Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09148


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Full Text
ANUO IXXYI. HUMERO 197,
Por tres mezes adiantados 5$000.
Por tres mezes vencidos 68000.
SJBBADO 2 DE AGOSTO DE 1866,
Por anno adimitado 19$000
Porte franco para o subscritor.
EN CAR REGADOS DA. SUBSCRIPTO' DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guiraarcs; Piauhy, o Sr. Joo Fcrnandes do
Moros Junior; Para, o Sr. Justino J.Karaos;
Amazonas, o Sr. Joronymo da Cosa.
l'Alillll.k IIH.1 l.wli l.l.l' /-.
Olinda todos os.das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarjss, Goianna e Parahiba as segundas
e sexlas feiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garantios as ierras feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira, Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Preta, Pirnenteiras e Natal quinlasfeiras.
(Todo? n. correios Darlem as 10 horas da manha.
EPHEMERIDES DO MEZ DE AGOSTO.
1 La cheia as 3 horas e 14 minutos da larde.
9 Quarto minguanle as 7 horas e 4 minutos da
tarde.
16 La nova as 8 horas da tarde.
23 Quarto crescente as 8 horas e 16 minutos da
manha. '
31 La cheia as 6 horas e 38 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 11 horas e 42 minutos da manha.
Segundo as 12 horas e 6 minutos da tarde
ADINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio : segundas e quintas.
Relacao : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Priroeiri rara do civil: tercas e sexlas ao meio di
Segunda vara do civel; qartas e sabbados a urna
hora da tarde.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincial
EXPEDIENTE DO DIA 23 DE AGOSTO DE 1860.
Officio ao Dr. chefe de polica.- Veio a e.-la
capital reprosonlar-nje verbalmente o juiz de
paz mais votado da parodiia de Grvala, na co-
marca do Bonito, Manoel Antonio Ferreira, so-
bre o receio que tem de nao ser convenientemen-
te garanlHo na prezidcncia, que llie compele, da
meza pa-ochial, no dia 7 de setemliro vind->u-
ro, contra os esforcos que all einprega o sob-
delegado de policia," Vital Pereira de Mello, que,
no dizer d'aquelle juix de paz, pretende vencer
a lodo o transe a oleieo, reunindo gente, e dis
pondo-se para a lula por nianeira illegal, e con-
sequenlemente contra os inlenges bem mani-
festadas do governo.
Certo V. S. da sinceridade com que lhe lenho
exposto o proposito firme, em-tue eslou, de ga-
rantir, e hzer garantir, nesta iJWih 1,1 a liber-
dade do voto, como exigom iinpMo.-amcnte a
verdade c a pratica do Bystema repSesenutivo.
sirva-se de, com urgencia, expedir pa'ra all as
mais terminantes ordens ao delegado de polica,
que inspira conflanga, no sentido de ser alten -
lamente vigiado o couiportamonlo de subdelega-
do, e sermos V. S. e en mmcdiaUmcnle infor-
niados do que ver occorrido, e occorrer, a lim
de providenciar-se con'enientemenlc.
Detrrmine V. S. ao predilo delegado que em
todo o caso trate de, pelos meios que a le e o
governo pacm sua disposigo, garantir a se-
guranza do juiz de paz refetido, e dos outros
mesarlos no exercicio de suas funeces, de sorte
que soja ello tao livre, e to regulares os seus
trabalhos, como a le exige ; ficando reno o de-
legado de que sobre si pesar a responsahilidade
de qualjuer infraego desta recommendacao, e
dos elleiios dessa infiarco, por quenotenlia
tomado com anlccipaco as providencias neces-
saras para cvila-los, ou por quo se porte na
occasio sem a energa e imoarcialida le, que
nao devem abandona! aauloridade era occasies
taes.
As considerages exposlas servirn, de norma
a \. S. para fazer recommendages idnticas a
todas as autoridades policiaos da provincia, que.
V. S. entender conveniente.
Dito ao Ezm. presidente do Cear.Em ros-
posta ao oflicio que V. Exc. me dirigi em 27 de
julho prximo findo, acerca dos dous individuos
de nnmes Luiz Jos de Vasconcellos c Manoel
dos Santos Pereira, que se acham presos nessi
provincia por suspeilos de serem desertaras
desta, transmiti por copia as informaces, que
i respeito me foram ministradas pelo' coronel
commandanle das amias e cliefe da ditiso na-
val, roberas com oulras dos commandantes dos
corpos estacionados tiesta capital, e do director
interino do arsenal de guerra.
Se a V. Exc. paree.ei atteudivel o aUitre le ra-
budo pelo chefe da deviso naval no final de
sua dita informarn, poder rcmetter esses in-
dividuos para esla provincia onde a sua presen-
ta e declaracoes aciliiaro sem duvida mais as
diligencias para verificar-se a deserco do que
sao elles suspeilos.
Dito ao mesma.Passo s maos de V. Exc. o
incluso quadro demonstrativo da quantidade e
qualidades dos genesos importados do porto da
Granja para o desta cidade, como V. Exc. me so-
licita em scu officio do 16 de julho do concille
atino.
Dilo ao mesmo.Com o orcamenlo por copia
junio satisfago a requisico de V. Exc. emitida
em oflicio de 9 do coirente, acerca do custo de
tim porlao, c a que acompanhou o desenlio, que
devolvo.
Dito ao commandantc superior da guarda na-
cional do Recife.Expeca V. S. as suas ordens
para que no Io de setembro prximo vindooro
aquartelc un dos corpos da suarda nacional sol
seo enromando superior em subslituicao ao 4*
batalbo de infantera, visto que nao chegou
alo o presente a tropa de primeira linlia, que
se mandou retirar do centro da provincia.Com-
Diunicou-se a thesouraria de f.izenda.
Dito ao commandanle das armas.Pode V. S.
mandar abrir assenlamer.to de praca ao paisano
Joao dos Santos Ferretra que, ofTere'ccndo-sc vo-
luntariamente para servir no exercito, oi para
isso considerado opto, segundo se ve do termo
de nspeecao annexo ao oflicio de V. S. de 21 do
correiil<;,.sob n. 912.
Dito ao mesmo.Fico inleirado pelo oflicio que
V. S. me dirigi em data de 21 do corrento,
sob n. 913. de havercra sido alistados como
addidos no 10 batalho de infantera os recru-
tas Manoel Flor Dornellas e Jos Pedro de Son-
sa, os quaes foram considerados aptos para o
servico do exercilo em nspeecao de suido
Dito ao mesmo. Sirva-se V. S. de.mandar
inspeccionar, e abrir assentamento de praca, se
para o servido do exercito for jolgado ap'to, ao
soldado do corpo de polica, Francisco Antonio
da Silva, que lhe fer apresenlado por parle do
respectivo commandanle. Ofciou-se para este
Jim ao supradito commandanle
Dilo ao inspector da thesouraria de fazenda.--
Satisfaga V. S. com brevidade a exigencia co-
uda nos avisos do ministerio da fazenda do l.
de maio ultimo, e 3 desle mez, que juntos en-
vi por copia, explicando a proveniencia do
augmento da despesa com a verba embrega-
dos da visita da sade dos portes e dando as-
simarasao da insufliciencia do crdito votado
para esse servico.
Dito ao inspector d3 Iheshuraria provincial.
Em vista da< cotilas juntas, quo me foram re-
rnettidas pelo ctiefe de polica com oflicio de
lionlem, sob n. 1,147. mande V. S. pagara
Jeaquim Antuncs da Silva, a quaolia dc463j{40
rs., despendida nos mezes de junho e julho l-
timos, com o sustento dos ptesos pobres da ca-
deia do termo de Garanhus,Communicou-se
ao chefe de polica.
Dito ao mesmo.Fico inleirado do que expe
V. S. em sua informacao de honlem, dada com
referencia ao requer ment de Marcelino Jos
Lopes, que devolvo, para ser altendido por V.
S.,cqmo fr justo, e em resposla devo dizer-lhe
qoe a V. S. compete decidir quaes a ceitides,
que podem ser dadas ao supplicante sem in-
conveniente, e que possam aproveitar ao sen
direito, devendo-se proceder qunnto s que elle
requer, e nao recebe, na forma da ordem do
thesouro n. 50 de 12 de abril da 1848
Dito ao mesmo.Tendo em visla o que me
requeren o alteres do corpo de polica, Joo
Francisco da Cunha, delegado nomeado para o
term" do Rio Formoso, c bem assim a infor-
macao que a este respeito ministren o chefe de
policia em 20 do correle, sob n 1140, auloriso
a V. S. a mandar abonar a esse official a quanlia
de 50j000 a titulo de ajuda de cusi para des-
pesas de sua viagem, por ter elle de comman-
dar o destacamento de policia.Communicou-se
oo rhefe de polica.
Dito ao director do arsenal de guerra. Mon-
do Vine, preparar urna lina apropriada para um
lugar da Ijlrina do hospital militar, devendo a
pessoa encarregada de fazer a referida lina com-
parecer n'aquelle eslabelecimento, a fin de lo-
mar as dimeiicoes do lugar, onde deve ser ella
eollocada. Communicou-se ao commandanle
das armas.
Dito ao mesmo Remello por copia a V. S.
^ara ter execugo o aviso circular de 6 do cor-
rente, em que o Exm. Sr. ministre da guerra
manda fazer a redmcao conveniente no pessoal
da olficina de alfuaies desse arsenal, por isso
que a manufacturagao de todas as obras, que
estavam a cargo della, deve set (eita por arre-
malago, na forma oo oisposlo no aviso de 17 de
marco ultimo, lenho a recommendar-lhc que
informe previamente qual o pessoal empre-
gado nessa ofljcina, e se j se fazem obras por
arrematadlo.
Dilo ao caplao do porto.Pode Vmc. deslinar
para o servico da armada o recruta Antonio
Francisco, que foi pira isso considerado apio,
conforme Vmc. declara em seu officio de 21 do
corrente, sob n. 156
Dito ao juiz de direito do Brejo. Com a copia
da circular expedida por esta presidencia em 19
de abril de 1858, e collecgo das leis e deci-
ses do governo do mesmo anno, ora ionlis,
respondo ao seu officio de 28 do mez passado,
e tica Vmc. hahililado para satisfazer a circular,
a que se refere o seu citado officio
Dilc.Ao procurador "fiscal da fazenda nacio-
nal.Para que possa ser salisfeilo o que solicita
Vmc. em seu officio de 20 desle mez, convem
que Vmc. propotiha alguem para substituir o so-
licitador dos felos da fazenda nacional, Francis-
co Xavier Pereira de Brillo, o qual seguio com
lii'ini a para o Rio Grande do Sol.
Dito.A' mesa regedora da Santa casa de mi-
sericordia de Goianna.Agradego a felicitago
que me dirigi a mesa regedora da Sania casa
de misericordia da cidade de Goianna em 27 de
julho findo pelo o fado da croacao de urna igual
itisliluigo na cidade do Recife, e lhe asseguro
que me rausou vivo senlimenlu de praser ver as-
sim apreciado este meu acto por quem, como a
mesa regeJora da Santa casa de Goianna, tan
competente para julgar dos beneficios, que para
a classe desvalida da nossa sociedade deve re-
sultar da fundaco lao necessaria de mais um
asylo de carilade nesta capital.
Dito a mesma.Em satisfagan ao que solicita a
meza regedara da Santa casa "de misericordia da
cidade de Goianna em seu officio de 15 desle
mez, apraz-me diser-lhe, que oslando possuido
a seu respeito dos mesmos senlimeutos que me
levaram a instituir a desta capital, e unir-lhe a
de Olinda, me merecer ella toda a attengao e
disvelu ; e que apesar dos exiguos recursos dos
coftes provinciaes, nesla dala dou ordem the-
souraria provincial para lhe ser entregue o cont
doris, que pela assembla^rovincial foi concedi-
do em favor do hospital a seu cargo, assegurando-
llie finalmente que, logo que seja possivel, man-
darei extrahir as loteras, a qoe se refere no final
do scu dilo officio.Expedio-se a ordem para
a thesouraria provincial entregar l:000f000, de
que se trata.
Dito acamara municipal de Barreiros.Em so-
lugo ao que me consulta a cmara municipal de
Barreiros em seo oflicio de 13 do corrente deca- i
ro : 1. que tendo sido elevado a categora de !
villa a povoagao de Agua Preta pela le proviu- '
cial n. 46U_de 2 de mato do anno prximo passa-
do, as eleicoes, a que se tem de proceder ali pa-
ra juizesde paz e vereadores, devem ser apura-
das separada e nao conjuntamente com os do
municipio de Barreiros t 2. que nao podendo
concluir-se antes do dia marcado na le para as
prximas eleicoes, a qualiliragao, a que ltima-
mente se mandou proceder" no municipio de
Agua Prela, nem estando prompta a aesse mu-
nicipio, por nao se ler reunido anda o conse-
Iho de recurso, para tomar conherirnento das re-
clamaces havidos, cumpreque essa cmara, nos
termos dos avisos de 5 de julho Sj 6 e 28 de
agoslo de 1848, convoque os cidada'os qualifica-
dos o anno passado para as eleigesde Barreiros,
ficando a de Agua Preta transferida para quando
esliver concluida a respectiva qualifiragao, visto
que nao existe ali outra desde 1856. como de-
clara essa cmara em seu citado officio.
Oulro aira, expedindo nesla dala ordem ao juiz
municipal de Barreiros para que, logo que se
achem concluidos os trabalho da junta de revisao
da freguiza de Agua Preta, convoque extraor-
dinariamente, e com urgencia, guardados os pra-
sos marcados na lei, o conselho de recurso para
lomar conheciinenio das duises da junta de
qualificag.iouao s d'aquella parochia, como lam-
ben) da de Barreiros, determine a essa cmara
que em lempo cumpra oque lhe incumbe na
forma da lei para a reuiuao do referido conse-
lho de recurso.Ofliciou-se ao juiz municipal
de Barreiros para o lim cima indicado
Poriaria.O presdeme da provincia, confor-
mando-so com o que propoz o chefe de policia
em officio desla dala sob n. 1,156 reolvo con-
siderar vagos os lugares de sub-delegado e 1.
supplenle do sub-delegado do dislriclo de Ita-
pissuraa, 2. da freguiza de lguarass, e nomea
a Francisco de Boija e Silva para o de sub-de-
legado e Joao Vieira da Cimba para o del.0 sup-
plenleCommunicou-se ao Dr. chefe de po-
licia.
Expediente do secretario do governo.
Officio Ao inspector da thesouraria provin-
cial. Recebi, e foram presentes a S. Exc o Sr.
presidente da provincia, os 3 litros de apolices
que V. S. me reiuetleu com o seu officio de hoje,
a que respondo.
Dito ao presidente do tribunal do jury.Rogo
a V. S. haj.i de dispensar de servir na prsenle
sesso do jury, para a qual foi sorteado, o offi-
cial chefe de secgo desla secretara, bacharel
l.uiz Salasar Moscoso da Velga Pttsoa, cojos ser-
vicos sao necessanos Officiou-se tambem pe-
dindo a dispensa do capito Miguel da Fonseca
Soares e Silva, que serve de ajudanle de ordens
da presidencia.
Despachos do du 23 de agosto.
/lequerimentos.
1341 Rernardo Fcrnandes Vianna.Informe
0 ?o* dir,lc,or 6e"l da inslrucco publica.
1312 Custodio Jos da Silva. Requeira a
thesouraria de fazenda.
1343Elias Baptisla da Silva.Concedo a li-
cenga pedida, pagando o supplicanle os devidos
direitos.
1314Francisco de Paula e Silva, primeiro
escripturario do consulado provincial. Ao Sr.
inspeclor da thesouraria para altender ao suppli-
cante quando liver deremelter-me a relacao que
pedi.
1345.Francisco da Silva Miranda.Nao lem
logar em vista do termo de inspeegao.
1346.Francisco Basilio Cantal Ao Sr. com-
mandanle superior da guarda nacional do muni-
cipio do Recife para inlormar, ouvindo o tenen-
le-roronel aecusado.
1347.Frederico Carneiro Leao, amanuense
do consulado geral Informe o Sr. inspeclor da
thesouraria da fazenda, ouvindo o administrador
da mesa do consulado.
1348.Henrique Augusto Milet.Informe o Sr.
direclor interino da reparligo das obras pu-
blicas.
1349.Hermenegildo Coelho da Silva. Re-
meuidoao conselho administrativo do patrimo-
nio dos orphaos para, nos termos de sua infor-
mago de 6 do corrente, atleuder o supplicante
quando houver vaga.
1350 Jos Elias Machado Freir.O terreno
que pretende o sopplicanle foi concedido a c-
mara municipal para logradouro publico.
1351.Joaquim Jos dos Santos. 0 suppli-
canle nao pode se' nomeado chefe de secgo do
consulado provincial, como requer, havendo na-
quella reparligfto empregados com direito a se-
rem promovidos ao lugar vago.
1352.Justino Lopes da Silva.Informe o Sr.
inspector do arsenal de msrinha.
1333.Joo dos Santos Ferreira. Ficam ex-
pedidas as ordens no sentido que requer.
1354.Jos da Silva Loyo Sobrinho.Informo
o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
1355.Luiz de Azevedo Souza, segundo es-
criptuiftrio do consulado provincial. Informe o
DAS DA SEMANA.

20 Segunda S. Bernardo ab. doutor da igreja.
21 Terca. S. Joanua Francisca v.; S. Umbelind
22 Ouarta. S Timotheo ab.; S. Fabriciano m.
23 Quinta. S. Felippe Benicio; S-. Liberato m.
24 Sexta. S. Bartholomeu ap. ; S. urea v.
25 Satinado. S. Lui Reide Franga f.; S.Jeroncio
26 Domingo. O Sagrado Coracan de-Marir.
Sr inspeclor Oa UiesourarU provincial, ouvindo
o administrador do consulado.
1356.Manoel Thomaz de Albuquerque Mara-
nho.Em vista da informacao nao lem lugar o
que requer o supplicanle.
1357.Mesquita & Dutra. Nao lem lugar
quanto a primeira parte : quanlo a segunda po-'
dera inlcrpor os supplicantes o seu recurso para
o governo imperial por intermedio desta presi-
dencia, suspensos os efeitos d* deciso recorrida
para o quo expego nesla data as convenientes
ordens.
1358.Norberto Francisco do Ptula.Apre-
sente-se no quarlel do nominando das armas pa- [
ra ser inspeccionado.
1359.Paulo Cavalcanti de Albuquerque Wan-j
derley.Informe o Sr. commandanle superior da
guarda nacional do municipio do Limoeiro.
1360 Valentim da Cosa Monleiro Nao ha
que deferir administrativamente.
INTERIOR.
RIO DE .1 AM.IHO
ASSEMBLM GE11AL LEGISLATIVA
SENADO.
SESSO EM 20 DE JULHO DE 1860.
Presidencia do Sr Manoel Ignacio Cavalcanti
de l.acerda.
horas e cincoenla e tinco minutos da
Sr. presidente abre a sessao, estando
prespiitc^S^L Srs. sena dores.
Lida aT^Wda antecedente, approvada.
O Sr. 1." secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um aviso do ministerio dos negocios do imperio,,
remetiendo a representato da mesa da socieda-!
de denominada Circulo Agrcola da Freguezia de1
S. Jos da Cacarla, pedindo una leidehypolheeas,!
afim de promover o mclhoramcnin da agricullu-i
ra.E' remellido commisso de legislacao.
Oulro do ministerio dos negocios da justica,'
remetiendo um dos aulographos da resolucao da
assembla geral qoe outorisa, o governo para1
conceder um anno de licenga com lodos os ven- '
rimemos ao juiz de direito Pedro Antonio da
Costo Moreira, afim de tratar de sua saude onde)
lhe convier, na qual resolucao S M. o Imperador
cnsente.Fica o sealo inleirado, e manda-se
communirar cmara dosdeputados.
O Si: Presidente, diz que os Srs. senadores
bario de Antonina.visconde de Ilaborahy e mar-
quez de Caxias, lhe haviam communicado nao
poderem comparecer s sesses do senado por
se acharem incommodados.Fica o senado in-
leirado.
Vcm mesa o seguinte requerimenlo :
Pego urgencia para que o projeclo sobre os
bancos, na sesso de hojee as seguinte?, preli-
ra em ambas as parles drf-ordem do dia quaes-
quer materias al que seja votado. Silva
Ferraz.
E' opoiado, e depois de discutido, approvado.
Comparecen) no decurso da sesso mais oilo
senhore3 senadores.
03DEM DO DIA.
Contina a 3.a digcossao, adiada pela hora na
sesso antecdeme, do pFojecio substilulivo da
proposigo da cmara dos deputados que declara
que o banco do Brasil e suas caixas tiliaes sao
obrigados a realisar suas notas em moeda metli-
ca voutide do portador, cora as emendas
a potadas.
O Sr. Souza Franco, em visla da urgencia
que acaba de passar, se nao livesse tido a fortu-
na de vir naquelle dia mais cedo ao senado,
ter-se-hia tal vez votado o projeclo, sem que o
orador pudesse dar resposla aos diversos discur-
sos proferidos em sua sustentago.
Nao sua intengo prolelar a discusso; se o
quizesse, p"dia ter fallado na 1.a discusso, na
2.a polia oceupar-se largamente com niuios dos
paragraphos do projeclo, sobre os quaes deixou
de fallar.
Contava responder ao Sr. Manoel Felizardo,
que lomara apontamentos quando o orador fal-
ln a primeira vez ; e lcou sorprendido de que
esse nobre senador nao tomasse a palavra.
Sobre este procedimenlo de S. Exc. forma
diversas supposiges. Em primeiro lugar soppe
que S. Exc, para justificar o parecer do conselho
de estado da censura de erro de calculo, de que
arguio o orador, se preparava para responder
d'aqui a quarenla dias. Em segundo lugar lera-
bra-sc que a Biblia diz que Joas quando eslava '
no ventre da balea se queixava ao Senhor seu '
Deus, e lamcnlava-se da achar-se em um
inferno.
Joas porlanto parece nao eslar salisfeilo com
as baleas; estas, acossadas pelos balenos, emi-i
grao para o polo antartico. A isto altrinue o si-
lencio de uns e a ausencia de oulros. Nao es-
tranha a ausencia de Moyses, porque e.ise, como
se sabe, nao vio a trra da promisso.
Entretanto na materia, lamenta que a 3 a dis-
cusso desla quesio trnho descido da altura em
que devia suslenlar-se; quo em vez de se consi-
derar a idea do projeclo em globo para examinar
o conjunclo e harmona de suas disposgoes, se
lenha tratado de discuti-lo por partes
O Sr. presidente do conselho nao podendo
deslruir o feixc de varas que o orador apreseutou,
iratou de separa-las para quebrarlas una por
urna, mas nem isso conseguio.
O projeclo nao pode trazer em resoltado o
fortalecimenlo do meio circuanle. 0 systema
nee adoptado de restringir asemissoes bancarias
s lende a reduzir a quanlidade do meio circu-
lante, e de modo nenhum a augmenar o seu
valor.
Ora. a quantidade do meio circulante por sua
natureza extremamente variavel; e sao as ne-
cessidades do mercado, e nao o governo, que
devem fixaressa quantidade,
Diz-sc que tem havido esmorecimenlo no
commercio e no movimento industrial dopaiz. Se
esse esmorecimenlo se d agora que dizem ha-
ver superabundancia de meio circulante, supera-
bundancia que o orador nao reconhece grande,
pois s traz o deprecamenlo do papel fiduciario
na razo do 4 /0; quando se effectoar a restric-
gao, e quando se der a necessidade de transac-
goes maisavulladas em razo do desenvolvimenlo
do commercio, ento haver maior esmoreci-
menlo ; havera cscassez de meio circulante, que
de maneira alguma poder chegar para as
Iransacces.
O projeclo nao pode pois fixar o valor do meio
circulante, fixa-lhe, ou antes reslringe-lhe a
quanlidede conlra todas as conveniencias do
commercio.
O oulro alvo que se tem em vista, eforgar o
crdito e dar s industrias os necessarios
recursos.
Se lem havido abuso de crdito da parle de um
ou oulro individuo, do urna ou outra empreza,
elle era geral esl muito quem dasneressidades
das diversas localidades e muito abaixo das
torcas do paiz.
Entretanto nao sequer que se creem nem cai-
xas filiaes, nem bancos as diversas provincias;
quer-se o monopolio bancario.
A necessidade do crdito nao est n i razo da
populago, mas do numoro e importancia das
transacgdes.
O orador desenvoive diversos argunentospara
mostrar a necessidade de dar a maio: expanso
possivel ao crdito com oa limites que a pruden-
cia prescreve, e nao roanielar-se em eu desen-
volvimenlo um paiz rico echeio delatan com
essa medida que tende a tapar todos os respira-
douros do crdito.
Era esta a occasiao ptopria para responder ao
Sr. presidente do conselho quando enxergou em
algumas palavras do orador urna injurio feila
roaioriada cmara dos Srs.deputados;mas reserva
se para a discusso da reforma eleitoral : enlo
dir ao governo lodas as verdades, ainda mesmo
as mais duras.
O projeclo que veio da cmara dos Srs. depu-
tados era preferivel a este, porque ao menos era
claro, conlinha um plano bem concertado.
Mas para a execugo desse plano era rnisler a
economa por parte do governo ; era mister mo-
ralisar o paiz official. Entretanto o ministerio,
em vez de economisar, creava um afeitado aug-
mento de despeza com a reforma das secretarias
para mcrcadejar adhesps.
Se esse manejo tem existido em todos os lem-
pos, hoje deita-se a barra alm de tudo que tem
existido.
O Sr. presidente do conselho disse que o go-
verno bastea sua bandelra para reunir maioria ;
o orador entende que o governo primeiramenle
deve formar a maioria para depois hastear sua
bandelra.
Nos que na infancia do rgimen representativo
fomos julgados capazos de gozar de.suas vanla-
gens, hoje precisamos da tutela do governo, e
vamos perdendo terreno em nosso syslema co-
lilico
Respondendo aoSr. Silveira da Molla, mostra
que os bancos autorisados pelo orador nao sao
francamente organisados, como disse aquelle
nobre senador. Nao sao fracos nem pela facul-
dade de emsso, nem pela sua garanta. Elles
tem emisso singela, quando o banco do Brasil
tem emsso dupla. Quem emilte o triplo con-
Iribue mais-para a depreciaco do meio circulan-
te do que aquelles que s iem emisso singela.
Mis esses bancos nao deviam ser bem acceitos.
por que a mesa j eslava oceupada o nao se
quera admitiir mais nengucm ao banquete in-
dustrial.
As fallencias nao podem sr evitadas pelo meio
determinado no projeclo, potdeio da restriego
das emisses bancarias. ,'^fc'-'
Alm disso o Sr. presidtiStfO conselho disse
que o projeclo s trata de fSHeffcias bancarias, e
nao das individuaes. Porlanth o projeclo trata
de remediar um mal que nao existe, e deixa de
remediar o que existe.
Onde est o calote, de quo tanlo se tem fal-
lado? nos bancos, nao; esses nao lem fallido,
em desempenhado seus deveres na letlra da lei
de um modo que lhcs faz honra ; o calle, se
existe, individual, porque ahi que ha fallen-
cias.
Esla severidade de medidas contra os bancos
porlanto de lodo mal cabida e filha de um ter-
ror infundado.
Mostra que o projeclo que vai favorecer o
reinado do calote, fazendo que os bancos c aquel-
les que com elle negociaro nao possam salis-
fazer os empenhos que contrahiraro fiados na pa-
lavra do governo.
O projeclo diminue os recursos lavoura, es-
casseando-lhe o crdito.
Abunda ainda om longas considerages em res-
posta ao ultimo discurso do Sr. presidente do
conselho.
Prefere o reinado das lulipas, de que fallou o
Sr. presidente do conselho, porque estas sao flo-
res, ao reinado dos cardos, que pungem e mal-
tratam.
Terminar declarando quo fica-lhe a consola-
gao de ler envidado todos ;os seus esforgos para
arredar a calamidade com que o projeclo"ameaga
o paiz, calamidade que ser mostrada por urna
dolorosa experiencia.
Praza a Deus que esteja em erro, que suas
previses nao se realisem, e que elle orador seja
Cassandra, e o Sr. presidente do conselho um
verdadeiro Joas.
Dada a hora, o Sr. presidenlo declara adiada
a discusso, e d para ordem do dia da seguinte
sesso.- continuago da discusso adiada ; con-
tinuago da Ia. discusso da proposigo da cma-
ra dos deputados elevando a 24 o numero das
loteras j concedidas ao Ihealro Lyrico desta
cidade ; 3a. discusso de varas proposiges da
cmara dos deputados autnrsando o governo pa-
ra mandar admitiir matricula e exame do Io.
anno das facilidades de direito e de medicina do
imperio adiversos esludantes ; continuago da
Ia. discusso do projeclo do senado regulaudo
os direitos provenientes da residencia de que
trata o art 6. 1. da conslituico e voto em sepa-
rado, e Ia. discusso do projeclo do senado re-
gundo os contratos de credilo territorial.
Levanta-se a sesso s tres horas da tarde.
SESSAO EM 21 DE JULHO de 1860.
Presidencia do Sr, M. I. Cavalcanti de Laceraa.
A's 10 horas c 55 minutos da manha, o Sr.
presldento abro a sesso, oslando prsenles 31
Srs. senadores.
Lida acia da anterior, approvada ; resolvendo
todava o senado que se declare, como indica o
Sr Ferreira Penna, que o requerimenlo de ur-
gencia do Sr. Silva Ferraz a respeilo do projeclo
de le sobre bancos foi discutido por decidir o Sr.
presdeme que, em virtude do art. 67 do regi-
ment, a urgencia que deve ser votada sem dis-
cusso nicamente'a (los requerimentos que li-
verem por fim pedir informages ao governo.
O Sr. i." Secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um aviso do ministerio dos negocios do impe-
rio, remetiendo um dos authographos da resolu-
cao da assembla geral, approvando a pensao
animal de 6OOJ0O0*concedida a D Henriqueta
Esmeria Nabuco e Carneiro, na qual resolucao
S. M. o Imperador consente. Fica o senado in-
leirado, e manda-se communicar outra c-
mara.
Um officio do 1. secretario da cmara dos de-
putados, remetiendo a proposigo da mesma c-
mara, alterando a lei n. 387 de 19 de agosto de
18*6, e o decreto n. 842 de 18 de selembro de
1845. Foi a imprimir.
O .Sr. Dr. Manoe\ estranha que o projeclo das
loteras concedidas ao theatro lyrico fosse dado
para ordem do dia, quando malerias 1.1o graves,
como a quesio bancaria, e projeclo interpretati-
vo do art.6 da consliluigo, oceupam a atleu-
go do senado.
Julga que o Sr. presidente do senado com esse
procedimenlo est fazendo opposigo ao minis-
terio, o qual se tem pronunciado contra as lote-
ras.
Depois de varias outras considerages sobre a
materia, manda mesa o seguinte requerimenlo :
Requeiro que o projeclo sobre a reforma hy-
pothecaria, e relativamente ao art. 6." 1 da
consliluigo, e bem assim os projectos de fixago
de fotgas de trra e de mar para o anno finan-
ceiro de 1861 a 1862, sejam discutidos de prefe-
rencia a quaesquer projectos sobre loteras.
21 de julho de 1860. D. M. de Assis Mascare-
n has.
0 Sr -Visconde de Jequitinhonha oppe-se ao
requerimenlo, porque emende que ha urgente
necessidade de dar solugo a esla quesio. O go-
verno do paiz tem subvencionado sempre o thea-
tro lyrico da corte ; ha um contrato entre elles, e
o cumpriroento desse contrato que a empreza
redan.a com as loteras requeridas, afim de que
nao pesem sobre ella somente os onus desse con-
trato, e nao lhe venham os favores prometlidos.
A empreza acha-se em dfficuldades, e nao po-
de lirar-se dellas, nem continuar a cumprir o
contrato sem os favores do estado.
E", pois, de necessidade resolver-so esta ques-
io. para que a empreza saiba em ene lei vive.
Nao entra na quesio se o theatro italiano ou
do um loco de iminaralidades. Se isto fr de-
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Das; Bahia
Sr. Jos Martina Alves; Rio de Janeiro, o S.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figoeiroa n
Faria.nasua livrari praca da Independencia na.
6 e 8.
ministrado com os documentos que se diz existi-
rem.o orador volar conlra o projeclo.
O Sr D Mnaoel insiste justificando o seu re-
querimenlo. Entende que o governo nao tem
obrigago alguma re proteger o theatro lyrico.
Dizer-se que esssc thealro urna necessidade pu-
blica, nao s um erro, um despropsito. Se
o Ihealro nao lem recursos, se sua sorle preca-
ria, porque prrcario tudo que iniporla imrao-
ralidade e desperdicio.
Abunda em considerages para mostrar a in-
conveniencia das discussoes das loteras em con-
curso com materias de tanta importancia que
prenden) a attengao do senado.
Posto a votos requerimento, rejeilado.
E'apoiada e remellida commisso da mesa a
seguinte indicago :
1." A dispo'sigo do art. 99 A da reforma do
regiment que no fim da sesso mesmo, de-
pois de preenchidas asqualro horas, o presidente
declare encerrada a discusso da materia, se por
ventura nao houver na casa numero suficienle
de membros para volar, nem se pedir a palavra.
2. A disposig.io do art. 67 A que qualquer
requerimenlo de urgencia seja, depois de apoia-
do, votado sem discusso, declarando o propo-
nenle o seu objeclo. Pago do senado, 21 do ju-
lho de 1860, Candido Barges.
Comparecen) no decurso da sesso mais alguns
Srs. senadores. .
ORDEM DO DIA. ^4?
Contina a 3.a discusso, adiada pela hora na
sessao antecedente, do projeclo substilulivo da
proposigo da cmara dos deputados, que declara
que o banco do Brasil e suas caixas filiaos sao
obrigados raalisor suas notas em moeda met-
lica vontade do portador, com a3 emendas
a pola das.
O Sr. Visconde 'de Maranguape nao vai fazer
um longo discurso sobre a materia, mas simples-
menle explicar o seu voto. A razo de ter sido
o orador membro do gabinete de 4 de maio nao I
lhe parece sufficienle para justificar o voto, que !
d conlra o projeclo em discusso ; julga do scu !
dever explicar a sua opinto.
Sempre enlendeu que por meios directos nao
se pode obler o melhuramenlo do meio circu-
anle, mas sim por meios indirectos, tendemos a
augmentar a produego, por medidas que prote-
ja in a lavoura, que a principal industria do
paiz. pela abertura de communicagoes facis o
rpidas para o transporte de seus productos, pe-
la imporlago de bragos estrangeiros, c pelo
aproveitamento de innmeros bragos ociosos que
exislem no paiz.
O projeclo nao pode obler o desejado fim ;
dar o resultado contrario. Acanhaiido o crdi-
to, assuslando o espirito de associago, tirata os
recursos lavoura, diminuir a produego, obs-
tar entrada do ooro, liar a pobreza, e o mo
estado do meio circulante.
Nao possivel pelos meios indicados no pro-
jecto obler que o ouro entre era nossos merca-
dos espontneamente e nclle se conserve.
A importago do ouro com sacrificios para de
novo fugir do paiz e tornar necessaria nova im-
portago, o nico meio de realisar as medidas
em discusso.
Nao esl combatendo doulrinas de ninguem :
explica urna opinio que j em outras occasies
tem emittido. Vola contra o projeclo.
O Sr. Dr. Manoel julga que a discusso lem
sido de um e oulro lado ampia e luminosa ; o
que vai dizer, porlanto, nao novidade ; o re-
sumo do que se lem adduzido para combater o
projeclo em discusso, c lem por fim mostrar
que a brilhante erudigo ostentada pelo Sr pre-
sidente do conselho. a defesa do projeclo, of-
fuscou, mas nao convenceu ; servio para acober-
tar os vicios e imperfeices do projeclo.
O orador abunda em considerages nesle sen-
tido, e votar contra o projeclo.
Nao havendo mais quem lenha a palavra, o Sr.
presidente declara encerrada a discusso por nao
haver numero para se volar, e d para ordem do
.lia a seguinle sesso : votaco do projeclo cuja
discusso foi encerrada ; continuago da 1.a dis-
cusso do projeclo do seriado, rcguladdo os di-
reitos provenientes da residencia de que trata o
art. 6., 1." da consliluigo, com o parecer da
commisso de consliluigo e voto em separado ;
3.a discusso de varias proposiges da cmara
dos deputados, autorisando o governo para man-
dar admitiir matricula e eximo do 1." anno das
faculdades de direito e de medicina do imperio a
djversos estudanles, c continuago da Ia discus-
so da proposigo da mesma cmara, elevando a
24 o numero das [oleras j concedidas ao Ihea-
lro lyrico desia cidade.
Levanta-se a sesso s 2 horas e meia da
larde.
SESSAO EM 23 DE JULHO DE 1860.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanti de
Lacerda.
A's 10 horas e cincoenta e cinco minutos da
manha, o Sr. presideute abre a sesso, estando
presentes trinta Srs. senadores.
Lida a acta da anterior, approvada.
EXPEDIENTE:
O Sr. Io Secretario le um officio do 1 secre-
tario da cmara dos deputados, participando que
a mesma cmara approvou a resolucao do senado
sobre o ceremonial para o acto do juramento da
serenissima princeza imperial a Sra. D. Izabel.
Ficou o senado inleirado.
O Sr. Vasconcellos manda mesa a seguinte
indicago, que apoiada e remellida commis-
so da mesa:
A inlelligencla do art. 41 do regiment que
se s dez horas e meia nao liver concorrido nu-
mero sufficienle de Srs. senadores, nao haver
sesso ;
Que para apoiamento das emendas neces-
sario que haja rasa ;
Que os requerimentos sejam discutidos aos
sabbados, ainda que nesses mesmos dias pre-
sentados.
Comparecen) no decurso da sesso mais nev
Srs. senadores
ORDEM DO DIA.
Submetlido votaco por ler ficado encerrada
a 3a discusso na sesso antecedenle, foi appro-
vado o projeclo substilulivo da proposigo da c-
mara dos deputados que declara que o banco do
Brasil c suas caixas filiaes sao obrigados a realisar
suas notas em moda nviallica vontade do por-
tador; tendo sido rejeiladas as emendas dos Srs
Silveira da Motta o Dias de Carvalho, menos a do|
Sr. Dias de Carvalho ao5doart Io, a qual
julga-se prejudicada: sendo por fim remettido o
projeclo como se acha emendado commisso
de redaego *S
Contina a Ia discusso, adiada na sesso de
19 do corrente mez, do projeclo do senado re-
gulando os direitos provenientes da residencia de
que trata o arl. 6 1" da conslituico com o pa-
recer da commisso de conslituico e voto em
separado.
O Sr. Nabuco de Araujo, em visla do modo
luminoso e completo porque tem sido defendido
o projeclo, poucas considerages tem a fazer so-
brea materia, que grave, nao tanto por si mes-
ma, como petas apreciages inexactas que della
se tem feilo no senado.
As palavras do discurso da cora indicando a
necessidade de se fixar a inlelligencia do art. 6
1 da consliluigo, a respola do senado dada
a esse tpico, impoitam um compromisso muito
seno da parle do senado para nao adiar nem ter-
giversar na solugo desta quesio.
A leitura da carta do Sr. Teixeia de Freitas,
eita no senado pelo Sr Vasconcellos, urna in-
cor.veoiencia. Reconhece. e respeita. a. iUuslra
gao desse jurisconsulto, mas ainda que fosse o
primeiro entre lodos os juiisconsullos, nao po-
deriaser reputado o orculo do senado, ou um
quinto poder do Estado; cima de tudo fst a
dignidade do senado, que deve guiar-se por suas
conviegoes.
O Sr Vasconcellos invocou o auxilio da impren-
sa tiesta quesio: sea imprensa sustentar una
j discusso calma e luminosa, sua cooperago p
| de ser til; mas se acaso procurar excitar pai-
I xes, enlo o senado dever repcllir essa influ-
! encia eslranha e in lebili.
O orador nao receia a violencia da parle das
tiagOes estrangeiras; leme a impotencia de urna
le sem sanrgo possivel, de orna lei contraria
, aos principios de justiga, e que. em opposigo
| com as luzes do seculo era que vivemos, faz dos
; cidados servos da gleba.
O Sr. ministro de estrangeiros j declarou que
e esta a mais grave quesio internacional, o re-
sulta da colliso de nossa legislacao com as le-
gislages de quasi lodo o mundo
Quasi lodas as nages civilizadas adoptara o
principio de origem. A prova disso essa re-
presentagao collecliva eit por todos os cnsu-
les estrangeiros ao governo imperial, represen-
lago que den lugar consulta e parecer do con-
selho de oslado que oi citado pelo Sr. Vascon-
cellos
Sea Franga loma a oanleira neste negocio, (
porque contando grande numero de francezes no
Brasil, lem mais interesse na solugo da quesio.
Nao ha romludo ameaga alguma; ha sim grande
longanimidde das nages estrangeiras, que ha
quatorze annos redamam sobre este objeclo.
E se o Brasil livesse de resistir a alguma vio-
lencia, como nago traca teria de recorrer in-
tervengo das oulras; nas neste caso teria de
achar-se solado, porque todas as nages proles-
sam o principio contrario.
Os impugnadores do projeclo invocam o prin-
cipio da soberana nacional.
Mas a soberana *ssim excrcida sera a sobera-
na, como a exerce o Japao, contraria s mxi-
mas de juslica universal, communho do di-
reito.
O projeclo conlm um meio de nos tirarmos de
difficuldades sem que seja.preciso nem derogara
nossa legislacao, nem a franceza, e de quasi lodo
o mundo, como j se fez na Hespauha, que tinha
tima legislacao como a vossa. A consliluigo re-
conhece a liberdade que cada um lem de esolher
a sua nacionalidade ; e por tanto nao oe sup-
pr que ella quizesse impr urna nacionalidade
aos nlhos de estrangeiros nascdos no paiz.
O orador prova esta opinio com a autoridade
respeilavel do Sr. marquez de Olinda, que a emi-
ti em um discurso proferido no anno passado.
Entende que o arl. 6o constitucional, mas o
projeclo nao offende a consliluigo, antes urna
homenagem doutrina constiiucioial.
A consliluigo nao precisa de interpretago au-
thenliea, mas de inlerprelago doulrinaria, o que
da competencia do senado, e al do governo
era leis regulamenlares. A vontade do Individuo
sobreleva a tudo na quesio de nacionalidade ;
ella, pois, nao deve ser contrariada ; nao se deve
desojar urna populago brasileira de nome c es-
trangeira de coragao.
O orador contina mostrando a necessidade do
projeclo para regular os direitos do individuo du-
rante a menoridade ; acha comtudo qoe precisa
nesse ponto de urna redaego mais clara.
Nana a fbula do pequeo pastor, referida por
Monlalemberl nos lempiis da ultima repblica
franceza, quando militas medidas eran combati-
das a pretexto de inconstilucionalidade. Este pas-
tor pedia sempre sooorro contra os lobos que de-
voraran) o seu rebanho ; os que acudiam ao seu
clamor nunca encontraran) os lobos. Um dia em
que os lobos realmente vieram, ninguem acudi
ao seu clamor, que era sempre falso ; e o reba-
nho foi devorado. Applica esla fbula aos que la-
chara de iuconsiiiucionaes todas as medidas.
Quando de fado a consliluigo correr perigo,
ninguem acreditar nos seus clamores, e a cons-
liluigo ser violada.
O Sr. Visconde de Albuquerque pede desculpa
aos jurisconsultos por tomar parle nesta discus-
so. Eulende ser de seu dever dar a sua opinio.
Nao precisa dizer que o artigo da consliluigo .
claro, isso 6 reconhecido por lodos. Nao desco-
nhecc porm que possa ser regulado, mas pre-
ciso que o regulamento se faca em hirruoniacom
a le.
Q artigo da consliluigo nao traz s em resul-
tado e direito e deveres dos cidados; elleimpe
tambem uraa obrigago sociedade brasileira de
prolege-los. Falla-se dos direitos dos ilhos de
estrangeiros, mas esquece-se o dever de que se
encarrega o Estado de dar-lhes prolecgo.
Nao acha bom o projeclo ; mas eulende que
alguma cousa se pode fazer para evitar reclama-
ces. Julga quo as difln uldades suscitadas teeni
provindo do erro daquellcs que se tem adiado
tesia dos negocios, que teera feilo que cousas
bem simples selenhain tornado complicadas e
gravosas.
Nao jutga haver necessidade nem de inlerpre-
tagc nem de regulameuio, e entende que o mi-
nistro pode por si s resolver as difficuldades.
Comludo, p-ra provar seus sinceros bonsdese-
jos de apoiar o ministerio, votar em Ia discus-
so no sentido em que votar o Sr. ministra de
estrangeiros
O Sr. Marquez de Olinda abunda em diversas
considerages, impugnando o projeclo por incon-
convenieuie e inconstitucional.
O Sr. D. Manoel loma a palavra naquella hora
adianlada para que nao se encerr a discusso,
para que o ministerio nesla 1* discusso emi-
ta a sua opinio ; estranha que os Srs. ministros
que leem assento na casa lenham-se conservado
silenciosos em urna quesio lo importante,e con-
vida-os a que enunciem a sua opinio.
Faz largas considerages impugnando o pro-
jeclo. -
Dada a hora o Sr. presidente declara adiada a
discusso, e d para ordem do dia da seguinle
sesso: Conluiuago da discusso adiada ; conti-
nuago da 1a discusso da proposigo da cmara
dos deputados elevando a 24 o numero das lote-
ras j concedidas ao ihralro lyrico desta cidade ;
3'1 discusso de varias proposiges da mesma c-
mara, autorisando o governo para mandar admit-
iir matricula e exame oo primeiro auno das fa-
culdades de direito e de medicina do imperio a
diversos esludantes; conlinuaco da primeira
discusso da proposigo da mesma cmara fazen-
do extensiva ao bacnarel formado pela uuiversi-
dade de Coiinbra Jos da Molla de Asevedo Cor-
rea a disposico do arl 1' do decreto n. 23 de
30 de agosto de 1834; Ia e 2a discussoes das
emendas da cmara dos deputados proposigo
do senado que autorisa o governo a mandar pas-
sar caria de nalurilisaco de cidado. brasileiro
ao subdito pertuguez Antonio Maxirniano de Fi-
gueiredo.
Levanta-se a sesso s 3 1|4 horas da tarde.
SESSAO EM 24 DE JULHO DE 1860.
Presidente do Sr. Hanotl Ignacio CavalcanU de
Lactrda.
A's 11 horas da manha o Sr. presidente
abre a sesso, estando presentes 30 senhores,
senadores.
Lida a acta da antecedente, aprovadt.:
O Sr. 1 Secretario d conta do seguinta
EXPEDIENTE.
Um officio do ministerio dos negocios do ioi-
ferio,remellen Jo as copias da consulta do conse-
no de estado de 23 de agosto de 1859, e parecer
do consultor do mesmo ministerio, relativos i
proposia do director da companhia do Mucury
sobre a execuco da lei d. 1,011 do 8 de ju-
ft'


(4)
V

nho de 1859.E' ronicitido a quem fez a requi-
sicao.
Um oflkio do Io secretario da cmara dos de-
putados, participando que a roesma cmara adop-
tuu as emendas fetas pelo senado & resoluto
que crea urna nova secretaria do estado com a
enominaco de secretaria de estado dos nego-
cios da agricultura, commercio e obras publicas,
c a vai dirigir sanecao imperial.Fica o sena-
do inteirado.
O Sr. 4o secretario servindo de 2o l o seguin-
te parecer :
Os pjoprietarios do Correio Mercantil obri-
garni-se, pelo contrato que celebraran! com a
mesa, a fazer a publiclo dos trobalhos do se-
nado pela quantia mensal de 4:5009, a qual pe-
Um conseguiramque ilguns de uossos humens de
estado se inclinassem sua opinio.
O artigo nao facultativo, imperativo ; con-
frontando a sua redaccao com a do cdigo frail-
ee/, que facultativa*, se v que o proceito do
art. 6' imperativo
Oucr-se entretanto interpretar o artigo como
facultativo para satistazer reclamares sobre fl-
Ihos de subditos estraogoiros, que pela sua longa
residencia entre nos j porsuas leis patrias sao l
considerados eslrangeiros; se islo se d a res-
peito dos pas, que II viram a luz. que diremos
dos lhos, que nasceram no Brasil, e que pela
constituido sao brastleiros ?
O que se pretende com o prejecto dar-se toda
a prolecco aos lhos do estrsngeiro, leando
ellos iscutos dos encargos de cidado.
DIARIO DE PERSAMBUCO. SABBADQ 25 DE AGOSTO DE 1860.
dem agora que seja elevada a 5:000}, contados enes isuuios aos encargos ae ciuaaao.
desde o 1 deste mez, pelo screscimo de trabalbo i'?1 & proposito que se consignon na consti-
que tem harido depuis da ultima reforma do re- i 'ui;ao esta disposico imperativa. A naeionali-
giniento. dade estrangeira Iransmittindo-se de pais a fi-
A commissao da mesa, reconhecendo que o "hos, em um Pa" "ovo e despovoado como o
trabalho tem com etTeito augmentado por se ha- Brasil, em breve a populacho nacional flear ab-
verem quasi sempre prehenchido e slgumas ve- sorvida pela estrangeira. A Franca ejoulros pai-
zes excedido as quatro horas de sessao, julga, se z?s podem adopta/ o principio opposlo, porque
nao de rigorosa justiga, pelo menos de equidade sa populosos, e nao pdem ter esse receio.
a pretendo dos peticionarios : e por isso de i Depois de varias consideracoes apreciando os
parecer que se eleve a preslago mensal, desde o argumentos adduzidos em de'feza do projecto, o
1- deste mez, a 5:000. orador passa a tratar das difculdades suscitadas
Paco do senado, 23 de julho de 1860.Ma- *bre a arrecadaco de heranyis de lhos eslran-
I.. n..,to;4HiH ffpirna
.. .. ...-------.-, ..- J-...U w i.-----O
noel Ignacio Cavalcanti de Lacerda, presidente.
Manuel dos Santos Marlins Vallasques, 1' secre-
tario.Frederico de Almeida e Albuquerque, 3-
secretario.Jos Joaquim Feruandes Torres, 4*
secretario. Fica sobre a mesa. .
Fica igualmente sobre a mesa a redaccao do
projecto substitutivo da proposito da
dos deputados, que o banco do Brasil *
caixas tiliacs sao obrigodos a realisar suas notas
em nioeda metlica vontade do portador.
O Sr. D. Manoel recorda que em um dos an-
nospassados, o Sr. N'ubuco sendo deputado.apre-
senlou na cmara um projecto sobre reformas
geiros.
Mostra que as prelencOes dos cnsules france-
zes sao exageradas, pois querem que cssas arre-
cadages sejam feilas pelos cnsules sem nter
venco da autoridade territorial, o que contra-
,. rio 5 justica e praxe de todas as nacocs ; e
cmara ; querem fundar esta pretengo em urna mal en-
e suas i tejida reprocidade; islo querem que o favor
que pretenden), da nao intervencao da aulorida-
de territorial, nao seja concedido' na Franca, fa-
vor este que nos nao queremos aceitar.
Votar contra o projecto, porque vai tornar fa-
cultativa urna disposico que imperativa, e
----------------,^---------------. iciuimas Ir-. _-* ....... uwiiujiluu jhj lujpciuuvti, e
hypothecarias, para servir de base inslituico Jul8a impossivel que a opiniao contraria encon-
do crdito territorial, que depende sobre tudo de lro maioria no senado.
uma boa legislacao hypolhecaria. Foi enviado! Concluida e Ia discussao, passa o projecto para
esse projecto a urna commissao, quclavrou sobre a 2a.
elle um extenso parecer ; fui discutido, approva- Prosegue a Ia discussao adiada, na sessao de
do e veio ao senado. A requeriiuento do orador 2" do mcz passado, da proposico da cmara dos
foi enviado commissao de legislacao, que tam- deputados elevando a 24 o numero das loteras
bem j deu o seu parecer; mas por falta de tem- J" concedidas ao theatro lyrico dcsta cidade.
po nao tem sido discutido. -Nao havendo quem livesse a palavra, o Sr. pre-
A inaterio imporlonlissim : na falla do thro- siente declara encerrada a discussao por nao
no e em todos os relalorio3 do ministerio da jus- haver casa para se volar, e d para ordem do dia
tica falla-se dessa grande necessidade ; o proprio i ua seguinle sessao :
Sr. presidente do conselho pedio de viva voz | Primeira parte (at ao meio dia.Discussao da
que fosse dado para ordem do diaum projecto do rcdacc.au que se acha sobre a mesa, volago so-
Sr. baro de Muriiiba que lera o raesmo ra ; o proposico cuja discussao ficou encerrrada,
sr nroftiitenl. i-nm Irwla a rn?n nnniitn uia Q 3S O'.lItMS Illa I Pr fl<5 i 'l dpfcion.-lilnc
Sr. baro deMuntiba qu
Sr. presidente com toda a razo annuio a esse
pedido.
Entreunto o orador v com pasmo que esse
projecto foi retirado da urdem do dia.
Esta materia liga-so eslreitaraeule aosinleres-
tsia materia uga-se esireitamenie aos nteres- "-su i
ses da lavouri, fonte exclusiva de nossas rendas, ID'"utos da tarde.
e as oulras maleriasj designadas,
Seguuda parle.Ia e 2a discussao da proposi-
co da cmara dos deputados sobre a reforma
clciloral '
Levanta-se a szsso urna hora e quarenta
que nao se acha em bom estado, que se acha
amearada de novos impostos com a resurreioo
de 2 |0 addicionaes sobre a cxporlacao, e a qal
o senado tem rigorosa obrigoco de proteger,
(.(uanlo tantas cousasserias dormem as pastas,
trala-se de oceupar a alienco do senado enm
objectus iudividuaes, como e'ssas loteras ao thea-
tro, que se achara na ordem do dia.
O orador accrescenta varias consideracoes para
mostrar a necessidade de prelcrir-se as* loteras
V
'SSAO EM 25 DE JULHO DE 1860.
I Presidencia do Sr. M. 1. Cavalcanle de Lacerda,
A's dez horss e 55' da mauha, o Sr. presiden-
te abre a sessao, estatido presentes 32 Srs. se-
nadores.
Lila a acta da anterior, approvada.
Nao ha expediente.
O Sr. D. llanoel justifica e manda mesa o se-
guinle requerituento
para se oceupar com negocios importantes, at -
mesmo porque anda nao se discutiram as leis! Hequeiro urgencia para que o projecto offe-
iniuas e oulras medidas importantes que lera do rec'Jo Pelu S-. Silveira da Molla, relativo ven-
da de escravos em leilo, seja dado para '-
virao senado.
.Manda i mesa o seguinte requerimcnlo :
Hequeiro que a propostefio relativa 5 refor-
ma hypothecaria seja discutida de preferencia
quaes de IbOO.I). M. A. Mascarenhas.
E' apuiado.
OSr. Viscunde de Jequitinhonha, para que o
lempo seja raelhoraproveiado, vai oTerecer uina
emenda ao requerimcnlo em discussao. Tem
por llin cssa emenda mandar o projecto hypo- i'
(becario commissao que o Sr. presidente julgar i
mais propria, para que seja elle reconsiderado e
confrontado com o outro projoclo j existente i
sobre a mesma materia. E' isto de necessidade, ;
e porlanto, psra poupar lempo, justo que desde
j seja enviado o projecto a urna commissao. Of-
lerece o seguinte substitntivo :
Que seja o projecto indicado no requerimen- ;
to reinellido commissao de legislado com o
que foi apresentado pelo Sr barao de Murili
-------, ..t--------,.... ordem
j do da de amanlia, e discutido do preferencia a
quaesjuer projectos sobre loteras.
E apoiado, e depois de discutido rejetado.
O Sr. Presidente diz que pelo ministerio do
imperio le fura coraraunicado que S. M. o fm-
t perador havia desigiiado o dia 29 deste mez para
ler lugar no p.co do senado pelas onze horas da
manhao, o aclo do juramento da Serenissima
Tem |,ri."ceza Imperial a Sra. U. Izabel.Fica o se-
iuleirado.
Comparecen] no decurso da sessao mais sete
Srs. senadores.
ORDEM DO DIA.
Submetlida votago por tor cado encerrada
a discussao na sessao antecedente, passa u2" dis-
cussao a proposico da cmara dos deputados ele-
vando a 2 i o numero das loteras j concedidas
ao theatro desla cidade: Picando adiada a 2'dis-
cussao por se passar 2a parle da ordem do dia.
ilra era Ia discussao a proposico da mesnid
que toi apresentado pelo Sr barao de Murili-! L"la era 1 discussao a proposi
ba, para dar seu parecer.Visconde de Jequiti- Ban,ari sobre a reforma eleitoral.
obonha. O Sr. Souza Franco otloroce o seguinle reuuc-
rimenlo :
Requero que o projecto de reforma da lei
eleitoral v a commissao de consituii;o paja
dar seu parecer.
E' apoiado c entra em discussao, ficando no
obonha.
E' igualmente apoiado, e entra era discussao
com o lequerimeuto.
O Sr. U Manuel impugna a emenda e acrescen-
la varias consideracoes era apoio do seu reque-
rimento. puiuuo u unir era uiscussao, licant
Fin lo o dbale, sao rejeilados o requerimcnlo Ollll'el_anlo suspensa a da materia principal
0 substitutivo. : _0 Sr. Dias de Carvalho nao sabe em que ra-
* Visconde de AbaetC remelle mesa a se- ;"-'6 so fuuda aulor J requerimcnlo para oll'o-
rece-lo. Desojara que alguoni o justicasse, pa-
vimento da casa soja add- ra ver> em v'sl" Jas razoes oprcseuladas, so deve
compleme a disposico se- ou nao volar ll0r cl!e>
(JSr. llanoel ainda se sent fatigado, e so-
discutida qualqucr materia em ||>reludo Iriste e desanimado pela sorle que acaba
O Sr.
guite iiidicaco
Indico que ao rt
tada no lugar
guinle :
Depois de
quatro sessoes,
qualqucr
. nao se havendo verificado a liy-
polbese eslabelecida pelo regiment para o e-
cerrament da discussao, o presidente pode-lo-
ba propor ao senado. Sobreest proposla votar-
se-lia sem dbale. Em 2 de julho do 1860.
Visconde de AbacioCandido Dorges.
E'apoiada e rcmeltida commissao da mesa.
Comparecen) no decurso da sessao mais sete
Srs. scnadoies.
ORDEM DO DIA.
Continua a Ia discussao, adiada pela hora na
do ler o seu requerimcnlo. 'guando advogando
a causa da moralidade nada pode conseguir, mui-
(o menos far advogando o requerimen to de um
profano.
Entende que o projeclo de reforma eleitoral
ce vai dheutir, viola aberlamente a consli-
que
luico. A dtseussao que houve na cmara dos
, Srs. deputados o mostrou evidentemente ; e o dis-
curso com qua o Sr. ministro do imperio justifi-
cou esse prnj.>cto, esleve mulo abaixode sua il-
-...^, ^,Uua Keia uura na luslrarao e talentos ; era um discurso supporla-
- ssao antecedente, do projecto do senado reg- : vel apenas em um estudante mediocre (uanlo
:;; '*22u&sr?ie,n*e"leat-t,a- -r,,sideucia ^ :, r?m ,urso. ^ wmo *Z isl
G A1 ,da_Souf,l.,l'-l,Sao' com o [>a- i iiiiiiistorial, esse nem de um estudante mediocre
que
era digno. Foi preciso a scena, que naqaella ca-
ara se deu, para apagar a impresso desfavora-
ble esse discurso deixara no animo de ami-
ve
recer da commissao de coiistituico c voto un
separado.
O Sr, Sininbu' (ministro dos negocios estran-
geirosj pretenda explicar ao senado a opiniao do ,?, **" gabinete. O orador reepeita
governo sobre urna queslo que elle consdea ci,'*llma ^f ministro do imperio, posto que nao
muito grave, e direceo dos negocios pblicos : mas nao o tem ? "I,errssrs pblicos, esl disposto a dizer
o a assislir na i ?e'la!8 nuas- duras craas.
podido facer por se achar obrigado a assislir na
cmara temporaria a discussao do oreameuto da
repartigao a seu cargo. Aproveila alguna mo-
mentos quclhe restara para dar algumas explica-
coes.
m-se dito que o governo nesio negocio
Se ha objeclc que merec lodo a allencao do
sonado o projeclo em discussao, a materia
eleitoral; a prova disto est na discussao lumino-
sa que sobro ella houve em 1856 ; e porque no
a ha de ler agora, que se prope urna nova re-
Porque uisculir j e j de afugadilho
marcha debaixo da prc^so de eiigencias esTra- ^ v nteu^ B % a*!,,ho
geiras: nao isso exacto, nenhuma presloexU. m SSXSSEFSX, penas de in,.crvall da
te, e nem o orador dmitle, para honra do senit '" e ES? COmara ,naleria lj0 8ra"
do, que houvesse alguem no paiz que viesse all,
propor uma medida contraria sua conviccao, Admira a mullido de quesloos imnortaniM
m'sodpa,PreSKSa0 de ameaas d estrar'S^o: com que o governo vom abronhar oTtenc do
Disse-se tambera que causou sorpresa a apre- senado, o exhaurir as forras dos senadores Ira-
oiMrl" P'1ra lde d da- "ndo-as de Iropel discussao urnasa Jos ou tras
Aao poda dar-so semelhanle sorpresa, pols ,sem dar uitervallo, sem dar lempo de resoirar
que.tu mullo que appareceram as difculdades Ainda ha pouco bancos, honlera rcformS dS art!
para a arrecadaco de herancas de filhos de es-
lrangeiros. Dalam de viut anuos as reclama-
cues a este respeilo. Sendo ministro dos eslran-
geiros o Sr. visconde de Sepeliba, deram-se re-
elamacoes, que foram repellidas, porque enleii-
deu-se que eram contrarias ao arl. 0da conslitui-
cao. D'ahi era diente, com alguni3s nterrup-
coes, as reclamacoes continuarara al a poca ac-
tual. Em 1856 foi apresentado o projeclo do Sr.
lmenla Bueno, o enlend^u-se que devia ser ou-
vido o coii3olho de eslado a respeilo da questo :
O n t ~ '-----""""I IV.IUIUIII \j\i un,
O. a consiilmco, hoje loteras, amanha refor-
ma eleitoral 1 e o senado que discuta, quo vote
ludo de afogadilha sem ler lempo nem de ler
quanto menos do esludar e discutir as materias'
que sao sujeilas i sua consideraco.
Mas o Sr. presidenlo do conselho quer inipor
a sua_ vontade, quer ser dictador sem ter ttulos
para isso.
O orador julga que 6 muito impr-se aos ve-
mos um trabalho que esfalfa os propros mocos
i se sent cora vigor para oppr i mais
todo* ..- m."i-------- ""1"="" >ju 4nwu i iiiua so sena- com vigor para oppr ? mais
dsr vis .^ii.8"510'"""'0! smenle enrgica resistencia prepotencia, parla donde
oo r>r. visonde de Albuquerquo, eutenderarn que partir- ^ uo
como fcui0 UlU-a JeVa 3er consiaerado n>ifnda Para <=->mulo do arbitrio a maeria, que
"aSftSa- era que se funda o projecto. | St ZZtfSS VSS"XS
descnvolveram por modo tao completo, que'o
orador se julga dispensado de accrescenlar mais
nada.
O projeclo nao inconstitucional: se o gover-
no o recouhecesse como tal, seria o primeiro a
repelli-lo, a oppor urna barreira a quera quer
que quizesse desacatar esse monumento de nossa
organisa;ao poltica. O projeclo tem por fim re-
gular esta materia por tal forma, e que nao fique
em vigor entre nos urna disposico que rcpelli-
oa por lodos os povos que leer instluices li-
beraos. .
Declara de novo que nao ha prcsso alguma
do eslrangero. e raesmo porque a siluacao
calmi que se trata de resolver esta queslo.'
OSr. iscondede Maranauape por incommo-
dado na sessao antecedente levo de relrar-se do
senado, e nao pode ouvir o discurso do Sr. Na-
buco ; porlanto voi responder-lhe em vista dos
resumos dados pelas folhas dionas.
Sttttt-= fjw*.' SiS St
fulla do throno para raostrar-se a impo'rlancia
da malcra ; anda que a falla do throno nao to-
casse nesta questo, o senado devia resolve-la
Igualmente nao era necessaro citar-se os relat-
nos que tratara da necessidade de resolver a
questo ; o senado esl convencido dessa ne-
cessidade.
Os defensores do projecto justificara a sua ne-
cessidado com os recloniaces reiteradas dos cn-
sules estrangeiros, porque csses cnsules cnien-
derara qoc o art. 6. da consliluicao facultati-
vo : e lauto repeliramsuasreclamasoes, que por
-- rMN< "Ma muiua^o (um ioua
a naiogia cora o que j se fez ha pouco, passan-
22"! Urn, lra d0 t)emia uma attribuico do
poder legislativo para o executivo.
Cora taes medidas os senadores perdero ogosto
JnI,l Se"ad : PrPrio orador abandonar o
senado com o pezar de nao poder mais dar prova-
dt sua gralidno ao monarcha que o escolheu e ao
poioquc o elegeu, disculindo os interesses do
Estado e dando sobre elles um voto conscien-
Se cssa indicajo passa, o seu execulor nao
sera o aclual Sr. presidente do senado ; S. Exc.
lera successor, e cntao a dictadura prevalece-
r ; o orador porem nao se curvar a ella.
E regra seren enviados s coramissoes todos
os projectos importantes ; nao ha razo para se fa-
zer agora uma excepeo
A le mais importante de um paiz constitucio-
nal a que se discute; um escriptor distinelo a
a segunda consliluigao ; precisa pois
toda a pausa, reflexo e cui-
o orador vota pelo requeri-
Assim aconleceu com a lei bancuna ; o dual
projeclo, porro, ainda nao foi discutido ; uma
mera susceptibilidide de que elle inconstitu-
cional nao razo para ser enviado commissao
de consliluicao.
Esse procedimenlo offensivo da cantara dos
Srs. deputados; a presumpeo que, toda a lei
que parlo daquella casa constitucional.
O Sr. Vasconcello entende que a importancia
da materia demonstra a necessidade do requeri-
mcnlo.
A lei eleitoral a questo mais grave que se
pode agitar em um paiz constitucional; um
complemento da consliluicao, o precisa de ser
estudada com toda a madureza e reflexo. E
um engaoo dizer-se quo o requerimento con-
trario aos estylos da casa ; tem sido esse o esty-
lo constante.
Ainda ha um motivo mais grave para se ap-
provar o requerimento, e quo os Srs. ministros
parecom nao adherir ao projecto; elles queaban-
donaram suas cadeiras, apenas eutrou em discus-
sao esta materia, do o.mais claro e solemne
testemunho de que nao adhirem ao projecto. De-
mais o Sr. presidenlo do conselho, inlerpellado
o onno passado sobre esta queslo, se enunciou
contra 3 reforma eleitural do modo o mais so-
lemne e terminante em um trecho de um discur-
so que o orador le.
O requerimeuto nao impon a desconsideraglo
alguma cmara dos Srs. deputados ; o exame
em uma e ouira cosa deve ser ampio e livre, e
nao tolhido por senlimentos de uma mal enten-
dida cortezia.
Assim como o senado nao pode impedir que
as leis que elaborou sejam examinadas cora
toda a liberdade, assim tambora deve examinar
so as proposicoes que de l veem sao ou nao ins-
piradas pelo calor das paixes ou pelo enthusiss-
mo ministerial.
Nao quer protelar a discussao principal, mas
julga que a queslo do requerimento, posto que
incidente, de summa gravidade, Tem visto
que o regiment da casa tem andado ltima-
mente aos trombules, e receia que alguma me-
dida mais efficaz seja approvada para impor si-
lencio aos divergentes ; por isso nao quer que
0 senado deixe de volar o requerimeuto para que
nao se diga qne taclica da opposi$ao. Comtudo
anda que haja tctica, nao julga que ella desai-
re os quo laucara mo della, pois empregada
francamente no parlamento inglez para impedir
a passogem de medidas inconvenientes.
Demais, com a famosa reforma do regiment
nao possivel a ninguem prolelar a discussao, e
muito menos se passara indicaco do Sr. viscon-
de de Abael.
Vota pelo requerimento.
OSr. Nabuc pretenda votar simblicamente
pelo requerimento, mas como foi impugnado, fa-
r algumas cbservacoes.
Tem de volar contra o projecto- de reforma
eleitoral, nao porque ocho Doa a lei existente,
mas porque esta reforma, que succede a oulra
immediulamonte.vaiinspirara desconfianza na po-
pulacho e fazer perder a crenca no corp'o legis-
lativo, eiia rgimen representativo.
O senado que por sua nalureza um corpo
conservador nao se deve deixar arraslar na tor-
rente reformista do dia.
A materia grave ; Irala-so da vida do syste-
ina representativo, porlanto mister discutir o
projecto cora tuda a calma e reflexo.
Uma raediJa desta nalureza nao pode inspirar
conianca logo que se pode presumir que nao e
senao um instrumento para formar partido.
E' eslylo do senado onviar s commissesos
projectos viudos da oulra cmara, mesmo sobre
as materias as mais urgentes, e nem isso impor-
ta desor olgum cmara dos Srs. deputados: de
outro molo sera baldada a diviso do poJer le-
gislativo em dous ramos.
Vota pelo requerimento.
O Sr. Sou:a Franco abunda era consideracoes
era defesa do seu requerimento.
Pede ao senado que allendi as palavras avisa-
doras do Sr. Nabuco, quando disseque o sena-
do, corpo cssencialmente conservador, nao dove
se deixar arraslar pela torrente reformista. Essas
palavras, que naturalmente devem ler ficado
gravadas no animo de muito dos membros da
maioria, Ihe fazom crer que que o senado conce-
der alguma pausa, algura lempo para se esludar
to importante questo.
Expende argumentos era apoio do requerimen-
to, que julga de indiclinavel necessidade.
Dada a hora, o Sr. presidente declara addiada
a discussao ; e d para ordem do dia da segunda
sessao :
Primeira parte (al ao meio dia.)
2.a discussao da proposico da cmara dos dc-
pulados elevando a 24 o numero das loteras j
concedidas ao theatro lyrico desta cidade, e as
oulras maleriasj designadas.
Segunda parte.
Continuacao da discussao addiada.
Levanta-se a sessao s Iros horas da tarde.
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
SESSAO EM 18 DE .IULIIO.
Presidencia do Sr. conde de Baepend'j.
Havendo numero legal de Srs. deputados, bre-
se a sessao.
Lida a acta da antecedente, approvada.
O Sr. 1 secretario d conla do seguiule
EXPEDIENTE.
Um ofiicio do ministerio do imperio, remet-
iendo um volume dos actos daassembla legis-
lativa provincial do Rio Grande do Norte, pro-
mulgados na sessao ordinaria do anno passado,
afim de que acamara, lomando em considerado
diversas leis em vigor, procure de algum modo
: melhorar a sua execucjio.A' commissao de as-
1 semideas provinciaes.
Outro do ministerio da guerra, enviando com o
requerimenlo de Antonio Pereira Brandonsin-
^ formaces respeclivas que Ihe foram requsita-
! das.A commissao de mariuha e guerra.
Oulro do presidente da provincia de Minas,
remetiendo um excmplar da exposiQo que fuera
jo seu antecessor por occasio de Ihe passar
a odminislraco daquella provincia.A archi-
var-se.
Ura requerimento do Francisco de Paula Ro-
drigues, pedindo o lugar de guarda das ga-
leras desla cmara. A' commissao de po-
, licia.
Julgados objeclos de dclberaco, vo a impri-
. mir para entrar na ordem dos trabalhos dous pa-
' receresda commissao de instrueco publica man-
ida ndo admillir matricula das faculdades de
medicina da Babia e jurdica do Recfo a diver-
sos estudantes ; c um das coramissoes de fa/en -
1 da e agricultura concedendo fora da zona das
fronleiras da provincia do Amazonas c as que
,seacham em iguaes circunstancias campos para
, a croar;o de gado.
Passando-se a primeira parle da ordem do
' dia, entrara em discussao as emendas n. 82 do
senado.
Ora o Sr. Franco de Almeida.
Fica a discussao adiada pela hora.
Entra-so na segunda parte da ordem do
da.
Sao apoiadas as seguinlcs emendas:
Em lugar de bspos, cathedraes, rclaco rae-
i tropolitana, parochas, vigarios geraes e proviso-
res diga-se : bspos, cathedraes, rclaco rae-
tropolilana, parochas, vigarios geraos "e provi-
( sores, romprehendda a dospeza com as calhe-
| draes e cabidos das dioceses de Goyaz e Cuyaba.
j Pinto de Campos.Almeida.Peixoto do Aze-
, vedo.Viriato.Sergio de Macedo.Fausto de
[ Aguiar.
Ao lt.Depois da palavraparochosac-
crescenle-secollados e encommendados; e
j depois da palavraprovisoresaccrescente-se
i percebendo esles o os vigarios geraes uma con-
grua igual que percebem os parochos collados.
Pinto de Mendonca e oulro3.
Ao 12 do art.'3. Em lugar de 171:600*.
( diga-se176:6008, sendo a quamia de 5:000
I applicada em auxilio do seminario do Amazonas.
j Sorra Carneiro.
Depois de orarem os Sis. Cosa Moreira e
Araujo Jorge, fica a discussao adiada pela
hora.
O Sr. Presidente d
materias j designadas.
Levanta-se a sessao.
dado. Porlanto,
ment.-
O Sr. Silveira da Molta propende para lodos
os expedientes que lendem a alargare esclarecer
a discussao.
Has julga que o requerimento em discussao nao
est neste caso. Nao est isso nos estylos do se-
nado. '
-S quando na discussoo apparecem objecces e
se offerecem emendas a um projecto, que elle
enviado s commissoes para resolver aquellas,
e fundir estas com o projeclo.
para ordem do dia as
SESSAO EM 19 DE JULHO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Havendo numero legal do Srs. deputados,
abre-se a sessao.
Lida a acta da antecedente, approvada.
O Sr. 1. secretario d conla do seguinte :
EXPEDIESTI..
Um officio do ministerio da fazenda, enriando
o requerimenlo e mais papis relativos ecn-
5a que Fernando Flix Gomes, feitor conferenle
da alfandega do Para, pede, cora todos os seus
vencimentos, para tratar de sia saude.A' com-
missao de penscs e ordenadas.
Outro do mesmo ministerio, dando as infor-
magoes que, sobre a isengo de dreitos das car-
rocinbas da Santa Casa da Misericordia, destina-
da* conduccao e cadveres, requisita e*la
cmara em 5 do corrente.-A quem fes a roqui-
sicao.
Oulro do ministerio da justiga, remetiendo,
e0B,i2 '"P601"0 requerimento, as informaedes
que ihe foram requisiladas por esta cmara acer-
ca da reclamaseo que fuera ltimamente Anto-
nio senarias de Barros, ex-dispensero do bri-
g*e-escuna nacional O/inda.A quem fez a re-
quisicao.
Lidoe, sio approvados dous pareceres da com-
missao de Instrucgao publica e de panadas e or-
denados ; aquello mandando ouvir o governo
acerca de um requerimento do instituto pharma-
ceulico do Rio do Janeiro, e este indeferindo a
prelencao de D. Carlota Joaquina da Costa Bar-
reto de Almeida. viuva do brgadeiro Vicento Jo-
s da Costa e Almeida.
Julgados objeclos do deliberacao, vo a impri-
mir para entrar na ordem dos trabalhos dous
pareceres da commissao do penses e ordenados
elevando a 800 o ordenado de Victorino Piul
de Sampaio, porleiro da academia das Bellas-
Artes, o approvando a penso annual de 4O0S
concedida a Pedro Jos Cirdoso, por decreto de
JO de junho do correnlc anuo-:
Dous da commissao de inslrucgo publica
mandando admillir matricula da faculdade d
medicina da corte a Belarmino Jos Ferrcira da
Silva e a exame do anatoma a Marcos de Olivera
Arroda, ouvinte da mesma aula.
E' igualmente julgado objecto de deliberacao
um projecto do Sr. barao do Bom Jardim, adto-
nsaudo o governo a mandar admillir matricula
e ao exame do primeiro anno da faculdade de
medicina da Bahia Jeronymo Lourcnco de Arau-
jo, alumno do primeiro anno do curso pharma-
ceutico daquella academia.
O Sr. Io Secretario l a seguinte
REDACQAO :
A assembla geral res'olve :
Art. 1. A lei n- 387 de 19 de agosto de 1846
00 decreto n. 812 de 19 de setembro do 1855 se-
rao observados com as seguinlcs alleracOes :
1. Nenhuma provincia dar menos de
doos dopulados i assembla geral.
2." As provincias do imperio sero dividi-
das em dislrictos^eltiloracs de tres deputados ca-
da um. Quando, porm, derera s dous deputa-
dos, ou o numero desles nao fr mltiplo do tres,
haver um ou dous districtos de dous deputa-
dos.
3. Haver tantos collegioseleiloracs quan-
tas furein as cidades o villas do imperio, com-
anlo que nenhura delles tenha menos de vinle
eleilores. Nos municipios, porm, em que senao
verificar eslo numero, os tespectivos cleitores
ornarla coHegio com os da cidade ou villa do
raesmo dislricto quo ficar m.iis prxima, excepto
quando dstarera entre si mais de 30 leguas por
Ierra, caso om que poder haver collcgio de me-
nos do 20 cleitores.
4." Os deputados assembla geral sero
elerlos por maioria relativa de votos.
5. Nao haver supplontes de deputados
assembla geral. No caso de raorte do deputado,
opcio por oulro districlo ou perda do seu lugar,
por qualquer motivo, proceder-se-hjt_Ji nova
elcico no respeclivo districlo. -*-
a 6." A eleico dos membros das assemblas
provinciaes far-se-ha da mesma mancira que a
dos deputados da assembla geral. Picando revo-
gda a dispusico do 17 do art. Io do decrelo
de. 19 de setembro de 1855, e distribuindo-se o
numero que compete a esda provincia, nos ter-
mos do Jj 16 do mesmo artigo, pelos novos dis-
trictos, na proporcio do numero dos deputados
que cada ura delles eleger
7. As disposices dos g 4o e 5o sao ex-
tensivas aos membros das assemblas provin-
ciaes.
8." Nos districtos eleiloraes quo tiverem
mais de um collegio o governo designar para a
apuraco geral dos votos a cmara municipal da
ciiade ou villa mais importante dos mosnios dis-
iriclos.
9." Os cleitores de que trata o 12 do arl
1." do decrelo do 19 do setembro de 1855, sao
nicamente os do collegio que se rene na cida-
de ou villa cabeca do districlo eleitoral; e suas
fuaccoes limilam-soa assislir ao acto da apura-
cao e reclamar contra qualquer irreguloridade
que nella observem, lanQando-se a reclamaco
na acta respectiva. Pod6rao, porra, assislir
Aquello acto c usar do mesmo direilo de recla-
macoes os cleitores dos domis collegios do dis-
triclo.
10. O governo na corte e os presidentes as
provincias lixaro o numero do eleilores que de-
va dar cada parochia, na razo do um eleitor por
30 votantes, conforme a menor das qualificacocs
feilas nos anuos de 1857, 1858 c 1859 ; coman-
lo, porm, que nenhuma parochia d menos'elei-
tores do que o numero approvado na aclual le-
gislatura, nem lentia augmentado miior que a
melado desso numero. So fallar, alguma das qua-
lificacoes cima aponalas, regular a menor das
duas que existirem ; havendo apenas uma, esta ;
e, na falta das tres, a do corrente anno.
11. Quando de uma ou mais pnrochias se
houver desmembrado territorio para se annexar a
oulra, ou para formar nova parochia, esta ou
aquella juntamente com as que perderam terri-
torio nao daro raaior numero de cleitores do que
derarn antes da alleracao, ou, quando rounidas,
na eleico da actual legislatura, salvo o augmen-
to permillido no paragrapho antecedente. A dis-
tribuico de eleilores que deve locar cada uma
deltas, ser foita sobre a baso da qualificaco an-
terior ao desmembramento.
12. as pnrochias que soffrerem alleracao
em seus territorios, ou quo forcm creadas depois
da oxecucao desla lei, far-se-ha a dislribuico do
numero do seus eleilores, segundo a regra'esla-
belecida no paragrapheantecedente.
>? 13. As incompatibilidades estabelecidas
pelo 2 do art. Io do decreto de 19 do setembro
de 1855 coraprehendem os juizes de orphos e os
subttulos desles, bem como os dos funeciona-
rios designados uo raesmo decreto que tiverem
estado no exercicio dos respectivos cargos den-
tro dos quatro mezes anteriores eleico secun-
daria.
14. A neompatibilidade dos funecionarios
effecuvos, que se refere o paragrapho antece-
dente e 20 do art. Io do decreto de 19 de setem-
bro de 1855 subsiste ainda em lodo o districlo
eleitoral, seno tiverem doixado 6 mezes antes da
eleigo secundaria o exercicio dos respectivos
cargos em virlude de renuncia, deinisso, acces-
soou remoco.
S 15. Os prazos marcados nos dousparagia-
phas antecedemos ficam rcduzidos a tres mezes
para a primeira eleico do deputados que so fizer
om virtudo desla lei, bem como nos casos de dis-
soluco da cmara dos deputados.
16 A elego de eleilores da prxima le-
gislatura lera lugar na ultima doming.a do mez
de dezembro deste anno.
Art. 2.* A organisacao dos novos districtos
eleiloraes so far de conformidade cora o 2o do
arl. Io, allendendo-se na auncxa;o dos actuaras
districtos quanto fr possivel sua inlegridade e
conliguidade.
Feita a divisan e designadlo do quo tratam
os 2o, 3, 8o, 10 e 11 do arl*. Io, nao podero
ser alteradas seno por lei.
Art 3 Picara revogadas as disposicoos em
conlrario.Candido Mendes de Almeida.Cunlia
Figueirdo.
O Sr. Marlinho Campos (pela ordena) atten-
dendo iramensidade de paragraphos da redac-
cao, cuja letura se proceden, julga conveni-
ente que fique ella sobre a mesa, c que, depois
de publicada pelo jornal da casa, se possa enio
entrar em uma discussao ou volar-se com ver-
dadeiro conhecimenlo da materia.
S. Exc, nao julgando que 21 horas de atrazo
neste caso possa causar transtorno algum, apezar
de nao saber se procede de accordo cora o eslylo
adoptado na casa, requer que so conserve a re-
daccao sobre a mesa al o dia seguinle; sendo,
entretanto, publicado pelo jornal da casa.
Apoiado o requerimenlo poslo em discussao.
O Sr. Ministro do Imperio, desejando dar o
seu voto para a approvaco do requerimento du
Sr. Campos, pede cmara que o acompanhe na
volaco a que se vai proceder.
Poslo a volos. approvado o requerimonlo.
O Sr. Joo Paulo (pela ordem) pede que seja
noraeada urna commissao para assislir ao fune-
ral do senador barao de Pindar.
O Sr. Presidente, depois de consultar a cma-
ra, que decide aflirmalivomenle, nomeia os Srs.
Candido Mendes, Franco de Almeida, Martinho
Campos, Sergio de.Macedo e Bclfort.
ORDEM DO DIA.
Contina a discussao da3 emendas n. 82 do
senado, proposico desta cmara.
Ora o Sr. Duarle Brando.
Ficou a discussao adiada pela hora.
O Sr. i" Secretario, obtendo urgencia, l o
j parecer da commissao de polica sobre o officio
do secretario do senado, remetiendo a resuloco
daquella cmara declarando que ao acto do jura-
mento da serenissima prnceza imperial a Sra.
D. Izabel se observe o mesmo ceremonial adopta-
do pela assembla geral para o juramento da se-
renissima princeza a Sra. D. Januaria.
Entrando em discussao, approvado.
Achando-se sobre a mesa, vai a imprimir para
eulrar na ordem dos trabalhos, o parecer da pri-
meira commissao de orcamento sobre a proposla
do governo oreando a "receita geral do imperio
para o exercicio de 1861 a 1862, e sobre o rela-
lorio do ministerio da fazenda apresentado na
sessao actual.
Passando-se 2a parte da ordem do dia, con-
tinua a 2a discussao do orcamento da jusliea.
Depois de orar oSr. Casimiro Madureira. ficou
a discussao adiada pala hora.
O Sr. President d para ordem do dia o se-
guinte:
l* parte.2' discussao do projeclo do senado,
mandando observar no aclo do juramento da se-
renissima pnceza a Sra. D. Izabel o mesmo ce-
rimomal adoptado para o juramento da serenis-
sima priceza a Sra. D. Januaria; e, se houver
lempo, das materias j designadas.
2* parte. Continuacao do orcamento da ius-
l.igs. *
Levanta-se a sessao.
SESSAO EM 20 DE JULHO.
Presidencia do Sr. cond$ de Baependy.
Havendo numero legal de Srs. deputados,
abre-se a sessao.
Lida a acia da antecedente, approva la.
O Sr. 1. secretario d cinta do seguinle
EXPEDIENTE.
Um officio do ministerio do imperio, partici-
pando que S. M. o Imperador Gcava sciente dos
membros de que actualmente se compoe a mesa
da cmara dos deputados.Iuleirada.
Oulro do mesmo ministerio, remetiendo a copia
do decreto pelo qual se conceder a peusao an-
nual do 1:440 baroneza da Victoria e sua -
lha, D. Olyrapia Gusmo.A' commissao do pen-
ses e ordenados.
Um roquerimento de Jos Fagundes de Rezen-
de o Silva, pedindo a concesso do um privilegio
exclusivo por 50 anuos, afim de eraprehender a
exploraco e lavra da pedreira de raarmorc as
immediacoes do Kbeiro, na provincia de Minas-
Geraes, e oulra na de S. Paulo.A' commissao
de commercio. Industria e arles.
Julgados objeclos de deliberacao, vo a impri-
mir para entrar ua ordem dos trabalhos : um pa-
recer da commissao de fazenda concedendo uma
lotera matriz da cidade de Malto-Grosso ; e
oulro da commissao de instrueco mandando ma-
tricular no quarto arfno da escola ceolral a An-
tonio Luiz da Costa Bahia, e no primeiro, dispen-
sando-se-lhe o exame de historia, a Joo Alves
Pinheiro de Carvalho.
ORDEM DO DIA.
Entrando em segunda discussao o projecto do
senado resolvendo quo o cereraoinal para o jura-
mento da serenissima princeza imperial D. Isabel
seja o raesmo quo fora adoptado para o da Sra.
I). Januaria, approvado e passa tercoira dis-
cussao.
Posta a votos a redaego do projecto da refor-
ma eleitoral, que a requerimento do Sr. Marlinho
Campos ficra sobre a mesa por 24 horas, ap-
provado.
Contina a discussao das emendas do senado
proposico da cmara dos deputados quo crea
urna secretaria Je eslado, cam a denominacSo de
secretaria de eslado dos negocios de agricultura,
commorcio e obras publicas.
Ei-las:
O 2 seja substituido pelo seguinte :
2. Fica o governo autorisaJo a distribuir
pelos dill'erenles ministerios as allribuicoes que
devora a cada um competir.
No 3, depois das pabvraspessoal neces-
sario, diga-setirado das diversas secretarias
de estado, da reparticagB^ral das trras publicas
e da directora geral dos correios.
0^4 seja assim redigido :
. O numero de empregados das secreta-
as do estado nao poder exceder ao actualmente
existentes nellas e naquellas duas repartios,
nem a somma a dispender em seus vencimentos
poder exceder que ora se dispende.
Depois de orar o Sr F. Oclaviano, a discus-
sao encerrada a requerimento do Sr. Fausto de
Aguiar.
Procedcndo-se volaco, sao as emendas ap-
provadas; indo depoi* commissao de redaccao,
que redigir o projeclo na forma do vencido.
Entrando em discussao o parecer da commissao
de poderes sobre as eleicoes de Sania Rita da
villa do Codo, de Nossa Senhora de Nazareth da
Trosidella, oa o Sr. Franco de Almeida ot o
fim da sessao.
A discussao fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente d para oidora do dia o se-
guinle :
Terceira discussao do projeclo do senado de-
terminando que o ceremonial adoptado para o
juramento de S. A. a princeza a Sra. D. Januaria
seja observado no de S. A. imperial a Sra. D.
Isabel ;
Discussao do requeriraentos, e, se houver lem-
po, do orcamento da juslica e das materias j
designadas na primeira parle da ordem do dia.
Lcvanla-se a sessao.
Pereira e creado, iogo, inglaz, C. A. Berlieo,
Francisco Xaier das Chagas e sua familia, Ma-
noel Francisco Brdalos, Franco A. de Araujo.
Joaquim Jos Alves, Luiz Pereira da Cruz, i. L.
da Costa, Joaquim C. de Souza, Joo Antonio
ijeifl, Norberlo Bizerra de Albuquerque, Affonso
Garnier, Domingos Ribeiro de Oliveira, Bernardo
, ra 'a C>.Priauo *"* da PazJunior, Idelfonso
Jos de Souza, Antonio da Costa Ribeiro. Cons-
tantino Daniel de-Carvalo. Joaquim da Costa Se-
ronm, Joaquim Antonio Pereira, Loureoco Jus-
tiano Nascimento, Antonio C. de Leraos Duarle
sua senhora, duas enancas e uma criada Ana-
cilo Jos de Mallos, Jos da Silva Leal, Domin-
gos S. de Azevedo, Nicolao Jorge Botelho, Anto-
nio Jorge, Manoel Francisco da Silva, unj' creado
e um escravo do Br. Neiva, Antonio Jos de
Souza Carvalho, Francisco G. Soares Retumba 9
ura escravo, Henry Varuae, Robert Jos Schaders
e sua senhora, D. Silvina Targina de Carvalho
Antonio Augusto Correa Leal, um criminoso &
duas pragas,
Matadoiro publico. Mataram-se para o
consumo da cidade no dia 24 do corrente 85>
rezes,
Mortalidad do da 24 do corrbmts:
Fcancisco, branco, 4 annos, hydropericardia,
Manoel, pardo, 8 dias, espasmo.
Domingos, prelo, 5 annos, phtisica.
Manoel Maria Alves Souto. branco, solteiro, 18
annos, tubrculo pulmonar.
Jesuina Maria do Espirito Santo, parda, \ anno
estupor. *
Antonio, preto, escravo, 40 annos, espasmo.
Leonor Maria da Conceico, parda, viuva 85 an-
nos, erysipella.
Manoel da Conceico, pardo, solleiro, 45 annos,
diarrhea. *
Henrique Fabri. branco, solleiro, 60 anuos,
aslhma.
Alejandrina Maria da Conceico, parda, solteira,
60 annos, catarrho chronica.
Hospital de caridadk. Existem 56 ho-
mens e 53 mulheres nacionaes ; 7 homens es-
trangeiros, e 1 mulher escrava, total 117.
Na totalidadedos doentes existem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio
Pinto s 6 horas o 1/2 da manha ; pelo Dr.
Doradlas, as 8 horas e da manha, e pe-
lo Dr. rumo as 6 horas da tarde de hou-
PERWAWBUCO.
REVISTA DIARIA-
Os asentes de leilo Evaristo Mendes dn
Cunha Azevedo o Ignacio Francisco Pinto acham-
se era exercicio de suas funeces, tendo os seus
arinazens abortos nos lugares, que ho annun-
ciodo.
Amanha, na igreja do N. S. de Terco, le-
ra lugar a remoco da milagrosa imagera* de S
Braz do meio da igreja para o seu lugar, haven-
do para solemnisaco deste aclo fesla e Te-Ueum.
Desse ser orador o pregador da eapella impe-
rial Fr. Joaquim do Espirito Sanio, e d'aquella o
pregador tambera da eapella imperial, padre Li-
no do Monto Carmello Luna.
A exlineco dos caes, que vagam pelas ras
dcsta cidade, urna necessidade imposta pela
prevenco natural propria conservaco.
E' uma.necessidade doloroso, verdade ; mas
a hydrophobia que nelles se desonvolvp, esse
mal cruel que se manifesla sob um carcter lo
horroroso, a aconselha e mesmo a reclama ins-
tantemente.
Todava, a salisfoco d'essa necessidade lor-
na-se s vezes ura verdadeiro escndalo, um
quasi canibalismo que rcvolla ainda aos inslinc-
los menos corapassivos.
Islo deu-so ainda anle-honlem no bairro do
Recife, ondo a realisaeo d'aquella medida foi
pralicada por entre urna algazarra o apupados
horriveis dos gaiatos c vadios ; que assim acom-
pinhavam os estertores da morle dos miseros
animaos.
Importa que se execule a postura, que os man-
da extinguir, de um oulro modo menos eslron-
doso, nao se dando alm disto ura espectculo
lo cruonlo populaco, espectculo que nao
pode deixar de plantar senlimentos de crueldade
no animo publico, que alias deve-so anienisar o
mais possivel.
Islo poslo, indicaremos que se prolique esso
exlineco em horas do menor rumor publico,
principalmente por que n'ellas que maior nu-
mero de caes so ajunla por cssas ras.
Ainda honlera nao reunio-se numero suffi-
cienie do jurados para ter lugar a abertura da 4a
sessao judiciaria deste termo no corrente anno.
Parece que a semana extinguir-se-ha sem ha-
ver casa
No dia 27 do julho ullimo, na villa de Ou-
ricury, pelas 8 horas da noile o soldado do 8o
balalho de infanlaria, Antonio Jos de Oliveira
assassinou com uma focada parda Maria Izabel
Espirito Sanio.
Foi preso, e esl sendo processado pela dele-
gada d'aquellc termo.
Na villa do Ex, deu-se na noite do Io do
corrente o seguinle facto :
Estando ura soldado do destacamento collo-
cando uma pedra era um clavinote, succedeu
que este disparasse e quatro carojos de chumbo
ferissem a oulro soldado, que folleceu no dia se-
guinte.
Cfacto foi casual, devido a ler um compa-
nheiro do soldado carregado o clavinote para
alirarem urnas aves, nao ter disso o prevenido.
Na povoaco dos Afogados do termo de
Iugszeira, na noila do 4 do corrente Antonia
Pastora de Jess, foi brbaramente espancada
por Zacaras de tal, que se poz em fuga.
No dia 23 do corrente foram recolhidos
casa do detengo 2 homens e 2 mulheres, sendo
2 livres, e 3 escravos, a saber : 1 a ordem do
subdelegado de S. Jos, 2 a ordem do de Santo
Antonio e 1 a ordem do da Boa-Vista.
Passageiros do vapor nacional lguarass,
entrado do Cear o porlos intermedios:
Francisco Jos da Cunha Sampaio e um escravo,
Thomaz Antonio da Silva, Antonio Francisco
Guimares, Joaquim Jos Cabral, Manoel Ribeiro
Duarle, Carlos A. e sua mulher e um escravo,
Jos Joaquim de Castro Barroca, Jos Paulino
de Castro Medeiros, Luiz L. R. da Cmara, Pro-
iro Antonio do Amaral,, Antonio Bento da Cu-
nha, Joo Barroso de Carvalho, Joaquim Ignacio
CHRONICAjlUlCIARIA.
JURY DO RECIFE.
4.a SESSAO JUDICIARIA
DIA 24 DE AGOSTO.
PRESIDENCIA DO SR. DR. JUIZ DE DIREITO 1STERINO
DA 2 VARA CRIMINAL,
ACOSTINIIO ERHEL1NO DE LEAO.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
amo de Gusmo Lobo.
Btcrivo, o Sr. Joaqun Francisco de Paula Es-
teces Clemente.
As 10 horas da manha, o escrivo procede a
chamada, e verifica-se estarem presentes os se-
guales Srs. jurados ;
Joo Francisco Pontos.
Francisco Antonio de Brilo.
Angelo Custodio Rodrigues Franca.
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro,
Joaquim Tarares Rodovalho.
Francisco Rufino Correa de Mello.
Luiz Antonio Rodrigues de Almeida.
Pedro Duarle Rodrigues Franca.
Manoel Antonio de Alcntara'
Francisco de Barros Falcao Cavalcanti Albuquer-
que Lacerda.
Joo Baplista de Medeiros.
Joo Jos Soares de Ssnl'Anns.
Vicente Ferreira da Porciuucula.
Joo Xavier Carneiro da Cunha.
Thomaz de Aquino Fonseco Jnior.
Dr. Joo Honorio Beserra de Menezes.
Jos Antonio Lopes Gui.nares.
Manoel Pereira do Canlo.
Dr. Manoel do Nascimenlo Machado Porleila.
Antonio de Paula Mello.
Antonio Luciano de Moracs de Mcsquila r-
mente!.
Jos Xavier Faustino Ramos.
Antonio Ferreira da Cosa Braga.
Francisco Jos Marlins Pena.
Alcxoudre Primo Camello
Mauoel Joaquim de Miranda Sevc.
Cosme Jos dos Santos Collado..
Manoel Gonralves de Silva Jnior.
Sao relavados das multas em que incorrerarn
em diasauteriores os Sjs jurados ,
Manoel Pereira do Canto.
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Sao dispensados do servirem na presente ses-
sao judiciaria os Srs. :
Francisco de Barros Cavalcanti do Albuquerquo
requisicao do inspector da thesouraria pro-
vincial. '
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro, re-
quisicao do inspector da thesouraria pro-
vincial.
Jos Xavier Fouslino Ramos, requisicao do
Exm. Dr. chefe de polica.
Manoel Luiz Viraos, administrador do cemilerio,
por se fazerem necessarios os seus servieos na-
quelle estabelecimento.
Francisco Xavier da Silva Mondonga, por allegar
justo impedimento por motivo de molestia.
Bstovo Jorge Baplisla, por allegar justo impedi-
mento.
Manoel Jos Teixeira Bastos, por allegar juslo
impedimento.
Sao multados era 2^ por cada dia de scsso,
em que nao romnarecerem, os seguinlcs Srs. ju-
rados quo, sendo nulificados na forma da lei, nao
comparecern! :
Jos Gonralves Milveira.
I Jos 'los Sanios Souza Lins
Pedro de Alcntara dos Guiraaraes Peixoto.
-ralini Alejandro da Rocha Baslos.
. Francisco Jos da Silva Araujo.
i Antonio Goocalves Ferreira Casco.
Francisco Antonio de Miranda.
Joo de s Leilo.
Hermenegildo Goncalves da Silva,
Belmiro Augusto de Almeida.
Dr. Manoel Adriano da Silva Ponies.
Antonio da Silva Guimares.
Antonio Guimoies da Silva.
Nao se reuninJo numero legal, o Sr. Dr. juiz
de direilo faz proceder a novo sorlcio, o sao sor-
teados os seiihores juizes suppleraentares :
Recife.
Manoel de Oliveira torrea Lima.
. Anlonio Maria de Miranda Seve.'
. Herculano Jos Rodrigues Pinheiro.
Luiz Anlonio Vieira.
Jos Pedro das Neves.
Sanio Anlonio.
Dr; Jos Anlonio de Figueiredo.
Antonio Jos de Almeida Ribeiro.
Anlonio de Souza Mallos.
S. Jos.
Jos Antonio Carneiro.
Manoel da Fonseco Silva.
Boa-Vista.
Dr. Jos Maraedc lves Ferreira.
Antonio Jos do Moraes.
Francisco Ferreira de Mello.
Antonio Ricardo do Reg.
Jos Thomaz de Freitas.
Manoel Alfonso de Aquino Albuquerquo.
Jos Joaquim da Cosa Ribeiro.
Manoel Ignacio da Silxa Teixeira.
Thomaz Augusto de Vacconcellos.
Expediram-se os respectivos mandados para as
nolilicaces que foram entregues aos officiaes do
juizo para que cumprissem.
Levantou-se a sessao 1 hora da tarde.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
5" SESSAO ORDINARIA AOS 10 DE AGOSTO
DE 1860.
Presidencia do Sr. Reg e Albuquerque.
Presentes os Srs. Reg, Barala, Oliveira, Mel-
lo, c Gameiro, fallando cora causa participada o
Sr. Franca, e sem ella os maissenhores, abrio-se
a sessao, e foi lida e approvada a acia da ante-
cedente
Foi lido o seguinle:
EXPEDIENTE.
Um officio do engenheiro cordeador, infor-
mando que da planta em vigor nao consta que
passe nenhuma ra pela frente do sitio de Jos6
Goncalves da Cruz, na Soledndc, na estrada de
Joo Fernandes Vieira, dentro do qual pretende o
mesmo Cruz fazer uma pequea casa de paredes
singlas, para a qual pede licenca. Conce-
deu-se.
Oulro do fiscal de Santo Antonio, informando
quo o cidado Joaquim Maria de Carvalho, pro-
prieiario da casa n. 23 da ra da Roda, pretende
fazer um Iprraco, coberto, no quintal da mesma
casa, que deila para a ra dos Patos, e que, exa-
minando essn casa, que tera-porto e muro,acha-
ra que o peticionario poda fazer o terraco, com
tanto que dos lados nao baja paredes, porque,


MARIO PE PERNABMUCO. ~ SUgADO 25 PE AGOSTO DE 18*0.
liave-las,se tornada aobra um solio perfuilo, nao a sua morada? feixar os olhos, para nao ver as
erraco, o que, no caso o concesso, juina que muas maldades, quo se commelleni lodos os
devia a cmara mencionar no despacho, anm de que nao viesse o peticionario a commeller al- E' o templo com effeilo o lugar especialmente
goma iufracgo sem intoncao do o fazer.Conec- destinado para o orago, lugar, ondo o
deu-se a licenga, guardadas as posturas. I hornera vom derramar e seu corago
Priucipiava-se a fazer os pregcs para as arrema- oniricio dianle de D-os, lugar, ende as lagrima
tacos das rendas, quando o Sr. Barata requereu, devem insopar o pavimento, porque o homem
c foi approvado, queso examinasse se os licitan- peccou: verdadeira cidade de refugio, para onde
tes eslavam debitados para com a cmara, por criminoso do Usa MRgestade Divina couvida-
que. estando, nao poderiara lancar ; o, feilo o "? Pcl mesmo, quem tem offendido, que ve-
(3)
exime pelo procurador, um ou oulro, que devia
pequeas quantias, poe-se logo quite, e Qcaram
assim todos os que presentes eslavsra, desemba-
xagados para licitar.
Requereu anda o rnesmo vereador quo, ex-
cepgo dos talhos dos acougues, todas as de mais
rendas, fossem arrematajas por um triennio, mas
oppondo-se a isto o Sr. Reg, mostrando a incon-
veniencia das arremalages feilas assim, princi-
nha procurar remodio ao mol, que tem feilo
lugar tcrrivell oh! casa verdaderamente de Dos
e porta do Co I Assim comprehendessem os
homens o dever, que leem de o rcspeilar, obri-
gados como esto isto por todos os princi-
pios.
Mas ah! quem com mui justa razao nao deplora
as profanares que se perpetram aos olhos de
Dos? I A casa do Sonhor santa, mas esta san-
palmenle pelo lado dos ioleresses municipacs 'idade nao respeitada: a casa do Senhor
oi o requerimento votos, e ficou prejudlcado, 'santa, mas ella tem sido profanada : a ca3a do
por se 1er dado empate, e desempatado a favor do
Sr. Reg o Sr. presidente.
Feitos os pregues, fura ni arrematados ss soguin-
tes rends : imposto de 5'J rs. por 16.530$,
sendo arrematante Arcenio Possoa de Albuquer-
q 10, dito de aferieVi por l$:201f, por Francisco
Pedro Advinoula. dito de modidas de fariaha por
1:0723 por Bellarmino Alves d'Arocha. dito de ms-
cales boceleiras, por 203} rs pelo mesmo Vd vincula,
que timbera arromaloo as rendas di casa da ra
di Florentina por 503j rs. annu3l ; e os talhos dos
acodales pblicos por diversos e pela quanlia de
7:561fSQ0.
Todas as arromalaeoes foram por um anoo,
exeep;o da casa di mi da Florentina, q uo foi
por um iriennio, como se hara antecedente men-
te resolvido e annundado.
Deixaram de ser arrematados os talhos n. 2, 5.
c 9 lo acougue da Boa-Vista, e o imposto sobre
p de copiero, por nao haver quem nelles lan-
casse, resolvendo a cmara que contnuassem a
ir praca.
Senhor casa de orago, porm homens ha to
pestferos que a tem tornado covil de ladrfles: a
cisa de Dos santa, mas esses nella zera o
que horrorisa as oucas pias.
O homem alagido o mundo de crimes, o seu
nico recurso a casa de Dos, onde os sacer-
dotes banliados em lagrimas, prostrados entre o
vestbulo e o altar supplicam ao Senhor perd.io
para o peccador : mis so este mesmo lugar for
profanado, para onde o homem correr? para
Daos, a quem tem offendido, o que contina o
olen le dianle de seus olhos?
Ah! quanta razio temos cm deplorar o maligno
e anle-catholico indifferenlismo poslo em execu-
go por homens, que atrepellando as leis divinas
e humanas fazem do lugar aanlo um campo,
ondo vao dar expaugo ao seu odio contra o
prximo !
Desgraciadamente verificase o que tenho dito
nos actos solemnes, onde segundo as leis o cida-
do vein depositar o seu voto dilado nao pelo
assentimcuto da propria consciencia, mas infRu-
caulor dos illuslres felos de seus aulepasaaos.
Venham as artes, como |j vieram as letlraa.
contribuir cora o seu contingente para a rehi-
bilitagodo nosso crdito como nago civllisada,
venha cada Portuguez contribuir pela sua parle,
trazendo a sua pedra para a creaeo desta obra
monumental. Faro Justina aos nobres sentimien-
tos de todos os Portugueses, acredilando' quo a
este appello neuhnm faltar. O bro nacional
est *mpnhado na realisaoo desta obra.
Sou portuguez; sinto o nobrcorgilho de o ser
e de proclamar-me filho dessa naao heroica,
que durante dous seclos andou na ranguarda da
civilisacao, e que ainda hoje, peque la e abatida
pela adversidade, nao cedo a nenhima o passo
em coragem e patriotismo. Sou Portuguez e re-
conhecendo a falla em que nos os Portuguees
temos incorrido, nao posso deixar dd unir a mi-
nha dbil voz a da Ilustre commissao central
promotora da subscripgo para ura monumento
CamOes, pedindo aos meus patricios que se
achara no Brasil, que se apressem latea a subs-
crever ou fazer os donativos que poderem para
este Um.
lia vinlc annos que estou separado de meu
paiz e cm to longo espago de lempo nao sent
ainda arrefecer-me no pinto o amor da patria.
ciiWs, a> p*rlK;iparam para o Rio de Jjiu-iro, Cd-
pila-! da provincia, todas esta* oceurrencias.
I) o rute lhes veioesla ida de instituigo repu-
blicana?-? Seria da Inglaterra ou da Ifollanda ?
Os nufragos da religio percorriam entao os
.mares.
Puritanos, Quakers, Nivelladorcs fuglam para
as novas trras, iaro, porem, psra o norte por
nao suspeitarem a existencia da repblica Cam-
pista.
Talvez fosse urna tradico de um desertor hol-
landez, ou uma recordago de Coimbra. Eis don-
denasceuo sonho Foi, porm. breve.
A poltica dos res de Portugal nao tinha mu-
dado desde el-rei D. Joo III, relativamente s
colonias. Era sempre o donatario, ou o grande
feudo hereditario, seb o juramento de vassal-
lagem, o confeslas duas cundidles : oceupar e
povoar.
Quando, passados 40 annos, o visconde Asseca
pedio a Investidura da capitana do Cabo de S.
Thom, D. Pedro II de Portugal fez-lhe a graga
dessa doago, e os ttulos de Gil Ges passaram
uova familia dos Corris de S e Benevides.
Foi urna falta grave commctlida pela corOa
contra si.
Nao era o deserto por conquistar e arrotear
Dospicharam-se as peleos de Alexandre dos enciado por ura oulro figuro. que, ou por faz,
Santos Barros, Antonio Goncalves de Moraes, au P(,r nefa3 1"er senlar-se entre os legisladores
Jo> Pedro Moreira, Jos Ribeiro de Brilo. Manuel I da pa'ria.
Antonio da Silva Ros, Manoel Romo Correa do
Araujo e levaatou-se a sesso.
Lo .M i noel Ferreira Accioli, secretario, a es-
crevi,Rogo e Albuquerque, presidente, Reg,
Mello.UliveiraPinto.Gamsiro.
C SESSO ORDINARIA DE 11 DE AGOSTO
DE 1801.
Presidencia doSr. llego e At'jitquerque.
Presentes os Srs Reg, Oliveira, Gameiro e
Piulo, faltan lo com causa o Sr. Franca, e sem
ella os mais senli ires, abrio-so a sesso c foi li-
do o seguale
EXPEDIENTE.
Lu offieio do secretario da presidencia, com-
xnunieando de ord->m do Etcm. presidente,em
resposta ao nlfi'io desta caraira de 10 do crren-
te, sob n. 73, quo se recommondra ao Dr. chefe
de polica, que providenciasse em ordem a nao
consentir-se queso ficam despejos, ncm se la-
veni ronpas no caes de 22 de Novembro, confor-
tne solicitara a cmara.Iateirada.
Urna pelicao vinli da prcsileneia, pira a ca-
min informar, do Antonio Gon.alvos de Moraes,
roquerendi) soluco d i sua preten^o, relativa ao
aforamento de um terreno na povoaco dos Afo-
scados.Q-ie se informasse cam referencia ao o-
corrido.
Foi approvado um pirccer da commissao de
Ol meu Deus que profanares se nao tem
entjo commctlido no vosso santuario! E qu.il o
homem verdadeira mente calholico que nao sent
os insultos que so comraottem ni casa do Se-
nhor?!
Em o nosso paiz mandam as leis, quo em
dias por ellas designados o brasileiro usando de
um direilo de soberana va depositar na urna e
Da presenea das autoridades competentes a sua
sedla ; as niesmas leis mandam que o lugar pa-
ra isto designado seja o proprio templo,
habita e 6 (estemunha de seu acto o Deus San-
tissimo : ainda mais, acrescenla o legislador :
preceda a esto acto nacional c eminentemente
digno de una naco catholica e civilisada o in-
cruento sacrificio do altar, no qual o ministro sa-
grado offerece a victima Santissim i c invoca o
Espirito Santo, para que Ilustre elllumine aquel-
les, que vem sua niesma presenea o a face do
eco e Ja trra eleger os que devera do alto da
tribuna advogar a bem do povo e delle tur um
desvelo a toda a prova patritica.
Seria urna injuslica, se alguem prctendesse of-
fuscar recta inlencao de quem legislou, quaudo
leve a prudencia de uniformisar o aelo civil com
o religioso, que aqueilo fosse feilo na presenea
do Deus vivo, que com a sui grara o abeneoasse.
Mas ali! se podemos chamar bem lila esta idea,
nao menos razio temos de dizer: maldito S'-ja o
Faco a mesma idea de lodos os Porluguezes que I '|ue alienava, mas vastas e ricas ierras que t-
vivera neste imperio, cujos filhos, costumes, leis, nhara j, ainda que em comeeo. aldas o cullu-
religiaoo linguagera nos fazem recordar a cada ras. Irrilava deste modo a populago nascente
momento a mi patria. Corramos, pois, nos to- entregando-a ao capricho soberano de um lio-
dos a salisfazer este nobre erapenho, e leremos.mem, que exercia sobre os seus dominios um
desta sorte rehabilitado a memoria de nossos
antepassados.
Pernambuco era 2 de agosto de 1869.
P R. Filgueiras.
I.emoscom altencio um artigo pagina 5 do
Diario de hoje, no qual louva-se o bom desem-
penho da Sr.a Girelli no oapel de Cigana.
Concordando com as ideas do cemmunicante,
damos os parabens a Sr.a Girelli por ver o
mrito roconhocido, e aconselhamos-lhe
prosiga na trilha, que tem seguido.
O inparcial.
Rccife 24 de agosto de 180).
Correspondencias.
Comarca de Santo Antao.
Victoria, 22 de agosto de 1860.
Meu charo amigo.O silencio, que temos de
ha rauilo guardado, nao quer indicar, que as cou-
sas desta nossa trra marchem regularmente
antes demonstra o embanco, em que nos temos
onde adiado para patente-ira vefdade dos fados ; ior
que Iembrados estamos desta sentenca Vertas
odium parit, obsequeum amicos.
Agora, parm, que j estadios to aborrecidos
de observar, n suportar tantas infitnias, lanos de Albuqut-rque.
poder quasi absoluto, nomeando para lodos as
funeces publicas, eivis, administrativas, judi-
ciaras, e nao conheceodo outros limiies e seus
privilegios, salvo as tres excepcoes de direito
real: condemnar morte, cunhar moeda e ven-
der po-brasil.
Seriam to culpados os turbulentos de S Sal-
vador, de preferir a tutella longinqua de Lisboa
oppresso immediata e cosa de um grande
seu donatario ? De 1674 a 1720 nao houve grandes
que conlralempos ; a populaco crescia, o trabalho
adiantava-se neste periodo se effecturam dous
fictos importantes.
O visconde d'Asseca, devia, como eslipulava a
carta de investidura, construir duas cidades,
urna no interior contra os selvagens, outra na
f?. do Parahyba para servir de porto. Esta ul
tima foi fundada em 1677 com o nome de S.
Joo da Barra : a outra j existia. Collocada,
po'm, distante do rio veio a ter falta d'agua.
Os habitantes a abandonaram, e sobre a margnm
direila do Parahyba elevou-sc logo a Nova S.
Salvador, hoje Campos.
Sobrcvierain logo as grandes COBSmocos da
guerra civil, o, segundo Lopes de Moura, do 172<>
a 1748 tiverara lugar duas revolucoes. Esle au-
tor assignala como chefe da primeira a Birtho-
loraeu Bueno, que sustentou a guerra ceir as
expedidas pelo goveruador geral Ayres Saldanha
borra^om a &00 rs. a hura
taria a 200 rs. a libra.
Alfandega de Pernambuco,
1860.O inspector,
Rento Jos Feritapdes Barros, .
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, eommendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Rccife, capital da provincia de Per-
jiambuco e seu l<*rmo, por S. M. I. eC. o Sr.
D. Pedro II, que Dos guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edita! virem e
delle noticia liverem, que no dia 5 de setembro
deste anno se hao de arrematar em praea publi-
ca deste juizo, na sala das audiencias, os escra-
vos seguiutes :
Rosa, de nacin, idade de 35 annos, pouco
mais oumenos, pela quanlia de OOJOIK) ; Julia,
crioula, idade de 35 annos, por 50000 ; Cy-
I
e40 libras de parie-
24 do agosto de
dem 14. ThomazTeixeira Bastos.. 400JO0O
dem 17. Joao Praeger & C........ 633j00
dem 18 e 18 A.Cacanaes Dubourcq
& c................................ i 0009000
dem 30 e 30 A.Joo da Silva Fa-
rias............................... 500|000
dem 41.Antonio Jos Candido de
Souza............................. 200*000
dem 47.Antonio Jos Paulo de
Carvalho.......................... 400&000
dem 57 a 57 A.Henrique Aze-
vedo .............................. 800gHK)
dem 6').Fortunato Correa Cardozo 4000000
Ra da Linguete.
N- 2 Antonio de Souza Moreira
Pinto............................. 300000
Ra do Torres.
N. 20 A.Joao Galis............... 250*000
dem .Guilhorme Carvalho & C. 4000800
riano, idade de 10 annos, por"800000, os quaes!v 19 nRua, d<> Trapiche. ___
scravos sao perteneenles a Joo Paulo de 7: l%TLuL\'ucc,r-::"V";--" *%&
dem 22 e 22 A.Blandi Am.... COflSOOO
dem 46 Rostron Roocker & C... 808(000
escravos sao pertence
Souza, o vo praca por execuco, que lhe
ene !ininli 1 Antonio Bezerra de Menezes Lyra ; e
nao havendo langador, que cubra o preco da ava-
liacao, ser e arrernalaco feila pelo'preco da
adjudicacao com abale da lei.
E para quo chegne ao conhecimonto de todos
mandei passar edilaes que serao publicados pela
imprensa e aiTixados nos lugares do costume.
Cidade do Recite de Pwrnambuce, aos 17 de
agosto de 1860, 39. da independencia e do impe-
rio do Brasil.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nasciraento,
pserivo o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelli.
manejos de ridiculas intrigas, rompemos esse si-
lencio, e vamos levar ao publico respeilavel,
quanto por oqui se vai passando.
Perdidas as esperanzas ja nao diremos do
triumpho, mas mesmo de conseguir-se, que o
Sr. coronel Jos Cavalcanli ^errai. de zevedo
nao seja o vereador mais volado di futura cana-
Elle tinha a seu favor a cmara municipal c
o povo, ao passo que os funecionnrios o o clero
excommungavam e combaam sob a bandeira
do viconde de Asseca.
O revolucionario campista suecumbio ; os s>us
beus foram confiscados, a corri social dos pri-
vilegios unidos, mais que nunca firme, foi rcin-
tenedes tosas c to justas!
Cu 111 elleilo : hoje, ger.ilmenle fallando, o c-
dado sacrifica a liberdade do seu voto prepon-
policii, sendo de voto que se deferisse a replica abuso, com que os homens leem corrompido in-
eil 1 por Antonio Fernandos da Silva Beitis, con-
cedendo-se-lhe licenea para construir palaria na
casa n. 36 da ra do Pires, sen Jo a fabrica e o
for.o dentro do quintal da mesma casa.
Leu-se a oxposicao feila e enviada pelo verea-
dor Franca sobre a questao relativa ao forneci-
menlo de madeiras para curraos do matadouro
por Jos Uathias da Fonseca, e a cmara resol-
vou que se pagasse a este a imporlauaia das mes-
illas madeiras.
Despacharan)-se as petiees de Antonio Fer-
nandes da Silva BeTris, Joaquim Maria de Carva-
lho, Jos de Araorira Lima, Jos Mathias da l'on-
sec 1 e levantou-se a sesso.
i. 1 Manoel Ferreira Accioli, secretario, a escre-
ii.llego, pro-presidente. Barata d'Almcira.
ra municipal desta cidade, o chefe da opposicJo : legrada em suas prerogativas.
deitou livros abaixo, e o nico raeio que descu-
bri em Machiavel, foi servir-se di intriga para
dividir, enfraquecer c reinar.
Isto posto, melleu maos a obra, sendo o alvo
o Sr. capito Jos Severino Cavalcanli de Albu-
querque, amigo e correligionario do Sr. coronel
Ferraz, o como nao podesse, apez.tr de tolos 03
esforcos da cliicaua mashiavlica, ii. irigar osdous
amigos; enlo recorreu-se ao pa 10 de dar-se
desse lado toda a votaco possivel 10 Sr. capito
CU. RIBBTROLLKS.
Brasil Pittoresco.
Mello.Oliveira.Pinto.
Communicados. !
Trenei diante do meii mutuario
Luilico 202
O Deus, que assim trovis aos ouvidos do Is-
rael, o mesmo, que pela honra de sua casa diz
nos christaos, que estes nao seatrevara nella en-
trar, seno possaidos de um temor sanio, visto
cslnrem dianle d'aquelle, ante cuja presen;*
tremem a< mesmas po'estades do Paraizo.
Nao nos Iludamos pret. inlendo Iludir aquello,
dianle do qual o hornera anda o mais poderoso
p, cinza.
i) Senhor, que nos falla fez com cffeito ate-
morisar una muliidao immensa na? raizes do
Slnsi : a niontanha quasi que so escalara de
alto a baixo nao podendo suportar a presenea de 1
tira Deas Sanio, un Deus por extremo zeloso de
sua lei ; e que nao pode de ncnliuma sorte fei- :
char os olhos a transgredo posta em pratica por
aquelle, a quem governa como Senhor absoluto
que do univers 1.
O'ial ser o homem que conteste ao Omnipo-
tente o poier de Ihe impor leis suberanas '? Os
ceos e alerra o sabem, pois Deus uuico que
lem autoridade de dizer : Eu levantarei a minha profanaco? En rae conveuco que vos sabis que
catir no seu desagradece Ihe nao fizer vontade.
J islo urna violencia .1 liberJade do cidado;
porm o que mais reprehensivel ver-se como
se preparara para -.lar o voto. Antes que a arli-
Iharia as fortalezas sande o grande dia, o dia de
recordacoes gloriosas, dii da emancpaco de um
grande povo : cs'.e mesmo povo, neste mesmo dia
se prepara a entrar em urna lula que faz um ver-
dadeiro contraste, por seren as ideas complela-
niente heterogneas. Os signaos da independen-
cia Irimulam nos maslros dos navios, nos pinca-
ros das torres e dos castellos; porm homens que
pleitean) sobre como sero grandes, sera escr-
pulo do saligue, quo directa, ou indirectamente
fazem derramar-, periurbaudo a paz, smenlando
o odio, respirando ringancas, esperara 'somonte
pelo momenlu da acpo : e qual.y lugar designa-
do para esta hita? Todos o sabem: o templo do
Deus de nossos pas, onde lodos pnssuidos de
profundo respeito deviam comparecer para cum-
prir com o dever que a lei imponhe.
Os ursos nos amphilhealros esfamados c fu-
riosos despedacavam corpos humanos, mas nao
se dilaceravam una aos outros,como fazem os ho-
mens. Ah porque os homens so avillam
tanto !..
Dcsculpcm as pessoas probas c honradas, a-
manes da santa religio e da nossa bella patria
as expressoes de um sacerdote, que apezar de
ser bem (raco tnembro do clero, lamenta as
profanarles revolianles que, em semelhantes
occasioes principalmente se conimetlein na casa
de Dos. Como soffrer-so em silencio o que se
observa nos das de eleieo ? Dirigir-se ura ho-
rnera ao templo, onde, suie morar o seu Deus
to amante da caridade, e na sua mesma pre-
senea espancar u derramar o sangue de seu ir-
rao, esle ura crime to atroz, que parece fal-
tar-me expressoes para expliea-lo.
llomens indignos mesmo de ser homens ig-
noraos ?6s por ventura as deploraveis consc-
quencias deste atientado, desta insulto, tiesta
Hilo ao Co, o direi : Eu sou o que vivo oler
menle, levabo ad coelum manura meim, et
dicam : vivo ego 11 eternum (1. Sim : o? ceos
e os espacos creados o nao podem conter, por
que quem Inimenso nao se coarcta nos espa-
cos limitados, seno por urna estupenda mar- nhor 1 Puvete adSancluariuin meum. Ego l)o-
vilha sera conitudo deixarde estar em toda a par-
to : maravilha iucompreliensiyel ao homem que
naturalmente ignorante para descortinar os se-
gredos do Eterno : mas prodigio que Deus quer
que o homem crea, pois dotado de una razo
fortalecida pelas luzes da f, aqunl Ihe rnostra o
que Deus lem feilo por elle, ensinando-lhe seus
caminhos, fazendo-lhe ver onde est o Suberano
Ser, o qual tirando dos immensos recursos de
seu poder um plano de cnusumrnada caridade,
lca cora elle, escolhendo para si um lugar, pata
onde o homem houvesso de recorrer era suas
uecessidades.
Edificado o magnfico templo cm Jurusalem,
c ten lo Salomo feilo a Deus a sua supplica, o
Senhor Ihe appareceu. e Ihe disse : Eu ouv n
tua oraco, e escolhi pira mim este lugar para
casa de sacrificio, audivi orationein tuam, el
elegi locum islum miiii in domum sacricii (2).
Ora, se a casa, onde Deus habita por entre o veo
sea casa, onde o sacrificio era a penas a repre-
Bentacio do augusto sacrificio dos nossos altares
devia cornlu lo ser sania, mais santo deve ser o
imlflM0,.""'!',1*001 p0rq-fi preS.e1Ca deI,t,US gum'senliraenlo de religio,
aqu e real, e elle mesmo c o sacerdote e a viti-
ma. Aqu nesta casa justamente comparada a
um cu abreviado, qual nao deve ser o respeilo
cacatnmenlo, com que devemos nella eslar ?
Ao- aproximarmo-nos do templo que msticas
representarles se-nos-no aprsenla? alli a Cruz
da Redempco firmada no seu pinculo figura o
Carvallo, e lembra a quem a elle se dirige, que
esle monte santificado pelo Hornera Doos ter-
rivel em santidade: a porta, porque entra fi-
gura das portas eternas, pelas quacs a afrontes 1
morte do Salvador Ihe (leu direilo entrar, e o
lornou coherdeiro da gloria : d'aqui v a pia
baplisma!, ondo foi regenerado as sagradas
3guas do baptismo. onde foi lavado era Nome da
Santiasima Trindade, obrigando-se a despresar e
obominar todas as pompas e vaidades do mundo:
dalli v os sagrados altares, sobre os quaes esto
collocadas as veneraveis imagens, afrn de por
ellas subirmos na conteraplagao aos seus origi-
naos que esto nos Cos, ensinando-nos a regu-
lar nossa vida pelos passos e costumes da vida
dellcs; mais no interior est o altar do Dos
vivo, cuja presenea real necessario confessar-
derancia de qualquer senhor feudal, sol) pena de 1 Js Severino na hypothese de que nao solTreado
elle opposieo do lado do Sr. Ferraz c de seus
numerosos amigos, lera de ser corr. elleilo o To-
reador mais votado.
Nos, porm, eremos firmemente que o Sr. ca-
pito Jos Severino agradecer ess.\ volaeo Til-
da do lado daquelles, que em outo teinpu cn-
gendrando-lhe processos de raorle.i, o trancarao
dentro da cadeia desta cidade, e li.nto mais co-
nhecendo este va rao encanecido, que essa o (Tor-
ta se dirige para ferir ao seu anigo ; aque'le
mesmo, que arrestndolo dos os improperios, qie
enlo se publicaram pelos peridicos, foi o jiiz
que presidio o jury, que absolveu o Sr. capiio
Jos Severino.
O rnesmo jogo lem posto era pratica esse chite
improvisado com o distinclo cidado o Sr. Ae-j
xandre Be/erra de Albuquerque Barros, adrado'
que seja o segundo votado, sem se lombrarim '
esses homens, que o Sr. Birros ainda se nao es-
queceu do brbaro assassinato de seu irmSa e
que os repelle com a sua ofi'erta, que lem por fim
lambem ferir ao seu compadre o Sr. corenel'
Ferraz.
Esta a razo, meu charo amigo, de dizer o
chefe improvisado do quo o coronel Ferraz nao'
ser o presidente da nova cmara.
Estaraos, portante, autorisados rara dizer ]ue
o Sr. coronel Ferraz tem rnuito prater, de que o i
seu lado triumphe, como de corto triumpha-;
mas nao com a offerla infamante !eita aos sius'
amigos, que a despres3m soberanamente ptra
nao lhcs acontecer o mesmo que aos Troianos.
E rauta audacia e menoscabo sippr nos se-
nliores capito Jos Severino e Alexandre Bezerra
tanta falla de sentimemos nobres!
S o chefe improvisado a tanto sjalreveric!
Maldita intriga relira-te denlre os Victonen-
ses ; deixa que elles vivan na doce paz e har-
mona de que gozavara. Viclorienses, nao vos
deixeis Iludir ; despresai a quem procurar in-
trigar-vos ; vs bem conheccis aqu?lles do3 vos-
sos concidados, a quem recorris nos vossus
traballios, as vossas allcces ; Irneai as vistas
para o futuro ; o no presente estudai o passado.
Guerra aos vossos ininiigos, que sao todos
quedes que teem trabalhado e trabalham inces-
sanlemente paro intrigar-vos una com os oilros.
Hasta por hoje : mas continuaremos era (ulro,
que ser omito breve, e entao seremos raa^ ex-
plcitos.
O Yictoriense.
Pi-acu do Recife 24 de agosto de 18G0.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Colai'es offlciaes.
Cambio sobre Londres25 li d. 90 div.
eorge PatchettPresidente.
abourcq Secretario.
Alfamlegn.
Rendiraento dodia 1 a 23. 22.103J1'J7
dem do dia 24...... &S14J833
250.3183030
661
Alovimonto da alfantlcs
Voluraes entrados com fazendas .
com gneros .
Voluraes saludos cora fazendas .
com gneros .
------375
Descarregam hoje 25deagoslo.
Barca inglezaBonitafazendas.
Barca inglezaJonh King objectos para a es-
trada de ferro.
Brigue inglezMercury mantcgi e cervoja.
Barca americanaGolen Woenarroz.
Consulado s''r:tl.
Rendmentododia I a 23. 16:434f87l
dem do dia 2....... 389428
16:821-302
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes :
Para o quarlel general.
Bandejas pequeas para copos 2 : copos de vi-
dro para agua 2 ; jarra de barro para agua 1
quartinhas 12.
Para guardas.
Bacas de louca 3 ; copos do vidro para agua 5 ;
castieses cora lanlernas 3 ; quartinhas 10; ihe-
soura I.
Para a companhia de aprendidos menores do
arsenal de guerra.
Simos do Nautua 20 ; Economas da Vida Hu-
mana 50 ; graminaticas da lingua porlngueza por
Castro Nuues 20 ; arithmetieas pelo Dr. Collaco
20; tesamos da doutina christa 100; cartas
do A B C 50 : laboadas 100 ; traslados de cur-
sivo 20 ; traslados de bastndinho 25 ; Iranslados
bastardo 30 ; traslados de A B C 30 ; lopis, du-
zias 4 ; crees era forma de lapis, dnztaso ; pau-
las 50 : peun is de ganco 400 ; papel almaeo. res-
ma 1 ; ti na prela para oscrever garrafas 6 ; fe-
chaduras de dilferecre modellos para carleras 4.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas proposlas em carta fechada, na secretaria
Jo conselho, s 10 horas da manha do dia 3 de
setembro prximo vindouro.
Sala des sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 2 de
I agoslo de 1860.
lenlo Jus Lamenha Lins,
Coronel presdeme.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Tribunal do c-nminert-io.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico, que
"esta data foi inscripto no competente li>ro de
matricula, na qualidade de asente de leudes des-
ta praca, Evaristo Mondes da Cuuha Azevedo.
Secretaria do l-ibnnal do commercio de Per-
nambuco 17 de agoslo de 1860.
Dinamenco Augusto do Beso Bangel.
No impedimento do ollieial-raaior.
Tribunal co eoniincrrio
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz constar, que na
data infra foi admiliido registro o brigue ltge.
to, de 274 toneladas, do que propriotaria e
armadora D. Eugenia Francisca da Costa Mcndts,
domiciliada nesta [iraca.
Secretaria do tribunal do commorcio de Per-
nambuco 24 de agoslo de 1860.
Dinameiico Augusto do Re^o Rangel.
No impedimento do offlcia) maior.
A junta administrativa da irmandade da
Santa Casa da Misericordia do Recife, tendo ne-
cessidade de conhecer a todas as pessoas que es- 1SC0.
to encarregadas da auiamenlaoo e desamamen-
taco dos exposios, pelo presente avisa as mes-
mas pessoas, que do dial." a 8 do setembro pr-
ximo futuro deve rao comparecer na respectiva
casa, das 9 horas da manha por diante.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife 24 de agosto de 1860.O esetivao,
dem 48 c 43 A.Os niesmos...... l:00OB00O
Praga do commercio.
N. 5 A.Luiz Amavel Dubourq..... 2505JOOO
dem 6 IkTeix^tra Bastos. S 4 C. 0)000
dem 27.Linden Wild & C......... 1:0008000
Ra do Vigario.
N. 9 A.Carvalho Reg & C........ 400000
dem 11Jos Mara Festona...... 50050 0
dem 12Manoel Baptista Barboza. 300O00
dem 17.Francisco Ribeiro Pinto
Guimares......................... 2 "jOSOOO
dem 19 Vicente Camargo........ 500o000
Travesa do vigario
N. 3.Jos Francisco Ferreira...... 200;000
Ra da Madre de Dos.
N. 5.-Ramos & Irmo.............. SOOfOOO
dem 10 -l.eal & C................. 3005000
dem 10 A Brito Queiroz.......... 450JOOO
Travessa da Madre de Dos.
N. 3 e 5.Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo .......................... 350S0OO
dem 15 Goncdlves Roza & Irmo 6OI0OOO
Ra dos Rurgos.
N. 31.Manoel Jos de Amorim.... SOOfOOO
Ra do Codorniz.
N. 4.Luiz de Pinho Travasso...... 200*000
dem 6. Francisco Pires............ SOJOUO
dem 12Antonio Joaquim Goncal-
ves Braga.......................... 120000
Ra da Lapa.
N. 10.Antonio Maria & C.......... I94fO00
Ra do Amorim.
N. 7.Antonio Lopes de Oliveira... lCOfOOO
Mera 17.Viuva de Jacinlho de Sou-
za Coulo........................... 2403OOO
dem 19 A.Miguel dos Anjos...... 199jO00
dem 29 Justino Pereira de An-
drade............................. 20j0OO
dem 32, 40 e 42.Valenca & C... 400$l0
dem 39. Candido Jos"da Silva
Guimares ........................ SSOfOOO
dem 41.Francisco Guedes de Ara-
ujo ................................ 400J0O0
dem 44.Tasso & Irmo.......... 160)f000
Largo da Assembla.
\. 16.Silva & Blanco.............. 3003600
dem 2.Palraeira & Beltro...... BOOtdOO
dem 26.Joo Ignacio vila...... 1:COO000
Ra do Costa.
N. 2.Francisco Jos Coelho........ 300:000
dem 12 A.Luiz l'iuheiro Tavares. 240*000
Ra da Senzalla Velha.
dem .Jos Amando dos Santos.. SOOfMO
II ua da Senzalla Nova.
\ ll.-Joo Jos Mendos........... 96JOOO
Beeco Largo.
->1". ~.Jos Ferreira Alvcs......... 84C0
. Ra da Guia.
\. 3.-Jos Pereira da Silva........ 200$000
dem 7 A.Bruno Alves Barboza da
Silva.............................. 250*000
dem 62.Dr Francisco Luiz Cor-
lea de Andrade................... lftjOOO
Ru.i do Apollo.
N. 10.Manoc! Goncalves d'Oliveira l:800fDW
Ra do Brum.
Ns. 1,3 e 5.Joaquim Francisco de
Mello Santos...................... 1:OOD#000
dem 13.Vil
25030O)
400JJ000
1803000
ac.a Irmo & Andrade
Largo do Arsenal.
N. 4.Joaquim Paes Pereira da Silva
dem 6 Isidoro Pilet..............
I lem 8.Anselmo Jos Duarte Ci-
,.drin' .............................. 2003000
dem 10.Andi Barboza Soares.... 3030JO
Mera 10 A.Justino Francisco d'As-
ds & C............................. 300-3000
Recebedoria de Pernambuco 22 de agosto de
Diversas provincias.
Rendiraento do dia 1 a 23. .
dem do da 24......
1:6065356
1560
o Omnipotente cuida limito das aecos dos raor-
laes.que Ihe importa summamente, se estes cura-
prem.ou deixam de exeeutar as suas disposires.
Mas Deus o que diz pela honra de sua casa ?
Tremei dianle do meu sanluario. Eu sou o Se-
nnnus. (3)
Ah quera suspender o flagello que vera co-
mo a saraiva caliir sobre cabecas criminosas ?
Nao reveais que Dos para vos castigar pode
suspender a chava, como o fez no reino do Is-
: rael nao sabis que pode fazer apparecer de
novo una peste, que dizirae vossas familias"?
i que pode abandonar-vos permiltiudo urna guor-
! ra, e com ella desgraeas ao nosso bello paiz ? ig-
j noris, indignos pas de l'amiliis, o pessimo
I cxemplo que dais vossos lillios ?
Nos dias de serenidade, dias que nao sao de
eleieo, vossos tenros filhos ves acompanham, e
dentro do santuario I lies explicis o que vos per-
guntam, de cuja tnslrucco sahem perfeilamente
I convencidos do respeilo profundo rom que se
I deve eslar era o lugar onde Deus est realmente
j presente. Porm que ser quando nos dias des-
Isas efervescencias polticas tossos mesmos fi-
lhos vos virem commeller tantas maldades, lan-
as profanuces na presenea de Dos ?..... Ah !
por caridade ouvi-mo anda : o governo do uni-
verso pertence Dos. E se era vos existo al-
se o Dos quem
adoramos verdaderamente o vosso Dos, nao
mais o injuriis tremei dianle do seu Sanlua-
rio, cuidai em dar bons exemplos vossos ten-
ros rebentos, lembrando-vos que a Igreja rigoro-
samente exige de vos bons Ulhos,'eo Brasil bons
eidtdaos.
Olinda, 15 de agoslo de 1860.
Conego Joo Cltrysostomo de Paiva Torres.
Publicacoes a pedido.
1:01)7-916
Despachos le exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia 34 de agosto de 1SGO
PotroBrigue portuguez Amalia I, J. A. da
Cunha & Irmos, 512 couros salgados ; Do-
mingos Rodrigues de Andrade, 275 couros sal-
gados ; Gabriel Antonio de CastroiQointaes. i
barricas assucar branco, 1 dita caf, 1 dila fa-
rinha, 1 sacco com 30 libras de per.na de orna
LisboeBrigue portuguez Jareo, Jos dos San-
tos Pereira Jardim, 16 pranchoes de amarello ;
Franciscos. R. A; Filho, 20 pipas agurdente.
Recebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendimente dodia 1 a 23. 25:287^040
dem do dia 2.......1.381j918
26.6685058
Para juizes de paz da lirejfuezia
da S Jos
Dr. Abilio Alvaro Martina de Castro.
Dr. Joo da Costa Ribeiro Machado.
Eduardo Frederico Banks.
Antonio Moreira de Hendonca.
Un rolante.
Leinhro aos votantes da fregnezia
de S. Fr. P edro Goncalves doKe-
cife, para jtlizesde paz, oscida-
daos segnintes :
Para o 1." dislrclo.
Padre Jos Leite PittaOrtigueira.
Manoel Luiz Goncalves Jnior.
Jos Pedro das Neves.
Joo da Silva Parias. "
Para o 2. dislricto.
Ignacio Antonio Borges.
Joaquim Jos Santa Anna Barros.
Antonio Henriques Mafra.
Estevo Jorge Baptista.
Por um roame.
O laneador,
Jos Jeronymo de Limoeiro.
Pola administrarlo do rorreio desta cidade-
se faz publico para conhecimenlo de quem con-
vicr o arligo 10 das instrucres de 16 to dezera-
bro do anno passadoArtigo 10 As cartas se-
Praocisco Antonio Cavalcanli Cousseiro g",raS d(Vl'1rr,l) alem dos requisitos exigidos
A junta aJminislrativa da irmandade dj l'dos regulamenlos ser fechadas cora lacre de
Santa Casa da Misericordia do Recife, para obviar uma rSo ,cflr e. do"3 ou .m*,s '"S'nri's visiveis.
questoes judieiao, manda fazer publico, que so- "s_oc,")? "d com su,al''- particular do us ,
licita na conservaeo dos beus patrimoniaes da
Consulado provincial.
Rendimenlo do dia 1 a 23. 23:500J08i
dem do dia 24....... 5663 63
Moyirnento do porio>
JLuIz de Cames.
Dcpo's de quasi tres seculos do mais imper-
doavel esqueciraenlo, nao ha coraco portuguez
que se nosinta bater, vendo que Portugal vai
por fim pagar uma grande divida de honra na-
cional, mandando erigir um monumento a Luiz
de Cames, o immortal cantor dos Luziadas! E'
tarde, sem duvida ; mas nunca demasiadamen-
te tardo o arrependimento de uma falla, que se
trata de corrigir.
O erro da nago, deixando s ao proprio Ca-
mes o perpetuar a sua memoria no inimitavel
poema dos Luziadas, esse erro* digo, j tinha si-
mes para sermoscatiiolicos: all o Dos, a quem do reconherido e proclamado poralguns Portu-
nossos pas adoraram com tervor, c dianle de guezes Ilustres, que o procuraran! sanar pela
cuja presenea nos levarara na infancia como uma I sua parle. Entre estes avulta o nome veneran-
oblaco que'de nos fizeram, o Dos, que por acto I do do fallecido visconde de Almeida Garrelt, o
livro de sua vontade est como em eclipse, para I qual, nao podendo levantar a Cames um mo-
que a sua Magostade nao aterrasse o homem. o numenlo de marmorc, ergueu-lhe outro mais
Dos, cujoarnor para com a creatura apenas podo duradouro e talvez mais digno do grande pico
Lcmbru para juizes de paz da fre
K'uc/.ia de Santo Voto 1 io aos ci
dadnos seguintr.s :
Pritoeiro dislricto.
Dr. Antonio Epaminondas do Mello.
Coramendador Caetano pinto de Veras,
Major Antonio Bernardo Quinteiro.
Capito Miguel Jos de Almeida Pernambuco.
Segundo dislricto.
Commendador Frmino Jos de Oliveira.
Tenenlo Cimillo Augusto Ferreira da Silva.
Dr. Angelo Henriques da Silva.
Alteres Caetano Jos Mendes.
AVrios entrados no dia 24.
Mazatlan. 99 dias, brigue dinamarquez Con-
rad Heinrich, de 185 lons cap. Nelson, oquip.
13, carga niadeira de tingir ao capito ; veio re-
frescar e segu para Falraoulh.
Cear c portos intermedios. 6 dias, vapor
nacional /jiiarassi, commandante 2o lenle \
Joaquim Alves Moreira.
Variedades.
9> * u 0. 1^ a. o. tu S 1 Horas 1
e V c c co CO PJ Atmosphera. e -V. rs pe < >
V Direcco. < O m n > p: H 2
w : * S3 OQ 1 | Intensidade. 1
he MI OS A t-s ai M> Centgrado. -i ES te 0 B p. H X O O 0 23 0 r~ C c.
0 MI co hS 0 Reaumur.
ce 3. ao | Fahrenheit > ce
-- -4 b | Hygrometro.
ce 1 0 ?3 0 Barmetro. 1
do segurador, toraando-se ipiaesquer outras cau-
telas que a experiencia for indicando como ne-
cessaiias, e forem ordenadas pelo dir. clor geral
dos rorrens. Adrainistraco do correio do Per-
nambuco 20 de agosto de 1860.O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
Conselho ndininistrativoi
O conselho administrativo, para fornecimente
lo arsenal de guerra, lera de comprar os objec-
tos seguintes :
Pan> provimento do armazem do arsenal de
guerra.
Ferro sueco qumlrado de 7/8, quintaeslO ; dito
de dito de 6/8, quintaos 10: 5 cadinhos do 11. 2;
limas meiacannas de 14 pollegadas.duzias 4 ; di-
tas chatas de 12 pollogadas, duzias 4 ; ditas mur-
gas mei3s cannas de 6 pollegadas, duzia 1 ; ditas
murgas nieias raimas de 8 pollegadas meia duzia
tarrarhas para bancadas 10; parafusos do n. 2 ;
grosas 10 ; barril com 20 caadas c azeitc.
doce 1.
Para os armazens do arsenal de guerra, fortale-
zas, companhias de cavallana e menores do
mesmo arsenal.
Vassouraa de palha 400 ; vassouras de jun-
co 100.
Quem quizer vender taes objectos aprsenla
)s suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 27
do corronte mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 17 de
agosto de 1860.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
casas de dcscontos doBairi'o do He-
cife, pela presente avisa aos scnlio- Santa Casa da Misericordia do
Santa Casa, tem resolvalo nao permUtir que os
proprielarios de casas conliguas as da niesma
Santa Casa, abram jnnellas e oculos sobro os te-
lliados desta ; e desde j protesta nao s empre-
gar os indos legaes para prohibir de futuro a
pratica dosemelhaule abuso, como tambera usar
do direito que Ihe assisle de mandar tapar as ja-
nellas O oculos que se tenham aborto sem auto-
risagao expressa da extincta adminislracao dos'
eslalieleeimentos do caridade, e sem as clausulas
ou condicoes que era taes casos sao iudispensa-
veis.
Secn.'tara da Santa Casa da Misericordia do
Recife 24 de agosto de 1860 O escrivo,
Francisco Antonio Cavalcanli Cousseiro. |
A junta administrativa da irmandade da
Santa Casa da Misericordia do Recife, manila fa-
zer sel ente a quem ntoressar, que desta dala era
diante nao ha de tolerar que os inquilinos ou ar-
reinilantes dos predios perteneenles ao patrimo-
nio da niesma irmandade, tacara allerages nos
repartimentos das respectivas"casas, ser autori-
saeo expressa da mesma junta ; sob pena de
seren os infractores compellidos, mesmo antes
de expirar o prazo do arrendamento, a por ludo
e nao se alegue
a presente dc-
liberago.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife 24 do agoslo de 1860.O escrivo,
Francisco Antonio Cavalcanli Cousseiro.
9' niUMRiT no es,ado primitivo e para que
i.uuovoHi gnoranca| mauda fazer publico
0laneador da recebedoria de rendas
internas geracs lendo concluido o
laneamcnto do imposto sobre tojas,
res ahaixo declarados, afun de que
em lempo apresenlem os recursos e
llecife.
reclamacocsquejulguem a bem t\fifi^^
SeU direitO ; Ue SCUS CSlabelecimeil- d" artigo 146do compromisso de 27 de junho
servir-lhe de imperfeita figura a alampada quo
arde em sua presenga e que adverle ao chrislo
que o lugar em que est santo, porque nelle
est o Santo dos Santos: que se aproxime com
um respeito mais profundo que o de Moiss,
quando esteve na presonga de Dos as raizes do
monte Orcb.
Ohl faltar so homem razo para conhecer que
o lugar, onde Dos (em estabelecido a sua mora-
da, santo? deixar de conhecer que o Senhor
zela a sua casa, e nao deixar impune o trans-
gressor de seu preceilo, o sacrilego que profana
1 ) Duoterononio 32 40.
2 ) Paralip. 2o. 7 12.
portuguez.
0 poema do visconde de Almeida Garrelto
Cames indubit.ivelmonle um monumento
grandioso de littcralura, que servir para attesUr
as geracoes futuras, que o nome do nosso pri-
raeiro poota nao eslava esquecido. No mundo
das letlraso Camesacompanharos Lu-
ziadascomo um protesto permanente da gfati-
di dos Porluguezes, tomados individualmente.
Cumpre, pois. agora que os Porluguezes, to-
mados conectivamente, que os contemporneos
do nobre viscond.e deixem tambero pela sua parle
um monumento" de sua gralidSo so eminente
(3) Lugar citado.
Campos dos Go> tacazos.
Entretanto o que pediam os moradores de ||resr"3r as 10 h 18' d'a manha, altura C.O p.
A noite clara cora grandes nevoeiros, veulo SE,
veio para o terral e assim amanheceu.
0SC1LI.AC.A0 DA HAR.
tos foram, para o dito imposto, col-
lectados na razo seguinte:
Caes da Alfandega
N. 3.-Joaquim de Paula Lopes.... 1:5003000
dem 3.Vicente Ferreira da Costa.. 1:5005000
Ra da Cadeia.
N. 6.Fragozo & Vale.............. 500J.OOO
dem 7.Guedes & Congalves...... 40000o
dem 6.Joo Jos de Paiva........ 240j>000
dem 10. Grandin.................. 3005000
Idera 11.-Antonio Jos de OlivCir3 400go00
dem 12.ISalthar & Oliveira....... 7003OO0
dem 13.Manoel Moreira Campos. 500000
dem 18.Luiz Lassieur............ 59OJ0OO
dem 23.Augusto cVPerdigao...... 400J00O
dem 26.Castro Moura 4 Goneal-
3505000
150*000
5003000
ves
Campos? Que lhes ap'proximassem a jusga que I Baixamar as 4 h 30' da Urde.altura 2.0 p.
Ihes vinha de Cabo-Fri, que nunca chegava. I.., s?"5lono doarsenal demannha 24 de agos-
que a oppresso e as vilanias contra elles exer-
citfas pelos administradores das grandes azendss,
tivessera um limite, que lhes fosse permitlido
emfim constiluir-se em municipio, e escapar ao
dominio dos pequeos senhores feudaes, abri-
gando-se sombra da cora.
Nao se lhes d ouvidos efacto exlranhoor-
ganisando-se em repblica, fund rara a sua pri-
meira villa em redor de uma igrsja que consa-
graran) a S. Salvador, e que tinln sido construi-
da pelo grande general Salvador Corris de S e
Benevides. Deram villa o mesmo nome de S.
Salvador ; collocaram n praga publica o petou-
rinho da justiga elegcram seus oQiciaes iruni-
to de 1860
Vibgas Jnior.
Editaes.
Pela inspecgo da alfandega se faz publico
que no dia 29, depols de meio da, se ho de ar-
rematar porta da mesma repartico, sendo a
arrematago livre de direitos ao arrematante, as
seguintes mercaduras, vindasde Lisboa no navio
Sophia, entrada em julho prximo passado, aban-
donadas aos direitos pelos negociantes Azevedo
& Mendes :
MF 4981 fardo com 98 libras de flores de
dem 28 A.Gurger & Irmo......
dem 30.Montero Lopes & C.....
Idera 48 A. Belarraino do Reg
Barros............................. 360^000
dem 52, 52 A -Mills l.athan & C. 1:8005000
dem 53 A.-Alvaro e Magalhes.. 500*000
dem 56 A.Vidal & Bastos........ 500J000
dem 58.Joao Antonio Pereira da
Rocha............................. 4005000
dem 60 A.Joaquim Cavalcanli de
Albuquerque Mello e Filhos...... 400jfOOO
dem 62 B. Francisco Gomes de
Oliveira.......................... 2505000
dem 62 C.JooQuerino de Agu-
lar................................. 5505000
dem 6i.Francisco Antonio Correa
Cardozo........................... 650f000
Ra da Cruz.
N. 4 e 4 A.N. O. Bieber & C..... 1:3005000
Idera 5.Gustav Bousset & C...... 4OO9OOO
dem 5 ABorolt & C.............. 250*000
dem 7.Joo Carroll.............. 600JO00
ultimo, manda f izer publico, que no dia 30 do
corrente, pelas 4 horas da tarde, na sala de suas
sessoes, ir praga para ser arrematado quem
por menos fuer o fornecimento dos vveres abaixo
declarados, pelo lempo que decorrer do dia da
da arrematago a 31 de dezembro do corrente
anno, a saber :
Carne verde, pSo e bolacha, pesando o pao 4
oncas, farinha de mandioca, manleiga franceza,
assucar retinado, cha, caf, arroz pilado, louci-
cinho, azeilo doce e da carrapato, vinho linio e
branco, vinagre, sag, aletria, macarro e ta-
Iharim.
A arrematago ser feita por propostas dirigi-
das junta, era carta fechada e sob as seguintes
clausulas especiaes : r\
1.* Que o arrematante) prestar flanea idnea.
2." Que os vveres serio da melhor qualidade
que houver no mercado. 1
Secretaria da_Santa Casa da Misericordia do
Redfe, 22 de 8gnsto~oiri860.O escrivo, Fran-
cisco Antonio Cavalcanli Couseiro.
Conselho aduilnistratiov.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de comprar o objecto
seguinte :
Para a provincia do Rio Grande do Norte.
20 arrobas de estopa de erabir* para tacos de
pega.
Quem quizer vender tal objecto aprsente as
suas proposlas cm carta fechada na secretaria do
conselho s 10 horas da manha do dia 29 do
corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 21 de
agosto de 1860.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronol vogal secretario interino.
TY
:',
ILEGVEL
-
' : V A


(*)
O novo banco ac
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,oo o da
emisso do banco.
Consolhrt administrativo
O consclho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de .guerra, tem do contratar para o
rancho da com-paiihia dos menores do arsenal de
guerra, duranie os dous me/es e seleiunro e ou-
tubro prximos vindouros, o segointe :
Pao de 4 oncas, bolacha, cha hysson, cat em
grao, manteiga franceza, assir ar refinado,'carne
verde, dilu secca, farinha de mandioca, feijao mu-
latinno ou prelo, toucinho de Lisboa, azeite doce
de Lisboa, vinagre do Lisboa, arroz do Maranho
bacalho.
Quero quizcr contratar os gneros cima de-
clarados aprsente as suas proposlas em carta fe-
chada na secretaria do conselho, as 10 horas da
nianhaa do dia 29 do correnle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecimenlo do arsenal do guerra, 22 de
agosto de 1860.
Denlo Jof Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
blARIO DE PERRAMBUCO. SABBADQ 45 DE GUSTO DE 1860.
IOT
THEATRO DE S. ISABEL.
COMPANHM LRICA DE 6.N&RINAN6ELI
Sabbado 25 de agosto.
16/ recita da assignaliira c oilava para os camarotes de secunda serie
Representar-se-ha a opera em quatro actos de Verdi:
T&OT&TO&
Vendem-se os biihelcs como de costuroe.
Principiar s 8 horas em ponto
Salao do Apollo.
Sabbado, 2o do agosto de 1860.
s 8 horas da nuito.
Em consecuencia de nao se poder marcar os
nlervallos, quando houver de se dancar, o mos-
tr sala o annuncicir por campanhia.
O espectculo ser dividido pela forma se-
grate :
l'rimeira parte.
1. quadro.O equilibrio mortal sobre 4 bayo-
netas e a grande lula indianna por toda a com-
p.inhia.
2. quadroA chula, bailado jocoso a carcter.
Segunda parte.
CUADROS VIVOS FINGINDO PEORA.
1..Tlmaque, condait par Minerve sous la
figure de Mentor, abord, aprs un naufrago, dans
l*ile de la Desse Calypso.Adienx de Tlina-
que ct Narbal.Victoire du fils d'Ulysse.
2..Precipit de Tlmaque.Venus alia (rou-
ver Neplune.Tlniaque aupics de Nstor.
Philocls lui arracha le poignard.
3."Hercules sur le bucher.Tlmaque court
hors du camp.
4. Arcsius pre de l.acrle.Tlmaque
ayanl vu la lele de Melredorc.
5.Tlmaque sejelte entre le cheval abattu
et le sanglier.
6.Scenas de coslumes.
Preco sera dislinccao alguma lj}.
N. B. Nos das 7 (anuiversario da independen-
cia) e 8 de setembro havero espectculos com
quadros anlogos : as pessoas que desejarem bi-
lheles para esses dias. podem dar os seus nomes
ao bilheteiro, adverliudo-se quo o preco da en-
trada nese dio 2j.
Se o espectculo, por causa do lempo, nao ti-
ver lugar no Bibbado, ser iiupreturivelineule no
domingo.
Aracaty.
Avisos martimos.
Segu cora muila brevidade, por ter parte da
carga o liiate Vdela, pira o resto trata-se cora
5 Caetano Cyrwco da C. M. no lado do Corno Santo
n. 25*
Para Lisboa sahe imprelerivelraenlc at o
da 15 o brigue cTarujo Pilhos por ter parle
deseu carregamenio promplo : quem quizer car-
regar ou ir de passagera, dirija-se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recite, escriptorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Para o Porlo tem a sahir at o fim do mez
o brigue Amalia I : quera quizer carregar ou
ir de passaaem. para oque tem exccllentes com-
modos, dirija-se ao consignatario, na ra da Ca-
deia do Recife, escriptorio de Manoel Joaiuim
llamos e Silva.
O brigue brasileiro Imperador, recebe al-
guma carga a frele para o Rio Grande do Sul: a
lar com Araorira Irmaos, ra da Cruz n. 3.
Para a Baha.
Pretende seguir veleira e bem conhecida su-
maca nacional Horlencia, nesls8 dias, lem a
seu bordo metade do seu carregamei.lo, para o
resto que Ihe falla trata-se com os consignata-
rios Azevedo & Mendes, no seu escriptorio, ra
da Cruz ii. 1, '
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquina Francisco dos Santos.
Defrontc Ao \>ecco da Congregado letveiro verde.
Seda dequadrinhosmuilo fina covado
Enfeites de velludo com froco pretos e
de cores para cabeca do senhora da
ultima muda
Fazendas para vestidos, sendo sedas, la
o seda, cambraia e seda tapada o
transparente, covado
Luvas de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homens e meninos
Lencos de seda rxos para senhora a
28000 e
Mantas para grvalas e grvalas de seda
de todas as qualidades
Chapeos francezes forma moderna
Lencos de gorguro prelos
Ricas capellas brancas para noivados
Saias balao de todas as qualidades
Tafet rxo o covado
Chitas francezas a 260, 280, 300 e
Cassai francezas, a vara
1$0OO
I
s
2S500
9
85500
25000
I
I
*500
9390
$500
Selim prelo azul e encarnado proprio
para forros cora 4 palmos de largura,
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Seda lisa prcta e de cores propria pa-
ra forros com 4 palmos de largura, o
covado
Ricos corles de seda pretos e de cores
com 2 saias e de babados
Ditos de gaze e de seda phantasia
Chales de louquim muito finos
Grosdenaple prelo c de cores de todas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de fil e visilas de seda preta cora
froco
1600
2$000
I
1&500
I
9
I
ClOIllMLillUllL
ALLIANCE
Estabelecida em Londres
mm umu.
CAPITAL
Cine miUioes de Utaa
esterlinas.
Saunders Brothers & C." tem a honra detn-
rmar aes Srs. negociantes, propietarios de
:asas, e a gera raais convier.que eslao plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-i
SISTEMA MEDICO DE HOLL W A Y.
PlLULAS HOLLWOYA.
mfLS.le'neLstimavel esPeci"co, comporto tnteira"
mente de hervas medicinaes, nao contera mereu"
n^'nnTm ?Uma outra sub8tancia delecteria B
delcadaTtSTDfanCa' e a comP'eico mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleo mais rbuSia -
feUn^S" h innocenle suasoperaces e el-
W. ir A busc e remove as doencas de qual-
JeseTara gr Pr "- e tetazes
rp^!fftmlhfeS deP^soas curadas com este
remedio, multas que j estavam ai portas da
morte, preservando em seu uso : conseeuiram
recobrar a saude e forcas, depois de K ten"a
do intilmente todos osoutros remedios *
As mais aflictas nao devem entregarle a de
ZSSSSSrX? "Ptentelo Z
Nao se Perca terapo.era,omaeSs,Ue remedio
3 de telha e igualmenteYobrT'os | Para I"!"" das seguintes'enfermidad
objectos
quer co
qualauf
s que coniiverera osreesmos edificios, Acc"
quer consista em mobilia ou em fazendas d A'porcas.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
- Perdeu-se ura val da quanlia de 300J, pas- '?"'ma,de>-
sado pelo Sr. Hilarino Soares da Sili-eira. parao !coli-
ilidade.
Dr Rocha Caraprllo, cujo val j est com"3 re-
ciooa, sendo um passado pelo mesmo Dr da quan-
lia de. HP, e dous passados pelo abiixo assig-
nado um de 70| e oulro de 40. restando o Sr.
Hilarino 50-J, que s pagar ao abaixo assignado
fc para que nao haja duvidas, se faz o presente
annuncio. *
Bernardo Rodrigues Gramoso e Costa.
No dia 21 do correnle desappareceu da ri-
beira da Boa-Vista um cavallo nielado raposo
grande, inleiro, caniz prelos, costas limpas. fer-
rado nos dous quarlos, levou cangalha forrada
com apparelhos : quem o pegar ou delle
dirija-se ao Sr. major Nuves,"
sera recompensado.
as Barreiras, que
Clicas
Convulsdes.
Debilidade ou extenua-
co.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeimidades no ventre
souber Ditas no ligado.
CO Manoel Pereira Lopes Ribeiro estableci-
do com loja de barbeiro defronte da malriz da
Boa-\ isla n. 80, bz scientea lodos os seus lre-
guezes e amigos que se mndou para a mesma
rus hoje loineratriz n. 11 A, aonde se acha
sempre prompto a exercera profissao do seu of-
cio. assim como lem para vender e alugsr
grande porco debixas de Hamburgo por preco
commodo, com prompudo e se manda applicar.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Pebre biliosas
intermitente.
Vendem-se estas
geral de Londres n.
indos os boticarios
Pebre de toda a especia
Golta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
[ciencia.
ndigesics.
Inflammaces.
Irregularidadesde
menstruacao.
Combrigas de loda es-
pecie.
Mal ae Pedra.
Manchas na culis.
Obsiruccao de ventre.
Phihisica ou comsump-
'.3o pulmonar.
Reteneao de ourina.
Rheumalismo.
Sj-mptomassecundarios.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
A DIRECTO II E- KKRA1\D-
Leles.
Este holel collocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasilei rose portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posi;o
urna das roelhoresda cidade, por se adiar nao s prximo s estarces de caminhos de ferro, da
| Allemanhae Franca, como por ter a dous minutes de si, todos os theatrose divermentos; e,
alm disso, os mdicos presos con\idam
Gabriel Soares Raposo da Cmara, D.
Carlota Joaquina de Albiiquerque Cmara e
D. Anna Bella de Albuquerque Rarbosa
agradecera cordialmeme a todas as pes-
soas que se dignaran) aconipanhar ao ul-
timo jazigo os restos mortaes de sua pre-
sada enliada, filha e irmaa D. Carlota Ely-
dia Barbosa da Cmara, e prolesta-.do
cierno reconhecimenlo por esse acto de
can-lade e religiao, convidam as mesmas
pessoas asistir a missa do stimo dia
que lera lugar na matriz da Boa-Vista sab-
bado 25 s 8 lloras da manhaa.
Recife21 de agosto de 1800.
Julio Conrado,
pilulas no estabelecimento
j*< Slrand, e na lojo de
droguistas e nutras oessnaa
enrarregjdas de sua venda em loda a AmericS
do Sul, Barata e Hespanha. imi-rica
Vendem-se as boeelinhaa a SOO re. cada uma
dellas, contera urna insiru;ao era portuguezTa-
ra explicar o modo dse usar des.as pilulas P
O oepos.lo geral em casa de Sr. Soum phar-
meceui.co, na ra da Cruz n. 22, era Peruam-
Precisa-se de uma pessoa
escripia por partidas dobradas
gel n. II.
para fazer uma
na ra do Ran-
DA
fazera scienle aos seus freguezes. qi
gam de mandar fazer loda c qualquer obra ten-
dente a alfaiate, para ojiuo tem contralado era
No hotel ha sempre pessoas especiaes, fallanco o francez, allemo, flamengo, inglez e por- olSaao^aMr.'"^^ r^? he?,a-,0 de-p8ri? "
uguez, paraacompanharastouristas.qurem su,s excuWs na cidade, qu"no reino, U del5e^^
emfim para toda a Luropa, por presos que nuncaexcedem de 8 a 10 francos(39200 49000) [{qq (Jq OllOilll'lln n AS'
Durante o aspado de oito a lez mezes, ahi residirn) os
ELOGIO E AGBADECIatENTO.
Forto iiilIaiiii]i:i<;ao na lincea dO es.
tomago.
SolTrendoeu por longo espaco de sele annos
ama forra tuflammaro na bocea do atomaaa
que bastante ffliccao rae causava por mTtfrti
um a respirado, e lendo feito quan.o fui pos-
snel para oblar melhoras. ludo foi baldado e rc-
rorrendo as chapas medicinaes do Sr. Ricardo
Kirk. escriptorio na ra do Parto n 'lia r.m
ellastiveafelicidadedemc achar inleirameoto
boro no curto espaco de 30 das, pelo que m'cre-
ce de cerlo todos os meus elogios, no s pela
: rapidez do curativo, como por nao causarem in-
commodoalgum era precisaren! de resguardo
Manuel Antonio de Freitas
Ra de S. Jos n. 75, Rio de Joneiro.
Exms, Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seu filho o Dr. Pedro ^Augustoda Silva Feno, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
COJIIMIIIA
DAS
Messagcries imperiales.
11
At o dia Io de setembro espera-se dos porlos
do sul o vapor franeez Es I re madure, comman-
dante Trollier, o qual depois ra demora do cos-
turan seguir para Bordeaux tocando em S. Vi-
cente e Lisboa, para passageiros, encommendas
etc., a tratar na agencia ra do Trapiche n. 9.
tras pessoas tanto de um, como de oulro psiz.
Os precos de todo oservico, por dia, regulan de 10 a 12 francos ( 4^000 149500.)
JN'o holel encontram-se informaroes exactas aierca de tudo que pode precisar um eslrangeiro.
S EAU MINERALE
COMPAMIIA PEINAiBUCANA
DB
Navegacao cosleira a vapor
O vapor IguarassA, commandante o segundo
lenle Joa juini Alves Mareiri, segu viageni
para os porlos do norte de sua escala al a Gran-
ja no dia 6 de setembro s 5 horas da tarde.
Recebe carga para a Granja no dia 25 c 27,
Acarar 28. Cear 29 e 30, Aracaty 31, Maco
no t de setembro, Nalal 3 e 4, Parahiba dia 5
al ao meio dia. Passageiros, encommendas e
dinheiro a froto at o dia 6 ao uieio dia : geren-
cia no Forte do Malto n. 1.
REAL COMPANHIA
quem pertencei
osquacs seruo vendidos sen.
reserva de preco.
Deposito
NATURALLE DE VICHY.
na botica trancen ra da Criz n.22.
Parte de um ex-
cellente sitio
em Santa Anna.
Segunda-feira 27 do crvente.
Aniones antorisado pelo Sr. Srvelo Pereira
oa Silva como administrador de sua mullier fa-
'SJeilao em seu armazcm na ra do Imperador
n. /J. da parle do sitio de Sani'Anna, onde tem
cocheira o Sr. Tbom, a qual Ihe locou em par-
Ulna por fallecimento de Isal.elTtainha dos An-i
J )s e lem muito boa casa de vivenda, cora 62 Dai-
mos de frente e 5 de fundo, coslnha fora co-
Sas.?'barl' e lt"jilas fructeiras. Princi-
piar sll horas era ponto.
LEILAO
As 11 horas em ponto.
O agente Camargo far lei-
lao no seu armazein na ra do
Vigario n. 19 de 107 chapeos,
do Lhyli, a dinheiro, por COll-i 30 carl9S Pafa os ditos banhos tomados em qualquer lempo......" 15JJ000
ta e risco de auem r>firtonPP..i15D,,0S dit0 di, dil j 8ooo
7 ...... 4#000
Banhosavulsos, aromticos, salgados esulphurosos aos presos annunciados.
Eslareduccao de precos facilitar ao respeitavel publico ogozo das vantagens que resultara
da frequencta de um estabelecimento de urna utilidad) inconiesiavel, mas que infelizmente nao
estando em nosso hbitos, anda pouco conhecida e preciada;
Julio & Conrado participara aos seus freguezes
que lera sempre prompto grande sortinienio de
Netto, Manoel de Figueira Faria, edeserabargador Ponte, VisguVo ( do Bwi'l.")". muiui"oV | caffs e coleTe "SS^iSsJttSS '
lo para hon.em como para meninos, e mandara
fazer loda e qnalquer obra por medida.
iga-se uma prcta croula, mora, escrara
rvico de uma casa, c fazer as Comoras
Alu
para o s....ut u,a casa, e lazer as compras
na ra, rom todas as habilidades precisas : quera
pretender, procure na ra Imperial n. 54. quo
juera tratar.
Bcrnardino Antonio Pereira Bastos com de-
posito na ra Direila n. 30, roga aos seus deve-
dores que lenham a bondade de vir saldar suas
contas ate o da 30 .le setembro, do contrario
passarao pelo desgoslo de verem seus nomes por
extenso ueste jornal.
Engorama-se e lava-te com per-
feicao: na ra das A gcas Verdes n. 96
Nao lendo a casa commercial que '
gyrou tiesta pra$a sob a razao Aman,I
A/ves i C., transacrao algumafeita por1
Borot k G.
meio de v It
leti
taZ@
NO
v les ou letras acceitas co u a
mencionada irma ; assim o f;.z publico,
entretanto se alguem se julgar credor
da referida casa por algura destes ttulos
os devera' apresentar no prazo de 8
dias para serem verificados. Recite 21
dea;osto de 1860.
Precisa-se de um horaem portuguez
feitorde um sitio, edenm rapaz larab
tuguez para criado :
mlSaj? eJpeilavcl corP d0 commercio quo
mudarara o seu escr.plono da ra da Cruz do
llccire n. 5 para a mesma ra n. 9.
Sitio para alugar.
Na Capunga Nova contiguo ao sitio do Dr. Ja-
cobina, c ero frente da ra que ai ter a S. Jo-c
do nguinho, est para alugar-ae um sitio cora
bstanles arvores fructferas, pequea baixa do
'capirn, excellenle casa assnbradada. que tena
commodos para grande familia, cocheira, caval-
J.T^Nos;v,r5rdosepara,w,ho:a,r;'1"
para
iem portu-
BaVaalaXa*
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ouchuviscos (para uma pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos.
105000
DE
Paquetes inglezes a vapor.
Al o dia 29 espera-se da Europa ura dos va-
pores desta companhia, o qual depois da demora
do costuroe seguir para o Rio de Janeiro locando
na Bahia : para oassageiros etc., trata-se cora os
agentes Adamson Howie& C ra do Trapiche
Novo n. 42.
1
Riode Janeiro,
a barca nacional Cleraenlina sahe com brevi-
dade : para o resto da carga e passageiros, tra-
ta-se com Gnilherme Carvalho & C na ra do
Torres.
Paia o Cear, Maranho e
Para.
siegue cora muila brevidade o veleiro e bem co-
nheeido patacho nacional Alfredo por ter par-
te do seu carregamenlo promplo : para o resto
da c*ra e passageiros. irala-se com o consigna-
tario Caetano Gyriaco da Costa Moreira, no seu
escriptojio, largo do Corpo Santo, ou com o ca-
jiilao Travasso no trapiche do algodao.
Para Lisboa
o patacho portuguez Jareo dever sahir al o
dia 31 do correnle mez, recebe carga a frele e
igualmente passageiros : quem quizer estregar
ou embarcar neslo navio, entenda-se com Jos
dos Santos Pereira Jardim. ou com o capito
os Marques Coelho Sobrinho.
Soulhall Mellors & C (ario lcilao por inlerven-
cao do agente Francisco Ignacio Pinto, de duas
ca.xas coro apparelhos para cha e outras muitas
pecas avulsas como sejam urnas, salva salhe
leiros.paliieiios. linlejros. chaleiras de' electro
praiiada de superior qualidade e apurado "oslo
+tffiir*em scu armazera rua
Ter?a-feira 28 do correnle
As 11 horas em ponto
LILAO
DE
Urna escrava boa cosinheira,
2 cabrioletscom uia caval-
lo, um carro e una junta
de bois para carroca.
Antones far leilo em seu armazem, rua do
Imperador n. 73, sera reserva de preco, dos ob-
jetos cima mencionados; bem como de varios
movis existentes em dito armazera.
Principiar hora indicada.
CONSULTORIO
Avisos diversos.
3<500cUco Cwpo gr aphtca
|)ertiamhucanav
Domingo 26 do correnle s 10 horas da ma-
nhaa haver sessao extraordinaria da assembla
geral.
Secretaria da AssociacSo Typographica Per-
nanibucdiia, 24 de agost de 1800.
Jivescio Cesar,
Io secretario.
Attenco.
Joaquim de Souza Galvo, lendo mudado o no-
me para Joaquim Cavalranti do Bego Darros, e
fazendo ver seu norae pelo Diario n. 82, en-
conlrou Joaquim Cavalcanli de Albuquerque,Tor
isso faz srientc ao publico qu seu verdadeiro
nome Joaquim Cavalcanli do Reg Barros.
- Pede se ao Sr. Dr. Joveneio Alves Ribeiro
da Silva que digne-se *ir rua da Cruz n, 32 re-
ceber uma carta viuda do ficar.
DO
\ i\ A. lobo Hoscoso,
mimm ipjuetohiid i fsuuid.
i MUJLDAQaLORlA9A^AI>OJPUMD
Cliniea por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manhaa e de tarde depois de 4 horas
Contrata partidos para curar annualmente nao s para a cidade como para os engenhos ou 'outras
propnedades ruraes. u 'uulRs
Os chamados devera ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manhaa e em caso de in-
genua a outra qualquer hora do dia ou da noite sendo por escripto em que se declare o norae L
pessoa, o darua e o uumero da casa. H cnaic u uome da
.,..1!? c?*?f m ,.tZl ^ d b01'? Sr' Jo5 Sounn & C- ""da Cruz ou loja de livros do I" J0S
Hogueira de Souza na rua do Crespo ao p da ponte velha. e
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha tonstantemen e os melhores
uectoshomeopalhicos ja bem conhecidos o pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes, ...*.... 10000
15J00O
uma voz que
tanto vos embelesa, quando o pisar g; r
boso de uma prima dona no palco de
Santa Isabel tanto desafia a vossa svm
pathia e sTeicao, quando finalmente
um jardim de flores parece surgir da
trra em que ella pisa, e cujo matiz
tanta apreciare! se torna, justo que
de mistura com estas flores aromatisadas
pela natureza se confundam aqadfa
que sendo produzidas pelo artificio
da diminuem de valor e que
- O abaixo assignado declara que no dia 19
de jiilh prximo passado, na cadeia de Olinda
anude se achara presa sua mulhcr, Rosa da Cu-
nna. pela ropulaco do tentativa do morte na
pessoa delle, abaixo assignado, por seduccoes
delta e por enlao ignorar o fado criminoso da
i'aeao, aasignara-so no fim do meta folha
e as-
ra sera
nualouer
arlifaclo que com tal assignatura se possa urdir
contra elle para obrigar sua pessoa e bens. rie-
tlcsenvolve clarando desde ja quenada deve a pessoa algu-
na, enera tem antorisado a quera quer que seia.
aezereeraelos prejadiciaee, nem que Ihe tragara
obrigacaci do pagamento.-Arcenio Antonio lar-
neiro da Luuha Miranda.
n;. .. ''o/Jl signatura, o protesta.contra qui
Diletantes attendei.
Quando o vosso gosto se
pelos sons liarmonosos de
as
na-
na o sao
Aos dilcetanles.
A alguna das que se acha nesta capital a Sra.
Magdalena Bruccione, canto.a italiana de meiito
uisuncto, e que de passagera nesta cidade desria
mostrar aos dilnetanles o seu tlenlo arlislico
A Sra. Bruocionj depois de ter cantado com
unnime apptauso em varios Ihealros da Eurooa
onde conquisteu os elogios de lodos os entende-
dores, f(,i Bahia
menos dignas de se offertarem. >! J*^^P3S?rS2l
vel-
e qui-
na
medica-
Dilosde 2 ditos.
Ditos de 36-ditos. .
Dito de 48 ditos. .......
Ditos de 60 ditos. \ \ \ \ \ \ \ '
ubos avulsos cada um. '.'..'...'' '
Frascos de tincturas. ..." .....
llanoal de medicina homeopatriic pelo Dr.' Jahr'trduzido
em portuguez cora o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. .
Medicina domestica do Dr. He ring, com diccionario'.
Repertorio do Dr. Mello Moraes.....
201090
25g000
0^000
gooo
2$000
20*000
ogooo
6S000
Borba.
A sabida que tem lido esle rap prova sua boa
qualidade. nao desmentindo assim a qualidade do
fumo de que feito, colhidn as iramediacoes da
cidade a quo deve seu nome na provincia Giam-
Par : deposito, rua da Cadeia n. 17
O Sr. Luiz Antonio Barbosa de Brilo lem
uma carta na praga da Boa-Vista n. 28
Precisa-se de uma ama capaz para casa de
ponca familia, do poilis a denlro : na rua da
Roda n. 34.
Aluga-so o primeiro andar do sobrado da
rua do Vigario n. 22 : a Iralar na loja do mesmo.
Jernimo Joaquim Rodrigues, subdito por-
luguez, retira-se para fra da provincia.
N. 9.
Francisco Pereira da Silva vende coberlas de
chita para cama a 1 $800 e lences de brim a 2:
na rua do Queimado n.9. *
-- Hoje. Onda a audiencia do Sr. Dr. juiz mu-
nicipal da segunda vara seri arrematado o escravo
Delmiro. avahado era Og. penhorado aos her-
deiros de Antonio Gomes Pessoa. por execucao
do l)r. Joao Jos Pinto. EscrivSo Santos.
~- Compra-se um Mlyndro paia padaria : na
faDrua de sabo por Tetraz da Igreja de Santa
na rua da Santa Cruz casa n. 28 aonde
encontrareis os mais bem acabados bo
quets de cravos, para cujo fim sois con
vida los a ver, quando menos para ad-
mirardes a perfeicao, Esta' a exposi-
cao na mesma casa.
Perdeu-se na noile de 22 do correnle, no
caminno da estrada de Luiz Vieira al a rua da
Conceitao, na Boa-Vista, um mantelete de
ludo prelo : a pessoa que o livor achado
zer reslitui-lo. receber 109 de gralificaco
rua da Cruz n. 4. '
Vende-se um escolenle sillo no lugar de-
nominado Peres, distante desta cidade, pouco
mais de legua, com grande casa de taipa anida
nova, diversos arvoredos de inicio, lendo 180
palmos de frente e mais de 1,000 de fundo, fo-
reiro ao engenho Peres, porm muito em coma )
Ierra para planlacoes, baixa para capira, banh'o
pelos fundos, muito proprio para s alli passaro
vero ; a elle, freguezes. antes que alguem mais
seguro o compro, pois c muito barato por se ven-
der por precisan ; um dilo no mesmo lugar, po-
rm de raaior valor por ter todas as obras de cal
e lijlo, sendo uma grande casa ha pouco aca-
bada, enm 4i palmos de frente e 70 de fundo 4
jaoellas de frenle envidracadas. 2 sa'as, 4 quar-
los, gabinete, cozinha independen^, casa para
pretos, cocheira, eslribaria, cacimba de boa agua
para beber, e banho, bem plantado com gosto de
diversos, arvores fructferas, todas novas, e jar-
dim, assim como um excedente cabriole! dedoas
rodas com arreios em muito bom eslado, com
excellente cavallo ou sem elle : quem pretender
qualquer destes objectos, dirija-se a rua Imperial,
casa n. 40. a qual larahem se vende ; pudendo
ser procurado das 6 s 9 horas da manhaa, e das
5 s 6 da larde.
Aluga-so o segundo andar do sobrado da
rua do Crespo n. 18 : a tratar na mesma loja.
Attenda-se.
Algunsdos credoresda firma commercial Silva
6 Molla lendo no Diario de Pcrnambuco de 8
do ror-iente mez ura annuncio do socio Eslevu
Jos da Costa, derlaram que nao teera renuncia-
do era renunciam seus dbitos sobre os bens
particulares de ambos os socios da dita firma
pelas obrigacoes solidarias conlrahidas em nome
del la,
Josiah Wawts, subdito inglez, relira-se pa-
ra o Rio de Janeiro K
Offerece-se um mogo para caixeiro de es-
cripia, loja. ou armazem. excepto taberna oulra
qualquer arrumacao, o d fiador a sua conduela.
enthususmo.que nao colhessera lour
merecidos. Na corle, onde es.eve uliimamenle
mostrou or varias vezes quanto valia o seu la-
nJrSLa.dan,a,fnb0,1ue Pernambuco lambem a
patria das bel asarles ; que aqni, como em todas
asedados cultas do mundo tambera se anima e
se galardoa o verdadeiro meiito, e que a arle
musical tem aqu ,a0 numerosos como justos
apreciadores. '
A uma artista conhecida, com inconiesiavel
mere. menlo nao pos,ivel, que falte o deseio de
apresen.ar-se diau.o de um publico to usto
apreciador do verdadeiro bello.
A Sra. Bruccioni tenciona, pois, segundo nos
ronsia. dar Preveraenle ura concert, e confia no
bora gosto dos amadores desta capital, esperando
merecer a prolecco e aculhimeplo que elles cos-
umam prestar na exhuberanie generosidade a
odos os artistas que aspirara altrahir a sua at-
tenco. e conquistar a sua sympathia.
So agradar, oxal que sim I se um s applauso
colher do elegante publico Pernambucano ser
maisum laurel precioso que adornar a coma
lynca da artista, ma.s uma flor na sua vida mais
um momento de encanto na laboriosa e oiflicil
carreira quo perrorro.
Vende-se ums canoa aberla propria para
S?tfi.% *"*".de I""*" objectos. sendo a
dita Je boa conalruccao. e igualmente inadeiras
propria para olaria por pegar 3.500 lijlos do al-
eara grossa, pois j foi experimentada : a Ira-
lar em Fra de Perlas com Joaquim Jos dos
Sanias era seu estaleiro.
Milhonovo.
Vende-se railho a 6^800
Cadoia do Recife n. 3.
o sacco : na rua da
Vende-se nma boa casa de sobrado em
Olinda, sita na rua Nova n 1Q iom n T
commodos e bom quintal' .,'J excellcn PS
niii^j.no^i^ l 1u"'ai o com os concertos
ullimainente fetos se acha quasi que novo o
calves da Silva, rua da Cadeia do Recife.
vende-se ou aluga-se uma canoa de ama-
relio quasi nova, propria para condueco de ca-
pira ou barro : na rua da Concordia, anmem de
matenaes de Manoel Firmino Ferreira
Queijos.
r.YendV,e,,,,5e,ior,',",iJode ": na rua da
Cadeia do Recife Iravessa doCapim por
do Sr. Henrique Gibson,
cima do
segundo
armazem
andar.
.,7. nBre""?m P"no,deHerard, novo e meio
Anna. d B5po> si,io da Sra- D-
-att
ILEGVEL


DIARIO DE PERNaMBUCO. SABBADO 28 DE AGOSTO DE 1860.
ffl


3>
O agente de leiioes Jos Cypriano
Aiituaestem estibelecido o eu araia-
zera e escriptorio na ra do Imperador
n. 73, casa que oulr'ora occupava o fi-
nado Marcolino de Borja Geraldes onde;
pode ser piocuiaJo d?s 9 as % horas da
tarde.
Na livraria n, C e 8 da praca da|
Independencia precisa fallar ao Sr. Ma-j
noel Antonio Pinto da Silva.
* g@ 99999'
S Madama Appolinc |{
Roussel, primeira coslureira di cas de 9
t Madama Millocheau, lem a honra do par-
tieipar ao respeilavel publico, que se acha i
9 prompla para salisfazer a qualquer en-
cointneudaconcernenlc a sua arle, assim ^
9 corno ricos vestidos para casamento, Ini
9 le e soirce, feitos a ultima moda, e ptima
perfeic,o : as pessoas que de sen prestimo
@ se quizerem utilisar, podem di-iir-se
rui da Imperalriz n. 11, primeiro andar.
^999999999 99999 999999
=: Preciza-sa de um caixeiro para taberna na
rua da Sledade n. 12, defrontu do quarlel.
O abaixo assignado faz ver o commercio era
geral que julga nada dever, porrn so algucm se
julgar credor aprsente as suas contas para ser
pagas. Hucife 22 de agosto de 1860
Joiquiua Rafael de Lima.
.Venando se vago o lugar de andador da ve-
neravel ordeni 3* de S. Francisco desta cidade do
llecifc os nossos irmaos que pertenderem diio
lugar, queiram aprrsenlarem ao abaixo asstgna-
do os seos requerimeiitos em face do que dispoe
o art. 146 dos nossos estatutos, allm de que a
mesa regodura possa lomar as devidas consde-
racoes na primeira sesso. Recie 22 de agosto
do 1860.
Bernardino Jos da Costa Valente, secretario.
Eduardo Raymundo Perreira, relira-sc para
a Europa.
Ao amnn'hecer de hontem fugio de um si-
tio no rombal, um ctvallo castanho, pequeo,
sera signaos brancos, tem os cabellos das pernas
c mos niivos, o p direilo um pnaco grosso, <-1 i
iras e cauda compridas, inleiro, est carnudo e
milita bem eito de corpo, tem um nico ferro
1)6 anca, representando um R.ac.da a passo e
muilo espantado: quem d?lle snuber ou o liver
rogado lera a bondade dingr-se ao dito sitio
prximo ao do Exm. visconde de Suassuha, do
iado opposto, onde lem um lenco de mimo na
frente com portao, que ser recompensado.
Precisa-se do urna senhora honesta para
morar em una casa de ponca familia, snrenle
para fazer companhia : a pessoa que qnizer d-
rija-80 5 rua de S. ltom Jess ras Criolitas, casa
u. 17, que achara com quem tr;itar.
Prevenco!
Estando a (indar os frseles queijos c Scrid,
as excollentes maceas c a bella manlciga refina-
da em frascos, previne-se aos amantes das ditos
pvrres que venham a elles corr presteza para
depois nao hiver qucixa no arniaeem da rua
estrella do Rosario n. 11.
Alnr;a-se por b'e^ mensaes o segundo andar
do sobrado sito na roa Imperial n. 169, com 6
quarlos, 2 salas, sotao corrido, c muilo fresco e
'era escllenle vista tanto para Ierra como para c
mar, bem como para a estrada de ferro, que
passa no fundo do quintal : a tratar no primeiro
andar do mesmo.
No dia 25 docorrenle se ha de arrematar
depois da audiencia do Dr. juiz municipal da se-
gunda vara, a posse directa de umlcrreno na fre-
guezia do Poco da Paridla, de que esl de posse
por aforameolo Jeo Ignacio do Reg, oulro ter-
reno de que estio de posse os hordeiros de Frei
Mavignier, cojos terrenos rio a praca por execu-
"ho de I. Marianna Dorolha Joaquina contra
Francisco do Paula Lopes Res, cea ultima
lrica.
Por se ignorar a morad i.i dos senheres
abaixo mencionados roga-se aos inesmos diri;-
rem-se loja da roa da Cadeia do -Recife n. 64,
a negocio que lbcdl respeito :
JoseJoaquim Das de Oliveira.
Luiz as A/.evedo Msia.
Joo Duarle de Oliveira.
Joaquiai Fernandee d Azevedo.
Francisco Pereira de Carvolho.
Jos Augusto Teixeka.
Manoel Pereira da gilva.
Antonio Joaqun) de Oliveira,
los Luizde Azevedo Main"
los Antonio de Azevedo Mallos!
Manoel da Silva lisia.
Jos'Itdefonso deSouza Reis.
Jos Joaquim da Rocha. ^
Vicente Aguido da Cosa e Silva.
Antonio Ignacio Brandan.
Antonio Pereira da Rocha.
Na nova loja na rua cslreila do Rosario n.
36, estabelecimento do funileiro recebecc-se
qualqui r encommenda e se apromplo com maiot
brevidade e se renda ludo por preco commodo.
Oeonsethero Jos Francisco de Pauli Ca-
ralcanli de Albuquerque vai a Europa tratar de
sua saude, leando ern sua companhia sua mu-
Iber o ser: fi I lio menor, deixando os 6rs. Henry
Foslefjr. C, encarregado de seus negocios.
Allenco.

OITerece-se um moco para caixeiro de escripia
per partida/ dobradas para qualquer casa de ne-
gocio, ou mesmo para caixeiro de qualquer ar-
mazn ou de rua, lem boa letra, bou conduela,
pelo que d fiador : quera do seu prectimo se
quizer utilisar, annuncie por esle jornal para ser
procurado.
Hospital Portuguez de
Beneficencia em Per-
nambuco.
Precisa-se de um cozinheiro livre ou sujeito :
quem esliver as oircumslancias de conlralar-se
dirija-se ao mesmo hospital, ou rnnunce para
ser proeurado.Manoel Ribeiro Bastos,-1." se-
cretario
= O Sr Francisco Aranha de Souza tem urca
caria no escriptorio de Manoel joaquim Ramos
Silva, na rua da Cadeia do Recife
Ensino de msica.
Offoreee-se para leccionar o solfejo, como tam-
bera a tocar varios instrumentos ; dando as li-
ges das 7 horas s 9 1 [2 da nuile : a tratar na ru3
a Roda n. 50.
ATTE\{\0.
O Sr. J. A. C. tenha a bondade de vir tirar os
penhores que existem na rua do Rangel n. 45, no
prazo de oito das, fin Jo osquaes ser o vendidos
para seu principal e juros. Recite 22 de agosto '
de 1860.
Festa do glorioso martyr S.
Braz, advogado das moles-
tias da garganta erecta na
igreja de N. S- do Terco.
A mesa regedora da irmandade de,
N. S. do Terco, vendo que muito se
tem melhorado da ten ivel enfermidade
das gargantas qje tanto flagelou os ha-,
hitantes desta bella cidade, tem resol-
vido remover o mil.'gio?o Santo do
meio da igreja onde, ha muito se acha a,
vcneraco dos icis, para seu respectivo
altar, ede accordo com muitos de seus
devjtos esta'tambeni resolvido solem-
nisar o dia de sua trasladacao cjue sera'
; domingo 26 do corren te com esta so-
lewirie e Te-Deum ; a festa lera* princi-
pio as II l|2 horas da man,fia sendo
orador della o Rvrad. padre motre
pregador da capilla imperial Lino I
do Monte Carmello, e o Te-Deum as 7
horas da noile, sendo o orador o Rvd.
padre mestre pregador da capella im-
perial Frei Joaquim do Espirito Santo.
Espera a mesa regedora que os devotos
do milagroso Santo correrao a abri-
Ihantar actos de tanta religiosidade
cora sua nssistencia e mesmo implorar a
protecco do santo milagroso em nos-
sas atti ibuIacOes.
Os afrailo assignados, socios da casa com-
merrial nesta ciodosob a razao Amaral Alvos &
G., Ir-ndo nesta data por mutuo accordo convin-
do na retirada da mesma sociedade dos Srs. Jos
doAlenqnor Simesdo Amara!, deelaram ao pu-
blico e cun especialidade ao corpo do commer-
cio, que contina a referida casa commercial as
suas transaccoes e todo osen activo opessivo!
sob a responsabilidade dos socios Alves Guima-
raes & Salomn, c sob a razao social de Alves
& C. Recife 11 de agosto de 1860.
Jos de Alenquer Simoes do Amaral.
Jos Alves da Silva Guimares. '
WaxUomburger como procurador de Sr. Charle s
Sa lomon em Paris.
| > O Sr. Joaquim AIvs |
j Conti acadmico do primeiro anno, queira ''.
w ir como se Ihe lem pedido por vezes a rua
^ da Cadeia do Recife n. 23. g
"'* & Q *tf *,'.*x *"-> fi-.v x t *-> ^ x;> -o ^?>^ < ^*^?irf^ ^*
WWV^vi t> r> V'ai segunda vez a praea nos dias 21, 24 e
28 do correte, depois de linda a audiencia do
Illm Sr. Dr. juiz de orphos, a c-scrava Aquilina
pertencerile oos bens da tinada Hara llosa de
Assumpcao.
Consltrio central lionicopatliicoi
5 de S
i nuunnict. i
Continua sob a mesma direccao da Ma- g
@ noel de Mallos Teixeira Lima, professor @
em homeopatliia. Asconsultas como d'an- g
tes. i?*
Altenco.

Aluga-se o primeiro andar da casa n. 15 da :
rua do Vig-i io : a tratar no caes de Ramos n 2
andar terreo, ou rua Augusta n. 94 com Pra- :
xedes da Silva Gusmo.
Koraualdo Alves de Oliveira, ad
vogado provisto aado pela relaco, en-
carrega-se de qualquer defeza crime no
jury, ou perante qualquer autoridade
Bem conhecido no paz ha 10 annos co-
mo escriptor publico, espera merecer
conianca, visto que, quando e preciso
defender qualquer pessoa, nunca tre-
pidou e jamis trepidara'em frente de
dilllculdadts. Fara' tudo quanto est-|
ver ao alcance de sua acaudada iiitillr-
gencia para defender seu cliente.:
Aehando-se o jury funecionando, ofle-i
rece-se para encarretrar-se de quelquer'
defeza : toda e qualquer pessoa pobre
que nao poder pagar e nao quizer su-
geitai se ao advogado des pobres, elle o
deendera'gratuitamente como de seu
coslume. Em quanto nao fV.z a viagem
que pretende pode ser procurado no
lugar de sua residencia rua Direita n.
7 escada pela rua da Penha, ou no es-
criptorio do Dr. Drummond ou tabel-
liao Aira, ida, rua do Imperador.
Precisa-se de lomar a premio dous coritos
de reis dando-se um predio de dobrado valor :
quem pretender annunrie para ser procurado.
O Sr. Relizario Adolpho Pereira dos Santos
tenha a bondade de apparecer na rua do Queima-
do n. 46.
Sacra-se sobre a Bhia : em casa de Ar-
k\vrigl't& C, rua da Cruz n til.
DE
liliiuiioaeao a gai.
A empreza da illuminacao a gaz desta cidade, faz scicnte a todas as
pessoas que collocaram candieiros de gaz em seus casas, e aos que preten-
dem anda collocar, que tem resolvido buixar os precos dos glubos de v-
dro para IfSOO, 2$ e 2j500 os raais linos que se pode fabricar, os pr ten-
dentes achaiao no armazem da rua do Imperador n. 51, um comple-
to sortituento a sua escolha, assim como candieiros, arandelas e lustres
ebegadot ltimamente, de gostos variados e do melhor que se pode de-
sojar. Rost onRooker & C,
/gente*.
APPiOVACAOE AUTORISACAO
DA
ACADEtfl IWRAL DE MMUM
E JUNTA CENTRAL DE HYG1ENE PUBLICA
Allenco.
Amelia Elodia I.avenre competentc-
menie licenciada tem oberlo na rua do
Livramenio n. 19, segundo andar, una
aula para o sexo feminino, onde entina
primeiras lcllras.francez e certas prendas,
bem como coser, bordar elr\,e para com-
modo das pessoas que morara fora ou
mesmo denlro da cidade, recebe olum-
nas internas, pendonista e meio-pen-
cionislas pelo preco que se convencionar.
IMITIr
ELECTRO MAGNTICAS EPISPATICAS
ieardo M\
Para seren apjilicadas s partes afectadas
sem resguardo nem incommodo.
ASCHArAS MEDICINAESsao muito conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as provincias,
deslc imperio ha mais de 22 annos, eso afamadas, pelas boas curas que se lera oblido njs enfer- '
midades abaixo escripias, o que se prova cora innmeros atteslados que existem de pessoas capa- '
zes e de dislinccoes.
ComestasCii\PAS-ELECTRO-HAGNF.TicA-F.pisPASTicAsoblem seuma'cura radical c infallivelem
todos oseases deinflammacao [cansar.oou falla de respiraco), sejam internas ou exlernas, como
do ligado, bofes, estomago, baco, rir.s, tero, peito, palpifacao de coraciio, garganta, olaos, eri-
sipelas, rheurualismo, paralysia e todas as alTeceoes, nervosas, etc., etc. Igualmente para as dif-
ferentes especies de tumores, como lobinho-, escrfulas ele, soja qual fr o seu laniariho e pro-
funde/a, por roci da suppuracao sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado por
! habis e distinrlos facultativos
Pll Ifl^ Pftl ISTNft^1 As encomraendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, leudo todo o cuidado de
1 L u H lUl-lWl Iw fazer as necessanas explicacoes, se as chapas sao para homcm, senhora ou crianca, declarando a
molestia era que parle di corpo existe, se na cabeca, pesroco, braco, coxa, perna.'p, ou Ironco do
corpo. declarando a circumferencia r e sendo inchaco?s, feridas ou'ulccras, o molde do seu lama-
nho em um pedac.o de papel e a declararao onde existem, afim de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Fazeedas por baixos precos
Rua do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda restara Iguma3 fazend&s para concluir
a liquidacao da lirma de LeiteA Corteja,asqurts
se vendem por diminuto prec.n, sendo tnire iu-
tras as scgumtes:
Chitas ue cores escuras e claras, o COTedo
a 160 rs.
Ditaslargas, francezas, finas, a 240 e 2R>.
Riscados francezesde cores Cxas a 2d0 is.
Cassas de cores, bons pidroes, a 240.
Brira delinho de quadros, covado, alOi?.
Brim trancado branco de linho niuile Vi-ni la-
a 15000.
Cortes de calcha de mela casemlra a 2Jr.
Ditos de dita de rasemira de cores a f,.
Panno prelo fino a 3> e 43.
Meias de cores, finos, pora homrm, duzit,
800.
Grvalas de seda de cores e pretas a llf.
Sleias branfas linas para senhora a ?$.
Hilas ditas muilo finas a 4$.
Ditas croas finas para homtin a 4$.
Cortes de colletes de gorguro de sed a S?.
Cambraia lisa fina transparente, pera, a -i}1.
Seda prela lavrada para vestido a jlt: c ig.
Cortes de vestido de seda preta lavraa a l(g.
Lencos de chita a 100 rs.
Laa de quadros para vestido, covado, a LO.
Peitos para camisa, um, 20.
Chita franceza moderna, tingindoseda, cevaco
a 400 rs.
Entremeios bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora 9 C-iO rs.
Ditas bordadas tinas a 2g00.
Toalhas de linho para mesa a 2JJ e 4J).
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pesclo de Sfr.l fif a
Vestidos brancos bordados para bnrtisar iriiti-
as a 5cl)00.
Corles decalca de casemira preta a 6).
Chales de merino com franja de seda ;, T?i
Cortes de calca de riscado de quadros a 800 rs.
Merino verde para vesiido de montati, cova-
10.15280.
Leucos brancos de cambraia. a duzia. S.
^ i^J" Recebeu-se novo sorlimcnlo de fi
4* boumus bedouines para sabida de Ihea- j
-:f tro na
Os PRIMEMOS DLfUUATlVOS.
Loja de marmore, i
Pateo de S. Pedro n. 6, arma-
zem de gneros seceos o
utolhados.
Botica central homcopatliica
Do
rano 1
8 DR. SABISO 0, L-
^ Novos medicamcnloshomeopsthicos en-
g viadosi'auropa pelo Dr. Sabino/ q
q Esles medicamantos preparados espe-q
^ cialmente segundo es necessidodes da lio- *
j^ meopail.ia no Itrasil, vndese pelos pre-
v.* Sos con:t'cidos na bolica central horneo-
^ palhica, rua de Sanio Amaro Mundo No- *t
v)n 1
Aluga se um sitio grande COm
excellente casa de vivencia, com todas
commodiriadcs para familia, no lugar
da Ca*"a Forte : a tratar coni ospre-
prietanos, N.O. BU ber & C.
agencia dos tabrivanies america-
nos Grouver & Itaker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
lahnaCoii & rua da Sonzala Nova n. 52
^> O Dr. Gcsanova pode ser procurado a $
!5 qualquer hora em seu consultorio homco- ;
pathCO em Pernambuco
30RUA DAS CRU7.ES30
ir* No mesmo consultorio arha-se sempre
^ grande sortmento de medicamenlus em |
'Untaras e glbulos, os mais novos c bem cg
preparados, os elementos de homeonalhia K
i\s\ mso-tRASLiimu
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRA tendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e exccllenles ac-
commodaeocs para muito maior numero de hos-
pedesde novo se reeommenda ao favor e lem-
branea dos seus amigos e dosSrs. viajantes que
visitera e-sta eapjtal; continua a prestar-lhesseus
servieose bons ofQcios guiando-os em todas as
cousas que precisen! conhecimento pratico do
paiz, etc.: alrn do portKguez e do nelez falla-se
na casa o hesnanhol e francez.
Quera tiver utn sitio peito ou
longe desta cidade, cora tanto que tenha
casa de vivends, arvores de fructo e fi-l
que prximo ao baulio salgado, tempe-i
rado ou doce e o queira afufar diii-
jt-se ao lar^o do Terco casa t i rea nu-
mero 33.
Todas as molestias tem urna tendencia de im-
pur.'za dosanguc, seja machucadura mais insig-
nificante, c que cause urna dor de que pouco
caso se faz, Guantas enfnmidades mortaes rc-
sulldJ de contusoes, tiros. Cacadas, quedas, etc.
etc. Para livrar de qualquer man resultado dc-
ve-sc lomar logo pie se poder 3 a 6 pilulas n.
2 ; possadas 3 horas a mesma dse das de n. 1,
repetir cada 12 horas da mesma maneira, pelo
lempo de 30 he-ras. Vcjam este exemplo que
abaixo segu.
Na noite de Sania Cruz dcsle anno fui alirado
! com um liro de pistola, a baila cnlrou-me no pei-
(o esquerdo ahavesfando-o ; applicaram-me as
pilulas patthstanat, deitei sangue por cima e
por baixo, egracasa estas milagrosas pilulas sal-
vei-n e da moile que deveria levar-me a se-
pultura. Ercguczia da Culi 11 de agosto de 1859
Joaquim Rodrigues.
Depositario c correspondente, na rua do Parlo
n. 119, no Rio de Janeiro.
1 Conslant, |
alfaiate de Paiis, tendo transferido a sua @
0 residencia para a rua do Imperador n. 42, $gi
@ ruga a todos os seus antigos freguezes ea 4'
i @ todas as pessoas em geral, que o quizerem *
g.i honrar com a sua freeuezia que hajam de *
j; o procurar d'ora em dianle na dita casa. G S
g uesmo aonuncia que prepara vestidos a S
^ arrazonas para senhoras moularem a ca- S
# vallo. S
Aluga-se na povoaco de Beberibe, no ca-
minho qua vai para o porto da madeira un, grao
( de sitio com baixa paracapini e baslonle terreno
, para plantario, com rio no fundo, grande casa de
Ivivenda, com estribada e cocheira para um car-
| ro : para o ajuste dirija-se rua da Sledade n.
29, defronle do Jardina, ou na rua deS. Francis-
co n. 21.
Augusta Carolina da Silva subdita portu-
gueza relira-se para o Rio de Janeiro.
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapassero acompanhadas das competentes explcales e tambera de todos os accesso-
nos para a collocacao dolas.
Consultas a todas as pessoas que a dignarem honrar cora a sua confianca, em seu escripto-
Jio, que se achara aborto lodosos dios, sem exceprao, das 9 horas da rnanbaa s 2 da tarde
||9 Rua do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
Vende-se noto novo estabelecimento sacros
cora farelo do Lisboa, farinha de niandicca, nal*
lito, fi'ijao mulHiuiho e prelo, gomma de mandio-
ca, arroz de casca e dito do Maranho de supe-
rior qualidade, doce da casca da guiaba, rinho do
Perto em garrafa do mclhor que iido lian r no
mercado, manteiga ingleza e franceza, banha do
porco emlatas, bolachinbas de soda de todas >s
qualidadea, cerveja preta e branca da melkor
marca, queijos Ilamengos frescaes, conservas in-
glesas e os mais gneros que se venden) poi mi u s
prer;o do que se vende em outra qualquer parto.
^ Recebeu-se novo surtimenio de vest- 3
(B dos de cores, de moiraniiquc e gro-fne na
S>
Loja de liiiiriuore.
@ O Dr. Azevedo Pcdra, ha pouco che-
gado nesta capital, faz scienle ao respei-
(j> tavcl publico que acha-se prompto a qual-
quer hora em sua residencia rua da Im-
-J peralriz, sobrado n. 88, segundo andar,
prestar os recursos de sua profisso ; na
@ mesma casa d consultas gratis aos po-
k brea.
O Sr. thesoureiro das Loteras manda fazer pu-
blico que-se .11I1.1 m venda todos os dias no es-
criptorio das mesmas loteras na rua do Impera-
dor n. 30, e na casa commissionacia pelo mesmo
Sr. Ihesoureiro na prar;a da indepencia ns. 14 e
1*3, das 8 hor3 da manha s 6 da tarde, os bi-
Il.tlese meios da ultima parle da primeira e pri-
meira da segunda lotera do thealro de Sania
Isabel cujas rodas devcrJJo andar mprelervcl-
meiile no dia 2b a agosto do correnle anno.
Tbesourara das lelerias 11 de agosto de 1SG0
O escao. J. M. da Cruz.
SOCIEDADE
1XSTITIT0 PI E LITTEtURIO
Domingo 26 do correte, s 10 horas da ma-
nha, no lugar do coslume, haver sessao do
conselho director, depois da qual passar a func-
rionar a assemb'ea geral.
Secretaria do Instituto Pi e Lilterario 21 de
agosto de 1860.
Altiuho Rodrigues Pmenla,
1. secretario.
Alguma senhora branca, viuva, de bons
coslumes, sem familia, que queira morar em
companhia do outra solleira, pagando a quarta
parte do aluguel da casa, dirija-se Pora de
Portas, rua do Pilar n. 15.
Precisa-se alugar una escrava para casa de
piuca familia : na pra^a da Independencia n.
38 se dir quem a pretende.
= Evaristo Mendes da Cunta Azevedo, tendo
sido nomeado sgenlc de ltilcs pelo integro tri-
bunal do commercio, faz scienle ao publico as-
sim como ao respeilavel corpd do commercio e
a seus amigos que o aeharao sempre disposto a
excrceras funecoes de seu cargo coro energa e
selo, podendo ser procurado na rua do Vigario
n. 22 lodosos dias das 8 horas do dia s C da
tarde.
Dectara-se que o annuncio do casal do fi-
nado Caelano Pereira Goncalves da Cunha, nio
se entende com os Srs. oficiaes da secretaria do
governo quepediram aexplicagao do mesmo an-
nuncio, adverte-se porm que s se concede 3
dias parase declarar o nome do devedor, seo
mesmo no salisfizer seu debito.
Aluga-se urna casa situada no beceo do
Espiubeiro, nos Affictos, acabada de pouco, com
duas salas, tres quartos e co.-inha fora, quintal
com alguns arvoredos de fructo e cacimba d'agua
de beber: quem pretender dirija-se rua do Vi-
gario n. 11 uu a estrada dos Allliclos sitio do Sr.
major Ailuncs.
= A.senhora que passou urna procuracao ha
annos ao ranjor Joo I.eito Turres Gallnd, para
receber urna mulata que linha fgida e querendo
saber dessa muala falle na rua do Crespo loja
n. 16. '
Precisa-se alugar o comprar um bilhar:
quem o liver dirija-se ru* do Queimado n. 30,
que achara com quem tratar.
No becco da Bomban. 30, cosinha-se para
foja cora aceio e limpeza e manda-so janlares
aquellas pessoas que encommendar.
Gravador e dou-
Compras.
Compram-se 2 libras de banha de robra
cascavel, paga-se bem : na rua Direita n. 66.
Compra-se ura oratorio de Jacaranda, mo-
derno, de Iros fsces, envidracado, de 4 palmos
pouco mais ou menos de altura", sendo obra mu
perfeita. Tambero se compra un selim para se-
nhora, de boa qualidade, que esteja em bom uso :
quem pretender dirija-se a rua Nova, loja do
marmore.
Precisase comprar urna escrava mora, sen-
do de bonita figura que saiba engommar ou mesmo
com algum principio: a pessoa que a liver e a
quizer vender leve-a A rua dos Pires em casa de
Vicente de Paula Oliveira Villas Boas ou rua
| do Cabug loja de joias 11. 7 A
i Compram-se moedas de 011ro de 5?, 10j> o
;20# : na rua Nova n. 23, esquina da ctmboa ap
Carmo.
Escravos flor.
'^s*
sS
Vendas.
Novo sor Lmenlo
de camisas nglezas na loja
de Goes & Basto.
O novo sortimento das acosturuad;,s
camisas nglezas, peito de linho e pre-
gas largas, sao mais linas e de melhoies
gostos a 58# a duzia, barato.
wtagmmm mm-mmtmwm
32 Recebeu-se novo sorlimcnlo de boni- ^
Loja de marmore.
Fumo de Garanhuns.
Vende-se as Cinco Pontos, casa do rancho
n. 142.
Vende-se ura molequinho de bonita figura
e mu sadio, de dado 7 annos, pouco mois ou
; menos, proprio para aprender qualquer officio :
, na rua da Mangueira, casa n 11, na Boa-Vista.
2 esrravas de 16 annos, engommadt-ims insig-
nes, t dila deidide 28 annos, ptima coziiiheira
por 900$, 1 moldiue de dade 2'.' annos, 1 mi,la-
urino de 12 anuos por 900$, 1 escravo para en-
genho por 900$, 1 muhliuho alfaialr. e boni 1 na-
do, de 18 annos, 1 negra de 40 anuos por 350J .
na rua do Agoas Verdes n. 46.
Recfbeu-sc novo soimenlo de cha-
% pos de seda e palha da Italia para se- '<$
^ nhoras na ~M
I Loja de marmore. ^
Vendem-se
saceos com boa faiinl 1 de mandioca a 4:500 ca-
da um, dilos ,!,> Parlo com fr-ijo preto, air;,u-l-
lo e vermelh.i a 14$, 19 e 93, cal re Lisboa en
barris a 4$, dila aos alqueires a 1SC0O : na rua
do Bruin n. 18 e 66, armazem de assucar.
: ^ Recebeu se novo soriimenio de bull- jfflD
; O tos bordados e enfetes para senhoras ni Ws
Loja de marmore. i
Allenco.
pas-
os G
en >r
1 c-na
por
o de
s do
goa-
e SO
- m
rador.
FUN
1 111
Rua do Brum (passando o chafariz.)
No de potito (Leste es ta\e\c cimento sempre \\a grande sortimento de me
enanismo nara os engenhos de assncar a saner:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, ;conomicas de combustivel, e def-aclimoassento;
Rodas d'agua de ierro com cubos le madeira largas, leves, fortes, e bem balaceadas;
Cannos de ferro, e portas d'aguaoara ditas, e serrilhas para rodas de madeira*;
Moendas inteira com virgecs muito fortes, e convenientes ;
Meia moendas com rodetasmotoras >ara agua, ca vatios, oubois, acunhadas em aguilhOes dtaz ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares e bicas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornalhas ;
Alambiques deferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
BoJetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos oi-bois ;
Aguilhoes, bronzes e parafusos, arados, eixos e odas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D. W.Bowman confia que os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o hooram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
raais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assun como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podero necessilar.
jei.w&Bmmm
Hecebeu-se novo sortimento de pele-
rines e enfetes Clotilde na
l*oJa de mor more.
Grava-se e doura-se^m marmore leltras pro- /^ _^_ __ 1 i
prias para calacumbaou tmulo a 100 rs. 1,1 I a I ,A 11 I l S (\ P iPPPrt la^
urna, o annunciante aprsenla seus trobaihos V>^
nos tmulos do Illms. Srs. Vrraes, Dr. Aguior,
Guerra, Tasso e em oulros mais rua da Caita
d'Agua n. 52.
Alugam-se 5 prelos proprios para todo
o servido aqui na cidade, sendo annualmeute :
quera precisar dirija-se a rua do Imperador n.
39, entrada pelo becco do botequim do Paira,
seguido andar, das 6 as 9 horas da mauhaa ou
na preca dn Corpo Santo escriptorio n. 5, das 9
s 4 da lardo.
patente.
Guarda livros.
Pessoa habilitada a ejercer este cargo, pro-
poern-se a tomar ennta de qualquer escriptura^io
aja qual fr o est.nlo em que se eche, e por
qualquer dus systemas usados. Quem precizar
dHija-se para iuormacoes a rua da Cadeia do
Recilie n. 60.
i O abaixo assignado estando a fazer in- #
9 ventario por noria de sua mulher pede a &
@ quem se julgar credor de seu casal, que
@ aprsente suas contas c aos que sao seus
devedoresque venham saldar as suas. @
# Fnncisco Gomes de Mallos Jnior. t
@&@ S1@@@
Caixeiro.
Precisa-se de um menino para ir ser caixeiro no
mato perto desta praca : quem liver, dirija-se a
rua do Queimado n. 39, loja de fazendac.
Lembranca.
O Sr. Francisco Augusto do Amaral, carrocei-
ro, morador em Santo Amaro, e o Sr. Jos An-
tonio Raposo, lambern carrocero, morador na
Sledade, queiram ambos vir rua do Codorniz
n. 18, a negocio de seu interesse, islo uestes 3
das, Ondosos quaes nao vindo sero vexados
em suas casas. Recife 23 de agosto de 1860.
0 abaixo assignado como se acha bastante
doenie, e quer tratar de sua saude, motivo que
vende a taberna: quem pretender compra-la, di-
rija-se A mesrpa, no pateo de S. Jos n 51.
Manoel Ignacio de Anuda.
Na loja de ferragenj de Thomaz Fernjndes da
Cunha, na rua da Cadeia n. 46, vcndm-so as
mais perfeilas camas do ferro de duas cabeceiras
para casal, etambem para solleiros, de diversas
larguras, seu preco o mais commodo possvel.
Veodem-se tres bois para carro, muilo
mansos e gordos : a tratar na rua da Sledade
numero 46.
Vende-so um bonilo cavallo, novo, bom
andador de sella c cabriole!: na rua da Impe-
raliz n. 17.
Vende-se a laberna da rua de Santo Amaro
n. 28, bem afregue/ada para a trra, por seu do-
no retirarse para fora da provincia a tratar de
sua saude ; qnera pretender, procure na mesma,
que ha de adiar com quem tratar.
Vonde-so um casal de escravos, sendo o
prelo do Angola de dade de 39 annos, e a cabra
de idade de 32 annos ; vendem-se por preco
commodo, na roa Direita n. 3.
Vende-se um siiio na Passagem da Magda-
lena, margena do Capibaribe, com urna grande
casa toda murada, eora^eaes, mutes arvores do
diversos fruclos : a tratar com Joo Manoel Ro-
drigues Valenca, no mesmo lugar.
Vende-se urna casa terrea em chao proprio.
no pateo do Terco n. 22 : quem pretender, din-
ja-se mesma para tratar.
Vende-se urna assignatura de cadeira para
o resto das representar oes lyricas : na rua do
Trapiche n. 18, escriptorio.
Vende-se urna prela quitandeira de meia
idade. que paga 640 rs. por dia : quem a preten-
der, dirija-se a rua do Passeio Publico n. 7.
Charutos
manilha.
A 701(000 o milheiro e a 8g000 o cento: no
Bazar Pernambucauo, rua largado Rosario o. 30
Na padarii da rua das Cinco Pontos n. 38
sando o beco do Marisco, tem pao quenie
horas da maiiha tudos os dias o mais sup
do que emoulra qualquer parle, fabricado
as mclhores brinhas possiveis e fabricado
I um perito padeiro chegado ha pouco do II1
{ Janeiro; assim como tambem massas lin-
I diTerenles qualidades, lano doces corno ;
dase bolachas miudinhas propriaspara cha
aprompta qualquer encommenda que se faga
promptidao.
mmmgmsm & sQseMeneiiei
Recebeu se novo sorlimeulo de buru
tos braceletes de sandado na
Loja de marmore.
mmmmm mmwa &#
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ru larga
do Rosario n. 36, vende os seguinte medica-
mentos:
Rob L'Affectenr.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Snnds.
Vermfugo inglez.
-Tarop do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway,
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, do oocef c
12hbras *
Assimcomotem um grande sortirnenlo le '-
pe para forro de sala, o qual veude a r ocho
prer,o
v Recebeu -se novo sortimento de beni- SE
Loia de marmore.
Suissos.
Em casade Schaflellin AC, rua da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sortimento r'
relogios ae algibeira horisontaes.palerilis.elro-
nometros, meios chronometros, de ourn/prata
dourada efolheadosa ouro, sendo cstr-s relo|iioa
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
doro por precos razoaveis.
Recebeu-se novo sortimento de vesi-
IjP dos para noiva na
j Loja de marmore. ^
VenJem-e libras stei linio, i iu
casa deN. O. Beber& C. : rua da Cru*
n. 4.


.
(6)
DIARIO DE PERIUMBUCO. SABBADO 85 J>E AGOSTO DE 1860.
e
23
Fazendas finas
roupa feita.
Augusto & Perdigao.
Com loj-i na ra da Cadcia do Recite n.
venJ".ni e dao amostras as seguintes fazendas:
Cortes de vestidos de seda prolos e de cores
Corles de ditos de barego, de tarlatana e de gaze
de seda.
Cambraias de cores, brancas o organdys.
An jniiilias para saias, saias balo, de clina, uia-
dapulai e bordadas.
LnCOS d" labyrintlio do Aracaty e francezes.
Chapeos amazonas de palha e de seda para se-
nil.iras e meninas.
Entalles de troco, de vidrilho e de flores.
Penles de tartaruga, imoeratriz e outros gostos.
Manguitos e gollas, ponto inglez, francez e mis-
Maga.
Vestuarios de fusto, de l o de seda para
enanca.
Mitnletes, taimas e pelerinas de differcnlos qua-
lidades.
Crales de louiim, de merino e de l de ponta
redonda.
l.uvas de pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de blond, mantas de dito, capellas e
flores solas.
Siiiiui jes, camisas de liuho e esparlilhos para
enflora.
Perfumeras finas, suboneles e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas e palelots de panno preto
e Je cor.
Palelots de alpaca, de seda e de linho.
Cilcis .le casemira de cor, pretas e de brim
Cainitas de maiapoli), c linho inglez e de laa.
Seroulas de linho o de mcia.
Halas, saceos, apelrcixos para viagem.
Chancas pira invern, botinas do Mcli e outros
fabricantes.
Chapeos do Chyli. de massa e de Miro para ho-
in.' m.
Charutos manilha, liavana, Rio de Janeiro e
Balita.
Muito baratas.
e fixas covado
menina c senhora a
Ch las fraacezas padres escuros
2 O e 280 rs.
Golliuhas de linho para
OO e 1.
Penles de tartaruga a mperatriz de 10# a 15$
Ci misas de fusto, ditas de madapolao para ho-
iii mu e meninos a 2.
Cortas de casemira ingleses s iperior com qua-
drinhos a f?500 e 5*.
Saias de madapolao o mussclina para senhoras
e meninas a 4?500 e 5f.
\)<: tolas oslas fazendas existem pequeaspor-
ees e so vende por estes baixo preco para aca-
ba r-se.
CAL UK USBUA,
nova e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recife n. 38, primeiro andar
*- No sobrado defronle do chafariz da Soleua-
de ha para vender 300 espanadores de differen-
tes lamanhos e boa obra.
Cheguem
as fazendas baratas na ra
do Queimado n. 51, que se
vende por todo preco para
acabar.
Como sejam : chitas francezas escuras a 240
rs.. ditas inglezas muilo finas a 200, 180, 160,
120 e 100 rs., cassas de cores Qxas a 2(0 rs.,
ditas a 200 rs., colletes de fuslao a 160 rs., gr-
valas de seda a ljj e 500 rs., pecas de madapo-
lao finos a 2^500 rs. dito 2$, duzias de colari-
nhos muito fino a 640 rs., cortes de brim do li-
nho a 1^500 rs., finalmente ha mnila pechincha
sendo a dinheiro para liquidar e nao se pode
mostrar as fazendas por nao se poder ser muilo
extenso, cheguem a toja que est com a tabo-
lelado liquidacao
Cheguem ao barato
O P regui.;a est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Te;as de brelanha de rolo com 10 varas a
2?, casemira escura infestada propria para cai-
fa, collete e palitots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muilo bom goslo a 480 rs. a vara,
dita liza transparente rauto fina a 35>, 4$, B9,
e 6?? a pe$a, dita lapada, cora 10 varas a 5$ e
6$ a peca, chitas largas de molernos e escollados
padroes a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a 7}e 85?,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 95 caj.i um, ditos com urna s pal-
ma, muito finos a 85500, ditos lizos com fran-
jas de seda 3 5$, lencos de cassa com barra a
100, 120e 160 cida um, meias muilo finas pa-
ra senhora a 45? a duzia, Hitas de boa qualidade
a 3v e 3#500 a duzia, chitas francezas de ricos !
desenhos, para coberl* a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 59900 a poja, o a ltO rs.
o covado, brim bronco de puro linho a 19,
19200 e I $600 a vara, dito proto muilo encor-
pado a ISP500 a vara, brilhaniina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de di Serenes cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretas finas a 2S500, 3$ e
39600 o covado, cambria preta e desalpicos a
500 rs. a vara, e oulras muias fazendas que se
far palenle ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
Loja miiiaezas na r
DireiaN. 85, ondetem
o lampeao do yaz,
AdemiraH
A 8$ o corte
de bareje de laa e seda com fnlhos e de lindos
gostos para acabar : na loja de Antonio Luiz dos
Santos & Rolim, na ra do Crespo n. 13.
Milho e farelo.
Vende-se na travessa do pateo do Paraizo n.
16, casa pintada deamarcllo.
Tachas para engento
Fundico de ferro e bronze
DI
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz econcerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Vende-se um arreio para cabriolct, cm
meio uso : no caes do Ramos n. 10.
Vende-se um escravo de meia idade. ro-
busto, de boa conducta, bom para qualquer ser-
vico de casa ou campo ; na praca da Boa-Vista,
botica n. 22.
Arcos para pipa a 5$ a roda, gra-
sa em bexigas, sebo em pes e rama
proprio para sabao e para composico
de velas de carnauba : na ra do Brum
n. 16.
jAos Srs. ourivesl
? Na ra larga do Rosario n. 24 acha-se
a venda ura sorlimenlo completo ultmi-
mentechegado de Pars, de ferramenlas
/ para o trabalho de ourives, as melhores
que teem apparecido no mercado.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na pra$a do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo goslo, recenlimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres.
muito oroorios oara este clima.
Arados americanos e machinas
par a lavar roupa : em casa de S. P. Jo-
linston & C. ra da Senzalan. 42.
PotassadaRussia
E GAL-DE LISBOA.
No bem conhecfdo e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de uperior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo sor Drecos muito
razoaveis
mtsmwimi ds?3$ sssesiessag
GRA>DE SORTIMENTO
DE
NA
e armazem
DE
Grande pechincha.
Para acabar.
Covado a 200, e 200 rs.
No armazem da ra do Queimado n. 19, ven-
de-se chita franceza flua, cores lixas, a 200 rs. o
covado, cambraia miudinha a 200 rs. o covado;
por a fazenda ser muilo barata nao se dao amos-
tras ; venham antes que se acabem.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos doafimado fabrican-i
te Traumann de Ham burgo.
'Fazendas e obras filasj
L*o ja
IGcs&BastoJ
Na ra do Queiinad ) n.
4G, frente amarella.
Grande e variado sortimento de sobre-
casacas e casa cas de pannos finos pretos
o de cores a 2Sj. 30$ e 35;?. paletots dos
mesmos pannos pretos e de cores a 28$,
203 223 e 255, ditos de casemira mescla-
dos desuperioi gosto a 16$ e 18j, ditos
das mesmas casemiras saceos modelo
inglez IOS, 12}, 14 e 15. ditos de al-
paca preta fina saceos a 43, ditos sobre-
casa tambem de alpaca a 73,83 c 9-3, di-
tos de merino selim a IO3, ditos de me-
rino de cordo a 9j, calcas pretas das
mesmas fazendas a 53 e 6$, colletes pa-
ra luto da mesraa fazpndj, paletots de
J brim trancado a 53, ditos pardos e de
sal fustn a 4 e 53, calcas de casemira de
[Y* cor e pretas a 7-3, 83", 93 e 103, d'tos das
$g mesmas casemiras para menino 3 6S, 7-3
REMEDIO MCOilPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos de,todas as nacoes po-
dem testemunharas virtudes desle remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprea-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascur maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitosannos ; e a maior parte
della sao tao sor prndenles que admiran; os
medico mais celebres. Quantas pessoas reco_
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputacol Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submelterem essa operaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfuso de seu recouhecimento declararam es
'e resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, alim de mais autenti-
caren! sua firmativa.
Ninguem desesperada do estsdo de saude sa
'ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mcntrataloqueDecessitassea natureza dom&i,
cujo resultado seria prova rinconlestavelmente .
Que tudocura.
O ungento e ntil, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Alporcas
Caimbras
Callos.
ance res.
Cortaduras.
Dores de eabeca.
das costas.
dos membros.
Lu'ermidades da cutis
emgeral.
Ditas doanus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Pistulasno abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escldalas.
Inchacoes
Inflammacao doflgado.
Iuflammagao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que soja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do (gado.
dasarticulages.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoac
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, liavana e Ilespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha conlein
urna instruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22. em Per-
nambuao.
DE
Neste armazem de molhados con-
tinua-se a vender os seguintes gneros abaixo mencianados de superiores qua:idades mais barato
do que em oulra quilquer parle, por serem a maior parle delles recebidos em direitnra or cont
dos proprtclarios. r
ManteVga inglexa e raneexa
perfeilaueiile flora mais nova que tem viudo ao mercado de GiO 3 800 rs. a libra cm barril
se fara algum abalimenlo.
Queijos Vamengos
muito novos recentemente chegados no ultimo vapor da Europa de 1S700 a 3-3 ea vista do gasto
1:1-50 bandejas linas a lej, IJzOO, 1;5K), 2j,
2; i 11, 2600, 2800, 3|20O, 4j)e 5g, bengalas de
caun linas a 23 e 10500, grvalas pmtas de se-
i'" 1 I:-'1, ditas de cores a 19, alfineles em
caixinhas muito finos a 200 e280 rs., fitas pro-
P 1. para enfeiles de vestido do seda a 400, 500
1 > -. i vara, franjas de seda de cores a 320,
5 1). 6 'O c 8!)D rs. a vara, luvas de fio de cores
vira homem, brancas, a 640, ditas de cores a 640,
ditas de se la enfeitadas par. senlnra a 2, en-
feiles -I" trancas de velludo dos mais modernos
q 1 1.4 para senhora 1 B#500, dilos do filas de
sadi 1351)0, ditos para meninas do trancad.?
a I; 110. (iias de fita .le seda a 43, luvas
'1 ;J 1 :i ira homem a 10, lesouras para unhas
fin i< a i.) rs., ditas para costura a 1, clcheles
b)i Udiulios a \1', es'ovas para cabello a 1-3.
ditas pua roupa 3 l$z00, trancas do caracol de
linlm, pega grande, a 280, meis cruas para ho-
m n o Z9i )l. lilas a 4$80J o 5?, ditas brancas
a 23i ) ij2)J, d.l is finas do cores a 25$,l0, di-
r neniaos, d,-cores s 2?G0O, ditas finas [ que o freguez lizer se far mais algum abalimenlo.
is de mninos a 3$S00, ditas para menina* 1 v____
1 -i 1 a duzia, bolesde seda para casaveque
.1 !.! 1.1 du/.i.i, tuna de- carmizin fina a *i00 rs.,
1 le metal principe paraassnear a 400 rs.,
ditas para cha a SJ'J rs. a duzia, linleiros e ariei-
ros fi 1 is a 1$, caixinhas du papel sorlidas em
o 'es 1 I9, ditos de qiiaJrinhos a 800 rs laa pa-
r 1 ii >r 1 ir a mais lina que ha a 7j500 a libra, aia-
ca I iros ch ilos de algouao a 00 rs., ditos rolicos a
1i.i-, peales d(! borracha para bichos a 4(0,
d iis tMvess'is para meninas a 610, diios de bu-
iii" para bichos t 81), ditos para alisar a
S rs ditos >le borracha para alisar a OOOrs.,
boto--* la --i a iO, daos de louca brancos a
1 i i; s 'i'1 c ires a 160, botoes de madreperola
Diu 1 ">ii 1 rs a ro/.a, li.elas para calcas a IOi
rs c ixinhss de oapol de cor a SOJ rs., caixas de
Obreia da col 1 a 10J rs. linhas de peso a 120,
d.iis 'I" cabega encmala a 120, fitas lavradas
d i I irgura de 5 dedos com pintas de mofo a 320
a vara, d.> seda a 120, 200, 320, 400 e 600 rs. a vara,
briu ii.'d is para meninos, do diversas quada-
d'-. m lis barato que em oulra qualquer parte,
li 1 tecas de camurca a 500 rs., ditas de chouro a
410. 500, 800, I95OO o 23
Vende-so um terreno proprio com 318 pul-
ir is de fenle, na ra Imperial, com mais d.
1,109 palmos de fundo, e existe mais anda 150
pilinos de marinha, laJo da mar peque ia, com
tolas as proporges para ama giande olaria ou
um l'O'ii sitio, para qualquer oiificacao, tom j.i
urna carnboa para entrada dos mlcruies ; os
li 'f 11 lentes dirljam-se a ra da Concordia, so-
brad > 11. 37, que alii acharao com qnem tratar,
das 3 horas as 0 da manhaa.
cu
Vende se por mdico preco, urna mesa ve-
din la ilejacaranda.com lampo" de marmore : na
ra da Praia n. 47, lypographia da Ordem.
Attencflo.
Vende-se na ra do Tr.rpieho Novo n. 11, cr-
mazem de Andrade deAlem Porto, carne de por-
1 americana, dita de vacca, por diminuios pre-
ciis, itii barris de 200 libras a 309 o barril, e
urna grande porcio do cobre velho composico e
ca.Ibis d' cobre, ama porco de bronze Ira-
ve o grande porco de laboad 1 de pinho e de
carvalho, tuda so vende por lodo prego para aca-
b ir, por oslar liquidando o seu negocio, e igual-
mente vnoos de diversas cualidades e oulros
renilos gneros.
Para colchoes.
Aioalliado de linho pardo proprio para col-
c'i's : vende-se na ra da Cadeia do Recife n,
43. loja de Leile & IrmAo.
BorzeguQS para senhora
a tres mil rs.
Anda existe um rosto dos borzeguins para se-
nhora sem defeilo ou avaria alguma a 33 o par :
na rui da Cadeia do Recife n. 48, loja de Leite
& I--.R.IO.
Brim prelo.
os mais novos que existem no mercado a 1 a libra, em porco se far abatimento.
A.meixas francezas
ata latas de 1 112 libra por 13500 rs., e em campoteiras de vidro conlendo cada urna 3
por 3ji).
Mustarda ingleza e franceza
em frascos a.60 rs. e em potes franceza a 800 rs. cada um.
Ver&aAeiros gos de comadre
a caixionasd S libras elegantemeate enfeitadas proprias para mimo a lgdOO rs.
BolacYiliilia ingleza
a mais nova que ha no mercado a 210 rs. a libra e eoi barrica com 1 arroba por 43.
Votes vidrados
de 1 a 3 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a I5OOO rs. cada um
xVuiendoas confeitadas proprias para sorles
de S f oao
a lg a libra c em frasquinhos, contendo 1 1[2 libra por 2j.
C\v prelo, \iyson e perola
os meliiorcs que ha neste mercado de ljCOO, 29 e 2j500 a libra.
Macas cn\ caixiuuas de 8 libras
contendo cada urna differentes qualidades a 4^500.
Vaiilos de dentes licuados
em molhos com 20 macionos cada um por 200 rs.
Ti^olo francez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
em latas e em frascos de differentes quilidades.
Presnntos, cnourinas e paios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
la tas de bolaclvinna de soda
de differentes qualidades a 1#600 em porcao se far algum abatimento.
Tambem vendem-se os seguintes gneros ludo recentemente el egado e de unerio
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muilo nova, marmelada do mais afamado fa-
8> e 85, ditos de brim para hornera a 39,
M 3J500, |g e 5$, dilos brancos linos a 59,
5* 6! e 7-3, ditus de meia casemira a 4ft e
|e 5J, colletes de casemiras prela e de co-
K res a 53, e 63, ditos de gorgurao de seda
m brancos e de cores a 5j e 6g, ditos de
m velludo preto e de cores a 93 e 103, ditos
de brim branco e de cor a 39, 3g500 e43,
palitots de panno fino para menino a
H 153, 163 e 183, ditos de casemira do cor
a> a 73, 83 e 93, dilos de alpaca a 33e3g500,
gj sobrecasacas de alpaca tambem pa.-a me- ^|
W nio a 53 e 6-3, camisas para os mesmos ^
a5 de cores o brancas a duzia 15$, I63 e 203, f>
^ meias cruesc pintadas para menino de O
O todos os tamanhoS, caigas de brim para SS
| os mesmos a 13500 e39, colarinho de li- ^
^ nho a 69000 a duzia, toalhas de linho pa- S
^C ra maos a 900 rs. cada urna, casaveques S
^ de cambraia muilo fina e modernos pelo jj
^ diminuto pierdo de 12.J, chapeos com abas ^
S de lustre a 5-3, camisas para homem de ff
w todas as qualidades, seroulas para ho- g
K mem a I69. 20 e 259 a duzia, veslimen- C
im tas para menino de 3 a 8 annos, sendo fe
a calca, jaqueta e coletes ludo por IO9, co- ?
| bertas de fuslao a 69, toalhas de linho *
X pira mesa grande a 7-3 e 83, camisas in-
SObras de
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial,
junto a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja de
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bellosortimenlo de relogios
deouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
variedade de bonitos trancclins para os mesmos.
irito de vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
ros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas na ra larga do Rosario n. 36.
Ra daSenzala Novan. 42
Vende-se em casa de S.P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhoes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente imdezes
ouro c rala.
. ferrageos n. 37, ha urna grande porrSo defolhas
tlDra de zinco, j preparada para telhados, c
minuto preco de 140 rs. a libra
e pelo di-
Vendem-se essencias para tirar nndoas de
gordura,cfra, etc., ele, em panos de lia, sedas,
sem alterar a cor nem o tecido : na loja de ca-
bos, no largo do Corpo Sanio n. 21, esquina da
ra do Encantamento.
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilos paracamisas.
Biscoutos.
Emcasa de Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
33) Acha-so a venda por precos commodos S.
3j3 um completo sorlimenlo chegado de Pa- gR
qp rs o Porto, de obras de ouro do lei e ,*
Jg prala de ludas as qualidades de gostos os if
mas modernos e hbilmente fabricadas : r
no eslabelecimento de Francisco Gomes W
t de Mallos Jnior, ra larga do Rosario $f>
genuino.
Acaba de chegar desle superior vinho em an-
corelas de 10.", que serve at para doenles por
nao ter mislura alguma, e proprio para casas
particulares : na ra do Vigario n. 19, primeiro
andar.
CASA
COMMISSO
OE
louas muilo novas, banha deporco reQnada e outros muito gneros que encontrarlo tendentes
molhados, por isso promettem os proprietarios venderem por muilo menos do que outro qualauer
prometen) mais tambem servirera aquellas pessoas que mandarem poroutres poucopraticas como
> riessem pessoalmentc ;rogam tambem a todos os sonhoresde engenho e senhores lavradores
queiram raandarsuas encommendas no armazem Progresso aue se lhes affi.inQa a boa qualidade e
o acondiciouamenlo
ARM4ZEMDE ROUPA FEITA
481AiSti
Defronle do becco da Congregado letreiro verde.
O m iis suporior brim trancado de linho todo
preto, que lem vindo a este mercado, tanlo em
qiali.laJe como pela seguran ;a da cor : vende-
8e unicamonte na ra da Cadeia do Recife n. 48,
loia de Lei'e & Irmo.
Corles de chita.
Na loja do Leile & Irmo, na ra da Cadeia do
Recifo n. 48, vendem-se cobertas de chita
lidos desenhos a 29 cada urna.
Meias de seda para me-
ninos .
Suneriores meias de seda de peso para moni-
nos de todos os lmannos : vendem Leite & Ir-
mi o, na ra da 'Mein do Reoife n. 4", a 29500
o par
Camas de ferro portuguezas de 15#, 20j e
523: em casa de Julio & Coorado.
Casacas de panno prelo a 309, 359 o 405000
Sobrecasacas de dito dito a 35g000
Paletots de panno de cores a 209, 259,
30fi e 359000
Ditos de casemira de cores a 153 e 228000
Dilos de casemira de cores a 73 e 1290(0
Ditos de alpaca preta golla de velludo a 12SOO0
Ditos do merino setim preto e de cor
a 89 e 9-3000
, Ditos de alpaca de cores a 39500 e 5}009
" Ditos de alpaca preta a 33500, 59. 79 e 99000
Dilos de brim de cores a 39500, 4*500 e 59000
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e 69000
Calcas de casemira preta e de cores a
. 103 e 129000
Ditas de princeza e alpaca de cordao
pretos a 53000
Ditas de brim brinco e de cores a2#500,
4S500 e 59OOO
Ditas de anga de cotes a oWH).,
Ditas de casemira a 650 1
Colletes do velludo deco es muilo fino a
Dilos de casemira bordacos e lisos pre-
tos e de cores a 59, 5*500 e
Dilos de selim preto a
Ditos de casemira a
Ditos de seda branca a 53 e
Ditos de gorgurao de seda a 53 e
Ditos do fuslao brancos e do cores a 33 e
Ditos de brim branco e de cores a 29 e
Seroulas de linho a
Ditas de algodo a I-36OO c
Camisas de peito de fusliio brancas e de
cores a 2*300e
Ditas de peito e punhos de linho muilo
finas a
Ditas de madapolao brancas e de cores
a 1*800, 2* e
Ditas de meia a 1* e
Relos/os de ouro patente e orisontaes
Ditos de prata galvanisados a 25* e
Obras de ouro, aderecos, pnleeiras e ro-
setas
10-;000
6*000
5g0O0
33500
69OOO
63OOO
3*500
29500
29OOO
2*500
53000
29)00
1S600

30*000
I
Camisas inglezas.
As verdadeiras camisas inglezas, peilo de li-
nho e pregas lugas a 389 a duzia : na loja de
Goes & Baslosna ra do Queimado n. 46.
Barato sem igual a 240
o covado.
.aazinhas decores proprias para vestidos a
doze vileos o covado : em casa de Julio & Con-
rado, ra do Queimado n. 48.
Palha de carnauba
ltimamente chegada do Ass, por baralissirao
preco : no largo da Assembla n. 19, armazem
de Anlunes Guimaraes & C.
Milho
novo do Cear, saceos grandes : no largo da As-
sembla n. 19, armazem de Antunes Guimaraes
& Companhia.
Farinhade man-
dioca
de diversas qualidades, enlre ellas urna superioi
paro mesa ; no largo da Assembla n 19, ar-
mazem de Antunes Guimaraes & C.
S inlcrcssa s senhoras.
Chegaram de novo as bellas e desojadas pul-
seirasde coral, finaindo urna cobrinha, encastoa-
das em ouro : has lojas de ourives de Seraphira
& Irmo na ra do Cabug ns. 9 e 11.
Vende-se um cabriolet americano de 4 ro-
das, pinlado de novo, sem arreios, e um cavallo
ptimo para sella ; para ver, na cocheira do Can-
dido na ra do Hospicio, e tratar na ra do Quei-
mado n. 65.
Presin) aliento.
Na praca daBoa-Visa n. 16 A, ha para ven-
der cerveja branca, a melbor que pode haver
neste genero c de bom paladar, garanle-se ao
compradora sua qualidade; vende-se a 320 a
garrafa, o meias a 200 rs ; nao ha pessoa ne-
nhuma que vista da qualidade deixe de com-
prar.
Vendem se 5 travs de louro ser.do 3 de
40 palmos je 2 de 30 : quem precisar diriia-se a
ra da Praia n. 9.
DE ESCRAVOS
NA
Ra larga do Rosario n. 20
segunde andar.
Ncsla casa recebem -so escravos para serem
vendidos por commissao por conta de seus se-
uhores. AAanca-sc o bom tralamento. assim como
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos com promplidao afim de seus se-
nhores nao soffrerem empate na venda delles.
Nesta casa ha serapre para vender escravos do
differentes idades de ambos os sexos, com habili-
dades o sem ellas.
Vende-se a posse de alguns terrenos de
marinha j beneficiados na travesea do Honleiro,
por detraz da ra da Concordia, com 30 palmos
de frenle e 150 de fundo : os pretendenles en-
tendam-se com seu proprietario na ra larga do
Rosario, padaria n. 18, perlo do quartel.
Pechincha em roupa feila por um dos me-
lhores artistas nacionaes, na ra da Imperalriz
n. 60, loja de Gama & Silva : calcas de ganga
franceza muito bem fditas a 2g500;" ditas de brim
de linho a 29500, ditas de dito a 23, colleles de
varias qualidades, palelots de panno fino sobre-
casacos, dilos saceos, dilos de alpaca preta e so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, asquaes se vendem muito em conta.
Grammatica ingle-
za de OlIendorT.
Novo methodopara aprender a Lar,
a cscrever e a fallar nglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os e&tabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (anligo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
BEUffln
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
irndos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
oSuthall Mellor & C.
Sebo e graixa.
Sebo coadoe graixa em bexigas: no armazem
de Tasso Irmos, no caes de Apollo
Na rus da nio, ultima casa do lado es-
querdo (viBdo da roa Formosa) ha urna porcao de
obras de labyrintho vindas do Cear, perfeila-
roente Irabalhadas, as quaes se vendem por ata-
cado com o abate de 10 0i0 sobee os preQos je
bastante mdicos, porque se vendem tambem
retalho.
45-- Ra Direila-45
Esteestabelecimento oflerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... 10#000
Ditos aristocrticos....... 9000
Ditos burguezes........ 7^000
Ditos democrticos...... 6$000
Meio borzeguins patente. C$500
Sapa toes nobreza....... 6{j000
Ditos infantes....., 5,0000
Ditos de bnba (3 1|2 bateras). C$000
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapatos de salto (do tom). C$000
Ditos de petimetre...... 5$000
Ditos bailadnos........ 5$500
Ditos impermeaveis...... 2$500
Senhora.
Borzeguins piimeira classe(sal-
to de quebrar)....... 5$000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). ,..... 4^800
Ditos todos de merino (salto
den6*o)......... 40500
Meninos e meninas.
Sapatoes de lorca. ...... 40Q0
Ditos de arranca........ 3$500
Bozeguns resistencia 4$ e 3#800
Loja do Ramalho
RuaDireitan. 83.
Agulhas francezas o 200 rr. acaixa. grampas a
200 e 400 rs. o maco, colxeles a 60 rs. o cartao
penles para alizar finos a 240 rs. fita para coz a
2*0 rs. a ppQs, dila de linho verdadeiro a 100 rs.
a peca, Ihesouras finas para unhas a 400 rs., ditas
para costura com aro envernizado a 400 rs., ba-
ralhos de cirtas francezas ferro com a beira dou-
rada a 500 rs., pentes para atar cabello a 160 rs.,
penles de macas virados tambem para alar ca-
bellos;! 1S4G0 rs.. oculos de aro de baleia muito
finos a 13 rs., ricas redomas de vidro com py-
ramide c como Cruxificado a 610 rs., linha do
gaz com 48novellos a caixa a 900 rs., escovas
para denles a 160 rs., babado do Porto peca com
30 varas a 23400 rs e vara a 60 e 200 rs.," tran-
cinha de seda propria para enfeilar vestimenta
de menino com viole c lautas varas a 2g rs. a
peca, e vara a 120 rs, ditos de linho com 25 varas
a 1{> rs, a peca, galao de linho a 100 e 120 rs.
a vara, franjas de linho a 140 rs. a vara, penles
linos para tirar piolhosa320 rs., Irancinha de li-
nho de cor a 100 rs. a poca, meias muito finas
Pa"i senhoras a 4j rs. a duzia, ditas aara homens
a 23800 rs. tambem a duzia, papel de differen-
tes cores para os namorados a lj rs. a resma,
meias linas para meninas a 240 rs o par. ditas
P'1" meninos a 200 rs. o par, gollinhas finas a
oOOe 640 rs., ditas de traspasso a 13 rs., man-
quitos muilo finos a 2j rs., c fiadores de linho
para espartilho a 100 rs., colheres de metal para
lirar ossucar a 280 rs., blros pretos de seda a
140, 200,320 e500 rs. a vara de largura de um
palmo, penles de travesea para meninas a 640
rs., bulos para punhos a 200 rs. o par, meias
pretas para senhoras a 280 rs. o par, bicos da
Ilha de dous de'os al 1 1|2 palmos de largura ;
alm desle sorlimenlo lem mais objeclos que se
vendem muilo baratos ; nao se engeita dinheiro.
Pechihcha sem igual.
Ra do Queimado n 51, loja
da liquidacao.
Vendem-se corles de vestidos com 2 e 3 baila-
dos de cambria branca, que j se veuderam a
D500, vende-se hoje a 4>. dilos chegados ulli-
mamenle bordados a maliz muilo finos a 5, di-
tos de duas saias que se vendern! a 10 e 9j, bo-
je vende-se a 79, corles de colleles de gorgurao
muilo finos a 33, ditos a ljOOO, ditos de velludo
muilo bom a 5 e 6$ : cheguem, antes que se
acabem.
Vndese urna escrava de nacao,
quitandeira, para fora da provincia :
para ve la na casa de detencao e para
tratpr na ra na ra de Hortas sobrado
de um andar quasi junto aos Martyrios.
Em casa de Itoroit & C, ra da Cruz do
Recife n. 5, vende-se :
Cabriolis americanos muilo lindos.
Charutos de liavana verdadeiros.
Fumo americano de superior qualidade.
Champagne da prmeira qualidade.
Carne de vacca e de porco cm barris multo
frescas.
Licores de diversas qualidades, como sejam,
Chery, Cordial. Mnit Julap, Bitters Whiskey,
sal a parrilluem frascos grandes.
j'!Ciji o'TiiitJBttftija^fcflQjfcejLBioeBoe"
Seguro contra Fogo
COMPANHIA

S
ora
LONDRES
AGENTES
gC J. Astley & Companhia. I
I--
I
1
para
C
e
i
e
J
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
I Enchadas de ferro.
I Ferro sueco.
g Ac de Trieste.
I Estanho em barra.
I Pregos de composico.
I Brim d vela.
I Agurdente de Franca,
Palhinhapara marcineiro:
g no armazem de C. J. As-I
I tley 4 C. I
*eijao novo.
Vendem-se saceos com feijao novo a 83 o sac-
co : na travessa do pateo do Paraizo n. 16.
>ende-se um boi manso e gordo, proprio
para trabalharem carroca : no corredor do Bispo
sitio ao vollar para o Campo Verde.
Em casa de Mills Latham & C,
ra da Cadeia do Kecife n. 52, ven-
de-se :
Vinho Xerez e Porto enearra fados de
superior qualidade. ,
Meias finas de algodo para senhoras e
homens.
Tinta preparada oleo (em latas.)
.Sulfato de ferro.
Lona ingleza.
Pedra ume.
Azareao.
Alvaiade,
Sal tnaigo.
'. \

ILEGVEL
- m


DIAHO DB PBIeNAMBUCQ. SAflBADO a Pg AGOSTO DE 1860.
I- ;

DE
mmmmik i mmiusj u unes.
Sita na ra Imperial n 418 e120 jiito a fabrica de sabo.
DE
Scbasliao J. da Silva dirigida por Francisco Bel miro da Costa.
Neste esiabelecimenio ha sempre promptos alambiques de cobre de differentcs dimencoes
de 300$ a 3:000$) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios continos
para restilare destilar espirilos com graduago at 40 graos (pela graduarao deSellon Cartier) dos
melhores systeraas hoje approvados e cenhecidos cesta e outras provincias do imperio, bombas
de todas as dimencoes, asperantes ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, tomeras
de bronze de iodas as dimencoes e fetios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas paraTornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encamemos, camas de ferro com armago e sem ella, fugoes de ferro potaveis e
econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lencole barra, zinco em lencol e barra, lsices e
arroellas de cobre, lencesdeferroalato.ferro suecia inglezde todas asdimensoes, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e ostros muitosarligos por menos precodo que em oulra qualquer
parte, dcsempenhando se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeigo j conhecida
e para commodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua conanca, acha-
o na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encomiendas
DELICIOSAS KINFaLUYKIS.
en
mx
MI:
m
m

GRANDE ARMAZEM

<^
vsss
finjfff:
s\SS

Ra Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicao dos Militares.


Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada em seu. reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
todos os lmannos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
das e meias muendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os tamaitos, guindastes', guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassai man-
dioca e para descarocar algodao, prencas para mandioca e oleo de ricini, porles gradara, co-
lumnas o moinhos d vento, arados, cultivaJoJes, pontes, 'aldeiras e tanques, boias, alvarengas,
botes e todas as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra seja qual fdr sua natureza pelos
nhos ou moldes que para tal fim forcm apresentados. Recebem "
iciraenlo na ra do Brura n. 28 A e na ra do Collegio hoje do I
des'nhos ou moldes que para tal fim forem apresentados. Recebem-se encommendas neste esta-
belecimento na ra do Brura n. 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperador n. 65moradia do cai-
teiro do estabelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira, com quem os pretendentes se podem
entender para qualquer obra.
JOIAS,
Seraphim i Irmao, com lojas de ourives na
ra do Cabug ns. 9 e 11, sortida? das mais
bellas e delicadas obras de ouro, p'ala. epedras
preciosas ; vendem barato, trocam e recebem pa-
ra fazer-se quaesquer joias com presteza, a von-
tade dos pretendentes, ese responsabilisam pelas
cualidades.
Pcde-sc toda alien-cao,
Na loja da aguia de ouro, ra do Cabug n. 1
B, vndese ludo por baratissimos preces para li-
quidar, assim como sejam :
franjas de seda de lindos padrocs a 160,200,
320, 0, 500 c 600rs. avara.
Ditas de linl.o a 120, 160, 200, 240 c 320 rs.
Ditas para cortinado de bolota c sem ella a
160, 200 e 240 rs.
Ditas para loalha a 100, 120 e 160 rs.
Ditas de lia muito lindas proprias para enfei-
lar roupoezinhos de meninos a 300 rs. a pera de
4 1)2 varas, galaozinhos lamber para enfeite a
4 i. 00, 80 e 100 rs. a vara.
Filas niuilo lindas para cinleiro de meninos
ou para lagos a 600, 800, 1 e 1>200.
Ditas de cascarrilhas para enfvito do vestido a
15 00, 2j600 c 3;j500 a pera de 10 varas.
Ditas lavradas e lisas de lindos padrdes a 80.
120, 160, 320, 400, 500, 600 o 800 rs.
lucos do seda braucos o prelos de todas as
larguras a 120, ICO, 240. 320, 400 e 500 rs.
Ditos de linho a 0, 60, 80, 120 c 160 rs.
Filas de v Iludo abcrlas e de lindo gosto a 400
500, (00 e 800 rs.
Ditas lisas de todas as larguras a lO, 160,200,
300, 4uO, 500, 600 c 800 rs.
Ditas Je linho com clcheles a 00 rs. a vara.
Lidiadores de seda a 2S0, ditos de linho a 60 rs.
notos de todas as qualidades a 120, 160, 240,
e 400 rs. a du/.ia.
Peales de tartaruga a imperatriz a 8, 0 e 10$,
ditos lisos a 3$500, ditos travesea a 3{), ditos de
massa virados imitando tartaruga a 1$500, ditos
lisos a 200, 00 e 500 rs., ditos travessa para me-
nina a 80Urs., ditos de borracha a 1-5 e IJJiO.
Trancas de linho e de la do caracol a 60. 80 e
12o a peca.
Rosarios broncos e de cores de cornalina a 2*
( 2500.
Plumas muilo lindas para chapeos a 1S60O e
39000.
Capellas brancas para noiva a 6 e 8g.
Fios de coral verdadeiro a 1$
Rosetas e brincos pretos a 1?2?0 a duzia.
jturrazinhas bronzeadas proprias para guardar
objectos de circunstancias a 3, 4 c 5^.
Thesourase caivetes muito Olios de todos os
preros.
Boneclas de cera c de louca muilo lindas, ca-
lungas de choro e lamborzinhos para enancas, e
outros muilos mais objecles que se torna "enfa-
donlio a mencionar, que vista do freguezse far
todo o negocio.
Em conta.
Vcndc-se no lugar de Lorelo um sitio em Ier-
ras proprias com 131 bracas de fundo e 56 de
frente, cujo sitio se acha "cercado, e com duas
frentes, urna para a estrada publica e oulra para
a igreja, leudo mullos ps de coqueirosc de ou-
tros (rucias, e Tica muilo perto da estrada de fer-
ro : quem quizer fazer negocio pode dirigir-so a
ra do Ainorirn n. 33, segundo andar : para ver e
filiar com Haximiano Barboza da Silva, morador
no niesuio lugar do Lorelo.
Vendem-sc roqueiros pequeos para plan-
tar : na ra das Trincheiras n 29.
Ferros de en-
gommar
ecoDoraicos
a 5#000.
Estes magnficos fer-
ros acham-se a venda
no armozem de fazen-
das de Raymundo Car-
los Leite & Irmao, ra
da Imperatriz n. 10.
V
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra as lombrigas
approvadas pela Exra.' inspeccao de esludo de ^&$
Habana e por muilas oulras juncias de hygiene joI
publica dos Estados Unidos e mais paizes da A.- W?:l Ak. ... r j ce a T$&
merica I llg Acha-sena dnecqao daofficinadeste acreditado armazem o hbil SS
Garantidas como puramente vegetaes, agrada-! ^ ^tista Francisco de Assis Avellar, antigo contra-mestre do fallecido fH
lavis visla. doces ao paladar, sao o remedio W Manoel Jose Ferreira. O respeitavel publico continuara' a encon- fe
infallivel contra as lombrigas. Pao causara s* tr?r em dito armazem um grande e variado sortimento de roupas jj|
nauseaa, era sensages debilitantes, =$&$ feitas, como sejam : casacas, sobrecasacas,fraques, paletots de panno ||fg
Teslemunho exponlanco em abono daspasli- ^^| un0> ditos de catemira de cores, de merino, bombazina alpaca preta S^Sfe
has de Kemp. ^| e de cores, ditos de brim de linho branco, pardo e de' cores, calcas 1^
Srs. D. T.Lanman e Kemp.Pon By- =5^3 de casemira preta e de core, ditas de merino, de princeza de brins l
linua comicho, no nariz, lao magro se p
eu teiuia perde-lo. Nestas circurasiancias
sinho meu disse que as pastilhas de Kemp it- gg a Suarda nacional da cap
nham curado suafilha. Logo que soube disso ^^ Apromptam-se becas para desembargadores, lentes, juizes de di- fff|
coroprei 2 vid ros de pastilhas e cora ellas salvei a'SiS reito municipaes e promotores, e vestidos para montara. Nao agr- |^
vida de meu Olho. ^| dando ao comprador algumas dasioupas eitas se apromptaio ou- K ^| tras a scu gosto, qur com fazenda sua ou do armazem para o que HH
gfa tem escolh'iJos e habis ofliciaes, dando-setoda e qualquer roupa no |=
^^| dia convencionado. **-=-
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wheeler AWilson.
Neste estabeleci-
mento vendem-se zs
machinas destes dbus
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noe, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranea :
no armazem defazendas
do Baymundo Carlos
Leite & Irmiios ra do
Imperalriz n. 10, amigamente aterro da Boa-
\ isla.
IJNDICIOLOW-MOW,
Roa da Senzala i\ova n. 42.
Nesle estabelecimento continua a haverum
comapletosorlimentodemoendascmeiasmoen.
d>asparaeiigetihj>,.ni'nehiiirls..4ftjafoj.e taixas
de ferro batido e coado. de todos os lmannos
Dar di
amo agradecido
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos unicosproprietarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado em NtwYork.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidadesdo imperio*
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Bahia, Germano & C., ra Juliao n 2.
Pernambuco, no armazem dedrogas de J. Suum
& Corapanhia ra do Cruz n. 22.
Yiuho de Bordeaiix.
Em casa de Kalkmann Irmiios & C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito d.is bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres.
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor_
j.jP.ux. Tem as seguinles qualidades :
De Braadefiburg frres.
SI. Estph.
SI. Julien.
Margaux.
; Larose.
1 Chteau Loville.
] Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Chteau Loville.
Na mesrna casa ha
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris quadade fina.
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
s<&
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
cabeja, nevralgia, diarrha, cmaras, co as, bi-
lis, iudigesto, crup, dores nos ossos, cuntusoes,
queimadura, erupcoes cutneas, angina, releo-
| cao de ourina, etc., ele.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidadesescrophulosas.thro-
nicas esyp hlilicas; resolve os depsitos de mcs
humores, purifica o songue, renova o syslema;
^ prompto e radicalmente cura, escropliulas.vene-
j reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
j sos, tumores broncos, afecces do (gado e rios,
: erysipelas, abeessos e ulceras de todas as claese,
moleslias d'olhos, difculdade das regras das
'mulheies hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
I para regularizar o syslema, equilibrar a circula-
jcaodo sangue, intciramenle vegetaes favora\eis
I em todos os casos nunca occasiona nauzeas ne
dores do ventre. dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a 8 purgam. Eslas pilulas sao efflcazes as ar.ee-
soes do figedo, bilis, dor de cabeca, ictericia, n-
digestao, e era todas as enfermidades das n.u-
Iheres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
oes, flores brancas, obslruccoes, liisterismo, etc.,
sao do mais prompto eficito na escarlatina, feure
biliosa, febre amarella, e em todas as febres rua-
ignas.
Estes Ires importantes medicamentos vem a-
; companhados de instrucres impressos que moa-
: tram com a maior minuciosidade a maneira de
; applica los em qualquer enermidade. Eatio ga-
. rantidos de falsificorao por s havtr venda r.o
armazem de fazenda's de Raymundo Carlos I.iile
, & Irmao, na ruada Imperatriz n. 10,
agentes em Pernambuco.
Fardo a h% a sacca.
Veode-se na ra da Imperatriz n. 38,
louca.
Progresso na cidade da Victoria 1 ACflCO
para
Francisco Xaxier de Salles Cavalcante de Almeida
NO
Pateo da Feira.
O propietario deste estabelecimento, como se acha com um grande o completo soni-
mento, ledenle a molhados, ferragens e miudezas convida porlanto a lodos os moradores .
desta cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores queiram mandar suas |
encommendas no Progresso do paleo da Feira, pois s ahi enconlraro o bom e baraio, |
visto o proprielario estar resolvidoa vender, tanto em grosso, como a retalho, por menos ||
do que era oulra qualquer parle como sejam :
Latas de marmelada de 1 2 libras a 1400, irascos com differenies qualidades de doce i
por 2#000, latas de soda conlendo nove qualidades a 20OO, azeilonas muilo novas. M
passas de ditas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2#000 rs. a garrafa, licores
francezes de lodas as qualidades, champanhe, conhaque deditas, loura fina, azul.pintada, %3-
e branca de todos os padres, ameixas em coropateiras e era latas a l^OOO rs. a libra, ^
latas de peixede posto por 2J000 rs banha de porco refinada, ararula, faltas, bolachi- 9
nha ingleza, biscoilinho, eoutras mais qualidades de massas finas, massa de tmale em fp
. latas e a retalho, letria, raacarrao, talharim a 800 a libra, verdadeira gomma de ararula, H
^ insenso de todas as qualidades, espirilov de cravo, canella, ealfazema, verdadeiros penles ^
j a imperalris, e de tartaruga de 9000 a 10C00 cada um, Irania e franja de seda, fe- ||
H chadoras de broca, pregos em quantidade de lodos os tamaitos e qualidades e outros S
B muilos objeclos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar,
nicos
laja de
Potassa nacional. Tarfiaa Mnd*a
Na ra do Vigarion. 9, prmeiro anear, vende t*-^*iC-^ C IliUClitlCAa
Na ra do \iganon. 9, primeiro anear, vende
se muito superior notassa, chegada ha poucos
dios do llio de Janeiro, em barris de 4 arrobas e
a preco muilo commodo. '
Parahyba.
Vende-se o engenho Torrinha distan- UKICA VERDADEIRA. E LEGI
Braga Silva &C.,tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A,um grande orlimento
de tachase moeedas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na ra do Trapiche n 4.

te d sta cidade duas leguas por trra,
tem terreno para dous mil paes por au-
no e boa casa de vivenda assobisdada e
boas obras, tem embarque no porto dis-
tante do engenho |2 quaito de legua
do rio Paralaba ecm menos de 5 horas'
fe vem a cidade: quem o pretender di-'
'' rija-fe a Joo Jos de Medeiros Correia
TIMA.
^ i ii C que dir' quem o vende.
Em casa de N. O. Bieer
CSANDE SORTIJIESTO
Fazendas e roupa fcila
NA LOJA E ARMAZEM
DE
PILULAS VEGETAES
ASSLCARADAS
m
Attenco
Vende se na ra da Cruz n.
divida julgada por sentenca, o devedor
dizem (pie tem loja em norae de outro
na ua da Imperatriz, cujo devedor
chama-se Antonio Jos de Azevedo,
& C,
successores, ra da Cruz n. 4, vndese
Vinho Xercz em barris.
Champanha em caixas de 1 duzia da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
Ja,1Uim R^ritM. lavares U Helio ItZTsZ! *'^
Ac de Mitao
SALSA BARliILHA
RLA DO OL'EIMADO N. 39
EM SLA LOJA DE Q1ATRO POH1AS.
Tem um completo sortimento s roupa feila,
e convida a todos os seus freguezes e lodas as
( pesseas quedesejarem ler um sobrecasaco bem
i feito, ou umi calca ou collele, de dirigirem-se a
Brilhantes de todos os taannos.
MlPc
Rival sem segundo.
Na ra do Queimado n. 55 de
Loja das seis portas em
frente do Lirraneilo.
Roupafeita barata,
Casa neahuma mais ou pessoa alguma lem
direilo de fabricar a salsa parrilhadeBristol, por-
que o segredo de sua preparagao acha-se somen-
le em poder des referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos com desaprecia veis combi-
nagoes de drogas perniciosas,as pessoas que qui-
Vende-se emeasa de Saunders Brothers 4
slabeleciraenlo que enconlraro um hbil i C.,?raca do Corpo Santo, relogios do afama
ariista, ebegado ullimaraente de Lisboa, para | do fabricante Roskell, por presos commodos,, .u,,,^^.- ua oa.sa amu ue vruwi,
desempenhar as obras a vontade dos freguezes. e 'arabemlrancellins e cadeias para ou mesmos, qe boje se vende neste imperio, declarando a
J tem um grande soriimento de palitols de ca- deexcellenle uosto. j lodos que sao elles os uniros proprietarios da re-
semira cor de rap e outros escuros, que se ven-j ceita do Dr. Bristol,lendo-lbe comprado no an
;deraa 125, outros de casemira de quadrinhos I aia jI n/v baiI^ nnm 'no de 1856.
jda mais fina que lia no mercado a 16, ditos
i de merino stima 125, ditos de alpaka muilo
fl'Onlo drt nhrii'n nnvcx ln 5?" a,6?>' dlos francezes sobrecasacados a 12,
U Ute (10 SOrattO nOVO, lO- | ditos de panno fino a 20, 255, e 30. sobre-
ja de lllllldezaS de Jos de,C8saca.s francezas muilo bem feilas a 35, cal-
Azevcdo Maia e Silva, tem Si6'1", dfa ra-ais fina casemira a ,109 dil8S de rulots wcci de ca
Dar VOndor n; Jninbab ee ustao por preso commodo, um grande de alpaca preta 4 dUoTde brim pd fj! ^^ WWO terdadelred te. otaerw
l(,l,a TCU.UCI US bt,gUIUles sortimento de colleles de casemira a 55, ditos de i camisas brincas e de cores a 2 dilas de fuslao os seSuinles signaes, sem os quaes qualquer ou-
ai'titfOS ab'-iXO declarados* |0ulras fazedas por preco commodo, um grande r'nas a. 250. paletols de panno fino, ditos de fa preparaca falsa;
i 120 rs. i sorl"^enlo de sapatos de tpele de gosto muilo corerolSe^dc'Ve'ld o^e'^d }re'8 eid P envollorio de fora est 8ravado de um la*
to sortimento de roupa feila, qne^veLde^se por do sob uma c,,:1Pa de a5 trazendo ao p as se-
todo prero. v guinies palavras :
D. T. LANMAM & KEMP
SOL AGENTS
N. 69 WATER STREET.
TXew-\ork.
2* O mesmo do cuiro lado lem um rotulo em
papel azul claro cem a firma e rubrica dos pro-
nriplsnrm
linho bordados para senhoras*, ditos lisos para de 15a7inhans'aa60 rsl'Tcovad^f cTsL'"^^-i 3 Sobre a rolha na-se o relralo e firma
hornera por pre^o commodo, saias bordadas a cos brancos e de cores a 20 o covado, meias! do invenlor C. C. Brislol era papel cor de rosa.
, 3500, ditas muito finas a 55. Ainda tem um L"aijB)c,,n" e n3eninos a 0 o par. chales de 4o Que as direccoes unas cada carrafa
reslinho de chales de loquim a 30, cortes de ^iSS^cor^ RSSS; I*-* 2S a que vai efraa do
vestido de seda de cores muito lindas e superio- 200 rs.: aloja est abena al as 9 horas da r","!pnlfiflnn"n',i"
iSEW-YORK
O MELHOB REMEDIO COMJECIDO
Contra constipacocs, ictericia, a/fecroes do figado,
febres biliosas, clicas, ind'igcstes
enxaquecas.'
Remedio sem igual, sendo reconhecidos pelos Hemorrlioidas, diarrhea, doencas da
mdicos, os mais iminentcs como remedio infal- Pelle' iruP^>es,e todas as enfermidades,
livel para curar eserophulas, cancros, rheumalis- 'S^SS^' D0,ESTAD0 IJ,"'R0 D0 SANCVE-
mo, enfermidades do figado, dyspepsia, debilida- ^1*^?*' ^ remedl consonimera-
daJe geral, febre bil:osa e intermillenle, enfer- i n ,. ,
midades resultantes do emprego de mercurio, AJ2K?t5 ^f!^-
ulceras e ernRe. que resulura da impureza LESES Wcu.d8derde med;C1"8' e re'
sane n icommendado corr.o o raais valioso catrtico ve-
* a fAI'TFIA ffcfa/ de todos os conhecidos. Sendo eslas pilu-
n T T__' c V- ', )las puramente \egelaes, no conlcm ellas ne-
VL^S"1.*1^J25^J!5-\*M' neno mercurial nem algum ouiromiw-
Vendem-se queijos londrinos muito frescos, do
superiur qualidade, e cousa nunca vista : na ua
eslrela do Rosario, armazem n. 11 ; riuanlo aj
prego segredo.
Ccrveja indiana
Vende-sc a verdadeira e superior qualidade de
cerveja indiana, cousa nunca viuda a Pernambu-
co : no armazem da ra eslrela do Rosario nu-
mero 11.
Vende-se umexcellenle boi de carrera no
sitio do fallecido Xislo Vieira Coelho ou n ra
do Crespo loja da esquina que volta para a ra
do Imperador, assira como urna carrosa cura lo-
dos os arreios para cava'los.
Vende-se una uberna sita na Freguezia da
Varzea no lugar denominado Cruz de Baixo .
quem a pretender dirija-se a mesnialabernj, que
i achara com qur m fazer o negocio.
Vendem-se
8,0*0 lijlos inglezcs de alvenaria, servem para
qualquer obra c sao superiores a quaesquer ou-
tros. e urna porcao de caibros de boa quali lade :
a tratar na ra da Cruz do Recife n. 21, primeito
andar.
Na cocheira do largo do Arsenal n. 4, ven-
dem-se 13 cavallos para cairos, por prego com-
modo eum dilo bom para cabriole!.
Machinas de costura.
N. O. Rieber & C. Sucecsons avisara ao pu-
blico, que no scu armazem na na da Gnu n. ,
esto expostos venda as melhores machinas de
costura que al hoje Iccm vindo a este mercado,
asquaespossuem lodosos melhoramenlosinven-
lados at esta poca sem ler os defeilus que tro.
culras se nota, assira sao de conslrurro simpica
e facilitan: o uso. A costura fcila por eslas ma-
chinas nao Iccm igual (in obra do man, um pon-
to bonito e forte, alem de que aliuham c < m
de lodos os modos, rada cala de coslujn repre-
senta un lindo loiiete para gabinete de senhura.
Igualmente ha machinas para selleiros, tic,- Os
pregos sao mdicos, e o Sr. Rirmirghrpn, ence-
nheiro, ensinao uso dos machinase todas as par-
licularidades da constivagao de sua conelruccao
no aelo da compra.
Em casa de N. O. BicLcr & C. Sacressores,
ra da Cruz n. -i, acha-se venda um grande c
variado soitimento de ferragens finas, obras de
tanoeiro e peiteiues sem lm por usos domesti-
co, produclcis lodus da industria norte ameria-
na, assim como :
Arados de diversos lamauhos.
Moinhos de milbo
Machinas para corlar capim.
Grades.
Machinas para descarocar milho
Cultivadores c ferros de engommar econmicos
,scrayos fueidos.
a a -----er -------
cado Jew York, aegam-se obrigaJos a prevenir
o resdeilavcl publico para desconfiar de algumas
tenues imiiagoes da Salsa Patrilha de Bristol,
mo lima ca varilla, t.icIa mn^rr .1 ...1:-.-_.. 1 .
Caixas de agulhas francezas a 120 rs. .sortircento de sapatos de tapete de gosto muilo
Sapalosde tranca do algodao a 1200. apurado a 25, ditos de borracha a 2500, cha-
IMiosde laa a l$60. pos decasior muilo superiores a 1G, dilos dse-
g ssatfssS'^.st-.... iw \&lZ'Tn;v"K?$'"ua?i"1'*
id.tosdesol. inglezesa 105, ditos muilos bons a
i 125, ditos francezas a 85, ditos grandes de pan-
I no a 45, um completo sortimento de gollinhas e
Ditos dilo de Jacaranda, a 1S600:
Phosphoros era caixas de olhaa 120 rs.
Frascos de macass perola, a 200 rs.
Facas c garfos muito linos, duzia 3J500.
Cartoes de colchles do superior qualidade. a
il) rs.
Caixas culchotes batidos, a 60 rs.
Caisa de obreias muilo novas, a 40 rs.
Frascos de oleo de babosa mjito fino, a 600 rs
Ditos dilos para fazer o cabello corredio, a
1UOO.
Sapatos de lia para criancas, a 200 rs.
Pares de meias cruas para' meninos, a IGOrs.
Pares do luvas de cores fio de Escossia, a
320 rs.
Pares de meias para meninos, a 240.
Magos de grampos muito bons a 40 rs.
Agulhoiros de marfim a 160 rs.
Caivetes do aparar pennas a 100 rs.
Grvalas de seda muito finas, a 600 rs.
Thesouras do costura mullo finas, a 500 rs.
Ditos para unhas idem, a 500 rs.
Franja de laa para vestidos, pega a lO00.
Macos de Iranga de laa muilo fina, a500rs.
fetilho de seda para enfeile de vestidos, peca
a 1000.
Vende-se um excellenle escrave com idadede
19 annos, sem defeito algum e sabe caiar com
loda perfeico : a pessoa que o pretender diri-
ja-se ao pateo do Carmo n. 1, a Iralar com o
Sr. Joaquim Hanoel Ferreira Souza.
manguitos, tiras bordadas, e entre meios muito
proprio para collerinhos de meninos e travessei-
ros por prego commodo, camisas bordadas que
servem para balisado de criancas e para passeio
a 85, 10 e 125, ricos lencos de cambraia de
Loja (las seis portas em
freiile do Livrarnenlo.
Covado a 200 rs.
Chitas francezas largas de bonitos golos a 200
rs. o covado, dilas eslreitas, padroes i. irallagao
res qualidades a 1005, que j se venderm a
150, capoiinhos pretos e manteletes pretos do
ricos goslos a 20, 255 e 305, os mais superio-
res chales de casemira estampados, muito finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
tas, adamascadas, muilo superiores a 55, dilas
para rosio de linho a 15, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
2G0, 280, 20, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para caiga, colleles e palitols a 45 o co-
vado, e um completo soriimento de outras fazen-
das, e tudo se vende por prego barato, e que nao
possivel aqu se poder mencionar era a quarta
parte dellas, no enlamo os freguezes chegandfle
querendo comprar nao rao sem fazenda.
noile.
Velas perfeitas,
Vendem-se caixas com espermacete a 620 a
libra, e a retalho a 640: na travessa do pateo do
Panizo n. 16, casa pintada de amarello.
Vende-so urna escrava crioula de idade de
30 annos pouco mais ou menos, sabe cosinhar o
diario de urna casa, lava de sabo c timbem
quitandeira: na ra da Praia da carne secca nu-
mero 9.
Attenco.
i
Vendem-se as obras de folha da loja da ra
Direita n. 102, por menos de seu valor conforme
est no balaogo: quem pretender dirija-se a
raesraa loja.
presente annuncio
DEPSITOS.
Rio de Janeiro ra da Alfandega n. 89.
Bahia Germano & G. ra Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum,
C-, ra da Cruz n 22.
Luvas de Jouvin.
Na fabrica dn chapeos de sol da ra Nova, es-
quina da camboa do Carmo, recebeu-se pelo ul-
timo vapor francez um soriimento de luvas de
pellica da bem conhecida fabrica de Jouvin &
companhia.
Vendem-se carneiros gordos e baralos: na
ra do Cotoveo, padaria do leao do neile.
Vendem-so 42 aeges da Caixa Filial: na
ra Direita n. 66, escriptorio de Francisco Ma-
thias Pereira da Cosa.
ral; eslo bem acondicionadas era caixas de folha
para resguardar-se da humidade.
Sao agradiveis ao paladar, seguras e efficazes
fra sua operagao, ura remedio poderoso para a
Juventude, puberdade'e velhice.
Lea-se o folhe4o- pelo qual se ficar conhecendo as muilas curas
milagrosas que lem effeclusdo. D. T. Lanman
& Kemp, droguislas poralacado eraiNew York,
sao os nicos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Pi de Janeiro, na ra Alfandega n. 89.
Bahia, Germano & C. ra Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C. ra da Cruz n. 22.
Vendem-se duas grandes carrocas de duas I
rodas, muito forlestoda de sicupira," sao novas!
proprias de engenho e para o que foram feilas e
quaesquer outros servicospor pesados que se-i
jam, trabalham com una ou mais juntas de bois,
carregam muito bem 25"a 30 saceos com assu- I
car, ptimas at para a estaco das Cinco Ponas ;
conduzirem para o Recife s assucares de ah :
quera as pretender dirija-se ao pateo do Tergo ;
n. 27, segundo andar, que se far negocio.
A 4#000 rs.
Farelo de Lisboa novo ; na ra do Vigario n.
19, primeiro andar.
Borzeguins
Ra Direita45
6,000.
Nova remessa de borzeguins dem-
cratas puros, pequea.
Admirareis remedios
americanos.
Todas as casas de fam'lia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc. devem eslar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
os quaes se cura eficazmente as principaes mo-
lestias.
45
Attenco.
50,000 rs. de gra-
tifieaco.
i
Na noite de 6 do correnle fugio um csuavo do
i Dr. Joao da Silva Ramos, de sua casa da roa No-
va, uqual tem os signaes seguinles : cabra, alto.
, secco do corpo, cabellos carapinho?, peroas um
' Unto selladas, e alguma cousa abcrlas, pr\< gran-
i des e grossos, dedos dos ps um pouco abtitos,
I com todos os denles da frente, sera cicalrizes de
chicote, rosto comprido, cabeca secca, olbns rc-
1 guiare.*, a barba comer a despontar, dr idado
i 2 annos, pouco mais "ou menos, ladino, amigo
' de baiano e fumador ; isle cabra foi esrravo do
[Sr. Simplicio Caval.anli de Albuqucrqur, do
| Buique, donde Cugira para esta cidade, annde
senlou praca no corpo de polica cqm o nomr de
Jos Francisco de Assis, Icndo depois dado baixa
em marco do correnle auno por se havrr prova-
do sua escravidao, foi vendido ao r. Ramos, a
| quem eslava sirvindo de bolceiro : quem o
achar, pode enlrcga-Io na ra Nova, no primeiro
andar per cima da cocheira do Adolpho, e en lio
recebrr a pronieltida gralificagao.
Fugio no dia 19 de junho prximo passado,
do engenho Bom Successo do termo de Sui-
ohaem, o escravo Daniel, prcto fula, crionlo, Ce
idade 20 annos, pouco mais ou menos, alto, ;cc-
co, bem espigado. cabeg3 pequea, feiio ago-
lares, bem feito de corpo, ps e mfios siccas o
bem feilas. Este escravo procurou ao Sr. P. V.
Bulelrou, rendeirodo CDgenho S. Joo do Cabo,
para o comprar, e nao querendo o dono vnde-
lo, mandou busca-lo, e na chegada dos poi lado-
res, c escravo desappareceu ; julga-se que an-
dar o dilo escravo as visinhangas da villa do
Cabo, ou do mesmo engenho S. Joo, ou do en-
genho Barbalho, onde lem muitos conhn dos,
pois que frequentava esses lugares quando foi do
Sr. Jos Xavier da Rocha Wanderley, hoje mo-
rador no engenho Serrara : Pede-so as autori-
dades de polica do termo do Cabo a captura dis-
te escravo, o aoseapiles de campo ou qualquer
pessoa que oconhega.de pega-lo e levar ao en-
genta Serrinha deSerinhacma seu senhor Fran-
cisco Manoel Wanderley Lins, ou nesla ridat'e
f o Sr. Manoel Alves Ferreira, na ra da Moeda
n. 3, segundo andar.
Ainda conllnua a eslar fgido o escravo de
nome Cesario, idade de 20 e lanos aonos. pouco
mais ou menos, estatura mediana e rcfoicado,
bons denles e limados, cabra escuro, quasi ne-
gro, barba na pona do queixo, olbos avrrme-
thados, pernas um pouco arqueadas, Olho de
Sobral [Cear] para onde suppe-se ler seguido .
porlanto, roga-se aos capites decampo, s au-
toridades policiaese qualquer pessoa que o pn.--i
apprehender, levem-o sua senhora, no carado
Ramos, sobrado encarnado da esquina, quesrro
generosamente gratificados ; assim como igual-
mente se protesta, como a lei determina, coa-
Ira quem o liver acoulado em sua casa.
F
.>

V K-
/


on
Litteratura.
DIARIO DE PEBNAMBUCO. SABBaDO 25 DE AGOSTO DE 1860.
(
Projecto de cdigo civil brasileiro.
Pelo Dr. A. F. de Freilas.
Foram liradas luz e j corren) impressas as
Lmqoaiito o arlwli Sene complicado uiocaus-
mo nao collocou a ultima pilavra, toda a obra
varilla ; nenhuma das suas parles est solida e
perfeita. Elle nao sabo, porque tanta previdencia
nao dada ao horacm, se aquella peca de rema-
te, ajustando-so ao machini3mo, far jogar as
rrimoiras folhas do Projecto de cdigo civil, an- outras j Armes o assenles : so o novo Co da tra-
nuneiado ao parlamento e o paii pelos realo- ma o obrigar a urdi-la de novamente.
ros do ministerio da jusliga. E' isto verdade em urna lei simples e breve.
O do > o que trazem do ura jurisconsulto dis-: Quanlo nao ser em ura cdigo civil que abran-
lln :to, o a rccommciidagao que os precodou com g na sua vasta esphera loda a vida domestica de
i .lo de ministros de prorada Ilustrado, natu- ura poro, qoo toma o hornera no momento em
: mente desdonham o repto de qualquer opiniao que invisivel tomo concebido no scio mater-
Botuen squenao possa, descendo arena, co- no, 6 o acompanha, alravs das mil vicissitudes
i ? com brasiio de egnal nobreza Bcientiflca. da existencia, al o seu derradoiro instante, pro-
1. .liando cssa opiniao fosse de um espirito fa- legendo-o anda aliu tmulo na sua ultima von-
ligado por laboriosa oceupago, que nao 1 lio dei- tade ?
sanen lempo de regonerar-se as fontes da j O autor do projecto, que mula vez ha de ter
BCteuew e na ligo dos mestres, nem folga para j sentido aquella torga de adhesao no esbogo de
o;laIeccrsc com a propria reOezio, o arrojo de sua obra ; que multa vez ha de ter visto urna
pronunc.ar-se pela imprensa passari.de vellei- boa parte de sea trabalho perJido e Jnulilisado
c .de pretenciosa ridicula temerid.de. j pela idea que surgi tardi. ; nao coraccc* natu-
Sobranj pois .motivos, que me retrahiam ao ramente a da-lo eslampa, senao depois que o
Silencio habitual, e sopitam algum buso de pas-
sa le escriplor, que ainda sent pru>r-lhe a pen-
u sempre que sobro a altengo publica plaina
un noiavel acontecimento social : porra reago
em mira, com a ardente aspirago de ver o
depois q
vasouinleiroe compacto da aturada elaborado
de seu espirito.
Causa por isio estranheza a publicagao parcial
e troncada, que longo de agucar o inleresse, des-
meu merece no valor real da obra, o mingua-llie a
) quo Ihe tragam a grandeza e o vulto.
Se, porm, errada a rninha crenga, se, como
op llenis dos seus recursos e o vigor de sua jo-
ven inrioualidadea convicio profunda em um
dever.
Dever de flliagao poltica, que impe ao ho-
assoalham, o projecto nao passou ainda da sua
primeira parle, houre nessa publicidade imma-
tura e precoce, urna precipitado quo nao vaicem
mema sea titulo de cidado ; dever de profisso o calmo pensador aflViio concenlrar-se lodo na
.i>* Iba assigna o estudo especial a quo dedicou mais simples disposigo da lei, a rastrear um
c melhor de sua vida. ; principio as suas varias e multiplico, relages,
l.-mhro-nio de um dogma que eminentes ju- antes de impor-lhe o runlio da reflexo final
consultos deiiaram gravado na face do priraei- Liviogston. o immortal aulor do cdigo penal
ro monumento da legislado moderna. Disseram da Luisiana, linha gasto anuos realisar aquella
03 redactores do cdigo Napoleo no discurso pre- idea.
I"'"ar:1. <' L'na noite. 6 M.gnet seu illuslre biographo
Le- lois ne sonl pas des purs actos de puissan- quera falla, depois de ter relido com a usier al-
co. re sonidos arles do sagesse, de justice et | lenca o o seu manuseriplo antes de leva-lo ao
:< de ra.-on. I.e leg.slaleur exerce moins une au- prlo, vencido pelo sorano, deixou-o sobre o ra
< loni.qo'un sacerdoce. moreda raesa. Despertando. s achou
Quando nesse carcter vcneravel de que o re- cimas. O f..g0 ludo consumir
reste a conRanca do paiz, o legislador cora a ex- cepcoes de seu espirito c as suas
pressn de seu pensamento que vai roceber a gloria foram urna urna destruidas
san to da lei. interroga a intelligencia univer- j Nesse mesmo dia aquelle espirito tenaz come-
a sobro as verdades ciernas quo Dous it.nocu- cou a obra da rcp.rago. Trabalhou dous annos
Ion ii o coracao humano ; e a intelligencia naci- com assiduidade. e s quando o lirro resnasceu
nal sobre os costuraos, os inlercsses e -as neces- I inteiro das cinzas. depurado por nova elocubra-
si la les do povo : lenho para mm que o silencio : gao, que se animou a imprimi-lo Nao- o des
ar-
dello as
As lentas coi-
esperanzas de
alarra, abalendo a voz da
triste egosmo.
- o des
consciencia, e um folhou o vento da publicidade em paginas espar-
sas, arrancadas vaga reminiscencia; e entre-
como o hornera se deve chilisagao e o cda- I tanto elle linha a certeza nao s do trajo, mas
daj a patria, de ve-se o discpulo sciencia que 'da oxecugo de seu plano j urna vez rcalisado.
Uie edueou a razio. Ningucm tem o direito de E' que Livingston pensara e dizia apresentand
matar a sua idea, embura faada o mosquinha,' o seu cdigo, que elle figurava urna bobada d.
quando ella pode ser, alirada discussao da im- | qual formava cada podra urna chave : nao le'ar-
preusa e da tribuna, a slice spera e grosseira,! raneara urna debalde, sera que as outras desmo-
do cuj'i allrito surja a luz da verdade Lux vera. ronassem.
I) i vidas o recei..s me assaltaram ao ler as pri- I Ou mal calculado modo de impressao, ou sede
m iras folhas do Projecto de cdigo civil brasi- [ de urna gloria antecipada, o fado qu nao es-
leiro : duvidas reaes sobre os principios ahi fir- ludo um livro. mas as suas primeiras folhas; que
ni idos ; receios sinceros pela perfeieio de obra [ nao examino ura projecto do cdigo civil, mas al-
t i importante. SoiTri urna conlrariedade. carao guns artigos seguidos em ordem numrica, e nao
1 n -ti de le, que desoja um corpo de direito ligados intimamente pelo systema goral que tra-
ond" ea la questao lenha lugar proprio o verda- va os differentes captulos do urna obra deste ge-
(! ,i.i sulugao. Curli urna decepcao no orgulho ero.
q;?j senta como brasileiro, acreditando que Assim nao ser por foito meu, t- s por furga
i >u pai/. seria dotado com um cdigo na altura \ de circunstancia quo me limitara' ao coramenta-
c'.i oinl.sacao moderna. rio e analyse de cada um artigo isolado. A vista
Cu i, o jurisconsulto quera o governo cou-
alonga-sc modidaque o horizonte se dilata. A
ii a delicada missao de elaborar o Projecto de minha, j de si fraca, sente-se acanhadi em lio
lijo eirt'i nao so acha investido do sacerdocio estrenos limites quo a privara de remontar sin-
q exerce o legislador ; porm o mandado offi- these do pensamento geral. Niosei em que pon-
i'. ', que recebeu com approvac.io da asserabla, lo, e em que elevagao est o vertico que domina
o ronsti^uio depositario dos elementos da nova os mombros inulilisados dessa construccao, que
se mo augura vasta.
llavera quera rae torne cora o mesmo reparo
de soffreguido o impaciencia, porque Ihe pareca
que devia esperar a concluso da obra para for-
mar um juizo exacto do seu merecimento Mas
loi. Nao o orgao da vonlade nacional; mas o
n nuil, da sciencia, consultado pelos represen-
tantes da naco.
(> -en livro apparece como a primeira expres-
S1 i de uma grande reforma ; representa a ini-
i .Uva administrativa em falta da iniciativa par- ra desconheccr as leis da opiniao. O que urna
11 n uilar; e talvez que o prestigio de que o cor- vez se entrogou publicidade, perleoce-lhe, en-
c ir un Ihe anticipo a sanegao moral, quasi sem- I tro no seu dominio soberano, julgado. Os cs-
pre nuncia da lanegao legal. Nao a lei ainda, pirilos se agitara provocados pelo novo theraa ; e
mas n corpo que ella deve animar.
o escriplor exerce ura direilo usando da actual-
Quizera embora, nao devo calar as observagoes dado do assuu.pto, sem consideragio aos acciden-
qne m acudiram flux. Tiro-as ao luino sem tes de impressao, que correm por conla de quena
plinhu, sem estudo, sem pretengoes, somonte Ibes foi causa.
Co n n pesar de nao poder levar discussao mais Previno outra censura.
copioso subsidio do que permill.-m um rasoca-j E'provavel que alguma vez desga do oame
bedal de couhecimentos e alguns sobejos de' das altas qnestoes de jurisprudencia a minucias
lempo. de formula o eslylo, que a muilos se antolhara
Sinto que o autor do projecto adoptasse um | nugas era obra do tamanha magnitude. Serao.
i odo de publicagao que exelue a apreciacao ge-
r..l do seu trabalho. Apenas tenho noticia e co-
n'i -monto de algumas paginas contend, cont c
Cin-ooi.ta arligos, acompauhados de notas expli-
cativas do texto.
Esas publicidade parcial c incompleta, ao pas-
SO [ue torna poremquanlo impossivel a quoslo
d. molhodo, questao prejudicial e do mxima
im orlaoci na confeegao do um cdigo, excita
r.ianisera relacao unidade e harmona da
Obra.
nao contesto, mas daquellas nug arduas de conseguir, quanlo menos apparecein
depois de realisadas.
Ha no cdigo, como em lodas as obras do es-
pirito humano, duas cousas bem dislinctas: o
pensamento e a forma, a philosopbia do diicito c
o mclhodo do classilicaro. O direito a subs-
tancia e a essencia da lei ; mas sem a ordem que
a depura e a concentra, a substancia perde a sua
forga propria.
Nao posso melhor definir a importancia do mo-
l o cdigo um corpo do uma contextura in- ihodo na legislagao, do que traduzindo um tro-
tines, fundida cm um s molde : todas as suas1 cho do prefacio da obra de Doraat, Les lois ci-
partes se travam, se ligam, adherem-se. E', co-! viles.
ii:o litia f. Carr respeilo do cdigo penal fran- Ninguem ignora que uso tem a ordem em tu-
ce/, um corpo cuja forga principal vera da sua do : se as causas que sao apenas objecto dos
unuiade, porque elle resido inteiro em cada um sentidos, ajusta noio das partes que formam um ediccao. o prazo que estabeie:e a presumpgao
todo necessaria para realca-las vista ; a or- jurdica de su noticia e o momento preciso era
deui muilo mais noces: aria para iutluir no es-
pirilo a serie infinita das verdades que compdem
uma sciencia. Isio porque denatureza ellas teem
entre si relaeoes e pontos de contacto, de modo
que nao entram no espirito senao gradualmente ;
que algumas, como fontes devem preceder ; quo
outras devem seguir conforme dependem das pri-
meiras, e so ligam entre si. O espirito levado de
uma outra devo vfi-las era ordem, c essa ordem
resulla do arranjo das defloiges dos principios,
e do delalhe.
E' fcil, pois, do apreciar a differenca que ha
da maneira de ver em conlujo o grande numero
do verdades que compera uma sciencia, e da
vista deslas mesmas verdides collocadas era or-
dem. Pode-se dizer que a mesma difforenca
do aspecto de um acervo de matenaes destinados
a um edificio, e a perspectiva do edificio elevado
na sua symetria.
O melhodo de ura cdigo, seja dito, sem visos
doutrina e novidade; pens eu depender de
tres condigdcs esseociaes que imperfeilamenle
exprimem os termos seguinles :
A synthese ;
A connexo ;
A pureza;
Generalisar o principio do modo que em um s0
enunciado so comprehonda o maior numero de
especies e de fados que elle regula, e consequen-
teniente reduzir a lei mais breve e mais sim-
ples expressao, evitando a reproducalo intil,
o que chamo a synthese da codftcagSo.
A connexo, ou talvez melhor a coheso, se
esse termo de physica se ple applicar figurada-
mente ao pensamento, d a cada urna das leis o
seu justo lugar, ligando-as to intimamente que
urnas chamara as outras, e queseguindo-se a or-
dem natural de sua successao, chega-se fcil-
mente dispo3igo especial que se procura co-
nhecer.
Refere-se a pureza & idda e ao estylt. O* mo-
lhodo para ser puro carece nao s de excluir
quanlo seja eslranho ao es:nmpto, e quanlo su-
perfluo ; mas de castigar a phrase, de polir a dic-
cao, e de enunciar o pensamento na locugo tersa,
clara, simples e concisa. Se alg-uem tem obri-
gagao de saber manejar a liogua que falla, cer-
laraenle o legislador para queny ella i instrumen-
to de governo-.
Sao observaces estas que vollarao uma e mui-
lavezes pealo: servem agora de provar que
nao causa para admiragao, so a coufecgo de
ura coligo civil .'a sua critica aventad par da
invesligagao scientifica dos principias-de juris-
prudencia, importantes rjues'es do lgica- e mes-
mo do philologia.
Excedeu-se alm do-mou* proposito esto1 iutro-
duego de um trabalho, a que nao sei medir era
o lempo, :'[)) a extenso: If.l delles so ncter-
reno rido e ingrato que distorro, nao conseguir
acompanhar-roe do alguma pequea parle d-at-
teugo publica, presa des serias preoecupages-do
momento.
II
Abre o projecto do cdigo civil vxn titulo pre^--
liminar sob a epigraphe do lugar e do lempo.
Determinar de uma maneira genrica o limite
da-lci dentro do territorio,, e a poca de sua pro-
mulgacao; definir os effeitos do logar sobre a
legislagao o a juns-lcgo,. que-dola emana ; es-
tabeVecer o modo de contar os prasos o os ter-
mos ;mo naroce ter sido o pensamento que
suggerio essa introdueco.
Na maioria dos cdigos civis conhecidos o ti-
tulo preliminar consagrado principios geraes
de legislagao, publicagao e applicagao, que sao,
como diz S. Joseph, os prolegmenos d* lei Em
alguns, corao o da Sardenha, da Austria,da Ser-
via e Argovia, esso titulo contm disposigoes
respeito da interpretagao da:> leis e do effeilo do
lugar em relaeo aos actos.
Afastou-se o projecto ness>s pooto do-sysleraa
geralmente adoptado, e deixou era crneo uma
das mais bellas paginas que pode ura legislador
escrever no fronlespkio de ura cdigo civil,
aquella que encerra a primeira garanta dos di-
reilos individuaos; aquella a que se pode em
oulro sentido applicar a expressao germanicB
multerecht, lei mil.
Perturbara-te as relages do hometi quando a
inslituicao, sombra d; qual se formina, duvi-
dosa e incerta : sao f icarios os direilos, cuja
base varilla. Antes, pois, de legislar para os po-
vos, deve o legislador garanti-los conlra a pro-
pria lei.
A consltuico brasileira dedicou ura capitulo
especial s formulas por que se deve enunciar a
vonlade nacional, desde a iniciativa da lei at a
promulgagao, que a aprsenla ao paiz revestida
de sua frga e de sua mageslade.
A proraulgncao a viva voz do legislador,
disse Poitalis. Essa voz, porm, ninda quando
falle do alto do throno. nao pode ser ouvda
instantneamente era lodos os pontos extremos
de um vasto imperio. E necessario que seja
transraittida pelos orgos ofciaes, e que se d
esses o lempo de diffundi-la as massas da po-
pulscao.
O arl. 69 da conslituigao firmn esse grande e
bnnefieo principio da publicidade da lei, quando
ordenou a sua impressao e a remessa de exem-
plares aos tribunaes e s municipallddes ; mas
nao regaln, nem devia, o modo pratco de sua,
de seus elementos.
que comega a sua execugo. Do elevado poulo
de vista da organisagao poltica de um paiz, o
legislador constitucional abrange todo o feixe
das leis ordinarias, como todas as faces da vida
social; nfto comprehenderia a diflerenga dessas
multiplicadas relages de um povo quem as as-
simillasse todas.
Seguindo o exemplo das mais sabias consli-
luiges, a nossa deixou ao legislador ordinario
a allribuigao de regular, em relagao especie e
com attengao s circumslancias de localid.de e
conveniencia, o modo do fazer a lei publica e
executoria.
Como, pois, o jurisconsulto Ilustrado, incum-
bido de reunir vasar em um s corpo lodo o
direito civil de um povo, esquece a lei da lei,
aquella que define a aegao, os effeilo e limites
das outras ; aquella quo conslitue o alpha jur-
dico de qualquer ramo da legislagao, por que
traga a liuh divisoria entre o passado que esca-
pa omnipotencia humana o o futuro que Ihe
perlence ?
Talvez o aulor do projecto estoja na crenga de
que o seu cdigo, uma vez approvado, como es-
pera, se tornai irarautavel e eterno, monumeu-
tum are perennius; de modo que, regulada a
sua applicagao pela lei transitoria, de que reza
o arl. 3", lera o legislador completado a sua
missao, e deveri abdicar o direito soberano de
l.ucar nessa arca santa da sabedoria, nesse palla-
dio da liberdade.
Um dos collaboradores do cdigo Napoleao,
motivando o seu Ululo preliminar, exprimia-se
por esla forma :
E no momento dcsta grande e salutar revo-
lugao em noasas leis, que carecem de ser pro-
clamadas algumas das mximas fecundas, que
teem sido consagradas por todos os povos cul-
tos, eque servem de dirigir a marcha de toda a
legislagao bem regulada. Essas mximas sao o
assumpto do projecto que aprsenlo : ellas nao
pertencem nenhum- cdigo particular, sao pro-
legmenos do todos os cdigos.
Mas pareceu-nos que o seu verdadero lugar
o na frente do-cdigo civil, porque esta especie
de cdigo a que, mais que nenhuma oulra,
abraca a uuiversidade das cousas pessoas.
Nao levo o- respeito que professo por esses
mestres em sciencia de legislagao, ao ponto de
pensar que um cdigo civil deva comprehender
objsclo eslranho ao seu assumpto, j de si to
vasto; embora haja em favor dessa opiniao uma
razaede muilo peso ; qual a da eslabilid'ade
de leis sobre que repousa a fortuna e a oid'em
social.
Langa profundas raizes no solo o edificio que
tora por baso a familia e a propriedade : nao o
abalara as fortes agilaces polticas, que s ve-
zes sourclevam as massas : para abale-lo fura
mister uma dessas comraogvs violentas que
revolvem asocied.de desde os seus fundamentos,
e que s appirecem de eda-de em edejde.
Assim, os legisladores de ura paiz que acaba-
va de passor por urna daquellas convulsdes,
avisando nos meios de perpetuar as mximas ele-
mentares do toda a legisaco, asescreveram na
primeira pagina do seu eodigo civil: foi como
se as gravassem na face de seu mais solido e
maisdiiradouro monumento.
Pezar dsso, nao vou lio longe ; enlendo que
o eodigo civil se deve encerrar no eu sujeito, e
completar o pensamento constitucional da pro-
mulgagao e publicidade da lei, nicamente em
relagao aos dirwtos o obrig.ces que enrram na
sua esphera. Nao s a ordem e a regularidade
reclama essa abatengao, como pode a n-.tureza
diversa dos outros ramos da legislagao nao com -
portar os mesmos principios;
0!q;ae, porm, nada justifica o silencio ab-
soluto do autor do projecto -esle respettev Con-
lentou-se com o que j havia, e, se qu*r. nao
o reproduziu. Deixou a lei civil, que, na phra-
se citada, trtereeaoitirit7erii/a
das pessoas, sujefta s oscilagoes da opiniao :
nao marcou o lempo que de*e decorrer depois
da publicagao para que se estabelega a presump-
gao de direito sobre o-scu conhecimenlo.
De-modo que 33 reformas futuras que teoha o
cdigo civil de se-ffrer obrigarao, como-qualquer
outra lei, embora orn o syslema impepfeke de
publicagao que aetualmente vigora, se gerera
interniinaveis queetes respelo dos tos pra-
licados, e dos direilos adquiridos depois da pro-
mulgagao.
Naose desprea a lgao de tantos e to Ilus-
tres legisladores e a experiencia de povos mais
adiantados uo progresso, sem fortes razees de
juslig.e conveniencia ; as que aduaram.no es-
pirito do autor do projeoto podera ser de Gna
tempera, mas escapam ao meu alcance.
Passoao exame dos arlgos comidos no titulo
preliminar :
Art. Io As-leisdesle cdigo nao serao ap-
plicadas fi'.ra de seus limites locis, e nem cora
effeilo retroactivo, u
Duas disposigoesdislinclas encerra.esse artigo:
urna traga o limite da lei em relagao ao lugar ;
outra era relagao ao lempo. Pede a clareza que
as separe, como- separadas se apresentam no es-
tudo da jurisprudencia.
O que o limite local de uma lei?
Ou me engao, ou essas palavras nao podem
no rigor da significago usual ter oulro sentido
que nao spj. o da porgo de territorio, dentro de
qual a- !->, por virtud, da soberana polilica.
exerce o seu imperio, a sua rge obrigatona e
coercitiva.
O autor do projecto, seguindo Savigny, de
quera parece discpulo aproveitado, empregou
aquella expressao em diverso sentido: como o
limite que a sede da pessoalex domicilii, a
sede da cousalex rei sitae, ou a sede de uma
relagao de direitoforum, assignam as dispo-
sigoes da lei dentro do seu proprio territorio.
No primeiro pouto de vista, diz o sabio ro-
mancista allemao (1), as regras de direilo nos
apparecem como simultaneas, fixas e mmoveis :
no segundo ponto de visla apparecem como suc-
cessivas o variadas por um desenvolvmento con-
tinuo. Itesumndo, designarei esse duplice pon-
to de vista pelas seguinles expresses :
Limites locaes do imperio das regras de
direilo.
Limites temporarios desse imperio.
A segunda dessas expresses por si mes-
ma clara. 5o poderei justificar a primeira no
correr da investigado em que vou empenhar-
me.
A' essa invesligagao dedicada mais de raela-
de do oitavo volume de sua obra dn Direilo Ro-
mano, e ao cabo della se reconhece que, pezar
da erudiegao e profundeza do sabio jurisconsulto,
os limites locaes do imperio das leis jogam e os-
cilara como os estatutos por elle conderanados.
Mas nao esse o momento de tirar a limpo a
grave questao do conflicto das legislares de
povos differerrles, quando se tocara e repellem
no reconherimeoto de direitos o obrigages. que
varias e multiplicadas relages podem sujeitar
accio de urnas ou de outras. Seria previnir ideas
que anda nao se achara na parle publicada do
projecto, e que serao, como diz seu autor, es-
siminadas no cdigo inteiro pela necessidade de
aproxima-las cada uma das materias. (2)
A arguraentago, portanto, sobre o principio
geral, sobre a Ihese do primeiro artigo.
Quando o escriplor que dou o cunho de sua
autoriade a uraa phrase jurdica, confessa que
ella nao clara, e sent s pode ser bem com-
prehendrda depois de um exame rainwioso da
materia, julgo imprudente estampa-la em um
cdigo, orrde o pensamento do legislador deve
mauifestar-sc na pleditude de sua forga, nunca
obscurecido pela expressao vaga e duvidosa.
Demais, o lermo carece de jusleza e proprie-
dade.
E' conviego minha, talves errada, que Savig-
ny nao o em pregara, so nao fosse pela especia-
lidade do direilo germnico, levado tratar do
conflicto, nao s da legislacoes estrangeiras, mas
de estatutos, que provincias de um mesmo esta-
do conser7am anda como ura resquicio da antigo
organisagao poltica. Foi essa generalidade do
saijeito que o forgou generalidade do termo,
desprosando o quo melhor indica as relages de
nagao nago.
A soberana d ura oslado lera um limite na-
tural, certo, fiso e permanente ; o seu terri-
torio universitas agrorum intra fines cujusque
civctis. Emquanto a soberana se conserva
dentro desse circulo que Ihe traga o seu dominio
politice, o nao permilte que nem ura direito es-
lranho penetre aquem, nao ha luta possivel. A
independencia da nages existe em toda a am-
plilude protegida pela inlegrid.de do territorio.
Mas oisolamento, quo foi mxima do governo
nos lempos de remota antiguidado, s pode no
estado actual da cvilsagao exidir em abstracto.
As relages do comraercio confunden) os povos ;
'liberdade, por conquistas progressivas, des-
truio as borreiras que os separaran, e no grande
inovimenlj industrial que se opera, cada terri-
torio apparece, nao j como a sede exclusiva de
um povo, porra como um ponto da escala que
percorre a hamanidade na sua constante evol u-
go.
Espandin-io-se alen de suas fronteiras, as di-
versas soberanas se travam dilatamto-se ou res-
liingindo se medida da conlraceSo e disiengao
das outras. A patria miie : no seu amor e na
sua sollicitude ella acompanha do olhar cada
filho que so afasia do seu seio, protegendo-o
raesmo de longe, e recebe o Cilio slheio que
vera abrigar-se sua sombra, respeitando o seu
titulo de citiado astrangeiro.
Se os povos, levados por esse impulso da so-
ciabilid.de, e esclarecidos pela luz da razao e da
justica absoluta, chegassem grande commu-
nho do direilo, a unidade da lei, as nacionali-
dades se fundiran, em um s cdigo, sempre que
se iratasse de intoresses individuaes.para s des-
tacareiu-se quando se agitasse a. questao da sua
mutua independencia.
E' possivel que 30 lobrigue no- futuro incerlo e
longinquo de un rcvolugo oaimanitaria, que
iniciou o christiaaksmo e quo alguma outra su-
blime idea tnlvez consume, a realidade desse so-
nho da universa'...lado da legislagao; desvanega-
set porm, o pbilosopho na expeclago desse
grande acontwimento quo mudar a face do
mundo ; o legislador que escreve para os fados
r.ao pode doixor de tragar a linha divisoria que
deslingue as diversas naeicnalidades.
Quanlo essa linha seja intrincada, quanlo ella
se emaranhn nos seus w.lleies, compreirende
quem refleotir na varie.dade iromensa dss-rda-
- -
FOiLHETlM
Z3E
5TTTE.
PAULO DE KOCK.
tudo issu, e quando por momentos lir.ua o cha- xaram de fazer, afim de mostrar moga cora que
peo para sentir o fresco da noite, ndmirava a no-
brezn da sua fronte, sobre a qual os cabellos ar-
ranj.ados cora symelria flucluavam merc do
vento.
O trajar do cavalleiro dava-o por mogo da mo-
da ; mas sem nada ler de excntrico ou exagera-
do ; emfim diriga com infinita graga ura bello ca-
vallo andaluz, que nao pareca alugado.
Avistando de longe o mancebo, que acabamo3
de descrever, Cerisctle Sentio-M corar, e affodan-
do nao olhar para o lado delle, via muilo bem
que elle linha demorado o passo do cavallo aflm
de f.car na mesma linha que ella.
Perqu razao Cerisetle corou 1 Porque deitou
involuntariamente olhares furtivos para o lado
desse cavalleiro? que no segundo dia dos seus
passoios Neuitiy, indo pela manha com Sabr-
tache, a moga fra assuslada por um cavalleiro,
que viuha todu o galope, <1o seu lado, no mo-
mento em que ella atravessava o camin.o diante
do Arco de triumpho. Teve medo, e receiou nao
ter lempo para alravessar. Mas o mancebo, les-
lemunha do susto da moga, soube parar de re-
pente o cavallo, p pedio dpseulpas
Este incidente ahi leria terminado se o alegan
graga, seguranga e destreza guiava o seu corsel,
o mancebo, pelo contrario, apenas avistara Ceri-
setle e o seu companheiro, turna va o lado- oppos-
lo da estrada, e deixava ir o cavallo a passo, con-
servando-se sempre para traz. Desse modo, po-
da examinar muilo seu gosto o and de Ceri-
setle, seu lalhe elegante, seu mencio gracioso ;
verdade que nao Ihe via o rosto, senao quando
a moga virava a cabega do seu lado, o que succe- I mentar Cerisetle.
valleiro ; alm disso o passeio dos Campos-Ely-
slos Neuilly era livre para todos, e lalvez, nao
fosse para encontra-la, que o bella mancebo all
cstivesse.
Cerisetle dizia tambem isso comigo. mas nao
acreditava.
No dia soguint vullarana Neuilly Dessa vez.
appareceu Dumarselleao meiodia.e depois de ter
deilado um olhar casa, foi"ao jardim compri-
(1) Volume 8o pag; 8.
(2) Nota ao art. 2.a
ges humanas, das circumslancias am que ellas
se crcam, e dos objeclos sobre que versam. E' a
vida humana, vista em todas as suas vicissitudes
e accidentes, pelo prisma do direito.
Ha, porm, uma verdade que nao admilte con-
lestagao : essa que, em todo e qualquer sysle-
ma adoptado para demarcar aquella raia, ella ha
de passar nocessariamcnle pelo ponto em que se
chocara duas ou mais soberanas; ha de cortar
o fio que prende pelos seus losdiversos uma
relagao de direito varias nacionalidades ; em
uma palavra, ha de ser no moral o que physi-
camenle a extrema ou fronleira do territorio.
Os limites que as leis dos estados so impem
pela forga de sua independencia reciproca sao
pois internacionees, e nao locaes ; sao caleados
pela aeco que ess>s leis teem no dominio urnas
das outras, o nao pelo Jugar que ellas abrangera.
A lei franceza nao tem imperio sobre o lerrilorio
do Brasil, mas sobre a pessoa do cidado francez
que nelle so acha. E' o que Proudhon exprime
perfeitamente, quando deslingue na lei a forga
coactiva da forga- obrigatoria. (3)
Quem diz limite local parece exprimir ura li-
mite lixo, eslave), immovel e material: pois tal
a idea que naturalmente formamos de ara pon-
to qualquer da superficie do globo. O sentido
que deu o autor do projecto aquella expressao
repugna, nao s porque incerlo o lugar quo
determina o limite da lei, como porque esse li-
mite nao corresponde a uma parle do solo.
Assim, desenvolveoto o exemplo apresentado,
se tratar-se da capacidade jurdica do Francez,
ser, por exemplo, o lugar da origera ou domi-
cilio quo limitar a lei brasileira : se tratar-se de
um mandato exequivet nos Estados-Unidos,- o
limite resultar do foro do contrato ; se tralar-se
de uma propriedade immovel, perlencente a:
Francez, e situada no imperio, a lei brasileira
nao ter oulro limite'alm do seu territorio.
Nao este o nico, nem o mais grave deleito
da diposigo do artigo que examino: condem-
na-a sobretudo a sua completa e absoluta inutili-
dade.
De feito, quem l aquelle principio da restric-
go da lei, interroga naturalmente o pensamento
quo o inspirou, e pede-lhe a dcflnigo jurdica, a
designago clara dos limites locaes das lew civis
brasileiras. Enconlra a resposta no art. 2-do1 pro-
jecto :
OS-limites locaes de sua applicagao (das
leis) sero ncllas designadas.
Appello para a consciencia de qualquer bornea
de bom senso, ioteirameute eslranho aos estados
de jurisprudencia, e profano na difficil scienctr
de legislar Declare elle, se procurando no cdi-
go civil do uma nagao o principio que rege ar
quesles enternacionaes pri/adas, ficar esclare-
dido sobre os- seus direitos e obrigagoespelas disv
posiges dos arts. 1 o 2 do projecto.
Elle ter de consultar a lei do codig? que re-
gala a hypothese, para saber qual devascr-lhe
applicada, se a legislagao nacional, se a estran-
geira, do domicilio, da stluago da cous>, ou do
foro do contrato: porque nessa lei nicamente
reside o imperio e a sobrania que gera o direito e
a obrigago.
Risquem-se, apagoem-so embora aquellas-dis-
posigoes dos arts. 1 e2 projecto nao perder
era idea ; masa leiganhar era forga, em nobre-
za e simplicidade. O titulo preliminar de um
cdigo nao um indiee em que se apostata as-
materias tratadas no corpo da obra, nem um pro*
logo onde se desflora, sera- aprofunda-lo, o pen-
samento do livro.
. Quand Napoleao diese no ee-nselho de estado
que ura eodigo una livro de nutoridade e nao
de doutrina, proferio asenlenca desses compen-
dios de jurisprudencia que sera exame e reflexao
se o.-igem- ero loi e revelara no pratica a confuso
de suas destineges subiis e raethaphysicas
Se o autor do projedo entenda quo os limites
locaes de suas leis se podinra determinar de um
modo genrico, devia ter realisado esse scopo no
titulo preliminar: leudo, por-m, obedecido ne-
cessidade de aproxima-los de cada uraa das ma-
terias ; era superfluo deolar-ar no lexlo que o seu
cdigo ha-de oceupar-se desse objecto : que as
suas leis ho de ter um limite, o qual, salva a
qualificago, niogucm aind a contcslou.
A lei nao promette, orden : e as disposices
de que me oceupo nae encontr, ainda auxiliado
pelo commentario, roa-ie-do que vagos e indecisos
tragos de um systema de timilago internacional
das leis civis, systema bebido as doutrinas de
Savigny, mas, que parece delle 'afastar-s%tem al-
guns pontos. No rigor pode-se ver all o.princi-
pio, luz Jo qual ha.de o cdigo resolver. os
conflictos entre legislagoas diversas pela naciona-
lidade.
Eleva-so o jurisconsulto na lgica e no ra>-
thodo da argumentars,, mas calca aos-ps o le-
gislador, que nao expe, nao d.scut.-., nao per-
suade :manda. Pensava eu que devia sar. o>
contrario : que o jurisconsulto devia flear no. g*-
binolo, ou, quand-o muilo. no comoaentauio. O.e
sua obra, eque ao.legislador s compela enut.n-
ciar pela voz da le, a verdade nua, sem mol' v os
e sem premissas.
Conveniencia*-dn imprensa diaria, cortam--me
o fio rida,: concluirei aqu este artigo.
J. A..
(Covreio Mercantil, do Ro.J
XXXII
Um cavalleiro.
No dia seguinlo, eslava Cerisetle emduvidase
seria ou nao Oscreto acompanhar Sabrelache
Neuilly, mas este lirou-a dessa indeci3o, dizen-
do-lhe :
r.umol pois nao ha de ir agora, que o Sr.
Dimarselle Ihe moslron tanto inleosse, Ihe tra-
t 1 1 rom tanla delicadeza e Ihe deu um ramalhe-
le? l).i parte doli parece que isso cousa noia-
vel, porque o jardineiro disso-me ao ouvido : Tem
viudo nlgumas vezes senhoras visitar m^u amo, c
ainda nao Ihe vi olTerecer rainalh-te nenhuma,
sua -ilniiha conquislou-o. E ora ag'adeci monto
a tolo isso, voc nu quer ir quinta 1 Nao me
paree bora isso.
Oh I se pensa assim, meu amigo, vou. Se
nao quera ir, era receiando ser muito ousada.,
4 que pensa o contraro, vou, e afiango-ihe que cebo anida eslava a passe.ar cavallo nos cara- dupla vista para os naranjados,o que parece roui-
i su -ausa me muilo prazor I pos tlysios, quando Cnsete passava com o seu : to natural ; porque razao o amor nao hade ser
_ Ora muilo bon, I os prazeres que nao fazem companh-iro. Mas dysta vez o cavalleiro nao | to adevinho como o magnetismo t. Quanlo
mal a ninguem, devem ser serapre permil- "^ "?Sf; l ** c Qe o cavallo ao-
0 dasse mais w*va
dia algumas vezes, por acaso, sem duvida. maso
mancebo aproveilava muito bem esses acasos.
Quando eslava p nos Campos Elysios, o ad-
mirador de Cerisetle ainda era menos visto ; pas-
sa por all tanta gente ; pde-seflcar a traz das
ardores e cora alguma destreza pde-se muilo
bem seguir uma pessoa sem que isso d as vis-
tas ; o mancebo conserv.va -se sempre em dis-
tancia, de maneira nuuca ftcar para o lado de
Sabrelache.
Emfim, o que anda superior a todas as pre-
cauges possiveis, que ura humen, que nlo tem
ciumes, presta muito pouca altengo s pessoas
que eslo no seu camiuho, ao passo que, sem ser
namoradeira.sem desejar fazer conquistas, a rau-
lliez a mais honesta, conhece muitu bem quando
to cavalleiro nao tivesse ei.tao lempo para exami- faz alguma conquista, e mesmo sem olhar para
nar Coriseitie, c sem duvida esse exame Ihe dos- 'traz, sem parecer vollar a cabega, sabe sempre
portara o desejo de torna-la a ver, porque no dia onde est aquelle que a segu. O que (e-a dizer
seguinle, fssc acaso, fosse premeditarn, o man- .nao sei que posta,que as mulheres linham uma
agar para acompanhar, de longo,
!r>riwUe voltea, pois. com Sabrelache quinta ?,l a "" d' Oxw-nseUc, a moga que na vespera
lides.
de Dumarsclle ; desla vez elle nao appareceu. A
m'nc.a sentio-se mais livre, sabendo que eslava s
rao j.irdira, e todava parecialhe quo linha um
pesar ; julgava que Dumarseilo voltaria..., e no
fundo de sua alma h3via como quo uma tristeza,
biir nao ver roalisada sua esperunga.
V11ll.1r.do Paris, ainda nao ora inteiramente
noite. havia um mancebo elegante possoiando
Iruio curto na estrada de Neuilly, mas quo poz o
cavallo passo apenas avistuu a moga e o vele-
rano.
Esse cavalleiro, quo pareca ter vnte e sote pa-
ra vinie e oito annos. era um bonito mogo. Ti-
llie parecer lo bonita.
Desse lempo por dianle, lodos os dias, indo p
vindo de Neuilly, Ceriselto vira o mancebo des-
conhecido. ora de rnanha parlindo de Paris, e
outra vez na vulla. Havia alguns dias mesmo
que o manrebo eslava no caraioho demanh e de
noite, muias vezes cavallo, e algumas p. E
depois disto, o quo ha de admirar que Cerisetle
mim, creio muilo mais na segunda vista do cora
gao da que na do estomago I
Mas porque era que Ceriselte.que nao linhase-
gredos para o veterano, nao Ihe havia fallado da
assiduidade desse desconhocido? E como era
que essa moga, a quem a de3graga e o passado
haviaru tornado tu tiraida, nao sentia susto ne-
uhum, veudo-se seguida por um desconhe-
ciJo ?
A' isto responderemos anda, que ha no fundo
de cossa alma alguma cousa que nos faz sentir
repnrasse nelle ? E nao era bem visivel, que s sympathia por cerlas pessoas, e enlo nunca le-
por causa della, s na esperanga de cncouira-la, I mos medo dessas pessoas ; nao basta ser sempre
era que esse desconhecido eslava todos os das no lido rapaz para inspirar sympathia uraa mu-
lher, ainda que isso rontribua ; mas aquelle
quem Cerisetle via de algum lempo linha um pa-
sen cau.inho ?
TaUcz alguem se admire de que Sabrelache nao
aaMes" moito""lo7moaMr"8obraeMba 'j*?8? 'ar"b,'ai reparado no mogo. Masantes cer lo agr.davel; quando olhava par. ella, seus
b-m nrqueadas, nariz bem desenhado. e bocea :6n.!'.^ss,*rl^rt!zer ^,ie mancebo havla* olhus tinh.m uma expressan to lerna e respei-
Cxpresaiva ; cabellos castanhos encaixilhsvam
() Vide o Diario n. 190.
ee com iufinii. discrigao.
mm 1 Bem longe de rara.olar e fajer manobrar o ca-
I vallo, o que nioiius oulros pe sea lugar nao dei-
losa, que era impossivel oiTender-se com esses
olhares ; e os a ra/ao porque ella nao linha jul-
gado necesgariQ fallar a Sabrelache do jovep c-.
A moga saudou graciosamente o dono da casa.
Enl,o jj sabe, madomoiscllo, o que recom-
mendei ao senhor seu lio ? nisse Dumarseilo
olhando altenlamente para a mo,a.
Ji, siiii, sonhor, creio...
Rocommendoi-lhe que a trouxease oesle
verso muilas vetea osla quinta, que tanto lh.
agrada. E como adevinho muilo bora que por
discrigao c nao vira seeu estivesso, o quo me
daria muito prazer. previno-a de que parto 110
dia 20 do junho, e he i de estar ausente polo me-
aos tres mozos.
Como I sonhor, pois ausenla-se por tanto
lempo Abandouar no verao esta casa que
to bonita '
Sim, menina....
Nao gusta d'aqui ?. ..
Gos.ta.ria muilo.... so aqu tivesse ludo o
que meucnrago deseja. Ah menina, a fortuna
nem sempre d a felicidade e daria rom prazer
tudu quanlo pnssuo por alguma cousa que o des
tino rae roubou 1
Cerisetle suspirn e nao se atreven a fazer per-
gunla alguma respeito do desgoslo de Dumar-
selle ; osle, cuja fronte tornra-se pensativa,
conlinuou passados momentos :
Sim, viajo, percorro mundo, esperando
ain.ta algumas vetes, mas sempre engaado na
minha esperanga.... Perdu ? Baln lho fallando
dos meus pozares 1 Na sua ednde melhor cui-
dar nos prazeres.... Tera-se muito lempo para
lamcnta-los.....
Oh senhor, eu nao son lia frivola como
pensa lalvpz. e se eu podesse minorar os seus
soffrimenlos partilhando-os, pedir-lhe-hia inme-
diatamente a melado.
Amavel moga I Eu Ihe agradego... At lo-
go ; nao Ihe digo adeus.
D'ahi a dous das Sabrelache linha inteira-
mente acabado os seus Irabalhos, e Dun.arselle,
quo eslava na quinta, psgou imrpcdiatan.entc a
conta do pintor, sem quero? verifica-la. anda
submetter : mas Dumarselle nao quiz a'.tendcr
essas razes.
E se eu fiz ludo muilo caro, mau official ?
disss o veterano sorrir.de. ^
Em primeiro lugar nao o creio, meu bra-
vo ; depois se coramelteu algum errozinho, pe-
go-He que gaste o excesso comprando um pre-.
sent para sua linda sobrinha... Adeus, menina,
nao se esquog. da recommendaga que Ihe fiz...
Esta casa est, sua dispostga durante tsdo o
. vero ; espero que vira visita-lo quando mais
nao seja para ver se o jardineiro tem cuidado as
minhas Dores.
Ceriselle agradeceu de novo Dumarselle que
Ihe deu um bello ramalhelo e apertou a.mo de
Sabrelache dizendo-lhe
Hei de ve-lo na volta ; domis, dei a sua
morada, e recoromendei algiws conheridos
que, lenho certeza, Ihe hao de- dar que fa-
zer.
E' milita bond.de, meu official ; nao sei, na
realidade, como to&ho merecido ludo quanlo se
digna fazer por mi-m.
Voss o merece... Mas depois que conhego
sua sobrinha, folinto mo duplamente de tcr-lhe
podido servir par. alguma cousa.
Sat.relache e Cerisetle deixaram a casa de
Neuilly. qual disseram adeus por algum lem-
po. Cerisetle senta pena ; porque tinh.-se scos-
lutnado lauto ir essa quinta, que agora pa-
rece que Ihe faltara alguma cousa nao indo mais
l pela manha ; depois Dumarselle fra to
amavel, to pulido par. com ella quo j Ihe li-
nha afiVigu ; j costumava-se velo.
Talvez houvease ainda alguma oulra razao que
Ihe fizesse ler saudades dos lindos passcios
Neuilly e deitar os olhos para os lados da estra-
da para dizer adeus an cavalleiro que ali eslava
de manha e noite. Mas justamente nesse dia
odesconhecido nao deu copia de si; Cerisetle
nao o vio nem na ida nem na volta, e por isso
entrou muilo seria na sua casa da tua Pon-
thieu.
Quanlo Sabrelache, esle vinha por todo o
cnmipho a fazer elogios Dumarselle, cujo co-
nhocimento e amiz.de pareciam ter sido o prin-
cipio de sua mudai.ga de fortuna.
Au entraren) em csss, vram Patarata de plan-
teo na porla, que rxrlamou r
Ora, gragas Deus, que afnalos encontr I
Boa vid 1 Ninguem os acha ero casa I Depois
de qu-ri oa nao lenho visto, linha lempo de dar
va'.o de duzia e meia de loes I
(3) C. de D. francez. Vol. V pas. 47.
fazer em Neuilly, e corao Agath. divenia -se l
ia comigo lodos os dias.
Oh. sim, mademoisello Agalha, Cerise..,
quero dizer Agatha, eslou fichado idiota nao
d atlengo 1 Euto, menina diverta-se mui-
to l ?
Oh 1 sim, e se soubesse- como dono d^casa
c amavel 1
Vio-o?
Certainente, muilas vezes..... e foi lo Uom
que me disse que eu tiaha feito muilo bem em
acompanhar meu tiu Depois fizcomqu.s udapro-
mettessemos ir muilas vezes sua quinta nesle
vero que Ihe est ausente.
Ah I convidou-ospara irla quando nao es-
tiver em casa ?
Ento nao comprehendes. cxmarada, que 6
para eslarroos mais gosto ? Se 14 estivesse, el-
le bem sabe quo recejaramos ser importunos. .
mas e-sl era viagom todo o vero.
Que bella cousa I Assim tem voss uma.
casa de campo 1 Se este senhor m encontrasse,
talvez me livesse convidado para ir ve-lo d.u^
ranle a su ausencia I
Mas os trabalhos cte Nouilly, e por coase-
guinte, tambera os passeios,acabaram-se par al^
gura lempo pelo menos.
Os passeios fizeram bem menina porque
acho que goza saude agora 1
E' verdade, ella est agora completamente
restabelecida. Mas como o exercico Ihe (az bem,
minha filha, nao iremos Neuilly, mas vamos
passeiar.
;
que esle suMentasse ser cosiume a que se puerta Bem sbcs, camarada, que eu linha que
r
Oh I de cerlo, eu desojo muito.
Cerisetle respondeu com uma vivacidade do
que se arguio. Por que razao essa vonlade de
passoiar agora que nao linha mais fim que Ihe
agradasse 'anlo ? Seria o desejo de sabor se en-
contrara o joven cavalleiro que a contemplava
rom ar lo respetoso, to doce ? Mas para que?
Nao quer mais, nao deve mais amar ninguem,
nem ouvir finezas ; seucorago deve estar fl'ora
em diante fechado todo senlimenlo de amor o
os motivos que o forgam a o amar mais sao
muo graves para que falle sua resolugo. E
sera duvida era para melhor eumpri-la. quo se
passaram alguna dias durante os quaes a moga
quiz Dcar era casa.
(Coninar--fcoJ,
PERN. TXr\ D.K H. F. DE PARIA. 166U.
TT
V


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