Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09150


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Full Text
1110 XXXVI. HUMERO 199.
Por tres mezes adianlados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6$00G.
TEBC4 FIRA 28 DE AGOiTC DE 1868.
Por anuo adiantado .9$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARRRGADOS DA SUBSCRIPgAO' DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemoa Draga; Cera, o Sr. J. Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei
ro Guiraares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Maraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronymo da Cosa.
PAK11UA DU lAlllllt.lU-').
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas (eiras.
S. Anlo, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as Ierras feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso.Una, Barrciros.
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os eorreios parten as 10 horas da manha.
EPHEMEKIDES DO HEZ DE AGOSTO.
1 Luacheia as 3 horas e 14 minutos da larde.
9 Ouarto minguante as 7 horas e 4 minutosda
larde.
16 La nova as 8 horas da larde.
li Quarto crescente as 8 horas e 16 minutos da
manhaa.
31 La cheia as 6 horas e 38 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 2 horas n 30 minutos da manhaa.
Segundo as 2 horas e 6 minutosda tarde.
PARTE OFFICIAL
AUDINECIAS DOS TItIBUNAESJ)A CAPITAL.
Tribunal docommercio : segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas-
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda varado civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
Governo la provincia.
EXPEDIENTE 00 DIA 25 DE ACOST DE 1860.
Officio ao l)r. chefo de polica.Estando boa
parte dos delegados e sub-delegados de polica
da provincia fura dos respectivos exercicios ern
que so acharo os supplentes, enoconvmdo que
esae estado de cousas se nanicnha sera que a
presidencia eslea inleirado dos motivos que por
ventura a jastflquem, recommeudo a V. S. que
com brevidadedelerminti aquellas authoridades
que entrem sem demora no exercicio dos seus
cargos,ou que oinformem dos motivos porque o
nao liserem, devendo V. S. irase-los 90 meu co-
nneciraeoto para que eu posso providenciar como
entender conveniente.
Tumo a occaa&o para chamar a atlencao de
> S. para as aecusacoes graves que sao hoje
''lias pela imprensa ao sub-delegado supplen-
le em exereicio no Poco da Panella. recomrnen-
dando-lhe que trate de syndicar sobre os factos
porque c argida aquella autoridade.
Hilo ao Exm. presidente da Parahyba.Na
prirneira opportunidade farei seguir os officios
que, para serem enviados aos Exms. ministros
da jusiica, imperio, guerra, marinh-i e fazenda,
>. E\c. iransmitiio-me com o scu ollkio de 23
do correle.
Dito ao coronel cemmandante das armas.Po-
do V. S. mandar abrir assenlamento de praca ao
paisano Franckilino de Albuquerqne Mello-'que,
OlTorecendo-se voluntariamente para o servico
do exercito, foijuigado apto para isso, como cons-
ta do termo de inspecco annexo ao scu olieio
de hontcm, sob n. 927.
Dico ao mesmo.Informe V. S. se ha ordetn
superior que se refira ao recrula Jos Ferreira
Ja Silva, sobre quem versem os inclusas papis,
que me sero devolvidos.
Dito ao mesmo.Fac.o apresentar a V. S. pa-
ra ser inspeccioHado, o recrula Francisco das
Cnagas Cuuio, e assentar-lhe logo
de sor considerado apto para isso.Comrauni-
cou-se ao chefe de polica.
lito eo mesmo.Concordando com as ponde-
racyi's, que V. S. me faz verbalmente, o autoriso
I mandar alistar nos corpos ern gmrnico nesla
provincia os recrutas que forcm residentes nes-
la capital e seus subuibios.
Independenle de ordem previa da presidencia,
como at boje se lein praticado, e logo que Ihe to-
nta os n crutaa aprasentadoa pelo chefe de poli-
cio, a quem nesla dala ordeno que directamente
que so Ihe apresentareni para servir no exerci-
to, eque forera considerados aptos era inspec-
;io de saude.Ollkiuu-se neslo sentido ao Ur.
chefe de polica
Dito ao conselheiro presidente da relaco.lle-
ruelio V. S. ura original, alm de que" se sirva
tomar em considerarn, o requertmeuto em que
Laii reixeira de Sena, pede o andamento da
appedaco inlerpotta pelo respectivo Juiz de di-
reito, da decisao do tribunal do jury do termo
de Iguarass. que o absulveu ern 1858.
Dita ao chefe de polica.Queira V. S. recom-
mendar ao dolegado de polica do termo de Olin-
da que receba a chave de edelicio, onde estove
ltimamente aquartelado o 4." baialho de or-
.ilhetia a p, com um inventario de todos os
otqeclo!, que se acham no mesmo edificio ; cer-
-" V. S. deque nesla data me dirijo ao corn-
il mdanto das armas solicitando a expediro das
convenientes ordens para que se faca effecliva a
entrega da referida chave.Oflicio-se o cotn-
inandanle das armas.
Dito ao mesmo.Informe V. S. se os objectos
de que pede pagamento Joo Joaquim Alves li-
veram o destino conveniente devolvendo-me V.
S. 08 inclusos papis.
Dito ao commandantc superior da guarda na-
cional. Respondo so seu offiio do 24 do cr-
rante declarando que pode expedir as suas or-
dens para que o 6. balalhao de infamara da
guarda nacional sob seu com mando superior
substitua no quartelamento ao 4.damesma ar-
ma, n,i conformidade do que ordenei em otlcio
de 23 desle mez.
Dito ao inspector da thosouraria de fazenda.
Mande V. S. passar revista de raoslra no dia 1.
do selembro prximo vndouro, s 8 horas da
manhaa, ao quarto balalhao do infamara da
mez de julho ultimo com o sustento dos pre
pobres da respectiva cadeia, como se v
conta junta.Communicou-se ao chefe do po-
lica.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
V me. receber e recudiera um dos armazens des-
so arsenal os ferros dos lampeos d; anliga llu-
miuaco dest.i cidade, os quaes se achara no
quartel do quarto balalhao de arlilharia a p,
certo Vmc. de qu para a entrega desles objec-
tos se expedem as ordens necessarias. Commu-
nicou-se ao inspector da thosouraria provin-
cial.
Dilo ao cotisclho de compras navaes.Pode o
conselho de compras navaes comprar, nos ter-
mos dos artigo* 9 c 10 do regulamento de 20 de
fovereiro d9 1858. os objeclos mencionados na
relaco que acompanhou o seu olieio de 24 do
corrcnle, visto que taes objectos sao precisos pa-
ra provmcnlo do almoxarfado do arsenal de
marinha. -.
Dito ao capilo Francisco Raphael de Mello
Reg.Havendo eu resolvido, por portara desta
dala, conimetler a direceo da reparlico das
obras publicas da provincia ao engenh'eiro ci-
vil William Mariineau, cojos servicos foram con-
tratados pela provincia, (ica Vmc. dispensado da
direceo daquella reparlico, era que se tem
adiado interinamente ; devendo-a entregar ao
dilo Mariineau, logo que o permillam os traba-
hos, que exjgem a transferencia da direceo.
Pede a Justina que eu olouve pelo zelo o prob-
dade, cora quo sempre se houve naqueda com-
raisso. Apreciando os seus servicos. espero
que continuar a presta-Ios na reparlico, como
antes de ser encarrogado de sua direceo. e
exercer o cargo de tscal do governo prante a
cumpanhia de illuruinaro a gaz desta capital.
Coramuuicou-se ao inspector da thosouraria pro-
vincial.
Dilo ae capitao do porto. Informando Vmc.
em seu ofRcio de 23 do correte, sob n. 156, que
tora julgado apio para o servico da armada o re-
praca no caso crilta Antonio Manoel ; mas que no entretanto
conslava-lhe ser exacta a alloyaro, que o mes-
mo recrula fuera de ser alleijado das pernis e
desassisado, compre que Vmc. declare mais o
que eonvier, alm de que eu possa julgar, se hou-
ve irregulardade de proceder da parle dos m-
dicos que inspecconaram o recrula, que naquella
circumstancia nao poda ser considerado apto
para o servico, ou se apenas nimia condescen-
dencia da parle de Vmc. em crer mais no que
Ihe inforniam a respelo do recrula, do que
no resultado de urna lnspecco legal porque
lermo de Villa Bella,
que peda a cmara
fficio constante da copia
j unta.
Dilo ao delegado d'Agua Preta.Respondendo
a consulta de Vmc. constante do seu ofiicio de
14 do corrale, em que me communica ter en-
trado nq exercicio de delegado da polica do ler-
mo d'Agua Preta, devo declarar-lhe que a solu-
co do sua duvida esl no art. 17 do regula-
mento n. 120 de 31 de Janeiro de 182, em vis-
la do qual podo Vmc. empregar no expediente
do seu cargo o escrivo do subdelegado do modo
por que se determina na segunda parte do cita-
do artigo.
Portara.O presidente da provincia, allen-
dendo ao contrato que tom a presidencia cole-
brou em Londres o engenheiro civil William
Mariineau em 4 de julho de 1859, resolve com-
metter-lhc a direceo da reparlico das obras pu-
blicas da provincia, (cando sujeito a todas as
eslipulaces dorefetido contrato.Fez-se o ex-
pediente preciso.
Dita.O presidente da provincia, tendo em vis-
la a informaco do commandantc superior da
guarda nacional deste municipio, datada de 23 do
corrente, resolve conceder a demisso que pedio
Pedro Jos do Rozo Maia do posto de alteres por-
ta bandeira do 4" balalhao de infanlaria da mes-
ma guarda nacional.Communicou-se ao^com-
raandante superior do Recife. jtt
Dha.O Sr. agente da cumpanhia brasfftra de
paquetes a vapor, mande transportar para amor-
te a 60 pracas de diversos corpos desta gusVii-
as quaes serio remedidas por parte do coronei
commandanle das anuas, e bein nssira a qualro
mulheresque acompanham seus raadlos.Com-
municou-so ao commandanle das armas.
Dita.O presidente da provincia, atlendoiido
s informacoes prestadas pelo inspector da the-
o sr.
391. Rodrigues de Ribeiro. informe
inspector da thesourara de fa/.enda.
1392.Senhorinha Mara de Oliveira Mello.
A supplicanto adquiri direito ao augmenio de
vencimenlosem virludedo acto da presidencia de
9 de fevereiro de 1859, quo a considerou habili-
tada ; pelo que nao tem lugar o que requer.
1393.Thoraaz Ferreira d'Aquino Deferido
com o meu despacho de 24 de judio do correnlo
anuo.
/
DAS DA SEMANA.
27 Segunda. S.Jos de Calazansfund. das escolas.
28 Terca. S Agoslnho b. doutor da igreja.
29 O'iarta. Degolaco de S. Joo Baptisla.
30 Quinta. S. Roza de Lima americana r.
31 Sexta. S. Rnymundo Nonato card. c.
1 Sabbado. S. Egideo ab.; Ss. Josu c Gedeo.
2 Domingo. Nossa Senhorada Penh:S Eslevfto.
INTERIOR.
da adiiiinistraco dajuslica, naquelle
prove lo
lugar.
Sao sobremaneira graves os factos que o no-
ora depuiado denunciou da tribuna relativamen-
te aeslejuiz municipal, o escusado di.er que
o_governo ha de loma-Ios na devida considera-
cao, i ridando syndicar delles escrupulosa-
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias;Bahia,
Sr. Jos Martins Alves; Ro de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do biauio Manoel Figueiroa d
Faria.nasua livraria praga da Independencia na.
oes.
mandado passar a africanos que se achava nos
esiabeleciraentos pblicos os quaes eslavam pri-
vados at enlo do gozo deste beneficio. Tenho
procedido gradualmente, allendendo de prefe-
rencia aos que teem melhor procedimento. mais
annos de servico; atearlas de emancipaco de
memP ;--k".--- todos elles tenho mandado inserir a clausula de
"'lti mq;* Xfia cXbind1:', S.e(f"Sa T ,' rCS'd,rem em Cerl0S dis,rolos a*rico,as "5o me
i culpabilidado'(apoiados);: parece conveniente que elles liquera na cidade
no caso de
guarda nacional deste municipio, que tem de Sl.r | sourana provincial, ouvido o administrador do
substituido pelo sexlo da mesm arma. Com- c""s'l|ado, resolve nomear para os lugares vagos
municou-se ao commandanle superior do He- d? ,nesra" consulado abaixo declarados, os cida-
Cifi. | daos seguintes :
Para chefe da 2'1 seccao.
. ,0 1 cscripturario bacharel Francisco Ferreira
Martins Ribeiro.
Dito ao mesmo.Estando nos termos legaes
os preta juntos em duplicila, mande V. S. pa-|
gar a Jos Dias Moreira a importancia dos venci-
mentos, relativos ao mez de julho ultimo, dos
guardas nacionacs destacados na cidade de Ca-
ruaru, segundo declarou o respectivo comman-
danle superior em officio de 7 do corrente.
Communicou-se quelie commandanlo supe-
rior.
Dito ao mesmo.Em visla da conta junla em
duplcala mande V. S. pagar a Carneiro & Ir-
moa quantia de 2155000 rs., em que roporla-
ram 50 colchos couiros lanos travesseiros, que
vendern ao conselho administrativo do arsenal
de guerra pan 4 enfermara do presidio de Fer-
nando, segundo me declarou o presidente do
mesmo conseibo em officio do honlem, sob
n. 46. Communicou-se ao supradito pres-
deme
Dilo ao memo.Altendendo ao que me re-
queren o bacharel Abilio Jos Tavares. da Silva,
juiz de direito avulso residente nesla cidade, au-
loriso a V.S. a mandar pagar-lhe, era vista da
competente guia, qe ij,e ser apresenlada, os
seus ordenados vencidos e a vencer no corrente
exercicio.
Dito ao commandsnte docorpo de polica.De
conformidade com o que requesita o Dr. chefe de
polica, faca V. S. substituir por outro offieial o
alferes desse corpo Leodegario Pereira Caldas,
que se acha commandando o destacamento do
termo do Brejo. Communicou-se ao chefe de
polica.
Dito ao inspector da thesourara provincial.
Tomando em consideraran o que me expoz o di-
rector interino da reparlico das obras publicas,
no olhVio junto por copia, recomraendo a V.S.
que,era vista do compotenle certificado, mande
pagara quantia de 3:833333, a que tem direito
o empreileiro dos colicortos da ponte do Anjo,
por haver executado dous tercos das obras do
seu contrato.Communicou-se uo director das
obras publicas.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S do negociar
urna letra no v.ilor de 168 folhas30 para paga-
mento do saldo que se esl a devr ao conse-
lheiro Jos Marques Lisboa, ministro plenipoten-
ciario e encarregado de negocios do Brasil em
Pars, como se v do officio e conta junta por
copia.
Dito ao mesmo.Mando V. S. pagar, em vista
do competente certificado, a importancia da
presinti que lera direilo o arrematante da
conservado do canal do Ariquind. por haver
cumprido ag condces do seu contrato, no se-
gundo quartel do terceiro anuo, segundo decla-
rou o director interino da reparlico das obras
publicas em officio de honlem, sob n. 241
Communicou-se ao director das obras pu-
blicas.
Dito ao mesmo.Anouindo ao que me requi-
silou o chefe de polica em officio de honlem,
sob n 1.160, autoriso V. S. a mandar pagar ao
delegado de Serinhaem. ou a pessoa por elle au-
torisada, a quantia de 75(200 rs. despendida no prvido o lugar.
Para Io escriplurario da Ia seccao.
O 2o escriplurario Antonio Joaquim de Oliveira
Baducm.
Para 2o escriplurario da Ia secga.
O 3o escriplurario Ulysses Cockles Cavalcanl de
Mello.
Para 3o escriplurario.
Abdias Bibiano da Cunta Salles.Communicou-
se a thesourara provincial.
Dita 0 presidente da provincia resolve con-
ceder a demisso que pedio Abdias Bibiano da
Cnnha Salles, do lugar de guarda da 2a classo da
alfandega desta capital.Communicou-se a the-
sourara de fazenda
Expediente do secretario do governo.
Officio ao conselho municipal de recurso do
termo do Iguarass.S. F.xc. o Sr. presidente da
prouincia, manda communicar ao conselho mu-
uicpal de recurso do termo de Iguarass. em res-
posta ao sen officio de 22 do corrente, que (ka in-
lerado de haver o mesmo conselho terminado os
seus Irabalho. depois de completos os 15 dins da
le, sem que tivesse apparecido reclamaco algu-
ma sobre a qualificacao dos volantes da'parochia
de Ilamarac.
Dito ao commandanle das armas.O Exm. Sr.
presidente da provincia manda communicar a V.
S.. em resposia ao seu officio n. 925 de 21 do
crreme, que, por despachos desta data autorisu
o director do arsenal de guerra a mandar salis-
fazer os pedidos de fardamento dos comroandan-
tos do 4' balalhao de arlilharia ap, a da compa-
nhia fina de cavallaria, a que se refere o citado
officio.
DESPACHOS DO DA 25 DE ACOST.
/feouerimeno*.
1379.Bacharel Abilio Jos Tavares da Silva:
A thesourara de fazenla se expede ordem pa-
ra o pagamento requerido.
1380O mesmo.Como pede.
1381.Antonio Rodrigues de Moracs, continuo
do consulado provincial.Nao ha vaga.
1382.Alexandre von Bally.Informe o Sr.
inspeclor da thesourajia de fazenda.
1383.Belarmino Vianna.Se o snpplicante
tem como diz isecgo legal do recrulamento pro-
vando-o ser alicndido opporlunaraente.
1384.Geraldo Pereira Dulra e outros,Infor-
me o Sr. inspector da thosouraria de fazenda.
1385.. Joanna Joaquina Laura.Informe o
Sr. inspeclor da thesourara de fazenda.
1386.Jos Manoel de Miranda Lima.Roque-
ra pelos tanaes competentes.
1387.Ilenrique Jos da Silva Quinlanlla.
Informe o Sr. inspector da thesourara do fa-
zenda.
1388.Manoel Cavalcanl do Albuquerque Mel-
lo.J foi preenchida a vaga do consulado.
1389.Manoel Antonio de Moraes.Aguarde o
snpplicante deciso do governo imperial.
1390.Quinliiiano de Mello e Silva.J est
RIO DE .IWLJItO
ASSEMBL1 GE1UL LEGISLATIVA
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
SESSAO EM21 DE JULHO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Havendo numero legal de Srs. deputudos, bre-
se a sesso.
l.ida a arta da antecedente, approvada.
O Sr. 1. secretario d conta do seguinle :
F.XPED1F.XTE.
Um officio do ministerio da justica, remet-
iendo, com as informacoes da presidencia de S.
Pedro do Sul, o reqoerimemo em que os mem-
bros da commisso fundadora do recolhimento
do Nossa Senhora do Carino, na cid ido de Porlo-
Alegre, pedem a permisso do possuir aquello
esUbelecimenfO bens do raz at o valor de
50:0005.A' commisso de fazenda.
Ura rcquerimenlo de Elias Alvares Lobo, po-
dindo urna penso de 6 000#. alira de ir Europa
aperfeicoar-se nos esludos mosicaes.A' com-
misso de nslrucco publica.
Sao approvados'dous pareceres da commisso
de fazenda, inleferindo a pretendi de Joo
Morgan, e mandando onvir o governo acerca da
supplca que esta cmara lizeram os habitantes
da parochia do Nossa Senhora da Conceico de
Philadelphia. e outro da commisso de marinha
e guerra pedindo esclarccimenlos ao governo so-
bre diversas prelencos.
Julgados objeclos de deliberaco, vo a impri-
mir para entrar na ordem dos trabadlos um pa-
recer da commisso de pensoes e ordenados, ap-
provando a penso annual de 1:440 concedida
baroneza da Victoria e sua lilha, e outro da
do constituido e poderes, mandando passar caria
de naluralisacao ao porluguez Antonio Augusto
Bezerra Paes.
E'approvada a redaeco do projeclo que crea
urna secretara de estado com a denoroinaco do
secretaria dos negocios da agricultura," com-
mercio e obras publicas.
O Sr. Paula Santos, depois do o considerar
ligeramente, manda mesa o seguiote pro-
jeclo :
A assembla geral reselve :
Art. 1. A jurisdceo los juizes do paz as
causas commerciaes ou cives tica elevada al
a importancia de 150, em que se fu a sua al-
eada.
Art. 2. Picaro revogado3 o art. 740 do re-
gulamento n. 787 de21 de novembro de 1850 e
todas as dsposr.es em contrario.
Julgado objecto de dolberaco, vai a imprimir
para entrar na ordem dos trabadlos.
ORDEM DO DIA.
Entrando em ultima discusso o projeclo do
senado sobro o ceremonial qoe se devo adoptar
no acto do juramento do Sua Alteza Imperial a
Sra. I). Isabel, e approvado.
O Sr. Paula Fonseca requer urgencia para a
discusso do orcamenlo da justica.
Consultada a cmara, approvado o requeri-
mento.
OSr. Paranagu (ministro da justica) :Sr
presidente, as consideraces que" foram aposen-
tadas pelos nobres deputados que lomaram
na discusso do presente orcamento ver
sobre factos, oulras sobre a o'rganisaco judicia-
ria, ou administraco da jusiica em" geral. as
HiTc0* ,*bem se a .n5 h0v" "5 justo que I por mais de urna razio.
o thesouro mais precioso que pode possuir o lio- J
- y. porlanto, o nobre depotado que osse as-
p,i"Pk1 < ?m >"?* Peinera a sumplo nao tem escapado altenco do governo
e n honra ludo, seja malbaratado, que alguna cousa mesmo se tem feito de mais do"
dos feilos e dos respectivos julgamenlos, que na
relafaoda corle distrbue-se e julga-se ordina-
riamente o do po dos feilos que julga a relaco
da Bahia. o triplo ou quadruplo do qne iulg'an
as relacoes do Pernainbuco ou Maranho. V
pois, o nobre deputado que este augmento de"
juizes, alias sanecionado peh lempo, perfeila-
mente justiGcavel
Reconhecoa conveniencia, a necessidade mes-
mo da creaco de mais relacoes ; parece at qu
o voto da constiluco do imperio que em cad
e
da
muilo no
que aqquillo que exislia em beneficio desta classe
de individuos.
provincia haja urna relaco (apoiados); e neces-
sano qoe a joslica esteja' mais ao alcance daquel-
ue delU precisam. (Apoiados. Eslou de
incm, e
probidade
(Apoiados, rauito bem.)
O Sr. Baptista Uonteiro :Coivfio
espirito de rectido de V Exc. Fallou lam'bem o nobre deputado sobro os roe-' CMrdo a <"ste1resPeilo com a opinio do meu
O Sr. Ministro da justica :-Das declarares ores artezoes que se acham na casa de correceo ?bre m58 -Plas A aKi,s i delcroso qne cida-
do nobre deputado resullou mais de urna accu- da corte das de provincias to remotas como Mallo Gros-
sacao ; nao fot s desse juzo. tratou se tambera, I Ha all um asylo onde meninos desvalido* in tS e e"?''1Z n5 PS3'im e,n cortos casos gozar do
anda que accidentalmente, de um outro a quem recolhidos, ond aprenden urna profissao, utU heneGc\ Jo habeas crps, da melhor garanta
tenho a fortuna de conhecer desde rauito lempo O nobre deputado juica
e que considero como ura dos bellos caracteres menores que sao
da nossa magistratura. Rellro-mc ao bacharel < pela maior pa
Joaquim Tibumo Ferreira Gomes, juiz de direito com outros q
da comarca de Maroin. (Apoiados) Pode ser que cumstancias,
ludo soja urna illuso ; para mim seria mais vertnr-se.
urna decepeo dolorosa.
sao apandados pela polica, que sao "f^1 'd^es que desconhece
irle do m ndole, estejam 'reunidos tTZ lt i''0"0 dfS par,C
ue nao se achara naa roesroas cir-! n?^em alte",leros s "0881
eoue tern neln ,mi a..1.'. naotomarmos sobre nossos hon
e que tero pelo cxcmplo de per-
O nobre deputado entendo, alm disso, que
no misfrado i\7o?adn;?r- '*""" Um d'g' > ,ncohnv,cnic'" no magistrado. (Apoiados) estabelocimento desta ordem.
,,, o r d,a JuH,,:a--ConsidcTO esse! Hoje nao se do em grande parte os inconve-
,Lt"i "m CaraCle; n" Pro. incapaz do mentes a que se refere o nobe deputado? O
J (fll"! ncnT' -falti,racuniprimenlode digno director daquelle eslabelecmento por au-
Mas lili P"ch"l" TJeS, pessoans- (Apoiados.) i lorisaco minha construid una casa fra dos roa-
al "r^eUeo? Hg ^sl. "" em cons.deracao ros da priso onde esto os aposentos e as ofi-
as revelacoes do nobre deputado. e hei de pro- cias desses menores; ah elles se entregara ads
m.n. f .nf-rT"n3.S -aTer!8"aC.es ; e por isso seus trabadlos ordinarios, frequentam s escola
.Sq relBS!? dC n"d. ee notando-ge j un. solfr.vel auianlamenlo. de so
magistrado o meu procedimento ser anda mais le que de presumir que no fim dos qualro an-
(Apoiados.) nos do aprendizagem saiam do estaelecimento
moralisados e laboriosos 'individuos que foram
severo, se elle merecer.
O Sr. Baptista Monlero': \. Exc. inlerprc-
tou mal o meu discurso, julgando que cu arguia
o Sr. Dr. Tibnrcio ; entretanto, os factos que re-
fer sao verdadeiros.
OSr Ministro da Jurtica :Charaou igual-
mente o nobre deputado a atlencao do governo
sobre o "
lirados do abandono, ou arrancados ao ocio e aos
vicios, onde se geram as miserias e os criraes
que nos cumpre combater em sua origem. (A-
poiados.)
Nao possivcl, porem. fazer-se una selcceo
K-fcJri! m;,n,niPal de Villa Nova, quo tal. como parece desejar o nobre deputado. de
all chefe de partido, c que se hav.a intrigado e sorto que os meninos de m ndole estejo sem-
maneira no lugar que compro- pre separados daquelles que tenham ndole mais
indisposlo por tal
metiera por fim os inleresses da justica. Esse
juiz terminou em abril do corrente anno o seu
qualriennio.
As informacoes que tenho a seu respeito sao
encontradas, e uo me habilito para avadar da
procedencia das aecusacoes que o nobre deputa-
do faz pesar sobre ello."
O governo atiende muilo o procedimento dos
juizes ; e nao esl disposto a dar qualquer no-
meacao de juiz a indivdo algum sobre quem
paire fundada suspeita. (Apoiados.) preciso
que os povos contera com juizes as condicoes
de administrar-Ibes justica inteira ; e o juiz que
se nvulve en intrigas locaes, en questes po-
lticas departidos, perde a independencia, a in-
parcialidadc precisa para poder distribuir jusiica
com igualdade. (Apoiados; muto ben.)
O Sr. Batista Monteiro :Ropilo anda ; con-
fio muilo no espirito jn-lceiro de V. Exc.
0 Sr. Ministro da Justica :O meu Ilustre
anigo deputado pela prviocia das Alagoas,
tamben chanou a 3ltenQo do governo sobreos
mesmos fados e outros d"e nalureza ilentici O
mesmo que acabo de dzer ao nobre deputado
que fallou em primeiro lugar, assevero ao honra-! los desla orden deveriam-'se generalisar por to-
P.llk___a u das as Pro'incias (apoiados.) Ouando all estive
ri.il! d ,ni. a i membro sobfe ? Jul7- muni- I ha cerca de anuo e meio fundei ura eslabeleci-
SS dn i '"iperalriz. que foi ha pouco re-i memo de aprendizes agrcolas, en que se con-
^J^JtaTS^**^-^!!! gra"de-s esperanas para """ da
gravidade
Ilei de prov
rigur.
Verificada a existencia dos factosque porS. Exc.
nos foram revelados, e a que don todo o peso.
dcil ; este inconveniente ser attenuado pelo
rigor da inspeceo, e por oulras medidas disci-
plinares.
Se esta inslituico eninenlemenle humanitaria
e de grande vaniagem como julgo ineonleslavel,
se ella pode ser grandemente melhorada, o que
cumpre habilitar o governo com os meios pre-
cisos para realisar esse melhorameiito, o que
preciso dar-lhc urna existencia legal, aflm de
que ella possa prosperar e dar os (rucios dese-
jados.
Em muitas provincias ha estabelecimentos des-
la ordem que vo prosperando, vio facilitando
ou diseminando o ehsino professional de que
tanto ha mister s classes menos abastadas da
sociedade. Folgo de poder mencionar a casa de
educandos artfices da provincia do Maranho
que aprsenla excedente resultado, que nao po-
o q"e M\?JE2u!l u,n cidadb contra a prepotencia
rT".s" I de ywridadesque desconheeem seu dever, que
s ; mas precise
as circumstancias,
...mbros un peso su-
perior quelle que podemos carregar.
(IIi alguns aparles.)
Nao possivel na pralica deixarmos de atlen-
der a todas essas consideraces, limitando nos a
querer os beneficios na proporco das nossas for-
cas. Assiin iremos pausada e lentamente, mas
nos adianlaremo na carreira ; de outrasoite em
vez de conseguirmos algum melhoramento, pode
acontecer que s expeiiraeniemos desvantagens.
A boa administraco da justica urna necessi-
dade de primein ordem. Eslou disto convenci-
do, assim como de que com ella nao se deve fa-
zer economas. Sempre que pudermos efleelua-
las em outros ramos do servico publico, para at-
lender a essa grande necessidade social, deve-
mos realsa-las; una despeza que considere
productiva a que diz respeito a nanutenco de
direilos to preciosos cono sao os da vida, hon-
ra, propriedade e liberdade do cidado. O que
se fuer ueste sentido nunca ser em pura peda.
(Apoiados.)
O Sr Viriato : Nos os nagistrados anda-
mos sempre ricos do promessas e nunca de rea-
lidades.
OSr. Ministro da Justica : O nobre depu -
lado pela provincia da Baha chamou tambem a
atlencao do governo sobre a exorbitancia dos di-
reilos de 30 0|0; que os juizes municipaes sao
obligados a pagar de qualro era quatro annos
pelos lilulos de soa nomeaco ou recondueco.
Hocooheco que con elleito esses direitos sao
um pouco fortes ; mas devo lembrar ao nobre de-
putado que S. Ex. labora em um equivoco, pois
os juizes municipaes pela sua recondueco nao
tem de repetir o pagamento de taes diretos,
lendo-o feilo pela prirneira nomeaco.
O Sr. Mendos da Costa : Mas pagam emolu-
mentos e o selo da caria ; 40 e lanos mil rs.
O Sr. Ministro da Jusiica: E' urna porcen-
logcni que importa em milito pouco.
Alm das observaces a que acabo de respon-
ordem mais
de dcixarde sorprender "agradaVas VenOM qne ESTS?1**^ 0,,lras.de -
pela prirneira vez entrara naquelle eslabeleci- J, 1 Sbr-e a- d.">.inistracao da justica e a nos-
menlo, gracas ao zelo o aclividade do seu disno orSa,llsaa'' judiciana, harmouisando-so sobro
director o Sr. capilo Maia (apoiados 1 ; mesmos pontos na mor parte das suas lumi-
Um Sr. Deputado : A do Cear lamben.
O Sr. Ministro da Justica : Estabelecimen-
nobre amigo referi fados da maior provincia, que ha de regenerar-se pelos proces-
acerca do procedimento desse juiz., sos novos c aperfeicoados (apoiados;; os poderes
idenciar a seu respeito com o mesmo do estado dspendeiido com semelhantes esUbe-
i parle l alu Pr1(" as informacoes officises que me leen
wW"Hb|J Iransmitlidas Ihe sao desfavoraveis, de
'ei se faca sentir. (Apoia-
crer que
dos'
a aeco da h
reflexoes que tenho de Ihes offerecor em respos- E' nister que aquelles que na cadeira de juiz
la, procurare seguir a nesna orden, atienden-' nao comprehenden a grandeza do sacerdocio a
do ao raesmo lempo s observaces dos nobres i que sao chamados a desempenhar sejara de una
deputados que fallaran sobre idnticos ponio3 ; vez expedidos do templo da justica. (Apoiados :
porque ao contrario, leria de repetir nais de urna i muilo bem.)
.ecimentos sua prolecco, fariam um grande ser-
vico ao paz. (Apoiados.)
FjIIou tambem o nobre depulado pela provin-
cia da Bahia sobre o grande numero de prisoes
de que o noticia em seu relatorio o chefe de po-
lica da corte, notando que o numero de proces-
sos era muilo inferior ao das prisoes decretadas,
d onde pareca que havia grande arbitrio da parl
das autoridades. Observou
vezas mesmas ideas.
Coraecando, pois, por apreciar aquellas obser-
vaces que ditom respeito aos tactos, dirijo-
ne ao nobre deputado pela provincia de Ser-
gipe.
Chamou o nobre deputado a allengo do go-
verno sobre um dos juizes de direilo daquella
provincia, removido para a comarca de Iiapicu-
r, da provincia da Bahia, o qual anda se
conserva na sua prirneira conarca, nao obs-
tante j haver terminado o prazo que Ihe foi
narcado para poder chegar ao lugar do scu no-
vo deslino.
Posso asseverar ao nobre deputado que logo
que foi removido esse magistrado por decreto de
16 de selembro do anno passado, fizeram-se na
forma do estylo, pela secretaria da justica as ne-
cessarias communicaces, e enviou-se-he a co-
pia do respectivo decreto, (onstando-me, po-
rm, que esse juiz do direilo anda nao havia
chegado sua comarca, eu, certo do quanto
uconvenienle administrago da justica com a
interiuidade dos cargos, porque a tenho como
un verdadeiro cancro nesse imporlantissino ra-
no do servico publico (apoiados), exped orden
por internedio do presidente da provincia de
Sergipe, em data de 22 de marco, para que sen
perd.i de lempo aquello juiz se dtrigisse para o
seu lugar.
O Sr. Dantas :E anda nessa poca nao ti-
nha recebido a copia do decreto de sua remo-
cao. V
O Sr. Ministro da Justica :Pode ser que a
copia dasse decreto tivesse una dirceo diversa,
porque esse magistrado havia sido anicriornente
removido para a conarca de Ilapicur-nyrin.
da provincia do Maranho, e depois por de-
creto de 16 de selembro que foi renovi-
do para a conarca de Itapicur da provincia
da Baha. Mas una segunda va da copia do de-
creto j lho foi renettida, deterninou-se-lhe
que seguisso sem perda de lempo, e ltima-
mente ordens nais terminantes foran expedidas
no nesrao sentido
E' pois de crer. quamlo esse magistrado nao
lenha seguido j para o seu destino, que o faga
con a naior brevidade possivel, pois o governo
nao est disposto a conlemporisar com sene-
Ihan'es omisses. (Apoiados.)
O Sr. Tobias Leile :J seguio.
O Sr. Toscano Brrelo :0 chefe de polica
mais quo assim co-
mo se aprsenla esse relatorio, seria convenien-
te apresenlar-se os dos chefes de polica das pro-'
vietas, onde lalvez se notasse o mesmo fado
Vproveilo-me desla occasio. senhores, para natural que aronleca as oulras
..p.u.ci.u-ino urbia occasio, sennores, para ualu"" 4"u aconieca as ouiras provincias o
lombrar-vos que deveis tonar em considerarlo a 1"e acontece na edite, mas o ficto se explica, e
necessidade de se estabelecer e regular convc- segundo creio, ten justilcaco mui satisfactoria
nienlemente o direito de renoco dos juzes mu-
nicipaes. com toda a segurancas e formalidades
esiabelecidas para os juizes d direito, (Apoia-
dos
Com effeilo, foram recolhfdas ao xadre?. da po-
lica da corle, durante o anuo (indo, 7,197 pes-
soas ; mas note o nobre depulado que 2.619 eran
escravos : que dos presos foran sollos logo de-
Nao_entendo que os juizes municipaes de.am | LT S^STS^^
a accao da polica que nao possa investigar o
procedimento de cerlos individuos presos por
pequeas desordens ou rxas, ou porque se lor-
nassem juslanenlesuspeilosde algn fado nais
grave.
estar nais garantidos do que os juizes de direito,
quandoa sua renocao seja una necessidade. (A-
poiados.)
Fallou tamben o nobre deputado pela provin-
cia das Alagoas sobre urna noneaco de juiz mu-
nicipal, que nao achou conveniente ; referio-se
ao juiz municipal nomeado para o temo ua Im-
peratnz ; mas como S. Exc. foi o primeiro a re-
conhecer a honestidade desle juiz, creio que o
seu reparo que se traduz em zelo alias muilo lou-
vavel nao tem o carcter de urna censura. Esse
gistrado, segundo as informacoes do nobre depu-
tado, nao servia para promotor. Acredito ; en-
Irelanio uo julgo que por isso ficassse inhabili-
tado de ser noneado para oulros cargos que nao
exigem os mesmos dotes e habilitaces; ainda
nuito moco; o esiudo e a pralica'de foro po-
que
forma
o no-
toiher
Dos individuos presos foram remedidos para o
exercito e arnada 233. para o hospicio de Pedro
II 47, entregues aos seus cnsules 131, e para o
hospital c oulros destinos 69. Ficou por tanto
o numero reduzido a 3,741, que foram os que se
recolheram casa de delengo, c, pois, j a dis-
paridade entre o numero das prisoes e dos pro-
cessos rauito menor que aquella que so afigu-
rou ao nobre deputado.
O motivo dessas prisoes e o deslino que live-
ran os indiciados acham-se declarados no map-
den suppfir a falla que notou-lhc o nobre deou-l pa r,esP'*clivo. que acompanhou o relatorio do
: chefe de polica.
Nodirei que algum arbitrio, que abusos mes-
os mesmos pontos na
nosas pronunciaces os nobres' deputados pelas
provincias do Cear, Alagoas e Bahia,
que foi nomeado para a Parahiba ainda l nao para os estabelecinentos pblicos!
chegou.
O Sr. Minisiro da Jusiica :Tanben j foi
orden ao chefe de polica da Parahiba para se-
guir ao seu deslino, o se eu nao tivesse visto
una carta desse digno iunecionario, que me foi
confiada por um amigo seu, dando os motivos
da sua denora, e que al o fin do mez pro-
xno passado estaa no seu lugar, onde era es-
perado a cada monento, j o governo teria dado
oulras providencias, porque o mal das interini-
dades anda naior quando se traa de empre
gados da ordem de um chefe de polica. (Apoia-
dos.)
OSr. Toscano Brrelo;Pois bem, confio na
jusiica de V. Exc, que far com que elle apresse
a sua ida.
O Sr. Ministro da Justica :Chamou tambem
o nobro deputado pela provincia de Sergipe, a
altenco do governo sobre o procedimento do
juiz municipal do termo do Rosario, assoveran-
do ter esse juiz perdido a torca moral, e por isso
nao estar em condigoes de poder continuar, com
lado.
O Sr. Castello-Branca d um aparte.
O Sr. Ministro da Justica :O nobre deputa- I "? "a" sc cnnettan n'uma ou n'outra provin-
do pela provincia da Bahia* que fallou em ultimo c,a. a.C8l.e respeito ; elles sao ii\evitaveis, nao
poderao hsver inslituires por mais bem combi-
nadas que sejam, nem individuos dotados de
qoalidjdes tao excedentes que muitas vezes al-
guns desvos nao se den : a imperfeieo a con-
digo de tolas as rousas humanas, assim cono
a sua Iei a perfeclibilidade.
Perguntou o nobre deputado, fallando das re-
lacoes, porque a da Bahia ten 10 desembargado-
res, a de Pernambuco 9, a do Maranho s 8 e a
da corle 27, e accrescenlou que preciso acabar
com os addidos da relago da corle.
A relaco da Bahia tem o numero preciso ; ha
dez desembargadores com exercicio na relaco e
quatro no tribunal do commercio ; tem por cou-
sequenca qualorze e nao dez. Em Sernambuco
ha sele desenbargadores com exercicio na rela-
ao. tres no tribunal do commercio, um com li-
cenca, e ura sem exercicio, e un con exercicio
na relaco da corle. A do Maranho ten seis
com exercicio na relaco. quatro no tribunal do
commercio, um cora licenga, e un sem exercicio
porque foi noneado e ainda nao segjio para o
seu lugar. E aqu cabe observar que seria con-
veniente que se tonasse alguna providencia afim
de que os juizes que sao promovidos nao se jul-
guem com direilo de deixar indefinidamente de
seguir para o seu destino com grave detrimento
da administraco da jusiica, que sofTrc com a de-
mora dos julgamenios, que lamben denegago
da justica. (Apoiados ) Esta providencia ten si-
do pedida por varias vezes ao corpo legislativo ;
ainda este anno eu live a honra de a solicitar pois
julgo-a rauito necessaria. Mas alen daquelles
iiiombros da relaco do Maranho, que acabei de
enunerar, existen dons con assento as cana-
ras. Na relaco da corto ha 17 desenbargadores
con assento na niesma relago, 4 no tribunal do
commercio, 5 com assento as cmaras e ura na
presidencia da Bahia.
lugar chamou a atlencao do governo sobre os
africanos livres, que ele considera de tacto es-
cravos. que teem sido entregues a erapreileiros
espertos, quando o governo devia apressar-se em
dar-lhes as respectivas cartas de emancipaco.
Este objecto est regulado por lei, e decretos do
governo.
A lei prohibe expressamente que os africanos
livres importados no imperio, que foiem apre-
hendidos, sejam entregues a particulares, c pos-
so garantir ao nobre deputado que esla disposi-
co ten sido religiosamente observada. Nao se
ten dado durante o neu ministerio, e creio nes-
no poder asseverar ao nobre deputado que du-
rante os outros ministerios, depois de promulga-
da a lea que me retiro, os servicos de africanos
livres a particulares.
Os espertos erapreileiros nao se teem aprovel-
lado desta vaniagem ; ao contrario muilos afri-
canos livres, cujos servicos tinham sido dados a
particulares antes da le de 18M), teem voltado
Outros muilos teem obtido cartas de emanci-
paco
O beneficio, porm, nao podia ser conpleto ;
sentia-ne de alguna fornn lolhido na concessao
dessas cartas pel que loca aos africanos que es-
to nos eslabelecinenlos pblicos, por isso que
o decreto que autorisa o governo a conceder car-
tas de emancipaco os africanos que leen nais
de 14 annos de servico, refere-se aquelles que
foram confiados a particulares.
Todava, parecendo-me duro que os africanos
que eslo nos eslabelecinenlos pblicos viessen
a ficar de peior condico, j nao digo do que
aquelles que se acham confiados a particulares,
seno lamben do que os proprios escravos, que
nao pudessem antever urna poca para a sua
emancipaco, julguei conveniente ouvir a esle
respeito a secgo de justica do conselho de es-
tado, e, couformando-se cora o seu parecer, deu
o governo ao decreto ufa* inlelligencia mais lata
e mais benigna em favor da liberdade. De enlo
para c muitas cartas de emaucjpajo tenho
Nao admira que a relaco da corle lenha um
nunero to crescido de juizes, quando seu dis-
triclo abrange 8 provincias, algunas rauito po-
pulosas o de grande mnwmenio conmercial.
Nota-se compulsando os niappas da distribuido
Tomando-as pois ao mesmo tempo en consi-
derado, folgo de achar-me de accordo com os
nobres deputados em muitas dellas.
Una boa edruinislraco da jusiica, dizia cora
razo o nobre depulado pela Bahia, mesmo nos
governos absolutos equivale a umsystena repre-
sentativo. Com efieilu. se no dominio de un po-
der sem contraste, de um poder sempre disposto
a exorbilar pudesse haver um refugio para os in-
'eresses legilimos, para os direilos anieacados ou
comprometlidos, se debaixo de um tal regimem
o cidado pudesse encontrar urna egide tutelar
para os direilos de sua personalidade, sua lber-
dade, sua honra o soa vida, assim se poderia
considerar. Mas creio que poucas vezes isto so
poder dar ; c quando apparcra un phenomeno
desla nalureza. nao deve inspirar toda a conlian-
ca, porque o principio poltico, pela nalureza das
cousas, domina sobre as insliluices judiciauas,
que sao o complemento necessario das inslilui-
ces tundaroonlaea em qualquer forma de gover-
no. Ellas adiam-se, tem una certa afinidade,
manifestara as mesmas tendencias, a mesma phy-
sionoraia. (Apoiados.)
Todas as vezes que as insliluices judiciarias
se desviaram, que os principios fundamentaes sao
violados ou esquecidos, immincnle o perigo de
urna subverso social. (Anoiados.)
Se n'algum governo aDsololo se pudesse dar
urna boa administraco judiciaria. os povos que
vivessen debaixo desse rgimen poderiam sup-
porla-lo melhor do que aqueiles que nao contas-
sem con a mesma vanlagera : seria islo un in-
dicio do que na orgaiiisaco judiciaria o poder su-
perior eneoatreva un certo limite.
As observaces dos nobres deputados rves*ram
sobre a inslituico dos juizes municipaes, e so-
bre os de direilo. Consideraces tambera foram
tedas pelo r.obre depulado por Alagoas sobre a.
organisaco do supremo lubunal de Justina.
Emende o nobre depulado, com toda a razo,
que esse tribunal, collocado na cpula da ordem
judiciaria para desempenhar a sua misso de
urna oiaueira mais satisfactoria, para ter o uni-
formisador e regulador da jurisprudencia, deve-
lia decidir peremptoriamente sobre as questes
do direilo, com effeilo urna anonada que, leu-
do o primeiro tribunal do imperio de decidir so-
bre ponlos de direilo, possam os seus acordaos
ser cassados por tribunaes do categora inferior.
Isso poderia eslabelecer-se sera offensa de cons-
utuico, nao podendo outro tanto acontecer a
respeito do julgatnenlo das questes de tactos,
en que se trata da apreciaco das provas, e nao
de legalidade do julgado. stas sao julgadas em
5a e ultima instancia pelas relacoes.
Fallando a respeito da instituido dos juizes
municipaes o nobre depulado pelo Cear, c os
honrados membros por Alagoas entendem que
esses juizes nao offerecem as precisas zarandas,
que elles mesmos nao as teem, que nao conlan
con seguranza na sua carreira ; que tornan un
tirocinio, as sen regra ; que eslo inleiramen-
le discrico do governo porque sao temporarios
que nao conlam cora a pronoco quando a rae-
regan, e nen nesmo muitas vezes com a sua re-
condueco. O nobre deputado pelo Cear tem
ainda duvidas sobre a sua constitucionalidade.
Senhores, a inslituico dos juizes municipaes
nao nova : ella ten a saneco dos poderes su-
premos do estado, que sao competentes para de-
cidir sobre as questes de constilucionalidade.
Se esses poderes, tendo em considerarlo as du-
vidas e objecees que n'cste seutido appareceram
quando o projeclo foi oITerecido, nao as jutguu
procedentes, a nos legisladores do paiz o que
incunbe respeitar a lei. Nao acho conveniente
que lodos os dias, pernilta-ne que Ihe diga o
meu honrado araiio, estejanos pondo en duvita
as bases do nosso systema ; nos que nos acharaos
-as posicoes elavadas devemos dar o exenplo de
acatanento s leis. Nao digo que nao apparece-
cam observages sobre ellas.que nao se proponha
a sua revogacao ; roas a occasio nao rae parece
mais conveniente para essas consideraces. Ao
orador licito lanzar mo de todos os recursos
para fazer prevalecer urna idea, mas nem sem-
pre isto ser conveniente Pode ser que o nobre
depulado lenha boas razes para pensar diversa-
mente, eu entendo o contrario.
O Sr. Jaguaribe : Eu fallei nisto accidental-
mente notando os dehitos da inslituico
O Sr. Ministro da Jus.ica : Sou primeiro a
conhecer esses defeitos No meu relatorio algu-
na cousa disse a tal respeito, e os tutus hour-

MI1LADO


<
m&TlIO m VERTUMBUQD. VEfQA FEIBA Ift DE AGOSTO DE 1880.
dos antecessores lambem ji o disseram ; ne-
cessario tomar algumas providencias, se esses
junes teera de continuar, defina-se a sua posigo
no nosso sysleraa judiciario.
E' preciso que haja urna especie da seminario,
ou de aprendizado d'ondo sojam tirados os juizes
para a magistratura vitalicia, e que o governo
toalia um rucio de aquilatar o seu mereciruenlo.
{Apoiados.) Mas note o nobre deputado que nes-
sas apreciacdes nao pode deixar de entrar ama
certa dse de arbitrio. O ministro que abusar.se-
ja accusado; a imprensa (ranea e a tribuna li-
vre; .apresentem-se os seus erros, a sua n ge-
rencia.
Bem v o nobre diputado pue nao pede haver
uma.iuslituiQo em que nao se commetora abu-
sos, em que senio deem erros; mas ha meios
indirectos para que o erro o a m f st-jam corri-
gidos ou reprimidos convenientemente.
Tambem alhram os nobres depurados sobre os
juizes do direilo, islo os magistrados de quo
se tem de compdr as relacoes e o supremo tribu-
nal de justica. Observaram que os juizes de di-
reilo, limit.iido-se a presidir o jury, ao estudo
lo direilo criminal, nao adquirem a pralica pre-
cisa, as habililaeoes de que ho mister as rela-
C-oes, aoude leem de decidir sobre materia de
oatureza mu diversa, c que exigem estudos atu-
rados que elles nao podem fazer reslringindo-se
pralica do direilo criminal.
O Sr. Jaguaribe : Apoiado, N'em podom fa-
ze-los eru idade avanzada.
O Sr. Ministro Justina : Eu presto o mcu
assenso a essas consideraces. Emendo que a
rcunio da justica civil e criminal de grande
vantagem nao s pela unidade quo d Torga e
consideraco ao magistrado, seno ambem por
que tendo elle do fazer parte dos tribuoaes su-
periores, o devendo resolver as questes de di-
reito civil, nao deve ser estranho ao couheci-
niento desse direilo.
O Sr, Viriato:E' (ambem porque c urna ga-
ranta para os juslicados.
O Sr. Ministro da Justica : E' tambera como
diz o nobre deputado cora muilo acert, mais
una garanta para aquelles a quem lem de se
applicar a justica.
A porpetuidade sem duvida urna das raas
preciosas condjses da independoncia de que
precisa o magistrado para o desempenho das
suas attribuicoes. A posicio do juz ardua c
penosa ; elle tem de affrontar comprometlimen-
tns, prescindindo de considerarles pessoacs
(Apoiados.) E' por isso preciso que elle esteja
bem amparado, que tenha a seu alcance os meios
ncccssar'.os para vencer as resistencias indivi-
duaos e firmar o dominio do direilo.
E pois, se o magistrado na sua posico modes-
ta Dio pode adquirir fortuna, ao menos seja ro-
deado do quo lhe possa dar considerado e pres-
tigio, creando-se mais uro altraclivo para a car-
rcira. (Apoiados.) Tara a admimstracao da jus-
tica nao vejo se nao beneficios em "urna seme-
llianii' medida.
Mas emprehender j esla reforma, que nalu-
ralmente se prendo a ouiras, nao seria muilo
prudente na actualidade.
Ouaudo o corpo legislativo so acha empenha-
doem tantos Irabalhos nao menos importantes o
argentes, e na occasiio em que se annuncia un
dr/icil de proporcos tamarillas, nao juigo conve-
niente, nem estamos olirigados a fazer aquillo que
outros deixaram de fazer em circumstancias mais
felues. Iremos porm preparando o campo, pois
que reformas desia ordem nao devem precipiar-
se. Todo o esludo, urna longa raedilacio sobro
ellas, nao pode ser se nao de grande proveilo.
Se emprehendessemos laes reformas em acanh-i-
das proporces, o nosso desidertum nao seria ai-
caneado ; iramos talvez collocar-nos em urna
coodico peior do que aquella em quo nos aeha-
mos em relaco adminslracao da justica,
De que servia teutarmos a reuniao da justica
civil e criminal, se nao pudessemos conservar em
todos os dislrictos, que hoje esto na posso de
suas juslicas locaes, esses magistrados que ofl'o-
rccein maior garanta'? (Apoiados) Comoem-
prehenderiamos una reforma desta magnitude
sobrecarregando mais os magislrados com oslas
novas obrigacoes.se nao os retribuissemos con-
venientemente, se os nao tirassemos, como to
urgente e de tanto interseo para o paiz, da po-
sicao mesquinha em que se acham, de nao to-
rera meios para subsistirem ? (Apoiados.) Se
taes sao e lera sido as circumstancias financeiras
do paiz que nao nos tora permcllido at o presen-
te ir era auxilio do magistrado quo vive na penu-
ria cora o miserarel ordenado que percebe, como
liaviamos de aventurar-nos a urna reforma que
liara augmento de pessoal, nao s de juizes co-
mo de ouiros eaipregados que deviara ser su lu-
cientemente retribuidos para icarem acobertos
de necessdades e em condices de independen -
ca :' Se bem que eu considere a independencia
de carcter do individuo como nina virlude d'al-
ina .todava enlendo que nunca devoraos por em
collisao os devores dos funcionarios pblicos
com as suas necessdades reaos ; ser sentare
1 ii que so harmooise uraa cora oulra cousa
[Apoiados.]
Mas se os nobres doputados enlenderera que o
bonelicio que lem de trazer esla reforma c la I
que, para alcalca-lo, se deve laucar .ovos im-
posto* sobro o paiz, na poca actual, a iniciativa
cabo a cada um dos memtiros desta casa.
Lmi Voz .Sao medidas que devem partir do
governo. r
O Sr. Ministro da Juslica :-(> nobre deputa-
do pola provincia da Babia entendeu que a're-
forma cleitoral quo acaba de ser votada por esta
cmara doria ser seguida da reforma judiciaria e
da reforma da leda guarda nacional, erio com-
plementos neeessarios, sogundo o nobre deputa-
do, para que so pudesse aliingir lberdade do
*uio, a urna raelhor cleieo.
Nao esfera longo de concordar em que as refor-
mas da administracao da justica e da lei da guar-
da nacional conlribuissem poderosamente para
esse lim ; mas pelas consideraces que ha pon*
bo apresenlei, e que tambera ne pareceram acei-
tas polo noluo dcpulado quando, relerindose a
uma parle do mou relalono, entendeu que as rc-
lormas deviara ser pausadas e lentas, que asins-
bluicnea que se acliavam radicadas no paiz nao
acviara ser miniadas ou alteradas repentinamen-
te,, que medidas de tal ordera deviara passar por
diiroronles phases. afim de que ebegassem ao e-
ia jo que e para desejar-so, quo nao doviamos
querer aquillo que suppomos o raelhor, mas
aquillo que fosse compativel com o nosso esta-
co social, porque as lela devem ser o reflexo das
necessdades lcaos, da cvilisacao do pov0 ele
nao me pareceu conveniente que ao mesmo' lem-
po o do chorre viesse o governo alropelar o cor-
po legislativo cora estas reformas.
O nobre deputado. conservador genuino, nao
podena querer que todas estas reformas viessem
asersubmetiidasdc uma so vez consideraco
do corpo legislativo, e que o governo insistase
pila sua adopcao.
A necessidade. porm, de certas mudancas de
cenas rcclilicaces tanto na lei de 3dedezcmbro
como na le da guarda nacional, foi por raim con-
essada; algumas medidas raesmo j iniciei ou-
lra s eslo se preparando, e o governo pretende
aar-llics o andamento conveniente, logo uuo o
lempo permita. '
A respeilo da guarda nacional, por aviso de O
Je marco deste auno nomeei uma commisso
composta do possoas rauito competentes para os-
tudar os defeitos da lei da guarda nacional o or-
ganizar um plano de medidas a que o governo
tora do accroscentar oulras que a pralica do ser-
vico lhe tenha suggendo para seren tomadas em
consideraco.
Fui o priraeiro a reconhcccr que a lei da "uar-
da nacional pecca na base de sua organisaco e
que alguma cousa de mister fazer eu o demons-
tre! expcdindo esse aviso que refer. (Apoiados 1
O nobre deputado nos disse que s existe guar-
da nacional as capilaes das paovincias, e em al-
gumas cidades martimas, e que a islo devia li-
car redu/.ida, reformando-se a legslaco o con-
sagrndole disposicos diversas de conformida-
de tora as circumstancias das dilleronles locali-
dades. O nobre depulado nao quer que haja
uraa legslaco uniforme para todas as provincias
cm referencia guarda nacional. Nao duvido
que a sua opinio seja sustentavcl, mesmo pela
razao de que achando-se a nosga nopulaeao lo
7. ttT' pr um, va'ssimo territorio, 'e sendo
uiversos os seus graos de instrucco o diversos os
seus costumes. talvez alguma variedade devesso
haver nessa legslaco ; mas tamben, os inco, !
ven enios que dah, poderiam esullar so de evi-
den -i., e nao sena ou quem viesse promover se-
melhante innovacao. SB
So enlendo como o noiwc depulado; que a lei
da guarda nacional e defeituosa. julgo que mais
defeilos anda aparecen, pela maneira porque
tem sido execulada. Se as qualcaces nao se
procede sempre como manda a lei, se 'essas qua-
lcaces ordinariamente tem sido feilas, ora len-
lo-se em consideraco os impulsos da amizade
ora o espirito devinganga, e ora o desejo de s
crcarem balalhoes para haverem olTiciaes, claro
que o nial nao recahe todo sobre a lei.
,i.ff aVUoridades incumbidas de fazerem os
aiisiameitos, se alguus commandaoles proceden
de til maneira quo a guerda nacional e um obs- i U argumente, pelo manos, nao parece dostiioi-
La.f"_!5"Ma!!!,ei?L0^?_?reenchimei;1'? <}o quadro | do de forca. Mas a doulrina envolro serios pe
do exercito. como dase no meu relatorio, o de-
leito Tero mais dos homens que executam, do que
das Veis que consagram salutares disposices.
(Apoiados.)
Mas, sanhores, ainda que a guarda nacional,
como disse o nobre deputado, se devesse restrin-
gir s capitaes e algumas cidades martimas, o
nobre deputado nao pode deixar de reconhecer
que ella tal qual existe tem prestado relevantes
servicos a causa da integridade e ordem pablica
(apoiados) ; que a guarda nacional, empregada
como auxiliar do exerclto na guarda e deeza das
fronteiras, muitas vezes lem sustentado com brio
a honra e dignidade do Brasil em paiz estrangei-
ro. (Apoiados.)
O Sr. Peixoto de Azevedo : & na provincia do
Rio Grande do Sul at no campo da batalha.
O Sr. Ministro da Justica:Nao s nessa como
em outras provincias ella" se tem distinguido por
actos de bravura que a recommendam gralido
e eslima publica. (Apoiados.)
Mesmo as provincias do norle, no interior,
ondo o nobre deputado diz que nao existe guarda
nacional, no est fardada, nao Icio a precisa
inslruci;ao, nao podemos deixar de reconhecer
que ella presta servicos, que auxilia em muito a
polica. O governo nao tem forca de linha suf-
ficieute ; a forca policial no chga para as ne-
cessdades do servico ; e se por lal molivo cra-
prega-se a guarda nacional, o servico desta foi-
lo cora tal ou qual rcgularidade. Assira forca
dar-lhe este leslemunho de recoohecimenlo de
. louvor. (Apoiados.)
O Sr. Peixoto de Azevedo :Xa provincii do
Mallo Grosso ha de ser a guarda nacional que ha
| de sustentar a honra e integridade do imperio
por que nao leraos all forca de lnha suficienle.
O Sr. Ministro d Justica :Insistindo o hon-
rado membro pela Baha sobre a necessidade da
reforma da lei de 3 de dezembro, necessidade j
reconhecida por mtiitos daquelles quo lomaram
parto na confecco dessa lei, ou na sua adopco
raencionou particularmente a reunio da polica
justica. Fui arabem um dos priraeiros a re-
conhecer os graves inconvenientes que dahi po-
dem resultar. A divisao dos poderes sem du-
vida umdos principios fundamentaos das nossas
inslituQes, o porianto reunir no mesmo iodivi-
, do atiribuicoes do poder judiciario e do poder
! administrativo contrariar as garantas sociaes,
que desapparecem ou perdem muito do seu va-
lor. (Apoiados.)
I Reconheco que o principio de autordade deve
ser assentado em bases solidas o seguras, o prin-
! cipio da autordade como penhor da ordem, como
: condico da lberdade. Nem devemos sacrificar
i a ordera lberdade, nem a lberdade ordem ;
ellas eo-existem, nao podem se disputar um do-
! minio exclusivo. No devemos sa:rficar as ga-
| raalas indivduaes ao direito da sociedade com
o qual no podera estar cm contradicco ; era lal
caso seria o direilo do governo, e o governo no
lera direilo, no tem poder seno aquello que
Rasco da sua verdadera onle, que a nacao, e
era proveilo da nac,o.
Reconheco, pois. que uma garanta muito
necessaria que haja essa separaQo da justica e da
polica.
Consignando a idea do meu relalono, via-me
na impossibilidade do propr logo uma medida a
' este respeilo, porque a*instituico do ministerio
. publico no meu conceilo, o complemento dessa
'separaco.
O nobro deputado pela provincia das Alagas,
que falln em priraeiro lugar, alm do algumas
consideraces sobro os assumptos do quo tenho
tratado, aventou uma queslao de grande trans-
cendencia a respeilo da compeiencia da aulori-
dade judiciaria noscrimes connexos, na hypothc-
se do uma jurisdlccao especial, como a dos jui-
| ?" (Jire'.tn por vrtude da lei de 2 de julho de
| 1_8:j0, no julganienlo de cortos crimes, que at en-
i lo perlenciam a jurisdicQo ordinaria. O aviso
j de 27 de junho de' 185tf, disse o nobro deputado,
| astabclccendo a con. petencia dos juizes de diroiio!
i para o julgamcnto dos criracs connexos aos de
quo traa a lei de 2 de julho, anda quando sao de
nalureza diversa e de maior gravidade, un gol-
pe na instituirlo do jury, e no deve ser com-
prido.
O nobre deputado lem razio em parle, masera
parle lambem no tem razio. O nobre depulado
loria razio, se enm efl'-ilo o aviso consagrasse a
doulrina que S. Exc. corabalcu. O nobre depu-
lado no lera razio, porque o aviso no dispee
aquillo que o nobre depulado suppoz. Na ver-j
dado, regulando-seo nobre deputado pelo extrae-1
lo que vera no relatorio. assim devia pensar ; i
mas o aviso consagra doulrina muilo diversa da- i
ueila que referi o nobre depulado.
Sr. Cosa Morara: So ha engao, nao
raeu, de qucra-reYo oxlralo do aviso.
O Sr, Ministro da Jiutifa :Uouve com cffeilo |
engao, mas era por isso a queslio perde a sua
importancia e gravidade.
Ao juz seguramente a quera incumbe apre-
ciar a sua compeiencia ; nessaaprociacoo enlen-
do que elle no deve ceder era exceder, cum-
pre-lhc ser bastante zeloso para nao consentir
que suas attribuicoes sejam invadidas, e bastan-
le escrupuloso pa'ra nunca ullrapassa-Ias ; da sua
Idecisao ha recurso para ostribunaes superiores.
I O contrario repugna com a indolu do poder judi-
ciario, cora as garantas que deve offerecer e que
; deve ler uraa semelhanle insliluicio. Respei-
lando estes principios, justamente"o que dispe
o aviso a que o nobre deputado so referi.
Mas subsisto ainda essa queslao gravissima,
que se pode suscitar na pralica lodos os das era
vista da lei de 2 de julho de 1850, quando houver
mais de um criine a julgar-se de nalureza cslra-
, tilia jurisdiccio especial de que trata a lei ci-
> lada.
rigos e perece contrariar a regra fundamental,
que qee a plcnitude da jurisdicao compele ao
tribunal ordinario ; e que porlanto se uro crime
se acha connexo com outro, por lal forma rne
se nao possa reparar sem perigo para o esdare-
ciraento da verdade, indispensavel que a juris-
dicao se deseuTolra para o tribunal ordinario.
(Apoiados).
Mas as hypolheses figuradas pela let do 2 de
julho de 1850, tal cousa nem sempre pode acon-
tecer ; nomeadamenle a respeilo dos crimes de
que traa o artiga 116 do cdigo crimiiwl, cujo
julgamento foi transferido do tribunal do jury
para os juizes de direilo. Se nio se admillir a
prorogacao da jurisdicao no juizo especial, se-
guindo-se em todo ocaso a regra geral, teamos
possa ser tnelhorado. todava nao contera os de-
fetos que o nobre deputado nolou.
FtfHou tambem o nobre depulado pela Baha
*fore 8S enlrancias ; entendeu que estavam mal
cassicadas as comarcas. Estou de accordo com
o nobre deputado a respeilo de muilas comarcas,
e preciso que haja alguma providencia neslo sen-
tido: Nao julgo couvenienle a revogacao da lei.
pode porm a elassifleaco das comarcaV ser me-
Incrtda, o deve se-lo de maneira que o governo
nao possa exercer o arbitrio de prejudicar um
magistrado promovendo-o para peior comarca o
que em cortos casos equivale a urna demissio
como ouli'ora aconteca. Mas, ainda assim os
inconvenientes da lei sao muilo menores do que
os da sua revogacoo.
Fallera o nobro deputado pela Baha sobre a
casa de correcto da corle, onde se d o grande
lfli*nV(Mlrlnl\ Ai\ nn ...I,--..--.______ .
por consequencia que o crime de resistencia quan- incovcnienle de so acharem reunidos no" mesma
do fosse acompaohado de fementos, se devol- edificio os detenlos. os condemnados aTrisio
venado tribuna do jury, entretanto, que a lei simples, os couderanado a priso com trabalho
de 2 de julho estabelece a competencia dos juizes | e at os Africanos e Africanas hvres. Nao ser eu
que defenda um tal estado de cousas; elle po-
de direilo : seria o simui esseet non esse.
(Ha um aparte).
Nos crimes de resistencia qualificada, bem co-
mo a respeilo dos crimes mencionados nos arls.
122, 123 e 127 do cdigo criminal, cuja compe-
tencia para o julgamento, pela lei do 2 de julho
de 1850 pertencera a um tribunal de excepco,
ha ordinariamente, a mesma lei o suppe, ouiros
crimes concomitantes ou connexos quo nem sem-
pre se poder separar.
Depois ou nao ae separar-se estes crimes com
detrimento da mnnifeslago da verdade e da jus-
tica, violando-se o principio d3 indivisibilidade do
processo c julgaraenlo. sujeilando-se um ao tri-
bunal de excepto, e os outros ao tribunal or-
dinario, ou enlio devem ir todos ao tribunal de
excepgio. Nislo vejo perigos.
Se pois a nossa legslaco lem dado compelen-
ca ao tribunal de cxccpQo, aos juizes de direito,
para julgar certos crimes que dantos perlenciam
aojury.se o juz de direito pronuncia-se sobre
certos e determinados crimes, que suppem a
concomitancia ou connexao de outros, julgaudo
do fado e de direilo, enlendo que, quando esses
crimes forera de menor gravidade, podero ser
Julgados pelo mesmo juiz ; porquo entio presu-
me-se que o tribunal que tem de lomar conhrci-
monlo do crime principal, offerece suficientes
garantas aos interessados, respeila-se o princi-
pio da indivisibilidade do processo essencial ao
descobriraento da verdade, e
ganientos,
deria ser justificado seno pela necessidade, pela
urgencia das circumstancias. Todava o quadro
nio dove ser desenhado com cores lo carrega-
das como o fez o nobre deputado, porque posto
que os presos se achera dentro dos muros da pe-
nitenciaria, coratudo acham-se em divisoes di-
versas e sujeilos a diilerentos regimens.
Seria de grande vantagem que os delentos e
os condemnados b priso simples fossem para
tira lugar mais distante quo nio podessem estar,
ja nao digo em contacto, porm mesmo na pro-
ximdsde de individuos sobre quem pesa a ac-
cusacao de crimes graves, e que cumpre nicis ri-
gorosas penas. Apoiados.)
Os Africanos eslo fra dos muros da peniten-
ciaria ; os menores artezes lambem o esto, co-
mo j Uve occasio de dizer. Por este lado nio
h, pois, to grandes inconvenientes como se
allgurou ao nobre deputado.
Convidou-me o nobre depulado para inaugurar
as nrises do imperio e syslema phihdelphico.
Reconheco a excellencia dosse systema, no du-
vido mesmo reconhecer a sua primazia sobre o
systema de Auburn ; maso nobre deputado bem
ve que medida de tamanho alcance, pois, nio se
iraia, note bera a cmara, de uraa simples medi-
da de execuco, e sim de uma medida que impor-
ta a alleracio completa de todo o nosso systema
o accordo dos jui- I rePressivo, de todo o systema penal era sua baso
radiccs. quo de \ \aV0i*>*), deve ser profundamento pensado e
evilando-se conl.
oulra sorte seriam inevtaveis em detrimento da | e?ludado acompanhando-o de uma serie de pro-
forca e autordade dos julgidos. videncias que nao podem ser lomadas de impro-
Portanto parece-me que se poderia limitar a Tlf?-.
doulrina acerca do julgamento dos eximes con- isolaraenlo absoluto um castigo to rigo-
nexos pelos tribunaes de excepco aquelles que \f0' 1"e as penas adquririam uraa inlensidade
forem de menor gravidade. No caso porm de a 1,JC soria ueldade so acaso elle se manli-
haver algum criine de maior gravidade a que se i vppS0 Para lodos no niesmo p.
appliquera penas raaiores, o tribunal especial | tsse s>sleraa, cuja excellencia, como disse,
nao ollerecendo garanlias sulicentcs, prevalece ^ou. P'imeiro a reconhecer, aguilhoando o in-
a regra geral, islo a devoluco do julgamenlo i ,uo na soldao. dispertando-lhe o remorso,
ao juizo ordinario, a quera pertence a plenitude hpoJendo em muilo mais breve lempo operar a
da jurisdcio. O crime raais importante, deler- I S ? ari'Pendiraenio, da regeneracio" moral
minando a competencia do tribunal, attrahe (individuo, trarla a necessidade de'restringir
o de menor gravidade considerado corao acces- ? !mP0 de priso ao que fosse absolutamente
sorio. indispensavel; logo que se houvesse conseguido
O Sr, Xraujo Jorge : V. Exc. est muito or- e.sse -resul|ado, quo o que constlue o mrito
thodoxo. Uo syslema cellular, o condemnado deveria ob-
n c ,.., ler sua soltura.
\LS*J?2Z&!!^^v^ *<*^ PHS. o nobre depotado que oslo systema.
rl ^ -, C"? lc8,slaAdor- T 1ue'e- lr.Zcndo alleraces to profundas na penalidade
uSSSZ ministro por ura simples aviso. I do poder legislativo, e menos anda do go-
l*poiauosj. | vcrno.
.Mas ser bom que a cmara tenha conheciraen- I Ha uraa poca do transic.ao que iodisoensa-
to do aviso de que se trata. Eu lerei o oftlcio do vel, em que se fazem os e'studos e ensaios ne-
.".o o^uraactSll0' ^^X^L0^^^^ ^ -*-- prov.lt.
grar-se era Roma no consistorio que lem de
reunir-se em selerobro desle anno o hispo eleilo
para a diocese do Rio Grande do Sul, do agra-
do do Sua Sanlidade que nessa occasio sejam
preconisados os novos bispos, cuja eleico mui-
to o satisfez.
Creio pois que esla longa pendencia, que lem
estado indecisa ha mais de 7 annos, bem como a
viuvez das diocezes do Para, Rio Grande do Sul
e de Goyaz, a final pde-se considerar termina-
da a contento de todos. (Apoiados.;
J exped ordem providenciando sobre a habi-
tagao dos bispos, sobre edificios para semina-
nos. Eslao consignadas no orcamento quanlias
sufcientes para insliluicio dos cabidos. Alguna
seminarios leem sido creados e outros vio sen-
do convenientemente dolados. Ha no orcamen
to que se discute quanlia consignad pela nobre
coromissao de accordo com o governo para pro-
ver sobre estas necessdades, sobre a installaco
dos novos bispados. Julgo, pois, que o nobre de-
putado se dar por satisfeito cora estas informa-
ces lsongeiras que tenho a honra de commu-
uicar-lhe.
Os Srs. Jaguaribe_e Candido Mendes:0
paiz agradecer a V. Exc. o servicoueThe nTe i I ?i"i0e8- ?nha d6flS aPrespn,. re"c-
tou para conseguir es.e r^Ko^flnotaK -S2S *&SS&mSfJ** *-"
cOes de vignrios geraes e provisores um ordena-
do sobre outro; e assim, em vez de lerem 300J,
gozam realmente de venciraeulos iguaes aos pa-
rochos.
Com eslas consideraces, qno entend ser do-
mera dever apresentar cmara, como uma ma-
DiletUcao de deferencia aos autores da* emendas
e aos honrado membros que tomaran parte to
bnlhanle no debate, julgo ler exposto o meu pen-
samenlo acerca das emendas offerecidas ao orca-
mento da justica, sem duvida com intencoes mui-
lo louvaveis de nielhorar os diversos ramos do
servico daquella rppartigao. Procurei enunciar-
me coro franqueza o lealdade ; muito senlrei se
por ventura tiver por qualquer forma incoando
no desagrado dos honrados membros. (Nao apoia-
dos; muilo bem, muito bem. O orador cumpri-
mentado por rauitos Srs. deputados )
O Sr. Villela Taoares ( depois de alguma pau-
sa) :Sr. presidente, eu nao sou dos deputados
que mais oceupara a tribuna o tomara o lempo
casa com djscussoes. Fallo poucas vezes, e s-
mente sobre maleriaa de que entendo, o presumo
que posso ou devo fallar, segundo as minhas
opines. Tinha ideas a apresentar, linha refic-
tou para conseguir este resultado*(Apoiados.
O Sr. ministro da justica : Perguntou ain-
da o nobre depulado se nao julgo conveniente a
execucao da le que creou as facilidades Iheolo-
gtcas. A ulihdade dessa lei mar.ifesta, mas as
razoes, corao disse no meu relatorio, que aclua-
ram sobre meua antecessores para nao lhe dar
prompta execuco ainda subsislom. Todava o
governo logo que puder cuidar deste assurapto
nao deixar de dar execugao a lei. Ella dev
tra/cr despez nao pequea ; cuidemos por ora
ue melhorar os seminarios, e atlender a outras
necessdades do clero, e nao nos fallar lempo
para tratar das faculdades theologicas.
Agora tomarei em consideraco as emendas
apresentadas pelos nobres deputados Era geral
au nao posso deixar de pronunciar-me contra
aquellas que irazem augmento de despeza ; adop-
tare uma ou oulra, cuja necessidade seja inde-
clinavel. '
Ao 12 augmente-so a verba siminaos
episcopaes-com a quantia de 4:000 que ser
dispendida com pensionsUs que os bispos iul-
garera habilitados para estudar no seminario
americano cm Roma.
Presto o meu assenso a esta emenda. Como
entendo que nao temos anda lodos os meios
do satisfazer a necessidade que sentimos nio s
au orcamento do ministerio da justica, quer con
relaco legislac.au criminal, org3nisacao judi-
ciaria e guarda nacional, quer principalmente
parte desse orcamento e do relatorio do nobro
ministro, que se oceupa da uaugurajao dos bis-
pados, relaco metropolitana, seminarios, entino
religioso, provimenlo dos beneficios ecclesiasii-
cos e alguraas questes religiosas, etc., etc.
Ouvndo dizer que hoje se prelendia encerrara
discusso, e dovendo me caber a palavra em pri-
raelro lugar, a nio fallar o honrado ministro, pro-
curei a S. Exc. e pedi-lhe que me deixasse fallar
antes de.S. Exc, mesmo porque sobro o que li-
nha a dizer desejava ouvir a opiniao de S. Exc.
O honrado minislro dignou-so responder-me que
me nao poda fazer esse favor, e a cmara vio
que S. Exc. loraou quasi lode a sesso com o seu
discurso quo agora araba do proferir.
A hora est quasi a terminar, e sendo o met
discurso longo, devendo gastar as consideraces
que leria de fazer talvez mais de duaa horas, fa-
tigara os poucos Srs. deputados que so achara
presentes, ao honrado ministro e a mira proprio.
Rosigno-me pois a nao follar: as teflexues a-
das quo lnha do apresentar nao serio produ-
zidas, ficam comigo mesmo, e por sso peco li-
cenca a V. Exc. para ceder a palavra.
O Sr. Presidente d a palavra a muitos Srs.
de educar, *mu^9VmZT^iE ?'.i Pn* a P'ra a muitos Srs.
de dar-!l,o uma instruccio a que po s"cora fu^L" 0rden! Cm q-ue S9 acham '^"^os,
vanlagem oceupar os prmeiros lueires n ilr.S g, S l'03 \aae* no Mlao Pre9entes. outros-
ja. necessaii pwSffffffJKJK ZTe Sr Z^'T'u A 2T1 dada a.p,," a0
sentido. UUI1" nesle Sr. Delphino de Alraeida, que ora al o final di
Emquanlo no pudermos estabelccer as f.<...i I 8e?a?" fica,'doa d'scussao adiada pela hora,
dodes .heo.ogioas.P mSUSZSfSSSt e ra a hora! d. *' 1CVanla-S '"^ "* *
pudor acharloda a instruccio deque ha ~'-r '" J-_______________________
para que se eleve a altura" da sua raisso, para
que possa desempeuhar da maneira mais digna o
ministerio; eclesistico, forca que facarnos al-
gum sacrificio, e por isso de bom grado presto
meu apoio a emenda. p>'u
Presto o mcu assenso a emenda que se refere
ao 11 por consignar crdito expressamente para
despeza cora as cathedracs das doceses de Goyaz
o Guiaba, que nio devem por mais lempo fica-
jida pelo
juiz de direilo da comarca de S. Jos de Mip'ib.
2.a seceso.Rio Grande do Norte.Palacio
do governo, 3 de agosto de 1860. Accuso o rc-
cebimento do officio que euderecou-me Vrac.
sociedade.
da
Devo tambem observar qu\seria lemeridade
adoptar desde j qualquer desses systemas, o da
1 hiladelphia por excmplo, ao qual me acho in-
clinado, quando ainda nao se disso a ultima pa-
rem privadas dos respectivos cabidos. Por isso
approvo a emenda que va ntislazer a uma ne-
cessidide reclamada ha muilo lempo
Um Sr. depulado : A do Ro Grande do Sul
osla no mesmo caso.
iS, S1' mylU'ro. d justica : A respeilo
desta j est providenciado no orcamento.
Quanlo a seminarios, desojo promover o mais
possivel o desenvolvimcnto desses eslabelcci-
PERNAMBUCO.
memos, onde a nossa mocidade vai beber a ins- *e mez.
p REVISTA DIARIA-
t or portara do 25 do corrente foram no-
meados para o consulado provincial, em conse-
quencia da vaga deixada por morle do chtfe do
seceo Joio Ignacio do Rogo :
01 cscrpluraro bacharcl Francisco Fcrreira
Martina Ribeiro para chefe de secrio ;
0 2 oscripturario Antonio Joaquim de Olveira
Badiiem para prnuiro ;
O 3o dilo tlysses Cockles Cavalcanti do Mello
para sogundo ;
O guarda da alfandega Abdias Bibiano da Cu-
nha Salles para lorceiro dito.
Temos noticias de Sergipc, de 1 do corren-
i?ndaln ni?f Pro"m0 l,assad01>Mv>nsuU j lam sobre e resoluco do problema penal, quau-
iullra de 1S^n nm? S ,qUe Pe'a lE!" 562 de 2 d0-ainda "ao se Prenuncio., a sa)tenca defrniti
Jimio de 18d0 lorara sujeilos privativa compe-
tencia e decisio definitiva do juz de direito,
comprehendem-se os criracs connexos ou con-
comitantes, embora de differente especie e de
maior gravidade. Em resposla cabe-me declarar-
Ihe que, achando-se a especie por Vmc. propos-
la coraprehendida na circular n. 70 de 7 de feve-
reiro de 1856, deve Vrac. proceder como enten-
der de direito, dando os recursos que couberera
para os tribunaes superiores.
Deus guarde a VmcAntonio Marcellino
Aunes Gnncalves.Sr. juiz de direilo da comarca
de S. Jos de Mipb .
F.is o que decidi o digno ex-presdeme do
Rio Grande do Norle ; transmittndo essa decisio
ao coiihecimento do governo era oDcio de 3 de
agosto d 1858.
O niidu honrado antecessor expedio o soguin-
te aviso :
Minislerio dos negocio da justica.Rio de
Janeiro. 27 de junho de 18i9.-Illm."o lixra. Sr.
S. M. o Imperador, tendo mandado ouvir o
conselheiro procurador da cora a respeilo da de-
cisao dada por V. Exc. de que em conformidade
Sh *2?JPS5&?. ^ feVerer i L85?' d-eve os ontinuaram ora' ve'rdde"; mas
na o juiz de direilo da comarca de S. Jos de >- :- '- -- -
Uipib
A nossa legislacio doproccssocrimin.il nada
resolve, ora mesmo enlendo que seja conve-
niente ou que seja pnssivel faz-lo de urna ma-
neira positiva ; raelhor que as disposices a es-
te respeilo deixera mais alguma faculdade de a-
preciacao ao juiz.
O goyerno nao poderia do modo algum, sem
cora effeito dar um golpo na instituicao do jury,. .
sem offensa das garautias sociaes, estabelccer di- de cerls crimes de responsabilidade,
roito novo ou alterar aquillo que a lal respeilo, uma disposico a respeilo do crimes c
eslivesse determinado por lei em materia do com- '
pelencia, que interesas essoncialmenle ordem
publica.
Os crimes connoxos podem sor commeltidos
por un ou por muitos individuos, podom ser da
mesma nalureza. podem ser denaturoza diversa
podem ramios individuos comraeltor esses cri-
mes simultneamente, no mesmo lugar, o podem
commetle-lo era diversos lugares, em lempos di-
\ersos; podom algum desses crimes ser prali-
cailos para facilitar os meios, para assegurar a
execucao de outros, para aproveitar-so do resul-
tado do crirro, para fazer desapparecer as suas
provas. Todos estes fados nao ha duvida quo
se prendera, que se ligara de tal maneira.
proceder como enlendesso de direilo,
dando 03 recursos que coubessera para os tribu-
naes superiores, acerca das duvidas que apre-
senlou a essa presidencia de torera ou nio os
juizes de direilo competencia privativa nos cri-
mes onnoxos ou concomitantes aquellos de que
trata o decreto n. 502 do 2 de julho do 1850,
embora de difireme especie e do maior gravi-
dade, o conformando-se com o parecer do mes-
mo procurador da corea ; ha por bem approvara
decisio de V. Exc.
Deus guarde a V. ElC.Bardo de MuriUba.
Sr. presidente da provincia do Rio Grande do
Noria .
*o. pois, o nobro depulado quo a decisio do
governo por modo algum se pode considerar
como um golpe desfechado nainstiluicodojury
que sou o primeiro a respeitar. (Apoiados).
Na nossa legislacio ha um aviso do ministerio
da juslica de 27 de'agoslo de 1855. que tratando
contera
. .onnexos.
Mas a doulrina ahi eslabelecida no pode auto-
nsar as observaces do nobre deputado, ora
contraria aquillo que acabo do expender.
F. mesmo ura projeclo apresentado, creio, em
1853 nesta cmara pelo muilo Ilustrado Sr. con-
selheiro Nabuco de Araujo, eslabelecia alguma
a respeilo de crimes connexos cora refo-
cousa
...va
sobre algum dos systemas. Se atlendermos
mesmo que cm vista dos resultados que se nota-
va na Uniao Americana relativamente a um o a
outro systema penitenciario, foram enviadas va-
nas comraissoes pelos governos ds Europa para
estudarem os dous systemas, para procederera a
inqueritos sobre o resultado de um e de ouiro,
so considerarmos que essas eommissoes, com-
postas de hnreos notaveis, tiveram de apresen-
tar pareceres, trabalhos muitos luminosos, se
observarmos que projoctos foram iniciados na
cmara franceza sobre este importante os-
sumpto, e que se rcunlrara congressos peni-
Icncianos era alguns paizes da Europa, era
Irankfort, Sur-!e-Mein, o era Bruxellas, disru-
lindo-se cora vivo inloresse sobre certas bases,
e que mesmo assim cora lanos cabedaes de es-
tudo e de experiencia reunidos ainda de-
pois do 188, o sysleraa de priso cellular leve
de sor abandonado---- Enlio todas as tenden-
cias se vollarara para as colonias penaes;sub-
stsliram os 40 ou 50 e lanos estabeleciraenlos
repressivos que havia por aquelle syslema ; al-
guns quo estavam era coraeco nos deparlamen-
1853 o
ministro da juslica proclamou o abandono otficial
do referido syslema por uma circular quo elle
dirigi creio que era data de 7 de agosto de
1853.
Ura, quando ainda pairara duvidas, incerte-
zas sobre a adopcao desse syslema era paizes
quo se lem tanto avantajado n. civilisaco, nes-
ses estudos uleis, nio seria muilo prudente que
adoptassemos j e sem reslriccio alguma qual-
quer systema exclusivo.
Todava reconheco que necessario que algu-
ma cousa su faca, que por algum ensaio nos pre-
paremos a lomar uma decisio raaisxonvcnienle,
raais conseutanca cora osprogressos do scculo
e cora os inleresscsda humanidade.
Lembro-rae que em algumas provincias, no-
tavelmento na Bahia, alguns estudos se llzerain
sobreest assurapto ; comraissoes foram Hornea-
das pelo governo ou pela assembla provincial,
e de uraa deltas fez parle, e parte muilo dislinc-
ta, o nobre depulado pela Baha, meu amigo.
Essa commisso apresoulou trabalhos de impor-
tancia ; a assembla provincial, porm, nio to-
mou uma delberaco qualquer a esto res-
peilo.
Uma penitenciaria que se havia coraec.ado em
dala mais remota, l est em abandono. Na
corte, alguns estudos tambem se fizeram. Acho
conveniente que o resultado desses trabalhos se-
ja eolligide, que alguma commissio exerca so-
encher.
Julgo, pois que enquanto uma deliberacio nio
lor tomada nesle sentido, ou em termos raais ge-
jue i "eos, ao governo nio compete formular regras
'de competencia para laes julgamenlos, cumprin-
" sim deixar o objoclo ao prudente arbitrio e
sao dos Iribunaes do paiz. (Apoiados).
processo e do julgamento nasce, pois, da mesma obre deputado pola provincia da Bahia cha-
nalureza das cousas ; ainda que no livesse sido mo" 'ambem a rninha allcnco sobre o decreto
a era lei, o bora senso, a razio pare- -76 de 1 penles dos juizes municipaes de termos que nio
sena prejudicar a descoberta da verdade, se por de con
ventura se tralasse do separa-los, para submelle do Sln
los a junsdicoos diversas. A indivisibilidade do i Jpcsic
ce aconselha-la, parece delerraina-la.
Mas, senhores, senao so Irala de crimes da
mesma nalureza, se pela sua qualilicacio os cri-
mes connexos pertencoiu jurisdiQoes diversas
se a jurisdicao especial se encontra com a juris-
dino ordinaria, a questio nio c extremo de difQ-
culdades, c vale apena disculi-!a, estuda-la.
A jurisdicao ordinaria, pelo nosso direilo, era
malcra criminal compele ao jury.
A constituisio do estado estabelece como prin-
cipio goral-a 152-os jurados pronunciara so-
bre o facU>. os juizes applicam a lei. Porlanlo
a jurisdicao especial se deve manter nos termos
precisos da le.
Se a lei lera commellido a ura tribunal
cial o julgamento de cortos crimes
haveria abuso '
espe-
parece que
tem juiz letrado.
Este decreto estabelece que, quando a jurisdi-
cao do juiz municipal comprehender mais de um
municipio, deve elle allomar a sua residencia,
ora em ura, ora em ouiro ; e que achando-se
ausento ou impedido legalmente, seja substitui-
do pelos supplenles respectivos, os quaes s na-
quella hypothese assumera a plenitude da juris-
diccao em cada um dos termos.
Ora, este decreto creio que foi expedido em
execucao dos arls. 16 e 20 da lei do 3 de dezem-
bro de 1841 ; neslas circumstancias a sua revo-
gacao pura e simples longe de ser um bem sera
um mal, porquanlo como haveriam esses termos
com couselhos de jurados, o onde se quer, por-
que a justica soja administrada prompla-
. invasio do attribuicoes so a jur'is- ,3n,
(licito especial se prorogasse sobre crimes de na- mnlo se se deixasse de estabelecer umViiidca-
uireza diversa, que pela lei pertencera compe- lu'a 1 -Nao era possivel. So o juiz do direito tem
tencia de outros tribunaes. do abrir o jury, o se processos teera de ser pre-
as, senhores, quantos inconvenientes, quanlas Par;,dos para enlrarem em julgamento nesse Iri-
Oilliculdades nao provinam dahi para a boa ad- bunnl. Prce que nao pode deixar de nomoar
ministracao da juslica, para a manifestaco da Julzes municipaes supplcntes para esses lugares
verdade judiciaria, seo principio da indivisibili- co' ^r'as altribuicoes, na ausencia do proprie-
dade do processo e julgamento deixasse de ser
observado.
Nio faltara opinides no sentido do prorogacao
dajurisd'cio especial, nos crimes connexos 'ou
concomitantes ainda rjuc de maior gravidade, e
nalureza diversa. O legislador tendo cslabeleci-
do a competencia de certos tribunaes para jul-
garem determinados crimes, pela necessidade de
uraa accao repressiva mais forte, mais efflcaz, a
que os tribunaes ordinarios nio podiam atiingir,
parece ter querido que aquelles tribunaes se de-
volvesse o conhecimente dos crimes ligados na-
turalmente aos da competencia privativa e ex-
cepcional. r
&, pois, se pela n3tureza das cousas os crimes
nao se podem separar, e, conseguintemente, o
respectivo processo e julgamento, era forcoso que
fosse mprocessados o julgados pelo tribunal de
excopoao.
lao, sem que lodavia possa ra proferir despa-
chos de pronuncia ou despronuncia, nem susten-
la-los, e s o fazendo quando nio ha juiz no ter-
mo. Nesle ponto que pareceu que o nobro de-
pulado enchergava naiores inconvenientes; mas
entao direi ao nobre deputado que os inconve-
nientes resultam da inlerinidade, desse cancro
da adrainistracio da juslica, como j ohser\ei, e
nao da jurisdcio ; porquanlo se nio ha juiz mu-
nicipal letrado em nenhum dos termos, tanta
competencia deve tero supplenle do termoA
como o do termoBpara proferir senlencas de
pronuncia, c outros despachos definitivos.
Havendo juizletrado, ocaso muda de Hura,
porque este deve inspirar mais garanta e confian-
ga s partes pelos seus conhecimontos jurdicos
e porlanlo a ello devem ir os feitos para pronun-
ciar nos casos de maior importancia. Conseguin-
lemenle enlendo que com quanlo esse deereto
raeus esforcos poier merecer o seu concurso.
No sci se me lera escapado alguma observa-
do do nobre depulado a que deva dar uma res-
posta ou aprsenla algumas reflexoes.
Pergunlou-me o nobre deputado pela provin-
cia do Ceai se cu lambera julgava conveniente
crear juizes privativos dos feitos em todas as
provincias, como pareceu ao nobre deputado en-
tender o meu nobre collega da fazenda. Lendo
o ralatorio do meu honrado collega, nao encon-
tr! semelhanle prctencao ; vejo apenas que el-
le ahi falla na conveniencia do que os feitos da
fazenda era difTerentes municipios sejam jalea
dos pelos juizes municipaes, o promovidos pelos
agentes fiscaes do thosouro. Nem julgo que o
meu collega entendesse que so devia crear jui-
zes privativos dos feitos em todas as provincias.
as grandes provincias, naquellas em que a
aflluencia de trabalhos possa justificar uma lal
creacio, ella deve sor decretada; mas em todas
as provincias nio me parece conveniente.
O nobre deputado pelas Alagas quo lallou era
segundo lugar, fazendo algumas reflexoes sobro
b g 7o do orcamento em discusso, perguntou-me
se nio seria conveniente rednzir a 100:000$ a
verba de 174:OOOJI. Nio julgo possivel seme-
lhanle redcelo ; esla verba justamente a que
lem sido decretada era lodos os orcamentos an-
teriores. Se por um lado as diligencias com a
repressiodo trafico teera diminuido, por outro
lado apparecera oulras que crescem cora o aug-
mento da populacio, e cora o desenvolvimcnto
dos inloresses individuaes o collectivos, que exi-
gem uraa policio raais activa e vigilante para
protege-los.
Se o nobre deputado reparasso que em alguns
annos anteriores so tem aberto crditos extraor-
dinarios para esta verba, vena que o quantum
para ella nao ainda suficienle.
O nobro deputado pelo Cear mostrou desejos
de saber o que havia acerca dos novos bispados,
especialmente do da sua provincia. Posso dar
ao nobre depulado noticias muilo satisfactorias a
esse respeilo. J as dei no meu relatorio e ago-
ra accrescenlarei quo irala-se seriamente de dar
execuco s bulas da erec^io dos novos bispados,
sendo de crer que em breve lempo esla neces-
sidade esteja salisfeila era proveito da igreja e
do estado, uraa vez que enconlro a meihor
boa vonlade no delegado da Santa-S o Sr. ar-
cebisqo de Alhenas.
Os novos bispos esto noraeados ; o processo
cannico vai ler o seu coraeco. Tendo de sa-
truccao religiosa, preparar-se para propagaras!
santas doutr.ms do evungelho. Se fesse mesmo
possivel eslabelccer-se pequeos seminarios era
lodas a provincias apoiados), onde so pudesse
facilitar a vocacao os meios de que precisa para
manifos ar-se, enlendo que dahi resultara gran-
de beneficio para a igreja o para o estado. (A-
poiados.) Devemos proporcionar todos os meios
para a instruccio e educacio do nosso clero, e
este sena ura dos mais proficuos. (Apoiados )
Mas urna vez que nao podemos ter seminarios
era odas as provincias, ao menos tratemos de
funda-Ios o melhora-los na sedo de cada um dos
bispados. Nao ha hoje um bispado no imperio
onde nao exisle ura seminario pelo-m.-nos.
(Ha um aparte.)
Consignou-sc, alera da quanlia que vai no or-
: smenlo para o seminario do Para, cujo bispa-
do portence a provincia do Amazonas, mais
o:000j para o seminario daquella provincU; mas
crtio que a emenda no necessaria, visto que a
quantia de 5:0003 j est incluida no projeclo
sojeilo deliberacio da cmara.
V porlanto o nobre deputado que concordo
cora a concessao deste beneficio provincia do
Amazonas, para cora a qual devemos ser muito
generosos, por isso que conlm em germen mul-
los recursos que convm desenvolver por lodos
os meios no alcance do governo. Mas a emenda
pareco-me ociosa.
Sinto nio poder prestar o meu asscnlimonlo
emenda relativa ao promotor ecclosiastico doar-
Nesse dia pela tarde chegou capital o novo
presidente, o Exm. Dr. Thomaz Alves, sendo bem
recebido por lodos.
O Dr. Leandro Bczerra Monteiro obleve a de-
missio, quo pedio da proraoloria publica, quo
oceupara na comarca do Maroim; e a da Estan-
cia acaba de vagar por ler sido removido para alii
o respectivo promotor, Dr. Leandro Borges.
Foi suspenso do juizado municipal do Rozario
o Dr. Leandro Ribeiro de Siqueira Maciel.
Fallava-se que o juiz de direilo de Propii se-
ria ou j eslava nomeado chefe de polica.
A eiejso preoecupa os espirilos. O bario do
Golingniba dizia-se, que augmentara o circulo
dos candidatos. Em Larangeiras lora apparecido
divergencia entre os da cidade e os Srs. de cn-
genho, que quercm vencer aseleices, porque no
seu dizer lera sido excluidos das psises; ao pas-
so que aquellos da cidade procuram'suslentar-so
allegando ser prejudicial o dominio da aristocra-
cia. Esperam todos que o lenlo coronel Frai-
las acommode ds contendores.
Esse Sr. lorente coronel corra que organisara
na corte uma sociedade para tratar da oavegacao
a vapor entre a capilal c as cidades do Maroim o
Larangeiras.
Tinha sido capturado ora Porlo da Folha, em
casa do lente coronel Manuel Goncalves, o pe-
lo denominado Activo, escravo do comraa'ndanta
superior Purificocio; o qual criminoso.
As chuvas lera" continuado a cahir, e por sso
vai a safra melhorando; porm si bera lera feilo
ctispauo da Haba, bena umadosisualdado mar-i as caimas, a colheila do feijio lem cora ellas
no
car-se ura ordenado a esse funccionaiio, e no
lo a outros que esto no mesmo caso.
O Sr. Dantas: Mas os outros nao eslo
caso deste.
O Sr. Chaves-Apoiado.
O Sr. Ministro da Justica:Isso mesmo mos-
tr a necessidade de esperarmos inormacoes
maiscabaes antes de consignar uraa quantia para
ordenado desse e de outros funecionarios. Por
isso enlendo que a emenda nio podo ser airaro-
vad i. iii
A emenda relativa ao augmento de ordenado e
soffrido.
ilonlem nio houve ainda numero sufficiento
para trabalhar o jury desta cidade !
Esto faci mu cslranhavel, e parece que ex-
golar-se-hao os diasda lei sem trabalhar a pre-
sento sessio, cora detrimento dos miseros que
devem responder.
Que islo se dsse nos termos do mallo, no se-
ria lo reprehensivel; mas aqu, na populosa ci-
dade do Recite!...
Informara-nos que as agoas empocadas na
estrada, que vai de Santo Amaro para Belem, lem
( lw\ *i .1. i r* t I .. 11 .. ^>__&______a_ i
. vuh iiu.i minina ao augmento ue ordenado e wua, que vai ue ->an.o Amaro para uelem, lera
iratificacocs aos magistrados tambera nao pode chegado a tal altura, que qualquer chuva, por
or aceita porquenio declara o fin do augraen- pequea que soja, impossibilila a passagem p
O. a Sun nriiMuri'i. a a .A ..--..> m .._ .------_ hikiiI.i r,r\ -. 11
sor aceita porq
lo, a sua proporcio e as classes a quem esse aug-
mento aprovoita.
fm Sr Depulado :E' do projeclo que est no
senado.
0 Sr. Minislro da Juslica: Mas, so esse pro-
jeclo ainda nio foi definitivamente adoptado pelo
poder leeislitivo, como havemos do consignar
desdo j a quanlia respectiva ? So fr adoptado,
o governo julga-so autoiisado a abrir ura crdito
extraordinario, e assim satisfazer ao que fr de-
terminado pelo poder legislativo. O projeclo ain- uu,,tc''e' i-1" .
da estsujoito commisso competente do sena- I sllJe1?, nono""o ir-
do, o ser approvado so aquella corporocio en- l
tender que possivel satisfazer ao accrescimo de
despeza que dessa medida resollar; porque a
respeilo de sua necessidade e da sua juslica nao
creio que haja duas opinies no paiz. ( Muitos
apoiados.) E' minha opiniio que os magistrados
ainda com os venciraentos que lhos destina o pro-
jeclo no ficam bera aquinhoados (muitos apoia-
dos.)
Ha outra emenda sobre o augmento de gratifi-
carn aos juizes de direilo, que no pode ser ap-
provado por ser inconveniente e incompleta, vis-
to como s trata dos juizes de direilo, e deixa no
csquccimenlo os juizes municipaes o promotores,
quo sao os que mais precisara de ser atlondidos.
Domis, existe esso projeclo a que acabo do me
referir, que mais comprehensivo, e que alten-
de s differentes classes da magistratura.
Tambora nio julgo conveniente a adopco da
emenda que diz respeilo aos parochos eeom- dariam
mendados. Se o nobro depulado, seu autor, quer
que os parochos collados, o oncommendados, le-
nham simultneamente os mesmos vomimenlos,
dar-se-hia uma accumulaco de dospozas ; por-
que se um parocho collado fr despensado da re-
enxuto por all.
Os propretarios dos sitios adjacentes, pelos
quaes essas agoas deveriara-lcrescoaracnlo,acham-
se em litigio; e por isso nenhum dees quer dar
cumpriraenlo ao despacho da cmara e abrir a
neceessaria bombo, Nesta siluacio, por lano,
a autordade, competente deve dar alguma pro-
videncio; pois que o transito publico nio podo
ficar subjeito i caprichos ds individualidades.
Erna ultima sessio preparatoria da socieda-
de Itecreio Lilterario e Beneficente, foi eleilo pre-
Dr. Jos Lourcnco Meira
Por portara de hontem foi nomeado Caela-
no Pereira de Britto.paro exercer interinamente o
lugar de solicitador dos feilos da fazenda.
L-sc na gazela dos hospitaes;
Por decreto de 1 i de Janeiro, o quadro o o
sold dos veterinarios militares na Franca, foram
fixados da maneira seguinle :
Sold.
5 Veterinarios principaes. ... 4 000 fr.
122 Priraeiros, veterinarios. 2,400
132 Segundos ........2,000
91 Ajudantes........1,800
20 Ajudantcs residentes. 1,200
Por islo se pode calcular a importancia queolli
se liga avallara: enlro nos o exercicio desla
arte quasi desconhecido, c torna-se incalcula-
vel o prejuizo que annualraenie lera o Estado o
os parliculares com a perda da caxachada. Alcm
disse seria conveniente crearmos laes escolas quo
uraa ulil e lucrativa prolisso mullos
de nossos compatriotas.
Por uma recente decisio do imperador.la Prus-
s[a, os principaes mdicos da marinha russa se-
rio mandados paizes eslrangeiros por dous an-
nos, durante os quaes devero visitar nio s os
Isto seria conlra as regras geraos
, adoptadas
acerca dos vcncimonlos dos empregados pblicos.
Mas so a emenda apenas quer que os parochos
oncommendados as froguezias tenham os venci-
menlosquonio percebara os respectivos paro-
chos collados no gozo de licensa, poderia haver
urna apparencia de razio ; entretanto ainda assira
nio julgo conveniente a innovacio.
Um Sr. Deputado : Oquo" se quer que os
cnconimcndados tenham ordenados.
O Sr. Ministro da Justica :Devem ser pagos,
o o sio ; mas nao desejo* que se eslabeleca
urna especie de direito equiparando-os aos paro-
chos collados. O quo cumpre que os beneficios
vagos sejam preenchidos, e quo os poderes so
harmonisem no preenchimento dessa grande ne-
cessidade, auxiliando-se reciprocamente, abslen-
do-se de conflictos, cuidando cada um de cura-
prir o seu dever, de maneira que, apenas se d
alguma vaga, se trato, nos termos do concilio.de
abrir o concurso e fazer a proposta oo poder tem-
poral. Porlanlo nio rae parece convenionto a
emenda.
No julgo conveniente a oulra emenda concer-
nonle aos vigarios geraes e provisores. So ainda
nao se pode atlender magistratura, como vamos
dar a ouiros quaesquer empregados um melhora-
mento de ordenado? Nole-se que esses funecio-
narios ordinariamente occumulara com as func-
ganisaco das esquadras europeas, sob o ponto
de vista hygienico o medical, o alojaraento 6 a
nutricio das guarnices nos quarlois, e bordo
dos navios, a nalureza de suas oceupaces, a in-
fluencia do clima e das localidades sobre diver-
sas molestias, a organisaco dos hospilaes o laza-
retos da marinha, etc.
Quanlo precisamos nos tambera de seguir lio
til excmplo, dado por uma nacn, que, entre-
tanto, se alcunha de atrasada I
Nos dias 25 e 26 do corrente foram recolhi-
dos casa de detenso 4 homens e 3 mulheres,
sendo 5 llares e 2 escravos, a saber 1 a ordem do
Dr. chefe de polica, 1 a ordem do subdelegado
de S. Jos, 2 a oidem do de Santo Antonio, 2 a
ordem do da Boa-Visla e 1 a ordem do da Ga-
punga.
Passageiros do vapor nacional Persinunr/a,
vindo de Macei e porlos intermedios : Dr. An-
tonio Buarque de Lima, Delfino C. do A. Buar-
que. Jo's Ignacio Buarque uabiiaba, Acacio Bu-
arque de Gusmo e 1 escravo, Vicente de Paula
Cascaes Telles, Jos Tertuliano de Mello e seu
filho, Antonio Joaqnim de Mello, Manoel Luiz
da Veiga, Malaquias de L. Ferreira Costa, 4 pra-
Sas, 1 desertor e 1 recruta.
Passageiro do hiato brasiloiro Santo Ama-
ro vindo da Bahia : Antonio Fernandes Thomaz.
Passogeira do palhabole nacional Arlia,
mmm
-Trr


saludo para o Rio de Janeiro : Julia Augusta
Silveira Lima.
Matadouro publico. Hataram-se para o
consumo da cidade no dia 26 do crreme 101
rezes.
No dia 27 do niesruo 101 idom.
MORTALIDAD* DO DIA 26 DO COllRKNTI
Domingos Ramos Correa, prelo, viuvo, 58 an-
nos, gangrena.
Francisca da Encarnaco, branca, mil, 85 an-
uos, febrc intermitiente.
Antonia Joaquina de Mello, branca, viuv, 35
anuos, febrc perniciosa.
Kidina, pr*ta, 2 annos, ascile.
27
Marta, branca, 12 dias, gastro enterite.
Manoel Francisco, pardo, solleiro, 40 annos, he-
patite.
Senhorinha Francisca do Amaral, branca, soltei-
ra, 21 annos, tubrculo pulmonar.
Cosme, preto. escravo, 10 annos, dyarrhea.
Joaquina Mara da Conceieo, prela, solteira, 50
annos, inflammaQo nos intestinos.
Hospital de caiudade. Existem 55 ho-
mens e 5 mulheres nacionaes; 5 homens cs-
Irangeiros, e 1 raulher escrava, total 115.
Na totalidade dos doentes existem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio ;
Tinto s 6 horas e 40 minutos da manha ;'
pelo Dr. Dornellas, 7 horas e 50 minutos
da manha, e pelo Dr. Firmo as 5 horas da '
da tarde de hontem.
Falleceu um homem de gangrena.
CHRONICA JUDICIARIA.
TRIBUNAL DO COMIHERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 27 DE AGOSTO
DE 1860.
puesidexcia do exm. sr. desembargador
, f. a. de sol'za.
As 10 horas damanha, achando-sc prsenles
os senhores depulados Basto, Lemose Silveira,
O Sr. presidente declarou aberla a sesso.
Foi lida e approvada a acta da antecedente.
Leu-so o scguinte
EXPEDIENTE.
De parte da junta dos corretores foram presen-
tes as colaces officiaes da semana Onda. Ar-
chive-se.
DESPACHOS.
( :n requcrimenlode Joaquim Lopes de Almei-
da, por seu procurador, recolhendo a carta de
registro do brigue Mara Luzia, por l-lo vendi-
do, afira de ficar desoncrado da respectiva res-
ponsabilidade.Vista ao senhor desembargador
fiscal.
Outro de Aurcliano Augusto de Oliveira, pe-
dindo por certido o Iheor de sua matricula de
commerciante.Passc.
Outro de Joo Fernandos Parenle'Vianna, pc-
dndo a tradueco da procurado que ajuuta, pelo
traductor Ueste tribunal.Como requer.
Outro de Jos dos Santos Pereira Jardim c Jos
Joaquim Pires, informado pelo senhor desem-
bargador fiscal, pcJiudo o registro de seu contra-
to social.Registre-so.
Outre de N. O. Biebcr & Companhia, succes-
sores, pedindoque ajuuta de corretores Ihe cer-
tifique qual o cambio S/L feito pelo vapor inglez
sabido a 14 do correnle mez.Como pedem.
Outro de Joo Baplisla Compiano c Jos Muniz
Tavares Cordeir, salisfazendo o despacho deste
tribunal. Itegislre-se, sellando o documento
que ajuntam.
SESSAO JUDICIARIA EM 27 DE AGOSTO DE 1860
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
SOLZA.
Ao meio-dia, achando-se presentes os sc-
nliores desembargadores Villares, Silva Guima-
res e Guerra, e os senhores depulados Lomos,
Baslo e Silveira, o senhor presidente declarou
aberla a sesso ; c fui lida e approvada a acta
da anterior.
JLLCAMEXTOS.
Appellanle, Manoel Jos Leile, como teslamen-
leiro de Jos da Silva Finio ; appcllado, Lopes &
lrmaos.
Mandou-se ouvir o Sr. desembargador procu-
rador da cora.
AppellantS, Manoel Jos Leile, leslamenleiro
de Jos da Silva Piulo ; appellado, Jos Nunes
do Paula.
Mandou-se (ambem ouvir o Sr. desembargador
procurador da coia.
PASSVGENS.
Appellante, Gabriel Antonio ; appellados, os
berdeiros do tcnente-coronol Manoel Henrique
W andcrley.
Do Sr. desembargador Sil va Guiraares ao Sr.
desembargador Guerra.
Appejlanle, Antonio Jos da Silva Guinia-
raes ; appellados, Antonio Annes Jacome Pires
c oulros.
Do mesmo ao mesmo.
Appellanle, Luiz Rodrigues Samico ; appella-
do, Manoel Francisco da Silva Albano.
Do mesmo ao nesmo.
Appellante, Manoel Francisco Paredes ; appel-
lados, Tasso & lrmos, curadores da massa fal-
lida do NovaesiSi C.
Do mesmo ao mesmo.
Appellante, Candido Vieira Vianna ; appella-
do, Frederico llasselman.
Do mesmo ao mesmo.
Appellanle, Domingos Alves Matheus ; appel-
lado, Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
DoSr. desembargador Guerra ao Sr. desembar-
gador Villares.
Appellante, Jos Goncalves Villaverde ; ap-
pellados, I). Archaogela Miria Ramos c Silva e
outros.
Do mesmo ao mesmo.
DILIGENCIAS.
Appellanle, Manoel Antonio Vieira : appella-
dos, os curadores da massa fallida de Jos Duarle
de Oliveira Reg.
O Sr. desembargador relator mandou tomar por
termo a desistencia.
Nada mais houve a tratar.
llego llangel.
No impedimento do secretario.
JURY DO RECIPE.
4.a SESSO JUDICIARIA
DIA 25 DE AGOSTO.
PRESIDENCIA DO SR. DR. JflZ DE DIIIP.ITO INTERINO
DA 2.a VARA CRIMINAL,
AGOSTINHO ERMEL1N0 DE LEA O.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dina de Gusmo Lobo.
Eterivo, o Sr. Joaquim Francisco de Paula Es-
teve* Clemente.
As 10 horas da manha, o escrivao procede a
chamada, e veritica-se cstarcm presentes os se-
guidles Srs. jurados :
Joao Francisco Pontos,
francisco Antonio de Brito.
Angelo Cuslodio Rodrigues Franca.
Joaquim Tavares Rodovalho.
Francisco Rufino Correa de Mello.
Luiz Antonio Rodrigues de Almeida.
Tedro Duarle Rodrigues Franca.
Manoel Antonio de Alcntara.
Joao liaptisla de Medeiros.
Joao Jos Soarcs de Sinl'Anna.
Vicente Ferreira da Porciuncula.
Dr. Manoel do Nascimenlo Machado Portcila.
Joo Xavier Carneiro da Cunha.
Thomaz de Aquino Fonseca Jnior.
Dr. Joo Honorio Bezerra de Menezes.
Antonio de Paula Mello.
Francisco Ferreira da Costa Braga.
Francisco Jos Marlins l'enna.
Alexandre Primo Camello
Cosme Jos dos Santos Callado.
Manoel Joaquim de Miranda Seve.
Manoel Goncalves de Silva Jnior.
Jos Antonio Lopes Gui.nares.
Manoel Pereira do Canto.
Jos Pedro das Neyes.
Dr. Jos Mamede lves Ferreira.
Antonio Jos de Moraes.
Joaquim Ignacio de Barros Lima.
Belmiro Augusto de Almeida.
Pedro de Alcntara dos Guimares Peixoto.
Thomaz Augusto de Vasconcellos Albuquerque
Maranho
Anlonio Bezerra de Menezes.
Foram dispensados de servir na presente ses-
so osseguinlcs senhores :
Domingos Jos Soares, por molestia.
Hcrculano Jos Rodrigues Pinheiro, por ser pra-
tico da barra.
Francisco Mathias Pereira da Costa.
Antonio Maria de Miranda, por doente.
Domingos Francisco Tavares, a bem do servico
publico.
Jos Thomaz de Freitas, por seachaT elliminado.
Foram relevados das mullas anteriores os se-
nhores :
llelmiro Augusto de Almeida.
Antonio Bezerra de Menezes.
Pedro de Alcntara aos Guimares l'eixoto.
Jos Antonio Lopos Guimares.
Francisco Anlonio de Asis Goes.
Foram multados em 205 os Srs- multados nos
dias anteriores, que nao comparecern!, e tambera
os Srs. :
Francisco Ferreira de Mello.
Manoel Ignacio da Silva Teixeira.
Joaquim SiUeno de Souza.
Joo Carlos Augusto da Silva
Luiz Antonio Vieira.
Dr. Jos Anlonio de Figueiredo.
Jos Joaquim da Costa Ribeiro.
Nao se reunindo numero legal, o Sr. Dr. juiz
de direilo faz proceder ao sorteio, de mais 15
jurados, e sahiram sorteados os. senhores se-
guintes :
Pedro Jos Carlos da Silva.
Jos Antonio de Brito.
Jos Francisco de S Leilao.
Francisco Augusto de Oliveira Barros.
Diogo Joaquim da Silva.
Manoel Joaquim Ribeiro.
Joaquim Affonso dos Res.
Jos do Reg Pacheco.
Francisco Tavares Casado Lima.
Galdino da Silva Marlins.
Joaquim Jos de Carvalho Siqueira Varejo.
Manoel Xavier Correa Lima
Jos Joaquim da Costa Leile.
Themoteo Piolo Leal.
Joaquim Goncalves Coelho.
Expediram-se os respectivos mandados para
serem notificados os jurados sorteados, e o Sr
juiz de direito levar.tou a sesso urna hora da
tarde, addiando-a para o dia 27 do correle pelas
10 horas da manha.
DIA 27 DE AGOSTO.
PRESIDENCIA DO SR. DR. JOB DE DIREITO INTERINO
DA 2.a VARA CRIMINAL
AGOSTINHO ERMEL1NO DE LEA.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
dina de Gusmo Lobo.
Escrivao, o Sr. Joaquim Francisco de Paula Es-
leves Clemente.
As 10 horas da manha, o escrivao procede a
chamada, e verifica estareui presentes os Srs.
jurados :
Joo Francisco Pontos.
Francisco Antonio de Brito.
Angelo Cuslodio Rodrigues Franca.
Joaquim Tavares Rodovalho.
Francisco Rufino Correa de Mello.
Pedro Duarle Iodrigues Franja.
Manoel Anlonio de Alcntara.
JoDo Baptista de Medeiros.
Joo Jos Soares de Sani'Anna.
Vicente Ferreira da Porciuncula.
Dr. Manoel do Nascimenlo Machado Porlella.
Joo Xavier Caroeiro da Cunha.
Thomaz de Aquino Fonseca Jnior.
Dr. Joo Honorio Bezerra de Menezes.
Antonio de Paula Mello.
Francisco Ferreira da Costa Braga.
Francisco Jos Marlins Peana.
Alexandre Primo Camello Pessoa.
Cosme Jos dos Santos Callado.
Manoel Joaquim de Miranda Seve.
Manoel Goncalves da Silva Jnior.
Manoel Pereira do Canto.
Jos Pedro das Neves.
Dr. Jos Mamede Alves Ferreira.
Tenenle Joaquim Ignacio de Barros Lima.
Belmiro Augusto de Almeida.
Pedro de Alcntara dos Guimares Pcixolo.
Thomaz Augusto de Vasconcellos Albuquerque
-Maranho.
Antonio Bezerra de Menezes.
Themoteo Pinto Leal.
Joaquim Jos de Carralho 3 Siqueira Varejo.
Antonio Luciano do Muraos de Mesquila Pi-
menlel.
Jos Maximiano Soares de Avellar.
Sao dispensados de servirom na presente ses-
so os Srs. :
Joaquim Affonso dos Reis, por ser eslrangeiro.
Joo de S Leilao, thesoureiro do consulado
provincial, requisicno do administrador do
mesmo consulado.
E relevado da multa era que lem incotride
as sesses anteriores, o Sr. Jos Maximiano
Soares de Avellar.
Sao multados em 20JJ por cada dia de sesso,
em que nao comparecerem, os seguintes Srs. ju-.|
rados que. sendo notificados na forma da le, nao
compareceram aos IrabaTtiosT
Reunindo-se apenas 33 jurados, o Sr. Dr. juiz
de direilo interino presidente do jury procede
novo sorteio, e sao sorteiados os Srs. :
Dr. Joo Jos Pinto Jnior.
Jos Antonio de Oliveira c Silva.
Denlo Jos Pires.
Anlonio Jos de Marcos.
Octaviano de Souza Franca.
Joaquim Luiz Vires.
Severiano Bandeira de Mello.
Joo Chrisostomo Ferreira dos Santos.
Manoel Jos da Silva Leile.
Hermes Carneiro Machado Rios.
Elias Francisco de Mindello.
Francisco Izidro de Fanas.
Jos Francisco d'Amorim Lima.
Jos Candido Viegas.
Joo Chrisostomo Fernandos Vianna.
Levantou-se a sesso.
PIABIO BE VEKmMUGO. TEUg FEIRA *g DE iflQ&TO DE 1860.
Communicados
Pi'iiucii'o bolletim cleiloral.
SANTO E SERBA.
Urna nuvemquo os aros esenrece,
Sobre nossas caberas apparece
Ouem nao est costumado a escrever para o
publico e quer aze-lo lem suas difliculdades, e
inuito mais ainda quando for a materia eleiloral,
que para mim ao menos, d tantos Iracos a Ima-
ginario, d tanto que pensar a bola, c to inle-
ressante c dilficil que pem a perder de vista o
systema d'allracco da mechanica-celeslo do de-
funlo Laplace. Eleices no feliz seculo XIX I...
em que as machinas de vapor substiluem todas
as forcas moloras, que breve chegaro ao resul-
-jtte azalama,tnta-se a geniellrme e alistada
oulros ensaiam qual o roelhor mcio de se por ca
pratica na frenla do inimigo a jenthepsichose
de Plalao, ou transmigacao das almai de um eor-
po para outro ; eseamoteurs de prossao se ades-
trara no exercicio do se dar 3, 5, 6, at 10 tiros
por um 1 reoolvtrs de nova especie, que necessa-
riamenle ho de alargar a madre da urna, se al-
gura estilharo nao inulitisar a deslra do ousado
paladim.
Os batalhoes do3 suspeitos, eslo reduzidos a
meio sold, o sero collocados na vanguarda :
nomeiam-se os mais habis, seno os mais ousa-
doscommandante3 de divises, brigadas, bata-
lhoes eguerrilhas : reparte-se o prel adiantado e
o copinho d'aguardente, proclamarles, fallas pa-
theticas, ordens do da prometiendo o El doirado
para asylo dos vencedores, lodos juram o vencer
ou niorrer
Est prximo o dia das Tabocas, dos Guarara-
pos, Salinas, Estancia, Casa Forte e Barreta, elei- j
tora I: quera vencer ?
O exercito conservador, forte do sua conscien- '
ca e rico de notabilidades, tremo do resultado da
peleja, por haver cedido a seus contrarios parte
do terreno de que eslava de po33o, leva era suas :
bandeiras desenroladas a legenda Imperador,
Consliluico, lei e ordem.
Na freute marcha o batalho dos barrigudos,
que adormecem em cokhoes ntacios ; no centro
a brigada de velhos gnabirs, veteranos dos Lida-
dores, Estrela, Ardlheiro, Carranca, e Estafeta,
reductos de glorias dos veucedores da Venda
Grande, Santa Luzia, Sabinada, Balaias, tendo
escripio era suas barretinas 19 da setembro
gente firme e coberla de gloria o do cicatrises,
alguns deste3 enlram no foao dormindo I
Na retaguarda o batalho de granadeiros dos
quo se nao querem comprometler, denominados
dos Papagaios ora seguros pelo p, or3 polo
bicco : vai de guarda a bagagem seu maior cui-
dado ; esti torca marcha passo ordinario : nao
tem pressa.
O exercito liberal, cheio de valor e audacia,
acha-se senhor de algumas posiies vantajosas
sobre o terreno da peleja : est dividido em guer-
rilhas, cada urna cora o seu Garibaldi na frente.
E' tropa ligeira eno lem bagagem ; meia cuia de
farinha, urna bolacha no bornal 40 reis de cigar-
ros, 30 rs. de patriotismo, alpercatas em vez de
sapalos, urna manta s costas, eis todo o seu trem :
esle exercito, quasi lodo de cossacos, lem um
bello eslado-maior, bons mappas, um atrevido
corpo do guias, sapadores e pontoneiros, e leva
em seus estandartes a legenda Viva a liberda-
de do voto livre e na haste do estandarte es-
criplo em forma de espiral Consumite, Depu-
laco, Federalismo, cora tinta cor do amigue.
Segu era frente em lugar de cornetas um
bando do bosinas de papel liberal.
O torceiro exercito, auxiliar de ambos, se bem
que em sua grande maioria de liberal, chama-
do e como tal reconhecido a geule desconten-
te compoe-se de regimentos provisorios, de
trnsfugas de todos os partidos, por isso tem em
si diversos fardamcnlos ; commandado em che-
fe pelo feld-marechal Lage, duque da Esperanca.
Nao tem estandarte, apenas se le nos boles das
fardas indoinnisacocs, commendas, ttulos hono-
rficos, obras publicas, arreraalaco. diziraos. em-
pregos. Nao tem msica, ncm ca'ixa de rufos, traz
apeuas na sua frente uns locadores de pandeiros,
os quaes fazera entre si urna horrivcl alga-
zarra.
Assira designados e conhecidos os combaten-
tes, resta a descripeo dos planos de ataque no
seguinie bulletim.
Foi, e ainda sina do Liberal Pernambucano,
viver em completa contradieco cora lodos, e at
comsigo mesmo.
Quando as primeins capacidades das duas c-
maras, os homens mais eminentes, que dingiram
os partidos conservador, e luzia, declarara do alto
da tribuna, que os partidos pereceram, e que na
aclualidade todos senlera a falla delles, gracas a
conciliaco ; quando lodos os jornalislas polti-
cos corrotioram a opiuio dos estadistas que assim
lem fallado, o redactor em chefe do Liberal Per-
nambucano os contradiz, e afiirma, que agora
gne o partido liberal existe grande, numeroso, e
forte, como nunca existi, capa- de fazer a
felicidade do pais.
Mas para que em materia de contradic^es
ninguem o exceda, timbera oppoz urna contra-
dicta a si proprio no artigo, que hoje cscrcvcu,
sustentando, o paradoxo cima transcripto.
Em um partido grande e numeroso como o
| partido liberal, desla provincia, em que sao tan-
tas as habitilaQes para os diversos cargos de
eleico popular, que mpossive.l satisfazer a
todos ao mesmo lempo, a iserco de um mem-
bro, que pela mais insiguilicanle cousa vira o
casaca, e vende o partido por um pralo de len-
tilhas, enfraquece-o, c d ganho do causa ao
adversario.
Assim se l no arligo edictorial do Liberal de
hoje.
Ora digam os benvolos leilores, se um homem
que assim zoraba de um publico illustrado como
o nosso, cscrevendo despropsitos desta ordem,
nao merece um lugar no Hospicio de Pedro
Segundo "?
Pois um homem em juizo perfeito, c que
doseja merecer os foros do intelligente, e de
alilado em poltica pode avancar a proposico,
queavancou o redactor do Liberal, aflirmando
que nesta provincia existo um grande partido
poltico unido, forte, compacto, e poderoso;
mas quo esle partido to collossal, ha onze an-
nos, que lula de bable contra urna insignificante
olygarckia inimiga figadal do throno, e das ins-
lituices, pelas quaes lodo o pernambucano cotn
salisfaeo verter a ultima gota de sangue ?
Se quera tal escreve nao um pobre louco,
qual o de Ch xarenlon, um ousado,que se atre-
ve a jogar insultos um povo brioso, como o
Pernambucano.
Dizemos insulto, porque como tal deve todo
o Pernambucano considerar a proposico avan-
zada lanas vezes pelo Liberal, de que ha onze
annos, que gemo a populaco desta provincia
escrava de un insignificante olygarchia ; e to
escrava.corao no lempo do dominio portuguez.
Os partidos saquarcma e luzia dissolverara-se;
o presentemente nao existem oulros.
V verdade que pela ndole do novo governo
lado de applicadas aos polos fazerem descrever' novos partidos se organisaram, mas nao sero
ao mundo to rulineiro c carranca em vez da compostos das fezes dos dous partidos passados,
elipse, lodas as curvas imaginareis, desde a cy- e muilo menos tero por chees homens perdidos
cloide at a parbola, e de o fazerem escapar pela na opinio publica, sem moralidade, verdadeiros
langenlo at ao stimo co 1 Elei;oes no actual acrbatas polticos.
anuo bissexto, climatrico e pragueijado com lo- O povo pernambucano lem bastante bom senso,
do seu cortejo de escarlatinas, anginas e hyrisi- | para nao dar ouvidos a intiigas, o sedueces de
pelas, com efl'eilo bem difcil J eu pensando j um grupo capitaueado por um pobre cigano
assim, quando um camelio elctrico, ou pinta- poltico, c que falla, c especula era norae de um
algrele desles que nao perdera vasa, ncm baile,
era deixam estriar os bancos do Sania Isabel,
veio interromper-me, e o que mais assovian-
do podaros da Norma e do Trovador: d se des-
apontamento maior ? O C3so nao ter diante dos
olhos urna urna" eleiloral, e j de greta aberla
para esquecer minln habitual tristeza, como
acontece quasi sampre : a presenca traz a lem-
branca, e ausencia varre-as, excepto aos romn
ticos que sao omn-presenles.
Se lenho feito bem ou mal em dar principio as
minhas cogitocoes eleitoraes, c cu o sei e nao
me importa saber se ellas foram ou nao bem ac-
Iludas pelos analistas de profisso, que de ludo
se enjoam, e nada produzem, para esles dirci :
.....chacun a ce metir
Peut perdre a son plaisir son amara, et son papier.
grande partido, que suecumbio na lula que foi
arrastrado por imprudencias de seus cheles mais
proeminentes.
O parrido liberal leve chefes; g quando livesse
de ressuscitar nao necessilaria do mendigar um
chefe entre os transfugas do partido saquarema,
que s aspiram uru lugar na representado na-
cional a custa das maiores baixezas, c infa-
mias.
Para provarmos .que nao existe partido liberal
de que traa o Liberal Pernambucano, bastp
transcrevermos o artigo edictorial do Liberal de
hoje; ei-lo :
Era un partido grande e numeroso como o
partido liberal nesia provincia, o partido que
sustenta e mantera na raesma provincia a ordem
constitucional e a verdade do systema represen-
Approxima-se o dia do primeiro reconlro dos tativo, sao taas as habilitaces para os diversos
exercitos polticos. Agamenn e Achilles se prepa
ram, o campo escollado para o certame eleitoral,
est cheio de postes, onde cada um descontente
vai aftixar um pasquina contra aquello que com-
metle o horroroso crimo de se alistar na bandeira
adversa. Essa abstrncrao dos principios de rao-
ral existente no corafo humano, que a poltica
tem feito acerca de todas as acedes de seus ad-
versarios, se reproduz de continuo, com urna
brutalidude sem exemplo, enlre gregos e troian-
nos, liberaes e conservadores. Injurias, mel-
cas, denuncias, viluperios c calumnias, a raoeda
cargos de eleico pupular, que impossivel sa-
tisfazer a todos ao mesmo lempo.
D'ahi resulla que, quando se trata da escolha
de pessoas com cujos nomesdevam ser organisa-
das as listas, apparecem descontcnlamenlos indi-
viduaos: que os adversarios aproveilam para
introduzirem no seio do partido a intriga e a
desunio.
Se ha tantas habilitaces, que irapossvel
contentar a todos, porqu houve necessidade de
consultar ao Sr. Antonio de Souza Leo, cujos
principios sao conservadores, e do incluir na
com que de continuo se paga a quinzena das eta- I chapa do partido o Sr. 6aro d"o I.ivramento, que
pes, suidos e fardamento a lodos os combalentes.
Os adversarios viro s unhas, logo que se
avistar as guardas avancadas em o dia 7 de se-
tembro, dia de glora e de" orgulho para todos os
Brasileiros dignos de um tal nome. Tudo ampa-
ra que o combale ser renhido, de todas as par-
tes se passa revista a gente combateole, aos re-
formados, aos invlidos e al aos doentes I Tudo
movimento depois d'uma fria indifferenca se-
guio-se por toda a parte, agitaco 1 aguacho cer-
to que a calmara de ordinario presagia horri-
vel borrasca. Tudo movimento! nao se v
seno fachinas, Irincheiras, fossos, pallissadas,
cavados de frisas, barricadas, obuses, morteiros,
pegas de grosso calibre, bombas, granadas, za-
gaias, zarguncho, balas, logeles a congreve, es-
cadas para assalto ; e como alguem ha de ficar
ferdo ha lambem macas, ungentos, torniquetes,
pannos e fios !
Louvado soja o Senhor Deus de AbrahSo, de
Isaac e de Jacob! digo eu comigo mesmo: a
mim me melem se esta gente nao est doida I
parece o dia de juizo final I at mulheres, meni-
nos, cegos e aleijados?
nao tem principios polticos, cmo declarou
Liberal ?
' Na impossibilidade dse suslentarom por si
proprios, esses adversarios querem sustenlar-se
a nossa custa: revestem os trages de diversas
personagens e ora com o norae de liberaes ge-
nuinos, ora com o nomo de velhos liberaes, aqui
manejando a estrategia cora brandura, all cora
aspereza o punhal da calumnia c da injuria, nao
poupam estorbos para convertorem o partido li-
beral em urna porco de grupos inimigos uns dos
outro;, ou em urna porco do individuos sacrifi-
cando as ideas e os principios polticos a senti-
mentos de falso pundonor, que na situaro se
tornan) cortamente muito mal entendidos.*
Telo que respeita ao partido liberal, cum-
pre-lhe certameote nao ser \ictiuja do intrigas
to miscraveis e grosseiras, e no sentido de affas-
lar qualquer germen de desunio, nos subraetle-
mos aos membros sensatos e refleclidos do parti-
do as seguiotescoo9iderac6es :
Nao comprehendemos como a diserco de al-
guns liberaes possa prejudicar a victoria de um
partido grande, (ocle, e immenso, ao ponto de
dica^
apparece a unio
Busionior-se o utuuigu apurar ussj fortaleza
numero e poder.
* lt* A eseoiha das pessoas que devem
constituir as lista de vereadores ejuizes do paz
do municipio eda- respectivas fregiiezras, nao
importa e uem acarrala desar aos que nella nao
sao incluidas; e portento aquellos que nao foram
incluidos nao podem ter motivo algum de
despeno.
2.a D'entre os diversos e numerosos
raembios prestantes do um partido ha uns que se
esforjara mais, e oulros que se esforcam menos;
ha uns que e3lo sempre promplos a* fazer o sa-
crificio do seu terapo, da sua bolsa, c que ligam
sua propria honra honra do partido, e ha outros
que. ombora dedicados s ideas e aos principios,
todava poupam mais o seu lempo, poupam mais
a sua bolsa; e alguns sao to ressentidos que a
cousa mais insignificante os poe de casaca vira-
da, dizendo inmediatamente: nao sou mais
liberal, nao quero raais ser assignanle do Libe-
ral I Pois possivel qne se vire casaca, porquo
nao so foi incluido em urna chapa de vareadores
ou do juizes de paz ?
" ~ 3-s Qualquer corto era um ou outro no-
me as listas do partido um mal excessivo para
o partido, sera vanlagem algunia para o indivi-
duo que na lista se substiluo ao primoiro ; por-
quanto a consequencii quo vence a chapa do
partido contrario, e nem o individuo substituido,
nem aquello que o substituio sao contemplados
na eleico. Dahi resulta que nao so anti-libe-
ral aquelleque vota na chapa da aligarchia, se-
no corao aquello que substiluo na chapa liberal
um nome por outro. Esses comraettodores de
deslealdades sao pelo contrario mais pergosos
do que os mais encarnicados de nossos adversa-
rios.
* ~ 4." Ha homens to levianos, outros to
mosquinhos que sao capazes de comprometler
um partido iileiro por um ressenlimento, e que
at veiide-lo-hiam por um pralo da lenlilhas.
Mas possivel que anda no partido liberal de
Pernarabuco exislam caracteres taes ? Nao o ere-
mos, nao polemos cier.
lira partido s forte, quando aquellas que
compoem malissan entre s em dedicaco o desin-
leresse ; porquo cnlo que
era lodo o seu poder.
As allusJes sao clarissimas : tenha o redactor
em chefe o mrito da coragem ; declaro na sua
folha o norae desses reprobos, assim como parti-
cularmente, c em circulares tem declarado.
Diga rcncaraenle o motivo, porque foi consi-
derado renegado o expulso do partido um pro-
(irietario residente em um dos lermo3 desla co-
marca, e motor de urna felicitaco S. S. na ul-
tima reuniu da ra da Praia
Tenha a coragem de declarar, quera foi do
partido liberal, que ltimamente se ven leu por
pralo de lenlilhas do valor de cinco cantos ; pelo
que S. S. oidcnon que nao fosse incluido na cha-
pi de juiz de paz de um dos dislrictos da ca-
pital.
Esperamos, pois, que Iodos os homens do
pardo liberal facam no aliar da patria o sacrifi-
cio de seus ressentimentos, c prestem sua adhe-
so s listas que lhes sao apresentadas pelo con-
selho da steiedado Liberal Pernambucano., e pe-
la direcr da sociedade Auxiliadora da Typo-
graphia Itacional, o que sao o resultado de
combinantes todas de accordo com a torca e bem
estar do partido.
Lemkrem-se os nossos amigos de quo a
untao fas a forra, e lembrem-se anda do que
eslamosua lula, e nao nos gozos.
Ser bem digno de eoumiseraelo aquello
que, por cau*a lo ressentimentos de amor pro-
prio maguado ou por oulros mosquinhos moti-
vos, que os nossos adversarios sabem sagazmen-
te aprnviitar, tiahir a causa de um partido que
prende jua existencia ao que ha do mais trans-
cendentj no imperio :a ordem constitucional e
a verdade do governo ropresenlalivo.
Querim nada mais claro ?
Querem um partido mais forte, raais unido e
mais compacto ?
E digam agora que o nosso Garibaldi pela nao
urna cabeca do talento !
Recia, 25 de agosto.
W.
Timn e a Ordem.
v.
Lentos algumas palavras que nos dirige a I-
uslraa redaccao da Ordem, protestando a sua
imparcialidade na discusso que vai sendo conti-
nuada sobre os fados de Goianna.
Corre-nos o dever de agradecer Ordem esta
explicaco, que eremos sincera, e podemos asse-
verar illustre redaccao que a nossa epigraphe
de nenhiim modo a faz respousavel pela materia
dos communicados de Goianna.
Sendo a Ordem jornal poltico o imparcial, a
irresponsabilidade da redneco respeilo da
materia dos communicados" clara o evi-
dente.
Sentimos em verJade que' a Ordem nao soja o
orgo directo do alguma das parcialidades que
em Goioona se debalem, oque estoja firmo em
seu posto de nao pronunciar-se por alguma dol-
as. Sentimos porque a escolha nao seria duvi-
dosa. Decdindo-se eul'e a honestidade aggre-
dida c acalumnia aggressora, a Ordem nao ha-
veria quo hesitar. Ha ntrenos e os adversorios
urna distancia immensa, to grande como aquel-
la que separa a aspiraco legitima de ouira
que por nenhum titulo se recommonda ao
paiz.
Para conservar-so imparcial no meio di lula, a
Orden, tac violencia aos seus seutimciitos. O jor-
nal, que advoga ordinariamente a causs da jus-
Uca, ao deve sor estacionario e itupassivel onde
a justica aggredida.
Q partido conservador de Goianna confia que
a Ordem, sem renegar a sua misso de irapar-
ciaj, aprecie com estpdo calmo a situaco an-
mala desta comarca. Ser a Ordem indillerente
aos aconlecimcntos de una comarca importante
e notavel da provincia ?
Devora continuar sem correceo esle estado
de cousss em que um grupo do exaltados pro-
fliga o direito e a justica, infamando s mais
distinctas repulaeoes. desprestigiando aos mais
brilhantes caracteres ?
Eis ahi urna situar jo affiicliva qne nao podo
continuar.
A Ordem, que se preza de imparcial, e quo o
ha sempre demonstrado, intervindo era lodas as
lulas da provincia, deve mais urna vez provar a
sua irapjrcialidade. Onde soffre o direito, ahi
se deven encontrar todos os advogados da jus-
tica.
Sao estes os raeios por que convidamos a Or-
dem pronunciar-se no debate. Os nossos ad-
versarios ousara offerecer-lhc conveniencias. Nes-
te so faelo tem a Ordem urna prova clara da
justica de nossa causa.
Apenas raiou nesta villa no dia 12 de feverei-
ro, a grata noticia que se achava em camitiho
com deslino de re a essa villa, vindo da capella
de S. Jos, o digno missionario Fr. Serafim da
Calhania, o povo c mais pessoas gratas, como a
porfiase pozeram a caminho, vindo enconlra-lo
na fazenda Marias Pretas, distante da villa 4 le-
goas; e dahi foi conduzido, e a chegar a villa foi
recebido pela rraandade do SS. Sacramento, c
levado a igreja matriz, donde o povo cheio de
enlhusiasmo c transportado de jubilo entuou a
rainha dos anjos a antyfona Salve Regina.
Terminado o acto, declarou o digno missiona-
rio, que depois de alguns dias do repouso havia
de pregar a santa palavra; o que de tacto se cum-
prio. No lempo aprasado que foi justamente no
dia 29 do supradito mez, o digno missionario deu
principio a seus trabalhos apostlicos e to bem
a factura de um cemiterio, a muito reclamado
pela necessidade.
Povos de lodos os ngulos da freguezia, as-
sim como de Pianc e Flores, com o maior an-
helo pressurosos vinham ouvi-lo. He de notar
que a estaco era a mais calamitosa possivel,
todava o numero de pessoas exceda de 4 mil.
O inclylo varn cingido pela penitencia, e ro-
bustecido pela f, a lodos distribua a santa pa-
lavra.
Pela forca de solidos argumentos e rigor lgi-
co, podo convencer a homens de urna raso dis-
vaira ],\, e espirito sceptico. Affluia quotidia-
namcnlo ao confissionario crescido numero de
pessoas, as quaes arrependidas de seus vicios,
nao cessavam de derramar copiosas lagrimas de
contnco. Outras vivendo entregues a concupis-
cencia, no abominavel peccado d'amancebia,
depois de expiarem seus crimes no tribunal da
penitencia, nao hezitavam era receborera-se em
matrimonio.
He digna de louvor a conducta do Rvdr.coad-
iuctor desta. freguezia Jos Antonio Alves de
Brito, o qualapesar de sua avancada idade nao
se negava aos reclamos dos povos, assim como
muito se prestou o Rvdr.0 Pedro de Souza Pe-
reira, capellao de Afogado.
No entretanto que islo so passava, o incan-
savel missionario prosegua sen trplice traba-
lho do pulpito, confissionario e cemiterio, cuja
administraco pesava sobre seus hombros. O
ceinuerio dtr lu^azeira, lauez o miior do me
rlor^da-proviWeia, Xeilo de pt-dra, lerm 810-pal-
mos em q/uvato;- 1! do altur, tr S *> largura.
Em um dos Fa-dor acha-se rollocada unta forra i-
davel capella. lo de notar quo, no tempe em
que se tirava macreira para as thesouras, pwra a
capella do cemiterio, tiravara 13o bero para a
capella mor da matriz, cuja, direceo era dada
pelo incansavel missionario. O povo se presta-
va a esso duplo trabalho. Senhoras da mais al-
ia cathegoria preslavam-se a este trabalho, for-
necendo aos pedreiroso neeessario material; en
cuja occasiio retumbava na atmosphera seu
harraoniosos cnticos dirigidos ao pai de miseri-
cordia. O cemiterio da Ingazeira, obra monu-
raenlosa, a ser feila a expensado um particular,
ou mesmo do governo, teria certsmente lerado-
se longos dias, o absolvido accrescida sommo de
4 a5contos de reis; no entretanto que ao acce-
no de um capuchinho ministro da religio do
Crucificado, ludo se operou no curio espaco de
i. i*' *lui, Lo bem se destnguio este
trabalho, o digno chefe do estado maior da G.
N. deste municipio, Francisco Miguel do Si-
queira.
No dia 18 de marco, procedeu-se na forma do
ritual romano a ceremonia da reconciliaco, cujo
acto foi soleranisado pelo digno missionario.
concorrendo para isto todo o pavo. No dia se-
guinie fez ozeloso ministro da vinha do Senhor
sua despedida, dando marcha para Flores, dei-
xando todos os coraces em extremo penhorados.
Villa de Ingazeira. 28 de julho de 1860.
O vigario
___________ Filippe Benicin Moura.
Correspondencias.
m
Voiumes sabidos com tazendas
> com gneros
26
120
146
.nescarregam hoje 28deagosto.
Barca ingle.zaJonh Kiog objeclos para a es-
trada.
Barca ingleza Mary Warroll objeclos para
o gaz.
Barca inglezaBonitafazendas.
Brigue rramborguezAsia dem.
Barca americanaGola'en Hownarroz e robi.
Brigue inglez Mercuryfazendas.
Brigue inglezCarolinefcacalho.
Consulado peral.
Rertdimento do Jis 1 a 25. .
Ide-oa do dia 27. .
17:237fOI
338005
17:575310C
Diversas provincias.
Rendimenlo do dia 1 a S5. .
dem do dia 27. .... ,
1:6645676
11*211
1:6751007
Despachos de exportacao pela me-
sa do consulado desla cidade
dia 2 de agosto de 1860
Ro da PrataPatacho hollandez Ermando, A.
Irmo3,50 pipas cachaca.
PortoBrigue pertujruez aAmalia I, J. A. da
Cunha & Innaos, 179 meios de sola.
Becebedoria de rendas Internas
geraes de Pernambuco
Rendimentododial a 25. 27:737J7tO
dem do dia 27.......1433*491
Giqni 83 de agasto de i 86U.
Meu charo amigo.Como Vmc. seja curioso
de noticias, vou dar-lhe algumas das que colhi,
quanto a poltica, na digresso de urna viagem,'
que emprehendi ao serlo, da qual chegue a
esta sua casa no dia 15 do crreme.
Nao ignora Vmc. que em seraelhantes lempos,
seja a reunio qual fr ; tenha porobjeclo o que
liver, por menor e simples que seja, ainda mes-
mo de senhoras e at das cranlas, era todas o
desfecho forte da conversacao, sao as futuras
eleices.
J de voltaao nosso casebre, quando toquei a
villa de Garanhuns, procurei a casa do nosso'
amigo......e l fui abo!eUr-me.
A noile, concorreu a ella, um crescido nume-1
ro de amigos, do nosso amigo, e depois dos cor- i
tejos do cstylo, foram a ellas; isto as eleices,
depaa de lautamente discutir sobre as de'jui-
zes do paz d'aquetle dislriclo e vereadores a c-
mara do municipio, deram como que um sallo '
ao Altinho.
Quando fallaram nos j'iizcs do paz para aquel-!
le dislriclo, quera e quaes deveriam ser, tralaram]
em varios noraes, que me pareceram os mais I
respcitaveis do lugar, para os futuros juizes de
paz; um homem bastante alto e muilo secco do '
corpo, semelhante a urna vara de virar tripas,
dsse qual senhores! o juiz de paz futuro, mais
votado para o Altinho, ha de ser o Dionizio, c os
tres seguintes, sero aquellos que elle quizer ;
porque, aquillo um povo muito besta, deixa-se
Iludir pelas pllherias e espertezas do hornera,
que os sabe engaar c elle l nao tem quom Ihe
faca barreira, s se eu l estiver. formaos pala
rrass ao que urn homem velho, que presente se
ochava e que pelas atlen>;5es que o vi receber,
s me pareceu um dos mais proeminentes, no
respeito que goza dos seus comrcaos, respondeu
verdideser um povo mu simples e igno-
rante; lauto que, ns sendo esse Dionizio cidado
Brasileiro, nem adoptivo c nem n.iiuralisado, na
forma da lei, lem consenlido.quo elle seja elei-
lor o juiz de paz um terceiro, que tambera pre-
sente eslava, admirado de tal ouvir, quiz res-1
peitosamente purera duvida, o quo o >elho di-'
zia ; e elle para roborar o seu dito, ainda ac-I
crascentou para se evidenciar que elle nao l
cidado Brasileiro, basta confrontar a idade. que
representa ter, como a poca da nossa indepen-
dencia, ver-se-ha que nao possivel que em
1822, j eslivesse no Brasil, sabendo ler escrever
e contar ; quando, segundo rainha fraca lembran-
ca, supponho elle ter chegado a esto Garanhuns
em 1826 ou 27 representando ter de idade de
14 a 15 anuos, tendo a muilo pouco desembarca
do no ttocife, vindo de sua terrinlu : eu o co-
nheco muilo do perlo desde que elle aquichegou.
f)o mais. se ello provar (o que duvido] estar '
as circiimslancias dos comprehendidos, no lit. !
2., arl. 6., g i" da consi., na lei de l de agos-
to de 1827 ; e no arl. 1 u do decreto do 18 de '
agosto de 18J1 ; ser cidado Brasileiro,mas elle, '
que nada disso prova, nem diz aonde eslava no
tempo da independencia, nem aonde jurou a '
consliluico e nem peranle que juiz se justiBcou,
logo nao cidado Brasileiro adoptivo, ncm na -
luralisado ; e so lem sido cleitor o juiz de paz
por aquello dislriclo, lem sido incompetente-
mente e por muila ignorancia da parta de uns c
um indill'ereutisnio muito nial entendido," da
parte de outros, sem pensaren) no aviltamonto, I
degradaco c prejuizo que soffre o nosso naci-1
nalismo.
Dijojhe, meu charo, que raaravilhou-me esle'
dito do velho, e com os boloes do inou paleto!,'
couversei di/endo no meu interior o velho i
um homem sisudo, cordato e no seu fallar, mos-
tea muilo patriotismo o verdade, e por conse-
quencia, o homem nao cidado Brasileiro; por-
lanlo, sou do parecw do velho, que nem deve
ser cleitor e nem juiz de paz.
No outro dia, depois do alinoco, puz-me em
marcha para a povoaco do Altiuho, aonde me
leva nao tanto corto negocinho, como o espi-
rito curioso de ver esse Sr. Dionizio, e coohecer
a ndole era que eslavam os seus habitantes a I
tal respeito, e aonde chegue ainda no outro dia,'
j por noile e fui hospedar-me a casa de......
Nao foi mister muila demora, para all se reu-1
uirem logo uns cinco ou seis mocos, por espirito !
de novdado csaberera quera eu era, d'onde vi-
nha, a que an lava, para onde ia ele,, e sem o
menor cusi, vieram a balha as eleices,e depois
de algumas razes que uuvi de lodos elles, tive
occasio do enlrar na conversacao o contar-lhes
o que observeiera Garanhuns e que cima deixo
esrnplo.
Eulo foi que vi a exallamento desses mocse
por clles conheci o espirita era que est a popu-
laco do dislriclo, salvo um ou outro degenera-
do (como elles chamaran)) de nao darcm um voto
no tal Dionizio e diziam elles pois aonde ha
tanto cidado Brasileiro, honrado, afazendado, de
toda a probidade, de carcter sisudo e honesto,
quem se leuibra de Dionizio para Ihe dar um vo-
to, seja l para o que fr? s algum rale como
elle ; pois, assim como o velho do. Garanhuns
disse, alera de nao ser cilado Brasileiro adopti-
vo era naturalisado, um homem sem respei-
to, sem importancia, sem nomeada e sem pres-
tigios, muito voluvel, inconstante o traidor e pe-
lo que nem cu volo'nelle e near consinto que os
camaradas que me ouvirem Ihe deem votos, aiu-j
da mais quando j temos ouvido dizer (valh) a
verdade.1 que elle nesta ultima viagem que deu
ao Recite, l dcixra os votos dos Allinenses
comprometlidos ou hypothecados, que tal!!!
como se elle podesse faiar, inculcando esse vali-
mento que o nao tem, queroudo fazer de nos
sua 'citoria
Ei3, amigo, o que Ihe posso contar de minln
viagem, nao fui a l'anellas e Bonito como pre-
tenda c apenas por Caruar passei cora vtloci-
de por motivo de molestias.
Saude, venturas e prosperidades Ihe desojo e
a sua chara familia, corao sempre c apenas tenhc
opportunidade Ihe. appareco, o que j nao tenha
feito por ter chegado bastante adocntilo e ler
achado o meu sitio muilo maltratado nos qualro
mezes que andei fora de casa.
Nao e preciso raais quo Ihe prove. Vmc, sabe
jS por experiencias quanto preso ser seu amigo
ex-corde. ?
30.17ICl
Consulado provincial
Rendimento do dia 1 a 25.
dem do dia 27. .
24 8685849
9289(00
25:797,249
Movimento do porto.
Navios entrados 'no dia 26.
Ass. 10 dias, hiato nacional Gralidao, de 31
toneladas, capito J?edro Jos Francisco, equi-
pagem 5, carga couros, algodao e raais gne-
ros ; a Firraiano I. Rodrigues Ferreira.
Rio de Janeiro. 10 das, brigue nacional Almi-
rante, de 218 toneladas, capito Jos Maria
Vianna, equip. 12, carga farinha de trigo e
mais gneros a Azevedo & Mendes.
Rirhmond. 56 dias, palhaboto americano
Orifinna] de 198 toneladas, capito A. Baker,
equipagem 7. carga 2,100 barricas com farinha
do trigo e mais gneros ; a Henry Forsler i C.
Haceio e porlos intermedios. 48 horas vapor
nacional Persinunga, comraandanle Manoel
Joaquim Lobato.
Rio-Grande do Sul. 25 dias, brigue nacional
V/or, de 178 toneladas, capito Laurianno Ja-
cintho de Carvalho, equipagem 11, carga 7,480
arrobas de carne ; a Amorta Irmo.
Ass. 11 dias, hiato nacional ous lrmaos,
de 6 toneladas, capito Joaquim Jos da Sil-
veira, equipagem 6, carga sal a Marlins Ir-
mo.
Babia. 4 dias, hiate brasileiro Sanio Amaro,
de 9 toneladas, capito Jos Antonio Fernan-
dos, equipagem 7. carga millio e farinha do
trigo ; a C. C da C. Moreira.
Nudo sahido no mesmo dia.
Ass. Brigue nacional A'ouo Almirante, capi-
to Jos Manoel Cardoso, era lastro; suspen-
deu do lamaro.
Navio entrado no dia 27.
Terra-Nova. 49 dias, brigue inglez Carolina
Skenk, de 195 toneladas, capilao W. C. Blond,
equipagem 10, carga 2002 harneas cora bacs-
lho ; a Sanadora Brothers.
Naci sahido no mesmo dia.
Rio de Janeiro. Pallubole nacional Artista,
capito J. M. Vianna, carga varios gneros.
o * o. Si 7s o. 01 en 1 5 I oras
5! w c 09 PJ Vi f: w 1 Vi 1 n | Atmosphera O en P> < o as s
v FJ Direceo. < M w e
l w W 8 [ ntensidade.
OS C5 10 i-* a i en | Centgrado. H te o m O =3 o
O t te '~l ha O OO lleaumur. o CJ
o 00 oo -i c-. -I cc~ i en i 3 -1 Fahrenheit >
^1" L .1 liygrometro.
-.1 en ;-a 'w en b ^1 en 0* 33 1 I3 i Barmetro
A noile nublada echuvosa, vento SE, veio pa-
ra o terral e assim amanheceu.
OSCILLAQ.VO da UUt.
Raixamar as 6 h 30' da manha, altura 1.75 p.
Preamar 0 h 42' da tarde, altura C.75 p
Observatorio do arsenal de raarinha 27 de agos-
to de 1868 V|ur,AS Ji.'NIOR.
Editaes.
Pablicacoes a pedido.
Apresentamos para para juizes de paz do se-
gnndodistricto da freguezia de Santo Anlonio
os seguintes cidados :
Srs :
Joo Francisco Bastos.
Capito Flix Francisco de Souza Magalhes.
Dr. Joo Francisco Teixeira.
Dr. Antonio Jos Alves Ferreira.
Um votante.
COJ1MERCIO.
Alfandegr.
Rendimento do dia 1 a 25. .
dem do dia 27.....
5.702049
6.838J786
262:541*735
Movimento da alfandegra
Volumes entrados com razendas 295
com gneros 426
721
Pela inspeceo da alfandega se faz publico
quo no dia 29r depois de meio dia, se ho de ar-
rematar porta da mesraa repartirlo, sendo a
arrematacao livre de direitos ao arrematante, as
seguintes mercadorias, viudas de Lisboa no navio
Sophia, entrada em julho prximo passado, aban-
donadas aos direitos pelos negociantes Azevedo
& Mendes :
MF 4981 fardo com 98 libras de flores de
borragem a 500 rs. a libra, e 40 libras do parie-
taria a 200 rs. a libra.
Alfandega de Pernambuco, 2i de agosto de
1860.O inspector,
lenlo Jos Fernandes Barros,
O Dr. Agoslinho Erraelino de Leo, do conselho
de S. M. o Imperador, commendador da ordem
de Christo, desembargador da relaejio de Per-
nambuco.
Paco saber, que pela presidencia da provincia
me foi transmittido o aviso do ministerio da jus-
tica de 4 do correnle mez, que, considerando
vago o ofQcio de segundo escrivao de appellagoes
e aggravos da relaco desla provincia pela im-
possibilidade do servenluario Manoel Peres Cara-
pello Jacome da Gama, S. M. o Imperad r. man-
da, de conforraidade cora a resoluco de seceo
d^ justica do conselho de estado do 5 de marco
de 1853, e decreto n. 817 do 30 de agosto do
1851, que seja posto a concurso o referido offi-
cio ; devendo os prctendentes comparecer dentro
do prazo de 60 dias, da dala da publicaco deste,
munidos de documentos legaes.
F. para que lodos tenham sciencia, manJei pas-
sar editaes, que sero aflixados nos lugares do
costme e publicados pela imprensa.
Recife de Pemambuco 25 de agosto de 1S60.
0 secretario da relaco Domigos Affonso Ferreira
o cscreveu.
Agoslinho Ermelino de Leo.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz de direilo especial do commercio nesta ci-
dade do Recife e seu termo, provincia de Per-
nambuco, por S M. o Imperador, a quem Dos
guarde, etc.
Faco saber aos que o prsenle edital vircm, o
delle'noticia liverem, que a requerirnento de Ja-
mes Ryder & C. acha-se aberla a fallencia de
Siqueira o Pereira pela sentenca do theor se-
guinie :
Attcndendo ao que expendem James Ryder &
C." na sua peligo de fls. 2, tendo em vista as
leltras juntas, que deixaram de ser satisfeitas em
seus vencimentos, e sendo publico e notorio, que
a firma de Siqueira e Pereira, de que fazem par-
le Antonio Jos de Siqueira, e Francisco de Paula
Pereira, estabelecido com toja de fazendas na
rui de Crespo desla cidade n.. .. lem cessado os
seos pagamentos, declaio a raesma firma em es-
tado de quebra, e fixo o termo legal da existen-
cia desta a contar do dia dezeseis de junho pr-
ximo passado.
Nomeio curadores fiscaes. aos credores James
Ryder & C.*, e depositarios interinos aos credo-
res Rabe Schmcthau & C.a; c prestado pelos pri-
meiros o juramento do estylo, e pelos segundo
assignado ter.no se deposite, o escrivao remetiera
copia desta sentenQa ao juiz de paz competente
para a posigo de sellos, que ordeno senonham
era lodos os bens, litros, e papis dos fallidos.
Feilo o que, e publicada a presente nos termos
dos artigos 81 do cdigo commercial, e 129 do
regulamento n, 738, se darao as ulteriores pro-
videncias, que o referido cedigo, e regulamento
prescrevem.


{
Recife 23 de julhodc 1860.Anselmo Francis-
co Perelti.E mais se nao continua em lila sen-
tenga aqui transcripta dos respectivos autos da
fallcncia, dos quaes consta ha ver ni sido nova-
mente nomeados para curadores fiscaes os ere-
dores Sauvage & C.\ e para depositarios interi-
nos D. P. Weld & C*. e em cumprimcnlo da
mesma sentcnca convoco a todos os credores
presentes dos fallidos a lira de comparecerem na
sala dos auditorios no dia 29 do rorrente mes, e
se proceder a nomcaco de depositario, ou de-
positarios que hao do receber, e administrar pro-
visoriamente a casa fallida.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei passar editaes que sero publicados pela
imprensa, e afiliados nos lugares designados nos
indicados arligos cima referidos.
Recite 25 de agosto de 1860.Eu Adolpbo Li-
berato Pereira de Oliveira, escrcvenle juramen-
tado, o escrevi._F.u Manecl Mara Rodrigues do
>asciracnto, escrivao osubscrevi.
Anselmo Francisco Perelli.
Dedaraces.
A companhia lixa do cavallaria precisa
comprar 14 icvallos. que sejam gordos, mansos,
grandes e saos : a tratar nesle quartel com o
abaixo assignado.
Santo Amaro 25 de agosto de 1860 Manoel
Derfino de Castro Araujo, capillo commandante.
O Illm. Sr inspector desta thesouraria man-
da fazer publico, que no dia 5 de setembro pr-
ximo seguinle tora de ir praca peranle a mes-
mathesouraria um caixolc colendo drogas me-
dicinaes :
10 ditos unpressos, para soccorros, o ZUO unas.
25 ditos ditos ditos de 100 ditas.
15 ditos ditos ditos de 50 ditas.
10 machados.
20 pes de obreias.
50 pares de polainas de panno prelo.
600 saceos proprios para condcelo do carvao
de podra.
100 lijlos nglezes.
12 barris de tinta prela.
Para a enfermara de marinha.
100 pares de chinelas.
Para os navios e arsenal.
60 brochas para pintura, sorlidas.
12 arrobas de fo de vela.
6 lanleruas de patente.
300 varas de linhagem para saceos.
500 folhas de papelo.
6 arrobas de papel baeta.
Para o arsenal.
1 canoa grande do porte de 15 a 20 toneladas,
propria para conduccao de carvo de pedra.
5 milheiras de estopares.
1 diamante de cortar vidro.
300 vergrflhcs de ferro quadrado de 1/2 doI-
legada a 2 1,2. V
650 ditos ue dito redondo, idem idem, idem.
6 barras do dito 3 pollegadas do largo e 3/5 de
grossura.
6 ditas de dito de 2 idem idem e 1/2 idem.
6 ditas de dito de 2 1/2 idem idem e 1 de
grossura.
10 toneladas de di'-o bruto para fundico.
1,000 folhas de esmeril e em panno.
De igual forma lem o mesmo conselho de con-
tratar em dita sessao, por lempo al o fim de se-
tembro prximo, o fornecimento de objeelos das
OTARIO DE PERWAMBCO. TBRClt WJR1 ti DE AGOSTO DE 860.
cu ni o i'icessu do piuco un iuercaUu.se houver, por
motivaren) estas folhas ihi reccorrer-se, e ser-m
os mesmos contratantes pagos da veoda ou forneci-
mento do mez,logo no porlerior Acresce. acerca
do fornecimento que leem os contratantes de
apresentar fiadores, a assignarem com elles os
contratos na mesma occasio.
Sala do conselho de compras navaes, em 27
de agosto de 1860.0 secretario, Alcxaudro Ro-
drigues dqs Anjos.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi
das droSa:: tsztiffsx 5jrs2 **>* -- "***"* ?*sz**
administrativo,
de guerra, 2 de
thesouraria, devero nolla comparecer as 2 ho-
ras da larde do mencionado dia.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 25 de costo de 1860 O offlelal maior
interino. Luis Francisco de Sampaioe Silva.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguinles :
rara o quartel general.
Bandejas pequeas para copos 2: copos de vi-
dro para agua 2 ; jarra de barro para agua 1 ;
quartiiihasl2.
Para guardas.
Bacas de louoa 3; copos de vidro para agua 5 ;
casticaes com lanlcrnas 3 ; quarliuhas 10; thc-
soura 1.
Para a companhia de aprendizes menores do
arsenal de guerra.
SimOes de Nanlua 20 ; Economas da Vida Hu-
mana 50; grammalicas da lingua portugueza por
Castro Niines 20 ; arilhmeticas pelo Dr. Collaco
20; resumos da doutrina christa 100; carias
de A B C 50 ; labuadas 100 ; traslados de cur-
sivo 20; traslados de basiadmho 25 ; transilos
bastardo 30 ; traslados de A R C 30 ; lapis, du-
nas ; creoes em forma de lapis, duzlas 6 ; 'pau-
tas oO : penms de ganco 400 ; papel almaco, res-
ma 1 ; tima preta para oscrever garrafas 6 ; fe-
chaduras de difireme modellos para carteiras 4
Quem quizer vender laes objeelos aprsente a
suas proposias em carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 3 de
setembro prximo vmdouro.
Sala das sesses do conselho
para fornecimento do arsena
agosto de 1860.
lenlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim l'ereira Lobo,
Coronel rogal secretario interino.
A junta administrativa da irmandade da
.Santa Casa da Misericordia do Recite, tendo ne-
cessidade de conhecer a todas as pessoas que es-
tao encarregadas da auiamcnlaco e desaniamcn-
tocao dos expostos, pelo presente avisa asmes-
mas pessoas, que do dia 1." a 8 de setembro pr-
ximo futuro devero comparecer na respectiva
casa, das 9 horas da manha por dianle.
Secretoria da Santa Casa da Misericordia do
Reate 24 de agosto de 1860.O escrivao,
Francisco Antonio Cavalcanli Co'usseiro.
A junta administrativa da irmandade di
Sania Casa da Misericordia do Recito, para obviar
questes judiciaes. manda fazer publico, que so-
licita na conservarlo dos bens patrimoniaes da
Santa Casa, tem resolviJo nao permllir que os
propriclarios de casas contiguas as da mesma
Santa Casa, abiam mellas eoculos sobre os le-
Ihados desta ; e aesde j protesta naos empre-
gar os meios legaes para prohibir de futuro a
praliea dosemelhanle abuso, como lambem usar
Uo direilo que Ihe assisle de mandar tapar as ia-
nellas e o.-ulos que se tenham aherto sem aulo-
risacao expressa da exlincla adminislraco dos
estabelecimentos de cahdade. e sem as clausulas
ou conoices que em taes casos sao indispensa-
Secretaria da Santa Casa da
Itecift 24 de agosto de 1860 O escrivao."
Francisco Antonio Cavalcanli Co'usseiro
A junta administrativa da irmandade da
Santa Casa da Misericordia do Recife, manda fa-
zer seienle a quem interesan-, que desta data em
diante nao ha de tolerar que os inquilinos ou ar-
rematantes dos predios pertencenles ao patrimo-
nio da mesma irmandade, focan) alleraces nos
reparl.mentos das respectivas casas, sem aulori-
saco expressa da mesma junta ; sob pena de
serena os infractores compellidos. mesmo antes
ue expirar o prazo do arrendamento, a por ludo
no estado primitivo ; e para que nao se alegue
ignorancia, manda fazer publico a presente de-
liberacao.
n SerCra?ra da Sanla Casa da Misericordia do
Recite 24 de agosto de 1860.0 escrivao,
Francisco Antonio Cavalcanli Co'usseiro.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, em cumprimcnlo do arl.
22 de regulamento de 14 de dezembro de 1852
taz publico que foram accilas as propostas dos
senhores abaixo declarados.
i l*arn !"cmenlo do hospital militar.
Jos Baptisia Braga :
2 bules grandes de metal do principe a 73
2 ditos de folha de n. 1 por 4.
2 ditos de folha de n. 2 por 6#.
Joao Joaquim Alves :
2chaleiras de n.6 a 4.
5Sl0Calhduzu1.de melal d Pr"Cpe' Pr SdP"
24 colheres do mesmo metal para cha a 3S.
2 assucareiros do mesmo metal a 7500
12 copos de vidro por 11.
24 pralos azucs a 3o0 rs.
24 cazaes de chicaras
a 300 rs.
12 bacas, sendo 6 de
pintada a 1200.
18 ourines com tampa de louca azul a 2*600.
Carneiro&Irmao:
200 lences de brim com 10 palmos de com-
primenlo conforme a amostra a 1700.
200 guardanapos de brim cora meia vara de
compnmento e tambera iguaes amostras a 25!
48 camisas de meia a 1800.
Santos CofIho :
150 camisolas de brim com 8 palmos
conforme a amostra a 19O0.
lOOfronhas de brim com 4 palmos
ment a 440 rs.
120 toalhas de brim de
primenlo a 610 rs.
30 cobertas de chita fina
cumplimento a 2.
Antonio Ferreira da Costa Braga :
60 colchoes de panno de linho cheios de la
a 108 rs.
60 travesseiros do mesmo panno e lambem
chelos de la a 1900, sob a condico de ser en-
tregue ditas obras no dia 15 de setembro prxi-
mo viudouro.
O conselho avisa aos mesmos vendedores, que
devem recolhcr os dbjectos comprados no dia 31
do corrento mez, na secretaria ao mesmo conse-
lho, s 10 horas da manha.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimeoto do arsenal de guerra. 27 de
agusto de 1860.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vojal secretario interino.
Conselho de compras navaes.
Tendo de proraover-se a acqursico dos ob-
jeelos do material abaixo declarados, manda o
conselho fazer publico, que tratar disto em ses-
sao de 5 do inez prximo, vista do propostas
era carUs techadas, acoropanhadas das amostras
do que couber na possibil.dade, entregues ness
da al s 11 horas da manha.
Objeelos.
Para os navios.
260 covados do baetilha.
20 colchoes.
3 calcas de panno azul, para fusileiroi navaes.
30 camisas de brim, idem.
1 escaler fino, ou canoa, de 4
de cobre.
121ivrosde25folh8s.
5 ditos de mappas de 25 folhas.
marinha, sendo :
Araruta, alclris, assucar bronco refinado, bo-
lachinha, cevadinha, cha, raanleiga, tapioca, vi-
nho de Lisboa.
Sao as condices para eflecluacao dos conlrs-
los, qur acerca da acquisico dos objeelos do
material, como do fornecimento dos das dietas,'
sujeilarcm-se os contraanles a multa de 50 O/fj i
do valor do quo nao enlregarem da qualidade e i
na quanlidade contralados, alera de carregarem I
THEATBO DE S. ISABEL.
COMPANBIi LRICA DE 6.N&RINANGELI
17.a
Reprc
Vendem-seos biihcles como de coslume.
LEILO
Quarla-feira 29 do corrente s
11 horas em ponto*
O agente Uchoa fara' kilSo em $eu
armazem na ra do Vigario n. 20, de
varios objectos, obras de marcineiria,
candelabros, um rico palanqun, um
SO IIP fp7 nam cpppm rA- "Pe,ho Er^nde, 2i barris de alvaiade
) que ez para serem re- uno, > c<1Xas em iata de unta de oi*>,
COlnidaS deSde ja aS nOtaS euma PorcSo de garrafas de cognac,
(1a Ja aaa a J tu de \ 0,000 e 20,00 O da ko e na mesma occasio tambera ira' a
eilliSSaO do banrO lf,lao 2 Ptm8 cravos de boa con-
ducta, sendo urna mulata de idade de
18 annos e um molecote com officio de
calafate.
LEILO
Quarta-feira 29 do corrente
ao meio dia em ponto.
O agente Uchoa fara' leilo em seu
armazem na ra do Vigario n. 20, de
i vaccas de leite maito gordas e mansas.
Terca-feira 28 do corrente
As 11 /toras em ponto
LEILO
DE
Urna escrava boa cosinheira,
2 cabrioletscom um caval-
lo, um carro e una junta
de bois para carroca.
Antunes tara leilao em seu armazem, ra do
Imperador n. 73, sem reserva de preco, dos ob-
jectos cima mencionados; bem como de varios
movis existentes em dito armazem.
Principiara a hora indicada.
Companhia Indemnisadora
Para cumprr a disposicao dr> art. 19 dos esta-
lulos da companhia de seguros martimos Indem-
nisadora, proreder-se-ha no dia 29 do torrente,
pelas 11 horas da manha, na praca do corpo do
commercio, venda em leilo publico de 15 ac-
Conselho administra ti vo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de contratar para o
rancho da companhia dos menores do arsenal de
gu tubro prximos vindouros, o seguinte :
Pao de 4 oncas, bolacha, cha hysson, caf em
grao, manteiga francesa, assucar refinado, carne
verde, dilu secca, farinha de mandioca, feijo mu-
hiinho ou preto. toucinho de Lisboa, azeile doce
de Lisboa, vinagre do Lisboa, arroz do Maranhao
baralho.
Quera quizer contratar os gneros cima de-
clarados aprsente as suas proposUs em carta fe-
chada na secretaria do conselho, as 10 horas da
manha do dia 29 do correnle mez
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal do guerra. 22 de
agosto de 1860.
liento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
________ Coronel vogal secretario inlerino.
Terca feira 28 de agosto.
reeila da assignalura c nona para os camarotes de primeira serie
esentar-se-ha a opera em quatro aclos de Verdi :
Principiar s 8 horas em ponto
Avisos martimos.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
O vapor Critieiro do Sul, commandante o
capilao de mar c guerra Gervazio Mancebo, cs-
pera-se dos portos do norte at o dia 31 do cor-
rente mez quando deve seguir para Macei, Ba-
i hia e Rio de Janeiro.
Hecebe-se desde j passageiros e engaja-se a
! caraa c encommendas que o vapor poder condu-
zir, sendo despachada com antecedencia al a
-espera de sua chegada r agencia ra do Trapi-
ehe n. 40. escriptono de. Thomaz de Faria.
Pata o Cear, Maranhao e
Para.
Segu com milita brovidade o veleiro o bem co-
nhecido patacho nacional Alfredo por ter par-
te do seu carreganiento promplo : para o resto
Misencoidia do j da fg3 e passageiros. trata-so com o consigna-
tario Caetano Cyriaco da Costa Moreira, no seu
escnploiio, largo do Corpo Santo, ou com o ca-
pilo Travasso no trapiche do algodo.
Para o Ass e Aracaty.
O hiate Beberibe por j tcralguma carga ; para
a reslo e passageiros, trata-se na ra do Viga-
rio n. 5,
Aracaty.
Segu cora muila brevidade. por tei parle da
carga o ltate Vdela, p ira o resto traa se com
Caetano Cyriaco da C. M. no lado do Como Santo
n. 2o-
j ~,rPdr Lisboa salie impreterivelmerle at o
da 15 o bngue Tarujo & Filhos por ter parte
de seu carregameaio prompto : quem quizer car-
regar ou ir de passagera,dirija-se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recife, cscriplorio de
Hanoel Joaquim Ramos e Silva.
Para o Porlo tem a sabir al o fim do mez
o bngue Amalia I: quera quizer earmgar ou
ir de passagem. para o que lem excellenlesrom-
modos, dirjase ao consignalario, na ruada Ca-
deia do Recife, escripiorio do Hanoel JMiaim
Ramos e Silva. *
OMt*AJillIIA
ALLIANCE,
Estabelccida em Londres
Aftrjrj 6)1 m$t.
CAPITAL
Cinco mUYiocB de libras
sleriinas.
Hospital Portuguez de
Beneficencia em Per-
nambuco.
Precisa-se de um cozinheiro livre ou sujeito :
quem esliver as circumslancias de conlratar-so
dirija-se ao mesmo hospital, ou nnuneie para
sei procurado.Manoel Ribeiro Bastos, 1." se-
cretario
es OSr. Francisco Aranha de Souza tem urna
carta no escripiorio de Manoel Joaquim Ramos e
Silva, na ra da Cadeia do Recita
Ensino de musica.
Offerece-se para leccionar o solfejo, como tam-
bera a tocar varios instrumentos ; dando as li-
do Rosario.
John Piaqfouad, subdito britannico, vai ao
Rio de Janeiro.
Jaer aq"lm de Mirauda re,ira-se para o Rio de
Saundcrs Brothers & C. lem a honra de infor-
mar aos senhores negociantes, proprietarios de
casas, e a quera mais convier, que eslao plena-
mente autonsados pela dita companhia para ef- ...... ...-..-."=., .,,.-
fecluar seguros sobre edificios de lijlo e pedra ?oes das7 horas s 9 l|2da noile : a.tralar na ra
cobertos de telha, o igualmente sobre os objectos da Roda 50-
que comiverem os mesmos edificios, quer con-| Precisa-se de urna ama capaz para casa de
aisla era mobilia ou em fazendas de qualquer P"uca familia, de poilis a dentro : na ra da
quauoaae. ; r0j n 54
Um moco chegado ha pouco de Lisboa so | ._ .
offerece para ensinar em algum ensenho a ler "~ amannecer e honlem fugio de um si-
escrever. contar, e gramtica latina e franceza : oml'a1, um cavalio castanho. pequeo,
quem precisar, dirija-se Iota de louca ca ra' sem.si8naes brancos, tem os cabellos das pernas
larga do Rosario. | e '"aos ruivos, o p direito um pouco grosso, di-
nas e cauda compridas, inleiro, est carnudo o
rauilo bem feito de corpo, lem um nico ferro
n anca, representando um R. anda a passo e 6
muito espantado: quem delle souber ou o livor
pegado ter a bondade dirigir-se ao dito sitio
prximo ao do Exm. viscondo de Suassuna, do
lado opposlo, onde tem um lenco de mimo ua
frente com porlao, que ser recompensado.
Prevenco!!!
Estando a lindar os fresc.ies queijos de Serid,
as escolenles macas ea bella manteiga retina-
da em frascos, preVine-se aos amantes das ditos
gneros que venham a elles corr presteza para
depois nao haver queixa no armazem da ra
estrella do Rosario n. 11.
Aluga-se por 30JJ mensaes o segundo andar
do sobrado sito na ra Imperial 11. 169, com 6
quartos, 2 salas, sotao corrido, muilo fresco e
lora escellente vista lauto para Ierra como para o
mar, bem como para a estrada de ferro, quo
passa no fundo do quintal: a tratar no priraeiro
anar do mesmo.
i Manual
Popular homeopathico ou
guia medica das mies.;
de familia.
1 Esta obra conten todas as moleslias at \
'. hoje, seus symptomns e suas causas seus
> IruUmentos emp'-egados, quer em co-
! bulos a Unturas ; symptomas dos medica- 9
> mritos, sua duracao, os medicamentos 3
quecuraprcerapregar um depois de ou- I
tro c seus antdotos. Acompanhado do *
I fcil meio de qualquer pessoa poder co- i
; nhecer do apparelho respiratorio e diges- !
! livo. i
As pessoas quo se dignaran) assienar
esta obra podein dirigir-so praca daIn-
dependencia n.6c8 ; Cadeia do Recife
Jos Cardoso Ayres; Collego, Miranda &
V asconcellos ; ra da Palma n. 50.
Madama Appoline
E
Roussel, primeira costureira da casa de
Madama Millocheau, lem a honra de par-
licipar ao respeitavel publico, que se acha
prompta para salisfazer a qualquer cn-
S-' coramenda concernente a sua arle, assira
B-mmmiTillMmiM a----------- 2B1 ,como reos vestidos para casamenlo, bai
ae^^ssiesss ss s*ssi8si*^@?gs^: 5lc e s.ire-foiius a >> ,noda.
ya.^,-^* I perfeico : as pessoas que de seu presumo


coes da mesma companhia, em tres lotes, sendo o
1. de ns. 2:26 a 230; o 2." do 08. 241 a 215, e o
3." de ns. 361 a 365.
LEILAO
DE
I excellenle vacca turina.
Quarta-feira 20 de agosto.
O agente Costa Carvalho far leilao no dia aci-
I ma era seu armazem na ra da Cruz n. 1 de urna
I excellenle vacca turina com garrotes muilo no-
va, s 11 horas em ponto.
Na ra Direita n. 68 existe um lindo
escravo para ser vendido, o qual mo-
qualquer servico poi-
co e hbil para
da
COHIMUli
DAS
Quarta-feira 29 do VI corrente.
FIA Ra Direita ii. 24,
Mcssageries imperiales.
i Al o dia Io de setembro espera-se dos portos
i do sol o vapor francez Eslremadure, comman-
| danto Trolhor, o qual depois r"a demora do cos-
tome seguir para Bordeaux tocando em S. Vi-
cente e Lisboa, para passageiros, encommendas
ele, a Iratar na agencia ra do Trapiche n. 9,
CMMJIIU BlUSILEIRl
DE
COMPANHIA I'ERXAMBCAXA
DE
avegacao coslera a vapor
e pires pintados de azul
louca azul e 6 de louca
O vapor Iguarass, commandante o secundo
lente Joaquim Alves Moreira, segu viagem
para os porlos do norte do sua escala at a Gran-
ja no da 6 de sclembro s 5 horas da larde.
Recebe carga para a Granja no dia 25 e 27
Acarac 28. Cear 29 e 30. Aracaty 31, Mac
i "o t de setembro. Natal 3 e 4 Parahiha di i i
O vapor Oyapock, commandante ocapitao le- at ao meio dia. Passageiros;' encomiadas e
dinheiro a frele at o da6ao meio dia
ca no Forte do Mallo n. 1.
nente Santa Barbara, espera-se dos portos do
sul at o da 29 do corrente1 mez, quando deve
seguir para Parahyba, Natal, Cear, Maranhao e
l'ar.
Recebe-se desde ja passageiros, encommendas
e engaja-se a carga que o vapor poder condu-
zir sendo os volumes despachados com antece-
den ia atea vespera de sua chegada : agencia ra
do Trapiche n. 40, escripiorio de Thomaz de
rana.
Para o Aracaty com esca-
la por Macei.
O hiate nacional Gralidao segu com brevi-
dade ; para o reslo da carga c passageiros, diri-
ja-se ao Passeio Publico n 11, ou ao Porta do
Mallos, ma do Cordoniz, em casa de Pereira Va-
lente n. 5.
PRIMEIRO ANDAR.
Antunes aulorisado por urna pessoa que se re-
tira para fra da provincia, far leilao na ra
Direita n. 2 primeiro andar, de toda sua inobi-
lia de Jacaranda o mais perlences de urna casa
de familia, e lambem de
Urna boa escrava.
Principiar s 10 horas em ponto.
As 11 horas em ponto.
Soulhall Mellors & C faria leilao por interven-
can do agente Francisco Ignacio Pinto, de duas
raixas com apparelhos para cha e outras muilas
pecas avulsas como sejam urnas, salvas, "alhe-
tei.-os, paliteiros, tinleiros, chaleiras do eleclro
praliada de superior qualidade e apurado "oslo
terca-feira 28 de agosto, era" seu armazem ra
do Trapiche n. 38.
Avisos diversos.
ser milito sadio e sem vicios.
Milho novo
Baha
no armazem "de Manoel Joaquim de
Oliveira&C., em saceos de 2- cuias
bem medidas: na ra do Cordoniz n.
18, em frente a travessa da Madre de
Dos.
Na ruada Cadeia n. 2i, desejasc
fallar-com os ienhores:
Jos Leopoldo da Silva.
Marcelino d- Souza Pereira de B-ito,
Isleto da Costa Campello.
Jo.' Candido de Barros.
Jos|Alvares Monte Biso.
Dr. Julio Barbosa de Vasconcellos.
Joao Alves de Oliveira,
Est justa a venda de. da.as tercas parles da
casa na ra de Ilortis n. 32, que se" acha deso-
nerada de hypotlieca ou penhora : se ha algucm
prejudicado declare.
Pede-se a Sra. Antonia Antiga de Viveiros,
natural da ilha de S. Miguel, o favor de appare-
cer no sitio do Ulrn. Sr. Jos Antonio de Brilo
Bastos, na Passagem da Magdalena, para fallar
com o fcitor do mesmo, a n-gocio de seu inte-
resse.
Na ra do S. Cunalo n. 8, casa de sotao, j,
precisa-se .lugar urna escrava fiel, quesaiba fa- H^aKM92l*KK9W9KvWSK3l$I
zercom perfeico o servico interno e externo de
se quizercra ulilisar, podem di-igir-se #
ra da finperalriz n. 11, primeiro andar. $$
*@#@3$ @(^ @
Na livraria n, 6 e 8 da praca Ja
Independencia precisa fallar ao Sr. Ma-
noel Antonio Pinto da Silva.
f e^* O Sr. Joaquim Ah-,s |
^ Conti acadmico do priraeiro auno, queira Z
g* ir como se Ihe tem pedido por vezes u ra ja
) da Cadeia do Recife d. 23. @
S@@;^3 O credores de Manoel Martins de
Oliveira (evem suas cuntas no armazem
de Nnnes & Irmao, aim de serein con-
feridas e pagas com o que produzio a
venda em eilao.
O Si Paulo Francisco de Rezen-
de queira npparecer no escripiorio de
Xunes & Iiinio, e aiii entender-se com
todos os seus credores a negocio de que
Smc. nao ignora, e nao o fazendo os
raes nos credores recorreroa autorida-
de competente.
! Dentista de Paris.
15Ra Nova15 1
Frederico Gaulier, cirurgiao dentista, ^
faz todas as operace sda sua arle e col- *
loca denles ariificiaes, ludo com a supe- S
rioridade e perfeico que as pessoas en- 5g
tendidas Ihe reconhecem. *
Tem agua e pos denlifricios etc.
geren-
de roda
de compri-
vara e meia de com-
com 10 palmos de
Leudes.
LEILAO
REAL fiOMPANIIIA
DE
Paquetes inglezes a vapor.
Al o dia 29 espera-se da Europa um dos va-
pores desta companhia, o qual depois da demora
do costme seguir para o Rio du Janeiro tocando
na Babia : para passageiros ele trala-se com os
gentes Adamson Howie& C ra do Trapiche
Novo n. 42. r
As 11 horas em ponto.
O agente Uchoa fara' leilao na escadi-
nha daalfandega de um excellente boi,
o qual sera' vendido sem reserva de
preco.
iK
i\
remos, pregado
Riode Janeiro,
a barca nacional Clemenlina sahe cora brevi-
dade : pnra o resto da carga e passageiros, tra-
ta-se com Gnilherme Carvalho C, na ra do
Torres.
Obrigue brasileiro Imperador, recebe al-
guma carga a frele para o Rio Graode do Sul: a
lar com Amorim Irmos, ra da Cruz n. 3.
Para a Baha.
Pretende seguir veleira e bem conhecida su-
maca nacional Horlencia, nest s 8 dias, lem a
eu bordo melade do seu carregamenlo, para o
reato que Ihe falta Irata-se cora os consignata-
rios Azevedo & Mondes, no seu escripiorio, ra
da Cruz n, 1.
Quinta-feira 30 de agosto.
O agente Francisco Ignacio Pinto far leilo
em seu armazem ra da Cruz n. 51 dos seguin-
les objeelos, a saber :
Urna escrava de 5 annos de idade, a qual cose.
lava, cosinhasoffrivelniente e engorama per-
feilamenle.
Vinte relogios americanos proprios para cima de
mesa.
Cenlo e vinte caixas com charutos da Bahia.
Dez duzias de garrafas cora vinho Xery
Muilas e diversas pecas da marcineiria, como
sejam guarda-loucas, guarda-vestidos, appara-
dores, commodas, camas, mesas, um piano e
outros di Reren tes objectos que eslaro vista
dos compradores
Principiar s 10 horas.
LEILAO
DE
2 casas terreas nsJSel 7
RuadaViraQo.
Sexta-feira 31 do corrente.
Antunes fai leilo em seu armazem na ra do
Imperador n. 73, de duas casas terreas na ra
da Viraco ns. 15 e 17, as quaes sao em terrenos
proprios e lem 2 quartos, salas, cosinha tora e
um grande quintal. Os preUndenies as podero
examinar ese informaren) com o referido agente
em dito armazem.
Dar principio s 11 horas em ponto.
E' muito bom.
Tror-a-sea propriedade Barbalho, na pivoacao
do Monteiro, cora boa casa de vivenda, urna
grande olera, e muilas bmaspara capira e ma-
tos, por oulro sitio mais pequeo que lenha boa
casa de vivenda e algum arvoredo de fructos
per'.o da praca : os prelendentes dirijao-se
ra da Concordia n. 36. armazem* do sol.
l'erdeu-se no dia sabbadu 25 do corrente
urna earteira contendo em dinheiro 17j, o urna
letra j vencida aceita por Antonio Jacinlho do
Medefros Oulra. da auanlia do 281, outra dita
aceila por Jos Joaquim Alves Xavier da quan-
lia de 194$iOO rs., e um val do raesmo de 60
e oulra de nominaos Francisco Alves Ferrerra',
da quaruia de 127$, o mais alguna papis ; quem
a tiver ichado e a quizer restituir, pois s se
exige as letras, a poder entregar no deposito do
largo da Ribeira de S. Jos n. 15, que Ihe flcar
muito ohrigado,
Joao Adriano de Afelio Dutra.
0 abaixo assignado previne ao publico que
nao faca negocio de qualidade alguraa com Lau-
rinda Roza da Silva, moradora era Caruar a qual
de prsenle se acha orculta nesta cidade, com os
escravos Joaquina crioula e dous filhos da mesma
Clemente o Prudencio.os quaes perlencem ao abai-
xo assignado por compra que flzera so marida da
mesma Laurindn ; o esta lendo sentenca contra,
evadio-se com os ref-ridos escravos para esta ci-
dade; portanlo o abaixo assignado nao s protes-
ta haver os seus escravosdo poder de quera quer
que fizer transaccao com elles, como quem os
acoutar. Recife 27 de agosto de 1860.
Antonio Manoel Pereira Vianna.
Antonio Jos de Oliveira, estabelecido na
ra da Cadeia do Recife, faz sciente ao respeita-
vel publico e com especialidade ao corpo do com-
mercio, que por haver outros de igual nome, de
hoje era dianle se assiguar Antonio Jos de Oli-
veira Lobo.
Jos Francisco Mais, subdito Portuguez re-
tira-se para o Riode Janeiro.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar
ou de dotisem bons estados com quintal, nos bair-
ros da Ba-Visla e Santo Antonio : quem o ti-
ver diriia-se a ra do Crespo n. 25.
O oftcial da secretaria do
urna casa de pouca familia. Paga-so a contento.
Emile Bernsrd, subdito francez, relira-se
para fra do imperio.
Precisa-se alugar urna mulher de meia ida-
de. que saiba cozinliar e engoramar, para ajudar
urna ontra na cozinha ; na ra da Imperatriz
n. 66.
Svilliam Tipping, subdito ingloz, relira-se
para a provincia do Maranhao no vapor Oya-
pock.
Precisa-se alugar um preto para o servido
interno, e que seja canoeiro : na fabrica de sa-
rao do Franca, na ra nova de Sania Rila.
Na ra do Padre Fluriano n. 40, ha para
alugar urna negrinha para ama de leite.
Antonio de Souza Teixeira, subdito portu-
guez, relira-se para fra da provincia.
Relira-se para a Bahia Jos Maria da Silva,
subdito portuguez.
= Precisa-se de um feitor para trabalho de
campo, para um engenho muito porlo desta pra- J-$
ca : a Iratar na ra do Vigario u. 6.
Precisa-se de 6:000tf a juros com toda se-
guranza, a contento, pelo lempo de 5 mezes, cora
boas firmas ou com hypolheca em bens que cu-
bra o emprestirao : na ra da Matriz da Boa-
Vista n. 13.
Na ra Ja Concordia n. 12 faz-sc toda e
qualquer escripluracao comraerciol, tanto por
partidas dobradas como simples, seja qual for o
lempo e a desord m em que se achem.
Caixeiro
SOC1EDADE
Recreio Litterario e Benei-
ceule.
Por ordem do Sr. presidente effeclivo lenho a
que domingo 2 de se-
Prccisa-se d3 um rapaszinho portuguez que
lenha alguma praliea de fazendas : na ra da
Imperatriz n. i.
O Sr. Joao da Cunha Reis tem urna C3rta
na ra do Queimado n. 28, priraeiro andar.
^Consultorio central homeopathico^
PNBMBmium 1
$ Continua sob a mesma direcrao da Ma- @
@ noel de Mallos Teixeira Lima, professor dj>
# em homeopalhia. As consultas como d'an- @
tes.
goper-
no que tem sido chamado pelos berdei-
ros de Caetano Pereira Goncalvesda Cu-
nha o Sr Domingos Jos Soares.
Aluga-se urna excellente casa ter-
rea em urna das melhores ras da Boa
Vista, com commodos para grande fa-
milia, a saber 2 a Ico vas, 3 quartos, so-
tao com 4 ditos, quintal murado e plan-
tado : a tratar na ra da Mangueira n.
8, das 7 as 8 horas da manha e das 5
as 7 da tarde.
Aluga-se urna escrava moca e disposta para
lodo aorvico de urna casa : quem quizer dirija-sd
ra do Soreg (no Campo Verde) ns penltima
casa do lado esquerdo.
honra de fazer publico,
tembro, s 6 horas da larde, lera lugar no salo
do palacete da ra da Praia, a instalacao solem-
ne dasociedade. para cujo flm, pelo presente sao
convidados os amantes das letras o do progresso:
devendo para mais brilhantismo apresentarera-se
decentemente vestidos, nica condico quo se
exige para obterem/ingresso.
O mesmo Sr.^rtesidente manda convidar, com
especialiJade, as familias quo se dignaren) de
abrilhantarcora suas presencas o acto : scienti-
icando queacharo era dito'salo lugares muilo
proprios e dislinclos para assislirem a sessao, a
exemplo da do anniversario da associsco dos
lypographos.
Finalmente, o mesmo Sr. presidente, minda
avisar aos 3enhores socios instaladores, quo se
derero achar em dito salo s 3 horas da larde
do mesmo dia da instalacao.
Recife 27 de agosto de' 1860.
Benlo Jus Alves Vianna Filho.
1. secretario.
Precisa-sede urna ama que saiba cozinhar
e engomraar : a tratar na ra do Vigario n. li.
segundo andar.
Precisa-se de 1;000} a premio, dando-se
por seguranca urna casa : quem tiver, dirija-se a
ra da Praia n. 47, primeiro andar.
Praga.
Quinta-feira 30 do correnle, peranle o juizdos
feitos da fazenda nacional, se ha de arrematar
por ser a ultima praca urna casa terrea de taipa
no lugar de Apipucos, com 2 portas de frente,
urna sala, um gabinete, 3 quartos, cosinha e quin-
tal em aberlo, emchao foreiro, avaliada por 7O0#
rs., por execuco da mesma fazenda, contra os
herdeiros de Pedro Jos Carneiro Monteiro : quem
a protender arrematar, compareca no lugar e ho-
ra do coslume.
Recife 25 de agosto do 1860.
O procurador dos feitos,
Fernando Alfonso de Mullo.
Por se ignorar a moradia dos senhores abai-
xo mencionados, roga-se aos meemos dirigirem-
se loja da ra da Cadeia do Recife u. 64, a ne-
gocios que lhes dia repeito :
Antonio Igacio Brando.
Manoel Pereira da Silva.
Ignacio da Silva.
Jos Augusto Teixeira.
Jos Joaquim da Rocha.
Jos Ildefonso Souza Reis.
Antonio Joaquim de Oliveira.
Antonio Pereira da Rocha.
Joaquim Fernandes de Azevedo.
Offerece-se urna senhora de idade o boa con-
ducta, para araa de rasa de homem solleiro : na
ra estreita do Rosario n. 27.
Aluga-se um moleque para todo o servico:
na ra Direita n. 88, 3o andar.

9
os pro-
g Botica central homcopalhica
h Do
| DU- SABINO 0, L PIMO-
gj Novos raedicaraentoshomcopathicos en-
va los.ia Europa pelo Dr. Sabino.
Estes medicamontos preparados espe-
S cialmente segundo as necessidades da ho-
S raeopathia no Brasil, vende-se pelos pre-
jij eos coohecidos na botica cendal horneo- Z
^ palluca, ra de Santo Amaro (Mundo No- *
# ) n 6- 2
JtiMUMiHftiMmfi
Alaga se um sitio grande com
excellenle casa de vivenda, com todas as
commodidades para familia, no lugar
da C%ta Forte : a tratar com
p rieiarios, N.O. Bieber & C.
* greacla los iabr icantes america-
nos Gronrer & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
fohnston & ra da Senzala Nova n. 52
^K O Dr. Casanova pode ser procurado a <
3> qualquer hora em seu consultorio horneo- ^
X pathico em Pernambuco ag
30RA DAS CRUZES30 B
;d| No mesmo consultorio acha-se sempre v
jfjj grande sortimento de medicamentos em |j
tinturas e glbulos, os mais novos e bem t
preparados, os elementos de homeopalhia fl
LASA LlISO-BRASLEIKA,
2, Goldeu Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellentes ac-
commodagoes para muito maior numero de hos-
pedesJe novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos e dosSrs. viajantes que
visitera esta capital; continua a prestar-lhesseus
servicose bons ofcios guiando-os era todas as
cousas que precisera conhecimento pratico do
paz, etc.: alm do portuguez e do nxlcz flla-se
na casa o hesoanhol e francez.
-/O>m tiver um sitio perto ou
long desta^cidade, com tanto que ten ha
casa irle vivenda, arvores de fructo e fi-
que projyiioao banhosalgado, tempe-
rado -rt doce, e o queira alugar diri-
m-
ja-se ao largo do Terco casa t.rrea
mero 33.
. 7~ p/e=isa-se fallar com o Sr. Miguel Alean-
drfno da Fonseca Galvao a negocio de seu inlc-
resse : na ra do Queimado n. 61.


OtARO D PERNaMBUCO, TERQA F1RA 28 DE AGOSTO DE 1860.
KKDWiiiaflSISlKlTO
DE
NALOJAE ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos,
Hctoonitc do bccco Aa Congregado letreiro verac.
Seda de quadrinhos muilo na covado
Eufciics de velludo cum froco prelos c
de cores para cabera de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo sedas, 15
0 e seda, cambraia e seda tapada o
transparente, covado
Luvas de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homens e meninos
Lencos de seda rxos para senhora a
25OOO e
Mantas para grvalas e grvalas de seda
de todas as qualidades
Chapeos Trance/es forma moderna
Lencos Jo gorgurao prelos
Kicas capcllos brancas para noivados
Saias baloo de todas as qualidades
Tafel rxo o covado
Chitas francezas '260. 280. 300 e
Cassas francezas, a vara
IgOOO
9
I
S
2500
I
82500
2;000
I
9
*5O0
32U
S500
Setim preto azul c encarnado proprio
para forros com i palmos de largura,
o covado I36OO
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado 250OO
Chales de merino bordados, lisos e es-
tampados de lodosas qualidades 9
Seda lisa prcta e de cores proprio pa-
ra forros com 4 palmos de largura, o
covado 1J5C0
Ricos corles de seda prelos e de cores
cora 2 saias e de babadus 9
Ditos de gaze e de seda phanlasia !J
Chales de touquim muito finos 8
Grosdonaple preto c de cores de todas
as qualidades 9
, Seda lavrada prela e branca 9
Capas de Gl c visitas de seda preta cora
froco
A erriprezn da illum-macao a gaz desta eidade, faz scicnte a todas as
pessoas que collocara-m candieiros de gas-era seus casas, e aos que preten-
den! ainda colloc-ir, que tem resolvido baixar os precos dos globos de vi-
dro p ira U'500, 2$ e 2$500 os ruis ittos que se pode fabricar, os pr ten-
dentes a cha rao no arraazem da ra do Imperador 11. 51, um comple-
to sortimento a sua escollia, assim como candieiros, arandelas e lustres
cJiegados ltimamente, de gostos variades e do mellior que se pode -e-
Mjar* Rost on Rooker & -C.,
Agente.
APPHOVAflO E AlTORISAClO
DA
E JUNTA CENTRAL BE HYGIENE PUBLICA
Julio ct Conrado,
fazcm scicnte aos seus freguezes, que se encarre-
gara de mandar fozer toda e quolquer obra ten-
dente a alfoiute, pora o que tem controla lo em
sua casa um perfilo mestre chegodo de Pars 110
ultimo vapor, o qual recebe os ltimos Qgurinus
de 15 etn 15 das para execucao de sa prolissao.
ftua do Queimado n. 48.
Julio & Conrado participan) aos seus freguezes
que tem sempre prompto grande surtimento de
rotipa feila, como sejam, casacas, sobrecasacas,
calcas o colletes, e paletolsde panno e brira, tan-
to para honicm como pora meninos, o mandara
fazer toda c qnalqucr obra por medida.
Bcrnardino Anlonio l'ereira Bastos com de-
posito na ra Direita n. 30, roga aos seus deve-
dores que lenhora a bondade de vir saldar suas
cootos at o da 30 de setembro, do contrario
passaro pelo desgosto de verem seus nomes por
extenso ueste jemal.
Diletantes atiende i.
Quando o vosso gosto se desenvolve
pelos sons liarmoniosos de urna voz que
tanto vos embelesa, quando o pisar g.r
boso de urna prima dona no palco de
Santa Isabel tanto desafii a vossa sym-
pathia e alieicao, quando finalmente
um jardim de flores parece surgir da
trra tm que ella pisa, e cujo matiz
tanto apreciavel se torna, justo e que
de mistura com estas llores aromatisadas
pela natureza se confundam aquellas
que sendo produzidas pelo artificio na-
j da diminuem de valor e que nao sao
menos dignas de se ollertarera. L' pois
na ra da Santa Cruz casa n. 28 aonde
encontrareis os mais bem acabados bo-
quets de cravos, para cujo ira sois con-
vida los a ver, quando menos para ad-
, mirardes a perteicao, Esta' a exposi-
eao na mestna casa.
Pcrdeuse na noilc- de 22 do correnle, no
caminho da estrada de Luiz Vieira at a ra da
Concciro, na Boa-Vista, um mantelete de vel-
lido preto : a pessoa que o tiver achado e qui-
zer reslilat-lo, recebor 108 de gralificac,o, na
ra da Cruz n. 4.
Allenda-se.
Algnnsdos credores da firma coinmercial Silva
& Motta lendoxio Diario de Pernambuco de 8
do frjenlo moz um amiuncio do socio Eslcvao
Jos da Moli, declarara que nao leem renuncia-
do nem renunciam seus direitos sobre os bous
particulares de ambos os socios da dita firma
pelas obrigr.coes solidarias conlrahidas em no rae
della.
JosKih Wawts, subdito inglez, relira-se pa-
ra o Uto de Janeiro.
OIT.'rcce-se um moco para caixoiro de es-
cripia, toj, o arraazem", excepto taberna oulra
qualquer arrumarn, c d fiador a sua conducta.
l'recisa-se de Jomar a premio dous contos
de rea dando-se um predio de dobrado valor :
quetu pretender an+cuncie para ser procurado.
O Sr. Belizark) Adolpho l'ereira dos Sanios
lenlia a boudade de apparecer na ra doQueinia-
do r. 46.
Jernimo joaquim Rodrigues, subdito por-
logtitz, reliro-se para fra da provincia
Na ra da Praia n. 2 existe urna caita pora
o Sr. Joaquim Ignacio da 'Silveira, viuda de
1 Macei.
I Na nova laja na ra estreila do Rosario n.
35, eslabelecimeiilo de funileiro, recebe-se qual-
quer enccmmenda, e se opror.ipta cora a ranior
trevidade, e se -vende ludo por preco coramedo.
ATTENCHO.
" Fugio desde o da 13 do correnle mez o esora-
vo Luiz com osignaes seguimos: crioulo, cor
fula, alto e bem feilo do corpo, gago bastante,
e tem o dedo mnimo do p corlado, natural
do sci ton doear : quem o pegar, leve-oa-seu
' senhor na roa Oireila n. 112, su na ra de Apol-
lo n. 43, arma/era de assucac, que sera'recos-
pausado.
SYSTEMA MEDICO UE HOLL HAY.
PILLAS HOLLWOYA.
Este tnestimavel especifico, composto inteir-
mente de hervas medicinaes, naocontm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria Be
niguo mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto escguio para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
nteiramente innocente em suasoperaces e ef-
fetos; pois busca e remove as doencaa de qual-
quer especie egro por mais antigs e tenazes
que seiarn.
Entre milhares de pessoas curadas com estt
remedio, multas que j estavam as portas da
more, preservando em seu uso : conseguir
recobrar a saude e forras, depois de haver tenta-
do intilmente todos os cutios remedios.
As mais aifltcias nao devem entregar-sc ade-
SSSStfSi&n Um ""Pe'^te gensaio dos
SSSlSS* ?esla sombrosa medicina, e
P 111 1 U|,erarao o beneficio da saude
DaSana^auPerrC,,Ven!p0enJt0mares,er^edi''
para qnaiquer das seguintes enfermidades:
ft
Pebre de toda a especie
Golta.
Uemorrhoidas.
Ilydropesia.
Ictericia.
Indigesics.
Iflflammayes.
Irregularidades de
mcnslruacao.
Combrigas "de toda es-
pecie.
Mol oe Pedra.
Manchas na cutis.
Obsirucyao de ventre.
l'hihisica oucoinsump-
i.Tio pulmonar.
I'ieteiicoo de ourina.
Itheumalismo.
Syra plomas secundarios.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPATC.AS
Irk
Para-seren applicadas s partes affectadas
sem resguard nem incommodo.
AS CHAPAS MEDICINAES sao muilo coiihecidas no Rio de Janeiro e em todas as provincias
dcstt imperto ha m.ns de 22 annos, esiio afamadas, pelas boas curas que se lera obtido n3s enfer-
midades abaixo escripias, o que se prova cora inomaoros alleslados que-exislem de pessoas caoa-
zcs e de AiGlinccoes. v y
Boro k G.
avisam w respcitavcl corpo do commercic tjuc
mudoram o sen escriptorio da ra da Cruz o
Recife n. 5 para a mesma ra n. 9.
Sitio para akigar.
Na Capunga Nova contiguo ao silio do Dr. Ja-
cobina, e eni frente da ra que vai ter a S. Jos
do M.inguiriho, esl' para alugar-se um sitio com
bastantes arvores fructferas, pequea baixa de
capiro, escellente casa assobradada, que tem
commodos para grande familia, cocheira, caval-
larice, cosa para criados e para iiauho : a tratar
na ra Nova n. 56.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areas (mal de).
Asthma.
: Clicas
Convulses.
Debilidade ouextenua-
clo.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
! -nos rins.
, Dureza no ventre.
[ Enfei midades no ven Ir
: Dilasno ligado.
Ditas venreas.
|Enxaqueca.
j Herysipela.
Febre biliosas
intermitente.
Vendem-sc estas pilulas no estabelecimenlo
; gem de Londres n 224, StranJ, e na lojo de
i todos os blicarios droguistas e outras pessoas
. ennorregidos de sua venda em toda a America
do Sul, Havana e llespanha.
Vendem-se as bocclinhas a 800 rs. cada urna
dellas, contera uina inslruccao em portnguez pa-
. ra explicar o modo dse usar deslas pilulas.
O deposilo geral em casa de Sr. Soum phar-
i meceulico, na ra da Cruz n. 22, era Pernam-
buco.
ELOGIO E AGRADECIMENTO.
. Forte iiifuiiiiita<'fio na bocea dO es
ImitiiKo.
SoffreHdo eu por longo espaco de sele annos
urna forte inflammaro no bocea do estomago,
que bastante alD.icc.ao me causava por me lirar
I quasi a respirado, e tendo feito quanlo foi pos-
sivel pera obler melhoras, ludo foi baldado, e rc-
; corrrado s chapas medicinaes do Sr. Ricardo
Kii-k, esrriploriu na rua do Parto n 119, com
ellas tive a felicidade de rae adiar inleirameule
\ born no curio espaco de 30 das, pelo que mere-
ce de cerlo todos os meus elogios, nao s pela
i rapidez do curativo, como por nao causaren) in-
commodo algum nem precisaren! de resguardo.
Manuel Amonio de Freitas.
Rua de S. Jos n. 75, Rio de Joneiro.
Aos dilectantcs.
A alguns das que se acha nesla capital a Sra.
Magdalena Bruccione, cont,a italiana de nierilo
: distinelo, e que de passagem nesta cidade desr ja
I mostrar aos dilectantes o seu talento artstico.
A Sra. Bruccioni dopois de ter cantado com
| unnime applauso em varios Ihealros da Europa,
| onde conquisto!] os elogios de lodos os enlende-
dores, foi a Bahia e all por espaco de seis mezes
nunca foi ouvida que nao excilosse um sincero
enihusidsmo.que nocolliessem louros justamente
merecidos. Na cdrle, onde estere ltimamente,
mostrou cor-varias vezes qoanto valia o seu t-
lenlo.
Esta dama sabe que Pcrnambiico tambem o
patria das licitas artes ; que aqui, como em todas
ascidades-cultas do mundo tambem se anima e
|segalardoa o verdadeiro meiito, e que a arle
; musical tem aqui tao numerosos como justos
i apreciadores.
A urna artista conheciJa, com inconlestavel
merecirnenle nao possivel, que falle o desejo de
preseniar-se diante de um publico lao juslo
apreciador to verdadeiro bello.
A Sra. Bruccioni tenciona, pois, segundo nos
consta, dar brevemente um concert, e confia no
bom gosto dos amadores desla capital, esperando
merecer prolecgao e-acoltiimcnto que elles cos-
tumara prestac na exhuberanle generosidade a
todos os anislas que aspiram allrahir a sua at-
tencao. e conquistar a sua sympathia.
Se agradar, oxal que sim se um s applauso
colherdo elegante publico Pernambucano, ser
maisuin laurel precioso que adornara a coroa
lyricada aitisla, mais urna torna sua vida, mais
um momento de encanto ua laboriosa e diicil
carreira que percorre.
Altenco.
Alten cao
Aluga-seo priraciro andar da caso n. 15 da \ Vende se na rua Ha CVi n AR ,.mo
rua do Vigario : a tralar no caes de Bamos n 2 i *^ e, ? Ua da ^ uz n- 48 a
andar terreo, ou rua Augusta n. 9i cora Pra- i xedes da Silva Gusmo. dizem que tem loja em nome de oufto
Romualdo Alvos de Oliveita, ad ; na iua da [raperatriz, cojo devedor
vogado provisto nado pela relajo, en- jchama-ie Antonio Jote de Azevedo,
carrega-S de qualquer defeza crime no
jury, ou peronte qualquer autoridade
Bem conhecido no patz lia 10 annos co-
mo escriptor pjjbliro, espera merecer
conianca, visto que, quando preciso
defender qualquer pessoa, nunca tre-
pidou e jamis trepidara'em frente de
dilllculdadis. Fara' tudo quanto esti-
ver ao alcance de sua acanhada inttlli-
gencia para defender 'seu cliente.
Achando-seo jury funecionando, ole- .
i-^i .,. ~ j i Canas de agulhas francezas a 120 rs.
rece-se para encarretrar-se de quelquer; sapatos de tranca de lgodao a 1200.
deeza : toda e qualquer pessoa -
que nao poder pagar e nao quizer su
geitai seao advogado dos pobres, elle o i
defender' gratuitamente como de seu Phosphoros em caixas de folha a 120 rs.
costme Em quanto nao f,z a vingem R^ tBSSHS; SS S500.
que pretende pode ser procurado no '
lugar de sua residencia rua Direita n.
7 oseada pela rua da Penha, ou no es-
criptorio do Dr. Druinmond ou tabel-
liao Almtida, rua do Imperador.
Sacca-se sobre a B.hia : em casa de Ar-
kwn?M& C., rua da Cruz n til.
PILULAS PAULISTANAS
Ob PRIMEIROS DLl'UKATIVOS.
Rival sem segundo.
Na rua do Queimado n. 55 dc-
fronle do sobrado novo, lo-
ja de miudezas de Jos de
A2cvedo Maia e Silva, tem
para vender os seguintes
artigos ab!ixo declarados:
Caixas de agulhas francezas a 12(1 rs.
Sapatos de tranca de '
pobre unos de loa a 96OO.
Carlesdealfineles finos a 100 rs.
Espelhos de columnas, madeira branca, a 1 t'O.
Ditos dito de Jacaranda, alg600:
Todas as molestias tem una tendencia de im-
pureza do sangue, seja machucadura mais insig-
nificante, e que cause urna dor de que pouco
caso se faz, Quanlas enferraidailes morlaes re-
soltado de conlusoes, tiros, focadas, quedas, ele. 1 < r < m, u ouu ib.
:lc. Para livr.ir de qualquer tno resultado de- I Pranja de loo para vestidos, peca a lOCO.
pilulas n. : Macos de tranca de loa muilo fine, a 500 :s.
Carloes de clcheles do superior qualidade. a
40 rs. M
Caixas colchles batidos, a 60 rs.
Gaita de obreias muilo novas, a 40 rs.
Fiascos de oleo de babosa mjilo fino, a 600 rs
Ditos dilos para fazer o cabello corredio, a
19000
Sapatos de la para crianzas, a 200 rs.
Pares de raeias cruas para meninos, a 160 rs.
Pares de luvas de cores fio de Escossio, a
320 rs.
Pares de meias para meninos, a 240.
Macos de grampos muilo bons a 40 rs.
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar pennas a 100-rs.
Grvalos de seda muito finas, a 600 rs.
Thrsouras de costura mullo finas, a 500 rs.
Ditos para unhas idem, a 500 rs.
-------..-... i|i(UMJJl| ti,H'l MOIIII
ye-so tomar logo que se poder 3 a6p
S@Sg;@@@@@ =
Consta nt,
------------------ *..- .vim. 1,111 uv >j\. o cnHIllS pC
cem appiKadano seu lugar. r
P(3de-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serao acompanhadas das competentes explicaces e tambera do todos os accesso-
nos para a eollocato dellas.
Consultas a todas as pessoas que s dignarem honnarcom a sua confianca, em seu cscripto-
Jio, que se achara .afeerto todos os dias, sei excepcao, das oras da manhaa'is 2 da larde.
alfatale de Paris, tendo transferido a sua
residencia para a-rua do Imperador n. 42, g{
roga a lodosos seus auligos freguezes ea g
todos as pessoas ora geral, que oquizercni
honrar cora a-sua freeuezia que hajam de
o procurar d'ora era dianle na dita casa. O ^
mesmo aununcia que prepara vestidos a -
amazonas pasa senhoras montarera a ca-
^n Tk .*. *r a: 1 rv *: 1 mt* vallo.
g'.S
"> @@@@ @Sg
Borba.
119 R
RTO ||9
PERTO DO LARGO DA CAHIOCA.
m sa:

A-aaliida que lera tido este rap prova sua boa
q^i.ilidade. nao dpsraeutiiido assim a qualidade do
fumo de que feilo, colindo as immediacoes da
ridodc a que deve seu nome na provincia Giam-
Par : deposito, ru da Cadeia n. 17
Atogo-se urna pela crioula, moa, escrava,
para o servico de urna casa, e fazer as compras
na rua, rom todas as habilidades precisas : quem
pretender, procure na rua Imperial n. 54, que
l achara com quera tratar.
Prccisa-e de urna pessoa para fazer urna
escripia por-partidas dobradas : na rua do Ron-
gel n. H.
2; passadas 3 horas a mesma dse das de 11.1,
repetir cada 12 horas da mesma maneira, pelo
lempo de 36 horas. Vejara este cxemplo que
obaixo segu.
Na noite de Sania Cruz dcsle anno fui atirado
cora un tiro de pistola, a baila cnlrou-inc no pei-
lo esquerdo alravessando-o ; applicaram-me as
pilulas paulistanas, d-itei sangue por cima e
por baixo, e gracas a eslos milagrosas pilulas sal-
vei-n.e da morle qiie dereria levor-nie a se-
pultura. Frcguezia da Culi 11 de agosto de 1859
Joaquim Rodrigues.
Dcposilario c correspondente, na rua do Parto
11. 119, no Rio de Janeiro.
mtMMi ej9#j mummm
>& o Dr. Azevedo Pedra. ha pouco che- @
V gado nesla capital, faz scieule ao respei-
tavel publico que acha-se prompto a qual-
quer hora em sua resitencia rua da Im- as*
peralriz,sobrado 11. 88, segundo andar, fe
prestar os recursos de sua profisso ; na
mesma casa d consullas gralis aos po-
bres.
&@@@ @@@@@f
Precisa-se alugar urna escrava pora casa de
pouca familia : na praca da Independencia n.
38 se dir quem a pretende.
Evaristo Hendes da Cunha Azevedo, tendo
sido nomeado agente de leudes pelo integro Iri-
bunal do commercio, faz scieule ao publico as-
sim como ao respeilavel corpd do commercio e
a seus amigos que o acharao sempre dispo exerceras func^es de seu cargo cora cnergia c
zelo, podendo ser procurado na rua do Vigario
n. 22 lodosos dios das 8 horas do dia s 6 da
tarde.
Gravador e
rador. I
Crava-se e doura-se em marmore lellras pro- '
prias para calacumba ou tmulo a 100 rs. coda j
urna, o annuncinnte aprsenla seus trabaihos
nos tmulos dos Illms. Srs. Viraes, Dr. Aguiar, !
Guerra, Tasso e em oulros mais rua da Caixal
d'Agua n. 52.
Alugam-se 5 prelos proprios para todo:
o servico aqui na cidade, sendo annualmeulc : I
quem precisar dirija-so a rua do Imperador n.!
39, entrada pelo becco do botequim do Paira,
segundo andar, das 6 s 9 horas da manhaa ou i
na praca do Corpo Sonto escriptorio n. 5, das 9
s 4 da tarde.
2@@@@ @it @e@
O abaixo assignado estando a fazer in-
m venlariopor morte do sua inulher pede a $g
B quem se julgarcredor de seu casal, que
aprsenlo suas contas c aos que sio seus ?g
devedoresque venham soldar as suas.
Fnncisco Gomes de Mallos Jnior, fe*
4> # ibi y iji b i
Juo Francisco^ernandes de Castro reti-
ra-se para Europa.
= Paga-se o dividendo da Companhia Vigilan-
le. ua rua do Trapiche n. 8.
dou-
Rua do Brum (passando o chafariz.)
Ko depoiiilo ueste estabe\eeimento sempre \ia grande sortinkeuto de me
Hansmo pava os engenltos de assucar a saber:
Machinas de vapor modernas, degolpe cumprdo,;conomicas de combustivel, e defacillimoassento;
Rodas d'agua de ierro com cubos la madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
Cannos de ferro, e portas d'agua >ara ditas, e serrilhas para rodas de madeira*;
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Meia moendas com rodetasmotorasjara agua, cavallos, oubois, acunbadas em aguilhdes dtaz ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pare ebicas para o caldo, crivose portas de ferro para asfornalbas;
Alambiques deferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Rodelas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos oubois;
Aguilhes, bronzes e parafusos, arados, eixos e odas paracarrocas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D. W.Bowman confia que os seus freguezes acharao tudo digno da preferencia com
que o honram, pela louga experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podar? necessilar.
Coiupras.
C0inpra-se| um selyndro pata padaria : na
fabrica de sabio por delraz da tgreia de Sania
Rila.
Compra-se um oratojio de jacarando, mo-
derno, de -tres faces, envidracado, de 4 palmos '
pouco mais ou menos de altura', sendo obra raui ,
pprfeila. Tambem se compra um selim para se- :
^ihora, de boaqualidade, que esteja em bora uso : "4"" iuujiu uuuus ue imuiepeiuiii 1
linean pretender dirija-se a rua Nova, loja do 2 iJHiOO.
marmore. Ditos de outras qualidades a &'iOO o 3g.
i-etiUio c seda para enfeile de vestidos, peca
a 1*000.
Na rua da Imperalriz n. 37 vende-se um
carro muilo leve c novo, com assentos pota quil-
tro pessoas c bolea.
Novo rape do
Para.
Vende-se novo rap do PrS, dito grosso, dito
meio grosso, dito fino, dito Meiron, dilo Pauio
Cordeiro, dito Lisboa, dilo franeez, dilo Rocha ,
na mesma loja vendem-se franjas para cortina-
dos muilo tinas, franjas de seda de lodas as co-
res, capachos para beira de portas, e multas
miudezas em cotila : na rua larga do Ro-
sario, passando a bolica do Sr. Benlo Correa, a
segunda loia n. 38.
Na loja do Arantes vende-se a dinheiro
vista sapales de luslre paro homens a 4#.
Vende-se um cavallo mellado manso, e lotn
I do sella e tambem um cavallinho pequeo, russo
para menino, bom baixeiro e galopeador: a iratar
, na rua do Colovello padariodo Leo do Norte.
Loja das G por las
EM
Frente do lAvramenlo.
Roupa feita barata,
Palelols saceos de casemira escura a 4, dilos
de alpaca preta a 4, ditos de brim pardo a 3*>,
camisas brancas c de cores a 2#, ditas de foslo
I liiias a 2*500, palelols de panno lino, dilos do ca-
t semira de cores, calcas de casemira preta e de
! cores, colletes de velludo e de seda, um comple-
to sortimento de roupa feilo, que vende-so por
lodo preco.
Loja das seis portas en
I frente do Livramenlo.
Covado a 200 rs.
Chitas francesas largas de bonitos gostos a 200
rs. o covado, dilas eslreilos podroes a imilacio
de lazinhas a 160 rs. o covado, cossas do sal pi-
cos broncos e d cores a 240 o covado, mn.ns pa-
ra meninas e meninos a 240 o par, chales de
merino estampados com barra a 23, lencos bron-
cos com han.i de cures a 20 rs., dilos com luco a
200 rs. A loj.i est aberla al as 9 horas da noilc.
Vende-se um escravo.
Na rua Direita n. 112, loja, vende-se um tr.o-
lequede bonita figura,- tendo 6 annos de idade
quem o quizer. dirija-se a mesma loja, que acha-
ra com quem tratar.
pede-se toda atlencslo.
Na loja d'aguia de ouro, rua do Cobtig n. 1 3,
vendem-se o seguinte :
Superior loa tanto paro bordar como para fa-
zer sopalinhos e touquinhos a 03 a libra.
Labyrinlhos a 200, 300, 400 e 5 0 rs. a vara.
Fil branco muilo fino a 800 rs. a varo.
Dilo lavrado de linho a IgOOO a vara.
Sapatinhos de merino ricamente enfeitados
para meninos a tjj. 19200 c 1J500.
Ditos de laa a 500 e 800 rs.
Lequcs muito lindos de madreperola a 20$ c
Compram-e moedas de ouro de 5, 10 o
203 : na rua Nova n. 23, esqnina da camboa op
Carina.
Vendas.
kn v o
<* O o o
o o o
o o o =>
U Dr. Joan l'erreira oa Silva mudou-se da
rua do Rangel para a do Lirraraenlo n. 26, so-
brado do Sr. Manoel Buarque de Macedo.defron-
e de sua anliga habitaco. A grande pralica de
auscuUacaoreconhecida por quasi lodos os seus
collegas desta cidade torna-o recommendado no
diagnostico das molestias dos pulmes e do co-
rac-ao ; assim como p3ra verificar o eslado de
saude dos escravos que se desejam comprar.
Pelo crescido numero e variedades deoperaces
que ha feitocom bom resultado em o oxercicio
de mais de 20 annos. sejulga habilitado para
praticar toda e qualquer operaQao cirurgica por
mais delicada e difficultosa que seja
TTTTTT-TTTTTT- IXTl f TTTTT-f J1X>
t DENTISTA FRANCEZ. 2
K Paulo Gaignoux, dentista, rua das La- 2
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e
p denlifico. p *<
UAi.XktLUJ^x,ti i tt*J t* 4>,f Ap
Vcndo-sc um carro de carregar gneros,
cooi boi ou sem elle : na rua do Vigario n. 6.
No armazera de Heny Forster & C, rua do
Trapiche n. 8, vendem-se c
Cadeiras americanas.
Prego americanos.
Agua florida.
Velas de espermacetc de primeira qualidade.
Vende-se um jngo de diceiouariosinglezes,
ura dilo allemo. um dito latino, um dito flos
sanctorum, ura dito breviarijs romanea : na tra-
vessa da Congregaco ruS.
Vendem-se saceos da farinha de mandioca
seis mil reis : na rua da Madre de Dos n. 2
Na rua da Cadeia do Recife n. 51. terceijo
andar, vende-se una escrava que sabe cn^om-
mar perfeitamente, cozinha bem o diario, "lava
e cose.
Raymundo Nonato vende a posee de um
terreno de marinha na rua Imperial, j aterrado,
e no total desembar.ico, como consta do titulo
que tem : quem o pretender, tratar com Luiz
de Franca Soulo, rua larga do Rosario, loja de
pinturas n. 6, e ns mesma Irocam-se oratorios e
imagens bem preparada, e vendem-se vidros
?fSi,a>1Ji,lSlqua-5ro!l Pr Preco comn.odo.
(Juadros muito lindos para cufeite de sala a
10, 12$ e li.
Jarros cora flores c redoma de vidro a 8 C
lu
0#.

E barato de mais.
o par.
Toucadores grandes com gaveta e chave a ..
Bandejas do lodos os tamanhos a lj, 1$500, 2$,
3- e 4,
Dilas para coposa 2i0 rs.
Caixas de bfalo para rap a 800. Itf o 1*200.
Pianinhos cora a competente msica, proprios
para mimo a 18.
Cestiohas com saboneles fingindo fruclas a
Agua de colonia verdadeira em garrafas rran-
des a 1600.
Dita do oriente muilo fina a 13200.
Superior banha em latos a 500, 1$ e 1(800.
Pos de arroz de superior qualidade a 2jj
Vinagre aromtico muilo fino a Ij50.
Saboneles pelo baralissimo preco de 1*0 a
duza.
Colhcresdo metal principe, tanto para cha co-
mo para so'.oa.
Facas muilo" fifis de cabo de balanco, e oulro?
tnuitos mais obj'octos que vista do' freguez se
far lodo negocio.
mm
Estas pennas de difTerenles aualidades, sao fa-
bricadas de ap de praia refinada de primeira
tempera, e sao applicaveis a todo o tamanho de
eltra. Preco 1>500 cada caixa e pennas de ouro
lelo mesmo autor com pona* de diamante, que
crem a grande vantagem de nao estar sujeilas a
crear ferrugem e conservndose bem limpasso
de duracao infinita, deposito em casa dos Srs
UuetJes & gonjalres rua da Cadeia n. 7.

Cabuga n. 8. |
6C? Grandes eariescom corles de ves- @
lidos de seda de lindas cores c de ricos bor- @
dados que se_venderam sempre a 80J e a @
1003, vende-se agora a 40 cada corle, @
por ter pequeos loques de mofo pouco ^
perceplivel : na rua do Cebug loja n. 8,
S de Almeida & Burgos. &
Para um princi-
piante.
Urna bonita aruoaqao erivernisada e
envidracada, na melhor localidade da
rua Direita, esta' illuminada a gaz, e
serve para qualquer negocio, porque a
casa presta-se a tudo, inclusive morada
de familia, por ter quintal, cacimba
ttc. ; % fallar na rua Direita n. 45.
No anoazem de fazendas da
rua do Queimado n, 19.
Chitas francezas miudinhas com pequeo loque
do mofo a 200 rs. o covado, carobraias de cores
finas a 200 rs. o covado, lencos brancos para al-
gibeira a 2j> a duzia, cambraia" preta com pintas
brancas a 500 rs. avara, chitas de cores lixas
miudinhas a 160 o covado, cortes de hiberia com
14 corados por 2500, cuberas de chita rhine-
zas) a 1}800. algodo entestado largo a 600 rs. a
vara, chales do merino estampados a 2-j50f)
meias para meninos e meninas, chita fina de ra-
niagera para coberla a 280 o covado, bales a
o de superior qualidade, cobei lores de laa a
Vendem-se canoas de amarello de 1 poVl
muilo perfeitas, de 28 a 50 palmos, por preco
commodo : Da rua do Vigario n. 5.
Na rua da Cadeia n. 21-, vende-se
por metade de-seu valor, a dinheiro :
Chapeos para senhoras.
Enfeites para cabeca.
Botoes de todas as qualidades. /
Fitas de ditas ditas.
Bicos de ditas ditas.
Bordados de ditas ditas.
Casaveques de ditas ditas.
T '-
M'9"


(6)
DIARIO DE PERKAMBUCO. TERQA FEIRA 28 DE AGOSTO DE 1860
Fazendas finas e
roupa feita.
Auguslo & Perdigo.
Com lojj Da ra da Cadoru do Recife n. 23
vendem e dao amostras as seguintes fazendas:
Cortes de vestidos de seda protose decores
Coi ios de ditos de barege, de tarlalana e de gaze
le seda.
Ca-nbraiasde cores, brancas e organdys.
An juinhas para saias.saias balao, de clina, ma-
dapolao e bordadas.
I. incoa de labyrinllio do Aracaly e francezes.
Chapeo- amazonas de palha e do seda para se-
nhoras e meninas.
Enfeilesde troco, de vidrilho e de llores.
Pontea de tartaruga, imoeratriz c outros gostos.
Uanguiloa e gollas, ponto inglez, francez c mis-
sanga.
Vestuarios de fustao, de la c de seda para
crianza.
Manteletes, taimas e pelerinas de differentes qua-
lidades.
C alea de touqira, de merino e de la de ponta
redonda.
Luvaa de pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de blond, mantas de dito, capellas e
flores solas.
Siiuroes, camisas de liuho e esparlilhos para
senhora.
Perfumaras finas, sabonetes e agua de colonia.
i -as, sobrecasacas e paletots de panno preto
e de cor.
Palelols Je alpaca, de seda e de linho.
Calcas de casemira de cor, pretas e de brira
Camisas de madapolao, de linho iuglez edela.
S Toulas do linho e do meia.
Malas, saceos, apetrcixos para viagem.
Chancas para invern, bolinas do Meli e outros
fabrica ates.
Chapeos do Chyli, de massa e de filtro para ho-
rnera.
Charutos roanilha, havana, Rio de Janeiro e
Babia.
Muilo baratas.
is francesas padroes escuros e fixas corado
2(0 e 280 rs.
G lunillas de liuho para meDina e senhora a
640 c 1.
Peales de tartaruga a imperatriz de 10 a 15g.
C imisas de fusljo. ditas de madapolao para lio -
m >m o in en i ii os a 2.
Ci/les de casemira inglezes superior com qua-
drinhos a j'O e 5j>.
Saias de raadapolio a mnsselina para senlioras
e meninas a 4J500 e 5S. .
I lulas oslas fazendas eiislera pequeas por-
ose rende por estes bai.vo preco para aca-
b, .-se.
NA NOVA
Loja de iniudezas a na
DireitaN. 85, onde tem
o lampeo do yaz,
v. l-m-se bandejas finas a lo, Ijzoo, 11)580. 23,
2j I >, 2J600, 2J800, 320O, 4e 5;J, bengalas de
cj 1.a linas a 2$ e 1&500, grvalas pretas de se-
l ii a 1:2)1, ditas de cores a 1-3. alhuetes em
c i i as muilo linos a2O0 e280 rs., Olas pro-
P para enfeiles de vestido de seda a 00, 500
i 10 rs. a vara, franjas de seda de cores a 320,
5 600 e800 rs. a vara, luvas de fio de cores
para hornera, brancas,a640, ditasde cores a60,
d: is de seda enfeitadas para seniora a 25, en-
- do trancas de velludo dos mais modernos
1 h i para senhora a 5J500, ditos de fitas de
1 i ;>>>, ditos para meninas de tranca d-:
i ido a (5500, ditas de lita de seda a 4j, luvas
d seda o ira homem a lgfOO, tesouras para unhas
i.iasa 8J0 rs., ditas para costura a lj, clcheles
b rladiohos a 120, escoras para cabello a 19.
para roupa a 1$20, trancas de caracol de
linho, pega grande, a 280, meias croas para ho-
i 2i00, dilas a 4J800 c 58, ditas brancas
a z \ i i) 3>200, ditas finas de coros a 29800, di-
las para meninos, decores a 2-5600, ditas linas
:as de meninos a 33800, ditas para meninas
i 1)700 a duzia, botos de seda para casareqoe
u 320 a duzia, tinta de carmizin fina a tOO rs.,
. :ha de metal principe paraassucar a 400 rs.,
d para cha a 8J0 rs. a duzia, llnleiros e ariei-
ros finos a 1$. caixinhas de papel sortidas em
i 1"?. dilos de qu.adrinhos a 800 rs lia pa-
rlar a mais lina que ha a 7;3')0 a libra, at-
is oh itos de algodo a60rs., dilos roljos a
1 rs penles de borracha para bichos a i (o,
di is iravi'-si- pira meninas a 0(0, ditos de bu-
ir.inco para bichos a 280, dilos para alisar a
5 ) r*., ditos i" borracha pira alisar a 600 rs.,
I sso a 2iO. dilos de louea brancos a
1 i I, dilos ae c >res a 160, botoes >i; madreperola
G i i 80) rs a grnza, ihelis para caigas .a 100
: c xinhas de papol de cor a 800 rs., caixas de
obreia de cola a 100 rs. lio has de peso a 120,
ditasde cabeca encarnada a 120, fitas lavradas
di largura de 5 dedos com pintas de mofo a 320
a ira, galio de linho a 110 a vara, bico prelo
d fda a 120, 200, 320, 400 c 000 rs. a vara.
b ; : is para meninos, de diversas qualida-
des, mais biralo que em oulra qualquer parle,
b. tecas de camurga a 500 rs'., ditas de chouro a
(40, 000,800, l#500 e 29
Parahyba.
Vende-se o engenho Torrinha distan-
te J Sta cidade duas leguas por tena,
t ni terreno p.ira dous mil paes oor au-
no e boa casa de vivenda assobradadae
boas, obras, tem embarque no porto dis
tante do engenho 1|2 quaito de legua
do rio Parahyba eem menos de 3 liaras
Se vem acidado: quem o pretender di-
Ca-iSe a Joo Jos de Medeiros Corroa
^^, que dir' quem o vende.
Meias de seda para me-
ninos .
Superiores meias de seda de peso para meni-
nos de oos os tamaohes : vendem l.eile & Er-
al i, na ra di Cadeia do Re.-ifo n. 4"J, a 2?500
o par.
Camas de ierro porluguezas de 155, 20J e
52j: em casa de Julio & Conrado.
Vende-se um sitio na Passagocu da Magda -
lena, nnrgem do Capibaribe, com urna grande
casa toda murada, com caes, niuitas arvores de
diversos fruclos : a tratar com Joo Manoel Re-
di igues Valenca, no raesmo lugar.
Vende-se urna casa terrea em chao proprio,
i paleo do Terco n. 22 : quem pretender, din-
ja-se mesma para tralar.
Vende-sc urna prela quitaodeira do meia
idade, que paga CIO rs. por dia : quem a preten-
der, dirja-se a ra do Passeio Publico n. 7.
Charutos
manilha.
A 70*000 o milheiro e a 8JO0O o cento: no
Bazar Poiuambucano, ra larga do Rosario n. 30
Camas de ferro de
Aviso aossenho-
res de engenho,
Vendem-se duas carrogas com seus pertences,
para carregnr assucar ; a tralar na ra da Cruz
n.9, primeiro andar.
Receoeu-se novo sortimenlo de vesti-
dos do cores, de rooirantique egro-fne na
Loja de marmore. i
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Reciten. 38, primeiro andar
No sobrado dofronle do chafariz da Soleda-
de ha para vend-er 300 espanadores de differen-
tes tamanhos e boa obra.
patente.
Na loja de ferragens de Thomaz Fernandos da
Cunha, na ra da Cadea n. 44, vendem-se as
mais perfeilas camas de ferro de duas cabeceiras
para casal, e tambem para soltciros, de diversas
larguras, seu prego 6 o mais comraodo possivel.
Vende-se a taberna da ra de Santo Amaro
n. 28, bem afregueada para a trra, por seu do-
no retirarse para fura da provincia a tratar de
sua saude ; pera pretender, procure Da mesma,
que ha de a:har com quem tralar.
Rccebeu-se novo sortimenlo de cha-
pos de seda e palha da Italia para se-
rifc nhoras na
g; Loja de marmore.
Cheguem ao barato
O Preguigaest quetmando, em sua loja na
ruado Queimado n. 2.
Tegas de bretanha de rolo com 10 varas a
25>, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palilols a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 3$, 4$, 5$,
e 6$ a pega, dita lapada, cora 10 varas a 5$ e
055 a peca, chitas largas de molernos e escolhidos
padroes a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a 7}e 89
ditos bordados com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 9$ cal i um, dilos com urna s pal-
ma, muilo finos a 83J500, dilos lisos com fran-
jas de seda a 5$, lengos de cassa com barra a
100, 1-20 e 160 cada um, meias muilo finas pa-
ra senhora a 45 a duzia, ditas de boa qualidade
a 39e 3S500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para cobert a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 59900 a poga, e a ltiO rs.
o covado, brim branco de puro linho a 19
15200 e 19600 a vara, dito proto muito encor-
pado a 19500 a vara, brilhantina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de difforenles cores a 360 rs. o
covado, casemiras pretas finas a 2J500, 3Jf e
39500 o covado, carabria prela e de salpicos a
500 rs. a vara, e outras muilas fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas se darao
amostras com penhr.
Ademiral
A 8$ o corte
de barejo de 15a e seda com fnlhos e de lindos
gostos para acabar : na loja de Antonio Luiz dos
Santos & Rolim, na ra do Crespo n. 13.
Milho e farelo.
Vende-se na travesa.do paleo do Paraizo n.
16, casa pintada de amarcllo.
Tachas para engenta
Fundi^o de ferro e bronze
H
Francisco Antonio Correia Cardezo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Vende-se um escravo de meia idade, ro-
busto, de boa conducta, bom para qualquer ser-
vigo de casa ou campo ; na praca da Boa-Vista,
bolica n. 22.
Arcos para pipa a 5$ a roda, gra-
xa em bexigas, sebo em pe* e rama
proprio para sabao e para composicao
de velas de carnauba : na ra do Brum!
n. 16.
|Aos Srs. ourivesl
5 Na ra larga do Rosario n. 24 acha-sc M
a venda um sortimento completo ultima- p
mente chegado de Pars, de ferramentas ||
g> para o trabalho de ourives, as melhores cjj
que teera apparecido no mercado.
Pianos
Sannders Brothers & C. tem para Tender em
eu armazem, na praga do Corpo Santo n. llt
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres,
muilo orocrios para este clima..
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa: emcasadeS. P. Jo-
hnston i C. ra da Senzalan. 42.
PotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecldo e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de uperior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: ludo or oreos muito
razoaveis
Grande pechincha.
Para acabar.
Covado a 200, c 200 rs.
No armazem da ra do Queimado n. 19, ven-
de-se chita franceza fiua, cores fuas, a 200 rs. o
covado, cambraia miudinha a 200 rs. o covado;
por a fazenda ser muito barata nao se dao amos-
tras ; veoham antes que se acabem.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 57, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
AT0S0N0PR0GRESS0
DE
c=>
iurgti fia Penhsi-
Neste armazem de molhados con-
l!"^"se0 vender 0S,3eSu'nles gneros abaixo mencianados de superiores qualidades e mais barato
do que era oulra qualquer parte, por serem a maior parte delles recebidos em direitura por conta
uos propicidrios.
Mantciga ingleza e franceza
perfeitamente flora mais nova que tem vindo ao mercado deOOa 800 rs. a libra eem barril
se laraalgum abatimenlo. """
Qucljos 'amentos
muilo novos recentemente chegados no ultimo vapor da Europa de 1S700 a 3 ea vista do gasto
que o freguez fizer se far mais algum abatimeuto. B
Quei^o pralo
os mais novos que existen] no mercado a 1 a libra, em porgao se far abatimento.
Ajiiexas francezas
"m ''i1'1^61 1l2Ubra PrlS500rs., e em campoleiras de vidro contendo cada urna 3 libra
por ojt!ul).
Mustar&a Ingleza e franceza
era frascos a 60 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Veraadeiros figos de comadre
m caitinnasd 8 libras ajeantemente enfeitadas proprias para mimo a lg600 rs.
BoVacUinha ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra o em barrica com 1 arroba por 43.
Potes vidrados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou oulro qualquer liquido de 400 a lSJOOO rs. cada um
Xmendoas confeitadas proprias para sortes
de S Joao
a 1S a libra e em frasquinlios, contendo 1 1[2 libra por 2#.
CU prelo, nyson e perola
os melhores que ha ncsle mercado de 18600,2 c 2500 a libra.
Macas em caixinnas de 8 libras
contendo cada urna dillerenles qualidades a 4J5O.
Palitos de dentes lidiados
i'.m molhos cota 20 macinhos cada um por 200 rs.
Ti jlo francez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
em latas e em frascos de diflercntes quididades.
Presnntos, cao micas epaios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 o 720 rs. a libra.
L*atas de liolacliinlva de soda
de difforenles qualidades a 1J600 em porgao se far algum abatimento.
Tambera vendem-se os seguintes gneros ludo recentemente chegado e de unerio
res qualidades, presuntos a 4S0 rs. a libra, chourica muito nova, marmelada do mais afamado fa
bncante de Lisboa, maga de tomate, pera secca, pasos, fructas em calda, amendoas nozes frasco^
com amendoas cobertas, confeites, paslilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux'nronrio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de todas as qualidades om
ina muilo una, ervilhas fraucezas,champagne das mais acreditadas marcas cerveias de diti-T
spermacetebarato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeiled'oce purificado azei-'
touas muilo novas, banha de porco renada e outros muilo gneros que encontraro tendentes a"
molhados,por isso prometlem os proprietanos venderem por muito menos do queoutroqualauer
promelem mais tambem servirem aquellas pessoas que mandarem por outras pouco praticas com-
i viessem pessoalmente ; rogara tambem a lodos os senhoresde engenho e senhores lavradores
queirara mandarsuas encommendas no armazem Progresso aue se lhes aflianca a boa oualidadon
i acondiciouamento H u"
ARMAZEM DE ROUPA FEITA
Defronle do becco da Congregaco letreiro verde.
Casacas do panno preto a 30&, 35# e 40*000
Sobrecasacas de dito dito a 35g000
Palelols de panno de cores a 20#, 25#,
30fi e 35JJ0OO
Ditos de casemira de cores a 158 e 2-28000
Ditos de casemira de cores a 7S e 120(0
Ditos de alpaca preta golla de velludo a 12SOO0
Ditos do merino setim preto e de cor
a 8 e 9000
Ditos de alpaca de cores a 3500 e 5}009
Ditos de alpaca preta a 3S50O, 58, 7 e OfOOQ
Ditos de brira de cores a 33500, 49500 e 5j?000
Ditos de braminlc de linho brancos a
4500 e 6000
Caigas de casemira prota e de cores a
. 9,10$ e 12J000
Ditas de prinoeza e alpaca de cordo
pretos a 5|0O0
Ditas de brim branco e de cores a 2#500,
4J50O e 5*000
DUas de aiiga de coros a 3&m
Ditas de casemira a 5^500
Colletes do velludo decores muilo fino a
Ditos de casemira bordados e lisos pre-
tos e de cores a 58, 585O0 e
Dilos de setim preto a
Dilos de casemira a
Dilos de seda branca a 5g e
Ditos de gorguro de seda a 5$ e
Ditos de fustao brancos e de cores a 3g e
Dilos de brim branco e de cores a 2tf e
Seroulas de linho a
Ditas de algodo a 1&600 c
Camisas de peito de fuslo brancase de
cores a 28300 e
Ditas de peito e punhos de linho muito
finas a
Ditas de madapolao brancas e de eores
a I98OO, 28 o
Ditas de meia a 18 e
Relog'os de ouro patente e orlsonlaes
Ditos de prala galvanisados a 25$ e
Obras de ouro, aderegos, pulceiras e ro-
setas
108000
68000
SjOOO
3S500
6;*0O0
68OO0
38500
2g500
2jf500
28000
28500
5S00O
28500
1S600

308000
GRANDE SORTMEYTO
DE
Fazendas c obras fei las j
RA
"Loja e armazem
DE
Ges &Basto.[
! Na ra do Queiraad) u. I
46, frente amarella.
I Grande e variado sortimento de sobre- *
1 casacase casacas de pannos finos pretos 2>
l o de cores a 288. 30 e 35$. paletots dos f
mesmos pannos pretos e de cores a 283,

' 203 228 e 258, ditos de casemira msela- Si
dos de superior gosto a 163 e I83, dilos d
das mesma-- caserairas saceos modelo ?p
inglez 108,128, 118 e 15. ditos de al- ||
paca preta fiua saceos a 48, ditos sobre- E
casa tambem de alpaca a 7g,83e 98, di-
tos de merino setim a 103, ditos do me- 31
rio6 de cordao a 93, calcas pretas das j
mesmas fazeudas a 58 e 63, colletes pa- **
ra luto da mesma fazenda, paletots de 9
brira trancado a 53, dilos pardos e de S
fustao a 4 e 53, calcas de casemira de sk
cor e pretas a 78. 83" 9$ e 103, ditos das j
I mesmas casemiras para menino a 63, 78 ff
w> e 88, ditos de brim para homem a 39, 1
M 38500. 48 e 53, ditos brancos finos a 58, |
5S 63 e 78, ditos de meia casemira a 48 e P
ge 5j, colletes de casemiras preta e de co- |2[
^ res a 53, e 6-8, dilos de gorguro de seda jj*
* brancos o de cores a 58 e 63, dilos de s?
X velludo prelo e de cores a 9$ e 108, ditos 92
^ de brira branco e de cor a38, 33500 e48, *
ag palitots de panno lino para menino a ^
g 15-5, 168 e 188, ditos do casemira do cor %
O a 7g,83 e93, ditos de alpaca a 38 e3S500,
^ sobrecasacas de alpaca tambem pa.-a me- f
g nio a 53 e 63, camisas para os mesmos a
C de cores e brancas a duzia 15g, 163 e 203, f|
^ meias cruas e pintadas para menino de *
S todos os tamanhos, calcas de brim para *
M os mesmos alg500 e33," colarinho de 1- ^
5j nho a 63000a duzia, toalhas de linho pa- 31
jS ra maos a 900 rs. cada urna, casaveques S
js de cambraia muito tina e moderaos pelo J
a* diminuto prego de 123, chapeos com abas
de lustre a 5, camisas para homem de 15
* todas as qualidades, seroulas para ho- |g
^ mem a I63, 203 e 253 a duzia, vestimen- |g
^ taspara menino de 3-a 8 annos, sendo W.
a* calca, jaquelae coletes ludo porlOft, co- JS
fj bertas de fustao a 68, toalhas de linho 3g
$ para mesa grande a 7 e 88, camisas in- ^
B glosas novamenle chegada a 363 a duzia. j)
ummmwa mas ^^s^^js
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial,
junto a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porgao defolhas
de zinco, j preparada para telhados, c pelo di-
minuto preco de 140 rs. a libr
13
REMEDIO INC0MPAf.ilVU.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas as nagOes po-
dem testemunhar as virtudesdeste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle zeram tem seu corpo e menj-
brosinteiramenle saos depoii de hayeremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencerdessascura maravilhosas
pela leilura dos peridicos, que Ih'as relatam
lodos os dias ha muitos annos ; e a maior parle
della sao to sor prndenles que admiran; os
medico mais celebres. Quantas pessoas reco_
braram com este soberano remedio o uso de seu8
bragos e pernas, depoisde ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, oude de viam soffrer a
amputagaol Deltas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submetterem essa operagao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa n.
enfusao de seu recouhecimento declararam es
'e resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de mais autenti-
caren! suafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
'ivesse bastante confianga para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratatoquenecessilassea natureza domai(
cujo resultado seria prova rinconteslavelmeute '
Que tudocura.
O unguenio e ulil, ma|S partieu-
larmente nos seguintes casos.
Alporcas
Caimbras
Callos,
anee res.
Cortaduras.
Dres decabega.
das costas,
dos membros.
^nfermidades da cutis
.emgcral. .
Ditas do anus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Fislulasno abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
Inchagdes
Inflammago dofigado.
Inflammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuragdes ptridas
Tinha.emqualquerpar-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarticulages.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do sol,Batana e Hespanha.
Venie-se a80O rs., cada bocetinha contm
urna instrucgo em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22. om Per-
nambu.io.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bellosorlimenlo de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Espirito de vinlio com 44
graos.
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Riscoutos.
Em casa de Arkwight & C, ra da
Cruz n. 61.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
anias na ra larga do Rosario n. 36.
Ra da Senzala No va n. 42
Vende-se em casa de S.P. Jonhston 4 C. va-
quetas de lustre para carros, scllins esilhoes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, ch'icote para carros, e
montara, arreios para carro deum e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inailezes
Obras de ouro e prala.1
fAcha-so a venda por precos commodos S
um completo sortimento chegado de Pa- {jf
fj) rs o Porto, de obras de ouro de lei c 2
^ pratade todas as qnalidudes de gostos os M
*\> mais modernos e hbilmente fabricadas :
no estabelecimento de Francisco Gomes f
m de Mallos Jnior, ra larga do Rosario ^
Vinho genuino.
Acaba de chegar deste superior vinho em an-
coretas de 10., que serve al para doentes por
^ao ter mistura alguma, e proprio para casas
particulares : na ra do Vigario n. 19, primeiro
andar.
45 Ra Direiia-45
Este estabelecimento offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... 104000
Ditos aristocrticos....... O.sOOO
Dito burguezes. ....... 7#000
Ditos democrticos...... 6{000
Meio borzegutns patente. 6^500
Sapatoes nobreza....... 6000
Ditos infantes....., 5$000
Ditos de hnha (3 1|2 bateras). C$000
Ditos fragata (sola dupla). 50000
Sapa tos de salto (do tom). 6#000
Ditos de petimetre...... 5,s0()t)
Ditos bailarinos........ 5#500
Ditos impermeaveis...... 2,s5U0
Senhora.
Borzeguins primeir classe (sal-
to de quebrar).......5#000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). ,...... 4$800
Ditos todos de merino (salto
dengoso)^........40500
Meninos e meninas.
Sapatoes de forca.......4^000
Ditos de arranca........3$500
Boizeguins resistencia ijf e 5J800
mmif&mm m$m smmswamK
|| Kecebeu-sc novo sorlimenio de boni- g;
> tos bordados e enfeiles para senhoras na H
I Loja de marmore.
Pateo de S. Pedro n. 6, arma-
zem de gneros seceos e
molhados.
Vcndo-se neste novo estabelecimento saceos
com farelo de Lisboa, farinha de mandioca, mi-
lho, feijao rauUlinho e prelo, gomma de mandio-
ca, arroz de casca e -dilo do Maranluio de supe-
rior qualidade, doce da casca da goiaba, vinho do
l erto em garrafa do melhor que podo haver no
mercado, mantciga ingleza e franceza, banha do
porco cmlatas, bolachinhas de soda de todas as
qualidades, cerveja prela e branca da melhor
marca, queijos Oamcngos frescaes, conservas in-
glezas e os mais gneros que se vendem por menos
LTiiL 1"nse vet,de em outra qualquer parte.
Barato sem igual a 240
o covado.
Lazinhas de cores proprias para vestidos a
doze vi.itens o covado : em casa de Julio & Con-
rado, ra do Queimado n. 48.
S interessa s senhoras,
Chegaram de novo as bellas o desejadas pul-
seirasde coral, finsiudo urna cobrinha, encastoa-
das em ouro : as lojas de ourives de Seraphim
& Irraio na ra do Cabug ns. 9 e 11.
Velas perfeitas,
Vendem-se caixas com espermacele a 620 a
libra, e a retalho a 640: na traressa do pateo do
Paraizo n. 16, casa pintada deamarello.
Preslem allenco.
Na praca da Roa-Vista n. 16 A, ha para ven-
der cerveja branca, a melhor que pode haver
neste genero c de bom paladar, garanle-se ao
comprador a sua qualidade ; vende-se a 320 a
garrafi, o meias a 200 rs ; nao ha pessoa ne-
nhumaque vista da qualidade dcixe de com-
prar.
CASA
DE
COMMISSO DE ESCRAVOS
Botica.
Barlholomeu Francisco de Souza, ra larga do
Rosario n. 36, vende-se os seguintes medica-
mentos :
Kobl'AlIVcteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegelaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pillas do dito.
Ellixir anti-asmalhico.
Vidios de bocea larga com rolhas, de 2 oncas
e 12 libras.
Assim como tem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
preco.
N.9.
Francisco Pereira da Silva vende coberlas de
chita para cama a lg800 e lences de brim a 2g:
na ra do Queimado n. 9.
Vendem-se
saceos com boa faiinha de mandioca a 4&500 ca-
da um, ditos do Porto com feijao preto, arcarel-
lo e vermelho a 14, 12 e 9j, cal de Lisboa em
barris a 4J, dita aos alqueires a lg600 : na ra
do Brum n. 18 e 66, armazem de assucar.
NA
Ra larga do Rosario n. 20
segunde andar.
Nesta casa recebem-se escravos para serem
vendidos por commisso por conta de seus se-
uhores. Afianga-se o bom tratamenlo. assim como
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos cora promptidao afim de seus se-
nhores nao sofirerem empale na venda delles.
Nesta casa ha sempre para vender escravos do
differenles idades de ambos os sexos, com habili-
dades o sem ellas.
Vendo-se a posse de alguns terrenos de
marinha j beneficiados na travessa do Monleiro,
ror detraz da ra da Concordia, com 30 palmos
de frente e 150 de fundo : os pretendentes cn-
lendam-se com seu proprielario na ra larga do
Rosario, padaria n. 18, perto do quartel.
Pechincha em roupa feita por um dos me-
lhores artistas nacionaes, na ra da Imperatriz
n. 60, loja de Cama & Silva : calcas de ganga
franceza muito bem failas a 2$500;" ditas de brim
do linho a 2^500, ditasde dilo a 2g, colletes de
varias qualidades, paletots do panno fino sobre-
casacos, dilos saceos, ditos de alpaca prela e so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, as quacs se vendem muito em conta.
Grammaticaingle-
za de OHendorff.
Novo metliodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. V'ende-se'na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
BGLMN
cobertos e descoberlos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem a senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
ivndos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
oSuthall Mellor 4C.
Seboe graixa.
Sebo coadoe graixa em bexigas : no armazem
de Tasso Irmaos. no caes de Apollo
Na ra da Unio, ultima casa do lado es-
querdo [vindo da ron Formosa] ha urna porcao de
obras de labyrinlho viudas do Cear, pcrfeila-
menle trabalhadas, os quaes se vendem por ata-
cado com o abale de 10 0|0 sobre os precos je
bastante mdicos, porque se vendem tambem
retalho.
5| Rc-cebeu se novo sortimenlo "do boni-
<*> los braceletes de sandado na i Loja de marmore.
mmmmm mmm mmimm
Pecliiliclia sem igual.
Ra do Queimado n. 51, loja
da liquidacao.
Vendem-se cortes de vestido's com 2 e 3 liha-
dos.de cambria branca, que j se veuderam a
5JMJ0, vende-se boje a 4, dilos chegados lti-
mamente bordados a matiz muito finos a 5g, di-
tos de duas saias que se venderam a 10 e 9?, bo-
je vende-se a 7, corles do colletes de gorguro
muilo finos a 3, ditos a IjOOO, dilos de velludo
minio bom a 5 e 6-5: cheguem, antes que se
acabem.
Vende-se urna escrava de nacao,
quitandeira, para fora da provincia :
para ve-la na casa de detencao e para
tratpr na ra na ra de Hortas sobrado
de um andar quasi junto aos Martyrios.
Era casa de Borolt 4 C, ra da Cruz do
Recife n. 5, vende-se :
Cabriolis americanos muito lindos.
Charutos de Havana verdadeiros.
Fumo americano de superior qualidade.
Champagne da prinieira qualidade.
Carne de vacca e de porco em barris mullo
frescas.
Licores de diversas qualidades, como sejam,
Chery, Cordial. Muit Julap, Bilters Whiskcy
sal a parrilhaem frascos grandes.
*i"CJ >3[5Oi>iuji1 tunes39CBOiC3>~
j Seguro contra Fogo |
COMPAHHIA
\
LONDRES t
AGENTES
sjC J. Astley & Companhia.
1 Vende-se
para
**SuE*iinoisn
Formas de ferro
purgar assucar.
I Enchadas de ferro. |
I Ferro sueco.
I Ac de Trieste.
I Estanho em barra.
| Pregos de composicao. fi
| Brim de vela. |
Agurdente de Franca,
I Palhinhaparamarcineiro:|
I no armazem de C. J. As-i
ey & C.
novo.
Vendem-se saceos com feijao novo a 83 o sac-
co s na travessa do paleo do Paraizo n 16
Vende-se um boi manso c gordo, proprio
para traba liar era carroca : no corredor do Bispo
sitio ao vollar para o Campo Verde.
Em casa de N. O. Bieer &
successores, ra da Cruz n.
Vinho Xerez em barris.
Cliampanha em caixas de 1 duzia da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
Vermouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Ac de Milo
Brilhantes de todos os tamanhos.
__ Vende-sc una escrava crioula de idade de
d annos pouco mais ou menos, sabe cosinhar o
diario de urna casa, lava de sabao o tambem 6
quitandeira : na ra da Praia da carne secca nu-
mero 9.
Feijao
c,
4, vende-sc
Suissos.
Em casa de Schafleillin 4 C, ra da Cruz d.
d. vende-se um grande e variado sortimento de
relogios de algibeira horisontaes, patentes, chro-
nomelros, meios chronometros, ouro, prala
dourada efolheadosa ouro,sendo esles relogios
dos primeiros fabricanlesda Suissa, que se ven-
derao por precos razoaveis.
/
^ r:
ILEGVEL.


DE
mumm i mimu si iimis.
Sita na raa Imperial i 18 el 20 justo a fabrica desabo.
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Gesta.
Neste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de differentes dimencoes
de 300 a 3:000$) simples e dobrados.para destilar agurdenle, aparelhos deslilalorios continos
DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FE1BA 28 DE AGOSTO DE 1860.
LELIUUSAS ELNFALL1YE1S.
raerica.
Garantidas como puramcntevegetaes, agrada-
Pastilhas vegetaes deKemp
contra as lombrigas
approvadas pela Exm." inspecco de esludo de
para resillar e destilar espirilos com graduagito at 40 graos (pela graduaco de Sellon Cartier) dos Habana e por muilas outras uetas de hvaiene
melhorcs syslemas hoje approvadoseconhecidosnesta e outras provincias do imporio, bombas publica dos EsladusIVidn* mais n7c A. *
de todas as dimencoes, asperantes e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferio, torneiras tslaJS ^n'Jos e mais patzes da A-
de bronze de iodas as dimencoes e feilios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas parafornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armacao e sem ella, fuges de ferro potaveis e
econmicos, tachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, fulha de Flandres, chumbo em lenrole barra, zinco em lencol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, lences de ferro a lato,ferro suecia inglezde todas as diraenses, safras, lomos
e folies para ferreiros etc., e outros muitosartigos por menos precodo que em outra qualquer
parte, desempenhando se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeico j conhecida
e para commodidade dosfreguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua confianza, acha-
ncommencas. ron 12 de abrilde 1859.-Senhores. Aspas-
tilhas que Vmcs. fazem, curaram meu filho ; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava um
cheiro fedito, linha o estomago inchado e con-
tinua comicliao no nariz, tao magro se poz, que
eu temia perde-lo. Neslas circunstancias um vi-
SJJ
S<5SJ9
rfr,Wj
VJ-/7
353*3
^7/779)
i
CO
*ste*sselefeei ebiSeJaassSiliilJl Mi efeaSs'
GRANDE ARMAZEM
DE
-SV>*1
=VJJi
Ra Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicdo dos Militares.
Acha-se na dheccao da oflicina deste acreditado armazem o hbil ^^
VSSSi
.'.Vii
(\\SSi
Altencao.
Vendemsc quejos londrinoi muito frescos, de
superior qualidade, e cousa nunca vista : na ra
estreita do Rosario, armazem n. 11 ; quauto aj
prego segredo.
Machinas de costura.
N. O. Bieber & C. Successores avisam ao pu-
blico, que no seu armazem na ra da Cruz n. 4,
estao eiposlos venda as melhorcs machinas do
costura que at hoje leem vindo a esle mercado,
asqtiaospossuem lodosos melhoramentos inven-
tados at esta poca sem ler os dbitos que t m
oulras se ola, assim sao de conslrucciio simples
e facilitan: o uso. A costura fela por estas ms-
chinas nao teem igual em obra de mao, um pon-
^^ artista i rancisco de Assis Avellar, antigo contra-mestre do fallecido f^ to bonito e forte, alem deque aliuham o tocm
vista, doces" no paladar."sao o' remedio I ^ Sii^'S'SL 'SF* publico continuara' a encon- & t^ffitttfft rg" tSTJSX
contra as lombrigas. Nao causara 3 na
- i j ti i. -----------------* .... i.wv; t.ui caca ue
g3 pardo, brancoe de cores, colletes de velludo preto e decores, ditosde %& ra da Cruz n. 4, acha-se a venda um grande o
gp gorgurao, ditos de setim preto e branco, ditosde merino para luto *= i vanado sor,ime''to deferragens finas, obras de
M dito, de fustao brancoe de cores, paletots, casacas, jaretas, calcas ff j ccs^K'E TM %'
^2 e colhetes para meninos de 6 a 12 annos, camisas, seroulas, chapeos ^^ na' ossim fomo :
^ e grvalas pretase de cores, libres para criados, fardamentos par
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico era geral, toda e
fualquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
todos os lmannos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen- I eomprei 2 vidros depaslilhas e com ellas salvei a
dase meias moendas, tachas de ferro balido e fundido de todos os tamanhos, guindastes, guin- vida de meu fillio.
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassat man-
dioca e para descarocar algodao, prencas para mandioca e oleo de ricini, porles gradaria, co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cullivaJoJes, pontes, 'aldeiras e tanaues, boias, alvarengas.
botes e lodas as obras de machinismo. Exccuta-se qualquer obra soja qual'fr sua nalureza pelos
des'nhos ou moldes que para tal fim forera apresentados. Recebem-se encommendas neste esta-
belecimento na ra do Brum n. 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperador n. C5moradia do cai-
teiro do estabelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira, cora quem os nretendentes se podem
entender para qualquer obra.
MAS,
Seraphim Irmao, com lojas de ourives na
ra do Cabug ns.de 11, sorlidas das metis
bellas e delicadas obras de ouro, p'ata. epedras
preciosas ; vendan barato, Irocam erecebem pa-
ra fazer-se (uaesquer jolas com presteza, a con-
tase dos prelendenles, e se responsubilisam pelas
nulidades.
,ijW58S*
PILULAS VEGETAES
ASSLCARADAS
fl
a
mi
NEW-YORR
O MELIIOH REMEDIO CONIIECIDO
Contra conslipagdet, ictericia, affeccocs do figado
febres biliosas, clicas, tndigeslocs
enxaq uecas.
Ilemonhoidas, diarrbea, doencas da
pee, ii uprcs,e todas as enfermidudcs,
PROVENIENTES DO ESTADO MITUO DO SANGL'E.
?."),0()0 caixasdesle remedio consommem-sc
r.nnuulmentel'
i;vii;- ApprovaJo pela fulcudade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os coofaecdos. Sendo estas pilu-
las puramente vegetaes, nao conten ellas ne-
nhura veneno mercurial nem algum ouirom/ne-
rai; estao bem acondicionadas em caixasdefollia
para re^guardar-se da liumidade.
Sao agraikveis ao paladar, seguras e eflieazes
cin sua opera^ao, um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e Volliice.
Lea-se o folbeio que acompanlia cada caiva,
pelo i|ual se ficara conhecendo as muilas curas
milagrosas que lem eHecluado. D. T. Lanman
& kemp, droguistas por atacado cmiNew York,
sao os nicos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venda em todas as boticas das
nrincipaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra Alfandegan. 89.
Babia, Germano & C. ra Juliao n. 2.
l'crnambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& G ra da Cruz n. 22,
Adniii'ivcis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, sculiores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devera estar prevenidos
com esles remedios. Sao Ires medicamentos core
os quaes se cura eficazmente as principacs mo-
lestias.
Prompto alivio tleRatlway.
Inslantaiicaruetile alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumalismo, dor de
cabera, nevralgia, diarrbea, cmaras, clicas, bi-
l.-, indigesto, crup, dores nos ossos, contuses,
queimadura, eruprcs cutneas, angina, rclen-
co de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermfdadescscrophulosns.chro-
nicas csyp hlilicas; resolve os depsitos de maos
liumores, purifica o sangue, renova o systema;
prompto e radicalmente cura, escrophulas.vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeccocs do figado e rins,
erysipclas, abeessos e ulceras de todas as classes,
Ferros de en-
gommar
econmicos
a 5,$000.
Estes magnficos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazen-
das de Raymundo Car-
los Leilc & Irmao. ra
da lmperalriz n. 10.
As raclhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wheeler & Wilson.
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas deslcs dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e rcsponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e scgursnra :
no armazem defazendas
do Raymundo Carlos
Leite & Irmiios ra da
lmperalriz n. 10, amigamente aterro da Boa-
"isla.
'INDICIO LOW-SOW,
Ra da Scnzala Hova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haverum
comapletosurtimento do moendas-emeiastnoen-
das para eiiSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro balido e coado. de todos os tamanhos
para di
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos unicosproprietarios D. Lanman o
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em lodas as boticas das
principaes ciJadesdo imperio.
DEPSITOS
Rio do Jarieiro na ra da Alfandega n. 80.
Babia, Germano & C., ra Juliao n 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Suum
& Companhia ra do Cruz n. 22.
Vinho de Bordeaiix.
Era casa de Kalkmann Irmaos&C, ra da Sg|
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co- 3
nhecidas mirca dos Srs. Brandenburg Frres.'
e dos Srs. Oldekop Mareilhac 4C, em Bor_ < f||
.l.jimx. Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Eslph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chteau Loville.
Clileau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Julien.
Si. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris quadade fina.
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca-
Arados de diversos tamanhos.
Munhos de milho.
Machinas para cortar capim.
Grades.
Machinas para desenrocar millio.
Cullivadores e ferros d engommar econmicos
Vende-se um excellcnle sitio no lugar de-
---------(. *. .v. .iww.uiiunsmmu mu vi- 1CCCS r*"- S^aC-c
sinho meu disse que as pastilhas de Kemp ti-11|| a 6uarda nacional da capital e do interior. ^
nham curado sua filha. Logo que soube disso ^^ Apromptam-se becas para desembargadores, lentes, juizes de di- !|p
~S&k reto municipaese promotores, e vestidos para montara. Nao agr- 2~
Hp dando ao comprador algumas das roupas feitas se apromptarao ou- g^
^| tras a seu gosto, que'r com fazenda sua ou do armazem para o aue 1^ noniinai!o Peres, distante desia cidade, pou.-o
'em escollados e habis offic.aes, dando-setoda e qualquer roupa no lg %SS SW^J^tW'lS!
da COnvenciOnado. gS$ ; palmos de frente e mais de 1,000 de fundo, ;fo-
^^ I rciro ao engenho Pires, porm muito em conta,]
trra para planlocoes, baixa para capim, banho
: pelos fundos, muilo proprio para s alli passaro
| verao ; a elle, freguezes, anlcs que alguem mus
Progresso na cidade da Victoria
DE
m
i
Francisco Xaxier de Salles Cavalcante de Almeida
NO
Pateo Aa cira.
O proprietario deste estabelecimento, como se acha com um grande o completo sorti- p
ment, tendente a molhados, ferragens e miudezas convida portanto a lodos os moradores H
desta cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores queiram mandar suas
encommendas no Progresso do pateo da Feira, pois s ahi enconlraro o bom e barato, h
visto o proprietario estar resolvidoa vender, tanto em grosso, como a relalho, por menos g
do que em outra qualquer parte como sejam :
Latas de marraelada de 1 2 libras a 1400, frascos com differentes qualidades de doce 1
por 2*000, latas de soda contendo nove qualidades a 2^000, azeitonas muito novas. f
passas de ditas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2000 rs. a garrafa, licores %
francezes de todas as qualidades, champanbe, conhaque de ditas, louc,a fina, azul,pintada,
e branca de todos os padres, ameixas em compateiras e em latas a 15T000 rs. a libra, g
latasdepeix^de posto por 2&000 rs., banha de porco refinada, araruta, fatias, bolachi- i
nha ingleza, biscoilinlio, e oulras mais qualidades de massas finas, massa de tomate em S
ltase a relalho, letria, macarrao, talharim a 800 a libra, verdadeira gomma de araruta, I
insenso de todas as qualidades, espiritov de cravo, canella, ealfazema, verdadeiros pentes P
a iroperaAris, e de tartaruga de 9>000 a 105C00 cada um, tranca e franja de seda, fe-
cbadoras de broca, pregos em quantidade de lodos os tamanhos e qualidades e outros g
muitos objectos que por se lomar enfadonho deixa de os mencionar,
Itcccbeii -se novo sorlimcuto de boui- 'Si
tos loques oe sndalo na
Loia de marmore.
.WWJrU
>0(
BifSI
iagie

Vende-se emeasa de Saunders Brothers 4
C.,praca do Corpo Santo, relogios do afama
do fabricante lloskell, por precos commodos,;
e ^ambemirancellins e cadeias para os mesmos,:
deexcellenle oslo.
-.ICA VERDADEIRA E LEGI
TIMA.
. seguro o compre, pois muito barato por se \ i l-
der por precisao ; um dilo no mesmo lugar, po-
. rm de maior valor por ter lodas as obras de cal
e lijlo, sendo urna grande casa ha punco aca-
bada, com palmos de frente e 70 de fundo, 4
'janellas de frente envidracades, 2 sa'as, quar-
tos, gabinete, coznha independente, casa pora
pretos, cocheira, estribara, carimba de boa agua
para beber, e banho, bem plantado com gosto o
diversos, arvures fructferas, todas novas, e jar-
j dim, assim romo um exccllenle cabriolel de duaa
I rodis com arreios em muito bom estado, cera
exccllenle cavallo ou sem elle : quem pretender
qualquer destes objectos. dirija-se a ra Imperial,
cata o. 40, a qual tambera se vende ; pudendo
ser procurado das 6 s 9 horas da manhaa, e das
5 as 6 da larde.
Vende-se um molequnho de bonila fisura
e mui sadio, de dado 7 annos, pouco mais ol
menos, proprio para aprender qualquer ofBcio
na ra da Mangueira, casa n 11, na Boa-Vista.
Lu casa de Mills Satliam & C.
ra daCadeia do Kecifen. 52, vende-te
; Vinho Xerez e Porto engarrafa des de
supe ior qualidade.
Meias linas de algodao para senhoia? c
homens.
Lonas ingiezas,
Camisas de dito.
Tintas preparadas a oleo (em latas).
Sulfato de ierro.
Pedia hume.
Azarcao.
Alvaiade.
Sal
GK.4KDE SORTIJIEMO
DE
ym
SALSA BAWILHA
*E 6.
molestias d'olhos, dlTiculdade das regras
mulheics hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguiadoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
cao do sangue, nteiramente vegetaes favoraveis
em todos os casos nunca occasiona nauzcas ne
dores de reir, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a 8 purgara. Estas pilulas eao eflieazes as affec-
c.ocs do Cgado, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
dgesto, c era todas as enfermidades das mu-
lhcrcs, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
ces, flores brancas, obslrucrOes, histerismo, etc.,
sao do mais prompto eTeilo na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella,-e em todas as febres ma-
ignas.
Fazenilas e roupa feila
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquiu Rodrigues lavares de Mello
RA DO QUEIMADO N. 39
EM St'A LOJ.l DE QL'ATUO FOR1AS.
Tera um completo sortimenlo de roupa feila,
. e convida a todos os seus freguezes e lodas as
pesseas que desejarera ter um sobrecasaco bem
, feto, ou um caiga ou collete, de dirigiremse a
esle estabelecimento que enconirarao um hbil
artista, ebegado ltimamente de Lisboa, para
desempenhar as obras a vontade dos freguezes.
j J tem um grande sortimento de palitots de ca-
| semira cor de rap e outros escuros, que se ven-
Remedio sem igual, sendo reconhecidos pelos dem a 122", outros de casemira de quadrinhos
mdicos, os mais mnenles como remedio infal-, da mais fina que ha no mercado a lo, ditos
hvel para curar escropbulas, cancros, iheumatis-. de merino stima 1255, ditos de alpaka muilo
mo, enfermidades do ligado, dyspepsia, dubilida- fina a G?, ditos francezes fobrecasacados a 12,
dado gcral, febre biliosa e intermitiente, enfer- ditos de panno fino a 20, 253, e 30, sobre-
midades resultantes do emprego do mercurio, casacas francezas muilo bem feitas a 35, cal-
ulceras e emboes que resullam da impureza do c.as feitas da mais fina casemira a 10, dilas de
sangue. brim ede fustao por preco commodo, um grande
CALTELA. i sortimento de colletes de casemira a 55, ditos de
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por ata-1 outras fazendas por preco commodo, um grande
cado New Yoik, aegam-se obrigados a prevenir sortimento de sapatos de tapeto de gosto muilo
o resdeilavel publico para desconfiar de algumas apurado a 25>, ditos de borracha a 200, cha-
tenues imiUQoes da Salsa Pairilha de Bristol, pos decastor muilo superiores a lG,dilos dese-
que hoje se vende neste imperio, declarando a j da, dos melhorcs que tem vindo ao mercado a 10,
todos que sao elles os uniros proprietarios da re- dilos de sol. inglezes a 105?, ditos muitos bons a
cena do Dr. Bristol ,tendo-lhe comprado no an- i 125?, diios francezes a 855, dilos grandes de pan-
no de 1856 no a 455, um completo sortimento de goHinhas e
Casa neuhuma mais ou pessoa alguma lem manguitos, tiras bordadas, e enire meios muito
direito de fabricar a salsa parrilhadeBristol, por- proprio para collerir.hos de meninos e travessei-
que o segredo de sua preparaca acha-se soraen- ros por preco commodo, camisas bordadas que
le em poder des referidos Lanman & Kemp. {servera para batisado de criancas e para passeio |
Para evitar engaos com desapreciareis combi- ; a 85?, 10 e 125?, ricos lencos de cambraia de
naqoes de drogas permcioas.as pessoas que qui- linho bordados para senhoras, dilos lisos para
zerem comprar o verdadeiro devem bem observar hornera por prego commodo, saias bordadas a
os seguintes signaes, sem os quaes qualquer ou- 3500, ditas mito finas a 55?. Ainda tem um
ira preparaca falsa-, ; restinho de chales de loquim a 30, cortes de
I" O envoltorio de fora esl gravado de un la- vestido de seda de cores muito lindas e superio-
do sob urna chapa de ac, trazando ao p as se- res qualidades a 100$, que j se venderara a
1150, capotinhos pretos e manteletes pretos de
, ricos gostos a 20, 255? e 303?, os mais superio-
res chales de casemira estampados, muito finos, a
'. 8 e 0, toalhas de linho de vara e tres quar-
, las, adamascadas, muito superiores a 85?, ditas
I para rosto de linho a 15?, chitas francezas de su-
I perior qualidade, tanto escuras como claras a
2S O mesmo do culro lado tem um rotulo em i 2G0, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
Tachas e moendas
Braga Silva &C.,tem sempre no seu deposito
I da ra da Moeda n. 3 A,um grande orlimento
de tachase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na ra do Trapiche n 4.
Vendem-se carneiros gordos e baratos: na
ra doColoveo, padaria do leao do norte.
Cerveja indiana
Vende-sc a verdadeira e superior qualidade de
cerveja indiana, cousa nunca vinda a Pernambu-
co : no armazem da ra estrella do Rosario nu-
mero 11.
Fazendas por liaixos precos
Ra do Queimado, loja
de 4 porlas n. 10.
Ainda reslam algumas fazendas para concluir
aliquidac&o da firma de Leite & Coneia.as quaes
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou- *
tras as sc-guintes: ^
Chitas do cores escuras e claras, o covado
a ICO rs.
Ditaslargas, francezas, finas, a240e2CO.
Riscados francezes de cores fixas a 200 rs.
Cassasde cores, bonspadrocs, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muilobom, va-
a 1000.
Cortes de calca de meia casemira a 2g.
Ditos de dita de casemira de cores a 5.
Panno prelo fino a 3 e 4.
.Meias de cores, finas, para homcm, duzia.
800.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1.
Meias brancas finas para senhora a 3$.
Ditas ditas muito finas a 4g.
Dilas cruas finas nara homcm a 4g.
Cortes de collelesde gorgurodc seda a 2?>.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4.
Seda prela lavrada para vestido a 1600 e 2g
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16.
Lencos de chita a 100 rs.
Laa de quadros para vestido, covado, a 560,
Peitospara camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, iingindoseda, covado
a 400 rs.
Entremeios bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2g500.
Toalhas de linho para mesa a 2 e 4.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora a
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
cas a 5J000.
Cortes decalca do casemira preta a 6.
Chales deroerin com franja de seda a5
Cortes de caiga de riscadodequadros a800rs.
Merino verde para vestido de montara, cova-
do. 1S280.
Lencos brancos de cambraia, a duzia, 2.
mmm m mm$ !$!& esesissi
jfl Recebeu-so novo sortimenlo de pele- !*
|| I-iOja de mor more. j
Borzeguis
45 Rita Direita 45
6,000.
Nova remessa de borzefjuins dem-
cratas puros, e pequea.
Vendem-se duas grandes carrosas de duas
rodas, muito fortes toda de sicupira, sao novas
proprias de engenho o para o que foram fulas e
quaesquer oulros serviros por pesados que se-
jam, Irabalham com una ou mais juntas de bois,
carregam muilo bem 2D a HO sacros com assu-
car, ptimas at para a estacao das Cinco Ponas
conduzirem para o liecife <>s assucares deah
amargo.
Escravos fgido
Pugio no dia 19 de junho prximo passi lo,
do engenJio Bom Successo do termo de Seri-
nhaem, o escravo Daniel, preto fula, crioulo, ce
idade 20 annos, pouro mais ou menos, alto, M -
co, bem espigado, cabera pequea, feices regu-
lares, bem feiio de corpo, ps e mios seceos c-
bem feitas. Este escravo procurou ao Sr. P. .
Bulelrou, rendeiro do engenho S. Joao i!o Cat'O,
para o comprar, e uaoquerendo o dono ven -
lo, mnudou bscalo, c na chegada dos portado-
res, c escravo desappareccu julga-se que .1-
dar o dito escravo ras visinhanras d vil!, i
Cabo, ou do mesmo engenho S. Joao, ou di
genho Barbalho, onde tem muilos conhecid ?,
pois que frequenlava esses lugares quando i.. lo
Sr. Jos Xavier da Rotha Wanderley, hoje n.o-
rador no engenho Serrara : I'edc-so as aul
quem as pretender dirija- se ao paleo do Trro dades de polica do tumo do Cabo a capluia di 15-
Ic escravo, e aoscaptaes de campo ou qualquer
pessoa que o conheca, de pega-lo c levar an i-
n. 27, segundo andar, que sefar negocio.
A 4,$'000 ps
F.irelo de Lisboa novo
19, primeiro andar.
ee:
01
vesli-
i
rft
Recebcu-se noto sorlmen'o de
dos para noiva na
Loja de marmore.
iHKMSMe iMeawMe mv&smk
Vendem-se libras tterlinas, em
casa deN. O. Bieber & C. : ra da Cru*
n. 4.
guilio Serrinha de Seriohaeni a seu s nhor J':.m-
rua do Vigario n. i cscc' ^,an"el Wanderley Luis, oU nesla ci
ao Sr. Manotl Alves Perreira, na ra da M01 Ja
n. 3, segundo andar.
Anda continua a estar fgido n escrav
nome Cosario, idade de 20 e lanos annos, pi o
mais ou menos, estatura mediana e reforcado,
bons dentes e lia ados, cabra escuro, quasi :
gro, barba na pona do queixo, olhos avun.c-
Ihados, perras um pouco arqueadas, 6 Dlho de
Sobral [Cear] para onde suppoe-s"e ler seguida ,
portanto, roga-se aos capitaes decampo, s au-
toridades policiaes 0 qualquer pessoa que o poss
apprebenoer, '
. .rr....*-----, .evem-o sua senhora, no caes do
Vcndem-;e dous bons relogios pa-; Ramos, sobrado encarnado da esquina, que si rao
tente suisso, sendo um de ouro com 6enerosame'1,c gratificados ; ossim como iguol-
, ,_ ,1 1 1 nienle se protesta, como a lei determina, con-
competente carrente de ouro de le tu- lra quem o liver acoutado emsua caso.
do com muito pouco uso, por precos
baratos de admirar, tm razSo do dono!
possuir onze presentemente : no pateo :
do Terco taberna n. 9.
2008000.
S^T* Reccbeu-;e novo sortimento de
bournus bedouines para sabida de thca-
tro na
Loja de marmore, |
rmmm msmsa sessea
Novo sortimento
guintes palavras :
D. T. LANMAM & KEMP
SOL AGFNTS
69 WATER STREET.
New-lork.
N.
totes tres importantes medicamentos vera a- fpe, c,ar0 cem a firma e rubrca dos prQ. casemiras para ca,Qa> co||e,e e pa,U)ls fi Q CQ_
eompanhados de instrucroes impressa6 queraos
tram com a maior minuciosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Estao ga-
rantidos de falsificarao por s haver venda no
armazem de fazonda's de Raymundo Carlos Leite
& lrmo, na ra da lmperalriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco.
Fumo de Garanhmis.
Vende-se as Cinco Tontas, caja do rancho
a. 142.
Vende-se um bonito cavallo, novo, bom
rndador de sella c cabriolel: na ra da lrope-
alriz n. 17.
prietanos.
3o Sobre
I vado, e um completo sortimenlo de outras fazen-
a rolha acha-se o retrato e firma das, e ludo se vende por prego barato, eque nao
do inventor C. C. Bristol era papel cor de rosa., possivel aqui se poder mencionar nema quarla
4o Que as direccoes juntas cada garrafa parte dellas, no entanto os freguezes chegando e
querendo comprar nao rao sem fazenda.
Potassa nacional.
tera urna phenix semelbanle a que vai cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro ra da Alfandega n. 89.
Bahia Germano & C. ra Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum,
C, ra da Cruz n 22.
Na ra do Vigario n. 9, primeiro andar, vende
se muito superior potassa, chegada ha poucos
dias do Rio de Janeiro, em barris de 4 arrobas, e
a prego muito commodo.
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feila, miudezas finas e perfumaras,
ludo por menos do que em outras partes : na lo-
ja do vapor na ra nova u. 7.
Vende-se urna escrava crioula,
ainda mora, robusta, boa cosinheira,
doceira, engomma bem, lava, e cose
liso : quema preiender dirija-se a ra
Augusta casan. 19 de dous andares, se-
gundo andar.
Escravas,
Vendem-se duas escravas chegadas
ltimamente do norte no vapor Igua-
rassu' : na ra do Queimado n. 59, lo-
ja de fazendas.
Vende-se um casal de escravos, sendo o
preto do Angola de idade de 39 annos. e a cabra
de idade de 32 annos ; vendem-se por preco
commodo, na ra Direita n, 3.
Fnglo do engenho Quands, em Santo Anto,
no da 18 de maio do auno t'roximo passado um
escravo de nome Luz, d<> idade de 2S a 21 c -
nos, com os signaes seguintes : cabra, do esta-
tura regnlar, baixo, quando so ousenlou nao :i-
nh.i barba nenhunia, cabello a especie do do ra-
to, lem um pequeo geito nos pernos para dentro
e um signal na pona da lngoa do lamanho de
um caroco de guiaba que o atrapadla um pouco
quando falla, e Irm seoslas bem cicatrisados de
chico.es; esle escravo foi do villa do Saboeiro,
comprado ao Sr. Domingos de Scuza Rorros, e
ha noticio delle estar acoutado em uma fazenda
cima da dita villa 20 legos: pede-so, porlanio,
a captura do dilo escravo, e quem o pegar leve-0
o seu senhor no dito engenho, ou no Recite a
Ip pnmifi.ic ncrloy.ie nn lni Beroafdino Francisco deAzevedo Campos, nopa-
ue idimsas inga/as na oja lco d0 Carmo> que se gralificar com'n :,
de Goes & Basto. de200*
O novo sortimento das acostumadas ESCrftVOS fll2(l0S.
camisas inglezas, peito de linlio e pre- Desappareceram no dia 19 deste mez, do en-
gas largas, sao mais finas e de melhorcs S*n''o Diamante da freguezia de lpojuca, es se-
Postos n S.' a Hii7;- p hnr-^n guintes escravos : Simplicio, crioulo, de JO ,-, 33
gosios a os a duzia, e baiato. BnB08i allura rf,gu|ar< c6r pouco ,,rel,i ,rm ,
Vende-se compendio de philosophia pelo djpntcs, pernas e pes grandes, sendo um dellcs
padre meslre Fr. Francisco de Monte Alverne do mais que oulro, clieio do corpo, e andando 6 um
Rio de Janeiro, a 5g em brochura : na ra do Ca-! pouco solado para Iroz, e metlc-se a cantador ;
bng luja do joias n. 2 A, e na ra eslreiia do foi comprado ao fallecido .V Ionio Jos Patricio,
Rosario, tjpographia commcrcial n. 12. quo o Irouxe do Brcjo da Madre de Dcos. Faus-
LTQ11 Pa<'l lin0, raurfl'tic ^ annos. altura regular, bastante
.. : ,. chcio do corpo, pernas um pouco arquiadas, ps
vende-se uma casa de pedra e cal no alinha- grai.des e os juanetes bem salientes tem pe'o
ment da ra da Aurora, em Santo Amaro, com rosto algumas marcos de bexigas, e falla f"c den-
d palmos de frente e 1(8 de fundo, com 60 pal- tes na frente, Icndo oiTirio de carpina e sapatei-
mos para quintal, tendo dita casa 3 salas, 3 aleo- ro ; foi comprado ao Sr. Rarao de Alholoia. Luiz
vos, coznha, c quarlo para pretos: na ra das crioulo. de idade de 28 annos, de boa allura, c Jr
Tnncheiras n. 29, onde tem coquefros pequeos fula, olhos grandes, tem bons dentes e limados
para se plantar.
Charutos
Sodr & C, tendo grande sortimenlo de cha-
rutos, e desojando acabar com os mesmos, avisa
aos seus freguezes e ao publico em geral, que jaquelas c calcas de chita prela, a fazenda de um
esl torrando por todo e qualquer prego. s padro, caigas de brim pardo e comisas de
Vende-se uma escrava crioula de muito bretanha, c tambem levaram espingardas : quem
bons coslumes, ptima cozinheira c soffrivel en- os apprehendor, leve-os ao dito engenho ou nes-
gommadeira, e cose alguma cousa : a tratar na i ta prara a Gabriel Antonio de Castro Quintaos,
ra do Pilar n. 52. no becco do Pexe Frito, que ser generosamen-
mmmmm WWPg r JSST5l 13 do correte mez a pre!,
92 Recebeu-se novo sortimento de boni- 38 ufcio no uia iaao crreme mez "pre
W los vestidos de phantasia na || i ""* Ignacia, crioula, idade de 3o annos es-
| tatura regular, cheia do corpo, a cara marcada de
^ JuOItl (IC llSrrnOPP Sg i queimadura de togo, levou vestido do chita de
*9>___^__J _______ v'* 8 listros encarnadas e branco, chales de merino en-
iWqCWBIlIlM MBWC miMMMM camado liso, estar, em casado Sr. Guilherme
Vendem-so tres bois para carro, muito Bessone Almeida, na ra da Roda n. 47, para ser
as ponas, pernos um pouco finas, ps grandes
e achatados, sendo bem espadando, os cabellos
um pouco annelados, quando falla nao lem boa
pronuncia por gaguejur pouco, tem as nadegas
cicalrisadas de surras que fem levado ; foi com-
prado ao Malhias Guedes da Gonsera, hoje mo-
rador na cidade da Victoria levaram roupa de
algodao azul, etc. levando mais que furtoram,
mansos e gordos
numero H;.
a tralar na ra da Soledado
vendida : a pessoa que appreheoder, leve ra
do Cabuga, loja n, 1 C, que ser griicado.
\ v
<-**r
ILEGVEL


(8)
DIARIO DE PEBNAMBUCO. TERCA FK1RA -28 DE AGOSTO DE 180.
Lilteraiura.
lili 1 \(.0\ 1 ItO DE VIAGEIH.
Leuibran^as da Suissa italiana.
Tor pouco que saibainos observar e lecordar-
l)eix-so em Splugen a diligencia para lomar
os trenz. Uns dirigem-se para passagcm do
Splugen, que ronduz Vallrlino, outros alraves-
sara o Bernardinn e turnam a estrada de Bellinzo-
na. Quando se chega no principio de novembro
na aldea de Splugen, cujos arredores sao ossola-
dos pelas massas de nev, que carregam militas
"?:. "" v.ogcm olTorece mu.Us vezes um vezes casas, animaes e homens. lem-se certeza de
eneanio singular, que bem poder-se-hia definir encontrar ahi o invern. Pela manhaa anda es-
no., los duus tormos :-a harmonio no imprevisto. ,.1veis no oulornn0i gozaveis n0 canlSo dus Gr.
Nada por cxemplo faz melhor comprehender cor- s5es dos raios de um sol sinda quenle em Splu-
us rararlercs complexos, do que a diwsidade gen achaes ao mesmo lempo a nev e a Italia,
u "f ?;V ,T, tM "S, e",''" B?,a quV I Com effcilo apenas apeamo nos no vasto paleo
'. T' ,1 / nTl'1""'1\ ?n,eS q"1: s d0 *>. relim aro era nossos ouvidos
; mi is auslcraa da nalureu do norte surcedam tos i0 doces da
piivilegiadas.
-No ti tu do anuo mar banhos as costas do mar do Norte, alraves-
sava en o ranlo dos Grises, para transportar-
lo s hordas dos lagos da Suissa italiana. Ao
sabir de Tusan parece que a pass^aem vai ser re-
pentinamente fechada por inuntanhas insupera-
vois ; mas em breve se descobre entre as duas
cadoias do Bererino e do Multerberg a passagcm
fcila polo Bheno, e atravez da qual foi aberta a
estrada, que conduz do valle Tomiliasks ao de
Schams. Primitivamente esla passagcm, onde o
hume ni
rojea Veneza, e os dias sem nuvens que ahi pas-
na
vi-
i
1-
e-
gre, quecontraslava, forga confessa-lo, com os
olhares melancolicus que" elle langava sobre as
sombras raontanhas, de
dos.
viugeiis que nesse auno tizera a Bussia, Baviera,
s margena do Bheno e Blgica, linha passado
mu pacificamente naa margena do I.ago-Cereaio
o com eco do que se chama em toda a parle m
eslacao, e que no Tessino parece una verdadeira
primavera. Nesla trra amada do co, a nature-
za esta era aua pere.ta aclividade. Apenas aa
amoreiras teem perdido as ultimas folhas, as pri-
maveras de ouro paludo comegam a estrellara
relva ; logo as pervincas mais azues que um
co de esli n.oslram-se ao p das abrigadas col-
linas ; e o sol ardenle, que faz crescer os aloes
nos rochedos vizinhos de Lugano, fornece tam-
bem aos escorpies seu terrivel veneno. A base
do S. Salvador formiga de vboras, tanto o co do
meio-dia prodiga ao niesmo lempo os bens e os
males.
Entretanto nada para as almas entristecidas
pela roekncolia do seplentro, podero ser mais
salular do que a influencia desse sol ardenle.
Assim, depois de ler visitado Bellinzonna, o vis-
conde Norberlo (era o norae do joven Belga) che-
gou Lugano, e pareceu transformar-se momen-
tneamente nessa athmosphera vivificante.
Entre os dous viajantes e cu, os enconlros eram
frequeules, e de bom grado trocavamos nossos
pensamenlos, anda que quasi sempre differsse-
| mos de opiniao. Longo de temer as discusses
que esluvamos rodea- j contraras s crencas ingenuas de sua chara Flan-
dres, o visconde Norberlo pelo contrario provo-
Os trenz esperavam-nps no pateo do hotel, cava-as com urna cerla resol-jco. Nada autori-
zada menos confortavel do que os ligciros ve- sava a crer que elle tivesse renunciado as con-
hiculos usados nesta paite dos Alpes ; cada tre-
nz lera dous lugares; o cocheiro conserva-so
I em p atraz, e as bagagen* devem ser transpor-
I ladas, nao com os najantes, mas em Irenz e-
parados. Uina chuva de nevo cahia sobre nossas
frageis equipagens; entretanto era breve os pe-
q.
de sua
;ios accidentes causados pelas massas de nev o
quedas de rochedos, era digna do nomo d> via
mala, que nao merece a magnifica estrada cons-
tru la desde 1822, sob a hbil direccao de uincon-
sillniui de estado tessinezMr. Poccobelli. Com
lodo
llinter-Bhcno deve seu uome vslnhanca da
origeni do Bheno posterior, que sahe dosgelosdo
Bheinwald-, ao p do Moschelliorn e do Vogelberg,
duas das mais illas mooleahas dos Grises. que
formara um grupo chamado pelos italianos Mon-
......na Je suas bellezas, e cora razao cons.de- qiie atravessa O no est situada pequ
rada, urna das ...ais maravilhosas passaget dos lilicla da alllG;I. A. nossa jireita erguan
Alpe. : c, ,,i...i ., ,,__._,,___. ___?__._
i-se a mas
. sa colossal do Moschelliorn; esquerda lancava
A galena, que atravessa o buraco-perdido : se no c azill 0
nru tnel de porto de setenta metros, cavado na Quem passa
rocha viva, e punca distancia dello o eslreitu
f
n-
vicgoes de sua mocidade no que linham de es-
sencial ; mas nao era diffkil ter-so certeza de
que era ultima analyse elle aceitara as opinides
as mais oppostas aos prejuizos de sua rar;a.
Tendo os dous estrangeiros passeiado durante
alguna dtas em Lugano e nos arredores, estabe-
leceram-se em Capolago, na extremdade meri-
dional du Logo-Ceresio em urna formosa casa,
pintada de cor de rosa descorada, que Ihes linha
alugado um burguez de Mendrisio, que s a ha-
bitava no estio. No ia em que o visconde par-
ti para sua nova residencia, linha elle colhido
nos flancos do S Salvador um grande ramalhete
de rozas de Noel. Seu compinheiro censurou-lhe
um pouco a atteucao, com que conlemi>lava do
lempos a lempos o grande clice de alabastro .
A ponte : desta flor magnifica, que pelo invern transforma gura lempo t
lis- a monianha em um verdadeiro jardim. sua cabera tornou
negro come do Mittaghorn.
a punte do Bheno, eleva-se
por
Flix Engeluerl e B. era um desses lypos
orislocraticos, que ainda hoje se encontrara nos
castellos da Europa occidental. Era urna poca,
na qual o volterianismo dominava em toda a
parle, mesmo na aldea de S. Germano, elle pas-
sra em Pars urna existencia mu pouco mysli-
ca ; entretanto, quando j se tratava do seu ca-
samento com a herdera d'uma das mais altivas
casas de Flandres, educada pelas religiosas de
Bruges, nesse ardenlecatholicismo.de que a do-
minado hespanhola dolou a Blgica, ello del-
xou-se conduzir por um de seus amigos casa
do abbado de Lamennais. A exaltaco do sacer-
dote brelao. sua evidente boa f, sua vida sim-
ples c estudiosa, soa coragem em afrontar as
npimoes ouvidas, causaram urna viva impressao
no bario. Vultuu seu paiz para casar-se, par-
lilhando todas as conviccoes ile sua noiva ; e de-
pois das bodas encerrou'-se com ella era um dos
seus castellos sem ter comraunicaqao alguma
com os herticos e livres pensadores. Confor-
mando cuidadosamente seu geneio de vida com
sua3 theorias, recusara fazer parto do senado ; e
TrA^?** de um 8cntil-homeiD_ paisano, nao I genios"bem>7zejos"qconteTpTavm'a t''raado
tJihl^t 6 .V-"aVa cada,T" 8 a ma my- mecida com um sorrso de amor, o hlito de u
zo de Z m- "'I; "V"al,fi,ava d!Jf des',re- dc,,s suspiravana brisa da primavera, e a coro
zo de um setuio altercador e corrompido. *
O bario e a baroneza tiveram duas tilhas : a
mais velha, chamada Mara, objecto de lodos as
suas affeices. morrSra no momento em que sua
niocidado e belleza desabrochavam corro urna
nor^splendida ; e a mais moca Antonielia
Gluslaine, que se chamava simplesmente Ghis-
laine, linha tido por madrnha urna duqueza de
Aremberg-Meppen, c por padrnhu um principo
de Len, dessa familia franceza, que foi substi-
tuida pelos Bohan. Entretanto, a illuslracao de sua
linhagem e a fortuna de sua baila nao'a linham
preservado das tristezas de urna infancia, que se
passra as mais dulorosas circumslancias.
A morte de Mara mergulhra seu pai e sua
mi em um abaliraenlo, de que seria dfficil dar ah sao des"lin"ados"a' toril
urna idea. O baro, suppondo que o co quizera
punir nelle um antigo alliado dos racionalis-
tas cria-se obrigado tornar-se cada da mais
insociavel e atrabilario. A barezeza, que nao li-
nha seroelhanles censuras fazer, tuio licou, to-
dava, menos profundamente affeclada. Por al-
se por sua razao, e jamis
ao estado normal, depois do
Norberlo s respondeu com um triste sorriso. | abalo por'que passra." Ainda que fosse joven e
u "p_esso "volr?v. 'Iu(! encobna nossos bella, cahio em urna sorle de incuria e apalhia
Capri- j singulares. Mais qup modestamente vestida, prc-
Talvez gava-se horas inleiros era urna lapessara, e sua
olhos os cuines do S. Salvador e do Monle-C
no envolva nesse da a cidade e o lago.
par.io a montanna de uiua tal manei-1 consUalemeilte. O mais idoso tentava tnuiilmen-1 pensar dsso.
mtrica, que se as duas parles v.essem ajan-1 te atar a conversa, mas s oblinha em resposla | Esla occasiao chegou breve.
cxpcriinema-se ao conieni|
jncommudo, o leme-so cada instante perd-lo
de vista. No Irsii! mez do noveniro de.scia dol-
i apenas urna luz escasea, interceptada pelos ci-
no-s dos pinheiros, que balani;avain-se no cuino
dos rochedos ; luz perfoilamenle em harmona
com essa paisagem austera. Quaiitu
I te so ouvu precipitar em una pr
rivel, parece estar la longecomo o co
estado normal est elle rento o l
a'.iaixn da pon'e-do-mein, cuja abob
na grande inuiidaciio Je 1834.
E n pianto eu coniemplava com um mudo arre-
rui o caiuinho era lio estreilo e dominava abys- Ihenopo,
mos tao vastos,que esie deleixo nao pareca sem l'oi no pequeo porlo desta aldea pittoresca
pongo. Assim ao passoque nos elevavmos sobre que enconlrei o Dr. Paulo. Elle olhava com ar
os declives do liernardino, meus companheiros de1 um pouco sceptico os santos imagens de cores
flageen lornavam-se serios e sua conversa en- t vivas, pintadas sobre as negras cabanas. Viera
tangueada. Alm disto approximava-se a noite, ( sozinho rogos de um tessinez seu amigo visitar
ofuulozahor-'o rc",oalPM glva-nus sob os nossos capoles "m t.arqueiro de Capolago, que cahira sbita- veha, que ludo com^.n'henda c
ll.. cJl ".J avaneaomos.a magostado severa "l_feril.O por ler feilo muila honra ao vinho lidade. Ghislaine era oliada co.no um" "obrer-
roprio inlcressc devia vegetar
i possivel.
complelou a edade de 16 an-
matejna. pessa ambiciosa e va,
s
e
aer-se,
spirada por
ment secreto ou por falta de affolcao. Tor-
nam-se cora isso irritaveis e desconfiados.
Alm dsso, Ghislaine nao era dotada de um es-
pirito penetrante, o apreciara as cousassuperlicial-
menle. A pouca imagnarjao que linha, iuspira-
va-lhe ideas sombras, fomentadas pelo circulo
Sinistro em que viva. Ella cresceu sera praze-
res, e mesmo sem dilracces. Paluda, frgil e
quasi sempre doenle, sua mi vio era sua fraca
saude um pretexto para deixar sua nlellig-ncia
sem cultura : alera dsso. indolente como era,
nao leara fallado razos baroneza para aban-
donar sua (Iba ignorancia. Nao s Ghislaine
passra tao mal que lemera-se muitas vezes por
sua vida, mas ainda sua inlelligencia era rebel-
de. Longe de assemelhar-se sua irmaa mais
a maior faci-
cau em -un .1,.. .. i-i- *------------------------------- >----.>' u>u..u Mwu.a miiiiu uuiiue, uiiisiainc era
rinii deasas solidos, ao mesmo lempo momas e res- piemonlez de Asli. | nha .iuo era seu or.
ohadi lurnu P|a" lece,,l,,s. obrara progressivaraente sobre nos- l)r. Paulo, antigo discpulo da unversidade o mais pacificamedle
locou ga,ng,oacao. de Dorpal, era um dos sabios, com juslra, mais' Quando Ghislaine ,
ti. jo on lo se arruma vana suas bagagons na pesa-
. i diligencia federal, que eu julgra dever lomar
em Coira para alrovessar prudentemente estas pas-
sagi'ns difflceis, os dous viajentes conversivam so-
bre > siena grandiosa, que so ofterecia s suas
vistas. O mais moro manifeslava um eiilhusias-
.vu assaz reservado, romo se lemesse os epigrara-
mos, e o alltude zumbadora do seu companhei-
ro. li rom elleiio, leudo enle esculado um mo-
mento, respondeu com um lum irnico:
As maravilhas da na tu reza su como as da
historia e dasociedade ; na realidade um ca-
li -, quo se devoria olharcom espanto e piedade,
muito mais do que cora salisfaco. Quanto
n un, aqu nicamente vejo os traeos das extraor-
dinarias revolures, que assolara'm durante mi-
lliaresde seclos nosso triste globo, alin de pre-
para rera un thealro aclividade desregrada de
urna especie, que eucerra no corac&o mais cau-
sas de perturbando e miseria, do que em seus
flancos esla Ierra encorra de d'-slruicao.
quena consultar os orculos dis pos, principalmente durante n estarn das cacas
le oceupado pelo lago Mosota, d'onde desee pa- facilidades do occidente. Era Bruxellas, onde Ls lobos iavolis
ra o sul a turbulenta Huesa, encontramos alm I linha tratado sbreseos projeclos cora os ho-1
da ponteVctor Euimanuelum tecto solido^J mens mais dislnclus da academia real de me-
sob o qual reunem-se os Irenz, e que desuna-; uicina, conhecera elle em casa do ministro da
Bussia, que Ihe linha grande a(T>
do a proteger os passageiros centra as massas e
trombas do nev, lanos n'uma carrera lao r-
pida, que a aliencoo necessariamenle concenlra-
va-se sobre os perigus do uma tal marcha. O de-
clive rauilo mais solido do lado meridional do
Bernardino do que do du norte. Ora. nesle cami-
nho, qoese assemelha ;'i om cabo torcido, os con-
ductores lancarain os cavallos galope Depois
de uma asceneo de uma vagareza fatigante, bera
podamos crer que uma massa de gelo arraslava-
nos para o Tessino,porque nossa frgil equipageni
uscillava conlinu iiionle direita o esquerda
como uma pndula. Um admiravel rain de la
semeava sobre os desertos de gelo militares de
diamantes; e o nosso conductor fuslgava os ca-
vallos com lauta indifferenca, wrao se os tivesse
quanto
lo
pairioiico p
comprehender que nao se gela na Bussia, como
vulgarmente se ci.
Quando o estraogeiro conseguio fazer subir pa-
ra a diligencia sua magra pessua, seu pesado cha-
peo, seus espessos capotes, emfira toda a su3
equipagem septentrional, sen co.npauheiro sen-
lou-se seu lado. Era um mancebo paludo c de
pequea estatura ; linha u semblante doce a qua-
si tmido ; e em seus olhos hd-se uma indcr.isao
al. que seus gesus tambera trahiam. Falla-
(1), separamo-uos nesta cidade, porque eu parta
nimediatainente para Lugano. Depois de lereui
examinado sua voulaoe as velhas fortalezas de
B'llinzonna, que guardam a entrada dos Alpes, o
castelo de ilezto, o caslello di Cisne e o caslello
Grande, dirigiram-se os dous toristas para Lo-
carno, aOm de tazeram uma excurso srnargens
do Lago-Maior e ao valle Lcveulina, que o Tes-
sino, r.iliiii o das alturas do S. Golhardo, banha
com suas lmpidas aguas.
co, e pareca orcupado em contemplar as i tJ,}"?"0" S 'f0 pouco inlens nCS'e
montanhas. Do vez em quando4ancava as atas K p"z' que-e,,e' P'olongaram sua viageni e
para son Cuide en. Atuse, e quando uma plirase
muito excntrica saina da bocea do Busso, elle o
olhava rom um ar admirado, e depois eoulnuava
a estudar a paisagem e seu Citia com uma atten-
(o maior. Uma phrase da conversa dos viajan- querido nenhuma destas cidades renunciar os pre-
s chegaram Lugano em lius de dezembro.
Quanlo mim. que senta anda a fadiga das
(l) O governo cantonal reside alternativamente
era Bellinzonna, Lugano e Lucarno, nao leudo
les fez-me saber bue o mais moco era Belga.
ioi,m:i ih
encara
earjr -jl" jtc.
vtegos de capital.
...etQSO, o visconde
Norberlo, cujo pai, senador belga, morava nos
arredoies de. Gand.
Ouvi fallar em Oslende mais de uma vez de
seu pai, o conde Carlos-Hubert, que passa por
um hornera eminentemente espirituoso. Eocon-
Irei-o raesmo no dique de Qslunde, onde reune-
se quasi loda a Europa occidental lodos os aunos,
nos mezes de ogusto o selembro
Quando o duuior passou sua recolta, sahraos
passeisr pelas monianhosas ras de Gandra, e
admirando o aspecto extraordinario desta paysa-
gem esseucialmente italiana, cometamos logo a
fallar de seu eompanheiro de vagem.
O doutor eslava muito disposto satisfazer
minha curiosidade, em primeiro lugar por que
nao via nisso inconveniente algura, e depois,
por que os Esclavonios de leste colloca.n a con-
versacao no numero de seus mais vivos prazeres.
Pergunlei-lhe por que razao o visconde parecer
lio oceupado de seu roraalhele de Bosas de Noel.
Ello respo.ideu-ine sorrindo :
- A razao muilo simples : cssas bellas e
paludas flores sao o symbolo do seu primeiro
amor, amor essencalmcnie flamengo, como as
candidas ileros, que representaran! um papel
nesse idyllio.
Esse idyllio, para servr-mo da expressao do
doutor, pa.sso narra-lo como o comprehend.
Norberlo linha apenas vinle anuos, quando sa-
bio da univeisidade de Louvain, essa alma mater
caiholica da joven nobre/a belga. Becebra o
grao de doutor depois de bilhantes exames, e
os professores fizeram publicar no Journal de
Hruxelles um artigo cnthusiasla, que aiiuunciava
Flandres um illustie defensor de sua amiga
orlhoduxia. Um Irabalho rudo, porm, alTectava
a saude do visconde, e seu pai vio-se obrigado
ele, alguus prenles o
amigos.
O barao Engelbert nao collocava a C3ca entre
os passa-lempos frivolos ou perigosos. Era,
dizia elle, uma iraagem da guerra, uma vida de
accao, que preservava as almas das vaas mollezas
do seculo e dos perigosos raciocinios dos sophis-
tas. Assim, senlia ello uma especie de ale-
gra, seguiudo com a trombela aos labios alravz
dos campos e dos bosques, alguma infeliz lebre, e
vendo-a despedazar viva, depois de terriveis lor-
raenlos pela ardenle matilha de seus famintos
caes ; porm, se os baledores commetliam al-
guma falla, se os caes nao desemDer.havam bera
seu oflicio, se um camponez linha olliado com ar
admirado ou asluto esse gentii-homem guer-
rear contra lebres, ralhava com os baledores.
chicoteava os caes com furor, e voltava eoraive-
cido contra o racionalismo inslenle dos cam-
ponezes .
Noberto, que julgava-se obrigado amar a car-
como seu compatriota S. Hubert, foi bem recea
bido no caslello do baro, onde chegou dous an-
nos depois do comeen da reaeco provocada pela
av de Ghislaine A caca principio absorvia-o
inlciramente ; mas nao durara sempre : ca pre-
ciso deixar os caes descmgar, e alm dissoo ba-
ro occopando-se bastante da agricultura, preci-
sava ter loda a liberdade. Eiil.io resta va Nor-
berlo o recurso de conversar com sua pnmi,
passeiando -com ella ao redor dos massicos de
flores dispersas entre os reivas do parque, d'ebaixo
das janellas do sallao, Ghislaine colhia rosas de
Noel, paludo ornato dos derradeiros dias do anno,
cujo encanto melanclico pareca sorrir-lhe ma-
gnacao. Tinha ella dezoilo annos, tornra-se
uma pessoa lindissima, c sua belleza nao era
muito flamenga : era mais a|v que esses lyrios,
cujo esplendor o Evangelho louvo, alta e de es-
tatura arrebatadora.
Ainda que seus Irados nao fossem expressivos,
seu nariz de uma forma perfeila, sua fronte er-
manda- lo por algum lempo para os arrabaldcs de guida, cercada de cabellos caslanhos, seus olhos
Spa, para a casa de um de seus oarenles. o baro to meigos como os das pambas, davam sua
'"' |,|b''rl d" grande de Hespanha. physic nomia um notavel cunho do nobreza e ele-
Senos tormos andando, elle nao nos encon-
trar.
AQanco-lhc que eu nao linha o mnimo de-
pon
PAULO DE KOCK.
guira.u lenlamente, dando o ex-soldado tratos
cabera para forjar uma phrase bonita com goilos
de fineza, e a mora ulhando para todos os lados.
Provavelmenie a phrase que Patarata queria sejo de esperar-lo,"levando apenas a faca de cabo
diz.T ainda nao eslava seu gosto, porque au I quebrado. Enio...
pronunciara ainda patarra quando suntio eslre-| Enlo, Sr. Patarata, nao acaba ?
mecer o braco da sua companheira. j Desculpe-me, porm, que reparo que de
O que lem, menina ? Deu algum geito ou ; alguns momentos para c ha all um sugeito que
topada ? pergunlou elle sua companheira. i parece nos estar espiando, que Ihe olha de cerio
Esta respondeu com voz com movida
Nao foi nada, Sr. Patarata.... porque com
XXXII
l'm cavalleiro.
(Continuaco.)
Maso lempo eslava magnifico, as noiles eram
Cumplidas c calidas, e Sabrelache disse urna lar-
de Ceiisetle :
Minha filha, voss j eslava se acosluman-
do a andar e isso Ihe fazia bem ; nao deve agora
fa/er nleirameote o contrario at j acho que nio
lem a lez to rosada, parecer lao alegre cuino
quandenia Neuitly. E depois, bom aprovei-
laros das bonitos emquanto os ha. Saimos,
vamos aos Campos Elysios.
Censetle aceilou a proposta do seu protector*;
poz um chaile, un simples chapeo de palha, e
doiloii umaolhadella ao espelho ; porm as mu-
llirles bonias sao as que levara menos lempo
vcsiir-se.
Ao sahirem de casa, encontraram Patarata,
qoe ja v-los e que naturalmente acompanhou-
os. Eram apenas oilo horas,anda nao linlia anoi-
lecido inleiramoiile. Os campos Elysios esiavam
cholos de gente ; parece que uma parle dos ha-!
bilanles de l'aris all se inha ido reunir : mas'
como Cerisetto nao go.-tava de mollidcs, toma-
rara os passcios que nao ficavam no centro, e
onde podiam andar desembarazados.
Ceriselte dava o braco esquerdo a Sabrelache,
S sua direita ia Patarata,lodo tso.medindo o seu
passo pelo di mora, de modo que nao tica va
atraz ncm uma pullegada. Anda que to bera
rodeada, Ceriselle va muilo bera para oslados
e para Iraz ; basta va-Ihe virar a cabeca para en-
direiar o chaile.ou chamar para a frente a fita do
chapeo ; s mulheres nao faltara meios para sa-
berem que as soguera aquolles quedesejam ou I Jj',,,,
que lemein. Mas j havia muilu que passeiivara,
e os ulharea furtivos da moa anda nao havara
encontrado oque pror.uravam.
De repente Saoretarho avistou dm sugeilo para
quera trabalhava, precisando fsllar-lhe, deixou o
lirado Je Ceriselle, dizeudo a Patarata :
D o leu brar.0 minha soorinha... preciso
dizer uma palavra aquello sugeilo ; vai sempre
em fronte, que j le sigo.
Patarata licou coiilenlissimo com a occasiao e
juchado por dar o brago Ceriselle. Assim se-
modo. Ora, deixe-mc Ir perguntar a aquello en-
granado, o que quer,
effeito enconlrei o quer que soja que rae encom- Patarata fallava no joven desconhido, em quem
modou. j linha reparado e para o qual j se cucan inha-
va quando Ceriselte f-lo parar, dzcudo-lhe en-
Qoer tirar o sapalo ?
Nao, nao vale apena.
E Ceriselle olhava para a direita, porque avista-
ra o joven descouhecido. Enlo eslava a p, e ca-
minhava tambera por um dos passeios lateraes...
Porm tambera vira Cerisetto, entreunto como
nao dava o brago pessoa cora quem eslava acos-
lumado v-la, foi-se aproximando devagarnho
para ceitilicar-so.
Patarata desesperando de romper a sua seda,
decidio-se a contar uma das suas prosas, c co-
mecra assim a sua historia :
Como Ihe ia dzendo, era um da, era que
eu linha encontrado dous lees... um dos quaes
era lea, mas s o vira a saber ao depois. Sao
cousas que nao se descnbrera primeraris(a.
Eu linha
fadada
O que vai Tazer, Sr. Patarata ? Poismeu lio
me entrega ao Sr, e deixa-me assim ? Porque Ihe
parece que aqnelle mogo se oceupa comnosco ?
O passeio de lodos. Prohbo-lhe que Ihe v
fallar. H
Enlo se prohibe, mademoiselle, doro sub-
melter-me sua vonladc.
All vem meu lio.
E Ceriselle corren dar o brago a Sabrelache.
Patarata eslava enadissimo ; tinha as faces em
fogo e deilava de lempos olhares sobre o desco-
uhecido.
O que lem, Patarata? Parece que ests zan-
gado, disse Sabrelache ao caDo de um momento.
Eu, ora qual I pelo contrario.
gancia. Quando ella se aiimava, o que raras
vezes succedia, uma tinta semelhante a cor de-
licada das rosas de Bengala, colora momentnea-
mente suas faces. Nella nao se via rousa alguma
que recordasse as gordas e louras nymphas de
Bubens, massas de carne e sangue, nutridas de
leitc e manteiga, as feriis planicies da Blgica,
eque o grande artista transportou para um mun-
do, onde a hurmmdado linha as formas ideaes de
urna potica adolescencia. Ghislaine possuio. to-
das as sedueges de sua rara, sem seus defeitos;
era especialmente feta para agradar uma alma
ingenua, sem experiencia alguma da vida, cheia
anida das lluses virgillianas, e que imaginasse
que a pnmeira mulher, quera devia amar, se-
na
Condidior eyenis, heder formosior alba.
Nesse reliz periodo da vida, era que nada se
moslra inlelligencia em suas verdadeiras cores,
cida um de nos goza da fvculdade, de que o ge-
nero humano era dolado as pocas primitivas
Tudoento vestia-se deum aspecto maravilhoso.
Os raios mmaculados da auroia erara olhares de
or-
ra
..rola
periumada das rosos servia de retiro ao enxame de
sylphus encantadores. Que homcm aos vinte
annos, por menor que soja o sentimento potico
que elle tenha recebido do co, nao lem operado
lao grandes mitagres? De que sedueges irresis-
, tiveis nao tem ello ornado o objecto do uma pa-
xao cheia de uma abnegago sem egual?!. Tal
osegredo que assegura ao's priraeiros amores um
carcter excepcional. Araa-se cnto com tal os-
ponlaneidade que qualquer sombra se anniquila
as torrentes de luz que so expandem da alma
apaixonada; a reflexo to pouco desinvolvida
a experiencia to imperfela, que a idealsag
a mais atrevida nao acha anle si obstculo algum
e as palavras de culto, adoracao, sacrificio, que,
ah sao desuados a tornarem-se engaadoras
formulas, sao enlo a expressao exacta dos im-
petuosos movimeniosde um corago, que possue
a gloriosa plcnitude de sua accao.
Alm disto a coquetheria instineliva, que nao
falla filha alguma de Eva, dava Ghislaine con-
selhos, dos quaes ella approveitava com uma in-
nocente destreza. Ella eslava em presenga de
seu primo humilhada de sua ignorancia; mas,
gracas esse laclo exquisito, privilegio das natu-
rezas feminis, e que nellasse desenvolve sera que
o saibam, Ghislaine pareca vida de saber.e nao
perda occasiao de pedir algum conselho Norber-
lo ; deplorava com elle o deleixo geiado de sua
mai, a eslranha freza do baro; queixava-se
amargamente de ler sido sacrificada um luto,
que poda ser sincero, sem acarrelar o esqueci-
menlo dos mais sagrados deveres; c conlava com
essa eloquencia natural, que d uma convieco
profunda aos menos eloquenles, os desgostos e
Irabalhos de sua vida, seus desnimos, suas se-
cretas revoltas, suas coleras jovenis.
Estes eulrelenimentos clieios de expanso, re-
peliam-sc tanto mais fcilmente, quanto a baro-
neza, que tema o abalo mais do que a raorlc,
deixava do boa vontade os jovens primos passeai-
rem sob as janellas do sallao A tarde, quando
esiavam junto da baroneza, esta absorvia-se de
lal modo em suas recordaces, que ellos podiam
conversar por muilo lempo sera que ella ptestas-
se a menor attenco suas palavras. O baro
depois do jantar nao tardava a desapparecer, por
quanto tinha calculado que deilando-se cedu e
luvanlando-.se cora a aurora, vivira muilo menos
lempo cora esla especie humana, com quem an-
lipathisara pretexto do perfeco.
A baroneza, de organisago* lvmphatica e fr-
gil, louro e paluda, ceda cada da ao pesa invi-
sivel quo a esmagava: trabalhava cora a apalhia
de um ser privado de reflexo, at a meia noile
e algumas vezes at mais tarde, nao por amor
de um mster inspido, mas pelo temor de dar
um passo para ganhar o quarto de dormir.
A mocidade de Ghislaine, sua belleza, e prin-
cipalmente a rara elegancia do suas maneiras,
nao deixavain deslingur nella os germens dos
defeitos,que priraeira vista nolavam-se em seus
pas. Um penetrante observador leria talvez
conjeclurado que um da leria ella o espirito mi-
santhropo e desconfiado do baro, c a melanco-
la desanimada de sua mi. Norberlo, porm,
fallar a verdade, nao era um psychologo muito
exercitado. Sua linda prima.a rosa de Noel,
como elle chamavaparecia-lhe um ser ideal, e
elle expenmenlava um gozo lal na amizade que
Ihe leslemunhava.que sua imaginario nao ia alm
deste paraso, que em breve, ah seria preciso
doixar.
Quanto Ghislaine, a palavra amisade que
acabo de ernpregar era taires exacta,que moca
ve claramente nessa edade o que se passa em
seu corago ? Pelo que respeila Norberlo,
elle era moito fraco : e um honiem menos inex-
periente leria era breve aderinhado que sua ami-
sado por Ghislaine era uma paixo verdadeira.
Muilas cousas contribuan) para esla cegueira.
Sua pruna era muito mais rica do que ella fra
proraeilida desde muilo lempo uma familia,
cujas le ras eram na Bretanha. Estas conside-
racOes eram to forles, que Ghislaine parecia-
lhe collorado em uma esphera difireme d'aquel-
la, onde devia passar-sc sua vida : finalmente
suas appreciaces eram assz fundadas. Sua
prima que nada linha aprendido, linha comludo
se agarrado algumas ideas, tornadas para ella
uma sorte de religio : ella estar intimamente
coiivencida de que era destinada para ser du-
queza ; esua importancia social fazia a seus olhos
parle da propria esswicia das cousas. Nessas in-
lelllgencias fras e acanhadas, as convirees hu-
manas tomam fcilmente, ao menos na mocida-
de, o logar da fatalidade anliga ; a pouca alTei-
cao de que sao susceptiveis, sempre subordi-
nada cortos principios que se ligam ao co,
mas quando teem adquirido maior experiencia
da vida, conservara esles principios o mesmo va-
lor absoluto ? Seria temeridade atnrma-lo.
Tenlio razao de chamar Ghislaine uma almo
fra? Temo quo esta palavra nao exprima exac-
tamente meu pensamento. Nenhuma paixo po-
dero anda enraizar-se em seu corago ; porm
sua amisade era de um ardor bastante sincero,
por quo as a nalurezas disposlas melancola
geralmenlo carecer de conso4adwcs.Ora, Norber
lo doserapenhava maravillosamente este papel :
nunca humilhava como a baroneza o orgulho de
sua prima, nao chocava sua sensibilidade como
car-se nos bracos do seu velho amigo, murmu-
rando :
Oh nao quero ter segredos para voc. Vou
dizer-lhe tudo.
Como ? ha alguma couss ?
Piz mal em dizer-lhe que nao conhecia a-
quelle mancebo... E' verdade que elle nunca roe
fallou, mas quando eu ia Neoilly, achava-o
sempre no caminho, algumas vezes 1 p, oulras
cavallo.
Ah diabo. e desde quando ?
Desde o da om que live medo de um ca-
valleiro quo ia atravessandoa colgada lodo ga-
lope, e que parou o cavallo loo a proposito... Ea
esse mesmo mogo.
Ah I sim, agora me lembro. E desde esse
lempo enconlrava-o sempre ?
Sim. meu amigo.
Elleulhava para voc ?
Sim, meu amigo.
E voc, naturalmente torabem olhava para
elle alguma couzinha, heim ?
Um bocadinbo, meu amigo.
E eu que nao vi nada disto... nao presto
mais para nada... Eslou invalido I
Sabrelache lornou-sn mais serio, dizendo :
E' mancebo d'alta suciedade ?
Parcce-me que sim : lem parecer muilo
dsncto.
Apezar dsso, minha filha. voc nao espora
sabido passeio, levando como arma
urna faquinha com o cabo quebrado... Andava Talvez o Sr. Patarata se zangasse por me casar com elle, e creio que nao querer ser'sua
cala de temaras... Gosia dellas ? C"31, comando uma historia de lees a que eu nao ; amante ?
Sim devia ser hoirivel 1 preslei muila atlenco. Sua amante? oh! meu
O que, as tmaras ? Qual, sao al muilo do- i tu. h I nao, mademoiselle E" porque t- sso I A lico que recebi foi bem terrivel..... E
ees. Eu era dundo por ollas, comei-as 6 valor, "na reparado n um janoia quo Ihava muito para agora que'voc rae tirou do anysmo em que a
tanto qoe os camarodas diziam. Tu nunca has de tua soDnnha, c quena chamar ordem o lal rao-! desgraga rae linha precipitado ira eu recahir
rsquecer o menor faci. Patarata, s uma collec- cmho, mas a menina nao iiuz
. .i..__mv ,5______i__i___ n.. j.n.ol _. n c. o.,___...
seu pai, nao mostrava-se sorprendido de sua
ignorancia, e comprchendia todas as causas do
sua tristeza, sempre disposto dar-lhe razio
contra aquolles, que recusavam nella ver a mais
perfeila das creaturas. Sem duvidar dsso, e
guiado pelo miysterioso inslincto do amor, Nor-
berlo obrava como um seductor censuroroado ;
mas um seductor teria necessariamenle alimen-
tado esperangas diversas das doli, esperangas,
que tcriam excita do a colera da joven Flamenga.
Cora effeito ella amava monos o consolador do
que a ron?n|agao, o ideal tanto como a pessoa ;
e sem conhecer c nome do divino Plato, ero es-
eenehlmentfl plalonica. No isolamonl moral,
que as circumslancias tinham-a abandonado,
sonhra romo uma suprema felicdade expandir
suas dores em corago fraterno : eslava realisa-
do este sonho dourado ; mas oque Norberlo nao
apellara era que uma la, uma prima, uma
irma teria talvez desem#enhado seu papel do
mesmo modo quo elle, que eslava lao altivo do
seu.
Todava em vez de tentar acautelar-se de sua
sluago, elle se deixava exaliar como natural
sua edade : dorma pouco, nao trabalhava mais,
cagava o menos possivel, e s linha um pensa-
mento. uma preocupara!) Uma flor que Ghis-
laine havia tocado tornava-se para elle um ver-
dadeiro thesouro, s folheava os livros della, e
escrevia versos para rompe-los com colera, co-
mo indignos da divndade quem renda um
eolio Lio fervenle qnanto discreto. Os homens de
quaronta annos sorrrao destas criancices ; mas
Norberlo nao eslava na e^lade em que se olham
as decises da razao como orculos.
Entretanto elle nao tardou a comprehender o
papel que ellas representam na vida, quando
nao sei que velho duque veio pedir a mo de
Ghisloine para seu filho mais velho. Este pe-
dido transformou de repenle os habitantes do
caslello. O bario eslava encantado de uma alli-
anca, que fazia entrar sua filha em uma familia
intimamente ligada com os antigos chefes da
V'endea e da Bretanha. Os Sccltas do oeste da
Franga eram seus olhos o lypo do povo calho-
lico o monarchico por excellencia. Todos os
seus generaes eram hroes e martyres, e ello
canonisava ao mesmo lempo Vendeanos e chll-
anos, Lescure e Puisaye, Bouchamp e Cadoudal.
O duque, amigo velho do principe de Talmont,
eslava um pouco embaragado de ser venerado-
como um sanio da egreja ormiliva ; tinrta al-
guma vontade de rir-se, ouvindo fallar das vir-
tudes christas de Charetle. o voluptuoso gene-
ral dos cabaniers e dos huttiers do Poitou. Nor-
berlo era o nico, que ronservava o sangue fri.
Apezar das ligos dos reverendos padres da com-
panhia d.e Jess, elle nao era to extranho como
seus hospedes s ideas do seculo e todos os
ensinos da historia. Alm dsso, a chegada do
duque nao o linha de modo algum enthusiasma-
do,e elle contemplava com umajestupefaego pro-
funda a sbita mudanca quo se linha operado
em sua prima, que s Ihe fallava de joias, ren-
das, cachemiras, como se esses graves assumplos
a tvessem proocupado loda a vida. Nao restava
mais era sua fronte serena,como um em co de es-
tio trago, algum deseos schismares, de seus en-
fados e de seus Irabalhos : o anjo linha-se tor-
nado uma noiva como muilas oulns.
Norberto eslava ferido no corago : eslava des-
truida sua f no ser perfeilo, c infelizmente fan-
tstico, quem dava o nomo de mulher : e es-
ta docepeo a mais cruel por ser a primeira,
e por abrir miginaco a porta do um mundo
de dores. Ello assem'elhava-so um crente, que
descobro uma objecgo itisoluvel contra a re i -
g.o que devotou sua vida. Em vo tentava
distrahir-se dessas dolorosas preocupares: o
passeio para elle ora apenas uma occasiao pora
absorver-se em seus pensamenlos, e apenas ao
voliar de suas excurses via as arvores do par-
que ou os ledos do caslello, parava em um som-
bro exlase, sem poder despregar os olhos dessa
morada, ondo passra as mais felizes horas de
sua vida. Enlo dizia comsigo que era inevita-
vel uma prompla partida ; mas quando approxi-
mava-se o momento de tomar uma resoluco de-
fiiiiliva, fallava-lhe a coragem. Sua vontade nao
tinha sillo assaz enrgica para convencer a Ghis-
laine que nenhiim homem podia como elle as-
segurar sua felicidade, nem ora assaz forte para
deeidi-lo aprfimuraa sltuaco que adorna-
ra inloteravet. Como todas as "almas que nao
esto slidamente desengaadas, ello fazia do
sua dor uma especie de satisfcelo amargo ; po-
rm algumas vezes ella langav'a-o em taes de-
sesperos que lagrimas ardenes se deslisavam de
seus olhos, e os curios momentos que dava ao
somno, eram perburbados por vises extraordina-
rias.
Entretanto, anda que fosse assaz altivo para
a (Tecla r a maior calma, sua alltude pensativa
fazia um.contraste mui visivel coma salisfaccao
de seus hospedes; ello notou que nao dissimu'la-
va muito bem a amargura e o desdem, que
transbordavam em sua alma. Esse mancebo, cu-
jo semblante era dcil o quasi tmido, exceda
na salira, quando eslava seriamenlo revollado,
e tornava-se tanto mais temyvel, quanto nunca
ultrapassava era seus mais sanguinolentos epi-
grammas OS limites da mais rigorosa decencia.
Em breve despedio-so do barao Engelbert, le-
vando de Ghislaine uma lembranga prenhe do
amargura, e mais attrohido ainda para as ideas
mysticas, do que quando deixou a universida-
de de Louvain.
O conde Carlos Hubert, antigo diploraata, hon-
rado com a confianga do re dos Paizes-Baxos
quando a Hullanua o a Blgica consliluam um
s eslado, nao linha nonhum dos prejuizos de
seu filho, ainda que tivesse julgado dever, por
urna condescendencia seguramente exagerada,
manda-lo educar entre os jesutas.
Voltaire, dizia elle para consolar-se do sua
Traquean, foi discpulo delles o eu conlo tanto
em sua lei inevilavcl das reaeges, como conhe-
co a inlelligencia naturalmente recta de Nor-
berto.
(Continuar-se-ha).
Oh! nao! nao devo mais amar a ninguem,
e niuguem mais pode amar-mel
XXXIII
Um verdadeiro amor.
Passaram-se muilas semanas; Cerisete s
sabira para fazer na visinhanca as compras nc-
cessarias para casa, nunca mais fra passei-
ar. Trabalhava. lia muito ; nao cessava de re-
petir que nao tinha um momento de enfado;
mas seus olhos j nao linham aquella alegra,
aquella vivacidade dooulr'ora; anda que procu-
rasse sorrir muilas vozes, havia nesse sorriso
alguma cousa que deixava perceber um pezar
secreto.
Sabrelache, que nao se enganava com os sen-
limontos da moga, disse, lorcendo os bigodos:
Pobre menina! Parece que o tal rapazola
acerlou-lhe com o corago! Estas eoosss nao se
encommendam. A pesar de tudo, nao quero que
osla menina fique aqu entre qualro pare-dos....
poder cahir doenle. Danos levem os laes na-
morados das duziasl E' verdade que ella bem
tumi i .i 1
Emflm disso elle uma manhaa Ceriselte:
Minha filha, o lempo est magnifico.... j
l se foi o dia 20 do junho, porque estamos em
julho, por conseguinie o Sr. Dumarselle anda
viajando; porece-rrre que podemos ir passar um
dia na quinta. Isso ha de fazer-lhe bom e ou
deixando cahir a cabeca para o peito. Mal olhe
porm t-lo-hia visto'...Ah deve ler me esqua
cido agora. Tanto melhor! tanto rnelhor I ara.
o que eu quera.
Esses lano melhor foram pronunciados hem
tristemente.
Passaram perto de tres horas em casa ca Du-
marselle. Ojsrdinciro pedio a Ceriselle,, que
colhesse um ramalhete dizendo que era o ordem
de se i amo, que ralbara com elle se a moca nao
levasse flores.
A mogacedeu ssuas inslancias, fez uro. ra-
malhete e despedio-se do lio Lejoyeux.
Iremos outra vez de carro? perguBtoi Sa-
brelache Ceriselte.
Prefiro ir a pha muito lempo que nao
ando.
E'justo, minha filha, e isso lh.e ha de f3zcr
bem. E depois indo a p veremos melhor..Eu
c me emendo.
Pozeram se a caminho pois, p. De vez cm
quando Sabrelache deitava os olhos sobre os
avllenos que passavam a seu lado, e quando
Ibo ficava mais perto, aperlava o brago da moca,'
dizendo-lhe ao ouvido : *
E' este ?
Mas Ceriselle sacuda a cabeca murmurando
oh! nao; cora um lom quo indicara muila Baaa
de que assim fosse. '
Um pouco mais adianto se algum individuo a
aproveiiar-i a occasiao para ver so as pinturas
softreram alguma cousa Nao sera bonito nao P caminhava algum tompo peno delles Sabre-
aprovoiiarmos do ofTerecimento to amavel;lacne repela a pergunla a que a moca'dava a
d'aquelle senhor.... Quer ir Nucilly? Iremos mesma resposla.
gao de dalas (1)E um calembour... Gosta delles?
Nao, sao muito doces.
Os calembour / (equivocages ? ]
Nao, os lees...
J vio lees doces ?
Eu julgava que o senhor fallava om outra
cousa...
Ceriselle pouca altenco prestava conversa ;
reparara que o joven desconhecido eslava mais
pallido, e que olhava para ella com um corlo son-
de tristeza. Ella peusou que o ir pelo
brago do Patarata podia dar lugar muilas con-
jec.oras. Por isso parou imraedialamenle dizen-
do em voz bem alta :
Mas meu to nao volta, Sr. Patarala ; nao
acha melhor que, o esperemos ?
Olhe, menino, tinha a crina que ia at o
chao...
i*] Vide o xano n. 197.
(1) Paia fazer saliente o calembour, cumpre ad-
vertir Que dale, dala c dalle tmara, so pronun-
ciara da mesma forma e apenas, na escripia ha a
dillvrenca de um t de mais.
O Sr. Patarata enganou-se ; para que puxar
briga com uma pessoa quo nao nos olTendeu I
Oh I nao, eu nao me linha engaado, e a
prova que elle ainda osla a olhar para nos.
Pois raoslra-me l o lal sugeilo.
E' aqu direita, olha. Adiaste ?
Sabrelache voliou-se e vio o mancebo ; porm
era noile e diflicil de se distinguir as pessoas que
ficavam ura pouco longe. O veterano disse cm
voz baixa Ceriselle :
Conhoce aquelle moco, minha filha ?
Nao, meu amigo.
Eulo Patarata foi maluco. E depois nao
admira que olhem para voc ; bonita, e nao
podemos obrigar os que passam fecharem os
olhos. rl
TrrmiooH o passeio ; Ceriselte nao se alrcveu
mais vrrli.ar a cabega, mas alguma cousa Ihe
dizia quo o mogo desconhecido nao os perda de
vista.
Quando chegaram casa, disse Sabrelache:
Ora, o toleiro du Patarata a querer brigar
com uma pessoa que voc nao cunhece.
| Ceriselte curo o curasao, aperlado, correu alan-
em novas faltas! Enloo seria indigna deludo
quanto lem feilo por mim. Oh! diga-me, pelo
amor de Deas, quo nao acredita isso?!
Ceriselle levou o longo aos olhos o Sahretache
correu a ella, abracou-a muitas vezdb excla-
mando ;
Oh* nao, mil carabinas, nao acredflo Nao
quiz causar-Ihe pena, minha filha...... Mas se
esse mogo ainda a seguir, quer que Ihe v ao
pollo? H
Nao sahirei durante algum lempo, porque
sabe que agora tenho oque fazer; depois, quan-
do frmos passear, tomaremos outro lado, e o
mancebo nao me vendo mais, depressa se esque-
cer de mim.
Esi feilo,minha filha. Voco raciocina como
um anjo.... heide Irazer-lhe muilos livros para
dislrahi-la---- Oro vamos, fra com os cuida-
dos Isto um llgeiro incidente que nao deve
entristece-la. Boa noile,minha filha,
Boa noile, meu amigo.
E Ceriselte sorrio eslendendo a mao Sabrela-
che, porm quando tirou s, seus ulhos enche-
ram-se de l.agrimajj e comegou a solugar
duendo:
de carro, para nao enconlrarmos ninguem.
Censetle acceilou essa proposta; ia muilo
enmmovida, porm procurou noolhar nem para
a direita nem para a esquerda. Tornaram a carro
de Neuitly e fizeram a viagem sem ser vistos por
pees ou cavalleiros
A quinta de Dumarselle ainda eslava mais
bonita do que na primavera, porque todas os
arvores se linham revestido de folhas: as flores
osmaliavain o jardim e ura perfume suave em-
balgamavo o ar.
Sabrelache deu um grito de admirago e dei-
xando a moca no jardim largou-se paraexamlnar
as pinturas. Cerielte foi sentar-se no lugar era
que dous mezes antes sentir lauto praier por se
achar nossa quinta.
Agora ludo quanto a rodeava eslava mais
bonilo, mais verde e anda mais gracioso; a
ualureza, em toda a sua forca, pareca espalhar a
vida sobre as plantas mais pequeas, como a
restituir s arvores mais velhas.
E todava, Ceriselte nao senta o mesmo prazer
que outr'ora; porque j o dissemos, a alma,
o corago que a furmosa ludo quanto os nossos
olhos veero ; e quando eslo tristes, ha cmo que
um vdro de cor quo se colloca ante os pbjeclos
para que olhamns.
Elle nao eslava no camioho! dizia a moga
que a moga dava a
assim cm casa, onde o, veterano.
Chegaram,
exclamou :
Enlo encontramos ?
Nao, meu amigo.
P.nT nl I?. q? eMe n,5 eSPrea n,'. 3
espera. E muilo simples: "voefe levou mais de-\
um mez sem sahir. mais lempo do que noces.,
K,.* "./\,p" Para es,'ueer ez mulheras.
bon.las Esl terminada esta aventura o issu o
doW causar-|ne cuidados, nem impedir-lho
Oh! certamente, esse mogo nao pensa mais
era mim, diz comsigo Conselio. E depois... p,a
iim capucho.... nao poda ser cousa seria. To-
dava seus olhos linham uma expressao..... j7u
nao quera olhar para elle, mas apezar meu vol-
lava sompro os olhos para osen lado,... uem
singular..., O que eu senta nao se pareca nada
com o quo outrora julguei ser amor. Mas para
que pensar nisso, se nao adianla nada ser ama-
da? Oh! nao faz mal ser amada verdadeiramonle
por urna pessoa a quem tambera amamos deve
ser uma felicidade bem grande !
(Confinuar-se-Aa.J
PERN. -TYP. DE ||. F. DE PARIA.- 1860, '
"XT

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1


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