Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09151


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Full Text
MO XXXVI. HDIEfiO 200.
Pop tres mezes adiantados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
QART FEIEA 29 DE AGOSTO DE 1860.
Por anno adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
ENCAUREGADOS DA. SL'BSCRIPQAO' DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty.o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranhao, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joio Fernandes de
Muraos Junior ; Para, o Sr. Justino J. Raraos;
Amazonas, o Sr. Joronymo da Costa.
i'AH i iiia uua uuuubiud.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Paralaba as segundas
e sextas (eiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngnzeira. Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una, Barrciros.
Agua Preta, Pimenteiras,-eNatal quintas feiras.
' (Todos os correios parlen) as 10 horas da manhaa.
EPHEMER1DES DO MEZ DE AGOSTO.
1 Luacheia as 3 horas e 14 minutos da tarde.
9 Quarto minguante as 7 horas e 4 minutosda
larde.
16 La nova as 8 horas da tarde.
23 Quarto crescente as 8 horas e 16 minutos da
manhaa.
31 La cheia as 6 horas e 38 minutos da manhaa.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro as 3 horas n 18 minutos da manhaa.
Segundo as 2 horas e54 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBNAES DA CAPITAL.
Tribunal do cororaercio : segundas e quintas.
Relagao : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas-
Juizo do commercio: quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tetras e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda Tara do civel; quartas e sabbados urna
hon da tarde.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DI* 27 DE ACOST DE 1860.
OffiVio
ao Exm. Sr. presidente do Cear.Ro- ulho e 28.de 8gsl!> de 1848 6
nesta dala inaiiOo reunir extraordinariamente
para csse fim, deve Vmc. preceder a eleico de
juizes de paz e vereadores, que ter lugar "no dia
7 de scteiubro vindouro pela qualifiraco do an-
no passado, como esclarecem os avisos do 5 de
go a V. Exc. que se sirva de providenciar para
que me seja rcmetlida a guia do sentenciado
ltaymundo de Vasconcellos, a que se
alucio junto por copia, do promotor publico in-
terino desta citlade, datado de 28 do corrente.
Communicou-sc ao ao promotor publico do
Recite.
Dito ao F.xm. presidente da provincia de Ser-
gipe.Tenho presente o officio que V. Exc. me
dirigi em 15 do corrente, comraunicando harer
lomado posse do cargo de presidente dessa pro-
vincia, pan o qual fui nomeado por carta impe-
rial de 20 de junho prximo oassado. Aprovoi-
to a opporttinilado para agradecer a V. Exc. as
suas obsequiosas expresses offerecendo-me ao
- incsnio lempo para cumpnr as ordens*de V.
. Exc, ou spjam relativas ao servico publTco", ou
oo particular de V. Exc.
Dito ao commandante das armas.Fago apre-
sentar a V- S. para serem inspeccionados, os re-
crutas Antonio Marccllino Jos dos Santos o
Candido Jos da Franca, e assentar-lhes logo
praga no caso de serem considerados aptos para
uso*Communicou-sc ao chefe de polica.
Dilo ao mesmo.De conformidade com o que
^ requisitou c chefe de polica, sirva-so V. S. do
expedir suas ordens para que seja recolhido
nina das prisoes militares, e rom seguranga,
disposi<;o do juiz municipal do termo de Goian-
anna, o capitao da guarda nacional Ursulino Ca-
valcanti da Cunha Rogo, que se aclia pronuncia-
do porcrime de homicidio.
Dilo ao inspector da thesouraria de fazenda.
pprovo o alvitre lembrado por V. S. em seu
officio de hoje de mandar entregar ao comman-
dante do companhia de pedestres da villa de
Tacaral a quantia de 40009 destinada a occor-
rer aos pagamentos dos vencimenlos da mesnia
companhia, at que tenha prestado a devida fl-
anea o collector daquella villa, a quera o com-
mandante da companhia entregar o saldo exis-
tente em seu poder, logo que i>to se realise : o
que communico a V. S. para sua setnela e di-
receo.
Ditnao mesmo.Mande V. S. pagar ao coro-
nol Joao Jos de Gouveic, conforme requisitou
o chefe do polica em officio do,$2"> do corrente,
sou n. 1166, a quantia de 3 (040 rs. despendida
nos mezes de maio e julho desle anno, com o
Vfbrnecitnento de luz para o quartel do destaca-
mento do termo de Villa-Bella, como se v do3
recibos juntos em duplcala.Communicou-se ao
chefe de polica.
Dito ao mesmo.Rcslituindo a V. S. a inclu-
sa conta, na importancia de cem mil ris, de um
forno de ferro comprado pelo conselho adminis-
trativo do arsenal de guerra para a colonia mili-
tar de Pimenteiras, o auloriso em vista de sua
. informacao de 25 do corrente, sob n. 889, a man-
dar pagar essa quantia. Quanto, porm, a outra
emita de 733 proveniente de objeclos tambera
i m prados pelo mesmo conselho para o 7o balalhao
deinfaolaria destacado as Alagas, vou solicitar
do governo imperial autorisacao para o seu paga-
mento, visto nao haver crdito para elle, segundo
-la da citada informacao.Communicou-se
ar> presidente do conselho administrativo.
Dilo ao commandante superior de Garanhuns.
Dcvolvo a V. S. a relagao e prels dos venc-
nienlos das prscaa destacadas nesse municipio,
que acompanharam o officio do commandante
do hatalho n. 29, datado de 14 do mez prximo
ido, alim de satisf!izer-se a exigencia da
thesouraria, contida no oicio junto por copia.
Di^ ao commandante do corpo de polica.
Auioriso a V. S. a excluir do corpo sob seu com-
m,nido o soldado Francisco Antonio da Silva,
que, segundo o termo de inspeixao quoacompa-
hou o seu oflicio de 25 do crrente, sob n 38,
nao fui considerado capaz para o Borrico do
exordio.

Dito ao mesmo.Podo V. S. mandar engajar no
corpo do seu commando, o paisano Belarmino
Jos dos Santos, que, segundo o termo do ins-
peccSo que acompanhou o seu officio desta dala,
n. 351, fui julgado apio para o servico.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Acenso recebido o olficio de 25 do corrente, sob
n. 408, em que V. S. mecommunica haver Ma-
noel do Nascimento Araujo, dando por fiador o
baro do Livramenlo, arrematado com o abato
* de 1 por cenlo no prego do respectivo ornamento,
a
1
que approvo essa arrematacao.
Dilo ao mesmo.Aotcnenle Joao Percira La-
gos mande V. S. pagar a quantia de 129100 ris,
despendida no mez de julho ultimo com o.forno-
. cimento de luz e agua para o quartel das pracas
a, da companhia de pedestres destacadas na cida'de
t. de Olinda. como se v da conla junta, que me
fei rcmetlida pelo chefe de polica com officio
de 25 do corrente, sob n. 1172.Communicou-
se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo.Em vista da conta junta man-
de V. S. pagar a Manoel Figueirda do Faria a
quanlia de 1303000, por que canlralou o chefe
de polica a impresso de 500 exemplares do re-
gulamenlo para as cadeias da provincia, segundo
me declarou em oflicio de 25 do correle, sob
n. 1169.Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo.Inteirado docontedo de sua
informacao de 24 do corrente, sob n. 398, dada
'.cerca do requerimento de Manoel Ferreira Ac-
cioli, procurador do ex-delegado do Ouric.ury,
Agostinho Correa de Mello, tenho a dizer que,
sendo feita por dillerentes delegados daquelle
termo a despeza cora o sustento dos presos po-
bres da respectiva cadeia, nos mezes de oulu-
bvo a dezembro do anno prximo passado e Ja-
neiro c fevereiro deste anno, deve V. S. mandar
^ pagar a cada um delles, ou sua ordem, a quan-
tia que tiver despendido, embora esleja o paga-
mento de todas as conlas englobadas em um s
despacho:
Dilo ao director das obras militares.Cumpre
rue Vmc. examinando o quartel do 8 o balalhao
de infantaria, me aprsente o orcamento das dcs-
pezas a fazer-se com os concertos de que traa
o commandante interino daquelle balalhao no
olficio junto por copia, quo veio annexo ao do
commandante das armas de 25 do corrente, sob
n. 955.Communicou-se ao commandante das
' armas.
Dito ao juiz de orphaos da capital.Para que
se possa resolver sobre a admisso na compa-
nhia de artistas do arsenal de marlnha do menor
Justino Lopes da Silva, de quo traa Vmc cm
seu oflicio de 22 do corrente, cumpre qne seja
cile apresentado ao inspector daquelle arsenal,
afim dse reconhecer se o seu estado de saude
permute fazer parte daquella companhia.Cora-
municou-so ao inspector do arsenal de mari-
' nha.
Dito ao Dr. Ilermogenes Scrates Cabral e
Vasconcellos, juiz municipal da 1.a vara desta
capital.Ilaja Vmc. de entrar quanto antes no
exrcicio do lugar de Juiz municipal da 1.a vara
desta capital, para onde fra removido, indepen-
dcntemenle do respectivo titulo, para cuja apre-
sentagao Ihe iica marcado o praso do 3 mezes.
, Communicou-se ao inspector da thesouraria de
fazenda.
Dito ao juiz de paz presidente da junta de
qunlilicagao da freguezia de Maranguape.Em
resposta ao que consulla Vmc. era oflicio de 30
deste mez, lhe declaro que nao estando conclui-
da a qualiflcagao de votantes dessa freguezia,
por nao ter anda funecionado o conselho muni-
cipal de recurso, que delta deve conhecer, o que
Dito ao uiz municipal presidente do conselho
municipal de recursos de Olinda.Nao se tendo
referee : concluido nos prazos marcados por le a qnalfi-
caco de votantes da freguezia de Maranguape
desse termo, cumpre que Vmc. faca reunir ex-
traordinariamente o conselho municipal de re-
curso para o dia 20 de selembro prximo vindou-
ro, afim de lomar conhecimenlo das reclamacOes
que lhe forem dirigidas pelos habitantes da-
quella freguezia.
Dito ao conselho de compres navaes.Em res-
posta ao officio que me dirigi o conselho do
compras navaes em 25 do corrente se me offereco
a dizer que approvo os contratos feitos com di-
versas pessoas para o fornecimento de material
para as obras do nielhoramento do porto, cons-
tante do termo annexo ao mesmo officio. -
Dilo ao engenheiro Wiliam Msrlincao.(fcim-
pre que Vmc. lome conla quanto antes, das obras
'uo su execuia nesta provincia por autorisacao
j dos ministerios do imperio e da marinha, na for-
| ma do seu contrato c das leis, ordem e regula-
nienlos em vigor, relativamente as mesraas
obras.
Dito ao engenheiro das obras publicas.Infor-
me Vmc. com urgencia quanto se despendeu por
aJminislracao com a concluso do embarrea-
menlo entre os marcos 7 a 8 rail bracas da estra-
da do sul.
Dilo ao mesmo.Mande Vmc. um engenheiro
examinar o edificio, que servo de hospital de Mi-
sericordia de Olinda, o orgar os reparos quo fo-
rem necessarios fazer-sc devendo porm o mes-
mo engenheiro entender-so para esse fim com o
Dr. provedor da Sania Casa de Misericordia des-
ta cidade.
Dilo ao engenheiro fiscal da illurainaco agaz.
Tendo-se repelido pela imprensa a quei.xa de
acharem-sc apagados alguns bicosde gaz da illu-
minaco cm varios pontos desla cidade, recom-
mendo a Vmc. que trale do syndicar desse fado
e providenciar para que ello se nao repro-
duza.
Portara.O presidcnlelda provincia, tomando
comiminicar a V. S. que iica inieiraio oe tei
V. S. na qualidade de 2. supplente e na ausen-
cia do respectivo juiz de direito, e na do seu Io
supplente, assumido oexercico da vara d direi-
to, conformo partiripou em officio de 5 do cor-
rente. Fizeram-se as convenientes commu-
nicacoes.
Dito ao bacharel Lourenco Francisco d'Alme-
da Catanho, juiz de direito" da comarca do Li-
moeiro.De ordem de S. Exc. o Sr. presidente
da provincia, acenso recebido o officio de 12 do
corrente em que V. S. partecipa que, lendo-so
lindado a licenga de que gozava deixar de se-
guir para sua comarca porachar-se doente, enao
poder supportaros encommodos da viagem.__Fi-
zeram-se as comraunicacSes do coslume.
Dilo ao presidente da rclacao De ordem de
S. Exc. a Sr. presidente da provincia, remello a
V. S. os boletins dos actos do governo nos me-
zes do abril e mao desle anno.Iguaes ao pre-
DIAS DA SEMANA.
27 Segunda. S.Jos de Calazansfund. dasescolas.
28 Terca. S Agostinho b. doutor da igreja.
29 Qnarta. Degola?ao de S. Joao Baptista.
30 Quinla. S. Roza-de Lima americana v.
31 Sexta. S. Raymundo Nonato card. c.
1 Sabbado. S. Egideoab.; Ss. Josu e Gcdeio.
2 Domingo. Nossa Senderada Penha;S Estpvo.
ENCARREGADOS DA SBSCRTPCO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falc3o Dias; Bahia,
Sr. Jos Marlins Alves; Rio dsr Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Marlins.
EM PERNAMBTJCO.
O proprietario do diario Manoel Figaclroa Ce
Faria,nasua livraria praca da Independencia ns.
6 e 8.
dV,VS?nea?fr,rieDle "- '"" d Um lral"U CaS e'D 'lUt na Sua 'hS na Turqua roin-
.al d f;m S na fm S0 asseverar. Pefsem eguaes cootendas entre christaos e mu-
quo a obra de reforma comecada sena continua-i sulmanos.
da. Aii deliberarles se cstenderam depois tanto Sob
ancamente sobre as questes graves da ticias
a pnmetra impressao das horrorosas no-
da Syria, as potencias nao hesitavam do
inlm.'.' imUenoreSUl-i,r<"M Pr!ncPios de rlacoes convir n'unia inlervencao, depois dessa decw-
ntimas bem cssenciaes anti-Napoleonistas de cao "
ambos so estados.
Assim mesmo nao se realisou
certo accordo entre a Austria e a Prussia as
questes Europeas. Nos nao hesitamos de ver
nisso um resultado satisfactorio, mas nao deve-
nios occultar que esta opinio se acha anda bas-
tante solada no norte da Allemanha.
Quanto s circunstancias exteriores da confe-
sidente do tribunal do commercio, aos juizes de i renc'a de Teplilz. observaremos, qne o Impera-
direilo e municipaes da primeira e segunda vara, ldor da Auslria j tinha chegado em Teplilz no
juiz especial do commercio, dos feitos da fazen- J
da, chefe do polica e thesouraria de fazenda.
DESPACHOS DO DA 27 DE AGOSTO.
Requerimenlos.
1391.Alexandre Americo de Caldas Brandao,
primeiro escripturario da thesouraria provin-
cial. Passe-se portara concedendo a licenca pe-
da Rosan porm, ellas teriara antes re.voga-
do o seu consenlimento.
. urna convenga1 Nessa posigo dos negocios o Imperador Nano-
formal nem a assisnalura de um protocollo cora-1 leao dirigi urna carta ao seu embaixador em
mura ou de qualquer combinagao expressa ; po- Londres, o conde do Persignf na aua vindo do ?-' r?'df que pde bem avaliar medo que
rm a reciproca troca de ideas fez desapparecer modo mais lisongeiro ao encontr da InllSler ia In*,cz n 2P goral 1"aIT'er Europeo de
a hostil posigao dos dous governos, ligou as pos- lhe issegurou tiu^JSST^SSSSSl i Itt pa" .?'as,l Pel le"6r '>ue lhrs insP"
soas, e ossencialmcntc servio para bem de um tences inteiramente
do Brasil. Entretanto os jornaes de Londres1
teem publicado que grande numero de operarios-
eslrangeiros ao serrigo das companhias d sas estradas de ferro hariam fallecido daquella
molestia! E'rauilo para lamentar esse suecos-
so, cuja veracidade nao ponho em duvida pois*
que d'ah nos resulta o grande mal de receiarera
novos operarios de que possamos carecer entrar
m contratos para senirem no Brasil ; s quem
dida.
1395.Catharina Felicia de Sena.Informe o
Sr. inspector do arsenal de marinha.
1396.Dionizio Ferreira Cavalcanti.Informe
o Sr. Dr. chefe de polica.
1397.Francisco de Paula e Silva, primeiro
escripturario do consulado provincial.J est
prvido o lugar.
1398.Francisco Marlins dos Anjos Paula.A
exonerago do supplicanle do cargo de primeiro
supplente do subdelegado de Beberibo, nao foi
motivado, senao pela conveniencia do servgo pu-
blico ; nem d'ah se podo inferir, como diz o sup-
plicanle, a prelerigao dos seus direilos polticos,
cuja defeza em todo caso poder promover op-
portnnamente e convenientemente.
1399.Francisco Manoel d'Arruda. Ao Sr.
juiz de paz, que lem de presidir as prximas elei-
goes na freguezia de Cimbres, para informar ; na
certeza de que as mesmas eleigocs devem ser fei-
tas na igreja matriz, como mui expressamcnle
conhecimenlo do recurso interposto pelo capitao \ rleiarmin* i; nnm,,;
Manoel Teixeira da Molla, commandanle interino I Jeta SiZ! o J "
do balalhao n. 2 de artilheria da guarda nacio-
nal do municipio
do Rio Formoso das decisoes
do respectivo conselho de revista ; e attendendo
que pelo mesmo conselho foram alistados na re-
serva alguns guardas, qucalm de serem aptos
para o servico activo, como provam as inforina-
ces e documentos exhibidos, uo interpozeram
recurso regularmente, nes termos dos aris. 37 e
38 das instrneges de 25 de outubro de 1850; re-
solvo dar provimenlo ao recurso, e manda que
sejau incluidos na lista do servico activo os
guardas abaixo declarados : ...
Antonio de Paula Madurcia.
Amando Alves Sidreira.
Amaro do Nasr.imenlo Paes Brrelo.
Antonio Pereira da Rocha.
Joaquim Bernardo Correia.
Jos Duarte Ribeiro.
Jos Theodoro de Azevedo.
Firmino Candido de Figueiredo.
Joao Francisco Pereira.
Antonio Teixeira de Luna. .
Antonio Gongalves de Macedo.
Francisco de Luna Fako.
Jos de Doos Monleiro Jnior. "
Manoel Pereira da Costa.
Domingos Maximino Correia.
Francisco da Rocha Accioly Lins.
Jos Francisco de Mendanha.
Vicente Ahes de Oliveira.
Eustaquio Luiz de Carvalho.
Flix Jos de Carvalho.
Jos Ferreira Velloso Sera.
Joao Francisco das Noves.
Jos Luiz Wanderley.
Manoel Luiz da Silva.
Joaquim Jos da Rocha.
Jos Alexandre do Bomfim.
Jos Bandeira de Paras.
Vicente Ermilino da Silva.
Eoseblo Ferreira Fragoso.
Dita. O presidente da provincia conformati-
do-so com a proposta do procundor fiscal da
thesouraria de fazenda, datada do 24 do corren-
te resolve nomear a Cactano Pereira de Brito,
para oxercer interinamente o lugar do solicita-
| ......* ''" IHI.MIH lili: W IUi.UI ui jonwiu-
i obra que se lem de executar em urna parle do dor dos fellos da faienda durante o impodmen-
raspilal Pedro II ; e em resposta tenho a dizer t d0 olfeclivo, qne se acha no goso de licenga
a mesa parochial, a quem ser lam-
bem presente este despacho.
1500.Jo.io Anastacio Camello Pcssa Junior.
Informe o Sr. inspector da thesouraria provin-
cial.
1401.Jos da Silva Loyo Sobrinho.Requei-
ra n supplicanle ao governo imperial, visto ter
sido feila sem autorisacao a despez, de que pede
pagamento.
1402 e 1403. Joaquim Jos de Faria Neves J-
nior.Atiesto querendo.
1404Jos Antonio Coelho Ramalho, promo-
tor publico da comarca do Limoeiro__Concedo
sem ordenado.
1405.Manoel Teixeira da Molla, capitao cora-
mandanle interino do 2" balalhao do arlilharia
mente pacificas na Syra assim I L marella que desgragadamente, vai p,ra
como na Italia, designando a allianga^om a lo i S, .r&'Lnn ."n' ?** mpC e'U
glaterra como o alvo da sua poltica. Desando nrffi le do ann.o! Deus nos livre para sem-
qualquer inlengo de fMm^SS^r^S! atSSrl^SJSft qU.e ta falal ,em
gndade da Turqua, e confessando-se de novo 'T'^a^ln^ f d ,?""'
aos principios, que efectuaran a alliancados es- deu rer^m ,**! 5 qT"e paq.,!e e d Bor-
tados occidentaes na guerra oriental ?." refcbon'03 J ,." as noticias quo nos
guerra oriental,
ilar a;
opinio publica na Inglaterra? As negociaces
deus recebemos
jxo o vapor
no dia 5 de
>J6_ foi deitar aze gao ardenta | onTooiXo ZS2?ltt'9n
i recebemo
mente com a Prussia e a Austria, e apoiada peTa entregue'n,f!ii,
t..-..;.. ,_.,..---- niregue no da antecedente por ser domingo
X/J^^SW^J*:J ^ZVagMena,
Turqua,
P
urquia, a Inglaterra consegu o, quo o plano rnrr.iY i l^ZZ? v v avr am
rimi.ivo foi esencialmente modifleado. e .Cm ^ iZna^T?** S-eeUS ,rib,.lh
8 conclnio no da 3 do corrente em Pars a "\^J^SJ!SS^^tff.lm^
dia 24, ao mesmo tempo qu<) o principe regente
s ali chegou no dia 25, depois de haver feito
urna curta visita na cre Real da Saxonia em
Pillnilz.
O dia 26 de julho foi o dia das conferencias, e se
m.ki. i0?,^8 s"beranos parliram de i vengo enlre aa grandes potencias e a Turqua, a
""'7, ced0" Alm dus "os ministros, qual decreta e regula a intervenr.ao na Syria. Os
ambos foram acorapanhados de urna numerosa e i pontos princpaes dessa conrcnr'o sao: o corpo !
vi..!-" co.millva' e rf'Proca amigavel apro- de inlervengo uo dever exceder forca de 12
ximagao entre a Austria e a Prussia so fez ex- mil homens
PrlZSl Pr coneessoos mui-libcrae? de conaec- I De*ses 12'ml homens a Franca fornece a rae-
racoes. reciprocamente. Foi notavel que ao mes- tade, a outra melade as outras potencias. O tem-
Jrm,l\ q",e, Pr'nc'Pe re8en|o distingui o po da inlervengo foi limitado a seis mezes. A
cond-, de Reichberg dando-lhe a ordena da sguia aclividadedo corpo de inlervencao se acha sob
preta. o principe de Hohenzollern recebendo a a direcco de urna comroisso. composta dos re-
ordera do losao d o uro. e o barao do Pchleinilz presentantes das grandes potencias e da Porta
a graacruz de S. Lstevao, assim se acham hon- Ollomana, que seria sua sedea Syra. Final-
rados cora as mais altas distinccoes da Austria. ( mente ficou estabelecido, que a inlervencao na
AmDos os principes, foram juntamente de Te- Syria nao ser considerada como raso de nrccA i
pl.lz at as fronteiras da Saxonia. onde o princi- : dncia para qualquer oura ou E?ur. lerenr5o dIrcctori. ^^ ,nS'rZ- Pr.cside''l.dessa
,!.,*. H,!n' e ^ue Pr m""os annos residi no
porm
Londres a correspondencia
visto que nao podo ser
o
os nesse
r..to da cor-
respondencia vinda para as embaixadas eslran-
geiras a quem immedialamenle manda enlre-
g'i-la.
Esse vapor da Companhia Real vco confirmar
a boa nova de ter quasi cessado nos nossos por-
tos a febre amarella ; e desse facto logo deram
nolicia a maior parle das folhas desta capital.
Annunciaram igualmente os jornaes quer.o dia
S de junho fora aberta ao trafico a Ia seceo da
estrada de ferro da Bahia. A directora" desta
companhia espera ver concluida toda a obra da
estrada dentro do prazo era que se obrigou, assim
como dentro da capital fixado, sendo at prova-
vel que anda haja algumas sobras. O Sr. Joao
iLrgente ,SC desPridl?. do imperador e seguio \ J ho'ntem'se esperava a partida de Toulo da i
d.rectaraenle para Berln. O imperador da Aus-! expedico franceza1. Entretanto j chegaram em 'om im'cell
tria foi em pr.me.ro lugar para P.lln.tz. onde pas-, Damasco as primeiras tropas, enviadas de Cons-1
a familia real da Saxonia, par- tantinopla para a Syria, c segundo as ultimas no-
ticias Fuad Pascha j eslava em camiuho de Bei-
I rut para all.
lindo d'alli paraos celebres banhos d'ag.ia'fria
de Graefenberg, afim de saudar el-rei da Bavie-
ra, que all est fezendo uroa cura. O ronde de
Rechbece que all j se achava, voltou com o im-
pciadorjpara Vienna.
Seguyoo se diz se convencionou em Graefen-
berg urna segunda entrevista pessoal do impera-
dor d'Austria com el-rci da Baviera por occasi.to
da abertura solemne do caminho de ferro de
Salzburgo a Munnich. para a qual tambera se es-
peram oulros principes da Allemanha. eve-se
notar que immedialamenle depois da entrevista
em Teplilz o ministro presidente do conselho da
Austria, baro de Benst foi para Vienna onde
tratou frenqucnteraenle com o conde de Rech-
berg.
Para fallarmos aqui das outras occarrencias na
Allemanha, temos do mencionar quo no mesmo
dia em que leve lugar a enirevista em Teplilz, a
commisso militar ua Dieta federal aprcseniou o
seu re i torio sobre aspropos'o* da Prussia res-
Se a Turqua entender o seu interesse, as tro-
pas de inlervencao europeas na sua chegada j
acharam a pacilicago como laclo consummado.
Finalmente vamos fallar da Sccilia.
O armisticio fez all lugir a um novo entremez
do combate.
Um dos generaes napoletanos, Bosco, com um
corpo escolhido de 7 mil homens tinha subido de
Messna ao encontr dastropss de Garbaldi,
se estavo juntando sob o commando do cor
Brasil, tem
com urna es
nho de ferro.
da guarda nacional.Por portara desla data dou Peil da reforma da constituigo militar da confe-
provimento ao recurso do supplicanle.
1406.Manoel Ferreira Accioli. Dirija-so a
thesouraria provincial.
1407.Mara nosa 3CIt do s. Antonio.In-
defendo.
1408.Bicardo Francisco do Nascmento Po-
reira.Nao ha que deferir administrativamente.
EXTERIOR.
Fizeram-se as convenientes commuoicages.
Dila. O presidente da provincia, altendendo
s ponderacoes que lhe fez o Dr. provedor da
sania casa de mizericordia desta capital, resolve
derrogar o art. 21 do respectivo compromisso,
na parte cm que Hxa o praso para o pagamento
das joias dos irmos, aqual devet ser paga,
logo que lhcs for apresenlado o competente co-
nh> cimento. Commoncou-se ao provedor da
santa casa de misericordia.
Dita. O presidente da provincia, conforman-
do-se com o que propoz o chefe de polica era
ollicio de 25 do corrente, sob n. 1108, resolve
nomear o cidadito Manoel Joaquim da Silva Cru-
vello, par3 o cargo de 1." supplente de subdele-
gado dislricto de Taquaritinga, no termo do Li-
moeiro. Communicou-se ao chefe de polica.
Dila. O presidente da provincia, conforman-
do-se com o que propoz o chefe de polica em
officio do 25 do corrente, sob n. 1107, resolve
nomear o capilo Joo Antonio Alves da Silva
e o alferes Jos Joaquim Alves da Silva paraos
cargos de 2o. e 3. supplentes do subdelegado de
polica do dislricto de Tamandar, no termo do
rio Formoso. Communicou-se ao chefe de po-
lica.
Dita. O Sr. Agente da companhia brasilei-
ra dos paquetes a vapor mande dar transporte
para acorte, por conta do ministerio daguem,
no vapor que se espera do Norte, ao desertor do
1." balalhao de infantaria Jos Rodrigue Cabo-
culo. Communicou-se ao commandante das ar-
mas.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao commandante das armas. S. Exc.
o Sr. presidente da provincia, manda declarar a
V. S. em resposta ao seu officio de 25 do corren-
te, sob n. 933, que nesta dala se remeiteram ao
director do arsenal de guerra os dous pedidos do
9. balalhao de infantaria, que vieram annexos
ao seu citado olficio, a fim de serem all concer-
tadas as 20 espingardas e varios utencis perten-
cenies aquello balalhao.
Dito ao mesmo. S. Exc. o Sr. presidente da
provincia, manda declarar a V. S. em resposta
ao seu officio de 25 do corrente, sob n. 930 que
nesta dala se remelle ao director do arsenal de
guerra os dous pedidos da corapanha da artfices,
sendo de o. 1 dos utencis dados em comsuramo,
que devem ser recolhidos aquelle arsenal, e o
de n. 2 dos utencis que o mesmo arsenal lem de
fornecer em subsliluigo.
Dilo ao bacharel Sebastio do Reg Barros de
Lacerda. S. Exc. o Sr. presidente da provincia
manda communicar a V. S. que iica inteirado de
que, tendo-sc lindado em 12 do corrente a licen-
ga, que obleve do governo Imperial, continua-
ra na mesma data a gozar da de 3 mezes que
emprorogagao daquella lho foi consedida pelo
mesmo governo em 23 de julho prximo findo,
conforme V. S. parlicipou em officio da data a
cima referida.Fizeram-se as convenientes com-
municacoes.
Dilo ao bacharel Jos Rodrigues dos Passos,
juiz de direito interino da comarca da Boa-Vista.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, manda
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
HAMBURGO
S de agosto de 18GO*
Teplilz a Syria 1 a Sicilian'estes tres nones
se comprehende a historia dos ltimos qtiir.zo
dias.
Se nao nos engaamos j fallamos do boalo
que corria de urna entrevista pessoal do princife
regente da Prussia com o Imperador d'Austrh.
Este boato se realisou. Como parece o negoco
se achava ao resto preparado j ha mais temp,
guardando-se entretanto o segredo com granee
cuidado pjra excluir todas as influencias nociva:.
Na conferencia dos principes em Baden-Baden
os soberanos dos estados medianos da Allema-
nha linham offerecido ao principe regente da
Prussia os seus bons servigos para conseguir um
entendimento com a Austria. Essa mediago ti-
nha sido recusada n'aquelle lempo, respondendo
derago.
Segundo esse relatoro nao se realisou ainda
um accordo nessa questo. O parecer da maio-
-cia, cm que naturalmente tambera figurava o
vol da Austria, so declarou decididamente con-
tra as proposlas prussianas.
A Dieta odiou a voiago sobre o relatoro al
depois das ferias, isto al fins de outubro.
Assim se ganhou tempo para novas negociaces.
Os estados medianos j se uniram em Wurzbur-
go pora urna especial conferencia militar, afim
de convencionarem propostas comrouns a apre-
sentar Prussia e Austria, tendentes a accom-
mooar as opinioes at agora divergentes.
Na Austria o orcamenlo para 1861 aprsenla
de novo um consideravel dficit, de nao menos
de 40 milhes.
Ser inevtavel novo augmento de imposlos e
novos empreslimos.
A rejeilago da concordata entre o governo de
Badn e a Santa S pelas cmaras de Badn ti-
nha sido a causa de umi mudanca de ministerio
o qual com grande rapidez se oceupou do raga-
lamento das relagoes da igreja. J em fins de
junho foram apresentadas Dieta as respectivas
proposlas, as quaes foram aceitas pela segunda
cmara com grande maiora, apear do protesto
do arcebspo do Friburgo.
Nao so duvida que a primeira cmara tambem
approvar as novas leis para a igreja, as quaes
dando plena liberdade a tolas as conisses re-
ligiosas, garanten) sdifferentes igrejas o proprio
o principo regente, que a iniciativa para um en- !!g?e!!! das *U,1S relaces "lernas, assegu-
teridimento s poderla ser lomada pela Austria m a. .esmo _,emP. estado a inspecgao
Em conseq
viera pensou
com o Imperador .
guiram a isso perguntas confidenciaes ao prin-l JZL.TiV5 '" ,de m-ar*u,limoV As
cipo regente se elle estara promplo (Ma oalffgSfit.Sf rJ.?,Kt "*? S^iST f'1Vr
entrevista, c do mesmo modo se respondeu con- ?Pnnnril"'-att ili^'S "a h d"T,da quC n
i ireponderante maiona da segunda cmara ser
-omposta de representantes da mesma cousti-
juencia dessa indicacio el-rei da Ba- SJuta soberana, somonte limitada pe-
>u dever dar os devidos passos para msTbIj flomlas ">"niunhoes religiosas,
erador Francisco Jos. De Vienna se- h. l Hl. "l0 .cpmecaram as e eicoes aob
fidencialmenle que o regente da Prussia eslava
promplo, mas que o convite devia vir de parte liuicao'"
do Imperador d'Austria, e que da dila entrevista!
devia ficar excluida qualquer discusso acerca da No principio desla a segunda palavra a 5vrto
poltica interna da Prussia. Na nossa ultima carta j fallamos dos aconteci-
era Vienna conviram n isso e o Imperador mentes que apresentavam na ordem do dia da
convidou o principe' regente por carta de mo Europa tambem urna questo Syriana. As sce-
propna para urna entrevista pessoal. em um lu- as sanguinolentas do combate enlre os maro-
gar, cuja escolha deftava sua decisao. Por cor- nistas e os drusos de que fallamos na nossa ul-
tezia o principe escolheu Teplilz, e como dia da lima s foram o preludio da horrivel tragedia cu-
entrevista fixou-se o dia 26 de julho. Smentejo theatro foi Damasco nos dias de 9 al 16 de
quando o negocio se achava assim decidido, o julho.
publico leve d'elle conhecimenlo. Perlo de 10 mil christaos se contara all como
Nao se pode dizer que o publico recebeu essa victimas do fanatismo lurco, e as guarnices tur-
noticia com particular satisfaco. Sobre ludo na casisso fra de loda a duvidaas quaes se
Prussia e era todo o norte da Allemanha a im-se tivessem intervlndo logo no principio podo-
presso sobro a opinio publica foi antes desfa-rio ter impedido a horrivel matanca se con-
voravel do que favoravel, Tambem ainda hoje servaran) inactivas em frente dos as'sassinalos e
mesmo depois de se conhecer a substancia das incendimentos I Somente Abdel Kader o cele-
conferencias de Teplilz e de haver reslluado a tal- bre hroe dos Kabyles prestou activa e efcaz
tade fundamento do quaesquer recelos, umaprolecgo aos chrisios e muito lhe tem de agra-
grande parte do publico na Allemanha nao v nadecer a suasalvago.
conferencia do Teplilz um motivo pra particular Mas lo grande" que o respeito e a conside-
8SKr0, A Auslria< Pela sua Poltica desde raco que lhe tributara os musulmanos, s pouco
18W oitendeu por multas vezes os sentimontos epde elle fazer contra o furor desmedido da po-
as esperangas de Allemanha, de modo que a sua pulago turca. Alguns poneos musulmanos se
cooperacao devia sempre encontrar urna opposi-unirama elle para agasalhar em suas casas os
S*. maior. chrisios, e livrados da caroagem eral ; isso foi
lorm a primeira noticia de Teplilz logo fez ludoo resto cahio sua horrorosa sorle.
desapparecer lodos os teceos dessa natureza. O cnsul hollandez, entro outros, foi verbal-
Os Prussianos. presentes nos banhos de Teplilz menie cortado em pedajos, o dos stados-Uni-
para urna cura.se lizeram apresentar ao principe dos gravemente ferido ; todas as residenciascon-
regente para sauda-lo, e o mesmo aproveitou dasulares foram queimadas, juntamente com mais
de mil moradas de chrisios
occasio para dirigir-lhes urna falla, na qua
enrgicamente protestou contra qualquer idea d
urna possivel mudanca da sua poltica Prussian
o alleroa at agora seguida. Mas tambem o re
ceio de urna intima unio da poltica externa d
Prussia com a da Austria nao se confirmou. Tar
to o Imperador como o principe regente forar,
acompanhados pelos seus ministros dos negocio;
eslrangeiros, e o ultimo alm disso pelo priocip
de Hohenzollern, e saba-se que a Austria se ei-
forcava em favor de um tratado de garanta re-
ciproca das suas respectivas possesses.
O principe regente e o baro de Schleintz en-
tretanto nao accederam s respectivas notifica-
o5es da diplomacia Austraca, e se declararan
inhabilitados para fazer qualquer convengo o*
estipulago obrigaloria, antes do que a Austria
tralasse da sua parle de remover os empedimen-
tos, que se oppunham a semelhante convengo
na opinio publica da Prussia, o da maior parte
do resto da Allaraanha. Que para isso era pre-
ciso antes de tudo urna reforma da poltica in-
terna do imperio da Austria, que conciliasse a
opinio publica, adversa mesma poltica. A'
vista dessas explicagdes se desisti de parle da
E' muito de lamentar que, como agora parece,
o motivo dessa terrivel Irajedia lenha sido urna
intriga franco-russa. e que os chrisios da Syra
irritados por gabinetes europeos para guerra coa-
tra os Drusos, levantanlando a espada contra os
stus visinhos turcos, foram a causa dessa horri-
vd vinganca.
De certo os maronitas nao se teriam feilo o
iistrumento dos planos de inlervengo franco-
rissa, so nao lhcs tivesse sido promeido soc-
orro.
Esse soccorro nao reio, o agora que o assassi-
nto cumprio as suas sanguinolentas orgias
oer-se inlervir!
Apczar disso ludo, fallava pouco que a nter-
mgo loria falhado. O facto que os planos
c inlervengo que a Franga apresenlou irame-
otamenle lizeram nascer descoofiangas. Essa
cnlianga se tornou lano maior, quando a Rus-
s de repente se sahio com a declarago aberta,
qe tanto mais promptamente approva a inler-
wgao franceza, na Syria, como depois de lal
pjeedente nao se lhe poderia recusar a auton-
s;ao, de egualmente interrir do seu lado, no
Medici em distancia de algumas legoas. Alguns
combates das guardas avangadas resultaran] cm
favor desse ultimo. A cidadella de Mlazzo de
certo modo um forle avancado de Messna. Re-
cebendo a noticia dos ditos combates, Garbaldi
se poz pessoalmente cm caminho para Mlazzo.
No dia 23 de julho leve lugar urna balalha em
frente dessa praga, e depois de um mui sangui-
nolento combate de onze horas, em quo Bosco
perdeu mais de 1.200 homens, enlre morios, e
Garibaldi mais de 800, o primeiro se vio obriga-
do a se relirar para dentro da cidadella, o a capi-
tular immedialamenle.
Elle sconseguio a faculdade de marchar com
a sua bagagera, e foi obrigado a deixar toda a ar-
lilharia em rnaos de Garibaldi. Fste marchou
logo sobre Messna, esem quo o general n3pole-
lano Clary, que all commandava, tenlasse im-
pedi-lo, lomou posso da cidade. Em lugar disso
o general Clary se contentou de oceupar a cida-
della com dous mil homens, oo mesmo lempo
que expedo para o continente napolitano o res-
to das suas tropas, para os quaes nao baria lugar
na mesma cidadella.
O motivo desse procedmonto do general na-
politano foi a completa falla do confianca as
suas tropas, as quaes depois de haver sido'bali-
do o corpo de escolha de Bosco, apezar de todas
as vantagens de posigao, nao queriam mais com-
batercoutra Garibaldi.
Assim, se explicara os mais passos do general
Clary. Elle olereccti a Garibaldi um armisticio,
e este quo julga decidida a sorte de Messna o ac-
ceitou, para, como parece, proceder inmediata-
mente a uma expedigo contra o continente. Ao
menos as nolicias de Palerrao dizem que Garibal-
di eslave concentrando uma grande esquadra de
navios de transporte para nelles embarcar tropas.
O seu exordio lem presentemente a torca de 45
mil homens, dos quaes 20 mil secilianos, 25 mil
voluntarios de todos os paizes, mas em maior
parte da Italia superior.
Era aples os negocios sao bem tristes E'
verdade que el-rei Francisco II mostra pessoal-
mente a melhor vontade de so reconciliar com o
povo, era que os presentes ministros o coadju-
vam ; mas se de um Udo a irritacSo apaixonada
do povo contra a dynastia oppem grandes diffi-
culdades a esses esfoigos, a amiga camarilha da
corte nao deixa de "aventurar o resultado por
meio das mais insensatas tentativas decontra-re-
voluges, com que s couseguem novas humilia-
ges de el-rei e do throno. Nao precisamos do
examinar qual ser o effeto de um desembarque
de Garibaldi debaixo dessas circumstancias.
P--S.Ao fechar desta o telegrapho annuncia
de Paris o desembarque de 1,500 Ganbaldianos
na Calabria, e que em pouco se esperava a entra-
da de Garibaldi em aples.
i.ovnitr.s.
8 de asosto de 18GO.
Depois que cm 23 do mez prximo passado
cscrevi pelo paquete de Bordeus a minha ultima
carta liveraos aqui por duas vezes noticias do
Brasil. O paquete (juyenne. entrado no porto
daquelle nome, oo dia 24 tambem do prximo
passado annunciou-nos que sua partida do
Rio as cmaras legislativas continuavam funecio-
nando, disculindo-se nellas um projecto de fa-
zenda apresenlado pelo ministerio acerca dos
bancos do papel-moeda, da misso de ttulos de
apolices de 5 por 0(0 para serem offerecidas em
troca aos possuidores de aeros dos nossos cami-
nhos de ferro, (quando estes assim o preferissera)
e finalmente da concesso de loteras. Pelo que
respeita medida no tocante s nossas emprezas
de caminhos de ferro, lem ella sido geralmente
applaudida nesla praga, onde o publico v na-
quelle expediente o desejo do governo imperial
de paienlear aos accionistas a confianga que elle
tem em emprezas que garante ; de sorte quo por
semelhante modo conseguir sempre o governo
uma vantagem, a de vir a possuir em Iroca do li-
tlos de 5 por 0|0 aeges que lem um juro garan-
tido de 7 por 0(0 e eto ganha 2 por 0[0, ou a
de fazer subir nesta praga os fundos dessas em-
prezas quando os accionistas pela confianga que
inspira a medida aliudida prelirara couservar as
suas aeges : alm destas prximas vantagens
outras resultara do projecto em queslo, por cu-
jo triumpho fago ardenles votos. E'de presumir
pois que apenas chegar aqni a noticia do hver
sido convertido em lei o projecto do governo,
lal como foi apresenlado pelo minislerio, faga
isso uma revolugao inmediata e favoravel no es-
lado das aeges das emprezas frreas do Brasil,
que todava sa achara anda com descont. Assim
as aeges da estrada de ferro do Recite ficam a
descont de St 1 7|8 a S 1 5|8 sobre 5 13 de
entrada ; as da Bahia a S 3|4 a 5(8 e as de
S. Paulo a descont de 11-16 a 9-16. A compa-
nhia desta ultima empreza ter de fazer uma no-
va entrada de 2 por acgo em 15 de novembro
prximo.
O mesmo paquete france boa nova de que a febre amarella tinha coosdo-
melmente diminuido de ioteusidade nos portos
no
a provincia da Bahia
ente obra em materia de cami-
lla apenas poucos mezes foi esso
individuo condecorado por Sua Magestade o Im-
perador do Brasil com a commenda da Ordem da
Rosa.
Alguns dos jornaes desta capital annunciaram
ltimamente que em Pernambuco continuavam
com grande aciivldade os trabalhos da 2a seceo
da osiradj de ferro, a qual seria provavclmciito
aberta ao publico em selembro ou outubro pr-
ximo. Nolicias desla ordem produzem sempro
nesla praca tmpressao mui favoravel, porque as-
segurara a confianga dos capitalistas que tem era-
quo barcadoseus capitaes era empresas de risco, taes
OIICI mitin n ilo nilr^il. .Irt I .--. -...-___ .. .
como as de estradas de ferro, que assim opodem
ser consideradas principalmente no Brazil, onde
erao inteiramente desconhecidas.
Na minha ultima carta tratei da organsacao
nesta praga d'uma companhia para ailluminacao
a gaz da cidade da Bahia, prometiendo dar com
brevidade todas as informaces a esse respeito
como vou agora faael-o. 'Esta companhia fo'i
lormada segundo o acto do parlamento britnico
Joinl Stock Companies Act, que restrictamen-
te limita a responsabilidade dos accionistas ao
montante das suas aeges. O capital pedido pa-
ra a obra de cem mil libras esterlinas, dividido
. por finco mil aeges de Sf 20 cada uma ; e um
; deposito de < \ por aeco dever ser feito pelo
applicsnte que pretender obter aeces, tendo do
entrar com mais Sf 1 na occasio "do averbamen-
lo das apolices que lhe forem destinadas : o res-
to do capital ser pago pelos accionistas por cha-
radas que lero regulamente lugar. Figuram
como directores dessa empreza as respeitaveis
firmas-John Aird, M. H Blount, Alexandro
Angustroll, Henry Pownall o Frederico Youlo
estes nomes s por si sao uma garanta da socie-
dade da empreza. que segundo me consta tem j
odo o seu capital tomado. A directora fez pu-
blicar no Stock-Exchange as condices com quo
o governo do Brasil concedeo o prvilegio para
essa illumiuacao, lembrando ao mesmo tempo ao
publico as vantagens que tem retirado a compa-
nhia de lluminago a gaz ao Rio de Janeiro, for-
mada sob condices anlogas s deste prvilegio.
A direciona confia que os accionistas poderam
obter um rendimento do 16 por cenlo sobre o ca-
pital expendido ; tanto mais que por uma das
concessoes do prvilegio a companhia ter a pre-
lerencia pira Iluminar qualquer oulra cidado na
provincia da Bahia dentro do prazo de trinta an-
nos que dura o mesrao prvilegio.
Os nossos fundos pblicos licsm colados no
btork-hxchange pelo modo seguirte : Brasilei-
ros 5 % 99 5/8 ; dlos 4 1/2 % 88. Os consolida-
dos ingleies csto a 93 /4 ; os fundos peruanos
de 4 1/| % a 95; ditos 3 % 73 1/4 ; Russs 4 1/2
* ; Po[*?*u?2s 3 144 5/8 i Sards & % 83 3/4 ;
e Ilespanhes 3 % a 48 3/4.
Os uossos principaes artigos de exporlago
rend nos mercados desle paiz acham-se colados
do seguinte modo : Algodo de Pernambuco e
do Maranhao de 7 1/2 d. a 8 3|4 d. por libra :
dito da Baha 7 d. por libra : o pedido desle arti-
go tem sido fraco durante a ultima quinzena.
echando-se em deposito mais de 1.358.000 sacas
de algodao de todos os paizes no mercado de Li-
verpool. Entretanto tem-se censervado firme o
prego para o algodo do Brasil conforme as di-
versas qualidades.
. 0C,S caf de v qualidade tem sido colado
de 83 73 s. per cwt ; 2a qualidade 57 s. a 62 s. : o
ordinario de 51 s. a 56 6 d. Pao brasil livre de
direilos 80 s. a 85 s. por tonelada. Assucar bran-
co de Pernambuco e da Parahiba de 27 s. a 32 s.;
mascavado di 20 s. a 25 s. 6 d. Assucar branco
da B" 25 s. 6 d. a 31 s. 6 d. ; dito mascavado
7V; a o 2o s" 6 d> Per cwl- Couros salgados
I* d- 8 1(4 por libra ; ditos secos 9 d. a 10
loa. o secos salgados 8 1|2 d. a 9 Ii2 d.
O descont nesta praga tem regulado de 3 3.4
4 por cento sobre letras do primeiras firmas a 90
das ; e de 4 3[4 a 5 por cenlo a seis mezes de
,a' a dlnneiro no Slock-Exchango tem regu-
lado a l por cenlo sobre consolidados inglezes.
As procedencias dos portos do norte do Brasil
para Inglaterra desde que escrevi a minha ulti-
ma caria foram as seguinles : Do Rio Grande
Sarah (25 de julho) a Plymoulh do Maranhao
Brooksby (28) a Liverpool; do Ro Grande Mi-
guel (30) a Gloucester; do Maranhao Jeddo (2
do corrente) a Liverpool : da Parahiba Maihil-
de () a Liverpool ; de Pernambuco Sea Wa-
ve (2) a Liverpool; do Macei T. (2) a Liverpool;
de Pernambuco Hermione (4) a Liverpool; a
da Parahiba Pcrsian (4) a Liverpool.
Para diversos portos do norte do Brasil segui-
rn) de Inglaterra no mesmo periodo os seguin-
les navios. De Cardiff Clara Wheeler o Ony-
ham (22 de julho) para a Bahia ; de Gravesend
Dolphin (23) para a Bahia ; de Liverpool Pal-
malla (25) para Pernambuco : do Liverpool Ja-
son (26) para Pernambuco ; de Liverpool
Minslrel (26) para Pernambuco ; de Gravesend
Honduras 3 de agosto) para a Bahia ; e do
Pili Siloam (3) para Pernambuco.
As folhas desta capital, resumindo as noticias
vinda do Brasil pelo Magdalena, publicaran)
a brilhaute recepeo que no Rio de Janeiro flze-
ra a Familia Imperial ao principe Alfredo, filho
da rainha d'Inglalerra. Desle modo foi o publi-
co inglez informado da visita que o Imperador
fizera a Sua Altesa Real a bordo, depois da quo
este principe havia feilo a Suas Magestades lu>-
periaes; assim cmodos ja na ros officiaes, sa-
bidas aos theatros da corle, passeios a Petropo-
lis e pelos suburbios do Rio de Janeiro, com que
o soberano do Brasil procurou obsequiar seu
real hospede.
A impresso que aqui lem feilo a noticia des-
tes festejos foi excellenle ; e muilo certo estou
de que a raioha de Inglaterra e o principe Al-
ILEGfVEL


(i)
DIARIO DE PERKAMBCO. QIARTA FEIRA 29 DE AGOSTO DE 180.
berto licaram sunimamente pagos pela maneira
obsequiosa e disiiiicta com que na Corle do Bra-
sil fot acolhido o principe Alfredo ds Gram-Bre-
anha. Sua Alteza Real seguro do Rio de Janei-
ro para o Cabo da Boa Esperanca, e d'ali ir fa-
zer a navegago dos mares da India e China,
sempie na qualidade de guarda-maruha.
O principe de Galles, herdeiro da corda e ir-
mao do principe Alfredo, chegou a Nevffound-
land no da 31 do mez prximo passado a bor-
do da fragata a vapor Hcrou. Ali foi o prin-
cipe herdeiro recebido com lodas as honras pelo
governador e mais nuloiidades, alem dos nume-
roses festejos com que a populacho iuiira aco-
lheu S. A. Real. No 22 seguio de Newfound-
land o principe de Galles para a Nova Escossia,
onde a esta hora deve j ler chegado. Toda a
esquadra quecscoltava a fragata Hero tinha
navegado al aquella dala sempro na melhor
ordem.
Hontem seguio para Balmoral, na Escossia,
S. M. Rainha com lods a Real Familia : e esla-
va destinada para hoje a grande revista do vo-
luntarios que em Edimburgo devia passar S. M.
j se ve que foi alterado o prograrnma das via-
gens da rainha durant6 o vero, contorme eu
havia anteriormente anuuuciado Em vez de se-
guir para Berlim no principio do corrente raez,
preferio a rainha partir para a Escossia deixando
para roais tarde a sua digresso Prussia. S.
A. Beal a princeza Frederick William, ilha da
rainha de Inglaterra, deu luz em fins deju-
lho prximo passado urna princeza ; o estado
da Ilustro mi e da recemnascida tem sido ex-
cellenle, nao havendo motivo para se receiar o
contrario. E'esle o segundo fiiho que tem a
prisceza real de Inglaterra.
A viagera da rainha a Escossia leve lugar a-
pesar de se achar ainda aberto o parlamento in-
gles, que nao crcio ser encerrado antes do lira do
mez. Urna muito importante queslo linancei-
ra, que amcagaro por algum lempo a existen-
cia do ministerio I'almerslon, acaba de ser vo-
tada triumphantemcnte na cmara dos communs:
Mr Gladstone proposera urna reduceo nos di-
reitos de iroportago sobre livros e papel estran-
geiro.tendo em vista principalmente alliviar d'um
forte direito os artigos fraucezes daquella quali-
dade, em coiiformidade com o espirito e estipu-
larnos do receule tratado de commercio com a
Franga alem da vistas liberaes com que era ma-
terias commemal est esle ministro proceden-
do no que respeita ao seu ministerio ; e fizera
disto questu ministerial, no que foi seguido pe-
los >eus collegas. A opposigo empeuhou-se
fortemenle em attacar a medida, negando que a
Inglaterra se achasse comprometida para aquel-
le fim com a Franga, e sustentando que era ar-
riscado o plano do ministro da fazenda de ir per
dianlo com a jeducco dos direitos d'alfaude-
ga as cinumslancias acluaesera que a Inglater-
ra pude Ccrecer de promplos recursos para de-
fender a sua nacionalidade : assim pois foi o
projecto de Mr. Gladslone vivamente combatido,
sendo por uns absululameute rejeilado e por on-
tres substituido por urna emenda lendenle a de-
ferir para occasiao mais opporluna a medida
alias sabia e liberal do ministro da fazenda. e
uns e outros porem saliio vitorioso o ministerio,
que leve a gloria de vencer a votaco por 33
otos.
Assim, pois, Mr. Gladslone cumprio sua pala-
ra para com a Franca e conseguio realisar mais
na sua carreira de liberdade
de
vra
aquello passo
commercio.
Lord Palmerslon, lord John Bussell e Mr.
Cairans, apoioram o Chancelier do Exchequer na
discusso daquelle projeelo linanceiro. Pela op-
posigo dislinguio-se principalmente Mr. Disraeli,
que na opinio geral esperava derrotando Mr.
Gladslone suceder-lhe na repartico da fazenda.
A adopeo daquella medida hav'ia sido comba-
tida igualmente pela classe dos commerciaotes
inglezes a quem ella vai affeclar ; mas a nada
se moveu o ministerio, e afinal ficou triumphan-
le. Ao mesmo lempo o publico inglez esl vendo
com dosronfianca o plano de finangas de Mr.
Gladslone Icndeule a reduzir os direitos das pau-
las ; porque v por esse modo considcravelmeii-
to diminuida a receila indirecta do eslado, em-
quanto que a" conlribuigo directa ou o t'ncome
taa- se conserva no elevado p de guerra pois
esl ainda 9 d. por libra esterlina verdade
achatara um abrigo contra os assassiuos ; mu 11-
cando exposlos a nierrer de tome.
O principal refugio, porm, desses infcivzcs foi
a morada de Abdel-Kadez, querecebeu a quautos
se apresenlavam, e se portoudeuma maneire
heroica, indo em busca dosclirislos, tirando-os
mesmo do meio de seus inimigos e defendendo-
os com extrema energa contra todos os ataques.
Em sua casa foi que se refugiaran) todos os agen-
tes diplomticos consulares, cujas casas tinham
sido saquedas c queiraadas, excepeo somonte
das casas dos cnsules de Inglaterra e*da Prussia,
que foram rospeitadas por pertencerem a mussul-
t nanos.
Sao estas as noticias que temos acerca do mor-
ticinio de Damas.
Quanlo ao Lbano, e bem verdade que se con-
clue urna especie de paz entre os Drusos e os
Maronilas, gracas intervencao das autoridades
turcas, que temiam das conlas que tinham de dar
ao seu governo e Europa ; mas esse armisticio
effectuou-se depois de estar feilo o mal, depois
que quasi todas as villas e aldeias do Lbano e do
Antelibano se acham scduzidas cinzas, mora
toda a populacho masculina, violadas as mulhercs
as mogas defluradas, ou convertidas urnas c ou-
tras cora violencia religio mussulmana.
Assim, pois, os poucos chefes maronilas, que
restavam, o a quem se propunha a paz, quizeram
principio regeita-la.mormenle porque o trata-
do, que se lhes offerecia, continha a clausula de
que elles nao reclamaran! iudemnisago alguma,
e que o passado (icaria sepultado em perpetuo e
reciproco esqueciraento. S se resignaram a ac-
ceila-la e a subscrever o tratado porque o pach-
turco, lhes declarou abertamente, que, se recu-
sasseni, elle deixaria quo os Druzosonlinnassem
com suas depredares.
Mas a Europa e era mesmo a Porta consen-
tem que subsista urna convenci que dcixa aos
criminosos todo o fruto de suas iniquidades ; e a
hora da justiga, tanto mais terrivel quanlo fr
raais lenta, ha de emfim chegar para as victimas.
Emquauto se espera por isto, o porto de Beyrout
as cosas da Syria, regorgila de Maronilas o de
chrislaos de lodas as confissoes, que escaparam
s carnificinas do Lbano.
Eslo a moarer de fome, apezar de se esforca-
rem os cnsules, lodos os navios de guerra "de
Europa c todos os estabeleciracntos de caridada
por submiuislrarem-lhes os recursos de que nc-
cessitam.
Faca-se justiga ao governo turco :comquan-
lo os culpados sejara musulmanos, e as victimas
leiiham sido, em todos os lempos, mal olhadas
por elle, certo todava que nao hesilou em
curnprr iramediataraente o seu dever. Na rainha
carta antecedente fallei da carta que o sullao di-
rigi ao imperador dos Francezes, e da expedico
que maudou para Deyrouth com o ministro dos
negocios eslrangeiros Puad-Pach. munido de
plenos poderes. Antes de partir, Fuad manifestou
seus scnlimcuts ao erabaixador francez era Cons-
lantinopla, dizendo-lhe que eslava dispeslo a la-
var a nodoa folla honra militar da Turqua. Isto
se referia ao inqualiicavcl procedimento dos Pa-
chas, que, tendo em Damas e em Beyrouth tro-
pas disponveis, assislinmao mortecinio sera fa-
zer a menor tentativa no intento de o reprimir.
Somos levados a crer, vista de um despacho te-
legraphito, que acaba de chegar de Constanliiio-
pl.i, que a punigo do lao execranda cumpcida-
de j leve principio. Esse despacho da data de 2
de agosto annuncia, que Achmel-Pach, gover-
nador geral da provincia do Damas c comman-
Jante era chefe do excrcilo arbico, tendo che-
gado a Constanlinopla, fra immedialamente
desautorado e renultido de novo a Syria para ser
ahi submeitido a julgamento.
Este facto prova ao mesmo lempo quo cessa-
ram as scenas de sanguc do que Damas foi tliea-
tro, c que, para rcslabelecer a ordem e a disci-
plina no exercito, Fuad dirigio-se logo ao ca-
bera.
O mesmo despacho annuncia igualmente, que
Kurchid- Pacha, governador geral de Beyrouth se
achava preso.
E' chegada a occasode tratar das consequen-
cias que estes ncoulecimcntos da Syria tiveram
para a Europa.
Era minha anterior correspondencia, tinha eu
dito, que o imperador havia declarado a firme
resoluco em que eslava de por termo s depre-
bre indo o mais ; mas, em iiorae o co, dc,i-
xera os homens eminentescollocados testado
governo inglez esse clumes mesquinhos e des-
confianzas injustas ; entendmosnos com leal-
dade, como homens de bem que somos, e nao
como ladres que procurara engaar ae racirro
camenle. Eis aqui em resumo o mea pensaren-
lo :Desejo que a Italia se pacifique, seja como
for, mas sem ioierveneo eatrangeira e que as
as minhas tropas possam deixar Boma sera com-
prometterem a seguranza do Papa. Desejaria
muito nao ser obrigada a mandar expedico
Syria, e, em todo o caso, de a nao mandar s,
primeiramente porque resulta disto um grande
despendi, depois porque recelo que esta inler-
vengo nao venha a provocar a queslo do Ori-
ente. Mas, por outra parte, nao sei como resis-
tir opinio publica de meu paiz, o qual nao
comprehender jamis quo se deixem impunes,
nao somente o assassioio dos chrislaos, mas o in-
cendio de nossos -consulados, o rompiraenlo ule
nassas bandeiras, o roubo dos raosleiros que se
aehavam debaixo de nossa proteccao.
Disse-vos ludo o que pens e desejo, sem
desfigurar nem omilltr cousa alguma. Fazei de
rainha carta o uso que julgardes conveniente.
Credc cm minha sincera amisade.
Napoleo.
Tal essa carta, cuja forma desuzada produ-
zio era Franga e na Inglaterra profunda sansa-
gao. Os jornaes do Londres izeram-lhe varia-
dos commentarios, mas ella produzio o desejado
effeito, pois que o gabinete inglez cessou da se
oppr intervencao na Syria. Com effeito o
Moniltur de hontem nos diz, que a confereucia
das grandes potencias se poz Analmente de ac-
cordo, e que assignra, no dia 3 de agosto, dous
protocolos, que recommendo a atlenco dos lei-
tores do Diario.
O primeiro desses protocolos fixa em 12.000
homens o corpo de tropas europeas, que dever
contribuir para o restabelecimento da tranquilli-
dado da Syna. Seis mil homens scrao forneci-
dosdesdej pela Franca. As outras potencias
concorrerao para a operaco enviando torgas na-
vaesparaa costa da Syria. A oceupago das
tropas europeas nao dever durar por mais de
seis mezes.
Pelo segundo protocolo as potencias fazem ura
protesto de seu desiuteresso e a Porta corapro-
raelle-se a lomar serias medidas para melhorar
a sorle das populaces chrislas.
Enviaram-se immediataraeute ordens ao porlo
de Toulon para partir a diviso franceza dirigida
sobre a Syria, diviso essi, que se acha sob o
commando do general Beaufort d'Haulpoul.
Os ltimos despachos annunciara positiva-
mente acessaco dos morticiiiosem Damas.
Para dar um teslemunho de reconhecimento
pelo nobre proceder do emir Abdel-K.ader em
Damas, o imperador acaba de lhe conferir a
graa-cruz da Legio de Honra. a mais "alta
" A viagao publica preneu a vossa auengao, e
importantes medidas foram votadas para que
ella podesse dar em breve ao paiz a facilidade
das comraunicacoes de que ha muito experimen-
ta a mais instante necessidade.
As moditcacoes effeituadas na paula das al-
fandegas, prppostas com o fim de benificiar o
consumidor sem prejuizo dos bem inlendidos
interesses da industria nacional, devem tender
a realisar entre nos os vantajoaos resultados que
as naces mais adiantadas teem constante-
mente produzido as reformas desta natureza.
As importantes proviscs adoptadas por vos
para Uberlarem a propriedade de algumas das
reairiccoes quo a afectavam, serio de certo de
um grande alcance para o nosso futuro econ-
mico.
Na occasiao em que me congratulo com vosco,
do resultado de urna sesso to proficua e labo-
riosa, observo com salisfaco que o inffuxo
das nossas insliluicoes conslueionaes cada vez,
concorre mais para assegurar nago portugue-
>a a prosperidado que tanto merece, e em que
todos sinceramente nos enpenhamos.
Est encerrada a sesso.
A lei de desamorlisago dos bens dos conven-'
los de freirs, deu lugar, na anie-vespera do en-
cerraraento, a ura incidente parlamentar de que
os adversarios da situacao leem lirado lodo o
partido para fazerem crer ao paiz, por urna bem
manejada intriga, que os ministros se acham era
desinielllgencia, sobreludo o presidente do con-
selho, marquez de Loul, com o da fazenda e es-
lrangeiros, o Sr. Avila.
Debalia-se era sesso nocturna o projecto na
cmara dos depulados, e o Sr. Casal Ribeiro per-
guntou arleiramente ao minislro da fazenda, se
lei, depois de passar as duas casas do parlamen-
to, se daria iuteira execuc.no, independentemcnle
do beneplcito da corle pontificia. Avila respon-
de a que rcpulava o accordo com a santa s 10-
dispensavel para que a lei tenha execugo.
Os cismontanos da casa electiva, que sao mu-
los, ou quasi todos, cada um a seu modo ou como
Deus os ajuda, levantarara-se, grilaram que as
nossas leis, depois da sanecao das cumaras e do
chefe do estado, nao catece'm da approvago de
qualquer potencia estrangeira para regularem
como leis do paiz. O marquez de Loul, levan-
ta-se, cora aquella serenidade fidalga que o ca-
racterisa, e diz algumas palavras para interpretar
as phrases do seu collega da fazenda, expondo
que o que se devia entender deltas que o go-
verno repula conveniente o accordo de Roma
Avila escandeceu-se era pouco, com essa traduc-
Sio interlinear s suas palavras :acamara aca-
lorou-se, c no dia segutnte corra que o ministe-
rio se achava em crise, e que o Sr. Avila tinha
pedido a sua demisso a el-rei. Anda mais cor-
po lomou esta noticia com o fado delle nao appa
recer na cmara, e ler ido ao pago.
O certo porm que alli
mo prego porque se acha actualmente arremata-
do o contrato;3o fazerem ao governo um era-
preslimo de 2;2O0 cootos de ris ao par. e sera
juros;4o araorlisar este empreslimo era sete n-
nos em prestagoes de 100 cootos de ris cada tres
mezes, que priocipiaro, depois de Gndo o pri-
meiro anuo do contracto;5o tomaremos con-
tratadores por sua conta o theatro de S. Carlos
pelos 12 annos em que durar o contrato, sem
que o governo tenha de pagar os 30 conlos vo-
laaos no orgamento da despeza;6o tomar sobre
si o pagamento dos 1;500 conlos que Manoel
Joaquim Pimenta reclama do conde de Farrobo,
e iUe 8verno lera de pagar ao mesmo conde;
7 fazer com que Pimenta desisla ds reclama-
^'<5Se lera coulra o governo, no valor de mais
de 200 conlos de ris.
Nao me consta que haja nada de oflicial, por
ora, em ludo isto. Parece todava que o conde
de Farrobo, sobre cuja fortuna pende ha muilo a
ospada de Damocles de urna execugio de Manoel
Joaquim Pimenta quem promove por lodos os
modos esle arranjo metiendo mesmo frente das
suas solicitages o duque de Saldanha, pai de
sua ora. Varios capitalistas se interessam ues-
te negocio. Por oulra parte o governo dar um
passo muito errado vindo logo na primeira poca
da sua gerencia pedir as cortes um 6//de indem-
nidade. Despresando a lei, desconceilua-se.
Veremos o que sai destas hesitagoes.
Al primeira, e por hoje, nao o enfado mais.
P. S.Chegou de Inglaterra o conde de Bo-
lho que vem entregar-so juslica.
. foi, mas nao tratou
distincgao honorilica que pode ser conferida, e de pedir a sua demisso ; a lei foi entretanto vo-
a esle respeilo com as potencias da Europa. Pro-
poz-se urna conferencia para eslabelccer easa n-
telligenefa, e todos os gabinetes annuiram a ella.
No dia 2C de julho leve lugar a primeira ses-
soube-se logo que, comquanlo tudas as p.irles se
achassrm de accordo em condemnar os eximes
commeltidos na Syria, e a exigir sua repressao,
nao acotdaram todava sobre o corito de saber, se
bastara rrtervir por meio de simples mauifesta-
gos martimas, e so nao seria melhor deixar que
a Purla casligasse por si mrsma os alteutados
commeltidos no seu territorio.
A Inglaterra, pelo que parece, oppoz-se prin-
que em urna occasiao critica o governo pude ele- dages e raortecinios da Syria, c de enlendcr-se
var os seusdireilos da alfandega sobre as merca-
dorias daquelles paizes com quem no tivercora-
promissos; mas esse recurso ser bem triste
pelo abalo que vira de novo causar ao com-
mercio.
Lord John Russell deu explicagdes na cmara
dos communs a respeito dos desgranado Saconle-
cimenlos da Syria.
Segundo as declarages desse ministro existe
o mais perfeilo accordo de vistas entre a Gra-
Bretanha e a Franca, afim de por um termo s
tristes scenas ltimamente occerridas na Syria ;
e o gabinete brilannco conliou j a lord Dufferin
a raissau de ir alli para informar o governo de
todas as circumslancias que acompanharam os
massacres de Damasco, Beyrouth para que a
Gra-Bretanha proceda cora a energa e descrip-
0o que o caso requer.
Foi assignada em Pars pelo embaixador do
Sullao, bem como polos ministros das potencias
que lomaran) parte no tratado de Paris do lb5G,
a convenci que ha de regular a oceupaco tem-
poraria da Syria. A Franca iocumbio-se de for-
necer urna torca de seis mil honieiu, que no da
(i do corrente dcixou j Toulon para aquelle des-
lino sobo commando do general Ilaulpoul ; mas
comprometleu-se a nao augmentar o seu excrcilo
do oceupaco senao quando as circumslancias o
reclamassem e cora previo acn lee i raen lo das
potencias signatarias desta conveacao.
O lira da expedico debe llar a' anarchia que
naquellas provincias do imperio Oliomano levan-
to u o eolio, atacando os interesses daquelles que
pelo tratado de Paris tinham urna salva-guarda ;
assim, pois, a Franca, indo oceupara Syria, exer-
ce em seu nonio e no das outras potencias sig-
natarias daquelle tratado um direito que lhes
competente. A oceupaco ser temporaria e du-
rar tanto lempo quanto for misler a S. M. Im-
perial o Sullao, para organisar aquellas provin-
cias. A Inglaterra foruecer um contingente
naval.
Ilouve um renhido combale era frente de Veta-
zo entre as tropas sicilianas e o corpo do gene-
ral napolitano Bosoo, que se balea com encarui-
gamenlo.
Os sicilianos eram superiores em forcas, mas
pela primeira vez encontraran! elles ur iuimigo
resoluto. Dcu-se perdas consldcraveis de am-
bos os Indos, e Busco foi obrigado a cncerrar-se
com os restos do seu corpo de tropas na fortale-
za de Melazzo. Depois de parlamenlearera por
algum lempo Busco obteve o re'irar-se para o
continente cora armas e bagagens, deixando
nicamente a arlilharia do forte e os cavallos do
suas tropas.
Mas emquanto se lerminava este incidente,
abriram-se outras negociagoes, qoe tiveram pe-
lo menos a grande vantagra de poupar maior
elfusao de sangue. O general Clary, comman-
dantc em chefe das forcas napolitanas em Mes-
sina concluio no dia 29 de julho, com Garibaldi
um armisticio, cm rirtudo do qual os fortes de
Syracusa, d'Agiito e de Messina leam cm poder
do rei de aples. Garibaldi, que nao abando-
na nem oceulia os seus designios, quer ter a li-
berdade deatravessar o estreito elevar suas tro-
pas ao continente. Assegura-se, al, que 1,500
sao, e se bem que as deliueragoes sejam secretas, dos seus voluntarios j desembarcaran! na Cala-
lodos applaudiram este aclo.
A Syria fez mal Italia, que apenas inspira
presentemente um interesse muito um interesse
muilo secundario. E todava as cousas acham-
se all ainda mais intrincadas do que d'aoles, e,
os successos desta quinzena nao permitiem en- \ medida, ao que lalvez nao fosse alhea a influon-
trtver qual vira a ser a solugo. cia do nuncio apostlico nesta corte. Avila ficou
Garibaldi resolveu-se a do'ixar Palermo, e foi | porlanlo no gabinete, o a desaraortisaco, no ar-
rcunir-se ao corpo de seu lugar-tcncnte Medici. chivo da cmara electiva, de remissa "para a ou-
teda por grande raaiorla na cmara popular, mas
nao chegou a ir dos pares. Se alli fosse, o go-
verno levava um cheque, porquanto andaram al-
guns d'entro elles sollicitando com a mais devota
sollcitude os votos dos seus collegas contra a
Ira sesso, em que mesmo nao ser preeisa urna
fumada para que ella soja approvada pelos pro-
ceres da cmara aristocrtica. As negociagoes
com a curia vao correndo regularmente ; algu-
mas notas se tem trocado em que o governo raa-
nifcsla boas tendencias, e nao o espirito de ullra-
monlauismo que os seus contrarios fingem sup-
por-lhe e lodos os das lhe eslo imputando,
afjm de o intrigaren) na opinio da gente liberal.
Nao creio, amigo redactur, que haja grande in-
conveuicnle uesle adiamento. D'aqui at aber-
tura da prxima sesso, de presumir que se te-
nha viudo j a um accotdo com a corte do Roma ;
os pares, tranquilizada a sua conscicncia, appro-
varam a lei.e o paiz nao sofro cousa alguma era
seus interesses econmicos pela demora de al-
guna mezes, que ao mesmo lempo nos evitara um
scisraa, que um dos embaracos governativos
mais atlendiveis.
E' um erro confundir influencia pontificia
com a de qualquer outra potencia estrangeira.
Roma nao assusta as naces catholiras pelo nu-
mero das suas carabinas", pelo alteroso das suas
naos, ou pela fumaoa da sua plvora. As armas
moraes de que dispe, puJera envolver era dii-
culdadcs o governo de um paiz, se nao houvor
toda a circunspecgo, nao digo para conlempori-
sar com lodas as exigencias, mas para ceder no
que rasoavel. A queslo ainda oulra. O mi-
nislerio transacto havia laucado ltimamente no
mercado uns 1,900 conlos "cm inscripodes que
vendeu ao desbarate. As algibeiras da a'giolagem
tierra ao continente. Parece que o fanioso cau-JfnJ^m atulhadas de tnloa do divida publica,
para
bria, cqne oproprio Garibaldi prepara-se
apresenlar-se em pesso-i em aples.
Creio ler dito na minha ultima carta que o rei
Vctor Emmanuel dirigir a Garibaldi una carta
aulographa, convidando-o asbster-se de
levar a
dilho nao satisfoz aos desejos do rei, e que lhe
responder negativamente. Alera de que, o pen-
samrnto dos revolucionarios italianos foi mui
(plmente A intervencao armada "por parte da claramente expendido pelo Sr. Deprotis, que Ga-
Pranca, e foi sobreludo para fazer cesaar essa op- ribaldi nomeou seu pro-diclador. O Sr. Dcpre-
posiro que Napoleo dirigi a seu embaixador "*i em "ma resposla a municipalidade de Palor-
era l.ondtes, o Sr. de Porsigny, urna carta, que l!1. declarou que elle eslava pela unificago da
hoje se acha publicada, e de que lodos na Euro- i "alia, e que liorna devia ser a capital do novo
pa so oceupam presentemente.
Necia emergencia creio bem que a Russia de
boa volitado quereria oceupar a Syria mas a
rsso se opporia formalmente a Franca e a Ingla-
terra, e por conseguiulo houve as conferencias
accordo unnime para que a Franca fosse oceu-
par aquella parte do imperio ottomano.
As ultimas noticias da Syria sao um pouco
mais favoraveis. Entretanto "nao tinham inleira-
mcnic cessado os massacres ; e se recejara que
elles apparecessem em Jerusalera e em Dejdah.
Mais de quinzo mil chrislaos cahiram sob os gol-
pes do ferro musulmano? A defeza que os chris-
laos fizerara foi heroica, mas sem favoravel re-
sultado pelo diminuto Dumero em que eslavam.
O imperador Napoleo enviou a Abdel-Kader a
Graa-Cruz da legio do Honra pela generosa con-
ducta do Emir para com os chrislaos de Damasco.
A queslo da Italia tem perdido um pouco dej
importancia pelos sucessos da Syria.
Eis-aqui o texlo dessa caria, que julgo indis-
pensavel tazer condecida dos Icilotes do Diario :
Saint-Cloud. 29 de julho de 1860.
Meu charo Porsigny.l'arc'cem-me to com-
plicados os negocios, por cansa da dcsconfianga
que so espalhou portada a parte depois da guer-
ra da Italia, que me resolv a e?crever-vos, na
esperaoca, de quo ama con versaso (ranea com lord
Palmorston pora tormo ao mal da actualidado.
Lord Palmorston mo eonh'-co, eestoucerto
que, desdo quo eu allirraar una cousa, elle nao
ter duvida em acreditar Pois bem Podis di-
zer-lhe de minha parte, da maneira mais formal,
que, desde a paz de Vilnfrauca, s Icuho um
pensarnenlo, s miro a um alvo: inaugurar
urna nova era de paz e viver em boa inlolligen-
com lodos os vizinhos, e principalmente com a
Inglaterra. Eu tinha renunciado a Saboya c Ni-
za ; o rrescimenlo extraordinario do reino do
Piemonlo foi o que me determinou a aceitar e
reunir Franca duas provincias essencialmenle
francesas.
Mas, me diro, vos queris a paz c augmen-
tis_ desmesuradamente as forras da Franca. Ne-
g isto absolutamente. O me exercito c a mi-
nha armada tio tem nada de ameagador para
pessoa alguma. A minha matinha a "vapor nem
ao menos sufficienle para salisfazer as nossas
necessidadea,
adquiridos por irinla reis do mel ruado';paa
sando a lei do desamorlisaco, antes do accordo
com a santa s, os feolas, em cujas mos residen)
lambern avultartos capit30S, abslinhain-SO do
comprar os bens das freirs, deixando s os espe-
culadores e agiotas em campo. Faga idea do S.
Marlinho que nao seria para estes senhores Es-
lallou-lhes a caslanha na bocea, e eslSo furiosos,
recorrendo a toda a especie de artificio para des-
acreditar o ministro da fazenda como jesuta,o
gabinete pela sua supposta divergencia, a ludo o
a tolos, finalmente, que se oppozerara pilha-
gem projectada. As inscripres leem bsixado al-
guma cuusa ; pois saiba que logo ellos, pelos
seus aranlos vieram imprensa denunciar quo
aqujlla baixa proceda do desconceito do minia-
torb, conhocendo de si para si, melhor que mu-
guen!, quaes os verdadeiros motivos daquella os-
cilligo de fundos. Havendo grande quantidade
de nscripges no mercado, e leudo fallado nesta
occasiao a opporlunidade de eraprega-las em
larra escala, dosceram.
Aqu lera como o rei do mundo se diverte a fa-
reino, agrupando cm torno de si, como una co-
ma, aples, Florenoa, Mil.io, Turin, Veneza,
Palermo, etc. Isto ludo promette un pra3entei-
ro futuro ao papa e ao mundo catholico !
A Inglaterra, que anda se ni p re a sonhar com
os perigos pouco provaveis de urna invaso, vai
ser obrigada a grandes sacrificios para acalmar
osreceios. Lord Palraerslon acaba de conseguir
da caniaia dos communs urna le. que concede I
301) milhoes defeza nacional e designa para es-
se fin, no corrente auno, 50 milhoes.
Whigs e torios votaram a lei, que foi intil-
mente combatida pelo Sr. Bright.
Menciono aqui a entrevista que leve lugar em
Treplitz, entre o imperador da Austria e o prin- ,
cipe regente da Prussia. Os dous soberanos en- ze' poltica e se ingere em todas as quesloes, im-
tonderani-se sobre a polilica interior o exterior P(m,u sorapre aos crdulos cora o seu vivaz e
da Allemanha. airisolado patriotismo. Ao passo que o gabinete
---------- jaccusado de beato, esto, segura-se na sella
-- -^ ontra as exigencias exaggeradas do legado apos-
JLisboa, 13 le agosto de 18CO. j tilico, e vai negociando com luda a diplomacia,
Encerra>-am-se as corles no dia 4 do corrente, sm commeltcr indignidades. Os homens que'
coma pompa official do eslyllo. Na falla do ,re accommeltcm o governo a pretexto de nao
throno, que adianle lhe iranscrevo, encontrar a I ^ier passara vapor a !ei da desamorlisaco, sao
resenha dos actos parlamentares mais dignos mesmos que era 1808 promovern) tima crusa-
dc raeucao eriwque foram colaboradoras duas contra o projecto de desaraortisaco do rai-
a Jministrago tima, como iniciadora ; outra, "slerio Avila-Loul, chegando a representar con-
(aaclual) no carcter de exectilora da maior |lra elle muitas mil pessoas, em algumas Ierras,
parte das medidas logadas pela anterior. Efrc- cuivocadas at a loque de sinos. A gente que
livaraenle, diga-se com iraparcialdade.os mi- ""
hislillas o ministerio por nao desamortisar os
bens dos conventos antes do beneplcito pontifi-
cio, sao os mesmos, que, estando no poder, ex-
:oderam na ultima concordata sobre o nosso pa-
Iroado no oriente, as autorisages do parlamento
urtuguez, collocando as cousas por tal forma.
eos, sisudos como homens pblicos, habilitados !iue os chrislandades da Asia eslo sendo nva-
em fim para inspiraren) a necessaria conllanga !lidas espiritualmenle pela influencia pertinaz da
e o numero dos navios a vapor nao nistros demissionarios, ousaram muilo apresen-
iguala sequr o numero de barcos vela julgados lando-se com una serie de medidas que ao povo
necessarios nos lempos do re Luiz Philippo. deviam repugnar pela exlranheza que sempre'
Tenho -400,000 homens em armas ; mas abs- causa qualquer alterarlo tributaria. Faltou-lhes
trahi desse numero 00,000 homens em Argel,, porm o bom sonso de so mostrarern economi-
0,000 era Roma, 8,000 na China, 20.000 gendar-
mes, os docntes, os conscriptos, e confossareis a
verdade, isto quo as minhas tropas lera um ao paiz." Conhecerara a falta, quando j nao ti- ''Opaganda.
offectivo mais reduzido do que sob o reinado pro- j nha remedio, e retir?rara-se. A misso dos seus i O projecto para libertar o commercio dos viches
cedenlo, londo-so apenas augmentado o quadro sucessores, nao agradavel, por que leem do :io Douro, das leis restrictivas que sobre elles
cora a creaco da guarda imperial. arroslar com o odioso da ampliaro dos impos- 'esavam, passou ultima hora na cmara popu-
Alm de que, posto que deseje a paz, nao tos, com as difliculdades da orgaisaro da ma- ar> mas "cou entallado porta da cmara aris-
Garibaldi vai'lriu .'V n'ir ^ "\11 dei"rel de organizar o melhor que for possivel china financeira, em seus diversos pormenores, "cralica. Homens que ha mais de trinta annos
-p--" le- eJa|ns forras do paiz ; por quanlo se, as ultimas e islo em circumslancias
guerras, os eslrangeiros nao viram senao o lado
hrilhanle, eu vi do pcrlo os defeilos e desojo
temedia-los.
se acha de posse de Melazzo e de Messina, que
assaltou e tomou em 27 do mez passado depois
de urna sanguinolenta lula em que perdeu mais
dcSO homens: os realistas perderam 1,300 ho-
mens. As tropas reaes apenas se acham de posse
da cidadella de Messina.
As ultimas noticias annunciam que urna porgan
das (oigas de Garibaldi desembarcou na Calabria
c que marchara sobre aples.
Paris, -. de agosto ir 1S60.
Os oconlecimelos da Syria tem avullado de im-
portancia, a poni de se tornaren) urna alta ques-
lo europea. Nao ha presentemente um nssump-
to que mais absorva a alteneo, c acaba de pro-
vocar urna estrondosa manifestaco da parle do
imperador dos Francezes.
Antes, porm, de fazer a exposigo dos efTeilos,
cumpre-me tratar das causas, isto', devodaraos
leitores do Diario o resumo das ultimas noticias
recebidas da Turqua asitica.
Em Damas contlnuou o morticinio dos chris-
laos at o dia 13 de julho, data das ultimas no-
ticias ; e mesmo enISo nao havia cerleza,
mas se esperava apenas que aquellas scenas
de carnagera iriam terminar. O bairro christo f-
ra invadido, saqueado e incendiado, a excepgao
ae cerca de duzenlas casas, cujos donos se haviam
corajosamente detendido com o auxilio de alguns
artistas turcos, empregados em seu scrvico.e que
se lhes conservoram fiis.
Avalia-se em 6,000 o numero das victimas, o
que
Dito isto, nada tenho feilo nem pensado,
desde a paz de Villa-Franca, que possa intimidar
que nao se poderu re-
almente qualificar do muito prosperas para o
Ihesouro. O systema de fazenda que propuze-
ram e lizeram approvar, nao Ccaria complelo
sem que no imposto indirecto se Qzesse tamben)
urna reforma tendente a compensar a exaggera-
ninguem. Quando I.avalctlc partiu para Cons- da ampliaro das contribnicoes directas. E' o
ititnw.1.1 -. i T_________11__j_: i* *. m JL *
na, que muitos desses desgraeados'acharara asy-
lo era casa de turcos abastados, alguns dos quaes
morreram na.dffeza de seus infelizes hospedes.
O governador turco de nome Ashmel-Pach,
que se portara de um raodu abominavel, no ou-
sou todava recusar entrada da fortaleza a al-
uus milhares de
tantinopla, as insirnrroes que lhe dei limitavam-
se ao seguinle .Farei todos os esforcos por
manler o_sai quo. O interesse da Franca
que a Turqua viva o mais que for possivel."
Succedem, no entretanto oa morlerinios da
Syria, e se escreve quo fiquei muito satisfeito de
achar urna nova occasiao det fazer urna guerra-
sinha, ou de representar tira novo papel. Se
propuz iramediataraente urna expedico, por-
que sinlo, assim como o povo que me collocou
sua frente, o qne se passou na Syria, que
essas lerriveis [scenas encheram-me "de indigna-
gao. Tambem live como urna das primeiras ide-
as o entender-mc com a Inglaterra-
interesse, a nao ser oda huraanidade
ria a enviar tropas aquello paiz? Dar-se-ha
caso qne o passe d'esse territorio augmentem as
minhas forcas?
Deixarei de reconhecer que o colonia de Ar-
gel, apezar das vantagens que promette no fu-
turo, urna cauza de enfraquecimento para a
Franca, que ha 30 annos lhe d o mais puro de
seu sangue e de seu onro ?
* J o disse em 1852, em Bordeaux, e a mi-
nha opinio ainda hoje a mesma :tenho,
5 verdade, grondes conquistas a fazer, mas ero
desenvol-
recursos lera
Ha n'esse
. po aberlo minha ambi-
cie, e elle bastante para satisfaze-la.
Tem-me sido difficil p0r-me de accordo cora
h Inglaterra-a respeilo da Italia centrol, porque
achava-me compromeltido pela paz de Villa-Fran-
ca. Quanto a Italia do sul, nao tenho coopro-
raissos, e o que mais me enteressa
ratam a queslo vinhaleira, na imprensa, as
ommisses deinquerilo, na tribuna o no poder,
eclararam com toda a ingenuidade que nao es-
avam ainda habilitados para se pronunciaren!
obre o projecto I L ficou pois de remisso para
lovombro.
Qusnto a estradas, o governo, autorisado pelas
que tez 0 Sr, Avila renovando desde logo como amaras, vai tentar o systema das pequeos em-
ministroa iniciativa da sua proposia para a re- ireiladas, posto fra ae combate, como lhe disse
orina da pauta geral das alfandegas, de que > celebre Langlois. cujo contrato a cmara regei-
Ihe dei corita na minha ultima. ou, logo quecahio o ministerio Aguiar. No paiz
u projecto de desvinculagao da propriedade, iota-s contcntamento por esta soluno. Temos
lam bem urna medida de grande alcance politi- isongeiros cxemplosdo que podem o's proprieta-
co e econmico, iniciada pela cmara dos pares, tos das diversas localidades, constituidos em
o que lhe d mais relevo, e secundada eQicaz-
. e
mente pola cooperagao do governo, como se de-
via esperar de uro gabinete progressisla.
Eis o discurso da corda :
Dignos pares do reino e senhores depulados
da nago porlugueza. No momento dme achar
Que outro entre vos para encerrar a presente sesso legis-
me leva-! lativa, tenho a mais completa satisfago em
vos poder felicitar pelo zlo, assiduidade e in-
teligencia com que vos occuDastes da resolugao
de tantos o to importantes i
nago publica, como foram aquellos sobre a;
quaes a representago nacional foi chamada
pronunciar-so.
O periodo legislativo que hoje termina deu .
historia parlamentar urna das suas mais impor-
tantes paginas, e proporcionar ao paiz raeios
cfficazes para o seu futuro desenvolvimento.
. o que mais me enteressa entender-
ennstaos fugitivos, que ahi I rae cora a Inglaterra a esse respeilo, como so-
lequenas associaces para cooperaren) cora o go-
bern na feitura* das estradas. Ha de se fazer
nuilo, eo novo ministro das obras publicas, e o
iovo miuistro das obras publicas, o Sr. Thiago
loria, ura mogo intellgenle, enrgico, e de
laaa irmesa comprovada.
O famoso Salamanca principia a inquietar o
tverno, fallando s condiges do contrato na
Mislrucgo das obras d'arte, que enlende ser me-
lar para a sua algibeira ficarem para urna s
i imprtenles quesloes da gover-j ai quando o contrato dizque devam ser feilas
fara duas vias. No pagamento das suas emprei-
alase fornecimentos de materiaes vai deilando
:esse os ps era casa !
contracto do tabaco vai ser arrematado por
nais 3 annos, fleando a rgie para as kalendas
pegas, com o quo talvez se nao perca muilo
Agradego-vos as medidas quo por vos foram r/um paiz era que domina a carta de empenho e
adoptadas para a salisfaco das necessidades ds onde muitas vezes se fazem erapregos para os h'o-
despeza publica. raens, em lugar de se escolherem homens para
Asorcurastanc-.as em que fostes chumados t os empregos. A regie, pode ser deploravel pelos
votar o orgamento do eslado se nao permiltirsrr desperdicios, e por isso entendeu-se seralmenle
que a sua discusso tivesse a maior amplitude que o novo governo fez bem em arrematar oulra
provaram o vesso louvavel desejo de preenche vez a que rendoso monopolio. Appareceu po-
" constitucional que rases d rm ha das as folhas nao offlciaes um vasto e
urna solemnidade
torga maior ulraamentc haviam impedido qu
livessesido devidamenle salisfeita, como misj
ter que o seja para o cumprimento da primeir
obrigaco polilica da representago nacional.
bem condimentado reclame em que se diz ler sido
apresentada urna proposta ao ministerio: Io pora
que v o conlrato praga por 12 annos ;2o obri-
garem-se os empresarios a dar ao estado o mes-
Porto 11 de agosto.
Enganamo-nos quando dssomos na nossa pri-
meira correspondencia, que a queslo de vinhos
do Douro eslava debatida desde ha muilos annos,
pela imprensa e as tribunas, forgoso con-
fessar que ludo quanto os mais famigerados cara-
pees da reslricco ou da liberdade do commer-
cio de vinhos do Douro leem escripto sobre o
materia, pode ser comparado aos pequeos e in-
significantes romances, escriptos por mediocres
capacidades, que esquecem, e nao lembrara raais
com o apparecimeolo d'outras produeges do
mesmo genero, devidas a autores do mais subi-
do engenho de raais vasta erudigo.
As discusses no parlamento, as polmicas na
imprensa, e as muitas ropresentaces dos inte-
ressados aos poderes pnblicos, que" a queslo dos
vinhos tem feilo apparecersao urna faego, urna
mentira 1 A penna e a palavra nunca so oceu-
para m coro semelhante assumpto, e raesmo a ac-
colorada discusso que houve na cmara electi-
va, na sesso que lindou no dia 4 do corrente,
que deu em resultado a approvago por 87 votos
contra 15, do projecto que torna livre provisoria-
mente a industria e commercio dos vinhos do
Douro, forgoso nega-la, preciso te-la como
urna illuso.em vista do parecer da cotnmisso da
, cmara dos paresdo que se nao achava habilita-
da a dar o sau parecer sobre o dilo projecto.
Foi o Sr. vieeonde de Castro, antigo commer-
ciante, e actualmente raembro da cmara dospa-
, res do reino, c era quem a praga do Porlo muilo
Iconuava pan defender naquolla casa a doulrina
do projecto, quo fra a causa delle iicar adiado -
, pela importancia do seu voto em materias de
commercio:
E' para notar, que o Sr. viscondo de Castro,
esteja osquecido em 1860 do que escrevera em
1822 acerca dos vinhos do Douro. S. Exc. em
um fullieto intituladofefutaro dos irabalhos
da commissao do commercio do 'orlo,secundo
foi comraunicado ao Jornal do Porlo, sob opscu-
donimo de Cephas Mallos, escroveu : S a li-
berdade ; s a qnalilicago natural que feita
polo comprador e vendedor A vista da fazenda
(nlio do Douro) polero reduzir as cousas aos
limites de cquidade e jusliga etc.
Ha 38 annos, que o mesmo hornera, que ago-
ra disse na tribuna, nao se achar habilitado para
tratar s questo do Douro, aconselhava o remedio
para a cura do mal que pareco desconhecer ago-
ra. Era 1822 nao tinha por certo o Sr. viscoode
muiia gente que pensasse como S. Exc, hoje, po-
rem, trocaram-se as vallas, o grande numero
que pensa como S. Exc. enlo pensara.
As cmaras foram efectivamente encerradas
no da 4, Picando o malfadado commercio dos vi-
nhos do Porto lutaudo cora as mesraas incertezas,
iiide.cisoes e traiistornos nao sabemos at quan-
do I.... '
Estamos intimamente convencidos quo a deca-
dencia do commercio de vinhos do Douro, tem a
sua origcm as leis especiaes^quo os regulara.
Nada mnis anachronico do- queidepois de pas-
sado mais de melado do seculo XIX, n'ura pai/.
regido conslilucionalmonte, existir no meio de
um dislricto urna porgo de torreno chamada de-
marcado com una logi-laco quo lho d o di-
reito, por meio de um arrolamento, do quo s os
vinhos produzidos nella podem ser os reconhe-
cdos corno vftdadeiros e gonuinos vinhos do
, lorio, admillindo ainda a absurda qualilicacao
Ulclal, da qual muilas vezes o jury qualiQcador
excluo da oxporlaeao muitos dos vinhos produzi-
dos donlto do terreno previlegiado. Sendo cor-
to, quo, por meio de alcavelas, o vinho do fra
da demarcarao que nao pode, segundo as leis,
ser exportado, obtem guia para o poder sor !
Mnaliiionteadeuiarcagao.com os seus arro-
laraenlos,asprovas o quali/tc-ires com a v.a-
gao othcial da quantidade de rinho exporlavel,
os corles quantUativoi nos mnnscra que a c'o-
Iheita abundante para nao depreciar o valor
do generosao os maioresc mais inqualificaveis
absurdos que em legislacoconhecemoaI
Doixemos, por hoje, a questo dos vinhos do
Douro, c passcinos a outros assumplos.
Na anterior carta disseraos .ios que se ia pro-
ceder a urna syndicancia as alfandegas do circu-
lo de Valonea c ell'ectivaraenle j parti para
aquella villa, para esse fim, unvinielligente e zo-
loso em pregado da alfandega desta cidnde. Ha
por l muito erro de Cscalisaco, que de futuro
e necossario remediar.
Que urna fiscalisaco cscrupolosa e activa, mas
racionavol e sem vexames, ha de dar em resulta-
do a dimtnuico do contrabando, c fra de toda
a duvida '? mas que o conlrabaiilisla ha de exis-
tir em quanto os direitos o convidaren) a nao
tnetter a despacho certas e determinadas fazen-
das ou gneros, asserco que nao pode, em boa
fe, receoer conlradita.
A existencia o aoimago do contrabando, tem
origorn nos exagerados direitos das pautas. A
iiscalisago ainda a mais bem combinada e e ner-
gica, nao livrara o commercio licito desse com-
petidor infatigavel e lemivel.
No alio Minho, aonde se conlrabandeava em
grande escala, muilo especialmente no assucir,
est na actualidade a Iiscalisago levada a nm
grande apuro pelas medidas extraordinarias, ha
lempos a esla parlo, postas em pratica. Ese Tora
misler adduzir provas em favor do quedoixaraos
dito a respeilo de urna activa fiscaltsago a que
d o rendimento da alfandega do Porto, em re-
lac&O ao despacho do assucar para consumo no
mez de julho ultimo, era sufBcioute para o pro-
var. Nosle_ mez foram despachados para consu-
mo 1,12{.453 libras de assucar, lendo-sc despa-
chado em igual mez do anno de 1859 apenas......
860:880 libras do differenga para raais no mesmo
mez desle anno 263:573 libras.
Diremos aqui de passagera, por nao termos
lempo de o fazer raais largamente nesta carta,
que foi approvada a reforma da paula apresen-
tada scamaras pelo actual ministro da lazenda,
era ura dos ltimos das da sesso que se enecr-
rou no principio deslo mez. Esta reforma foi
feita no sentido de beneficiar o consumidor, sem
prejuizo das industrias do paiz, creadas som-
bra dos direitos prolectores da paula do 1837. A
associago industrial do Porto representou para
que sobreeslivesse na approvago da nova refor-
I ma, porque tinha de reclamar favor da indus-
: tria nacional sobro varias redueges de direitos.
j J foi muito tarde, porque quando o fio elctri-
co levou esla noticia cmara dos pares j a re-
forma tinha passado nesta casa. Foi una das
muitas leis approvadas vapor ultima hora.
I Solemne e magestoso, como costuma ser, e a
i importancia egravidade do acto demanda, foi a
reunio annuaria, que a real sociedade humani-
I lata fez no dia 29 de julho ultimo no pago do
i conselho municipal para a leitura do reiatrio e
distribuigo dos diplomas e medalhas s pessoas
que, pelo seu herosmo humanitario, se torna-
| rom merecedoras das dislincges que a philan-
tropica sociedade confere aos benemritos da
humanidode.
Seriara quasi duas horas da larde quando. se
abri a sesso, que era presidida pelo Sr. visc'on-
de de Gouveia, governador civil co districto.
Feita a leitura da acta da sesso anlerior, que
foi approvada : o Sr. Eduardo Moser, Io secreta-
rio, leu o relatorio referido do anno de 1859
1860, o qual em bem escripia resenha, abrangia
os oilo annos do exislencia de lao til e civilisa-
dora insliluigo, passava em revista os actos mais
raeraoraveis da sociedade o os servigos mais re-
I levantes prestados a favor do prximo nesse lon-
go periodo, desenvolvendo depois em largo qua-
dro us irabalhos que propriamente diziam respei-
1 to ao anno a que se referia o relatorio.
Entre os servigos prestados a prol da huraani-
dade sobresahiam no relatorio os que presin o
vice-consul de Portugal no Maranho, coadjuvado
por alguns benemritos portuguezes a 800 colo-
nos, seus compatriotas, que imploravam, pelas
ras da cidade a caridade publica, proporcionan-
lhes soccorros que lhe minorassem os soffriraen-
tos, e dando-lhes os precisos meios para volta-
rem patria. Por lao valioso servigo, fui aquel-
le benemrito agente consular Borneado vice-pre-
sidente honorario da Real Sociedade Humanitaria,
e as outras pessoas que o auxiliaran) para lao
piedoso-fim, foram galardoadas pelo modo por-
que a sociedade o poda fazer.
Acabada a leitura do relatorio, pessou-se ar>
acto mais editicativo a que temos aasistido. Cora-
moveii-ncs. E quem na, que presenciando no
meio de um auditorio to respeitavel, a grave e
solemoissima ccrimonia de laucar ao pescogo de'
um menino de 11 annos, uroaanedalha de honra,
por ter arriscado a sua vida para salvar a de ura
seu semelhante, nao sinta o coraco trausbordar-
se-lho de ineffavel aleRria ? Qum nao admira-
r ver personificada n'uma mulher ainda joven,
a varonil coragem do affrontar o perigo para
salvar da morte certa a um ente humano do
sexo masculino ? Ambos tinham salvado no Dou-
ro dos vidas ; o primeiro langaodo-se agua, o
segurando pelos cabellos um mogo da galera
iVora Sublit, que tinha cabido ao rio ; e a se-
gunda agarrando tambem pelos cabellos, e reco-
lhendo para dentro do barco em que remava.un
hornera cuja imprudencia lhe teria eito perder a
vida a nao ser o auxilio daquella mulher 1 Foi a
esla ceremonia que o auditorio nao pode conler-
se prerompendo era largas expanses de jubilosos
applausos.
Acabou esle grandioso acto, nascido da cvili-
sago moderna, cora um discurso do presidente,
que foi ura bello e cloquele improviso apro-
priado raageslade do acto a que acabava do
presidir.
No dia 2 do corrente, pelas 10 horas da noite,
lerminou o julgamento no 2. dislricto criminal,
desta cidade, dos reos Jos Dias d'Assuaipgo, e
D Mara da Concego Garialdi, acensados pelo
crime de passadores de olas falsas do Brasil, ten-
do comegado a audiencia no dia 30 de julho, e
durado, por consequencia, quatro dia?, princi-
piando os Irabalhos, em cada um delles, s 10
horas da manha, e encerrando-se igual hora da
noite.
Era juiz presidente o Sr. Antonio Emilio de S
Rrando, accusadorA por parte do ministerio pu-
blico, o Sr. Maximiano Faustino de Andrade, o
por parte do Sr. Jos Belaraio, vice-consul do
Brasil, 0 Sr. Custodio Jos Vieira.
Defenda os reos o talentoso advogado Jos Lu-
ciano de Castro.
A constituigo do jury, leitura do processo, c
interrogatorio de tcstemunhas levou dous dias, o
os debates oraes e resposla do jury aos quisilos
outros dous.
A senlenga foi de cinco annos de prisao. Oa
reos appellarara para o tribunal da relaco.
Deram-se nesla causa alguns incidcnle's impor-
tantes, as respostas do jury aos quesilos, que
muito depoe contra a inlelligencia dos jurados,
que lodos erara lavradores das iramediaces des-
ta cidade ; querendo muila gente levar ssesdes-
agradaves incidentes conta da lei especial que
regula oscriraes de moeda falsa.
Nos, posto que condemnamos a mesma lei por
ioiqua, absurda e desnecessaria, achamos a cau-
sal na longa durago da sesso na confuso quo
resullou da appreciagko das provas e contra pro-
vas do crme depois de ouvidas as allegagoesda
aecusacu e da defeza, replicas ele.
Recolhidos os jurados sala das conferencias,
para responderem aos quisilos proposlos pelo juiz,
voltaram passadas quasi duas huras com as indis-
penaaveis respostas, mas to contradtorias em
relagao ao complexo desses quesilos, que o juiz
mandou-os recolher de novo para emendarem as
suas respostas, sendo preciso, para o consegui-
rem, voltarem fra urnas tres vezes a pedirem ex-
plicaces.
Mas nao pense o leitorqueo negocio ficou aqui,
ornis extraordinario que quando o juiz profe-
rio a senlenga, os jurados declararan) que nao
era sua iotongo condemnar os reos. E' na ver-
dade vergonhosa esla declaraco. Veremos como
o tribunal" superior appareca estes aconteci-
racntos.
Fui mandada sabir barra do Douro a barca
Flor do Douro, que ha pouco havia chegado do
Rio de Janeiro, lendo feilo quarenlcna no lazare-
to do Vig, porque lhe adoeccra um dos guardas
da alfandega, que tinha bordo, fallecendo pou-
co depois. Um jornal de hontem, o Amigo do
Poco, diz que a molestia do guarda fra una in-
digestan. Nao sabemos al que ponto devamos
acreditar esta verso, mas corlo que os delega-
dos de saude, aqui, tem por coslurae commellc-
rem muilo desalio no desempouho do seus do-
veres.
Attribire*-s a esle acontccimenlo, e a outros
que por ventura prximamente se tenliam dado,
a eommunicagao que o piloto-mr da barra fez
Associago Commercial, em data do 9 do presen-
to raez, do que nenlium navio cora precedencia
de por infeccionados ou suspeilos de febre ama-
relia, tem entrada no Douro, sem irem Lisboa
cinbora tenham beueliciado em Vigo. '
Cabe aqui dizer que o porto de Pernamhuco
foi considerado suspeito do febre araarella pelo
conselho do saude publica do reino.
A romaria de Santa Anna de Oliveira effec-
tuou-se osle anno, sem que, felizmente, aconte-
cessom desgracas no rio, como em quasi lodos os
anuos ha a lastimar, na volta dos barcos para a
ciJade, ao anoiteccr.
Sonta Arma de Oliveira tica na margem esquer-
d.a do Douro, em sitio aprazivel, na distancia da
nina legua, rio cima, da cidade do Porto, e ,
talvez a romagem mais concorrida de todas as
que se fazem nos suburbios da cidade.
Desde o alvorocer do domingo, 29 de julho,
que numerosos barcos se oceupavam na conduc-
; gao do gente para o local da fesla e suas imnte-
! diages ; mas das duas horas era dianle esse nu-
, mero subi prodigiosamente. E' porque o dia ti-
. nha raiado bello e risonho, sem que em todo el-
; le desdissesse daquella gala e lougania, com quo
'. a natureza eapricha era aprosenta'r-so pela pri-
; maveri, neste canliuho o raais occidental da Eu-
I ropa. Se, porm, no rio o raovimento dos barcos
( ora continuo desde o caes do embarque, no Por-
lo e cm outros sitios da margem direila al San-
ta Anna de Oliveira ; as duas estradas margi-
naos do Douro eram transitadas por massas com-
pactas de povo, para grande parle do qual a ria
fluvial nao facilitara transporta Assim, os que
passavarn a ponte sobro o Douro e so meliiam na
estrada para Santa Anna, que de possimu o in-
cornmod.ilivo transito, uns ficavam no Areinho,
outros paravam na Pedra Salgada, e poucos arara
os que vendara o caminho at ao sitio da roma-
gem. J vcra os leitores, quo aquellas duas lo-
calidades sao pontos intermediarios entre a cida-
de c Santa Anna de Oliveira, muito frequentados
na estago calmosa, onde a rapaziada, e mesmo
muitas familias, vo passar as lardes, levando da
cidade a competente merenda, para se nao su-
eitarem classica posia, quasi sempro mal ama-
nhada, do pescada grita e por proco bem pouco
razoavel !
Os transentes da margem direita, esses con-
lentavam-so, na sua grande totalidade, com vt
e admirar o tumultuar incestante de barcos o do
genio. Aprazivel e hygienico seria o passoio so
densas nnvens de poeira, levantadas pola estra-
da, nao incommodassera os passeautes, pondo-
Ihes bronco o vestuario como os mogos de pa-
deiros oo acabarem de exercer cerlos misleres da
padaria.
Ao acabar do dia, quando o astro luminoso,
envolyendo-se no seu ocaso, dava lugar ao ap-
pareciraenlo do estrellado manto do noite, que
aiigmenloii muito mais de interesse o golpe des
vista sobre o rio. Muitos barcos Irajovam a gala
que lhes proprio cm dias de fesla, desfraldando
bandeiras e galhardetes brisa refrigerante quo
corria. Algumas lanternas com luzes, dispostas
nos armages dos toldes dos barcos, que eram de
variada construego e feitio, davam-lhe os seus
visos de\iroa vgsj p0VO8Cao fiuctuante. Peque-
as serenaUrse faziam ouvir, sobresahindo ao
canto nem sempre afinado, de centenares de vo-
zes que echoando pelas ribeiras se perdiam no
vacuo iramonso do rio.
Assim acabou a romagem de Santa Anua de
Oliveira, sem que houvessera desordens era quo
fosse preciso inlervir a polica.
Ha eslrangeiros que admirara o socego com
quo enlrc nos acabam estas fesias populares.
Canta-sc e dansa-sc a Caninha verde, a Ciral-
dinha o outras cantigas populares ; come-se, be-
bem-se muitas pipas de vinho, e afinal vollam os
romeiros aos seus penales sem que a ordem pu-
blica lenha sido perturbada.
ntreos roubos que ltimamente se teem fei-
lo, dou-se ura que passamos a contar ao leitor,
por ser mais um facto que lhe podo servir de li-
go. Nao foi nova a maneira de o levar a effeito,
porque muilas pessoas ho j sido victimas da i
limitada confianga concedida aos seus servos,
nem nelle so cncontra a concepgao d'um enge-
ohoso plano,ha s a singularidade do ladro ser
o proprio delator, persuadindo-so que, por esta
forma, licaria a salvo dassuspeitas que sobre elle

-
~
ILEGfVEL
.



naturalmente recahiriam, quando o dooo da casa
dsse pela falla dos objectos roubados.
Eis o caso:
Sernlo .irisado o Sr Antonio Montelro da Fon-
seca, Brasilorro, morador na ra da Assumpco,
pela sus criada Rusa do Almeida, de qnencou-
(rara a (alta de alguas objectos sem que so ntre-
vessu .1 suspeilar de pessoa alguma das qua ti-
nham entrada em casa, passou a examinarse com
effeito seria exacta a denuncia, vrrificou que
(lectivamente era verdadeira. O roubjdo*diri-
gio-sc cutio aulordado respectiva com o fun
tas, foi chamada regedorii da freguezia, o ahi
interrogada nada disse que podesse conduzir a
polica no descobrimenlo do ladro. D'entre os
cabos de polica, que se achavam presentes, tira
pedio para que o deixassom fallar particularmen-
te com a criada, csendo-lho concedida a entre-
vista, porque era csso o plano com antecodencia
combinado, foram ambos para urna sala prxi-
ma, e ahi o cabo lho disse :
Vrac. que fez o roubo; escusa jo es-
tar a negar, porque ou at sei a casa aonde cstao
os objectos roubados, por a ter visto eutrar para
l.
A mulher balburou algumas palavras, como
para repellir a acciis.aco, masscndo-lhe enrgi-
camente retorquido pelo referido cabo :
de Cima, e l a convencer que o roubo foi feito 'aroes de Musulmanosc Judeus.
aples, para o caso eiu que Garibaldi lraiase
de penetrar no continente. Nesta allianca com-
prometle-se. segundo se diz, a salvar o throno
dos Bourbouns, e o poder temporal do Papa, sal-
vo at o reintegrar mais tarde a todos os duques
desthroDisados da Italia.
As ultimas noticias da Syria dio a entender
que na Ganda reinara grande agitarlo, havendo
j partido para aquelle ponto urna fragata a va-
por.
Na Arabia nolava-se igual fermentaban.
De Belgrado seannuncia que os cnsules e a
polica adoptaram medidas de ordem ; no en-
treanto as muUieres e as criincas turcas procu-
ram refugio na cidadella.
Em Damasco continuara a malanca com todos
os seus horrores. Aos criminosos da cidade ti-
nham-se reunido algnmas tribus das immedia-
coes attrahidas pelo fumo e pelas charamas, que
resultayam dos incendios.
Beduinos, Turcomanos, Kurdos o Druzzos, to-
dos inyadiim a cidade para completar a obra
de distinti coraecada por alguns dos seus ha-
bitantes
No principio os perpetradores de tantos crimes
nao excederiam a 200, parece insrivel que a
guariuco nao podesse conter tacs actos, sendo
composla d 700 soldados.
Os b.iirros christos que se compunhara de
urnas seis mil casas, foram todas presas das
chammas que tambera devoraran! algumas habi-
DUKJQ DB mffABBPQQ, -* QVAVtk fEIRA DB AGOSTO Dfe" 1860,
por Vnic.
A mullier, que nao linha presenta do espirito,
nem era frtil era expedientes, dt-smaiou, e com
palavras intercaladas de suspiros o lagrimas,
acabeu por confessar o seu crme, nao sera que-
icr peitar o cabo.
Examinada a casa da ra da Ferrara, que a
Sr/ llosa de Almeida linha alug-ido para reco-
lher o fruclo da stia industria, encontraram-se
no tt-lhado 18 libras, 6 notas do Banco, de 18}
cada urna, 603520 em prata, um relogio do mes-
mo metal, um cordao c uns brincos de ouro, ele.
Os objectos roubados vollarara no poder de sen
onn, qua poueas esperancag tinha de os tornar
a ver, e a Sr.a llosa foi hospedar-so as cadeias
da rolarn, onde esperara, nao pouco tempo, pe-
la final recompensa do crme que commetteu.
O Campiiao das Provincias, jornal d'Aveiro,
Foram tambem incendiados os consulados da
Prussia, Austria, Hollanda, Blgica o Grecia. Os
conventos, grojas e palriarchados soffreram a
mesma sorte, sendo victimas oito franciscanos o
um missionario inglez. O, insurgentes respeita-
ram porm o consulado de Inglaterra.
O sullo expedio ordens para que o corpo de
exercito da-Syria que se compe de 20,000 ho-
mens receba novos referios ; as corresponden-
cias particulares dizern que seis mil homens es-
lo j em marcha para Damasco.
Do Voloesperararn-se outras tropas.
Tambem se remetteram para Beyroulh consi-
deraveis quanlidades de cereaes, por conta do
governo ottomano, aui de se poder assegurar a
subsistencia daquelles povos durante esta guerra
civil.
As autoridades turcas impozeram um tratado
om urna das folhas do fim do mez ltimamente : de P enlr,! ? Druzzos n os Maronilas de Bey-
roulh, dopois da chpgada de Fuad-Pach ; nao
foi anda violado, lendo-so conservado a tran-
quillidadc.
Na matanra de Damasco foi superior a lodo o
elogio o comporlamento de Abi-cl-Kader, que
salvou todos os christos que so refugiaram em
suj casa, e livruu a oulros muilos das raaos dos
degoladores, expondo-se elle raesmo a ser assas-
sinado.
Ueuniram-se no ministerio dos negocios es-
irangeiros em Pars os plenipotenciarios das
grandes potencias que assignaram um protocolo
aulorisaudo a intervenco armada para castigar
os attoiitados praliradoscoaitra a propriedade o ni
varios pontos do Oriente e contra os assassinatos
|cnmmcllidos em grande numero de christos,
victimas do furor e fanatismo musulmano. Tra-
balharo de commum accordo a Austria, a Fran-
Gra-Bretanha,
lindo, conla um caso de resluico feito por urna
taberneira cmara d'aquelli cidade, que, pela
sua onginuliJi le, nao doixar de prender a at-
tenco do leilor.
Urna pobre venleira indo confossar-se, resol -
veo, por descargo da consciencia, d/.er ao padre
que linlu siililr.ihido aos diroitos municipaes al-
lomas porgos de vinho. O confossor, quo vio
nisto um roubo, impoz penitente a devida in-
demnisaco, mas como o seu estado de finanzas '
nao Ihe permillia dar a snmmi cm que haviam i
calculado a quantidado de vinho do quo nao li-
nha pago os direitos, o \>jm do padre encarre-
gou-se do pergmtar ao presidente da municipa-
lidade, so restituindo a mulher 4^500 lho per-
doava o resto. O presidente, como de presu-
mir, concordou, e o cofre da raceila municipal
lugroentado com mais aquella quantia. N'uma
a em que as conscicncias san d'uma elaslici-
ca, a Gia-Brelanha, a Prussia, a Russia ea
dado a loda* a prova, para admirar que a labor- T"r1"ia- Dotermiiiou-so que as eslipulacoes
neira declarasse ao confessor a sonegaco de al- acordadas era commum, serio logo execu-
guns tantos res de diroitos municipaes* que, nao '"das.
tesando pessoa corla e determinada, poda milito! A Tt,r'T,ia sustentar e pagar a importancia
bem entender nao levar o escrpulo at ao ponto '1o 1" despender o corpo expedicionario ; o
de pagar urna indemnisaro. V-se que a boa da I commandanle da forca estar d accordo cora o
taberneira nao era contrabandista de profissao, comm.issario extraordinario 4a Porta, quanto s
mas sirn por neeessidade. medidas que for conveniente adoptar. Nenliuma
Que augmento nao leriara as rondas publicas se
todas as boas alminhas so rosolvcssem a dar ao
fisco os direitos que Ihe tem roubado? I...
DIARIO DE PERNAMBUCO
O vapor inglez Magdalena, entrado dos por-
tos da Europa, Irouxe-nos jomaos e cartas com-
as dalas seguintes : Ilamburgo 5. Londres 8,
Bruxellas 7, Paris 7, Hespanha 12. Porto 11, c
Lisboa 13 do corronie.
As noticias recebidas confirmam a tomada de
Helazzo, c a entrada das tropas sicilianas em
Messina ; e Irazcm os pormenores da accao.
A balalha de Helazzo (o rendida o sanguino-
lenta. Os soldados de Ganbaldi venecram de-
pois de {rende loria o peforco, a nao sor O an -
que prestaram as tropas commnndadns pelo
ditaedor, as forras sicilianas toriam cudilo o cam-
po resistencia dos realistas.
.Ni i-espera do ataque j o fogo se picara en-
rtei avanzados dos dous contendores;
na madrugada do da 20 o fogo lorooo-se geral
cm (oda a linha Brancada, e penco lempo depois
empenhou-se urna aeco decisiva a legoa c meia
de Malazzo.
Os sicilianos faltos de artilhorii, o polejando
contra um inimigo que se defenda em um Ier-
ren i plantado de viudas avancou c relirou por
mais de urna vez, mais a chogada de Garibaldi
restabeleceu a ordem. e as forras sicilianas re-
cobrando animo, praticaram prodigios de valor.
Urna carga de bayoneta repeli o inimigo com
parda de tres pecas emuitos prisioneiros. Dopois
os voluntarios desalojaram o inimigo i-m tolas
as saas posigdes, al as portas da cidade, onde
entraram no meia da confusio.
vanlagem lerritorial, nem influencia exclusiva,
resultar para qualquer das cinco potencias ; e
as condicoes do commercio compreliendero to-
das as demais nacoes.
Do acampamento do Chalos parti j para
Touluns o contingente francez, oado espera or-
dem de embarcar.
Em lodas as oulras naeoes se trata com actvi-
dade de srranjar a expedieao.
Occupa tambem as attencdes da Europa a pro-
posta do imperador Napofeao, de elevar a Hes-
panha i grande potencia. Ianoram-se os seus
lins.
Em Portugal encerraram-se as cortes no dia 4
do agosto.
Passou cm ambas as casas do parlamento a re-
forma vincular e reforma das paulas.
O projecto do nlios c o da desamorlisaoao
dss t.ens ecclesu^ic<-frTartnraTa a -prxima
, legislatura.
O estado sanitario era bom, alm d'uns tres
. casos defebre amarella na cidade do Porto, pro-
venientes da descarga da galera Flor do Porto,
j que alli chegra de Vigo, cora procedencia do
; Brasil.
menle a u meto pralicavel, cuja canal Ucuu
balisado pela forma que abaixo sa explica.
A embocadura deste rio, segundo as obserra-
goes feitas, jaz na lalitude sul de 4* 56* 9",
e na longilude E. do Rio de Janeiro de 5o 58'
- 42 ",
O ancorad ouro fora da barra de ve demorar
marcando a Redonda E 4 SE, e o Uhiqutiro
das Cabras ao sul (Rumos magnticos) onde se
encontrar fundo de 3 a 4 braca* lama e areia :
desse ponto demora a barra ao NO.
Asboias flcaram colloca^as NESO oma da
outra e dislam duas amarras entre si: A prlmei-
ra, que (lea mais- fora, e est pintada de encar-
nado, marca o cabero de sotavento ou do norta,
o a segunda, pintada de branco, a ponta ou ca-
beco do sul oh de barlarento.
Segujido as indicacoes do cora mandante Nelto,
quera quizer entrrnosla barra deve procurar a
primeira boia, isto 6, a encamada ou do norte,
irazendo a Ponta de Panema aberta pela Re-
dooda cousa de duas bracas, c passar ao sul
desta na distancia de 35 a 40 bragas, e logo que
estiror com ella deror dirigir-so boia branca
ou de barlavento, ao norte da qual se passar,
na dislancio de duas a tres bracas.
No batiente, que o lugar mais secco do ca-
nal, enconlra-se 5 ps escassos d'agua no baixa
mar, e 14 afogados no preamar das mares vi-
vas. Logo quo liver entrado na embocadura do
rio dever encoslar-se margem oriental, onde
encontrar 3, 4, 5 e 6 bracas de.fundo lama, al
o lugar denominado AreiasBraacas.
Como esta barra formada por p.onlaes do
areia, de sua nata reza mudare! ; oque a ob-
servacao tem prorado, e, por conseguinle con-
rm, nao obstante aquello blisamenlo, que os
navios qne a demandarem que .nao derera calar
mais de nore ps d'agua, peeanl pratico, para
nao sodrerera embarazo algum na entrada.
Foram racolhidos casa de delencao no
dia 27 do correle, 1 homem lirre e 1 escravo,
sendo 1 ordem do subdelegado da freguezia da
Boa-Vista, el ordem do subdelegado da dos
Afogados.
Passageiros do raporinglez Magdalena, en-
trado de Southamplon e poriosi intermedios :
John Bayles, Joseph Philippo, Joseph Basto, Da-
vid W. Bowman, Lelly Gatos e 1 criada, Eluard
Philippe Tenchon, James Tforde, Gustavo Hu-
lues Gunthes, Mary Anghcs e sua familia, John
Aeton, M. Baenes, Benjamin James Pain, Al-
fredo Sao, Manuel Aniouio da Rocha, William
Billn, Joaquira Francisco dos Santos Maia, Jos
Joaquim Goncalves Baslos, G. Campello, Vi-
cente Ferreira da Costa e Julio Ferreira da
Costa.
Mataooiro publico. Malaram-se para o
consumo da cidade no dia 28 do correntc 97
rezes.
MoilTALIDADE DO DIA 28 DO CORIXESTE :
Ilufuio, pardo, 8 annos ; hedra-loraz.
Angelo Jos Barbosa, branco, casado, 39 annos ;
bexigas.
Luil, prelo, 6 annos ; gastro-inlerite.
Antonio Raposo Vascoucelios, branco, solteiro ;
febro amarella.
Francisca, branca, 2 annos ; estupor.
Antonio, branco, solteiro, 30 annos ; phlhy-
sica.
Hospital de caridade. Exislem 53 ho-
mens e 58 mulheres nacionacs; 5 homens es-
trangeiros, e 1 mulher escrava, total 117.
Na totalidadedos doentes existem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelocirurgiao
Piulo, s 6 horas e 3 quartos da manha ;
Dr. Dornellas, 8 horas da manha, e
r. Firmo s horas da larde de hou-
1
Appi".''"te,
da, o jui* o.
Appellan.'e, Antonio Joaquim Soarea da Lis-
boa ; appell'do, o jnizo.
AoSr.desau*ibargadorGilirana, as anpellacoes
cireis :
Appallanle, o juizo ; appcllado, Frederico
Chaves.
As appellacdes crimns :
Appellanie, o juizo ; appellado, Bonifacio Jos
Perera Lima.
Appellanie, o juizo ; appellado, Pedro Fer-
nanes de Souza.
Appellanie, Jaqaim Jos de Lyra ; appellado,
Manoel Jos do Bomim.
Appellanie, Jos Antonio de Lima ; appellado,
juizo.
Appellanto. Pedro Carneiro da Silva : appella-
do. Manoel Mnreira da Silva.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, as
appellaces eiveis :
Appellante, Gerrazio Jos do Magalhaes ; ap-
pellado, JoseSoares de Azeredo.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, as appel-
laces eiveis :
Appellante, D. Anna Magna de Jess; appel-
lado, Joaquim Mauricio Lins.
As appellaces crimes :
Appellanie, Sabino Jos Elias ; appellado, o
juizo.
Felir Pereira Barbosa
naci Juse Joaquim ; appelta- I Autor, a juu;a.-Reos, Manoel Gielano c Jos
Thomaz.
Aotora, a justica. Ro, Anlonio Jos Aires.
Anlora, ajusiica.Reo, Jlo, escravo de Fran-
cisco Lacia de Castro.
Autora, a justica.Ko, Manoel Ignacio.
Autora, a justica.Reos, Iro Anlonio de Araujo
Larangena-Leite e Jos Gomes Pereira.
Autora, a juslica. Roo, Domingos Miguel de
So'iza.
Autora, a justica.Reo, Joaquim Anlonio da
Silveira
Aulora, a justica.Reo, Luiz Mxima' da Con-
ceico.
Autora, ajiistiga.Reo, Luiz Paulo Noblal.
Autora, a jusliga.R, Ema Ichy.
Autora, a justica.Reo, Belchior Amancio Mon-
teiro.
Autora, a justica.Reo, Bazilio Francisco do
Nascimento.
Autora, a juslica.Reo. o Hespanhol Francisco
Goncalves.
Autores, Carlos Jos Aslley & CReo, Jos Ale-
xandre Gubian de Verdun.
Aulora, a juslica.Reo, Antonio de Paula Ca-
valcanti de,Almeida.
Autora, a justica. Reo, Manoel Agapilo de
Paiva.
Aulora, a jusliqa.Reo, Ado Mathiss, Africano
litro.
Autora, a juslica.Reo, Manoel Sererino Mar-
ques da Silva.
Aulora, a juslica Reo, Bariholomcu Soaresde
Souza.
Aulora, a Justina.Reos. Antonio Vctor de S
Brrelo o Manoel Pereira Garca.
Aulora, a justica.Reo, Luiz Francisco.
Auiora.a juslica.Reo, Antonio Pinto da Costa.
Aulora, a juslica.Reo, Anlonio Severino.
Aulora, a instiga. Reo, Anlonio da Cosa e
Mello.
Aulora, a juslica.Rao, Paulo Jos Francisco.
Aulora, a juslica.Roo, Manoal Jos do Carmo.
Autora, a justica.Ho, Vicente Ferreira.
*>
appellado, Manoel Fran-
appellado, Jos Piedado
pelo
pelo
tem.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
O imposto, apezar de assentar n'ura princi-
pio do inleresse geral, sendo sempre considerado
urna materia odiosa, a que o conlribuinte se sub-
meiie s por forca da lei, o cumpridor dcsta polo
modo pralico ompregado na arrecadaco doli,
deve curar por lorna-lo o menos vexai'orio pos-
sivel.
Os ganbaldinos soffreram grandes perdas, por- | Mas isto que docorre da propria conslilucao
que foi necessario sustentar urna peleja em cada do imposto, nem sempre se observa. Oscumnri-
rua em cada casa ; destas foram arrojadas das | dores da lei muilas vezos descnvolvem uma'vc-
janellas azeite e agua a ferver. xaeio, que, longe :de ser favoravel aos inleresses
A accodurou onzn horas consecutivas, e fin-I da fasenda, convorle-sc em detrimento delles e
das asquaes, dopois de haverom os realistas re-! prejudiea aos conlribuinles.
lindo cidadella, e de estarcen os garibaldinos \ Nesta siluac.io acham-so os que teem do pagar
enhores de todas as obras de deffeza exterior,' os novos o velhos direitos, cuja imposicao"s
eslabeleceu-se um armisticio lao necessario a quer o consulado provincial recebor depis de
uns i-omo a oulros, pelos destrocos quo resulla- expirado o mez, duendo que cssa foi a ordom
ram do lio longa lucia. emanada da thesouraria provincial, ordem,
Em seguida os napolitanos concentraram -so existencia cITecliva todava i
nocsstello de Messina, cercados pelos rolun-lra que lodos
! avultado de duzentos c lanos, teem de esperar
cuja
moramos, de manei-
esses conlribuinles, em numero
duram as nogociacjs, a navegacao no estseilo
das duas bandeiras.
Ficam,pelo mosmo convenio, em poder dos
napolitanos OS fortes de Messina, Syracusa e An-
goste. As guarnices napolitanas poderiam cir-
cular livremenle nas tres citadas pracas.
Diz-se que Garibaldi prepara 300 navio3 para
yerficar u;n desembirque em aples.
A agilaco na Calabria tem augmenlado con-
sderavelmente ; diz-se mesmo que o dictador
desembarcara alli com parte das suas tropas.
As noticias Iransmillidas pelos telegrammos
Sao sempre de diversas origens, e por isso con-
tradic(ortas. Os passos de Garibaldi tem-se
sempre conservado, durante a lucia, envolvidos
em um myslerio, de modo qur quantlo se espe-
ra una concesso ou um arnWicio, se noticia
una gloriosa accao e urna vanlagem real para a
causa napolitana.
U na I ser o primeiro passo de Garibaldi? Ir
.'. Calabria,
la atropello al para os proprios empregados do
mesmo consulado, que leem oulros servicos.
_ DilTorentcmenlc sempre se pralicou ncs'sa csla-
cao, e disso nunca provoio inconveniente algum
que se aconselhasse a medida ora em pratica.
E, pois, importa que essa ordem soja modifica-
da no sentido anterior, visto que a presente nao
assenta na lei, e nem aulorisada por preceden-
tes que a suscilassem como conveniente aos in-
leresses da fazenda, e commoda aos contri-
buintes
Nos nao tomos rendas mensans, para que se
restrinja assim esse pagamento, alim de que
sempre ello represente o calculado para o mez.
Iloje comecam os Irabalhos do processo de
habilitadlo, e os exames para a admissao do con-
curso das cadeiras vagas de instracc,ao elemeutar
da provincia.
Os inscriptos sao nove.
Foram designados para examinadores os pro-
fessores Miguel Archanjo Mindello o Antonio Ru-
CHRONICA JUUICIAHIA.
TRIBUNAL DA RELAQSO.
SESSI EM 28 DE AGOSTO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXH. SR. CONSELHEIRO ERHELINO
DE I.EA0.
As 10 horas da manha, achando-se prsen-
los os Srs. desembargadores Figueira de Mello,
Silveira, Gilirana, Guerra. Lourenco Santiago,
Silva Gomos e Caelano Santiago, procurador
da cora, foi aberta a sessio.
Passidos os feitos o entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguintes
JLGAMENTOS
RECURSOS DE ELEICUES.
Recrrante, padre Vicente Ferreira de Albu-
quorqne ; recorrido, oconselho.
Relator o Sr. desembargador Figueira de Mello.
Sorteados os Srs. desembargadores Gilirana,
e Silva Gomes.
Negoii-se provimonto. ^
Kecorronte, Romualdo Corroa de Mello ; re-
corrido, o couselho.
Relator o Sr. desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. desembargadores Silva Go-
mes e Lourenco Santiago.
Negaram provimenlo.
AUCIUVO DE PETIC.AO.
Aggravanto, Marcelino Anlonio Pereira ; ag-
gravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. desembargadores Gilirana,
c I.ourcnro Santiago.
Negaram pmvimento.
nECLRSOS CRIMES.
Recorrenle, Antonio Cyrllo de Queiroz ; re-
corrido, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Lourenco
Santiago, Silveira c. Gilirana.
Negaram provimenlo.
Foi proposla a pelicao de Jos dos Prazeres
Casouqu, podindo ordem de habeas-corpus, que
Ihe foi concedida, sendo marcado o dia 4 do se-
lembro futuro, cm sessao, ouvida a autoridade
policial competente.
CARTA TESTF.MIM1AVEL.
Aggravante, Basilio Alves de Miranda Varejo ;
aggravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Figueira de
Mello, c Gilirana.
Deram provimenlo.
APPELLACES CRIMES.
Appellante, Anlonio Claudino Pessoa ; appel-
lado, Antonio Thomaz Teixeira Galvo.
Imprncedenle a appcllacao.
Appellante, Mannel de'Araujo Brrelo c ou-
lros ; appellado, o juizo.
Appellante, Antonio
appellaifo, ojuizo
Appellante, o juizo ;
cisco dos Santos Rsto.
Appellanie, o juizo ;
e outro.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Fran-
cisco Xavier d'Azevodb.
As 1) horas da tarde eneerrou-se a sessao.
jirydohrecife.
4.a SESSAO JUDICIARIA
DIA 28 DE AGOSTO.
PRESIDENCIA DO SR. DR. JUIZ DE DIREITO INTERINO
DA 2.* VARA CRIMINAL,
AGOSTINHO ERMKLIO DE LEAO.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco leopol-
dina di Gusmo Lobo.
Escrivi*, o Sr. Joaquim Francisco de Paula Es-
tenes Clemente.
A's 10 horas da manha, aberta a sessao pelo
toque da campainha, o escrivo procede a cha-
mada, e veritica-se cstarera presentes os se-
guintes Srs. jurados :
Joo Xavier Carneiro da Cunha.
Francisco Jos Martina Peona.
Manool Goncalves da Silva Jnior. __
Jos Francisco Pontos.
Francisco Anlonio de Brito.
Angelo Custodio Rodrigues Franci.
Joaquim Tavares Rodovalho.
Francisco Rufino Cor'n de Mello.
Luiz Anlonio Rodrigues de Almeida.
Pedro Duarle Rodrigues Franca.
Octaviano de Souza Franca.
Severano Bandeira de Mello.
Elias Francisco de Mindello.
Jos Candido Viegas.
Joo Chrisoslomo Fernandes Vianna.
Manool Anlonio do Alcntara.
Joflo Baptisla de Medeiros.
J080 Jos Soaros de Sanl'Anna.
Dr. Manoel do Nascimenlo Machado Porlclla.
Thomaz de Aqnino Fonseca Jnior.
Anlonio do Paula Mello.
Cosme Jos dos Santos Callado.
Antonio Ferreira da Costa Braga.
Alexandre Pjimo Camello Pessoa.
Manoel Joaquim do Miranda Seve.
Manoel Pereira do Canlo.
Jos Pedro das Neves.
Dr. Jos Mamede Alves Ferreira.
Joaquim Ignacio de Barros Lima.
Belmiro Augusto de Almeida.
Pedro de Alcntara dos Guimares Peixoto.
Thomaz Augusto do Vasconcellos Albuquerque
Maranho
Antonio Bezerra de Menezes.
Theinoleo Pinto Leal.
Joaquim Jos de Carvalho aSiqueira Varejo.
de Nones de Mesquila Pi-1
Despachos sa do consolado desta cidade n
da 5S de agosto de 18GO
PortoBrigue perluguez oAmalia I, Manool .
Ramos e Silva, 22 saccas algodo ; Azevedo &
Mondes, 282 raeios de sola, 101 couros sal-
gados.
Becebedorla de rendas inte rasa*
geraes de Pernamhneo
Rendimenlododia 1 a 27. 30171*SM
dem do dia 28....... 484*699
30:576*359
Consulado provincial
Kendimento do dia 1 a 27.
dem do dia 28. .
25:797#M
548*142
26345Sm
MoTmento do porto.
Natas entrados no dia 28.
Southamplon e porlos intermedios19 dias. va-
por inglez Magdalena, commandanle W. Woo-
levard, equipagem 116.
Navio sohido no mesmo dia.
Liverpool pelo CearBrigue inglez Isabel, ca-
pitao John Websters, em lastro.
Editaes.
a aples, a Roma? limitar-se-ha a
Sicilia e esperar o resollado das negociacoes di- I fino d'Andrade Luna,
plomalicas? Nada se pode saber, nem prophe- j Algueni da pov'oaro dos Afogados infor-
lisar com um poltico da tempera de Garibaldi, ma-nos, que o becco d Quiabo jaz era completa
e com um general de onsadia, coragem c lelici- obscuridade ; visto que a illuminaco nao esten-
deu al esse ponto a sua irradiado" luminosa.
Faz-se, por lano, preciso que, quando nada,
secolloque alli um lampean, tanto mais quanto
esse becco, no lempo da illuminaco a azeite,
sempre (ove tres lampees, como se nos informa.
Ante-honlcm, pelas 8 horas da manha, no
engenho Boto, da freguezia do Cabo, foi assassi-
nado a ccele Antonio do Rogo Barros.
Foi eneontrado o cadver dentro de urna moi-
la de mallo distante 50 bracas da casa em que
resida.
Chegando o fado ao conhecimenlo do capito
Teixeira, delegado do Cabo, marchou este para o
lugar do delicio, c depois das necessarias pesqui-
zas e averiguacoes, fez recolher priso 6 escra-
vos, sobre os quaes recahem suspeilas de aerea
autores e cumplices ; e presegne nas diligencias
necessarias para o descobrimenlo da verdade.
Pelo mesmo delegado foi preso, na madru-
gada do da 26 do corrente, o criminoso de duas
niorles Joo de Barros Correia e que resida
em Ierras do engenho Jardim.
No dia 19 do correntc, em Ierras do enge-
nho Soledade, na freguezia de Ipojuca, Matliias
Tavares, e Antonio Cobra esbordoaram um ho-
mem morador no termo da Escada ; c logo se
pozeram em fuga.
Barra de Mossono'. A barra de Mossor,
que urna das que devem ser frequenladas pe-
los vapores da companhia pernambucann, foi
nova o recentemenle balisada pelo Sr. 1.lc
neale da armada Francisco Jos Colho Nelto,
commandanle do vapor Thelis, tendo-osido ou-
tr'ora pelos Srs. primeiros lenles Vital deOli-
veira. o Jauffrot, enlo commandantes do hiale
Parahibano e do lirigue Atne*.
Do accesso so rio Mossor, quo divide a pro-
vincia do Rio-Grande do Norle do Cear, tres
barras : a do norle o a do sul nao se prestam
navegacao pela escasjez das suas aguas, e so-
dado do libertador da Italia.
As forras de Garibaldi entraram em Messina
no dia 25 de julho. Todo o exercilo do com-
mando dos generaos Clary e Bosco, com excep-
CSo de dez mil homens, jue ficaram na cidadel-
la. embarraran! para Reggio c para a Calabria.
Em Ryggio na Calabm, e em mais alguns
pontos do territorio napolitano nao se espera mais
quo a prosenra de Garibaldi para se effejtua-
rom pronunciamenlos a favor da causa na-
cional.
Em aples fazem grandes preparativos de
defeza ; havia iranquillidade, mas tolos espora-
v.am grandes aconieclmentos. Os retratos e hio-
graphias do Garibaldi eram publicamente vendi-
dos. Reconhoce-se como insnfflciente a consti-
tuirn concedida ; neste estado, uns recciam pe-
la sorte dopaiz, outros esperam ver Garibaldi
dentro om pouco senhor de aples.
I-ni aples ha tres partidos : o constitucio-
nal que conta com o ministerio e a guarda na-
cional ; o absolutista, que conserva seus amigos
na corte e no exercito ; e o garibaldino que
ameaia absorver os oulros. O rei nao perlence
algum dostes, e os Lazzaroni que lanto o ami-
vam comegam a abandonar.
Em Roma lem-se espalhado diversas procla-
maces subversivas, e por parte- da polica
tem-se feito algumas prises nos ltimos lem-
pos.
Estao cm Turim, Ricasollie Ciladini, com in-
tenro de celebrarem urna grande reunio dos
prinripaes personagens do elado, Cavour, Fari-
ni, Fanti e Azeglio, para se poder meditar sobro
a si'uacaoda Italia, o ver o quemis convm
patria commum nas circunstancias em que ac-
tualmente se acha a Europa.
Assegura-se que a allianca entre a Austria e o
Papa vai lomando cada dia maior consistencia ;
assim como a Prussia adherir causa do rei de
Ficou adiado.
Antonio Luciano
mental.
Jos Maximiano Soarcs de Avollar.
Sao multados em 20 os Srs. jurados que
do notificados, anda nao compareceram :
Anlonio tacme de Araujo.
Manoel Lopes Rodrigues.
Anlonio Pereira da Cunha.
Jos Joaquim de Oiveira.
Jos Guilherme Guimares.
Joaquim Alexandre Ribeiro.
Joaquim Francisco de Mello.
Joaquim Barboza de Maura.
tosqojm Ilygino de Moraes.
Severano Jos de Souza.
Hermenegildo Coelho da Silva.
Joo Francisco de Oliveira.
Dr. Joo Alves Dias Villela.
Joao Valentn da Silva.
Domingos Francisco lavaros
Jos Riitino Hacicl Montoiro.
Joaquim Bernardo de Mendonr-a.
Dr. Antonio Epaminondas de Mello.
Alexandre Manool dos Passos.
Miguel da Fonseca Sonrose Silva.-
Antonio Jos Dias da Silva Mendonca.
Joo Augusto de Vasconcellos Leilo.
Jos Goncalves Malveira.
Jos dos Santos Souza Lins.
Joo de S Leilo.
Sera fin Alexandre da Rocha Bastos.
Francisco Jos da Silva Araujo
Anlonio Goncalves Ferreira Casco.
Francisco Antonio de Miranda.
Hermenegildo Goncalves da Silva.
Belmiro Augusto de Almeida.
Dr. Manoel Adriano da Silva Pontes
Anlonio da Silva Guimares.
Antonio Guimares da Silva.
Antonio Rirardodo Rogo.
Francisco Ferreira de Mello.
Jos Joaquim da Costa Ribeiro,
Manoel Ignacio da Silva Ferreira.
Joaquim Silvcrio de Souza.
Joo Carlos Augusto da Silva.
Luiz Antonio Vieira.
Jos Francisco de S Loito.
Francisco Augusto de Oliveira Barros.
Pedro Jos Carlos da Silva.
Vicente Ferreira da Porciuncula.
Dr. Joo Honorio Bezerra de Menezes.
sen-
Compra-se um sitio nos lugares seguintes r
estrada de Joo de Barros, Afflictos, liosariivho*
Bolera at a capella, que tenhi casa, boa estri-
bara, casa para pretos. e bastantes arvofedoada
fruclo; assim como d-se algum dinheiro a pro-
1 mi sobre o mesmo sitio, no caso que nao quei-
rara vender, com hypothera no mesmo : quera
1 pretender fazer este negocio, annuncie para ser
: procurado, ou dirija-so a ra da Imperalriz, loj
A presentados" os referidos processos, o porteiro' de miudezas n. 56.
faz porta do jury a chamada nominal dos au- Perante a cmara desta cidade estar en
lores, reos e lestemunhas, comparecendo os au- pra-a PUD,iCfl nos dias 30 do corrente, 1 e 3 de
lores Carlos Jos Astley & C. por seu bstanle siembro prximo vindouro, o imposto por p de
procurador o solicitador Rodolplio Joo Barata c01u"iro pela quantia annual de I2i>Jf, e por tem-
de Almeida. I' de 3 annos, visto nao ter sido arrematado
quando estovo om nraea jela primeira vez pela
quantia de 518233.
Paco da cmara municipal do Recife em sessc*
de 27 de agosto de 1860..Gustavo Jos do Re-
g, pro-presidenle.Manoel Ferreira Accioli, se-
cretario.
A cmara municipal dcsta cidade manda
publicar, para conhecimpnlo dos seus municipes.
o afim de que seja observada a postura abaixo
transcripta, que foi approvada provisoriamente
pelo F-xm. presidente da provincia, em data de
i do corrente.
Paco da cmara municipal do Recife em so3so>
de 27 de agosto de 1860. -Gustavo Jos do llego,
pro-presideute.Manoel Ferreira Accioli, sacre-
lario.
Quarla seceo. Palacio do governo de Poi-
nambuco em 21 de agosto de 1860.
O presidente da provincia, tendo era vista o
que represcnlon a cmara municipal do Recife
em officio de 22 do crrenle sob n. 78. resolvo
approvar provisoriamente o seguidle artigo de
postura :
Artigo nico.Ningucm poder conduzir cal
pelas ras da cidade, e estradas do municipio,
sem ser coberia de maneira que o vento a nao
espalhe : os infractores soffroro a mulla do 1Q&.
a qual ser dobrada na reincidencia.Ambrosio
Leilo da Cunha.Conforme Antonio Leite de
Piano.
O Dr. Innorencio Seraphico de Assis Carvalho,
jui municipal supplente da primeira vara do
lermo da cidade do Recife, ele.
Faco saber em virlude do arl. 7. do regula
ment n. 831 de 2 de oulubro de 1851, que pelo
Sr. Dr. Bernardo Machado da Cosa Dona, juir
de direilo da primeira vara criminal da comarca
dt'sla cidade, mo foi commuriicado por oTicio do
lo do corrente, haver marcado o dia 20 de setcm-
bro prximo vindouro. as 10 horas da manha,
para a audiencia R"ral da abertura d> coireigo
que lera lugar na casa da reunio do jury. De-
vem comparecer chamada no dia, hora e lugar
designados, os Srs. juizes municipaes, de orphos,
delegados, subdelegados, juizes de paz, promo-
tor publico, dilo do capellas e residuos, curado-
ros, thesouroiro de orphos, solicitadores, label-
liies, escrives, contadores, distribuidores, ava-
liadores, partidores, depositarios pblicos, ofli-
ciaes lie juslica, carcerciros e porteitos, adminis-
tradores de capellas, juizes, sndicos, Ihesourei-
ros 011 procuradores de ordens terceiras, irman-
dades o contrarias, ou quaesquer officiaes com-
petentes para represenla-los, levando ailos em-
pregados os seus ttulos, lvros, aulos e papis
que leem de ser vistos em correiro, ficando su-
res e
Fm seguida, ordena ojuiz que o escrivo afil-
ie porta do tribunal a relaoao dos processos
na ordem em qua devem entrar em julgameuto
por auliguilade de priso.
Sendo a hora adiaiitada, lev.anla ojuiz a ses-
sao, addia'ndo-a para hoje s 10 horas da ma-
nha,
g^COMli..^^?or=
NOVO BANCO
DE
PERN AMBITCO.
EM 28 DE AGOSTO DE 1860.
O Banco desconta na presente semana a 10 O/u
ao auno at o prazo de 4 mezes e a 12 O/u al o
6 mezes, e loma dinheiro em contas correntes
simples ou orn juros pelo premio e prazo que
se convencionar.
.Ufndola.
Rendimento do da 1 a 27. .
dem do dia 28.....
262.541*735
6.929>07S
269. 70-3813
Movimento da alfande;
Volumes entrados com (azendas .
> com gneros .
Volumes sabidos com
> com
(agendas
lleneros
888
------2SI
Appellante, Joaquim Ferreira da Silva; appel-
lado, o juizo. *
A novo jury.
Appellante, o promotor ; appellado, Benedicto
Antonio de Albuquerque.
A novo jury.
DILIGENCIAS CITIS.
Com vista ao Dr. curador geral, as appella-
ces eiveis:
Appellante, Luiz Gomes Ferreira ; appellados,
os herdoirosde Luiz Gomes Ferreira.
Appellante, Joaquim Ribeiro da Silva ; appel-
lados, Anlonio Beaerra e seus filhos.
Assignou-so dia para julgamcnto das seguintes
appellaces crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Martiniano
Ranea.
Appellanie, o iuizo ; appellado, Joaquim Fe-
liciano de Oliveira.
Appellante, Jos Antonio dos Sanios Pataco ;
appellado, o juizo.
Appellante, ojuizo; appellado, Domingos An-
lonio de Castro
Appellante, Jos Brilhante de Alencar ; oplel-
do, o juizo. '
A appellaco civcl :
Appellanie, juizo ; appellado, AmorimQr-
mos & C
D1STRIBUICES.
Ao Sr. desembargador Figueira de Mello/
appellaces cimes :
Appelanle, ojuizo; appellado, Francisco
noel Leite.
Appellanie, ojuizo; appellado, Joo Lopelde
Freitas.
Appellanie, o juizo ; appellado, Manoel U
calves Lima.
Appellante, o juizo ; appellado, Avelina Ja-
ra Cciaca.
Appellanie, Manoel Guedes da Silva ; appela-
do, ojuizo.
Appellante, Manoel Alves Vianna ; appetWdo,
o juizo.
Ao Sr. desembargador Silveira, as appellaces
eiveis :
Appellante, Manoel Francisco Xavier ; appella-
do, Joaquim Jos dos Santos.
As appellaces crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Benlo de Pa-
rias Oliveira.
Appellante, Alexandre da S'lva Pereira ; ap-
pellado, Manoel Joaquim de Souza Lima.
Appellanie, o juizo ; appellado, Jos Dias Cor
reia e outro.
Appellante, Jacob Jos de Franca ; appella-
do, o jnizo.
J Jos Anlonio Lopes Guimares.
Antonio Jos do Moraes.
Benlo Jos Pires.
Jos Anlonio de Oliveira c Silva.
Anlonio Jos de Vasconcellos.
Joaquim Luiz Viraos.
Joo Chrisoslomo Ferreira dos Santos.
Manoel Jos da Silva Leile.
Hermes Carneiro Machado ROS.
Francisco Izidro de Farias.
Jos Francisco d'Amorim Lima.
Sao dispensados de servirom na presente ses-
sao os Srs. :
Dr. Jos Antonio de Fignoiredo, lente da acul-
dade de direilo, roquisico do Exm. director.
Alexandre Manoel dos Passos, por allegar juslo
impedimento.
Sao relevados das mullas os Srs. jurados :
Dr. Jos Anlonio de Ftgueiredo.
Alexandre Manoel dos Passos.
Luiz Anlonio Rodrigues de.Aliuei.la.
Estando presentes 41 jurados, o Dr. presidente
do jury deciara aberla a 4." sessao judiciaria.
Comparecendo o Sr. Dr. Francisco de Araujo
Barros, juiz municipal da 2.a vara e preparador
dos processos do jury, aprsenla os seguintes
processos convenientemente preparados.
Autora a juslica.Reo Felippe, escravo do ma-
jor Antonio'da Silva Gusmo.
Autora, a justica.Reo, Francisco Anlonio das
Chagas.
Aulora, a juslica.Reo, Leandro Aprigo da Pu-
riDcacao.
Autora,*a justica.Reo, Luiz Mntonio Machado
Freir.
Aulora, a justica.Reo, Manoel d'Assumpco
de Souza Mangabeira.
Autora, a justica. Reo. Jos da Silva Fer-
reira.
Aulora, a justica.Reo, Manoel, escravo de Fran-
cisco Jos de Campos Pamplona.
Autora, a justica.Reo Manoel Ignacio Ferreira
Lima,
Aulora, a jusliea. Reo, Jos Francisco de
Souza.
Autora, a justica. Reo, Manoel de Souza
Ferraz.
Autora, a justica.Reo, Mariano Anlonio Bar-
boza.
Aulora, a justica.Reo, Sebaslio Ferreira do
Nascimento.
Aotora, a juslica. Reo, Rnflno Marques de
Castro.
Autora, a justi?a.Reo, Jos Nunes do Rosario.
Autora, a justica.Reos, Jos Theodoroaa Silva
e Jos Justino do Nascimento.
Autoia, a juslica,Reo, Manoel Jos da Paz.
Descarregam hoje 29 de agosto.
Brigue inglezCarolino Schenkbacalho.
Rrigue inglezMorcury morcadorias.
Brigue hambiirguezAsiadem.
Barca inglezaJonh Kmgferro.
Rarca americanaGolden Hownarroz o robi.
Barca ingleza Boniameresdorias.
Palhabole Santo Amarofarinha do trigo.
Iiun>it:u;fii(,
Brigue inglez Uercmsy, vindo de Liverpool con-
signado a Johnslon Paior & C, manifestou o se-
guinle :
150 barricas cervoj.a, 7;1 volumes tecidos de al-
godo, 2 barris mant'ga ; aos consignatarios.
46 volumes lecidos de algodo, 159 barricas
cerveja, 600 barr* plvora.;, a Adamson A; C.
20 toneladas carvo do p'dra ; a Sotilhall Mel-
lon & C.
Saunders Brothers & C.
1 barrica agurdenle, SOcaixaa genebra ; a or-
dem.
20 volumes drogas, nlenciliosdo bolica, oleo de
amendoa, verniz prelo, graxa, ele ; a J. da G.
Bruno.
17 volumes lucidos de algodo ; a Jamos Crab-
Ireo & C.
9 ditos etilos de dita ; a N. O. Biebor & C.
2 caixas biscoitos; a J. da C. Nevos.
1 caixa quoijos. 1 dito presuntos, 4 ditos bis-
coitos ; a J. F. Lima.
1 caira drogas, 6 barricas ulencilios de bolica ;
3 B. F. de Souza.
3 fardos e 24 caixas lecidos de algodo, 87 vo-
lumes e 5 feixes frraseos e per ten ees para sol-
leiro, 2 caixas moinlios para caf, 90 feixes ps de
ferro, 4 volumes fumo, 1 caixa objectos do bor-
racha, 1 dila instrumentos philosophicos, 810
feixes barras de ferro, 8 lardos sacos para carvo ;
a S. P Johnslon & C.
2 caixas tecido de algodo ; a G. Kackiman.
1 casco giz, 1 dito azarco, I dilo terebeiilina ;
a R. Roocker & C.
12 volumes lecidos de algodo; a Patn
Nash & C.
1 barra cerveja ; a James Lelly.
70 volumes lecidos de algod.io ; a J. Ryder i C.
13 caixas ferragens : o J. A M. Dias o; C.
2 saceos amostras : a diversos.
Brigue inglez Caroline Schanck, vindo do Terra
Nova, consignado a Saunders Brothers & C, ma-
nifestou o seguinle :
1 879 barricas bacalho; aos consignatarios.
123 ditas dilo ; a Johnslon Pa'.er & C.
Hiale nacional (iralidao. viudo do Ass, con-
signado Firmiano Jos Ferreira, manifestou o
seguinle:
30 couros salgados; Bernardino Jos Mon-
te iro
63 alqueires de sal, 150 molhos de palha de
carnauba, 300 esteiras de dila, 305 arrobas e
libras de cera de dila. 20 saccas algodo. 1,820
conrinhos curtidos. 99 couros salgados, 1 quei-
jo de manteiga; ordem de diversos.
Palhabole nacional Dous Irmos, vindo do
Aracaiy e Macu, consignado Martins 61 Irrao,
manifestou o seguinle:
66 couros salgados, 2 saceos cera de carnau -
ba ; Francisco Alves de Pinho.
200 alqueires de sal, 100 saceos farinha de
mandioca, 125 dilos cora de carnauba, 72 mo-
lhos com 1,560 courinhos curtidos, 10 couros
salgados, 1 caixo com 70 pares de broieguins
estrangeiros; a ordem de diversos.
Brigue nacional Almirante, vindo do Rio de
Janeiro, consignado Azevedo, & Mendes, mani-
festou o seguinle :
10 pipas vinagre, 200 saceos nozes, 1,119 bar-
ricas farinha de trigo, 25 barris e 80 meios man-
teiga, 1 dito loticinho, 1 caixo chocolate, 51
saceos arroz, 100 barris sebo, 557 saceos caf, 150
rollse 12latas fumo: a ordem de diversos.
Palhabole nacional 5ano Amaro, vindo da
Baha, consignado Caelano Cyriaco da Costa
Moreira, manifestou o seguinle:
5'JO barricas farinha de trigo; a Tasso & Ir-
mos.
1 caixa livros e 1 quadro uzado; Joo Aud-
revs.
51 ditas passas; Machado & Dantas.
42 dilas dilas, 400 saceos milho, 400 betas
piassava; a ordem de diversos.
Hiate americano Ort'anna, vindo de Richraond,
consignado a II. Forsler & C, manifestou o se-
guinle :
2,100 barricas farinha de trigo; aos mes-
mes.
Consulado greral.
Rendimento dodia 1 a 27. 17:5755106
dem do dia 28....... 144696
17:7195802
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 27. .
dem do dia 28......
1:675907
59^580
T735S487
ndei
im-
pronsa o afflxado no logar mais pi
Recife, 20 do-agosto de 1860,-Eu Joaquim
Francisco de Paula Esleves Clemente, escrivo
de execuroes criminaos e correiro o subscrevi.
Innocencia Seraphico de Assis Carvalho.
Pela inspercao C alfandega se faz publico
qne no dia 29, depois de meio dia, se ho de ar-
rematar porta da roosnia repa^iico, sendo a
arrematadlo li'ro de diroitos ao arrematante, as
seguintes mercadorias, vindasde Lisboa 110 navio
Sophia, entrada em julho prximo passado, aban-
donadas aos direitos pelos negociantes Azevedo
A' Mendos :
MF 4981 fardo com 98 libras de flores de
borragem a 500 rs. a libra, e 40 libras de parie-
laiia a 200 rs. a libra.
Alfandega de Pernambuco, 21 de agosto de
1860.O inspector,
Bento Jos Fernandes Barros,
O Dr. Agostinho Ermelino de Leo, do conselho
de S. M. o Imperador, commendador da ordem
de Chrislo, desembargador e presdemela re-
laco de Pernambuco.
Faro saber, que pela presidencia da provincia
me (01 transmitlido o aviso do ministerio da jus-
tica de 4 do corrente mez, que, considerando
vago o officio de segundo escrivo de appellaces
e aggravos da relaoao desla provincia pela im-
possibilidade do serventuario Manool Peres Cam-
pello Jacome da Gama, S. M. o Imperador, man-
da, do conformidade com a resoluco de seceo
da juslica do conselho de oslado de 5 de marc.0
de 1853*. e decreto n. 817 de 30 de agosto de
1851, que soja posto a concurso o referido offi-
cio; devendo os pretendonles comparecer dentro
do prazo de 60 dias, di dala da publicaco deste,
munidos de documentos lgaos.
E para quo todos tenham sciencia, mandei pas-
sar edilaes, que sero affixados nos lugares do
costme n publicados pela impreusa.
Recife de Pernambuco 2> de agosto de 1860.
O secretario da relaco Domigos ffonso Ferreira
o cscreveu.
Agostinho Ermelino de Leio.
O Illm. Sr inspector dcsta thesouraria man-
da fazer publico, que no dia 5 de selembro pr-
ximo seguinle tem de ir praca perante a mes-
ma thesouraria um caixote cometido drogas me-
dicinaes : as pessoas a qnem convier arrematar
ditas drogas, cuja relaco se acha nesta mesma
thesouraria, devero nclla comparecer as 2 ho-
ras da tarde do mencionado dia.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 25 de agosto de 1860.O ofclal maior
interino. Luiz Francisco de Sarapaioe Silva
Declaracfis.
Tribunal do commercio
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz constar, que nes-
ta data foi inscripto no livro da matricula do*
commerciantos o Sr. Candido Nunes de Mello,
cidado Brasileiro, domiciliado e eslabelecdo.
nesta cidade com negocio de fazendas seccas em
grosso e a relalho. .
Secretaria do tribunal do coramorcio de Per-
nambuco 28 de agosto de 1860.
Dinamerico Augusto do Reg Rangel.
No impedimento do ofcial maior.
Tribunal do oontmercio*
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico, quo
na dala infra ficou registrado o theor do contrato
de sociedade de comprar e vender agurdente,
mel, azeite, etc., que em dala de 20 do correle
fizeram Jos dos Santos Pereira Jardim e Jos
Joaquim Pires Soares, Portuguezes, domiciliados
nesta cidade, sob a firma de Jardim & C, duran-
do essa sociedade o tempo de 2 annos, a coatar
do 1. de selembro prximo vindouro, e- co o
capital de 10000$ (orneados por ambos os so-
cios, 08 qoaos usaro da firma social.
Secretaria do t-ibnnal do commercio de Per-
nambuco 28 de agosto de 1860.
Dinamerico Augusto do Reg Rangel.
No impedimento do oEucul-maior,.
MUTILADO


*>
MARIO DE PBRftAMBUCO. QI3ARTA FEIRA i9 DE AGOSTO DE 4860.
Pula inspccc,o da alandega se Caz publico,
que no da 4 de |selembro, se liu da arrematar
em hasta publica, porta da mesma reparticao,
sendo a arremalacao livro.de direitos ao arrema-
tante, 724 podras para moinhos, que se acham
depositadas no armazem do caes do llamos, viu-
das no navio Rn'mha dos Aqoros, entrada ern
23 de junho de 1857, consignada a Barroca &
Castro.
Alfaodega de Pernambuco 28 de agosto de
1&60.
O Inspector,
Bcnto Jos Fernandes Barros.
Pela administrando do correio desla cidade
se faz publico para conhecimento de quero con-
vier o artigo 10 das instruccoes de 16 de dezem-
bro do anno passado Arlio 10 As cartas se-
guras deverao alem dos roais requisitos exigidos
pelos regiilamentos ser fechadas cora lacre de
urna s cflr, em dous ou mais lugares visiveis,
e os fechos sellados coro sitete particular do uso
do segurador, lomando-se quaesquer outras cau-
telas que a experiencia for indicando como nc-
cessarias, c forem ordenadas pelo dir< clor peral
dos correios. Administraco do correio da Pcr-
uambuco 20 de agosto do 1860.O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
Santa Casa da Misericordia do
Recife.
A junta administrativa da irmandade da Santa
Casa da Misericordia do Recife, em cumprintento
do artigo 146 do compromisso de 27 de junho
ultimo, manda fazer publico, que no dia 30 do
corrate, pelas 4 horas da tardo, na sala de suas
sesses, ir praca para ser arrematado quera
por menos fizer o fornecimento dos vveres abaixo
declarados, pelo lempo que decorrer do dia da
da arremalacao a 31 de dezembro do correnle
atino, a saber :
Carne verde, pSo e bolacha, pesando o pao 4
oncas, familia de mandioca, manleiga franceza,
assucar refinado, cha, caf, arroz pilado, touci-
cinho, azeile doce e da carrapato, rindo tinto e
branro, vinagre, sag, aletria, macarrrio e ta-
lliarim.
A arremalacao ser feila por propostas dirigi-
da? junta, era carta fechada e sob as seguintes
clausulas especiaos :
1.a Que o arrematante prestar flanea idnea.
2.a Que os vveres serao da melhor "qualidade
que houver no mercado.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife, 22 de agosto de 1860.O escrivao, Fran-
cisco Antonio Cavalcanli Couseiro.
Conselho ndiniiisiratiov.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de comprar o objecto
seguiule :
Para a provincia do Rio Grande do Norte.
20 arrobas de estopa de embira para tacos de
peca.
Quem quizer vender tal objecto aprsente as
sujs propostas em carta fechada na secretaria do
conselho s 10 horas da manhaa do dia 29 do
correte mez.
Sala das sesses do con3elho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 21 de
agosto de 1860.
lenlo Jos Lamenha Litis,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronol vogal secretario interino
A companhia lixa de cavallaria precisa
comprar 14 rcvallos, quesejam gordos, mansos,
grandes e saos : a tratar ueste quarlel com o
abaixo assignado.
Santo Amaro 25 de agosto de 1860.Manoel
Porfirio de,Castro Araujo.capilao commandante.
O novo banco de
Pernambuco repele o avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as olas
de 1 o,ooo e 2o,oo o da
emisso do banco.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintcs :
Para o quarlel general.
Bandejas pequeas para copos 2 : copos de vi-
dro para agua 2; jarra de barro para agua 1 ;
quarlinhas 12.
Para guardas.
Bacas de louca 3 ; copos de vidro para agua 5 ;
caslii.acs com laulernas 3 ; quarlinhas 10 ; the-
soura 1.
Para a companhia de aprendizes menores do
arsenal de guerra.
Simes de Nantua 20 ; Economas da Vida Hu-
mana 50 ; grammalicas da lngua portugueza por
Castro Nunes 20 ; arilhmeticas pelo Dr. Collano I
20; resumos da doulrina christaa 100; cartas'
de A B C 50 ; taboadas 100 ; traslados de cur- .
sivo20; Irashdos de bastadinho 25 ; translados
bastardo 30 ; traslados de A B C 30 ; lapis, du- !
zias ; crees em forma de lapis. duzlas 6 ; pau-
tas 50 : peonas de ganco 400 ; papel almaco, res- '
ma 1 ; tinta preta para oscrever garrafas 6 ; fe-
chaduras de differerre modellos para carleiras 4.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as !
suas propostas em carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 3 de
setembro prximo vinriouro.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 24 do
agosto de 1860.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
A junta administrativa da irmandade da
Sania Casa da Misericordia do Recife, lendo ne-
cessidade de conhecer a todas as pessoas que es-
tro encarregadas da auiamentacao e desamamen-
taco dos expostos, pelo presente avisa asmes-
mas pessoas, que do dia 1. a 8 de setembro pr-
ximo fuluro deverao comparecer na respectiva
casa, das 9 horas da raaoha por diante.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife 24 de agosto do 1860.O escrivao,
Francisco Antonio Cavalcanli Cousseiro.
A junta administrativa da irmandade da
Santa Casa da Misericordia do Recife, para obviar
qucsiues judiciaes, manda fazer publico, que so-
licita na conservacao dos bens patrimoniaes da
Santa Casa, tem resolvido nao permitir que os
propietarios de casas contiguas as da mesma
Santa Casa, abram janellas e oculos sobre os le-
lhados desla ; e desde j protesta nao s empre-
garos meios legaes para prohibir de futuro a
pratica de semelhanle abuso, como lamben) usar
do dimito que lhc assiste de mandar lapar as ja-
nellas e oculos que se tenham aberlo sem auto-
risaco expressa da exlincta administracio dos
eslabelecimenlos de caridade, e sem as clausulas
ou condtces que em taes casos sao indispensa-
veis.
Socretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife 24 de agosto de 1860 O escrivao,
Francisco Antonio Cavalcanli Cousseiro.
A junta administrativa da irmandade da
Santa Casa da Misericordia do Recife, manda fa-
zer sciente a quem iuteressar, que desla data em
diante nao ha de tolerar que os inquilinos ou ar-
rematantes dos predios pertencentes ao patrimo-
nio da mesma irmandade, facam alteracoes nos
repartimenlos das respectivas casas, sem sutori-
saco expressa da mesma junta ; sob pena de
serem os infractores compellidos, mesmo antes
de expirar o prazo do arrendamenlo, a por ludo
no estado primitivo ; e para que nao se alegue
ignorancia, manda fazer publico a presente de-
liberando.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife 24 de agosto de 1860.O escrivao,
Francisco Antonio Cavalcanli Cousseiro.
Conselho de compras navaes.
Tendo de promover-se a acquisico dos ob-
jectos do material, abaixo declarados, manda o
conselho fazer publico, que tratar disto em ses-
so de 5 do mez prximo, vista de propostas
em carlis fechadas, acompanhadas das amostras,
do que couber na possibihdsde, entregues nesse
da at s 11 horas da manhaa.
Objeclos.
Para os navios.
260 covados de baetilha.
20 colches. '
30 caigas de panno azul, pars fusileirosnavaes.
30 camisas de brim, idem.
1 escaler fino, ou canoa, de 4 remos, pregado
de cobre.
12 litros de2 folhas.
5 ditos de mappas de 25 folhas.
10 ditos impressos, para soccorros, de 200 ditas.
25 ditos ditos ditos de 100 ditas.
15 ditos ditos ditos de 50 ditas.
10 machados.
0 paes de obreiac.
50 pares do polainas de panno pieto.
600 saceos proprios para condcelo de carvo
de pedra.
100 lijlos inglezes.
12 barris de tinta preta.
Para a enfermara de marinha.
100 pares de chinelas.
Para os navios e arsenal.
60 brochas para pintura, sortijas.
12 arrobas de fio de vela.
6 linternas do patente.
300 varas de linhagem para saceos.
500 folHts de papelo.
6 arrobas de papel baeta.
Para o arsenal.
1 canoa grande do porte de 15 a 20 toneladas,
propria para conduccao de carvao de pedra.
5 milheiras de estopares.
1 diamante de corlar vidro.
300 vergalhes de ferro quadrado de 1/2 pol-
legada a 2 l;2.
650 ditos ue dilo redondo, idem idem, idem.
6 barras do dilo 3 pollegadas de largo e 3j5 de
grossura.
6 ditas de dito de 2 idem idem o 1/2 idem.
6 ditas de dito de 2 1/2 idem idem e 1 de
grossura. ^
10 toneladas de di'o bruto para fundico.
1.000 folhas de esmeril e em panno.
De iguaj forma lem o mesmo conselho de con-
tratar em dila sesso, por lempo at o im de se-
tembro prximo, o fornecimento de objeclos das
dietas para os navios da armada e enfermara de
marinha, sendo :
Araruta, aletria, assucar branco refinado, bo-
lachinha, cevadinha, cha, manleiga, tapioca, vi-
nho de Lisboa.
Sao as condiges para effecluago dos contra-
to*, quer acerca da acquisicu dos objectos no
materia.;, como do fornecimento drfs das dietas,
sujeil'drem-se os contratantes a mult?. de 50 O/o
do valor do que nao entregaren) da qualidade e
na quantidade contratados, alftm 'je carregarem
com o excesso do prego no mercado.se houver, por
motivaren) estas folhas ihi reccorrer-se, e serem
os mesmos contratantes pagos da venda ou forneci-
mento do mez,logo no porterior. Acresce. acerca
do fornecimento que leem os contraanlos de
apresentar fiadores, a assignarem com elles-os
contratos na mesma occasiao.
Sala do conselho de compras navaes, em 27
de agosto de 1860.O secretario, Alexaodre Ro-
drigues dos Anjos.
Conselho administra U vo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal do guerra, lem de contratar para o
rancho da companhia dos menores do arsenal de
guerra, durante os dous mezes de setembro e ou-
tubro prximos vindouros, o seguinte :
To de 4 ongas, bolacha, cha hyssoo, caf em
grao, manleiga franceza, assucar refinado, carne
verde, dita secca, farinha de mandioca, feijo mu-
tatinho ou prelo, toucinho de Lisboa, azeile doce
d Lisboa, vinagre de Lisboa, arroz do Maranhao
bacslho.
y Quera quizer contratar os gneros cima de-
clarados aprsenle as suas propostas em carta fe-
chada na secretaria do conselho, as 10 horas da
manhaa do dia 29 do correnle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal do guerra, 22 de
agosto de 1860.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
___________ Coronel vogal secretario interino
THEATRO DE S. ISABEL.
G0NPANM1 LRICA DE G.MARINANGELI
Quinta feira 30 de agosto.
i 8.a recita da assiguatnra c nona para os camarotes de sesuada serie
Represenlar-se-ha a opera em quatro actos de Verdi :
Vendem-se os bheles como de coslume.
Principiar s 8 horas em ponto
CONCERT
Vocal e instrumental.
so
PALACETE DA RIJA DA PRAIA.
Quarta-feira, G de selembro.
EM BENEFICIO DA ARTISTA
MAGDALENA RUCCIONI.
Depois de escolliida ouvertura pela banda mar-
cial do balalho de arlilharia da guarda nacional,
sob a direccao doseu insigne proessor o Sr. Ma-
noel Pereira, seguir-se-ha :
Pritneira parte.
1. Cavatina da opera HBRNANI do maestro
Verdi, pela beneficiada.
2. Phaniasia sobre a opera OS PURITANOS
do maesiro Bellini, pelo Sr. G. Baccigalupi, pro-
fessor de rabeca.
3. Duelo da opera TROVADOR do maestro
Verdi, pela beneciada eo Sr. Ramonda.
Segunda parte.
1. SOUVENIR D'ATTILA de Verdi. Ducto con-
certante a rabeca e a piano, pelos Srs. Sanlini e
Baccigalupi.
2." Rond da opera BEL1SARIO do maestro
Donizelti, pela beneliciada.
3." Capricho da opera TRAV1ATA, pelo Sr.
Baccigalupi.
Terceira parte.
1. Phfiitasia para piano composla e execula-
da pelo Sr. Sanlini.
2 Duelo ELIXIR D'AMORE de Donizeti, pela
beneficiada e o Sr Ramonda.
3. CARNAVAL DE VENEZA do maestro Pa-
gnnini. pplo Sr. Baccigalupi.
Os inlervallos sero preenchidos pelas mclho-
res pegas da banda marcial.
O .'anio e rabeca serao acompanhados ao piano
pelo Sr. Sanlini.
N. B.O cavalheiro Ramonda. sempre promp-
i para coadjuvar os seus amigos collegas, e de-
sojando obsequiar a beneliciada, presla-se gra-
tuitamente a fazer parle desle concert, dando
assira urna prova dasympathia que lhe merece a
arte c es seus cultores.
Os bilhetcs podem ser procurados : no Recife,
em mao da beneficiada no hotel Francisco ; em
Santo Antonio, no eslanelecimcnto do pianos do
Voceley e na livraria Econmica do Sr. Noguei-
ra ; c na Boa-Visla, era mao do Sr. Baccigalupi,
ra do Pires, defronte do hospital militar, c no
no diano palacete d3 na da Piaia.
Principiar s 8 horas da noilc.
Avisos martimos.
COMPANHIA BlUSILEIfU
DE
MOTTIES ATOM.
O vapor Oyapock, commandante o eapitao l-
enle Santa Barbara, espera-se dos pollos do
sul at o dia 29 do correnle mez, quando deve
seguir para Parahyba, Natal, Cear, Maranhao e
Para.
Recebe-se desdeja passageiros, encommendas
eengaja-se a carga que o vapor poder condu-
I zir sendo os volumes despachados com antece-
dencia al a vespera de sua chegada : agencia ra
do Trapiche n. 40, cscriptorio de Thomaz de
Paria.
O brigue brasileiro Imperador, recebe al-
; guma carg3 a frete para o Rio Grande do Sul: a
lar com Amorim Irmos, ra da Cruz n. 3.
Para a Babia.
Pretende seguir veleira e bem conhecida su-
maca nacional Horlencia, nesUs8 dias, tem a
seu bordo melado do seu carregamento, para o
resto que lhe falta Irata-se com os consignata-
rios Azevedo & Mendes, no seu escripiorio, ra
da Cruz u. 1. r
LEILO
Quarta-feira 29 do corrente s
11 horas em ponto"
O agente Uchoa tara' leilao em seu
armazem na ra do Vigario n. 20, de
vanos objectos, obras de marcineiria,
candelabros, um rico palanquim. um
espelho grande, 24 barris de alvaiade
fino, 2 caixas em tatas de tinta de oleo,
e urna porcao de garrafas de cognac,
tudo sera' vendido sem reserva de pre-
c,o e na mesma occasiao tambera ira' a
leilao 2 ptimos escravos de boa con-
ducta, sendo urna mulata de idade de
18 annos e um molecote com oflicio de
calafate.
LEILO
Quarta-feira 29 do corrente
ao meio dia em ponto.
O agente Uchoa fara' leilao em seu
armazem na ra do Vigario n. 20, de
4 vaccas de leite muito gordas e mansas.
Companhia Indemnisadora
Para cumprir a disposicao do art. 19 dos esta-
tuios da companhia do seguros martimos Indem-
nisadora, proceder-se-ha no dia 29 do correnle,
pelas 11 horas da mauhaa, na pra$a do corpo do
commercio, venda em leilao publico de 15 ac-
coes da mesma companhia, em tres lotes, sendo o
1. de ns. 226 a 230; o 2." de ns. 241 a 245, e o
i. de ns. 361 a 365.
LEILAO
DE
i excellenle vacca lurina.
Quarta-feira 29 de agosto.
O agente Costa Carvalho far leilao no dia ci-
ma era seu armazem na ra da Cruzn.l de urna
excellenle vaeca lurina com garrotes muito no-
va, s 11 horas em ponto.
Aracaty.
Segu com muita brevidade, por ter parte da
carga o hiate Vdela, pira o resto trata-se com
Caelano Cyriaco da C. H. no lado do Corpo Sanio
n. 25*
Para Lisboa sahe imprelerivelraenle aleo
dia 15 o brigue Tarujo & Filhos por ter parte
de seu carregamenio prompto : quem quizer car-
| regar ou ir de passagem, dirija -se ao consignata-
! rio na ra da Cadeia do Recife, escriptorio de
j Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Para o Porlo tem a sahir at o fim do mez
; o brigue Amalia 1 : quem quizer carregar ou
! ir de passagem, para o que tem excellenles com-
modos, dirija-se-ao consignatario, na ra da Ca-
deia do Recife, escripiorio de Manoel Joaiuim
Ramos o Silva.
Quarta-feira 29 do corrente.
NA
Ra Direita a. 24,
PRIMEIRO ANDAR.
Antunes autorisado por urna pessoa que se re-
tira para fra da provincia, far leilao na ra
Direita n. 2 primeiro andar, de toda sua inobi-
lia de Jacaranda e mais pertenecs de urna casa
de familia, e tambern de
Urna boa escrava.
Principiar s 10 horas em ponto.
UlUO.
Quinta-feira30 de agosto.
O agenle Francisco Ignacio Pinto far leilao
em seu armazem ra da Cruz n. 51 dos seguin-
tcs objeclos, a saber :
Lima escravo de 25 annos de idade, a qual cose,
lava, cosinhasoffrivelmenle e engomma per-
feilamenle.
Viute relogios americanos proprios para cima de
mesa.
Cenlo e viole caixas com charutos da Baha.
Dez duzias de garrafas core vinho Xery.
Siuitas e diversas pecas de marcineiria, como
sejam guarda-loucus, guarda-veslidos, appari-
dores, commodas, camas, mesas, um piano e
outros differentes objeclos que estaro vista
dos compradores
Principiar s 10 horas.
LEILAO
COJIIM1I1A
DAS
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
O vapor Cruzeiro do Sul, commandante o
capilao de mar c guerra Gervazio Mancebo, es-
pera-se dos portos do norte al o dia 31 do cor-
rente mez quando deve seguir para Macei, Ba-
ha e Rio de Janeiro.
Recebe-se desde j passageiros e engaja-se a
carga e encommendas que o vapor poder condti-
zir, sendo despachada com antecedencia at a
"espera de sua chegada : agencia ra do Trapi-
che d. 40. escripiorio de Thomaz de Faria.
Paia o Cear, Maranhao e
Para.
Segu cora muila brevidade o veleiro c bem co-
nhecido patacho nacional Alfredo por ter par-
le do seu carregamento prompto: para o resto
da carga e passageiros. trata-so com o consigna-
tario Caelano Cyriaco da Costa Moreira, no seu
escriptoiio, largo do Corpo Santo, ou com o ca-
pilao Travasso no trapiche do algodo.
Para o Ass e Aracaly.
O hiate Beberibe porj teralguma carga ; para
a resto c passageiros, trala-se na ra do Viga-
rio n. 5,
lg
Riode Janeiro,
a barca nacional Clementina sahe com brevi-
dade : para o resto da carga e passageiros, tra-
ta-se com Gnilherme Carvalho & C, na ra do
Torres.
Para o Aracaty com esca-
la por Maco.
O hiate nacional Gratidio segu com brevi-
dade ; para o resto da carga c passageiros, diri-
ja-se ao Passeio Publico n. 11, ou ao Forle do
Mallos, ma do Cordoniz, em casa de Pereira V-
lenle n. 5.
Messageries imperiales.
At o dia Io de selembro espera-se dosporlos
do sul o vapor francez Eslrtmadure, comman-
dante Trollier, o qual depois r"a demora do cos-
lume seguir para Bordeaux tocando em S. Vi-
cente e Lisboa, para passageiros, encommendas
etc., a Iratar na agencia ra do Trapiche n. 9,
Soulhall Mellors & C faro leilao por interven-
cao do agente Francisco Ignacio Pinto, de duas
caixas cm apparclhos para cha e oulras muitas
pecas avulsas como sejara urnas, salvas, galhe-
leiros, paliteiros, linleiros, chaleiras de electro
prateada de superior qualidade c apurado goslo :
nao lendo sido possivel eflecluar-se hontem em
consequencia da chegada do vapor inglez.
LEILAO
COMPANHIA PERMSIBUCANA
DE
Navegacocosteiraavapor
O vapor Iguarass, commandante o segundo
lente Joaquim Alves Moreira, segu viagem
para os porlos do norte de sua escala al a Gran-
ja no dia 6 de setembro s 5 horas da tarde.
Recebe carga para a Granja no da 25 e 27,
Acarac 28. Cear 29 e 30, Aracaty 31, Maco
no Io de selembro, Natal 3 e 4, Parahiba dia 5
at ao meio dia. Passageiros, encommendas e
dinheiro a frele at o dia 6 ao meio dia : geren-
cia no Forle do Matto n. 1.
Aracaty.
Sahe com brovidado o hiale Oows Irmaos, por
j ler parle da carga : para o resto trata-so com
Marlins & Irmao, ra da Madre de Dens n. 2.
Leiies.
PELO AGENTE
PESTAA.
O referido agente autorisado por urna familia
que se retira para fora da provincia fara' leilao,
sexta-feira 31 do corrente s 10 horas da ma-
nhaa, na ra do Livramento sobrado n,31, onde
ja raoroiio Sr. Dr. Ferreira, de todos seus mo-
vis a saber :1 mobilia de Jacaranda, candela-
bros de crystal, serpentinas, calungas, Linternas,
quadros, cama franceza, dila de ferro, lavatorio
de mogno com marmore, ditos de ferro, mar-
qnezas, guarda roupa, guarda louca, apparado-
res, mesa elstica, cadeiras avulsas. toilclis,
tpeles, capachos, vidros e lou;as e outros mul-
los objectos que se acharo patente na occasiao
do leilao.
fera
Sexta-feira 21 de agosto.
O agente Costa Carvalho fara' leilao
no da cima em seu armazem na ra
da Cruz n. 9 de urna porcao de trastes
os quaes serao entregues sem reserva de
preco.
LEILAO
DE
2 casas terreas ns. lSel7
RuadaViraco.
Sexta-feira 31 do crvente.
Anlunes far leilao em seu armazem na ra do
Imperador n. 73, de duas casas terreas na ra
da Viraco ns. 15 e 17, as quaes sao em terrenos
proprios e tem 2 miarlos, salas, cosinha fora e
um grande quintal. Os pretndenos as pedern
examinar ese informaren) com o referido agente
em dilo armazem.
Daj principio s 11 horas em ponto.
' Avisos diversos.
'Jos Francisco Mais, subdito Portuguez re-
tira-fee para o Riode Janeiro.
4- Precisa-se de urna cma forra ou
escita va para casi de pouca familia '. na
ruajdo Imperador antiga do Collegio
n. |4.
1 Sociedade
XL .Vio tncVicente dos Co-
cheiros em Pernambuco.
Deordem do Sr. presidente convido aos senho-
res socios para sabbado 1. de setembro se reu-
nlrem ao meio dia em ponto no lugar do coslu-
me, e o mesmo senhor manda fazer ver, que
visto a indisposico de alguns senhores socios,
ve-se obligado a por em execuco a lei appro-
vada em sessao de 24 de outubro de 1859.
Secretaria da sociedade Unio Beneflcente dos
Cocheiros em Pernambuco 28 de goslo de 1860.
Damasio Miranda de Souza Couto,
1. secretario.
Joao Francisco Fernandes de Castro reti-
rarse para Europa.
= Paga-se o dividendo da Companhia Vigilan-
te, ua ra Trapiche o. 8.
Aluga-se urna excedente casa ter-
rea em urna das melhores ras da Boa-
Vista, com commodos para grande fa-
milia, a saber 2 alcovas, 3 quartos, so-
taocom 4 ditos, quintal muradoe plan-
tado : a tratar na ra da Mangueita n.
8, das 7 as 8 horas da manhaa e das 5
as T da tarde.
Aluga-se urna escrava moca edisposla para
todo servico de urna casa : quem quizeT dirija-sd
ra do Socego (no Campo Verde) na penltima
casa do lado esquerdo.
Peideu-se no dia sabbado 25 do correnle
urna carteira contendo em dinheiro \7$, e urna
j lelra j vencida aceita por Antonio Jacintho de
! Medefros Dulra, da quanlia de 2819, outra dita
] aceita por Jos Joaquim Alves Xavier da quan-
lia de 194J400 rs., e um val do mesmo de 60J,
I e outra de Domingos Francisco Alves Ferreira,
i da quanlia de 1275, o mais alguns papis ; quem
j a tiver achado e a quizer restituir, pois s so
i exige as letras, a poder entregar no deposito do
; largo da Ribeirade S. Jos n. 15, que lhe flcar
I muito obrigado,
Joao Adriano de Mello Dulra.
= O Sr- Francisco Aranha de Souza tem urna
: carta no escriptorio de Manoel Joaquim Ramos e
Silva, na ra da Cadeia do Recife
Manual
ALLIANCE,
Estabelecida em Londres
nu&p m mu.
CAPITAL
Cinco milhoes de Vibras
sterAinas.
Saunders Brothers & C. tem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, propietarios de
casas, e a quera mais convier, que esto plena-
mente autonsados pela dila companhia para ef-
fectuar seguros sobre edificios de lijlo e pedra,
cobertos de lelha, e igualmente sobre os objectos
que conliverem os mesmos edificios, quer con-
sista em mobilia ou em fazeudas de qualquer
qualidade.
Um moco chegado ha pouco de Lisboa se
offerece para ensinar em algum engenho a ler,
escrever, contar, e gramtica latina e franceza :
quera precisar, dirija-se loia de louca na ra
larga do Rosario.
John Piaqfouad, subdito britannco, vai ao
luo de Janeiro.
Jan-irJ0oa(lulm ^ Miranda retra-se para o Rio de EnSlllO 06 IIlUSCa.
Offerece-se para leccionar o solfejo, como lara-
i bem a tocar vaiios instrumentos ; dando as 1-
ces das 7 horas s 9 112 da noite : a tratar na ra
' da Roda n. 50.
Precisa-se de urna ama capaz para casa de
i pouca familia, de poitis a dentro : na ra da
Roda n. 54.
Prevenco!!!
Estando a findar os frescacs queijos de Serid,
as excellenles macaas ea bella manleiga reflna-
da em frascos, pre'vine-se aos amantes das ditos
gneros que venham a elles corr presteza para
; depois nao haver qucixa no armazem da ra
; eslreila do Rosario n. 11.
Aluga-se por 305 mensaes o segundo andar
: do sobrado sito na ra Imperial n. 169, com 6
quartos, 2 salas, solao corrido, muilo fresco e
lem excellente vista tanto para Ierra como para o
mar, bem como para a estrada de ferro, qua
passa no fundo do quintal: a Iratar no primeiro
! andar do mesmo.
@@@^@ @@@ @@@
Madama Appoline |
Roussel, primeira coslureira da casa de
5 Madama'Millocheau, tem a honra de par-
I ticipar ao respeilavel publico, que se aeha
prompta para salisfazer a qualquer en- @
I -* commenda concerncnle a sua arte, assim
i @ como ricos vestidos para casamento, bai
: le c soirce, teiloa a ultima moda, e ptima
1 perfeicao : as pessoas que de seu presumo @
se qui/i'rem ulilisar, podem di-igir-se @
ra da Imperalriz n. 11, primeiro andar. @
S@@@@ @@
Na livraria n, G e 8 da praca da
Independencia precisa fallar ao Sr. Ma-
noel Antonio Pinto da Silva.
@@@@ @ S@g@S
I e^ o Sr. Joaquim AIvs |
| g| Conti acadmico do primeiro auno, queira a
1 ir como se lhe lem pedido por vezes a ra /g
| H da Cadeia do Recife n. 23.
Popular homeopathicoo n
i guia medica das mes
|2 de familia.
<5) Esta obra conten todas as molestias at ,
3 hoje, seus symplomas c suas causas, seus *S tralamentos empregados, quer em glo-
S bulos a tinturas ; symplomas dosmedica-
<*S mentos, sua duracao, os medicamentos flB
*| que cumprc empregar um depois de ou- S
9 Iroe seus anudlos. Acompanhado do 9
* fcil meio de qualquer pessoa poder co- =2!
3j nhecer do apparelho respiratorio e diges- 5?
?| As pessoas que se dignaram assignar jgj
Jg esta obra podem dirigir-se praca da In- *
Jos Cardoso Ayrcs; Collegio, Miranda & H
| Vasconcellos ; ra da Palma n. 50.
O abaixo assignado previne ao publico que
nao faca negocio de qualidade alguma com I.au-
rinda Roza da Silva, moradora era Garuar a qual
de presente se acha occulla nesta cidade, com os
escravos Joaquina crioula e dous filhos da mesma
Clemente e Prudencio,os quaes perlencem ao abai-
xo assignado por compra que flzera 30 marida da
mesma Laurinda ; o esta lendo senienca contra,
evadio-se com os referidos escravos para esta ci-
dade; portanlo o abaixo assignado nao s protes-
ta haver os seus escravos do poder de quem quer
que fuer transaccao com elles, como quom os
acoutar. Recife 27 de agosto de 1860.
Antonio Manoel Pereira Vianna.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar
ou de dous em bons oslados com quintal, nos baje-
ros da Da-Visla o Sanio Antonio : quem o ti-
ver diriia-so a ra do Crespo n. 25.
Antonio Jos de Oliveira, estabelecido na
ra da Cadeia do Recife, faz sciente ao respeila-
vel publico e com especialidade ao corpo do com-
mercio, que por haver outros de igual nome, de
hoje em diante se assiguar Antonio Jos de Oli-
veira Lobo.
Na ruada Cadeia n. 21, desejase
fallar com os genitores :
Jos Leopoldo da Silva.
Marcelino d Cleto da Costa Campello.
Jos Candido de Barros.
Jos Alvares Monte Raso.
Dr. Julio Barbosa de Vasconcellos.
Joao Alves de Oliveira,
Est justa a venda de daas tercas partes da
casa na ra de Ilorlas n. 32, que se acha deso-
nerada de hypotheca ou penhora : se ha alguem
prejudicado declare.
Pede-sc a Sra. Antonia Anliga de Viveiros,
natural da ilha de S. Miguel, o favor de appare-
cer no silio do lllm. Sr. Jos Antonio de Brilo
Bastos, na Passagem da Magdalena, para fallar
com o feilor do mesmo, a negocio de seu inle-
resse.
Mi ra do S. Goncalo n. 8, casa de solao,
precisa-se alugar urna escrava fiel, quesaiba fa-
zer com perfeicao o servico interno e externo de
urna casa de pouca familia. Paga-so a contento.
Emile Bernard, subdito francez, relira-se
para fra do imperio.
Precisa-se alugar urna mulher de meia ida-
de, ijue saiba cozinhar e engoramar, para ajudar
urna ontra na cozinha ; na ra da Imperatriz
n. 66.
vviiliam Tipping, subdito inglez, relira-se
para a provincia do Maranhao no vapor Oya-
pock.
Precisa-se alugar um prcto para:o servigo
interno, e que seja canoeiro : na fabrica de s-
bao do Franca, na ra nova de Santa Rila.
Na ra do Padre Floriano n. 40, ha para
alugar urna negrinha para ama de leite.
Antonio de Souza Teixeira, subdito portu-
guez, relira-se para fra da provincia.
Relira-se para a Bahia Jos Maria da Silva,
subdito porluguez.
= Precisa-se de um feitor para traballio de
campo, para um engenho muilo porto desta pra-
Qa : a tratar na rua do Vigario n. 6.
SOCIE DADE
Recreio Litterario e Beuei-
cente.
Por ordem do Sr. presidente efTeclivo lenho a
honra de fazer publico, que domingo 2 de se-
tembro, s 0 hora3 da larde, lera lugar no salao
do palacete da rua da Praia, a instalacao solem-
ne dasociedade. para cujo flm, pelo presente sao
convidados os amantes das letras e do progresso:
dovendo para mais brilhantismo apresentarcm-se
decentemente vestidos, nica condicao que se
exige para obterem ingresso.
O mesmo Sr. presidente manda convidar, com
especialidade, as familias que se dignarem de
abrilhantar com suas presencas o acto : scienti-
ficando que acharao em dito'salao lugares muilo
proprios e distinctos para assistirem a sesso, a
exemplo da do anniversario da associacao dos
lypographos.
Finalmente, o mesmo Sr. presidente, muida
avisar aos senhores socios instaladores, que se
deverao achar em dilo salo s 3 horas da tarde
do mesmo dia da instalacao.
Recife 27 de agosto de'1860.
Bento Jos Alves Vianna Filho.
1. secretario.
Precisa-sede urna ama que saiba cozinhar
e engommar : a tratar na rua do Vigario n. 14.
segundo andar.
Precisa-se de 1;G0QJ a premio, dando-se
por seguranza urna casa : quem tiver, dirija-se a
rua da Praia n. 47, primeiro andar.
Praca.
Quinta-feira 30 do corrento, perante o juizdos
feilos da fazenda nacional, se ha de arrematar
por ser a ultima praga urna casa lerrea de laipa
no lugar de Apipucos, com 2 portas de frente,
urna sala, um gabinete, 3 quartos, cosinha e quin-
tal em aberlo, emcho foreiro, avaliada por 7005
rs., por execu^ao da mesma fazonda, contra os
herdeiros de Pedro Jos Carneiro Monlciro : quem
a prolender arrematar, comparece no lugar e ho-
ra do coslume.
Recife 25 de agosto de 1860.
O procurador dos feilos,
Fernando Alfonso de Mello.
Por se ignorar a moradia dos senhores abai-
xo mencionados, roga-se aos mesmos dirigirem-
se loja da rua da Cadeia do Recife u. 64, a ne-
gocios que lhes diz respeito :
Antonio Igacio Brando.
Manoel Pereira da Silva.
Ignaoio da Silva.
Jos Augusto Teixeira.
Jos Joaquim da Rocha.
Jos Ildefonso Souza Reis.
Antonio Joaquim de Oliveira.
Antonio Pereira da Rocha.
Joaquim Fernandes de Azevedo.
Offerece-se urna senhora de idade e boa con-
ducta, para ama de casa de hornera solteiro : na
rua estreita do Rosario n. 27.
i siS3tt;3 e@@@ @@@@@
Os credores de Manoel Martins de
Oliveira levem suas contas no armazem
! de Nones (i Irmo, afhn de serem con-
feridas e pagas com o que produzio a
venda em leilo.
O Sr. Paulo Francisco de Uezen-
de queira apparecer no escriptorio de
Nunes & Irmao, e ah entender-se com
todos os seus credores a nefjocio de que
Smc. nao ignora, e nao o fazendo os
mesmos credores recorreraoa autorida-
de competente.
II Dentista de Paris. |
15Rua Nova15 s
j Frederico Gautier, cirurgiao dcntisla, ?
Jg faz todas as operacoesda suaarte e col-
bt loca denles artificiaes, tudo com a supe- 5
5 rioridade e perfeicao que as pessoas en- 3k
3J? tendidas lhe reconhecera. t>
f Tem agua e pos dentifricios etc. fh
wmmwmmm9mmmm*im
Precisa-se de 6:000* a juros com toda se-
guranza, a contento, pelo lempo de 5 mezes, com
boas (irmas ou com hypotheca em bens que cu-
bra o emprestimo : na rua da Matriz da Boa-
Vista n. 13.
Na rua Ja Concordia n 12 faz-se toda e
qualquer escripturaco commercial, tanto por
partidas dobradas como simples, seja qual for o
tempo e a desord m em que se achera.
O Sr. Joao da Cunha Reis lem urna carta
na rua do Queimado n. 28, primeiro andar.
^Consultorio central honicopathico||
1 IPMMMI8M. |
Continua sob a mesma direccao da Ma-
noel de Mallos Teixeira Lima, professor
@) em homeopalhia. Asconsultas como d'an- @
tes. Botica central homcopatliica
Do
DR. SABINO (U L PIMO
Novos medicamentoshomcopalhicos en
viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
Esles medicaraantos preparados espe
cialmentesegundoas necessidades da ho
meopalhia no Brasil, vende-se pelos pre
eos conhecidos na botica central horneo
palluca, rua de Santo Amaro (Mundo No
vo] n 6.

-
fe
9
Aluga-se um sitio grande com
excellente casa de vivenda, com todas as
commodidades para familia, no lugar
da Cx'.a Forte : a tratar com os pro-
prietanos, N.O- Bieber & C.
a gencla dos fabricantes america-
nos Gronver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
/ohnston & rua da Senzala Nova n. 52
$ O Dr. Casaoova pode ser procurado a B
4$ qualquer hora em seu consultorio horneo- S
^g pathico em Pernambuco tt
5 30RUA DAS CRUZES30
No mesmo consultorio acha-se sempre
grande sortimento de medicamentos em |g
iy tinturas e glbulos, os mais novos e bem <
CASA LISO-BRASLEIRA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellenles ac-
commodaces para muito maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos e dosSrs. viajantes que
visitemesta capital; continua a prestar-lhesseus
servicose bons offlcios guiando-os em todas as
cousas que precisen) conhecimento ortico do
paiz, etc.: alm do portuguez e do nglez falla-se
na casa o hesoanhol e francez.
Quem tiver um sitio perto ou
longe desta cidade, com tanto que ten lia
casa de vivenda, arvores de fructo e fi-
que prximo ao banho salgado, tempe-
rado ou doce, e o queira alugar dui-
ja-se ao largo do Ter mero 33.
Precisa-se fallar com o Sr. Miguel Alexan-
drfno da Fonseca Galvao a negocio de seu inle-
resse : n* rua do Queimado n. 61.
V
y -
*t \ "

*


DIARIO DE PBRNaMBUCO. QUaBTA FE1RA 29 DE AG0ST0 DE 1860.
lOTil^fMMlTO
DE
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos,
cfronlc Ao Yjecco da Congregado letre'ixo verde.
Seda dequadrinhosmuito fina covado IgOOO
Eofeites de velludo cora froco pretos e
de cores para cabcc.a de senhora da
ultima moda 9
Fazendas para vestidos, sendo sedas, 15
e seda, cambraia e seda tapada o
transparente, covado jj
Luvjs de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homt-ns e menDos g
Lencos de seda rxos para senhora a
29000 e 2S500
Mantas para grvalas e grvalas de seda
de todas as qualidades 9
Chapeos francezes forma moderna 8500
Lencos de gorguro prelos 29000
Ricas capellas brancas para noivados 9
Saias balao de todas as qualidades 9
Taftl txo o covado #500
Chitas francezas a 200, 280, 300 e 320
Cassas francezas, a vara 500
Selim preto azul e encarnado proprio
para forros coai 4 palmos de largura,
o covado ljjt600
Casemira lisa de cores 2 larguras, "o co-
vado 2S000
Chales de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades 9
Seda lisa prela e de cores propria pa-
ra forros cora 4 palmos de largura, o
covado 19500
Ricos cortes de seda prelos e de cores
com 2 saias c de babados 9
Ditos de gaze e de seda phantasia
Chales de touquim muito finos
Grosdenaple preto c de cores de todas
as qualidades $
Seda lavrada prela e branca 9
Capas de Ci e visitas de seda prela com
froco 9
-IIH
5%
a*fe"1
EAU
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na bolica franceza ra da Cruz n.22.
!
cao a gm.
A empreza da Iluminarlo a gaz dcsta cidade, faz sciente a todas as
pessoas que collocaram candieiros de gaz em seus casas, e aos que pretcn-
dein ainda collocar, que tem resolvido baixar os preros dos globos de vi-
dro para 1$500, 2$ e 2#500 os mais finos que se pode lubricar, os pi ten-
dentes acharao no armazem da ra do Imperador n. 51, um comple-
to sortiinento a sua escolha, ossim como candieiros, arandelas e luslres
chegados ltimamente, de gostos variados e do mellior que se pode de-
sdar. Rostron Rooker & C,
Agentes.
APPI0VA(10 E AUTORISACAO
Julio Conrado,
fazcm sciente aos seus freguezes, que se encarre-
gam de mandar fazer toda e qualquer obra ten-
dente a alfaiale, pata o que ten contratado em
sua casa um permito meslre chegado de Pars no
ultimo vapor, o qual recebe os ltimos Cgurinos
de 15 em 15 das para execugao de sua profissao.
Ra do Queimado n. 48.
Julio & Conrado parlicipam aos seus freguezes
que tem sempre promplo grande soriimento de
roupa frita, como sejam, casacas, sobrecasacas,
calcas e collctes, e paletolsde panno e brim, tan-
to para homem como para meninos, e ruaodam
fazer toda e qnalquer obra por medida.
Bcnmrdino Antonio Pereira Bastos com de-
posito na ra Direita n. 30, roga aos seus dove-
dores que lenham a boodade de vir saldar suas
coalas at o dia 30 de setembro, do contrario
passarao pelo desgosto de verem seusnomes por
extenso ueste jornal.
Diletantes attendei.
o uando o vosso gosto se desenvolve
pelos sons harmoniosos de urna voz que
tanto vos embelesa, quando o pisar gar-
boso de urna prima dona no palco de
Santa Isabel tanto desafii a vossa sym-
pathia e all'eicao, quando finalmente
um jardim de llores parece surgir da
trra em que ella pisa, e cujo matiz
tanta apreciavel se torna, justo e' que
de mistura com estas flores aromatisadas
pela natureza se confundam aquellas
que sendo produzidas pelo artificio na-
da diminuem de valor e que nao sao
menos dignas de se ollertarem. L' pois
na ra da Santa Cruz casa n. 28 aonde
encontrareis os mais bem acabados bo-
quets de cravos, para cujo im sois con-
| vida los a ver, quando menos para ad-
i mirardes a perfeicao, Esta' a exposi-
eao na mesma casa.
Pcrdeu-se na noite de 22 do corrente, no
caminho da eslrada de I.uiz Vicira atea ruada
Conccico, na Boa-Vista, um manlelele do vel-
ludo preto : a pessoa que o tiver achado e qui-
zer reslilui-lo, receber 10$ de gralificaco, na
ra da Cruz n. 4.
O abaixo assignado estando a fazer in- @
@ venlariopor morte de sua mulher pede a *s
@ quem se julgarcredor do seu casal, que
aprsente suasconlns c aos que sao seus @
devedoresque venham saldar as suas.
# Fnncisco Gomes de Mallos Jnior.
( K&$$ $ S
Prerisa-se de tomar a premio dous contos
de reis dando-se um predio de dobrado valor :
quem pretender annuncie para ser procurado.
O Sr. Delizario Adolpho Pereira dos Santos
tenha a boodade de apparecer na ra do Queima-
do n. 46.
Alugam-se 5 prelos proprios para todo
oservico aqu na cidade, sendo annualmeute :
quem precisar dirija-se a ra do Imperador n.
39, entrada pulo beceo do botequim do Paira,
segundo andar, das C s 9 horas da manhaa ou
na praca do Corpo Santo escriptorio n. 5, das 9
s 4 da tarde.
O Dr. Azcvedo Pcdra, ha pouco che
# gado nesla capital, faz sciente ao respei-
lavel publico que acha-se prorapto a qual-
quer hora em sua residencia ra da lm-
pcralriz, sobiado n. 88, segundo andar,
prestar os recursos de sua profissao ; na
. @ mvsma casa d consullas gratis aos po-
bres.
liomualdo Alve de Oliveira, ad -
vogado provistooado pela relajo, en-
carrega-se de qualquer defeza crime no
jury, ou perante qualquer autoridade
Bem conhecido no patz lia 0 annos co-
mo escriptor publico, espera merecer
confianca, visto que, quando preciso
defender qualquer pessoa, nunca tre-
pidou e jamis trepidara'em frente de
dfllcu\dadts. Fafa' tudo quanto esti-
ver ao alcance de sua acanhada ntelli-
gencia para defender seu cliente.
Achando-seo jury funecionando, olle-
rece-se para encarreear-se de quelquer
defeza : toda e qualquer pessoa pobre
que nao poder pagir e nao quizer su-
geitai se ao ad vogado dos pobres, elle o
defender'gratuitamente como de teu
costume. Era quanto nao faz a viagem
que pretende pode ser procurado no
lugar de sua residencia ra Direita n.
7 escada pela ra da Penha, ou no es-
criptorio do Dr. Drummond ou tabel-
lioAlmeida, ra do Imperador.
Sacca-se sobre a D-hia : em casa de Ar-
kwrigbl& C, ra da Cruz n. til.
Gravador e dou-
TM
rador.
ASSOCIAgAO
DE
Soccorros Motaos e Lenta Eoiaocipaco
dos Captivos.
Quarlaeira 29 do correte, as 7 horas da tar-
de, no lugar do costume, Rivera sesso do con-
selho director, assim como o Sr. presipente man- I
da convidar a todas ascommissoes de beneficen-
cias, commissoes do fnstejo, e procuradores para
urna conferencia. O mesmo Sr. presidente man-
da declarar que em sesso do conselho do 26 do
corrcnle forem elevados a cathegoria de socios
protectores os Illms. Srs. : depulado provincial
pelo circulo do Bonito Joao Braulio Correia e Sil-
va, o Rvm. provincial d convento do Carmo Fr.
Norberto da Purificado Paira, o Rvm. Fr. Anto-
nio do Monte Carmello, o Rvm. Fr. Joaquim de
Santa Maria.
Secretaria da Associacao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipacao dos Captivos em 28 de
agosto de 1800.
Albino do Jess Bandeira,
1." secretario.
Alten cao
Crava-se e doura-se em marraore leltras pro-
prias para catacumba ou tmulo a 100 rs. cada
urna, o annunciante aprsenla seus trabaihos
nos tmulos dos Illms. Srs. Vires, Dr. Aguiar,
Guerra, Tasso e em outros mais ra da Caixa
d'Agua n. 52.
ELOGIO E AGRADECIMENTO.
Forte iuflanimaco na bocea dO es -
toiuago.
Soffreiido eu por longo espaco de selo annos
urna forte inflammarao na bocea do estomago,
que bastante alicco me causava por me tirar
quasi a respiracao, e leudo feito quanto foi po3-
sivel para obler melhoras, tudo foi baldado, e re-
correndo s chapas medicinaes do Sr. Ricardo
Kirk, escriplori na ra do Parto n. 119, com
ellas tive a felicidadede me achar inteirameule
bom no curto espado de 30 das, pelo que mere-
ce de certo lodos os mcus elogios, nao s pela
rapidez do curativo, como por nao causarem in-
eommodo algum era precisarem de resguardo.
Manoel Antonio de Freilas.
Ra de S. Jos n. 75, Rio de Joneiro.
i i?": -* <} C-* *^ <=* ^h *^ tewiss.ioi v; @S
DA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO MAGNTICAS EPISPATICAS
Kirk
Para seren aplicadas s partes ffectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS MEDICINAES sao muilo conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as provincias
deste imperio ha mais de 22 annos, esao afamadas, pelas boas curas que se tem oblido as enfer-
midades abaixo escripias, o que se prova com innmeros alleslados que e.uslem de pessoas caa-
zos e de dislinccoos. r r
Com estas Cii\rAS-F.LECTR0-MAG>ETic\-KPispASTiCAS obtcm-seunia'cura radical c infallivclem
lodos os casos deinflammacao (consaco ou (alia de respiracao), sejam internas ou externas como
do figado, bofes, estomago, bac.o, rins, ulero, peilo, palpitacao de coracho, garganta olhos erv-
sipelas, rheumalismo, paralysia c lodas as afl'ecroes, nervosa's, ele, ele. Igualmente para as dil-
fercnles especies de tumores, como lobinho, escrfulas ele, soja qual fr o seu tamaito e pro-
fundeza, por meio da suppurarao sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado or
habis e dislinclos facultativos '
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, lendo todo o cuidado de
fazer as necessanas explicaroes, se as chapas sao para homtm, senhora ou enanca, declarando a
molestia em que parle i corpo exisle, se na cabera, pescoco, braco, cosa, nema, p ou tronco do
corpo, declarando a circuraforcncia : e sendo inchacjs, (eri'das ou'ulceras, o molde do seu la ma-
nilo em um pedaro de papel e a declaradlo onde existem, afim de que as chapas posam ser
bem applicadasno seu lugar.
l'recisa-se alugar urna esrrava para casa de
piuca familia : na praca da Independencia n.
| 38 se dir quem a pretende.
_ a= Evarislo Mernies da Cunha Azcvedo, lendo
sido nomeado agente de leiles pelo integro tri-
bunal do commercio, faz scienio ;>o publico oo
m como ao respeitavel torpd do commercio e
I a seus amigos que o acharao sempre disposto a
I excrcer as funecoes de seu cargo com uuurgia e
' zelo, podendo ser procurado na ra do Vigario
n. 22 todos os dias das 8 horas do dia s 0 da
tarde.
Na ra da Praia n. 2 existe urna caria para
o Sr. Joaquim Ignacio da Silveira, viada de
Marei.
Na nova loja na ra cstreila do Rosario n.
j 35, eslabolocimonln iln imileirn. rerphe-se qual-
quer encemmenda, e se aprompla com a ninior
brevidade, e se vende ludo por prer;o commodo.
Sitio para alugar.
Na Capunga Nova contiguo ao sitio do Dr. Ja-
I cobina, e em frente da ra que vai ler a S. Jos
do Manguinho, est para alugar-se um sitio com
I bastantes arvores frucliferas, pequea baixa de
capim, excellentc casa assobradada, que tem
commodos para grande familia, cocheira, caval-
larice, casa para criados e para banho : a tratar
na ra Nova d. 5G.
Consta nt,
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapasserao acompanhadas das competentes explicaces e tambem de todos os accesso-
ioe para a collocaco dellas.
Consultas a lodas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, em seu cscriplo-
io, que se achara aberto todos os dias. sem excepro, das 9 horas da manhaa s 2 da tarde.
||9 Ra do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.


@
@ alfaiale de Paiis, leudo transferido a sua @
@ residencia para a ra do Imperador n. 42, @
@ roga a todos os seus antigos freguezes ca g
g>) ludas as pessoas em gcral, que o quizercra ^
g honrar com a sua frecuezia que hajam de *
? o procurar d'ora em diante rw dila casa. O ,
j A mesmo annuncia que prepara vestidos a 25
, ^ airazonas para senhoras montarem a ca- a
vallo. 5
&S@ @@@
l@@@
Borba.
A saluda que lem tido este rap prova sua boa
' qualidade, nao drsmenlindo assim a qualidadedo
; fumo de que feito, colindo as immediacs da
] cidade a que deve seu nomo na provincia Gtain-
Par : deposito, ra da Cadeia n. 17
Aluga-se urna prela crioula, mo^a, escrava,
i para o servico de urna casa, e fazer as compras
, na na, rom todas as habilidades precisas : quem
; pretender, procure na ra Imperial n. 54, que
: l achara com quem tratar.
Prciisa-se de urna pessoa para fazer urna
, escripia por partidas dobradas : na ra do Il.-.n-
; gel n. 11.
O Dr. Joan Ferreira da Silva mudou-seda
ra do Rangel para a do Livramento u. 26, so-
brado do Sr. Manoel Buarque de Macedo.defron-
e de sua anliga habitaco. A grande pralica de
auscultarlo reconhecida por quasi lodosos seus
collegas desta cidade torna-o recommendado no
diagnostico das molestias dos pulmes e do co-
rarlo ; assim como para verificar o estado de
saude dos escravos que se desejam comprar.
Pelo crescidonumero e variedades de operares
que ha feito com bom resultado em o exercicio
de mais de 20 annos, sejulga habilitado para
pralicar toda e qualquer operacao cirurgica por
mais delicada e diOicultosa qu seja.
INa ra Augusta n. 82 engomma-se para f-
ra com promptidao, aceio, c preco commodo.
O abaixo assignado deixou "de ser caixeiro
de Francisco Antonio do llego Mello desde o dia
28 do correle, e agradece ao mesmo senhor o
bom tratamento que leve ora za casa. Recife
-8 de agosto de 1860.
Andr Henriqnes Cordeiro.
Na typographia deste Diario se dir quem
da 2:000* por hypolheca era algum predio que
sufficieiilemente garanta.
Robert Puph, Buhara Cudden, subditos de
S. II. Britannica retiram-se para fra do imperio.
Alusa-se una parda escrava que cozinha e
fazos maisarranios de urna casa : nos Aillictos,
casa cinzenta confronte a igreja..
Na ra do Imperador n. 75, primeiro an-
dar, precisa-sede urna pessoa que tenha boa le-
tra e saiba escrever com correcto.
DO
l \l
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No depoxAto deste estabelee'imento sempre Va grande soriimento de me
ehanismo pata os engenlios de assucar a sa\>er:
Machinas de rapor modernas, de golpe cumprdo,jconorncas de combustivel, e dePacillimoassento;
Rodasdaguadeferrocomcuboile madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
Cannos de ferro, e portas d'agua3ara ditas, e serrilhas para rodas de madeira*;
Moendas nteiras com virgensmuito fortes, e convenientes;
Meta moendas com rodeta$motoras,>ara agua, cavarlos, oubois, acunhadas em aguilhoes deaz ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares e bicas para o caldo, crivos e portas de ferro para asfornalhas ;
Alambiques deferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Rodetas dentadas de todos os tamanhos para vapor,' agua,cavallos oubois ;
Aguilhi5es, bronzes e parafusos, arados, eixos e odas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc., etc.
D. W. Bowman confia que os seus freguezes acharao tudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderp neoessilar.
AUeiiQo.
Oflerece-sc um caixeiro com bastante pratica
de padaria, o qual d conhecimenlo de sua pes-
soa ; quem o pretender, annuncie por esle Dia-
rio para ser procurado.
SOC1EDADE
INSTITUTO PI E LITTERARIO
Deordem do Sr. presidente cflectivo scientifico
aos senhores socios que domingo 2 de setembro
haver sesso ordinaria da assembla geral, as
lOhons da manhaa, am de se proceder a lei-
co dos membros qne leem de reger esta socie-
dade de setembro marco de 1861, conforme o
.V.do orl- 41 dos talulos. Antes da assem-
bla haver sesso colraordiuaria do conselho
Assim como amanhaa (quinla-eira) haver ses-
sao ordinaria do conselho director as 4 horas ua
larde.
Secretaria do Instituto Pi e Luterano 29 de
agosto de 1860.
Altinho Rodrigues Pimenta,
1. secretario.
ASSOCIACO POPULAR
DE M
Soccorros Mutuos.
De ordera do Sr. director, convido a lodos os
senhores socios desla associacao para, reunidos
em assembla geral, Iratarem de negocios im-
portantes tendentes a mesma, no dia quinta-fei-
ra 30 do corrente, as 6 horas da (arde.
Secretaria da Associac/ao de Soccorros Mutuos
18 de agosto de 1860.
Bcrnardlno de Senna Ribeiro,
1." secretario.
O senhor que j tomou de um menino, con-
tra a vontade delle, um chapeo de sol no correio
e nao satisfeilo cora isso, levou outro do estabe-
lecimenlo do pai do mesmo menino, tenha a
bondade de raanda-lo trazer, senao quer passar
pelo dissabor de ver seu nome por extouso neste
Diarto.
Precisa-sede um caixeiro brasileiroou por-
tuguez, para urna loja decalcado, dando fiador a
sua capacidade : a tratar na ra No?a loja nu-
rnerp 1. '
MUTILADO]
Precisa-se de urna ama para cozinhar para
pouca familia : na ra Nova n. 20.
Offerecc-se um caixeiro, sibendo ler e es-
crever c sabendo um pouco de francez e alguma
pratica do cscriplurac^o, psra caixeiro de pada-
ria, loja de fazendas, excepto botica : quem de
seu prestidlo se quizer ulilisar, dirija-se esta
typographia que se dir quem o se for preciso
Qador dar-se-ha.
Hoje, (inda a audiencia do Sr. Dr. juiz mu-
nicipal da 2" vara, que deve ser de 1 2 horas
da larde, deve ser arrematado o preto Belmiro,!
por execucao do br. Joo Jos Pinto, contra es i
hordeiros de Antonio Guraes Leal.
Troca-se um mulatinho de 10 annos por
urna negrinha ou negra, tamben se vende ; na
na to Imiteraihir n. 51. primeiro andar.
Compras.
Compra-se um oratpjio de Jacaranda, mo-
derno, de tres faces, enviJracado, de 4 palmos
pouco mais ou menos de altura, sondo obra mui
perfeila. Tambem se compra um selim para se-
nhora, de boa qualidade, que esleja em bom uso :
qiieai prclcuder dirija-se a ra Nova, loja du
marmore.
Compram-se moedas de ouro de 5?, lOjf o
20# : na ra Nova n. 23, csqniua da camboa op
Carmo.
Compra-se ouro de 20$ e 1G# :
na ra da Cadeia do llecife loja de fa-
zendas n. 51.
Vendas.
Vende-se um fardamenlo do esquadriio de
cavallaria da guarda nacional, Indo era bom es-
lado na ra do Rosario da Boa Vista n. 5G.
Vende-se a taberna do paleo de S. Jos n.
51, por seu dono ir tratar de sua saude : a tratar
na mesma.
Vende-se urna boa escrava crioula, de 25
annos de idade, que lava, engomma, cozinha e
coso, .em vicios : a tratar na ra da Soledade
numero 2.
Estopa da trra,
fina e secca : na ra Direita n. 91.
Vende-se 1 porto de ferro e 4 grades de
10 palmos de altura e 10 de largura, Indo muito
em conta : no Hospicio, taberna do elephanle.
Chegou loja de miudezas do 3 portas da
ra do Crespo n. 7, um rico e completo sorii-
mento de la para bordar, sendo de todas cores,
e a melhorquc ha no mercado, pelo baralissimo
preco de 8jt a libra, seda frxa para bordar de to-
das as cores a 120 rs. cada iniadiuha, ricos jorros
de palha para menino pelo diminuto preco de 2J>,
e oulras muitas miudezas c perfumaras queso
venden) por todo preco, que vista do freguez
nao se perder de vender : na ra do Crespo, loja
de miudezas de 3 portas n. 7.
Na ra da linperalriz n. 5i, pre-
cisa-se fallar com os senhores :
Francisco Xavier de Sa*.
Jos Rodrigues dos Passos.
Joao Manoel Vianna.
Ternoliao Peres de Albucruerciuc Ma-
r d ha o.
Jos Flix da Costa.
jcwjci *jMani!cqtjua3Hi3aaicjijcs
Seguro coHlraFogo S
PAHH1A |
X"
LONDRES
AGENTES
G J. Astley <& Companhia.
Vende-se
para
G
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadas de ferro.
Ferro sueco.
Espingardas.
Ac de Trieste.
Pregos de cobre de com-
posico.
Barrilha e cabos.
Brim de vela.
Couro de lustre.
Palhinha para marcinei-
ro : no armazem de C.
J. Astley & C.
I
@
I
|
I
6
I
9
j-OurbwntKirt nw gjw"' fna "
vendo-seum braco de Manga deftomo&
C.a, com sois palmos de comprido, proprio para
armazem de assucar: na ra da Senzala Velha
n. 94
Vende-se um moleque de 12 annos: na ra
de Santa Rita, casa n. 69, junto igreja.
Vende-se um terreno com 54 palmos de
frente o 1000 de fundo, com alguns arvorodos,
na estrada do Relem : quem quizer dirija-se &
ra Direita sobrado n 86, seguudo andar.
Vende-se
um piano era bom dso, que serve para aprender,
por preco muito commodo ; e um cava*llo casia-
nho, de cabriolet, bstanle gordo : no Io andar
do sobrado do paleo do Carmo n. 9.
Vende-se um cabriolet do duas rodas : na
cocheira do Sr. major Antonio Bernardo Quin-
eiro.
Araruta verda-1
Vende se na ra da Cruz n. 48, urna
divida julgada por sentenQa, o devedor
dizem que tem loja em nome de outro
na ra da Emperatriz, cujo devedor
chama-se Antonio Joi de Azevedo,
Rival sera segundo.
Na ra do Queimado n. 55 de-
fronte do sobrado novo, lo-
ja de miudezas de Jos de
Azcvedo Maia e Silva, tem
para vender os seguinles
artigos abiixo declarados:
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapatosde tranca de algodo a 19200.
Ditos de la a l"j>600.
Carlesdealfioetes linos a 100 rs.
Espelhos de columnas, madeira branca, a lj-OO.
Ditos dito de Jacaranda, algGOO:
Phosphoros em caixas de olha a 120 rs.
Frascos de macass perola, a 200 rs.
Pacas c garfos muito finos, duzia 3#500.
Carles de colchetes do superior qualidade. a
O rs.
Caixas clcheles batidos, a 60 rs.
Caixa de obreias muilo novas, a 40 rs.
Frascos de oleo de babosa mjito lino, a 600 rs
Ditos ditos para fazer o cabello corredio, a
1*000
Sapatos de la para crianzas, a 200 rs.
Pares de meias cruas para meninos, a 160 rs.
Pares do luvas de cures fio de Escossia, a
320 rs.
Pares de meias para meninos, a 240.
Macos de grampos muilo bons a 40 rs.
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar pennas a ICO rs.
Grvalas de seda muilo finas, a 600 r?.
Tlicsouras de costura mullo finas, a 500 rs.
Ditos para unhas idem, a 500 rs.
Franja de la para vestidos, per'a a IcOOO.
Macos de tranca de la muilo fina, a 500 rs.
fetilho de seda para enfeite do vestidos, poca
a 10000.
Na rua da Imperatiiz n. 37 vende-se um
carro minio leve e novo, com assentos para qua-
tro pessoas e bolea.
Novo rap do
Para.
Vende-se novo rap do Para, dito grosso, dito
meio grosso, dito fino, dito Meiron, dito Paulo
Cordeiro, dito Lisboa, dilo francez, dito Rocha ;
na mesma loja vendem-se franjas para cortina-
dos muilo finas, franjas de seda de lodas as co-
res, capachos para beira de portas, e muitas
miudezas em conta : na ra larga do Ro-
sario, passando a bolica do Sr. Bento Correa, a
segunda loia n. 38.
Na loja do Arantes vende-se a dinheiro
vista sapatoes de lustre para honiens 45.
Vende-se ura cavallo mellado manso, e bom
do sella e tambem ura cavailinho pequeo, russo
para menino, bom baixeiro e galopeador: a Ira lar
na ra do Colovello padaria do Leo do Norte.
Loja das 6 porlas
EM
Frente do IA\rameii.toa
Roupa feita barata,
Palctols saceos de casemira escura a 4?, ditos
de alpaca preta a 4?, ditos de brim pardo a I;-,
camisas brancas e de cores a 2#, ditas de (uslao
Cuas a 2500, palelols de panno lino, ditos do ca-
semira de cores, caigas de casemira preta c de
cores, collctes de velludo e de seda, um comple-
to sortimcnlo de roupa feita, que vende-se por
todo preco.
Loja das seis porlas cm
lenle do Livramento.
Covado a 200 rs.
Chitas francezas largas de bonitos gostos a 200
rs. o covado, ditas eslreilas pndres a imilaco
de laazinhas a 160 rs. o covado, cassas de salpi-
cos bramos e de cores a 240 o covado, meias pa-
ra meninas e menin s a 240 o par, chales de
merino estamp.-i!,,* rom barra a 2S. lencos bran-
cos com baria Ce '(.res a 20 rs., ditos com bico R
200 rs. A loj i est aberfa al as9 horas da noio.
Vende-se um escravo.
Na ra Direita n. 112, loja, vende-se um mo-
leque de bouia figura, leudo 6 annos de idade
quem o quizer. dirija-se a mesma loja, que acha-
ra com quem tratar.
pede-se toda allencao.
Na loja d'aguia de ouro, ra do Cabug n. 1 E,
vendem-sc o seguinle :
Superior la lano para bordar como para fa-
zer sapatinhos e leuquinhas a 63 a libra.
I.abyrinlhos a 200, 300, 400 e 5';0 rs. a vara.
Fil branco muito lino a 800 rs. a vara.
Dito lavrado de linho a 1S6O0 a vara.
Stpalinhos de merino ricamente cufeitados
para meninos a 1, 1200e 1$500.
Ditos de la a 500 c 800 rs.
Leques muilo lindos de madrepcrola a 20 o
Dilosde oulras qualidades a 2.00 c 3g.
Quadros muilo lindos para enfeite de sala a
109, 12g e lij.
Jarros com flores e redoma de vidro a 8 c 121
o par.
Toucadores grandes com gaveta e chave a 10g.
Bandejas de todos os tamanhos al#. 1$500, 29,
39 e 4J,
Dilas para copos a 210 rs.
Caixas de bfalo para rap a 800, lj} c 1*200.
Pianinhos com 1 competente msica, proprios
para mimo a I89.
Cestinhas com sabonctes fingindo fruclas a
1*200.
Agua de colonia verdadeira em garrafas gran-
des a 19600.
Dita do orienle muilo fina a 1J200.
Superior banha em latas a 500, 19 e 1J800.
Pos de arroz de superior qualidade a 2#.
Vinagre aromtico muilo fino a 1500.
Sabonetes pelo baralissimo preco de 1J0 a
duzia.'
Colhcresdo metal principe, tanto para cha co-
mo para sopa.
Facas muilo finas de cabo de balanco, e outres
muitosmais objectos que vista do" freguez se
far lodo negocio.
deira.
Na ra da Cadeia do Reci'e n. 1.
Candieiros econmicos.
Grande sortimcnlo de candieiros econmicos
chegados ltimamente ao deposito da ra Nova
aonde se achara todos os preparos pars os raes-
mos candieiros, assim como grande porco de
gaz hedrogenio que se afianca aos compradores
nunca naver falla neste deposito de candieiros, e
tudo por preco muito commodo, que por cerlo
est justificado ser grande economia : na ra No-
va n. 20, loja do Vianna.
Vendem-se 2 bois mansos, proprios para
carro ou carroca : a tratar na ra da Guia n. 9.
Na ra do Rangel n. 73, segundo andar,
vende-se leite puro a 320 rs. agarrafa, das 6 s8
da niaoria, e recebe-se encommenira.
OTKM
No armazem de fazendas da
ra do Queimado n, 19.
Chitas francezas miudinhas com pequeo loque
de mofo a 200 rs. o covado, cambraias de cores
finas a 200 rs. o covado, lengos brancos para al-
gibeira a 2a duzia, cambraia prela com pintas
brancas a 500 rs. a vara, chitas de cores fixas
miudinhas a 160 o covado, cortes de hiberia com
14 covados por 2^500, coberlas de chita (chine-
zas) a I98OO, algodo enfestado largo a 600 rs. a
vara, chales de merino estampados a 2}500,
meias para meninos e meninas, chita fina de ra-
magem para coberta a 280 o covado, balos a
59 de superior qualidade, cobertores de la a 29.
Vendem-se canoas de araarello de 1 pao 56
muito perfeitas, de 28 a 50 palmos, por preco
commodo : na ra do Vigario n. 5.
Na ra da Cadeia n. 2*, vndese
por metade de seu valor, a dinheiro :
Chapeos para senhoras.
Enfeites para cabera.
Botoes de todas as qualidades.
Fitas de ditas ditas.
Bicos de ditas ditas.
Bordados de ditas ditas.
Casaveques de ditas ditas.


(6)
DIARIO Dg PERKAMBUCO. QUARTA FEIRA 39 DE AGOSTO DE 1860.
Fazendas finas e
roupa feita.
Augusto & Perdigo.
Cim loja na ra da Cadcia do Recife n. 23
Mudeni e dao amostras as seguintes fazendas:
tortea de vestidos de seda pelos e de cores
Cortes de ditos de barege, de tarlatana e de gaze
. de seda.
Carabraias de cores, brancas e organdys.
An (Uohafl para saias, saias balo, de clina, nia-
dapolo e bordadas.
Lencos do labyrinllio do Aracaty e francezes.
Chapeos amazonas de palhs e de seda para se-
i.':. iras e meninas.
Eufeitesde troco, de vidrilho e de flores.
Pentes de tartaruga, imoeratriz e outros gostos.
Manguitos e gollas, poulo inglez, francez e mis-
sanga.
Vestuarios de fusto, de l o de seda para
manea.
Manteletes, taimas c pelerinas de differenlc3qua-
lidades.
Chales de toujim, de meriu e de l de ponia
redonda.
Luvas de pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de blond, mantas de dito, capetlas c
flores solas.
Jioturoes, camisas de liuho e espartilhos para
sei; liora.
Perfumarlas finas, sabonetes e agua de colonia.
i ..-, so'.irocasacas e paletots de panno preto
c de cor.
l'.iletols de alpaca, de seda e de linho.
'! is Je casemira de cor, pretas e do brim
Camisas de madapolao, de huno inglez e de la.
las de linho e do meia.
Malas, saceos, apelreixos para viagem.
Chancas pira invern, botinas do Mell e outros
fabricantes.
Chapeos do Chyli, de niassa e de fellro para ho-
mo ui.
Charutos roanilha, havana, Rio de Janeiro e
baha.
Muilo baratas.
s francezas padroes escuros e ixas covado
i V) e 2S0 rs.
ibas de linho para menina e senhora a
10 o lft.
I s 1 ; tartaruga a imperalriz de tOj a 15g.
uisasde fuslao. ditas de madapolao para ho-
rnea! e meninos a 23-
i! i casemira in;*leze3 saperior com qua-
ih is a -""'JO e Eij.
ic madapolao 9 musselina para senhoras
( meninas a ;ji)J e 53.
tolas ostis fazendas existen) pequeas por-
tes e se vende por estes baixo preco para aca-
bar-se.
m nova
Loja de raiudezas na ra
DircHaN. 85, onde tem
o lampeao do yaz,
Aviso aossenho-
res deengenho.
Vendem-se duas carrosas com seus perlcnces,
para carregar assucar; a tratar na ra da Cruz
11. 9, primeiro andar.
Xfl@&dl@l-Si&iS ammma^mmmjmmm
3| Recebeu-se novo sortimenlo de vest- |
< dos de cores, de moirantique e gro-fric oa 9j
I Loja de marmore. 1
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recife n. 38, primeiro andar.
No sobrado defronte do chafariz da Soleda-
de ha para vender 300 espanadores de differen-
tes tamauhos c boa obra.
S itecebeu-se novo sortimenlo de cha- 3
pos de seda e palha da Italia para
ilg nhoras na
Ademira
A 8$ o corte
de bareje de laa e seda com fainos e de lindos
fostos para acabar : na loja de Antonio Luiz dos
aotos & Rolim, na ra do Crespo n. 13.
Milho e farelo.
Vende-se na travesa do paleo do Paraizo n.
16, casa pintada de amarcllo.
Tachas para engenta
Fundico de ferro e bronze
Pianos
se-
I Lojademarmore.
mmmmmmmtmrmmmM
Cheguem ao barato
O Preguica est queimando, em sua loja na
ruado Queimado n. 2.
Tecas de bretanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e palitots a 960 rs. o covado, carabraia
organdy de remito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muilo fina a 35?, 4$, 5$,
e 6$ a pe$a, dita lapada, com 10 varas a59e
63* a peca, chitas largas do molernos e escolhidos
padroes a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales do merino eslampado a ?J e 89,
ditos bordados com duas- palmas, fazenda muito
delicada a 9$ caJi um, ditos com urna s pal-
ma, muito finos a 89500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 59, lengos de cassa com barra a
100, 120 e 1(50 cida um, meias muilo finas pa-
ra senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualidade
a 39 e 35O0 a duzia, chitas francezas de ricos ^Xioie'sSri'cans muito liados.
DE
Francisco Antonio Correia Gardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Vende-se um escravo de meia idade, ro-
busto, de boa conducta, bom para qualquer ser-
vico de casa ou campo ; na praQa da Boa-Vista,
botica n. 22.
Arcos para pipa a5|a roda, gra-
xa em bexigas, seto em pes e rama
proprio para sabao e para composico
de velas de carnauba : na ra do Brm
n. 1G.
jAos Srs. ourives
O Na ra larga do Rosario n. 21 acha-se
jg a venda um sortimenlo completo ullima-
jj| mente chegado de Paris, de ferramentas
para o trabalho de ourives, as melhorcs
que teem apparecldo no mercado.
Em casa de Dorolt & C, ra da Cruz do
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. llt
alguna pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood Sons de Londres,
muito pronriosoara este clima.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
PotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecldo e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de uperior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra : tudo aor precos muito
razoaveis
GRANDE SORTMEMO
DE
Fazendas e obrasfeitas.i
1.0 ja
Ges &BastoJ
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Hilhares de individuos de todas as nacBes po-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitosannos; ea maior parte
della sao to sor prendentes que admiran; os
medico mais celebres. Quantas pessoas reco_
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer s
mputacaol Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimeutos, para senao
submettercm essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu reconhecimento declararam es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, aflm de mais autenti-
caren! suarmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
tivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratatoquenecessitassea natureza dom&i,
cujo resultado seria prova rinconteslavelmente :
Quetudocura.
O ungento e uti!, mais particu-
larmente nos seguintescasos.
NA
e armazem
DE
desenhos, para coberu a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5^900 a poja, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 1#,
15200 e 126600 a vara, dito preto muilo encor-
pado a 155500 a vara, brilhantina azul a 400, rs.
ocovaJo, alpacas de differenles cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretas finas a 2$500, 39 e
35500 o covado, cambria preta e de salpicos a
500 rs. a vara, e outras muitas fazendas que se
far patenle ao comprador, e de todas se d'aro
amostras com penhr.
Charutos^de Havana verdadeiffft.
Fumo americano de superior qualidade.
Champagne da primeira qualidade.
Carne de vacca e de porco em barris mullo I
frescas.
Licores de diversas qualidades, como sejam,
Chery, Cordial. Muit Julap, Bilters Whiskey,
sal a parrilhaem frascos grandes.
u> Em casa de Rabe Sclmettan &
C., ra da Cadeia n. 57, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-1
te Traumann de Hamburgo.
ATO S IVOPROGRESSO
IIK
19200, dilas de cores a 1$, "alfiuetes em
cainhas muito tino3 a W) c. 2SJ rs., fitas pro-
pr is para enfeites de vestido de seda a 400, 500
rs. a vara, franjas de seda de cores a 320,
5 I I, 'jdO o 800 rs. a vara, turas de fio de cores
para hornea, brancas, a 6fO, ditas de cores a 640,
di s de seda enfeiladas para senlnra a 2;, en-
de trancas de velludo dos mais modernos
<];' ii i para senhora 59500, ditos de fitas de
. -i <">)>, ditos para meninas de tranca
velludo a 4$500, ditas de fita de seda a 45, luvas
p ira hornera a 13400, lesouras para unhas
i 6 ii) rs., dilas para costura a lj, clcheles
: linhos a 120, eseovas para cabello a 15,
para roupa a 1 $200. trancas de caracol de
i grande, a 280. meias cruas para ho-
iii :-. i i'i 10, dilas a 4)800 o 5, dilas brancas
a i )0 o 'b-')i). ditas linas de cores n 2;S')0, di-
,. para meninos, decores a 2.ji)00, dilas linas
br '' de meninos a 3J800, ditas para meninas
a -TOO a duzia, bolesde seda para casaveque
. : duzia, tinta de carmizin fina a ")O0 rs.,
. i de metal principe para assucar a 400 rs.,
d ; para cha a 8)0 rs. a duzia, tinteiros e ariei-
. is :i 13. caixinhas de papel sorlidas em
: u \ 1 19, ditos de quadriohos a 800 rs la pa-
.-, I r lar a mais lina que ha a 7;500 a libra, ata-
is chatos de algodo aCOrs., ditos rolicos a
, penles de borracha para bichos a 410,
di Iravessos pira meninas a 640, diios de bu-
I raneo para bichos 1 2S, ditos para alisar a
5i)' rs., ditos le borracha para alisar aCOOrs.,
- la sso a 240. ditos de louca brancos a
3 I, ditos de c rea a 160, holoes de madreperola
lino a 800 rs. < groza, livelas pira calcas a 100
rs ruinhas do papel de cor a 800 rs., caixas de
oureia de cois a 100 rs. liohas de peso a 120,
lo cabeca encarnada a 120, fitas lavradas
d 1 larg ira le 5 dedos com pintas de mofo a 320
ra, galio de linho a 1 40 a vara, bico preto
lia 12'), 200, 320, 400 e 600 rs. a vara,
brinquedos para meninos, de diversas qualida-
:;nis barato q'ie em oulra qualquer parte,
j mecas de camurca a 50o rs., dilas de ciiouro a
vii, BOO, 1*500 e 25.
Parahvba.
ti
Vende-se o engenho Torrinha distan-
13 d st > cidude duas leguas por trra,
l terreno para dous mil paes or an-
uo e boa casa de vivenda assobradada e
boas obras, tem embarque no porto dis-
imule do engenho 1|2 quatto de legu
do rio Parahyba eem menos de 3 horas
se vem a ci'lade; quem o ji'etender di-
rja-$eaJo5o Jos de Medeiros Correia
Meias de seda para me-
ninos.
Superi ires meias de seda de peso para moni-
no' de tolos os tamanhos : vendem l.f>ile & Ir-
, na ra d 1 Cadeia do Reaife n. 4a, a 2J500
o par
Camas de ferro porluguezas de 15J, 20S e
~>'1: era casa de Julio & Conrado.
Vende-se um siiio na Passagem da Magda-
lena, margem do Capibaribe, com urna grande
casa toda murada, com caes, muitas arvores do
rsos fructos : a tralar cora Joo Manocl Ro-
drigues Valonea, no mesrao lugar.
o->
rgo m re
Neste armazem de molhados con-
linua-se a vender os seguintes gneros abaixo mencianados de supriores qualidades e mais barato
do que em oulra qualquer parte, por serem a maior parte delles rocebidos em direilura or contn
dos propriclarios. v
Manteiga ingleza c franceza
perfeilamente flora mais nova que tem vindo ao mercado de 640 a 800 rs. a libra eem barril
se far algum abatimento.
ea vista do gasto
S
Quc'i,\os Clamengos
muilo novos recentcmente chegados no ultimo vapor da Europa de 1$700 a 3$
que o freguez fizer se far mais algum abalimento.
Quejo pvalo
os mais novos que existen) no mercado a lj} a libra, em porcao se far abalimento.
A.meixas francezas
em latas de 1 1(2 libra por 1S500 rs., e em campoteiras de vidro contendo cada urna 3 libra
por 3j000.
MustarAa iagleza e ranceza
em frascos a 60 rs. e em potes franceza a 800 rs. cada um.
Vevtladeiros Hgos de comadre
m caisiuhasd 3 libras elegantemente enfeitada3 proprias para mimo a lg600 rs.
\\0\ac\1Vn\1a ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e om barrica com 1 arroba por 4J.
Potes vidvados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou oulro qualquer liquido de 400 a lJjOOO rs. cada um.
iVmeudoas confetadas proprias pava sortes
de S I ovio
a lg a libra e em fcasquinhos, contendo 1 1[2 libra por 2!.
Oa preto, byson e p trola
osmelhores que ha noste mercado de 1I&600,2>>e 2500 a libra.
Macas em cavxAulias de 8 liWas
contendo cada urna differenles qualidades a 4$50O.
Palitos de dentes lidiados
em molhos com 20 macinhos cada ura por 200 rs.
Tijolo francez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
emlatas^em frascos de differentes qualidades.
Presuntos, clionvicas epaios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra,
Latas de bolacliinna de soda
de differentes qualidades a 4^600 em porrao se far algum abalimento.
Tambem vendem-se os seguinte's gneros tudo recenteraente chegado e de uperio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, marmelada do mais afamado fa-
bricante de Lisboa, maga de lmate, pera secca.pas'as, fructas em calda, amendoas nozes frascos
cora amendoascobertas, conteites, pastilhas de varias qualidades, vinagre branco Bo'rdeaux'proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, macas de lodas as qualidades "om-
ma muito fina, ervilhas francezas,champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de'ditas
spermacele barato, licores francezes muilo finos, marrasquino de zara, azeited'oce purificado azei-^
lonas muito novas, banha de porco refinada e outros muilo gneros que encontraro tendentes a
molhados,por isso prometiera os propietarios venderem por muito menos do que outroqualquer
promelera mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem por outras pouco pralicas como
i viessam pessoalraente ; rogara tambem a lodos os sanhoresde engenho e senhores lavradores
queiram mandarsuas encommendas no armazem Progresso aue selhes afanca a boa qualidadee
o acondicionamento
Na ruado Queimado u.
46, frente amarella.
Grande e variado sortimento de sobre-
casacas e casacas de pannos finos prclos
o de cores a 283. 30 e 35$. paletols dos
mesmos pannos prelos e de cores a 28$,
20 22j) e 25;, 11 ios de casemira mcscla-
dos de superior gosto a 16g e 18J,_dlos
das mesma.s caserairas saceos modelo
inglez 105,12, 14 e 153. ditos de al-
paca preta fina saceos a 4S, ditos sobro-
casa tambem de alpaca a 7J, 83 e 93, di-
tos de merino setira a 10, ditos do me-
at ri de cordao a 9j, calcas pretas das
35 mesmas fazendas a 53 e 6g, colleles pa-
* ra luto da mesma faz"ndj, paletots de
^ brim trancado a 5$, ditos pardos e de
fusto a 4 e 5$, calcis de casemira de
i cor e pretas a 7jJ, 83*. 9$ c tOg, ditos das
| mesmas casemiras para menino a 6$, 7#
e 83, ditos de brim para hornera a 33,
g 33500. 43 e 5J, ditos brancos finos a 53,
9 6$ e 73, ditos de meia casemira a 43 e
3fc 53, colleles de.casemiras preta e de co-
| res a 5g, e 63, ditos de gorgurao de seda
aj brancos e decorosa 53 e 6$. ditos de
Hj velludo preto e decorosa 9| elO, ditos
* de brim branco e de cor a33, 3g500 e49,
gt palitots de panno fino para menino a
| 153, 163 e 183, ditos do casemira do cor
ag a 7g, 83 e 9jJ, dilos de 3lpaca a 33e3g500,
^| sobrecasacas de alpaca tambem pa.-a rao-
tt nio a 53 e 63, camisas para os mesmos
ot de cores e brancas a duzia 15g, 163 e 209,
aS meia3 cruas c pintadas para menino de
6 todos os tamanhos, calcas de brim para
fos mesmos al$5()0 e 39, colarinho de li-
nho a 69000 a duzia, toalhas de linho pa-
ra mos a 900 rs. cada urna, casaveques
de i miiin u,i muito }"* e modernos pelo
a diminuto preco de 129, chapeos com abas 1
S de lustre a 53, camisas para homem. de *
af todas as qualidades, seroulas para ho- |i
g raem a 163, 20-3 e 253 a duzia, vestimen- ?i
fm tas para menino de 3 a 8 annos, sendo le
( calca, jaquetae coletes tudo por 103, co-
j| bertas de fu3lao a 69, toalhas de linho hf
rt para mesa grande a 79 e 89, camisas in- 5
|g iezas novamenle chegada a 36g a duzia. JE
^ nnv Mavmsi saiB sjbv bhv bmhi
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial,
junto a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de ] i
ferragens n. 37, ha urna grande poroilo de folhas I 5
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di- I i
minuto preco de 140 is. a libra
Alporcas
Cainibras
Callos.
anee res.
Cortaduras.
Dores decabega.
das costas.
dos merabros.
Enfermidades da cutis
em geral.
Dilas do anus.
Erupgoes e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
Inchagoes
Inflammarao doflgado.
Inflaramacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Qucimadelas.
Sama
Supuracoes ptridas
Tinha, cm qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarticulaces.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna instrueco em prtuguez para o modo de
fazer uso desle ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22. em Per-
nambuao.
Relogios.
Vende-seem casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bellosortiraenlo de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Espirito k vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
Kros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas na ra larga do Rosario n. 36.
Ra da Senzala Novan. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston 4 C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
gleses, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes
Vende-se!
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos.
Emcasa de Arkwight & C,
Cruz n. 61.
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafleillin&C, ra da Cruz n.
33. vende-se um grande e variado sortimento de
relogios de algibeira horisonlaes.patentes.chro-
nometros, raeios chronometros, de ouro, prata
dourada efolheadosa ouro,sendo estes relogios
dos primei.-os fnbricanlesda Suissa, que se ven-
dero por precos razoaveis.
Pechihcha sem igual.
Ra do Queimado n. 51, loja
da liquidaco.
Vcndem-se corles de vestidos com 2 e 3 baha-
dos.de cambria branca, que j se veuderam a
53500, vende-se hoje a 4*. ditos chegados ulti-
inamente bordados a matiz muito Anos a 5g, di-
tos de duas saias que se venderam a 10 e99, ho-
je vende-se a 79, cortes de colleles de gorgurao
muito finos a 39, ditos a 1*600, ditos de velludo
muito bara a 5 e 63: cheguem, antes que se
acabem.
ARMJKEMDE ROIPA FEITA
i OTA MEMA
Defronte do becco da Congregacoletreiroverde.
Casacas do panno prelo a 309, 35$ e 40*000
Sobrecasacas de dito dito a 35J000
Paletots de panno de cores a 20, 259,
30fl e 35000
Ditos de casemira de cores a 158 e 223OOO
Ditos de casemira de cores a 7S e 12*010
Ditos de alpaca preta golla de velludo a 12gO00
Ditos do merino setim preto e de cor
a 89 e 9000
Ditos de alpaca de cores a 3*500 e 5}009
Ditos de .alpaca preta a 3$500, 5*. 7* e 9*000
Ditos de brim de cores a 3*500,4*500 e 53000
Ditos de bramante de linho brancos a
4*500 e 6*000
Caigas de casemira preta e de cores a
, 10$ e 12*000
Ditas de princeza e alpaca de cordao
prelos a 5g000
Ditas de brim branco e de cores a 2*500,
4g500 e 53000
Ditas de ;anga de cores a 3*000
Dilas de casemira a 550o
Colleles do velludo decores muito fino a
Dilos de casemira bordados e lisos pre-
tos e de cores a 5*, 5*500 e
Ditos de setim preto a
Dilos de casemira a
Ditos de seda branca a 5 e
Ditos de gorgurao de seda a 5g e
Ditos de fusto brancos e do cores a 3$ e
Dilos de brim branco e de cores a 2* e
Seroulas de linho a
Dilas de algodo a 1*600 e
Camisas de peilo de fuslo brancas e de
cores a 2*300 e
Dilas de peilo e punhos de linho muito
finas a
Dilas de madapolao brancas e de cores
a 1*800, 2o
Dilas de meia a 1* e
Relog'os do ouro patente e orisonlaes
Ditos oe prata galvanisados a 25* e
Obras de ouro, aderecos, pulceiras e ro-
setas
10*000
6*000
5S000
33500
6*000
6*000
3*500
2500
2*500
29000
2*500
53OOO
2*500
1S600

30*000
Barato sem igual a 240
o covado.
Laazinhas de cores proprias para vestidos a
doze vinlens o covado : emcasa de Julio & Con-
rado, ra do Queimado n. 48.
S iiteressa s senhoras.
Chegarara de novo os bellas c desojadas pul-
seirasde coral, finsindo urna cobrinha, encastoa-
das em ouro : as lojas de ourives de Seraphim
& Irmo na ra do Cabug ns. 9 e 11.
Velas perfeitas,
Vendem-se caixas com esperraacete a 620 a
libra, e a retalho a 640: na travessa do pateo do
Paraizo n. 16, casa tintada de amarello.
Preslem altenco.
Na praca da Boa-Vista n. 16 A, ha para ven-
der cerveja branca, a melhor que pode haver
neste genero c de bom paladar, garante-so ao
comprador a sua qualidade ; vende-se a 320 a
garrafa, o meias a 200 rs ; nao ha pessoa ne-
nhunia que vista da qualidade deixe de com-
prar.
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vende-se os segninles medica-
mentos :
Rob l'Affecteur.
Pilulas conlra sez5es.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brlstol.
Dila Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
PiUlas americanas (conlra febres).
Ungento Holloway.
PiUlas do dilo.
Ellixir anti-asmathico.
Vidros de bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prec,o.
N. 9.
Francisco Pereira da Silva vende cobertas de
chita para cama a 1$800 e lences de brim a 2$:
na ra do Queimado n. 9.
Vendem-se
saecos com boa faiinha de mandioca a 4j500 ca-
da um, ditos do Porto com feijo preto, amarel-
lo e vermelho a 14*. 12 e 9|, cal de Lisboa em
barris a 4J, dila sos alqueires a lj}600 : na ra
do Brum n. 18 e 66, armazem de assucar.
Obras de ouroe prata.;
Acha-so a venda jior precos commodos I
l um completo sortimenlo chegado de Pa- ]
0 rjs o Porto, de obras de ouro de lei e ,
| prata de todas as qualidades de goslos os i
e mais modernos e hbilmente fabricadas :
g no estabelccimento de Francisco Gomes |
de Mallos Jnior, ra larga do Rosario
1 n. 24,
Vende-se urna escrava de narao,
quitndola, para fiara da provincia:
para ve-la na casa de detencao e para
trat.T na ra na ra de Hortas sobrado
de um andar quasi junto aos Martyrios.
CASA
45-Boa DireilaiS
Este estabelecimento offereoe ao pu-
blico um bella e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... 1 O-jOOO
Ditos aristocrticos....... O.sOOO
Ditos burguezes........ 7^000
Ditos democrticos...... G.sOOO
Meio borzeguins patente. 6#500
Sapatoes nobreza....... 6|000
Ditos infantes....., 5$000
Ditos de hnha (3 1|2 bateras). 6^000
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapa tos de salto (do tom). 6,$ 000
Ditos de petimetre...... 5$000
Ditos bailadnos........ 5^500
Ditos mpermeaveis...... 2#500
Senhora.
Borzeguins primeira classe(sal-
to de quebrar).......5#000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). .,,...,. 4^800
Ditos todos de merino (salto
dengoso)^ .......4$500
Meninos e meninas.
Sapatoes de forc,a. ...... 4^000
Ditos de arranca........5^500
Boizeguius resistencia Z$ e 5,$800
Hi*ieiig afeite ie^^5i^
| Recebeu-se novo sorlimenio de boni- jf>
tos bordados e enfeites para senhoras na >
Loja de marmore.
Mieie isie m$ ?i@^ tmm
Pateo de S. Pedro n. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vende-se neslo novo eslabelecimento saceos
com farelo de Lisboa, farinha de mandioca, mi-
lho, feijao mulatinho e preto, gomma de mandio-
ca, arroz de casca e dilo do Maranho de supe-
rior qualidade, doce ds casca da guiaba, vinho do
Perto om garrafa do melhor que poda haver no
mercado, manleiga ingleza e franceza, banha de
porro emlatas, bolachinhas de soda de todas as
qualidades, cerveja preta e branca da melhor
narca, queijos flamengos frescaes, conservas in-
glezas e os mais gneros que se vendem pormenos
preco do que se vende em oulra qualquer parte.
jg Recebeu se novo sortimenlo de-boni- y
Jh tos braceletes de sandado na tt\
Loja de marmore. fg
Feijao novo.
Vendem se saceos com feijao novo a 8* o sac-
co : ua travessa do pateo do Paraizo n. 16.
Em casa de N. O. Bieer & C.
successores, ra da Cruz n. 4, vende-se
Vinlio Xerez em barris.
Cliampanha em caixas de 1 duzia da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
Vermoutli em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Ac^o de Mi 15o
Brilhantes de todos os tamaitos
Vende-so urna escrava crioula de idade de
30 annos pouco mais ou menos, satie cosinhar o
diario de urna casa, lava de sabao e tambem
quitandeira : na ra da Praia da carne secca nu-
mero 9.
SYSTE3IA MEDICO DE HOLLWAT
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto Inieir-
mente de hervas medicinaes, nocontm mercu-
rio, nem algum a cutra substancia delecteria Be
nigno mais tenra infancia, e a compleirao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta
mteiramente innocente em sasoperacoes e ef-
fetos; pois busca e remove as doencas'de qual-
quer especie egro por mais antigs e ienazes
queseprn.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
niorte, preservando em seu uso: conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afilelas nao devem entregarle a de-
sesperado ;facam um competente ensaio dos
efficazes elTeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaran- o beneficio da saude
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos.
DE
COMMISSAO DE ESCRAVOS
NA
Ra larga do Rosario n. 20
segunde andar.
Nesla casa recebem-sc cscravos para serem
vendidos por commisso por ronta de seus se-
uhores. Afianca-se o bom tratamenlo. assim como
as diligencias "possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos com promptido afira de seus se-
nhores nao soffrerem empale na venda delles.
Nesla casa li3 sempre para vender escravos da
differentes idades de arabos os sexos, com habili-
dades c sem ellas.
Vende-se a posse de alguns terrenos de
marinha j beneficiados na travessa do Monteiro,
por detraz da ra da Concordia, com 30 palmos
de frenle e 150 de fundo : os pretendenles en-
tendam-sc cora seu proprietario na ra larga do
Rosario, padaria n. 18, perto do quarlcl.
Pechincha em roupa feita por um dos me-
lhores arlistas nacionaes, na ra da Imperalriz
n. 60, loja de Gama & Silva : calcas de ganga
franceza muito bera faitas a 2g500;" ditas de brim
de linho a 2500, ditas de dito a 2g, colleles de
varias qualidades, palelols de panno fino sobre-
casacos, dilos saceos, ditos de alpaca preta e so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, as quaes se vendem muilo em coota.
Grammatica ingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instrueco,
pblicos e particulares.- Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
egio) n. 57, segundo andar.
MMM
eobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
ivndos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
oSuthall Mellor 4C
Seboe graixa.
Sebo coado e graixa em bexigas: no armazem
de Tasso Irmos, no caes de Apollo
Na ra da Uniao, ultima casa do lado es-
querdo (vindo da ra Formosa) ha urna porcao de
obras de labyrintho viudas do Ceari, perfeila-
mente trabalhadas, as quaes se vendem por ata-
scado com o abate de 10 0|0 sobre os presos je
bastante mdicos, porque se vendem tambem
relalho.
Alporcas.
Anipolas.
Areas (mal de).
Asihma.
Clicas
Convulsoes.
Debilidade ou extenua-
co.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeimidades no ventre
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
intermitente.
Febre de toda a especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigesioes.
Inllammaces.
Irregularidades de
menslruaco.
Combrigas 'de toda es-
pecie.
Mal de Pedra.
Manchas na cutis.
ObMruccao de ventre.
Phihisica ou comsump-
i.ao pulmonar.
Relenco de ourina.
Rheumatismo.
Symplomassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimenlo
geral de Londres n. 224, Strand, e na lojo de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregidas de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as boectinhas a 600 rs. cada urna
dellas, contem urna instrueco em portuguez pa-
ra explicar o modo dse usar deslas pilulas.
O deposito geral em casa de Sr. Soum phar-
meceutico, na ra da Cruz n. 22, em Pernam-
buco.
5>
5
/
i E barato de mais.
9 Cabug n. 8.
SO* Grandes cartSescom cortes de ves-
9 tidos de seda de lindas cores e de ricos bor-
| dados que se venderam sempre a 80$ c a
100, vende-se agora a 409 cada corte,
& por ter pequeos loques de mofo pouco 9
| perceplivel : na ra do Cabug loja n. 8,
de Almeida & Burgos. @
-6$jo s@ es*
Para um princi-
piante.
Urna bonita armacao envernisada e
envidracada, na melior locaKdade da
ra Direita, esta* illuminsda a gaz, e
serve para qualquer negocio, porque a
casa presta-se a tudo, inclusive morada
de familia, por ter quintal, cacimba
etc. : fallar na ra Direita n. 45.
Vende-se nro jogo de diccionarios loglezes,
um dito allemo, um dilo latino, um ditoflos
snctorum, un dito breviarios romanas : na tra-
vessa da Congregarlo n. 3.
ILEGVEL


DIARIO DE PERNAMBUCO. QARTA FE1RA 29 DE AGOSTO DE 1860.
uummm g rmmi& fi iiui.
Scbastio J. da Silva dirigida por Francisco Bel miro da Gesta.
Neste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de diferentes dimepces
de 3005 a 3:000d) simplesie dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios continos
1'ELICIOSAS E1MTALUVE1S.
O
tras juncias de hygiene
dos e ruis paizesda A-
Sita na ra Imperial n 118 e 120 junto a fabrica de sabo.
me
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra as lombrigas
approvadas pela Exm.* inspeccao de estudc de
para restilar e destilar espiraos com graduagao at 40 graos (pela graduaco de Sellon Csrtier) dos Habana e por mu i tas ou
melhores sysleraas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do impera, bombas publica dos Fsli.lnsI'niH
de todas as dimenenes, esperantes e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras L...,
de bronze de iodas as dimencoese eitios para alambiques, tanques etc., parausos de bronzee -
ferro para rodas d'agua,portas para fornallias ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimcnc,oes para encamemos, camas de ferro com armacao e sem ella, fnoes de ferro potaveis e
econmicos, tachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passade-^as, espumadeiras, cocos
para engenho, foiha de Flandrcs, chumbo em lenrole barra, zinc em lencol e barra, lsnQes e
arrocllasde cobre, lences deferroalalo,ferro suecia inglezde 'odas as diraenscs, safras, lomos
e folies para cntiros etc., e oulros muitos arligos por me^os preco do que em outra qualquer
parte, desempernando se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeicao j conhecida
e para comraodidade dos freguezes que se dignarem -Honrarem-nos com a sua conanca, acha-
ao na ra Nova n. 37 loja de ferrageus pessoa h,->oilitada para tomar nota das encomiendas.
7V\?
rWVJ
Garantid..scomo puramenievegetaes, agrada-
GRANDE ARMAZEM
DE
->y,v>
OT
Rua Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicao dos Militares.
a
7ZC8
4VJA5-
STSSS
\JTms:
*VV\S
Acha-se na direccao da oflicina deste acreditado armazem o hbil &&
g^g artista Francisco de Assis Avellar, antigo contra-mestre do fall
da veis vista, doces ao paladar, sao o remedio f Manoel Jose Jerreira. O respeitavel publico continuara
causara
infallivel contra as lombrigas. Nao
nauseaa, nem sensacoes debilitantes.
Tesiemuuho espontaneo em abono das pasti-
llas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp.Port By-
ron 12 de abril de 1859. Senhores. As pas-
tilhas que Vmcs. fazem, curaram meu Clho ; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava um
cheiro edilo, liaba o estomago inchado e con-
tinua comichao no naiiz, tao magro se poz, que
eu temia perde-lo. Nestas circumstancias um v-
sinlio meu disse que as pastilhas de Kemp ti-
nliam curado sua filha. Logo que soube disso
comprei 2 vidros depaslilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
ccido g^
encon- Kfe
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. 5*6 Gold
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas du vapor de
todos os tamanhos, rodas d'agua para engeuhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
dase meias moendas, tachas de ferro balido efundido de lodos os tamanhos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassar man-
dioca e para descarocar algodo, prencas para mandioca e oleo de ricini, portos gradara, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cultivaJojes, pontes, "aldeiras e tanques, boias, alvarengas,
botes e todas as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra seja qual fr sua natureza pelos .
dS^nhos ou moldes que para tal fim foremapresentados. Recebera-se encoramendas neste esta- j Street ptlos nicos proprietarios D. Lanman o
belecirnenlo na ruado Brura n. 28 A e na rua do^Collegio hoje do Imperadorn. 65moradia do cai- Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidadesdo imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 80.
j Babia, Germano & C., ra Juliao n. 2.
Attenco.
Vendem-se queijos londrinos muito frescos, d>;
superior qualidsde, e cousa nunca vista : na rus
estreila do Rosario, armazem n. 11 ; quai.lo a
preco segredo.
Machinas de costura.
N. O. Bieber & C. Successores avisam ao pi-
onco, que no seu armazem na ra da Cruz n. f,
eslao expostos & venda as melhorcs machinas de
costura que at hoje teem vindo a este mercado,
as quacs possuem lodosos mrlhoramenlos inven-
lados al esta poca sem ter os deeitos que oui
outras se nota, assim sao de construrrfto stmplec
e facilitare o uso. A costura fela por estas ma-
chinas oao teem igual em obra do mo, um ton-
to bonito e forte, alem de que alinham e co. de todos os modos, rada caix.i de costuja repr-
senla um lindo loilele para gabinete de ser.hora.
Igualmente ha machinas para selleiros, etc.
s$> de casemira preta e de cores, ditas de merino, de princesa, de brns
JH pardo, brancoe de cores, collttes de velludo preto e decores, ditosde fe
=^ gorgurao, ditos de setim preto e branco, ditosde merino para luto 1^
ieiro do estabelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira, com quem os pretendentes se podem
entender para qualquer obra.

PILULAS VEGETAES
ASSLCARADAS
Ferros de en-
Apromptam-se becas para desembargadores, lentes, juizes de di- *%&
^tl re'lj' munic,Faes e promotores, e vestidos para montana. Xaoapra- l^
W dando a0 comprador algumas dasroupas feitas se apromptarao ou- ^P
^| tras a seu gosto, quer com fazenda sua ou do armazem para o que S e m"ui sTdo"
^ tem escollados e habis ofliciaes, dando-setoda e qualquer roupa no l^ en>s, prop
;gg| da convencionado. g^.
Em casa de N. O. Bicbcr & C. Succes'orc-
ra da Cruz n. 4, acha-se venda um grande c
variado soilimento de ferragens finas, oros de
lanoeiro e pertences sem lim por usos domesti-
ces, producios lodos da iudusiria norle americt
na, assim como :
Arados de diversos tamanhos.
Moinhos de milho.
Machiuas para cortar capia.
Grades.
Machinas para desenrocar milho.
Cultivadores e ferros d engommsr econmicos
Estes magnficos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazen-
das de Raymundo Car-
los I.eile k irmiio, ra
da Imperalriz n. 10.
NEW-YORK
O MELHOlt V.EMEDIO COMIECIDO
Contra coiislii)ari>es,ictericia,a(fecoesdo fajado
febres bilio$a$, clicas, mdigesles
enxaquecas.
Ilcmoirhoidas, diarrhea, doencas da
pelle, irupcoes.e todasasenfermid'adcs,
PROVENIENTES DO ESTADO UIPI'RO DO SANGIE.
7,000 caixasdeste remedio consommem-se
annualmentel'
Rciiimlio la natiircxa.
Approvado pela [aleudado de medicina, e re-
commendaJo como o mais valioso catrtico ve-
(r'.al de lodos os condecidos. Sendo estas pun-
a- puramente vegetaes, nao contera ellas ne-
nhum veneno mercurial nem algum outromj'ne-
ral; et.io beni acondicionadas era caixas de folba
ara resguarJar-se da humidade.
Sao agradivois ao pala.lar, seguras e elTicazcs
fin sua operano, ura remedio poderoso para a
Juventude, puburjade e velhice.
Lea-se o folheto qu pelo qual se Picar conhecendo as muitas curas
-rosas que lem elTectu:.do. D. T. Lanman
S Kemp, ilro^ui-tas por atacado era New York,
sr.u os nteos fabricantes e proprietarios.
Achara-se venda em iodas as boticas das
principaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra Alfandega n. 89,
Babia, Germano & C. ra Juliao n. 2.
Pernamburo, no armazem de drogas de J. Soum
& C.j ra Ja Cruz n. 22.
Admiraveis remedios
americanos,
Todas as casas de famUia, senhores de enge-
nho, [azendeir08, etc., devem estar prevenidos
com.estes remedios. Sao tres medicamentos com
os quaes se cura ekazmenle as principaes mo-
li is.
Proiuplo alivio de Radway.
Inslanlaneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor dr
;a, nevralgia,diarrhea, cmaras, clicas, bi-
lis, indigesto, crup, dores nos ossos, contusoes,
queimadura, erupcoes cutneas, angina, reten-
ao de ourina, etc., ele.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidadescscrophulosns.chro-
nicas esyp Mticas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o systema;
prompto e radicalmente cura, escrophulas.vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeccocs do ligado e tds,
erysipelas, abeessos e ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mulhcrcs hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisnr o systema, equilibrar a circula-
rlo do sangue, inteiramenle vegetaes favoraveis
em lodos os casos nunca occasiona nauzeas ne
dores de venlre, dses de l a 3 regularisam, de i
a 8 purgara, lisias pilulas sao efficazes as alec-
goea do ligado, bilis, dor de cabera, ictericia, in-
digesto, e em Iodas a3 enfermidades das mu-
lleres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
. -, flores brancas, obstrueces, histerismo, ele,
sao do mais prompto efieito na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella. e em todas as febres ma-
ignas.
Estes Iros importantes medicamentos vem a-
companhados de instrueces impressas que mos-
iram cora a maior minuciosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Eslao ga-
rantidos de falsificaco por s6 haver venda no
armazem de fazenda's de Raymundo Carlos Leite
& Irmao, na ra da Imperalriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco.
\ende-se um bonito cavallo, novo, bom
rndador de sella e cabriolet: na ra da Impe-
alriz n. 17.
Vendem-se saceos da farinha de mandioca
a seis mil reis : na ra da Madre de Dos n. 2
- Na ra da Cadeia do Recife n. 51. tercci.ro
andar, vende-se urna escrava que sabe engom-
mar perreitamenle, cozinha bem o diario, lava
e cose.
Raymundo Nonato vende a posse de um
terreno de marraba na ra Imperial, j aterrado, Presente annuncio.
e no total desembarazo, como consta do titulo'
que tem : quem o pretender, tratar com Luiz
de Franca Souto, ra larga do Rosario, loja de
pinturas n. 6, e na mesma trocam-se oratorios e
imagens bem preparadas, e vendem-se vidros
para caixilhos e quadros, por preco commodo.
As raelhoi es machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
VI. Singer & C. e Wbeeler &\Vilson.
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, moslram-se a
quabrucr hora do dia ou
d3 noiie, c responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranza :
no armazem de fazenilas
do Raymundo Carlos
Leite & Irraaos ra da
Imperalriz n. 10, amigamente aterro da Boa-
";ista.
gommar
econmicos Pernamljuc0> n0 aazem de drogas de J. Suurrj
' ,, ,nnn 4 Companhia ruado Cruz n. 22.
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmaos&C, ra da,
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres
6 dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor_!
deaux. Tem as seguintcs qualidades :
De Brandenburg frres.
SI. Estcph.
SI. Julien.
Marga ux.
Larose.
Chateau Lovifle.
Chleau Hargaux.
De Oldekop & Mareilhac.
SI, Julien.
Progresso na cidade da Victoria
DE
Francisco Xaxier de Salles Cavaleante de Alineida

NO
\ende-se um molequinho de bonia figura
* de idado 7 anuos, pouco mais ou
.rio para aprender qualquer cilicio:
na ra da Ma.ngueira, casa n. 11, na Boa-Vista.
Emcasa de Mills Satham & C
ra da Cadeia do Kecieii. 52, vende-e
Vinho Xercz e Porto engarrafados de
supeiior qualidade.
Meias finas de algodao para senhoias t
homens.
Lonas inglezas,
Camisas de dito.
Tint;s preparados a o'eo (em latas).
Sulfato de ferio.
Pedra hume.
Pateo da Feira.
I Azarcao.
j Alvaiade.
Sa
YG1HSCI\
Ra da Scnzala i\ova n. A2.
Neste estabelecimento continua a haver um !
comaplutosurtiraento de moendas e meias moen- j
das para euScuho, machinas de vapor c taixas
de ferro batido e ;oado. de lodos os tamanhos
cara Ji
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry cm barris.
Madeira cm barris.
j Cognac cm barris qualidade fina,
I i Cognac em, caixas qualidade inferior.
Ceneja branca.
0 proprieiario deste eslabelecimento, como se a cha com um grande o completo sorti- H
i ment, tendente a molhados, ferragens e miudezas convida portado a lodos os moradores B
f| desta cidadevda Vicioria, senhores de engenho e lavradores queiram mandar suas |
g encommendas no Progresso do pateo da Feita, pois s ahi encontraro o bom e barato,
|| visto o proprietario estar resolvido a vender, tanto em grosso, como a retalho, por menos I
^ do que era outra qualquer parte como sejam :
Latas de marmelada de 1 2 libras a 1400, frascos com differentes qualidades de doce 5
por 2*000, latas de soda contendo nove qualidades a 2000, azeitonas muito novas. ^
passas de ditas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2;$000 rs. a garrafa, licores
francezes de todas as qualidades, champanhe, conhaque de ditas, lotiza fina, azul,pintada, B
e branca de todos os padroes, ameixas era compateiras e em latas a 1T000 rs. a libra, B
Iatasdepeixede poslo por 2000 rs., banha de porco refinada, araruta, fatias, bolachi- ^
^ nha ingleza, biscoitinbo, e outras mais qualidades de massas finas, raassa de tomate em B
I latas e a retalho, lelria, macarrao, talharim a 800 a libra, verdadeira gomma de araruta, B
1 ^ insenso de todas as qualidades, espirilov de cravo, canella, ealfazema, verdadeiros pentes E
M a '""'Pera-iris, e de tartaruga de 9000 a 103C00 cada um, tranca e franja de seda, fe-
,^ cbadoras de broca, pregos em quantidade de lodos os tamanhos e qualidades e oulros
j^ muitos objectos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar,
amargo.
Milho
novo da
Baha
no armazem de Manotl Joaquim de
Olive ira Ov-C, cm saceos de 24 cuias
hem medidas: na ra do Gordoniz :;.
18, cm frente a travessa da Mad
Dos.
i e de
Escrayos fgidos.
es
K
Recebeu-se novo sorlinjcrjio de
tos leques de sndalo na
HtrIS
bom- g
i

as9 seas aeisB&gis siga g
Loja de marmorc.
iios.
Vende-se emcasa ae Saundcrs Brothers 4
C.,praca du Corpo Sanio, relogios do afama !
do fabricante Roskell, por precos commodos, :
e tambem'.raiicellins e cadeias paraos mesmos,.
deexcellente costo.
Ui.ICA VERDADEIRA E LEGI
TIMA.
Tachas e moendas
Braga Silva i C.tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A.iim grande ortimento
de tachas e moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante dwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na ra do Trapiche n 4.
Vcndcm-se carneiros gordos e baralos: na
ua doColovco, padaria do leao do norle.
Ceneja indiana
Vende-so a verdadeira e superior qualidade de
i cerveja indiana, cousa nunca viuda a Pernambu-
_^5! ico : "o armazem da ru? eslreita do Rusarionu-
S-i mero 11.
^
SALSA BARBILIU
Traaos

(RASDE SORTIIESTO
DE
Fazendas e roupa feita
NA LOJA E ARMAZEM
PE
j Joaquim Rodrtgaes lavares de Mello
RA DO QE1MADO N. 39
UM SLA LOJA HE QCATRO POR1AS.
Tera ura completo sorlimento de roupa feita,
e convida a todos os seus freguezes e todas as
pessoaa quedesejarem ter um sobrecasaco bem
feto, ou um calja ou collele, de dirigirem-sc a
este estabelecimento que enconirarao um hbil
arlisla, chegado ltimamente de Lisboa, para
desempenhar as obras a vontade dos freguezes.
i Ja tem ura grande sorlimento de palitols de ca-
semira cor de rap e oulros escuros, que se ven-
Reraedio sem if.ual, sendo reconocidos pelos de ni a 12, ouiros de casemira de nuadrinhos
mdicos, os mais mnenles como remedio rafal- da mais fina que ha no mercado a 169 ditos
l.vel para curar escropbulas, cancros, ibeumalis- de merino selim a 125?, ditos de alpaka' muito
rao enfermidades do f.gado, dyspepsia, debilida- fraa a 6, ditos rancezes sobrecasacados a 12,
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer- ditos de panno fino a 20, 255, e 30, sobre-
m.dades resultantes do emprego de mercurio, casacas francezas muito bem feilas a 35, cal-
ulceras e erurcoes que resultara da impureza do cas feitas da mais fina casemira a 10, ditas de
sangue. brim e de fusiao por pre^o commodo, um grande
C,V' sorlimento de colleles de casemira a 55, ditosde
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por ata- outras fazendas por preco commodo, um grande
cado New York aegam-se obr.gados a prevenir sorlimento de sapatos de tpelo de goslo muito
o resdeilayel publico para desconfiar de algumas apurado a 25, dilos de borracha a 2500, cha-
tenues innlacoes da Salsa Familia de Bristol, pos de castor muito superiores a 10, dilos dese-
que boje se vende neste imperio, declarando a da, dos melhorcsquetem vindoaomercadoatO
lodos que sao elles os uniros proprietarios da re- dilos de sol. inglezes a 105, ditos muitos bons a
\ ,R?fi l' >,end-lhe ""P'-ado no an- 125, dilos francezes a 85, dilos grandes de pan-
no de lbofa i no a 4^ um compieto soriimenio de gollinhas e
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem manguitos, tiras bordadas, e entre meios muito
direito de fabricar a salsa pamlhadeBrislol, por- proprio para collerinhos de meninos e travessei-
que o segredo de sua preparado acha-se somen- ros por preSo commodo, camisas bordadas que
le em poder des referidos Lanman & Kemp. ; servem para batisado de criancas e para passeio
Para evitar engaos com desaprecia veis combi- a 85, 10 e 125, ricos lencos de cambraia de
j nances de drogas pernic.osas.as pessoas que qui- linho bordados para senboras, ditos lisos para I
zerem comprar o verdadero devem bem observar hornera por preco commodo, saias bordadas a
os segrales sigues, sem os quacs qualquer ou- 3500, ditas muito Ocas a 55. Ainda tera um ^$
ira preparacao fa sa; reslinho de chales de m 30 cor(esde
1 envoltorio de fora esta gravado de ura la-! vestido de seda de cores muito lindase superio-
dosob uraa chapa de ac, irazendo ao p as se- res qualidades a 1005, que i se vendern a
guintes palavras :
Fazendas por baixos precos
Ra do Queimado., loja
de 4 portas n. 10.
Ainda restam algumas fazendas para concluir
a liquidacao da firma de l.eite & Correia.asquaes
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
al60rs.
Ditaslargas, francezas, finas, a 240 c 260.
Miscados francezes de cores Cxas a 200 rs.
Cassasde cores, bons padrees, a 240.
Rrim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom. va-
a 1000.
Cortes de caiga de meia casemira a 2.
Dilos de dita 'do casemira de cores a 5J.
Panno preto fino a 3 e 4.
Meias de cores, finas, para homem, duzia.
800.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1.
Meias brancas finas para senhora a 3g.
Ditas ditas muilo finas a AS-
Ditas cruas finas para homem a 4?.
Cortes de colletesde gorgurao de seda a 2.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4.
Seda preta lavrada para vestido a l;600 e 2g
Cortes de vpstido de seda preta lavrada a 16?.
Lencos de chita a 100 rs.
Laa de quadros para vestido, covado, a 560.
Pellos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, fingindoseda, covado
a400rs.
Entremeios bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 610 rs.
Ditas bordadas finas a 2S500.
Toalhas de linho para mesa a 2 e 4.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora a
Vestidos brancos bordados para baplisar crian-
gas a 5JU00.
Cortes decalca do casemira preta a 6.
Chales deraerin com franja de seda a5
Cortes de calca de riscado de quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de monlaria, cova-
do. 1280.
Lencos brancos de cambraia, a duzia, 2.
m smmm m mm mnk msm$
< ries e enfeitcs Clotilde na
45
45
Fugio desde o dia 13 do correnlc mez o escr.>-
vo Luiz com os signacs seguintcs : crioulo, cd;
fula, alto e bem feito do corpo, 6 gago bastante,
c tem o dedo mnimo do p corlado, nal
do serlao do Cear quem o pegar, leve-oa sea
senhor na ra Oircila n. 112, ou na rua de A| I-
lo n. 3, armazem Je assucar, que ser rcci m-
peusado.
Fugio no dia 19 de junlio proxin.o passado,
do engenho Dum Succe.-so do teriiio do 5 :
nbem, o escravo Daniel, preto fula, crioulo, ce
idade 20 annos, pouco mais ou menos, alto, s i -
co, bem espigado, cabera pequea, feices regu-
lares, bem feito de corpo, ps e naos sccc i
bem fi'ilns. Esto oscravo procurun au Si. P, \ .
Culetrou, rendeiro do engenho S. Joo do Cai o.
pan o comprar, e nao querendo o dono ver.'.]: -
lo, mandou bscalo, e na chegada dos porla
res, c escravo desapparecou ; julga-se que i
Jar odilo escravo as visinnancas da villa du"
Cabo, ou do mesmo engenho S. Joo, ou do -.-
escravo para ser vendido, o qual e mo- : Sf"ho Barbalho, onde tem muitos conheci ,
roe hbil para qualquer serviro por1 EoisI1u.e [r^n^-a erses lugares quando f.
~a~ ~ -_. .._ l'UI >r. Jos Xavier da Rocha Wanderley, luje mo-
rador no engenho Serrara : Pede-so as aulori-
Borzeguins
Rua Direita -
0,000.
Nova remessa de borzeguins
cratas puros, pequea.
Attenco.
Na rua Direita n. 08 existe um lindo
ceino
ser muito sadio e sem vicios.
A 4000 rs.
F.irelo de Lisboa novo ; na rua do Vigario
19, primeiro andar.
dades de polica do termo do Cabo a captura di s-
to escravo, o aoscapilaes de campo ou qualq ei
n. pessoa que oconheca, de p"ga-lo e levar ao a
genhoi Scrrinha de Serinhaem a seu senhor Fi
noel Wanderley Lins. ou nesta 11.: le
...oel Alve Ferreira, na rua da Mi s
dos para nona na K n. 3, segundo andar. '
ojj Ainda continua a estar fgido o escravo 'io
Hl nome Cosario, idade de 2 e lanos anuos.
A?!&8!Z&*&S SIS-SSJSIg &B9&QS&U > "'ais ou mr""s- '"ra mediana e retorc
Vendem-se libras Sterlinai ^ bons denles e limados, cabra eseuro, quasi ne-
casa deN. O. Bieber&C.......J-V_.-l?.ro-, ba,ba na i,0"'a do i1"'"0, ""ios aven c
u^mtmm-mm^-m&&m'. *o Mano
^ Recebeu-se novo sortimen'0. de vesli-a* | ?o Sr. Man
i para noiva na
Lioja de mavniore.
n.
te
! Ihados, pcrrms um pouco arqueadas, filho u.
rua da Cru'
; Sobral Cear) para onde supp'oe-se t'er seguid
Vendem-se dous bons reloios Da-tlffi rT;Se i,os "Pi,5ea dc"n'P". s -
., ._ j i J i 'oridadtspohuaese qualquer pessoa que o ; <
nte suisso, sendo um de ouro com a apprehender, levem-o sua senhora, no ca.
competente COrrente de ouro de lei tu- I!aDi0S' sobrado encarnado da esquina, que si
An mm irititn nniim ..c^ ^ generosamente gratificados; assim como gual-
do COm ITUItO pouco uso, por precos | mente se protesta, como lei determina, con-
baratos de admirar, cm razao do dono lra 1"^^ o (iver acoulado emsua cesa.
possuir onze presentemente : no pateo
do Terco taberna n. 19.
2001000=
M t^y Recebeu-se novo sorlimento de
<** bournus bedouines para sabida de thea-
; tro na
Loja de marmore,
m2
Fugio docngcnho Quands, em ?anto Ai.;"
no dia 18 de maio do auno prximo passado ura
g; escravo de nome Luiz, de idade do 23 a 24 an-
nos, com os signaes seguintes : cabra, de esta-
tura regular, baixo, quando se ausenlou nao :i
\ nha barba nenhuma, cabello a especio do de ra-
5 lo. lera um pequeo geilo as ponas para dentro
^ e ura signal na pona da lingoa do tamanho Jo
ura caroco de goiaba que o atrapalha um ni uco
quando falla, c lem seoslas bem cicatrisad
! chicles; este escravo foi da villa do Salioeiio,
: comprado ao Sr. Domingos de Scuza Barios, a
i ha noticia delle estar acoulado em urna fazenda
, cima da dita villa 201egoas: pede-se, porlanlo,
scravo, e quer
ilo engenho, ou no Recife a
D. T. LANMAM & KEMP
SOL AGENTS
n. 69 water street.
Ncw-YotY.
2S O mesmo do cutro lado tm um rotulo em
papel azul claro cem a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3* Sobre a rolha acha-se o retrato e firma
do inventor C. C. Brislol em papel cor de rosa.
150, capotinhos pretos e manteletes pretosde
ricos gestos a 20, 25? e 305, os mais superio-
res chales de casemira estampados, muito finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
tas, adamascadas, muito superiores a 55, ditas
para roslo de linho a 15>, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
200,280,320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para caiga, colletes e palilots a 45 o co-
vado, e ura completo sorlimento de outras fazen-
das, e ludo se vende por prego barato, e que nao
possivel aqui se poder mencionar nem a quarta
lioja de movmove.
LOJA DO VAPOR.
Novo sor timen to
ds "- mu UU UIU1 1 llld
e CaLUlSaS inglezaS na 10a!a capturado dito escravo, cquem o pcgi levo-
l-^ Pnoo r T^^trt a seu senhor no dilo engenho, ou no Recife a
uc tjUCS al liaslO. t Bernardino Francisco deAzcvedo Campos, opa
O novo sortimento das acostumadas l^J.9. Carm. 1ue e gratificar com a quaulU
camisas inglezas, peito de linho e pre- p /.
gaslargas, sao mais finas e de melhorcs LSCFlVOS lUglltOS.
gostos a 58.S' a duzia, e barato. Desappareceram no dia 19 deste mez, do cn-
4 Que as direcQes juntas cada garrafa I parte dellas, no enlamo os freguezes chega'ndo e
lera urna phenix semelhante a que vai cima do querendo comprar nao rao sem fazenda.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro rua da Alfandega n. 89.
Baha Germano & C. rua Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de i. Soum,
C, rua da Cruz n 22.
Potassa nacional.
Na rua do Vigario n. 9, primeiro andar, vende
se muito superior potassa, chegada ha poucos
dias do Rio de Janeiro, em barris de 4 arrobas, e
a proco muito commodo.
Grande e variado sorlimento de calcado fran-
cs, roupa feita, miudezas finas e perfumaras,
ludo por menos do que em outras partes : na lo-
ja do vapor na rua nova n. 7.
Vende-se urna escrava crioula,
ainda moca, robusta, boa cosinheira,
doceira, engomma bem, lava, e cose
liso : quema pretender dirija-se a rua
Augusta casan. 19 de dous andares, se-
gundo andar.
Escravas*
Vendem-se duas escravas chegadas
ltimamente do norte no vapor Igua-
rassu' : na rua do Queimado n. 59, lo-
ja de fazendas.
Vende-se um casal de escravos, sendo o
prelo do Angola de idade de 39 annos, e a cabra
de idade de 32 annos ; vendem-se por preco
commodo, na rua Direita n, 3.
Una CaSil. foi comprado o fallecido Aolonio Jos Patricio,'
Vende-se uraa casa de pedra e cal no alinha- ?uo lr.0,,xp,d?'Br da Madre de nes. Fau-
mento da rua da Aurora, em Sanio Amaro, com u-1 r?bra' de J0 annos- a,,ura regular, bastar:'
30 palmos de frente e 1(8 de fundo, com 60 pal- cnei do corP> pernas um pouco arquiedas, ps
mos para quintal, tendo dila casa 3 salas 3 aleo- Sralide? e os jusnelcs bem salientes, tem pelo
vas, cozinha, e quarlo para pretos : na'rua das !"osl a'Sumas marcas de liexigas, e falla de den-
Trincheiras n. 29, onde tem conuefros pequeos lcs na.frcnI. ^"do otTicio de carpina csapilei-
para se plantar. | ro_; loi comprado aoSr. Barao de Alhalaia. Luiz,
-v g crioulo, de idade de 28 annos, de boa altura, cor
_______ --k *->* Ifula' olhos 8"ndes, tem bons denles e limados
lll^ as ponas, pernas ura pouco Finas, ps grand
m.|%\."^ ; e achatados, sendo bem espadado," os cabellos
um pouco annelados, quando falla nao tem boa
ag llecebeu-se novo sorlimento de boui- Sg
E tos vestidos de phautasia na iq
Loja de marmore.
Vendo-so um carro de carregar gneros
com boi ou sem elle : na rua do Vigario n. 6. '
No armazem de Henry Forsler & C, rua do
Trapiche n. 8, vendem-se :
Cadeiras americanas.
Pregos americanos.
Agua florida.
Velos de espermacelo de primeira qualidade.
. que urtaram,
jaquetas e calcas de chita prcla, a fazenda de um
s padro, calaos de brim pardo c camisas bretanha.e lambem levaram espingardas : qoem
os apprehender, leve-os aodito engenho ou ne=-
; la prara a Gabriel Antonio de Castro Quintaes,
no becco do Peixe Frito, que ser generosamen-
te recompensado.
Fugio no dia 13 do correte mez a prcla
escrava Ignacia, crioula, idade de35anB0s. es-
tatura regular, chcia do corpo, a cara marcada do
queimadura de logo, levou veslido de chita da
Ostras encarnadas e branco, chales de merino en-
carnado liso, eslava em casa do Sr. Guilhvrme
Bessone Almeida, na rua da Roda n. 47, para ser
vendida : a pessoa que apprehender, leve rua
do*Cabug, loja a, 1 C, que ser gciiicado.
"-V
ILEGVEL
* t
"-


m
DIARIO DE PERNAMBUCO. Ql ARTA FfctRA 9 DE AGOSTO DE 1860.
Litteratura.
LM ENCOSTRO DE VIAGEM.
Lembran^as da Suissa italiana.
( Continuafo.
Enlrelanto vendo sou lidio, depois do j ter
j'nssido olstms annos na diplomacia, deixar-se
inda vez mas envadir pela melancola, inquie- 'eodia ser o centro de todas as cousas, esforga-
lou-se seriamente com as tendencias de um es-
alloiuuienle. A joven Plamenga ouvio todos os
seus sermes com urna apparenle deferencia,
mas desde logo achou-o summamenle ridiculo ;
e anda que principio dissimulasse com muita
habilidade todas as suas improssoes, era diflicil
que o marido do Ghislaine nao notasse para o
futuro que ella nao razia caso algura de suas
theorias, e que ligava sua affeico urna impor-
tancia asss diminuta. Ora, o duque, que pre-
va-se rada vez mais por obter urna intimidado
impossivel. Assim comegando por moslrar-se
enfadado, concluio por parecer inloleravel.
Prccisei de muilotempo para comprehender as
causas deste desaccordo profundo.
Ghislaine tinha-me pedido que ojudasse a
descobrir urna habitado commoda as margens
do lago ; o em um longo pssseio, que demos al
pirito, cujo desenvolvimcnlo era lo lento e lio
doloroso. A condefsa, naseida em Franga em
un: dos departamentos do oeste, fomenlava in-
felizmente em Norberlo as dsposiges de urna
imaginario, que nao o arrastava, como se elle ,
fosse Italiano ou proverigal, para urna vida de I
o aventuras, mas que ao contrario mor-
.i-o em sonhos sem fim, em xtasis per-I Melano, seu marido revelou-me francamente os! as vanlagens accumuladas sobre sua cabeca pre-
peluos e s vezes em profundo abatimeulo. i lados traeos de seu carcter. Quando entramos;^10". na0 permi^iaro-lhe pensar que se Ihe po-
Seu pae comprchendeu a necessidade de dis- i no batel, senti alguma
Bissone,que *JTtotuaogentil horuem acliava
c ferozes proBvelraente pur causa de seus cha-
peos ponle-agifl^Jesuaffbarbas negras, de seus
olhares cxpressww e de suas vestes pardas, ne-
gligentemente langadas sobre urna espadoa.
Voltamos para Lugano : o duque, tendo lan-
do ter depositado um beijo na testa de Ghislaine,
e convidado a Norberlo, coreo fazia todos os dias,
a rollar no dia seguinte.
A duqueza lancoa um longo e melanclico
olharobre a porta, que elle acabara de fechar, e
depois inclinou a cabeca sobre o peito, como es-
gado um olhar sobre Melano, nao quiz prolongar sas paludas flores, cujo delicado clice esli pesa-
a ezcursao. Entretanto porque razo guardei eu do pelo abundante orvalho di manha, Norberlo
deste passeio urna lembranga profunda? E' por- sorprendido por seu prolongado silencio,contem-
que eu bem linha comprehendido, observando o plava-a com urna eslupefnecao misturada de tris-
duque o Ghislaine, que estes dous seres tao dlffe-| leza : esta especio de extase parecl-se de tal
rentes cedo ou tdrde transformaram sua unio modo semejante s crises do somnambulismo,
em um lulo doloroso. O duque, como todos os que era ella sujeita, que elle comecou inquie-
csplrilos acanhados, linha a desgracn de crer-se
minio capaz, porque possuia no mais alto grao o
dom de manler o augmentar seu bem-estar indi-
vidual : a adrairago roui sincera, que tinha por
si proprio, por sua poslgo e fortuna, e por todas
pae comprchendeu a necessidade de dis- 1 no batel, senti alguma hesilago indicando ios
portar essa iulelligencia adormecida, e fazer-lhe baleleiros a direcgo que deviamos tomar. Com
conhecer a vida e os homens: elle eslava con- j effeilo. ainda que de pequea extenso, o lago
vencido do que o sol do meio-dia dissipar-lhe-! de Lugano composlo de muitos golphos, que
hia da alma os tristes fantasmas que nascem as, leem todos physionomia e paysagens particula-
brumas do mar do Norte, e assim pensara em [ res. O golpho de Porlezza dirige-se para o nor-
deste ; ao sul o lago intromettese pela trra
para Porlo-Morcole e mais profundamente pa/a
Capolago ; o pequeo golpho de Ponle-Tresi)
volla para o noroeste, e o de Aguo, mais com-
prido, para o norte. Depois de um momento do
reflexo pareceu-me quo dirigindo-nos para o
eouduzi-lo Suissa italiana, Italia, Grecia
e s margens do Danubio. Senta apenas que
eslivesse lo velho para lo longas viager.s.
Tralaodo-M de restituir una organisaco exal-
tada a calma, o bem estar e a plena posse de
suas forgas, pareciam-lhe indispensaveis expe-
riencia e sagacidade de um medico ; e como o sul achariamos mais facilraento'urna quinta bem
doutor Paulo Ivanovlch propunha-se a percor- situada, mas apenas chegamos defronle de S.
rer a Europa meridioual, o conde decidiu-se Salvador, quiz o duque descer ldeia de Pa-
conliar-lhe Norberlo. radiso.
Se seu espirito, lhe diz elle, nao est isen-1 Esta aldeia, edificada ao p da verde mnta-
lo de fantasas, se elle pouco expansivo, lem nha, compe-sc de casas pinladas d pardo, de
la m be ni um corago de ouro ; uo tardar em amarello e cor de rosa desbotada, de construego
ligar-se um cnnipanheiro, que como vos lem muito regular e que banham as fimbrias as
o liabito de dedicar-so aos que soffrem e que!aguas do lago Ccresio. No cimo do Paradiso,
abe que os mais enfermos nem sempre esto j consagrado industria da seda, que no Tessino
de cama. Vossa viagem ser de lano maior oceupa grande numero de bragos, crescem em
vantagen) para Norberlo, quauto elle enconlra- regos cuidadosamente cultivados, amoreiras de
nella mil objeclos de esludos. Levai-o aos Al- i lustrosa folha ; e medida que se sobe os flan-
pes meridionaes, As bordas dos encantadores la-
gos da Suissa italiana, s planicies da Lombar-
dia, ao fundo dos valles da Arcadia e dos Kir-
pathos. Quando elle liver examinado os Ro-
manschea protestantes (2), os lialiaoos ultra-
montanos, os
eos do S. Salvador, sao ellas subsliluidas por ar-
vores corpulentas, e depois por moutas que cres-
cem nos flancos do roebedo, vestido al o cirao
d'um rico manto de verdura.
desse nunca preferir alguem. Elle'devia le nas-
cido enire os Escl'ivonios do sul ou entre os Al-
banezes, entre os quaes o chefe da familia para
sua companhcra um ser infallivel eirreprehensi-
vel. Infelizmente, porm, na Europa occidental
tae*s illuses sao a causa de urna seguranga de-
ploravel, porquanto as mais engenhosas combi-
nages nao poderiam dar o menor prestigio ao
.' principi de autoridade tal como compre-
hendido nos paizes semi-asiaticos. Toda a do-
miouco, que nao lem por base a affeigo e a
confianga, est exposla crueis decepges.
O duque bem notava que o genio do Ghislaine
tornava-so de dia em dia mais diflicil, porm al-
tribuia este estado causas puramente physicas.
Eslava, como me dzia, decidido viajar para
acalmar urna excilago nervosa, que ameagava
aggravar-so ; sua mulhcr desde a infancia linha
tido crises de sonambulismo, cuja repetigo in-
quietava os mdicos : elle porlanlo tomara*o par-
tido de di.-igir-se para o sul cora tanto maior
vonlade, quanto o clima fri da Brelanha nao era
muilo favoravel sua propriasade.
Os comeos da morada que os dous esposos fi-
zerara em Bissone tranquillisaram ao duque, que
estivera um instante inquieto com o estado de
espirito de sua mulhcr. A duqueza cstava appa-
rentemente menos irrtavel; porm a calma pre-
cursora da tempestado nao leria tranquihsado um
espirito sagaz.
Ghislaine quasi sempre isolada em suas reflo-
0 duque, sem mesmo langar os olhos sobre o
Gregos, os Romanos e os Servios! sitio, declarou que era intil ir maislonge. Te-
orlhodoxos, elle coniprehender fcilmente que : mia, como elle mesmo dizia, arriscar-se urna xoes.,preparava-se evidentemente para um grande
u chrislianisrao se modifica, conforme o genio dos grande distancia da cidade, nao tendo especie Parl'do Chcgando Suissa italiana ella eslava
poros O liberarismo natural, que lhe provem : alguma de inclinagao pela vida de cabana, e nao | dlsP0Sla fazer comprehender ao duque o valor
Jo sangue flamengo, fortilicar-se-ha pela refle- podendo de modo "algum renunciar seus com-; do. 'hesouro, do que elle se tornara indigno pos-
xo e comparago das diversas cvilisaroes. E' modos. Sem notar o sorriso irnico, que da- su'dor. Norberlo era justamente o personagem
-. ..__________I -.- ..11^ ;..__.. i.. |L..^ .. .___ .. II. -____________....... I iarOCC.irin 4 <\vnn..n. Ae. nn..a w*\-.nn- An .. M o..
muilo provavel que elle nn gosle das theorias
semclhantes snossas, que sao contrarias ten-
d mia sentimental de seu carcter ; mas nao
obstante tenho a intima convieco de que fa-lo-
hets um loriicm, um diplmala.
Alguns dias depois disto, Norberlo e o doutor,
parliiii para a Suissa, onde encontrei-os pri-
meira vez as circumslancias que se sabem.
>.' lando torne! a vel-os, era quasi a vespera do
d.a. un que a triste historia da duqueza Ghislai-
ne 0 do visconde Norberlo ia ter un desfecho.
[2] 0 eanlo dos Grisoes mixto, mas os re-
idos sao os mais numerosos.
Desde o mcu passeio de Gandria, nunca mais
ouri fallar dos mcus vizinhos de Capolago seno
na volla da bella estacao. Soube de um Italia -
Stabalecido em Mendrisio que elles fazam
. ules excurses Lombardia, s bordas do
lago Maior e dos lagos de Vrese, Como, Isco e
G rda. Quando um sol cada dia maisarJcnle
fez-lhca olhar o canto de Tessino como una
regio relativamente temperada, drigiram-se
os llancos do Monte (enere, cobertos de
mallas de castanheiros, e que divide o canto em
- artes designaos ; e sabendo elles que eu
toncionava visitar o convento de Bigorio, situado
ero clerac5es perpetuamente refrescadas por sal-
les aguas, se dispozeram de modo fazerem
lambem esta perigrinaco, que uiua celebre ma-
. a recomnienda aos artistas.
Todo o paiz que se percorre para ir de Lugano
Bigorio assemclha-se a um parque. Depois do
ravessar-sc as aldeias de Canobio e de Tesse- !
rete, cliegi-se Sala, onde f.omeea a fcil ascen-
co da montanha, na qual est o mosleiro edi-
i lo.
Quando eu descia do carro, arreiava-se um
mulo destinado urna jovensenhora acompanha-
da de um homem inaisidoso. Sem oceupar-rae
ii i;o com este encontr, lomei a direceo do
convento. Ao longo do caminho acliam-se cons-
truidas pequeas capellas, que servem para essa
pratica de devogo, que os cathoiicos romanos
chamam via crueis. Scrn esses pequeos edifi-
cios consagrados paixao do Rcdemplor, essa
di li osa Arcadia nao faria jamis cuidar em una
cruz dolorosa : mas nao est o verme roedor oc-
culto no clice das flores, e o horrivel esijuclcto
Ja morle nao apparecealgumas vezes mesmo no
. iso da mocidade o.da belleza"? A elegante
eslrengeira que suba a montanha alraz de mim,
e que eu va voltando-me para olhar a paysagem,
pareca urna pc'sonificngo das dores secretas,
que envenenan) as existencias, as mais brilhan-
'i' apparentemente.
C -ni effeilo ella esmiunara com um semblante
profundamente carregado, sem parecer escutar
asdisserlacdcs de seu comp-nheiro, como urna
pessoa, que so descarrega de urna penivel tarefa
com mu pouca resign-go. Quando ella chegou
plata-forma, que est visinha do mosleiro, eu
espera va ver a magnificencia do espectculo
triumphar do sua indifferenga ; nao succedeu
porm assim, ella conservou-se impassivcl dian-
te de urna paysagem digna do pincel de Claudio
Lorrain.
Emquanlo mo abysmava na contemplago do
esplendido espectculo, que se descobre do alto
da montanha, sahiram do mosleiro o doutor e o
visconde. Esle vista da estrangeira nao pode
conlec urna emoco profunda. A joven senhora
q le cu tinha debaixo das vistas era Ghislaine que
itegra plata-forma quasi ao mesmo lempo
que cu.
A prescaga de Norberlo pareccu causar du-
queza uma'sorpreza agradavel ; e nao era pre-
ciso ser um observador asss penetrante para no-
t:r que o casamento, que ella aeccitra com tan-
ta promplido, nao linha realisado suas esperan-
ras. Entretanto o duque nao era nem mo ho-
mem, nem mo marido. Gragas considcravel
fortuna deixada por seu pai, elle nunca recusava
satisfazer s exigencias de sua mulhcr ; mas u-
felizmente era muilo absoluto, pessoal o seguro
de estar em seu direilo, preoecupando-se inces-
saotemente do si. Desde os primeiros dias de
seu casamento, tinha elle commellido a impru-
deucia querendo encaminhar suas ideas, combatter seus
prejuisos, a a indiretar sua educar.o porque
taes erara as expresses que elle empregava
va sua mulher um novo encanto, sem pergun-
lar-lhe mesmo seu parecer, elle desenvulvia sua
Opinio com a vivacidad,* cslouvada de um me-
nimo egosta e leimoso ; mas se tinha a petu-
lancia do menimo, linha tambem a mobilidado ;
c como Ghislaine nao moslrava
querer estabelecer-se nesses 1
ment decid o duque proseguir a viagem.
Urna revolugo geolgica, separou do S. Sal-
vador, e arremessou no lago, o promontorio de
| San-Marlino, separado dos ridos llancos da mon-
tanha pela estrada cuidadosamente aborta, que
segu o Cereso alrarez das arvores, dos arbus-
tos c das flores do toda especie. Os castanhei-
ros, as amoreiras, ;ts oliveras e as faias, se
misturara com as elemalites, com as vinhas vul-
lar-se seriamente, quando vio urna lagrima Volar
polas faces da duqueza.
Soffreis, Ghislaine? pergunlou o visconde
com urna voz inlcruecida.
Nao, diz ella. Pode ser que eu lenha sofTri-
do.... porm nao quero mais soffrer, acrescenlou
odiando com exaltaco para Norberlo.
Esle aperlou-a contra o coraco ; e neste longo
abrago ella pareceu esquecer com as amarguras do
passado, os perigos do fuluro.
As naturezas imperfellas, que nao comprehen-
dem mais a paixao do que o sacrificio, ne encon-
Iram nunca nos arrastamenlos os mais impetuo-
sos a realisago do seus sonhos. Depois de terem
tentado altingir o ideal, que lhes seduzo a mo-
bil Imaginacao, ellas caliera despedagadas pores-
se esforgo ao mesmo lempo doloroso e impo-
tente.
Apenas no lira do alguns dias Ghislaine sondou
o aliysmo, onde se ha ira precipitado, revollou-se
simultneamente contra si e contra Norberlo, e
resolveu nao lomar mais a ver o homem, cujo
nico pensamento se lhe lomara odioso. Emquan-
lo o visconde perda lodo o prestigio .-cus olhos
o duque, grecas urna reaego irresslivel, ap-
parecia-lhe sob um aspeclo completamente difi-
reme. Assim, cedendo una dessas impulses
enrgicas, que eram urna consequencia de sua
organisaco, ella foi ter coro seu marido, e, sem
mesmo notar o fri sorrizo cora que a ouvia, con-
fessou-lhe a falta commetlida, a qual quera fa-
zer esquecer, como dizia, por urna vida de dedi-
caco o arrependiraeoto. Depois deste diluvio de
palavras, trrenles de lagrimas deslisaram-se de
seus olhos ; e dominada por urna emoco lerrivel,
ella nao procurava lr nos olhos de seu ma-
rido o effeilo produzido por esta singular coulis-
so.
Havendo terminado,o duque ergueu-se:Soce-
gai, senhora,.diz elle com a impassibilidade gla-
cial de um juiz; a exaltago, de que acabaes de
necessario execugo de seus planos de vngan-
ca. Sem duvida que ella nao linha mais suas
illuses antigs, porm o poder das recordages
da mocidade to grande, que sempre fcil
disperta-las. A febre que brilhava nos olhos de
i muta pressaTera Ghislaino, o sora de sua voz e a animaco de suas
uares, mu fcil- ^aces> "ssaz indicavam que ella entra*! era urna
dessas horas solemnes em que muias vezes que-
bram-se as organisaces incompletas, que se
langam no abysmo.com a feroz improvidencia do
touro irritado pelo panno vermelho.
Norberlo, como bem devemos recorrJar-nos,
fon o primeiro amigo e o paciente consolodor de
Ghislaine, e linha-lhc inspirado tanta confianga,
como afleigo ; o anda que nao encontrasse mais
nelle o enthusiasmo, que outr'ora lhe inspirara,
pinas, coraos codeos madre-svlvs ;" e quando comlui10 o duque muito perda em ser confron-
os lyrios bulbifcros cstendem no rochedo suas 'lado Cm um "omem como Norberto, lo decidido
como modesto, to dsposto esquecer seUs dese-
jos, quanlo a oceupar-se dos dos outros.
Ghislaine que goslava de impor suas opinie,
eslava lisongeada alm de toda a exprcsso por ver
seu primo, cujo espirito c prudencia lodos gaba-
vara, adoptar com ardor todos os odise prejui-
zos, que ella linha para com o duque. Na poca
do seu casamento era eJia to joven, to pouco
dada principalmente reflexo, que nao poderia
notar a anlipathia, que inspirara Norberlo aquel-
le que devia naturalmente ser por elle conside-
rado como um rival. Assim, depois do encontr
de Bigorio, ficou encantada o sorprendida de achar
na alma do mancebo o echo de suas coleras. Ella
bem depressa habtuou-se confiar-lhe como
outr'ora suas decepges e pezares.
Entretanto esta intimidade, que era alguns an-
uos antes despida de lodo o inconveniente serio,
nao podia mais ter o mesmo carcter. Quanlo a
donzella [ora reservada, a joven senhora, prova-
velmente animada pela colera, pareca apaixona-
da. Comegava ella por ventura amar em Nor-
berto o amigo cnthusiasla da mocidade, e o con-
fidente sympathico de seus pezares? A paxo,
oulr'ora adormecida em seu corago, dava-lhe
agora os primeiros conselhos? Obedeca ella ni-
camente aos pensamentos de vinganca, que lhe
referviam na imaginago?aTinha ella* chegado
esse periodo da existencia, no qual toda a filha
de Eva acaricia de bom grado os sonhos do amor?
Todas estas C8usasobravam provavelmente sobre
sua vonlade para decid-la urna insurreigo
completa. Nao c muito forte esta palavra, porque
nao era diflicil prever que Ghislaine, com seu ca-
rcter, longe ue procurar illudr o duque, leria
prazer em revolta-lo.
O doutor Paulo Vanovitch, hbil em compre-
hender os mais leves syraptoraas desses graves
phenomenos, fallava-me algumas vezes esse
respeito com o lom indiferente de um observa-
dor, habituado s manifestaces as mais excn-
tricas da natureza humana; maso excedente ho-
que exlendiara-se as gargantas das montanhas.
A' seus ps estendia-se o valle com suas ceras
que renascem duas vezes por anno, seus campos
syractricamente relalhados, ornados de alamos e
salgueiros, seu rio cheio de ilhotas arenosas,
cujas ondas, um momento preguigosas, arrastam-
se lnguidamente para lago Maior, onde com
pezar parecem perder-se.
Quando se chega ao p do monte Cenere, en-
contra-sc Magadino, cujos muros sao ornados de
pinturas representando santos, que nao conse-
guero preservar os habitantes da mal'aria. As
casas miram-so no profundo azul do lago, que se
prolonga ao longe, alravcz das verdes gargantas
das montanhas; e defronte de Magadino destaca-
se Locamo com seus limoeros, suas arcadas al-
tas, suas casas de vivas cores e de guarda-ventos
variados. Em quanlo Magadino privada duran-
te tres mezes dos iios do sol, Loearno goza per-
petuamente de um clima verdaderamente iuliano
sem estar coratudo completamente ao abrigo da
mal'aria, flagello, produzido ptla incuria, e de
que eslo livres BeMinzonna, Luganoe Mendrisio
Tendo eu atravesssdo o lago era um batel,
decidi-me, escutando um secreto piesenlimtnlo,
ir immediatamente ao sanctuario mais frequci.-
tado do Tessino. Na montanha, no meio de um
grande barranco, apparece urna rocha, sobre a
qual esto construidas as capellas que conduzem
Madonna del Sasso (senhora do Rochedo). O
declive asss doce e coberto de algumas arvo-
res, e um lmpido regato corre para Loearno ao
longo do rochedo e por um duplo leito, forman-
do em sua passagem pequeas cscalas, cuja
voz se confunde com os gritos das cigarras.
Quando cheguei porta da egreja, achei-a
aberta. Neste templo encantador, offuscante de
douraduras, reinava a mais agradavel frescura,
fura ao contrario um sol ardento abrazava as
pedras, acalcada queimava, as largas flores de
purpura de cactus collocado em urna das ja-
nellas do convento pendiam lnguidamente ao
longo da grade de ferro; e um ar abrazado pe-
netrava a natureza inteira. Nunca melhor do
que neste momento comprehendi a inclinagao,
que arrasta as populages do meio-dia, tanto na
Asia como na Europa, no Indosto como na
O clima ardenle ao
ser victima, o resultado de urna deploravel edu-
cago, que em vo tentei mclhorar. Depois de
terdes desdenhado meus conselhos com urna obs-
linago nvencivel, nao deve3 queixar-vos das
consequencas de um orgulho e de um capricho,
que sempre deplore profundamente.
Em quanlo elle se relirava conservando a ser- !Ilalla- Para a Paz monstica,
nidade desses pontfices dos lempos antgos, que, | sul produz os mongos, como a Scandinavia e a
doceis s vezes de seus deuzes. imbebiam urna Gra-Bretanha produzem os soldados e os ari-
espada sagrada no seio das victimas humanas, a
duqueza, ferida no corago, cahia desmaiada. Gon-
duziram-a moribunda ao seu leito, e chamaram
o Dr. Paulo Ivanovlch, que adevinhra urna par-
le do myslerioso drama, do que era testen) o nha.
cultores.
Emquanlo eu respirava com felicidsde a mor-
na alhraosphera da egreja, meus olhos pararan
flores campanuladas do um escarate purpureo,
crer-se-hia ver brilhar as balsas o flammeum,
que flucta na Albania, sobre a fronte das es-
pozas.
Infelizmente nao longe do promontorio elc-
vam-se as ruinas de um eastello, asylo favorito
das vboras, quo formigam na base do S. Salva-
dor, e cujos muros carcomidos estao cobertos de
tristonhas oliveras,dsposlas de umamaneia to
symelrica, que urna certa distancia parecem
formar urna crista no cimo da montanha. Em
vez de chamar a attenro de meus compa-
nheros sobre a physionomia dessa paysagem,
coniecci a contar lgubres historias sobre a
perfidia das vboras, de que se tornara mora-
da favorita o velho eastello, que se nos apresen-
lava aos olhos, e era quanto cosleavamos Arbo-
lora, ramificaeo do S. Salvador cheia de flores-
las, eu lomava o maligno prazer de excitar
colera do duque contra essas regios selvagens
onde os reptis germinara como nos seculos an-
te-diluvianos,e onde parece que os homens con-
servam as paixes ardeutes das primitivas po-
cas.
A duqueza lancava odiares desejosos'para a
oulra banda do lago.sobre a aldeia de Campiglio-
ni. A egreja assaz afastada dcsta aldeia, com
sua dupla escada e sua nobre fachada, parece-sc
com um retiro edificado borda das aguas para
os almas, quo quorein recolhcr-se presenga do
Eterno longe das agitaces do mundo e da vida.
Ao passo que nos approxiinavamos, Ghislaine
absorvia-so cada ve/, mais nos pensamentos, que
esta risonha solido pareca inspirar-lhc, e que
o sol brlhante do sul inon lava cnlo com lodos
os seus raios. Seus olhos paravam com urna
sorle de fixidade doenlia sobre urna linda casa
construida entre a egreja e a ponte do Melida, e
cujas alvas piredes brilhavam no meio das amo-
reiras, nogueiras, c cascatas que murmuravam
por enlre altas hervas.
Chegamos defronle de Bissone, passando por
Victima de um delirio quasi continuo, Ghislaine '; em um pequeo grupo de peregrinos que se ti-
murmurava tristemente ora o nome de Norberlo, | nha approximado do altar, muilo mais do que
- o de seu marido ; mas enlo seus traeos em- { eUi e adante do qual eslava sentada urna ioven
grecidos moslravam ura medo singular. Ou-1 ,,.________ ,, '
senhora, que pareca mergulhada em
debaixo da immensa ponte, que uno as duas mar-] mera nao poda furlar-so emogo, vendo pairar
gens do Cereso. Bissone, edificada defronte de a desgraga com a sinisira rapidez d'uma ave de
Melida na margem oriental do lago, do qual
separada por urna praca plantada de amoreiras,
tem um aspecto lo rlsonho, que o duque ficou
rapia sobre as pessoas, que lhe tivessera tesle-
rnunhado a menor benevolencia.
Um dia enlrou elle em minha casa, e sentou-
seduzido, e a duqueza tambem,que apezar de sua ; se cora o semblante do tal modo acabrunhado,
indilTorenga, deixou escapar um signal de appro- que fcilmente advinhei alguma grave complica-
vago. Tres immensos olmeiros, que etguiam- -!
se "entre as amoreiras, pareciam orgulhosos da
sua altura e da grossura de seus ramos, d'onde
pendiam longas redes, que alravez de suas gran-
des malhas deixavam ver as casas construidas so-
bre arcadas, onde vem os Indgenas, ao abrigo
de um sol abrazador, contemplar o lago de azul,
a gigantesca ponte, as alvas casas de Melida e os
flancos verdejanles da Arbotora.
Desembarcamos do batel para passeiarmos pela
villa, protegida pelo deus (divus) Carpophoro,
porque no solo italiano os santos lornam-se deu-
ses (3) como antigamente os cezares. Os bale-
leiros colherara-nos jubianas, rozas e lliymo no
jardn) do um hotel, cuja tablela penda, balan-
cada pela brisa, da bocea de um peixe ; porm a
apparencia mais que modesta oeste hotel den ao
duque una triste idea da civilisaro de Bissone.
Ainda que elle nunca se separasse de seu cozi-
nheiro, pareceu temer que este eminente artista
fosse muito mal ajudado pelos pescadores de
(1) L-sc no frontispicio da egreja
pophoro dicatum.
Divo car-
gao.
.: Nao s Ghislaine, diz elle, sbitamente deci-
din-sc a tornar-se infiel seu marido, mas ainda
o alfrontou com nao sei quo confidencia au-
daciosa, onde o nome do Norberto foi pronun-
ciado.
iris como mais larde eu soube a scena, que se
passra.
Urna larde entrara Ghislaine depois do passeio
que lodos os das dava pelo lago. O duque luda-
se mostrado mais zangado, mais oceupado de si
proprio que do ordinario. Desembarcando os dous
espozos encontraran) Norberlo, que caminhava
sozinho pela margem do lago.
Vinde, diz-lhe o duque com um a: perfei-
tamente indifferente, vinde tomar cha comnosco.
Fareis companhia minha mulher; porque reli-
rar-me-hei logo : este maldito lago tera-me feito
um rheumalismo lerrivel 1
Ghislaiue toraou o braco do visconde. Dir-sc-
liia, vendo-a caminhara lado delle, que, fatiga-
da por urna lula interior, ella ia descangar al-
guns passos O duque, sempre fio! s resoluges
que lhe impunha a hygiene, deixou a sala depois
lO&LlIETm
jL^avs
Hr33'Tr,Tr,JE3*
POR
PAULO DE KOCK.
ora
ma
tras vezes ella cahia em um pacifico extase; e
parecendo sorrir s phalangescelestes, ouviam-a
repetir baixinho:
Refugio dos peccadores, Mara, orar por
mira 1
Nos lucidos inlervallos que lhe deixava esta cri-
se lerrivel, ella confiava ao dculor.com urna ver-
dadeira ingenuidade do menino,seus pensamentos,
remorsos, projectos, o terror que lhe inspirava
seu marido, sua resolugo defugir de Norberto, e
sua bem determinada inlenco de buscar na reli-
gio os meios de expiar sua falta. I1, nopodendo-
deixar de associar seu cmplice seus sentimen-
los de penitencia, ella pedia ao medico que fies-
se com que elle tornasse s salulares crengas de
sua mocidade.
Noroerlo nao dava menos cuidado ao bora dou-
tor. A cxlranhez desla siluaco mergulhava-o
em um desespero profundo, e elle so aecusava de
ser a causa das dores de Ghislaine e de sua Ion-
cora. Um secreto amor proprio dispunha-o, sem
que elle notasse, a julgar-se mais culpado do que
talvez nao era. (je homem se resigna, anda
no mais sinceros infortunios sor apenas urna
insignificante machina? Alm disso Norborlo era
obrigado a confessar que sua paixao por Ghislaine
linha exercido urna acolo inconteslavel no des-
lino da joven senhora.
E'' ainda no meio das mais risonhas paysagens
da Suissa italiana que terminaran) quasi em mi-
nha presenga as ultimas scenas deste triste drama.
Antes de deixar Lugano, e erabarcar-me no la-
KO-Maior para as ilhas Borromeas, tencionei de-
morar-meem Loearno;nao deixava sem sauda-
des as felizes margens do lago Cereso. Quando
enlrei na caleca, que me esperava porta do ho-
tel do Parque," uaroejava o sol seus raios d'ouro
sobre os campanarios de Lugano, e o campo bri-
lhava com um esplendor indescriplivel. Os mon-
tes reliniam com os gritos dos torvo* cantadores ;
o Ihymo e a herva-ussa exhalava-m perfumes ao
longo das sebes, onde as bastes angulosas do l-
pulo, ornadas de verdes cachos do uvas, se enlre-: sa'i e "
lagaram com os ramos dos sabugueiros e da vime ;' cezes
as torrentes confundan) sua voz com a dos piscos
e das loutinegras ; a magnifica borboleta nadava
em urna alhraosphera lmpida, semelhante es-
sas flores que o vento balanca um momento nos
ares; eo raolharuco de esguio, bico sacodia as
azas cinzenlas sobre as pedras luzidias, em quan-
to a andorinh.'i fendia alegremente um co mais
azul que as mais lindas saphyras.
A estrada serpeia no valle de Agno, digno de
ser cantado por um Theocrito,coriduz ao monle
Cenere, cujo cimo sobrepujava as colliuas cober-
tas de casas de immensas arcadas, de vinhas ca-
prichosas o verdejanles prados. as aldeias de
Nesia, de Cadempino, de Taverno e de Bironico
brilhavam as janellas eravos encarnados, cujas
azuladas hasteas occullavam a morena forma das
jovens tessinezas de odio vivo e curioso. O. sa-
minho estava juncado degargas floridas, e nuci-
rs de corollas brancas o vermelhas; e milliarcs
de insectos zumbiam na flor purpurea das. roza-
ceas ou nos clices azulados das campanudas. A
alma sentia-se involuntariamente penetrada da
serenidade dcsta risonha natureza.
O caminho, depois de ter subido os flaacos de
Cenere, onde crescem admiraveis castanheiros de
tronco grosso e nodoso, desee para o valle Le-
vantina, valle verdadeiranienlearcadio, banhado
pelo Tessino que se precipita rumorejando dos
cumes sublimes do S. Golhardo. Ao longe Bel-
linzonna, que guarda a passagem dos Alpes com
suas velhastorres feudaes, perdia-se nos nevoeiros,
urna pro-
funda meditarlo. Reconhcci Ghislaine. Como
cu tinha entrado sem fazer barulho, c me con-
servara junto da porla, ninguem dra por minha
presenga, e enlo pude conlemplar a joven du-
queza minha salisfaego. Sua atlitude nao era
a de urna chrsta atormentada pelo seulimento
de um gravo erro ou pelo arrependimento de
urna falta grave. A invencivel obslinaro de
seu espirito preservava-a anda, apezar de suas
conveges religiosas, dos atavies do remorso.
Seu lindo rosto eslava lo paludo como a flor
de invern, cujo nome gost avara de dar-lhe.
Ella veio ter comigo. quando me vio, sem ma-
nifestar o menor embaraco, enlrelanto fallou-me
de seu marido eom mais indifferenga que da
ordinario, mas evitando allusos irnicas co-
mo era seu coslume; e acrescenlou quo elle li-
nha sido chamado Milo a um negocio impor-
tante e imprevisto, o que ella aproveilra desla
ausencia para ir vizitar urna do suas amigas, re-
ligiosa no convento das dominicanas de Katzis.
Ella dispunha-se, pois, partir no seguinte dia
para Bellnzonna e passar o Bernardino.
Sahimos juntos da egreja para passeiarmos sb
um claustro, edificado ao lado do templo da ma-
dona, d'ondo a vista se extende sobre urna pay-
sagem magnifica. A parede branca deste claus-
tro recebra as confidencias dos peregrinos e dos
toristas.
Junto destas palavras, escripias provavelmen-
te por um radical tessinez : Viva lalkpiMi-
achavam-so estes versos fran-
o espectculo, que se nos offerecia vista. Urna
oliveira que se ergua de um pequeo jardim
at a altura do claustro, permitlia-nos admira-lo
& nosso commodo, perservando-nos dos raios
do sol.
As aguas do lago-Maior eram de um verde es-
curo ; nossa esquerda, as casas era vez de for-
maren) ras regulares se espalhavam margem
do lago, com suas parreiras, cujos longos ramos
pendiam dos galhos dos bordos; vedando os
olhos da lagoa, que se forma & frente do lago, os
Inca ramea para urna lingua de Ierra, coberla
de bosque, que se avanga para as ondas, e cujos
esbeltos alamos dobravam-se ao sopro da brisa.
Eu nao podia deixar de comparar a serenidade
desta natureza encantada com a fronte de minha
companheira lo carregada de tempestades ; o
ainda que nao ligue mais importancia aos pro-
senlimenlos do que acs presagios, cora difficul-
dade lutava contra ossinislros pensamentos, que
referviam-me na alma. Nao era o carcter al-
tivo da joven duqueza, junto fraqueza de seu
espirito de natureza a fazer temer as mais preci-
pitadas e menos rasoaveis resoluges ? A infe-
liz senhora reunia em si ludo o que poda asse-
gurar a felicidado terrestre:belleza, nascimen-
lo <> riqueza ; nns infelizmente herdra nascen-
do o garmen do aglages esteris, que deviam
compromeUer a paz de seu corago e seu desti-
no inleiro. Tal a lei de cerlas existencias,
que faltaran) desde a mocidade as salutares emo-
ges de urna vida livre, e que, semclhantes s
rosas do Noel, desabrochara um dia, para se des-
folharem murchas no dia seguinte. Assim, quan.
do ella deixou-me, senti urna tristeza real, que
nao consegu dissimular completamente.
No fim do esli de 1856, chegava Ghislaioc ao
mosteiro de Ralzis, onde oblinha autorisaro de
estabelecer-se provisoriamente, em quanlo o du-
que ia passar o invern no Egypto, nao tendo
achado o clima do Nisa ou de Genova assz bom
pira o seu peito, que, como dizia elle, torna-
va-se muito delicado. E' no valle Tomiliaska,
no eanlo dos Grises, valle celebre pela belleza
de suas paysagens, e pelo numero de seus castil-
los, pela mor parle arruinados, velhos domicilios
espalhados sobre rochedos, quo parecem inacces-
sives, que est situada Katzis, habitada pelos Ro-
mansches catholicos. Katzis est situada ao p
de um grupo de colliuas, conhecido pelo nomo
de Montagna, onde enconlram-se muilos lagos,
quintas c aldeias ; e defronte est Furstenau, on-
de cleva-se o eastello dos bispos de Coira, ou-
tr'ora poderosos senhores feudaes, c que to dif-
ficilmennle se resignam s condges de um es-
lado democrtico. Katzis possue ura anligo mos-
teiro, respeitado pelos Francezes, que em 1799
queimaram o famoso convenio de Disents.
O duque nao tinha julgado conveniente levar
sua mulher ao Egypto. c expor a fraca saude de
Chislaine aos enfados e fadgas de urna longa
viagem. Comprehendendo com a sagacidade do
egosta tudo quanto havia de irreparavel na si-
tuago, era que a deixro, o genlilhomem oceu-
pra-se immediatamente cm tirar d'ahi o melhor
partido possivcl. Disposto, dizia elle, mostrar
al o Om a maior moJerago, elle obtivera da
duqueza concesses immensas ; e quando consc-
guio seus litis, poupou-se de aconselhar-lhe al-
gum passo extraordinario. Longe de fazer com
que ella se estabelecesse em Katzis, elle lhe ti-
nha proposto que alugasse urna quinta as deli-
ciosas margens do lago de Como, aonde noehe-
ga o sopro dos invernos.
Je mets ma confiance,
Vierge, en votre secours;
Servez-moi de dfense,
Trenez soin de mes jonrs ;
El quant ma dcrnre heure
Yiendra fixer mont sort,
Oblenez quo je meuro
De la plus sainle mor.
Ghislaine leu osla estrophc com urna, voz sin-
gularmente harmonosa ; e pronuncien de urna
maneira tr.o expressiva as palavras :
El quant ma dernire heurc-
Viendra fixer mont sort,
que eu nao pude deixar de reconhecer nellas o
accento vibrante da urna alma profundamente
desgostosa das agitaces da vida, e quo olha a
morle, antes como um anjo libertador, do que
como um espectro-de ameagas.
Temendo talvez deixar-me adevinharsuas im-
presses, a joven senhora vollou-se com vivaci-
dade para o lago, e chaman minha altengo para
Ghislaine, sem recusar suas proposiges, raan-
festou do modo mais positivo a intenro de ir
passar primeiro algum terapo em Katzis, ondo
suas ideas tomaran) sbitamente urna direceo
toda religiosa e pacfica. A solido, que s c
sa para os seres dolados de urna razo inabala -
vel, devia exercer urna acgo enrgica no espirito
de Ghislaine : as esperan* e os terrores da re-
ligio, todas as impressdes de sua adolescencia,
adquiriram de novo seu poder primitivo, e seus
olhos voltaram-se para o co com petulancia
enferma, que caraclerisava todas as suas deter-
minages. nicamente, como a religio calho-
lica, anles exalta a sensibilidade, do que a com-
prime, seu coraco cada vez mais abrio-se aos
sentimentos temos, que lhe erara outr'ora assz
estranho3. Ella chegou por fim nao conservar
mais do que urna recordago vaga de suas quei-
xas contra o duque.
XXXIII
Um verdadeiro amor,
(Continuago.)
Ceriselle procurava banir essas ideas do seu
pensamento, porm nao o consegua fcilmente;
sua edade e seu corago eram mais fortes do
que a razo.
Passarom-sc ainda alguns dias. Ella sahira de
novo com Sabretache c nao Uvera encontr al-
gum.
__ N5o ha mais duvida, disse o veterano, o
mogo nao a espera msis, nem pensa mais em
voss.
Oh I nao, de cerlo.
Mas urna manha, tinha Ceriselle sahido para
comprar agulhas e linha, e feitas as suas com-
pras, o lempo que estava magnifico tentou-a, e
fe-la dar urna volta pelos Campos Elysios. Nao
hivia tres minutos que passeiava debaixo das
arvores, saboreando o prazer daquelle passeio en-
lo quasi deserto, quando de repente um man-
cebo, que eslava occullo por urna arvore appa-
receu diante della.
Era o cavalleiro ; conheceu-o logo. Parou to-
da perturbada e ia j retirando-se por outro ca-
minho, quando urna voz cheia de encantos, urna
voz doce esupplicante Iho disse :
Por piedade, mademoiselle, digne-ae ou-
vir-me por um instante, nao me recuse este ob-
sequio.... Deve eslar bem certa que nao lhe di-
rei urna palavra que possa offende-la.
Ceriselle parou... senlia-se sem torcas para
andar e balbuciou tremendo :
O que lora o senhor para dizer-me?
() Vide o Diario n. 199.
O que tenho para dizer-lho ?.. oh I j o
sabe, mademoiselle ; impossivel que nao le-
nha ldo nos meus olhos o sentimenlo que me
inspirou..... Dizendo-lhe que amo-a, quo ado-
ro a, nao exprimirei bem ludo quanto sinto....
Senhor, nao posso ouvir....
Oh ouca-ruc, por favor..... Permitla-rac
que ao menos possa dizer-lho urna vez o que
sinto... Segui-a por muito lempo.... a senhora
ia urna casa de campo cm Neuilly... Oh 1 co-
mo eu era feliz por cncontra-la do manha e
noite 1 Porm do repente, cessaram os seus pas-
seios ; levei muitos dias que me parecern) se-
culos, em ve-la Emfira urna noite rcappare-
ceu ... dava o brago um mancebo.... Appro-
ximei-me para gozar o prazer do ve-la melhor...
porm pareceu-me que olhavam para mira com
impaciencia... Julguei mesmo que lhe contraria-
va encontrar-me .sempre..... Oh I Uve certeza
disso quando vi que durante um mez nao Sabia
de casa.
Como, senhor, sabe ?
Sim. sei onde mora, sei que se chama Aga-
tha, que est com seu lio, um ex-soldado que
se chama Sabretache.
Quem lhe disse isso ?
Eu a tinha seguido de longe. Quera ama,
mademoiselle, deseja saber tudo o que diz res-
peito pessoa amada.... Ah I julgue se a amo....
Adevinhando que era eu a causa do seu longo
retiro, quando emim sahio, conservei-me de
longe, atim de que nao podesse ver-me..... Nao
me vendo mais seguir-lhe os passos, dizia eu
comigo : ella nao receiar sahir Eis a ra-
zo por que esteve lano tempo sem ver-
me, maseu estava sempre prsenle e de longe
via-a.....
Seria possivel 1
Ccriseltc disse eslas palavras com urna expres-
sao de alegra involuntaria Mas esforgou-se por
oceultar a sua emogo e murraurou :
Porque enlo me falla hoje ?
A senhora eslava s.., a occasio_ era to
boa, eu desejava tanlo fallarlhe. Fui lo infeliz
durante todo o lempo que esteve em CJsa, sortri
lano 1 Nao me perdoa esle curto momento do
felicidade ?
A moga ergueu enlo os olhos para aquelle
que lhe fallava ; vio com effeito que elle estava
paludo, mudado, quo pareca doenle e infeliz, e
refleclindo que era ella a causa de tudo jsso,
nao pode conicr ura suspiro, lastimar o mance-
bo, e dizer-lho :
Senhor, sinto muito que lenha tido desgos-
los por minha causa. Na verdade, fez mal, eu
nao valho a pena.
Oh 1 mademoiselle, a minha maior afflco
era ler-lhe desagradado, procurando sempre en-
contra-la.
Mas isso nao medesagradava.
Ser possivel 1.....
Um raio de alegra illuminou as feicges do
mancebo, em quanto Ceriselle quo percebia que
o que deixra escapar era quasi urna animago,
replicn com embaraco :
Quero dizer, senhor, que poda faze-lo li-
vremenle. Emfira, nunca lecho motivos de me
queixar...
Oh t por quora mademoiselle, nao re-
trate as palavras que lhe cscaparam. Se sou-
besse o bem que me fizeram 1 Resiituem-me a
vida porque do-me a esperanga. Nao lhe desa-
gradar era a felicidade que eu anheiava e queme
faz entrever.
Nao, senhor, engana-se. Comigo, nao ha
felicidade possivel ; nao ha esperanga que possa
jamis realisar-se ; e ainda mesmo que eu nao
fosse insensivel ao seu amor, isso de nada ser-
vira. Assim, como v, senhor, melhor nao
pensar em mim, nem procurar mais ver-me. E'
um bom conselho que lhe dou, e depois, ser-
Ihe-ha fcil esquecer-me.
Oh I nao o ereio ; o sentimenlo que lhe
voto nao daquelles que um capricho faz nas-
cer, o que outro capricho subslitue. Renunciar a
Scu lio um ex-militar cujo carcter e probi-
dado sao gabados por todos. Bem v que me
informei sen respeito. Nunca lhe fallare urna
linguagem que a offenda. Poderia oilerecer-lhe
unn sege, brilhantes, cachemiras, para que fosse
a minha amante, meios estes que quasi sempre
tem xito com as niulheres.
Menos comigo, senhor.
Eu o sei, mademoiselle; e por isso ainda a
amo mais.
Nao deve amar-mc. Seria urna nfelcidade
para o senhor, c talvez para mim. Adeus, se-
nhor.
Ah I mademoiselle, por obsequio nao deixe
de tomrosle bilhete. Despreza-me lano que nao
quer conhecer-me ?
Oh I nao, senhor. Pois bem, d-m'o, j que
lhe agrada.
Quanla bondado 1
E agora, adeus, senhor; nao posso flear
rnois Esqueca-rae, senhor, esquega-me.
E Cerisette r'etirou-se vivamente commovida e
trmula.
O mancebo nao se atreveu acompanha-1,
conlentou-se era olhar para ella, emquanlo pode
v-la.
A mor, ardia em desejos do lor o bilhete de
visita, mas esperava para quando eslivesse mais
looge ; emfim, nao pode mais suster-se olhou e
leu :
Len Dalbone, ra Tronchet n. 6.
E ella murmurou andando :
Len Dalbone... Len, um bonito nome.
Costo muito delle
Oh I como 6 agradavel
Ao mesmo tempo a inclinagao, que ella linha
para Norberto, transformou-se.em seus solitarios
xtasis, em urna paixao extraordinaria, na qual
as risonhas recordages da mocidade mislura-
vam-sc com os vivos ardores do mysliclsmo
Sua imaginago, pairando aciraa deste raiseravel
mundo, transporlava-se um paraizo cheio de
maravilhas, onde ella sem temor e sem remor-
sos sorria-so ao amigo transfigurado de seus pri >
meiros annos. Essa alma por muito tompo ator-
mentada, tinha Analmente descoborto seu ideat;
e depois do tantos sofTrimentos c combates,. Le-
ria achado nesse ideal urna especie de calma e
talvez de felicidade, so Norberlo. Uvesse querido
marchar dcilmente pela nova senda, que a jo-
ven duquoza se entregara.
( Co)\tinuar-se-ha. ]
ve-la ser-me-hia agora impossivel ; e nem que-
ro lembrar-rae disso. Sei bem, mademoiselle,
que nao me conhece.que tem perfeilamenle o di-
reito do crerno na minha palavra,em jnlgar-me,
como a maior parte das mogas, estnuvado, pre-
sumido e disposto a apaixonar-roe pela primeira
moga bonita que apparece, purm tambem de-
sejo cessar de ser eslranho para a senhora. Te-
nha a bondade de lomar este bilhete, no qual es-
t o meu nomo o o numero da casaem que mo-
ro ; ver, mademoiselle, que nao sou indigno do
seu inleresse.
Nao duvido. senhor; mas repito-lhe, o que
nos adiantar isso? Para quo fazer conhecimenlo
comigo ?
Coraprehendo-a, mademoiselle, honesta,
e.u o sei, e isso mais um titulo go meu amor,
Todo o dia levou Ceriselle a pensar nesse en-
contr ; vnle vezes em um quarto do hora disse
si mesma :
Nao devo mais pensar nsto.
Mas no minuto seguinte repela tudo quanto o
mancebo lhe dissera. Nao esquecia urna s pala-
vra da conversa, depois linha sempre ante os
olhos o parecer paludo e adoentado do mancebo ;
julgava ouvir sua voz supplicanle e dizia :
Meu Deus I mas ello ama-me realmente.
Sim, porque como me disse, julga-me honesta.
um Ululo mais ao seu amor, e se elle soubes-
se... oh 1 seu amor bem depressa se extinguira.
Oh horrivel I Como ou infeliz 1 E nao ha
esperanga que isto mude I Para que passei eu
hoje nos Campos Elysios? Oh! nao faz mal ; es-
timo mut(o ter lhe fallado, ter sabido que me
acompanhava sempre.
ser-se amado 1
E a moga chorava ; depois ria, saltava pelo
quarto, e deixava-se cahir sobre urna cadeira para
chorar melhor. Procurou trabalhar, 1er, mas nao
via o que fazia, nem sabia o que lia.
Emfira Sabretache vollou ; Ceriselle correu lo-
go a elle, exclamando :
Estava-o esperando com impaciencia, m amigo, vai saber tudo. Nao ralhe comigo, por-
que nao foi por culpa minha. Aqu eslo bilhe-
te delle, que quiz por forra que eu lomasse.
Vou contar-lhe tudo quanto elle rae disso. Nao
quero ter segredos para voc.
Sabretache olhou para Ceriselle e levou-a para
urna cadeira. dizendo :
Socegue primeiro, minha filha, porque est
muilo commovida. Estou ouvindo... O que se
passou que tanto a transtorna ?
Cerisette contou a Sabretache o seu encontr e
toda a conversa com Len DalboDe, sera esque-
cer umi phrase.
Seu velho amigo escutou-a lientamente ala-
gando os bigodes, o que fazia sempre que tinha
pcnsamento3 serios.
A moga termlnou a sua narraeo, e flcou cala-
da, esperar, com os olhos filos em Sabretache,
que ainjJa cstava pensativo. Enlo replicou com
ar tmido :
Enlo acha quo nao respond bem quelle
mogo, meu amigo ?
Sim, disso o que devia, o que podia dizer.
Vejamos o bilhete :
Len Dalbone, ra Tronchet...
Est bem, amanha irei tomar informages
acerca desse senhor...
Se fosse hoje, t-las-hiamos mais codo...
De certo ; irei esla norte, ainda que nao
veja para que serve isso... EmQm sempre bom
saber com quem se falla. Mas, por quem tran-
quilliso-sc. J que sabe, minha filha, quenada
pode resultar deste conhecimenlo, tome isto como
o que ejercicio de fogo sem bala.
Depois de ter jantado, sahio Sabretache para
saber quem era o Sr. Len Dalbone. Cerisette fi-
cou a esperar com impaciencia o regresso do seu
protector. Com quanlo disse comigo, que nada
podia -resultar desse conhecimenlo, nao podia
deixar de tomar nolle vivo inleresse.
Vollou emfim Sabretache ; sentou-se ao p do
Ceriselle e disse sem mais prembulos :
O Sr. Leo Dalbono mora em urna bonita
casa onde oceupa todo o segundo andar, que 5
magnifico, segundo dizem. Tero um cabviolat,
dous cavados e dous criados. Pelo que parece,
esse mancebo possue urna fortuna de seus cua-
renta mil francos de renda... Tem casado campo
e vinle e seto annos. Ha muilo que orpho c
senhor das suas aegoes. Tem alguns parrales
quem pouco visita... Enlre elles, urna lia quo '
ruim, como sarna. Depois que esse mogo se-
nhor de ?uas aeges e de sua fortuna, tem sempre
se portado muilo bem. Diverte-se, manta sim-
ples, porm sem desordens, sem fazer loucuras
ridiculas: de mais, parece que humano, bem-
fazejo, que os infelizes nunca o imploran) em
vo. E aqui esl o relatorio. sou obrigado a con-
cordar que todo em vantagem do Sr. Len, ajai
repito : o que adianta isso ?
Humano, bemfazejo I murmurou Ceriselle.
Ah era capaz de aposta-lo... cousa que se ade-
vinha pelas feices. Mas quarenta mil libras do
renda 1 Preferirla que fosse pobre. E toda*
via, sera sempre para mim a mesma cousa.
Pois, minha filha, j que sabe que o amor
desse mogo nenhum resultado pode ter, que polo
contrario a faria infeliz, fazendo-a perder o re-
pouso que comega a gozar, nao pense mais nel-
le, bana-o da sua lembranga.
Procurarei faze-lo, meu amigo. Mas devo
confessar-lhe que me ha do custar, porque o amor
desse mogo tocou-me co corago.
Eu bem vejo que tocou e bem tocado I Mas
voc razoavel, e tem horror ao vicio ; eslou
tranquillo ; porlar-se-ha como deve.
Obrigado
della.
pela sua conQanca ; serei digna
Passaram-se alguns dias. Cerisette s sahia
para dar alguns passeios pelo brago de Sabreta-
che. Nao via Len, roas alguma cou9a lhe di-
zia, que esle seguia-lhe os passos. e em suas
feices derramou-ao urna expresso de melanco-
la cheia de encanto.
[Conlinuar-se-ha J
PERN. TITP, DE i!, V. DE FARIA. \WK
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Full Text
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