Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09142


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Full Text
MI IIXTI. HUMERO 191.
mi
Por tres mezes adiaalados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
SiBBADO 1S DE AGOSTO DE Uto.
Por anno adiantad 19$000
rwtt franco para o subscritor.
GNCARREGADOS DA SUBSCRIPTO' DO NORTE"
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. do I.enios Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Ol
veira; Mannho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimarai's; Piauliy, o Sr. Joo Fernandos de
Mora os Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronvmn da Cosa.
l'AKllUA l)US UUtiULlU..
Olinda todos os. dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anlo, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira. Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo.Seriuhem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
Agua Prela, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partem as 10 horas da manhaa.
EPHEMERIDES DO MEZ DE AGOSTO.
1 Luacheia as 3 horas e 14 minutos da tarde.
9 Quarto minguante as 7 horas e 4 minutos da
larde.
16 La nova as 8 horas da tarde.
23 Quarto crescente as 8 horas e 16 minutos da
manhaa.
31 La cheia as 6 horas e 38 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
PrimeirD as 6 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 6 horas e 30 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaeao : tergas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e seitas as 10 horas.
Primeira Tara do civil: tercas e sextas ao meio di4
Segunda vara do civel; qnartas e sabtados a urna
hon da tarde.
DAS DA SEMANA.
13 Segunda. Ss. Hypolilo e Cassiano mm.
14 Terca. S. Euzebio sacerdote ; S. Alhanazia v.
15 Quarta. ega Assumpcao de Nossa Senhora.
16 Quinta. S. Roque f. ; S. Jacintho.
17 Sexta. S. Mamede m. ; S. Emilia r.
18 Sabbado. S. Clara do Monte Falco v.
9 Domingo. S. Joaquim Pai de Nossa Senhora.
PARTE OFFICIAL.
i \ ni1', de remeller ao moioiiio a Santa Casa da
I Misericordia do Recite, Dr. Jos Raymundo da
Costa Menezes urna relaeao dos processos dos
1 presos pobres, cujas penencias judiciaes se ti-
verem de dar andamento Communisou-se ao
provedor da Santa Casa.
Govcrno da provincia.
EXPEDIENTE DO DtA I DE AGOSTO DE 1860.
Officio ao commandaulc das armas.Trans- -
millo a V. S. o podido incluso de objectos nreci- : D,t0 ao director do arsenal de guerra.Forne-
sos para a casa da guarda do palacio da prosi- I ca Vmc- ao hospital militar os objectos mcocio-
dencia. afim de que V. S. mandando examinar e nados na relaeao por copia junta.
Dito ao mesmo,Faca Vmc. apromplar com
urgencia vinte arrobas de estopa de embira para
serem enviadas ao Exm. presidente da provincia
do Rio Grande do Norlo, que as requesita, para
tacos do pocas, remollendo-me Vmc. o conla da
respectiva importancia.
Dito ao capitao do porto.Remetiendo a Vn
para seu conhecimenlo a inforraaeo por copia
inclusa do chefe do polica, dada cora referencia
a represcnlaco que Vmc. me dirigi era 30 de
i julho findo, peilindo providencias que fizessem
cessar o rocrulamonlo feito pela p;licia de Olin-
da, em pessoas matriculadas nessa capitana, de-
vo recotnmcniiar-lhe que por sua parte procure
evitar o abuso do reelaraaroos infundadas contra
o recrutamonto, sob pretexto de acharem-se os
recrutados emprpgados na vida do mar, quando
cffeclivamente nao exercera semelhante profisso
com proveito publico.
Dito ao conselho do compras. Autoriso ao
consolho administrativo a comprar para forneci-
mcnlo do hospital militar os objectos menciona-
dos na relaeao junta.
Helaran dos objectos a que se refere o officio do
Exm. Sr. presidente da provincia, desla data.
Rouparia.
200 Lenres de brim.
30
I -58
100
verificar a necossidade dos mesmos objectos o
mando salisfazer, providenciando ao mesmo tem-
po para que a referida guarda seja supprida do
qtle Iha for necessorio na forma porque o sao os
Mida guaruioao, esem que soja distrahida a
alinelo da presidencia com semelhanlo as-
sumplo.
Dito ao coronel Antonio Gdroes Loal.Sciente
pilo seu ollicio de li deste mezde haver V. S.
nessa data entregue o coramando das armas dosla
provincia ao coronel Jos Antonio da Fonseca
Galv&o, nomoado para o exercer por derroto de
'.)[ de julho ultimo, c de posse do relatorio, que
o impanhou ao citado olficio, louvo a V. S. pela
iiitelligcncia o zelo, com quo bem servio o cargo
i-! conimandante das armas dosla provincia, du-
r inte o lempo, qne interinamente O exerecu.
Bemetteu-se copia deste ao commandanle das
armas para que tenha publicidade em ordera do
da.
Dito ao director goral dos Indios.Fica era
meu poder a planta da nova povoacao da villa da
. Escada dcsta provincia, que V S. me remclleu
cora o seu ofiicio do 12 dosle mez.
Tenho resolvido ir pessoalmente a esso termo
ver o terreno destinado para 3 nova povoacao,
0 que farei eni qualquer deslos dias, c enlaoap- ,
provarei posteriormente a planta.se o julgar HX (-a"solas de dito com 8 palmos de rola,
convenienle.
Dito ao Dr. chefe de polica.Tendo sido no-
inoado o morJomo da santa casa da misericordia,
I);-. Jos Raimando da Costa Menezes, parj cuidar
i. ; pendencias judiciaes e andamento dos pro-
cessos dos presos pobres, sirva-se V. S. de ex-
pedir suas ordoos, para que tenha elle entrada
' franca a qualquer hora do dia na casa do deten-
cro, guardadas as disposiees ao respectivo regu-
lamenlo.
Hilo ao mesmo Devolvo a V. S. a conta da
i! -e/a feila com o sustento dos presos pobres
da eadei.i do Ouricury no moz do mareo deste
auno, que acompanliou o son ollicio de 1 de ju-
lho prximo findo, sob n. 957, alim de sor sup-
1 rida a talla que uta o inspector da thesouraria
provincial em officio de 13 do corrcnte, sob n.
i 3 ">, junio por copia
Dito ao inosnin. Para cumprimento do aviso
expedido pelo ministerio da juslica em 30 de ju-
lho ultimo, sirva-se V. S. de re'metler-roe com
urgencia os mappas do I" o 2" semestres deste
anno passado, e o do Io semestre deste anno, re-
lativamente a informaco sobre delegados d
licia, quo forera bacha'reis
lindado com o modelo incluso, e circular daq.v
le ministerio do 23 do mareo de 1858 que poreo-Ivedo: nombro do conselMWector, para exercer
Pa Ihefoilransmillido com officio de 19 de abril merinamente s funecoes de d.rector geral de
do mesmo anno lnslrueoao publica, durante o impodiraonlo do ba-
Diioao inspector da ihesouraria de fazenda.- | eharel Joaquim Pires Machado Portella.-Pe-
i : vista de sua inormaco de 11 do correnle,
E n Mi. autoriso a V. S. a mandar adoptar,
eito da eompanbia Je pedestres da comarca
d l araral, nn someslre correnle, a providencia
; ie lomei, e loi approvada pelogovenm imperial,
mandando abonar no semestre passado, forra
Cobertas de chita.
Camisas de meia.
l'ronhas de brim com 4 palmos de compri-
mento.
200 Guardanapos do brim de meia vara.
120 Toalhas de dito de vara o meia cada urna
60 Colchos do panno chcios de la.
Objectos do metal.
2 Chaleiras de ferro estanhadas.
4 Bules grandes de folha.
2 i Colhercs de metal do principe para sopa.
21 Collioresde dito pequeas para cha.
2 Bules de dito para offieiacs.
2 Assucareims de dito.
Objectos de louea.
12 Copos de vidro.
2i Pralns azues.
21 Chicaras e piros (pares.)
12 Bacias de rosto.
18 Ourines.
Communicou-se ao commandanle das armas
e ao inspector da thesouraria de fazenda.
Portara.O presidente da provincia, resolve
designar, nos termos do artigo 10 da lei provin-
ilormacao sobre delegados do po- ""*"" ."' "",, "'"!>''" ""_ Jc' t""''-
i hachareis formados, da confor- I c,al ",m,'ro <,0.b do 1 'le f"0 *.J855' o profes-
lodelo incluso, e circular daquel- isordo WHWft provincial Jos Soaros de Aze-
ram-se as convenientes communicacScs.
DilaO presidente da provincia, conformando-
so cciw. a proposta do chefe do polica de 13 do
r correnle, sob numero 1103, resolve nomoar o al-
teros do corpo de polica Joao Francisco da Cu-
nlia para o cargo do delegado do termo do Rio
..siento na coma-ca da Boa-Vista, a respectiva > famoso. Communicou-se ao chefe de polica.
lape na razio de500 rs, por dia.-Commuuicou-! t~rl'edie!}'e do 'T'/l?0 90v?n\?-
Ollicio ao Sr. coronel Juse Antonio da fonseca
Galvao, commandanle das armas desla provin-
cia.S. Exc. o Sr. presidente da provincia, fican-
se .ni commandanle das armas.
Dilo ac mesmo.Estando nos termos lgaos as
relacoes e prets juntos, mande V. S. pagar a Ale-
landre Amorim e Silva a importancia dos ven-
rimentos relativos ao mez de abril deste anno,
dos guardas nacionaos destacados na villa de
Ingazeira, conforme requisita o respectivo com-
mandanle superior em ollicio do 3 do maio ulli-
mo.Communicou-se ao commandanle superior
respectivo.
Dito ao mesmo.O alteres Francisco Jo^e Joa-
quim de Baranhas quando so ausentou do 9" ba -
lalho de infantaria percebia a etape concedida
.ios olficiaesdos corpos do exercito pelo art. 6
1". da lei 51 i do 28 de outubro de 188 e apre-
8entando-80 voluntariamente em 16 de dezembro
do anno passado para gozar do indulto de 7 de
selembro antecdeme, adquiri direito ao sold
c mais vencimenlos devidos aos olciacs arrigi-
do inteirado de haver V. S. assumido no dia 14
do correnle o commando das armas desla provin-
cia, para o qual fora nomoado por decreto de 21
de julho ultimo, determina-me que assira o de-
clare a V. s. em resposta ao seu officio daquella
daU, sob numero 888.
Dito a cmara municipal do Recite.S. Exc. o
Sr. presidente da provincia manda communicar
a cmara municipal do Recite, que, em vista
de sua informado do 10 do correnle. sob nume-
rlo, indeferio o requorimento em que Jacintho
Elesbao e outros raestres de calafates pedanlo
aforamenlo de um lorteno na ra da Praia.
Ditoaa director geral da instrucoao publica.
De ordem do S. Exc. o Sr. presidente da provin-
cia, communieo a V. S. quo, segundo conslou do
mentados, a conlir do referido dia 16 visto que '' aviso P011'110 Pel ministerio do imperio era 3
dez dias depois que loi nomoado o conselho de [ 2 c,)rrf,nle, Hcara expedidas as convenientes or-
lepoi
guerra, que est rospondendo ; c como ludo
consta do officio do commandanle das armas de
4 do agosto, e das informacijes que ello se
retero por copia juntas. Assim, pois, polo fado
de eslar o predito alteres respondendo a conselho
dens para ser remcltido o relatorio do mes-
mo ministerio, que V. S. requisitou para a bi-
blioteca publica provincial, nao po fendo ser
igualmente remeliidos os annaes do parlamento
brasileiro, por cada ter o governo imperial com
de guerra, nao se deve denegar a elape, que Ihe I cJsl'1 lubl:acao, que foi corilralada pela cmara
tabella
V. S.
venci-
competo em vista da 31 obsorvaco da
de I do maio do 1858: o que declaro a
o(im de mandar effectuar o abono desse
rcenlo.
Dilo ao inspector do arsenal de marinha.
1 Yansmitlo por copia a V. S. para que tenha a de-
\. la ezecucSo o aviso de 6 do crrente no qual o
Exm. ministro da marinha, resolvendo que seja
revalidado o contrato celebrado com Samuel
Power Johnston & C, relativamente a acquisico
e colIocaQo da cobertura de ferro para urna das
carreiras de construeces dosso arsenal, d oulras
providencias acerca d'o referido contrato.
Dilo ao commandante superior da guarda na-
cional do municipio do Recito.Mande V. S.
dispensar do aquartelamento o capitao do 4o ba-
talhao de infantaria da guarda nacional deste mu-
nicipio, JoaoLuiz Vctor Leeuticr, visto que seus
servicos sao necessarios na repartido das obras
publicas, como declarou o respectivo director no
ollicio sobro que versa a informaco de V S. de
13 do corrento.Communicou-se ao director das
obras publicas.
Dilo ao mesmo.Avista do que V. S. ponde-
ro u em seu officio, n. 127, de 13 do correnle of-
flciei ao commandanle das armas afim de desig-
nar alguns dos officiaes dos corpos. de primeira
linha. quando por V. S. forem requisilados, para
pre3tarem servieo com a guarda nacional desta-
cada tanto na guarnicio da praca, como na for-
taleza do Brum ; cumprindo que V. S. faca ns
suas requisices com a necessana antecedencia.
Olliciou-s ao commandanle das armas.
Dilo ao commandanle superior da guarda na-
cional de Pao d'Alho.De conformidade com o
quo requesita o chefe de polica, expela V S.
s'iasordens para que o destacamento da guarda
nacional dessa villa soja augmentado com mais 5
pracas.Communicou-se ao chefe de polica e ao
inspector da thesouraria de fazenda.
Dilo a cmara municipal do Recife Informe
a cmara municipal do Recife acerca do officio
incluso, em que o inspector da thesouraria pro-
vincial reprsenla nao ler ainda o fiscal da fre-
guozia de Santo Amaro de Jaboatao recolhido
aquella Ihesouraria a importancia que cobrou do
imposto de 2J500 sobre cabeca de gado vaceum
all consumido, dando logo as necessarias provi-
dencias para que o referido fiscal preste contas,
e recolha quanto anles aquella importancia.
Dilo ao juiz municipal do Bonito.Remetiendo
a Vmc. o incluso requorimento, em que os her-
deiros do finado baro de Cacapava pedem que
se proceda coai as formalidades lgaos ao arbi-
tramento do valor das trras, em que se acha si-
tuada a colonia militar de Pimenteiras, como se
determina no aviso do imperio, expedido pela
repartico geral das trras publicas em 5 de ju-
uho prximo findo, de que lhe transmillo a co-
pia junta, recommendo-lhe que, com a audiencia
dos interessados, e nos termos do citado aviso,
proceda ao referido arbitramento, de cujo resul-
tado dever Vmc. dar conla a esle governo
Dito ao juiz municipal da Ia vara.Sirva-se
dos deputados com o Jornal do Commercio.
Dito ao engeuheiro Francisco Raphael de Mello
Reg. S. Exc. o Sr. presidente da provincia
manda declarar a V. S., em resposta ao seu offi-
cio de 1 i do coi rento, sob numero 236, que ficou
sciente de haver V. S. naquclla dala assumido
as funecoes de director interino da repartico das
obras publicas.Communicou-se ao inspector da
ihesouraria de fazenda.
Despachos do du 16 de acost.
fequerimentos.
1251.Antonio Egydio da Silva.Nao tora lu-
gar o que roquer o supplicante.
1252. -Andr do Abreu Porto.Use o suppli-
cante dos recursos lgaos.
1253 e 1254 AITonso Honorato Bastos c Her-
millo de Oliveira Mello.Informe o Sr. inspector
da thesouraria provincial, ouvindo o administra-
dor do consulado.
1255 e 1256Antonio Moreira de Carvalho Cas-
tro Gouvim e Julio Alves da Silva Valenca.In-
forme o Sr. Dr. juiz de direito da comarca de Ga-
ranhuns.
1257.Galdino Miguel Francisco. Informe o
Sr. inspector do arsenal de guerra.
1258.Jacintho Elesbao o outros.Nao tem lu-
gar o que requerem os snppiicanles.
1259.Joaquim Jos da Costa. Informe o Sr.
inspector da tnesouraria de fazenda.
1260.Joaquim Jos Lopes da Cunha.Infor-
me o conselho administrativo do patrimonio dos
orphaos.
1261.Manoel Jos de Oliveira.Apresenle-se
no quartel do commando das armas para ser ins-
peccionado.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Pars, 85 de julho de 18GO.
A queslo do Oriente tem sido na ultima quin-
zena o successo mais importante- O sangue de
tantos christaos derramado na Syria pelo fana-
tismo miisulmano tm causado grande comino-
cao a ponto de se resolverem as potencias euro-
peas a intervirem conectivamente. Note-se, po-
rra, quo quando fallo de intervengo collecliva,
nao se deve esquecer que o governo de Napeleao
III, foi o primeiro e o nico, que tomou sobre si
a nobre e generosa iniciativa nessa queslo. A
Inglaterra, a Austria, e a Russia apenas reco-
nheceram aopporlunidade de enviarem um corpo
de suas tropas, fornecendo a Franca a maior par-
te ou a tolalidade.
Tudo isio bem poder ser o prologo de um
grande drama.
A queslo allema vai contar um episodio de
mais, isto a entrevista em Treplitz de Francis-
co Jos e do principe regente*da Prussia.
A queslo italiana, apezar do seu caiaclet ml-
tiplo e variado se tem conservado quasi no mes-
mo estado.
Francisco II, se acha ainda em aples, assim
como Garibaidi na Sicilia. A allianca dos dous
reis^da Sardenha e de aples,sl por ser
um fado consummado da mesma serte q je a re-
forma das inslituicoes pontificaes.
Franca.Nao era possivel quo o enligo espi-
rito de liberalismo dormisse eternamente na
Franca, eslejaiz quo sempre escapar de qual-
quer forma smaos do despotismo, por mais po-
deroso, por mais soberano que ello soja I Desta
vez a occasiao do despertar foi promovida peta
*liscu?sao do orcamento no corpo legislativo. Os
oradores da opposicao fizeram ouvir assuasquei-
xas a respeito, manifestaran) os seus rece03 ; so-
bre todos se fez notavel Mr. Julio Favre pela ou-
sadia do seu discurso : fallou em nome de todas
as liberdades, cuja confiscacao, a seu ver, occa-
sionaria se nao profundo desVonicnlamcnto, polo
menos indilferenca completa ; e accressentou :
que quando urna naco se mostra cada vez me-
nos desintcrcssada pelos seus negocios, quando
choga a acreditar que tudo marcha bem, com
tanto que reine as ras publicas a ordem mato
rial, com tanto que as riquezas corram raaos
cheias, para ella est prximo o dia da ruina e
desoliioao, dia terrivel em que conhecer eiilo
que em vez da ordem poltica nao exista mais
que urna individualidade, nao havia mais que
um fado, o qual desapparecendo, a dcixar na
impossibilidade de governar a si propria,a dei-
xar finalmente sujeita primeira evculuali-
dade.
Antes do discurso de M. Julio Favre, o qual
pugnava pela libcrdadc em geral, havia j sabido
da tribuna mais de urna expresso severa, enlre
oulras as que foram pranunciadas por Mr. Emilio
Ollivier, reclamando pelalitierdadeda imprensa:
este orador declarou que nada seria capaz de aba-
ler as aspiracoes do paiz, que 4endcm sem cessar
simultneamente a liberdade pela democracia,
e a democracia pela liberdade que a liberdade
sem a democracia era o previlegio de alguns, que
a democracia sem a liberdade era a cscravidao de
lodos.
O presidente do conselho de estado, commis-
sario do governo, fallou do rgimen legal e pa-
ternal, que dao ao paiz as instituices do imperio
o declarou que podio recorrer 's facilidades in-
dependenlcs da Brochura aquellos que mal se
achassem nos jornaes submettidos ao arbitrario
das admoestaco'S.
A proposito desla queslo do brochura rao po-
demos passarem silencio um resumo de osludos
contemporneos, que est sondo publicado, e
quo muilo recommendado se faz pelos nomos de
seus autores, a saber : Ch de Romusarl, Berrver,
Julio Simao, Julio e Fernando de l.asteyrio, etc.;
estos escriptore3 por meio dos seus cscriotos fa-1
zem causa comtnum cora os oradores da ca-;
mar.
Ainda honlem Iralava-so de algumas recrimi-'
naces sobre os antigos partidos, recriminaces '
que cuslaram um mez de prisao a Prevosl Para- |
dol, cscriptor espirituoso, transfuga do Jornal,
des Debales, e remita do jornal a Presse; traa- i-
se hoje da libardade cm geral, a proposito da li-
berdade religiosa ; amanhaa tratar-se-ha do in-
dill'erenlismo as questes polticas e as ques- :
loes sociaes, das condicesda libetdade, etc.
Nao se pode dissimlar que tudo isto mostra
urna verdadeira necessidade, a qual o governo
imperial pelo bem do paize por si mesmo dever
iomar em seria cousideraeo. Nao basta que se
tenhara feito grandes cosas, nao basta que se
tenha proclamado a amnista politca do anno pas-
sado, que se lenha tratado do systema de econo-
mas ha alguns mezes, que so tenha protegido
grandemente, a respeito da poltica exterior, o
principio sagrado da nao inlervenco, tu lo isto
nao basla ; cumpre tarabem que se chame os ho-
mens, que se os angarie, e nao sejam elles con-
servados para sempre distantes, como se pratica
com urna presorveranca pouco proveitoa para
os goveruos, e pouco honrosa para os gover-
nados.
Alera disto nao foi em vao que a constiluico
do imperio prometlcu liberdades mais ampias,
nao foi em vao que ella fez a naco esperar que
seria completo o edificio de suas immunidades.
Mnguem da massa do povo se esqueceu ainda
dessa promessa, embora tenha ella sido mui pou-
co lembrada nos circuios e espheras officiaes; e
desso quasi esquocimenlo, pnwm o mal: por-
que se se recusar ao paiz aquillo que elle espera
do desenvolvimenlo das inslituicoes act jal, se
acabar por mostrar-lhe a vida moral. A. vida
de urna grande naco, que tem abalado o inundo
com as suas ideas, nao consiste em fazer guerras
ostrondosas. nao consiste tambora s era esten-
der a sua industria, om fecundar o seu solo : vi-
ver para ura povo qualquer, ossim como o indi-
viduo, ter liberdade as suas accOes, ter cons-
ciencia dellas ; 6 ter a faculdade" de querer, de
deliberar, em surama de governar a si mesmo.
A liberdade a mola intima e essencial da acl-
vidado nacional nos lempos modernos, e se esta
mola falta, se ella se quebra, a vida desfallece,
ate. mesmo vida industrial e agrcola ; lorque
granas a Deus, os interesses materiaes rao sao
sufJicientcs a si proprios, e diminucm propor-
Co que a existencia superior se vai extinguindo.
Onde quor que s reina o despotismo eslo com
elle o isolamenio, a eslorilidade. este o triste
fado que o Oriente apona sera cessar ao occi-
dente.
Assim pois o despotismo, que na Franca j nao
pode mais ser senhor absoluto, dostre a liber-
dade, c com ella diminue a vida Ainda se
muito feliz, quando o hornera que se erigi em
successor immediato da liberdade, a esta deve as
ideas de que so serve para levar a effeilo f randes
cousas ; mas pode muito bem accontecer cue um
dia se extinga a gloria que do passado reflecte
sobre o presente, se nao apparecerem voies ge-
nerosas que se elevem ocima das vozes suisfei-
tas dos detractores da liberdade. Se a Franca
dsse sempre ouvidos a estes ltimos, que to
desastradamente lisongetara o poder, se jm lu-
gar de recolher-se comsigo ella adormecesse in-
teiramente, se o bem eslar a consolasse do bem
viver, se esle periodo de trabalhos e prep iraces
passasse sobre sua cabega sem a modifica \ infe-
lizmente decahiria um dia, sem lhe vaUrem os
seus caminhes de ferro, os seus lelegraphos elc-
tricos, e as magnificencias do sen concurso in-
dustrial e agricola. Os bens inferiores que ella
tivesse adquirido lhe faltariam, porque niio loria
feito prevalecer o seu direilo posse dos bons
superiores, e perdendo-o, perdera lamb m lulo
quanto houvesse obtido em troca : a toa obra
por si mesma seria derribada, justo castigo de
um trafico vergonhoso.
A velha monarchia, os proprios horaen5 do re-
volu?o. depois dellcs Napolcao I, e depois de
Napolco lodos os seus successores, vieram.cada
um por sua vez, atravs dos lempos aperfeicoar
peca por pega a machina administrativo, que nao
d mais lugar & iniciativa individual, que ludo
tem previsto e regulado na vida publica, que di-
rige os eleitores na escolha dos ropresenlantes,
que so encarrega da escolha exclusiva los ma-
gistrados das cidades principaes, que previne os
desejos do paiz, invenla-lhe outros em que elle
tem pensado, que suspende ou arremesta o car-
ro do estado sem que esle em nada contribua
pora cbnte-lo ou precipita-lo, e quo levor por
pouco, segundo a expresso de um jorr alUta, o
mesmo paiz a pensar e a votar como se losse um
s homem de lodos os pontos da su vasta ex-
tenso.
Deve caber poca actual a mudan;a desse
estado de cousas ; e fazendo o doloroso cora-
mentario dos successos contemporneos que os
ENCARREGADOS DA STJBSCRIPCO NO SUL*
Alagoas, o Sr. Claudino FalcSo Dias; Babia,
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa d
Faria.nasua livraria praca da Independencia na.
o e 8.
nossos principaes jornaltslas quoreni imprimir
Franca urna nova tendencia. O cornejo des3a
obra gigantesca despertar a iniciativa indivi-
dual adormecida sobre o commodo travesseiro
da centralisar;ao administrativa. Logo depois co-
mecaram a circular a vida e a aclividade fecunda
em todos os membros da corpo social, e immc-
diatamente se fundar a liberdade, tendo as suas
inslituicoes um ponto de apoio, o garantios se-
rias: toda a salvarlo do futuro depende do
Iriurapho universal da tendencia descenlrali-
sadora : n dia em que se obiiver esse triumpho
ser termifiadi a questao vilal I
O conde^jj Haussnuville, autor annimo da
brochura Da liberdade religiosa tomou sobro si
expor os perigos que a Franca correu sob a in-
fluencia do poderoso genio, de quera herdeiro
o nosso soberano actual. Demonslrou eloquen-
tcmente os inconvenientes desse mechanisrao
administrativo, que organlsava forca de energa
individual, dessa centralisaco extrema, origem
fatal da inercia cvica ( a all'usao muito salien-
te ). Disse que convinha eomeear, reslituiudo ao
paiz a liberdade da imprensa, e da tribuna ; e
que oquelles que se mostravam salisfeitos sob o
pretexto de preferirem os grandes fados aos dis-
cursos vaos, e aos oscriptos esteris, isto os
panegerislas do poder, esses nada linham quo
ver nos grandes fados, e erara perfeitamonte in-
nocentes. Finalmente concluiocom as seguintes
linhas, qi.e aqu reprodnzimos :
Abslondo-nos de qualquer seila poltica,
perguntanos : Por ventura nao ha para os ho-
mens salios e reflcctidos serios motivos de in-
quieiaeono estado em que se acham os espiri-
los na Fianca ? Nao eslo elles abatidos por
um maneira eslranha, e. geralmonte fallando,
nao tem degenerado o nivel da vida superior ?
Com effeto, nfnguom ple deixar de sentir
vista do (onlrasle immenso que existe enlre o
nosso des-nvolvimento individual e a nossa pa-
rausarlo Iliteraria e artstica. Nao que a
Franca teiha perdido de suas qualidades nativas,
niio ; a gterra o moslrou sufficicntemcnlo ; mas
posa soboe ella o quer que seja de desagradavel
que emb/utece a aclividade inielledual ; ella se
lera tornado positivista, ou pelo menos positiva ;
a sua acividade nao se desenvolve lanto se nao
quando se trata de fazer a guerra, e de dar im-
pulso brtuna publica e particular : ha cm tudo
islo um grande perigo: um perigo para lodos.
Torncmis nos aos costumes viris da liberdade,
e admiraos a seiva moral e inielledual, a forra
da vonlioe, o amor do direilo e da juslica. Eis
aqui a jue se reduz toda a queslo. Quonlo o
nos seremos muilo felizes se estas linhas pode-
rom fo/tificar a verdadeira tendencia liberal,
essa teidoncia que. quando houver triumphado
nos espiritos, vivificar o solo o mais estril na
apparetcia, enriquecer a sociedade com todas
as forets individuaos longo lempo parausadas,
evocando cm primeiro lugar aquella forca que a
centralisaco administrativa anniquilla mais
promptamente.
Este escripto est muito de acord cora os dis-
cursos pronunciados na cmara, o que bem d a
conhecer asiluoeo de urna fraeco dos espirilos
na Franca.
Queslo Oriental. A queslo do Oriente con-
tinua de novo perante os governos e os povos
com as complicacoes lerrivois que arrasla aps
si. Se chegada a hora era que deve suecumbir
o imperio turco, diflicil ser determinar.a sorte
que estar reservada s suas ruinas. Dez a doze
milhesde christaos, de differenles raras, fallan-
do diversas linguas, dossiminadas a Turqua
europea, governados, digamos antes opprimi-
dos, roubados, insultados lodos os dias por urna
immensidade de Turcos, que ho conservado os
costumes, e hbitos selvagens do governo que
linham no dia immediato ao da conquista ; tal
a siluaco. Esta siluacc encarada de perto, ha
j alguns annos, repelle toda a idea de um dcs-
me rubramente
\ opiniao publica, lembrando-se de que antes
do; Turcos existiam ali os christaos, se interroga
a s propria : porque razo, urna vez derrotado
o dominio turco, nao se governarao a si mesmos
os :hristos do Oriente, sem que lonham necessi-
doce de receber a civilisaco de urna grande po-
lemia ?
to poni de vista do equilibrio europeo a
quislo nenhum embaraco parece apresentar ;
nooonto de vista de sua cxeeuco ella de diffi-
cil iolucao. Repellir para a Asia 7 800,000
Tubos o mesmo que expor a populacao chris-
ladaquella parle do globo a perigos, 'contra os
quses bem diflicil ser protege-la, e enlo ler-
se-iia que lamentar horriveis represalias Se se
abardonar esta idea, leremos ento que adoplor
o idia de urna parlilha ; e eis apparece por este
ladotambem urna multido de problemas inso-
luvds, perante os quaes a Europa hesita em to-
mar urna deciso.
Oque porra urge, e pede urna diliberaco
insntanea a defeza dos infelizes entregues sem
mis'rcordia durante os ltimos dios ao furor
dos mais fanticos oppressores, sem que a Porta,
que deve ser a propria interessada em declinar
de a to odiosos excessos, lenha lido a vontade
ou o poder de suspende-los. Islo quer dizer
quea desorganisaco dos seus negocios tem ul-
trapasado o poni at onde permillido existir
urm naco ; islo quer dizer que al mesmo para
o sijio nao ha dinheiro ha dous mezes, o que
falla mais alio do quea miseria da populacao
itiuliumana do Constantinopla morrendo fome ;
ponuanto o superfino do Padischah est em pri-
mero lugar que o necessario do seu povo, e a
comolacencia interessada dos ministros combina
coraos desejos legtimos ou Ilegtimos do so-
borno.
De todas eslas cousas nasce urna siluaco in-
discriptivel: ha longo tempn se diz que a revo-
lueo seria feila se opparecessem chefes ; mur-
mura-se entre o povo, murmura-se no exercito.
e al mesmo Se murruum no pnlaein imperial l
V. esses murmurios sao como que o presagio do
dcrrideiro arranco da barbaria mussulmana.
Al'i, como em qualquer parte, os interesses
comnerciaes eindustnaesda Inglaterra eslo em
opposicao aos interesses geraes da civilisaco.
A Ingaterra credora do governo turco, de por-
to de im milho de francos garontidos pelas
principaes rendas do sulto ; ella se inveslio do
monopDlio do commercio que se faz enlre a Eu-
ropa eo imperio Otlomano ; os Inglezcs possuera
enorm's capitaes empregados na Turqua n'uma
alluvit de interesses privados ou de utilidade
publica; e pois a Inglaterra desejaria ardente-
menle ^ue fosse conservado o statu quo, e al
ultimanente prelendeu que tudo em Constanti-
nopla rrarchava para o progresso real, para a re-
generadlo completa que somonte a Russia des-
conhecii essa siluaco animadora, procurando
desacreditar a Porta, a cuja heranca ella aspira.
Tudo is.c s poda ser urna verdade l para as
margens do Tamisa: porm os successos deplo-
rareis ca Syria deverao ter modificado as con-
vic?6es inglezas.
a sitJgao dos christaos no Lbano tambera
bastanUcrtica ; os ataques e assassinalos conti-
nan) com mais horror. A' 9 do julho em Da-
masco os musulmanos atacaram os christaos,
queimaram consulados europeos, e na sua car-
nificina s poupavam as mulheres quo reserva-
vam para os seus harens. Ess6 fanatismo desa-
piedalo, essa lula de morte entre o Islamismo e
o chrstianisnio, entre a barboria o a civilisaco,
essa lila, de que foi o preludio a malanga de
Djedcah ha dous annos, mais que sufficiente
para esclarecer os espiritos ainda os mais desa-
busados, e demonstrar a impossibilidade absoluta
de re'ormas para os Ot toma nos, o seus governos ;
porque todas essas mortandades e horrores teem
Lugar pela Impotencia, se nao pela coni venca
das autoridades eivi> e miUl.ues l)auia-co e ----
urna cidade de 200.000 habitantes, entre os quaes 'uma 3m illi^'f ? cons.stencia, e
se contara 175,000 mahometanos, 20.000 Cris- I resooUa oi r.fm, ,^ ;m ar "mo eJbaslante
laos, e 5,000 judeus; ueste caso o que podoria 2T'l,tlJC" "do e4om as do,rlnas, d, Pa"'-
fazer contra uma populacao furiosa 2 a 3,000sol-1 nareaii LrJi,,^^ Arcamara dos ^'^. e o
dados .orcos, quando mesmo elles nao tivessem ,PVpD5i??o dea, hoZ^ M1"' SG !,rrcmcssa
favorecido a carnificina, como aconteceu no Li- ffi0atnT.orr, ZLk \" bono? li!- a Inglaterra; estabelecer uma repu-
rep
.:i>.ierroJl: ,.m?is WO^.0.?*}. apoderado das i cao ; ^infefizm^n"" "* ''SSa *1nlS'1 C0DSti,ui-
blica sobre
Cidades da-Syria, e abduI-Modjid. sentrndo toda imorens a
a gravidade^das circurastancias, julgou prudente daquella" m,
e contao com o auxilio da
laior parte dos jornaes desta ou
sao dedicados a sua causa;
escrever a-Aapoleo III proraet'tendS qu emite- nT^* JS^ f* dedicaY(os
' Aria dos os seus exforcos ojia que a oTm ni ^ R,odcrados D0S 3CUS ftns- oulros de "-
loiiseTrlli retabelecida. *
Que o sulto deseja por um termo
odiosas carnificinas, qu6 elle usa de
a essas
. lodos os
meios a seu alcance para chegar a esse resul-
tado, cousa de que ninguem pode duvidar;
porque nisso vai o ioteresse do seu throno,
id
em semana aprogoara em suas columnas
is s mais despropositadas, as mais revolu-
cionarias da democracia; e homens como Mr.
Briglh animara os aspiracoes selvagens dos ra-
dicaes extremos. O socialismo tem muila parto
nessas tendencias; e em ludo isto nada ha to
verdadeiro e to exacto como a crcaco de
dade que acaba de ensanguentor a cidade de Da-
masco, mas elle nao prevenio essa raoriandade,
e ogora n&o tem a forga precisa para suspende-
la. Por consegunite os ovemos europeos nao
podcni confiar do sulto o cuidado de defender
os chtislos do Oriente; a necessidade da sua
yilerveiiro nao podo ser contestada, embora es-
sa intervenco lenha como resultado odesmem-
braraento do imperio Oltomano.
Com effeilo Napoleo III, apezar da carta que
lhe dirigi Abdul-Medjid, providenciou imraedia-
tamenle sobre a romessa de tropas, que desem-
barcaran) as costas da Syria. Antes disto j
dous navios de guerra linham partido de Toulon,
dirigindo-se para Beycoulh.
Fiel sua poltica
da pela Franca a
anloga, pretendo
intervengo, seno mediante o assentimonlb do
sulto; e o 3Iorning-l'ost, orgo do lord Palmes-
ha operado u ;ce am_
cac.es
niaras
Jtimas
quielacoes; e cream para o gabinete j muito
abalado uma siluaco tal. que de hoje om diante
qualquer derrota na sua polilica externa nao lho
permitlira mais manler-se no poder.
Questo italiana.Em aples, depois que os
cdS rc,1es Pseram em v'Sf a conslituicao
de 188, convocaram o parlamento para 10 "da
selembro, os collegios eleitoraes para 19 de
agosto, organisaram a lei eleitoral, a situaso
administrativa, o conselho de estado, o a respon-
sabilidade ministerial, uma lula se travou entre
o re e os membros do novo gabinete, por querer
o primeiro continuar a governar como se nao
oxisiisse conslituicao, pretendendo entre oulras
cousas conservar na pessoa do ministro da guer-
ncessanle occasionada pola repugnancia
lo a iniciativa da Franca.
Questo allema.Corre que o principe re-1 derrota
gente da Prussia forma a sincera inlcnco de re- i r4
tribuir o Napoleo III a visita que este lho fez
em Badn ; entretanto esta entrevista s ter
lugar em fins de agosto, e nao ser o campo de
Chalons. como se linha pensado, o lugar marca-
do para o encontr dos dous soberanos.
A sociedade nacional allema se reunir a 3
de selembro vindouro em assembla geral; nes-
sa rcunio sero apresentadas tres proposices :
a Ia sobre a conslituicao alleraa ; a 2a sobre a
educaco militar da mocipade ; e a 3a sobre a
introdcelo do Landwor em todas as partes da
naco germnica. Emquanto espera a solueo '
reservada a eslas proposices a opiniao publica
se lera moderado para cm a Franca relativa-
mente s Fronteiras do Rlieno. Ell.i" parece in-
clinar-se idea do que a unidade polilica o na-
cional nao encontrando no principe da Prussia o
homem de execuco imraediata, o Frederico II1
do imperio germnico, lambem nao lem que te-
mer nelle um adversario declarado. A Prussia
nao arvorar o pendo do imperio germnico,
o principe regente no preenchor a misso de
\iuliir Emmanuel, nem Mr. de Schleinity a de
Mr. de Cavour; porm o governo de Berln dar
o exemplo da liberdade constitucional ao resto
da Allemanha, e no Dieta de Francfort oppor
obstculo aos planos reaccionarios. O mais li -
cara ao cuidado do acaso, e dos liberaes unita-
rios. E' diflicil de decidir-se se a grande meta-
morphoso nacional da Cllcmanha nao licor era
Berln com os escrpulos de principe regente
entregue ao lempo, e as vicissitudes do acaso : o
que porm ha de ccrlo no siluaco do mundo
germnico que a unidade nacional existe na
consciencia publica.
Na Austria tem merecido pouco as sympathias
do governo imperial as tendencias unitarias do
espirito publico allemao, e nao teera concorrido
muito para modificar essa impresso os u limos
successos italianos, a saber: a coucesso feita
por Franciscs II da constiluico de 188. e as
reformas quasi prometlidas no" Vaticano A r6-
percusso de todos esles fados ter como succes-
so inevilavel a queda do gabinete de Vienna :
emquanto porm isto se nao d, o gabinete mar-
cha vacilante ; suas reformas incompletas, suas
pretendidas concesses, seu liberolismo pueril,
nao illudera mais a ninguem at mesmo suas
dielas provineiaes sao paliiativas, em que nin-
guem mais quer acreditar.
As polavrasconslituicao, reprcsenlaco na-
cionalando de boca era boca de uraa "a oulra
exiremidade do imperio; Francisco Jos preten-
de resistir, o que nao o impede entretanto de
vollar-se para a Prussia, propondo-lhe allian-
ca. A' 26 de julho em Toplitz lera lugar uma
entrevista enlre elle o o principe regente, a qual
assistiram o rei da Baviera, oda Saxonia, e ou-
tros saberanos allomaos
Este acontecimento lem causado na Allemanha
viva commoco. Na conferencia mencionada
Francisco Jos expor os seus receios quanto s
complicacoes que se acabam de reproduzir no
intrincado fio dos negocios orienlaes; mas a Al-
lemanha suppoohe quesmonle della se eccupa-
ram. Por outro lado os minislros da guerra dos
gabinetes secundarios se reuniram emVVurzbourg
alim de se entenderem sobre a organisaco e o
commando das tropas federaes.
A Hungra, apesar das recentes concesses df
governo imperial, est sempro om vesperal de
sublevar-se. A Iraducgo para o allemo e raa-
gyarc de uma brochura, all aoparecida, por to-
das as parles teem causado profunda sensac.o.
Essa brochura obra de Mi. J. E. Horn, e "tem
por titulo a Hungra e a crise Europea e nella
o seu autor eslabelece que chegado o momen-
to para a Hungra do tornar-se senhora dos seus
destinos.
A questo relativa aos ducados dinamarquezes
vai tomando proporces ameacadoras. A Alle-
manha nao ceder, e a Dinamarca nao quer
assim romper de improviso.
Asscguram que a Prussia vaidlrigir-se Dieta
pedindo que ponha em execuco asdecises fe-
deraes a esse respeito, islo a interveneo ar-
mada em favor dos ducados que dependen) da
Confederaco germnica: um exercito allemo
poder pois entrar bem depressa em Holstein.
Era Copenhague preparo-se para qualquer
eventualidade: um gabinete democrtico, repre-
sentante das ideas scandinavas, parece que vai
tomar incontinente a direceo dos negocios, e
dizem que tambem em Stockholrn est eminente
uma mudonca anloga; de sorle que a Allema-
nha leria que lutar ao mesmo lempo coulra a
Dinamarca, a Suecia e a Noruega. A querela
poder mesmo eslender-se a mais, se verdade,
como affirmo, que uma das potencias principaes
da Europa, mui sympalhica Dinamarca, decla-
rou que seus olhos a questo dinamarqueza
era uma queslo Europea.
O quedissemos na nossa ultima corresponden-
cia relativamente Inglaterra se vai confirmando
cada vez mais. O orgo dos toryes se explicou
com uma exageracao, que nao analisaremos lar-
gamonte, bastando citar o seguinte trecho:
Um poder novo se eleva neste reino, o poder
da democracia. A escola de Manchester deu a
aes aconteciracntos
islerio se acha ameacado de mais de uma
e Francisco 11 dirigio-se em pessoa pa-
visitar os quarteis, oude usou de uma lingua-
gem enrgica.
A guarnirao napolitana preslou juramento
conslituicao. O que molivou aquella occorren-
cia desagradavel foi uma demonstracao popular
em honra dos poscriptos polticos, que vollavara
sua patria, demonstracao a que a guarda real
oppoz urna conduela tal "que o ministerio pedio
ao rei a sua dissolur.ao. Esle lhe a recusou a
conlenlou-se com afastar de aples esse corpo,
que foi substituido nos differuiiles pontos pela
guarda nacional composta de 6:uO0 homens divi-
didos em 12 balalhes.
O general Clary pedindo de Messina para a-
ples socorro alim de obstar que fosse augmen-
tando a esquadra de Garibaidi, resolveram envi-
ar-lhe o soccorro pedido ; porm grande numero
dos mariuheiros da esquadra, reunida em a-
ples para esse fim, recusou-se ao servieo ;
muitos officiaes se demitiram ; e al mesmo
dizem que das tropas de torra grande par-
le das pracas nao se acham mais seguros que
as da marinha Esta derrota no ponto de apoio,
com que mais contava a monarchia napolitana,
lera feito que ella encare o concurso das poten-
cias europeas como a sua nica salvajo : en-
tretanto esse concurso impossivel.
Em quanto Francisco II emprega lodos os raei -
oa para salvar a sua cora vacilante, Garibaidi
organisa a sua dictadura, e encontrando obsta-
culos, o diffieuldades, quo paralisavam a sua Ini-
ciativa afastou M. La Faria sob o pretexto de
consideraces pessoaes, e razes polticas ; sup-
pondo que por si s concluira melhor a misso,
de que se havia encarregado, de consumar a in-
dependencia da Sicilia : elle sejulga quasi se-
nhor absoluto da Ilha. At mesmo respeilo
do Piemonte, para quera muito conhecida a
sna dediego, um corrcspondenle da Independen-
cia Belga lhe empresta o projecto, concebido era
virlude dos successos napolitanos, de organisar
ura verdadeiro exercito, com o qual, apesar de
tudas as constiluiees, ir bater s portas de a-
ples e de Roma," por conla o risco do Sarde-
nha, ou de si proprio, afim de realisar a unida-
de nacional. Esle exercilo n5o deveria tornar 5
Parlermo seno depois de ter feito a volla do A-
dratico. M. La Faria era de opiniao, assjrn
como uma porcao notavel da populacao sicilia-
na que convinha antes de tudo o mais promo-
ver-se expresso do voto universal sobre a an-
nexaco do Piemoute, e firmar a independencia
da llha, sem importar a independencia dos sici-
lianos do continente, esses eternos oppressores
dos insulares ; e foi por so ler opposto projectos
de Garibaidi, a respeito de uma expedico em
ierra firmo, que elle se rclirou. Tudo isto d.
bem a percetter que o Dictador, ainda mesmo
depois da retirada de Al. La Faria, se acha
menos senhor da siluaco do que se havia pen-
sado. Como quer queseja, certo que um mo-
viracnto militar sobre Messina, nico ponto da
llha, em que aimda flucta a baudeira napolita-
na, muito do agrado de todos, e por tanto as
operaces recomecaram para esse fim.
E' provavel que*em Rotea o Papo, sob a im-
presso dos successos de aples e da Sicilia, os
quaes teem ali excitado uma commoco diflicil
de conter-se, estoja resolvido a conceder aos
seus subditos algumas reformas ; sobreludo de-
pois da recencao de uma caria autographa do>
imperador Napoleo, ocomponhando uraa nota
de M. Thouvenel. O imperador, a crr-se no>
quo dizem os correspondentes, ecusurava nossa
caria a conducta do governo sardo, relativamen-
te ao alto clero, c promcllia empregar os seu
extorceos para conseguir que fossera poslos em li-
berdade os prelados retidos em prisao. M. Thou-
venel insista sobre a necessidade de conceder-
se aos Romanos inslituicoes conslitucionaes, do
eslabelecer um conselho de finanzas, eleito pe-
los cidados etc. etc e terminava exprimindo a
esperanca de que depois dessas reformas so po-
dero realisar a idea de uraa confederaco e-
nma composijo com a Sardenha. O conselho-
reunido para deliberar sobre essas proposit-es,,
as hava acolhido. menos a que se refere alli-
anca com o Piomonte, no qne o Papa nao quer
ouvir fallar ; porque lem muilo recelo de suas
tendencias para a unidade italiana, unidade que
nao parece ser no peosomento do governo sarda
to absoluta como se suppe; pois aflirraam.
que elle desejaria a Pennsula dividida om 4 ou
5 provincias principaes, cada urna votando para
o seu orcamento municipal, organisando por si_
e dirigiudo sua vontade a iuslrucQo publica,
os obras publicas etc, e dest'arte conservando
uma sorte d6 antonomia ; deixando ao governo.
central a directo polilica, com onus de sujei-
tar-se ao recrulamenlo, ao servieo das alfande^
gas, e de enviar deputados ao parlamento na-
cional.
As ultimas noticias onnunciam uma delonga
as disposicOes que havia testemunhado a corla
de Roma; a'questo das Roraanhas foi de novo
suscitada; certamente nao foi islo feilo para
ettrahir corle pontifical as sympathias do go-
verno francez.
Em Turira, os governos da Franca e.Russia
teem Irabalhado em favor da aUtanc,a napolilana;
ILEGVEL


w
CURIO DE EERSAMBUCO. SABBADQ 1 DE AGOSTO DE 1860,
a Trussia lem tombem trabalbao no mesmo
senlido ; e a Inglaterra, como se pretenle, pelo
monos ha approvado esses posos ; mas bem
diffic de crcr-se que cssa alliauga seja do agra-
do dos piemonlczes. Segundo se exprime a
Opinio, o governo sardo communicou official-
roente ao gabinete de aples as duas seguintes
condicces, nao como base, porm como preli-
minar da conciliacao : 1* a Secuta ser livro
na escolba do seu governo; 2* i corte de apo-
es adoptar, a respeilo de liorna de Vienna a
sesma polilica que o Piemonte. Accresceola
mais a Opinio, que M de Cavour se achata
bem decidido a nao conlrahir un empenho qual-
quer, soles de saber positivamente, se os Napo-
litanos esto rc-almenie satisfetos com as con-
. cessoes, que Ihes foram (eitas. O que est pa-
recendo tudo isto que M. de Cavour procura
ganhar tempo.
Entre os gabinetes europeos, que se acham de
accordo sobre a conveniencia de urna confidera-
-co nos estados da Pennsula, o de Paris o
que mais insiste para Irazer Vctor Emrnanuel
allianca nopolitana. M. Tl.ouvenel ternou-se at
um taiito imperioso na sua nota a M. de Cavour;
e o ministro sardo se acha mais embarazado na
resposta que deve dar a essas instancias, de que
s proposites napolitanas ; elle nao repelle
radicalmente nenhuma das consideraces, que
llic .izem os diplmalas europeos, com especia-
lidade o da Franca ; porm para com elles, as-
sim como para com o rei de aples, procura
ganhar lempo lia multo que se he atlribue a
inlenco de pedir como prego da sua allianca
com aples a annoxaro da Venczia : mas a
queslo italiana nao chegou ainda a este ponto.
Na llespanha, o conde de Montcmolin e seu
irmo D. Joo, depois da renuncia feita da co-
ra, renegaram a esse aclo voluntario, e D. Joao
fez um manifest, em que maltrata muito rai-
nha, eexpe ideias de um liberalismo suspei-
1o. Tcm alm disto cscriplo cartas a sua prima,
as quaes a omeaca com a publicado de docu-
mentos da mais alta importancia no ponto de
vista dynastico. Eis-aqui com que elle alimen-
ta as preocupares da opinio publica. Quanlo
.'i impresso de um so desses documentos, in-
til dizer que seria causa tcrrivcl I As aineagas
de Joao, se acaso se realisassem, poderiam
ter consequencius muito eslrondosas Fallou-se
da abdicaco da rainha, da regencia de O'Don
nell, finalmente de urna revoluco. Urna frac-
cao do partido lcgiiirnUla se mostra iuclinado
para Joao, e lite lera enviado era Londres
sommas consideraveis, animando-a com as mais
serias esperancas. Outra frac^o do mesmo
partido legitimista, achaudo que o conde de
Monlcmolim c seu irmo estao perfeilamente
compromellidos pelo que acabo de fazer, medi-
tan antes pedir a D. Pedro V que haja de pro-
mover a anncxaco da llespanha aus dominios
que Ihe legn l). Maria da Gloria, de consumar
o unidade pennisular, o de cingir a sua fronte
com a antiga cora dos dous mundos. M. Ilo-
lozaga seria o presidente do gabinete hispano-
portugaez, de que Caria parle M. Escosura. Este
ultimo, cm quanto espera os successos, aca-
ba de partir para dirigir a empresa dos cnminlios
de ferro lusitanos. Ye-se por outra parte e par-
tido apostlico aprcsenlar grande arrogancia, os
progreasutaa unirem-se aos demcratas, os ul-
tra-moderados reclamarem o poder. U'Uonnell
muito circunspecto, e so faz rodear de lodos
os elementos de conservado e defeza, e ludo
isto como se preparasse para a llespanha una
surpresa maior ainda que a de 1856. aqui
paite o boato muito acreditado de que o duque
dePcluan, presenlio no futuro successos da mais
alta importancia, medita por em pralica um
vasto plano poltico : modificacoes niinisteriaes
bstanle completas esto imminentes ; os parti-
dos se moveni, e se inquietan).
ULTIMAS NOTICIAS.
Garibaldi, que baria mandado para Paris o
principe de S. Cataldo, e para Londres o prin-
cipe de S Giuseppe, alim de represc-nlarem e
Jefeiiderem a sua polilica peranto os governos
dessaa duas cidades, acaba de deixar Palermo,
por mar, lesta de 5,000 homciis, ignorando-
so qual o seu deslino, lia motivos para crer que
elle trata de surprchender Messina.
As noticias mais recentes vindas do S. Peters-
bourg confirmo a sensaco produzida na Rus-
sia_ pelos ltimos successos da Syria. O une
far o Crar. (j. jj.
aeliu-me quasi artepeudido de me liaver inscriptu
entre os oradores que leem de lomar parle no
presente debate. A camina dos Srs. depulados
possue em seu seio illuslracftes em to grande
numero, e tao vigorosos, que poderia mu bem,
I sem damno para a discusso, dispensare auxilio
; de minha palavra Iraca e pouco autorisada. (Nao
; apoiados). Eu nao espero infelizmente trazer luz
j discusso, e muito menos fazer com que mu-
dera de opinio aquelles que entendem que nos
diflercnles tpicos do ornamento do imperio ha
motivos plavsiveis de opposico ao gabinete. Eu
creio mesmo que o gabinete nao espera tanta jus-
lica da parte desses Ilustres parlamentares, nao
; obstante os grandes servico* que elle lem feto ao
paizea fclicn'ade esabedoria com que tem geride
os negocios pblicos.
A minha resoiucao, senhores, urna homena-
gem sincera que tributo magnitude e impor-
tancia dos assuraptos que se achara em discus-
so, e sobre tudo urna pro va manifesta de miaba
adheso franca e leal ao gabinete.
Este apoio desinleressado e vivo que eu dou ao
ministerio nao lem necessidade de muitas pala-
bras para ser justificado.
Lancando os olhos sobre os assentaraenlos da
minha praca polilica, eu vejo, senhores, as mes-
mas notas que se leem nos assentamentos da
praca poltica de cada ubi dos illustres membros
do gabinete a mesma baodeira polilica nos tem
sempre coberlo. Como delegado do governo na
adininislnco de urna provincia importante, eu
, fui constantemente honrado por urna grande con-
I Canea, digna da lealdade do governo que a dava,
lisongeira para o administrador que a receba, e
sebreludo benfica para os povos que eu linha a
fortuna de administrar. Vivamente inlcressa-
do pelos negocios pblicos do meu paiz, eu le-
[ ii.'.o sido observador atiento da maneira alilada
c circumspecta pela qual o gabinete encara e re-
solvo as graves questoes da actualidade ; applau-
dindo osados do gabinete quanlo ao passado, eu
, confio na sua illuslraco e nos seus esforcos quan-
to ao presente e quanlo ao futuro. (Apoiados.
Eis, senhores, as miuhas conviecos em rela-
co ao gabinete. Com cssas conviyes eu nao
posso deixar de -ser no parlamento um amigo
leal e dedicado. Folgo de poder fazer esta maui-
festaco.
Sr. presidente, minha intcnco expender li-
geiras consideraces acerca do alguns dos tpicos
| do ornamento do ministerio do imperio ; mas an-
tes disso iie^o a V. Exc. e acamara que me per-
mitan) dizer algumas palavras acerca de um ob-
jecto que se refere ao meu brio e dignidade de
{liomem c de dcpulado, Alludo discusso que
; le^e lugar nesta casa na sesso de 26 do mez pas-
sado.
Tratava-se cutio da Cxago das torcas de mar,
e fallando o nobre denotado represeutanlo do
circulo de Belern da provincia do Para, proferio
estas palavras, referiudo-se a mim, seguudo leio
clonado. Finalmente os algarisuios escupios no
ultimo relatorio do meu digno antecessor aa-
seinbla provincial davara um dficit de cento e
trinta contos de ris para o pagamento de des*
pezas ordinarias e indispeosaveis.
As lulas constantes nos tres ltimos unos
entre as adminislraces da provincia e a Ilustra-
da maiuria da assemblla provincial eram atlri-
liuidas a esses embarecos flnanceiros. A pro-
vincia nao tinba rege!invente as leis annuaes sensoe aaclividad'e humana quts'i ludo tem ex-
isto una calamidade em plorado em beneficio da sociedade, ha muitas ve-
theoncas e praticas adoptadas para a execueo
de urna insliluico nova, ainda nao firmsda sli-
damente n'utn paiz qualquer, podem algomas
vezes comprometter cssa iustiluigo Em corae-
50 nao-podemos ainda saber o que exclusiva-
mente o melhor e o mais til. O ensaio de no-
vas ideas e a comparado enlre todas que pode
determinar a preferencia
Ese nos outros paizes europeos, aonde o bom
qualquer provincia do imperio, eia-o com mais
razo na provincia do Para, aonde as industrias
pparecem e desspparecem quasi sbitamente,
alargam-se e encolhem-se com rapidez, e mui-
tas vezes de um uno para outro, variando na
mesma proporeao os gneros de imposicio pro-
vincial.
Nesta depforavel situaco financeira, Sr. pre-
sidente, live a fortuna de poder saneciooar urna
lei de orcameoto feita )ela Ilustrada asserablea
provincial, e no fin da sele roezes de adminis-
tracao a face financeira da provincia es'ava mu-
dada. Pude pagar os compromissos anteriores ;
despender algumas de/.enas de contos de ris em
melhorameoto e' beneficios determinados as
localidades que perconi na minha viagera pelo
Amazonas e por outros rios ds provincia ; em-
prehender obras imporlantes na capital, e dei-
xar nos cofres uroviixiaes um saldo de ris
131:000S00O.
Eis, Sr. presidente, 301 poucas palavras o es-
tado em que eu achei o o em que deixei a pro-
vincia do Para. Diantt desta exposicao rigorosa-
mente verdadelra, eu tenho razo para qualificar
de ingrato ao nobre depuldo, erabora me nao
incommode a ingratidao de um ou outro indivi-
duo que por motivos ospeciaes, que me nao in-
teressa indagar, esqueco de lodo o passado, o
am um momento poe-se em conlradicgo ma-
nifesta com u suas palmas e cora os seus actos
anteriores. Essas censuras posthumas feitas ho-
jo a urna adminislrago qual se fez elogio al
a ultima hora nao podjm ter urna explicaco ra-
zoavel e decente. Ao menos nao posso d-la.
Em todo o caso ellas n.io eunobrecem o carcter
do uc 11) as faz.
Sr. presidente, eu enlendo que' lenho dito
quanto bastante para destruir as frivolas cen-
suras e aecusacoes quo sobre mim alirou o no-
bre deputado pelo Par; passarei agora a outro
assumpto. (Apoiados )
Senhores, em 1853, urna polilica generosa e
grande, cuja possibilid de e convenidas eramj
reconhecidas pelos nossos horaens de estado
mais notaveis, foi elevada altura deum sysie-
ma c traduzida em principise dogmas de admi-
nislragao por um gabinete que conlava em seu
seio grandes e invejaviiis lluslraces.
Os espiritos achavam-se lodos naquella poca
fatigados de tantas lulas; os partidos queriamre-
pousar de lanos combates travados na imprensa,
zes razos fortes que determinam os governos e
es particulares a permanecer por muito tempo no
campe das experiencias e dos ensaios, quando se
oceupam de insliluices ou de emprezas novas,
com muito maior razo ; assim deve ser no nos-
so paiz, novo, pouco explorado e desconhe-
o*.
Para destruir a opinio daquelles que enten-
dem que o systeraa preferido deve ser o sysleraa
de ncleos coloniaes, sem se importaren) com o
emprego unmedialo e promp.lo que os colonos
possam ter no nosso paiz, invocarei alguns fados
quo tem lido lugar na America do Norte, mesmo
porque quando se trata de colonisago, o paiz
classico cilado com preferencia a qualquer outro.
Ora, o que nos mostri a este respei'.o a Unio-
Americana ? Quando o paiz linha necessidide de
caminhos de ferro, quando tantos canaes ainda
nao existiam, quando as emprezas publicas ero
a oceupago diaria de todos os horaens, chega-
vam os colonos por centenares de milhares. Os
colonos pobres achavam immedialaraenlc empre-
go, e no fim dr
las suas econo
pila!, lorn
grajo para os Estados-Unidos foi eficaz, loi uli
operou o desenvolvimeoto e o progresso de qu
hoje goza aquelle paiz. Mas depois que as gran-
des redes de caminhos de ferro, depois que os ca-
naes o oulras emprezas publicas o particulares se
restringirn!, o que viraos ? Em 1857
outro sysiema de iustrucco que suppoe a exis-
tencia desse mesmo pessoal, o systema dos ser-
moes campestres. (Risadas.)
Esqueceu-se o illustre representante por Cabo
Fri de que, para termos esses missionarios que
fizessem a propaganda do ensino agrcola nos
dislrictos ruraes, seria mistfr que anteriormente
estivessem creadas as escolas que Ihe repugnara.
A mpossibilidade do systema das missoes agr-
colas, que tanta ulilidade prestara em alguns
paizes, est em nao possuirmos institutos ou es-
colas as quaes se formem esses missionarios.
(Apoiados.)
Sr. presidente, acho conveniente dizer algu-
mss palavras acerca da arriscada situaco em
que se acha urna das mais importantes provin-
cias do Imperio quanto agricultura. Quero fil-
iar da provincia do Para.
Essa provincia, na qual as reodas publicas flo-
recem hoje por urna circunstancia excepcional,
esta ameaeada de ver aoiquiUr-se a sua agricul-
tura. Ha nella urna industria, a da extraeco
da borracha, a qual absorve presentemente todos
os bragos, fazendo definhar os oulros ramos da
Industria agrcola.
No nosso paiz nao ha inconveniente cm que
urna zona do seu territorio seja especialmente
appllcada a um s genero de produeco. Mas a
industria da gorama elstica torna-se prejudicial
pela maneira por que fella. porque tende a des-
truir a popularlo pobre do interior da pro-
vincia.
Pela facildado que a exploraco da gomma
im de um certo tempo aquelles que pe- elasca fferece. e pelo"p o c cVado a |uo at-
conom.as t.nhara ajunlado algum ca- lingo esse producto dos mercado[da orovinda
sraiHftSfiSLa s emi.- ^- pessoas de zzttSJXEZ
o que viraos Y Em 1857 os dados
estatisiicos altestara que a emigraco refluio pa- j nos pazerhVmidos sob^ortrDi^o's
ra a Europa, isto alguns mil emigrantes dessas ( E' bem fcil de comorehender-o' -
ZSZTit llha,eS qn6 Uuham 'd da E,uropa a ionuencia n,alefica dessa industriarse ella d-
para a America naqueile anuo iiveram de re- rar por muito tempo.
sexos abando
nam as povoaeoes, villas e cidades, e inlernam-
so as ilhas sem meios de proteceo contra a lo-
me, contra os rigores das eslacoes e contra as
molestias. No fim de alguns mezes essas infeli-
ces populacoes sao disimadas pela miseria e so-
pelas enfermidades, quo nao sao raras
jicos
prehend'er-so at onde ir
por esto
V. Exc.
A' sombra dessa poltica civlisadora operou-se
ito urna reaceo do paz e de calma nos ins-
iio Jornal do Conunercio: a V. Exc, depois de na tribuna, e mesmo nos campos do baUlha com
' as armas as rnos.
Ar
en tao urna reac^ao dc> paz e oe caima nosios-
tinctos e ambiges dos partidos, asslm como uos
elementos das lulas. Essa situaco lisongeira, na
qual operarios de lodis crencas polilicis iraba-
lhavam na obra da felicidade publica, f)i Irans-
raillida pelo gabinete de 6 de scteuibro aos seus
successores.
Os gabuetes de 4 do maio e de 12 de desembro
herdando esse bello e precioso legado, Drocura-
ram ser Deis ao pensaiuento da poca e'aos seus
compromissos. Durante todo esse temi o paiz
gozou de paz, os espirilos mostram-se iranquil-
los, o a reflexo, o raciocinio e a tolerancia con-
tinuaran) a tomar os seus lugares na rtsoluco
dos negocios pblicos.
O ministerio de 10 de agoslo foi um dosherdei-
INTERIOR.
RIO DE .HMlItlI,
ASSEMBLEA 6EIUL LEGISLATIVA
CAMaRfl DOS SRS. DEPUTADOS.
SESSAO EM U DE JLHO DE 1800.
Presidencia Jo Sr. conde de llaepcnd'j.
Haven la numero Legal de Srs. depulados abro-
c a sessao. '
Lida a acta da antecedente, aprovada.:
11 Sr. 1. secretario d conta do seguinle
EXPEDIENTE.
l.m olTicio do secretario do senado, participan-
do que aquella cmara, adoplando-a, vai man-
jar saiieco imperial a resoiucao que approva
a penso annoal de OOOjs concedida a I). Ilenri-
[ueta Esmeria Carneiro e Almeida.Inteirada.
Dous ufiirios do ministerio do imperio, remet-
iendo dons requerimentos dacompanhia Jacuhy
da navegado fluvial de navegaco a vapor
provincia de S. Pedro do Sul, pedndo um auxi-
lio para a desobstrueco do rio Vaccacahv e a
isenco do pagamento dos direilos de po'r Om
sobre vapores comprados para o servico.A' com-
lssao de fazenda.
Ouirodo iiiesjio ministerio, enviando, com os
respectivos documentos, a copia do decreto nnlo
qual sa conceder a Pedro JosCardoso a penso
annual de .OOg.A' commissao de pensos e or-
denados.
Oulru do mesmo, enviando as informaroes re-
fusiladas acerca da pretcncad de Jos'llibeiio
boares da Rocha, porteiro da faculdado de medi-
cina da Baha.A quera fez a requisirao.
Outro do mesmo, parlicipando que "o governo
a sciei.le que pela cmara fra approvada a
oleicao a que se proceder para cleitores na pa-
rochia da Barra de Naluba, 4o dislricto eleiloral
ila provincia da Parahyba ; bem como de ter an-
r.ullado a da freguezia de Iguass, 3." distrido
ta provincia de Pcrnambuco.Inteirada.
Um requerinientode Francisco Xavier de Sou-
-'..1 Coulinlio, pedindoo lugar de olcial da secre-
taria desta cmara.A'commissao de polica
Dous de Manoel Vieira da Rocha c Jos Maria
dbika Lisboa pedindo dispensa do lap-so de
lempo afim de que possam naturalisar-se Tasi-
leiros.A' commissao de consliluirao e poderes
Oulro de Jos Ludgcro da Silveir'a Galo, prati-
canle porteiro da adrainistracao dos correios de
Mtnas-Geracs, pedindo augmento de ordenado.
A commissao de pcnsOcs e ordenados.
Outro do Antonio Pereira de Magalhes pe-
dindo que se lome em consideracao o requeri-
liienlo que sobre o imposto de agurdenle apre-
seniara em agosto do anno passado.A' respec-
tiva commissao.
Lido, posto em discusso c approvado um
parecer da commissao de marinlia e guerra
resolvendo que pelo ministerio da guerra seja
cuv.do o governo acerca da preteegao do bri"a-
deiro Antonio Jos Peixolo. "
Julgados objeclos de delberaco, vao a im-
rriniir para entrar na ordem dos irabalhos dous
projectosdo Sr. Paula Santos concedendo urna
lotera i matriz de Sanio Amaro e duas do Bom
Fim, na proviucia de Minas-Geraes ; e um pare-
cer da commissao de poderes mandando passar
carta de naluralisae.ao a Jos Maria de Olivcira
OREM DO DA.
Continuando em nova discusso o artigo addi-
livo emp3tadoem sessao de 10, com a emenda
da commissao especial, suscita-so urna queslo
te ordem, em quo toraam parte os Srs. Martinho
campos e outros.
Depois deorarem os Srs. ministro do imperio
Cruz Machado, Odavianoe Martinho Campos, en-
cCTra-se a discusso, a requerimento do Sr.''fo-
Lias Leilc.
Procedcndo-se volaco. o Sr. Io secretario
declara haver nmor numero de volos na parle
contraria. *
no0*'*n^rM'":h-ad0 como havia declarado
110 seu discurso, nao considerando a ouesto
como urna queslo da cmara para o gabinete
os Veu" e ve ulgar
ttLB*"*** requer que a *5
eS.nExcada S Ca8a' aPPr0Tado o requerimento
voa"oUtr0 1Ugar pubIicamo9 'aullado
Rejeilado o artigo additivo, fica prejudicada a
emenda da commissao, passaodo o proiecto 3
tiscussao. '
Passando-sc segunda parle da ordem do dia
contina a segunda discusso.da proposta do or-
camento na parte relativa ao mininisterio do im-
0 Sr. Si e Albuquerqut :-Sr. presidente,
urna injuria, alra-me urna calumnia
modo d-me o direilo de dizer quo
c falta a verdade. (Sensaco).
O Sr. S e Aluuquer'que ;Pode dizer o quo
quizer .
Declaro allamenlc cmara e ao paiz que nao*
lOttvi este aparte do discurso do nobre dcpulado.
Urna Voz :Elle o disse.
O Sr. Sd e Albuquerque : possivel; mas
nao o ouvi; cu me achava enlo naquella cade-i-
ra (o orador apona para um lado da sala), e nao
chegaram felizmente aos meus ouvidos essas pa-
lavras dissonanies e rudcs do nobre depulado.
Digo felizmente, Sr. presidente, porque, quan-
do as aggressoes e os estigmas sobem a urna al-
tura to elevada, o homem, anda o mais com-
medido e moderado, corre o risco de nao poder
guaidara moderaco e a peudeucia que devemos
{ e desejamos sempre guardar em todas as sita-
roes da nossa vida. E se por um lado eslimo
poder responder ao nobre depulado em terapo
em que posso guardar todas as conveuiencias de-
vidas minha pessoa e aos racus collegas, sinlo
por outro lado que estas palavras do nobre de-
! puladu corressem cscriptas por lanto lempo sem
que fossem acotnpanhadas de urna contestadlo
: viva o enrgica da minha parte.
Senhores, eu nao duvido acreditar que se eu
Qzer um appeilo para o proprio nobre depulado,
, hoje que elle se acha lalvez a sangue fro, fa-lo-
1 hei confessar que ludo esqueceu e que excedeu-
! so ; e nesle caso dando-me eu proprio de suspei-
: lo, porque sou parle, pedire a senteoca impar-
,cialidado de um juiz que nao pode deixar de ser
i aceito pelo nubre dcpulado. Invoco as palacras
; que o honrado depulado da minora representan-
; te pelo circulo da Vassouras proferio na sesso
1 de 9 do correle, fallando do abuso da liberdade
, da tribuna :
O correctivo nico para o abuso da liberdade
da tribuna, disse esse illuslrado parlamentar,
I osla na ror.ponaaUilidade mural de cada un dos
membros do parlamento ; se o depulado se exce-
de, rebaixa-se a si, rebaiu a sda cadeira, rebai-
xa-sc diautu do paiz. (Apoiados).
Eis o nubre depulado pelo circulo de Belin
julgado pelo nobre depulado do Vassouras.
I (Apoiados.] Quanlo s palavtas que me foram
j dirigidas, declaro solemnemente que as nao acei-
to e reverto-as intactas ao nobre depulado ; fa-
ca dolas o uso que quizer. (Apoiados.)
Sr. presidente, a honrada opposko, pobris-
sima de fados que mesmo appareutemenlo pos-
sam servir de aecusacoes ao governo, nao se re-
jcusa a lo venia-Ios, e enlo entre outros recur-
1 sos, procura descobrir no procedimento dos de-
legados do governo, as administrcoes das pro-
1 rincias abusos ou erro que nnnea exisliram. E',
I esta a maneira mais decente pela qual eu posso
explicar o procedimento do nobre depulado pela
.provincia do Para 11 s pueris aecusacoes que
i tem feita ao ex-presidenle da sua provincia
\ De minha parle eu nada dira acerca desse oh-
jecto, se porventura nao tomasse como um de-
; ver explicar ao paiz quaesquer actos que eu le-
i 11 ha pralicado ua administradlo da provincia do
I Para, embora as censuras sejaui, como disse,
pueris ou absurdos.
1 O nobte depulado disse casa, sem escrpulo
! algum, que o tmido orador que agora oceupa a
j tribuna, e que foi presidente da provincia do
1 Para, nao linha feilo como administrador da-
quella provincia mais do quo contar tres ou qua-
tro delegados de polica, contando tambera pro-
; vavelmente as portas e as janellas do palacio da
i presidencia, isto que a niiulia presidencia fura
corapletamento estril.
A minha posicjio ditficil neste debate:
qualquer cousa quo eu deva dizer a este respeilo
parecer lalvez um elogio ;i minha admuiislra-
co, c justamente o que me constrange e tor-
tura o espirito; porque nao goslo de fazer para-
, da dos meusservicos; entretanto a aecusago
tao grave que nao posso deixar que ella passe
; sem algum reparo.
Senhores, em dous traeos principaes desenha-
I rei o estado ern que enconlrci a provincia do Pa-
: ni quando tomei conta de sua administradlo.
O descomedimento e a soltura de linguagem na
, tribuna provincial c na imprensa tinhara subido
a urna altura diilieil de qualificar ; as (naneas
1 da provincia eslavam borda de um verdadeiro
I abysnio. Sete mezes depois eu deixava a pro-
' vineia em situaro lisongeira. Os partidos po-
I Uticos ostentavam calma e moderaco, urbaoi-
dade e respeilo reciproco. As fiuan'gas forlifica-
vavn-se, on antes eram prosperas
A pote mimuiiia que rcinavam entre os par-
tid.>s polticos eram ainda maiores entre os mes-
mos paitidos e a administrado provincial.
Um dos lados, o mais numeroso, que nada
mais pedia do que juslica para os seus diretos e
para os seus caracteres numerosos, estimareis e
honestos, mostrou-se sempre satisfeito o honrou
a minha administraco com oseu apoo valioso
e decidido. O outro, o menos numeroso, ao
qual pertence o nobre depulado, nunca me recu-
sou lambem osen apoio at a ultima hora da
minha adrainistracao. O proprio nobre depulado
era senhor, e creio que ainda o de um jornal
que elle mesmo diriga. Nesse peridico nunca
urna s palavra foi escripia contra mira durante
a minh adrainistracao. Os meus actos ou ero
especialmente elogiados, ou pauavam sem repa-
ros por serem legaes e uteis.
Em relacao s (naneas, disse eu,a provincia
havia chegado quasi a" um abysmo. Era infeliz-
mente esta a sua situaco. Os cofres provinciaes
quasi exhautos nao tinho com que pagar os seus
empenhos. Para fazer face s despezas publicas
ordinarias, os meus ltimos antecessores havio
laucado rao de todos os meios, ainda mesmo dos
extraordinarios. Alm de setenta e tantos con-
tos de ris de divida paga pelo cofre geral ao
provincial, as adminislraces anteriores, nos
apuros em que so acharara, foram obrigadas a
autorisar a venda de numerosas aeges da com-
panhia de Navegaco e Commerciodo Amazonas,
perlencentes provincia; a mandar recolher
dos Estados-Unidos vinle e tantos contos de ris
que o digno actual Sr. ministro da guerra, quan-
do presidente do Para, havia remettido para
aquelle paiz, afim de ser empregada ne compra
de urna barca de excavago, muito necessaria
provincia ; e a suspender a execueo de difl'e-
rentes disposiges de Jis que elles linham sanc-
gressar para a Europa, porque nao linham encon-
trado emprego fcil e prompto para a sua aclivi-
dade, e nao dispunham de captaes proprios para
o eslabelecimenlo de emprezas regulares. Ainda
nesse mesmo anno deu-se o seguiule fado : o in-
vern e a fomo foram rigorosos o duradouros.
O Estado de New-York, cuja populaco monta
a dous milhoes e irezentos rail habitantes, leve
de registrar mais de Irezentos mil proletarios,
islo mais do trozenlos mil individuos que nao
tinhara oceupago, que tinliam uecessidado para
lempo.
Senhores, passa-se no nosso continente um
grande facto que nos nao dovo ser indifferenle.
lenro-me abertura desse canal pelo qual a
Franca proiecta unir o Ocano Atlntico ao Paci-
fico ; o canal de Nicaragua, que lera de reduzir
mais de 2,000 leguas as distancias que separara
os grandes mercados da Europa e da America do
Norte os mercados do Pacifico e da Asia ; appro-
xima de nos a alguns das do viagera o mun-
do inlciro. Eu creio que nesle fado ha al-
guna cousa que
vestir, comer e aquecer-se da proteceo dos "ho- Seria ImprendencTn^ nt'prepararmos "e
niens sicos do Estado. No invern de 1858 eu terapo para esse quasi contado com tantos povos
vi registrar era poucos das cerca do cincoenla ditlerenles. vMimn.iew
mil proletarios s na cid.de de New-York; e qual Vou agora dizer algumas palavras Sr pres-
a causa dessa calamidade A falla de emprego dente, acerca da caleciese e civilisacao dSa i-
prompio e mraedialo para os colonos que che- .dios. u uus 1U
gavam.
Ora. se islo verdade, naqueile paiz que lem
ros da situaco de 18C3, e lem sido incfnsavel,
fiel e corajoso na pratica desses principiosque lo'-
dos applaudem. porque sorabr dellesdesen-
volvera-se as forcas moraese maleiiaes lo paiz
em favor da prosperidade publica. esta ; situa-
co do paiz ern relaco poltica.
Qual tem sido, porm, a polilica do gabinete
traduzida em facise explicada pela hnrala op-
posicao ?
Senhores, eu tenho sido assiduo nestacasa ;
tenho onvido os discursos da nobre opposi-o e
nelles nao vejo urna s aecusaco justa Celta 'ao
ministerio actual.
A opposigo tem aecusado ogoverno por causa
da le eleiloral ; tem .atribuido 01
ao gabinete pensamentos que e
emprestado
e nao tem ; lera
uno que o governo quir fazor e excluir depula-
dos ; quer adulterar as cleices. corromner i
eie.oes, corromper 3
opiinlo publica, realizar, omfim. aquillo que nem
es u as iiitences dcsle governo, era poderia
estar as de qualquer outro que se preze e ore-
ze ao paiz. v
A fra este fado, o quo que so aprsenla
contra o governo ? Eu passarei era resenta al-
guns outros argumentos de que a honrada oppo-
sico se lem prevalecido na iuta que travou con-
tra o gabinete.
O gabinete esta s, di;; a opposico, a cmara o
lem abandonado, elle nao tcm apoio, nao tem
amigos no pirlamenlo. Mas comparece no raeio
do nos o nobre presidente do conselho, o tratan-
do-se de urna queslo que mporlava ura voto de
censura 30 gabinete, declara abertaraenle que
aceita a deciso da cmara e pede-a franca posi-
tiva e prompla.
A cmara moslrou por urna quasi serrada vola-
co o apoio que dava ac gabinete. Apezar destl
manifestaco, a opposico ainda insiste em dizer
que o gabinete nao lem amigos e que nao tema
forra necessaria para gerir os negocios 01-
blu-os.
E, na ausencia de fados, nao de eslranlnr
que nos tenhamos sido testemunhas de scems
engranadas, que se tem passado no seio da tri-
noria.
Nos vimos n'uma das sesses anteriores levai-
tar-so um depulado da opposico e dizer quo o
gabinete indolente, que dorme o somno da ii-
diirerenea, que nada faz ; mas iramedialamerle
un outro reclamou e disse : o gabinete trababa
de mais. esto o seu defeito ; quer n'uma s
sessao le eleiloral, lei bancaria, lei de retorna
administrativa, lei do conselho de estado qier
emlim reformar tudo.
Um illuslre reprcsenlanle pela Baha diz qu o
gabinete nao tcm pcnsamenlo as suas rcform.s
um outro pelo Rio de Janeiro immedialamej'tc
protesta declarando quo o defeito das reforma;
ter pcnsamenlo de mais
No meio dessas scenas de confuso e de inc tezas em que achou a Ilustrada miona, nos -i-
mos que o honrado representante pela provircia
de Pernambuco, que entao orava, querenio til-
vez por caridade, chamar a opposico a um'ccn-
Iro, desdobrou urna veneravei band'eira, invocan-
do, nesse estado de confuso, as palavras o
prestigio do digno chefe do partido 4iberal o 10-
bro senador pela provircia do Para ms or
orgulho ou por ingralido, a minora desattemeu
e renegn o seu respeitivel chefe, esqueceido
n ura instante servicos d.i lanos annos o um ii-
reilo de commando que o saber eactividade pir-
lamentar costumam conferir.
Senhores, ao ver esta scena de confuso, esse
acto de abandono e de repudio, eu nao pude dei-
xar de lembrar-me daquella scena deShates-
peare, era que urna infeliz protogonisla amnea
do sua cabeca as mais bollas flores de sua cora
e alira-as ao chao.
DoiranHo eala poitu do meu discurso, que se
refere s aecusacoes da opposigo, que nada sio
passarei. Sr. presidente, ao verdadeiro assumpto
que so acha em discusso, isto o orcamenlcdo
ministerio do imperio.
Entre as primeiras veras do orcamento adia-
se o que relativa colonisaco.* Eu foi -o de
rer-onhecer que todas as ida's expendidas'pelo
nobre ministro do imperio no seu relator* em
relacao a este importar.tissimo ramo do sirvico
publico merecem o meu assenlimento, e sao luan-
10 a mim, as mais razoaveis que podera seraore-
sentadas ao paiz.
O eslabelocimo de ncleos coroniaes nasproxi-
raidades das grandes povoaeoes, cenia acoiselha
o nobre ministro do imrerio, as quaes o< colo-
nos possam achar mercado prximo para es seus
productos e mais facili.lade de transperle, deve
sem duvida ser preferido ao sysiema de estebele-
cimentos de colonias em lugares remotos, erraos
e separados por grande. distancias dos grandes
centros de consumo. 8
O systema de povoar das cidades par ss dc-
serlos Lsem duvida mais sensato do que o de
povoar dos deaerlos para as cidades. Sem meios
de levar aos mercados os producios de urna em-
preza agrcola, esta nunca prosperar, vivera ln-
guida e desanimada, e di.ssolver-se-ha quas sem
se haver organisado.
No paiz achara-se dimitidos como proficuos
os systemas de colonisai.o por nacleos coloniaes,
parcena e a salarios. Alguns, porm, enlen-
oem que o governo deve adoptar com prefe-en-
cia um dos systemas de irolonisaco.
Eu enlendo que ainda neSle po'nto o nobremi-
nistro do imperio leve ra;ao. E' costume diser-
se que nao temos sysiema para nada, que dire-
mos ter systema para tuco.
Aceito o principio, ma.t nao em termos also-
Jutos. A firmeza e inyariubilidade das medidas
grandes recursos para os estrangeiros que o pro-
curara, com muito mais verdade deve ser para o
nosso, onde tao grandes recursos nao existem,
onde tantas emprezas em principio nao se en-
contrara.
Quanto colonisaco por grandes nucios, eu
enlendo que osla deve licar principalmente a car-
go dos proprios colonos, isto que preparemos
antes de ludo o nosso paiz para receb-la, que
pelos nossos actos fagamos conhecer aos estran-
geiros que temos paz e ordem interior, protec-
eo e garanta para os direilos de todos, vias de
coinmunicacese outros recursos que alrahcm
os bracos eslraugeiros valiJos e laboriosos. En-
lo tereraos colonos em grande numero e mori-
gerados ; foi assim que a America do Norte pro-
cedeu ; as cartas e ascoramunicaces dos colo-
nos que primeiro so estabeleceram foram arras-
laudo para l os habitadores da Europa o de ou-
tros puntos do mundo. Os esforcos directos do
governo americano deram pequeos resultados
dame dos effeilos poderosos dessas causas indi-
rectas.
Deixando este assumpto, Sr. presidente, oceu-
par-mo-hei de oulro que tem com elle muia af-
finidade refiro-me agricultura.
Seiihores, todos os dias so diz nesta casa e fra
della que a nossa agricultura delinha ; que nao
temos capitaes ; que nao temos bracos, e quo nao
temos iuslrucgo prossiona!. Infelizmente nao
posso contestar nenhuma deslas proposites ;
examinemos potm se com os meios do qu po-
demos dispor conseguiremos ou nao fazer algum
bem nossa lavoura.
Eu enlendo, Sr. presidente, que mesmo na ac-
tualidade DOS podemos ler, nao tantos
quantos sao aquellos de que lem nece
dos os ramos de nossa industria agrcola, mas ao
menos alguns com os quaes poderiamos auxiliar
os nossos agricultores que desejam desprender-
se dos hbitos da ratina e entrar em vias de re-
forma e do mclhoramenlo do suas explorares
agrcolas. A nossa legislaco nao permitle,
No intuito de nielhorar-sc este ramo lo servico
publico grandes despezas leem sido feitas pelo
governo mas pouca "ulilidade teem delas resul-
tado, falta de bons missionarios que velem so-
bre as aldeias.
Tive infelizmente occasies de observar essa
verdade ua provincia do Para. Naquella provin-
cia, como acredito que aconteco em todas as ou-
lras do imperio, o eslabelecimenlo das aldeias
subsiste smente em quanlo os indios recebem
alimentacao e vestuario dado pelo governo ; ape-
nas porm cessa l'urnociniento, desertam e inter-
nara-se outra vez as malas, sem a menor mu-
danca nos seus anligos hbitos. E* minha opi-
niao que o nico systema pelo qual se poder
obler urna mudinca benfica nos hbitos indolen-
tes dos 111 los ser aquello que fr fundado na
educaco da rnocidade indiana.
Se o governo tomar a si promover a educacao
dos indios, procurando desenvolver as escolas e
outros estabclecimculos pblicos de educaco a
inlelligoqcia, moradade e actividade dos indios,
einquunlo infantes, aquelles que regressarem
para as suas aldeias lerarao ideas de civilisacao
que muio ho de aproveilar no futuro. De ou-
lro modo ser, a meu ver, intil e improlicuo
tudo quanlo se fizer para tirar proveito do servi-
co dos indios, ou ao menos so-lo-ha as provin-
cias do norte que cu conheco.
Sr. presidente, cu podera fazer urna resenlia a
respeilo dos differenles tpicos do orgamenlo do
imperio. Mas, vendo que a opposico nao se
tcm oceupado disto, vendo que parece concordar
cora as ideas do governo, abslenho-me de o
fazer. Assim, por ora nada mais dirci a tal
respeito.
agen le po-
progresso, e nao um
do destruifio o de regresso
, anlepon-
quaesquer
Nada mais direi, Sr. presidente, e peco descul-
pa a V. Ex. c cmara por lhes haver tomado
alguns momentos, (Muito bem, muito bem)
Ainda ora o Sr. Martinho Campos, ficando a
discusso adiada pela hora.
O Sr. presidente d para ordem do dia o
seguinte ;
Primeira parle.
Eleico da meza, e, se houver tempo, as
malcras anteriormente designadas.
Segunda parte.
Conlinuacao da 2.a discusso do orcamenlo na
parlo relativa s despazas do ministerio do
imperio.
Levante-so
a sessao.
DIARIO DE PERNAM3UC0-
Estamos autorisados para declarar que as de-
misses concedidas por portara de 13 do cor-
renle ao major Joo Baptisla da Silva Mangui-
nho o a Jos Eustaquio Maciel Monleiro dos car-
gos policiaes, que oceupavam em Olinda, o fo-
ram to somonte por accumularem os serven-
tuarioa aquellos cargos, e os que exercem na fa-
culdado de direito, cora prejuizo deslcs a juizo
do director da mesma faculdade.
ismo na ac- Senhores, dcixando a tribuna que eu tenho hoje
os capitaes tao mal oceupado (nao apoiado), os fervorosos
jssidade lo- j votos que eu dirijo sao pela permanencia e con-
seryarao deum governo Ilustrado que fazendo
ds justici o seu primeiro dever, tem a coragem
de deslruir erros e abusos inveterados e nocivos
a sociedade brasiieira, substituindo-os por ideas
a principios saos o moralisados [apoiados] ; de
un governo que faz da autoridade publica,' da
verdade, a instituicao de bancos agrcolas regular, qual elle supremo depositario un
l o segura, 011 ao menos lo regular e segura como deroso de civilisacao e de
nos paizes europeos, oude esses eslabelecimeo- .instrumento fatal"
los lera produzido eu*eilos admirareis o rpidos. | (apoiados); do ura governo cmir,
Mas, ueste caso, ou loquemos quanto antes na do os legtimos inleresses do paiz a quaesquer
nossa logislacao, ou ensaiemos o systema com oulros, do qualquer ordem queseiam tem uVor
os elementos que possuimos, acautolando e pro- tantos beneficios ura direilo forte ao reconheri-
vinindo o que uos for possivel. c adoptando a ment publico, (apoiados.1
insliluico com as restriices c resguardos que
nos parecercm razoaveis."
Sr. presidente, ha urna escola que entende que
om agricultura, assim como era alguns oulros as-
suraptos, o governo nada ou quasi nada deve fa-
zer directamente, dcixando o iniciativa aos par-
ticulares entregues a si proprios.
Eu pens dill'erentemente. Costuma-se argu-
mentar com aquillo que se pralica na Inglaterra,
ua Blgica e na llollanda ; mas eu declaro que
esses exemplos sao citados com iouMelidade
Nunca a Inglaterra, a Blgica ou a llollanda
adopton tal principio. So lancarnios as vistas
para a historia agrcola desses paizes, veremos
quo a llollanda, quando quiz colonisar as suas
ilhas de Java e Batava, o seu governo fez doa-
ces aos colonos, adianlando-lhes soturnas avul-
tadissimas, e associando-se cora elles, ficando no
lim de vinie anuos esse capital pcrlencendo aos
particulares.
E assim que a llollanda, paiz classico em ins-
lituicocs dessa natureza, lem procedido.
Se lancamos os olhos para a historia rural da
Inglaterra, veremos que a agncultura deste paiz,
eui o qual superabundara os capitaes, lera rece-
bido auxilios pecuniarios do governo.
Nao ha muilo tempo que ogoverno inglez poz
disposico dos agricultores nao menos de cera
milhes do francos para realizarem o methora-
meolo de um s ramo da agricultura, o da drai-
nage, ou esgoto dos terrenos hmidos.
Se passarmos a outras naces, veremos que a
Franca tem feilo ainda maires avancos cm be-
neficio da industria agrcola. ,
Na Europa central, os governos da Prussia, da
Austria, da Italia e de outros paizes lera ido em
auxilio dos particulares, lomando a iniciativa em
grandes melhoramentos ruraes. /tgora, fallan-
do no assumpto de que Irilou o nobre depulado
por Cabo-Fro, direi algumas palavras acerca do
ensino agrcola. Disse o nobre depulado qne nao
poda admitlir que o governo quizesse estabelecer
institutos ou escolas agrcolas no nosso paiz, por-
que nao temos pessoal habilitado para dirigi-los:
Sr. presidente, eu entendo que nao temos, 6
verdade, grande numero de horaens habilitados
para esse mister. Mas alguns mocos, discpulos
das escolas agrcolas europeas, podemos encon-
trar entre nos, e pdem ellos ser aproveitados
vantajosamenlc pelo governo. Com este auxilio
ser estabelecida urna primeira escola, e no fim
de poucos anuos o Brasil ter mocos entendidos
em theorias e praticas agrcolas, agricultores
proQssionalmenle Ilustrados. Para fortalecer a
necessidade em que est o governo do iniciar
medidas em benoflcio da lavoura, e do crear es-
colas de instruc$o agrcola, cu lerci o trecho de
um escriptor de grande nota, o Dr. Valserres,
tratando de objeclo idntico :
Adiar as medidas convenientes, disse um
illustrado_escriptor, pela difliculdade de sua rea-
lisago. nao parece de homens graves e estudio-
sos que querem edificar, consolidar o melhorar.
Se nao podemos obler desde j um melhora-
mento completo, radical, nem por isso recuemos
desprezando qualquer trabalho, e lancando-o no
esquecimento. Temos necessidade d*e comegar.
Nao e por inspiraco sbita que adquirimos urna
verdade til, o completamente desligada do cor-
tejo dos erros proprios da nossa imperfeico e
dos prejuizosda educaco. Quantas descobertae
que alias fazem hoje a gloria da civilisacao, rece-
beram ao desponlar os aperfeigoamentos da ap-
p!ica<;o ? O vapor, a plvora, etc.
Senhores, tomemos o conselho, faeamos algfj-
ma cousa. Comecemos, e o futuro se encarre-
gar de justificar os esforgos que empenhar para
isso o governo do nosso paiz. (Apoiados(.
Fiquei sorprendido, Sr. presidente, quando ou-
vi o digno representante por Cabo Fri combater
a creaco de escolas agrcolas pelo governo, al-
legando como principal obstculo para a realisa-
Sao dessa medida a falta de pessoal habilitado, e
aconselhar ao mesmo lempo a adopeo de um
PERiNAlYIBUCO.
REVISTA DIARIA-
Acha-se nomeado agente de leles desta praca
o Sr. Evaristo Mendos daCunha Azevedo.
No domingo passado realisou-so na igreja
da Penha o Te-Deum e demais solemnidades
religiosas mandadas celebrar pelo Sr. cnsul fran-
cez, em commemoradio do anniversario do im-
perador Napoleao III.
Compareceram a esse aclo as primeiras auto-
ridades civis e militares da provincia, assim como
di Hrcules membros do corpo consular.
Esteve presente igualmente o Exm. bispo dio-
cesano.
A igreja achava-se decorada com a magestosa
simplicidade propria d'aquellc templo; e os sa-
cerdotes olicianies vestiram os paramentos com
que foram brindados por aquelle soberano, era
cuja honra era celebrado o acto religioso.
Amauha haver lugar a festa de N. S. da
Ajuda, padroeira dos novigos d3 ordem terceira
franciscana, tendo tido occaslo hoje as ves-
peras.
De todos os actos ser orador o reverendsi-
mo Sr. pregador da capclla imperial Fr. Joa-
q ni ni do Espirito Santo.
Tem apparecido nosses ltimos dias, pelas
proximidades do quartel de cavallaria.uns vultos
que sendo perseguidos do primeiro dia em qu
apparecerara pelo sargento daquella corapanhia
de nomo Eufrazio, pularam por um muro das
vizinhanQas, e pozerara-se ao fresco; o que ainda
fizeram no segundo dia, sendo ento persegui-
dos pelo proprio commandanle, por obra das 11
horas da noile, mettendo-se elles pelos man-
gues.
O-referido Sr. corcmnndante ainda deu outras
providencias no tereciro dia, poslando vdelas
para ver se os alcancavam ; mas elles nao vol-
taram mais
Cumpre por tanto que se nao omiltam algu-
mas providencias preventivas. Por estes lados
anda ha pouco leve lugar o assassinato do
dele Wanderley, e quem sabe o que
anda ?
Foi preso no da 18 dejulho passado pelo
subdelegado do Io dislricto de Ingazeira o reo
Lduardo Jos dos Santos, pronunciado em crime
de furto de carelios.
ca-
Iramaro
No dia 3 do crrente mez pelas 2 horas da -
tarde na cidade da Victoria, termo de Santo An-
iso, o pardo Ernesto Soares de Meirelles tendo
urna disputa com Eleodoro Gomes da Silva, o
teo gravemente com urna estocada ao p do
umbigo. r
Foi preso, e est sendo processado pela dele-
gacia.
a 7 ,Et"ae',e,n-I>o* da comarca do Brejo, em
data de 12 do crrente, o segulnle :
Ha mais de tres semanas eslavamos espera
de chuvas. sem que do co cahisso urna sgotla
d agoa; o sol era abrazador, e o fri demaziado.
Aos agricultores desanimados l nao lhes
suavisava o espirito a esperance de gosarera dos
frurtos de suas fadigas e sures, quando ua noi-
le de 7 docorrente urna chuva, quedurou al
tarde do dia seguinte, vcio por termo tantas
afliCQes : eremos que foi bastante pars segu-
rar as lavouras quasi em estado de perderera-se.
Para os criadores a penuria continua, por
quanlo nao tem cahido palta catingas ou ser-
toes chuvas, que fagam correr os riachos, e cn-
cher as aguadas; a mor parte esto seceos, e al-
guns j nao do agua para cacimbas e bebedou-
ros dos gados, que os seus donos esto retirando
para onde ha este refrigerio.
O jury tei comeco a 20 deste : sao poucos
os reos, que devem serjulgados. Queiram os
Srs. juizes de facto, coropenotrando-se da sua
misso, julgr segunda vezjustilcavel o crime do
nosso professor, que lera expiado um acto pra-
licado em defeza da propria pessoa.
As eleijoes vo causando alguma impres-
sao : sentimos qne o Sr. capito Theodoro Mar-
lins Chaves, urna das nossas influencies, e que
ha era idnticas circumstancias prestado relevan-
tes servicos ao partido conservador nesta fre-
guezia, tenha discordado com o lente coro-
nel Caetano, quanlo eleico municipal; avalua-
se que esle soffrera guerra, e que o resultado
ser favoravel aquelle, quem a opposicfio,
talvez se reunir: pelo menos sao estes os prog-
nosticos. D!z-se que o Sr. capito Theodoro
ainda acceila urna convenci, mas cora a con-
dico do adoptar-se a seguinte chapa :
Para juiz do paz
Capito Theodoro M. Chaves.
Joo Marinho Falco.
Jos Magalhes da S. P.
Francisco das Chagas P.
Dovendo serem incluidos na de vereadores a
Tenenle coronel Beringuer. (Presdeme )
Capito Theodoro M. Chaves.
Jos Magalhes da S. P.
a Frederico Cordeiro de Carvalho M,
Capito Joo Marinho Falco.
Jos Antonio Pereira.
* Tenente Jos Manoel da Silva.
Por ora o que occorre digno de mencao,
A comarca fica em plena paz.
No dia li sahio para experimentar no la-
marao, o hiato de guerra construido no arsenal
de marinha desta provincia, que /igual ao Ca-
pibaribe. j armado.
Como esle seu irmao mais moco cheio de de-
teilos. nao obstante urna exagerada bujarrona qno
lie pozeram, cujo pao, como se previa, partio-so
logo, pelo seu desmesurado cumprimento, fra.
de toda a relaco com o navio.
Nao obstante, elle aguca-se, islo chega-so
muito para ovenlo.de maneira ser preciso ler
o leme sempre de encontr.
Cora o mar e vento regular que havia nao dei-
tou mais de 4 milhas e meia, segundo nos infor-
maran!.
Dirigi a experiencia o Sr. Io tenenle comman-
danle da companhia de aprendizes marinlieiros.
Nos arranjos internos notim-se muitas imper-
feicoes no trabalho.
No vapor Cruzeiro do Sul chegou o Sr
Trajano Augusto de Carvalho, que vem exercer
o lugar de director das construeces, navaes no
arsenal de marinha desta provincia.
0 Sr. Carvalho estudou construyo naval nos
melhores arsenaes de Inglaterra como pensionis-
ta do Brasil c sempre nelles se distingui pela
sua actividade, intelligencia e raro aproveita-
menlo, de sorte que mereceu os mais honrosos
altestados que o apreseutam como hbil era sua
profissao, to necessaria era nosso paiz.
O arsenal de mariuha desta provincia precisa-
ba de ura homem nestas condicoes para o aper-
feicoamento de suas obras, deixadas at agora a
direccfode pessoas pouco habilitadas.
Felicitamos ao Sr. miuislro da marinha por esta
acertada nomeaco.
Foram ltimamente nomeados pelo minis-
eno da marinha os Srs. Io tenenle Ignacio Accio-
Ude \asconcellos, para commuudar a canhonhei-
ra Araguahy, era substituico ao i" teuento Pe-
dro Mina Amaro da Silveira"; o 1? tenente Luiz
da Costa Fernandos para commandar a canho-
nheira Ibicuhy, e o Io tenente Rufino Luiz Tara-
res para commandar a escuna Tibagy.
-~ Iteformou-sc no dia 14 do mea findo. no
posto de capito de fragita, o Sr. capito lenlo
Manoel Pedro dos Reis.
Foi promovido ao posto de 2" tenente por
decreto deh do mez ultimo o Sr. guarda mari-
Joao Jos Lisboa'.
. "~ Sr. Io lenle Augusto Nello de Mon-
donga foi nomeado para commandar o vapor Ta*
mandalahy, do servico da colonia naval de Ita-
pura cm substituico ao Sr. 1 tenente Jos Lo-
pes de Sa.
Por decreto de 21 do mez passado foi lam-
ben! nomeado o Sr. capito de mar e guerra
Iraucisco Xavier do Alcntara para o lugar de
inspector do arsenal de marinha da Baha, ondo
chegou no da 10 do correle, tendo ficado sem
elleilo a nomeaco do Sr. capito de mar e guer-
ra Raphael Mendos de Moraes e Valle para o mes-
mo lugar.
Por decreto de 2!) do mez ultimo, foram
perdoados os reos de primeira deserco simples
e aggravada.e os de segunda simples, perlencen-
tes a armada, ao corpo de mperiacs marinheiros
e ao batalhao naval, apresentandc-sc dentro do
praso de tres mezes contados da dala do mesmo
decreto, em cada comarca. ^=--
Esle prasocomecaa vigorar nesta capital des-
de hontem.
Por indsposico de muitos artistas nao ha
hoje espectculo 110 Ihealro de Sania Isabel.
Em breve dever subir scena a opera o
Trovador, cojos ensaios j vo adiaotados.
Ante-hunlem pela manha os ingleze* John
Gooding e John Rogers, maltralarem por tai for-
ma ( socos) a Luiz Antonio, natural desta pro-
vincia, trabalhadof da estrada de ferro, quo no
dia seguinte falleceu.
O facto deu-se na 2a seceo da estrada no lu-
gai denominado Maranho. A polica lomou co-
nhecimeuto do facto, e vai instaurar o compe-
tente processo, sendo que consla terem j sido
presos na villa da Escada os autores deste crime.
No dia 16 do corrento foram recolhidos a casa"
de detenco 2 homens e 2 mulheres, livre 1 es-
cravos3, a saber: a ordem do Dr. juiz especial
do commercio I, a ordera do subdelegado do
Rccifr-2, aordem do de S. Jos 1.
Matauoi no niiLico. Malaram-se para o
consumo da cidade no dia 17 docorrente 81
rezes,
MORTALIDADE DO DA 17 DO COMIENTE !
Romana, parda, 7 dias, espasmo.
Senhorinha Felismina da Porcinncula, branca
. 4 annos, hydro-perimo pericardia.
Emilia Augusta da Hora, branca, solteira, 28 an-
nos, angina.
Xisto Vieira Colho, brauco, solleiro, 50 annos.
hidropesa. '
Rayraunda parda, escrava, 3 annos, inflammarao
de enleslinos.
Hospital de caridade. Existem 61 ho-
mens e 52 mulheres nacionaes ; 7 homens cs-
trangeiros, 1 homem e 1 mulher escravos, total
Na lotalidadedos doeotes exislem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurdo
Pinto s 6 horas e 40' da manha; peloV
pornellas. s 8 horas e 10' da manha ; e pe-
to Dr. Firmo as 5 horas eda tarde de hon-
tem.
Communicados.
ESTRADA DE FERRO.
VI
Na improficuidade de todo o recurso juslica
desla trra gloriosa, de lodo o recurso pela sim-
ples e pura exposisode allegado do direito em
juizo, e em quanto nao se fecha a imprensa as
queixas e s reclaniaces dos opprimidos pelos
poderosos, em quanlo nao se nega esse artigo da
conslituico que faculta a manifestaco do pensa-
menlo pela imprensa, como est j proposlo no
senado brasileiro, cm quanto ainda nos podemos
aproveilar desta ultima e nica garanta, tao gran-
de ero qualquer parte, embora j to insignifi-
cante nesla Ierra sem costuraos e sem morada-
de ; como a impudencia ainda nao gelou lodas
as almas, prosigo pedindo a allenco do publico
na exposicao dos meios e dos fins com que a com-
panhia desapropriadora da estrada de ferro pre-
tende exlurquir-me, contra lodo o direilo, as mais
^T^T
ILEGVEL
'


DIARIO DK PERNABMUCO. SABBADO 18 DE AGOSTO DE 1860.
interossanles parles de meu engenho, fundada
s somonte no seu poder, na sua arrogancia, na su
insolencia, no despejo com que se lera servido
sempre do desempatador as desapropriacoes pa-
ra sanecionar seus interesseiros caprichos.
E prosigo porque apezar de loda a corrupgo
da epora, apezar de toda a depravago dos costu-
nies tiesta trra, anda ha corages que sentetu,
faces que coram, almas fortes e, embora poucas,
vonlades enrgicas que saben resistir s inipost-
coes dos fortes. E vamos por tanto anda esclare-
cer, e levar ao ultimo ponto, ao menos at onde
me Mr possivel fazer chegar, a luz da verdado
nesla questo; porque enlao nao sera a falta de
clareza, que dar motivo a que a coropanhia.aga-
chada esibilando por t>azdas cortina, possa em-
buiro senhor desempatador pelos seus misera-
veis sophismas, pelas suas fementidas allegagoes.
nao ousando vir a publico sustentar o direito de
sua iniquidade, nem contestarme no que tenho
exporto, porque quera tnlapelo engao,detesta a
luz e s maneja dos escondrijos, porque a iniqui-
dade nao pode sustetitar-se pela razio nem pela
patarra, porque a companhia julga-se bem en-
trincheirada pela alta posirao das altas persena-
gens que a compe, de qu est segura no ser
jamis nunca deslocado por raaiores que sejam
seus escndalos e iniquidades, porque cousas des-
tas que, nos lempos degeuerados, nos paizes
corrompidos, diio tola a importancia, prestigio e
seguranga a quera tera a forga, o poder e o carac-
t"r de as praticar.
E' por isto que nao s por este meio de to
grande publicidade que o Brazil est ameagado a
perder, como parlicularmenle me dirijo e rae te-
nho dirigido ao Sr. Dr. Buarque, porque como
descmitaRrdor deve ser justo c imparcial, deve
ser um juiz, com^i espero que o ser, embora to-
pejo, a seguranza ua compatible, qtw so leudo i grande o elevado tas uiile eme* ciassos a soca
por si o maior escndalo e iniquidide que, pre- dade, vio reunidos sob o mesmo tecle, curvados
tende se pralique nesta questo, como outros es- | ante a mesma urna funeratia, homeni de todas
cndalos e iniquidades sempre se lem praticado as cores polticas, prestando reverentes o ultimo
as outras antes de ser engenhoiro fiscal e de- e o .nais solemne lestemuuho de grahdao e res-
sempatador o Sr. Dr. Buarque, smente me as- peilo memoria do conselheiro de cuerraBi-
sombra a companhia, digo, queso tudo por ses- ; rao da Victoriao tenenle-genersl Jis Joaquim
candalosas estorbos nao posso comprchender : Coelho, fallecido na provincia de Pero imbueo aos
como possa esperar do Sr. Dr. Buarque que elle 19 dias do raezde junho passado.
sanecione a iuiquidade do que ella pretende
zer-me victima em sen alto interesse.
fa-
Do Brasil, que devia muito ao illusre finado.
Em outro artigo mostrarei como esta terrivel eabia s provincias de Pernambuco e Baha ex-
companhia a cauza pelo menos em metade das i 'remecer e chorar a mortc do hometa que fal-
grandes mizerias da estrada de ferro, para se ver luceu privando-as de um bravo e enrgico sol-
at onde chega a insuporlavel ganancia da com-
panhia desapropriadora, os immensos prejuizos
que ella lem dado nao s aos particulares a quem
violenta ; como ao publico, para se ver al que
ponise deve suportar tanto despejo, so nao
chegada a vez, agora que tenho bem patenteado
a verdade. agora que a iniqtiidade de que ella
dado, de um funecionario probo e integro, de
um cidado distincto, de um amigo modelo, de
um noiavtl pai de familia. Caba a ellas prin-
cipalmente lomar notoria essa grand) e lasti-
mosa perda, por que foi nellas alternadamente
que seus servicosse suceederam com leves in-
terrupces pel longo espado de loncos e afa-
prelende fazerrae victima lo patente c to gran-' no30S annos, sem que urna nodoa. sen que um
de, agora que desempatador e engenheiro fis- excesso raanchasse jamis urna vida, quo so fln-
cal o Sr. Dr. Buarque, se nao chegada a hora ou para legar a posleridade urna das raais cha-
de dobrar-se a cerviz ao dragJo para nao prose- rus glorias desta poca de tormentos, e que a
guir, c ainda mais afouto do que d'anles, na sua humanidade julgar um da como ell i sabe jul-
marcha de emboscadas, de assaltos c videncias, 8ar porque, se os homeus sao muitas vezes le-
viaoos, ella sempre justa; porque, embora
aquelles seexcedam na pena ou as j;racas, esta
deslingue ludo, e quando as paixoes la occasio
passam, ella encara os homens e os fictos a san-
gue fri, arranca a purpura e os arrainhos ou
despedaga os andrajos e lega somenle poste-
ridade frontes radiantes de gloria, cingidos de
coras viren les
Pernarabuco. que tinha entre seus llhos o il-
Jnua por ikivogo.
A Exma. Sra. D. Marisnna de Seabra Andrade,
senhora do Sr. Francisco de Seabra Andrade.
Juia protectora.
A Einia. Sra. D. Anna Cavalcanti Pessoa da Vei-
ga, senhora do Sr. Dr. Jos Mara Hoscoso da
Veiga.
Hordomos.
Rvd. vigario Jerorrimo Jos Pacheco de Albu-
querque Maranho.
Dr. Herculano Antonio Pereira da Cunha.
Major Ignacio Vieira de Mallo.
Dr. Joao Dias da Silva Coulinho.
Jos Mara de Albubuquerqne Maranho.
Tenente Antonio Ribeiro de Moura.
Padre Luiz Jos de Araujo.
Padre Antonio Marcelino Cavalcanti.
Padre Manoel Jos de Olveira Reg.
Vigario Basilio Gongalve3 da Luz.
Manoel Cabral de Uliveira Mello.
Francisco Jos de Souza Pinto.
Mordomai.
As Exraas. Sras. :
D. Candida Josepha de Olveira Mello, senhora
IV
com suas fauces voraces a tragar as victimas in-
nocentes de sua iusaciavel ganancia.
Recito 14 de agosio de 18S0.
Jos Leao Pereira de Mello.
Timn e a Ordena,
ii
no dinamo ao Sr. Dr. Buarque. Sabom os habitantes de Goianna que anda fo-
ragido e homisiado por varios engenhos o crimi- 'stre general, qne colheu silenciosa seu ultimo
. noso Luiz Maricota, o assassino de Mariinlu Joa- ; suspiro, foi como devora ser a prmeia a render
da a arrogancia oseguranca da companhia que qu>ra de Mello. Coberlo de crimes e de proteccao. a seu cadver o culto que mereca, i tancar a
denota a pretenc de fazer desse agente do'go- Luiz de Maricota tera podido illudir a vigilancia pnmetra palma sobre esse grande tmulo nacio-
verno escolhido'para garantir o direito das partes. da polica que prosegue em seus esfon-os afim de "al- a soltar em (uj o primeiro grito le dr pun-
de captura-lo. I 8e,llt e. amarga.
No intuito de arredar de certas localidades as; Depois cabia a nos, miis proxitnis e mais
vistas policiaes, urdiram algn* espirilos o ig- am'gos, cabia mageslosa Baha levantar-se co-
nobil trama de apon'arem Pedrcgulho como a mo se levanlou e dizer cheia de dignidad o ulli-
gnarida de Luiz Maricota. Sendo Pedregulho
propriedade dos distinctos filhos do Sr coronel
Joo Joaquira da Cunhi Reg Barros, a insinua-
gao perilla ora a mais propria para denegrir a
e que tem em si todas as qualidades e meios de
fazer sustentar um carcter independenle, que
denotam.digo, nao obstante, a prelenro de fa-
zer delle o meio de sua iniquidade.
No artigo procedente j mosirei, contra os tne-
xericos da companhia feitos de seu escondrigio,
que nao ella, mas as pessoas do lugar que de-
vem informar ao arbitrio e o Sr. Dr. Buarque se
o mea engonho tufo polo riacho, uu co nos an- reputaco d'essa importante ramilla que est
nos seceos elle q&o lira dous mil 9efl s como !,pjo dohaito da presso das mais torpes calutn-
deposilo das aguas do acude, quando esse fraco "'DS-
recalo secca, e por tanto como se deve calcular Protestando Timn que nao entrara por certas
rao adeus ao grande soldado que se perdeu na
sombra da campa, mas cuja memoria se esque-
cer jamis.
Cauia, e fe-lo ;como devia, como podia fa-
zo-lo.
E pou, pelo rapouso otorno do Ilustre tinado,
celebrou-se hontetn pelas 9 horas da manha na
igrejs de S. Pedro urna missa solemne em pre-
USULi,lW DA MAKK.
B-aixamar as ti h 6' da marrha, altura 0.50 p.
Preamar as 5 h 18' da tarde, altura 7.50 p.
Observatorio do arsenal de mnrinlia 17 de agos-
to de 1860 VlKCiSjiJKlOB.
Editaes.
Pela inspccQo da atfandega so faz publico
que no dia 20 do corrente, depois de meio dia
se ho de arrematar em hasta publica, sendo a
arrematarlo livre de dircitos aos arrematantes,
as seguioles mercaduras diamante JN, 50 por-
tas de ferro para fogoes, pesando Sifarroba, va-
lor da arroba 3>200, 30 0|o 809 ; 2 barricas com
grelhas para fogoes, pesando 38arrobas, valor da
arroba 35200, 30 O/o 121J600.
Alfandega de Pernambuco, 16 de agosto de
1860.O inspector, Denlo Jos Femandes Barros.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm Sr.
presidente da provincia, manda fazer publico,
que ra novamente prara para ser arrematado
do Sr. tenenle -coronel Jos Cabral do Olveira a quera por menos fizera'obra a fazer-'se no hos-
Melln- pital Pedro II. avahada em 50:1682800, sob as
1854 e apresenlem seus requerimentos no razo
de 60 dias contados desta data, certos de qne a
que for nomeado fies obrigado a prestar quelle
serventuario a trra parte do rendimento, segun-
do a respectiva lotago do conformidade com o
que dispoe o art. J. do decreto n. 1294 de 16 da
dezembro de 1853.
Secretaria do governo de Pernambuco, 9 de
agosto de 18R0.O secretorio do governo, Jo*
Itodrianes Chaen.
O Dr. Anselmo Francisco Perslli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Chrislo, e
juiz de direito especial do commercto destaci-
dado do Rccife de Pernambuco e seu termo,
por S. M. I. e C, que Deus guarde etc.
Fago saber aos que o presente edilal virera. a
delle noticia liverem.que a requcrimenlo de Jos
' Luiz Pereira, acha-se alierta a sua fallencia pela
sentenga do llieor seguinte :
Mostrando Jos Luiz Pereira, commercianle.
eslab-lecido com lja de fazendas na ra Nova
! n. 16; ha-rer cessodo os- sf ns pagamentos, decla-
ro ditp Pereira em estado de quebra, cajo termo
legal flxo a contar do dia 28 de junho proiimo
passado.
D. Adelaiie.de Oliveira Andrade. senhora do Sr. I ondi ^ .nn^ndS .TenS ^ arTem" B^r *T-aT SSS S.Cred0rP.. """T
Dr. Joaquim Jos de Oliveira Andrade. taeao no dia 25 do corrente. Brothers-& C e depositario interino Het.ry Cib- ,
Epara constar se mandou afiliar o pre.enle e v,"' ?^StlZX ni? i/"rame.nloldo es-
publicar pelo Diario I*'0 e Por C9te lerrao do ^fuso, sera esta sen-
Secretaria
D. Joaquina Cavalcanti de Albuquerque Mara-
nho. senhora do Sr. Jos Maria de Albuquer-
que Maranho.
D. Bellina da Costa Villar, senhora do Sr. Fran-
cisco de Paula Brrelo Coulinho.
D. Belisia Olympia de Oliveira Mello, senhora
do Sr. alteres Amaro Gomes de Oliveira Cou-
linho.
D. Amelia Cesar Coulinho. senhora do alteres An-
tonio Aurehano Lopes Coulinho Jnior.
D. Maria de Sani'Anna Mello, senhora do Sr.
Joo Barbosa de Mello.
1). Maria Cavalcanti da Silva Cabral, senhora do
Sr. major Joo Antonio da Silva Cabral.
D. Maria Brasiliuna da Cunha Coulinbo, senhora
do Sr. lenlo Henrique Pereira da Cunha
Coulinho.
D. Umbelina Francisca de Oliveira Mello, senho-
ra do Sr. capito Filicano Jos de Mello.
D. Emilia Tavares de Araujo Pregas, senhora do
Sr. Thomaz da Malta Cavalcanti.
D. Anna Bemvinda de Mallos, senhora do Sr. l-
enlo Francisco de Paula Albuquerque.
de
mez as 10 horas da
ndante das armas, aalisfelle 2P K^iW1* 22: ^.tra, provisoriamente1
suas bemfeitorias, as quaes bemfeitorias nao sao
os predios c as lavouras somonte, mas tambera
todo o beneficio praticado nellas e que as fazem
cuiivar e lavradios; que nao isto somonte que
nellas deve ser iodemnisido, mas ainda o valor
em que lica a proprodado, o meu engenho na
nos>a questo, pola localidade, na proximidade
do iiiesmo, em que (Icam as torras a dosapropriar-
se, por setem do partidos de cana e ae cercado,
nao s de grande cummodidade e inleresso para
o mesiiio engenho, como de cssencial dependen-
cia, o do irreparavel prejuizo a sua desapropiia-
rio.
Fiaalmenlo moslrei, como, anda contra os
:: (crieosda companhia, o senhor desempatador
iiju innova urna interpretaeo cntendendo a le
ueste sentido como ella clara c expressa, como
so a tem observado as outras provincias, c pelo
contrario iniquidade seria mandar tirar gratuita-
mente meus terrenos to essunciaes ao manojo
commodo de meu engenho, sera allendur a todas
estas circumslaocias que segundo expressamente
a le determina, nfluem no prego para a desa-
propriaco ; seria urna iniquidade interpretar urna
loi clara e expressa porque s a companhia tem-
llie dado urna interpretaro contraria a sua ex-
| resso para assim fazer fortuna com os bens a-
lheios.
E na verdade, quem nao sabe que a maor van-
tagem, o grande interesse que se d um engenho
ler os seus partidos as proximidades da fabri-
ca? Depois das vaneas do Cabo, todos os engo-
i li is quo se soguera para o centro teem as suas
varzeas milito estrellas. A estrada de forro pro-
ana sempre estas varzeas por maior ficilidade, e
como ollas sao estrellas, occupa-*s quasi em to-
da a sua largura, nao com o atierro smente, mas
na largura da desapropriaro que em regra c de
qumze o mais bragas, e que a respectiva compa-
nhia a faz conter entre valados.
E1 isto o que se d no meu engenho. Os terre-
nos dos meus partidos que a estrada corta s."io
varzeas estreitas, e que icam quasi aniquiladas.
Perdidos aquelles partidos, tenho de plantar em
outros'distantes, .o que me d animalmente um
prejuizo incalculavel, um prejuizo que a le man-
da indiiniiisar, e que so me pretendo causar sem
a menor reparaeo, porque a companhia lucrado-
ra pode dispensar na lei.
Ea companhia pretende extorquir de mim
gratuitamente a minha propriedade, porque cu
nao quiz acceitar em pena, era castigo, porque
cu commetli o crimo de losa potencia em nao
querer acieitar a migalha que ella me olf-Teccu
i favor por essa indemnisacan, como lem teilo
com todos os desapropriados.dos quaes uns loem
:i Vido o favor,nutro-teem perdido ludoeni cas-
tigo pela desapropriagao judicial, outros linal-
mente teem feilo prsenle poderosa companhia
de tudo precisa e ludoengole, tem feito pre-
sente dessa migalha.
Desle numero porcxemplo o Sr. Antonio Al-
Tes da Silva, quo nao querendo receber pelas var-
zeas de seu engenho tambora lias proximidades
desle, una ridicula quantia (tresentos mil reis)
dcixou que a companhia se apossasse das torras
independenle da nlerposico judicial, regeitando-
me a offerta:
E nao ao accaso que trago esse exemplo,
para mostrar como o grande prejuizo do Sr. An-
tonio Alvos fez-se logo patente e seusivel desde
o momento em que sofireu essa desapropriaco
awijnrel e gratuita era seu engenho.
E o facto que estando arrendado o dito cn-
genho do Sr. Antonio Alves, o seu rendeiro mu-
so embarazado para trabalh-ir, porque a grande
vsntagem de tal engenho para o cultivador era o
interesse que davam os partidos prximos. Ca-
reca o rendeiro porlanto de plantar longe, e as-
sim, seniindo-se prejodicado, pediu um abati-
nionlo na renda do engenho, ou a reciso do
Contracto do arrcndamcnlo.
E quer saber o publico quanto exigiu, quanto
o Sr. Antonio Alves foi obrigado a conceder '?
Concedeu um abatnenlo animal de 503000 rs. I
Assim para inderanisar o prejuizo de oOOjJOOO
por auno, a companhia olfereceu por toda a elar-
nidade a quantia de SOOfOOO! E o Sr. Antonio
Alvos que conhece a forra, o poder da compa-
nhia, nao se animou a ir a juizi), nao espern ser
citado para dar gratis o seu terreno, entregou-os
o*o gratis e rogeitou os irezentos mil reis, por
que o Sr. Antonio Alves nao carece deste favor
da companhia, nao carece de suas migalhas.
E osla a garanta do direito de propriedade,
que a conslituirao nos d em toda a sua pleni-
(ude.
1". esla o ndcmnisag.So que as leis regula-
tncnlares mandara fazer as desapropriages 1
Ora assim lem ido a companhia recebendodes-
tes presentes, ou dando urna migalha por favor
aquelles que o querem receber; assim pizando a
todos, que nao veem garanta nem probabilidade
de xito na lula contra este poder colossal. Mas
o ilion prejuizo. a que me quer dar a companhia,
c mui grande, de minios contos de reis; nao
cstou em circunstancias de fazer esse sacrificio ;
c nao tenho remedio se nao lutar contra o colos-
so c no meu por ora nico refugio, esperando ser
nhor desempatador, nao s para elle nao ser o
meio de urna tao grande iniquidade, como por
que o Sr. Dr. Buarque est po caso, as circuns-
tancias de dar alguoja garanta aos de mais pro-
natural que os espirilos calmos e sensatos res- chefe de polica, commandante da estago naval,
peitam sempre. A familia um sancluario sa- secretario da provincia, directores des arsenaes
grado em que nao so mette rao impunemente. de S"erra e da marinha, capito do pirlo, com-
Quando os nosses adversarios ousara sahir ma"dante superior interino com as oBcialidades
campo, provocando-nos para que expliquemos de 'odos os corpos da guarda nacional. as do exer-
os motivos que deram origem ao assassinato de cil0> da armada e do corpo de polica, desem-
Marlinho, ellos contam com a nossa g"nerosi- bargadores, juizes de direito c municipaes, len-
dade e discripeo. Nao iiludamos, pois, tao pru- tes da faculdade de medicina, empregados de fa-
denlejnizo. zenda e de adrainistraco, corpo consular, asso-
0 que se sabe, como versBo corrente, que claao comraercial, directores de lodos os esla-
Martinho Joaquim de Mello recusara o seu apoio .'-'lecimcnlos de crdito, represeatant js das prin-
certa maclunago, cujo segredo desceu com c'Paes casa da praga, jornalistas e homens de
letras, em presonca cmfnn de mais lie quinhen-
ellc ao tmulo. E ahi, exrili o vulgacho o mo-
tivo que armou e punhal de Luiz Maneota.
Convm, entretanto, notar era resposla ao
communicante da Ordem : E' monos verdade
qua Martinho Joaquim de Mello houvesse em al-
gum lempo recebido do subdelegado Pinlieiro a
noineacao de inspector de quarleirao. E' esla,
como todas, urna calumnia miseravel.
Muito ao contraro. Longo, bem longo de ser
nomeado inspector pelo subdelegado I'inheiro,
tas pessoas que all representavam todas as clas-
ses da sociedade'.
Havia no centro dessa igreja traja la de lucio
um mausoleo agaloado de prala, sobro cuja ur-
na descancavam o chapeo e a espada do general
ea cujos ngulos se erguiam quatro trophos
d'armas onde a bsndeira nacional, rolvendo-se
ajienas ao sopro da aragein, pareca lambem di-
zer por sua parteo triste e derradeiro adeus ao
Copia. Quarlel do commando das armas da
e de junho de mil oiio ceios e
em d
mma
idade cora que forara feitos os difT._
rentes ciercicos de fogo de alvo e manobras du-
rante o passeio militar que hontem fez o stimo
batalliao d'infantaria ao Rio-Vermclho, se com-
praz em declarar quo o Sr. major commandante
interino Jos Francisco da Silva, o seus ofliciaes,
se tornam merecedores de louvores pelo bom de-
sempenhode seus deveres, assim como que todas
as pracas de prot o recebam igualmente. As-
signado Jos Antonio di Fonscca Galvo, co-
rout-l commandante das armas.
tonga remettida por copia ao juiz de paz compe-
tente para a apposigoo de sellos, que ordeno se
ponham nes- bens, livros e papis do fallido.
F. feila a publicagao da presente nos termos-
jos arls. 812 do cdigo e 129 do regulamento n.
<38, seguir-se-h as ulteriores diligencias, quo
o dito cdigo e regulamento exigem
Recife 4 de agosto de 1860.Anselmo Francis-
co Perelti.
ment, declararan) que nao aceitavam a curado-
ra, e subindo os respectivos autos minha con-
clusao, nelles dei o despacho do Iheor seguinle r
A vista da carta de As. 0 nomeio euradotes fis-
ca>s os credores Flix Sauvage & C. que pres-
tsro o juramento do estylo. Recife 8 de agosto
de 1860.-A. F. Peretti.
E mais se nao continha em tal despacho aqu
c para cumprimento da minha sen-
oitava. 32*; 85 parea de golas sns com 18I \ Si nar?L' ^ S Credoe9 do <*<}0
a v,s .4aoit.v..723; coroas do filagl ^no7l ZZ^ "" ^ d0S aud,,-
com 22 oilavas a 5* a oilava. 110a ; 3 medalhas manha am
da thesouraria provincial de Per-
nambuco 17 de agosto de 1860.O secretario,
A. F d'Annunciari).
O Dr. Anselmo Francisco Perelti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e I
juiz de direito especial do commercio nesta ci- '
dade do Recife e seu termo, provincia de Per- j
nambuco, por S M. o Imperador, a quem Dos |
guarde, etc.
Fai
delle
do corrento anoo se ha "de arrematar era praga
publica deste juizo e sala das audiencias os bens
seguintes : diversas pegas de obras de-prala com
o peso de 2t52 oilavas a 300 rs. a oilava, res
750J600 ; 33 trincelins chatos cora 200 oitavas a
53 a oilava, 1:000$; 2 rosarios cora 8 oitavas
ambos por 40fl ; 110 annes com podras e sem el-
las pesondo7 i oilavas, a 53 a oitava, 370$; 15 pares ,
de argolas corladas com 16 oitavas a 43 a oitava,! transcripto
643; 11 ditas de lilagran com 8 oitavas a 4S a tonca ron*
a rasa fallida.
E para que chegue ao conlieciinenlo de lodos,
maudei passar editaes, que serao publicados e
affixados nos lugares designados nos sobreditos
artigos.
Martinho fra por elle preso em 26 de maio de' !,omerr>. ao cidadao e principalmente.ao soldado,' Jun
O abaixo assignado, desojando dar ao Illm.
Sr. Dr. Ludgero Vieira de Azevedo urna prova
do seu eterno reconhecimenlo pelo interesse que
tomoj em ver restabelecida a sua senhora, visi-
tando-a por muitas vezes durante os dias que
ella sofreu da epidemia reinante, sem que pelo
sou Iralialho nada qui/.esse aceitar, recorr por
isto t este jornal, atlm de pedir-lhe que se digne
ao menos receber os seus sinceros agradecimen -
tos. contando sempre cora a araizade e eterna,
gralido de Francisco Antonio de S Brrelo
cetas cora 6 oilavas a 63 a oilava, 36j ; 4 varas
e meia de cordo cora 32 oitavas a 4$ a oilava,
1283; 5 varas e meia detrancelim com23oitavas
a 43 a oitava, 92j; 2 varas de collar com 7 oilavas
a 4J a oilava. 283 ; 10 resplandores de ouro com
81 oilavas a 5jJ a oitava, 1053; 6 cadoias de col-1
lelo com 39 oitavas a 53 a oilava, 1953 : 8adere-
cos de ouro completos com 60 oitavas a 53 a oi-
lava, 3103 ; 100 pares de rosetas rom 118 oitavas
a 5 a oitava, 59"3; 35 meios aderegos com o
peso de 139 oitavas a 53 a oitava, 695-3 ; 30 pul- O Dr. Innocencio Seraphico de
1659 por se llie attribuir coinplicidadc no assas-
sinato de Oclaviano Jos Pereira, sondo convlen-
tmente processado por esta digna autoridade e
despronuticiado por interlocutoria do juizo mu-
nicipal de 8 de junho do mesmo auno. Os autos
ahi existera no respectivo cartorio, onde podein
ser consultados vontade do communicante
Notemos ainda quo Martinho Joaquim de
Mello, suspeito do haver commeltido una mortc
em Itapissuma, lora preso pelo subdelegado Pi-
nbeiro em 10 de julho de 185S, sendo posto em
liberdade 3 de agoslo do mesmo auno por nao
haver indicio que aulorisasse a iastauraeao de
um processo. Eis ah servigos bem relevantes
queajustiga publica deve ao dis'incto cidado.
que ora exorce a subdelegada de Goianna.
O que. lambem verdade c inconteslavel,
que o proprio ~Nfarliiihd H*ei guarda-costa do
subdelegado Pedrosa durante a quadra eleitoral
de 1836. O que tambera verdade, e incontes
lavol, quo o proprio Martinho fura algum lem-
po feitor do Bujari, de onde foi despedido desde
que leve desavenga com o ilho do Sr. coronel
Antonio Francisco.
0 quo tambera verdado, q 10 Luiz Maricota
mereceu sempre conftanca do Sr. Pereira Jnior
coro quem fez viagens, sendo por muflo lempo
portador do cartas e companheiro do Sr. H. G.
Machado,
E' sob estes fundamentos que a opinio pu-
btica indigna Bujari come guarida d'este crimi-
noso. Converlam para alli as vistas da policio,
e as suas diligencias nao seo certamente bal-
dadas.
Sre. Redactores. Dissera m-me hontem, na
faculdadc de direito, que tima especie de cao
damnado, que ahi amia a publicar artigos no Li-
beral, com o pseudonymo de Ante Timn,
sob o pretexto de ser ou o Timn do Diario, me
havia ferrado desapiadadamente os denles. Te-
nho encontrado no meu caminho a mais de um
cao como este ; por mais de urna vez tenho car-
regado, como agora, com poccados alhoios.
Quiz logo ver o Liberal, que nao leio,
junto no qual quem Sbe se nao tremulou alguma
deltas'nos dias de combate, as horas de perigo.
Haviam entre a multido os vultos dos Srs.
conselheiro Wanderley, Dp. Tiberio conselhei-
ro Wessiis de Leo, quo, como muita; vezes suc-
cede ao homem publico, representaran! alli nao
somenle o amigo, a familia e o cidaco, mas a
sociedade, a trra que os vio nascer ; eram tres
dos presidentes da Babia com quera o general
Coelho havia servido, que atlestavam n'aquelle
lugar a relevancia, a Icaldade ea dadicacao de
seus servigos ; eram tres bahianos di; tinelos, que
tinham por misso significar junio d'oquella urna
funeraria a quadra em quo cada um di-lles dirigi
em companhia do general Coelho a aJministra-
gao desla provincia nosses differentes e diHiceis
lempos que com o Ilustre finado j boje perten-
cem a historia.
E, preciso dize-lo aqui, se enlri esses ca-
valheiros se notava a falta muito sensivel do Sr.
conselheiro Harlins, porque S. Ex;, nao est
na Babia, e porque S. Exc. a quem nsse acto f-
nebre nao era extranho, pirlio ullim miente para
a corte: mas somenle depois do haver dado a
respeito do seus senlimentos aquejas provas,
que S. Exc. sabe dar, e que o tornarn sempre
conhei ido como um cidadao distincto e um bom
amigo. Haviam finalmente nessa reinio raui-
tos dos velhos irraos d'armas do general, que
viudo alli cumpriro ullmo dever do soldado, li-
nliara estimpada no rosto a dr pungente da
saudade que derrama lagrimas, que jbriga o ho-
niem de corago a trauspor o homeii de ferro,
deixando correr o pranto por faces crestadas na
guerra.
Sentimos deveras que a palavra ebquente de
um dos mais bellos ornamentos da tribuna sa-
grada, o Rvd. Sr. conego Fonscca Lima, nao
fosse hontem ouvida na igreja de S. I'edro, como
nos haviam dito, e cerl'o que S. S. prometiera ;
mas, se sua saude p impossibillou do curaprr
essa promessa, nao deixou com tudc de prestar
a raais dedicada coadjuvago ao3 quatro bene-
mritos bahianos, que tomaram a si a tarefa de
mandar celebrar esse acto solemne, em quo ia
empenhada a honrada nossa provincia.
E nao ha contesta-lo.
A pardo apparalo official, das honras presta-
das memoria do finado pelo segundo balalho
Alfandej
lleiilimento do dia 1 a 16.
Iden do dia 17 .
;a.
190.16231-59
7:489657
197.652|I16
Movimiento da alfaiulesa.
Voiirans entrados com [alendas
com gneros.
Voluraes saludos cora fa/endas .
com gneros .
3i
231
"l98
67
265
315
Cidade do Recife 13 de agosto de 1860.Eu
Adolpho Liberato Pereira de Olveira, eserevenle
juramentado o cscrevi.Eu Manuel Maria Ro-
drigues do Nascimento, escrivao o subscrevi.
Anselmo Francisco Perc'.li.
Assis Carvalho,
juiz municipal supplenle da 1.a vara da cidade
do Itecifo de Pernambuco por S. fct. o Impera-
dor, que Doos guarde etc.
Fago saber que em viilude da recommendago
do Exm. Sr. presidente da provincia, datada de
13 do corrente mez. convoco extraordinariamente
o conselho municipal de recurso para o dia 26 da
mesmo mz, atlm de tomar conhecimento das
rcclamagoes desatlondidas pela junta de qualifi-
cago df fregmzia de S Fre Redro Concalves
vara a arremalacio foita polo prego da adjudica- esla cidade, a qual lerminou os seus trabalhos
gao rom o abal da lei. depois do incerramento das sesses ordinarias do
E para u;uc ahogue ao conhecimento de todos
ceiras sendo urna de coral com 160 oitavas a 5c
a oitava, 8003; 15 pares de brincos com 26 oitavas
a 43 a oilava, 140$; imprtanlo os mesmos objec- ',
tos na quantia da 5 5423600 ; 1 casa torrea' sita
na ra das l.arangeiras 11.19 da freguezia de San-
to Antonio do Recife avaliada em 2:5009, os
quaes bens sao pertencculcs a Joo Paulo de
Souza, e vio 3 praga por execugo que lhn enea-
I micha Miguel Archanjo do Figueiredo e nao hfl-
| sendo laugador que cubra o prego d avaliacao.
vejo mesmo ha mais de dous metes, aslirn 5- i"fa-n.l?ria do ^Vue desde_ 8 1,2 horas
mo ainda nao tinha (ido a salisfagao de ler 11 m
que
Nao
da manha se acbava postado ao lado da igreja
e que deu as descargas fnebres, na presenga de
diversas bandas de msica dos corpos da guar-
nigo, e entre as quaes ligurava a dj corpo po-
licial mandada pelo seu digno coninundante, que
a deixa-lo em paz com o'seu hydrophobo ?"!}?.? prcslou como amigo quo sempre foi do
-Timn "nado general, havia o unmenso e quasi es-
1 pontaneo concurso de todas essas pessoas de
posigo elevada quej mencionamos, havia an-
da mais, havia a approrago gcral da opinio,
essa soberana do mundo, de que o nosso distinc-
to poeta o Sr. Moniz foi por esla occasio o or-
go, recitando urna bella poesa depois de Onda
a missa solemne.
Finalmente cabe aqu dizer que teda essa so-
lemnidade c devida aos quatro amigos do Ilustre
finado os Srs. barao de S. Lourcnco, baro de
s, se qur, dos bellos artigos de Timn
fazem honra a quem quer que os escreve.
enconlrei de promplo aquelle jornal, e pens que
foi bom que assim succedesse, pois estou resol-
vido
A Me
Mas, como me conla que este bicho ameara-
me com a publicaco da historia de minha vida,
julgo conveniente declarar-lhe. que Ihedou am-
pia race Idade de a prloda em pralos limpos, no
seu Liberal, ou em outro qualquor jornal do im-
perio.
Esla ameaga tal. que s por ella estou intei-
ra lo de que o meu detractor apenas me conhece
de nomo. E' pois urna obra de charidade for-
necer-lhe os meios de salisfazer o imprudente
empenho que contrahiu. Ei-los
Coligipe, Dr. Alvaro Tiberio de Moucorvo e Lima
dantos da provincia do Maranho, de onde sou
natural, e da do Piauhy, onde estlve estabeleci-
do por algum lempo. Algumas d'essas pessoas
conheceni-rre desde a infancia ; as outras, quasi
todas, podem dizer alguma cousa de mira. Pro-
cure-as o A/ie- Timn, indague, pesquise, es-
merilhe bem ludo quanto me diz respeito, es-
creva depois o seu lbello e o publique.
Desalio-o alta e solemnemente a que ponha
por obra a sua ameaga ; desafio-o a quo procure
em toda a minha vida, quer publica e quer par-
ticular, e rao lance em rosto um s acto meu,
que me faga corar.
Redigi, "durante selo annos, difforentes jornaes
polticos em minha provincia, onde deve ser bem
conhecida a minha vida. Os meus adversarios
obsequiavam-mecom os epithelos de feio, tolo,
lilleralo de folhelinse gasetas, c outros que taes,
mas nunca acharam a incgnita, que o Ante-Ti-
men pretende ler descoberto. Verdade c, que os
prelariosa quem a 'companhia, pelo ameaed ^adversarios, que Uve nesse lempo, em nada se
- de pareciam com esta animal venenoso, que s sabe
lia aqu o Yecife cerca de cero pessoas, neg- f. A"loni. lo* Araujo Lima ih-soureiro da
antes, caixeiros, empregados pblicos e esUt- "ouraru provincial, pertencendo 1 esto ulti-
mo a iniciativa e a direcgao que desempenhou
como o exigiam os senlimentos de um amigo em
Dcscarregam hoje 18 de agosto.
Barca inglezaJonh King objectos para a es-
trada.
Barca inglezaMary Warroll idem.
Barca ingleza Bonitamercadoras,
Brigue inglezIsabella canos de ferro.
Brigue inglez Londoncerveja e lijlos.
Patacho portuguezJareodiversos gneros.
Sumaca brasileira IlorlenciaTumo e charutos.
Importaoo.
Vapor francez Eslremadura, vindo de Bor-
deaux, manifeslou o seguinte :
1 caixa couros ; a Praeg>r & C.
1 dita chapos, 1 dita bijouteria ; a D. P. Wild
& C.
2 ditas roupa ; s Vaz & Leal.
1 dita seda ; a Manoel & C.
108 ditas vinho ; a Faria.
1 dita vestidos de seda ; a Siqueira.
1 dita bonets, chapos, fitas e galas ; a Chrs-
tiani iS C.
7 ditas sedas; a Emile Legrand.
1 dita conservas. 1 dita luvas ; a Dupral O C.
1 dita oculos o vidros ; a Delouche.
1 dila calcado ; a F. Sauvage & C.
1 dita hienas ; a Sodrc & C.
1 dita obras de ouro ; a L. do Moreira G. Fer-
reira.
8 ditas magnas, 12 saceos cominhos ; a Amo-
lim & C.
1 embrulho sementes ; a Barboza.
Patacho nacional Alfredo, vindo do Maranho,
onsignado a C. C. da Costa Moreira, manifeslou
.) seguinte :
114 bacias e laixas de rame, 1 caixo brochas
para sapateiro, 1,700 saceos farinha de mandio-
ci, 6Q0 ditos arroz, 250 ditos milho ordem.
Consulado {(eral.
Rendimento do dia 1 a 16. .
Uem do dia 17......
mandei passar editaes que sern publicados pela
tnprensa e affixados nos lugares do costume.
Cidade do Recife de Pernambuce, aos 26 de
julho de 1860, 39." da independencia e do impe-
rio do Brasil.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, es-
crivao o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelti.
O Dr. Innocencio Seraphico de Assis Carvalho,
juiz municipal supplenle do civel e erime da O Dr. Antonio Epaminondas de
primoira vara pesia cidade do Recito, provincia
de Pernambuco, em virtude da lei, etc.
Fago saber aos que a presente caria virem, em
como Paulo Gaignaux me fez a petigo do Iheor
seguinte :
Diz Paulo Gaignaux, que tendo de propdr ac-
go ordinaria aos herdoiros de J. Chardon, para
. haver a importancia da letra de l:400#, que sen-
do aceia por Amalia de Figueiredo Brilo, I he
endossada por dito Chardon, e cuja quantia
13:503i397
20j722
Diversas provincias
Rendimento do dia 1 a 16. .
teem do dia 17.......
51885
l:O02j136
que tem por sua parte o desempatador, val
porta em porta com sua mo arrebatadora, ex-
poliando todas as prnpriedades.
Felizmente eu protestei contra a desapropria-
co intentada em juizo, pela incompetencia da
companhia e pelas demais razos de formulas l-
gaos que j expend, felizmente nao nomeei ax-
bitro por esta razao; e o juizo os nomeo em
meu lugar. O juiz da Escada, o Sr. Dr. Pires
que naooffendeu a alguma de minhas todas ju-
rdicas allegages, nao por certo meu parcial.
Assim os arbitros que nomeou por minha parle,
sao arbitros do juizo e nao meus, dovera sor por-
tanto os mais imparciaes, quando nao fossem em
favor da companhia pela qual somonte o juizo se
protiunciou na audiencia de que "fallci no artigo
procedente. Mas nosses arbitros tenho eu a mais
plena o Ilimitada confianga I Sao clles o Sr.
Dr. Candido Dias, e o Sr. coronel Barros, cida-
daos agricultores, muito intelligenlos, conhecen-
do perfeitamante da materia, e desses poucos ho-
mens que entre os nossos agricultores nao sao
to novos, que sabem dar o rtevido valor a dig-
nidade de sua posigSo, e no encargo que eslo
sugeilos.
Nao menos conflonea me inspira o Sr. Dr.
Buarque ; gmente me assombr a ousadia, o des-
cuspir doestos e injurias sob a capa do anonymo,
por de mais envilecida por escriptores desta or-
dem ;em nada so pareciam, repito, com um
energmeno, que anda a saltear, desatinadamen-
te, a reputaras de pessoas que nao conhece, que
nunca o offenderara, que nao sabem, nem querem
saber do que vai por Goianna.
Dignem-se, Srs. redactores, fazer publicar es-
tas Iinhas, com o que obsequiaran ao seu amigo
e criado
J. Campos.
Recife. 17 de agoslo de 1860.
Publicares a pedido.
RAHIA20DE JULHO.
A Bahia pagou hontem urna divida de honra.
Esta trra, que nao sabe ser desconhecida, que
tem primeiro que ludo urna grande alma e um
coraco elevado, fez hontem ns honras fnebres
devidas memoria de um soldado Ilustre, que
cstranho por nascimento se fez Brasileo para
prostar ao Brasil 46 annos tic relevantes servigos.
A igreja matriz de S. Pedro vio hontem reunido
em seu seio ludo quanto esta capital conla de
quem nao morrem o reconhecimenlc e urna de-
dicacao nunca desmentida.
Louvor, pois, a osses que, nao olvidando o
dever de amigos e cidados, se collocarara
frente dos senlimentos da populaco, procuran-
do dar urna prova nao equivoca da magoa que
noscausou a noticia da mortc do Ilustre gene-
ral Coelho, que to dignamente ligou o seu com
o nome do Brasil, a sua com a nossa historia na-
cional.
Lancemos, pois, urna ultima palma sobre seu
tmulo honra e gloria a seu nomedescanso e
paz a seus restos*
(Diario aa Bahia.)
eleTcao
De ju'.-.rs, juiziis, escrives, lliesourci-
'o, niordomos e nwdomas, que teem
de festejar a gloriosa Sant'Anna, pa-
droeira da poYoaoo de licencia em
su i cnpella no da 8 de dezembro
dc.8t0.
Juiz por eleigo.
Dr. Joaquim Francisco de Mello Crvalcsnti.
Juiz por devogo.
Alteres Manoel Jos de Oliveira Millo.
Juiz protector.
Dr. Jos Pacheco de Albuquerque Maranho.
Escrivao por eleigas.
Joaquim Gomes de Souza.
Escrivao por devogo.
Tenente Domingos Jos da Cosa Braga.
Theaoureiro.
Tenente-coronel Jos Cabral de Oliveira Mello.
Procuradores.
Tenente-coronel Manoel Carnciro Cavalcanli do
Albuquerque.
Rvd. Zeferino Dornellas Cmara.
Jos da Silva Cabral.
Alteres Francisco do Seabra Andrade.
Juiza por eleico.
A Exma. Sra. D. Catharina Cavalcanti Vieira de
Mello, senhora do Sr. Ignacio Vieira de Mello.
Despachos de exportaeo pelame-
sa do.eonsufado desta cidade n <
lia 17 de asosto de isO
PortoBrigue pertuguez Amalia I, E. J. S.
Andrade & C 1,100 ponas do boi.
Lisboa Brigue portuguez Soberano, G. C. &
C, li8coitros salgados.
LisboaBrigue porluguez Tarujo & Filhos,
M. J. Ramos e Silva, 21 saccas algodo.
Recebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendimento do dia 1 a 16. 16:88530)0
dem do dia 17.......1:1145618
Consolado provincial
Rendimento do dia 1 a 16. i6:591 $030
dem do dia 17........ 878j?S65
MoYimento do porto.
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Horas
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Centigrado.
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Hygrometro.
depositada por nila Amalia, e estando ausentes,
e em lugar nao sabido, os filhos do dito Chardon, I
que sao Emilio Chardon, j emancipado e Joao .
Chardon, que ainda o niio est, e que aqui te- i
presentado por seu curador, requet a V. S. que o '
admilta a justificar as mais ausencias, em lugar;
nao sabido, afim de que julgada se propnnha a '
competente acgo, na qual se expor a pedid.,'
sendo as citacoes para todos os termos da causa !
Inclusiva a execugo.
Pede a V. S. Illm. Sr. Dr. juiz municipal da
priraeira v.ira, assim lhe defira. E I>. M. Mi-
guel Jos de Almcida Pernambuco, procurador.
Nada mais se continha em dila pelico aqu
copiada, na qual dei o despacho seguinte :
Distribuida. Justifique, ltecife 20 de julho de
1860.Seraphico.
Distribuirao.A. Saraiva.Oliveira.
Mais se iio continha em dila petigo, despa-
cho e dislribuigo, depois do que o autor jusli-
licanle provou a incerteza do lugar e residencia
dos supplicados. vista da prova lestemunhal,
que produzio, e feito-mc os autos conclusos, pro-
fer a minha senlenra do theor, verba c maneira
seguinte:
A' vista das teslemunhas de folhas 6 a folhas7,
julgo provada em lugar incerto a ausencia de
Emilio Chardon e Joao Chardon, c mando por
isso que se passe cartas de editos, com o prazo
de 30 dias para seren ellos citados, segundo foi
requerido a folhas 2, e pague o justificante as
cusas.
Recife 8 de agoslo de 1860.Innocencio Sera-
phico de Assis Carvalho.
Atienden lo ao que cima tica exposto, mandei
passar a presente carta de editos cora o requeri-
do prazo de 30 dias, por meio da qual chamo,
cito e hei por citados aos ditos supplicados, para
todo o contheudo na petigo aqui transcripta :
portento todas as pessoas, prenles, amigos e co-
13:719*119 nhecides dos referidos supplicados lites facam
.'-----------I certo de que por este juizo fican citados, para
lodos os termos da acgo competente, atlm de
i | que dentro do referido prazo de 30 dias compa-
" s | regara neste juizo para allegarem o que for a
bem de seus diretos, sob pena de revelia, e para
que lodos lenham noticia, o ao conhecimento
delles possa chegar, mandei passar a presente car
ta de edilos, que ser affixada no lugar do cos-
tume c publicada pela imprensa.
Dada e passada nesta cidade do Recire de Per-
nambuco. aos 10 de agosto de 1860.Eu Joo
Saraiva de Araujo Galvo, esenvo o subscrevi.
Francisco Seraphico de Assis Carvalho.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, c
juiz de direito especial do commercio desla ci-
dade do Recife, capital da provincia de Per-
nambuco e seu tormo, por S. M. I. e C. o Sr.
D. Pedro II, que Dos guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem e
delle noticia livercm, quo no dia 18 deste mez
de agosto do corrente anno, se ha de arrematar
em praga publica desle juizo c na sala das au
diencias, os objectos seguintes :
103 caixas francezas vasias a 500 rs cada urna,
total 51g500 6 garrafas de vinho Bordeaux a
IgOOO, 69 ; 11 francos com doce e 4 ditos com
gelea variados) : 19 garrafas cora licores finos
a 1500a garrafa, 28jf500; 7ditasde marrosquinos
a IgOOO, 11*200; 14 meiasditasde dito a 800 rs.,
Hg200 ; 82 talas envernisadas a 800 rs., 65600 ;
19 tascos grandes de vidro cora lampas a 640 rs.,
129160 rs.
Os quaes objectos sao pcrlenccntes a Ignacio
de Amorim Lima, e vo praga por execugo,
que lhe encaminham Joo Praeger & C. ; e
nao havendo langador que cubra o prego da ava-
liacao, ser a arrmalago feila pelo prego da ad-
judicago com o abate da lei.
E pai a que chegue ao conhecimento de todos,
mande.i passar editaes, que sero publicados pela
iraprensa e siTixados nos lugares do costume.
Cidade do Recife. 3 de agosto do 1860, 39. da
independencia o do imperio do Brasil.Eu Ma-
noel Maria Rodrigues do Nascimento, escrivao o
subscrevi.
Anselmo Francisco Perelti.
__Tendo sido declarado vago por decreto de 2
de novembro do anno passado o officio de escri-
vao da provedoria de capellas e residuos do ter-
mo de Goianna por imposeibilidade do serventua-
rio Joo Jos da Cunha Menczes, conforme foi
referido conselho. As sessoes scro feitas em
una das salas da camora municipal, e os traba-
lhos cumeraro as 9 horas da manha, devendo
os interossados apresentar os seus recursos nos
primeiros cinco ias da reuniao de conformidade
com o decreto n. 511 de 18 de margo de 1847.
Dado e passado tiesta cidade do Recite de Per-
nambuco aos 14 de agosto de 1860. Eu Joo Sa-
raiva de Araujo Galvo, escrivao o cscrevi.
Innocencio Seraphico de Assis Carvalho
Mello, official da
imperial ordem da llosa e Io juiz de paz do 1"
districto da freguezia do S. Sacramento do bair-
ro de Santo Antonio do Recito, etc.
Fago saber que achando-se designado o dia 7
de setembro prximo futuro, para a eleigo di;
juizes de paz do Io e 2o districto desta freguezia,
e de vereadores desle municipio, segundo as r-
deos da presidencia, que me foram comruunica-
foi I das pela cmara municipal; e em cumprimento
foi do disposto no art. 92 da lei n. 387 de 19 de
agoslo de 1816, devem os eleitores c supplentes
desla fregtiezia em n. de 58 nella residentes,
comparecer as 9 horas do supradilo dia, em o
corpo rja igreja matriz desla freguezia afim de se
organisar a mesa parochial, licando os que dei-
xarem de comparecer, sem motivo legitimo, su
jeitos a molla
da citada lei
romminada no art. 126 S 50 n. 2
17.9995668
17:4693895
o

Si
O
Barmetro.
c
V.
R

o

A noile nublada e
amaoheceu.
chuvosa, valo S, e assim
cojos nomos se seguein :
Eleitores.
O fire
Coronel Domingo Aonso Nory Per reir.
Dr, Angelo Itenriques da Silva.
Tenente-coronel Sebastian Lopw Gatroares.
Dr. Antonio Rangel de Torres Bandeira.
Dr. Antonio Epaminondas de Mello.
Em prega do publico Caotano Pinto de Veras.
Escrivao Joaquim da Silva Rogo.
Alferes Caelano .los Mondes.
Vigario Venancio Henrique de Rcsende.
Capito i'irmino Jos de Oivelra.
Major Claudino Benicio Machado.
Tenente Silvino Guilherme de Barros.
I'ropnelario Manoel Antonio de Jess Jnior.
l'iopiietaro Josuitio Ferreira da Silva.
Capito Joo Aihanasio Botelho.
I'.mpregado publico Joo Manoel de Castro.
Teneote-ceronel Rodolpho Joo Barata de Al-*
meida.
Proprietario Antonio Luiz dos Santos.
Alteres Joaquim Francisco de Torres Gallindo.
Tenenle Francisco de Paula Machado.
Commercianle Joaquim da Molla e Silva._
Empregado publico Joao Pereira da Silveira.
Artista Guilherme Pinheiro Rosa.
Artista Antonio Francisco Goncalves.
Artista Jos Luciano Cabral.
Altores Barlholoincu Guedes de Mello.
Empregado publieo Marcolino dos Santos Pi-
nheiro.
Alfetes Francisco Lucas Ferreira.
Supplenles.
Os Srs.
Capito Antonio Augusto da Fonscca.
Dr. Joaquim de Aquiuo Fonseca.
Dr Antonio Jos da Gosta Ribeiro.
Tenente-coronel Justino Pereira de Farias.
Empregado publico Joao Francisco Bastos.
Capito Jos Luiz Pereira Jnior.
Dr. Joo Francisco Teixeira.
Dr. Joo da Silva Ramos.
Biigadeiro Joaquim Bernardo de Figueiredo.
Dr. Deodoro Llpiano Coelho Calnnho.
Dr. Francisco Ferreira Marlins Ribeiro.
Escrivao Florano Correa de Brillo.
Dr. Jos Flix de Brillo Macedo.
Dr. Antonio Jos Alves Ferreira
Empregado publico Manoel da Silva Ferreira.
Capito Flix Francisco de Souza Magalhcs.
Dr. Carolino Francisco de Lima Santos.
Commercianle Francisco Antonio de Brillo.
Commercianle Antonio Jorge Guerra.
Proprielario Jos Francisco Garnefro.
Proprietario Jos da Fonseca e Silva
Commercianle Severiano Jos de Moura.
Artista Domingos Nunea^'otreira.
Capito Francisco de Souza Rogo Monteiro.
Artista Francisco Jos Correa de Queitoga.
Commercianle Caetano Silvorio da Silva.
Anisln Rufino ds Costa Piulo.
Commercianle Silvorio Joaquim Muniz dos Santos.
Commercianle Joo Panlo de Souza.
Artista Jnaquim Mlilo Alvez Lima.
Assim tambera convoco a todos os cidados
qualificados votantes nesta freguezia, cujos no-
mes foram inscriptos na lista affixada na referida
matriz, pata pessoalmente comparecorem a dar
seus votos na forma do art. 100 da mesma; ob-
scrvando-lhes, que nao sero odmtttidas as se-
dulasdos votanles que nao 'comparecorem pes-
soalmente, bem como os que conliverem nomes
riscados. alterados ou substituidos por outros,
como expressamente declara o art. 50 desta le, e
ctuo sero multados na quantia de O&OOIJ. na
forma do art. 126 7o os que sem motivo legal
deixarem de comparecer.
E para que a lodos consle. mandei fazer o pre-
sente, que ser affixado nos lugares mais pbli-
cos desta freguezia o publicado pela imprensa.
Recife, 4 de agoslo de 1860. Eu Joaquim ds
Silva Reg, escrivao quo o cscrevi.
Antonio j5omttorias de Vello.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zonda desla provincia, em cumprimento de or-
dem de S. Exc. o Sr. presidente da provincia.
communcado por aviso do ministerio da jusli- manda fazer publico queeslara em hasta pudiuj
ca de 18 daquelle mez, S. Exc. o Sr. presidente
da provincia assim o manda fazer publico afim
de que os pretendemos ao mesmo officio se ha-
perante a mesma theouraria, no da 25 do cor-
rente mez, as horasda tarde, o lM'enl0*?
dous terrenos de marinha, outr'ora alganos, son
vililem na forma do decreto n. 817 de 30 de agos- ns. 376 e 377 entre a ra do Brum e a do caes ae
lo de 1851 e aviso n, 252 de 30 do dezembro de 1 Apollo, contiguos as casas do commendador joss
*
> .


fi)
Tereir Vianna e Mesquita & Dutra. Os prelen-
dentes pedero comparecer no da e hora de-
signados thesouraria onde se fara a arrcmala-
ro. Secretaria da thesouraria defaiendado Per-
nambuco 13 de agosto de 1860.O oflicial maior
iuleiino, Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
Declarares.
Foi opprerrendido no poder do nreto Jos,
cscravo de Jo .Va Baptista da Costa, um cavao
castanho, que dito preto confessou haver furta-
do, e se acha depositado por ordem deste juizo :
quem so j'ilgr com direilo, comprelo, que pro-
vando, Iho ser entregue. Delegada de polica
do 1 districto do termo do Recite 14 de agosto
de 1860.Pcnna Jnior.
Genselho de contras navaes.
Tendo de protnover-se a acquisico dos objec-
tos de material abaixo declarados, manda o con-
"selho fazer publico que tratar disto em sesso de
18 do crreme mez, vista de proposlas em car-
las (echadas acompanhadas das amostras do qne
ouber na possibiliJade, entregues nesse da ali-
as "1 horas da luanhai.
OBJECTOS.
Para o consumo do arsenal e navios.
Ancoretas de 2 a 7 quintaes 9.
Breu 10 barris.
Colheres de ferro 100.
Caivetes de aparar pennas 25.
Cabo de linho de a 3 pollegadas 50 pecas.
Colchoes50.
Estopa de algodo para limpar machinismo
42 arrobas.
Ferro inglez de 4(8 10 varoes.
Hilo dito de 5)8 10
Dilo dito de 6|8 10
Dito dilo de 7|S 10
Dilo dito de 8|8 6
Dilo dilo de 9|8 C
Dito dilo de 10S 6
Hilo dito de 11|8 6
Dito dilo de 12|8 6
Oraixa do Rio Ciando 30 arrobas.
Gamma greixa 12 frasquinhos.
l.anternas de patente '
Lixasde vidro 200.
Liiihageiu para saceos 300 varas.
Navalbasde marinheiro 100.
Pavilhes de navio 2.
Papelo 500 folhas.
Papel baeta 6 arrobas.
Presos de cobre para forro 5 arrobas.
Papel hullanda 2 resmas.
Papel borrador 10 i-adornos.
Piassava 5 niolhos.
Pennas de ave para escrever 10 maros.
Remos de laia de 12 a 18 ps 100. "
Sondareza 4 peQas.
Tinta prela 20 latas.
Tinla para escrever 20 arralas.
Travs de qualid-idcs lO.
Travesseiros 50.
Talhcrcs 97.
Para as obras do porto.
Cemento claro de Bolonha 1,1)00 barricas de 10
o 12 arrobas cada urna.
Sala do conselho de compras navaes em 13 de
agosto de 1860.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Arijos.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para seren re-
colhidas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emissao do banco.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se taz publico, que na
data infraforam aduiitlidos matricula Joo Eu-
genio Tissel o Joo Gustavo Tissot, socios da tir-
ina coruinercial Franceza de Tissct Frcres, do-
miciliada uosla cidadedo Recife, e Francisco Ig-
nacio Pinto, na qualidade de ageule de Leudes.
Pola mesma secretaria tambera se faz publico,
que na sobredita dala foi registrado o papel de
occordo feito entre os socios da (irma de Amaral
Alvos & C, quanio a saludado socio Jos de A-
lenqucr Simos do Amaral, ficando a sociedadu
soment-: com o socios Jos Alves da Silva Gui-
niaraos, residente nesta cidade, e Charles Salo-
man em Pars, e pertcnecudoa aquelle o uso da
lirraa social de Alvos & C, e a gerencia e admi-
nistracao do estabelocimenlo commercial.
Secretaria do l'ibnnal do commercio de Per-
nambuco 17 de agosto de 1860.
Dinamerico Augusto do Reg Rangel.
Ku iiiipt-dimonio do Official-maior.
Corrcio ge ral.
Rclacao das cartas seguras existentes n a adui-
nistracao do corrcio dcsta cidade para os seuho-
rca abaixo declarados :
Clemente de Araujo Lima Jnior.
Eneas de Araujo Torreo.
Filippc Dallro de Castro.
Gonsalo da Silva Forte.
Joaqun) Policio Pinto de Alraeida.
do U' de Almeida.
Manoel Soares de Albergara.
Arsenal de guetra.
Nao se tendo realisado a arrematado dascos-
turas j anunciadas, o Illm. Sr. coronel director
manda de novo publicar, a quern pretender cus-
tura-las, aprsente suas proposlas em carta fe-
chada na directora do mesmo arsenal no dia 20
do crrente, pelas 10 horas do dia, devendo ditas
proposlas precisar do menor fetio de cada peca
de lardainenlo, aprsente fiador idneo c rec-
liie-las no prazo de 35 das.
Peijas.
Caigas de brim branco.... 1069
Camisas de algodozioho. 1 0
Arsenal de guerra, 17 de agosto de 1860. O '
amanuense,
Joo Ricardo da Silva.
Conselho administrativo,
O conselho administrativo, para foruecimenlo
do arsenal de guerra, em cumprimcnlo do art.
I do rogulamenlo de 14 de dezembro do 1852
laz publico que foram aceitas as proposlas dos
senhores abaixo declarados.
Para a enfermara da colonia de Piracnleiras.
\ entura Pereira Pcnna :
.>J^(l,ch0es -vasios feil de Pannn de linho a
.53. \L travesseiros da mesma fatenda a 800 rs
t camisas de la a 2J000. "'
Para fomecmento do arsenal de guerra.
Joao Carlos l.umache :
10 toneladas deearvo de pedra, a 831000
tonelada.
Par? provuneulo do armeuem do arsenal de
guerra.
Ferro sueco quadrado de 7/8, quintaes 10; dito
de dito de 6;8, quintaes 10: 5 cadinhos de n. 2;
limas meia cannas de 14 pollegadas, duzias 4; di-
ta chatas de 12 pollegadas, duzias 4 ; ditas raur-
eas meias cannas de 6 pollegadas, duzia 1; ditas
murgas meias cannas de 8 pollegadas meia duzia,
tarrachas para bancadas 10; parafusos de n. 13.
grosas 10 ; barril com 20 caadas de azoile
doce 1.
Tara os armazens do arsenal de guerra, foxtale-
zas, compsnhias de cavallana e menores do
mesmo arsenal.
Vassouras de palha 400 ; vassouras de
co 100.
DIARIO DE PERNAMBtJCO. SABBaDO 18 DE AGOSTO DE 860.
jun-
Para a couipanhia de cavallana.
Ps de ferro 4 ; clrins 2 ; cordoes para canu-
dos de folha de inferiores 4 ; apparelhos de lim-
peza 16 ; enchergas 64 ; sellins 22.
Quera quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 27
do corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fomecircenlo do arsenal de guerra, 17 de
agoslo de 1860. .
liento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.

THEATRO DE S. ISABEL.
COHPlMIli LVIIiai)EC.)Illll\l\li;U
Por indisposioo de diversos artistas e professores da orchestra, fica suspenso o espectculo
de hoje,
Ensaia-se para subir cora brevidade a opera
O r. Joaquim de Aquino Fon-
seca, tendo regvestado com sua familia
do Poqo da Panella ao Reare, continua
a dar coniultas medicas, na casa de sua
residencia, na ra Nova n. 14, das 6 as
9 horas da manhaa, e das 3 as 5 datar-
de,e fra destas horas oceupar-se-ha com
os doentes de sua clnica, comooutr'ora.
Na lojan. 41 da ra da Cadeia do Recife,
iem urna carta para ser entregue pessoalmente
V y"' i08'1 Pereira de Azevedo Ramos, viu-
da da Babia.
CONSULTORIO
DO
SALO
NO
CAES DE APOLLO.
Sabbado, 18 do agosto de 1860.
.k 8 horas da noite.
Alm do baile do coslume, os intervallos sero
prcenchidos pela forma seguinlc :
Primeira parte.
1." quadro.Raile.Lula americana, pelo pro-
fessor J. F. da Silva e o Sr. M. F. Franja, que j
se acha restabelecido.
2. quadro.Baile.Luta indianna por toda a
companhia.
o." quadro.Baile.Grupos difficultosos sobre
oseadas, e o enforcado.
4. quadro. Baile.Exercicios sobre a corda
frouxa, pelo joven Joao Farreira e sobre o trape-
zio desde o t." at ao 6." exerciclo.
5." quadro. Baile.O prefessor partir sobre
o peilo urna pedra de 32 arrobas.
Segunda parte.
QUA)ROS VIVOS FING1ND0 PEDRA.
Baile.
1..Timaque, conduit par Minerve sous la
figure de Mentor, abord, aprs um naufrago, dans
l'Ile do la Desse Galypso.Adieux de Tima-
que el Narbal.Vicloire du fils d'Ulysso.
2 "Precipit de Timaque.Venus alia trou-
ver Neptuno. Timaque auprs de Nstor.
Philocls lu arracha le poignard.
3.Hrcules sur le bucher.Timaque court
hors du champ.
4.Arcsuis pere de Laerle. Timaque
ayant vu la lelo de Metredore
5.Timaque se jetlc entre le cheval aballu
el le sanglicr.
6Scenas de cosumes.
Preco sera distincc.ao alguma lj>000.
Para Lisboa,
segu impretervelmente no dia 22 do correnlc
o bngue porl-ignez Soberano : para o resto do
carga e passageiros, trata-so cora o consignatario
Thomaz de Aquino Fonseca, na ra do Vigario
n. 19, primeiro andar, ou com o capito na praca.
Para o Rio Grande do Norte e
Ass ,
segne o hiate Bcbcribe : para carga e passa-
geiros, dirijam-se a ra do Vigario n. "5.
Rio Grande do Norte e Ass.
Vai sahir com a carga que tiver, a barcaca
Ranina dos Anjos at 24 do corrente, anda re-
cebe carga a frele commodo : a tratar na ra da
Madre de Dos n. 2, ou cora o meslre no trapi-
che do algodo.
isos martimos.
Leiloes.
LEILAO
DE
agente Hyppolito autorisado por
urna pessoa que se pretende retirar pa-
ra ora da cidade, fara' leilao de um
grande sitio na estrada da Victoria,
com 143 palmos de frnte e 4 de un.
do, com grande casa de vivenda de De-
dra e cal, com 40 palmos de frente e
70 de fundo, acabada ha mezes, com
2 salas, 1 gabinete, 4 quartos, cosirha
fora, cocheira, estrilara, casa pira
pretos, cacimba, com boa agua pa
beber e bomba, murado pela frente e
cercado pelos lados com cerca de I i mao,
excellente banho e bastante arvoresfru-
tieras.
Attenco.
Previne-se as pessoas que sao deve-
Dr. P. A. Lobo (Hoscoso,
)
fflKllKfi PHIlIil K IPBMIMI.
RCA DAGLORIA,CASIDOIOD
Clinica po ambos os systcmas.
Contrata na'ri\(toc^OSCOSOd cons,ul,as todos < ^ias pela manhaa e de tardedepois de A ho.
SSJriedde?S?.Pe," '^ annualm^te P. i cidade como para os engenhos o [ouul;
encia aVurTaaTf.orl1!! 9eJ di*[SidosJ & sua csa at as 10 horas da manhaa e em caso de ur
doras a'cocheira da ra do Imperador,! fessoa, o daru'a e o' numero da c^a" da Boite Sendo Por escriPt0 em e dedare d
administrada pelo Sr. Antonio Jos Pe- metterNscsuscab^e^f [> > Jg-fc ** Possoas residentes no bairro do Recife podero re-
ogeiTebSoTl.%^0J^^^ Crou a lojade Uvros'doSr. Jos
reir do Lago, que por em quanto nao
paguem a ringuem sob pena de terem
de pagar segunda vez.
Jos Goncalves Malveira.
Os abaixo assignados, socios da casa com-
meroal nesta odadesob a razao Amaral Alves &
O-, tendo nesta data por mutuo accordo convin-
uo na relirada da mesma sociedade dos Srs. Jos
deAIenquer Simoesdo Amara!, declaram ao pu-
blico e com especialidade ao corpo do commer-
cio, que contina a referida casa commercial as
suas transaccoes e todo o seu activo e pessivo
sob a responsabilidade dos socios Alves Guima-
raes & Salomn c sob a razao social de Alves
s t. Recife 11 de agoslo de 1860.
Jos de Alenquer Simes do Amaral.
Jos Alves da Silva Guiraaraes.
V'ax ilomburger como procurador do Sr. Charles
Salomn em Paris.
Quera precisar de um moco porluguez para
caixeiro de urna padaria, o qua j tem pratica
aesie negocio, ou mesmo para taberna, que tam-
bera tem alguma pratica, dirija-se a ra larga do
Rosario n. 18, perlo do quartel de polica, que
achara com quem tratar.
Collegio
s'o de Nossa Senho-I
ra do Bom Conselho rua<
da Aurora n.26.
Est aberte o curso de commercio. A 1
cadeira regida pelo Sr. Manoel Fonseca
de Medeiros, cujas habilitacoes sao bem 9
conhecdas, e a aula funecona das 5 s 6 i
as segundas e quimas. 3
za na ra do Crespo ao p da
l\essa l0Ja,e na casa do annnncianie
mentoshomeopathicos ja bera conhecidos
Botica de 12 tubos
Ditos de 2 ditos.
Ditos de 36 ditos.
ponte velha.
achar-se-ha constantemen e os melhores medica-
e pelos prcos seguintes:
randes. ........lOfOOO
15S000
Do de 48 d'oT .:::::::: US
D)los de 60 ditos. ........"gSEK
ubosavulsoscadaum. ....'.*].....H2SS
Frascos de linduras..... .......
"emdDnrt^Cna home?Pa.thi" Po Dr.' Jahr'traduzido *
Mrtc^ffi-%r.etr.io?ar:odosiermosde medi-.
Medicina domestica do nr HoHn .I"j-' Z(,Snn0
RepertoriodoDCV.UoDofS.n8:T.dlC^^^^ '. 1g3
SUSPIROS.
Chegou nova romessa de superio
se vendem em porcoes e a realho :
res charutos suspiros das fabricas de Cardoso
na ra da Cadeia do Kocife u. 15, loja do
e Lima.
que
MM
4Ua
horas da larde
Um dito
REAL COMPANHIA
Anglo-Luso-Brasileiia.
O vapor Brasil, espera-se dos poriosdo sul do
da 14 a 21 do corrente, e seguir para Europa
depois da demora do costume : para passageiros
e enrommendas trala-se com os agentes Tasso
Irnn&oi
Para a Babia.
nacional
brevida-
A veleira e bem ronhecida sumaca
Horlenci, pretende sabir com muita
de, tem parte de seu carregamenlo proroplo, pa-
ra o reslo que Ihc falta trata-se com os seus con-
signatarios Azevedo & Hiendes, no seu escrito-
rio, jua da Cruz n. 1.
REAL COMPANHIA
4nglo-Lnso-Brasileira.
F.spera-sc da Europa de 18 a 20 do corrente o
vapor Jason, que seguir para os portos do sul,
depois da demora do coslume, para passageiros
trata-se cora Tasso Irinaos.
por
O conselho avisa aos mesraos vendedores que
devora recolher os objectos comprados no dia 20
do corrente mez, na secrotaria do mesmo conse-
lho, s 10 horas da manhaa.
etc.,
Para o Rio de Janeiro.
Vai seguir nestes poucos dias por ter
urna parte da carga prompta a veleira
barca Recife, para o reslo da carga,
passageiros e escravos trat?-se com Ma-
i noel Francisco da Silva Carrico, ra do
; Vigario n. 17, primeiro andar.
! Para Lisboa sahe impretervelmente at o
da 15 o bngue Tarnjo & Filhos por ter parte
de seu carregamenlo prompto : quem quizer car-
I regar ou ir de passagem, dirija-se ao consgn3ta-
' rio na ra da Cadeia do Recife, escriptorio de
, Manoel Joaquim Ramos e Silva.
na mesma estrada com 180 palmos de
frente e mais de i ,000 de fundos, afra
grande casa de taip. ainda nova, com
bastantes arvoiedos, banlio, trras mui
boas para plantajes, todo cercado de
madeira, baixa para capim e muitas
outras commodidades que escusado'
mencionar, podendo desdeja os preten-
dentes entenderem-se com o agente ci-
ma para explicacfies.
Na mesma ocesiao sera' vendido um
cabriolet com os competentes arreios:
terqa-feira 21 do corrente no armazem
Reliram-se para Inglalerra'osi siibdTlos brw
lannicos Cornelius Hatket, Robert Wilson.
Eserava por aluguel
Quem tiver urna cscrava e quizer tugar para
o servigo interno de urna casa de pouca familia,
paga-se bem na ra do Queiraado n. 43, loja do
Lavra.
No da segunda feira 16 docoirente perdeu-
se urna carleira, contendo apenas 12 em sedu-
las c roais urna letra de 600, aceita pelo Sr
Manoel Luiz C. de AlrneiJa, c ainda nao est sel-
lada, e mais algumas letras e papis de pouca
importancia : roga-se a pessoa que a acbou o
favor de entrega-la a Manoel Firmino Ferreira no
sen armazem de materiaes na ra da Concordia,
em cuja porta foi perdida, que gratificar com
dlnnciro que liulia dila carteira.
AVISO A QUEM INTERESSAR.
A casa n. 53 da ra do Pilar, pertencenle ao
Rvd. Fortunato Jos de Souza, se acha seques-
trada por divida a thesouraria provincial.
Roga-se ao.Sr. Jos Francisco Nanea que
tenha a bondade de nao se retirar desla praga
paia sua casa em Porto de Pedra, sem que venha
tirar seu fica, que passou na ra Direila n. 9j,
visto que foi por tres dias e fazcm quatro raezes.
Recife 17 de agosto de 1860.
Irmandade de Nossa Se-
nhora do Rosario doCor-
po Santo,
O escrivao aclual em nome da mesa regedora
convida a todos os irmos para domingo 19 do
corrente, pelas 21(2 horas da larde, comp-ircce-
rem na greja, par em corporacao acompanha-
ASSOCIACiO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Tendo-se de tratar de negocios importantes da
mesma associacao, de ordem da directora, pelo
presente aviso convido a lodos os senhores so-
cios para se reunirem em assembla geral, do-
mingo 19 do corrente, as 10 horas da manhaa
na sala de suas sesses.
Secretarla da Associaco Popular de Soccorros
Mutuos 17 de agosto de 860.
Bcrnardino de Sena Ribeiro.
Io secretario.
Na ra Direita n. 22, precisa-so de um ho-
rnera que cnlenda de todo o servido de refinaco
*-"5 aba'xo assiSados dechra'm que desde o
da 1J do crreme uilherme Carlos Monteiro dos
j Sanios deixou de ser seu caixeiro ; os devedores
dealuguel do carros s pagaro as firmas dos
abaixo assignados. Recife 13 de agoslo de 1800.
Jos Lamberto Pacs Brrelo. Horacio Romao
raes Brrelo.
Roga-se aos devedores de aluguel de carros
da cocheira da ra da Paz n. 13, o obsequio de
mapdarera pagar os seus dbitos na mesma co-
cheira cima.
Jos dos Santos Ramos de Olivera faz sa-
ber ao respcitavel corpo do commercio, que ten-
do licado a liquidarao da exlincla firma do Ra-
mos & Silva a seu cargo, julg nada dever ten-
dele a mesma : e se alguera so julgar credor
aprsente suas conlas no prazo de 3 das para ser
embolsado. Recife 17 de agosto de 1800.
Na ra da Traa n. 13, deseja-se fallar aos
srs. JoseC. de Araujo Leaos e Manoel do Nasci-
raenlo Leilao a negocio de seus inleresses.
Roga-se abra. D. Joaquina Cavalcanli de
Alliuquerque, arrendataria do silio de Tygipi,
pertencenle a Emilia Suzana da Silva Vasconcel-
os, o obsequio de mandar tra/.erna praia do Cal-
deireiro n. 2, o m,...e de um anuo de arreuda-
mento, vencido ern abril do corrente auno ; pre-
vine-se a mesma senhora que se nestes 3 das
nao o fizer, ser obrigada pelos meios judiciacs,
nao so para o dito pagamento como para enlre-
Irmandade
de Sant'Anna da
igreja da Ma Ire de Dos.
coSvidtnSn."30 m m- d" mesa rp^dora
20 iq i p S.0S SC.US ,rmaos Par 1uc domin-
parenm T16' P f hraS da tarde- com-
frri ?nm uSS" lgr6J?' para' incorporados.
n?,H=PPa,nhar aprocissao d0 S*or Bon
rPi,mS.P-ria^(,uetemd0 scr '"sladada da
'groja mamado Corpo Sanie para a nossa i
reja.
1 ou 2 an-
Precsa-se alugar um sobrado de .
il n' e7- ^ra Cslad0- com 1uinlal. "os bairros
da Boa-V,stae Santo Antonio; quera o tiver
dinja-searuedo Cresoo n.25. 4 '
ATTEl\fiO.
por convite que lhc fez a mesma irmandade__O
escrivao,
Henrique Josda Cunha.
Precisa-se de urna pessoa habilitada para
na qualidade do criada acompanhar urna senho-
ra dcsta cidade para o Rio de Janeiro : quem se
julgar no caso, dirija-se ra do Trapiche n. 13
onde achara cora quem tratar.
O senhor de engenho que precisar de um
hornera praticona administrado de engenho, fei-
m torisa o campo e planta cann da melhor ma'nei-
do mesmo .-.gente na ra do Imperador |raad(
n. 55, as 11 horas em ponto.
rem a procissao do Sr. Bora Jesu's das Portas, era i Sar, as chaves, por ter a mesma senhora soblo-
trasladacao para a sua igreja da Madre de Dos, I caiio arrendarnenlo contra a expressa lelra da
escriplura do mesmo.
Urna mulher bstanle habilitada em costu-
ras de alfaiate, p.ope-se a coser em qualquer
loja : quera de seus prestimos se quizer ulilisar,
dirija-se a travessa do Monteiro, confronte ao ar-
mazem de materiaes.
Roga-se a o lllm. Sr. Dr. Joaquim Elviro de
Moraes Carvalho o favor de rir ra das Cru/es
n. -ti para negocio de seu inleresse.
para ser procurado,
as pnmeiras letlras as horas
Para o Rio de Janeiro
sesses do_S5elho administrativo,' brend'de"- pao
So:.oTee860Ql d arSCDal W d.'SrwPGh.
ogost
francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel voaal secretario interino.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes : J
Para o fornecimento do hospital militar
Leneoes de brun 200 ; camisolas de brim com
* palmos de roda 150 ; cobertas de chita 30 ca-
misas de meia 48 ; fronhas do brim com 4'pal-
mos de comprimento 100 ; guardanapos de brim
meia 120 ; colchoes de panno cheios de laa 60
travesseiros do mesmo panno e la 60.
Objectos de metal.
Chaleiras de ferro eslanhadas 2 ; bules grandes
de folha 4 ; colheres de metal do principe, para
sopa 24 ; colheres de dito pequeas para cha 24
Mo'a dC d" Para officiaes 2 ; "ssucareirqs de"
Objectos de louga.
Copos de vidro 12 ; pratos azues 24 ; chicaras
c pires cazae* 24; bacas de rosto 12 ; ouri-
ii"0es 10.
..T qUZ.er v*r,der laes obJectos aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria
orenfe me'z8 Wh0r8S da manhaa *SSfS
na?aalafodraer1mS conselho administrado,
SJSio dT8w!Dl0 d0 ar8enal de gUerr8' 17 d
Benlo Jos Lamtuha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel rogal secretario interino.
Conselho (administrativo.
O conselho administrativo, para lornecimento
do arsenal de guerra, tora de comprar os obiec-
tos seguintes : '
A barca nacional Clementina, a sahir cora
resto da carga e passageiros, a
lherme Carvalho & C, ra do
Torres.
Para o Porlo tem a sabir al o fim do raez
o brigue Amalia I : quem quizer carregar ou
r de passagem, para oque lem excellentescom-
modos, drija-seao consignatario, na ra da Ca-
deia do Recife, escriptorio de Manoel Joaiuim
Ramos e Silva.
LEILAO
DE
Vinle caliecas de gado.
O agente Hyppolito fara' leilao po-
ordem de urna pessoa que se retira par
lora da cidade, de 20 caberas de gado
sendo vaccas com crias, ditas solteirai,
novilhas e bois mancos, proprios p;ira
carrocas, os quaes se vendero por toco
e qualquer preco: abbado 18 do cor-
rente, as 11 horas em ponto na ra do
Irapetador n. 55.
LEILAO
DE
lima casa assobradada.
O agentejHyppolito fara' leilao por
autonsacao de urna pessoa que se pre-
tende retirar para fora da provincia de
urna casa assobradada na ra Imperial
n. 40, a rjual tem os commodos neces-
arios para qualquer familia numerosa,
para mformacoes o agento cima esta'
habilitado a dar, podendj es preten
dentes examina-la desde ja : terca-feira
21 do corrente, as 11 doras
na ra do Imperador n. 55.
o que
vai ao
C0MPAM1IA PERNABIICANA
DE
Navegado costeira a vapor
O vapor Persinunga, comraandante Manoel
J. Lobato, seguir para os portos do sul de sua
escala no dia 20 do corrente mez s 5 horas da
tarde.
Recebe carga para Macei at o da 18 ao meio
dia, passageiros, encommendas e dinheiroa frele
al o dia da sahida 1 hora da tarde goraucia
no Forte do Mallos n. 1.
Para o Cear, Maranho e
Para.
Segu com muita brevidade o veleiro e bem co-
nhecido patacho nacional Alfredo por ter par-
te do seu carregamenlo prompto : para o resto
da carga e passageiros. trata-so com o consigna-
tario Caetano Cyriaco da Costa Moreira, no seu
escriptorio, largo do Corpo Santo, ou com o ca-
pitao Trav&Mo no trapiche do algodo.
em ponto
LEILAO
DE
Terga-feira 21
0
do corrente.
O agente Uchoa fara' leilao por des-
pacho do Illm. eExm. Sr. Dr. juz es
pecial do commercio a requerimento dos
credores e curadores fiscaes la massa
fallida de Jos Francisco Rodrigues da
Costa das dividas psrtencentes a mesma
rabem ensina
vagas.
_ Na padaria de Santo Amaro atraz da fundi-
co do Sr. Star precisa de um amassador
que tambera entrega pes na- freguezia.
Jos Leopoldo Bourgard, brasileiro,
lio de Janeiro.
Aviso.
O agente Ucha. ao respetavel corpo de com-
mercio, as pessoas particulares, e aos seus ami-
gos, quo mudou o seu armazem da ra do Viga-
rio n. 15, para a mesma ra u. 20, e ah se acha
prompto para cumprir as suas ordens.
Sacca-se sobro a Dahia : em casa de Ar-
kwright& C, ra da Cruz n. 61.
O Sr. Belizario Adolpho Pereira dos Santos
tenha a bondade do apparecer na ra doQueiraa-
do n. 46.
Eu abaixo assignado, tendo aceitado o lugar
de thesoureiroda irmandade do Senhor Bom Je-
ss dos Pobres na igreja do Rosario desta cidade,
e como tenham osirmaos provedor e escrivao d.
mesma irmandade chamado a si lodo o governo
e nao querendo o annunciantc acarretar com al-
guma responsabilidade, por isso faz o presente
para conhecimento do publico e do Illm. Sr. juiz
do capellas, a quem roga lance suas vistas sobre a
mesma irmandade.
Eugenio Assumpco Villa Nova.
Alten cao
Vende-se na ra da Cruz n. 48, urna
divida julgada por senteoqa, o devedor
dizem que tem loja em nome de outro
na ua da Emperatriz, cujo. devedor
chama-se Antonio Jos de Azevedo,
llilliolcs de lotera
DO
Rio de Janeiro.
Vende-se a posso
Boa-Viagem, sendo
de um terreno no lugar da
na estrada, contendo 200
palmos de largo e 900 de fundo,
dourador.que achara com quem tratar.
Seiiieas de Lisboa
a i o sacco : no caes da ilfandega n. 7.
Milho novo.
Vende-se milho a OjSOO
Cadeia do Recife n. 3.
o sacco : na ra da
miTi, J Dm boa casa de sobrad era
"linda, sita ai. ra Nova n, 19, lera excellcntes
commodos e bom quintal ; e com os coccertos
ltimamente foilos se acha quasi que novo o
predio : quem precisar, dirja-se a Manoel Gon-
alves da Mlva. ra da Cadeia do Itecie.
massa no seu armazem na ra do Viga-
rio n. 20. Ao meio dia em ponto.
Avisos diversos.
Na taberna junto ao sobrado novo do Sr
Figueiroa vende-se massa de tomates a mais no-
va que ha no mercado, peixe sovel, chegado na
ultimo navio do Lisboa, o chouricas a 600 rs. t
titira.
Casemiro Antonio Gon5alves Vieira, vai i
Baha, tratar de seus negocio.
Aos 20:000^000.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48,
loja de fazendas finas de Leite & Irmao,
ainda existe urna pequea porcSo de
bilhetes inteiros, meios e.quartos*da 28
loteria do Estado Sanitario, cuja lista de-
ve chegar hoje do Rio de Janeiro pelo
vapor portuguez Brasil.
Arcos para pipa a5|a roda, gra-
xa em bexigas, sebo em paes e rama
propro para sabao e para composicao
de velas de carnauba : na ra do Brm
n. 16.
Oofficial da secretaria do governo
que devedor ao casal do finado Cae-
tano Pereira Goncalves da Cunha, quei
ra dingir-se a ra Direita n. 68, afim
de solver seu debijo, do contrario vera'
seu nome por extenso, pois ja basta de
espera.
Franeisco Jos Stulz retira-so para fra da
provincia. v u
Sociedade Bella Harmona.
A directo aclual da sociedade Bella Har-
mona tendo pedido sua exoneracao, e nao po-
dendo continuar na gerencia da casa, convida aos
senhores socios para comparecerem em assem-
Diea geral na respectiva casa da sociedade, do-
mingo 19 do corrente, pelas 9 horas da manhaa
alim de ser elcita a nova direccao, ficando de
nenhum elleilo o aviso que para isso se fez, raar-
cando-seo dia sabbado a noite.
Jos Francisco Coelho da Paz.
1. secretario.
, Na ra do Imperador n. 40, loja de Fran-
cisco da Silva Cardoso, precisa-se faltar com o
M. Antonio Vieira, to da Sra. D. Anna Joaquina
Xavier, qne mora na provincia das Alagoas, e
neto do Sr. capito mor Joo Marques llacalho,
ja tallecido, a negocio.de seu particular inleresse.
Irmandade do Senhor Bom
Jess dos Passos do Corpo
Santo.
Por ordem da mesa regedora convido a lodos
os irmaos da mesma irmandade para comparece-
rem no nosso consistorio no domingo 19 do cr-
reme, pelas 2 1,2 horas da tarde, afim de encor-
porados, acompanhar a Irasladacao do Senhor
Bom Jess das Portas do Corpo Santo para a da
adre de Dos, por convite que tivemos pela
mesa da mesma irmandade.
I => O Sr. Joaquim AIvsJ
gp Conti acadmico do primeiro auno, queira 1
m ir como se Ihe lem pedido por vezes a ra
$ da Cadeia do Recife n. 23.
Mara Candida Lumachi Ro-
cha, viuva do fallecido capito de mar
e guerra femando Vieira da Rocha,
retirarse para o Rio de Janeiro no pro
rimo paquete nacional, summamente
penhorada pelos obsequios que tem re-
cebido nesta provincia de diversas pes-
soas que, no transe de amargura por-
que recentemente passou, se esorca-
ram em melhorar sua a/Ihctiva situa<-ao
das quaes se despede por este meio, f-
fiancando-lhes sua gratidao.
$* *
I O Sr. Jos Botelho I
@ Pinto Jnior, qneira ir concluir o negocio S
@ que nao ignora como se Ihe lem pedido Z
i P.orDveirS neile Jrnal a rua da Cadeia i
@ do Recife n. 23.
ASSOCigAO
COMMERCIAL BENEFICENTE
DE
Pernambuco.
Havendo j sido convocada por duas vezes a
reuniio dos membros desta Associaco, afim de
que em assembla geral se tratasse do que mar-
ca m os arts. 20 e 28 dos estatutos, sem que de
nenhuma destas vezes comparecesse numero suf-
iciente, a directo actual pela terceira c ultima
vez convida os senhores socios a reunirem-se no
da segunda-feira, 20 do corrente, ao meio dia
na sala das sesses, para o mesmo fim.
Sala da Associafao Commercial Benecente de
Pernambuco 17 de agosto de 1860.
A. I. do Reg Medeiros,
secretario.
vende-se urna arraagaa de aajrelio para
qualquer eslabelecimento, toda eovernisada o
envidrajada : a tratar na rus Nora n. i9, loja
_ Vende-se um excellente carro inglez, novo
e perfe.to, cora assenlo inferior para pagns c
com todos os aprcios para um e dous cavallos
a tratar na rua do Cabug..loja n. 2 a. '
Por 700$.
Vende-se urna preta da Costa, de idado de -iO
iattaS-X ^-- conheira :
Camisas inglezas.
As verdadeiras camisas inglezas. peito de
GoesVnf,Sn,,rSaS ",38i -!: loja
Ooes v Basiosna rua do Queimado n. 40.
Xa ruada Cadeia do Recife n. 16, primeir
ndar, vendem-se 2 escravos mocos ',\l
li-
de
ro
escravos mocos de muito
ifeura, e escravas prelas aue sabem
*er alguma cousa do diario de urna casa.
a
boas l
ta-
Milho superior.
No armazem de Manoel Joaquim do Oiiveira &
fesia!vwi"ii,,***^i"
sem segando.
Na rua do Queimado n. 55 de-
fronte do sobrado novo, lo-
ja de miudezas de Jos de
Azevedo Maia e Silva, tem
para vender os seguintes
artigos ab'iixo declarados:
Caixas do agulhas francezas a 120 rs.
Sapatos de tranca de algodo a 1200
Olios de laa a JJ600.
Carios de alunles linos a 100 rs.
Espelhos de columnas, madeira branca a 1.*!Q0
Ditos dito dejacarand, a1j}600-
Phosphoros em caixasde olha a 120 rs
Frascos de macass perola, a 200 rs.
Facas e garios muito finos, duzia 35500
Carkes de clcheles de superior qualidade. a
Caixas clcheles batidos, a 60 rs.
Caixa de obreias muilo novas, a 40 rs
Frascos de oleo de babosa mj'to fino
Dilos ditos para fazer o
lJjOOO.
Sapatos de la pan crianzas, a 200 rs.
I ares de meias cruas para meninos, a 160 rs.
320 dG rCa fi de Escossia. i
Pares de meias para meninos, a 240.
Macos de granipos muito bous a 40 rs
Agulheiros de marfim a 160 rs.
Caivetes de aparar pennas a 100 rs.
bravatas de seda muito finas, a 600 rs.
1 hesouras de costura multo finas, a 500 rs.
unos para unhas idm, a 500 rs.
Franja de la para vestidos, peca a IjJOOO
Magos de tranca de la muilo fina, a 500 rs.
a tlOOO P"a enfeUe de veslidos' PeCa
^-Cheguem
as fazendas baratas na rua
do Queimado n. 61, que se
vende por todo preco para
acabar.
Como sejam chitas francezas escuras a 20
l'n dli3AaA,n8lezas muilo finas a 200, 180, 160
10 e 100 rs., cassas de edres (xas a 2(0 rs '
ditas a 200 rs., colletes de fuslao a 160 rs Bra-
vatas de seda a Ij e 500 rs., pecas do madapo-
lao finos a 2j)500 rs. dito 3fc duzias de colari-
nhos muito fino a 640 ra.. cortes de brim do li-
nh0, VFI"-- nn!,lme,n,e ha mnila pechincha
8mCl,.adnrheir0Jp8ra H"uid eno se pode
mostrar as fazendas por nao se poder ser muilo
ff3:o;au1s,-loja q-uu2
no, a 600 rs
cabello corredio, a
' 1
mutilado:!
i-rrr


DIARIO DE fERNAMBDCO. SABBADO 18 DE AGOSTO DE 1860.
Precisa-se alugar urna olaria que
tenha barro proprio para tijolo de la-
drillio e avenara : annuncie ou man-
de sua morada nesta typographia.
O Sr. acadmico Joao Jos de; umcordo de ouro de lei bstanle erosso, cesan- i n
Moura Magalhes, queira apparecer a' do Pe,rt de 30 "" suppe-se ier sido Liado r^rccerSD. u-m.mo?0 Para cairo
rm .la fi-iiro* n k j .at,A~ ,h, Por a|8um escravo ou ama ; por isso pedo-se aos
ra das uuzes n. 4-\ segundo andar,; senhores ourives ou outra qualquer pessoa a
das 0 as 10 da manhaa, ou das 2 as 7 quera seja oterecido ou ddle tenha noticia, o
da tarde, a' negocio de seu nteresse. aPPreh_enda e m.a,"de. c'"reg". que ser ge-
hoje
Precisa-se de urna ama para casa de pouca ~~ Furlaram um par ae laulernas usaaas, de. Otl'erecc-se urna raulher para coziuhur o
familia : na ra do Hospicio n. 34. | "m carro que se achava dcbaixo de um lellieiro' diario de urna casa : no pateo do Cotlegio,
no caes do Ramos : a quem forera offerecidas, as praca de Pedro II n. 4.
poder tomar, ou quem porvenlura as tenha com-
prado, qucrendo restilui-las, recebendo o ellas tivcr dado, o far no mcsmo caes do Ra- no Aterro, adiante da fabrica do sabo, recente-
mos, armazem n. 10. me;le acabadss : a tratar na ra Nova n. 51.
Desappareceu da casa do coronel Lamcnha I AtteilCO.
de cobran-
gas, o quald fiador de sua conducta: quem do
seu presumo se quizer utilisar, deixe carta fecha-
da com as iniciaes M. V. S. nesta typographia,
ou annuncie sua morada para ser procurado.
D. i. Wild & C o Kalkman Irmaos, sd-
nerosamenle gratificados.
O abaixo assignado,
lendo feilo urna nova
ministradores da massa fallida de Caminha Ir- armadilha para matar peixe, c como ja tenha cs-
maos & C, convidao aoscredores da mesma mas ; perimenlado por 6 dias e sempre terina matado,
sa para apresentarem seus ttulos do dia de 16 do 'az sc'ent< a todas as pessoas que goslara de pei-
corrente cm dianle, cm suas casas ra da Cruz xe> 1uc venda do dito lodos os dias as 6 ho-
n. 10 o Praca do Corpo Santo n. 13. ras da manhaa, e nao se demora com elle em
Manuel de Rezeode Reg Barros vai a pro- ; casa senao rreia hora, em l'ra de Portas n. 95.
vincia do Cear promover urna cobranc.i, encar- Advertindo que se houvcr multa tormenta que
rega-sc de qualquer negocio de que "o queiram I dcixar a dita armadilha de ir ao mar.
sincero agradecimento.
Iiiflammaco do estomago.
Sendo a gratidaoum dever sagrado, eu fallara
a elle se nao reconhecesse o beneficio que rece-
bi das chapas medicinaes d Sr. Ricardo Kiik,
rM
NO
i oooo
155000
8000
4*000
Domingos da Rosa.
Aluga-se por 30j00 mensaes o 2o andar da
casa da ra Imperial n. 169 com commodos para
encumbir, caque possa dar cumpriracnto duran-
te os poucos das que alli pretender demorar-se.
Aluga-se urna casa no Campo Verde, pro-
piia para padaria, fabrica de chapeos e typo-' grande fctmilia a tratar no Io andar da i
grapiua, os ares corresponden! aos da Europa. Engomma-sc com perfeic.ao e presteza para
r doentc inmediatamente icar I homem ou raulher, nacional ou eslrangeiro, an-
da mesmo mediante a condico de larabem la-
var-so : a tratar na ra do Imperador, taberna n.
28, do Sr. Domingos da Silva Campos.
bom : na segunda taberna no mesmo lugar.
Irmaiidade das Almas do Cor-
po Santo.
O actual escrivao em nome da mesa
i egedora convida a todos os seus irmaos
para que domingo 19 do corrente pelas
2 1|2 horas da tarde comparecam na
matriz do Corpo Santo, para ecorpo
r.iciio acompanhar a procissao do
nhor Bom Jess das Portas em tr
dacao para sua igreja da Madre de Dos
por convite que lhe fez a mesma ir-
mandade. Recife 1 i de agosto de 1860.
O escuvau, Manoel Moreira Campos
Ensino de msica.
Offerece-sc para leccionar o solfejo. como tam-
bero a locar varios instrumentos ; dando as li-
nes das 7 horas s 9 l[2danoilc : a tratar na ra
de Ruda n. 50.
COMPANBIA
No botcquim da aguia d'oi ro,
na ra estreita do Rosario
o. 23, confronte
Larangeiras,
ra das'
Assignatura de banhos frios, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,.....,.....
30 cartees paraos ditos banhos tomados em qualquer lempo.......
15 Dilos dito dito dito ......
7
morador na ra do Parto n. 119, e com a appli- i annos avuisos, aromticos, salgados esulphurosos aos presos annunciados.
car,ao dolas aquei ii.tciramente bom, sem dor. Esta reduccao de presos facilitar ao respeilavel publico o gozo Jas vatitasrens que resultara
2^.^^ deuraa u,iH,ladeincotestavel. raas que infelizmente nao
portante, dos incommodos que padeca, prove- eS'a" em *** hbitos, e anda pouco conhecida e apreciada,
nienle da dila molesiia,-s rae resta dar gracas a
Dos, e sincero agradecimento ao autor de tao
ulil remedio.Joao Antuncs da Costa.Ra do
Mercado n. 57, Rio de Janeiro.
Precisa-se de um caixeiro que tenha prali-
ca de taberna : na Soledade u. 12, defronle do
quailel do nono.
Na ra Bella n. 33, ha una mtilhcr que en-
gomma muito bem e por prego commodo : quem
' quizer, dirija-se a casa cima ; advertindo que
s recebe roupa de homem.
SOC1EDADE
DE
INSTITUTO PI E UTTER4RI0
De ordem do Sr. presidente
) Se- iroinccc se almoco jaotar por mez, manda-se le- nll0rcs socios efTectivos que domingo
mal var.erncas. ma!s barato do que em outra reille liaver scss5o exlaordinariJ <
icisia qualquer parle ; assim como das / horas da ma- uirCctor as 9 1(2 horas da manhaa,
a
Estabelecida em Londres
iip ig mu
CAPITAL
ir.eo BVlkocs de Hlnran
esterlinas.
sanders Rrolhcrs & C." tem a honra deln-
proprietarios de
mar aes Srs. negociantes,
^asas, eagiiera mais convier, que cstao plena-
mente autorisados pela dila companhia para
ffectuar seguros sobre edificios de tijolo epe-
ira, cobertcs de lelha e igualmente sobre os
Objectos que coutirerem osmesmos edificiose
incr cnns.sta em moliilia ou cm fazeudas de
iual'juf lalidade.
nhia cm diante ; tem todos os das papa de fa-
rinha do Maranhao c ararula : no mesmo esta-
belecimcnto acha-se comida sempre piompla a
qualquer hura que so procure ; assim como faz-
se toda encommenda que se fizer, c lodos os dn-
raiugos c dins sanios haver mo de vacca das 3
horas da madrugada cm (liante.
sciontifico aos se-
19 do cor-
do conselho
depois da
qual [as 10 horas) haver sesso extraordina-
ria da asseniblca geral para conlinuacao da re-
forma dos estatutos.
Sao convidados a comparcccrem os senhores
socios honorarios e correspondentes.
Secretaria do instituto Pi e Litterario 17 de
agosto de lcCO.A R, Pimenta, 1." secretario.
NALOJAE ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Sanios.
T
ih m
cronle do toceco v\a Congvega^ao lcivciro \cvde.
&3
-cvfe
*;3y@^ess^
^Consultorio central liomcoialhico|
II E
S Continua sob a mesma direccao da Ma-
noel de Mallos Teixeira Limaj professur @
3 cm homeopatliia. As consultas como d'an-
tes.
i -
Botica central liomeopatliica
__ ___Bo ___. I
Altenco.
Amelia Liedla Lavenre conipetenle-
meiiie licenciada lem aberto na ra do
l.ivramento n. 19, segundo andar, urna
aula para o sexo feminino, onde ensina
primeiras lelti as.franccz e certas prendas,
bem como coser, bordar etc.c para com-
modo das pessoas que moram fora ou
mesmo dentro da cidade, recebe alum-
nas internas, pendonistas e meio-pen-
v cionislas pelo preco que se convendonar.
| DR. SABINO Os L PIMO-1 mmm&m-s&mtmwzw
jjp Novos medicamentoshomeopathicos en-
viadosda Europa pelo Dr. Sabino. *
q Estes medicamonlos preparados espe- g
I cjalmcnle segado as necessidades da lio- g M^g^SiSS $% BCW9S91SM
Trecisa-se de urna ama de leile, sadia c
sem filho, e paga-se bem : na ra Vclha n. 20.
Seda de quadrinhos muito fina covado IgOOO
Enfcites de velludo com froeo de cores para cabera de senhora da
ultima moda y
Fazendas para vestidos, sendo sedas, la
e seda, cambraia e seda lapada e
transparente,, covado g
Luvas de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homons c meninos g
Lencos de seda rdxos para senhora a
230 c 2$500
Maulas para grvalas e grvalas de seda
de todas as qualidades g
Chapeos franeczes forma moderna 83500
Lencos de gorgurao prelos 200
Ricas capcllas brancas para noivados JJ
Saias balao de todas as qualidades g
i Tafit rxo o covado j500
I Chitas francezas a 260, 2S0. 300 e 320
Cassas francezas. a vsia J500
encarnado proprio
palmos de largura,
0
mcopalhia no Orasil, vende-so pelos pre-
aj eos conliecidos na bolita central homeo-
j palluca, ra de Sanio Amaro (Mundo No-
vo) n 6.
Aluga-se um sitio grande coiri
excellente casa t!e vivencia, com todas as
commodidaclcs para familia, no lup-ar
da Caa Forte : a tratar com os pro-
prietanos, N.O. Bitber & C.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Johnston & ra da Senzala Nova n. 52
: tas peonas de differenlos aualidades. saofa- V^^V$G^-9I&*&-S&9&m '
r
PCUNADEACQ
tx W.SGULLY
Lriradas de aro de prala refinada de primeira
tempera, e sao applicaveis a todo o tamanho de
Ictlra. Preco 15")00 cada caixa e peonas de ouro
pelo mcsmo autor com pona de diamante, que
teem a grande vantagera de nao eslar sujeitas a
(rear ferrugem e conservaudo-se bem limpassao
de d uraco o infiuila, deposito em casa dos Srs.
liiiedis iV Gonealvcs ra da Cadeia n. 7.
$
O Dr. Casanova pode ser procurado a
qualquer hora cm seu consultorio homco-
palhico em Pernamburo
30RA DAS CRL'ZES30
No mcsmo consultorio acha-se sempre
grande sorlimento de medicamentos em
Unturas e glaluos, os mais novos e bem
preparados, os elementos Ao homeopatliia



Denlisla de Paris. *
15Ra Nova15
Fredarico Gaulier, cirurgiao dentista,
faz ludas as operacoesda sua arte e col-
loca denles artificiaos, ludo com a supe-
rioridade e perfeii-ao que as pessoas en-
tendidas lhe recohecem.
Tem agua e pMis dentifricios etc.
ts$mk
}-gie-
CASA LISO-BRASLEHIA,
2, Golden Square, Loudres. ;J
J. G. OLIVEIRAlendo augmentado, com to- *P
mar a casa contigua, ampias e exccllcntes ac-' Sfc
commodarocs para muito maior numero de hos- ^
pedesdo novo se recommenda ao favor e lem- |
branca dos seus amigos c dos Srs. viajantes que Jg
visitem esla capital; continua a prestar-lhesseus y
Thom Lopes de Sena J
1 Ra Novan. 32. I
! Avisa ao respeilavel publico e em par- |
> liculara seus freguezes, que recebeu pelo B
ultimo paquete vindo em direilura de $
| Franca, bons objectos de moda como se- i jam : ricos chapos de seda de cores para |
senhora. ditos para meninos e meninas, g
| gorros de velludo para meninos, capuchao m
, Hara Stbuart para sabida de baile ou ^
thealro, capas o manteletes de grosdena- g
i pies guarnecidos de bico de guipure, cha- y)
; pos de palha da Italia, ditos amazonas ff
i para senhora, fila de linho de lodas as
larguras, ditas de seda de cores para de- |fj
bruar vestidos, linha de coros, colxeles ffl
! com filas pelas c brancas, dilos em cai- |fj
xas, fitas c franjas de seda de todas as |
cores u larguras, fitas de velludo pretas 5>
! lavradas, ditas de cores, alneles doura- S{E
dose prelos para cabeca.golla? e mangui- <
: tos de cambraia, ditas de fil, ditas com
guipure, eufeites de cabeca de dillerentcs
i qualidades, bicosdeseda'de todasasqua-
lidades e larguras, esparlilhos de mola
com carritel, dilos de enliar, baloias para
i concert dos ditos, cordao para os dilos,
i agulhas superiores : na mesma casa re-
cebe-se ligurinos lodos os mezes e faz-se
vestidos da ultima mud3 e vestuarios
para meninos se baplisarem, e ludo mais
quanio portence ao toiltete de urna se-
nhora.
Selim preto azul u
para forros com -i
o covado ljCOO
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado 2S0OO
Chalos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todasas qualidades 9
Seda lisa preta e de coros propria pa-
ra forros com i palmos de largura, o
covado 15500
Ricos cortes de seda prelos o de cores
com 2 saias e de babados 9
Dilos de gazo e de soda phanlasia 8
Chales de touquim muilo finos S
Grosdcnaple preto c do cores de todas
as qualidades 9
Seda lavrada prela e branca 9
Capas de fil e visitas de seda preta com
froeo S
DE
ac o a. ca.
A empresa da illumioacSo a gaz desta cidade, faz- scicnte a todas as
pessoas que collocaram candieiros de gaz cm seus casas, e aos que preten-
den] ainda collocir, que tem resolvido baixar os precos dos globos de vi-
dro p ra fj&OO, 2^ e 2^500 os mais linos que se pode fabricar, os pr ten-
dentes achatao no armazem da ra do Imperador.", ol.um comple-
to sortiuiento a sita escollia, assim como candieiros, arandelas e lustres
t hegados ltimamente, de gos>tos variados e do melhor que se pode de-
sojar.. Rostron Rooker & C,
Agente.
Na ra Ja Santa Cruz 11. 8, se precisa oc
urna ama de leite, sem filho e sadia, psra crac
urna menina recentemente nasuda ; assim coma,
urna escrav3 para cozinharo engoramar com pc:-
feigo, ou mesmo urna mulhcr Torra.
Attenco.
OIerece-se um mo^o pora caixeiro de escripia
por parlidas dobradaa para qualquer casa de ne-
gocio, ou mesmo para caixeiro de qualquer ir.
mazera ou de ra, tem boa letra, boa conducta,
pelo que da fiador: quem do seu presumo ?e
quizer utilisar, annuncie por este jornal para ser
procurado.
Aluga-se a loja do sobrado da ra do Impe-
rador, outr'ora Collegio. n. 71, eom irmacao pro-
pna para qualquer eslabelecimento : a tralar na
mesma ra, tabfrna n. 83, 011 na ra do Ou.
do, loja n. 10.
(juera se considerar credor de Joao Igna::c
Correia, morador na povoaco do Giqui, appa-
reca na ra Direita, casa n. 0, uestes 8 dias, 1
se tratar de certo negocio.
@^5 efc6@& ?5e sftcf
O Dr. Prxedes Pitanga Iraosterio sua
;'/$ residenciada ra da-Imperalriz n.12, para :f
@ a mesma ran. 78, onde continua no exer*
cicio de sua profissao medica. 3
##*##
.I0IAS.
Seraphim i Irmo, com lojas de ourices i
ra do Cabug na. 9 e 11, sorlidas das ii'.s
bellas e delicadas obras de ouro, prata. eyc .
preciosas ; vendem barato, trocam e receban pa-
ra fazer-se quaesquer joias com presteza, a vo .-
tade dos pretendttiles, ese retponsalilisam pe'.u
qualidades.
(juera pretender alugar 3 escr.ivos propros
para qualquer servico, dirija-sc a ra do Co:o-
vcllo n. 1, primeiro' andar, do 1 hora da lardo
em diante.
Furtaram no dia 8 do corrente mez, do c< :-
cado do engenho Calende, um querido casti
foveiro, cora os signaos seguinles : as duas ii".-.-
0 um ii calcadas, fenle aborta, iuteiro, com
idade de 10 annos, as dinas para o lado di
e cora dous ferros, sendo um em cada quarto ;
eslava na occasiao bastante gordo, e aud;i I 1
baixo : a pess-a que o aehar tenha a boud;.,.( U
o levar no engenho Conccicao do Sr. Joao \\,-
trao, ou na ra do Rosario, taberna do Sr. Paj-
eas, que ser bem gratificado.
Iriiiaiulade do Senhor
Bow
Igreja
Jess das Portas da
da Madre de Dos.
actual escrivao cm nome da mc?a
regedora convida a todos os seus iin. j
para que domingo 19 do corrente pe ?
2 1|2 horas da tarde, reunir-se na ma-
triz do Corpo banto, paia encorpora.' c
acompanharmos a imagem de nosso pa-
droriro, em trasladacao para a sua igre-
ja da Madre de Dos. Recife 1 i de ag-
jtodel8G0. Joaquim Francisco
Silva Jnior, efcnvao.
Antonio Joaqnim Vidal convida aos sen
rescredores de sua responsabilidade parlicul
para no dia 20 do andante, ao meio dia em
.0, comparcccrem na casa dos Srs. Honleiro,
Lopes 4 C, ra da Cadeia do Recife n. 30, aiin
de Iratarcm a bem de seus inlcresscs.
MUA.
Trccisa-se de urna ama que saiba cozin.ir
engommar, para casa de pouca familia : na 1 -
<;ada Independencia, loja de chapeos n. 34.
Hospital Porluguez de
Beneficencia cm Per-
nambuco.
Precisa-se de um cozinheiro livre ou sujei
quem esliver as eircumslancias do cootratar-s<
dirija-se ao mesmo hospital, ournnuncie P3ra
ser procurado.Manoel
crolario.
Ribciro Bastos, l.1
Compras.
<*&
m
em
=z OSr Francisco Aranha de Souza tem urna
carta no escriplorio de Manoel Joaquim Ramos e
Silva, na ra da Cadeia do Recifo
Aluga-se a loja do sobrado da ra Impe-
rial n. 33 : a tratar no mesmo sobrado, ou na ra
Ja Lapa ti. 13.
O Dr. Joao Ferreira a Silva mudou-se da
ra o Rangel para a do Livraraento 11. 6, so-
brado do Sr. Uaooel Buarque de Mace-do, defron-
sua antiga habitaco. A grande pralira de
auscl(a collegas desta cidade lorna-o recommendado no
1 i.i^nostico das molestias dos pulmoes e do cora-
cae : assim como para verificar o -estado de sau-
! i93 escravos que se desejam comprar. Pelo
niscido numero e variedades de operacoes que
ha feito com bom resultado em o exercicio de
m^is de 20 annos, se julga habilitado para prali-
car (oda e qualquer operaeiio cirurgica por mais
del'.cada e difiicultosa que soja.
TTFTTTtrTTTTTTTTTrTTTTYTTTTT
DENTISTA FRANCEZ.
r.uilo Gaignoux, dentista, ra d?.s
> rangeiraslS. N'a mesma tasa lem agua e
.*- p denlifico. M
11 i. 4.AAAAAi Xi.UL..JLXtijLi.xy
Gasas para alugar.
Aluga-se um armazom e solao na ra do Brum
n. 31, proprio para qualquer eslabelecimento ;
tratar no escriplorio de Barroca & Medeiros ra
da Cada n .
Precisa-se fallar ao correspondente do Sr.
Joao Florentino CaTa'canli de Albuquerquc, na
uvraria ns. 6 e 8 da praca da Independencia.
La- <<
servicoso bons ofiicins guiando-os cm lodas as
cousas que precisen) conhecimento pralico do
paiz, etc.: alm do portuguez c do nslez talla-so
na casa ohespanhole francez.
PITADA ESPECIAL.
paraonse de rape
tata.
Esta fabricajacaba de eslabeleccr nea cidade
um deposito c seu rap, o qual se cconlrar
effect va mente a concurrencia do respeiavel pu- 3@S33
buco, em rasa de Domingos Teixeira Basto, na
ra da Cadeia n. 17 ; o fabricante desojando tor-
nar popular nesla capital e provincia a industria
de que lancou miio, resolve-se a esiabclecer-lhe
o proco de 1^200 por libra ; o propietario desde
jconta que os apreciadores dcste genero nao
doixaro de concorrer para que saiam coroadas
as esperances que nulre do tor preferencia o seu
rape a outro qualquer, afianzando desde j que
cadi vez mais o aperfeigoara, e a experiencia
provar aos senhores lomantes a isencao de qual-
quer elogio a este rap j couhecid em oulras
provincias.
Quem tiver um sitio
O Sr. Sa' & Souza queira. appa-
recer na fabrica de charutos do Reis,
nestes 8 dias, para tratar um negocio
importante.
Dr. Azcvcdo Pedra, ha pouco che- @
gado nesla capital, faz scienle ao respei- @
$} lavel publico que acha-se promplo a qual- @
C quer hura em sua residencia ra* da Ira- ig
peratriz, sobrado n. 88, segundo andar, $f
@ prestar os recursos de sua profissao ; na S
,'t mesma casa d consultas gratis aos po- S
54" bres.
@
NATRALLE DE VICHY.
na botica franceza ra da Cruz n.22.
Compra-se urna rasa terrea pequea,
em qualquer bairro desla cidade, sendo, poi .. .
edificada em chaos proprios, e oslando livre c
dosembaracada : quem a tivcr dirija-so a ra ". _-
i n. 76, que achara com quem tralar.
APPOVACiO E AlTORISAfiO
DA
mmmw immmi m mmwm
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
um sttto peito ou
Ion ge desta cidade, com tanto que tenha
O Sr. thesourciro das loteras manda fazer pu-
blico que se acham venda todos os dias no es-
criplurio das mesmas loteras na ra do Impera-
dor n. 36, o na casa commissionada pelo mesmo
Sr. thesourciro na praca da Independa ns. 14 e
ELECTRO MAGNTICAS EPISPATICAS
casa de vi venda, arvores de iructo e li- IG.das 8 horas da manhaa s 6 da tarde, os tu-
que proKimo ao banho salgado, tempe- "'elese- meios d.au.llima Parl d.a P"'meira e pri-
rodo ou doce, e o queira alugar di
ja-se ao largo do Terco cafa t rrea
mero 33.
Para screm applicadas s partes affecladas
sem resguardo nem incommodo.
ASCilArAS MEDICINAESsao muilo conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as provinrhs
deste imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se tem oblido as nf, r
2S Sr aS' qU6 Se PrVa Cm innnBCro' e.Udo.-que cxis.cm de pessoas capT-
Vendas.
Sola.
Vende-se por todo preco 25 meios do sola : a
ra da Cruz, ormazcm 11. 2G.
aSodrctC.
Vendem-se maclas, o que de admirar o
lempo : na ra estreita do Rosario n 11.
Vende-se a loja decalcado da ra do I.l-
menlo n. 27 : a tratar na mesma.
Ra do Brum (passando ochafariz.)
No depoxito dcste eslabeleeimenlo sempre Via grande sovtmento de me
eauistao pava os eugeiios de assucar a saber:
M.c'iiaasde vapor modernas de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoassento ;
Roinsd agua de ferro com cubos le madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas:
Cmnos de ferro, e portas d agua >ira ditas, e serrilhaspararodas de madeira':
Moendas inteiras com.virgens muito fortes, e convenientes
Meias moendas com rodelas motoras )ara agua, cavallos, otibois, acunhadas em aguilliCes deazs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre;
Pares ebicaspara o caldo, crivose portas de ferro para sfornalhas ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, Fornos para cozer farinha ;
Roletas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua,cavallos oubois';
Agnlh5es,bronzes eparafusos, arados, eixos e rodas para carrocas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D.W.Bowmancona que os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
.n^ ^RT^ .epeiof?ct1 tde candar construir pessoalmente as suas obras as
mus acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim
?Xlt co" tlQua*a\da sua fabrica Pernarabuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poder* necessitar.
As ebeomraendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, leudo lodo o cuidndn
fazer as necessanas exphcacoes, se as chapas sao para'l.omcm. senhora u crianca? declarado a
molestia em que parle do corpo existe, se na cabeca, pescoco, braco, coxa, perna, p ou ronrn rin
corpo declarando a c.rcumforcncia : e sendo inchaco5s, feridas ou ulceras o raode do seu ama
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil
nos pataa^co'.loea^o SS?*"" '" ^^^ *W* e tambera de lodos os accessol
,n f,T"1iaS ? l0Jaf ,S Pessoa-V1ue a dignarem honrar com a sua conflanca, om seu escrintn
iio.que se achara aberto lodosos das, sem cxcepc.ao, das 9 horas da manhaa as 2 da lard. P
119 Ra do Parto ||g
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
SOCIEDADE
IMO BE!\EFICE!VTE
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Km Pernainbuco.
01. secretario, por ordem do conselho di-
rector, avisa aos senhores socios que o arl. 3 da
da resoluco approvada em 15 de Janeiro do cr-
reme comecar a tervilordo dia 5 de selembro
prximo futuro em diante, e para que os mes-
mos senhores se nao chamem a ignorancia se faz
o presente aviso, convidando a virem salisfazer
o que dtspe o art. 10 dos nossos estatuios al
aquelle prazo, visto a resoluco prohibir haver
maior prazo do que seja o dia 5 de selembro.
Secretaria da sociedade Uniao reneflcente dos
Artistas Selleiros em Pernambuco 14 de agosto
de 106O.
Auspicio Antonio de Abreu Guimares.
1." secretario,
Precisa-se d urna
ama para eozinhar e com-
prar para urna pessoa*
na ra estreita do Rosario
ir 21, primeiro andar.
, Engomma-se e lava-se com per-
feicao: na ra das Agoas Verdes n. 96.
Aluga-se por muito commodo pre^o. por
lempo da festa, ou annualmente, urna excellente
casa na Passagem da Magdalena entre as duas
pontea para ver na mesma casa, a tralar com o
Dr. Ignacio Firmo Xavier no pateo do Paraiso
n. 16.
Precisa-se de tomar a premio 4 a 5 contos
oe res dando-3e um predio de dobrado valor :
quem pretender annuncie para ser procurado,
Fazendas
roupa
finas
feita.
C
Augusto & Perdigo.
Com I0J3 na ra da Cadeia do Recife n. 2
vendem e dao amostras as seguintes fazendas
Cortes de vestidos de seda prelosc decores.
Cortes de ditos de barege, de tarlataua c e u
de seda.
Cambraias de cores, brancas e organdys.
Anquinhas para saias, saias balao, de clina, -^e-
dapolio e bordadas.
Lencos do labyriutho do Aracaty c franeczes.
Chapeos amazonas de palha e de seda para se-
nhoras e meninas.
Enfeilesde froeo, de vdrilho e de flores.
Penles de tartaruga, mDeratriz c ouitos gostos.
Manguitos e gollas, ponto inglez, francez e l -
sanga.
Vestuarios de fuslo, de l e de seda
crianra.
Manteletes, taimas e pelerinas de difieren les
lidades.
Chales de louqim, de merino e de l de r
redonda.
Luvas de pellica brancas, prelas e de cores.
Vestidos de blond, manas de dilo, capellas
llores solas.
Sinturoes, camisas de linho e esparlilhos p?ra
senhora.
Perrumarias finas, sabonetes e agua de coi
Casacas, sobrecasacas c palelols de panno .
e de cor.
Palelols de alpaca, de seda e de linho.
Calcas de casemira de cor, pretas e de brim
Camisas de madapolao, de linho inglez c de iaa
Seroulas de linho c de meia.
Malas, saceos, nielrcixos para viagem.
Chancas para invern, botinas de Mell ec:
fabricantes.
Chapeos do Chyli, de massa e de feltro para ho-
rnea.
Charutos roanilha, havana, Rio de Janeirj .
Baha.
Muito baratas.
Cho.s r!ezas Padrocs escuros e fixas corad
240 e 280 rs.
Golliuhas de linho para menina e senhora*
040 e 1$.
Pentesde tartaruga a imperalriz de 10 a K$.
Camisas de fuslo, ditas de madapoln para ho-
mem e meninos a 2$.
Cortes de casemira inglezes superior com q-
drinhos a 4$500 e 59.
Saias de madapolao a musselina para senhores
e meninas a 4500 e 5.
De lodas estas fazendas existen) pequeas por-
coes eso vende por estes baixo preco para aca-
>ar-se.
ZT
LMUIILADOJ


(6)
Liguidacao por lodo preco
Na ra do Queimado n. 51,
loja de fazendas, para
liquider.
Camliraia de cor a 200 rs o covado, dita ruis
Una a 240 o covado, alpaca de cores de todas as
qualidades a 280 o covado, casemira a 3J800 o
corto, lencos de todas as qualidades, chitas de
i o as qualidades, chai y de todas as cores,
oanguilos egollinhas, cnfeitespara scnhora, sa-
palinhos para meninos, colletes de velludo, caso-
miras linas, chitas francezas de todas as qualida-
des para acabar, cortes de vestidos brancos cora
3 lobados, ditos de 2 saias que j se venderam
a 109, hoje vende-so por todo preco, brira branco
c Jo cores por todo preco para acabar, corles de
Lrim de linho, colloles de fusto, raeias para so-
nhoras o homens, tudo muilo barato, por todo
l rejo para acabar. (
ptimo cozinhciro.
VenJo-so um escravo moco, de naco, sadio e
i. lo Del, sendo excellcnie cozinhciro, tendo
prendido era um dos melhores hotcis do Rio de
Janeiro ; diio-se iufbrmaccs na ra da Impera-
triz n. 10.
Na ra da Unio, ultima rasa do lado es-
ru ;rdo (vindo da ra Formosa) ha urna porrao do
curas de labyrintho viudas do Cear, perfeila-
mente trabalhadas, as quaes se vendem por ata-
cado com o abale de 10 0[(t sobre os procos j
bastante mdicos, porque se vendem lamb'era a
telalho.
Queijos do sertao.
Vendem-se queijos rauito bonsa 800 rs. a libra:
r. ra do Arago, taberna n. 36.
FENO.
Vendem-se tardos com feno novo, chegado l-
timamente: a tratar na ra do Trapiche n. 14,
cscriptorio do Manoel Alvos Guerra.
K. iQiiatro Cantos da Boa-Vista-A. I
Vende-ae o bom queijo do sertao a 800 rs. a
hora.
@ ltecfbcu-se calcados para sonhora ao @
gostoda corlo de I.uiz XV, na
| Loja de marmore.
tcndo-seum escravo de raeia idade. ro-
busto, do boa conduela, bom para qualqoer sor-
t i de casa ou campo ; na praca da Boa-Vista,
botica ii. 22.
Loia de m
na na
DlreiaN. 85, onde ton
o lampeao do yaz,
v: lam-se bandejas finas a Ya, l^oo, 1|600, 25
2j II, 8j}600, 2S800, 320O, fe 5$, bengalas de
> linas a 2j e 19500, grvalas prelas de se-
i.-.-i a 19200, ditas do cores a 13, atineles em
ihas muilo fino3 a 200 o 280 rs., litas pro-
! para enfeiles de vestido de seda a 4C3, 500
rs. 1 vara, franjas do soda de cores a 320,
600 e 800 rs. a vara, luvas de fio do cores
pira hornero, brancas,a640, ditasde cores a 610,
de seda enfeitadas para senh 'ra a 2$, en-
feiles de trancas Je velludo dos mais modernos
ha para scnhora a 5J500, ditos de fitas de
t ida a IJ500, ditos para meninas do tranca de
\ lo a J500, ditas de fita de seda a {*, luvas
1 I para homem a 1 500, lesourasparn unhas
Enas a 800 rs., ditas para costura a I3, clchelos
I ir Jadinos a 120, escoras para cabello a 1-3.
- para roupa a 1S200, trancas de caracol de
, poe.i eran de, a 280, meias croas para bo-
ro m a 28100, ditasa l$80Oe5$, ditas brancas
1 11, ditas linas de cores a 238OO, d-
I ir 1 meninos, decores a29600, ditas finas
Lran 1- de meninos a 33SOO, ditas para meninas
t 3)700 a duzia, botos de seda para casaveque
1 1 duzia, Unta de carnmin lina a 500 rs.,
.1 le metal principe paraassacar a 400 rs.,
ira cha a 800 rs. a duzia, tinteiroa e ariei-
n IjJ, caixinhas de p.ipel sortidas em
< \ liius ii>' quadriohos a 800 rs lia pa-
ra bordar a mais Una que ha a 7?500 a libra, ata-
c idorcs chatos de algodo aCOrs., ditos rol y os a
! pentcs de borracha para bichos a 440
1 iravessos para meninas a 040, ditas de bu-
I ranc 1 para bichos a 280, ditos para alisar a
- 1 ; rs., ditos de borracha para alisar a 000 rs.,
1 lo -=.-n a 250, riltus de iouca brancos a
i I I, 1 tos ie c< res a 160, botos de madreperolo
fui 1 800 rs 1 groza, livelan para cairas a 100
' lixinh is d papel de cor a 800 rs., caitas de
ia de col i a ion rs. linhas de peso a 120,
1 de cabeca ehcarnada a 120, lilas tarradas
C I trgura !. 5 dedos rum piolas de mofo a 1120
; ira.galo de linho a 140 a vara, bico prelo
t -lia 120, 200, 320, 400 e C00 rs. a vara,
1 ; 11-Jos pa meninos, do diversas qualida-
uiais barato que em oulra qualquer parte,
1 is de ca murga a 500 rs., ditas do chouro a
' 500. 800,195OO e 23
a 5 e 6,000 rs.
ti btlCCcIe
Porto do Mallos, armazem n. 18. confronte
ac trapiche do algodo.
Em casa de Jarees Crabtree & C. n. 2 na
ra da Cruz, roude-se a champanha muito afama-
da e i Todilada, da marca Augusto de Burrin,
'. em rinho muilo superior era caixas c gigos,
... garrafas e meias ditas.
Sabao do Rio de
Janeiro,
Vende-se no armazem de Francisco L. O. A-
edo, na ra da Madre do Dos n. 12.
Charutos do Rio
de Janeiro.
iperiores eharalos do Rio de Janeiro : ven-
se em grosso c a relalho : no arrnazo.ii de
Francisco L. O. Azevedo na ra da Madre de
L'oos n. 12.
Para colchoe
s.
Loja de marmorej
Ra Nova.
p> Faria & C. avisam aos seus numerosos
M freguezes eao publico em geral, que re-
| cebendo por todos os paquetes fazendas
a| do modas, acabara de receber entre mui-
*J tos artigos o seguinte :
m Vestidos ricos de blond para casamento.
5 Ditos de gorguro de cores, tecidos com
!|i velludo em alto relevo=a duqueza de
E Comberlnd.
ijf Dilos brancos bordados para soire.
Ditos ditos de cambraia.
Ditos de cores de phanlasia.
Dilos de cores de moiranlique.
Manteletes, chales runds o. peregrinas
de relludo egrosdenaple prelos.
Bournus de cachemira de cores e de se-
da de cores.
Bedouines para sabida de thealro.
Chapelinasde palha de Italia o seda.
Calcado para seuhora do afamado fabri- fs
cante Jolly. K
^ Dito para meninos. |fe
f Casaveque de lpara meninos de ambos 3?
os sexos ss
Cheguem ao barato
O Pregui.;a est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pecas de brelanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collote e palitots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de rauito bom gesto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muilo fina a 35?, 4#, 5J,
e 6J a pe^a, dita lapada, com 10 varas a-5$ e
6$ a peca, chitas largas do molernos e escomidos
padrees a 240, 260 e 2S0 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a 7}e 83>.
dilos bordados com dua3 palmas, faosnda muito
delicada a 93 cadi um, ditos com urna s pal-
ma, muilo finos a 85500, dilos lizos com fran-
jas de seda a 58, lencos de cassa com barra a
100, 120 e 160 cida um, meias muilo finas pa-
ra scnhora a 43 a duzia, dilas de boa qualidade
a 33 c 38500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberli a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5#900 a poca, e a 1(50 rs.
o covado, b'im branco de puro linho a 19,
132O0 e 13600 a vara, dito prelo muito encor-
pado a 13500 a vara, brilhaniina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de differentes cores a 360 rs. o
covado, cesemiras prelas finas a 29500, 33 e
33500 o covado, caralitia preta e desalpicos a
500 rs. a vara, e ouir s muios fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com nenhr.
DIARIO DE PERWAMBCO. SABBADO 18 DE AGOSTO DE 1860.
Ademiral!
A S o corte
de baraje de ISa eseda com fnlhos e de liodos
gostos para acabar : na loja de Antonio l.uiz dos
Santos & Rolim, na ruado Crespo n. 13.
Vende-se superior leite : na ra da Impe-
ratriz n. 31, taberna.
Vende-se a casa n. 33 da ra Real do Man-
guinho, em bom local, bem construida, e cora
bastantes commodos : a tratar na ra do Arago
numero 9.
Vendem -se 2 jogos de diccionarios inglezes,
dos grandes, por Vieira, um rico jogo de brevia-
rios romanos : na ra da Matriz da Boa-Vista
n. 31.
Tachas para engento
Fundi^o de ferro e bronze
DB
Francisco Antonio Gorreia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fuodido, assim
como se faz e conce rta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Vende-se um arreio para cabriolot, cm
meio uso : no caes do Ramos n. 10.
Veude-se mel de superior qualidade, em
barris de 5. ; no trapiche do Ramos n. 10.
Vende-se urna barcada boa, com todos os
arranjos, que carrega 20 caixas : quem a preten-
der, dinja-se a ra do Vigario n. 10, segundo
andar.
mmsmmm mm memmmm
Aos Srs. ourives*
m a venda um sortimento completo ultimi-
|| mente chegado de Paris, Je ferramentas
S para olrarjalho de ourives, as melhores
Pianos
Saanders Brothers & C. tem para Tender em
leu armazem, na pra?a do Corpo Shto n. 11,
alguna pianos do ultimo gotto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres,
muilo Droprios MM este clima.
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa: emeasa deS. P. Jo-
hnstn & C. ra da Senzalan. 42.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para Tender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
ede uperiorqualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo aor creeos muito
razoaveis
SRASDE SORTIMENTO
DB
[Fazendas e obras leilasj
REMEDIO INCOMPAKAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos de todas as nacoes po-
dem testemunharas virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, quo,
pelo uso que delle zeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencer dessascura maravhosas
pela leilura dos peridicos, que Ih'as relatara
todos os das ha muitos annos; e a maior parte
della sao tao sor prndenles que admiran: os
medico mais celebres. Quanlas pessoas reco
braram com esle soberano remedio o uso de seu
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer i
amputacaol Dellas ha murtas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submelterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, medanle ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu reconhecimento declarjram es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de mais autenti-
caren! suafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
ivesse bastante confianca para ensaiar esle re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentratatoquenecessitassea natureza doma,
cujo resultado sera prova rincontestavelmente !
Quetudocura.
O ungento e til, mais partlcu-
armente nos seSuiutes casos.
45 Ra Direila-4S
por
luoja
KA
e amaiem
DE
Grande pecliincha.
Para acabar.
Covado a 200, e 200 rs.
No armazem da ra do Queimado n. 19, ven-
de-se chita francesa flua, cores fixas, a 200 rs. o
covado, cambraia miudmha a 200 rs. o covado;
por a fazenda ser muito barata nao se dio amos-
tras ; venham antes que se acabem.
Era casa de Rabt: ScLmettan &
C, ra da Cadeia n. 57, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
DE
c^%
Nesle armazem de moldados con-
lom^om ^"J,cros,sc8uinles gneros abaixo mencanados de superiores qualidades e mais barato
dos^oprieSs ,Cr P Pr S6rem ^ ^ ^ rccebidos em dir""'" Por cola
Manteiga ingleza c ranceza
l!!ll7lnmZim^0V^Wt^J'm ao mercado dc 60 3 800 rs. a libra om barril
ea vista do gasto
libra
QncVJos ftamengos
muilo novos reccnlcmenle chegados no ultimo vapor da Europa de 1S700 a 3*
que o freguez fizer se far mais algum abalimeulo.
Queijo pvalo
os mais novos que exislera no mercado a 1 a libra, era porco se far abalimento.
Ameixas vaueezas
.o'r'^Oi!'31 1'21ibraPrl500rs- e em carapoteiras de vidro conlendo cada urna 3
Mustavda inglcza e franeeza
era frascos a 640 rs. e en potes francesa a 800 rs. cada um.
Ycr&a&ciros Rgos de comadre
u c:iixinhas d 8 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a lg600 rs.
BoYachmlia ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4$.
Potes vidvados
de 1 a 3 libras proprias para manteiga ou oulro qualquer liquido de 400 a 1#000 rs cad
Vsaendoas coneiladas proprias para sortes
de S Joao
alga libra e cm frasquinlios, conlendo 1 1[2 libra por 2f.
CU prelo, \\ysou e perola
os melhores que ha nesle mercado de I56OO. 2# e 2500 a libra.
Macas cm caixiivas de 8 libras
conlendo cada urna dillerentes qualidades a 4$50.
Palitos de denles lidiados
em molhos com 20 macinhos cada um por 200 rs.
Tijolo francez
propriospara limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
em latas o cm frascos dc dillerentes qualidades.
Presuntos, elioricas c paios
o mais novo que ha neste genero a 480. 640 e 720 rs. a libra.
L*atas de nolacninna de soda
de differentes qualidades a 1^600 em porcao se far algum abalimento
,L T.am,'om vendem-se os seguintes gneros ludo recentemente chcido e de dmU
es qualidades presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, marmelada do mats LZ "
bricaole de Lisboa, maca de tomate, pera secca, pascas, fruclas era calda mendos .6,1
com amondoascobertas, confeites. pastilhas de varias qualidades, vinagre b?anco BnVdMui^S
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, macis de todas oualidrtP. T
mamullo una, em has francezae.champagoo das mais anM^lS^S!S!^t
Permacelebara o, licoresfr.ncezesmuilo finos, marrasquino de zara, aze led'jce Ztlucado t--
mniaha?Uelt0 D0VaS' bnnha,de PrC reCnada e ou,ros muil Keneros ** ene! a5 eZ'es,
aIS,p0r-1Sf Promeltera os Proprietanos venderem por muito menos do que oul oqualauer
proraelem ma.s tambera servrrem aquellas pessoas que mandarem poroutras pouco p alicas 0^
e viessera penalmente ; rogara tambera a lodos os sonheresde engenho e eeoboreajSmS
Hc^diSo"" eaC0Qlmenda8 n eraProgresso que se Ihes Si? S^SdS?,
Ges &Basto j
Na ruado Queimad) u.
46, frente amarella.
Grande e variado sortimento de sobre-
casacas o casacas de pannos Onos prelos
e de cores a 283.30$ e 35g, paletots dos
mesmos pannos prelos e de cores a 28$,
203 22J e 253, ditos de casemira mcscla-
dos de superior gosto a 16J e 183, dilo3
das mesmas caserniras saceos modelo
inglez 103,123, 14 e 15J. ditos de al-
paca preta fina saceos a 43, dilos so*ro-
casa tambem de alpaca a 7,8ge 93, di-
tos de merino selim a 103, dilos de me-
rino de cordo a 9#, calcas prelas das
mesmas fazendas a 53 e 6g, colleles pa-
ra luto da mesraa fazendj, paletots de
brira trancado a 5$, ditos pardos e de
g fusto a 43 e 5$, calcas de casemira de
T* cor e prelas a 73. 83". 9$ e 10J, ditos das
| mesmas caserniras para memno a 6$, 7|
* e 83, ditos de brira para homem a 33,
| 33500. 43 e 5j, dilos brancos finos a 53,
^ 6$ e 73, ditos do meia casemira a 43 e
g 53, colleles de caserniras preta e de co-
res a 5$, e 63, dilos de gorguro de seda
brancos e de cores a 53 e 6j, ditos de
velludo prelo e de cores a 9,j e 103, ditos
de brim branco e de cor a33, 3g500 e43.
palitots de panno fino para menino a
153, 163 e 183, ditos de casemira do cor a
a 7J. 83 e 9$, ditos de alpaca a 33e3S50, 2
sobrecasacas de alpaca tambera pa.-a me- |f
nio a 53 e 63, camisas para os raesraos fl
de cores e brancas a duzia 15g, 163 e 203, 1
meias cruss c pintadas para menino de %
todos os lamanhos, calcas de brim para ~
os mesmos a 1351)0 e 33, colarinho de li- 9
nho a 63000 a duzia, toninas de linho pa- f
ra maos a 900 rs. cada urna, casaveques %
de cambraia muito fina e modernos pelo K
diminuto preco de 123, chapeos com abas %
de lustre a 5, camisas para homem de
lodas as qualidades. seroulas para ho- a
a, mera a 163, 203 e 253 a duzia, vestimen-
^ las para menino de 3 a 8 annos, sendo |
mp calca, jaqueta e coletes ludo por 10, co-
gg bertas de fusto a 63, loalhas de linho I
%* para mesa grande a 73 e 83, camisas in-
B glezas novarnentechegada a 363 a duzia. J* 1
Na fabrica decaldereiro da ra Imperial, I
junio a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao dfolhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto jireco de 140 rs. a libra
Novas gementes de hor-
talice,
rindas no vapor Portugal chegado este mez':
vende-sa na loja de ferragens na ra da Cadeia do
Recife n. 56 A, de Vidal & ftastos.
Vendem-se essencias para tirar nodoas de
gordura,cera, etc., ele, era panos de lia, sedas,
'sem alterar a cor era o tecido : na loja de ca-
ra, bos, no largo do Corpo Santo n. 21, esquina da
ra do Encantamento.
Alporcas
Caimbras '
Callos.
anee res.
i Cortaduras.
1 ores de cabeca.
-das costas.
dos membros.
fcnleriuidades da cutis
.emgeral.
fitas Jo antis.
Erupces e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fnaldade ou falla de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
Inchacoes
Inflammaco do ligado.
Infiammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Oueiraadelas.
Sarna
Supuraces ptridas
Tinha, em qualquerpar-
te que soja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulacoes.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
>ende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224,"Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda era toda a America
do snl.Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna mstrucco era prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22. em Per-
narabujo.
Relogios.
Vende-se era casa de Johnston Pater 4 C, ra
do Vigario n. 3, um bellosorliraenlo de relogios
deouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos traucclir.s para os mesmos.
Espirito de vinhocom 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
*ros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas na ra larga do Rosano n. 36.
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se emeasa de S.P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhoes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, lio de vela, chicote para carros, e
montana, arreos para carro de um e dous cval-
os, e rologios d'ouro patente inlezes
Obras de ouroe pralal
H Acha-so a venda por procos commodos j
3|j um completo sortimento chegado do Pa- a|
vj) rjs o Porto, de obras do ouro de lei e S
5jg prata de todas as qualidades de gostos os gp
^ mais modernos e hbilmente fabricadas : <5
}$5 no estabelecimcnlo de Francisco Gomes ^
O de Mallos Jnior, ra larga do Rosario $)>
Casa de joia
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilos paracamisas,
Biscoutos.
Emeasa de Arkwight & C,
Cruz n. 61.
O
Por atacado.
S. Blum Lelimannn & C estabeleci-
dos na ra do Crespo n. 16, primeno
andar i
ra da
Atoalhado de linho pardo proprio para col-
choes : vende-se na ruada Cadeia do Recife n,
43, loja de Leite & Irmo.
Borzeguins para senhora
a tres mil rs.
Anda existe um resto dos borzeguins para se-
nhora sem defeito ou avaria alguma a 3$ o par :
r i roa da Cadeia do Recife n. 48, loja de Leile
i. Irmo.
Brim prelo.
O mais suporior brim trancado de linho lodo
rreto, que tem vindo a oste mercado, tanto em
qualidade como pela seguranca da cOr: vnde-
se nicamente na ra da Cade'ia do Recife n. 48,
loja do Leite & Irmo.
Corles de chita.
Na loja de Leile & Irmo, na ra da Cadeia do
Recife n. 48, vendem-se cobertas de chita de
lindos desenhos a 2 cada urna.
Meias de seda para me-
ninos .
Superiores meias de seda de peso para meni-
nos de todos os tamanhos : vendem Leite & Ir-
nao, na ra da Cadeia do Recife n. 48, a 2j500
o par.
ARMAZEMDEROIPAFEITA
HMM)
Defronle do becco da Congregacaoletreiro verde.
Casacas de panno prelo a 303, 353 e 40O00
Sobrecasacas de dito dito a 35S000
Palelols de panno de cores a 203, 253,
308 e 35*000
Ditos de casemira de cores a 153 e 22*000
Ditos de casemira de cores a 7$ e 12*0(0
Ditos de alpaca preta golla de velludo a 12JO00
Ditos do merino selim preto e de cor
a 83 e 9*000
Ditos de alpaca de cores a 3*500 e 50O9
Dilos de alpaca preta a 3fi500. 5, 7* e 93000
Ditos de brim de cores a 33500,4*500 o 5|000
Ditos de bramantode linho brancos a
4*500 e 6*000
Calcas dc. casemira preta ede cores a
.8*, 10$ e 12*000
Dilas de princeza e alpaca de cordo
Pelos a 5J000
Ditas de brim branco e de cores a 2*500,
4J500 e 55000
Ditas de ganga de cores a 3*000
Dilas de casemira a 5j5O0
Colleles do velludo decores rauito fino a
Dilos de casemira bordados 11 lisos pre-
los e de cores a 5*. 5*500 e
Ditos de selim preto a
Ditos de casemira a
Dilos de seda branca a 5J e
Ditos de gorguro de seda a 5J e
Ditos de fusto brancos e de cores a 3J e
Ditos de brim branco e de cores a 2j> e
Seroulas de linho a
Ditas de algodo a 1*600 c
Camisas dc peito de fusto brancas e de
cores a 2*300 e
Ditas de peito e punhos de linho muilo
finas a
Dilas de madapolo brancas e de cores
a 1*800, 2*o
Dilas de meia a 1* e
Reloa'os de ouro palente e orisontaes
Ditos de prata galvaoisados a 25* e
Obras de ouro, aderemos, pulceiras e r-
selas
10*000
6*000
5J0O0
3g500
63OOO
63OOO
33500
2$500
2$500
2*000
2*500
58000
2*500
1S600
I
305000
Vendem-se
Relogios de onro.)n ,
Sellius inglezes.. .J1 ""
No escriptorio do agente Oliveira.
Loja de miudezas
NA
Ra da Cadeia do Recife n. 11.
Ha um completo e variado sortimento de miu-
dezas, queso vende muilo mais barato que em
oulra qualquer parte, como bem seja :
Capachos para entrada de porla a 200 rs. um.
Luvas de seda prelas e de cores a lg o par.
Oollinhasde linho para senhora a 1* urna-
Ditas de linho finas a 12* urna.
Manguitos finos e gostos modernos a 153 o par
Cordas para violo a 80 rs. tima.
Gollinhas e pulsoiras de vidrilho de bonilos
gostos.
Molduras douradas para quadros e guarnico
de sola. 4
Estampas das principaes notabilidades da Eu-
ropa em fumo e cloridas.
Perfumaras dos melhores fabricantes.
Enfeites de vidrilho a impealriz *
Franjas de seda, la, linho a algodo, gostos
modernos.
Luvas dc pellica de Jouvin muito novas *
Fios de coral para enfeites de pescoco de crian-
cas *
Meias de fio de Escocia para senhora, e de car
prra menino J
Baralhosde cartas de apreciacao *
Peonas de perry muito finas *
Alfinetes francezes dourados. brancos e prelos
para costura.
Linhas do gaz e carretel de lodos os nmeros
o cores.
Agulhas francezas e inglezas de todos os n-
meros.
Tiras linhas, compasse mais perlences para
escripturagao.
Navalhas de Guimares^P 4 coraco.
Urna linda caixa do msica, e muitos outros
objectos que se vendem por baralissimo preco
Vende-se urna escrava crioula moca e mul-
lo sadta, com urna cria de quatro mezes bastante
nutrida, cuja escrava lem muito bom e abundan-
te lene para criar, e sabe cosinhar; engommar
cozer, e ensaboar: a tratar na ra da Conjeicao
casa n. 10. ^
/,'500
2500
5|000
40800
C03DIISSO DE ESCRAVOS
Ra larga do Rosario n. 20
segunde andar.
Nesta casa recebem-so escravos para serem
vendidos por commisso por conta de seus se-
uhores. Afianca-seo bom tratamenlo. assim como
as diligencias possiveis para que os mesmos so-
jtm vendidos com promplido afim de seus se-
nhores nao soflrerem empale na venda delles.
Nesta casa ha sempre para vender escravos do
differenles idadesde ambos os sexos.com habili-
dades o sem ellas.
Farelo e milho.
Vende-se farelo a 4500 o sacco : na travessa
do patoo do Paraizo n. 16-18, casa pintada de
amarella.
Pechincha cm roupa feila por um dos me-
lhores artistas nacionaes, na ra da Imperalriz
n. 60, luja de Gama & Silva : calcas de ganga
franceza muilo bem failas a 2$500; dilas de brim
dc linho a 2*500, ditasde dito a 2g, colleles de
varias qualidades, paletots de panno fino sobre-
casacos, ditos saceos, dilos de alpaca preta eso-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, as quaes se vendem muito era conla.
Grammalicaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a cscrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
BJSI!
cobertos e descoberlos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem a senhora
de um os melhores fabricantes de Liverpool^
irndos pelo ultimo paquete inglez : em casa d
oSuthall Mellar A c*
Seboegraixa.
Sebo coado e graixa em beslgas no armazem
de lasso Irmaos, no caes de Apollo.
Eite eitabelecimento offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento
preqos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... IO5OOO
Ditos aristocrticos...... 9$000
Ditos burguezes........ 7#000
Ditos democrticos...... 6^000
Meio borzeguins patente. 6^500
Sapatoes nobreza....... 6$000
Ditos infantes....., 5$000
Ditos de lmha (o 1|2 bateras). G#000
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapa tos de salto (do tom). 6#000
Ditos de petimetre...... 5'000
Ditos bailarinos........
Dilos impermeaveis......
Senhora.
Borzeguins primeir classe (sal-
to de quebrar).......
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). .,,...,.
Ditos todos de merino (salto
dengoso). '. ..... 4#500
Meninos e meninas.
Sapatdesde torca. ...... JfOdO
Ditos de arranca........5^500
Boizeguins resistencia h e 5^800
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sorlimento de calcado fran-
cez, roupa feila, miudezas finas e perfumaras,
ludo por menos do que em outras parles : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
P1LULAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, comporto inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio; era alguma outra substancia delecteria Be
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
inteiramente innocente em sas operaces e ef-
feiios; pois busca e remove as doenca3 de qual-
quer especie egro por mais antigs e enazes
qucseiarn.
Entre militares de pessoas curadas com este
remedio, muilas que j estavara as portas da
morte, preservando em seu uso: conseguirn;
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afililas nao devem entregar-se a de-
sesperaco ; facam um competente ensaio dos
efcazes efteitos desta assombrosa medicina, e
prestesrecuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar esle remedio
para qnaiquer das seguinies enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febrcto da especie
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas
Convulsoes.
uebilidade ouextenua-
co.
Denilidade ou falta de
forjas pata qualquer
cousa.
Oysinteria.
Dor de garganta.
aebarriga,
-nog rins.
pureza no yentre.
enfermidades no ventre.
Das no figado.
Ditas venreas.
"xaqueca
"m-sipola.
bre biliosas.
Fehret intemitonte.
Golta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammaces.
Ir r eg u la ridades
menstruaco.
Lombrigasd'e toda es-
pecie,
lal de pedra.
Manchas na culis.
Obstnicco de vertre
Phtysicaou constn.p
pulmonar.
Retenco de ourii.
Rheumatismo.
Syniptoraas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Veeereo(mal).
orVili 1 "'! estas pi,ulas n0 estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja d.>
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul.Havanae Hespa'nha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. cada urna
dellas, conten urna instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas
O oposito geral em casa do Sr. Sourr
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 22, em Per-
namb o-
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larp.-
do Rosario n. 36, vende os seguinte medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegelaes.
Salsaparrilha Bristol.
DilaSands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra (ebrea).
Ungento Holloway,
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de S oneas a
121ibras. *
Assim como tem nm grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
pre. o
Vendem-se libras sterlina?, em
casa de N. O. Bieber& C. : ra da Cru*
n. 4.
Seguro contra Fogo
COMPAMHIA
T
y
i LONDRES
AGENTES
gC J. Astley & Companhia.I
I
para I
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadas de ferro.
Ferr sueco.
Ac de Trieste.
Estanho em barra.
Pregos de composico.
Brim de vela.
Agurdente de Franca, 1
Palhinha para marcineiroi
no armazem de C. J. As-
tley A C.
m
Vende-se 12 cadeiras de Jacaranda e 3 ban-
cas de amarellos e 2 grades para ianllas tudo
em bom estado por diminuto preco na ra da Cruz
n. fila

.


DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO 18 DI AGOSTO DE 1860.
DE
mmmmm i f me ge i irm.
Sita na roa Imperial n i 18 e 120 junto a fabrica de sabo.
DE
Sebaslio J. da Silva dirigida por Francisco Bel miro da Costa.
Ncste estabelecimenlo ha sempre promptos alambiques de cobre de dillerentes dimencoes
(e 300 a 3:000$) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios cominos
para restilare destilar espintos com graduado at 40 graos (pela graduacao deSellon Cartier) dos
melhores system.as hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imporio, bombas
de todas as dimencoes, asperante3 e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras
de bronze de iodas as dimencoes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ftrro para rodas (Pagua,portas para forualhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e cliumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armaco e sem ella, fugoes de ferro potaveis e
econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em leneole barra, zinco em lencol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, lences de ferroa lato,ferro succia inglczde todas as dimnsoes, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e outros muitosartigos por menos prego do que em oulra qualquer
parte, desempenhando se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeico ja conhecida
e para commodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua conanca, acha-
ao na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
DELICIOSAS E1INFALL1VE1S.
en
sfisSIsliSeJa


s53
-V\%
JJJJV
jvyw
GRANDE ARMAZEM
DE
m&

Pastilhas vegetaes de Kemp
contra as lombrigas
approvadss pela Exm.* inspeccao de esludo de
Habana e por muilas outras juncias de hygiene ^^
publica dos Estados UniJos e raais paizes da A- : =>>g
raerica. s?
6S5
W&SSe
Kg
s\\yf
Ra Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicco dos Militares.

hbil
!-//y>;
llar, antigo contra-mestre do fallecido f|j
encon- &
Acha-se na direcqao da officina deste acreditado armazem
"Gemidacomo puramemevegetaes, agrada- i H SS*.FraQC'co d? AssisAvellar antigo contra-mestre d.
-lavis vista, doces ao paladar.So o remedio ?9nod J8e Ftrreira- respeitevel publico continuara' a
infallivel conira as lombrigas. Nao causara 1H ,?r em d,tarmaiem um grande e vanado sortimento de .
nauseaa, nem sensacoes debilitantes. 33* *eitas como sejam : casacas, sobrecasacas, fraques, paletots de panno HJ
Testemunho expontanco em abono das pasti- |||| "no dA,tos de catemira de cores, de merm, bombaznai alpaca preta KSe
has de Kemp. ^| e decores, ditos de brim de linlio branco, pardo e de' cores, calcas ffl'.
Srs. D. T. Lanmari e Kerop.Port By-I=ss^ de casemira preta e de cores, ditas de merino, de princeza, de brns JUs
on 12 de abril de 1859. Senhores. As pas- =3> pardo, branco e de cores, colletes de velludo preto e de cores, ditosde KS
perde-
-inho raeu disse que as paslilhas de Kemp u-.
nham curado suafilha. Logo que soube disso 33^
Remo li" :H? a &uar Na travessa da matriz de Santo Antonio n.
12, vndese um piano muilo born c cm conla.
I Fngenlio venda, i
Yende-se um engenfio silo na freguzin 5
n> de S. Lourcnco da Matta, faz-so todo o jj|
* negocio por fe desejar desfazer delle : cjg
9* esquina n. 83. fi
Vendem-se carneiros gordos e baratos: na
ra doCotoveo, padaria do leao do norte.
A 4#000 rs.
Prele de Lisboa novo ; na ra do Viga rio n.
19, primeiro andar.
Para oficios.
Vende-se na ra do Queimado n: 53, urna por-
cao de popel marca grande e muilo oncorpado,
lendo cada resma 96 codornos.
Por melado de scu valor, vende-se urna fa-
brica de fazer velas de carnauba : na rna de
Agoas Verdes u. 46, segundo andar.
Ailmiraveis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senbores de enge-
_ *------ vwv ww.w u k w^ ww mu ii, jininua \c ii/tt"
Apromptam-se becas para desembargadores, lentes, juizes de di- W& *n'10. fazendeiros, etc., devem eslar prevenidos
Seus proprictarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico era geral, toda e
aalquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimenlo a saber: machinas de vapor de l
iodos os lmannos, rodas d'agua para engeuhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen- icompre i vid ros depastilbas e com ellas salvei a ^^ reito, municipaes e promotores, e vestidos para montara. NaoafTa- g-%^ com cslcs "'medios. So tres medicamentos com
Gas e meias raoendas, tachas de ferro batido e fundido de lodos os lmannos, guindasles, guin-
KS
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhocs e boceas para fornalha, machinas para amassai man-
dioca e para descarocar algodao,.prencas para mandioca e oleo de riciui, portos gradara, co-
lumnas e moiiihos de vento, arados, eultivaJojes, ponles, 'aldeiras e tanques, boias, alvarengas,
jotes e todas as obras de machinisrao. Executa-se qualquer obra soja qual fr sua nalureza pelos
des>nhos ou moldes que para tal fim foremaprcsenlados. Recebera-se encommendas neste esta-
.-.lecimenlo na ra do Brum n. 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperador n. 65moradia do cai-
te, ro do eslabelecimento Jos Joaquina da Costa I'ereira, com quem os nretendentes se podem
entender para qualquer obra.
Fazendasporhaixos precos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda reslam algumas fazendas para concluir
a liquidado da urina de Leile & Correia, asquaes
se vendeui por diminulo preoo, sendo entre ou-
iras as seguiutes:
Cintas de cores escuras e claras, o corado
al60 rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 e 260.
Riscados franeczesde cores fixas a 200 rs.
Cassasde cores, bons padroes, a 2-iO.
Brim delinho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom, va-
a, a l??O00."
Garles de calca do racia casemira a 2g.
Ditos de dila do casemira de cores a 5J*.
Panno preto fino a 33 e 4?.
.3 de cores, finas, para homem, duziaa
800.
Grvalas de seda de cores e prelas a 1JJ.
Ifeias brancas linas para senhora a 3g.
bitas ditas muito finas a 4g.
Ditas cruas finas para homem a 4$.
tes de colletesde gorgurao de seda a 25.
nbraia lisa fina transparcnle, peca, a 4g.
i preta lavrada para vestido a I96OO e 2g
:'.osde vestido de seda preta lavrada a 16j>'
Laucos de chita a 100 rs.
de quadros para vestido, covado, 1*600.
i'jilos para camisa, um, 320.
C tafraaeeza moderna, lingindo seda, cevada
ra 100 rs.
remeios bordados a 200 rs.
. nisetas pira senhora 1 C 0 rs.
itas bordadas finas a 2500.
ilias de linho para mesa a 2-2 e 45.
Camisas do meia, una G40 rs.
:os de soda para pesclo de senhora0
C0 rs.
Vestidos brancos bordados para ba[ ti sar crian
- a 5*000.
Cortes decalca de casemira preta a 65.
Chales de merino com franja de seda a 58.
ortes de calcado riscadode quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de montara, cova-
do. 1*280.
Lencos brancos de cambraia, a duzia, 2#.
CAL DE LISBOA,
nova c muilo bem acondicionada : na ra ds Ca-
deia do Recite n. 38, primeiro andar.
Ferros de en-
gommar
econmicos
a 5,^000.
Estes magnficos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazen-
das de Raymundo Car-
los Leile & Irmo, ra
da Imperalriz n. 10.
As melliores machinas de coser dos mais
afamados aulores de New-Yoik, I.
M. Singer & C. e Wbeeler & Wilson.
Ncste estabeleci-
menlo vendem-se as
machinas desles dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranca :
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Lcite & Irraaos ra da
Imperatnz n. 10, inligamenle aterro da Boa-
\ isla.
A6ETIC1A
nw
Ra da Senzala Kova b. 42.
Neste eslabelecimenlo continua a haverum
comap!el;'solHeii4JLiiiopndas emeiasmoen.
dasparaeuSenho, machinas.de vapor e taixas
de ferro balido e coado. de todos os tamanhos
para di
vidademeu filho.
Sou de Vmcs. seu arao agradecido.
1K. T. Floyr. >
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos nicos proprietarios D. Lanman 9
Kemp, droguistas por atacado em New Yotk.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes ci'Jdes do imperio
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Baha, Germano & C-, ra Juliao n 2.
Pernambuco, no armazem dedroga.sde J. Suum
& Companhia ra do Cruz n. 22.
Vinlio de Bordeanx.
Em casa de Kalkmaun lrmos^C, ra da
Cruz n. 10. enconlra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres.
e dos Ss. Oldekop Marcilhac & C, em Bor_
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De BradenLurg frres.
St. Estph.
SI. Julien.
Margaux.
Larose.
Chteau Loville.
Chleau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien.
St. Julien Hdoc.
Chateau Loville.
Na mesma casa ha
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac cm barris qualidade fina.
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
^^ dando ao comprador algumas das roupas eitas se apromptarao ou- 5<^ os quacs sc cura eficazmente as principaes rr.o-
^^ tras a seu gosto, qur com fazenda sua ou do armazem para o que f|p;
sg>H tem escollados e habis ofllciaes, dando-setoda e qualquer roupa no |<^
?^? dia convencionado. ;?-;.;^
mmmmmmmmmM
Progresso na cidade da Victoria
DE
Francisco Xaxier de Salles Cavalcante de Almeida
NO
Paleo Aa Feira.
O proprietario deste eslabelecimenlo, como se acha com um grande o completo sorti-
mento, tendente a molhados, ferragens e miudezas convida portanto a todos os moradores
desta cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores queiram mandar suas
encommendas no Progresso do pateo da Feia, pois s ah encontraro o bom e barato,
visto o proprietario eslar resolvidoa vender, tanto em grosso, como a relalho, por menos
do que em oulra qualquer parle como sejam :
Lalas de marmelada de 1 2 libras a 1400, frascos cora diflerenles qualidades de doce
por 2?f000, lalas de soda conlendo nove qualidades a 2&000, azelonas muito novas,
passas de ditas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2^000 rs. a garrafa, licores
francezes de todas as qualidades, champanhe, conhaque de ditas, louca fina, azul,pintada,
e branca de todos os padroes, ameixas era corapateiras e era lalas 15T000 rs. a libra g?
latas de peixe de posto por 2*.000 rs., banha de porco refinada, araruta, faltas, bolaclii-
cstas.
Proropto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumaiismo, dor c"e
cabera, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigeslo, crup, dores nos ossos, conlusCea,
queimadura, erupcoes cutneas, angina, retec-
Cao de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as cnfermidadesescrophulosas.chrc-
nicas esyp hliticas; resolve os depusilos de mos
humores, purifica o sangue, renova o syslec.a;
prompto e radicalmente cura, cscrophulas.ver.e-"
reo, lumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeccoes do figado e rins,
erysipelas, abeessos e ulceras de todas as classes,
I molestias d'olhos, difficuldade das regras das
I mulheies, hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Bad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
] cao do sangue, inteiramenle vegetaes Tavoravtls
' em lodos os casos nunca occasiona nauzcas ne
: dores de ventre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
: a 8 purgam. Estas pilulas sao eflicazes as affec-
t6ea do figsdo, bilis, dor de cabeca, ictericia, c-
digeslao, e era todas as enfermidades das mu-
lhcrcs, a saber : irregularidades, fiuxo, reCen-
para
nha ingleza, biscoitinho, eoutras mais qualidades- de massas finas, mas'sa de oraaie em B ^ nrsbrancas' **#. ''iberismo, ele.
latas e a relalho, lelria, macarrao, talharim a 800 a libra, verdadeira gomma de araru
insenso de todas as qualidades, espiritov de cravo, canella, e alfazema, verdadeiros pentes ft
a imperaiis, e de tartaruga de 9;>000 a OSOOO cada ura, tranca e franja de seda, fe- |
cbadoras de broca, pregos em quantiJade de todos os tamanhos e qualidades e outros
muitos objeclos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar, pj
^^nacional- TachasemoeMas
-.[ I il (1(1 l?ar f \4 nnmcirn irkrttv nnnilik
Na ra do Vigarion. 9, primeiro andar, vende
se muito superior potassa, chegada ha poucos
das do llio de Janeiro, em barris de 4 arrobas e
a proco muilo commodo.
Parahyba.
Vende-se o engenho Torrinha distan- KICA VERDADEIRA. E
;!i0g0S
Suissos.
Em casade Schalleillin &C, ruada Cruz n.
", vuude-seum grande e variado sorlimentode
relogios de algibeira horisontaes, patentes, chro-
nomelros, meios chronometros, de ouro, prata
doarada efolheadosa ouro, sendo esles relogios
dos prmeiros fabricantes da Suissa, que so ven-
deropor procos razoaveis.
Vende-se
um riquissimo lustre de errata] para raeio de sa-
l, COI dezoilo luzes, com enfoitcs de cores, vi-
drllhos, campaiiihas, coroa de palo, a peca a
mais bem acabada que tem apparecido nesta pra-
ca : vende-se no cscriptoro de Emile Laurence,
ra da Cadeia n. 59.
Candieiros
ECONMICOS.
Aviso aos estudautes,
Tendo chegado a esle estabelecimenlo da ra
Nova n. 20, anliro deposito dos afamados can-
dieiros econmicos de gaz edrogenio, avisa d<
mente a todos os seus freguezespara sc sor-
tirem tanto de candieiros como de preparosque
necessilar para consumo na roa Nova n. 20, loja
do Vianna.
Cevada muito
nova.
No armazem de Manoel Joaquim de
Oliveira & C, ruado Cordonizn. 18.
Bales a 2,500
na loja de Alvaro & Magalhaes na ra
da Cadeia doRecife n. 53.
Pechincha
Caixas de vidro a 5,000.
Na ra da Cadeia do Recie n. 55,
vende-se caixas de vidrot a 5|, de diffe
rentes tamanhos.
Vende-se um cavallo melado bstanle gor-
do e muito bom andador, proprio para senhora,
por ser muito manso e bonito : a tratar na ra
do Queimado, loja o. 13,
Na ru do Arago'n. 37, vendo-se um ca-
briolel de balaustre e tamben) um carro de 4
rodas. J
GUKDE SORTUIEXTO
DE
Fazendas e roupa feia
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RA DO QUEIMADO N. 39
E.M SLA LOJA DE QIATKO POR1AS.
Tem ura completo sortimento de roupa feita,
e convida a todos os seus freguezes e todas as
; pessoas que desejarem ler um sobrecasaco bem
feilo, ou umi cal$a ou collete, de dirigirem-se a
esle estabelecimenlo que enconuarao um hbil
artista, chegado ltimamente de Lisboa, para
desempenhar as obras a vontade dos freguezes.
J tem um grande sortimento de palitots de ca-
semira cor de rap e oulros escuros, que se ven-
dema !29, outros de casemira de quadrinhos
da mais fina que ba no mercado a 16, ditos
de merino setira a 12$, ditos de alpaka muilo
fina a 6$, ditos francezes sobrecasacados a 12J>,
ditos de panno fino a 20, 25$, e 30, sobre-
casacas francezas muito bem feilas a 35$, cal-
as feitas da mais fina casemira a 10, ditas de
brim ede fusio por prego commodo, um grande
sortimento de colletes de casemira a 5$, ditos de
oulras fazendas por preco commodo, um grande
; sorlircento de sapatos de tapete de goslo muilo
i apurado a 2$, ditos de borracha a 2500, eha-
, pos de castor muito superiores a 16, ditos de se-
! da, dos melhores que lera viudo ao mercado a! 0,
, ditos de sol. inglezes a 10$, ditos muitos bons a
12$, ditos francezes s 8$, ditos grandes de pan-
no a 4$, ura completo sortimento de golliohas e
manguitos, tiras bordadas, e enlre raeios muito
proprio para collerinhos de meninos e iravessei-
ros por prego commodo, camisas bordadas que
servera para baiisado de enancas e para passeio
i a 8$, 10 e 12$, ricos lencos de cambraia de
, linho bordados para senhoras, ditos lisos para
hornera por prego commodo, saias bordadas a
1 3500, ditas muito finas a 5$. Ainda tem ura
I restinho de chales de toquim a 30, cortes de
vestido de seda de cores muilo lindas e superio-
res qualidades a 100$, que j se venderara a
150, capotinhos prelos e manteletes prelosde
ricos gostos a 20, 25$ e 30$, os mais superio-
res chales de casemira eslampados, muilo finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
tas, adamascadas, muito superiores a 5$, ditas
para rosto delinho a 1$, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
200, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para caiga, colletes e pautte a 4$ o co-
vado, e um completo sortiraento de outras fazen-
das, e ludo se vende por prego barato, e que nao
possivel aqui se poder mencionar nem a quarta
parte dallas, no entanto os freguezes chegando e
querendo comprar nao iro sem fazenda.
te d.sta cidade duas leguas por trra,
tem terreno para dous mil pes por an-
no e boa casa de vivenda assobradada
boas obras, tem embarque no porto dis-
tante do en gen lio 1|2 quaito de legua
do tio Parahyba ecm menos de 5 horas
se vein a cidade: quem o pretender di-
rija-se a JoSo Jos de Medeiros Correia
& C que dir' quem o vende.
Em casa de_N. O. Bieer& C,
successores, ra da Cruz n. 4, vende-se
Vinho Xerez em barris.
Cfiampanha em caixas de 1 duzi da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
Vermouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Ac de Milao
Brilhantes de todos os tamanhos.
RELOGIOS.
Vende-se emeasa de Saunders Brothers 4
C.praca do Corpo Santo, relogioa do afama
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambemiraucellins e cadeias para js mesmos,
daexcellente nosto.
Loja das seis portas em
frente do Livrameoo.
Roupa feita barata,
Braga Silva &C.,tem sempre no seu deposito
da ru da Moeda n. 3 A,ura grande ortimento
de tachas e moeedas para engenho, dornuilo
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na ra do Trapiche n 4.
LEGI
TIMA.
SALSA MMILH4

sao do mais prompto efeilo na escarlatina, fclre
I biliosa, febre amarella, e em todas as febres ma-
ignas.
Esles tres importantes medicamentos vem a-
, companhados de instruccoes impressas que mes-
^ tram com a maier minuciosidade a maneira de
'v^vv''9\^^6vs^' aPPlica 10S cm q'ulquer enfermidade. Estao ga-
' rantdos de falsificacao por s liaver venda r.o
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Lcite
& Irmao, na ruada Imperalriz n. 10, aicos
agentes em Tcrnambuco.
tlenco.
Vcndo-se urna taberna cm urna das melhores
ras da freguezia de Santo Antonio : a tratar n i
ra estreila do Rosario n. 0.
' --?.- lili !! ,
Remedio sem igual, sendo reconhecidos pelos
mdicos, os mais iminentes como remedio infal-
livel para curar escropbulas, cancros, rheumatis-
mo, enfermidades do figado, dyspepsia, debida-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e erurcoes que resultam da impureza do
-i
4 _
(KEMP NUEVo i
PILULAS VEGETAES
ASSCARADAS
NEW-YORK
O MELHOll REMEDIO CO.M1FXIDO .
Contra conslipardes, ictericia, affecres do figado,
febres biliosas, clicas, uid'igcstoes
enxaquecas.
Hemorrhoidas, diarrha, doencas da
|pelle, irupcdes.e todas as enfei mid'ades,
PHOVEMCNTES DO ESTADO IMl'lllO O BARGCB.
75,000 caixas deste remedio consoinmera-se
annualmenlel'
Remedio da natureza.
Approvado pela fulcudade de medicina, e re-
. commendado como o mais valioso catrtico ve-
getat de todos os conhecidos. Sendo estas pilu-
las puramente \egelaes, nao conlem ellas ne-
Escravos fgidos.
Attesico.
30,000 rs. de gra
tifcaeo.
sangue
CAitfi a
D.T. Lanman & Kemp, droguistas por ala-1 la,SMrraraeBle xegelaes', n5 f0Dlera ellas>e"
cado New York, aegam-se obrigados a prevenir ITZ^T mcrcu?al ne,m alum 0UoMM-
o resdeitavel publico nara desconfiar de |Bm9, '"'' esla0 Le'.n condicionadas em caixas de folha
o resdeitavel publico para desconfiar de algumas
'< tenues milacoes da Salsa Pairilha de Brislol,
j que hoje se vende neste imperio, declarando a
' todos que sao elles os unkos proprietarios da re-
ceita do Dr. Brislol,tendo-lhe comprado no an-
io de 1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma tem
. direito de fabricar a salsa parrilhadeBristol, por-
j que o segredo de sua preparagao acha-se somen-
te em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos comdesaprecaveis combi-
nares de drogas perniciosas,as pessoas que qui-
os seguintes signaes, sem os quaes qualquer ou-
camisas brancas e de cores a 2, ditas de fustao
linas a 2;50O, paletots de panno fino, ditos do
casemira do cores, calcas de casemira preta e de
cores, colletes de velludo o de seda, um comple-
to sortimento de roupa '
lodo preco
ira preparado falsa;
I* O envoltorio de fora est gravado de ura la-
do sob urna chapa de ajo, trazendo ao p as se-
Loja das seis porte em
frente do LitraiBcnlo.
Covado a 200 rs.
Chitas francezas largas de bonitos gostos a 200
rs. o covado, ditas estreitas, padroes a imitacao
de liazinhas a 160 rs. o covado, cassas de salpi-
cos brancos e de cores a 210 o covado, meias
para meninas e meninos a 240 o par, chales de
merino estampados com barra a 2#, le.icos bran-
cos com barra de cores a 120 rs., ditos com bico a
200 rs.: a loja est aberla at as 9 horas da
noile.
Cortes
a 2 $500,
de chitas largas, francezas, com 11 covados cada
corle, riquissimos padroes : na ra do Queima-
do, loja n. 18 A, esquina quo volts tara a ra
estrella do Rosario.
Vende-se urna casa terrea sita na ra da
Palma com 2 salas, 5 quartos, cozinha fra, quin-
tal, cacimba, bem edificada ha 2 para 3 annos,
muito fresca : o pretendente poder dirigir-se
ra do Imperador n. 42, carlorio do Ulna. Sr.
Portocarreiro, que se dir quem vende.
feila. qne vende-se'por j ""*"" "T ""^
v guintes palavras :
D. T. LANMAM & KEMP
SOL AGEKTS
N. 69 WATER STREET.
2' O mesmo do outro lado lera ura rotulo era
papel azul claro cem a firma e rubrica dos pro-
prietarios. "'
3" Sobre a rolha acha-se o relralo e firma
do inventor C. C. Brislol era papel cor de rosa.
4o Que as direccoes jumas cada garrafa
tem urna phenix semelhanle a que vai cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Bio de Janeiro ra da Alfandega n. 89.
JJahia Germano & C. ra Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum,
C., ra da Cruz n 22.
Barato e bom.
1 elegante moleque de idade 20 annos, 1 dilo
de 13 annos, 1 escravo bom para engenho, de 30
annos de idade, por 800$, 1 dilo bom canoeiro de
35 annos por 700#, 1 excellenle escrava perita
engommadeira, 1 dila boa cozinheira por 900JI, 1
dita boa quitandeira por 450#, 1 dita para enge-
nho por 350f, 1 bonita moleca de 16 annos : na
roa de Agoas Verdea n. 46.
para resguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e eflicazes
fm sua operacao, ura remedio poderoso para a
Juventude, puberdade e velhice,
Lea-se ofolhelo que acompanha cada caixa,
pelo qual se Dcar conbecendo as rauitas curas
milagrosas que tem effec'.uado. D. T. Lanman
&Kemp, droguistas por atacado emiNew York,
sao os unicos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra Alfandega n. 89.
Bahia, Germano & C. ra Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem do drogas de J. Soum
& C., ra da Cruz n. 22.
Vendem-se duas grandes carrocas do duas
rodas, muito fortes toda de sicupira," sao novas
proprias de engenho e para o que forara feitas e
quaesquer oulros servidos por pesados que se-
jam, Irabalham com um? ou mais juntas de bois,
carregam muilo bem 25 a 30 saceos cora assu-
car, ptimas at para a eslacao das Cinco Ponas
conduzirem para o Recife s assucares de ah :
quem as pretender dirija-se ao pateo do Terco
n. 27, segundo andar, que se far negocio.
Vende-se urna caldeira de ferro balido com
7 1|2 a 8 palmos de bocea com canno e torncira,
juntamente 2 resfriadores proprios para alguma
pessoa que queira botar fra desta provincia al-
guma fabrica de sabao em ponto/pequeo ; ad-
verte-se que ludo ainda est em perfeilo eslado :
quem pretender, dirija-se a ra do Brum n. 44,
a tratar com Francisco Jos de Alencar.
Vende-se doze cadeiras de Jacaranda e tres
bancas de amarlello, e duas grades para janelas,
ludo em bom estado, por diminuto prego: na ra
da Cruz n. 21.
Borzeguins
45 Ra Direita 45
6,000.
Nova remessa de borzeguins dem-
cratas puros, pequea.
Na ra Direita n. 68, existe um
bonito escravo, moco, de nacao, para
ser vendido para esta praqa u alguin
sitio, por estar acostumado nesse ser-
viro.
Na noite de 6 do correle fugio um escravo do
Dr. Joao da.Silva Ramos, de sua rasa da ra No-
i va; o qual tem os signaes seguintes : cabra, alio,
secco do corpo, cabellos carapinhos, percas um
i tanlo selladas, e alguma cousa aberlas, pfs gran-
des e grossos, dedos dos pea um pouco abeitos,
com todos os denles da frente, sera eicstrizes de
I chicote, rosto comprido, cabeca secca, olhos rc-
gulares, a barba comeca a dcsponlar, do idade
24 annos, pouco mais ou menos, ladino, amipo
, de baiano e fumador ; esto cabra foi escravo do
; Sr. Simplicio Cavalcanti de Albuquerque, do
Buique, donde fugira para esta cidade, aonde
'sentou prscano corpo de polica com o nonie do
Jos Fraucisco de Assis, tendo depois dado baixa
em marco do correte auno por se haver prova-
do sua escravido, fui vcndiJo ao Dr. llamos, a
quem eslava strvindo de bolceiro : quem o
achnr, pode entrcga-io na ra Nova, no primeiro
andar por cima aa corheira do Adolpho, e eolio
receber a promettida gratiticacao.
Fugio no dia 19 de junho prximo passado,
' do engenho Bom Surcesso do termo de Seii-
nhaem, o escravo Daniel, preto fula, crioulo, ce
: idade 20 annos, pouco mais ou menos, alto, sec-
co, bem espigado, cabeca pequea, feicoes regu- '
lares, bem feito de corpo, ps e mo's seccas e
bem feilas. Esle escravo procurou ao Sr. P. V.
Buletrou, rendeiro do engenho S. Joo do CoLo,
para o comprar, e nao querendo o dono vnde-
lo, maudou bscalo, e na chegada dos porlado-
res, c escravo desoppnreceu ; julga-se que an-
dar o dilo escravo as visinhancas da villa do
' Cabo, ou do mesmo engenho S. Joao, ou do en-
jgcnho Barbalho, onde tem muitos conhecidos,
| pois que frequenlava esses lugares quando foi do
J Sr. Jos Xavier da Rocha W'anderley, hoje mc-
j rador no engenho Serrara : Pede-so as aulori-
I dades de polica do termo do Cabo a captura des-
ate escravo, o aos eapilaes de campo ou qualquer
pessoa que o conheca, de pega-lo e levar ao en-
! genho Serrnha de Serinhaeni a seu senhor Fran-
cisco Manoel W'anderley Lins, ou nesla cidade
( ?o Sr. Manoel Alves Ferreira, na ra da Moeda
, n. 3, segundo andar.
Fugiram do engenho Cana-Braba, em 22 do
; oulubro de 1859,os cscravos seguintes : Claudino,
cabra, alto, bom corpo e bem sadio, pouca barba
e s alguma roda da bocea, representa ter de
30 a 35 annos de idade, e tem o dedo mnimo do
I um p cortado. Fillppa, mulata, clara, baixa, o
( corpulenta, com bstanles marcas de bexigas no
[ rosto, coze c engomma sofTrivel, e enlende tara-
I bem de cozinha, tem do idade 22 a 25 annos :
quem os pegar leve-os ao dilo engenho, ou nesla
i praei, ra da Cadeia do Recife n. 48, cscriplo-
l rio de Belarmino do Reg Barros, que se gratifi-
car generosamente.
No dia 12 do correnle fugio da padaria da
ra das Cinco Pontas defronto da matriz nova da
freguezia de S. Jos, o preto Pedro, de naco
que representa ter 40 annos, estatura regular',
magro, barba no queixo com alguns cabellos'
brancos, com falla de dous denles de um lado
da parte de cima ; levou chapeo de feltro usado
copa baixa, paleto! de brim escuro, calca de ca-
semira branca usada, falla muito explicado. Este
escravo foi arrematado em 21 de julho, em pra-
ca publica pelo Illm. Sr. joiz dos feitos da fazen-
da interino, por execucio coutra o senher do en-
genho Paulista, a quom pertencia o dito escravo ;
consta que tem andado em Apipucos nos arra-
baldes dos sitios do Illm. Sr. tenenle coronel
Carneiro Monleiro, ou major Maia, ou no sitio do
Illm. Sr. depesilario Ferreira, aonde passou a
fasta. Pede-so s autoridades polciaes corpo de
pedestres e capitaes de campo a captura do men-
cionado escravo, levande-o mencionada pada-
ria ou a seu seu senhor Joaquim da Silva Lopes
na travessa da Madre de Dos n. 18.


.--.
w
DIARIO DK PERNAMBUCO. 8ABBADO 18 DE AGOSTO DE 1860.
Litteratura.
Direilo e moral.
elles sempre se aprcsentam debaixo de triplico
aspecto.
Cora effeito, diz Oudot, pois que todd a ic-
go ou abstengao produz ao mesmo tempo um re-
sultado material desagradavel ou desejavel as
rolages do agente cora Deus, com sigo, ou com
os scus seraelhantes, estes tres aspectos correla-
tivos nao podera dcixar de se achar individual-
mente confundidos na apreciado da nalureza li-
Fiat voluntas tua $-
cut in ccelo el in Ierra.
(S.Matu.cvp. 6, v. 10.)
Eis duas patarras que tem pieoccupado belljs
Uta e elvalos talentos ; vamos tambem nos
nossa vczdizermos algnma cousa seu res- I cita da acgo ou abstengao.
>, posto que sem habSUacio alguma para! A moral nao pode prescrever os deveres do ho-
Kmbora j ti n ha mol escripto ue3le sentido mem, era tambera os scus deveres para cora os
disserlagao, todava pouco importa ; a dis- jseus semelhantes.
lacio foi para o nosso Mustiado preceptor ; Leibnitz diz :qui Deum amal, amal omnet;
.. veremos agora para o publico. o S. Joo diz terminantemente na sua primeira
O direito e a moral sero sciencias quo so con- epstola cap. 4, v.20 si quisdixeril quoniamdi-
iem 1 iraporo ellas obrigages oppostas ? ligo Deum, el fralrem suum o deril, mendax est
rile o ponto que escolheraos para objeclo denos-!oque aborrece seu prximo, e diz amo a
: uilexocs. Muitos tem pretendido encontrar! Deus, um embusleiro ; porque, diz o mesmo
1M presenpeoes do dreto e da moral regras que, | santo, Deus nos manda amar a nossos irmaos, e
- oslando de accordo entre s bem revelara que aborrec-los desobedecer e nao amar Deus.
tUs duas legislages existe uma differenga Assim dizemos nos aquelle que nao cumpre os
; rmaneute, radical, urna diffareuga mesmo subs-' scus deveres para com os sous semelliantes, e diz
.:.'.!. Parece-nos que estes, que assim proce- cumpro os meus deveres para com Deus um
m nao Irilham o carainho-da verdade, innocu- embusleiro, porque Deus nos manda fazero maior
no espirito dos que os leera falsas doulrinas,; bem possivel nossos semelhantes, e nao faze-lo
[ >Jem te( em resultado funestas consequen- fallar ao cumprimento dos deveres para com o
i. Nao i possivel adraitlir que a moral se op- Creador.
Pela miasma razo o direilo nao pode deixar
de nos prescrever os nossos deveres para com
__op-
ao direito e vico-versa. E em que se fun-
estes que assim enlendera ? Ellos" nao aprc-
ra uma razio seria pela qual so possa acre- Deus e para com nosco : quando nos cumprimos
: na firmeza do sua convicco.e na veracida-' um dever para cora os nossos 'semelhantes, ha-
to de sua opinio.
I
verao-lo lanbem pralicado para cora Deus e para
comnosco mesmos. E sempre peccar contra
j raos pnuieiramento um esbogo dos princi- si violar os deveres que nos ligara, aos outros;
syslemas, que tendera distinguir essencial- I diz D'IIllach.
Jiro.lo Ja moral, acomparilnndo-as da cora-' Eis, pois, como so manlem a solidariedade e a
inte rofutajaa para depois omitlirmos com | indivisibilidade da lodos os nossos deveres, de
- aegnranca a nossa opinio. sorte que nao podera ser irapostos dous pela mo-
J pretenlera estabelecor entre o direito e 'ral e um pelo direilo. Deus ligou estrcila-
Iferonca substancial, dizenlo que : mente as tres especies de deveres, (Perlel)
amoral prescrevo regras para ohomem consido-
isolaJamoute, para o hornera individuo; e
qae o direito nada tora cora a vida indiridual ou
. social Jo homem, que seus proceito3 s di.
: n respeito ao hornera
que
nos somos obrigados curaprir. Nao pois pos-
sivel quo nesle ponto o direilo e a moral se des-
tinguara radicalmente,
Huitos f.izem consistir a differenga en Ir o di-
raembro do uma socio- reito o a moral, em que a moral considera a in-
e, ao humera social. Dahi outros escriptores teogo e os motivos com que uma acro prali-
a izem a aitrerene.a dotas duas sciencias nes- cada, c o direilo considera a acr-o em si mesraa
lerraoa para marcar a differenga entre ellas : Mas isto e falso : nao verdade' que a moral s
oral e a colleccSo dos deveros do hornera para 'se oceupo da intenso, o o direito somente daac-
. Deus e para com sigo mesmo ; direilo a cao externa. Expliquemo-nos.
leccao dos deveres do hornera para com seus A moral, verdade, allende intenco com que
um individuo poe em pralica uma aceo, mas el-
las osle systema lema mesraa consistencia, la tamuem examina a acgo exterior; olla ao pas-
ena um gran Je edioio cojos alicorees so so que perscrula a vonta'de, a iutencao do a-en-
Iium sobra um deserto de arela raovedioa. le, tambera quer saber se esta accao foi boa ou
systema qie chama a moral regra do homem m era si mesma. O mesmo Ah.ens. apologista
...iv.duo, e ao direito regra do hornera merabro da destnelo entre estas duas sciencias, diz que
orna sociedade, diz mu bem Oudol, pe o di- < nao pode admittir que a moral exista smente
- o a moral em preseoca de uma abslracco ] para a vida do espirito, por que. acrescenla ol-
possivel considerarnos o homem fra da le, ,< o homem devo tamb
i ciedade ; elle por sua nalureza sociavel e re
-V momento Jd "**** clle n5 existira ; supp
em moralisar as su as
Sabemos que a moralidade
a
pois verdade que o direilo s atienda ao acto ma-
terial ; e tanto isto assim que, assim como o
homem se torna criminoso ni oralmente, quando
faz mi emprego de seus per smenlos, de suas
patarras e de suas obras, as.iim tambem elle o
em face do divino quando por meio dos seus pen-
samenlos, das suas palsvras < das suas obras dei-
xa de cumprir os seus deveres para com Deus,
para comsigo e para com os seus semelhantes.
assim que a jusliga social pune a tentativa se
bem que a sociedade nao lenha soffrido nenhum
prejuizo, como diz Mr. Simn; assim que a jus-
liga social pune o homem pelos crimes de cons-
piracao premeditada, de injurias e de flVnsas
physicas. Quizeramos que nos dissessera qual
o facto exterior de urna conspirado ; advirla-se
que fallarnos da conspirago que se acha preme-
ditada, mas que anda lem de ser posta em exe-
cugo. Ahi nao apparece nenhum acto externo ;
entretanto a jusliga publica prende os conspirado-
res e os pune segundo a gravidade do seu delic-
io. Pergunlamos, agora, o que puni ahi a jus-
tiQa social ? Seria o acto externo da conspirado ?
nao : por que ella nao liaba anda sido levada ao
terreno dajusliga, foi o acto interno, foi a inten-
c.ao, que se achara formada na menle dos cons-
piradores. verdade, diremos com Oodot,
que a intervengo do direilo contra o pensamento
culpado dever ser rara para nao degencraa era
prejudicial inquisicjro ; mas ella ser possivel e
mu racional em laes circumstancias, como mu
bem fez observar Warnhceiriglege alicujus po-
puli slalm potest, cogatiiones ponderandas.
Tambera o direilo se occupi dos motivos por
que uma accao obrada ; assim que em um
crrae apparecem as circumstancias allenuantes
e aggravantes. Nao se diga, pois, que o direito
s se oceupa da accao exterior sem levar em con-
la a intenqo e os moliros ; por quanlo a jusliga
social nao poderla punir o crirae se nao allendem
a inleor;3o, visto como de dentro que vem o
valor das accoes, como mu judiciosamento se
exprimi o Illm. Sr. Dr. Braz. A nica diffe-
renga que se pode notar neste ponto quearaoral
pule da inlengio para apreciar a accao em si
mesma, e o direito obra no sentido inverso ; mas
isto em nada inue para eslabelecer entre estas
duas sciencias uma differen;a fundamental ; ou
de urna ou de oulra maneira ambas exaninam a
inten ao e a accao em si mesma.
Temos apreciado os dous principae3 syslemas,
as quacs parecendo & primeira vista ser bascados
em argumentos de algnma procedencia, todava,
como acabamos de ver, nenhum valor real tecm
porquanlo um momento de reflexao basta para
ser conhecida a sua falsidade. Intentara anda
apresentar um oulra ponto de distingo entre o
direilo e a moral e assim dizem : as obrigacoes
que resullam das prcscrioes da moral sao affir-
malivas as do direilo sao negativ as. Ha nada
As patarras divinas na formacao de Eva non I accoes exteriores ; 6 nestas accoes que este ele-
:num kominem este tolnm, faeiamna ei ad- ment constitutivo da nalureza humana se apre-
ruiaj nmile siai, sao a prora mais corrobo-' senla em toda a sua plouitude. Toda
raanfesla-se, mais rigorosamente fallando, as' raasius> 1"e os deveres da moral derivam-se
nao ordena, e que a moral ordena e nao prohi-
be, desconhecer os diclames da consciencia
dizer que faz treras quando o sol se acha em seu
zenith.
Seria um nunca acabar se quizessemos fazer
a critica do todos os syslemas, que se lem apre-
sentado com o intuito de differengar substancial-
menlc o direito da moral ; portento refutados os
tres expedidos, quo entendemos serera os prin-
cipaes, passaremos desenvolver a nossa opi-
niao sobro ponto lio melindroso.
II
Se o direito e a moral sao uma collcgao de
preceitos e regras emanadas da mesma fonlc e
com lins idnticos, isto couduzir o hornera
pela estrada do verdadeiro e leva-lo assim
verdadeira felicidade ; como dizer-se quo os
preceitos de um sao oppostos aos preccilos da
oulra ? Se ambas estas legislaces bascara-se,
e acham seu assenlo na vontade divina : se de
Deus, soberano e rerdadeiro legislador, que par-
tera todos os preceitos tendentes farorecer o
homem na consecugo do seu fin, por que s
Elle, conhecendo perfelamente a sua nalureza,
pode proscrerer-lhe dereres que em nada coa-
trariem essa mesma nalureza, e se ambas se di-
rigem ao mesmo airo, que a perfeclibilidade
humana, forja concluir que ellas nao podem
deixar de sor coherentes em seus mandamentos :
a menos que nao queiraraos admeltira existen-.'
ca de um Deus contradictorio comsigo mesmo.
Sim ; esta a conclusao que se pode, e ri-
gorosamente se dere chegar, admiltido o falso
principio que combalemos. E era so queira ne-
gar a dirindade como verdadeiro fundamento da
moral e do direito, porque, como diz Plutarcho,
seria mais fcil edificar no meio dos are?, do
que fundar e fazer subsistir um estado sem cren-
ca alguraa da dirindade.
Com effeilo, sem unidade, sem ordem e sem
poder, nenhuraa sociedade se pode conceber
disse o grande autor das Conferencias de Nossa
Senhora de Paris ; o disse uma rerdade de pal-
parcl inluiro. Sim ; da ordera, da unidade,
e do poder, que dimana a eslabildade de qual-
que-r sociedade ; mas nao sobre uma unidade
de momentos, sobre uma ordera passageira, c
sobre um poder fraco, que repousara o descanco
e a seguranza de uma sociedade : mister que
estes tres elementos sejara poderosos para que
possam serrir de garanta ao bem-estar da socie-
dade .- preciso que estas tres columnas tenham
fortes alicerces para nao desabarem, levando
com sigo todo o edificio social. Ora, onde en-
contraremos nos osla unidade, esta ordera, e este
poder? Onde residiro estas leis de unidade, de
ordera e de poder que suslenlam todo o edificio
social? Ser (la razao do hornera? Nao ; porque
a razao de um hornera egual a razao de oulro
homem, e enlao baslar-lhe-hia a sua razao para
mais absurdo do que semelhanto doutrina ? Ha s_ervir-llic u*e gua em suas accoes. Esta unida-
nada mais falso do que dizer, como o fez Tho-
-------- i--------------------------,..-......... uuu a acruo
e de que o hornera nasceu para a sociedade, c moral como nos ensioa o Sr. Taparelli d'Aze-lio
para vivensolado, fra do centro desta mes- decorre do desejo da felicidade como de ura pri-
.. sociedade. Ora, se assim 6, se o hornera por meiro principio indeliberado ; da mesma manei-
raesma nalureza sociavel e social, nao pode-' ra ebsolulamonle que toda a rerdade evdente-
quordizera moral regulando mente demonstrada deriva de um primeira prin-
e o direito do hornera so- cipio indemonstravel. Ora o homem que uma
1 alma racional usando de um corpo mortal-terres-
uireilo o a moral, como se exprime o Sr. : Ir, na phraao de Sanio Agostinho, nao pode u-
reos, dizem resueno egualmente & vida indi- conlrar a sua felicidade smenle no espirito sera
. o | vida social do hornera. NSo possi- se servir da materia ou do mundo eterno para is-
corao ja dissemos considerar o homem fra di lo ; clle nao pdc mesmo ouvir sem por em pra-
rdade. O estado de sociedade, diz mu ju- ca aquillo que objecto do seu querer. Como
>sament o Sr. Thiercelin, um facto univer- dizer-se, pois, que a moral nao se importa cora a
nem individuo
l n sor humano sem relai-es co
m os seus cc.io externa? So assim fosse ella seria incom-
lanles lera sido sempre urna excepcao tao piola, porque examinando ura dos demonios da
\ que quando se aprsenla assgnalado como \ acrao, deixaia de examinar a mesma accao. E
- monstros cuja lembranca nos conservara os ,se a moral a scencia dos coslumes, coro pode
50,13 os esciplos dos naturalistas ; mas que ella deixar de apreciar estes coslumes represen-
lem nem a virtude dse reproduzirera, nem lados as aeros do hornera? Seria absurdo.
i de se dosenvolverem. A accao sem a vida e o habito de fazer o bem,
"ra, j vemos que o homem nao podo deixar1 como diz Aristteles, sao a cssencia da virtude.
ivcr era uma sociedade ; c que por conse- j vemos, pois, que nao possivel o que querem
ate a moral nao s o guia individual do ho- alguns: que a moral s se oceupa da iutencao

assim como o dircilo nao s o seu guia
-amos harer balido o principio destesysle-
jamos agora se as deflnicoes delle extra-
sau verdadeiras. Eslabelccamos primeiri-
.

pnmeiri-
corao regra que, deum ptincipio falso, nao
do agente, deixanJo de parte a aegao. E lauto
assim que a moral diz:o homem pode peccar
por pensamento, patarras o obras. Ora o que
sao as palarras e as obras, senao actos externos?
o se o homem pode tornar-se criminoso perante
a moral por suas palarras e por suas obras, como
-w H%. vi ,ii iPii|i.ii)[ii miau, iittif :
: Jem sabir senao falsas consequencias. Sepa-1 <1" ::- os nossos deveres para dar dous como pre- 9a0.q;,e Prefnuna no aScnte- 1uando Pratica la'
ejitosda moral e um como preceito do direilo,
mutilar a obra do Creador, doscouhecer a soli-
lade e a indivisibildade de lodos os nossos
caveres.
Praticando qualquer um delles, temos pratica-
u., ainda que implcitamente, os outros dous ;
io elles nutrera entre s relaces tao estrei-
iio nao poiera ser considerados isolada-
8 : quando cumprimos um dever para cora-
Bosco, temo-lo pralicado para com Deus c para
os nossos semelhantes ; para com Deuspor-
obedecemos sua le do-conseroa le iptun,
y id cora os nossos seraelhantes, por que, como
d-z Oudot, quando eu conservo a minha vida, con-
0 um instrumento em estado de servir tanto
i mira como aos meus semelhantes ; ou como se
exprime Tissol, porque preciso nos fazerraos
meio para os nossos semelhantes, afim de que
liles se tornera meios para nos.
6 a nalureza de todos os nossos deveres que
de, esta ordem e este poder sao consequencias
da lei natural, eterna e anterior todas as leis
deste principio faze aos outros lodos aq uelles l e esia 'j nalural uma emanarlo da divndade :
actosqueuererias quepralicassem para comtigo ; i esla3 'e's P0'3- fundamento da sociedade, sao
c que as obiigaces jurdicas diraanam deste derivadas de Deus*; elle quera as tem estabe-
outro principio nao fase aos outros todos a- lecido conforme a sua sabedoria infinita. Agora
quelles actos que nao quererias que praticassem
ou tal acto ?
Admillindo mesmo a opinio daquelles que s
concedem moral os deveres do homem para
com Deus e para com sigo, anda assim a moral
nao s se oceupa da iutencao, mas tambera da
mesma accao ; por quanto nos sabemos 'que o
culto devido Dirindade podo e deve ser interno
o externo.
Ora, se a moral s se oceupa da inlcncao o cul-
to jamis podera ser notorio, elle seria apenas
interno porque o culto c ordenado pela moral.
Da mesma sorte o direito nao s examina a acQao
era si, mas elle quer tambem conhecer das in-
tenQes do agente. Nao sao smente, diz Lei-
bnitz, as accoes exteriores, mas ainda todas as
nossas affeicoes, que sao dirigidas pela accao raui
certa do direito ; uma boa philosophia sobre o
direito atiende nao somonte tranquiiidade hu-
mana, mas anda amisade divina, cuja posse
nos prometi urna felicidade duravel. Nao
FOLUETU1
?JE2
JKS TT"
para comtigo ? f.ogo que se atiende nalureza
do homem, ente sociavel e social, reconhece-se
que impossivel reduzir o direilo urna simples
regra de abslcncao, e que nada ha de mais pe-
rigoso do que encerrar o direito nos eslreilos li-
mites das prohibicao, sera conceder-lhe o poder
do impor ao hornera o cumprimento dos oicios,
sem os quaes elle nao poderia vive* era socie-
dade. E no entretanto dizem que o direilo a
regra do homem em sociedade Eis a conse-
quencia de falsas doutrinas ; condicao do erro
existir sempre radeado de conlradces ; s a
rerdade marcha ufana, sem nada temer, nem
receiar. Reduzir o direilo prescrever preceitos
de abstoncao, reduzi-lo uma negagao, ea
negacao nada menos importa do que a raorle do
homem, porquo o homem foi feilo para desen-
volver-se, e segundo este syslema etle (icaria
no estado estacionario, que o seu aniquilamen-
lo. Mas osla theoria por si mesma se desraora-
na, visto como ella se acha exactamente contra-
ria pratica e s legislages de todas as naques
do munlo. E' necessario muilo arrojo para
aventurar proposices desta ordera. Cora razao
pcrgunla Belime neste proposito : possirel
reduzir assim as leis ao papel do urna barreira
eslabelecida onlre os homens para os impedir de
se deslruirem mutuamente ? Nao lerao ellas a
iniciativa de exig rom do iniividuo ura sacrificio
no inleresse da sociedade ? E' justamente
nisto que so tornara a legislacao humana se o
direilo fosse, como querem alguns, uma scencia
negativa, desta maneira a sociedade seria im-
I possivel, porque todas as condices da existen-
cia fallara nao havendo a activa assistencia mu-
tua. Reconhece-se agora a verdade da phrase
do Descartes : propriamente nada valer o
nao ser utila alguem. Orase nao possivel
fazer do direilo um complexo de regras somen-
te para quo o individuo se absiento de praticar
actos que possam oflender aos seus semelhantes,
como querem Kanl e outros, tambem nao ver-
dade que amoral seja um complexo de prescrip-
Qfs affirmativas para a pratica do bem ; por-
quanlo na baso mesraa de toda a moral, no de-
clogo nos vemos se prohbindo certas accoes ao damento da moral e do direilo ; para isto seria
j se v a enormidad.: do absurdo de Hugo Gra-
do concebido nesles termos : hwc vera essenl
etiamsi Deus non existeret.
A auloridade da moral, diz mu bem o eru-
dito Frayssinous, nao vem somente da belleza de
seus preceitos, ella vem sobretudo da persuasao
ntiraa era que estaraos, de quo ella obrigalo-
ria, e da Torca dos motivos, que nos crapenham
pralica-los. A moral nos impe um jugo e
um jugo que nos bem manifestado pelo grito
da consciencia quando estamos para praticar uma
accao, ou pelo remorso, quando temos pralicado
uma aegao m : estes dous vigas d'alma alta-
mente nos attestam o poder que sobre nos exer-
cem as regras da moral. Ora, d'onde nos podera
vir esle jugo, ao qual nao nos podemos sublra-
hir? Vira acaso elle de nos mesmos ? Ser a ra-
zao que no-lo impe ? Nao ; a razo nao aulo-
ridade competente para nos impor leis ; muilo
embora o Sr. Bruckner, quebrando a unidade da
razo, se esforc por nos provar isto, nos jamis
admiltiremos que a razao teuha o poder de nos
prescrever leis. o leis cunhadas com o sello da
necessidade, leis que sao o fundamento de tola
a ordem social e por consogunte de todo o bem-
estar do homem. A razao fallrel o frgil, co-
mo com 3 insufficiencia dos seus meios de co-
nhecer, nao pode, desconhecendo algunos das
necessdades sociaes, preecrerer estas regras, que
sao remedio salutar para qualquer oceurrencia
desagradarel na sociedade. A razao, pois, nao
o fundamento das leis inoraos. A razio ape-
nas o principal instrumento quo nos lera ao co-
nhecimenlo de nossos devores, o canal por
meio do qual descobrimos, e demonstramos a
verdade da existencia dos nossos devores ; e a
razo disto porque a moral e o direito, signifi-
cando em sua orgem primitiva ludo o quo diri-
ge, suppe um fim o qual o homem almeja al-
cancar, e esle fim, que o bem ou a felicidade,
nao pode ser allingido pelo homem, senao por
meio da razo ; porquanto, s ella, njudada da
revetaco, pode dcscobri-lo para ello conduzir o
homem, aprovando aquillo, que fr necessario
como um meio seguro de chegar elle. Mas
' d'aqui nao se segu que ella soja o mesmo fun-
passo que se recominendam oulras : amars
ao leu prximo eis o preceilo afrmativo ;
nao o offenders eis o preceito negativo, ou
prohibitivo. Dizer, pois, que o direito prohibe e
POR
PAULO DE ROCK.
XXIX.
l'm amigo verdadeiro.
(ContinuagSo.)
No dia seguate, apezar de todos os seus esfor-
qos para parecer melhor, Cerisette, minada por
ma ebre nervosa ainda mais forte que a da ves-
pera, foi obrigada larde a deitar-se- Sabrela-
cho 3ahira cedo, porque enlo lhe era necessario
ir mais Ionge procurar os emprehendedores quo
e empregavam, e precsava tambem achar traba-
lbo no seu bairro ; o ex-soldado senta duplicar-
se-lhe a coragem e o zelo p*ra prover s suas no-
vas precisos, porque engaara a moga quando
1!o dissera que a nova casa nao era mais cara
ru a anliga ; mas para que Cerisette morasse em
wm aposento melhor. para que, principalmente
estivesse bem longe do bairro que lhe recordava
suas desgracas, nao receiava augmentar as suas
despozas; apenas dissera comsigo :
Levantar-roe-hei mais cedo, voltarei mais
tarde, trabalharei mais.
Infelizmente nem sempre os aconlecimentos
auxiliam a nossa boa vontade. Muitas rezes os
ireguieosos, os homens de m conducta recusara
c trabalho que poderia faz6-los virer honrosa-
mente, aja passo-que os homens probos o labo-
riosos nao podem achar trabalho bastante para
fazer com que sua familia subsista.
Mas se tudo fosse bem no mundo, nos seria-
mos rauito felizes, e nao foi por i3so que Deus
nos crcou.
Achando Ceriselto de cama, e com um incom-
modo que olla debalde se esforgava por dissmu-
lar, Sabretache senlo mais pezar que sorproza ;
H Yide o fliarion. W.
prever que a revoluto causada na moca pelo
encontr do Sr. Minos teria consequencias fataes
sua sade. Longe de ficar abatido cora esse no-
vo incidente, consolou a doenle, reanimou-lhe a
coragem, e procurou mesmo fazer cam que ella
sorrisse dizendo :
Isso nao ha do ser nada, minha fllha ; os
mdicos ahi eslo ; dar-lho-ho os remedios ne-
cessarios e cura-la-hao.
Mas tudo isso ha de cuslar dnheiro, meu
amigo, e eu j lhe sou tao pesada !
Pesada I Cora mil bombas nao me repita
essa palavra, pelo amor do Deus I ou entao ereio
que me toma por alguna homem sem alma, por
um egosta. Tenho bons bracos, Deus lourado, e
anda eslou em edado de trabalhar... Edepois,
a minha vida, a minha felicidade trabalhar; so
eu tiresse de andar radiando lodo o dia, ou se es-
tivesse em uma cadeira cora a perninha para o ar,
cahiria doente iufallivelmente; acc.o, morimen-
to, e estou no meu elemento 1 Se ainda tivesse
meu velho pai, trabalharia para elle... como nao
o tenho, appareceu voce, para quo eu nao esteja
s na trra, e lenha alguem quera querer bem.
Pois enlao quando eu ficar velho, achacado, in-
valido, chegar a sua rez, minha filha, e voc
Irabalhar para mira, que fui a causa primaria
das suas infelicidades... porque ainda rae nao es-
qnecida hospitalidade que me deu em casa da-
quelle bolas do Chatouill... Mas intil fallar-
mos mais nisso. Nao se atormente, pequea, vou
chamar um medico, mas um medico que cure,
se possirel har-lo...
O medico que foi ver Ceriselto achou-a bastan-
te doente para se conservar do cama, porm nao
lanto que causasse sustos Sabretache; seme-
lhanto muitos collegas scus que nao esto bem
certos nos remedios que devem empregar, por
que nada conhecem das molestias que tem antes
a sua orgem na alma do que no corpo, elle recei-
tou urna dessas cousas que se pode tomar em
3ualquer lempo, mesmo quando pao so est
oente.
Sabrelache mulliplicava-se para tratar de Cc-
risolte, ir buscar os medicamentos roceitados pe-
lo doulor, e procurar trabalho, quera dar uma
enfermeira A doente, mas esta oppoz-se formal-
mente ; e o descanco, a tranquillidade, o tempo,
seodo os auxiliares com quo o medico contara
para curar Cerisette, deu esta i entender ao sea
protector que a presenri de uma extranha, em
voz de lhe ser til, aborrectVIa-hia.
O soldado consenlioem nao mandar chamar a
enfermeira ; infelizmente pouco linha que fazer,
e podia estar lodo o dia ao lado de Cerisette.
Mas como e3ta rendo-o durante o dia, rcceiou
quo clle estivesse desoecupado, Sabretache des-
cubra sempre um pretexto s suas visitas. Ora
tinha-lhe esquecido uma nota, o numero de uma
casa ; ora nao levara dinhoiro para comprar tinta
e brochas ; sua amizade era engenhosa para en-
gaar a moga, nlto queria que ella desconfasse,
que mudando de bairro elle perder suas fregue-
zias antigs e anda nao achara novas.
Porm as modestas economas do soldado em
pouco se esgolaram, o urna manha, quando o
medicse retirou depois de ter receitado novo
remedio, porque nao achara melhoras no estado
da enferma, Sabretache voltou para o sou quarlo
e depois de ter dado busc as suas gavetas e al-
gibeiras, apenas pode juntar quatorze sidos.
O veterano ficou em p no meio do quarlo,
pensaliro, com a mao no quadril, cora a oulra
alagando o bigode, o que era seu costumo quan-
do eslara fortemente prcoecupado. Sua fronte
mister confundir a idea de instrumento cora a
idea de fundamento, ideas que sao em substancia
heterogneas. A razao nao mais do que um
ara uto que serr para apregoar a rerdade, afim
de quo nos nao desvairemos do caniinho della i
o pregoeiro que nos raostra os nossos direilos
para que nao consintamos sermos tesados. Quan-
do muito, ella isto ; porm nao mais do que
isto : fundamento do direilo e da moral, ella nio
o nem pode s-lo : seua conhecimentos sao
limitados, e estas duas legislarles deman-
dam toda a amplidao de conhecimentos, ou para
melhor dizer exigem conhecimentos perfeitos
para prover a todas as necessdades da socie-
dade para suster em equilibrio a batanea
social. O dircilo lho da moral e a mo-
ral filha de Deus. Temas provado quo a mo-
ral o o direito partem de uma ronte divina, e
por conseguinle, leraos, com um forte argumen-
to, implcitamente provado que as suas legisla-
ces devem marchar, e cleclvamcnte marcham,
na maisperfeita harmona ; porque nao possi-
vel quo Deus houvosse dado ao homem duas re-
gras de conducta differeotes, de maneira que elle,
embaracado, nao podesse cumprir a sua peregri-
nado nesle mundo.
Querer a seporaco absoluta do direilo e da
moral, de maneira fazer dellas duas sciencias
diversas e independenles uma da oulra, diz o
grande Taparelli d'Azeglio, oslabelecer um
syylema tao falso em seu principio, quanto fu-
nesto em suas consequencias : referindo-se estas
duas sciencias aos aclos humanos, mister que
seus primeiros principios sejam os mesmos.
Eslo principio primario nos o adiamos consigna-
do no primeiro preceito do declogo conhece-
rs a um s Deus e a Elle dars lodo o leu
amor ; esta formula que o principio pri-
mordial da moral, tambem o do direito, por-
que Jess Christo mesmo disse nao pratica as
obras dejuslica por causa dos homens, para me-
receros seus applausos ; se ajsira praticares ue-
nhum mrito ters junto meu Pai que est no
co. (1)
Ora, onde ha identidade de principios nao pode
apparecer conlrariedade de consequencias ; ne-
cessariamente hao de deduzir-se consequencias
homogneas; por lano, se o direito e a moral
confundem-se em sous principios, nao se podem
inteiramente separar era suas regras secundarias.
E' o que justamente vemos logo na primeira con-
sequenca extrahida deste principio, e que ainda
adiamos no declogo na sua segunda proscripcao :
consagrars ao leu prximo o mesmo amor que
tens tua pessoa (2) ; preceilo este que ainda
ordenado tanto pola moral como pelo direito,
menos que nao queirantos sustentar que uma
dellas cuncorre para a anniquilaco da sociedade,
porque em virtude desta regra, como diz o abba-
de Clment era sua obraPhilosophie sociale de
la bible, todos os homens sahiro do isolamen-
lo, da indiridualdade egosta, e marchando nesla
ra da dileccSo mutua, comporao uma sociedade
rerdadeira, porque ella ser a uniao de todos no
inleresse de todos. Di mesma maneira que es-
tes, todos os mais preceitos de uma deslas duas
sciencias se mostram coherentes com os da oulra.
Como, perguntaremos com Oudot, o hornera em
sociedade pode, e deve receber simultneamente
duas direccoes differentes para a sua liberdade ?
Isto seria fazer e desfazer ao mesmo lempo ; e
qual seria a preferivel ? Eis ura dos grandes in-
convenientes que acompanhara a falsa doutrina
que profligamos. A moral, como sciencia dos
dereres tambem a sciencia dos coslumes ; os
principios moraes s nos parecem de uma sant-
dade, e de urna belleza mais imponentes quando
consideramos que elles podem ser applicados
todas as classcs, todas as relaces, lodos os
negocios da sociedade humana. (3) O hornera
nascendo Iraz comsigo o principio de sua activi-
dade, clle por tanto rom ao mundo para obrar e
nao para ser o xpcclador ocioso das grandes c
magnificas scenas, que lhe aprsenla a nalureza ,
como diz o Sr. Taparelli. Mas se elle feito para
obrar, se elle nao dere permanecer inactivo, sem
por era exercicio as suas faculdades, necessario
que baja pira elle uma regra, uma norma de
conduela, pela qual ello so guie em suas accoes.
Ora, 6 justamente o que 30 nao pode negar;
justamente isto que forzosamente se deve reco-
nhecer. O homem deve sempre, em qualquer
circunstancia em que se achar, praticar o bem ;
porque o bem, na phrase do Ahrens o princi-
pio universal para todas as accoes humanas, per-
tengara que ordera pertencerem E se elle
nao tiresse a rigorosa obrigacao de praticar o bem
de nada lhe serrina a sua intelligencia, rislo
como o principal effeito desta facutdade como
nos cnsina Bossuet conhecer o rerdadeiro e o
falso o destingiii-lo um do oulro (4). E a moral
que se encarrega desta tarefa : ella que nos
moslra o bem que lodo o cusi deremos seguir.
Mas, nos ja o dissemos, o direito filho da mo-
ral. O homem, sujeilo s regras da moral, tem
ura dever curaprir, e deste dever que lhe
nasce o seu direito ; supprimi a idea do dever,
diz mu bem Thiercelin, e a idea do direilo des-
apparecer. Na verdade se o homem nao tives-
se uma obrigacao cumprir, ello nao poderia
exigir dos oulros que o nao embaracassem uo 1-
vre exercicio de suas faculdades, porque o direi-
to nao oulra cousa mais do que, como se expri-
me o mesmo Thiercelin, a faculdade de apartar
todo o obstculo suscitado pela vontade de ou-
Irem ao cumprimento do dever ; o mesmo de-
ver em accao. Se, pois, o dever a medida do
direilo, derivando-se o direito da moral, nao sa-
bemos como se possa dizer que nao marchara de
accordo em suas prescripgoes ; se o direilo uma
parle da sciencia dos costumes, illogico concluir-
se que elle diltere es3encialmente dessa sciencia.
Alera disto uma aegao boa em quanto moral,
nao se pode considerar injusta, eraquaulo ao di-
reito : Deus que a fonlo de toda a bondade,
lambem o ruanancial de loda a justiga, era indis-
pensavclmente. necessario quo Deus se achasse
conlraditorio em seus sttributos para que se po-
desse dar o caso de uma accao boa no foro inter-
no se tornar injusta no foro externo. Mas islo
o quo o espirito mais rebelde nao tem lido a torga
de apresentar face do mundo, isto o que nem
por momentos nos deve passar pelo pensamenlo.
F-' pois inteiramente inadmissivel a bondade e a
injustiga em uma mesma aego. Cora effeito, a
bondade consiste om dous pontos : nao fazer mal
nossos seraelhantes; fazer-lhes o maior bem
possivel ; e a justca esta virtude pela qual da-
mos j Deus, nossos semelhantes e nos mes-
mos, o que devidamenle lhos pertence ; arabas
eslas virtudes, pois, se reduzera um senliraenlo
c qualidade nalural ao qual o homem nao se pode
subtrahir.
E' verdade que alguns escriplores tem que-
rido encontrar differenga entro a bondade e a
jusliga ; assim que PufTendorf diz :
A principal differenga que ha enlr a bon-
dade e s jusliga das acges. que a bondade mar-
ca simplesmenle a conveniencia das accoes com
a lei, ao passo quo a jusliga encerra mais uma
certa relago cora aquelles que sao objecto da
aegao. Porque n3 entendemos por aegoes jus-
tas aquellas quo se applicam canvenientemente.
com conhecimento e com designio, pessoa que
deve ser objeclo dellas. d
Mas islo nao verdade ; esla dislincco que
nota PufTendorf inleiramenle arbitraria, na
phrase de Burlaraaqui. Nos opporemos aulo-
ridade de PufTendorf a auloridade do professor
De Felice, o qual diz mu lgicamente :
Urna accao boa tambem uma accao jusla
no dircilo natural : ahi este3 termos sao syno-
nimos, porque a lei natural lendo por autor un
ser infinitamente perfeito, exige no agente uma
reclidao perfeila de coraco, para que estas ac-
coes sejam reputadas justas ; de sorte que todas
as aeges que ella declara justas sao ao mesmo
lempo boas o vice-versa.
Ainda opporemos a auloridade de um poeta
grego citado por Burlamaqui :-
Um homem justo, diz este poeta, nao a-
quellequc nocomraelle alguma injustiga ; mas
sim aquelle que podendo commelte-la nao o
quer. Nao aquello que se abslem das cousas
de pouca consequencia ; mas aquelle que com
uma grande firmeza d'alma, nao se deixa tenlar
vista de uma cousa consideravel, deque impu-
nemente se poderia apoderar. Nao aquello
que somente pratica todas estas cousas de qual-
quer maneira que soja ; mas aquelle que com
uma sinceridado. nao misturada de fraude e de
hypocrisia, estuda antes ser justo do quo pare-
ce-lo.
Nenhuma verdade ha, pois, nesla opiniao de
PufTendorf, que pode ser laxada inteiramente de
errnea c contraria todas as regras do bom
senso.
noAJe havemos dito at aqui, collige-se que
nao exisle esta differenga essencial que alguns
querem cnxergar enlreo direito e a moral ; nao
nos admira, porm, que esta utopia seja susten-
tada por alguns quando vemos um homem com
voz sinistra, na phraso de Pistre, proclamar a
abolirao de todo o poder espiritual, temporal,
legislativo, executivo, judciario o propieta-
rio. (5)
(1) Serraao
cap 5, 6 e 7.
sobre a montanha.'S. Matheus
(2) Diliges proximum tuum sicul le ipsum, S-
Math. cap. 12, v. 31.
(3) Red, I. 6, pag. 314.
(i) C. de D.-f, 7.
de.ressa cora o negocio A pequea nao ha de
ver nada, nao vem ao meu quarlo, porque nao se
levanta ; oh I tem mfido que en nao durma como
um lidalgo em cima da minha palha ; pois leo
s mil mararilhas. Agora, loca a utilisar esle cn-
xergo.
E dizendo estas palavras. Sabretache correu
su cama ; poz para o lado os longes e cobertas,
tirou o enxergo, p-lo aos hombros, andando
cora precauco e lendo cuidado de que o colcho
nao rogasse pela parode, para quo Cerisette nao
tiresse desconllangas. Chegando ao patamar, fo-
chou deragarinho a porta e dcscou s carreiros
pola oseada baixo, lerando o colchao na cabe-
ga, e dizendo :
Cora o dinheiro que me derem por esle tras-
tinho comprarei urnas duas ou tres bragadas de
pilha, que substitue muito bem isto, que para
mim um luxo.
Sabretache chegou sem accidente algum al
porta da ra, porque ainda era cedo, e em uma
casa bem habitada os inquilinos nao cosluraam
dar-so ao prlo antes do meio dia. Mes no mo-
mento de sahir, foi o reterano detido pelo por-
leiro, Brotan, velho, comprdao, o anda forte,
ponsalira, as sobrancelhas franzidas, indicaram que se Iho poz dinnle, dizendo :
Hllil tfllflf t-\ ti ii v .% > -> i ii l i ii'i .1 U .. .- .. _____9 1 Dnln 1 &___ au D
que suas reflexes ainda nao hariam produzido
um resultado feliz; eraflin, como se se enfozasse
comsigo mesmo, baleu com torga com o p no
chao o comegou s passadas polo quarlo, di-
zendo :
Cora a breca I So eu ficar aqu em p feito
um ptspalhao, nao arranjo dinheiro, e preciso
delle absolutamente I Em primeiro lugar para
comprar o noro remedio receilado pelo medico, o
quesera duvida nenhuma cusa mais de quntor-
ze sidos. Estes boticarios depois que se chamara
pharraaceuticos vondem ludo mais cato...
Mas a pequea ha de ter por torga o seu reme-
dio, ainda que eu tivesso de vender os bigodes!
Ha muito que elles j andariam por esse mundo
se podesse serl E nao ha trabalho neste maldito
bairro. Oh I islo para um homem desesperar I
Sabretache patou e poz-se olhar em torno de
si. De repente, filando os olhos na sua cama,
animou-se-lhe a physionomia, brilhou-lhe nos
olhos um raio de alegra, baleu com a mao di-
reita na cocha e exclamou:
Dei no finte! E eu que nao pensara nisso !
Aqui est 9 que me ha de dar dinheiro I Vamos,
Saia, mas sem o enxergo... Que scu.sei
eu, mas 6 a Sanca do seu alognel... Aluguei-lhc
a casa, porque pensei que linha movis, nao os
lem, por conseguinte nao o posso deixar sahir
com o que possue de melhor.
Devo lhe alguma cousa?
Nao me deve nada ; mas j ha dous mezes
que mora aqui, c o fim do quarlel est che-
gando.
Pois ha de so lhe pagar o seu quarlel. Jul-
ga acaso que sou algum ladro.
Deus me lirre de tal pensamenlo I
Quero mandar cardar o enxergo.
Tem todo o direito de faz-lo, mas ha de
ser aqui no paleo, onde ha muito lugar.
Nao
mpe
tolo :
sigamos nos, porm, esta opiniao, c
compcnclrerao-nos deslas palarras do Apos-
Esle Dous que annunciamos o pai com-'
mum da grande familia humana ; elle nao faz
excepcao de ningnem, e todos lhe sao egual-
mente charos, sua vontade a lei commum de
todos os homens ; aquelle quo fizer esta vontade
ser salro neste mundo e no oulro.
Deixemo-nos, pois, de querer encontrar cou-
sas que nao exislem, e que nao podem realmen-
te existir; reconhegamos a verdade ondo ella se
acha e digamos com Jouffroy :
S ha uma lei no mundo ; a lei de Deus:
toda a le quo nao deriva dessa nao urna lei:
ella nao obrigatoria ; ella nao uma regra
qual sejaraos obrigados a nos submellermos. As-
sim, a lei, qualquer quo seja a sua nalureza,
quer enlre os homens, quer entre as sociedades,
uma emanagao do bem. O carcter da obriga-
cao essencial lei nao pertence senao do"a do
bem, nao pode permanecer unido senao ao que
participa da idea do bem.
Recife. 11 de agosto de 1860.
Joaquim Guennes da Silva Mello.
(5) Proudhon,
nario.
confisso de um revolucio-
F. o veterano sahio do quarlo : mas chegando
oseada sentio difficuldade om andar; melto'a
tanta la nos joelhos quo nao os podia curvar.
Emlim, fazendo esforgo, saltando os degros
pos juntos, rgcorregando encostado ao corrimao,
chegou baixo; estava alagado em suor, mas
nem por isso deixou de caminhar para sahir do
pateo.
Infelizmente ali estara anda o porleiro incor-
ruptivcl, varrendo aporta; ficou admirado do
andar exquisito do seu inquilino, que era obrigi-
do a abrir as pernas como se tivesse succedido
algum accidente desastroso s suas caigas.
Dando com o porteiro, Sabretache procurou
endireitar-se ; mas nao o pode conseguir, e o
Ah I temos conversa! 01 he, camarada, eu velho Breio, encoslando-se ao seu cabo de vas-
Enlao onde a viagem?
Sabretache eslacou, poz o colcho um pouco
para Iraz para ver bem o porleiro, e respondeu-
Ihe com tora brusco :
Vou onde rae parece, camarada ; creio que
nao tenho contas a dar-lhe, e que j tenho eda-
de para nao precisar de criado que me leve pela
mo...
De certo, roplicou o porleiro, conservndose
sempre danle do seu inquilino para impedi-lo
de sahir. O senhor podo ir onde bem lhe pare-
cer ; senhor das suas aeges... mas nao acon-
tece o mesmo com isto, que nao pode sahir sem
licenga minha,
E dizendo oslas palavras, o velho Breto punha
uma das mos sobre o enxergo.
Como? que cantiga essa ? O meu enxer-
go nao pode sahir sem sua licenga 1 Ora deixe-
se de graca 1 Ento o enxergo nao meu? nao
propriodade minha ? Quero faz-lo tomar ar; ha
muito tempo que nao sahe, o isso nao lhe faz
bem... Isso nao tem nada cora o senhor; deixe-
mo-nos de magadas, deixe-mo sahir, quo nao
posso perder tempo.
sou um tanto azougado, e se diego a zangar-
me. ..
Escote, camarada, nao so zangue___J foi
soldado, o ha de attender-me. Os moris nao po-
do dem.
Ah! so ha ordem, o cas"o oulro, respei-
lo-a muilo.
E Sabretache fazendo moia rolla sobre si, su-
bi com o seu enxergo calirou-o na cama, mur-
murando zangado:
Deita-te para ahi, cousa ruim, que nem ao
menos podes fizer favOr a Uin amigo I Mas com caiga- O veterano nao pensara nisso, e como a
soura, disse-lhe com ar de mofa :
Entilo, camarada, est agora com gota ?
Eu, com gota? Nunca passei to bem na
minha vida. Est fszendo muilo calor hoje ; vou
passeiar.
Mas de certo nao est no seu estado natu-
ral, inchou d'inda ha pouco para c.
Inchei ? ora esla I
Espere, esporo, que est perdendo alguma
cousa.
E o maldito porteiro ahaixando-se, poz-se
tirar frocos do la quo lhe sahiam por baixo da
duzentas bombas, preciso do dinheiro___ a me-
nina carece de remedio___Ah que idea I O ca-
marada esl ralente com a sua ordem. Ora, va-
mos a uma astucia do guerra. O que vendo do
aa estava muito aperlada, para que o porleiro
tirasse, sahia sempre, e a poma ia emagrecendo,
apezar de Sabretache gritar:
Ora deixe l, foi a liga que araarrei mal.
enxergo nao c o panno de cima, que nao bo- Nao preciso quo a apanhe.
iiilo nem novo; a laa que rende cobres___
Espere, meu an.iguinho, que vuu descozer-le to-
do, e metler a 15a por entro a roupa.... Famo-
so I Passo uma embacadella no sentinella 1 Toca
ao trabalho I
E Sabretache pegando n'uma faca, descozeu li-
geramente o enxergo, c tirando a la aos pu-
nhados comegou a encher as caigas em que dei-
tou tanta, quo lhe custou aboloa-las. Chca a
caiga, toz o mesmo com o collele e com o paletol,
quoaboloou de alto & baixo. Apezar disso, s
podera lovar metade da la, mas disse comsigo :
Previnirei o comprador que ainda tenho
mais, e darei duas vagens. Decididamente tive
uma excellente idea. Vou nr cinza nos olhos
scnQclla. Avante I
Mas o porteiro sem se importar foi continuan-
do ; e s se levantou quando poz a perna no seu
oslado nalural. Ficou com a la acrusadra na
mo, e batendo deragarinho na barriga, as cos-
tas e no pcilo do seu inquilino, disse :
Olhe, tem aqui, aqui e aqui Devia estar
abafado. Camarada, a pega nao era m, mas cu
sou matreiro c nao fcil me embagarem. V
endireilar-se, ande.
Com os diabos, disse Sabrelache, baleado
na cocha, o que fez levantar uma nuvem de
podra, ento j servio na velha guarda ? Esl
bom, fica para oulra vez. Nio perdepor esperar.
[Conlinuar-se-ha.)
PERN.TVP. DE H. F. DE FARIA. 1860.
ILEGVEL


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