Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09140


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Full Text
1110 IIITi. HOMERO 189.
l
Pop tres mezes adiaulados 5$000.
Por tres mezes vencidos JOOO.
QUINTA FEIEA 16 DE AGOSTO DE 1860.

Por anno adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
EN'CARUEGADOS DA SUBSCRIPCAO' DO NORTE'
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli
veira; Maranhio, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fcrnandes de
Moracs Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa. ________
1'AKl'lKA UU> CORKhlOa.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Aoto, Bezerros,Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira. Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una, Barreiros.
AguaPrela, Piraenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiosparlera as 10 horas da manha.
EPHEMERIDES DO MEZ DE AGOSTO.
1 La cheia as 3 horas e 14 minutos da tarde.
9 Quarto minguante as 7 horas e 4 minutos da
arde.
16 La nova as 8 horas da tarde.
23 Quarto crescente as 8 horas e 16 minutos da
maehira.
31 La cheia as 6 horas e 38"minutos da manha.
PREAMAR DE HOJE
Primeira as 4 horas e 54 minutos la manhia.
Segundo as 4 horas e 30 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBNAES DA CAPITAL.
Tribunal o comraercio: segundas e quintas.
Relaro : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
PARTE 0FFIC1AL.
ministerio da justica.
Decreto n. 2,603 de 13 de junho de 1860. Des-
annexa o termo de Flores do de Ingazeira.na pro-
vincia de Peruambuco e crea neste termo o lugar
de juiz municipal e de orphos.
Hci porbem decretar o seguinte :
Artigo nico. Fica desanoexado o termo de
Flores do de Ingazeira, na provincia de Pernam-
Luco, e creado oeste-o lugar de juiz municipal
que accumular as funeces do juiz de orphos.
Jopo Luslosa da Cunha Paranagu. do rncu
conselho ministro e secretario de estado dos ne-
gocios da jusliga, assim o teuha entendido e ta-
ra ejecutar.
Palacio do Rio de Janeiro, aos 13 de junho de
JS60, 39 independa e do imperio. Com a ru-
brica de S M. o Imperador. Joo Lustosa da
Cunha Paranagu.
51 secgo Ministerio do negocios da jusliga.
Rio de Janeiro, 27 de julho tic 1860. llm. e
Exm. Sr.Rogo a V. Exc. a expedirlo de suas
ordeosafm deque, porconta do crdito do 10
do art. 3 da vigente le de orgamento se punha
na thesouraria da provincia do Par, disposicao
da respectiva presidencia, para concert do semi-
nario episcopal, a quanlia de 12:0ti0*000.
Prcvalccu-me da occasiao para renovar os meus
protestos de estima e considerarlo a V. Exc, a
quem Deus guarde.Joo Luslosa da Cunha Pa-
ranagu.Sr. Angelo Moniz da Silva Ferraz.
51 secgo.Ministerio dos negocios da justica.
Rio de Janeiro 30 de julho de 1860. lllm." e
Eira. Sr.Rogo a V. Exc. a expedigao de suas or-
dens alim de que, por conla do crdito do 9
do art. 3 da vigente lei de ornamento so ponha
na thesouraria da provincia do Maranho, dis-
posicao do respectivo diocesano, a quaiitia de
10:000g000 para reedificaco do palacio episcopal.
Prevalego-me da occasiao para renovar os
meus protestos de estima c considerago a V.
F.xc a quem Deus guarde. Joo Luslosa da
Cunha Paranagu.Sr. Angelo Moniz da Silva
Ferraz.
2" secgo.Ministerio dos negocios da justica.
Rio de Janeiro, 28 de julho de 1860.Illm! e
Eira. Sr.Em resposla ao officio de 25 de junho
ultimo, dirigido por V. Exc. a este ministerio, con-
sultando so podem ser applicaveis aos juizes mu-
nicipaes as disposicoes do aviso n. 78 de 7 de ju-
nho de 1858, quando o exigir a manutenco da
ordem publica e fr conveniente melhor admi-
nislracao- da justica, cabe-me communicar-lhc
que Sua Magestade o Imperador houve por bem
decidir que o governo pode ordenar a semelhan-
tes empregados que residara temporariamente
naquelles pontos onde mais convier, como o dc-
lerniiuou o aviso citado a respeito dos juizes de
direito e promotores pnblicos.
Deus guarde a V. Exc.Joo Lustosa da Cu-
nta Paranagu.Sv. presidente da provincia de
S. Paulo.
Ministerio da marinba.
Ilei por bom, usando do poder moderador, per-
doar aos reos do primeira desercao simples e ag-
ravada, e ao de segunda simples, perlencentes
armada, ao corpo de imperiaes marinheiros o
ao batalho naval, apresenlando-se dentro do
prazo de tres mezes contados da dala da publica-
cao do presente decreto em cada comarca : in-
cluinlo-se lambem nesle indulto os que ja esii-
verim sentenciados, ou para o ser. O conselho
supremo militar de jusliga o tenha asssira enten-
dido e faga cxecular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 29 de julho de
1860, 30" da independencia e do imperio.Com
a rubrica de Sua Magestade o Imperador.Fran-
cisco Xavier Paes Brrelo.
Ministerio da guerra.
Commiserando-me das circunstancias em que
se acham os militares dos differentes corpos do
exercito e os da guarda nacional era destaca-
mento, que tiveram a ineiicidade de desertar,
opartaudo-se de suas bandeiras, hei por bem per-
doar-lhes o crime de primeira desercao simples
c aggravads e o de segunda desercao to soraente
simples, opresenlando-se os reos dentro do prazo
de tres mezes, contados da publicado do presen-
te decreto em cada provincia, incluindo-se lam-
iem neste indulto os que ja estiverem sentencia-
dos e para sentenciar. O conselho supremo mi-
litar da jusliga o tenha assim ententido e expega
os despachos necessarios.
Palacio do Rio de Janeiro, em 29 de julho de
1SG0, 39" da independencia e do imperio.Com
a rubrica de S. M. o Imperador. Sebaslio do
Jiego Barros.
Governo da provincia,
EXPEDIENTE DO DIA 13 DE AGOSTO DE 1860.
Officio ao Exm Sr. presidente do Rio de Janei-
ro.Accuso a recepgo do officio que V. Exc. so
servio dirigir-me era 28 de junho ultimo, com
ura exemplar do relatorio, que V. Exc. apresen-
tou no correte anno assembla legislativa des-
sa provincia, por occasiao da abertura de sua
scsso ordinaria no corrente anno.
Dito ao Exm. presidente de Santa Catharina.
Accuso a recepgo do officio de V. Exc. de 19 de
junho ultimo, ao qual acompanharam duas col-
iecges dos actos legislativos dessa provincia,
promulgados nos annos de 1848 a 1853.
Dito ao coronel Jos Antonio da Fonseca Galvo
eommandante das armas nomeado para esta pro-
vincia.Tendo designado o dia de amanhaa (14),
para V. S. prestar juramento e entrar no exerci-
cio do cargo de eommandante das armas, para
que fra nomeado pelo governo imperial : assim
ocommunico a V. S. para seu coohecimento.
Officiou-se ao eommandante das armas inte-
rino.
Dito ao eommandante das armas interino.
Mande V. S. por em liberdade o recruta Manoel
Jos dos Santos Felicio, que lhe foi apresentado
com o meu ofDcio do 4 docorrente.Communi-
cou-sc ao capito do porto.
Dito ao mesmo Em vista do ofJlcio que V. S.
me dirigi em 10 docorrente, sob numero 875,
acerca dos recrutas apurados, lenho a dizcr-Ihe,
quanto as segunda e terceira parles que pode V.
S fazer substituir, quando tiverem de embarcar,
os recrutas da relagSo sob numero 1, que exislem
em tratamenlo no hospital militar, por outros que
tenham ossentado praca posteriormente aos que
na vespera do embarque anda se acharen) no
hospital, deixando de seguir o de nome Jos l'i-
Jippo Santiago, a quem dei faculdade de requerer
ao governo imperial a respectiva baixa como lu-
do prope V. S. no citado officio.
Dito ao mesmo.Sirva-se V. S. de informar
sobre a inclusa petico em que o escrivo e ama-
nuense do hospital militar desta guarnigo pe-
dem a Sua Magestade o Imperador abono de ra-
cao a que se julgam com direito.
Dito ao mesmo Transmillo por copia a V. S.
para seu conhecimento o aviso expedido pelo mi-
nisterio da guerra em 27 de julho ultimo, decla-
rando que os empregados civis e militares nao de-
ven) soffrer descont algura em seus vencimen-
tos nos dias em que faltaren) s respectivas re-
partieres por motivo de servigo publico gratuito
e obrigado.Igual ao inspector da thesouraria de
fazenda.
Dito ao mesmo.Mande V. S. recolher a urna
das prises militares e com seguranga, o capito
da guarda nacional Gregorio Francisco de Torres
Vasconcellos, que se acha indiciado em crime de
tentativa de homicidio,e lhe ser presentado por
parle do chefe de policia. Commuutcou-se ao e dos inordouaos Drs. Manoel Ferreira da Silva,
chefe de polica. Jos Raymundo da Costa Menezes, e raajor Jos
Dito ao chefe de polica.Para cumprimenlo Joaquim Antunes, para lomar posse les bens na-
do aviso do ministerio da jusliga junto por copia, j trimoniaes do hospital da Santa Ces. da Miseri-
informe V. S. o que lhe offerecer acerca do ro | cordia de Olinda ; do que se den sciencia ao
DAS DA SEMANA.
13 Segunda. Ss. Hypolito e Cassiano mm.
14 Terga. S. Euzebo sacerdote ; S. Athanaza v.
15 Quarta. <$, Assumpgao de Nossa Senhora.
16 Quinta. S. Roque f. ; S. Jarinlho.
17 Sexta. 9. Mamedc m. ; S. Emilia v.
18 Sabbado. S. Clara do Monte Falco v.
19 Domingo. S. Joaquim Pai de Nossa Senhora.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Bahia,
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Si,
Joo Pereira, Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa dt
Faria.nasua livraria praca da Independencia ns,
6 e 8.
escravo Pedro, a quo se refere a informacao por
copia do juiz municipal da primeira vara."
Dito ao provedor da Santa Casa da Misericor-
respeclivo provedor.Deu-se scten;ia ao pro-
vedor da Santa Casa da Misericordia de Olinda.
Dito ao official raaior da secretarii de estado
11 docorrente, informando o requerimento em
que a viuva Pereira & Companhia pedem o paga-
mento da quanlia de 2 127g20O que lhe est a
dever o hospital Pedro II. tenho a dizer-lhc que
lancei no dito requermento o despacho seguite ;
Enlendam-se os supplicantes com o Sr. Dr.
provedor da Santa Casa da Misericordia do
cife.
Dovc, pois, V. S. mandar pagar aos peticio-
narios a referida quanlia, quando for possivel e
conveniente.
Dilo ao mesmo.Devem ser consinerados co-
mo irmos nstalladores da irmandade da Santa
Casa da Misericordia desta cidade todas as pes-
soas que, adherindo ao convite do commendador
Jos Pereira Ferreira, assignaram a lista que por
este me foi apresentado, e entre os quaes esco-
llii e nomec os membrosda junta regedora. Fi-
ca assim satisfeito o que solicita V. S. em seu
officio de 11 deste mez, a que respondo.
Dito o inspector da thesouraria de fazenda.
Para os fins convenientes passo s mos de V. S.
copias das contas documentadas da despeza do
hospital militar desta guarnigo, durante o mez
de abril do anno prximo passado.
Dito ao mesmo.Transmiti a V. S. para o fina
conveniente, a inclusa guia que mo foi enviada
pelo cxcellentissimo presidente da Bahia, e da
qual se v que foi paga at o-fim de junho a
eonsignaco que all deixra de seu sold o alte-
res Joaquim Jos Luiz de Souza, cessando a mes-
ma daquclla data cm dianle.
Dilo ao mesmo. Em vista da relaco junta
era duplcala, mande V. S. pagar a Antonio Do-
mingos de Almcida Pogas a quantia de 5$f60 rs.
despendida pelo delegado de Nazareth com as
diarias abonadas aos recrutas Francisco de Sal-
tes o Thomaz Antonio de Farias, que foram des-
uados para oservigo do exercito, segundo cons-
ta do officio do chefe de polica do 1" do corren-
e, sob numero 1100.Communicou-se ao chefe
de polica.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.ro-
d V. S. ceder por empreslimo e me adiante as
cautellas que prope em seu officio de 9 do cor-
rente, sob numero 335, as seis chapas ou folhas
de ferro, com 3i8 de grossura, de que precisan)
C. Starr & C.
Dito ao mesmo. Para poder resolver acerca
do requermento de Manoel Figueiroa de Faria,
sobre que versa a sua informacao de 10 do cor-
rente, faz-se necessario que V. S. formule e mo
envi com brevidade urna conla dos annuncios
mandados publicar por essa iospeceo no Diario
de Pernambueomw^------ +
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Ae procurador do professor de sciencias naluraes
do gymuasio provincial, l.uiz Jacques Rrunel,
que se acha em commisso na provincia do Para,
mande V. S. adahtar tres mezes dos vencimentos
do mesmo professor, para occorrer s suas des-
I as ii -i piel I a provincia. Communicou-so ao
regedor do gyninasio.
Dilo cmara municipal desta cidade.Rcce-
bi o officio que em 10 do corrente me dirigi a
cmara municipal desta cidade, e ficando iolei-
rado do prego-por que foram arrematados os im-
poslos de 500 rs. por cabega de gado vaceum c
de cargas de farinha e legumes, bem como as li-
cencis a mscales e boceleiras, afericoes, renda
dostalhosdos agougues pblicos, e o aluguel da
casa da ra da Florentina, tenho a declarar em
resposta ao citado officio que approvo semelhan-
le arremataco.
Dito ao juiz municipal da 1* vara, presidente do
conselho de recurso da qualificago Recom-
mendo a Vrac. que com a antecedencia exigida
na lei convoque extraordinariamente o conselho
de recurso deste municipio para o dia 26 do cor-
rente, afim de tomar conhecimento dasreclama-
ges feilas contra as decises da junta de quall-
licacao da freguezia de S. Fr. Pedro Goncalvcs
desta cidade que so termtnou os seus trabalhos
depois do cncerramento das sesscs ordinarias do
referido conselho.
Dilo ao director do arsenal de guerra.Ao of-
ficio que Vmc. me dirigi, sob n 241, e dala de
10 do corrente, respondo declarando -lhe que os
ebjeclos existentes nesse arsenal com destino ao
Rio Grande do Norte inclusive os arligosde tar-
damente relativos ao segundo semestre deste an-
no devem ser postos a disposicao do agente da-
qticlla provincia, a quem nest data officio para
promover a remessa necessaria. Quanto, porm,
aos que faltam para completar os do referido se-
mestre sero enviados proporco que se forem
apromptaiido.
Dilo ao capito do porto.Informe Vmc. com
urgencia se j foram remotlidos provincia do
Rio Grande do Norlo os objectos, de que trata o
aviso do ministerio da marinha junto por co-
pia, os quaes lhe foram apresentados por par-
le do inspector e o arsenal de marinha para te-
rem esse destino.
Dilo ao director das obras publicas.Rcspon-
dendo ao officio que Vmc. dingio-me acerca do
aforamento, que fez a cmara municipal desta
-cidade de um terreno na povoaco dos Afogados
a Antonio Goncalvcs de Moraes, tenhoadizer-
Ihe que sendo aquelle aforamento autorisado
pelo art. 26 da lei do orgamento municipal vi-
gente, deve-se entender nesle caso revogada pela
poder competente a lei citada por Vmc, e em
virtudeda qual lhe parece que aquelle terreno
era propriedade provincial e nao municipal.
Dito ao conselho de compras navaes.Res-
pondo ao officio do conselho de compras navaes
datado de 9 do corrente declaraudo que approvoo
contrato celebrado com Francisco de Assis da Sil-
va Seara parafornecerasgalinhas'que forem ne-
cessariss aos navios da armada, e enfermara de
marinha, at o fim da setembro prximo vin-
douro.Comunicou-se ao inspector da thesou-
raria de fazenda.
Portaria.O presidente da provincia resolve a
bem do servigo publico, exonerar o major Joo
Baptista da Silva Manguind do cargo do 4o sup-
plente do delegado de polica do lermo de Olin-
da.Communicou-se ao chefe de polica.
Dita.O presidente da provincia resolve a
bem do servigo publico exonerar Jos Eustaqnio
Macel Monteiro do cargo de 2o supplente de sub-
delegado de polica do Io dstricto das freguezias
de S. Pedro Martyr e S de Olinda.Communi-
cou-se ao chefe de polica.
Dita.O presidente da provincia, allendendo
aoque requereu Thomaz Antonio Ramos Zany,
secretario da repartigo das obras publicas, e
tendo em vista a informago do respectivo di-
rector de 4 do corrente, sob n. 132, resolve con-
ceder-lhe 30 dias de licenga com todos os seus
vencimentos para tratar de sua saude fora da ca-
pital.
Dita.O Sr. agente da companhiabrasileira de
paquetes a vapor mande dar transporte no con-
ys para a provincia do Para, no vapor Cruzeiro
do Sul, era lugar destinado para passageiro de
estado, a Julio Armindo da Silva, que teve baixa
do servigo do nono batalho de infantaria.
Expediente do secretario do governo do dxa 17
de agosto.
Officio ao Sr. Dr. provedor da Santa Casa da
Misericordia do Recite.S. Exc. o Sr. presidente
da provincia manda aecusar recebido o officio de
II do correle, em que V. S. communica ter
nomeado urna commisso composta do thesou-
reiro esmoler, commendador Jos Pires Ferreira
dia do Recite.Respondo ao officio de V. S. de .dos negocios da guerra.Apresenlei a S. Exc. o
Sr. presidente da provincia, que lhe. deu o con-
veniente daslino, os cinco exemplares das tabel-
las para c fornecimento das pegas de fardamenlo
aos corpos do exercilo. e dos prego:) e lempo de
duragao dellas, as quaes acompaoharim o officio
que V. S. me dirigi em 1 do corrate, afim de
Ke-< ,8|*jit)luir as que vieram annexas circular de
18 Je junho ultimo, visto ter-so dado inexactido
na impresso das primeiras.Reioelleram-se
um exemplar ao eommandante das armas, ao
inspector da thesouraria de fazenda ao director
do arsenal de guerra.
Dilo ao eommandante das armas.S. Exc. o
Sr. presidente da provincia manda declarar a V.
S., om resposta aos seus officios do 11 do cr-
rante, sob i.. 877 o 881, que fica intc.rado de ha-
verera sido alistados, como addidos no dcimo
batalho de infantaria, para terora o competente
destino, os recrutas Manoel Rodrigu;s dos Ao-
jos, Domingos Jos de Macedo, o Paulo do Amo-
ro).
Dito ao inspector do arsenal de marinha.S.
Exc. o Sr, presidente da provincia irania aecu-
sar recebido o olli.no de 10 do corrente, cm que
V. S. participa ter fallecido no dia nlecedente,
na enfermara dessa repartigo, o A'ricano lvre
de nome Matheus
Dilo aojuizde direiio do Cabo.S Exc. o Sr.
ptosidente da provincia manda aecu-ar recebido
o officio de 8 do correle, em que V. S. partici-
pa ter entrado naquella data no gozo de quatro
mezes de licenca, que lhe foi concedida pelo go-
verno imperial.Fizeram-sc as convenientes
communicacoes.
Dito ao promotor de Pao d'Alho, Dr. Manoel
Innoccncio Pires de Figueiredo Ce margo.S.
Exc. o Sr. presidente da provincia manda ac-
de com que partirara as ordena do commaudo
para aquelles que tinhan de execula-las, e para
que o servigo se fizesse proveilosamento.
Se duranle o meu interino commando nosa-
lisfiz como devia a espectactiva do governo, foi
devido smente a falta do habilitaedes, e jamis
de vontade, porque desde que me alistei no exer-
cito, considorando-me soldado fiel e obediente,
me impuz o dever de servir com lealdadee zel
ao mesmo governo e ao paiz, e de esforgar-me
para desempenhar a contento quaesquer com-
misses de que me houvesse de eocarregar.
Assignado.Antonio Gomes Leal.
Conforme. Pedro Gomes d'Oliveira, alferes
ajudante de ordens do commando.
ORDEM DO DIA N. 1.
ILavendo S. M. o Imperador por decreto de 21
de julho prximo passado, e aviso da mesroa data,
se dignado transferir-me do commando das ar-
mas da Bahia, para o desta provincia, e tendo si-
do nesla data empossado do mesmo commando,
assim taco publico para conhecimento da guar-
nigo.
Dos senhores commaodantesdos corpos, e che-
fes dasrepartigoes militares, espero toda a coad-
juvago para o bom desempenhodas nossas obri-
gacoes.
Continuam era inleiro vigor todas as ordens de
meus antecessores, al que a necessidade do ser-
vigo exija que sejara alteradas.
O Sr. alteres Antonio Eneas Gustavo Galvo
nomeado ajudante de ordens interino deste com-
mando, sendo encarregado do delalhe do sorvi-
co da guarnigo.
Assignado.Jos Antonio da Fonseca Galvo,
coronel commandaule das armas.
Conforme.Antonio Eneas Gustavo Galvo, al-
feres ajudante de ordens interino do commando.
INTERIOR.
cusar recebido o officio de 9 do correte, era que
V. S. participa, que renunciando o resto da li-
cenca de ura mez quo obteve, reassumio naquel-
la data oexereicio do seu cargo.Fizerain-se as
necessirias communicagoes.
Dito ao iospector da thesouraria de fazenda.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia manda
transmiltir a V. S. as duas inclusas ordens do
ihesouro nacional, sob ns. 121 c 12i, bem co-
mo um officio da secretaria do ministerio da fa-
zenda de 6 do corrente, communic.arido a re-
messa de 20:00j) rs.
Dilo ao Sr Dr. Ftlippe Nery Collago.S. Exc.
o Sr. presidente da provincia, a quem apresenlei
hoje a petico que lhe foi feita por V. S. o que
devolvo inclusa, me delerminou que a resiituis-
se parle sem despacho, por nao poder ser to-
mada em considerago pela presidencia, visto
como, contra todos os principios recebidos, fra
ella impressa e publicada no Diario do Recife no
dia 11 do corrente, antes de ser despachada por
S. Exc, e al mesmo antes de lhe ser entregue,
o que apenas hoje teve lugar.
Pela secretaria do governo se paricip* aoSr.
Canuto Jos Pereira de l.ucena que, segundo
conslou do officio da secretaria do imperio da-
lado de 23 de julho ultimo, foi ndefirido o re-
quermento em que V S. pedia que l'ossem seus
dous filhos admittidos no imperial collegio de
Pedro II, como pensionistas do Estado.
Pela secretaria do governo se cominunicao Sr.
Manoel Braz Odorico Pestaa, que, segundo
constou dos avisos de repartigo do i nperio do 2
do correnle, foi indelirido o requermento em
que V. S. pedia um subsidio por dous annos pa-
ra esludar engenharia na Suissa.
Despachos do du 13 de acost.
fequerimentos.
1203 a 1213.Antonio Marques do Caslilho,
vigario da freguezia do Rio Formlo, Antonio
Pereira d'Oliveira Ramos, Feelden Brothers (7).
major Joo do Reg Barros Falcao > padre Ma-
noel Jos da Triodade, lente de historia sagrada
do seminorio episcopal de Oliuda.Iuforme o
Sr. inspector da thesouraria de fozeitda.
1214.Antonio de Souza Arruda Jnior.In-
forme o Sr. director inlerno da reiiarlico das
obras publicas.
1215 e 1216.Diogo Pereira de S.ouza e Se-
nliorinha Maria d'Oliveira Mello.Informe o Sr.
iospeelor da thesouraria provincial.
1217.Elias Baptisla da Silva.Volte ao Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
1218.Francisco Hartado Espinla.Ao Sr.
inspector da thesouraria de fazenda para man-
dar pagar o que for devido ao supplicanie na
forma das ordens em vigor, quando houver cr-
dito.
1219Jos da Cruz Santos.Informe o Sr.
inspector do arsenal de marinha.
1220 e 1221.Jos Vicente Godinl.o e Marti-
nha Maria da Conceigo.Informe o Sr. director
do arsenal de guerra.
1222.Jos Calases da Silva Fragoso.In-
forme o Sr. director geral da instrueco pu-
blica.
1223 e 1224.Laurinda Lins de Helio e Ma-
noel Jos do Couto.Informe o Sr. Dr. chefe de
polica.
1225.Julio Armindo da Silva.l)irija-se ao
Sr. agenle da companhia brasileira ds paquetes a
vapor.
1226.Martinho Pires Ferreira.jeja admil-
lido quando for possivel.
1227.Rayinnudo dos Santos Figueiredo.Se-
ja admiltido quando for possivel.
1228.Manoel Gongalves da Silia.Informe
o conselho administrativo do patrimonio dos
orphos.
1229.Miguel Joaquim Machado Freir.In-
formo o Sr. inspector da thesoun.ria provin-
cial, ouvindo o administrador do consulado.
1230Viuva Pereira & Companhia.Enten-
dam-se os supplicantes com o Sr. Dr. provedor
da Santa Casa da Misericordia.
COMMANDO DAS ARMiS.
Quartel do commando das armas
em Pernambuco, na cidade do
Recife, 14 de agosto de 1860.
ORDEM DO 1A N. 431.
Havendo por bem o governo do S. M. o Impe-
rador, por decreto de 21 de julho ultimo, trans-
ferir do commando das armas da Bahia, para o
mesmo commando desta provinca ao Illm. e
Exc Sr. coronel Jos Aulonio da Fonseca Galvo,
acaba S. Exc. de ser empossado no referido com-
mando.
Saudando as tropas desta guarnico pela acer-
tada escolha do seu digno chefe, teho por inde-
clinavel dever manifestar aos senhores comman-
dantes de corpos e companhias isoladas, os meus
louvores, c cordeal reconhecimento, pela efficaz
cooperagao, que me prestaran) eraquanto me
achei na Interinidade das funeces de que fui exo-
nerado.
Agradeco aos Srs. eommandantes das fortale-
zas e cheles das diversas estafos civis militares,
a coadjuvacSo que me deram para o bom anda-
mento do servigo publico. Aos senhores, major
secretario do commando as armas Francisco Ca-
mello Pcssoa de Lacerda, e alteros ajudante de
ordens Pedro Gomes de Oliveira, igualmente
agradego, com especialidade ao priineiro, os bons
servigos que de boamente junto t mim presta-
ra m : a assiduidade e inlelligencia, a par dale-
aldade com que deaempenharam os respectivos
lugares, muilo se deve i |presleza e regularida-
nio de .iwiiito,
ASSEMBLA GERAL LEGISLATIVA
CMARA DOS SRS* DEPUTADOS.
SESSAO EM 5 DE JULHO DE 1860.
Presidencia do Sr. Conde de Baependy.
Haveudo numero legal de Srs. depulados.abre-
e a sesso.
Lida a acta da antecedente, aprovada.:
O Sr. 1. secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Ura officio do ministerio do imperio, enviando
a copia do requermento da cmara municipal
da capital de Mato-Grosso, pedindo ao governo
varias providencias na parte relativa concesso
de urna lotera cm beneficio da matriz d'aquella
cidade.A' commisso de fazenda.
Outro officio de Sr. deputado Jesuino La mego
Costa, participando que por incommodos de sau-
de nao poda comparecer sesso.Inteirada.
Lido, approvado um parecer da commisso
do marinha o guerra resolvendo quo sobre a
pretengao de D. Luiza Candida da Nobrega Bar-
bosa soja ouvido o governo polo ministerio do
imperio.
Entrando-se na primeira parto da ordem do
dia, de7ij continuar a 2.a discusso do projecto
de reforma elcitoral.
A requermento, porm, do Sr. Barros Pmen-
lel, fica encerrada, depois de consultada a c-
mara.
Procede-se em seguida a votaco de varias e-
raendas offerecidas ao projecto," das quaes sao
alguraas approvadas, e oulras mullas rejeiladas
e prejudicadas.
Entrando em discusso o art. 2." do mesmo
projecto, adiado, cm consequenca de pedrem
a palavra alguns Srs. depulados.
Passa-se segunda parte da ordem do dia.
Contina a discusso do orgamento na parte
relativa ao ministerio do imperio.
O Sr. Paula Fonceca depois de algumas con-
siderages em respasta ao Sr. Faanco de almei-
da quanto ao procedimento da maioria em rela-
go ao governo, chama a altengo do Sr. minis-
tro do imperio sobre varias medidas relativas
a instruego publicas. Entre oulras, lembra a
urgencia de ura edificio para a escola de medici-
iu da corte, a creaco de um hospicio de mater-
nidade e a fundaco de urna universidade na ca-
pital de imperio. Para realizar-se esta ultima
idea o orador observa que bastavam a transfe-
rencia da academia de S. Paulo ou de Olinda
para o Rio de Janeiro e a creagSo de urna facul-
dade de theologia, cousa para que o governo ji
est aulorisado
O orador falla depois sobre escolas agrcolas,
o, bem que nao parlilhe a idea de qne possamos
do nesso estado passar repentinamente para
aquello em que a tal respelo se acham as na-
goe3 mais adiautsdas da Europa, entende comtu-
do que seria de all conveniencia a fundago
de pequeos institutos agrcolas norraaes, on-
de se combatesse com o cxemplo o a pratica e
rotina que domina na nossa agricultura, e con-
tra a qual nao teem at aqu havido meios effi-
cazes. Para o orador esta questo urna das
mais graves, mesmo urna questo de vida e
morte, porque pela paralysaco da nossa produc-
?ao caminhamos lodos os dias para a mais com-
pleta penuria.
Pelo que respeta, ao menos, sua provincia,
nao sao as cousas al aqui apontadas as que te-
era produzdo a decadencia e mesmo a cessago
absoluta de certas produeges agrcolas, como
seja, por exemplo, o algodo, porque mesmo sob
o dominio dessas causas houve tempo em quo
tal produego se fazia em larga escala. Cum-
pre, pois, esludar as orgens do mal e applicar-
Ihe promplo remedio.
Terminando, o orador volla anda questo
de instruego publica e faz algumas considera-
goes em resposta ao que dissera o Sr. F. Octa-
viano sobre as irmas de caridade. Nao acha
justo o analhema langado por aquelle senhor
contra urna institugo recommendavel por mul-
los ttulos, adoptada e recebida na Franga, nago
que alias nos to sympathica e cujos usos pro-
curamos imitar.
O orador faz a dslincgo entre as irmls de
caridade que se dedcam ao raister de enfermei-
taf e as I" se dedcam ao magisterio. Entre
ellas senlioras nacionaes c europeas distinctas
por ttulos de familia e pela educaco que rece-
n o' epque est^ no caso de transmitti-la.
O Sr. F. Octaviano protesta em diversos apar-
tes contra o privilegio que d vantagens no exe-
cicio do magisterio a estrangeiras, que nem sa-
bem a nossa liogua, sobre as senhoras brasileiras
que se dedcam a esse misler. Elle encara a
questo debaixo do ponto de vista dos principios
ante os quaes sao illegaes as concesses feitas
s irms de caridade, e pede quo se consigue
este seu protesto para quando o governo se
achar embaragado com complicaces com paizes
cstrangeiros em consequenca de"se confiar o en-
sino publico nacional a pessoas estrangeiras que
devem obediencia a superiores que esto nos
seus respectivos paizes.
O Sr. Gavio Peixoto foi do numero dos que
a plaudiram a subida do actual gabiuete. Sob
o rgimen constitucional, que vigora entre nos,
as organisaces ministeriaes se originam pela
torga da opinio, e cada ministerio que sobe re-
presenta um pensamento que triumphou. En-
tretanto nao baslam para salisfazer estes princi-
pios as promessas de palavras, nem s aspira-
dnos manifestadas : cumpre que urnas o outras
se traduzam pelos fados.
O orador nao aecusa anda ao governo ; confia
mesmo nos horneas : mas, quando v que se
falla ua rolla dos antigos lempos, quando ao
mesmo silencio com que capoiado o gabinete se
pode perceber um mysterio, ser-lhe-ha licito
perguntar se elle caminha para o passado, se
quer restaurar o dominio exclusivo da conserva-
co pura ; ou se caminha em sentido opposlo,
se quer restabeleccr os principios constitucio-
naes esquecidos, reformar os abusos do passado
e dar emffim ao progresso aqnillo a que tem
direito.
O paiz precisa a este respeito de declarages
francas e positivas, tanto mais qnando de todos
os actos do gabinete ainda um s nao apparecem
que importe urna concesso idea liberal, sendo
que alias o seu primeiro passo foi a apresenta-
go do projecto qne acaba com a lei dos circuios
No mel do tantas necessidades aponladas na
falla do throno, que falalidade poderia arrastar
o gabinete a seguir o caminho que lhe aponta-
vam ? Por ventura com o retalho dessa ban-
deira, que servir talvez de mortall>3 ao minis-
terio, pretender elle contentar as classes que
morrem de fome, firmar o crdito abalado, res-
tabeleccr a moralinade e a jusliga?
_A' vista do pracedmento do ministerio, a opi-
nio publica tem direito de perguntar-lhe como
que elle entende a lealdade parlamentar e so
foram os homens ou as ideas que subiram. Nao
foram essrs as esperancas que a subida do mi-
nisterio fez nascer ; nao foi para canonisar a res-
IricgSo e firmar o monopolio que ao lado dos
membrosdo aclual gabinete combaleu a opposi-
go com que lutou o ministerio de 12 de de-
zembro.
Cumpre ao Sr. presidente do conselho dar ex-
pcaces a respeito de tudo islo. O orador est
prompto a ser um dos ltimos soldados do mi-
nisterio, a prestar-lhe o seu fraco -apoio, mas
quer ter os meios de justificar esse apoio.
Fica a discusso adiada pela hora.
A ordem do da para a sesso seguale a
mesma j designada
Levanta-se a sesso.
SESSAO EM 6 DE JULHO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Havendo numero legal de Srs. depulados,
abre-se a sesso.
Lida a acta da antecedente, approvada.
O Sr. 1." secretario d conla do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do ministerio da fazenda, remet-
iendo cmara as informages por ella requisi-
ladas em 5 e 16 do mez passado acerca dos em-
pregados das thesourarias de fazenda de diver-
sas provincias.A quem fez requisico.
Qutro officio do secretario do senado, envian-
do as emendas all felas e approvadas propo-
sgo da cmara dosdeputados, creando una no-
va secretaria de estado, com a denomiiiago de
secretaria dos negocios de agricultura,A im-
primir para entra na ordens dos trabalhos.
Oulro officio do mesmo secretario, participan-
do que por officios dos ministerios da fazenda e
da marinha, .constara aquella cmara que Sua
Magestade o Imperador houve por bem sancio -
nar as seguintes resoluges :
Autorsando o governo a conceder aos herdei-
ros do fallecido Affonso Jos de Almeida Corte-
Real e a reraisso de parte da divida provenien-
te do rinco do Saican ; c declarando que a ju-
bilago concedida aos lentes da antiga academia
de mariuha Jos de Paiva e Silva e Jos Joaquim
de Avila d-lhes hoje o direito ao mesmo orde-
nado queja percebram.Inteirada.
Um requermento do cabido da S metropoli-
tana, pedindo augmento de congrua.A' com-
misso de penses e ordenados.
Lido julgado objeclo de deliberago e val a
imprimir para entrar na ordem dos trabalhos o
seguinte projecto do Sr. Joo de Almeida Perei-
ra (ministro do imperio) ;
Assembla geral resolve :
Art. 1. A lei de 23 de novembro de 1841 e
o regulamento n. 124 de 5 do feverciro de 1842
continuam em vigor, cora as seguales modili-
cafes :
1. O conselho de estado compor-se-ha de
12 membros ordinarios, e ser divido em 4 sec-
coes, a saber :
Do contencioso administrativo ;
De estrangeiros, marinha e guerra ;
De jusliga e fazenda ;
Do imperio.
Esta ultima secgo consultar tambera so-
bre no negocios da agricultura, commercio e o-
bras publicas, so for creado.
2." Em cada secgo, que ser composla de
tres consclheiros, haver um auditor, sem vol,
que servir de secretario, e preparar os tra-
balhos ; vencendo 2:000g de ordenado o 1:0003
de gralilicago, menos na do contencioso admi-
nistrativo em que haver dous.
Alm desles, haver at deraudilores exlra-
ordirios, sem vencimenlo algura, que auxiliaro os
primeiros e, por dosignagao, serviro em seus
impedimentos.
3." Da secgo do contencioso administrativo
formaro parte, alm de tres conselheiros de es-
tado ordinarios designados por decreto, um de
cada urna das outras secges sendo esles lti-
mos mudados annualmenle.
Servir de presideule um dos membros ef-
fectivos da secgo nomeadp por decreto.
4. A secgo do conlecioso administrativo
consultar sobre todaa as quesles administrati-
vas de natureza contenciosa.
As resoluges dos consultas da secgo do
contencioso sero expedidas por decreto"
o O governo, em regulamento, eslabelecor o
processo que deve seguir em seus trabalhos a
secgSo do contencioso administrativo e marcar
o prazo dentro do qual devem ser apresentados
os recursos para ella ioterpostos.
5. Para ser nomeado auditor neessario
ter o curso completo de algumas das faculdades
ou escolas de instruego superior do imperio ou
de alguma niversidad ou academia estraogeira.
<: Art. 2.a Fica creada urna secretaria por on-
de corrara lodos os negocios submeltidos ao exa-
me do conselho de estado,
O governo fica aulorisado a organisar a mes-
ma secretaria ; devendo aproveitar do pessoal
das secretarias de estado o que for preciso para
comp-la.
Art. 3 Ficam rovogadas as disposicoes em
contrario.
a Pago da cmara dos depulados, 6 de julho
de 1860. K
ORDEM DO DIA.
Entrando em diseusso o art. 3." do projecto
de reforma eleitoral, toma a palavra o Sr. Mar-
tinho Campos e discute largamente.
Em seguida, sao lldas e poladas seguintes e-
mendas offeerecidas ao projecto :
Emenda substitutiva do 5. do art. 2.a do
pojecto.Antes de purados os votos, o presiden-
te, secretarios e escrutadores da mesa dos colle-
gios rubricicaram no verso do cada urna das ce-
dulas contadas e recebidas dos eleitores, as quaes
Ondo o acto da apurago, devero ser fechadas,
selladas e remeltidas com a acto para a cmara
municipal apuradora, afim de as examinar e con-
frontar devidamento.
A dita cmara, depois do trabalho que lhes
incumbe, tornar a fechar sellar as mesmas ce-
dulas e as conservar era seus archivos al que
o poder competente decida sobre a validado da
eleigo.J. M. (da Silva Prannos,S. de Ma-
cedo. >
< Emenda ao art. 2.Depois do primeiro
periodo, que acaba na palavra subsltlui-la-ha,
dlga-se :pelo juiz de paz competente, e no
da devidamente marcado nao se pdenlo om
caso algum apurar votos de eleitores cuja elei-
go nao liver sido feita pela raaneira cima dita,
sendo assim inadmissiveis as duplicatas.Sup-
prima-se o restante do paragrapho. Joo
Paulo.
Fica a dscussao adida pela hora.
Passa-se segunda parte da ordem do dia.
Prosseguindo-se na discusso de orcamento do
imperio, apoiada a seguinte emenda":
Ao 25 do art. 2.Depois das palavrase au-
oft'as Pr0?incil,es. accrescenle-se :sendo
W:00('j> para reparos da ponte de Sanhahu na
cidade da Parahyba do Norte.A. J. Henriques.
Baro de Mamanguape.
O Sr. Paulino ora at o fim da sesso.
A discusso fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente d para ordem do dia apre-
senlaco o discusso de requerimentos ; e se
houver lempo, s loteras j designadas.
Levanta se a sesso
SESSO EM 7 DE JULHO DE 1860.
Presidencia do conde de Baependy.
Havendo numero legal de Srs. depulados, abre
se a sesso.
Lida a acta da antecedente, approvada.
O Sr. 1." secretario d conta do seguinte :
EXPEDIENTE.
Ura officio do ministerio do Imperio, enviando
as informages que sobre o requermento de
\ictorino Pinto de Sampalo lhe foram requesita-
das pela cmara era 25 do mez passado. A
quem fez a requisico.
Outro do ministerio da guerra remetiendo in-
formages requisiladas sobre a pretengao do al-
moxarife e mais empregados do arsenal"de guerra
da corteA quem fez a requisico.
Um requerimento do Dr. Jos"Maria Correa de
S e Benevides, 1. offical da sacretaria da jus-
liga, pedindo um anno de licenga, com os seus
vencimenlos, a fim de tratar de sua saude.
A' commisso de penses e ordenados.
Tres requerimentos dos membros da mesa da
irmandade dos Passos da cidade de Goianna, na
provincia do Pernambuco ; da administraran de
Nossa Senhora da Lainpadosa desta corle ; e da
irmandade do Espinlo-Santo da capella de Ma-
taporcos, pedindo dispensa das leis de amortiza-
cao para que possam possuir bens de raz, aquel-
las al 50,0009 e esta ultima al 200:000}.
A commisso de fazenda.
Outro requerimento de Joo Carlos Pereira
Pinto, pedindo a approvagodo projecto n. 2,401
de 4 de abril do anno passado, pendente da de-
ciso desta cmara. A' commisso respectiva.
Outro de Manoel Affonso da Silva Lima, re-
clamando contra abusos da judicatura. A' com-
misso de justica civil e criminal.
Lido. poslo em discusso e approvado um
parecer da commisso de penses e ordenados
indeferindo o requermento de Joo Baplista de
Carvalho, oficial aposenlado da secretaria da
jusliga.
Julgado objeclo de deliberarlo, vai a impri-
mir para entrar na ordem dos "trabalhos um pa-
recer da coitunissao de fazeuda resolvendo quo
sejam dispensadas irmandade do Sanlissimo
bacramenlo dcsla corte as leis de amortizago.
O Sr. Martinho Campos : Oblendo a pa-
lavra, oceupa-se da questo de recrutamenlo,
anteriormente aventada nesta cmara.
S. Ex., julgando-o importante, faz largas con-
sideraces sobre o assumpto ; justificando assim
o seguinte requerimento, que apresenta :
Requero que do ministerio do imperio sol-
cttem-se as seguintes informages :
1.a Em qudala o eommandante superior
da guarda nacional da corle reclamou a soltnra
dos guardas nacionaes do 2. batalho do cagado-
res Martinho Cortes, recrutado em 5 de novem-
bro prximo passado, e Rodrigo Feliciano Jos
Maria, recrutado em 10 de mar;o do corrente
anno ?
2.3 Em que dala o eommandante do 2." ba-
talho de cegadores da guarda nacional da corle
reclamou a restiluigo de cada um destes guardas?
3. Quantos guardas nacionaes foram na cor-
le recrutados em 28 e 29 de fevereiro e 1. de
margo do correle anno, e, tendo *ido sollos, se
o foram pelas reclamages dos respectivos offi-
ciaes, ou se provaram as isenses legaes, especi-
almente pelo quo diz respeito aos guardas nacio-
naes naquelles dias recrutados para o exercito ?
4o O que tem sido pratica no corpo poli-
cial quanto aos guardas nacionaes recrutados
para este corpo, se reclamaren) e fnformarem os
respectivos commandantes, se justificaren) os
recrutados todas as isenges legaes, ouvido para
este como os ouiros quesitos do presente reque-
rimento o eommandante superior da guarda na-
cional da corle ?
Sala das sesses 7 de julho de 1860. Mar-
tinho Campos .
Apoiado o requerimento, adiado em conse-
fluencia de pedir palavra o Sr. ministro da ma-
rinha.
O Sr. Dias Vxeira : Requer urgencia para
a discusso do projecto de reforma eleitoral.
Consultada acamara, decide affirmalivamente.
Contina, pois, a discusso do art. 2. do mes-
mo projecto, com as emendas approvadas.
Depois de orarem os Sr. Virialo e Franco de
Almeida, fica a discusso adiada pela hora.
O Sr. Presidente d para ordem do dia as ma-
terias designadas para a sesso de 5 do corrente
tanto na primeira como na segunda parle, accres-
cendo naquella o discuso do parecer da com-
misso de polica acerca da pretengao do official
da secretaria desla cmara Melchior Carneiro da
Mendonga Franco.
Levauta-se a sesso.
SBSSO EM9DE JULHO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy
Havendo numero legal de Srs. depulados, bre-
se a sesso.
Lida a acta da antecedente, approvada.
O Sr. 1 secretario d conla do seguinte
EXPEDIENTE :
Um officio do secretario do senado, enviando
a emenda all feita e approvada proposico des-
ta cmara autorsando o governo a mandar ad-
raittir varios esludantes matricula e actos das
faculdadesde direiio e de medicina e da escola
central.A imprimir.
Outro officio do mesmo secretario, participan-
do que constara aquella cmara que Sua Mages-
tade o Imperador houve por bem sanecionar as
resoluges que approvam as penses concedidas
a D. Antonia Luiza Horta Barbosa e seus filhos ^
a D. Francisca Lina do Espirito Santo Colho e
sua neta ; a D. Anna Marcellina de Carvalho Par-
dal e sua lilha ; e a D. Florinda Thereza Jacques-
Ourique Inteirada.
Oulro do Sr. deputado Jos Antonio SeraivaK
participando que por incommodos do saude nao
poda comparecer sesso.Inteirada.
Dous officios do actual presidente do Para, en-
viando exemplares do relatorio com que se abrir
a respectiva assembla provincial e alguns volu-
mes do regulamento daquella provincia, confec-
cionado pelo seu antecessor.A archivar-se.
Um requerimento de Jos Maria de Oliveira
pedindo que se lhe mande passar car'a de natu-
ralisago.A commisso de constiluicao e po-
deres.
Urna representago da cmara municipal desta
cidade, pedindo a concesso de 12 loteras, afim
de aformosear-se o campo da Aclamago.A"
commiaso de fazenda.
Lidos, sao migados objectos de doliberaco a
vo a Imprimir para entrar na ordem dos traba-
lhos dous projeclos do Sr. Pereira Pinto coace-
dendo loteras a diversas orporages ; e um pa~
IMUTILADO


-
_____
(*)
DIARIO DE PE TRAMBUCO. QUIMA FE1RA 16 DE AGOSTO DE 1860.

*~
xecer da commissao de niariuha e guerra appro-
vando a pensao concedidaja D. Isabel Mara Bres-
carle.
Indo-se passar i primclra parle da ordem do
da, o Sr. padre Tinto de Campos requer o eocer-
ramcnlo da discussao, ero que se devia entrar,
do art. 2. do projecto de reforma eleitoral; e,
consultada a caruata, decide-se affirmativa-
-mente.
Procedendo-se em seguida votago, rejei-
tado aquello artigo e approvado o seguinte oflere-
cido pala commissao especial:
Art. 2." O governo na nova diviso dos dis-
trictos oleitoraes observar o seguinte :
- 1. Na aunullacao attender-se-ha quanto
fdr possivel integridade dos districJos actuaes.
2. Feita a divisao e designaco de que
tratara os 2., 3. e 11 do art. 1., nao pode-
ro ser alterados seno por lei.
Sao rejeitadas e prejudicadas diversas emendas.
Jolga-se prejudicado o art. 3.
Approvado o art. 4., revogando as disposicoes
em contrario aos mais artigos tambem approva-
dos, suscita-se urna queslo de ordem entre al-
guns Srs. deputados.
O Sr. Martinho Campos pergunta se, livre de
discussao, pde-se approvar qualquer objecto,
por menos importante que se manifest ; c se o
artigo final do projecto,como lodosos mais, nao
deve ser discutido ; se o regiment da casa, em-
Jim, exclue ou admitte a discussao era semelhan-
te caso.
O Sr. Presidente responde affirmalivamente
ultima pergunta do Sr. Martinho Campos, poe cm
discussao o art. 4.
O Sr. Martinho Campos, pedindo a palavra,
logo interrumpido polo Sr. Dias Vieira, que re-
''iit o encerraraento da discussao que se preten-
der encetar.
Consultada a casa, approvado o requeri-
mento.
Julga-se prjudicado o art. substitutivo da com-
missao.
Entrando em discussao os arls. additivos apoia-
dos, toma a palavra o Sr. Martinho Campos e dis-
cute largamente.
S. Exc, depois de um longo discurso, manda
mesa a seguinte emenda :
As parochias creadas depois a designaco do
numero de eleitores que compete s parochias ac-
luacs nao nomearo eleitores emquanto por lei
geral nao for desiguado o numero de eleitores
que Ibes compete dar, continuando os votantes
respectivos a votar as parochias a que perlen-
ciam anteriormente.Martinho Campos.
Lida, apoiada a emenda ; bem como o se-
guinte requerimento do mesmo senhor :
Requeiro o adiamenle, para que a cemrais-
5o espacial exeminc os novos arligos additivos.
No meio do discurso do Sr. Martinho Campos,
o Sr. presidente declara que, achando-se na sah
i m mediata o Sr. Dr. Mauoel Mareen jes de Moura
e Costa, depulado supplente pelo 3' districlo elei-
loral da provincia de S. Paulo, obrigado a in-
terromper o orador.
O Sr. Martinho Campos deixa por alguns mo-
mentos a tribuna.
O Sr. Presidente nomeia os Srs. 3- e4- secre-
tarios para receber o Sr. Mrcemeles, que intro-
ducido com as formalidades do eslylo, presta ju-
ramento e loma assento.
Fica a discussao adiada pela hora.
O Sr. Presidente d para a ordem do dia o se-
guinte :
Priraeira parle.
Continuaco da 2a discussao dos artigos addi-
tivos ao projecto n. 35 deste anno, que altera di-
versas disposicoes da lei n. 387 de 19 de agosto
de 1846 e decreto n. 842de 19 de selembro de
1855.
Discussao do parecer da commissao de policio
acerca do official da secretaria desta cmara,Mcl-
chior Carnciro de Mendonca Franco, e as materias
j designadas.
Segunda parte.
(De 1 1|2 hora cm diante) 2a discussao da pro-
posta de orcamenlo na parle relativa ao ministe-
rio do imperio.
Levanta-se a sesso.
margem direila do no Paraguay, onde, segun-
do sua opiniao, poder-se-ha nao s reparar, mas
tambem construir quaesquer embarcares desti-
nadas navegado do dito rio ; e em conse-
quencia o 1. lente da armada Francisco Po-
reira Dulra para dar cometo fuodaco do es-
talciro projectado, fazendo-o partir para ali com
alguns operarios e varios objeclos.
De communicacoes do actual presidente, con
datas de 12 de Janeiro e 17 de fevereiro ltimos
consta que muito pouco desenvolvimenlo tem ti-
do este estaleiro.
ESTABLLEC1MENT0 NAVAL DO ITAPUBA.
Para este esiabelecimento seguirm da fabrica
de S Joo de Ypanerna 30 africanos, ana te se-
rem empregaJos na abertura da estrada do Ava-
nhandava, e em outros misteres. De um officio
datado de 16 de novembro, v-se que j se acna-
vam robados dous prazos contiguos de 10,000
bracas quadradas cada um, nos quaes secome-
cav a povoacao. Tem esta cinco ras, duas pa-
ralelas direceo do rio, e tres que lhe sao per-
pendiculares. Nellas esto as casas de palha em
que se abriga o pessoal. Comecou-se um gran-
de cdicio de 220 palmos de comprimento sobre
22 de largura, destinado arrecadago do mate-
rial, a quartel da guarnirlo do vapor, em quan-
to nao fdr este laucado* agua, e algumas o Un-
ciras. Montada urna serrara movida por agua,
e uma oJana, dar-se-hia comeco igreja, ao hos-
pital, prisao, casa da directora e aos quar-
teis..
O desenvolvimenlo deste esiabelecimento pren-
de-se ao da colonia, fundada entre o Salto do
Avauhandava e Saut'Auna do Parnahyba cm 1858
pelo ministerio do imperio, com carcter militar,
subvencionada pelo da guerra, e conclusao da
estrada que ligar aquello Salto ao Itapura, a qual
grande incremento deve ter com mais 50 africa-
nos livres, quo para all deviam ter seguido lti-
mamente da fabrica de ferro de S. Jou de Ypa-
nema.
Conven) substituir as instrucrjes provisorias,
pelas quaes se rege o esiabelecimento, por um
regulamento que o organi3e definitivamente: este
trabalho est dependente de esclarecimientos que
se maudou colligir
[Continuar-se-ha).
DIARIO DE PERNAMBUCO
RELATORIO
Apresentndo a assembla geral le-
gislativa na quarta sessao da d-
cima legislatura, pelos ministro e
secretario d'estado dos negocios
da marmita, Francisco Xavier
Paes la i-reto.
ARSENAL DA BAHA.
Tara esto arsenal j che-garam differentes pe-
ras de una machina do serrar inadeiras, com
que vai ser dolado.
A conslrueeo dos hieles Cayr e Rio de
C iins a acha-se parausada por falta de ma-
deiras.
A intendencia, por ordem do presidente da
provincia, conlratou o fornecimento dellas com
diveros individuos ; pouco, porm, tem conse-
guido.
Tendo-se demolido os anligos armazens que
serviam de deposito de raadeiras, afim de udili-
tar-so novas officinas no espago que elles oceu-
pavam, lornou-se asss sensivel a falta de com-
modos para arrecadago dos mnteriaes, e por isso
faz-se necessaria a conslrueeo de um armazem ;
aguardo informages para deliberar.
ARSENAL DE PERNAMBUCO.
Durante o anuo passado coneluiram-se nesse
arsenal duas caldeiras de consiruego e suas
competentes rampas ; ura muro exterior que o
fecha pela frente; um porto : o edificio para a
oflicina de machinas e de ferreiros, e a casa para
a machina motora.
Continuara em andamento as officinas de fun-
dicao, casa para residencia do inspector, e um
telhoiro, que servir do ollicina de carpina e po-
lieros.
Sao necessarias ao esiabelecimento tres im-
portantes obras : duas coberturas de ferro, urna
para a carreira de conslrueeo, e oulra para a of-
licina de fundido, e mais" urna carreira do lado-
do norte, que sirva aos concertos de navios de
pequeo calado.
A primeira das ditas coberturas, que ser
acorapanhada de uiu guindaste proprio para faci-
litar a collocaco das madeiras nos lugares pre-
cisos, toi contratada pelo inspector do arsenal,
em virlude de aulorisacao do governo imperial
pela quanlia de 49:9508000.
Acham-se-se em conslrueeo um hiate, um
cter e urna barca de escavaeo.
Alm de algumas obras ferias nesle estabeleci-
raento, loram reparados differenles navios da ar-
mada, sendo os coocerlos de mais importancia
praticados no brigue-barca. Itamarac e bri-
gue-escuna Xing .
ARSENAL DO PARA'.
Este arsenal, que se acha em um acanhado es-
paco, necessila de um caes ao lado do Igarap, e
ostender-se sobre a praca de Bag, que, servindo
apenas para o desembarque de madeiras, pode,
sem prejuizo do tranzito publico, dar quelle es-
tabelecimenlo as convenientes proporcoes c s
melhor localidade para dous bons eslalei'ros.
A casa da residencia do inspector achava-se
era ruina ; foi elle aulorisado a morar fra do
arsenal, e outro edificio se est construindo pa-
ra substituir acuelle ; mas agora objecta-se que
oi mal escollado o local: a este respeito exigi
luformaroes.
Carece de urna senaria a vapor da torca de 2
a 4 cavallos, e de urna machina do furar o' cortar
ferro.
Ccntinuam a construccao dos muros para fe-
cha-lo ; a de um predio que tem de servir de ar-
mazens do almoxarifado, o os concertos de di-
versos telheiros.
A falta absoluta de madeiras no mercado da
capital d lugar a que, desde agosto ultimo, es-
teja parada a conslrueeo de urna escuna para o
servico da alfandega.
Durante o periodo j citado foram reparadas
pelo arsenal as canhoneiras a vapor Araguay
Ibicuhy Iguatemy e Tiet o vapor
Thelis e a eesuna Tibagy .
ARSENAr DE HATTO-GROSSO.
Sent grande falla de trabajadores e mesmo
ditticiildade de obt-los, porque ali se acham ex-
essivamenlo elevados os salarios,
uerendo roelhorar este mal, cuido de fazer
n" tt P*ra eSle estDelet:iment0 alguns africa-
Recommendei presidencia da provincia quo
active a conclusao dos dons vapores que ali se
oandou construir, e cujas machinas j foram re-
xnetlidas.
ESTALEinO DOS DOCRADOS.
as inslrucgoes que em 8 do abjil de 1857 se
deram ao chefe de divisao Joaquim Raymundo
de Lamare, quando tero de seguir para Matlo-
Crosso na qualidade de presidente, recommen-
dava-se-lhe que tratasse de verificar onde convi-
ria collocar um estaleiro para os reparos dos na-
vios que pelo seu porte e calado nao podem su-
l>ir o Cuyab, para serem concertados em Matlc-
tirosso.
Eacolheu o presidtnle e ponto dos Dourados-
Os vapores Tyne, do sul.e Paran, do norte,
adiantam apenas as seguintes datas : Rio de Ja-
neiro 8, Parahiba 13, Rio-Grande do Norte 12,
Ccar 10 e Maranho 7 do correte.
fio de Janeiro..L-se no Jornal do Com-
mercio:
O senado approvou honlera em primeira
discussao o art. Io do projecto de reforma elei-
toral.
o Entrando em discussao o art. 2o do mesmo
projecto, orou o Sr. Souza Franco justificando
um" requerimento para que os diversos paragra-
phos fossera discutidos separadamente, como se
fossem artigos. Orou era seguida o Sr. D. Ma-
uoel sobre o mesmo requerimento, ficando a
discussao adiada.
A cmara dos derjutados approvou hontem
em urna s discussao, sem debate, o projecto
que aulorisa o governo a conceder um anno de
licenca cora ordenado ao Dr. Jos Maria Correa
de S e Benevides, primeiro oEcial da secreta-
ria da juslica.
Continuaran) depois as disenss^es das emen-
das do senado relativas ao projecto bancario, e
do orcamenlo da receita e disposicoes geraes.
Oraram nesta o Sr. Sampaio Yianna, e naquclla
os Srs. Benevides e Torres-IIoracm. A primei-
ra discussao Gcou adiada, e a segunda encer-
rada.
Foram condecorados :
O Sr. Manoel Monteiro da Luz, negociante
desta praca, com a commenda da ordem de
Christo.
O capito do primeiro regiment do caval-
laria ligeira, Francisco Heniiques de Noronha
com o habito de Aviz, por decreto de 18 de ju-
Iho prximo passado.
Parahiba.A. caria do no3so correspondente,
couicm ludo quanlo do importante ha.
Ei-la : '
Passou hontem 10 cm segunda discussao, na
assembla provincial, o projecto que autorisa o
presidente da provincia a subvencionar a Com-
panhia Pernambucana de vapores costeiros,
quando os cofres melhorarem das circunstancias
uro pouco criticas em que se acham; podendo
ser a subvenrao elevada a quanlia de seis contos
de ris annuaes.
Provavelmente hoje passar em terceira
discussao dito projecto c a coropanhia devera
mais este favor boa escolha que fez na pesso
do Sr. Borges para gerir seus negocios.
A' quinze do correute encerrar-se-ho os
trabalhos de scsso da assembla provincial no
presente anno. Sem querer fazer coniparacocs e
apreciaces talvez extemporneas e quo pode-
riam chocar susceptibilidades, sou toreado a de-
clarar que ella procurou satisfazer as necessi-
dades da provincia, tendo era mira os recursos
de que dispe sem gravar e popularo cora no-
vos irapostos, havendo pelo contrario acabado
cora o imposto que se cobra por sacca do algo-
do e sacco de assucar, favorecendo a agricultu-
ra que definha a olhos vistos.
O procedimento da assembla correspondeu
perfeilarnente a expectativa publica e satisfez in-
teiramente as vistas administralivas do Sr. Silva
Nunes.
No primeiro do corrento foi publicado o re-
gulamento da reforma da secretaria do governo,
que era una necessidade palpitante, em vistas
melhorar a marcha e regularidade do servico
publico.
B de fcil exe^cuQo, e todas as necessidades
do servico publico foram previnidas e satis-
feilas.
A'29 do passado tiveraos Ihcalro de gala, e
ao espectculo compareceu o presidente, que,
ao erguer-se o panno den vivas as SS. MM. Iru-
periaes, Familia Imperial e constituico polti-
ca, vivas que foram com enthusasmocorrespon-
didos. Depois do que o Sr. Dr. chefe de polica
den una viva a S Exc. que foi benignamente
acolhido, canlando cnto a compaiiht dramti-
ca, sob a direceo do digno actor Coirabra, pe-
ranto a elfigie do Imperador, o hymno na-
cional.
A casa c acanhada, porra est bem deco-
rada, devido isto aos esforcos do Sr. Coimbra,
que se ha esmerado em agradar o publico qu
est satisfeito, j, quanto escolha dos dramas e
j quanto execuco dos raesmos.
a Das noticias do interior cousta que durante
o rnez passado, se deram os seguintes fados cri-
minosos :
Na serra do Teixeira Joaquim Ferrera dos
Santos, tendo sido agredido por Jos Epifa-
nio e outro, sahira ferido, conseguindo matar a
Epifanio cora um tiro.
No lugar Paraty Joaquim Soares de Olivera
assassinou sua propria mulhercom viole lacadas,
foi preso o esl sendo processado ; e em Quei-
inadas urna escrava tentara assassinar a tres fi-
lhos, o que nao pode conseguir por ter sido ob-
servada, depois do quesuicidra-se.
Realisou-se 5 do correte a festa de nos-
sa padroeira, que esteve brilhanle; anda que
inferior s de aunos passados. Prgarara ao
Evangelho o padre Correa das Nevos e noi-
te o padre Meira : houve procisso a quo con-
correu a gente mais qualiflcada da capital.
A' ultima noite foi a mais cheia e mais con-
corrida; pois era a noile das mogas, que tive-
ram fcons o incansaveis procuradores.
Ha receios de secca pelo alto serlo, ende
consta j se sent falta d'agua.
O vapor era aqui esperado a 11, data em
que lhe escrevi as linhas cima; mas s hoje
13 ancorou neste porto.
Esta manha o presidente da provincia foi
inspeccionar a estrada e ponte do Grammame.
Ainda nao se soube o que foi por S. Exc. obser-
vado.
O passeo do presidente me consta leve por
flm conhecer S. Exc. a necessidade da obra que
lenciona mandar fazer.
A inspeceo ocular da primeira autoridade
da provincia e interesse que val mostrando o
presidente pelos negocios pblicos anima-nos a
esperar de S. Exc. urna adrainisiraco vanlajosa
aos melhoraraentos da provincia, e um coocurso
intelligente ao progresso material da mesraa.
Foi preso na villa da Independencia o cri-
minoso de morte Joo Jos de Olivera.
No dia 11 funecionou a assembla, deixan-
do de ser votado em terceira discussao o pro-
jecto desubvencao a companhia Pernambucana,
o quo se espera succeder hoje.
Rio Grand do Norte.Nada de notavel oc-
correu.
Ccar.Em data de 10 do correte, diz o
nosso correspondente:
Corre por aqui que nfio ter lugar por ora,
a nauguraco da caixa filial do Banco do Brasil
nesta provincia. Diz-se que por causa do des-
crdito do commorcio nesta. E verdade que
tem havido por toda provincia grande numero
de bancas-rotas. Mas tilas todas nao prciaru a
somma de duasgrandei casas da commercio as
grandes pra;as, mesmo do nosso paiz. Alm de
alguns inconvenientes que tem originado essas
quebras; muilas leem sido originadas pela ac-
qaiescencia dos credor?s em annuiram a gran-
des rebates e prazos. Dahl o exemplo I outros
quebrara aps desses rebates e prazos : e incon-
tinente, ei-los ricos l....a> deaembaracados 1 e
(icara arrotondo muita honradez 111 Se pois os
credores, ou a juslica, bsse severa e menos de-
longa : se bou veas* um peramplorio correptivo
para punir a m ; na > naveria por cerlo to
avultado numero de fnndulenctas eommerciaes.
Em commercio posso dizer alguma cousa. O
eommerciaste que llena e pede a seus credores
rebate, prazos, sende de boa-f, nao possi-
vel que elle possa inco itinente rebaler as novas
leltras e apresentar-se tambem ao mesmo lempo
liquido, quite! erico 1 Desgracadameule, is-
so se tem dado, e nio esegredo; bem pu-
blico 1 Mas para lame alar que aquellos com-
raerciantes que pagam lodo seu debito mediante
urna mora, se vejam depois desconsiderados ;
ficarem sem crdito I ao passo que os fraudulen-
tos ficam com creditc e anda mais 1 porque
leem dinheiro I Haj.i todo rigor da juslica,
seja o processo mais breve e menos dispendioso,
e reconhecer-se-ha que as quebras nao de for-
zosamente diminuir, e nao ficarao tantas familias
prejudicadas, algumas na miseria ; e os banca-
roteiros fraudulentos alfronlando a rooralidade
publica 1....
a Se pois exacto qu< deixa de ter lugar a
inauguraco da caixa filial, por causa do descr-
dito desta prac,a, alguma razo ha para que isso
se d, tanto mais quanto o limitado prazo que
concede, segundo os esl; tutos, reconhecido in-
suliciente e apenas poder servir de proveito a
augmentar mais a aimicao desmesurada dos
agiotas.
A assembla provincial contina em seus
trabalhos sempre de harmonia com o digno ad-
ministrador da provine a. Alera de algumas
subvencoes a estudantes, nenhumas r.huchadei-
ras mais lera passado. Achamos que na actua-
lidade nao devia-se sobe arregar o cofre provin-
cial com subvencoes estudantes de direilo e
medicina.
Tiveram os profcssoies primarios um aug-
mento de cem mil ris mais, por anno. Foi ura
acto de recoohecida justica vislo que, sao os
empreados mais mal pa;os que ha na provin-
cia. E tambera verdade que o maior numero
nao cumprem com seus deveres, e muilos nao
leem as habilitages necessarias Urna reforma
era urna medida reclamaca pelo inloresse publi-
co Esperamos do distiicto e Ilustrado Exm.
Sr. Dr. Marcellino Nunes Goncalves urna medida
que tanto interessa gcralinente a todos e a ludo.
Faz a provincia urna dopeza avullada com o
ensino primario, mas infelizmente quasi sem re-
sultado. Professores ha r;uc nao leem habilila-
coes: outros commerciaoi, advogam, ele.
Emlim desencantou-se o vapor Paran que
chegou hontem 9, s seis horas da tarde.
No dia 8 do corrente um membro da assem-
bla provincial aprsenlo i urna idea para se fa-
zer urna felicitaso ao Exm. presidente da pro-
vincia.
Outro membro aprese nlou urna emenda pa-
ra tambem se felicitar ao Sr. Dr. chefe de po-
lica: o resultado foi cahir a emenda e Ocar em
patada a felicitago a S Exc. No dia nove pas-
sou. Semelhaule primeiro resultado leve lugar
porquoos deputados quo votaram contra, en-
lenderam que nao se devia presentar de chofre
urna semclhinie idea e por ura membro calouro.
Nao foi outro o motivo. A assembla lera pres-
tado, e contina, a sua adheso a S. Exc. Nao
ha razes parahaver e au.orisar um desconten-
lamenlo contra as autoridades superiores que
mui bem lera marchado na senda da lei.
Nada consla contra a seguranca indivi-
dual.
As enrgicas e reiteradas ordens das autori-
dades superiores, respeito a capturas de crimi-
nosos e contra a prohib;o de armas, quaes-
quer que sejam, deve forzosamente produzirex-
cellentes resultados como'j vai produzindo.
Anhelo-lhe a melhor salule, paz e pe-
cunia.
Maranho. LO-se no Publicador Mara-
nhense.
_ O dia 28 de julho, onniversario da proclama-
gao da independencia do Urasil nesta provincia,
foi soleranisado de manhia com Te-Dcum na ca-
thedral, era que ofliciou o Exm. Sr. bispo dio-
cesano, o a que asssliram S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia, funecianarios pblicos, mi-
litares e cidados de diversas classes, seguido
de luzido cortejo no palacio do governo perante
a augusta effigie de S. M o Imperador, forman-
do grande parada na praca do mesmo palacio os
tres batalhes da guarda nacional do municipio
e o corpo dos educandos artfices.
A' noite houve vistosa illuminaco no quar-
tel do campo de Ourique expensas" dos ofliciaes
do 5o batalho de fuzleiros e polica, com um
copo d'agua servido s familias quo a ella con-
correrara, e passeata pelas ras de grande nu-
mero de cidados, acompanhada de bandas de
msica militar e fogueles. Honlem tambem por
noite houve brilhanlo illuminaco no jardira da
Praca da Assembla, expensas do Exm. Sr.
presidente da provincia e do encarregado res-
pectivo, a qual concorrer m, alm do mesmo
Exm. Sr. esua Ilustro familia, cerca de duas
mil pessoas, emque se nolavam as mais distinc-
tas familias desta capital, tocando revesadamen-
te as duas bandas de msica dos educandos e
fuzleiros, at a raeia noite em que o jardira es-
tove aborto aos concurrentes.
Uescrevendo hontem succinlnmente os fes-
tejos que 'iveram lugar por occasio do dia 28
de julho, anniversario da proclamaco da inde-
pendencia do Brasil nesla provincia, esqueceu-
nos mencionar que o palacio do governo e a ca-
sa da cmara municipal desta cidade apresenla-
ram vistosas illuroinaces, bem como que esti-
verara Iluminados todos os edificios pblicos, e
grende numero de casas particulares, accres-
ceodo que muilos eslabeteciraentos eommerciaes
tanto nacionaes, como estrangeiros, conserva-
ram-se fechados durante o dia, o que concorreu
para lomar o rigosijo mai apparatoso.
vao, noraeado para o cominando das armas desia
provincia.
-"" No exposico regional de RuSo, um artista
de Paris de nome Casimiro Lefebvre apresentou
provas de photographia em seda e em algodo,
provas de um notavel alcance industrial, porque
tem por lim fazer applicacao da photographia
mpresso dos estofos.
este um problema, cuja aolucao ja foi tenta-
da, mas sem um xito positivo : Mr. Francillon
de Puteaux obleve imprimir os estofos de lia por
meio dos clich photographicos, e a seu turno
o sabio cbimico Persoz em seu curso de Untura'
no conservatorio das artes e officios de Paris des-
envolveu um melhodo por meio do qual obtem-
se impressdes photographicas em estofos de al-
godo.
Imbebe-se o estofo n'uma dissoluclo de bi-
chromato de polassa, e depois de estar preparado
por tal modo, melte-se-o n'um clich photogra-
phico sobre o vidro, expondo-se-o luz.
Pela aeco dos raios luminosos, o Dicho-mato
de de polassa iransforma-se em oxydo de chiomo
nsoluvel, que fixa-se ao tecido.
Quando o estofo desembaraca-se do bi-ehroma-
to de potassa, nao alterado por meio de urna la-
vagem em agua pura, o oxydo de enromo que
acha-se adherido ou fixado ao tecido serve de
mordente na tintura.
Nao conhecemos o processo que Mr. Casimiro
Lefebvre pe em pratica para chegar ao mesmo
resultado ; mas sem embargo convidamo-lo a pro-
seguir nesses ensaios.
A appcacoUa photographia nao ser com ef-
feito tal que produza urna sorte de revoluco na
arte da impresso dos estofos.
Hontem loraou posse do lugar de comraan-
dante das armas, o Sr. coronel Jos Antonio da
Fonseca Galvo, nomeado por decreto de 21 do
passado.
Consta-nos que so acha na Baha, o Rvm.
Fre Caelano de Messioa, geral dos capuchinhos
no Brasil, e que regressa para esta provincia al
o dia 30 do corrente.
Nos dias 11 e 12 do correle foram reco-
lhidos casa do detenco 14 homens ; 11 livres
e 3 escravos, a saber: a ordem do Dr. chefe de
polica 3, do Dr. delegado do Io districlo 1, do
subdelegado do Recite 6, do de S. Jos 2, do de
Sanio Antonio 1 e do da Boa-vista 1.
Foram rccolhidos mesraa no dia 134
homens livres e 1 escravo, sendo : 2 a ordem do
Dr. chefe de polica, 1 a ordem do subdelegado
do Recite e 2 a ordem do da Boa-vista.
Passageiro do vapor nacional de guerra Ca-
macua, sahldo para o Marauho e Ccar.2o
lente Francisco Porgas de Lacerda.
Passageiros do vapor nacional Paran, en-
trado do Para e portos intermedios. Ignacio
Ribero Pessoa, Augusto Poutes de Aguiar, Ilde-
fonso Araujo Chaves, Jos Rodrigues Lima e 1
criado, Jos Nunes da Penha, Francisco Luiz Ve-
ras, 1 escravo, Antonio Gomes de Miranda Leal,
Francisco Jorge Martins Bolelho e 1 sobrinho,
Augusto Jos Ferrera, MatorinoBarrozo de Mel-
lo. Antonio Correa da Silva, Salustino Ephige-
nio Carneiro da Cunha, L. Pereira Lima, Fort-
nalo Telles Ptomba, Manoel Gomes dos Santos,
Guilherme II. Offrendt, Eduard Ncwpor, 5 pra-
cas da polica, 1 escravo a entregar.
Segucra para o sul.
Alteres Jos Vieira do Souza Guedes, sua se-
nhora 1 creada e 4 escravos, Urbano Jos Fer-
reira do Moura, Manoel Jos Piros, Joo N, Car-
neiro Cesar, sordo o mudo, 2 saldados, 1 raulher
e 1 filho, 5 recrutas do raarinha, 15 escravos a
entregar.
Passageiros do vapor inglez Tyne entrado
dos portos do sul.Benjamn) Franklin de Barros,
Thomaz Irfferees..
MORTALlDADB DO DIA 14 DO CORRENTE:
Manoel Joaquim da Costa, pardo, solteiro, 36 an-
uos, aneurisma.
Maria Benedicta, parda, solteira, 30 annos, hy-
dro-peneumo-puricardilo.
Maria do Rosario, preta, solleira, 13 annos, pneu-
mona complicada de raenengitos.
Manoel, preto, 8 dias, espasmo.
Joiquira de Meira, branca, solleira, 17 annos,
hydrolhors.
Manoel, pardo, 8 mezes, gastro hepalitc.
Antonio Angelo do Rozario, pardo, solteiro, 20
annos, tubrculo pulmonar.
Felicidade de Souza, preta, soiteira, 70 annos,
cachexia sypleticia.
Hospital de caridade. Existem 58 ho-
mens e 54 mulheres, nacionaes; 1 homem cs-
irangeiro, e 1 escravo, total 119.
Na lotalidadedos doeotes cxislem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio
Pinto s 6 horas e 1(2 da manha ; pelo Dr.
Dornellas. s 8 horas da manha ; e pelo Dr.
Firmo as C horas da tarde de hontem.

Commimicados.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
A corporago acadmica inspirada polas
ideas liberaes e progresistas, que tumultan) era
seu coraco e qiiercndo dar urna expresso nobre
e manifestado sou sentir, determinou fundar nesta
cidade urna sociedade, que livesse por lira envi-
dar esforcos e ardentemente|trabalhar pela eman-
ciparlo de escravos.
Reunidos no dia 11 do corrente mez sessenla e
cinco acadmicos, dos cento e sessenla e sete que
se acham inscriptos para fazer parte dessa to
nobre associaco, procedern) sua primeira ses-
sao preparatoria em que haviam de determinar a
mesa temporaria para regef seus trabalhos, assim
como urna commissao encarregada da confeceo
dos estatutos, que a devem regular.
Procedeu-se a reunio as 11 horas do da no sa-
lo nobre da faculdade de direito, e ahi, sendo
acclamados presidente o Sr. Antonio Moniz So-
dr de Aragao. Io secretario o Sr. Jos Antonio
Barbosa e 2o secretario o Sr. Felippe Dallro do
Castro, procedeu-se a eleigao dos merabros que
deviam se encarregarda confeceo dos estatutos,
e foram eleitos os senhores Jos Anionio Barbo-
sa, Antonio Moniz e Jos Eustaquio Ferrera Ja-
cobina.
Tendo pois sido escolhido dous raembro3 da
mesa para essa commissao, e tornando-se os seus
trabalhos incompativeis, foi netessario eleger-se
nova; mesa at que os estatutos regulem o modo
do eleico, que deve ser adoptado, procedendo-se
pois a nova eleigo foram escoihidos os senhores
Domingos Antonio Pires de Carvalho e Albuquer-
que, para presidente, Francisco Ildefonso Ribei-
ro de Menezes para o Io secretario, Filippe Dal-
lro de Castro, para 2o secretario.
Depois desses trabalhos [ reparatorios, foi ac-
cordado que livesse lugar a scsso solemne de
inslituicao no dia 7 de setorabro prximo.
Remetlem-nos urna censura ao procedimen-
to havido no domingo 12 do correle pela gente
do batalho do Poco da Panella, que vinha para
a guarnico da praca ; a qual por entre gargalha-
das, arrancou o chapeo de um mendigo na ra
da Assumpco, e levou-o pODtaps al o pateo
da igreja da Penha, com a maior insubordinado
possivel para com o official que a commandava.
Este fado 6 por cerlo inslito, e por tanto re-
quer nma syndicancia sobre elle, para que se
coarcte a relaxaco da disciplina, no caso delle
ler-se dado, como assevera-o a censura a que al-
ludimos. Desejomos no entretanto que fosse inex-
acto, pela suslentago do bro e da honra dessa
milicia
Pelo Cruzeiro do Sul, procedente do Rio
de Janeiro e portos intermedios, ebegou esta
cidade o Sr. coronel Jos Antonio da Fonseca Gal-
ESTRADA DE FERRO.
V
E' do insiincto do animal, do instncto e da
razo do hornera bradar, pedir soccorro ainda
mesmo no deserto, quando opprimido e indefeso,
sua voz o nico recurso sua fraqueza ; por-
que anda no deserto alguma alma caridosa pode
vir, alguma mo be.nfaseja pode estender-se em
seu amparo, ese nao o proprio echo dura voz op-
pressa e desesperada pode assustar e por em fuga
o oppressor.se este ainda tome alguma cousa nes-
te mundo, se nao tem o coraco endurecido no
crime, se um grande escndalo ainda lhe corar
as faces.
Nesle seculo do mais subido egosmo, nesta
trra da mais desesperada ganancia, do mais r-
deme e insaciavel amor do dinheiro, cada um
s cura exclusivamente de si, e muito bom ci-
dado se ainda so limita, no recndito de sua mo-
rada, a lamentar a oi>prcsso do opprimido. Nes-
ta Ierra em que cora ludo se transige, em que a
lei ludo garante, mas em que nao se encontra
garanta era cousa ou em parte alguma, as almas
mais puras, os corares mais sensiveis, temem-
se e Iremeni de eslender a mo em soccorro do
l'raco contra o poderoso : por que aqui cada um
s pode mal garanlir-se sendo positiva ou negati-
vamente, cumplice ou instrumento da iniqui-
dade.
Embora nao ouve Deus aquem nao falla ; nao
se sabe da hora nem do meio do quo se serve a
Providencia para confundir e transtornar o op-
pressor, mesmo nos lempos os mais calamitosos.
Nao se pode apezar de lodas as apparencias, 1er
em lodas as dobras de um coraco humano para
se desesperar de lodo da justica, para se contar
somentecom o" escndalo, a imprudencia e o des-
coramento em toda a parte.
No meu desespero quasi completo, s mo resla
(demos um salto para o assumpto que precede-
mos dcslas consideraces) no meu desespero s
me resla appollar para a dignidade e honradez
do senhor engenheiro fiscal da estrada de ferro,
em cuja mosomentc est agora o poder de con-
suraniar urna iniquidado de que me quer fazer
victima a companhia desapropriadora da mesraa
estrada, ou de salvar-rae de suas garras iniquas.
Bem sei que ainda me resta o recurso aos tri-
bunaes ; mas um triste e sempre de duvidosa
proliquidade, U\ recurso em urna trra tal, em
que a justiga nao tem, como o seu emblema o ex-
prime, de todos os olhos vendados para nao ver
as pessoas e s distinguir pela luz do espirito o
peso das conchas e a rectido do fiel de sua ba-
lanr.a, massiin de um veo transparente que mal
guarda a sua hypocrisia, e deixa ver o valor das
cousas e dos homens que lhes offuscando a luz
da razo faz seu gladio terrivel o assomado para
s corlar pelo mais fcil, a parte mais fraca.
Ainda ha pouco restava-me dous estelos a que
poda sustenlar-me na reclamaco do uaeu di-
reilo :o juiz daEscada, e o engenheiro fiscal.
Mas eu bem Iremia do juiz, e quera que elle fos-
se Cato, porque s um Cato pode nesta Ierra re-
sistir s ordens e desejos do governo.
Um juiz municipal nao pode ser Cato e sao
mui raras as honrorissimas excepcoes.
E na verdade o Sr. Dr. juiz municipal da Es-
cada na sua audiencia do dia 7 uao attendeu as
minhas lo justas e jurdicas allegaces, e contra
todas ellas mandou que a companhia desapro-
priasse as minhas trras gratuitamente, quo se
entupisse grande parte de meu acude sem indem-
nisaco alguma, que se avaliasse' a indemnisacao
de cousa que nao se sabe qual, ludo conforme o
pedido de dita companhia.
Nao attendeu pois o Sr. juiz o que enlo lhe
expuz, como j o flz por esle Diario, que a com-
panhia da estrada de ferro nao podia figurar em
juizo porque nao tinha sellado o seu contrato ;
que a ordem do governo maudando-a admiltir
era illegal e que por tanto o Sr. juiz nao podia
obedecer-lhe : que as minhas trras nao podiam
ser desapropriadas gratuitamente sem que a com-
panhia provasse serem de sismara; e ainda mais
que mesmo de sismara careciam de indemnisa-
cao porque nao sao terrenos brutos, e ainda por
que estdo proiimas e juntas do engenho e sua
desapropriacSo o deprecia ; como a tudo manda
attender o mesmo regulamento de desapropria-
So : que nao podia ser attendido o pedido da
companhia porque nao era designado nelle que
cousa se lem de avaliar. nao sendo a indemnisa-
cao a que eu tenho direito, como exprime o mes-
mo pedido alguma cousa sujeita a avaliacao :
por quanto a lei nao manda avaliar indemnisa-
cao a que se tenha direito, porm tem as cousas
certas e determinadas, que se devem designar,
porque sao as cousas certas e determinadas que
se avelrara, sao as cousas damnificadas que se
indemnisam e nao a indemnisacao.
Nao foi porm por erro ou ignorancia que a
companhia requerendo a desapropriacao de meus
terrenos gratuitamente, offereceu dons conloa de
res sem dizer pete que, e requeren que se ava-
liasse sem dizer o que. A companhia requereu a
avaliacao da indemnisacao que me compets* ou
a que cu livesse direito, por malicia, por chic'ana
ao mesmo lempo miseravel e muito proficua, por
que contava com o primeiro de lodos os livros da
sciencia do direito, a vontade do juiz, ou antes a
vonlade do governo, que entende que para pro-
teger a estrada de ferro to vaotajosa no paiz a
empreza carece de toda a prolecao assim da e-
gal como de oulra qualquer fora'da le, quando
ha necessidade de cortar algumembarago, embo-
ra faca urna e muitas victimas em faror do bene-
ficio commum.
A estrada, segundo a respectiva planta que se
Ievantou.tem de cortar no meu engenho algumas
casas e o acude em toda a sua longa extenco,
como j o disse.
Pelas casas a companhia j me offereceu um
corito de ris, dizendo-me que julgava ser este o
valor dellas.
Portanto Oca um conlo de ris.
Assim a companhia nao determinou o que se
devia avaliar porque se mencionasse soraente as
casas, ficavaum cont de ris sem applicacao.
Assim se mencionasse as casas careca de men-
cionar mais alguma cousa que devia ser avaliada
para se lhe applicar o outro cont de ris como
quer a companhia.
Esta oulra cousa o que seria visto que os ter-
renos sao gralis ?
S podena ser portanto o acude.
Ora, offerecer um conlo de res pelo entupi-
menlo de urna lao grande parte do acude, era
um escndalo to grande, urna iniqudade to
revoltante, que a companhia ainda leve o pejo
de faze-lo expressaraente.
Pedir que se avaliassem as cousas certas e de-
terminadas e que deviam ser iodemnisadas, su-
geitav-se a este processo de se avaliar cada cousa
de per si, e enlo se teria de avaliar o damno
em o acude, e isto seria torear muito a conscien-
cia dos arbitros o exigir a avaliacao do agude por
urna ninharia ; seria expor-se ao mesmo escn-
dalo de que fallo.
Assim a companhia tudo evitou usando dessa
chicana, desse arbitrio quo a lei nao lhe da, mas
que lhe pode dar o juizo da Escada, isto pedio
a avaliacao de cousa nao determinada, e seus
arbitros nao leem mais do quo passar pelas mi-
nhas Ierras, verem o que quzeram e dizerem :
avallamos a indemnisacao que devida a Jos
Lco era tal quanlia 1...
No enlanlo a compinhia, offerecendo-me os
dous contos de ris ou conla com os seus arbi-
tros e cora o desempatador para serem inslru-
menlo desta iniquidado, ou julga que este o
justo valor da indemnisacao de que me devida.
Vamos segunda hypothese.
Se a companhia offereceu-mc um cont de ris
pelas casas que a estrada destruio, tica um cont
de ris. na inleuco da companhia, necessaria-
menle pelo acude.
Digo necessariamente por que a companhia
sempre recouheceu quo eu tinha direilo indem-
nisacao do enlupimento em parle do agudc, em-
bora, apezar de suas promt-ssas, evilasse tratar
amigavelmente respeito de tal indemnisacao
Assim, na vontade da coropanhia Cea o enlu-
pimento do acude por um conlo de ris 1
Ora, eu j disse que o enlupimento de acude
desloca delle a oilava parle de suas aguas, e que
por isto, pelo mais baixo calculo que se pode
fazer, como fiz, com tal enlupimento eu tenho de
perder 600000 rs, por anuo e que portanto me
sao devidos s quauto ao agude treze contos de
ris.
Mas diz a companhia que o acude que recebe a
agua por um riacho o qual concorro para o moa-
gem do engenho, nao se devem levar porm nem
os arbitros, nem o Sr. doserapator pelos ditos
dessa companhia to escandalosa e impudenle-
mento inleresceiros. Examine o Sr. desempa- I
lador das pessoas de lugar, ftu0 valor tem tal
riacho uo nc.uuo, e saber do lodos quo este ria- i
clio c de ordinario quasi nullo no vero, e nos
verdes mais fortes elle corta e nao fornece por
tanto alguma agua. O engenho moe por tanto
smenle com as aguas do deposito feito no in-
vern. Com taes aguas depositadas assim que
o engenho tira dous mil paos. Quando no verao
o riacho nao secca do lodo o cngeuho pode lirar
mais de dous mil pes.
Ora sobre abase de dous mil pcs que eu !
faco o calculo por onde se concluo quo aguas des-
locadas pelo aterro da estrada dio-me em vinto
annos um prejuizo de treze contos de ris; por
que os dous mil pes o engenho faz quando s!
tem as aguas do deposito.
Assim diminuidas de qualquer modo as aguas '
do deposito, se deve calcular era coraparaco
lotalidade das aguas, quantos pes poderiam
moer as aguas prejudicadas, e multiplicar o pro-
ducto liquido por vinlc annes.
Assim nao sero ouvindo a companhia que o
Sr. engenheiro fiscal desempatador poder cal-
cular justa e imparcialmcnle, para evitar urna
iniquidado de quo me quer esse colosso fazer
victima. Ouca as pessoas do lugar, as mais im-
parciaes, e dellas se informe ; que a companhia
nao s inhabilitada para informar por que
parte, e por que nao conhece estes dados, isto ,
nao sabe se o riacho fornece ou nao agua no ve-
rao, nem quantos pes moem s aguas do acude,
como indigna de toda a silencio, porque tem
a impudencia de offerecer pelo damno que nao
das ierras nem das casas, como tenho demons-
trado, pelo damno que portanto do acude,
um cont de ris.
Para um outro ponto ainda peco a atlenco do
Sr. Dr. desempatador, um ponto a respeito do
qual a companhia lem pretendido tambem misti-
ficar o Sr. Dr.; chamo a atlengo do Sr. desem-
patador, do cuja iraparcalidadc na apreciaco de
lodos os dados smente posso esperar salvar-rae
das vorases garras da companhia, embora na sua
indolente ousadia, ella denoto contar com elle.
E' este ponto quanlo aos terrenos.
A companhia pede os meus terrenos gratuita-
mente por serem de sismara.
Deve o Sr. desempatador, porm, observaar,
que, embora mande o regulamento do desappro-
priaco tomar os terrenos de sismara gratuita-
mente, accrescenta salvo as inderanisacoes
que forera do direito.
Ora o mesmo regulamento determina quaes
sao as indemnisacoes que sao devidas, as quaes
sao dos predios que csto nos terrenos, o mais ;
ainda a do valor em que fica a propriedade
a da localidade e a de qualquer outra cir-
cunstancia que influa ao preo.
Ora, em primeiro lugar, "urna circums'.ancia
que influe no prego das Ierras o serem ellas tra-
balhadas e lavradas, o que lhes d um valor
muita mais alto do que no terreno bruto, como
foram dados era sismara.
E o que se d com quasi todas as trras que
me querem tirar, porque todas sao partidos de
serras trabalhadas, em que corre o arado, e cer-
cado feito, em que se gastou trabalho c tempo.
Alm dislo, esto em urna tal localidade as
proximidades do engenho que lhe tira grande
valor a desappropriaco dellas ; porque sao var-
zeas eslreitss, que a estrada mata completamente,
e o engenho vem a perder os mais valiosos par-
tidos,perdendo de tirar as cannas de suas proxi-
midades, Estes terrenos nao leem por tanto o
valor somenle de si mesmos, corno mais o que
lhe d a proximidade do engenho. Ora este se-
gundo valor da localidade, esse segundo valor
diminuido no valor do engenho, que o perde,
o valor que a lei manda ittendcr.
Entretanto, j foi dito pelo Sr. desempatador,
( sem duvida porque ello isto ouvio da compa-
nhia ) que aqui s se teem enlendido sujeilos
indemnisacao os predios e as lavouras. Como
aqui ( era Pernambuco ) assim se tem interpre-
tado, repugna o Sr. desempatador era considerar
a lei segundo a sua letra expressa e o seu espi-
rito patente, isto em attender ao que a lei
manda attender, isto ao valor em que tica o
predio, localidade da desappropriaco, e a qual-
quer outra circumstancia que influa* no prego. E
assim repugna o Sr. desempatador innovar, en-
lendendo a lei como ella expressa.
No enlanlo o Sr. desempatador reconhece que
as outras provincias se tem attendido a todas
estas circumstancias mencionadas as desappro-
priages para a estrada de ferro.
O Sr. desempatador reconhece mais, que, se a
companhia tem pago terrenos, nao o podia ter
feito por favor, mas rnente porque isto devi-
do. Saiba pois o Sr. Dr. Enarque que em ami-
ga vel termo a companhia tem pago terrenos
( allegando que por favor J.
Saiba mais que tal interpretarlo, como com-
prebende a companhia, nao so Um dado aqui em
Pernambuco, aiuds questo alguma oeste sentido
foi decidida pelos tribnnses. Quem tem dado
tal interpretarlo em Pernambuco tem sido so-
menle s companhia, e assim lem arrancado vio-
lentamente as propriedades ("gratuitamente, por-
que as partes prejudicadas temem-se de lutar
com a compinhia }.
Tal interpretagao'voknteente nio se pode
dar, se o Sr. Dr. Buarque, superior ao colosso da
companbia-oao qulzer tomar por norma a ioter-
pretago dpartt, e parte taopoderosa quanto
impudente.
O Sr. Dr. Buarque est oa firme resolucao de
obrigar a companhia da estrada 4 ferro a fazer
urna pared* para sustentar o aterro da estrada,
para garantir o agude de ser d todo entupido
com os desraoronameulos successivos do mesmo
aterro.
Ora, por esta parte, j urna garanta que me
d o Sr engenheiro fiscal, pois livra-rae do tra-
balho e das demandas que eu teria com a compa-
nhia da estrada para nao causar maior damno ao
agude, alm do damno no espago oceupado pelo
aterro.
Mas a companhia da estrada de ferro, por cer-
lo, nao ser por seu bom gosto que faga esta pa-
rede, arbitrarios, poderosos e violentos como sao
os seus agentes. Assim o Sr. Dr., para obrigar a
companhia da estrada a fazer esta parede ou
caes em que ella tem de gastar muilos contos de
ris, talvez nao menos de quarenta conlos, por-
que o tal caes tem de ser muito longo, e o Sr.
Dr. Buarque, para obrigar a companhia a fazer
este caes tao dispendioso, carece afronta-la e
constrang-la. E por que, portanto, nao ha de
afrontar o Sr. Dr a companhia de desappropria-
go, para fazS-Ia indemnisar-me, conforme a lei
expressamento determina ? Ss e Sr. Dr. Buarque
nao pode contestar a clara expresso da lei, se
sabe que as outras provincias lem-se attendido
a todos os damnos como a lei ordena, se declara
que a companhia nao pode pagar os terrenos
para fazer como tem feito, mas somenle porque
devido algum pagamento nelle ; porque, se em
Pernambuco s a coropanhia tero interpretado a
le para ssrera os terrenos gratis, qualquer que
seja a sua siluaco, o seu estado, o valor em que
deixa o resto de propriedade e lodas as demais
circumstancias que lnfluem na prego, que nova
interprelaro, teme o Sr. Dr. dar a lei clara e ex-
pressa ?
Tal iulerprelago s nova para a companhia
desappropriadora, por que tem logrado aroe-
drontrar os propretarios coro o desempatador,
ue por este ou aquello meio, conseguo ella p-
o a seu lado.
Ora parece-me que o Sr. Dr. Buarque nao esl
no caso nem em circumstancias de se (taquear
polas estupidas ou antes interesseiras alegages
da coropanhia para fase-la commetter urna ini-
qudade contra ura pae de familia
Pedimos ao Sr. Dr. Buarque que reida com
toda imparcialidade nsto : que a companhia tem,
asseutado de desengaar aos propretarios do
que, judicialmente ellfls nao recebero maior in-
demnisago do que por favor. Neste proposito o seu
systema tem sido offerecer pelo judicial sempre
menos do que offorece por favor ; o seu ins-
trumento neste fim tem sido o desempatador,
que sempre decido em favor da desappropria-
dora.
Neste proposito, o fim mais remoto da compa-
nhia, por o p no pescoco de todos os propre-
tarios, e obriga-los a receer o que ella lhes quer
dar, temendo-se todos do que judicialmente a
sua derrota maior.
E Consulte o Sr. desempatador o que se passa
ese sabe na linha, e ver que todos dizem que
intil entrar no judicial contra a companhia
como todos esto no proposito de aules nao re;
ceber cousa alguma da companhia do que lhe
acceitar a luva para o judicial.
E' por isto que a companhia offerece agora
dous contos de reis pelo agude e casas, por que
eu nao quiz acceitar dous contos de reis pelas
Ierras e casa e mais quatro pelo agude todo.
Se o Sr. desempatador saneciouar a iniquida-
de da companhia, cada vez monta mais a com-
panhia, cada vez se tornar mais horrivel, e as-
sim, sem um freio que a esbarro, cada vez so
tornar um poder mais terrivel, monstruoso, o
todos nao tem mais do que acceitar a migalha
que ella lhe offerece por esmola ou enlregar-lhe
gratis toda e qualquer desappropriaco.
Ora ser possivel que ura agente do governo
que eve garantir a propriedade do cidadio,
preste-se sempre a este capricho espoliador da
coropanhia, para ella, como urna companhia do
salteadores ir de puuhal aleado de porta em por-
ta extorquir de cada pessoa una nao pequea
parte de sua fortuna ?
Parece que o Sr. Dr. Buarque que deve ser
o que desengae a companhia que ella nao lera
esto poder arbitrario; parece quo o Sr. Dr.
Buarque deve desfazor a ideia do que todos es-
to possuidos isto que intil litigar com a
companhia por que ludo ella pode.
Mais isto mesmo que temo a companhia. No
No momento em que o Sr. Dr. Buarque de-
sempatar contra os louvados da companhia, ne-
nhum proprietario se sujeitar mais a receber
urna esmola da companhia, e acceitaro o seu
desafio para o judicial.
Ora isto para a companhia um golpe mortar,
que delroeo seu prestigio efama do onnipotcn-
te, e para que tal se nao realize, ella far ludo
quanto estiver de sua parte, par que o Sr. Dr.
Enarque nao lhe do este golpe.
Assim o Sr. Dr. Buarque devo estar prevenido
destes meios da compauhia, de seu proposito,
para saber quo peso devem ler as suas iniquias
pretencoes, as suas cavilosas palavras, se o Sr.
Dr. quizer ser iniparcial e juslo.
Enlo o Sr. Dr. Buarque altenda somonte .
lei, a sua clara cspresso, e se lem como snp-
ponho toda a independencia, conserve toda a
calma para nao dar importancia aos esforgos da
companhia e soraente attender juslica.
Em outro artigo eu racslrarei a que poni a
companhia tem delapidado aos propretarios, o
quanto mal tem feito a propria estrada de ferro
com a sua desenfreada ganancia.
Pernambuco, 13 de agosto de 1860.
Jos Leo Pereira de Mello.
O Liberal Pernambucano respondeu perfeila-
rnente bem as perguulas quo lhe fizemos cm
nossos pequeos communicados de 9e 10 do cor-
rente Nao quiz desmentir o seu glorioso pas-
sado. Na verdade que ninguem deixara de con-
fessar, que foi bem dada as resposta aos nossos
communicados.
E's um intrigante, um desordeiro. um anar--
chisla, um republiqueiro, um espio da polica,
satisfaz plenamente o nosso desafio do dia 9, o
a pergunta do coraraunicado de 10 do corrente.
Esl pois declarado quera foi o aulor do artigo
de redaego doRegenerador que responden
o commnnicanle do Jornal do Commercio. e quem
deve fiscalisar a execuco dos arligos100101
Depois de nos honrar com a resposta cima re-
sumida, coaclue o comraunicanle redactor, offe-
recendo-se, e seus asseclas para defenderem a
conslituigo, lei e autoridade.
Esta tirada por cerlo que provoca o riso. A
gente do Liberal sempre tera boas arrancadas,
principalmente quando consulla o seu Jr.-Kcii-
sul.' !
Ai do throno 1 ai das instituices se livessern
por defensores os consliluinte's convertidos do
1849, que pregaran) a constiluinle soberana c li-
vre, como nica salvago para o Brasil que pre-
lenderam em 1859, que o povo recebesse fra-
mente o monarcha, que pela primeira vez visita-
va esta provincia, e para isto procuravam desvai-
ra-lo, lerobrando-lhe certas phases da revolugo
franceza Ai da lei ai da autoridade se neces-
sitasse ser defendida por peliqueiros polilicospor
cotalileiros, por homens perdidos na opiniao pu-
blica, porinimigos da unio da familia pernam-
bucana 1
Condoemo-nos do estado em que se acha o ce-
rebro do pobre hornera, que se intitula o chee
do grupo que compe o phantaslico partido, em
cujo nome falla o Liberal.
Foi-se-lheo senso commum ; e a prova est
nos seus proprios escriptos.
Chamamos de novo a attencSo dosleilores pa-
ra os artigos edictoriaes do Liberal; e elles que
digan, se possivel um opposicionisla fazer pa-
pel mais tiiste, o mais ridiculo ; se possivel
adular-se mais desastradamente um governo
cujos principise cujo pessoal se fizera gnerra
crua e desabrida.
Malditas eleiges 1 Do que nao sers capaz I
Nao ha mais que duvidar, facam o redactor em
chefe do Liberal deputado, e elle ser o cantor
das virtudes das influencias eleitoraes de longa
data.
Se duvidam, experimenten).
W.
Recife 13 de agosto de 1860.
Ha muito que pretendamos erguer a nossa
dbil voz em prol da juslica, em deeza dos di-
reitos de urna familia postergados, de urna fami-
lia respeilavel, que por tantos e lao assignalados
'.


MABIO PE PfiRNABMUO). -> QUINTA fEIRA 16 D AGOSTO DE 18M.
servidos lem graageado ura nuroe entre os seus
concidadaos, esla familia dos senhores Joo
Baptista de Athayde Siqueira capilo Lucio de
Siqueira Campos, cidadaos prettaveis, que na
rebelliao de 48.lato se destinguirau en prol do
governo ; contra um moco anda ioreflexionado
c inconsequente, que encarregado de urna mis-
sao lem dado por paos e por pcdras para se dis-
tinguir e ganhar um nome, que elle est bem
longe de merecer. Nao ha muilo que o digno
capilo Athayde Siqueira fez urna brilhantedefe-
za no Diario de Pernetmbuc; a sua causa ahi se
queixsva amargamente deque o Sr. Uenrique
Pereira de Luccna, bouvesse abusado da auto-
ridade de que se achava revestido para tratar com
rigor e mesmo atrocidade a sua honrada familia,
a sua tia principalmente urna seohora respeita-
vel, esposa do muito digno coronel Pacifico, un
homemto conhecido nao s nesla provincia,
como em todo o Brasil pelos assigaalados ser-
vicos que prestou no seu paiz e cuja morle aba-
lou profundamente a lodos aquclles que o co-
nheciam.
Alm disso essa moco inexperto levou o seu
arrojo a correr a cas do lenle coronel Dinas
Lopes do Siqueira, pessoa muilo contienda e aca-
tada, que lanos e ionumeraveis trricos lem
prestado ao governo, sem que ao menos este
digno ancio se ache de longe suspeito como
cumplico do assassinato que se deu no Ouricury.
Ao gove rno que lem presenciado os desman-
dos de ura de seus funecionarios, cumpre lancar
rno das providencias em ordem a por em termo
tantas inj*jslicas. As pessoas que injustamente
se achara soffrendo os desvarios do delegedo de
Ouricury esperara do multo digno presidente da
provincia urna vista de olhos desprevenida e
imparcial, como cumpre sobre este desgranado
termo.
Nada mais diremos vista da publicarlo do
digno capito Athayde Siqueira.
Ujusticeiro Ouricuriense.
(*) O concurso de francez e o no-
meado.
I
Certos e bem conhecidos individuos, levados
pelo espirito de inveja e intriga, o alguns pelas
tristes insinuacoes e agonas da necessidade,
teem procurado'.por meio de lingtiagem malvola
as ponles, as lojas e at na imprensa, desfigu-
rar a razo justissima e mais que suficiente da
nomeacao de meu mano, Antonia Jos de Moraes
Sarment, para a cadeira de francez do Gymna-
sio Pernam iraca no.
Nesle intuito, j antes do acto official, que o
nomeava, appareceram alguns pasquins, cujos
autores acharsm prudente guardar o anonyrao,
talvez envergonhados do que escroviam. Pre-
tendiara elles por esse modo indispor o espirito
publico para semelhante nomeacao, ccomo que
ccagir a aeco do governo a tal "respeito. Erara
espanlalhos iraproficuos para a razao que os sa-
be definir, e para a honestidade que os repelle.
Porisso, e porque o genio dcil e a natural bon-
dad de meu mano, como lhe reconhecem as
pessoas de mais consideraco desta cidade, cora
as quaesleni vivido em frequenlcs relacoes des-
de a mais tenra infancia, o levaram a nao que-
para a naluralisaco dss pessoas, que esiiverem
em certas coadico'es, e entre ellss designa oo
3* do arl. 10 os que por seus tlenlos live-
< ren sido admiltidos ao mag sterio das unlver-
sidades, lyceus, academias, ou cursos jurdicos
do imperio.
Supponho que tonho provado abundantemente
a profunda illuso, ou voluntaria ignorancia em
que andao os nossos ioimigos, que de mais a
mais deverUm entender de leis, se certo o
que me dizem.
Luctar com anonyraos que acaban qussi
sempre com insultse mentiras impudentese im-
pones, cousa, a que nao estou disposto Se al-
gum dos concurrentes de meu mano, j que a
severidade dos seus principios lhe nao permiti
entrar em polmicas, so acha offendido em seus
direilos. diga o seu nome, exponha as suas ra-
tees e assigne, como eu, os seus escriptos, quo
lhe prometi acora pan ha -lo al o im.
Spelo contrario contnuarem somento com
pilherias anonyraos e insinuacoes malvolas
sem responsabilidade e sem proras, em vez de
perder o meu lempo com palavras, que nada
sdiantam, limitar-mc-hei a publicar as provas
de todos os candidatos em ambos os concursos,
analysando-as comparativamente com as de meu
mano. Bem sei que o publico que pode julgar
do merecimento relstivo dessas provas limita-
do entre nos, mas ser competente ; e para tolos
facis de lludir nao se escrovo m materias
scientificas ou lilterarias.
J requer copia authenlica da lodas as com-
posicoes, e analyses lgicas escripias nos dous
concursos. Disseram-me que ser um pouco
demorada a extraego de tantas certidoes pela
i necessidade que ha de conservar exactamente os
', erros, que nellas exislem, e de nao introduzir
outros ap tirar as copias. Prevejo lambem que
na imprensa nao de surgir os mesmos ou rnaio-
res inconvenientes, mas o nico meio de aca-
bar cora isto honestamente, e espero em Dos
vencer todas as difliculdades.
Dr. Luciano Xavier de Moraes Sarment.
Correspondencias.
Goianna, 10 de agosto de lg60.
Srs. redactores.Tendo encontrado j era tres
nmeros do peridico Ordem, um pequeo arti-
go, conlendo sete pergunlas dirigidas ao Illra.
Sr. Dr. juiz de dircito desta comarca, Joo An-
tonio de Araujo Freilas Henriqnes, era relaco ao
primeiro andar do sobrado de sua residencia ; I
apresso-me em declarar a quem interessar saber, |
e principalmente ao respeilavel publico :que,
leodo eu arrendado era hasta publica esso sobra- ;
do por 240$O00 annuaes, do qual son igualmente
consenhor, cedi o mesrao primeiro andar, ins- i
tandas de amigos, para residencia do Sr. Dr. i
juiz de.direito, e que delle tetiho recebido os alu- |
gueis contratados, desdo que so acha na comarca,
corno deve constar dos meus recibos.
E portanto so algucm ha, que se considere pre-
judicado, coraigo deve-se entender, nao s acer-
ca do arrendamento, como dos alugueis, certo de
que tenho rendas de sobra dos engenhos Pao
rer offender, nem de leve alguns dos seus juizes Amarelloe Mercs para indemnisar eui lempo os
ou companheiros de conenrso, entreguei ao bem
merecido desprezo aquellas intriguinhas dirigi-
das contra meu mano.
Agora porm que o negocio vai chegando al
a minha humilde pessoa, j que divina Justina
nao approuve dar-rao cm grao lio subido as qu-
Iidailes evanglicas de meu irmo, eachando-mo
ainda acoslumado a discussoBs e pelo habito es-
colstico de mais de 10 annos, tenho certo gosti-
nho em que me obrigasseru a entrar no combate,
ao menos para me nao deixar arrancar a minha
qualidado de Brasileiro.
Se fosse verdade o que se lem dito e escripto
respeilo da nacionalidade de meu mano, os ra-
ciocinios dos zoilos ser-me-hiara completamente
applicaveis, e caria eu tambera sera nacionali-
dade, nem patria alguma, assim a modo de filho
bastardo abandonado das naces, proscripto por
todas ellas : quod Deus avertat.
Ainda honlem veio nesle Diario urna cousa
parecida com discusso jurdica franco-brasilei-
ra, cuja coucluso intencional vinha ser quo eu
e meu mano somos francezes.
Admira que se escreva para o publico com tan-
ta sera ceremonia, e cora to pouco conheci-
raentodo que se diz e de mais a mais para of-
fender a outrera.
A lei franceza diz formalmente que a mulher e
os lilhos seguem a condico civil do paiz, por-
tanto a franceza que se casou eom um cstran-
geiro perdeu nesse mesnio instante a qualidade
de franceza para tomar a nacionalidade do ma-
rido ; os lilhos seguem igualmente por forca da
lei a nacionalidade do pai. Coocedcu porera o
lei franceza um privilegio ou excepeo aos filhos
do franceza nascidos em Tranca: a estes facilitn
ella o direito por simples declaraban do sua von-
tade de se poderem naturalisar francezes ira-
pon lo-lhes a nica obrigaco de usarem desse
diroiio no anuo subsequeule sua maioridade.
A inlencao da lei franceza manifeslamente
obrigar o novo cidado a pagar o tributo de san-
gue ; porque oaquella idade que os joveus fran-
cezes tirara a atai sorle do recrularaenlo,
Se pois o nascido em Franca de miii franceza
nao usou do seu direito nos ires mezes decorri-
dos desde o da, em que fez vinto e um annos,
perdeu o privilegio legal, e se quizer ser francez
ha de correr por todo o processo de naluralisa-
co ordinaria, como qualquer outro estrangeiro,
que tica sendo.
Eis ahi a verdade, e ninguem admire que sen-
do cu ura simples medico de outro dia, esleja ao
aclo deslas disposices legislativas.
Tive a escolha de duas nacionalidades, esludei
a queslo, ouvi advogados, e autoridades france-
sas, c foi assim que formei a minha opinio.
So pois algum hornera honrado, ou nao, lera
interesse em provarao publico que eu e meu ma-
so somos ou fomos algum dia francezes, ha de
provar ou que nosso pai se naturalisou francez,
cu que nos usamos da faculdade que a lei fran-
ceza nos dava, chegados a idade de 21 annos. Se
nao lera, como uo pode ler, semelhante prova,
porque nosso pai nnnea se naturalisou francez, e
porque nos nunca usamos do direito, que nos
dava a lei franceza, quo nome quor esse senhor
que eu lhe d ?
O de yerdadeiro, do certo nao lhe posso dar.
Se pois nao somos nem tomos nunca francezes,
sondo nosso pai brasileiro, ou nos somos brasi-
leros, ou nao temos nacionalidade alguma. Pois
bem, oucam os autores dessas miseraveis intri-
guinhas o que se passou a esl* respeilo.
Quando iaraos chegando idade era que a lei
franceza com o seu termo fatal de um anno, nos
permitlia tomar a qualidade de francezes, nosso
pai consultou-uos a respeito da inlencao, em que
estavamos de usar, ou nao, da faculdade que nos
dava a lei franceza.
Respondemos como era natural, que tendo nos
sido criados aqui desde a idade de 3 e 4 annos,
nao conhecendo nenhuma oulra trra, lendo a
nossa intelligencia desabrochada nesle abencoado
torro, e sentido aqui os priraeiros impulsos
do coraco, preferamos a nacionalidade Brssi-
leira.
Para nos fazer a vonlade e para facilitar a m
xccueo foi nosso pai, ha pelo menos 5 ou 6
annos declarara cmara municipal, que se quena
naturalisar cidado Brasileiro, dando os nomes
do todos os roerabros da sua familia entre os
quaes sao os nossos como seus filhos menores.
l>alii a 3 on 4 annos veio do Rio a carta de na-
luralisaco. Que que nos somos pois? Nunca
tivemos seuo a nacionalidade de nosso pai, nem
podamos ler outra sera a reclamar, e sem a que-
rer.
Mas emfim, se os que nao nos qanrerc para
brasilciros. achara l para seus fins recnditos,
que o negocio nao est bem arranjado, nada ser
mais fcil do que fazer- Ihes a vontade. porque o
arl. 2 3 da lei da naluralisaco de 23 de outu-
bro de 1832, facilita a cousa extraordinariamente,
dizendo : O filho de cidado naturalisado, nas-
cido antes da naluralisaco de seu pai, e maior
do 21 annos, obter caria de naluralisaco, de-
clarando unicamenle na cmara municipal do
destricto da sua residencia que quer ser cida-
do brasileiro, e provando que lem meio ho-
nesto de subsistencia.
Se pois os impugnadores da nossa nacionalida-
de brasileira nao paavaren acamara municipal,
nao em communicados anooymos, quo somos
uns mendigos, qoe nao temos que comer, a nos-
sa renaciooalisaco ser negocio de poucas
horas.
Se este artigo da lei anda os nao satisfaz,
vejam os art. 2 que dispensa as provas exigidas
legtimos inleressados.
Muilo obrigaro, Srs. redactores, com a impres-
so deslas linhas, quem seu constante lei-
tor o
Bacharel Juaquim Jos Nunes da Cnnha Ma-
chado.
Publicares a pedido.
Prximo so acha o dia em que lem de se proce-
der a eleino dos membros da cmara municipal
do Recite, o sendo da boa escolha desses fune-
cionarios, que poderemos fruir muitos beneficios
quo carecemos, se essa eleicao recahir em pes-
soas probas e independemos, tomamos a liber-
dade de lembrar aos nossos concidadaos o nome
do illustre e muilo honrado Sr. Manool Francis-
co de Paula Cavalcanti do Albuquerque, baro de
Muribeca, para oceupar um dos lugares de cama-
rista, por que estamos bem convencidos que sua
honradez proverbial, e a ogerisa que consagra as
patotas da poca ser mais que suicienle para
fazer que esla corporaro trilhe sempre o cami-
nho do justo e do honesto.
O amigo fo mrito.
S canas cobre para eatoeira ; ttorroea A tto-
deiros.
4 caixas fazeada de algodio da Kobo, fitas, ta-
petes e etc. ; J. Keller k C.
3 barricas cominhos, 3caixas ferragens e ob-
jectos para seleiro, 6 chapas de ferro 8 barril oleo
de linhaca, 12 ditos lerebcntina ; Henriques
& Asevedo.
35 fardos o 7 carcas fazend de algodio, 2 far-
dos e 3 caicas dita de linh -. Asckergket ir C.
48 fardos e 64 caixas fazenda de algodo, 3 cai-
xas miudezas ; Southall Mellors AC.
I caica perfumabas ; i C. Sitar & C.
II fardos fazenda de algodo ; James Crab-
tree & C*
1 caixa fazenda de linho ; J. C. Ayres.
3 ditas miudezas, 3 fardos lona, 3 barricas fer-
ragens ; Izidoro Halliday & C.
1 caica fio de algodo ; a Rabbe Schamettau.
13 caicas fazenda de algodo ; Kalkman Ir-
mos.
2 ditas obras da vidro, de raeial e louca, 33
caixas tintas a John Carroll.
11 fardos e 10 caicas fazenda de algodo ; a
N. O. Bieber & C.
3 caicas chapeos, vestidos e miudezas ; Se-
ve filho & C.
6 carneiros ; H. Gibson.
20 formas de ferro, 9 caixas cascas, 8 ditas pa-
litos de fogo, 4 caixas e 4 barricas tintas, 50 g-
gos e 1 barrica louca, 2 caixas chapeos de sol, 1
dita miudezas, 20 caixas genebra, 2 ditas cha, 2
barricas passinhos, 6 caixas molho, 1 barrica sal,
3 caixas doce, 1 dita pimenla, 1 dita ervas, 1 dita
oleo de ricino, 1 barrica salmo, 1 barrica soupa,
carne etc. em conserva, 24 queijos, 40 presun-
tos, 30 pecas toucinho, 3 caicas oscovas, 2 bar-
ricas e 1 caixa vassouras, 1 pacole paos para as
ditas, 3 caixas mustarda, 11 ditas obras de ferro ;
a ordem.
1 embrulho ; a Antonio Jos da Silva Brasil.
54 toneladas carvao ; Scolt Wilson & C.
2 saceos amostras ; diversos.
Barca ingleza John King, vinda de New Castle
manifestou o segrate :
8:569 agarradores de ferro paro os trilhos da es-
trada de ferro, 18 ferros arrogados, 2 locomo-
tivas com lodos os seus pertences, e 121 tone-
lada de carvao de pedra ; aos directores da
estrada de ferro do Recife ao Rio do S. Fran-
cisco.
Vapor nacional Cruseiro do Sul, precedente do
Rio de Janeiro.
1 barrica ; Jos Jcronymo Monteiro.
3 meias ditas; Jos Anglada
1 pacotinho ; Antonio Casimiro dcGouveia.
24 rollos ; Azevedo & Mendes.
1 volume ; a Bento & Irmo.
1 dito : Caetano Pinto de Veras.
1 dito ; Manoel Alves Guerra.
1 dilo; D. Joscpba F. P. Rigueira Ramos.
1 dilo ; Manoel Bastos Araujo Lima.
1 dito ; Jos Nuues de Oliveira.
1 dilo ; Caixa Filial.
1 dito : Bailar & Oliveira.
1 dilo ; G. B.
1 dito ; Guilherme da Silva Guimares.
1 pacote ; Southall Mellors & C.
1 caixo ; Pinto de Souza & Bairo.
COY1MEHCIO.
Praga do Rccifc 14 de agosto de 1860.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cotaces ofilciaes.
Cambio sobre Londres 2a 1(8, 2a 1/4, 25 3i8
e23 1|2 d.90 d(v.
Cambio sobre o Rio de Janeiro=ao par l fr.
Cotaces ofilciaes no dia 13 de agosto depois
das tres horas da tarde.
Cambio sobre Londres23114 e 25 3(8 d.90 d|v.
Cambio sobre Paris383 rs. 90 d|v.
Caruoio sobre Lisboa 115 0/0 60 d/v.
George PatchettPresidente.
ubourcqSecretario.
NOVO BANCO
DE
PERNAMBIJCO.
EM 14 DE AGOSTO DE 1860.
O Banco desconta na presente semana a 10 0/o
ao anno al o prazo de 4 mezes e a 12 0/o al o
6 mezes, e toma dinheiro em conlas correnles
simples ou cora juros pelo premio e prazo que
se conveucionar.
Al fandega.
Rendimento do dia La 13. .
dem do dia 14.....
168:435*747
7:608392
175:864139
Mnvlmento da alfandega
128
107
Voiumes entrados com fazendas
com gneros.
Voiumes sahidos com fazendas
com gneros
97
40
235
------137
(") as recriminaces do Sr. Dr. Luciano nao
queremos enxergar allnaao esta redaeco pelo
que por ella foi dilo sobro o concurso de francez,
que ltimamente se pcocedeu nesta cidaoe ; vis-
to que nao nos achamos na coroprehenso desse
quadro por S. S. tragado quelles que ten es-
cripto a esse respeito.
OtRJt.
Descarregam hoje 16 de agosto.
Barca inglezaBonitafazendas.
Barca inglezaMary Warroll ferro.
Barca inglezaJonh Kingidem.
Lugre inglczClydecarvao.
Brigue inglezIsabellaferro.
Brigue inglezLondon plvora.
Brigue norueguense Sif carvao.
Patacho porluguezJareodiversos gneros.
Sumaca brasileiraHortenciafumo.
Importacao,
Barca ingleza Bonita, vinda de Liverpool, con-
signada a Patn Nash & C, manifestou o se-
guinte:
2 barricas ferragens. 23 caixas e 51 fardos fa-
zenda de algodo, 15 barris oleo de linhaca, 200
caixas folhasde Flandres; aos consignatarios.
12 caixas vinho, 8 fardos fazenda de linho, 4
caixas e 46 fardos dita de algodo, 50 barris man-
leiga ; a Mills Salham.
1 caixa e 5 fardos fazenda do algodo, 50 bar-
ris manleiga, 6 caixas vidros ; a Jonslon Paler
SX vi.
300 saceos arroz, 34 fardos e 2 caixas fazenda
de algodo, 1 caixa dila de liuho ; a C. J. Astley
38 fardos o 26 caixas fazenda de algodo ; a
Adamson Howie & C.
70 barricas barrilha, 1 caixa fio de algodo ; a
J. A. M. Das & C.
5 caixas palitos de fogo; a Ferreira &. Mar-
tina.
103 caixas e 14 fardos fazenda de algodo ; a
James Ryder & G.
35 barricas e 13 feixes obras de ferro, 6 tor-
nos, 15 saceos pregos e 2 caixas arreios ; a J. H.
Harrison.
1 caixa miudezas; a A. C. de Abreu.
5 caixas e 1 barrica ferragens, 2 caixas obras-de
ferro; a Rostron Rooker & C.
15 quinlaes carvao queimado, 6 caldeiras, 4
portas, 22 caixas e 154 pecas machinismo, 200
feixes ferro ; a D. W. Bowman.
69 barricas, 2 caixas e 2 pacotes ferragens, 1
barrica vidro ; a Prente Vianna 4 C.
3 caicas fazenda de la e algodo ; a D. P.
Wild & C.
2 caixas contas de vidro, 4 ditas miudezas e
fazenda de borracha, 3 ditas fazenJa de algodio ;
a Mello Lobo 4 C. *
2 caixas livros a C. J. Benson.
Consulado geral.
Rendimento do dia 1 a 13.
dem do dia 14. .
12:540*349
509614
13:049^963
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 13. 8253040
dem do dia 14....... 72g691
897J731
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia 14 de agosto de 1HKO
Philadelph3=Barca americana Imperador, M.
Austin & C., 306 saceos assucar mascavado.
LisboaVapor inglez Tyne, Guimares & Bar-
ros, 4,462 oitavas de prata.
Lisboa Briguo porluguez Tarujo 4 Filhos,
A. da Costa e Silva Maduro, 1 barriquinha as-
sncar refinado.
Becebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dial a 13. 15:82S840
dem do dia 14....... 822;>936
16.1058776
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 13. 15:103*985
dem do dia 14.
783*908
15-.889J893
NOTICIAS COMMERCIAES E MARTIMAS.
Lisboa,
28 de julho de 1860.
Desde 12 al 28 do corrente entraram era nosso
porto, viudos do Brasil, os seguinles navios :
15.Brigue portugus Relmpago, de Per-
nambuco.
15.dem idem Mondego, da Baha.
16.dem idem S. Manoel I, de Pernam-
buco.
16.dem idem Ligeiro, do Para.
17.Vapor paquete francez Guienne, do Rio
de Janeiro, Pernambuco e Bahia.
17.Brigue porluguez Boa-f, de Pernam-
buco.
24.Barca brasileira Maria e Deolioda, vem
arribada com falta d'agua do Havre e destina-se
para o Rio de Janeiro.
28.Galera portugueza Robira I, arribada
com agua aberta ; destina-se para o Rio de Ja-
neiro.
Durante o mesmo periodo saliiram, com desti-
no ao Brasil, os seguintes navios :
12.Barca poriugueza Figueirenseo, para a
Bahia.
13.Vapor paquete inglez Tyne, para Per-
nambuco, Bahia e Rio de Janeiro.
14.Galera portugueza Robim I, para o Rio
de Janeiro.
14.Barca portugueza Nereida, para o Para.
19.Brigue porluguez Assombro, para o Rio
de Janeiro.
19.Galera portugueza Luzitania, idem.
21.Barca americana Herraitage, idee*.
21.Barca portugueza Acaso, para a Babia.
21.Lugre porluguez Abreu I, para o Rio
de Janeiro e Rio Grande do Sul.
22.Brigue porluguez Saudade, para o Rio
do Janeiro.
24.Brigue brasileiro Indiano, pora Santos.
24.Brigue inglez Coquet, idem.
27.Barca portugueza Feliz Unio, para o
Maranho.
27.Brigue porluguez Florindaa, para o Rio
de Janeiro.
27.Patacho porluguez Maria, para o Rio de
Janeiro.
(Do nosso correspondente).
Rio de Janeiro.
Pra;a, 7 de agosto de 1860.
Cambios.
Londres25 3/4 d. a 99 dias.
Marsetha370 rs. a 90 dias.
Apolices de 6 0/o104 0;o-
Benjamim Muniz Brrelo,
Presidente.
Diocleciano Bruce,
Secretario.
ULTIMA HORA.
Cambios.
Incluindo as transaccoes effectuadas hoje, sotu-
rno m os saques pelo paquelo inglez Tyne :
Sobre Londres S 380,000, na maior parle a 25
3/4 d. e o resto a 25 7/8 e 26 d.
Fecharam-se hoje todas as operacoes sobre essa
praca a 25 3/4 d., ficando esse algarismo Orme,
Sobre Pars, 1,188,000 francos aos extremos
de 365 a 370rs, avultando asquantiasrealisadas
a 367 e 368 rs.
Sobre Hamburgo, 80,000 m. b. a 705 e 710 rs.
Sobre Lisboa e Porto houve saques regulares
conforme a tabella seguinle :
115 0[0................ vista.
114 Ojo................ a 30 dias.
113 Oa................ a 60
llSOi................ a 90
Dtsconios
Conservam-se nos bancos a 9 0;o, e na praca
sem difficuldade de 1 2 a 10 0[o para as firmas
de primeira ordem.
A procura de dioheiro foi regular.
A plices de 6 0/".
Negociaram-se 7:000 a 104 /o-
Guro.
Exportam-seera barra pelo Tyne :
Para Southamploa :
65.225 oitavas, no valor de.... 234:813j6 Para Lisboa:
714-Mta*Mlfie4>alwf4e.
folal...
l.7440
37.641*040
Caf.
Continua a falta de animacie no mercado. Ven-
deram-se hoje apenas 800 saceos para a Europa,
llaem ser 65.000 saceos.
[Jornal do Commercio do Bio).
atabla.
Praca. 11 de agosto de 1860.
. Cambiot e metaes.
Londres 60 e 90 ds.85 3/4 a 26 d. a 90 d/v.
Pars 375 a 385 o fr.
Hamburgo 715 735 ,. D.
Lisboa ||5 jig 0/0.
dobloes hespanhes-3O$500 a 32* esc.
da patra-3l* a 31*500, idem.
Pecas de~6$490 velhas-16*800 a 17*400, iden.
de4-93O0 a 9*500, idem.
Soberanos9*600 a 10*. idem.
Pataccs brasilciros2* a 2*100.
hejpanhoes2* a 2*100.
mexicanos1*989 a 2*.
(Diorto da Bahia).
Desde 23 do passado at 13 do correnta, chegi-
raoi, precedentes de Pernambuco, aos partos
abaixo mencionados, os seguintes navios :
Julho 25Sumaca sarda Astrlogo, ao Rio
de Janeiro,
dem iden.Palhabote Oliveira, idem.
dem 30.Barca Iris, idem.
dem 31.Patacho hespanhol Paco, idem.
Agosto 3.Vapor de guerra inglez Ardenl,
idem.
dem 5.Barca franceza Alfredo e Clair,
idem.
Julho 26.Sumaca hespanhola Violante,
Bahia.
Agoslo 6.Brigue inglez Grecian, idem.
Julho 31.Vapor de guerra Viamo, ao Ma-
ranho.
dem dem.Corveta de guerra Unio, idem.
Agosto 6.Brigue escuna Graciosa, idem.
Sahiram, durante o mesmo lempo :
Do Rio de Janeiro, a 28 do passado, a barca
portugueza Carolina, e da Bahia. 1 do cor-
rele, o brigue porluguez Bom Successo, para
o Maranho.
Da Baha, a 1 do correnle, a escuna hollandeza
Edward, para Pernambuco,
Achava-se i carga :
No Rio de Janeiro, o brigue Almirante, e o
vapor porluguez Brasil, paro Pernambuco, de-
vendo este sahir no dia 14 do correte.
Na Bahia, o palhabole Dous Amigos, para
Pornambuco, c o palhabole Bom Amigo, para
o Cear e Maranho.
Movimento do porto.
ffavtos sahidosno dia 13.
Maranho e CearVapor nacional de guerra Ca-
macuan, commandante 1- lente Jacinto Fur-
tado de Mendonca Paes Leme.
ParaVapor nacional de guerra Piraj, com-
mandante 1' tenente.
Navio entrado no dia 14.
Para e portos intermedios13 dias e 19 horas,
vapor nacional Paran, commandante capito
tenente Jos Leopoldo de N. Torrezo.
Portos do sul6 dias, vapor inglez Tyne, com-
mandante Jellicoc.
Ass12 dias, hiato nacional Beberibe, de 31 to-
neladas, capilo Bernardiuo Jos Bandeira,
equipagem 6, carga sal ; a Pedro B. de Si-
queira.
Bahia-*-13 dias, escuna hollndola Eduard, de
112 toneladas, capito Brokke, equipagem 6,
em lastro ; a ordem.
Maranho26 dias, patacho nacional Alfredo, de
207 toneladas, capilo Antonio Travasso da
Rosa, equipagem 11, carga farinha de mandio-
ca e mais gneros ; a ordem.
Navio sahido no mesmo dia.
BahiaF.scuna ingleza Ida, capito Montklon,
coma mesraa carga que trouxe de Terra-Nova.
Ro de JaneiroBarca nacional Castro III, capi-
lo Antonio Gomes Torres, cora a mesma car-
ga que trouxe do Ass.
AracatyHiato nacional Invencivel, capilo Jos
Joaquira Alves da Silva, carga varios gneros.
Havre pelo Rio Grande do NorteBarca franceza
Vllle de Bologne, capito Equedazu, carga
couros.
fcmpregaO p*oii BekniroAuguato de Alraeida.
Capilo Jos Anlo de Souza Magalhes.
Dilo Joo da Silveira Borges Tavora.
Arlista Alexandre dos Santos Barros.
Empregado publico Pedro Jos Cardoso.
Supplenlet.
Os senhores :
Tenente-coronel Manoel Jos da Costa.
Tenente Decio de Aquino Fonsera.
Commerciaole Flavio Ferreira Clao.
Despachante Bellarmino de Barros Correia.
Proprietario Thom Carlos Perelli.
Empregado publico Joaqnim Elias de Moura
Gondim.
Proprietario Francisco Accioli de Gouveia Lins.
Empregado publico Dr. Lourenco Trigo de Lou-
reiro.
Proprietario Clorindo Ferreira Calo.
Dito Jos Hyginu de Miranda.
Dito Venceslao Machado Freir Pereira da Silva.
Dito Joo Bartholomeu Goncalves da Silva.
Dito Jos Barbosa de Miranda Santiago.
Dilo Francisco Rufino Cordeiro de Mello.
Empregado publico Porfirio da Cunba Moreira
Uves.
Proprietario Miguel Archonjo Fernandos Vianna.
Comraerciaute Jca da Costa Brando Cordeiro.
Proprietario major Manoel do Nascimenlo da Cos-
ta Monteiro.
Commerciaole Joaquim Fernandos de Azevedo.
Artista Geraldo do Amarante dos Santos.
Dito Jos Joaquim Ramos e Silva.
Commercisnle Andr Guilherme Breckenfel.
Proprietario Joo Pacheco de Queiroga.
Dito Rufino Gomes da Funseca.
Dito Francisco Martins Raposo.
Tenenle-coronel Feliciano Joaquim dos Sanios.
Arlisla Manoel do Nascimenlo Vianna.
Desembargador Manoel Rodrigues Villares.
Arlista Jos Nunes de Oliveira.
Dito Francisco Mendes Martins.
Empregado publico Francelino Augusto de Hol-
landa Chacora
Commerciante Joaquim Jorge de Mello.
Professor Dr. Joaquira de Oliveira Souza.
Arlista Jos Lucas Rodrigues Machado.
Oulco sim convido os cidadaos qualificados vo-
tantes para quo comparecam ne dia e lugar cima
indicados, allin de dareni seus votos sendo que
apresentaro duas lisias, urna com o rotulo para
juizes do distncto tal, e oulra com o rotulo para
venadores da cmara municipal desta cidade,
contando aquella qualro nomes, e estas nove : i
bem como nao sero apuradas as listos, que con-
tiverem nomes riscados ou substituidos por ou-
tros, segundo o aisposto nos arts. 50 e 51 da ci-
tada lei, e licarao sugeitos multa de 10*, os
que sem motivo justificado deixarem de compa-
recer.
E para constar mandei passar o presente que
ser aflixado no lugar do costume e publicado
pola imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Rirife, aos 6
de agoslo de 1860.Eu Francisco de Barros Cor-
icio, escrivo que o escrivi.
Antonio Carneiro Machado Rios.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador
da imperial ordem da Rosa c da de Christo e
juiz de direito especial do commercio nesla i- I
dade do Recife e seu lermo, provincia de Per- i
nambuco, por S M. o Imperador, a quem Dos
guarde, etc.
Foco saber aos que o prsenle edilal virem, e
delle noticia tivercra que no dia 18 de agosto
do correnle nno se ha de arrematar cm praca
publica deste juizo e sala dos audiencias os bens
m
a.
os
c
O.
SI

Horas
c
3

tntotphera.
Direcgo.
Intensidade.

1-


K
I Centgrado.

8
O
Reaumur.
-i
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1
~1
CO
I Fahrenheit

00
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Hygrometro.
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Barmetro.
GE
R
50
1%
s *
> m
i
o ja
o
c
Ci
er.
>
A noite nublada e chuvosa, veuto SE, e assim
amanheceu.
OSC1LLA5AO DA HAR.
Baixamar as 7 h 18' da manhaa, altura 1.25 p.
Preamar a 1 h 30' da tarde, altura 6.90 p.
Observatorio do arsenal de marinha 14 de agos-
to de 186Q Viesas Jnior.
Editaes.
O lenonte-coronel Antonio Carneiro Machado Rios,
official da imperial ordem da Rosa, juiz de paz
mois votado do primeiro dislricto da freguezia
do SS Sacramente do bairro da Boa-Vista do
termo da cidade do Recife de Pernambuco, em
virlude da lei, ele.
Faco saber que em conformidad*; com o dis-
posto na lei regularmente das eleices n. 387 de
19 de agoslo de 1846, e em execuco da circular
expedida pela cmara municipal, que no dia 7 de
setembro prximo futuro se tom de proceder a elei-
cao de juizes de paz dos disirictos desta freguezia
e rereadores da cmara municipal desta cidade ;
pelo que convoco os eleitores e supplenles, abaixo
declarados, para que no dia oprazado, comparecam
no corpo da igreja matriz, s 9 horas do dial na
conformidade do disposto nos arts. 4, 5 e 41 da
citada lei, afim de que tenha lugar a organisa-
co da mesa parochial, que lem de receber c apu-
rar as lisias dos votantes, certos os eleitores e
supplenles, que a mesa ser organisada segundo
o disposlo no 1. art. 1." do decreto n. 842 de
19 de setembro de 1855, combinado o art. 4.,.e
seguinles do decreto n. 1812 do 23 de agosto de
1846 ; e de que ficoro sugeitos a multa corami-
nada no art. 126 5 n. 2 da mesma lei os que
sem impedimento legal deixarem de compa-
recer.
Eleitores.
Os senhores :
Simplicio Jos de Mello.
Major Jos Joaquim Antunes.
Capito Amaro de Barros Correia.
Tenenle-coronel Antonio Carlos de Pinho Borges.
Dilo Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
Dr. Benlo Jos da Costa.
Tenente-coronel Thomaz Jos da Silva Gusmo.
Proprietario Vicente Antonio do Espirito Sanio.
Empregado publico Thomaz Antonio Maciel Mon-
teiro.
Capito Jos Maria Freir Gameiro.
Empregado publico Dr. Luiz de Carvalho Paes
de Andrade.
Dito Manoel Coelho Cintra.
Padre Francisco Alves de Abrantes.
Empregado publico Jos Antonio dos Santos e
Silva.
Dito Jos Alfonso doa Santos Bastos.
Dito Manoel l.uiz Vires.
Dito Joo Gregorio dos Santos.
Capitao Jos Goncalves da Silva.
Empregado publico Joaquim Jos Ferreira da
Penha.
Dito Francisco de Barres Corris.
Dito Hyppolito Cassiano Vasconcellos Albuquer-
que Maranho.
Dito Francisco de Lemos Duarte.
Dito Luiz de Asevedo Souza.
Dito Francisco Ignacio de Athayde.
Dito Joaqeim Mitote Mariz.
Arlista Ignacio Jos da Assumpco.
Padre Francisco Peixoto Duarle.
Proprietario Jos Carneiro da Cunba.
Dito Benlo dos Santos Rajaos.
55 a oitava, LOOOg; 2 rosarios com 8 oitavas
ambos por 40JJ; 110 anneis com pedras e sem el-
las pesando74 oitavas a58 aoitava, 370g; 15 pares
de argolas cortadas com 16 oitavas a 45 a oilava,
69; 11 dilasde lilagran om 8 oitavas a 4;J a
oilava. 32); 85 pares de argolas lisas cora 18 ui-
avas a 4 a oilava, 72g ; 4 coros de lagran
com 22 oitavas a 5J a oilava, HO ; 5 medalhas
tcora o peso de 7 oitavas a 4 a oilava, 28 ; 1
lruz para rosario com 2 oitavas por 8J; 3 casso-
cetas cora 6 oitavas a 69 a oilava, 36$ ; 4 varas
e meia de cordo com 32 oitavas a 4 a oilava,
128J ; 5 varas e meia de tranceliro cora 23oitavas
a 4 a oilava, 928; 2 varas de collar cora 7 oitavas
a 4ga oilava. 28 ; 10 resplandores de ouro com
21 oitavas a 5j a oilava, 105# ; 6 cadeias de col-
lete com 39 oitavas a 58 a oilava, 195& ; 8 adere-
eos de ouro completos com 60 oitavas a 58 a oi-
lava, 3408; 100 pares do rosetas com 118 oitavas
a 58 a oilava, 59l>8; 35 raeios aderecos com o
peso de 139 oilavas a 58 a oilava, 695 ; 30 pul-
ceiras sendo urna de coral com 160 oitavas a 5j>
a oitava, 8008; 15 pares de brincos com 26 oitavas
a 4!a oitava, 140g; imporlanto os mesmos objec-
tos na quautia da 5:5428600 ; 1 coso terreo sita
na ra das Larangeiras n. 19 da freguezia de San-
to Antonio do Recifo avahada em 2:5008, os
quaes bens sao perlencentes a Joo Paulo de'
Souza, e vo 3 praca por execuco que lhe enca-
rainha Miguel Archanjo do Figueiredo e nao ha-
sendo lanzador que cubro o preco da avoliaco,
vara a arrcmalaco feila pelo preco da adjudica-
gao cora o abale da lei.
E para que ahogue ao conhecimonto de todos
mandei passar editaes que sero publicados pela
mpreosa e afiliados nos lugares do costume.
Cidade do Recife de Pernambuce, aos 26 de
julho de 1860, 39. da independencia e do impe-
rio do Brasil.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimenlo, es-
crivo o subscrovi.
Anselmo Francisco Peretti.
O Dr. Innocencio Seraphico de Assis Carvalho,
juiz municipal supplenle do civel o crime da
primeira vara nesta cidade do Recife, provincia
de Pernambuco, era virlude da lei, etc.
Faco saber aos que a presente carta virem, em
como Paulo Gaiguaux me fez a petijo do theor
seguinle :
Oiz Paulo Gaignaux, que lendo de propr ae-
co ordinaria aos herdeiros de J. Chardon, para
haver a importancia da letra de 1:4009, que sen-
do aceita por Amalia de Figueiredo Brito, lhe foi
I endossada por dito Chardon, e cuja quontio foi
; depositada por dila Amalia, e estando ausentes,
: e em lugar nao sabido, os filhos do dito Chardon,
; que sao Emilio Chardon, j emancipado e Joo
1 Chardon, que ainda o nao est, c que aqui le-
1 presentado por seu curador, requer a V. S. que o
i admita a justificar as mais ausencias, em lugar
' nao sabido, afim do que julgada se proponha a
competenio aeco, na qual se expor a pedido,
, sendo as citacoes para todos os termos da causa
1 inclusiva a execuco.
Pede a V. S. lllm. Sr. Dr. juiz municipal do
! primeira vara, assim lhe delira.E R. M.Mi-
guel Jos de Almeida Pernambuco, procurador.
Nada mais se conlinha em dita petico aqui
copiada, na qual dei o despacho seguinle :
Distribuida. Justifique. Recie 20 de julho do
1860.Seraphico.
Distribuico.A. Saraiva.Oliveira.
Mais se o conlinha em dita petico, despa-
cho e distribuico, depois do que o autor justi-
ficante provou a incerteza do lugar e residencia
dos supplicados, vista da prova testemunhal,
que produzio, e feilo-me os autos conclusos, pro-
fer a minha sentenca do theor, verba e maneira
seguinte:
A' vista das teslemunhas de folhas6 a folhas7,
julgo provada em lugar incerto a ausencia de
Emilio Chardon e Joo Chardon, e mando por
isso que se passe cartas de editos, cora o prazo
de 30 dias para serem elles citados, segundo fui
requerido a folhas 2, e pague o justificante as
cusas.
Recife 8 de agoslo de 1860.Innocencio Sora-
phico de Assis Carvalho.
Altendendo ao que cima fica exposto, mandei
passar a presente carta de editos com o requeri-
! do prazo de 30 dias, por meio da qual chamo.
1 cito e hei por citados aos ditos supplicados, para
lodo o contheudo na petico aqui transcripla:
portanto lodas as pessoas, prenles, amigos e co-
nhecidos dos referidos supplicados lhes facam
certo de que por este juio ficam citados, para
lodos os termos da aeco competente, afim de
que dentro do referido prazo de 30 dias compa-
recam neste juico para allegarem o que for a
bem de seus direitos, sob pena de revelia, e para
que lodos tenham noticia, c ao conhecimonto
delles possa chegar, mandei passar a prsenle car-
ta de edilos, que ser afiliada no lugar do cos-
tume e publicada pela imprensa.
Dada e passada nesta cidade do Recite de Per-
nambuco. aos 10 de agosto de 1860.Eu Joo
Saraiva de Araajo Galvao, escrivo o subscrevi.
Francisco Seraphico de Astil Carvalho.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recife, capital da provincia de Per-
nambuco e seu torno, por 8. M. I. oC. o Sr.
A. Podro II, que Dos guarde, etc.
Fago saber aos quo o .presente edilal virem e
delle noticia tiverem, que no dia 18 deste mez
de agosto do corrente nao, se ha de arrematar
em praca publica deste juizo e na sata das au-
diencias, os objectos seguintes:
103 caixas francezas vasias a 500 rs. cada urna,
total 51J500; 6 garrafas do vinho Bordeaox
1S0O0, 68 ; 11'francos com doce e 4 ditos com
gelea (averiados) ; 19 garrafas com licores fino
a 11600 a garrafa, 288500; 7 ditas de marrosquinos
a 18600,118200 ; 14 meias ditas de dito a 800 rs
11(200 ; 82 latas envernisadas a 800 rs., 658600 ;
19 f-ascos grandes de vidro com tampasatMO rs.,
128160 rs.
Os quaes objectos sao perlencentes a Ignacio
do Amorim Lima, o vo praca por execuco.
que lhe encaminham Joo Praeger 4 C. ; e
nao ha vendo lancador que cubra o preco da'ava-
liaco, ser a arrcmalaco feila pelo preco da ad-
judicado com o abate da lei.
E pai a que chegue ao coohecimento de todos,
mandei passar editaes, que sero publicados pela
imprensa e afiliados nos lugares do costume.
Cidade do Recife, 3 de agosto do 1860, 39. da
independencia o do imperio do Brasil.Eu Ma-
noel Maria Rodrigues do Nascimenlo, escrivo o
subscrevi.
Anselmo Francisco Perelli.
Peranlc a cmara municipal da cidade de
Olinda eslaro novaroenle em prego nos dias 3,
10 e 17 do mez ce agosto prximo vindouro, para
serem arrematados por venda, na forma do arti-
go 28 da lei provincial n. 474 de 5 de maio do
anno de 1859, o telheiro que serve de matadouro
publico, avahado em 4009, a o predio contiguo a
igreja de S. Sebastio da mesma cidade, com 62
palmos de frente, em chaos foreiros, avallad
em 2:0008, visto nao lerem apparecido licitantes
as pracas dos dias 22 e 29 de setembro, 6 e 27
de oulubro do dito anno : os pretendentes podeiu
comparecer no poco das sessoes da mesma cma-
ra nos referidos dias.
Paco da cmara municipal da cidade de Olinda
em sesso ordinaria de 27 de julho de 1860.
Joaquim Cavalcanti de Albuquerque,
Presidente.
Eduardo Daniel Cavalcanti Velle de Guivara.
Secretario.
O lllm. Sr. iospector da thesouraria provin-
cial, manda fazer publico, que as arrematacoes
dos imposlos da comarca de Flores e municipio do
Cimbres foraro transferidas para o dia 16 do cor-
renle, sendo as habilitaroes no dia 14 do mesmo.
E para constar se madou afiixar o preente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 11 de agosto de 1860. O secretario,
Aulouio Ferreira d'Aonunciacao.
Tendo sido declarado vago por decreto de 2
de novembro do anuo passado o officio de escri-
vo da provedoria de capellas e residuos do ter-
mo de Goianna por impossibilidade do serventua-
rio Joo Jos da Cunho Menezes, conforme foi
communicado por aviso do ministerio da jusli-
cade 18daquelle mez, S. Exc. o Sr. presidente
da provincia ossim o manda fazer publico afim
de que os pretendenles 00 mesmo officio se ha-
vililem na forma do decreto n. 817 de 30 de agos-
lo de 1851 e aviso n. 252 de 30 de dezembro de
1854 e apresenlem seus requeriraenlos no prazo
de 60 dias contados desta dala, certos de que o
que for nomeado fica obrigado a prestar aquello
serventuario a lerc.a parle do rendimento, segun-
do a respectiva lotaco de conformidade cora o
que dispoe o ari. 2." do decreto n. 1294 de 16 da
dezembro do 1853.
Secretaria do governo de Pernambuco, 9 de
agoslo do 1860.O secretario do governo, Jo
Rodrignes Chaves.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, a
\ juiz de direito especial do commercio desta ci-
\dado do Recife de Pernambuco e seu termo,
por S. M. I. eC, que Dous guarde etc.
Foco saber aos que o prsenle edilal virem, e
delle noticia liverera, que a requeriraenio de Jos
Luiz Pereira, acha-se aberta a sua fallencia pela
sentenca do theor seguiule :
Mostrando Jos Luiz Pereira, comraercianta
eslabelecido com luja de fazendas na ra Nova
n. 16, havor cessado os seus pagamentos, decla-
ro dito Pereira era estado de quebra, cujo termo
legal Oxo a contar do dia 28 de junho proxirai
passado.
Nomeio curadores fisraes os credores Saunders
Brothers & C e depositario interino Henry Gib-
son, o prestado por aquellos o juramento do es-
tylo e por este termo de deposito, ser esta sen-
lenca rcmcltida por copia ao juiz de paz compe-
tente para a apposico de sollos, que ordeno se
ponhom nes bens, livros e papis do fallido.
E feila o publicaco do presente nos termos
dos arts. 812 do cdigo e 129 do regulamento D.
738, seguir-se-ho as ulteriores diligencias, que
o dilo cdigo e regulamento exigem.
Recife 4 de agoslo de 1860.Anselmo Francis-
co Peretti.
E mais se nao conlinha era dita senlenca aqui
transcripto ; e sendo os curadores fiscoes lomea-
dos, notificados para prestarem o devido jura-
mento, declararan! que nao aceitavam a curado-
ra, esubindo os respectivos autos minha con-
cluso, nellcs dei o despacho do theor seguinle t
A vista da caria de fls. 6 nomeio curadores Pis-
ca as os credures Flix Sauvsge & C. que pres-
taro o juramento do estvlu. Recife 8 de agosto
de 1860.-A. F. Peretti."
E mais se nao conlinha cm tal despacho aqui
transcripto, e para cumprimento da minha sen-
tenca, convoco a lodos os credores do referido
fallido para comparece-em na sala dos audito-
rios no dia 18 do correnle mez s 10 horas da
manha, afim do se proceder a nomeacao do
depositario ou depositarios, que ho do receber
e administrar provisoriamente a casa fallida.
E para que chegue ao conheciraeolo de todos,
mandei passar editaes, que sero publicados e
aflixados nos lugares designados nos sobreditos
arligos.
Cidade do Recife 13 de agosto de 1860.Eu
Adolpho Liberato Pereira de Oliveira, escrovenla
juramentado o escrevi.Eu Manoel Maria Ro-
drigues do Nascimenlo, escrivo o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelli.
O Dr. Innocencio Seraphico de Assis Carvalho,
juiz municipal supplenle da 1.a vara da cidade
do Recife de Pernambuco por S. M. o Impera-
dor, que Dos guarJe etc.
Fago saber que em virlude da recommendaco
do Exm. Sr. presidente do provincia, datada de
13 do correnle mez. convoco extraordinariamente
o conselho municipal de recurso para o dia 26 da
mesmo mz. afim de lomar conhecimenlo das
reelamacoes desollendidas pela junta de quolifi-
caco de' freguezia de S Frei Pedro Goncalves
esla cidade, a qual lerminou os seus trabalhos
depois do inccrramcnlo das sessoes ordinorias do
referido conselho. As sessoes sero feilas cm
urna das solas da cmara municipal, e os traba-
lhos comecaro as 9 horas do manha, deveude
os inleressados apresenlar os seus recurses nos
priineiros cinco dias da reunio de conformidad
com o decreto n. 511 de 18 de marco de 1847.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 14 de agoslo de 1860. Eu Joo Sa-
raiva de Aroujo Galvo, escrivo o escrevi.
Innocencio Seraphico do Asis Carvalh
O Dr. Antonio Epaminondas de Mello, official da
imperial ordem da Rosa e Io juiz de paz do Ia
dislricto da freguezia do S. Sacramento do bair-
ro de Santo Antonio do Recife, etc.
Faco saber que achando-se designado o dia 7
de setembro prximo futuro, para a eleico de
juizes de paz do 1 e 2 dislricto desta freguezia,
c de vereadores desle municipio, segundo as or-
dens da presidencia, que me foram communica-
dhs pela cmara municipal, e em cumprimeuto
do disposlo no art. 92 da lei n. 387 de 19 de
agoslo de 1846, devem os eleitores e supplenles
desla freguezia era n. de 58 nella residentes,
comparecer as 9 horas do supradito dia, em o
corpo da igreja matriz desta freguezia afim de se
organisar a mesa parochial, ficando os que dei-
xarem de comparecer, sem motivo legitimo, su-
jeilos a multa comminada no art. 126 50 n. 2
da citada lei, cujos Bornes a seguem :
Eleitores.
Os Srs.
Coronel Domingos Afonso Nery Ferreira.
Dr. Angelo Henriques da Silva.
Tenente-coronel Sebaslio Lopes Guimares.
Dr. Antonio Rangel de Torres Bandeira.
Dr. Antonio Lpaminondos de Mello.
Empregado publico Citetano Pinto da Veras.
Escrivo Joaquim da Silva Reg.
Alteres Caetano Jos Mendes.
Vigario Venancio Henrique de Resende.
Capilo Firmino Jos de Oliveira.
Major Claudioo Benicio Machado.'
Teaente Silviuo Guilherme de Barros.
Proprietario Manoel Antonio de Jess Jnior.
Proprietario Jesuioo Ferreira da Silva.
Capilo Joo Athanasio Botelho.
Empregado publico Joo Manoel de Castro.
Tenanle-ceronel Rodolpho Joo Barata de Al-
meida.
Proprietario Aatonio Lur. dos Santos.


ii
Alercs Joaquim Francisco de Torres Gallindo.
Tenentc Francisco de Paula Machado.
Commerciante Joaquim da Molla e Silva.
Empregado publico Joo Pereira da Silveira.
Artista Guilherme Pinheiro Rosa.
Artista Antonio Francisco Gonjalvcs.
Artista Jos Luciano Cabral.
Alteres Bartholomeu Guede3 de Mello.
Empregado publico Marcolino dos Santos Pi-
nheiro.
Alferes Francisco Lucas Ferreira.
Supplenles.
Os Srs.
Capitao Antonio Augusto da Fonseca.
Dr. Joaquim de Aquiuo Fonseca.
Dr. Antonio Jos da Costa Ribeiro.
Tenente-coronel Justino Pereira de Parias.
Empregado publico Joao Francisco Bastos.
Capitao Jos Luiz Pereira Jnior.
Dr. Joo Francisco Teixeira.
Dr. Joo da Silva Ramos.
Brigadeiro Joaquim Bernardo de Figueiredo.
Dr. Dcodoro Ulpiano Colho Calanho.
Dr. Francisco Ferreira Martins Ribeiro.
Escrivao Floriano Coria de Brillo.
Dr. Jos Flix de Brillo Macedo.
Dr. Antonio Jos Alves Ferreira.
Empregado publico Manoel da Silva Ferreira.
Capitao Flix Francisco de Souza Magalhcs.
Dr. Carolino Francisco de Lima Santos.
Commerciante Francisco Antonio de Brillo.
Commerciante Antonio Jorge Guerra.
Proprielario Jos Francisco Carneiro.
Proprielario Jos da Fonseca e Silva.
Commerciante Severiano Jos de Moura.
Artista Domingos Nunes Ferreira.
Capilo Francisco de Souza Reg Monleiro.
Artista Francisco Jos Corroa de Queiroga.
Commerciante Caetano Silverio da Silva.
Artista Rufino da Costa Pinto.
Commerciante Silverio Joaquim Muniz dos Sanios.
Commerciante Joao Panlo de Souza.
Artista Jnaquim Milil&o Alvcz Lima.
Assim tambem convoco a lodos 03 cidadaos
qualificados votantes nesta fregue/.ia, cujos no-
mes foram inscriptos na lista afxada na referida
matriz, para pessoalmento compareccrem a dar
seus votos na forma do art. 100 da mesma ; ob-
servando-lhes, que nao serao adroitlidas as se-
o'ulas dos votantes que nao comparecerem pes-
soalmenle, bem como as ue conliverem nomes
riscados. alterados ou substituidos por outros-,
comoexpressameule declara o ari. 50 desta lei, e
que serao multados na quautia de lOgOOO, na
forma do art. 126 7o os quo sem motivo legal
dcixarem de comparecer.
E para que a lodos conste, raandei fazer o pre-
sento, que ser allixado nos lugares mais pbli-
cos desla freguezia e publicado pela imprensa.
Recito, 4 de agosto de 1860. Lu Joaquim da
Silva Reg, escrivao que o cscrevi.
Antonio Epaminondas de Mello.
qualqner modo os que enlrarem ou sahirera : nem
que os bilhetes de entrada se vendam por maior
prego, do que o estabelecido, quer por conla da
empreza, quer de particulares que os tioham
comprado para os tornar a vender.O secreta-
rio. Rufino Augusto de Almeida.
Secretaria de polica de Pernambuco 8 de A-
gosto de 1860.
Correie gem.
RelacSo das cartas seguras, rindas do sul
pelo vapor Cruzeiro do Sul para os senhores
abis declarados:
Augusto Cesar de Menezes Carneiro.
Cnsul de Portugal.
Francisco Pinto Pessoa.
Goncalo da Silva Forte.
Jeronymo Pereira Villar.
Joaquim Antonio de Magalhes Castro.
Joaquim Pereira da Costa Coelho.
Joao Candido da Silva.
Jos do 0' de Almeida.
Jos Ramos da Cruz.
Manoel Alves Guerra.
As malas que deve conduzir o vapor Cru-
zeiro do Sul com destino aos portos do norte,
fecha ni-se hoje (14) as 4 horas da tarde.
Conseibo do compras navaes.
Tendo de promoverse a acquisico dos objec-
tos de material abaixo declarados, "manda o con-
selho fazer publico que tratar disto em sesso de
18 do correte mez, vista de propostas era car-
tas fechadas acompanhadas das amostras do qne
couber na possibilidado, entregues nesse dia al
as 11 horas da manilla.
OBJECTOS.
Para o consumo do arsenal e navios.
Ancorelas de 2 a 7 quintaes 9.
Breu 10 barris.
Colheres de ferro 100.
Caivetes de aparar pennas 25.
Cabo de linhode a3pollegadas 50 pecas.
Colchoes 50.
Estopa de algodo
42 arrobas.
Ferro inglez de 4(8 10 vares.
DIARIO DE PfcRftAMBCft> QUINTA PIRA 16 DE AGOST D ,860,'
LEILAO
DE
para limpar machiDismo
O agente Hyppolito autorisado por
urna pessoa que $e pretende retirar pa-
ra ora da cidade, fara' leilao de um
grande sitio na estrada da Victoria,
com 143 palmos de frente e 4* de fun-
do, com grande casa de vivenda de pe-
dra e cal, com 40 palmos de frente e
70 de fundo, acabada ha mezes, com
2 salas, 1 gabinete, 4 quartos, cosinha
fora, cocheira, estribara, casa para
pretos, cacimba, com boa agua para
beber e bomba, murado pela frente e
cercado pelos lados com cerca de limao,
excellente banho e bastante arvoresfru-
tieras.
Prestem
Aflua el a
FLEUR D HARLEBEKE
Um dito





Declarares.
O Illm. Sr. inspector da ihesouraria de fa-
zenda desta provincia, em cumprimento de or-
dem de S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
manda fazer publico queeslar era hasta publica,
peranlo a mesma Ihcsourana, no dia 25 do cor-
rente mez, as 2 horas da tarde, o aforamenlodn
dous terrenos de mariuha, outr'ora alagados, sob
lis. 376 e 377 entre a ra do Brura e a do caes de
Apollo, contiguos as casas do commendador Jos
Pereira Vianna e Mesquila & Dutra. Os prelen-
dentes podero comparecer no dia e hora de-
signados Ihesouraria onde se tara a arremata-
rlo. Secretaria da Ihesouraria defazrndado Per-
nambuco 13 de agosto de 1860.Ooflicial maior
interino, Luiz Francisco do Sampaio e Silva.
Vaccina publica.
Transmissao do fluido de braco a brago, as
quintas e domingos, no torreo'da alfandega, e
nos sabbados at as 11 horas da manha, na re-
sidencia do commissario vaccinador, no segundo
andar do sobrado da ra estrella do Rosario nu-
mero 30.
O Illm Sr. Dr. cheo de polica manda pu-
blicar, para conhecimento de quem inleressar
possa, as disposigoes dos seguimos arligos do re-
gularmente de 31 de Janeiro de 1842.
Art. 139.A auloridade, qual for encarrega-
da a inspecco do Ihcatro, devera vigiar que den-
tro do theatro ou no recinto destinado para o es-
cpetaculo, se observo a orde-m, decencia, e siten
ci necessarios, fasendo sair immediatamente pa-
ra fra os que o merecerem, rcmeliendo-o au-
toridade competente (quando o nao for) para pro-
leder na forma da lei, se o caso assim o exigir,
Art. 140.Nao consiniir que as portas, esca-
uas, corredoes se conservem pessoas paradas, im-
pedindo a entrada e sabida, ou incommodand'o do
Dilo dito de5[8 10
Dito dito de 6(8 10
Dito dito de 7)8 10
Dito dilo de 8|8 6
Dilo dilo de 9|8 6
Dilo dilo de 10|8 6
Dito dito de 11|8 6
Dito dito de 12|8 6
Graixa do Rio Grande 30 arrobas.
Gomm-i graixa 12 frasquinhos.
Lantcrnas de patente 6.
Lixas de vidro 200.
Liuhagera para saceos 300 varas.
Navalhasde marinheiro 100.
Pavilhoes de navio 2.
Papelao 500 folhas.
Papel baela 6 arrobas.
Presos de cobre para forro 5 arroba.
Papel hollanda 2 resmas.
Papel borrador 10 cadernos.
Piassava 5 molhos.
Pennas de ave para escrever 10 macos.
Remos de laia de 12 a 18 ps 100. *
Sondareza 4 pegas.
Tinta preta 20 latas.
Tinta para escrever 20 garrafas.
Travs de qualidides 100.
Travesseiros 50.
Talheres 97.
Para as obras do porto.
Cemento claro de Bolonha 1,000 barricas de 10
a 12 arrobas cada urna.
Sala do conselho de compras navaes em 13 de
agosto de 1860.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Arijos.
ARSENAL DE GUERRA.
A Sra. Anna Thereza do Reg Barros que pro-
poz a 10 do crreme, conforme os annuncios des-
(e arsenal, costurar as pecas de fardamento men-
cionadas em ditos annuncios, apresenle-se com
seu fiador na directora do mesmo arsenal no d
13 do corrente, pelas 10 hozas do dia, para as-
signar o conveniente termo, visto ter sido aceita
sua proposta por ser a mais ventajosa aos inle-
resses da fazenda. Arsenal de guerra de Per-
nambuco 11 de agosto de 1860. O amanuense,
Joao Ricardo da Silva.
O novo banco de
Pernambuco repeleo avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emissao do banco.
na mesma estrada com 180 palmos de
frente e mais de 1,000 de fundos, com
grande casa de taipa aind nova, com
bastantes arvoredos, banho, trras mui
boas para plantacoes, todo cercado de
madeira, baixa para capim e muitas
outras commodidades que escusado
mencionar, podendo desde ja os preten-
dentes entenderem-se com o agente ci-
ma para explicacoes.
Na mesma occasiao sera' vendido um
cabriolet com os eompetentes arreios:
terca-feira 21 do corrente no armazem
do mesmo agente na ra do Imperador
n. 35, as 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
Viole cabecas de gado.
O agente Hyppolito fara' leilao por
ordem de urna pessoa que se retira para
lora da cidade, de 20 cabecas de gado
sendo vaccas com crias, ditas soltetras,
novilhas e bois mancos, proprios para
carracas, os quaes se venderao por todo
equalquer preco: jabbado 18 do cor-
rente, as 11 horas em ponto na ra do
Imperador n. 55.
Os abaixo assignados com-
pradores da massa fallida de
Claudiano & 01iveira,vem pe-
la ultima vez avisar aos deve-
dores da mesma, que hajam
quanto antes de vir satisfazer
os seus debites, para o que
temos marcado o prazo de 5
dia a contar desta data, sob
pena de serem cobradas ju-
dicialmente findo o ilito prazo.
Recite 11 de agosto de 18G0.
Figueiredo & Irmao.
Caixeiro.
Oflerece-se um moco brasileiro, de boa con-
ducta, para caixeiro de cobrancas ou armazem
o qual da fiador a sua conducta, e tem alguma"
pratica de despachante, o qual anda est arru-
mado e quer melhorar : os pretondenles deixem
carta fechada na travessa das Cruzes n. 2 loia de
calgado ou annuncie por este jornal para ser
procurado. r
Aluga-se por muito commodo preco, por
lempo da fesla. ou annualmente, urna excellente
casa na Passagem da Magdalena entre as duas
pontea para ver na mesma casa, a Iratar cora o
Dr. Ignacio Firmo Xavier no pateo do Paraso
Precisa-se de tomar a premio 4 a 5 contos
de res dando-se um predio de dobrado valor
quem pretender annuncie para ser procurado.
Peler Gablc e John Murgrittroyd relira-se
para a Europa.
. O. J. Wild & Ca e Calkman Irmaos, ad-
ministradores da massa fallida de Camiuha Ir-
naos & C, convido aoscredores da mesma mas-
1ecfoes?.mUm"fei?a0?lUment0 *' Pri?' labaco para cachimbos e cigarros em
abatimpfnT1,S de k,,lo8ramme e U* de kil. que se vendo pelo acostumado preco
iDaumento de 20 porceuto sobre a quanlia de 20 : na rr- *- "-J
20 : na ra da Cadeia do Recife
majos de
fazendo-sa
n. 15, loja do
^_^ w -------------------- -- .".vua u. ^Xff luja uu
Centro comiiiercial.
se
SUSPIROS.
" VFSM mWM]
quo
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica)
m k SOB A DIRECCA DE E- invAND-
,.i 6 hoelclocado no cen,ro de uma ^s pitaes importantes da Europa, tornare e Brando
valor para os bras.le.ros e portuguezes, por seus bons commodos e confrtate!. "
lifnir'F^da cidade*porse 4fr0^^fa^*^s" CSfd
n. 10 e Praca do Corpo Santo n. 13: notel haserapre pessoas especiaes, fallando o francez, allemo, flameneo ineler e or
uguez, paraacornpanharastouristas.qurem suas excurses na cidade,
ernfim para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a
por dia.
Al
uga-se por 3OO0O mensaes o 2o andar da
casa da ra Imperial n. 109cora commodos para
grande familia a tratar no Io andar da mesma
Pelo juizo dos feitos da fazenda
se hao de
qur no reino, qur
10 francos (3200 49000)
Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs Fel
edous andares e sotao no paleo Netlo, Manoel de Frgueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil \mni.7
Paraizo n. 28. tendo 22 palmos pessoas tanto de um, como de outro paiz. l } C mui,M 0U"
Avisos diversos.
THEATRO DE S. ISABEL.
C0.WP1MIU LVIIIBE (i.llllllMM.ELl
Quinta feira 1 (> de agosto.
da segunda serie
recita de assignatura e stima para os
Representar-se-ha a opera em dous actos de Rossi :
'O'
camarotes
um
FALSI MONETARI.
itealo Ed" 5nminutonsC.a de '" mUt eX'eDS0 primeir0 acl' ser dividido em dous com
Avisos martimos.
regar ou ir de passagem, dirija-se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recife, escriptorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Para o Rio de Janeiro
REAL COMPANHIA
Anglo-Luso-Brasileira.
0 vapor firasi/, espera-se dos porios do sul do
da 14 a 21 do corrente, e seguir para Europa
depois da demora do costume : para passageiros
e encommendas trala-se com os agentes Tasso
Irmaos.
Para a Babia.
A yeleira e bem conhecida sumaca nacional
aiortenc. pretende sahir com muita brevida-
de, tem parte de seu carregamento prompto. pa-
ra o resto que lhe falta trala-se com os seus con-
signatarios Azevedo & Hendes, no seu escriplo-
io, auada Cruz n. J.
A barca
brevidade;
tratar com
Torres.
nacional Clemenlina, a sahir com
para o resto da carga e passageiros, a
Guilherme Carvalho & C, ra do
do mez
Para o Porlo tem a sahir at o fira
o brigue Amalia I : quem quizer carregar ou
ir de passagem, para o que tem excellentea com-
modos, dirija-se ao consignatario, na ra da Ca-
deia do Recife, escriptorio de Manoel Joajuim
llamos e Silva.
Angl
REAL COMPANHIA
o-Luso-Brasileira.
Espera-se da Europa de 18 a 20 do corrente o
vapor Jason, que seguir para os portos do sul,
oepois da demora do costume, para passageiros
te, trata-se com Tasso Irmaos.
Para o Rio de Janeiro.
Va seguir nestes poucos dias por ter
uma parte da carga prompt a veteira
barca Recife, para o resto da carga,
passageiros e escravos trata-se com Ma-
noel Francisco da Silva Carneo, ra do
Vigario n. 17, primeiro andar.
Para Lisboa aahe imprelerivelmente ateo
da 15 o brigue Tarujo & Filbos por ter parte
de seu carregdmenio protoplo ; quem quizer car-
COMPAMIIA PER^AMBICANA
DB
Navegaeo costeira a vapor
O vapor Persinunga. coramandante Manoel
J. Lobato, seguir para os portos do sul de sua
escala no da 20 do corrente mez s 5 horas da
larde.
Recebe carga para Macer at o dia 18 ao meio
f!2'0PHSST1SMD?mr?endas e d'nheiroa frete
ate o da da ahida 1 hora da tarde
no Forte do Mallos n. |,
gereucia
O Dr. Joaquim de Aqumo Fon-
seca, tendo regressado com sua familia
do Poco da Panella ao Rea fe, continua
a dar consultas medicas, na casa de sua
residencia, na ra Nova n. 14, das 6 as
9 horas da manha, e das 3 as 5 da tar-
de, e fra destas horas oceupar-se-ha com
os doentes de sua clnica, como outr'ora.
DO
Rio de Janeiro
Praga da Independencia n. 22
Acham-se expostos venda os bilhetes, meios
e quartos da 28a lotera do estado sanitario cujas
listas se esperam al ao dia 20 do corrente pelo
vapor porluguez e os da 35a da Empreza Lyrica
dos quaes teremos pelo vapor brasileiro que s
espera no fim deste mez*
Santos Vieira.
Precisa-se de uma ama para casa de pouca
familia: na ruada Ponte Vclha n. 14, casa que
tema frente piulada de vermelho.
Quera annunciou uma mcrada de casa trra
no bairro de S. Jos para vende-la ou trocar
por escravos, dirija-so a Camboa do Carmo n.
19, primeiro andar.
Na loja n. 41 da ra da Cadeia do Recife,
tem uma caria para ser entregue pessoalmenle'
ao Sr. Joaauim Pereira de Azevedo Ramos, rin-
da da Bahia.
Luiz Manoel Rodrigues Valenca tendo de
proceder a inventario por fallecimento de sua
mulher, roga a quem se julgar credor de alguma
conta apresenla-la para ser atlendida.
Na ra do Crespo n. 20, esquina, aluga-se
um moleque do 18 annos, para qualquer artico
para o qual entra s7 horas cla manha e se re-
tira s 6 da larde.
Attencuo.
Prevne-se as pessoas que sao deve-
doras a' cocheira da ra do Imperador,
administrada pelo Sr. Antonio Jos Pe'-
reira do Lago, que por em quanto nao
paguem a ringuem sob pena de terem
de pagar segunda vez.
Jos Goncalves Malveira.
Amanheceram do dia 3 do corrente mez 2
cavallos caslanhos, velhos, majros e pesados no
cercado Bac, pertencente ao engenho Gurja
de barxo, sito na freguezia de Sanio Amaro de
Jaboatao, e suppe-se que foram delxados por 2
ladres, porque furtaram na mesma noite 2
vallos gordos de 2 almocreves que tinham
noitado no referido cercado : norlaoio
provincia
arrematar em hasta publica, a
mais der, os bens seguinles
Um sobrado de
do Hospital do
de frente e 81 do fundo, de boa conslrcr3o e
em bom estado, araliado em 8:000a.
Urna casa terrea no mesmo paleo n. 15, tendo
ne rrente 21 palmos com porta e janella e 53 de
tundo, de perspectiva baixa, cozinhafora.com
o "o11!rUnna,quinlalmurado ecacmbi.avalada
Urna casa terrea na ra das Aguas-Verdes n. 6
tendo 21 palmos de frento com porta e janella e'
/ do fundo, com sotao, cozinha fra, quintal
murado, cacimba e com portao para a ra de
JIortas, avallada era 1:400.
Um sitio o casa terrea na ra Direita dos Afo-
gados n. 41, cuja casa tem 56 palmos de frente
de prespectiva elevada, com 1 porla e 4 janellas
de frente do caxilhos envidiados, e 90 palmos
de fundo, bem construida e em bom estado, ten-
do l salas, 2 alcovas, um gabinete e mais ou-
tros quartos, cozinha e u.n algrete no oilao do
asenle sobro columnas de lijlo, coberto do
larjoas e sobre essa coberla outra de lencl de
chumbo, com um jardim em frenle ; e tendo o
sitio de terreno em sua frente 300 palmos e 800
de fundo al a baixa mar, com toda a frente mu-
rada ecom gradaraento de ferro por cima e um
portao tambem de ferro, cora uma cocheira es-
tribara e 6quarlos formando no centro um qua-
drado ; lodo plantado de arvoredos fructferos
era estado de se desfructarem, com uma cacim-
ba grande de lijlo e um banheiro junto tambem
do lijlo, bem construido, tendo mais um viveiro
era tOWajfMO l0"en0 prptio' a"a,'ad '"do
Urna casa terrea na mesraa ra Direila n. 30
com 30 palmos de frente do uma porta o duas
jane las c 90 ditos de fundo, construida de lijlo
o cal em bom estado e com perspectiva elevada,
contando duas salas e quartos, cozinha fra, quin-
tal murado o cacimba, avaliada em 1:300, cujos
bens foram penhorados por execuco da fazenda
provincial contra Jos Pedro Velloso da Silveira
como fiador de Francisco Pi da Silva Valenca
A renda annual de urna casa terrea no lugar
denominado Sant'Anna de Dentro, freguezia do
loco da Panella, n. 32, com 20 palmos de frento
e p4 de fundo, cozinha fra, quintal murado o
lelheiro, avaliada em 9600O.
A renda annual de outra casa terrea
?Z^LTritr,l!l r"!.^.''e'1?? 5 E-h 5". conselheiro Silva Fer-
1uem rao, e seu filho o Dr. Pedro
Ospr ;.osde todo oservic.o, por dia", regulara de 10 a 12 francos (48000 4*500 )
No hoielencontrara-seinformacoes exactas IMrMJ. .nA>..^. .!._rL_ *'
>rmac,oes exactas acerca de tudo que pode precisar um estrangeiro.
CONSULTORIO
DO
A. Eolio Hoscoso,
HIBIKE iPIBOTia 1 H0U1M.
I RA DAGLOMIA,ASA IftOFUXD
Clnica poi ambos os systemas.
^...? Dr-,Lbo Moscosod consultas todos os dias pela manha ede tardedenois dn A fc.
as 10 horas da manha e em caso de ur-
por escripto em que se declare o nome da
propriedades ruraes.
Os chamados devera ser dirigidos sua casa at
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noite sendo
pessoa, o darua eo uumero da casa.
Nos casos que nao forera >
metter seus bilhetes a bou
Mogueira de Souza na ra
mi.r!f\'u^u* nacafa do annnnciante achar-se-ha cons
nentoshomcopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguinles
Botica de 12 tubos grandes. "
Ditos de 2 ditos.
orem H urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife poderlo re
ca do SE Joao Sounn & C. na ruada Cruz ou lojade livros do Sr J*
do Crespo ao p da ponte velha. Jos
e os melhores medica-
ogooo
- -........US
25^000
Oaooo
igooo
2J000
Dilo de (8 ditos. ', .......
Dilos de 60 ditos. .......
ubosavulsos cada um". .'.'.'".......
Frascos de linduras .....
Man0pmdenmedicina hmeop'athic pelobr.' Ja'hr'traduzido
em portugus com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. '
Medicina domestica do Dr. Hering, cm'diccinario* '
Repertorio do Dr. Mello aforaos. UICC10nan0-
Foi appreheadido no pudor do orlo Jos
escravo de Joao Baptista da Costa, dm cavall
caslanho, que dito preto confessou haver
20000
ogooo
6S000
ca-
per-
- quem se
julgar com direito a elles, dando os signaes cer-
los e p'ovando serem seus Ihes serao entregues
pelo delegado de polica do 2.' termo do Recife.
Jos Francisco da Silva Leo.
Novamente sao chamados
Gomf s Villar e Jos Leonardo
, Uma casa terrea na ra do Bom-gosto, fregue-
sa dos Afogados n. 19, cora 18 primos de frente
c ao de fundo, e pequeo quintal era aborto o
baos foreiros, avaliada era 50.
Outra casa terrea na mesma ra n. 21, com 18
ramos do frento e 50 do fundo, quintal em aber-
to e chaos foreiros avaliada era 50-3, cujas casas
foram penhoradas por execugao da fazenda pro-
vincial contra os herdeiros de Joaquim Caetano
da Luz.
Uma casa de taipa na ra do Motocolomb fze-
guezia do Afogados n. 64 A, com 25 palmos de
trente e J de comprimento, cora cozinha na sala
de dentro, em chaos foreiros e em mo estado
avahada em 70, cuja casa foi penhorada por exe-
cuco da fazenda provincial contra Jos Alves.
A renda annual de uma casa cora um pequeo
sitio na ra dos Pocos n. 39, a qual tem suQicien-
te commodo para pequea familia e em mo es-
tado, avaha em 72S, cuja renda foi penhorada por
execuco da fazenda provincial contra os herdei-
ros de Joo Baptista de Souza Lemos.
Declara-se que a numerado dos predios
antiga, que foi substituida ltimamente.
Os pretendentes comparecam s 10 horas da
manha do dia 16 do correte mez de agosto na
sala das audiencias, que a ultima
|a
Para.
praga.
Leiloes.
LEILAO
O agente Hyppolito autorisado pelo
Illm. Sr. Dr. Antonio Luiz Cavalcanti
de Albuquerque, fara' leilao dos movis
existentes em sua casa na estrada da So-
ledade, confronte ao palacio de S. Exc.
Rvma., consistindo em mobilias de
mogno, ditas de mogno estufadas, len-
ca, vidros, cabriolet e ca vallo e urna n-
finidade de artigos que intil ennme-
lar: quinta-feira 16 do corrente as 11
horas em ponto, na mesma cata.
Julio
Radiche,
a ra do Crespo loja n. 20.
Os abaixo assignados, socios da casa com-
raercial nesta cidade sob a razo Amaral Alves &
C., tendo nesta data por mutuo accordo convin-
do na retirada da mesma sociedade dos Srs. Jos
deAlenquer Simoes do Amara!, declaram ao pu-
blico e com especialidade ao corpo do commcr-
clo, que contina a referida casa coramercial as
suas transaeces o todo o seu activo o pessivo
sob a responsabilidade dos socios Alves Guima-
raes & Salomn, e sob a razo social de Alves
& C. Recife 11 de agosto de 1860.
Jos de Alenquer Simoes do Aaaral.
Jos Alves da Silva Guimaraes.
Max llomburgcr como procurador do Sr. Charles
Salomn em Pars.
Quera precisar de um moco porluguez para
caixeiro de uma padaria, o quai j lera pratica
deste negocio, ou mesmo para liberna, que tam-
bem tem alguma pratica, dirija-se a ra larga do
Rosario n. 18, perlo do quarlol de polica" oue
achara com quem tratar.
Desla provincia o Sr. Antonio Januario Pe-
reira precisa saber se existe e onde reside o Sr.
francisco Antonio Fidalgo, natural de Lisboa
freguezia de Santos o Velho, filho de Casemiro
Antonro Fidalgo e Cecilia Rosa de Jess, quo
consta ter viajado era vapores de. Pernambuco ao
Rio de Janeiro ; as nformaces quo se precisara
recebem-se no escriptorio do Jos Joaquim Dias
Fernandes & Filho. largo da Assembla n. 10
onde se dir a pessoa procurada o Ora para quo
convidado.
Na taberna junto ao sobrado novo do Sr.
Figueiroa veude-se massa de tomates a mais no-
va que ha no mercado, peixe sovel, chocado no
ultimo navio do Lisboa, e chouricas a 600 rs. a
libra.
O Dr. Prxedes Pitanga transferio sua
residencia da ra da Imperatriz n. 12, para
a mesma ran. 78, onde continua no exer-
cicio de sua profisso medica.

JOIAS.
Admira!!
A S o corte
de bareje de lia e seda com folhos e de lindos
gostos para acabar : na loja de Antonio Luiz dos
Santos &Rolim, na rita do Crespo n. 13.
Vende-se superior leite : na ra da Imne-
ratr n. 34, taberna. *
Precisa-se de uma ama ie leite. sadia e
sem filho, o paga-so bem : na ra Velha n. 26.
Seraphim & Irmao, com lojas de ourives na
ra do Cabug ns. 9 e 11, sortidas das mais
bellas e delicadas obras de ouro, prata. epedras
preciosas ; vendem barato, trocan e receben pa-
ra fazer-se quaesquer joias com presteza, a von-
tade dos pretendentes, ese responsabilisam pelas
qualidades. r
Atten^o.
Oflerece-se um mogo para caixeiro de escripia
por partidas dobradas para qualquer casa de ne-
gocio, ou mesmo para caixeiro de qualquer ar-
mazem ou de ra, lera boa letra, boa conducta
pelo que d fiador: quem do seu prestimo se
qurzer ntilisar, annuncie por esto jornal para 9er
procurado.
-- Aluga-se a loja do sobrado da ra do Impe-
rador, outr'ora Collegio, n. 71, com armaco pro-
pna para qualquer estabelecimento : a tratar na
mesma ra, taberna n. 83, ou na ra do Queima-
do, loja n, 10.
Aviso s respeitaveis familias
desta capital.
Sabendo o abaixo assignado, rrorador na ra
do Aragao, que ns capital da Bahia as criadas
para o servico domestico sao alugadas por precos
menores dos queexigem aqu, mandou nella e"n-
gajaruma, que foi-lhe apresentada em fevereiro
do corrente anno, c na casa do abaixo asonado
conservou-sealante-honlem (12) ; porm "tendo
esta criada, de nome Maria Jos, parda escura
baixa e gorda, se retirado da companhia de sua
familia no predilo dia, ao amanhecer, cumpre-
lhe manifestar ao publico, que a causa da reti-
rada foi o seu mo procedimento, as insolencias
que profera, esquivando-se das suas obrigacoes
c por lm ousou nesse dia, julgando passar por
aggregada, que nao por criada, querer emperli-
gar-so de balo na varanda, a despoito da repro-
vaco que presenlio, afim de dar a maior publi-
crdade sua importancia. Recife 14 do agosto
de 1660.Joaquim Gilscno de Mesquila.
Quem precisar de uma criada portugueza,
dirija-se ao largo do Paraizo n. 30.
Furtaram no dia 8 do corrente mez, do cer-
cado do engenho Calende, um quarlo castanho
foveiro, com os signaes seguintes : as duas mos
e um p calcados, frenle aberta. ioteiro, com
idade de 10 annos, as clinas para o lado direito
e com dous ferros, sendo um era cada quarto
eslava na occasiao bstanlo gordo, e anda bem
baixo : a pessoa que o achar tenha a bondade de
o levar no engenho Conceicao do Sr. Joo Bei-
tro, ou na ra do Rosario, taberna du Sr. Pou-
cas, que ser bem gratificado.
Quem pretender alugar 3 escravos proprios
para qualquer servico, dirija-se a ra do Coto-
vello n. 1, primeiro andar, de 1 hora da larde
em diante.
Os abaixo assignados fazem scieuto a quem
inleressar possa, que nao se responsabilisam por
quanlia alguma proveniente do compras de ob-
jectos feitas em seus nomes por seus escravos, e
soraente pagaro as quo estes flzerem autorisa-
do por bilhete firmado por um dos abaixo assig-
nados ; e para que se nao allegue ignorancia fa-
ze"loVesente declara?ao. Recife 11 de abril
de 1859.Antonio de Moraes Gomes Ferreira.
D. Emilia Constanca de Moraes Ferreira.
Precisa-se alugar uma preta escrava que
saiba bem engommar, lavar e coser, para casa de
pequea familia, paga-se bem : na ra da Impe-
ratriz n. 9, segundo andar.
Quera se considerar credor de Joao Ignacio
Correia, morador na povoaco do Giqui, appa-
re?a na ra Direita, casa n. 6, oestes 8 dias, para
so tratar de certo negocio.
Pela administraQo do correio desta cidade
se faz publico que as malas quo tem de conduzir
o vapor Paran com destino ao portos do sul,
sero fechadas hoje (15) as 11 horas do da : os
seguros al as 10 em ponto.
SOCIEDADE
BENEFICENTE
um negocio
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
*-m Pernambuco.
O 1. secretario, por ordem do conselho di-
rector, avisa aos senhores socios que o art 3 ds
da resolucao approvada era 15 de Janeiro do cor-
rento comecar a ter vigor do dia 5 do setembro
prximo futuro em diante, e para que os mes-
raos senhores se nochamem a ignorancia se faz
o presente aviso, convidando a virem salisfazee
o que dlspoe.o'art. 10 dos nossos estatutos al
aquelle prazo, visto a resoiuco prohibir haver
maior prazo do que seja o dia 5 de setembro.
secretaria da sociedade Unio Beneicente dos
de 1860 ros era Pernambuco 14 de agoste.
Auspicio Antonio de Abren Guimaraes.
t 1. secretario,
O Sr. Sa' & Souza queira appa
recer na fabriea de charutos do Reis,
nestes 8 dias, para tratar
importante.
Irraandacle do Senhor Bom
Jess das Portas da igreja
da Madae de Dos.
actual escrivao em nome da mesa
regedora convida a todos os seus irmaos
para que domingo 19 do corrente pelas
112 horas da tarde, reunir-se na ma-
triz do Corpo Santo, paia encorporacao
acompanharraos a imagem de nosso pa-
dronro, em trasladarlo para a sua ipre-
ja da Madre de Dos. Recife U de af
to de 1860------Joaquim
Silva Jnior, escrivao.
Irmandade das Almas do Cor-
po Santo.
O actual escrivao em nome da mesa
regedora convida a todos os seus irmaos
para que domingo 19 do corrente pelas
2 112 horas da tarde comparecam na
matriz do Corpo Santo, para eucorpo-
racao acompanhar a procisso do Se-
nhor Bom Jess das Portas em trasla-
darlo para sua igreja da Madre de Dos
por convite que lhe fez a mesma ir-
mandade. Recife H de agosto de 1860.
O escrivao, Manoel Moreira Campos.
grjc-
Francisco da
Bolinhos.
Preparam-se bandejas enfeitadas de diversos
modelos, com bolinhos das melhores qualidades
do nosso mercado, assim como em libras sepa-
radas, de toda qualidade, e tambera pastis de
nata, leite creme, podios e bolos dos melhores,
tanto da nossa massa como ioglezes ou franeczes,
com o maior aceio, e o mais em conta : quem
precisar, dirija-se a ra da Penha n. 25, para
ajustar.
Vende-se a oasa n. 33 da ra Real do Man-
guinho, em bom local, bem construida, e com
Sola.
VBnde-se por lodo preco 25 meios de sola : na
ra da Cruz, armazem n. 26.
Grande adrairaco
a Sodr & C.
Vendem-se macas. o que de admirar nesta
tempo: na ra estreita do Rosario n. 11.
b=s commodos: k tratar VuaaoAra^ c^ /pXfi S^JS^ViS
Dumero "' elra em Fra de Portas, Fu do Pilar n. 67.
**m
'! '"'I1
*W""


DIARIO DE PERNAMBUCO, -- QUIETA PEIRA 16 DE AGOSTO DE 1880.
Attencao
Jos dos Santos Souza Lins, cidadao brasi-
leiro, relira-se para Portugal.
Purtaram boje 7 do correnle, do engenho
CoDcordia, freguezia da Luz, dous animaos, sendo
um quarto rugo sujo, cimas, cauda e carris pre-
tos, idade de 7 'anuos, inleiro e vai ferra-
do cima do quarto da anca com um M. Urna,
besta mellada, dinas e cauda brancas idade i cc"se f'ara concertar pianos, e tambem
de 9 annos, com o ferro cruz G ; ambos os! Pel "'minuto prego de 5.
animaes sao de bom tamanho e bera feito do 1 ~~ E- Metler faz urna viagem Europa,
ossos : quera os achar fara o favor de os I "" O abaixo assignado, lancador da recebedo-
mandar levar no mesmo engenho, que junto na de rendas internas geraes, em cumprimento
do engenho Tabocas, ou mandar di/er ao Sr. Jos "J03 2 ,e 3- do arl- 37 do regulamento do 1.
Guilherme Ello, artista de Berln, chegodo re-
centemenle nesta praca, e estabelecido na ra
das Larangeiras n. 13, primeiro andar, e na ra
da Cruz do Recife n. 24. primeiro andar, offere-
afnar,
Soares Pinto Correia, na ra Direita n 72.
Precisa-se de urna ama de leite : na
do Uangel n. 7, segundo andar.
OLINDA.
ra
de marco deste aono, pelo presente avisa aos
donos, gerentes ou procuradores de lojss e mais
casas coramerciaes do bairro do Recife, que con-
tina a fazer o lancamento do imposto de 20 por
cento. pelas ruis da Senzala Nova, e Velha, bec-
Aluga-se urna casa de 1 andar na ruado S. r'!fi,dH-M?nlH,0^d0iiGoDan M* ,"are' rua (l
Tiento, em Olinpa, confronte a amiga academia,1 ."'Vi Po- rum* GuaurarDes. caes dc
com comraodos para familia : quem a pretender *P ?, lila^, P"? que tenham promptos os
dirija-se rua da Cruz n. 23, segundo andar oue ?CUS rclbos' PaPeis de lralcs ou dc arrendamen-
achar comquomtrater. : os, aura de serem apresentados c por elles ser
\w>s- mmirvmmr feito o processo do rnesmo lancamento conforme
00
Recife a Sao Francisco.
j^Convida-se aos Srs accionistas a virem rece-
r o nono dividendo (indo em 31 de julho ulli-
mo a razio dc 7 por cento ao auno, no escrplo-
r'o da companhia roa do Crespo n. 2
''oras da manha as 3 da tarde.
Attencao.
a
Yo dia 3 do corrcnlo ausentou-se do sobrado
Ja rua Direita desla cidade n. 74 um africano de
nomo Manoel cora os signaos seguintes : feieoes
regulares, rosto curto, baixo, chelo do corpo", c
tera no peito um signal, quo pareco um X mal
feito ; levou camisa de chita e calca branca ja ve-
lha: consta que anda vagando peas ribelras, pa-
teos, o ras dos tres bairros ; roga-sc as aullio-
ndades policiaes queiram o aprehender se o
encontraiem.
Ensino de musica.
ASSOCIQAO
COMMERCIAL BNEFICEI4TE
DE
Pernambuco.
Nao harendo comparecido numero stfficienle
de senhores socios effectivos reunio da assem-
bla geral convocada para hoje, afm de se tratar
! do que marcara os artigos 20 e 28 dos estatutos,
a direegao actual convida de novo os senhores
socios para o dia 17 do corrente ao meio dia.
Sala da Associaco Commercial Beneficente de
Tcrnambuco 10 de agosto de 1860.
A. I. do Reg Medciros,
secretario.
Attencao.
Desippareu do sobrado da rui do 5>ol n. 32
um relogio de ouro patente ioglez, cubera nu-
mero 22950 : roga-se a quera o achou de o levar
mesraa casa que ser gratificado.
Aluga-se ura armazem na rua da Cruz n. 29,
com fundos para a rna do Tanoeiro ; a tratar no
pateo do S. Pedro n. 6, armazem.
lrmandade do Senhor
rs)
CASA DE
NO
tt:
dispe o art 5.- do regulamento del5dejunho
de 1844. Recebedoria de Pernambuco 11 de
agosto de 1860.
Jos Jeronymo de Souza Limoeiro i
Engomma-se com pereir-ao e presteza para JJOlll J6SUS S ClUJaS.
horaem ou mulher, naciona; ou estrangeiro, ain- i O
da raesmo mediante a oondico de lambem la- Porordem da mesa convido i todos
wtr-so : a tratar na rua do Imperador, taberna n.' 0g irraaos para compnrecerem em nojso
, \-Anloi i "JWl coniistono no d,a 15 as 9 horas da ma-
clas io M botequim da aguia d ouro,\ nll0a para reunido8 a8Sstirem a festa de
rua estl'eita do Rosario Nona Senhora do Paraizo, que faz a ir-
mandade da Santa Casa da Misericor-
mm
Assignatura de bandos frios, momos, do choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 das consecutivos. ,...........
30 csrtes para os ditos banhos tomados em qualquer tempo.......
15 Ditos dito dito dito ......
7 ......
Banhosavulsos, aromticos, salgados esulphurosos aos precios annunciades.
Esta redcelo de presos facilitar ao respeitavel publico o gozo das vantagens que resultam
da frequenciadeura estabelecimento de urna utilidadeincontestavel, mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada.
105000
159000
89OOO
45000
!OT!]OTa
DE
n. 23, confronte
Larangeiras,
rua das
forneco se almoeo janl;ir por mez, manda-se le-
var cm casa, o mais barato do que era oulra
qualquer parle ; assim como das 7 horas da ma-
nha em dianle ; tcm todos os das papa de fa-
rinha do Maranho e ararula : no me
belecimcnlo acha-so comida sempre prompta a
qualquer hora que se procure ; assim como bi-
se toda encoramenda que se fizer, c lodos os do-
mingos p. dias sanios haver mao de vacca das 3
h oras da madrugada em dianle.
OTerece-se para accionar o solfejo, como tara- I fColiSilllOIMO CClltrll llOUiCOpatlliCol
bem a tocar varios instrumcnlos ; dando as li- dk X
ttttr*** "" I MEMBUICID. I
$$ Continua sob a mesma direccao do Ma-
$; noel de Maltes Teixeira I.imaj professor
$ em homeopalhia. As consullas como d'an-
les.
------
COMPANHIA
ALLIA
Estabelecida em Londres
iMp si m
CAPITAL
ineo mllnoes de-Vistas
esterlinas.
Saunders Brothers & C." tcm a honra deln-
rmar aes Srs. negociantes, propietarios de
lasas, e Hguem reais convier, que estao plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effectusr seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos quo conliverem os mesmos edificiose
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qual^uf al idade.
i
a


i FEfv'iA DF.AC0
de w.sculLy
, ennas de differentes aualidades, sao fa-
.oadas de ano do prata refinada de primeira
empera, e sao applicaveis a lodo o tamanho de
'.eltra. Proco 1D00 cada caixa e pennas do ouro
pelo mesmo autor com pona de diamante, que
teem a grande vantagera de nao eslar sujt-itas a
crear ferrugem e conservando-se bem linpasso
de duracao infinita, deposito pm casa dos Sr
Guedes & Gonsalves rua da Cadcia n. 7.
|Dcnlista de Pars.
15Rua Nova15
Frederico Gautier, cirurgiao dentista,
/ faz todas as opcracijesda suaarte e col-
-^ loca denles arlificiaes, ludo com asupe-
|k rioridade e perfeicao que as pessoasen-
c tendidas I he reconhecera.
2c Tcm agua e pos dentifricios etc.
= OSr Francisco Aranha de Souza tem urna
carta no escriptorio de Manoel Joaquim Ramos e
Silva, na rua da Cadeia do Recife
Aluga-se a loja do sobrado da rua Impe-
rial n. 33 : a tratar no mesmo sobrado, ou na rua
da Lapa n. 13.
o Dr. Joo Ferreira aa Silva mudou-seda
rua do Rangelpara a do Livraraento n. 26. so
'jrado do Sr. Manoel Buarque de Macedo, defron-
te de sua anliga habitacao. A grande pralica de
auscultacao reconhecida por quasi todos os seus
collegas desta cidade torna-o recomraendado no
diagnostico das molestias dos pulmes e do cura-
rao : assim como para verificar o estado de sau-
dt dos escravos que se desejam comprar. Pelo
crescido numero e variedades de operacoes que
ha feito cora bom resultado em o exercicio de
mais de 29 annos. se julga habilitado para prali-
car tola e qualquer operaco cirurgica por mais
delicada e difficultosa que'seja.
DENTISTA FRANCEZ. 3
J Paulo Gaignoux, dentista, rua das La- <
> rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e *"
i. p denlifico. ^
O abaixo assignado faz ver ao corpo do com-
mcrcio que tendo arrendado a sua padaria
na rua Direita dosAfogados n. 66 aos Srs. Azc-
vedo i C, livre e desembaragada de qualquer
debito que possa apparecer, visto o annnncianle
nada dever praca nem fra della, porm se al-
guem scjulgarse credor. aprsente suas contas
no prazo de 8 dias, a contar desta data. Afosa-
dos 11 de agosto de 1860.
Antonio dos Santos Ferreira.
Botica central liomeopatliica
Do
1 DR. SABINO 0, L PIMO.
^ Novos medicamentoshomoopalhicos en-
S viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
A Estes medicamaotos preparados espe-
0 cialmente segunJoas necessidades da ho-
a, meopathia no Brasil, vende-se pelos pre-
cos conhecidos na botica central honieo- a
pathica, rua de Santo Amaro (Mundo No-
vo) n 6. I
Na livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia precisa-se fallar ao Sr. alteres Thom Go-
mes Vieira Lima.
AI uga se um sitio grande com
excellente casa de vi venda, com todas as
commodidadcs para familia, no lugar
da Ca prieta nos, N.O. Bicber & C.
agencia dos fabricantes america-
nos Grou\er & Baker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Jobnston & rua da Senzala Nova n. 52
,9} O l>r. Casanova [iode ser procurado a 9*
m qualquer hora em seu consultorio horneo-
35 pathico em Pernambuco
30RUA DAS CRUZES30
^No mesmo consultorio acha-so sempre
^c? ^Sndp nrtrmerrlo tTJ^Bldlca1',r,,'1. rm
<&f tinturas e ctptiuios, os mais novos e bera
afj
CVSV LIS0-BR\SLEH\,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVF.IRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellenles ac-
commodaces para rauito maior numero de hos-
pedesde" novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus 3migos e dosSrs. viajantes que
visitera esla capital; continua a prestar-lhesseus
servicose bons oflicios guiando-os em todas as
cousas que preciscm conhecimento pralico do
paiz, ele.; alm do porluguez e do nfilez ialla-se
na casa o hespanhol e francez.
dia. Recife 13 de agosto de 1860.
Padre Raphael Antonio Coellio, e8"riv3o.
O abaixo assignado declara ao respeilavel
publico que senhor na freguezia de Agoa Preta
de urna legoa e meia dc Ierra do compriio e meia
sraoesta- ^e largura, a comecar no lugar denominado Ca-
xoeira Seccn, na ribeira do rio Una, seguindo pe-
la ribeira do rio Pirnngi Grande cima, por titu-
lo legitimo de compra ; se alguera se julgar com
direilo a esse terreno, queira o declarar no pra-
zo dc 30 dias por esle jornal. Rio Formoso3de
agosto de 1860.
Antonio Gomes de Mticedo.
Aluga-se urna casa em Santo Amaro do Ja-
boato, com comraodos para urna griinde fami-
lia, coehoira para 4 carros e estririar a para 12
cavallos : quein a pretender, dirija-se rua da
Aurora n. 60, seguodo andar. Na mesma casa
vende-se urna escrava muito moca.bot. cozinhei-
ra e perita engommadeira.
Precisa-se fallar ao correspondente do Sr.
| Joo Florentino CaTa'caoti de Albuqi erque, na
i livraria ns. 6 e 8 da praca da Independencia.
Aluga-se o terceir andar da casa da rua
' do Crespo n. 25 : a tratar na loj do mesmo.
Aluga-se o primeiro andar da casa n. 19,
na rua Augusta, com muitos comraodos e muito
fresco : quera pretender, dirija-se a mesma casa, i
que achara com quem tratar, no segundo andar.
Limpam-se os vidros de qualquer oculos de I
ver navios, e tira-se o mofo por mais enlranhado
que esleja nos vidros : quem precisar, dirija-se
a loja de livros na praca da Independencia ns.
6e8.
Precisa-se de urna ama que coznhe bem : I
na rua do Crespo n. 25.
- Precisa-se nlngar um prelo de idade para
fazer o servico externo de urna casa, como seja
comprar, carregar agoa, etc. : na rua do Crespo !
numero 25.
Precisa-se de um forneiro ; na padaria da
rua do Rosario n. -16.
I 8
6 O Dr. Azevedo Pedra, ha pouco che- @
j gado nesta capital, faz scienle ao respei- @
;:; lavel publico queacha-se promplo a qual- @
t quer hora em sua residencia rua da Im-
@ peralriz, sobrado n. 88, segundo andar, a @
@ prestar os recursos do sua profissao ; na g
@ mesma casa d consullas gratis aos po- @
m bres.
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
[i!
croulc do \jeeco Aa Coigvega^ao Vcivcvo \cvac.
igooo
Seda de quadrinhos muito fina corado
Enfeites de velludo com froco pretos c
de cores para cabeca de senhora da
ultima moda y
Fazendas para vestidos, sendo sedas, la
o seda, cambraia e seda tapada c
transparente,, covado g
Luvas de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homens e meninos g
Lencos de seda rxos para senhora a
2000 e 2S5C0
Manas para grvalas e grvalas dc seda
de todas as qualidades jj
Chapeos francezes forma moderna 8^500
Lencos de gorguro pretos 2$000
Ricas capellas brancas para noivados 8
Saias balao de todas as qualidades 8
Tafet rxo o covado $500
Chitas francezas a 260, 280, 300 e &320
C.as.'as franrezas. a vara 8500
" preparados, os elementos de homeopalhia
PITADA ESPECIAL.
: Fabrica paraense dc rap
Sorba.
Esta fabrica acaba de estabelecer nea cidade
um deposito de seu rape, o qual se econtrara
efectivamente a concurrencia do respeiavol pu-
blico, rm casa do Domingos Teixeira Basto, na
rua da Cadcia n. 17 ; o fabricante desojando tor-
nar populrnosla capital e provincia a industria
de que lancou mao, resolve-se a estabelecer-lhe
o preco dc"lg2l>0 por libra ; o proprietario desde
j contaque os apreciadores deste genero nao
deixaro dc concorrer para que saiara coroadas
as esperanzas que nutre de ter preferencia o seu
rap a outro qualquer, afianzando desde j que
cadi vez mais o aperfeicoar, e a experiencia
provar aos senhores tomantes a isenco de qual-
quer elogio a este rap j conhecido em outras
provincias.
Quem tiver um sitio perto ou
Antonio de Azevedo Pereira vai a Europa
e deixa por seus procuradores os Srs. Prente;
Vianna & C, Jes Antonio Basto e Jos Pereira ]
de Azevedo.
a pessoa que annunciuu querer vender urna !
casa terrea na freguezia de S. Jos, ou trocar por'
cscravos, pode-se entender na rua dalmperatriz
n. 17, com Frederico Chaves, que esl autorisado
para fazer qualquer dos negocios.
A pessoa que pretende o negocio pela casa
da rua Bella, apparec.a na rua do Rangel n. 21,
para se lho inculcar "quem quer fazer esse ne-
gocio.
O abaixo assignado pede as pes-
soas que se julgarem credoras de sua
cocheira na rua. do Imperador, admi-
nistrada pelo Sr. Antonio Jos Pereira
do Lago, que no prazo de 8 dias conta-
dos da data deste hajam de apresentar
suas contas, aim de serem legalisadas e
pagas, e pastado daquelle dia nao se
esponsabilisa por cousa alguna, bem
como faz scicnte a estas pessoas eao pu-
blico que desta mesma data em diante,
nao se responsabilisa por debito algum
que possa ser contrabido para a dita sua
cocheira a nao ser comprado ou com
bilhete do abaixo assignado.
Jos Goncalves Malveira.
Setim preto azul o encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largura,
o covado
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Soda lisa preta e de cores propria pa-
ra forros com palmos de largura, o
covado
Ricos cortes de seda pretos o de cores
com 2 saias e de babados
Ditos de gaze e de seda phantasia
Chales de touquira muito finos
Grosdenaple prelo e de cores de todas
as qualidades
Seda lavrada preta e branca
Capas de Gl e visitas de seda preta com
froco
I5GOO
2S0OO
1*500
9
9
S
9
9
DE
Uliiiiiliiaea'o n gaz.
A empresa da llumraac&o a gaz desta cidade, faz sciente a todas as
pessoas que collocarara candieiros de gaz em seus casas, e aos que preten-
den! ainda collocar, que tem resolvido baixar os precos dos globos de vi-
dro para f $500, 2$ e 2$300 os mais finos que se pode fabricar, os pr ten-
dentes acharao no armazem da rua do Imperador p. 31, um comple-
to sortimento a sua escollia, assim como candieiros, arandelas e lustres
chegados ltimamente, de gostos variados e do raelhor que se pode de-
eiar. ton***- -, ~
J Agentes.
EAU MINRALE
NATURALLE DE VICHY
Deposito na_botica franceza rua da Cruz n.22.
-i
APPHOVACAO E AUTORISACAO
DA
PROVINCIA.
ACADfili IfflPERfAL U MUtU
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
O Sr. thesoureiro das loteras manda fazer pu-
1 blico que se acham venda todos os dias no es-
i criptorio das mesmas loteras na rua do Impera-
| dor n. 36, e na casa commissionada pelo mesmo
longe desta cidade, com tanto que tenlia Sr. thesoureiro na praca da Indepencia ns. 14 e
casa de vivenda arvores de fructo e fi- ,6, d3S 8 horas da m!,nh5a *> 6 da .tard.e- os bl."
casa ue vivcnua, arvores ce nuci e 11 lhe(cse mejos dauuima parie da pri,neira e pri-
qi.e prximo ao banho salgado, tempe- meira da segunda lotera do theatro de Sania
rado ou doce, e o queira alugar diri- Isabel cujas rodas devero andar impreterivel-
__i rwi___, _, : mente no dia 25 de agosto do corrente anno.
r;ro do Terco casa t rrea nu- Tliegouraria d i0,eorias n de agoslo del860-
Na rua da Santa Cruz n. 28, se precisa de
urna ama de leite, sem (lho c sadia, para criar
urna menina recenlementf nascida ; assim como
urna escrava para cozinhare engommar com per-
feicao, ou raesmo urna raulher forra.
Thom Lopes de Sena.|
I Rua Nova n.32. {
|K Avisa ao respeitavel publico e cm par- O
liculara seus freguezes, que recebeu pelo K
3| ultimo paquete vindo em direitura de -tfj
9 Franca, bons objectos de moda como se- 9
|g jam : ricos chapeos de seda dc cores para |E
^ senhora. ditos para meninos o meninas,
Ig gorros de velludo para meninos, capucho
oig Mara Sthuarl para saluda de baile ou
I theatro, capas c manteletes de grosdena-
ples guarnecidos de bico de guipure, cha-
pos de palha da Ita'ia, ditos amazonas
para senhora, fita de linho de todas os
larguras, litas do seda de cores para de-
g bruar vestidos, linha de cores, colxtles
xas, filas c franjas dc seda de todas as
cores e larguras, fitas de velludo pretas
lavradas, ditas dc cores, alfineles doura-
dose pretos para cabeca,gollas e mangui-
tos de cambraia, ditas ile fil, ditas com
guipure, enfeites de cabera de dilerontes
qualidades, bicos de seda de lodas as qua-
lidades e iarguras, espartilhos de mola
com carrlel, ditos de enflar, baleias para
concert dos ditos,cordo para os ditos,
agulhas superiores : na mesma casa re-
cebe-se figurinos todosos mezes e faz-se
vestidos da uliima moda o vestuarios
para meninos se baptisarem, e ludo mais
quanlo pertence ao toiltele de urna se-
nhora.
ASSOCIACO
DE
Soccorros Mutuos eLenta Emanciparao
dos Captivos.
Em consequencia de achar-se a casa das ses-
ses oceupada com o anniversario da Associaco
Typographica rernambucana, fica transferida a
sosso do conselho para o dia 15 do correte, as
horas do coslume ; o raesrao senhor presidento
manda declarar, que em sessao de 29 de julho
foram escolhdos para socios protectores por nie-
recimentos reconhecidos, o Ulan, e Rvm. vigario
do Alllnho, Agostnho de Godoy de Vasconcellos ;
o Illm Sr. commendador Manoel Luiz Viraos.
Assim como o consolho comprou o meio bilheto
de n. 1952 da quinta parle da quarla lotera do
Gyiinaso, por conta do rendmenlo da bolsa de
caridade.
Secretaria da Associaco de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipacao dos Captivos em 10 do
agosto de 1860.
Albino de Jess Bandeira,
1." secretario.
Angela Mericia Marques de Paiva, Brasilei-
ra, retira-se para o Porto por Lisboa, levando 3
filhos de menor idade.
Vendas.
Loja de miudezas
NA
Rua da Cadeia do Recife n. 11.
lia ura completo e variado sortiraenlo de miu-
dezas, que se vendo muito mais barato quo em
oulra qualquer parle, como bem seja :
Capachos para entrada do porta a 200 rs. um.
Luvas de seda pretas e decorosa lg o par.
Gollinhas de linho para senhora a 13 urna-
Ditas de linho finas a 12JJ urna.
Manguitos finos e goslos modernos a 15$ o par
Cordas para violao a 80 rs. urna,
gostos. '"><} de vidrilhn Hb linnilna
Molduras douradas para quadros o guarnico
de sola.
Estampas das principaes notabilidades da Eu*
ropa era fumo o cloridas.
Perfumaras dos melhores fabricantes.
Enfeites de vidrilho a impeatriz 9
Franjas de soda, la, linho algodo, gostos
modernos.
Luvas dc pellica de Jouvin multo novas 3
Fios de coral para enfeites de pescoco de crian-
cas 3
Meas de fio de Escoca para senhora, e dc cor
prra menino g
Baralhosde cartas dc aprecaco $
Fcnnas de perry muito finas 5
Alneles francezes dourados. brancos e pretos
para costura,
Linhas do gaz e carretel de todos os nmeros
o cores.
Agulhas francezas e nglezas de todos os n-
meros.
Tiras Iinias, compacos e mais pertences pora
escripluraco.
Navalhas de GuimaracsF & coracao.
L'ma linda caixa dc musica, c muitos outros
objectos que so vendem por baralissimo prego.
ja-se ao la
mero o3.
; O escrivo, J. M. da Cruz.
IAO
i fin
,1 ti ij 1
DO
D.
Rua do Brum (passando ochafariz.)
No Aerolito deste estalteleeineiito sempre \ia grande sovlimento de me
enanismo nava os engennos de assnear a saber:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e dePacillimoassento ;
Rodas d'agua de ferro com cubos la madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas ;
Cannos de ferro, e portas .d'agua >ara ditas, e serrilhaspararodas de madeira ;
Moendas inteirascom virgens muito fortes, e convenientes ;
Metas moendas com rodetas motoras >ara agua, cavallos, oubois, acunhadasem aguilhoes deazs ;.
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares ebicas para o caldo, crivose portas de ferro para sfornalhas ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Rodelas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua,cavallos oubois;
Aguilho'es, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D.W.Bowman confia que os seus freguezes acharao tudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas oirs as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o cuto fim,
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer <>s concertos de que podero necessitar.
ELECTRO-MAGNTICAS EPSPATICAS
De ilicardo Kirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
ASCIIArAS MEDICINAESso muito conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as provinci
deste imperio ha mais de 22 annos, eso afamadas, pelas boas curas que so tem obtido as enfer-
midades abaixo escripias, o que se prova com innmeros attestados que existem de pessoas capa-
zes e de dislinccoes.
Com estas Cii\PAS-ELECTiio-aAGNETiCA-F.pisPATicAS obtem-se urna cura radical o infallivel em
todos os casos deinflammacao (cansacoou falta de respiraco), sejam internas ou exlernas, como
do figado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, peito, palpitarlo de coracao, garganta, olhos, ery-
sipelas, rheumatismo, paralysia e lodas as afleccoes, nervosa's, dc, etc." Igualmente para as dif-
ferentes especies de tumores, como lobinho?, escrfulas etc., seja qual for o seu tamanho e pro-
fuodeza, por meio dasuppuracao sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconsclhado por
habis e distinctos facultativos
As encomraendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, tendo lodo o cuidado de
fazer as necessarias explicacoes, se as chapas sao para hornera, senhora ou crianra, declarando a
molestia cm que parle di corpo existe, se na cabeca, pescoco, braco, coxa, perna.'p, ou tronco do
corpo, declarando a circuraferencia : e sendo inchaco;s, feridas ou'ulceras, o molde do seu tama-
nho em ura pedaco de papel e a declararlo onde exislem, aCm de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar. 1
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas sero acompanhadas das competentes explicacoes e tambem do todos os accesso-
rios para a collocacao dellas.
Consultas a todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, em seu escripto-
jo,que se adiar aberto lodosos dias, sem excepeo, das 9 horas da manhaa's 2 da larde
||9 Rua do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
23
Attencao.
Estando a loja de fazendas ao p do arco do
Sanio Antonio em liquidado, roga a todos os
seus devedores, que venham saldar suas contas
at o fim deste met, do contrario tero de ver
seus nomes por extenso nesta folha seja qual for
o devedor.
. Antonio Carlos Francisco da Silva, estando
dissolvida a sociedade que tinha cora o Sr. Este-
vio Jos da Molla, sob a firma de Silva & Motta,
fcando a cargo delle Silva todo o activo e passi-
vo, declara pelo presente que desde o Io de ju-
nho s competente para receber o que for de-
vido dita firma elle ou o seu caixeiro Francisco
Jos Coelho.
Aluga-se urna casa terrea na rua da Sole-
dade, com extraordinarios commodos; quem a
pretender dirija-se a rua da Cadeia n. 36, Io
andar.
Precisa-se de urna
ama para cozinhar e com-
prar para urna pessoa*
na rua estreita do Rosario
ir 21, primeiro andar.
Engomma-se e lava-se com per-
feicao: na rua das Agoas Verdes n. 96.
O abaixo assignado em sua ausencia desta
provincia deixa por seas bastantes procuradores
para promoverera a liquidarlo de seu negocio,
em primeiro lugar ao Sr. Joaquim Dias Fernan-
des e em segundo lugar ao Sr. Manoel Ribeiro de
Carvalho. Recife 14 de agoslo de 1860.
Caetano Agapito de Souza.
Thiago Jos da Silva, aubdito porluguez, re-
' lira-se para o Rio de Janeiro.
Fazendas finas
roupa feita.
Augusto & Perdigo.
Com loja na rua da Cadeia do Recife n.
vendem e dao amostras as seguintes fazendas:
Cortes do vestidos de seda pretos e de cores.
Cortes de ditos de barege, de tarlatana e de gaza
de seda.
Cambraias de cores, brancas e organdys.
Anquinhas para saias, saias balao, do clina, ma-
dapolo e bordadas.
Lencos de labyrintho do Aracaly e francezest
Chapeos amazonas dc palha e de seda para se-
ii li oras e meninas. <
Enfeilesde froco, de'vidrilho e de flores.
Penles de tartaruga, imoeralriz c outros goslos.
Manguitos e gollas, poni inglez, francez e mis-
sanga.
Vestuarios de fusilo, de la e de seda para
crianca.
Manteletes, lalmas e pelerinas de differenles qua-
lidades.
Chales de touqim, de merino e de l de ponta
redonda.
Luvas de pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de blond, mantas de dito, capellas o
flores solas.
SinturSes, camisas de linho e espartilhos para
senhora.
Perfumaras finas, sahoneles e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas e paletots de panno preto
e de cor.
Paletots de alpaca, de seda e de linho.
Calcas de casemira de cor, pretas e de brim.
Camisas de madapolo, dc linho inglez e de 15a.
Seroulas dc linho e de meia.
Malas, saceos, apetrcixos para viagem.
Chancas para invern, botinas de Meli e oulros
fabricantes.
Chapeos do Chyli, de massa e de fellro para ho-
raem.
Charutos roanilha, havana, Ro de Janeiro o
Baha.
Muito baratas.
e Dxas covado
para menina o senhora a
qua-
Chitas francezas padres escuros
240 e 280 rs.
Gollinhas de linho
640 e 1.
Penles de tartaruga a imperatriz de 10$ a 15.
Camisas de fusio, ditas de madapolo para ho-
rnera e meninos a 2$.
Cortes de casemira inglezes superior com
drinrros a 48500 e 5.
Saias de raadapolao o musselina para senhoraa
e meninas a 49500 e 5g.
De todas estas fazendas existem pequeas por-
roes eso vende por estes baixo preco para aca-
bar-se.
Na rua da Guia, taberna n. 9, vende-se um
moleque calafate, sem vicios nem achaques.
Vende-se urna escrava crloula moca e mul-
to sadia, com urna cra de quatro mezes bstanlo
nutrida, cuja escrava lem muito bom e abundan-
te leite para criar, e sabe cosinhar; engommar,
cozer, e ensaboar: a tratar na rua da Conceicao
casa n. 10.
tr'-----tr-
- .


()
Liguidaco por todo preco
Na ra do Queimado a. 51,
loja de fazendas, para
liquidsr.
Cambraia de cor a 200;*rs o covado, dita mais
Una a 240 o corado, alpaca de cores de todas as
qualidades a 280 o corado, casemira a 8S800 o
corle. lencos de todas as qualidades, chitas de
todas as qualidades, chaly de todas as cores,
manguitos egollinhas, enfeites para senhora, sa-
patinhos para meninos, collete3de velludo, case-
miras Dnas, chitas francezas de todas as qualida-
des para acabar, cortes de vestidos broncos com
3 lobados, ditos de 2 saias que j se venderam
a 10J>, hoje vende-se por todo preco, brim branco
e de cores por todo prego para acabar, corles de
brim de linho, colletes de fuslao, meias para so-
nhoras o homens, tudo muito barato, por todo
preco para acabar.
Milho a 6$, farelo a 4#500.
No largo do Paraizo, taberna da estrella nu-
mero 14.
Ceblas, batatas e carne do
sertao.
Ceblas a 1500 o cento, e batatas a 1#600 a
arroba e 60 rs. a libra, carao a 400 rs. i no lar-
go do Paraizo, taberna da estrella n. 14.
Vendem-so duas juntas de bois novos,
mansos, e acoslumados a traballiar em arrastos
de madeira, carros ou carrosas, proprias assim
para o campo como para praca : na ra da Icu-
peralriz n.5, segundo andar," so indicar onde se
echam para tratar.
ptimo cozinhciro.
Vende-se ura escravo mogo, de naco, ado e
muito Bel, sendo excellenle cozinhiro, tendo
aprendido em um dos melhores hoteis do Rio de
Janeiro ; dao-so iuformaces na ra da Impera-
triz n. 10.
Na ra da Unio, ultima casa do lado cs-
querdo(vindo da ra Formosa) ha urna porcao de
obras de labyrintho viudas de Ceari, perfeila-
mente irabalhadas, as qhaes se vendem por ata-
cado com o abate de 10 0(0 sobre os precos j
bstanlo mdicos, porque se vendem tambera a
retalho.
Rival spm segundo.
A loja de miudezas da ra do Queimado n. 55,
d" Josde Azevedo Maia e Silva, tem para vender
por diminuto preco os 3eguintcs objectos :
Caixas do agulhas francezas a 120 rs.
Caivetes de aparar pennas a ICO rs.
Sapatos de tranga e do algoJao a ljj200.
Ditos de laa & I36OO.
Charutos muito finos, caixa, 2#.
Meias pintadas, o par, 120 rs.
Phosphoros em caixas de olha a 160 rs.
Macassa perola, o vidro a 200 rs.
Dito, oleo, o vidro a 100 rs.
Tacas e garfos muito finos, duzia. 3j)500.
Colchetes em cario a 20 rs.
Obreias em cvixa a 40 rs.
Oleo de babosa miilo Qno, o frasco a 600 rs
Luvas de fio de Escocia, o par a 320 rs.
Alfiuetcs muito bons, carta a 40 rs.
Sapatos do laa par criancas, o par a 200 rs.
Caixa para rap, de bufalo'.fina a lf.
Clcheles em caixa a GO rs.
Espelhoscom molduras a 1.JJ.
Meias cruas muito finas para meninos o Dar
alGOrs.
Macos de grampos muito bons a 40 rs.
Agulheiros de marfim a 200 rs.
Queijos do serto.
Vmdcm-sequeijos muito bons a 800 rs. a libra:
na ra do Aragao, taberna n. 36.
FENO.
Vendem-se fardos com feno no~ <-v,o V. mente : almiar na ra do L'.j'oh n. 14
escriploro de Maoocl Alves Guerra.
K. IQualro Cantos da Boa-Vistai. 1
Vende-se o bom queijo do sertao a 800 rs. a
@i> Recebeu-sc calcados para senhora ao S
> gosto da corle del.uiz XV
DIARIO DE PEBJUMBCO. QUINTA IRA 16 DE AGOSTO DE 1860.
**- Loja de marmore,]
Ra Nova.
Paria A C. avisam aos seus numerosos
freguezes eao publico em geral, que re-
cebando por lodos os paquetes fazendas
de modas, acabara de receber entre mui-
tos artigos o seguinte :
Vestidos ricos de blond para casamento.
Dilos de gorgurao de cores, tecidos com
velludo em altorelevo=a duqueza de
Comberland.
Ditos brancos bordados para soire.
Ditos dilos de cambraia.
Dilos de cores de phantasia.
Ditos de cores de moirantique.
Manteletes, chales ronds o peregrinas
de velludo e grosdenaple pretos.
Bournus de cachemira de cores e de se-
da de cores.
Bedouines para saluda de thealro.
Chapelinasde palha de Italia e seda.
Calcado para seuhora do afamado fabri-
cante Jully.
Dito para meninos.
Casaveque de la para meninos de ambos
os sexos

io ua corle ue i.uiz \v, na
Loja de marmore.
Cheguem ao barato *
O Preguicaest queimando, em su loja na
ra do Queimado n. 2.
Pegas de brelanha de rolo com 10 varas a
25, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palitots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara
dita liza transparente muito fina a 3$, 4$, &$',
e 69 a pega, dita lapada, com 10 varas a 5$ e
6$ a pega, chitas largas do modernos e escolhidos
padrees a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a ?J> e 835
ditos bordados com duas palmas, fazenda rauilo
delicada a 955 cada um, dilos cora urna s pal-
ma, muito finos a 855500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 58, lengos de cassa com barra a
100, 120 e 160 cada um, meias muilo finas pa-
ra senhora a 435 a duz3, ditas do boa qualidade
a 35? e 3$500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberla a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5&900 a poga, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 1J>,
135200 e 135600 a vara, dito proto muilo encor-
padoa 135500 a vara, brillantina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de differenles cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretas finas a 2*500, 33? e
335500 o covado, cambria preta e de salpicos a
500 rs. a vara, e oulras muitas fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas se daro
amostras cora nenhr.
Vendem-se 3 jugos de diccionarios inglezes,
dos grandes, por Vieira, um rico jogo de brevia-
rios romanos : na na da Matriz da Boa-Vista
n. 34.
Cheguem ao barato.
Diogo A Feraandes, com loja de fazendas na
ra do Crespo n. 18, tendo de acabar com certas
fazendas, assim como aejan, laa de quadros pro-
pria para vestido de senhor i a 320 rs. o covado,
chales de merino lisos a 3*400. golliohas pro-
prias para luto a 19, saias bordadas muito finas a
4*600 e 6*500, cambraia frsoceza roa a 200 rs.
o covado, cortes de meias casemiras a 1*800, di-
los de riscado francez a 2*230, chaly de ramagera
muito fino a 900 rs. o cova lo, assim como min-
ias outras fazendas que se renderao por barato
prego,
Tachas para engento
Fundico de ferro e bronze
Francisco Antonio Gorreia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Farinha.
Vendem-se saceos cora rauilo boa farinha, e o
prego commodo : na taberna grande da Soledade.
Vende-se urna barcaga boa, com todos os
arranjos, que carrega 20 ca xas : quem a preten-
der, dirija-se a ra do Vigario n. 10. segundo
andar. '
|Aos Srs. ourivesi
Na ra larga do Rosario n. 24 acha-se >
(j* a venda um sortimento completo ultima- <
jgj mente chegado de Paris, de ferramentas If
para otrabalho de ourives, as melhores a
que teem apparecido no mercado. Se
Grande peiDcha.
Para acabar.
Covado a 200, e 200 rs.
No armazem da rus do Qieimado n. 19, ven-
de-se chita franceza flua, ct res flxas, a 200 rs. o'
covado, cambraia miudinha a 200 rs. o covado-
por a fazenda ser muilo barata nao se dao amos-
iras ; venham antes que se ncabem.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se!
elegantes pianos doaf.imado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
Pianos
Saunderg Brothers & C. tem para Tender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo b. 11,
alguna pianos do ultimo gosto. recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres.
muito ororios tira este clima.
Ra do Crespo n. 17.
Receberam riquissimos cortes de ves-
tidos brancos de cambraia bordadas.
Chapos de palha da Italia parasetihoras
Ditos de sedas para ditas.
Manteletes de guipure.
Ditas de seda bordadas.
Cortes de sedas de cor.
Lm variado sortimento de roupas para
homens.
Sobrecasacas, paletots, colletes, caigas,
9 Vende-se por menos do que em oulra
*JLaile arim de se fazer mul negocio.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston <& C. ra da Senzalan. 42.
PotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecldo e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
ede uperior qualidade, assim como tambem
calvirgemem pedra: tudo or Drecos muito
razoaveis
BAMTO S0IV0PR0GRESS0 Ges Basto.
ni:
C
33 SI
rg da Penha-
Neste armazem de molhados con-
Manteiga ingleza e franceza
sPe SXt%tt,m^o.DOVa qUe lemVnd amercad de6,0a 800 ts- 'llibra barril
Quecos flamen os
f,,Uo fn^0S re.Fentcm?n(e chegados no ultimo vapor da Europa de 1$700 a 33 ea vista do trasto
que o freguez lizer se far mais algum abatimeuto.
GRANDE SORTIMENTO
[Fazendas e obras leitasj
KA
Loja e armazem
HEMEDIO WCOMPmVEL. '
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas as nacoei po-
den testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle zeram tem seu corpo e mem-
brosinteiramente saos depois de haverentrega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatara
U)dos os dias ha muitos annos; e a maior parte
della sao to sor prendentes que admirara os
medico mais celebres. Quantas pessoas reco
braram com este soberano remedio o uso de seu
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputacaol Dellas ha muitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu recouhecimento declararam es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti-
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo 0
mentrataloquenccessitassea natureza doma,
cujo resultado seria prova rincontestavelmente S
Uuetudocura.
enlo e til, maiS partlcu-
larmeate nos seguales casos.
Alporcas
Caimbras
Callos.
anee res.
Cortaduras.
Dojes de cabera.
das costas.
doS membros.
t-iferniidades da cutis
.em geral.
Dilas do anus.
Erupces e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
Inchacoes.
Inflammacao do ligado.
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmdes.
Queiraadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do fi gado.
dasarliculaeoes.
Veias torcidas ou noda
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, tStrand. e na loia d mEs,te'nclst>n>avel especifico, composto Inteira-
encarregadas de sua venda em toda a America mgno mais tenrainfancia, e acompleico mais
a 2 anuos, com urna ciia de 4 a 5 annos parda
tiara : na ra da Cadeia do Recife o. 56 loja de
crragons.
Vende-se um molequemoco de bonita figu-
ra, com ofiicio de eanoeiro. e serrador, proprio
para todo servico por ser muilo possanie : a tra-
tar na na da Praia senaria n. 59,
Vende-se um escravo de racia idade. ro-
busto, de ben conducta, bom para qualquer ser-
v:.o de casa ou campo ; na praca da Boa-Vista,
botica ii. 2.1.
M NOVA
Loja de miudezas na roa
DireilaN. 85, onde tem
o lampedo do yaz,
vendem-se bandejas finas a 1, |$200, lJfiOO, 28.
2J400, 2.600, 23800. 320O, 4e 5g, bengalas de
canna linas a 2j e lj500, grvalas protas de se-
lim a 1j200, ditas de cores a lj}, allineles em
cunhas muito linos a 200 e 280 rs., fitas pro-
prias para enfeites de vestido de seda a 4C0, 500
e 000 rs. a vara, franjas de seda de cores a 320
500. 600 e 800 rs. a vara, luvas de fio do coms
para homem, brancas, a 60, diasde cores a 640,
dilas de seda enfeitadas para senhora a 25, en-
feites de trancas do velludo dos mais modernos
quo ha para senhora a 5$500, ditos de fitas de
seda a g500, dito3 para meninas do tranca de
velludo a 4J500, ditas de fita de seda i 43, luvas
do seda para homem a lgOO, tesouras para unhas
finas a 800 rs., dilas para costura a lj), colchetes
bordadinhos a 120, escovas para cabello a 1;},
ditas para roupa a 1$200, trancas de caracol de
Kuho, peca grande, a 280, mcis cruas para ho-
mem a 2300. dilas a 48800 o 5, ditas brancas
a 2g400 e 3j}200. dilas finas de cores a 2$800, di-
tas para meninos, do cores a 29600, ditas finas
brancas de meninos a 3^800, ditas para meninas
a 3^700 a duzia, botesde seda para casaveque
a 320 a duzia, tinta de carmizin fina a 500 rs.,
concha de metal principe paraassucar a 400 rs.,'
ditas para cha a 800 rs. a duzia, tinteiros e ariei-
ros finos a 1$, caixinhas de papel sortdas em
coros a 13, ditos de quadrinhos a 800 rs laa pa-
ra bordar a mais lina que ha a 7500 a libra, ata-
cadores chatos de algodao a60rs., ditos rolicos a
lOOrs, penles de borracha para bichos a 440,
ditos travessos para meninas a 640, ditos de b-
falo branco para bichos a 280, ditos para alisar a
500 rs., ditos de borracha para alisar a 600rs.,
bolees de osso a 240, ditos de louca brancos a
150, dilos de cores a 160, botoes de'madreperola
lino a 800 rs. a groza, Brotas para calcas a 100
rs., caixinhas de papel de cor a 800 rs., caixas de
obreia de coU a 100 rs. linhas de peso a 120,
dilas do cabeca encarnada a 120, fitas lavradas
da largura de" dedos com piolas de mofo a 320
a vara, galo de linho a 140 a vara, bico preto
de seda a 2C, 200, 320, 400 e 600 rs. a vara,
brinquedos para meninos, do diversas qualida-
des, mais barato que em oulra qualquer parte,
bonecas de camurca a 500 rs., dilas de chouro a
410. 500. 800,1500 e 2tf.
Farinha
a 4 5 e 6,000 rs.
a sacca.
No Forte do Haltos, armazem n. 18. confronte
ao trapiche do algodao.
Em casa de James Crabtrce & C. n. 2 na
ra da Cruz, vende-se a champanha muito afama-
da e acreditada, da marca Augusto de Burin,
teem vinho multo superior em caixas e gigos,
em garrafas e meias ditas.
Qnci^o nvalo
os mais novos que exislem no morcado a 1 a libra, em porgo se farl abatimento.
Ameixas francezas
Jmr,Js0JielllSUbraPor,S5M-.eemcampoteiras de vidro conlendo :ada urna 3 libra
Musanla nglczae franceza
em frascos a 60 rs. e era potes franceza a 800 rs. cada"um.
Verdadeiros figos de comadre
m cairinhasde 8 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a 1J60C rs.
ftolachinna ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica cora 1 arroba por 4$.
Potes vidrailos
de la 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a lD0O rs cada um
iVmendoas confeltadas pronras para sorles
de S foao
a 1S a libra e em frasquinhos, conlendo 1 1j2 libra po? 2J.
Cnnrcto, nyson e perola
os melhores que ha neste mercado de 1&600.2 e 2*500 a libra.
Macas em caixnlias de 8 libras
contendo cada urna differentes qualidades a 4&500.
Palitos de lentes llenados
era molhos com 20 macinhos cada um por 200 rs.
Tijolo francez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
em latas e em frascos de differenles qualidades.
Presnntos, chonricas e palos
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
"Latas de i>olachinna de soda
de differentes qualidades a 160O em porcao se far algum abatimento
Tambem vendom-se os seguintes gneros ludo recntemente chezadn e Ha na.in
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, marmelada?dr mt .haJ!S#"
bncante de Lisboa, maca de tomate, pera secca, pas'as, frucla. era calda? araendoTs oi fflt
com amendoascobertas, confeites. pastilhas de variasqualidades. vinagreIumobSEStESl
para conservas, charutos dos melhores fabricanles de l Flix, magas de u3S& aualidades ^m
mamu.to fina, ervi has francezas.champagne^das mais acreditadas marcas CMveias d?d!i"
spermace e barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeited'oce mir ficadn fS
tonas rauilo novas, banha de porco refinada outros muito gneros iffSSSJSiS^
molhados, por isso prometiera os proprielarios venderem por muito menos do u out aua Pr
promelera mais tambem servirem aquellas pessoas que mandarem por outras MwSffi
e vieasem pessoalmente ; rogara tambem a todos os sanhoresde engenho e snhores avrado^
2 ndlrio"."lo" eaC0,ninettda3 ao '"e'nProgresso aue se Ihes alanca a boa Vualidade e
Na ra do Queimad) n.
46, frente amarella.
Crando e variado sortimento de sobre-
casacas e casacas de pannos finos pretos
e de cores a 28j. 30J e 35J, paletots dos
mesmos pannos pretos e de cores a 28$,
203 22Jf e 25, ditos de casemira mescla-
dos de superior gosto a 16$ e 18, ditos
das mesmas casemiras saceos modelo
inglez 10, 12, 14 e 15, ditos de al-
paca preta fina saceos a 4, ditos sobro-
casa tambem de alpaca a 7jjj,8Se 9, di-
tos de merino setim a 10, ditos de me-
rino de coruau a ay, cateas pruna j3
mesmas fazendas a 5 e 6g, colletes pa-
ra luto da raesraa fazenda, paletots de
brim trancado a 5$, dilos pardos e de
fustao a 4 e 5$, calcas de casemira de
cor e pretas a 7, 8, 9g e 103, ditos das
mesmas casemiras para menino a 6$, 7
e 8, ditos de brim para homem a 3,
'M 39500, 4 e 5J, dilos brancos finos a 5,
fi 6$ e 7, ditos de meia casemira a 4 e
3| 5, colletes de casemiras preta e de co-
| res a 5$, e 6, dilos de gorgurao de seda
*j brancos e de cores a 5 e 63, dilos de
jj velludo preto e de cores a 9$ e 10, ditos
j*j de brim branco e de cor a 3, 3$500 e4,
c4 palitots de panno fino para menino a
3f 15, 16 e 18, ditos de casemira de cor
j> a 73,8 e 93, ditos de alpaca a 3 e 33500,
I sobrecasacas de alpaca tambem paca me-
jjg nio a 5 e 6, camisas para os mesmos
de cores e brancas a duzia 15t, 16 e 20,
meias cruas o pintadas para menino de
todos os tamanhos, caigas de brim para
S os mesmos a Jg50 e 3, colarinho de li-
3S nho a 6000aduzia, toalhas de linho pa-
m ra mos a 900 rs. cada urna, casaveques
*r de cambraia muito fina e modernos pelo
jg diminuto preco de 12, chapeos com abas
S de lustre a 5, camisas para homem de
* todas as qualidades. seroulas para ho-
5, mera a 16, 20 e 25 a duzia, vestimen- 2
m tas para menino de 3 a 8 annos, sendo *
m calca, jaquetae coletes ludo por 10, co- 5
H bertas de fusto a 6, toalhas de linho !Jg
para mesa grande a 7 e 8, camisas in-
ffj glezas novamenlechegada a 36$ a duzia. 3
M-mmmsm mu ^^^^m
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial,
junto a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao de folhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto preco de 140 is. a libra
do snl.Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contera
urna lnstruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na ra da Crun. 22, em Per-
nambuao.
Entre milhares de pessoas curadas cora este
remedio, muitas que j estavam as portas da
, morte, preservando em seu uso : conseguirn!
T) f*\{\ f)*| AC recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
JLH-'lv/^ jUJO. do intilmente todos os outros remedios.
Vende-se em cas A* ikl-- ,. t. n As mSis afllictas n devem entregar-se a de-
ao vigario n. 3, um bellosortimento de relogios
deouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
vanedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Espirita de vmhocom 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
Rua da Senzala No va n. 42
Vende-se em casa de S.P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montaria, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relo2io3 d'ouro patente inalezes
Obras de oiiro e praia!
> Acha-so a venda por precos commodos S*
3> ra completo sortimento chegado de Pa- M
-ng rjs o Porlo, de obras de ouro do lei e j
^ prata de todas as qualidades do goslos os
Tji mais modernos e hbilmente fabricadas : 5*
J| no estabelccimento de Francisco Gomes
B de Mallos Jnior, ra larga do Rosario 5te
Casa de joias
Por atacado.
S. Blum Lehmannn & C, estabeleci-
dos na rua do Crespo n. 16, primeiro
andar.
4RIHAZEM DE ROUPA FEITA
4 m&m wwmMM m
Atten^ao.
Vende-se queijo mailo fresco do sertao, (lugar
Serid) a 800 rs. a libra, caruo do mesmo lugar a
360 : na rua dos Martyrios n. 36.
Em casa de Borott & C, rua da Cruz do
Recife n. 5, vende-se :
Cabriolis muito lindos.
Charuto de Havana verdadeiro.
Fumo americano de superior qualidade.
Champanha de primeira qualidade.
Carne de vacca e de porco, em barris, do supe-
rior qualidade.
Licores de diversMS qualidades, como sejam:
Cherv Cordial, Meut Julap, Bitters, Whiskayt.
Salsa parrilha em frascos grandes.
Novas gementes de hor-
talice,
vindas no vapor Portugal chegado este mez':
vende-sa na loja de ferragens na rua da Cadeia do
Recife n. 56 A, de Vidal & Bastos.
Vendem-se cssencias para tjrar nodoas de
gordura, cera, etc., etc., em panos de la, sedas,
sem alterar a cor nem o tecido : na loja de ca-
bos, no largo do Corpo Santo n. 21, esquina da
rua do Encantamento.
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.
Casacas de panno preto a 30, 35* e 40f000
Sobrecasacas de dito dito a 35J000
Paletots de panno de cores a 20, 25,
30 e 35000
Ditos de casemira de coresal5S e 228000
Ditos de casemira de cores a 78 e 120(0
Ditos de alpaca preta golla de velludo a 12$000
Ditos de merino sciini preto e de cor
a 8# e 9O00
Ditos de alpaca de cores a 3500 e 5J009
Ditos de alpaca preta a 3g50O, 5, 7 e 9000
Dilos de brim de cores a 3500,4*500 e 5#000
Ditos de bramanto de linho brancos a
*500 e 6$000
Calcas de casemira preta e de cores a
n.. 10| e i2|000
Uitas de princeza e alpaca de cordao
jP" sgooo
Ditas de brim branco e de cores a2#500,
43500 e 5^000
Ditas de ganga de cores a 8*000
Ditas de casemira a 5J500
Colletes do velludo decores muito fino s
Ditos de casemira bordados e lisos pre-
tos e de cores a 5, 5*500 e
Dilos de setim preto a
Ditos de casemira a
Ditos de seda branca a 55 e
Ditos de gorgurao de seda a 5$ e
Ditos de fusto brancos e do cores a 3$ e
Ditos de brim branco e de cores a 2 e
Seroulas de linho a
Ditas de algodao a 1*600 e
Camisas de peito de fusto brancas e de
cores a 2*300 e
Ditas de peito e punhos de lin'o muito
finas a
Ditas de madapolSo brancas e de corp
a 1*800, 2* e
Dilas de meia al* e
Relog os de ouro patente e orisontaes
Ditos de prata galvanisados a 25* e
ObTas de ooro, adereces, pulcoirss e ro-
[ setas
10000
6^000
53OOO
3g500
6*000
6*000
3*500
2S500
2*500
2*000
2*500
5S0OO
2*500
13600
%
30*000
eiMle-e
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos par a camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwight 4 C, rua da
Cruz n. 61.
CASA
DE
COMMISSO DE ESCRAVOS
tiA
Rua larga do Rosario n. 20
segnude andar.
Nesla casa recebem-se escravos para serem
vendidos por commisso por conta de seus so-
uhores. Afianca-se o bom tratamento. assim como
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos com promplidao afim de seus se-
nhores nao soffrerem empale na venda delles.
Nesla casa ha serapre para vender escravos da
differentes idades de ambos os sexos, com habili-
dades e sem ellas.
Farelo e milho.
Vende-se farelo a 4500 o sacco : na travessa
do pateo do Paraizo n. 16-18, casa pintada de
amarello.
Pechiocha em roupa feila por um dos me-
lhores artistas nacionaes, na rua da Imperatriz
n. 60, loja de Gama & Silva : caigas de ganga
franceza muito bem taitas a 2g500; ditas de brim
do linho a 2500, ditas de dito a 2#, colletes de
varias qualidades, paletots de panno fino sobre-
casacos, ditos saceos, ditos de alpaca preta e so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es
cravos, as quaes se vendem muito em conta.
45--RDa Direila~-4S
Este estabeleciment offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos cortrenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... 10X000
Ditos aristocrticos....... 9#000
Ditos burguezes........ 7#000
Ditos democrticos...... $000
Meio borzeguins patente. 6#500
SapatOes nobreza....... 6000
Ditos infantes....., 5$000
Ditos de hnha (3 1|2 bateras). 6$000
Ditos fragata (sola dupla). 5#000
Sapatos de salto (do tom). 6#000
Ditos de petimetre...... 5$000
Ditos bailarinos........ 5$500
Ditos mpermeaveis...... 2^t500
Senhora.
Borzeguins primeira classe(al-
to de quebrar).......5#000
Ditos de segunda clatse (quebra
cambada). .,,...,. 4$800
Ditos todos de merino (salto
dengoso).........4#500
Meninos e meninas.
SapatOes de forca. ...... 4$000
Ditos de arranca........53500
Boizeguins resistencia 4$ e 5$800
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feila, miudezas finas c perfumaras.
udo por menos do que em outras parles
a do vapor na rua Nova n. 7.
na lo-
SYSTEMA MEDICO DEHOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOTA.
delicada igualmente prorapto e seguro para
dcsarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operaedes e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 de qual-
quer especie egro por mais antigs e tenazes
queseiara.
efficazes effeitos desta assorabros medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintcs enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febreto da especie.
Alporcas.
A raplas.
Areias(malde).
Aslhma.
Clicas
Convulses.
Debilidade ou extenua-
cao.
Debilidade ou falta de
fergM para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
-P/etmidades no ventre
Df'asnollgadfl.
'as venreas,
^"xaqueca
erysippia.
^re biliosas.
el>ret internilente.
Golta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inftamma$es.
Irregu laridades
menstruacao.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
ObstruccSo de ventre
Phtysicaou consurap
pulmonar.
Retengao de ourin
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
J,u.?^ estas pilulas no estabelecimento
Sd!K?dre?n-!24' straDd. e na loja d
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada urna
dellas, coHtem urna instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas
O daposito geral em casa do Sr. Soura
pharmaceutico. na rua da Cruz n. 22. em Per-
uanib o-
Botica.
Barlholomeu Francisco de Souza, rua larga
do Rosario n. 36, vende os seguinte medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contrasezoes.
Ditas vegelaes.
Salsa parrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway,
Pilulas do dito.
Elliiir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 oneat a
12hbras. *
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o gual vende a mdico
pre o.
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de ti. O. Biebert C. : rua da Cru->
n. 4.
OOIDO>
Seguro contra Fogo
I COIIPAHHIA
iM?iaisiei
LONDRES
AGENTES
Vendem-se
Reltgios de uro.)n .
SeUins inglezes.. .]pw-
No escriptorio do agente Oliveira.
Mellis.
Pelo ultimo navio francezclteaaram os afama-
dos borzeguins de Mellis. tartlo de couro de lus-
tre como de baterro e cordarSo: na loia do ra-
por na rua Tova n. 7,
Grammaticaingle
za de OIlendortT.
Novo metbodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
mimm.
eobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um os melhores fabricantes de Liverpool,
ivndos pelo ultimo paquete ingles : era casa da
oSuthall Mellor & c.
Sebo e graixa.
Sebo eeado e graita era bexigas: no armazem
de Tasso Irmaos, no caes de Apollo.
- |C J. Astley & Companhia.!
3
I
para
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadas de ferro.
Ferro sueco,
j Ac de Trieste.
I Estanho em barra.
Pregos de composico.
Brim de vela.
! Agurdente de Franca,
Palhinha para marcineiro:
no armazem de C. J. As-
tley A C.
Vende-se 12 cadeirag d Jacaranda" e 3 ban-
Sm.'S03 2 ^radeiTp. j.nellas tudo
era bom estado por diminuto preco na rua da Cruz
D* Zla
MUT1LADOI


FABRIC
DIARIO DE PERNAMBUCO. -- QUINTA FEIRA 16 DE AGOSTO DE 1860.
DE
DELICIOSAS E INFaLLIYKiS.
etaii&ui i rmmi& se unu.
Sita na roa Imperial n 118 e i 20 junto a fabrica de sabao.
DE
Sebastin J. da Silva dirigida per Francisca Belmiro da Costa.
Neste eslabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de dilTerentcs dimencoes
(de 300 a 3:000*) simples e dobrados.para destilar agurdente, aparelhoa destilatorios contno
para resillar e destilar espritus com graduarao at 40 graos (pela graduacao de Sellon Gartier] dos
melhoressystemashojeapprovadose conhecidos nesta e outras provincias do impario. bombas
de todas as dimencoes, asperanles ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro torneiras
de bronze de odas as dimengoese felios para alambiques, tanques etc., parafusos d'e bronze e
ierro para rodas d agua.portas para fornalhas e en vos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encamemos, camas de ferro com armacao e sem ella, fugues de ferro potaveis e
econmicos tachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumaderas, cocos
para engenho folha de Flandres, chumbo em lencol e barra, zinco em lengol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, lencocsdeferroalatao.erro suecia inglezde todas asdimenses safras tornos
e folies para fcrreiros etc., e oulros muitos artigos por menos precodo que em outra qualquer
parte, desempenhando se toda e qualquer encommeuda com presteza e perfeirao j conhecida
e para commodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com asuaconanca acha
ao na ra Nova n. 37 loja de ferrageus pessoa habilitada para tomar nota das encommendas
FUNDICAO Q'AURORA.
Seus propnetanos offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em eral toda e
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelccimento a saber: machinas de vapor de
todos os tamanhos, rodas d'agua para engeuhos todas de ferro ou para cubos de madeira moen-
dase meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de lodos os tamanhos, guindastes guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhoes e boceas para fornalha, machinas para amassai man-
dioca e para descansar algodao, prengas para mandioca o oleo de ricini, portoes gradara co-
lumnas e moinhos de vento, arados, cullivaJoies, pontes, saldeiras e tanques, boias alvareneas
botes e todas as obras de machinismo. Eiecuta-se qualquer obra seja qual fr sua natureza pelos
desmhos ou moldes que para tal fim forem apresentados. Recebem-se encommendas neste esta-
telecimentonaruado Brum n. 28 A e na ra do Collegiohoje do Imperador n. 65moradia do cai-
leiro do eslabelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira, com quem os pretendenies se Dodem
entender para qualquer obra. v
Fazendas por kixosprecos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda reslam algumas fazendas para concluir
a liquidadlo da firma de Leile & Correia, asquaes
se vendem por diminuto prego, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
al60rs.
Dilaslargas, franeczas, finas, a 240 e 260.
Itiscados francezesde cores fixas a 200 rs.
Cassasde cores, bons padrdes, a 240.
Brim do linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim Irangado branco de linho muilobom, va-
3, a 13000.
Corles de caiga de meia casemlra a 2.
Ditos de dita do casemira de cores a 5j>.
Panno prelo fino a3]fe 4JJ.
Moias de cores, Unas, para homem, duzia,
800. a
Grvalas d6 seda de cores e pretas a 1)J.
Meias brancas linas para senhora a 3g.
Ditas ditas muito finas a 4$.
Ditas crqas finas para homem a 4$.
Cortes de collelcsde gorgurao de seda a 2.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4$.
Seda prela lavrada para vestido a lj>600 e Sg
Cortes do vestido de seda preta lavrada a IG5
Lencos de chita a 100 rs.
Laa de quadros para vestido, covado, a 560.
Puitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, lingindo seda, covad
ra 400 rs.
Entremetas bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 6-O rs.
i)i(?.s bordadas finas 2g500.
illias de linho para mesa a 2i e 4J.
Camisas de mua, urna 640 rs.
Lencos de seda para pesclo de senhora0
60 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian
ras a 5J000.
Cortes decalca do casemira preta a 655.
Chales de merino com franja de seda a 5.
Cortes de calcado riscadode quadros a S00 rs.
Merino verde para vestido de montara, cova-
do. 15280.
Lencos brancos de cambraia, a [duzia, 23.
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recite n. 38, primeiro andar.
Ferros de en-
tornillar
econmicos
a 5#000.
Estes magnficos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazen-
das de Raymundo Car-
los Leile & Irmao, ra
da Imperalriz a. 10.
As roellio.es machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wbeeler & Wilson!
Neste eslabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do da ou
da noiie, c rcsponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranra :
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leile & Irmos ra da
amigamente aterro da Boa-
Imperalrz n. 10,
Vista.
PUNDICiOlOW MOW,
Ra da Senzala Nova n. 42.
Neste eslabelecimento continua a haverum
comapletosorlimento de moendas e meiasmoen
das para eu3chb-m.Tdrhias de vapor e taixa
de ferro batido e eoado. de todos os tamanhos
para di
Rlogios
Suissos.
Em casa de Schafleillin&C, ruada Cruz n.
38, vende-seum grande e variado sorlimentode
rologios de algibeira horisonbes, patentes, chro-
nomclros, meios chronometros, de ouro, prata
dourada efollieadosa ouro, sendo esles rlogios
dos priraeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
derio por procos razoaveis.
Vende-se
um liquissimo lustre de crystal para meio desa-
la, cora dezoilo luzes, com enfeilesdo cores, v-
drilhos, campainhas, coroa de opale, a peca a
mais bem acabada que lem apparecido nesta ora-
ca : vende-se no escriptorio de Emile Laurence
ra da Cadeia n. 59.
Candieiros
ECONMICOS.
Aviso aos estudantes,
Tecdo chegado a este eslabelecimento da ra
Nova n. 20, antigo deposito dos afamados can-
dieiros econmicos de gaz edrogenio, avisa de
novamente a todos os seus freguezes para sesor-
trem tanto de candieiros como de preparosque
necessilar para consumo na ra Nova n. 20, loja
do Vianna.
Cevada muito
nova.
No arrea/ern de Manoel Joaquim de
Oliveira & C, ra do Cordoniz n. 18.
Baldes a 2,500
na loja de Alvaro & Magalhes na ra
da Cadeia do Recite n. 53. .
Pechincha
Caixas de vidroa$,0Q0.
Na ra da Cadeia do Becife n. 53,
vende-se caixas de vidro a 5$, de diffe
reates tamanhos.
Em casa de Borolt&C, ra da Cruz do Re-
cae n. 5, vendem-se saceos com milho, saceos
grandes com farelo, e saceos com cevada muito
nova.
Vendem-se duas tercas parles da casa ter-
rea n. 34 sita na ra da camboa do Carmo: a tra-
tar na ra do Sol u. 5.
GRANDE SOBTHKNTO
DE
Fazendas e roupa feila
NA LOJA E ARMAZEM
PE
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RA DO QUEIMADO N. 39
U SLA LOJA DE QCVTnO POR'IAS.
Tem um completo soriimento de roupa Jeila,
e convida a todos os seus freguezes e lodas as
pessoas quedesejarem ter um sobrecasaco bem
feito, ou urai caiga ou collele, de dirigirem-se a | franceza,
esle eslabelecimento
artista,
desempeti
J tem um grande soriimento de palitols'de ca-
semira cor de rap e oulros escuros, que se ven-
dem al 23), oulros de casemira de quadrinhos
mais fina que ha no mercado a 16, ditos
de merino selira a 12$, ditos de alpaka muito
fina a 635, ditos francezes sobrecasacados a 12,
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra aslombrigas
approvadas pela Kxra.* inspeegao de estudo de
Habana e por muias outras juncias de hygiene
publica dos Estados Unidos e mais paizes da A-
merica.
Garantidas como puramente vegetaes, agrada-
daveis vista, doces ao paladar, sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao eausam
nauseaa, era sensaces debilitantes.
Testemuuho espontaneo em abono das pasli-
has de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp.Port By-
ron 12 de abril de 1859. -Senhores. As pas-
tilhas que Vmcs. fazem, curaran) raeu filho o
pobre rapaz padeca de lombrigas, ex ha lava um
cheiro fedito, tinha o estomago inchado e con-
tinua comiebao no nariz, lo magro se poz, que
eu tema perde-lo. Neslas circumstanoias un vi-
sinho meu disse que as pastilhas de Kemp ti-
nha m curado suailha. Logo que soube disso
comprei 2 vtdros de pastilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos nicos proprietarios D. Lanman a
Kemp, droguistas por atacado era New "York.
Acham-se venda em lodas as boticas das
principaes cidadesdo imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 80.
Babia, Germano & C, ra Julion. 2.
Pernambuco, no armazem dedrogas de J. Suum
& Companhia ra do Cruz n. 22.
Viiilio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmos&C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres.
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De BrandeHburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Uargaux.
Larose.
Chteau Lsville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien.
St. Julien Mdoc.
Chteau Loville.
Na mesma casa ha
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerveja branca.
Potassa nacional.
Na ra do Vigarion. 9, primeiro andar, vende
se muilo superior potassa, chegada ha poucos
das do Rio de Janeiro, em barris de 4 arrobas e
a proco muito commodo. '
Parahyba.
Vende-se o engenho Torrinha distan-
te d. sta cidade duas leguas por trra,
tem terreno para dous mil paes oor an-
no e boa casa de vivenda assobradada
boas obras, tem embarque no porto dis-
tante do engenho 1|2 quarto de legua
do rio Parahyba eem menos de 5 horas
severa a cidade: quem o pretender di-
rija-se a Joao Jos de Medeiros Correia
i C que dir' quem o vende.
Em casa de N. O. Bieer & C.,
successores, ra da Cruz n. 4, vndese
Vinho Xerez em barris.
Ciampanha em caixas de 1 duzi da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
Vermouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Ac de Milao
Brilhant.es de todos os tamanhos.
18 Ra Estreita do Rosario. 18
Vendem-se todos os gneros muilo baratos o
muilo bons, sendo queijos do sero, ditos de rei-
no, manteiga ingleza muilo boa e barata, dila
vinho do Porto vindode fora, dito da
me
-Pipi*)
=567
TiOT
SV.N-)
GRANDE ARMAZEM
DE
Ra Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicao dos Militares.
SVV\5s
"TOS
V-Z/J'f.
/>
I
wsss
tVsSS
sge
p/yyy-
*ff/V-
en
Na ra Augusta n. 19, segundo andar, ainda
tem para vender superior doce de caj secco e
de outras qualidades, seseos e de calda. '
Massa do tomates,
a mais superior que tem vinde ao mercado ven-
de-se na ra larga do Rosario d. 50, quina que
volta para a ra estreita do Rosario.
para
Acha-senadii-ecQaodaofficinadeste acreditado armazem o hbil
.^artista Francisco de AssisAvellar, antigo cona-mestre do fallecido
HH Manoel Jos Ferreira. O respeitavel publico continuara" a encon-
^ trar em d.to armazem um grande e vanado sortimento de roupas
3^| te,tas, como se,am: casacas sobrecasaoas, fraques, paletots de panno
Hg uno, ditos de casemira de cores, de merm, bombazina alpaca preta m
|H ede cores, ditos de brim de hnho branco, pardo e de'cores, calcas M
g| de casemira preta ede cores ditas de merino, de princeza, de brios B
^ pardo, brancoe de cores, colletes de velludo preto e decores, ditosde |K
s^ gorgurao, ditos de settm preto e branco, ditosde merino para luto IM
ftsrr
^S a guarda nacional da capital e do interior.

Apromptam-se becas para desembargadores, lentes, juizes de di- f^
Fngenlio venda.
Vende-se um engenho sito na freguezia
de S. Lourenco da Matta, faz-se todo o
negocio por se desejar desfnzer delle :
Irata-se na ra do Imperador taberna da
esquina n. 83.
>ende-se um escravo moso, de bonita il-
gura, por pre^o commodo : na ruados Martyri.s
D. 4.
Na Iravcssa da matriz de Santo Antonio n.
12, vende-se um piano muilo bom e em conla.
Na travessa da jua da Concordia n. 41, ha
para vender um piano muito bonito e bom' do
jacarando, lodo de inbolido, que val 800 com
olhos fechados, e que se da por 500S, Dla gran-
de necessidade de dinheiro.
Vendem-se carneiros gordos e baratos
iua do Colove o, padaria do leao do norte.
ni
3^ .------------&"""' v" v.Um .utcuua sua ouuo armazem para o ,
=H! tem escollados e habis oflic.aes, dando-setoda e qualquer roupa no 18
=*5 da convencionado. ai.
^^________________:__________ jas
vas!
Progresso na cidade da Victoria
DE
Francisco Xaxier de Salles Cavalcaute de Almeida
NO
Pateo da Feira.
O proprietario deste eslabelecimento, como se acha com um grande o complelo sorii-
mento, tendente a molhados, ferragens e miudezas convida porlanto a lodos os moradores
desta cidade da Victoria, senbores de engenho e lavradores queiram mandar suas
encommendas no Progresso do pateo da Feira, pois s ah enconlraro o bom e barato,
visto o proprietario estar resolvido a vender, tanto em grosso, como a retalho, por menos
do que em outra qualquer parle como sejam :
Latas de marmelada de 1 2 libras a 1400, frascos cora differentcs qualidades de doce
por 2S000, latas de soda conlendo nove qualidades a 2000, azeitonas muilo novas,
passas de ditas, vinho de lodas as qualidades de 500 a 2;>000 rs. a garrafa, licores
francezes de todas as qualidades, champ8nhe, conhaque de ditas, louca fina, azul.pinlada,
e branca de todos os padroes, araeixas era compateiras eem latas a 15000 rs'. a libra
latas de peixede posto por 28000 rs., banha de porco refinada, araruta, fatias, bolachi-
nha ingleza, biscoitinho, eoulras mais qualidades de massas finas, massa de tmale em
latas e a retalho, letria, macarro, talharim a 800 a libra, verdadeira gomma de araruta
insenso de todas as qualidades, espiritov de cravo, canella, ealfazema, verdadeiros penles
a imperatris, e de tartaruga de 9000 a 10J000 cada um, tranca e franja de seda, fe-
chadoras de broca, pregos em quantidade de todos os tamanhos e qualidades e oulros
muitos objectos que por se tornar enfadonho deba de os mencionar,
w
Tachas e moendas
Braga Silva & C.,tem sempre no seu deposito
da ra daMoeda n. 3 A,um grande ortimento
&a&,AeiWfc7fto* w*1ei.yfth'V .P.BiUe
mesmo de osilo ou na ra do Trapiche n 4.
NICA VERDADEIRA. E LEGI
TIMA.
Liquidaeao.
de bezerro (Nantes) a 3,<;: na ra do
Livra mentn. 19.

A
S4LS4 DlillllU
Remedio sem igual, sendo reconhecidos pelos
mdicos, os mais iminenles como remedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumalis-
ino, enferraidades do figado, dyspepsia, debilida-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
raidades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e erup^oes que resultara da impureza do
sangue.
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, droguislas por ata-
cado New York, acgam-se__phrgados a prevenir
(j?gI^MP~VJ?D5vi
PILULAS VEGETAES
ASSCARADAS
r
^
RLOGIOS.
dilos de panno fino a 20, 253, e 30, sobre-
casacas francezas muito bem feitas a 35, cal-
as feilas da mais fina casemira a 10, ditas de
brim ede fustio por prego commodo, um grande
sortimento de colletes de casemira a 5$, ditos de
outras fazendas por prego commodo, um grande
sortimento de sapatos de tpele de gosto muilo
apurado a 2$, ditos de borracha a 2500, cha-
peos de castor muilo superiores a 16, dilos de se-
da, dos melhores que tem vindo ao mercado a 10,
ditos de sol. inglezes a 105?, ditos muitos bons a
BW, dilos francezes a 8$, ditos grandes de pan-
no a 45, um completo soriimento de gollinhas e
manguitos, tiras bordadas, e entre meios muito
proprio para collerinhos de meninos e iravessei-
ros por prego commodo, camisas bordadas que
servera para batisado de crianzas e para passeio
a 89, 10 e 129, ricos lencos de cambraia de
linho bordados para senhoras, ditos lisos para
homem por prego commodo, saias bordadas a
850Q, ditos muito finas a 5??. Ainda tem um
restinho de chales de toquira a 30, cortes de
vestido de seda de cores muilo lindas e superio-
res qualidades a 1009, que j se venderam a
150, capotinhos prelos e manteletes pretosde
ricos gostos a 20, 259 e 309, os mais superio-
res chales de casemira estampados, muito finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
las, adamascadas, muilo superiores a 59, dilas
para rosto de linho a 19, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
260, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para caiga, colletes e palitots a 49 o co-
vado, e um completo sortimento de outras fazen-
das, e tudo se vende por prego barato, e que nao
possivel aqu se poder mencionar era a quarta-
parle deltas, no enlamo os freguezes chegando e
querendo comprar nao iro sem fazenda.
Vende-se emeasa de Saunders Brothers &
C.praca do Corpo Santo, rlogios do afama
do fabricante Roskell, por pregos commodos,
e tambemtrancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellente gosto. '
Ra Nova n. 34.
Madama Rosa Hardy tem para vender
cintos de seda com fivelas para senhora.
ricos
Vende-se um piano em bom estado, pne serve
para aprender: no paleo do Carmo n. 9, primei-
ro andar.
08 Rua Direita \. 98.
Lojaderoupafeita.
Nesta loja contini-se a vender roupa feila o
mais barato possivel :
Palitos de alpaca preta a...... 3SG00
Dito dito muito fino a....... 3J500
Dito de iaa escuros de muito gosto a 4500
Dito de brim de linho escuros a 3*000
Dito de esguio pardo a...... 58500
Dito de fuslao branco ...... 4000
Dito de alpaca de cor escuros a 3000
Caigas do brim branco a...... 415500
Dita de brim de cor a......t 4000
CDoletes%boTethpre?o8a T a '. \ glf GermnodC.maJt,. 2.
lodos que sao elles os nicos proprietarios da re-
ceita do Dr. Bristol,tendo-lhe comprado no an-
no de 1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma lem
direilo de fabricar a salsa parrilhadeBristol, por-
que o segredo de sua preparaga acha-se somen-
te em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos coradesapreciaveiscombi-
nagoes de drogas perniciosas,as pessoas que qui-
zerem comprar o verdadeiro devem bem bservar
os seguintes signaes, sem os quaes qualquer ou-
tra preparaga falsa;
1* O envoltorio de fora esl gravado de um la-
do sob urna chapa de ago, trazendo ao p as se-
guinies palavras :
D. T. LANMAM & KEMP
SOL AGENTS
N. 63 WATER STREET.
2' O mesrao do outro lado tra um rotulo em
papel azul claro eem a firma e rubrica dos pro-
prietarios .
3 Sobre a rolh acha-se o relralo e firma
do inventor G. C. Brislol em papel cor de rosa.
4. Que as direeges juntas cada garrafa
tem urna phenix semelhante a que vai cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro rua da Alfandega n. 89.
Dito de casimira prela a
Dito de fuslao e cores a
48500
2g000
Cortes
a 2*500,
de chitas largas, francezas, com 11 corados cada
corte, riquissimos padroes : na rua do Queima-
do, loja n. 18 A, esquina quo Tolts para a rua
estrella do Rosario,
Pernambuco no rniazem de drogas de J. Soum
C, rua da Cruz n 22.
Vendem-se 9 animaes para roda o carga
sendo 4 egoas e 5 burros novos : na ladeira da
ribeira em Olinda, sobrado n. 26.
Feno.
Vendem-se fardos com feno novo por menos
do que em outra qualquer parte: na rua da Cruz
do Reeife n, 5, escriptorio de Borott 4 C,
NEW-YORK
O MELHOR REMEDIO COiSHECIDO
Contra conslipa(dcs, ictericia, affecoes do figado,
febres biliosas, clicas, tndigestes
enxar/uecas.
Hemorrlioidas, diarrhea, cloencas da
pelle, irupcoes.e todas as enfermidades,
PROVENIENTES UO ESTADO IMPIHO DO SAIIGCE.
75,000 caixas deste remedio consommera-se
annualmentel!
Bemeilio da natureza.
Approvado pela falcudade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo eslas pilu-
las puramente \egetaes, nao contera ellas ne-
nhura veneno mercurial nem algum oulromine-
ral; eslao bem acondicionadas em caixas de folha
para resguardar-se da humidade.
Sao agradiveis ao paladar, seguras e eficazes
fm sua operagao, um remedio poderoso para a
Juventude, puberdade e velhice.
Lea-se o folheto que aeompanha cada caixa,
pelo qual se ficar conhecendo as muilas curas
milagrosas que lem effectuado. D. T. Lanman
& Kemp, droguislas por atacado em New York,
sao os nicos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na rua Alfandega n. 89,
Bahia, Germano & C. rua Julio n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C, rua da Cruz n. 22.
Vendem-se velas de composico : na rua
da Ponte-Velha, casa da esquina junto a serrara
pelo diminuto prego de 13$500 a arroba.
Vende-se ou arrend i-se urna casa
de rancho com grande planta de capim
na estrada nova da Imbiribeira : a tra-
tar na mesma com Manoel Ignacio Be-
zerra Cavalcanti.
A 4#0OO rs.
Farelo de Lisboa novo ; na rua do Vigario d.
primeiro andar.
Bons escravos.
1 moleque pega de i'dcric 18 annos, bom bo-
leeiro, 1 dilo de idade 13 annos, 1 escravo pro-
prio para engenho por 800$. 1 bonita moleca de
16 anuos, 1 escrava boa cozinheira por 900$. e 1
dita por 400 : na rua de Agoas Verdes n. 40.
Para oficios.
Vende-se na rua do Queimado n: 53, urna por-
ga o de papel marca grande e muito oncorpado,
tendo cada resma 96 cadernos.
Por melado de seu valor, vende-se urna fa-
brica do fazer velas de carnauba : na rna de
Agoas Verdes n. 46, segundo andar.
idmiraveis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele, devem eslar prevenido
com esles remedios. Sao tres medicamentos com
os quacs se cura eficazmente as principaes mo-
lestias.
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor e
cabega, nevralgia, diarrhea, cmaras, clicas, bi-
lis, iudigestao, crup, dores nos ossos, conluses,
queimadura, erupcoes cutneas, angina, reten-
gao de ourina, ele, ele.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades escrophulosas.chro-
nicas esyp hliticas; resolve os depsitos de maos
humores, purifica o sangue, renova o systema;
promplo e radicalmente cura, cscrophulas.vene-
rco, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeeges do ligado e rins,
erysipelas, abeessos e ulceras de todas as elasses,
molestias d'olhos, difficuldade das regras d:.s
mulheres, hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
gao do sangue, iuteirameiite vegetaes favoraveis
em todos os casos nunca occasiona nauzeas ne
dores do ventre, dses de 1 a 3 regularisam, de i
iOes do figado, bilis, dor de cabeca, ictericia, r.-
digeslao, e em lodas as enfermidades das mu-
lheres, a saber : irregularidades, fluxo, Telen-
gues, flores brancas, obstruegoes, histerismo, etc.,
sao do mais promplo cfteilo na escarlatina, feble
biliosa, febre amarella, e em lodas as febres as-
ignas.
Esles tres importantes medicamentos vem a-
companhados de instrucres impressas quemos-
Iram com a maior minuciosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Estao ga-
rantidos de falsificaco por s haver venda lo
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leile
& Irmo, na rua da Imperalriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco.
Escravos fgidos.
Semeas de Lisboa
a 49 o sacco : no caes da alfandega n. 7.
Vendem-se duas grandes carrogas de duas
rodas, muilo fortes toda de sicuplra, sao novas
propinas de engenho e para o que foram feilas e
quaesquor oulros servigos por pesados que se-
jam, trabalham com urna ou mais juntas de bois,
carregam muito bem 25 a 30 saceos com assu-
car, ptimas at para a estago das Cinco Pontas
conduzirem para o Reeife os assucares de ah:
quera as pretender dirija-se ao paleo do Tergo
n. 27, segundo andar, que sear negocio.
AttencaOe
50,000 rs. de gra-
tificar *
Na noile de 6 do correnle fugio um escravo do
Dr. Joao da Silva Ramos, do sua casa da rua No-
va, o qual tem os signaes seguintes : cabra, alto,
secco do corpo, cabellos carapinhos, peroas um
lano selladas, e alguma cousa abortas, ps gran-
des e grossos, dedos dos ps um pouco abeilos,
com todos os denles da frente, sera cicalrizes de
chicote, rosto comprido, cabeca secca. olhos re-
gulares, a barba comer a despontar, de idado
24 annos, pouco mais ou menos, ladino, amigo
de baiano e fumador ; esto cabra foi escravo do
Sr. Simplicio Cavalcanti de Albuquerque, do
Buique, donde fugira para esla cidade, aonde
senlou praga no corpo do polica com o nomc do
Jos Francisco de Assis,*lendo depois dado baixa
em margo do correnle anno por se haver prova-
do sua escravido, foi vendido ao Dr. Ramos, a
quem eslava strviudo de boleeiro : quem o
ochar, pode enlrcga-lo na rua Nova, no primeiro
andar por cima oa cocheira do Adolpho, e entiio
receber a promcltida gralicago.
Fugio no dia 19 de junho prximo passado,
do engenho Bom Successo do termo de Seri-
nhaem, o escravo Daniel, preto fula, crioulo, de
idade 20 annos, pouco mais ou menos, alio, sec-
co, bem espigado, cabega pequea, feiges regu-
lares, bem feilo de corpo, ps e maos seccas c
bem feilas. Esle escravo procurou ao Sr. P. V.
Bulelrou, rendeiro do engenho S. Joo do Cabo,
para o comprar, e nao querendo o dono vnde-
lo, mandou busca-lo, e na chegada dos portado-
res, o escravo desappareceu ; julga-se que an-
dar o dito escravo as visinhanras da villa do
Cabo, ou do mesmo engenho S. Joo, ou do en-
genho Barbalho, onde tem muitos conhecidos,
pois que frequenlava esses lugares quando foi do
Sr. Jos Xavier da Rocha Wanderley, hoje mo-
rador no engenho Serrara : Pede-so as autori-
dades de polica do termo do Cabo a captura des-
te escravo, o aoscapilesde campo ou qualquer
pessoa que oconheca, de pega-lo o levar ao en-
genho SerrinhadeSerinhaema seu senhor Fran-
cisco Manoel Wanderley Lins, ou nesla cidade
eo Sr. Manoel Alves Ferreira, na rua da Moeda
n. 3, segundo andar.
Attenco.

Acha-se fgido o moleque Antoniuo,
fulo, de idade ds 15 annos, secco, vivo,
levou vestido calca e jaqueta de riscadi-
nho, camisa de chita e chapeo de fellro,
tem pore'm sido encontrado de paletot,
e muito conhecido na rua Nova, aonde
trabalhou em urna fabrica de charutos
quando era escravo do Dr. Lopes Neto:
quem o pegar leve-o a rua da Impera-
dor n. 73, que sera' recompensado,
t v
i, ;
ILEGVEL


M
Litteratura.
PUMO DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA 16 DE AGOSTO DE 1860.
Os moedeiros falsos.
MELODRAMA JOCOSO EM DOt'S ACTOS, t
Poesia de Jacoppo Feretti.
Msica do maestro Lauro Rossi.
(Concluso.)
( Simforosa separada a forea por Eulichio, cai
na poltrona, tomada do fortes convulses. )
.-cena vi.
(mquanlo Annctta o Eulichio soccorrem Sinfo-
rosa, pela portinha sobro o caDap sai D. Isi-
doro, e uoi companheiro disfarca.io ).
/:uncido.Vedo, vede o que fu! Oh que si-
tuarao critica E se me apparece um herdeiro
parallyco !
Isidoro.[& parte) Que vejo? A porta fe-
chada.
Euticlio.Que pona! (temo fazendo vento
com o leque a Sinforoza ).
Armella.E' mulher, tolla : representa bem
una farga.
Eulichio.E as convulses?
Auiea.Pica sabeodo que as mulheres, nic-
' or que ninguem sabem fingir.
Sinforoza.Que dizeis?
Annetta.Nada.
Eulichio.Que cu sou mais que urna rola in-
nocente : que qual te tenho amado, le amarei
eternamente c que sempre, sempre comtigo.......
( Isidoro apaga as luzes, e vem lancar urna
cadea do ferro ao pescoco de Eulichio t.*
Isidoro.as profunda's do inferno. '
Annetta, Eulichio e Annetta.Soccorro
Annetta.Aura, Eulichio!
Eulichio: (gritando cora forca ). Accudam.
icudam!
Se escapar queres, 6 sombra, vai-te daqui, a-
fasta-le, do contrario faco-le fogo.
Isidoro.(com grilo do dor) Oh caos !
Eulichio.Livra-te. (Ouve-so grande rumor
na porta lateral).
Isidoro.Ai do mira !
Eulichio.Yeta reforco.
SCENA ULTIMA
( Guipes violentos arrornbam a porta, e entra D,
Raimundo seguido de soldados, e criados :'
osles accendem as luzes apagadas, e os sol-
dados se aproximara de 1). Isidoro, que,
com o seu companheiro, desapparecem pela
porta secreta. Entram pouco pouco Jgnez,
ramponezes e camponezas )
Raimundo.Espera desgranado.
Isidoro.(fogindo) E cu 'nao rao vingarei ?
Annella. -(reconhecendo-o) Raimundo!
llaimundo.(da mesraa forma) Anujlia nao
me terei engaado I
Annetta.E' o bem que adoro.1 Acheitc meu,
llicsouro!
Eulichio.Que bella'passagempara um quartel-
to O prazer disperlou-me o pranlo (abracau-
do-se) Queridas peuas, gratos soll'iraentos!
Sin/broza. Sonhauao i/ieus primeiros en-
cantos, torno aos raeus quiuze annos. (Conlem-
plandn-so ).
Eulichio.(i Sinforosa) Nao fica mais pro-
blemtica a minlia felicidade.
Sinforoza.Eslou lou tranquilla, c torno a
crcr-le um modelo de honradez.
Eulichio.Mas o espectro arrancei do buraco ;
("lhando curiosamente eai roda) quando o golpe
uesfechei como neveevaporou-se !
Raimundo. N'oulra nao tornar a pensar.
Poscoberto est o ensao: chegou a hora de in-
famia, e do dor para o artificioso reo de menti-
rosos espiritos, e para os seus venaes cmplices.
Sinforoza.[3 Eulichio) O modo Coi grande ?
Heira I
Eulichio.Anda tremo.
llaimundo.Mais do que le promelti deves
esperar da minha generosidade.
Eulichio.Nao pagaremos mais aluguel:
nossa esla casa.
SinforozaE urna penso.
Arrebentam de inveja I Eulichio, se tivermos
algum saldo no cofre, nao me poderlo impedir
OS caprichos da moda.
Eulichio.Um pensionista faz o que quer.
Annetta.(cora graga e vergonha a Raimundo)
Leu? Que tenho a esperar? Annetta orphaa
objeclo de lana desventura, pobre, opprimida,'
obscura, tornando a liberdade, pude adiar mais...
Raimundo.Sim: ludo acharas : innocentes
delicias, inteira felicidade, amor vehemente, tor-
nos adeclos, riquezas, feslas.... prazeres....
Annetta.Ah 1 basta, basta, se amas ... de va-
par, de vagar... pouco o coracao para lana ale-
gra. (Segura a mo de D. Raimundo o vem ao
rucio da sceua ).
Foram-se os tormentos : penei desde o berro,
Das, perdo-o o fado, que me une ti. Alegra-
te coracSo : ah! alegra-te. alegra-te, que nopei-
to j te nao posso cooter I
Sinforoza. Charo abrigo dos meus annos !
(olliando anciosa para Annelta, e Raimundo). Es-
t.ni pensando em certas cousas.... Masdcsfo-
lhadas esli as as rosas.... nao florescero mais
rara mira! Como olas devo fazer (de repente
toma com impeto a mo de Eulichio, e vem ao
mcio da scena como Annetta ).
Oh !......sou senhoral...... Ai de ti.....
Raimundo.( Annetta) Quanlo desojares, lu-
do leras, s amor quero cm recompeusa.
Eulichio.(a Sinforosa) De amor tudo oblers
todo, querida, todo sou leu !
Todos.
V'ao-se lodosos tormentos, despert a alegra,
e com o despontar do da brilhe a serenidade.
Maior prazer, maior felicidade nao ha do que
um hyraencu desejado, um amor correspondido.
Era
consequencia disto, dispoz que todos os
padres que deviam orar por elle se compromet-
lessem, sob pena de multa, a nao rir, nem mes-
mo sorrir, durante os offlcios e ceremonias do
enterro. Recommendava aos seus herdeiros que
vigiassera com cuidado a exocueo desla clausula
essencial e recusassem a paga das despeza3 do
funeral se o menor sorriso lhe profaaasse a so-
lemnidade.
O clero, instruido desla disposico, comegou
rindo ; porm, vendo que nSo havia meio de a
illudir, subscreveu ella.
Porm toda a cidade, prevenida do fado, acudi
postar-so na passagom do prestito funerario,
rindo muilo. Ora, como o riso de sua nature-
za muito contagioso, os meninos do coro come-
garam a partecipar do contagio, o riso ganhou de-
pos os cantores, alcancou os diconos e acabou
por tentar o cura, que por mais de urna vez, du-
rante o trajelo, leve de tapar a bocea para disi-
mular urna invencivel tentaco de hilaridade.
Os herdeiros conQrmaram a infraccao, o quando
se tratou de saldar as contas do enterro, recusa-
ram obstinadamente pagar, attendendo a que o
seu prente nao liaba sido enterrado lio grave-
mente como desejra.
Os administradores da fabrica da egreja nao
gostaram da grao* c tentaram um processo, era
que o tribunal vai decidir se o compromisso de
nao rir era um compromisso serio e se realmente
o hornea) de bem em queslo podia poupar a des-
CURA DA PHTYSICA.
Um peridico medico hespanhol diz que o me-
lhor meio para fazer aspirar os vapores do iode
no tralamento das enfermidades de peilo consiste
cm collocar destapados um ou mais frascos que
contenham iode puro ao lado da cama, ou em
outro qualquer sitio, dentro do quarto em que
dormir o doente.
EMGRACO INGLEZA.
De um curioso trabalho feito pelo inspector ge-
ral de emigrago de Inglaterra, em Liverpool,
dando coota ao governo dos emigrados que tinham
sabido do dito porto, durante o prtmeiro semes-
tre de 1860, para os Estados-Unidos, dous Caa-
das, Australia, Cabo da Boa-Esperanca, frica,
Indias Orienlaes e America do Sul, resulta que o
total dos emigrados, s pelo dito ponto, subi a
48,875 individuos ; 6,665 mais que era egual pe-
riodo do anno anterior. Deste numero lzeram
1,017 a viagem em camarote e os 39,843 restan-
tes proa. O referido numero divide-se por na-
oonalidades do seguinte modo : 8,344 Inglezes,
1716 Escossezes, 20,882 Irlandezes e 1,901 per-
tcncentes outras varias naces.
ACHADO NOTAVEL.
Descobrio-se ltimamente no pede urna mon-
tanha perto da cidade de Pecka.na Boemia, um
gigantesco tronco de arvore antidiluviana. Esl
partido era quatro partes, quejunlas tem 24 ps
o pesam 7,574 libras.
Foi transportado Falgeudorf em qualro car-
leera lugar durante
maio.
A primeira colheila
os raezes de marco, abril e
peza do seu funeral, com o pretexto do que se rio ros. d'alli para Vienna, onde ser entregue ao ins"
no seu prestito funerario.
MANAS CELEBRES.
As allucnaces, que levam certos individuos
julgar-se transformados em animaes. foram
muilo frcquenles em todos os lempos.
as suas Memorias, Saint-Simn falla de um
grande senhor, que imaginara ser cao de caga, e
ladrava de quando cm quando, sera poder con-
ler-se.
Um da alacou-o a mana na presenga de Luiz
XIV e vio-se obrigado a retirar-so para o rio de
uma janella, para dar livre curso aos seus latidos,
que adocava o me'.hor que podia.
Madama de Clioulangs conta que o marquoz de
Mone se algara lambera transformado em cao de
cara, e, cobrindo um criado com umapollede
veado, corra atraz dello, de noite. ladrando.
Se se der crdito princeza Palatina, segunda
mulher do iroiao de Luiz XIV, o carieal de R-
chclieu, depois de uma partida de bilhar, imagi-
nara algumas vezes achar-se transformado em
cavallo. Saltava, rinchava o espinoleava com
phrenosi roda do bilhar. Esto accesso de lou-
cura dorara uma hora. Depois cobriarn-o bem
para o fazor transpirar c quando acordava de nada
se lembrava.
Em consequencia de uma longa eufermidade
nervosa, o Sr. Huberto Bodn, residente em Beau-
mont, perto de Taris, sendo muilo apaixonado
pela caga, liona accessos de demencia em que
imaginava estar transformado em Iebre, e por
isso o vgiavamcom muito cuidado.
No da 0 do correte, durante uma das suas
crises, a pessoa que eslava perto delle, ouvindo
locar a campaioha, foi abrir a porta de entrada
do aposento.
Apresenlou-se um individuo, que se engaara
na porta e que perguntava por um proprelario
que morava na rislohaoca. Em quaoto lhe da-
vam as cxplicaees, um cao de caca que trazia
corasigo, cntrou e foi dar ao quarto onde se acha-
va o Sr. Bodin.
Este eslava atacado da sua mana de so julgar
transformado em lebre, e vendo o cao e ouvindo-o
ladrar, foi tal o seu me Jo, que se precpltou pela
janella fura.
Ao barulho da queda acudirara mutos inquili-
nos, levantaram o Sr. BoJin, que vivii anda, e
o lovarara para Ra casa, porin asiesdes interio-
res que lhe causou a queda em breve o fizeram
suecumbir.
NOVA EXPOS1C.VO EM LONDRES.
A Revue des Beaax-Arles, diz, referindo-se
uma correspondencia iiigleza, que. cm 1862,ha de
exposico semelhante a
titulo geologioco.
Quem dira que os restos de uma arvore anti-
diluviana haviam de vniar n'um caminho de
forro ?!
O IMPERADOR DOS FRANCEZES E OS DOUDOS-
J temos dado noticiado alguns doudos que se
tem apresentado as Tulherias para fallar ao im-
perador dos francezes. O Droil conta do seguin-
to modo a prisao do mais duas pessoas que
anda l foram apresentar-se em estado de de-
mencia.
Honlem um hornera de cerla edade, aceiado,
apresenlou-se a porta do jardn das Tulherias!
Como levava na mo uma caixa de acaj, quize-
ram, segundo as ordens, prohibir-lhe apassagem
com este objeclo. E' preciso que me deixois
passar, disse elle, tenho a fallar com o impera-
dor acerca de um negocio muito importante, e
esta caixa contera papis de segredo que elle es-
pera, e que devo eutregar-lhe em mo pro-
pria.
Vio-so que se tratava com um doudo, e con-
duziram-o ao commissario da polica. O ma-
gistrado perguntou-lhc onde estava a chave da
caixa. Respondou que a liona collocado em lu-
gar seguro, e que nao podia d-la senao ao pro-
pno imperador.
O commissario, que se nao satisfazla com es-
tas razes, mandou buscar um serralheiro. Sr.
commissario, exclamou enlo o insensato, pro-
testo contra esta violacao de um segredo, e lor-
no-vos responsavel por ella
Fez-se todava arrombar a fechadura, e s su
encoulraram na caixa papis insignificantes, car-
las, dous cadernos manuscriptose poesas, mas lu-
do com uma incoherencia de ideas que provava a
existencia de alienacao mental. Couludo, no meio
deste cahos cncontrava-se algumas phrases, que
indicavam que quem linha escrpto estas linhas
devia ser hornera de um espirito cultivado.
\eio-sc no conhecmento, cfTectivamente.de
que o portador da caixa era um amigo procura-
dor imperial a quem violentos desgostos tinham
perturbado a razo
Foram dadas as ordens convenientes para ser
admillido n'um hospital de alienados.
Tambem porta do mesmo palacio se apresen-
tou uma mulher bem vestida, que pedia para
fallar ao imperador. Dizia descender da antiga
familia real, e ia pedir s S. M. que lhe dsse a
posigao eas honras devidas sua dignidade. Foi
egualraente conduzida peranle o commissario, e
depois enviada a um estabelecimenlo cousagrado
ao tralamento das doencas mentaes.
- faz-se quando as fa-
inas eslao tenras o apenas desenvolvidas. For-
nece o que se chama o primeiro cha superior
ou imperial, procurado por todos os conhece-
dores.
A segunda colheila fjz-se no nez de
abril, quando as falhas mais desenvolvidas lo-
maram urna cerla forga, e fornece a segunda
qualidide.
A lerceira e ultima colheila tem lugar no
raez de maio, e a mais abundante ; mas este
ultimo cha, pouco estimado, forma a quahdade
inferior. *
Depois da minha chogada China tenho tido
occasiao do visitar numerosas plantages de cha,
e de ver como so colhen, e se preparara anles de
se prera venda.
O cha um arbusto vivedouro que, em cer-
ios lugares, se eleva at qualro ou cinco metros
de altura ; os seus ramos copados cruzara-se em
lodos os sentidos, semolhantes aos da pereira do
Japao ; a sua folhagem, de um verde carregado,
assemelha-se da cameUa tanto na forma com.5
na cor. E principalmente as Ierras seccas, as
colimas e as montanhas elevadas que se cultiva
este arbusto. Nao ha nada mais curioso do que
na occasiao da colheita, ver
bola composla de um aperlado lecido de tolhas
de palmeira.
< Algumas vezes, distancia de dez ou doze
passos deste grupo, marcha uma das fllhas que
passa de dezesseis annos, estregada como as
oulras mulheres, e attendendo, todava, o
que manda o pai, pois, ha a advertir que se
este para lodos param, e se anda todos seguem
tambera o seu movimenlo. D'aqui pode inferir-
se a subordinacao que lhe professa toda a fami-
ha, e a consequencia que anteriormente estabe-
lecemos.
As canoas sao em goral feitas de um
ronco d'arvore. As velas sao de um tecido de
palmeira, e os remosfeilos d'uma madeira muilo
forte.
Os tugurios em que esta gente habita, oceu-
pan urnas cinco varas quairadas, sendo a altura
do edificio someule duas. O lecto do bamb te-
cido de palma, sustentado por qualro ou seis paos
direitos.
MOSAICO.
O Dr. D. Pablo Estorch e Sigues apresentou s
reaes academias de medicina e cirurgia de Ma-
drid, Barcelona e Pars,uma memoria em que se
expem as propiedades raaravilhosas, que, na
sua opinio, tem a chamada pedra escorcioneira
Variedades.
PLEITO RISIVEL.
O Correio do Domingo conta que um homcm
de bem, ltimamente fallecido, fez um teslamen-
10 original.
Resida n'uma pequea cidade e tralava-sc de
lhe fazer um sumptuoso funeral, quando os her-
deiros, anciosos de saber as ultimas disposices
do finado para lomarem as suas para o enterro,
abriram o testamento e leram um programrua, no
qual M. C... dspunha que quera ser conduzido
5 egreja e enterrado sem que ninguem se nsse
atraz do seu caixo.
M. C... liana observado que a morte uma
occaso de hypocrisia, tao fecunda como a vida,
e (j.ue nao impede a manifeslagao de alegras in-
decentes, ao mesmo lempo que obriga a panegy-
ricos extravagantes.
haver cm Londres uma
de 1851.
A commisso de organisagao tinha pedido uma
sorama de dez milhes, que foi promplamente
concedida. O principa Alberto subscreveu com
10,000 libras. Dcve,construir-3e para esta expo-
sigao um palacio, que ser permanente como o
dos Campos-Elysios. Os trabadlos de construc-
gao vio coraegar em Brorapton, e n5o em Hyde-
Park, com os terrenos adquiridos com os lucros
da exposigo de 1851. Desta vez a pintura c a
msica, representadas por todas as escolas da
Europa, entrao na concurrencia, como foi na
exposigo universal de Paris.
DESORDENS POR TODA A PARTE.
Alguns dos prncipaes reinos da frica esto
neste momento era plena revolugo. Thedoro I,
imperador da Abyssinia, que, por algum tempo,
liuha sido muilo poderoso, acaba de experimen-
tar importantes revezes e de perder muilas das
provincias que tinha conquistado. Ngusi-Nil-
kas, seu adversario, reassbraio todas as vanla-
geus.
O rei de Darfur acaba de ser deposlo por um
partido deMograbiuos ; erra agora pelas frontei-
ras dos seus anlgos estados, o faz grandes es-
forgos para escapar & persegugo dos seus ini-
migos.
FOLIO-Tin
IETTTTE.
POR
PAULO DE KOCK.
GRANDE CONSUMIDOR.
Acaba de morrer cm All um grande bebedor
de cerveja e ao mesmo tempo fumador incansa-
vel. Calclese que desde a edade de 18 annos
a 91 bebeu mais de mil hectolitros de cerveia e
lumou raais de 4,000 kilogrammas de tabaco.
SO' TERDE O JZO QUEM O TEM.
Le-se no Jornal do Havre:
Dotado de urna grande iutelligencia, mas per-
tenecute a uma familia pobre, o Sr. V... projec-
tou dedicar-se medicina.
Para vencer as difficuldades que se oppunhara
a sua vocacao, levo que Irabalhar muilo.
Esludou s o lalim e lodos os preparatorios ne-
cessarios.
Continuando d6pois com a preserveranga os
seus estudos, acabou por obler o grao de doutor.
Exerceu a medicina cora xito, creou uma clien-
tela e alcangou urna cerla fortuna
Desgragadamente, o Sr. V... nao se conlentava
com os resultados uteis que do as sciencias, e
quiz saber o porque das cousas e penetrar os
tnyslerios da organisago humana. Eniregou-se
a este esludo e fatigou o cerebro.
Publicou successivamente rauitas obras em que
se podia ver a desorganisago progressiva das
suas ideas.
O seu ultimo livro, intitulado Explicaro da
vida, nodeixava duvida alguma sobre a desor-
dena das suas faculdades intellectuaes.
De repente o Dr. V... deixou de escrever e a
sua loucura tomou outro carcter.
la ajoelhar-se no jardim durante horas in-
teras.
Comraelti uma grande falla, dzia elle, des-
vendei o enigma da vida. Deus linha razo de
o conservar, oceulto, porque, se fosse conhecido,
em breve o mundo ficaria ermo delodas as crea-
turas humanas. E' preciso que eu repare o meu
erro e fuja depois da trra, o.
Desde entao, ompregou o seu tempo e o seu
dinheiro em comprar os exemplares das suas
obras que tinha dado ou vendido, c quando os
reuni todos, os queimou. Depois disto envene-
nou-se com uma forte porgo de landanum.
COLHEITA E PREPARACO DO CHA.
De Shangai escrevem, com data de 26 de
abril, Patrie, uma carta em que se do as se-
guintes informages acerca da colheila e prepa-
ragao do cha as diversas provincias do imperio
da China :
A arvore do cha produz tres colheitas, que
XXVII
A sobrinha de Sabrelache.
(Continuago.)
Ccriselle hesitara, porm pensando que sera
mo recusar a porta um amigo de Sabrelache,
cujo nomc lerabrava-se de ouvir o seu protector
pronunciar muilas vezes as suas historias d'fri-
ca ; c depois podia ser que essa pessoa viesse
dizer alguma cousa a Sabrelache. Decidio-se,
pois, a abir a porta, c Patarata mcllido em uma
ja juela do panno pardo entrou pelo quarto a
dentro todo se balangando, c mirando a moga de
alto baixo.
Desculpe, menina, disse elle levando a mo
ao bonelo. E' verdade que a sobrinha do Sabre-
lache?
Sim, senhor.
Ora, aqui tem uma cousa singular 1 Eu nao
quiz acreditar, palavra de guerreiro, quando a
porleira me disse : o Sr. Sabrelache nao esl em
casa, mas tem ahi a sobrinha. Que historia es-
sa? disse-lhe cu. Conhego Sabrelache como os
lecs do deserto, nunca me constou que livesse
sobrinha. So elle al nao ficou em Bagnolet, por
que nao tinha prenles 1 A boa mulher ficou to-
da admirada, e eu disse com os rocus botoes:
ora vamos a ver a sobrinha de Sabrelache.
A porteira nao o tinha engaado, senhor, e
agora que j me vio ; se s veio para esse fim,
pec.o-lhe que se retire.
O lom severo e resoluto com que Ceriselle dis-
se estas palavras. fez respeito a Patarata, que
() Yide o Diarion. 185.
nao sabia mais em que perna havia de firmar-se.
Tirando o bonete c comprimenlando a moga, co-
mo se anda estivesse em presenga do seu" capi-
lo, balbuciou :
'Dcsculpe-mc. madcmoisello, nao tinha in-
tengo do olende-la. Sabrelache tem o direito
do ler quanlo sobrioho o sobrinha quizor. E co-
mo passa o valente camarada? Eu lhe tinha dito
qual o botequim que frequento, outro da,
quando o enconlrei, e ello disse-me : Pois esl
bom, uma destas noitcs l irci ver-le. E eu que
ha muilo nao o via, e nao eslava l cora milita
vontade de Irabalhar, (tenho destes dias na se-
mana! ) disse de mira para mim, ora vamos a
ver so o camarada est doente. Sabia para que
bandas elle morava, e aquiistou.
Seuhor, disse Ceriselle,]que continuara com
o seu trabalho, meu lio passa muito bem ; mas
s volta noilinha; se quizerve-lo, venha
essa hora.
Basta, mademoiselle ; agora eslou direito,
j conhego a hora e a marcha.
Ceriselle sempre pensou que Patarata se poria
ao fresco ; mas qual I Virando o bonete as mos,
balangando-se ora n'uma perna, ora n'oulra, fi-
cou o soldado no quarto fazendo tregeitos cora a
bocea e com os olhos.
Passaram-se assim muilos minutos ; Ceriselle
trabalhava sem erguer os olhos para Patarata,
que afinal exclamou :
E' bem bonitinho islo! D'aqui v-se a co-
lumna de julho?
V-se, sim senhor
E' um tanto alto, mas bom.
Ceriselle calou-se, porque nao desejava sus-
tentar a conversa. Dessa vez o silencio foi mais
comprido, e afinal replicou Patarata :
Entao, voc habita com seu tio, e seu lio
com voc ?
Sim, meu tio mora l em cima,
Era o que ou dizia. Sabrelache ha de ler
acampamento em alguma parle. Ah ternura
quarto l em cima, deve ler ainda melhor vista.
Pois eu contino na ra Grenolal. Se livesse boa
vista, seria urna casa soberba. Mas me aborrece
estar l, e apenas amarillece o da fago como as
calhandras, abandono o nintio.
1 Ceriselle coniinuou irabalhar, Novo sjlea-
vem perfeilameule este paiz para se affrontar
o ardo sol. Os que esto encarregados da co
ineiia das folhas trazera cestos feitos de ramos
de bamb e de palha de arroz.
Deslinguem-se duas variedades destas plan-
lagoes, o cha verde e o cha preto. E' especial-
mente as provincias de Kiang-Si ou Kiang-Nan
e de Chi-Kiang que se cultiva o cha verde ; as
provincias de Kiang-Son, de Tcho-Kiang e do
Fo-Ken o cha preto que domina.
Nao se podera imaginar os minuciosos cui-
dados que exige a preparago deste producto ea
quantidade prodigiosa de pessoas empregadas,
desde pela manha al noite, por mais de qua-
tro mezes na manipulagao das folhas Nao basta,
como se poderia crer, fazer seccar ao sol ou
sombra as folhas do cha e encaixota-las depois
para a venda.
Depois que termina a colheila, os operarios
tomam uma certa quanlidade de folhas n'uma
pequea p de madeira, mergulnam-as por al-
guns segundos era agua a ferver, e em seguida,
depois de as ter feito escorrer, estendem-as em
grandes taboleiros de ferro, sob os quaes conser-
van) um fogo moderado.
Logo que as folhas principiara a crepitar
com a acgo do calor, reliram-as psra as entre-
garen! s mulheres e s criancas encarroadas da
manipulagao. E' o trabalho 'mais longo ; con-
siste em enrolar sobre mesas coberlas de eslei-
rs de bamb cada folha com a palma da mo
como se enrolara as folhas de tabaco para fazer
charutos. Enrolando assim as folhas de cha,
fazem-lhes largar um liquido aumellado, cuja
accao corrosiva d pelle una excitaco toda
febril e afumas vezes de tal sorte violenta, que
os manipuladores sao obrigados a iulerromper
0 seu trabalho. Depois desta operaco, deilam
as folhas em lugares engradados, e s as encai-
xolam quando esto inteiramenle livres de hu-
raidado.
As principaes especies de chas pretos que
se vendem sao o Congou, o Soutubong, o Saml,
que tem o perfume da violeta, o o Peke. cujo
aroma muilo agradavel e doco raui apreciado
pelos verdadeiros amadores. Entre os chas ver-
des, mais acres que os pretos, podum-se ci-
taro Uiulang, o Hysson, o Perola, e emfim o
1 olvora. Taes sao os chas vendidos para exoor-
tacao.
o Nao contentes com o perfume natural que
langa o cha, alguns propietarios china metlem
duraute certo tempo uas-caixas. flores ou raizes
odorferas, taes como rosas, iasmins, baunilha e
lynos.
Acabo de citar as principaes especies de cha,
mas ha outras que se nao exporlam porserem
raras e muito caras. Assim o Liang-Sin ven-
de-se na China meia libra o arratol, o Kon-
tan-sa-mi cusa de quatro seis mil res, e o
Kon-lang-fyn-i chega oito mil ris : estas duas
ultimas especies de cha sao reservadas para o
imperador, casa imperial e governadores de pro-
vincias.
Os estabeleciraentos era que so preparara as
folhas do cha sao smplesmente imaieusosal-
penderes de bamb, deb.ixo dos quaes esto
collocadas as caldeiras, taboleiros de ferro, e*
grandes mesas coberlas do esleirs feilas de palirT
de arroz, u r **
CASTIGO DA DENUNCIA.
Depois da campanha de Italia, chegou
mo do ministro da guerra uma carta auonyma,
aecusando um oflical de nao ter feito o seu de-
ver na batalha de Solferino, na qual foi prisio-
nero.
Procedeu-so um inquerito o descobrio-
se que a denuncia tora dada por uui outro olfi-
cial, com o fim de conseguir para si um favor
que recciava lhe fosse disputado pelo seu cama-
rada.
O deuunciante foi expulso das fileiras do
exercilo, por falla contra a honra.
NECROLOGIO.
Falleceu era Paris o celebre pianista e compo-
sitor Alex. Coria, e em Inglaterra o vice-alm-
ranle George R. Brooke Pechell, deputado no
parlamento por Brighton.
Tinha 71 annos.
OS BUBIS.
Uma carta de Fernando P. d noticia acer-
ca dos indgenas daquellailha chamados Bu-
bis :
Os Bubis.diz a correspondencia,sao uma das
mais raras particularidades que charaam a allen-
jo dos Europeus ao pitar estas reges. Horaens
inteiramenle ns, exceptuando a langa, cobertos
com o lodo de trra encarnada com que untam
todo o corpo, erirados os cabellos com bolinhas
da niesma Ierra... sao na verdade homens do
mais extraordinario aspecto.
A' respeito dos seu3 costumes, por agora s
pude observan, o ordem de marcha que guarda
cada familia qirando vem esla povoago, e
d'aqui creio poder inferir-se a consequencia de
que se acham subordinados uma especie de
systema patriare!)al. A toda a familia precede o
pai, sem levar nada s costas : aps vera a mu-
lher, com alguma crianga aos hombros, e alera
disso sustentando cabera algum ceslo cheio
das fructas ou objeetos que veem vender. Se-
gu todo o resto da familia, levando todos os va-
roes um basto, cujo punho formado por uma
- -rece
que tambera se usa com bom xito para a cura
dos carbnculos.
Exlrahimos o que se segu da Revista da
xuslrucco publica :
O presidente da academia das sciencias, o
br. tilias Beaumont, acaba de informar oficial-
menle o director do museu real da industria
belga. M. Jobard, que uma commisso composta
dos Srs. Chevreul, Flourens e Velpea, esl cn-
carregada de examinar a sua memoria sobre a
catalepsia, a paralysia e a lelhargia de-
monstrando a possibilidade de suspender a vida
dos animaes por um tempo Ilimitado, de cha-
mar os afogados vida, mesmo depois de dous
das de submerso, os gelados ha dez aunos, e
de substituir a pena de morte pela calaleplisa-
gao artificial.
O BILHAR.
O jogo do bilhar c j ha uma imraensidade de
anuos conhecido em Inglaterra,onde se julgaque
foi inventado.
Foi posto em moda, em Franca, por Luiz XIV,
a quem os mdicos tinham recommendado esle
exerccio depois de comer. Diz-se que Chamil-
lard, quo coslumava ser o parceiro do rei, leve a
sua fortuna poltica destreza que desenvolva
neste jogo.
No fim do reinado de Luiz XV, ura financeiro,
Ihesoureiro das postas, o que se chamava Billard,
votou o seu nome execraeo publica.
Exteriormenle era um hornera de grande de-
vogo.
O povo do bairro de S. Eustaquio, que ovia
commungar muilas vezes e ir todo3 os das mis-
sa, depositou conlianga nelle
Um grande numero de mercadores e operarios
lhe eolregaram as suas economas ; foram victi-
mas da sua confianca, o lodos os que tinham en-
tregado emeasa delle foram arruinados. O par-
lamento condemnou-o ao pelourinho. Estove
duas horas exposto na praca da Grve.
E' um erro o julgarem alguns historiadores
que o jogo de bilhar linhatomaJo o nome do fi-
nanceiro, que, segundo a sua opinio, foi o intro-
ductor delle em Franca ; o nome de bilhar deri-
va smplesmente das bolas de matfim (em francez
billes com que se joga.)
LORD PALMEltSTON.
M. Maguire, membro do parlamento inglez eurn
dos mais violentos adversarios de lord Palmers-
ton, acabado tragar n'um jornal inglez um retra-
to deste homem de estado, que foi muilo aprecia-
do era Lorj- e 0 ^j eiira|um03 a seguinte
pssagem.
Para bem se avaliar este retrato, nao se deve
esquecer que o de um homem que nao tem me-
* do 77 nnr>n -
Lord Palmerslon faz muilas vezes, e ainda
ltimamente, a proposito do conflicto entre os
lords e os communs, discursos que duram mais
de urna hora.
O seu ultimo discurso acabou s cinco horas
e meia, porm o infatigavcl ministro, longo de
deixar a cmara em semelhantes circumstancias,
l fica nao s al o fim da discussso, mas alao
ultimo momento, ou duas horas e moia da ma-
nha, quer para fixar as ordens do dia, os nego-
cios secundarios, quer, n'uma palavra, para estar
sempre prompto a dar conselhos, a estimular e a
conciliar.
Com ludo, nao se crea que enlo o nobre
lord se estende pregui-osara ente na carruagem
para ir para casa. Ao contrario, volta a p para
o seu palacio, que nio disla menos de mlha e
meia de Westminsler.
Um dia, ou antes uma noite, conta Mr. Magui-
re, Uve a curiosidade de seguir lord Palmerslon,
depois de uma longa sesso, afin de ver como
elle ia at a casa.
Quando principiou a eaminhar, pareca que as
pernas se moviam cora cusi, mas, pouco a pou-
co, lornou-se mais ligeiro, e anles de ter andado
a terga parte do caminho, o nobre lord movia as
perqas de tal modo que me vi em apuros para
conseguir nao perde-lo de vista.
Ainda nao tudo, acrescenta Mr. Maguire, pois
devem tambem sabor que, poucas horas depois
de se recolher, se encontra lord Palmerslon a p
no seu gabinete recebendo deputages, ou ouvin-
do os longos discursos de qualquer importuno, e
admirando todo o mundo pelo seu profundo co-
nhecmento dos negocios.
Estou longe de ser seu partidario, diz, ter-
minando Mr. Maguire, mas nao posso deixar de
dizer que lodos, no parlamento, mesmo os seus
coe anida mais prolongado, quo afinal foi que-
brado por Patarata, que nao sabendo mais por
onde puchar conversa com a moga, poz o bonele
na cabega e disse :
fstimei muito, mademoiselle, ter o prazer
do conhec-la ; espero que me permillir culti-
var essa amizade, vindo ver seu lio.
Venha noite, senhor, que quando elle
est em casa.
Sim, mademoiselle, he de fazer isso. Vol-
larei logo, (alvez amanhSa ou outro qualquer
dia. Nao posso dizer-lhe ao certo, mas o mes-
mo. Sade, mademoiselle, lembrangas Sabre-
lache. Nao se incommode, eu' sci abtir uma
porla.
E sahio erafira o Patarata com grande satisfa-
gao de Cerisella, que bem percebera os momos
que o ex-soldado fazia quaado olhava para ella.
A noito, a moga deu paito da visita ao seu
protector, e contou-lhe tarabom a admirago que
Patarata mostrara ao saber que o seu amigo ti-
nha uma sobrinha.
O que tem com isso, aquelle pancracio?
disse Sabrelache : tenho contar dar-lhe da mi-
nha vida? O Patarata bom rapaz, comquanto
goste de contar historias e pregar suas pftus, de
gabar-so ; porm servical, o mais de uma vez
me tem provado amizade sincera. Nao receie
pois nada delle, minha filha ; se elle poder ser
til, fa-lo-ha com prazer. Mas se voltar a abor-
rece-la quando eu nao esliver aqui; nao tenha
ceremonias, pooha-o na ra.
Ceriselle nao ligou mais importancia visita
de Patarata ; mas no dia seguinte pela manha,
quando a porteira lhe levou as provisoes. per-
cebeu que madama Pigeondel lhe fallava com ar
mais secco, com tom menos polido.
A moga compreheodeu que essa mudanga pro-
vinha da duvida manifestada por Patarata, acer-
ca da sobrinha do seu camarada, masnoquiz fal-
lar nisso i Sabrelache.
XXVIII
Encontr.Mudanca de domicilio.
Tinham-se passado dous dias, quando pelas
oito horas da noite alguem bateu militarmente
porla do quarto em que Ceriselle e Sabretachc,
tara coraegar a ceiar; a moga correu a abrir a,
porta e Patarata eatrrju, eiclaaaado;
Sou eu. Boa noite, camarada, boa noite,
madamoisellc, l como vais, camarada? C vim
ante-hontem, mas achei s la sobrinha, que
bem amavel a quera estimo muito ler conhe-
cido.
Sabrelache apertou a mo do seu amigo, man-
dou-o seutar-se e offercceu-lhe ceia. Patarata
acceitou c sentou-se ao p de Ccriselle com cara
de muito salisfeito.em quanlo a moca eo solda-
do continuavam a sua lefeigo nocturna.
Ah a proposito, mea patusco, disse o Pa-
tarata passando os dedos pelo bigode, nao me
dissestes que linhas uma sobrinha___E por isso
flquei de cara banda dando com a menina aqui
ueste posto...... a principio pensei que fosse
graga_
Euto sou obrigado a dizer-te ludo o que
me diz respeito. Tenho por vonlura contas a
dar-lo? disse Sabretacho com tom um pouco se-
vero.
Patarata replicou logo:
Nao te pego contas.... O que digo c relati-
vo & historia da sorpreza.
Minha sobrinha estava em outra, parte e
pensando que l ficasse, nao te fallei nella.
Pois foi bem bom que l nao livessse fi-
cado....
E Patarata que estava muito cheio de si por
ter dito isto, melleu o queixo na grvala de um
modo que fez com que Ceriselle sorrisse.
Ah I achas isso ? disse Sabrelache.
Pois palavra, que sou da toa opinio.. Mi-
nha sobrinha trala-me da casa, dos meus objee-
tos.... e v l como anda tudo isto direitinho !
Faz a nossa panella ; agora nao sou mais obriga-
do a ir comer nos botequios.
A menina cosinha que um regalo disse
o Patarata passaodo a lingua pelos beigos.
Pois foi uma felicidade para mim ter esla
querida menina voltado a Paris.,..
Ah meu amigo.... meu tio I rourmurou
Cerisetto. Quer oceultar o bem que me fez,
mostrando que lhe "sou til, mas nao me en-
gaa l
m Ora vamos l, cale-se, sobriuha ; quer en-
lo dar a entender a Patarata que nao sei o que
digo t Se voc feliz comigo, eu nao o sou roe--
oos leudo-a era miaba casa,..,
adversarios, o estimara por causa das suas quali-
dades extraordinarias e da sua affeigo inalteravel
pelos seus amigos.
OGREAT-EASTERN.
J chegou a New-York este gigante dos mare.,
Partido de Soulhsmpton a 17 de junho passados
este colossal navio fez a sua viagem em doze dias,
pois entrou no canal dos Narrows a 28 do mes-
mo, tendo percorrido 333 milhas por dia.
Esta viagem operada em condigoes imprevistas,
pois que tanto os armadores como os officiaes do
Great-Easlern iam loa, basean do-se smente
em conjecturas, ficar marcada nos faslos dos
annaes martimos.
Parece, segundo escreve um dos passageiros,
que esta massa de ferro e madeira se conduz de
uma maneira maravilhosa oo mar, e queobalao-
go apenas se sent.
Est, pois, resolvido o problema da navegajao
de um enorme navio.
Chegado em frente da Quarentena, o Great-
Easlern foi saudado pela artilharia do forte Ha-
millon e pela dos da saude. A este tempo che-
garam logo de trra urna porgao de embarcages
que o seguiram at docka que lhe estava reser-
vada.
O povo amontoava-so por toda a parle cheio de
curiosidade.
Pareca quo a chegada deste navio ggaote era
uma festa.
Quando os passageiros desembarcavam, erara,
por assim dizer, levados em liiumpho. A noite,
o Great-Easlern foi Iluminado giorno, c os
merabros da imprensa e redactores de todos os
jornaes, reunidos a bordo, fizeram saudes im-
mensas a toda a companhia do Great-Easlern, aos
seus officiaes e marinheiros.
No dia seguinto um jantar de cem lalheres reu-
na a bordo todas as autoridades da cidade e os
principaes redactores dos grandes jornaes de New-
York, de Boston e da Philadelphia.
O Greal-Eastern demora-se algumas semanas
era New-York, e os visilanies sero admitlidos a
seu bordo medanle uma relribuigo que anda
uo esl fixada.
No dia 14 devia haver a bordo um baile por
subscripcao.
WOOLWICH.
Esle arsenal, conhecido pelo melhor do'oiusdo,
acaba de abrir novas oflicinas para a fabricacao
da mais destructiva de suas armas, as pesas Are-
trong.
Woolwich uma cidade c ura mercado do Keo-
tshire ; situados na margem meridional do Ta-
misa a 8 milhas de Londres.
A cidade eleva-se gradualmente por sobre a
collina chamada Cagador. Aosul eslao situados
o hospital e os quarteis, a Rotunda para os tro-
pheos de armas e a escola dos cadetes, especie
de collegio de jovens officiaes formado durante o
reinado bellicoso de Jorge IH.
Woolwich lem augmentado rpidamente : esta
cidade, que em 1801 nao contava mais de 9,820
habitantes, aecusava, quando se fez o 3eu ultimo
recenscamento em 1851, uma populago de 32
mil habitcntcs, numero que muito deve ter aug-
mentado ha nove annos esta parte.
S o arsenal real emprega 14,000 homns e
creangas : a alma da cidade ; est situado n'um
bairro chamado as Lagoas de Plumsted ; ao todo
oceupa uma superficie de pouco raais ou rasaos
262 geras, as quaes vio levantarem-se succes-
sivamente fundces, oflicinas de carpintera, la-
boratorios, armazens, quarteis, secretarias, ele.
Nao longe esl um polygono de perto de tres
milhas de exlenso, onde se fazem as experien-
cias de artilharia.
E' de certo o mais vasto estabelecimenlo des-
lo ri>norn i\\\f. existe no globo.
A quanlidade de morteiros, de pecas de arti-
lharia, de espingardas, de bombas, de granadas,
do bailas, do caixas de muniges, carretas, pon-
loes e oulros apparelhos de guerra conservados
em Woolwich, na verdade enorme.
O PRINCIPE JERONYMO E A FAMILIA
PATERSON.
No jornal a Espaa vem divulgado um drama
de familia, cujo desenlace nao se pode fcilmen-
te prever, mas quo suscitar graves complica-
cues.
O principe Jeronymo, antes de ser rei de West-
phala, islo antes de desposar a princeza do
Wurlemberg, tinha casado cora uma senhora an-
glo-amcricana, chamada miss Palersson, de quem.
leve um filho.
Passado algum lempo, vivos ainda sua mulher
c filhos, desposou a filha do rei do Wurlemberg,
da qual leve dous filhos, a princeza Mathilde e o
principe Napoleo.
Abrindo-se o testamento do principe Jerony-
mo, depois de sua morte, encontra-se all o le-
gado de um milho de francos a favor do seu pri-
meiro filho (o de miss Palerson) !
Mas esta senhora e seu filho, apoiaodo-se no
direito cannico e as doutrinas catholicis, re-
quereram seja annullado o segundo matrimonio,
como peccado de'bigamia, e declarados Ile-
gtimos lodosos filhos procedentes de tal unio.
Exige, finalmente, o filho do miss Palerson
que o reconhegam herdeiro da dignidade dynas-
tica imperial, cora lodos os direitos e preroga-
tivas inherentes, devendo ser o principe Napoleo
mediatamente exauthorado.
[Commercio do Porto.)
O que faz com que ambos sejam felizes !
retorquio o Patarata engolindo um copo de vi-
nho.
Que duvida disse Sabrelache, em quanlo
Ceriselle quizer ficar comigo, sabe me dar muiU
prazer.
Ceriselle! exclamou o Patarata ; pois a tua
sobrinha chama-so Cerisette?
Sem duvida, disse Sabrelache, emquaato
a moca (cava vermelha como um lacre.
exquisito.
O que achas l de exquisito nisso ?
E porque j me linhas fallado em uma mo-
ga que tinha le prestado um servigo em uma es-
talagem quando voltaste de Algr, a quem nos
deviamos ir ver muilo breve, l para as bandas
de Nemours.
E entao?
Entao, essa menina a quera l quenas
como a uma irraa tambem se chamava Ceriset-
te. At lembra-me que disseste: estou muito
inquieto por causa da Cerisellezinha.
A moga abaixou os olhos e Sabrelache ficou
por um momento entalado; mas emfim res-
pondeu desassombrado:
Ora, oque admira que minha sobrinha tenha
o mesmo nome que a oulra menina ? So ha uma
Maria no mundo ?
Est direito, tens razo.... Eu tenho um
primo que se chama Gyrasol, tal qual como um
tambor do nosso regiment,
O tambor nao se chamava Gyrasol, chama-
va-se Tulipa.
Era Tulipa? Pois v que seja___mas, o
certo que era o nome de uma flor.
Patarata prolongou essa visita at muito tarde;
foi necessario que o seu camarada lhe dissesse
que quera ir deitar-se para que aquelle sahisse
o que s fez depois de dizer tres vezes boa noite
Cerisetle.
Essa visita foi cm pouco seguida de oulra. Era
fcil de ver que o joven camarada de Sabrelache
tinha grande prazer quando estava ao lado de
Cerisetle, mas, como esse prazer nao sahia dos
limites do respeito e s se trahia por olhadellas
O'je a moca nao corresponda a suspiros que
eram perdidos, deUar-am que Patarata cuja coa

versago fazia rir a Sabrelache e a Cerisette ap-
parecesse multas vezes.
Havia perto de ura mez que Cerisetle iiabilava
no bairro-de Santo Antonio, e ainda nao tinha
sahido e entretanto* suas cores quo tinham vol-
tado, desappareceram de novo e seu rosto que
foi emagrecendo, annunciou que essa recluso
era pouco favoravel sua saude. Cada da Sa-
bretacho renovava as suas instancias para que
ella consentisse era fazer um pouco de exercicio o
sempre ella adiava esse passeio para o dia se-
guinte.
Mis agora Patarata servia de auxiliar ao seu
amigo, e todas as vezes que ia a casa ds Sabre-
lache dizia :
Enlo esta noite tua sobrinha sao d m
passciozinho? O tempo est magnifico___Se-
ria prudente aproveilar antes que viessem os
mos das.
E' o quo estou sempre a repetir Cerisette,
disse Sabrelache. Se nao sabir cahic doente.
Talvez pense que por aqui porto nao naja
bonitos passeios; pois engana-se..... Se me per-
mitiese, dea conduzr, eu conhego aqui uns be-
liquetes pelo arrebalde. ao p d barreira ao la-
do do Belleville, de Mcnilmontant... E' muilo
deverlido e muito boa gente ; dansa-se, e be-
berse.
Muito obrigada, Sr. Palarala, porm, nao
danso e nao desejo ir esses lugares___
Pois pena, mademoiselle, estou certo qne
havia dansar com graca....
Nao v esse bailo, minha filha. disse Sa-
brelache, porque 4 tal o seu gosto ; mas devo sa-
bir, passeiar, e tomar ar; Deus nao nos deu per-
nas para que nao nos servsemos dolas.
Cerisette compreheodeu que o seu protector ti-
nha razo ; consenUo emfim cm sabir do quarto
e uma noite, em companhia de Sabrelache e de
Patarata foi passeiar ao boulevard Bourdon.
Esta sahida foi logo seguida de outra, porque
a moga foi obrigada a concordar que passava me-
lhor ; voltararo-lhe as cores, o ar e o exercicio
iam produzindo o seu efleito.
(Coninuar-s-na.)
PERN. -TYP. DE M. F. DE FARIA. -18*) "
'"P
T
-rr


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