Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09143


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Full Text
AHH XXXYI. HOMERO 192,
Por tres mezes adiantados 5$000.
Por tres aiezes vencidos 6J000.
SEGUNDA FIRA 20 DE AGOSTO DE 1860.
Por anno adiantado i9$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA. SUBSCRIPCAO' DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lomos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei-
ro Guimaraes; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronymo da Costa.
l'Alillli.v UOs UUKUfc.lU->.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
I Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
' quera.lngazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
I Oricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso.Una. Barrciros.
AguaPreta, Pirnenteiras e Natal quintas feiras.
' (Todos os correios partero as 10 horas da manhaa.
EP1IEMERIDE8 DO MEZ DE AGOSTO.
1 Lnacheia as 3 horas el4 minutos da tarde.
9 Quarlo minguante as 7 horas e 4 minutos da
tarde.
16 La nova as 8 horas da tarde.
23 Quarlo crescenle as 8 horas e 16 minutos da
manhaa.
31 La cheia as 6 horas e 38 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 7 horas o 42 minutos da manhaa.
Segundo as 8 horas e 6 minutos da tardo
AUDINECIAS DOS TBIBNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio : segundas e quintas.
Relaeo : tercas feiras e sabbados.
Pazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio da.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Prirneira Tara do civil: tercas e sextas ao meio di8
Segunda varado civel; quartas e sabbados a uma
hora da tarde.
PARTE OFFICIAL.
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 17 DE AGOSTO DE 1860.
Officio ao Dr. chefe de polica.Representan-
do-.nie o ihesourciro das loteras que sao expos-
los venda nessa cidade bilhetos de loteras de
outras provinciassem estarem rubricados por elle
c pelo administrador do consulado provincial,
como exprcssamentc dolcrminam a lei n. 339 de
4 de abril de 1857 e 15 do titulo 3 da lei n. -91
de 30 de junho de 1856, isto um prejuizo dos
i:teresses da fazenda publica, visto como os re
fcridos bilhetes devem pagar naquella reparlicao
o imposto, a que pelas citadas leis estao obriga-
dos, e nao tendo o 39 do art. 25 da lei do orna-
mento vigente revogado estas disposices legis-
lativas, quando sugeilou ao imposto as'casas on-
de exclusivamente devm ser vendidos os bilhe-
tes de que se trata, recommendo a V. S. que to-
me as providencias necessarias para que nao con-
tinu semilhanle ufraccio das leis e tenlia lugar
a applicaco das penas "por ellas fulminadas con-
tra os seus infractores, certo de que do zelo de
V. S. pelo servico publico espero que as modidas
que tomar, produziro o dezejado elTeilo.
Dito ao provedor da Santa Casa de Misericor-
dia. Havendo eu determinado ao chefe de poli-
ca que mandasso recolher casa dos expostos
uma menina que, havendo sido dada para ama-
mentir na forma do respectivo rcgulamento,
conslava-me achar-se ainda aos 12 annos de
idado, contra a disposico do mesrao rcgulamen-
to, ao servico de uma raulher. fra daquelle cs-
tabelccimenio, e participando-me o chefe de po-
lica em officio de 13 do correnle que com effeilo
0 tacto era verdadeiro, o que a ordem da presi-
dencia tora cumprida, recommendo a V. S. que
mande proceder ao mais riguroso exame para ve-
rificar-so se outras expostas se acharan as mes-
mus circunstancias, por ser isso possivel, senao
provavel, e faze-las recolher ao cstabeleci-
mento.
Dito ao comman Jante das armas.- Devolvendo
a V. S. o requerimento do pharmaceutico alferes
do exercito, Domingos Gomes Borges, lenho a
di/erque, em vfsta da informacao do inspector
da thesouraria de fazenda, a qum ouvi sobre a
pretenco do supplicanle, nao tem elle direito ao
sold relativo ao lempo, em que estove ausente,
excedido o da licenga que Ihe fora concedida,
salvo se o governo imperial s servir atleu-
de-lo.
Dito ao mesmo.Tendo em vistas as pondora-
res que me foram feitas por V. S. declaro-lhe
que convm fazer acuartelar nesta cidade o 4."
balalhode arlilheria a p, mudando-o de Olin-
da.A disposico do V. S. ser posta para aquel-
lo lim a casa onde funeciona a reparlicao das
obras publicas, provincaes, para cuja mudanca
expecu ordem nesta data.
Ollieou-so ordem a directora da reparlicao
das obras para effectuar a mudanca para o pavi-
mento terreo do palacio da presidencia
Dito aa mesmo.Mande V. S. pdr em libert-
is o recrola Theodoro Rodrigues da Cunha, por
ter provado iscneo legal.
Dito lo mestno.Pode V. S mandar abrir as-
s ti lamento do prara ao paisano l.aurenlino Jos
de Almeida Leal, que, oll'erecendo-se vclunta-
riamenle para servir no exercito, foi para isso
considerado apto, segundo so v do termo de
inspeceo annexo ao otcio de V. S. de honlem,
sub n. 889, providenciando ao mesmo lempo para
('ie seja ello vaccinado.
Dito ao Dr. chefe de polica.Ao seu officio de
1 de julho prximo lindo, sob n. 946, respondo
dizendo-lhe que em virlude de requisiro do V.
S., contida em officio de 23 de junho dusle anno,
sob n. 863, foi o destacamento de Caruar, que
era enlao de 16, augmentado com 14 pracas sob
c commando de um official subalterno, forra sul-
rji ieote s necessidades d'aquella localidad'e
Dito ao couselheiro presidente da relacao.
Transmiti por copia a V. S. para seu conheri-
mento e execucao o aviso expedido pelo ministe-
rio da jusiica em 4 do correnle, em que S. M. o
imperador manda por a concurso o ofcio de
e-crivao de appellareso aggravos desse tribunal
que era oceupado pelo serventuario Manoel Pe-
res Campello Jacome da Gama, por se adiar esle
imposibilitado para o excrcer.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Inteirado docontedo de sua informacao de hon-
lem, sob82, lenho a dizer que a qnantia de
1:1789080, do que trata o meu officio de 31 de
Janeiro ultimo, devo ser entregue ao ihesoureiro
i ior da rparlico das obras publicas.Com-
municou-se ao director das obras publicas.
Hito ao mesmo.Devolvendo a V. S. o reque-
rimento, a que se refere a sua informacao de
honlem, sob n. 837, e no qual Antonio Jacintho
Borges pede pagamento da quanlia de 46JO50,
proveniente de malcraos, que forneccu para a
obra do caes em torno do palacio da presidencia,
o autoriso a mandar efectuar esse pagamento,
visto liaver crdito para elle, segundo declarou a
contadoria dessa ihesouraria no parecer, a que se
refere 3 citada informacao.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagar os venci-
nientos relativos ao mez de julho ultimo aos of-
iciaes de 1.a linlia, tambores, cornetas e clarins
empregads nos corpos da guarda nacional deste
municipio, uma vez que estejam nos termos l-
gaos a folha e prel juntos, que me foram reme-
tidos pelo respectivo commaudanie superior com
officio de hontem, sob n. 132.Coruraunicou-se
ao commandante superior do Recife.
Dito ao mesmo.Estando nos termos legaes
o prete junto em duplcala, mande V. S. pagaros
vencimentos, relativos a prirneira quinzena des-
te mez, dos guardas nacionaes aquartcllados do
4." balalhao dolo municipio.Communicou-sc
ao commandante superior do Recife.
Dito ao mesmo.Ao officio de 4 do correnle,
sob n. 799, em que V. S. partecipa ter sido ava-
llado em 80 ris a meia libra de pao branco que,
em substiluicao da rago de farinha, se devo abo-
nar s pragas recolhidas ao hospital, respoudo
declarando-lhe que approvo semelhante avala-
ro.
Dito ao mesmo.Visto que, segundo consta de
sua informacao de honlem, sob n. 814, nao exis-
te crdito para pagamento da quantia de ris
1:3209503, que se csi a dever a Manoel Antonio
de Jess, proveniente de pao e bolacha quo for-
neccu ao arsenal do marinha, autoriso a V. S. a
mandar effectuar esse pagamento sob minha res-
ponsabilidade, visto ser essa despeza da nalureza
d iquella de que trata o 12 art. Io do decreto de
7 do maio de 1842.
Dito ao mesmo.Avista do pedido junto man-
de V. S. adianlar ao almoxarifo do hospital mili-
tar a quantia de um conlo de ris para occorrer
ao pagamento das despezas daquelle eslabeleci-
mento na segunda quizenna do presente mez,
Communicou-se ao commandante das armas.
D'o ao inspector do arsenal de marinha.
Xrausmitiindo por copia a V. S., nao s o officio
do inspector da thesouraria de fazenda de hon-
tem datado, sob a. 838, mas tambero, o aviso ex-
pedido pelo ministerio da marinha em 3 do cor-
renle, respondo ao officio de V. S. de 8 do cor-
rente, sob n. 331, recommendando-lhe que cum-
pra o que se determina no mesmo aviso, vista
o qual resolv revogar a aulorisaco desla pre-
sidencia contida em officio de 5 de margo do an-
no prximo lindo, devendo V. S. nos casos nella
previstos, pedir aulorisages especiaes.No en-
tretanto expeco ordem thesouraria de fazenda
para que mande effectuar o pagamento docarvo
de pedra, a que-V. S. allude em seu supradito
cilicio. Expedio-se ordem para o pagamento de
que se trata.
Dito au mesmo.Respondo ao ollicio que V. publica, olvido o regeuor do Gymnasio l'rovin-
S. dirigio-me em 13 do correte, sob n. 344. de- cial, resolve :
clarando que nao foi ainda entregue ao agente O 1. do art. 39 do regiment interno do
comprador desse arsenal a quantia, que Ihe man- gymnasio Provincial de Pernambuco ser assim
dou dar para as despezas anudas, lenho a dizer- I redigido :
Ihe que, segundo rae informa o inspector da tho- Ao participar ao regedor no ultimo de cada
souraria de fazenda, a referida quantia esl, des- mez as fallas que tivercra dado, dentro do
de o da 11, o disposico do mesmo agente com- mez, os profeseores e empregads do Gym-
prador, que ainda nao foi recebe-la naquella re- nasio.
DAS DA SEMANA.
20 Segunda. S. Bernardo ab. doutor da igreja.
21 Terca. S. Joanna Francisca v.; S. L'mbelina
22 Quarla. s Timctheo ab.; S. Fabriciano m.
23 Quinta. S. Felppe Benicio; S. Liberato ra.
24 Sexta. S. Bariholomeu ap. ; S. urea v.
25 Sabbado. S. Luiz Re de Franca [.; S.Jeroocio
26 Domingo. O Sagrado Coracao de Marit.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SL.
Alagoas, o Sr. Claudico FalcSo Dias; Bahia,
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Marlins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa A*
Faria.nasua livraria praga da Independencia ns.
6 e 8.
partigao
Dito ao commandante do corpo de polica.
Pode V. S. mandar dar baixa ao furriel do corpo
Xas disposices
se addicionar :
1.
sob seu commando, Joaqnim de Araujo Alves da ;sio perceberao as gratificaces que liverem, sem
Fonseca, visto achar-sc impossibililado por mo- exercicio da respectiva cadeira. Tero, porm,
leslia de continuar no servido do mesmo corpo, ; direito ao ordenado quando fallaren] por moti
como se ve de seu officio de 16 do correnle, sob justificado de molestia, nao lho sendo abonad
n. 332.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Sciente do que me communica V. S. em seu of-
cio de hontem, sob n. 319, lenho a dizer-lhe
que cuniprc por ora sobr'estar na arrematarlo da
vo
adas
duas faltas ao
sera esta circumstaneia mais de
mez.
2." As licengas, que pedirem, s lhes podem
ser concedidas cora ordenado inteiro al seis me-
zes, e por causa de enfermidade. As gratificarles
obra do cemiterio de Iguarass. al que se veri- pertencerao cm todo caso aos que os subslituir'em.
fique pela informado, quo lenho exigido, se cora 3. As fallas dos professores, durante o lempo
as obras, provisoriamente feitas pela cmara mu- lectivo, s poderao ser justificadas perante o re-
nicipal nesse cemiterio, e por ordem minha, po- gedor, e at o terceiro dia depois da prirneira.
de elle prestar-se sera inconveniente s necessi- A justificando ser repetida, ou no fim das faltas]
dndes doservieo publico naquella localidade. continuando ellas, ou quando houverem de re-
Diio ao mesmo.O professor do gymnasio pro- ; ceberem seus vencimentos.
vincial Jos Soaresde Azevedo, designado para | 4. A falta ser justificada nos casos possiveis
servir nleiinamento as funeces de director ge- cora a certidao do facultativo, e passando as fal-
ral de insirucrfio publica, parlecipou-me por of-
ficio desla data ter entrado boje no exercicio da-
quelle lugar : o que communico a V. S. para seu
conhecimeiilo.
Dito ao mesmo.Mande V. S. por novamentc
em prac,a, no dia 25 do correnle, a obra a fazer-
se no hospital Pedro II, visto que, por falla de
licitantes, deixou ella do ser arrematada, segundo
consta do seu officio de honlem, sob n. 350. que
fica assim respondido.
Dilo ao mesmo.Em vista da conta junta man-
de V. S. pagar a Joaquira Rodrigues Tavares de
Mello, conforme requisitou o chefe de polica em
officio de honlem, sob n, 1114, a quanlia de......
2570800 rs., despendida com o sustento dos pro-
sos pobres da cadaia do Bonito, nos raezes de didos era ordenado
abril a junho deste anno.Communicou-se ao
chefo do polica.
Dito ao mesmo.A Simplicio Jos de Mallo,
mande V. S. pagar a quantia de 128^600 rs., de-
pendida no mez de julho ultimo, com o sustento
dos presos pobres da cadeia do Brejo, como se v
da conta junta, que me foi remeltida pelo chefe
de polica com officio de hontem, sob n 1118.
Commuriicou-seao chefe de polica.
Dilo ao mesmo.Accuso recebido officio de 16
do correnle, sob n. 33 em que V. S. rae com-
miiuica haver Antonio Jos de Souza, dando por
fiadores Antonio da Silva Gusmo Jnior e Jos
Dias Guimaraes, arrematado por um cont seis-
Ceotos c setenta e seis mil reis annuaes, todos os
impostos que no trienuio de 1860 a 1863, devem
ser-eobrados ui_cjjrajtrca de Flores eem resposla
lenho a dizer que approvo essa arrcmataQo.
Dito ao mesmo.Picando inteirado pelo offi
co que V. S. me dirigi cm 16 do correle, sob
n.348, de haver Manoel Barbosa da Silva, dan-
do por fiadores Jos Rufino Barbosa da Silva, e
Luiz Barbosa do Vasconcellos, arrematado por
HUOJOOO ris annuaes todos os impostos que, no
trieiinio do 1860 a 1863, foreni cobrados no mu-
tas successivas de quinze, s podem ser justifica-
das rom licenra da presidencia.
5." As faltas que nao forem justificadas, alera
de duas era um mez, importaro a perda dos ven-
cimentos correspondentes.
6. As fallas dos professores s sesscs da con-
gregacao, e a quaesquer outros actos do gymna-
sio, a que sao obrigados, serao contados com as
que derem no oxcrcicio das aulas.
7. Aos outros empregads do gymnasio, alen-
los seus respectivos deveres, e os dias em que
teem de comparecer, applicavel o que Gca es-
tatuido no artigo antecedente.
8. A' aquelle professor, ou empregado do
gymnasio, que nao liver seus vencimentos din-
e gratificar;,, ser conside-
rada a terca parto do que vence como gratifica-
gao, tao somente para os descontos, que liverem
lugar, nos termos do art 2 Transmittio-so co-
pia ao director da inslruccao publica.
Dila.O presidente da provincia, conforman-
do-se com o que propoz o chefe de polica em
officio de 6 do correnle, seb 11. 1076, resolve no-
mear para os lugares vagos de supplenles do
subJelegado da freguezia de S. Jos desla cidade
aos cidadaos abaxo designados :
i." supplenleBacharel Alvaro Marlins de Caslro.
4." supplcnteBacharel Joao das Costa Ribeiro
Machado.
6. supplenleJos Raymundo da Nalividade
Saldanha.
Communicou-se ao chefe de polica.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do-so com o que propoz o chefe de polica em
officio de 16 do correnle mez, sob n. 117. resolve
norrtear o cidadao Manoel Francisco do Souza
l.eao para o cargo de 1. supplenle de subdelega-
do de polica do dstrclo de Maricota (3. da fre-
guezia de Iguaras>).Communicou-se ao chefe
de polica.
Dita. O presidente da provincia, conforraando-
nicipto de Cimbies. lenho a declarar em resposla so com o que propoz o chefo de polica em officio
que approvo essa arrematarlo. de 24 de julho prximo findo, sob n. 1008. resol-
Dito ao commandante superior da guarda na- i ve nomear o cidadao Joao Anaslacio Camello
cional do Recife.No dia 19 do correnle, s 3 l'essoa Jnior para o cargo de subdelegado de po-
horas da larde, mande V. S. poslar era frente da licia, da freguezia de Pao d'Alho.Communcou-
igreja do Corpo Santo uma guarda de honra, ti- i so ao chefe de polica.
rada de um dos corpos da guarda nacional sob I Dita.O presidente da provincia, allendendo
sen commando superior, alim do acorapa- aoque expoz o chefe de polica em officio de 16
phael de Mello Hego, capnao Marcelino Jos Lo-
pes e Rita Mara de Jess.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria provincial.
1268.Antonio Rodrigues de Albuqucrque.
Sra, nao havendo inconveniente.
1269 Bacharel Affonso Pires do Albuquerque
Maranho. Certifique.
1270.Eduardo Jos Pereira Barbosa.Apre-
senle-se no quartcl do commando das armas para
geraes do mesmo regiment j ser inspeccionado.
1271.Irmandadc do Senhor Bom Jess das
wl- ?lSH. nS.Pl-fessore. do Gymna-1 Portas do Recife. Expedlo-se a ordem necessa-
ria ao commandante superior da guarda nacional
deste municipio.
1272.Joaquira Antonio da Silveira.F.xhiba
o supplicanle a habililacao em original exigida
pelo art. 53 do decreto de 15 de junho de 1859.
1273.Joo Francisco de Albuquerque Mello.
Informo o Sr. inspector do arsenal de ma-
rinha.
1274.Laurinda Lins de Mello.Nao ha que
deferir era vista da informacao.
1275.Manoel Antonio de Moraes.Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
1276.Martinha Maria da Conceirao.Enlen-
da-se com o Sr. director do arsenal de guerra.
1277.Manoel Antonio Viegas Jnior.Nao ha
que deferir em vista da info-maro do Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.'
1278.Manoel Antonio de Jess.Ditija-se a
thesouraria de fazenda.
1279.Maria do Rosario Oliveira e Mello.In-
forme o Sr director geral da inslrucjo publica.
1280.Quintilisno de Mello e Silva.Informe
o Sr inspector da thesouraria provincial, ouvin-
do o administrador do consulado.
1281.Bacharel Rufino Augusto de Almeida.
Como pede.
1282.Sociedade Uoio Beneficento dos Co-
cheiros.Informe o Sr. Dr. chefe de polica.
1283.Thomaz Antonio de Gouveia.O sup-
plicanle ser altcndido opportunamente.
nhar o Senhor
cssao.
Bom Jess das Portas cm pro-
do correnle sob n. 1,115. resolve conceder a Ma-
I Jos Pereira Borges a exoneraco, que pe-
Dilo ao procurador fiscal do thesouro pro-! d'<>. do cargo de 2. supplenle de" delegado" de
vincial.Scienle do quo me commmunica Vine, polica do termo de Santo Anlo.Cammunicou-
- 14 desle mez, '
em seu officio de 14 desle mez, devo dizer-lhe
que o eslado pouco lisongciro des cofres pbli-
cos nao permute que so realise a compra do so-
brado sito na villa de Iguarass, pertencente a
Alexandre Ferreira dos Harlyre, cuja desapro-
priarao foi ordenada pelo meu antecessor para
conslrucco de uma ponte. Oppurtunamente se-
r lomada cm considerarlo o ajuste por Vmc.
feilo para essa compra.
Dilo ao conselho administrativo do patrimonio
dos orphaos.Recommendo ao conselho admi-
nistrativo do patrimonio dos orphaos que mande
entregar a menor Lidia Porpuria de Lima Carra-
lho a seu tutor major Alexandre Augusto de
Fras Villar.
Dilo ao juiz de dimito do Bonito.Remello a
Vmc. o officio em'original, que no 1. do cor-
rente me dirigi o padre Joaquim Cypriano Be-
zerra de Mello, com a jnstilicacao a que elle se
refero em prova das aecusares que faz o viga-
rio encommeudado da freguezia do Bonito, padre
Joaquim da Cunha Cavalcanti, alim de que Vmc
faca este cumprir o disposto nesta data lanzado
no rosto do olfirio cima citado.
Dilo ao director do arsenal de guerra.Pode
Vmc. admi'lir na companhia de aprendizes me-
nores desse arsenal, nos termos de sua informa-
cao de 10 do correte, sob n. 248, o menor Ama-
ro Jos de Sanl'Aniia, filho do Martinha Maria da
Conceicao.
Dilo no mesmo.Mande Vmc. recolher esse
arsenal os cinlures, patronas e correias inutili-
sadas, perlen'centes ao sexto batalho da guarda
nacional deste municipio, que lho forem apre-
senladas por parle do respectivo commandante
superior.Communicou-se ao commandante su-
perior do Recife.
Dito ao mesmo.Allendendo ao que expoz o
tenenle reformado do exercilo, Joo de Stqueira
Campello, no requerimento sobre que Vmc. in-
formou em officio de 13 do correnle, o autoriso a
admilti-lo ao servir.o desse arsenal, nos termos
do citado officio.
Dilo ao capilo do porto.Cumpro que Vmc.
mando remover de sobre o caes da Lingoela os
boles que all so acham impedindo completa-
mente o servico publico no referido caes, provi-
denciando ao mesmo lempo para que seme-
lhante abuso se nao reproduza, quer no mes-
rao caes, quer era outro qualquer dos da ci-
dade.
Dito ao juiz de paz do primeiro distrcto da
freguezia de S. Frei Pedro Goncalves do Recife.
Respondendo ao officio que drigio-mo Vmc.
em 10 do correnle, tenho a dizer-lhe que exped
ordem para que se rena extraordinariamente o
conselho municipal da recurso, alim de tomar
conhecimenlo das reefamagoes feilas contra as
decises da junta de qualificaco dessa fregue-
zia ; mes nao podendo o mesmo conselho ter-
minar os seus trabalhos antes do dia 7 de se-
lerabro ; e por conseguinte estar prompta a
qualificaco para servir na prxima eleigo de
juizes de paz e vareadores, cumpre que Vmc.
convoque os cidadaos qualificados o anno pas-
sado, nos termos dos avisos de julho 6 e do 18
do agoslo de 1848.
Dio ao commissario vaccinador provincial.
Remello a Vmc. uma caixinha conlendo pus
vaccinieo, recommendando-lhe que a propa-
gue.
Dito ao conselho de compras.Rospondendo
ao officio do conselho de compras navacs datado
de 9 do cnente, declarando-lhe que pode effec-
tuar a compra dos objeclos mencionados na re-
lago que acompanhou ocilado officio, envian-
do thesouraria de fazenda copias dos termos
do contrato que houverem de assignar os ven-
dedores de tae3 objeclos.Communicou-se ao
inspector da thesouraria de fazenda.
Portara.O presidente da provincia, autori-
sado pelo art. 24 4. da lei de 12 de agosto da
1834,osob proposta do director da instrucc,ao
se ao chefe Je polica.
Dita.O presidente da provincia, allendendo
ao que expoz o chefe do polica em officio de 16
do correnle, sob n. 1,116, resolve conceder a Joo
Braz do Vasconcellos a exoneraco, que pedio,
do cargo de 1." supplenle do subdelegado do 1."
dislricto da froguezia do Bonito.Communcou-so
ao chefe de polica.
Dila.O presidente da provincia, allendendo
ao que Ihe requeren o bacharel Antonio da Cu-
nha Figueiredo, alferes capcllo da reparlicao
ecclesiastica do exercito, e leudo em vista o ter-
mo de inspeceo da junta militar de sade de 4
do correte, resolve conceder-lhe trinta dias de
licenca com vencimentos na forma da le.Com-
municou-se ao commandante das armas.
Dita.O Sr. agente da companhia brasileira de
paquetes a vapar mande dar passagem para a
corle, por conta do ministerio da guerra, no va-
por Tocanlins quo se espera do norte, ao alferes
do corpo do estado-raaior de segunda classe Pe-
dro Gomes do Oliveira.
Dita.O Sr. agente da companhia brasileira de
paquetes a vapor mande dar passagem para os
seus destinos, por conta do ministerio da guerra,
no vapor Tocanwis as pracas mencionadas na
relacao junla ; Gcando sem" effeilo, na parle re-
lativa a taes pracas, as portaras expedidas em 14
do correnle.Comraunicou-se ao commandante
da3 armas.
Relaro das pravas a que se refere a portara
supra.
Para a provincia da Bahia :
SoldadoFrancisco de Paula Nunes.
Para a corte :
Soldado desertorAntonio Augusto de Aguiar.
RecrutaManoel Pinneiro de Arago.
Joo Sabino dos Santos
Scraflm Pereira Nunes
Daraio Gomos de Oliveira.
Avelino Matheus do S.
Antonio Coulinho do Nascimento.
Francisco Luiz de Sequeira.
Joaquim Jos Laurentino Arquiela Vil-
la-nova.
Paulo de Amorim.
Pedro Lopes da 8ilva.
Rufino Ferreira da Cunha.
Manoel Rodrigues dos Anjos.
Dita,O Sr. agente da corapanhia brasileira de
paquetes a vapor mande dar transporte para a
corte, no vapor que so espera do norte, ao 1.
sargento Galdino Jos Fraocisco, que serve na
companhia de aprendizes marinheiios desla pro-
vincia.Comrauniuou-se ao inspector do arsenal
de marinha.
Expediente do secretario do governo.
Dia 17 de agosto.
Officio ao inspector da thesouraria de fazenda.
De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia, transmiti a V. S. a inclusa ordem do
thesouro nacional, sob n. 126.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Do ordem de S. Exc. o Sr. presidenta da provin-
cia, remello a V. S. os ices livros, que a esto
aeompanham, conlendo 600 apolces rubricadas
pelo mesmo Exra. Sr.
Dito ao juiz de direito de Santo Anto.S.
Exc. o Sr. presidente da provincia, manda aecu-
sar recebido o officio de 13 do correnle em quo
V. S. participa ter noraeado O advogado Bcnto
Jos de Albuquerque para exercer interinamente
o cargo de promotor publico dessa comarca em
substiluicao do bacharel A Ivaro Ucha Cavalcanti,
a quem V. S. concedeu exoneraco do mesmo
cargo.
Despachos do nu 17 de agosto.
/legurtmeno.
1262 a 1267.Alexandre Americo de Cslda3
Brando, Domingos Sorlano Alves da Silva, An-
tonio Rodrigues de Moraes, padre Florencio Xa-
vier Dias de Albuquerque, capilo Fraocisco Ra-
COMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
em Pernambuco, na cidade do
Recife, 17 de agosto de I86O.
ORDEM DO DIA N. 3.
O coronel commandante das armas dando exe-
cucao ao que determina o F.xm. Sr. presidente
da provincia,em officio datado de 16 do correnle,
d publicidade ao officio que S. Exc dirigi na
mesma data ao meu antecessor.
O mesmo coronel determina sempre que araa-
nhecer o dia chuvoso, nao haver parada, e as
guardas seguiro directamente dos seus quarteis
para os pontos que Ihe forem designadas.
Copia.Palacio do governo do Pernambuco,
em 16 de agosto de 1860.Illm. Sr.Scienle
p*lo seu officio de 14 deste mez, de liaver v. s.
entregue nessa data o commando das armas desla
provincia ao coronel Jos Antonio da Fonseca
Galvao nomeado para o exercer por decreto de
21 de julho ultimo, e de posse do relatorio que
acompanhou so citado officio, louvo a V. S. pola
intelligencia e zelo, com que bem servio o cargo
do commandante das armas desta provincia, du-
rante o lempe que interinamente o exerecu.
Dos guarde a V. S.Ambrozio Leitao da Cu
nha.Sr. coronel Antonio Gomes Leal.Confor-
me Antonio Leite de Pinho.
Assignado.Jos Antonio da Fonseca Galvao,
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvao. al-
eros aldante de ordens interino do commando.
se Ihe conceder a elle ministra a sua exonera-
Co, a fim de que el-rei optasse. Atinal, ainda
a esta hora me nao consta de um modo positivo,
o que el-rei lera feilo. A coexislinca dos dous
altos funecionaros nao compalivel, j agora,
com o pundonor poltico da situaro.
Coiria tambem hontem noile", como boato,
que Ihe transmillo com reserva, que el-rei se
recusara a dar a regia sancro lei de reforma
vincular, approvada cm ambas as cmaras, o
que partir da Ilustrada iniciativa da cmara he-
reditaria.
A cora est no seu direito exercendo o reto,
mas eutre nos nunca tal direito foi exercido pelo
poder moderador. Seria esta a prirneira vez, e
sempre a cora tem previnido os seus ministros
qnanto ao seu modo.de peinar, antes que qual-
quer medida seja sanecionaoa pelo corpo legisla-
tivo. Se isto se verifica, claro que o ministe-
rio, nao deve permanecer/nem mais um dia; a
cmara deve ser dissolvifla, e porveolura a c-
mara alta augmentada cora a nomearao de no-
vos pares. Repito que al horas em qua o pa-
quete sahe, nao mo permuten] que v antes ve-
rificar oque ha de positivo nesle giavissiino ne-
gocio.
_ A cmara popular tera tido ullimamente ses-
es nocturnas. Passou o projeclo que vai abo-
r as restrieces que pesavam sobre o commer-
cio dos vinhos do Douro.
Nada mais de novo. A idea da dissolujo das
cortes, vai tomando consistencia. Algumas al-
tera^es de governadores rivis se tem j feilo, e
muitas mais se faiao, depois do eocerramento.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Lisboa, de agosto de 18GO.
A 4 do correnle, ter lugar, como lho di3se, o
encerramenio das cortes geraes. Hontem, pelas
7 horas da manhaa sahio das ag03S do Tejo a cor-
veta a vapor Bariholomeu Dias, conduziodo tro-
pa e munices para Angola. Acrvela vai com-
mandada por S. A. o infante D. Luiz, queapezar
de todas as observacesque Ihe foram feitas pola
mi prensa o directamente pelo ministro da mari-
nha, insisti em embarcar. O vapor demora-se
era Angola apenas 4 dias. Na vespera da partida
tinham embarcado rauitos degradados, mas pou-
cas horas depois raandarara-se para trra, para
que s" nao dissesso que o principe herdeiro da
HI.Sl'VMI V.
As ultimas noticias daquelle reino sao de 29
de julho.
A noticia que mais voga llnha, era a de Luiz
Napoleao querer elevar aquella naco a poten-
cia de prirneira ordem ; Picando dahi era diante
as grandes potencias era numero de seis. Para
a Hespanha, mais um estorvo a lanos que im-
pedem a sua vagorosa mal segura marcha no
caminho da civilisaco.
Como potencia de prirneira ordem nao pode
ficar neutral em nenhuma das grandes quesles
que agitara actualmente a Europa, e a quo sa-
crificios nao conduz uma interferencia era qual-
quer dessas questes.
Diz-se que brevemente sahro para as cortes
da Syria, dous vasos de guerra hespinhes, con-
duzindo uma diviso respeitavel, commandada
pelo general Prim que actualmente se acha em
Paris, encarregado do uma misso particular.
Corre muto era segredo que o general O'Don-
nell, duque e Teluo, se lembra do fazer ab-
dicar a rainha D. Isabel a favor de seu filho D
Affonso. com a esperanca de ser encarregado da
regencia do reino durante a minoridadedo prin-
cipe real hespanhol, diz-se que o marido da rai-
nha auxilia os projectos do presidente do conse-
lho de ministros, pensando que o nomeem a
elle regento do reino; diz-so mais ainda, que
Luiz Napoleao nao extranho a estes conluios,
antes pelo contrario, os auxilia e anima
Diz a Independencia Belga que allespa'.ha ten-
cionava fazer um protesto contra a annexaco da
Sicilia ao Piemonte, aflin de reservar cora de
Hespanha os direitos evenluaes successo da
dynnaslia napolitana ; e que o governo hespa-
nhol, tinha recebido do governo francez o convi-
te officioso de renunciar a essa manil'eslaco,
por inopporluna c intil. O Dia jornal ministe-
rial hespanhol, diz que o governo est disposlo a
protestar contra loda a soluco dada na questo
da Italia meridional, que seja contraria aos di-
reitos que o a Hespanha os tratados europeos
vigentes, e que a Hespanha vai de accordo cora
a corte de Franga na questo napolitana.
D. Jno de Bourbon renunciou aos direitos, que
podesse vir a ter cora das Duas Sicilias, por
uma carta dirigida pelo seu secretario particular,
ao embaixador da Sardenha em Londres. Esta
carta o as nretences de D. Joo de Bourhon,
a querer-se metler em todas as quesles, foi re-
cebida com uma risada geral cm todos os jor-
naes da Europa Faz lembrar a historia do ano
da feira, que quera que tambera o prendessem
porque linha sido da bulla.
O cheque annunciado a liberdade de imprensa
hespanhola tem-se limitado, a serem cassados os
nmeros dos jornaes de ideas avanzadas que tra-
tara de alguma questo mais melindrosa. As-
sim lera acontecido quasi lodos os dias a Iberia
cora portugueza comraandava um transporte de ,|1uando '"'a da questo italiana, do empreslirao
sentenciados. Tudo isto sao consequencias da
falsa posico om que se acha o servico. quaudo os
merabros da familia real oceuparri lugares que
nao eslo em harmona com a sua alta gerarchia.
Corra quo o ministro da marinha (Carlos Bento
da Silva) chegou a pedir a sua exonerarlo a el-
rei, pois o embarque de seu augusto irmo foi
contra o seu voto.
A opnio geral que esle servigo nao serve
de Ilustrar ura principe, aules o co'lloca em ris-
co deadoecer gravemente nos climas africanos,
aiTreito, como S. A a febres intermitientes,
l.rapreza digna do seu nomo, era. na actual con-
junctura partir para Syra para proteger os chrs-
taos que a ferocidade musulmana lem persegui-
do com lodo o requinte da alrocidadee do pha-
natismo. Assim, seguira o infante as gloriosas
tradices e heroicos exemplos do oulros infantes
de Portugal, cujos feitos resplandecer nos pai-
zera as paginas mais Drilhanles da historia deste
paiz.
Ha Ires dias leve lugar na cmara alta um in-
cidente bem pouco parlamentar, cujas consequen-
cias podiam ser um lano serias. D. Carlos Mas-
carenhas, irmo do marquez de fronleira, mem-
bro daquella casa, ajudante de campo de el-rei.
coripheu do partido chamado cabralisla, e gene-
ral distincto, mais por sua valenta que por sua
inslruccao, dwse que proleslava em nome do
exercito portuguez contra a nomeaco do Sr.
Belchior Jos G.tcpz, tenenle-coronl de enge-
nheiros para ministro da guerra, par ser de pa-
tente inferior, que isto era rebaixar o exercito,
o coraprometler a disciplina.
A imprensa fez o seu dever, mostrando ao Sr.
Mascarenhas que a censura s p.idia, pelo modo
porque foi feita, dirigir-se cora, a quera per-
tence a livre nomeaco dos ministros segundo a
lettra da carta constitucional. Que o exercito
Ihe nao dera procurago para aquelle protesto,
allenlaloria das prerosatvas do throno, c que o
fado da patente do ministro era improcedente,
porquanto, Agostinho Jos Freir, Manoel Gon-
calves de Miranda, o baro da Ribeira de Sabro-
za, e ainda ha pouco o Sr. Antonio de Serpa,
(simples capilo de infantera) linhara exercido o
lugar de ministros da guerra.
O Sr. Avila tambem redargir ao digno par
com alguns destes precedentes, fazendo ver ao
inlcrpelante a inconslilucionalidade da sua dou-
trina. Recorreu enlao esle a outro genero de
attaquo menos curial, dizendo que a intelligen-
cia e conhecimenios do Sr. Garcez se nao poda
comparar com as habilitaces dos seus predeces-
sores.
Militares e nao militares, toda a gento exlra-
nhou que se fosse levar ao parlamento uma cou-
sa d'aquella ordem. No da seguale o Sr. D.
Carlos, foi declarar, que, por engao dos extrac-
tos tachigralicos se tinham interpeirado mal as
suas palavras ; que elle nao fallava em nome
do exercito e que nao fra o seu pensamento li-
mitar asprerogativas da cora. O ministro da
guerra, a pedido dos seus collegas nao foi a c-
mara dos pares respouder-lhe, mas parece que
se dirigir para o pago como dous decretos, um
para que o Sr. D. Carlos fosse demiltido do lugar
de ajudante de campo do soberano, e oulro para
do papa etc. etc.
Comecarara a conlar-se em Tnger oscem mi-
Ihes de reales da prirneira prestago das inderc-
nisares de guerra. O pagamento feilo era
oiro hespanhol, e do paiz, e em napolees de
prala e pesos. Contina a fallar-se na prxima
evacuarlo de Teluo, depois do primeiro paga-
mento Espera-se no Escuriel a Muliey-Abbas
e seus companheiros, que sero recebidos pela
rainha D. Izabel II, o que Ihe vera fazer esle
pedido.
No dia 9 falleceu em Teluo, depois de uma
grave c prolongada enfermidade, o general Rios.
Este bravo pedio que o seu corpo fosse sepulta-
do em Ceuta.
L.
INTERIOR.
RIO DE .1AMIIK,
RELATORIO
A. presentado a assembla geral le-
gislativa na <|u.iria sesso da de-
cima legislatura, pelos ministro e
secretario d'estado dos negocios
ila marinha, Francisco Xavier
Paes Barreta.
(Continuarlo.)
CORPO DE MACHINISTAS.
Sendo reconhecida a necessldade de uma esco-
la estahelecida no arsenal da corle, para habilitar
machinislas, cuja falla lo sensivel, foi creada,
e deve reger-se pelos estatutos annexos ao de-
creto n. 2,542 de 3 do marco ultimo. Nella s
podero malricular-se al40 aprendizes e opera-
rios do mesmo arsenal, os quaes. sendo appro-
vados, sero adraettidos as vagas do quadro res-
pectivo.
Alm destas oulras medidas de menor impor-
tancia foram anteriormente adoptadas, como ve-
ris dos avisos de 15 de junho, 29 do agoste e 10
de oulubro ltimos, annexos ao presente relato-
rio.
COMPANHIA DE APRENDIZES MENORES.
Do raappa n. 22 veris qu3l o eslado effectivo
das 3 companhids de menores existentes nos ar-
senaes.
A da corlo prosegue muilo regularmente.
A sexta parte de suas pracas acha-se em idade
e circurastancias de ser removida para a compa-
nhia de que trata o respectivo regulameato do
art. 12.
Posto nao esteja ainda completo o pessoal da
companhia de menores do arsenal de marinha da
provincia da Baha, o aspecto que aprsenla as-
ss esperancoso. Alguns menores, achando-sc
bastante adiantados, estao no caso de perceber
maior jornal, depois de passarem pelas provas
exigidas as instrueges provisorias alli em vi-
gor.
A de Pernambuco vai marchando bem, ejtem
fornecido artistas ao arsenal.
COMPANHIA DE ARTFICES MILITARES.
As duas companhias de artfices militares, crea-
das pelo decreto n. 54 de 26 de oulubro de 1840
no arsenal de marinha da corle, nenhum serviro
hoje preslam, em consequencia de sua n. org-
nisacao ; a reforma dos arsenaes, porm ha de
inlluir sobre ella benficamente.
O mappa n. 21 vos deixar ver o seu estado
actual.
DIOLES.
O engenheiro Heniy Law ainda nao poude con-
cluir o dique da ilha das Cobras. A machina a
vapor, motora das bombas do esgto, mandada
vir de Inglaterra, chegou, ao que parece, sem as
candicoes de solitfez c forcas necesarias. Este
; novo embaraco que o emprezario submelleu ao
conhecimenlo do governo, vcio ainda uma vez
retardar a obra.
O mesmo eogenheiro prope-se a fazer, por
( conla do governo, ao lado d'aquelle um onlro di-
que, destinado marinha mercanle.com propor-
goes para receber navios de 2,300 toneladas me-
j oante retribuirlo O novo dique poder ser tam-
bem aproveilado, segundo as urgencias do servi-
r naval, para os navios da marinha de guerra,
I era concurrencia com o que se esl concluindo.
tsle mullas vezes nao ser sufficente para es
exames e fabriros de navios da armada, sem re-
correr-se prejudicial, lenta e conseguinlemente
dispendiosa operaco de virar de querena, ao pas-
so que a pouca diil'erenca de nivel das mares no
porto do Ro de Janeiro impede de empregar com
vantagem os oulros meios conhecaos de por os
navios a secco.
Esta nova conslrucco me parece, pois, conve-
niente, e satisfaz uma necessidade da marinha de
guerra ; alem de que basla ronsiderar-sc a in-
tima allianra, que ha entre a duas mariiilias,
para reconhecer-se sempre um beneficio com-
mum o que se fizer a qualquer dolas isolada-
menle.
E' rauito atlendivel a circumstaneia de poder o
novo dniue ser construido cora a mesma admi-
nistrarlo, o mesmo pessoal experimentado e o
racimo material.
A isto accrcsce outra razo de economa e que
em todo caso, ler-se-ha mais larde de arrasar
parte do rochedo prximo ao dique em conslruc-
co, com o fim de se ganhar maior esparo para
a circulaco do mateiiol, e arejar o seu interior a
bem da saude dos operarios. Assim podia-se j
effectuar esse trabalhuem proveilo da nova obra,
que com as alteraces propostas ao projecto pelo
couselho naval, foi oicada pelo lente coronel
engenheiro das obras civis o militares da repar-
licao em 855:808S060,inclusive suas dependen-
cias, e as despezas com as necessarias desapro-
pnac.es.
O dique do Maranho tem progredido regular-
mente. Ao engenheiro Berlhol encarreguei de es-
luda-lo, por occasio de sua viagem aquella pro-
vincia para examinar o pharol de Sanl'Anna e
propor as alterarles de que porvculura caroca o
respectivo plano.
MADElllAS DE CONSTRUCCAO NAVAL.
A le n. 601 do 18 de siembro de 1850, pondo
a cargo do ministerio da marinha requisitar
a reserva das malas devolutas em que abun-
dem as madeiras proprias para as construc-
roes navaes, alicndeu a uma grande necessidade
a nossa marinha de guerra ; infelizmente, po-
rm, nao tendo a repartirlo geral das trros, em
sua ardua e diflicil trela de descriminar o domi-
nio particular do publico, podido proceder de-
marcarlo dos terrenos em que se acham essas
matas, que alias ainda nao sao bem conhecidas ;
nem podendo, talvez, faze-lo lo cedo.ficaram el-
las fora de uma adminislraco regular, e, portan-
te, entregues devastarlo,"como al aqu, em-
bora a lei commine penas aos que nellas derru-
bera. No entretanto conlinuo a colher informa-
roez quo me habililem a deliberar opporluna-
meole sobre este objecto, de aecrdo cora o mi-
nisterio do imperio
Nao basla que lenhamos a fortuna de pnssuir
malas lo ricas, indispensavel que o corte das
madeiras seja feilo segundo os processos hoje lo
conhecidos e que lano influeo na duraco deltas,
liradas fora de lempo, como cm gera praticam
os particulares, que as vendem ao estado, alguns
pouco escrupulosos o s movidos pelo lucro, ar-
ruinara-se fcilmente, comprometiendo cuslosas
conslrucces, que logo se inutilisam e as vezes
na occasio om que mais necessarias sao.
A meu ver, da maior ronveuieacia abrir cor-
tes por conta do eslado, sob a dirceco de pes-
soas enleudidas. Assim ler-sc-ha sempre arma-
zonada em quanlidade sufficente a madeira de
que mais necessitamos em nossas conslrucces,
da melhor qualiJade, seccas e por precos roais
razoaveis do que so oblem por cootratos'parlicu-
lares ; por isso hei de breveraeole por em exe-
cuo, com as alterarles que a experiencia haja
aconsclhado, o regulameato de 29 de novembro
de 1854, relativo ao corte do Para, e crear iguaes
eslabelecmenlos em outros pontos do imperio
Ao lado desses corles deve-se ir fazendo vi-
veiros das madeiras mais preciosas, aos quaes
havemos forzosamente recorrer em um futuro .
mais remoto, quando se exlinguirem filas as
florestas cora que lo prdigamente nos dolou a
natureza.
Sobre o assurapto de que rae teoho oceupado
pende de diciso do corpo legislativo um traba-
Iho para o qual chamo vossa altenco.
CAPITANAS DOS PORTOS.
Na historia de nossos estabelecimentos navaes,
assignala sem duvida uma poca de grande aspi-
rarlo ao progresso a lei n. 3j8 de 14 de agoste
de 1845, que autorisou a crearlo em cada pro-
vincia martima de uma capitana do porto, in-
cumbida da polica naval, melhoramenlo e con-
servado dos portos e seus acoradou'os, da
inspeceo e admioistraces dos phares, barcas
de soccorros. bausas, boias e barcas de cscava-
co, da matricula da gente do mar, e das tripo-
laces empregadas na navegado e trafico dos
mesmos portos e das cosas, e da pralicagem des-
las e das barras.
O regularaenlo n. 447 de 19 de n.a'10 de 1846.
dado para execucao dessa le, um trabalho que
revela a alta intelligencia e os conhecimentos
pralicos do estadista que enlao dirigia a repar-
licao da marinha.
No entretanto a experiencia de cerca dp 14 an-
nos tem demonstrado a uecessidade da reviso
desses dous actos dos poderes legislativo e exe-
culivo. Suas lacunas mais sensiveis -5 as altera-
ces de que mais carecem, tem-vossido aponli-
das, de lempos a esta parlo e sem inierrupQo.
nos relatorios de meus antecessores. Nao me
farei cargo de reproduzi-las, e apenas avivarei
algumas ideas cuja adopeo me parece que ten-
dera a organisar convenientemente esle impor-
tante ramo do servigo, que alarga se hoje por
um circulo mais vasto do que a principio Ihe foi
tragado.
Nenhuma provincia martima deve estar priva-
da de ura estabelecimeolo naval desta ordem,
com existencia independente, e por isso que nao
vejo razo para que provincia do Para, cujo
commercio de longo curso de cabotagem e Irafic
interiordos ros j consideravel, nao se torno
extensiva a disposigo do decreto n. 2,148 de 17
de abril de 1858, que, de conformidade com a lei
n. 939 de 26 de setembro de 1857, separou os lu-
gares de capiles dos portos das proviocas da
Bahia e Pernambuco dos de intendente e inspec-
tor dos respectivos arsenaes de marinha; mas
entendo que a organisago, de taes estabelecimen-
tos nao deve ser uniforme
As provincias mais adiantadas, cujo commer-
cio directo augmenta todos os dias, nao teem,
nesta parte, sr, mesmas necessidades das que
apenas fazerp. os primeiros esforgos para trans-
portar e distribuir os seus productos.
Divididas em tres categoras, segundo a impor-
tancia, martima das provincias, Aranam as ca-
?t

1


(2)
pitanias com o pessoal necessario, se, alm dos Cum o "ra de desvar as ateas, e daudo-se corae-
chefes, e dos delegados, capatazes e subcapatazes 5o a0 planto dos cmaros ou dudas, destinado a
indispensaveis, se dsse s de primeira classe *a-los.
D1A.RO DE Pgfifi&KBUCO. SBGURDl FEHU 20 DE AGOSTO DE 160.
dous ajudanles, um secretario e dous amanuen-
ses; s de segunda um ajudante, um secretario e
um amanuense ; e s de leroeira apenas um se-
cretario.
Ess6 pessoal seria o mais idneo sendo lirado,
sempre que nao houvesse iaconvenienle, denlre
os olliciaes inferiores da armada, preferindo-se
la-los.
No zelo, que presidir a estes trabalhos prepa-
ratorios, se funda a esperanza de que a obra do
melhoramcnto do porto do Ceara venha a ser
brevemente mais do que um projecto, urna im-
prtanle realidade.
PORTO DA PALAKTBA.
O crdito de 60:fle0$00. votado na lei n. 939
*# cAtiLnu, 4uc iiuuvusstcHi uuuuo oaixa por le-
rem preencbido o lempo legal, ou adquirido de- i'" ouuru uu crreme, auigo esias ourai ur-
feilo physico no servigo de -estado, urna vez que 8*nles> e o me descuidarei de proroove-las,
nao tiveasem inlcresse algum no trauco das em- Para barcacoes a fri te. iiecessarios.
PORTO PE PERHAMBUCO.
O Engenheiro Thomas Dixon Lawden apresen-
Itl il m nrmaplr tn%i\ n'i. M .. .__a___
barcacOes a fnle.
Convertidos em rendas do estado os emolu-
mentos que ora competem aos secretarios earre- u augenueiro momas uixon Lawden apresen-
cadados pelas collectorias, poder-se-hia mais ,0.u ura projecto que nao prejudica as construc-
equitalivamente retribuir es servicos dense* wn- I cs em andamento, secundo o alano oreanioniln
equitativamente retribuir es servicos desses em- lC(cs em andamento, segundo o plano orgauisado
peia commissao especial nomeada era 1819. dan-
do maior desenvolvimento a esta obra. Este pro-
pregados.
Assim organisadas, c com o material indispen- H ma'or uesenvotvimento a esta obra. Este pro-
savel para salisfazer ao menos as suas principaes Jccl f' submettido ao exame do conselho naval
incumbencias, promelleriam as capitanas dos ; e uo engeuheiro Williara Marlineaux. D'esse
portos, em um futuro nao menos remolo, gran-j elame. porm, nao resultou urna solugao Qnal.
des resultados; como se acbam, porm, defi- A unia commissao composta
ipgo maritima, q
porlancia, se altenda a esta urgente reforma,
xigindo-se servicos reaes na marinha de guerra
em troca da isenco do servico da guarda nacio-
nal e do exercilo, garantida "aos empregados na
vida do mar.
Feilas estas ligeiras considerares, passo a re-
sumir os fados mais importantes', relativos a este
ramo de servigo, que se teem dado da apresen-
tago do ultimo relatorio da marinha al hoje.
Sendo continuas as qucixas contra os donos de
embarcages raiudas, que diariamente se empre-
gam no trafico do porto da corlee da capital da
provincia do Rio de Janeiro, j sobre a maneira
por que fazem o servido, j quanlo a retribuicao
quo por elle exigem, quasi sompre exorbitante,
consullou-se, em 8 de marco do correte anno,
cerca das medidas que convenha lomar, ao con-
selho naval, que anda nao emiltio parocer.
0 art. 13 do regulamento n. 447 de 19 de maio
de 1846, dispe que ninguem poder fazer ater-
ros, ou obras no lilloral do porto ou ros nave-
gareis, sem que tenha obtido liconca da cmara
I'' il 'i I i l n :i I ni'I.i rinihiiii fin imicI., ?.-.% ,Ia..I...
o exame, de todos os" trabalhos existentes. O
parecer d'essa commissao acha-se annexo a este
relatorio.
_ Pareceu conveniente ouvir cerca de opinies
lao encontradas, e era assumpto lo ponderoso,
a um engenheiro Hydraulico do primeira ordem.
Ordenou-se a legago imperial em Londres que
o contrete. Aguarda o governo a sua chegada
para, assenlado o plano definitivo, dar-lhe
prompta execucao.
As obras em andamento leera tido o seguinle
progresso.
Conlraclou-se a construccao de urna extensa
linha de caes nos Iugar,es que ainda o nao teem,
pelo lado da bacia do porto e margem do rio
no bairro de Sanio Antonio, entre as duas pon-
tes denominadas do Recife e Provisoria a ;
considerando-so estas obras preliminares e parle
integrante das de melhoramento do porto.
A parte do caes entre as pontes acha-se con-
cluida, cora o aterro, rampas e canos do esglo.
A restante progride e deve ficar prompta cm 16
de abril de 1862.
municipal e pela capitauia do perlo seja declara- de arl' de 1862.
3o, deppis de feitos os devidos exaues, que nao I Contractou-se mais 135 bragas de caes n8s mes-
prejudicam o bom estado do porto ou rios, os I mas condicoes entre a ponte provisoria e o
lanco j construido ao lado do theatro.
prejudieam -------- .----- K., uu ,
estabelecimentos uacionaes da marinha de guerra
e os logradouros pblicos.
No exercicio desta attrtbuico podem os capi-
les dos portos achar-se muilas vezes em con-
flicto cora as municipalidades, e tanto mais
quanto a legislaco em vigor nao define bera os
limites da polica naval com os da municipal.
Querendo acaulelar laes conflictos, e aoraesmo
lempo exercer urna benfica iulervencao na con-
cesso das licencas para a construccao de trapi-
0 balisamenlo acht-so promplo, e augmenta-
do com mais una boia no extremo E. dos baixos
de ltnda ; e em va de execuco o seguinle : 1.
a muralha ou ces de 0. em conlinuaco do ar-
senal de marinha, com 282 1|2 bragas"correntes
j feitas, faltando para a conclusSo 90 1|2 ; 2.
a muralha ou paredo da ilha do Nogeira, com
517 1[2 bragas correles, faltando para ser con-
cluido soraente o euchimenlo e rvestimento de
2(4 lj2 bracas ; 3. a muralha sobro o recife,
ches, ou proloogameuto dos que'exisitem os jL faas ; 3 a rauralha sobre o recife,
que* ontondem cora importantes direitos* de I '" *. "??s ,correnles ia fetas. fallando 39
propriedade, e as respectivas obras, que tanto i '
nlluem sobre a conservaco dos portos. ordenei!
,%m em 20 de oulubro do 1859 capitauia do porto
da corte e provincia do Rio de Janeiro que nao
conceda laes licengas, sera previa autorisaefio da
secretaria de estado, qual dever reretler,
competentemente informados, os requeriracntos
que Ihe forera dirigidos, e declarei-lhe em aviso
de 16 de dezembro do mesmo anno que, obtidas
as licencas, que cora prebendara terrenos de ma-
rinhas, se deve entender sompre substancial eex-
pressa a ciausula de se nao fazerem os alerros
antes de construidas e eleyadas altura conve-
niente as muralhas, que devam conl-los e se-
gura-losl
Suscitou-se duvida acerca do limite da juris-
dicciio dos capites de portos sobre abalroamentos
dentro dos portos ; o governo declarou, por avi-
so de 9 de abril ultimo, que, nos termos do de-
creto n. 20;0 de 18 de novembro de 1857, nao
cabe s capitanas julgar os prejuizos e damnos
cansados por abalroa^So, tanto no alto mar como
para ser concluida.
Da lapagem da barreta do Sul e da escavagao
da barra do Pico nao tralnu-se ainda, porque,
quanlo primeira, nao coovm ompreheudela
sem concluir-se a muralha da ilha do Nogueira,
e cntendeu-se dever substitui-la urna comporta
para dar livre enlrada s aguas as endientes;
e quanto segunda pela falla de meios praticos,
e nao hiver urgencia n'csse trabalno.
PORTO 0E S. PEDRO DO RIO GRANDE DO SUL.
Os melhoraraenlos d'esle porto por meio de
obras d'arle, quando de posstvel execugo, es-
tariam fra do alcance de nossos recursos.
Por ora nos temos limitado a dota-lo de bar-
cas do escaragao.
A barca de escavagao, empregada na Lagoa
dos Palos acha-se imposibilitada de Irabalhar
pelo seu mo estado ; porm, depois da repara-
da, o que se far brevemente, pode ser applica-
da desobstruego de certos canaes
Para o denominado da Barca foi contacta-
da outra com Miers Irmaos & Maylor.
Deve vir de Inglaterra em chapas, e, mesmo
nos portos do imperio, e indemnisacoes corres-1 h? ,Ir In8lalerra em chapas, e, mesmo
pondentes, incumbindo lao smenle as mesmas a^sa.^raaJ^ sera reraettida para aquella pro-
capitanias verificar, na forma do respectivo regu- '
lamenlo.se houve infraegao da polica do porto
para o eireito nico deapplicar a penalidade oue
por ella couber.
Knlrou tambera em duvida, se competa s ca-
pitanas de portos conceder licencas para a ad-
misso de Irabalhadores bordo d'os navios, tan-
to para a descarga de lastro, como para a dosge-
neros de estiva. De accordo os dous ministerios
d.i marinha e da fazenda, rcsolveu-se, por aviso
de 24 de novembro ultimo, suslenUndo a exclu-
siva competencia da alfandega nos termos da le-
gislarlo vigente.
Nomeados, por decreto do 29 de outubro ul-
timo, chefe e secretario para a capitana do porto
do Hio Grande o Norte, creada pelo decreto n.
1,941 de 11 do julho do 1857, tem-sc providen-
ciado de modo a ser provida do necessario ma-
terial.
Parece-me urna necessidade restringir a capi-
tana da corle aos limites do municipio neutro,
baha de S. Sebastian, barra e costa respectivas]
e anda assim Mear ella por demais onereda. A i
provincia do Rio de Janeiro deve ler i sua capi-
tana indepeudeiitp, coja sede poder ser a barra
de Campos, de difficil accesso o prxima a ou-
tra quasi as mesmas circuuisUncias, a do Ila-
bapona.
A provincia do Ro Grande do Sul, dividida
cm quatro zonas, a da barra e costa do Atlnti-
co, a do interior da Laga dos Palos, a da fron-
0 canal da Barca reclama obras sobre as
quaes representaran) ao governo s respectiva
presidencia^ e a commissao administrativa da
Associacao l'.ommercial E* este um objec-
to importante, e para resolve-lo julguei conve-
niente ouvir o conselho naval.
PRATICAC-ENS DE PORTOS, BARRAS E
COSTAS.
Esto servico, por sua natureza, deve antes
estar a cargo da industria particular do que sob
a tutella do governo, que a si o loma, porque a
navegaco aiuda nao attingo um tal desenvolvi-
mento que o dispense, de intervir benficamente
n este poni, como em tantos outros.
Se aiuda nao est efficazmonte organisado, tem
ao menos merecido todos os cuidados compati-
veis com as nossas circumslancias.
O pessoal das associacoes dos praticos existe
regulansado em alguraas provincias, e em outras
Ise-lo-ha brevemente.
Os praticos que ha, porm, sao insuincientes,
je o engajamenlo de marinheiros hollandezes,
mandado faaer por um de meus antecessores,
i ara supprir a sua falla, nao se lem podido rea-
lisar.
Quanto ao material, tem-se felo balizar algu-
mas entrados de portos, enllocando boias em
outros e otalaias em poucos.
<>s curraesde peixc continuara a crear emba-
razos navegaco Tem-se recomraendado s
i 7, 7 i- V ,. leira do Lslado Oriental, cujo centro Jaguarao presidencias das provincias a rigorosa observan-
C a Oas marseilS do LruZUOV or Inda n ovlon_ ca d.is rirnul.irao .1 > .i u.ii i-. fQ-,1 io j.
e a das margeos do Uruguay por toda a oxten-
sao <1a comarca do Algrete, tem na 1.a a capita-
na do Porto na cidade do Rio Grande do Sul :
na 2 a delegacia de Porto Alegre ; Jaguarao e
Lruguayana. porm, ainda nao foram dotadas de
sementantes estabelecimenlos. Tendo sido ou-
vido o conselho de estado, pens na sua
ere a cao.
embarcagOes
navegam as
Era urna necessidade obrigar as
ue vela e as movidas a vapor, que
i asAaa dos Pii ii"m .' ^ y*" 'ra esiacao aos praticos do Para, que existe em
ttt^X^V&tU^\'.~ Salina deve ser Movida para o
na de S. Pedro do Rio Grande do Sul, a trazerem
pliaroes durante a noile, e os aprestos indispen-
saveis para soccorrer as tripolages e passagei-
ros, no caso de algum sinislro : era igualmente
urna necessidade estabelecer oulras providen-
cias, que tornassem segura cssa navegagao. de
accordo com as disposiges do captulo VI do re-
-"ujamento mandado observar pelo decreto n
4, de 19 de maio de 1846. A tudo isso atten-
aeu o regulamenlo, que baixou com o avio de
1 de outubro de 1839, que se acha annexo.
Julg'iei conveniente fazer acquisicao de um
terreno e casas na Pona da Macega^ na cidade
do Kio Grande do Sul, para estabelecimenlo da
capitana que j nlli se acha. Foi comprado ao
r-iwi3'0 Josda Rcna Pe|a quanlia de ris......
oa:000j>, obrigando-se o vendedor a construir all
urna ponle de madeira de lei, um pontelho para
esgoto e urna estrada que ligue este eslabeleci-
mcnlo cidade.
MELHORAMENTOS DE PORTOS.
PORTO DO J1ARAMIAO.
loi incumbido o engenheiroFlorent Berlhot de
estudar as causas que aduam para a obstruccao
continua desle porto. Sem um plano bem medi-
tado, em que assenlcm as obras de conservaco
sera em pura perda tudo quanto nellas se des-
pender.
No entretanto, estando de todo arruinada a
barca de escavago que all exslia, contratou-se
com Joo da Costa Santos outra, cuja quilha foi
assenteda no estaleiro a 4 do fevereiro ultimo
achando-se grande parte das madeiras uccessa-
nas reunidas e j galivadas, em ordem a dar-se
andamento construegao.
V'erifica-se que a quanlia. primitivamenle or-
eada para o caes da Sagragao, est a quem da
que na de custar esta obra 0 respectivo enge-
nheiro informa que 178 bragas, actualmente cons-
Kn^\ leJera Custad0 ^MaHO, e orea em
" 5 a desPeza necessaria para a construccao
uas d87 bragas restantes.
PORTO DO CEARA
Aos esludos feitos pelo corodel de engenheiros
icardo Jos Gomes Jardim accresceram os do
engenheiro Florent Berthot, desenvolvidos em
o,Tvi,nTra0na' q'!e ? rsPecl" presidencia me
i. ?1 acomPa,,l""la do plano de raelhoramen-
11 Ja T\m porto- gvo reconhece a ne-
Sl1" emP^hende-los. porgue del les 2?.
K&SZ faDde p0r,e' OwenVohimento da
industria edo coramercio da importante provincia
^.T" n,a.Vlnda "ulreduvid cercada effi-
cactadas medidas propoatas; carece de esclarec -
renlos mais cabaes sobre que possa assentar urna
ulugao defintUva. e assim recomraendou &
presidencia que nao afrouxe no erapenho de co-
jn6**ios>
No enlrelinlo, de conforroidade com o pare-
cer emiiudo pelo conselho naval em consulta n.
rn mandou proceder aos trabalhos de conservaco
indicados pelo engenheiro Berthot, construindo-
o no lugar denominado Meirelle* uma.aurolha
ca das circulares de 2 de abril de 1853 e 18 de
marco de 1830, mandando demolir ou remover
aquellos curraos, que lizerem daino navega-
gao dos ros, porloa e costas, e nao consentindo
que outros se estabelegam n'cssas circumslancias.
Trato de dar um regulamento, que concile,
quanto for possivel, a industiia da pesca exer-
cida por este meio e as necessidades da franca
navegaco.
A estagao dos praticos do Para, que existe era
mar, onde mais servicos pode prestar.
A falta de praticos.'que conhegara a costa d'a-
quella provincia as proximidades das possessoes
francezas, determinou o embarque de um pratico
o um ajudante na canhoneira que anda ali explo-
rando os nossos limites.
Tambera preciso habilitar outros praticos na
navegagao Amazonas e seus affluentes, o que
s se conseguir embarcando-os em navios de
vela, e nao nos vapores da Companhia de nave-
gaco e commercio do Amazonas, que fazcm
sempre o mesmo trajelo.
Exislera feitas as boias quo em diversos pontos
do Amazonas teem de ser collocadas, segundo o
plano do capitao tenente Francisco Parahybuna
dos Res.
No Maranhao, Piauhy e Cear mandou-sc ex-
plorar e demarcar por meio de boais os pontos,
em que teem de tocar os vapores da Companhia
de navegagao do Maranhao.
A' pralicagem do porto, barras e costas do
Ceara deo-se o regulamento que acsmpanhou o
aviso de 22 de novembro do anno prximo lindo.
0 servigo da pralicagem de S. Joo da Barra,
na provincia do Rio de Janeiro, que incompe-
tentemente existia a cargo da respectiva munici-
potidode, ser opportunaraente organisada como
convm.
0 servigo exclusivo de reboque na barra da
provincia de S. Pedro do Rio Grande do Sul,
tanto para fra d'ella, como para dentro al s
cidades do Rio Grande do Sul e S. Jos do Norte
toi contratado com Joo Tarrand Thomaz em 18
de margo de 1859. como vos noticiou o meu an-
tecessor em seu relatorio.
Esse contrato seffreu urna modificagao em 8 de
outubro do mesmo anno, estipulando-so condi-
goes que cram reclamadas pelo commercio, e es-
tabelecendo-se a clausula da resciso logo que o
governo queria fazer aquelle servigo por admi-
nislracao. O contraanle acqniesceu do boa von-
- lade a cssas modiflcaces.
PEA ROES.
Para. Acham-se collocados no Amszonas 4
pharoletes, construidos segundo o plano do ca-
pito lente Francisco Parahybuna dos Res ;
un no Goiabsl, em Io 37' de laliludo S. e 51
30 longitude O. do meridiano de Pars; oulro
em Panacuera, era Io 44' 30" lalitude S. e 51
2o 40" longitude O : outro era oJutahy, era Io
51 lalitude S, e 52 1? longitude O ; e o ultimo
no Mananno, em Io 47' 30" lalitude S, 52 28'
longitude O. Em lempo calmo podem ser vislos
na distancia de 9 milhas.
Brevemente ser collocado outro na ilha da
Colijuba.
Maranhao. Mandou-3e substituir os candiei-
ros que linha opharol de S. Marcos por oulros a
dupla corrrente do ar.
Depois do autorisada a despeza de 9:120166
cora o concert do pharol da ilha de San'Anna
cresceu a sua ruina por tal modo, em conse-
quencia da deslruigao da ilha, cada vez mais in-
vadida pelo mar, que o exaonuasso o engenheiro Berlhu para in-
formar : Io se Picar resguardado das invasoes do
mar pelas obras de seguraoca que se esto co*s-
Iruindo, ou se ainda ser preciso awr tras,
deveado, n'este caso, aprosentar a planta e rga-
meolo das necessarias ; 2* se nao ser preerivel
construir novo pharol em outro ponto, m evito-
car no mesmo lugar um de parafuso.
No entretanto est se construindo um rAarol
provisorio, no qual sera montado o machinismo
do aotigo, que foi necessario arrear, porque po-
da des-bar com a torre.
Sergipe.Para a alalaia da barra do Cotingui-
ba mandou-se vir de Inglaterra urna Un terna.
Uakiit, ra urna necessidade indeclinavel
construir um pharol m urna das ilhas dos Abro-
lhos. Foi escolhida a ilha de Santa Barbara co-
mo a mais apropriada, e contratou-se a contruc-
co com Miers Irmaos & Maylor oela auanlia de
83:000000.
Rio de Jamiro. A-construegao do aovo pha-
rol de Cabo Fri, que deve ser collocado no Fo-
cinho do Cabo, todo de ferro fundido, com p-
parelho ptico de rotago e accessorios, o urna
casa separada para deposito e habiUgo dos em-
pregados, foi contratada com Thomaz Dixon
Lawden pela quanlia de 7:000 3, ao cambio de
27, paga em 3 prestaedes.
S.Paulo. O apprelho de luz do pharol da
ilha da Moela vai ser substituido por doze
lampadas de Argent, ou a dupla corrente de ar,
com rededores prateados, aproveitando-se a tor-
re existente.
Santa Calharina. J foi remellido o app-
relho de luz necessario ao pharol que se esl
conslruindo na Pona dos Naufragados.
S. Pedro do Rio Grande do Sul.O pharol de
Itapoa acha-se concluido o devera comecar a
illuminar-se no dia Io de margo ultimo. Est
elevado as maiores enchenles altura de 73
palmos sobre a superficie das aguas. Aprsenla
duas luzes de cor vermelha para o S, e urna pa-
ra O, visiveis na distancia de 13 milhas.
A torre de de Christovo Pereira j subiu ao
respaldo das quatro vigas mestras em que deve
sor parafuzada a saia de ferro, e posto o demais
apprelho das lanternas Na altura, pois, de
114 palmos nao podem progredir as obras de al-
venaria por falla daquelIe_apparelho, que j chc-
gou, e brevemento para ali ser remellido.
O de Bojar est construido al a altura em
que deve receber o apprelho de luz, que tam-
bera acaba de chegar. O pharol provisirorio,
construido de madeira em 1849, acha-se arrui-
nado, mas pode servir at concluir-se o novo,
O de Barba Negra, tambem de madeira c pro-
visorio, carece de reparos.
Seria muito conveniente assentar-se em ura
systema geral de Pharoes ; mais esse um tra-
balho que exige cxplorages, que nao podemos
fazer seno lenta e parliculnmenlc. No entretanto
acha-se airela ao conselho naval urna proposla
de Thomaz Dixon Lawdera para construir pha-
roes por toda a costa do imperio.
CENSO MARTIMO.
Dos mappassob ns. 25 a 27, aonexos a este re-
latorio, veris o desebvolvmento que teem tido
a navegaco nacional de longo curso e de cabo-
tagem, a pescara e o trafico dos portos e rios da
capital e de alguraas provincias. Esses docu-
mentos resumem-se nos seguintcs dados.
1859.
Para.
Embarcages :
De longo" curso.............
De cabolagera..............
Do trafico dos portos e rios.
67
16
433
Pessoal :
De longo curso..............
De cabotagem..............
De trafico dos portos e rios.
516
892
485
1,995
~3,372
Livres...
Escravos.
Maranhilo.
Embarcages :
De longocurso..............
De cabotagem...............
De trafico dos portos e rios.
De pescara.................
Pessoal :
De longo curso.............
De cabotagem..............
Do trafico dos portos u rios.
Do pescara................\
Livres...
Escravos.
Piauh'j.
EmbarcagOes:
Do cabotagem..............
De trafico dos portos i) rios.
De pescara..................
Tessoal :
De cacolagem...............
De trafico dos portos e rios.
De pescara.................
Livres..........
Escravos........
Cear.
Embarcaces :
De cabotagem..............
De trafico dos portos 3 rios.
De pescara.................
Pessoal :
De cabolahem.......
De trafico dos portos
De pescara..........
nos.
Livres...
Escravos
Pcrnambuco.
Embarcages :
De longo curso..........
De cabotagem.............
De trafico portos e rios...
De pescara..............
Pessoal :
De longo curso.............
De cabotagem............,.
De trafico dos postos e rios.
De pescara................,
Livres .....
Escravos.
Alagos.
Embarcages :
De cabotagem..............
De trafico dos portos e rios.
De pescara.................
Pessoa :
De cabotagem...............
De trafico dos portos e rios.
De pescara.................
Livres...,
Escravos.
. Serytjie,
Embarcages:
De cabotagem..............
De trafico dos portn e rios.
De pescara.................
Pessoal :
De cabotagem...............
De trafico dos portos e rios.
De pescaiia.................
2
26
314
46
388
23
279
1,046
I
1,429
995
434
8
232
9
249
130
521
52
703
682
21
19
39
340
398
195
171
710
1,076
1,058
18
17
49
797
783
1,646
255
693
859
745
2,552
2,013
539
156
1.024
150
30
776
177
70
1,023
958
65
10
625
99
734
1,023
447
115
1,585
Livres...
Escravos.
Baha.
Embarcages:
De longocurso..............
Be cebotatgem..............
0* tranc dos portos e rios.
Be pescara ..............
Pessoal :
De longo curso..............
De cabotagem..............
De trafico dos portos e rios.
De pescara.................
Livres ....
Escravos ...
.4l6
167
15
530
2,349
1,735
1,629
Espiro Santo.
EmbarcagOes :
De cabotagem...............
De trauco dos portos e rios.
De pescara................,.
Pessoal ;
De cabotagem...............
Do trafico dos portos o rios.
De pescara.................
Livres .
Escravos
Rio de Janeiro.
Embarcages :
De longo curso..............
De cabotagem..............
De trafico dos portos e rios.
De pescara................,
Pessoal :
Do longo curso.............
De cabotagem..............
De trafico dos portos e rios.
De pescara.................
Livres...
Escravos
5. Paulo.
Embarcages :
De cabotagem..............
De trafico dos portos e rios.
De pescara................
Pessoal:
De cabotagem..............
De Irafico dos portos e rios.
De pescara ................
Livres...
Escravos.
Sania Calharina.
Embarcaces :
De cabotagem..............
Do trafico dos portos e rios.
De pescara.................
12.018
18
3,380
39
240
64
343
345
0
422
707
590
177
42
375
1,530
1,246
3,193
944
9.702
3,736
1,889
16,271
Ti 24
7,147
3
0
149
152
23
0
178
"io
199
2
200
153
34
387
Pessoal :
De cabotagem ..............
De trafico dos portos e rios.
De pescara................
Livres..........
Escravos.......
777
393
Rio Grande do Sul.
Embarcages :
De longocurso..............
De cabolagem...............
Do trafico dos porlos e rios.
De pescara.................
:\
Pessoal
De longocurso..............
De cabotagem...............
De trafico dos porlos e rios.
De pescara ................
Livres...
Escravos
3
37
1,809
339
2.188
44
529
2.893
403
3.869
2,527
1,342
RESUMO GERAL DAS TREZE PROVINCIAS.
Embarcaces :
De longo "curso.............. 146
De cabolagera .............. 1,468
De Irafico dos porlos e rios. 9,545
Do pescara................. 4,994
Pessoal :
De longo curso..............
De cabotagem...............
De trafico dos porlos e ros .
De pescara.................
16,153
2,615
17.539
16,955
8,927
46,036
Livres.......... 32.306
Escravos....... 13,730
No perodo de 1857 a 1859, -islo c, nos tres
ltimos annos, do os maopas junios os seguintes
resullados comparativos :
Maranhao.
Embarcaces :
De longocurso
De cabotagem...............
De trafico dos portos e rios.
De pescaria.................
Diminuigo.
Pessoal :
Do longo curso..............
De cabotagem................
De trafico dos portos o rios..
De pescara..................
Diminuigo.....
Pernambvco.
Embarcages :
De longocurso.............
De cabotagem...............
Do trafico dos portos e rios.
De pescaria.................
0
+ 4
t 2
- 54
48
3
t 94
-375
45
~329
Diminuigo.
11
5
85
- 25

94
Pessoal :
De longo curso..............
De cabotagem...............
De trafico dos portos e rios.
De pescaria.................
Augmento......
Alagas.
Embarcages :
De cabotagem................
De trafico dos portos e ros..
De pescaria.................,
+ 130
-- 77
28
229
+ 120
+ 890
943
Augmento.
Pessoal :
De cabotagem................
De trafico dos portos e rios..
De pescaria..................
Diminuigo......
. Strgipe.
Embarcages :
De cabolagem................
De trafico dos portse rios..
De pescara..................
Diminuigo.
67
.163
-261
11
"~435
-201
+146
39
De cabolagem...............
De trafico dos portos e rios.
De pescaria................
Diminuigo.
Baha
Embarcages:
De longo cuno.....,____..
De cabotagem. .............
De trafico dos portos e nos.
Do pescaria.................
Augmento.
-b98
+ 89
I so
759
t 5
58
307
2-
584
Pessoal :
De longo corso.............
Do cabolagem...............
De trafico dos portos e rios!.
De pescaria..................
Augmento.
Espirito Santo.
Embarcaces :
De cabotagem................
De trafico dos portos e tos..
De pescaria..................
Augmento.
Pessoal :
De cabotagem................
De trafico dos portos e rios."
De pescaria................
f 16
4 12
32
+ 163
238
+ 67
Diminuigo.
S
Rio de Janeiro.
Embarcages :
De longo" curso.............
De cabolagera...............
De trafico dos portos e rios!
De pescaria.................
Augmento.
Pessoal :
De longo curso.............
De cabolagem...............
De Irafico dos portos e rios.
De pescaria.................
t 2
1
T 11 2
14
+ ' 103
_ 26
29
T 5
Augmento.
53
Santa Calharina.
Embarcages :
De longo curso.
De cabotagem..............
De Irafico dos portos e ros..
De pescaria.
Augmento.
Pessoal :
De longo curso.
De cabotagem................
De trafico dos portos e ros.
De pescaria.................
Diminuigo....
Rio Grande do Sul.
Embarcages :
De longo curso..............
De cabolagera..............
De trafico dos portos e rios
De pescaria.................
Augmento.
Pessoal:
De longo curso.......
De cabotagem.......
Do trafico dos portos
De pescaria..........
e ros
Augmento.
+ 92
-241
_+J4
115
3
- 222
+ 517
t 5
297
30
1158
+ 1881
- 17
676
Pessoal :
CORPO DOS OFFICIAES DA ARMADA.
Sua Magestadeo Imperador deo mais urna pro-
va de prego a osla corporacao, lao digna das at-
lengoes do governo. preenciiendo, por urna pro-
raogao, no fautissmo dia dous de dezembro ul-
timo algumas vagas que exisliam no -respectivo
quadro.
A promocao annua inconleslavelmente de
um etieito salular. Compensando, de algum mo-
do, a exiguidade dos vencimoiitos quo o Estado
ollerccc era recompensa de funecoes lao arduas
pela esperanca de ura futuro mais lsongeiro, ex-
cita o zelo.e entretern a emulagao em todas as
ciasses. fc. por isso que so torna de grande ur-
gencia com a maior parte dos meus antecesso-
res o digo, a conversao em le do projedo, j ap-
provado na cmara temporaria, sobre este to
importante assumpto, com as modificagesde que
por ventura carega.
As leis que actualmente vigorara, o .Vivar de
H de oulubro de 1796 e o decreto de 13 de no-
vembro de 1800, nao estabelecem a conveniente
harmona entre o principio da antiguidade, que
mantera o direilo cornmum de todo o official a
ser promovido, coda escolha, que garante a pre-
lerencia do mais apto, sempre no maior inleres-
se do servico.
A antiguidade, como le fatal, que bazee o di-
reilo apenas em urna dala, nao pode ser igual-
mente aquinhoada com o merecimenlo, que o as-
senta no talento, na illustracao e no devotamen-
10 i causa publica. Os officiaes que oceupam os
primeiros poslos poderao ser promovidos, alten-
dendo-so mais sua antiguidade do que ao seu
merecimenlo relativo : mas o principio da esco-
Iha deve augmentar o seu predominio medida
que sobe na escalados postos, at tornar-se ex-
clusivo nos superiores, lanas veze3 chamados a
commissoes importantes, em que se acham com-
proraettidos os mais sagrados inleresses do Es-
tado. O arbitrio, 8ssim dexudo ao governo, en-
contra correctivo a qualquer excesso as condi-
goes que devero determinar os accessos.
Sem urna boa lei de promoces, sem o oppor-
uno melhoramento dos sidos actuaos, estmu-
los indispensaveisem toda parle e raormente em
um pan como o nosso, que nao nutre a vocago
pela vida do mar, nao teremos .narinha de guerra.
A prova do que digo est no fado, mais de tima
vez proclamado, da tendencia que mostrara os
officiaes de marinha para deixarem o servico ac-
tivo por eropregos era trra e commissoes "parti-
culares.
O erapenho que o governo lem tido em contra-
riar cssa tendencia, nao sufficiente para des-
trui-la : exige ella emprego de meios mais po-
derosos, e que fallem s nobres aspirases, e
ao inlcresse legitimo do horaem.
Langae a vista para o mappa annexo a esle
relatoiio sob n. 3, demonstrando os officiaes de
que se compe o corpo, destino e emprego actual
de cada um delles, e veris que as patentes su-
periores, que em seu eslado completo nao seriam
de sobra para dellassahirera os commandanles c
mmedialos, distrahidos para os empregos de
Ierra, croados nestes ltimos lempos, pedem
augmento na respectiva escala, sob pena de ftea-
rem as embarcages entregues.com quebra da
disciplina, a officiaes de patentes inferiores s
qne tem direilo pelas classes a que perlencem ;
que tambem nao chegam para o servigo ordina-
rio os officiaes subalternos, e que esle'mal ag-
gravado pelos officiaes inuteis, que uo entretan-
to se conservam na escala, embargando o passo
a outros as condices de servirem, e na posse
de direitos, que s aos que trabalham devem
pertencer; e reconhecereis, que tudo isto pede
urna medida legislativa.
Nao eslou longe de pensar, de acedrdo com o
conselho naval, que a oceupaco de emp/egos
estranhos repartigao da marinha, deve impor-
tar a sahida do official do quadro effeclivo, e al
em cerlos casos, a sua reforma ou demisso.
A primeira classe deve ser privativa dos offi-
ciaes de embarque principalmente, e para os
que em Ierra servirem, por ccmmisso durante
prazos determinados, empregos de marinha,
vislo como os ha que nao podem ser preenchi-
dos seno por officiaes da armada.
A segunda classe indispensavel; n'ella de-
vem os officiaes doentes, ou por justos motivos
ausentes do servigo da reparlico. esperar passa-
gem para a primeira classe ou reforma com sol-
do proporcional; roas essa espera nao pode ser
indefinida, carec6 ser rasoavelmente limitada,
do contraro despender o estado com officiaes"
entregues occiosidade ou a trabalhos estranhos
pronsso. contra o que quer a verdadeira in-
telhgencia do decreto do Io de dezembro de 1841
combinado com o de 31 de julho de 1852.
A diminuigo do nnmero de officiaes subalter-
nos do quadro as respectivas classes e o cor-
respondente augmento as superiores, seriam
medidas, que, abrindo espago promocao, alen-
unam os jovens officiaes da armada, que hoje
recuso dianle de urna vida sem futuro aseas li-
songeiro.
O art. 141 do regulamento que acoropanhou o
decreto d. 2,163 .do Io de nuio de 1858, impoz
aosegundos lente* sabidos da classe dos pi-
lotos a obrigago de nao passarera aos postos
superiores, seno depois de examinados na es-
cola de marinha em certas materias.
, ,. c,su8u,a' PeJen>. veu ver, a justico e
lmnK1' 1 Serfi' que 8ea 'untada.
Alguns d esses officiaes, que. tendo exhibido por
h\?L- *ro?as iucontestaveis de suas
.J.iS, '.r ,uPrin>8 s quo poderodar
na escola, obt.veram a promego sem condigao-
alguma, sao astim feridoa por urna dspoaicao
de le retroactiva ; e lodos elles fazcm grande
subaiterDosCarenC,,,, "*8"aiad8' de offlci3
Por aviso de II de ootobro do auno prximo
lindo marquei os ajudaj do cusi que devem ser
abonadas aos officiaes do corpo da armada e das
classes a elle annexas. quando sahirem da corlo
em commissao para a provincia de Matto-Grosso-
e colbo as necessarias informages a firo de rc-
gnlar os ?etretmentos a que teem direito quando
regresso das commissoes em que sao emore-
gados. K
Conlinuam na Europa os segundos tenenles
Emilio Augusto de Mello e AlvHn, Eduardo Van-
denkolk, James Gomes d'Argolo Ferro e Fran-
cisco Jorge da Silva Araujo, que, em virtude do
disposto no art. 136 do regulamento annexo ao
decreto n. 2,163 do Io de maio de 1858, foram
Horneados em 14 de dezembro seguinte para es-
tudar a cooslrucco de machinas de vapor na-
vaes* Exig em 27 de dezembro ultimo que a
legacao imperial em Londres me envi semes-
tralmente attestados dos direitoresdos estabeleci-
menlos em que elles praticarem, pelos quaes so
possa ajuizar do seu merecimenlo e aproveita-
raenlo; e em aviso de 14 de Janeiro dei para
esse Uro regras mais minuciosas, exlgindo dos
referidos officiaes a apresentago de relatnos
dosennos etc.
Tambera ainda se acha na Europa o primeiro
lente Americo Bresilio Silvado, licenciado por
tres annos, em 27 de agosto de 1853, para ap-
plicsr-se tadica naval, empregando-se a bor-
do dos navios mirtos da esquadra franceza no
Mediterrneo. Seguudo comniunieagao do mi-
nistro brasileiroem Franca, datada do 4 de abril
ultimo nao tendo sido possivel o embarque
d aquelle official na nao que serve de escola de
ari.lh.ri.> em Toulon, fi dmittido em outro
aples! 8Uerra es1uadra 1 "ga pra
Por aviso de 14 do corrente determinei que o
I tenente Brasilto da Silva Barauna v a Euro-
pa estudar as construeges hydraulicas, que teem
raais relacoos cora as necessidades da marinha
fc. urna importante ospecialidade em que ha
pouca gente habilitada. H
(Continuar~st-ha.)
\
-t

I
DIARIO DE PERNAMBCO
O vapor Tocantins, entrado sabbado dos portos
do norte, Irouxe-nos jornaes e cartas com as se-
seguintes datas : Amazonas 14 do passado, Para
L Maranhao 11, Cear 14, Rio Grande do Norte
lo e Parahiba 17 do corrente.
Amazonas.Urna carta do Obdos diz-nos o
seguinle acerca desta provincia :
Eslou como Vmc. sabe 00 Amazonas : des-
se lugar que lhe dirijo as minhas sentimentaes
roissivas. Oxal que ellas lhe vo s maos 1
.< Pelo Diario de Pernambueo. que Vmc. ez-mo
a honra remetlcr, vejo que minha provincia con-
tinua sempre a marchar rpida na senda do pro-
gresso. Deus permita que eu j possa para U
voltar, para esse co aberto, como lhe chamou o
nosso magnnimo Monarcha, de quem hei tido
vivas siudades Quantas vezes em sonhos nao
nei visto esses apraziveis arrabaldes, esse cauda-
loso Capxbaribe, essas pontos que tanta vida do
aos meus patricios Quanto -triste e doloroso
o vtver ausento da patria amiga I.....
Desterremos estes trisles pensamentos, 'va-
raos a nossa missiva deste raez que j vai rauo
adiantado O myster em que rae oceupo bs-
tanle melindroso, uo pode agradar todos,
c*fll> raa? o que Tazer, quando as leis da publi-
cidade assim o reclamara ? O que fazer quando a
honra do cidado, muita vez apunhalada, urgen-
temente pede?
Segundo lhe coramunquei na raissva pas-
sada, a endiente do Amazonas qo foi immensa
este anno ; e desde os ltimos das do mez do
junho, esse gigante rio estreou a sua lao de-
sejada vasante, porm lo lenta ella, que tem '
teilo desenvolver algumas febres cora o carcter
biliosas, nos iudividuos que habitara as raareens
do grande rio.
Com tudo os lavradores ribeirinhos ja estao co-
Ihendo os fruejosdos seuscacoeiros, c. ainda uno
com agua ale a cintura, todos unsonos dizem
que a safra grande neste verao. A abundancia
e a tortura de pexe j vai apparecendo era lodo
o Amazonas e com especalidade nesta minha an-
Uga aldea de Pauxis, e apoz aquella vr a das
lartarugas, que ja comegam a subir o rio cima
para prepararen) os lugares, as praias, onde lem
de depositar os seus ovos.
Hoje j se compra um bom tambaaui, quo
da um soffrivel jantar para urna familia, pela
quanlia de quulroccntos ris.
Ti vemos uestes ltimos das noticias frescas
nao s da villa de Faro, como tambero da cida.lo
de Santarem. Era Faro, como em urna granda
capital, preparara-se os nimos para as futuras .
eleicoes.,
De Sanlarem, com effeito, as noticias nao
sao muilo lisongeiras.
Os'ufelizes habitantes de Urumanduba, o
Maica anida conlinuam a ser flagellados pelas
hornveis febres, que all se desenvolveu ha mais
de cinco mezes.
No raez transacto essa epidemia tomou um
carcter benigno, e alguina esperanga havia do
exlinguir-se totalmente, porqne os individuos
accommetlidos, o seu numoro linha decrescido
consideravelmente ; hoje, porem, pelo bolletim.
do disliocto medico o Dr. Jos Virissimo de Mal-
los que all so acha em commissao, a cifra dos
doeoles tem augmentado, o que attribuem s in-
fluencias climatricas.
Dos se compaJega desses nossos iufelizes
irmaos.
O que fra a vida se nella nao houvera do
vez ern quando certas anodoctas ?
Nao posso concluir esla, sem dar-lho noti-
cias de Monsieur Brunet. Este distinclo cavallei-
ro era sua viagem ao Amazonas, vcio fazendo
um estudo especial sobre o processo empregndo
pelos lavradores na planlago do cacao ; e lti-
mamente acaba este hbil engenheiro de dirigir
urna carta mui bem elaborada, publicada na ga-
rete official, ao presidente da provincia, sobre as
suas observaces e opinio, quanlo ao esludo
que fez sobre o que lhe recommendou o Dr. An-
tonio Coelho de S e Albuqucrque. M. Brunet
est em Manaos onde foi bem recebido, e o seu
mrito acollado.
Adeus. O vapor vai largar e eu nao
perder esla lo boa occasio.
Para.L-se no Jornal do Amazonas :
Montera 27 de julho, o capitao do briguo
francez Fernand, para castigar 11 m dos seus ma-
rinheiros, mandou-o amarrar, de ps e raaos,
na enxarcia do maslro de re.
Quando rompeu o dia, j o marinheiro so
acnava na sua opa priso ; e isto causou bas-
tante sensaco ao publico da nossa capital, mui-
to mais por se dizer que o marinheiro Tora con-
servado amarrado durante toda a noite, o isto
por um motivo frivolo, como fosse ler deixado fu-
gir urna pequea ongj do capitao.
Foi tal a reprovago que se manifeslou contra
este castigo, nunca entre nos presenciado; que a
ra do Imperador, d'onde se via o castigo, ficou
apinhada de gente, assim como a frenle da ca=a
do Sr. nce-consul francez, o qual, logo qne snu-
bo do fado, mandou dizer ao capilo do Fer-
nand que soltasse o marinheiro.
O Sr. subdelegado Castro, tendo noticia do
acontecimento, seguio para bordo do referida bri-
gue ; mas quando alli chegou j o marinheiro
eslava livre : noenlanto, o Sr. subdelegado Irou-
xe o capitao de brigue e o marinheiro castigado
presenga do vice-consul francez, Mr. Fournier,
que recolheu priso o msrinheiro do Fernand,
lazendo ver ao capitao do mesmo navio, quanlo
o seu procedimenlo linha desagradado ao publi-
co, e moslrando-lhe a conveniencia de usar dos
castigos que as leis francezas lhe permiltem, de
oulro modo, e sem csusar escndalo ou chamar a
allenco publica.
Com as explicages do capto, e do propri
marinheiro, soube-se que esle nao estere preso
enxarcia durante a noile, e que o motivo do
castigo, fra nao querer o mesmo marinheiro
Irabalhar, havia dous dias.
Louvamos ao Sr. vice-consul pela maneira
prudente e digna com que se condurio nesla oc-
currenda ; dignidade e prudencia que tambem
leve o Sr. subdelegado.
Alm desle facto, eis o que nos diz mais a
carta de um amigo :
Pelo Tocantins aqu chegado no dia 7 s 2
horas da tarde, tivemos noticias importanlissimas
la corle, A approvaso do projecto quero
r *
.--i
l' L*
' -
V. ."
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~r-


DUKIO fci fKHWAHJtUU. JBW.TVA rr.ma. r-pc jwugiv
cleiloral vcio causar, contra a expectacgo de
muir genle, una alegra no espirito dos seus
i portillarlos.
No mesmo vapor veio o Sr. conselheiro An-
gelo Thornaz do Amaral, presidente ha nuito
nomcado para esta provincia : S. Exc. era espe-
rado com rnuila anciosidade, no que acho rouita
razio nos meus patricios, principalmente n'uma
poca lo melindrosa, como a que nos ochamos,
que, sendo propriamente poca cleiloral, precisa
0 Tara de um administrador enrgico, juslicciro
e imparcial. Dous permita que S. Exc. tome a
senda honrosa que aqui (rilhou o sempre lem-
1 ralo Dr. S e Albuquerque, de saudosa recor-
dado. So nssim acontecer, o que desde j au-
guramos. entao podemos dizer que os melhora-
?iciitos do Para iro ao fim ; entao podemos
contar com um protector de nossa provincia.
No dia 3 coraecam a sessocs preparatorias
para a abertura da noss.i assembla provincial,
que ser no dia 15 imprcterivelmeote, se o Exm.
Sr. Amaral a nao adiar Se fr adiada, como se
espera, obrar S. Exc. com mullo tino, por ser
lempo de eleices.
< As noticias do interior nao sao satisfacto-
rias. As febres perniciosas que fligellavam os
habitantes de Urumauduba o Maic. j vao se
calendando ; e hoja os infeliz., habitantes de
A smquer se Beban tambera bracos com esse
liorrivel mal.
O medico que a!i se acha 6 mili hbil e pode
conseguiotemente soccorrer pobre humandade
afQicla. J o nosso humanitario medico o Dr.
Francisco da Silva Castro, quando ainda aqui se
achava o Dr. S e Albuquerque, foi mandado em
commisso Santarm, am mesmo de exami-
nar qual a origem e carcter dessas febres : por-
tante, v Vmc. que muitas providencias teem
dado os presidentes para diminuir a afflicco da-
quellos nossos caos.
O celebre ex-musico Antonio Jos Machado,
quem a cadeia 6 urna vivenda alegre, leudo
j curiiprido diversas sentenca. em consequencio
de crimes horrorosos, acaba de commelter urna
barbaridad^, que revela toda a luz o espirito
Canbal que domina esse malvado homem e pre-
sido oos seus actos selvticos. Este homem
amarrn a sua concubina, deu-lhe una Iremen-
*'' '"r. nneheu as suas parles pdicas de pi-
menta Com os gros da victima acuaio u poli
eiu, que o prenden immediatamente ; mas quan-
do ia sondo couduzi lo para a prisao, chegando
proximidades de sua casa, pedio aos solda-
dos une o deixasssem entrar para ir ver sua
roupa. l'ilnando-so dentro de casa, resisti
prisio, travou-se urna luta bastante renhida, cu-
jo resultado foi um forimenlo grave em um dos
sol lados, c n fuga do faccinoroso. Felizmente
j o agarraram, o acha-se om urna prisao bem
segura.
Tem chovido constantemente por aqui. A
seringa conserva-se por um alio proco, o que
tem feilo desapparecer os oulros gneros de que
mais necessitamos.
Hoje embarca o Sr. marechal de campo Ser-
gi Deixa este distincto militar vivas saudades
ujs seus amigos nesta capital.
Maranh&o. Em data de 11 do crreme,
0 nosso correspondente, diz-nos o seguiute :
A sublevacSo dos Indios Cuajars e os tris-
tes aconlecimentos que se I he seguirn), fizeraro
com que a presidencia julgasse conveniente man-
dar o chefo de polica Barra da Corda indagar
a verdade de semelhante oceurreneia, a qual pa-
rece ser encobcrla pelas aecusaces encontradas
C reciprocas entre alguns individuos que se sup-
1 m nao serem estranhos ao rele e s causas
que o produziram. At esta data nao nos cons-
ta ainda a chegada do chefe de polica quelle
lugar. Sabe-se, porm, que os Indios se pacifi-
caran! c vollaram seus aldeamentos. quo
resta saber se a sedicao leve lugar por movi-
mcnlo proprio desses inclizes, ou se foram ins-
tigados e por quem ; c depois a punico dos cul-
pado-.
A relorma eleiloral, romo era de esperar,
agradou uns e desagradou outros. Os que
tinham circulo seguro, e que teem de lutir ago-
ra com a dnvida, o de pleitear em um campo
mais vasto, nao teem gostado da reforma e a
consideran] intempestiva, imprudente, o nao sel
o que mais ; e aquellos quem ella aproveita,
applaudem-a com todo o enihusiasmo. O que
c cerlo, porm, que nem o noao avalenta, nem
qualquer outro que se possa inventar ser capaz
de Irinir das eleices a fraude, porque ella nao
provra das leis, mas dos homens que a execn-
tam. Urna vanlagem, porm, salta aos olho?, c
16 nao ser mais licito nina influencia local
fazer depilado quem Mr de sua vontade. Sen-
do mais vastos os circuios, as influencias se ho
de chocar, o d'ahi o equilibrio de urnas pelas ou-
lras. O fructo das eleices por pequeos circu-
foi desaniraador e*triste, c a experiencia
ion claramente a sua inconveniencia. Ve-
remos o da reforma.
<>> candidatos vaga deixada no senado pe-
lo barao de l'indar, sao em grande numero.
Palla-se aqui nos scguintesSrs. Drs. Candido
tiendes, Joo l'edro Dias Vieira, Eurlado Jero-
nimo Vivoiros, coronel Isidoro Jausen, etc. En-
esfea e oulros que nao nomeio, pde-se ao
dizer previamente quo este ou aquello nao
entrar na lista trplice, mas.c diBcil conhecer
quaes os que a comporo.
Crasas aos esforcos do Exm. Sr. Dr. Joo
Silvcira do Souza, os negocios econmicos da
provincia vao melhorando considcravelmenle.
A economa dos dieheras pblicos tem sido
Jnaia severa, a arrecadacao das rendas mais
a e exacta ; e quasi que s com islo as
is teem mdalo. Alm dos recursos da
provincia, que tem augmentado com a crearo,
de cortos impo oslse com a elevaoo de outres,
receben ella o auxilio de trila cotilos de ris,
dado pelos cofres gomes.
I.' de esperar quo. continuando as cnusas
como vao, muilo breve a provincia so veja deso-
bligada da grande divida que pesa sobre ella, e
em oslado de emprehender muitos mclhoramon-
tos de que precisa
a Por intermedio d-> um dos nossos mais labo-
riosos e iotolligenles lavradores, acaba a presi-
dio ia de recebar urna proposta de 60 familias
di Estados-Unidos, quo desejam emigrar para
esta provincia. Corapoem-se ellas do 500 pes-
soas, inclusive escravos, transportando-so sua
costa e traxora um capital de 501) coritos, oxigin-
do apenas que so Ibes d ierras gratuitamente.
Parece que pedem pouco. equo sua propos-
ta e tao vantajosa para a provincia, que o gover-
110 a abracar com satisfarn.
Cear. No dia 13 foi rerebida por S. Exc. o Sr.
presidente da provincia, a seguiute felicitaco por
parle da assembla provincial :
a lllm. e Exm. Sr.
/ A confanos, quo Oo altamente inspira a ad-
rninislracao de V. Exc. nos deslinos desla pro-
vincia, o sentimenlo quo domina o espirito da
assembla provincial do Cear ; quando reconhe-
ce que os actos de V. Exc. somonte
mparcialidade, moderaeao o juslica.
Ni verdade, um governo que assenta sobre
estes principios.salutares, abre caroinhosua
f .lira gloria, e deve esperar, quo debaixo de sua
benfica influencia, se (iimem as garantas dos
seus subordinados, o por consoguinlo a sua feli-
cidade. A assembla provincial congralula-se de
ver que nao tem silo som fructo a solicitudo e
zolo de V. Exc. na rcpresso o punico dos cri-
nes ; por tola a parle se ergue a voz da cons-
ciencia para alicatar, quo a aeco da juslica no
governo de V. Exc. tem sido mais efficaz e
enrgica, Por oulro lado encontra ainda a assem-
bla motivos de reconhecimenlo, atlendeudo que
serviros mu reaes ha prestado V. Exc, assim
quo, as obras publicas da provincia marcham
enrn toda regularidado, morecondo especial at-
tengo de V. Exc. a importante estrada do ftalu-
, rjuo se prende em grande parle o futuro
desla provincia, pelo rpido e lisongoiro desen-
volvimento da agricultura n.iquelle ponto.
A idea grandiosa encelada por V. Exc. da
instituico d'um eslabelecimenlo pi nesla capi-
tal, quo sirva de arrimo o consolaco aos desva-
lidos, acaba do ser convertida em lei, e ser este
cortamente mais um tacto que recoriar em lodo
o lempo com jubilo e gralidao a sabia adminis-
traban do V. F.xc.
O corpo legislativo da provincia do Cear,
interprete del dos senlimentos dos Cearenses, nos
enva en commisso para manifestar peranle V.
Exc. o seu profundo reconhecimenlo por estes
emeos, que assignalam a marcha do enverno
Ilustrado de V. Exc.
assembla provincial dirige a V.Exc, como urna
prova sincera do alto aprecoem que devidamen-
to lm a esclarecida administrac.ao de V. F.xc.
o Paco da assembla provincial, 11 de agosto
<3e 1860.Conego Manoel Roberto Sobreira.Dr.
Esmerino Gomes Prente.Tenenlc-coronel Luiz
Antonio da Silva Vianna. Domingos Jos Pinto
Praga Jnior. Tencnte-coronel Joao Antonio
Machado.Padre Antonio de Souza Nevos.Ca-
pilo Jos de Paula Ferreira Campa.
A esse acto de adheso ao administrador da
provincia, S. Exc. respondeu :
< Seiihores.
exprimem
Mullo me lisongoam os rumprimenlos de le-
lcila?ao que em norae da assembla legislativa
provincial vindes tributar-me.
F.u os acolho como urna benvola apreciarlo
das intences quo presidem 09 meus actos admi-
nistrativos, o como mais urna muilo significativa
demonstrado dos senlimentos de adheso e de
decidido apoio, com que os dignos escolhidosda
provincia, collocando-se a par da administrado
procuram nuxilia-la e anima-la no grande em-
penho de promover felieidado publica.
Sensivelmente penhorado pela consideracao
com que assim me deslingueo corpo legislativo.'eu
vos peco, senhores, que fa^aes constar peranle
elle os votos de minha profunda gralidao, que es-
pecialmente vos se dirigen) como orgftos de tao
obsequiosas manifestacoes.
Palacio do governo do Cear, em 14 de agos-
to de 1860.Antonio Marcclliiio Nunes Goncal-
ves.
A carta seguinte d-nosconla do que occorreu,
depois da partida d'ali do Paran:
Como correspondente nao desconhe^o que
di'vo relatar os factos como os fados sao : digam
pro ou contra Gregos ou Trvanos. Quero com
esta minha declaracao assegurar-lho que, em re-
ferir-lho as novidades ou oceurrencias desla, nao
lenho em vistas mais do quo expender verda-
de ; como sempro lenho procedido, quer censure
ou elogie. A=sim procedendo, naturalmente nao
posso agradar apolles que abusam ou perpetran)
actos que do lugar, que contra elles se proce-
d ou se censure com toda acrimonia pelo mal
que fazem ou podem fazer.
Desla vez pouco ha occorrido depois de mi-
rilla ultima pelo Paran. Apenas ha mais algu-
mas noticias chegadas do centro, onde cada vez
mais se achana em actividade os negocios eleito-
raes que prognosticam serias borrascas !...
Supposto que nenhumas relaces tendamos
com os negocios de palacio, todava nao ignora-
mos as enrgicas providencias quo o Exm. Sr.
Dr. Harcellino tem dido.
Sabemos quo o illustro Dr. chefe de polica
sahe para o interior, para Sobra!, segundo uns,
e segundo oulros para o Ico. Tojos os oflicaes
do primeira linha o de polica osto do sahida pa-
ra os diversos pontos do interior. O distincto ad-
ministrador incansavel em tornar todas as pro-
videncias, para quo corram na provincia as elei-
ces com toda a liberdade de vol, o sem que se
perpetren desordena de que lauto receio ha.
A vista das enrgicas e reiteradas ordens que
o digno administrador tem tomado para todos os
pxinios : anima-nos que bem pode succeder, que
nao baja lamentar dosgraca alguma. como com
I bem fundamentos se prognostica. Muilissimo j
deve a provincia i S. Exc. pelas suas acertadas
, e Ilustradas providencias que auguran) livrara
i provincia de lanas desgranas.
Anle-honlcm houve una reunio em casa
i do chefe do partido liberal nesla, onde se iralou
sobre negocios polticos e tendentes eloiclo.
i Decidirn) pleitearen) a eleigo.
A reunio compareceram ponen pessoas.
a Chegaram os camellos que se achavam em
Caniod, quatro e duas crias. Os camellos pare-
ciam mais spoctros que oulra rousa.
Nada consta contra a seguranca individual.
llio Grande do Norte e Paralaba. Nada occor-
reu digno de meneo.
Pelo vapor Jason, entrado da Europa, apenas
recebemos jornaes e cartas de Lisboa, alcanzan-
do a 2 do crrente, visio ter sabido de Liverpool
no dia 25 do passado, poca da sahida do vapor
franrez, que aqui esleve ltimamente.
As ultimas noticias da Italia diziam que Gan-
balln depois de tornar M-llazzo entrara em Messi-
na ; que a guaroieo desla praca se tinha con-
genlrado na cidadella, e que as ropas reaes na-
politanas tinham j antecedentemente evacuado
as oulras pracas de que ainda eslavam do posse
na Sicilia.
Diz-se que Giribildi vai a aules com dez
mil homens escolhidos, tentar a sublevaco da
populaco, e a tomada desta cidade. Alguns
jornaes ingieres dizem que Francisco II, escrc-
vera a Vctor Emmanuel podindq-lho que inter-
venha cnm_ Garibaldi pira que este nao ataque
as possesses do continente napolitano. Diz-se
tambem que Vctor Emmanuel enviara um agen-
te especial a Garibaldi, ignorando-so ainda o fim
da sua misso. Accrcscenla-se ainda que Vc-
tor Emmanuel so empenha em quo Garibaldi con-
clua inir armisticio do seis mozos, mas pare-
ce que o dictador que tem grande medo dos pal-
iativos diplomticos nao est muilo disposto a
nlerromper as hostilidades, do que urna prova
0 ataque do Mellazzo, Uessina c a expedico pro-
joclada contra o continente. Algumss 'versos
dizem que Garibaldi tentar um desembarque
primoiro nos estados pontificios, eque s depois
marchar sobre aples. Realmente as con-
cessoes liberaos de Francisco II, flzeram atrasar
um punco os elementos de rerolla com que
Garibaldi contava no reino de aples.
No dia 20 um parte da guarda real em aples
qniz obligar a guarda nacional a gritar abaixo
a conslituico, a guarda nacional negon-se
fazo-lo. Diz-se que ser dissolvidaa guarda real
como urna salisfaco s na;5<*s, neutraes e espe-
cialmente Prussia e Inglaterra, cujos ministro
e cnsul geral, forara atropellados pela soldades-
ca desenfreada.
O general Sistori tinha sido nomcado dictador
da Sicilia na ausencia de Garibaldi.
No combale de Helazzo houve perdas impor-
tantes do urna o oulra parlo; os Napolitanos
perdern) 580 homens.
No dia 20 fez Garibaldi dar urna carga do baio-
ueta, e os Napolitanos recolheram ao forlo.
Diz-se que Garibaldi e seu fllho eslo foridos.
Depois da tomada de Melazzo, entrou Garibaldi
em Messina, recolliendo as tropas para a cida-
della.
No dia dos annos de G ribaldi illuminaram-se
quasi todas as casas de aples, o quo produzio
nio effeiionos defensores de Francisco II.
Parece ter Masado o antagonismo entro a
Franca e a Inglaterra na queslo da Svria.
Chogou Paris no dia O o couseiitimenlo da
Turqua para o convenio entro as grandes poten-
cias sobre esla qnesto ; no dia 27 celebraram-so
om Paris as conferencias para regularas bases
da inlervenco na Svria ; uo dia 30 d.-viam ser
assignadas as bases pelos embaixadores das dif-
ferontes potencias
Em Toulon continan) cora grande actividade
os preparativos militares. Diz-sa que a Inglater-
ra s enviar forcas navaos.
Todas as cartas da Syria fallam dos relevantes
servicos foitos por Abd-el-hlader om favor dos
cnristaos.
Roceiava-se um ataque contra Damasco pelos
donos de Haourari.
Na Irlanda irala-se mu activamente da eman-
cipacao da Inglaterra ; os jomaos d'aquella ilha
nao cessam de a propagar com todas as fon-as.
1 areca que a Inglaterra trata de por a Irlanda'em
oslada de sitio, e j so tem verificado algumas
pnsoes dos apostlos da emanciparlo.
PERNAMBUCO. ~
RECIFE, 18 DE AGOSTO DE 1860.
S SEIS IIOIWS 0A TAKDE.
Retrospecto semanal,
No correr da semana que expira nao livcmos
noticias da Europa, tendo sido as ultimas as que
nos Irouxe o Extrtmadure, cujo resumo lize-
mos em nosso anterior artigo.
Das repblicas visinhas e da corla e provincias
do sul recebemos noticias pelos paquetes Crusei-
ro do Sul c Tyne, entrados o primeiro a 13 e o
segundo a 14 do correle ; e das provincias do
norte livemo-las tambem pelos paquetes Paran,
que aqu chegou no dia 14, e Tocanlins, que es-
t fundosdo n'este porto.
As noticias das repblicas visinhas, de quo nes
do con'a os jornaes da corte, alcancam : as
do Chili al o Io de julho ; as do Pa'raguay al
30 do mesmo mez ; as da confederacao at 10 ;
as de Bucnos-Ayres al 14, e as de Montevideo
al 18 de julho.
No Chili ia-se abrir, no Io de junho, o con-
gresso nacional, que teria deoecupar-se da refor-
ma eleiloral, de urna nova'lei do instruccao pu-
blica, e da creacao de novas provincias. O paiz
eslava tranquillo.
No Paraguay nao occorrera nada de notavel.
A imprensa oceupava-se da publicacao dos do-
cumentos diplomticos, relativos a mediaco do
Paraguay, na queslao havida ltimamente'enlre
Ruenos-Ayres e a confederacao argentina, c bem
assim de esclarecer o publico sobre o estado da
qnesto ingleza, que se acha pendente.
Na confederacao, o que havia de mais nolavel,
porsercousa pouco comraum, era que em quasi
todas as provincias reinara a paz, e que al a
provincia do Sania F, onde ha pouco tinha sido
perturbada a ordem, estava em socego, gracas
aos estorbos do governador Fraga
Em Bucnos-Ayres tinha fallecido o generl.Hi-
lario Lagos, um dos, vultos mais proemineles
da ultima guerra entre Buenos-Avres e a confede-
racao argentina 0 general Drquua e o Dr. Der-
qui, presdeme da contVuerocao. o.ue se achav^m
em Buenos-Ayres, deviam partir, o segundo ao
menos, para Paran por aquelles das. No dia
2d de julho dovia realisar aeleiro de tres sena-
doros e seto representantes d'aquella provincia,
que nao se effectuara no dia t, por causa das
festas nacionaes, que se fazem n'aquclle mez.
Em Montevideo encerrra-se no dia 15 do ju-
lho a sesso do congresso nacional, lendo o pre-
sidente da repblica feto um curio discurso no
acto do encerramento, Segunde a constituido
d'aquelle estado, no intervallo das scsses, ha
urna commisso permanente das-cmaras, encar-
regadas de velar nos actos dn governo. toram
oomeados para cssa commisso, no corrente an-
no at prxima legislatura, os Srs. senadores :
Dr. D. Ambrosio Velasco, presidente, e D.
Juan Jos Rotz; e representantes: Pcreira,
Echenique, Jananic, Alvares e Sagatume.
Aotes do encerramento da sesso, houve fuzao
das duas cmaras, para disentir e decidirem
juntas varios projectos de lei, sobro os quaes
nao se achavam de accordo. Eram elles : o
orcamenlo geral; a autorisagao, concedida ao
governo, de mandar a Europa urna misso espe-
cial ; a constituico directa ; a lei do sello do
papel; a lei hypolecsria : s ornamentos depar-
lamcutaes e o augmento do subsidio dos sena-
dores e representantes.
As cmaras orientaes, para darem urna prova
aulhenlica da mi vontade que teem ao Brasil,
tinham reprovado o accordo enlre o seu gover-
no o o do Brasil, creando urna commisso Mixta
para conhecer das reelamacoes sobro prejuizos
provenientes da guerra civil do general Oribe I
O ajuste feito a tal respeito com o Brasil era
alias em ludo idntico ao que a repblica fuera,
sobre o mesmo assumpto, com a Franca e cora
a Inglatena, e que as cmaras tinham" appro-
vado.
D. Florentino Catellanos, presidente do sena-
do, tinha partido para Buenos-Ayres em com-
misso do governo, que nao era conhecda.
As noticias das provincias do Rio Grande, de
Santa Catharna, do Paran e de S. Paulo nada
tinham de inleresse.
As da corte continuavam a ser iiileressanles
por causa das discussdes das cmaras, que pro-
seguiam vivas o animadas, especial nenie no se-
nado, onde o governo encontra urna opposiQo
mais vigorosa.
A reforma eleiloral, cojo projeclo se achava ja
no senado, soffria all urna guerra vilenla da
opposico. Nao esperando a opposico do sena-
do poder malar o projeclo, vista d apoio que
a maioria presta a esla medida do governo, re-
solveu-se a protelar a discussao com discursos
longos e requerimenlos de adiamento. Mas, ape-
sar disso, a parto mais essencial do projeclo ja
linha sido approvada era primeira discussao, e o
governo estava resolvido a usar dn todos os re-
cursos legtimos para que o projeclo passe na
presente seso.
O mesmo que so dava no senado, como pro-
jeclo de reforma eleiloral, succeiia, na cmara
dos deputados, com o projeclo do reforma banca-
ria, que vollra ella em consequencia das
emendas foilas pelo senado.
A discussao da lei do orcamenlo ia to demo-
rada, na cmara dos deputados, que era bem de
presumir, que nao podesse passar no senado,
sem urna prorogacodc sesso.
No dia 29 do raz passado tinha-sa verificado
a solemnidade do juramento da herdeira pre-
sumpliva da coroa, u screnissima sonhora prince-
za I). Isabel, proscripto pelo art. 106 da nossa
constituico. Para esse acto linham-se reunido
em sesso commum as duas cmaras, em cuja
presenca e nos oos do presidente do senado fu-
ra S. a. I. prestar o dito juramento.
Nesse mesmo dia recebera S. M. o Imperador
as deputaces das duas cmaras, que o iam feli-
cilar por aquelle acontecimeiito, e pelo feliz an-
niversario da serenissima herdeira da cora. Fu-
ra relator da comisso do senado o Sr. Euzebio
de Queiroz, e da cmara dos deputados o Sr. pre-
lado domestico Pinto de Campos.
S. H. I. por to fausto motivo, e, usando do
poder moderador, houve por bem perdoar a to-
dos os militares de torra e da armada os crmos
de primeira deserco simples e aggravada e de
segunda deserco simples, marcando -Ibes o pra-
zo de tres raezes para aproveitarom-se desse in-
dulto.
As noliciasda Babia foram muilo satisfactorias.
Sarja finalmente cabido abundantes chuvas em
alguns pontos do interior, em que a secca esla-
va fazendo estragos. Na capital nada occorrera
de notavel.
Em Alagoas, a ba e imparcial adminislraro
do Exm. Sr. Dr. Pedro Leal Velloso havia provo-
cado urna manifeslaco da assembla provincial,
que dirigir a S. Exc. urna commisso para o fe-
licitar por esse motivo.
No Correio do Sul veio de passagem para esta
provincia o Sr. coronel Jos Antonio da Fonseca
Gal vao, o qual fra nomeado para preencher a
vaga do commando das armas, que so dra pelo
fallecimento do lenenle-g-neral barao da Victo-
ria. O Sr. coronel Gaho tomou log) no dia se-
guinte posse do seu cargo, que eslava sendo interi-
namente exercido pelo distincto Sr. coronel Arre-
nlo Gomos Leal, cujos bons servicos, nesta, co-
mo em todas as commissoes, de que tem sido en-
carregado cm sua tonga e gloriosa carreira mili-
tar o tornam digno da estima e consideracao do
publico, e mais particularmente da veneraco c
alleclo dos seus commandados. Acccile, pis, o
Sr. coronel Leal as nossas felicilacos pelos bons
servicos, que prestou ao paiz e a'esta provincia,
na commisso de que acaba de ser exonerado.
As noticias do interior da provincia continuaran!
pouco interessantes. As que recebemos do Ore-
jo do aquello termo como alliviado do flagello
da secca, em consequencia de urna copiosachu-
va que alli cahio por espaco do mais de viole
quatro horas. Em oulros pontos, porm, ainda
se fazia sentir a falta absoluta dn chuvas.
A iranquilidade publica nao lora perturba em
ponto algum da provincia Nem mesmo as pai-
xoes polticas se achavam excitadas a ponto de
causar receios, apesar do se adiar ti propinqua
a quadra das eleices lcaos.
ueste feliz oslado urna triste excepto a
comarca deGoianna, onde os partidos teem che-
gado a um ponto extremo de exallamento o de
intolerancia. Felizmente, porm, rrenhum re-
ceio ha de que a ordem publica soja perturbada.
Aqu na capital, nada occorreu de extraordina-
rio. Cora relaco s cousas da imprensa, cum-
pre-nos todava registrar aqu um facto, que nos
parece da mxima importancia para a arle typo-
graphica, epara a nobre classe de operarios^ que
se dedicara a reproduzir o pensamer.to nolirroe
no jornal, e a cooperar assim na graudo obra da
civilisaco e do progresso das luzes.
A Associaco Typographica Pe-nambucana,
dirigida com um lino e prudencia, que nunca
louvaremos de mais, porque lem conseguido
vencer innmeras difllculdades o suslentar-se
com grande vanlagem da classe a que pertence,
solemnisou, no domingo 12 do crrenle, com
urna sesso magna, o quarto anniversario de sua
instal lacio.
A esla festa semi-artistica c semi-lilteraria
concorreram muitas pessoas distinctas, e enlre
ellas as primeiras autoridades da provincia. O
acto esleve brlhante e o concursa foi nume-
rosissimo.
Demandarsm o nosso porto, durante a
semana, 15 embarcacoes mercantes, com a Iota-
cao de 7,936 tonclladas. Entrou larnbem o va-
por de guerra nacional Thetis. Sahiram, du-
rante o mesmo espaco de lempo, 13 embarcaces
mercantes, com a lotaco de 7,223 toneladas,
e os vasos do guerra nacionaes Camacuan e
Ptraj. ,
Renderara. durante a mesma semana: a
alfandega, 57:2163601 ris : o consulado ge-
ral -4:114j?034 ris ; a recebedoria das rendas
geraes internas, 8.680j>196 ris ; o consulado
provincial, 4:903j310 ris.
O movimento geral da alfandega, durante
o mesmo espaco de lempo, foi de 2,370 vnlomes,
a sabor : volumes entrados com fazendas, 323;
cora gneros, 904: total dos volumes en-
trados, 1,227. Volumes sabidos :om fazeudas,
od ; com gneros, 509: tolal dos volu-
mes sahidos. 1,143.
Fallecern) durante a semana 47 pessoas: sen-
do hvres, 10 homens, 13 mulheres e 16 prvu-
los ; escravos, 2 homens, 2 mulheres o 4 par-
vulos.
ha nesin ndade, revetam o gosio que desse fsm-
dose Tai desenvolvendoenrrr a nossa mocidade,
que visa no commerrio um futuro mais auspicio-
bio mais um se veio distinciameiite agglon.erar.
elle, sem duvida alguma, o mui decantado
apregoado e estrepitoso contra-protesto, que se
bhca; que at hojeiem-lhe servido de horizonte1 julho!
P1)r*.Sp,e7dSrp3ropnraqUe S ** m*M* i>^n^mr'2fn^?, "*
chVSo^^V^htm^^1" a'ns"ruc- clrigos, dos-empregados pblicos, dos g.a'ndt
cao proussionai ovye habiliter-se a moridadc es- negociantes, dos ricos oroorielarios dos or.
ludio., par. atnngir o seu dmtralum louva- cia?rd. guarda n.ron.l?Xr honr.dV meS:
Fsta rnnsipnri .1 t i i a .,- ^rS da ca-ma,a municipal desta comarca do
h ..'.? "J1" um fnela Te*] lnll",- Goianna em abono e defeza dos Dm Freilas Hen
dor mais evidente d> iustiCa eom que foi volada rque e Atvr Maeiel jui'es de di'rei o r"nmi
a le. provincial 4*1 de 30 da abril de 1 ciPal. omos-Ievados formar deie, m.gTair.:
dos o mais subido e honroso conceilo, nao ver
nclles se nao duas victimas da negra maledicen-
a le provincial n. 444'- de*30 de abril do 1857
creando um curso commercial nesla ridide, e da
respectiva inauguraeao pelo Exm. Sr baro do
lliim. Inr Rom-Jardim nA.\,i uu" ".'" se nao ouas nciimas da negra ma ed cen-
, \i h! im,i.ondo 0,?lrc,M,U' P que ct edo vil rencor, ou de indignos reos de no-
at boje nao haja sido elle instalado. liria ., hnrn "1"Jn,0 fn 'SlJS. P?"
at hoie nao haja sido elle installado.
Foi nomeado o Sr. Dr. Jos Bavmundo da
Costa Menezes para cuidar das pend'cncias ju-
diciae3 e do andamento dos processos dos presos
pobres.
O Sr. capilo Francisco Raph>el de Mello
Reg reasBumio o exenricio da directora das
obras publicas.
Por inadvertencia dissemos ter sido domin-
go, quando alias fra qnarta-feira, o Te-Deum
| celebrado por commemoraro do natalicio de S
M. oimporadorNapoleooIII; o fazendo esla rec-
tificaran, aproveitamo o onsejo para consignai
urna censura esses individuos que, poroccasio
da exposicao do Senhor,. s nao ajoelliaram, le-
vando o escarneo ao poni de acocorarom-se
em consequencia de urna voz partida do altar
1 lembrar-lbos aquelle dever religioso.
A estes actos ninguen toreado a assislir, mas
logo quo a- elles comparece, deve conduzir-se
Com a de vid* reverencia, com a reverencia exi-
gida pela igreja ealholica em suas solemnidades.
Igual procedimenlo reclamado peos proprios
proteslanies, que nao toleram a menor infraccao
do reverencia em seus templos.
Hoje iastalia-se a qusrta sesso judiciarin
do jury dosis termo, sob a presidencia do juiz de
direilo inlerino da segunda vara crirne desla ca-
^e^ ^HEKTSK'fttt
Ermclindo Leo Jnior.
Foram nonieados escrvao da Santa Casa da
Misericordia o antigo esciipturario dos estabele-
cimentos do caridade, o Sr. Francisco Antonio
Cavalcanli Coussairo. o offlcial o Sr. Marcomiro ,
lancraciolVreirados Sanios, sendo este ultimo pleno Irmmpho nara
licia, ou de homens perdidos em clculos de
atrevida e torpe usurpaco dos bens e direitos-
alheios; mas-como vivas reelamacoes e estron-
dosis promesas de um contra protesto se ouvis-
sera logo de minha parle duzias de papa moscas,
improvisadas-potentados, que se julgam feudaes
desla comarea por ttulo de heranra. julgamos
prudente aguarda-lo para entao coi'rohararmos o
nosso juizo e o emilti-lo seguro e livre das ron-
Ungencias do erro ao publico sensato e Ilustrado.
Andamos certamenlo como deviimos andar,
acertamos em nossas vistas; porqueposl tan-
tos tantos qnie laboresislo depois de Un-
tas correras fcitos por tolos os santos da co-
marca, depois de lanas fadigas, de tao copiosos
suor-es, de tantos lacos e fr-iudes contra os in-
cautos, e das maiores Irovoadas e roncos ; appa-
receu, surgi, emfim, to preconisado. quanio
almetado contra protesto! Como era natural
na comarca, corremos anciosos a sua leilura e
reimos boquiaberlos, nao s em face do borda-
leugo e virulento eslylo, quo s por si denuncia
a ferocidade e o odio do seu despoitado autor
como da qualidade dos assignanles em compara-1
Sao aos do prolrslo !
Com effeito, a ns que somos naturaes e do-
micilrarios desla comarca, c que conhecemos a'
uns e o.|tros assignanles ou proleslantos, forcoso
uterinamente.
Por portara de 17 do correle foram no-
meados rara os cargos polciaes abaixo, os se-
guinles cjdados :
Freguezia de S. Jos desta cidade.
Primero supplentedo subdelegado, bacharel A-
bilio Alvaro Nortina de Castro.
Ovarlo supplenle, bacharel Joo da Cosa Ribei-
ro Macliado .
Sext supplente, Jos Raymundo da Natividade
Saldauaa.
Freguezia de Iguarass.
Primeiro supplenle do subdelegado do Marico-
la, Mantel Francisco do Souza Leo.
Freguezia de Pod'Alho,
Subdelegado Joo Anastacio Camello Pessoa
Jnior.
Furara capturados pelo delegado de Naza-
renos seguiuies criminosos :
JooSapalero. desertor e criminoso dn morle j om juizo pela rend
na provincia da Parahiba depois de preso ciirter- vallos? I
rogado declarou ser o seu verdadeiro nomo Joo
Teixeira Honorato.
Ignacio Casadiuho. criminoso na comarca de
Goianna, corno autor do roubo, e ferimentos foi-
tos na pessoa de Joo
Aoinea
montanh,i, que depois do multa estrondo o d
grandiosos gemidos deu em resultado um ridi-
culo rato eis como as grandes trocadas s le-:
gam estenlidad'es e lamentaveis miserias I els-J
)r consogunle, mais um Iropheo de glorioso e;
a causa da verdade, da
r--- ....... .. ,. _. u ,M,i,aur, uii
honra e da juslka eis como frequontemenle os
excessos em Oomaiflcar se converlem em caes,'
tazendo realcar as virtudes e a innocencia das!
victima, votadas ao sacrificio di calumnia !
. Sim qo maior gloria poderiam anhelar os1
juizes de Goianna do que verem os seus injustos'
algozes, os seus barbaros calumniadores de ras-
o pelo p. e confundidas pela repulsa das in-;
lelligencias, dos proprietanos, dos capitalistas e
dos clrigos da comarca, recorrorem a mil enga-l
nose fraudes para illaqueorem a boa f e sim-
plicidade de muitos almocreves, que vivera ape-
nas das costas de um ou dous quarlos, empros- i
lando-lhes o falso titulo de negociantes o pro
(rielarlos ?! recorrer aneabas contra seus
loreiros o dependentes para Ihes arrancar suas
Urinasa pronunciados eslrangoiros mo-
radores em territorio da provincia da ParahibaI
eni* corridos pela polica e acensados
industria de furtar ca-
Ponha-se de parle c Sr. commendador Perei-
ra, nimigo ligada] dos juizes em razo da perda
de urna qnesto criminal contra os negocianles-l
Fernandos e Guimares, e porque os nao tem
a Mendooca, do lugar podido envolver em lulas eleowaea em proveito
de seo candidatoo bacharel Souza Carvalhn
- lelo delegado de Tao d Albo foi preso Ma- ponha-se de parlo os Goianislas i
noel Joaquim, criminoso ,,0 termo de Nanreth Po-Amarello Merepes e I i'anaiile inin s
pela morle fe.la cm 1859 no lugar Vicencia, en. rancorosoa em virti.de
Manoel de la
No dia 16 do correte na povoaco dos
do arrend.nnento judicial
daquello primeiro engenho ; que usofruem por sil
eseu ascendente, ha doze para treze annos sem '
Afogares, na i. doS^uol.Ruo Rodrigue. rSZffi?J?i^ '
Campe.lo, e Manoel Acdolf deWos. (conlfeci- S^\^ZoT;^0t:^^Zl
do por Manoel I oudo) lenlaram espancar Fran-; a oulras resliluires por meio do um ,n e. a io :
cisco de Paula Assiz em sua propria casa : e ac-I rezular.nnnh o ,'n h rniniario
cudindo nesla occasio o pardo andino Salva-1 % KS^I^djSSS. f,^ Z
dor Damasceno, fo. fer.do gravemente em urna por nao ter podido dVvoraVZtein.\
mao por un. dos aggressores, que eslava armado, los do patrimonio da matriz e por ler sido ad-
C0O.U"';' de P0"'a- ( ,eMiJo "ma wrreirfo Para on.e -so em suas
Os azgressores consegu.ram fug.r, apenas son-; malvorsaces, delapidacea o Drwarimdea
cura'd-eiies3.'1 '' ""^ "" Pr" P.rMt.i."d""-sp 'oualm'onte dos Sr.^uronbase Uo
publicarles ; pur conseguinte essa tergiversaco.
esse desvio do passa por cerlo, revela profundos
receios dos efTeiios da responsablidade. e esses
receios annunciam falta de convirejio, falsidade.
e o proposito doloso e infame de calumniar-se
impunemente.
A mentira companheirainseparavel da cobar-
da mais fecunda das ioconsequencias e contra-
digoes.
Na terecira e ultima parte figuran os juizes
como prezos ao rano de urna faccao immoral,'
existente nesle comarca, e que por isso, sendo
meros instrumentos de favores aos amigos e de
perseguirlo aos desafelos, nao podem salisfa-
zer a misso de julgadores etc.
Nada ha mais fcil do que compor-.e um le-
cido de patarras dessa ordem, sem cspeciflcacao
do fados e sem proras de qualquer especio, na-
da na mais fcil do que I3t.lasar-se faeces der-
ramadas por toda a face do globo, urna vez que
se nao consiga o objocto desojado 1
Sr os juizes, olvidando a altura de seus deveres
paclu-assem com os fabricantes de inventarios
fraudulenlos.com ossugadores ou usurpadores dos
bens e d.reilos da viuveze orphandade, se occul-
tassem compromissos para garanli.em o gozo gra-
tuito de engenhos do assucar por 12 a 13 annos,
perlencenlesa diversos se houvessem auxilia-
do conjuiosamenlo a escravsago de pretos lvres
cm verbas testamentarias so emfim reconhe-
cessem importancias hereditarias e obedeces-
sera os feudaes da Ierra ; enlo eslariam liga-
dos a una faccao legitima, muilo regular, justa
c honesta !)
Nao seria assim, senhores b.godiodores I
Sem duvida ; mas como ellos prelendem ser
Cales-na applicaco das leis como sao secta-
rios e -observadores do dogma da igualdade dos
direilos na sociedode, nao lobrgandoos previlo-
gios da nobreza.. devassando os seus valhacou-
tos, e incommodando os seus ricos riveiroe de
cidadios innocentes : ei-los submellidos a fac-
coea imaginarias ei-los pintados como machi-
nas de processos monstros. que nunca existitam ;
ei-los cobertus de apodos, de ciarlas, de calum-
nias, e de mil insultos I I
Todo isso muilo duro de solTrcr-se ; mas
como aos mos s agradara a maldade, a corrup-
cao.e a infamia, nonhum bem se poderia verifi-
car, a causa da juslica nao medrara, so os bons
se uao sujoilassem resignados a esses c oulros
martynos ainda peiores.
Nosuccambam os juizes calumniados em sua
honrosa, quanto espinhosa jornada tenbam f
em Deus e as leis. que um dia triumpharo. e
recebero cultos e tcstemunhos de veneraco des-
ses mesmos inimigos.
Liles, insensatos como sao, jacoitaram no seu
proprio contra protesto o gerraem da des-
Iruicao 1
Ella ah est na declaracao do Sr. Miguel Joa-
qnim Cesar, qun teudu-o "assiguado pelas mes-
illas nzoesde sua natural condescendencia, quan-
do j havia assignado o protesto ludo attribue
a intrigas ; o que bem paraphraseado quer dizer
que a verdade ahi atropellada, c a razo cal-
cada polo demonio da intriga !
S Ihe faliou confessar, com a franqueza do
cosiume que os rapases, sem amigos, s gri-
tara por queierem carne sem osso e farinha sem
carooo-idesl. Engenhos sem rendas libertas,
sem sustos de piocessos.bens de orpliossem res-
tiluices, e una vara de direilo promelllda pelu
candidato Sou/.a Carvalho, ele. ele.
A modestia o seus hbitos de panacea em-
bargaram-lhe o compiomenlo da obra. Que sa-
crilicio nao hriaoSr. Mingu, urna alma tao
liana, to franca o jovial?! I
Por essa voz ganhou o co.
Assim. polo que fiea observado, c pelo mais
que se tem dito e provado, reconhecer o publi-
co imparcial quo esse contra protesto urna
sentenca condernnatoria lavrada contra os seus
autores um verdadeiro suicidio, a que se aii-
raram, por decreto providencial, um castigo do
suas perversidades, de suas iojuslicas, e torpezas
sem numero !
Eque a juslica suprema nao dorme : que os
mos se destroc) por suas maos, por si mesmos,
desmanchara em um minuto o que fabricara cm
dous annos. c que seus nomos sempre apodrece-
rao para a historia da humanidade !
O Argos de Goiinna.
;do a pedido seu o cidado Manoel Jos Pcreira
Borges, do cargo de 2." supplenle do delegado de
Santo Anto.
No dia 17 do corrente no Hospital Portu-
i guez de Beneficencia praticou o Sr. Dr. Praxe-
des Pilanga, com assisteneia dos Drs. Lobo Mos-
| coso, Villas Boas, e Silva Pontos, a operario da
I ectomia do escroto em um doente de 3.a classe
(pobre.) O doente foi chloroformisado, e a opera-
: H.esciiiua-se igualmente dos Sis Noronlias e Uo i C*n-mn n.^ ., I *
! chas Fanas. e do advog-ido Dr. Bernardo Jos! '.-lOrr^SpOnuCnCiaS.
rernamloa ra CA a., -..:... i .----___- .1 ___ _____ .
i>^^n,io..; .1^ (7 i r- ""s' *" u" aavogioo l)r. '.enlardo Jos
I or porlai ia do 17 do corrente fot exonera- ; Fernandes de S, despeilados em razo do nro-
) a Dolido son o c dadAo M.-mnol I.cA l>,,,-or, ..- ... :...' u,-,l,l""U'1 i'" r.izao uo pn
coasode injurias contra o Sr Haooel Goncakes
Nunos Machado, f.lho tl<< um sobrinho e primo:
de oulros, e nelo do ultimo,prescinda-so, -'
nalmenle, do croscido numero de Iludidos, a
quem se dizia ora que apenas Iralava-sa de jus- i
Ulicar a boa conduela do mesmo Sr. Manoel Con-'
calves, e ora que so tinha por fim com essas as-
s.gnaluras requerer ao governo a liberdade do
voto : quem ficam nesle contra -protesto ? que
,,.------., avll ,, uiiuiiHuiiiuwuu, c ujirra- <{-><:iu iiiniu nesio cnriira -prou'jio : que
cao correu perfeilameiite bem, gracas calma, e assignanles de vulto e criterio ahi ficam ?Ne- !
pericia do operador.
A bolsa escrotal pesou cinco libras."
Na mesma occasio pralicou-se no mesmo
doente a operaco da h\ drocellis, que tambem
j elle soffria.
O Sr. Penislon, engenheiro da companhia
da estrada de ferro, apresentou ao Sr. Dr. chefe
de polica o Inglez John Gooding. um dos auto-
res do assassiuatodo infeliz Luiz Antonio, d
anle-hontem demos
uhuni.
Apenas se lero os nomos de seis ou oilo Ar-
rudas (".amaras, intitulados proprielarios que nao;
pertenconi a osla comarca, onde at boje ainda
nao foram conhecidos, nem como guardas nacio-
naes, nem como volantes, e nem como juizes de
lacloalguns Monte-Negros, irmos do bancar-
infelz Luiz" Antonio, de que I 1l*'iHe .. noticia. Optoeedimentoque LS p, J"'f ,m"n";'(,a|-'1, eslrangeiro e
acaba de ter o Sr. Penislon digno de elogio. | ,,, r i "*',-' '(,0Pnldo Wolow, castrador
- Pelas averiguaces a que lem procedido a J,-7.5S .''' 0rel?' e manJa1,1,) l,r"fPS-
policia paia-descobr'ir o fabricante das* moedas : v.',,, '"', t)r chpf" de Pnlidadous
falsas apprel.endidas em poder da Manoel Cv- \ ,"rl' P!CJ papoleas-lreze negociantes jubila-
priano Feneira Rebollo, pode-e allirmar hoje "*.,^TJjEi" T0Z-C0"ftonl0 do lml'li';0- e.ca"
--- a'los alheios varios almocreves do Pilar, Goian-
que a fabricante de taes moedas foi Antonio Ma-
rinho Paes Barrlo : oque se evidencia das res-
-------- -**". uiuiui,ii;u.' "J*/ ll u l ihiiiii-
iiinha, J iraraca, N. Sonhora do varios caixei-
ros e mendigos da cidade de Goianna e da po- !
roacao de Timbabamoia duzia de proletarios,
ebrios ejogadoresda Lapa, inclusive um mono-
I maniaco alteres alli conhecido porLasca ou li-
do galvanis- ri"I10r ""hastrea ou quatro membros da fa-
e havcr dado "' L'r('lra d'' Andradc, da Guararema, geral-
postas de Manoel de Carvalho Paes d'Andrado,
quando interrogado na repartico da polica.
Responden que. haver oilo mezes, Antonio
Marinho Paes Brrelo procurou elle
denle para ll.o ensillar o processo
mo.e depois d'elle respndeme Ihe ha'ver dado """';'rL''.''ira 0P Andradc, da Guararema. geral
algumas lices, o dilo Antonio Marinho Ihe pro- : f^,0"' 1,'r;"lf Pfor nienlecaptos-e urna ap
poz, quo galvanizassc urna porcao de moedas de 8P, ''^ ",vli' d,\''^reros dos Iros engenhos
cobre, o de melal branco, dizerdo que elle An- i''f."mZ "3'0SA ?s enSpnhos d Sr- conimen-
toi.io Marinho ira para o serlo comprar gados ^H H^nli C 1 d"n'!!n,nado l>1-,ron. propne-
com essas moedas. e daria elle respndeme a '*S?J?**"* '"
terca parte dos lucros ; o que elle respndeme m *',., nos ea hibir documcnlos do que leva-
repellio, nao acceiiar.do tal proposla, e declaran- | !L,!.'*0.'* Su "iBjyoi Por estarmos nesla
.e nao vollasse mais sua CS? Presumido, pelo collega Jacob da Silva Pe-
do ao proponenlc qi
casa.
a Que as moedas de cobre que Marinho tnos-
trou a elle respondenlo eram. as de cobre do
valor de cinco tosios, e de mil ris, e as de
melal branco do 10g figurando o valor das de
ouro deste valor.
REVISTA DIARIA-
No impedimento do Sr. Dr. director geral
da instruccao, foi designado o Sr. Dr. Jos Soa-
res de Azevedo para substitui-lo interinamente
n'aquella directora.
Acha-se realisada a aberturi da aula de
commercio do collegio do Bom-Conselho desta
cidade.
A regencia dessa cadeira foi ce nfiada ao Sr.
Manoel Foncera du Medeiros, ostriplurario da
thesouraria de fazenda desta provitcia.
O facto da abertura dessa aula naquelle esta-
belecimento deinstruccio com soffrivel frequen-
cia, e as aulas particulares, de igual materia que
co
va
quera apreodi-r esla arle, o
Irado moedas falsas.
Foram recolhidos casa de detenco no dia
1/ do correte 3 homens livres e 1 scravo, sen-
do ; 1 i ordem do Dr. chefe de polica, 2 or-
dem do Dr. delegado do 1" dislriclo, e 1 ordem
do 3o.
Passageiros do vapor inglez Jason, vindo
de Liverpool e portes intermedios.\V. Marti
reir, que brevemente os publicar abaixo de
urna correspondencia nos jornaes da provincia.
E a semelhanlos lestemunhas, de pesseas as-
sim despetiadas, Iludidas, dependentes, crimi-
nosas c desmoralisadas, que devero o Sr. Ma-
noel Gonealres c seus asseclas recorrer para il-
lirem a f do que no protesto asseverou a qua-
Marinho, confrontado com Paes de Andrade '"dl% L ''.Ui d, 1,uo n0 prole.io asseverou a qua-
nfessou ter pedido para esto cnsinar-lhe a gal- ''a'' misar, sera que soiibesse dizer para quo lim ^,p "''nles' ImPori,"Bts: ""^reaos e intolli-
icra aprender esla arle, e ne-ou ler-lhe moa- g?nlPS da."marca ?!! Nao serao esles lestemu-
nhas maiores de toda excepeo, preferidas
aquelles em qualquer juizo ou tribunal ??
A afilrmaiiva irrrcusavel, e pois s o mais re-
voltante cynismo poderia ter determinado to
misrrarcl appello que se ha convertido em eter-
na ignominia dos seus autores.
So os protestantes em favor dos juizes tives-
sem ignal despudur e recorrossera a genle dessa
neau e sua acnliora" Heor7*UarnuUfl"FrrncU- llL*LJf *J"fa">oi dos respectivos
co Antonio Marques Juuio*r rranu enienhos mais de dous mil assignanles tonara ap
Mirinoinn Diinira ,i, ____ pareaidotalvez quo dez nmeros do Diario de
nsumo da ^dTnTdiT 8'doTo'rrenie^O? "*- ~ri bastantes para os conlor
consumo da cidade no dia 18 do correte 107
rezes,
MonTALiDADE no pa 18 no connEMTE :
Luis, proto, escrivo, 6 dias, espasmo.
Felicia Mara Ferreira de Barros, branca, viuva,
69 annos, hydropericardia.
Manoel Ramos de Oliveira. branco, solleiro, 17
annos, cncepliahlo.
Lourenco, 8 dias, espasmo.
Joaquim Francisco Pinl.eiro, preto, casado, 56 lA!di;nlil' o/1 PR'r esultado se chega quando
annos cancro. cons lera-se tambem o contra-protesto pelo lado
a publicar.
Estamos convictos que tao fulil o ridiculo con-
tra-protesto s foi dado a luz p.ira embiir os lei-
tores de fra da comarca, e quic da provincia
isso mesmo j ouvimos a mais "de um dos ini-
ciados nos my.sterios .. porm arlimanhas iguaes
o ninguem mais illudem, o servem para compli-
car o naufragio dos dolosos e calumniadores.
A idntico ou peior esultado se chega quando
annos, cancro.
Maria Francisca Pessoa de Mello, branca, sottei-
ra, 61 annos, collite chronica.
Hospital de caridade Existem 60 ho-
mens e 53 mulheres nacionaes ; 7 homens cs-
trangeiros, el raulher escrava, total 121.
Na totalidadedos doeotes existem 37 aliena-
dos, sendo 3 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelocirurgio
Pinto s 6 horas e 1(2 da manha ; pelo Dr.
Dornellas. s 8 horas o da manha, e pe-
lo Dr. Firmo as 5 horas da tarde de hon-
lem.
Falleceu um homem de cancro fungoso.
Communicados.
Mons parturins et nasce-
tur ridiculus mus !
A exaelido dos anexins dos proverbise sen-
lengas dos nossos maiores a cada instante se
demonstra com urna forca de luz to irresistel
quanto estupenda 1
De entro ellas conla-se : que mulla Irovoada Porque nao tomaram anle o publico e os tribu
c o precursor das seccas e por conseguinle das es- i naos do paiz a responsablidade legal de suas fal-
teniidades o que serve de assumpto a bella sa. imputarles ? 1
de seu contexto, ed sua materia.
Paramos urna ligeira analyse.
A sua primeira parte foi dedicada ao elogio do
Sr. Manoel Goncalves e dessa meia duzia de ho-
mens, a quem o proteslo qualificou de mos. Mas
o contra-protesto, alem de tersido promovido por!
esses mesmos homens que se querem santificar,
traz as anas firmas na frente, de preferencia asi
do mais: logo se elogian) a si proprio, e na
qualidado de suspeilos. como parles interessadas
e acr.usadas, nao merecem f alguma, lano no
que asseveram de si, como contra os seus adver-
sarios.
Nao se pode ser parte e lestcmunha ao mesmo
lempo
Na segunda parte dizem, nao os contra protes-
tantes, mas os seus bigodeadores que passa
por certo quanto se lem escripto contra os dous
juizes, j nos jornaes desla provincia, j nos de
oulras ( id esl um insulso artigo em um jornal da
Parahiba, refutado face de documento autenti-
co) e finalmente nos da corte! I
Mas.porque nao asseveraram a certeza dos tac-
tos allribuidos ? I
Porque nao tomaram ante o publico e os tribu
cririca do fabuloso parto da montanha.
Ao grosso e i neo m pree ristrel catalogo dos
exemplos comprovaiiros de semelhante prqyer-
Sabe-se geralmente, por ser cousa de publica
notoriedade, que os chufes ou bigodeadores dos
contri protestantes sao os proprios agentes dessa.
Srs. redactores.Tendo do proceder-se no dia
7 de sclembro vinduuro a eloico para juizes de
paz da freguezia de Santo Antonio, lembramosos
nomos dos seanintos cidados, como dignos de
occupareui os referidos cargos.
1" dislriclo.
Dr. Antonio F.pan.inondas de Mello.
Capilo Jos Luiz Pereira Jnior.
Major Amonio Hernando Quinteiro.
Dilo Antonio Jos de Oliveira.
2o dislriclo.
MajorClaudino Benicio Machado.
Capilo Firmino Jos de Oliveira.
Dito Miguel .lose de Almeida Pernambuco.
Lmpregado publico Juo Francisco Bastos'.
L'm votante.
gg"-'C' wragyataa-aja3aBrrg^Mjiiiua^MBWi
Pablica^oes n pedido.
Eleico dos juizes e juiz.is, eserkies e
escrivas, que ha de festejar a Glo-
riosa Sania Auna, na papelia de \. S.
dos Prazepes de Guararanes, ni au-
no de ISGI.
Juizes por eleico.
Os lllm. Srs. :
Manoel Alvos Guerra.
lenle Jorge Vctor Ferreira Lopes.
Juizes por devouo.
Os Illms. Sis. :
Antonio Francisco das Nevos.
Luiz Antonio Bozerra de Mello.
Juizas por eleico.
As lllm." Sr/":
I). Maria, esposa do lllm Sr. Caetano de Assis
Campos Lopes.
I). Maria Jos de Jess Muniz, filha da finado Jos
Maria de Jess Muniz.
Juizaa por dovoco-
As lllm.'" Sr."
D. Ignacia Hara de Freilas, esposa do Sr. Luiz
Antonio do Freilas
D. Anna Coelho da Silva.
Escnvaea por eleico.
Os Illms. Srs :
Ignacio Pedro das Neves.
Francisco Pedro das Nevos.
Lserivaes por devoro.
Os Illms. Srs :
Luiz Moreira de Mendon^a.
Custodio Antonio Guimares.
Luiz 1! uiilr.i .i.
F.scrivas por eleico.
As lllm." Sr." :
I). Maria, esposa do lllm. Sr. Joaquim de Almei-
da Cruz.
I). Joanna Evangelista da Silva.
Esrrivaa. por devoco.
As lllm."0 Sr." :
D. Jeronyma Sarmco de Lessa.
1). Joann i Francisca de Menezes.
Juiza protectora e bemfeitnra.
D. Francisca de Paula dos Prazeres, esposa do
lllm. Sr. lente Jos Lucio Lins.
Juizes e juizasnerpeluas.
Os Illms. Srs. :
Alferes Antonio Moreira dcMendonra.
Commendador Manoel Joaquim do Reg e Albu-
querque.
Major Anacilo Antonio de Moraes.
Tenente-coronel Manoel Lucas de Araujo Pi-
nl.eiro.
Tenenle-coronel Manoel Ignacio Bricio.
As lllmas. Sras. :
D. Joanna da Natividade Mosquita, esposa do lllm.
Sr. Antonio Boleiho Pinto de Mesquita.
D. Francisca Monica de Liraa, esposa do Illm.Sr.
Francisco Tavares
D. Emilia llosa llamos.
D. Pelismina Maria dos Prazes, esposa do lllm.
Sr. Marcelino Ribciro de Souza.
Prazeres 17 de abril de 1SG0-
Joo de rito Corxeia.
eleiqo
dos jui/.p-A, juizas, c&crivese cscrivas,
que liao de feslpjai- a Gloriosa Santa
Auna, na capella de \. Senhora des
Prazeres de Guararapes, no anuo de
18G1,
Juizes por eleicu.
Os Illms. Srs. :
Manoel Adriano de Souza.
Jorge Rodrigues Machado.
Juizes por devoco.
Os Illms. Srs. :
Maurino Francisco de Assis,

MUTILADO!


Vi
Manoel Pereira da Silva Ceradelo.
Juizas por eleicau.
As Illmas. Sras. :
Romana da Coala Monleiro.
D. Chrisliana Matia do Rosario.
Juizas por dcvojSo.
As Illmas. Sras :
D. Adriana Mara da Conceicao.
D. Francisca dos Sanios.
D. Anoa Pastora de Jess.
Escrives por eleieo.
Os Illms. Srs. :
Francisco Elias Ferreira.
Serafim Corrcia.
Escrives pordevoco.
Os Illms. Srs. :
Mauoel Euzebiu da Boa Morle.
Agostinho Terbuco de Santa Anna.
Escrivaas por eleico.
As Illmas. Sra. :
I). Mana do Rosario Lima.
I). Rosuia Maria da Penha.
Escrivas por dcvocao.
As Illmas. Sras. :
Rosalina Maria da Conceb-o.
Marlyres Maria dos Santos.
Escrivaas.
Francisco Antonio l>crcira.
Antonio Francisco da Paixao.
Uircclor.
O Illm. Sr.
Msooel da Paixo Paca.
Procuradores.
Os Illms. Srs.
Joao Thcophilo da Doa Morle.
Joao Crrela.
Miguel Francisco.
Joao de Brito Correia.
Prazeres 17 de abril de 1860.
Tenhorados pelas maneiras urbanas e delica-
das, cun que o Exin. Sr. presidente da 'provincia
se dignou iralar-nos, quando cm coracr.issao nos
dirigimos a S. Etc. no dia 18 do correte mcz. a-
Cm de reclamarmos una medida qnejulgimos
justa, n.'io podemos deixar do tributar os nossos
sinceros agradeciraenlos ao dignissimo adminis-
tre Jur da provincia, nao s pela nimia bondade
;':e para tora poseo quiz ter, como t-ambem pelo
justo deferiraento que deu ao njssc pedido.
Nao tendo nos oulro meio de fazermos sentir
a S. F.xc. a nossa profunda gralidco, recorremos,
senhores redactores, ao vosso conceiluado jor-
nal, para que nelle deis publicidadc a estas tos-
cas Uuhas nascidas do coracao.
A comniissao marilima.
A. A. Por lo.
Manoel Fspindola de Mendonra.
Malinas Gomes Fernandes.
Bacalliau- -
Batatas-----------
Carne secca- -
Cal-------------
Cha-------------
blAKiu ue FEKMMr.CCQ. SEGUNDA FEIBA >2Q DE AGOSTO DE 1860.
I Humus um carregamenlo ties-
ta semana, que seguio para a
Baha por (alta de comprador.
Retalhou-se de 9*000 a 12*000
rs., ticando em deposito cerca
do 7,000 barricas.
Vendoram-se de lg200 a lg600
rs. por arroba.
Relalhou-se de 35500 a 48500
rs. por arroba do Rio Grande,
e de 2*600 a 3*000 rs. a do
Rio da Prala, fleando em ser
3i,000 arrobas da primeira, e
28,000 rs. da segunda.
Vendeu-se de 6*800 aTflOOO por
arroba,
dem a 1S600 a por libra:
a 21-000 rs. a
13 do Crrenlo mez. CONVOCO eitra.ir.ln.ana.npnl 1 q,.mlan, ,i h. ^ ., ...
o conselho municipal de re ,:urs0 para 0 dia 26 do quintal. 8 ae d,b a 99U I mencionar, podendo desde ja os preten-
rmcclammacmes'desXndidr.','ro,C0- he,ci"ent0 ,d" IA conselh visa os raesmos vendedores, que den'es entenderem-se com o agente ac-
esta cidade, a qual le mino,, os seus trabalhos lho. ai 10 horas da manhaa
Sala
Carvo de podra- dem de 19.*5O
tonelada.
Cerveja-
depois do incerramento, das sesses ordinaria do
referido conselho. /ts seisoes serao feilas em
urna das salas da cacara nunicipal, e os traba-
lhos comecaro as '4 horas da nianha, devendo
os interessados apresentar os seus recursos nos
primeiros cinco dias da reuniao do conformidad
com o decreto n. 511 de 18 de mano de 1817.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco. aos 14 de agosto de 1860. Eu Joao Sa-
raiva de Araujo Galvao, escrivao o escrevi.
Innocenclo Scraphico do Assis Carvalho
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
r.enda desta
Farinha de trgo-
---------provincia, em cumprimento de or-
Vcndcu-sc de 45000 a 4$800 dem de S. Exc o Sr. presidente da provincia,
rs. a duzia de garrafas | manda fazer publico que estar em hasta publica,
A de Richmond relalhou-se perante a mesma thesouraria, no dia 25 do cor-
de 19 a 20$ rs. a barrica, a | rento mez, as 2 horas da larde, o aforamenlo de
de Trieste, de 20-3 a 23grs,, a dous terrenos de marinha, outr'ora alabados sob
Philaacl-fia, c 18*00 a 20g ns. 376 e 377 entre a ra do Rrum e a do caes de
de
e a de New-York a 19jJ rs., fi"- j Apollo, contiguos as casas c o commendador Jos
r 3,000 barricas da Percira Van na e Mesquita A fluir. Os prelen-
I'raca o lecife 18 de agoslo tic 1800.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cota<-6es ofciues.
Cambio sobre o Rio do Janciro=rao par 30dtv
Descanto de letras10 e 12 0|0 ao auno.
Cotai-oes officiaes no dia 17 de agosto d
das tres horas da larde.
IgodJo da Parahiba 8j350 por arroba posto a
{oslo depois
bordo.
George PatchettPresidente.
>ibo urcaSecretario.
Alfamlega.
Rendimento do da 1 a 17. .
dem do dia 18 ... .
197.6"2ell6
13:4897i<>
Dita de mandioca
Feijo -----------
Louca -------------
Manlciga----------
Oleo de linhart
Quejos----------
Passas- -
Toiicinho- -
Vinagre-----------
Vinhos -
Desconlos
Freles-------------
ca-ndo em
primeira, 7.4C0 da seganda,
2,400 da terceira, e 1000 da ul-
tima.
Vendeu-se a 5$000 a sueca,
dem a IjOOO por arroba.
A inglrza ordinaria vendeu-se
a 275 por cesto de premio so-
bre a factura.
A fronceza vendeu-se de 560 a
60J rs. a libra, e a inglcza a 1?)
rs., fleando em deposito 1,600 i
birris.
-Vendeu-se a 1#700 rs. por ga-
rio.
Os flamengos venderam-se de
2400 a 2g600 rs.
Vcnderain-so a (5 rs. a caixa.
dem a 8j)000 por arroba.
Vendeu-se de 1005 a HOjJa
pipa.
Tendeu-se a 200^000 rs. a
250^060 rs. apipa.
Os rebales de letras regularan)
._ prelen
denles poderao comparecer no dia e hora de-
signados & thesouraria onde se far a arremala-
co. Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 13 de agosto de 1U60.O oflirial maior
interino, Luiz Francisco do Sampaio e Silva.
ao aano, tendo a
de 10 a 15
caixa filial descornado mais de
400 rontos de rs.
Do algodo a 7/16 por libra.
MoTmento do porto
Xavios entrados no dia 18.
Porlos do Sul.9 dias vapor nacional Tocantins,
cornmandantc Io teuente Prcdro Hyppolilo
Duarte.
Liverpool e porlos entermedios. 23 dias vapor
inglez Jason commante J. \V. Thalcher.
NaviM saludos no dia J7.
Liverpool pela Parahyba. brigue inglez S. Vi-
cent, capitfio AlexaadreCollec, carga assucar.
o.
o

I
Horas
_ w
z
3

~- Atmosphera.
r, \
C/2
f3
Uireco.
I
211.141?S62
Inensidade.
Uoviniento da ;iliando;
Volumes entrados com lazendas .
com gneros .
V i'.jm.'s saludos cora fazendas
>
*.
7
432
oT
35
C.T
l>
439
------129
com gneros
Descarregam hoje 20 de agosto.
Barca inglezaBonitafazendas.
B irea iilezaJouh Kmg objectos para a es-
trada.
Bard iiiglezaMary Warroll idera.
l'n'iG inglez London diversos gneros.
ig(e inglezIsabellacamos de ferro.
ce
o
^
Centgrado.
Reaumur.
Fahrenheit
50 ce
-1
30
-1
co
o
tu
-1
00
00
c
S 3
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co
Hygrometro.
I
Barmetro.
c
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S-g
* rr.
CC \f.
s
ata<
lio porluj
ezJareolagedo.
niportac.
\. ior mcional Tocantins procedente do Norte
man i estou o seguinte :
2 sacas arroz ; Joao Marlins .Santos Car-
goso.
148 rollos salsa ; Sera Tira Teixeira Baslos.
65 ditos dita, l volume ignoro ; ordem.
1 caixa ignoro, ao consulado de Noruega.
1 encapado dito Jos Amonio de Azevedo.
1 cjtixo dito ; Kalkman.
7 Larris e 9 meios ; Francisco Alves Pinho.
1 saco ; J010 Jo.- Galvao Pires.
1 pacnte ; D. Maria S.ilgado.
1 dito ; aodeseuibargador Custodio M. da Silva
Gutmaraes.
1 cipoeira 2 vveres ; Costa Carvalho.
Brigue inglez Lundon, vindo de Londres, con-
signado ... manifeslou o seguinlc :
1 caixa mercearia. a Dammayer & C.
1 dila louca, 1 dila chapeos deso de algodao,
1 dila carnizas de dilo, 1 dila luvas do dito ;
;i Charles Louis Cambronne.
1 caixa mercearias ; Joao Cardoso Ayres.
1 dila drogas; & Bastos & Lomos.
A noile nublada e de constante
S, e assim amanheceu.
OSCILLACAO DA HAB.
Baixamar as II I, 54'da raanhaa, altura 0 75
Preamar as 6 h 0' da larde, allura 7.25 p.'
Observatorio do arsenal de marinha 18 de as
lodel8f'u Vnu Jbbio*.
chuva, veulo
P.
os-
riaita-ift t xj x---^
m^tmmmmm
Editae
<<.
oifl,",.papeJ i Mnocl Figueiroa de Paria.
dW barns plvora, 130 ditos cerveja ; Adam-
s n Hjowe \ C.
310 barris plvora ; S. P. Johnston & C.
iOI) ditos dita, lio ditos cerveja ; Saundtrs
Brothers.
35 barricas cerveja ; a Soulhall Mcllor.
tone adas carvo de pedra 100 barricas
cerveja 8:000 lijollos de calcar ; ordem.
Consulado geral.
Rendimento dodia I a 17. 13:719*119
Iiem do da 18....... 85205
r-nffi j? K5BS; te de agosto de &^MV&tf5S: c
.-O inspector, Bento Jos Fernandes Barros. 9 do decreto n 7^ ,i a!..I.?..ae^.. It,"?;
Diversas provincias.
lela inspaccao da alfandega se faz publico
'{ue no dia 20 do correnle, depois de meloda
se bao do arrematar em hasta publica, sendo a
arremalacao livre do direitos aos arrematantes,
as segumles roercadoras : diamante J.\, 50 por-
tas de forro para fogoes, pesando 25 arrobas, va-
lor da arroba 3*200, 30 0|080-S 2 barricas com
grell
irrol
Aliando
1860. inspector, ut-iiio aose ernanues Barros.
. 9 '"m- Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Kxm Sr.
presidente da provincia, manda fazer publico
Tieva novamonte a praca para ser arrematado
a quem por menos fizera obra a fazer-se no hos-
pital Pedro II, avahada cm 50:168j800, sob as
condicoesj annuncadas, tendo lugar a arrema-
lacao no dia 25 do correnle.
E para constar se mandou
publicar pelo Diario
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco 17 de agosto de 1860.O secretario,
A. F d'Annunciacao.
U ur. tnnocencio Seraphico de Assis Carvalho,
juiz municipal supplente do civel e crimo da
primeira vara nesla cidide do Recite, provincia
de Pernambuco, em virlude da le, co.
Faco saber aos que a presente carta virem, era
como Paulo Gaignaux me fez a peticao do theor
seguinte :
Diz Paulo Gaignaux, que tendo de propr ac-
13:80432i .Ca ordinaria aos herdeiros de J. Chardon, para
taver a importancia da letra de 1:100.3, quesen-
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, commendadoi
da imperial ordem da Rosa e da de Chrislo, e
juiz de direito especial do commercio nesla ci-
dade do Recife e seu termo, provincia de Per-
nambuco, por S. M. o Imperador, a quem Dos
guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edlal virem,
que requerimcnlo de Jos Luiz Percira Jnior,
acha-se aborta a sua fallencia, pela sentenra do
theor seguinte :
A' vista da peticao de folhas 2, eni que Jos
Luiz Percira Jnior, commercianlc estabelecido
com loja de fazendas e roupas feilas na ra Nova
i desta cidade n. 46, expe ter cessado os seus pa-
gamentos, declara o mesmocomnifrclante em
i estado dequebra, o lixoolermo legalda existen-
cia desta, a contar do dia 28 de junho prximo
passado Nomo curadores fiscaes os credores
Tirara Monsen & Vinassa, e depositarios inte-
rinos Flix Sauvage iCompanhia. E prestido
1 pelos primeiros o jurament) do eslylo, e pelos
segundos assignado termo de deposito, o cscri-
| vao remetiera copia desta sen lenca ao juiz de
paz competente para a apposicao de sellas, que
, ordeno se ponham cm lodos' os bens, livros e
papis do fallido
Depois do que publicada 1 presente nos ler-
j mos dos artigos 812 do cdigo commerrial e 129
do regula manto n. 738 se darao as mais provi-
dencias que os mencionados cedgo e regulamenlo
prescrevem.
Recife 4 de agosto de 1860.Anselmo Fiaticis-
co Peretli.
E mais se nao continha em dita sentenc aqu
transcripta ; e para cumprimento da mesma
convoco a lodos os credores presentes dos falli-
dos para comparecerem na sala dos auditorios
no dia 22 do correnle mpz s 10 horas da ma-
nhaa. afira dse proceder a nomeacao de depo-
sitario 011 depositarios, que bao de reetber e
administrar provisoriamente 1 casa fallida.
I. pata que r.hegue ao conhecimento de todos,
mandei passar editaes, que sero publicados pela
imprensa e afRxados nos lugares designadas nos
sobredilos artigos icima declarados.
Cidade do Recife, 17 de agosto de 1860.
Eu Adolpho Liberato Pereira de Oliveira, es-
crevente juramentado, o escrevi.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nasciracn.o.es-
crivao o subscrevi.
Anselmo Francisco Peretli.
O reverendo Jos Leile Pilla Orligueiri, juiz
de paz da freguezia de S. Fr. Pedro Goncalves da
cidade do Recife, faeo saber era additamento ao
meu edlal de 4 do correnle, que por ofTicio da
freguezia em dala de 17 do crtenle, me fui com-
municado que nao podendo o conselho munici-
pal de recurso terminar os seus trabalhos antes do
dia 7 de setembro, e por conseguinto estar prorap-
ta a qualificaco para servir na presente eleico
dos juizes de paz e vereadores, deviam ser con-
vocados os cdados qualificados o anno passado
nos termos dos avisos de 5 de julho g 6 e de 28
de agosto de 1818 ; sendo que para constar a to-
dos os cidadaos que eslivereni tiestas circuins-
lancias, mandei passar o presente que ser all-
xado no lugar do cosluine e publicado pela ira-
prensa. Freguezia de S. Fr. Pedro G>ncalvcsdo
Recife 18 de agoslo de 1860. F. eu Inocencio
da Cunha Guianna, escrivao o subacrevi.
Padre Jos Leite Pilla Ortigueira.
das sesses do conselho administrativo,
agosl'dee860eO10 d 8rSeDal de gUerfa' 17 de
francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secrelario interino.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emissao do banco.
Na mesma occasiao sera' vendido um
cabriole! com os competentes arreios:
ter^a-feira 21 do correte no armazem
do mesmo agente na ra do Imperador
n. 35, as 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
ATTENCAO.
Pela ultima vez convi-
damos a todos os deve-
dores da massa fallida de
Claudiano Oliveira, a vi-
rem satisfazer os seus d-
bitos no prazo de 3 dias,
lindos os quaes terao o
Avisos martimos.
O brigue
Para
lima casa assobradada.
O agente;iIyppolito fara' leilao
torisacao de uma pessoa que se
tende retirar para lora da provincia de i J *j"
urna casa assobradada na ra Imoerial mal0S Ca IW1 p8l0S
seus nomes no mesmo
por
autonsacao de uma pessoa que se pie-lUeSgOSlO de Sereill Cha-
le
seg
l- para carga e passageiros. trala-se com Tei- ,!. ------- ,' l'wu'-
eira. Basto, S & C, largo do Corpo Sanio n 6 dentes examma-la desde ta :
egundo anda^ n' 2i do corrate, as i i horas
penal
n. 40, a qual tem os commodos neces-
sarios para qualquer familia numerosa,! ,
para informales o agente cima esta' UiariO. ----- l IgUCU'euO (&
preten Irmao.
o Asstt'.
Alfredo segu no dia 21 do corren- I habilitado a dar
paj;a carga e passageiros. trala-se com Tei.lj... V P.oafnaj CS
terca-feira
Para Lisboa,
segu impreterivelmente no dia 22 do corrente
o brigue portugnez Soberano : para o resto da
carga e passageiros, trata-sc com o consignatario
Tlioma* de Aquino Fonseca, na ra do Vicario
n. 1J, pnmeiro andar, ou com o capilao na praca.
Para o Rio Grande do Nortee
Assi'i,
segne o hiate Bebcribe : para carga e passa-
geiros, dirijara-se a ra do Yigaro n. 5.
Rio Grande do Norte e Asm.
^aisahircora a carga que tiver. a barcaca
Hinha dos Anjos al 24 do corrente, aiuda ro-
cebe carga a frete com modo : a tratar na ra da
Madre de Doos n. 2, ou cora
che do algodo.
as em ponto
na ruado Imperador n. 55.
LEILAO
DE
Terca-feira 21 do corrente.
O agente Uchoa fara' leilao por des-
pacho do Illm. eE\m. Sr. I),-. j,,;, G.
Recife 2o de agosto de
186o-
Seo Illm. Sr. P. F. se quer pou-
par a desgostos e a maiores sacrificios
e encoramodos, baja de apparecer boje
mesmo a satisfazer os seus corapromis-
sos na T. das C. Se o nao fizer por este
aviso, sera' amanha advertido em ter-
mos mais positivos.
O jgente de leilues Praaeisco'Ig-
nariiT Pmfn pode *cr procuiddo das \t
o mesire no trapi-
REAL COMPANHIA
Anglo-Luso-Brasileira.
O vapor Brasil, espera-se dos poriosdo sul do
da 14 a 21 do correnle, e seguir para Europa
depois da demora do costurae : para passageiros
e encoramendas trala-se com os agentes Tasso
Irnios.
credores e curadores liseaes la massa
fallida de Jos Francisco Rodrigues da
Costa das dividas pertencentes a mesma
massa no seu armazem na ra do Vipa-
no n. 20. Ao meio dia eni ponto.
pecial docommeicioarequerimento dosIa1 horas da tarde em seu armazem
ra da Cruz n. 51,
Os abaixo assignados declarara aa
publico e essencialmenle aos seus fregue-
zes que o Sr. Antonio Joaquim da 'sl-
va Brito, deixou de ser seucaixeiro des-
de o dia 17 do corrente mez de agoslo.
Raymundo Culos Leite t Irmao
na"fP8 a1bKqXf.01aQSni|na,d0 vcndo em os l,iarios d
ns leb, 189 c 190 de terca, quinta e sexla-feira
deste mez era que o Sr. Jos Concalves Malveira
diz era seus annuncios ser cu administrador de
sua cocheira a ra do Imperador, c que aquel-
las pessoas que se julgasscm credoras da referi-
da cocheira se apresentem no prazo de 8 das
Avisos diversos.
ASSOCIACO POPULAS
DE
Soccorros Mutuos.
Para a Babia.
A veleira e bem conhecda sumaca naciona
Horlenc, pretende sabir com muita brevida-
de, tem parte de seu carregamenlo proraplo. pa- ,
ra o reslo que Ihc falta trala-se com os seus con-
signatarios Azevedo & Mendes, no seu escriplo-
no, jiiada Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
Vai seguir nestes poucos dias por ter
uma parte da carga prorapta a veleira
barca Recife, para o reslo da carga,
passageiros e e?cravos trata-se com Ma-
noel Francisco da Silva Carnee-, ra do
Vigario n. 17, primeiro andar.
Para Lisboa sahe impreterivelmente al o
dia 15 o brigue Tarujo & Filhos por ter parle
de seu carregamenlo proraplo : quem quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija -se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recife, escriplorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Para o Rio de Janeiro
Tondo-se de tratar de negocios mportunlcs da
mesma associarao, de ordem da drecloria, pelo
prsenle aviso convido a lodos os senhores so-
cios para se reunircm em asscmbla geral. do-
mingo 19 do corrente, as 10 horas da manhaa,
na sala de suas sesses.
para rc.ilisarem seus dbitos c serem pag
sim como que os singuis que me sao de ved ores
me nao sejam pagos, sob pena de pagaren se-
gunda vez, o abaixo assignado responde aos an-
nuncios do Sr. Malveira com os documentos ab".
xo declarados, escnplos por seu proprio punho
reconhectdoa e sellados ; islo para que o resVei-
" S.ecrotan da Associacao Popular de Soccorros lavel publico faga o juizo que merecem os annur -
. Mutuos 17 de agosto de 1860. OS do Sr. Malveira. un
Beinardino de Sena Ribeiro. /
1 secretario. '
Na ra Direita n. 22. precisa-so de um ho-
mem que entenda de todo o serrico de relinacao.
Itoga-se aos devedores de aluguelde carros
da cocheira da ra da Paz n. 13, o obsequio de
Recebi do Sr.
Antonio Jos Pereira Lansa
qumliade 1.000S. por conla da cocheira que The
tenl.o vendido pela quantia do 15.450, mediante
a juros que for correndo era
Declarares.
Pela adroinlslraco do correio desta cidade
affixar o prsenle e
Rendimento do dia 1 a 17.
dem do dia 18. .
1:002*136
l-.00|136
Despachos de exportacao pela me-
s;i do consulado desta cidade n
dia 1S de agosto de f 8GO
Porto Brigue pertuguez Amalia I, Joaquim
Pinto Lapa, 12 saccas algodao.
Exportacao.
o>?*re* barca franceza Ville de Boulogne, de
JJ2 toneladas, conduzio o seguinte : 930 coti-
ros verdes cora 47,675 libras, 1,422 ditos seceos
V,0.,,'.11'455 libras- 209 di'os espichados com
5,012 libras.
Liverpool, brigue inglez S, Vicente, de 375
toneladas, conduzio o seguinte : 1,060 saceos
assucar mascavado com 5,300 arrobas, 279 sac-
ras algodo em pluma com 1,501 arrobas e 18
libras.
Kecebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendimento dodia 1 a 17.
Iiem do dia 18. ... .
I7.996;C6S
1:083*190
19:0793858
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 17.
dem do dia 18.
17:469j?895
3:164*352
17:7865247
do aceita por Amalia de Fgueiredo Brito, Ihc foi
endossada por dito Chardon, e cuja quantia foi
deposilada por dita Amalia, e estando ausentes,
e em lugar nao sabido, os filhos do dilo Chardon
que sao Emilio Chardon, j5 emancipado e Joao
Chardon, que anda o nao esl, c que aqui le-
Dresentado por seu curador, requet a V. S. que o
admita a justificar as mais ausencias, em luar
nao sabido, afim de que julgada se proponha a
competente aec.io, na qual se expor a pedido,
sendo as citacoes para todos os termos da causa
inclusiva a execucao.
Pede a V. S. Ill'm. Sr. Dr. juiz municipal da
primeira vjra, assim lhe defira.-E R. M. Mi-
guel Jos de Almeida Pernambuco, procurador.
Nada mais se continha em dila peliro aqui
copiada, na qual dei o despacho seguinte':
1o2!slrib.ulda; Justifique. Recire 20 de julho de
1860.Seraphico.
Distribuicao.A. Saraiva.Oliveira.
Mais se nao continha em dita pelicao, despa-
cho e dislribuico, depois do que o autor justi-
ficante provou a incerteza do lugar e residencia
dos supplicados. rala da prova leslemunhal
que produzo. e feilo-me os autos conclusos, pro-
ten a ramha sentenra do theor, verba e maneira
segrale:
_ A' visla das tcstemunhas de folhas 6 3 folhas 7
julgo provada em lugar incerlo a ausencia d
traillo Chardon e Joo Chardon, e mando por I
'ss^fue se passe cartas de editos, com o prazo
de 30 das para serem ellos citados, segundo foi
requerido a folhas 2, e pague o justificante as
cusas.
PRACA DO RECIFE
ih di; agosto de isgo*
as 3 horas da tarde.
Revista Semanal.
Cambios----------Saccou-se sobre Londres a 25
1/4 e 25 3/8, e sobre o Rio do
par, sendo mu di-
9 do decreto n. 785 de 15 de raaio de 1851, se
proceder a consuma as carias existentes nesla
admuiMlracao, pertencentes ao mez de agoslo de
I8u9, no da 3 de setembro prximo, as II horas
da manhaa, na porta do mesmo correio, c a res-
pectiva lista se acln desdo j exposta aos inte-
ressados. Administraos a do correio de Pernam-
buco 1, de agosto de 1860.-0 oflicial papelista,
Ismael Amavel Gomes da Silva.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornccimenlo
do arsenal de guerra, em cumprimento do art.
22 de regulamenlo de 1 de dezembro de 1852,
faz publico que forara aceilas as proposlas dos
senhores abaixo declarados.
Para fornecirnenlo do arsenal de guerra.
Manoel francisco de Mello :
200 metos de sola com a marca T a 3*800.
Luiz Borges de Cerqueira :
5 arrobas de fio de algodao a 780 libra.
Jos Raptisla Braga :
50 cadinhos do n. 10 a 1S600.
20 ditos de n. 2 a 320 rs.
25 ditos den. 1 a 160 rs.
10 arrobas de chumbo em lencl a 4*725 a
arroba.
Anlonio dos Sanios Oliveira &C :
1 arroba de ararae de lalao de n. 15 a 700 rs
a libra. '
2 duzias de tornos de mao a 8g a duzia.
4 lences de ferro de 22 a 24 libras cada um e
?ditas de dito de 32 libras, 2 ditos de dilo de 1
1/2 arroba, e 2 ditas de dilo de 2 arrobas todos a
razao de 9* o quicial.
0J^l,zias ?fl liaias chalas de 14 pollegadas a
8*500 a duzia.
Joao Jos Ribeiro Guimares :
10 milheiros de pregos caixaes a 2*300 rs. o
milheiro.
4 duzias de limas raeia canoa de 4 pollegadas
de n. 1 a 1* a duzia.
. 4duzs de ditas ditas de 6 pollegadas de n. 2 a
1;500 a duzia.
4 duzias de ditas dilas de 8 Dollegadas de n. 3
c 2$ a duzia.
4 duzias de dilas ditas de 10 pollegadas de n. 4
a d*20 a duzia.
4 duzias de dilas dilas de 12 pollegadas de n. 5
a 5* a duzia.
4 duzias de dilas chalas raurcas de 8 pollega-
das a 7g a duzia.
2 duzias de ditas meia caima murcas de 6 Dol-
legadas a 6g a duzia. F
2 duzias e meia de ditas mcia canoa ditas de 8
pollegadas a 7g a duzia.
2
duzias de dilas meia canna dilas de 4 polle-
gadas a 2*100 a duzia. '
Recife 8 de agoslo de 1860.Inocencio Sera- ', 3 duzias de ditas murcas chatas de 4 polleza-
das a 4*800 a duzia.
Joao Jos da Silva :
4 duzias de ferro de galopa com capa, sendo de
phico de Assis Carvalho.
Attendendo ao que cima fica cxposlo, mandei
passar a presente carta de editos com o requeri-
do prazo de 30 das, por meio da qual chamo.' 2 Pollegadas a 5J700 a duzia.
cito e hei por citados aos ditos supplicados, para 4 duzias de ferro de plainas de 1 1;2 pollceadas
na pelicao aqui transcripta : a 2#-KW a duzia.
AlgoJao ----------
Janeiro ao
minutas as transaeges.
boido
Agurdente- Vendeu-se
todo o contheudo
portanlo lodas as pessoas, prenles", amigos eco-
nhecidos dos referidos supplicados lhes facam
cerlo de que por esle juizo ficam citados, p'ara
lodos os termos da aegao competente, afim de
que dentro do referido prazo de 30 dias compa-
recam nesla juizo para allegarem o que fr a
O escolhi tovendeuls"de 7>800 i bem d/eus. dicitos- ob^pcoa de revelia, e para
a 7*900 rs. po. arroba *e o H ldS %*** aoU^' nhecimenlo
regular de 7*500 a 7*600 rs i PSSa che!a^ mandel P3ssar a Prcsenlfl car
3 .. la de edtlos, que ser affixada no lugar do cos-
; turne c publicada pela imprensa.
Dada e passada nesta cidade do Recife de Per-
nambuco. aos 10 de agesto de 1860.Eu Joao
Saraiva de Araujo Galvao, escrivao o subscrevi.
Francisco Seraphico de Assis Carvalho.
oena Parlida da Tarahiba a
M50 rs. por arroba posto a
a 1108000 a pipa,
tendo sido muilo procurada
Assucar----------Sem vendas, por falla.
Couros- !--- Os seceos salgados variaran! de
. 2121/2, 220, 230 rs. por li-
bra. _
Arroz- Oda India vendeu-se a 2J900
Azeilc d-e_____vnPdeua0bsd*2,inn nni.,i- i/r5 "c" BSP virtue da "commendacao
l 2*400 porgnlao.' O Dr. Inocencio Seraphico de Assis Carvalho,
juiz municipal suppleule da 1.a vara da cidade
do Recife de Pernambuco por S. M. o Impera-
dor, que Dos guarde etc.
8 duzias de ditos de 1 1|4 pollogada a 2*100 a
! %llJkde comP3s d,i ferr com 6 pollegadas
1 duzia de ditos com 8 pollegadas por 3*
1 duzia de dilos (om 10 poilegadas por 3*700
2 duzias de grosas meias cannas de 8 pollona-
das a 3ja duzia. b
2 duzias de ditos de 10 pollegadas n 4* a duzia
8 duzias de verrumas finas sortidis a 580 rs'
a duzia.
6 sorras de volta a 640 rs
4 duzias de limates de 4 pollegadas a 2S000
a duzia.
5 duzns de ditas de 12 pollegadas a 5J a duzia
3 duzias de limas triangulares de 8 pollegadas
a 2*800 a duzia.
4 duzias do dilas ditas do 12 pollegadas a 6* a
duzia.
Santos Oliveira &C. :
2 quintaes de ferto redondo inglez de 2/8 a 9*
o quinlol.
nacional Cleraentina, a sahir cora
para o reslo da carga e passageiros, a
Guilhcrme Carvalho & C, ra do
A barca
brevidade
tratar cora
Torres.
Para o Torio tem a sahir al o fim do mez
o brigue Amalia I : quera quizer carregar ou
ir de passagem. para oque lem excellentes cora-
modos, dinja-se ao consignalario, na ra da Ca-
deia do Recife, escriplorio de Manoel Joaiuim
Ramos e Silva.
COIPAMIA PER\41IBIJCASA
DE
Navegado cosleira a vapor
O vapor Persinunga. commandante Manoel
J. Lobato, seguir para os portos do sul de sua
escala no dia 20 do correnle mez s 5 horas da
larde.'
Recebe carga para liacei at o dia 18 ao meio
dia, passageiros, encommendas e dinheiro a frete
al o dia da sabida 1 hora da larde : geraucia
no Forle do Mallos n. 1.
Pao o Cear, Maranhao e
Para.
Segu cora muita brevid3de o veleiro e bem co-
nhecido patacho nacional Alfredo por ter par-
le do seu carregamenlo prompto : para o resto
da carga e passageiros, trata-so com o consigna-
tario Caetano Cyriaco da Costa Moreira, no seu
escriplorio, largo do Corpo Santo, ou com o ca-
pilao Travasso no trapiche do algodao
Casas.
Alugam-se duas casas terreas : atratar na ta-
berna grande da Soledade.
Leiies.
LEILAO
DE
O agente Hyppolito autorisado por
urna pessoa que se pretende retirar pa-
ra ora da cidade, fara' leilao de um
grande sitio na estrada da Victoria,
corn 143 palmos de frente e 4 de fun-
do, com grande casa de vivenda de pe-
dra e cal, com 40 palmos de frente, e
70 de fundo, acabada ha mezes, com
2 salas, 1 gabinete, 4 quartos, cosinha
fora. cocheira, estribara, casa para
pretos, cacimba, com boa agua para
beber e bomba, murado pela frente e
cercado pelos lados com cerca de limao,
excellente banho e bastante arvoresfru-
tiferas. ,
n.
raandarem pagar os seus dbitos na mesra co-
cheira cima.
Jos dos Sanios Ramos do Oliveira faz sa-
ber ao respeilavel corpo do commercio, que leu-
do ficado a liquidacao da cxlincla firma de Ra-
mos & Silva a seu cargo, julga nada dever ten-
dele a mesma : e se alguem se iulgar credor,
aprsente suas cotilas no prazo de 3 dias para ser
embolsado. Recire 17 de agesto de 1800.
Na ra da Praia n. 13, deseja-se fallar aos
Srs. Jos C.de Araujo Lomos e Manoel do Nasci-
menlo Leilao a negocio de seus interesses.
| O Sr. Joaquim AIv-s
gp Conti acadmico do primeiro anno, queira
m ir como se lhe tero pedido por vezea u ra ^
@ da Cadeia do Recife u. 23. :,
*>,.-,,$ t.. o-g^a,v-,a; fu i-,v,<* l'recisa-se alugar um sobrado de 1 ou an-
dares, em bom estado, com quintal, nos bairros
da Boa-Vista e Sanio Anlonio: quem o tiver
dirija-sea ru do Crespo n. 25.
ASSOCCAO
COMMERCIALBENEFICENTE
PcrnamWco.
Havendo j sido convocada por duas vezes a
reuniao dos membros dosta Associacao, afim de
que em assembla geral se tratasse do que mar-
cara os arls. 20 e 28 dos estatutos, sera que de
neuhuma destas vezes comparecesse numero suf-
ficicnle, a direccao actual pela terceira e ultima
vez convida os senhores socios a reunirem-se no
da segunda-f.-ira. 20 do correnle, ao meio dia,
na >la das sesses, para o mesmo fin.
Sala da Associacao Commercial Beneficenle de
Pernambuco 17 de agosto de 1860.
A. 1. do llego Medeiros,
secretario.
AUencaO.
Previne-se as pe;soas que sao deve-
doras a' coche ra da ruado Imperador,
administrada pelo Sr. Antonio Jos Pe-
reira do Lago, que por em quanto nao
paguem a ringuem sob pena de terem
de pagar segunda vez.
Jos Goncalves Malveira.
O Dr. Joaquim de Aquino Fon-
seca, tendo regressado com sua familia
do Poco da Panella ao Ilectfe, continua
a dar consultas medicas, na casa de sua
residencia, na ra Nova n. 14, das 6 as
9 horas da raanhaa, e das o as 5 datar-
de.efra destas horas occupar-se- ha com
os doentes de sua clnica, como outr'ora.
Na loja n. 41 da ra da Cadeia do Recife,
tem uma carta para ser entregue pessoalmenle
ao Sr. Joaquim Pereira de Azevedo Ramos, vin-
da da Bahia.
julho de
i
gos a
Recife
Gon-
j recebido pelo Sr. Mal-
e
propon o que con-
* endonamos. Pernambuco 26 de marco do 1859
lis 1:000*.Jos Goncalves Malveira
Recelo na mesma conformidade a quantia de
o0>* por conla. Pernambuco 6 de
1859.Ra. 500*Jos Goncalves Malver
Recebi do Sr. Anlonio Js Pereira I.aos a
quiotia de 500$ por conla da cocheira. tecife
30 de dezembro de 1859.Rs. 500*.-Jos
calves Malveira.
AIem deste dinheiro
veira, ton, roc.-bido mais para seu pagamento,
desde 7 do julho de I8u9 al 20 de julho de 1860
em aiugueis de carros e I ratos de cavallos pelos
pregos os mais baixos que foi possivel fazer-se-
Ihe, sendo que os tratos de cavallos lhe lancei
em sua cotila por 1* da e noile, na importancia
de 1:701, com 2.000* que receben era dinheiro
lazd:70l* ctue recebeu por conla da cocheira
quomevenleu Pernambuco 16 de agoslo do
lt>G.Anlonio Jos Pereira do Lago
- Digo eu abaixo assignaJo, que tendo con-
tratado com o Sr. Manoel Amonio dos Sanios
Ferreira para ser meu procurador, e como or
motivos justos me naoconvem mais que elle de
lime cm dianle nao faca e era difaca por mi-
nha ordem, por isso mando scieolilirfr-lo nclo
< Diario para constar
Otro
Candido Pereira de Lcmos, Guilhcrme
Amazonas de S e Tedro Ulysses Porto
agradecem muilo cordialmentc a todos os
senhores que se dignaram de assislir aos
ltimos suTragios. que se fizeram por al-
ma do seu amigo e companheiro Manoel
Ramos de Oliveira, e com especialidade a
rodos aquelles seus amigos que os auxilia-
rom com seus servicos durante enfermi-
dade a que suecumbio o referido seu com-
panheiro.
m
ao publico.
Manoel Flix Rodiigues da Cosa
rerece-so uma ama para casa de pouca fa-
milia oui do hornera solteiro : na ra do ML
numero 5/. '
- Offerece-se uma ama para engomraar e fa-
zer maisalgum servico : quera quizer, dirija-se a
ra do Caldeireiro n. 19. -
- Augusta Candida Gomes Coimbra, Emilia
Rosa de Jess Gomes, Antonio Jos Coimbra Gui-
EfiTal uf,n,CI8Ca LU' de Mell- e Thoolonio
leli\ de Mello, agradecem pelo presente a lodas
as pessoas que si '
corpo prsenle di
irmaa e cunhada, Gellrudes Maria Goraesl
- Vai segunda vez a praca nos dias l. 2i o
28 do correnle, depois do find.i a audiencia do
Illm Sr. Dr. juiz de orphos. a escrava Aquilina
portencente aos bous da finada I). Maria llosa de
Assumpgo.
dignaram assislir ao officio de
a muilo prezada m.ii, sogra,
geiiiuiio.
Acaba de chegar deste superior vinho era an-
corlas de 10., que serve al para doenles por
nao ter mistura algonia, e proprio para casas
particulares : na ra do Vigario n. 19
andar.
pnmeiro
Filase fi velas para
cinto.
Vendera-sc na ra do Crespo n. 7, loja de miu-
dezas.
Filas par bouquet.
Vendem-se na ra do Crespo n. 7, loja do
raiudezas-
V7elas perfeitas.
Vendem-se caixas com espermacele a C20 a
libra, e a retalho a CO: na Iravessa do pateo do
Paraizo n. 16, casa pintada de amarello.
Compra-se orno de ~i) e 1 0$ : na
ra da Cadeia do Recife l_.ja de fazen-
da
s n.
51
Um dito
na mesma estrada com 180 palmos de
frente e mais de 1,000 de fundos.com
grande casa de taipf. aind nova, com
bastantes arvoredos, banho, trras mui
boas para plantac/5es, todo cercado de
madeira, baixa para xapim e multas
outrai commodidades que escusado
I Constant, f
alfaiate de Paris, tendo transferido a sua <%
residencia para a ra do Imperador n. 8, $
9 roga a todos os seus amigos freguezes ca @
@ lodas as pessoas em geral, que o quizerem a
^ honrar com a sua frepuezia que hajam de |
$$ o procurar d'ora cm diante na dita casa. O 2
g$ mesmo annuncia que prepara vestidos a 1
A amazonas para senhoras montarem-'a ca- S
S vallo. I
_ o abaixo assignado declara que o Sr. Anto-
nio Dias Souto nao lem gerencia nenhuma em
seus negocios. Recife 17 de agoslo de 1860.
Jos Ferreira Aves.
la
bra
Vendem-se Iros predios na cidade de Olinda,
sendo um sobrado de um andar na ra do Am-
paro n. 36 ; uma casa terrea com bom quintal
na ra do Rom Successo n. 14 ; e outra dila ter-
rea com quintal na ra dos Qualro Cantos n. 17
trata-se na loja n. 62 da ra Direita desla cida-
de do Recife.
Vendem-se 42 accocs da Caixa Filial: na
ra Direila n. 66. escriplorio de Francisco Ma-
Inias Pereira da Costa.
Vende-se bolachinha e biscoilo de soda a
lata, presuntos para fiambie a 500 rs a li-
na ruada lmperatriz n. 54.
Vende-se
a cocheira da ra da lmperatriz n. 37 ; a tratar
na mesma.
Compram-se 2 libras de banha de cobra
cascavel, paga-se bem : na ra Direita n. 66.
Compra-se m sellim inglez com algum
uso : na ra do Queimado n. 2, loja do Preguica.
Aa ra Velha n. 61, precisase de um ci-
xeiro pequeo qne tenha as habililaces neces-
sarias para taberna.
lienrique Luiz de Campos, Porluguez, se-
gu para a Europa.
A pessoa que annunciou precisar de qualro
a cinco contos de rs.. dando por seguranca um
predio de dobrado valor, queira vir a esta lypo-
graphia, que achara com quem Iralar.
escravo qne saiba cosinhar
figura : era foras de porlas
Compra-se um
e que seja de bonita
ra do Pilar n. 143.
Precisa-se de uma ama de meia idade, que
saiba cosinhar e que d conhecimento de sua con-
ducta : em foras de porlas ra do Pilar n. 113.
MUTILADO
! ILEGVEL
I


DIARIO DE PERNAMBUCO. SECUNDA FEIRA 20 DE AGOSTO DE 1860.
Roga-se a Sra. D. Joaquina Cavalcanli de Na ra do Imperador n. 41), loja Ue Fran-
Alliuquerque, arrendataria do sitio de Tygipi, cisco da Silva Cardoso, precisase (altar com o
pertenceute a Emilia Suzana da Silva Vasconcel- Sr. Antonio Vieira, lio da Sra. D. Anna Joaquina
los, o obsequio de mandar Iraz.erna praia do Cal- Xavier, qne mora na provincia das Alagoas, e
deireiro n. 2, o importe de um anno de arrciida- nc' do Sr. capitao mor Joo Marques Bacalho,
rnento, vencido em abril do correnle auno ; pre- Ja fallecido, a negocio de sen particular interesse.
vine-se a mesma scnhora que se nestes 3 dias' ~" 0s abaixo assignados, socios da casa com-
nSo o fizer, ser obrigada pelos meios judciaes,' mercial nesta cidede sob a razo Amaral Alves &
nao s para o dito pagamcnlo como pata entre- c lcndo nesta dala por mutuo accordo convin-
gar as chaves, por ter a mesma senhora soblo- do nd reliiada_da_mcsma sociedade dos Srs. Jos
cado o arrendamenlo contra a expressa letra da' de Alenquer Simesdo Amara!, declarara ao pu-
escriptura do nicsmo. ; blicoe com especialidade ao corpo do commer-
Prccisa-se de urna ama para casa de pouca. ci, que contina a referida casa commercial as
familia na ra do Hospicio n 34 suas 'ransaccocs e todo o seu activo c pessivo
Precisa-se alujar urna olaria que s?b rcsr.onsabilidade dos socios Alves Guima-
,i,, l___ ... \ raes s Salomn, c sob a razao social de Alves
ten ha barro proprio pnra tjolo de la-! & c. Recite 11 de agosto de 1860.
drilho e dvenarra : annuncie ou man- j Jos de Alenquer Simes do Amaral.
de sua mnraria n.cf-i imnoranl.il < Jos Alves da Silva Guimaraes.
n. h ,5? \} P6raP,,,a: Max Homburger como procurador do Sr. Charles
a7i*a asslgnados derlvam que desde o salomn era Paris.
s,n?. h ?orrc10 ('u'"'prme Carlos Monle.ro dos 0 abaixo assignado, lendo feilo urna nova
de a a'S SS E" r"Xeir- : 0S(.deVCdHreS 'lha para malar peixe, e como j lenha es-
doa perimentado por 6 dias e sempre lenha inalado,
faz scienle a todas as pessoas que goslam de pei-
xe, que a venda do diio lodos os dias as 6 ho-
ras da manhaa, e nao se demora com elle em
casa seno ircia hora, em Pera de Portas n. 95.
Advcrtindo que se houvcr muita tormenta que
i deixar a dila armadilha de ir ao mar.
Domingos da Rosa.
Aluga-se por 30gOJO meiisacs o 2o andar da
do carros s pagaro as firmas dos
abaixo assignados Recite 13 de agosto de 1860.
Jos Lamberlo Paes Brrelo.Horacio Romao
Taes Brrelo.
D. J. Wild & Ca e Kalkman Irruios, ad-
ministradores da raassa fallida de Caminha Ir-
ruaos & C4, convido aoscredores da mesma mas
sa para aprcsenlarem scus ttulos dudia de 16 do
correnle em diante, em suas casas ra da Cruz
n. 10 e Praca do Corpo Santo n. 13.
Mnnoel de Rezeude Rogo Barros vai a pro-
vincia do Cear promover urna cobranra, cnear-
rega-se de qualquer negocio de que o queira
encumbir, e a que possa dar enmprimento dura .
te os poucos das que alli prefender demorar-se.
Aluga-se urna casa no Campo Verde, pro-
pria para padaria, fabrica de chapeos e Ivpo-
graphia, os ares correspondem aos da Europa,
quem se achar doenle inimediatamentc fieara
bom : na segunda taberna no mesmo lugar.
Furlaram um par de lanternas usadas, de
um carro que seachava dcbaixo de um telheiro
no caes do Ramos : a quem forera offerecidas, os
poder lomar, ou quem porvenlura as lenha com-
prado, querrndo restitui-las, recebendo oque por
lioa Um OuOu, r4 no mcmn caes-lo Ra-
mos, armazem u. 10.
Ensino de msica.
Offerece-se para leccionar o solfejo, como lam-
bem a tocar varios instrumentos ; dando as li-
ces das 7 horas s 9 1 [2 da noile : a tratar na rus
de Roda n. 50.
COHFANHIA
casa da ra Imperial n. 169rom commodos para
grande familia a tratar no Io andar da mesma.
mlNo botcquhn del aguiad'ouro,
ua ra estreita do Rosario,
. 23, confronto ra das
Larangeiras.
focnece se almooo jantar por mez, manda-se le-
var em casa, ornis barato do que em oulra
qualquer parle ; assim como das 7 horas da ma-
nhaa em dame ; tcm lodos os dias papa de fa-
rinha do Marannao c ararula : no mesn:o esta-
belecimenlo acha-se coniida sempre prompla a
qualquer h ira qne se procure ; assim como fal-
so iod oi.comim-i.da que se (Uer, c todos oo dn-
mingos e dias santos haver mo de vacca das 3
horas da madrugada em dianle.
&@ J5@@ #$*#*
^Consultorio central homcopalliicoj
S PB1EHJUMID. I
Cominua sob a mesma direccao do Ma-
fp noel de Maltos Teixeira lama,' professor fcf
5$ em homeopalhia. As consullas como d'an-
m les.
Alugam-se duas moradas de casas terreas
no Aterro, adame da fabrica do sabo, recnte-
mele acabadas : a tratar na ra Nova n. 51.
Attencao.
Offerece-sc um moco para caixeiro de cobran-
cas, o qual d fiador de sua conduela: quem do
seu presumo se quizer ulilisar, deixe cari., fecha-
da com as iniciaes M. V. S. nesta typographia,
ou annuncie sua morada para ser procurado.
Sincero agradec ment.
Iiiflauuitaco do estomago,
Sendo a gralidiioum deversagrado, eu faltara
a elle se nao reconhecesse o beneficio que rece-
bi das chapas medicinaes do Sr. Ricardo Kiik,
morador na ruado Parlo n. It9, e com a appli-
cac.lo dellas iquei inteiraiuenle bom, sem dor,
nem resguardo, em 33 dias, de urna inflammaro
de estomago que soffria ha dous anuos. Livre.
portanlo, dos inrommodos que padeca, prove-
niente da dita molestia, s me. resta dar gracas a
Dos, e sincero agradecimenlo ao autor de to
mil remedio.Joao Anlunes da Costa.Ra do
Mercado n. 57, Rio de Janeiro.
| Atlenco. I
Amelia Elodia Lavenre compcenle- 55
^mente licenciada tem aberto na ra do 5
Livramenlo n. 19, segundo andar, urna E
jis!; aula para o sexo feminino, onde entina M
H primeiras ledras,francez e certas prendas, ffl
| bem como coser, bordar etc.e para com- M
f, modo das pessoas que morara fora ou S
* mesmo dentro da cidade, recebe alum- ||
^ as inlernas, pendonistas e meio-pen- j*
|g cionislas pelo preco que se conven:ionar. g
rs)
NO
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
Na ra da Sania Cruz n. 28, se preciu de
una ama de lele, sem filho e sadia, para criar
urna menina recentemente nascida ; assim como
urna escravs para cozinhare engommar com per-
feicao, ou mesmo urna mulher forra.
Alteneo.
tomados em 30 dias conseculi
89000
4J0OO
30 cartoes paraos ditos banhos tomados em qualquer tempo.......
15 Ditos dito dito dito ......
7 B ......
Banhosavulsos, aromticos, salgados esulphurosos aos presos annunciados.
Eslareduccao de presos facilitar ao respeitavel publico o gozo das vantagens que resuliam
da frequenciade urn estabelecimento de urna utiliJade incontesiavel, mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco conhecida e apreciada.
Offerece-se um moco paia caixeiro de escripia
por partidas dobradas para qualquer casa de ne-
gocio, ou mesmo para caixeiro de qualquer ar-
mazem ou de ra, tcm boa letra, boa conduca,
pelo que da fiador: quera do seu presiimo se
quizer utilisar, annuncie por este jornal para ser
-... procurado.
locOOO O Dr. Prxedes Pianga transferio sua (-$
residenciada ruada Imperalriz n 12, paro ^g
g a mesma ran. 78,onde continua no exer- m
? cicio de sua profissio medica. S
DE
''S-
m\
Estabelecida em Londres
s$6i si mue
CAPITAL
iaft^ aiiiWiocs de Hbras
esterlinas.
Saunders Brothers 4 C." tem a honra detn-
rraar aes Srs. negociantes, proprietarios de
ca;as, e aguem mais convier, que estao plena-
:n"nle autorisados pela dita companhia para
Mectuar seguros sobre edificios de Lijlo epe.
,dra, cobertos de telha e igualmente sbreos
objectos que coutiverera os mesmos edificiose
;ui'r consista em mobilia ou em fazendas de
calquf "alidade.
;;
Botica central liomeopatliica
Do
fe
Offerece-se urna mulher para coziuhar o
diario de urna casa : no paleo do Collegio, hoje
oraga de Pedro II n. 4.
HCollegio de Nossa Senho-H
t ra do Bom Gonselho rua^
y da Aurora n. 26.
?P Esta aberle o curso de commercio. A
A; cadeira regida pelo Sr. Manoel Fonscca $$>
^ de Uedeiros, cujas habilitagoes sao bem g|
ca/ conhecidas. c a aula funeciona das 5 s 6 yt;
t horas da larde as segundas e quintas.
wm6&&$B8i& agag-flBSsieiieeiSj^
Rctiram-se para Inglaterra os subditos bri-
tannicos Cornelius Hackel, lloberi Wilson.
Eserava por alu^uel
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaqukii Francisco dos Sanios.
Ma I PMM
IIe rent i\o licceo da Congvcga^ao Vetvcivo \ein\e.
m
Seda de quadrinhos muilo fina covado
Enfciies de velludo com troco pretos c
de cores para cabeca de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo sedas, la
e seda, cambraia e seda tapada c
transparente, covado
Luvas de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homtns e meninos
Lencos de seda rxos para senhora a
2J00O e
larguras, o co-
Qucm liver una escrava e quizer alugar para Manas para grvalas e grvalas de seda
o servico interno de urna casa "de pouca familia,
** paga-se bem na ra do Queimado n. 43, loja do
I I.avra.
|DR. SABINO O L PIMO-f xmmmm&&&msmmmm
i- Novos raedicamcnloshomeopalhics en- & ^
. viadosda Europa pelo Dr. Sabino. ^
| Estes medicamanlos preparados espe-
ify cialmente segundoas necessdades da lio-, j
j meopalhia no Rrasil, vende-se pelos pre- ->
eos conhecidos na bolca condal horneo- 4*
j |Thoiii Lopes de Sea.l
Ra Nova n. 32.
de todas as qualidades
Chapeos francezes forma moderna
Lencos do gorguro pretos
Ricascapellas brancas para noivados
Saias balao de todas ss qualidades
Tafi-l rxo o covado
Chitas francezas a 260, 280, 300 e
Casias francezas. a vara

i palluca, ra de Sanio Amaro [Mundo No-
vo) n 6.
Aluga-se um sitio grande com
excellente casa de vi venda, com todas as
commodidade* para familia, no lugar
da Caa Forte : a tratar com os pro-
prietarios, N.O. Bieber A: C.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & If;-. I.cr.
Machinas de coser: em casa de Samuelp.
Johnston & ra da Senzala Nova n. 52
Estas pennas de difTeren.es aualidades, sao fa- I 0MIMMim U
,.a., .i____^ ,. .n_.V. j i ^g O Dr. Lasauova pode ser procurado a <>
| PENNA UAQ0
DF >".SCLLY
Lrcadas de neo de prala refinada de
tempera, e s.io applicareis a todo o tanianho de
ledra. Preco IgOU cada caixa e pennas de ouro
pelo mesmo autor com pona de diamante, que
tecm a grande vantagem de nao estar sujeitas a
crear ferrugem e conservndose bem limpassao
de duraco infinita, deposito em casa dos Srs.
Guede.s \ Concalves ra da Cadeia n. 7.
qualquer hura em seu consul'.orio homeo-
S patliico em Pernambuco
cO> 30REA DAS CRUZES30
xp No mesmo consultorio acha-se sempre
^ grande sorlimento de medicamentos em
c<"-f tinturas e glbulos, os mais novos e bem
Dentista de
5>
Paris,
15
15Ra Nova
Frederico Gaulier, clrurgio dcnticia,
g faz todas as operarOesda sua arle e col-
j loca denles ariificaes, ludo com asupe-
.^ rioridade c perfeieao que as pessoas en-
iS Tem agua e pos denlifricios ele.
2,
USA LlSft-BRASLEltA.
Goldcn Square, Londres.
J. G. Ol.IVEIRA t^ndo augmentado, com to-
umii a casa contigua, ampias e exueiieniCS ac-
comrnodaeocs para muilo mnior numer c de los- 3
pedesde" novo se recommenda ao favor e lem- '
Avisa ao respcilavel publico c em par- $S<
tirulara seus freguezes, que recebeu pelo 2p
ultimo paquete viudo em direilura de '$
Franca, bous objectos de moda como se- **>
jam : ricos chapeos de seda de cores para |&
senhora. ditos para meninos c meninas, *$
porros de velludo para meninos, capuchao a:
liara Slhuarl para sabida de baile ou 5,
theatro, capas c manieleles de giosdena- ?-
!^ pies guarnecidos de bico de guipure, cha- /
,B pos de palha da lla'ia. ditos amazonas -ji-
para senhora, fila de linho de todas as v-J
larguras, ditas de seda de cores para de- ^
bruar vestidos, li n lia de cores, cohetes'
rom Otas pretas e brancas, ditos em cai- ftfc
xas, fitas e franjas de seda de todas as !
cores e larguras, filas de velludo pretas
lavradas, ditas de cores, alunles doura-
dose pretos para cabec/a,pollas e mangui- StV
' los de cambraia, ditas de fil, dilas com =i'
? guipure, enfeites de cabera de dillerenles &
qualidades, bicos de seda "de lodasnsqua- W.
? Iidades e larguras, espanilhos de mola (S
| com carritel, ditosde enfiar, baleias para %
a concert dos ditos, cordo para os ditos, ?
^ agulhas superiores : na mesma casa re- H
r ri-be-se figurinos lodos os mezes e faz-se <>y>
% vestidos da uliima moda e vestuarios ^
0 para meninos se baplisarem, e ludo mais U
5 quanlo pertence ao loillete de umase-
1 nhora.

i
S
i

IJOOO Selim prelo azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largara,
o covado
8 Casemira lisa de cores 2
vado
g Chales de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
g Seda lisa prcla e de cores propria pa-
ra forros com 4 palmos de largura, o
2500 covado
Ricos corles de seda pretos e de cores
8 com 2 saias c de baados
890OO Dilosde gazc e de seda phantasia
2J000 Chales de touquim niuito finos
5 Grosdenaplc preto c de cores de lodas
S I as qualidades
500 Seda lavrada prela e branca
5320 Capas de Ci e visitas de seda preto com
S500 froco
lsGOO
2$000
l!?500
9
H
5

DE
A empreza da illummicao a gaz dcsta cidade, faz scieiite a todas as
pessoas que collocaram candieiro* de gaz em seus casas, e aos" que prettn-
dem anda colloc->r, que tem rtsolvido baxar os piceos dos globos de vi-
dro p..ra 1"500, 2^' e 23'00 os mais finos que se pode fabricar, os pr ten-
dentes acliato no armazem da ra do Imperador n. 51, um comple-
io sortiuiento a sua escollia, es$im como candieiros, arandelas e lustres
ebegados ltimamente, de gos.tos variados e do melbor que'se pede de-
sojar. Rost on Rooker & C,
/ gentes.
J01AS.
Seraphim k Irmo, com laja de ourires
ra do Cabugt. tu. 'J e 11, sortidas das mati
bellas e delicadas obra de ouro, prata. cpedia
preciosas ; vendan barato, trocam erecebem pa-
ra fazer-se quaesquer joias com presteza, u von-
tade dos pretendenes, e se retponsabilisam pelas
qualidades.
AVISO A QUEM INTF.RESSAR.
A casa n. 53 da ra do Pilar, perlencente co
Rvd. Fortunato losa de Souza, se aclia seq rea
Irada por divida a l'nesouraria provincial.
Jos Leopoldo Bourgard, brasileiro, vai ao
Rio de Janeiro.
Antonio Joaqnim Vidal convida aos senlio-
rescredores de sua responsabilidade parlicn'.-Tr,
para no dia 20do andante, ao meio dia empon-
.0, comparecerem na casa dos Srs. Mont'eiru,
Lopes i C, ra da Cadeia do Recife n. 30, afim
de Iralarcm a bem de seus inleresses.
Precisa-SO deuma ama que saiba cozini.
engommar, para casa de pouca familia : na pra-
ca da Independencia, loja de chapeos n. 34.
Hospital Portugucz de
Beneficencia em Per-
nambuco.
Trecisa-se de um cozinheiro livre ou sojeito
quem estiver as circumslancias de cootratar-se
dirija-se ao mesmo hospital, ou fiiuuncie para
sei procurado.Manoel Ribciro Bastos, 1." se-
cretario-
r*T
endas
Sola.
No dia segunda feira 16 do cour-nte perdeu-
9n
Vende-se por todo preco 25 meios de sola : na
ra da Cruz, armazem n". 2G.
Grande admirado
a Sodr C.
Vcndcm-se maclas, o que de admirar oeste
lempo : na ra estreita do Rosario n 11.
Vende-se a loja de calcado da ra do Livra-
menlo 11. 27 a tratar na mesma.
Fazendas
roupa
finas
eita.
23
= OSr. Francisco Aranha de Souza lem urna
caria no cscriptorio de Manoel Joaquim Ramos e
Silva, na ra da Cadeia do Recife
Aluga-se a loj do sobrado da rua Impe-
rial n. 33 : a iratar no mesmo sobrado, ou na rua
da Lapa n. 13.
O Dr. Joao Ferreira da Silva raud
rrua do Rangelpara a do Livramenlo
orado do Sr. Manoel Buarque de Maced
e de sua sntiga habitaejo. A grande pratica de
i iscull&cao reconhecida por quasi todos os seus
.< il.ista cidade lorna-o recomrnendado no
iii-i .slico ilas molestias dos pulmes e do cora-
.1 ; assim como para verificar o estado do sau-
i las ascravos que se desejam comprar. Pelo
T'>-ci'l> numero e variedades de operacoes que
ha feito cora bom resultado em o exercicio de
rnais do 20 toaos, se julga habilitado para prali-
:ar toda e qualquer operaeao cirurgica por mais
delicada e difficultosa que soja.
siryfrrT.'ryrrryTTyTTTTTTTTTTT^
DENTISTA FRANCEZ. 3
Paulo Gaignoux, dentista, rua das La- ^<
> rangeiras 15. Na mesma casa lem agua e *<
1 ^i d'-nlifico. *^
Casas para alugar.
Aluga-se um armazt-m e solo na rua do Brum
n. 31, proprio para qualquer eslabelecimenlo ;
tratar no cscriptorio de Barroca C\ Medeiros rua
ta Cada n. 4.
Precisa-se fallar ao correspondente do Sr.
Joao Florentino Cava'canli de Albuquerque, na
i.vraria ns. 6 e 8 da praca da Independencia.
branca dos seus amigos c dos Srs. viajantes que se un,a carleira, conlendo apenas 12 em sedu-
visilm esta capital; conlinua a preslar-lhesseus, lns c mais urna letra de 600, aceita pelo Sr.
servicoso bous ofiicios guiando-os em lodas as Manac l.uiz C. de Almcida, e ainda nao est sel-
cousas que precisen, conhecimenlo pralico do l,d". e mais algumas letras e papis de pouca
paiz.etc: alm doportuguez e do nglez alla-se importancia : roga-se a pessoa que a achou o
na casa o hesnanhol e francez.
NATURALLE DE VICHY.
na bolica franceza rua da Cruz n. 22.
B K^
w
PITADA ESPECIAL.
*s^ Fabrica paraense de rap S sIt2sip:
lo, defron- I U lavel publico que acha-se pre
Borba,
Esla fabricajacaba te eslabele er r.Ca cidade
um deposito c seu rap, o qual se Ccontrar
eleclivameiite a concuriemia do respeiavcl pu-
blico, em casa de Domingos Teixcira Basto, na
rua da Cadeia n. 17 ; o fabricante desojando tor-
nar populrnosla capital e provincia a industria
de que lancou mo, resolve-se a estabelecer-llie
o proco de ljj2l)0 por libra ; o propriotjiio desde
j.1 conta que os apreciadores dcste genero nao
doixaro de concorrer para que saiam coroadas
as esperanzas que nutre de ter preferencia o seu
rap a outro qualquer, afianzando desde j que
cad vez mais o aperfeicoar, e a experiencia
provar aossrnhores tomantes a iseneSo dequal-
quer elogio a este rap j conhecid em oulras
provincias.
Quem ti ver um sitio peito ou
longe desta cidade, com tanto que tenlia
casa re vivencia, arvores de fructo e li-
fjiic prximo ao banho salgado, tempe-
rado ou doce, e o queira alugar diri-
ja-se ao largo do Terco casa t rrea nu-
mero 33.
favor de entrega-la a Manoel Firniino Ferreira no
; seu armazem de materiaes na rua da Concordia,
em. cuja porta foi perdida, que gratificar com o
idlnheiro que linha dita carteira.
i.*. w <; fe- -* -' _>.:. f> ;. j-; s <-, ,., j-i... ,--.
a pouco che- ;
le ao respei- @
rompi a qual- @
$v quer hora em sua residencia rua da Im- g
peratriz,sobrado n. 88, segundo andar,
(' prestar os recursos de sua profisso ; na Q
".' mesma casa d consultas gratis aos po- ,.;
," bres.
iyfe@&i5f@ @@@ @@@
APPiOVA^OE AUTORISAClO
DA
flPRIH S ffi&OI
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
i
ELECTRO MAGNTICAS EPfSPATICAS
pai
;
O Sr. ihesoureiro das loteras manda fazer pu-
blico que se acham venda todos os dias no cs-
criptorio das mesmas loteras na rua do Impera-
dor n. 36, e na casa eommissionada pelo mesmo
Sr. thesoureiro na praca da Independa ns. t4 e
16, das 8 horas da manhaa s 6 da tarde, os bi-
l.olese meios da ultima parte da primeira e pii-
meira da segunda lotera do theatro de Saula
Isabel cujas rodas devero andar imprelerivel-
menle no dia 25 de agosto do correnle anno.
Thesouraria das lolerias 11 de agosto de 1860
O es;rivao, J. SI. da Cruz.
Para seren applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS MEDICINAES sao muito conhecidas no Rio de Janeiro e em lodas as provincias
desle imperio ha mais de 22 annos, o sao afamadas, pelas boas curas que se lem obtido as enfer-
j midades abdixo escripias, o que se prova com innmeros alteslados que existen) de pessoas capa-
! zes c de distiucces.
Com estas Chapas-electro-higsbtica-Epispasticas obtem.-se umacura radical e infallivcl em
! lodos os casos de inflammaro (consaroou falla de respiracao), sejam internas ou externas, como
| do ligado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, peito, palplacao de coraco, garganta, olhos, ery-
sipelas, rheumalismo, paralysia c lodas as affecces, nervosas, ele, etc. Igualmente para as dif-
ferentes especies de tumores, como lobnho?, escrfulas ele, soja qual fr o seu tamanho e
funde/a, por meio dasuppuracao sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso
habis e dislinctos facultativos
pro-
aconsclhado por
Rua do Brum (passando o chafariz.)
No dcpoiAto desle esta\>e\eeimeRto sempre \ia grande sorUmeulo de me
Caiaiiisiao para os engeuYvos de assucar a salier .
Mic'irias de vapor modernas, de golpe cumprido, jconomicas de combustivel, e defactllimoassento ;
Rjlas d'agua de ferro com cubos lj midtira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
C triiios de ferro, e portas d'agua >iri litas, e semillas para rodas de madeira ;
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodetas motoras >ara agua, caballos, oubois, acunbadasem aguilhoes deazs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
ParJS ebicas para o caldo, crivose portas de ferro para sfornalhas ;
Alaubiques de ferro, moinhos de mandioca, Cornos para cozer farinha ;
Roletas dentadas de todos os tamanhospara vapor, agua,cavallos oubois ;
A,iuilbo"es, bronzes e parausoj^.arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc
D. W. Bowman confia que os seus freguezes acharotudo digno da preferencia coin
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderP necessilar.
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escriplo, leudo lodo o cuidado de
fazer as necessarias explicares, se as chapas sao para homcm, senhora ou enanca, declarando a
molestia em que parte do corpo existe, se na cabeca, pescogo, braco, coxa, perna.'pe, ou tronco do
corpo, declarando a circunferencia : e sendo inchaco;s, feridas ou'ulceras, o molde do seu tama-
nho era um pedaco de papel e a declaraco onde existem, afim de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas sero acompanhadas das competentes explicares e tsmbem do todos os accesso-
rios para a collorara. dellas.
Consullas a lodas as pessoas que a dignarem honrar com n sua confianca, em seu escriplo-
jio, que se achara aberto todos os dias, sem excepeo, das 9 horas da manhas 2 da tarde.
||9 Rua do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
Aluga-se por muito commodo preco, p o
lempo da festa, ou annualmenle, urna excellente
casa na Passagem da Magdalena entre as duas
pontos para ver na mesma casa, a Iratar com o
Or. Ignacio Firmo Xavier no paleo do Paraso
n.16.
Precisa-se de lomar a premio 4 a 5 conlos
de reis dando-se um predio de dobrado valor :
quem pretender annuncie para ser procurado.
O Sr. Belizario Adolpho Poroira dos Sanios
lenha a bondade de apparecer na rua do Queima-
do n. 46.
Engomma-se e Iava-se com per-
feieao : na rua das Agoas Verdes n. 96.
Na taberna junto ao sobrado novo do Sr.
Figueiroa vende-se massa de tomates a mais no-
va que ha no mercado, peixe sovel, chegado no
ultimo navio do Lisboa, e chouricas a 600 rs. a
libra.
Casemiro Antonio Goncalves Vieira, vai
Baha, tratar de seus negocios.
Precisa-se de urna pessoa habilitada para
na qualidade de criada acompanhar urna senho-
Oofficial da secretaria do poverno I f,1dela cidade P.a^a Ri de Janeiro : quem se
; jj_____ e y ^'" no cas0< dirija-se a rua do Trapiche n 13
onde achara com quem tratar.
O senhor de engenho que precisar de um
homem pratico na administraco de engenho, fei-
torisa o campo e planta canna da melhor manei-
ra de produccBo : annuncio para ser procurado.
Tambera ensina as primeiras leltras as horas
vagas.
_Na padaria de Santo Amaro atraz da fundi-
cai do Sr. Sla' p"-cisa do u-r amassfd.
u,ue lamben) cu.iega pes na treguezta.
que devedor oo casal do finado Cae-
tano Pereira Goncalves da Gunha, quei-
ra dirigir-se a rua Direita n. 68, afim
de solver seu debijo, do contrario vera'
seu nome por extenso, pois ja basta de
espera.
Sacea-se sobre a B.hia : cm casa de Ar-
Kvrif I J C., rua da Cruz n ti.
0 que
Augusto k Perdigue
Cora loja na rua da Cadeia do Recife n.
vendem c do amostras as seguintes fazendas
Cortes de vestidos de seda pretos e de cores
Cortes de dilos de barege, de taratana e de gan
de seda.
Cambraias de cores, brancas e organdys.
Anquinhas para saias, saias balao, de dina, ma-
dapolo e bordadas,
l.enros ui- u.u\.......vt uu jiuc,%. ^.......
chapona amazonas de palha e de seda par.i S0-
nlnras e meninas.
Enfeites de troco, de vidrilho e'tc flores.
Pentes de tartaruga, imperalriz e outros gostos
Manguitos c gollas, ponto inglez, francez c m -
sanga.
Veslunrios de fusilo, de la c de seda
crianr.a.
Manteletes, taimas e pelerinas de differenlcs qua-
lidades.
Chales de loun'iim, de merino e de la de
icdonds.
Lavas de pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de blond, manas de Oilo, capelas e
flores solas.
Sinluroes, camisas de linho c esparlilhos para
senhora.
Pertumarias finas, sabonetes e acua de colonia.
Casacas, sobre-casacas e poletols de panno preto
e de cor.
Palelols de alpaca, de soda e de linl.o.
Calis de casemira de cor, prcias c de brim
Camilas de mad.ipolo, e linho inglez c de iaa,
Seroulas de linho c de mcia.
Malas, saceos, apelreixos para viagem.
Chancas para invern, bolinas de Meli e ou'.ros
fabricantes.
Chapeos do Cbyli, de massa e de fellro para hu-
mera.
Charutos manilha, havana, Rio de Janeiro e
Babia.
Muito baratas.
Chitas francezas padrees escuros e ixns covado
210 e 280 rs.
Gollinhas de linho para menina e sci.l.
6i0el.
Pentes do tartaruga a imperalriz de 10g a 15$.
Cimisas de fuslo, ditas de madapolao para ho-
rneo) e meninos a 2$.
Cortes de casemira nglezcs superior com qja-
drinhos a -$J0 e 5#.
Saias de madapolao a musselina para senhoros
e meninas a 45500 e 5j).
De lodas estas fazendas existem pequeas por-
eoes ese vende por estes baixo preco para aca-
bar-se.
Rival sem segundo.
Na rua do Queimado n. 55 de
fronte do sobrado novo, lo-
ja de miudezas de Jos;'- > e
AzcvedoMaia e Silva, tem
para vender os seguales
artigos abiixo declarados
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Spalos de tranca de algodao a 1;200.
Dilos de la a s 1*600
Carios de alfinetes Tinos a 100 rs.
Espelhos do columnas, madeira branca, a
Dilos dlo de Jacaranda, a1$600:
Phosphoros em caixas de olha a 120 rs.
Frascos de macass perola, a 200 rs.
Facas c garios muilo finos, duzia 3,-"00.
Carles de clcheles de superior qualidade, u
40 rs.
Caixas clcheles batidos, a 60 rs.
Caixa de obreias muilo novas, a 40 rs.
Frascos de oleo de babosa mailo fino, a 600 rs
Dilos ditos para fazer o cabello corredio, a
ivOOO.
Sapatos de 15a para criangas, a 200 rs.
Pares de meias crus para meninos, a 160 rs.
Pares de luvas de cores fio de Escossia, a
320 rs.
Pares de meias para meninos, a 240.
Majos de grampos muilo bons a 40 rs.
Agulhciros de marim a 160 rs.
Caniveles de aparar pennas a 100 rs.
Grvalas de seda muilo finas, a 600 rs.
Thesouras de costura mullo finas, a 500 rs.
Ditos para unhas idem, a 500 rs.
Franja dela para vestidos. Deja a 18000.
Macos de tranca de laa muil^ fir?. a 500 rs.
1J40O.
.'tilhn ic
a 10(K).
;nfe;t? !:
peja
I
ILEGVEL
.


(6)
DIARIO DE PERBAMBL'CO. SEGUNDA FHRA 20 DE AGOSTO DE 1860.
Per 700$.
Vende-se urna preta da Cusa, de idado do 40
c tantos annos, boa quitandeira e cozinheira :
no becco Largo n. 2.
Camisas inglezas.
As rcrdadeiras camisas inglezas, peito de li
nho o pregas lirgas a 3SJ a duzia : na loja de
Gjes & Bastos na ra do Queimado n. 46.
Na ra da Cadeia do Recite n. 16, primeiro
andar, vendem-se 2 escravos mocos de muito
boas figuras, e 2 escravas pretas que sabem a-
ier alguma cousa do diario de urna casa.
Liguidacao por todopre^o
Ka ra do Queimado n. 51,
loja de fazendas, para
liquider.
Cambraia dctor a 200 rs o covado, dita mais
i. .:: a 240 o covado, alpaca de cores de todas a.-
'i Mlidades a 280 o covado, casemira a 3g800 o
corle, lengos de todas as qualidades, chitas de
t i.is as qualidades, chaly de todas as cores,
ir lignitos egolluihis, enfeiles para senhora, sa-
patinhos para meninos, collelesde velludo, case-
miras finas, chilas francezas de todas as qualida-
d 'a para acabar, cortes de vestidos brancos cora
'. I ibados, ditos de 2 saias que j se venderam
a h>, hoje vende-so por lodo preco, brim branco
e de cores por todo preco para acabar, cortes de
l "i de linho, colletes de fustao, meias para so-
l'^ jras o liomens, ludo muito barato, por todo
prego para acabar.
Na ra da Unio, ultima casa do lado es-
I rdo vindo da roa Formosn) ha urna porcao de
o .ras de lahyrintho viudas do Cear, pcrfeila-
j) lile trabalhadas, as quacs se vendem por ata
lo coin o abale de 10 0|O sobre os precos j
bastante mdicos, porque se vendem lambem a
i Halha.
Queijos do serlilo.
Vendem-se queijos muilo bjnsa 800 rs. a libra:
na ua do Arago, taberna n. 36.
FENO.
\enlera-3c fardos com feno novo, chegado ul-
".. mente : a tratar na ra do Trapiche n. 14,
escriplorio de Manoel AlvesGuerfa.
K. IQuatro Cantos da Boa-Vista\. 1
i.:
1
@
i
1
Vendo-se o bom queijo do sertao a 800 rs. a
Recebou-se calcados para senhora ao 8
gosto da corle de Luiz XV, na &
Loja de marmore.
b
vi
1
\endo-seum escravo de meia idade, ro-
to, de boa conducta, bom para qualquer ser-
. 1 ile casa ou campo ; na praca da Roa-Vista,
lica n. 22.
L ja de miudezas na ra
DreitaJY. 88, onde tem
o lampedo do yaz,
! m-se b indejas finas a 15.1JJ200, 10500, 2*
! 23600, 23800, 3200, 4=} e 5, bengalas de
inn linas a 2j e 19500, gravatas pretas de se-
l$200, ditas de cores a |Jp. aliiietes em
lias muito linos a 200 280 rs., filas pro-
- para enfeiles de vestido de seda a 400, 500
. a vari, franjas de seda de cores a 320,
I )) e 800 r-. a vara, luvas de fio de cores
liomem, brancas, a Co, ditasde cores aCO,
le seda enfeiladas para senlnra a 2j, en-
de trancas de velludo dos mais modernos
lia pira senhora 1 5j">00, dilos de fitas de
1 13500, dilos para meninas de (ranea de
1 a J500, ditas de fila de seda !;, luvas
>...... j<">, .awui.is (jai-a uunas
I 8J0 rs., ditas para costura a l, oolohotoa
: Jiuhos a 120, escoras para cabello a 13,
- pa roupa a I$200, trancas de caracol de
;' a grande, a 'ls'), meias croas para ho-
n :i 2J400, ditas a 4>800 c 5J>, ditas brancas
-,' i 10 e :Jj200. ditas linas de cores a 2J8U0, di-
r meninos, de cores 1 2-5600, ditas finas
de moninosa 39800, ditas para meninas
It) a duzia, bolesde seda para casaveque
. 1 I1/11. tinta ae carmizin fina a MK) rs.,
1 le rael il principe paraassucar a -500 rs.,
11.1 11 1 a 8 i'l rs. a duzia, tinteirns e ariei-
finos a \. raixinlias do papel sortidas em
res a 1?, dilos de quadnnhos a *<(M rs lia pa-
lar a mais lina que ha a 7)500 a libra, ata-
s chatos de algodao a60rs., ditos rolicos a
1 rs., pantos de borracha para bichos a 440,
travessos para meninas a 610, ditos de bu-
iranco para bichos a 280, ditos para alisar a
1 rs., ditos de borracha para alisar a 600rs.,
s de osso a 210, ditos de loticn brancos a
i ), ditos de cores a 160, botoes de madreperola
1 a 30 rs. a groza, (velas para calcas a 100
xiohas de oapol de cor a 800 rs., caixas de
ireia de coh a 100 rs. lindas de peso a 120,
is de cabeca encarnada a 120, fitas tarradas
.- ira de i) dedos com pinlas de mofo a 320
v.na, galn de linho a 10 a vara, bico preto
seda a 120, 200, 320, 400 e 600 rs. a vara,
in (uedos para meninos, de diversas qualida-
5, mais birato que em oulra qualquer parte,
iccas de cara urca a 500 rs., ditas de cliouro a
500, SOO, 1*500 e 2g
Em casa di Jarees Crabtrce & C. n. 2 na
r la Cruz, veude-se achampanharauiloafama-
d acreditada, da marca Augusto de Rurin,
? vinho muilo superior em caixas e gigos,
... garrafas e meias ditas.
e
Sabo do Rio d
Janeiro.
\ ende-se no armazcm de Francisco L. O. A-
. lo, na raa da Madre de Dos n. 12.
Charutos do Rio
de Janeiro.
Superiores charutos do Rio de Janeiro : ven-
c i-.i-se era grosso c a relalho : no armaze.n de
1 anciseo L. O. Azevedo na ra da Madre de
a. 12.
Para colches.
Aloalliado de linho pardo proprio para col-
s : venle-se na ruada Cadeia do Recife n,
',:, loja de Leite & Irrao.
Borzeguins para senhora
a tres mil rs.
Ainda existe ura resto dos borzeguins para se-
1 sena defeito ou avaria alguma a 3$ o par :
na rua da Cadeia do Recife n. 48, loja de Lcitc
A. Inno.
Brim preto.
Vende-se nma boa casa de sobrado em
Olinda, sita ta ra Nova n, 19, lem excellcnles
commodos e bom quintal; e com os coccerlos
ltimamente feilos se acha quasi que novo o
predio : quera precisar, dirija-se a Manoel Gon-
calves da Silva, ra da Cadeia do Recife.
^Cheguem
as fazendas baratas na ra
do Queimado n. 51, que se
vende por todo preco para
acabar.
Como sejam : chilas francezas escuras a 240
rs. ditas inglezas muilo finas a 200, 180. 160
120 e 100 rs., cassas de cores Qxas a 2(0 rsJ
dilas a 200 rs., colletes de fustao a 160 rs.,/gfa^
vaias de seda a 1$ e 500 rs., pecas de aafitu
lao finos a 25500 rs. dito 2$, duzias de colarf
unos muito fino a 640 rs., cortes de brim7 do li
nho a 15500 rs., Dnalinenlo ha mnita pechioch-
sendo a dinheiro para liquidar e nao se po'e
mostrar as fazendas por nao se poder ser muilo
extenso, choguem a loja que est com a tabo-
lelado liquidaco
Cheguem ao barato
O Preguijaesl queimando, em sua loja na
ruado Queimado n. 2.
Tercas de brelanha de rolo com 10 varas a
23?, casemira escura infestada propria para cal-
ra, collete e palitots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muilo bom gosto a 480 rs. a vara,
dila liza transparente muilo Cna a 3JJ, 4>, &#,
e 63* a peca, dita lapada, com 10 varas a 55>
6J> a peca, chitas largas da molernos e escomidos
ladros a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a 7$ e 82>,
dilos bordados com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 95 cadi ura, dilos com urna s pal-
ma, muilo finos a 83J500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5*, lencos de cassa com barra a
100, 120 e ICO cada um, meias muito finas pa-
ra senhora a 455 a duzia, ditas de boa qualidade
a 35 e 35500 a duzia, chilas francezas de ricos
desenlios, para coberU a 280 rs. o covado, chi-
las escuras inglezas a 55900 a poja, e a 100 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 15,
1JJ200 e 19600 a vara, dito preto muilo encor-
pa lo a lJJOO a vara, brilliantina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de difieren tes cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretas finas a 25500, 3tf e
39600 o covado, cambria preta e desalpicos a
500 rs. a vara, e oulras muitas fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhdr.
Ademira
A 8$ o corte
de barajo de lia eseda com folhos e de lindos
gostos para acabar : na loja de Antonio Luiz dos
Santos & Rolim, na ra do Crespo n. 13.
Vende-se superior leite : na ra da Impe-
ratriz n. 31, taberna.
Seineas de Lisboa
a 4J o saceo : no caes da alfandega n. 7.
Milho novo.
Vende-se railho a 658OO o sacco : na ra da
Cadeia do Recife n. 3.
Tachas para oageoho
Fundico de ferro e bronze
DB
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Venle-se um arreio para cabriole!, em
meio uso : no caes do Ramos n. 10.
Veude-se mel de superior qualidaJe, em
barris de 5. ; no trapiche do Ramos n. 10.
Vende-se urna barcaga boa, cora todos os
arranjos, que carrega 20 caixas : quem a preten-
der, dirija-se a ra do Visarlo n. 10. segundo
andar.
Aos Srs. ourivesl
Na ra larga do Rosario n. 2 acha-se ^
a venda um sortimento completo ultima- c>
mente chegado de Paris, de ferraraentas H
para o trabalhc de ourives, as melhores a
que teem apparecido no mercado.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para Tender em
eu armazem, na praga do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood 4Sons de Londres,
muito croprios para este clima.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: emeasa deS. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzalan. 42.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecldo e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de uperior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo Bor Breos muito
razoaveis
mmmamm siasss sassm&ssmm
GRANDE SORTMEMO
DB
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas as najOes p9-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, quo,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
brosinteiramente saosdepois de haveremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencer dossascura maravilhosag
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatara
lodos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
della sao lio sor prendentes que admiran; os
medico mais celebres. Guantas pessoas reco
braram com esle soberano remedio o uso de seu
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospilaes, onde de viam soffrer a
amputacao! Dellas ha muitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetterem essa operagao dolorosa foram
curadas completara enle, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu reconhecimento declararam es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisaulenti-
caremsuafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude so
tivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindoalgum tempo o
menlrataloquenecessitassea natureza dom.
cujo resultado seria prova riucontestavelmeute !
Quetudocura.
O iiaguemo e til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Grande pecliiocha,
Para acabar.
Covado a 200, e200rs.
No arraazem da ra do Queimado n. 19, ven-
de-se chita franceza Qua, cores ixas, a 200 rs. o
covado, cambraia miudinha a 200 rs. o covado;
por a fazenda ser muito barata nao se d5o amos-
tras ; venham antes que se acabem.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 57, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
SIVOP
I>K
Neste armazem de molhados con-
Mantclga ingleza e frauceza
sPeCSS^ttfra^lnVa ^ lm VnJ a merCad d 64 a 800 ts" lb" barril
Queijos ilamengos
So hVZll^rlT!- CLeSadrS "0 U1"im0 Vap0r da EurP8 de ^00 a 3S ea vista do gasto
qui. o ireguez cr se tara mais algum abatimento.
yieijo prato
os mais novos que exislem no mercado a 1 a libra, em porcao se far abalimento.
A.iaeixas raucezas
por'Sr ll2 Ubra Pr 1S5 "' e em tamPteiras de vidro contendo cada urna 3 libra
MustarAa ingleza e franceza
em frascos a G40 rs. e em polos franceza a 800 rs cada um.
Verdadeiros figos de comadre
iu caixiulias d 3 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a 1$600 rs.
Bo\achVn\ia ingleza
a mais nova .(Ue lia no mercado a 2(0 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4J.
Potes vidrados
de la 8 libras proprias para raanleiga ou oulro qualquer liquido de 400 a 1J000 rs cada um
Xineiidoas confesadas proprias para sortes
de S Joao
a l CU preto, hyson e perola L
os melhores que ha neste mercado de ltf600,2 e 2#500 a libra.
Macas ein caxinnas de libras
contendo cada urna differentes qualidades a 40500.
Patitos de dentes licuados
em molhos com 20 macinhos cada ura por 200 rs.
Tijolo francez
propriospara limpar faca a 2C0 rs.
Conservas inglezas e francezas
emlalas e cm frascos de difl'erenles qualidades.
Presnntos, cnourinas e paios
o mais novo que ha neste genero a 480, 650 e 720 rs. a libra.
lalas de uolacninna de soda
de differentes qualidades a I56OO em porcao se far algum abalimento
Tambera vendem-se os seguintes gneros ludo recenlemenle che^rln o Ha ,,r,0.;n
res quahdades. presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, mHmeladadm,,,.,^?"
bncan.e de Lisboa maca de lmate, pera secca. pasos, fructas embada? .medo nos faJ',
cora amendoascobertas, confeites, pastilhas de varias qualidades, vinagre bTaiI^Bo'rd^iS^
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de lodasas m.aS ^"
mamu.lofina.ervilhas frMcetas.champagne das raais acr'editada marca, ce'rve a da &
permacele barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeite^oco nunncadii 2?"
louas muilo novas, banha deporco refinada e outros muito gneros ueMS^TSS&K
molhados,por isso prometiera os proprielarios venderem por muito S& 'qS out oquaauer
promelera mais tambera servirera aquellas pessoas que mandarem poroutras poucop I?iLs enm
e v essem pessoalraente ; rogara tambem a todos os sanhoresde engenho e sei hores afrado^s
rSidoanento5 enCOma3eQjas ^0 "*<* ProSresso aue se Ihes affiancf a boa VuaYidade"
[Fazendas e obrasfeitasj
HA
luoja e armazem
DE
IGes&BastoJ
S Na ra do Queimad ^ n.
46, freute amarellat
J Grande e variado sortimento de sobre-
as casacas e casacas de pannos finos pretos
ede core3 a 28->. 30$ e 35$. paletots dos
mesmos pannos protos e de cores a 28$,
203 22J e 25J, ditos de casemira mescla-
|E dos desuperioi gosto a 16$ e 18>, dilos
das mesmas casemiras saceos modelo
P inglez 103,12, 14 e 15. dilos de al-
i> paca preta fina saceos a 4-3, dilos sobre-
II casa tambem de alpaca a 7g,8Se 93, di-
y* tos de merino selim a \0, dilos de me- i
a| ri de cordao a 9j. calcas pretas das
S mesmas fazendas a 53 o 6!, colleles pa- '
3E ra luto da mesma fazenda, palelots de
brira trancado a 53, ditos pardos e de
fustao a 4 e 5$, calcas de casemira de !
1 cor e pretas a 73. 83', 9jJ e 10g, ditas das |
M mesmas casemiras para menino a 6$, 73
W e 83. ditos de brim para homem a 33,'
M 3300. 43 e 53, ditos brancos finos a 53,
5* Cjt e 73, ditos de meia casemira a 43 e
gfe 53, colletes de casemiras preta e de co-
^, res a 5$, e 6-3. ditos de gorgurao de seda
H brancos e de cores a 53 e 6$, dilos de '
s velludo prelo e de cores a 9f e 103, ditos
ffi de brim branco e de cor a33, 3jJ500 e4j,
ge palitots de panno fino para menino a
H 153, 163 e 183, ditos de casemira do cor
9 a 73,83 e 9$, ditos de alpaca a 33e 3$500,
^ sobrecasacas de alpaca tambem pa.-a me-
g| nio a 53 e 63, camisas para os raesmos
31 de cores e brancas a duzia 15$, 163 e 203,
|R meias crues c pintadas para menino de
S5> todos os lamanhos, calcas de brira para
os mesraos a5$5O0 e3#, colarinho de li-
nho a 63OOO a duzia, toalhas de linho pa-
!! ra maos a 900 rs. cada urna, casaveques
Q de cambraia muito fina e modernos pelo
sm diminuto preco de 12, chapeos com abas
S de lustre a 5, camisas para horaem de
3b todas as qualidades, seroulas para ho-
y mem a 163, 203 o 25-3 a duzia, vestimen-
g tas para menino de 3 a 8 annos, sendo
ag calca, jaquelae coleles ludo por 10$, co-
| bertas de fustao a 63, toalhas de linho
j|> para mesa sude a,73 o Ha. camisas in-
fe atezas nnumunle chegada a atjt a auza. ,
m*%&%>m mam* &miWSw&
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial,
junto a fabrica de sabio, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao defolhas
de zinco, j preparada para lelhados, e pelo di-
minuto preco de 140 is. a libra
Novas sementes de hor-
talice,
vindas no vapor Portugal chegado esle mez:
vende-sa na loja de ferragens na ra da Cadeia do
Redfe n. 56 A, de Vidal & flaslos
Vendem-se cssencias para tirar nodoas do
gordura,cera, etc., ele, em panos de 15a, sedas,
sem alterar a cor nem o tecido : na loja de ca-
bos, no largo do Corpo Santo n. 21, esquina da
ra do Kncantamento.
Alporcas
Caimbras
Callos.
anee res.
Cortaduras.
D^resdecabega.
das coi ao.
Jos merabros.
Enferniidades da cutis
emgeral.
Ditas doanus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
Inchacoes
Inflammaro dofigado.
9B1M
f
Vende
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos.
Emeasa de Arkwight & C,
Cruz n. 61.
ARM4ZEMDE ROUPA FEITA
(MIUIMI
Defronte do becco da Gongregacao letreiro vtrde.
O miis suporior brim trancado de linho lodo
preto, que tem vindo a este mercado, lano em
qualidade como pela seguranca da cOr: vnde-
se nicamente na ra da Cadeia do Recife n. 48,
luja de Lei'e & Irmao.
Corles de chita.
Na loja de Leite & Irmao, na ra da Cadeia do
Pecife n. 48, vendem-se cobertas de chita do
l.ndos desenhosa 23 cada urna.
Meias de seda para me-
ninos .
Superiores meias de seda de peso para moni-
nos de lodos os lmannos : vendem Leite & Ir-
r. "10, na ra da Cidin do Pe..fe n. 43, a 2J500
c ;iar.
Casacas do panno prelo a 303, 35 e 40O00
Sobrecasacas de dilo dilo a 35$000
Palelols de panno de cores a 203, 253,
30 e 35^000
Ditos de casemira de cores a 15$ e 223000
Dilos de casemira de cores a 7$ e 12*0(0
Ditos de alpaca preta gol la de velludo a 12$000
Dilos do merino selim prelo e de cor
a 83 e 93OOO
Dilos de alpaca de cores a 35O0 e 5j009
Dilos de alpaca preta a 3J500. 53. 7$ e 93000
Ditos de brim de cores a"3500,43500 e 53OOO
Ditos de bramante de linho brancos a
4500 e 63OOO
Cabjas de casemira prcla e de cores a
*. 10$ e 123000
l'Uas de princeza e alpaca do cordio
n-P'0"". t 5*000
unas de brim branco e de cores a 23500,
4J50O e 5*900
Ditas d i>f<2a de cor", a SjiOno
Dilas de casemira a 55Uw
Colleles do velludo decores muito fino a
Dilos de casemira bordados e lisos pre-
tos e de cores a 5, 5*500 e
Ditos de setim preto a
Ditos de casemira a
Dilos de seda branca a 5$ e
Ditos de gorgurao de seda a 5$ j
Ditos do fuslo brancos e de cores a 3$ e
Dilos de brim branco edecortsa2a e
Seroulas de linho a
Ditas de algodao u I36OO c
Camisas de peito de fustao brancas e de
cores a 23300 e
Ditas de peito e uunlios de linho muilo
finas a
Ditas d raadapolo brancas e de cores
a 1$800, 23 o
Ditas de meia a 18 e'
Itelogos de ouro patente e orisontaes
Dilos ae prata galvanisados a '53 e
Obras de ouro, adereces, pulceiras o ro-
I setas
IO3OOO
6&000
5J000
3$500
69066
63000
33500
28500
23500
28000
23500
53000
23500
l$6i>0
303O00
Inflararaa^ao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mmi-urao Je repiis
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadels.
Sarna
Supuracoos ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulacoes.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl.Havana c Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna instruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22, em Per-
nambujo.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Paler 4 C, ra
do Vigario n. 3, um bellosorlimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos Irancelins para os meamos.
Espirilo de vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocoa 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou a ca-
andas na ra larga do Rosario n. 36.
Ra daSenzala Nova n. 42
Vende-se emeasa de S.P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
glezas, candeeiros e caslicaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, crii-.t para carros, e
montana, arreos para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inglezes
|0bras d ouro e prala
^ Acha-se a venda por prcos commodos >
SU um completo sortimento chegado de Pa- f
X rs o Porto, de obras do ouro de le e ^
|g prata de todas as qualidades de gostos os W
mais modernos o hbilmente fabricadas : ^
no estabclocimento de Francisco Gomes ^
g de Mallos Jnior, ra lorga do Rosario ^i>
m mmwam-mm mmmmm
Casa de joias
Por atacado.
S. B!um Lehmannn S C estabeleci-
dos na ra do Crespo n. 16, primeiro
andar.
45--Ra Direila45
Este etabeleciment offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :'
Homem.
Borzeguins imperiaes..... 10#000
Ditos aristocrticos....... 9#000
Ditos burguezes........ 7#000
Ditos democrticos. .... 6$000
Meio borzeguins patente. 6^500
SapatOes nobreza....... 6j||000
Ditos infantes....., 5$000
Ditos de linda (3 1|2 bateras). 01000
Ditos fragata (sola dupla). 5,s000
Sapatos de salto (do tom). C$000
Ditos de petimetre...... 5/jOOO
Ditos bailarinos. ,...... 5$500
Ditos impermeaveis...... 2$500
Senhora.
Borzeguins primeir classe(sal-
to de quebrar)....... 5#000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). .,,...,.- 4$800
Ditos todos de merino (salto
dengoso).........4$500
Meninos e meninas.
Sapatoes de forca. ...... -J$000
Ditos de arranca........o500
Boizes'ns resistoncla !$ c 0^800
LOJA DO VAPOR-
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feila, miudezas finas o perfumaras,
ludo por menos do que era outras partes : na le-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SISTEMA MEDICO DEH0LL0WAY.
PILULAS HOLLW0YA.
Es-te inestimavel especifico, composto inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria Be
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o nial na compleico mais robusta :
inteiramente innocente em suas operacoes e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 de qual-
quer especie e grao por mais antigs e ienazes
queseam.
Entre militares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavara as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos "os outros remedios.
As mais afllictas nao devem entregar-se a de-
sesperacao; facara um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperado o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febrcto da especie.
Salta.
He ni o rrh o id as.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammaroes.
Irreg u laridades
menstruaeo.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
ObstruccSo deverlre
Phtysica ou consiiLp
pulmonar.
Retengo de ourit.
ltheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
CASA
Vendem-se
Relogios de ouro. >n .
Sellins inglezes.. .JFalente*
No escriptorio do agente Oliveira.
Loja de miudezas
NA
Ra da Cadeia do Recife n. 11.
Ha um completo e variado sortimento de miu-
dezas, queso vende muilo mais baralo que em
outra qualquer parte, como bem seja :
Capachos para entrada de porta a 200 rs. um
Luvas deseda prelas e de cores a lg o par.
Oollinnasde linho para senhora a la um3-
ImaTde linho finas a i urna.
Manguitos finos e gostos modernos a 153 o par
Cordas para violao a SO rs. urna.
Collinhas c pulseiras de vidrilho de bonitos
gostos.
Molduras douradas para quadros e guarnicao
de sola.
Eslampas das principaes notabilidades da Eu-
ropa em fumo c cloridas.
Perfumaras dos melhores fabricantes.
Enfeiles de vidrilho a impeatriz
Franjas de seda, Uta, linho algodao, gostos
modernos.
Luvas do pellica de Jourin muito novas |
Fios de coral para enfeiles de pescoco de crian-
cas 9
Meias de fio de Escocia para senhora, e de-car
prra menino g
Baralhosde carias de apreciado 5
Pennas de perry muito finas j>
Alfinetes francezes dourados. brancos e pretos
para costura.
Linhas do gaz e carretel de todos os nmeros
o cores.
Agulhas francezas e inglezas de todos os n-
meros.
Tiras linhas, compasos e mais perlences para
esenptura^ao. *
Navalhas de GuiraaresP & coracio.
Urna linda caixa de msica, e muitos outros
objectos que se vendem por baratsimo preco
Vondo-se urna escrava crioula moca e mul-
lo sadia, cora urna cria da quatro mezes bastante
nulriuA, cuja escrava lem muito bom e abundan-
te leite para criar, e sabe cosinhar; engommar
^r;Ci0n5aboar: a *** n rua a ConceicSo
DE
COMMISSO DE ESCRAVOS
KA
Rua larga do Rosario n. 20
segunde andar.
Nesta casa recebem-so escravos para seren
vendidos por commissao por conta de seus se-
uhores. Afianca-seo bom tratamcnlo. assim como
as diligencias possiveis para que 05 raesmos se-
jam vendidos com promplidao afim de seus so-
nhores nao soffrerem empate na venda delles.
.Nesta casa ha sempro para vender escravos do
differentes idadesde arabos os senos, com habili-
dades o sem ellas.
Milho superior.
No a rmazem de Manoel Joaqiiim de Oliveira &
C, em frente a travessa da Madre de Dos, rua
do Codorniz n, 18.
Pechincha cm roupa feila por um dos me-
lhores artistas nacionaes, na rua da Imporatriz
n. 60, luja de Gama & Silva : calcas do ganga
franceza muito bem taitas a 2j500;' dilas de brim
de linho a 23500, ditasde dito a 2$, colleles de
varias qualidades, palelots de panno fino sobre-
casacos, dilos saceos, dilos de alpaca preta e so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, asquaes se vendem muito era conta.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo metliodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
Alporcas.
Anilas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas
ConvulsSes.
Debilidade ouexlenua-
co.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
-nos rins.
Dure/a no ventre.
tnfeimidajes no ventre.
unas no fijado,
'"'as venreas,
tnxaqueca
rygipela.
ebfe biliosas
'Cbret internitonte. ^..^^{,a,,
sJX^'^% eslas P',ulaS D0 estabeleeimenlo
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
toaos os boticarios droguistas e outras nessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul.Havana e Hespanha.
Veadem-se asbocetidhas a 800 rs. cada urna
aellas, contm urna instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destaspilulas
O daposito geral em casa do Sr. Soun
pnarmaceut'.co, na rua da Cruz n. 25, em Per-
14111!) O-
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, rua larga
do Rosario n. 36, vende os seguinta medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Dilas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
2"arope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febreaj.
Ungento Holloway,
Pilulasdo dito.
Ellixir anti-asmathico.
Videos de bocalargacomrolhas.de S oncas 1
lShbras. *
Assim como tem um grande sortimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a Botuto
pre o
Veniem-se libras sterlinas, en.
casa de X. O. Bieber & C. : rua da Cru*
n. 4.
^lOO 3C3SEi-0!CkCB(3Cl>a:*
i;
1 Seguro coaira Fogo
I COIIPAHIIIA
1
LONDRES
AGENTES
G J. Astley & Coiitpanhia. I
mm
Vende-se
para
eobertos e dcscobortos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
ivndos pelo tiltiato paquete inglea : em casa d
oSuthall Mellor 4 C
Seboegraixa.
Sebo coado e graixa em bexigas : no armazem
de Tmm Irmaos, no caes de Apollo.
Formas de ferro
purgar assucar.
I Enchadas de ferro.
{Ferro sueco.
Ac de Trieste.
SEstanho em barra.
Pregos de composico.-
Brim de vela.
j Agurdente de Franca, I
I Palhinha para marcineiro:!
I no armazem de C. J. As-S
ff {&! ______I
Vende-se um cxcellenle carro inglez, novo
e perfeito, com assento inferior para pagana, e
cora todos os arreins para um -e dous cavallos :
a tratar na rus do Cabug, loja q. g A.
3'
> *
i1'
it.
"V
ILEGfVEL
-I----Jl ; v


DIASIO Di TERKAMBCO. SIGUTOA FB1R1 10 DE AGOSTO DE 1860.
t'
DE
Mumum i fots [fie si inriis.
Sita na i-ua Imperial n 118 e 120 juato a fabrica de sabo.
DE
Scbastio J- da Silva dirigida por Francisco Del ni iro da Costa.
Neste estabelecimenlo ha sempre promptos alambiques de cobre de differentcs dimencSes
(de 300 a 3:000$) simples e dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios continos
para resillare destilar espirilos com graduago at 40 graos (pela graduago deSellon Cartier) dos
melhores yslemas hoje approrados e conhecidos nesla e outras provincias do imporio, bombas
de todas as dimencoes, asperantes e de repucho tanto de cobre como de bronze e Torro, tornelras
je bronze de iodas as dirnenccse feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para tomainas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
ss dimengoes para encmenlos, camas de ferro comarmaco e sem ella, fugoes de ferro potavcis e
econmicos, tachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lenrole barra, zinco em lengol e barra, lsnges e
arrocllas de cobre, lenges de ferro a lato,ferro suecia inglezde todas as dimensoes, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e oulros muitosartigos por menos prego do que em outra qualquer
parte, desempcnhando se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeico j conhecids
e para commodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua confianga, acha-
ao na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
FUNDIQAO
L-ELICIOSAS EINFAIXIVEJS.
O
Pastilhas vegetaes deKemp sss
contra aslombrigas SU
approvadas pela Exm.* nspeccaodj estudo de ^8||
Habana e por muitas oulras juncias de hygiene' ^|
publica dos Estados Unidos e raais paizes da A- gggftg
menea. 33^3
SSSSs
*rrm
GRANDE ARMAZEM
DE

svsss
yyy>
Na travessa da matriz de Santo Antonio n.
12, vende se um piano muito bom e em conla.
Rua Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicao dos Militares.
Acha-sena direccao daofficinadeste acreditado armazem o hbil
('SSV
9(G
nauseaa, nem sensacoes debilitantes.
Teslemunho expontaneo em abono das pasti
has de Kemp.
Srs. D. T. Lanraan e Kemp.Porl By-
ron 12 de abril de 1859. Senhores. As pas-
^g fetas, como sejam: casacas, sobrecasacas, fraques, paietots de panno Sgg
3aSHi fino, ditos de caremira de cores, de merm, bombazina alpaca preta %&&
|||i e decores, ditos de brim delinho branco, pardo e de' cores, calcas !*^
=^ de casemira preta e de cores, ditas de merino, de princeza, de brns HP
^^ pardo, brancoe de cores, colletes de velludo preto e decores, ditosde 2Ks
lilhasqueVracs. fazem, curararo neu filho ; o j|p gorgui5o, ditosde setim preto e branco, ditosde merino para luto !
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava um ^ ditos de fusto branco e de cores, paletots, casacas, aquetas calcas US
cheiroedito tinha o estomago inchado econ-1 ^ e colhetes para meninos de 6 a 12 annos, camisas, seroulas. chapeos^
tinua comicho no
eu tema
sinho meu disse que as paslilhas de Kemp ti-
nha m curado suafilba. Logo que soube disso
eomprei 2 vidros depaslilbas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio r. 36 Gold
Street pelos nicos proprietarios D. Lanmane
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
ijualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimenlo a saber: machinas de vapor de
iodos os lmannos, rodas d'agua para engeuhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
ase meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de lodos os lmannos, guindastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para tomaina, machinas para amassar man-
dioca e para descarocar algodao, prendas para mandioca e oleo de ricini, porldes gradara, co-
lumnas e moinhos de venlo, arados, cultivaJoaes, pontes, "aldeiras e tanques, boias, alvarengas.
totes e todas as obrasde machinismo. Executa-se qualquer obra seja qual fr sua natureza pelos
,'es'nhos ou moldes que para tal fim foremapresenlados. Recebem-se encommendas neste esta-,
selecimenlo na ra do Brum n. 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperador n. 65moradia do cai- Kemp, droguistas por atacado em New York,
eiro do estabelecimenlo Jos Joaquim da Costa Pereira, com quem os pretenderles se podem Acham-se venda em todas as boticas das
entender para qualquer obra. principaes cidadesdo imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Baha, Germano & C, ra Juliao n 2.
Pernambuco, no armazem dedrogas de J. Suum
& Companbia ra do Cruz n. 22.
| Fiigeoho venda.
YeDde-se um engenho sito na frrguezia
I de S. Lourenco da Matta, faz-se lodo o
negocio por re desejar desfazer delle :
trala-sc na ra do Imperador taberna da
j& esquina n. 83.
w*Kc n) va<; coi^ ci un 173!^ Volt DSVIffln Vart ^fc
Vendem-se carneiros gordos e baratos: i,a
ra doColoveo, padaria do leao do norle.
A 4000 rs.
F;irelo de Lisboa novo ; na ra do Vigario n.
19, primeiro andar.
Para officios.
Vende-se na ra do Queimado n: 53, urna per-
cao de papel marca grande e muilo oncorpac'o,
lendo cada resma 96 cadernos.
Por melade de seu valor, vende-se urna fa-
brica do fazer velas de carnauba : na rna le
Agoas Verdes.n. 46, segundo andar.

americanos.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele., devem eslar prevenidos
com esles remedios. Sao Ires medicamentos ct m
Fazendasporbaixosprccos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda restam algumas fazendas para concluir
i liquidaco da firma de Leile& Correia, asqu3e
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
lras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditaslargas, francezas, finas, n 240 e 260.
Riscados francezesde cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padrdes, a 240.
3riin delinho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom, va-
3, a 15000."
'3 >rtcs de calca de racia casemira a 2g.
Ditos de dila de casemira de cores a 55.
Panno preto fino a 3# e 4tf.
Meias do cores, finas, para homem, duziaa
800.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1J.
Meias brancas linas para seuhora a 3$.
Ditas ditas muito finas a 4$.
itas cruas finas para homem a 4$.
' orles de collelcsde gorgurao de seda a 2;$.
I arabraia lisa lina transparente, peca, a 4$.
i edft prela lavrada para vestido a l600 e 2g
irles de vestido de seda preta lavrada a I63'
Lengos de chita a 100 rs.
."ia de quadros para vestido, covado, a 560,
Peitos para camisa, um, 320.
Chilafranceza moderna, Qnginde seda, covad
ra 400 rs.
litremeios bordados a 200 rs.
dmisetas para senhora 1 640 rs.
as bordadas unas a 2$500.
ilhas de linho para mesa a 2 e 4J.
omisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pesclo de senhora
Crs.
yeslidos brancos bordados para b aptisar crian
;as a 5C000.
".>rtes de caka do casemira preta a 6?.
Chales de merino com franja de seda a 5$.
Cortes de caira de riscado de quadros a 800 rs.
'Icrin verde para vestido de montara, cova-
1 o. 1^280.
Lencos brancos de cambraia, a duzia, 2$.
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na ra da Ca-
Jeia do Recite n. 38, primeiro andar.
Ferros de en-
gomniar
econmicos
a 5#000.
Estes magnficos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazen-
das de Raymundo Car-
los Leite 4 Irmao, ra
da Imperalriz n. 10.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wheeler i&Wilson.
Neste eslabcleci-
menlo vendem-se as
machinas destes dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noe, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranza :
no armazem de fazendas
do Raymundo' Carlos
Leite & Irmos ra da
amigamente aterro da Boa-
Progresso na cidade da Victoria
Imperalriz n.
Vista.
LOWJIOW,
Raa da Scnzala Ifova n. 42.
Neste estabelecimenlo continua a haver um
comapletosorlimento de moendas e rubias moen.
TTspara euSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro balido e c.oado. de todos os lmannos
para di
r m
EZF
\inlio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann hmaos&C, ra da i
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandcnburg Frres.
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor_
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De Braadenburg frres.
St. Estph.
SI. Julien.
Margaux.
i Larose.
Chteau Loville.
Chaleau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
SI, Julien.
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na mesma casa ha
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac em caixasqualidade inferior.
Ceneja branca.
para
DE
Francisco Xaxier de Salles Cavalcante de Almeida
NO
Pateo Aa eira.
O propietario deste estabelecimento, como se scha com um grande o completo soni-
mento, tendente a molhados, ferragens e miudezas convida portanto a todos os moradores
desta cidaJe da Victoria, senhores de engenho e lavradores queiram mandar suas
encommendas no Progresso do pateo da Feira, pois s ahi encontrarlo o bom e barato, I
visto o proprietario estar resolvidoa vender, lano em grosso, como a retalho, por menos l
do que em oulra qualquer parle como sejam :
Latas de marraelada de 1 2 libras a 1400, frascos com differentes qualidades de doce
por 23OOO, latas de soda contendo nove qualidades a 2*000, azeitonas muilo novas,
passas de ditas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2:5000 rs. a garrafa, licores
francezes de todas as qualidades, champanhe, conhaque dedilas, louc,a fina, azul.pinlada,
e branca de todos os padroes, ameixas era compateiras e em latas a 1^000 rs. a libra,
latas de peixe de poslo por 2*000 rs., banha de porco refinada, araruta, fatias, bolachi-
nha ingleza, biscoilnho, e outras mais qualidades de massas finas, massa de tomate era
ltase a relamo, lelria, maenrrao, talharm a 800 a libra, verdadera gomma de araruta,
insenso de tudas as qualidades, espiritov de cravo, canella, e alfazema, verdadeiros nenies
a iroperalris, e de tartaruga de 9?>000 a 105C00 cada um, tranca e franja de seda, fe-
chadores de broca, pregos em quantidade de todos os tamanhos e qualidades e oulros
muitos objectos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar,
Na ra do Vigario n. 9, primeiro andar, vende
se muito superior potassa, chegada Jia poucos'
dias do Rio de Janeiro em barris de 4 arrobas, e da rua da Moeda n. 3 A.um grande
a prero muito commodo.
sJMi a guarda nacional da capital e do interior. g^gg
!HH Apromptam-se becas para desembargadores, lentes, juizes de di- t^
33^ reito, municipaes e promotores, e vestidos para montana. Naoagra- |^
^g| dando ao comprador algumas das roupas eitas se apromptaro ou- |^ ,os ua" se cura eficazmente as principaes ao-
g||g trasa seu gosto, qur com fazenda sua ou do armazem para o que i^|leslias'
333*3 tem escollados e habis officiaes, dando-setoda e qualquer roupa no g^
=p^3 dia convencionado. S t^tS 4?'S 3'"S l? 55 f r!?IU'3!3f BW t? ea *!?*&?(>& i ~-~~~*-----------------------
Prompto alivio deRadway.
Inslantaneamenle alivia as mais acerbas Je:es
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor ce
cabera, nevralgia.diarrha, cmaras, coliras, li-
lis, indigeslao, crup, dores nos ossos, cODtusctf,
queimadura, eruproes cutaDeas, angina, rL-.;-
co de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidadesescrophulosas.chro-
nicas esyp hliticas; resolve os depsitos de m.Us
humore^ purifica o sangue, renova o sylcn.f;
prompto e radicalmente cura, escrophulas,ven-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de cs-
sos, tumores brancos, aferces do figado e rir.s,
erysipelas, abeessos e ulceras de todas as clas-s,
molestias d'olhos, difCculdade das regras ib
mulheies, hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o sj'stema, equilibrar a circu'.a-
| cao do sangue, inteiramenle vegetaes favorav.s
em todos os casos nunca occasiona nauzeas ne
! dores de ventre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a 8purgam. Estas pilulas sao eHicazcs as aff< c-
; es do figado, bilis, dor de cabeca, Ictericia, ic-
1 digestao, e em todas a3 enfeimidades das mu-
flieres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
! goes, flores brancas, obslruccoes, histerismo, etc.,
'sao do mais prompto efeitona escarlatina, ftI :e
biliosa, febre amarella, e em todas as febres xls-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem e-
companhados de instrucres impressas que m( s-
tram com a maier minuciosidade a mane-ira de
applica los em qualquer enfermidade. Esli ga-
rantidos de falsificarlo por s haver venda ro
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leite
i Irmao, na rua da Imperalriz n. 10, ur.i:cs
agentes em Pernambuco.
Attenco.
Potassa nacional. Tachasemoendas
Parahyba.
Relogios
Suissos.
GRANDE SmUETI
DE
Fazendas e roupa feila
NA LOJA E ARMAZEM
E
Em casa de Schaflellin & C, ruada Cruz n.
38, vende-se ura grande e variado sorlimentode
relogios de algibeira horisontaes, patentes, chro-
nometros, meios chronometros, de ouro, prala
Joaquim Rodrigues Tararos de Mello
RUA DO QUEIMADO N. 39
EM SU! LOJA DE QIAT110 POniAS.
Tem um completo sortimento de roupa feila,
e convida a todos os seus freguezes e todas as
dourada e'fofheados a ouro, sendo estes "relogios! Pessoas que desejarem ter um sobrecasaco bem
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ven- i feilo, ou urna cal^a ou collete, de dir-igirem-se a
deraoporprecosrazoaveis. ;esle estabelecimento que encontrarao um hbil
jy | -^ v jaa artista, chegado ultimamento de Lisboa, para
JtSaOeS a ^,^UU Jesempenhar as obras a vontaJe dos freguezes.
.... J tem um grande sortimento de palitots de ca-
' rua | mira cor de rap e oulros escuros, que se ven-
dem a 1239, oulros de casemira de quadrinhos
Ja mais fina que ha no mercado a 16JJ, ditos
de merino stima 125?, ditos de alpaka muilo
fina a 63, ditos franeezes sobrecasacados a 12,
ditos de panno fino a 20, 25$, e 30, sobre-
casacas francezas muito bem feitas a 35, cal-
cas feilas da mais fina easemira a 10, ditas de
brim ede fusto por prego commodo, um grande
sortimento de colletes de easemira a 55f, ditos de
oulras fazendas por preco commodo, um grande
Vende-se o engenho Torrinlia distan-
te d. sta cidade duas leguas por tena,
tem terreno para dous mil pes por an-
uo e boa casa de vivenda assobradada e
R**1*5 boas obras, tem embarque no porto dis-
cante do engenho 1|2 quaito de legua
do rio Parahyba eem menos de 5 horas
se vem a cidade; quem o pretender di-
rija-se a Joao Jos de IVIedeircs Correia
c C que dir' quem o vende.
Em casa de N. O. Bieer & C,
successores, rua da Cruz n. 4, vndese
Vinho Xerez em barris. i
CFiampanha em caixas de 1 duzi da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Conhac em caixas de i duzia.
Vermouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Ac de Milao
Brilhantes de todos os tamanhos.
Braga Silva &C.,tera sempre no seu deposito
ortimento
de tachase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edvin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na rua de-Trapiche n 4.
UICA VERDADERA E LEGI
TIMA.

m
SALSA BARIMBA
Tleraedio sem igual, sendo reconhecidos pelos
(T'KEjNIP NTrEY^OR^
PILULAS VEGETAES
ASSCARAAS
Vende-se urna taberna em urna das roelli. res
ras da freguezia de Santo Anlonio : a tratar na
rua estreita do Rosario n. C.
Escrayos fugii'os.
NEW-YORK
O MELHOR REMEDIO COINHECIDO
50,000 rs. de gra-
tifica cao.
Na noite de 6 do correnle fugio um escravo o
I)r. Joao da Silva Ramos, df sua cusa da rua N -
; va, o qual lem os signaes seguintes : cabra, alto.
Contra constipnrdes, ictericia, afecres do figado, secco do corpo, cabellos eacapinbos, pernas ;in
tanto selladas, e alauma cousa abertas, psgran-
des e grossos, dedos dos ps um pouco ibeil -.
RELOGIOS,
febres biliosas, clicas, tndigestoes
enxaquecas.
Hemorrhoidas, diarrhta, doencas da com todos os denles da frente, sera cicalrizes o
livel para curar escrophulas, cancros, rheumalis-l p*ovbhiestes do estado nmmo hosancie. 24 annos, pouco mais ou menos, ladino, amigo
1 o 1 I I 7*1 II II filIVIC .Ia-Ia >nm^liA AAiV'AmmAM n. 'j.L..'_____f_____A___. -1 r
mo, enfermidades do figado, dyspepsia, demuda- |
| dade geral, febre biliosa e intermiltente, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e enifQoes que resultam da impureza do
sangue.
CAUTELA.
D. T. Lanraan & Kemp, droguistas por ala-
75,000 caixas deste remedio consommem-se
annualmentel'
Remedio la natureza.
na
0|a de Alvaro & Magalhaes na
da Cadeia doRecife n. 33.
Pechincha
Caixas de virfroa 5,000.
Xa rua da Cadeia do Recie n. 53,
vende-se caixas de vidros a 5#, de difie-
ren tes tamanhos.
- Vende-se um cavallo melado bstanle gor-
debaiano e fumador ; este cabra foi escravo 'o
Sr. Simplicio Cavalcanli de Albuquerque, Jo
Buique, donde fugira para esta cidade, aonJe
A an.Mj.Zj! i lT_. j' "" LTTSIu". I senlou praca no corpo de polica com o nome do
Approvado pela Mcudade de medic.na, e re- : Jos Fralnt>co de X3< lcndo dfp0s dado ,
^mmendado como o mais valioso catarltco ve- Cm marro do correnle auno por se haver crova-
gelal de todos os conhecidos. Sendo eslas pilu- do sua escravido, foi vendido ao l)r. Ramos, a
las puramente vegetaes, nao contem ellas ne- 1uera cslava ***> de boleeiro : quem o
, cado New York, aegara-se obrigados a prevenir K-5SE^JSS^ al8um oulron,/n- andar*pPor cima'oa cor.heira do Adopho, e wta"
.... '____j ,. i vi- i r i i ra; estao bem scondicionauas era caixas de lo ha rrceber a nromcllida eratificapao
C. praca do Corpo Santo, relogios do afama o resde.lav 1 publico para desconfiar de algumas para resguardar-se da humidade. -F^
do fabricante Roskell, por precos commodos, j'enues imitaoes da Salsa Familia de Bnstol, SSft ar9liJV(,a on .,.,, a arc.,e do ensenho Bom Successo do lern,o de Sei
e 'ambemtrancellins e cadeias para os mesmos, \1e 'l0je se vende nesie imperio, declarando a
deeicellente Kosto.
Loja Crele do Livrainoulo.
Roupa feita barata,
Paletots saceos de casemira escura a 4{f, dilos
do e muito bom andador, propno para senhora, 0rimfinl0 a ns,,L ,\a i0naio aL =! m,.;i caserolra do cores, calcas de casemira
por sor muito manso e bonito : a tratar na rua enlo de lapatos de tpele de gosto muilo cores, colletes de velludo o de seda, um comple-
do Queimado, loja n. 13. apurado a 2*>, ditos de borracha a 2#50O, cha- lo sortimento de roupa feita, qnc vendeeje por
briolet
rodas.
Ka rua do Arago n. 37, vende-se um ca- pos decastor muilo superiores a 169, dilos dse- 'odo proco,
de balaustre e tambera ura carro de 4 da, dos melhores que lera vindo ao mercado a 10,
dilos de sol. inglezes a 10$, ditos muilosbons a
1239, ditos francezes a 8$, ditos grandes de pan-
iio a 4!?, ura completo sortimento de gollinhas e
manguitos, tiras bordadas, e entre meios muito
proprio para collerinhos de meninos e travessei-
ros por preco commodo, camisas bordadas que
servera para batisado de enancas e para passeio
a 89, 109 e 12$, ricos lencos de cambraia de
ATTE^O.
Vende-se a posse de ura terreno no lugar da
BGa-V'iagem, sendo na estrada, contendo 200
palmos de largo e 900 de fundo, o terreno lera
urna casiuha de laipa, tem alguns coqueiros, ca-
jueiros e outras fructeiras, e est quasi todo cer-
cado ; auem quizer edificar, nao encontrar lu- linho bordados para senhoras, dilos lisos para
r melhor: a pessoa que quizer fazer negocio, hornera por prec,o commodo, saias bordadas a
dirija-se a pnia do Caldeirero n. 11, officina de
dourador, que achara com quem tratar.
todos que sao elles os uniros proprietarios da re-
ceila do Dr. Bristol,tendo-lhe comprado no an-
no de 1856.
Casa nenhuraa raais ou pessoa alguma lem
direilo de fabricar a salsa parrilhadeBrisiol, por-
que o segredo de sua preparaja acha-se soraen-
le era poder des referidos Lanraan & Kemp.
Para evilar engaos com desaprecia veis combi-
nacoes de drogas perniciosas,as pessoas que qui-
de^aTprra5 *" E^ aTS! ZZSS1 Verd8<,er ^^ bem,0bSerVar
os seguintes signaes, sem os quaes qualquer ou-
tra prepara^ao falsa;
1* O envoltorio de fora esl gravado de um la-
do sob urna chapa de ac, trazendo ao p as se-
guintes palavras :
D. T. LANMAM & KEMP
SOL AGEKTS
N. 69 "WATER STREET.
New-\ork.
2 O mesmo do oulro lado lem um rotulo em
papel azul claro cem a firma e rubrica dos pro-
camisas brancas e de cores a 2 ditas
finas a 250O, paletots de panno Dno
de fusto
ditos de
prela e de
Loja das seis portasen)
freiile do Livraniento.
Covado a 200 rs.
Chitas francezas largas de bonitos goslos a 200 ,
rs. o covado, dilas estreita?, padrdes a imilacao I prielarios
de laazinhas a 160 rs. o covado, cassas de salpi-
eos brancos e de cores a 240 o covado, meias
para meninas e meninos a 240 o par. chales de
reslinho de chales de toquim a 30, cortes de
Arcos para pipa a o$ a roda, gra- vestido de seda de cores muito lindas e superio-
xa em bexigas, sebo em p5es e rama res qualidades a 1005?, que j se vender ra a
proprio para sabao e para composicao ] 150, capotinhog pretos e manteletes prelosde
de velas de carnauba : na rua do Brum. ricos goslos a 20, 255? e 305P, os raais superio-
3500, ditas muito finas a 53?. Ainda tem um merino estampados com barra a 29, lingos brac-
n. 16.
Attenco
Vende-se na rua da Cruz n. 48, urna
divida julgada por senteoQa, o devedor
dizem que tem loja em nome de outro
na rua da Imperatriz, cujo devedor
chama-se Antonio Jos de Azevedo,
Vende-se urna armario de amareilo para
qualquer estabelecimento, toda eovernisada e
envidracada ; a tratar na rua Nova n. 19, loja
res chales de casemira estampados, muito finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
tas, adamascadas, muilo superiores a 5?, ditas
para rosto delinho a 1J>, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
260, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para caiga, colletes e palitots a 4?> o co-
vado, e ura completo sortimento de outras fazen-
das, etudo se vende por precio barato, e que nao
possivel aqu se poder mencionar nem a quarta
parte della, no enlamo os freguezes ebegandoe
querendo comprar nao rao sem fazenda.
eos com barra de cores a 120 rs., ditos com bico a
200 rs.: a loja esl aborta al as l1 horas da
noite.
Cortes
a 28500,
de chitas largas, francezas, com 11 ce vados cada
corte, riquissimos padroes : na rua lo Queima-
do, loja n. 18 A, esquina quo volts para a rua
estreita do Rosario.
Vende-se urna casa terrea sita na rua da
Palma com 2 salas, 5 quartos, cozinha fra, quin-
tal, cacimba, bem edificada ha 2 pan 3 annos,
muito fresca : o pretendenle podor dirigir-se
roa do Imperador n. 42. cartorio do Ulm. Sr.
Portocarreiro, que se dir quem vendo.
3* Sobre a rolha acha-se o retrato e firma
do inventor C. C. Brislol em papel cor de rosa.
4o Que as direeges juntas cada garrafa
tem urna phenix semelhante a que vai cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro rua da Alfandega n. 89.
Bahia Germano & C. rua Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soura,
C, rua da Cruz n 22.
Barato e bom.
1 elegante moleque do idade 20 annos, 1 dito-1
de 13 annos, 1 escravo bom para engenho, de 30
annos de idade. por 800, 1 dito bom canoeiro de
35 annos por 700, 1 excellente escrava perita
engommadeira, 1 dita boa cozinheira por 900, 1
dita boa quitandeira por 450, 1 dita para enge-
nho por 350g, 1 bonita moleca de 16 annos : na
rua do Agoas Verdes n. 16.
Sao agrada veis ao paladar, seguras e eficazes do engenho Bom Successo do tern
cm c _...--- ix j nhaem. o escravo Daniel, preto fula, crioulo, co
fra sua operacao, e um remedio poderoso para a i(Jade 2'0 anoSf pouf0 mai^ ou BfSi B0> 'sec.
Juventude, puberdade e velhice. i Co, bem espigado, cabera pequea, feicoes regu-
Lea-se o folhelo que acompanha cada caixa, lares, bem feito de corpo, ps e mos seccas e
sao os nicos fabricantes e proprietarios. res, o escravo desappareecu ; julga-se que ac-
Acham-n venda em toda* a hoiicas das dar dil escraT0 nas v>s>hancas da villa Je
Ainam se a venda em todas as boticas das Cabf)i qu do mesmo engonho s_ Joa0i ou do or_
principaes cidades do imperio, genho Barbalho, onde tem muilos conhecides,
DEPSITOS. | pois que frequenlava esses lugares quando foi co
Rio de Janeiro, na rua Alfandega n. 89, Sr. Jos Xavier da Rocha Wanderley, hoje mc-
Bahia, Germano & C. rua Juliao n. 2. rador enf -hLS,e"mr'aHL rPeKde_S0 a,s 8ul,0r-
n r, dades de polica do termo do Cabo a captura dcs-
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soura lc cscrav0, o aos capilaes de campo ou qual
4 C, rua da Cruz n. 22. pessoa que oconheca.de pega-lo c levar ao en-
Vendem-se duas grandes carrocas de duas genho Serrinha de Serinhaeni a seu stnhor Fran-
rodas, muilo fortes toda de sicupira, sao novas cisco Manoel Wanderley Lins, ou nesla cidade
proprias de engenho e para o que foram feitas e ro Sr. Manoel Alves Ferreira, na rua da Moeda
quaesquer oulros servicos por pesados que se- n. 3, segundo andar.
jam, Irabalham com una ou mnis juntas de bois, Fugiram do engenho Cana-Braba, em 22 do
carregam muilo bem 25 a 30 saceos com assu- outubro de 1859,os escravos seguintes : Claudino,
car, ptimas at para a estacao das Cinco Ponas cabra, alio, bom corpo e brm sacio, pouca barba
conduzirem para o Recife os assucares dealu : e s alguma roda da bocea, representa ter do
quem as pretender dirija-se ao pateo do Terco 30 a 35 annos de idade, e lem o dedo minimo do
n. 27, segundo andar, que se far negocio. um p cortado. Fillppa, muala, clara, baixa, o
Vende-se urna caldeira de ferro batido cora corpulenta, com bastantes marcas de bexigas no
7 1)2 a 8 palmos de bocea com canno e torneira, rosto, coze c engomma soffrivel, e enlende lani-
juntamente 2 resfriadores proprios para alguma bem de cozinha, tem de idade 22 a 25 annos :
pessoa que queira botar fra desta provincia al- ; quem os pegar leve-os ao dito engenho, ou nesla
guma fabrica de sabao em ponto pequeo ; ad-!praci, rua da Cadeia doRecife n. 48, escripto-
verto-se que ludo ainda est em perfeito estado : | rio "de Belarmino do Reg Barros, que se gratifi-
quen! pretender, dirija-se a rua do Brum n. 44, cara generosamente.
a tratar com Francisco Jos de Alencar. No dia 12 do correnle fugio da padaria da
Vende-se dozc cadeiras de Jacaranda e tres rua d3s Cinco Ponas defronle da matriz nova da
freguezia de S. Jos, o prelo Pedro, de naco,
que representa ter 40 annos, estatura regular,
magro, barba no queiso com alguns cabelles
brancos, com falta de dous denles de um lado
da parle de cima ; levou chapeo de fellro usado
copa baixa, paletot de brim escuro, caiga de ca-
semira branca usada, falla muito explicado. Este
escravo foi arrematado em 21 dejulho, em pra-
ca publica pelo Illm. Sr. juiz dos feitcs da fazen-
da inlerino, por execugo contra o senhor do en-
genho Paulista, a quem pertenciao dito escravo ;
consta que tem andado em Apipucos nos arra-
baldes dos sitios do Illm. Sr. lente coronel
Carneirn Montciro, ou major Maia, ou no sitio do
Illm. Sr. depositario Ferreira, onde passou a
fesla. Pedo-so s autoridades policiaes corpo de
pedestres e capilaes de campo a captura do men-
cionado escravo, levando-o mencionada pada-
ria ou a seu seu senhor Joaquim da Silva Lopes
na travessa da Madre de Dos n. 18.
bancas de amarlello, e duas grades para janela.',
ludo em bom estado, por diminuto prego: na rua
da Cruz n. 21.
Borzeguins
45 Rua Direita 45
6,000.
Nova remessa de borzeguins dem-
cratas puros, pequea.
a rua Direita n. 68, existe um
bonito escravo, moco, de nacao, para
ser vendido para esta praqa ou alguin
sitio, por estar
vico.
acostumado nesse ser-


m
DIARIO DE PEBNAMBUCO. SEGUNDA FEIBA 20 DE AGOSTO DE 1860.
Litteratura.
Direito criminal.
Convidado pelo ex-collega o Sr. de Saboia ou-
Se o cdigo ueste piuueiro requesilo atlenua o
crime, quando o delnqueote nao o tiver projec-
lado antes do erabriagar-se ; contrario senso e
cora raaioria de razo se pode dizera embria-
guez circunstancia aggravaole, quando o delin-
, quenlo antes de embriagar-se, projectou o crime,
vilo poralguns minutosacerca da questao da cri-, quando a procurou, como urna snimacao para
mioalidade do ebrio, de que j tratamos por este
Diario, somos levados vollar imprensa, in-
lo un opinio que defendemos ; islo que
ubriagnez completa nao dirime a criminalida-
ic. Bogando a le^islaeo vigente
pelo alto a prego, que tributamos a lico
sso erudito ex-eollega, do que movido por
| ter oulra consideradlo voltamos questao,!
. i ra rom grande escrpulo.
J nos haviamos quasi desengaado sobre a es-1 tou've esse projeclo?
.1 |ue nutramos de discutir esta materia,, Nada mais inconsequenle.
i JO polo elegante jornal do Ensato Philoso- Que a embriague/., contina o cod. no 2 mom-
eo qno so hontem nos toi olorecido, somos, bro do 9 do art. 18. nao fosse procurada pelo
;!. .0S.pelVesp0Sla do Sr- d. Saboia, nao era delnqueme, como meio de o animar perpetra-
mas gao do crime.
commette-lo.
O que quer dizerantes delta nao tivesse for-
mado o projecto do crime?
Nessa expresso do cdigo, quem nao encherga-
r a puniejio do ebrio, independenlemente de con-
curso de vontade?
E' circumslancia allcnuante nao tendo anterior-
mente h?vido projecto; islo vontade ou inten-
gao, e ser circumslancia justificativa, quando
Ainda o mesrao raciocinio; islo concorren-
do a condico de ser ella procurada, deve por
po
ir,
inrma de desafio, como por bondade o disse
invocando nossa attenco suas judciosasconsi-
derac,5e : tal egualmente nosso intento.
Cometamos por observar cora pozar, que o cor- maioria de razo ser punida; por quanto o codi-
Jo bou artigo resente-se de urna falta de liar-' go allena, dando-se a ausencia dessa condico,
orna 4 respeilo de sua these. e nao deve justificar quando ella concurrir ; on
Km tace do 2 do art. 10 de nosso cdigo, diz antes ello ndica, que quer aggravar; tanto que
>., a embriaguez completa e involuntaria no art. 3 diz: Nao haver criminoso ou delin-
unia circumslancia dirimente da criminalidade. quente sem ra ; isto sem conhecimenlo do mal
Uesenrolrendo este principio, recouhece a exis-, e inleneo de o pralicar
1 nci de diversas legislarles, algumas das quaes Ora a'ssim sendo, e sujoitando o cdigo pu-
-Uerando a embruguez urna circumslancia at- uico o ebrio, porra allenuadamente, quando nao
;.uaiile, e oulras aggravante. como a ingleza ; tiver antes de ombriagar-se formado projecto de
mas, pondo de parte esses congos. S. S. passa commotter o crime, e nao tendo procurado a em-
- neniar pelo lado de jure consintiendo. briaguez, cono meio de animaro, segue-se, quo
iva recordar aqu a S. S. o que dissernos, havendo a m f, isto o projecto, elle lambem
cdigo, que o delin-
em tal estado cora-
luimos nos, com maio-
...Jo se fr costuraado ;
u m. de Saboia, collocando a questao dentro porquanto nao deve ignorar os effeitos da embria-
ii 1 do arl. 10 nao provou que o legislador guez, e alm disso lera reincidido na pralica de
criminal comprehendeu na generalidado dessa un acto irnraoral e prejudicial sociedade.
i aposito a embriaguez como especie de loucura; : llavera pois ainda quem diga avista dest3scon-
.) Dem o poda lazer, desde que fizesse o devido sideracoe3, que a embriaguez completa dirime a
, da hermenutica, interpretando quer lilteral criminalidade segundo o direito ?
quer lgicamente o preceito que ah se contera. | Nao nos queremos alongar; porissonos aguar-
o 5 2 do art. 10 do nosso cdigo criminal, ir-, daremos para quando se olerecer outra ocensio.
i. spunsabilisando os loucos de todo o genero, faz Januario Monte-negro.
i.::.a excopc,o respeilo daquelles que commet- [________
irrcm crim"s nos lucidos inlervallos ; termos es- '
-, que, sendo proprios da loucura ou da em- : RESPOSTA
briagoez habitual, poderiam patrocinar um crime ...
ri'uma occasiao nica, em quo se tivesse embria- a l'CfUlaCaO (la tloilll'illil Sustentada 110
gado,se porventura opensamento do legislador
- o |uc o Sr. de Saboia Ihe altribue.
Digara embora alguns cdigos, que a embria-
;; lez irqtie alem de existiris, outros que a conside-
r, n circumslancia attciiuante o aggravante, nos
.-j argumentaremos com o nosso
A embriaguez completa e involuntaria dirimo
i criminalidade, diz o nosso ex-collega ; logo a
impleta e volnnlaria nao dirime, concluimos
i '. Eis-ahi a inesma molestia sendo punida,
. nle porque u'um caso ella so adjectiva vo-
luntaria e n'uulro nao.
Esse conhecimenlo escapa juslica humana :
impossi?el prescrutar-sa a intenco do indivi-
duo; mas cumpre punir-sc o assassino: logo o
ebrio que em tal caso esliver criminoso ; e as-
iira a sociedade ter garantido mais a vida de
sous membros, que nao o teria feito, se os expo-
I aos desatinos di um ebrio, apadrinhado
ciin o favor da loucura, ou de duvida acerca da
interrenco dj elemento moral.
A violacio de um dever exigivel, na phrase do
2- do arl. 9 do cdigo criminal.
Meu dislincto amigo.Quando li a epigraphe
do beni elaborado trabalho que publicasles no
almae/e verdades que a philosopbu lein sem-
pre explicado e a humanidade comprehendido
desde a antiguidade, no berro egypciaco das re-
ligiones, na Academia, no Prtico, em Alexandria,
no Calvario, no Vaticano, evidente que nem
todos esses principios cirdeaes sao assim to
abstrusos, to anti-racin aes como pretendis, c
que portanto nao sao an'.i-analysaveis nem el-
les, era as verdades que explicara.
De limitagao em limitaco vai vos levara the-
se a um nico ponto : ac;usais cm definitiva o
legislador porquo autoiiscu a livre analyse dos
principios niysteriosos di religio: o vosso ar-
gumento nao procede, ainda reduzido a sustentar
esse ponto. -
Assim: no syllogismo, deslingo a niaior:
Se entendis que a religio revelada supe-
rior razo, por que nos [>i dada por Christo pa-
ra completar ou antes explicar as leis de Deus
Logo, esse principio ua proposicao maior, nao
adianta a cauta do vosso argumento.
Quantc menor, observo que, se entendis
que o methodo analylico nao se applica para de-
lalhar e mostrar em (oda a extenso de sua ob-
jeclividade, verdades conhecidas j, neg, pois
ese methodo mu vantajoso para o ensino, por
exemplo, e o ensino suppde da parle daquelle
que cnsina, o conhecimenlo das verdades ensi-
nadas : logo as verdades, s porque sao conhe-
CHins, nao excluem a analyse,bem ; reos, urna
vez que a rcvelaro.
nianem o conhecimenlo da nalurcza do sujeito
e do allributo ? que coohecimento ? que grao de
comprehenso ser preciso ?conheceis vos a
natureza de Deus? a perfeiciode seua altribotos?
o alcance deseus designios? apezar disso, ne-
gaes-lhe vos a existencia e a previdencia ? ac-
ceitai-os nicamente porque assim vo-Io ensinou
a egreja ?
Eis-ahi o que bcra complicado, e o que nao
moslraes refutado,
deriaelle aproximar-se da egreja e dizer cora a
fronte alta e a alma pura : meu Deus! eu quiz
apressar a tossb obra e gravei com o punhal a
vossa lei nos coraces daquelles que urna vez
usaram da razo, desse dom perigoso que Ihes
desles : beradizei a minha obra e eu lavarei o fel
que derramei sobre ella I
Em duas palavras : dizeis que o legislador po-
derla ter consagrado essa liberdade em outros
analyse,sua lei necessaria como dizeis;"urna
[adxwplere leaem), e desvendar aos olhos dos vez que essa analyse nada pode produzir que
homens a harmona que u ellas preside e que j nao seja para cxplendor das leis de Deus pela
emana da universidade do autor, concedo. sua concordancia, pela sua grandeza e sanlidade
Se entendis que superior por que prohi- urna vez que os desvos arrojados dessa analyse'
bido razo tentar comprehende-las, tentar en-' sao sanados pila egreja, e seus abusos punidos
xergar a sua harmona, o seu alcance, a sua pela le,o que implica a permissao de aoalyses
fonte,neg. concordantes com o Evangelho, instructivas ofe-
O poni concedido nao pode aproveitar-vos,
pofque:
Io Tambem a razo foi-nos dada por Deu3, pa-
ra que o comprehendessemos e amassemos na
Ierra, e conhecessemos o caminho que nos con-
duz ao co.
2 Sendo assim, o fado da superioridade de
urna lei que concerne nessos destinos futuros!
nao implica, nao exige o erabrutecimenlo, a!
inulilidade, a r.utlaco lessa parte de nossa!
alma que conhece e prev esses deslinos e reco-
nhece o Creador que nos julgou dignos de si.
3o Deus, activo e inte ligento in-infinitum,
uno era essencia, nao podia deixar de manifes- geral?
tar esse espirito uno e harmnico pela unidade
do suas obras sujeitas a um plano providencial
que revelasse seu poder ja creaco: o pensa-
mento que dirige a sua acti rldade omnipotente de-
ve incessantementetranslu.ir dos productos dessa
aclividado, logo, a natureza deve encerrar a reve-
laco do suas leis, obra sublime de suas raaos po-
tentes,deve ser tarabem o quadro do seus designios
santos, logo, lambem, a razo, luz que nos deu o
cundas para sociedade. o para o senlimento re-
ligioso, onde est a antinomia absoluta entre a
rcvelaco e a analyse? onde pois a opposico
entre o preceito constitucional do art. 5. e e'ste
preccito criminal?
Demais nao ser antes verdade que o le-
gislador nao lomou esta palavra analyse no sen-
tido vigoroso e lgico da palavra urna voz que
nao legislou com vistas de mauter essa lei ne-
cessaria do methodo, seno de conceder im-
prensa a liberdade? vma vez que essa liberdade
Ao lercciro argumento. Ainda mesmo admil-
tindo-se, como queris que o art. 5 da const. seja
urna de suas bases fundpmenlaes, o vosso argu-
mento nao procedera porque, ao passo que pre-
tendis negar toda a especie de analyse aos prin-
cipios da religio calholica, escudado no 3 do
arl. 9 do cod., esse mesmo preceito que invocaes
autorisaas analyses razoaveis consliluigo em
toda a sua extenso, aulorisa-as pois ipso facto
quando se trata de suas bases fundamentaes e
pofs quando se trata do art 5 porque s prohibe
que as alaquem, isto quo as corabatam, que
as refutem, mas nunca que as investiguen! em
seus principios efndamelos, em sua origem e
alcance.
comprehenso, quebrando-lhes a peuna.
que nao ha sociedade
e Plutarco para provardes
o vive" dVoyseTu^'taYi, senTam^em I T" r?lisi?0: e l,'em *"- nlerta? Smenle'no
Je toda a discusso! de'toda a demonsScS 1*?"^T" dePendenle ** cons.ituico
Os padres fallara do Evangelho cmo de um
missal, mas nao sao somente elles que o enten-
dem, meu collega I
Nao deveislo pouco pensar que essas pa-
lavras livre exame, racionalismo e oulras que
empregais neste quarlo argumento, valham como
efligies na moeda do raciocinio : sao palavras de
auloridade, e a autoridade tambera se pesa.
Se o vosso livre exame (que alias nao precisis)
significa o poder de analysirdoidaraente o Eran-
j gelho e crear, por assim dizer, urna religio
i parle,_o legislador nao lem que puni-lo : Luiz
Mi Li,yi7mnin .,,., x^v n5 V1,eu um s dia do seculo XIX ; se po-
5 n e^m^^eda=^cao: ftSS& l ^ **?" "^ nV63,gar S PrnCfS
Senhor como o garante do futuro celeste, deve quemmedita, que use de razao a quera a lem; sob
ter recebido da vontade do Deus sou molde,
uraacompleico adequada su3 missao, o pois
previsora do seus destino*, el inde das leis que os ]
regulara Mas a natureza com seus mysterios, a ra-
zo com suas contingencias, nao poderiam com se-
guranca harmoniiar-secniresi o lirardossa harmo-1
na as leis directoras da missao do homem ; logo,
a revelaco vindo mostrar essa harmona, tirando
pois desse resullado que consegue a sua supe-
rioridade sobre a razo, deve aceitar a frca
esta verdade.
Se a religio c essencial vida das nacoes
porque, sendo o homem naturalmente relijoso,
a sociedade nao pode prescindir de urna religio
qualqucr que se prenda sua existencia, por-
quanto, constituida em naco, ella nao tanto
um composto de individuos, como urna comuni-
dade de crencas o de luzes de inclinaces e inte-
reses.
Mas esse senlimento religioso, essa neces-
sidade da vida das nacoes nao entra em cousa
alguma as combinaces da autonoma poltica
dos estados, de que as contiluices sao as livres
gisiaOorT onde a proteccao que elle concede as expresses, porque bem sabis que urna consli-
neresiasf | luico lem por fim principalmente determinar a
organisaQo, as atlribaicdes e relacoes dos pode-
Quanlo ao s?ntido da palavra rasoaveis empre-
gada pelo cdigo, dai-lhe-a vos como intender-
des, mas nao pensis ah enchergaruma recom-
mendaco que fez o legislador deque as analyses
que permilte devessem ser feilas de conformidado
com a razo, nada mais nem menos : nao o pen-
sis, sob pena de redundancia para a lei que Uves-
julgado necessario recommendar que medite a
pena de sentido forjado e arbitrario para a vossa
interpretarlo injustitlcavel.
Onde est pois em ludo isso o schisma do le-
Diario u. 168, esperava que cumprisseis a vossa j uesla Para regula-la e nao para destrui-la, e nao
promessa pontualmenle, que houvesseis de com- para laucar no mundo moral o pomo da deshar-
bater a disposicao do 2o do artigo 9U do cdigo
criminal, em toda a sua genenilidade, com refe-
rencia aos principios o usos de todas as religies
toleradas no imperio, porque a lei nao fez des-
lincces nesse preceito, nem lo pouco a vossa
promessa em forma de these.
Enganei-me; todos os rosaos argumentos ver-
saram sobre a applicaco, segundo vos, injusta
e seysmalica desse preccito g"ral religio ca-
lholica : tratasles, pois de umas face do artigo
de lei que encrimaes; nogestesuma excepeo.
Pensei depois quo a vossa aecusacio, a'prin-
cipio to lata, depois lo circunscripta, fosse de-
cisiva e franca al ao lim.
Enganei-me ainda: ao terminar aprescntasles
urna interprelaco desse artigo que achais plau-
:onde de Rossi, um crime :"o Cacto d um in- omVsAi quc J"lgais ser-|hu a unica 3oUt^
i:vduo embaiagar-se ura fado iramoral, a que P d.i_J___, ..
precedo a liberdade e a vontade poi isso dizo- iJS^"'. ^,T,?"*[ Se 2"SDL 'S"
.os nos, desde que um individuo nesso estado \ ?l1?.-' "a lllegalll|aJp. "a Cresta do
anormal commelte um crime, essa anormafidado,
que o leva degradaco do machina, nao o pode! [
penalidade, por quanto a violaco do '
alvar da
dever exigivel deu-so, c para ella concorreu mais ;
lo ou mais tarde o elemento moral, ao menos )
no laclo immoral, que est ao alcance da puni-j
o terrestre, quando, corno a embriaguez, pre-
judica os mombros da sociedade em sua vida,!
em sua honra e era sua propriedade.
Adraittiraos com Pilangire, que una aeco
contraria s leis nao podo ser iropulavel e nem
merecedora de castigo, auando nao acompa-
nhada de vontade ; porque a imputabihdade
consiste em havet da parle do 3genle o co-
nhecimento Jo mal e a tnienco de o pralicar ;
mas nao podemos adraittir que esse criminalis-
ta quizesse equiparara acto praticalo, por exem-
11", por um lo ico, que nao culpado de sollrer
essa enfermi lade ; por urna crianca, que nao do-
ve a si a ausencia do conhecimenlo do bem e do
mal social, ao acto pralicado por um individuo,
:'ie, conhecesido os terriveis efletos do vinlio,
art. 9, no seja mais questao do justiticaces
mais ou menos jtlausiveis: volai pelo systma
a proscripeoda palavra o da imprensa, susten-
lai que a egreja nao triumphar se nao fr ella
tao somonte a combalor em um campo esleril
de dissidencas reduzidos mudez e inaeco ;
mas ao menos falla: franco.
Sojulgais, porm, era consciencia, que o le-
gislador deveria ter concedido s seitas toleradas
a liberdade da analyse, urna vez que lhes garan-
ti a liberdade de consciencia e do imprensa, nao
seja mais questao da conveniencia e da juslica
do preceito quo refutis, porque quera discute
apenas sobre cxcepcocs, admiti a regra geral em
contrario.
Fallemos, pois, da excepcao.
Sustenlei, ha pouco, as columnas do Alheneu
l'ernambucano, urna these contraria vossa: a
minha opinio l esl : nao a quero eu
reconsiderar, se nao mostrar que em nada a en-
fraqueccm vossos argumentos.
Itesponderei pois
moma entro os planos de Uous.
O ponto negado, nao me prejudica por ser
falso, porque :
Io Se a religio revelada indispensavel para
o cu,oriniento da miss) do homem (sem o
que seria intil), ou a ra*o nao partecipa do
cumpriraento dessa missao, e Deus fallivel por
nos, ter dado uradom pcri;oso e fallaz que nos
porde na torra, sem valer as suas previsoes do
cojabsurdo que nenhum ta nos admitle), ou a
razo participa desse cumpriraento e nao sei por-
que ser-lhe-ha vedado camprehender em sua
plenilude a lei harmnica que a dirige.
2o. A f importa o assenlimento do coraco e
da consciencia; ora, a CDnsciencia nao sendo
esclarecida pela luz da raziio, ou perde a sua jus-
ta actividade porque so discarria pelos enlevos
do senlimento e vai dar no fanatismo e votar a
raso nullidade, ou se ceixa guiar cegamente
pela rotina do ensino e vai darem urna escrupu-
losa indifTerenga, votando ainda inaeco essa
parte d'alraa activa e vig lante por excellencia.
Se a lei de Deus foi dada ao homem em todo o
seu ser, porque pretender-se que essas crencas
assim irreilectidas, cegas, sejam-lhe falalida'de
de sua alma, a porta eburn >a a do seus mysterio-
sos destinos ? mysteri isa ser a sentenr.a
do Iribunal que assim dec dir. O hornera nao
indigno da lei de Deus, poi:i que d'Elle a recebeu :
so pois deve conhece-la, segui-la, ama-la, e ti-
rar do seu pensamento, da seu coraco, novos
motivos de amor, porque excluir-se a razo,
obra de Deus,parle divina do homem, da reve-
laco,oulra obra de Deis,destinada ao ho-
rnera?
3o. A religio. revelada pretende absorver a
philosophia e guiar por si s o universo : seja ;
tu I mas, observando-a, deve tirar de sua propria es-
sencia as verdades que a suppram, que a lor-
IhoSSra^esZo^ah^sStely:
v oluutariamenta embriagar.
- cora Pilangire mesmo que queremos argu- ;
mentar ; c para isso reproduzaraos aqui a defin- '
/"i que elle J de crime : a violaco da lei unida
a vontade de viola-la.
logismo:
A religio do estado revelada, portanto
superior razao, suas verdades sao todas co-
nhecidas, seus principios incontroversos.
Confessasles, meu collega, que a verdade
revelada moslra-se e nao se analysa. Mas por-
que?Porque a sua analyse importara a discon-
lianca que tem o analysla da rcvelaco?nao,
mas sirnplesmente ocumprmouto da" missao da
razo cm cuja aclividado incessante, deposilou
Deus urna for^a inextinguivel de indagaco : de
modo que so a rryelaQo fosse lal quo o homem
nao pudesse investiga-la sem perder-se, culpado
seria aquello do quem a recebemos (o que ab-
surdo); em caso contrario, porque fechar-se a re-
velaco luz da razo ?
Ser antes porque essas ordens santas emana-
das de Deus fossem lo tracas ou iraprolicuas
que perdessem a torca sendo apreciadas e com-
prehendidas per quera as deve seguir ?Anda
que o fossem, a consequencia seria que nunca
palavra alguma da egreja devia ser discutida o
demonsliada, quando versasso sobro os princi-
pios cardeaes da religio: baslava veriQcar-se a
sua existencia as leis ecclesiasticas c guardar-
se silencio ; mas apezar disso, meu collega, no
final de vosso artigo permiltis aos calhalicos a
discusso demonstraliva, como so a discusso
nao trouxesse comsigo essa bagagem de razoes e
opinioes embutidas de fundamentos deduzdos
da origem dos principios controvertidos ; como
se a demonstraco nao importasse o exarae e a
analyse dessas razoes e principios, ainducc,oe
deduccio de opinioes e consequencias; como se
tudo isso nao atl'eclassc intimamente a grave
impossibilidade e impenelrabilidadc das verdades
religiosas, ensinadas memoria pela historia
( como pretendis )
Explicai-me, pois, esse esqueciraento final das
aecusajes do principio do vosso escripto, mas
nao me digaes que essa a juslilicaco mais plau-
sivel e justa do precciio criminal que bateis: nao
ha meio tormo : se o legislador errou e foi schis-
ma tico, nao o justifiquis ; se o achaes juslifica-
vel, deixao de o acensar. Se vacillaes no meio
termo, nao dispertis o vosso bom Homero, era-
quanlo nao tiverdes tomado um partido.
Ao segundo argumento. Parece-me, meu col-
lega que tendes limito empenho em recordar vos-
sos argumentos aos que nao acceitam a vossa
censura ao legislador hertico, por que ou me
engao extremameute, ou esto argumento a
reprodcelo do primeiro :
que esse criminalista em sua de- '.~ ?".:* "ft" ^^l'l !^S ** '*'
I .OSadeflni5aode crime comprehende o agen- 'S^JS^^J!^^^Vt!!^^:J^?.
nem dispensavel: se assim, se pois lo phi-
losophico o espirito da revelaco, ou a razo o
pode comprehcfldcr e lereos ganho a concluso
quo queremos contra os effeitos da sua inferiori-
dade a essa revelaco; ou nao poder nem deve- i
r investigar nem comprchender o sahir despo- ~ Mmf deP?,s. de ha/erdes cstabelecido que _
jada de sua realeza, ve -dadeira excrescencia l g P"ncipios religiosos de que falla o 2 do art. ?ena desses espi
io dasscien-l9 l'lue os na distingui alias), so podiam serl vos-:a liberdade di
res elementares da soberana, garantindo e pro-
legendoera consequencia os dreitos do cidade
e respeitando os deveres do individuo ; logo as
bases de urna constiluico assentam sobre o ter-
reno em que se opera essa organisaco de pode-
res elementares, operago queda era resultado a
determinaco das formas do governo, poni capi-
tal, alicerce de todo o edificio constitucional.
J se ve, pois, que as bases da nossa conslitu-
(io esli no seu art. 3 : assim me ensinou o nos-
so lluslre inestre que queris iuvolver nesta dis-
cusso. Multas nacoes civilsadas nao admitiera
religiaodo estado ; ah os cultos sao todos egual-
mente livres, egualmente protegidos : pretende-
reis porventura que falte alguma base s suas
constiluiges, que essa falta as deslrua ? era
que o prelendesseis, poderieis prova-lo: suas
bases sao correspondentes s bases da nossa, c a
vida dos estados que prolegem, to segura, tao
progressiva como a fixidade dessas bases,emquan-
lo adequadas ndole das nacoes.
Imagmai que se nscasse entre nos o art. 5 da
constituido, iraaginai at que as religies fossem
perseguidas nos templos e no lar, o seu refugio
impenelravel seria os coraces dos creles, a so-
ciedade se agitara, sira, mas os poderes ileariam
ainda constituidos e a constiluico mantida ;
suppondo ao contrario destruido o' arl. 3 e tere-
mos a revolta e as guerras civis: que di-fferenr;a,
meu collega ? e as bases lera lodas o mesmo
peso o o mesmo alcance ; sua deslruico, os mes-
nios etTeilos.
Vede alias a nossa legislado criminal :as
disposiees do cdigo que invocis, para apoiar as
j yossasdescobertas antinmicas,inflige aos ataques
constiluico urna pena muito maior do que as
que decreta conlra os infractores incursos nos
arts. 276, 277 e 278 : os primeiros crims sao
pblicos, os ltimos, merameme poliedras-:--{i4-
uico dos primeiros, pois de mais alcance para
a sociedade, a dos ltimos de mais importancia
para a egreja a quem compete o seu jolgamenlo
e censuras: d'onde se conclue que o art. 5 de-
baixo desto ponto de vista, nao pode ser equipa-
rado ao art. 3, nem ser porlanlo, como elle, urna
base constitucional.
da lei, urna analyse rasoavel nao deve importar
Ao quailo argumento. Parabens, meu collega, | um ataque aos principios a que s e applicar; logo
fascinar pela inconse-
te do um ac!o reprovado, mesmo no estado de
embria
perlcncara natureza physica, quer natureza
moral.
Logo, nao se pode analysar a religio do
moslra-se e nao se
superioridade, impe-se
que muitos principios
que enunciasles e que aceito, mas que nada lem
Pel | que ver com a discusso, dcixam-me perplexo a
.eraos fundamentar nossa opinio dXzVoVosso'^0 ^ ar8umenl SUCCt0 que
com escriptores, que caluram no mesmo erro, ci-'
:-;irc mesmo crime o acto praticado
ebrio.
espiritual s applicavel ao smpyrismc
cas physicas, e a flamma inlerna que outr'ora de-
mandava as alturas, pender para a torra... mas
nem assim! o caminho da luz a ascenco.
4o. Finalmente os mysterios nao sao a lousa
da razo : urna cousa o inverosmil, o contra-;
dictorio, o inconsequente que se revelam nos li-
mites do nosso fiuilismo, outra cousa, o in-
coraprehensivel que se perde no infinito.
Ora, podemos bem conhecer a existencia de
Deus, sem conheccr-lhe a natureza, porm o que
nos foi revelado por Elle na cruz nao pode con- |
tradizer o que nos havia revelado na creaco,
tanamos Reccaria. Bentham, Brissot, Bohemero,' ffM'i1rmpn(p
i Freir, Rauther e Renassl, os quaes todos, |"" Drinrini
detimndo o crime, do lugar a dizer-se a embria-1 na c SQKi
guez nao dirime a criminalidade ; mas nao nos
i liaremos com isso, porque seria uraa victoria
apparente ; porquanto todas essas definices sao
d .^iiuosas.
a vossa these, fallando das analyses
os religiosos, e nao dos usos : nem
que se lhes applicar o que disserdes dos pri-
meiros: a sua analyse nao loca a essencia da
religio em toda a inviolabilidade de seus mys-
terios, dogmas o mais principios cardeaes o se-
cundarios ; notar-vos-hei ainda que, urna vez
Pira que a embriaguez so considere circums- | chamis principios religiosos lancia attenuanle, diz o 9 do art. 18, devero "larias de quo resultam oulras verdades que for-
intervir conjuntamente os seguintcs requisitos :\ mam o corpo da religio ; urna vez que mui-
1." Oue o elinquente nao tivesse antes della (Jsdellas sao analysaveis e demonslraveis, taes
.rmado o projecto do crime. como a existencia de Deus, a imraorlalidade da
Na acto de embriagar-se o individuo nao resta
(') Poresquecimcuto deixou de ser publicado,
em lempo, o presente arligo.
A Redacrao.
Se acerle, notar-vos-hei que restringistes sin- pela razo, ossa revelaco natural, como a chama
duvida que concorreu o demonio moral; o que
exige porm o cdigo a prova da ausencia de
formac-ao do projecto anterior.
I I I I I 1M^^
FOsLHETIM
CJ3 S3BE.MSSJBE3
pon
PAULO DE KOCK.
a theologia.
Assim, os mysterios da rengio considerados
ao p da letra, sao inexplkaveis e at inconse- j
quentes, considerados em seu lodo, cm relac
s visias de Deus e sua palavra, sao os symbo-
los venerandos c sublimes do exercicio da activi- .
dado divina em todas as suis manifeslaces, ex-
ercicio que a egreja reconhece e explica, que p-
doraos com ella reconhecer e demonstrar.
J so v pois que o ponto negado nao prevale-
ce porque a superioridade da revelaco sobre a
razo, nao importa a sua deslruico, a sua inu-
lilidade e era por conseguinte, "a excluso de
sin aceo.
XXIX.
Um amigo terdadeiro.
(Continuaco.)
Babrelache sabio para o seu quarlo onde
tirou toda a la do corpo ; mas eslava pensativo,
sous olhos exprimiam desanimo, porque J nao
sabia como havia do arranjar dinheiro, quando
apalpando-sc, para certificar se se ainda eslaria
acolchoado, sua aio encontrou um objecto raui- ;
!o voiumofo ii'urna algibeira dolado. Immedia-
tamente f xaminou e della tirou urna charu-
leira que lhe tinha sido dada n'A frica por um
ofllcial a quem livrra de urna partida de Ara-
bes.
Esta charateira, feila de um tecido de palha
do extrema finura, fra muitas vezes admirada
por pessoas quo a tinham visto as mos do
s ddado ; Sabretache que nao furaava charuto,
serria-se delta para guardar fumo no bom lem-
po em que nao fumava em secco. Havia mui-
to, poi?, que o lindo estojo de palha eslava
vazio.
Sabretache examinou-o por muilo lempo mur-
murando :
Foi um presente do bravo lenle Ber-
nard lem-se-rae dito porahi muitas vezes que isto
precioso, que a finura da palha admiravel. E'
verdade que dobra-se como ura lenco. Al me
lembro que uro ofllcial disse-me que eu nao
ochara segand. por sessenla francos. Ah que
se eu sei que isto d dinheiro I Pobre lenle 1
nao desejava vender a sua lembranca, mas posso
empenha-la. Quando o trabalho rnder, tira-la-
hei do tronco. O que que arrisco? Ora va-
mos, lalvcz seja reliz desla feita, e se a sen-
linella se pozer com hietorias, temos con-
versa.
E Sabretache pondo o casquete largou-se s
enrreiras pela escada abaixo. O portelro conti-
nuava no paleo, mas dessa vez o veterano passou
por elle desempeado o deitando-lhe uns olhos
como de quem quera dizer:
Desta feta nao me impediis de sabir.
O velho Brelo contenlou-so com fazer um
signal de cabera e poz-se de lado murmu-
rando :
Passe, camarada. passe.
Ora, gragas replicou comsigo Sabretache
sahindo pela porta fra.
Mas ao chegar a ra o protector de Cerisetto
ficou indeciso para onde tria. At ento nunca
precisara ir ao Moni de Piet (1) ignorava mes-
mo onde o poderia encontrar; mas todava ali-
rou-so ao Deus dar, dizendo comsigo :
Ha de haveralgum, e darei cora elle. A
fallar a verdade, nao sei como sao construidos
esses edificios ; mas na loja deve haver alguma
tabolela : Olho as taboletas.
Depois de ter gasto muitos passos intilmente,
olhaudo para as taboletas, Sabretache queja ia
1 perdendo a paciencia e comecava a praguejar
entre denles, parou :
Decididamente sou um paspalho encorpa-
do. Que rae custava pergunlar onde ha dessas
casas ? Se j tivesse feito isto nao teria dado
lana passada intil. Ora vamos emendar a
mo.
E deitou os olhos cm lomo de si. Eslava n'u-
ma bella ra em que nao havia lojas, mas vinha
para ali um homem de seus ciocoenta anuos,
muito bem vestido e de parecer dislinclo. Sa- j
brelache hosilou por um momento, mas depois
disse comsigo :
Historias 1 Pedir informaces nao of-
fensa.
E chegou-se ao sujeito dizendo :
Desculpe, senhor, se o fajo parar ; mas
poder dizer-rae, por obsequio, onde ha urna casa
em que se receben) penhores ?
O individuo a quem se fazia essa pergunta
mostrou-se muito admirado ; entretanto exami-
nando Sabretache com urna allftio que pareca
tomar-so inleresse, respondeu-lhe:
Sinlo muilo nao poder dar-lhe a informa-
cao que me pede, mas infelizmente nao sei onde
ha essa casa.
Ah 1 quoira desculpar-me, meu senhor, re-
plicou Sabretache que tivera lempo de exami-
nar a pessoa a quem se diriga. Espichei-me..
A ura homem como o senhor nao devia ter feito
essa pergunta.O senhor nao deve ler necessi-
dade de conhecer esses lugares. Ainda urna vez,
queira desculpar-mc.
E sem querer mais ouvir o que Ihedizia o ho-
mem, Sabretache fez o que se chama passo gym-
nastico e s parou defronle de urna velhinha
que Iraza um chapeo ensebado, amanlilhada
n'um ruim chalo cujas cores j nao se des-
tiuguiaro, e com uns sapatos seguros por fi-
velas.
Desla vez julgo que ichei o quo quera I
disse comsigo Sabretache ; quero que me cha-
men) um pai u'alma se esta velha nao conhece
a casa de penhores. Depressa, ao assalto 1 Des-
culpe, maizinha, desculpe a liberdade, ando a
cala de um monte-pio... pode dzer-mo se co-
nhece algum neste bairro ?
A velhinha parou e com ar de dignidade e res-
pondeu :
Se conheco! Conheco todos 1 Tenhoidoa
todos os do Pars visto que, mudando-me mui-
tas vezes, ia de preferencia aos da visinhanga
A primeira vez que l fui, foi pouco lempo d-
os dogmas e mysterios da religio calholica [co-
mo se ah fosse questao smenle docatholicismo!)
conclus por dizer quo analysar esses principios
ferir de morle a religio que nelles se tunda.
All, dizeis que as verdades reveladas pelo
flllio do Deus eram superiores razo, que se
mostravara o cumpriam sem analyse, sem re-
plica, pena de violaco da religio dos Brasi-
leiros.
Bem o vedes : o argumento s difiere na for-
ma : se eu livesso lempo, darvos-hia oulra forma
da primeira resposta.
O legislador nesse 2 roncedeu um impos-
sivel (a respeilo do calholicsrao) dizeis vos na
segunda forma deste argumento, porquanto a
analyse dos mysterios impossivel.
Pois seja : mas tambera, meu collega, nao
possivcl a discusso demonstraliva de que fallaes
ainda que a queiraes restringir ao ensino da egre-
ja : obedecer, como entendis que se deve obe-
decer egreja, nao discutir, nem demonstrar,
ouvir e obrar lo somento, sem pergunlar por
que ? Sera trepidar, ainda mesmo que seja o
Evangelho interpretado pelos Borgias, ainda
mesmo collocado enlro Roma e Avignon, ainda
que falle Crescencio ou Pedro de Luna !
Antes de tudo : sei verdade que o conheci-
menlo e a comprelienso desses mysterios, dc-
Com a breca 1 Eu sei muito bem quo isto
nao pode servir para calcos, mas como bo-
nito.....
Nao emprestamos nada.
Sabretache nao pode reler urna praga muilo
enrgica, e sahio do escriplorio do monte-pio
com os punhos fechados e desesperado da sua
vida.
Na porta da ra esbarrou com o sujeito a
quem tinha pergunlado onde ficavao monte-pio
Mas dessa vez ia passar sem fallar-lhe, quando
o desconhecido o deteve dizendo-lhc cora lom
benvolo :
Ento achou o que procurava ?
Sim, raas o mesrao que nao tivesse adia-
do 1 E o senhor sabia bem onde era !...
Sem parecer offendido pelo modo- zangado
porque nao vos deixastcs
ritos que nao pensam como
a consciencia, do pensamento
o da imprensa, ampia e nobre como a extenso
dos limites que lhe ho tracado Deus, o Evange-
lho, a natureza, a razo e'a vida social, fascina
como o sol em seu brilh ir sem mancha : queries
obler urna meia claridade com o auxilio de vidros
coloridos, e nem se quer reparis que esse acci-
dento de luz o ficticia.
Deus nao quer que a sociedado cerce ao ho-
mem as forras que lhe dera, porque existe para
elle alguma cousa alera da sociedade : ora a li-
berdade urna torca, nem s urna forca, 6 um
dever que a lei regula e dirige, mas que nao pode
comprimir e eslorvar ; dever moral que prepara
o futuro do homem e que lhe deve ser garantido
era toda a plcnitude de seu exercicio, direito do
cidado que emana desse dever, porque a socie-
dade nao o pode absorver, nem lhe vale abdicar
a sua corda de rei no plano da creaco.
Se a revelac&o nao pode raatar essa liberdade,
cuino j vimos, porque nao pode extinguir a sua
luz que brilha na razo, a lei nao dove passar
alera.
Persegnsse e pnnisse ella em nome de Deus,
convertesse em espada de juslica as benc_os da
cruz, reduzissg o capitolio ao papel desse carro
dos dolos de Brahma que esmaga sob suas rodas
seus fanticos sectarios I s assim teria o legisla-
dor comprado os direitos de Caim, s
assim po-
pois do meu casamento.... Eu tinha casado com com que lhe responder Sabretache, o descouhe-
um Bovina, meu charo senhor. que depois de cido replicou
pela quando nao
Onde
ou nao
i') Vide o Diarhn. 191.
(1) Casa
u Lores.
em que se d dinheiro sobre pe-
quiuzo das de hymeneo, deixou-me no ora
veja, e cora urna marmita vazia ; por isso fui
empenhar a sua calca doraingueira, cordeazei-
tona.
Desculpe-me, minha sonhora, mas essa
historia vai longe e eu lenho pressa. Qual o
que fica mais perto d'aqui ? ..
Meu marido foi-mc ao
achou em casa as caigas.
Tor Deus I responde-mo
acharei ura monle-pio?
O senhor muilo expedito. Espere, dcixe-
rae orientar, lina de Saint Honor.. sim,
pens quo o mais perto... Entretanto exami-
nando as calcas......
Sabretache nao estevo mais para atura-la, e
agradecendo, seguio seu caminho, chegou ra
do Sanio Honorato, achou u escriplorio do mon-
te pi, onde apresentoit acharuleira do tcnente
Bernard dizendo :
Quando pode emprestar-me sobre islo ?
O caixero, depois de ter examinado por al-
guns instantes acharuleira, restituio-a ao seu
proprietario dizendo :
Nao podemos emprestar nada sobre is-
so... nao objecto de valor, nao representa
nada ?
Como nao representa nada ? Ento quera
ver aqui a batalha de Austerlitz ?
Voss nao me comirehende : eu quero
dizer : Isto nao representa nenhum valor real.
O que ? a charuteira que rae deu o meu
lenle equeeude corlo vria buscar, lodos lem
me dito que magnifica.
Sim, como trabalho, muito possivcl.. ..
Como objecto de phantasia, muito bonito... mas
nao emprestamos nada sobre isso.
Ento, nada ?
Nao tomamos esses objectos.... oo
roupa,
Nao quizeram empreslar-lho nada ?
^ Nao, recusaran), dizendo que isto nada re-
preseutava. Cousas ruins. A charuteira do meu
lente, que todos me invejavam. Ainda bem,
que eu nao lh'a teria deixado I
Voss foi soldado... J o tinha adevi-
nhado.
E o senhor lambem j servia?
J fui ofllcial do dcimo de hussards ; urna
ferida obriBOU-mc a deixar o servico.
Sabretache perfilou-sc e fez-lhe a continencia
militar.
Volteraos ao que deseja, meu brava ; mos-
tra-me a charuteira quo queria empenhar ?
Ei-la aqui meu official
O homem lomou a charuteira, examioou-a por
alguns instantes, e disse a Sabretache :
Quanto desoja que lhe empresten) por
isto ?
O que poderem... Tenho em casa urna pes-
soa doente, e agora que estou sem ter que fazer.
Parece mesmo que o diabo as arma !
O desconhecido tirou da algibeira quarenta
francos e apresentou-os a Sabretache murmu-
rando :
S trago comigo islo... basta?
Quarenta francos I Oh 1 de mais, senhor...
tres vezes mais do que eu esperava. Tanta bon-
dade... mas, perdo, o senhor o chele desta ca-
sa l de cima ?
O homem sorrio respondendo :
Nao, meu bravo, nao conheQO o lugar d'on-
de voc sahlo ; mas ainda ha pouco, na ra, a
sua pergunta me commoveu, comprehendi a sua
posigo, t'imei inleresse por voc, era quera li-
nha adevinhado um ex-soldado ; acompanhei-o...
Custei a principio, porque voc anda depressa,
mas quando ficou conversando com aquella velha
pude alcaoga-lo... Vio-o entrar nesta casa, e es-
perei-Q desejando ser-lho utij se por acaso nao
obtivesse l o que desejava ; eislodoo mysterio.
Agora recusar a um antigo official fazer um
obsequio a um velho soldado ? Seria um orgulho
sem razo ; mas o camarada nao far isso, nao
assim ?
E o ex-'oflicial apresenlou sua mo-a-Sabreta-
che, que a- aporlou com forca, balbuciando com
voz comaiovida :
Ah o senhor ura homem de ben 1 Nao,
meu official, nao recusarei o obsequio que se dig-
na fazer-me,porque trata-so de salvar, urna pobru
moca doente. Mas s aceito cora, urna condico,
que me permittir, quando eu.esliver endinhoi-
rado, de reembolca-lojdessa semina, e ento me
restituir a charuteira do lenle Remard.
Est, usto, meo. bravo. Pode mesrao llcar
com ella, que nao preciso..
Nada, meu, official, nada I o seu penhor ;
quero que tudo r em ordem.
Pois v que seja. Aqui tem o meu nome e
a minha morada neste bilhetc de visita. V ver-
me quando tiver lempo,, tralarei de adiar traba-
lho para voc. Que profisso exerce, depois que
deixou o servico ?
Pintor d casas, collador de papel, ludo o
que quizaren era queso fr necessario forca,bra-
cos e boa vontade !
Est bom : agora pode ir ver a saa do-
ente.
Ah 1 obrigado I cera vezc3 obrigado, meu
ofllcial.
XXX
O lempo muda.
Sabretache largou-se s carreiras botica para
buscar o remedio receitado pelo medico, e no
mesmo andar voltou para casa. A alegra que
senlia piniava-se-lhe na physionomia ; os carac-
teres francos nao sabem occuliar o que experi-
mentara. A joven enferma oslendeu a mo ao
seu amigo, dizendo-lhe :
Parece contente, meu lio ; seus olhos nao
esto mais Irisles, inquietos, como hoje pela nia-
nha... Se lhe succedeu alguma cousa, diga-rae
para que eu lambem partilhe a sua alegra.
Sim, minha filha, sim ; masantes de ludo
beba este remedio.
Urna boa noticia vale mais que lodos os re-
medios, meu amigo ; eslou certa quo eslava sem
trabalho e aohou o que fazer
Sim, minha filha, verdade ; isto eu
nao eslava sem trabalho, porm nao tinha cer-
teza de ..
Oh nao minta, meu amigo ; voss estava
sem ler o que fazer. Occultava-m'o, para que eu
nao me inquielasse, mas eu j o tinha adevi-
nhado.
E.mfim, nao importa I 0 que cerlo, mi-
nha ilha, que agora estou tranquillo. E depois
".'nconlrei ura homem de bem, q;uej foi militar,
V
do calholicismo em tanto quanto for corapalivel
com a razo, onde a justiga da vossa accusac,o ?
As palavras da egreja, nao sao orculos do
Sybilla, nem as almas dus homens os odios lon-
giuquos do suas prophecias : se era isso o que
pedieis para o Brasil, desculpoi-me por nao vos
haver comprehendido : escrevieis na sombra.
O testemunho da historia que invocaes, toca
bem de perto s paixes e cegueira dos homens,
poltica, ambiro dos dous poderes : nao aes-
cancamos a esse terreno porque uessas lulas do
odio e do absolutismo do passado com a intelli-
gencia e a liberdade no futuro, muito fel ho der-
ramado sobre a cruz, aquelles que deviam velar
na sua guarda : a historia guarda-lhe um nomo
que nao cito aqui, porque Deus sabe que a provo-
cacSo parti de cima : felizmente o Evangelho
sahio mais puro d'cssas lulas,porque os seus raios
sao de luz e de paz sobro a humanidade e nao de
proscripcoes e de anathemas.
Ao quinto argumento. Sinto infinitamente nao
ler podido alcancar toda a forca do vosso quinto
argumento: queixo-me demiro, mas nao menos
certo que algumas de suas razoes era nada
adiautam vossa causa, oulras so-lbe contrarias.
Fallis no 5. do art. 179 da constiluico,
sauccionado pelo arl. 191 do cod., mas vede bem
que esses artigos sao um consectario jurdico da
tolerancia do art. 5.", que se refercm, pois nica-
mente aos dissidenles e nada lera que ver com
as analyses rasoaveis dos principios da religiio
calholica.
A argumentado quo preten leis fundar no
art. 276 nao mais feliz: esse artigo tratado
culto externo ; aqui quesfo somenle dos prin-
cipios, o que Dem diverso: a contraria
nihil.
Citis o art. 277 que pune os abusos o as
zombarias dos cultos do imperio.
Se tomis a palavra culto no senido resnelo
nada adantais porque nao queslo aqui de cuf-
ies: esse preceito, de mais, os comprehende to-
dos e nao concede, esses novos privilegios re-
ligio do estado, que enchergais em sua delcr-
rainaQo
Se entendis que ella dove ser tamada no sen-
tido lato e comprehensivo, portanto, dos princi-
pios religiosos (o que ainda assira bem gratui-
to), aquelles que abusarerri ezombarem dos prin-
cipios do catholicismo, sero punidos e as vossas
apprehenses dissipa las.
E contraproducente o argumento do arl.
278; elle pune os que atacarem os principios
fundamentaes da existencia de Deus e da immor-
talidade da alma ; logo, segundo a technologia
a concessso do 2 do art. 9 nao autorisa as rc-
futaces e os combates desvairados- que imagi-
nis, nem o art. 278 comprometi a sua juslica,
explica-o polo contrario em sua luz verdadeira,
mostrando evidentemente o sentido da palavra
rasoaveisque elle emprega.
Vo terminar, meu collega ; conheceis vossas
torcas para crerdes que eu tenha levantado a vos-
sa luva e que escolha as armas, os padrinhos e o
lugar do duello ; nao, c apenas urna consulta que
vos venho fazer, tomando-vos do parlona arena,
consulla franca como a minha consciencia, livre
como a seguranca em que estou de minlias boas
inlences.
Nao vos pe^o uraa discusso quo nao accela-
reis, porque prometteis sustentar sempre a vos-
sa argumentado o combater d'esse modo pela
honra divina de vossa patria, e eu nesse terreno
nao quero provocar uraa guerra civil.
A nossa bandeira commum : a bandeira da
cruz Se a contemplis no ocaso de seus bri-
llios, eu bebo sempre a dedcago- que lhe-sagro
no oriente de seus esplendores 1
Recite, 24 do julho de 1860.
Joo Antonio de Soma Rihtiro Jitnior.
e que rae deu a sua morada ; Isto faz-me pen-
sar qu9 anda nao olhei para o tal bilhele de vi-
sita, mas tinha pressa de chegar casa. Ora va-
mos a ve-lo.
E Sabretache tirou da algibeira o bilhele do in-
dividuo com quem travra conhecimenlo na ra
e leu :
DUMASELLE
na de la Ferme des Malhuriits, ti. 12
Nunca lhe ouvi fallar nesse senhor, disse
Cerisrtle.
verdade, minha Glh, mas... porquo ti-
nha-o perdido de vista.
Conheceu-o na frica ?
Sim... nao, foi era Franca, mas o mesmo ;
o principal que elle se interessa. por mim,
quer-me bem, c muito breve hei de ir v-lo,
Sabretache que ao tinha vontade de dizer como
conhecera Dumarsclle, lomou a por, o casque-lc e
sahio dizendo que estavam-o especando para tra-
balhar.
A moca adeviohou que elle lhe oceultava al-
guma cousa, mas comprehendeu tambera que o
contrariara se lhe fizesse no-vas perguntas ; a
amizade mais intima nao autorisa a ir.discric.ao e
a ennfianca nao quer ser forcada.
O dinheiro que Sabretache cocebera tornava-se
muilo necessario, porque chegra o invern c
cara elle lodos os seus coniratempas.
E por isso o veterano procurou trabalho com
novo ardor ; entretanto ainda nao quera apro-
vcilar-se dos ofTereciraeatos que lhe flzera o sen
protector desconhecido, porque indo ve-lo antes
de lhe poder pagar parecera quo ia implorar no-
vo soccorro.
Talvez Sabretacheexagerasse um poiue a deli-
cadeza, mas um coraco orgulhoso receia sempro
ser mal julgado, e a susceplibilidade perdoavcl
aos infelizes.
Sabretache ainda nao podra adiar Irabalho
pelo seu ofllcio ; mas para garlar dinheiro nao
havia nada que lhe metlesse ruedo ; o por isso
accitou cora alegra a proposta do um moco de
recados que linha para serrar urna grande prro
do madeiras e procurava um ajudanle.
Scrvc-me, pois nao, disse Sabretache apor-
tando mo do moro de recados ; serrar madeiras 1
sou capaz de estar desde pela manha at a noite
cum tanto que a pequea tenha tudo. Mas nao te-
nho as ferrameutas.
Tenho-as eu em duplcala.
Enlo vai ludo como se quer ; ver daqui
ha pouco como se irabalha com vontade.
(Contnuar-se-na.)
PERN.- TYP. DE H. F. DE FARIA.r- 1860.
ILEGVEL

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