estou em toda a
parle era quo est? Entrou aqu, segu-a ; nao
rae v mais, mas eu vejo-a sempre.
Ah Sr. Len, eu Ihe pego, tenha piedade
de mira.
A senhora nao leve para comigo essa pio-
dade que pede.
Se soubesse, senhor...
Pois o queeu quero, mademoiselle, sa-
ber essas razes, esses motivos quo Ihe fizeram
repellir uma proposiro franca, honrosa... Dr-
m'o-ha, .mademoiselle, porque nao posso viver
assim... minha vida um tormento continuo.
Oh! eu Ihe supplico...
Senhor, por obsequio...
_ Aqu nao posso conversar, pode vir gente...
nao posso ficar nesle jardim, em que entrei em-
quanlo o jardineiro Ihe fallava. Mas amanha v
aos Campos Elysios, no lugar em que a encontrei
uma vez... oh I v l, eu Ihe pego nao me re-
cuse esse favor... l estarei ?mauh.i>a... Espera.-
sailles, e cm que Rapp corre glorioso e radiante
de alegria, sem chapeo.
S. FRANCISCO DA CALIFORNIA.
O Echo do Pacifico, jornal d'esta capital, publi-
cou ltimamente uma noticia muito circunstan-
ciada da mesma cidade, da qual extrahimos os
seguinle sparagraphos:
A sua populago, que nao era de mais de 10
a 15,000 almas ha 10 annos, hoje de 100,000
almas. O seu desenvolvimenlo rpido e incessan-
le inleiramenle devido sua energa. Nada tem
padido abat-la : nem os mais graves excessos,
nem as desordens administrativas mais escanda-
losas, nem os horrorosos desastres causados por
iraraensos incendios, nem os abalos monetarios,
nem os descorogoamenlos, nem os terrores.
Triumphou de ludo, e os seus bens de raiz, at-
tendendo grande procura, teem tido uma subi-
da de prego lao progressiva, que diz toda a espe-
ranga que Ihe promelle o futuro. Tudo all mos-
Ira a influencia do feliz impulso da sua mocidade,
tudo o que para all vai, all prospera. Scnte-sc
que o ouro. a prata, a agricultura, o commerco,
a industria devem fazer a grandeza desle paiz.
E' preciso viver n'este centro para comprehen-
der todos os meios de que dspe toda a sua ani-
maco, toda a sua grandeza de metropole. Nao
falla all nenhum estabelecimento o gaz e a agua
estio encanados por todas as ras, os mnibus
circulara por toda a parte, elegantes treos e nu-
merosas carruageas de praga correm por lodos os
bairros. Sociedades de beneficencia, caixas de
soccorros, congregages, sociedades bibliophilas,
vastos estaleiros de construego, immensas offi-
cinas de fundigo, sorras mechanicas, telegraphia,
imprensa, thealros, mercados em todo o lempo
cheios de legumes, de caca, de magnilicos fruc-
los, ludo all esl reunido.
A emigraco chega do toda a parte e alojase
logo n'este paz, outr'ora to deserto. Tornou-se
una patria I Depois de alguns annos de Califor-
nia, vai-se visitar aquelles que deixaram na trra
natal, mas volta-se gozar esta bella cidade e
este clima privilegiado. Que dzer mais?
ROLDAR POR AMOR.
Havia mais de dous annos que na perfeitura da
polica de Paris se tinha conhecimeiilo de nume-
rosos roubos commetldos nos diversos baircos
daquella capital, e cujas victimas eram qnasi sem-
pre caixeiros ou empregados do comraerrio que
viviara em pequeos quartos, situados ordinaria-
mente no uliirao andar.
A polica ltimamente veio na descoberta do
autor d'esles roubos. Era uma mulher nova, que
conseguirn) prender era flagrante delicio. Con-
duzida presenga do comraissario de polica, ne-
gou primeiro c dizia ser victima de um equivoco;
mas, como Ihe encontraram na algibeira alguna
dos objectos roubados e uma porgo de chaves-,
nao Ihe foi possivel negar mais lempo, e confes-
sou os roubos.
Pelas pesquizas que se procedeu era sua casa,
unde morava ha cinco annos, veio-se no desco-
briraenlo de que tinha all um grande numero de
joias de relogios, etc.. e um grande masso de re-
cibos do Monte de Piedade, que provavam quo
alli linham sido empenhados mais de mil c du-
zenlus objectos. Segundo as informages havidas,
esta mulher tinha-se entregado ao roubo cora o
fim de arranjar por osle meio a somma necessa-
ria para fazer substituir no servigo militar ura
mancebo com quem eslava para casar, quando foi
obrigado alistar-se na milicia Quando, inter-
rogando-a, o commissario pareceu duvidar de que
isto fosse verdade, ella exclamou muitas vezes
cora energa:_ Sim, acreditai-me, roubei por
amoi. Verificou-se que pertencia uraa fami-
lia honrada e que nao tinha antecedentes judicia-
rios.
PROPIIETAS E PROPHECIAS.
Ha seculos quo prophetas turcos e chrislos
annunciara a desiruigo do imperio turco. Quan-
do Mehomct II se ap'oderou de Coostanlinopla,
foi logo ao templo de Santa Supina, para orar e
consagra-lo ao islamismo. Naquella occasio um
sacerdote eslava dizendo raissa. O terror causado
pela chegada do vencedor dispersou os fiis, o o
padre fugio por uraa porta, que momentos de-
pois foi lapada por ordem de Mahomel.
Os Turcos conlam isto e accrescentam cora a
mais profunda cooviegao: Quando os Chrislos
lornarem Constanlinopla, a porla lapada se a-
brir, e o sacerdote chrislo entrar por ella ter-
minar a missa que dexou coroegada.
s derviebs turcos predizem l'ia seculos quo os
francos de cabello louro tornaro plantar a
cruz sobre as torres do Constanlinopla.
O Diario da Estrella dava, cm 1601. a noticia
de ter chegado Paris um lal Bartholomcu de
Cueur, natural do Marselha, renegado e medico
do sulto, enviado por este para offerecer a-j rei
de Franga ricos presentes, e pedir-lhc que aias-
lasse da Turqua o duque de Mcrcoeur. O rei per-
gunlou a causa, e o enviado respondeu que en-
lre as prophecias turcas exislia uma annuncian-
do que a espada dos Francezcs expulsara os tur-
cos da Europa.
Um propheta, autor do Cont francs, livro mu
raro, impresso em Pariz em 1621, diz : Quando
a Hespanha c a Franga se reunirem acabar o po-
der ottomaoo. Outro propheta foi anda mais
exaelo. Ura tal Francisco Quaresmus escreveu,
com o titulo de Elucidalio terreo sonetee histri-
ca theologica morais, uma obra era dous lomos,
em folio, que se imprimi em Antuerpia era 1639
em casa de Barlholomeu Moret, que no capit. 4o
diz : EsTe Imperio e esta religio dos Maho-
metanos sero completamente destruidos, e sup-
primidos do anno de 1854 ou no de 18o6 da nos-
sa era. Estas datas corresponden) aproximada-
mente guerra da Crimea, em cuja poca o im-
perio otioniano comegou apressar a sua marcjia
para a sua ruina.
(Commtrcio do Porto.)
la-hei sempre, sempre... Morrerei se repulir o
meu pedido.
Oh! irei, senhor... Mas parta... retira-se...
se o acharen) aqui...
Obedego e parto. At amanha, a ama-
nha...
E Len Dalbone relirou-se. Cerisetlo-ficou n
mesmo lugar absorta nos seus pensamentos quin-
to lempo, ella mesmo o ignorou, mas foi tirada
de suas reflexes pela voz de Sabretache "vi-
tar...
Victoria, est mora !
Sim, victoria destruimo-lh'a bradou tam-
bem Patarata que vinha um pouco mais atraz
e ainda paludo como um defunto.
Ora gaba-le agora! Se s fossos tu, a rala-
zana ainda eslava viva Imagina, minha amigui-
nha, que apenas entramos nu agua-furtada, vi-
mos a ratazana, era verdaderamente prodigiosa.
Era um javali murraurou Patarata.
Um javali de mais, mas um galo, da g?os-
sura de um galo de tres mezes. Digo a l'at.-vrata
que eslava perlo della : bota-lho o salto da. bo-
tim ; se salvar se, c a espero. Em vez disto, o
meu valeulo trepou por aa escada cima eno
quiz mais descer.
Porque eu queria tirar um ancinho que li-
nham pendurado muilo alto... e eu 3o podia
alcanga-lo ; malar a ratazana com os taces es-
tragava-me ocalgado...
Felizmente ou arranj-mo sem t. Mas,
Patarata, para um matador de lees, nao s l'
grande cousa com os ralos.
Porque sao muito pequeos. Estou wos-
luraado ter adversarios collossaes. Quando sao
assim pequonos escorregam-me pelos dedos.
.r ^i"1' Lom sei issora6smo... E voc, minha
lilha, j colheu o ramalhete...
Sira, meu amigo
Mas onde est quo nao o vejo.
-- Quero dizer... eslava para isso... vou co-
ho-lo.
Pobre menina 1 disse Sabrelache, por m?3
que faga nao pode vencer o.seu desgosto.
A la sobrinha lem o quer que seja que a
incommoda, disse Patarata ao ouvido do cama-
rada.
Sei o que ; mas isso nao comligo.
Sahiram todos da quinta de Dumarselle o foram
jantar no mesmo botequim antigo, o Coelho bron-
co. Pata tata fez o que pode para alegrar Ceri-
setle, contou aventuras dignas das Mil e mol
noifes ; cuja veracdade attestou. Cerisette pro-
curou rir, estar alegre, na sua cabega e seu espi-
rito nao prestavam stlengao conversa ; nao
pensava seno na entrevista do dia seguinle.
Apezar de receia-la desejava que j tivesse che-
gado, e foi com prazer que vio chegar o momen-
to de vollar Paris.
(Continnar-se-Zia).
PERN,-Ii>. DE M. F. DE FAMA.- IbW.
ILEGVEL.


Full Text
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