Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09141


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Full Text
1RI0 IIIYI. HUMERO 190.
i HHMI '
Por tres mezes adiaolados o$000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
DIARIO
SEXTA FEIBA 17 DE AGOSTO, DE 1889.
Pop anuo adianlado 19$000
Porte franco para 0 subscritor.
ENCARREGADOS DA. SUBSCRIPTO' DO NORTE-
Paralaba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemo3 Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Alones Jnior; Tara, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronvmo da Costa.
l'AUl 1UA UU3 l.OIVUt-lU.5.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhde
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
quera.lngazeira, Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo.Serinhem, Rio Formoso.Una, Barreiros.
Asna Prela, Pimenteiras eNatalquintasfeiras.
(Todos os correios parlem as 10 horas da manha.
EP11EMERIDES DO HEZ DE AOSTO.
1 Luacheia as 3 horas e 14 minutos da larde.
9 Ouarto minguante as 7 horas e 4 minutos da
tarde.
16 La nova as 8 horas da larde.
23 Quarto crescenle as 8 horas e 18 Minutos' da
manha.
31 Luacheia as 6 horas e38 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 5 horas e 18 minutos da manha.
Segundo as 5 horas e 12 minutos da Larde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Rito de orphios: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira Tara do ct: tercas e sextas ao meio dia
Segunda varado civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
PARTE OFFICIAL.
i receida a couimunicaro, que eui 3 do crrente
i lhe fez V. S., de ter S. M. o Imperador, por de-
creto do 1. desle mez, nomctido o bacharel Joa-
quira Theotonio Soares de Avellar para o cargo
de juiz municipal e de orphos do termo de ln-
gazcira nesta provincia.Pizeram-se as neces-
sarias communicacoes, c marcou-se ao norncado
o prazo de tres mezes pata a apresentaco do
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 14 DE AGOSTO DE 1860.
Oicio ao F.xm. presidente do /fio Grande do
Norte.Officiando nesta data no director do ar-
senal ne guerra para por a disposico do agente
Jos Joaquim de Lima, afim de serem enviados competente titulo.
para essa provincia, os arligos de fardaroento o D,l ao Exm- Sr- conselheiro Josino do Nasc-
Diais objectos mencionados as duas relaces ""nlo Silva, director gcral da secretaria de es-
juntas por copia, cumpre-me assirn o participar lado dos negocios da juslica.S. Exc. o Sr. pro-
a V. Exc. para seu conhecimento, ficando V. Exc., sidenle da provincia manda aecusar recebida a
corlo de que terao igual destino, logo que estojam communicacao de \ Exc. de 2< de julho ultimo
1 r tupios, os arligos que faltam relativamente ao ; com a copiado decreto n. 2,002 de 13 de junho.
que desannexou de Floros o termo de Ingazeira
o creou neste o lugar de juiz municipal e de or-
phaos. Transmitlio-se copia no decreto ao pre-
sidente da relarao, ao juiz de direito de Flores,
ao juiz municipal de Villa-Bella, o ao inspector
da thesouraria de fazenda.
Dito ao chofe de polica. De ordeni de S.
da provincia, communico
da companhia brasileira de
niioVo mVsmo.Qando recobi o ofiicio do paquetes'a vapor tem ordera para fazer trauspor-
segundo semestre do presente anno.Fez-se
respeito o expodiente preciso.
Dito ao mestnn.Ao inspector do arsenal do
marinha expero as ordens necessarias para que
forneci os objectos de que trata o cnpilo do
porto dessa provincia noofficio, que acompanlioii
o de V. Exc. de 10 do correnlo, que fita assim
respondido.Offlciou-se neste sentido ao inspec- i Lxc-' >r- presidente
t ir do arsenal de marinha. : u \. S. que o agento
V. Exc de 7 desto mez, solicitando a remessa de
diversos obji'ctos destinados ao serviro publico
dossa provincia, parte dos quaes tinham sido an-
teriormente enviados, j havia seguido para o
Maranho o vapor Camacuan ; pelo que s po-
der ser satisfoita a requisiro de V. Exc. pelo
vapor lijuarasa em sua primeira viagetn para o
norte.
Dito ao chefe de polica.Transmiti por copia
:i V. S., para seu conhecimento, o ofiicio que cm
31 de julho ultimo, sob n. 139, me dirigi o
presidente da provincia da Parahiba com referen-
cia ao preso Rosalino Manoel Dias.
lar para a provincia das Alagoas o cabo e 5 pra-
cas do Io batalho da guarda nacional d'aquella
provincia, conforme V. S. solicitou em seu ofii-
cio de 13 do correte, sob n 1103. Expedio-se
a oidem.de que so traa.
Dito ao mosmo. S. Exc, o Sr. presidente da
provincia, manda communicar a V. S., que, nao
haveiido crdito para o pagamento solicitado por
V. S. cm ollicio do 12 do julho p. findo, sab n"
935, ncsla dala leva ao conhecimento do governo
imperial a materia do citado officio.
Dito ao commandante das armas. S. Exc., o
Sr. presidente da provincia, manda declarar a
Dito ao commandante das armas.-Oidone V.' Js> em resposla ao ollicio de honlcm, sob n'
S. ao director do hospital militar que, om vista
do officio do inspector da thesouraria do fazenda,
constante da copia junta, declare a razo porque
considerou licenciado o comprador do mesmo
E^vdio de Athayde Rodrigues, sem lhe ter sido
apresentada a luenga sellada, euviando-me V.
S. a resposla do msmo director.
883, que, por ora nao possivel a troca da afri-
cana livre do nonio Maria, que se acha no ser-
vico do hospital militar, c se ella est docnle,
pude V. S. manda-la para o hospital de caridade,
liai do ser all tratada
Dilo ao inspector da thesouraria de fazenda.
De crdem de S. Exc, o Sr. presidente da pro-
Jleijuerimentos.
1231 Amando Godofredo Lucas. Informe o
Sr. inspector da thesouraria provincial, ouviudo
1
rente.
Dito ao mesmo.Transmiti a V. S. para o fim
conveniente, os dous inclusos avisos da letras,
na importancia de 3J0JI, saccadas pela thesoura- I administrador do consulado,
ria de rendas da provincia do Rio Grande do or- 1'- Aureliano de Pmho BorgCi. Apresen-
te, sobre essa, e favor de Jos Joaquim de I i- i l0 supplicantc o requenmenlo que dirijo aogo-
ma.Deu-se ciencia ao Exm. prosidentc da- ve",f! imperial para ser informado.
lia provincia. 1233 Antonio Cosario Moreua Das, alferes
Dito no inspector do arsenal de marinha.-Em do 3" alalllSo dc infantaria da guarda nacional,
vista de sua informadlo de 11 do cotrente, sob n. ~,h"\ Vlstil da "lf"lrniaa0 n;|o lem lugar.
3:!lt,autoriso-o a ndm'iltir na companhia de apren- Antonio Jacintho Borges. Informo o
dizes menores desse arsenal o filho de Senhoii- 7" "-"Peclor da thosouraria provincial como se
nha Maria Marques da Costa, de nome Jos Ver-1lh^r.Jonott-ear a de juiw prximo lindo.
respeito pela I i'> Caiharina Arsenu do Oliveira. In
reir do Souza, procodendo-so
ifor-
no final do sua citada iufor-
forraa indicada
a 0.
Dito ao mesmo.Mande V. S. fazer alguns con-
cerlos precisos no vapor de guerra Tltetis, e qu>>
torem indicados pelo respectivo commandante.
Communicoo-se ao coniuiandaolc da estatu
i. ival.
Dilo ao mesmo.Em vista de sua informadlo
de 10 do correnle. sob n. 338. autoriso-o a d-
Eiiltir na companhia do aprendizes menores desse
arsenal os dous filhos de Feliciano Francisco Xa-
vier de llollanda Chacn, procedendo-se a res-
peito pela forma indicada no liaal de sua citada
Ififormacio.
luto ao commandante do corpo de polica.
Todo V. S. mandar engajar o paisano Caetano
Jos de Jess, que, segundo o atteslado junto ao
seu ollicio de 13 do correnle, sob n. 327, foi jul-
ga !o apio para o servico do corpo sob seu com-
n.ando.
Dito ao mesmo.Pode V. S mandar engajar os
pai.-anos Justino de Souza e Domingos Liberato
dos Sanios, que segundo o altestado junto ao seu
ollicio desta data, sob n. 329, foram julgados ap-
tos para o servido do corpo sob seu commaudo.
Dito ao juiz de direito de Pao d'Alho.Infor-
me Vmc o estado em que se acha o processo,
que, por ofiicio de 8 do junho ultimo, mandel
instaurar contra o juiz municipal supplcnle desse
tormo, Chrislovo dc llollanda Cavalcanlc de Al-
buquerque.
Dito ao director interino das obras publicas.
Para poder salisfazer a exigencia do Exm prc-
s; lento do Ceara em officio de 9 do correnle mez,
az-se preciso que Vmc. me declare, o custo por
que pode Bear prompto e posto a bordo, um
porio com as dimensoes constantes do desenlio
junto, que me ser devolvido.
Dito ao agente do Rio Grande do Norte.Lo-
go que chegarem os dinheiros que Vmc, segun-
do declarou no seu officio de 10 do correnle, es-
pera do Rio Grande do Norte, trate de pagar
Carneiro & Irmao a importancia dos selins e ou-
tros objeclos, que venderam ao conselho admi-
nistrativo com destino aquella provincia.
Portara.O presidente da provincia, atten-
dendo ao que requereu a professora publica de
instrucrao primara da freguezia de S. Pedro
Goncalves do Redfe, Maria Joaquina dc S. Tho-
ni, e tendo vista as informaces das reparti-
3 competentes, resolve, nos termos dn segn- maior. de classe director das obras publicas,
da parto do artigo 29 da lei n. 369 de !4 de! Francisco Raphacl de Mello Reg, que para all
maio de 1855, jubilar a mesma professora com 0 i seguir, com hcerica, e o Sr. tenenle reformado
ordenado correspondente ao tempo de effectivo mnclC0 de Paula l'cixoto com permissao do
me o Sr. director do arsenol de guerra.
1236 Feliciano Francisco Xavier dc llollanda
Chacn. Ficam expedidas as convenientes or-
dens no sentido em que requero supplic.ntc.
1237 Pirmino da Cimba liego, capilo do 9"
batalho dc infantaria. Informe o Sr Dr. chefe
de polica.
1238 Ilenriquc Tiberio Capislrano, lenle
reformado do exercilo. Satisfar o supplicante
a exigencia da conladoria conslantc da informa-
cao no verso deste.
1239 a 12 i Jos Elias Machado Freir, Jos
da Costa Dourado, Joaquim de Paula Pessoa de
Lacerda, juiz de direito da comarca da Boa-Vista,
conego Lourenro Coria a^, vigario da fre-
guezia de S. Jos desia c^lwe, padre Manoel
Ignacio de Luna, vigario do freguezia do Limoei-
ro e Simo de Azevedo Campos, vigario da fre-
guezia de Escada. Informe o Sr. inspector da
thesouraria dc fazenda.
1245 Luiz de Franca Soulo. Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial.
12!6 Maria Joaquina de S. Thom, profes-
sora publica da freguezia do Recite. Como
requer.
1217 A mesma. Como requer.
1248 Maria Raeros do Amparo. Encami-
nhe-se.
1219 Manoel Jos dos Sanios Felicio. Con-
cedoquinze dias improrogaveis.
1250 Seiihorinha Maria Marques da Costa.
Aprsenle ao Sr inspector do arsenal de mari-
nha o menor dc que trata.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartcl do coinmando das armas
em Pernambuco, na cidade do
llecife, flU de agosto de 18GO.
ORDEM DO DIA N. 2.
O coronel commandante das armas faz publico
para sciencia da guarnicao e devido effeilo :
Io Que no dia 14 do correnle foi dispensado do
lugar de ajudanle de ordens desle commando o
Sr. alferes do corpo do estado-maior de 2'' classe
Pedro Gomes de Oliveira, que dever seguir para
corle, por se achar ero disponibilida.
2U Qee no referido dia 14 se apresenlaram vin-
dos da corte, o Sr. capilo do corpo do oslado-
de l*classe, director das obras
CiercicO no seu magisterio, percebendo tambem
a grlilicaco concedida pelo exercicio de mais
de doze anuos, de conformidade com a segunda
parle do arl. 28 da citada lei.
Dita O presidente da provincia, allendendo
ao que lhe requeren o alteres do nono balalho
de infantaria, Manoel de Parias Lemos, resolve
conceder-lhe, de conformidade com o parecer da
junta militar de saude, tres mezes d licenca
com vencimentos, na forma da lei, para tratar
de sua saude fora da capital.
Dita.O presidente da provincia, allendendo
ao que requeren Antonio Carlos de Lemos Duar-
te, escrevento das officinas do arsenal de mari-
nha, resolve conceder-lhe quinze dias de licenra
com vencimentos na forma da lei, para ir pro-
vincia da Parahiba.
Dita.O Sr. ngenlc da companhia dos paque-
tes a vapor mande dar transporte para a corte,
por conla do minisierio da guerra, no vapor
Paran, aos recrutas mencionados na relarSo
junla.
DitaO Sr agente da companhia de paquetes
a vapor mande dar passagem no vapor Paran.
por conta do ministerio da guerra, para a corte.
ao cabo deesquadra Antonio Joaquim Germano,
e para Bahia ao soldado Francisco de Paula
Nunes, c desertor Antonio Augusto do Aguiar.
Communicou-se ao commandante das ar-
mas.
Dita.O Sr. agente da companhia brasileira
dr paquetes a vapor mande dar transporte na
proa, para a provincia do Rio de Janeiro, no va-
por Paran ou Tocantins, em lugr destinado
para passageiro de estado, Marcos dos Santos
Calvociro, que teve baixa do serviro da ar-
mada.
Dita.O Sr. agente da companhia brasileira de
paquetes a vapor mande dar transporte no con-
vs para o Rio de Janeiro, em lugar desti-
nado para passageiro de estado, a Florencio Ca-
lislo
Expediente do secretario do governo do dia 14
de agosto.
OfDcio ao Sr. director geral interino da secre-
toria de estado dos negocios da-justlca.S. Exc.
o Sr. presidente da provincia manda aecusar
governo para residir temporariamente nesta pro-
vincia.
Determina o mesmo Sr. coronel commandante
das armas que o Sr. alferes do batalhao do depo-
sito Antonio Eneas Gustavo Galvo, ajudanto de
ordens interino deste commando que addido
companhia fixa dc cavallaria.
Assignado.Jos Antonio da Fonceca Galvo,
coronel commandante das armas.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo. al-
feres ajudante de ordens interino do commando.
EXTERIOR.
Do CoHsiiucionef extrahimos a declaracao di-
rigida as potencias signatarias do congrsso de
Vicnna, pelo governo helvtico, em consequen-
cia da comraunicaro que lhe foi feita pelo ga-
binete de Turiu sobro a conclusao do tratado de
cessao da Saboya e de Niza Franca :
Senhores:
A legago dc Sardenha fez-nos, da oartn rtn
seu governo. por ">-. .i. oe 14 uo correte, o
aviso ofBcial dc que a cmara dos deputados,
assim como o senado do reino de Sardenha, ti-
nham approvado o tratado de 24 de marco, rela-
tivamente cessao da Saboya, compreliendendo
as provincias neutralisadas* deste paiz, e de que
depois S. M. tinha tambem concedido a sua rati-
ficarlo a esse tratado. 1.' alm disso notorio que
no mesmo dia (14 de junho) as autoridades fran-
cesas tomaram posse da Saboya, e que, no de-
curso da ultima semana, as tropas francezas en-
traram oas provincias neutralisadas.
_ Tomamos conhecimento desta communica-
go, todava nao podemos passa-la em silencio ;
pelo contrario, julgamos dever recordar as nos-
sas anteriores rcpresenlacoes que lhe sao relati-
vas, e sustentando a nossa maneira de ver a
questo a este respeito, renovar aqui, o mais po-
sitivamente possivel, os protestos que seiupre te-
mos feito contra o tratado em questo.
Queremos, senhor, de urna maneira conve-
niente, dar disto conhecimento ao minialerio,
junto do qual estaes acreditado, e pedir ao mes-
mo lempo que a conferencia das potencias invo-
cada pea Sui^a, so rena o mais proiuptamente
possivel.
Aceilai, etc.
O pre3idenlc da confederado,
Frey-llerosi.
Berna, 18 de junho de 1860.
Em seguida publicamos tambem a resposla da-
da pelo governo austraco a nota do couselho fe-
deral de Berna dala a de 25 de maio :
Vienna, 7 dc junho.
Senhor baro:
O encarregado de negocios da Suissa dri-
gio-me, era data dc 30 de mnio ultim, urna no-
ta cujo conleudo concorda em todos os pontos
com o que o presidente da confederaiao se dig-
nou dizer-vos sobre a inadmissihilidad das ulti-
mas propo3tas francezas tendentes a resolver a
questo saboyana. _
A ola do Mr. Sleiger termina com a decla-
raro de que a Suissa nao pode deixr de man-
ler o seu programma, e que por consequencia
manfesta iterativamente o desojo de ver a con- i
ferencia reunir-se desde j para guia1' a questo '
dos dislriclos neulralisados, que lo evidente-'
mente affectam o interesse geral a una soluro
conforme as eslipulacoes dos tratados.
Estamos promptos, pela nossa parte, a de-,
ferir eventualmente ao desejo do conselho fede-
ral. Comludo o estado da siluaro poltica, que I
cada vez se complica mais, no'nos permute to- j
mar a iniciativa neste negocio.
O encarregado de negocios da Suissa entre-'
gou-me tambem urna memoria datada de 25 de
maio ultimo, de que me dispenso de vos trans-
mittir una copia.
Rogo-vos, Sr. baro, queiraes agradecer ao
presidente da confederaco, a commuricago da-
quelle interessante documento, que produz novos
argumentos destinados a refular os pontos de
vista desenvolvidos as diferenles pegas dima-
nadas do gabinete francez a respeito d'esta ques-
to.
Rcccbei, Sr. baro, as seguranzas da minha
m u i lo distincta consideraco
Itecherg.
A chancellara ruissiana dirigi a todas as suas
legacoes no eslrangeiro urna circular, com o fim
de expor quaes eram as vistos que o gabinete de
S. l'elersburgo tinha querido proseguir, quondo
denunciou Europa a siluaco dos chrisios no
imperio ottomano. Em seguida publicamos a tra-
dueco deste imprtente documento que segundo
o Nord de Bruxellas equivale a um protesto enr-
gico contra as supposiroes que na Europa tem
provocado o procedimeio da Russia.
S. l'elersburgo, 20 de maio (2 de junho de
1860.]
A attcnro que no Europa lem excitado os
boatos, quo neste momento circulam sobre a si-
luaro do Oriente, faz-nos desojar aptesentar ao
abrigo de qualqucr falsa ou exagerado interpre-
tadlo, a parle quo o gabinete imperial tem lo-
mado, eo tira a que se prope nessa questo.
Ha mais de um auno que as relaroesofliciaes
dos nossos agentes na Turqua nos indicara a si-
luaro cada vez mais grave das provincias chris-
tas sujeitas ao dominio da Porta, e especialmen-
te a Bosnia, Iler/.egovine e Bulgaria.
Esta situarn nao data de agora ; mas longe
dc se melhorar, como se esperava, nao tem feilo
mais do que peiorar nesles ltimos annos. Os
subditos chrisios de S. M. o sullo tinham rece-
bido com conlianca e gratido as pro.nessas po-
sitivas de reformas; mas anda a espera da rea-
lisaro pratica dc urna esperanra que os aclos
solemnes do soberano, e a adhes'o da Europa ti-
nham revestido de urna duplcala consagraco.
As paixocs e os odios, beni longe de se'tran-
quilsarem, tomaram urna nova animosidade ;
os aclos de violencia, os sollmenlos dos povos,
o finalmente os acontecimentos que teem verifi-
cado no occidente da Europa, oque lveram echo
em todo o orienle com un.a animaco e urna es-
peranza, pozeram alli termo a agila'co.
_ E'evidente que urna semelhanle situaco se
nao pode prolongar sera perigo para o imperio
ottomano, e para a paz geral.
Nesta convicro, depois de so ha'er, por um
lado, procurado esclarecer o governo turco sobre
a gravidade desle estado de cousas, commnni-
cando-lhc successivamei:te todas as infoiraac.oes
que nos indicavam os abusos commeltidos pelas
autoridades locaes; depois dc se haver por outro
lado, exausto junto dos chrisios lodos os meios
dc persuaco de que podamos dspor afim de os
exhortar a paciencia, abrimo-nos franca e leal-
menle para com os gabinetes das grandes poten-
cias da Europa. Expozemos-lhe a MtuaQo tal
como resulla dos relatoriosdos nossos agonies; a
eminencia de urna crise, a eonviegao em que esta-
mos de que as rcpresenlacoes isoladas, as pro-
roessas esteris ou os paliativos, nao erara j suf-
icientes para a prevenir, e finalmente a neces-
sidude de um accordo das grandes Potencias entre
si, o a Porta, para combinar descordo as me-
didas que nicamente podera por termo a esta
siluaro perigosa.
Nao fizemos propostas absolutas sobre a mar-
cha que se deve seguir. Limitamo-nos a indi-
car a urgencia e a apontar o fim.
Quanlo a primeira, nao occullamos que nos
pareca nao admittir a menor duvida, nem com-
portar a menor demora.
Quanlo a segunda, pareceu-nos apresenlar
duas phases distinctas.
Em primeiro lugar um inquirito local, e ira-
mediato, no qual tomara parto delegados euro-
peos, afim do verificar a realldade dos fados.
Depois ura accordo, que ica eservado as
grandes potencias eslabelecer entre si o a Porta,
afim de so compromellerem a combinar as me-
didas orgnicas necessarias para iniroduzir as
suas relacoes cora os dovos chrisios do impe-
rio, um melhoramento real, serio e duran-
doiro.
Nao so trata pois de maneira alguma aqui
de urna ingerencia sensivel dignidade da Por-
ta. Nao suspeitamos das suas inlenres. E,
ella a primeira inleressada em sahir da presente'
situaco.
Qualquer que seja o resultado da cegueira,
da tolerancia ou da franquesa, o concurso da
Europa nao pode deixar de ser til Porta, quer
seja para esclarecer o seu juizo, quer para for-
tificar a sua aeco.
Nao se pode fazer questo de um altaque
aos seus direitos, quo desejamos ver respeta-
dos, nem de provocar complicaces que o nosso
desejo prevenir. O accordo que queremos ver
eslabelecer entre as grandes potenrias e fi-,
de que a sua sorle tomada em considerarlo,
e da que se oceupa seriamente de i melhorar.
Ao mesmo lempo deve ser para a Pona urna ga-
ranta certa quanlo s intencoes beoovolas das
potencias que collocaram a conservado do im-
perio ottomano uo numero das condiccoes essen-
caes do equilibrio europeu.
D'esta maueira de urna e outra parle, deve-
ria 7r-se n'isto um motivo da parte do go-
verno turco de conlianca e de^eguranQa da
parle dos chrisios, de" paciencia e de espe-
raoca.
Quanlo a nos adquirida a experiencia, nao
poderia a Europa, na nossa opinio, deixar de
encontrar n'esta acgo moral as ga -anuas que
reclama urna questo de primeira or lem, qual
a sua tranquilidsde est indissiluvelmente liga-
da, e onde os interesses da humanidode se con-
fundem com o da poltica.
O nosso augusto amo nunca desconheceu a
viva sympalhia que lhe iospiram os prisioneiros.
S. M. nao quer acceilar, pela sua consciencia, a
responsabilidade de ler guardado o silencio em
presenra de similhantes sofrimentos, quaado
DIAS DA SEMANA.
13 Segunda. Ss. Hypolilo e Cassiano nim.
14 Terca. S. Euzebio sacerdote ; S. Athanazia v.
15 Quarta. cgi Assumpco da Nossa Senhora.
16 Quinta. S. Roque f. ; S Jacinlho.
17 Sexta. S. Mamede m. ; 9. Emilia v.
T8 Sabbado. S. Clara do Monte Falco v.
19 Domingo. S. Joaquim Pai de Nossa Senhora.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPgO NO SLL.
Alagoas, o 9r. Claudino FalcSo Dias; Bahia,
Sr. Jos Martins Aires; Rio de Janeir, o Sr,
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figucirc: d
Fara.nasua livraria praca da Independencia as.
6 e 8.
tantos votos se lem levantado em condices me-
nos imperiosas.
Alem d'isso estamos profundamente conven-
cidos do que esta ordem de ideas inseparavel
do interesse poltico quo se liga por parte da
Russia, como por todas as potencias, a manu-
tencao do imperio ottomano.
Estimamos poder accredilar que estas sao
compartilnadas por todos os gabinetes Mas
tambem lemos a convicio de que o lempo das
llusocs ] passou, e de que todas as hesitacoes,
lodos os addiantamentos teriam graves conse-
quencias.
Copccrrendo cora todos os nossos esforcos
para collocar o governo torco n'um campo q'ue
possn combatter essas eventualidades, julgamos
dar-lhe um testimunho de sollicitude, ao mesmo
tempo que cumprimos ura dever de humani-
dade.
Convidando as grandes potencias a associa-
rem-so a nos pora este fim, julgamos atfaslar
qualquer possibilidade de vistas ou de ingeren-
cia exclusiva.
Tal o objecto das propostas que acabamos
de dirigir as corles de Berln, Londres, Par* e
de Vienna. Qualquer que deva ser o resultado
importa-nos que seja bem comprehendido o
pensaraento que tem presidido.
E" por ludo islo que ficaes authorisado, por
ordem do S. M. o imperador, a fazer lcilura do
presente despacho ao ministro dos negocios es-
Irangeiros.
Recebei, etc.
c Gorlschakoff.
A amnista concedida pelo rei de aples,
concebida nos seguintes termos:
Art. 1. Fica abolida a acgo penal para to-
dos os presos por delitos polticos, c prohibe-se
portanto qualquer ulterior procedimento contra
os presos, ou ausentes por faltas auteriores ao
da 25 de junho.
Art. 2. Fica retirada qualquer pena'principal
ou occessivos que tenha sido imposta por semi-
Ihante delicio, comprehendendo a expatriaco
perpetua do reino, ainda para aquelles a qu'cm
se tenha applicado na commutaro de outras
penas.
Art. 3. Aproveilaro do beneficio da amnis-
ta, os que j se acharcm condemnados em re-
heldia por dolidos polticos; e aquelles. que por
disposicoes de pjecauco fundadas em motivos
polticos, liverem sahido do reino, tero a facul-
dade de regressarem a elle.
Arl 4." Todava se os reos polticos tverem
que responder perante a justiga por delictos dc
direito commum, a justica seguir o seu curso
conlra elles ; mas somenle para esses deudos, e
em todo o caso reservamo-nos determinar nomi-
natimenle urna dimuuiro depena.seiulgarmos
til concede-la.
Art. 5. Estos extensoes nao derrogam os di-
reitos eslabelecidos pelas leis para as acrOes ou
reparaces civis, e para percebimento das* cusas
judiciaes no que diz respeito somenle s partes
C1V1S.
Quanlo as que pertenceni administradlo ge-
ral de fazenda o estado, nao tero outr'o curso
nem execucao ulterior.
De urna corresdondenca de Berlin extrahimos
oseguinte:
O ministorio da guerra propoe-sn organisnr
o exercilo dc linha, segundo as condirOes do pla-
no de reforma do governo.
A Gaselta de la Croix nao se mostra salisfeita
com esta resoluco, e appresenta-a como um
golpe de estado. Mas a nova organisoro do
exercilo lornavo-so necessaria ; urna da's con-
dices para a manutenco da Prussia como gran-
de potencia.
Os deputados nao devem recusar os crditos
que se loruarem necessarios a esta nova organi-
sacao.
Segundo despacho de Mr. Thovvenel sobre a neu-
tralisaco da Saboya.
Pars, 16 de abril de 1860.
Examinemos debaixo do ponto de visla do di-
reito, as pretences da Suissa no assumplo da
Saooya, e estabeleceraos quanto sao poucos
fundados'
O governo federal, colloca-sc por ventura no
verdadeiro terreno quando invoca os interesses
estratgicos? Quiz o congrsso dc Vienna, as-
segurar confederaco helvtica urna gran Je
posico militar no centro da Evropa? este o
objecto o que se propunha, estendendo a urna
parte da Saboya o rgimen da neutralsaco?
Tal o ponto que hoje nos propomos exar
minar.
As actas do congrsso de Vienna dao-no3 a co-
nhecer o verdadeiro pensamenlo das potencias
sobre a missao que destinavam Suissa no sys-
tema europeu.
Desejavam sem duvida dar-lhe a maior fron-
teira possivel, mas promeltendo-lhc trabalhar
para este fim, tinham cuidado era niarcar-lhe o
seu papel.
O que pedam, nao era, manter. forcas nume-
rosas, armas tal ou tal porco, contrir laes ou
quaes obras para fechar cerlos pontos abertos: o
congrsso nao considerava os seus compromis-
soscom obrigaces para a Suissa, emquanloquc
offerecla Europa pelas suas instituicoes, e pela
naluresa do seu systeraa federal, urna garanta
snfficiente da sua aptido para manter a sua tran-
quilidade interior. *
Nao fazemos mais do que referir aqui textual-
mente asconsideraces da commisso para tra-
tar dos assumptos da Suissa de 16 de Janeiro de
1815.
As potencias significavam pois a Suissa, que as
verdadeiras garantas da neutralidade helvtica
consisliam na sabedoria e moderaco do seu
gobern, mais do que nos seus proprios compro-
miasos.
Basta alm disso, ver ss suas fronleiras tacs e
como as tracou o congrsso para se ficar conven-
cido de que se nao pode obrar debaixo da inspi-
radlo de outro pensameato. A Suissa est por
lodos os pontos aberto Allemanha e Franca.
Aberlo Allemanba pelo lado de Constanza, p'or
Schaflbuse, e cncravado em parte no gram-du-
cado de Badn. Aberto Franga desde Bale at
Genebra, principalmente pelo paiz de Gex, que
oos pe a pequea distancia d'esta ultima povoa-
o.
N'este estado de coj/sjv?ie6ra-Sa3 helvca7"a
Franga, para ter entrada fcil no territorio de
Genebra, nao carece possuir hablis e Fancigny;
estas provincias nao foram pois, neutralisadas
para fortificar a linha de deffesa da Confederaco
Se as potencias se houvessem proposto a "osle
fim, o melhor, o nico meio de conseguil-o, nao
teria sido impor Franca o sacrificio do paiz do
Gex ? Porque o nao fez assim o congrsso ?
Porque os engrandecimentos militares erara pre-
cisamente olhados como contrarios ao destino
poltico que se preparava Suissa, destiuo pas-
sivo, melhor aconselhado pelos compromissos
mutuos sobre que assenta, do quo pelos solidos
meios do deffesa e pelas pslces estratgicas
mais importantes.
A neutralsaco de Chablais. de Fancigny, e
de Genebra, nao formando realmente parte do
syslema militar da Suissa, havia de ser olhada
em 1815 como de grande interesse para a Euro-
pa 1 Dir-se-ha que essas provincias estavam
destinadas a fechar o camlnho da Italia por Va-
lais, e S. Bernardo ? Maso principio da neutra-
lsaco 3'jissa bastava para assegurar este resul-
tados -, e se quer que as potencias tenham pre-
visto que podesse ser violada por nos, ser ad-
missivel que n'esle caso, nos huvessemos deudo
diante da neutralidade da Saboya ?
Quando se entra no caminho das hypolhescs,
como se pode esquecer que dois caminhos con-
duzem de Franca a Vallis, e que ura exercilo
francez, a nao se ler detido em despeiloao direi-
to publico, teria emprehendido aquelle caminho,
tonto pela margem direta como pela esquerda,
do lago de Genebra ?
A neutralissQo da Saboya nao produz, pois,
nenhuma granlia seria para a neutralidade hel-
vtica, nem para a posico quo lhe eslava indi-
cada no systema poltico da Europa, e ha, por-
tanto, que procurar os motivos em outra ordem
de consideraces. A propria historia das nego-
ciacoes d'este ajuste, nao deixa duvida sobre o
seu verdadeiro fim. Aneutralidade foi pedida
pelo gabinete de Turin no interesse da Sardenha,
O governo sardo quiz pr ao brgue dc urna in-
vaso, no caso de guerra entre a Franca e Aus-
tria, os pontos mais exposlos do territorio da Sa-
boya, e com este proposito julgamos convenien-
te reproduzir aqu um paragrapho da memoria
do governo suisso datada do mez de novembro
ultimo :
Eslava no interesse da Sardenha, disso o go-
verno federal, collocar os pontos da Saboya quo
yisinhos suissa, debaixo da protecro da
aples, 1 de julho do 1860.
Francisco.
Seguem as assignaturas dos ministros.
ficara
ueutralidadc d'este ultimo paiz. A siluaro to-
pographica de urna parte da Saboya, eltectiva-
meule tal. que nao poderia altentar-se contra
ella pelo Piemonte. Nao existe communicaco
possivel entre as provincias da Saboya e do Pie-
monte, mais do que pelo Monte Ceuis, e peque-
no S. Bernardo, interceptado o caminho de S.
Bernardo ao mesmo tempo que o do Simpln, a
restiiuico do Valais Suissa, lira exercilo ini-
migo penetrando na parte inferior da Saboya,
pelos vales de Iserc e de Fier, pode cortar cora
facidade a retirada pelo monte Cenis e peque-
no S. Bernardo o quaesquer tropas piemontezes '
eslabelecidos ao norte.
Seria alm disso urna tarefa summamenle!
diflicil para o Piemonte defender, em caso de
aggresso do seu poderoso estado militar, as'
provincias da Saboya que ficam completamente
a descoberlo. Quantas vezes tem a Saboya re-
vistado lulas entre a Franca c a casa de Saboya ;
a causa tem sido o territorio saboyano. Conside-
races desta natureza delerminaram a Sardenha
a ligar grande interesse a que as provincias da
Saboya: limtrofes, suisso fossem collocadas
debaixo da prolecro dc urna neutralidade reco-
nhecida e garantida pela Europa, e a que se as-
segura sse as tropas a retirada por Volis no caso
de poderem ser cortadas
E' este segundo o proprio governo federal, um
dos principaes motivos da neutralsaco de um
porlo da Saboya. Na nossa opinio elle mais
que poderoso e o nico : e os sacrificios que a
Sadenha fez Suissa para obler o seu assenli-
menlo n'esta combinadlo, atiestan) bastante que
qualquer outra combinadlo est em manifest
desacord com o espirito e lellra dos aclos do
cougresso de Vienna.
Touvenel.
Francisco II, etc.
Por proposta dos nossos ministros e secreta-
rios de estado da graea e juslca, do interior e da
instrueco publica, e de accordo com e-s deraais
ministros o secretarios de estado.
Querendo prover ao exercicio do direito da
imprensa, c evitando os inconvenientes que re-
sullariam da falla de regulamentos aptos para
reprimir os abusos, resolvemos decretar e decre-
tamos o segninte:
Art. 1. Emquanto nao for sanecionada c pu-
blicada a le difinitiva sobre o exercicio do direi-
to da imprensa, sero provisoriamente ubserva-
das as disposices contidas nos decretos de 25 de
mam do 1848, 27 de marco de 1849 e 6 de no-
vembro lie 1819.
Art. 2. Os nossos ministros e secretarios de
estado, da graca e instiga do interior e da ins-
trueco publica, esto eoarregados, cada um na
parle que lhe diz respeito, da execucao do pr-
senle decreto.
aples, 1 de julho de 1860.
Francisco.
beguem as assignatuns dos ministros.
Francisco II, etc.
Visto os decretos desta dala, para que seja
posta em execucao a constiluiro ; para a convo-
caco do parlamento; querendo prover anlcci-
padanienle prepararlo das leis orgnicas cons-
lilucionaes que a legislatura dever votar, sol
proposta do nosso conselho de ministros, resol-
vemos decretar e decretamos o seguinte :
Art. 1. E' creada urna commisso de quatro
membros debaixo da dependencia do ministro do
interior, e sob a sua presidencia para preparar o-s
projeclos; Io da lei eleitoral ; 2o da lei a respei
lo da guarda nacional ; da le sobre a organisa-
co administrativa; 4o da lei sobre o conselho
de oslado; 5o da lei sobre a responsabilidade
ministerial.
Art. 2. E' creada urna commisso similhan-
lo, debaixo da dependencia no ministro da ins-
trucro publica, e sob a sua presidencia, para
reparar o projeclo de lei a respeito da imprensa.
Arl 3. Us ministros respectivos esli auto-
rizados a escolher os membros das ditascommis-
soes, que serviro gratuitamente.
aples, 1 de jufho de 1860.
francisco.
Seguem as assignaturas dos minslros.
Fazemos saber, tambera, que para prover
manutenco da ordem em todas as cidaJesdo
reino, o ministro do interior redigir e publicar
um regulamenlo para a formaco das guardas
nacionaes provisorias; podendo" ja prover a islo
na capital.
( Jornal do Commercio de Lisboa).
INTERIOR.
RIO DE .1A VlIltO.
ASSEMBLEA GERAL LEGISLATIVA
CAMAKK DOS SRS* DEPUTADOS.
SESSAO EM 10 DE JULHO DE 1860.
Presidencia do Sr. cisconde de Camaragibe.
Havendo numero legal dc Srs. dopulados, abre-
c a sesso.
Lida a acia da antecedente, aprovada.:
Sr. 1. secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
L'm requorimenlo de D. Carlota Joaquina da
Costa Brrelo e Almera, viuva do brigadeiro de
engenheiros Vicente Jos da Costa e Almeida,
pedindo urna penso.A' commisso de penses
o ordenados.
Outro requorimenlo dc Francisco Antonio de
infantaria
a auauliu
O Correio Mercantil de Genova publica os se-
guintes actos oQiciaes, que lhe foram communi-
cados de aples, c a que nos referimos j uas
an leriores revistas :
Senhor:Pelo acto soberano e memoravcl
de 25 de junho. annunciava V. M. aos seos po-
vos duas grandes ideas, a sabor- a de por em vi-
gor nos seus estados o rgimen consiuucional, e
a de entrar em accordo com o rei Vctor Emma-
nuel para o maior interesse das duas coras na
Italia. Estas sublimes palavras, que significara
para V. M., e para o seu reinado, o cometo de
urna era grande e gloriosa, e eccoaram era toda
a Europa c patenlearam a slegria nos coraroes
dos vossos subditos, que esperam da virlude da
lealdade do seu rei o cumpriraento da grande
obra.
V. M. dignou-se ao mesmo tempo chamar
ao poder os abaixo assignados para compor o seu
conselho de ministros, no qual deposilasse a sua I Carvalho, capilo do 3o balalho de
confianra para a promta execucao da sua roota-l de linha, pedindo que se lhe releve
de. c eearregou-o da redacdio do estatuto para j de 750J> de descont que nctuolmen'c sofj're uo
esta parto do reiuo. Mas o vosso conselho, se- sold que percebe.A.' commisso de mariuha e
nhor, dedicando-se ao curaprimento da ordem ; gueira.
soberana considerou que no direito publico do
reino existe um estatuto constitucional, qual o
que foi outorgado pelo fallecido vosso auguslo
pai Fernando I.
Se este estatuto se acha ha algum tempo
suspenso em consequencia de deploraveis acon-
tecimcnlos, que nao vem a proposito recordar
aqui, nunca foi derrogado, como lem aconlecid-
em alguns estados europeos. Aos abaixo assigo na-
dos parece quo urna idea to simples como l-
gica que este estatuto seja posto em pleno vigor.
Fazendo-o assim V. M. encontrar bella e fcil a
obra, cujos beneficios quer que os seus estados
cnlham.
O eslrangeiro admirar a sabedoria do so-
berano collocado na alia posico em que se acha,
e vossos subditos, sem attender a urna nova re-
dacosabero com a maior solicitudc quaes sao
as suas franquas, e recebero com reconheci-
mento esta nova garanta do rei pela inaugura-
co do rgimen constitucional
aples, 1 do julho del 860.
Assignados,
G. de Marhino, principe de Tobella, Fran-
cisco Saverio, Garofalo, G. Rilucci, Fredericc
del fe, G. G. Morelli, Mrquez Angusto la Gre-
ca, A. Spinelli.
Francisco II pela grara de Deus, rei do rei-
no das Du-is Sicilas, etc.
Visto o nosso acto soberano dc 25 de junho.
e visto o relarorio dos nossos ministros e secre-
tarios de estado, lemos resslvido decretar e de-
cretamos o seguinte :
Art. 1. E' posta em vigor a constiluiro de
10 de fevereiro de 1848, outorgada por nosso au-
guslo pai.
Art. 2 As disposices contidas no art. 88 da
constiluico relativamente ao estado discutido, e
aos antigos poderes do governo para poder por
meio de expedientes extraordinarios occorreraos
casos complicados c muito urgentes do estado,
(carao em pleno vigor lanto quanlo tiver sido
previsto pelo parlamento segundo a formula cons-
titucional.
Art. 3. Os nossfg,roir:o' execucao do pre-
Stc decreto.
aples, 1 de julho do 1860.
(Seguem-se assignadas).
Francisco II, etc.
Visto o decreto do Io de julho que manda
por em vigor a constiluico de 10 de fevereiro
de 1858, e querendo o mais breve possivel ser
esclarecido com as luzes e apoio da naco re-
presenta da legtimamente no parlamento, para as-
segurar com a promulgaQo de leis orgnicas, os
direitos garantidos pelaconstituigo. resolvemos,
sob proposta do nosso conselho de ministros, de-
cretar e decretamos o seguinie :
Art. 1. E' convocado o parlamento nacio-
nal em aples para o dia 10 do setembro de
1860.
o Art. 2. Os collcgios eleitoraes sao convoca-
dos para proceder a eleicao de deputados a 19
de agosto.
s Art. 3. Na falta de urna lei eleitoral defini-
tiva, as eleiQd.es terao lugar na conformidade da
lei eleitoral provisoria de 29 de fevereiro de
1848, e decreto de 24 de maio do dito anno.
o Art. 4. O nosso ministro e secretario de es-
Oulro de Manoel Ignacio Lisboa, esludanlc do
curso pharmaeculico desta corle, pedindo a cou-
ccsso de prestar exame de anatoma e de phi-
losophia, afim do que possa no anno seguinte
matricular-se no segundo acto medico da Fa-
culdadc de Medicina.A' commisso de inslruc-
dto publica.
Lido, julgado objecto de deliberarlo e vai a
imprimir para entrar na ordem dos trabalhos,
o seguiule projeclo do Sr. F. de Paula Santos;
A assembla gcral resolve :
Art. Io Ficam concedidas duas loteras que
se extrahro nesta corle, conforme o plano
adoptado, cm favor da caixa econmica da cida-
de do Ouro-Prelo.
Art. 2o A extraeco dessas loteras s ter
lugar depois que os estatutos d3 mesma caixa
forero approv3dos pelo governo.
Art. 3 Ficam revogadas as disposices em
contrario.
Pago da cmara dos deputados, 10 de julho
de 1860.
Passondo-se ordem do da, a requerimenlo
do Sr. Sergio de Macedo, encerrada a discus-
so que se devia abrir sobre a emenda do Sr.
Martinho Campos, apoiada om sesso de 9; c,
posta a votos, regeitada, bem como um re-
querimenlo do mesmo senhor, apoiado tambera
no dia 9.
Contina a discusso dos arligos additivos.
Oram os Srs. Casimiro, Madureira e F. Octa-
viano.
O Sr. Duarte Brando requer o encerraraen-
to da discusso.
Consultada a cmara, c approvado o requeri-
menlo.
Procedendo-se & volajo, approvado o artigo
da commisso especial, relativamente ao additi-
vodo Sr. Franco de Almeida e outros, que pu-
blicamos em outro lugar.
Empatada a volaco, fica o artigo adiado pa-
ra entrar de novo em discusso.
Os mais arligos sao uns rejeitados e outros
prejudicados. .. u.,
Passando-se SRCi,ruVscHS3ao "da proposla do
OPOfme'nto na parte relativa ao ministerio do im-
perio.
Ora o Sr. Peixoto de Azevedo al o fim da
sesso.
O Sr. Presidente d para ordem do dia o se-
guinte:
Primeira parle.
Discusso do artigo additivo do projeclo elei-
toral, impedido em sesso de 10 ; do parecer da
commisso de polica acerca da prelenco de
Melchior Carneiro de Mendonca Franco, official
da secretaria desta cmara, e das materias j de-
sigoadas.
Segunda parle.
Continuadlo da segunda discusso de ornamen-
to do ministerio do imperio.
Levanta-se a sesso.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
De cidade de Nazareth temos noticias al 13
do. correnle mez.
A tranquillidade inalteravel, os gneros ali-
menticios acham-se por subido preco, e isto
tado do inrteior fica encarregado da execucao dc, I anda aggravado pelos alvgucis das casas, que
presente decreto. 1 sao fabulosos.
i i
ILEGVEL


(*>
DIARIO DE PERfSAMBUCO. SEXTA FEIRA 1? DE AGOSTO DE 1860.
O capilo S Brrelo, actual delegado por
seus actos de juslica lem conquistado o apreco
publico, fazendo-se delle anda mais merecedor
pela inransavel diligencia, que ha desenvolvido
na captura de criminosos.
No incz de julho prximo passado rcalisou
a priso de Joaquim de Souza, Joo Francisco
i: alisto c Joaquim'Osmundo da Fouseca, alni de
uulras menos importantes.
O primeiro daquelles criminoso de morte
por um assassinato commetiido no termo de
Coianna ; o segundo por tentativa de reduzir
escravido urna menor livre. a qual assassinou
uo Filar, era consequencia de nao Tingar o seu
intento; e o lerceiro por morte feita no Limoei-
ro, lendo ltimamente cfTectuado mais quatro
prises de criminosos tambem de morte.
Forportaria do 14 foi jubilada a profes-
sora do ioslrucco elementar de San-Frei Pedro
Gonealves, Mara Joaquina de S. Thom, sendo-
lhe simultneamente concedida a gralificaco
por mais de doze annos do exercicio.
llontem realisou-se, peranle a junta da fa-
zenda provincial, a arremalaco dos imposl03
proviiiiaes dos municipios de Cimbres e Paje
de Flores.
Desle foi arrematante o Sr. Antonio Jos de
Souza por 5:000g pelo trienoio, o aquello o Sr.
Manoel Barbosa da Silva por 2: OOgUOl) pelo mes-
mu lempo
Por portara policial de 13 do correnle foi
concedida a demisso pedida pelo servente da
casa de detencao Autouio Pires Ferreira, sendo
nomeado para esse lugar Felicissirao de Azevedo
Mello
Por portara policial da mesma dala foram
elevados 1&440 res diarios, os vencimenles do
barbeiro da casa do detencao, assim como a
1&280 aquelles dos respectivos serventes, a con-
tar essa alteraco do comeco de setembro prxi-
mo futuro.
llontem 16 do correte vizilou o Exm. Sr.
presidente da provincia nao s as obras do me-
Ihramenlo do porto, que examinou minuciosa-
mente, mas ainda o lazareto do Pina. Tambem
vizilou a nova barca de escavago, empregada
no servico do dito melhoramenlo, a qual traba-
lhou em sua presenca por rauito lempo.
Nestas vizilas acompaiihou a S. Exc. o Sr.
iuspector do arsenal de marinha.
No dial4do correnle mez, pelas 4 1/2 ho-
ras da tarde, no distncto da Capunga, freguezia
da Boa-Visla, Jos Pereira da Conceicao ferio no
Italiano Pascoal Ferrano, dando-lh dous ta-
lhos no rosio com urna facca. Foi immediata-
mente preso, o esl sendo processado.
Foram capturados pelo delegado do Cabo,
os Porluguezes Benlo Jos Brrelo o Joo Soares
de Souza, indiciados ern crite de furlo de es-
cravos no termo da Escada.
Pelo subdelegado do primeiro dislricto do
mesmo termo fui preso Flix Ferreira de Mes-
quita, pronunciado por me de ferimenlos
graves. \
Pelo delegado de Ilio-Formoso foi preso o
criminoso do morte Antonio JJenriques Wan-
Jerley.
No dia 21 de julho passado, no lugarMa-
cacosdo termo de Tacaral, Vicente Ferreira de
Lima, conliecido por Bah. teulou assassinar
Francisco Gomes de Lima, disparando-lhe um ti-
ro, que o ferio pelas costas com alguns carocos
do chumbo. Foi [ireso, e est sendo processado
pula delegada.
Foram lecolhidos i casa de delencao nos
das 14 e 15 do correnle 5 homens e 2 mlhcres,
sendo llivres e 3 escravos, a saber: ordem do
Dr. delegado do primeiro dislricto 1, a ordem do
subdeleyado do Recife 2, a ordem do de San-
Jos 2, a ordem do do Santo Anlunio 1 e a or-
dam do da Capunga 1.
~ Passageiros do vapor Cruzeiro do Sul, sa-
ludo para os portos do norte: Vicente Jansen
Fereira e 2 escravos, Antonio Lafleur, Legrand
Jos Lopes Machado, Francisco Jos da Silva
Guimares, Jos de Castro Res, Joao Francisco
Anlunes, Antonio Carlos de Lomo Uuarle, Da-
Moroira Caldas. Antonio Regis de Sotua.
Jos de, Azevedo
vid
Manuel Gomes dos Santos,
Maia e 2 escravo3 a entregar'.
Passageiros do vapor Paran, satiido para
0 sul: Anglica M. Francisca Tenoria e urna ir-
maa de nomo Andreza, Manuel Ignacio da Costa,
lose Rjptisla da Fonseca Jnior e 1 escravo, Pe-
dro Lopes Rodrigues, Jos Antonio dos Sanios
AndraJp, Marcos dos Sanios, Jeremas de Car-
valho Branda, segundo lenle Joaquim Vilell i
de Barros, Thornaz Fortnalo Piraentel apren-
diz marinheiro, Vicente de Paula Cascaes Tel-
Ics, Jos Francisco Taboca, Acacio Buarque de
Giismao desertor Jos Thoinoleo da Cunha, cabo
Antonio Joaquim Germano, sua mnllier e 2 li-
fe fiS?^"*?0- JS" Bc"10 de Sou". Gu>"
Iheme Rpita, u e^tMt 17 escravos a en-
Passageiros do vapor inglez Tgne sabido
para Lisboa. Antonio de Azevedo Pereira, Cue-
lmo Agapilo de Souza e Beato Xavier Gonealves
Vieira.
Matdolro ri-uuco. Malaram-se para o
consumo da cidade no dia 12 do correnle 99
rezes,
No dia 15 do mesmo 101 rezes.
No dia l(j do mesmo 50 idem.
UORTALIDADB DO DIA 15 1)0 COMIENTE:
pardo, 7 lias, espasmo
rhereza Candida dos Anjos Bellro, branca, ca-
sada. 40 annos, asphyzia.
GcrlrudeS Hara Gomes; branca, viuva, annos
tubrculo pulmonar.
Joao de llollanda, branco, solleiro, 35 anuos.
anazarca.
Jounna Hara, preta, solreia, 40 anuos, phlhy-
Mari do Rosario, preta, soileira, 60 annos,
pnlhysica.
Cordula Mara da Conceicao, prcla, solleirn, 5
annos, dyarrhea.
Joo, branjfo, 1 anno, angina.
AnIonio Nbrberlo de Mendonca Ribero, pardo
viuvo, Turnios, erysipclla.
Joaquina, branca, 2 mezes, espasmo.
- 16
Serenos Mana da Conceicao, branca, solteira, 50
annos, phihysica.
Mlonso, pardo, 9 mezes, convulsoes.
Luiza Mara da Paao, parda, soileira, 28 annos,
pnlhysica pulmonar.
Caetano da Costa Moreira, blanco, viuvo 73 an-
nos, coflete.
I.uiz, branco, 4 annos, molestia interior.
Fia va, preta, 1 anuo, convulsoes.
Ignacio, branco, 1 mez espasmo.
Hospital de caridade. Existem 59 ho-
mens e 51 mulheres nacionoes ; 7 homens es-
trangeiros, 1 hornera e 1 mulher escravos, total
1 U.
Na totalidadedos doeDtes existem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio
Pinto s 6 horas e 112 da manhaa; pelo Dr.
Dornellas. s 8 horas e 3/4 da manhaa ; c pe-
houte 8S 5 hraS G 1/2 da tnrde Ue
Falleccram 3 mulheres, sendo duas de phthy-
sica e 1 de dyarrhea, e 1 hornera de anazarca.
CHRONICAJIICIARIA.
ccccin TRIB"NL DO COMMERCIO.
hESSAO ADMINISTRATIVA EM 16 DE AGOSTO
DE 1860.
PRESIDENCIA DO EX. SR. DE3EMBARGAD0R
. SOUZA.
As 10 horas da manhaa, achando-sc presentes
os Srs. depuladosRogo, Basto, Lemosc Silveira
vFPT0"**' A*alar^ Foi hda e approvada a acta- rm mwl^
Leu-se oseguinle
EXPEDIENTE.
Um oflicio do secretario do meritissimo tribu-
i>al do comraercio da capital do imperio, de 16
de julho ultimo, acensando o recebimento do que
Ihe foi dirigido de parte desle, em 28 de junho
prximo passado.Archive-se.
Outro do mesmo, da mesma data, acompa-
iihando a rela>;o dos negociantes que se matri-
cularais no mesmo tribunal, durante o mez de
junho prximo passado.Accuse-se a recepeo
e archive-se.
Outro do secretario do meritissimo tribunal
do commercio da provincia do Maranho, de 9
de julho, communicando ter sido all matricu-
lado um romuierrianie era junho prximo passa-
do.Accuse-se a recepeo e archive-so.
Outro do mesmo, de 10 de julho ultimo, accu-
sando o recebimento do que lhe foi dirigido de
parle desle tribunal em 28 de junho prximo pas-
sado.Archive-se.
Outro do secretario do mertissimo tribunal do
commercio da provincia da Baha, acorapanhado
de urna relacao dos commerciantes matriculados
all de Janeiro a julho.Accuse-se a recepeo e
archive-se.
Outro do mesmo, da mesma data, aecusando o
recebimento do que foi-lhe dirigido de parte des-
te tribunal em 28 de junho ultimo.Archive-se.
De parte do miuisteno do imperio duus exeni-
plares do boletim do expediente do governo.
Foi presente a cotacao ofcial dos precos cor-
rentes da praca, relativa sduassemauas" lindas.
Archive-se.
DESPACHOS.
Um requeriroento de Joao Baptista Campiano
e Manoel Honiz Tavarcs Cordciro, pedindo o re-
gistro de seu contrato social. A tirina social
deve ser usada em geni por um socio ou por
ambos.
Outro de Luiz Filippe Cavalcanli de Albuquer-
que, pedindo o lugar do agente de leilOes. O
atlestado do pratica coramercial nao satisfaz.
Oulro de Ribeiro & Horaes, pedindo o registro
do documento que apresenlam.Assignero indi-
vidualmente a pelicao.
Outro de Evaristo Mendes da Cunha Azovedo,
que lendo prestado flanea para o lugar de agen-
te do leiles, pede o respectivo titulo.Passe-se
titulo.
Oulro de Manoel Alves Ferreira & Lima, po-
dindo o registro da escriplura de hypotheca que
apresenlam.Como requerem.
Oulro de Antonio de Souza Reg, pedindo o
registro da escriplura ante-nupcial que aprsen-
la.Registre-se.
Outro do superintendente da estrada de ferro
do Recife ao Rio de S. Francisco, pedindo o re-
gistro dos estatutos e os contratos que foram ce-
lebrados em 7 de dezembro de 1852 e 13 de ou-
tubro de 1853, e que consliluem a incorporacao.
Ajuntem os documentos quo querem fazer re-
gistrar, pagos os novos e velhos direitos.
Outro de Candido Nunes de Mello, salisfazendo
o despacho de 12 de julho ultimo, aflmdeser
matriculado.Como requer.
Oulro de Francisco Joo de Barros, pedindo o
registro da procuraco de seu conslituinte Luiz
de Maraes Gomes Ferreira.Rcgislre-se.
Oulro de Julio Alsino de Castro Oliveira, pe-
dindo por certido se a viuva Gaudino & Filho,
sao propietarios do brigue nacional Ledo.Co-
mo requer.
Oulro de Joo Pires de Almeida Lopes e Ma-
noel Jos de Almeida com a doclaraco exigida
pelo despacho de 16 de julho ultimo, aflm de ser
registrado o seu contrato social.Assiguem am-
bos os socios a declaraco.
Oulro de Figueiredo & Irrao, quo lendo com-
prado massa fallida do Claudiaoo de Oliveira o
ivro diario do mesmo, j sellado e rubricado,
pede a este tribunal a transferencia do mesmo
ivro para a sua casa.Como requer.
Oulro de Manoel Ignacio de Oliveira, pedindo
o registro de urna escriplura de hypotheca que
ajunta.Registre-se.
Oulro de Jos Alves da Silva Guimacs, Jos
de Alenquer Siraoes do Amaral e Charles Sa-
lomn, pedindo o registro da alteraco que fazem
ao seu contrato social, com a retirada do socio
Alenquer Simoes.Registre-se.
Oulro de Cals Irmos, pedindo o registro de
urna procuraco que ajuulam.Como requer.
Oulro de Prenle Vianna & Companhia, pedin-
do o registro do urna procuraco. Como re-
quer.
Oulro de Tisset-frres, pedindo o registro de
urna procuraco.Como requer.
Nao havendo nada mais a tratar, o Sr. presi-
dente encerrou a sesso.
SESSAO J L'DICI ARIA EM 16 DE AGOSTO DE 1860
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARADOR
SOIZA.
Ao moio-da, achando-se presentes os sc-
nhores desc-mbargadores Villares. Silva Guima-
res e Guerra, o os senhores deputad09 Reg,
Leraos, Basto e Silveira, o senhor presidente de-
clarou aberta a sesso ; e foi lida e approvada
a acta da anterior.
JL'LUA -VENTOS.
AppellaDles os appellados, Antonio Alvos da
Cunha & Companhia ; appellado o appellanlc,
Francisco Jos Regalo Braga.
Reformada a senlenca.
Appellanlc, Joo Francisco Pereira de Souza ;
appellado, Joaquim Ignacio Ribeiro Juuior.
Foi confirruada a senlenca appellado.
DISTRIBLICOKS.
Appellanlc, Jos Dias da Silva e sua mulher ;
appellado, Joaquim da Silva Mouro.
Ao Sr. desembaigador Guerra.
(Escrivo Marlins Pereira.)
A apellante, Joao da Rocha Wanderley Lilis;
appellado, Joo Baptista do Barros Machado.
Ao Sr. desembargador Guerra.
(Escrivo Albuquerque.)
Arpillante, Jos da Fuuseca e Silva ; appella-
dos, os administradores da massa fallida de u-
o Hara de Seixas.
Ao Sr. desembargador Villares.
(Escrivo Albuquerqne.J
Appellante, Candido Vi'eira Vianna ; appella-
do, Prederco Hasselmao.
Ao Sr. desembargador Silva Guimanies.
(Escrivo Albuquerque-)
PASSAGENS.
Appellanlc, Luiz Rodrigues Samico ; appella-
do, Manuel Francisco da Silva Albano.
lid Sr. desembargador Villares ao Sr. desembar-
gador Silva Cnimanies.
AGGRAVOS.
Aggravaple, Balduiuuda Cruz Ribeiro ; aggra-
vailo, o jui/.o municipal de Maranguape.
Nao toma rara conhecimento.
Agsravanles, Siqueira & Pereira ; aggravado,
ojui^u especial.
Negaram provimenlo.
Nada mais liouvc a tratar.
llego fangel.
No impedimento do secretario.
CMARA.MtXcTPAL DO RECIFE.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 30 DE JLL110
DE 1860.
Presidencia do Sr. llego c Albuquerque.
Prsenles os Srs. Barros Rcgo, Reg, Barata,
Oliveira, Helio e Gameiro, abro-se a sesso, e
foi lida e approvada a acta da antecedente.
Foi lido o spguinto
EXPEDIENTE.
Um oflicio do Exm. presidente, dizendo que,
em vista da informaco desta cmara do 24 do
correule sob n. 70, aulorisara ao director interi-
no da repsrlico das obras publicas a mandar
fazer os reparos mais urgentes, de que precisa a
ponte da ruada Aurora.Inlcirada.
Outro Jo Ur chefede polica, aecusando a re-
cepcao do desta cmara, que ncompanhou co-
pia da postura prohibiudo o uso das fogueiras
nesta cidade, e providenciando sobre oulros as-
sumptos.Inlcirada.
Oulro do inspector da thesouraria provincial,
communicando ter levado ao conheeimenlo da
respectiva junta, o oiflco que esta cmara lhe
dirigir, declarando entender que, nao obstaute
passarem a ser provinciaes pela lei do orcamen-
lo vigente os impostos municipaes sobre capim
de planta, carros, carrocas e oulros vehculos,
devia vigorar a arremalacao d'aquelle, a qual se
acha feita al 18C1 e que pertencia sua receita
al ao fim de setembro desle anno a arrecadacao
d'outro ; a mesma junta resolver que, por'ser
de juslica, nao se rescindisse o dito contrato d'ar-
remalacao, mas que tendo a citada le revogado as
disposices era contrario, e conseguinlemenle a
da lei do orcamento municipal vigente na parte
relativa aos ditos impostos, a renda era queslo
nao poda deixar de ser considerada provincial
desde o Io desle mez, e assim devia ser cobrada.
A cmara resolveu consultar presidencia.
Oulro do engenheiro cordeador, informando
que o terreno na praia de S. Jos, que pedera por
aforamento Jacintho Elisbo e oulros mestres
carpinteiros, j fra requisilado por esla careara,
como bem inforraou o engenheiro agrimensor
dos terrenos de marinha, e pela presidencia con-
mis," Pj1" lgraduuro publico, sendo com per-
nelles scus'estaTeiros? 'V/Se03oPce.,.,c!?.ari^:iefem
raasse de novo se o logradouro publico,"para
que fra concedido o terreno, indispensavel na
actualidade, ou o vira a ser de futuro.
Outro do mesmo, dizendo que a prctencode
Jos Ribeiro de Rrito, relativa a obra que quer
fazer era a sua casa, na Passagcm, entro as duas
ponles, no rauilo conforme com o que dispoem
as posturas.A' comraisso de ediflcaccs.
Outro do mesmo, informando sobre o requeri-
menlo de Manoel Romo Correa d'Araujo, que
pede para ser pago das obras que fez na estrada
da Varzea, fora do respectivo orcamenlo, dizendo
que estas obras constara d'uma pequea bomba
feita junto da povoaco do mesmo nome, por traz
da egreja do Rosario, como j participara o'ou-
tra occasio ; do accrescimo que levo a bomba
da malanga, a que dera maiores dimeosoes, para
poder proporcionar fcil passagera is aguas que,
as grandes enchentes correm para all com im-
peluosidade, como lhe informaram os moradores
do lugar; e lambera d'algum atierro, e escava-
C&o, como ludo mostrava a conta que remeltia,
lendo, a visla d'ella, o peticionarlo de receber
4i4 rs.Mandoii-sc pagar.
Oulro do fiscal de Santo Antonio, participando
2tic, em observancia da ordem que esta lhe expe-
ira, determinara ao guarda municipal, que de
ha muitu lempo viga o caes de 22 de no timbro.
fizesse eonduzir presenca do Dr. cheic de poli-
ca qualquer individuo que encontraste (aneando
lixos ou immundicias sobre o mesmo caes, oque
se estava Belmente cumprindo, permanerendo
all consta lilemente o gurda.Inteirada.
Oulro do mesmo, conmunicando que flzera
termo d'achada contra al|;uns donos de cavalla-
rigas, na ra do Imperadar, por nao terem feito
os respectivos canos d'esiioto para as ominas e
lquidos, como determina as posturas de 7 de
agosto de 1855, apezar do lhes ter por vozes ad-
venido.Inteirada.
Oulro do contador, enviando a nota das rendas
que devem ser arrematadas este anno.Que fos-
sem praca.
Outro do fiscal da Boa-Vista, informando que
nao pode ter lugar a conslrucco que pretende
Quintino Jos Ceryllo d'um tcheiro no fundo do
seu terreno da ra do Joo Fernandos Vieira,
para fabrico de fogos artificiaos, visto que d'ahi
s edillcacoes mais prximas oo ha a distancia
exigida pelas posturas.Inpeferio-se.
Outro do fiscal de Muribeci, commuaicando
que o escrivo do juizo de paz daquellafreguezia
nao se lem querido prestar a funecionar nos scus
actos, e que nao tendo assim quem lhe sirva de
escrivo, fazia-se necessario que a cmara pro-
videnciasse respeilo.Que se respoudesse ao
fiscal, que o escrivo de paz uo competente
para servir nos seus actos, c sim os amanuenses
da secretaria da cmara, mas que sendo diflicil
estes comparecerem naqueila freguezia, tonius-
se nota das infraeces que: houvesse, em presen-
ca de tesiemunhas, e asremetlessc para serem
reduzidas termo.
A cmara resolveu expodir ordem para a elei-
co nesle municipio de juizes do paz e venado-
res no dia 7 de setembro prximo vindouro.
Compareceram smente o3 flseacs de Muribeca e
S. Lourenco, e a cmara ordenou a esles, e
maodou officiar aos outro.sdas freguezias de fra,
que de tres em tres mezes dessem um relalorio
circumslanciado do estado das suas freguezias,
indicando as suas necessidades, bem como que
comparecessera mais a miados as sessdes, e des-
sem a nota do gado consumido mensalmenle.
Compareceu peranle a cmara o seu cirurgio
de partido Francisco Jos da Silva, e principian-
do por agradecer-lhe a confianca que por diver-
sas vezes ha nelle deposilado, "como agora aca-
bava de fazer nomeando-a para examinar as re-
zes destinadas ao consuma nesta cidade, com-
misso, em cujo desempenho s lhe fra possivel
entrar no dia 13 do correnle, pela razo queja
havia communicado, fallou de corlas necessida-
des que observara no matadouro, quer respeilo
da conservacao do gado, quer respeilo dos ar-
ranjos de edificios, laes comomelhoraiueiilo
dos cunaos de modo que o gado nao morra den-
tro delles com agua pelos pellos : furnecimeiito
de agua potavel para o mesmo gado ; molhora-
mento dos quartos de mitanca para onde nao
pode entrar a rez para ser mora, sem risco de
vida da pessoa que a lem de malar, e sobre ou-
tras causas, concluindo par dizerque, nao haven-
do actualmente epidemia no gado, e pelo con-
trario, sendo a carne verde de boa qualidade,
julgaya dispensave! o exorne as rezes, o qual
todava se fazla necessario quando houvesse al-
guma epidemia no gade, ainda que reconhecia
que nao havia entre nos proissional com conhe-
ciinenlos veterinarios, a ose guiar um ou ou-
tros pela experiencia que possa ter.A cmara
recommendou ao referide cirurgio fizesse esta
exposico por escripto, para eulo ella resolver
i convenientemente.
Despacharam-se aspelhoos de Amaro de Bar-
| ros Correa, Bento Jos Ramos d'Oliveira. Claudi-
na Candida Rezende, Decio d'Aquino Fonseca,
Francisco Eugenio Casado Lima, Francisco Mar-
lins Raposo, Francisco Jos da Silva Maier,
Francisco Antonio de Salles, Jos Antonio Ferro
de Figueiredo. Jos Elida Machado Freir. Jos
Gonealves da Porciuncula, Jos Joaquim Lopes
d'Almeida, Jos Joaquim Ramos e Silva, Lzaro
Pereira do Rosario, Manoel Joaquim da Cunha,
Miguel Archanjo de Sauta Auna, Manoel Pereira
Lemos, Miguel Jos da Costa, Manoel Romo Cor-
rea d'Araujo, Manoel Anlr Botelho, Norberlo
MunizTeixeira Guimares, Quinlino Jos Ciryllo,
e levanlou-se a sesso.
Eu Manoel Ferreira Aciioli, secretario a escre-
vi.Reg, p. p.Barata d'Almeida.Oliveira.
Mello.Gameiro,
1.a SESSAO ORDINARIA EM 6 DE AGOSTO
DE 1660.
Presidencia do Sr. leog.
Presentes os Srs. Oli eir. Barata, Mello e
Gameiro, fallando com >:ausa participada o Sr.
Franca, e sem ella os m;is Sis., abrio-se a ses-
so, o foi lida e appnvada a acta da antece-
dente. Foi lido o seguidlo
EXPED iNTE.
i m nflu-in dn vproador Prancv, corumunicando
achar-se gravemente doente, e nao poder com-
parecer cmara, pois que os facultativos encar-
regados do seu trataiuenlo prescreveram que fos-
se esle de quarenla dias, e que assim houvesse
a cmara de nomear quem o subslituisse na ins-
peceo da obra do matacouro, a qual presente-
mente limilava-se aos reparos do cano de esgoto
de sangue, lindos os quaes, parecia-lhe que,
alm do aterro da estrada, a obra de mais neces-
sidade a fazer era a couslriicco dos curraes, mas
que ulgeva conveniente que a cmara ouvisse
ao engenheiro. Nomeou-se o Sr. Gameiro em
subsiiiiiiQo, e mandou-sc officiar ao enge-
nheiro.
Oulro do cirurgio de p irlido da cmara, Fran-
cisco Jos da Silva, fazendo a exposico que lhe
recommendou a mesma i amara em sesso de 30
de julho ultimo, o de que faz meneo a acta res-
pectiva. Adiado.
Oulro do engenheiro co-deador, nao se oppon-
do a que Jos Baptista Braga faca solio corrido,
como os que eslo em pratica,"na sua casa, na
ra que atravessa o sitio que foi da sociedade do
qacao e tecidos, pondo-lie janella em symelria
com as da mesma casa ; mas que quauto'ao mu-
ro que tambem pretende construir, era preciso
dar-se-lho primeiro cordcar.o. Deferio-se
nesle senlio.
Oulro du mesn'io, informando que Jos Gon-
ealves da Porciuncula linlia com effeilo executa-
do parto da obra da reconslrucco da ponte do
Luca, que lhe d dircito a receber a primeira
preslacao, mas que nao lendo as estivas qua ello
empregara na obra as cimensoes marcadas no
orcamenlo, embora nao remltasse d'ahi inconve-
niente algum, entenda que se lhe devia fazer
algum descont na impor ancia total da arreraa-
iccAo. Que declarasse qual o abate quo devia
fazer.
Outro do juiz de paz mais votado do 1. dis-
lricto da freguezia do Po;n, communicando quo
achando-se a partir para ora do termo desta ci-
dade, onde tena de deraorar-se aleo lim do cor-
relo anuo, nao lhe era possivel presidir aos tra-
balhos da eleicao de jui;,do paz e vercadores :
o que commnuicava alim do que dsse a cmara
as providencias necessarias. Mandou-se res-
ponder que passasse a jurisdieco a quem com-
peiisse substitui-lo.
Oulro do procurador, participando que da
quaniia de 1:709g697 rs., que o governo da pro-
vincia aulorisava a cam;ra a despender com o
cosleio e eventuaes do ceniterio j se havia des-
pendido, de 21 de junho il 4 do correnle .
l;443j>956rs., restando apenas 265)}741, que nao
podiam chegar para as iespezas at o fim do
exercicio crrante. Que se pedisse nova aulo-
risacao para se continuar a despender al o fim
do anno inanceiro a qui.nlia que se calculasse
ser precisa.
Oulro da subdelegara da freguezia de S. An-
tonio, dizendo que, existindo no cartorio do es-
crivo respectivo urna porc,o de ossos humanos
que, para averiguarles peculiares, foram exhu-
mados por difTercntes vezes do diversos lugares,
fBro2:se ln muil? ultimados os processos
ra de mandar inurolr.i 3^SS!ii3f%.S.c^!!ll
ser conformo cora a piedade religiosa. Que se
respondesse que raandasje a ossada para o cc-
miierio, e se ofciasse 10 administrador desle
eslabelecimentopaia recet-la, e dar-lhe o des-
tino conveniente.
Outro do cidado Manoel Ferreira Antones Vil-
laca, communicando haver reassuraldo o exerci-
cicio de subdelegado, da freguezia de Santo An-
tonio.Inteirada.
Outro do conlador, pedindo dous livros para a
receita e despeza municipal para o exercicio de
1860 a 1861.Que o procurador ornecesse.
Sendo lida urna petico de Jos Mathias da
Fonceca, pedindo soluco de outra, em quo re-
quera o pagamento das madeiras que fornecera
para os curaacs do matadouro, e que fora remet-
tida ao vereador Franca, n cmara resolveu que
fosse remeltida ao mesmo vereador para dizer a
respeilo, se o sou estado o permittisse, ou de-
volver com urgencia amba; as pelices, para en-
lao se resolver conveniente mente. *
Teye lugar a primeira piaca'das rendas an-
nunciadas nao houve lango nenhum, o s appa-
rceeram algumas habilitacoes de fiadores dos
qne prelendem licitar.
Despacharam-so as pelices de Antonio do
Carino e Souza Antonio Bernardo Quinleiro. Ber-
nardino Jos Leito, D. Carlota Joaquina de Car-
valho.bacharel Ernesto de Aquino Fonceca, ba-
charel Francisco de Araujo Barros, Fjaucisco
Jos da Silva Mayer. Francisco Jos de Arantes,
Dr. Ignacio Firmo Xavier, Jos Alfonso Ferreira,
Jos Auguso Leal, Joaquim Maiia de Carvalho,
Jos Ferreira de Brillo, Jos Gonealves da Por-
ciuncula, Jos Baptista Braga. Luiz de Oliveira
Lima, Dr. Vieente Pereira do Reg, Norberto Mu
niz do Teixeira Guimares, e levanlou-se a
sesso.
Eu Hanoel Ferreira Accioli. Secretario a subs-
vi.Reg o Albuquerque P., Reg, Oliveira, Hel-
o, Gameiro, Pinto.
COLLECTORU DE OLINDA.
Alterat> fita m lauraiucnto da dci-
ma urbana da collectorio de Olinda
para o anno de 1860 a 1861, pelo
cHctor Manoal Jos de Azevedo
Amorim.
Ra de S. Pedro Marlyr.
Numero 6.Manoel Jos Rodrigues
Pinheiro, proprielario de urna ca-
sa terrea arrendada annualmente
por.
120g000
dem 7.Alexaudrina Bezerra Li-
ma, casa lerrea arrendada annual-
mente por........................ 96S000
dem 8. Ordem Terceira de Sao
Francisco de Olinda. casa terrea
arrendada annualmente por...... 725000
dem 13 Irmandade de NossaSe-
uhora do Rosario de Olinda, casa
terrea arrendada annualmeute
por............................. 60*000
dem 17.Major Joao Peixoto de
Araujo, casa lerrea arrendada an-
nualmente por.................... 144J0OO
dem 21.Jos Joaquim Ferreira de
Miranda, sobrado com um andar
arrendado animalmente por...... 144&0O0
dem 24.Herdeiros do Amaro Pe-
reira da Cruz, casa terrea arren-
dada annualmente por........... 72>000
dem 26.Josepha Mara da Con-
ceicao, sobrado de um andar ar-
rendado annualmente por........ 300#000
Ra de S. Benlo.
dem 2.Joao Marques Correa, casa
terrea arrendada annualmente
, POf............................... MJOOOO
dem 4.D. Anua Rita de Barros,
casa terrea arrendada annualmcn-
'e por............................. 12OSOO0
luem 6.Exm. bispo capello-mr
conde de Iraj, casa lerrea arren-
dada annnalmeute por............ D6JJ000
dem 7. Convento do Carmo do
Olinda, casa lerrea arrendada an-
nualmente por.................... 48J000
dem 8.Antonio da Cruz Ledo, ca-
sa lerrea arrendada annualmente
Por............................... 54g000
dem II.Jos Figueira Curado, ca-
sa terrea arrendada anunalmente
Pr-............................ 84&000
dem 16.Herdeiros de Jos Theo-
doro de Moraes Lins, sobrado de
um andar arrendado annualmen-
te por............................ 120-5000
dem 22.Luiz Jos Gonzaga, so-
brado de um andar arrendado an-
nualmente por................... 144-5000
dem 27.Adelaide Francisco Bo-
telho, casa lerrea arrendada an-
nualmente por.................... 96g0O0
dem 29.-D. Mara da Paxo Mal-
los, sobrado do um andar arren-
dado annualmente por........... 3005000
dem 30.A mesma, sobrado de um
andar arrendado annualmente por 144-5000
dem 35.Joo Gonealves Rodri-
gues Franca e oulros, sobrado de '
um andar arrendado animalmen-
te Por..........................2005000
dem 37.Seminario episcopal de
Olinda, sobrado de una andar ar-
rendado annualmonte por........ 180*000
dem 38 O mesmo, sobrado de
um andar arrendado aunualmeute
Por- ............................. 915000
dem 43. Francisco das Chagas
Salgueiro, casa lerrea arrendada
anuualiuoiiin por................. 72*000
dem 49. D. Maria Senhorinha do
Rosario l'cssoa, sobrado de um
andar arrendado annualmente por 118J000
dem 50.Iteideirose Jos da Sil-
va Coimbra, sobrado (raeia agua)
de um andar arrendado annual-
mente por........................ 215000
dem 51.Herdeiros do teneute-
coronel Jos da Cunha Moreira
Alves, sobrado de um andar ar-
rendado annualmente por........ 72*000
dem 54.Francisco Ribeiro Pavo
Jnior, casa torrea arrendada aa-
uualmenlepar................... 72-5000
dem 36.Recolhimeuio da Concei-
cao das freirs, casa torrea arren-
dada annnalmeute por............ 725000
dem 61.Orphaos Cilios do Dr.
Luiz Paulino Cavalcanli Vellez de
Guivata, sobrado de um andarar-
rcudado annualmente por........ 156:000
\ Ra de S. Pedro Apostlo.
Numero 1.D. Auna Ferreira da
Rocha Lima, casa lerrea arrenda-
da annualmente por.............. 72-5000
dem 5. D. [gnezMaria da Silva,
casa terrea arrendada annualmcn-
lo por......... 965000
dem 7.Antonio Ramos, casa ter-
rea arrendada annualmeu'.e por. 120-5000
dem 8 O mesmo, casa terrea ar-
rendada annualmente por. 1205000
Ra de S. Pedro Apostlo
Numero 1. Conego Dr. Manoel
Thornaz d'Oliveira, casa terrea
arrendada annualmente por 60*000
dem 2.Exm. hispo capello-mor
conde de Iraj, casa lerrea ar-
rendada annualmente por. 36g000
Ra deS. Pedro Mailyr.
Numero 2.Viuva e herdeiros de
Francisco Xavier Padilha, casa
terrea arrendada annualmcnto
Por.......... 48*000
Ra do Varadouro.
Numero 10.Jos Jacintho Pavo,
casa letrea arrendada annual-
mente por........ 192*000
dem 12.Porfirio AntonioEsteves
da Silva, casa lerrea arrendada
annualmente por...... 192*000
dem 17.Jos Ignacio Xavier, ca-
sa de sobrado do dous andares
arrendada annualmente por 4005000
dem 29.Joaquim Lopes de Al-
meida, casa terrea arrendada an-
nualmente por....... 150*000
dem 30.O mesmo, casa terrea ar-
rendada annualmente por. 150*000
dem 31 O mesmo, casa terrea ar-
rendada annualmente por. 150*000
dem 32 Herdeiros de D. Ma-
noella Francisca Xavier da Cu-
nha, casado sobrado de um an-
dar arrendada annualmente por. 00*000
dem 35.Benlo Jos Fernandes de
Barros, casa terrea arrendada an-
nualmente por....... ISgOOO
dem 37.D. Maria da Conceicao
Campos, casa lerrea arrendada
annualmente por.....k 72*000
dem 45.Dr. Clemente Jos Fer-
reira da Costa, casa terrea ar-
ldon94o!-nnnalmenl.e Dor' 72J000
t radique, casa terrea arrendada
annualmente por...... 180*000
dem 61.Herdeiros de Joaquim
Miguel do Almeida Catanho, casa
terrea arrendada ancualmento
Otia com os colleclores. '. '. BT^ T
---------131
Asseutamento de precalorias pa-
ra dentro e fra da provincia 237
Termos de aforamento de terre-
nos do marinha...... 9
Ditos de (tanca....... 5
Ditos de contratos e arremalaces 10
Ditos de transferencias de apoli-
ces.......... 1
Registro de pareceres '. '. '. '. 192
Ccrtidcs...... 4
Cutas. ......!"'" 2
copias ....;;;;; 8468
599
Tiverara andamento
(processos). .
Pagamentos cflucta
dos .....
Importancia cobrada
1300
253
21:628*102
Seccao do contencioso da thesouraria de fazen-
da de Pernambuco, 13 de agosto de 1860.
O procurador fiscal e dos felos,
Femando Alfonso de Mello.
por
dem
62.Recolhimenlo da Con-
ceigo das Freirs, casa terrea
arrendada annualmente por
72*000
72J000
[Conlinnar-se-ha.]
Jnizo do feitos da fazenda.
Demonslrago do movimento da seccao do con-
tencioso durante o semestrode Janeiro iunho
de 1860. '
Correspondencia com a directora
geral do contencioso .... 21Offlcios.
Dita com a presidencia da pro-
vincia ......... i__ n
Dita com o inspector da thesoura-
ri.........; 18- i
Dita com os procuradores fiscaes. 18
Dita com as diversas autoridades. 11 ,
Cornm un i cados.
O elogio, como disse alguem, nunca deu vida
ao que lem de morrer : adoptando esle pensa-
menlo, manifestamos que a imparcialidadc a
nossa divisa.
Achando-nos prsenle representado da ope-
ra Falsi Monelari livemos occasio de apreciar o
mrito do Sr. Marioti: com isto nao queremos
dizer que esle tenor seja um segundo Tamber-
lich, Mirati, ou outros quo taes, mas, que um
dos artistas da nossa actual companhia lyrica,
que mais se lem esforcado em desempenhar o
seu papel.
Ouvindo-o na Norma confessamos que nao nos
agradou completamente : porm, para que pos-
samos fazer um juizo seguro sobro qualquer cou-
sa, necessario nao julgarmo-la deniivameule
na primeira vez que encaramo-la.
Foi listamente o que succedeu-nos desta vez:
o nosso pensar acerca do Sr. Marioli era incom-
pleto, e hoje, que melhor podemos avalia-lo, nao
tomemos dizer que elle um dos raelhores artis-
tas que nos trouxc o Sr. Marinangeli.
Osapplausosquasi unnimes, colhidos pelo Sr.
Marioli na primeira vez que n'esta cidade repre-
senlou-se a opera Falsi Monelari, provam exu-
berantemente que o que dissemos d'eslc tenor,
o que geralmente se pensa a seu respeilo.
O hospital da misericordia em
Guianna.
I
Nao ha muito lempo deu-se nesla cidade de
Goiauna um fado que diz tanto em favor do seu
adiantaraento e progresso, e que tanto abona urna
corporaco Ilustre, que por modo nenhum deve-
r passar desapercebido e apenas circunscripto
ao conhecimento dos scus habitantes.
Atarefado com as musas oceupacoes diarias, e
certos de que alguma penna mais" bem aparada
lomara a seu cargo leval- o ao conheeimenlo do
publico da capital c do governo, nada fizemos
nesle sentido, e esperamos, entietanto espera-
mos em vo, porque at agora nada appareceu
nos jornaes da capital. E' que a altenco desta
infeliz cidade se acha to presa aos acoiilecimen-
los polticos, e lo monopolisada pelas discussoes
azedas e inconvenientes que se leen nos jornaes
a respeilo dos seus negocios, que para os fados
immineulemente religiosos, que traduzcm urna
aspirarlo santa de urna corporaco beneficeiite,
e que revelara um louvavel fervor pela caridade,
s lem ella um indilTerenlismo criminoso, que
denuncia um esmorecimenlo das cretinas reli-
giosas que no calvario do alto da cruz nos foram
ensilladas pelo filho do Deus, que nos foram
legadas pelas geraedes idas e quo devemos
transmitiir com o mesmo ardor s geracoes
vindouras.
Empenhareraos todos os nossos esforcos para
conseguirmos o que deviam ter feilo pennas mais
I habilitadas que o nossa; entretanto, se nao lo-
gramos a realisaco do nosso desejo, reslar-nos-ha
ao menos na conscienoia a consolacopor ha-
vermos feito o que estafa ao nosso alcance.
II
No dia 2 de julho p. p. leve lugar a exposico
do hospital de caridade na misericordia; foi urna
testa solemne e cheia de piedade, o foi, alm
disto, um faci novo nesla ierra.
At o dia em que entrarara em exercicio os
membros da meza, sob a direcc/io da qual foi ce-
lebrada aquella festa, o hospital, que hoje ole-
rece aquelle que o visita o aspecto de urna
casa de piedade, e ao desvalido que a procura
os soccorros que a caridade dicla, era urna casa
deserta, ni'ia e inleirainenle abandonada, onde o
infeliz, cuja fronte havia sido sellada com o cu-
nho da iufeliciJade c da miseria, apeuas encon-
lr3va um lodo debaixo do qual mal se abrigava
do sereno da noulc de envolla cora os animaes
que tambera alli se rccolhiam E nunca alli o
gemido d'aquelle que se estorcia sobre as palhas
que juncavam u chao hmido que lhe servia de
leito echoou era algura coraco compadecido ;
nunca o enfermo, que senta "a molestia, a fome
e o sede arrancarrem-lhc aos poucos a vida, vio
cabeceira o enfermeiro trazcr-llie remedio, pao
ou agua ; o nunca, finalmente, o moribundo, que
sobre o coracao j senta o glo da morte, e que
por entre as rascas do passamento entrevia a
sombra da elernidade, ouvio a voz do sacerdote
que lhe recitara aos ouvidos as consolaces do
Evangelhu!... Era apenas um teclo abandonado,
debaixo do qual se recolhiam os pobres duranle
a nouto, para ao outro dia sahiiem a csmolar o
( pao pelas ras da cidade I
Este estado de ronzas porm, como j disse-
mos, s durou at o dia em que cnlraram em
exercicio os membros da meza passada, alguns
dos quaes foram reeleitos, c fazem parle da
moza actual. Desde esse lempo aquella casa
abandonada tomou o aspecto de um hospital,
porque desde ento o doente, que a ella se re-
colhia, encontrava um leilo em vez do chao
hmida, alimento c remedio em vez de fome e
abandono, e um medico que lhe esludava o pul-
so e a molestia, um enfermeiro que lhe prodiga-
lisava soccorros e cuidados, e um sacerdote
cabeceira na hora extrema.
E nao esmoreceram nunca o zlo e a solicilude
d'aquelles membros era lo louvavel e religioso
empenho.
Todos os dias um convalecenlc deixava o leilo da
dr e do sotlrimento, que era logo oceupado por
oulro, que vinha receber por sua vez os mesmos
cuidados e os mesmos disvellos que aquelle,lodos
| os dias no livro da casa se dava alia a um doen-
te, a quem a caridade havia salvado, e se ins-
creva o nome de oulro, que vinha receber a
mesma esmola. (1)
III
Chegou fioalmenle o 2 de julho, dia em que a
greja festeja Santa Izabel, padroeira do hospital
j da misericordia, e A noule celebrou-so aquella
i festa de que j fallamos, e que vamos agora
contar com mais mluuciosidade.
A noute estava pura e fresca; dir-se-hia aue
o co protega aquella festa da caridade, urna
illuminaco luxuosa brilhava em todo o modesto
edificio do hospital, urna banda de msica exe-
cutav bellas e escolhldas harmonas, o obser-
vava-se um concurso immenso de todas as
elasses e de ambos os sexos
Os cubculos dos doentes estavam mobiliados
sem luxo, mas com aceio e decencia, seus leilos
; cobertos de roupas limpas e novas, e seus infe-
I lizes moradores vestidos com longas camisolas
de chila ; o oratorio, onde os doentes rezam
todas as noutes, eslava decentemente ornado, e
urna orcheslra, cantores o o capello da casa, o
virtuoso padre Antonio Jos de Barros, alli se
achavam para celebrareis urna ladainha em
Honra un .-,...,.. |r.,j...i...
Depois que os visitantes correrm todo o
edificio, e que o bello sexo visilou os doentes,
animando-os consolando-os cora aquello riso
de piedade e de docura que lhe proprio, e com
aquella candura que lhe natural, lodos se di-
rigiram para a sala do oratorio, onde canlou-se
a ladainha, e onde todos elevaram ao Creador as
suas oraedes em favor das suas infelizes crealu-
ras que alli jaziam nos leilos do hospitalvicti-
mas do soffrmenlo e da desgraca!
Pouco depois soava a ultima nota da msica
sagrada, subiam ao ar algumas girndolas de
fogo, a msica militar executava novas harmo-
nas, e eslava concluida aquella piedoss festa.
Todos se reliravam, o silencio reinou outra
vez n'aquella habilaco da dor, e os infelizes
doentes dormiram lalvez nessa noute mais ani-
mados, e com urna "esperance lalvez de ver
roelhorada a sua sorle.
IV
Aquellos que com tanto afinco e dedicaco
(1) Entrarara de 1859 a 1860 57 doentes; des-
les sahiram 47 e existem 10 em tratamento.
eoncorreram para lo til fim, e mourejaram
para o restalielecimeuio. daquella humanitaria
inslituico, ganharam direitos ao reconhecimento
publico e como al agora nada se tenha dito a
respeilo pela impreosa, nos, era nome da huma-
nidade soffredora e dos infelizes a quem essa pia
inslituico aproveita, rendemos-lhes urna pu-
blica houMugea, escrevendo aqui os scus
nomes.
A meza passada, que lio relevantes serviros
prestou, era cranosla dos seguinles membros:
Major, Manoel Gonealves de Albuquerque e
Silva, provedor.
Leocadio Jos de Figueiredo, escrivo.
Joaqun Jas da Cesta, thesoureiro.
Manoel Peisoto da Silva, (fallecido), mordomo.
Padre Antonio Jos do Barros, capello. (2)
Entretanto, sem fazer injustica aos demais
membros, corre-nos a obrigaco, j quo toma-
mos a nosso cargo narrar fielmente os fados, de
fazer especial raenco do Sr. Leocadio Jos do
Figueiredo. Esle seuhor dolado de um coraco
bem formado, que nao surdo aos gritos do
soffrmenlo, lem tomado um lntcresse decidido
por aquelle estabclecimenlo, sacrificando muilas
vezes os seus interesses por amor delle.
O hospital da misericordia muito deve a
aquelle seuhor, que uo s como empregado-lern
por elle muito feito, como tambem na qualidade
de pharmaceutico, fornccendo-lhe medicamen-
tos sem o menor lucro, o quo nao vulgar nesle
seculo de especulaco e de ganhos.
E' do esperar que a meza actual, que se acha
orgauisada de um modo lizongeiro para o hos-
pital, trilhe o mesmo camiuhoque a passada.
Ella est organsada do modo seguale :
Provedor, capllo Antonio Guedes Gundim.
Escrivo, Mauoel Gonealves d'Albuquorque c
Silva. H H
Thesoureiro, Leocadio Jos de Figueiredo.
Mordomo, Antonio Ferreira do Aguiar Jnior.
Capello, padre Antonio Jos de Barros.
V
Agora urna supplica ao governo em favor dessa
pa inslituico.
Quando por um paiz tem passado o carro d
civilisaco, e se v todos os das impressas sob re
o seu chao as pegadas do progiesso, os esiabe-
lecimentos da ordem deslo de que tratamos sao
nelle urna necessidade publica o indeclinavel, e
o governo, que lem a obrigaco de ser deligente
e solicito na conservago dos povos que dirige,
deve dispender com esses estabelecimentos se
nao toda, ao menos muila altenco.
S. M. o Imperador, na sua recente viagem por
todos os!ugare3 por onde passava vistava todos
os estabeleciraeutos de caridade com a vigilancia
de re o a solicilude de pai, e no hospital desta
cidade esse monarcha bemfeilor e inminente-
mente caridoso dcixou cahir do seu bolsioho so-
bre o leilo do enfermo urna esmola para aquelle
estabclecimenlo. E' um acto do chefe supremo
do estado digno de ser imitado pelo governo des-
la provincia.
O hospital da cidade de Olinda, quo dispoe
de maiores e do melhores recursos, acaba de ser
beneficiado pelo governo da provincia, pois bem,
esse governo d mais um passo om favor da hn-
manidade quesoffre, estenda at o hospital desta
cidade a sua man poderosa e beueficenlc.
y.
Timn e a Ordem.
A parcialidade hostil s auloridades policiaes
e judiciarias de Goianna vai arrastando a dis-
cusso, que agita a imprensa, para um terreno
ingrato. Bem longo de aceitar a -discusso cal-
ma e refleclida. instruindo-a por fados aulhen-
ticos que tenham a preva possivel, os commu-
nicanles do Liberal e da Ordem cahem no vago
da calumnia, descendo um pugilato indeco-
roso que nao pode dar em resultado seno a in-
dignaco da opinio sensata.
O communicado inserto na Ordem de 10 do
correnle, urna prova plena do que ahi vai dito.
Ao passo que nos defendemos com lealdade das
arguices desfavoraveis dos adversarios, procu-
rara esles retomar as posiedes perdidas e recon-
quistar o terreno de que foram cxpulsos.
Comeca o communicante por fallar as boas
graras da folha olficial, quo nos faz a honra de
olTerccer-nos as suas columnas para a defeza de
nossos direitos. Oque ha n'islo de pouco na-
tural ? A independencia e a imparcialidadc do
orgam ofiicial desmentera-se, por ventura, n'es-
ta occasio ? A' que jornal recorreramos, que nos
offerecesse melhores e mais seguras condines
nossa defeza ?
O Diario de Pernambuco, o decano de nossa
imprensa, distingue-se por um carcter de ira-
parcialidade, que altamente o recommenda
opinio publica. Se oulros jornaes sustentara
igual carcter, cabe aquelle a honra de haver
iniciado na provincia esle vanlajoso e utilissimo
systema.
Para que, pois, pronunciar esle nome de or-
gam o/icial em urna queslo de interesse local,
em que somonte se trata de vingar a honra e a
reputac.o de didados conspicuos conlra os asio-
raos malignos da mais torpe calumnia ? Em re-
laeao especio, o Diario de Pernambuco nada
tem de ofiicial. Serve de vehculo nossa de-
feza, assim como outr03 jornaes servora de i-
gaos aecusaco que conlra nos se levanta.
Escreveu o cumtnunicante laes cquejandas
palavras em um jornal que estimamos, e ao qual
devemos bons servicos. Do simples facto da
publicaco d'esle artigo, & que ora respondemos,
nasce para nos um motivo de queixa contra a
Ordem ? Para que, ento, esla insiuuaco prfi-
da, hincada cobardemente um jornal s por
que nos offerece um meio de defeza ? Suppor
o communicante que o Diario tenha que arre-
ciar-so de seus doesles '? E por outro lado, o
proprio jornal a Ordem nao recebe todos os dias
coramunicados em que se pe claro a perfidia
dos adversarios "? O ultimo d'esles communica-
dos, instruido de preciosos documentos, nao foi
urna verdadeira desgraca para as prelences do
4nte-Timo f
Deixemos, porm, de parle osla questao inci-
dente, e caminhemos restabelecer os fados
adulterados pelo communicante.
Prelende este que Timn algum jorvalisla
de profisso que se inspira de paixo por urna
causa, sendo extranho ao movimento poltico da
comarca de Goianna. Idea feliz I E' o melhor
meio de roubar algum interesse que por ventu-
ra merecem as reflexoes de Timn.
Conhecemo-!o demais perlo, e podemos, as-
soverar ao communicante : Timn presa a
verdade, e s por ella combate. Poslos banda
as armas quo reputa ignobeis, elle est firme
em seu posta por um dover de honra, que nao
pelo fim de lisonjeiar o amigo ausente.
Este, o Sr. Dr. Joo Alfredo Corroa de Olivei-
ra, nem acaricia amigos que sirvam para lison-
jia-lo, nem os encontrara laes na classe de cs-
piritos como Timoi.
Quando, pois, de Luiz Maneota se diz que foi
o assassino de Marlinho, e que Martinhj era o
depositario de um terrivel segredo, havia razio
para afirma-lo de sciencia propria. Desde mui-
to habituado com os homens c as cousas de
Goianna, rimon tem valioso vol sobre os fados
que respettam a osla fraeco importante da pro-
vincia.
Ao commuoicanle, de urna vez por todas :
Timn nao ura parsita de Goianna, nao
de hoje nem de honlem. Se urna justa reserva
nao lh'irapozessc um silencio decoroso, elle sa-
berla explicar o motivo que deu origcm ao as-
sassinaio de Marlinho. A sua indiscric.o poria
descoberlo ura terrivel segredo de familia, em
que um filho prfido e desnaturado tentara con-
tra a vida de seu pai. Lance-sc, por tanto, um
veo sobre essa historia negra, e nao venha o
communicante repellir-nos com o doesto vil.
A' fe do nossa palavra : Luiz Maricela resi-
do alternativamente em Bujari, Coqueiro e Po-
Amarello. A' 22 de julho, elle fra visto, c quem
o viu pode ailesia-lo, se fr preciso.
Deixamos correr o lempo. A polica prose-
guir em suas pesquizas, evir-se-ha saber em
que engenhos se abrigou Luiz Maneota, assim
como vcio saber-se que o criminoso de morte
Jos Gomes eslivera abrgado em Po-Araarellc.
Allega o Ilustre comraunicanto que a confis-
so de Jos Gomes fra exlorquida pelo juiz pro-
cessante. Ha um meio fcil de promover a pro-
va. Jos Gomes ahi est detido na cadeia de
Goianna ; requeira-se um fulo de pergnntas de-
baixo de qualquer prelexto, e muito fcil ser
ento verificar a liberdade de sua primeira con-
fisso.
E' crivcl que em urna cidade como Goianna
ainda se dem d'estas violencias liberdade d
defeza, sem que a represso seja immediata ?
As formulas de ura processo, regularmento
constituido cora os lermos legacs, nao assegu-
ram a exaeco da materia que n'elle se con-
tera ? Para averbar de falsa urna conflsso, bas-
ta dizer ?
O communicante alirma que o proprielario do
engenho Po-Amarello iniraigo flgadal dos
(2) Desies membros foram recleilos os Srs.
Manoel Gongalves de Albuquerque e Silva, Leo-
cadio Jos de Figueiredo e o Rvro. padre An Io-
nio Jos de Barros. '
ILEGVEL
kv
MUTILADO


juizes da comarca I Ksta disposicao de um cida-
do para com os juizes honra bem o sou carcter.
nao o queremos estigraatisar. A' cada um o
que seu. ***
Quando o Sr. Dr, chefe de polica lem sido so-
lalo em recommendar aos seus subalternos para
que se nao consinta rcunioes com carcter
perlubador ordem publica, eespecialmente em
Obstar tocatas de msicas pelas ras 6 flns pol-
ticos etc. juslamento quando vemos se praticar o
contrario em Olinda.
Ningnem hoje ignora que alli exstem dous
lados que prctendem guerrear-se as proxi
mas eleicoes populares, sendo um d'elles oque
trabalha em favor do Sr. baro da Vera-Cruz e
o outro em favor do Sr Dr. Silvioo Cavalcanti.
A facgo Silvinista levando o seu enthusiasmo
a um ponto desconveniente tranquilidad e
socogn publico cnt' vocarles por ella j praliradas o assoilhadas
que daa anda por em execucao aquillo que a
autlioridade superior ha prohibido mui exprs-
smente.
Foi na note, Srs. Redactores, do II para 12
do corrente que reunidos com os seus correli-
gionarios^! mais amalara Jos e capitaneados pelo
Dr. Eslevo Cavalcanle e os celebres Joo Paulo
e Joo Sinh, que so apresentaram a percorrer
as ras d'j juella cidade com vivas eslrondosos
acompanhados de fugeles ao som da msica, e
a sombra da polica subalterna, embora para
tanto nao esteja esta authorisada, a menos que
nao consentisse por espirito de parchlidade. As-
sim levaram a percorrer toda a noile d'aquelle
dia at que pela madrugada marcharan) em gru-
po para o Rio Doce, onde dizem que abarraca-
ram-so e repetirn) as raesmas paciatas e vivas
al a noile seguate, que foi quando doram por
findo. Ora, nos que dezojamus que taes fados
so nao reprodusam, por que tememos enrgicas
represalias que veriam a lar ms consequencias
em desacocego da orderu publica, com o que
iriara de encontr as ordens da auloridade supe-
rior, por isso a ella fazomos disto sdente para
dar as providencias que adiar conveniente.
O pouco que vimos de dizer nao nada in-
ventado, toda a gente d'aquella cidade foi tes-
tcmunha de taes provocaoos. Entretanto se o
Sr. Dr. Estevo melhor reflexionaste, nao daria
essa improvisada importancia, no Sr. Joao Pau-
lo, importancia que j mais elle a lera.
Felizmente a poca dos chirhorristas j se
passou, acabando com aquellas influencias a
sangrenta reroluco de 48 que eternamente deu
por Ierra os taes personagon?, por tanto nao so
persuada o Sr. Dr. que o Sr. Joao Puulo de hoje
o de hontem. Toda agente sabe que foi com
a auloridade de tenente coronel, que entao era
que elle pode conseguir a que alguns Incautos o
acompanhassem na desgranada rebelio de 48,
por isso que ludo eslava montado ao seu geilo.
Hoje porm, o negocio muda de figura; a po-
ca outra, hoje impera a moral e a lei, c o Sr.
Joao Paulo actualmente nada na ordem social,
e mal se pode ir arrastando consigo.
Os bons habitantes do termo de Olinda esto
dspos'os a nao se deixar illudir por horneas que
oulr'ora os comprometiera com promessas illu-
sorasc preludiaos boa harmona e sociabilidade
de que tanto carecemos.
Srs. Redactores, dando lugar no seu jornal a
estas toscas linhas, mui obrigado licar-lhc-ha o
o seu constante leitor o
Caboclo da Pingela.
O professor ile seimiotria d col-
lejsrio ilas artes inspector e Afecti-
vo da thesouraria provincial! !
A epigraphe do presente commuuicado, Srs.
redactores, conten ideas to repugnantes; ex-
prime fastos to diversos e contradictorios, em
urna palavra, una anlilheso tao completa ao
bom senso, lei e a juslrca ; que nos dispensara
de todo o comento e aoalyse, se por ventura nao
julgassemos opporluno chamar a Ilustrada al-
tenefio do governo sobre os inconvenientes, que
rosultam da sua continuarn e tolerancia.
E' expressa mente prohibida a accumulaco de
dous empregos effectivos e vitalicios no mesmo
individuo: entretanto o tenente J. P. da Silva 6
professor effectivo de geometra do coliegio das
arles e inspector efleclivo da thesouraria pro-
vincial !! Parece incrivel, que fados desla or-
dem anda se deem entre nos, e que por tal for-
ma se Iluda a lei em beneficio deste ou daquel-
le individuo,rom prejui/.o da instruoco e dos co-
fres pblicos, como passaraos a mostrar com o
seguate dilema;
as fallas >lo substituto ou nomcado um ler-
celro que o substitua ou nao ; se nao 6 nomea-
do, solfre a nstrncefto : e se o nomeado alguem
que faca suas vezes. (oque nao milito fcil e
conveniente) solfrem os cofres publico.-, quo tem
do pagar a um tereeiro em duplcala
E nao se lera dado j alguna destes casos du-
rante o longo espaco de 15 annos, que o Sr. J.
P. nao pisa em sua cadeira, e nao se poder dar
daqui em diante, por motivo de molestia ou qual-
quer impedimento legitimo do substituto ? Por
certo que sim.
Como pois ser possivel que o governo consin-
ta por .nais lempo fora do magisterio um pro-
fessor que ha 15 anuos lem abandonado, (ou t-
citamente renunciado) a sua cadeira, e que ha
12 exerce una comraisso por sua uatnreza tran-
sitoria o temporaria, mas que tem tomado um
carcter de perpetuidade '??
Anda perguulamos : ser possivel e conve-
niente permitlir-se o exercicio elfec.tivo de um
empregado provincial um empregado geral, co-
mo o professor de geometra do coliegio das ar-
tes, cu jo emprego demanda a sua elfeclividade
no lugar ? !
Na verdade : ser professor de geometra no col-
iegio das artes, e ser inspector da thesouraria
provincial ha 12 annos; se nao urna vcrladeira
utopia e perfoilo contraste com o bom senso ;
contesso-lhes, Srs redactores, que nao sei qua-
liflcar se 6 como o tnais solemne menos-preeo
pela inatrucuao publica!
Felizmente piren,,tal a confianza que lemos
no actual governo, que nos animanioi hoje a es-
crever estas toscas linhas, cujo assumplo llie nao
dive ser indiTorenle. Assim pena
O amiao da lei e dajititica.
Publicares a pedido.
Porque ha du correr u puni,
Quando urna aurora de encanto
Mais fulgurante oslentou-se? I
Quando um sonho passageiro.
Que se apaga (o ligeiro,
N'um riso eterno muduu-sc?!...
Nao chorem era innoceote,
E ao co subi tao contente,
C'um sorriso tao jocundoI...
De um archanjo a vida santa
E' tenra, extica planta,
Quo nao vceja no mundo.
Por um amigo.
Em julho do 1860.
JDjARJQ DE PERNABMUCO. SEXTA fEIBA ir DE AGOSTO DE 1860.
Primeira seceo.Secretaria da polica de Per-
nambuco 14 de agosto de 1860.
O escrivao Barros Crrela certifique em relato-
rio ao p desta, o que dedarou Domingos Fer-
reira Mala, quando interrogado nest/i repsrlico,
acerca do sua sahida clandestina desta cidade
para o Rio de Janeiro.Cumpra.
Alencar Araripe.
Em virludo da portara suppra, certifico, que
sendo interrogado Domingos Ferreira Maia acer-
ca de sua sahida para o Rio de Janeiro, dedarou
que liavia embarcado em navio de vela, no qual
seguir at o Rio de Janeiro ; nao sendo exacto
lerelle ido em vapor algum da companhia bra-
sileira de paquetes a vapor : o quo ludo consta
do respectivo aulo
E para constar passo a presente e don f. Ro-
cife 14 do agosto de 1860.0 escrivao, Franciseo
de Barros Correia.
NECROLOGA.
Hodie mihi eras Ubi.
Mais urna vida preciosa acaba de ceifar
a inexoravcl parca ? No dia 14 do corre-
le pelas 9 horas o raea da manhaa derxon
de existir Etm.'Sr.* J. Gerlrudes Maria
Gomes! A sua molestia zumbn dos es-
forcos da medicina acompanhados dos
maiores desvelos de seus carinhosos filhos
e prenles I A ausencia penosa, mas as
lagrimas que a pranleam. unom-se a sau-
dade o a consobeo? Dos a quiz para
si! Sua alma voou amansan dos justos
para ahi gozar a recompensa de suas vir-
tudes.
A Ierra {toseja leve ..
18 de agosto.
ACTO.
O' Santissima Virgem Maria mc de Dos, ain-
da vos contemplo no cenculo, em solidan e no
retiro, chei.i de saudades, e exhalando copiosos
suspirosa terna lerubranc que vos fez sentir tan-
to a ausencia de vosso lillio, exprimindo-vos com
a voz mais nlernecida. e pedosamenlo implo-
rando ao mesmo vosso amabilissimo tilho, que
vos levasse desla vida temporal para a celestial e
eterna, em sua companhia.
Elle vos otivio, e nao deleve a vossa amorosa
pelieao em qualidade de Mae ; elle vos ouvio a
vos que o tornastes visivel, o Iho destes o ser hu-
mano; e por tao justo motive fosies silva da en-
fermidade do crime original .santa por um pre-
vilegio desde o principio dos seculos ; pura e sem
mancha nem sombra da alpa herdada em todas
as potencias da vossa alma ; Ilesa, sublime, ef-
licaz medianeira. e excedida s por Dos : e de-
pois de doze anuos de sua inorte o resurreco
em cumpriinento de votos feitos ao vosso grande
amor, deo o despacho, conforme llie pedistes.
1 os digamos, Mara, quo a Omnipotencia nao
lem limites para v<3s ; e abundando em tantas
cxcellencias e gozos, o admiravel transito da
vossa morle, foi elle urasomno suave e profun-
do sobre a trra ; porm este momento foi um
aggregado de delicias, um deliquio de amor, um
xtasis suavissimo, bem como a luz, em seu vivo
taro! I Morle que foi vida Morle que foi sin-
gular, e fe(iz ; isenla das afieicoes, dores e temor,
quo a loda\ as crc/iluras perturba nesse mo-
mento. x--^_^/
Vosso precioso corpo, fragrant de celestial
aroma, descaneou sobro a ierra ; e depois no
seguinte da, segundo a lid promessa do Eterno,
desceu vossa alma bemdita para se Ihe reunir,
e ergue-se no sepulcliro, como o Filho de Dos!
ao tereeiro dia !
Resurga ein alta argloade, como Mae de Dos
Chela do maior esplendor, o prodigio nico, no-
vo, sublime, sem outroexempla, simbolisa as vir-
tudes e previlegios de que rostes enriquecida.
A gloria vos cerca, donse carissiraas vos adornam
que pasmo, que assombro a toda a humanidade
absorta! Victoria! eslende-se sobre os ngulos
da Ierra; esgolam-se os Cos em vosso louvor,
grecas immensas que a nenhuma outra alguma
crealura fora jamis liberalisada, e s a vos pela
Suprema Omnipotencia que os diques validos por
vos rompeo. Gheia de vida. Senliura da trnmor-
talidude, subs as azas do poder celeste ; trium-
phante e gloriosa!Acompanhada de Serados e
o Paraninfos, e das almas bemaventuradas
Assumpco iriumpiiai I W.>llHn.r..... i
Sobre a cpula que abrange a imoiensdada
Novo pharol vaiser da Dvinda le
Maria Sobre toda a preeminencia I
Os cos inquirera cheios de alegra
Se aquella que surgi astro brilhanle
Nao do verbo a rai, que os Santos i;uia ?...
A raioha celeste, a esposa amante,
Com hymnos e caotares de harmona ,
Assim subi ao impirio triumphante I
Recopilado das oracoes do finado padre Fran-
cisco Ferreira Brrelo, vigario collado da fregue-
zia de S. Pedro Goncalves.
Por J. B. O.
Alfandegra.
Rendimentododia la 14. 175:8649139
dem do dia 16......14:29832()
190.1623459
Movlraento da alfandegra
Voluntes eutrados com fozendas
com gneros .
Volumes saludos cora fazendas
com gneros
146
279
------ 425
191
137
------328
le cor
eos-
Silva. ."**
Dito Jos Alfonso dos Santos Bastos.
Dito Manoel Luiz Yires.
Dito Joao Gregorio dos Santos.
Capilo Jos Gonralvrsd* Silva.
Empregado publico Joaquim Jos Ferreira da
Penha.
Dito Francisco de Barros Correia.
Dito Hyppolito Cassiano Vasconccllos Albuquer-
que Maranho.
Dito Francisco de Lemos Duarle.
Dito l.uiz de Azevedo Souza.
Dito Francisco Ianacio de Atheyde.
Dilo Joaquim MiTelo Mariz.
Artista Ignacio Jos da AssumpQo.
Padre Francisco Peixoto Duarle.
Propiietario Jos Carneiro da Cunha.
Dito Bento dos Santos Ramos.
Empregado publico Belmiro Augusto de Almcida. s^5^/; ? Knarrafas dc vinho Brp"" *
i Aa c, u-__iu:... i 'tt"u, oo 11 irn
!'"'!* l'Vf"eheKar, uiandei pass.r a prese.-l
ladeeditos que ser aflix.da no lugar do
Dada ep'JSAdj pela iroprensa.
nambuco. aos 10 de agos\tr'-.d'. Jlecire de Per- i
Saraiva de Araujo Galvao, escrivao o subscreti.
Franeiteo Seraphico de Astis Carvalho.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Chrislo, e !
juiz de dreito especial do commerco desta ci- !
dade do Recite, capital da provincia de Per- i
nambuco e seu termo, por S. M. I. e C. o Sr.'
D. Pedro II, que Dos guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edlal virem e
delle noticia tiverem, que no dia 18 deste mez '
de agosto do corrente ano*, se ha de arrematar
em praca publica deste juizo e na sala das au-
diencias, os objeclos seguinles :
1C3 caixas francezas vastas a 500 rs cada urna,
total 51g500; 6 garrafas
m
Capilo Jos Anlo de Souza Magalhes.
Dilo Joao da Silveira Borges Tavora.
Artista Alexaodre dos Sanios Barros.
Empregado publico Pedro Jos Cerdoso.
Supplentes.
Os senhore3 :
Tenente-coronel Manoel Jos da Cn9ta.
lenle Decio de Aquino Fonseca.
Commercianle Flavio Ferreira Clao.
Despachante flellarmino de Barros Correia.
Proprietario Thora Carlos Peretli
ros com doce e 4 ditos com '
: gelea (variados) ; 19 garrafas rom licores finos :
a 13500 a garrafa, 289500; 7 ditas de marrosqninos
a 1S600,118200 ; 14 meias ditas de dito a 800 rs.,
11S200 ; 82 latas envernisadas a 800 rs 65S600 ;
19 f-ascos grandes de vidro com lampas a 640 rs.. '
12*160 rs.
Os quaes objeclos sao perlencentes a Ignacie
de Amorim Lima, c vo praca por execucao,
que lhe encaminham Joao Praeger & C. ; e'
nao havendo lancador que cubra o pre^o da ava-
publico Joaqun. Elias de Mour. {fStttZZEBXl' >* **"'\
Descarregam hoje 17 deagoto.
Barca inglezaBonitafazendas.
Barca inglezaJotih King objeclos para a es-
trada.
Barca inglezaMary Warroll idem.
Brigue inglezLondoncerveja.
Brigue inglezIsabellaferro e carvao.
Patacho porluguezJareodiversos gneros.
-Sumaca brasileira Hortenciafumo e charutos.
niportaco.
Barca ingleza John Kins;, vinda de New-Cas-
te, consignada a Roth & Bidouhc, manifestou o
guinle :
2 locomotivas com seus pertences, 13 ferros
asogados, 8,569 aguadores para os trunos, 121
toneladas carvo de pedra ; ao director da compa-
nhia da estrada de ferro.
Vapor naciooal Paran, procedente dos por-
los do norte, manifestou o seguinte :
1 embrulho ignora-se ; a Joao Maria Carioso
Lima.
1 caixa dilo ; a Nicolao Bruno.
35 saceos arroz ; a Almcida Comes, Alvcs
& C.
43 encapados tapioca ; a Miranda & Mello.
1 caixo ignora-se ; a Francisco Alves de
Pinho.
1 encapado dilo ; a Clemente do Araujo Lima
Jnior.
1 embrulho dito ; a J. C. Carneiro Mon-
teiro.
1 Misle dito ; a Joao da Silva Antunes.
1 caixa dilo ; a Manoel Ignacio de Oliveira &
Filhos.
1 dila dito ; a Teixeira Bastos, S & Compa-
nhia.
1 dita dita ; a J. A. Pereira.
1 balanja a Gulherme lluncique Offensau-
dot. '
Sumaca nacional Hortencia, vindo da Babia,
manifestou o seguinte.
8 cascos azeile de palma, 2 caitas fazendas, 2
ditas panno azul, 1 dita miudezas, 1 dila vidres e
looca, 1 realejo, 1 dita 'ouea c miudezas, 1 dila
camas de ferro e outras ferragens, 1 dila com col-
xoes de fezenda de algodao, 2 lavorios de ferro e
1 armacio de ferro de berco, 1 dila creos do
podra, 1 dila 1 cofre de ferio, 50 dilas passas, I
caixo fitas o cspartilhos, 46 ditos c 500 raixinhas
com charutos, 27 saceos lio de algodo, 83 fardos
algodao, 5 saceos colla, 45 barra o meias pipas
vinagre da Ierra, 2 ca xas, com tabaco em p, 15
fardos com fumo em folha, 82 ditos com algodao;
a ordem do diversos.
Consulado {geral
Rendimento.dodia 1 a 14. 13:049*963
dem do da 16....... 46343
Empregado
Gondim.
Proprietario Francisco Accioli de Gouveia Lios.
Empregado publico Dr Lourenco Trigo de Lou-
rero.
Proprietario Clorindo Forrcira Catas.
Dilo Jos Hygino de Miranda.
Dito Venceslao Machado Freir Pereira da Silva.
Dilo Joo Barlholomeu Goncalves da Silva.
Dilo Jos Barbosa de Miranda Santiago.
Dito Francisco Rufino Cordeiro de Mello. ,'eranle a cmara niumcipa.
Empregado publico Porfirio da Cunha Moreira Olinda.eslaro novamenlc em pregao nos dias 3,!
Alves. 10 e 1 / do mez de agosto prximo vindouro, para
Proprietario Miguel Archanjo Fernandos Vianna. sere,m arremalauos vot venia, na forma do arti-
Commerciante Jcs da Costa Brandao Cordeiro. g0 28 ua lei provincial n. 474 de 5 de niaio do
Proprietario major Manoel do Nascimenlo da Cos-; ann? de 1859- IfH'eiro que serve de niaiadouro i
ta Monteiro. P"blico, avallado em 400*. e o predio contiguo a
Commercianle Joaquim Fernandos de Azevedo,''"rea dp s- Sebastiao da mesma cidade, com 62
Arlista Geraldo do Amarante dos Sanios. | P?lm.s!!.(? r*n{<>< .em chaos foreiros, avallado
E paia que c.hegue ao conhecimento de todos,
mandei passar editaos, que sero publicados pela' I
mprensa e afiixados nos lugares do costume.
Cidade do Recife, 3 de agosto do 1860, 39. da
independencia e do imperio do Brasil.Eu Ma-
noel Maria Rodrigues do Nascimenlo, escrivao o
subscrevi.
Anselmo Francisco Peretti.
Perante a cmara municipal da cidade de
Dito Jos Joaquim Ramos c Silva.
Coran.creanle Andr Gulherme Brerkenfel.
Proprietario Joao Pacheco de. Queiroga.
Dilo lluino Gomes da Fonseca.
Dito Francisco Martins Raposo.
Tenente-coronel Feliciano JoAquim dos Santos.
Artista Manoel do Nesciinenlo Vianna.
Desembargador Manoel Rodrigues Villares.
Artista Jos Nunes de Oliveira.
Dito Francisco Mendes Mailins.
Empregado publico Francelno Auguslo de Hol-
landa Chacoin
Commercianle Joaquim Jorge de Mello.
Professor Dr. Joaquim de Oliveira Souza.
Arlisla Jos Lucas Rodrigues Machado.
Ouiro sim convido os cidados qualificados vo-
tantes para que comparecnm no da e lugar cima
indicados, alim de darem seus volos sendo que
apresenlarao duas listas, una com o rolulo paro
juizes do dislncto tal, e outra com o rolulo para
vereadores da cmara municipal desta cidade,
contendo aquella quatro uomes, e estas nove :
era 2:000, visto nao terem apparecido licitantes
as pracas dos dias 22 c 29 de selembro, 6 e 27
de oulubro do dilo anno : os prelendenles podem '
comparecer no paco das sessoesda mesma cma-
ra nos refeiidos dias.
Paro da cmara municipal da cidade de Olinda
em sessao ordinaria de 27 de julho de 1800.
Joaquim Cavalcanti de Albuquerque,
Presidente.
Eduardo Daniel Caveleanti Vellez de Curvara,I
Secretario.
O Illra. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, manda fazer publico, que as arremalac.es
dos impostos da comarca de Flores e municipio de
! Cimbres foram transferidas para o dia 16 do cor-
i renle, sendo as habililaedes no dia 1 i do mesmo.
E para constar se mandou afilxir o preenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 11 de agosto de 18GO. O secretario,
Autonio Ferreira d'Annunciaeo.
Tendo sido declarado vago por decret de 2
bem cemo nao sero apuradas as listas, que con- ,roven,uro ". a''"o passado o officio de cscri- ;
tiverem nomes riscados ou substituidos por ou- ; ,a0 ?" Proveaona de capellas c residuos do ter- |
tros, segundo o disposlo no3 arls. 50 e 51 da ci- i "-' 0oi1;,"na por "npossibiltdado do serventoa-;
Diversas
Rendmento do dio
dem do dia 18. .
provincias.
a 14. .
post
tada lei, e licarao sugeitos mulla de IOS, os '
que sem motivo justificado deixarcm dccotnpa-'
recer.
E para conslar mandei passar o prsenle quo
sera atlixado no lugar do costume e publicado
pela mprensa.
Dado e passado nesla cidade do Rirife, aos 6 I
de agosto de 1860.Eu Francisco de Barros Cor-
reia, escrivao que o escrivi.
Antonio Carneiro Machado ios.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Chrislo, e
juiz de dircito especial do commerco nesla ci-
dado do Recite e seu termo, provincia de Per- j
nambuco, por S M. o Imperador, a queru Dos
guarde, etc.
Faro saber aos que o presente edital virem, e
delle noticia tiverem que no dia
---------------- do crreme anno se ha de arrematar em p
13:503s397 '' publica deste juizo e sala das audiencias os bens
seguinles : diversas pecas de obras de prala com
rio Joao Jos da Cunha Menezes, conforme foi
communicado por aviso do ministerio da justi- '
ca de ISdaquelle mez, S. Exc. o Sr. presidente I
da provincia assim o manda fazer publico alim
de que os prelendenles ao mesmo ofl'uio se ha- I
vililem na forma do decreto n. 817 do 30 de ogos- i
lo de 1851 e aviso n. 252 dc 30 de dezembro de
1854 e apreseniem seus requerimentos no prese
de 60 das contados desta data, certos de que o '
que for nomeado tica obrigado a prestar quelle
servenluario a lerca parte do rendmento, segn-
do a respectiva lolaco de conformidade com o
que dispc o art. 2." do decreto n. 1294 de 10 de
dezembro de 1853.
Secretaria do governo de l'ernambtico, 9 de
agoslo de 18R0.U secrelario do governo, Joo .
fndrignes Chaves.
i 18 de a"osto! Anselmo Francisco Peretti, commendador
atar em praca da imperial ordem da Rosa e da de Chrislo, e
o peso de 2352 oilavas'a 300 rs. a oitava, res
897y73l 750^600 ; 33 Irancelins chatos cora 200 oilavas a
52JJ520 53 a oitava, 1:000$; 2 rosarios com 8 oilavas
--------! ambos por 40j); 110 anneis com pedras e sem el-
9503251 | las pesando74 oilavas a 5g a oitava, 370jj; 15 pares
juiz de direito especial do commerco desla ci-
dade do Recife de Pernambuco e seu termo,
por S. M. I. e C, que Deus guarde etc.
Paco saber aos que o presente ediial virem, e
delle noticia tiverem, que a requerimenlo de Jos
Luiz Pereira, acha-se al.erta a sua fallencia pela
sentones do theor seguiule ;
Mostrando Jos Luiz Pereira, commercianle
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia 1G de agosto de 18GO
Lisboa Brigue porluguez Soberano, T. de A.
Fonseca & Filho, 214 saceos assucar branco,
14 ditos dito mascavado, 100 saccas algodao.
E-vportacao.
Havre, brigue frailees Belom, de 249 lono-
. che- liadas, conduzioo seguinte :122 saccas algodo,
gais a celestial morada, cheia de jubilo, cercada 1,800 couros verdes, 6,922 dilos salgados.
de estrellas, vestida do sol, e calcada da loa, de- Hecebedoria de reatlas internas
cantada pelos santos, adorada pelos anjos. ador- eraes de Pernambuco.
nada de luzes.de grabas, eennobrccida com per- | Rendmento do dia 1 a 14. 16.1091806
fe.cuesd.vinasnocen.ro da turba anglica, pre- dem do dia 16. ... 779>244
cedendo ao cortejo das virgens e do lodos os cor-
de argolas corladas com 16 oilavas a 43a oitava,' .:',-, .rereira; commercianle
69; ildilasdelilagran cora 8 oilavas a 4$ a r. ,Tn l'"m '"J" oitava. 323 ; 85 parel de argolas lisas com 18 oi- i''; Bhaicr.cessado os seus pagamentos, decla-
avas a 43 a oitava, 72R ; 4 cumas de tilagran d l0(.Pcr,>'ra cni oslado de quebra, cujo termo
SOBRE A CAMPA
DA
Innocente Florinlia, fllha legitima
do lllin. Sr. Dr. Lula Duarte le
reir, actual diere de polica in-
terino da provincia de Sergipe e
da illustrissima e excellentissi-
ma senhora dona Carlota ll>-a<
Duarte Pereira.
Nao chorem 1 que nao morreo
Era um anjinho do co
Oue um outro anjinho chamou !
Ers urna luz peregrina,
Era urna estrella divina
Quo ao firmamento voou I
(Alvares de Azevedo.)
Mais urna estrella de fulgor jocundo
No co da vida se apagn sorrindo ;
Mais urna esp'ranca so murchoii no mundo
Mais urna flor, inda em boliio, s'abrindo I
Candido lyrio ao vendaval cahira,
Mal sorrira a manhaa no cthereo assonto !
Mal da aurora no pranto presentir
Que nova seiva lhe daria alent I
Tinha um nome to doce e tao divino,
Qual brando som de anglica cancao :
De seus pas era um sonho peregrino,
A mais virosa e mgica illuso.
Nos brincos infanlis, nos riso d'clla
Do delicias um co se llios abria
Do bonanca era a mais lmpida estrella,
Que no co da existencia Ibes fulga.
Candido lyrio ao vendaval cahira,
Mal sorrira a manhaa no elherco assenlo !
Qual meigo canto de suave lyra,
Sua alma rcraontou-se ao firmamento.
Nao chorem p6la crianca :
Foi um hymno de esperanza.
Que a torra Deus enviou ;
Foi uraa prece innocente.
Que ao throno do Omnipotente,
Como incens, so clevou.
Chora um pai magoado e afllicto,
Quando seu filho proscripto
Do exilio o solo deisou ?
Chore o co, quando pomposo
Se ergueu o sol radioso,
E o brilho aos astros roubou?
lezaos celestes
Os hymnos que vos dirigiam exprimiam :
Quera esla que surge como a brilhanle aurora,
como a la esclarecida, bem como o sol espar-
indo seus raios, sobro o domado horsonle ?
Quera e osla mulber (orlo, que pisou o drago,
que veuceo o peccado, e foi cheia de todas as vir-
tudes, que relicitou o mundo, e que glorifica o
paraso ? Quena esta crealura sublimada sobre
todas ssjeraehias celestes da creaco, inferior
smente ao ser Supremo? E' Maria a Mae do
Salvador, e do genero humano; a Me do Filho
de Dos, e do rei da Glora, esposa do Santo Es-
pirito Filha dilectsima do Eterno Pai I Abri-
vos do lodo, ureas portas do Eterno! Recebei
a Santa Virgem A mais pura, a mais be...
maisfurmosa herona de todas as filhasdc Siao
Hosana, hosana, in excelsis, sejam bem ditos to-
dos os que a louvarcm Seja cordada pela San-
lissma Tiindade, suba ao throno da sua gloria,
viva eternamente e reine para todo o sempre a
dextra do seu Filho Princeza do Co, Imperalrz
do universo, corredemptora do mundo, Maria
Imraaculada, cinge o auguslo diadema do Mae de
Dcos.^Titulo sem par; dignidade sem segunda,
glorilicacao bem merecida, os ncolas do Empy-
rio vos louvam, vos saudam, vos proclamara San-
la, tres vezes Sania, por obra do Espirito Santo !
Astros, Cos, montes e mares, nnivcrso e nalu-
reza, ludo se reno em vosso louvor Formo-
sura dos anjos, c encantos da ierra, estrella do
mar, n'um Co transparente, oh I Maria Virgem
prudentissiraa, quem pode descrever o vasso dom
excelso, misterio inexplicavel da vossa grandeza,
a olerceo da vossa gloria, o eslrondo de vossas
maravilhasl Eotre as torrentes da graga, venCesle
a morle Picando livre ab eterno c isenta'de ludo
no sciojnexiinguivel da luz !
Eia, pois, 6 mai dos peccadoresl! Creou-vos
o Omnipotente, tao excelsa e singular, e reconhe-
cendo em vos a mais perfeita dc todas as suas
obras, vos levou ao mais alto gro de perfeijao
nessas alias abobadas, onde eslaes collocada,
cima dos anjos e gozaes lao dc perto da mages-
16:885fi050
Movimento do porto.
com 22 oilavas a 5 a oitava. 110 ; 5 medalhas
(com o peso de 7 oilavas a 4j a oiiava, 200 1
Iruz para rosario com 2 oilavas por 8>; 3 casso- i
celas com 6 oilavas a 6 a oilava, 36 ; 4 varas
e meiade cordo com 32 oilavas a 4jj> a oitava,
I28J v'aras e meia de trancelim com 23oitavae
a 45 a oitava, 92#; 2 varas de collar com 7 oilavas
a 'iga oitava. 28j> ; 10 resplandores de ouro com
21 oilavas a 5J a oilava, 105#; 6 cadeias dc col- 1
lele com 39 oilavas a 59 a oitava, 195$ ; 8 adere- |
eos de ouro completos com 60 oilavas a 5,7 a oi- '
lava, 30# ; 100 pares dc rosetas com 118 oilavas
a 5c a oilava, 59Lij>; 35 meios adereros com o
peso de 139 oitavas a 5jj a oitava, 695 ; 30 pul- |
cairas sendo urna de coral com 160 oitavas a 53
a oilava, 8008:15 pares de brincos com 26 oilavas
a
legal xo a contar do dia 28dejunho prximo
passado.
Nomelo cuiadoroo Curaos os credoies Saunders
Brothers & C e depositario interino Ilen.y Gib-
son, o prestado por aquellos o juramento do es-
lylo e por este termo de deposito, ser esta sen-
lenca remedida por copia ao juiz de paz comp-
leme para a apposicao dc sellos, que ordeno se
ponham nes bens, li'vros e papis do fallido.
E feila a publicacao da presente nos lemos
dos arls. 812 do cdigo e 129 do regulamenlo n.
738, seguir-se-hao as ulteriores diligencias, que
0 dilo cdigo o regulamenlo eligem
Recife -i de agoslo de 1860.Anselmo Francis-
co Peretli.
na ra das Larangeiras n. 19 da [reguezia de San-
to Antonio do Recife avaliada em 2:5005, os
bens sao pertcncentes a Joao Paulo de
A'oi'io sahido no dia 14.
Portos do norte Vapor nacional Cruzeiro do
Sol, commandaule G Mancebo.
Souihampton e portos cnterniediosVapor in-
glez Tyne. commandanle Jcllicoe.
Navio sahido no fin 15.
Portos do sulVapor nacional Paran, com-1 "ara a arremalacao feila pelo preco
mandante capilo tenente Jos L. de N. Tor- ?n com o abale da lei.
E mais se nao continua em dita senlenea aqui
menlo, declararam que nao ace.lavaui a curado-
ra, esubindo os respectivos aulos minha con-
quaes bens sao pertcncentes a Joao Paulo de I''V^t-STST*hWt- tZOV"2*2*5''
Souza, e vo a praca por execucao que lhe enea- rjA ^f!* C^% '% 6 "'n",' rr"r;,tlu"-,s "s"
micha: Miguel Archanjo do Figudredo e nao ha- i JfSLJ*f''"fZX &r ?S ?"" K
larao o juramento do estrlu. Recife 8 de agoslo
sendo lancador que cubra o preco
rezao.
Navio entrado no dia 16.
a e a Terra Nova 40 diasFatarho Inglez Busy. de
170 toneladas, capilo Henry Wallers, equipa-
gem 8, carga 2,400 barricas com bacalho;
James Crabtree & C.
Navio sahid'i no mesmo dia.
Philadelphia Barca americana 'Imporador.
capilo Ilubbard, carga assucar.
Editaei
E para uuo ohegue ao conhecimento
mandei passar editaos que sero publicados pela
mprensa c adixados nos logares do costume.
Cidade do P.ecife de Pornambuco, aos 26 de
julho de 18C, 39. da independencia e do impe-
rio do Brasil.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimenlo, es-
crivao o subscrevi.
4ji.se/mo Francisco Peretti.
O Dr. Innocencio Seraphico de Assis Carvalho,
juiz municipal supplente do civel e crime da
primeira vara nesla cidade do Recife, provincia
de Pernambuco, em virtude da le, etc.
Faro saber aos que a presente carta virem. em juramentado o escrevi.-Eu Manoel
como* Paulo Gaignaox me fez o petico do Iheor urigues do Nascimenlo, escrivao oso
seguinte :
Diz Paulo Gaignaux, que lendo de propOr ac- 1
o ordinaria aos herdeiros de J. Chardon, para j juiz municipal suppleole da 1.a vara da cidade
! haver a importancia da letra de 1:4009, que sen- I do Recife de Pernambuco pr S. M. o lmpera-
lor da artoba 3200, 30 0[o80S ; 2 barricas com do aceita por Amalia de Figueiredo Brito, lhe foi j dor, que Dos guarde etc.
grelhas para fogoes, pesando 38arrobas, valor da i endossada por dito Chardon, e cuja quantia foi j Fago saber que em virtude da recoramendaco
arroba 3200, 30 0/o 121J600. depositada por dila Amalia, e estando ausentes, do Exm. Sr. presidente da provincia, datada'de
Alfandega de Pernambuco, 16 dc agosto de c em lugar nao sabido, os filhos do dilo Chardon, 13 do corrente mez. convoco exlraordinariamenle
1860.O inspector, Bento Jos Fernandes Barros. que sao Emilio Chardon, j emancipado e Joo o consclho municipal de recurso para o dia 26 do
O lenenle-coronel Antonio Carneiro Machado Rios,' Chardon, que ainda o nao est, e que aqu te- mesmo mz, afim de lomar conhecimento das
official da imperial ordem da Rosa, juiz de paz presentado por seu curador, requei a V. S. que o reelamacoes desatlendidas pela junta de qualifi-
raais votado do primetro districto da freguezia {admita a justificar as raais ausencias, era lugar cacao dsfregurzia de S Frei Pedro Goncalves
do SS. Sacramente do bairro da Boa-Vista do nao sabido, afim dc que julgada se proponha a
termo da cidade do Recife dc Pernambuco, em competente aeco, na qual se expor a pedido,
para todos os termos da causa
Pela inspeceo da alfandega se faz publico
que no dia 20 do corrente, depois de meio dia
se ho de arrematar em hasta publica, sendo a
arremalacao livre de direilos aos arrematantes,
as seguinles mercaderas : diamanlc JN, 50 por-
tas de ferro para fogoes, pesando 25 arrobas, va-
dd ad'5d?caJ-lde 1860:-A- '' **
a a ju ica-. E mns s( n-0 j^jyni,, em t;l| (iCSpacn0 aqui
de todos i tr'1QScrnit0. e para cumprimento da minha sen-
' : tenga, convoco a' lodos ns credores do referido
I fallido para comparecerem na sala dos audito-
I rios no dia 18 do corrento mez s 10 horas da
; manhaa, alim dc so proceder a nomeago de
j deposilario ou depositarios, que ho de receber
;e administrar provisoriamente a rasa fallida.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
j mandei passar editaes, que sern publicados e
aflixados nos lugares designados nos sobreditos
! artigos.
Cidade do Recife 13 de agosto de 1860.Eu
Adolpho Liberato Pereira de Oliveira, escrevente
Maria Ro-
bscreri.
A?isemo Francisco Peretli.
O Dr. Innocencio Seraphico de Assis Carvalho,
virtude da lei, etc.
Faro saber que em conformidade
com o dis-
tade una o trina I Lembrai-vos que sois mi, en-! posto na lei regularmente das eleicoes n. 387 de
t pomos ao vosso filho amado, para que, M de agosto de 1846, e em execucao da circular
Jo nos o raysterio da vossa assuropco i expedida pela cmara municipal, que no dia 7 de
corprea ao seio da eternidado, possimos pe'les setembro prximo futuro se lem de proceder a elei-
merecimentosdo mesmo Senhor ver-vos, glorili- cao de juizes dc paz dosdisiridos desta freguezia
car-ros, bemdizer-vos como todos os anjos, to-
dos_os Santos, todos os beraaventurados vos sau-
darao era vossa feliz assumpcao, e ainda hoje in-
cessauteraenlc vos glorificara na manso eterna.
Amen.
A ASSUMPCAO DE MART SANTI63IHA.
Soneto. 1
Quem esla, que o co tanto ongrandece*
Que surge do sepulcro luminosa ?
Espande luz raais pura, mais formosa,
Qu'essa luz, que ntreos anjos resplandece?!
Quem esta, a que o co todo obedece ?
E assume delle aos eltos, gloriosa ?
Sania o innocente, araavel, porlcntosa,
Bella como a manhaa quando alvorece?
E' Maria lO' abysmo de grandeza !
Eniro os Seres Celestes mais ostenta
Excellencias, virtudes e pureza.
Resurge, a humanidade se aviventa ;
Sose ao co, toma anglica belleza,
E Dos dexlra sua a eleva e assonta !
AO MESMO ASSMPTO.
Soneto.
Maria dorme o sorano dn innocencia,
Surrindo morle, voa eternidade :
De Dos perante a gloria c magestade
Sobe de cos era cos, a alta eminencia!
e vereadores da cmara municipal dosta cidade .
pelo que convoco os eleitores e supplentes, abaixo
declarados, para que no dia oprazado, comparecara
no corpo da igreja matriz, as 9 horas do dial na
conformidade do disposto nos arts. 4, 5 e 41 da
citada lei, afim de que tenha lugar a orjjaiHJo-
mo d- =ictttr-[Kiiucniai, que tein de receber e apu-
rar as lisias dos votantes, certos os eleitores e
supplentes, que a mesa ser organisada segundo
o disposto no 1." art. 1. do decreto n. 842 de seguinte
19 de selembro de 1855, combinado o art. 4. *' uio*
sendo as citar-oes
inclusiva a execucao.
Pede a V. S. Ilra. Sr. Dr. juiz municipal da
primeira vara, assim lhe defin. E R. M.Mi-
guel Jos de Almeida Pernambuco, procurador.
Nada mais se continua em dila petico aqu
copiada, na qual dei o despacho seguinte :
Distribuida. Justifique. Recite 20 de julho de
1860.Seraphico.
Distribuico.A. Saraiva.Oliveira.
Mais se nao conlinha em dila petico, despa-
cho e distribuico, depois do que n autor justi-
ficante urnvou inocrici-tfo lugar e residencia
dos supplicados, vista da prova testemunhal,
que produzio, e feilo-me os autos conclusos, pro-
fer a minha senlenea do theor, verba c maneira
seguinles do decreto n. 1812 de 23 do agosto de
1846 ; e do que ficaro sugeitos a multa corarai-
nada no art. 126 5 n. 2 da mesma lei os que
sem impedimento legal deixarem de compa-
recer.
Eleitores.
Os senhores :
Simplicio Jos de Mello.
Major Jos Joaquim Antunes.
CapitD Amaro de Barros Correia.
Tenente-coronel Antonio Carlos de Pinho Borges.
Dito Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
Dr. Bento Jos da Costa.
Tenente-coronel Thomaz Jos da Silva Gusmo.
Proprietario Vicente Antonio do Espirito Santo.
Empregado publico Thomaz Antonio Maciel Mon-
teiro.
Capitao Jos Maria Freir Gameiro.
Empregado publico Dr. Luiz de Carvalho Paes
de Andrade.
Dito Manoel Coelho Cinlra. *"
A' visla das testeraunhas de folhas6 a folhas7,
julgo provada em lugar incerlo a ausencia de
Emilio Chardon e Joo Chardon, e mando por
isso que se passe cartas de editos, com o prazo
do 30 dias para seren elles citados, segundo foi
requerido a tullas 2, e pague o justificante as
custas. .
Recife 8 de agoslo de 1860.Innocencio Sera-
phico de Assis Carvalho.
Attendendo ao que cima fica exposto, mandei
passar a presente carta de editos com o requeri-
do prazo de 30 dias, por meio da qual chamo,
cito e hei por citados aos ditos supplicados, para I
desla cidade, a qual terminen os seus trabalhos
depois do incerramcnlo das sessoes ordinarias do
referido consclho. As sesses sero feilas em
urna das salas da cmara munieipal, e os traba*
Ihos comecaro as 9 horas da manhaa, devendo
os interessados apresentar os seus recursos nos
primeiros cinco dias da reunio de conformidade
com o decreto n. 511 de 18 do mareo de 1847.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 14 de agosto de 1860. Eu Joo Sa-
raiva de Araujo Galvao, escrivao o escrevi.
Innocencio Seraphico de Assis Carvalho
O Dr. Antonio Epaminoii48_fio W-r-oflreint da
ininpnol "jo da iii.sn e i JUIZ de paz do Io
districto da freguezia do S. Sacramento do bair-
ro de Santo Antonio do Recife, etc.
Faco saber que achando-se designado o dia 7
de setembro prximo futuro, para a eleiro de
juizes de paz do Io e 2o districto desla.freguezia,
e de vereadores deste municipio, segundo as or-
dens da presidencia, que me foram communica-
das pela cmara municipal, e em cunvprimouto
do disposto no art. 92 da lei n. 337 de 19 de
agoslo de 1846, devem os eleitores e supplentes
desta freguezia em n. de 58 nella residentes,
comparecer as 9 horas do supradito dia, em o
corpo da igreja matriz desta freguezia afim de se
organisar a mesa parochial, Picando os que dei-
xarem de comparecer, sera motivo legitimo, su-
jeilos a mulla comminada no art. 126 50 n. 2
da cilida lei, cujos nomes se soguera :
Eleitores.
ligano Icnancio Henrique de Resende
Capilo Firmino Jos de Oveira.
Major Claudino Benicio Machado.
Tenenie Silvino Gulherme dc Barros
ru,''rJ-0 M??el Antonio de Jess Jnior.
Capilo Joao Alhanasio nvitntu,-"
Empregado publico Joo Manoel de Castro.
Tenente-ceronel Rodolpho Joo Barata de Al-
meida.
Proprietario Antonio Luiz dos Santos.
Alferes Joaquim Francisco de Torres Gallindo.
Tenente Francisco de Paula Machado.
Commercianle Joaquim da Motta e Silva.
Empregado publico Joao Pereira da Silveira.
Arlista Gulherme Pinheiro Rosa.
Artista Antonio Francisco Gon-alves.
Artista Jos Luciano Cabral.
Alferes Barlholomeu Quedos de Mello.
Empregado publico Marcolino dos Santos Pi-
nheiro.
Alferes Francisco Lucas Ferreira.
Supplentes. '.
Os Srs.
Capitao Antonio Augusto da Fonseca.
Dr. Joaquim de Aquino Fonseca.
Dr. Antonio Jos da Costa Ribeiro.
Tenente-coronel Justino Pereira de Parias.
Empregado publico Joo Francisco Bastos.
Capilo Jos Luiz Pereira Jnior.
Dr. Joo Francisco Teixeira.
Dr. Joao da Silva Ramos.
Brigadeiro Joaquim Bernardo de Figueiredo.
Dr. Deodoro Ulpiano Colho Catanho.
Dr. Francisco Ferreira Marlins Ribeiro.
Escrivao Floriano Correa de Brillo.
Dr. Jos Flix de Brillo Macedo.
Dr. Antonio Jos Alves Ferreira
Empregado publico Manoel da Silva Ferreira.
Capilo Flix Francisco de Souza Magalhaes.
Dr. Carolino Francisco de Lima Santn.
Commercianle Francisco Antonio de Brillo.
Commercianle Antonio Jorge Guerra.
Proprietario Jos Francisco Carneiro
Proprietario Jos da Fonseca e Silva
Commerriante Sveriano Jos de Moura.
Artista Domingos Nunes Fetreira.
Capilo Frsncisro de Souza Reg Monteiro.
Artista Francisco Jos Correa de Queiioga.
Commercianle Caelano Silverio da Silva.
Arlista Rufino da Costa Piolo.
Commercianle Silverio Joaquim Muniz dos Santos.
Commercianle Joo Panlo de Souza.
Arlista Jnaquim Mililo Alvez Lima.
Assim lambem convoco a todos os cidados
qualificados votantes nesla freguezia, cujos no-
mes foram inscriptos na lista affixada na referida
matriz, pata pessoalmenle comparecerem a dar
seus votos na forma do art. 100 da mesma ; ob-
servando-Ibes, que nao sero admiltidas as se-
dulasdos volantes que nao comparecerem pes-
soalmenle. bem como as que conliverem nomes
riscados. alterados ou substituidos por ouirop,
como expressarnenle declara o art. 50 desta lei, e
que sero multados na quantia de IO9OOO, na
forma do art. 126 8 7o os quo sem motivo legal
deixarem de comparecer.
E para que a lodos conste, mandei fazer o pre-
sente, que ser atlixado nos lugares mais pbli-
cos desla frenuezia e publicado pela imprensa.
Recife, 4 de agoslo de 1860.Eu Joaquim da
Silva Reg, escrivao que o escrevi.
Antonio Epaminondas de Mello.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desla provincia, em cumprimento de or-
dem de S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
manda fazer publico que oslar em hasta publica,
perante a mesma thesouraria, no dia 25 do cor-
rente mez, as 2 horas da latde, o aforamento do
dous terrenos de marinha, ouli'ora alagados, sob
ns. 376 e 377 entre a ra do Brum c a do caes de
Apollo, contiguos as casas do commendador Jos
Pereira Vianna eMesquila <3t Dulra. Os prelen-
denles podero comparecer no dia e hora de-
signados thesouraria onde se far a arremata-
cao. Secretaria da thesouraria dufazendade Per-
nambuco 13 de agosto de 1860.O ofiicial maior
interino, Luiz Francisco de Sampao e Silva.
Declara$es.
CORBEIO.
Pela adminslraro do correio desta provincia
se taz publico que as malas que deve conduzir o
vapor cosleiro Persinunga com deslino Ta-
mandare a provincia de Macei, sero fechadas
no da 2U do corrente, s 3 horas da tardo em
ponto.
Consulado de Franca
Em Pernambuco.
O cnsul de Franca, penetrado de reconheci-
mento pela boa volitado com que S. Exc. Rvma.,
o Sr. presidente e a maior parte das autoridades
civeis e militares dessa provincia comparecern!
ao Te-Deum no dia 15 do corrente, para o qual
tinha tido a honra de as convidar, roga-lhes que
sedignem aceitar, por este meio. seus agrideci-
meulus os mais sinceros ; igualmente os dirige
a acuelles dos seus collegas que se dignaram as-
sistir a essa ceremonia e ao pequeo numero
d'aquelles que de conformidade com os usos e
regulamentos arvoraram suas banJeras naquele
dia : elle agiadeco emfim a lodos os seus com-
patriotas o seu ardor e a nova prova de afieieo
que se dignaran dar-lhe nesla circunstancia.o
cnsul, l'c. de Lemon.
Consulado dc Franca,
Um manuscripto distribuido em numerosos
cxeinpiares na occasiao da celebraQo do Te-Deum
de 15 deste mez, dispertan a beneficencia das
pessoas assistenles, em favor de um joven orphao,
lho de Jacques Antonio Feoderick, morto ha
poneos mezes. No caso que alguma de enlre ellas
deseje corresponder a este appello e soecurrer
esto pobre menino, o cnsul de Franca lem a
honra de avisa-las que dala do hoje elle rece-
bera no seu consulado as ofTerendas que so dig-
naren) fazer ao referido orpho.O cnsul, Yle.
de Lemon.
Correio gcral.
Relaco das cartas seguras, vindas do sul
pelo ^"por Cruzeiro do Sul pora os scnliores
abaixo declarados :
Augusto Cesar de Menezes Carneiro.
Cnsul de Portugal.
Francisco Pinto Pessoa.
Goocalo da Silva Forte.
Jeionymo Pereira Villar.
Joaquim Antonio de Magalhaes Castro.
Joaquim Pereiri da Costa Coelho.
Joo Candido da Silva.
Jos do O' de Almcida.
Jos Ramos da Cruz.
Manoel Alves Guerra.
Consclho de compras navaes.
Tendo de promover-se a acquisico dos objec-
los de material abaixo eclarados, manda o con-
selho fazer publico que tratara disto em sesso de
18 do correte mez, visla de proposlas em car-
las fechadas acompanhadas das amostras do qne
couber na possibilidade, entregues nesse da at
as 11 horas da manhaa.
OBJECTOS.
Para o consumo do arsenal e navios.
Ancorlas dc 2 a 7 quiotacs 9.
Ureu 10 barris.
Colheres dc ferro 100.
Caivetes de aparar pennas 25.
Cabo de linhode aSpollegadas 50 pecas.
Colches 50. .
Estopa do algodo para Hmpar macnioismo
42 arrobas.
Ferro inglez dc 4(8 10 varoes.
todo o contheudo na petico aqui transcripta: Os Srs.
portanto todas as pessoas, prenles, amigos e co-1 Coronel Domingos Alfonso Nery Ferreira.
nhecidos dos referidos supplicados lhes facara Dr, Angelo Henriques da Silva,
certo de que por este juizo ficam citados, para Tenente-coronel Sebastin Lopes Guimares.
todos os termos da acolo competente, afim de
que dentro do referido prazo de 30 dias compa-
recnm oeste juizo para allegarem o que fdr a
bem do seus direilos, sob pena de revelia, e para
que lodos lenham noticia, c ao conhecimento
Dr. Antonio Rangel de Torres Bandeira.
Dr. Autonio Epaminondas de Helio.
Empregado publico Caelano Pinto de Veras.
Escrivao Joaquim da Silva Reg.
Alferes Caelano Jo Mendes.



.
'
Dito dito de 5(8 10
Dito dito de 618 10
Dilo dito de 7(8 10
Dilo dilo de 8|8 6
Dito dito dc 9i8 6
Dito dito de 10|8 6
Dilo dilo de 11 [8 6
Dito dito de 12|8 6
Graixa do Rio Grande 80 arrobas.
Gomma graixa 12 frasquinhqs.
Lanternas de patente 6.
Lixas de vidro 200.
Linhegera para saceos 300 varas.
Navalhas de morinheiro 100.
Pevilhoes de navio 2.
Papelo 500 (olhas.
Papel baeta 6 arrobas. *
Pregos de cobre para forro 5 arrobas.
Papel hollanda 2 resmas.
Popel borrador 10 cedemos.
Piassava 5 molhos.
Peonas de ave para escrever 10 maros.
Remos de lila dc 12 a 18 ps 100.
Sondareza 4 pegas.
Tinta prela 20 lalas.
Tinta para escrevor 20 garrafas.
Travs de qualidades 100.

Vv'-Vr-'^-
*_
ILEGfVEL
>v


)______
rL
MARIO D PERSMBTJCO. SEXTA PEIRA 1? DE AGOSTO dC 1860.
TravesseirosO.
Talheres 97.
Para as obras do porto.
Comento claro de Bolonhn i '>"" '
saia ao conseino de compras navaes em 13 de
agosto de 1860.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
O novo banco de
Fernambiaco reoet-pA -:
. ^.iti para serem re
colhdas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emisso do banco.
THEATRO DE S. ISABEL.
GOHPANHIi LRICA DE G.MARINANGELI
Sabbado 18 de agosto.
W recua de assignalura c oilava para os camarotes da primeira serie
Representar-se-ha a opera em dous actos de Rossi :
N. B.Para equilibraras recitas que perder
Jar-sc-hac algumas de assignalura nos sabbados
Principiar s 8 horas em ponto
m na semana passada os senhores assignantes,
Avisos martimos.
REAL COMPANHIA
Anglo-Luso-Brasileira.
O vapor Brasil, espera-se dos poriosdo sul do
:. i la I do corronte, e seguir para Europa
depois da demora do costume : para passageiros
emominendas trala-sc com os agentes l'asso
Irmos.
Para a Babia.
A veleira e bem conhecida sumaca nacional
Hortenci, pretende sabir cora muita brevida-
de, tem parte de sen carregamenlo prompto, pa-
ra o resto que lhe falta trata-sc cum os seuscon-
signatarios Azevedo & Mondes, no seu escrioto-
lio, juada Cruz n. 1.
Leiles.
LEILAO
DE
REAL COMPANHIA
Anglo-Luso-Brasileira.
Espera-se da Europa do 18 a 20 do correte o
vapor Jason, que seguir para os potlos do sul,
cpois da demora do costume, para passageiros
etc., trata-se com Tasso Irmos.
Para o Rio de Janeiro.
Va seguir nestes poucos dias por ter
urna parte da carga prompta a veleira
barca Recife, para o resto da carga,
passageiros e escravos trata-se com Ma-
noel Francisco da Silva Carneo, ra do
Vigario n. 17, primeiro andar.
Para Lisboa sahe impretorivelmenle at o
O agente Hyppolito autorisado por
urna pessoa que se pretende retirar pa-
ra lora da cidade, ara' leao de um
grande sitio na estrada da Victoria,
com 143 palmos de frente e 4 de tun-
dra e cal, com 40 palmos de frente e
70 de fundo, acabada ha mezes, com
2 salas, 1 gabinete, 4 quartos, cosi nha
fora, cocheira, estribara, casa para
pretos, cacimba, com boa agua para
beber e bomba, murado pela frente e,
cercado pelos lados com cerca de limao,!
cxcellente banhoe bastante arvoresu-
tieras.
"------n" w."*5quiUi Ut-^qTlju ron-
seca, tendo regressado com sua familia
do Poco da Panella ao Recife, continua
a dar consultas medicas, na casa de fu
residencia, na ra Nova n. 14, das 6 as
9 horas da manhaa, e das o as 5 da tar-
de, e fra destas horas oceupar-se-ha com
os doentes de sua el nica, comooutr'ora.
DO
Rio de Janeiro
Praca da Independencia n. 22
Acham-seexpostos venda os bilheles, meios
e quartos da 28a lotera do estado sanitario cujas
listas se esperara at ao dia 20 do corrente pelo!
vapor portugus e os da 35a da Empreza .yrica,
dos quaesteremos pelo vapor brasileiro que se
espera no tira desle mez-
Santos Yieira.
Trecisa-se de urna ama para casa de pouca
familia: na ruada Ponte Vclha n. 14, casa que
tema frente piulada de vermelho
Quera annunciou urna morada de casa torra
no bairro de S. Jos para vende-la ou trocar
por escravos, dirija-se a Camboa do Carmo n.
19, primeiro andar.
Na loja n. 41 da ra da Cadeia do Recife,
tem urna carta para ser entregue pessoalmentt
ao Sr. Joaquim Pereira de Azevedo Ramos, viu-
da da Babia.
Luis Manoel Rodrigues Valenca tendo de
proceder a inventario por fallecimento de sua
mulher, roga a quem se julgar credor de alguraa
conla apresonta-la para ser atlendida.
Na ra do Crespo n. 20, esquina, aluga-sc
um raoleque de 18 annos, para qualquer servico,
para o qual entra s 7 horas 'da raanha e se re-
tira s 6 da larde.
Attenco.
Previne-se as pessoas que sao deve-
do, com grande casa de vivenda de "pe"- i *?** il'coc1heirat d" rua o Imperador,
[administrada pelo Sr. Antonio Jos Pe-
| reir do Lago, que por em quanto nao
I paguem a ringuem sob pena de terem
de pagar segunda vez.
Jos Goncalves Malveira.
Novamente sao chamados Julio
Gom< s Villar e Jos Leonardo Radiche,
a rua do Crespo loja n. 20.
Os abaixo assignados, socios da casa com-
morcial nesta cidade sob a razo Araaral Al ves A
C, tendo nesta data por mutuo accordo convn-
do na retirada da mesma sociedade dos Srs. Jos
deAlenquer Simoesdo Amara!, declarara ao pu-
blico e com especialidade ao corpo do comraer-
cio, que contina a referida casa coramercial as
^uasiransaceoes e lodo o seu activo e pessivo
sob a rcsponsabihdade dos socios Alves Guima-
raes & Salomn, e sob a razao social de Alves
& C. Reeift 11 de agosto de 1860.
Jos de Alenquer Simes do Amoral.
Jos Alvos da Silva Guimares.
V'ax Uomburger como procurador do Sr. Charles
Salomn era Paris.
Quera precisar de um moco portuguez para
caixeiro de urna padaria, o qua j tem pralica
desle negocio, ou mesmo para taberna, que tam-
bera tem alguma pratica, dirija-se a rua larga do
Rosario n. 18, perto do quartel de polica, que
Prestem
&TT
Um dito
na mesma estrada com 180 palmos de
frente emais de 1,000 de fundos, com
grande casa de taip, aind nova, com
bastantes arvoiedos, banlio, trras mu
boas para plantar/es, todo cercado de
madeira, baixa para capim e muitas
outras commodidades que escusado
mencionar, podendo desde ja os preten-
deres entenderem-se cora o agente ci-
ma para explicacoes.
Na mesma occasiao sera' vendido um
cabriolet com os eompetentes arreios
terca-feir 21 do corrente no
- armazcm
da la o brigue Taruio & Filhos por ter parte do mesmo agente na rua do Imnerador
desea carregamenlo prompio : quera quizercar- n -,r ., ,.f,i,.M. "npeiauo
regar ou ir de passagem, dirija-se ao consgnala-' 'as ll "Oas em ponto,
rio na rua da Cadeia do Recife, escriptorio del
Manoel Joaquim Ramos e Silva. '.
Para o Rio de Janeiro
A barca naciona
brcvidade ; pn.- o ,
tratar com Guilhorrae
Turres.
Para o Porlo tem
o brigue Amalia I :
Cleraenlina.
Carvalho
a sahir cora
assageiros, a
C, rua Uu
a sahir at o fim do raez
quem quizer carregar ou
ir de passagem, para oque tem excellentes com-
modos, dirija-seao consignatario, na rua da Ca-
deia do Recife, escriptorio do Manoel Joaiuim
Lanos e Silva.
COMPAMIA
PERJAMBICaNA
DE
Navegado cosleira a vapor
O vapor Persinunga. comraandante Manoel
J. Lobato, seguir para os portos do sul de sua
escala no dia 20 do corrente mez s 5 horas do
tarde.
Recebe carga para Macei at o dia 18 aomeio
da, passageiros, eocommendas e dinheiro a frote
;>te o da da sahida 1 hora da tarde i geraucia
no Forte do Mallos n. 1. PWBI
LEILAO
DE
Vinle eakeas de gado.
, achara com quem tratar.
ELEigAO
De juizes, juizas, escrives, tlicsoarci-
ro, moi'doruos c luordomas, que leem
de festejar a gloriosa Sant'Anna, pa-
drocira da povoaco de Yicencia em
sua capclla no da 8 de dezcnibro
de 1860.
u agente Hyppolito tara' leilao por
ordem de urna pessoa que se retira para
fora da cidade, de 20 caberas de fiado !Jo,ailim lOM*!? Pr'eleia-
o v Joaquim Gomes de Souza.
_ Juiz por eleico.
Dr. Joaquim Francisco de Mello Cavalcanli.
, Juiz pnr rlevoco.
Atieres Manoel Jos de Oliveira Mello.
Juiz prolector,
checo deAlbuquerque Maranho.
Os abaixo assignados com-
pradores da massa fallida de
Claudiano la ultima vez avisar aos deve-
dores da mesma, que hajam
quanto antes de vir satisfazer
os seus debites, para o que
temos marcado o prazo de 5
dia a contar desta data, sob
pena de serem cobradas ju-
dicialmente findo o dito prazo.
Recifell de agosto del 8G0.
Figueiredo & Irmao.
Caixeiro.
OITerece-se um moco brasileiro, de boa con-
ducta para caixeiro de cobrancas ou armazem,
o qual d fiador a sua conducta, e tem alguma
pratica de despachante, o qual ainda est arru-
mado equer melhorar : os pretendemos deixem
carta fechada na travessa das Cruzes n. 2, loja de
calcado ouannuncio por este jornal para ser
procurado. F
Aluga-se por muito commodo preco, por
lempo da festa, ou annualmenle, urna excellente
casa na Passagem da Magdalena entre as duas
ponles para ver na raesma casa, a tratar cora
m-. Ignacio Firmo Xavier no paleo do
CONSULTORIO
DO
o
Paraso
Precisa-se de tomar a premio 4 a 5 conlos
ae res aando-se um predio de dobrado valor -
quem pretender annuncie para ser procurado.
I). J. Wild & Ca e Calkman Irmaos, ad-
ministradores da massa fallida de Caminha Ir-
maos r C\ convidao aos credores da mesmal mas-
sa para apresentarem seus ttulos dodia de lGdo
corrente em diante, em suas casas rua da Cruz
n. 10 c Praca do Corpo Santo n. 13:
Na taberna junto ao sobrado novo do Sr.
tigueiroa vende-se massa de tomates a mais no-
va que ha no mercado, peixe sovel, chegado no
ultimo navio de Lisboa, o chouricas a 600 rs. a
nura.
pCollegio deNossa Senho-g
H ra do Bom Conselho ruaS
S da Aurora n. 26.
Est aberle o curso de comraerco. \
cadeira c regida pelo Sr. [Manoel Fonscca **,
de .Medeiros, cujas habilitacoes sao bem $5
85 conhccida. e a aula funeciona das 5 s 6 S
^ horas da tarde as segundas e quintas
Na rua treita n. 68, existe um
bonito escravo, moco, de nacao, para
ser vendido para esta praca u algura
sitio, por estar acostumado nesse ser-
vico.
Precisa-se alugar urna olaria que
tenba barro proprio para tijolo de la-
drilho e avenara : annuncie ou man-
de sua morada nesta typographia.
O Sr. acadmico Joao Jos de
Moura Magalhaes, queira apparecer a'
rua das Cruzes n. l>, segundo andar,
das G as 10 da manhaa, ou das 2 as 7
da tarde, a' negocio de seu interesse.
tov. P. A. Lobo Hoscoso
BDDDKBHD rJUHEOII S ffiJICEJiBOa.
i RUI MGLORIi,AISIADO|7lTllD
dioica por ambos os systemas.
m^t^SS^aSSS^!^t:tlm P*l." e de tarde depois de 4 horas
propriedades ruraos anualmente nao s para a cidade como para os engenhos ou ouTaj
wmJs^tss^issMs^z a,l as l0 hor,as da manhaa e em casde -
pessoa, o darua e o numero da ca<-a SeDd Pr e8cnpto em "ue se declare <>Q>e da
.s casos qUe nao forerai de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife pedern re-
r,fta0/aUnn&C-naruada Cruzou lojadelivrosdoSr! }[%
Crespoaopda ponte velha.
e os melhores medica-
metter seus bilhetes a botica
Sogueira de Souza na rua do
Bfca de 12 tubos grandes', ;--o
Ditos de 2 ditos. ........
Ditos de 36 ditos.
Dito de 48 ditos.
15$000
20J090
Dilos de 60 ditos.'..............2^000
ubosavulsos cada um' .
Frascos de linduras .....
cinaciSgfa eT eCCIOna" do^ termo, de medi-
Medicina domestica do Dr. Hering cm'dir
Repertorio do Dr. Mello Moraes.
ccionano.
Aviso s respeitaveis familias
desta capital.
Sabendo o abaixo assignado, rr orador na rua
do Aragao, que na capital da Bahia as criada
para o semro domestico sao alugadas por p ecos
menores dos queexigem aqu, ra ndou nella enf
sajar urna, que foi-lhe apresentada em fevere o
do crreme anno, e na casa do abaixo assi-nado
conservou-se al aute-hontem (12} ; porm tendn
esta criada de norae Hara lU parf? eor
ba.xae gorda, se retirado da companhia de sua
familia no predito dia, ao anotecer, cumnro-
lhe maoifesUr ao publico, que a causa da reti-
rada foi o seu mo procedimento, as insolencias
que profera, esquivando-se das suas obr gacl
e por Ora ousou nesse dia, julgando Pas=ar or
aggregada que n5o por criada, querer emperli-
gar-se de balao na varanda, a despeilo da repr-
vacao que preseno, afim de dar maor pub-
Cidade sua importancia. Recife 14 de agosto
del&60.-Joaquim Gilseno de Mosquita.
Quem precisar de urna criada portu^ueza
dirija-se ao largo do Paraizo n. 30 vrwuez3'
P-.Z furtara,n, !10dia 8 do crreme raez, do ccr-
oveiro0 rennSe,',10.C',le"^. "'" quarlo astanho
foveiro, com os signaos seguintes : as duas mos
ihlT.ri,i?,CadjS' freme aberla- inteiroS,mcom
idade de 10 annos. as dinas para o lado direilo
BCOm dous ferros, sendo ura en. cada quarto
| estera na occasiao baslante gordo, e anda bem
, baixo : a pess-a que o achar tenha a bondade do
olevarnoengenhoConceirao do Sr. Joo
i trao, ou na rua do Rosario", taberna
cas, que ser bem gratificado.
OsOOO
IgOOO
2$000
203000
ogooo
6SO0O
Bei-
do Sr. Pou-
SOCIEDADE
IMITITO PI E LITTERARIO
De ordera do Sr. presidente scientifico aos se-
ron.L kS0C1.S efrec.l,vs que domingo 19 do cor-
ronte haver sessao extraordinaria do conselho
directoras 9 1 [2 horas da mnnhr,, -.;"":',?
exlraordina-
uaco da re-
SOCIEDADE
BENEFICENTE
45
Kscrivo por devoco.
sendo vaccas com crias, ditas solteTras,
novilhas e bois mancos, proprios para Tenenle Domingos Jos daCosta Braga.
ra'afnuerSr;"S "! VKeKnd,eTQP(," **\ "* ^Tde Oliver
e qualquer preco: abbado 18 do cor-
rente, as 11 horas em ponto na rua do
lia pe ador n. 55.
e Cabral de Oliveira Mello.
Procuradores.
Manoel Carneiro Cavalcanli de
Avisos diversos.
Rw.Caim.r.i Anlonio Goncalves Vieira, ra
Baha, tratar de seus negocios.
AVISO A QUEM INTERESSAH.
A casa n. 53 da rua do Pilar, pertencento m
Rvd. Fortnalo Jos de Souza, se ach seques-
trada por divida a thesouraria provincial q
lenT''Xlf Hr- J-os Francsco Nones que
i bondade de nao so retirar desta praca
COMPANHIA VIGILANTE
DE
. t DEREBOOIIE
INao tendo comparecido numero suficiente de
arcionista para formar j assembla geral haver
reuniao na segunda-feira 17 do corrente, e esta
se constituir com os que nessa occasiao com-
parecerem. Na casa n. 8, rua do Trapiche Novo,
ao ineio da.
nhora do Rosario doCor-^"061
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
O vapor Tucanlins, comraandante o primeiro
d"noVlePe"yPp.Il0 arte.espera-se dos portos
do co"em "*" "* aos d0 sul at o dia 17
Recebe-se desde j passageiros e engaja-se a
carga e encommendas que o vapor poder condu-
zir, sendo despachada cora antecedencia at a
espera de sua chegada : agencia rua do Trapi-
che o. 40, escriptorio de Thomaz de Faria.
Pa/a o Cear, Maranho e
Para.
segu com milita brevidade o vcleiro c bem co-
nhecido patacho nacional Alfredo por ter par-
te do seu carregamenlo prompto : para o resto
aa carga e passageiros, trata-se com o consigna-
tario Caetano Cyriaco da Costa Moreira, no seu
escriptoio, larzo do Corpo Santo, ou com o ca-
pitao Travasso no trapiche do algodo.
Para Lisboa,
segu impreterivelmente no dia 22 do corrente
o brigue porlugnez Soberano : para o resto da
carga e passageiros, trata-se com o consignatario
thomaz de Aquino Fonseca, na rua do Vigario
n. 19, primeiro andar, ou com o capito na praga
Para o Rio Grande do Norte e
'.rr 8sUeT", ^ Prl de Pedr3' Setn ^ &
SE Seu,fi?a' 1ue Passou na rua Direila n. 95
Attenco.
-iL'Ste uma labern e*m u"ia das melhores
uas da fregueria de Santo Antonio : a Ira a m
rua estrella do Rosario n. 6.
Irmandade de Nossa Se-
nhorado
po Santo,
O escrivo actual em Dome da mesa regedora
convida a todos oa irmaos para domingo 10 do
crreme, pelas 21,2 horas da tarde, comparece"
rem na .groja, pir, ero corporaeao acompanha-
rem a procissao do Sr. Bom Jess das Portas em
trasladado para a sua igreja da Madre de Dos
por convite que lhe fez a mesma irmandadeO
esenvao, c- "
Henrique Jos da Cunha.
Precisa-se de uma pessoa habilitada nara
na quahdade de criada acompanhar uraa senho-
ra desta cidade para o Rio de Janeiro : qUem se
julgar no caso, dirija-se rua do Trapiche n 13
onde achara com quera tratar. '
Tenente-coronel
Albuquerque.
Rvd. Zeferino Dornellas Cmara.
Jos da Silva Cabral.
Alfercs Francisco do Seabra Andrade.
Juiza por elelcao.
AEima. Sra D. Catharina Cavalcanli Vieira de
Mello, senhora do Sr. Ignacio Vieira de Mello.
Juiza pordovoQo.
A Lxma. Sra. D. Marianna de Seabra Andrade,
senhora do Sr Francisco de Seabra Andrade.
Juiza protectora.
A Exma. Sra. D. Anua Cavalcanli Pessoa da Vei-
ga, senhora do Sr. Dr. Jos Maria Moscoso da
\eiga.
Mordemos.
Kvd. vigario Jernimo Jos Pacheco de Albu-
querque Maranho.
Dr. Jlerculano Antonio Pereira da Cunha.
Major Ignacio Vieira de Mello.
Dr. Joo Dias da Silva Coutiuho.
Jos Maria de Albubuquerque Maranho.
Tenente Antonio Ribeiro de Moura.
Padre Luiz Jos de Araujo.
Padre Anlonio Marcelino Cavalcanli.
Padre Manoel Jos do Oliveira Reg.
V gario Basilio Goncalves da Luz.
Borzeguins
RuaDireita 45
6,000.
Nova remessa de borzeguins dem-
cratas puros, pequea.
I Attenco. i
3p Amelia Elodia Lavenre competento-
M mente licenciada tem aberlo na rua do
P Livrauenlo n. 19, segundo andar, uma
m aula para o sexo feminino, onde engina
X, pnmeiras leltras.francez e certas prendas,
* bera como coser, bordar elc.e para com-
^ modo das pessoas que morara fo
mesmo dentro da cidade, recebe
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
n 4 o M Perna"ibnco.
rJL S^crelari. PO"- ordem do conselho di-
rector, av.sa aos senhores socios que o art 3 da
da resolacio approvada era 15 de Janeiro do cor-
ronte comecara a ter visor do dia 5 de selombro
prximo futuro em dianle. e para que m
^/0""86 naoc!iaroc ignorancia se faz
o presente aviso, convidando a virem salisfaze
o que dlspoe o art. 10 dos nossos estatutos al
aquelle prazo visto a resolucao prohibir haver
raa.or prazo do que soja o da 5 de selembro.
apTm n'n socied-',dc niioBeneflceate dos
de 1800. S ^ rerna,nbuco do agosto
Auspicio Anlonio de-Abren Cuimaraes
OS, ,' < c 1-"sr,Teli,.ri.
w o. a <.\ bouza queira appa-
recer na fabrica de charutos dn Reis
qual (as 10 hoVasF h^vet So*' ^
na da assembla geral para coulin
forma dos estatutos.
Sao convidados a comparecerem o<= senhores
socios honorarios e correspondemos. SeDh0rCS
Secretaria do instituto Pi e Lilterarin 17 rto
agosto de 160.-A R, Plmanl.^i.i'KSuriJ/0
so^7 m,o i-"X0 ass'8aad0 fa vr a todas as P5s-
nn i?rJfcS Penhor?s era minha mo. e que
noVraTo de^S" ^ros, (rajara de os vir tirar
re de ien4,! h0tas e nao os vi"do tirar usa-
iu os UrtJW" me.u pa8amp'o. capiUl e
juros. Recife 17 de agosto de 1860.Francisco
Janearlo Nunes. morador na rua de agoas Ver-
des, no sobrado n. 100. segundo andar.
Sincero agradec ment.
InflammaiAo do estomaSo.
Sondo a gratidao um dever sagrado, eu faltara
01 das chapas medmnaes do Sr. Ricardo KirV
morador na ruado Parto n. 119 e com n in.li'
car5o dellas fiquei in.eramente bom? ,em tt"
nJn,T9,0 porlanlo, dos mroramodos que padeca nrovo-
n.onle dadiU molestia, s rae nsPta d.r'gracas
m? ;.l2rCe,, aSradecirnenlo ao autor d tao
til remedio -Joao Antunes da Cosla.-Rua do
Morcado n. 57. Ro de Janeiro.
,.-,7,, lrhllSa"se de um cai*eiro que tenha prati-
assssirsoiedade n-,2- defrnie *>
Na rua Bella n. 33, ha uma mulher que en-
gomraa muil0 bem por preco cornmodo^queoa
K,Ak mja"Se 1 iM Kim* i dvertindoq
s recebe roupa de hornera.
iue
nestes 8 dias,
importante.
para
queira
liarutos do
tratar um
negocio
ra ou
alum-
Loja das seis portas em
frente do Livranieno.
as internas, pencioaistos e meio-pen-
ciomstas pelo preco qTO%e conrenconar.
dilos
a 3g,
iveira
Pedido.
Roga-se ao Sr eraprezario do Ihealro de San- D MaS
a Isabel queira levar scena mais algunas ve- do Sr
KVn tr" asss -da opefa-o Bar- Coufin
Ass,
segne o hiate Beberibe : para carga e
eiro, dinjam-se a rua do Vigario n. 5.
passa'
beiro de Sevilha.
aTmemprateo lflnffffl^* J" r-frr de ura
(orn o campo e planta caima da melhor "moeN
T.,hfmdUCS-a0 : anD^nct Para ser Procurado.
Tambera ens.na as pr.meiras lettras as horas
m7"a ^abbado 18 do corrento, depois da audien-
cia do Dr. juiz municipal da segunda vara. que
ermina antes das duas horas, se ho de arreraa!
L rUi/nCratOS Porexecucao do medico Dr.
omespeSsona?, CnlraS herder0S de Anl0D
Casas para alugar.
Aluga-se um armazem e sotao na rua do Brum
n. J4, proprio para qualquer eslabelecimento :
daiCada ns"ipl A."-f?fc?"n,IM ca" lerrea e S0la0 n Paloo
do terco n. 30, propna para qualquer eslabele-
craen o,.wtoser relifleada de novo ; tratar ,io
dea n. rCa & Mede,ros na r"a a Ce-
o-.T^l pac,ari" de.SaD'o Amaro atraz da fundi-
, cao do Sr. Star precisa de um amasador o que
que tambera entrega pes na freguezia. q
f.^Tr Ua"8e *mo para casa de pouca
'/amilw : na rua do Hospicio n. 34.
rancisco Jos de Souza Piulo.
Mordomas.
As Exmas. Sras.:
D. Candida Josepha de Oliveira Mello, senhora
oo Sr. tenente-coronel Jos Cabral de Oli
Mello.
D. Adelaide.de Oliveira Andrade. senhora do Sr.
Dr. Joaquim Jos de Oliveira Andrade
U. Joaquina Cavalcauti de Albuquerque Mara-
nho senhora do Sr. Jos Maria de Albuquer-
que Maranho. H
D. Belliua da Costa Villar, senhora do Sr. Fran-
cisco de Paula Brrelo Coulinho.
D. Belisia Olympia de Oliveira Mello, senhora
00 Sr. alteres Amaro Gomes de Oliveira Cou-
D. Amelia Cesar Coutnho, senhora doalferesAn-
tomo Aureliano Lopes Coulinho Jnior.
U. Mana de Sant'Anna Mello, senhora do Sr
Joao Barbosa de Mello.
D Mara Cavalemli da Silva Cabral, senhora do
br. major Joao Anlonio da Silva Cabral.
Brasihana da Cunha Coulinho, senhora
inho "l Iei,rique l'ereira da Cunha
D. Umbelina Francisca de Oliveira Mello, senho-
- ra do Sr. capito Filciano Jos de Mello.
^orSa'o^^^J?,^!!". nhora do
. Anna Beravinda do Mallos, senhora do sr. l-
enle Francisco de Paula Albuquerque
No da 12 do corrente fugio da padaria da
ua das Coco Ponas defronte da matriz nova da
freguezia de S. Jos, o prelo Pedro, de narao
que representa ter 40 annos, estatura regular
magro, barba no queixo cora alguns cabellos
brancos, com falla de dous denles de um lado
da parte de cima ; levou chapeo de fellro usado
copa baixa, palelot de brim escuro, calca de ca-
semira branca usada, falla muito explicado Fsi
escravo foi arrematado em 21 de julho, em pra-
?a publica pelo Illm. Sr.juiz dos feilos da fazen-
da interino, por execuco coulra o senhor do en-
genho Paulista, a quera pertencia o dito escravo
consta que lera andado em Apipucos nos arra-
baldes dos sitios do lllm. Sr. tenente coronel
Carneiro Monteiro, ou major Maia, ou no sitio do
lllm. Sr depositario Ferreira, aonde passou a
festa. Pede-so as autoridades policiaes corno de
pedestres e capitaes de campo a captura do men-
cionado escravo, levando-o mencionada nada-
ra ou a eu seu senhor Joaquim da Silva Loos
na travessa da Madre de Dos o. 18.
- Francisco fott Stutz, rotira-se para fra da
provincia.
Lompra-se uma casa terrea pequea sita
em qualquer bairro desta cidade, sendo, porm
edificada em chaos proprios, e estando livre e
dosembaracada : quem a liver dirija-se a rua Vc-
lha n. 70, que achara com quem tratar.
Reliram-se para Inglaterra os subditos bri-
tanmeos Cornolius Hacket, Roberl Wilson
Veiide-se doze cadeiras de Jacaranda e tres
bancas de amarlello, e duas grades para ianelas
ludo em bom estado, por diminuto pre$o : na ru
uj Cruz n. J. I.
Fugiram do ongenho Cana-Braba, era 2*> de
outubro de 1859.08 escravos segumos : Claudino,
cabra alto, bom corpo e bem sadio, pouca barba
eso alguma roda da bocea, representa ter de
fU a J5 annos de idade. e tem o dedo mnimo de
um pe cortado. Fillppa, mulata, clara, baixa e
corpulenta, com bastantes marcas de bexi^as no
rosto coze o engomma sofTrivel, e entende" tam-
bera do coznha, tem de idade 22 a 25 annos -
quem os pegar love-os ao dito engenho ou nesta
praca, rua da Cadeia do Recife n. 48, escripto-
rio de Belarmino do Reg Barros, que se alin-
ear generosamente. "
1'.sera va por alu-iul
Quera liver uma eserara e quizer alugar para
o servico interno do uma casa de pouca familia
paga-se bem na rua do Queimado n. 43, loja d
Larra.
Ao Sr. flseal da Boa-\'isCa,
Bem que estoja (ha mutto lempo) vencido o pra-
zo parase murareis os terrenos devolutos, anda
se acham em aberlo.varos solos da Soledade.com
escndalo inaudito, tanto mais que ha quera
allirme que estes terrenos perlencem a potenta-
.dos A ser verdaJe ainda
falta do Sr. fiscal.
Roupa feita barata,
Palctots saceos de casemira escura a 41
de alpaca prcta a 4j, ditos de brim pardo
, finas a 2-3d00, paletots de panno fino, ditos de
: casemira do cores, cakas de casemira preta e de
cores colletes de velludo o de seda, um coraple-
| to^sortimenlo de roupa feita, qne vende-se por
Loja das seis portas em
frente do Livramento.
Covado a 200 rs.
Chitas franeezas largas de bonitos goslos a 200
rs. o covado. ditas eslreita;, padroes a imitaciio
de laazinhas a 160 rs. o covado, cassas de sal'pi-
cos brancos e decores a 210 o covado mcias
para meninas e meninos a 240 o par. chales de
merm estampados cora barra a 2-3. lencos bran-
cos coui barra de cores a 20 rs.. ditos cora bico a
W rs.: a loja est aborta at as 9 horas '>
noite.
mais aggravaute a
O guarda do municipio.
.No da segunda feira 16 do corrente perdeu-
se uma carteira, conlendo apenas 12j> em sedu-
tjs e mais urna letra de 600. aceita pelo Sr
Manoel Luiz C. de Alraeida. e ainda nao est sel-
lada, e mais algumas letras e papis de pouca
importancia : roga-se a pessoa que a achou o
tavor de entrega-la a Manoel Firmino Ferreira no
seu armazem de materiaes na rua da Concordia
era cuja porta foi perdida, que gratificar com
dinheiro que tinha dita carteira.
Pedro Garrido, nao tendo podido em virlu-
de de sua pouca saude, pessoalmente despedir-
se de lodos os seus amigos e affeicoados, Ihes di-
ihes offerece seos i*',&'lfflrff&fl^t
para onde segu no vapor Paran, ou em mi-
tra qualquer parle onde tenha de fixar sua resi-
dencia ; protestando-lhes ura eterno reconheci-
mento pelas respectivas proras do estiran que
hes prodigalisaram durante 20 annos de sua es-
tada nesta provincia.
Irmandade do Senhor Bom
Jess das Portas da igreja
da Madae de Dos.
O actual escrivo em norae da mesa
regedora convida a todos os seus irmaos
para que domingo 19 do corrente pelas
2 1|2 horas da tarde, reunir-se na ma-
triz do Corpo >aDto, pata encorporac3o
acompanharmos a magem de noesopa-
droriro, em trasladarlo para a sua igre-
ja da Madre de Dos. Recife i4 de agos-
tode 1860. Joaquim Francisco da
Silva Jnior, esenvao.
Sabo do Rio de
Janeiro,
Vende-se no armazem de Francisco L. O. A-
zevedo, na rua da Madre de Dos n. 12.
Charutos do Rio
de Janeiro.
de Janeiro: ven-
i no armazem de
rua da Madre de
Superiores charutos do Rio
dem-se em grosso e a relalho
Francisco L. O. Azevedo
Dos n. 12.
Vende-se uma casa terrea sita na rua da
Palma com 2 salas, 5 quartos, cozinha fra. quin-
tal, cacimba, bem edificada ha 2 para 3 annos
ramio fresca : o pretndeme poder dirigir-se
rua do Imperador n. 42, carlorio do Illra. Sr.
I ortocarreiro, que se dir quem vende.
Vende-se a loja decalcado da rua do Livra-
mento n. 27 a tratar na mesma.
Anlonio Joaqnim Vidal convida aos senho-
res credores de sua responsabilidade particular
para no da 20do andante, ao meio dia em pon-
.o, comparecerem na casa dos Srs. Monteiro
dia"^0'56 Ura9 mulhcr P"a coznhar o
na"AtpVrlrUga^VSC.d".asfnloradas de casas terreas
memn ,,,'k d'anle da fabric3 do saba. ^ente-
mente acabadas : a tratar na rua Nova n. 51.
Fugio do engenho Limoeiro da frcuezia da
5a:H:"0min?S| all- secco, hora fa
mo or? r,Z^'*ar\ leVC,' a0 mesmo engenho,
que ser recompensado pelo respectivo dono.
Attenco.
ci^omfrf "ra,moJOPar"a caixeiro de cobran-
w-.2.,-' di' ad0-r de sua conducta : quera do
da com Lm0SeqUI\e,ru"'liS3r- deixe fe"ha-
da com as inici.es M. V. s. nesta lypographia
ou annuncie sua morada para se. procurado *
Desappareceu da casa do coronel Lamenta
um cordao de ouro de lei bastante Ssso pesan-
tt escravo ou ama por isso pede-se aos
senhores ourives ou oulra qualquer pessoa a
or?hSo0,rereCd0,OU dclle lenha ^'.S
apprehenda e o mande entregar, que ser e-
nerosamente gratificados. B
rmmh' assinad. ^oo feito uma nova
armadilha para matar peixe, e como j lenha es-
Cscionle110,*'0; di" e smPre 'enh. matado,
faz sconte a todas as pessoas que goslam de pei-
xe que a venda do dito todos os dias as 6 ho-
ras da manhaa, e nao se demora com elle em
fr f"aM "'e,a h0"' em l'ra de Porlas 95-
Advcrlindo que se l.ouver muita tormenta que
deixar a dita armadilha de ir ao mar.
Domingos da Rocha.
Ivi^iVrt? ,6 RezeDde R(,go Barros vai a pro-
vincia do Leara promover uma CObranca, encar-
rega-se de qualquer negocio de que *o queiram
oncumb.r, eaque possa dar cumpriraenlo duran-
te os poucos das que all pretender demorar-se.
Aluga-se uma casa no Campo Verde, pro-
pna para padaria, fabrica de chapeos e Ivpo-
grapnia, os ares corresponden] aos da Europa
quera se adiar doenle iramedialameiile ficar*
| oom : na segunda taberna no mesmo lugar.
I Furtaram um par do lamentas usadas de
I ura carro que se achava debaixo de um lelheiro
no caes do Ramos : a quem forera oflerecidas, as
poaera lomar, ou quem porventura as lenha com-
prado, querendo restitu-las
ellas tiver dado, o far
mos, armazem n. 10.
Vende-se um arreio para cabriolcl, em
meio uso : no caes do Ramos n. 10.
Vende-se mel de superior qualdade
barnsde 5. : no trapiche do Ramos o. 10. '
Para colches.
Aloalhado de linho pardo proprio para col-
ches : vende-se na ruada Cadeia do Recife
48, loja de Leilc Irrao.
Borzeguins para senhora
a tres mil rs.
nhnda eXS,1 Cf "m rcs, dos b"cguins para se-
nhora som defeito ou avada alguma
recebendo o que por
no mesmo caos do Ra-
en)
",
na rua da Cadeia do Recife n.
i Irmo.
48,
3$ o par .
loja de Leito
inho todo
tanlo em
Lopes & C, rua da Cadeia^R^fe n/ForTcra lin'dos desennosT^ SraT"
r^m hnm fio cano inUr^.* ^ vuu uma,
de Iralarem a bem de seus inleresses.
Precisa-se de uma ama que saba cozinhare
engommar, para casa de pouca familia ; na pra-
ca da Independencia, loja de chapeos n. 34
Hospital Portuguez de
Beneficencia em Per-
nambuco.
Precisa-se de um cozinheiro lvre ou sujeito
quem estiver as circumstancias de conlratar-s
ainja-se ao mesmo hospital, ou annuncie nara
ser procurado.Manoel Ribeiro Bastos. 1 se-
cretario. '
7 t1 VeQnde:se uma caldeira de ferro batido com
7 1\ a 8 palmos de bocea com canno e torneira.
juntamente 2 resnadores proprios para aletima
pessoa que queira bolar fra desta provincia al-
guma fabrica de sabo em ponto pequeo ; ad-
verte-seque ludo ainda pis om ns.^a n.i.j. .
Brim preto.
O miis suporior brim trancado de
prelo que lem vindo a este mercado.
4-qualidade como pela seguranra da cor: vende-
?o%UndeLrel|^o.daCade,ad R6Cfe "i8-
Cortes de chita.
Rpriafol0nJaidaeLe,0.& Irmao' na rua da Cadoa do
Recifon. 48, vendem-se cobertas dc chita de
que ludo anda est era perfeilo estado .
quera pretender, dirija-se a rea do Brum D. 44,
a iratar cora Francisco Jos de Alencar.
Meias de seda para me-
ninos .
nnfT",0?8 m nos de todos os lamanhos : vendem Le te & Ir-
rao, na rua da Cadeia do Recife n. 48. a 500
dnl I?"de"KSe Ura favall melad bstanle gor-
do e muito bom andador, proprio para senhora
Srner,muit0 manso e bon'l> a tralar na /ua'
do Queimado, i0Ja n. 19. a
hri7u?airUtdi0 Aragao n- 37> "ende-se um
briolet de balaustre e tambera
rodas.
um carro
ca-
de 4
Barato e bom.
35Dannos oVt&JII?' fft 1 ^mcanoe/ro d'e
^n^ ^ 0(!9,.r cellenle escrava perita
dfomnmadel,ra. di,aboa cinheira por 9^5 1
dita boa quilandeira or 450 i hi. ... ~V
Dho por SQI. 1 bpniPu0rnS de 6? """
rua de Agoas Verdes n. 46.
enge-
ii a
MUTILADOI
.." T"" ]r i'
ILEGVEL


DIARIO DE PERNAMBCO. SEXTA FEIRA 17 DE AGOSTO DE 1860.
rs)
Irmandade das Almas do Cor-1 Para.
T)0 SfllltO. Desla provincia o Sr. Antonio Januario Pe-
*. reir precisa saber se existe e onde reside o Sr.
O actual escrtvao em nome da mesa j francisco Antonio Fidalgo, natural de Lisboa
reeedoa convida a todos OS seU6 irmaos.freguezia de Santos o Velho, filho de Cascmiro
_ j i o A*. ~_ i .'Antonio Fidalgo c Cecilia Rosa de Jess, que
para que domingo 19 do corrente pelas ( ^ lcI. vaj*do em vapores de Periiambuco1ao
2 112 horas da tarde comparecan na ro de Janeiro ; as iiiformac.6es que se precisan)
ASSOCigAO
CQMMERCIAL BENEFICENTE
DE
PernamYmco.
Nao havendo comparecido numero suflicienle
de senhores socios eiTectivos A reuniao da ; sscm-
bla gcral convocada para hoje, afim de se tratar
matriz do Corpo Santo para ecorpo-! recebem-se no escriptorio de Jos Joaquim Das do que marcam os arligos 20 e 28 dos estatutos,
" ij i Fernandes & Filho, largo da Assembla
CIO *"", onde se dir a pessoa procurada o
trasla-; convidado.
fin
n.
para
10.
que
racao acompanhar a proctsso
nhor Boin Jess das Portas-ein
dcao para sua igreia da Madre de Dos (
nm* rnnvitp mo ll> ot a mesma ir- I casa da rua Imperial n. 169com commodos para
poi convite que lhe iez a mesma ir grande fmilia a tratar no Io andar da mesma.
inandade. llecife 1 i de agosto de 1860.
Aluga-se por 300 0 mensaes o 2o
iiim
pos.
O eset ivo, Manoel Moreira
OLINDA.
Aluga-sc urna casa de 1 andar na rua de S..
liento, em linpa, confronte antiga academia,
com commodos para familia : quem a preteuder .
dirija-se rua da Cruz n. 23, segundo andar, que
achar com quemtratur.
1)0
Altenco
o
Guilherme Eltc, artista de Berln, chegado rc-
ceiilomenle nesta praca, e eslabelecido na rua
das Larangeiras n. 13, primeiro andar, e na rua
da Cruz do Recite n. 24. primeiro andar, o (Tere-
ce-sc para concertar pianos, c lambem afinar,
Rccilc a Sao Francisco.
Convida-se aos Srs accionistos a vircm rece-
ber o nono dividendo Dudo em 31 de julho ulti-
mo a razao de 7 por cento ao anno, no escripto-
rio da companhia rua do Crespo d. 2, das 10
horas da manha as 3 da tarde.
Attenco.
a
iN*o dia 3 do corrente ausentou-se do sobrado
da rua Direita desla cidade n.74 um africano de
nome Manuel com os signaos seguintes : feicoes
regulares, rosto curto, baixo, cheio do corpo, e
tem no peilo um signal, que parece um X mal
feito ; levou camisa de chita e caira branca ja ve-
Iha: consta que anda vagando pelas ribeiras, pa-
teos, e ras dos tres bairros ; roga-se as aulho-
ridadea policiaes queiratn o aprehender se o
tncontrarem.
Ensillo de msica.
Offerece-se para leccionar o solfejo, como lam-
bem a tocar varios instrumentos ; dando as li-
nes das 7 horas s 9 ii2 da noile : a tratar na ru3
Roda n. 50.
pelo diminuto pirro de 5$.
E. Metler faz urna viagem a Europa.
Engomma-sc com pereicao e presteza para
horaem ou mulher, nacional ou cstrangeiro, an-
da mesmo mediante a condicao de lambem la-
var-se : a tratar na rua do Imperador, taberna n.
28, do Sr. Domingos da Silva Campos.
a direccao actual convida de novo os senhores
socios para o da 17 do corrente ao roeo dia.
Sala da Assnciago Commercial BeneQcente de
andar da Pcrnambuco 10 de agosto de 1860.
A. 1. do Reg Medeiros,
secretario.
Attenco.
Desippareu do sobrado da iui do Sol n. 32
um relogio de ouro patente inglez, cubera nu-
mero 22950 : roga-se a quem o achou de o levar
& mesma casa que ser gratificado.
Aluga-se um armazem na rua da Cruz n. 29,
com fundos para a rna do Tanoeiro ; a tratar no
pateo do S. Pedro n. 6, armazem.
O abaixo assignado declara ao rcspeilavel
publico que senhor na freguezia de Agoa Preta
de urna legoa e meia de Ierra de comprido e meia
de largura, a comecar no lugar denominado Ca-
xoeira Secca, na ribeira do rio Una, seguindo pe-
la ribeira do rio Pirangi Grande cima, por tilu-
KO
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
lomados em 30 dias consecutivos.............
30 carmes paraos ditos banhos tomados em qualquer tempo.......
15 Ditos dito dito dito ......
7 ......
Banhosavulsos, aromticos, salgados esulphurosos aosprecos annunciados.
Esta reducto de presos facilitar ao respeitavel publico o gozo das vanlagens que resultam
da frequenciadeum estabelecimento de urna ulidade incontestavel, mas que infelizmente nao
estando era nosso* hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada.
10&000
155000
8000
4*000
lo legitimo de compra ; se alguem se julgar com
.- i lu '-8,u,uo ue compra se aigucm se juig.ir cum
AO bOtCqUltll Ca agUia ti OUrO, direiloa esse terreno, queira o declarar no pa-
na rua estreita do Rosario \ZSfiitSCesleirn!"' Ri0 Form(,so3de
d. 23, confronte rua das PMd LarancerOS. sem filho, e paga-se bem : na rua Aclha n. 26.
ornece se aluioco jantar por mez, manda-se le- : Hf"l^@SS8 1
var em casa, o raais barato do que em outra ^
qualquer parle ; assim como das 7 horas da ma- '
nhaa em dianle ; tem todos os dias papa de fa-
milia do Itaranho e araruta : no mesmo esta-
belecimcnlo acha-so comida sempre prompta a
qualquer hura que so procure ; assim como faz-
se toda encommenda que se fizer, e todos os do-
mingos c dias santos hacer mo de vacca das 3
horas da madrugada em diante.
DE
JCCousullorio central houicopalhicol
1 ipummibidc. 1
Jij Continua sob a mesma direccao do Ma- fg
2 noel de Mallos Teixeira I.ima, professor @
2 em hoineopalhia. As consultas como d'an- f
9j tes. m
-------
EstabelecMa em Londres
82
CAPITAL
B.60 QiilVxoes de UVras
esterlinas.
Sannders F-rothers & C." tem a honra dcln-
rmar tes Srs. negociantes, proprietarios de
:a?as, eaguem raais convier, que esto plena-
mente auforisados pi'la dita companhia para
'.fectuar seguros sobre edificios de tijolo epe-
ira, cobertos de telha e igualmente sobre os
cbjectos que coutiverem os mesEos edificiose
quer consista em mobilia ou em fazendas de
iualquf 'lalidade.
Botica central tiamcopalliica
1DR. SABINO 0, L PIMO-
* Novos medicamentoshomcopathicos en-
PNNA DE AC0
.be W.SCUUY
i ;ias p ennas de differentes aualidades, sao fa-
bricadas de aro de prala refinada de primeira
tempera, e sao applicavcis a lodo o tamanho de
lctra. Preco lftOO cada caisa e pennas do ouro
pelo mesmo autor com pona de diamante, que
leera a grande vanlag-ra de nao estar sujeitas a
crear ferrugem e conservando-se bem limpassiio
de durarao infinita, deposito era casa dos Srs.
r.uedes i Goncalves rua da Cadcia n. 7.
_ viadesda Europa pelo Dr. Sabino.
^ Estes medicamontos preparados espe- @
^ cialmentesegundoas necessidades da ho- ^ u
meopalhia no Brasil, vende-se pelos pre- m |
^ eos condecidos na botica central horneo- ^
M pathte, rua de Santo Amaro (Mundo No-@ I
Ka livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
denria precisa- se fallar ao Sr. alferes Thorc Go- | jj
mes Vieira Lima.
Aluga se um sitio grande com
excellente casa ce vi venda, com todas as
commodtdadcs para familia, no lugar
da Caa Forte : a tratar com os pro-
prietarios, N.O- Bieber & C.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouvcr & ltaker.
Machimas de coser: cm casa de SamuelP.
Johnston & rua da Senzala Nova n. 52
3g O l)r. Casanova pode ser procurado a jJJ;
a^ qualquer hora cmseu consultorio horneo- iQt>
psthico em Pernambitco
30RUA DAS CUUZES30
No mesmo consultorio acha-se sempre
grande sorliment'O de medicamentos em
tinturas e globulosas tnais novos e bem
preparados, os elementos de liomcopathia
|ThoiD Lopes de Sena.
i Rua Nova n. 32.
K Avisa ao respeitavel publico e cm par-
P ticular a seus freguezes, que receben pelo
' ultimo paquete vindo em direitura de
S Franca, bous otjectos de moda como se-
jam :" ricos chapeos de seda de cores para
S senhora. ditos para meninos e meninas,
B gorros de velludo para meninos, capuchao
K Maria Sthuart para sabida de baile ou
h Ihealro, capas e mantt-leles de grosdt na-
S pies guarnecidos de bico de guipure, cha-
is pcos de palha da [ta'ia, ditos amazonas
Op para senhora, fita de linho de todas as
g) larguras, ditas de seda de cores para de-
S bruar vestidos, linha de cores, colxeles
S com filas prelas e brancas, dilos em cai-
3 xas, filas c franjas de seda de (odas as
$? cores e larguras, fitas de velludo pretas
3 lavradas, ditas de cores, alfinetes dojra-
dos c pretos para cabera,gollas e mangui-
U! los de cambraia, ditas de fil, ditas com
^ guipure, enfeiles de cabeca de dill'erenles
|k qualidades, bicos de seda de todas as qua-
^ lidades e larguras, espartilhos de mola
v.~- com earritel, ditos de enfi3r, baleias para
^ concert dos dilos, cordiio para os ditos,
|K agulhas superiores : na mesma casa re-
de cebe-sc figurinos todos os mezes e faz-se
3^ vestidos da ultima moda e vestuarios
para meninos se baptisarem, e ludo aiais
quanlo pertcnce ao loiltele de urna se-
nhora.
NALOJAE ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
Na rua da Santa Cruz n. 28, se precisa Jo
urna ama de leite, sem filho c sadia, para criar
urna menina receoleinente naseida ; assim como
urna escrava para cozinhare engoramar com ptr-
feicao, ou mesmo urna mulher Torra.
Altenco.
Offerecc-se uto mo^o para caixeiro de escripia
por partidas dobradas para qualquer casa de ne-
gocio, ou mesmo para caixeiro de qualquer ar-
mazem ou de rua, tem boa Jotra, boa conduc,
pelo que d fiador : quem do scu prestimo :c
quizer ulilisar, nnnuncie por este jornal para $. r
procurado.
Aluga-se a loja do sobrado da rua do Impc -
rador, oulr'ora Collegio, n. 71, com armaro pro-
pria para qualquer estabelecimento : a tratar :a
mesma rua, taberna n. 83, ou na rua do (Jueima-
do, loja n. 10.
Ouem se considerar credor de Joao Ignacio
Correia, morador na povoaco do Giqui, appa-
reca na rua Direita, casa n. 6, nestes 8dias,pa:a
se tratar de ceno negocio.
f#?f # t@g@S@
@ O Dr. Prxedes Pilanga transferio sua $J
A residencia da rua da Imperilriz n 12, para ":i
@ a mesma rua n. 78, onde continua no exer- i$
@ cicio de sua profissao medica. @
J0I.VS.
Hcvonle Ao Vieeco da CoiigYega^&o \cive\vo \en\e.
Seda de quadrinhos muilo fina covndo lgDOO
nfeites de velludo com froco prelos e
de cores para cabeca de senhora da
ultima moda 9
Fazendas para vestidos, sendo sedas, la
e seda, cambraia e seda tapada e
transparente,, covado 5
I.uvas de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homens e meninos $
Lencos de seda rxos para senhora a
2000 e 2$500
Mantas para grvalas e grvalas de seda
de (odas as qualidades 9
! Chapeos francezes forma moderna 8^500
Lencos de gorgurao prelos 2?000
! Ricas capellas brancas para noivados JJ
Saias balao de todas as qualidades 9
Taft'l rxo o covado j500
Chitas francezas a 260, 280, 300 e 320
Cassas francezas. a vara 500
Setim preto azul c encarnado proprio
para forros com -1 palmos de largura,
o covado 15000
Caseraira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado 2-5000
Chales de merino bordados..lisos e es-
lampados, de todas as qualidades 9
Seda lisa preta e de cores propria pa-
ra forros com i palmos de largura, o
covado 15500
Ricos corles de seda pretos e de cores
com 2 saias e de babados 9
Dilos de gaze e de seda phantasia 9
Chales de louquim muilo finos S
; Grosdenaple preto c de cores de todas
as qualidades &
Seda lavrada preta e branca 9
Capas de fil c visitas de seda preta com
froco 9
Straphim & Inno, com lojas de ourives ns
rua do Cabug ns. 9 e 11, sortidai das meis
bellas e delicadas obras de ouro, p'ala. e pedms
preciosas; vendem barato, trocam erecebem pa-
ra fazer-se quaesquer joias com presteza, a ton-
lade dos pretendentes, e se responsabilisam pelas
qualidades.
(Juera pretender alugar 3 escravos propri>s
para qualquer servico, dirija-se a rua do Coto-
vello n. 1, primeiro" andar, du 1 hora da tar'e
em dianle.
Os abaixo assignados fazem scienle a quem
: interessar possa, que nao se responsabilisam ; :>r
iiuantia alguma proveniente de compras de ob-
! jeclos Celtas cm seus nomes por seus escravos, e
somente pagarao as que estes Qzerem aulorisa-
do por billielc firmado por um des abaixo assig-
nados ; c para que se nao allegue ignorancia fa-
zem a prsenle declararlo. Recife 11 de abril
de 1859.Antonio de Horaes Gomes Ferreira.
D. lnilia Conslanca de Moracs Ferreira.
Vendas.
Sola.
Vndese por todo preco 25 mcios de
rua da Cruz, armazem n. 26.
sola
Dentista de Pars.
15Rua Nova15
Frederico Gaulier, cirurgiao dentista,
faz todas as operacoesda sua arte e col-
loca denles artificiaos, ludo com a supe-
riordade e perfeico que as pessoas en-
tendidas lhe reconhecem.
Tem agua e pos denlifricios etc.
irmandade do Senhor
Bom Jess das Chagas.
Por ordena da mesa convido a todos
os raos para comparecerem em nosso
consistorio no da 15 as 9 horas da ma-
nlioa pava reunidos assistirem a lesta de
Nossa Senhora do Paraso, que faz a ir-
mandade da Santa Casa da Misericor-
dia. Recife 13 de agosto de 1860. I
Padre Raphael Antonio Coellio, es^rivao. i
@@S@@@ @ (aWg
O Dr. Azevedo Pedra, ha pouco che-
gado nesta capital, faz scienle ao respei-
lavel publico que acha-se promplo a jual-
quer hora cm sua residencia rua d; Im-
pernlriz, sobrado n. 88, segundo amJar, S
prestar os recursos de sua profissao ; na Si
I mesma casa d consultas ralis aos po- S
j hres. @ I
@@@@ .S@@@c5e@
O abaixo assignado pede as pes-
sos <|ue se julgarem credoras de sua
pedesde novo se recorameuda ao favor e lem- cocheira na rua do Imperador, admi-
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que | nistrada pelo Sr. Antonio Jos 'Percira
visitera esta capital; continua a prestar-IheEseiH \ d LaQ que n0 prazo e g dia COnta-
servicose bons omcios guiando-os em todas as i o i i .
I cousas que precisen conhecimento pralico do ; dos da data deste hajam de apresentar |
paiz, etc.: alcm do portuguez c do iilez iulla-se | suas con tas, aim de serem legal sadas e
DE
II IL'IIX*
A empresa da illuminacao a gaz desta cidade, faz sciente a todas as
pessoas que collocaram candieiros de gaz em seus casas, e aos que preten-
dem ainda collocar, que tem resolvido baixar os preros dos globos de vi-
dro pura 1^500, 2$ e 2$500 os mais finos que se pode fabricar, os pr ten-
dentes acharao no armazem da rua do Imperador n. 31, um comple-
to sorticaento a sua escolha, assim como candieiros, arandelas e lustres
chegados ltimamente, de gostos variados e do melhor que se pode de-
sejar. Rostron Rooker & C,
Agentes.
a Sodr C.
LASA UBA-RISUIIl^
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRA lendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellentes ac-
commodacoes para muilo maior numero de hos-
MATURALLE DE VICHY.
Depcsilo na boliea franceza rua da Cruz n.22.
= OSr Francisco Aranha de Souza tem urna
carta no escriptorio de Manoel Joaquim Ramos e
Silva, na rua da Cadeia do Recife
Aluga-sc a loja do sobrado dn rua Impe-
rial n. 33 : a tratar no mesmo sobrado, ou na rua
da Lapa n. 13.
O Dr. Joo Ferreira aa Silva mudou-seda
ra do Rangelpara a do Livramento n. 26, s-
bralo do Sr. Manoel Buarque do Macedo, defron-
e de sua antiga habilacao. A grande pralica de
iuscultac.o reconhecida por quasi todos os seus
collegas desta cidade torna-o recomraendado no
lii^nostico das molestias dos pulmes e do cora-
ra c ; assim como para verificar o estado de sau-'
de dos escravos que se desejam comprar. Pelo l
T'-xido numero e variedades de operaces quej
ha feito cora hora resultado era o exercicio de >
mais de 20 annos, se juga habilitado para prati-
car lo la e qualquer operaco cirurgica por mais!
delicada e diflicultosa que soja.
^ na casa o hespanhol e f rancez.
PITADA ESPECIAL.
paraense de rap
Borba.
Esta fabrica acaba de estabeleccr n^a cidade
um deposilo de scu rrp, o qual fc econlrar
eectivamente a concurrencia do respeiavel pu-
blico, cm casa do Domingos Teixeira Basto, na
rua da Cadeia n. 17 ; o fabricante desojando tor-
nar populrnosla capital e provincia a industria
de que lancou mo, resolve-sc a estabelecer-lhe
o preco de l2U0 por libra ; o proprietario desde
pagas, e passado daquelle dia nao se
esponsabilisa por cousa alguma, bem
como las sciente a estas pessoas cao pu-
blico que desta mesma data em diante,
nao seresponsabilisa por debito algum
que possa ser conttahido para a dita sua
cocheira a nao ser comprado ou com
bilhete do abaixo assignado.
Jos Gonealves Alalveira.
APPliOVA^O E AUT0RISA(!\0
DA
ACiDfifll ftftAL D MEDICINA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
Vendera-se macaas, o que de admirar ne'.e
lempo: na rua estreita do Rosario n. 11.
Vende-se por precisao urna escrava de n.i-
cao, a qual cozinha lava, engomma, c quitan-
deira : em Fura de l'ortas, rua do Pilar n. 67.
Loja de miudezas
NA
Rua da Cadeia do Recife n. H.
lia um completo e variado sorlimento de mia-
dezas, que se vende muito mais barato que em
outra qualquer parle, como bem seja :
Capachos para entrada de porla a 200 rs. um,
Luvas de seda prelas e de cores a 1$ o par.
Gollinhas de linho para senhora a 15 urna-
Ditas de linho finas a \-> urna.
Manguitos finos e gostos modernos a 15g o pur
Cordas para violo a 80 rs. urna.
Gollinhas c pulseiras de vidrilho de bonitos
gostos.
Molduras douradas para quadros e guarniclio
de sola.
Eslampas das principaes notabilidades da Eu-
ropa em fumo e cloriilas.
Perfumarias dos uiclhorcs fabricantes.
Enfeiles de vidrilho a impeatriz &
Franjas de seda, laa, linho e algodao, gostos
modernos.
I.uvas de pellica de Jouvin muilo novas ?
Fios de coral para enfeiles de pescoco de cria!
cas c
Meias de fio de Escocia para senhora, e de ca
prra menino S
Raralhosde carias de apreciacao 5
Pennas de perry muito linas 9
Alfinetes francezes dourados. brancos c preics
para costura,
Linhas do gaz e carretel de todos os numeres
e cores.
Agulhas francezas e inglezas de lodos os n-
meros.
Tiras litinas, compacos e mais pertenecs para
escripturaco.
Navalhas de GuiraaracsP & coracao.
Una linda caixa de msica, e muilos outros
objeelos que se vendem por baralissimo prejo.
M
La- <><
DENTISTA FRANCEZ.
^ Paulo Caignoux, dentista, rua as
> rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e 4
.*- p dentifico. *<
SLA4.A4. J--AA1.AAA A AA AAAAAAAAAAAy
Aluga-se urna casa em Sanio Amaro do Ja-
boato, com commodos para urna grande fami-
lia, cocheira para 4 carros e eslrioaria para 12
cavallos : quem a pretender, dirija-se rua da
Aurora n. 00, segundo andar. Na mesma casa
vende-se una escrava muilo moca, boa cozinhei-
ra e perita engommadeira.
Precisa-se fallar ao correspondente do Sr.
Joo Florentino Caraicanli de Albuquerque, na
ivraria ns. 6 e 8 da praca da independencia.
as esperancas que nutre de ter preferencia o seu
rap a outro qualquer, afiancando desde j que
cad? vez mais o aperfeicoar, e a experiencia
provar aossoahores tomanles a isencao de qual- \
quer elogio a este rap j conhecido em outras
provincias.
Quem tiver um sitio peito ou
0VINC1A.
O Sr. Ihesoureiro das loteras manda fazer pu-
blico que se acliam venda todos os dias no es-
criptorio das mesmas loteras na rua do Impera-
dor n. 30, e na casa commissionada pulo mesmo ]
ELECTRO MAGNTICAS EPISPTICAS
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nena incommodo.
e
AS CHAPAS MEDICINAESso muito conhecidas no Rio de Janeiro e em lodas as provincias
deste imperio ha mais de 22 annos, c sao afamadas, pelas boas curas que se tem obtido as enfer-
as, o que se prora com innmeros alteslados que existem de pessoas capa-
, parle da pnir eir e pri-1 ""<'
que prximo ao banlio salgado, tempe- meira da segunda lotera do theatro de Sania Com estasCiiArAS-ELECTno-MAGNETicA-F.rispATicAs oblcm-se urna cura radical e infallivel em
Isabel cujas rodas deveras andar im>relerivel- l?o,s s casos de intlammacao [cansac.oou falla de respiraco), sejam internas ou externas, como
longe destii dade, com tanto que tenlia Sr. Ihesoureiro na praca da Indepenci.i ns. 14 e deste imperio ha mais i
casadevivenda.arvoresdef.ucto e f.! 16.das Shoras da manh^ s 6 da tarde os b- midades fmo cnpt,
'. lheesc mcios da ultima parte da prirreira e pn- *" oe uisimccoea.
alugar diri-
rado ou doce, e o queira
jy-se ao largo do Terco casa t, rrea
mero 33.
' mente no dia 25 de agoslo do corrente anno.
Thesouraria das loteras i de agosto-de 1860
' O eaerirao, /. II. da Cruz.
MJAO
DO
S. \l
U
Fazendas finas
roupa feita.
Augusto & Perdigao.
Com loja na rua da Cadeia do Recite n. '
vendem e dfio amostras as seguintes fazendas:
Cortes de vestidos de seda pretose decores
Cortes de dilos de barege, de larlatana e de gaze
de seda.
Cambraias de cores, brancas c organdjs.
Anqunhas para saias, saias balo, de clina, i. -
dapolo e bordadas.
Lencos de labyrinlho do Aracaty e francezes.
Chapeos amazonas de palha e de seda para se-
nhoras e meninas.
o ligado bofes, estomago baco, rms, ulero, peilo, palpitacao de coraao, garganta, olhos, ery- Enfeiles de froco, de vidrilho e de llores,
sipelas, rheumatismo, paralysia e todas as aliecces, nervosas, etc., etc. Igualmente para as dif- "
ferentes especies de tumores, como lobinho?, escrfulas etc., soja qual for o seu tamanho e pro-
fuodeza, por meio da suppuracao sero radicalmente extirpados, endo o seu uso aconselhado por
habis e distinctos facultativos
Rua do Brum (passando ochafariz.)
No depoilto deste estabelecimento sempve \ia grande sortini^^to d me
t aausiao para os engenhos de assucar a salier:
Michinas de vapor modernas, de golpe cumprido,econmicas de combustivel, e defacillimoassento ;
Rodas d'agua de ferro com cubo* le madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
Cinnos de ferro, e portas d'agua >ira ditas, e serrilhaspararodas de madeira ;
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Meia* moendas com rodetasmotoras,ara agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhoes deazs ;
Tai vas de ferro fundido e batido, e de cobre ; >
Pares ebicasparao caldo, crivose portas de ferro para sfornalhas;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
oietas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos oubois ;
A/uilho"38, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D.W.Bowman confia que os seus freguezes acharotudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechan ismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderp necessiiar.
As eocomroeudas das provincias devem ser dirigidas por escriplo, leudo lodo o cuidado de
fazer as necessarias explicar-oes, se as chapas sao para homtm, senhora ou crianca, declarando a
molestia em que parle dg corpo existe, se na cabeca, pescoco, braco, coxa, perna, p, ou tronco do
corpo, declarando a circumfercncia : e sendo inchaeos, ferdas ouulceras, o molde do scu tama-
nho em um pedaco de papel e a declaracao onde "existem, aOm de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pode-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas sero acompanhadas das competentes explicaces e lambem do todos os accesso-
rios para a collocac,5o dolas.
Consullas a todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, em seu escriplo-
jio, que se achara aberto lodosos dias, sem excepeo, das 9 horas da manhaa s -2 da tarde.
||9 Rua doParto ||9
PERTO DO LARGO
DA CARIOCA.
Attenco.
Estando a loja de fazendas ao p do arco de
Sanio Antonio em liquidacao, roga a lodos os
seus devedores, que venham saldar suas conlas
at o Cm deste mez, do contrario lero de ver
seus nomes por exlenso nesta briba seja qual for
o devedor.
Antonio Carlos Francisco da Silva, estando
dissolvida a sociedade que linha com o Sr. Este-
vo Jos da Molla, sob a firma de Silva & Molla,
ficando a cargo delle Silva todo o activo e passi-
vo, declara pelo presente que desde o Io de ju-
nho s competente para receber oque for de-
vido dita firma elle ou o seu caixeiro Francisco
Jos Coelho.
Aluga-se urna casa terrea na rua da Sole-
dade, com extraordinarios commodos; quem a
pretender dirija-se a rua da Cadeia n. 36, Io
aqdar.
Precisa-se de urna
ama para cozinhar e com-
prar para urna pessoa-
na rua estreita do Rosario
ir 21, primeiro andar.
Engomma-se e lava-se com per-
feico : na rua das Agoas Verdes n. 96.
O abaixo assignado em sua ausencia desta
provincia deixa por seus bastantes procuradores
para promoverem a liquidado de seu negocio,
em primeiro lugar ao Sr. Joaquim Dias Fernan-
des o em segundo lugar ao Sr. Manoel Ribeiro de
Carvalho. Recife 14 de agoslo de 1860.
Caetano Agapilode Souza.
Peter Cable e John Murgriltroyd retira-se
psr a Europa.
rentes de tartaruga, imDeralriz e outros gostos.
Manguitos e gollas, ponto inglez, francez e mis-
sanga.
Vestuarios de fuslo, de 1S e de seda para
crianca.
Manteletes, taimas c pelerinas de diflcrenles qua-
lidades.
Chales de louqim, de merino e de l de pon;a
redonda.
Luvas de pellica brancas, prelas e de cores.
Vestidos de blond, mantas de dito, capellas e
flores solas.
Sintures, camisas de linho e espartilhos para
senhora.
Perfumaras finas, sabonetes e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas e paletois de panno pre'.a
e do cor.
Paletois de alpaca, de seda e de linho.
Calcas de casemira de cor, prelas e de brim.
Camisas de madapolao, de linho inglez e de l;.
Seroulas de linho e de meia.
Malas, saceos, apelrcixos para viagem.
Chancas para invern, bolinas do Meli e ouln-s
fabricantes.
Chapeos do Chyli, de massa e de fellro para ho-
rnera.
Charutos roanilha, havana, Rio de Janeiro c
Bahia.
Muito baratas.
Chitas francezas padres escuros e fixas covado
240 e 280 rs.
Golliiihas de linho para menina o senhor*1 a
640 el.
Peales de tartaruga a imperalriz de 10& a 15g.
Camisas de fustao, ditas de madapolao para ho-
rnea, e meninos a 2$.
Corles de casemira inglezes superior com qua-
drinhos a 4$500 e 5J>.
Saias de madapolao a musselina para senhoras
e meninas a 4500 e 5.
De todas estas fazendas existem pequeas por-
cocs esc vende por estes baixo preco para aca-
bar-se.
Na rua da Guia, taberna n. 9, vende-se 'j.ti
moleque calafate, sem vicios nem achaques.
Vende-se urna escrava crioula moca e mul-
to sadia, com urna cria do quatro mezes bstanlo
nutrida, cuja escrava tem muito bom e abundan-
te leite para criar, e sabe cosinhar; engommar,
cozer, e ensaboar: a tratar na rua da Cotice, o
casa n. 10.
> \
. ,
'^r
IILEGVEL


(6)
DIARIO DE PERHAMBUCO. SEXTA PEIRA 17 DE AGOSTO DE 1860.
Ligiiiiiaco por todo preco
Na ra do Queimado n. 51,
loja de fazendas, para
liquider.
Cambraia de cor a 200;"rs o covado, dila mais
flnn a 240 o covado, lpica de cores de todas as
q.ialidades a 280 o covado, casemra a 3$800 o
corle, lencos de todas as qualidades, chitas de
tod is as qualidades, chaly de todas as cores,
manguitos egollinhas, enfeitespara senhora, sa-
paiinhos para meninos, Golletes de velludo, case-
miras tinas, chitas francezas de todas as qualida-
des para acabar, cortes de vestidos brancos coin
3 babados, ditos de 2 saias que j se venderam
a 10, hoje vende-so por todo preco, brim branco
e de cores por todo prego para acabar, cortes de
brim de linho, colletes de fustao, meis para so-
nl-.oras o homens, ludo muito barato, por lodo
preco para acabar.
Milho a G#, fardo a4#500
No Iirgo do Paraizo, taberna da estrella nu-
mero 14.
Ceblas, batatas e carne do
sertao.
C -bolas a 1&300 o ccoto, e batatas a 1#600 a
iroba e 60 rs. a libra, carne a 400 rs. '. no lar-
o do Paraizo, taberna da estrella n. l.
Vendem-se duas juntas de bois novos,
mansos, e acostumados a trabalhar em arrastos
de madewa, carros ou carrosas, proprias assim
pira o campo como para praca : na ra dn Iai-
p^rotriz n.5, segundo andar, se indicar onde se
aiham para tratar.
C3T
Optmo cozinheiro.
adi e
tendo
Vende-se ura escravo moco, de nacao,
n.uito fiel, sendo encllenle cozinheiro,
aprendido em ura dos melhores botis do Rio de
Janeiro ; do-se informaces na ra da Impcra-
triz n. 10.
Na ra da L'ni.io, ultima rasa do lado es-
querdo (vindo da ra Formosa) ha urna porcao de
Obras .le labyrintho viudas do Cear, perfeila-
mente Irabalhadas, as quaes se veodem por ata-
co rom o abate de 10 0| sobre os precos j
bastante mdicos, porque so vendem tambera a
rrtalho.
Rival sera segundo.
K loja de miudezas da nn do Queimado n. 55,
d. Jos de Azevedo Uaia e Silva, tem para vender
por diminuto preco os seguintes objectos :
i lisas do agulhas francezas a 120 rs.
< nivoies di' aparar pennas a 100 rs.
Sapatos de tranca e de algoio a 1 #200.
Ditos de laa s lf>0.
Charutos muito linos, caita, 2?j.
Meias pintadas, o par, 120 rs.
Piios;ihoros em caixas de ollia a 160 rs.
Macass perola, o vidro a 200 rs.
Dito, oleo, o vidro a li'O rs.
facas o garios muito finos, duzia. 3#00.
Clcheles em eartao a 20 rs.
Obreias em caita a 40 rs.
Oleo de babosa m jilo uno, o frasco a 600 rs
Luvas de fio de Escocia, o par a 320 rs.
Alf)netos muito bons, caria a40rs.
Sapatos de laa pan criancas, o par a 200 rs.
Caixa para rap, de buflo,lina a 1;J.
Colehetes em cxa a 60 rs.
Espelhoscora molduras a 1-3.
Meias croas rauilo finas para meninos, o par
a 160 rs.
Macos de grampos muito bons a 40 rs.
Agulhciros de ipariim a -200 rs.
Queiios do sertao.
Vi : iom-so queiios muito bnnsa 800 rs. a libra:
;i ra do Aragao,'faberna n. 36.
FENO.
Ven lem-se firdns com fono r.ovo, chogado lil-
imente: a Iraiar na ra doTrapichen.il,
riptorio do Manoel Alves Guerra.
rV. 1Qua'.ro Cantos da Boa-Vis!a--\. I
Vende-se o bom queijo do serlo a 800 rs. a
: 'i.
99 &93#3&Jg 999 99^-9999^
$5 Reeebeu-se calcados para senhora ao $
istoda corle de'Luiz XV, na j
Loja de m-irmorc.
\ ende-se urna prela criouln de idade de 23
a 21 anuos, com una na de a 5 annos parda
clara : na ra da Cadeia do Recife n. 56 loja de
rens.
Vende-se un mol oque mojo do bonita flgu-
i u i io de eanoeiro. e serrador, proprio
pan todo servico por ser muito possante : a Ira-
tar ni mi da Praia serrara n.59,
Vende-so nm "scravo de meia idade, ro-
.| -lo, di boa conducta, bu ni para qualquer ser-
le casa ou campo ; na praca da Boa-Vista,
' lea n. 22.
Iw*< ^ivSS WS"eMt 0SSSS9&5O1
Loja de marmore,]
Ra Nova.
Paria & C. avisara aos seus numerosos
freguezes eao publico era geral, que re-
cebando por todos os paquetes fazendas
de modas, acabara de receber entre nim-
ios artigos o seguinle:
Vestidos ricos de blond para casamento.
Ditos 'de gorgurao de cores, tecidos com
velludo em altorelevo=a duqueza de
Comberland.
H Ditos braocos bordados para soire.
Ditos ditos de cambraia.
IX Ditos de cores de phantasia.
P Ditos de cores de raoirantique.
IS Manteletes, chales ronds o peregrinas
de velludo egrosdenaple pretos.
* Boumus de cachemira de cores e de se-
da de cores.
Bedouioes para sabida de theatro.
Chapelinasde palha de Italia e seda.
Calcado para senhora do afamado fabri-
cante Jolly.
Dito para meninos.
Casaveque de l para meninos de ambos
os sexos
Cheguem ao barato
O P reguica esl queiraando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pe^as ile bretanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collele e palitots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muilo bom goste a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 33>, 4$, 5$,
e 6$ a pec,a, dita tapada, cora 10 varas a 5 o
6$ a pe^a, chitas largas de modernos e escollados
padres a 240, 260 o 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a 79 e 8$,
dilos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 95 cadi ura, dilos com urna s pal-
ma, muito finos a 83500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5$, lencos de cassa com barra a
100, 1306 160 cida um, meias muilo finas pa-
ra senhora a 4?? a duzia, ditas de boa qualidade
a 3#c 3*500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenlies, para coberlt a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 58900 a poca, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 19,
15J200 e 1560O a vara, dito preto muito encor-
pado a 1J500 a vara, brilhantina azul a 400, rs.
o covado, alpacas do differentes cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretas Gnas a 2&500, 3tf e
35500 o covado, carabria prets e deslmeos a
500 rs. a vara, e oulras muias fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
Ademira
A 8$ o corte
de bareje de laa eseda com folhos e de lindos
gostos para acabar : na loja de Antonio Luiz dos
Santos & Rolim, na ra do Crespo n. 13.
Vende-se superior l.eite : na ra da Impe-
ralriz n. 31, taberna.
>- Vende-se a casa n. 3" da ra Real do Han-
guinho, em bom local, bem construida, e com
bastantes commodos : a tratar na ra do Arago
numero 9.
Vendem-se 2 jogos dti diccionarios inglezes,
dos grandes, por Vieira, un rico jogo de brevia-
rios romanos : na ra da Matriz da Boa-Vista
n. 34.
Tachas para engento
Fundi^ao de ferro e bronze
DB
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concer ta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Farinha.
Vendem-se saceos cora muito boa farinha, e o
prego commodo : na taberna grande da Soledade.
Vende-se urna barcaca boa, com todos os
arranjos, que carrega 20 caixas : quem a preten-
der, dirija-se a ra do Vigario n. 10, segundo
andar.
lAos Srs. ourivesl
Na ra larga do Rosario n. 24 acha-se
a venda um sortimento completo ltima-
mente chegado de Paris, de ferramentas
para olrabalho de ourives, as melhores
que teem apparecido na mercado.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
teu armazem, napracado Corpo Santo n. 11,
alguna pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres, a
muito nronrios Dar este clima.
Ra do Crespo n. 17.
Receberara riquissimos cortes de ves-
tidos brancos de cambraia bordadas.
Chapeos de palhada Ilaliaparaseuhoras
Ditos de sedas para ditas.
Manteletes de guipure.
Ditas de seda bordadas.
Cortes de sedas de cor.
Dm variado sortimento de roupas para
homens.
Sobrecasacas, paletots, colletes, calcas,
camisas e seroulas.
Vende-se por menos do que em outra
parle afim de se fazer muito negocio.
Grande pecliiocha.
Para acabar.
Covado a 200, e 200 rs.
No armazem da ra do Queimado n. 19, ven-
! de-se chita franceza Oua, cores finas, a 200 rs. o
covado, cambraia miudinha a 200 rs. o covado;
I por a fazenda ser muito barata nao se dao amos-
i tras ; venham antes que se ecabem.
j Era casa de Rabe Sel mettan &
|C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann de Hamburgro.
Arados americanos e machinas
par a lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecldo e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de uperior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo Dor Breos muito
razoaveis
.Jfc A
m
GRAJDE SORTIMESTO
DB
IFazenilase obras feitas,
luoja e armazem
DE
DE
ct>
Lqji de umitas na na
DircilaJV. 85, onde tem
o lampea o do gaz,
'. im-se bandejas finas a 1,-?. ItOO, ljSOO, ZS,
I, 23600, 2J800. 3*200, 4j?p 5S, bengalas de
-na linas a 23 e l-~500, grvalas pretas de se-
lim 3 19300, dilas do cores a 1^, alfinetes em
C \i m milito linos a 200 e-280 rs., fitas pro-
prias para enfeites de vestido de seda a -100, 500
e '> rs. a vara, franjas de seda de cores a 320,
5 I, ''<00 e800 rs. a V3ra, luvas de fio de cores
; i humero, brancas,a640, ditasde cores a6O,
ditas de seda enfeitadas para senhora a 2-5, en-
feiles de IraOQas de velludo dos mais modernos
q-.f. ha pira senhora a 5^500, dilos do filas de
seda a 500, ditos para meninas de tranca dn
velludo a 4$500, dilas de fila de seda a i;}, luvas
de seda para homem a IgOO, tesouras para unhas
i 8D0 rs., ditas para costura a lj, colchetes
buda.iinhos a 120, esrovas para cabello a 1$.
ditas para roupa a lj}200, trancas de caracol de
li:iho, pega grande, a 280, meis cruas para ho-
mem a 2J0O, dilas a 4SS00 c 5-p, dilas brancas
a 2J400 o 352)0. ditas finas do cores a 258OO, di-
(as oara meninos, de cores a 2-JS00, ditas finas
brancas de meninos a 3-5800, dilas para meninas
a :{?70i) a duzia, bolesde seda para casaveque
a 320 a duzia, tinta de carmizin fina a iOO rs.,
concharte metal principe paraassucar a 400 rs.,
dilas para chi a 800 rs. a duzia, linteiros e ariei-
r linos a l, caitinhas do papel sorlidas em
( rea a 1-5, ditos de quadrinhos a 800 rs la pa-
r-, bordar a mais lina que ha a 7^500 a libra, ala-
cadroa chatos de algodao a 60 rs., dilos rolicos a
100 rs pentes borrcha para bichos a 110
ditos travessos para meninas a GiO, u d? bu-
falo branco para bichos a 280, ditos para alisar a
5 M) t., ditos de borracha para alisar a 600rs.,
botes de osso a 210, dilos de louca brancos a
1 0, dilos de cores a 160, botoes de madrepcrola
.no a tO'-) rs. a groza, flvclas para calcas a 100
rs., caixinhas de papel de cor a 800 rs., caixas do
Obrea de cola a 100 rs. Unhas de peso a 120,
dila3 da cabeea encarnada a 120, fitas lavradas
di largura de 5dedos com piolas de mofo a 320
a vari, galn de linho a 140 a vara, bico prelo
de seda a 120, 200, 320, 400 e 600 rs. a vara,
brinqiiedos para meninos, do diversas qualida-
des, miis barato que em oulra qualquer parte,
bonecas de caraurca a 500 rs., ditas de chouro a
4 0. 500, 800, 1S0O e 2.
Farinha
a i, 5e 6,000 rs.
a sacca.
No Forte do Mallos, armazem n. 18. confronte
ao trapiche do algndo.
Em casa de James Crabtroe & C. n. 2 na
ra da Cruz, veuJe-se a champanha muito afama-
da e acreditada, da marca Augusto do Burin,
teem vinho muito superior era caixas e gigos,
cm garrafas e meias, ditas.
Neste armazem de molhados con-
Mantciga inglcza c franceza
perfeilamente flora mais nuva que tem viudo ao mercado de 640 a 800 rs. a libra a em barril!
se fara algum abatimeDlo. U5"u
Queijos ameiigos
muito novos recenteraente chegados no ultimo vapor da Europa de 1J700 a 3 ea vista do gasto
que o freguez zer se far mais algum abatimento. B
Queijo prato
os mais novos que existen] no morcado a 1 a libra, em porgao se far abatimeato.
A.meixas francezas
'm'olfoJ" 1 1l21ibraPorl3300rs., eemeampoteiras de vidro contendo cada urna 3 libra
por ogiuu.
Mustar&a ingleza e franceza
em frascos a 640 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Vcrda&eiros ugos de comadre
m caixmnasde 8 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a lg600 r3.
jBolachinha ngleza
a mais nova que ha no mercado a 140 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4$.
Potes vdrados
de la 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1&000 rs. cada um
iVmendoas confeitadas nvonrias pava sorlcs
de S fono
alga libra e em frasquinhos, contendo 1 Ij2 libra por 2jf.
Cha preto, nyson e perola
is melhores que ha neste mercado de lj>600,2-5e 2&500 a libra.
Macas em caixinhas de 8 \ihras
contendo cada urna dilferenles qualidades a 4j?500.
Palitos de dentes lichados
em molhos com 20 macinhos cada um por 200 rs.
Ti jlo francez
propriospara limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
em latas e em frascos de differentes qualidades.
Presuntos, choricas e paios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
l^atas de holachinha de soda
de diterentes qualidades a 1^600 em porcao se far algum abatimento
Tambem vendem-se os seguintes gneros ludo recentemenle cheado e d ,lnMn
res qualidade .presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, marmelada co mais afamado a"
br.canle de Lisboa, maca de tomate, pera secca. pascas, fructas em calda, amendoTs lozelT f?as!o
com amendoascoborlas, confoites, pastilhas de varias qualidades, vinagre bran-niSS S
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, macas Se todas as qualidades ^ra-
ma muito fina, ervilhas francezas.champagne das mais acreditadas marcas cerveias de diM
spermacetc barato, licores francezes muilo finos, marrasquino de zara, azeiledoce purificado azi-
tonas muilo novas, banha de porco refinada e outros muito gneros que SuuSSSSffl
molhados, por isso prometiera os propnetanos venderem por muilo menos do que outro auaauer
promelera mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem poroutras rouco orticas como
a viosaera pessoalmente ; rogam tambem a todos os sanhorosde engenho e enhores lavradores
^ Mndiriome'nto8 eacommendas no "mazem ****"* le se Ihes afflanCa a boa qualidade e
ARMMBlfiEft0lPAFEIT4
4 aMi ISI
amado Queimad) n.
46, frente amarella.
Grande e variado sortimento de sobre-
casacas e casacas de pannos finos pretos
o de cores a 285. 30J e 35j|, paletots dos
mesmos pannos pretos e de cores a 28$,
20J 225 e 255, ditos de casemira mescla-
dos de superior gosto a 16! e 18J, ditos
das mesmas caserniras saceos modelo
inglez 10, 12, 14 e 15*. ditos de al-
paca prela lina saceos a 4, dilos sobro-
casa tambem de alpaca a 7$,83e 9#, di-
tos de merino setim a 105, ditos de me-
rino de cordo a 9J, calcas pretas das
mesmas fazendas a 5 e 6, colletes pa-
ra luto da mesma fazenda, paletots de
brim trancado a 5$, ditos pardos e de
fustao a 4 e 5$, calcas de casemira de
cor e pretas a 7, 89 9J e 103, ditos das
mesmas caserniras para menino a 6g, 7#
e 83, ditos de brim para homem a 3#,
39500. 49 e 5J, dilos brancos finos a 58,
6 e 79, ditos de meia casemira a 49 e
59, colletes de caserniras preta e de co-
res a 5$, e 6-9, dilos de gorgurao de seda
brancos e de cores a 59 e 6$, dilos de
velludo preto e de cores a 9,j e 109, ditos
de brim branco e de cor a39, 3500 e49,
palitots de panno fino para menino a
159, 16* e 189, ditos de casemira do cor
a 73,89 e 9$, ditos de alpaca a 39e3g500,
sobrecasacas do alpaca tambem pa.-a me-
nino a 59 c 69, camisas para os mesmos
de cores e brancas a duzia 153, 16? e 209,
meias cruss o pintadas para menino de
todos os tamanhos, calcas de brim para
os mesmos a 13500 e 39, colarinho de li-
nho a 69000 a duzia, toalhas de linho pa-
ra maos a 900 rs. cada urna, casaveques
de cambraia muito fina e modernos pelo
diminuto preco de 12-9, chapeos com abas
de lustre a 5, camisas para homem de
todas as qualidades, seroulas para ho-
mem a I69, 209 e 259 a duzia, vestimen-
tas para menino de 3 a 8 annos, sendo
calca, jaqueta e coletes tudo por 109, co-
bertas de fustao a 69, toalhas de linho
para mesa grande a 79 e 89, camisas in-
glezas novamenlechegada a 363 a duzia.
REMEDIO INC0MPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas as nacoes po-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle flzeram tem seu corpo e mem-
brosinteiramente saos depois de haveremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencerdessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos annos ; ea maior parte
della sao tao sor prendentes que admiran; os
medico mais celebres. Quantas pessoas reco
braram com este soberano remedio o uso de seu
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputacaol Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submetterem essa operaeao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu reconhecimento declararam es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti-
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
tvesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo 0
mentratatoquenecessitassea natureza doma,
cujo resultado seria prova rincontestavelmente !
Quetudocura.
O ungento e til, mais partica-
larmente nos seguintes casos.
Alporcas
Caimbras
Callos.
ancores.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas,
dos membros.
t-nfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
ErupQoes e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fnaldadc ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escldalas.
Inchacoes.
Inflammacao dofigado.
Inflammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas
Tin lia, em qualquer par-
te que seja.
Tremorde ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulando*.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outraspessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Ilavana e Ilespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna instruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na ra da Crun. 22. em Per-
nambu.io.
Relo
Defronte do becco da Congregacoletreiro verde.
Casacas do panno preto a 30, 359 e 405000
Sobrecasacas de dito dito a 35$000
Paletots de panno de cores a 209, 258,
30fl e 35*000
Ditos de casemira de cores a 15$ e 228000
Dilos de casemira do cores a 7fl e 12*0(0
Dilos de alpaca prela golla de velludo 3 12S000
Ditos do merino setim preto e de cor
a 89 e 99000
Ditos de alpaca de cores a 39500 e 5}009
Ditos de alpaca preta a 3|500, 5. 7 e 9000
Ditos de brim de coras a 3*500, 49500 e 59000
Ditos de bramante de linho brancos a
450O e 0>000
Calcas de casemira preta e de cores a
, .#- 10g e 129OOO
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretos a
Ditas de brim branco e de cores a 2#C>00,
4j00 e 59OOO
Ditas de ganga de cores a 3*000
Ditas de casemira ar 5j500
Colletes do velludo decores nuito fino a
Ditos de casemira bordados u lisos pre-
tos e de cores a 59, 5*500 e
Ditos de setim preto a
Dilos de casemira a
Ditos de seda branca a 5J o
Ditos de gorgurao de seda a 5J e
Ditos de fustao brancos e de cores a 3$ e
Ditos do brim branco e de cores a 29 e
Seroulas de linho a
Dilas de algodo a 1*600 c
Camisas de peilo de fustao trancase de
cores a 2*300 e
Ditas de peito e punhos de 1 nho muilo
finas a
Dilas de madapolo brancas e de cores
a 1*800, 2* o
Ditas de meia a 1* e
Relog.'os de ouro patente e arisonlaes
Ditos de prata galvanisados 1 25* e
Obras de ouro, adereqos, puheiras e ro-
setas
IO5OOO
6*000
5J0O0
33500
68000
6*000
39500
2$500
2*500
2*000
2*500
53000
2*300
1J600
*
30*000
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial,
junio a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, lia una grande porcao de folhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto preco de 140 rs. a libra
Aenco.
Vende-se queijo muilo fresco do serlo, (lugar
Serid) a 800 rs. a libra, carne do mesmo lugar a
360 : na ra dos Martyrios n. 3G.
Em casa de Boroll & C, ra da Cruz do
Recife n. 5, vende-se :
Cabriolis muito lindos.
Charuto de Havana verdadeiro.
Fumo americano de superior qualidade.
Champanha de primeira qualidade.
Carne de vacca e de porco, era barris, do supe-
rior qualidade.
Licores de diversas qualidades. como sejarn:
Chery Cordial, Meut Julap, Bitlers, Whiskayt.
Salsa parrilha em frascos grandes.
Novas sementcs de hor-
talice,
vindas no vapor Portugal chegado esle mez':
vende-sa naloja de ferragens na ra da Cadeia do
Recife n. 56 A, de Vidal & Bastos.
Vendem-se cssencias para tirar nodoas de
gordura,cera, etc., ele, em panos de lia, sedas,
sem alterar a cor era o tecido : na loja de ca-
bos, no largo do Corpo Santo n. 21, esquina da
ra do Encantamento.
iule-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos.
Emcasa de Arkwighl 4 C, ruada
Cruz n. 61.
gios.
Vende-se era casa de Johnston Pateri C, ra
do Vigario n. 3, um bellosortimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
vanedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Espirito ile vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
*ros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas na ra larga do Rosario n. 36. *
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S.P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, clicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous :aval-
os. e relogios d'ouro patente imilezes
Obras de ouro e prata.
Sj> Acha-se a venda por precos commodos
) um completo sortimento chegado do Pa-
*g rjs o Porlo, de obra9 do ouro do lei o
31; prata de todas as qualidades de gostos os
-jj mais modernos e hbilmente fabricadas :
no estabelecimenlo de Francisco Gomes
de Mattos Jnior, ra larga do Rosario
S n. 2!.
s'Masa sauA-sffl asna. a.w^ *g
45Ra Direila45
E$te estabelecimento offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... 10 Ditos aristocrticos...... 9#000
Ditos burguezes........ 7,s000
Ditos democrticos...... G.sOOO
Meio borzeguins patente. 6^500
SapatOes nobreza....... C.s'000
Ditos infantes....., 5#000
Ditos de linha (o 12 bateras). C$000
Ditos fragata (sola dupla). 5,s000
Sapatos de salto (do tom). C$000
Ditos de petimetre...... 5$000
Ditos bailadnos........ ."500
Ditos impermeaveis...... 2$500
Senhora.
Borzeguins primeira classe(sal-
to de quebrar).......5$000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). ,..... 4$800
Ditos todos de merino (sallo
dengoso)......... 4$500
Meninos e meninas.
SapatOes de forca. ...... 4$000
Ditos de arranca........ o$500
Boizeguins resistencia 4$ e 5$800
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feila, miudezas Onas c perfumadas ,
ludo por menos do que era outras parles : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SYSTEMA MEDICO *DE OLLOWAY.
PILLAS HOLLWOYA.
Este inestimavcl especifico, composto integra-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria Be
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mai-:
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
inteiramente innocente em suos operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 de qual-
quer especie e grao por mais antigs e ienazes
queseam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso: conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mis afflictas nao devem entregar-se a de-
sesperarlo ; facam um competente ensao dos
eflkazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestesrecuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca lempo cm tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febreto da especie.
Por atacado.
S. Blum Lehmannn & C estableci-
dos na ra do Crespo n. 16, primeiro
andar.
CASA
DE
COMMISSO DE ESCRAVOS
XA
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Aslhma.
Clicas
Convulses.
Debilidade ouextenua-
co.
Debilidade ou falta de
forqas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga.
-nos rins.
Dureza no venlre.
f-nfermidadesnoventre
Ditas no flgndo.
DUas venreas,
tixaqueca
'lerysipela.
^ebre biliosas
ebret internitente.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammaces.
Irregu laridades
menstruaceo.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstruccao devectre
Phtysica ou conain.p
pulmonar.
Relencao de ourii.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo fmal]
Vendem-se
Relogios de ouro.
Sellins inglezes..
No esenptorio do agente Oliveira.
Patente.
MeHis.
Pelo ultimo navio francez chegaram os afama-
dos borzeguins de Mellis. tanto de couro de lus-
tre como de beierro e eordavao : na loja do m-
por na ra Nova n. 7,
Ra larga do Rosario n. 20
segunde andar.
Nesla casa recebem-so escravos para serem
vendidos por commisso por conta de seus se-
uhores. Aflanca-seo bom tratamento. assim como
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jarn vendidos com promptidao afim de seus se-
nhores nao soffrerem empale na venda delles.
Nesla casa ha sempre para vender escravos do
differentes idades de ambos os sexos, com habili-
dades o sem ellnfl.
Farelo e milho.
Vende-se farelo a 45500 o sacco : na travessa
do pateo do Paraizo n. 16-18, casa pintada de
amarello.
Pechincha em roupa feita por um dos me-
lhores artistas nacionaes, na ra da Imperatriz
n. 60, loja de Gama & Silva : calcas de ganga
franceza muito bem Taitas a 2g500; ditas de brim
de linho a 2$500, ditasde dito a 2J, colletes de
varias qualidades, paletots de panno fino sobre-
casacos, dilos saceos, dilos de alpaca preta e so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, as quaes se vendem muito era conta.
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes
obra inteiramente nova, para uso
todos os estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. V^ende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
KUttW
eoberlos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem e senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
rodos pelo ultimo paquete inglez : emeasa da
oSuthall Mellor 4 c
Sebo e graixa.
Sebo coado e graixa em bexigas : no armazem
de Tasso Irmaos, no caes de Apollo.
..rem"se es,as pi,ulas no es'abelecimento
MI de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoa*
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
VeB)iem-se asbocetidhas a 800 rs. cada urna
dellas, contm urna instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar deslaspilulas.
O doposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 22, em Per-
namb o-
Botica.
Barlholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguinte medica-
mentos :
Rob L'Aflecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febresj.
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixiranti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 oncas i
121ibras.
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para Jorro de sala, o qual vende a modiic
pre o.
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de N. O. Bieber & C. : ra da Cru?
n. 4.
TNEB CTiiir.ricaptETOi|r3(7^C35C3i>
{ Seguro contra Fogo |
| COMPANHIA
BUTiaiEBO
LONDRES
de
I
AGENTES
C J. Astley & Companhia,


para I
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadas de ferro,
j Ferro sueco.
| Ac de Trieste.
9 Estaoho em barra.
Pregos de composico.
Brim de vela. I
Agurdente de Franca, j
Palhinha para marcineiro:!
no armazem de C. J. As-
jjgj^* c- S
Vende-se 12 cadeirs de Jacaranda e 3 ban-
cas de amarellos e 2 grades para janellas tudo
em bom estado por diminuto preco na ra da Cruz
}
A
i
MUTILADO

\ ILE6IVEL


DIARIO DE PRIUMBUCO. SEXTA PEIRA 17 DE AGOSTO DE 1860.
L'ELICIUSAS E I:\FALL1YE1S.
en
DE
uuukkMk i mums si unu.
Sita na roa Imperialn 118 e 120 jauto a fabrica de salino.
DE
Sebastio I. da Silva dirigida por Francisco Bel ni i ro da Cosa.
Ncste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de differentes dimencoes
{de 300 a 3:000$) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios continos
para restilar e destilar espiritos com graduado at 40 graos (pela graduacao deSellon Cartier) dos
melhores syslemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do iniporio, bombas
de todas as dimengoes, asperanles e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferio, lorneiras
de bronze de iodas as dimencoes e feilios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
(erro para rodas d'agua,portas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armacao e sem ella, fugos de ferro potaveis e
econmicos, tachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lenle barra, zinco em lengol e barra, lsnQes e
arroellas de cobre, lenccsdeferroalato,ferro suecia inglczde todas as dimensoes, safras, lomos
e folies para ferreiros etc., e oulros muitosartigos por menos preco do que em oulra qualquer
parle, desempenhando se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeigao j conhecida
t para commodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua confianca, acha-
to na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das eucomrnendas.
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-C\V,*>
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letilSji
i
GRANDE ARMAZEM
DE
s\sss
^W5
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
'.odos os tamanhos, rodas d'agua para engeuhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moon-
das e meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os tamanhos, guiudastes, guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassai man-
dioca e para descarogar algodo, prendas para mandioca e oleo de ricini, portes gradara co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cultivaJoies, puntes, 'aldeiras e tanques, boias, alvarengas,
_;les e todas as obras de machinisrao. Eiecuta-se qualquer obra seja qual fr sua nalureza pelos
lesuihos ou moldes que para tal Qm forcm apresenlados. Reccbem-se encommendas neste esta-
>.iecimenlona ruado Brum n. 28 A e na ra do Collegiohoje do Imperadorn. C5moradia do cai-i
i. 1ro do estabelecimento Jos Joaquina da Costa Pcreira, com quem os Dretendentes se podem
tHender para qualquer obra.
Pastilhas vegetaes deKemp
contra as lombrigas
approvad8s pela Exm." inspeccao do esludo de
Habana e por muilas oulras juncia! de hygiene |vp
publica dos Estados Unidos e mais paizes da A-
raerica.
Garantid is como puramente vegetes, agrada-
daveis vista, doces ao paladar, sac o remedio
nfalHve! contra as lombrigas. Nao causam
nauseaa, nem sensaces debilitantes.
Tesiemunho exponlaDco em abono das pasti-
llas de Kemp.

Na ra Augusta n. 19, segundo andar, ainda
tem para vender superior doce de caj secco, c
de outras qualidades, seceos e de calda.
Massa do tmales,
a mais superior que tem viudo ao mercado ; ren-
de-se na ra larga do Rosario n. 50, quina que
volia para a ra estrella do Rosaiio.
Fngenh venda. |
Vende-se um engenho sito na freguezh
de S. Lourcnco da Malta, az-se ludo o
negocio por ro desejar desfazer delle :
trata-se na ra do Imperador taberna da
esquina n. 83.

Rua Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicao dos M i litares.
Acha-se na direcqaodaofficinadeste acreditado armazem o hbil Ss i -~ :.._"" um_cscr?V mo5>. .de beoiii
g artista Francisco de Assis Avellar, antigo contra-mestre do fallecido l||
333*5 Manoel Jos Ferreira. O respeitavel publico continuara* a encon- llls
HH trar em dito armazem um grande e variado sortimento de roupas llg
^ feitas, como sejam: casacas, sobrecasacas, fraques, paletots de panno S8|
^W fio. ditos de casemira de cores, de merm, borahazina, alpaca prela %%&
88 C decre.8' ditosde brim de linho branco, pardo e de' cores, calcas "
lias de Kemp. |||| c de cores, ditos de brim de linho branco, pardo e de' cores, calcas ^
Srs. D. T. Lanman eKemp.Port By- s>3 de casemira preta e decores, ditas de merino, de princeza, de brns Hflf
on 12 do abril de 1859. Senhores. As pas- ^^ pardo, brancoe de cores, colletes de velludo preto e decores, ditosde S^S
Fazendasporbaixos procos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda reslam algumas fazendas para concluir
a liquidado da firma de Leitei Correia, asqu3es
se veudein por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
al60rs.
Ditaslargas, francezas, finas, a 250 e 2C0.
Hiscados francezesde cores fixas a 200 rs.
r.assasde cores, bons padroes, a 240.
brim deliulio de quadros, covado, a 160 rs.
lirim trancado branco de linho muilobom, va-
a, a 19000."
Garles de caira de mua casemira a 2$.
Ditos de dita de casemira de cores a ;.
Panno prclo fino a 30 e ij.
'Las do cores, fiuas, para homem, duziaa
800.
Grvalas de seda de cores e prelas a 1JJ.
Meias braaeas linas para senhora a 3J.
Ditas ditas muito finas a 4$.
Ditas cruas finas para homem a -ij.
Cortes de colletes de gorguro de seda a 2*.
Cambraialisa liua trausparente, peca, a 4JJ.
Soda preta lavrada para vestido a 1JS600 e 2g
Corles de vestido de seda preta lavrada a 16l
Lencos de chita a 100 rs.
L"ia de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chitai'ranceza moderna, lingiudo seda, covada
ra 00 rs.
Ferros de en-
goujiiiar
econmicos
a 5^000.
Estes magnifico* fer-
ros acham-se a venda
110 armazem de fazen-
das de Itaymundo Car-
los Leitc & Irmao, ra
da Impcralriz n. 10.
ro
tubas que Vmcs. fazem, curaram rae filho"; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava um
ebeiro fedito, tinha o estomago inchado e con-
tinua comichao no nariz, tao magro se poz, que
eu temia perde-lo. Nestas circumstancias um vi-
sinho meu disse que as pastilhas de Kemp ti-
nham curado suafilha. Logo que soube disso
eomprei 2 vidros de pastilhas e com el.as salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos nicos proprietarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidadesdo imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 80.
Babia, Germano* C., ra Julio n 2.
Pernambuco, no armazem dedrogas ds J. Suun.
& Companbia ra do Cruz n. 22.
Yinho de Bordeaux.
^p gorguro, ditos de setim preto e branco, ditosde merino para luto l||
ss^g ditos de fustao brancoe de cores, paletots, casacas, jaquetas, calcas |^
^^ e colhetes para meninos de 6 a 12 annos, camisas, seroulas, cfaa&t* ^C<
gura, por preoo comniodo : na ruados Martym,s
n. 4.
Na Iravcssa da matriz de Sanio Antonio n.
12, vende-se um piano muilo boni e ero eonla.
Na Iravcssa da jua da Concordia n. 41, lia
para vender um piano muilo bonito e boro, de
jrcarand, lodo de inbolido, que val 800* com'
olhos fechados, e que se da por 500g, pela graii-
de necessidade de dinheiro.
Yendem-se carneiros gordos e baratos : na
ra doCotove o, padaria do Ico do norte.
A4#000
Farelo de Lisboa novo
chapeos pg= i9; primero andar.
^ e gravatas pretal e de cores, libres para criados, faldamentos para ^
rs.
na ru do Vigario
Bons escravos.
^^ a guarda nacional da capital e do interior. g^g$
^| Apromptam-se becas para desembargadores, lentes, uizes de di- ^ !, 1.rao,.r(lue pe de idade 18 annos, bom 10-
|S reito, municipaes e promotores, e vestidos para montana. Xaoagra- g| pnTp^eho^^Tioi^^^^^
^S dando ao comprador algumas das roupas eitas se apromptarao ou- 6<& 16 annos, 1 escrava boa coz'inbeira por 90O, c 1
gP tras a seu gosto, quer com fazenda sua ou do armazem para o que |^ dila por *,0C* : na rua de A8as Verdcs iC" ',
Para oficios.
s^i tem escolbidos e habis officiaes, dando-setoda e qualquer roupa^no 1^
^^| dia convencionado. &
Progresso na cidade da Victoria
DE
Era casa de Kalkmann Irmaos&C, rua da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito dis bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenbu-g Freres,
e dos &rs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor_
As melhores machinas de coser dos mais deaux- Tem as seguintes qualidades :
afamados autores de NewYoik, i. De Brandciiburg frres.
M. Singer & C. e Wbeeler & Wilson s Estph.
Imperalriz n. 10,
Visla.
Neste eslabeleci-
menlo vendem-se asi
machinas dcstes dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranca :
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leite & Irroiios rua da
anligameuly aterro da Boa-
AGENCIA
IC10LOW-MOW,
Rua Neste estabelecimento continua a haverum
comaplelosorlimentode moendas emeiasmoen.
daspaa eu9c"uho, acTiinas d(* vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
Dar t
SI. Julien.
Margaux.
Larose.
Chleau Loville.
Chaleau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien.
SI. Julien Mdoc.
Chaleau Loville.
Na mesma casa ha
vender:
Sherry cm barris.
Madeira era barris.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac cm caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
para
Francisco Xaxier de Salles Cavbante de Almeida
NO
v
Paleo Aa Fera.
O proprielario deste estabelecimento, como se sena com um grande o completo sorti- '
ment, tendente a molhados, ferragens e miudezas convida portanto a todos os moradores
desta cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores queiram mandar suas
encommendas no Progresso do pateo da Feita, pois s ahi encontraro o hora e barato,
visto o proprielario estar resolvido a vender, tanto em grosso, como a retalho, por menos
do que em oulra qualquer parle como sejam :
Latas de marmelada de 1 2 libras a 1400, frascos com differentes qualidades de doce
por 2000, latas de soda contendo nove qualidades a 2&000, azeitonas muilo novas,
passas de ditas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2;>000 rs, a garrafa, licores
francezes de todas as qualidades, champanhe, conhaque de ditas, lour^a fina, azul.pinlada,
e branca de todos os padroes, ameixas em compaleiras e em latas a 13*000 rs. a libra,
latas de peixe de posto por 2*000 rs banha de porco refinada, ararula, latas, bolachi-
nha ingleza, biscoiiinho, e oulras mais qualidades de massas finas, massa de tomate em
latas e a retalho, lelria, macarrao, talharim a 800 a libra, verdadeira gomraa de ararula,
insenso de todas as qualidades, espirilov de cravo, canella, e alfazema, verdadeiros pentes
a imperalris, e de tartaruga de 9000 a 103&000 cada um, tranca e franja de seda, fe-
chadoras de broca, pregos em quanlidade de todos os tamanhos e qualidades e outros
muitos objectos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar,
PM*?!?5. paciopal. Tachas e moendas
T.ntrejlfeios bordados a 200 rs.
Camisetas pira senhora a CO rs.
Ditas bordadas finas a 2j500.
Foilha3 de liuho para mesa a 2 e 4.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora o
60 rs.
V. stidos brancos bordados para baptisar crian
cas a 5}000.
Cortes de caira do casemira preta a 6.
Chales de merino cora franja de seda a 5.
Cortes de caiga de riscadode quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de monlaria, cova- !|
d.o. Ijj280.
Lencos brancos de cambraia, a duzia, 2JS.
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na rua da Ca-
doia do Reciten. 38, primeiro andar.
Relogios
Suissos.
GilASDE SORTIHEMO
DE
Em casa de SchafleilliniC, ruada Cruz n.
S. vende-se um Rrandc e variado sorlimenlode
relogios de algibeira horisonlaes, patentes, chro-'
nometros, raeios chronometros, de ouro, prata
Fazendas e roupa eia
NA LOJA E AUMA/.CM
PE
Joaquim Rodrigues Tavarcs de Mello
BOA DO QL'EIMADO N. 39
EM SLA LOJA PE QCATRO rORlAS.
Tem um completo sortimenlo da roupa feita, ,
Na rua do \ gario n. 9, primeiro andar, vende
so muilo superior polassa, chegada ha poucos
dias do Rio de Janeiro, cm barris de 4 arrobas c
a preco muilo commodo.
Parahyba.
Vende-se o engenho Torrinha distan- UjXICA
te d. sta cidade duas leguas por tena,
tem terreno para dous mil paes por an-
no e boa easa de vivenda assobradada e
i boas obras, tem embarque no porto dis
tante do engenho i\2 quarto de legua
do rio Parahyba eem menos de o horas'
se vem a cidade; quem o pretender di-
rija-se a Joo Jos de Medeiros Correia!
& C que dir' quem o vende.
Em casa de N. O. lieer & C,
successores, rua da Cruz n. 4, vende-se
Vinho Xerez ein barris.
Champanha em caixas de 1 duzia da
acreditada marca Farre ; C-, vinho
de superior qualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
Vermoutli em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Aro de Milao
Brilhantes de todos os tamanhos.
Braga Silva & C.tem sempre no seu deposito
da rua da Mceda n. 3 A,um grande orlimeuto
de tachas e moendas para engenho, do muilo
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na rua do Trapiche n 4.
VERDADEIRA. E LEGI
TIMA.
SALSA BARIIILHA
Remedio sem Igual, sendo reconhecidos pelos
mdicos, os mais mnenles como remedio nfal-
livel para curar escrophulas, cancros, iheumatis-
mo, enfermidades do ligado, dyspepsa, dubilida-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
Liquidado.
Borzeguins inglezes amansa calos do
autor Melie's a 7|, sapatos de sola e vira
de bezerro (Mants) a $ : na rua do
Livramento n. 19.
m
*
il M
^KEMP MEYvYORly
PILULftS VEGETAES
ASSLCARADAS
Vende-se na rua do Queimado n: 53, urna por-
?ao de papel marca grande e muilo oncorpado,
tendo cada resma 96 cadernos.
Por metade de seu valor, vende-se urna fa-
brica de fazer velas de carnauba : na rna de
Agoas Verdes n. -!6, segundo andar.
Admirareis remedios
americanos.
Todas as casas de fam'lia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele-, dercra eslar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
os quacs se cura eficazmente as principaes mo-
lestias.
Pronipto alivio de Radwav.
i
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumalismo, dor de
cabera, nevralgia,diarrha, cmaras, coliras, bi-
lis, indigestao, crup, dores nos ossos, conlusocs,
queimadura, eruproes cutneas, angiua, rctci'-
rao de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades escrophulosas.chro-
nicas esyp hticas; rcsolvo os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o syslema;
prompto e radicalmente cura, escrophulas.vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afccres do figado o rins,
erysipelas, abeessos c ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difiiculdade (Jas regras das
mullidos, hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rtd-
way
para regularisar o Bfstema, equilibrar a circula-
rao do sangue, inteirauciile vegetaes favoraveis
cm lodos os casos nunca occasiona nauzcas ne
dores de reir, dses de 1 a 3 regulaiisac, de 4
a 8purgam. Estas pilulas rao efficazes as afTec-
es do igpdo, bilis, dor de cabera, ictericia, in-
digestao, e cm todas 33 enfermidades das mu-
Ihcres, a saber : irregularidades, fluxo,' rcten-
coes, flores brancas, obstroeces, histerismo, etc.,
sao do mais prompto cfTeito na escarlatina, frbie
biliosa, tebre amarella, c cm todas as febres : -
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
companhados de inslrucrcs impressas que mos-
tram com a maior minuciosidade a maneira de
appca los em qualquer enl'ermidade. Eslao ga-
rantidos de [alsificacao por s(< haver venda no
armazem defazendas de Raymundo Carlos Liile
& lrmao, na rua da Imperalriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco.
mdades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e ernpces que resuliam da impureza do
18Rua Estreita do Rosario. 18 sangue.
e convida a todos os seus freguezes e todas as '< Vl;udem-se lodos os gneros muito baratos o
douradajMhedo^^^^ que desejarem ter um sobrecas8co bem [ "o" manlrig." nd.qUt"J "o ser/o. ditos de re-
dos
primeiros fabricantes da Suissa, que se vn- feilo, ou umi calcha ou collete, de din'
este eslabelecimenlo que enconirarao um hbil
artista, chegado ull
desempenhar as obra
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por ala-
derao por procos razoaveis.
Vende-se
um riquissirao lustre de crystal para meio de sa-
l, com dezoito luzes, com'enfeitcsde cores, vi- sen,ira cor de rap e oulros escuros, que se ven-
drilhos, campainhas, coroa de opale, a peca a dem a 12, oulros de casemira de quadrinhos
^s^^:v^z:T^^^tzsnnar jfr-ia, i?-diios
rua da Cadea n. 59. merino seiim a 129( ditos de alpaka muilo
Candieiros
ECOHOllICOj.
Aviso aos estudantes,
Tendo chegado a esle estabelecimento da rua
Nova n. 20, anlijro deposito dos afamados can-
dieiros econmicos de gaz edrogenio, avisa de
novamenle a todos os seus freguezes para se sor-
tirern tanlo de candieiros como de preparosque
necessitar para consumo na rua Nova n. 20, loja
do Vianna.
Cevada muito
nova.
No armazem de Manoel Joaquim de
Oliveira & C, ruado Cordonizn. 18.
Bales a 2,500
na loja de Alvaro & Magalhaes na rua
da Cadeia do Recite n. 53.
Pechincha
Caixas de vidroa,000.
Na rua da Cadeia do llecife n. 53,
vende-se caixas de vidroi a5|, de dilTe
rentes tamanhos.
Era casa de Borolt & C, rua da Cruz do Re-
cife n. 5, vendem-se saceos com milho, saceos
grandes com farelo, e saceos com cevada muito
nova.
Vendem-se duas tercas parles da casa ter-
rea n. 34 sita na rua da camboa do Carmo : a tra-
tar na rua do Sol n 5.
fina a C5, ditos francezes sobrecasacados a 12,
ingleza muilo boa c barata, dila .
franceza, vinho do Porto viudo de fora. dito da cado ^ Yoik. aegam-se obr.gados a prevenir
l'igueira do melhor que ha, marmelada em latas o resdeilavel publico para desconfiar de algumas
Salsa Familia de Bristol,
nesle imperio, declarando a
imampntn re I .tina mn Jc tcdo 'omanho, ararula, farinha do Marauho, I tenues imitaces da
s t,nn,,r At P ooncerva muito boa, eslrelina para sopa, milb nue hoie se vende i
is a vontade dos freguezes. em sacca de 26 cuij. que noje se \encie i
Ja tem uro grande sortimento de palitois de ca-
RELOGIOS.
Vende-se emeass de Saunders Brothers &
C.,prar;a do Corpo Santo, relogios do afama
lodos que sao elles os nicos proprietarios da re-
ceta do Dr. Bristol ,tendo-l!ie comprado no an-
no de 1856.
(Jasa neiihuma mais ou pessoa alguma lem
drelo de fabricar a salsa parrlhadeBristol, por-
que o segredo de sua preparaga acha-se somen-
dilos de panno fino a 20, 2555, e 30, sobre- i do fabricante Roskell, por presos commodos,1 te em poder dos referidos Lanman & Kemp.
casacas francezas muito bem feitas a 35, cal-
gas feitas da mais fina casemira a 10, ditas de
\ brim ede fusiao por prego commodo, um grande
sortimento de colletes de casemira a 555, ditos de
oulras fazendas por prego commodo, um grande
sorlimento de sapatos de tapeto de gosto muito
apurado a 2??, ditos de borracha a 2500, cha-
peos de castor muilo superiores a 16, dilos de se-
da, dos melhores que lem vndoao mercado a 10,
dilos de sol. inglezes a 1055, ditos muitos bons a
12?5, ditos francezes a 855, ditos grandes de pan-
no a 435, um completo sortimento de gollinhas e
manguitos, tiras bordaias, e entre meios muito
proprio para collerinhos de meninos e travessei-
ros por preco commodo, camisas bordadas que
servera para batisado de crangas e para passeio
a 855, 10 e 1255, ricos lengos de cambraia da
I linho bordados para senhoras, ditos lisos para
j hornera por prego commodo, saias bordadas a
3500, ditas muito fiuas a 535. Ainda lem um
restinho de chales de toqum a 30, cortes de
vestido de seda de cores muilo lindas e superio-
res qualidades a 10055, que j se venderm a
150, capotinhos pretos e manteletes prelosde
ricos gostos a 20, 2555 e 3055, os mais superio-
res chales de casemira estampados, muilo finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
las, adamascadas, muilo superiores a 555, ditas
para rosto de linho a 1$, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto oscuras como claras a
260, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para caiga, colletes e palitots a 435 o co-
vado, e um completo sortimenlo de outras fazen-
das, e ludo se vende por prego barato, eqoe nao
possivel aqu se poder mencionar nem a quaria
pane dellas, no enlamo os freguezes chegando e
qoerendo comprar nao irao sem fazenda.
e tamberotrancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellente gosto.
Rua Nova n. 34.
Madama Rosa Hardy tem para vender ricos
tintos de seda com fivelas para senhora.
Vndese um piano em bom estado, pne serve
para aprender : no paleo do Carmo n. 9, primei-
ro andar.
N. 98 Rua Direita N, 08.
Loja de roupa feita.
Nesla loja conlin-so a vender roupa feita o
mais barato possivel:
Palitos de alpaca preta a...... 3gu00
Dito dito muilo fino a....... 3J500
Dito de ia escuros de muito gosto a 4?>500
Dito de brim de linho escuros a 3000
Dito de esguio pardo a...... 5S500
Dito do fuslao branco a...... 4^000
Dito de alpaca de cor escuros a 3000
Caigas de brim branco a...... 4S50O
Dila de brim de cor a......t 4000
Dita de brimzinho e ganga a 3&000
Coleles do setim preto a...... 3S500
Dito de casimira preta a...... 4$500 rernrabuco no armazem de drogas de J. Soum,
Dito de fuslao e cores a......" 2^000 C, rua da Cruz n 22.
Vendem-se 9 animacs para roda o carga
sendo 4 egoas e 5 burros novos : na ladeira da
ribeira cm Olinda, sobrado n. 26.
Para evitar engaos com desaprecia veis combi-
nages de drogas pernco-as.as pessoas que qu-
zerera comprar o verdadero devem bem observar
os seguimos signaes, sem os quaes qualquer ou-
lra preparagao falsa;
1" O envoltorio de fora est gravado de um la-
do sob urna chapa de ac, trazendo ao p as se-
gunies palavras :
D. T. LANMAM & KEMP
SOL AGENTS
N. 69 "WATER STREET.
Ttew-Yorlt,
2 O mesmo do culro lado lem i>m rotulo om
papel a*"1 cla'u ceiu a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3 Sobre a rolha acha-se o retrato e firma
do invenlor C. C. Bristol em papel cor de rosa.
4o Que as direegoes juntas cada garrafa
tem urna phenix semelhanle a que vai cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro rua da Alfandega n. 89.
Bahia Germano & C. rua Juliao n. 2.
Cortes
a2S500,
de chitas largas, francezas, com 11 covados cada
corle, riquissimos padrees ; na rua do Queima-
do, loja n. 18 A, esquina quo volts para a rua
i estreita do Rosario.
Feoo.
Vendem-se fardos com feno novo por menos
do que em outra qualquer parte: na rua da Cruz
do Recife n. 5, escriptorio de Boro 4 C.
NEW-YOBK
O MELHOR REMEDIO CO.NHECIDO
Contra consiipasoes, ictericia, afecres do figado,
febres biliosas, clicas, uidigestes
enxaquecas.
Hemorrlioidas, diarrha, doeneas da
pelle, iiiiproes.e todas as enfermidades,
l'UOVLMKSrES DO ESTADO IMPURO DO SANGCE.
75,000 caixas deste remedio consommem-se
annualmentel!
Remedio da natureza.
Approvado pela Lleudada de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os condecidos. Sendo
las puramenle \egelaes, nao contera:
nhum veneno mercurial nem alguinio.
ral; eslao bem acondicionadas era
para resguardar-se da humidade*
Sao agradives 80 paladar, sej
fm sua operagao, um reradj
Juventude, puberdade e verhii
Lea-se o folheto que
pelo qual se ficar conlie
milagrosas que lem eflet
& Kemp, droguistas por.
sao os nicos fabricante'
Acham-se venda e
principaes cdades do i
DEPO,
Rio de Janeiro, na rua Alfandega n. 80,
Bahia, Germano o. rua Julio n. 2.
t'ernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C., rua da Cruz n. 22.
Vendem-se velas de composico : na rua
da Ponte-Velha, casa da esquina junto a senaria
pelo diminuto prego de 13}500 a arroba.
Vende se ou arrendi-se urna casa
de rancho com grande planta de capim
na estrada nova da Imbiiibeira : a tra-
tar na mesma com Manoel Ignacio Be-
zerra Cavalcanti.
Escravos fgidos.
i
tteuco,
tas curas
nman
arios,
boticas das
0,000 rs, de gra-
tificaco.
Na noite de 6 do corrente fugio um escravo de
Dr. JoDoda Silva Ramos, de sua casa da rua No-
va, uqual tem os signaes seguintes : cabra, alto,
secco do corpo, cabellos carapinhos, pernas um
tanto selladas, e alguma cousa abortas, ps gran-
des c grossos, dedos dos ps um pouco sbeiios,
com lodos os denles da frente, sem ctcalrUes de
chicote, rosto comprido, cabeca secca, olhos re-
gulares, a barba comer a despuntar, de idade
2 annos, pouco mais ou menos, ladino, ani^o
de baiano c fumador ; rste cabra foi escravo do
pilu- Sr*. Simplicio CavaLanti de Albuquprqne, do
Buique, donde fugira para esta cidade, anude
senlou praca no corpo de polica com o nomo de
Jos Francisco de Assis, tenJo depois daoo bni.\a
em marco do correnle anoo por se haver prova-
do sua escravido, foi vendido ao Dr. Ramos, a
quem eslava stmndo de boleeiro : quem o
achar, pode enlrega-lo na rua Nova, no primeiro
andar por cima da corheira do Adolplio, e ento
receber a promellida gratificago.
=- Fugio no dia 19 de junho prximo passado,
do engenho Bom Successo do lermo de Seri-
nhaem, o escravo Daniel, preto fula, crioulo, ce
idade 20 annos, pouco mais ou menos, alio, sec-
co, bem espigado, cabeca pequea, feiges regu-
lares, bem feito de corpo, ps e mitos aceras e
bem feitas. Este escravo procurou ao Sr. P. V .
I Bulelrou, rendeiro do engenho S. Joo do Cabo,
'para o comprar, c nao querendo o dono vende-
; lo, mandou bscalo, e na chegada dos portado-
res, c escravo desappareceu ; julga-se que an-
dar o dito escravo as visinhancas da villa do
Cabo, ou do mesmo engenho S. Joao, ou do en-
genho Barbalho, onde tem muitos conheridos,
pois que frequenlava esses lugares quando foi do
Sr. Jos Xavier da Rocha Wandcrley, hoje mo-
rador no engenho Serrara : Pede-s'o os auiori-
dades de polica do termo do Cabo a captura de8-
teescravo, e aos capilesde campo cu qualquer
pessoa que o conhe?a, de pega-lo e levar a-> en-
genho Serrinha deSerinhaema seu senhor Fran-
cisco Manoel Wanderley Lins, ou nesla cidade
o Sr. Manoel Alves Ferreira, na rua da Mceda
n. 3, segundo andar.
Semeas de Lisboa
a 4 o sacco : no caes da alfandega n. 7.
Vendem-se duas grandes carrosas de duss
rodas, muito fortes toda de sicupira, sao novas
propriasde engenho e para o que forara feitas e
quaesquer oulros servicos por pesados que se-
jam, Irabalham com urna ou mais juntas de bois,
carregam muito bem 25 a 30 saceos com assu-
car, ptimas at para a estadio das Cinco Ponas
conduzirem para o Recife s assucares deah :
quera as pretender dirija-se ao pateo do Terco
n. 27, segundo andar, que se faro negocio.
Altenco.
a
Acha-se fgido o moleque Anfoniuo,
fulo, de idade ds 15 annos, secco, vivo,
levouvestido calca e jaqueta de risradi-
nho, camisa de chita e chapeo de eltro,
tem pore'ra sido encontrado de paletot,
e muito conhecido na rua Nova, aonde
trabalhou em urna fabrica de charutos
quando era escravo do Dr. Lopes Neto:
quem o pegar leve o a rua da Impera-
dor n. 73, que sera' recompensado,
ILEGVEL


i
r)
Variedades.
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FHRA ) DE AGOSTO DE 1860.
MINAS DA CALIFORNIA-
A Gazela Mercantil, de S. Froaocisco da Ca-
lifornia, publica o bolango da thesouraria d'aquel-
la cidade, durante o primeiro trimestre de 1860.
Por elle se v que o metlico recebido das mi-
nas do norte d'aquelle estado, no dito periodo,
n.ontou a 8:144:865 pesos fortes e o das minas
do sul a 2 688 3G pesos fortes. A exportaeo
i. i nie.'aco no mesmo lempo motilou a....."...
10:188:724 pesos fortes A entrada durantes o
cam tabaco e cinco meninas que fumam. Em
quanlo aos maleadores tem um passo, diz o ci-
tado jornal, porm no que respeita s fumadoras,
parece que estamos as ilhas de Sandwich 1
Na rerdade a joven America d bellas espe-
ranzas 1
NECROLOGIO.
O Manchester Guardian annuncia a merte
do cardeal Wiseman, que falleceu em Londres,
na tarde de 26 de junho ultimo.
O general de Rumigny, antigo ajudante de
campo do rei I.uiz Fellippe, falleceu no
pimoiro trimestre do 1859 foi,de9M7J]pY-l toSttSrtEff&EE? ^^
03, hayedo j>_or consegu.nte este auno um aug- o general Buifgny fui em 1847 encarregado
por Luiz Felippc de entregar ao principe Jer-
nimo, queentose achava em Bruxellas, a auto-
risago devoltar Franca.
i.icnto de 1:215:491 pesos fortes.
NOVO DESINFECTANTE.
Em todos os lempos os chymicoa lera esco-
llado achar ageules proprios para purificar a al-
n.osphera dos miasmas deleterios, lo temiveis
tara a saude as trras populosas, mas s mui-
tu imperfeitamcnle tem conseguido o seu Dm.
Chegou-se a mascarar os mos cheiros com ar-
n.as ii ais o
O a Punch
EP1GRAMMA.
jornal salyrico inglez, querendo
salynsar os novos voluntarios inglezes, repre-'
segurado alegremente o seu coronel na nova d-
receio para onde os levara, acabaram por pene-
trar viva forga no coracao da cidade.
A EMIGRACO.
A emigrado da Europa para o aovo mundo to-
mou, na segunda parte deste secuto, um desen-
volvimento consideravel que nao poda deixar de
attrahir a atiendo dos governos e dos legisla-
dores.
O goslo das aventuras, o desejo da mudaDca c
do desconhecido, e, sobreludo, a esperanca
de um melbor futuro, sao as causas da emigraco
que so aprsenla na historia como um fado gc-
ral e nao como um acto particular a um povo ou
a um paiz.
A emigrarlo europea para o novo mundo, que
desde 1847 a 1854 rogulou por 300 a 400 mil eu-
ropeus por anno, diminnio desde 1855.
O proco dos gneros alimenticios influc sempre
na cifra da emigraco. A emigrado, sobre-exci-
tada pela caresta da vida na Europa, abrandou
senla um pequeo limpador de botas engazando 1uando os cereaes tornaram a um preo mode-
u menos supporlavels c nem sempre de um rifileman e dizendo-lhe :
P.iroi>ia un H..!., ,.__________i'_. 30 me daiS Um nannv rnnsiiiln nn
se ni pongo Pareca que devia esperar-so algu-
ma cousa melhor do que os chloruretos de cal,
de soda ou de potassa, as fumigares chamadas
o Smilh, e as conhecidas com o nome de gui-
touiannas, etc. Agora ura novo agente vai su-
bstituir estes incompletos desinfectantes, e islo
sem o menor pergo para os que oempregarem,
por que d'uma perfcita inocudade.
Asistimos urna experiencia das maisconclu-
denlesem favor do invonlo.
Um pedaco de carne, em completo estado de
putrefaccio, e que espalhava um cheiro insup-
I ortevel grande distancia, foi collocado debai-
xo d'um farrapo de panno do algodo, e regado
com um liquidolelectro-negalivo tao inodoro como
a agua pura. No mesmo momento todo o chei-
ro desappareceu como por encanto.
O farrapo molhado tinha absorvido os mias-
mas de que nao ficaram signaes nem no local
cen porto do farrapo.
O novo desinfectante urna importante con-
quista para a humanidade. D'ora vante os m-
dicos poderao enlregar-se certos esludos sera
r'.-ng", e os infelizes quo soffrem enfermidades
repllenlos dcixaro de causar urna repulso
a.as justificada.
AMAZONAS INGLEZAS.
Tcni-se dilomuitas vezes que as Inglezas, em
- caso necessario, pegariara nm armas para a Jefe -
25 do seu paiz.
Em lartlepool frma-se actualmento um cor-
ro do raulheres voluntarias que una vez por
ina so exercitam na escola de Pristick no
manejo da carabina. Mr. Siepheusod, sargento
slruclor do governo no corpo de arlilharia,
o encarregado da instruego militar d'aquelle
carpo feminino.
Mais valora que alguma boa costuteira ens-
r.DSse s laes voluntarias o manejo da agulhal
servir d'alvo.
me dais ura penny, consiuto em vos
rado.
Assm, o movimenlo da emigrado variar se-
gundo as circumstancias favoravis ou contra-
rias.
Quanlos annos o quantos seculos lero ainda
de correr at fallar a trra aos invasores da civi-
0 IMPERIO OTTOMANO.
O Portafoglio jornal do Malla, fallado Usadle uVoV'a?" "
da provavel e imminenle partilha do imperio ot-1 S pa
gle"' ooSlCa^roneo^t;era"ran'J a fU 5*^' "*&*
SyriacTunys com S"g^'dHK ,*" rg^SSUT^1 BealC de Um
l^SSSJa ."rtiSfciC I I^KS ^ollins de ura chape,-
pados Danubianos, a Bulgaria e Constantinopla.
Que tal est o doentc, queja assim lhc repar-
FOUC4S NAVAES.
Segundo o Army and Navy Gazette de 16 de '
tem anticepadamente a heranca !
ARCIIEOLOGA.
Segundo o o Jornal de 1' Oisc acabara do
descobrir-se perto de Perrefonds os restos de
povoaces enterradas. Tambem se descobrio um
theatro romano e um templo consagrado
Apollo. As ruinas destes dous monumentos fa-
rao a gloria de Pierrefonds, pois desde que se
destruio o de Sagenlo, em 1807, nao havia nc-
nhura theatro romano.
As esculpluras adiadas recordara a arle roma-
na nos seus melhorcs lempos.
Os baixos relevos sao modelos admiraveis de
perfeicao e grara.
Pierrefouds, j era 15o notavel pola sua situacao
pittoresca, pela caca, por snas salulares aguas
mineraes e por suas ruinas golhicas, augmentou
a sua celnbridade com as raras antguidades re-
centemente descoloras.
Para rehissa.
Mr. Joseph Popper, de Praga, escreve ao Ost
Deulche Post, para lhc annunciar que descobrio
ha 8 mezes o meio do regularisar a navegado
aeria por um raolor que pode alni disso substi-
tuir felizmente a maior parle da
im pedreiro ; Borriech
m ourives ae prata ;
leiro ; Eurpides de urna fruleira ; Frankli de
um sebeiro ; Flechier de um logisla ; Hray de
um tabellio ; Horacio de um livreiro ; Lawren-
ce de um emprogado de alfandega ; Massilon de
ura torneiro ; Moliere de ura armador ; Moor de
ura espadeiro ; Quinault de um moco de padeiro ;
Rarabrad de um molciro ; Rosseau do relojoeiro ;
Rollin de um cutileiro ; Schakspeare de um car-
niceiro ; Sixto V de um porqueiro ; Sudgen de
um barbeiro Sumberland de unrpaslor ; Virgi-
nio da um padeiro ; Voltaire de um recebedor
de impostos.
DESCOBETA.
Ha alguns dias fez-se urna descoberla na egre-
ja calhedral de Nantes, que actualmente se est
reparando.
N'um pequeo tmulo que as escavacoes fke-
ram descobrir, acharara-se duascaixas de chum-
bo, que se suppde encerrarem o corarlo e entra-
nhas do Philippo Augusto, que a trad'ico aflirraa
ter sido sepultado no coro da egreja do Nantes.
Estas caixas estavam aberlas, mas o que conli-
nhara eslava quasi intacto.
Cr-se que j foram descobertas e repostas no
tmulo em 7 de abril de 1629.
plmente de gozar da ventura domestica com a
joven e bella Iseult. Nao so fallara senao nesta
felicidade conjugal, que causava a inveja de
muila gente.
Urna tarde, quaai ao anoitecer, ouviram-so
sentidos lamentos borda do fosso do castello
do afortunado baro. Baixou-se a ponte leva-
dla. Urna joven, escorrendo em agua, atra-
vessou a ponte e foi recobida no castello se-
gundo todas as leis da hospilalidade cavalleiro-
sa O baro e a bella Iseull desceran! para ver e
ouvir a menina, que Ihes narrou, chorando, a
sua historia.
Descia o Rhodano n'um barquinho, com o
meu pobre marido e dous remadores, disso ella,
quando ura furaco nossubmergio. Um dos raa-
rinheiros segurou-me pelos cabellos, e,
dando com a oulra mao, trouxe-mu
onde a bondado divina permittio que che-
gasse com vida. Iamos para Roquemore, pa-
ra as adamadas vinhas que meu marido all
possue.
Iseull chamou as suasaiase ordenou-lhes que
livessem o cuidado na joven naufraga do Rho-
dano.
O baro, que era bom, era lempo de paz, para
fazer esquecer a seus visinhos as crueldades que
praticava em lempo do guerra, junlou-se a
fseult, aflm de cumprir os santos deveres da
hospilalidade
na-
praia
No
mava
do baro
dia seguinle, a naufraga, que se cha-
Berengere Cubesling, "veio despedir-se
instada,
Momas.
e de Iseult
que annuio a
porern lao vivamente
icar alguns dias em
para o castello. No da seguinle, su. mulher
raandou-me doze oncas de ouro pelo resgate do
prisioneiro. Recusei; o que era muito honroso
para mim, porquo n'aquelle momento nao pos-
suia um s dinheiro. Fez-se-me segunda pro-
posta. A senhoria de Sgorges cedia-me em to-
ta a plenitude, a mim e ao meu ramo varonil,
as vinhas de Cole-Beuie, que, sera contestado,
produzem os melhores vinhos d'estes silios. Re-
cusei ainda ; recusa mais honrosa para mim, por
sso que havia tres annos que nao bebin seno
agua pura da cisterna des Adris, o que me cau-
savs ura ardente desejo de provar de hora vinho.
A supposta naufraga do Rhodano foi destr-
menle interrogando o baro cora porgunlas insi-
diosas, e acabou por descobrir que seu marido
liona estado prisioneiro n'este medonho carcere
e quo havia siJu morlo por ordem expressa da
castellaa Convinha, pois, nao dar a conhecer a
vinganra antes de a effectuar. Era necessario
que ella recahisse seguramenlo na culpada S a
castellaa mereca um terrivel castigo.
A eslrangeira moslrou, pois, a maior candura
e recohecimenlo em quanlo habilou no castello,
e, chegando o da da partida, agradeceu aos seus
hospedes cora urna cffuso cheia de franqueza.
Dos seus proprios olhos correrara algumas la-
grimas, d'aquellas que urna mulher lera sempre
sua disposico para os momentos supremos,
Depois,
disse-lhe:
dirigindo-se criminosa castellaa,
vapor, era razao das vantagens nolaveisque of-
ferecc pela simplicidad, barateza, e segu-
ranza.
Com esto processo nao necessario o emureso
,' do ii> n^\L V Gm JUnh d W Um l0- d0 6. e- cm aso de accidentes impro"Xs?a
QflfZSSESZ* Send0'J;,6 a ""do; desoda se opera por meio do pra-qudas, ds-
,. '" '""oiruicao. I postos em loque.
r aviS VSFJSi d,TS a"2tn?nlad0 cm.155 O navio aerio smplesmenle uraa gndola c-
ranos, o que eleva a esquadra franceza hoje a '
INCENDIO DESASTROSO.
No dia 29 de junho houve era Sirasburgo ura
machinas de incendio quo deslruio na praga do Templo Novo
o collegio de S. Guilherme e duas casas, n'uma
das quaes so achava a livroria Berger Levraull,
queimando-se mais de 25,000 volumes.
A perda avaliada aproximadamente de 300 a
3o0 mil francos.
NOVA EXPERIENCIA.
No da 1, s 8 horas da manhaa, fez-se em Bar-
- Jo movimenlo para cima e para baixo,"uaratraz e'cel'0"a urna experiencia do Busio submarino,
i"",,! \IP Zl a m S C, ^00 para dianlc- ^edece s impulsOes do motor, quo inventado pelo michinisU D. Cosme Garca.
cavaHos V'p0r :00 n^10 0ulra cousa ,nais d0 1"e a 0TC-a de re" invenlor fez funeciooar o apparelho submer-
rao determinada por urn desenvolvimnto conli- gindo-o iustanlaneamente no fundo do mar, na
O efTectivo da marinha russa em fim de 1858
era de 158 navios, nao comprehendendo as ca-
.lioneiras.
Assim, a Franca ea Russia reunidas, poderao
[ >r em liuha 713 navios.
A Inglaterra lera 220 navios de vela e 530 a
vapor, o que d um total de 750 navios.
Deduzindo os navios invlidos, o jornal inlez
t'.ra a seguinle concluso :
Aos 620 navios russos e francezes, tripulados
por marinheiros aprendizes o guarnecidos por
s 'Idados sem o p martimo [iciihoul llieir sea-
leg) poderemos oppr pelo menos 650 navios
Montados por marinheiros inglezes. O encontr
[-o se dssel seria terrivel, mas ns nao recoia-
i.ios os resultados.
Segundo o relalorio presentado na cmara
los cummns, a esquadra ingleza nao conla actu-
; luiente menos de 9:000 mocos, oque urna
excellente mina do marinheiros.
A reserva comprehende 23 821 homens, in-
duindo os 6:83 i marinheiros empregados no li-
tural.
O PERICO DAS CRINOLINAS.
O jornal de Edimbourg Scolsman conla
ishn o seguinle acontecimenlo que se deu
Ludo da nao ingleza Royal Albert ancorada
cora a esquadra da Mancha, no golpho de Edim-
bourg:
No sabbado, na occasiuo era que os visilan-
tes enchiam o torabadlho da nao, urna dama
que trazia ampia crinolina passou perto da pe.:a
carregada sem bala para os signaos. As dobrs
nuo de eleclricidaJc.
O molor collocado no centro da gravidade do
navio. E' um forte cylindro do cobro fechado de
ura lado, terminando do outro cora urna lampa
que serve de vlvula.
A lampa, sustentada por urna mola, retem a
agua que cnche o cylindro, e que por este meio
conserva sempre o seu nivel. Pela parede do cy-
lindro passam dous los de metal, por meio dos
quaes se conduz por baixo d'agua urna falsea elc-
trica.
A agua violentamente projoctada para a fren-
te, o a resistencia que cnconira na lampa fecha-
da do cylindro, determina urna reaedo sufrid-
ente para impellir a gndola n'um sentido op-
poslo.
O ponto capital o imprimir elcclricidadc o
grao de forca conveniente, c islo se faz fcilmente
dando mais ou menos inclinado urna das bas-
tes, ou melhor ainda, a ambas. Oblem-se assim
drecdo que so quer, evitando lodo o abalo
desagradare!.
Segundo o inventor, basta islo para resolver o
diflicil problema da navegado aeria.
maior profundidade do porto, permanecendo por
um longo espaco de lempo sera comraunicado
com o exterior.
Tornou a fluctuar sua vontade, e permane-
cendo por algum lempo entre duas aguas, andou
Quera sena capaz de suppor, por muilo sagaz
que fosse, que era todas estas scenas se occul-
tava um horrivel trama, urna machinicSe de
vinganra e de mortc ?
Bcrengore mostrou-se mui alegre nos seguin-
tes das, e pedio ao baro licenca para visitar o
castello, de que rauilo se fallava as duas mar-
gens do Rhodano. O baro vio que nao devia re-
cusar um pedido de curiosidade lo natural, o
como, apezar de ser feliz, ainda linha bas-
tantes motivos de aborrecimento, quiz elle
mesmo ser o conductor da joven e3lrangera
alravez dos mysleriosos subterrneos do seu pa-
lacio.
E' um terrivel inimigo cm lempo de guerra,
d[sse-lhe a mulher de Roquemore ; mas, na paz,
nao ha cavalheiro mais amavel.
Sao os meus visinhos, disse o baro,
me obrigam a guerrear.
que
O ollicio sempre lhe agrada alguma cousa,
replicou, rindo, Berengere.
Verdade que me nao desagrada. O caso
que todos gostanios de guerra, como os caes gos-
tam de caca,
dos dias.
Ura dia de balalha o mais bello
Segundo ouvi dizer, fez muitos prsonei-
ros n ultima guerra, nao verdade "? pergunlou
Berengere com modo indferenlo.
Muilos.
- Desejava ser rica como a dama de Cruas
para lhe fazer um mimo, quo lizesse inveja ao :
rei; mas, quando o corado d. o mimo sem-
pre valioso. Digne-se, p'ortanto, aceitar, como
lembranca do meu reconhecimento, este collar
de comas de cedro do Lbano, que me foi trazido
da Palestina pelo monge Euguerrando, c traga-o
sempre, porqu preserva de lodo o mal.
A castellaa, quo receiava sempre alguma des-
grana desde que commeltera o crime, aceitou
este preservativo com empenho supersticioso e
p-lo ao pescoc.0.
Ora esto collar linha sido composlo por um
sabio alchiraisla de Verona, e as contas eram
fcitas de urna substancia homicida, que em pou-
co lempo produzia urn resultado fatal. As exha-
lares que d'ellas sahiam formavam dante do
nariz e da boca urna nuvem invsivel de veneno,
que pouco a pouco se infiltravam na cabeca
causavam no sangue o resfriamento que precede
a morte.
O baro, uraa manha, accordando achou sua
mulher paluda e fra como urn cadver, e, atlri-
buindo esta morte sbita justa punido do cu,
fez voto de se enclausurar no raosteir de Nossa
Senhora do Brou, cujo prior tinha urna alta re-
putado de santidade.
Tambem era memoria do patrocinio da Virgem
tornaram por armas da cidade asuaimagem,
com o menino Jess reclinado no peito, e collo-
cado entre duas torres, com a legenda : Civites
Virgintt; cidade da Virgem.
Eslas armas forara gravadas no anno de 1012.
D. Egas, filho segundo de D. Mousinho Viegjs,
foi bisav de D. Egas Moniz, Ilustre porluense,
de quem descende a familia dos Coellios, urna
das de mais antiga nobreza de Portugd.
Do titulo da Senhora da Vandoma tomou o
arco sobro o qual eslava collocado o nome de
Arco da Vandoma, que sempre leve.
V-se, pois, que imsgem da Senhora.cuja ir-
mandade acaba de reorganisar-se, se associam
memorias tradicionaes no monumento que as re-
corda.
RETRATO DE SCHILLER.
Mr. Amberger, pintor allemo, descobrio
em Bale, amonloado n'uma loja de trastos velaos,
ura retrato de Schiller de que ninguem tinha no-
ticia. A baronesa de Gleichen, fllha do grande
poeta, reconheceu a semelhanqa do retrato, qua
o duque de Saxonia-Weimar pagou, mandan-
do-o para o Schiller-Haus de Weiraar.
c
com elle e o virou era todas as direcces, fosen- ten0
do todas estas manobras com a maior preciso e
dizcm que se fizeram muilas
- que havia alguns que
inham sido morios nos carcere3 deste
Tambem
trocas.
Certamcnle, corno sempre; 6 a sorte da
guerra : aprisiona-se ou ca-se prisioneiro.
Disseram-me mais
cas-
seguranca.
Poucos foram.
Mas, ainda assim, sao demasiados, baro
des Adris. .
PROGRESSO.
Segundo algumas experiencias feitas recenle-
menle era Londres. verQcou-se que a clectrici-i _. Tm .&* i,u. a i .
dade pode ser applicada com grande utilidade iei dl r"?: beI!".dama ; mas 'ambem a
lavagem da roupa brinca. ^ da S"erra- IIa P"sioneiros que nunca se res-
Mistress Merell, diz o Times, foz construir um !, ;U^m-,?e.U..:?a",,a9Se """^c. acredite que
apparelho no qual o fluido galvnico percorre a
PRESENCA D'ESPIRITO.
Acaba de fallecer cm Franca o general Loreton
umonlel, um dos olliciaes" que combateu na
frica, e que presentemente se eutregava a
balhos agrcolas.
O Correio de Lyon cila o seguinle fado, que
suflicicnle para llustraruma carreira militar :
No sitio de Zaalcha, H. Loreton Dumontel
era coronel do 48 de linha. Quando so achava
cora o seu regiment empenhado no assallo,
do vestido da dama levautaram tao infelizmente ac''cu-sc sbitamente delido por um largo e pro-
o martcllo, por meio do qual se bate a espoleta ifundo fosso cheio d'agua lodosa, que rodeava a
fulminante, que o tiro parti, levando por perto mural"a sitiada, de onde sahia um fogo morli-
do hombro o braco d'um pobre marinheiro que fero'
agua que serve para a lavagem, o por este meio
oblcve nao s uraa brancura extraordinaria, mas
tambem urna grande economa de lempo.
O baro de Momas.
Quando se desee o Rhodano, v-sc, na mar-
ge m esquerda, as ruinas do castello do baro des
Adris, junto da aldeia de Mornas.
Contam-se cousas singulares acerca desto so-
'ar, e, entre outras, urna ancdota mui co-
io entregara.
o guardara, se o apanhasse? re-
E onde
plicou ella.
Oh I lenho urna soberna masmorra p-ara os
presos de alta monta ; vou moslrar-lh'a.
O baro mandou abrir por um criado a porta
baixa de umapriso subterrnea, e, tendo accen-
dido duas tochas de cera amarclla, entregou una
a Berengere o disse-lhe :
Ira- nneclJt m" cuja aulheuticidado nao aQianc.a-'podo entrar.
Se nao se assusta
eslava tranquillaraente sentado por diante da
boca da peca.
Depois de ter recebido os primeiros socorros
dos cirurgies de bordo, o ferido foi transportado
para o hospital de Leilh n'um estado desespera-
co. Esto accidente lancou a conslernago no
meio da multido dos visitantes, e cuslou muilo
Depois de esforcos nuteis para transpor este
obstculo, a cabera de columna principia de re-
tirar.
O coronel, que procurava urna passagem, ola
este raovimehto do retirada. Em vez de fazer
aos seus soldados urna arenga maneira de Tilo
em ver estes horrores,
, r ., -i a?m. T e CUSl0U n,,Ul I Livi0- vol,a-se co'" af detnr a nTr Ch"8* inV0.'Un" di,a n'um simPlcs orro dc manobra. c grita-Ibes
oinoo da detonado / ^esmaiada ao de longo com um sangue fro imper.urbavel :
itmpo di deonarao. 0nde dabo jdeSi mcus r g ?
DAO ESPERANCAS.
i' i Jornal do Educago do Oho ( America
do Norte ) annuncia que em urna das escolas
uaquelie estado, composta de Irinla e cinco alum-
nos dos dous sexos, ha nove meninos que mas-
r --------------------- ________________
I OJLIII/ri31
I
por
PAULO DE ROCK.
aqu
E entre cada interjeico, assoava-se tranquil-
lamente no meio das bailas que lhc assobiavam
aos ouvi,ios.
Tudo sto foi feito e dito cora urna tranquilla
ingenuidade lo divertida era semelhanle oceur-
renca, que lodosos soldados se pozeram a rir, e
mos.
Quando o Sr. des Adrets, as guerras da rel-
gio, trazia para o seu solar os prisioueiros he-
reges, mandava que os conduzissem al ex-
tremidade de um rochedo corlado a pique, cima
do Rhodano 500 toezas, e ahi os convidava, sob
pena de serem enforcados, a tcnlarem este salto
de 1.cucado.
Ura dia refere a chronica que certo prisioneiro
faceto manifeslou alguraa hesitago.
Entao por que nao sallas primeira ? lhe
dsse o baro.
Salle o Sr. terceira, se capaz, lhe res-
pondeu o huguenole.
Esta circumslancia basta para dar urna idea
do genio pouco sociavel deste baro e mostrar
de que altura eram as muralhas do seu castello
feudal.
O baro tinha casado com urna mulher que
muilo amava. F.ra fllha do conde de Cruas, ou-
tro senhor feudal das margens do Rhodano. Cha-
mava-se Iseult. A sua belleza nao tinha egual
as proximidades do rio. Quanlos trovadores ce-
lebraran), naquella poca, os lindos olhos da ba-
roneza des Adrets I Os sirventes occitanicos cho-
viarn sobre o seu solar.
Berengere enlrou com
do e examinou a priso
dado.
passo dse rabaraca-
com minucioso c-
Ah I disso ella com lodo o sece?, aqui os-
la ura nome que eu conheco... O Senhor de S-
gorges... Os prisioneiros' leem tolos a mana
de escrever os seus noraes as paredes das suas
prises... Segundo parece, o Senhor de Sgor-
ges foi seu prisioneiro, baro des Adris?
Sim, senhora... E era um valente hornera,
asseguro-lh'o eu... Estmei mais quando o vi
preso-do que quando o vi no campo de balalha. I
Deu que fazer aos meus vassallos de Mornas. O'
anno passado, apresenlou-se um da, cavalgando
trente de duzenlas langas, vindo do lado dc
Sorgues ; nos apenas eramos cento e cincoenla,
mas todos fortes e bons marinheiros do Rhodano,
soldados de fero. Mandei tocar a arancar o a
carregar; liveraos um vivo encontr. Pegamo-
nos corpo a corpo, eu e Sgorges ; iros langas
voaram feitas pedagos dc parto a parle. A rni-
nha quarta langa traspassou a armadura do seu
cavallo o raatou-o. O cavalleiro cahiu.
th ,-,a. ------ o raatou-o. O cavalleiro cahiu. Os meus
ignada a P^entre as margens colossaes homens levantaram-no do chao, como
se fosse urna espiga de centeo, c trouxeram-nc
do Rhodano, o baro des Adrets cuidou princi-
XXVIII
Encontr.iludanea de domicilio.
(Conlinuago.)
Sabretache esfregava as mos de contente di-
zendo :
Era o que eu diza ; passeio e mais passcio;
vejam l como j est fleando bonita como urna
llr ao sol!
A menina nao tinha necesidade de sol para
serum rosa disse Patarata ; mas o mesmo, o
ar faz-lhe bera.
E todas as vezes que sahiam offorecia o seu
brago moga que agradeca e tomava o de Sa-
brelachc ; mas nem por isso o mancebo deixava
de renovar o seu offerecimenta na vez seguinle.
Havia j algum tempo que Ceriselte, renun-
ciando a ficar em casa, quasi todas as noiles ia
dar seu passeio pelo brago do seu prolector. Nen-
Imm acontecimenlo viera perturbar essas modes-
tas dislrag6cs, o os recelos da moga comegavam
a dissipar-se.
.. Por mnha vida, nao me tinha engaado !
E Ceriselte Ah estimo muito encontra-li, m-
nha bella fugitiva ; temos muito que conversar.
Se nao fosso o Trinca-denles eu passava sem v-
la: mais islo um bichinho de um faro impa-
gavel I
Ao mesmo lempo, o Sr. Minos, porque foi el-
le que passou para a frente da moca como para
tomar-lhe o caminho, e olhando para Sabretache
com modo insolente disse-lhe :
Meu charo, largue esta pequea, lenho o
direito de leva-la comigo e quero usar rielle.
Ah estou perdida 1 murmurou Ceriselte
agarrando-sc com forca ao brago de Sabretache.
Patarata olhava para Minos lodo espantado.
O dono do Trinca-dentcs quiz juntar a acgo
s palavras e tomar o brago de Ceriselle ; porra
Sabretache dando-lhc umvalenle impurro, en-
tregou a moca ao Patarata dizendo-lhe :
Eu te a confo, conduze-a nossa casa.
Olha querespondes por ella l
Est felo disse o Patarata, respondo por
; ella !
Que l isso ? Enlo o seu amigo leva a
| pequea I disse.Jlinos querendo separa-los. Mas
Sabretache naJMke deu tempo para isso ; agar-
'' rou-o por unB), puxou-o para traz, e en-
rostando-o a uilHEatvore, apertou-o com tanta
, forga que o pelil-lnilre balbucou :
- Mais devagaVzinho, com" os diabos, meu
amigo Olho que me est fazendo nodoas no
corpo 1 Veja quo pode arrepender-se dessas ma-
netas.., ei de alravessa-lo com a rainha espada
ou melter-lhe urna bala na caboga. Furo urna
noeda de cinco sidos no ar com urna pistola.
Urna noite que Sabretache rollara do Irabalho Vocao s-rV%,em estfollando P
mais larde, dmgiram o passeio para outro lado, j p0js ests muito enganauuIivZh MUn
Isto assim nao tem geito I disse o Patarata do cora um troca-tinlas, com um bandalho o
ao sahirem. Porque razo havemos sempre de
vollar esquerda ? Mostrando a mademoiselle
Ceriselte so o Jardim das Plantas e a borda
d'agua, ella nunca conhecer Pars ; do outro la-
do mais elegante.
Sabretache nao penson que seria imprudente lo-
mar para o oulrolado do bculevard ou lano mais
quanlo faria firme leudo de nodeixar que Ceri-
selle fosse alea ra Santonge. A mega deixou-
se conduzr, por que nao conhecia Pars.
O tempo eslava indeciso, era noite, e os bou-
levards eslavam quasi desertos Chegaram todos
tres ra Menilmonlanl e iam vollar para casa
quando Ceriselte sentio o quer que seja rogar-
lhe no vestido : abaixou os olhos e vio ura co-
quem quebr j.ascostellas, se nao se cala, e de-
pois havemos de ver.
Mas, senhor...
Cala-te, j le disse, miseravcl, que te alre-
ves-te a insultar aquella menina.
Aquella menina... embagou-o, meu velho,
aquella menina foi...
Sabretache nao o deixou acabar ; deu-lhe lo
violento murro nos quexos que o alirou no chao
grilando-lhe :
Isto s um lembrete ; porm se cahires
na asneira de te chegares aquella menina, pro-
meti dar-te um^de que nao te lias do levantar.
Nao le csquegas.v
Depois de ter dito isso, Sabretache tratou de
Diz-me c
quera levar tua
lano desavergonhado...
um biltre que j tem perseguido Cerisel-
te por muitas vezes.
Enlo esl apaixonado por ella?
Creio que sim.
Pois olha ; pode nem limpar a mo pare-
de com o seu modo de fazer a corte com fcicoes
dc mata-mouros.
Afiiango-te que nao repetir a graga... dei-
Iho urna ligo que nao lhe hade esquecer.
Fizeste bera. A menina vinha cora um mo-
do.., Por mais que eu lhe dissesse : Nao tenha
susto ; seu lio um valenlo. Comqunnto nao
livesse cagado leoes comigo, podo com dous do
calibre daquelle peralta que lhe falln. Qual
historia nao havia nada que a traji.iuillizasse.
Eu senta pelo braco que ella eslava tremendo co-
mo urna folha. Aposto que ainda est assim.
Nao, nao j passou, disse Ceriselte com
voz tal que desmenta as palavras.
Emfim nao precisam mais de mira ? lepli-
cou o Patarata.
Nao, meu amigo,podes vollar para tnacasa:
nos vamos descangar : Ceriselte precisa muito do
descango.
Enlo al mais ver; boa noilc mademoi-
selle.
E Patarata decidio-se ainda que, com bem pe-
zar do seu corago, a relrar-se.
Apenas ello sahio Ceriselte derraraou abundan-
tes lagrimas murmurando:
Esl vendo, meu amigo, a que o'exponho?
Quasi que sc_ bale por mnha causa I
Oh! nao tenha sustos, minha filha. Gente
da laia daquelle sujeilo nao perigosa; osles mi-
do ipiai sempre sao uns cobardes, vnlen-
ull
IRMANDADE DE N. S. DA VANDOMA.
Tendo-so demolido o arco chamado da Van-
doma,que era oultimc existente do antigo castel-
lo da cidade, a imagem da Senhora, que eslava
n urna pequea capella sobre o arco, foi muda-
da para a capella do Senhor da Agona, no claus-
tro da S.
Em consequencia d'islo, reorganisou-sc de
novo a irmandade da Senhora da Vandoma, ins-
tituida era 1634. Por alvar do governo civil
de 22 de mao ultimo foi confirmada a reorga-
nisago da irmandade, que tera por fim a con-
servago de um monumento religioso, que pren-
de com a historia d'esta cidade.
A' este respeito diz a Iradigo:
Sendo a cidade do Porlo fundada no anno
ni, foi no espigo da 3 seculos dominada pelos
Suevos, que a fundaram.os Godos.que a conquista-
ran!, o os Mouros, que senhorearam at o rei-
nado do D. Affonso I, o calholico, que a reslau-
rou em 820.
Abderraman, rei de Cordova, veio com ura po-
deroso exordio para a reconquistar, porm foi
derrotado por Hermenegildo, que D. Affonso ti-
nha feito conde d'est cidade.
O combale leve logar junto fregiiezia de
Carapanha, no sitio onde passa um pequeo rio,
que d'ahi tomou o nomo de rio Tinto, o o sitio
para onde davam as tres partes da cidade tomou
o nome de Balalha, porque foi por all que os
christos sahiram a pelegar. Porra Alraangor,
capilo rabe, veio, depois, de Cordova, cora ou-
tro exercilo muito mais poderoso e arrasou os
muros do Porlo.
Assim permaneceu despovoada a cidade, at
que no anno de 999 uns fidalgos gascoes entra-
ra m pela foz do Douro cora nrna grande arnida
para expulsaren) os Mouros. Fram chefes d'esta
armada D. Mouzinho Vegas.D. ^esnando, seu ir-
mo, que depois foi bispo d'esta cidade, e None-
go, que para lomar parte na empreza renunciou
o bispado de Vandoma, na Franca.
Apenas desembarcaran! na margem do norte,
dirigiram-se para o lugar era que existiam as
ruinas da cidade, que reedificaran!, guarnecen-
do-a de elevados Muros. Deixaram n'ella guar-
niro e sahiram logo a expulsar os mouros do
resto da provincia que dominavam ; e como to-
rnaram a Virgem por sua protectora, chamavam
por isso s trras que conquslavam Trras de
Santa Mara nome que ainda conservam al-
gumas Ierras da Eeira o Guimaraes, quo foram
as primeiras que conquistaran!
No bairro alio da S. diz a historia, sobre um
arco esparoso, que d entrada e sahida ao in-
terior da cidade, ha urna capella consograda
Virgem, com o titulo de Senhora da Vandoma,
cuja imagem, dizem, trouxeram de Franca os
mencionados Gasces.
quera era aquelle sujeilo que ; nos mudemos. Amanha vou tratar disso. So-
Acheio assim um cegu, minha; fllha durma. esquega o aconteci-
menlo desla noite; havemos de fazer com que
se nao repila
E Sabretache subi para a sua aguafurlada dei-
xando Cerisetlo que debalde procurava descan-
car ; o tremor nervoso que lhe occasionisara aquel-
fe fatal encontr nao a deixou toda a noite.
D'ahi a dous dias, Sabretache, que aproveitara
0 lempo chegou a casa peld meio dia com um
cariinho de mudanga e mandou depressa levar a.
sua mobilia, dizendo:
Achei o que queria. Faga depressa as suas-
Irouxas, minha fllha ; a Rgiondel est paga, po-
demos mudar as tendas. Tenho ahi em baixo
ura carro nossa espera. Tive o cuidado de tra-
zer um que nao deste bairro; bem finorio hado
ser o que der com o nosso ninio.
Corisette depressa arrnjou o que lhe perten-
cia e desceu pelo brago de Sabretache.
E onde vai morar o Sr. Sabretache com sua
sobrinha? disso a abilhuda da porleira earre-
gando cora affectagao nesta ultima palavr.
Se lhe pergunlarem, respondeu Sibretaohe,
a senhora tem o direilo de dizer que nao sabe.
XXIX.
Um amigo, verdadeiro.
O carro depo3 do andar muito, paro nos
Campos-Elyseos na porla do urna linda casa da
ra Ponthieu.
Sabretache apeou-se com Ceriselte que olhava
toda admirada em lomo do si; havia tal difTe-
renca enlre o raodo, o trajar c as maneiras dos
habitantes desso bairro dos de Santo-Antonio,
que a moga pensou ter sahido de Paris e entrado
cm oulra cidade.
Em vez de urna casa velha e sombra, mal edi-
ficada e maltratada, Ceriselte entrou cm urna
Alosa leo,
Os bosques d'Alerce, de Esco3sa, vjo desap-
parecendo.
De vinte o oito milhes de arvores que tinharu,
apenas exisle cousa de um milho dellas, sera
que se saiba a causa, que as faz seccar.
A perda de importancia, pois nao ha melhor
madeira que a d'Alerce para travs dos caminhos
de ferro.
No incendio que hovc no dia 10 dc junho,
em Constantinopla, arderam em oilo horas mai
de mil casas.
O hornera mais alio de Frangs, morreu l-
timamente cora 71 annos de edade, perto de
Rouen. Chamava-se Carlos Gruel de ndrevillo
de Nesle, e era fabricante do vidros. Tinha de al-
tura 8 pos c algumas (talegadas-, c gordura pro-
porcional.
No dia 21 do passado morreu o general in-
glez Dungley, que servio na guerra peninsular e
tomou parte na balalha de Waterloo.
No dia Io do corrente falleceu ou'ro genera!
inglez, sir II. Slratford Scott.
Urna correspondencia de Paris diz que, se-
gundo constava naquella capital, o principe Jero-
nymo Bonaparlo deixou era seu testamento toda
a sua fortuna a seu Cilio o principe Napoleo,
deixando sua fllha, a princeza Malhilde, ni-
camente o que na eonformidade da lei lhe par-
tencia.
Um jornal publica a seguinlo receila para
conservar o peixe :
Com migas de pao o espirito de vinho de 32
graos se faz urna massa, de mediana consisten-
cia,cora s qual se enche a bocea e guelras do pei-
xe. Cobre-sc depois com ortigas frescas, e urna
carnada de palha por cima dostas, que se rocia
com agua pura de tres em tres horas. Pode as-
sim, por rauilo que seja o calor, ser coiiduzido
sessenla e setenta legaas de distancia e*conser-
var-so fresco.
A academia do sciencias de S. Pelersburgo
havia enviado urna erpedicft. para explorar sob
o poni de visla da historia natural, os sargagos
dos mares Oural e Caspio. M. Borlschakoff, que
forma parle da expedigao, como botnico, acaba
de apresentar um relalorio geral muilo inl^res-
sanle sobre a vegetaco dos paizes em questao.
As especialidades reunio-as em forma de mono-
graphias, urna das quaes, a do genero catligo-
num, representante mui caracterismo da flora
dos sargagos, contm muilas parlieularidades no-
vas. Oulra monographia, que tambera terminou
j, traa da descripgao das plantas umbellifera?,
que produzem resina e que sao muilo imprten-
los pelas suas applicages na pharraacologia. A
fira de poder comparar a flora dos sargagos do
Oural e do mar Caspio com a vegetado de outros
paizes, Mr. Borlschakoff emprehendeu oulra via-
gem pela Europa para estudar os ricos materiaos
que exislcm nos principaes museusbotanicos.
[Commcrcio do Porto.)
zinho preto querendo fazer-lhe testas. Estreme-' relirTr-sefpo'rqu'e'la algumas"' pessoas'qu'e" iam
1 passando tinhara-se chegado para saber o motivo
dessa luta ; mas o soldado eslava acostumado a
alargar e passo ; em pouco distanciou-so do seu
O que tem minha fllha? perguntou-lheSa-
bretache que senlio-a cncostar-se-lhe com mais
forga ro brago J est cangada ?
Nao, disse a moga com voz alterada. Mas
desejo vollar para casa: vamos mais depressa.
Apenas acabava essas palavras alguem tocou-
lhe no hombro euma voz que reconheceu inme-
diatamente disse-lhe chasqueando:
() Vide o Diarioa. 186.
adversario e chegou casa no momento era que
Patarata e Ceriselte iam entrando.
Ceriselle eslava paluda e trmula ; nem tinha
forga para fallar; mas no cntantointerrogou Sa-
bretache com uro olhar; esle tranquilisou-a com
um gesto e disse Patarata :
Estaraos em casa ; obrigado, camarada, nao
precisamos mais de ti; al. (i Yista,
toes cora as raulheres. nateme ^uonda'sao qua-! dessas habitages bonitas, graciosas, elegantes,
tro contra ura. Mas del urna boa correegao como sao l0us 03 d'.enr. atravessou um bello
aquelle, e garanto quo nao lhe fallar se liver
a desgraga de enconlra-lo.
Oh I bem v, eu nao devo sahir, por que
taes monstros.... Se soubesse o mal que me Ta-
zn) Nao sei se ainda poderia supporta-los.
Pobre menina disse Sabretache examinan-
do Cirisette que ainda eslava sob a impresso
nervosa que a pouco sentir. Pois enlao esses
miseraveis ho de priva-la do ar, do sol, do pas-
seio, do que sustenta a sade emflm ? Nao, nao
hade ser assim.... Pars grande, podemos es-
colher ; nao direi mais ond vou morar e hade
ser bem esperto o que dercomnosco
Pois que. meu amigo, ha de deixar os seus
habites, urna cosa que lhe agrada, e abandonar
pessoas que lhe do que fazer 1
Ora histerias I Hbitos, adquirem-se muito
depressa outros, a casa nao me grada, pelo con-
trario, nao lenho quarto aqui e a porteira falla
pelos cotovellos ; freguezes, isso acha-se em to-
da a parte. Quem tem bons bracos e nao pre-
guigoso, pode viverem qualquer bairro. O que
preciso antes de ludo, que voc esteja soce-
gada, tranquilla, que possa sahir sem receiar
mos encontros, e por isso indispensavel que
pateo muilo claro, e aceado, e subi urna escada
de corrimao dourado, cujos degros estavam es-
fregados e limpos como o soalho de um salo.
- Islo soberbo 1 murmurou Ceriselte pondo
ligeiramenle o p nos degros. E vamos morar
nesla bella casa ?
Sim, minha filha, e teremos cada um de
nos o nosso quarto sem ser mais caro do que on-
de estovamos... E' apenas ura pouco raais alto...
V 3ubindo, rass urna escada deslas nao canga.
No quario andar a escada nao linha mais en-
cerado, porm era sempre clara e aceiada ; che-
garam ao sexto, onde nao havia meio de subir
mais. Nesse patomol havia muilas portas; Sa-
bretache abri urna dellas, e introduzio Ceriselte
no seu novo alojaraenlo que se coropunha de
urna pequea enlrada que dava para dous apo-
sentos separados. Um desses aposentos, que li-
nha chamin, era o quarto da moga, o outro, era
de Sabretache quo, dessa forma nao se via mais
obrigado a dormir em urna agua furtada. O lio
e a sobrinha lero pois cada um o seu comraodo,
estando apenas separados pela entrada. Ceriselte
eslava conteniissima cora a sua nova casa e ar-
rnjou a pressa, o que Ue troupe p mojo de tct
cados, ajudado por Sabretache que s fazia pedir-
Ihoqae se nao canensse, o que nao convinha a
ella quo queria quanlo antes ver-se installada no
seu novo domicilio. Respirava mais a vontade
nessacasa que lhc diziam ficar longe... bem lon-
go daquella que quizera esquecer.
A noite eslavo tudo arranjado o poderam ceiar
com descango. Enlo Sabretache disse a moga :
Espero que aqui, minha querida filha, re-
cobre vocc o socego e a sade.... porque bem veje
que o encontr d'ante-honlem eacommodou-a
muito... Entao nocome?
Nao teaho fomo...
Pois cansaco devia (azar-Uta apetite ; cra-
fim espero que' aqui descangar. Rcpito-lhe,
estaraos em outro bairro, quasi urna legua longo
do lugar que habitavaraos.
Oh tanto melhor... E a gente que raoral
nunca vera por c ?
Vera, porm mui raras vezes. Tomos muito
perto de nos um magnifico passeio, os Campos-
Elyseos, como no campo, hade agradar-lho.
Preferira nao sahir.
Para cahir doenle, pois nao Tomo a rc-
pelir-lh, isto aqui oulra gente... Ah a pro-
posito... reparci que aquelle miseravel, outro
dia, chamou-a pelo seu nome, Ceriselte...
E' porque eu o tenha dito quando fui pedir
pousada nessa casa.
Nao acha bom deixar esse nome ?
Oh sim, tem razao, nao devo mais chamar-
me assim...
Enlo como quer charaar-se?
Como voc quizer, meu amigo ; d-mo ura
nome que purifique o que eu j tive, e principal-
mente que o faga esquecer
Eu a respeilo do noraes nao sou l muilo
para que digamos... Moa. espera; lerabro-rae
que tive urna irma, quo morreu ainda crianca ;
chamava-se Agolha. Serve-lhe esse nome ?
O nome de sua irma ? Sera duvida, agra-
da-me muito.
Tanto melhor I Enlo, est decidido, cha-
ma-se Agalha agora, o aquelles que a chama-
rem por outro modo nao os conhece, sao uns lo-
leires mullo grandes...
Mas, mea amigo, e Palorata que sabe que
me chamo Ceriselte I
Ah I com a breca, tem razo I mas Patara-
ta... conlo-lhe ahi urna histeria qualquer, e elle
acrodita-me. E larabem nao sei quando torna-
remos a ver o pobre rapaz ; nao lhe mindei di-
zer para onde rae mudava... Urna deslas noiles,
hei de ir dar-lhe novas minhas no botequim,
mas por ora nao ha pressa.
Mas porque, meu amigo ? E' seu antigo
camarada, estima-o sinceramente, o sua compa-
nhia agradava-lhe...
Sim, tudo isso verlade ; raaspareceu-me
que elle algumas vezes a aborreca.
A mim I E porque pensa isso ?
- Porque? Minha fllha, deixemo-nos de ar-
cas encouradas ; entre nos pao pao, queijo,
queijo. Eu bem reparei que o camarada se der-
reta com roc, quo lhe deilava suas olhadellas,
q:ue dava cada suspiro de apagar um fogareiro...
1^vi tambem que todo isso nao lhe loava muito...
l verdade ou nao ?
Sim, verdade, meu amigo. Mas o pobre
Patarata nunca me disse nada que me podesse
desagradar, nunca pronunciou a menor palavra
inconveniente...
Com mil cartuchos Serapro quizer vo-Io
nessa Nao era voc, por ella, minha sobrinha ?
E quando nao fosse, eslava ebaixo da minha
proteego. Mas nao era disso qae eu tinha raedo ;
podia ser que o Patarata comecasse a fazer-lho a
corle, ficasse seriamente apaixonado por voc o
quizesse casar.. Voc eslaria por isso ?
Nao, meu amigo, nao quizera. Em primeiro
lugar, sabe que nao posso casar-me. Ser-me
permiltido aceitar a rao, o nome d am homcm
de bem ?
Nao sa falla nisso... Se chegassemos a esse
ponto... ha por aqui rauilo parochiano honrado
que casam com raparigas... ura I... Porm. tor-
nemos ao Patarata ; como o seu amor encommo-
da-a e nao pode ter resultado nenhura : ne-
cessario que se vier ter-nos trate de guarda-lo
comsigo ; bom rapaz, dar-lhe-het a entender o
verso o submetlcr-se-ha sem resmungar. Do
rontrario, pode fazer uraa cruz na minha porta.
No entonte vomo-nos deilor... Boa noite. Ceri-
selte... Forte cabega a minha !... Boa noite.
Agalha. Veja s o habite... Tal vez me escape
aquelle nome algumas vezes, mas entre nos, vo-
c nao se zangar ?
Zangar-me j com voc ? Ah seja qual for
o nome que me d, serei sempre a pobre moca a
quem relirou da vergonha, da infamia, e a quera
rtstituio com a coragem, a esperanga de ser um
da digna da sua estima, da sua anmade que
Ine lera um Feconhecimento eterno o que oania-
r como um pai. *
8*brctache deu um aperlado abrago em Ceri-
selte e enchugou urna lagrima que lhe bailava
nos olhos, murmurando :
Basta, basta, estou recompensado... Dur-
ma, descance...
Proposito, meu smigo, e Irabalho para
mim ? Bem sabe que a sua guarda-roupa esl in-
leiraraente preparada.
Sim, sei que tudo est em muilo bom esta-
do, bera orranjadinho.
Nao nossa Miar sem ter o que fazer, sbor-
recer-me-hia, posso fazer camisas e muilas outras
cousas.
Esl bom, havemos do tratar disso... An-
tes de ludo nao quero v-la tremendo como urna
folha. Quem treme nao pode coser... receio
quo voc esteja com febre.
Uto hade pas3ar dormindo.
(Confinar-se-Aa.)
PRN,- TYr\ DE M. F. DE FARIA.- 1860!'
." U '! '
~-


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