Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09145


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Full Text
AMA XXXTI. HUMERO 194.
Por tres mezcs adianlados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
Qi&TA FEIRA 22 BE AGOSTO DE 1861.
Por anuo adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
CNCARREGADOS DA SUBSCRIPTO' DO HURTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lomos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei-
ro Guimarcs; Piauliy, o Sr. Joo Fcrnandes de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronvrho da Costa.
l'ARliiiA UUS culUltlUx
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do din.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, lngazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una, Barreiros,
AguaPrela, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parlero as 10 horas da marrha.
EPHEMERIDES DO MEZ DE AGOSTO.
1 La cheia as 3 horas e 14 minutos da tarde.
9 Quarto minguante as 7 horas e 4 minutos da
tarde.
16 La nova as 8 horas da tarde.
23 Quarlo crescenle as 8 horas e 16 minutos da
manha.
31 La cheia as 6 horas e 38 minutos da manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 9 horas c 18 minutos da manha.
Segundo as 9 horas e 42 minutos da tarde.
AL'DINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do comraercio : segundas e quintas.
Relaco : tergas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas,
.luizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira Tara do civil: tercas e sextas ao meio dij
Segunda varado civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarle.
DAS DA SEMANA.
20 Segunda S. Bernardo ab. doutor da igreja.
21 Terca. S. Joanna Francisca v.; S. Umbelina
22 Quarta. S Timolheo ab.; S. Fabriciano m.
23 Quinta. S. Felippe Bcnicio; S. Liberato m.
24 Sexla. S. Bartholomeu ap. ; S. urea v.
25 Sabbado. S. Luii Re de Franca f.; S.Jeroncio
26 Domingo. O Sagrado Coraran de Mari.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPQAO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino FalcSo Dias; Bahia,
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBL'CO.
O proprietnrio do diario Manoel Figuciroa d
Faria.nasua livraria prara da Independencia ns
6e8.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia.
"EXPEDIENTE DO DIA 20 DE AGOSTO DE 1860.
OQicioao inspector da thesouraria provincial.--
Scicnte pelo officio de V. S. de hoje, sob n. 387.
de haver fallecido Joao Ignacio do Reg, chefe
da segunda secgo do consulado provincial, e
curoprindo para o pioviraenlo desse lugar alien-
der-se ao merecimento, que de dircito a algurn
dos primeiros cscripturarios da mesma reparti-
co a ser promovido ao lugar vago, determino a
Y. S. que me remella com brevidadc urna rela-
mi nominal d'aquclles funecionarios, e bem as-
sira dos segundos e tereciros escriturarios do
inesmo consulado, devendo cssa relaco vir a-
companhada de urna informacao, na qual se de-
clare a aplido e mais mereciincntos do cjda
um delles, como tambem a sua antiguidade.
Dito ao provedor da Santa Casa da Mizcrler-
da.Responda ao officio que V S. me dirigi
em 18 do corrente, declarando lhe que approvo
a deliberacao lomada pela junta administrativa can elementar Aloxandrc Jos Dornellas,
, c.i, r... h, ;./^.nJi;. n&. ca h m,n. formaroes ministradas pelas rcparlicoes
da Sania Casa da Mizericordia na s de man-
dar abonar ao thesoureiro esmolcr as despezas
j feitas, tanto com o pagamento da divida as-
siva da exlincta administrando dos cstabeleci-
mentos de caridade, como da mesma junta, sem
que se seguisse o processo estabelecido no res-
pectivo compromisso, mas tambem de aulorisar
o mosmo thesoureiro a faier de ora em dianle
smente as despezas de urgencia, cumprindo
que V. S. quanto antes faca montar a secreta-
ria desse estabeleciracnlo, poudo-a era estado
de se prestar as necessidade do servigo. '
Dito ao mesrao. Pelo ocio de V. S., de 18
do corrente, fiquei interado de haver a junta
administrativa dessa santa casa resolvido man-
dar levantar mais o muro de que trata V. S. cni
sea citado officio.
Dito ao i'ornmanJante das armas. Remello
por copia a V. S. o officio do Dr. chefe de poli-
ca, de 11 de j u ti lio ultimo c as inormares mi-
nistradas pela thesouraria de fazenda em 14 e
17 do corrente, afim de que se sirva de mandar
ccso, quando delle consta ler o juiz de direito
entrado na sala das conferencias do jury.
Dito ao director do arsenal de guerra.Infor-
me Vmc. se podem ser fornecidos os instrumen-
tos e mais objeclos, do que trata o officio incluso
por copia.com as condicos propostas pelo Exra.
vice-presidcnle da provincia do Amazonas.
Dito ao director das obras militares.Mande
Vmc. concertara porta da prisiio do forte do Bu-
raco, que se acha em mo estado.Coiumuuicou-
sc ao commandante das armas.
Dito ao commissario vaccinador Remeta
Vmc. com urgencia ao Dr. chefe de polica algu-
nas laminas de pus vaccinieo de boa qualidade,
afim de serem transicillidas ao delegado do ter-
mo de Tacaral.Coramunicou-sc ao chefe de
polica.
Portara.O presidente da provincia resolve
nomear a Justino Ansberto de Souza para o lugar !
vago de guarda do consulado provincial.Fi/e- '
ram-se as convenientes communicaccs.
Dita.O presidente da provincia, attendendo ;
ao que requereu o professor jubilado de inslruc-
e as in-
as pelas reparlces compe-
Depuis de orarem os Srs. Sergio de Macedo,
ministro do imperio e Franco de Almeida, a
discussao fie a addiada pela hora.
O Sr. Presidente di para ordem do dia o se-
guinte :
Primeira parle.3 a discussao do projeclo n.
81 deste anuo que altera diversas disposigoes
da lei n. 387 de 19 do agosto de 1846 e decreto
n. 842 de 19 de selembro de 1855 ; e as materias
anteriormente designadas.
Segimda parle ( De 1 1/2 hora em dianle).
Canlinuacao da 2.a discussao do ornamento na
parte relativa despeza do ministorio do impe-
rio.
Levanla-se a sessao.
lentes, resolve, de conformidade com o arl. 26
14 da lei provincial n 488 de 16 de maio do
correle auno, mandar pagar ao supplicanle a
giatficarao, a que lera direito, por ler mais de
doze anuos de servigo, arbitrada no terco do or-
denado, em vrtude do arl. 10 da lei geral de 15 Carolina Ceeialia Campos de Olivcira, repartida-
de outubro de 1827.Coinmunicou-se ao director! mente com sua Qlha.Inleirada.
SESSAO EM 13DEJULHO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Havendo numero legal de Srs. deputados,
abre-se a sessao.
I.ida a acta da antecedente, approvada.
O Sr. 1. secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do secretario do senado, communi-
caudo que aquella cmara, adoplando-a, vai
mandar i saneco imperial a resoluco que ap-
prova pensiio anual de 1:0801 concedida a D.
da instrueco publica.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao inspector da thesouraria provincial.
S. F.xc o Sr presidenta da provincia manda
remelter a V. S. os dous lvros de apolices que a
este acompanham o que se achara devidamente
rubricados.
Dito ao Dr. Joaquim de Paula Pessoa de I.acer-
da juiz de direito da Boa-Vista.S. Exc. o Sr.
presidente ila provincia, manda aecusar recebido
o oificio de 2:1 de jullio prximo Cuido em que V.
S. participa ler entrado naquella data no gozo da
licenra de um niez, que lhe foi concedida pelo
Exm conselheiro presidente da relacao.Fize-
iudemnisar o delegado do termo do Brejo do va- ram:,se as convenientes coramunicacoes.
lor da ciape por elle abonada ao desertor do 9 .D,l ? *?.*f!*t. J,0S^de,.A!lbu5"!r,1ue~S-
brlalho de infantaria, Joo Baplista dos Santos,
visio que pelo mesmo batalhao foi lirado esse
vencimenlo, 'como consta da relacao de moslra
d'aquelle mez, devendo a respectiva importan-
cia ser entregue a Simplicio Jos de Mello.
Dito ao mesmo Faca aprsenla r a V. S. para
serem inspeccionados, os recrulas Manoel Flor
Dornellas, e Jos Pedro de Souza, o asseolar-
1 lies loco praca, no caso de serem considerados
aptos para isso. Communicon-se ao chefe de
polica.
Dito ao mesmo.Informe a V. S sobre o que .
pondera o inspector dd thesouraria de fazenda ;
no oificio incluso cerca do abono de etape do
alferes do 9 batalhao de infamara, Francisco |
Jos Joaquim de Barros.
Dito ao mesmo.Ao officio que V. S. me di-
rigi, sob n. 901, e data de 18 do corrente, res-
pondo declarando que pode V. S. aulorisar o
commandante do 4 batalhao de arlilharia a p a
fazer a despeza necessaria com o trinsporte do
material referido do batalhao da cidade do Olin-
da para esta capital, aprosentando-me V. S. a
respectiva conta.
Dito ao commandante superior do Recife.
Declaro em resposta ao officio de V. S., de 17 do
correle, com referencia a dispensa solicitada
p>'to cnsul de S. M. Britnica para o guarda
nacional Flix Canlalicio da Silva Lobo, que
pertence este ao 1" batalhao de arlilharia deste
niuncipio.
Dito ao commandante superior de Goianna.
Tendo-me representado Manoel Gongalves Nuues
Machado, que o chefe do estado maior do com-
mando superior de V. S. excrce cumulativamen-
te aquelle cargo, e o do delegado de polica,
cnnvni que V. S. rao informo com urgencia a
semelhante respeito.
Ditoao inspector da thesouraria de fazenda.
Tomando em considerarlo o que V. S. me cx-
poz em seu officio de 11 do corrente, sob n.
827, e noselendo votado crdito para as des-
pezas com as companhias de pedestres, o auto-
riso a mandar entregar sob minha responsabi-
lidade, a pessoa que foi indicada pelo comman-
dante das armas, os dous contos de res, que V.
S julga convenieute remetter-se ao collelor de
Tacaral para que, unidos aos rendiraenlos d'a-
qnella collecloria, possa elle occorrer as despe-
zas com a companhia de pedestres d'aquella co-
marca, nos mezes de julho a selembro deste
auno OQiciou-se ao commandante das armas
para indicar um official de confianca que seja
o conductor d'aquella quanlia.
Dito ao mesmo.Nos termos de sua informa-
cao de 18 do corrente, sob n. 856, mande V, S.
indemnisar o enfermeiro Camillo de Leles Poi-
xolo da quanlia de 53^560 rs. despendida com o
cntrerramento do commissario do vapor Thetis,
Antonio Jos do Carmo, que falleceu na enfer-
mara do arsenal de marinha, como se v da
conta junta em duplcala.Communicou-se ao
inspector do arsenal de marinha.
Dito ao mesmoRestituindo a V S. a conta
na importancia de 537^066 rs., que foi despendi-
da com o concert feito no telegrapho da torre
do Collegio, o auloriso, em vista de sua infor-
rcago, de 18 do corrente, sob n. 855, a mandar:
pagar a Joaquim Antonio Rodrigues, somente a
quanlia de 158J000 rs. para que existe crdito, |
remetiendo logo a demonstrado da insufficiencia :
do mesmo crdito a fim de" ler o conveniente!
destino.
Dito ao mesmo. A Francisco Pedro Celestino
mande V. S. pagar, em vista de sua informacao,
de 18 do corrente, sob n. 857, a quanlia de
47$888 rs. despendida nos mezes de fevereiro,
margo e abril deste anno, com o fernecimenlo Je
luz e agoa ao destacamento de guardas nacionaes
da cidade de Olinda, como se v do requeriraen-
to, e conlas que devolvo.
Dito ao mesrao.Em vista de sua Informacao
de 16 do corrente, sob n. 840, auloriso a V S.
a mandar restituir ao capito Antonio Luiz Hil-
arte Nunes a qnantia de 190JJ600 rs que se lhe
descontou para a amortisaco da ajnda de custo
que racebera na corte, quado seguio para Malto-
Gro3so, conforme pede o mesmo capito no re-
querimento que devolvo
Dito ao commandante do corpo de polica.
rde V. S. mandar engajar o paisano Claudio
de l.ucena Luz. que segundo o allestado junto
sua intorma^o desta data, sob n 239. foi julga-
do apio para o servico do corpo de seu com-
mando.
Dito ao juiz de direito da primeira vara.De-
volvendo Vmc. a inclusa petico de grana do sen-
tenciado Jos do Espirito-Santo o qual, por sua
pobreza, segundo allega, nao pode adquirir os
precisos documentos, recommendo a Vmc. em
observancia do arl. 3 do decreto n. 2,566 de 28
de margo deste anno, que o instrua regularmente
para ter o destino legal Tenho assim respondi-
do o seu officio de 15 deste mez relativo a esse
objecto.
Dito ao juiz de dircito do Limoeiro.Ouvido o
F.xc. o Sr presidente da provincia, manda -'ccu-
sar recebido o officio de 10 do corrente em que
V. S. participa ter entrado naquella data no exer-
cicio do cargo de promotor interino da comarca
de Sinlo Anto, para o qual tora nomeado pelo
respectivo juiz de direito.Fizerara-sc as con-
venientes communicagoes.
Dita ao gerente da companhia pernambucana
, de vapores.U E\ni. Sr. presidente da provincia
: manda remelter por copia a portara do 15 de
Ijunho de 1858 afim de que continu V. S. a dar-
Ihc a devida execuno
Dito ao Sr. D. P. iWild.O Exm. Sr. presiden-
te da provincia manda devolver ao Sr. D. P. Wild
o titulo d.o_sua nomeaco de cnsul de Hannovcr
nesta provincia"," que se refere-<5"eH. oificio da-
tado de 18 do correte, visto que ni forma das
urdens imperiaes s pode S. Exc. por o cumpra-
se no titulo, que o governo imperial houver de
passar ao mesmo Sr. D. Wild.
DESPACHOS DO DA 20 DE ACOST.
feqnerimenlos.
1297.Custodio Jos da Silva.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
1298.Justino Ansberto de Souza.Passe-sc
portara, nomeando o supplkante.
1299.Jos Antonio Connives de Mello.In-
forme o Sr. inspector da thesouraria provin-
cial.
1300 a 1302 Jos Cavalcantc do Albuquer-
que, Manoel Jos de Almeida Soares e Ulisses
Juslniano de Oliveira.Informe o Sr. inspector
da thesouraria provincial, ouvindo o administra-
dor do consulado.
1303. Landclino Segismunlo do Alvarenga.
Informe o Sr. director do arsenal de guerra.
130.Manoel Gonnalves Nunes Machado.Ao
Sr. Dr. chefe de polica, para expedir as suas or-
dens, que pede o supphcante e que alias se ron-
lm j as instrueces do governo, acerca do
compoitamento das" autoridades policiacs em ro-
lan o do processo cleiloral.
INTERIOR.
Dous requerimentos de Joo Jos de Carvalho,
continuo da secretaria de poltcia da provincia do
Rio de Janeiro, e deMithias Alves da Silva, por-
leiro da mesma repartico, pedindo ambos aug-
mento de ordenado A coramisso de pensoes e
ordenados.
Julgado objecto de deliberacao. vai a imprimir
para entrar na ordem dos trab'alhos um parecer
da commisso de fazenda dispensando as leis de
amorlzaco a varias corporales demo-morla.
Lidos, remedidos commisso de justica cri-
minal, a requerimento de seu autor, os seguin-
les projectosdo Sr- Paranagu (ministro da Jus-
tina) :
A assembla geral resolve :
Art. 1. O lempo de priso imposta em vir-
tude de redueco de multa, quando o reo nao
puder paga-la, nunca ser maior que o da pe-
na principal nos crimes atiannaveis e de metade
nos crimes inadancaveis.
Art. 2." Da sentenca que julga r a redueco
ou liquidaco de mulla lera logar o recurso vo-
luntario, itcsposto a arbitrio das parles, para o
juiz de direito.
Art. 3. Nao haver logar o procedraento
cx-fficio nos delictos mencionados no 5." da
ei de 26 de oulubrode 1831. observando-se no
respectivo processo c julgamenlo o que esl de-
terminado por lei.
Art. 4." Fico revogadas as disposicoes cm
contrario.
a A asscmbl geral resolve :
Art. 1. A disposico dos arls 219, 3.a par-
le, 225 e 228 do cdigo criminal tica subrogada
pela seguinte :
Seguindo-se o casamento, celebrado confor-
me os caones c os leis de imperio, nao tero
logar as penas.
Se o casamento, porra, for celebrado sem
as hablitacoes exigidas pela ki civil, poder ha-
ver processo criminal, mas smenle por queixa
do pai, avo ou tutor de offendida.
Art. 2o Tirar por fraude ou violencia da casa
ou lugar em que se adiar o menor de 17 annos,
de qualquer sexo e qualquer que seja o fim do
raptor : penas de um a seis mezes do priso com
trabalho.
Conlinuaco da d" discussao do projMlO n SI
deste anno, Iterando algumas disposiges do
projeclo de reforma eleitoral ; e, se houver lem-
po, discussao de requerimenlos e das materias
anteriormente designadas para a primeira parle
da ordem do dia, precedendo a votago do reque-
rimento de adiamento que ficou encerrado.
Levanta-se a sessao.
SESSO EM 14 DE JULHO DE 1860.
Presidencia do conde de Baependy.
Havendo numero legal de Srs. deputados, abre-
se a sessao
Lida a acta da antecedente, approvada.
O Sr. 1." secretario d conta do seguinte :
EXPEDIENTE.
Um officio do ministerio do imperio, remetien-
do as informages que em 5 de junho prximo
passado, requisitra a cmara acerca da compa-
nhia de navegago a vapor entre o porto do Rio
de Janeiro e o de Santa Calharina.A' quem fez
a requisigo.
Um requerimento de Jos Custodio Muniz Bar-
reto, pedindo c lugar de olficial da secretaria des-
ta cmara.A commisso de polica.
Oulro dos p'ofessores do collegio de Pedro II
desta corte, pedindo augmento de ordenados.
A' commisso de pensoes e ordenados.
Outro de Antonio de Araujo Couto, pedindo n
concesso de se naluralsar brasileiro.A' com-
misso de constiluico e poderes.
Dous da mandado de Nossa Senhora da Con-
ceigao e da ordem lerceira do Carmo da cidade
de Goianna, da provincia de Pcrnambuco, pedin-
do dispensa das leis de amorlzaco.A' coramis-
so de fazenda.
S3o li Jos e ipprovados tres pareceres da com-
misso de fazenda, maadando que pelo respectivo
ministerio, seja ouvido o governo sobre as pre-
tengocs de Miguel Henrques do Paiva e Jos Lou-
rengo de Brito, Jos Joaqura de Souza Serrano e
Anacido Fragizo Khodes.
Lido, julgido objecto de delberago o se-
guinte projeclo, que vai a imprimir para entrar
na ordem dostrabalhos :
Arl. 1. O cargos diplomticos e consulares
ficam d'ora en diante considerados como carrei-
ra publica desde a nomeago dos respectivos
ageules, salvas as missoes especiaos.
Art. 2 Revogadas as disposicoes era contra-
ro.Luiz Caros.
Depois de lila, remedida commisso de po-
lica a seguinta indicago:
Indico qu, desprezado o precedente de na
dleigo, depois de promulgada a presente le ;
e, em vez decomanlo que no caso de excesso
nao vS alm da motado mais do numero de elei-
tores opprovados na actual legislatura, diga-se
comanlo que nao seja menor do que o nume-
ro de eleilores approvados na actual legislatura
e. no caso de excessos, nao v alm de metade
mais.
10. Substlua-e peloseguinle :Quando de
urna ou mais parochias so hoave* desmembrado
territorio para se annexar a outra, ou para for-
mar nova, a augmentada ou a nova com aquellos
nao daro maior numero de eleitores do que de-
ram antes da allerano, ou quando reunidas, na
cleigao da actual legislatura, salvo o accrescimo
de mais metade, na forma do 8o, fazendo-sc a
distribuico do numero de eleitores no razo da
qualificago anterior do desmembramento.
Paragrapho addilivo. as parochias que sof-
frercm alleragoes em territorios depois da execu-
go desta lei far-se-ha n distribuico do numero
dos eleitores dellas na forma da "regra estabelc-
cida no paragrapho antecedente.
12. Substitua-se pelos seguinles :
5 13 As incompatibilidades estabelccidas pe-
lo art. 20 do decreto de 19 da selembro de 1855
comprehen Jero os juizes de orphaos o os subs-
titutos desles e dos funecionarios designados no
mesmo decreto que tivercm estado no exercicio
dos respectivos cargos dentro dos qualro mezes
anteriores eleigao serundaria.
5 l. A incompatibilidade dos funecionarios
efleclivos a que se referem o paragrapho ante-
cedente e o art 20 do citado decreto de 19 de
selembro de 1855 se verifica ainda cm lodo o dis-
Ircto se nao tiverem dcixado seis mezes antes
da eleigao secundaria o exercicio dos respectivos
cargos, em virlude de renuncia, demisso, ac-
cesso ou remoco.
15. 0 praso dos paragraphos antecedentes
ser de tres mezes antes da primitiva elcico se-
cundaria que se Qzer para deputados em virtude
desta le, bem como nos casos de dissoluno da
cmara dos deputados.
Emendas ao art. 2o :
No 2o depois do 3o augmenlc-so 8o e 10.
Accrescentc-se :
3. A eleigao do eleitores da prxima le-
gislatura ser feita na ultima dominga do mez de
dezerabro deste anno.
Supprma-se o art. 3. Das Vieira Fcr-
reira de Aguiar. JVA. Saraiva. Torres Ho-
rnera .
Accrescente-so no 8. do art. 1. salvo
RIO DE .1A M.IIIO
ASSEHBLE.l GKIIAL LEGISLATIVA
CMARA DOS SRS- DEPUTADOS.
SESSAO EM 12 DE JULHO DE 1860.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Havendo numero legal de Srs. deputidos, abre-
e a sessao.
I.ida a acta da antecedente, aprovada.:
O Sr. 1. secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do ministerio da fazehda, remeten-
do o mappa n. 60 das operagocs i occorridas no
mez passado na secgo da substitujeo do papel-
moeda.A' 1.a commisso de orgatpnto.
Outro officio do Sr. deputado Jos Delphino de
Almeida, participando que por incommdns de
saude nao podia comparecer ssso Inlei-
rada.
Um requerimento de Manoel Affc-nso da Silva
Lima, representando contra os abusas que se do
na administradlo da Justina civel B criminal.
A' commisso respectiva.
Julgados objeclos de deliberacao,Ivo a impri-
mir para entrar na ordem dos tiiabalhos, um
projeclo do Sr. Rocha Farnco e o|utro do Sr.
Luiz Carlos, concedendo loteras cm beneficio de
varias igrejas.
ORDEM DO DIA.
Procedendo-se eleico da mesa, sao reelei-
tos os Srs. conde de Baependy, presidentes ; vis-
conde de Camaragibe, vice-presidenle ; A. Pe-
reira Pinto, 1. secretario ; C Mendos de Almei-
da, 2. dito ; A. F Salles, 3.dilo; Sebastio
Gongalves da Silva, 4." dito.
Entrando era discussao o parecer da commis-
so de polica, indeferindo a pretendo de Mel-
chior Carnero de Mcndonga Franco! adiado cm
23 de julho, approvado depois del orarem os
Srs. Luiz Carlos e Pereira Pinto.
Passando-se 2.a parte da ordem do dia, con-
continna a 2.a discussao de orcamenfo na parte
relativa s despezas do ministerio do; imperio.
Lidas, sao apoiadas as seguintes emendas, que
entram igualmeulc cm discussao:
Ao 25 do art. 2 accrescente-sp :12:0008
para comego de urna estrada que paiita da ladei-
ra de VilU-Vigosa cidade da Granja, e melho-
ramento da mesma ladeira na provincia do Cea-
r.Goncalves da Silva.
O Sr. Barros Pimentel (pela ordm), tlen-
dendo ao carcter grave que parece iter tomado
a questo originada pela votago dej artigo ad-
dilivo, em favor do qual tantos mcmlros da ma-
ioria se manifeslram, para que se dissipera as
Art. 5." O art. 255 do cdigo criminal cora-
duvidas desta ou daquella parte, ele, requer ur-
onselheir presidente da relago, sobro a duvida Renda para a 3.a discussao do projeclo de re-
conformando-mc com o seu parecer, devo decla-
rar a Vmc. qne nenhuma disposico de lei per-
mute ao juiz de direito entrar na sala secreta das
conferencias do jury, cuja incommunicabilidade
pelo contrario expressamente recommendada
pelos artigos 270 do cdigo do processo e 373 a
279 do regulamenlo n. 120 de 30 de Janeiro de
1842, convindo acrescentar que essa a inteUi-
gencia que lera sido dada s citadas disposigoes
pela relago do districto julgando-se aullo o pro-
forma eleitoral, afim de quo nessa ocjeasio cada
qual se revele franca elealraente ; se conhe-
ceri quem d ou nega o seu apoio ajo gabinete.
Consultada a casa, aprovado o requerimento.
Ao 30 do art. 2. onde diz :-Estabeleci-
mento de educandas do Para accrscenle-se :
eslabelecimento de educandas no Gcar,......
30:000.Jaguaribe.
a Ao 2. accresconte-8e : Com a desobs-
truego do rio Cear. na provincia doi Rio-Gran-
de do Norte, 30:0Og.-Garcia de Almjeida.
Ficam, porm, em vigor as disposigoes dos
arts. 226 o 227 do mesmo cdigo emquantoao
rapto para fim libidinoso, sendo equiparadas as
penas do art. 227 s do art. 226.
Art. 3o Aquello que contrahir casamento
com urna menor de 17 annos, sem]conscnlimento
do pai, avo ou juiz do orphaos, alm das penas
dos arls. Io c 2, Ocar privado indefinidamente
da adminislrago dos bens da raulher e nao lera
diroilo respectiva meiaco.
Art. 4 Receber o ecclesiaslico em matrimo-
nio a contrllenles que nao csliverem habilitados
conformo os caones, ou nao apresentarem por
forma aulhentica o consentimento do pai, do av,
juiz de orphaos, ou que nao tivercm satisfeito as
formalidades exigidas pela lei civil : penas de 6
mezes a dous annos de priso e mulla correspon-
dente meladedo lempo.
Ao art. 248 accrescenle-se : Seduzir a
um menor de 17 annos para contrahir matrimo-
nio clandestino : penas de priso por dous mezes
a um anno.
Contrahir matrimonio sabendoquo existe im-
pedimento dirimente que nao admilte dispensa :
penas de priso com Irab.dho por um a qulro an-
nos c de mulla correspondente melado do
lempo

prehender a disposigo seguinte
Fingir-se solteiro o hornera casado, para en-
gaar qualquer raulher cora promessa de casa-
mento, revelada por actos pblicos e notorios :
penas de priso por seis mezes a dous annos e
mulla correspondente metade do lempo.
. Art. 6 art 256 do cdigo criminal ser
sublogsdo pelo seguinte !
Destruir ou damnificar urna cousa alheia de
qualquer valor : penas de um a seis mezes de
priso e de mulla de 5 a 20 UIq do valor do ob-
jecto damnificado.
a Ar. 7. Ao ort. 267 do cdigo criminal acres-
cenle-se a seguinte disposigo :
Quando o damno for produzido por incendio,
penas as mesmas do roubo.
a Art. 8. Ficam revogadas, etc.
Passando-se primeira parte da ordem do dia,
entra em 3a discussao o projeclo n. 81 desle anno,
alterando diversas disposigoes da lei cleiloral n.
337 de 19 de agosto de 1846 e deereto n. 842 de
19 de selembro de 1855
Suscita-se una questo de ordem, na qual to-
ma ram parte os Srs. Marlinho Campos e Ferreira
de Aguiar.
Depois de orarem os Srs. Sampaio Viaona e
Jacinto de Mendonga, fica a discussao adiada pela
hora.
Marcada para a segunda parte da ordem do
da a conlinuaco da 2a discussao do orcamento,
na parle relativa s despezas do ministerio do im-
perio, encerrada a requerimento do Sr. Virialo,
depois de consultada a cmara.
Procedendo-se votago, approvado o pro-
jeclo cora as emendas da commisso.
O Sr. Candido tiendes, em consequenca de se
acharera'j esgotadas as materias designadas para
os trabalhos do dia, propon que entre em discus-
sao o parecer n. 55 deste anno, que dera a cora-
misso de constiluico e poderes sobre as elei-
ges que em 2 do novembro de 1856 tiveram lu-
gar as freguezias de Santa Rita da villa do Co-
do e de Nossa Senhora de Nazareth da Tresidella
da cidade de Caxias, pertoncenle ao 5o districto
eleitoral da provincia do Maranho.
O Sr. Dias Vieira requer urgencia para se Ira-
lar da materia, e, consultada a cmara, o seu
requerimento approvado.
Ha aqui urna questo de ordem.
Fallara os Srs. Martinho Campos, Candido Men-
des o Cruz Machado.
OSr. Landulpho, depois de algumas conside-
randos que juslificam a inconveniencia de seme-
lhante discussao, que S. Exc. julga precipitada,
requer o adiamento.
Apoiado o requerimento, posto a votes, e, nao
havendo casa, Oca encerrada a discusssSo.
O Sr. Presidente d para ordem do dia o se->
I guile :
discussao enUnder-se que se pode encerrar a dis-
cusso, ainda sem nenhura discurso haver sido
prolerido na riesma discussao, so delibere que o
encerramenlo s poder ser volado depois de ter
havido de fado discussao comegada, embora se
possa encernr era qualquer lempo c qualquer
que seja o numero de discursos pronunciados.
Indico igualmente que as emendas approva-
das em 3a disiusso de qualquer projeclo sobre
materia nova.tcnham urna oulra discussao para
se julgarem definitivamente approvadas. M.
Campos. F. Octaviano. F. Campos. Rocha
Franco.Alcntara Machado.Azevedo Paiva.
Cerqueira Leile.Tavares de Mello.Paula San-
tos.Cruz Machado.
ORDEM DO DIA.
Continuando a 3a discussao do projeclo n. 81,
de reforma eleitoral, ora o Sr. Marlinho Campos
al o Ora da sessao.
A discussao fica adiada pela hora.
A ordem do dia para segunda-feira a se-
g uinte:
Conlinuago da 3a discussao do projeclo de re-
forma eleitoral, o, se houver lempo, discussao
das materias j designadas, acrescendo a do pa-
recer sobro a eleigao da parochia de Nossa Se-
uhora da Graca da cidade da cidade da Parnahiba,
provincia do Piauhy.
Levanta-se a sessao.
tica da acta da apurago, alim de que o mesrao
presidente marque dia para nova reunio dos
collegios eleitoraes do districto dentro do menor
prazo possivel, procedendo-se cm tudo o mais
conforme o dsposlo no paragrapho antecedente.
Se, porm, o presidente da provincia enten-
der que a apurago feita pela cmara municipal
da cabega do districto nao exacta, c que os
candidatos mais votados obliveram onecessario
numero de votos para serem proclamados depu-
tados, nao ordenar a nova reunio dos collegios
eleitoraes at que a cmara dos deputados co-
ntiena da validado dessa eleigao. J. M. da Sil-
va ParanIMS .
O Sr. Siloino CavalcantiE' difficit, seaho-
res, a posino do deputado obscuro (nao apoi-i-
dos) que falla em materia importante e larga-
mente debatida peranle urna cmara iliustrada,
e depois do discurso brilhante que acabou de
proferir o nobre deputado que me precedeu na
tribuna.
Mas, senhores, nem por uso delxarei de oceu-
par por alguns momentos a attenco da cmara
dos Srs. depuledos, visto como tenho motivos o
ra?oes especiaos para, tanto quanto possivel di-
vergir das opinioes al hoje emiltidas pro ou con-
tra o projeclo.
Dividirei o meu discurso em qualro parles :
Ia, escrpulos sobre a constilucionalidade do
projeclo ; 2a, vantagem das eleigoes por provin-
cias sobre as eleinoes por crculos ; 3a, couside-
racoes diversas sobre as vantagens dos districtos
de tres deputados sobre os districtas de um ; 4*
finalmente, incompatibilidade entre os empregos
civs e polticos.
Quem ler com Mtenno a constiluico do esta-
do nao pode deixar do ficar conveucido de
que ella considera as provincias como entidades
polticas.
A creago dos conselhos geraes de provincias,
c subsequentcmenle a creano das assemblas
provincaes com atlribuicoes legislativas, fazem a
prova do que acabo de avancar.
Creio que nao ser milito conforme com o es-
pirito da constiluico que o pensamento goral e
complexo da provincia seja mutilado, couio efec-
livamente e pela eleico feita por circuios de um
ou tres deputados. (Apoiados.)
O art. 90 da constituico determina que os ci-
dadaos activos cm assemblas parochiaes elei-
jam os eleitores de provincias, e estes os repre-
sentantes da naco c provincias. Este artigo
robustece as consideracoes que liz em relacao s
provincias.
Seos eleitores de urna provincia leem o direi-
to de eleger os representantes dola, parece quo
de eleilores approvados na actual legislatura nao tas provincias, como entidades polticas deque os
SESSAO EM 16 DE JULHO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy,
Havendo numero legal de Srs. deputados,
abre-se a sessao.
Lida a acta da antecedente, approvada.
O Sr. Io secretario d conta do seguinte
EXPEDITENE.
Um officio do ministerio do imperio, enviando,
a requisico da cmara, as informages que so-
bre a companhia de navegago a vapor entre o
Ro de Janeiro o Santa Cathafina dera o respec-
tivo gerente relativamente ao estado dos vapores
destinados ao servigo. A' quem fez a requi-
sgo.
Dous do mesmo ministerio, remetiendo com as
compeletenles informages o requerimento de
Jos dos Santos Pacheco, pedindo admisso
matricula do Io anno da .cuidado jurdica de S
Paulo, e dos empregados do correio da provincia
de Sergipe, pedindo augmento de ordenados, com
informacao do respectivo presidente. As'
for menor de qualro. Rufino de Almeida
A provincia de Sergipo dar ma3 um depu-
tado. Baplista Monte:ro .
" A provincia do Rio de Janeiro dar mais dous
deputados. B. Costa .
A provincia do Malo Grosso dar mais dous
deputados. Peixolo de Azevedo .
A provincia do Cear dar mais um deputa-
do. Duarle Brando. Jaguaribe. Gon-
galves da Silva.Manoel Fernandes. Pinto
de Mendonga. Oomingues da Silva .
A provincia do Rio Grande do Sul dar mais
dous deputados. Oiivera Bello. Jacintho
de Mendonga .
O governo fica aulorisado, somente durante a
eleigao da prxima legislatura, a designar os dis-
trictos eleitoraes a que devero pertencer as fre-
guezias desmembradas de 1856 que comprehen-
dem territorios de differentes districtos.Ferrei-
ra do Aguiar. Diaj Vieira. Saraiva. Torres
Humeo:.
a Offerecemos como substitutivo o projeclo
abaixo, que foi apresentado em 23 de junho de
1860 pelo Sr. deputado Joo Jos de Olivcira
Junqueira. Sala das sesses, 16 do julho de
1860. Martinho Campos. F. Campo3. Ro-
cha Franco.
A assembla geral resolve :
Art. 1_. Fica revogada a lei de 19 de selem-
bro de 1855, que creou os dislriclos eleitoraes.
_ Art. 2. Nao podero ser eleitos as respec-
tivas provincias os presidentes e chefe de poli-
ca, os desembargadores as provincias que for-
marem o districto da sua relaco ou tribunal do
eleitores fazem parle, devem esperar que esse
direito lhes nao seja negado
Se pelo referido artigo 90 os cidados activos
teem o direito de eleger as assemblas paro-
chiaes os eleilores de provincia, e estes os re-
presentantes da nano e provincias, parece que
deve ser congenito de todo o cidado brasileiro
que estiver as condines da constituigo o di-
roilo de conceder aos eleitores um mandato lao
ampio quanto possa ser a circnrascripco terri-
torial da provincia, ou por outra, o dircito de
votar em eleitores que votera em tantos deputa-
dos quantos der a provincia.
O art. 178 da constituigo diz : S constitu-
cional o que diz respeito aos limites e altribui-
gcs respectivas dos poderes polticos, e aos di-
reitos polticos e inlividuaes dos cidados : tudo
o quo nao constitucional pode ser alterado sem
as formalidades referidas pelas legislaturas ordi-
narias.
Nos arls. 174, 175, 176 c 177 da mesma cons-
tituigo se marcara as formalidades para a refor-
ma dos artigos constitucionaes. Pergunlo-vos,
senhores, vista das considerices que tenho
feito, nao se poder por em duvid'a a legitimida-
de da mancira porque se quer legislar actual-
mente e porque se legislou cm 1855 ?
Cm outro argumento ainda vem era favor da
minha dnvida, o seguinte : as cmaras munici-
paes sao eleitas pelo voto directo dos cidados ;
ao passo que os diputados geraes e provincaes
sao eleitos pelo vuto indirecto da massa dos ci-
dados activos ; d'onde so pode inferir que a
eleico de dous graos lem lugar pela amplilude
comraercio, os bispos as suas dioceses, os com-! e gencralidade da eleico secundaria,
mandantes de estadio naval, inspectores de the-' E* fcil a um individuo, por mais obscuro e es-
souranas geraes e provincaes, os das alfandegas Iranho que seja aos negocios pblicos, conhecer
e assistcnles do ajudanle general das producas a qual soja o cidado da localidad mais proprio
que pertencerem. I para exercer as fueges de vereador e de juiz do
Art. 3. Os juizes de direito, municipaes e P3z. E' mais fcil ao eleitor, emquem se sup-
de orphaos, promotores pblicos, comman Jantes pe urna posinao raelhor e urna intellgencia mais
superiores da guarda nacional, delegados esub- | esclarecida, conhecer quaes sao os cidados que
policia nao podero "ser volados
ou municipios em que exrrcerem
delegados de
as comarcas
jurisdiego.
Art. 4. Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
A incompatibilidade dos juizes de direito que
o forera dos feitos da fazenda s se entende na-
quellas provincias cm que houver juiz privativo
commisse's de instrueco publica e de pensoes e uos feitos. Jaguaribe .
ordenados
Um requerimento de Auguslo Pereira Raraa-
lho, alferes reformado, pedindo o pagamento da
quanlia de 15439920, preenchimento de seu sol-
do a contar de abril da 1853 a maio do 1858.
A' commisso de marinha e guerra.
Outro do thesoureiro da irmandade do Sacra-
mento da Estancia, provincia de Sergipe, pedin-
do dispensa das leis de amortisaco. A' com-
misso de fazenda.
Lido, approvado um parecer da commisso
de fazenda mandando ouvir o governo acerca da
prelenco do Dr. Antonio Mariano do Boraflm,
lente das sciencias accessorias na faculdade de
medicina da Bahia.
Julgado tjbjecto de deliborago, vai a imprimir
para entrar Da ordem dos trabalhos um projecto
do Sr. A. J. Monteiro Barros concedendo tres lo-
teras em beneficio do algumas grejas na pro-
vincia do Minas-Geraes.
Achando-se sobro a meza, vai a imprimir o pa-
recer da 2o commisso de orcamento convertendo
cm projecto de lei a prop'osla do governo na
parte relativa s duspezas rio ministerio de es-
trangeiros no exercicio de 1861 a 1862.
ORDEM DO DIA.
Continuando a 3a discussao do projecto de re-
forma eleitoral, sao lidas e apoiadas as seguintes
emendas :
Ao art. Io :
a Ao 3. do art. 1.
Depois das palavras villas do imperio
accrescente-se os que dislarera mais de oito le-
guas dos collegios actuaes. C. Madurera .
Accrescente-se ao art. 1. A provincia do
Para dar cinco deputados assembla geral.
Fausto de Aguiar. Pereira Pinto e oulros .
Accrescente-se ao art. 1. : A provincia do
Maranho dar mais dous deputados. Dias
Viera. Serra Carnero e oulros .
Alagoas dar mais um deputado. Castcllo
Branco. Calheiros de Mello. Costa Mo-
reira .
A provincia do Piauhy dar mais um de-
putado. A. Salles .
'.' A provincia da Parahyba dar mais um de-
putado. Toscano Brrelo .
" Se passar augmento de deputados para qual-
quer provincia, a de Minas dar mais qualro de-
putados. Cruz Machado e outros .
As provincias de Pernambuco, Bahia e Ro
de Janeiro daro cada urna mais dous deputados.
- A. de Oliveira a.
...; Oode convier :
As provincias do Minas-ftaraes e S. Paulo
daro mais dous deputados cada urna. Aguiar
de Barros .
'i Substitutiva do 4. do art. 1.
4. Nenhura candidato poder ser proclama-
do deputado, embora rena a pluralidade rela-
2. Em vez do poder haverdiga-se 'i do votos, se liver oblido pelo menos um ter-
haver. Q ( despresada a fraego, se houver ) da tolali-
3. Em vez do dizer-se : Os districtos dado dos votos apurados nos collegios do dislric-
sero divinidos em tantos collegios eleitoraes, I 'o, nao contadas as cdulas brancas ou votos
diga-sehaver tantos collegios eleitoraes. nullos que posso apparecer.
4. Substitua-se pelo seguinte: 5. So
Os deputados assembla geral e os mem- collegio, e
bros das assemblas provincaes sero eleitos por
maiora relativa de votos.
5. Substitua-se a Ia parle pela seguinte
Nao haver supplentes de deputados e de
membros das assemblas provincaes. Na 2a par-
le, depois da palavradeputadosaccrescente-se
ou merobro da assembla provincial.
6. Substitua-se pelo seguinte :
A eleigao dos membros das assemblas pro-
vincaes far-se-ha da mesma maneira que a dos
deputados i assembla geral, ficando revogada a
disposigo do 17 do decreto de 19 de selembro
de 1855 e dando cada um districto o numero de
membros designado no 17 do mesmo decreto e
na proporgo dos deputados que eleger.
a 7. Accrescente-se :
Tero o mesmo direito os eleilores de quaes-
quer parochias do disdricto que. independente-
mentc de convocaeo, assistiroru ao acto da apu-
rago.
candidatos
um te reo dos
o districto compuzer-se de um s
no primeiro escrutinio uro. ou mais
a eleger nao obliverem pelo menos
votos apurados, proceder-se-ha
immediladamento a novo escrutinio, votando
cada eleitor nicamente cm um ou em dous dos
qualro ou em tres dos seis cidados mais volados,
conforme houvercm deixado de reunir o lergo
dos votos um, dous ou tres dos deputados a
eleger.
Neste segundo escrutinio ser proclamado
depulado o candidado ou condidatos que reuni-
rem maior numero devotos, recorrendo-se a sor-
lo no caso de empate mediante as formalidades
do art. 115 da lei de 19 de agosto de 1855.
6. Quando o districto liver mais de um col-
legio, se der-se o caso de que falte a algum ou
alguns candidatos, o mnimo da votago exegido
no j 4. a cmara municipal da cabega do distre-
lo enviar ao presidente da provincia, dentro em
24 horas contadas da concluso de seus traba-
lhos, a lista dos candidatos que devam entrar em
5.' Suprimaia-se as pulirtas na primeira t novo, escrutinio, acompanhada de copia auicn-
pdera reunir as qualidades proprias para re-
presentantes da naco ou provincia.
Vou tratar do segundo ponto,a ulilidade da
eleigao por provincia sobre a eleigao de circu-
| de um ou tres deputados.
A eleico por provincia, senhorts, lira a forga
1 a toda e qualquer combinago pessoal que os in-
dividuos possam fazer entie si ; o conchavo
eleitoral nao se pode dar com a mesma pro-
ficudade, era na mesma escala cm que se pode
dar na eleigao dos circuios, por isso que esta
nao lo genrica como a eleigao por pro-
vincia.
Um Sr. Depulado :Mas favorece outras com-
binages.
O Sr. Silvino Cavalcanli:Nesta as duplica-
tas nao encontrara a causa etficiente de sua exis-
tencia : ao contrario, porm, na eleigao por cr-
culos pdem dar-secircurastancias especiaes. em
que urna duplcala feita era urna freguezia venha
a dar em resultado a eleigao do deputado. Na
eleico por provincia falta a causa eDcicnte das
dupllcatas, porque toda a vez que o interessado
que quizer laucar mo desle meio torpe estiver
convencido que nao poder obter cm resultado o
Iriumpho da sua causa, porque este triumpho
nao depende da eleigao da localdade, mas da
eleigao de lodas as localidades da provincia, des-
de que estiver convencido disto nao lngara mo
de semelhante meio, que sobre ser, como j ds-
se, torpe, ser improcuo.
Com a eleigao do circulo o espirito poltico
nao digo que morra, mas resfria-se-coaidera-
velmente, abate-se : o representante da nago
nao pode ler aquella importancia que tlria com
o mndalo da provincia ; elle v-se circumscrip-
lo eser o representante de urna localdade, nao
pode deixar de o ser nessas circumstancias ; toda
vez quo elle empregar os meios necessarios para
obter o bom conceilo das influencias do seu cir-
culo entende que tem garantido urna posino se-
gura para si; e ser islo motivo para que fcil-
mente possa osquecer os interesses collectivos,
adstringindo-se aos interesses individuaes.
Cessam as lutas pessoaes com a eleigao por
provincia ; mas ellas se eslabelecem com todo
o seu enrarnecimento fia eleigao de circuios.
Na eleico de provincia quasi sempre prevale-
cer o espirito do partido que tiver maiora ; os
deputados syrabolisaro urna idea poltica algu-
mas vezes, verdade, podero mosmo symboli-
sar ideas polticas de partidos differentes, taes
sejam as combinanoes resultantes da urna ; mas
em principio genrico o resultado ser sempre a
victoria do partido* que liver maiora na pro-
vincia.
Neslc caso a unidade de vistas e interesses, de
que os deputados da provincia se acham revesti-
dos, nao pode deixar de ser ventajoso s provin-
cias, c por consequenca ao imperio, de que ellas
sao partes integrantes e importantes.
As influencias locaes que na eleigao por circu-
ios poderiam exercer press&o sobre os eleitores,
nao leudo razio para exerc-la na eleigao por
provincia, porque a eleigao nao fica dopendendo
de urna localdade, perder consideravelmento
de impo^taritis, e quando mesmo alguma pres-




(2)
DIARIO DE PET>mMBlXO. QLaRTA WARK S2 DE AGOSTO MI 1S0.
o nieresse dos partidos fazer-se representar ueciarou que a paniuo nunmai
pelos melhores por aquelles que tiverem mais aceitaba nenhuma dolas : como i
habilitaecs para defender oSseus principios e opinioes nenhuma outra podess
interesscs materia eleitoral. As opiniOes (
sao preiendain exercer, ella nao lera lugar ctn i a 2feSS' aluuieule censuara, e e seren os
lo grande escala pela incerteza de sua proficui- collegios composlos de peqneno numero de ele-
dade. emais, a impossibilidade em que so | lores n5 exiga senao urna base mais larga e
acham os candidatos de estarem ao mesrao tem- popular para o eleilorado, da sorle quo os colle-
do em todos os collegios, torna os preitos elei- 18'os fossera numerosos e desembarazados do do-
loraes mais calmos, porque cues perdem intei- | """'o da burguezia ; que alguns reformistas mais
ramcnle o carcter pessoal; o o processoeleitoral moderados queriam a eleicao de dous graos, para
iiccessariamente dever dar um resultado mullo .ue 8 massa da populaco participasse do direilo
mais lisongeiro do que no caso contrario. de volar, e pra que cessesse a immobilidade do
Quando urna provincia inleira se empcnha na corpo elciloral; e finalmente que o partido con-
lula das urnas, nao fcil ao presidente da pro- serrador, com o Sr. Guizot frente, combata
vincia inlervir tao poderosa e efDczmenle em | esse! principios, reputava garanta de ordem a
favor dos seus amigos e contra os adversarios i eleicao de districlos de um deputado ero collegios
como na eleicao de circuios. Ento os partidos Pouco numerosos, e mantinha a eleicao direc-
assumem toda a sua importancia, os homens i,a com a capacidade restricta por um senso ele-
mais distinctos delles sao sempre ou quasi sem- i vado.
pre chamados a representacao nacional, porque | Recordando essas opinioes, o nobre deputado
o interesse dos partidos fazer-se representar declarou que o partido conservador do paiz nao
-iso alm dessas
Jesse existir sobre
cresses. j materia eieuorai. as opiniOes extremas dos 1-
Demonstrada assim. senhores, per capile a ; bcraes radicaos e do partido conservador nao po-
vantagem que hada eleicao de provincia sobre a dem ser admillidas pela maioria da nossa cama-
oleicao por circulo, seja-me pcrmillido entrar em ra_. nem niesn10 Pela opposico, porque a consli-
uaii oulra ordem de consideracoes. luicSo nao admilte a eleicao directa nem o voto
A eleico por provincia fo conderunada em universal na nomeago dos representantes da
1855; pretender reviv-la hoje seria o mesmo "acao. A opinio media a que o nobre deputa-
que pretender reviver um ossil; o pensameulo Jo quer-se a ler, sobre ter sido seguida por um
da grande maioria da cmara nao ao menos, | numero limitado de individuos, acresce que, leu-
por ora, favoravel regenerac,o do systema do sido anteriormente apresentadn por Berrycr
condemnado. i como emenda ao projecto apresentado pelo ini-
Aminoria, que pugnou pelos principios mais "isterio l.aiiitle perante a cmara liberal fran-
ppostos a este svslema, nao pode querer revi-1 ceza.li rejeitada quasi por unanimidade.
ve-lo seno como urna tctica, como um meio I Isl? Prova 1ue o partido liberal em Franca nao
de desmoralisar o projecto em discussao e o i lCDJ l'0 ura pensamento uniforme em materia
SOerno que o sustenta, diniinuindc os votos, elciloral, e que a urna opinio liberal se pode
sem todava inulilisar a maioria. oppor outra opinio tarubem liberal. Entre a
E' por esta razo que eu nao me associo aos eleicao por provincia, impossivel de se restabele-
iiobres deputados que acabara de apresentar o | c.er actualmente, e a de districlos de um deputa-
projecto substitutivo que reslabclcce a eleico
por provincia.
Passo agora a mostrar as vantagens relativas
que leem os circuios de tres deputados sobre os
crculos de um.
Os nobres deputados que se oppocm ao pro-
do, eu aceito o meio termo consignado no projec-
to em discussao, nio s pelas razei expostas,
como anda porque os districlos de tres deputa-
dos se approximam do systema de eleicao por
provincias, que eu prefiro a todos, e era" alguns
casos se confunde com elle. Os inconvenientes
jecto principiarn] dizendo que a opinio publi- i dos districlos desapparecerao cada voz mais pro
ca nao se linha manifestado, nem pela imprensa
nem pela tribuna, a favur da modificaco da le
de 1855.
Stnhores, se o nobres deputados consultaren!
o historia cotemporanea do nosso parlamento,
veril o que o pensamento da lei de 1855 e o da
reforma actual nao em dalas differenles; esta-
distas eminentes abonaram com suas opinioes a
iJa do projecto que se discute.
Todos sahem que a opiniao do ministerio que
iniciou a lei de 1855 nao era uniforme quanlo
organisacao dos circuios; que alguns membros
porco que cllcs se forem alargando.
Passo ultima parle do meu discurso,incom-
patibilidades.
O arl. 179 14 da constiluico dizque lodosos
cidados brazileiros sao apios para os cargos ci-
yis e mililares, sem oulra differenra que nao se-
ja a dos talentos e virtudes. Os arls. 92, 93, 94
e 95 dizcm que nao podera ser deputados os li-
bertos, os pronunciados, os naturalisados, os que
nao professarem a religiao do estado, etc. O arl.
178 declara que tanto os direitos civis como os
polticos do cidado sao garantidos pela consli-
desse ministerio pugnaram' vigorosamente em l"jC.ao, e nao podem soffrer alieraco alguma se-
conselho pela idea de circuios de lies deputa-
dos; qne o projecto (que havia sido desenterrado
3a secretaria do senado pelo presidente do con-
.selho) nao solfrcu modificaco alguma pela
impossibilidade que havia de que elle passasse
naquella sesso.
nao pelos tramites couslilucionacs.
0 Sr. Marlinho Campos:V. Exc. deva pro-
pr a revogai;ao da lei de 1855.
O Sr. Silvino Cavakanti :Conseguinleraen-
te o fado de ser empregado publico nao pode in-
hibir o cidado ac aspirar a honra de ser repre-
s nobres deputados devem recordarse que, i sentante da naco, assin como tambem o facto
por occasio da verilicaco de poderes, mais de de ser representante da nac&O nao deve impossi-
uma vez se disse na cmara que, a permanecer o bilila-lo de aspirar aos empregos civis e militares,
actual sysloma, a eleicao futura dar em resul- ^ "" Marlinho Campos:Eslou quasi de ac-
ia Jo deputados duplicados c triplicados. cordo com V. Exc
O projecto que actualmente prende silencio Sr- Silcino Cavalcanli:Tanlo foi este o
da cmara foi apresentado o anuo passado, isto pcnsaraciilo do legislador constitucional, que no
c, dous anuos antes de se lindar a legislatura,
como sucedeu com a lei de 1855; poder-se-ha
poitauto fazer carga ao ministerio por ler acei-
ado urna idea consignada por homens mu dis-
liuctos e uiui respeilavL'is (lo paiz, amadureciJa
pelo lempo e suggerida na actualidade como
meio necessario para conjurar os desastres com
que a crise cleiloral nos ameaca ?
Senhores, eu nao posso ir adianle sem dar
urna resposta ao nobre deputado pela Babia, o
Sr. Sampaiu Vianna.
O nobre deputado, citando o trecho de um
discurso do Sr. presidente do consclho relativo
modificaco da lei de 1855, foi infeliz, para
nao di/.er que foi infiel.
O nobre deputado leu nicamente a parle do
discurso em que o nobre presidente do conselho
linha sido menos explcito na enunciado de sua
opinio, omittindo a parle do discurso em que S.
Etc. tmha manifestado com mais clareza a sua
opinio sobre a materia.
O nobre deputado hade lembrar-se que, quan-
do fez casa alluso, eu lhe moslrei o seguinieni
do discurso do Sr. presidente do consclho. E
como a cmara j ouvio csse trecho que o no-
bre deputado cilou, permitta-me que leia a
contiuuaeo desse discurso :
O Sr. 'residente do Conselho : A divisan
de circuios nao foi born estulada ; nao o poderla
st. porque nao houve lempo su Paciente para islu
porque nos faltara dados esiatisticos para esta e
mullas oulras medidas. Entre as diversas cau-
o represntame da uago que conscienciosamente
doseuvoto pro ou centra qualquer objecte ;
para que o paiz conhece claramente, o resultado
de urna rola^o importanlo requer qne a votaeo
de adopeo seja nominal.
Approvado o requcrimenlo de S. Exc, procede-
se votaco nominal, dando o seguinte resul-
tado :
Contra, os Srs.-: franco da Almeida, Silva *e
Miranda. Jaguaribe, Silvino, Fernandos da Cu-
nta, Augusto Chaves, Sampaio Vianna, Casimir*
Madureira, Landulpho, Teizelra Soares, F. Octa-
viano, Marlinho Campos, F. Campos, Rocha Fran-
co, Alcntara Hachado, Azevedo Paiva, Cerqnei-
ra Leite, Peixoto de Azevedo, Delflno de Almei-
da. Moura Costa, Pacheco, Gaviao Peixoto, Abe-
lardo de Brito e barSo de Porlo-Alegre ; e a fa-
vor, os Srs., Serra Carneiro. Augusto Correa,
Fausto de Aguiar, Belfort, Joo Paulo, Dias Viei-
ra, Gomes de Souza, Candido Mondes, Viriato,
Salles, Paranagu, alachado, Domingos da Silva,
Gon^alves da Silva, Pinto de Mendooca, Manoel
Fernandes, Araujo Lima, Duarte Brando, Bezer-
ra Cavalcanti, Garca de Almeida. Toscano Bar-
reto, Henriques, Diogo Velho, II. de Almeida,
baro de Mamanguape, Augusto de Olivcira, vis-
conde de Camaragibe, Ferreira de Aguiar, Pacs
Brrelo, Bego Barros, S e Albuquerque. Villela
lavares, Souza Leo, Pinto de Campos, Brando,
Calheiros, Costa Morcira, Araujo Jorge, Tobas
Leite, Barros Pimentel, Baplisla Moateiro, Pedro
Moni/, Pederneira, baro de Bom-Jardim, Pe-
reira Franco, Dantas, Saraiva, Mondes da Costa,
Pereira Pinto, Sergio de Mac'do, Paranhos, Coe-
Iho do Castro, Almeida Pereira, Paulino de Souza,
Lima e Silva Sobrinho, Torres Homero, Paula
Santos, Cruz Machado, Paula Fonseca, Luiz Car-
los, Tavares de Mello, Brclas, Cyrilio, Chagas
Andrade, Monteiro de Barros, Cunha Mallos, Ne-
nia, Xavier da Rosa, Costa Pinto, Lamego Costa,
Bello e Jacinlho de Mendonca.
2 "'tiancia, para os quaes leem de recorrer legisUicao de 1850 creando as incompatibilidades
loaas as parles quo se julgam feridas em scu indirectas, isto fazendo com que os magislra-
Jireito na 1 instancia, e que esses tribunaes dos que fossem eleitos deputados, perdessem na
leem de juigar as grandes quesles que jogam sua anliguidade durante o tempo da legislatura
CPrt.^ 2 C,T -w i DcPis vd0 a legislacao de 1855 tornando-os in-
lonanio, e nesses tnbunaes onde so devo en- compaliveis para a eleicao nos districlos de sua
comrar a raaior sorama de conhecimentos juri- jurisdkco. Hoje, porm, achando-se que isto
(Jicos, e onde por cousegutnle aquelles que para ainda era pouco, essa incompalibilidade que an-
eues se desuara devem entrar convenienlemen- teriormente existia com um, de agora em diante
te preparados, aura de que as quesles que se comerara como Ires 1
oirerecerem nao sejam apreciadas por elles como ; O 5r. Cruz Machado : E Deus permita oue
nocivo* oo bisonhos. se torne completamente absoluta.
n"a,!," \uu. de d,.re,l(0- obngado como pela i O Sr. Jaguaribe :Nao estou longe de concor-
nossa leglslacao, a juigar apenas feitos crimes, dar cora esla idea do nobre deputado : porque
e so per acctden, orna ou outra vez conhecer de i dizia eu. 'devendo compor-se cada um dos dis-
como nnrllrl' hJ.m18"?0" w3S?S de. W"08. Uic.,os- 1ue se "a alarKar. de tres dos districlos
ZT ,d?U1"- os conhecimentos neces-, anligos. esses magistrados, era virlude de urna
eron.r i- g-SlaQa? aTl1, '.-* qu?1 s6 ,em de' emenda I"6 hoe Pasou. 1 levou a vo-
oceupar diariamente, quando Uver mgresso as I lar conlra a adopro do projecto quo aW enlao
relagoes ?
gresso
I linha merecido a minha approvaro. ficara em
A leg.slacao actual inhabilita os juizcs de di- maislarge escala incoropaliveispar'a a eleicao em
" districlos mais extensos, isto 6, ficam triplicada-
mente incompativeis, domesme modo porque se
reito a estudar o direilo civil, nao lhes dando a
attribuico de juigar as causas civeis, visto como
nao sendo obrigados pelos casos occurenies de
seu cargo a estudar este ramo, sem duvida o
mais diflicil da sciencia jurdica, nao natural
que o facam por mero recreio.
Assim pensando, Sr. presidente, nunca pude
comprehender a razo de haverem sido abolidos
os juizes de direito do civel.
O Sr. Costa Moreira : Foi um dos males que
trouxe a lei de 3 de dezembro de 1841.
O Sr. Jaguaribe : Esses juizes offereciam s
partes e ao paiz garantas mais solidas por scu
carcter de vitalicieeade e presnmpco de inde-
pendencia que dahi emana, do que podem ofo-
recer os juizes municipaes, lo mal retribuidos
e dependentes de recoiiduc^o do governo ; e
por outro lado constituindo esses juizes o viveiro
d'ondc deviam ser tirados os membros das rela-
art. 29 eslabelecc j a nica mcompalibildade que
julgou necessaria. N'este artigo se determina que
o depulado que fr nomcado consclheiro ou mi-
nistro de estado perde o lugar de depulado e Pi-
ca sujeito a nina reeleieao. Mas esta mesma im-
compatibilidado restricta e circumslancial, nao
absoluta.
A'vista dote preceilo constitucional dever
continuar a doulrina que a respeito de incompa-
tibilidades eslabeleceu a lei de 1855 o sequer es-
la beleccr hoje ?
Senhores, cabe-me aqu fazer algumas conside-
randos relativamente & nobre opposico.
A nobre opposirao confessa-se liberal. Em lo-
dos os lempos e em lodos os paizes os liberaes
sao os que mais clamo pelo curaprimento fiel
do pacto fundamental.
O Sr. Saraiva : a sua maior obrigaQo.
O Sr. SUl'uw Cavalcanli : nobre dep'utado
por \oss<>uras tem uito varias vezes que quer a
COnsliluicaO, que nao adrnitte nella modillcaeo
nem innovaeo alguma.
Mas, senhores, notai bem, foi exactamente o
nobre deputado por Vassouras quem a.orescnlou
o additivo das incompatibilidades.
O Sr. Marlinho Campos: cousa diUurente.
Se V. Exc. me der o sen vol para apoia-lo, eu
reproduzirei esse additivo aura do ser nielhor dis-
cutido.
O Sr. Silvino Cavalcanti :Os liberaos pro-
cedendo dessa maneira, querendo as incompati-
bilidades exaradas na lei de lfc55 o as que vem
sas, enumero a seguinte : o numero de deputados annexas ao projecto, eollocam-se em urna posi-
que d cada provincia nao est em relaco com '.';l contraria i que lhes cabe, o partido Iibor.ii
a sua popularn........ ] entre nos uo segu s tradioCies de paiz consti-
O Sr. Pereira Pialo : Uormente aquellas ', tucional algum.
que do um s debutado. (ADOiados.) I O Sr. Marlinho Campos :ApoiaJo. E' bra-
0 .Se. Prndeme do Conselho : D'ahi Ueiro.
procede que a diviso as provincias mais po- ^ 'r- Silvino Cavalcanli :Do que tenho di-
pulosas aprsenla urna face umllior do que as l0 se conclua que sou panegyrisla da eleit-o por
provincias menos populosas, doladas de granJe provincia, e que nao acompanho aos nobres de-
numero de deputados. (Apoiados.) As informa- potados pela razo de nao desojar que apparpQa
roes mesmo prestadas ao governo foram eivadas urna voi.iro extramalhada que nada aproveitaria
doespirilo de partido, como necessariamente se i minha idea, e que s poderia prejudicar ao mi-
devia presumir. Nao lendo o governo lempo nistro a quem francamente apoio; que sou op-
para bem aquilatar taes informaces, poda ser | posto s incompatibilidades que se acham con-
iduzidoa erros. Esses erros devm ser conigi- i signadas no projecto, e As da lei de 1855 a que
Apoiados ) se refere a commisaao em urna de suas emendas
ma l'oz : Apoado: o que convem ao projecto, e que neste sentido j votei e conl-
I nuo a volar conlra ellas.
l'eita assim a declararJ do meu voto para sal-
var a minha responsabilidade no futuro, peco aos
motis Ilustres collegas quo hajam de desculpar
os poneos momentos que lhes lomci de sna at-
lenro. [Muito bem, muilo bem.)
Depois de orarem ainda os Srs. Pedreira, Dias
Vieira e Teixoira de Souza, tica a discussao adia-
da pela hora.
O Sr. Presidente da para a primeira parle da
dos.
.'.'
fazer.
O Sr. Prndenle do Conselho: Ninguero
discorda portanio da neeessidade da revisao da
le eleitoial. [Apoiados.] Us trabalhos sobre
esta materia esio pendentes de urna commisso
eleita pela maioria desta cmara, composta de
pessoas idneas que podem apresentar obra
condigna da maioria que a elegeu. No curto es-
pago que temos de adminislraco nao era possi-
vtl que ao mesmo tempo nos occupassenius do
todas as cousas; nao era possivel que ao ni o tu o ordem do da a continuaco da' 3* discussao do
',t?.po ^''S^mos todos os esforgos compaliveis projecto de reforma eleitoral, c, se houver lempo,
com nossas furias para que passasse o orgamenlo
e nos apresenlasscmos tiesta cmara |iediudo a
assagem de urna lei eleitoral que loinleres-
sante, que demanda discussao luminosa, e mul-
tas oulras medidas que sao essencialmenle indis-
peusaveis para a marcha do systema represen-
tativo........
las materias j designadas; e para a segunda par-
le 2* discussao do nrgamento na parle relativa
s dspezas do ministerio da Justina.
Levanta-se a sesso.
Do qnpQca dilo se v que o nobre presidente
.o conselho nao era eslranho ao pensamento da
leforma. O nobre deputado eslribouse na opi-
niao do Sr. Guizot, para nos convencer que no
governo representativo as minoras devem ser
ouvidas. __ Mas quera conleslou essa opinio ? O ; fo
que seno quer que a eleicao fique rcduzida i ri
i frarees infinitsimas, que nao
SESSO EM 17 DE JLI.I10.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Ilavendo numero legal de Srs. deputados,
abre-se a sesso
l.ida a acta da antecedente, approvada.
O Sr Io secretario d conta de um oicio do
ministerio do imperio, devolvendo, com as in-
\ formaces reqnisitadas pela cmara, tres reque-
-:mentos de esludantcs pedindo admisso naa-
, qne nao se desea na es-' tricula da faculdade jurdica do Recite. quera
cata da divisao ate ao individualismo ; o que se fez a renui=ieo
nao quer que os interesses collectivos,~ '
percam a
for-
ana orgem e na-
ca de se relalharem
tureza.
O Sr. Casimiro Madureira : Fracres infi-
nitsimas sao os collegios elcitoracs. "
O Sr. Silvino Cavalcanli : O nobre depu-
lado sabe que o collegio nao elege o deputado,
concorre para a sua eleicao.
O nobre depulado disse mais que a eleicao por
circuios lera adquirido grande proselylis'mo na
Inglaterra mas o nobre deputado deve saber a
acilidadeque ha de communienroesna Inglater-
ra, e a diiliculdade que a tal respeito se nota em
nosso pa-.z : a isto acresce a consideraro mui
valiosa da dilTerenra immensa de popularo entre
os dous paizes.
Eu tambem poderia lemhrar ao nobro depula-
do as diflculdades quo lord John Bussel lem en-
contrado para fazer passar a reforma eleitoral
que tao debatida lem sido no parlameulo in-lez"
A divergencia dos membros do gabinete sobre as
vanlagens da lei, a grande maioria que se mani-
feslou no parlamento contra ella, obrigou o seu
autor a relira-la da discussao, sem que todavia
porissose juigasse obrigado a ralirar-se do ga-
binete. "
O nobre depntado pelo dslriclo de Cabo-Fro
disse que a cmara dos Srs. deputados, votando
pela actual reforma eleitoral, dava occasio a que
a opiniao publica, desvairando-so, podesse dizer
que os deputados, temendo o juizo dos eleilores
Kr,'1u1m nullifi,car "fluencia dos mesmos
alargando os circuios.
mJSHiJS^Sr n-''a qUe "S eleilorpB Pelo nos-
so s>slema de eleicoes sao ncerlos. Pode
os
de ser os mesmos, devo-se suppor que nao
teme quem lima-lnes a importancia local
Alem de que este argumento nao devi'a ser
apresentado por ura membro da opposirao por-
que alguem poderia notar quo nem todos os
membros da opposico esto as condces de
serem reeleitos pelos mesmos crculos.
O nobre deputado por Cabo-Fro, historiando
a reforma eleitoral proposla era 1847 na cmara
tranceza, disse que o partido liberal, prncipal-
nenle o matiz radical, acensando a lei dos dis-
nctos, ochava que o scu defeilo provinha de ser
ORDEM DO DA.
Primeira parle.
Contia a 3a discussao do projecto da reforma
eleitoral.
O Sr Dias Vieira manda a mesa o seguinte
requerimento :
Requciro que sejam remeltidas commisso
as emendas olTerecidas em 3a discussao, relativas
ao augmento de depulaco de diversas provincias
afim de que a mesma commisso as formule em
projecto separado, sem prejulzo da discussao pr-
senle.
E apoado, e enlra em discussao0
O Sr. Fausto de Aguiar observa que, achando-
se acamara no caso de juigar da real importan-
cia que lhe devem merecer as emendas em ques-
lo, nao enxerga utrHdade alguma cm serem el-
las remeltidas commisso. segundo requer o
Sr. Dias Vieira. Discorda, pois, completamente
doespirilo de scmelhanlc proposico.
O Sr. Cruz Machado, julgandb conveniente
que se estabeleca urna discussao especial sobre a
materia, concorda que o projecto, separadamen-
te formulado, ser o meio de se esclarecer o fim
a que tendem as emendas relativas ao augmento
da depulaco de diversas provincias ; e, conclue
pedindo o encerramento da discussao do reque-
rimento do Sr. Dias Vieira.
Consultada a cmara, e approvado o requeri-
mento do Sr. Cruz Machado ; e, procedendo-se
votaco d9 do Sr. Dias Vieira, igualmente
approvado, indo por conseguinle as emendas
commisso respectiva.
A requerimento do Sr. Mendes da Costa encer-
rou-M a 3a discussao do projecto.
E approvada a emenda da commisso, que pu-
blicamos hontem, e prejudicada a do Sr. Para-
nhos.
Tedas as mais sao rejeitada?, excepto a seguin-
te, que, a pedido da commisso, retirada :
O governo fica antorisado, smenle duranlo
a eleicao da prxima legislatura, a designar os
districlos eleiloraes a que devero perlencer as
freguezias desmembradas de 1856 que corapre-
hendem territoriosde diferentes districlos.Fer-
reira de Aguiar.Dias Vieira.Saraiva.Torres-
Home.m.
O Sr. Martinho Campos, altendendo u impor-
tancia do proj-cto da reforma eleitoral ; s se-
nas consiupracoes que lhe merece, como a todo
multiplicou a incompalibilidade dos delegados
juizes municipaes e subdelegados por tantas ve-
zes mais sobre a que dispuzera a legislado de
1855, quanlos forem os termos ou districlos cem-
prcheudidos dentro dos novos districlos eloto-
raes.
E como nao vejo que a constiluico prive a lo
grande numero de cidados do direito de servo-
lados ; cu que j em 1855 votei contra essas in-
compatibilidades, nao pude agora deixar de volar
conlra essa multiplicaco dcllas.
Senhores, eu acred'ilo que se os magistrados,
apezar de lodos os embaracos que a legislae
lhes cra, e do alrazo que sofTrcm em sua carrei-
ra da magistratura, ainda instem em ter una
cadeira no corpo legislativo, porque mal retri-
buidos em seus trabalhos, e muilas vezes descon-
siderados pelo governo, sao altrahidos pela glo-
ria resultante de representara nacjio, por um la-
do na esperanca de poderem concorrer com sua
experiencia para melhorara classe a que perten-
cem, dolando a naco de magistrados indepen-
demos, como quer a constiluico, e por outro la-
do contando encontrar nessa mesma gloria de re-
presentar a naco urna compensado do depre-
ciamento cora que o governo encara seus serv-
O Sr. Jaguaribe :-Sr: presidente, aproveitan- I nossos" Iribunaes-superiorVs^luaesMgo' de !K52S?5 e? SUSS?
do-me do ensejo de achar era discussao o orea- reconhecer a illustraco de rauitos de seus mera-'------------ --
ment da juslica, tere de apresentar conside-; bros, creio que n ser leraeridade pensar,
racao da cmara alguraas humildes reflexes so- '
bre a orgonisago da nossa magistratura, e
rando que o nobre ministro da justica lhes de o cmenlos de direito civil que seria para desejar.
ccs, obrigados como elles eram, em virlude de
Adoptado o projecto com a emenda da com- seu nobre oicio, ao estudo conslanle do direito
civil, o paiz leria a mais plena confianca do que
as relaedes seriam compostas de magistrados
missao especial, vai a commisso de redaeco.
Nao estando ainda preenchida a hora, na pri-
meira parte da ordem do da, o Sr. presidente I perfeitamenle habilitados nesaa materia,0eonQan-
vai por em discussao urna das raaterids ja dWg-lca que nao podem inspirar os que seno achara
nadas- nessas condicoes.
A requerimeLlo. porm, do Sr. Dantas, que pe- por falta dessas habillaeoes n'aquelles d'cnlre
de urgencia para a 2a parte, entra em 2a discus-; os quaes sao escollados os descrabargadores.d eu
sao o ornamento da jusilla. sem querer emitir ura juizo desfavoravel'aos
devido peso; e fazendo uso das bos intencOes
que todos lhe reconhecem, do prestigio que com
muito justa razo exerce sobre a caara, procu-
re iniciar algumas medidas que melhore esla
classe, collocando-a a abrigo dos deeitos de que
se resente, e do estado de penuria eu que infe-
lizmente se acha.
Comerarci, Sr. presidente, por notar que essa
magistratura bastarda de que se acia cobcrlo o
paiz, chamadajuizes municipaeslem excitado
da parte do muilo boas inlelligencia? duvidas a
respeito de sua conslituciooalidade.
A ca3a sabe que desde a confeceo da lei de 3
de dezembro, pel qual foi instituida esta magis-
tratura temporaria, se clama conlr! a inconsti-
lucionalidade de sua existencia. Nai sou o mais
competente para entrar nesta queso; apenas
retiro o facto, pedindo ao nobre ministro que exa-
mine se a repelido constante des.a arguico
forma ou nao uina opiniao bstanlo esclarecida,
tros grandes alirativos existam na carreira publi-
,ca,que movam os magistrados a deixarcm seus
so- vista de modo pelo qual sao compostas as rel- lugares por um assento no parlamento.
fiA8.i I Sr5.**J?? ?. m. "^ lia *<>aeUa s?mQJa deconhe- | Estes attrativos sao anda menores
istrados lilhos de provincias
para os
porquanlo juizes que nao liverar frequetes
occasies de esludar o direito civil, quaudo fo-
rera collocados nos tribunaos superiores cm urna
dade j avancada, menos propra para estudos
profundos sobre assumpto rido, como o direito
civil, nao pedero desempenhar os seus deveres
como seria mister.
Portanlo, quando disse que nao pude compre-
hender a razo que diclou a sppresso dos juizes
de direito do civel, tive em vista consignar este
pensamentoque nao s esses juizes, julgando
em primeira instancia, odereceriara mais garan-
ta s partes, como tambem que a sua sppres-
so aulorisa o juizo d que em nossos tribunaes
superiores nao ha aquella somma de conheci-
mentos jurdicos que haveria se seus membros,
antes de lchegarem, tvessem tido mais habito
de juigar, mais occasies de esludar e apreciar
a sciencia do direilo.
Voliando ainda aos juizes municipaes, aprovei-
to, com rel*$oaos alumnos que entraram para
a academia quando ella ainda se achava sob o
dominio dos amigos estatutos, de modo que, sem
contrara-las, facilite mais a formaco dos con-
tingentes de que carece o corpo dos officiaes da
armada : e, como a ullma turma desses alumnos
deve deixar a escola no Cm desle auno, ser en-
lao o novo regulamcnto uniformemente obser-
vado.
Sabis quaes os principios em que assenlou a
reforma deste importante estabelecimento, ope-
rada pelo decreto n. 2,163 do Io de maio de 1858.
Quaudo o governo leve de promulgar esse aclo,
discuti as diferentes opinioes sobre a conve-
niencia do intrnalo a bordo ou em trra da
roaioTou menor extensao do programma do e'nsi-
no ; Or-passando o voto das pessoas mais compe-
lenteis e as circunstancias do paiz, procurou con-
ciliar, vjuanto possivel, a Ihcoria com a ptaltea,
sem perder de vista a disciplina. Ha quera pen-
se, porm, quo se penden demaispara o systema
francez, quando os resultados colhidos pela In-
glaterra aconselhavam que nos aproximassemos
antes da grande naco martima, qu6 s abre as
suas escolas navaes aos homens de mar ja feitos.
A essa objeccio, porm. respondeu anticipada-
mente o Ilustrado minislro que realisou a refor-
ma, observando que nao se devo exagerar laes
resultados, em grande parle devidos aristocra-
cia perfeitamenle educada e preparada nos estu-
dos theoriaos, que fornece armada britannica os
jovens officiaes que fazem a sua gloria.
Entendem outros, anda, que a eliminacio da
arithmetica do programma de estudos foi incon-
veniente e nao deve subsistir ; porque, sendo es-
se ramo de conhecimentos a base do calculo nu-
mrico, a cuja pralica se reduz cm grande parle
a sciencia do navegador, nao no entretanto bem
ensinada nos collegios particulares, o que se tor-
na evidente, em visla das muitas reprovac.Ocs nos
exames dessa materia, causa principal do peque-
no numero do matriculados do priraciro anno.
Talvez tonviesse tambem, em altcngo ao li-
mitado numero de officiaes que a escola fornce
ao servico da armada e a deficiencia cada da
mais sensivel, do respectivo quadro, permillir aos
alumnos externos, que se raostrassera distinctos
e fossem approvados no terceiro anno, a entrada
para a classe dos guardas marinhas, urna vez que
se sugeitassem completar o curso e s demas
condicoes exigidas.
Sei bem quanto convm ao official de marinha
a educaco pralica que s no intrnalo se podo
adquirij ; mas cumpre nao perder de vista que
a perraisso de que se trata apenas dever es-
nellas exercem os seus luga
tima ligaco com os homens que'inllucm nos a-
'reC=aS^.,rr,!,1,^1S e qUe lender-se aos individuos que so dislinguircm por
a,J- ,? '?scin "!"h6"8 la|entos, bom comportamcnlo c pronuncia-
lerem a naco cque se cerque
dos recursos e do prestigio que
represen
a magistratura
lhe sao indis-
pensareis para ser verdaderamente independen-! vo ecer vocacSo dc dv d,.
te e preencher o prnicipal ii,,, de sua inslituico. en ?a SmJSSmf do o\
Kf?5!.??* deS.1rantia dos'di: que WKe^TariL K
reitos individuacs.
Se pois quer-se arredar a magislratura de par-
lamento, d-se aos magistrados vencimenlos
corrspondentes posieo e raporlanle papel
que devem mauler na sociedade ; de-lhcs o go-
verno a devida cousideraco, e os magistrados,
compenelraudo-sc de que mesmo cm seu posto
de juizes p lo ser satisfeita a nobre ambico de
servir ao paiz, raramente hao de procurar um
assento no parlamento.
Para chegar porm a este resultado, entendo
ser necessario que o governo seja o primero a
para no caso alfirmativo, promover >s meios de tarei a occasio para pedir a S. Exc. o Sr. mit.is-
remediar o mal. I tro da jnslica que haja de esclarecer-me se nao
I-cmbro, entreunto para justificar expressao ser conveniente dar andaraeulo a um projecto
oastarda, com que dcnomlnei essa especie de ma- que foi apresentado o auno passado nesta casa considerar os juizes
gisiralura, que a constiluico com eimio, fallan- polo illusire antecessor de S. Exc, tendente a ellespresados e.fsuas c v .arC-,s
do de juizes pelos quaes devera serjulgadas as melhorar de algum modo a substituido dos jui-
causas civeis e cnminaes, declarou qie elles se- zcs municipaes, se por acaso S. Exc e'ntende que
riam perpetuos ; mas os juizes munmpaes, que essa classe de juizes deve ser conservada, visto
alias como se acham creados, julgan tanlo em ; como lodos sabem que graves inconvcuienlcs'ap-
malena crtnie, como em materia civel, sendo de parecem na adminislraco da juslica por causa
natureza temporaria, nao sao seguraitenle os jui-, da subsliluico dos juizes municipaes por bo-
zos de que trata a constituido. mens que nao sao profissionaos,
Abslraliindo dessa -
, que nao tem o
sa queslao da ncoistituciona- meuor nieresse em ganhar reputaco como jui-
lidade dos juizes municipaes, direi que essa or- zes, e que aproveilam a occasio de exercerem
dem de magistratura parece-rao ter sido insli-1 as suas funeces para servirem a um ou outro
luida como um tirocinio para as funeces de ver-1 amigo que lhes pede favores,
dadeiros magistrados, visto como d seio della J por diversas vezes se" tem reclamado na
bem cono de entre os promotores piblicos, que I ubuna providencias a seiuelhanle respeito O
sao escolhidos os juizes de direito vitalicios. projecto a que me refer foi mandado, se nao me
Mas. senhores, esse tirocinio pode: merecer engao, a urna coinmUso da qual, creio, fazia
semelhanle nomo, todas as vezes que se demons- parte S. Exc. Eu, portanlo, pero ao nobre mi-
0 Sr. Barros PimentJ ; Os bons juizes
como V. Exc, sao sempre bem apreciados. sent naval oulras que
u >r. Jaguaribe:bu acreJilo qne o homem lhe a presentara.
portamcnio c proni
Alem disso con-
por diversas
e vem a ser a
le a armada, e
os graves inconvenientes que dahi resultara ao
servirp publico. Em taes circumstancias nao me
j parece muilo acertado difficultar, em vez de fa-
os que aspirem a
aes da armada, e
que se mostrem para isso habilitados. A nossa
marinha conta em seu seio distinctos officiaes,
que entraram para ella quando na academia anda
Dio se linha eslabelecido o intrnalo.
No entretanto parece cedo para retocar, de
conformidade com o artigo 148 do regulamento,
um trabalho lao mediladamenle feito. por
isso que, liraitando-se i nomeai por derelo de 1 i
de maio do anno passado um opposilor especial
para_a cadeira de pbysies, e a separar por outro
de 27 de setembro, sob n. 2,477 A, da segunda
cadeira do terceiro anno o ensino de chimica cora
applicaco pyrolechnioa, o governo regeitou
alleraees que ao respectivo regulamento propo-
zera a directora da escola, em 26 de fererciro
do predtto anuo, e submclleu ao exame do con-
loo naval outras que cm Janeiro ultimo ella
honesto cm toda a parte ha do ser sempre bem
considerado, ou seja como simples cidado, ou
comojuiz; mas entendo toe alm dessa consi-
dera o, quo o publico naturalmente levado a
tributar aos que bem proceden), necessario que
o governo eui relaco aos eucarregados da admi-
nislraco da juslica, s"ja solicito em distinguir
aquelles que se mostraren! dignos disso por sua
O edificio, em que funeciona escola de mari-
nha, de propriedade particular, e acha-se em
um local muito pouco apropiiadn para o Cm a
que so destinou.
L"m dos meus dignos antecessores havia resol-
vido que a escola passasse para a casa do arse-
nal,em que funcciouava a intendencia dejnarinha,
e com estas vistas transferio para oulra, tambera
o tirocinio de qualquer carreira, lem em vista chamar a attenco do nobre ministro da juslica
chegar aos resultados que visara essas oceupa-' para um fado que intimamente se prende' boa
;oos, empregando os meios ao scu alcance, e ad-'ou m organisacao da magistratura: reliro-me
quiriudo as habillaeoes appropriadas ao scu fim. aos suficientes "honorarios com que mamila
Mas assim nao acontece com o tirocinio da ma- t essa classe de servidores do paiz. Aquillo que
slraliira, porquanlo mullos hachareis que so claro nao precisa do demonstrarlo, e portanlo
inlelligencia, zelo e ponlualidade no comprimen- do arsenal, aquella reparlrc'o.
lo de seus deveres, afim de qne fique bem dscri- Exames posteriores, porm, mostraram que o
minado O bom magistrado do que for negli- edificio destinado escola, alm de se achar col-
Senle' ... locado em um sitio pouco salubre, exige longos
O nobre dopuado sabe que nimias vezes os, e dispendiosos reparos afim de servir; sendo
magistrados leem a uifelicidade mesmo em vir-l quc> aiaa assim, nunca ollerecer as condicoes
lude- do cumpnmenlo de seus deveres, de desa- especiaos adequadas a ura estabelecimento da
gradar a este ou aquello individuo que pode- ordem do de que se trata
osla ou aquella parcialidade que aspira a | Talvez nao seja agora a occasio mais opportu-
cao do lugar, ao mesrao lempo que os na para rct|am,lr de vos os meios necessarios
homens collocados no governo do paiz. querendo compra, ou construecode um edificio apiopria-
corlcjar a esse individuo ou a essa parcialidade,, do escola do marinha. e de outro para o collc-
roso, a
dominarn
tratam de um modo muito
considerar aos que
fienciis.
desagradaram
ni (cali vo de
a laes
des-
inu-
destinam magistratura, fazem o seu quatrien- nao lomarci tempo casa em provrq'ue os juizes i k' por isso que cu ha ooueo dase nuo o ma
nioe habilitado nos lugares de juiz municipal.; ueste paiz, ou sejam municipaes. oji sejam de gis,ra7os para evar^^^
ou de promotor publico, as vezes com grande sa-! direito. ou sejam mesmo desembargadores e lhesTdiminuo"iiImS
crihcio, porque sabe-se quanlo mesquinho o or- membros do supremo tribunal de justica, se a-
denado desses funecionarios, alm de que para chara pessimamente retribuidos em seus arduos
bem preencherem seus deveres, e se mostraren) e nobilissimos trabalhos.
dignos dos lugares de juiz de direito que aspirara, \ E se os honoi,lroa ,0
preciso lutar conlra as paixes, arroslan- | gUtralura i
lhes
m que retribuida a nu-
era, na opinio geral, inferior ao
do as iras dos poderosos, o depois de assim ha- EX^aiL.!!: "a/T g '' I,,,enor B
vorem consumido seu tempo na esperance do al- | QXSfSS. ^JSTSSHZ S
reformando-se as secretarias de estado, vio-se
que os vencimenlos dos empregados do menor
nessas roparliccs erara collocados
calhegoria
po na espe
mojado despacho, vem-se preteridos por outros
de menos lempo do servico, mas que tora protec-
tores mais activos ao pe do governo ; resultando
dahi que essa habilitado legal, nao constituindo
por si um direito, vai pouco a pouco lornando-se
monos ambicionada pelos hachareis de verdadei-
ro merecimento, se de anle-mo nao contam rom
um protector forle, visto como na profisso de
advogado, ou cm outra qualquer encontrara lu-
cros muito mais seguros, do que nos lugares de
juizes menicipaes e de orphos, ou de promolo-
res pblicos.
Ora, sendo esla incerteza do direito que d a
habilitarlo legal de mo agouro para o futuro da
magistratura, eu nao posso deixar de rogar ao
nobre ministro que procuro obter algun.a medi-
da, por meio da qual so melhore a condico dessa
classe de aspirantes da magistratura, de modo
que o direito proveniente da matricula seja urna
realidade ; ouseja pela apresentaeo de urna lis-
ta dos mais amigos deterrainando"-se que os nao
escolhidos depois de apresentados ura cerlo nu-
mero de vezes sejam riscados da matricula, ou
por outro qualquer melhodo que lhes rejijlarise
o accesso, de sorte quo este nao pareja obra do
acaso
Sei que diffiril apreciar devidamenle o mo-
recimenlo de funecionarios disseminados por to-
da extensao do imperio ; mas as informaces of-
ficiaes que os presidenles'sao obrigados a'remet- nossas finanzas nao d lugar a que se tralo pre-
tor annualniente para a secretaria da juslica, sentemcnle desta medida, porque ha dspezas
sendo bem colligidas, muito podem auxiliar o'que sao por sua natureza productivas, c eu con-
nobre ministro na adopeo de um meio qualquer j-sidero esla "nesta ordem. Todos sabem que, pa-
a de animaco a esses magistrados lera- ra que a renda de um paiz augmente, necssa-
de raanoua a convence-los, que a so- rio que anlesde ludo haja paz, haja ordem, mas,
no cumprimento de seus deveres o sera que hajam bons juizes para garantirem esta
mais lacil caminho a chegar S magistratura vita- ordem e esta paz, sombra da qual todas as in-
licia. Assim haver um exccllcnto estimulo dustrias se devem desenvolver, acredito que o
para aquelles que se dedicara magistratura,' paiz nao poder ter aquello progresso a que a
cortos do que nao serao preteridos por fausa do natureza o destinou, e do qual depender gran-
aitoiQoes individuaes, e de oulras considerares demente o augmento de nossa renda
que tenhara accesso pcranle o governo. Portanlo, esta despeza, quo primeira vista
Assim se esmerarao para se tornaren) dignos; parece quo, em virtude das circumstancias em
de um da serem alistados na magistratura do. que se acha o thesouro, nao pode ter lugar pre-
paiz. (Apoiados.) Mas parece que nem sempre senlemente, quanto mira, da ordem daquel-
os servicos e inteligencia sao tidos como habil- las que devem sobicludo ser lomadas em consi-
lacoes para aquelles que lem a foriuna de serem deraco, como dospezas completamente produc-
dotados destas quahdades. Dahi resulta que fal- Uvas.
tando-Ihes os honorarios sufucienles e a espe- Sr, presidente, oceupando-me ainda cora a
ranea de que concluido o seu quatriennio, dadas sorte da magistratura, nao posso deixar de dizer
cenas c determinadas formulas, o seu tirocinio os duas palavras cm relaco a urna medida que ain-
conduzra ao fim desojado, deixaro de lomar da hoje fo approvada" nesta casa, e que se pren-
como norma das suas accoes o dever, e trataro ; de completamente ao interesse da magistratura,
r tempo, servindo a amigos c Fallo da emenda hoje approvada em 3.a discus-
lhcs diminuc a forca moral, procuran, aliida
com prejulzo cm sua carreira da magistratura,
obter um lugar na represeulaco nacional.
Se pois o governo o os altos poderes do oslado
Iratarem de melharar a sorle desta classe, cu
acredito, repilo, quo soro preenchidos os dese-
jos do arredar a magistratura da representaco
nacional, sem quo soja preciso que cada legis-
latura trate de iniciar medidas semclhanles que
hoje passou nesta cmara.
PaJindo ainda aos meus nobres collegas que
cima dos vencimenlos dos membros do poder; me lem feito a honra de ouvir, mas um pouco de
judiciario, isto dos juizes de direito. paciencia, rogarci a S. Exc. que nos dina se jul-
poranos,
licilude
J
Desde enlao como que umversalmente se en-
tendo que era urna neeessidade iudeclnavol o
molhoramenlo dos vencimenres desta classe do
servidores do paiz, que so achavam* depois de
, reformadas secretarias de estado nivelados aos
; continuos e porteiros dessas secretarias.
O Sr. Pereira Pialo : Apoado.
O Sr. Jaguaribe :Urna emenda foi aprovada
era 1857 ou 1858 nesta casa no sentido de nieUio-
. rar-so os vencimenlos desla classe de funeciona-
rios pblicos: mas infelizmente essa emenda,
j ehegando ao senado, n sei porque consideracoes,
foi all destacada do projecto do que fazia parte,
j e la ficou em esquecimento al esla data.
Eu lerobro ao nobre ministro da justica que
allendcndo geral reclamarlo da naco ileira,
porque, senhores, todos teera interesse em que
| bajara bons juizes, e de una boa ou m rclri-
buico depende muitas vezes a circumstancia do
juiz poder desempenhar bem ou mal o seu dever.
Aproveilo esta occasio de prestar magis-
tratura esto grande servico, promovendo no so-
nado a adopeo da juella emenda.
E nem so diga, senhores, que o mo estado do
o? conveniente a medida lombrada pelo Sr. mi-
nistro da fizenda a respeito da croaro do juizes
dos feitos privativos em todas as provincias, co-
mo meio de melhorar a arrecadacio da renda de
cada urna dolas; objeclo que tedo oceupado a
attenco do nobte ministro da fazenda, creio que
nao ser improprio desla occasio, visto que era
lodo o caso se trata de membros do poder judi-
ciario, o por conseguinle da materia cm discus-
sao, para que, no caso affirmalivo, tratemos de
dar ao governo a conveniente aulorisaco.
Em concluso, Sr. presidente, pediri ao no-
bre ministro da justica que bajado me informar
sobre o oslado em quo se acha o provimenlo do
novo bispado do Cear, quo penJia da appfova-
eo da Santa-S ; rogando a S. F.xc. que so por
acaso as duvidas que exisliam a rpspeilo da ef-
fectividade deste bispado, nao esto ainda solvi-
das, haja de emprogar lodos os esforros....
Vina Voz Parece que essas duvidas eslo
solvidas.
O Sr. Jiguaribe :.... para que haja essa ef-
feclividade; e a provincia do Cear, bstanle ex-
tensa, collocada a grande distancia do bispado
ile Pernarabuco, a que ora pertenco, possa gozar
gio naval, que o regulamento do 1 do maio do
18oS autorisou o governo aerear, e onde devora-
se preparar os jovens que se deslnarem com-
panhia de aspirantes, No entretanto, cumpre nao
perder de vista este objeclo, porque nao ser
possivel, no caso de augmentar o numero dos
alumnos internos, manter por muilo lempo a es-
cola na casa em que se acha, nem fcil encon-
trar por aluguel urna outra para onde seja trans-
ferida convenientemente.
BIBL10THECA DE MARINHA.
Conlinua-se a fazer acquisico de obras im-
portantcs_para enriquece-la. 'Conta 7,000 volu-
mes ; 1,270 mappas e planos, modelos o alguns
instrumentos para os estudos pralicos de cosmo-
graphia c usos de arlilharia.
A bordo dos navios da armada vo sendo cs-
labelecdas gradualmente as bibliothecas espe-
ciaos. J as lem os vapores Amazonas, Jequili-
nhonha. Mug e Japor ; e as corvetas Imperial
Marnheiro, DousdeJulho, D. ./anuaria, Unido,
e Isabel, comprchendendo todas 441 voluraes.
O eslabelecimeiilo nival do Itapura tam-
bem teem sido fornecido pela central cora 48
volumes.
Continua o chefe da repartico a representar
em favor dos respectivos poitciro e escrevente,
quo podem lhes sejam augmentados os venci-
menlos. A esle respeito compariilho a opinio
emittida por meus antecessoras nos dous ltimos
relatnos : o que se paga a taes empregados
com eleilo nsulliciente para occorrer as primei-
ras necessidades da vida.
COMPANIIIA e invlidos.
A compinhia de invlidos presta o servieo com-
palivcl com o estado do suas praeas : aquartcla-
da na fortaleza da ilha das Cobras, guarda os pre-
sos, os sentenciados e o hospital, na falta do
forga do batalho naval, Compc-se deumeom-
mandaiite, um escrevenle e 32 pracas de pret., O
scu estado detalhado no mappa n. 13.
Quando se rcalisar a benfica intcn n. 51 de 28 de outubro de 1848, ser dissolvida
dos beneficios que tal creaco lho devo conduzir le suas pracas iro desfructar o descanso completo
Finalmente, pedirei a S. Exc que haja tambem a que tem direito em ura azylo.
de informar cmara quaes os motivos pelos | Para a fundaco desle estaDelecimenlo deter-
quaes nao se lem podido efectuar a creaco das minou aquella ei que concorram com um dia do
faculdades thcologicas quo ha l ou 5 anuos fo- | sold todas as pracas de pret, os officiaes m3ri-
ram voladas pelo corpo legislativo. nheiros e marinheiros de todas as classes ; e que
O nobre ministro sabe que gcralmcntc se ca- ao mesmo lim se appliquem, cmquanto nao fo-
ma pelo luelhoramcnto do nosso clero ; bem que rem reclamados por herdeiros legtimos, os sal-
nello existam muitos sacerdotes distinctos por | dos atrazados dos desertores e dos morios ab i/-
sou saber c virtudes, todava nola-se que nao ha icsato, que sejam officiaes de marinha, quer
pertcncara a outros empregos da armada. Esto
fundo al marco do correnle anno era de ris...
ainda em geral a illuslraeo que era para dese-
jar. Julgo esta medida tanto mais necessaria.
quanto. sendo per lodos reconhecido que o clero 92:7803099 : e'cjrao de algumas- provincias se
so tornar tanlo mais ulil ao paiz quauto mais [ lem deixado de rmetler as necessaras demons-
aliados, em busca de protecQo o empehos,
mediante os quo venhara algum dia a obter um
despacho. (Apoiados )
Eu nao fago a menor censura a ninguem, e
muito menos ao nobre ministro da justicia, em
cujo carador folgo de reconhecer toda a p'robi-
dade. (Apoiados ) Mas o fado senhores, que
ha mmensos mocos que esto no conhecimento
de que os tlenlos, a probidade e a regularidade
de coslumes, nao lhe lera oblido um despacho ;
ao passo que eslou persuadido que seria conve-
niente que urna lei determinasse que aquelles
que nao podem ser juizes, ou nao teem as habi-
llaeoes precisas para essa carreira, sejam desde
logo, feitas as provas, desengaados, para que se
appliquem outra profisso, c, desobstruindo o
caminho dos julgados idneos para a magistra-
tura, lhes augmentem as probidades de conse-
guir seu desidertum.
Feitas estas considerares a respeito dos juizes
municipaes, passarei a oceupar-me dos juizes de
direilo.
Perguntarei ao nobre minitro da justica se nao
acha conveniente urna legislae, pela qual es-
ses juizes se habjialem de alg'uma forma no in-
tuito de rnelhor preencherem as funeses a que
sao destinados, quando tiverem accesso para as
relajees.
Sabe-se que as rela;es constiluem os tribunaes
sao, augmentando a incompalibilidade a respeilo
dos magistrados.
trago considerarlo da casa esta questo
moralisado se apresentar, de crer que com a
creaco das faculdades, com a maior abundancia
de luzo3 que se possa dar ios sacerdote, elles
tenhara tambera de melhorar consideravelmente
a sua moratidade, com a qual o paiz muito lu-
crar.
Termino aqu, Sr. presidente, esperando que o
nobre minisiro da juslica empregue toda sua so-
licitudc em proverde remedio aos males de que
me oceupei.
Peco aos meus nobros collegas desculpa por
lhes tomar o tempo. (Muito bem; muito bem.)
Depois de orar ainda o Sr. Daplista Monteiro,
Dada a ordem do dia, levanla-se a sessao s tres
horas e mcia da tarde.
smenio para mostrar que se ha no paiz alguma fica a discussao adiada pela hora,
tendencia para afastar a classe de magistratura '
das aspirarles polticas, tendencia que cuso di-
viso nos homens do goveruo de 1850 para c,
mas que nao vejo que esleja no espirito nacio-
nal : me parece que seria mais conveniente que
setomasse urna medida geral, que de frente col-
locasse completamente essa classe fra de taes
aspiraces ; que melhor seria, por exemplo, que
se estabelecesse una incompalibilidade absoluta,
do que eslarmos lodos os annos fazendo leis, aug-
mentando todos os graos de incompalibiliades,
mostrando-nos desla forma como que desconfia-
dos da classe da magistratura, que allis eu creio
que nao tem feito nuies na carreira poltica, para
que se a queira arredar dessa cerreira como urna
classe perigosa, quindo ao conlrario ninguem
ignora que essa classe j lendo tido muilo maior
influencia no corpo legislativo, do que hoje ex-
erce, foi bastante modesta, a poni de nflo ter ja-
mis tratado de melhorar sua condjo ; e nem
ao menos confeccionado para os magistrados
urna lei de aposenladoria, como se tem feito
para todas as oulras classes de empregados p-
blicos. r
Assim remos quo primeramente appareceu a
RELATORIO
\presentado a assembla geral le-
gislativa na quarta sessao la d-
cima legislatura, pelo ministro e
secretario d'estado dos negocios
da marinha, Francisco Xavier
Paes Barreto.
(Concluso.)
ESCOLA DE MARINHA.
Do mappa annexo, sob n. 4, veris qual o seu
movimento durante o anno passado.
Actualmente frequentado por 25 aspirantes
internos, 5 externos e 13 alumnos paisanos.
Como vedes, esle nico estabcleciraenlo de
insirucco marilima que possuimos, ainda nao
fornece o numero do officiaes necessario para
completar as diversas classes do quadro rarefei-
las pela reforma e pela morte. Foi, altendendo
a esta circumstancia, que o governo procurou
applicar as disposiges do respectivo regulamen-
Iraces, talvez se possa computar cm 100:000$ .
pode sor consideravelmente augmentado, se en-
lendendo-sc que o asylo deve ser destinado nao
s aos marinheiros e soldados, mas tambem aos
officiaes e outras classes que delle se quizerem
utilisar, se fizer com que contribuara todos os
beneficiados, como judiciosamenlc opinou um de
meus Ilustrados antecessores cm seu relalorio
de 1855.
Mas o edificio, ainda quando tenha de ser le-
vantado na chcara da Armaco. em Niclheroy,.
comprada por conta dos cofres pblicos por ....
2(V0OOS, era virtude do aviso de 13 de abril do
1855. ha de custar muito mais do que a quaniia
de 563: i60210 em que foi oreado, como opina a
academia das bellas arles, que foi consultada, em
consoquencia da elevaco que lem tido os raateT
riaes e a mo d'obra. E' claro, pois, que anda
com a disposico da lei do orcamento em vigor,
que mandn contar juros aoscapitaes recolhidos
para esta obra.s se conseguir a sua concluso
no fim de muitos annos, se nao vier em seu soc-
corro um auxilio extraordinario.
HOSPITAES.
O hospital da corte acha-se em um edificio-
que nao rene as necessaras condicoes. Tem
apenas tres enfermaras em bom estado, lodas as
outras exignm grande concert, ou antes comple-
ta reconstruyo, cuja despeza importara talvez,
na do um novo edificio. Parece tndispensave
mudar este estabelecimento, e emquanto sobre
isto se nao resolve, convm nao dar grande in-
cremento s obras, e al mesmo adiara cons-
trueco de urna sala de operaces, de urna casa
de banhos e de oulros com modos, alias necessa-
rios.
O da Baha est mal localisado, e, na opinio
do chefodesaude da armada deve ser abando-
nado.


DIARIO PE PERAftMUCO. QgARTA FElRk 22 DE AGOSTO'DE 18**.
A enfetmaria de Pcrnambuco tambera nao se
acha no melhor local.
A do Para, situada prxima a pantanos, e na
impossibitidade de ser mudada para Jugar mais
conveniente, exige em suas circumvisnhancas
aterros, que 3 lornem mais salubre.
-A de Montevideo, reduzida a respectiva divi-
sao naval, passou para Santa Catharina. onde foi
estacionar parte dos navios da mesnia diviso, e
Ccou eslabelecida na fortaleza de Santa Cruz.
Da eslalislica geral, annexaia sob n. 24, veris
o movimenlo de todos os hospitaes e enfermaras
da Ierra e dos navios da armada, durante o anno
prximo findo.
De 7,648 doentes tratades, 864 eram de mo-
lestias dos orgaos respiratorios, inclusive 89 de
tubrculos pulmonares, o 81)6 de molestias sy-
philiiicas
Foram estas as enformidades que mais predo-
Oiinaram.
EXPLORACOES DE COSTAS E ROS.
Em 4 de setembro de 1859 o chefe de esqoa-
levantara, dos rios Cuyab e S Lourenco. at o
(Paraguay, acom;>aaliadas de um ruteio da
respectiva navegacao.
Esse Irabalho, na parte relativa navegacao
da cidade de Cuyab para baixo, foi feilo pelo
disliocto oflioial quando organisou as cartas e
roleios do Paraguay, apresentados em 18 7 e
18(3 ; mas ltimamente completado cora os re-
conhecifuentos do Cuyab superior, que pa-
raran] no Sallo, o maior obstculo que cncon-
tra a navegacao deste no. E cumpre aqu no-
tar, em honra nossa, que lo importantes explo-
rarles j eslavam concluidas quando o eapito
Pago no vapor de guerra americano Water
nhiten, andava exoloraudo os rios da provin-
cia ile uMalo-Grosso.
Ao commandante do vapor Maracana, que
era 23 de outubro de 1836 seguir para aquella
provincia, se mandou que estudasse o rgimen
tos rios Paran e Paraguay, e dos seus af-
fluentes o S. Lourenco e o Cuyab, indi-
can Ju todas as dilTerencas que noiasse no rio
Paraguay;.om relajo carta levantada pelo
mencionado chefo de esquadra, urna das apre-
seni'.adas era 1847 e 1818.
O capillo lenle Antonio Claudio Soydo or-
ganisou urna planli do rio Paraguay, que
quasi copia daquclla outra, mais correcta em
scus delineamentos, e cora o Irabalho novo da
sondagem.
O chefe de esquadra Leverger comecou os
seus irabalhos na foz do rio S. Lourenco. e
seguio aguas abaixo al as Tres Bocas, 011 en
(rada do Paraguay ; sobre ellcs se baseou o
capilau lenle Soydo, que chegou apenas, co-
mocando das Tres Rocas aguas cima, at Cu-
runib, ou Albuquerque Velho. Os trabalhos
do chefe Leverger, porUnto, abrangera mais o
esparo comnrehendido entre osparallelos 17'' 51'
c vr S.
As cartas dos tres rios, desenliadas na escala
de 1:100,000, a mesnia que adoptaran) o almi-
rante Sulivan da marinha britauuica, no scu es-
Loro hydrographico do Paran, e o comman-
dante do Water Whitc na plaa do Para-
guay, eslo sendo lithograpliadas.
O primeiro lenle Francisco Freir de Borja
Saloma GarcSo, conimandanle da canhoneira
Mearim, encarregado por aviso de 23 de abril
do anno prximo lindo de explorar o rio Para-
n, e do levantar a respectiva carta hydrogra-
phica, acaba de concluir a sua commisso. A
explorarn cstendeu-sc desde Corrientes" at o
rio -S. Francisco. Della resulta que o Alio
Paran desde oIguass at o rio S. Fran-
cisco, quando menos, navegavel, c que as
erradicos dessa navegacao sao as mesinas de
Encarnaco al o Iguass, poJendo nave-
gar-so entre a Encarnaco e o rio S. Fran-
cisco cora vapores de 5"ps de calado, vcloci-
dade do 7 milhas, nao excedeodo o cumpli-
mento de suas quilhas de 60 ps inglezes. Essa
curta vai ser lithographada.
Sentia-se a necessid ido de urna carta hylro-
graphica, referido ao meridiano do Rio de Ja-
neiro, na qual se notasse minuciosamente iodos
os pontos do nosso littoral. o se corrigisso al-
guna erros o inexactidos existentes as cartas
estrangeiras do que actualmente so servem os
nossos olficiaes d'armada. Esse Irabalho foi in-
cumbido ao primeiro lenle Manoel Antonio
Vital de Oliveira, que, coinmandando o hiale
Parahybano, seguio em novembro de 1856 pa-
ra a estafan de Pcrnamburo a verificar e levan-
tar a planta dasecco do littoral desde o rio S.
Francisco! al o cabo do S. Roque, a qual de-
pois se esiendeu at o rio Mossor. limite en-
tre o Rio Grande do Norte e o Cear. l're-
erio-se esta parle na cosa que oceupa urna ex-
tenso de 155 leguas, por ser a que se acha mais
guarnecida da cadeia de recites que defende
grande oxtcns&o do nosso littoral; por ser lam-
beta i menos explorada, c comprehender nesta
seceo os baixos do S. Hoque, c os de Sota-
vento at os de cjoo da Cunha paragnns es-
tas em que se leem dado naufragios, llovidos
inexaclidao cora que eslo ellas notadas as
c.irlas.
Estes trabalhos acabara de ser apresentados,
anda era borro, e cora elles os apontamonios
precisos para um roteiro que facilite a navega-
Sao ; lendo-se j reconhecido que a costa, que
corre ao cabo de Santo Agostiuho para o sul, es-
ta mais ao oeste do que marcara as cartas exis-
tentes, que mais a l'F.slse acham os baixos de S,
Roque, ao que tal vez .sejam devidos nimios des
naufragios que frequeniemente se dao naquellas
alturas. Vo esses Irabalhos ser submellidos ao
exaiuc de urna commisso. Foram demorados
porque o official que os lera a seu cargo dislra-
liio -se : Io para rerilicar a plaa do baixo das
Cabras ou Rocas, entre a ilha de Fernando e o
Continente, tendo levantado una caria que j se
acha lilographada, bera como publicado o roteiro
da respectiva ; 2o para levantar plantas parciaes
da barra do rio Mossor. requisico da presiden-
cia do Rio Grande do Norte, aura de conhecer-se
a possihilidade de ser ali pralicada a navegacao
pelos vapores da compnnhia Pernambucana ; e'3
para proceder a igual sorvico, era virlude do re-
quisico feila eiu dezembro'de 1858 pela presi-
dencias das Alagas, relativamente navegacao
a vapor pelas duas lagoas ao norlo da capital', e
dos canaes que as uera.
Estas exploracoes nao do s em resultado
cartas exactas de nossas costas, lornam praticos
na sua navegacao os officiaes e as guarnicoes dos
navios nellas empregados.
FREZAS.
A commisso, oncarregada de distribuir a som-
ma votada como indemnisaro das prezas feilas
nis guerras da Independencia e do Rio da Prala,
est a concluir os seus tr-balho.
Os julgamenlos comprehenderam 292 proces-
so|-80 perlencentes guerra da Independencia,
e 212 a guerra do Rio da Prata, e as sentencas
foram confirmadas pelas sossoes respectivas do
conselho d'eslado. Assim, julgadas em segunda
Instancias as reclamacocs, passou a commisso
a publicar as relceos dos oflkiaes ou seus her-
deiros habilitados, que tiverem direito indem-
nisaro volada pop prezas fcitas em urna e outra
guerra, organisadas nos termos do art. 9o do
regulamento a que se refere o decreto n 1,708,
de 29 de dezerabro de 1855, fim de proceder
distribuico.
Vai continuar osle Irabalho, que esleve por al-
gara lempo demorado espera de informaroes
e csclarecimcntos que a commisso jtilgou ne'ces-
sario que se exigisse do ex-priraeiro almirante.
Lord Cochrane, Mrquez do Maranho, e que j
che^aram
CRDITOS E DESPEZA,
F.YKRC1CI0 DE 18)8 A 1859.
O relalorio do meu antecessor vos fez conhe-
cer, que, alm da somma volada pela lei n 939
de 26 de setembro de 1857, na importancia de
4,97596Si913, crditos supplementares se abri
rara pelos decretos n* 2,340 e2,378 de 17 de Ja-
neiro e 26 de marco do anno pnssado, na somm-
lolal de 2.982,86*JM79, que fizoram subir o cr-
dito concedido para as despozos do ministerio da
marinha no dito exercicio a.... 7,958:829j392
A despeza verificada durante o
raesrao exercicio, conforme os da-
dos e contas existentes na conla-
doria da marinha, raontou a...... 7,756.285*054
A obra provavel de........... 202:544g347
Esta sobra lalvez seja absorvida, ou fique bs-
tanle reduzida, visto como anda faltaro algumas
deraonslraces de desqezas das provincias ; o
que melhor se poder verificar no thesouro na-
cional, senda certo quo pela exposicao e tabellas
justificativas, qua vos foram presentes, na forma,
da le, pelo ministerio da fazenda se conhecc
evidentemente qual a causa djquelle dispendio.
EXKHCICIO de 1859 a 1860.
Para eslo exercicio votou-se na lei n 1,040
de 14 de setembro de 1859 a
quanlia do...........'............ 7,010:636^997
A despeza efTecluada pelas re-
partices abaixo declaradas, des-
de ju'lho do dito anno, foi a se-
guinte;
Thesouro nacional.......,,...... 1,&"5.824$226
l'agadona de marinha...........
Legaccs do imperio em Lon-
dres ..........................
Thesourarias das provincias.....
Despeza s annullar proveniente
de iudemnisaces..............
Despeza a fazer
exercicio.......
at o fin do
473.841- ffi
125:633*253
1,352:186c214
3,727:5859183.
39:922109
3,687:7638074
4,259:29CS4I9
7,947:053*493
Resulta, pois, o dficit de...... 936:4155469'
Para supprir este difcil foi o governo obrigado '
a providenciar nos termos do 2 do art. 4 da lei
n. 589 de 9 de setembro de 1850, obrindo um
eredilo supplementar de igual quanlia, pelos de-
cretos ns. 2,578 e 2,588 de 21 e 30 de abril ulli-|
mo, o qual' foi distribuido pelas seguintes ver-
bas :
13. Capitana de porlos..... 1:183;99
14 Forra naval o navios de
transporte......................... 47:216*9 0
15. Navios desarmados_____ 18:556*296
16 Hospitaes................ 2:8083532
21. Reformados.......v...... 1:709*242'
22. Material................. 582 778;569 ;
23. Obras.................... 149:005>887 !
2i. Despezas extraordinarias
c eventuacs...................... 133:097*149 t
936-4163496 !
Da tabella demonstrativa, apresentads pela re- 1
partico compleme, para juslicaco deste cr-
dito, so reconhece haver tamben em diversas '
verbas, a soDra de 150:970*919, quanlia que,1
abatida da despeza a fazer o 4.108:319*470
Se. pois, fosse possivel enconlrar-se a impor- ,
tancia da sobra cora a do dficit cima referido,
estese reduziria a78.:415*547.
Ueixo de demonstrar-vos as causas que a elle
deram lugar, porque, na forma da lei vos serao
aposentadas pelo ministerio da fazanda as com-
ptenles eiposicds e tabellas que o justifi-
cam.
Crditos especiaes.
Com o fim de dar-se maior desonvolvimenlo ;
s obras do melhornrnento do porio de Pernam-I
buco, conccdeu-e ao governo. um crdito inde-
finijo, pelo 1 do art. 16 da lei n. 810 de 15 de i
setembro de 1855.
Por conta deste eredilo tem-se despendido o
seguinte:
No exercicio de 1856 a 1857.... 103:628*183
de 1857 a 1858.... 131:387-046
do 1858 o 1859.... 251:3625644
486:377$873!
No exercicio, porm, que. corre, de 1859 a '
1860, limilou-se o crdito concedido para seme- !
; lhanie obra quanlia de 150:000*000, conforme
o 23 do ait. 5 da lei n. 1,010, de 14 de selem-
' bro de 1850.
Como, poie, a despeza, que se tcm feilo, esc
reconhece ainda iudispensavel, mostra alsum
excesso sobre a predita importancia, contou-se
coro elle no crdito que ltimamente se abri
para o mesmo exercicio.
Cora o dique da Illn das Cobras, cuja conclu-
sao foi contratada, como sabis, cora o engenhei-
ro Henry l.aw, pela quanlia do 75,000............
' i'"................................ 663.652*749
Despendeu-se:
No exercicio de 1.836 a 1S57...... 6I:&6'hji86
de 1857 a 1858...... 136:042*780
de 1858 a 1859...... 211:620-^)33
DilTercnca.............
412:527*677
...... 251:125*072
unca, tendo ordem de continuar no comiiiaudo
das armas desta, que boje reaseumir.
Tambera ainda nao segu o rapilo-tcnentell.
A. Barqosa de Almeid, por nao hiver chegado
neste vapor o seu successor na inspectora do
arsenal de marinha, o eapito de mar e euerra
Pedro da Cunha.
Houveram igual mente algumas niudanges nos
commandantes dos uaviosde guerra estacionados
nesle porto.
Passou o commandanle da escuna Tibagy para
o comniando da ranhonheira a vapor lWca/iy, e
para aquelle navio vrio do Maranho o primeiro
lenle Rufino Lima Tavares.
Corre que foi demittido o capilo-lenenlc Jos
da Costa Azevedo, chefe da commisso explora-
dora dos limites do Brasil com a Guyanna Fran-
ceza de que Ihe fallci na rainha pnmeira chroni-
ca, sendo substituido pelo primeiro tenente B.ip-
lista.
A seren exactas as aecusares que os jomaos
desta cidade e do Maranho fizeram a este offi-
cial pelo finamento do primeiro tenente JaufTret,
o governo nao fez mais do que ura aclo de jus-
tiga.
Ahi Ihe remello pelo corrcio um folheto acer-
ca das averiguaces policiaes so'jre os facios
pralicados na villa de Ourem, a pretexto de pos-
sessao do demonio.
Nelle ver o ridiculo e a vergonha que recahem
sobre alguns membros da classe ecc.lt siastica, es-
pecialmente no vigario daquella freguezia Jos
Maria Fernandos, que felizmente esl sendo pro-
cessado por determinago do vigario capitular,
como do ollicio abaixo transcripto :
Accuso recebido o officio datado de 31 do
mea ultimo, em que V. S. participa osla pre-
sidencia, que tendo examinado escrupulosamen-
te as proprias pecas aulhenlicas trae-Ihe foram
remetudas pelo Dr. chefe de polica, sobre os
aconlecimenlos occorridos na villa de Ourem,
acliando-se gravemente comproraellida a con-
ducta de respectivo vigario collado, padre Jos
Maria Fernandos, o suspendeu naquell.i dala do
exercltlo de todas as suas ordens, e bera assim
ter nomcado o reverendo Dr. Podro Honorato
Correa de Miranda para ir mesraa villa instaurar
o processo contra o referido vigario.
Ficando nteirado desla participaco de V.
S.. lenho a dizer Ihe que passo a fazjr thesou-
raria de fazenda a conveniente communicac,o -
corca da suspenso do mencionado vigario Jos
Maria Fernandes.
Communicou-so ao inspector da thesouraria
dcfazcnla, para sua inteliigencia o execugo na
parle que Ihe Inca
Na miuha ultima missiva esque'i-me dizer-
Ihe que no dia 2 de julho os Bahianos deram um
baile na sociedade Costino Paraensc, em rigo-
sijo e festejo ao anniversario quo a-sgnala esse
dia nos fastos historeos da provi icia da Ba-
bia, pela occasiao da indepeudercia do im-
perio.
O baile esleve bastante concorrido, alm de
mulas soiihoras, em numero de 80 para mais,
esliveram todas 3s autoridades, mu.los cstran-
geiros, entre osles grande numero de Portugue-
zes, havendo durante o diverlimento muila ani-
maco e bom servirlo.
Foi tambera aborto concurrencia publica o
mercado, que dasde a adminislraco do presi-
dente II. de Beaupaire Roban eslava ora edifl-
cecio.
Desde o dia da abertura, que foi a 15 do pr-
ximo findo, tem havido nosle eslabelecimonio boa
ordem c a necessaria regularidade.
Era um mclhoramenlo publico 3nciosamente
esperado pelos habitantes desta casita!, e pelos
vendedores de gneros alimenticios, que nesse
lugar os apresenlasse ao consumo diario e cora
lodo o resguardo das raudancas do tirapo.
Para pagamento d'ea diferenca, quo o
resto da importancia da obra contratada, existe
na le do orcamenlo do correte exercicio a
quanlia de 300:000*000, incluida na soraraa de-
signada para a verba obras.
Ogoveroo, no uso da aulorisaco que Ihe foi
concedida pelo 12 do argo 16 da lei n, 939
de 2b de selembro do 18>7, para despender
quanlia que fosse necessaria coro a acquisico
de vapores apiopriohlos -navpgacao dos gran-
des nos do imperio, gastou o seguinte :
No exercicio do 1857 a 1858. 2.370:517*211
< 18c8 a 1859 465:817^677
Total 2.836:36 j93S
A necessidade, cada dia mais sentida, de dar-
se maior incremento nossa navegacao fluvial,
o de adquirir-se por este motivo grande uumero
de navios appropriados, exige que semelhanle
crdito continu, erabora no aclual exercicio
nao se lenha feilo ainda uso d'elle.
Oflr.VMENTu PARA O EXERCICIO DE
1861 A 1862,
Pedio-se n'oslc ornamento, para as despezas
do minislorio a meu cargo, no dito exercicio,
conforme as tabellas quo vos devem ser apo-
sentadas pelo ministerio da fazenda, a somma
de......... 7.061:278|973
Comparada osla importancia com
a que foi concedida para o exerci-
cio aclual, por continuar era vigor
no de 1860 a 1861, o orcamenlo
i anterior, visfo nao eslar ainda esto
approvado pelo corpo legislativo,
no loll Jo.......7.013:928j997
Resulla da dUTereoca, para mais
de_- ".....57:349976
bsia dillerenca procede, era geral :
1- da organisacao do quarlel general di'rua-
Irinha. em virlude do on. 12 da le n. 874 de 23
1 de agoslo de 1857.
2." da creacao da capitana do porto da pro-
vincia do Rio Grande do Norte, pelo decreto de
11 dejulho de 1857.
3." de varios augmonlos nos vencmentos de
diversos empregados dos arsenaes, capitanas
de poitos o hospitaes, quo so julgaram indis-
pensaveis.
4. de mais algumas obras necessarias e pro-
venosas ao serrico da reparticao.
Tendo assim cumprido a ardua tarefa que me
impoz a lei, augustos o dignissimos sonhores
represontanles da oaco resta-me pedir-vos
toda a vossa indulgencia, pelas lacunas que
cerlamente encontrareis em tito imperfeito ira-
batho e que a vossa Ilustradlo snpprir.
Rio de Janeiro, em 12 de maio de 1860.
FRANCISCO Xavier Paf.s B.innF.TO.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
FERNAMIil'CO.
Pai-.
Belm, 9 de agosto de 1860.
Meu charo redactor.(Juasi deixo de Ihe es-
crever por este vapor. Motivos de ncommodos
physicos me obrigaram a eslar por alguns das
(ora da cidade.
E' verdade que as'novidades por aqu nao sao
multas, depois da miuha ultima missiva. O que
na ah vai em resumo.
Como sabe o vapor do sul era ondosamente es-
perado por mil razos. Emm, chegou, condu-
zindo a seu bordo o presdeme para esta provin-
cia, Dr. Angelo Thomaz do Amaral, que honlera
i lomou coma do governo s 11 horas da manhaa,
|corn as formalidades do eslylo.
A' vista da deciso da cmara temporaria, so-
bro o alargamenlo dos circuios, a provincia do
lara qe smente d Ires deputados, volta ao
anligo rgimen
Para os liberaes daqui esla soluco foi satisfac-
toria porque os candidatos do'mesmo partido '
unindo as suas forcas tem mais facilidade, o tai-
vez probablidade, de vencer as eleicoos.
Poilanto a candidatura do Dr. Tito Franco de
Almeida, que talvez nao tivesse bom xito pelo
circulo desla capilal, est amparada por todas as
forcas do sou partido, e assim j Ihe posso asse-
verar que os candidatos levados s urnas pelos
liberaes sao : Drs. Tilo Franco de Almeida e Joo
Lourcnco Paes deSouza.
Por cerlo que a eleico toma por este modo
maiores proporces e a lucta ha de ser renhida
entre os dous partidos da provincia.
Dos conservadores nao consta ainda candidalo
cerlo, a nao ser o negociante Joo Augusto Cor-
rein, enlrelanlo osle partido segundo consta tem
diflerenles individuos que almejara a honra de ir
ao parlamento.
Entre os candidatos que so aprosentam, a es-
colha tem de ser feila dos seguintes: Drs. Faus-
to, Caslro Assis, Canlao, Freilas, conego Siqueira
e o dito Joo Augusto Correia.
Todos por aqui acreditara que o actual pres-
dante tem plano ministerial sobres eleico, sen-
do S. Exc. tambem candidato pela provincia do
Amazonas.
Por emquanto nada mais sei; o que for appa-
rocendo a este respeilo ser-lhe-ha coramuni-
cado
O Jornal do Amasnos de hontem noticia que
p marechal Sergio nao segu mais para esja pro-
0 conunercio o a solubridade pablca conti-
nuara satisfactoriamente. Os gneros de expor-
Ucao lom lido procura, sobretodo ahorradla es-
t dando bom prec,o, vista das noticias vindas
1 da Europa pelo paquete, colando aqiollo genero
i em dinheiro desle paiz 38*000 rs. a arroba, por-
que foram eflecluadas algumas ver das no mer-
i cado de Iuglatcra.
Em separado achara urna ola des procos cor-
! rentes dos gneros nesta praea para publicar se
1 entender conveniente.
As noticias martimas sao as seguintes :
Entrado.
Do MaranhoDiales nacionacs llosa e Pa-
triota, escuna hollaudeza Marie.
De LisboaBarca porlugueza Flor do Vez.
Do PortoBarca porlugueza Uniao.
De LiverpoolEscuna inglcza Til Bit
Do CardilT Patacho ingle/, iloring Star.
Saludas.
Para PcrnambucoHiale nacional Lindo Pa-
q uete.
Para Maranho hiale nacional Progresso.
Para Lisboa Brigun prtuguez Lijeiro U.
Tara o HavreBriguc rancez Ferdinand.
Para NantosBarca franceza Cuajar.
Para InglaterraBarca ingleza Rl.ondda.
Movimenlo das navios no porto do Para duran-
te o mee de julho findo.
ntralos. Sahidos.
Brasilciros. ... 10 9
Americanos... 5 5
Francezcs. ... 4 2
Inglezes..... 2 4
Porluguezes. 1 3
Hamburguezes 1 2
Hanoveriano. 1 1
Sueco ..... 0 1
E* urna das festividades religiosas- que temos
ncsla provincia, que mais reclama a nossa pia
concurrencia, nao s pelo objecto venerando que
por mcio dola te honra, romo pela ordem e
magnificencia verdaderamente christa que nel-
la reina,-devdas i solicitud* dos dignos oapu-
chinhos.
Passageroe sabidos no vapor nacional Per-
sinunga. para Marei e portos intermedios:
Lmiho Feliciano Madeira, Jos Antonio Goncal-
ves, Joo Vicha de Luna, Fiancisco de PaulsCa-
valcanli. Francisco Xavier da Silva, Florencio
Gomos Eerreira, Nanoel Joaquim de Carvalho,
Manocl Jnsc de Lima. Antonio Francisco Liudo-
zo a um criado, Barlholr/meu Campadonio, Ig-
nacio de Amorim Lima, Apolinarioda Silva Gru-
gel, Mancel Antonio Dias, Joo da Costa e Silva
e um escravo, Francisco Jos da Costa e Silva,
Manoel Brasiliano do Andrade Poggi, Joo Fran
cisco do Reg Mello, Joo Barboza Mascarenhas
e seis praeaa da guarda nacional.
Matadolro publico. Mataram-se para o
consumo da cidade no dia 21 do correte 95
rezes, .
Baptisados da freguezia de Sanio Antonio do
Recife, de 5 18 do crreme :
Francisca, parda, filha legitima do Jos Angelo
Percira e Candida Vilerbos dos Sanios Tercira.
Augusto, branco, filho natural de Maria Rita da
Conceigo.
Virgina, branca, filha legitima de Joaqiiim Uen-
liqucsda Silva e Anna Thereza de Jess.
Davina, pardj, escrava de Lidia Burgandofora
Restitua Ferroira.
Tiburcio. pardo, filho legitimo de Antonio de Mi-
randa Fernandes e Anlonia Maria do Nasci-
mento.
Joviniauo, brinco, filho legitimo de Jos Fran-
cisco Brando e Maria Ferroira Doniz de Cas-
tro.
Mara, pard*. filha legtima do Antonia Maria da
Concoico.
Viecnte, branco, filho legitimo do alferes Vicen-
te Ferroira Pinto e Senhorinha Adelayde de
I Oliveira Cavalcauti Pinto.
Urna menina filha do Joaquim Francisco da Silva
j Satos ; sanios leos.
lima menina, filha legitima de Joaquim l.uiz dos
Sanios.
lira filho legitimo de Bernardo Maria da Silva.
Ura filho legitimo de Antonio Jos Pereira Lago.
Urna mita do Venceslao Machado de Siqueira
Silva.
Casamcnlos :
Antonio Forreira Martins com Balbina Mara da
Concoico.
Thomaz de Aquino Rosas com Deolinda Maria da
Cooceico.
Manoel Jaquim da Silva cora Maria Luiza da
Silva
MOUTALIDAnE DO DIA 21 DO CORnKTTB :
Maria Saturnina Machado da Silva, branca, sol-
leira, 41 anuos; tubrculo pulmonar.
Maria, branca, 5 anuos; elhica.
Maria, prela, escrava, solteira, 32 anuos ; tubr-
culo pulmonar.
Antonio, pardo, 18 mezes ; espasmo.
Maria, preta, escrava, 3 airaos; anazarca.
Manoel da Paz, piolo, solteiro,-69 annos ; apo-
plexia.
Joo, preto, escravo, soltero, 24 annos ; gan-
grena.
Gervazia, preta, solteira, 33 annos ; phthysica.
Miguel, branco, 2 annos ; convulsoes.
Hospital de caridade. Existera 59 ho-
raens o 51 mulheres nacionacs; 7 homens es-
trangeiros, el raulher escrava, total 121.
Na totaliilade dos doentes oxislem 37 aliona-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelocirurgiao
Piulo s 6 horas e 1|2 da manhaa ; pelo Dr.
Dornellas. s oito horas da manhaa, o pe-
lo Dr. Firmo as 6 horas da tarde de hou-
eni.
(3>
Total. .
24
.Movimenlo dos individuos eslrangeiros entrados
e sahidos no mesmo mez.
Entrados. Sahidos.
Porluguezes. .
Marroquinos .
Hespanhes. .
Franceses .
Hamburguezes
Sardos.....
Belgas.....
Inglezes. .
Peruanos .
Suissos.....
Italianos... .
Prussiano?. .
Alloma, s .
Total. .
10
6
5
3
1
1
1
1
0
0
o
32
22
1
0
4
2
0
1
0
0
0
2
2
1
35
Sou, como al aqui, o
Poj
REVISTA DIARIA-
Segunda-feira, por obra das 8 horas da
noite, foram presos dous individuos;, quosuppoe-
se serem esses vulios quo ha dias appareciara
pela proximidade do quarlel de eavallaria.
Achavam-se elles acostados ura muro, quo
Dea junto bomba que all ha, um envolvido
n'um capoto, e oulro dsfarcado 3b um timo,
quando foram presentidos po"r solddos de eaval-
laria, que lograran) afinal captura-Ios, mediante
ainda alguma lula, de quo resullou o feriraeulo
de ura delles.
Dizem que elles andavam com sinislras inlen-
coes contra alguera daquellc corpo.
Reune-se no dia 24, no pago da cmara
municipal, o conselho do revista da guarda na-
cional desle commando superior, afim do ter lu-
gar a inspocco por unta medica d'aquellos guar-
das que interpozeram recurso do conselho de
qualilicaco.
No dia 26 desle correle mez ha sesso ex-
traordinaria do conselho municipd de recurso,
para prover sobre as reclamacocs das decises da
junta do qualificaco da freguezia Je S. Fre Po-
dro Goncalvcs do Recife; visto qao 03sa junta
encerrou os respectivos irabalhos posteriormente
ao encerramenlo das sesses ordidarias do refe-
rido conselho.
Os recursos devem ser all apresentados nos
primeiros cinco dias da rounio, conforme o es-
tatuido no decreto de 18 de marco de 1847, nu-
mero 511.
Hontem nao funecionou ainda o jury desle
termo, por falta do numero completo do iuizes
de fado. '
E' presumieel que se esgote esta semana, sem
que seja possivel haver casa, fado que nao ser
mais do que urna continuaco de precedentes.
Por portara de ante-rionlem foi concedida
a gralificaco por mais de 12 anno aoproessor
jubilado Alexsndre Jos Dorneltas do conformi-
dade com o art. 26 14 da lei provincial n. 488
de 16 da malo do torrente anno,
A referida gratificacio foi vbi'fada na terca-
parte do respectivo ordenado, segundo o art. 10
da le geral de 15 de outifao de 1827
^ Na madrugada >j hojo para amnnha 23 do
crreme temi lugar t. levanlnmenlo da bandeira
da festividade de N. S. da Penha, comecando
HMKWn s respectivas novenas.
CHRDNICA JICIARIA.
TRIBUNAL DA RELACO.
SESSAO EM 21 DE AGOSTO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXH. SR. CONSELUEIRO EIUIELINO
. DE LEAO.
As 10 horas da manhaa, achando-se presen-
tes os Srs. deserabargadores Figueira de Mello,
Silveira, Gilirana, Guerra. Lourenco Santiago,
Silva Gomes e Caelano Santiago, 'procurador
da cora, foi aherla a sesso.
Passidos os feitos c entregues os distribui-
do?, procedeu-se aos seguinlcs
JULGAMENTOS.
RECURSOS CRIMES.
Rocorrentfi, ojuizo ; recorrido, Claudino Ro-
drigues de Paiva.
Relator o Sr. desembargador Gilirana.
Sorteados os Srs. deserabargadores Silva Go-
mes, Silveira c Figueira de Mello.
Negaram provimenlo.
Recorrente, ojuizo ; recorrido, Aprigio Henri-
que de Barros.
Relator o Sr. desembargador Lourenco San-
tiago.
Sorleados os Srs. desomjjargadores Silva Go-
mes, Gilirana e Figueira de Mello.
AUGRAVO DE PETlC.iO.
Aggravanle. Jos Fraucisco do Oliveira ; ag-
gravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Lourenco San-
tiago.
Sorleados os Srs. deserabargadores Gilirana,
e Silveira.
Negou-se provimenlo.
Aggravantes, Bairo & Maccdo : aggravado, o
juizo.
Relalor o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Gilirana,
o Lourenco Santiago.
Deram provimenlo.
Aggravanle, Jos Hygiao de Miranda ; aggra-
vado, o juizo.
Relalor o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Srs. deserabargadores Silva Go-
mes e Lourenco Santiago.
Deram provimenlo.
APPELLAC.ES CRIMES.
Appellanle, Joo Alves Pimenlel ; appellado,
o juizo.
Improcedonlc a appellaco.
Appellante, Jos Theraoto Correia ; appella-
do, o juizo.
A novo jury.
Appellante, o iuizo ; appellado, Januario Ce-
lestino Cruz.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Jacinlho, es-
cravo.
Improcedente
Appellante, o juizo ; appellado, Ravmundo,
escravo.
Improcedente a appellaco.
Appellanle, o juizo ; appellado, Manoel Thora
de Jess.
Improcedente.
Appellante, Manoel Joaquim do N'asciraenlo ;
appellado, o juizo.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Laurenlino da
Torres Gallindo.
Improcedente.
Appellanle, ojuizo ; appellado, Vicente For-
reira Ferro.
Improcedente.
Appellante, o juizo, appellado, Alexandre, es-
cravo.
Improcedente.
Appellanle, o juizo ; appellado, Joo Jos da
Costa.
A novo jury
Appellante, o juizo ; appellado, Florencio Jo-
s dos Sanios.
A novo jury.
DILIGENCIAS CRIMES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica, as appellaces crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Thomaz
de Aquino.
Appellanle, o juizo ; appellado, Antonio, es-
cravo.
Appellante, ojuizo; appellado, Antonio Jos
da Silva.
Appellante, o juizo ; appellado, Januario An-
tonio de Freitas.
Appellanle, o juizo ; appellado, Joo Bispo da
Hora.
Appellante, o juizo ; appellado, Pedro Ferroi-
ra do Nascimento.
Appellante, o jui20 ; appellado, Ignacio An-
selmo da Silva.
Assignou-3e dia para julgamcnlo das seguintes
appellaces crimes:
Appellante, ojuizo; appellado, Manoel Hen-
rique Pereira.
Appellante, Antonio Claudino Pessoa ; appel-
lado, Antonio Thomaz Teixeira Galv&o.
Appellante, o promotor; appellado, Benedicto
Antonio do Espirito Santo.
Appellante, o juizo ; appellado, Sergio Ru-
niano Baptisla.
Appellante, ojuizo; appellado, Alexandre Pe-
reira da Costa TemiveU
Appellante, ojuizo ; appellado, Miguel Gomes
da Rocha Gavio.
Appellante, o juizo ; appellado, Joo Js do
Nascimento.
Appellante, o juizo ; appellado, AlcxaBdre da
Silva Pereira.
Appellante, Manoel de Araujo Barrlo ; ap-
pellado, o juizo.
Appellante, ojuizo ; appellado, Joio Andrdo
Azovedo.
Appellanle, o juizo ; appellado, Joo Pereira
de Sou7a.
Appellante, o juizo ; appellado, Joaquim Fran-
cisco Nuncs.
A appellaco cirel:
Appellante, Exm. prelado diocesano ; appel-
lados, Manoei Pires Ferreira e outros.
DISTRIBUYES.
Ao Sr. desembargador Figueira de Mello, o
recurso de eleico :
Recrreme, Joo Ferreira dos Passos e Silva ;
recorrido, o conselho.
O recurso crime :
Recorrente, o juizo ; recorrido, Manoel Joao da
Silveira.
As appellaces crete :
Appellaue, Vicente Ferreira Guedes Gondim ;
appellado, Antonio Rufino Monteiro.
A appelloeo crime :
Appellante, o'juizo; appellada, D. Antonia de
Agolar Mello e Bollo.
Ao Sr. desembargador Silveira, o recurso
crirac :
Recorrente, ojuizo ; recorrido, Alexandre Jos
de Andrade.
As appellaces crimes :
Appellanle, o'juizo ; appellado, Jos Ferreira
da Silva.
Appellante, ojuizo ; appellado, Antonio Fer-
reira.
Ao Sr. desembargador Gilirana, o recurso
crime:
Recorrente, o juizo ; recorrido, Filippe Alves
do Espirito Santo.
O recurso de eleicoos :
Recorrente, Anysio Salalhiel Carnoiro da Cu-
nha ; recorrido, o conselho.
As appellaces crimes :
Appellanle, o jui/.o ; appellado, Francisco An-
tonio Bandeira de Mello.
Appellanle, o juizo ; appellado, Manoel Fran-
cisco de Barros.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, os
recursos crimes :
Recorrente, o juizo ; recorrido, Joo Cavalcan-
ti de Albuquerque.
O recurso de eleico :
Recrreme. Anysio Salalhiel Carnciro da Cu-
nha ; recorrido, o conselho.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, o re-
curso crime :
Recorrente, o juizo ; recorrido, Bonifacio Boa-
ventura dos Santos.
O recurso de eleicoos:
Recrreme, Jos Joaquim Lopes doAlmcida ;
recorrido, o conselho.
A appellaco civel :
Appellanle, Antonio Cosario Alvos da Costa ;
appellado. Joo Francisco da Silva Braga.
As appcllneoes crimes
Appellante, o juizo ; appellado. Jos, escravo.
Appellante, o juizo ; appellado, Leo Papa de
Santiago.
As 2 horas da tardo encerrou-se a sesso.
JURY DO RECIFE.
5.a SESSO JUD1CIARIA.
PRESIDENCIA DO SU. DR. JL1Z DE DIREITO INTERINO
DA 2 a VARA CRIMINAL,
ACOSTINHO ERMF.LINO DE USO.
Promotor publico, o Sr. Dr. Francisco Leopol-
no de Gusmo Lobo.
Escrivo, o Sr. Francisco de Paula Esleves Ce-
Mente.
As 10 horas da manhaa. prsenlos na sala do
jury o Sr. I)r. juizde direito interino da2.*,vara,
Dr. promotor publico Gusmao Lobo, e escrivo
privativo da jury, procedeu-se a chamada, o ve-
rificou-sc eslarem prsenles os Srs. jurados :
Dr: Felppo Nery Collaco
Joao Baplista de Medeiros.
Luiz Antonio Rodrigues de Almeda.
Pedro Duarle Rodrigues Franca.
' Manoel Antonio de Alcntara.'
Francisco de Barros Falco Cavalcauti Albuquer-
que Lacorda.
Angelo Custodio Rodrigues Franco.
Joaquim Tavares Rodovalho.
Francisco Rufino Correa de Mello.
Joo Francisco Pontos.
Francisco Antonio de Brito.
Foram multados era 20, por cada sesso em
que nao comparecerem, os seguintes Srs. juizas
de faci :
' Amonio Carnciro Machado Ros.
Francisco de Paula Cavalcanti da Silveira.
Manoel Julio da Fonseca Piulio.
Luiz Jos Nuncs de Caslro.
Antonio Maximino de Barros l.eite.
Antonio Leite de Pinho.
Jos Marques dos Sanios Aguiar.
Dr. JosJoaquim de Souza.
Joaquni Bernardino de Queiroz.
I)r. Joo Honorio Beserra de Menezcs.
Rento Jos Ramos do Oliveira,
doaquim Francisco Duarto.
Joo Jos Soares de Saot'Anna.
Jos da Costa Dourado.
Anlonio Anreliano Lopes Coulinho.
Alexandrino Correa Marques.
Antonio Maximiano Muniz Sobreira.
Manoel Jos Rodrigues Braga.
I'elisbino do Carvalho Raposo.
Expediram-se novos mandados, de nolificacao
para os seguimos jurados que deixaram de "ser
notificados para o dia 21 :
Francisco Mandes Martins.
Jos Xaviet Pereira do Oliveira.
Anlonio Manoel Cardoso.
Antonio Pijitb de Araujo.
Joo Antonio Ribeiro.
Anlonio Teixeira de Mendonca.
Joo Ferreira da Silva.
Eduardo Claudino Cabral.
Anlonio Ribeiro Diniz.
Jos Gervasio de Amorim Garca.
Jos Leile de Azevedo.
Joaquim Ferreira Fontes.
Anlonio Emygdio Ribeiro.
Angelo Rodrigues da Silva.
Amaro Jos dos Prazeres.
Jos Maximiano Soares do Avellar.
Joo Carlos da Silva
Antonio Norbeno dos Santos.
Joao Francisco Maia.
Francisco Matbias Pereira da Costa.
Nao se reunindo numero legal de juizes, pro-
cedou-se na forma da lei ao sorleio dos juizes
supplentes.
Levanlou-se a sesso 1 hora da tarde.
Communicados.
sentar approvace de nossos comparochianos a
seguinte:
Chopa para juizes de paz do Io districto.
Io Dr. Anlonio Epaminondas de Mello, advogado.
2" Major Antonio Bernardo Queinteiro, commer-
cianle.
3o Coraraendador Caelano Pinto de Veras, empre-
gado publico.
4o Joaquim Antonio Carneiro. proprielario.
yErn.
Goiannn, 1S le agosto.
V
A pristo do eapito Ursulino Cavalcan da
Cunha Reg, o fado ostensivo de que ora so
prevaiccom os nossos adversarios para por om
duviJa a inteireza e imparcialidade das autori-
dades de Goianna.
Sao hoje patentes os motivos que inspiraran]
este aclo de juslic,*, que veio reparar o escn-
dalo de urna despronuncia contra a prora dos
autos. A leilura dos oflicios que em reservado
dirigir para esta comarca o inlegerrirao Dr. che-
fe de polica, rocommendando a captura desio
crimiuoso e ordenando que se lho iuslaurassc-
ura novo processo, lera convencido todo os
espirites de que a pris.io do eapito L'rsulino Re-
g nao foi, como por ahi se diz, urna prepoten-
cia da auloridade que levou a effeilo.
Era vista das ordens terminamos emanadas da
primeira auloridade policial da provincia, deve-
ria o digno subdelegado de Goianna deixar do
realisar a prisao de Ursulino na primeira occa-
siao em que Ihe fosse possivel faze-lo ? Longo
de deshonrar o carcter desla diligente aulorida-
de. o aclo em questo abona o seu zelo e alta-
mente o comprova. Feliz a provincia se era to-
dos os pontos do seu territorio estivessem pos-
tadas autoridades desta ordern lente do mo-
vimenlo policial! A impunidade cedera o pas-
so represso do crime. e a segur.inca indivi-
dual assenlaria era solidas e indoslruc'liveis ga-
ra n lias.
A piiso de Ursulino Reg e um destes fados
notaveis, que sero apontados como a gloria da
actual commisso da polica. Confiada um
magistrado digno desle nomo, o Sr. Dr. A. Ara-
npo. a polica da provincia constilue-se ura cer-
ro forlc do aeco, contra o qual de balde se ar-
mam as influencias e a prepotencia local.
O estigma laucado contra as autoridades ju-
diciarias de Goianna urna miseravel imputaco
calumiosa, queso soccorrem os nossos adver-
sarios. Esl-patenle a prova na prisao de Ursu-
lino do Reg.
Alliado dos nossos adversarios o por elles pro-
tegido, Ursulino do Reg liona algum direilo por
sua familia a esperar o favor das autoridades, se
estas transigissera com as conveniencias. Has
nao foi assim ; nao o podia sor. Desde que da
i primeira autoridado policial da provincia ema-
naram ordens para a captura de Ursulino do Re-
g, as autoridades subalternas cumprirara com
inteireza o scu dever e a elles sacrilicaram todas
as consideracoes que poderiam leva-lasa tran-
sigir.
Soja ou nao Ursulino um grande criminoso.
Seja ou nao o verdadeiro autor da morlo que Ihe
imputada. E' materia que nao discutimos, por
que nao dovemos faze-lo. Mas o que certo.
sempre e em todas as hypotheses, que a pri-
sao de Ursulino fazia-s necessaria, desde que
fura ordenada pelo centro diredoi da polica.
1. poderao tambem rumorejar suspetas de
connivencia com os nteresses lcaos contra o
primeiro magistrado que dirijo na provincia os
destinos da polica? Cremos que lano nao so
arrojar a ousadia dos nossos opposilores.
Vo-se d'aqui quanto calumniosa a imputa-
cao urdida contra as autoridades de Goianna de
exercerem odios e peregrinaces.
Os documentos que vamos transcrever. des-
mascaram esta vilissima acensado. Elles sao a
prova de que as autoridades judiciarias de Goian-
na n;o fazetn de sen ollicio urna clava contra os
adversarios de suas reputacoes.
Reclamamos sobre esle ponto aaltenco do pu-
blico Ilustrado Entre nos o os adversarios, ha
un juiz para quo appellamos com sinceridade.
E' a opnio sensata que est cima dos inleres-
ses locaes c do todas as aspiracoes legitimas e
Ilegitimas.
Timn.
Illm. Sr. Dr. juiz de direilo.Precisa o sup-
pltcante quo V. S. maudo que os escrives, que
iierante esle juizo servem, certifiquem junto
esta quanlos processos existem actualmente em
andamento peranlc V. S., quer iniciados por de-
nuncia, quer instaurados oflicialmenle, qual a
n.ilurcz.'i dos crimes o os nomes dos criminosos.
E pede a V. S. deferimenlo E R. M.
Como pede. Goianna, 11 de agoslo do 1860
Freilas Henriques.
Eu, escrivo abaixo assignado, certifico, quo
perante o juizo de direilo desla comarca existem
dous processos, sendo um contra o escrivo Mi-
guel Joaquim de Faria Braga, instaurado desde
S5S por crime de falsidade, o qual nao est findo
por se adiar ausente o reo, e oulro contra o ex-
oarcereiro da cadeia Francisco Xavier Pessoa de
AILuquorque por fuga de presos, o qual est af-
fedo ao tribunal da reLico, sendo que nenhum
oulro corre por meu rarlorio.
_ Cidade de Goianna, 11 de agostq.de 1860. Em
f de verdade.O escrivo do juizo. Joaquim de
Matos Alcuntilado Rochedo.
Eu. escrivo abaixo assignado, certifico, que
pelo meu cartorio e peran'e o Dr. juiz de direilo
dacomarca, nao existe processo algum por cri-
mes commui.s. E o que lenho a certificar vista
do pedido na pelieo o despacho supra.
Cilade de Goianna, II de agoslo de 1S60.Em
f de verdade.O escrivo, Joaquim Jos da Cos-
a Leil6.
Illm. Sr. Dr. juiz municipal.Precisa o sup-
plicanle que V. S. mande a,os escrives, que ser-
vem esle juizo, certifiquem junio esta, quanlos
feiios existem em andamento perante V. S., quer
qucxa ou denuncia, quor instaurados oflicialmen-
le, bom como qual a na tu reza dos crimfs e os
Domes dos reos proceasados : oestes termos pedo
a V. S. deferimenlo.E R.M.
Certifiquem. Goianna, 11 de agoslo de 1660.
Hireano.
Eu, escrivo abaixo assignado, cerlifieo, que
perante o juizo municipal e por meu cartorio.
corre somenle um processo por crime deeslcllio-
nsto, instaurado por queixa contra Manocl Fran-
cisco das Chagas.
Goianna, 11 de agosto de 1860.Em f de ver-
dade O escrivo do juizo, Joaquim de Malos
Amanillado Rochedo.
Eu. escrivo abaixo assignado, certifico, quer
perante c juizo municipal e por meu cartorio.
existe smente um processo instaurado contra o
eapito Ursulino Cavalcanti da Cunha Rogo, por
ordem inicial do Dr. chefe de polica, que levo
comeco em 30 de julho prximo findo. E' o que
lenho a oerlilicar em visla do pedido na petico
e despacho supra.
Cidade de Goianna, II de agosto de 1860.Em
f de verdade. O escrivo do juizo, Joaquim
Jos da Costa Leite.
Em resposta um communicado inserto na
Ordem de 17 do corrente, oslamos autorisados
declarar que a polica proseguo inalteravelraen-
te om suas pesquizas sobre o fado do espanca-
menlo de Joaquim do Sant'Anna.
Qnem quor que seja o Ilustre communicanle,
pode confiar que o systema policial, iniciado na
provincia pelo integro Dr. Alcncar Araripe, nao
enronlra tropeco em influencias locaes.
Dovemos agradecer ao distinelo comraunicante
asexpressoes benvolas de quo digna servir-se
para com o nosso estimavel amigo e inteligen-
te funecionario o Sr. Dr. Gusmo Lobo.
Em 28 do dezembro do anno prximo passado,
julgamos dever nosso escrever algumas linbas
[Diario de Pcrnambuco n. 297) a respeto do ci-
dado que cnlo findava o seu primeiro anno de
exercicio do juiz de paz do 1 districto da fregue-
zia de Santo Antonio do Recife ; nossas palavras
foram a fiel Iraducco dos nossos senlimentos,
nosso fim nao fora oulro seno render um tesie-
rnnnho de homenagera ao juiz imparcial, ao cida-
do honesto que tanto soubera coropenelrar-se
da inisso quo ihe (ora confiada por seus conci-
dados.
A pessoa a quera nos referimos o Sr. com-
mendador Caolano Pinto do Veras, que ainda no
auno que vai correndo exerceu a magistratura
popular, e continuou nesse exercicio a trilhar a
senda outr'ora seguidaa senda da honra e da
justica.
Brevemente temos todos nos comparochianos
do Sr. coraraendador Pinto de Veras de concor-
rer ao grande jury nacional, e depdr na urna
eleitorala nossa solemne senlenca acerca dos ci-
dados quo no ultimo quatriennio exercerara a
referida judicatura de paz, e os cargos da edilida-
lidade : ser desfavoravel ao Sr. Pinto de Veras
essasenlenca? Espetamos que nao, e para que
o nao seja, para que nao aconleca que se fa^a
urna grande injusticia ao cidado recommendavel
e um deservido ao pas, lembtamo-nos fle aprc-
Publica^es a pedido.
i.embro os Illms Srs. ab.iixo assignades, para
juizes de paz do primeiro districto de Santo An-
tonio, pois seria ptima escolha, se sahssem
eleilos.
Negociante Antonio Augusto da Fonseca.
Dr. Antonio Epaminondas de Mello
Proprielario tenente Joo da Cunha Soares Gui-
mares.
Proprielario tenente Adrin) Xavier Pereira de
Brito.
Lr/)i guarda nacional de Santo A ntomo.
coliamrlcior~
Caixa iilial do banco do Brasil
em Pemambuco.
EM 21 DE AGOSTO DE 1860.
A caixa descoma letras a 10 0/0, toma saques
sobre a praea do Rio de Janeiro, e recebe di-
nheiro ao premio de 8 0|0-
Alfandega.
Rendimentododia la 20. 217.2198142
dem do dia 21...... 7:399821
224.6188983
Movimenlo da alfandega
Voluntes entrados com fazendas 2
com gneros. 208
210
Volumes sahidos com fazendas 99
> com gneros 350
------41!
Descarregam hoje 22 deagosto.
Barca inglezaBonitaferro.
Barca inglezaJouh Ktng objectos para a es-
trada.
Barca ingleza Marv Warroll obiectOi v,
ogaz- .*ta
\


(*)
ftlARIO BE PERNAMBUCO ~- QIARTa FKrRA 22 DE AGOSTO DE 1860.
Rrigue inglezIsabella cantos de ierro.
Brigue ingloz Londoncarvo.
Consulailo geral.
Rendimento .ioJis 1 a 20. 14:35~5830
dem do dia 21.......1:010770
15:368c600l
Diversas provincias.
Rondimento do da 1 a 20. 1:091*655 I
dem do dii 1....... 833688
THEATRO DE S. ISABEL.
cotiriMiu LvniaEG.NiiMmeu
Quarta fera 22 de agosto.
e oitava para os camarotes Despachos le exportacao pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia 21 de agosto de 18GO
LisboaBrigue portuguez Soberano, G. C.
C, 152 couros seceos.
Porto Briguo perluguei Amalia l, A. jr-
mos, 111 couros soceos.
Beceheduria de remits internas
geraes ,j, Pernnrabuco.
Rendimento dodia 1 a 20. 23.211*578
dem do dia 21....... 751*513 i
23:963|091
}*"* 15.a recita de
RepresenUr-se-ha a opera em quolro actos deVerdi
assigiuitura
Quinta feira 23 de agosto.
16.a recita da assignatura c oitava para os camarotes de segunda serie
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 o 20. 18:913*111
Idea do dia 21....... 2:676*2-25
Vendem-se os bheles como de coslnme.
Principiar s 8 horas em poni
ia ao annuncio publicado no n. 193 desle jornal,
em que o Sr. Jacintho de Almeida o Silva chama
a allencao do Sr. Victor Antonio do Sacramento
para a desistencia quo faz da flanga que prestara
pelo aluguel da casa em que mora que esse an-
nuncio s revela a mesquinhez d'alma do mesmo
Sr. Jacintho, porque a nao estar-de accordu com
o baixo assignado, ou antes o repellir esto a sua
amizade, por motivos que em nada o abonam,
nao era razo para retirar elle a (langa que pres-
tara por mera formalidade, se cavalleiro fosse,
visto coma o abaixo assignado foi sempre pon-
tual em seus pagamentos. Declara mais que a
primeira SeneOanca esta substituida, porquo nao foi s o Sr.
1 Jacintho quo veio ao mundo cora o pequenino
presumo de abonar a ura amigo, aue no sabe
compromelter ao sen amigo.
Thcodoro Jos Tavares.
O abaixo assignado, vendo em os Diarios de
ns 188, 189 e 190 de terca, quinta e sexla-feira I
oeste raez em que o Sr. Jos Goncalves Malveira '
diz em seus annuncios ser eir administrador de '
sua cocheira da ra do Imperador, e que aquel-
las pessoas que se julgasscra credoras da referi-
da cocheira se apresentem no prazo de 8 dias
para realisarem seus dbitos o serem pagas, as-
sim como que os alugueis que me so deved'ores
me nao sejam pagos, sob pena de pagaren se-
gunda vez, o abaixo assignado respondo aos an- '
nuncios doSr. Malveira com os documentos abiu-
xo declarados, escriplos por seu proprio punho
ATTENC40.
21 5S93C6
Avisos martimos.
Movimento do porto.
Navio saludo no dia 20.
Macei e porlos intermediosVapor nacional
J'ersinunga, coinruaudanle Manoel Joaquim
Lobato.
Dia 21.
No houverarn entradas e nem sabidas.
CJ 7s a' te O. S 1 Horas 1 c ce V ra x *. > Q
35 <=3 n X 2! g' 3-1^ Atmosphera.
* Direcco. z -i O
w w < ri 1 | Intensidade. 1 te 3 > n r. H
8 t k 1 l<& be * Cenligrado. -i 35 0 B <-* O O
o CC lo O JC Reaumur. c > y.
-1 ce -1 ~ -1 00 _o ce -1 -1 oo~ -1 -I ce z\ | Fahrenheil
7! ce 3 Hygrometro.
-1 Barmetro. 1
Para o Assu'.
O briguo Alfredo segu no dia 21 do corren-
te : para carga e passagriros, trata-se com Tei-
xeira. Basto, S & C, largo do Corpo Sanio n. 6,
segundo andar.
Para o Rio Grande do Norte e
Ass ,
segne o hiato Beberibe : para carga c passa-
geiros, dirijam-se a ra do Vigario 11. 5.
Rio Grande do Norte e Ass.jdem
Vai sabir com a carga quo tiver
tes a taberna, mobilia, apparelhos e mais ob-
jeclosdesua casa de pasto, 1 escravo de mcia
idade proprio para todo nervigo do urna cara,
e mais pertences, que tuco se" achara patente
na occasio do lolo. -
LEllO.
Sexta-feira 24 do corrente s
11 horas em ponto.
Os abaixo assignados. socios da casa sita nesta
cidade na travessa do Ouvidor, junto a cocheira
do Sr. Augusto Fixer, esto promptos a presta-
reru-se a todo servico pertencenl a sua ollicina
aesergueiro, correciro c pintor, as quaes serao
leitas com promplido e aceio, e por preco com-
modo; assim fazem scienle a lodosos Srs. donos
do carros de aluguel e de rocheiras. Rocife, 13
de agosto de 1860.Joao Cesar de Mello.I.uiz
Antonio da Silva Alcntara.
Attenco.
Quem precisar de um criado brasileiro, ainda
que seja para fra da provincia, o qual enlende
de boleetro e da fiador a sua conducta : quem
precisar dirija-se ra da Gloria n. 64.
Guilherme Ette, artista de Bcrlim, chegado
recentemente nesta prnca. e estabelecido na ra
da Cruz do Recifo n. 24, primeiro andar, offore-
ce-sc para conceriar pianos, e tambera snar, pe-
lo diminuto pre?o de 5?.
Julio (fe Conrado,
fazem sciente aos seus freguezes, que se encarre-
gam de mandar fazer toda c qualqucr obra ten-
dente a alfaiale, pata o quo lera contralado em
reconhecidos e Velados i lo parque o resoeiJ "Vi "" um perf-i"? mos,re ch'*a* dc Paris "
tavel publico faca o juizo'que.merecen os annn iV? S?r,r qual recebe os ultimos fiSurinos
cios do Sr. Malveira. "'icen os annun- Je 15 em 15 das para exocurao de sua proflssio.
Receb do Sr. Antonio Jos Pereira Lagos a
quantiade 1:0003. por conta da cocheira que Ihe
tenho vendido pela quantia do 15.4503, mediante
. a juros que for correndo era proporco que con-
1 vencionamos. Pernambuco 26 do marco do 1859.
Rs 1:0003.Jos Gon.-alves Malveira.
Recebi na mesma couformidade a quantia de
,50.13 por conta. Pernambuco 6 de julho de
1859.-its. 500.Jos Goncalves Malveira.
Recebi do Sr. Antonio Jos Pereira Lagos a
'quantia de 50CS por conta da cocheira. Recifo
O agente Uchoa ara' leilao por or- 30 do dezembro de 1859.Rs. 5003. Jos Gon-
m do Illrx. Sr. comal de S. M Br- ^^Soinheiro Ji recebido Pe,o S, liJ
veira, lem recebido m.i3 para sen pagameniu
desde 7 de julho de 1859 al 20 do julho do 186()!
em alugueis de carros e tratos de cavallos pelos
precosos mais baixos que foi possivel fazer-se-!
Ihe, sendo quo os tratos de cavallos Iho lancei
a harca?a tarmi"a, de variosobjectasdo que seser-
le, anda re- ., __ ir 1 n- ,
Rainha dos Anios al 21 do corrente, amuu re- 1,
cebe carga a frete rommodo : a datar na ra da v,ram na I,ha do Plna OS emigrados,
Madre de Dos n. 2, ou com o mesire no trapi- camas de trento, panelas, colchoes, ca-
che do algodao. ecos e outros objectos, no armazem
AraCatV. confronte o arsenal de marimba, xudo S,^,cj"'1" Pr '*'}ia no[l> importancia
^...' vnH\An *am .- a J ftVSSft n?a ?*? que receb.c" ^ra dl" ,ei.ro
laz d. que me vendeu. Pernambuco 16 de agoslo do
1860.Antonio Jos Pereira do Lago.
Na livraria n, C e 8 da praea da
Independencia precisa falla rao Sr*. Ma-
noel Antonio Pinto da Silva.
Segu com muila brevidade, por 1er parle da sera vendido sem reserva de preco.
carga o hiate Vedita, p-ira o resto trata-se com
Caelano Cvriaco da C. M. no lado do Corpo Santo
n. 25-
Leilao
A noile nublada e chuvosa, ventoSE, veio para
o terral e assim amanheccti.
osciLUCAO da sun.
Preamar as 8 h 6' da manhaa, altura 6.50 p.
Baixamar as 2 h 18' da tarde.allnra 1.50 p.
Observatorio do arsenal de marinha 21 de agos-
to de 186Q Viegas Jnior.
P~\ f
"ditaes.
Pelo prsenle >o convidados comparecer
na casa das sessoes dj cmara municipal ,'is 10
horas da manh.ia do dia 25 do corrente, os cida-
dos guarda nacionaes abaixo declarados, que
inierposeram recurso para osle consellm, das
decisos do conselho do qaaliflcago, alim de
serem inspeccionados por junta medica.
Sala das sessoes do conselho de revista 20 de
agoslo de 1860 O secretario do conselho, Fir-
mino Jos d'Olireira.
Pedro Alexandrino Ferreir 1 Flores.
Felisberto Ignacio d'Olireira.
Estevio Jos da Molla.
Francisco Solano da Ou.: Ribeiro-
Joo Francisco do Pontos.
Miguel da Molla da Silva Paula,
-loo Jovino d'Almeida.
Antonio Joaquim do Nascimcnlo Barros.
Antonio Jos dos Santos Alves.
Ilerraelindo d'Oliveira Passos.
Jos Angelo Pereira.
Manoel de Carvalho Coulo.
Antonio Atanasio do Araujo.
Ocnienlino Goncalves do Faria.
Joao Jos do Carvalho Jnior.
Antonio Pinto do Azevedo Bezerra.
REAL COMPANHIA
Anglo-Luso-Brasilcira.
O vapor Brasil, espera-se dos porios do sul do
dia 14 a 21 do corrente, c seguir para Europa
depois da demora do costume : para passageiros
e enroramendas trala-se com os agentes Tasso
I ni 1 a os.
Para Lisboa sahe improlerivelmente at o
din 15 o briguo Tarujo & Filhos por ter parle
de seu carregamento promplo : quem quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija-se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recite, escriptorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Para o Porlo lera a sabir al o fim do mez
o brigue 'Amalia 1 : quem quizer carregar ou
ir de passagem. para o que lem exrellentes.com-
modos, dirija-se ao consignalario, na ra da Ca-
deia do Recife, escriplorio de Manoel Joajuim
Ramos 0 Silva.
Paia o Cear, Maranho e
Para.
Segu com muita brevidade o veleiro c bem co-
nhecido patacho nacional & Alfredo por ter par-
lo do seu carregamenlo promplo : para o 'resto
da carga e passageiros, trata-se com o consigna-
tario Caelano Cyriaco da Cosa Moreira, no seu
escriptorio, largo do Corpo Santo, ou com o ca-
pilo Travasso no trapicho do algodao
para Macei e Sao
Miguel dos Cam-
Sexta-feira 24 do corrente.
O agente Uclioa faro' leilao por or-
dem do Sr. Andre de A. Porto, no ar-
mazem do mesmo no largo do arsenal
de marinha de 15 fax-dos de feno o.
maiores que tem viudo a este mercado,
ao meio dia era ponto.
Avisos diversos.
lima senhora de bons. costuraos, chegada
ha pouco de Lisboa, offerecc-se para lavar e
I engommar cora o maioraceioe promplido epelo
i mais mdico preco; na mesma casa exislem alguns
' quarlos para alugar a rapazes solteiros aos quaes
se dar exceente comida por pouco dinheiro : no
{ boceo das Boias n. 6, segundo andar.
3L000CACA0 Znpo g vapftt ca
ycvu.imhucAUA.
De ordem da presidencia convido aos Srs.
membros do conselho a se reunirem em sessao
extraordinaria hojo
da noite.
Secretaria da Associacc
nambucana, 21 de agost ce 1860."
Ji venci Ces\i,
Ia secretario.
22 do corrente, As 7 horas
Typographica
Per-
Declaracoes.
pos,
Directora geral da instruccao
publica.
Faro saber aosinlercssados que o Illm. Sr. di-
rector geral interino, de conformidade com as
instruccoes do 11 de junho de 1S59, tem desig-
caJo o dia 29 do correle, pelas 10 horas da ma-
nhaa, para o exame do habilitacao dos opposilo-
r.'s scaeiras vagas de instruccao elemontar do
primeiro grao, que se achara a' concurso. Sao,
pois, convidados a comparecer nesta repartiouo
em o referido dia c hora, os seuhores que para
esso fim j se achara inscriptos.
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco 21 de agoslo de 1860. O secretario inte-
rino, Salvador Henriquo do Albuquerque.
Companhia fixa de caval-
laria.
O capilao commandanle, faz publico quo no
da 25 do corrente, pelas 9 horas da manhaa, se
ha de vender em hasta publica, no portao desle
quartel, 10 cavallos que forara julgados incapa-
zcs do servico da mesma companhia.
Quartel em Sanio Amaro, 20 de agosto de 1860.
Manoel Porfirio de Castro Araujo,
Capilao commandantp.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes :
Para o fornecimento do hospital militar.
Lences de brim 200 ; camisolas de brim com
el palmos de roda 150 ; cobertas de chita 30 ; ca-
misas de raeia 48 ; fronhas de brim com 4 pal-
mos de comprimento 100 ; guardanapos de brira
de roeia vara 200 ; toalhas de brim de vara e
raeia 120; colchoes de panno cheios de lu 60 ;
Iravcsseiros do mesmo panno e la 60.
Objectos de metal.
Chaleiras de ferro estanhadas 2 ; bules grandes
de folha 4 ; colheres de metal do principe, para
spa 2 5; colheres de dito pequeas para cha 2 ;
bules de dito para oflkiaes 2 ; assucareiros do
dito 2.
Objectos de louca.
Copos de vidro 12 ; pratos a'zucs 24 ; chicaras
c pires, cazaes2i; bacias de rosto 12; ouri-
nes 18.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas proposlas era carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 24 de
correle mez.
> Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 17 de
agosto de 1860.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Conselho de compras navaes.
Tendo de elecluar-se os contratos pelo forne-
cimento, al o fim de setembro prximo, dos ob-
jeclos abaixo declarados; manda o conselho fazer
publico, que isso lera lugar na sessao prxima, em
23 do correnlo mez, vista de propostas recebi-
das nossodia al s 11 horas da manhaa ; certos
os pretendemos que os contratos efiectuam-se com
os clausulas de serem sempre esses objectos for-
necidos de promplo, de qualidade boa, e na por-
cao que for sendo precisa, sob pena, na falta
de haver a fazenda a multa de 50 0/rj do valor de
cada um ; bem como ter lugar a entrega de lij-
lo e cal, no caes do arsenal de marinha, e dos
outros objectos, as obras do porto ; e mais, de
serem os contratantes pagos do fornecimento de
um mez, logo no segun.'e.
Objecloi.
Para as obras do arsenal u. raarinha.
Tijolo de alrenaria grossa.
Cal prela.
Para as obras do porto.
Pedra de alvenaria.
Dita de cantara bruta.
.!.'a d? consejo de compras navaes em 18 de
S51o,diJi^-0,ecreu,i0' Ale"ndre **
A barcaca Douradinha segu at o fim da pre-
sente semana, por ter ja grande parte de seu
carregamenlo promplo : esl atracada no trapi-
che do algodao.
B
iK
Riode Janeiro,
a barca nacional Clemcnlina sahe cora brevi-
dade : para o resto da carga e passageiros, tra-
ta-se com Guilherme Carvalho & C na ra do
Torres.
______Leiloes.
LEILAO
DE
Peixe secco.
O agente Costa Carvalho far leilao por conta
de quem pertencer de urna porcao de peixe sec-
co : quarta-feira 22 do correle! s 11 horas em
ponto no seu armazem na ra da Cruz n. 9.
LEILAO
Gabriel Soares Raposo da Cmara, D.
Carlota Joaquina do Albuquerque Cmara e
D. Anna Bella de Albuquerque Barbosa
agradecera cordialmentc a todas as pes-
soas que se dignaram acompaohar ao ul-
timo jazigo os restos ino-taes de sua pre-
sada enliada, filha e irmiia D. Carlota Ely-
dia Barbosa da Camari, e protestando
eterno reconhecimenlo por esse aclo de
caridade ereligio, convidara as mesmas
pessoas assistir a missa do stimo dia
que ter lugar na matriz da Boa-Vista sab-
bado 25 ss horas da manhaa.
Recife 21 de agosto de 1860.
B
Auiuiiio Joso t'iuiit'iro, Jos Iteiuiqes
Cordeiro de Castro Jnior e Raymundo
Clemciilino Valcnte, agradecen) cordial-
mente a lodos os seus amigos que liveram
a bondado de assislir aos ltimos sulfragios
e acompanhar o ferelro de seu rauilu
presado amigo o comprovinciano Manoel
Ramos de Olireira seu ultimo jazigo o
aproveit-Jn a occasio para podirom aos
mesmos o comparererera s 7 horas da
manhaa de sexta-feira (2 do correnlo) na
igreja de N. S. da Peuha para assislirem
missa do stimo dia, que ahi se deve ce-
lebrar peto eterno repouso de sua alma.
.Nao tendo
Kua do Queimado n. 48.
Julio & Conrado participara aos seus freguezes
que lem sempre proniflo grande sorliracnlo de
roupa feita, como sejam, casacas, sobrocasacas,
caigas e cohetes, e paletolsde panno e brira, lau-
to para hornera como para neniaos, e mandan
fazer toda e qnalquer ubra por medida.
Antonio dos Sanios Ferreira retira-so para
Portugal, assim como avisa as pessoas que lera
penhores em sua mi de os tiraren, quando nao
passa a vendo-Ios para seu pagamenlo, islo no
prazo de 8 dias.
Precisa-se de urna pessoa que sirva para
an Jar com urna carroca de boi, e empregar-se
igualmente em algum servico no sitio : q'iem
quizer, falle com Antonio Leal de Barros no seu
sitio na estrada de Joao Fernandos Vieira, porto
do Manguinho.
Bernirdino Antonio Pereira Baslos com de-
posito na ra Direita n. 30, roga aos seus dove-
dores que lenham a bondaJe de vir saldar suas
cootas at o da 30 de setembro, do contrario
passaro pelo desgosto de verem seus nomes por
extenso neste jornal.
Engorama-se e lava-se com per-
feicao : na ra das Agoas Verdes n. 96
Casemiro Antonio Goncalves Vieira, vai
Babia, tratar do seus negocios.
Precisa-se do urna pessoa habilitada para
na qualidade do criada acompanhar urna senho-
ra desta cidade para o Rio de Janeiro : quem se
julgar no caso, dirija-se ra do Trapiche n. 13,
onde achara rom quem tratar.
O senhor do engenho que precisar de um
homcm pratico na Bdministracao de engenho, fei-
torisa o campo e planta canna da mclhor mam-i-
ra de produccBo : annunciu para ser procurado.
Tambera ensina as prineiras leltras as horas
vagas.
ASSOCIACAO
DE
Soccorros MutuoscLentaEraaiuipacao
dos Captivos.
Pelo presente se faz publico que o actual con-
: sellio da mesma sociedade resolveu celebrar o '
: primeiro anniversario no dia 16 de setembro pro-
xioio, memoriando esso acto, com a libertaeo
a casa commercial que
gyrou nesta ptatji sob a razao Amaral
Alves & C., transaccao alguma feita por
meio de v les ou letras neceitas co n a
mencionada firma ; assim o faz publico,
entretanto se alguera se julpar credor!(la menor Romana,escrava de Joanna,residen-
da referida casa por algum destes ttulos %Vott^%% ^^Jrneo I
os devera a presentar no prazo de 8 de entre si o dos dignos socios protectores a ,
dias para serem verificados. Recife 21 [coadjuvacao para a eficacia desso dever nmani-
de agosto de 1860.
Precisase tomar a juros a quan-
tia ie l:00,s, dando-se por liypotlieca
lao. O mesmo conselho aliento a corlas illu-
8es_que algucm procura desconceiluar a insti-
luiro manda declarar que na caixa da socieda-
de nunca foi recolhida por pessoa algnma, quer
livre ou escrava, quantia alguma para scrappli-
dous predios na cidade de linda : nesta cada ,liberda!le dPStil .u J-"!"611'1 pessoa. apenas
t^___ ,. o seudcsenvolvimento o lilha so rae n lo da insti-
Opograplna se dira^quem precisa. mielo.
Secretaria da Associacao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipacao d"os Captivos era 20 de
agosto de 1860.
Albino de Jess Bandeira,
1." secretario.
Quem precisar de urna ama para cozinhar
dirija-so a abobada da Peuha u. 29.
Precisa-se allugar urna escrava para tratar
do dous meninos : na ra do Trapiche-Novo n.
12, (para casa de. cslrangeiro'
(uinta-feira 33 de agosto.
O agente Costa Carvalhp far ieilo no dia ci-
ma de urna porcao de trastes existentes em seu
armazem na ra da Cruz n. 9, s 11 horas em
poni.
LE1LO
Quarta-feira 22 do corrente
s 11 horas em ponto.
O agente Uchoa fara' leilao por or-
dem do Sr. Joao Quirino de Aguilar, no
armazem dos Srs. Antunes Guimares
& C, no largo da Assembla n. 19, de
80 caixas de serveja as quaes serao
vendidas ao correr do martello.
Pergunta-se ao Sr.
que feito da peticao em que os prati-
cos das barras desta provincia reclama-
rain contra o procedimento da agencia
da companhia brasileira de paquetes a
vapor por llies nao querer indemnisar
dos seus vencimentos pelas entradas e
sabidas dos vapores da dita companhia
faz-se esta pergunta porque receia-se
que o patronato venha a prejudicar os
direitos dos ditos prat eos.
Os mesmos praticos.
Ainda continua a estiir fgido o escravo de
nome Cesario, idade de 20 e lanos annos, pouco
mais ou menos, eslalura mediana e reforcado,
bons denles e limados, cabra escuro, quasi ne-
gro, barba na ponta do queixo, olhos averme-
lliados, pernas um pouco arqueadas, filho de
Sobral Cear) para onde suppe-se ter seguido ;
porlanio, roga-se aos capules decampo, s au-
toridades policiaes c qualquer pessoa que o poss
apprehender, levem-o sua senhora, no caes do
Ramos, sobrado encarnado la esquina, que situ
generosamente gratificados ; assim como igual-
mente se protesta, como a lei determina, con-
tra quem o livor acoulado tra sua casa.
Hoje, logo que lindar a audiencia do Sr.
Dr. juiz municipal da segur da vara, ser arre-
matado o escravo Jacintho, crioulo, idade 28 an-
nos, perito official de marcineiro, cora urna per-
na inchada, avahado por 200#000 rs., o qual vai
praca por execucao de Carlos Frederico da Sil-
va Pinto contra Joaquim Carneiro Leal.O es-
crivao interino, Oliveira.
Molle Eugenio o Will ara Willis, o primei-
ro subdito belga, e o segundo subdito francez,
re.liram-sc para o Rio do Jneiro.
ra quem precisa.
teg O abaixo assignado estando a fazer m-
9 ventario por morte de sua raulher pede a 9
quem se julgar credor de seu casal, que S
9 aprsente suasconlas e aos que sao seus
devedoresquo venham saldar as suas.
S> Francisco Gomes de Mallos Jnior.
99999999 & 9
Fornecc-se almoco e janlar por raez, o mais
barato do que em outra qualquer parle, com aceio
e promplido : na ra da Guia n 54, casa parti-
cular : na mesma casa acha-so sempre comida
prompla a qualquer hora que se procure.
Autonio Pinto Querido do Almeida Jnior.
. subdito portuguez, retira-se para fora da
pratico mor vincia.
pro-
# 99999 9999999
m
Madama Appolinc
a
;;
Roussel, primeira costureira da casa de
Madama Millocheau, tem a honrando par-
9 licipar ao respcilavel publico, que" seacha
@ prompta para satisfazer a qualquer en-
2i commeuda concernenle a sua arte, assim
@ como rico3 vestidos para casamento, bai
9 le o soire, fcilosa ullima moda, c ptima
9 perfeiro: as pessoas que de seu preslimo
9 se quizerem ulilisar, podem di-igir-se
ra da Imperatriz n. 11, primeiro andar.
999*99@999 99 999 99999
hdwin Ballingere Ilenry Noakes, subditos'
inglezes, reliram-se para fra do imperio.
Altenco.
Offerece-se um moco para caixeiro de escripia '
por partidas dobradas para qualquer casa de ne- ,
gocio, ou mesmo para caixeiro do qualquer ar-i
raazem ou de ra, tem boa letra, boa conducta,
pelo que d fiador: quem do seu preslimo se ;
quizer ulilisar, aflnuncie por osle jornal para ser
procurado.
Aluga-se um sobrado na ra Imperial com ,
commodos para grande familia, com terraco,
quintal grande, cacimba, porio o qual bota para ;
anstacio da via frrea : quem pretender dirija- I
sea ra do Imperador n 10. primeiro arrdar : i
lambem
praca.
Aluga-se um preto para todo o servico,
sendo aqui na praca : quera o pretender dirija-se
ra do Queimado, loja n. 65, que achara com
quem tratar.
Empatia de camarao e
bom-bocado.
llavera as quarlas-feir.as, sextas e sabba-
dos, das 11 horas da manhaa em diante, empa-
das de camarao e bom-bocado muito bem feilos
o com o maior aceio, a 500%s. cada empaja : na
ra dj Encantamento n. 12, l" andar.
O abaixo assignado participa aos seos fre-
guezes que mudou o seu armazem de gneros
seceos o molliados que linlia na rua do Rangol
para o paleo de S. Pedro n. 6.
Jos Alfonso de Azevedo Campos.
Alluga se urna casa terrea e solao, no pa-
teo do Terco n. 30, propria para qualquer csla-
belecimenlo, visto ser retificada do novo : tra-
tar no escriplorio do Barroca Ji Medeiros na rua
da Cadeia n. -I.
I
da commisso central promo-
tora da subscripeo para
um monumento ao po nacional
LUZ DE CillOES.
- O abaixo assignado jdga de seu dever de- 112 da^rto^iaTTfaHar'Zua dST l' ""-"0 tta^anlCS- Fe mais "oe,a
PELO AGENTE
PESTNNA.
O referido agente autorisado pelo Sr. Diogo
Jos da Costa Fontes, com o consenlimento de
' credoras, far leilao sexta-feira 24 do cor-
reni" horas da nanhaa, no seu esiabele-
cimento na ru." .da Cru 21- cons,an(l0
10, on annunciu.
MI J \^ .PJ"1 I ,f>T"^ clarar- 1"e o Sr. Thcodoro Jos Tavares nada
NgSr W aBInkf Q Jeve do aluguel de sua casa, sita na Capunga,
Ollinla-fpira 13 rl no-nctn ?"de m0Ta P"a que ds'C lugar relira v'i >*J dROSlO. flanea que solicilou e obteve era 8 do corrente o
Sr. Jacintho de Almeida e Silva, pelo contrario
sempre foi promplo em seus pagamentos. Recifo,
22 de agoslo de 1860. Viclor Antonio do Sa-
cramento Pessoa
Na rua da Cadeia do I.ecife n. 46, esquina
da travessa do Campello. existe para se alugar
urna sala cora alcova muito propria para es-
criptorio ou mesmo morada de homem sol-
leiro.
No dia 12 do corrente fugio da padaria das
Cinco Ponas, defronte da nalriz nova, o preto
Pedro, de nacao, quo representa ter 40 annos
estatura regular, magro, no queixo com algura >
b3rba, com faltas de dous (enics. de um lado da | Hoje, linda a
parte de cima ; levou chaiieo do fellro usado, juiz municipal da
copa baixa, palito de brim iscuro, caiga de case-
mira branca usada, e por btixouma do cor prela,
falla muito explicado. Este escravo foi arroma- do Dr. Joao Jos Pinto
lado em 21 de julho em praga publica pelo Illm. Antonio Gomes Pessoa.
Sr. juiz interino dos feilos da fazenda, por execu-
gao contra o senhor do engenho Paulisla, a quem
Lperlencia o dito escravo; consta que tem andado
uM ll I uX Wt cm Apipucos nos arrabaldes do sitio do Illm. Sr.
=3 i\ 'v\ 4a l-P lente coronel Carneiro Mcnteiro ; major Haia,
JtVl )f fl/i fni l'O'l e depositario Ferreira, onde o mesmo senhor pas-
~ para o dislricto do engenho Paulisla adiante da
cidade de Olinda e anda no lugar chamado Quar-
leis, que em outro lempo f >i aquartellamento de
tropas, e consta que freg ez da laberna da Ma-
riquinhas, que vende muito boa agurdente aon-
de elle faz venda de guitarra para fazer balaios
para seu sustento pede-se s autoridades poli-
ciaes, corpo de pedestres e capiles de campo a
captura do mencionado escravo, levando men-
cionada padaria ou ao seu sonhor Joaquim da
Silva Lopes, no Recife, travessa da Madre de
Dos n. 18, que ser generosamente gratificado
O abaixo assignado, amanuense da secre-
Armaco, eneros a mais ,",cncill perlenceu- laria do governo, declara ao publico, em respos-
N'as paginas do poema Lusiadas est o monu-
mento da nacionalidade porlugueza; esl all
inleiro, desde a base, a conquista do solo, at
cpula, a conquista dos mares!
A obra immorlal den a iminorlalid.ade s ac-
troca-sc por ura silio muilo perlo desla | ces e aoshomens, que os seculos tinham enter-
rado. Pela tuba pica soou grande o nomo des-
te paiz, e grandes se conservam na veneracao
as suas memorias. Assim nos consolam aida
as grandezas passadas do abalimento presente,
o acaso preparara a regeneracao futura !
Fizeram muito os guerreiros, fueram muito
rauito os letrados, fize-
Aluga-se um mulato moco para servico de
criado : na rua do Queimado,luja da boa f 22. os legisladores, fizeram
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n. rara muilo os
. porque rasgando com o raio do seu genio um
irocisa-so alugar urna casa terrea ou mes-! sulco de luz entre as nados, todos esses levan-
mo sobrado no bairro de S. Jos ou Santo Arito- i lou s claridades desle fulgor-e deu-lhes a no-
: quem tiver appareca na rua do Rangel n. '--
Attenco.
D. Maria Cesar de Mello faz scienle ao respei-
lavel publico, que Joaquim Cavalcanli do Rogo
Barros nao mora era sua casa na rua de Hortas
n. 124.
Attenco.
Precisa-se alugar um escravo, e sendo que o
dono precise de algum dinheiro por conta doalu-1
guel, d-se ; assim como precisa-se de urna ama :
para casa de homem solteiro, quo lenha boa I
conducta : na rua de Hortas n. 82.
audiencia do Illm. Sr. Dr.
segunda vara, vai praga
para ser Arrematado o escravo de nome Bel-
miro, crioulo. avallado em 500*000 por execucao
contra os herdeiros "de
Escrivo Sanios. .
Precisa-se alugar urna cozinheira : na rua
Nova n. 21, loja.
Maria Joaquina da Silva Manta, previne que
ninguera faga negocio com seu filho Zeferino Fer-
nandes da Silva Manta com a casa terrea da rua
do Pilar n. 21, visto a mesma ter parte na dita
casa.
Precisa-se alugar urna preta escrava que
saiba cozinhar c fazer o servico de casa de pe-
quena familia : na roa das Crzes, em Santo An-
tonio n. 41, segundo andar.
Antonio Sallesse, subdito francez, relira-se interpretar os senliraenlos d sei
para fra do imperio. i e iCvou-os a congregarem-se era
rrocisa-sede urna ama quesaib comprar, ra o fim sacralissimo de rerair ta
cosinhar e engo.Timar, para casa de duas a tres
pessoas : na rua Augusta sobrado n. 7 cen gaz a
porta da escada, logo depois da travessa do Ma-
risco ; paga-se bem.
~ Ofierece-se urna ama para casa de pouca
familia ou de homem solteiro : na rua de Santa
Rilo n. 97,
pularidada do mundo I
Por isso naturalmente o mundo chama a Por-
tugal a patria de Camoes !
Mas teve o poeta realmente urna patria ?
Bem nos ponera orremessar esta injuriaesta
justiga s faces, os forasleiros que vierem e
pergunlarem: onde ha aqui um signal da
existencia de Camoes ?
Ha : a ingratidio. E, para Ihe acertarem a
medida da eslalura fizerara-u'a lao grande como
elle mesmo.
Chamamos anciosos todos os melhoramentos,
e estamos ainda a dever um agradecimento, um
padraoo juro do nosso mximo capital !
Que Ihe den a patria, a esse hornera, que a
fez tao sua como se fazer tanto della ? O esque-
cimenlo. Urna vergonha de tres seculos!
E se fora s vergonha E se fra s ingrali-
do E se fra s esqueciraento mais ; c um
suicidio moral. Fazemos peior do que desaca-
lar o cantor ; desadoramos os cantados. Era j
muilo descurar toes louros ; muito mais des-
estimar a propria gloria.
Nao somos smente culpados de lesa-poesia ;
somos reos de lesa-dignidade.
Seraelhaule desdouro nao pode continuar :
incompalivel com as ideas, com os progressos,
com o decoro desle seculo; contrario aos brios
e contrario aos inleresses do ura povo civili-
sado.
O profundo convencimenlo deslas verdades
reuni os abaixos assignados, julgando lambem
seus concidados,
ra commisso pa-
. manlio e j lao
longo opprobrio I
Com tal proposito, e para levar a effeilo, a
commisso convoca a todos ; exora o patriotis-
mo de lodos ; de todos aceita a e.oadjuvago ; do
todos solicita auxilio ; conta, emfim, com o es-
forcocomraum.
O plano e o modelo do monumen'o conmemo-
rativo, que so projecta, estao feilos, examinados
e vpprovados.
t ludo obra de artista nacional, como devia,
como quasi nao podia deixar de ser. Falla so-
levar estes trabalhos execugo.
O mais largo donativo, o bolo mnimo, sao
recebidos com igual reconhecimenlo. Cada qual
conlnbue com o que podo; nao ha parcella in-
significante. Com o real do pevo se fazem as
grandes cousas com o real do povo so far es-
la, que para o povo.
Se nao ha alma verdaderamente portuguesa
que se nao eslreraega de ufana com a nobreza
de chamar-se compatriota de Luiz de Camoes,
qual recusar agradecer sua memoria o brazo
que nella achou ?
Sommem-se as quotas, embora parcas, de to-
dos estes, e nao haver mingoa. Nenhuma ri-
queza iguala o cabedal de urna nacao.
Na3 pocas mais angustiadas tem a caridade
enihcsour.ado quantias que sobrariam para le-
vantar, nao um, senao muits monumentos.
Islo prova que nunca nesta trra se recorreu
baldadamente ao coracao. Do corago lam-
bem este culto s cinz'as de um homem, applau-
dido de lodos, e s esquecido dos seus.
Para facilitar e rcalisar o intuito da commisso,
convir que, enlendendo-se com ella, oulras o
minias se organisem nos destrictos, nos consc-
Ihos as parochias, em toda a extenso da mo-
narchia, c fra della, onde quer que o espirito
da patria inspire os seus filhos. Vive esse cs-
piriio em toda a parte. Nao fallara era cada lo-
calid.adc homens esclarecidos, que tornera espon-
tneamente a si a iniciativa de lao meritorio
aclo. Cora a mulliplitidadedas diligencias me-
nor ser o sacrificio c maior o resultado.
Esta commisso servir como de centro para
unificar aquellas diligencias, que, despersas, se-
riam menos efiieazes.
O convite geral, feito ao paiz. A com-
misso lem a firme esperanga de ser altendida o
correspondida por ludo quanto falla e sent a
lingua do egregio poeta.
A commisso roga e espera lambem a coopc-
racfto da imprensa porlugueza. Aqu Ihe pede
j a mxima publicidade para os desejos que ex-
primo, e para os seus actos futuros. A imprensa
ser desle modo a medianeira e a fiscal do cm-
prehendimenlo.
Pode a imprensa abrir subscripges era cada
jornal, e era cada um dar a lista dos respectivos
subscriptores. Nao so negar ella seguramente
a noticiar tambera os trabalhos, e fazer patente
as coritas.
A imprensa, finalmente, com a sua grando
voz e a sua grande luz, ir na frente, annunci-
ando e allumiando a cruzada, que tem por fim
o resgate da honra nacional ha tanto lempo era-
penbada.
Duvidar do concurso e boa vontade da impren-
sa em tal objeclo, fra por cm duvida o poder
que Iho d o sceplroa inlelligencia. Se ainda
nao houvc idea patritica de que se nao zesso
evangclisadora fervorosa, o que far esta, que
lano Ihe loca e tao sua I
A commisso expe succintamcntc o seu pen-
samcnio eas suas esperaneas, appellando para o
coraro e para a inulligencia do paiz. Nesles
dous poderosos elementos confia, e com esta
nao teme obstculos,
A commisso, aecorde nos principios cima
exarados, adoplou dous modos de colligir os sub-
sidios necessarios para erigir o monumento pro-
jectadodonativos e subscripeo. A donativos
nao se designam limites. A' subscripeo esla-
belece-se como mximo a quantia de 500 ris.
Na subscriprao accila-sc toda a quantia abai-
xo desla, nenhuma cima.
Lisboa 14 de junho de 1860.
Duque de SardenhaPresidente.
Francisco de Paula Sanliago Yice-presiden'.e.
Carlos Krus Thesoureiro.
Conde de Farrobo.
Visconde de Porlo Covo.
Visconde deJuromenha.
Visconde de Menezes.
Acbado de Caslro.
Jos Maria Eugenio d'Almeida.
Antonio Feliciano de Caslilho.
Jos da Silva Mendts l.eal Jnior.
Eslevo Jos Pereira Palha.
Antonio Esleves de Carvalho.
I.uiz d'Almeida e Albuquerque.
Francisco Augusto Metrass.
Jos Pedro Collares Jnior.
Joaquim Pedro de SouzaSecretario.
I.uiz Tiburcio Ferreira Vice-Secretario.
O cnsul de Portugal, dando publicidade cir-
cular cima transcripta, que pela commisso Ihe
foi dirigida, convida lodos os seus compatriotas
a concorrerem, do modo que Ibes fr possivel,
para odesempenho do lao grandioso pensamen-
lo, e satisfdcco de urna divida, em que todos
estamos, os Portuguez^s.
Para mais commoJidade dos senhores quo
quizerem subscrever se laz publico, que a subs-
criprao se acha aberla as seguintes locali-
dades.
I.argoda Asecmbla.
Consulado de Portugal.
Rua da Cadeia.
Em casa dos Srs. Monleiro Lopes A: C. e Porlo
Irmo.
Rua da Madre de Dos.
Joao da C. Bravo & C.
Vigario.
Carvalho Nogueira & C.
Largo do Corpo Sanio.
Joao Francisco de Carvalho.
Rua da Cruz.
Antonio Lopes Braga.
Apollo.
Manoel Feneira da Silva Tarrozo.
Brura.
Joaquim Correa de Rezende Reg.
Crespo.
Miguel Jos Barboza Guimares.
Imperador.
Gabinete Portuguez de Leilura e Oiiveira & Gui-
mares.
Queimado.
Domingos Jos Ferreira Guimares e Gaspar An-
tonio Vieira Guimares.
Praia.
Pedro Jos da Costa Caslello-Branco.
Livraraento.
Antonio Jos da Cunha.
Direita.
Jos Jeronvmo da Silva e Joaquim Anlunes da
Silva.
Terco.
Guilherme Luiz de Almeida e Domingos Josa
Vieira Braga.
Imperial.
Joaquim Luiz dos Sanios Villa-Verde.
Pateo do Carmo.
Jos Joaquim da Silva.
Estreita do Rosario.
Francisco Pinto Osorio.
Praga da Independencia.
Antonio dos Santos Vieira.
Larga do Rosario.
Antonio Jos Moreira Pontos e Jos Joaquim da
Cosa Maciel.
Cabug.
Custodio Jos Aives Guimares e Joaquim Mar-
lins Moreira.
Rua Nova.
Loja de raarmore do Faria & C. e Jos Raptla
Braga.
Rua da Imperalriz.
Raymundo Carlos Lcite & Irmo e Manoel Jos
Guedes de Magalhcs.
Praga da Boa-Vista.
Jos Ignacio Ribeiro Jnior e Jos Alves Lima.
Pateo da Santa Cruz.
Joao Luiz Ferreira Ribeiro e Manoel Jos de Bri-
lo Barreiros.
O nomo s de Camoes diz mais do quo quan-
los elogios Ihe quizessemos fazer.
Recife 16 de agoslo de 1860.
Calafate
para calafetar casas ou outras quaesquer obras
correspondentes a sua arte, por menos pre<-o do
que outro gualquer : para informaco, na* rua
ta n 16, '
Dircil
loja.
Luyas de Jotivin.
Na fabrica dn chapeos de sol da rus Nova, es-
quina da camboa do Carmo, recebeu-se pelo ul-
timo vapor francez um sorfimento de luvas de
pellica da bem conhecida fabrica de Jouvin &
companhia.
Attenco.
Fugio desde o dia 13 do correnle mez o escravo
Luiz com os signaes seguintes : crioulo, cor fu-
la, alio e bem feito de corpo, gago bastante e
tem o dedo mnimo do p cortado, natural do
sertao do Cear : quem o pegar, leve-o a seu se-
nhor na rua Direita n. 112, ou na rua de Apollo
o. 43, armazem de assucar, que ser recompen-
T>"
:-
ILEGVEL


O Dr. Joaquim de Aquino Fon-I us abaixo assignados declaran) ae;
seca, tendo regressado com sua familia publico e essencialmenteacs seus fregu-;
do Poco da Panella ao Recife, continua i zes f{ue Sr. Antonio Joaquim da Sii-
DURIO DE PERNAMBUCO. QUAhTA FEIRA 22 DE AGOSTO DE 1860.
a dar consultas medicas, na casa de suaj
residencia, na ra Nova n. 1 i, das 6 as
9 horas da raanhaa, e das o as 5 da tar- j
de,e fra destas horas oceupar-se ha com!
os doentes de sua clinica, comooutr'ora.
Precisa-se de urna ama de meia idade, que
saiba cosinhar c que d conhecimenlo de sua con- Ass
duela : em foras deportas ra do Pilar n. 143. i PJ .
Na ra V'elha n. 61, precisase de um ca-; 3eo
xeiro pequeuo que lenha as habililaooes neces- par a desgostos e
sarias para taberna.
Henrique I.uiz de Campos, Porluguez, se
gue para a Europs.
Hospital Porluguez de
va lirito, deixou de ser stucaixeiro des
de o dia 17 do corrente miz de agosto.
Raymundo Cirios Leite & Ir'mao.
Vai segunda vez a praoa nos das 21, 24 e
8 do corrente, depois de linda a audiencia do
Illm Sr. Dr. juiz de orphaos, a escrava Aquilina
perlencentc aos bens da finada D. Maria llosa de
Illm.
Sr. P. F. se
maiores
quer pou-
sacrilicios
Beneficencia ein Per-
nambuco.
Trecisa-sc de um cozinheiro livre ou sujeito :
quera estiver as ciroumstancias de conlratar-se
dirija-se ao mesmo hospital, ou mnuncie para
ser procurado.Manoel Ilibciro Bastos, 1." se-
cretario.
po
advertido em ter
. aviso, sera' amanhua
mo mais positivos.
O agente de leudes Francisco Ig-
nacio Pinto pode ser procurado das 9
as i- horas da tai de em seu armazem,
ra da Cruz n. 51.
Os abaixo assignados, socios da casa cem-
mercial nesta ciaadesob a razao Amaral Alvesi
. C, tendo nesta data por mutuo accordo convin-
. do na retirada da mesma sociedade dos Srs. Jos
deAlcnqiier Simoes do Amara!, declaran! ao pu-
com lojas de ourives na M'voccom especialidade ao corpo do commer-
cto, que contina a referida casa commercial as
suns iransacoOos e todo o seu activo c pessivo
sob a responsabilidade dos socios Alvcs Guima-
raes & Salomn, e sob a razo social de Alves
& C. Recife 11 de agosto de 1860.
Jos de Alenquor Simoes do Amaral.
Jos vivos da Silva Guimaries.
WaxHomburger como procurador do Sr. Charles
Sa Inraon em Paris.
6
JOIAS.
Seraphim k Irmo,
ra do Cabug ns.9 e 11, sorlidas das mais
bellas e delicadas obran de ouro, p'ala. e ped as
preciosas ; vendem barato, Irocam e receban pa-
ra fazer-se quaesquer joias com presteza, a ion-
Zade dos pretendentes, e se responsabilisam pelas
qualidades.
Attenyo.
OtTerece-so um moco para caixeiro de cobran-
cas, o quald fiador de sua conducta: quem do
sen presumo se quizerulilisar, deix> carta fecha-
da cora as iniciaes M. V. S. nesta lypographia,
ou annuncie sua morada para ser rcurado.
Sincero a gradea ment.
Inflummui/o do estomago.
Sendo a gralidao um dever sagrado, eu faltara'
a elle se nao reconhecesse o beneficio que rece-
bi das chapas medicinaes do Sr. Ricardo Kirk
morador na ra do Parto n. 119, e cora a appli-
carao dellas fiquei imeiraiuenle bom, sem dor,
na inflammaro
s anuos. I.ivre.
padeca, prove-
resta dar grabas a
Ijoos, e sincero agradecimenlo ao autor de lao
til remedio.Joao Antones da Costa.Ra do
Mercado n. 57, Rio de Janeiro.
Aluga-sc por rnuilo comraodo preco, por
lempo da festa, ou annualmenlo, urna excellenle
casa na Passagem da Magdalena entre as duas
pontos para ver na mesma casa, a tralar com o
tr. Ignacio Firmo Xavier no paleo do Paraiso
n. 16. -
Precisa-se de lomar a premio 4 a 5 conlos
de reis dando-se um predio de doorado valor :
quem pretender annuncie para ser procurado.
O Sr. Belizario Adolpho Pcreira dos Sanios
lenha a bondade de apparecer na ra do Queima-
do n. 6.
Sacca-se sobre a B. hia : em casa de Ar-
kwnpbt& C, ra da Cruz n 01.
SHflHflMBMMISai
Attenco.
DE
Iliiiitiiiiaea o a
mi.
A empreza da illuminacao a gaz desta cidade, fa
pessoas que collocaram candieiros de gaz em seus casas, e
dem anda collocar, que tem resolvido baixar os precos dos plobos de vi-
dro para 1^500, 2jf e 20500 os mais linos que se pode fbricar, os pr" ten-
sciente a todas as
aos que prettn-
dentes achai
rao no armazem da ra do Imperador n. 31, um com
io sortimento a sua escolha, assim como candieiios, arandelas e lustres
chegados ltimamente, de gobtos variados e do melhor que se nnA A
$eiar- RostionRooker & C,
/ gente.
pede
ce-
APPOVACiO E AUTOMSACllO
DA
ACADEMIA IMPERIAL D
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
@ O Dr. Prxedes Pilanga transforio sua <;
@ residencia da ra da Imperalri/. n 12, para $i
@ a mesma ran. 78, onde continua no exer- $
@ cirio de sua profissto medica.
8a-Sg23g@@g3rti
Precisa-se alugar urna olaria que;
lenha bario proprio para tajlo de la-!
drilho eilvenaria: annuncie ou man-
de sua morada nesta typographia.
Fuitar.im um par de lanlernas usadas, de
um carro que se achara debaixo de um telhcirol
no caes do Ramos : a quem forcm eflorecidas, 3S '
poder tomar, ou quem porvenlura as lenha com-
prado, querendo restilui-las, recebendo o que por
ellas livor dado, o far no mesmo caes do Ra-
mos, armazem n. 10.
c=> O Sr. Joaquim Alvsf |
>nl seadomico do primeiro auno, queira 3}|
queira @
a ra X
Estabelecida era Londres
m$Q) m mi
CAPITAL
ueo miAViftes de libraa
esterlinas.
@ Coi
gp ir comoselhe tem pedido por \ezes
gl d:i Cadeia do Recife n. 23.
Aluga-se por 300l0 monsaes o T ai.dar da
casa d\t riii Imperial n. 16com commodos para
grande familia a tratar no 1" andar da mesma.
{Consultorio central lioincopalliieoi
. IPlIEHiliBinG. 1
Continua sob a mesma direccao do Ma- $
@ noel de Mallos Teixeira Lima[ professor @
C om homeopatha. As consullas como d'an- 6
1 les.

m
Amelia Elodia Lavenre conipclcnlc-
^monle licenciada tem aberlo na ra do
[Trmenlo n. 19, segundo andar, urna
aula para o sexo feminino, onde entina
primeiras lettras.francez e certas prendas,
bem como coser, bordar etc.e para com-
modo das pessoas que moram fora ou
mesmo dentro da cidade, recebe alum-
nas internas, pencionistas e meio-pen-
cionislas pelo preoo que se convensionar.
Bolica central hoiiicopalhica
Do
DR- SABINO 0, L PIMO
or08 medicamentoshoracopalhicos en-
viadosda F.uropa pelo Dr. Sabino.
Estes medicamantos preparados espe- &
cialmonleseguniloas necftssidadesda lio- S jm/lno
ATTENCO.
Pela ultima vez convi-
damos a todos os deve-
| dores da massa fallida de
ELECTRO MAGNTICAS EPISPATKHS
De "
Para
serem applicadas s partes afectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS MEDICINAES sao muilo conhecidas no Rio de Janeiro e em ludas ns n.- -
desle imperio ha mais de 22 annos, esao afamadas olas dam i,..T. L ,7 .... Prov"icias
r"l. f ^S CDComrae"di,s1.das Provincias devem ser dirigidas por escripto, leudo lodo n
| Claudiano Oliveira, a vi- ^L*r^^i^^-.'esch*p8a.0 p.ghomcm.M.hi" ?.2? *
i
nho em
cliapas possam
meopaihia no Brasil, vende-so pelos pre
eos coiihocidos na botica central horneo-
Mundo No-
a palluca, ra de Santo Amaro
8
Saunders RrotTiorsi C." tem a honra dein-
rmar es Srs. negociantes, proprietarios de >
pasas, e a gera mais convier, que estiio plena- f'*33@S*SS@8e@e
itorisados pela dita companhia para Aluga se um sitio grande com
casa de vivenda, com todas as
commodidadcs para familia, no lu
1 rem satisfazer os seus de-
Jbitosnoprazo de 3 dias,|^^^f-
os quaes terao o
lesaosio de serem cha-
molestia era que parle di corpo existe, se na cabera, pesroro braco
corpo, declarando a circumfercncia e sendo inchacojs, feridas ou ai
el e a declarado onde exislem, afim de
ar.
vir de qualquer ponto do imperio do Brasil
ipanhadas das competentes explicares e tambem de todos os accesso-
As chapas serao acom
rios para a collocacao della
Consultas a lodas as pessoas que a dignarem hon
efectuar seguros sobre edificios de' lijlo "epe. excellenle
dra, cobertos1 de lelha e igualmente sbreos'
objectos que coiirerem os mesmos edificiose
quer consista em mobilia ou em fazendas de
um pelos
no mesmo
qualnuf "alidade.
Cal-
os pro-
Estas pennas de differentes aualidadcs, sao fa-
bricadas de aro de prata refinada de prmeira
erapera, e sao applieaveis a todo o tamanho de
eltra. l'reco 13^00 cada caixa e pennas de ouro
pelo mesmo autor com ponta de diamante, que
teem a grande vanlagera de nao estar sujeitas a
orear ferrugem c conserrandose bem limpassiio
de duraco infinita, deposito em casa dos Srs.
Guedes At Goncalres ra da
Cadoia n
da Ca'a Forte : a tratar com
prietanos, N.O. lliibei & C.
agencia dos fahricantes america-
nos Grouvcr & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Johnston & rna da Senzala Nova n. 52
^ O Ur. Casanova pode sor procurado a W
"i 1l)al 5* poltico em Pernambuco gU
S- 30-RA DAS &WJ7.ES30 S
No mesmo consultorio arha-se sempre jp
grande soriimenlo de medicamentos em gj
tinturas e globuios, os mais noros e bom Q/_
preparados, os elementos de homeonalhia
mados cala
seus nomes
Diario. Figueiredo
Irmo.
Recife 2o de agosto de
186o-
: jo nr:n ; 1Z,*, ;BMOa8l.1ue a a'gnarem honrar com a sua confianra, cm seu cscrinto
Jio, aue se achara aberlo lodosos das, sem excepto, das 9 horas da manhaa i > Vi, ," 1 np'"
horas da manhaa's 2 da larde.
Constant,
119 Ra do Parto
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
,mmmm
Attenco.

i
m de Paris.
15Ra Nova15
W3
8
1
I
alfaiale de Paris, lendo transferido a sua
residencia para a ra do Imperador n. Ai,
roca a lodos os seus anligos freguezes ea
@ todas as pessoas em geral, que o quizercm
. fk honrar com a sua freeuezia que heiam de
%SfeS5|gg3-lgee-Sggegggegg H i # Procurar d'ora cm dianle na dita casa. O
f'4C H'CA nnioi rini nifsmo annuncia mo prepara vestidos 5
LANA LLSll"l.\aLL!"Al amazonas para senhoras montarem a ca-
tempo de 3G horas,
abaixo segu.
Pojan esle exemplo que
Na uoilc de Santa Cruz deste anuo fui atirado
com um tiro de pistola, a halla entrou-me no pei-
, l0 esquerdo alravessando-o : iDnliearam.mn ta
Thome Joaquim de Olireira. por parle de sua pilulas paulislanas, deitoi
g mana Francisca Collecla Vianna. previne ao
** respeitavel publico, que possoa alguma faca ne-
gocio cora o major Joaquim Coelho de Lima, ca-
W sado com dila sua mana por achar-se em oslado
do ullienacao menlal e estar se tratando de por-
g Ihruma adminislraco nos bens, visto su as ti
lenocs s ser a de render ludo, mrmentc os cs-
cravos, Picando assim a mullier

Prederico Gautier, cirurgiao dentista,
^g faz todas as operaresda suaarle e col-
ija loca denles artificiaes, ludo com asupe-
S riordade e perfeioao que as pessoas n-
eo tendidas lhe reconhecem.
($ Tomagua e pos dentifricios etc. %&
=s O Sr Francisco Aranha de Souza lera urna
carta no escriptorio de Manoel Joaquim llamos e
Silva, na ra da Cadeia do Recife
O Dr. Joao Ferreira da Silva mudou-sed
ra do Itngel para a do Livramenlo n. 26, so-
bra lo do Sr. Manoel Ruarque de Macedo, defro
e de sua aatiga babUacao. A grande pralica de
auscullacjio reconhecida por quasi todos os seus
ollogis desta cidade torna-o recommendado nc
diagnostico das molestias dos pulmocs e do cora-
clo ; assim como para verificar o estado de sau- i
de los oscravos ijue se desejara comprar. Pelo i
crescido numero e variedades de operaoes que|
ha, feto cora bom resultado em o exercicio de |
mais de 20 annos, se julga habilitado para prali-
cariota e qualquer operaoao crurgica por mais,
delicada e difficultosa que seja.
* x r rrr s ?r frrr ryTTrrrTYTTTTTT^
DENTISTA FRANCEZ. 2
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- Na mesma casa tem agua e <
_ vallo. W ""*us, ucanoo assim a mullier e 11 lilhos.d'en-
7 r m A Sl,l,l1are' Londres. H^mhmmimm|tetffMtttt^aW^
J.C.OLI\F.IRA-lcndo augmentado, com to- -Digo eu abaixo assignaJo, que tendo clin- nS succeda, prcvalecendo-se'o dito maior dos
mar a casa contigua, ampias e excellentes ac- [alado cora o Sr. Manoel Antonio dos Santos intervalos lcidos uno faz nShl en or m?
commodaooes para minio mnior numerode hos- lerreira para ser meu procurador, e como por folha punueu por tsia
pedes-de novo se recommendaao favor e lem- niolivos justos me nao convem mais que ello de O official da secretariado "overno aue
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que l "je orr. dianle nao faca o era disfaca por mi- devedor ao casal do finado Caelano Pereir Gon-
visitem esta capital; continua a prestnr-lhessens ",'!a ordem. por sso mando scienlica-lo pelo calves da Cuo"
servirose bons oficins guiando-os em lodas as Diario para constar ao publico.
> rangeiras 15.
p denlifico.
-Ai.Al.A.AAi.AAAAA 4.AAAAjtAAAAAAi.>
Ensino de msica.
Offerece-se para leccionar osolfejo. como tam-
bem a locar varios instrumentos ; dando as li-
coes das 7 horas s 9 l[2da noile : a tralar na ra
da Roda n. 50.
Precisa-se fallar ao correspondcnle do Sr.
Joao Florentino CayaScanti de Albuquerque, na
livraria ns. 6 e 8 Ja praQa da Independencia.
cousas que precisem conhecimenlo pratico do
paiz, etc. : am do portuguez e do nalez alla-se
na casa o hosnanhol c franecz.
PITADA ESPECIAL.
a:;Fa!ii'ica paraeiise de rap
Borlia.
Esta faliic acaba de estolele cr n(*a cidade
um deposito e seu rap, o qual se econlrar
elTeclivamenle a concurrencia do respeiavel pu-
blico, em casa de Domingos Teixeira Baslo, na
ra da Cadeia n. 17 ; o fabricante desejando tor-
nar popular nesta capital e provincia a industria
de que laneou mo, resolve-se a estabelecer-lhe
o preco de ljj200 por libra ; o proprietario desde
j con la que os apreciadores deste genero nao
doixarao de concorrer para que saiain roroadas
as esperances que nutre de ter preferencia o seu
rape a oulro qualquer, afiancando desde j que
cadi vez mais o apcreieoar, c a experiencia
provar aossenhores lomantes a iseDcao de qual-
quer elogio a este r3p j couhecid cm outra
provincias.
Quem tiver um sitio
Manoel Flix Rodrigues da Costa.
Precisa-se alugar um sobrado de 1 ou 2 an-
dares, em bom estado, com quintal, nos bairros
da Roa-Vista e Santo Antonio: quem o tiver,
diriiasea ruc do Crespo n. 25.
ha, queira dirigir-se a ra DireiU
n. ot\ ahm de solver seu debilo, do contrario
ver seu nome por extenso pois j basta de es-
pera.
Hoje 22, de 1 para as 2 horas da tarde, que
e quando linda a audiencia do Sr. Dr. juiz muni-
cipal da 2.a vara, se ha de arrematar o preto
s
satiguc por cima e
por baixo, e gracas a estas milagrosas pilulas sal-
vei-me da raorle que deveria lerar-me a se-
pultura. Freguezia da Cotia H de agosto de 1859
Joaquim Rodrigues.
Depositario e correspondente, na ra do Parto
ii. -U9, no Rio de Janeiro.
O abaixo assignado lem justo e contratado
a compra do urna casa na ra de Santa Cruz n.
30. perlencenleaoSr. Francolino Bernardo uin-
teiro, cuja casa est livro o desembarazada
se alguem se julgar com direilo a mesra.i
ce no prazo de 3 dias.
Jos Francisco FernanJcs.
mez fugio a escrava
seguinles ; alta, sec-
* ..> denlos ua frente
e\o\x vestido preto com roupinho de chita o cha-
, a mesma cosluma andar com panno enrolado
na cabera, levou alguma roupa da senhora 3
pares de brincos o medalha de ouro, lalvez v
para as Candelas pois j foi do l, coslumava a
mas
annun-
No dia 17 do corrente
Catharina. com os signaos
ca, j meia veiha, com fulla de
lev
les
aiSS@@@@S @@ @@$@ Belrairo, por execuscao do Dr. Joao Jos Pinto.' carrCgar "goa. e levou a caneca
s
O Dr. Azevedo Pcdra, ha pouco ciie-
gado nesta capital, faz sciente ao respei-
tavel publico que acha-se proroplo a qual-
quer hora cm sua residencia ra da Ira-
peralriz, sobrado n. 88, segundo andar,
prestar os recursos de sua profisso ; na
mesma casa d consullas gratis aos po-
bres.
i
i
i
i

contra os herdeiros do Antonio Gomes Possoa.
Aluga-sc urna sala e dous quartos proprios
para um rapaz solteiro : quem pretender dirija-
n,ua ,da Craz, 18- a fallar no armazem, das
95horasda manlia as ida larde.
Antonio Pagis, subdito hosnanhol, relira-se
par? a Europa.
Desappareceu no dia 10 do corrente a es-
crava Marcelina, de nacao Rebolo, cor fula, esta-
tura regular, e que representa ter 40 anuos, lem
urna belido em um dosolhos, braeos cora signaos
proprios de sua nacao, e as cosas com marcas
de chicle, venda cangica e levou o laboleiro,
chicaras, etc., assim como saia prela de alpaca e
panno da Costa : quem pega-la, levo ra de
n. 9, segundo andar, quesera recompen-
roga-sc as au-
iciaes que a peguera e niandem le-
ma da Palma, casa da quina, do Sr. Igna-
que pagar bem o seu Ira-
lorldades pol
la da
Reg Barros',
ci do
balho.
Aliento.
Madama Freir, modista
brasileira
avisa s snas freguezas que receben pelo ultimo
vapor bollos figurinos para Ihealros, bailes e ca-
samenlos, assim como tambem cobre chapeos
faz capas e manteletes do ultimo gosto,
lambern como rouues de varios
assim
abaixo asonado o so escravo Francisco delda- 'l lambem fe engomma roupa de senhora com todo
.' o aceio, ludo isto se faz com toda
sado.
(ajfeira 17 do correle, fugio da casa do
O Sr. thesoureiro das loteras manda fazer pu-
blico que se acham venda lodos os dias no es-
prompti'io e
perto ou
criplorio das mesmas loteras na ra do Impera-
dor n. 36, e na casa commissionada pelo mesrao
longe dota Cidade, com tanto que tenlia Sr. thesoureiro na praCa da Indepencia ns. 14 e
casa de vivenda, arvores de fructo e i- '6, das 8 horas da manhaa s 6 da tarde, oa bi-
que pro**ao banho salgado, tempe- SHS1S.TUSTlS
rado ou doce, e o queira alugar dili- Isabel cujas rodas deverao andar imprelerivel-
ja-se ao largo do Terco casa t rrea nu-
I mero 33.
de, pouco mais ou menos, de 20 annos,'mualo
de eslalura mediana, testa e olhos pequeos na- ,por mf "S prc- do l1"0 e,n ou,ra jaique: par-
regulares, beicos grossoi, falta de te : lratar "3 rua das ASas Verdes n. 78.
denles na frente, falla descansada, levou vestido : -^^
riz e bocea
denles na fi
caiga de riscade'
e camisa do chita : uucm o pe-
gar e conduzr casa do mesmo abaixo assigna-
do na ra da Iraperatriz n. 48, segundo andar,
sera bem recompensado.
Fenelon Cesar Burlamaque.
lferece-so urna ama para engomruar e fa-
algum servico : quem quizer, dirija-se
Compras.
menle no dia 25 de agosto do corrente anno.
Thesouraria das loteras 11 de agosto de 1860 i rua S- n"lr? n> lL
O esrrivao, J. Al. da Cruz. -^o ou'^ de julho prximo lindo fugfo do
------------------------------------------------------------------! Pde[ "i0 abalx "signado um escravo pardo aca-
| bocolado, de neme Joao, cuo esravolem os se-
guinles signaes : altura e corpo regulares, esl
alguma cousa discorado. lem pouca barba e bigo-
Ra do Brum (passando ochafariz.)
No de^oxito deste estabelecimento sempre lia grande sonimenlo de me
eaamsmo para os engenlios de assucat a salier:
bichnas Je vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoassento
Koias d agua de ferro com cubos te m ideira largas,
de
representa ler a idade de 22 a 23 annos,
olhos grandes, cabellos bem nielse anudados
levou vestido caiga e camisa de riscado azul, cujo
escravo foi do serto, depois foi vendido para o
sul e ltimamente ao abaixo assignado : quem o
prender, dirija-se a povoacao de Apipucos. em
Compra-se ouro de 20$ e 16$ : na
ra da Cadeia do Recife Lja de fazen-
das n. 51.
Compra-se um escravo qne saiba cosinhar
e que seja de bonita figura : era foras de portas
ra do Pilar n. 143.
Corapram-se 2 libras de banha de cobra
cascavel, paga-se bem : na ra Direila n. 60.
Coropra-sc um sellim inglez com algum
uso : na ra do Queimado u. 2, foja do Proguica.
Compram-se moedas de ouro de 55, lOs'c
20jJ : na ra Nora n. 23, esqnina da caraboa do
Carino.
Compra-se um oralojio de Jacaranda, mo-
casa de seu senhor, que ser bem recompensado lrcs f,ces' cnT"lracado, de 4 palmos
In omi l.nk^ll. nnili'A mili cu mnitnc- A ill.... -___I. _L
_.-gas, leves, fortes, e bem balancadas;
Lanos de ferro, e portas d agua >ira litas, e serrlhas para rodas de madeira*;
Moendas inteirascom virgensmuito fortes, e convenientes ;
Mtiai moendas com rodelas motoras rara agua, cavallos, oubois, acunbadas em
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares ebicas para o caldo, crivos e portas de ferro para s fornallias ;
AJa-nbiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha
aguilhoes deazs
Ro letas dentadas de todos os tamanhospara vapor, agua,cavallos oubois
Aguilhoes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carroqas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D.W.BowmanconQa que os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o Uonram, pela longa experiencia que elle teui do mechauismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podero necessitar.
de seu trabalho.
Joao Francisco do Reg Maia.
Irmandade.
A mesa regedora da irmandade do Senhor Bom !
Jess dos Afilelos, erecta na igreja de S. Jos de i
Riba-mar, sob a direccao dos pescadores, pre-
tende fazer a festa imprelerirelmente no dia 20
do correule mez.O escrivao,
Joao Machado de Mallos Olreira.!
Furlaram no da 20 do correle, do lugar;
da C-ipunga, sitio do Sr. Joao Lira, um carallo
com os signaes seguinles: cor russa, bastante;
grande, com marca de coteira nos peilos por ler
sido de carro, cascos grandes, e nao tem andares
esse cavallo foi do Sr. Augusto Ficher.foi furlad
as b horas da Isrde por um prelo, o qual Irajava
camisi, calca azul e chapeo de palha grande, ti-
rou do oulro cavallo o cabresloe levou 2 no dito
que furtou julga-se ter tomado a direccao dos
Remedios ou Cachang : roga-so as autoridades
policiaes a apprehensao do dito cavallo. e aos
capitaes de campo a do ladino, pois fngido, e a
entregar o dito cavallo na padaria da Capunga,
que se recompensar generosamente.
PILULAS PAULISTANAS
O PRIMEIROS" DEPURATIVOS.
Todas as molestias tem urna tendencia de im-
pureza do sangue, soja machucadura mais insig-
nificante, e que cause tna dr de que pouco
caso se faz, Quanlas enfermidades morlaes re-
sultado de conlusoes, tiros, tacadas, quedas, etc.
etc. Para livrar de qualquer mo resultado dc-
ve-so tomar logo que se poder 3 a 6 pilulas n.
2; passadas 3 horas a mesma dse das de n. 1,
repetir cada 12 horas da mesma manelra, pelo
pouco mais ou menos do altura", sondo obra mu
perfeila. Tambem se compra um selim para se-
nhora, de boa qualidade, que estoja om bom uso :
quem pretender dirija-se a ra Nova, loja de
marmore.
Compram-se tres casas lerreas. nao muilo
grandes, que sejam era bom lugar : quem tiver
dirija-se ra do Amorim n. 25.
V
andas.
Vende-sc urna canoa aberta propria para
carga e discarga de quaesquer objectos, sendo a
dila Je boa construyo, e igualmente madeiras,
propria para olaria por pegar 3,500 lijlos de al-
yenana^grossa, pois j foi experimentada : a tra-
Joaquim Jos
dos
tar em Fra de Portas com
Sanias em seu eslaleiro.
Vende-se um terreno proprio com 318 pal-
mos de frente, na ra Imperial, com mais de
1,100 palmos de fundo, e existe mais anda 150
palmos de marinha, lado da mar pequea, com
lodas as proporces para urna grande olaria ou
um bom sitio, para qualquer edificado, tem j
urna camboa para entrada dos mleriaes ; os
pretendenles dirljam-so a ra da Concordia, so-
brado n. 37, que ahi acharo cora qnem Iratar,
das 6 horas as 9 da manhaa.
Vendc-se ou aluga-se urna canoa de ama-
relio quasi nova, propria para condcelo de ca-
pim ou barro : na ra da Concordia, amasen de
matenaesde Manoel Firmino Ferreira.
No armazem de Henry Forslcr&'c, ruado
Trapiche n. 8, vende-se :
Cadeiras americanas.
Pregos americanos.
Agoa florida.
Velas de e^erruacete de primoira qualidade.
Loja do Ramalho
RuaDircitan.83.
annSU)ri?S francczaf 20 a caixa. rampas a
-UU e -100 rs. o maco, colxoles a 60 rs. o cartao
pontos para alizar finos a 240 rs. fila para oz a
24U is. a peca, dita de liuho verdadoiro a 100 rs.
a poja, ihesouras finas para unhas a 400 rs., ditas
para costura com aro envornizado a 400 rs., ba-
ralhos de cartas francezas forro com a boira dou-
rada a MQ rs., penles para atar cabello a 1G0 r
pontos de macas virados tambem paia alar ca-
bellos a IS.LO rs.. oculos de aro de baleia muilo
tinos a ljf rs., ricas redomas de vidro com py-
ramide e como Cruxificado a 640 rs., linha do
gaz com 48novellos a caixa a DOO rs., escoras
para denles a 160 rs., babado do Porto peca com
30 varas a 2J400 rs e vara a f-0 e 200 rs.,* tran-
oinha de seda propria para onfoitar vestimenta
de menino com violo e lanas varas a rs. a
poca, o vara a 120 rs, dilas de linho com 25 varas
a 13 rs, a peca, gallo de linho a 100 e 120 is.
-a vara, franjas do linho a 140 rs. a vara, penles
linos para tirar piolhosa320 rs., trancinha de li-
nho de cor a 100 rs. a pera, meias muilo linas
M'atanhoraa a 4o rs. a duzia, ditas aarahomens
a ZgSOO rs. tambem a duzia, papel de difieren-
tes cores para os namorados a 1& rs. a resma
meias linas para meninas a 240 rs. o par. dilas
para meninos 200 rs. o par, gollinhas finas a
oOe GiO rs., ditas de traspasso a Ig rs., tran-
quilos minio fines a 2f rs., c Gadoros de linho
para esparlilho a 100 rs., colheres de metal para
Sr ^fi 2e rs-- blcos Prclos de 5 a
140, 200,320 e500 rs. a vara de largura de um
palmo, pentcs de travessa para meninas h 640
rs., botoes para punhos a 200 rs. o par, meias
prelas para senhoras a 2S0 rs. o par, bicos da
1 ha de dous de'os at 1 I|2 palmos de larguri
al'm doslo soriimenlo lem mais objeclos que se
vendem muilo baratos ; nao se engeila dinheiro.
Carnizas francezas brancas
e de cores.
A 1 fcooo rls duzia.
Na ra da Madre de Deus n. 36 A. vende-se
um roslodo camisasfrancozas brancas e de eore=
polo diminuto proco de 16;000a duzia, dilas d
meia a 500 rs cada una.
Em conta*
Vende-se no lugar de Lorelo um silio om Ier-
ras proprias com 131 bracas de fondo c 56 de
frente, cujo silio se acha cercado, e com duas
frontes, urna para a estrada publica c outra para
a igreja, tendo miiitos ps de coqueirose de'uu-
tras fructas, e Oca rauito perto da estrada de fer-
ro : quem quizer fa^er negocio pode dirigir-se a
ra do Amorim o. 33, segundo andar : para rr o
fallar com Maximiano Barboza da Silva, morador
no mesmo lugar do Loreto.
Vendom-sc co jueiros pequeos para plan-
tar : na ra das Trincheiras n 29.
Vende-se ou pemiula-se por casas ne*1*
cidade, um siti;> na Estancia que lem rf frente
1,000 palmos, e fondo na maior lnsora 1,100; a
casa de vivenda de frenie '~"i 121 palmos, 12
salas, sendo una do so palmos e as mais de ^5,
17 quartos grandes e pequeos, lem mais lrcs
casas i>c|ucnas, sendo urna ao p do viveiro do
pefxe, 2 corraos do gado e porcos, senzala para
prelos, quarlo para foitor, armazem para guar-
dar, estribara, 6 cacimbas, sendo 2 de 30 pal-
mos de bocea, de ngoa de beber, 2 grandes bai-
las para capim, 1 est plantada e pode dar capim
para 2 cavallos, tem alicoree do frente prompto
para !) casas, e 1 tem cilio prompto com 100 pal-
mos de frente para a ra de Henrique Dias ; a
tallar no mesmo sitio, ou na bolica da ra lai"a
do Rosario n. 34.
Camas de ferro porluguezas de 15?, 205 e
5$ : om casa de Julio & Conrado.
Vendem-se calcos de casemira por 7s in-
clusive fazenda na ra Nova n. 67.
\ endem-se paletots de casemira de 10--* para
cima ; na ra Nova u. 67.
esico.
Vendc-se na ra do Trapiche Novo n. 11, ar-
mazem de Andrade deAlom Porto, carne de por-
ro americana, dita de vacca, por diminutos pro-
cos, om barra de 200 libras a 303 o barril, e
urna grande pnrcao de cobre velho composicio' e
cavilhas de cobre, urna porcao de bronze tra-
vos, o grande pon.-ao de la'boado de pinho c de
carralho, tuda so vende por lodo prego para aca-
bar, por oslar liquidando o seu negocio, e igual-
mente vinhos de diversas qualidades e oulros
mu i los gneros.
Vende-se urna excellenle haronea de lolaco
do. 00 toneladas, construida do amarello e sien-
pira, nova c muilo velcira qoem a pn-tonder,
dirija-se ao armazem da ra da Cadeia do Recito
n. 36, que achara com quem tratar.
Pecliilicha sera igual.
Ra do Queimado n. 51, loja
da liquidacao.
Vendern-se corles de vestidos cora 2 e 3 buha-
dos, de cambria branca, que j^se veuderam a
55500, vende-se hoje a 45, difjs chegados lti-
mamente bordados a matiz muilo finos a M, di-
tos de duas saias que se vendetan a 10 e9j, ho-
je vendc-se a 75, corles de collblcs "de gorgurao
muilo finos a 35, ditos a I56OO, diVqs de velludo
muito bom a 5 e 65 : chegucm, antes que se
acabom.
Vende-80 urna excellenle balanca romana
de duas conchas, propria para balco, por preco
commodo : na ra Direila n. 30, deposito.
Liguidac&o por lodo preco
Na na do Queimado n. 51,
loja de fazendas, para
liquider.
Cambraia de cor a 200 rs o corado, dita mais
fina a 240 o covado, alpaca de cores de lodas as
qualidades a 2&0 o covado, casemira a 3J800 o
corle, lencos de lodas as qualidades, chitas de
todas as qualidades, chaly de todas as coros,
manguitos e gollinhas, enfeilespara senhora, sa-
palinhos para meninos, colleles de velludo, case-
miras finas, chitas francezas de todas as qualida-
des para cabar, corles de vestidos brancos com
3 babados, ditos de 2 saias que j se veuderam
a 105, hoje vende-se por todo preco, brim tranco
e de cores por todo proco para acabar, curios de
brim de linho, colletes de fusilo, meias para se-
nhoras o homens, ludo muilo barato, por lodo
preco para acabar.
Vende-se um escravo de meia idade. ro-
busto, de boa conducta, bom para qualquer ser-
vico de casa ou campo ; na praga da Boa-Vista
bolica n. 22. .
Na ra da L'niao, ultima casa do lado es-
querdo (vindo da roa Formosa) ha urna porco do
obras de lahyrintho viudas do Cear, peffeila-
mente trabalhadas, a- quaes se vendem por ala-
cado com o abate de 10 0|0 sobre os precos je
bastante mdicos, porque se vendem lambem
relalho.
Vende-se urna taberna na ra Direila dos
Afosados, casa n. 32 : a fallar na mesma, ou na
ra Direila n. 6.
Vende-se urna casa terrea em chaos pro-
prios, bem construida e em bom local: quem
quizer annuncie.
Hoje estarao venda 12 vaccas paridas,
boas leileiras e de muito bons partos : na ra da
Concordia, das 10 horas al s 2 da tarde.
Vende-se a taberna da ra imperial n. 1'9.
Batatas baratas.
Vendem-se batatas a 2g a arroba e 80 rs. a li-
bra : defronle da matriz da Boa-Vista n. 88.
Vende-se urna casa terrea no barro de S.
Jos, travessa do Alecrim : a fallar no mesrao
lugar, na taberna da esquina.
Vende-sc um piano de Herard, novo e meio
uso : no Corredor do Bipo, silio da Sra. D.
Anua.

.
' ..V


(6)
Grande aduiiracao
a Sodr Veodem-se magnas, o que de admirar neste
lempo : na ra esireita do Rosario n 11.
Fazendas finas e
roupa feita.
Augusto k Penligao.
Com I0J3 na ra da Cadeia do Recife n. 23
Tendera e diio amostras as seguintes fazendas:
Cortes de vestidos de seda protos e do cores
Cortes de ditos de barege, de tarlatana e de gaze
de seda. N
Cambraias de cores, brancas c organdys.
AnquinhaS para saias.saias balo, de clina, ma-
dapoln e bordadas.
Lencos de labyrintho do Aracaty e francezes.
Chapeos amazonas de palln e de seda para se-
nhoras e meninas.
Enfeiteade troco, de vidrilho o de flores.
Peales de tartaruga, imoeralriz c outros gostos.
Manguitos e gollas, ponto inglez, francez e mis-
^ ganga.
Vcatuarioa de fusto, de la e de seda para
enanca.
Manteletet, taimas e pelerinas de differcnles qua-
lidades.
Chales de touiim, de merino e de la de ponta
redonda.
I. ivas de pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de bloud, mantas de dito, capellas e
flores solas.
Sinturoes, camisas de linho e esparlilhos para
sen'nora.
Perfumaras finas, sabonetos e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas c palelots de panno preto
e de cor.
T ilelots de alpaca, de seda c de linho.
Calis le casemira de cor, pretas e de brim
Camilas do madapolao, de linho ioglcz ede 15a.
Seroulas de linho e de meia.
Malas, saceos, apetreixos para viagem.
Chancas para invern, bolinas de Ucli c oulros
fabricantes.
Chapeos do Chyli, de massa e de fellro para ho-
niem.
Charutos manilha, liavana, Rio de Janeiro c
Baha.
Muilo baratas.
Chitas frsncczas padroes oscuros e
2:i e'289 rs.
Gollinhas de linho
GlUc !J.
Pentesde tartaruga a imperatriz de 10$ a 15$.
Cimisasde fusto, ditas de madapolao para "ho-
nren! e meninos a j.
C irles de casimira inglezos
drinhos a IJ500 o 59.
S.as de madapoln o
e meninas a 4?500 e 59.
i).: (odas estas fazendas exislem pequeas por-
gos o so vende por eslea baixo preeo para aca-
fixas covado
pira menina c senhora a
superior com qua-
sselina para senhoras
Vende-se nina boa casa de sobrado era
Olinda, sita na ra Nova n, 19, tem encllenles
coramodos e bom quintal ; c com os coccertos
ltimamente feilos .se acha quasi que novo o
predio : quera precisar, dirija-se a ManoelGou-
calves da Silva, ra da Cadeia do Recife.
^Cheguem
as fazendas baratas na ra
do Queimado n. 51, que se
vende por todo preco para
acabar.
Como sejam : chitas francezas escuras a 240
rs., ditas inglezas muito finas a 200, 180, 160
120 e 100 rs., cassas de cores fixas a 210 rs'
ditas a 200 rs., colletcs de fustao a 160 rs., gr-
valas de seda a lj e 500 rs., pecas de madapo-
lao finos a 2-5500 r?. dito 2J, duzias de colad-
unos milito fino a 640 rs., corles de brim do li-
nho a 1$500 rs., finalmente ha mnila pechiocha
sendo a dinheiro para liquidar e nao se pode
mostrar as fazendas por nao se poder ser muito
extenso, cheguem a loja que est cora a labo-
lela de liquidaco
Cheguem ao barato
O Pregula est queimanJo, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Tecas de brelanha de rolo com 10 varas a
229, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collele e palilols a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 3>, 43?, bV,
e 6$ a peca, dila lapada, com 10 varas a 5$ e
6$ a peca, chitas largas da molernos e escomidos
padroes a 240, 9G0 o 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a "9 e 8t>
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 95 cadi um, ditos com urna s pal- I
ma, muito finos a 83>o00, ditos lizos com fran- |
jas de seda a 59, lencos de cassa com barra a
100, 120 e 1G0 cida um, meias muito finas pa-
ra senhora a43 a duzia, ditas de boa qualidado
a 35 e 39500 a duzia, chitas francezas de ricos !
desenhos, para coberlt a 280 rs. o covado, chi-!
tas escuras inglezas a 59900 a poca, e a 160 rs.
o covado, brim hranco de puro linho a 19,
1J?200 e 13JG00 a vara, Jilo preto muito encor-
pa lo a 1S300 a vara, brilhanlina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de differenles cores a 3G0 r's. o
covado, cesemiras pretas finas a 29500, 39 e
33500 o covado, cambria preta e desalpicos a
500 rs. a vara, e outras muitas fazendas que se
far patente ao comprador, ede todas se daro
amostras com penhr.
MARIO. PE PERHAMBUCO. QARTA FEIRA 2i DE AGOSTO DE 186C;
Ademira!
o corte
de bareje de 15a e seda com fnlhos e de lindos
gostos para acabar : na loja de Antonio I.uiz dos
Santos & Rolim, na ra do Crespo n. 13.
Vende-se superior leite : na ra da Impe-
ralriz n.3i, taberna.
Seuieas de Lisboa
a 4fi o sacco : no caes da alfandega n. 7.
Mil ho novo.
Vendo-se milho a 69800 o sacco : na ra da
Cadoia do Recife n. 3.
Tachas para engenho
Pianos
Fundico de ferro e bronze
DB
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Vende-se um arreio para cabriolo!, cm
meio uso : no caes do Ramos n. 10.
Vende-se um boi de trabolho, manco c gor-
do : a tratar na ra da Guia n 9.
Arcos para pipa a5|a roda, gra-!
xa em bexigas, sebo em pae e ramal
proprio para sabao e para composicao!
develas de carnauba : na ra do Bruta
n. 16.
lAos Srs. ourives
Na ru* larga do Rosario n. 24 acha-se
a venda um sortimento completo ltima-
mente chegado de Paris, de ferramentas
para otrabalhc de ourives, as melhores
que teem apparecido no mercado.
Saunders Brothers & C. tem para Tender em
leu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguna pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres,
muito proorios para este clima.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : cm casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
PotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecfdo e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
ede uperiorqualidade, assim como tambem
calvirgemem pedra: ludo sor jarecos muito
razoaveis
mmmsmm mim* mammmm
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos de todas as nac5es po-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haveremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascura maravillosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitosannos; ea maior parte
della sao to sor prendentes que admiran. os
medico mais celebres. Quanlas pessoas reco
braram com este soberano remedio o uso de seu"
45- Ra Direila-4S
Este estabeleciment offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
10#000
9#000
Borzeguns mperiaes.
Ditos aristocrticos
Grande pechincha. I
Para acabar.
Covado a 200, e 200 rs.
No ar^iazera da ra do Queimado n. 19, ven-1
de-se chita franceza fiua, cores fixas, a 200 rs. o !
covado, cambraia miudinha a 200 rs. o covado-!
por a fazenda ser muito barata nao se dao amos-
tras ; venham antes que se acabem.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
GRANDE SORTiraTO
DB
Fazendas e obrasleilas.1
NA
liOja earmaxem
DE
Ges&Basto
Laja k mimlezas na ra
DireitaN. 85, onde tem
o lampeao do yaz,
vea lem-sei bandejas finas 1j. 13200, 1500. 23,
2.4)3, 2J600, 2800, 39200, i*e f>$, bengalas d
is 1 2| e 1 }500, grvalas pretas de se-
li 11 1 \->h), ditas de cores a 13. allinetes cm
csuinhaa rn.iiio linos a 200 280 rs., filas pro-
- para enfeites de vestido de seda a 00, 500
e '< I rs. a vara, franjas de seda de coros a 320,
5 1 1. 600 e800 rs. a vara, lavas de fio de enr.-s
houiem, brancas,a640, dilasdo cores n60,
le sada enfeiladas pin senhora a 25, en-
feii do trancas de velludo dos mais modernos
11 1$500, ditos para meninas de tranca d'
vell ido a 4J500, ditas de Ota de sed 1 -i 3, luvas
la para homem :i 1S#00. lesouras para unhas
G 1 1 8 11) rs., ditas para costura a 1?, clcheles
birdadinlios a 120, escovas para cabello ais.
ditas para roupa a 1,>200, trancas de caracol de
linho, peca grande, a 280, meias cruas para ho-
me .1 a 2ii')0. lilas a 4S00 o 5J, ditas brancas
a 2j00 e 39200. ditas finas de cores a 2;?8U0, di-
las para meninos, decores 1 2-5600, ditas finas
brancas de meninos 1 3#300, ditas para meninas
a I >7):( 1 du/.i.i, boto-s de scil-i para casaveque
a 320a duzia, tinta ae carmizin fina a M)0 rs.,
concha .le metal principe paraassucar a 40o rs.',
- para cha -i 800 rs. a duzia, llnleiros e ariei-
roa linos 1 IS. eaixinhas de papel sorlidas em
cores 1 13, ditos de quadnnhos a HOO rs la pa-
ra bordar a mais lina qne ha a 73500 a libra, ata-
ros chatos de algodo a 60 rs., ditos rolicos a
iOdrs penles de borrscha para bichos a'4 40,
ditos travessos para meninas a 610, diios de bu-
fdlo iiraneo para bichos a 280, dilos para alisar a
500 rs., ditos .le borracha para alisar a 600rs.,
boi es do osso a 240, ditos, de louca brancos a
i 1 ), ditosde eres a 160, boloes de'madreporola
lino a 801 rs a groza, fivclas para calcas a 100
rs., eaixinhas de napel de cor a 800 rs., caixas de
Obris de colt a 100 rs. linhas de peso a 120,
ditis de cabeca encarnada a 120. fitas lavradas
di largura de 5 dedos com pintas de mofo a 320
a vara, galio de linho a 1 0 a vara, bico preto
do seda a 120, 200, 320, 400 c 600 rs. a vara,
brinqnedos para meninos, de diversas qualida-
des, :niis biralo que em outra qualquer parte,
b mecas de camuroa a 500 rs., ditas de chouro a
4 0. 500, 800, 1-3500 e 2$
Em casa de Jarees Crabtree & C. n. 2 na
ru 1 da Cruz, vende-se a champanha muito afama-
da e acreditada, da marca Augusto do Rurin,
teem vioho muio superior em caixas e gigos,
cm garrafas o meias ditas.
Sabo do Rio de
uiuiaiin.-uiu esiesonerano remedio o uso de seu. ******* riawcrBUUW...... 9VOWU
bracos e pernas, depois de ter permanecido Ion-1 Ditos burguezes........ 7^000
go lempo nos hospitaes, onde de viamsoffrerJ Ditos democrticos...... 6000
amputacao I Dellas ha muitas que havendodei-1 Meio borzeguns patente. 6 xado esses asylos de padecimentos, para senao SapatOes nobreza....... 6x000
Ditos infantes....... 5^000
Ditos de bnha (3 1|2 bateras). CsOOO
Ditos fragata (sola dupla). 5jj000
Sapatos de salto (do tom). C$000
Ditos de petimetre...... 5#000
Ditos bailarinos........ 3$500
Ditos impcrmsaveis. ..... 2$500
Senhora.
Borzeguns pvimeir classe(sal-
to de quebrar)....... 5#000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). ,..... 4^800
Ditos todos de merino (salto
dengoso)......... 4#500
Meninos e meninas.
SapatOes de forca. ...... 4^000
Ditos de arranca........ 5J500
Boizeguins resistencia 4$ e 3$800
suhmetlerem essa operacao dolorosa forana
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfuso de seu recouhecimento declararam es
te resultados benficos diante do lord corree-
dor e outros magistrados, afim de niaisautentr
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
ivesse bastante confianca para ensaiar este re.
medio constantemente seguindoalgum tempo o
me-ntratatoquenecessitassea natureza domai,
cujo resultado seria prova rinconlestavelmeute '
Quetudocura.
O ungento e til, mais partlcn-
larmeute nos seguintescasos.
Janeiro,
Vende-se no armazem de Francisco L. O. A-
zevedo. na ra da Madre do Dos n. 12.
Charutos do Rio
de Janeiro. j
Superiores charutos do Rio de Janeiro : ven-
dom-sc era grosso e a retalho : no armaze.n de
Francisco L. O. Azeredo na ra Ja Madre de
Dos n. 12.
Para colchoes.
Atoalhado de linho pardo proprio para col-
choea : vende-se na ra da Cadeia do Itecife n,
4\ loja de Leite & Irraao.
Borzeguns para senhora
a tres mil rs.
.\inda exisle um resto dos borzeguns para se-
nhora sem defeito 011 avnria alguma a 3J o par :
na ra da Cadeia do Recife n. 48, loja de Leite
<5 Irmao.
Brim preto.
Neste armazem de molhados con-
doTu'eem ^'K^nSle^ ffiSSS SUPer""eS dos propietarios. llq"er parle-Por serem a malor P^te delles rocebidos em direitura por conta '
Mantciga ingleza e franceza
VSS^SiSSi^*"-**** aomercada de6Oa 800 rs. a libra em barril!
Queijos amengosr
;:::;sssK=rdaEuropadei70039 ea ^---i
os mais novos que ciistera no mercado a 19 a libra, em porcao se far abalimento.
A.in.e\xas rancezas
por'Soof tl2 bra Pr 1S5 "- 6 6m camPleiras de 'idro contendo cada urna 3 libra
Mustar&a iugleza e franceza
era frascos a 610 rs. e em potes franceza a 800 rs. cada um.
VerAadeiros iigos de comadre
-a eaixinhas d 8 libras elegantemente enfeiladas proprias para mimo a lg600 rs.
Bo\ac\nn\\a ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs'. a libra e em barrica com 1 arroba por 4J.
Potes vidrados
de la 8 libras proprias para mantciga ou outro qualquer liquido de 400 a l00O rs cada m
Ymendoas confeVladas proprias para sortes
de S Joao
alga libra e em frasquinhos, contendo 1 1[2 libra por 2.
Cha preto, nyson e perola
is melhores que ha neste mercado de I5COO, 2# e 2#500 a libra.
Ma^as em caixin\\as de 8 liViras
conlendo cada urna dilfcrentes qualidades a 4J>500. ,
Palitos de dentes lidiados
em molhos com 20 macinhos cada um por 200 rs.
Tijolo francez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
em latas e em frascos de differentes qualidades.
Presnntos, chonricas e paios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
Latas de bolachina de soda
de differentes qualidades a l60O em porcao se far algum abalimento.
Tambera vendem-se os seguintes gneros ludo recentpmnfo *t.^a>
res qualidades. presuntos a 480 rs.% libra, chourica S&TSSS^elaftfirfi ^n^T-
bncanle de Lisboa, raaca do tomate, pera secca. pa8.. fructas SSSrJSA^^S^}^.
com amendoascobertas, conteites, paslilhas de varias qualidades. vinae bTaiKKm^'JllZ,
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix macas"lo tnd. ,i??r0pn0
permacee barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeitVdoce^nurlficadn .,ff'
lonas muito novas, banha deporco reOnada e outros muito gneros SmSffittfiK
molhados, por isso promeltem os proprietarios venderem pof muito menos do aueml m,, L
proraelem mais tambera servirem aquellas pessoas que mmtmmiStSW^S^SS^S^^
e viessem pessoalmenle ; rogara tambera a todos os sonhoresde engenho e Satt.
nondiSI menTo -~ se .hges tUmffViSSSl
Na r-. do Queiraad) u.
4G, frente araarella.
Grande e variado sortimento de sobre- j*
casacase casacas de pannos finos protos S
o de cores a 28-3.30J e 35g. palelots dos
mnsmos pannos pretos e de cores a 98$, 3
20j| 22)e 253, ditos de casemira msela- I?f
dos desuperiot gosto a 16g e 18*. ditos das mesmas caserairas saceos modelo ?K
inglez 10,12, 14 e 15. ditosde al- S
paca preta fina saceos a 43, ditos sobre- 8S
casa tambem de alpaca a 78,8$e 99, di- <&!
tos de merino selim a 10-3, dilos de me- *>
ri de eordo a 9j\ calcas pretas das S
mesmas fazendas a 53 c 6$, colletcs pa- *6
ra luto da mesma fazenda, palelots do S?
brim trancado a 5$, ditos pardos e de *
fustao a 4 e 5, calcas de casemira de S?
cor e pretas a73, 83, 9 c 103, dilos das i
mesraascasemiras para menino a 6$, 7%'jf-
e 83, ditos do brim para homem a 39, 1
33500. 43 e 53, ditos brancos finos a 53, a&
6jj e 73, ditos do meia casemira a 43 e P
59, colletes de casemiras preta e de co- |1
res a 5j!, e 63, dilos do gorgurao de seda 9
brancos e de cores a 53 e 6S. ditos de M
velludo preto e de cores a 9g e 103. ditos ?
de brim branco e de cor a 33, 3g500 e4#, II
palilots de panno fino para menino a ^
159, 163 e 183, ditos de casemira do cor ?JK
a 73, 83 e 93, ditos de alpaca a 33 e 33500,
sobrecasacas de alpaca tambera pa.-a me- R
nio a 53 e 63, camisas para os raesmos x>
de cores o brancas a duzia 153, I63 e 203,
meias cruss o pintadas para menino de*
todos os tamanhos, calcas de brim para j'
os mesraos aIS500 e 33, colarinho de li- 9
nho a 69000 a duzia, toalhas de linho pa-
ra mos a 900 rs. cada urna, casaveques '*
de cambraia muito fina e modernos pelo >
diminuto preco de 129, chapeos com abas
de lustre a 59. camisas para homem de r
todas as qualidades, seroulas para ho- in
. raem al69, 203 e 253 a duzia, vestimen- *C
j tas para menino de 3 a 8 annos, sendo *
ttp calca, jaqueta e coletes ludo por 109, co- S
g bertas de fustao a 69, toalhas de linho ^
g> para mesa grande "3 e 83, camisas in- 5>
R glezas novamentechegada a 363 a duzia.
Na fabrica de caldeirciro da ra Imperial,
junio a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao de folhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto preco de 140 is. a libra
Vendem-se essencias para tirar nodoas de
gordura, cera, etc., ele, em panos de laa, sedas
sem alterar a cor nem o tecido : na loja de ca-
bos, no largo do Corpo Santo n. 21, esquina da
ra do F.ncantaraento.
Alporcas
Caimbras
Callos,
anee res.
Cortaduras.
Dures de cabeca.
~das costas.
Jos membros.
Bnfermidades da culis
emgeral.
Dilas doanus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fnaldade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
Inchages.
Inflammaco doflgado.
Inflamniacao dabexiga,
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reprs.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queiraadelas.
Sama \
Supuracoes ptridas
Tinha, cm qualquer par-
te que seja.
Trcmorde ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
dasarticulacoes.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a 800 rs., cada bocetinha contm
urna instrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na ra da Crun. 22. em Per-
namhujo.
Relo
gios.
Vende-se em casa de Johnston Paler & C, ra
do Vigario n. 3, um bellosorlimenlo de relogios
deouro, patente inglez, de um dos raais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os raesmos.
Espirito de vinho com 44
armazemdeiMfta
4) Eia 1 ilJa^ 4
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
O miis suporior brim trancado do linho todo
preto, que tem vindo a este mercado, tanto cm
qualidade como pela seguranca da cor: endo-
se nicamente na ra da Cadeia do Recife n. 48,
loja de Leite 4 Irmao.
Corles de chita.
Na loja de Leite & Irmao, na ra da Cadeia do
Recife n. 48, vendem-se coberlas do chita de
lindos desenhos a 23 cada urna.
Meias de seda para me-
ninos .
Superiores meias de seda de peso para moni-
nos de todos os tamanhos : vendem Leite & Ir-
mao, na ra di Cadoia do Recife n. 4tJ, a 2S500
o par.
i'
Casacas de panno preto a 303, 359 e 40S000
Sobrecasacas de dito dilo a 353000
Palelots de panno de cores a 20$, 259,
30 e 35*000
Ditos de casemira de cores a 153 e 22*000
Ditos do casemira de cores a 7g e 1290(0
Ditos de alpaca prela golla de velludo a 123000
Ditos do merino setim preto e de cor
a8e 99000
Ditos de alpaca de cores a 39500 e 5*009
Ditos de alpaca prela a 3S500, 5. 79 e 99009
Dilos do brim de cores a 3950O.4950O o 5*000
Ditos de bramante de linho brancos a
49500 e Qmo
taigas de casemira preta e de cores a
89, 103 e 129OOO
unas de princeza e alpaca de eordo
Pret.os.a. 53000
Ditas de brim branco e de cores a 3*500,
48500 e ^ 5^000
unas de nnga de cores a 3jOno
Ditas de casemira a 55500
Colletes do velludo decores muito fino a
Ditos de casemira bordados e lisos pre-
tos e de cores a 59, 595O0 e
Ditos de setim preto a
Ditos de casemira a
Ditos de seda branca a 55 o
Ditosde gorgurao de seda a 5$ e
Ditos de fusto brancos e de cores a 3$ e
Dilos de brim branco e de cores a 29 e
Seroulas de linho a
Dilas de algodo a I36OO c
Camisas do peito de fuslo brancas e de
cores a 29300 e
Ditas de peilo e punhos de linho muito
finas a
Ditas de madapolao brancas e de cores
a 1800. 29 e
Ditas do meia a 19 e
Relog'oa de ouro patente o orisontaes
Ditos ae prata galvanisados a 259 e
Obra de ouro, adereeos, nulceiras e ro-
i setas
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos.
Emcasa de Arkwight & C,
Cruz n. 61.
i
Vende-se espirito de vinho verdadeirocom 44
ros, chegado da Europa as garrafas ou as ca-
anda 111 ru larga do Rosario n. 36.
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston i C. va-
quetas de lustre para carros, selns esilhoes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro palente iiilezes
Oliras de ouro e prata
Acha-so a venda por precos commodos
um completo sorlimenlo chegado de Pa-
rj) rjs 3 Porto, de obras de ouro do lei e
jjj prata de todas as qualidades de gostos os
2> mais modernos e hbilmente fabricadas :
Jg no estabelecimcnto de Francisco Gomes
a de Mallos Jnior, ra larga do Rosario
Vinlio genuino.
Acaba de chegar deste superior vinho em an-
corelas de 10., que serve at para doentes por
nao ter mistura alguma, e proprio para casas
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudpzas finas e perfumarias
ludo por menos do que em outras parles : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SISTEMA MEDICO DEH0LL0WAY.
PILULAS HOLLW'OYA.
Esleinestimavelespecifico,composto inieira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria Be
nigno mais tenra,infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operacoes e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 "de qual-
quer especie egrao por mais antigs e ienazes
queseam.
Entre militares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afllictas nao devem entregar-se a de-
sesperacao ; facam um competente ensaio dos
eicazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestesrecuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca lempo cm tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos. Fehreto da especie.
Alporcas.
Ampolas.-
Areias(raalde).
Asi lima.
Clicas
ConvuIsSes.
Debilidade ou extenua-
co.
Debilidade ou falta de
forgas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
-nos rins.
Dureza no venlre.
Enreimidadesnoventre.
J| asnofifrado.
Dita,
venreas.
particulares
andar.
Camisas inglezas.
As verdadeiras camisas inglezas, peito de
nho e pregas Lugas a 38-3 a duzia : na loja
Goes &. Bastos na ra do Queimado n. 46.
li-
dc
Por 700$.
Vende-se urna prela da Costa, de idade do 40
e tantos annos, boa quitandeira e cozinheira :
no becco Largo n. 2.
Barato sem igual a 240
o covado.
Laazinhas de cores proprias para vestidos a
doze viotens o corado : em casa de Julio & Con-
rado, ra do Queimado n. 48.
Attenco.
Vpndem-se palelots de alpaca preta e de co-
res a 33, challys oudurtos. fazenda tnuilo fina a
640 rs. o covado, cambraias do cores a 320 e a
500 rs. a vara, sapatos do borracha a 2*300 o par
na ra da Cadeia do Recife n. 50 A, loja de Lo-
oes & Miranda.
Palha de .carnauba
ltimamente chegada do Ass,
preco : no largo da Assembla
de Antunes GuimarSes & C.
por baralissirao
n. 19, armazem
Milho
109000
63000
5J0O0
335OO
69OOO
69OOO
39500
21500
2500
29OOO
29500
59000
29300
1J600
I
309OOO

Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammaces.
Ir r eg u laridados
menstruaro.
Lombrgasde toda es-
pecie.
Mal depedra.
Manchas na culis.
Obslruccoo de Tentre
Phtysica ou conain.p
pulmonar.
Retenco de ourii.
Rheumat3rao.
Symptomas secunda-
novo do Cear, saceos grandes : no largo da As-
sembla n. 19, armazem de Antunes Guimares
& Companhia.
Farinha de man-
dioca
do diversas qualidades, entre ellas urna superior
para mesa; no largo da Assembla n. 19 ar-
mazem de Antunes Guimares &C.
S inleressa s senhoras.
Chegaram de novo as bellas o desejadas pul-
seirasde coral, fin/;indo urna cobrinha, encastoa-
das em ouro ; nas lojas de ourires do Seraphim
& Irmao na. rua do Cabug ns. 9 e 11.
"~ **.jde-se um cabriolet americano de 4 ro-
das, pintado de novo, sera arreios, e um cavallo
'.limo para sella ; para ver, na cocheira do Can-
1 dido n3 rua do Hospicio, e tratar ua rua do Queh
'mado u, 65.
na rua do Vigario n. 19, primoiro
CASA
DE
COMMISSO DE ESCRAVOS
NA
Rua larga do Rosario n. 20
segHode andar.
Nesta casa recebem-sc escravos para sercra
vendidos por commisso por conta de seus se-
uhores. Afianca-seo bom Iratamento. assim como
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos cora promplidao afim de seus se-
nhores nao soffrerem empale na venda delles.
Resta casa ha sempre para vender escravos do
differentes idades de ombosossexos.com habili-
dades e sem ellas.
Milho superior.
No armazem de Manoel Joaquim de Ohveira &
C, em frente a travessa da Madre de Dos, rua
do Codorniz n, 18.
Pechincha era roupa feita por um dos me-
lhores artistas nacitnaes, na rua da Imperatriz
R. 60, luja de Gama & Silva : calcas de ganga
franceza muito bem faitas a 2$50O;' ditas de brim
de linho a 29500, dilas de dilo a 2$, colletes de
varias qualidades, palelots de panno fino sobre-
casacos, dilos saceos, ditos de alpaca preta e so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, asquaes se vendem muilo em conta.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo metbodnpsra aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares, l'ende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
smil
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem a senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
ivndos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
oSuthall Mellor ic
Sebo e graixa.
Sebo coado e graixa em bexigas : no armazem
de lasso Irmaos, no caes de Apollo.
Vendo se a mclhor taberna do paleo do Ter-
co n. 21, por ter muitos commodos para familia,
e ser urna taberna boa para a trra e mato ; lam-
I bem d-so sociedftde a qualquer rapaz hbil en-
irando coro seus fundos.
- vucu-uj, rios
-"Jaqueca Tumores.
SEteS*- Tico doloroso.
;bre bihosas llceras.
rerei nternitonte. Venreo (mal)
mK estas pilulas no estabelecimento
?"' de Londres n.224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se as bocetidhas a 800 rs. cada urna
deiias, contm urna instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas plalas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na rua da Cruz n. 22, em Per-
namb o-
Botica.
Barlholomeu Francisco de Souza, rua larga
do Rosario n. 36, vende os seguinta medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contrasezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
-Tarop do Bosque.
Pilulas americanas (contra febreil.
Ungento Holloway,
Pilulas do dito.
Ellitiranti-asraathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de S oncas a
121ibras *
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
pre. o
Vcndem-se libras sterlinas, em
casa de N. O. Bieber & C. : rua da Cru
n. 4.
*S3Q C3iit]ii;oiir3Lfflnicioc3ioci:*
i'
Segnw contra Fogo
C03IPAMIIA
LONDRES
AGENTES
|G J. Astley & Companhia.
3-------------------------------------
1 Yende-se
j Formas de ferro
purgar assucar.
I Enchadas de ferro.
| Ferro sueco.
S
9
l
para
I Ac de Trieste.
I Estanho em barra.
Pregos de composicao.
Brim de vela.
! Agurdente de Franca,
; Palhinhaparamarcineiro:!
no armazem de C. J. As-5
tley_4C._ |
,
Vende-so una preta escescrava com urna
cria, esta de idade oilo annos e aquelle de vinle
seis, sabendo lavar e cozinhar ; a tratar no Hos-
picio n. 28, das 3 horas da tarde em dianle.
-;- .----------
1 .


DIARIO DE PBRSAMBUCO. QUARTA FEIRA 22 DE AGOSTO DE 1860.
DE
DELICIOSAS Eli>FALLlYlS.
StdECf[ g frM&fJlfi El ICUCi.
Sita oa roa Imperial n 1 i8 e i 20 janto a fabrica de sabo.
DE
Scbastio J. da Silva dirigida por Francisco Bclmiro da Cosa.
Neste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de diferentes dimencoes
(de 300 a 3:000$) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios contino
para restilar e destilar espmtos com graduagao at 40 graos (pela graduaco de Sellon Cartier) dos
melhores syslemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do iniporio bombas
de todas as dimencoes, asperanles ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro tornclras
de bronze de odas as dimencoes efcitios para alambiques, tanques etc., parafusos d'e bronze e
ferro pararodas d agua.portas para fornalhas ecnvos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro comarmacao e sem ella, fuges de ferro polaveis e
econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras cocos
para engenho, folha *
arroellas de cobre, b
e folies para fcrreiros etc., e outros muitos artgos por menos prego do qeVm'utr'a'quaquer
parte, desempcnhando se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeicao i couhecida
e para commodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua conflanca acha
io na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada rara tomar nota das encommendas
GRANDE ARMAZEM
DE
- \\C-
SC Pastilhas vegetaes deKemp
contra as lombrigas
approvadas pela Exm.* nspecco de esludo de
Habana e por multas oulras juncias de hygiene
publica dos Estados Unidos e roais paizes da A-
raerea.
Garantidas como puramente vegetaes, agrada-
daveis vista, doces ao paladar, sao o remedio
ha dejFlandres, chumbo em lennole brra;^ir,7o"7'TencoTrra;ra"bcesea mUS&'">X con,ra as wmbrigas. Nao causam
, lences de ferro a latao,ferro suecia inglezde todas as dimnsoes, safras, tornos nauseaa nem sensacoes debilitantes.
Teslemunhoexpontanco em abono das pasti-
llas de Kemp.
Srs. D. T. Laiiman e Kemp.Port By-
ron 12 de abril de 1859. Senhores. As pas-
tilhas que Vmcs. fazem, curaram meu Clho ; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava un
cheiro edito, linha o estomago inchado e con-
tinua comicho no nariz, to magro se poz, que
eu tema perde-lo. Nestas circunstancias umvi-
sinho meu disse que as pastilhas de Kemp ti-
uham curado suafillia. Logo que soube disso
comprei 2 vidros de pastilhas e com ellas salvei a
vida de meu Clho.
Sou de Ymcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Recebem-se encommendas neste esta- i Streel pelos unicosproprietarios D. Lanman a
m n 2 A e na rua do Ccllegio hoje do Imperador n. Comoradia do ca- i Kemp, droguistas por atacado em "New York
os Joa*iuim da Costa l'ereira, com uuem os nretendentps )ra. 4 ureienaenies se podem Achara-se a venda em todas as boticas das
'priucipaes cidadesdo imperio.
DEPSITOS
3*
Venda.
-W./-S
-///i
Rua Nova n. 47, junto a igreja da Con-
cerni dos Militares.
Vendcm-se tros predios na cidade de OHtidn
. sendo um sobrado de um andar na ra do Am-
JKsss paro n. 36 ; urna casa terrea com bom quintal
|wcS na ra do Bom Successo n. 14 ; e oulra dita icr-
itfl S^Se | rea com quintal na ra dos Qualro Cantos n. 17 :
' tl^l^5 I ,rala-so "a loja n. 62 da ra Direita desla cida-
de do Recite.
Vendem-se 42 accocs da Caixa Filial: na
ra Direita n. 66. esciipiorio do Francisco Ma-
linas Pereira da Costa.
Vende-se bolachinha e biscoilo de soda a
1J* a lata, presuntos para fiambre a 500 rs a li-
bra : na ruada Imperalriz u. 54.
Vende-se
Imperalriz n. 37 : a Iralar
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico era geral toda e
qualquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
todos os tamanhos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira moen-
dase meias moendas, tachas de ferro balido e fundido de lodos os tamanhos, guindastes kuil-
thos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassr mac-
lioca e para descarocar algodao, prencas para mandioca e oleo de ricini, porles grad3ria co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cultivaJojes, ponles, 'aldeiras e tanques, boias alvareisa* ,
jotes e lodas as obras de machinisrao. Executa-se qualquer obra soja qual fr sua natureza Dlos
des jeleciraenlo na ra do Brum n. 28 A
ieiro do estabelecimento J
entender para qualquer ob
a cocheira da ra da
na mesnia.
Vcndeni-se carneiros gordos e baratos:
ra doCoiovco, padaria do leo do norte.
na
BvSS
SS
Acha-se na dheccao da officina deste acreditado armazem o hbil *&&
mS artista Francisco de Assis Avellar, antigo contra-mestre do fallecido 81
s|g| Menoel Jos Ferreira. O respeitavel publico continuara' a encon- H g|| trar em dito armazem um grande e variado sortimento de roupas SS
$m teitas.como seiam: casacas, sobrecasacas, fraques, paletots de panno
|gg fino, ditos de: casemirade cores, de merm, bombazina, alpaca preta
g e decores, d.tosde bnm delinho branco, pardo e de cores calcas 8
^ de casemira preta ede cores, ditas de merino, de princeza, de brins f A 4000
!|gi Pardo> brancoe de cores, colletes de velludo preto e decores, ditosde li ,"$* de Lisboa novo
^gorgurao.d.tosdesetimpreto e branco, ditos de merino para t I T"" """''
=^={ ditos de tustao branco e de cores, paletots, casacas, inciuctas rilr-a ^ i.,i7, ?r "etade df sou, valor> vendesp "t0-1 h-
m e colhetes para meninos de 6 al ayunos, comisas, 'seoulas^d^los M \ & Veran. Vg^-o' SS : r"a -e
3BSd3 e gravatai pretas e de cores, libres para criados, fardamentos rara SU
s^ a guarda nacional da capital e do interior. 1^
^ Apromptam-se becas para desembargados, lentes, juizes de di- fP
^ reito, municipaese promotores, e vestidos para montara. Naoapra- S
g| dando ao comprador algumas das roupas eitas se apromptaiao ou- fe
ggH tras a seu gosto, quer com fazenda sua ou do armazem p~ ,... S
rs.
na ra do Yigario n.
ara o
r^^t" ffiC'ae8' dandda e q4er -upa\o ^ nn^U-S
Fazendasporbaixosprccos
Ra do Queimado^ loja
de 4 portas n. 10.
Anda reslam algumas fazendas para concluir
a liquidago da firma de Leile & Correia, asquaes
se vendem por diminuto prec,0, sendo entre ou-
tras as seguiutes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
al60rs.
Ditaslargas, francezas, linas, a 240 e 260.
ltiscados francezes de cores ixas a 200 rs.
Cassasde cores, bons padroes, a 240.
. Brira delinho de quadros, covado, a 160 rs.
Briol trancado branco de linho muilo bom, va-
a, a 1SO0O.
Ojrtes de calca de meia casemira a 2g.
Ditos de dita de casemira de cores a 5$..
Panno preto fino a 3j) e 4J}.
Ueiae do cores, Cuas, para homem, duzia
800.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1.
Meias brancas linas para senhora a 3$.
Ditas ditas muilo finas a 4S.
Ditas crqas finas para homem a 4J.
Curtes de colletes de gorgurao de seda a 2$.
Cambraialisa fina transparente, peca, a 4g.
Soda preta lavrada para vestido a lJCOO e 23
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16?'
Lencos de chita a 100 rs.
La do quadros para vestido, covado, a 560.
i'eitos para camisa, um, 320.
Chitafranceza moderna, lingiudo seda, covada
ra 400 rs.
Entremeios-bordados a 200 rs.
Camisetas pira senhora a 6 0 rs.
Ditas bordadas finas a 2$500.
Toalhas de linho para mesa a 2 e 4.
Ferros de en-
gull ruar
econmicos
a 5<000.
Estes magnficos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazen-
das de Raymundo Car-
los Leile & Irmo. ra
da Imperalriz n. 10.
As melhores machinas de coser dos mais
ajamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wbeeler &\Vilson.
Imperalii? n. 10,
Vista.
rUNDICAO Lw-"
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 80.
Baha, Germano & C, ra Julio n 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Suura
Companliia ra do Cruz n. 22.
Vinlio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmaos&C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das btm co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres.
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De Bradenburg frres.
St. Estph.
SI. Julien.
Neste estabeleci- ..,.,,
ment vendem-se as f g UX"
machinas destes dous i Larose.
autores, mostram-se a ; Chleau Loville.
qualquer hora do dia ou ; Chaleau Margaux.
c responsabili-; ^ _,. _,
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien.
St. J-ulien Mdoc.
Chaleau Loville.
Na mesma casa ha
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
^f dia convencionado.
Admiraveis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
eiros, etc., devera estar prevenidos

|^ I com estes remedios. Sao tres medicamentos cem
os quacs se cura eficazmente as principaes mo-
?^3fojlosti"-
,*rf' I
Progresso na cidade da Victoria
da noiie
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranza :
no armazem de fazendas
do Bayraundo Caries
Leile & Irrnaos ra do
amigamente aterro da Bo-
para
DE
Francisco Xaxier de Salles Cavalcante de Almeida
NO
Pateo Aa eira.
0 proprielario deste eslabelecimenlo, como se acha com um grande o completo sorii-
menlo, tendente a molhados, ferragens e miudezas convida porlanto a lodos os moradores
desta cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores quemo mandar suas
encommendas no Progresso do pateo da Feir, pois s ahi enconlraro o hora e barato
visto o propnetano estar resolvido a vender, tanto em grosso, como a rclalho, por menos
do que em outra qualquer parte como sejam :
Latas de mermelada de 1 2 libras a 1400, frascos cora differentes qualidades de doce
por 25000, latas de soda conlendo nove qualidades a 23000, azeitonas rauito novas,
passas de ditas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2;>000 rs. a garrafa,
e branca de lodos os padroes,
latas de peixe de posto por 28000 r
icores
a,
rancezes de lodas as qualidades, champan!, conhaque de ditas, louc.a fina, azul 'pintad
amentasen) compateiras e em latas a 1F000 rs. a libra, em todos os casos t
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
|cabeQa, nevrnlgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigestao, crup, dores nos ossos, conlusoes,
jqueimadura, erupcoes cutneas, angina, reten-
jCo de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as eufermidades escrophulosas.chro-
nicas esyp hlilicas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o jeteme;
prompto e radicalmente cura, escrophulas.vcne-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeccocs do figado c rins,
erysipclas, abeessos e ulceras de todas as classee*
molestias d'olhos, difiiculdade das regias das
mulheies, hipocondra, venreo, ele.
Pihuas reguladoras de Rad-
way
para rcgularisar o systcma, equilibrar a circula-
cao do sangue, inicuamente vegetaes favoravei
u n
Roa da Scnzala Vova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haverum
comapletosortimcnto de moendas e meias moen
das para eu2enho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
Para Ji
banha de porco refinada, araruta, fatias, bolachi- M i dorcs do veulre. dses de t a 3 regularisam de 4
a e purgara. Estas pilulas sao eflcazes as atTec-
(oes do figsdo, bilis, dor de cabeea, ictericia, in-
| nba inglesa, biscoitinbo, eoulras mais qualidades de massas finas, massa de tomate em P J 8
i latas e a relalho, lelria, macirrao, talharim a 800 a libra, verdadeira gomma de araruta
| insenso de ludas as qualidades, espiritov de cravo, canella, ealfazema, verdadeiros pentes I II"
| a iroperatris, e de tartaruga de 9^000 a 1055000 cada um, trancha e franja de seda fe-
| chadoras de broca, pregos em quantidade de lodos os tamanhos e qualidades e o'ulros
muitos objeclos que por se tornar enfadonbo deixa de os mencionar,

m
mmmmmmmm^mmmmmmk
Potassa nacional.TaohaQi-miAnd
Na ra do Vigarion. 9. primeiro andar, vende I l ^"^ t* lUOVlkila
, urna 640 rs.
para pesclo
de senhora0
Camisas de meia
Lencos de seda
rs.
Vestidos brancos bordados para b aptisar crian
vis a 5000.
Cortes decalca de casemira preta a 6JS.
Chales de merino cora franja de seda a 5.
Cortes de caiga de riscadode quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de montara, cova-
do. 1$2S0.
Lencos brancos de cambraia, a duzia, 22.
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
dea do Reciten. 38, primeiro andar.
Srf,?''l0nSlTr.0r ?01"". cagada ha poucos
diaa do Rio de Janeiro, em barris de 4 arrobas e
a prcro muito commodo. '
Parahyba.
Relogios
uissos
RL'A DO CUE1.MADO N. 39
EM Sr.t LUJA LE Ql ATKO PORTAS.
Tem um completo sortimento de roupa falla,
noraetros, meios chronoraetros, de ouro.'prata i e conv^a a l0tl(>s os seus freguezes e todas as
oourada efolheados a ouro, sendo estes relogios1 pesseas quedeseiarera ter um sobrecasaco hem
ssa, que se ven- feito, ou um, calca ou colletc, de d^im-"
esle estabelecimento que encontraro um hbil
artista, chegado ltimamente de Lisboa, para
desempenhar as obras a vontade dos freguezes.
_ Ja tem um grande sortimento de palitots de ca-
u.vida julgada por sentenQa, o devedor semira cr de rap e outros escaros, que se ven-
dizem que tem lojaemnome de outro ma.12" oulros de casemira de quadrinhos'
na ra da I.nperatriz, cujo devedor i Y ma'S fina l"6 ha n mercado a 165, ditos
chama-se Antonio Jos de Azevedo,
VenJe-se o engenho Torrinha distan-
te d sta cidade duas leguas por tena,
tem terreno para dous mil paes por an-
no e boa casa de vivenda assobrndada
fSt'S^i boas obras, tem embarque no porto dis-
I tante do engenho 1|2 quarto de legua
do lio Parahyba eem menos de 3 horas
4 se vem a cidade: quem o pretender di-
j rija-se a Joao Jof de Medeiros Correia
Em casa de N. O. Jjieci & C,
successores, ra da Cruz n. 4, vndete
Vinho Xerez em barris.
Cliampanha em caixai de 1 du:-. da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
;Jopim Rodrigues T.varcs fe JIcllo!"ZTsZ*!""'^
Ac de Mi lao
Braga Silva & C.tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A,um grande ortimeuto
de tachase moeedas para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin J!a^ a tratar no
mesmo de osito ou na ra do Trapiche n 4.
ICA VERDADEIRA E
TIMA.
LEGI
o

GBARBE SORTISEXTO
DE
e roupa feia
NA LOJA E ARMAZEM
PILULAS VEGETAES
ASSLCARAAS
SALSA BARHILHA
geslo, e em lodas as eufermidades das mu-
Ihcres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
jcoes, flores brancas, obslrucccs, histerismo, etc.,
I sao do mais prompto effeilo na escarlatina, febre
1 biliosa, febre amarclla. e era todas as febres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companhados de instrucrocs impressas que mos-
trara com a maior mioncioeidede a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. EetSo ga-
rantidos de falsificacao por s haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Lrile
&Irmao, na ruada Imperalriz n. 10, nicos
agentes em rernarabuco.
EscraTos fgido?.
Atteucio.
30,000 rs. de flfra-
INEW-YORK
O MELHOR REMEDIO COMIECIDO
liicaco.
Na noite de
6 do crreme tugio um escravo do
I)r. Joao da Silva Ramos, de sua cusa da roa No-
r i a- 01ua' lern os sjgnaes seguintes cabra nlm
Contra consiipacocs, tcteruia.affeccoesdo figado, -'ecco do corpo. cabellos carapinhos, ptraat un
febres biliosas, clicas, tndigestoes tanto selladas, e alguma cousa abertas Deeran
enxaquecas | des e grossos, dedos dos rs um pouc'o abcifns
Uemorrhoidas. diarrha, doencas da ^" lodSs denles da frente, sera cii-alrizr-s d
Em casado Schafleillin & C, ra da Cruz n.
33, vende-se um grande e variado sortimento de
relogios ae algibeira horisontaes, patentes, chro- i
dorio por procos razoaveis.
Altenco
Vende se na ra da Cruz n. 48, i;
Brilhantes de todos os tamanhos.
ELOGIOS.
*t
etim a 123?, ditos de alpaka muito
I nna a G?, ditos francezes obrecasacados a 12
I ditos de panno fino a 20, 259, e 30, sobre-
| casacas francezas muilo bem feitas a 35, cal-
Xa ra do Queimado n. 55 de- !J!eit8i d,a m-ais fina coseraira a 108 dilas de
sera segundo.
e lambemtrancellins e cadeias para os raesmos,
"eexcellente tosto.
Loja das seis porlas em
frente do Lhramenfio.
U-! i ------., ------ v ,1- I ------------v vanuilll CKUld u +. Ulitis
frm to lr BAko^A ^..^ i Sla0 por Pre5 commodo, um grande i ^"iP"" Preta a **< ils de brira parto a 3$,
irOIlie dO SObradO nOVO, lo- sorumenio de colletes de casemira a 5, diins hJ a_mis,8J,S*!!ca8 de coree a S ditas d
ia e Silva tpm|MrTto, T10' de lapele dessl0'<> fores-:Clleles Venido oV. d..S
Id B ou\ a, ICLTl apurado a 2, ditos de borracha a 2500, cha-1 0Hsor'imenlo de roupa feita, qne vende-
T OS Seguintes Posdecaslormuilosuperiores a 16, ditos de se- J1"^1
i-vn {\t*n\nfai\rxa-''.?' d melr|0'cs que tem vindo ao mercado a 10. /k|<| Ana nnjn HAnlnn Aan
freiile do Livramento.
ja de miudezas de Jos deTlFnf5 ^kw^^7^m ^\^^^^^^t^
Azevedo Maia
para vende
artigOS abJXO declarados :ll!2JT mfno''e1s,lue,era vindo ao mercado al o,
daos de sol. inglezes a 10^, ditos muitos bons a
125? ditos francezes a 855, ditos grandes de pan-
no a 4, um completo sortimento de gollinhas e
manguitos, tiras bordadas, e entre meios muito
proprio para collerinhos de meninos e travessei-
ros por preco commodo, camisas bordadas que
servera para batisado de criancas e para passeio
a 8?, 10 e 12$, ricos lencos de cambraia da
a | linho bordados para senhoras, ditos lisos para
, hornera por prec,o commodo, saias bordadas a
, 3S500, ditas muito fioas a 69. Ainda tem um
?n. n?r0f, 08am,i,,flD0' a600rs rtSlinho de chales de toauim a 30, corles de lino, fw de co/esun ,20 rs- di'^com bico a
-tos para fazer o cabello corredio, a I vestido de seda de cores muilo lindas e superio- no?te 3'Ja esl oberln 9 horas da
res qualidades a 1003?, que j se venderam a I7rvlr>. ^ C
150, capotinhos pretos e manteletes pretosde V tIS 001*161 tal S
ricos gostos a 20, 255? e 305?, os mais superio-1 vendem rwa 1
m ftf rf.nnr "",i, "n" : S?*2^2?. ;.ff
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar- Para'z n. 16, casa pintada de amarello.
tas, adamascadas, muito superiores a 55?, dilas! J-~.Ye?ese a casa_ lerrea com solo
taixas de agulhas francezas a 120 rs.
Sapalosdc tranca de algodo a 1200.
Ditos de laa s 1600.
CartOcsdealQnetes finos a 100 rs.
Espelhos de columnas, madeirn branca, a 1!00.
Ditos dito de Jacaranda, algGOO:
Phosphoros em caixas de folha a 120 rs.
I'rascos de macass perol*, a 200 rs.
Tacas e garfos muito finos, duzia 3500.
Lartocs dd clcheles do superior qualidade.
Caixas clcheles batidos, a 60 rs.
Caixa de obreias muito novas, a 40 rs.
Frascos de oleo
Ditos di
1000
Sapatos de la pan criangas, a 200 rs.
Tares de meias cruas para meninos, a 160 rs.
*i do luvas de cores fio de Escossia. a
320 rs. '
Pares de meias para mininos, a 240.
Matos de grampos muilo bons a 40 rs.
Aguihciros de raarfim a 160 rs.
Caivetes do aparar pennas a 100 rs.
Grvalas de seda muilo finas, a 600 rs.
Thesouras de costura multo Unas, a 500 rs.
Ditos para unhas idem, a 500 rs.
Franja de laa para vestidos, peca a 1000.
Macos de tranca de la muilo fine, a 500 rs.
i-niJ? seda para enfee de vestidos, peca
Vende-se nma cartera de louro, nova e in-
yernisada : no paleo do Terso n. 28, defronte da
fabrica de charutos.
Ilivel para curar escrophulas, cancros, rheumatis-
! mo, enfermidadesdo figado, dyspepsia, dcbilida-
,dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio, i
ulceras e ertifroos que resultara
sangue.
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, d
Vende-se emeasj de Saunders Brothers & cado New York, aegam-se obr
C.praca do Corpo Santo, relogios do afama o resdeitavel publico para deseo
skell. por pregos conmodos, jlenues imiiajoes da Salsa Fairilha de Bristo
que hoje se vende neste imperio, declarando a
todos que sao ellesos nicos proprietarios da re-
ceia do Dr. Bristol ,lendo-lhe comprado no an-
no de 1856.
I Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
; direito de fabricar a salsa parrilhadeBristol, por-
| que o segredo de sua preparaca acha-se somen-
I le era poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos cora desaprecia veis corabi-
I najes de drogas perniciosas,as pessoas que qui-
zerem comprar o verdadeiro deven bem observar
os seguintes sgnaes, sem os quaes qualquer ou-
tra preparaca falsa;
1* O envoltorio de fora est gravado de um la-
do sob urna chapa de ac, trazendo ao p as se-
guintes palavras :
D. T. LANMAM & KEMP
SOL AGENTS
N. 69 WATER STREET.
2S O mesmo do outro lado lm um rotulo era
papel azul claro cera a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3" Sobre a rolh acha-se o retrato e firma
do inventor C. C. Bristol em papel cor de rosa.
" Que as direeses juntas cada garrafa
B.emedio sem igual, sendo reconhecidos pelos
mdicos, os mais mnenles como remedio infal-: Pel,e n'upcGes.e todas as enfermidades. ', ^lt' r?'co,MPrido. cabeea secra, olhos re-
7j,0U0 caixas deste remedio consommem-se de baiano e fumador ; este cabr foi ccraVn
annualmenlel! Sr. Simplicio CavaL-anli de AlbuqueVque, do
Ucuicilio da natureza r,l!!,q.ue,_d?.ndo fu"ira Pa" esta cidade, oi.de
para resguardar-se da humidade. | Fugio'no da 19 d"e junho'prximo passado,
sao agradaves ao paladar, seguras e eflcazes d?_en8cnho Bom Successo do termo do Seii-
nhaem, o escravo Daniel, preto fula, crioulo, do
fmsua operagao, um remedio poderoso para a dade 20
Juventude, puberdade e velhrce. Co. bem
Roupa feita barata,
Paletots saceos de casemira escura a 4:>,
ditos
fuslo
cilos de
pn.'la e de
mple-
se por
annos, poucomais ou menos, alto, sec-
- fo, bem espigado, cabeea pequea, feices regu-
i-ea-se o lolhelo que acompanba cada caixa, lare. bem feito de corpo, ps e raaos seccae e
pelo qual se ficar conbecendo as muitas curas
milagrosas que tem effeclusdo. D. T. Lanman
& Kemp, droguistas por alacado em iN'ew York,
s5o os nicos fabricantes e proprietarios.
AcJiam-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra Alfandegan. 89,
Bahia, Germano & C., ra Julio n. 2.
bem fetas. Esle escravo procurou ao Sr. P. V,
Huletrou, rendeiro do engenho S. Joao do CaLo,
para o comprar, e naoquerendo o dono vnde-
lo, mandou busca-lo, e nachegada dos portado-
res, c escravo desappareccu ; julga-se que an-
dar o dito escravo ras visinhancas da villa do
Cabo, ou do mesmo engenho S. Joo, ou do en-
genho Barbalho, onde tem muitos corihcride?,
pois que frcquenlava efses lugares quando foi co
Sr. Jos6 Xavier da Rocha Wauderley, hoje mo-
rador no engenho Serrara : Pede-so" as autori-
Covado a 200 rs.
Chitas francezas largas de bonitos goslcs a 200
hI'h-,0!^ 0,d!ases,rei,a'' padr5es airmlacao
de laazinhas a 160 rs. o covado, cassas de lpi-
cos brancos e de cores a 210 o covado. meias
mla!nTn'ras e meniuos a 2-i0 o par. chales de
merm estampados com barra a 2-S, lencos bnn-
de
Bloeda
propnas de engenho e para o que foram feitas e *o Sr. Manoel Alves Ferreira, na ra d
quaesquer oulros servicospor pesados que se- n. 3, segundo andar.
jaro, trabalham com urna ou mais juntas de bois,' Fugiram do engenho Cana-Braba, e,u
carregam muilo bem 25 a 30 saceos com assu- outubro de 1659,os escravos sesuintes Claudinn
^!'," Paran8 ?rsl,5 das Cinco Ponlas fabra" all- bom rorP ^> "di. Poca L "l
conauzrero para n i"' = a~.\.. -a -i____t_
era 22 do
i ^ Cinco Pontas n. 45, que rendo
na ra
parroslo de linho al, chitas francezas de su- i 3S forefre da Mr? 2m rendn rusdmenle
ffior.,B,i* ITTcomo *~-iaS,? ^^JSSris-::
200, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas >m 0 Lima {agento da Parahibaln) Forte
ao Mattos, que tem os competentes poderes de
casemiras para calSa, colleles e palitots a 4$ o co-
lado, e um completo sortimento de outras fazen-
seus donos para a negociar.
No sitio de Antonio Leal de Barros,
das, a ludo se vende por preco barato; e q"u nao rada de" "oo Femendw YeS.? fiZVuS:
e possivel aqu se poder mencionar nem a quarta 16ulnh.lem muilo bom capim para se vender e
parte dellas, no entanto os freguezes cheeando e ",anda'se iueQ> auizer: nn mi.Bmr
querendo comprar nao irao sem fazenda. ] vende"
capado
quem quizer : no mesmo sitio
muilo gordo e grande para se
tem urna phenix semelhante a que vai cima do
presente annuncio.
BEPOSITOS.
Rio de Janeiro ra da Alfandega n. 89.
Bahia Germano & C. ra Julio n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de I. Soum
C-, ra da Cruz n 22.
Fitas envelas para
cinto.
Vendem-se na ra do Crespo n. 7, loja de miu-
dezas.
Fitas para bouquet
Vendem-se na ra do Crespo n. 7, loja do
miudezas.
1,i,pabm0Sfd-e A0CCa com ?aDD0 e torne'ra. i rosto, coze e engomma soflrivcl, e enlende tam-
n resfnadores propnos para alguma bem de cozinha, lem de idade 22 a 25 annos
r,f,m* fQe- quira u,ar f6ra desla Provincia al- quem os pegar lore-os ao dito engenho, ou nesla
guma labnca de sabao em ponto pequeo ; ad-. prac.i, ra da Cadcia do Becife n. 48. esrripto-
vertc-se que ludo anda est era perfeito estado : rio de Belarmino do Bcgo Barros, que se gralifi-
quem pretender, dinja-se a ra do Brum n. 44, cara generosamente.
a tratar com Francisco Jos de Alencar.
Vende-se doze cadeiras de Jacaranda e tres
bancas de amarlello, eduas grades para janelas,
tudo em bom estado, por diminuto preco: na ra
da Cruz n. 21.
Borzeguins
45- Rua Direita 45
6,000.
Novaremessa de borzeguins dem-
cratas puros, pequea.
Na serrara de Jos Ignacio Avills, "na rua
nova de Santa Riu, ha 100 eixos de sicupira para
vender, propnos para embarcar para fra do im-
perio ; lambem ha urna porco grande de enxa-
meis de qualidade de 22 a 26 palmos, proprios
para travesar ou coberta de casa.
No dia 12 do correntc fugio da padaria da
rua das Cinco Ponas defronte da matriz nova da
freguezia de S. Jos, o preto Pedro, de nacao
que representa ter 40 annos, estatura regular*
magro, barba no queixo com alguns cabellos
brancos, com falta de dous denles de um lado
da parle de cima ; levou chapeo de feltro usado
copa baixa, paletot de brim escuro, calca de ca-
semira branca usada, falla muito explicado. Esto
escravo foi arrematado em 21 de julho, em pra-
ca publica pelo Illm. Sr. juiz dos feiios da fazen-
da interino, por execucao contra o senhor do en-
genho Paulista, a quem pertenciao dito escravo ;
consta que tem andado era Apipucos nos arra-
baldes dos sitios do Illm. Sr. lente coronel
Carneiro Monteiro, ou major Maia, ou no sitio do
Illm. Sr. depositario Ferreira, aonde passou a
fesla. Pedc-sc s autoridades policiaes corpo de
pedestres e caples de campo a captura do men-
cionado escravo, levando-o mencionada pada-
ria ou a seu seu senhor Joaquim da Silva Lopes
na travessa da Madre de Dos n. 18.


(8)
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUABTA FEIRA 22 DE AGOSTO DE 1860.
Litteratura.
como poder. Logo o pensauenio, era que elle
so reproduz egualmente potencia, possuindo a
faculdade de reproduzir-se. Mas este s pode
reproduzir-se no sor e era virlude do ser que o
produzio. Logo 6 o mesmo ser que so reproduz
em seu pensaraenlo, e que reproduz era si pro-
prio seu pensamento, conformando-se com osle.
E' nssira como ello so conhece como intelligencia
reproduzindo-sc em seu pensamento, do mesrao
modo conhece-se como potencia reproduziudo
Damos a introduccio de ura livro muilo conhe-
cido na Allemanha :Da philosophia do direito,
concebida no ponto de vista christo, pelo bario
Ernesto de Moy de Sons, reitor magnifico da uni-
versidado do lnspruck.
Nao precisamos recomraendar as paginas, que
se \io 1er ; o nome do autor b.isla para recom-
mnnda-lse. Ellas victoriosamente respondem
| iclles, que pretenden que a sciencia ratliolica 'seu pensamento em sou proprio ser, isto con-
naia lora a oppor todas as philosophias do di- | formando-sc cora o seu pensamento. Esta de-
reilo qua o racionalismo creou na Allemanha. terminago do ser por seu pensaraenlo o que
Cuiihccemos soraeute esta introdueco, o londo-a chamamos vontade.
cono'Vr-se-ha que senlimos que loJa a obra nao '-' Pr esla dupla reprodcelo de si proprio
esleja iraduzda em francez ; porquanlo ser-nos- .como intelligencia e como vontade que o ser ab-
Jiiadeum auxilio poderoso para animar eai Eran- 'soluto lera consciencia perfeita de si mesmo, c
'.a os esludos theoricos do direito. 1ue 6 a vcrdade absoluta e indefeclivel, que ne-
I nhuma corilradio.ao
ser, podemos ctioir esta ultima : o complexodas
condiges da vida.
Estas condiges sao naluralmento diversas pira
acreatura e para o Creador, visto a infinita dis-
tancia que ha entre o ser absoluto e o sercon-
tagente ; no entinto ellas tem para a creatura
sua base e razio no proprio ser divino e sao a
consequencia do principio que nos revelado do
dogma da divina Trindade.
Este principio i o da unidade nos funecoes di-
versas e entre os orgos e representantes essen-
cialmente destnelos do mesmo ser.
Tara conheccr-se e po3suir-se, ura ser qual-
quer deve fazer acto de conhecimenlo e de von-
tade, e para fazer e3tes actos necessario que
elle lenha nao s as faculdades requeridas, mas
ainda que se torne orgo proprio para cada ura
destes actos aqui nasrem outros tantos or-
gos diversos, nos quaes convm que o ser se
Je n'ai pas le talent d'trc nnuraa coniraurao admilte. Ora, 6 a subsisten-
cias pour ceux qui no veu- cia nos tres termos simultneos do ser, da intet- j desenvoiva, e para que elle se conheca e possua-
lent pasare J^ J- ligencia e da vontade, que constilue o que cha- se por seu intermedio, necessario que elle este-
Por conseguinte, a verdade ja presente lodo inleiro em cada ura desses or-
1."
ruamos urna pessoa.
Da philoso'phia em geral. absoluta necessariaraento ura ser pessoal, reu-
Costuma-se considerar a philosophia como ri-!n'ndo em si debaixo da trplice acc.epcao do ser,
val c autagon isla natural da religio. Esta ma- | da intelligencia e-da vontade estes tres elementos
gaos e desses actos.
Aqui est o mystcrio da pida; por que reco-
nhecendo a necessidade dete desenvolvimento
ueira de ver, p orra, justa e fundada na antigui- da personalidade, que nelle sao inseparaveis um do ser e de sua accao sobro si proprio, -no3 ira-
dade pagaa, um grave erro no christianismo ; do 0lllr0-
e para comprehende-lo, basta considerar a idea, > Provado isto, fcil conceber que a verdade
que a palavra philosophia exprime. absoluta, o ser por excellencia, nao pode cahir
Philosophia quer dizer amor da sabedoria. debaixo de nosso conhecimenlo como um objecto
O.a, chamarnos sabio aquelle que conhece o pra- .inerte, que subraeltesseraos examo o investiga-
tica o bem, nao o bem era geral, mas o que coes como bem quizessemos. Ao contrario
bem para elle era particular, de sorlc que nelle evidente que ella s pode ser por nos conhecida
cucoiitra a satisfago. E' pois a philosophia o tanto quanto bem o quer. e que nos mesmos so-
amor e a indagado do bem, conforme dado a mos predisposlos a receber a impressio dessa
cada um attingi-lo ; e nesto sentido todo n ho- unidade, que sua essencia. E' finalmente evi-
niera que peusa philosopho e deve s-lo, por- denle que para fazer-se conhecer de nos nao
quanto ningucm ha, que nao queira a felicidado, basta que falle nossa imaginaro pelos senti-
e nao procure conhecer o bem que lh'a poder dos, mas c necessario ainda que falle nossa in-
trazer. O philosopho s se distingue do commum lelligencia pela palavra o ao nosso corago pela
dos liomens em que, pondo de parte as illuses o [ graca.
desprezando os falsos bens, vai directamente ; Desde ento nada seria raais contrario phi-
iudagaC&O do bem por excellencia, do bem essen-: losophia, do que limilar-se na inda^aco de ver-
cial, o qual, salisfazendo-lhe egualmente a inlel- dade suprema s percepcocs dos sentidos e ob-
ligencia e o corago, deve supprir-lhe lodos os servaco de nos mesmos no que se chama tactos
bens secundarios. de consciencia. E' do anlemo excluir essa uni-
Elle nao pode buscar este bem supremo na sa-; dade, que nossa alma aspira, o cuja necessida-
sCac&O da intelligencia smente, porque a scien-: de o verdadeiro motivo que nos impeli phi-
cia, a nao abandonar-nos s voluptuosidades do losophia. Nao exislindo esta unidade em nos
orgalho, quo exicnuam o corago sem satisfazo- \ nem no mundo 6 iuipossivcl elevarmo-nos ella ; reito.
lo, s lem atlraclivos para nos emquanlo forne- i c-m nossas eoncepedes, menos que nao sejamos
ce-nos os meios de satisfazer os desojos do cora- esclarecidos pela palavra da revelaco e predis-
ro ; nem ainda poderla ser elle encontrado nos poslos pela graca.
gozos dos sentidos, visto como estes gozos longo Ha antiguidade pagaa servia a philosophia para
de trazercm a salisfacao do coracao, ao contrario revelar a falsidade e insuficiencia das religioes,
prolongando-so produzein nicamente o desgoslo. 1uc liomcm se tinha forjado. No christianis-
slo procede de que sendo os sentidos ira meio "lo, porm, a religiao, quem nos raostra a fal-
de conhecer elles teem tambem por objecto a sidade e insufficiencia das philosophias que o es-
xerdo.de, do sorto que enganam o coraco o o ; pinto humano susceptivel de produzir, con-
trahem, quando, em vez de eleva-lo pelo prazer liando-se somenle em suas proprias torgas.
possivel explicar o modo dtlle. E' apenas evi-
dente que esla acgo que a propria vida impli-
ca : 1 a existencia c a distii.cc.5o constante dos
orgos, que lhe sao proprios : 2o urna communi-
cago constante e iutima destes orgaos entre si.
Isto forma urna troca perpetua de prestages o
servigos entre os orgaos do mesmo sor.
E' cora a condigo de urna compensadlo cons-
tante e perfeila deslas prestaces e servigos en-
tre seus orgaos, que o ser integral pode conser-
var-se intacto e vivo.
Ora, esta compensago constante e perfeita de
prestaces e servicos entre os orgos represen-
tantes de um ser pessoal, tal como necessa-
ria sua vida commum, constituo o que chama-
mos juslica.
E a distinecao constante destes orgos c o
constante curaprimento de suas fuoccoes pela ac-
lividade do cada ura o cooperaco dos outros,
constilue o que chamamos ordem.
Da applicaco destes dous principios, da or-
dem e da jusliga, vida commum ou so-
cial dos horneas, resulla o que chamamos di-
dadtts que presidirain formaeao de suas socie-
dades respectivas ; e sao os representantes de
Deus as sociedades que teem por base imme-
diata as necessidades universaes da natureza hu-
mana, e que sao por conseguinte a realisago de
urna idea divina.
Como laes, e era virtude das prop rias noces-
sidades, que elles sio destinados a satisfazer,
exercem sobro os merabros das sociedades for-
madas ou mantidas por elles ura poder indis-
pcnsavel e irrccusavel, e imprimem & essas so-
ciedades seu lypo e carador particular. For-
mam-as sua imagem ; o oxercicio conslanto e
regular desle poder couslitue a ordem dessas di-
versas sociedades ; o este oxercicio regulado
pelo fira que a communidado c destinada a ob-
ler, o pelo carcter particular da autoridade que
ella preside ; e effeclua-se pelo concurso das
vonlades,do diere e dos membros para a con-
secugo desle fim o a manutengo deste ca-
rcter.
Este concurso, porra, depende da applicago
do principio de Juslica aos servigos e prestaces
queochefe eos membros devem reciprocamente
prestar-so para este effeito. Porque sendo estas
sociodadescomposlas de pessoas que se deter-
minara por sua propria vontade, c a vontade
tendo necessariamenle por fim a satisfago da
pessoa que a exerce, evidente que um con-
curso de vonlades s pode obler-se, encon-
trando nelle cada participo do sua salisfacao. Esla
satisfago, somenle, pode ser de duas especies :
pode consistir em evitar um mal que se teme,
ou em obter um bem que so deseja ; de sorte
que o concurso das vonlades de que depende a
operago social, pode obler-se por dous modos,
ou pela ameaga de um mal a evitar, ou pola
promessa de ura bem a obter.
I Entretanto a ordem ea juslica se suppondo re.
ciprocamente, segundo a le da vida, urna amea-
ga ou urna promessa, um mal inflingido ou um
bem procurado, quo seriara urna desordem, se-
nam ao mesmo lempo urna injustica ; e seriam
urna
sem
cial.
s rogies da intelligencia e lorna-lo apto para
partilhar os gozos do espirito, ao contrario obs-
curecem-o, arraslando-o para a materia.
Tendo nossa alma a dupla faculdade c a jupia
necessidade de conhecer e amar, evidente que
ella s pode ser salisfeita quando forem tambem
etas duas faculdades. E nao podendo dividir-se,
S 2-
Do direito em geral.
Pelo que acabamos de ver, o Ser supremo, a
verdade por excellencia, necessariamenle o por
sua propria essencia um ser ternario. Bem sei
que este termo que sou obrigado a fabricar, nao
francez ; mas impossivel exprimir-me de ou-
cm
por isso que urna e indisivel, nao poderia has- lra modo.m em tres pessoas subsistindo si-
tar-lhc satisfazer ora a intelligencia, ora o cora- i mullaneamente, em cada urna das percepcocs do
rao, mas convm que estas duas faculdades sejam sf oa do poder, da inlelligcncia e da vontade,
simultneamente salisfeilas pelo conhecimenlo ; suDsisiindo nestes tres elementos de personalida-
do que ella ama, c pela amabilidade do que co- Je, que nelle sao inseparaveis umdo oulro.
nlicce. Ora, isto s possivel.se a verdade que
E' isto urna verdade, que nunca teriamos des-
nosso espirito aspira conhecer ao mesmo lempo coberlo s pelos esforcos de nossa razo; porm
o bem, que nosso corago aspira gozar, de sorte tendo a revelago no-la ensina, nos concebemos
que o objecto de nosso conhecimenlo e o de nos- j sua necessidade.
so amor nao faram raais do que um como nossa ] Esta ternaridade a propria lei do ser porex-
por ella elle o que a verdade e a
intelligencia e nosso corago. E' bastante dizer
que este objecto s pode ser um ser pessoal...
Approfundemos agora a sigtiificaro da palavra
verdade, lomada no sentido objectivo e absoluto
para vermos se deve ser assim com effeito.
A verdade o que 6 tanto quanto conhecido.
A verdade no sentido absoluto, porlanto, o ser
absoluto conhecido de um modo absoluto. A
idea da verdade implica necessariamenle estes
dous termos : o ser c o conhecimenlo do ser.
O ser -s verdade quando conhecido, e o co-
nhecimenlo s c verdadeiro quando adequado
ao ser. Nao pode conceber-se a idea do ser ab-
soluto sera este conhecimenlo, porque existindo
o pensamento, est elle comprehendido no ser,
forma um dos seus elementos essenciaes, c, por
isso que comprehendido no ser, nao pode ser
milis ampio do quo elle. E nao pode ser menor,
cellencia
vida, absoluto, infinito, sem limites de lempo
nem de esp3ro. Porm havendo urna lei do ser,
que provm de sua propria essencia, facil con-
ceber que Deus dando exislencia crea lura
nao pode dispensa-la desta lei do ser; que
pelo contrario communicando-lhc o ser era um
cerlo grao leve de communicar-lhe tambem a lei
no mesmo lempo e no mesmo grao. E' egual-
racnte fcil conceber-se que o cumprimento es-
pontaneo dessa lei da parte da creatura para
ella a condigo indispensavel da vida o da feli-
cidado. Dizemoscumprimento espontaneo, por
Assim o chamamos, porque serve para dirigir a
humauidade ao fim de sua existencia, e para man-
te-la, por as3ira dizer, era p sobre sua base, que
a vontade divina.
3.
Da origem e das fontes do direito.
A huraanidade forma um todo, umser collec-
livo, representado por individuos, que, tendo
cada um urna existencia propria com a faculdade
de pensar e de querer, sao oulras tantas pes-
soas. A existencia e a vida destes individuos
suppo a da especie, e a existencia e a vida
desta sao tambem o resultado da existencia e da
vida daquelles.
Para explicar esta mutua dependencia entre a
especie e os individuos que a compoe. neces-
sario considerar a liumaoidad'3 como o desenvol-
vimento de urna s pessoa humana, a qual, con-
tendo em si e representando a especie inteira,
cora toda a riqueza das formas e dos modos de
exislencia, que podem resultar da combinaco
de seus diversos elementos, so estende successi-
vamenle, reproduzindo, em urna quantidade in-
numeravel de pessoas semelhanlcs si mesma,
outros tantos orgos substanciaes da vida, que a
anima. Todos nos somos os representantes do
primeiro homem, e esto era o representante de
nos todos.
Temos portanto um s e o me3rao ser, cuja
vida manifcsla-se e execula-se pelo orgo dos
individuos ; nem poder-se-bia considerar o todo
sem respeito aos individuos, nem estes sem res-
peito quelles.^
Pelo contrario, dovemos considerar o todo nos
individuos, e estes no todo, devendo entretanto
distinguirmos debaixo de arabos estes pontos de
vista o quo perlence vida commum de todos e
o que constilue a vida particular de cada um.
Em lodos sao necessariamenle os mesmos os
elementos; a combinaco destes elementos e sua
a vida
da sociedade eos resultados que ella produz para
os seus membros. Pode ser ella conhecida sem
ser roantida, e ento como se nao existisse.
Ora, dependem da vontade do? homens esta ma-
nutengo e a extensao, na qual tem lugar. Lo-
go, esta vontade quem flxa o direito c d-llie
urna existencia real na sociedade: ella quem
constilue a verdadeim fonle do direito.
Entretanto nao ser a vontade solada dos n-
ral, da vida natural ou sobre-natural, e do di-
reito que & ella se refere, este muda de significa-
gao e de extensao. Com relacao s condiges da
vida physica. o direito natural aquelle, que os
Komanos chamavam mais particularmente com
este nome. ( u quod natura omnia animalia
docuU ) Com relagao ao uso da liberdade, que
e o apanagio da creatura intelligenle, o direito
natural aquelle, que a razo natural ( naluralis
ratto } nos ensina, que forma a base uniforme
das instituirnos particulares das diflerontes na-
aividuos, que produzr essa cnagao de urna re- | coes, e que os Romanos chamavam por isso di-
gra commum c cfficaz para lodos, mas, somenle |rcit0 das Kpnles. Cora relagao emflm vida so-
a ur.io e o concurso de suas vontades em um !?5f"fi""1^___^^?= _"?ifral _cmplexo das
acto do vontade social. Ora, um tal aclo sup-
po a existencia da sociedade, o esla existencia
suppe orgos, que a produzem, islo autori-
dades.
Causar a adrairago esta proposigo, que ten-
de a destruir todas as ideas em voga sobre a ori-
gem e natureza das sociedades. Deremos por
conseguinte explicar-nos ; c o raais curio cami-
nho ser proceder por va da demonstraco.
Ninguem haver que negu, que o homem,
casando-se e tendo ilhos, quem funda a fami-
lia
condicoes de communicago com Deus, que re-
sullam para o homem de sua propria natureza,
como creatura intelligenle c livre, e das conse-
qiioiuias do peccado. E' o lado humano da so-
ciedade religiosa.
Este direito natural chama-se tambem direito
divino, porque lem efTectivamnnte sua fonte im-
mediata na vontade do Creador, e existe inde-
pendenlemenlo da vontade humana. Nossa ra-
zo natural np-lo faz conhecer, e basta que o
homem o conhega para ser obrigado confor-
marle com elle. Elle a base e de alguma sor-
te a fonle do direito positivo. Mas ao lado deste
direito divino natural, ha e seroprc houve um
que Jess Christo Nosso Senhor, escoll.endo I Kff, PsIko, conlendo as prescrip-
dUoinni.v! QM.flj. ii T iCes da vontade divina com relacao vida eter-
oscipnlos e confiando-lhes a missao de ensinar na, aproprladas s rircumslancias particulares,
as naces, com o poder de perdoar os peccados e nas quaes a huraanidade acha-se collocada no
celebrar o Santo Sacrificio, foi quem fundou a
egroja ; que Clovis finalmente, submettendo os
Gaulezes e subjugando os Allemes, os Borgui-
nhes, e os Visigodos, foi quem fundou o reino
dos Francos.'
Convir-sc-ha tambem em que sobre a atonda.
de do pai quelrcpotisa a familia, sobre a de Jess
Christo, que repousa a egreja, c sobre a do sobe-
rano que repousa o estado; de sorte que estas
sociedades cessam de existir, ou mudam de na-
, _., .'. q,,a1d0 a fondado daquelle que coes da felicidade futura dessa vida sejam da-
lempo.
Para comprehender a necessidade de seme-
Ihanle lei, basta lembrar duas cousas : primei-
rarnente, que formando a humanidade ura toJo
e sendo a existencia do individuo inseparavel da
especie, pode, sem duvida, succeder que o indi-
viduo perca-se por sua nica voniade ; mas
impossivel que elle entre na posse da felicidade,
sem que a especie inteira esleja nas condiges
exigidas para isso : em segundo lugar, que, tra-
lando-se de urna vida futura e dcsconhecida, da
qual, entretanto, a presente o comego e por as-
sim dizer a inlroducgo, convm que as condl-
fundou-as deixa de ser reconhecida, e quando
obedecem urna lei diversa da sua. Islo prova
que o poder productor das sociedades, quem
constilue ao mesmo lempo a base e a fonte da
autoridade; que nao a vontade social quem
crea a autoridade ; mas, ao contrario esta quem
a consequencia necessaria do fim so-
desordem todas as vezes que nao fos-; produz a primeira, fundando a propria sociedade.
Islo prova que a autoridade quem faz a lei e o
direito das sociedades que ella preside. Tudo
istoc conforme com as leis do ser oda vida, laes
como as desenvolvemos mais cima.
Resulta, porm, destas mesmas leis que a au-
das c conhecidas desde o presente, d'onde resul-
ta que :
1. Necessilamos de urna lei commum relati-
vamente oulra vida, e que de um interesse
eminentemente social que essa lei seja obser-
vada ;
2. Que essa lei necessariamenle adequada ao
eslado temporario da humanidade nas difieren-
tes phases de seu desenvolvimento, deve ser-nos
revelada directamente pela palavra divina.
A solidariedade, que existe entre a humanida-
de e os individuos de que ella se compoe, tem
por consequencia necessaria urna dependencia
mutua para a vida futura, como para a vida tem-
poraria presente. Esla e aquella, portanto, sao
Este fim social nao estranho aos individuos ;
ao contrario, existe em relagao elles, e porque
fundado nas condiges indispensaveis de sua
existencia e vida pessoal. E' por isso e em ra-
zo da relagao necessaria que existe entro a vida
social e a dos individuos, que estes devem coo-
perar para o fim da sociedade, e submeller-se s
autoridades que representam-a.
A reconhecida necessidade em que se acha
urna pessoa de determinar-so de una cerla ma- I os principios de ordem e de iustica mo o' ir.iu I
noir cnnoi., n j _. ",u,-lu "- u jusva que se iraia que cnegassemos ao seu conhecimenlo pelos un
dever, e em suas relacoes de por em obra para satisfazc-las ; e porque es- | eos esforcos de nossa razo, porquanlo. ella re-
loridade, formando a sociedade e sua lei, nao 0J''C, de urna associaco e de urna lei social
obras, nem de um modo arbitrario Eila's quo elU so refere- E esla lei nos necessa-
n nno a c/i iam ,.-__ a j "menle revelada pela palavra divina, porque,
!.q, I .f;lem Poder- enl virtude das nccessi- londo por fim fazer que o homem entre em com
cura outras pessoas constilue urna obrigaco to- | tas necessidades sao geralraenle sentidas, e estes
das as vezes que desta determinago dependem principios geralmenle reconhecidos, que ella
o proprio bcmeslar moral dessa pessoa e a vida I encontra da parle dos individuos a cooperario e
obediencia, d'onde resulla o seu poder.
de sua alma.
Todas as vezes, pois, que a sociedade neces-
A lei que della emana tem por tanla, sua fon-
que sendo a existencia a manifestagao do poder relago particular consUtue "a exilen"cia'e
do ser, c justamente a espnnlaneidado dos aclos individual de cada um.
constitutivos de seu ser particular que a base
da existencia das croaluras.
Aquillo quo a materia faz por cega necessida-
porqoe implicando o ser o pensamento, onde ha de, e o animal por instincto, pela vontade de seu '
o ser, ha tambem o pensamento do ser. E' intil autor, a creatura intelligenle deve faze-lo com
(azor notar que o mesmo nao podor-se-hia dizer conhecimenlo de causa, por effeito de sua pro-
do ser finito ou contingente, visto ser da essencia
deste ultimo ser cortos respeitos e nao ser
outros.
Entretanto quem v nicamente na verdade os
dous termos do ser e do pensamento, nao tem
urna idea perfeila da verdade absoluta ; porquan-.
to, do accordo do sor com o pensamento, isto ,;da v'da da"sc mesmo que respeito da verda-
ilo accordo do ser pensante comsigo mesmo, nas- de. Assim como esla coinprehcndo os dous ter-
co a vontade. A verdade absoluta por conse- mos simultneos do ser, e seu conheciraeiito (o
guinte ao mesmo lempo a vontade absoluta. pensamento produzido polo ser), da mesma sor-
J fizemos notar que, sem a correspondencia ', te a vida implica o accordo do poder com ofen-
do ser com o pensaraenlo, nao existira a verda- smenlo na vontade ; e desde que ha separaco
Sendo os individuas pessoas, os elementos
communs entre elles sao justamente os da vida
pessoal, saber : o poder productor, a intelli-
gencia e a vontade.
Ora, a maravilhosa relacao que existe entre o
pria vontade. Esta para ella a condigo da | individuo e a especie, e em virlude da qual a
vida, porque o que constilue seu ser particular
justamente a faculdode de delerminar-se confor-
me seu proprio pensamento.
Eis por quo relativamente ao homem convm
distinguir entre existencia e vida. A' respeito
de, nem no ser, visto como nao seria elle conhe-
cido, nem no pensamento, porque seria sem rca-
lidadc.
destes dous elementos, quando nao ha raais por
efieito da vontade reciprocidade entre elles, e por
conseguinte o pensamento tica sem poder e o
Porlanto, o ser absoluto ao mesmo lempo a j poder sem pensamento, a creatura deixa de ter
intelligencia absoluta,um ser conhecendo si
proprio, urna intelligencia, que conhece seu pro-
prio ser. E' pois ura ser que se reproduz no
pensamento. E' assim que elle tem conhecimen-
to de si; assim reproduzindo-sc, manifesta-se
FOLIIETjOI
E
urna vida propria, mora, sem por isso deixar
de existir. Donde sosegu que o homem s vi-
ve quando est na verdade, e quando esta adia-
se nelle.
Resultando a vida do cumprimento da lei do
vida do individuo bascada no elemento com-
mum, entretanto quo esta apenas o resultado
da vida individual, esta relagao exige que os in-
dividuos para manterera e desenvolveren sua
propria existencia individual, cnlrelenham sem
cessar entre si urna triplico coramuoidade de pro-
duego, de pensamento c de vontade.
la, portanto, necessariamento entre os ho-
mens, cima dos individuos, urna vida commum
de produeco, de pensamento ou intelligencia, e
da vontade ; e esta vida commum necessaria-
menle lem seus orgos particulares que conser-
'am e representam a coramunidade.
Estes orgos sao o que chamamos aittori-
dades.
E assim os chamamos, porque elles sao ou
representara os autores das diferentes socieda-
des, por meio das quaes lom lugar a communi-
dade.
Elles obram era virtude da idea e das necessi-
sita do concurso do individuo para manter-se, I te aor.de sao bebidas as noges de ordem e justi-
este concurso um dever, urna obrigaco do in- ca, que ella tem a misso de por em obra ; e es-
dividuo para com a sociedade, porque esta j ta lei nicamente tem vigor em quanto estas
por assim dizer, a raiz, donde elle lira sua sei- mesmas noces garanten] auioridado a coope-
va
se
ser.
Esla obrigaco, na verdade, limitada o cir-
cunscripta pelo fim e natureza da mesma socie-
sulia nao de nossa natureza, mas da sabedoria o
misericordia divinas.
Entretanto, esle direito positivo forma, por as-
sim dizer, o ncleo, em torno do qual deve vir
gruaar-sc e coordenar-se o systcma inleiro do
direito humano ; porquanto, como mui bem di-
zia ainda ha pouco M. Ch Sainte-Foi :
Tendo Deus creado o homem para um fim
sobrenatural, estabclcceu entre a ordem da na-
tureza c a da graga urna certa harmona, d'ondo
resulta que a primeira refere-se inleiramenlc
esta corresponde todas as necessi-
itos e vacuos daquella. Tudo no ho-
ario existencia da sociedade. pode ob- cTA.^^
ter-se de differentes maneiras : ou pela iniciali- escolhidos, que a coroago das obras sobrena-
va da autoridade com o asscntamenlo de seus su-1 'uraes dc_Dcus. Bem poda elle crear o homem
, e porque elle nao p. desprezo si proprio, c destrua sua razo de qUal ella preside. Ora, esle ultimo resultado, I dades- df?foi
p f l mom o fura
dade. Em primeiro lugar elle nao pode exigir o bordinados, ou pelo espontaneo movimento des-' Para,um fim puramente natural, e conceder-lhe
que for contrario salvago da alma ; alm de I les ullimos para
que nao traia-se do que o individuo loria a fa- autoridade.
zer positivamente pelo bem o satisfago de sua
alma, mas nicamente do que (em vista deste
bem) elle nao poderia recusar sociedade, afim
de que ella exista e possa existir em seu seio :
cm segundo lugar, tratando-se da sociedade, con-
vm que seja urna necessidade commum c reci-
proca, e tralando-S8 de um dever social, con-
vm que esta necessidade seja conhecida por lo-
dos aquelles quera ella diz respeito, e recipro-
camente admitlida, de modo que possa ser reci-
procamente invocada.
Esta obrigago, porm, nao c menos inherente
vida intima de cada um.
o fim social, com a sancro da
var-te-hei esta reserva hoje au arnanha.... Pa-
Se recusares,
o consegui-o. E agora deixa-me dizer, que obras-
te mal em te purs ao fresco sem daros parte aos I gar-mc-ha quando quizeres..
amigos. O que tinha feilo eu para que l e tua direi que nao s roeu amigo,
sobrinha se privassem da minha companhia ? Se Sabrelache apertou affectuosamente
eu tinha dito algumas asneiras, deviara ralhar | de Patarata, dizendo-Ihe:
as ruaos
POR
PAULO DE KOCK.
\\x
O lempo muda.
(Continuaco.)
L'm quarto de hora depois, eslava Sabrelache
cm urna pora larga c serrava raadeira com tan-
to ardor que o seu companheiroque tambera ser-
rava, disse-lhe muitas vezes :
Descanse um bocadinho Olhe que est
alagado Nao necessario niatar-se....
__ Isto nao nada I Tenho calor, mas nao es-
tou causado.
Ao anoiteccr, ainda eslava o soldado muito
animado no seu Irabalho e nem se quer deilava
os olhos para a ra, apezar da porta estar aberta
de par em par ; de repente ouvio-se uina excla-
marlo, e urna voz bem conhecida do veterano
pronunciou estas palavras :
Ser possivel! Sabretache a serrar madeira !
Sabrelache ergneu os olhos e deu com o Pata-
rata, que ficra estupefacto.
Sou cu l Ento o que que tanto te admi-
ra ? respondeu o veterano filando a vista no en-
marada. Estou a serrar madeira, por que nao te-
nho oulro trabalho, e preciso ganhar dinheiro
para viver, mas ganha-lo honrosamente. Achas
peior serrar madeira do que pregar papel e fazer
caixas de rap?
Eu I quero disse isso? Apenas acho esle
trabalho um tanto pesado. A prova que ests
lavado em suor, apezar de fazer fri. E ver-te
assim, camarada, a t que nao ests acostumada
a estas cousas, olha, fez-me .nal I
Dizendo estas palavras, Patarata virou a cara
epassou seoslas da mi pelos olhos. Sabrela-
che bateu-lhe divagarinho no hombro, depois
eslendeu-lhe a mo. O seu camarada apertou-a
murmurando :
Emfim, o principal era que dsse comligo
comigo. Mas safarem-se assim, sem mais cere-
monia, sem parlicipaiem agente, ha quasi dous
mezes c meio, que me pareceram dez annosl Ah!
isso nao lem graca c eu eslava muito massado
comligo. Mas agora que te vejo a serrar madeira
pero-le perdi polo que disse. Yembeber comi-
go all um copito para me provares que nao ests
zangado comigo.
Nao largo o trabalho antes de acaba-lo.
Queres que cu te ajude ?
Obrigado ; o que ha quando muito para
um quarto de hora ; se quizeres ir esperar-rae
no armazcm de viuho, d'aqui ha pouco eslou
comligo.
Valeu I You esperar-te. Masvem.note
Eu bem sabia que tu eris um bom rapaz...
O quo queres fazer urna nova prova....
Ora deixa-le disso. Ac.ceilas?
Pode ser Nao digo que nao.
Eu quero um sim bem pronunciado.
E eu quero antes que ougas o que tenho
O direito, por tanto, nasceu com a humanida-
de, resulta das condigOes da vida humana; e
para as relagoes de ordem e de jusliga, que re-
sultara da propria natureza dos homens, em to-
da a parle onde elles achara-se era contacto uns
com os outros, o que a palavra para o pensa-
mento :sua expresso necessaria, indispensa-
vel. Bem como a palavra, elle um lago cssen-
cial entre os homens, e a manifeslar.ao do sua
natureza moral, da mesma maneira quo a pala-
vra, a manifestarlo de sua natureza intelli-
genle.
Entendo que nao decido aqui a queslio da ori-
gem da linguagem. Mais logo ver-se-ha que o
que digo aqui do direito, nao destrue a necessi-
dade de admillir preceitos positivamente revela-
dos. Por conseguinte, a analoga que cstabele-
go entre o direito e a palavra, nao destrue nesla
a necessidade de urna relveacio, de umensino di-
vino. Que seriam nossa intelligencia e lodo o
nosso ser moral sem o Verbo, que esclarece lodo
o homem que vem este mundo?
Convm no entanto. examinar de mais perto o
modo, por que o diroito se produz, e as origens
d'onde elle dimana.
Este movimento espontaneo dos membros de
urna sociedade para o lim social, traduziudo-se
em urna serie constante de aclos conformes en-
tre si, c que procedem do sentimento immcdialo
da regra quo deve segnir-se em certas circuns-
um dom gratuito, clevando-o ura destino mais
alto. Sua misericordia, porm, prevaleceu sua
jusliga, e o homem, cabido apenas, foi erguido
pela promessa de um redemptor e pela graca do
sacrificio de Jess Christo, cuja efficacia 'ez-se
sentir desde esse momento.
Nascemos, porlanto, no eslado sobrenatural,
e o oslado de natureza pura do facto urna pura
, chimera, ao menos para aquelles que morrena
tancas dadas, produz o costume, e esto coslu- depo. dc terem recc5;do 0 gapl8m0i ou de"?
me, obleni torga dc lei pela sancro expressa ou i de terem attingido edade da razo. Por con-
lacita da autoridade. A iniciativa da autoridade |scguinte. nao podemos, rejeitando com mi in-
cr it-i f\ .l,mi .l.i ll...i J:_.u 11 *
grata o dom de Deus, dizer-lhe
Cuardai vossa luz e vossa graga, eu sou suf-
ficienlo para mim mesmo ; posso com a minha
razo somenle conhecer meu fim e com minha
nica vontade altingi-lo.
Aquelle que despreza a razo, acrescenta a
fraqueza natural da razo a que resulla do orgu-
lho, e caho infallivelmente nos mais grosseiros
erros sobre os objectos mais simples e as verda-
de juslica, das quaes essas leis e costumes sao des mais evidentes. Aquelle que repelle a -ra-
a expresso mais ou menos completa, raais ou ''
pelo contrario, procedendo do conhecimenlo das
necessidades sociaes e dos principios dc ordem o
de jusliga, que trala-se de applicar, produz as leis
propriamente ditas.
Eis, portanto, as fonles do direito. De um la-
do, sao as leis e os costumes das sociedades exis-
tentes, e de oulro, as manifeslages da vontade
divina, onde sao bebidas as noces de ordem e
ca, accrescenta fraqueza natural da vontade, a
que provm da ingratidao para cora Dous. Em
urna palavra, o homem deve elevar-se ou anles
deixar-se elevar cima de si pela revelaco e pe-
a grara ; o, querendo permanecer no que cha-
ma sua natureza, cahe abaxo della e se minora.
Singular eslado o nosso, vislo como, para guar-
dar intacta nossa natureza, somos obrgados
transforma-la, em quanto que, sequizermos per-
manecer simplesmenle homens, tomamo-nos de-
monios ou brutos.
Esla verdade foi expressa nio menos feliz-
mente Dor M. Nicolao quando diz :
Somos cendemnados grandeza ou' ruina ;
em urna palavra, nao podemos deixar de ser
chrislos sem deixarmos de ser homens. Sup-
primi essa ordem toda de cousas celestes e ul-
teriores, que fazem conlrapezo ordem terrestre
o prsenle, e esla perde todos os seus ttulos
todos os seus lagos, todos os seus fundamentos,
e dissofve-sc ao' menor choque. E' que a vida
presente, tendo por fim preparar o reinado de
particulares de lempo e de lugar, nas quaes Deus na humanidade. toda a ordem que se refero
acna-so urna sociedade determinada, constilue o \ ella deixa do realisar-se, seno estiver em har-
que se chama direito natural. Ao contrario, I nionia com esle fim.
! chama-se direito positivo aquelle, que a aulori- | Eis porque, como diz ainda Mr. Nicolao, em
dade legislativa cstabolece na sociedade. appl-; nenhuma sociedade a ordem natural tem sido
Resultando da applicaco dos principios de or- | cando estas mesmas leis eternas, nao natureza i absolutamente independente do urna ordem so-
brenatural qualquor, na qual encontrasse seu
principio e sua sanego ; c eis porque toda a le-
gislaro humana dosaba pela base, quando deixa
de opoiar-se era urna lei divina revelada.
Ernest de Mor. )
menos fiel.
Pode-se dizer por conseguinte, que as fonles
do dire'to sao : 1." as razos, pelas quaes elle
existe ; 2., as vontades pelas quaes elle pro-
duzido.
4.
Do direito natural epositivo, divino e humano.
A vista do que acabamos de dizer, o direilo
a aruplicago das leis eternas do ser vida da
humanidade nos limites do lempo e do espar.o.
Esta applicago foi feila por Dous desde o prin-
cipio, creando o homem ccru suas necessidades
physicas, intellecluaes e moraes, que s podem
ser salisfeita pela manuteDrao da ordem e da
josliga na sociedade.
O homem, porlanto, tem a oocessidade innata
e um sentimento natoralda ordem e da juslica ;
e o que c geralmenle conforme ou contrario
estes principios, abstrahindo das circumslancias
dem e dejustira s communicacoes, de que ca- llum,na em geral, mas s circumslancias perli-
lecem as necessidades da natureza physica, intel- : eu'arcs- ,nas 1"acs a Humanidade acha-se collo-
,,,... ,. cada no lempo e no esparo,
lectual e moral do homem, o direito a regra' ..
j .. Ambos leem por fim a vida, a conservacao e a
necessaria da vida social. Do conhecimenlo e! ac,.ao regular da sociedade e dc seos membros.
manutenco desta regra dependem a exislencia Conforme, pois, se Irala da vida physica ou mo-
mo linhasdilo, mos que eu j havia adeviuhado.
Ests apaixonado por Agatha ?___
Agatha I Onde achaste essa Agatha ?
J esqueceste quo o novo nome de Ceri-
selte?...
Ah I verdade... Estou ficando idiota...
Pois, Sabretache, j que adevinhasie, eu te con-
fesso... Amo tua sobrinha... nao la sobrinha.
nao importa, amo-a assim mesrao ; mas s tenho
vistas honestas e pego-to a sua mao...
Meu rapaz, tinto nao poder dar-te urna res-
a dizer; com um homem honrado nao se posta agradavel, mas preciso quo expillas esse
fazem mysterios, por isso quo le vou fallar amor do leu corago.
seu, o levanlou-so di-
|") Vide o Diarioa. 191.
esquegas!
Apenas acabar,l vou.
Muito bem, c fallaremos de tua sobrinha,
a menina Ceriselte
Sim, fallaremos de umita cousa que tenho
a dizfr-tc.
E passa bem Ccrisetlc ?
Nao___esl doente.
Ah I Ha muito lempo ?
Desde que nos mudamos.
Com a breca Que moleslia ?
Daqui a pouco conversaremos, anda vai es-
perar por mim.
Vinte minutos depois desta conversa, Sabrela-
che senlava-sc a urna mesa em que j eslava o
Patarata, e limpava cem o lenco o suor quo lhe
escorria da testa, bebendo coni o seu camarada.
Este dizia-lhe:
Pois digo-te, Sabretache, que enlristeceu-
me vr-tea corlar madeira___Nao que isso enT
vergonhe Deus me guarde de pensa-Io I
lio honroso como malar le oes I Mas por que, j
que nao achavss Irabalho pelo leu officio, devias
rtiz-lo a um amigo, em vez de le pres a serrar
madeira Agora eu, tenho mais Irabalho do
que quero e do que fago ; sempre assim. Mas
nao sou to gastador como dizem, e a prova
que tenho urna reservasinha de cento e cincoenta
francos para os mos dias ou para os amigos
quando estiverem em apuros.... Se quizares Te-
francamente, ora ouve.
Sou todo ouvidos.
Em primeiro lugar, Ceriselte nao minha
sobrinha.
Ento nao s lio della ?
Cala-te I Deixa-me fallar. Essa moga
aquella em que ja urna vez te fallei ; a qu me
tinha feilo um obsequio na eslalagem ao p de
Nemours.....
E a quem deviamos ir ver ?
Justamenle. O acceso fez com que eu a en- pnr
contrasse cm Taris.... EsUva infeliz, oh bem I Nao era das coua3
Ah ento porque?
Primeiro porque Agalha nao quer casar...
tem l suas razos. Oh I se lhe agradasses, de-
pressa triumpharias dessas razos. Mas tu nao
lhe agradas... como apaixonado, bem enten-
dido.
Ella t'o dis30 ?
Positivamente.
Tinh ento ndevinhado que eu suspirava
[Presse. S. fillw.
brelache tambem virou o
/.endo :
Est bom : agora se queres acompanha-
me ; nao 6 longe ; na ra Ponlheu.
Se quero I Vou j comligo.
Ao cabo de alguns iustantes eniravj Sabreta-
che com Patarata nc quarto de Cerisotlo, dizendo
aquelle mog^i:
Minha filio, trago-lhe alguem que tinha o
maior dosejo de v-la... alguem quo ficar con- os mogos de recados sio quasi sempre homens
tente sendo sempre sen amigo, c que s pede honrados.
mas Ih'o impedirn); ento Sabrelache lateu
irado eom o p, dizendo :
Ests vendo, maldito tagarella, agora -
zcste-a chorar. So foi s para isso que vicsla c I
Sou um bruto. Anda, d-mo pancada, Sa-
bretache, mas eu nSo poda prever.... tinaas-me
dito: Aeabem-se os mysterios entro us... Eu
julguei que a menina sabia o que fazias, e de-
pois lu o dissesto nio deshonra serrar madeira ;
infeliz....
Algum amanto a tinh; abandonado talvez 1
Isio historia della, e nio lem nada comli-
go. Basta que saibas que esta maga que nunca
conheceu seus pas, quiz passar por minha so-
brinha, porque esse titulo me d direito a pro-
tege-la. Serei pois seu lio para ti.
Eternamente.
Agora ; oulra cousa ; o nome de Ceriselte
lembra-lhe as suas infelicidades, eu lhe nconsc-
Ihei que tomasse oulro ; hoje chama-se Agatha,
Agatha sem niais nada, emendes?
Pois nio I Agalha Ceriselte.
Nio I Agatha s....
Ah I sim, Agatha s....
Lembra-le do nome e nio a chames por ou-
tra forma.
Est feito Agathn, Virginia ou Maria,
ella sempre bonita.... podo ser amada sincera-.
mente por um coracao que...
Para alai, que anda tenho a dizer alguma
cousa a esse respeito.
O Patarata corou e ficou todo interdicto. Sa-
betrache coutinuou :
Meu rapaz, ha urna cousa que ainda nao
mais diiTiceis. Agora,
i eis a posigo ; se qneres ir ver-nos como amiga-
mente, nio penses mais cm fazer a corte essa
mora, contenla-tc com a amizade della... Srve-
te o arranjo? Estimara muito, porque tambem
lenho-lo amizade, o setiria que um amorico
que nada vale, me privasse do prazer de receber
um antigo camarada, ura amigo verdadeiro. Ago-
ra, consulla-le. Disse-te francamente o que ha-
via, porque entre militares, deve-se ir logo di-
reito ao alvo. Devo ou nao dizer-te onde moro ?
Eis o que depende da tua resppsla.
Patarata ficou por algum lempo sem respon-
der: suspirou, olhou para o lei lo, bateu retirar
na mesa ; depois, emfim, lomando um ar solem-
ne, eslendeu a mo ao seu anligo camarada, di-
zendo :
Sabretache, acabou-sc o amor que eu tinha
tua sobrinha. Agradego-lc teres lido franque-
za ; serei digno della. Tenho orgulho era con-
fessar-me teu amigo e do tua sobrinha Censa....
Agatha, o sirva-me este copo de veneno se ja-
mis lhe disser urna palavra de amor ou de fri-
volidade 1...
Acabando esta phrase, o Patarata engulio de
uro Irago s, ura respeilavel copo de vmho. Sa*
urna amizade sincora e franca.
A moga sorrio Patarata, e eslendeu-lhe a
mo, que elle apertou com cffuso, exclamando :
Ah I sim, mam'zclle, sei que nio se chama
mais Ceriselte... Sabrelache me contou isso. Sim,
quero ser seu migo, com sua licenga... J que
nao posso ler oulra cousa, contenlar-mc-hei cora
gozar da sua companhia... Mas, Jess como es-
t magra c mudada l Est muito doente?
Sabretache franzio o sobr'olho, fazendo Pa-
tarata signal para calar-se, mas Cerisetle sorrio
respondendo :
Sim, Sr. Patarata, tenho eslado muilo doen-
te, porm parece-mc que vou molhor, granas aos
cuidados do meu bom lio.
Que nao seu tio, eu sei, mas o mesmo.
Cata-la, toleiro!
Ah Sabretache, mais do que um lio para
mim, um pai... sim, porquo um pai nao fazia
mais por seu filho.
Ora, que milagre, se cu lhe quero como se
fosse minha filha.
E'o mesmo, Sabrelache... Maderaoiselle,
o diabo, sempie me esqueco do oulro nome ; la
sobrinha tem razio, tu s um amigo verdadeiro.
Nada te cusa para o provar, e quando te vi a
serrar madeira ..
Serrar madeira I d3se Ceriselte ; como vio-o
a serrar madeira ?
Sabretache pi.-ou o p do Patarata e deu-lhe
um grande soco nas costas para o fazer calar;
esto ficou interdicto, c balbuciou :
Como? o que foi que eu disse I Nao devia
dizer I
Ah sim, devial disse Ceriselte, porque
preciso que eu saiba tudo o que lhe cusi, tudo
o quo faz por mim. Oh I meu amigo, nao sei co-
mo heide pagar-lhe o meu reconhecimento.
A moca pao pode mais fallar, porque as lagri-
Cerisetle conseguio acalmar Sabretache, que
perdoou ao Patarata. Este prolangau a sua visi-
ta al que a moga declarou que precisava de des-
canso ; mas partindo disse ao sou amigo :
At amanha.
No dia seguinto, muito cOdo, Palarata bateu
devagarinho na porta de Sabrelache, que a abri,
dizendo :
O que le traz por aqui lio cedo?
Nunca cedo para servir aos amigos. Olha-,
aqui lenso dinheiro cm que te falfei, ajudar-te-
ha a tratar da doente. Agora at a vista ; vou
trabalhar. O leu cxemplo de hontcm du-rpo
goslo pare a cousa.
E o bom rapaz depois de ter posto sobre a me-
sa um saquinho com dinheiro, dispoz-se a rcti-
rar-se. Mas Sabrotache reteve-o pelo braco, di-
zendo :
Patarata, commove-mc o que fazes, mas
juro-te que por ora nao preciso desle dinheiro.
E eu to juro que so nao Acares com elle,
nao ponho mais os ps aqui, e lomarei islo como
urna despedida definitiva. Ah eu tambem sou
teimoso.
Pois est bom. Aceito.
Viva I achci uro amigo. Al visla, Sabre-
tacho, provavelmcnle at noile, o procurare-
mos disirahir a menina com historias iuterrssan-
les. E como vai Agatha? Olha, jft 8ei o nome.
Est dormindo ? Nio a acordes I
E Patarata desceu a escada na ponta dos ps,
para nao fazer bulhi, ao passo que Sabretache
pegando no dinheiro do seu amigo, dizia com-
sigo :
Agora temo* com que nos remediar.
IConlinuar-se-ha.)
PERN.-IYP. DE U. F. DE PARU.- 1860."
V
r
H'"%


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