Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09139


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Full Text

ANUO XXXYI. HOMERO 188.
Por tres mezes adianlados 5$00Q.
Por tres mezes vencidos 6$000.
TERCA FEIRA 14 DE AGOiTO DE 1868.
Por anno adianfado 19$0OO
iVorte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUliSCRirCAO' DO NORTE*
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
N nal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J. Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fcrnandes de
Moracs Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jeron)-mo da Costa.
PARTIDA DOS GUlUtlO.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anlo, Bezcrros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Naz'arelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira. Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una, Barrciros.
AguaPreta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partero as 10 horas da manlia.
EPHEMERIDES DO MEZ DE AGOSTO.
1 La cheia as 3 horas e 14 minutos da larde.
9 Quarto minguante as 7 horas e 4 minutos da
tarde.
16 La nova as 8 horas da tarde.
23 Quarto crescente as 8 horas e 16 minutos da
manhaa.
31 La cheia as 6 horas e 38 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 3 horas e 18 minutos da manhaa.
Segundo as 2 horas e 54 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio : segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meie dia
Segunda vara do civcl; quartas e sabbados a- uma
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
*
13 Segunda. Ss. Flypolito e Cassiano mm.
14 Terca. S. Euzebio sacerdote ; S. Athanazia v.
15 Quarta. cjp Assumpco de Nossa Senhora.
16 Quinta. S. Roque f. ; S Jacintho.
17 Sexta. S. Mamede m. ; S. Emilia v.
18 Sabbado. S. Clara do Monte Falco v.
19 Domingo. S. Jnaguim Pai de Nossa Senhora.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCO NO STJL..
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Bahis,
3r. Jos Martins Al ve; Rio de Janeiro, o Sr,
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Frgaeiroa da
Faria,nasua livraria praca ra Independencia ns.
fie 8.
PARTE OFFICiAL.
Fortunato Pimeiitcl.Coinmunicou-se
mandanto da divso naval.
ao com-
Govcrno da provincia.
EXPEDIENTE HO DIA 11 D AGOSTO DE 1860.
Offioio ao Exm. hispo diocesano.Para poder
salisfazer requisito contida no ofTicio junto
por copia do inspector da thesouraria de fazenda
datado de 9 do correte, rogo a V. Exo.se digne
declarar-me desde que data se acharo pronuncia-
dos c suspensos, como incursos nos artigos 381 a
3S3 da conslituigo da diocese, conforme me foi
communirado pelo roverendo vigario geral om 3
do mez passado, o vigario de Iguarass JosJoa-
quim Lobo de Alberlim, e o coadjuctor da deMa-
ranguape padre Manoel Jos do ascimcnlo.
Dilo ao inspector da thesouraria de fazenda.
Por officio de 3 do crtente, e tendo em altencao
o que informou V. S. em dala de 30 dejulho l-
timo, maodti levar em conta sob minha respon-
sabilidade ao agente comprador do arsenal de
marinha a quantia de 1:1983047, em que impor-
taram as despezas audas feitas por elle no mez
de junho deste anno. Em virlude de reclamacoes
do inspector do mesnio arsenal, novsmento re-
commendo a V. $. que mande quanio antes li-
quidar aquella conta, c pagar essa despeza, ou
que me informe com urgencia porquerazao nao
tem sido cumprida a minha orderu a esse res-
peito.
Dito ao mesmo. Ao carcereiro da cadeia de
Garanhuns, Alfonso Maranho de Sobral, mande
V. S. pagar sob minha responsabilidade o que se
lhe esliver a dever de seus ordenados, visto que
assim me foi requirido, allegando uo haver cr-
dito para essa despeza, e nao dispjr elle de G-
iros rucios para a sua subsistencia.
Dito ao mesmo.O bacharel Francisco Teixei-
ra de S, juiz municipal de Pao d'Alho, requereu
me o pagamento de seu ordenado vencido no
mez de junho ultimo, allegando nao haver crdi-
to para essa despeza, que destinada sua ali-
menlaco e por isso auloriso a V. S. a mandar ef-
fectuar esse pagamento sob minha responsabili-
dade.
Dito ao mesmo. Mande V. S. pagar sob mi-
riha responsabilidade a congrua que vencen nos
mezes de maio o junho deste anno o vigario da
freguezia de Salgaeiro, padre Antonio Joaquim
Soares, que assim me requeren, allegando nao
existir crdito para essa despeza, que destina-
da i sua alimenlaeo.
Dito ao mesmo. Estando em termos o pret
junto em duplcala, mande V. S. pagar ao sar-
gento Miguel Primo dos Anjos a quantia de res
259j)fiO, em que importara os vencmentos rela-
tivos ao mez do junho ultimo, do destacamento
do guardas nacionaes da villa de Pao d'Alho,
conforme requisitou o respectivo eommandante
superior, em ofticio de 7 do correnle.Cornmu-
nicou-se ao eommandante superior respectivo.
Diioao inspector do arsenal de marinha.An-
r.uindo ao que me requisitou o presidente do enn-
selho administrativo do patrimonio dos orplios
cm ollicio de 6 do correnle, e a que se refere a
sua informacao de 9, sob nunuro 333, baja V. S.
de mandar substituir por uma das africanas exis-
tentes nesse arsenal, a de nome Perpetua, que se
acha actualmente em servido no collegio das or-
phas.Communicou-se ao presidente do conse-
llio admoistrativo do patrimonio dos orphos.
Dilo ao eommandante do corpo de polica.
Mande V. S. por disposicao do chefe de poli-
ca, no dia 13 do corrente, "cinco pracas do corpo
803 seu commando, para escollarem um crimi-
noso at acidada do Rio Formoso. Communi-
cou-se ao chefe de polica.
Dito ao inspector da thesouraria provincial-
Accuso rocebido o officio que V. S. me dirigi
liontem, sob numero 31, communicando haver
Manoel Gouveia de Souza, sendo Piadores Anto-
nio dos Santos de Souza Leao e inlono da Silva
Gusmao Jnior, arrematado por 2:675^000 an-
nuaes, o imposto de ^50() por cabeca de gado
vaceum, que for consummido nos municipios do
Rio Formoso e Agua Prela, durante o trienniode
1860 a 1863, e em resposla tenho a dizerque ap-
provo essa arrematado.
Dito ao mesmo.Inteirado do canieudo do offi-
cio que V. S. me dirigi hontem, sob numero
312, tenho a dizer em resposla que approvo a ar-
rematado eita por Francisco Alves de Miranda
Varojao do imposto dc2g500 sobre cabeca de ga-
do vaceum, que for consumido no municipio de
Serinhem durante o Iriennio do 1860 a 1863, por
53">5000annuaes, e sendo fiadores o Dr. Luiz Fi-
lippe de Souza Leao e Joaquim de Souza Lco.
Dilo ao conselho de compras navacs.Pode o
conselho de compras navaes comprar, nos termos
dos artigos 9 a II do regulamento do 20 de feve-
reiro de 1858, os objectos de material menciona-
dos na relaco que acompanhou o sen officio de
9 do corrente, visto que laes objectos sao preci-
sos para provimento do alnioxarifado do arsenal
de marinha.
Dito ao conselho administrativo. Autoriso o
conselho administrativo a comprar para forneci-
mcnlo da botica do hospital militar, oito arrobas
de assucar refinado de primeira qualidade.Com-
inunicou-se ao eommandante das armas c ao ins-
pector da thesouraria de fazenda.
Dito ao director interino das obras publicas.
I' le Vmc. despender com os reparos a fazer-sc
no largo de palacio, c que lhe foram por mim
indicados, a quantia do 400000 por conta da res-
pectiva consignarlo.Communicou-se ao inspec-
tor da thesouraria provincial.
Portara. O presidente da provincia, allen-
dendo ao que lhe expoz o director geral da ins-
trucco publica, Dr. Joaquim Pires Machado Por-
tella, resolve conceder-lhe 3 mezes de licenca
com venclmenlos para tratar de sua sa le.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do-se com a indic.ago do eommandante da cor-
po de polica, desta" data, sob numero 323, resol-
ve promover aos postos abaixo declarados o alte-
res e sargentos seguales:
1.a companlra.
Alferes. Sargento vago-meslre Manoel Soares
de Albergara.
4.acompanhia.
Tenenle.O alferes da 1.a companhia Francisco
Paula de Souza Halagela.
A'feres.1. sargento Pedro Mara de Abren.
Fizeram-sc as convenientes eommunicages.
Dita.O presid nte da provincia, allendendo
a que o canilao Alexandre de Berros Albuquer-
H"1', foi promovido ao posto de major e seus
servidos se fazem necessarios no corpo de poli-
ca, resolve exonera-lo do cargo de delegado do
termo do Rio Formoso, a fin de recolher-se a es-
ta capital. Communicou-se ao chefe de po-
lica.
DitaO presidente da provincia, attendendo
ao que requereu Joao Vicente Ferreira Passos,
porteiro da reparlicao das obras publicas, e tendo
em vista a informacao do respectivo director, de
27 de julho ultimo, sob numero 224, resolve con-
ceder ao mesmo porteiro um anno de licenca com
todos os seus vencmentos, para tratar de sua
sade onde lhe convier denlro do imperio.
DitaO presidente da provincia; allendendo
ao que lhe requereu Crispim Barbosa de Amo-
rim, resolve concedor-lhe licenca para mandar
conduzir para o porto desta cidade 120pranches
de amarello, que foram cortados as maltas de
seu engenho Alexandna, no termo do Bonito,
districto da ilha de Flores, o recommenda as au-
toridades locaes que nao ponham empedimeoto
5 conducao da madera indicada, tendo. porm,
todo o cuidado para que se nao commetlara abu-
sos por occasio desta licenca.
DitaO Sr. agente da companhia brasileira de
paquetes a vapor mande dar uma passagem de
convez para a corle, no vapor Paran, que se
espera do norte, ao aprendiz marinheiro Thomaz
Despachos do di* II de acost.
RequerimentoM.
1191 Alexandre dos Santos Barros.Informe
o Sr. capitn do porto.
1192 a 1195.Empregados da recebedoria de
rendas internas, Francisco Firrnino Monleiro, lea- sido chamado u polica e advenido sobre a sua
quim Anlunes da Silva e bacharel Joaquim Con- sua linguagem, que, segundo o officio do gover-
calves Lima Informe o Sr. inspector da ihesou- no dirigido a esse respeito ao chefe poltico,
cidados Onentaes os Srs. brigadeiros-geueraes
Urquiza e Guido. O projecto passou uma com-
misso especial para dar o parecer.
A causa do Sr. Lucio da Cosa Guimares, af-
fecta a commissao de fazenda, tinfia lido um
parecer desfavoravel.
O Sr Mateo Magarinos, redactor irincipal do
peridico Pueblo, novamente publicado, havia
rana de fazenda.
1196.Jos Mara Biltancourt,Informe o Sr.
Dr. provedor da santa casa da misericordia.
1197.Joaquim Antunes da Silva.Informe o
Sr. Dr. chefe de polica.
1198.Manoel Figueira de Faria.A' vista da
informacao da thesouraria nao ha que deferir.
1199.Manoel Antonio de Jess.Informe o
Sr. inspector da thesouraria provincial.
1200.Sizenando Hilario Ramos. Informe o
Sr. inspector da thesouraria provincial, ouvindo
o administrador do consulado.
1201 e 1202. Antonio Joaquim Soares, vigario
d.i freguezia do Salguciro, e bacharel Francisco
Teixeira de Si, juiz municipal de Pao d'Alho.
1 Dirijam-se a thesouraria de fazenda.
INTERIOR.
Rio de Janeiro
8 .le julho de HIIO
O senado hontem approvou era 1.a discusso
o projeelo que eleva a zi o numero de loteras
concedidas ao theotro lyrico da corte.
Entrando em 1.a discusso o projecto de refor- tro
ma eleiloral, o Sr. Souza Franco requireu que'
fosse enviado commissao de constituico. Ora-
ran] sobre requerimcnlo os Srs. Dias de Carva-
lho, I). Manoel, Silveira da Molla, Vasconcellos,
Nabuco e Souza Franco, ficando a discusso a-
diad'i.
A cmara dos depuladns adoptou hontem sem
debate os seguintes projecfos ;
Approvando o decreto pelo anal foi decla-
rado que a penso annual de i:2"0$ concedi-
da a I). Anna Joaquina de Mello e Albuquerque
reparadamente com suas lilhas foi sem prejuizo
do meio sold ;
Approvando a penso annual de 480$ concedi-
da a I). Mara Carlota Leito Bandcira ;
Lstendendo a disposicao do arl. 3 da lei n.
699 de 10 de selembro "de 1854 capital do Pa-
ra e cidade do Rio-Grande do Sul, e creando
as provincia de S. Pauio o Minas-Geracs juizes
especiaos dos feitos da fazenda ;
Approvando o privilegio concedido a Guilher-
me Bonliech para fabricar porccllana de greda
cermica e louca tina.
A p p r ov oti *to'p Qrs-t m 2.a discusso o projecto
que extingue o vinculo de Jaguara no provincia
de Minas-Geraes : em uma s discusso os se-
guintes ;
Autorisando o governo a mandar salisfazer ao
padre GuilhermePaulo Tilbury o ordenado a ra-
zao de 400$ por anno correspondente aa lempo
cm eslevo privado da cadeirada lngua ingleza
no seminario de S. Jos nesta corte, era virtude
do aviso em que fui prvido na de professor pu-
blico desta corte ;
Autorisando o governo a mandar pagar a Fre-
derco Saner Broun o ordenado correspondente
congrua que actualmente percebe cada parocho
do Imperio, c os vincimentos que, na propor-
cao do augmento que tem lido a mesma con-
grua, deixou de pciceberal hoje : e approvan-
do a penso de' 409 concedida a Pedro Jos
Cardoso.
Bejeitop em seguido aepos de algumas obser-
vaces do Sr. Silva Miranda, o parecer da com-
missao de poderes relativo i elec&o da fregue-
zia de Nossa Senhora da Graca da cidade da Par-
uabyba, perlencentc ao 1. distrelo eleitoral da
provincia de Piauhy, approvando urna emenda
aprcsenlada pelo mesmo Sr. Miranda c pelo Sr.
Salles, fazendo prevalecer a eleico a que se
procedeu no 1." de dezembro do 1857 na mes-
freguezia, cidade e provincia.
Contnuou por lira a discusso do orcamento
na parle relativa a despeza do ministerio dos
negocios eslrangeiros. Uraram osSrs. Paranhos
c ministro respectivo, ficando a discusso adiada.
Pelo Apa, entrado hontem recebemos folhas de
Montevideo al 18 do corrente e de Buenos-Ay-
res al 14.
No da 15 deste mez havam-se encerrado as
cmaras orientaes O presidente da Repblica
pronunciou nessa occ"asio o seguinlc discurso :
Srs. senadores e representantes.Grande
a satsfaco que experimentamos ao ver terminar
as sessoes deste anno, sem que nada haja vindo
embaracar vossos importantes trabalhoslegislali-
ves, nem perlubar a boa harmona entre os olios
poderes do Estado. Prometto-vos, que durante
o enccrramenlo do corpo legislativo cuidarei de
oxecutar com ideiidade as leis, de exercer devi-
damente minhas outras funcedes administrativas,
e sobretudo de manter a paz publica, lo neces-
saria para o bem estar do paiz, e mui particu-
larmente para que se firmem e produzo seus
benficos resultados nossas instituires sepubli-
canas.
Espero confiadamente que, ao reunirera-se
neste recinto vossos successeres no anno,prxi-
mo, podero fazG-lo satisfeitos pelo estado de
perfeia ordem e progesso em que achem a Re-
publica.
Srs. senadores representantes, agradeco-vos
as provas de eslimaco e de confianca com que
me honrastes.
O presidente da asscmbla respondouas pala-
vras do eslylo.
A commissao permanente ficou composta dos
Srs. senadores Dr. D. Ambrozio Velazco, presi-
dente, e D. Juam Jos Ruiz; e representantes Pe-
reira, Echenique, Jananic, Alvares e Sagatume
No dia 14 de julho, vespera do enceiramento.
reuniram-se as cmaras cm assembla geral para
iratarcm das questoes sobre as quacs, durante a
prorogaco, linha havido discordancia entre el-
las. Dessa sesso resultou a sanego das seguin-
tes leis : O orcamento geral : a autorisacao ao
governo para mandar uma misso Europa,
podendo despender com ella doio mil pesos, op-
pondo-se nessa occasio o Sr. Velasco a que o
encarregado fosse o Sr. Lamas ; a divida hypo-
thecaria ; a constituico directa ; o papel sel-
lado ; os orgamentos departamentacs, e o aug-
mento de subsidio dos senadores e representan-
tes.
O accordo entre o governo Oriental o Brasil
creando uma commissao mixta para conhecer
das reclamacoes sobre prejuizos prevenientes da
guerra civil do general Oribe, fra ltimamen-
te apresentado a consideraco das cmaras e re-
provado
Este fado prova no mais alto grao a m von^
tade que a representadlo nacional daquelle paiz
lem ao imperio. Esse acord nao estabelecia
seno o mesmo que o Estado Oriental concedeu
Franca e Inglaterra ; as base da commissao
oriental anglo-franceza eram as mesmas que o
acord ajustava para a creac,ode uma commis-
sao orieutal-brasileira. Essa qneslo pendia ha
t annos da approvaco legislativa.
O tratado de permuta de territorio com o im-
perio, tratado que depois de sujeilo approva-
Qo das cmaras foi retirado da discusso pelo
governo, ficou ainda adiado,
lendia a revolucionar o paiz proclamando de no-
vo os partidos.
O Sr. D. Florentino Castellanos, presidente
do senado, havia partido para Bienos-Ayres
em commissao do governo, Ignorava-se o as-
sumpto de sua misso.
De Buenos-Ayres as noticias mais importantes
sao seguintes :
Havia fallecido o general Hilario Lagos, um
dos vullos mais procminenles de ullima guerra
enlre Buenos-Ayres a Confcderacao Argentina.
Q general Urquiza e o presidente da Confede-
raco Dr Derqui achavara-se naquclla capital.
O segundo desses senhores, porm, devia em
breve partir para Paran. Espcravji-so que o
Sr. general Mitre pagara essa visito mais larde.
As cleirdes para tres senadores c sele repre-
sentantes, "que deviam 1er lugar no dia 15 do
corrente, foram adiadas para o da 29, em vir-
lude das feslas de julho.
Na Confoderacao nada havia occorrido de no-
tavel.
A agilaco que comecara a reinai em Santa-
F havia-se acalmado com a presenca do gover-
nador da provincia Fraga, que, como noticia-
mos anteriormente, tinha para all partido.
A demisso pedida pelo Sr. Scgui de rainis-
daquclla provincia havia sido aceita, subs-
liluindo-o o Sr. Iriondo.
Preparava-se no Rosario um grane c baile para
a passagem do Sr. Derqui por aqiella cidade
em sua volta de Buenos-Ayres.
S. Joan, Cordova e Corrientes ficavam eui
paz ; das outras provincias nao havia noticias mo-
dernas.
Do Paraguay do as folhas de Montevideo o
de Buenos-Ayres noticias at 30 do mez pas-
sado.
Os assumptos de mais interesse do que so oc-
cupova o Semanario, dizem essas 'ulnas, sao a
publicacaa dos dados relativos & raoi iaco para-
guaya na Confederaco Argentina o ao esclare-
cimenlo da questao ingleza.
As noticias do Chile alcanro ao 1. de junho.
Nesse dia devia ter lugar a abertura do congres-
so, As quesloes mais importantes jue linha de
oceupar-so sao a reforma eleitoral lei de ias-
truccao publica e creaco de novas provincias.
As datas do Rio-Grande pelo A/m alcanro a
21 e do Porto-Alegre a 18 do correr le.
N$ capital tinha chovido copiosamente. As
ras piaas cobriram-se de agua.
O hiate Tres Amigos foi apprehenlido por con-
trabandista no arroio de Pelotas no Estado Ori-
ental. A apprehcnso foi Caita por um lancho
do cruzeiro da Lagoa Miraos.
27
Nao houve hontem sesso no senado por falla
de numero legal.
A cmara dos deputados adopto i hontem em
primeiro lugar o projeelo que approva a penso
concedida a baroneza da victoria e a D. Olym-
pia de Gusmao Coelho, viuva e filhi do tenente
general baro do mesmo Ululo.
Approvou em seguida em Io. discusso o pro-
jecto que concede loteras em bene icio do asylo
para os invlidos da marinlij
Enlrou depois em Ia. discusso c projecto que
approva o decreto concedendo a rederico Ha-
millon Soultnvorlh a faculdade por trinta anuos
para exlrahir um mineral proprio para o fabrico
de gaz de illuminayao. Houve um pequeo de-
bale enlre os Sr. Casimiro Maduroira c Barros
Pimenlel, e ficou a discusso adiada.
Contnuou por fim a discusso do orcamento
na parle relativa a despeza do ministerio dos ne-
gocios eslrangeiros. Orram 03 Srs. Bello e mi-
nistro dos negocios cstrangeiros, (cando a dis-
cusso encerrada.
Por decreto n. 2,579 de 21 de abil do corren-
te anno, foi approvado o figurno, cuja dcscrip-
co abaixo publicamos, para as vestimentas que
os directores, lentes calhedraticos, substitutos,
oppositores, doutores e secretarios das faculda-
des de medicina devero usar nos actos so-
lemnes.
Descripgo do figurno.
Beca ou veste lalar de sarja pret com bandas
da mesma fazenda, gola em p da largura do
de direilos, lodos os uieucilios e objectos que posico que ainda oceupo nesia curte, de que de-
forem precisos empreza incumbida do esgolo sejr'a eslar ja separado nesse momento nao me
das aguas e asseio publico da cidado do Recife. permita ir imprensa, de quem me honro de
Approvou em seguida a emenda do senado au- ser fillio como hornera publico, para mentar es-
torisando o governo para mandar admitlir certos labelecer nclla a discusso, como acredito que
alumnos matricuja e actos as faculdades de poderia ser til,
direito e de mediciua, e na escola central. O mais que minha actual posico me per-
Approvou larobem. depois do algumas obser-' mille dizer no interesse commum que eslou
coes do Sr. Paulino de Souza, um requerimento' convencido de que da discusso official, serenac
de adiamento do Sr. Casimiro Madureira ao pro-! ampia, que nao pode dcixar de ter Iug3r mui
jeclo que approva o decreto que concede a Fre- | prximamente entro osdous governos, ha de re-
derico Hamillon Soulhworth a faculdade por
Irinla annos para extrahir um mineral proprio
para o fabrico de gaz de illuminaco.
Approvou ainda o ornamento na parto relati-
va despeza do-ministerio dos negocios estran-
geiros, juntamente com as emendas da com-
missao.
Em ultimo lugar entrou em discusso o orca-
mento Da parle relativa despeza do ministerio
da marinha. Oraram os Srs. Casimiro Madureira
c Pereia Pinto, ficando a discusso adiada.
PROGRAMMA.
Prestito que lem de acompanhar a S. A. I. ao
paco do senado para o solemne acto do seu ju- r
amenlo no pago do sen,do. cm o dia 29 do SKi^!?^J?^*SEfe c"P.n-los.
corrente, s 11 horas da manhaa.
1." Dous batedores.
sullar
1. A respeito de muitas das aecusacoes que
se prodigallsam ao meu paiz e ao meu governo,
que algumas dellas devem ser levadas conta
das situacoes anormaes e mui difficeis, que elle
nao provocou nem lhe era possivcl evitar c
quanto a oulras, que eo os resultados mais l-
gicos de actos, de erros e de negligencias alheias,
de que elle nao poda ser responsavel:
2., a respeito dos tratados j ratificados,
que a repblica os lem executado cumprida e re-
ligiosamente ; e a respeito daquelles que nao fo-
Sr. Jos Joaquim de Siqucira, como eslribero-
mor ; os Srs. conselheiros Candido Bapiis-la de
Olivera, Pinheiro de Vasconcellos e Cantillo Jo-
s-Pereira de Faro, corao veadores, e as damas
Exm," condessa de Parral e D. Rosa de Sania An-
na Lopes.
A tribuna do corpo diplomtico eslava ocenpa-
da pelas legagoes do Portugal, de Inglaterra, de
Franca, da Prussia, de Hespanha, de Roma edos
Estados-Unidos.
Na immediata e na do lado direito achavam-
se as Exmas. Sras. cendes.-a de Thomar, de St.-
Gcorges. condessa de Iguass, e familias dos Srs.
condo de Baependy, visconde de Sapucahy
o conselhciro Euscbio de Queiroz, e Souza
Franco.
Era numerosa a multida que onchia as galeras
c a que reflua nos corredores do edificio e na
parle franqueada d.i salan.
Ondas de povo avultavira porta e as im-
mediacoes do edificio quando a elle chegou o
preslilo imperial.
S. A. I. foi recebida no meio da sala das ses-
ufinma.?C..l,qUC S enlPenh0S Cue s9br? e oes pelos Srs. presidente e primeiro secretario
les tomou, os lem o meu governo cumpndo tanto1
2. Um piquete de cavallaria da guarda nacio-
nal, coramandado por um alferes.
3. Cinco mocos das cavallaricas como bate- lt?Tl? 2S2S
dores.
4." Carruagem do porteiro do imperial c-
mara.
5. Doze mocos da estnbeira.
6." Carruagem com os veadores do Sua Al-
teza Imperial.
7 Carruagem do mordomo-mr de S. A. I.
com um moco da estribeira.
8." Carruagem do eslribeiro-mr de S. A. I,
com um mogo da estribeira.
9. Carrua'gem de respeito de S. A. I., com
dous mocos da estribeira.
10. Um piquete de cavallaria.
11. Carruagem de S. A. I., acompanhada dos
mogos da imperial cmara.
12. Dous esquadroes de cavallaria.
Na entrada do campo da acclamaco, a guar-
da effectiva de archeiros.
lanto quanto, no seu caso poderia cumpri-los o
proprio goterno imperial;
3a, a respeito das reclamacoes sobre segu-
rancas de penosa e de propriedades.-thema dado'sobre' iuU de"setim7a"oies*ma eoTetra-
exageragocs o refugio de 7a a erSa-nrn rio Rnntoira
nao pouens aspiracoes llegilimas, que o meu
do senado ; correspondeu com graciosa affabili-
dade aos cumprimenlos da assembla, e tomou
assento em uma cadeira da espaldar collocada
abaixo dos degros do Ihrono.
S. A. I. trajava um vestido de gaze branca bor-
29
O senado hontem approvou a redaeco das
emendas do senado 4 proposico bancaria da c-
mara dos Srs. depulados
Entrando em Ia discusso o projecto de refor-
ma eleiloral, orn o Sr. Dias de Carvalho, fican-
do a discusso adiada.
Na cmara dos deputados, hontem, o Sr. Pau-
la Sanios fundamentou c apresentou um projeelo
mandando quo na garanlia facultada ao banco do
Brasil pelo arl. 3 da lei de 5 de julho de 1853,
eslejacomprehendido o emprestimo, ainda raes-
mo a longo praso que o mesmo banco livor nc-
cessidado de contrahir para es fins mencionados
na mesma lei e dentro dos limites fixados no re-
ferido artigo.
Em seguida o Sr. Martinho Campos, depois de
algumas observages, mandou mesa uma re--
presenlacao do conselho fiscal da companhia de
Mangaratiba, pedindo auxilio pecuniario para a
mesma companhia era altencao ao seu estado de-
cadente.
O Sr. Silvino Cavalcanti requer urgencia para
de preferencia enlrar-se na discusso do orga-
mento da marinha, o annuindo a casa, orramos
Srs. Franco do Almeida, Bezerra Cavalcanti e
ministro respectivo, ficando encirrada a dis-
cusso.
A ordem do dia para segunda-feira :
Primeira parle.Ia discusso do projecto n.
33 deste anno, que marca o subsidio e a indeui-
nisago para as despezas de vinda e volta dos de-
putados ou prxima segiote legislatura.
2a dita da proposta do governo n. 139 do anno
passado sobre casamentos enlre pessoas quo nao
professam a religio calholica apostlica romana.
E as outras materias designadas na ordem do
dia 26 que nao foram decididas.
Segunda parte.Volaco do orcamento na par-
lo relativa despeza do* ministerio da marinha.
2." discusso do mesmo orgamento na parle
relativa a despeza do ministerio da guerra.
Abaixo publicamos uma correspondencia do l-
lustrado representante da repblica oriental nes-
ta corte, o Sr. D. Andrs Lamas.
Folgamos de acolher em nossas columnas a
expresso do sentimentos to moderados e ami-
gaveis, quo por sua parle a redaego do Jornal
do Commercio nunca cessou de nutrir, posto que
uma ou oulra vez tenha manifestado seu des-
tfttns: .-las-: l S5m=l?s55
ra, ficando aborta dahi em diante.
Na cintura uma maneira de cada lado para a
nlroducco de uma facha de seda achamalotada
de qualr dedos do largura, que smenle appa-
recera na frcnlo entro as bandas om o seu lago
a direita, de duas ponas cnida.';, do compri-
mento de dous palmos, lermin;.ndo por uma
guarnigo de reros prelo.
Mangas lisas, largas, com canhocs da mesma
fazenda.
No hombro direito uma hombieira, ou meio
capello de setim verde cobrindo a frentro c o
brago at quasi ao colovcllo, presa por urna pe-
quena presilha ao p da golla, aberla no centro
de baixo para cima at ao meio, guarnecido do
arminho nao s nesta abertura, como tambera na
borda de baixo, e com um pendente por detrs
de tres palmos de comprimenlo, e quatro dedos
de largura, guarnecida de arminho na extremi-
dade.
Barrete de velludo preto de c?a pouco alia,
mais largo em cima do que em ba xo, guarneci-
do de arminho cima da aba.
A aba pequea, virada para cima e presa por
uma presilha do ouro. O barrete ser forrado
de encarnado.
Grvala branca, deixando cahir duas ponas,
de um palmo de comprimenlo, com preguinhas.
Punho3 guarnecidos de renda branca.
No meio do braco direito duas palmas peque-
as bordadas de re'troz amarello ou de ouro, di-
rigidas para cima, c ligadas pelos ps.
Dislincges para os differeulcs empregados das
faculdades.
Dislxncces para os differentes empregados das
faculdades.
1." Tara o director a hombreira sera de setim
encarnado.
2.a Os lentes jubilados usaro da hombreira
ao lado direito.
3.a Os subsiutilos a Iraroaolado esquerdo,co-
mo os calhedraticos, jiorm nao traro arminho.
4.a Os oppositores nao usaro de hombreira.
5."Os doutores edoutourandosusaraodas mos-
mas vestimentas, porm sem hombreira nem
distinctivo no brago.
6.a Os secretarios tero uma penna bordada
no brago direito.
O figurno pode ser visto na faculdade de me-
dicina.
- 28 -
Hontem no senado, continuando a discusso do
requerimento do Sr. Souza Fra ico para que o
projecto de reforma eleiloral fos.'O remeltido
commissao de constituico, orarfm os Srs. pre-
sidente do conselho e Souza Fre neo, ficando a
discusso adiada.
A cmara dos deputados adopteu hoatem, de-
pois de algumas observages dos Srs. Henriques
Em uma das ultimas sesses o Sr. Vasques I e Silvino (Jfcalcanli.o projeelo quo aulorisa o go-
Sagastume, apresentou um projecto declarando 1 verno para mandar admilUc a despacho, Livres-
no injusto aprego de actos lo bem pensados pela
sabedoria de ambos os governos.
Consideramos, como o digno representante da
repblica, a situagao dos dous paizes muito anu-
viada por despeitos e oxagerages em que nao
cabe a maior culpa ao Brasil ; mas tambem acre-
ditamos que essa situagao pode e deve ser venci-
da pacificamente se departe a parte houver pru-
dencia, que nao faltar sdeliberages do gover-
no imperial, e quo S. Exc. o Sr. Lamas to franca
e dignamente nos assegura por parte do seu go-
verno.
Em oulra occasio procuraremos apreciar o es-
tado de nossas relaces com a repblica, to pre-
cisamente quanto nos fr possivel, e, como sem-
pre, no intuito de zelar os interesses e o decoro
deste paiz, sem acender paixes nem inculcar a
guerra como o meio mais salular de resolver des-
mlelligencias internacionaes ou conflictos e re-
sentimenios, entre povos destinados a viver na
mais intima amizade poltica, commercial c de
viznhanga.
Eis a correspondencia do Sr. Lamas :
As informages que teem sido publicadas so-
bre os negocios pendentes, entre o meu paiz e
este imperio nao podem, por subslancialmenle
incompletas urnas, por diminutas outras, servir
de base para estudos e para apreciacoes seguras
o definitivas.
E, para cumulo do desgraca, os inconvenien-
tes da discusso publica de grandes interesses
praticos, sobre theses incompletas ou confusa-
mente estabelecidas, eos que resultara da habi-
tual facilidade com que aquelles que em um e
outro paiz tomam a si a larefa de illustrar e de
dirigir a opinio publica, admitiera, sem o devi-
do exame e coraprovago, os factos mais graves
e as exagerages com que os interesses pessoaes
ou de localidado apresentam os factos mais com-
muns e triviaes, eslo sendo aggravados pela
forma apaixonada, inconveniente e irritante com
que os assumptos a que me retiro tem sido trata-
dos ltimamente, e ainda hoje o sao, lanto na tri-
buna como na imprensa dos dous paizes.
Especialmente a imprensa, em um ou oulro
paiz, em vez da discusso tranquilla, consciencio-
sa, benvola que procura e facilita a harmona e
a paz pelo nico caminho que conduz verda-
dera paz, que o da coociliago do direito e dos
recprocos interesses legtimos com o reciproco
respeito, com a reciproca dignidade, est nos
dando e est exacerbando agora uma guerra de
propsitos otfeusivos, de docslos e de palavras
acerbas, febricitantes e descortezes, que,por
sem duvida contra a inlenco daquelles que nella
tomam parte, augmenta as difliculdades dos
negocios e prejudica as mais legitimas o palpa-
veis conveniencias dos dons paizes.
< Lamentando profundamente esta situagao,
como eslou certo de que a lamentara todos o^ fio-
tuens moderados e pacficos de ambos os paizes,
e fazendo votos para que ella se- modifioae e des-
appareca quauto antes, lara.as.to taf'.''eui que a
governo lem altendido s brasileiras tanto, quan-
do menos, como o governo-de Sua Magestade,
collocado em mais felizes circumslancias, tem
atlendido s reclamagps orientaes da mesma
natureza, que nao sao nem pouco importantes,
nem pouco numerosas.
E' esta a minha convieco, repito, sobre os
ltimos resultados da discusso official ; e como
depois da discusso official raiar o dia da publ-
cidade completa, e nesse dia a opinio dos dous
paizes poder formar melhores juizos do que
aquelles que hoje se querem impr sobre taes
assumptos, esse da ser o da justica para actos
com que hoje nao devo oceupar-mo, e para inju-
rias e banalidades quo nunca pude nem saberei
abaixar-me a apanhar.
Comtudo, a proposito de algumas dessas ba-
nalidades, e das mais repetidas, tenho por op-
porluno recordar desde j um fado official que
est de ha annos no dominio publico.
Nos nunca, jamis, viemos solicitar aqui
obras de caridade.
Em um despacho que tive a honra de dirigir
ao governo imperial com o n. 18, em 31 de maio
de 1854, e que foi publicado em lt*55, dizia eu :
O abaixo assignado se permitle aproveilar
esla ora opportunidade para declarar que de-
sejaria que a discusso da allUnc.a celebrada
enlre o Brasil e a repblica fosse"amplissima ;
pois se ella demonstraste que nao exista in-
teresse brasileiro nos auxilios que o imperio
presta a repblica... o abaixo assignado prova-
velmente receberia ordem do seu governo pura
renunciar a laes auxilios, porque sem inte-
resse reciproco nao haveria allianca, islo ,
combinaro de interesses; haveria sim um
< simples acto de caridade, e os Orientaes solici-
laram a allianca, e nao a caridade do Brasil.
E' islo o qu sempre repel sob lodas as for-
mas, como attestam numerosos documentos.
Foi esta sempre a base ; os auxilios foram
combinaco de interesse, islo destinados a sa-
lisfazer o interesse brasileiro, combinado cm o
nosso ; nunca simples servico ; nunca beneficio
puro, nunca obra de caridade.
Esla a verdade, e esta e outras verdades
que afinal ho do ser reconhecidas, serio uteis
para que so estabeleca a estima o o respeito re-
ciproco, que sao as fonies da amizade sincera o
duradoura, da verdadeira amizade.
Publicando estas linhas, que sao, em minha
intenco, uma prova do respeito e aprego em
quo lenho a sa opinio publica, nao poss fe-
cha-las sera declarar que tambem eslou conven-
cido de que, com mais ou menos trabalho, em
mais ou menos dias, a forga dos interesses reaes
dos dous paizes, auxiliada pela sabedoria dos
dous governos, ha de trazer as presentes difficul-
dades a uma solugo igualmente digna c igual-
mente conveniente.
Rio de Janeiro, 28 do julho de 1860.
Andrs Lamas.
Por docreto de 18 do corrente liveram mer-
c do foro de moco (dalgo com exercicio os Sis.
Luiz Cesar de Lima e Silva o Francisco de Lima
e Silva, fllhos legtimos do veador Jos Joaquim
de Lima e Silva.
Por decreto da mesma data cima liveram
merc do foro do fidalgo cavalleiro os Srs. Alfre-
do Deocleciano da Silva Tavares, filho legitimo
do conselheiro Tiburcio Valeriano da Silva Tava-
res, o capilo Antonio Augusto Monleiro de Bar-
ros Galvo de S Martinho, filho legitimo do com-
mendador Manoel Jos Monleiro de Barros.
Por decreto de 21 do corrente foi nomeado
cavalleiro da ordem da Rosa o Sr. Galdino Jos
de Souza Brrelo, da provincia da Bahia.
Por decre'o da mesma data cima foi no-
meado o Sr. Dr. Joo Joaquim de Gouvea para
o lugar de director da seceo de anatoma com-
parada "e zoologa do museo nacional.
30
ASSEMBLA GERAL LEGISLATIVA
Reunio de arabas as cmaras, era 29
dejulho de 1860.
Juramento da princeza Imperial
Presidencia do Sr Manoel Ignacio Cavalcanti
de Lacerda.
Teve lugar hontem de manlia, no pago do
senado, o acto solemne do juramento prestado
por S. A. I., a serenissima princeza D. Isabel,
conforme dispoe o arl. 106 da constiluico do
imperio.
As 10 horas e meia, feita a chamada, acha-
ram-se reunidos cm assembla geral 36 se-
nadores e 96 deputados, sob a presidencia
do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanli de Lacerda.
O Sr. presidente abri a sesso, e declarou que
as duas camarasde que se compo a assembla
geral eslavam reunidas para o acto do juramen-
to de S. A. Imperial como herdeira presumptiva
da coroa, em observancia do artigo da constitui-
go cima citado.
Procedendo-se depois nomeago da depula-
go que devia receber a S. A. I foram sorlea-
dos para ella os Srs. senadores : Herculano Fer-
reira Penna, Jos Antonio Piraenla Bueno, Jos
Ildefonso de Souza Ramos, Joo Antonio de Mt-
randa, baro de Muriliba, e visconde de Sapu-
cahy.
Depulados : Antonio Pinto de Mendonga, Se-
baslio Gongalves da Silva, Tito Franco de Al-
meida, Fausto Augusto de Aguiar, Jos Joaquim
Vieira Teixeira Belfort. Jeronymo Jos Teixeira
Jnior, Luiz Carlos da Fonseca, Victorino do Re-
g Toscano Brrelo, Antonio Jos Machado, Joo
Panlo de Miranda, Viriato Bandeira Duarte e Joa-
quim Pinto de Campos.
s onze horas, annunciando-se a chegada de
S. A. I. desceu a deputaco. por convite do Sr.
presidente, porta doedillcio.
A guarda de honra era all feita pelo sexto
balalho de infantaria da guarda nacional, com-
mandado pelo Sr. tenente-coronel Francisoo Leo
Cohn.
O prestito imperial approximou-se na ordem
c ceremonial proscripto e j publicado ao som
do hyrano nacional tocado pelas bandas raar-
ciaes. .
Acorapanhavara a S. A. I. o Sr. conselheiro
Paulo Barbosa da Silva, como mordomo-mor; o
zia a gra-cruz do Cruzeiro.
Occupando entao os membros do ministerio a
esquerda da sala, e erguendo-se a assembla,
collocaram-se o Sr. presidente do senado di-
reita, c o Sr. primeiro secretario esquerda de
S. A. I., que estendendo a mo direita sobre o
missal pronunciou com voz clara e firme o jura-
mento seguinte, cuja formula apresentou o Sr.
primeiro secretario do senado :
Juio manter a religio catholica apostlica
romana, observar a constituico poltica da na-
co brasileira, c ser obediente s leis e ao im-
perador.
Assignado o aulo do juramento por S. A. I..
procedeu o Sr. primeiro secretario do senado
sua Untura pela forma scguinle.
c Auto de juramento prestadoperante a assem-
bla geral pela serenissima prineeza impe-
rial a Sra. Isabel, como abaixo se de-
clara.
Saibam quanlos este instrumento viren!,
que no anno de Nosso Senhor Jess Christo de
1860,39. da independencia e do imperio do Bra-
sil, aos 29 dias do mez dejulho, pelas 11 horas
da raanha, nesta muito leal o heroica cidade de
S. Sebaslio do Rio de Janeiro, capital do impe-
rio do Brasil, no paco do sonado, onde se acha-
vara reunidas as duas cmaras legislativas de
que se compo a assembla geral, estando pr-
senles 39 senadores e 96 depulados sob a pre-
sidencia do Exm. senador conselheiro Manoel
Ignacio Cavalcanti de Lacerda, para o lim de
dar execuco ao arl. 106 da constiluico do im-
perio :
Estando presente a serenissima princeza im-
perial a Sr.* D. Istibel Christina, Leopoldina, Au-
gusta, Michaela, Gabriella, Raphaella, Gonzaga.
nascida aos 29 dejulho de 1816, lilha legitima, e
primeira filha existente do Sr. D. Pedro II. Im-
perador constitucional e defensor perpetuo do
Brasil, e da Sra. P. Thereza Christina Mara. Im-
peralriz sua mulber, reconhecida princeza impe-
rial aos dez dias do mez de agosto de 1850, lhe
foi apresentado pelo Exm. presidente o missal
em que a mesma serenissima princeza poz sua
mo direita, e sendo por mira lida a formula
determinada no arl. 106 da conslituigo pronun-
ciou a mesma serenissima Sra. princeza impe-
rial em alta voz o seguinte juramento : a juro
manlcr a religio calholica apostlica romana,
observar a consliluiceo poltica da nago bra-
E para perpetua memoria so lavron este termo
ou auto em duplicado, na conformidade do regi-
ment interno da assembln geral, e vai assig-
nado pela serenissima Sra. princeza imperial, pe-
lo presidente, pelo primeiro secretario o sena-
do, pelo primeiro secretario da cmara dos de-
putados, o eu Manoel dos Santos Martins Val-
lasques primeiro sccrelario da cmara dos sena-
dores o escrevi.
Terminada a leilura, S. A. I. ergueu-se, cum-
primenlou de novo a assembla, e retirou-se
acompanhada pela mesma deputaco, e com as
formalidades com que fra recebida.
Recolhendo-so a depulago, foi lida o appro-
vada a acia da sesso da assembla geral, e o
Sr. presidente levaulou a sesso as onze o meia
horas.
A' uma hora da (arde dignou-se S. M. o Im-
perador receber no paco da cidade as deputa-
ges non,cadas por ambas as cmaras para feli-
citar sua augusta pessoa pelo anniversario na-
talicio da serenissima princeza D. Isabel.
O Sr. conselheiro Euzebio de Queiroz Couli-
nho Matozo Cmara, como orador da dopulaco
3o senado disso o seguinte:
Senhor I Quando um grande povo repousa
tranquillo sombra frondosa da monarchia
constitucional; quando dinasta imperante liga
esse povo lodas as grandiosas tradiges do pas-
sado; quando lhe deve alm da-dcscoberta c
elvilisago do paiz que oceupa, sua indepen-
dencia como nago, e al a liberdade e sabedoria
de suasinslituices, o anniversario natalicio de
um principe herdeiro saudado com o enthusias-
mo mais sincero do amor que nasce do corago,
e nao com as phrases calculadas da lisonja, que
a etiqueta onvia aos labios, mas que a conscien-
cia repelle.
Felizmente, senhor, para felicitar a V. M. I.
ueste dia duplamente grandioso, o senado nos
incumbi apenas de sermos o echo fiel de nossos
proprios sentimentos. dos do senado unnime dos
da nago inleira.
Sim, senhor, nao smente o anniversario
natalicio de S. A. I. que o senado applaude hoje,
ainda sa em seus onvidos o juramento solemne
que a lei fundamental do estado consagrou como
o syrabulo de allianga entre o herdeiro da cor;i
e o povo representado pela assembla geral dos
seus escolhidos.
A pureza dos labios que o proferiram para
o Brasil inteiro a mais preciosa garanlia de sua
sinceridade. A augusta princeza imperial, favo-
recida pela Providencia com talentos nao vulga-
res, e cora os sentimentos nobres e elevados
que caracterisam seus augustos pais, educada
com esmero sb ss suas Ilustradas vistas, teste-
munha constante das virtudes maternas, e da sa-
bedoria e justica com que V. M. I. dirigo os des-
tinos do Rrasil, nao pode deixar do inspirar a
todos os Brasileiro a mais fundada confianga na
fulura prosperidade do imperio.
E', pois, obedecendo s suas mais intimas
convieges que o senado nos envia em deputaco
para apresentar a V. M. 1. suas respeitosas con-
gralulages com os protestos da maior fidelidade
e dedicago que tributa a V. M. I. e sua augus-
ta dynaslia.
S. M. I. dignou-se responder que agradeca
muilo a manilcslaco dos sentimentos do amor o
lealdade que lhe diriga o senado e sua familia.
O Sr. conego Joaquim Pinto de Campos, como
orador da deput&Qo da cmara dos deputados.
disse:
Senhor 1 A cmara electiva nos encarrega
de, neste dia auspicioso, exprimir perante V. M.
I. os senlimentos de-amor e dedicago que pren-
dera, o povo ao throno e dynaslia.
Dia solemne este 1 Como natalicio da prin-
ceza imperial, faz-nos elevar votos ao Poderoso
pelo presente cora que brindou esta nago. Como
poca de seu juramento ao pacto fundamental,
consorcia politicamente a futura soberana com o
paiz Je. quem ja i dolo.
v .'
- -


__-
(a)
BxVRiQ DE PERSA BUCO. TERCA FHH& M DE AGOSTO DE 1860.
yue magesloso nao imperial senhor, o es-
portaculo que ao mundo damosl Que torrente
de merccs nao baixam sobro nos do llirono que
se assenta nas aliuras! Paz, prosperidade, or-
dem, engrandecimenlo, ladtt sorn aos nossos des-
tino) e na quadra vertiginosa eni que outrus
poem os mais sagrados principios era questo,
o Brasil se organisa e fortifica. Na Europa das
uionaichias abala-sc o onouarchia ; na America
das repblicas a monarcliia airaiga-se
A essa inslituicao, lao nossa, deve em gran-
de parlo o Brasil, desde o seu deseobrimenlo at
putauos, sobre matriculas do esludaules, ioi>j as
emendas offerecidas.
Coulirtuando a primeira discussao do projecto
de reforma eleiloral, orou o Sr. Vasconcelos. O
mesroo Sr. senador requereu que o Sr. ministro
do imperio fosso convidado a assistir a esta dis-
cussao. Orou sobre este requerimento o Sr. D.
Manoel, ficando a discussao adiada.
A cmara flos diputados approvou lionlcm em
segunda discussao, depois de ura poqueno debate
entre os Srs. Sergio do Macedo, Luiz Carlos, V.
boje, os proRressos que collocam na vanguarda Oclaviano, Martin lio Campos e Candido alendes.
da America Meridional.
Muiios Ocerauj os antepassndos de V. M. i. ;
mas sua obra s ero uossos dias se completen.
Bem era que no hornera da espada e da liberda-
do, em vosso augusto pai, o Imperio acbasse um
fundador; que no soberano phfiosopho, em
vos senhor deparasse o organisador '. que
i'uiua excelsa princeza depozesse as ruis doura-
das esperancas de harmona e de amor.
Por mais que a imagnsco aterrada aliaste
o projecto que faz vigorar para a prxima soguin-
le legislatura o decreto que marca o subsidio e a
Indemnisaco para asdespezas da viagem de viu-
da e volts dos deputados.
Approvou tambera em seguida o orc.aneuto na
parle relativa ao ministerio da marinha, bem co-
mo a emenda da commisso e mais a que aug-
menta a verba do$ 22 com a quanlia de 60:000$,
sendo 30:000$ para conliuuaco do caes do Vara-
douro, o uniros 30:0003 para melhoraraento da
o fantasma desse periodo horrivel de viuvez o i barra do rio Maraanguapc, da provincia da Para-
luto em que a patria lem de perder o seu priraei- i n>ba do Norte.
ro cidato, a nalureza nao abdica ; c csse scep-
iro, symbolo do lanas glorias, lera n'uin dia que
Deus por muilas decadas remova, que passar s
maos da adorada princeza que anda mais inti-
mamente so ligou hoje cora os subditos de
V. M. I.
Nao I nao seremos nos sem duvida, nos, os
eleitos desle povo fiel, que anda honlem emba-
lou vosso beryo, senhor, eslreraecendo de affec-
so ; nos, os interpretes de urna geraco que pas-
sar historia ratas que o diadema'corde oulra
fronte ; nao seremos nos quo presenciaremos os
beneficios de oulro reinado.
Mas se os homens dpfinharu e morrera, as
uaces vivera e crescem. Aos mil ttulos de
:;ossos soberanos, a gralido de seus povos, ac-
creace o primoroso disvelo com que se esforzara
por dispor o espirito e o coraco da herdeira do
solio, j lo anglicamente dolada pelo dispen-
sador supremo com suas gracas para constituir-
se centro de todas as bemqereugas, penhor de
todas as venturas.
O bolo ser flor esplendida de galas, opu-
lenta ue aroma ; esse juramento quo hoje se
desprende de labios innocentes urna voz pro-
vtemcial que assegura no imperio da Santa Cruz,, -
para remotas pocas, urna imperairiz filha deste I Puyaba,
solo grandioso c abeiicoado, virtuosa como sua
augusta mi, prudente como seu egregio pai, no-1
Jjre como seus preclaros ascendentes, anjo tute-
lar da naco... como ella propria.
A cmara dos deputados, manifestando a
V. M. I. os sentimeulos de gralido e respailo
que a animam, loma a mais viva parte no acon-
leciroento sole.uue que nos congrega neste recin-
to. Felicita V. M. I., senhor, a vossa inclyta
consorte, como reis e corao pais ; adoravel
prineeza como herdeira e futura conquistadora
de tao legtimos airelos ; ao povo brazileiro
por este novo penhor de sua inlegridade porvir;
a si, por lhe caber a gloiia de encerrar seus "|e Azevedo e Martnho Campos, ficando encerra-
trjb.ilhos tomando parle na lixao de mais um da a discussao.
Entrou por lim em discussao o oreamento na
parte relativa despeza do ministerio da guerra.
Orou o Sr. Peixoto de Azevedo, e ficou a discus-
sao adiada.
Por decreto de 10 do rorrete foi nomeado ca-
valUiro da ordera de S. Bento de Aviz o capito
Jos Thomaz Goncalves.
1 de agosto
O senado honlem approvou em terceira discus-
sao diversas proposites da cmara dos deputa-
dos, relativas matriculas de estudanlcs.
Continuando a primeira discussao do projecto
de reforma eleiloral, oraram os Srs. Candido
Borges e Souza Franco, cando a discussao
adiada.
A cmara dos deputados adoptou honlem o
projecto que approva o decreto relativo aos esta-
tutos da corapanhia de navegado a vapor na ba-
hia do Rio de Janeiro, de que emprezario o I)r.
Clinton Van Tuyl.
Adoplou em seguida o projecto que approva o
decreto e o contrato a que elle se refere, cele-
brado com Jos Antonio Soares, para a nave-
gacq a vapor entre Montevideo e a cidade de
Na caiu.Ta dos deputados, honlem, os Srs. Mar-
tiuhoCampse Benevides fundamentaran) e apre-
sentaram requerimentos podindo ao governo.pelo
ministerio da justica. informaces ; este, pergnn-
lando se j esta provida de juiz de direito a o-
marca de Mata-Granrfc ; e aquello, ha quanlo
lempo se acha (era do exer-icio do cargo de juit
municipal de Paraly o badiarel Francisco Mar-
ques dos Santos, porque lempo leve ello ii-
cenca cora ordenado, quanlo comegou a ganar
della e em que poca flraiou, se o mesmo. ba-
charel acha-se actualmente aa corle por ordem
do minislerio da justica, en que lei se funda esta
ordem para este juiz municipal estar fora do seu
termo edo exerciciodo seo cargo, em que servi-
Co o lem o governo occuptdo aqu ua corte, e se,
depois de Anda a licen^a, continua-seno Ihesou-
ro a pagar-lhe o respectivo ordenado em virlude
de portara ou requisicao do respectivo minis-
terio.
Eotrou depois em discussao o remenlo na
parte relativa receila e disposicoes geraes. Orou
o Sr. Franco de Almeido, ficando a discussao
adiada.
6
Por decretos de 31 de julho e do Io do cr-
reme :
Foi nomeado o padre Manoel Jorge da Silva,
conego da imperial capella ;
Permitlio-se aos padres Manoel das Dores Bra-
zil e Jos Faustino Gomes de Ssnl'Anna, vigarios
collados, aque'.le da freguia de Nossa Senhora
da Conceic-o das DuasBarns do municipio de
Cania gallo, e esle da de Njssa Senhora da Pie-
dade de inhomirim do municipio di villa da Es-
trella, da diocese o provincia do Rio do Janeiro,
o podercm permutar entre si as respetivas fre-
guezias.
Foram reconduzidos:
O bacharel Francisco Correa de Queiroz Barros,
no lugar de juiz municipal e de orphos do ter- i
mo de Sania Barbara, na provincia de Minos-
Geraes ;
O bacharel Jo3o Augusto de Padna Fleury, no
lugar de juiz municipal e de orphos do termo
da capital da provincia de Goyaz.
Foi removido o juiz municipal e de orphos
Manoel Ignacio de Medeiros Reg Montciro. do
termo do Simo Dias, na provincia de Srrgipo,
para o de Porlo-Alegre na do Rio-Grande do Sul,
por assim o haver pedido.
Sabemos, porm, por oulra va (fue os com-
mnsartes mglezes e franceses resistem lei que
ltimamente dispoz que a divida do prejuizos de
guerra civil nao p.'garia juros.
Nao obstante, & sahida do paquete a commis-
so continuava funecionando.
A raissao Eoropa havia sido adiada para po-
ca mais opportana.
A policia tiaha prendido o subdita francez
Com decreto n. 2.53B, de 25 de fevereiro do
crreme anno, o rcgulamento a que elle se refe-
re, o qual, conservando ao cncarregado d'essa
reparlicao na posicao de ajudanles de ordens do
ministro, denio concisa c claramente suss allri-
buicoes, c xou o pessoal com inteira econo-
Iul9.
A secretaria do estado, reformada sera aug-
u i ti mamen la na eapital; um marinhiro inalez
recebera no dia 19 do passado o baplismo calho-
Iico na igreja matriz, sendo padrinhos o ex-pre-
sidenle da Repblica Dom Gebriel Pcreira e sua
seuhora. Tomou o nome de Guilherme
brtel.
. jproje...
das esteudendo a mesma dispensa a diversas cor-
poracoes, c foram ludas approvadas.
Cuntinuou por fim a discussao do orcamento
na parle relativa a despeza do ministerio da guer-
n Oraram os Srs. ministro respectivo, Peixoto
mateo milliario na estrada do progesso deste
-venturoso paiz.
S, M. 1. dignou-se responder que agradeca
muilo a manifeslacio dos seutmentos de amor e
Icaldadc que lhe diriga a cmara dos depnlados
e sua familia.
Seguo-se a recepco de varias commtssoes
que pelo mesmo fausto motivo tiveram a honra
de felicitar a SS. UM. Imprtaos, exprimindo o
senilmente unnime que iqueeia huuiem os co-
raedes dedicados de todos os Brazileiros, de lo-
dos os que vivera 5 sombra protectora e benclica
da actual monarchia.
Honlem,^ no paco do sanado, Sua Alteza Im-
perial a Sra. I). Isabel preslou juramento pe-
ante a assembla eral ua qualidade de herdeira
resumpliva do throno brasilciro.
Damos em oulro lugar os pormenores desta
solemnidade.
Adoptou igualmente o projecto que dispensa I ^"'k no.meI'ld?s.:
asleis de amorlisaciio em favor da irmandade de pacharel Jos de Andrade Guimaraes, juiz
Santo Antonio dos Pobres e de Nossa Senhora muillclPa e de orphaos do lermo da Barra-Mansa
dos Presares nesla curte bem corao das irmanda- i da Pfovin-""' do Rio de Janeiro ;
des da santa casa da Misericordia e do Santissimo U bacnarel Gabriel Caelano Guimaraes AWira,
Sacramento da matriz de Nossa Senhora do Ro- JU1;.municipal e de orphaos do termo de Santa
sario da cidade de Goianna, na provincia de Per- i Luzia' Da provincia de Minas Geraes ;
nambuco. Foram ofTerecidas ao projecto 31 emen-'. .Da.charcl Joaquim Theolonio Soares de Avel-
lar, juiz municipal e de orphaos do termo de In-
gozeira, na provincia de Pe.nambuco ;
O bacharel Carlos Eugenio Duarche Mavigninr, i
juiz municipal e de orphos do termo de Villa-I
Vicosa, na provincia do Cea ;
O capito Jos Vicente de Oliveira, lente co-
ronel-commandante do balalho de infantaria n.
92 da guarda nacional da provincia da Bahia;
O major Vicente Ferretra Carvalho, lenente-
coronel commandante do balalho de infantaria
n: /8 da guarda nacional da provincia de Minas-
Geraes ;
O capito Jos Amaro Machado, lenente-coro-
nel commandante do balalho de infantaria n. 23
da guarda nacional da provincia do Pauhy :
capito Pedro da Silva Cnnha Loureiro, ma-
jor ajudante de ordens do commaudo superior
da guarda nacional da comarca de Marojo, da
Por decreto de 10 do passado foi condecorado
com o habito de S Bento de Aviz o capito do
quinto balalho de fuzilco Carlos Olyvio an-
chwardt.
2
Honlem no senado, continuando a discussicr
do projecto que regula o arl. 6. tj |. da consli-
luicao, oraram os Srs. Vasconcelos, Sinimb e
lmenla Bueno, ficando a discussao adiada.
Tor decretos de 11 de julho crrenle conce-
deu-se ao bacharel Thomaz Alvcs Jnior a de-
missao que pedio do cargo de 1 promotor pu-
blico do municipio da curie ;
Foi nomeado o bacharel Candido Gomes de
Vasconcellos Guanabara para o cargo de 1." pro-
motor publico dojniesmo municipio.
Por decretos de >JLLfi-J4 do eorrente :
Foi aprenlado o paJre Manuel Pereira da Silva,
na igreja paroclual de S. Vicente Ferrer de
Inhangapy, da diocese do Para.
Foram demiltidos a pedido seu :
O bacharel Jos de Lima Nobre Jnior, do lu-
gar de juiz municipal e de orphos do lermo da
Barra-Mansa, da provincia do Rio no Janeiro :
O bacharel Aflboso Celso de Assis Figueiredo,
' i c rgo Je secretario de polica da provincia de
Uiuas-Geraes.
Foram nomeados :
i) bacharel Joo Jos Rodrigues, juiz munici-
pal e de orphos do termo de [tajaba, da pro-
viucia de Minas-Geraes :
O major Antonio Joaquim de Fara Lisboa,-co-
ronel commandante superior di guarda nacional
!os municipios de Cururup e Tury-Ass, da
i : ivincia Jo Maranho ;
<>^ major Fram isco Nicolao Cirneiro Noguea
Ja Gama, loricnte-ceronel chefe do estado-maior
du cora mando superior da guarda nacional dos
licipios do Valenca e Parahyba do Sul, da
provincia do ftio de Janeiro ;
!o, Emygdio Leal, lenenlc-coroncl chefe do
lo-maior do commando superior da guarda
nacional do municipio de Alagoinhas, da provin-
cia da Itala ;
O I!r Joaquim Bernardino Pereira de Queiroz,
capito cirurgio-mr do commando superior da
guarda nacional dos municipios do Serr e Con-
ceicao, da provincia deMinas-Gcraes ;
U Dr. Domingos Jos Pereira Pacheco, capito
Cirurgio-mor d'i commando superior da guarda
nacional do municipio do Ancalv da provincia
do Cear.'i ;
O lente reformado de 1.a linha Veridiano de
Souza Brozado, para ajudante do balalho de in-
sntaria n. 10 da guarda nacional da provincia do
l'iauhy
O bacharel Antonio Marciano da Silva Pontes,
para o lugar dn secretario de policia da provin-
cia de Minas-Cernes;
O bacharel Felippc Honorato da Cunha Mcnir
noii, secretario da policia da provincia do Para
^ol reformado Joaquim Antonio Lihorio Cha-
ves, capito do 1." balalho de artharia da
A cmara dos deputados adeptou honlem. de- i Provil,cia do Para,
pois de algumas observaces dos Srs. Henriques! l.oram. reformados :
e Garca de Almeida, o projecto que dispensa o ieJe'm:s Euiz da Silva, major commandante da
capilo graduado do estado raaior de 2.a classe s.Pcca0 Je balalho da reserva da guarda nacional
do ejercite Francisco do Reg Burros Falcao da provincia de S. Paulo, no mesmo posto ;
restluico que, por descont do seu sold, esliL -Sfe Venl"ra Bscoli, capito do 2o balalho
fazendo a fazenda geral da quanlia do 771 por i ,"]faD,arla do servico activo da guarda nacio-
elle percehida na qualidade de recrulador na pro- i co'lc no ''osl de maJor '
vincia da Parahyba do Norte. Joao xaptsla Uarnelles, capito do 6" balalho
da reserva da guarda nacional da provincia
Adoptou tambera o projecto que approva a
pensao annual de 2003 concedida ao guarda na-
cional da 2.a compaiihia do t. balalho do mu-
nicipio da capital da provincia de Goyaz, Jos da
bilva Guimaraes.
Rejeilou em seguida, depois de algumas obser-
vaces dos Srs. Virialo eSaraiva, o projecto que
autonsa o governo a contratar com a companhia
denominada Sanliata a continuaco da navea-
?ao pelos vapores da dita companhia, entre o
porto ,lu Rio de Janeiro e o da cidade mediante as condices por ellas propostas ou ou-
tras que o governo julgue mais convenientes,
conceden Jo para esse fim a subvenco mensal de
5:0OOD porespaco de 6 anuos.
Approvou depois o orcaueuto na parle relativa
a despeza do ministerio da guerra, o com elle as
emendas da commisso, rejeilando a que manda
'a.U"ne"liir a verbaObras militarescom mais
; 2O:O00j} com o principio da conslrucco de um
arsenal de guerra na capital do Par. *
Entrn por lim em discussao o ore.imento na
paite que diz respeilo despeza do ministerio da
fazenda. Oraram os Srs. Franco de Almeida, ba-
rra de Man e Alcntara Machado, ficando a dis-
cussao adiada.
- 3 -
Honlem no senado continuando a segunda dis-
cussao do projecto que regula o arl. G *51 da cuns-
lituico, orou o Sr. I). Manoel.
Continuando depois a primeira discussao do
projecto do reforma eleiloral, oraram os Srs.
Nabuco e Manuel, ficando a discussao adiada.
do Rio-Grande do Sul, no posto
S. Pedro
major.
Tiveram as honras :
O Dr. Luiz da Cunha Feij, cirurgio-mr da
guarda nacional do municipio da corle, do posto .
de major da mesma guarda nacional ;
Antonio Belarmino Bezerra de Menezes, major
da amiga guarda nacional da provincia do Cear.
do mesmo posto ;
Timoiheo Jos Cardoso de Abranches, capito
da amiga guarda nacional da provincia de Minas-
Gcraes, no mesmo posto.
Tiveram merco da serventa vitalicia ;
Fehcio Virialo Braudo, do officio de escrivo
de ausentes do municipio da curie ;
Acacio Buarque de Gusmo, dos oCficios de Io
tahellio do publico judicial e olas, e escrivo de
orphos do lermo de Nova Friburgo, da provin-
cia jlo Itio de Janeiro ;
FiJelis dos Sanios Amaral, do oTcio de depo-
sitado publico do termo da Barra-Mansa, da di-
te provincia :
Ga-
Com data de 23 de julho promulgou o poder
execulivo urna lei sanecionada pela assembla
geral na ultima legislatura, creando urna com-
misso especial para conhecer de todos os crdi-
tos contra o estado, e de todos os documentos
nao consolidados anteriores ao anno de 185>
que, tendo sido liquidados e annotados pela jun-
ta de crdito publico, nao foram convertidos em
ttulos da divida publica.
Esta lei interessa considcravelmente ao impo-
no, que nella pude adiar urna reparacao da re-
provacao do accordo relalivo aos prejuizos cau-
sados pela guerra civil aos subditos brasi-
leros eslabelecid03 na campanha do Estado Ori-
A lei nao deixa de ser restricta, como todas
f a rKolica que teem re"lado a materia
uesae itio. >e porm a boa vontade que o go-
verno oriental nao cessa do protestar ao nos-
so governo e sincera, alguma cousa se poder
salvar. r
Verdade que nessas manifeslacoes de boa
disposicao fcilas ao governo imperial pelo do
bslado Oriental, vemos urna contradiccao com
as palnvrasdo discurso de encerramento* das ca-
maras-pronunciaJo pelo Sr presidente da Re-
pblica. Nesse discurso S. Exc. agradece fran-
camente o apoio que lhe preslou o poder legis-
lativo e a perfeila harmona em que elle se
manlevecerno poder execulivo. Para o impe-
rio S. Exc. lamenta que o accordo de 1858 tenha
sido reprovado.
Onde est a verdade ? Somos obrigados a fa-
zer esta pergunla, supposlo perlencamos ao nu-
mero daquelles quedesejam conservar boas re-
lacoes com os nossos vizinhos.
Para a commisso especial creade pela lei ci-
tada foram nomeados por decreto de 28 do pas-
sado os Srs. Xavier Alvares, Dr. B. Baena, Joo
llamn Gmez, Gregorio Prez, Gomar e Joo
lenaiva, secretario da commisso o escrivo do
ministerio do governo Bernarb Rivera.
Ha va sido licenciada a guarda nacional.
Achavam-se presos e entregues legaco de
s.. Ji. Calhohca os assassinos do subdito'hespa-
nhol Mateo de las Muecas, assassinado no dia
m de junho prximo passado.
Nao se havia eOeeluado a esperada vizita do
Sr. general Urquiza Montevideo.
De Cuenos-Ayres a noticia de mais vulto a
ua prxima efoicSo dos deputados convenco
nacional. Ficava marcado o dia 5 de agoslo, e
Cl.*"in1uc conveno poder achar-sc reunida
ate 10 de selembro.
A Tribuna d como tora de duvida que o a-
nho das eleicoes perlencera ao partido baptila-
uo hoje com o nomo de liberal, e que at ha
pouco era conhecido sob a denomiuaeo de uni-
lario.
Accrescenta que opinio geral que as refor-
mas propost-is por Buenos-Ayres sero aceitas
pela convenco em sua telalidade. Assegura
igualmente que a questo do tralado cora a
llespanha ser resolvida era favor de Buenos-
Ayres, a vista da promessa feita nesse sentido
pelo v general lirquiza em um banquete em ca-
sa? Sovcrnador general Mitre.
Nesse caso, a vizita do Sr general
Derqui, era vez do aproveitar
prqduzio effeito coulrario.
E bom. porm, esperar pelos factos. So pala-
vras e protestos bastassem, a questo argentina
ja estara resolvida ha lempos; nao leria enve-
Ihecido de cincoenla omos.
Este poquetenos Iraz, porm, urna noticia que
atiesta que a harinonia de Buenos-Ayres cojn a
contederaco real.
O Sr. Riostra, ministro que atravessou todo o
periodo da adminislraco do Sr. Alsina, em que
a lula dos dous governos ehegou ao seu auge,
acaba de ser nomeado ministro da fazenda d
Canfederaco. Se havia homem compromellido
nalula quo terminou, era sem duvida o uovo
ministro.
Hartera partido no dia 2 do passado o Sr
Derqui para Paran, e o Sr. general Urquiza pa-
ra o Lruguay. *
O commandante da estaco hespanhola poz
disposieaodo Sr. presidente da Confederaeo o
que desempenha com regularidaae as
n^.rTC- RfP*'C3oque cenfr.lisa em s1
1IV," 'h0S re,a,T08 aos multiplicados ramos
da mannl a e os submette a estudo proprio nio
se constituir de improviso, tanto raafs qua-
tiTi Vh Cerl pon,- da ni das que
cora ella collaborara. Cada dia colhe urna idea
de aperfeicoaraenio, e antes que este atinja
completamente, soflrer modificac.es o plano pri-
mor di aj de sua organisacao. E' porisso que a dis-
tnbuicao dos servicos que correm pelas diversas
seccoes j carece de alteraco, alias prevista no
f.mil" doresPe,lvotreg"'amento. Outras sao
tambera necessanas marcha do servico eco-
noma e polica da reparticao, todas do'dminio
do regulamento interno, que o referido decreto
incumbi ao director geral.
A chamada de mais um director de seccSo, pa-
S mSUV,0ga^Vie,e d0 ro, e a licenca de
d mezes concedida a ura segundo olcial enfer-
mo determinaran! tambera o exercicio, na secre-
taria de estado de um offlcial e um amanuense
da secretaria do conselho Naval, como permute
o.arl. 31 do respectivo regulamento ; logo, po-
rm. que o referido segundo ulicial se apresen-
tou, voltou o amanuense para a sua repartico
O regulamento que reformou a secretaria^ de
estado concedo aos seus empregados. quo com-
pletando 30 annos pe servico nao esliverem in-
^ iod,Sr! Um acresciIo de venciraentos na
K S }-iPOt CeD, de 5 em 5 "" unirn-
do era duvida se esse accr-scimo devia ser con-
esoveonCOm0 ralifi"5o. ou como ordenado,
,f, ^ 50Vern0 p?la Pri[ueira liypolhese.e as-
?r0, i arOU tJccrel n- 2-53J de 25 de fe-
* ere.ro u limo, determinando que s e*ja per-
cebido pelo effcclivo exercicio do emPreo
un?-. reifoIa"'CDl ,U0 COnselho Naval "ontinha
urna lacuna muilo sensivel : pemiltia que o
memoro divergente da opinio dos sen collegas
declarasse o seu voto na acia ; mas nem este Ira
m niK vad0'.nem c?eSava ao conhecimento do
ministro, e ale o memoro vencido era obrigado a
assignar as consultas sem declaraco alguma. O
mnn'A0 rt"- 2'51 i de 17 de fzcmbro'de 1859.
?? B egUlr sera,elhale respeilo o que
', Prauca no conselho de estado, em virtu-
uo uo art. I, do regulamento nrlS
vereiro de 1812, pOz termo a este
veniente-
isagac
eres, curoprindo
quaes se devem
de 5 de fe-
rande incun-
guat-
Bsta medida foi completada com oulra
mente, indisponsavel. Por aviso de 1 i de janei-
consuuTsdeU,rU,"?U-SU 3 "P-o de tolas as
bre ..1- ,nl0Sr,alm,!Ill('. 'loando versaren! so-
em q~.S S Pnnde,r?as< e no caso contrario-
era .esumo, com declaraco das conclusoes. As
te or,, ai uCanCC S t0d0S' em eral- tu-
ie preciosa de precedentes
(ramas, e em particular,
e tradiccoes adminis-
, do governo que pode-
eX:Pj'car mui,os d seus actes com os parece-
Urquiza e
Confederaeo,
res impressos de urna corpora rinh. "-8uei08 concernertes repartico da ma-
ruiha sao especialidades de tal nalureza
gem talvez a exclusiva dedicado de
lem a seu cargo, e nao permittem
mulacao com outras fuucco
cao podo todava ser
blico dada em
amor ao trabalh'o ; nao obstante s
- daincorapalibi-!^
que exi-
quem os
a sua aecu-
cimcntos que actualmente se abonam achara-se
cstabelccidos por lei.
.. E' *bido que as repartices de fazenda, que
tidam com arsenaes e almoxariflados, encontram
quan sempre difficuldades na flccalisaco quo
mes cumpreexcrcer sobre taes estabelecircnlos ;
mas na mannha crescem ellas de ponte por mo-
tivo da especiahdade des navios.
Nao basta o zelo e vigihncia dos empregados
das repartieres de fazenda na Ierra ; necessario
que as autoridades de bordo, e aquelles empre-
gados que ah nterveem na flscalisaco. desem-
penhem com eflieacia seus dev
risca as disposicoes pelas
reger.
N'esle senlido tenho dado algumas providen-
cias.
AUDITORIA GERAL DA MARIMHA.
A'reforma d'esia repartico, de accordo com o
espirito da legislaco em vigor, depende, como
bem disse o meu antecessor, dos cdigos crimi-
nal e do processo, quo se houver de adoptar pa-
ra o exercito e armada Mas, em quanlo islo so
nao faz, nao justo delxor de mclhorar a sorto
do respectivo escrivo e meirteho, o escrivo
d este, cujos exiguos vencimentos anda sao os
que marcou o decreto de 3 de junho do 1793.
Os crimescommellidos pelas pessoas alistadas
da armada, e julgados at a ultima instancia,
durante o anno de 1859, constara do mappa nu
2o. Comparado esle documento com o do anno
de 18o8, reconhece-so que houve uliimamenlc
maior numero de delinquenles.
INTENDENCIAS.
A escnpluraco da primeira e terceira seccoes
do almoxanfado e da casa de deposito de inuteis
da intendencia da corte nao se acha era dia,
nem syslematisada. Ilci de pOr lodo o empo-
nho para que, eslabelecidosos modelos a que se
refere o artigo 62 do rogulamento de 16 de ju-
lho do 1856, se cure de tao importante objeclo
com a allencao que elle merece I
A. tomada do contas do alraoxarifado do arse-
nal da Bahia acha-se atrazada oito anuos ; eslao,
porem, expedidas terminantes ordens i respec-
tiva Ihosouraria de fazenda am de por lermo a
lao grande irregularidade.
A falta de arraazens para a conveniente arre-
cadacao do material, confiado intendencia da
corte, sobremodo sensivel. Alguns ha na
ilha das Cobras pertencenles alfandega, que 3
nao lhe fazerem falta, sero qucllc fira desti-
nados; e com taolo mais acert, quanlo a con-
versao dessa ilha era dominios do arsanal e da
intendencia urna das ideas capitaes do randa
plano de melhoramcnto do porto do Rio de Ja-
neiro, organisado pelo eogenheiro Henry Law o
annexo ao relatorio que vos foi presente em
A necessidade de um deposite para o enri
de pedra comprado pelo governo dcterminou a
acquisicao da parte da ilha do Macongu-Gran-
de prxima Pona d'Ara, nas immediacoes da
cidade Nictheroy. No intuito de mais apropria-
ta ao tlm a que se destina, foi nivelada parte do
morro que nella existe, e trala-se de conslruic
una ponto de descarga de navios. Tambero
a !i se est fazendo urna morlona necessaria
galeota imperial.
Aacquisicao do material para servico e consu-
mo da armada e mais eslabelecimentos de ma-
nnha 6 objeclo que absorve lo avultada parle
do oreamento, que nao pode deixar de attrahir
constarileinenle a allencao do governo. Baixou
Po.1-"' o/^gulan^'iilo a que so refere o decreto n
2,108 de 20 de fevereiro ae 1858.
O pensamento dessa medida fazer
com a
ues ; essa
"sa accumol'" ma'r e.co,,omia1 e Promplidao o supprimcnto dos
a ser van.ajosa JiSSlt\ZX**%&"**""-** aU'
pessoas de tlenlo, llustfaco e | ^Lfil
u conselho de compras da curte, porm, 03
o principio estabelecido da incorooatibi- das Provillciil-a. o algumas repartices dem'ons-
ser necessario elevar 03 vencimentos ar- !trar3m por vczes '
dado, ser uecessario elevar 03 vencimeutes''r- 1 lrav.3a\ Por TCzes a necessidade de um processo
Durados aos membros do conselho. Unto mais 1 mais decisivo c menos lento, e o meu antecessor
quanlo nao da clase mais abastada da socie- c(niitTa,
dade.que sao tirados esses servidores do estalo Pr.ox,mo "nil-
que tao valioso auxilio prestam ao governo.
A visita dos arsenaes, intendencias, Eslabele-
cimentos de mariuha
membros do conselho naval "i
dos no arl. 27 2.a do regu'l'
Francisco das Chagas Vieira Pinto, dos oficios *apor Concrd>a, no qual S. Exc. segura via-
dc labellio do publico, judicial e notas, e es-|g"m* .Acompanharam o Concordia os vapores
erivao de orphos dos termos reunidos de Sania aroe"linos Siena y e Benavides
As ordens do general Urquiza poz o gover-
no de Buenos-Ayres o vapor Pinte e Cinco de
Uaio.
Cruz, Nova Almeida e Linhares, da provincia do
Espirite Santo;
Manoel Francisco da Silva, do officio de parti-
dor do juizo municipal e de orphacs do termo da
Serra. na dita provincia
S. Exc. no ocio do parlir
que se fazem aos soberanos
recebeu as honras
Tanto o seu adeos
dos deputados approvou honlem em
guarda nacional da proviucie do Para, no posto llvs. cabeudo ao actual ministerio a honra de
ce major. ter levado effeito aquillo que os supremos
- ,!'" nsdo Jos Gomes de Mello, capito do Poderes do estado consideraran! de grande utili-
.). eaiaiiiao da guarda nacional da provincia das de para os fiis que vao fazer parte das noias dio-
AlagOas para exercer o lugar de major do mesmo ceS(,s.
balalho. E'esta
Por decreto de 14, 16 o 18 do correle foram
exonerados a pedido seu :
O bacharel Bernardino Jos de Campos, juiz como signal cerlo das hoas^reiact.es' do'Tmn'ero
municipal e de orphaos do lermo de Batalaes, da com a Santa S. que sem duvida se tradunro
provincia de S. Taulo ; era actos de cordial e paternal benevolencia em
rase francisco de Siqueira Sobral, capito-sc- outras quesles que pendem de deciso
geral do commando superior da guarda Breve, segundo estamos informados
lao e escrivo de orphos do termo de S. Chris-
tovao, na provincia de Sergipe ;
Jos Francisco Monleiro, dos offieios de parti-
segunda discussao. depois de'um pequeo deba- v?n-u"Udordo lcrmo ',0 Lagarto, na mesma pro-
te entre os Srs. Garcia de Almeida. Peixoto del ual !,. /
Manoel Felippe de Souza, dos offieios de par-
tidor c distribuidor do mesmo termo c provincia
Epifamo Lopes Falro, do officio de escrivo
de orphaos do termo de S. Borja, da provincia
de S. Pedro do Rio-Grande do Sul ;
Joao Francisco de Agolar Jnior, dos offieios
de partidor e contador do juizo municipal e de
orphaos do termo do Santo Antonio da Palrulha
da mesmo provincia ; '
Joo Airea de Almeida, dos offieios de conta-
dor e distribuidor do juiz municipal do termo da
Cachoeira da dita provincia.
Foi perdoado a Antonio Feliciano Lopes o res-
te do lempo que lhe falla para cump/imenlo da
pena de 20 anuos de prisoo com trabalhos, a que
toi condemnado por senlenga do tribunal do jury
do termo de Vianna da provincia do Maranho"
I or decreto de 4 do eorrente foram aceitas as
renuncias que fizeram
Jos Benjamn) da Rocha, do officio de tabel-| coni do Sr Derqui affiancam que as provin-
A camar.i
segunda
- de
Azevedo e Virialo. o projeclo que faz extensivas
as disposicoes dos arts. 9, 10 e 13,1o regulamen-
to de 16 de Janeiro do IbS aos corpos policiaes
das provincias de orginisaco semelhaiite 00 da
corte.
Continen depois a discussao do oreamento na
parte relativa despeza do ministerio da fazen-
da. Oraram os Srs. ministro respectivo e Peixo-
to de Azevedo, ficando adiada a discussao.
Temos a satisfaco de annuneiar aos nossos
leilores que por actos da nunciatura apostlica ;
datados de 25 do passado, foram cannicamente
instituidas as dicesis Diamantina e da Fortaleza
creadas por bullas pontificada de 1854.
Desde essa poca lem o governo imperial soli-
tado o cumprimenlo e execucao das referidas
as, o que foi sempre adiado por diversos rao-
uma noticia importanlissima nao s pelo
que exprime, como porque a inslituico cannica
dos dous novos bispados deve ser "considerada
cas argentinas cm breve ormaro de faci um
so estado.
Na Confederado as elcices do deputados
convenco deviora ler lugar no dia 5, 6 e 7 do
crreme.
Temos dalas de Porlo-Alegre at 29 e do
Ido-Grande al 31 do passado, e de Santa Ca-
tharina al 2 do eorrente.
Chegra de Antuerpia ao Rio-Grande no dia 2-2
do passado a escuna hollandeza Walerhnizen
com 8/ collonos alternaos. Havia fillecido na
riagem urna crianza de cinco mezes de idade.
e dlviso-s Navaes, pelos
para os lins indica-
, ..menlo annexo 00
decrete ... 2.2U8 de 22 de julho de 1858. deve
comecaremjuuhoproxi.no teluro. D'ella co-
me' por ceno, a repartico da marinha gran-
des resultados, sendo feita com o zeio c solicite-
in.q.m, 'fUn8ue,n aquelles ^necionanos.
aos quae, habiliUrc com os necessarios meios
para que possam desempenhar cabalmente
importante misso.
CONTADORIA.
Esla repartico, organista peio regulamento
que ocompanhou o decreto n 1,739 de 26 de
marco do 1850, lem o pessoal quo lhe foi m
sua
k'"*""" uii'ju. u., ue leno, os memDros
selho da corle, de que Irata o capitulo 2
tado regulamento, nao podiam satisaze
.0 padre Dr. Pedro Hara de I.acerdo, do cano-
n.calo quo oceupa na S de Marianna ;
O padre Joaquim Cantillo de Brilo, da freguezia
de Barbae.ena, na provincia de Miuas-Geraes bis-
pado de Mariauuo;
Foram perdoadas .
A' Marcellina Rosa de Jess, e sua filha Josc-
pna Rosa de Jess a p?na de dous mezes de priso
simples, que foram condemnadas por senlenca
do juiz municipal do termo de Nazarefh, da pro-
vincia do Rio de Janeiro ;
A'Faustino de Almeida, Luiz Antonio Caelano
:a silva, e Joaquim Fernandes a pena de dous
mezes de puso e multa correspondente me-
ade do lempo, que foram condemnados por
senlenca do juiz municipal da 2." vara da corle
Por decretos de 24. 25 e 28 do correle :
Foi aeeeifa a renuncia feita pelo bacharel Au-
gusto Cesar da Silva Rosa do beneficio da ordem
presbyteral om que era collado na igreja cathe-
dral do bispado do Maranho;
Foi reconduzido a bacharel Joo Feliciano da
t-osia Ferreira no lugar de juiz mnnicipal e de
oV 1 os d0 lcrmo de Sofocaba na provincia de S.
1 ouio.
Foram reformados :
antlJeI2frd0 ,de Arroxelas Galvo, major da
no"mesgm;;rdposteaCl0na' Pr0Tnda *" A'*>
baMbl^H "^"oreirado Carvalho, capilo do
.!;, h / l,"'aria da 8uda nacional do mu-
dicipio da cdrle no mesmo poste
Foi dem.ltido Venancio Jo. Pinheiro da Sil-
va al feres do 5. balalho da guarda nacional
tad" mUnlC,pl0, p0r as8im hav,er soli<:'-
Foi acceila a desistencia que Domingos Jos da
^ilva Braga fez da serventa vitalicia do officio
de esenvap do jury e execucea criminaesdo ter-
mo da Conslituico, da provincia de S. Paulo.
f\ di
*-Stenado hon,em approvou, em terceira dicug-
*ao, diversas proposites da cmara dos Srs. de-
nomeados as mais piedosas esperancas, e de
esperar que SS. EEics. so mostrem mais urna vez
moa de Dos, enmprindo sem reluctancia a sua
divina vontade.
Honlem no senado, continuando a 21 discussao
do projecto que regula o art. 6 8 1 da constitu-
?ao. orou o Sr- marquez de Olinda.
fnrm^I?U?nd T"elor! orou oSr. Souza Franco, cando
a discussao adiada.
A cmara dos deputados approvou hornera, de-
Enlrou hontem do Rio da Prala o paquete in-
glez Wersey.
Trouxe-nos folhas do Montevideo at 31 do
mez passado, de Buenos-Avres at 28, da Con-
federaeo Argentina at 24 e do Paraguay al 20
do mesmo mez.
Nada de notavel referem essas folhas que j
aqu nao seja conhecido desde a chegada do
Apa
Em Montevideo leve lugar no dia 9 de julho
anmversario da independencia das antigs pro-
vincias unidas do Rio da Prata, um grande ban-
quete dado pelo cnsul geral da Confederaeo
Argentina, sendo convidados lodos os agentes es-
Irangeiros e os ministros de estado.
Deha algum lempo para c nao ha paquete
que nao nos iragn urna noticia da significaco
desta ; parece que a Confederaeo Argentino faz
tica 6m 0Slen,ar Pensamento de sua poli-
Essas oslentacoes, porm, nao produzem o
eiteiloqueseqner. Nenhum cuidarlo nos do
os projeclos concedendo caria de cidadio orien-
tal ao general Urquiza e ao general Guido : a
missao especial do Sr senador Castellanos a
Buenos-Ayres, ou
desde abril do dito anno al o presente, prefa-
zem o total de 212.
D'eslas contas foram tomadas durante aquelle
periodo 1of, cujos alcances monlaram a.......
ltd.008j:'9il, restando portante 58, das quaes 28
se achara j distribuidas por diversos empregados
para scrcm liquidadas.
Alm das que ficaiu referidas existem archi-
vadas mais 159, quasi todas pertencenles a mos-
tees c machinislaa, sendo 153 antigs e 6 mo-
dernas- l'or falta de documentes nao leem lido
o necessario andamento, apezar das requisieoes
que, paro completa-las. se tem feito s diversas
auloridades; eslo, porm, dadas as uecessarias
Os jornaes do Santa Catharina do noticia de Prov'"lencias, para obviar este mal.
urna viagem que fizera o Sr. Dr. Brusque afimL ,Arrpcadou-se d'aquelles alcances cerca de.,
de vizitar e inspeccionar a colonia Blumeneau,, ;J:J5000, que j foram recolhidos ao thesouro
caccommodaro pessoal destinado a urna nofa 1 no.clonal :al"ons acham-se ainda depedenles de
colonia no Ilajahy. j solucao de varias reclamacoes feilas pelos res-
Pora esse fim duplo embarcara S. Exc. na ca- pec,lvos rsponsaveis, e oniros vao ser cobrados
nhoneira nacional Behnonles levando era sua 1 facultamente pelo juizo competente : tendo-se
companhio, alm de varias pessoas gradas da J.d Prov|denciado em ordem a tornar mais
o rotatorio apresentado o anno
E, de feito, os membros do con-
do ci-
lisfazer a se-
gunda parte daquelle pensamento. O seu pre-
sidente, 9, encarregado do quartcl-general, so-
brecarreado de importantes unecoes, era o
primeiro a reconhecer que nao podia desempe-
nhar novas e to onerosas obngaees, ncompa-
tiveis com aquell'oulras, que por si smenle
bastam para oceupar um funecionario zeloso.
O intendente da marinha da corte, nao s pela
nalureza particular do suas atlribuicoes, como
por ser muitosvezes incumbido de realisar uui
grande numero de compras, 11S0 era o mais pro-
prio para ter voto em conselho. O auditor da
marinha. empregado de justica. nao convinha
que fosse chamado a decidir negocios que exi-
gtam relacoes e tratos commerciaes, alera de co-
nheciraento das condices do mercado, embora
cado provisoriamente no aviso de 28 de matse- S"a n.rPSC"a." conselho tivesso a vanlagem do
guinto. uraa inspcccao prohssional na redaeco dos cou-
Certos trabalhos que
lem lido complete ndame
segundo informa o cont
d 'mS.1'IS^011" po os conseliios da experiencia de qiu^rdmis'a'n-
JZL?T{ mefa tomada-de cenias; nos. Promulgou-se o regulamento annexo ao
aos diversos responsaveis da reparticSo da ma- \ decreto n. 2,5(5 de 3 de marco do eorrente anno
J que se lhe deo, como substituindo aquelle consello por oulio cora-
poslo de membros nomeados e demiltidos livrc-
raeniepelo ministro; lirados dous d'enlre offi-
ciaes da armada de patentes superiores, e da
ccnladona de marinha um que se. ve tambera do
secretario. e tendo nelle assento o intendente
como informante. Esta importante alteraco'
porem, nao se tornou extensiva oos consehos
para fornecimeutos nas provincias, aos navios da
armada fura da corle e aos hospitacs de marinha
porque a prudencia aeonselha que se aguard
os resultados da innovaro e se proceda gradu-
almente.
I uma ii.spcccao prossional na redaeco dos coii-
enlo accresceram no;!,",0'^'^1"60553 ,nsnl-caose podo obler do
ment, e sso devido, i
lador, nsulliciencia j Nao ero, pois, possivel repellir por mais tera-
rinha,
posso a demonstrar.
Existiam no ultimo de mareo do anno passado
rtLC.0nt?S,iqu0'Jro"nidas a ,55 le enlraram
das
pois de orar o Sr. Virialo o brcaVeto m"nVri ri*"T*yT'a*33. TI,l!a dos governadores
Enlrou depois era discussao o projecto que au-
tonsa o governo a pagar a Manoel Jos Teixeira
Barbosa a quanlia de 150.732J.4oO. importancia
da senlenca que obleve contra a fazenda publica.
Oraram os Srs. Sampaio Vianna e Virialo, linali-
sandoeste ulmo senhor por mandar mesa um
requerimento de adiamento que nao foi votado por
falla de numero legal.
Tor decreto de 31 do julho prximo findo leve
merc de fldalgo cavalleiro o Sr. Luiz da Silva
Meiifredy.
O Sr. major Carlos de Moraes Camiso foi agra-
ciado com o habito de Aviz.
5
O senado honlem oceupou-se cora a discussao
do requerimento do Sr. vigcoude de Jequilinho-
nha pedindo ao governo informaces relativas
divitao dos circuios eleitoraes. Oraram sobre
O imperio nao acredita nas tendencias cosmo-
pont.casdas antigs colonias hespanholas e nes-
sas oslentacoes dos seus governos nao v' senao
Ir generarGtdodpl0n,alCOS eC0**** ^
Nos ltimos dias comecaram a circular em
Montevideo boatos desagradaveis sobre os traba-
lhos da convenco oriental anglo-franceza eu-
carregada da liquidaco das reclamacoes dos res-
pectivos subdilos- relativas a prejuizos proveni-
entes de guerra civil. Pavera
A Miedo procurando desvanecer esses boatos
diz, ultiuia hora, quo nada tero elles de real
que toda a questo se reduz discordancia dos
cominissanos sobre o algarismo da somma total
ua liquidarao.
Explicando igualmente o fado, accrescenta o
Repblica, que a suspensao dos trabalhos da
commisso leve por motivo a morte do Sr. Rou-
ey, commUsario por parte do governo de S. M.
provincia, o Sr. baro de Schnecburg e cincoen-
la colomnos, que moslraram-se muito satis-
reitos do agasalho que enconlravam era trra es-
traoba.
O Sr. baro de Schnecburg conseguir difficil-
racnte de S. Exc. que dsse o seu norae no-
va colonia, que ficou denominada Brusque.
No da 29 regiessou S. Exc. capital, tendo
encontrado na inelhor ordem a colouia Blume-
neau.e deixado os novos colonos na melhor dis-
posieuo de aproveitar por meio do trabalho os
abundantes recursos do solo que adoptavam.
Honlem no senado, continuando a discussao da
reforma eleiloral, oraro os Srs. Dias de Carva-
lho e D. Manoel, Qcando o discussao adiada.
A cmara dos deputados approvou honlem sem
debate as emendas do senado autorisando o go-
verno a mandar matriculare admillir a exame
do 1 do anno da faculdade de direilo de S. Pau-
lo a Eduardo Meirelles Al ves Moreira.
Lntraram depois em discussao as emendas do
senado relativas reforma bancari. Oraram os
Srs. Martnho Campo e Gomes de Souza, ficando
adiada a discussao.
Continuou por lim a discussao do orcamenlo da
receila e disposicoes geraes. Oraram os Srs. ba-
rio de Man e Alcntara Machado, cando tam-
bera adiada.
depois.
RELATORIO
Ayresentado a assembla geral le
gislativa na quarta sesso da de-
cima legislatura, pelo ministro e
secretario destado dos negocios
da marinha, Francisco Xavier
Paes Bar reto.
Augustos e dignissimos Srs. representantes da
nacao.
Era curoprimenlo da disposieao contida no art.
42 da le de 15 de dezembro de"l830, venho dar-
vos conta dos negocios do repartico da mari-
nha, que me foi confiada por carta "imperial de
10 de agosto de 1859.
, AMINISTRACO CENTRAL.
A le n. 874 de agosto de 1856 creou um con-
selho Naval, incumbido de desempenhar lodoso
trabalhos que lhes forera commeitidos, e aulori-
ou a reforma da secretaria de estado e do quar-
lel-general como o exigisso aquella inslituicao.
urganisadas as duas primeira reparlces pe-
8*g2 2mS".,os qoe' D8ixar8rn com os drelos
r.. 2 208 de 22 de .ulho de 1658 e n. 2,359 do 19
de fevereiro de 1859, era conveniente nao demo-
rar por mais lempo a reforma do quartel-gene-
ral. Inlelraraenle de accordo, pois_eom o oa-
sessoes poucos das recer do conselho de estado, exaradcem codsuI-
Itado 1. de dezembro tte 1859, foi promulgado,
lo o embolso da fazenda nacional""'
Os inventarios proseguem com regularidade ;
os que lem sido teiles desde abril do anno pas-
sado ale o presente comprehendera valores exis-
tentes nos armazens do almoxarifado, e nos na-
vios, na importancia de 3,576:453S353.
)Q i PIS d Proniu,Sacao do dec.el u 2,343 de
-de Janeiro do anno passado, fez-sc sentir
necessidade de urna reviso do citado regula-
mento de 26 do marco de 1856, para se poder
conservar o preciso accordo cora o systema de
centralisacao estabelecido pelo thesouro. segundo
a le que aulonsou a reorganisaeo da contado-
ria da mannha, por sso que ii'aquelte decrete
algumas olieraeoes se fizeram, que convm
adopiar-se, nao s por bem do servico, como do
pessoal que u'elle so emprega.
O aviso regulamentar de 2 de obril de 1856
que serve como de regiment interno da con'la-
dorio, carece ser harmonisado cora outras dispo-
sicoes mandadas observar posteriormente.
O melhoramcnto da escrituraco do bordo dos
navios da armado, e das diversa"s estacoes sujei-
tas a prestar contas contadura, dependendo,
tanto da concluso de inventarios, que ainda fal-
lan), das sessoes do almoxarifado o dos mesmos
navios, como da organisacao do regulamento,
que actualmente se elabora, e fora recommenda-
k Pi ,ac-;26 d0 decrel e P^no de 30 de ju-
nho de 18j/, anda se nao conseguio lo com-
pletamente como era para desejar.
A escrituraco e contabilidade ainda lulam,
quanlo ao material, com muilas difficuldades ;
entre outras razoes, porque nao elle conve-
nientemente classificado e discriminado, nem
sao organisadas-com a precisa claresa as tabellas
da respectiva dislrbuigao.
O systema de vencimentos do pessoal marti-
mo est tambem de tal sorte complicado, qu
oulro embaraco com que a repartico fiscal lula
constantemente.
Muito se poderia contribuir para o melhora-
raento da contabilidade e scalisacao do mate-
rial existente, estabelecendo regras'que facillas-
sem o conhecimento perfeito de lodo elle, pelo
menos annualraenle, para com presteza serem
lomadas os contas aos respectivos responsaveis,
com especialidade aos que d'elle se encarregarr
em ierra, porque a respeilo dos que embarcam
ja esta providenciado, simplificando-se ao mesmo
lempo as competentes tabellas de dislribuicao
Parece-me ser de grande conveniencia sca-
lisacao o contabilidade reduzir lodos os venci-
mentos dos offlciaes da armada e das difiarcnles
classes a sold de trra, e vencimeulos de em-
barcado, comprehendendo-se n'esles as difieren-
tes importancias que hoje sao abonadas debaixo
de diversas denornteagoes ; podendo mesrro as
comedonas ser pagas a dinheiro. Esta alteraco.
porm, nao se pode levar a efTeilo sem previa
aulonsajao do corpo legislativo, porque os *cn-
0 processo morcado no regulamento de 20 do
fevereiro de 1858 s ,h"rcu modifieocoes, tornando
mais rpido o forneciraento dos objeclos necessa-
rios a concluso das obras era andamento nas
ollic.nas do arsenal. A demora em loes forne-
e.mcnlos dava lugar a detengas no acabaraenlo
dessas obras, oecasionava a remoeo dos opera-
rios de urnas para outras sem as 'haverem con-
cluido, augmentando o costo da mo d'obra, o
impedindo o exercicio do urna scalisacao com-
pleta sobre a aclivfdadedo trabalho. '
Os contratos celebrados com os negociantes
das pracas do Rio da Prata para o fornecimenlo
dos navios de guerra que all eslacionam, nao
teem sido, no maior parte dos casos, vantajosos
.1 uzeada publica nocional, pela limitada con-
currencia dos fornecedores, pouca abundancia
dos gneros precisos e grande oscilacoo dos pre-
cos. O novo regulamenlo permitle que taes con-
contratos possam ter lugar na corte quando seja
conveniente. Eslabelece tambera a preferencia
erri quaesquer contrates, s casas importadoras;
e finalmente nao esquece a regularidade da es-
cnpluraco.
Temos' em Montevideo um grande deposito de
carviio de pedra, pagando subida arraazenagem,
segundo contratos celebrados cora James Char-
les & C, e Sco't Hett & C.
Prevendo-se que to avultada quantidade de
combuslivel nao ser olli consumido em poucos
annos, urna vez que se nao deu o evenlualidade
quedelerminou a sua acquisiQo, e que, alero
disso, se deteriorar de dia em dia, expediram-
se as necessarias ordens para ser vendido ein
parte a preco nunca inferior ao do mercado.
Ksla medida ha de ser proficua aos interesses da
fazenda.
Desse mesmo deposito se mandou douscarre-
gamentes para Sania Catharina. Assim, abasle-
cendo-se o deposito deslo provincia, diminuio-
se a despeza de armarenagem, que pesa sbreos
corres pblicos. Como, porm, nem sempro.
sera feeil efiectuar-se semelhante transporte para
s diversas provincias que reclamara esle com-
buslivel, e para algumas seria despendlosissimo
taze-lo, nao so pode prescindir de realisar novas
compras : um contrate foi, pois, assignado ulli-
momenle para abaslecimenlo dos depsitos da
corte, Baha, Pernambuco e Santa Calharna.
sendo acautelados convenientemente os interes-
ses do fazenda. Ter curto durac.ao, porque o
governo celebrou-o no intuito de colher as neces-
sanas informaces sobre a conveniencia de abas-
tecerse directamente nos mercados da Eu-
ropa.
Para este fim recorreu o governo ao preilimo
de Joaquim Pereira Vianna de Lima, que j ti-
nha sido incumbido de comprar all certa quan-
lidade de objectos para o almoxarifado da corte,
enlendendo-se directamente com as fabricas que
as produzem, e depois de colher os precisos da-
dos nos eslabelecimentos navaes mais adianta-
dos ; do remeli-los cora minuciosas informa-
ces sobre o seu preco medio eorrente, quer sen-
do comprados a fabricantes, quer a negociantes
de grosso trato, vista ou prazos, e sobre as
despezas que occasionaram postas aqni, ou om
cada urna das provincias do Para, Maranho.
Pernambuco e Bahia ; e de ministrar iguaes es-
clareciraenlos acerca de outros quaesquer arligos
de grande consumo ne repartico de marinha
Foi, pois, tambem encarregado de enviar um
quadro demonstralivo das differentes qualidades
de crvo de pedra, classificadas pela preferen-
-- ----
,- *
1


MARIO-DE PZKyAB3tUCO. TEBCA FE IBA 14 DE AGOSTO DE 1860.
Ca que nu-regam no moteado, com deelaragao
de son prego medio e da despeza que Cara cada
tonelada posta neste porto, ou nos das provincias
do Para, Maranho, Pernambueo, Babia, Santa
Calharina e Rio-Grande do Sul ; e de fornecer
todas as informacoes que possam habilitar o go-
vernoa deliberar*sobre a conveniencia de man-
dar vir por sua conla este material.
listas e oulras medidas, todas lomadas no in-
tuito de assegurar a compra do material mais
importante, da melhor qualidade ccora a maior
ecooomia dos dinheiros pblicos, len sido, e
continan.' a ser o grande empenho do governo.
ARSENAES.
Orcanisacau ueral.
Usando da aculdade" conferida no art. 17 da
le ii. 939 de 26 de setemt.ro de 1857, e de con-
formidade com as disposiges nelle cuntidas, o
governo roorg uiisou os arscuaes de marinha do
imperio, promulgando o regularaeuto anuexo ao
decreto n. 2,582 de 30 de abril ultimo.
O plano geral da retorna o raesnio do regu-
la monto mandado execular pelo decreto do 13
de j meiro de 133 i, co>n o desenvolvimentoque o
lempo llie tem dado, e as raodiiicagcs indispon
saveis
A aeraco radical desse plano, ou mesmo de
seus pontos esseuciues, encontrara embarazos de
Uais do un genero, entro os quaes sobresaliera
a (alia de local apropriado para alguns desses es-
labctecimeulos c o grande acrcSCtmo de despeza ;
entretanto quo o 1." do citado artigo vedou o
aug nco(o do ii'i'uero dos empregados existen-
te-, sendo alias cerlo, quo se esse pessoal era
sufllcienle ln 20 aanos, nao o boje ; e tanto
usa que aquello regulamenlo tem sido, neata
boje cometo a discussao d'olle. .Nao llie posso | que se achava esta provincia, quau-Ju V. Exc. as-. o-a*in t amauJo roairo* diuieusoes peii> ou des
<3i
Uivwwiit liioMiieins,
qui dizer quantos sao os oradores inscriptos sumi- sua administra;ao 6 um fasto to patente, Icnvolvimcnto natural, mirlara crearcm-se of- ivnriir,ientr> pro e contra para discorrer sobre elle, nein a [que na precisa desenvalvimenlo para ser caro-
quera eoubersm as honras da abertura do debate,'prehendWo. Est no espirito de todos, e na
que o deputado Carro de S. Paulo, leve o boni i conacioncia de cada um o juizo, que antecipada-
senso de declinar ; mas claro que haver lar- mente alguem procurou innltar no animo da po-
ga discussao e abundancia de oradores, mesmo por'pulago; e este juizo arteiramento propalado
que nao tendo de haver mais que urna, por isso gerou prevenges e pre conceilosr que ftar certa
que nao se trata senao de emendas substituti. os
olTerecidas ao projecto do ex-raiuistro Torres-
Homem, que j foi approvado pela cmara na
sesso dd anno passado, o grupo opposicionista
ha de querer mostrar a sua proficiencia, e os
govcrnisias nao deixaro levar a vida que pensa,
nem ficar sem resposta as suas deelamagoes, e
sofismas.
Em ludo caso um torneio que nao deve du-
no poda casar-Se com urna adminislrago ho-
nesta, illuslrada e conscienciosa.
A Providencia Divina permiltio que V. Exc.
comprehendesse em toda a sua plenitude as dif-
liciilda Jes, o bices' com que naturalmente teria
de lular, se por ventura V. Exc. logo no princi-
pio de saa adrainistracao n.o desmentase, como
M solemnemente desmentio esses boatos, que
individuos degenerados (aziam inculcar por lodos
rar moito, porque a medida regmenlal do en-los pontos da provincia, nao trepidando desvirtuar
npreraetter para seus (ins e pensamento go- idea, p
ilivo, que V. Exc. tinha de execular. | seriara
coi ramento ha de por embargos incontinencia '
paNaturia ; e rom razo por que a sessao ja vai
muilo adiantada, e a ha muilas oulras cousas de
que cuidar.
A ceremonia do juramento da Princesa irapo-
riil leve com effeito lugar no dia 29 de jolln
pp. perante a assembla' geral reunida no Pao liga e moderacoproclamado pelo governo im-
do senado e em presenta de um grande numero perial, programma que esta assembla se com-
pra de ver traduzido mui lucidamente as ex-
ficinas de artes, que livossem immediata relacao dem do
com a agricultura. Assim dsver-se-hia annexa-j
rem-se-lbc officinas de ferreirc, carapina, pedrei-;
ro. serradores, etc. etc. I
Que a idea mui til, nao resta duvida ; e pa-
ra comprovnr esta asserco ahi temos entre nos
mesmos a conpanhia de aprendizes menores do
arsenal de guerra, que por cerlo tem dado frutos !
convenieulissime no aproveitamento dessas
eriangas. que sen essa medida tal-ez estivessem
fadados miseria, de que se tem libertado pelo
ofBcio que all apzenoem, e pelo habito que hao
contrahido de trabalho.
as provincias onde existen) ainda milites In-
dios, mais ou meno3 bravios, como por exemplo
no Para, pensamos que para a execuco d?sso
dia 13.
7.123301
9*5739
S25j>040
pan o incremento de scmelhantps escolas,
e com
vernativo, que V. Exc. tinha de execular. | seriara os mais adequados-directores ( io-
Felizmente para a provincia esliio completa- narios capuchinhos pelo ascendente que exorcem '
mente desvanecidos esses sonhos de urna com- j no espirito do povo, pelos bons desejos que sem- '
pela inverso, quenada menos imporlava, que a pre tem mostrado, e por h-averem chamado
mais flagrante violacio do programmade jus- irei da civilisaco immetisar tribus indias.
Bsate o governo a idea, mande ao Tara esses
de espectadores das mais elevadas classes da
no*sa socio iade, que concorreram a assislir
esta solemnidade magestosa e tocante, e que en-
chi'im as galeras, as tribunas e al as proximi-
dades do edificio..
Sua Alteza Imperial compareceu acompanhada
da sua Corle c de lodos os ministros d'eslado,
o foi recebida \ porta do senado e no salo das
sesses com a* ceremonias oslabelecidis no pro-
gramma, e prononciou em voz clara e inlellgi-
vel a formula
parte, muito alterado ni pralica, onsignanlo-se j '.?' ? 'T'^i, do. ,,ran,-0,n,0( co"sliluci(0,,al ^"
essas alleracdes ou em lea especiaes, ou impli-! 'h.n '" SfJfT *?] presidente do senado, assig-
-,.........,.. .*.. ,,:, .,......____ nand depois o auto de sen proprio pimhu.
O futuro guarda a dc.ifracao de ludo islo.
A reforma oleitoral ja comecou ha dias a ser
discutida no senado ; c todava" ainda nao pode
passar nara em 1' discussao, porque lem se visto
atropellada por urna inlinidadc de requerimenlos
mais on menos graciosos e extemporneos, mas
cita nenie as leu) de ornamento.
Nao obstante, a reforma, sem ultrapassar os
limites que llie foram impostos, preenclieu raui-
tas lacunas : corrigio mullos defeilos das dispo-
sices que se acliavaui em vigor ; nao omillio o
que puramente orgnico, c deixou aos regu-
laMientes de mera eiecuco, que sempre podem
ser modificados pelo governo, o que variavel e
- ituo as particularidades de cada ramo de
semeo ; defini as aUribui ciaes dos empregados; Qxou o pessoal, al hoje
osclutite. com ^-s nicas excepcoos exigid's pela
falta ue sulli.iente experiencu em alguns servi-
_- a pelo progressivo deseuvolvitneulo de taes
esUbeleciiucnlus; rnarcou os eiicimentos c van-
lageu3, deaccordo cora a le, com os regulanion-
tos da contadoria e das intendencias o co.n o de-
creto u. 1,991 de 10 de outubra de 1337. que es-
tatu sobre os vencinientos de varios emprega-
dos do arsenal da corle; nao peorou a sorte d'j
nenhumempregado, eroelhorou a do tolos, pos-
to que os vencimentos concedidos fleassem
quci dos reclanmdos, e que fora mesmo de jus-
t;;a conceder, sen oulrascircumslauciis se achas-
se o Ihesouro nacional; den reparticao da ma-
rinha um eirgcnheiro hydraulico, visto o enge-
nheiro das obras civis e militares nao ser esco-
llado como especialidade naqnelle genero de tra-
balhos ; providencian de modo a atirahir opera-
rios, de que temos tanta falla, dando-lhcs um sa-
larios razoavel que pode ser elevado, permittin-
du aos do quaJru ios effectivos seretn tratados
cm ab iu i,i u-s' iuas familias urna quota dos res-
pectivos jomaos ; c provendo sin subsistencia,
quandose inyalid-m, depoisde haverem prestado
TaliaSos servicus, mediante a conlribiiicao de um
diada jornal era cal i mez ; den melhor org misi-
_' i s companliias de aprendizes artfices, o rogras
pira o mais completo ensino de tilos 'elle;
precn :heu, Oualmonto, quaalo fui possivel, urna
granlelcuna existente, a quasi absoluta deQ-
c m de penalidades pira as faltas commitli-
das i los in lividuos de tudas as classes emprega-
dos nos arsenaes.
Espero que esta reforma, para a qual consultei
o conhecimentos praiicoj do couselho naval,
sen lo convenientemente executada, produzir
bous resultados, com quanto possa encontrar em-
barac >s, mormente na paite que diz respeito Ss
das olcinas com o almoxarifado, em
consequeocia do minucioso processo liscal que
ainda rigora as compras e fornecioienlos, em-
boi i ji muito simplificado pelo regulamenlo que
baixou com o decreto ii. 2,515 de 3 de mateo do
correte.
AlISF.XW. liA CORTE.
A cobertura de ferro, que se mandou vir da
Europa para o ollicina de machinas, acha-se
quasi armada.
Esta officina, aliento o gran le numero de na-
rios a vapor, deque se compo a nossa esi'iadra.
Carece ler maior desenvolvimonlo
I) iranio o atino passado reparou ella algumasl "j'J
linas e caldeiras; constrio oulras; fez dif-
fe iles pejas para a casa d- fundicao, e deu
principio machina de 20.) eavallos, que lem de
s.'i ;n miada era urna das novas corvetas.
Dentro de dos mezas, pouco mais ou menos,
cal ; concluidas as obras do eslileiro, em qu
. i a crvela Nyctheroy, e a sua cobertura
de ferro, contraalas com o engenheiro Heury
J. i w
Ainda nao foi montada a serrara a vapor, man-
dada vir da Europa, por nao lerem chogado tudas
as suas pecas.
A ollicina de construcco naval occ:ipou-e
com as seguintas obras :
i irvela Nyclheroy.
Preparos para duas outras que ltimamente se
man I ju construir.
todos tendentes ao mesmo fim, que embaracar
a discussao regular da le, Dizera mesmo que
0 grupo opposicionista do senado contrahio um
cotpromisso com *s collejas da cmara e com
alguns profjnoo, para nao consentir que passe
nsto auno a reforma el cito ral, e que neslc senli-
presses, de que se servio V. Exc. na circular,
que dignou-se dirigir h todas as autoridades da
provincia, manifestando quaes as vistas polticas
e administrativas, que pretende realisar. Esta as-
sembla porlanlo ao approximar-se o encerra-
mento dos seos Irabalhos na presente sessao sen-
t o maior jubilo cm manifestar a V. Exc. sua in-
tima adhesao aos principios e- ideas por V. Exc.
consignadas em seu programma, para cuja reali-
sac.io pode V. Exc. contar com o sen franco e leal
concurso, assim como de todos os Alagoanos ho-
destos, o solicites em promover o bem estar
prosperidade da provincia.
Digne-se, pois, V. Exc. aceitar osla solemne
manifesiacao, como expressao mais pura o sin-
cera dos ser.timentos que animain a assembla
provincial das Alagdas, e a grande maioiia, que
nella so acha representada.
Sala das commissoes, em 27 de julho do
1860. francisco Jos Heira, Marianno.
a Senhores !Nos paizes livre.s a aiitoridade
ente -se aciescentada de forra e vigor, sempre
DespaclWs de exportar/fio pela me-
sa da eoivsulado desta dade n
dia f 3 de agosto de 1860
HavreBarca franceza Ville de Boulogne, T. I
Fieres, 322 coutos salgados.
Genova Eseaaa sarda Misson, Basto & l.emos,
60,0fX) unhas de boi e 8,000 ponas de dito.
Liverpool Brigue inglez S Vicente, James '
Ryder & C, 101 saccas algodo ; S. Mellors
A C 17 saccas algodo.
Lisboa Brigue porluguez Sobersno>, T. de A. I
Eonseca e\- Filho, 80 saceos assucar masravado. '
LisboaBrigue porluguez Tarujo & Filhos, I
Manoel Joaquim Ramos e Silva, 350 saceos as-
sucar mascavado.
Rio da Prata Polaea hespanhola India, A
lrmos, 2t)0 barricas assucar branco.
lleeebedoiria de rendas internas
(remes de Pernambueo
Rendimentedodia 1 a II. 9 7995330
Faena do dia 13. 5:483"'510
-ai o. 5' en M s 1 Horas 1
V * i c w B S c_ 5" O en P1 Atmosphera
w v Direco. < -o
Stf 5 SP 9 Intensidade.
3 ~4 a n 1 # Centgrado. s e w H 9 O >.
00 - 1- 2 ce a i. i feaumur.
3. ce 2 1 en -D ss - Fahrenheit
o 00 2. Hygrometrt
< I o ai Barmetro
O
en
n

* e
ec o;

s
3 o
US
missonarios com ferraraenla o mais cousas ne-
cessarias, que era pouco teremos- aldeias do cul-
tivadores sem grande dispendio : as quaos viudo
a melhorar sua posicao Cora o desenvolviraenlo
progressivo de suas frcis naturaes, augmenta-
ro o abastecimento dos mercado, e ao mesmo
lempo a riqueza publica e as rendas do estado,!
que correrlo paralelamente em crescimento.
A fortuna do futuro do Brasil no consiste na
emigrado estrangeira s e exclusivamente ; pelo
contrario ella consisto na realidade no bom eni-
prego dos bracos livres, quo existem dissemina-
dos pelo nosso vasto territorio, e no aproveita- p,.p,flc onrPPTlIPS flft* iirin ment desses que, so bem que debis no presen- ,cl L"rl CBiCS UWS pillllipaCS {ICne-
IC:Wj8fO
Consulado provincial.
Rentiimento do dia 1 a 11. 14:031 $479
dem do dia 13....... 1.07250t5
1D:103;9?5
que
te, estaro para diante fortes c amestrados pela
pralica do servido.
De Genova chegou ha pouco um magnifico
orgao para a igreja matriz do S Frei Pedro Con-
exivos, o qual veio pelo preeo de 10;00j, e a
custa de dilTerentes corporacoes religiosa*, erec-
tas naqiiella igr^ji do Corp Santo. I' urna obra
admiravel pela sua perfeco artstica.
As proporcoes desse orgao sao taes, quo nao
foi anda armado, contendo elle lodos os aira-
do empenha os seus ltimos esforcos. Como os I gracao de seus designios o intentos o approvajao
ancioes da patria comprehendem" e servem os
interesses do paiz! Como se preslam a setnc-
Ihantcs manejos !
llavia de ser bonilo que a nova legislatura fos-
so eleita por urna lej desacrodiada, erondem-
nida pelos pruprios representantes da naci ; o
que infallivelmente loria de acontecer, se a nova
le por qualquer circutustancia dcixasse de ser '. co, como o tenho realisado, muilo me apra'zem e
promulgada esle "
que, na espontanea e sincera manifestacao dj I montos de urna msica marcial Espera-sedo
opinio por legtimos orgaos, enconlra a consa- "
de seus actos.
O votos de adhesao que, por orgaos tao dis-
linctos. me allianca a assembla provincial das
Alagdas seus protestos de franco o leal concurso
para a realisaco do programma que, liel ao pen-
samento do governo imperial, traeei a mnha ad-
miuislracao, sendo a approvacao do modo prali-
ro e proiiuecocs nacioiiaes,
que se despachara pela mesa do consu-
lado un semana de
de 13 a 18 de agosto de 1360.
Agurdenle alcool ou espirito
de agurdente ....
dem caxaca.....
dem de cana .
dem genebfa.....
dem idem .".....
dem licor ......
dem idem......
dem reslilada e do reino ,
Algodao em pluma 1.a sorte.
dem idem 2.a dila .
anuo.
A tudas as condQes de forca moral que deri-
vam j do systema dos crculos, c da eleico in-
dividual, a nova cmara ajuntaria mais esta, de
ser eleita por urna legislarlo desvirtuada, e en-
lao licaria com grande valor poltico para legislar
para urna nacao inleira.
Aqu, porra, ninguem acredita que isto acon-
tecer, apezar
fa/.eoi circular
gravidado.
O que admira, porm e excita geral desagrado
oque horacns tao respeilaveis como o Sr. raar-
quer de Olila e o Sr. t). Manoel acompanhem
ueste empenho alguns de seus collegas, o aux-
dos boatos que os descontantes
sem coraprehender mesmo a sua
penhoram.
Vieram elles, sem duvida, para mais clarear
o horizonte que miroi, guiar-me na jornada que
encetei, e furialecer-me no empenho que con-
trahi.
a Cnhecedur do bom carcter que destingue o
povo que representis, nunca duvidei do-concurso,
pue. ueste momento me affianeis, de lodos os
Alagoanos para desesempenho "da honrosa mis-
sao do que me encarregou S. M. o Imperador.
Nao posso, entretanto, desconhocer que tao
sincera, quanto espontanea manifestacao, como
da as-
Florenca um artista para aquelle fim.
Informam-nos que a illuminacao do Chora-
Meninos e l'assag^m ha sido ltimamente mui
pouco clara. E' preciso que, a ser exacto islo,
se d alguna providencia nesse sentido; visto
que nao deve ser tolerado esse abuso.
Da ra do Fogo alguem nos informa, que
-alli ha um meslre do o Bcio. que pralica rauta-1
deiras sevicias contra um seu aprendiz, que todos i dem idem 3.a dita .
os dias levado bolos, sem que nessas occa- j dem em caroco
sioes llie val ha a intercessao dos visinbos ; visto Arroz pilado
que o macota diz-lhos mui lampeiro, que cada ...
tMN ciurfe de sua casa ldeni com casca .
Tal cousa deve ser reprimida efieazmente. para Assucar branco novo
que elle nao chegue a quebrar a cabeca do rapazi- \ dem mascavado idem
nho, como j fez a ora oulro ; o qu cuslou-lhc
entao vir para a cadeia.
A atremalaco dos impostos provinciaes da
comarca de Flores e do municipio de Cimbres le-
ra lugar ao depnis da manha, sendo hoje as
respectivas habililacoes.
Em consequeocia do mo estado em que se
acha o soilho da casa do Gabinete Porluguez de
esta, que me vindes trazer em nomo
sembla provincial, muilo ajudar os metis es-! Leilura, resolveu sua directora nao festejar o seu
tarcos em manter o prestigio da autoridado, fa- I nono annivorsarin, no da 15 do corrente, reser-
e autordade seus nomes a ; xer imperar a le igualmente para todos, destn- I vando-se para a orcasiao em que operar a irans-
por
Lina morlona para a galeota imperial.
i :i culer para a alfandega.
Fabrico de mais de 30 embarcagoes.
Concert de 77 escaleres, e cnstruccao de C
dil is.
Essa oilicina reclama com urgencia a construc-
_"iu le lelheiros que abriguem os operarios du-
rante o Irabalho, e urna cobertura de ferro para
oulru eslaloiro.
O laboratorio pyrotechnico e a cordoaria jpou-
cas vantgens offerecem ; aquelle pela nedessi-
dado de una cmplela reforma, e a cordiaria,
porque na deficiencia de materia prima do
pojen] os seus productos competir em
com os que nos veem do eslrangeiro.
6'o/ifinuar-se-/ia
paiz,
proco
CUlir.ESPOXDENClA I0 DIARIO DE V
NAMBLCO.
1UO DE d.WI'.III
U de agosto de 1SGO.
O projecto bancario cuja discussao icou
rala no senado no mesmo dia em que fi
R-
ncer-
ixei a
liem com o seu voto
contiauacao de urna lctica parlamentar geral-
monte reprovada, c que principamonta para o
senado vi lentemente impropia e pouco ai-
rosa.
Sao j quatroos requerimenlos com que se lem
procurado perturbar a primeira discussao da lei
eleitoral, dos quaes os deis ltimos lalve? lenham
sido hoje rejeitados, porque a sua discussao licou
encerrada na segsao de sabbado.
Na ceiuara dos depulados passaram j em so-
gunda discussio os ornamentos de ludo os mi-
nistros,com mui pequea opposicao ; echndo-
se agua em debate o da fazen.la, que o ultimo.
na parte relativa reccita geral do imperio. Cons-
ta que o ministro da faxeoda pronunciar um no-
tavel discurso ncsla discussao.justtQsan lo todas as
verbas da sua proposta, e desenrolvendo com a
maior clareza c precisa > o estado econmico ac-
tual do paiz, o a nocessidade da medidas
elle pedidas ao parlameulo.
O deputado Tito Franco, do Para, foi quem en-
cetou o djjjiate desta materia com um longo dis-
curso quo ccupou rola a sessao. e dizem que
ser acompanhado com igual esforco pelos seus
collagas da oppotco. Que os homens disculam,
mas nu atrapalliem ; e ninguem lora quo dizer
es.
No senado lem continuado a discussao da lei
sobre os direitos e nacionalidades dos lilhos de
estrangeiros oascidos nu Brasil, c dos filhos de
Brasleiros nascidos em paiz eslrangeiro ; c lem
se trnalo importante nao s palo assumpto o
obiecto da lei, como pelos dislinctos oradores que
nella tem tomado parle, entre 09 quaes tornou-
se notavel o senador [fabuco, jurisconsulto de
primeira orJein no paiz, q le so ia mostrando um
pouco esqueci lo da tribuna parlamentar o dos
Uiumphos que nella lem obtido.
Na cmara temporaria fui lambem inlerranlis-
sima a discussao do orcamenlo do ministerio de
estrangeilos, em que fallaran) com perteito co-
nhecimento de causa o ministro da repariicao, o
deputado Paranhos c os depulados do Rio Gran-
de do Sul.
Ahi se desenvolveu largamente a historia de
todas as nossas relac-'S polticas e diplomticas
com o estado Oriental c os oulro dessa parto da
America, e demonstrou-se com a maior clareza
quanto esses inquietos viziuhos teetn sido injus-
tos e ingratos para conosco, que nao temos para
elles senao inteordes benvolas e quasi caritati-
vas : possivel que islo lenha alguma influencia : Essa funeeo leve principio pelas oilo horas da
na nova poltica que se pretende seguir com esses nole. e veta a terminar-so por obra da meia
Pvs noite.
O governo imperial obteve de Sua Santidado A presidencia da sessao foi dafeiida ao Exm.
pelo ministerio da jiislica, a conlirmaco dos Sr. barao do Llvramenlo, que convidou para seus
bispa los do Cear e Diamantina, cujos bispos j secrelarios os Srs. Drs. Antonio Vicente do Nas-
se acharara nomeados, e espera conseguir breve- cimento Felosa e Amonio Rangel de Torres Ban-
sao favoravel do outros negocios ira-! deira, abrndo os Irabalhos sociaes por um dis-
curso acuradamente elaborado ; ao qual seguiram-
se outros das dilTerentes a3sociacoes desta cida-
de, representadas alli por suas commissoes, c de
alguns senhores mais que quizeram depr por si
urna flor de eloquencia nessa festa solemne da
arle por excellencia, da arto que da o impulso e
accelera a marcha das demais irmas ; que alli
uir os tlenlos e virtudes, amparar os interes-
ses e asplracoes legitimas, assegurar a livrc e-
nunciaco dos suffragios populares, econoniisar
os dinheiros pblicos, e esludar c promover os
melliramentos raaleriaes e nioraes.
Deus j nao ha depermltlir, depois de voto
to solemne, enunciado pelos eleitos do povo
alagoano e em nome do mesmo povo, queme
ou desvie do caminho que entroi, levado pela
consciencia do dever ; asss seductora, para
que en a prssa renunciar, a gloria de haver con-
corrido, alm de que, ueste a^ietiQoado solo, vi
por dianle a obra iniciada por alguns de mous
honrados antecessores, tendo por alvo o congra-
camenio das bous reconhecimentos e apreco do
verdadeiro mrito, esligmalisaco do3 mos e a
digiiidadc e progresso da provincia ; de moda
que nunca mais a simples mudanca de pessoal
na direcc&O dos negocios pblicos possa traz-u
essas apprehencoes, de que me fallasies no co-
meco de vosso discurso.
sedo, senhores, peranle a assembla provin-
cial, interpretes de meus profundos agradeci-
raentos, pela prova de consideracao com bue me
acabis de honrar e dos votos que faeo para que
jamis se perturbe a harmona, que m prl do
progresso da provincia, ronvm que sempre
reine entre os seus escollados e o representanle
da autori lade.
a Palacio do governo em Macei 31 de julho de
1860. Pedro Lean Velloso .
Encerraram-se os irabalhos da assembla pro-
vincial, em o dia 3 do corrente.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia seguir
a 6, no vapor Valeria do Sinimi para cidade
do Penedo Segundo se di/.ia, elle percorriria a
ferencia da bbliolheca para o palacete da mesma
ra, perlencente ao Sr. barao do Livramenlo.
Publicamos hoje em nossa oilava [ingina, a
linda opera do maestro ftossiFalsri Monetari,
cuja tradneco nos foi oll'crccida por um amigo,
amante da msica e da lingua italiana. Assim
satisfaremos aos nossos assignaules que aprecian)
o Ihcatro lyrico.
Honlem s2 horas da larde fnndiou no por-
to o vapor de guerra nacional Tlietis, que sabio
do RO Grande do Norte no dia 11 do corrente,
deixaudo essa provincia em completa tranquili-
dad e, mas lutando com a bexiga de mo carcter,
ijue se havia desenvolvido.
EsU vapor foi desligado da eslaco do Mara-
nho, e veio incorporar-so a desta "provincia, em
subslituico ao vapor Cairiaciian, que, com o va-
por Praji sabio honlem mesmo 4 tarde para o
sen destino.
E' commandado pelo Sr. 1." lenle Francisco
Jos Coelho Netto ; tem 50 puteas de guarnieo,
e monta duas carenadas de calibre 30 cm batera,
e um canticio obuz do mesmn calibre em rodisio.
Sua machina de forca de 70cavnllos, mas o na-
vio de marcha inferior, c cala r 9 1(2 ps e i Esleirs de preperi
apra8 1|2. Estoupa nacional.
l'assageiros vindos do sul no vapor naci- .... .
nal Cruzeiro do Sul: coronel Jos Antonio da tannlia de ararula
Fonseca Galvao o 1 escravo.aleres Antonio Eneas | dem de mandioca
Custavo Galvao, major Joaquim da Cunha Figuei-; Feijo
redo, sua senhora, c 2 criados, Antonio Valentim
da Silva Barroca, Trajano Antonio de Carv.alho e
sua senhora, Rento Jos Silvestre, Manoel Do-
mingos de Sania Anua, Francisco R.aphael de
Mello Reg, Dr. Joo Alfredo Corroa de Oliveira
e 1 escravo, cscrivao da armada Jas Antonio da
Azeite de mamona ....
dem de mendoim e de coco.
Borracha tina......
dem grossa......
Caf em grao bom.....
dem idem restolho ....
dem idem com casca. .
dem moido......
Carne secca ...
Carvao de madera ....
Cera de carnauba em pao .
dem dem em velas. .
Charutos bons......
dem ordinarios.....
dem regala......
Chifles........
Locos seceos......
Cm ros de boi salgados .
dem idem seceos espichados,
dem idem verdes ....
dem de cabra cortidos .
dem de onea......
Doce de calda......
dem de Goiaba .....
dem seceos......
Espanadores grandes. .
dem pequeos.....
caada


botija
caada
garrafa
caada
arroba


arrba
alqueire
arroba

cauada

arroba

arroba





cento
9G0
A noite clara com alguna nevneirus, vento SE
veio para o terral e assim atnanheeeu.
OSCULACAO 0A AR.
Baixamar as 6 h 30 da manha, altura 1.5l>p
Preamar O h 42' da tarde, altura 6.75 p .
Observatorio do arsenal de marinha 13 de aaos
tode18> Viboas J.jniob.
Editaes,
O Or. Innocep.cio Serophieo de Assis Carvalho,
juiz municipal supplenle- do ervel e crime d.i
primeira vara nesta cidade do Recife, provincia
de Pernambueo, em virlude da lei, etc.
Faro saber aos que a presente caria virem.em
como Paulo Gagnaux me fez a peliao do theor
seguinle :
Diz Paulo Gagnaux, que tendo de propr ar-
Co ordinaria aos herdeiros de J. Chardon, para
haver a importancia da letra de 1:4009, que sen-
500 do aceia por Amalia de Pigueredn Brilo. Ihe foi
6jn endossada por dito Chardon, e cuja quanlia foi
depositada por (tila Amalia, e estando ausentes,
e em lugar nao sabido, os lilhos do dito Chardon.
que sao Emilio Chardon. j emancipado e JoOo
Chardon, que ainda o nao etU, e que aqu re-
presentado por seu curador, requei a V. S. que o
admilta a justificar as mais ausencias, em lugar
nao sabido, atim de que julgada se proponha a
competente accSo, na qual se expor a pedido,
sendo as eitoedes para lodos os termos da ^ausa
inclusiva a execuco.
SCO
280
960
320
800
7J800
6^600
&S600
1900
3'300
3,s(JlK)
4S00
25600
15I00
2i fj(j
4$CC0
7$500
48500
provincia por esse lado at a cachona de. Paulo Cunha, Mara Rosa da Silva Telles llamos de
Alfonso, vollando pela Palmeira dos indios, Ana-
dia etc.
PEBNAfflBUCO.
REVISTA DIARIA
Domingo 12 do corrente realisou-se a festi-
vidad e social do quarlo anniversario da associa-
ro Typographica Pernambucana, no salo do
palacete da roa da Praia, o qual achava-se elegan-
te e ricamente ornado e Iluminado.
Oliveira, Francisco de P. S. Peixoto, F. B. P. Tei-
xeira, Joo Ansiada, sua senhora e urna entibada,'
Joaquim Augusto Jacobina,Silvestre Antonio Pon- '
na, Acacio 15. de Gusnio, Manoel Joaquim Go-'
mes de Castro, Manoel J. da Cosa, Calharina
15. dos Santos, Hyppolilo Cassiano Pamplona,Joa-
quim Pinto Ramos Francisco i Cardoso. Theo- I Modeiras cedro laboas de forro
dorio Tiburrio de Castro, Barlholomeu Campa-i
donio, Joaquim
Fumo em folha bom. .
dem idem ordinario. .
dem idem restolho .
dem em rolo bom .
dem idem ordinario. .
liomina polvilho .
Ipecacanhua .
lenha em ochas grandes
dem idem pequeas. .
dem em toros. .
portantes que temos pendente com a Sania S :
isto prova quanto sao actualmente benvolas a
amigareis as nossas relajoes com a corle de
Roma.
lia mui lempo que nao llie fallo no Diario do
Rio de ianeiro, o energmeno da imprensa flu-
minense, porque receiava ler de fallar-lho de
defuntos. Dizem que est agonisante por falta de presentes" em fraternal unio davam um icsteruu-
dmheiro e de juizo, o qu> at um dos seus ere- ; nho claro de seu reconherimento.
ullim 1 que Ihe dirig, tai 110 seguinte vota lo por dores, que est demandando a empreza por urna No salo sobresaliia o throno imperial, em que
|depu- 'quanlia avultada, obtivera contra elle um man- | se oslenl.ava o retrato de S. M. o imperador, bello
sso. dado de emliargo, com que pretenda mandar-Ihe : e sympalhico em son magestade.
,c al- fexar as portas. Esliveram p.esentes solemnidade o Exm. Sr.
Souxa ( As noticias do Rio da Prata vtndas pelos duus presidente, coramandante das armas, Dr. chefe de
1 mba- vapores chegados honlem do Sul sao pouco im-
grande maioria, e enviado cmara dos
lados, onde entra tambera hoje em disc
Este resultado porm nao se obteve sem q
guns senadores e mais que todos o Sr
Franco fizessom os maiores esforcos por
racar a sua passagem, j com discursos p olon-
gados, cm que eiifadonharaente repetiam todos
os dias os mesmos argumentos e. a mesma lista-
ra, e j com o recurso dos requerimeulns de
differenles especies, que todos tinham de sr|r dis-
custi los e votados, e todos por tanto consumiatn
o lempo, que precisamonlc o que se quera.
Mas ludo isto leve de acabar, c nao tiverarn re-
medio se nao verem passar a lei como o governo
desejava, e como o entendeu a maioria do sena
do, que neste poni e nesta occasio nao era
seno a interpreto fiel da opiniito publica ; por
quanto 6 preciso reconheeer e confessar que a
reforma bancaria hoje una le popular no paiz.
Smenle llie fazem opposico e caretas aquellos
que tom interesses ( ordinariamente pouco le-
gtimos ligados ao deploravel rgimen que ac-
tualmente vigora, ou aquellos que lomam e real-
metilo lem a palernidade d'elle, e que por lano
se enfurecen) contra meditas quo vito dcstrui-lo,
o por em evidencia os erros e deffeitos que fo-
ram adrailldos como regras.
lanles para nos ; e d'aqui nada mais ha com que
valha a pena oceupar a sua allencao.
DIARIO DE PERNAMBUCO
Honlem fondeo ti em nosso porto o vapore? ncei
ro do Sul, viudo dos do sul. o qual foi portador d
jornaes do Rio al 7, da Baha at 11 e de Ala
goas at 12 do corrente.
Em outra paite cnconlrarao osleitores o resu-
mo das cmaras, os despachos dos diversos mi-
nisterios, a carta do nosso correspondente, e as
polica, capito do porto eum grande numero de
pessoas de dislincco desta capiial, assim como
muilas seuhoras perienrentes s familias de so-
cios cifeclivos e honorarios.
Nos intervalos urna banda de msica tocou lin-
das e variadas pecas, que encanlava aos circuns-
tantes, estreiando" a feslivijade pelo hymno na-
cional.
e| Nao ha anda quinze annos, que o abbade
- Vincenl, cura da aldeia de Biousan, que. fica
I algumas leguas de Toulon, deu comeco a urna
colonia agrcola composta de meninos em seu
curato ; e hoje essa obra denominada de Santo
Izidoro, acha-sn n'nm p de florescencia mu li-
a carta do
demais otieias importantes da corte, e das pro- ; songeiro. correspondendo perfeitamcnle s vistas
vietas do sul della. ido,sen fundador.
Rio de Janeiro.Por decreto do 10 do corren- | principio eram admillidos todos os meninos,
te, fui agraciado com o Jubilo de S. Benlo de mas encontrando o referido cura entra ves nisto,
Aviz, o "capito do 5. batalhao de fuzileiros, Car-
los Olivo Danchnuarld.
Por dito de 17, fui promovido ao posto de 2.
lente, o guarda marinha Joo Jos Lisboa.
Por dito de 21, foi mandado ficar sem efleilo a
Mas o povo que insliiictivamente comprehende nomcaeao do capito de mar e guerra Raphael
C sent as dilliculdades com que tem lutado e os
males que lera solliido, do tres annos a esla
parte e que sao elles cm mxima parto devidos '
aos abusos e anormalidades quo foram introdu-
cidos no nosso systema monetario e no rgimen
bancario inaugurado pelo ministerio de 4 de
inaio. desoja e aceita a lei como urna providen-
cia salvadora, porque tem esperanra de que os
seus males sero minorados com a extirparlo
d'esses abusos, e com a resliluico do paiz s
suas verdadeiras condicoes econmicas. Nao po-
de isto ser objecto de um dia, nem para conse-
guir-so da um golpe; porm pouco a pouco se
ir obicodo o resultado quo se deseja, desde que
a legislarlo nao permita nem tolere os abusos,
c seja fielmente executado, .como se deve es-
perar.
At no dia da leilura da redaccSo ainda o Sr.
Souza Franco tentn oppOr erabaracos ao livre
transito do projeclo offerecendo mais dos seus
requerimenlos, que o Sr. D. Manoel poderla bem
propriamcute denominar de carrtlilhas, para
sobre elle renovar a discussao ; mas o senado
mostrou-se enjoado c pouco disposto a favorecer
esla eslralegia, e repelilo o requereme-nlo e
approvando a redaeco, remelleu o projecto
cmara dos depulados, onde, como j disse, tem
Pereira da Silva, Aiuerico Nelto
ie Moraes, Jos Antonio dos Santos Andrade,Ma-
noel C. de Mello-
Begueni para o noite :
Capito de mar e guerra Pedro da Cnnha c sua
familia, Francisco Pompeo C. do Reg e sua fa-
milia e dous escravos, Dr. Antonio Goncalves da
Justa, Gustavo Benthemeth, Jos Bonifacio de
Azambuja, W. Well, Engracia M. P. F., 5 lilhos
el escravo, Luiz P. da Silva Rosa, Dr. Antonio
D. V. Canavarro, Alfredo Lucio da Bocha Fra-
goso, Calharina Anglica, Paulo Antonio Rutina
Amalia, 5 ex-pracas, 26 proras.
l'assageiros vindos de Penedo no hiate na-
cional'Camai-agtfte : Jos Luiz dos Sanios, Ig-
uaria Mara das bares, Luiz Martins de Araujo,
Delphino M ulitis de Araujo, Auna Joaquina Fer-
reira e2 lilhos, Benvnula Francisca Je Sena,Ma-
noel Francisco da Silva.
MxTAiiorno rrm.ico.Malaram-se para o
consumo da cidade no dia 12 do corrente 90
rezes,
No dia 13 do mesmo 107 ditas.
MoRTALtnAoe 00 da 12 no correntk:
Mathous, preto, solteiro, 38 anuos; thysico.
Manoel, prelo, casado, 60 annos ; hepalite.
Leonor, prea, escrava, solteira, 45 anuos :
diarrha.
Olimpia, preta. escrava, 10 mezes ; denlicao.
- 13-
Mara, parda, 3 annos; sesoes.
Elseu, branco, 3 annos congesto cerebral.
Joaquim Euzebio Pmbeiro, pardo, solteiro, 18
annos; gastro-hepalite.
Josixo, preto, 2 anuos ; angina.
Theresa, preta, escrava, solteira, 70 anuos ;
hydropisia.
Cypriano, prelo, escravo, solteiro, 40 annos ;
enlerile chronica.
Mara, branca, 2 annos ; convulses.
Hospital dk CAmuAnp.. Existem 58 ho-
mens e 55 mulheres, nacionaes; 7 homens es-
trangeiros, e 1 escravo,total 119.
Na totalidadedos doenies existem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelocirurgio
Pinlo s 5 horas e lj2 da manhaa ; pelo Dr.
Dornellas, 8 horas da manhaa ; e pelo Dr.
Firmo as 5 horas o 3i4 da tarde.
l.ouro pranches de 2 distados
Cosladiiiho .......
Costado........
Forro.........
Soalho.........
Varas aguilhadas.....
dem quiriz.......
Virnhtico pranchoes de dous
custados.......
dem idem custadinho de dito
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e21/2 a 3 de
largura.......
dem idem dito de dito uzuaes
dem dem de forro ....
dem idem soalho de dito .
dem em obras eixos de secu-
pra para carros. ." .
IJ0111 dem rodas de dita para
ditas........
Mel........
Mendos do Maraes e Valle, para o Iug3r de ins-
pector do arsenal de marinha da Baha.
Por dito de 27, 'foi nomeado meslre de dese-
nlio de SS. AA. II, Mariano Jos de Almeida.
Babia.Felizmente j as chuvas haviara ap-
parecido em abundancia as villas dos Lencos,
e Camiso, c as demais localidades tinham cni-
do algumas, o que animara as popularnos.
Nada mais occorreu de notavel,
klagas.Era 1 do 1 corrento urna commisso
la assembla provincial foi comprimentar o Exm.
Sr. presidente da provincia, e agradecer-lhe a
maneire por que ha dirigido as redeas da admi-
nistrado. Eis o que diz o Diario das \lag6as,
esle respeilo :
Honlem ao meio dia a depntacio da assembla
apresentou a S. Exc. a seguinte"feticitaco; e S.
Exc. deu a resposla que-vai era seguida :
A commisso de coustiluicSo, leis e poderes a
quem foi presente a indicac,ao taita pelo Sr. de-
putado vigario Luiz l.aurindo da Paz Lima, para
que esta assembla manifest ao Exm. presidente
da provincia um voto de adhesSo e rospeiloso
agradecimenlo pela mancira, por que a lem ad-
ministrado ; do parecer que se dirija a S. Exc.
a felicilaro seguinte :
Ilhn. e Exm. Sr.A siluaQao melindrosa, em
COMMEUCIO.
Alfaiulesa.
restringio-se aos orphaos, que alli lem entra-
da, qiialquer que seja a idade, al vinte e um an-
uos.
Nesse cstabelecimenlo recebem elles meninos
urna edneacao conveniente, sob o triplico aspec-
to de moral. Iliteraria o rural ; e soraente o de-
xam quando a patria reclama esse tributo pes-
soal da conscripto ; mas apenas livres do ser-
viro militar, vcm"acha-!o de portas abertas para ReI1(1mento do dia 1 a t,
si, ja dando-lhes servico, se o nio tem, ja procu- \ ,d d .Va
rando-lhosemprego em alguma outra fizenda. *
O exemplo dado pelo abbade Vincent digno de
ser imitado ; e a idea ulilissima nelle implcita,
seria para desetar que fosse apropriada por meio
de urna transplantaco prntica para o nosso solo,
onde poder ser convenientemente aproveitada
com vanlagem para a nossa sociedade.
Com effeito, se em lugar do empregarmos em
projeclos de colonisacao extica soramas avulla-
das, que at hoje s "lera dado pessimos ou nen-
huns resultados, ompregassemo-las pelo contrario
no estabelecimento do escolas theoricas e praticas
de agricultura, as cabecas das comarcasmaisim-
portantes, e sob a direcVo dos respectivos viga-
rios, estamos que tirar-se-hiam os mesmos re-
sultados, que lao sido colhidos cm Santo Izido-
ro, creando-nos assim um futuro auspicioso com
o aproveitamento methodico das nossas forjas
reaes.
Nessas escolas do agricultura das cabecas das
comarcas poder-se-hiam reunir lodos os meni-
nos orphaos da mesma comarca, e ainda os das
comarcas pequeas hatitrophes ; e logo que ellas
14x3103495
22.945*252
168.255747
uina


um
libra
Mho........alqueire
Pedras de amolar .
dem de filtrar .
dem rebolos ....
Piassava em molhos .
Sabo........
Salsa parrilha. ,
Sebo em rama.....
Sola ou vaqueta (meio) .
Tapioca.......
Unhas de boi......cento
Vinagre .......pipe
Pao brasil.......quintal
Pede a V. S. IUra. Sr. Dr. jui/. municipal da
primeira vara, assim Ihe delira.E R. M.Mi-
guel Jos de Almeida Pernambueo, procurador.
Nada mais se ron^nha em dita petirao aqu
copiada, na qual dei o despacho seguinte":
Distribuida. Justifique. Recita 20 de julho de
1860.Seraphico.
Dislribuirao.A. Sara va.Oliveira.
Mais se nao ronlinha em dita petico, despa-
cho e distribuico, depois do que o autor justi-
ficante provou a incerteza do lugar e residencia
dos supplicados. vista da prova testemunhal.
! que produ/.io, e felo-me os autos conclusos, pro-
i feri a minha sentenea do theor, verba e maueira
5500C seguinte:
9S600 A. vis(a d.is ie?lcm,in,as dc folhas6 a talhasT,
45OOO julgo provada era lugar incerlo a ausencia de
1?600 Emilio Chardon e Joao Chardon, e mando por
isso que se passe cartas de ditos, com o prazo
de 30 dias para seren elles citados, segundo foi
requerido a tullas 2, e pague 0 justificante as
cusas.
Recite H de asosio de 1S6).Innocencia Sera-
phico de Assis Carvalho.
Attendendo ao que cima fica exposto, raandei
passar a presente carta de edites com o requer-
de pt.azo de 30 dias, por meio da qual chamo,
cito e hei por citados hos daos supplicados, para
lodo o rontheudo na petico aqu transcripta 1
perianto todas as pessoas, prenles, amigos e co-
nhecidas dos referidos supplicados Ibes facatu
certo de que por este juizo licara citados, para
todos os termos da ac^ao compleme, alim de
que dentro do referido prazo de 30 dias rompa-
reram neste juizo para allegarem o qnc for a
bem de seus direitos, sob pena de revelia, e para
que todos lenham noiiria, e ao conheciniento
delles possa chegar, mandei passar a presente tar-
n de editas, que ser allxada no lugar do eos-
tumo o publicada pela imprensa.
Dada e passada nesla cidade do Repite de Per-
aembuco. aos 10 de agosto de 1860.En Joo
Saraiva de Araujo Galvao, escrivo o subscrcvi.
Francisco Seraphico de Assis Carvalho.
0 Dr Ernesto de Aquiuo Fonseca, ravatleiio da
orden) de Chrislo e juiz de nrphns e ausentes
da cidade do Recife e sen termo por S. II. o
I i.perador que Dos guarde etc.
l'aco saber que por este juizo de orphaos se ha
de arrematar, lindos os das da lei, por arrenda-
rneulo aniiual de 1255000. a casa terrea na ra
da Paz, freguezia dos Atogados 11.88. cujo escup-
i de praca existe em mo do porteiro Amaro
Antonio de Farias.
E para conhecimento de todos mandei passar o
prsenle que ser publicado o dia de praca pela
imprensa, e aflixada no lugar do costume.
Dado e passado sob meii signal e sello, ou va-
lha seiu selio ex-causa. Cldide do Recife de
Pernambueo 8 de agosto de 1860. Eu Fluriano
Corris de Brito, escrivo, o tiz escrever e subs-
I crevi.Ernesio de Aquino Fonseca.
Pela nspecco da alfandega se faz publico
que no dia 15 do" crrente, depois do meta-da.
j se bao de arrematar em hasta publica, de con-
! formidade rom o artigo 278 do regulamenlo de 22
dejunho de 1836, 4 cnixas cora 1643 libras de
! pregos e com a marca BSi C.
Alfandega de Pernambueo. 10 do agosto de
1860.O inspector,
liento Jos Fernandos Barros.
O Illm. Sr. Inspector da Ihesuuraria provin-
cial, manda fazer publico, que a arremalaco da
obra do hospital Pedro '2, aiinuneiatfa para o dia
1 i 1)0 corrente lera lugar no dia 16 do raesmo.
Secretaria da Ihesouraria provincial de *cr-
nambuco 7 de Agosto de 1860O secretario.
4n(onio Ferreira d'Annunciaro.
O Dr. Anselmo Francisco Peretii, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Chrislo, a
juiz de direilo especial do comniercio desta ci-
dade do Recife, capital da provincia de Per-
nambueo e seu termo, por S. M. I. cC. o Sr.
1). Pedro 11, que Dos guarde, ele.
Pago saber aos que o presente edial virem o
delle noticia tiverem, que no dia l desle mez
de agosto do rorrete anno, se ha dc arrematar
em praca publica desle juizo c na sala das au-
diencias, os objectos seguin'.es :
1( 3 caixas francezas vasias a 500 rs cada urna,
total 515500; 6 garrafas de vinho Bordeaux a
1S000, 6j ; 11 francos com doce e 4 ditos com
gelea (variados) ; 19 garrafas com licores finos-
a l-*500a garrafa, 28?50(>; 7 ditas de raarrosquines,
a IJoHO, 11200 ; 1 i metas ditas de dito a 800 rs.,
arroba 25S000 ^S200 8 laUs enverr.isadas a 800 rs., 65S600 ;
KlftOnO ascos grandes de vidro com lampas a 640 rs..
3S0C0:
33200




libra
um

libra


um

urna
arroba

alqueire
alqueire
arroba





arroba
cento
y
>>
una
um
urna

um

9t?000
135000
23,00
15000 '
sgcct
5#eoo
450CC '
20I/2
400:
135
300'
105000:
50L!
400
ljOUO
35200
15600
8001
15600
35000
25500
7J0OO
Kpm
95000 j
750001
16S000
65000j
352001
25$ on
2$500!
1560C
125000
35000
95000
65000
89O6D
SJBM
45000
25210
156O0I
205000
105000;
455000
1051100
55000
8500c
par 105000

caada
30500 C
300
255O0
800
95000
1512C
200
120

urna
arrba
I25IOO rs.
Os quaes objectos sao perlenceiiles a Ignacio
deAmoriui Lima, c vo praca por execuro.
J30O que Ihe encaminham Joo Praeger & C. ; e
505000 o havendo lancador que cubra o prego da ava-
1OJ00O li'".;")- ser a airImaiai;o taita pelo prego da ad-
. judicacao com o abate da lei.
'! E pa'ia que chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar i ditaes, que sero publicados pela
imprensa e affixados nos lugares do costume.
Cidade do Recife, 3 de agosto do 1860, 39." da
independencia e do imperio do Brasil.Eu Ha-
Movimento do porta.
Kavu sahido no dia 11.
Portos do sulvapor francez Estramadure, com-1 noel'&laria Rodrigues do Nascimtnto, escrivo r>
mandante C. Crollier.
Navio entrado no dia 12.
Terra Nova33 dias, escuna ingleza Ida, do 152
Sai.
ai
subscrevi.
Anselmo Franckco Pertlli.
Perante a cmara municipal da cidade da
toneladas, capito R. Monckton. carga 1,955 Olinda estarao novamenle em prego nos dias 3
ftlovlnaenio da alfandega
Barca inglezaBonitafazendas.
Barca inglezaMary Warroll objectos para a
estrada de ferro.
Brigue inglezIsabellaferro.
Patacho.porluguezJareodiversos gneros.
Volumes entrados com fazendas
> com genero.
Volumes sahidos cora fazendas
com gneros
13
164
177
137
83
------220
Descarregam hoje 14 de agosto.
Consulado geral
Rendiraentododia 1 a U. 11:3101005
dem do dia 13.....,. 1:2305344
12:540*349
barricas cora bacalho: a Sauuder Brothers
&C
Navios entrados no dia 13.
Portos do sul6 dias e 22 horas, vapor nacional
Cruzeiro do Su/, commandante de mar e guer-
ra G. Mancebo.
Baha2 dias, sumaca brasileira Hortencia, de
94 toneladas, capito Joo Custodio de l.emos,
carga charutos c mais gneros ; a Azevedo &
Mendes.
Penedo2 dias, hiate nacional Camaragibe, de
38 toneladas, capito Virgilio Josiimano dos
Santos, carga pedra de amolar, arrjs e mho ;
a Pedro B. do Siqueira.
Rio Grande2 dias, vapor nacional de guerra
Thetis, commandante o Io ienente Francisco
Jos Coelho Nelto.
Landres41 dias, brigue inglez hondn, de 160
toneladas, capilo Willian Cluk, carga carvao
dc pedra e plvora; a Scotl Wellson & C.
Cdiz46 dias, barca ingleza Antontna, de 262
toneladas, capito Vicanorirh, carga sal; a or-
dem. Veio refrescar e seguio para Montevideo.
iVario sonido o mesmo dia.
Havanabrigue hespanho! Monaxts, capito Ma-
the-js Pages, carga carne.
10 e 17 do mez de agosto prximo vindouro, para
serem arrematados por venia, na firma do arti-
go 28 da le provincial n. 474 de 5 de niaio do
anno de 1859, o telhcito que serve de maiadouro
publico, avaliado em 400. e o predio contiguo
igreja de S. Sebasliio da mesma cidade, com 62
palmos de frente, cm chaos (oreiros, avaliado
ero 2:000$, visto aao terem apparecido licitantes
as pragas dos dias 22 e 29 de setemhro, 6 e 27
de oulubro do dilo anno: os pretendentes podem
comparecer no pago das sessesda mesma cma-
ra nos rele idos das.
Pago da cmaro municipal da cidade de Olinda
em sessao ordinaria de 27 de julho de 1860.
Joaquim Cavalcanli de Albuqucrque,
Presidente.
Eduardo Daniel Cavalcanli Vellex do Guivara.
Secretario.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, manda faier publico, que as arremalages
dos impostos da comarca de Flores e municipio do
Cimbres foram transferidas para o dia 16 do cor-
rente, sendo" as habililares 00 dia 14 do mesmo.
E para constar se mandn affitsr o preente e
publicar peta Diao.


f4)
Diario de pernambuco.-- terca ff;,ra u de agosto de tsw;
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco lt de agosto de 1860. O secretario,
Auionio Ferreira d'Annunciaro.
Declarares.
Vaccina publica.
Transmissao do fluido de braco a braco, as
quintas e domingos, no torreo da alfandega, e
nos sabbados al as 11 horas da manhaa, na re-
sidencia do coramssario vaccinador, no segundo
andar do sobrado da ra estrella do Rosario nu-
mero 30.
CNSUL VT de FR4NCE.
Le cnsul le France, a ses
compaliiotcs, rsidant ou de passage
a Fe'iiaraboHC.
Messiettrs et chers compatriles,
J'ai riioimour de vous prevenir, que
mercredi prochain, lo duprsent mois, un
Te Deum sera chant, a une heure aprs
uiidi, en l'Eglise de la Penha, a l'occasinn
dla fe le de Sa Majst L'Kmpereur, Na-
polon III, Notre Angoste Souverain.
L'empressement, que vous avez loujours
mis a vous rendre, chaqu anne a celle
crmonie, ne se dementira pas, j'en suis
sur, et si, comme cela semble probable
c'esl la (temiere Ibis, que je sois appel a
la prsider, j'anrai, au moins, jen'endonte
pas, la satisfaclion, de voir de nouveau,
ronie, antour de moi, une colonie dont le
souvenir me sera toujours cher, et ne me
quttera jamis. Veuillez en recevoir ici,
rassurance, Messieurs et chers compatrio-
ta, et agrer avec elle, celle de mes sen-
limentsaussi dvous que distingues.
Ftiiiambouc, le 11 aout 18(>0.
Le cnsul de France,
Vte. E. de Lmont.
A junta ado.iriislrdtiva da irmandade da
Sania Casa da Misericordia do Recife, tendo revol-
vido era sesso do 9 do corrente que a fesla da
respectiva padroeira fosse celebrada no dia 15 do
corrente. como o determina o compromisso da
mesma irmandade, manda convidar a todos os
senhores irmaos para quo comparecam na igreja
da mesma padroeira, no referido dia 15, pelas
11 horas da manhaa.
Secretaria da Sania Casa da Misericordia do
Rocife, 13 de agosto de 1860.O oscriv&o,
Francisco Antonio Cavalcanli Cousseiro.
O 111ra Sr. Dr. chefe de polica manda pu-
blicar, para conherimenlo de quem inleressar
possa, as disposices dos seguintos artigos do re-
gularmento de 31 de Janeiro de 1842.
Arl. 139.A autoridade, qual for encarrega-
.n a raspeceo do thealro, dever vigiar que den-
tro do thealro ou no recinto destinado pata o es-
cpelaculo, su observe a ordem, decencia, e siten
ci necessarios, fasendo sair immeialarnente pa-
ra fra os que o merecerem, re metiendo-o au-
tor'.dadc competente (quando o nao for) para pro-
ceder na forma da le, se o case assim o exigir,
Arl. 140.Nao consiniir que as portas, esca-
das, corredoes se conservera pessoas paradas, im-
pedindo a entrada e sahida, ou incommodando de
qualqner modo os que entraren] ou sahirem : nem
que os bilhetes de entrada se vendara por maior
prego, do que o estabelecido, quer por conta da
empreza, quer de particulares que os tinham
comprado para os tornar a vender.O secreta-
rio.Rufino Augusto de Almeida.
Secretaria de polica de Fernambuco 8 de A-
gostode!860.
Tendo sido declarado vago por decreto de 2
do novembro do anno" passado o officio do escri-
vo da provedoria de capellas o residuos do ter-
mo de oianna por mpossibilidade do serventua-
rio Joo Jos da Cunha Menezes, couforme foi
communcado por aviso do ministerio da just-
cade 18daquelle mez, S. Exc. o Sr. presfdenle
da provincia assim o manda fazer publico adra
de que os prelendentes ao mesrao officio se ha-
] vilitem na forma do decreto n. 817 do 30 de agos-
to de 1851 o aviso n. 252 de 30 de dezembro de
1854 e apresentcm seus requerimenlos no prazo
de 00 das contados desla data, certos de que o
que for nomeado icu obligado a prestar acuelle
rerventuario a terca parle do rendimento, segun-
do a respectiva lolaco de conformidade com o
que dispe o art. 2."'do decreto n. 129 i de 16 de
dezembro de 1853.
Secretaria do governo de Pernambuco, 9 de
agosto de 1860.O secretario do governo, Joao
Itodrianes Chaves.
Tendo a directora das obras militares de
proceder a algurjs concertosno quarleldo dcimo
batalho de nfantaria, e hospital militar, roga s
pessoas que deslc servico se qnizerera incumbir,
apresentcm suas propostas na referida directora
nos diaslS, 9 e 10 do corrente raez, das 9 horas
da manhaa cm diante.
Di rectora das obras militares de Pernambuco
7 de agosto de 1860.O amanuense,
Joao Monteiro deAndrade Malvina.
' ARSENAL DE GUERRA.
A Sra. Anna There/.a do Reg Barros que pro-
poz a 10 do corrente, conforme os annuncios des-
te arscnil. costurar as pecas de fardaraento men-
cionadas em dilos annuncios, aprsenle-se com
seu fiador na directora do mesmo arsenal no da
13 do correle, pelas 10 hozas do dia, para as-
signar o conveniente termo, vislo ler sido aceita
sua proposta por ser a mais vanlajosa aos inle-
resses da fazenda. Arsenal de guerra de Per-
nambuco 11 de agosto de 1860. O amanuense,
Joao Ricardo da Silva.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emissao do banco.
TIIEAT
DE
ISABEL
GOVANHIl LYRICA DE G. MAIIN1NGEU
Terca feira 14 de agosto.
I.V reciia de assignatora e scliiua para os camarotes da prinieira serie
Representar-se-ha a opera cm dous aclos de Rossi :
FALSSI MONETARI.
_ Principiar as 8 horas.
V ti.De.nois do primeiro acto lera um inlervallc de 15 minutos para comraodidade do pu-
blico. '
Avisos martimos.
Para Lisboa
vai seguir Tagem cora a maior presteza, com a
carga que liver a bordo, o hrigue porluguez So-
berano ; os prelendentes carga e passagens,
dirijam-se ao consignatario Thornaz de Aquino
Fonseca, na ra do Vigario n. 10, primeiro an-
dar, ou ao capitao Da praca.
Para o Rio de Janeiro.
Vai seguir nestes poucos dias por ter
urna parte da carga prompta a veleira
barca Recife, para o resto da carga,
passageiros e escravos trata-se com Ma-
ooel Francisco da Silva Carneo, ra do
Vigario n. 17, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro
Abarca nacional Clementina, a sahir com
brevidade ; para o resto da carga e passageiros, a
tratar com Guilherme Carvalho & C, ra do
Torres.
Para Lisboa sahe impretervelmente at o
da 15 o bngue Tarujo & Filhos por ter parle
de seu carregamenio prompto : quem quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija-se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recife, escriptorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
; Para o I'orlo tem a sahir at o fim do mez
O brigue Amalia I : quem quizer carregar ou
ir de passagem, para o que lem excellentea cora-
modos, dirija-se ao consignatario, na ra da Ca-
deia do Recife, escriptorio do Manoel Joaiuira
Ramos e Silva.
REAL COMPANHIA
Anglo-Luso-Brasileira.
O vapor Brasil, espera-se dos poriosdo sul do
dia 14 a 21 do corrente, e seguir para Europa
depois da demora do costume : para passageiros
e encommendas trata-se com os agentes Tassu
Irmaos.
Para a Baha.
I A veleira e bem conhecida sumaca nacional
| llortenci. pretende sahir com muita brevida-
| de, tem parle deseo carregaraenlo prompto. pa-
' ra o resto que lhe falta trala-se com os seus con-
signatarios Azevedo & Mendes, no seu escriplo-
i rio, juada Cruz n. 1.
REAL COMPANHIA
DE
Paquetes inglezes a vapor.
No dia 13 ou 14 deste mez espera-se do sul o
vapor Tyne. commandante Jelicoc, o qual de-
pois da demora do costumo seguir para Sou-
thampton, tocando nos portos de S. Vicente o
Lisboa; para passagens etc., trata-se com os
agentes Adamson Howie & C, ra do Trapiche
d. 42.
N. B. Os embrulhos s 6e recebem at duas
horas de se fecharen) as raalai, ou urna hora
pagando um palaco alm do respectivo frete.
REAL COMPANHIA
Anglo-Luso-Brasileira.
Espera-se da Europa do 18 a 20 do corrente o
vapor Jason, que seguir para os portos do sul,
depois da demora do coslume, para passageiros'
| etc., trata-se cora Tasso Irmaos.
Para.
Desla provincia o Sr. Antonio Januario Pe-
reira precisa saber se existe e onde reside o Sr.
Francisco Antonio Fidalgo, natural de Lisboa
freguezia de Santos o Velho, filho de Casemiro
Antonio Fidalgo e Cecilia Rosa de Jess, que
consta ter viajado era vapores de Pernambuco ao
Rio de Janeiro; as informaces que se precisam
recebem-se no escriptorio do Jos Joaquim Dias
Fernandes & Filho, largo da Assembla n. 10
onde se dir a pessoa procurada o flm para qu
convidado.
Leiles.
LE1LA0
COMPANHIA PERNAMB11CANA
DE
Navegado cosieira a vapor
O vapor Persinunga. commandante Manoel
J. Lobato, seguir para os portos do sul de sua
escala no dia 20 do correnle mez s 5 horas da
tarde.
Recebe carga para Macei at o dia 18 aomeio
dia, passageiros, encommendas e dinheiro a frete
at o dia da sabida 1 hora da tarde : geraucia
no Forte do Mallos a. i.
DE
Ter^a-feira 14 de agosto,
O agente Costa Carvalho autorisado pelo Illin.
e Exm. Sr. Dr. juiz di orphos a requerimento
de Francisco de Salles Andrade Luna, inventa-
rame dos bens deixados por Jos Maria da Cosa
Carvalho, far leilao em seu armazem na ra da
Cruz n, 9, de urna casa lerrea na ra Nova n. 24,
propna para qualquer estabeleclmento.
Um sitio
na ra de S. Miguel freguezia dos Afogados, casa
com bastantes coramodos, niguas aivorcdos e
urna excellente baixade capim : para informa-
ces podem enlenderem-se no mesmo armazem
na ra da Cruz n. 9.
LEILAO
O agente Hyppolito autorisado pelo
Illm. Sr. Dr. Antonio Luiz Cavalcanti
de Albuquerque, ara' leilao dos movis
existentes em sua casa na estrada da So-
ledade, confronte ao palacio de S. Exc.
Rvma., consistindo era mobilias de
mogno, ditas de mogno estufadas, lou-
ca, vidros, cabriolet ecavalloeuma n-
finidade de artigos quee intil ennme-
rar: quinta-feira 16 do corrente as 11
horas em ponto, namesraa casa.
Avisos diversos.
Um .sitio
na estrada de Joao Fernandos Viaira n 24, com
alguna arvoredos, baixa de capim, 2 salas, gabi-
nete ao lado, 6 quartos grandes, cosinha fora e 2
cacimbas,
FLEIR DUARLEBEKE
Recebeu-senovo sortimento deste superior tabaco para cachimbos e cigarros "em macos de
i|neciogramme lu3 de kilogramme el|4 de kil, que se vendo pelo acostumado preco aze'ndo-se
soaiimento de 20 porcento sobre a quantia de 20? : na ra da Cadeia do Recife n. 15", loja do
Centro
Oabaixo assignado em sua ausencia desla
provincia deixa por seus bstanles procuradores
para promoverem a liquidaco de seu negocio,
em primeiro lugar ao Sr. Joaquim Dias Fernan-
des c em segundo lugar ao Sr. Manoel Ribeiru de,
Carvalho. Recife 14 de agosto de 1860.
Caetaoo Agapito de Souza.
Thiago Josdt Silva, subdito porluguez, re-
tira-se para o Rio de Janeiro.
Quem precisar de uma criada porlugueza,
dirija-se ao largo do Paraizo n. 30.
Caixeiro.
Oabaixo assignado, regressando
do Poco da Panella, a que teve de ir
residir por algum tempo, a im de res-
tabelecer sua saude compromettida pe-
los incommodos que soliVera em marco
do corrente anno, nao pode deixar de
agradecer as pessoas daquella freguezia
que tantas provas deamisade dignaram-
se de dar-lhe, e olerec-Ihes seus ser-
vicos nesta cidade, onde o encontrarao
sempre prompto a retribuir-Ibes do
mesmo modo.
15 de agosto de 1860.
Dr. Joaquim d'Aquino Fonseca.
Na taberna junto ao sobrado novo do Sr.
Figueiroa vende-se massa de tomates a mais no-
va que ha no mercado, peix<< sovel, chegado no
ultimo navio de Lisboa, o cliourkas a 600 rs. a
libra.
Aluga-se um armazem r a ra da Cruz n. 29,
com fundos para a rna do Taioeiro; a tratar no
pateo de S. Pedro n. 6, arma '.em.
Os abaixo assignados, socios da casa com-
mercial nesta cidadesob a ratao Amaral AUes&
G.| tendo nesla data por mu jo accordo convin-
do na retirada da mesma sociedade dos Srs. Jos
deAlenquer Simoesdo Amara!, declaram ao pu-
blico e com especialidade ao :orpo do commer-
clo, que contiua a referida casa commercial as
suas transaeces e todo o sou activo c pessivo
snb a responsatiilidade dos sucios Alves Guima-
res ti Salomn, e sob a razio social de Alves
uimaraes & C. Recife 11 ce agosto de 1860.
Jos de Alenquer SimOcs do Amaral.
Jos Alves da Silva Guimarajs.
Max Homburger como procuiador do Sr. Charles
Salomn era Paris.
Angela Mericia Marques de Paira, Drasilei-
ra, retira-se para o Porto po: Lisboa, levando 3
ilhos de menor idade.
Amanheceram no dia- .] do corrente mez 2
cavallos caslanhos, velhos, magros e pesados, no
cercado Bac, perlencente ao engenho Guria
de baixo, silo na freguezia de Santo Amaro de
JaboatSo, e suppoe-se que foram deixados por 2
ladroes, porque furtaram na mesma noile 2 ca-
vallos gordos de 2 almocreves que tinham per-
noitodo no referido cercado : portanto quem se
julgar com direilo a ellcs, dando os signaes cer-
tos e provando serem seus lhes serao entregues
pelo delegado de polica do 2 termo do Recife.
Jos Francisco da Silva Leo.
Novamente sao chamados Julio
Gom s Villar e Jos Leonardo Radiche,
a ra do Crespo loja n. 20.
O Dr. Joaquim de Aquino Fon-
seca, tendo regressado com sua familia
do Puco da Panella ao Recife, continua
a dar consultas medica:!, na casa de sua
residencia, na ra Xov. n. 1 i, das 6 as
9 horas da raanhas, e das3 as 5 datar-
de,e fra destas horasoceupar-se-ha com
os doentes de sua clnica, como outr'ora.
GABINETE PORTUGIEZ
DE
I*
A directora do Gabinete Porluguez de Leitura nesta cidade, faz publico aos Srs.
associados e a quem mais possa interessar, que em coosequencia do mo estado do
soalno do primeiro andar da casa da sua biblioteca, nao pode ler lugar no dia 15 do
corrente, a solemnidade do anniversario de sua installar-ao, como de costume
aguardando a directora faze-lo as novas casas do Exm. fia rao do Livramento, cara
onde brevemente tem de se mudar o Gabinete
Recife 10 de agosto de 1660.
Jos da Silva Loyo,
Director.
Antonio Baptista Nogueira,
1 secretario.
:'. .. _,ay
im
Rio de Janeiro
Prora da Independencia n. 22,
Acham-se expostos ver da os bilhetes, meios
e quartos da28aloteria do estado sanitario cujas
listas se esperam at aodia20 do corrente pelo
vapor porluguez e os da 31a da Empreza Lyrica,
dos quaesteremos pelo vapor brasileiro que se
espera no Cm deste mez-
Santos Xieira.
Vendem-se duas grandes carrocas de duas
rodas, muito fortes toda de sicupira," sao novas
proprias de engenho e para o que foram feilas e
quaesquer outros servicospor pesados que se-
jam, trabalham com urria ou mais juntas de bois
carregam muito bem 25 a 30 saceos com assu-
car, ptimas at para a estaeo das Cinco Ponas
conduzirem para o Recife ns assucares de ah :
quem as pretender dirija-se ao pateo do Terco
n. 27, segundo andar, que se far negocio.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia: na ruada Ponte Vclha n. 14, casa que
lema frente pintada de vemelho.
Quera annunciou uma morada de casa trra
nobairrodeS. Jos para vende-la ou trocar
por escravos, dirija-se a Camboa do Carmo n.
19, primeiro andar.
Na lojan. 41 da ra da Cadeia do Recife,
tem uma caria para ser entregue pessoalmente
ao Sr. Joaquim Pereira de Azevedo Ramos, vin-
da da Bahia.
Luiz Manoel Rodrigues Valenca tendo de
proceder a inventario por fallecimento de sua
mulher. roga a quem se julgar credor de alguma
conta apresenta-la para ser attendida.
Lava-se e engomma-se roupa com promp-
lidao: na ra cslreila do Rosario n. 27.
S. Jos d'Agonia.
Por ordem da mesa regidora crvido a todos
os irmaos a comparecerem hoje 14 de agosto
pelas 4 horas da tarde ne consistorio da irman-
dade para a companhar a procissao da Senhora
da Bod Morte.O secretario,
Manoel Franc seo dos Santos e Silva,
Na ra do Crespo n. 20, esguina, aluga-se
um raoleque de 18 annos, para qualquer servico
para o qual entra s 7 horas da manhaa e se fe-
tira s 6 da larde.
Atteocio.
Previne-seas pewcas que sao deve-
doras a' coebeira da ra do Imperador,
administrada pelo Sr. Antonio Jos Pe-
reira do Lago, que por em quanto nao
paguem a ringuem sob pena de terem
de pagar segunda vez.
Jos Goncalves llaiveira.
Loja de miudezas
NA
Rua da Cadeia do Recife i. H.
Ha um completo e variado sortimento de miu-
dezas, que se vende muito mais barato que em
outra qualquer parle, como bem seja :
Capachos para entrada de porta a 200 rs. um.
Luvas de seda pretas e de cores algo par.
Gollinhas de linho para senhora a 12 urna-
Ditas de linho finas a 12$ uma.
Manguitos unos e gostos modernos a 15$ o par
Cordas para violao a 80 rs. uma.
Gollinhas e pulseiras de vidrilho de bonitos
gostos.
Molduras douradas para quadros e guarnico
de sola.
Estampas das principaes notabilidades da Eu-
ropa em fumo e cloridas.
Perfumaras dos mclhores fabricantes.
Enfeiles de vidrilho a impeatriz 8
Franjas de seda, laa, linho e algodao, gostos
modernos.
Luvas do pellica de Jouvin mullo novas 8
Fios de coral para enfeites de pescoco de crian-
cas 8
Meias de fio de Escocia para senhora, e de car
prra mnino g
Baralhosde cartas de apreciago 8
Peonas de perry muito finas f
Alfinctes francezes dourados. brancos c prelos
para costura,
Linhas do gaz e carretel de todos os nmeros
o cores.
Agulhas franeczas e inglezas de todos os n-
meros.
Tiras linhas, compac,os e mais pertences para
escripluracao.
Navalhas de GuimaresP & coracao.
Uma linda caixa de msica, e rauilos outros
objectos que se vendem por baratissimo preco.
' Precisa-se fallar ao correspondente do Sr.
Joao Florentino Cava'canli do Albuquerque, na
livraria ns. 6 e 8 da praca da Independencia.
Aluga-se o terceiro andar da casa da rua
do Crespo n. 25 : a tratar na loja do mesmo.
O abaixo assignado, como Ihesoureiro dos
devotos de N. S. dos Prazeres, que se venera na
malriz de S. Frei Pedro Gouc.alves do Recife, faz
ver s pessoas da cleiQo e as que receberara
cartas, pe-lindo esmolas, que por motive ira-
previstos deixa de hatee a festa este anno, fican-
do era vigor a mesma eleicao para o anuo futuro.
Outro sim avisa, que no dia 15 do corrente ha-
ver missa cantada.
Bernardo Luiz Ferreira Loureiro.
O tencnte-coroiiel M. Ignacio Bricio,residente
ua capital do Pernambuco, declara que a preta
de nomeMarinha, que lhe foi remettida da pro-
vincia do Maranhao, solfre de morpha, como foi
atteslado por mdicos notaveis e conceituados, e
por isso previne a pessoa que a remellen, que
nao admilteraais nenhuma transaeco a respeito
da dita prela; e se porventura estiver realisada,
protesta nullifica-la pelos meios legaes.
Ligni(liii;;io por iodo proco
Na rua do Queimado n. 51,
loja de fazendas, para
liquider.
Cambraia de cor a 200|grs o covado, dila mais
fina a 240 o covado, alpaca de cores de- todas as
qualidades a 280 o covado, casemira a 3J800 o
corle, lencos de todas as qualidades, chitas de
todas as qualidades, chaly de todas as cores,
manguitos e gollinhas, enfeiles para senhora, sa-
palinhos para meninos, Golletes de velludo, case-
miras finas, chitas francezas de todas as qualida-
des para acabar, cortes de vestidos brancos com
3 habados, dilos de 2 saias que j se venderam
a 108, hoje vende-se por todo preco, brira branco
e de cores por todo preco para acabar, corles de
brim de linho, colletes de fusto, meias para so-
nhoras o homens, ludo muito baralo, por todo
proco para acabar.
Corles
Oferece-se um moco brasileiro, de boa con-
ducta, para caixeiro de cobranzas ou ar:nazem,
o qual d fiador a sua conducta, e lem alguma
pratica de despachante, o qual anda est arru-
mado, e quer melhorar : os prelendentes deixem
carta fechada na travessa das Cruzes n. 2, loja de
calcado, ou annuncio por osle jornal para ser
procurado.
Antonio Carlos Francisco da Silva, estando
dissolvida a sociedade que linha cora o Sr. Este-
vio Jos da Molla, sob a firma de Silva & Multa,
Picando a cargo delle Silva todo o activo e passi-
vo, declara pelo prsenle que desde o Io deju-
nho s competente para receber o que for de-
vido dita firma elle ou o seu caixeiro Francisco
Jos Coelho.
E. Metlerfaz uma riagem Europa.
Attencao
a2S500,
de chitas largas, francezas, cora llxovados cada
corte, riquissimos padrocs : na rua do Queima-
do, loja n. 18 A, esquina que volts para a rua
estreila do Rosario.
Era casa de Boroll & C, rua da Cruz do Re-
cife n. 5, vendem-se saceos cora milho, saceos
grandes com arelo, e saceos com cevada muilo
nova.
Vendem-se duas tercas parles da casa ter-
rea n. 31 sita na rua da camWi do Carmo : a Ira-
lar na rua do Sol n 5.
Attencao.
Vende-se queijo mailo fresco do serio, (lugar
Serid) a 600 rs. a libra, carne do mesmo lugar a
360 : na rua dos Martyrios n. 36.
Feno.
Vendem-se fardos com feno novo por menos
do que em outra qualquer parle : na rua da Cruz
do Recife n. 5, escriptorio de Borott & C.
Vendem-se 2 jogos de diccionarios inglezes,
dos grandes, por Vieira, um rico jogo de brevia-
rios romanos : na rua da Malriz da Boa-Vista
n. 34.
Vendem-se duas juntas de bois novos,
mansos, e acostumados a Irabalhar em arrastos
de madeira, carros ou carrocas, proprias assim
para o campo como para praca : na rua da Icu-
peralriz n. 5, segundo andar,' se indicar onde se
acham para tratar.
Mellis.
Pelo ultimo navio francez chegaram os afama-
dos borzeguins de Mellis, tanto de couro de lus-
tre como de bezerro e cordavao : na loja do va-
por na rua Nova n. 7.
Cheguem ao barao.
Diofo & Fernandes, cora loja de fazendas na
rua do Crespo n. 18, tendo de acabar cora corlas
fazendas, assim como sejam, la de quadros pro-
priapara vestido de senhora a 320 rs. o covado,
chales do merino lisos a 38400. gollinhas pro-
prias para Julo a 18, saias bordadas muilo finas a
48600 e 68500, cambraia franceza roxa a 200 rs.
o covado, cortea de meias caseroiras a 18800, di-
tos de riscado francez a 28200. chaly de rama'gem
muilo fino a 900 rs. o cr/vado, assim como mul-
las oulras fazendas que sfl venderSo por barato
prejo,
Milho a G#, farelo a 45500
No largo do Paraizo, taberna da estrella nu-
mero II.
Na rua di Guio, taberna n. 9, vende-se um
moleque cattale, sem vicios nem achaques.
Ceblas, batatas e carne do
seitao.
Ceblas a 18500 o cento, e hlalas a 18600 a
arroba e 60 rs. a libra, carne a 400 rs. : no lar-
go do Paraizo, taberna da estrella n. 14.
\. 98 Rua Direita \. 98.
Loja de roupa feita.
Nesta loja conlini-se a vender roupa feita o
mais barato possivel:
Palitos de alpaca preta a......3$u00
Dito dito muito fino a.......3500
Dito de ia escuros de muilo goslo a 48500
Dito de brim de linho oscuros a 30"0
Dito de esguiao pardo a......5j}500
Dito de fustao branco 4.......ijOOO
Dilo de alpaca de cor oscuros a 38000
Calcas de brim branco a......4f5O0
Dita de brim de cor a......i 4-3000
Dita de brimzinho e ganga a 30000
Coletos do selim prclo a......3S500
Dito de casimira preta a.......$500
Dilo de fusto e cores a......SgOOO
Aluga-se por muito commodo preco, por
tempo da festa, ou animalmente, uma excellente
casa na Passagem da Magdalena entre as duas
pontes para ver na mesma casa, a tratar com o
Dr. Ignacio Firmo Xavier no paleo do Paraso
n.16.
Aluga-se uma casa terrea na rua da Sole-
dade, com extraordinarios commodos; quera a
pretender dirija-se a rua da Cadeia n. 36, t
andar.
Aluga-se uma escrava para casa do pouca
familia quem quizer dirija-se a rua do S. Riia
n. 10.
Precsa-se de lomar a premio 4*5 contos
de res dando-se um predio de dobrado valor :
quem pretender annuncie para ser procurado.
Peler Gablc e John Murgrillroyd relirao-se
para a Europa.
D. J. Wild & C o Calkraan Irmaos, ad-
ministradores da massa fallida de Caminha Ir-
maos & Ca, convido aos credores da mesma mas-
sa para opresentnrom seus lilulos Judia do 10 do
corrente em diante, em suas casas rua da Cruz
n. 10 o Praea doCorpo Sanio n. 13:
Vende-se urna escrava crioula moc3 e mul-
to sadia, com urna cria de quatro raezes' bstanlo
nutrida, cuja escrava tem muito bom e abundan-
te leite para criar, e sabe cosnbar; engommar,
cozer, c ensabpar: a tralar na rua da Conceico
casa n. 10.
Vende-se 12 cadeiras de Jacaranda" e Plan-
eas de amarellos o 2 grades para janellas ludo
em bom estado por diminuto preco na rua da Cruz
n.21.
Aluga-se por 308030 mensaes o 2 atdar da
casa da rua Imperial n. 169 com commodos para
grande familia a tratar no Io andar da- nusma.
_ Pelo juizo dos felos da fazenda provincial
se hao de arrematar em hasta publica, a quem
mais der, os bens segunles :
m sobrado de dous andares e sotao no paUo
do Hospital do Paraizo n. 28, lendo 22 palmos
de frente e 81 do fundo, de boa construeco e
em bom estado, avaliado em 8:OO0j.
Uma casa terrea no mesrao pateo n. 15, tendo
de frente 21 palmos com porta e janella e 53.de
fundo, de perspectiva baixa, coznha fra, cora
alguma ruina, quintal murado e cacimba, avaliada
em 900|000.
Urna casa terrea na rua das Aguas-Verdes n. 6,
tendo 21 palmos de frente com porta e janella e
78 de fundo, cora solo, cozinha lora, quintal
murado, cacimba e com porto para a rua de
Hortas, avaliada em 1:4008.
Um sitio o casa terrea na rua Direila dos Afo-
gados n. 41, cuja casa lem 50 palmos de frente,
de prespecliva elevada, com 1 porta e i janellas
de frente de caxilhos envidragados, e 90 palmos
de fundo, bem construida e cm bom estado, len-
do 2 salas, 2 alcovas, um gabinete e mais ou-
tros qnartos, cozinha e u.n algrete no oitao do
nasecnte sobre columnas de lijlo, coberto de
taboas e sobre essa coberta outra de lencl de
chumbo, com um jardim cm frente ; e leudo o
sitio de terreno em sua frente 300 palmos e 800
de fundo at a baixa mar. com toda a frente mu-
rada ecom gradamento de ferro por cima e um
porl3o tambem de ferro, com uma cocheira, es-
tribara e 6 quartos formando no centro um qua-
drado ; todo plantado de arvoredos fructferos
em estado de se Tlesfructarcm, com uma cacim-
ba grande de lijlo e um banheiro junio tambem
de lijlo, bem construido, tendo mais um viveiro
no fundo e sendo o terreno proprio, avaliado ludo
era 10:0008000.
Uma casa terrea na mesma rua Direila n. 30,
com 30 palmos de frenle de uma porta e duas
janellas e 90 ditos de fundo, construida de lijlo
e cal em bom estado e com perspectiva elevada,
conlendo duas salas e quarlos, coziuha fra, quin-
tal murado e cacimba, avaliada em 1:3008, cujos
bens foram penhorados por execucao da fazenda
provincial contra Jos Pedro Velloso da Silveira,
como fiador de Francisco Pi da Silva Valenga.
A renda annual de uma casa terrea no lugar
denominado Sant'Anna de Dentro, freguezia do
Toco da Panella, n. 32, com 20 palmos de frenlo
o 54 de fundo, cozinha fra, quintal murado o
telheiro, avahada em 965000.
A renda annual de oulra casa lerrea no mesmo
lugar e mesma freguezia do Poco n. 33, com 20
palmos de frente e 54 de fundo, cozinha fora,
quintal murado e telheiro avaliada em 968, cu-
jas rendas foram penhoradas por execucao da fa-
zendaprovicial contra os herdeiros do padre Ma-
noteo.
Uma casa terrea na rua do Rom-gosto, fregue-
zia dos Afogados n. 19, com 18 primos de frenlo
e 50 de fundo, e pequeo quintal cm aborto
chaos foreiros, avaliada em 508-
Outra casa lerrea na mesma rua n. 21, com 18
palmos de frente e 50 do fundo, quintal em abor-
to e chaos foreiros avaliada era 508. cujas casas
foram penhoradas por execucao da fazenda pro-
vincial contra os herdeiros de Joaquim Caetano
da Luz.
Uma casa de taipa na rua do Motocolomb, fze-
guezia do Afogados n. 64 A, com 25 palmos de
frente e 32 de compriraenlo, com cozinha na sala
de dentro, em chaos foreiros e em mo estado,
avaliada em 708. cuja casa foi penhorada por exe-
cugo da fazenda provincial contra Jos Alves.
A renda annual de uma casa com um pequeuo
silio na rua dos Pocos n. 39, a qual tem suficien-
te commodo para pequea familia e em mo es-
tado, avaha em 72j, cuja renda foi penhorada por
execucao da fazenda provincial contra os herdei-
ros de Joao Baptlsla de Souza Leraos.
Declara-se que a numeracio dos predios a
anliga, que.foi substituida ltimamente.
Os prelendentes comparejara s 10 horas da
maDbaa do dia 16 do corrente mez de agosto na
sala das audiencias, que a ultima praca.
Guilherme Elle, artista de Berlin, chegado rc-
cenlemente nesta praca, e estabelecido na rua
das Larangeiras n. 13, primeiro andar, e na rua
ds Cruz do Recife n. 42, primeiro andar, ofere-
ce-se para concertar pianos, o tambem afinar,
pelo diminuto preco de 58.
O abaixo assignado declara ao respeitavel
publico que senhor na freguezia de Agoa Prela
de uma legoa e meia de Ierra de comprido e meia
de largura, a comecar no lugar denominado Ca-
xoeira Secca, na ribeira do rio Una, sogulndo pe-
la ribeira do rio Pirangi Grande cima, por titu-
lo legitimo de compra ; se alguem se julgar com
direito a esse terreno, queira o declarar no pra-
zo de 30 dias por este jornal. Rio Formoso 3 do
= C'o do 18fiO.
Antonio Gomes de Maccdo.
Aluga-se uma casa em Sanio Amaro de Ja-
boato, com commodos para uma grande fami-
lia, cocheira para 4 carros e estrioaria para 12
cavallos : quem a pretender, dirija-se rua da
Aurora u. 60. seguido andor. Na mesma casa
vende-se uma escrava muito moca,boa"cozinhc-i-
ra e perita engommadeira.
Corrcio geral.
Relaco das cartas seguran viudas do sul
pelo vapor Cruzeiro do Suli^para os senliores
abaixo declarados:
Augusto Cesar de Menezes Carneiro.
Cnsul de Portugal.
Francisco Pinlo Pessoa.
Goncalo da Silva Forte.
Jero'nymo Pereira Villar.
Joaquim Antonio de Magalhes Castro.
Joaquim Pereira da Cosa Coelho.
Joao Candido da Silva.
Jos do O' de Almeida.
Jos Ramos da Cruz.
Manoel Alves Guerra.
As malas que deve conduzir o vapor Cru-
zeiro do Sul com deslino aos poitos do norte,
fechara-se hoje (14) as 4 horas da tarde.
ASSOCIQAO
COMMERCIAL BENEFICENTE
Pcmaniiiueo.
Nao havendo comparecido numero sufficicntc
de senhores socios effectivos reunio da assem-
bla geral convocada para hoje, afim de se tratar
do que raarcam os artigos 20 e28 dos estatutos,
a direccao actual convida de novo os senhores
socios para o dia 17 do correnle ao meio dia.
Sala da Assodacjio Commercial Beneficentc de
Pernambuco 10 de agosto de 1860.
A. I. do Reg Mederos,
secretario.
SOCIEDADE
INSTITGTO PI ELITTERARIO.
Ssenlifico aos senhores socios que a sesso or-
dinaria do conselho director ser amanha (quar-
ta-feira) as 10 horas da manhaa.
Secretaria do instituto rio e Lilterario 13 do
agosto de 1660.A R, Pimenta, 1. secretario.
Liquidaco.
Borzeguins inglezes amansa calos do
autor Melie's a ~s, sapatos de sola e vira
de bezerro (Nantes) a|: na rua do
Livramento n. 19.
Fazendas finas e
roupa feita.
Augusto k Perdigue
Com loja na rua da Cadeia do Recife n. 23
vendem e do amostras as seguintos fazendas:
Cortes de vestidos de seda pretos e de cores.
Cortes de ditos de barege, de tarlatana e de gazo
de seda.
Carabraias de cores, brancas e organdys.
Anquinhas para saias, saias balo, de clina, ma-
dapolao e bordadas.
Lencos de labyrintho do Aracaty e francezes.
Chapeos amazonas de palha e de seda para se-
nhoras e meninas.
Enfeites de froco, de vidrilho e de flores.
Pentes de tartaruga, imoeratriz e outros gostos.
Manguitos e gollas, ponto inglez, francez e mis-
sanga.
Vestuarios de fusto, de l o de seda para
erianca.
Manteletes, taimas e pelerinas de differenles qua-
lidades.
Chales de touiim, de merino e de l de pona
redonda.
Luvas de pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de blond, mantas de dilo, capellas O
flores solas.
Sinturdes, camisas de linho e espartilhos para
senhora.
Perfumaras finas, sabonetes e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas e paletots de panno prelo
e de cor.
Paletols de alpaca, d,c seda e de linho.
Calcas de casemira de cor, pretas e de brim.
Camisas de madapolao, e linho inglez e de laa.
Seroulas de linho e de meia.
Malas, saceos, apetrcixos para viagera.
Chancas para invern, botinas do Meli e outros
fabricantes.
Chapeos do Chyli. de massa e de fellro para ho-
rnera.
Charutos rcanilha, havana, Rio de Janeiro e
Bahia.
Muito baratas.
Chitas francezas padres escuros e fixas covado
240 e 280 rs.
Gollinhas de linho para menina e senhora a
640 e 18.
Pentes de tartaruga a imperatriz de 108 15S-
Camisas de fusto, ditas de madapolao para ho-
mem e meninos a 2$.
Cortes de casemira inglezes superior com qua-
dnnhos a 4500 e 58.
Saias de madapolao o musselina para senhoras
e meninas a 48500 e 58.
De todas estas fazendas exslem pequeas por-
Coes e so vende por estes baixo preco para aca-
bar-se.
Irmandade do Senhor
Bom Jess das Chagas.
Por ordem da mesa convido a todos
os irmaos para comparecerem em nosso
consistorio no da 15 as 9 horas da ma-
nlioa para reunidos assistirem a festa de
Nossa Senhora do Paraizo, que faz a ir-
mandade da Santa Casa da Misericor-
dia. Recife 13 de agosto de 1860.
Padre Raphael Antonio Coelho, escrivSo.
T"


DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FEIRA 14 DE AGOSTO DE 1860.
OLLNDA.
Aluga-se urna casa de 1 andar na ra de S.
Bento, era Olinpa, confronte anliga academia,
com commodos para familia : quem a pretender
dirija-se ra da Cruz o. 23, segundo andar, que
achara com quetnlratur.
Saques.
Cu'valho, Nogueira & C, saccam so-
breLisboa ePorto: na rm do Vigario
jn. 9, primeiro andar.
Augusto Elisio de Castro Fonseea, mora ac-
| lualmentena freguezia do Poro da Panella, mas
I pode ser procurado todos os das uteis das 8 as 9
horas da manhaa, e das 3 s 4 da tarde, em casa
de sua rui, Da ra do l.ivramenlo n. 19, segun-
j do andar, por aquellas prssoas que lhe deseja-
... ..-..___ '[ rcm fallar, sendo que das 9 horas da manhaa s
Convida-se aos Srs accionistas a v.rem rece- 3 da lardc achj.se em 8U1 reparticao, onde nao
ber o nono dividendo Dudo cm SI de julho ulti- falla oa olguma ser,-a0 ^obr| nogocio j.
mo a razio do 7 por cento ao fono, no escnplo- ,0 urg(le que na admUla deinora.
no da companhia ra do Cjcspo n. 2, das 10, Engomma-se com perfeicao c presteza para
"oras da rnanha as3 da la.de. Iv--------
Rodrigues & Lima declarara que nada de-
III ffBBlM
00
Reeife a Sao Francisco.
Atleng&o.
Desipparcu do sobrado da rui da Sol n. 32
un relogio de ouro patente inglez, cubcrta nu-
mero 22950 : roga-se a quem o achou de o levar
mesma casa que ser gratificado.
Na ra Velha n. 105, aluga se
um inoleque para qualquer servico do-
mestico: trata-se na mesma.
(.'$ administradoras da massa fal-
lida de Manuel Jos ferreira Gusmo,
a visa m a todos os Srs. credo res, que
tendo de dar curaprimento ao que dis-
859 do cod.
vcm a pessoa
firma.
alguma, e que foi oxlincta a dita
Attenco.

.Vo dia 3 do correnle ausentou-se do sobrado
da ra DirciVa ''esta cidade n. 74 um africano de
nomo Manuel cora os signaos seguintes : eiges
regulares, r tem no polo um signal, que parece um X mal
eito ; lfou camisa de chita e caira branca j ve-
lha: consta que anda vagando peas ribelras, pa-
teos, e ras dos tres bairros ; ruga-so as autlio-
ridrdes policiacs queiram o aprehender se o
ticonlrarem.
Ensino de msica.
OTerece-se para leccionar o solfejo, como tam- ;
bem a locar varios instrumentos ; dando as li- !
.-oes das7horass91|2danoite : a tratar na rus
larga do Rosario n. 9.
cojupjlNiejl
' pfe o att. 8o9 do cod. contmercial,
horaem ou mulher, nacina'. ou estr'angeiro, 'ain- faz-se necessario que, na forma do mes-
I mo artigo, Ibes apreentem os seus ttu-
los de divida no prazo de 8 dias, lcvan-
a condtcao de lambem la-
var-se : a tratar os ra do Imperador, taberna n.
28, do Sr, Domingos da Silva Campos.
So botcquim da aguia d'ouro,
ua ra estreita do Rosario
(^
NO
'0
EsUbelecida eai Londres
fifias m mu
CAPITAL
luco mUliftes de libraa
esterlinas.
Saundcrj Fvo^ers & C." tem s honra deln-
rmar aesrSrs. negociantes, preprietarios de
asas, e aguem mais convier, que esto plena-
.- nte auiorisados pela dita companhia para
efTectuar seguros sobre edificios de tijolo epe-
ira, cobertoa de telha e igualmente sobre os
objectos que couliverem os mesmos edificiose
; r consista em tnobilia ou em fazendas de
;m ualidade.
n. 23, coiifroule ra
Larangeiras,
fomece se almoco jaotar por mez, manda-se le-
var cm casa, o mais barato do que em outra
qualquer parle ; assim como das 7 horas da ma-
nhaa cm diante ; tem todos os dias papa de fa-
rinha do Marfnho e araruta : no mesmo esla-
belecimenlo acha-se comida sempre prnmpta a
qualquer hora que se procure ; assim como faz-
se toda encommenda que se fizer, e lodos os do-
mingos e dias sanios haver ii.au de vacca das 3
horas da madrugada cm diante.
^Consultorio central homeopalhico^
1 ipmime.
@ Continua sob a mesma direccao da Ma-
noel de Mattos Teixeira Lima," professor
vi em homeonatlaa-. As consultas como d'on-
ft t.-s.
/'FENNABEACO
' de W.SCULLY
Estas pennas de dierentes cualidades, so fa-
bricadas de a^o de prata refinada de prirneira
tempera, e sao applicaveis a todo o tamaito de
lettra. Prejfl 1350 cada eaixa e pennas de ouro
pelo mosmj autor com ponta de diamante, que
teem a grande vantagem de nao estar sujeitas a
crear ferrugem e conservndose bem limpassao
de duraco infinita, deposito em casa dos Srs.
Guedcs i I Botica central lioDicopalliica
IDR- SABINO T L PIMO-
*> Novos medicainentoshoincopalliicos en-
^i viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
j| Estes medicamantos preparados espe-
ja cialmente segundo as necessidades da ho-
ja, meopathia no Brasil, vende-st- pelos pre-
ga eos conhecidos na botica central homco-
x palhica, ra de Santo Amaro (Mundo No-
@ vo) n 6.
do-os a travessa da Madre de Dos n.
16, aos administradores ferreira &
''" Martins. ltecie 9 de agosto de 1860.
OaS Urna ama, entendendo do regimem interno
de qualquer casa, offerece-se ao publico ; na
camboa do Carmo, primeiro andar n. 36.
OSr. J. R. B. Penna tem na ra do Li*ra-
menlo n. 23 urna encommenda vinda da provin-
cia do Amazonas.
Aluga-se o primeiro andar da casa n. 19,
na ra Augusta, com muitos coramocos e muito
fresco : quem pretender, dirija-se a mesma casa,
que achara com quem tratar, no segundo andar.
Limpam-se osvidros de qualquir oculos de
ver navios, c tira-se o mofo por mais enlranhado
que esleja nos vidros : quem precisar, dirija-se
a loja de livros na praca da Independencia ns.
|6c8.
I Precisa-se de urna ama que co.nhe bem :
na ra do Crespo n. 25.
I Precisa-se alngar um preto de idade para
Q fnzer o servido externo de urna casi. como seja
^ comprar, carregar agoa, ele. : na ra do Crespo
t numeo 25.
@ Precisa-se de um forneiro ; na padaiia da
ra do Rosario n. 46.
# 9Wm @@fi
O Dr. Azevedo Podra, ha pouco che- @
f @ gado nesla capital, faz sciente ac respei- @
tavel publico que acha-se proroplD a qual- @
1- qncr hora cm sua residencia ra da Im- {:;-
peratriz, sobrado n. 88, segundo andar, f
@ prestar os recursos de sua profissao ; na
mesma casa d consultas gratis aos po- ;;
bres.
(S @;fS@@@@
@ Antonio de Azevedo Percira vi i a Europa
@ c deixa por seus procuradores os Srs. Prenle
@ Vianna & C, Jes Antonio Basto c Jos Pereira
de Azevedo.
Assignalura de banhos frios, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,...........
30 cartoes paraos ditos banhos tomados em qualquer lempo.......
15 Ditos dito dilo dito ......
7 ......
Banhosavulsos, aromticos, salgados esulphurosos aos presos annunciados.
Esla reducc.o de precos (acuitar ao respeitavel publico o gozo das vantagens que resultam
da frequencia de ura eslabelecimento de urna util'tdade incontestavel, mas que infelizmente nao
estando era nosso* hbitos, anda pouco conhecida e apreciada;
Prestem
de
105000
15J5000
89000
OOO
LE
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
msm m
xo assignado
Hef ronte i\o Vjccco i\a Congregado lctrcVvo \evac.
@@@@@@@# Precisa-se fallar com os Srs. Antonio Se-
Na livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen- raphim de Araojo Goes c Antonio Hcnriques de
dcnfia precisa-se fallar ao Sr. aleres l'houi Go- Almeida, a negocio de scu inleressu : na ra do
mes Vieira Lima. Crespo, loja u. 8.
Aluga se um sitio grande com A pessoa que annunciou querer vender urna
pvrpllenle casa de T Venda, com todas i* caso lcrrca na frc8uezia *e s- Jose- pulrocar por
exceueme casa uc viveuu*, win luuas as ( eseraV0s, pode-se entender na ra da Imperalriz
commodidadcs para lamilla, no lugar n. 17, com l'redcrico Chaves, que est autorisado !
Seda de quadrinhos muito fina covado 1S0OO
Lnfeites de velludo com troco prolos e
de cores para cabeca de senhora da
ultima moda 9
Fazendas para vestidos, sendo sedas, 15
e seda, cambraia c seda lapada e
transparente,, covado j
Luvas de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, bomens e meninos
Lencos de seda rxos para senhora a
2*000 e 2500
Mantas para grvalas e grvalas de seda *
de todas as qualidades JJ
Chapeos francezes forma moderna 8-^500
Lencos de gorgurao prelos 2000
Ricas capellas brancas para noivados 9
Saias balao de todas as qualidades 9
Tafel rxo o covado 500
Chitas francezas a 260, 2S0, 300 e J320
Caggai francezas, n vsra $500
encarnado proprio
palmos de largura,
Setim preto azu-' o
para forros com 4 r_. .
o covado I50U
Casemir^ usa de cores 2 larguras, o co-
vado 2$000
Chales de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades $
Seda lisa prota e de cores propria pa-
ra forros com palmos do largura, o
covado 15500
Ricos cortes de seda pretos e de cores
com 2 saias c de babados JJ
Ditos de gaze e de seda phantasia
Chales de touquim muito finos S
Grosdenaple preto c de cores de todas
i as qualidades 8
Seda lavrada prela e branca 5>
, Capas de fil c visitas de seda prela com
frnro 3
da Caa Forte :
prietanos, X.O-
os pro
a tratar com
Bieber & C.
enca dos fabricantes america-
nos Grouver & Itakert
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Jobnston & ra da Senzala Nova n. 52
Dentista de Paris,
15 Ra Nova15
i
3
m
JBtrt.
O Dr. Casanova pode ser procurado a
qualquer hora cm scu consultorio homco-
pathico em rernambuco
30-RA DAS CRUZES30
No mesmo consultorio acha-se sempre
grande sortimenlo de medicamentos em
tinturas e glbulos, os mais novos e bem
preparados, os elementos de homeopathia
vv Frederico Gautier, cirurgio dentista, 5
^ faz todas as operarles da sua arle e col-
^ leca dentcs artificiaes, ludo com a supe-
ff ricridado e perfeic;ao (ue as pessoasen- 3
|f tendidas lhe reconhecem. "r>
c* teta agua e pos denlifricios ole. JE
= OSr Francisco Aranha do Souza tem urna
carta no escriplorio de Manocl Joaquim Ramos e
Silva, na ra da Cadcia do Recite
O empreitelro da va frrea precisa, no cn-
enho Setubal, de dous homens para vigiarcm
iimaes durnnle noitc, sendo porm res-
ponsaveis os mesmos vigas por qualquer furto
ju extravio que haver possa em os mesmos ani-
maes, otfonce-se a paga de 1$280 rs., por noitei
a cada vigM<
Aluga-se a lojs do sobrado da ra Impe-
rial n. 33 : a tratar ko mesmo sobrado, ou na ra
da Lapa a. 13.
O Dr. Joo Ferreira da Silva mudou-seda
ra do Rangel para a do Livraraento n. 26, so-
Vado do Sr. Manoel Buarque de Macedo, defron-
te de sua anliga habitario. A grande pratica de
luscullacao reconhecida por quasi todos os seus
io I legas desta cidade torna-o recommendado no
para fazer qualquer dos negocios.
A pessoa que pretende o negocio pela casa
| da ra Helia, appareca na ra do Rangel n. 21,
I para se lhe inculcar quem quer fazer esse ne-
godo.
O abarco assignado pede as pes-
*g soas rjue se julgarem credoras de sua
^ coebeira na ra. do Imperador, admi-
K nittrada pelo Sr. Antonio Jos Pereira
* do Lago, que no prazo de 8 dias conta-
g-to dos da data deste hajam de apresentar
^ suas conlas, afim de serem legalisadas e
M pagas, e pussado daquelle dia nao se
SI 'esponsabilisa por cousa alguma. bem
jcomo faz sciente a estas pessc.is eao pu-
, blico que dtsta mesma data em diante,
nao se responsabibsa por debito algum
CASA LISft-BRASLEIRA,
2, Golden Square, Londres.
J. G.OLIVEIRA-tendo augmentado, com to- que possa ser contrahido para a dita sua
,UUCj,iia \*'*&-** \,kw>^>- *"i ii" i imiiiiii uwiru\i mj
diagnostico das molestias dos pulmoes e do cora-, ^Uf
de 10 annos, se julga habilitado para prati- i
oda e qualquer operaco cirurgica .por mais
delicada c difTicullosa due seja.
SiTT rTTT ?TTTTrTTYTTTTTTTTTTTT>;
DENTISTA FRANCEZ. 5
* Paulo Gaigr.oux, dentista, ra das La- Z
l rangeiraa 15. Na mesma casa tem agua e <
i p dtiitifico. ^
J i.i.tLL.Xi.i.i.X SLJLXJU.ii.XXi.JLL.y
Aviso aos senhores m-
sicos.
No beccxi do Calaboucc n. 17, concerlam-se ins-
trumentos de musir com perfeirao.
Precisa-se de 3:0005000 a premio sobre hy-
polheca cm um predio que val 6:000*000 : quem
pretender fjzcr esto negocio annuncie sua mora-
da pan ser procurado.
Precisa-se de urna ama para amamcutar
un menino de 2 mozos, por ter a ama que o cria
pouco leile: a tratar na casa assobradada a mar-
gein do rio ao norte da fabrica do gaz.
mf.r a casa contigua, ampias e escolenles ac-
cotnniodaeos para muito maior numero de hos-
pc-dcsde" nvQse_rccominenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos e dos&rs. viajantes que
visiten) esta capital; continua a prestar-lhcsseus
serviros c bons oTicins guiando-os cm todas as
cousas que precisen) conbecimento pratico do
paiz, etc.: alm do portuguez c do nglez falla-se
na casa ohespanhole francez.
PITADA ESPECIAL.
Fabrica paraense de rap
Barba.
Esta fabrica acaba de cstnleleccr nca cidade
um deposito de scu rap, o qual s oconlrar
eftectivamente a concurrencia do respeiavcl pu- I
blico, em casa de Domingos Teixeira Basto, na \
ra da Cadcia n. 17 ; o fabricante desojando tor-
nar populrnosla capital e provincia a industria
lancou tr.o, resolve-se a estabelecer-lhc
de 1$200 por libra ; o propietario desde
c os apreciadores deste genero nao
c concorrer para que saiam eoroadas
^as que nutre de ter preferencia oseu
rajie a outm qualquer, afianzando desde j que
cadi ve/, mais o aperfeiroar, c a experiencia
provar aos senhores tomantes a iseocSo de qual-
quer elogio a este rap j couhecid em outras
provincias.
Quem tiver um sitio perto ou
longe desta cidade, com tanto que tenlia
casa de vivenda, arvores de fructo e i-
cocheira a nao ser comprado ou com
bilbetc do abaixo assignado.
Jos Gon<^aIves Malveira.
DE
aaeao a sai.
A empresa da illumtnacao a gaz desta cidade, faz sciente a todas as
pessoas que collocaram candieiios de gaz em seus casas, e aos que preten-
den) anda collocar, que tem resolvido baixar os precos dos globos de vi-
dro pira 1^500, 2^ e 2^500 os mais finos que se pode fabricar, os pr ten-
dentes acbarao no armaz.-m da ra do Imperador n. 31, um comple-
to sortluiento a sua escolba, assim como candieiros, arandelas e lustres
ebegados ltimamente, de gobtos variados e do melbor que se pode de-
sejar. Rostron Rooker & C,
/ gentes.
Os abaixo assignados com-
pradores da massa fallida
Glaudiano &01iveira,vein pe-
la ultima vez avisar aos de ve-
dles da mesma, que hajam
quanto antes de yir satisfazer
os seus debites, para o que
temos marcado o prazo de 5
dia a contar desta data, sob
pena de serem cobradas ju-
dicialmente lindo o dito prazo.
Reeife 11 de agosto de 18G0.
Figneiredo & Irmao.
O abaixo assignado est autorisado pelo Sr.
capitao Joaquim Nery da Fonceca c sua mulher,
residentes na provincia do Rio Grande do Sul, a
vender a heranca que Ibes pertence por falleci-
mento de seus pais Ignacio Nery da Fonceca, e
sua mulher, a qual consiste em p3rte do be.a
edificado sobrado de dous andares esotao, i:j
na ra Direila. e n'um grande terreno de mari-
nha, na ra do Alecrim da freguezia de S. Jos :
os pretendentes dirijam-se ao escriplorio do aboi-
na ra do Imperador n. 75.
Francisco Bapiista d'Almeida.
|Tome Lopes" de Sena.g
| Ra Nova rt. S8.
k Avisa ao respeitavel publico e em par-
QP ticular a seus freguezes, que rceebeu pelo
M ullimo paquete vindo cm direitura de
*> Franca, bons objeclos de moda como se-
as jam : ricos chapeos de seJa de corc para
?c senhora. ditos para meninos e meninas,
ig gorros do velludo para meninos, capuchto
if: .Mara Slhuart para sahida de baile ou
si thcatro, capas o manteletes de gtosdena-
j pies guarnecidos de bico de guipurc, cha-
Tg pos de palha da Ita'ia, ditos amazonas
fpara senhora, fita de linho de todas as
larguras, ditas de seda de cores para de-
bruar vestidos, linha de cores, cohetes
com fitas prelas e brancas, ditos em cai-
| xas, Ctas c franjas de seda de todas as
8k cores c larguras, litas de velludo pretas a
|E i.uradas, ditas de cores, alfineles doura- ^
* dose rrelos para cabera,gollas e mangui-
-s| los do cambraia, ditas de Gl, ditas com ^
^ guipurc, enfeites de cabeca de differenles j?^
3g qualidades, bicosdcseda'de todas as qua- M
J;. lidades e larguras, espariillios de mola ^
a^ com carrilel, ditos de enQar, baleias para ?|
ji cancerlo dos ditos,cordao para os ditos, S
jft agulhas superiores : na mesma casa re- $|
( cebe-se figurinos lodos os mezes c faz-so sip
B vestidos da uhima moda o vestuarios Jg
5? para meninos se baplisarem, c ludo mais Jl> quanlo pertence ao toillele de urna se- R
S nhora. Xg
i
.5
^
^
que prximo ao banlio salgado, tempe-
rado ou doce, e o queira a lugar diri-
ja-se ao largo do Terco casa terrea nu-
mero o5.
OVINCIA.
O Sr. Ihesoureiro das lolerias manda fazer pu-
blico que se acham i vonda iodos es dias no es-
criptono das luosmas lolerias na ra do Impera-
dor n. 36, e na casa commissionade pelo mesmo
Sr. Ihesoureiro na praca da Indepencia ns. 14 e
16,das horas da manhaa s 6 da tarde, os bi-
lhetese meios da ultima parte da irimeira e pri-
ineira da segunda lotera do theatro de Santa
Isabel cujas rodas deverao andar impreterivel-
meute no dia 25 de agosto do correute anno.
Thcsouraria d8s loteras 11 de agosto de lf60
O escrivo, J. M. da Cruz.
Attenco.
Pedro lugusto Fradines estabelecido de cuti-
leiro e armeiro na roa do Ransel r. 24, declara
as pessoas que teem obras em sen poder hajam
deas vir buscar at o dia 14, find) o dilo prazo
nao se responsabilisa por reclaniacao alguma,
das lOda manhaa al as 4 da tarda. Recite 7 de
agosto de 1860.
Frecisa-se alugar um sobrado de um andar
ou de dous, em bom estado, com quintal, nos
bairros da Boa-Vista ou Santo Antonio : quem o
tiver, dirija-se a ra do Crespo n. 25.
EA
taS

NATRALLE CE VICHY.
Deposito na botica france/a ra da Cruz n.22.
Ai"PiOVA(i K AUTOBISAflO
DA
IMPERIAL DI MEDICINA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO MAGNTICAS EPISPTICAS
De Ricardo KM
Praoa.
i
Terca-feira 14 do correnle se alugar em u.i-
ma pra;a, depois da audiencia do Illru. Sr. l'r.
uiz dos orphaos, a casa de sobiado ti. 72, sita
na ra de S. Francisco, pertencenle aos herdtir
do finado Joaquim Fernandes Eiras, cojo erren-
damenlo se faz poi' ordem do mesmo juiz, sendo
0 preco animal o de SOjOOO. Reeife, 3 de agos-
to de 1860.O escrivo,
F. C. de Brito.
No dia 6 do correnle fugiram duas prt s
da Cosa, ambas de nome Baria ; urna c baixa e
tem os bcicos grossos; e a outra alia e secca
' do corpo : a pessoa qne as pegar, leve-as em i'' -
' ra de Fortas, ra do Filar n. 5, onde sei grati-
ficada.
Joo Goncalves Mamede, subdito de pora-
guez, retiru-se para o Porto por Lisboa.
Na ra da Santa Cruz n. 28, se precisa Je
urna ama de leite, sem lilho c sadia, para criar
,uma menina recentemenle nascida ; assim co:^u
1 una escrava para eonhare engommar com per-
feico, ou mesmo una mulher forra.
ASSOCIACAO
DE
Soccoitos Mutuos e Lenta Eniancipaoao
ilni l':l|ili\ (l->.
Em conscqucncia de achar-se a casa das ses-
soes oceupada com o annkerssrio da Assori;.y.o
Typographica Fornambucana, fica transferida a
sessao do constlho para o dia 15 do correnle, Ss
horas do coslume ; o mesmo senher presidente
manda declarar, que em sessao de 29 de julho
foram escolhidos para socios protectores por me-
recmentos reconhecidos, o lllm. e Rvm. vigario
do Allinbo, Agostinho de (Jodov de Vasconcel ;
o lllm. Sr. commendadoc. Manuel Luiz Virae?.
Assim como o consolho comprou o meio bilhetc
de n. 1952 da quinta parte da quarta lotera jo
Cymnasio, por cotila do rendimenlo da bolsa Se
candade.
Secretaria da Associaco de Soccoitos Mutuos
e Lenta Emancipaco dos Captivos em 10 c
agosto de 1860.
Albino de Jess Bandeirn,
1. secretario.
Sirop du
DrFORGETi
JARABE DO FORGET.
Este xarepe esl approvado pelos mais eminentes medici-s de Paris,
uno sendo o melhor paia curar eonstipai,oes, losse convula e outras,
aRecoes dos bronebios, aiaques de peilo, initarftes nervosas e insomnolDC>: urna colherada
pela rnanha, e outra i noite sao suficientes. O eU'eito deste excelente .\aropc satisfa:: ao mesmo
lempo o doente e o medico.
O dsposilo na ra larga do Rotarlo, botica de farlholomeo Franeitco de Souza, n. 30.
FUNBIQAO
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem ineommodo.
AS CHAPAS MEDICINAESsao muito conhecidas no Rio de Janeiro e era todas as provincias
I deste imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se tem obtido as enfer-
, midades abaixo escripias, o que se prova com innmeros attestados que existem de pessoas capa-
zos e de dislinccoes.
Com estas Chapas-electuo-macsetica-epispaticas oblan-se urna cura radical c infallivel em
todos os casos de inflaramacao [cansar.oou falla de respiraro), sejam internas ou externas, como
do ligado, bofes, estomago, bayo, rins, ulero, peilo, palpilacao de coracao, garganta, olho's ery-
) sipclas, rbeumatismo, paralysia e todas as affeccoes, nervosa"s, ele, etc. Igualmente para a's dif-
ferenles especies de tumores, como lobinho*. escrfulas etc., seja qual for o seu tamanho e pro-
fundeza, por meio da suppuracao sero radicalmente extirpados, aendo o seu uso aconselhado por
habis e distinclos facultativos
As encommendas das provincias devem ser dirigidas por escriplo, leudo todo o cuidado de
fazer as necesearias explicacoes, se as chapas sao para hornera, senhora ou crianes, declarando a
molestia em que parte da corpo existe, se na cabeca, pescoco, braco, coxa, perna.'p, ou tronco do
corpo, declarando a circumferencia : e sendo incha'cojs, feridas ou'ulceras, o molde do seu tama-
nho em um pedaco de papel e a declararo onde "existem, afim de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serao acompanhadas das competentes explicacoes e tambem de todos os accesso-
rios para a eolloc.iro deltas.
Consullas a todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, cm seu cscriplo-
iio.que se achara aberto lodosos dias, sem excepeo, das 9 horas da manhaa'Ss 2 da tarde.
IJLlJUlItU Ift 1||
Ra do Brum (passando ochafariz.)
No AepoiAto ueste eslalielecVmeiilo sempre \ia grande sorUmeulo de me
\uuiis3ko pava os engen\\os de assucat a sa\jer:
VJic'atnas Je vapor modernas, de golpe curaprido, conooalcas de combustivel, e defacillimoassento ;
Rodas d'agua de ferro com cubos le mideira largas, leves, fortes, e bem bataneadas ;
C'annos de ferro, e portas d'agua ura litas, e serrilhas pararodas de madeira ;
Moendas inteirascom virgens muito fortes, e convenientes ;
Metal moendas com rodetasmotoras >ara agua, caballos, oubois, acunhadas em aguilhees deazs ;
, Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares ebicas para o caldo, crivose portas de ferro para sfornalhas ;
Alanbiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Roletas dentadas de todos os taraanhospara vapor, agua,cavallos oubois ;
A^allboes, bronzes e parafuso*, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D. W.Bowman confia que os seus freguezes acharotudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podero necessilar.
||9 Ra i>oParto ||g
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
Attenco.
Estando a loja de fazendas ao p do arco de
Santo Antonio em liquidacao, roga a todos os
seus devedores, que venham saldar suas cantas
al o fim desle mez, do contrario terso de ver
seus nomes por extenso nesla folha seja qual for
o devedor.
Pedro Augusto Pradines relira-se para fora
da provincia.
Continua aindi furtado o cavallo russo,
desde noite de 18 de julho p. p., do engenho
Serubal no Cabo, o qual pertence ao empreiteiro
da via frrea, e tem os seguintes signaes : cara,
beicos e os i ps brancos, inteiro e com este
ferroGP 11na anca direita; recommenda-se
a actividade da polica, assim como d-sc urna
gratificacuo boa a quem apprehe.odendo, leva-lo
ao su'pradito engenho ou a quem der noticia
certa.
Precisa-se de urna
ama para cozinhar e com-
prar para urna pessoa*
na ra estreita do Rosario
iv 21, primeiro andar.
Engomma-se e Iava*se com per-
feicao : na ra das Agoas Verdes n. 96.
Urna sala de frente muito linda
com 2 grandes camarinbas, pintada de
novo, muito limpa, aluga-se no Reeife
aop do arsenal de marinba, informa-
se na ra do Gordoniz n. 18.
K" Aluga-se urna escrava moca que S8be fazer
todo servico de urna casa com hmpeza ; a tratar
na ra de Praia n, -13.
Furtaram boje 7 do correnle, do cngen.'.o
Concordia, freguezia da Luz, dous animaos, sendo
um quarto rueo sujo, clinas, cauda e carris pro-
tos, idade de 7 [annos, inteiro e vai ferra-
do cima do quarlo da anca com um M. Urna.
besla mellada, clinas e cauda brancas, idade
de 9 annos, com o ferro cruz G ; ambos os
animaos sao do bom tamanho e bem feito de
ossos : quera os achar far o favor de :s
mandar levar no mesmo engenho, que jun'.j
d"o engenho Tabocas, ou mandar di/cr aoSr. Jos
Soares Pinto Correia, na ra Direita n 72.
Os abaixo assignados, socios da retinara Ja
roa do Pilar n. 118, que gyrava sob a razflo so-
cial de Vieira & Goncalves, declaram quedi-> l-
veram amigavelmcnte a sociedade, ficanda o so-
cio Vieira encarregado do activo c passivo, c o
socio Goncalves coma casa livre e desembara;,--
da. Becife 8 de agosto de 1860. Joaquim da
Cosa Vieira, Jos Joaquim Gongalves.
O abaixo assignado fazvcr'ao corpo do con:-
mercio que tendo arrendado a sua padaria
na ra Direila dosAfogados n. 66 aos Srs. Aze-
vedo & C, livre e desembarazada de qualquer
debito que possa apparecer, visto o annnncisi '.e
nada dever praca nem fra della, porm so a-
guem sejulgarseu credor, aprsente suas conlas
no prazo de 8 dias, a contar desta data. Afogi-
dos 11 de agosto de 18C0.
Antonio dos Santos Ferreira.
O abaixo assignado, lancador ao receLtJ:
ria de rendas internas geraes, cm cumprimei^:o
uv~ Qt a-~ >- o.- oudii. 07 ilu regulamenlo do 1.'
de marco desle anno, pelo presento avisa acs
donos, gerentes ou procuradores de loias e mais
casas commerciaes do bairro do Reeife, que co:>-
lina a fazer o langamento do imposto de 20 por
cento. pelas russ da Senzala Nova, e Velha bec-
c?,LOa HH&?> do 0Da,ves. Largo, ra da
bUlft, do \pOllU, Uv f.._._.
Apollo e Pilar, psra que tcnTCB1fotf?.-.?
seus recibos, papis do trates ou de arrendamen-
tos, afim de serem apresentados c porclles ser
feito o proresso do mesmo lanamente conforrr.o
dispe o art 5.* do regulamenlo de 15 de jtinho
de 1844. Recebedoria de Pernambuco 11 de
agosto de 1860.
Jos Jeronymo de Souza LimoeirD
Jos dos Santos Souza Lins, cidado brosi-
leiro, retirase para Portugal.
Offerece-se urna senhora capaz e bem ha-
bilitada emprimeiras letras, e cose todas as qua-
lidades de costuras, para ensinar particular em
alguma casa dentro da cidade, ou em algum en-
genho peito da mesma quem de sen presumo
se quizer utilisar, dirija-se a ra Bella n.39, qse
achara com quem tratar.
Galdino Alves Cavalcanli, lendo de regres-
sar com presteza para Sobral, serve-se da im-
prensa para agradecer aquellas pessoas que lhe
fizeram a honra de o visitar, e pede desculpa de
nao o fazer pessoalmente em razo de nao ter
tido tempo para isto.
Precisa-se de urna ama de leile : na ra
do Raogel n. 7, segundo andar.
,ii i '
-1------;-----i-r-
ILEGVEL


(6)
Atlenyo.
Manoel Jos de Siqueira Pilanga faz sciente 30
. o, principilrocnto ao corpo de commercio,
que deixou de serseu caixeiro desde junhc desle
auno Heliodoro Accacio Barreiros Rangcl, nao no-
debdo portanto receber. (como tem feilo) divida
algunia, sob scrnullo qualquer pagamento a elle
Ml.
DIARIO DE PERflA&IBUCO TERCA FURA 14 DE AGOSTO DE 1860.
t Na ra da Cruz D. 33, corapra-se um mole-
que de 10 a 12 ancos.
Compra se moedas de o uro de
Y, 2( I e 1G : na ra da Cadeia do Recife
loja de fazendas n, 51.
Compra-so urna duzia, e mais, do caixoes de
doc< de liuiao ralado, que seja bem feilo : quem
: annuncie para ser piocurado.
V
. >UU.Clda
Oplimo cozinheiro.
Vi ndo-sc ura escravo moco, de naco, ado e
>j uito fiel, sendo excellente cozinheiro, lendo
iipn libido era um dos melhores hoteis do Rio de
Janeiro : do-se inforniacoes na ra da Io.r-era-
iiiz n. 10.
Na ra da Unido, ultima casa do lado es-
q'iordo (viudo da roa Formosa) ha urna porrao de
de labyrinlho viudas do Cear, perfeila-
rjii Dte liaballiadas, as quaes se vendem por ata-
ca lo coni o abale de 10 0|0 sobre os precosja
bastante mdicos, porque se vendem lambera a
rctalho.
Rival sesn secundo.
A \oja de miudezas da ra doQueiniado n. 55,
11 ."oso fle Azereao Mnin c 6\U, un' pn-rr vender
1 diminuto precotis seguales objeclos :
1 aixaa de agullias francesas a 120 rs.
C mi vetes de aparar peonas a 100 rs.
Saj atos de tranca e de algolo a 1&200.
I itos de laa s IjjGO
Charutos muila linos, caisa, 2j.
Meias pintadas, o par, 120 rs.
liiosphoros em caixas de olha a 160 rs.
llacass perola, o vidro a 200 rs.
.1 ito, oleo, o vidro a 100 rs.
1 is e garios muilo finos, duzia, 3>300.
1. Ichetes em cartao a 20 rs.
Obreias em caixa a 40 rs.
1 io de babosa miilo fino, o frasco .1 600 rs
L'ivas de fio de Escocia, o par a 320 rs.
AKiueles milito bons, carta a 40 rs.
- .patos de 15a para enancas, o par a 200 rs.
I xa para rape, de bu falo*, (i na a l}.
< I hites em raixa a 60 rs.
i'spelhoscera molduras a 1#.
! ins cruas muilo linas para meninos o par
a lf-Ors.
y ;os de gra nipos muilo bons a 40 rs.
Agulheiros de raarfim a 200 rs.
Oueijos duserto. .
Vendem-se queijos muito bons a 800 rs. a libra:
na ra do Arago, taberna n. 36.
FENO.
Ven ioni-se fardos com fono novo, ebegado ul-
I mente: a tratar r.a ra do Trapiche n. 14,
riplorio de Manoel AlvesGuerra.
R --Quairo Cantos da Boa-Vista--}. I
iJu-se o bom queiju do serto a &00 rs. a
C;. Kecebeu-se calcados para senhora ao ip
(. -'oda corte deLuiz XV, na $$
I Loja de marmore. I
''-"**;*"??? ;33@ ?::: -'::*)'.
\ en le-se urna prela cnotila de idade de 23
a 21 annos, com urna cus de n 5 nnnos parda
: na ra da Cadeia do Recife n. 50 loja de
Vende-se um nioloque mojo de bonita igu-
pom offlcio de canoeiro. e serrador, proprio
ido sei rijo por ser muito possante : a Ira
ra .! Praia serrara n. 50,
Queijos novos
muito frescaes desem-
barcados agora.
No armazem de Manoel Joaquina de
:ira d G em frente a travessa da
'. Ave di Dos a. 18, ra do Cordoniz.
<** Loja de marmore,
Ra Nova.
Faria & C. avisara aos seus numerosos
freguezes eao publico em geral, que re-
ceboodo por todos os paquetes fazendas
de modas, acabara de receber entre mui- "J
tos arligos o seguinle :
Vestidos ricos de blond para casamento.
Ditos de gorgurao de cores, tecidos com
velludo em alio relevo=a duqueza de
Comberland.
3 Ditos braocos bordados para soire.
Ditos ditos de cambraia.
" Ditos de cores de phantasia.
B Ditos de cores de moirantique.
Manteletes, chales ronds o peregrinas
_ de velludo egrosdenaple pretos.
5k Bournus de cachemira de cores e de se-
5 da de cores.
H* Bedouines para sabida de Iheatro.
*,j, Chapelinasde palha de Italia e seda.
jjjg Caleado para senhora do afamado fabri- e*
v cante Jolly. jjff
fj Dito para meninos. ag
o/ Casavcque de la para meninos de ambos at
t os sexos as
Cheguem ao barato
Tachas para engento
Fundico de ferro e bronze
M
Francisco Antonio Cor rea Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Attenco.
Vande-so o engenho Preforencia, ni freguezia
da Escada, junto ao engenho Cabeca de Negro.
Este engenho todo cercado de malas, tem ex-
cellentes varzeas, muito boas trras o agoa cor-
rente, pelo que offerece todas as proporces para
urna boa propriedade. e fica muito perlo da es-
tacio da estrada de ferro. Tambera se vende a
safra a colher, as demais lavouris e todo o gado
vaceum : 1 tratar no dito engenho, ou era Par-
nameirim, no sitio junto ao do S;r. Dr. Leal.
Farinha.
Vendem-se saceos com muito boa farinha, c o
proco commodo : na taberna gr.inde da Soledade-
Vende-se leile puro a 320 rs. a garrafa, as
7 1|2 horas da nianhaa : na ra da Cruz, porto '
do deposito de p5o.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
leu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres, e
muito DroDrios Dar este cUma.
Villar.
arranjos, que carrega 20 caixas
der. dirija-se a ra do
andar.
O Pregula esta queimando, em sua loja na
ra do QueimaJo n. 2.
Tegas de bretanha de rolo cora 10 varas a
25>, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palilots a 960 rs. o corado, cambraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muilo fina a 3J>, 45?, 59,
e 6? a pe$o, Hila lapada, com JO varas a 59?
o a_peo, rimas largas da molernos e escomidos
jiaJroes a 240, 300 e 980 rs. o covado, riquis-
Msimos chales de merino eaampado a ?# e 8J
duos bordados com duas palQs, fazenda muilo
delicada a 99 cada um, dilos coik urna s pal-
- -fra, muilo finos a 85500, ditos Uzq, com fran_ ;
jas de soda a 5#, lencos de cassa com barra a
100, 120 e IGOcida um, meias muilo finas pa-
ra senhora 3 49? a duzia, Hitas de boa qualidide
a 39 e 3500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberU a 280 rs. o covado, cin-
tas escuras inglesas a 5&900 a poca, e a 1(30 rs.'
o covado, brim branco de puro linho a I.'1 9fl A qn
iSTiS?0 a "tr ?r0t mU' enC*!! N "~* oVJSS "19 ven-
pado a 1j00 a vara, bnlhanlina azul a 400, rs. de-se cbiU franceza fiua, cores fi.as a 200 rs o
o covado, alpacas de differenles cores a 360 rs. o co"'ad? cambra'a miudmha a 200 rs. o covado
Ra do Crespo n. 17.
Receberam riquissimos cones de ves-
tidos brancos de cambraia bordadas.
Chapeos de palha da Italia para scihoras.
Dilos de sedas para ditas.
Manteletes de guipure.
Ditas de seda bordadas.
Cortes de sedas de cor.
lira variado sortimento de roupas para
homens.
Sobrecasacas, paletots, colletis, calcus
camisas e seroulas. '
Vende-se por menos do que em outra
parte afim de se fazer muito negocio.
Arados americanos
machinas
se
Vndese urna b re ac boa, com todos os para lavar roupa : em casa de S P Jo-
aixas quem a prelen- r "*Sl jo^
Vigario n. 10, segundo j hnston & C. ra da Senz,alan. 42.
I PotasSet da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecldo e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
ede uperiorqualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: ludo cor urccos muito
razoaveis
REMEDIO INCUMPARAVEL.
UNGENTO IIOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas as nacbes po-
dem testemunhara virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle zeran tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de baveremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-?e-haconvencerdessascura maravilhosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os dias ha muitosanuos; ea maior parte
della sao lio sor prndenles que admiran; os
medico mais celebres. Quantas pessoas reco_
braram com este soberano remedio o uso de seu
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soflrer i
amputacao! Dellas ha muitasque haveudo dei-
xado esses asylos de padecimeutos, para senao
submetterem essa operaeo dolorosa foram
j curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das laes pessoa na
enfusao de seu recouhecimento declararam es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisauleuti-
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindoalgum lempo o
mentrataloquenecessitassea natureza doma.-
cujo resultado seria prora rincoulestavelmente "
Oue, tudocura.
O uusuenlo e til, mais particu-
larmente nos segaiutes casos.
45--Ra
|Aos Srs. ourives:
Na ra larga do Rosario n. 24 acha-se
a venda um sortimento completo ltima-
mente chegado de Par3, de ferramentas
para o trabalho de ourives, as melhores
que teem apparecido no nurcado.
SU
Grande pechiocha,
Para acabar.
i
.'
BINH8898e9Si|
.1;^
covado, cesemiras prelas finas a 2S"ifn" Oh ,l0r a f,1zenda SPr muito barata nao se dao ai
. '. V i tras ; venham antes que se acabem.
39600 o covado, cambria prela e de slticos al _!_
f00 rs. a vara, e outras muilas fazendas que se C rn
fara patente ao comprador, e de todas se daro! ^ "
amostras com penh&r.
Em casa de Robe Sel mettan &
a da Cadeia n. 57, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
3
GRA\DE SORTIMENTO
DE
fazendase obrasfeitas
Loja
NA
e armazem
DE
Alporcas
Cainibras
Callos,
anee re,.
Cortadura3.
Ocres decabega.
_das costas,
dos membros.
tofeimidades da culis
.em geral.
Ditas do anas.
ErupcOes e escorbti-
cas.
Fislulasno abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor uas extremida-
des.
Frieiras.
Cengiva escldalas.
Inchacoes
Inflam'maco dofigado.
Iuflammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulinocs.
Queimadelas.
Sarna
Supuraeoes ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
dofigado.
das articulacoes.
Veas torcidas ou noda-
das as pomas.
5SOO0
5500
1^500
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
eocarregadas de sua venda em toda a America
do snl, avana e Hespanha.
Vende-se a300 rs., cada bocetinha contera
urna instruccao era prluguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na ra da Crun. 22. em Ter-
naubujo.
Relogios.
Na ru do Quelmad) u.
46, frente amarella.
Grande e variado sortimento de sobre-
casacas e casacas de pannos finos pretos
j o de cores a 28$. 30J e 35 $. paletots dos : g-^ ... -.
uj: mosmos pannos prelos e de cores a 28$, k# i & !C||3J'f A ilA l'lllfin /AT>1 fi F
205 22} e 235, ditos de casemira msela- % W^JII llU UC VlilllO CO 44
Vende-se em casa de Johnston Paler 4 C, ra
do \igario n. 3, um bellosortimento de relogios
deouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem ums
vanedade de bonitos trancelins para os mesmos.
esle armazem de molliados con-
Vend -se um escravo de meia idade. ro-
- oe boa con lucia, i>uw jiura qualquer ser-
. i le casa a campo ; na praca da Boa-Vista,
tica n. 22.
linua-se a vender os seantes
do
ea vist
Loja de miudezas na roa
DireitaN. 85, onde tem
o kimpeo do gaz,
u lem-se bandejas finas a ljj, fSSOO, 1S5IW 2--*
i ::). 2.GC0, 23800. 3^2X1, 4S p 5g. bengalas d
' linas ; 2> e lj500, grvalas pretas de se-
19300, ditas de cores a 1j>, alfinetcs em
;o finos a200 e-280 rs., litas pro-
| para enfeiles de vestid de seda a 100, 500
' rs. a vara, franjas de seda de cores a'320
o'i. G00 cSOO rs. a vara, luvas de fio de cores
pira homem, brancas, a 6it), ditas de cores a6i0
fl i de seda enteitadas para senhora a 2J, en-
; de trancas de velludo dos mais moderno
q ;o ha para senhora h 5*500, ditos de liUs de
i '500, dilos para meninas de tranca d
> II ido a 1,-500, ditas de fita de seda i 5?, luvas
d seda para homem a lgiOO, tesouras para'unhas
C.ias a 800 rs., ditas para costura a 1*. clcheles
tnrdadinhos a 120, escovas para cabello a 1^
d:is para roupa a 13200. trancas de caracol de
J::iho, peca grande, a 280, meias cruas para ho-
mem a 2-300. ditas a 4800 o 5j. ditas brancas
a 2,?!!)0 e 3;200. ditas finas do cores a 2;S00, di-
' para meninas, decores a 200, ditas finas
l- ricas de meninos a 3-}S00, ditas para menina*
a WOO a duzia, bolcs de seda para casavcque
1 320 a duzia, tinta de earrauin lina a 500 rs.,
1 hade metal principe paraassucar a 400 rs.'
Ollas para cha a 800 rs. a duzia, Unleiroa e ariei-
r s linos a 15, caixinlias de papel sortidas em
i es a i#, ditos de quadrinhos a 800 rs laa pa-
bordar a mais fina que ha a 7*500 a libra ata-
C ; iros Chatos de algodo a 60 rs., ditos rlleos a
100 rs., peales de borracha para bichos a 440
dijMlnnaN pora tnci.iuj a 610, dilos de bu-
f .o branco para bichos a 280. ditos para alisar a
- I rs., dltOS de nnrrarli-. P- .1:... cm,,
'desde oss.0 a 240, ditos de Iouca brancos a
1 I, dilos de cores a ICO, butoes de raadreperola
fino a 800 rs a groza, Qvelas para calcas a 100
r- caixiohas de papel de cor a 800 rs., caixas de
Obreia de cola a 100 rs. linhas de peso a 120,
d is de cabeca encarnada a 120, fitas lavradas
: i: le 5 dedos cora o"1" d= moro 320
'co prelo
- Wa a 120, 200, 320, 400 e C00 rs. a vara
t inquedospara moninos, de diversas qualida-
u-s, mais i. ira lo que em outra qualquer parte
^'^SOOrs., dilas de chouro a
40, oOCP-OO, 15500 e 2
do que era outra ,a,lqVr"pirtf ^L ?SS?T^x, supPrior^ 1"lW*dos e mais barato
dos proprietarios P P tm a n,aior pa,le delles reccbdos em direttura por conta
Mantelga ng\cia e franceza
!fiSt&!ES^*"**" ao,nercaJJ e>
Qucjos flamencos
!s?assra srsss; asaraa c"",ps de ,7o 38
Qucijo prato
os mais novos que existem no mercado al a libra, em porcao se far batimento.
A.mcix.as fvaueezas
pVSo11^^ Je w conlendo cada uraa 3 libra
MivstardaingVezae ranceza
era frascos a 610 rs. e em polea franceza a 800 rs cada ura.
Yevi\ai\eivos figos de comadre
o camuas de 8 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a 1600 rs
ttoiachinha ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra c em barrica com 1 arroba Por 4J.
Potes vi&va&os
3 para manteiga ou outro aualo.ier tiffMn *~ a ]SOoo rs cada
- out.ro qualquer liquido de 400 a i
menAoas coneitadas proprias para sortes
4fl ,. de S Joao
alga libra c em frasquinhos, conlcndo 1 1(2 libra por 2j.
Cu pveto, \\yson e perola
os melhores que ha neste mercado de 1*600,2 e 2500 a libra.
Magas em caixinias de 8 iilpas
contando cada urna differenles qualidades a 4js500.
Palitos de dentes lidiados
-m molhos com 20 maciDhos cada um por 200 rs.
Tijolo rancez
propriospara limpar faca a 200 rs.
M i.i c,onserYas i^glczas e rancezas
m latas e em frascos de dilTerenles qualidades.
Presuntos, cliouricas e naios
o mais novo que ha neste genero a 480. 640 e 720 rs. a libra.
^atas e liolacninlva de soda
de d.fferenles qualidades a 1*600 era porcao se far algum abatimento
iJBaa^assa d. uPe,
bncanle de Lisboa, maca de lmate, pera scea, p^rf uc,a3 emYdT amad, ma'S afaaiad fa"
com amendoascobertas, centelles, pastilhas de varia iaaffl^in.,^ fc"end2f' 10zes- frascos
para conservas, charutos dos melhores fabricantesdeU.. Fe,:"*..5 ?nc0 Bord,ea".Proprio
oa muilo fina, ervill.as francezas.champagno das mais erediUd. ?mJ?Mas 1ual.,da^s,gora-
spermacee barato, licores francezes muito finos, marrasquinode ar are m'""6'.?5 d ditas.
lonas muilo novas, banha deporco refinada e outros muilo gneros up r?6 P-un,fic'\do.ei"-:
molhados.porisso promeltera os proprietarios vcndrm 1! .;?f _5u_e "contrarao tendentes a
a dos desuperioi gosto a 163 e 18, dilos
rS das mesmas casemiras saceos modelo
H inglez 105,125, 14 e 15. ditos de al-
^ paca prela fina saceos a 45, dilos sobre-
II casa tambem de alpaca a 7$, 8$ e 9-5, d-
** los de merino selim a 103, ditos do me-
frin de cordao a 9J, calis pretas das a
mesmas fazendas a 55 e $, colleles pa- 9
ra luto da mesma fazenda, paletots de M.
i, brim trancado a 5$, ditos pardos e de 1
rs. a libra e em barril 1^ fulao a 4 e 5$, calcas de casemira do M
* cor e pretas a 75, 85, 93 e IOS, d'tos das g
l mesmas casemiras para menino a 6g, 75 Ss
e 89, ditos de brim para homem a 3-5, 1
isla do gasto |f ^5<"; 4*,? 53. dilos brancos finos a 55, $?
') f>i> e li, ilitus de meia casemira a 4-5 e <>
a 55, colleles de casemiras preta e de co- Sij
*p res a 53, e 65, dilos de gorgurao de seda *>
m brancos e de cores a 55 e 63. dilos de m
i velludo prelo e decorosa 93 e 105, ditos fi
|g de brim branco e de cor a3j, 33500 e45, %
tjf palilots de panno fino para menino a -
^ 15?. IGj e tas, dilos de casemira de cor
a a 1$, 85 e 93, ditos de alpaca a 3-5 e 3$500,
4 sobrecasacas de alpaca tambem pa.-a me-
no a 55 e 65, camisas para os mesmos
3 de cores e brancas a duzia 153, 16--? e 205,
3K meias cruss o pintadas para menino de
W lodos os tanianbos, calcas de brim p3ra
H os mesmos a 13500 e 3j, colarinho de li-
nho a 65000 a duzia, toalhas do linho pa-
:ijj ra maos a 900 rs. cala urna, casaveques
*^ de cambraia muilo fina e modernos pelo
3 diminuto preco de 125, chapeos com abas
f^ de lustre a 5, camisas para homem de
I todas as qualidades, seroulas para ho-
mem a I65, 205 e 255 a duzia, vestimen-
tas para menino de 3 a 8 annos. sendo
m calca, jaqueta e coleles ludo por 10, co-
%l bertas de fustao a 65, toalhas de liuho
% para mesa grande a 75 e 85, camisas in-
B piezas novamenlechegada a 363 a duzia
Na fabrica de caldeirciro da ra Imperial
junio a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja d
ferragens n. 37, ha uraa grande porcao defolhas
de zinco, ja preparada para telhados, e pelo di-
minuto preco de 140 is. a libr
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
ros, chegndo da Europa, as garrafas ou as c-
andas na ra larga do Rosario n. 36.
Ra daSenzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. p. Jonhston 3: C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas nglezas, fio de vela, qlicote para carros, e
munlana, arreios para carro de um e dous cval-
os, e reloaios d'ouro patente inulezes
Este esubelecimento offerece ao pu-
blico um bel|o e rico sortimento por
precios convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... lOOOO
Ditos aristocrticos...... 9#000
Ditos burguezes........ 7 Ditos democraticoi...... 6jj000
Meio borzeguins patente. 6p00
SapatOes nobreza....... C'000
Ditos infantes......... 5,s*000
Ditos de linlia (3 1|2 bateras). GsOOO
Ditos fragata (sola dupla). 5S000
Sa patos de salto (do tom). 6#000
Ditos de petimetre.....
Ditos bailarines.......
Ditos impermsaveis.....
Senhora.
Borzeguins pnmeir classe(sal-
to de quebrar).......5#00(>
Ditos de segunda clase (quebra
cambada). ,..... 4^800
Ditos todos de merino (salto
dengoso).^........*#500
Meninos e meninas.
Sapatoes de forrea. ...... 4$000
Ditos de arranca........ 3^500
Boizeguins resistencia 4 e 5#8Q0
L0J4 DO VAPOR.
Grande e variado sortinienlo de calcado ran-
cez, roupa fela, miudezas finas c peffumaria?
udo por menos do que em outras parles : na le-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SYSTEMA MEDICO DEpLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, compocto Inteira-
mente de berras medicinaes, nao conten mercu-
rio, nem algum a outra substancia delecteria Be
nigno mais tenra infancia, e a compleieao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarraigar o mal na compleieao mais robusta :
e inteiramente innocente em sas operaces e ef-
feiios; pois busca e remove as doenca3 "de qual-
quer especie egro por mais antigs e ienazes
queseam.
Entre milhares de pessoas curadas com esle
remedio, muitas que ja estavam as portas da
morie, preservando em seu uso: conseguir::
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afllictas nao devem entregar-se a de-
sesperacao ; facam ura competente ensaio dos
etiicazes elleitos desta assombrosa medicina, e
prestesrecuperaro o beneficio da saude.
fcao se perca lempo em tomar este remedie
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febreto da especie.
ffib-
ecliiiiclia
\ende-so um lerreno na ra projectada paral-
f Obras de ouro e prala
J Acha-se a venda por procos commodos o
& ura completo sorlimcnto chegado de Pa-
3TD ns o Porto, de obras de ouro de le e 5
Jj, prala de todas as qualidades de goslos os R
?* mais modernos e babilmenle fabrica las : 5
^ no esiabelecimenlo de Francisco Gomes M
A de MMlos Jnior, ra larga do Rosario S
iwTiirin rwriri nyuMHUniJ
Casa de joias
Alporcas.
Ampolas.
freas (mal de).
Asiluna.
Clicas
ConvijiS5eSi
Bebilidade ou extena-
V'ao.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
Musa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
uc barriga.
~us rins
'^'-zanovenlre.
t.nteImidadesnoventre.
J a? o figado.
"'s venreas
"Jaqueca
Be
Gotta.
Hemorrhoidas.
I/ydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammacoes.
Ir reg u la ridades
menstruacco.
Lombiigasd'e toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstruccao de ver Ir
Phtysica ou coniiup
pulmonar.
Seten^ao deourii.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Feb
,rysipela.
Por atacado.
S. Blum Lelimannn & C estabeleci-
dos na ra do Crespo n. 16,
andar.
primeuo
COMMISSAO
prometem raa.s tambera servirem qu'ellas pessoas que ZB^VEEJS222Vl*''
viessem pessoalmente ; rogara tambem a lodos os sjnhoresdTenenh i l P.fl v pralcas co
queiram mandarsuas encommendaa no armazem Progreas oue flhM m.,en,l.0res Uv,radores
1 acondieiouamento 'onresso que se thes aflianga a boa qualidade e
a 4

e 6,000
a sacca
rs.
No Forl? d) Mallos, armazem n. 18. confronte
ao trapiche do algodo.
Em casa de Jarees Crablrce
na
ra da Cruz, veude-se a champanha muito afama-
da o acreditada, da marca Augusto do Burin
u-ora vinhi muito superior em caixas e cieo?'
cm garrafas e meias ditas. 8 6 '
ARMAZEUDE ROUPA FEITA
Defronte do becco da Congregado letreiro verde
^tfirS.ra?*' C S!SS-^^^smui,ofio,
pre
Casacas de
So
Paletots de panno de cores a 20$, 25a,
oue e
Ditos de casemira de cores a 15S e
Ditos de casemira de cores a 7g e
Ditos de alpaca prela golla de velludo s
Ditos de merino selim preto e de cor
a 8-J e
Djlos de alpaca de cores a 3S500 e
i os de alpaca prela a 3S500, 5, 7a e
! os de brim de cores a 3ft500, 48500 e
4S500 am,nl de linh0 francos a
Caigas de casemira preta
8*, 10g e
Ditas de princeza e
pretos a
35S000
221000
12S0O
12JO00
9aooo
e de cores a
alpaca de cordao
Di4S500 erm branC e de cores a 2*50I
Ditas de ganga de cores a
Ditas de casemira a
33O0O Did 0 Te,I.ud acores muilo fino a
tfojfUtW Ditos de casemira bordados e lisos ore-
os e de cores a 53, 5S500 e V
Dilos de selim preto a
Ditos de casemira a
Dilos de seda branca a 5e
Ditos de gorgurao de seda a 5S e
Ditos de fustao brancos e de cores a 3fl e
. Di"" ^ brim branco e de cores a 2a e
oUU Seroulas de linho a
r n i Dilas de alSd5 a W00 o
55000 Camisas de peilo de fustao brancas e de
cores a 20300 e m
fiaOOO Ditas de peilo e punhos de linho muilo
finas a
12*000 Dilas de madapolao brancas e de cores
. | a 1*300, 2 e es
5J00O Ditas de meia a la e
k* oinnA s ae prata 8alvamsados a 25a e
5*500 i b/atS dcoa^o, adcre?os. pulceiras e ro-
10-5000
65OOO
5000
3^500
68000
63000
3500'
SfSOO'
29500,
2aooo,
2*500
5J000
28-00
1S600
30*000
DE ESCRAVOS
NA
Ra larga do Rosario n. 20
segunde andar.
Nesla casa recebem-se escravos para serem
lea a da Aiinccao, muito vontajoso por ser ele- vf"U'dos por commissao por. conta de seus se-
vado: para ver e fallar no mesmo terreno com "hores. Alianra-seo bom tratomenlo assi
I edro Augusto Fradines, do manhaa al s 9 ho- "
ras e de tarde das 4 em vante.
Km casa de Boroll & C, ra da Cruz do
Recife n. 5. vende-se :
Cabriolis muilo lindos.
Charuto de Ilavana verdadeiro.
Fumo americano de superior qualidade.
Champanha de primeira qualidade.
Carne de vacca e de porco, em barris, de supe-
rior qualidade. *
Licores de dvers-ta qualidades. como sejam:
ChervCordial lleut Julap, Bilters, Whiskayt.
Salsa parnlha era frascos grandes.
Novas sementes de hor-
talice,
.i..a.. .a|fur fortugal chegado eslemez:
vende-sanaloja de ferragens na ra da Cadeia do
Recife n. 56 A, de Vidal & Baslos
Vendem-se cssencias para tirar nodoas de
gordura, cera, ele, etc.. em panos de laa, sedas
sem alterar a cor era o tecido : na loja de ca-
bos no largo do Corpo Sanio n 21, esquina da
ra do hncnnlamento.
Tumores.
{Tico doloroso.
Fehr .b,?I03aa lUlceras.
vj 'ntermtonte. Venreo (mal.
eral ?'*% es,as-pJ,ulaS no ^beleciment.
inii ;ondros n- 224. Strand, e na loja de
'""os os boticarios droguistas e utras DeSsnt
arregadas de sua venda em toda a LericTdo
sol, Ilavma e Hespanha.
vendem-se asbocelidhas a 800-rs. cada un-
Jellas, contera uraa instrucc/ao em portuguez pI
ra explicar o modo de se usar destaspilulas.
3 donos.io r.l l casa &* Sr Soua
daposito geral em
'------------- 1
pharmaceutico.
namb o
na ra da Cruz n. 25, em Per-
Botica.
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos.
Emcasa de Arkwight 4 Q., ra da
Cruz n. 61.
Vendem-se
Relogios de onro.) .
Sellios inglezs.. .)Patn*e-
No escriptoro do agente Oliveira.
----------.... 1,^.m como
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos com promptidao afim de seus se-
nores nao sofirerem empale na venda delles
>esla casa ha sempre para vender escravos do
dilTerenles idades de ambos os sexos, com habili-
dades c sem ellas.
Farelo e milho.
Vende-se farelo a 4500 o sacco : na Iravessa
do paleo do Paraizo n. 16-18, casa pintada de
amarello. r
- Pechincha cm roupa feila por um dos me-
mores artistas nacionaen, na ra da Imperalriz
n. 60, l|a de Cama & Silva : calcas de aansa
franceza muito bera failas a 2g500; ditas de brim
de linho a 2*500, dilas de dilo < *$, cotleics de
.an0.,uidnoes, palelots de panno fino sobre-
casacos, ditos saceos, ditos de alpaca prela eso-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, as quaes se vendem muito em conta
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instrucrao,
pblicos e particulares. Vende-se m
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
lili
eobertos e descobertos, pequeos e grandes de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool'
o^tha Me,lom IT*' Dg^ "" *? "
Sebo e graixa.
de^oTXrrca^ ftfei,-
Barlholomeu Francisco de Souza, ra lars-
et1011,86' Tende S Seguinle medica--
Rob L'Affecteur.
Pillas contrasezoes.
Ditas vegetaes. ,
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febresl.
Ungento Holloway. J
Pilulas do dito.
Ellixiranti-asmathico.
iiiiSS.*"boca larga com roIhas'de S 0DCBS
not^SmCf0mo l5m um rande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o nal veude a mod;u
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de N. O. KeberA C. : ra da Cru*
n. 4.
1 seguro coaira Fogo 6
COMBAWniA
Ti^jprn
JJ

G J.
LONDRES
AGENTES
AstleyACompanhiaJ
para
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Euchadas de ferro.
Ferro sueco.
Ac de Trieste.
Estaiilio em barra.
Pregos de composico.
Brim de vela.
| Agurdente de Franca,
| Palhinhaparamarcineiro:!
no armazem de C. J. As-!
I Uey A C.
.>*CCC5fl!L*C& Mi
Vende-se na ra da Cadeia do Recife n !
lerceiro andar. uma escrava que sabe eSomma?
perfeiiamente. coiinha, lava cose. e*mmH
IViiillLADO!
\.
*
rr-t~-
ILEGfVEL


DIABIO DE PBKNAMBUCO. TERCA FEIRA M DE AGOSTO DE 1860.
DE
Sita na ra Imperial n i 18 e 120 jaato a fabrica de sabo.
DE
Scbastie J. da Silva dirigida por Francisco Bel ni iro da Costa.
nl!!8to?Sie,"cilnien,0J"K8eTpre ProWs alambiques de cobre de differentes dimencoes
Jtinos
i'ELiuosAS Eii\fallvtis.
Pastilhas vegetaes de Kemp
contra as lombrigas
approvajas pela Exm." inspeccao de esludc de
. dos jabona e por. rauitas outras juncias de hygiene
de todas as dimencoes, asperantea e de repucho tanto> oVcobre como"de'bronz7 e ferro."^"^?^ I ?ub!ica dos Es,adS UniJos e mais Paize da A-
Je bronze de radas as dimencoes e fetios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d agua,portas para fornalhas e cnvos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
is dimencoes para encamentos. camas de ferro com armacao e sem ella, fugoes de ferro ootaveis e
econmicos tachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
?ara engenho, folha de Flandres, chumbo em lenrole barra, zinco em lencol e barra lstires e
srroellas de cobre, lengcsdeferroo lato.ferro suecia inglezde todas as dimenses, safra* lomos
e folies para ferreiros etc., e outros muitosartigos por menos prcodo que em outra "qualauer
parte, desempenhando se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeieo i Mohecida
para commodidade dosfreguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua confianca arha
o na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico era geral, toda e
quer obra manufacturada era seu reconhecido estabeleeiruento a sabor: machinas de vapor de
.oca e para descaroc.ar algodao, prencas para mandioca e oleo de ricini, portoes gradara
imnase moinhos de vento, arados, cultivaJoJes, puntes, -aldeiras e tanuues, boias alvarensas
>tea e todas as obras de machinisrao. Executa-se qualquer obra soja qual for sua natureza netos
arios ou moldes que para tal fim forem apresentados. Recebcm-se encommendas neste esta-
-ecirnentonaruado Brum n 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperador n. G5moradia do cai-
;,d:rtatua\TuerVbr.. ^^ '* CSta *"*"' ""* *uen S "**** K>dem
azeodasporbaixos precos
Ra do ueiinado, loja
de 4 portas n. 10.
Alada restam algumas fazendas para conclu
-. iquidacao da firma de Leite se eodem por diminuto proco, sendo entre ou-
tras as seguintes:
litas de cores escuras e claras, o covado
DlCOrs.
Ditas largas, franeczas, finas. a 210 e 260.
Riscados francezesde cores Cxas a 200 rs.
'assasde cores, bons padrocs, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Srim trancado branco de linho muitobom, va-
?, a l;000.
: res de calca de mefa casemlra a 2g.
:os de dita de casemira de cores a 5#.
Panno preto fino a 3$ e iJS.
is de cores, finas, para homem, duzia
?00. a
i al is ic seda de cores e pretas a l*.
'1 .,H brancas linas para senhora a 3jjt.
Ditas ditas muito finas a 4g.
Ditos cruas finas para homem a 4g.
: res de culletcsde gorgurao de seda a 2.
lia lisa fina transparente, peca, a 4)J.
preta lavrada para vestido a"l600 e 2g
: irles de vestido de seda preta lavrada a 16p
. :;os Je chita a 100 rs.
/.a de [uadros para vestido, covado, a 560.
.tos para camisa, um, 320.
i franceza moderna, Ungindo seda, covad.
ra 400 rs. a
Ferros de en-
gommar
econmicos
a 5/3000.
Estes magnficos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazen-
das de Raymundo Car-
los I.cite & Irmiio, raa
da Impcratriz n. 10.
As melliot es machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wbeeler &Wilson"
Neste eslabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabiU-
samo-nos por sua boa
qualidade e segurara-a :
no armazem de fazendas
do rtaymundo Carlos
Leile & Irritaos ra da
amigamente aterro da Boa-
Ira
Imperalriz u. 10,
Vista.
FINBIC

v ^ i?;
Ra da Senzala flfova n. 42.
Nesle estabelecimento continua a haveruro
comapletc das para enSenno, machinas de vapor e tahas
de ferro batido e :oado. de todos os lmannos
para di
menea.
Garantid is como puramente vegetaes, agrada-
daveis vista, doces ao paladar, sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causam
nauseaa, nem sensaces debilitantes.
Tesiemunho expontaneo em abono das pasti-
llas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp.Port By-
ron 12 de abr.l de 1859. Senhores. As pas-
tilhas que Ymcs. fazem, curaram meu fllho ; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava um
ebeiro fedito, linha o estomago inchado e con-
tinua comichao no naiiz, lao magro se poz. que
eu temia perde-lo. Nestas circumstancias um vi-
sinho meu disse que as pastilhas de Kemp li-
nha m curado sua lha. Logo que soube disso
comprei 2 vidros depaslilhas e com ellas salvei a
vida de meu fllho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
\V. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos nicos proprietarios D Lanman o
Kemp, droguislas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidadesdo imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 80.
Baha, Germano & C., ra Juliao n 2.
Pernarabuco, no armazem de drogas de J. Suurc
ti Companhia ra do Cruz n. 22.
Yinlio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmos&C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
uhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres.
e dos Ss. Oldekop Mareilhac & C, em Bor
,]eaux. Tem as seguintes qualidades :
De Brandeiiburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chleau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop St, Julien.
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na inesriia casa ha
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidade fina.
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
en
vM
* Mr*.
VSVi
fVig/l
^lilllllll
GRANDE ARMAZEM

-?rMv
5^3
Ra Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicco dos Militares.
Na ruaAugusla n. 19, segundo andar*ainda
tem para vender superior doce de caj secco o
de outras qualidades, seceos e de calda.
Massa do tomates,
S<||= a mais superior que lem viudo ao mercado ; Ten-
^^ de-se na ra larga do Rosario n. 50, quina qj0
sSssS i volta para a ra estrella do RosaiOi
W\ Fngenho venda. J
i^ fi '-'
^^ ai \f e"se um eog'nho sito na frceuezia
S^Sgs S de S. l.ourcnco da Malta, faz-se todo o
&XS= M DPSocio per re desejar desfazer delle
g^g ^ trata-so na ra do Imperador taberna da
esquina n. 83.
M
para
Bntremeios bordados a 200 rs.
Camisetas pira senhora a GfO rs.
bordadas finas a 2500.
as do linho para mesa a 2 e 43.
Camisas de mcia, urna 640 rs.
le seda para pesclo de senhora o
los brancos bordados para baptsar crian
:as a 5j000.
Les decalca do casemira preta a 63.
Chales de merino com franja de seda a 5g.
I e caifa de riscado de quadros a 800 rs.
m verde para vestido de montara, cova- I
o.lt-ftO.
'- neos brancos de cambraia, a duzia, 2jJ.
CAL DE LISBOA,
va 1..uitobcm acondicionada : na ra da Ca-
do Recite n. 38, primeiro andar.
i*l*,-.
Suissos
Em casa de Schaflclin & C, ruada Cruz n
d. vende-seura grande e variado sorlimentode
retogios ae algibeira horisonlaes, patentes, chro-
de ouro, prata
CHANDE S0RTI5IE.NT0
DE
Fazenu'as c roopa feila
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rotli-igucs lavares de Mello
RA DO QUEMADO H. 3'J
EM SLA LOJA HE Qr.VTRO POMAS.
Tem.um completo sortmento de roupa feila,
e convida a todos os seus freguezes e todas as
Potassa nacional.
Na ra do Vigarion. 9, primeiro andar, vende
se muito superior potassa, chegada ha poucos
das do l.io de Janeiro, em barris de 4 arrobas e
a proco muito commodo. '
Parahyba.
Vende-te o engenho Torrinha distan-
te d sta cidade duas leguas por tena,
tem terreno para dous mil paes por an-
no e boa casa de vivencia assobradada
boas obras, tem embarque no porto dis-
tante do engenho I 2 quarto de legua
do rio Parahyba eem menos de 5 horas
| tija-se a Joao Jos de Medeiros Correia
i C que dir' quem o vende.
Em casa de N. O. Bieer & C,
successores, ra da Cruz n. 4, vende-se
Vinho Xerez em barris.
Ctiampanha em caixas de 1 duzia da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
Vermouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Ac de Mi lao
Brilhantes de todos os tamanhes.

Acha-se na direccao da ofiicina deste
!<
i
m iwmjmmmf mm mmmmM
f<= c,"Je-sc um escravo moco, de bonita |-
g^g gura, por preco commodo : na ra dos Martjn.s
acreditado armazem o hbil
g^ artista Francisco de Assis Avellar, antigo contra-mestre do fallecido
SI r10! 2L rreUa* re$Pe'tVel PU.bllCO continuara" a encon- BEL- h Iravessa da matriz do Santo Antonio n.
rar em dito armazem um grande e vanado sortimento de roiin-n Sfe vende-se um Pan0 mui!o bonj e pm na.
' S^8S ~ Na 'ravessa da jua da Concordia n. 41 ha
e panno g^. | para vender um piano muito bonito c bom, o
na ali
->y^-
^ teitas, como sejam: casacas, sobrecasacas, fraques, paletots d<
^3 lino, ditos de casemira de cores, de merm, bombazi
aipaca preta ^K jotarand, todo de inbolido, que val 800? com
Hg| e de cores, ditos de brim de l.nho branco, pardo e de core r.lr-> ^S : (ilhos ftthf,do-e. 1* se d por 50Cjj, ocla gran-
m d cernir preta e de cores, ditas de merino, de princeza, de rn JS neCeSS'dade ^ dnhCr-
^ pardo, brancoe de cores, colUtes de velludo preto e decores, ditosde !S
e dinheiro.
Vendem-se carneiros gordos e baratos :
ra do Cotove o, padaria do leao do norte.
na
A 4000 rs.
Farelo de Lisboa novo ; na ra do Vigario
19, primeiro andar.
Bons cscravos.
ii.
g|f a guarda nacional da capital e do interior. pai |^
^1 Apromptam-se becas para desembargadores, lentes, juizes de di- ^
til l a mun,c'Facse promotores, e vestidos para montarla. Xaoapra-
ll J*>*o comprador algumas da, roupa. feitas se apromptarioV *m i 16 annos, 1 ?scrava-bo,-co^inheira Vrloof.
gg tiasa seugosto, quer com fazenda sua ou do armazem para o que 5P di,a por m* : na rua dc **>" v.rdes n^V,.
^ tem escollados e habis offic.aes, dando-setoda e qualquer roupa no |
*Sm da convencionado. t t r g^
'L&S
1 raoleque pe^a de idade 18 annos, bom bD-
leeiro, 1 dito de idade 13 annos, 1 esrravo pro-
prie pira engenho por 800g, 1 bonita moleca de
1
Para oflicios.
Vende-se na
a Progresso na cidade da Victoria
DE
Francisco Xaxier de Salles Cavbante de Almeida
NO
Pateo da Fexa.
O proprietario deste estabelecimento, como se acha com um grande o completo sorti-
mento, tendente a molhados, ferragens e mudezas convida portanto a lodos os moradores
desta cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores queirara mandar suas
encommendas no Progresso do paleo da Feia, pois s ah encontraro o bom e barato
visto o proprietario estar resolvido a vender, tanto em gresso, como a rctalho, por menos
do que em outra qualquer parte como sejam :
Latas de marmelada de 1 2 libras a 1400, frascos com differentes qualidades de doce
por 255000, latas de soda conlendo nove qualidades a 2*000, azeitonas muito novas
passas de dilas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2:>000 rs. a garrafa, licores
francezes de lodasas qualidades, champanhe, conhaque de ditas, !ouc,a fina, azul.piniada
e branca de todos os padres, ameixas em compaleiras eem latas a 1*000 rs'. a libra'
lalasde pexe de posto por 2&000 rs., banha de porco refinada, araruta, fatias/bolachi-
nha inglesa, biscoitinho, eoutras mais qualidades de massas finas, roassa de lmate era
latas e a retalho, lelra, macarrao, talharira a 800 a libra, verdadeira gomma de araruta
insenso de todas as qualidades, espiritov de cravo, canella, ealfazema, verdadeiros penles
a mperalris, e de tartaruga de 9,000 a 103C00 cada um, Irania e franja de seda, fe-
chadoras de broca, pregos em quanlidade de todos os tamaitos e qualidades e outros
muitos objectos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar,
mwBmmmmm
Tachas e moendas
Braga Silva & C.tem sempre no seu deposito
da rua da Moeda n. 3 A,um grande ortimento
de tachase moeedas para engenho, do multo
acreditado fabricante Ed'"" > o iioim no
mesmo de osito ou na rua do Trapiche n l.
NICA VERDADIIRAE LEGI
TIMA.
a rua do Qucimado n: 53, urna por-
cao de papel marca grande e muito oncorpa >
lendo cada resma 96 cadernos. '
Ppr*metado do seu valor, vende-se urna fa-
brica dc fazer velas de carnauba : na rn:i Je
Agoas Verdes n. -16, segundo andar.
Admiraveis remedios
americanos,
Todas as casas de fam-lia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devem eslar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos a m
os quaes se cura eficazmente as principaes ao-
leslias.
Prompto alivio de Radway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os pciores casos de rheumaiismo, do; de
cabera, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, Li-
lis, indigestao, crup, dores nos ossos, contusoe?,
quemadura, erupres cutneas, angina, rete-
ao de ourinn, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidadeseseroplmlosas,cl.ro-
nicas esyp hliticas; resolve os depisitos de mes
humores, purifica o sangue, renova o systema;
prompto e radicalmente cura, escrophulas,vece-
reo, tumores ghndulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, aferros do ligado e r:: s
erysipelas, abce.=sos e ulceras dc todas as elasi f
molestias d'olhos, difliculdade dos regras J:s
mulheies, hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras ce Ratl-
way
para regularisar o systema, equilibrar a eircu'.a-
cao do sangue, inteiramente vegetaes farorards
em lodos os casos nunca occasiona nauzcas ae
dores de vcutre. dses de t a 3 regulaiisam, dt 4
i 8 purgam. Estas pilulas ao eflicazes as aT. :-
r.6es do Cgrdo, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digestao, e em todas as entermidades das ? .-
fcsa "aterro I ces, flores brancas, obstraccoea, tsteriso" e: f."
atpsauna 8S0 d DK,S proraPl effcl na escarlatina, fel:'
l j biliosa, febre amarella, e em lodas as febres rta-
i'gnas.
Estes (res importantes medicamentos vem -
compnnhados de instrucroes impressas que mrc-
tram cora a moior minuciosidade a maneira e
) applica los em qualquer enfennidade. Esta o ga-
rautidos de falsificarao por s haver venda :.o
armazem de fazendas de Raymundo Carlos L- !:e
j Ji Irmiio, na rua da Imperalriz n. 10, ai
1/
mh de
reno com casa.
P. AugustoPradinese sua mulher derlaram a
quem convierque vendem os bens do 3ru casal
consislindo em um BUMTO E VANTAJOSO ter-
reno com casa [bonito porque capaz de agradar i "eres, a saber : irregularidades, tluxo
a um ceg, vantajoso porqi
para o edificar por estar elevado leudo
! para fingir) o dito terreno faz canto ou .
I da rua da Altracgio para a rua projectada ca
I pella do cemitero publico, o qual est livre c
: desembaracado pur ler j tirado licenra da res-
pectiva cordeacio da cmara municipa'l : para ver
,e fallar com o mesmo na casa do dito terreno
! sitio dos leudos, al s 9 horas da
tarde das -5 em vanie.
manhaa e de
^SUSSgte
18Rua Estreitado Rosario. I8|san8ue-
Vcudem-se todos os gneros muilo baratos
Remedio sem igual, sendo reconhecidos pelos
mdicos, os mais iminentes como remedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumatis-
mo, enfermidadesdo figado, dyspepsia, debilida-
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio,
I ulceras e erii[coes que resullam da impureza do
1' r.iopor precos razoaveis.
nomeiros, meios chronometros, d
Jourada efolhoados a ouro, sendo eses Velogios | Pessoas quedesejarem ler um "sobrecasaco"hern i muil bons' se,"' 1uei)'os do serao, dros"de rei-
reo- feiio, ou um, cal.a ou co.lete, de drigra-se a \ ^^t^C^^l^^^t
esie eslabeleciment que encontraro um hbil. Pigueira do melhor que ha, marmelada m latas
artista, chegado ltimamente de Lisboa, para de lodo lamanho,araruta, farinha do Maranhao'
desempenhar as obras a vontade dos freguezes. Ti0""3. ra"'J. boa' tSllt:lina para sopa, milho
Ja tem um grande sortimento.de palitotsde ca-
Vende-se
'ira nquissimo lustre de crystal para meio desa-
la, rom doznito
drilhos, camp
mais beni acabad
> vende-se no esenptorio de Eraile Laurcnce,
rua da Cadea n. 59.
luzes, com enfeiles de cores, vi- semira cor de rap e outros escuros, que se ven-
U;%Bffi M Ulr0lde CaSemra -i-drinho.
da mais fina que ha no mercado a 16?, ditos
de merino stima 12$, ditos de alpaka muilo
fina a G, ditos francezes sobrecasacados a 12,
ditos de panno fino a 20, 255?, e 30, sobre-
casacas francezas muilo bem feilas a 35, cal-
gas feitas da mais fina casemira a 10, dilas de
brim ede fustao por prego commodo, ura grande
sortimento de colleles de casemira a 5, ditos de
outras fazendas por proco commodo, um grande
so ni re en to
Candieiros
ECONMICOS.
Aviso aos estudantes,
Tendo chegado a esle estabelecimento da rua
-uva 11. 2, arillo deposito dos afamados can-
os econmicos de gaz edrogenio, avisa de
novamente a todos os seus freguezes para se sor-
lirern tanto de candieiros como de preparosque
nccessilar para consumo na rua Nova n. 20 loja
do \ianna. '
Cevada muito
nova.
Xo armazem de Manoel Joanuim de E^iiSji1"*1 r,C0Ls len50S l
Bales a 2,S00
cm sacca de iG cuias.
RELOGIC
S.
7ende-se emeass de Saunders Brothers &
C.praca do Corpo Santo, relogios do afama
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambera.rancellins e cadeias paraos mesmes,
deexcellente osto.
Jia loja de Alvaro & Magalhaes r
da Cadeia doRecie n. 53.
Pechincha
Caixas de vidroa 5,000.
Xa rua da Cadeia do Recife n. 53,
vende-se caixas de vidro a 5^, de diffe
rentes tamaitos.
Vende-se urna casa terrea edificada ha 2
para .3 annos, na rua da Palma, eom 5quarlos, 2
salas, eoznha fra, quintal, cacimba, que rende
annualmente 360, cuja venda faz-se para resga-
tc de urna hypotheca na mesma : na rua do Im-
perador n. 42, cartorio dolllm. Sr. Portocarreiro
se dir quem vende.
.los de sol. inglezes a 10, ditos muitos bons a
129, ditos francezes a 89, ditos grandes de pan-
no a 49, um completo sortimento de gollinltas e
manguitos, tiras bordadas, e enlre meos muito
proprio para collerinhos de meninos e iravessei-
ros por prero commodo, camisas bordadas que
servera para batisado de criancas e para passeio
a 89, 10 e 129, ricos lencos de cambraia de
los lisos para
...las bordadas a
3o00, ditas muilo fitas a 59. Ainda tem um
resunho de chales de toquim a 30, cortes le
vestido de seda de cores muilo lindas e superio-
res qualidades a 1009, que j se vender ra a
150, capoiinhos pretos e manteletes pretosde
ricos gestos a 20, 259 e 309, os mais superio-
res chales de Casemira estampados, muito finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
tas, adamascadas, muito superiores a 59, ditas
para rosio de linho a 19, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
200, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
caserairas para calca, colletes e palitots a 49 o co-
vado, e um completo sortimeoto de outras fazen-
das, e ludo se vende por prac/j barato, o que nao
possivel aqu se poder mencionar nem a quaria
partedellas, no entanto os freguezes chegando e
querendo comprar nao iro sem fazenda.
...r-........ a lo, camisas de fustao a 2?,
ditas de madapolo a 2, ditas para meninos a
9. cortes de casemira ingleza superior a 4^500 e
o : na loja da rua da Cadeia do Recife n. 23,
de Augusto & Perdigao.
Rua Nova n. 34.
Madama Rosa Hardy lera para vender
cinlos dc seda com fivelas para senhora.
ritos
para acabar.
Rua do Queiinado n. 6, loja de
fazendas por baixo da
bone-ca.
Vendem-se chitas francezas Unas com pequeo
toque de avaria a 200rs. o covado, ditas muilo
inas inteiramente limpas a 240 o covado, pope-
lina dc cor miudinha proria para vestidos e
rnupa de meninos, sendo da largura de cbita
franceza a 240 o covado. coberlas de chita pelo
diminuto preco de 1600, sapates inglezes, obra
muilo torte e dc muita duracao a 32800 o parj
tudo se vende por menos do que em oulra qual-
quer parte: do-se as amostras com penhor.
CAUTELA.
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por ata-
cado New Yoik, aegara-se obrigados a prevenir
o resdeitavcl-publico para desconfiar de algumas
lenues iu.iaces da Salsa Panilha de Bristol,
que hoje se vende neste imperio, declarando a
lodos que sao elles os un, os proprietarios da re-
ceila do Dr. Bristol,tendo-lite comprado no an-
no de 1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma lem
direito de fabricar a salsa parrilhadeBristol, por-
que o segredo de sua preparado acha-se somen-
le era poder des referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos com desaprecia veis combi-
nagoes de drogas pernicio^as.as pessoas que qui-
zerem comprar o verdadeiro devem bem observar
os seguintes signaes, sem os quaes qualquer ou-
tra prepararlo falsa;
1*0 envoltorio de fora est gravado de um la-
trazendo ao p as se-
, liiiiu.iu, 11,1 rua ua Imperalriz
agentes em Pornamliuro.
rfF.
EKEMP -MJJ^'ORfy'
PILULAS VEGETAES
ASSLCARADAS
NEW-YORK
O MELHOR REMEDIO C0M4ECID0
Contra conslipacSes, ictericia, affecres do figado,
febres biliosas, clicas, tnd'igestes
enxaquecas.
Escravos fuegos.
50,000 rs. de gra-
tiicaeo.
Na noiteule 6 do correte fugio um esrravo do
i Dr. Joo da Silva Ramos, de sua casa da rua Nc-
j va, o qual lem os signaes seguintes : cabra, all ,
i secco do corpo, cabellos carapinhos, pernas um
, tanto selladas, e alguma cousa aberlas, psgran-
, des egrossos, dedos dos ps um pouco abeilos,
com todos os denles da frente, sera cicatrizea de
j chicote, rosto comprido, cabeca secca, olhos rc-
guiare, a barba comer a despontar, de idaJo
! 24 annos, pouco mais bu menos, ladino, amigo
I de baiano e fumador ; este cabra foi escravo do
I Sr. Simplicio Caval.anti de Albuquerque, o
artcenlo de sapatos de tapeto de gosto muito Moreantique de seda do todas as cores a 2J500 llfl LK !" ,
purado a 29, ditos de borracha a 2500. cha- Cru'ado; c,,apa de S
pos deeastor muito superiores a 16 ditos de sa. n h'iaA frsn-cei,M1e.scurM de cores fixas a 20 rs SUinles Palavras :
a a imperalriz a 10,
Vndese um piano em bom estado, pne serve
para aprender: do pateo do Carmo n. 9, primei-
ro andar. *
D. T. LANMAM & KEMP
SOL AGEKTS
N. 69 WATER STREET.
2* O mesmo do oulro lado tm um rotulo em
papel azul claro eem a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3 Sobre a rolha acha-se o retrato e Grma
do inventor C. C. Bristol era papel cor de rosa.
4o Que as drecgoes juntas cada garrafa
tem urna phenx semelhante a que vai cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro rua da Alfandega n. 89.
Bahia Germano & C. rua Juliao n. 2.
Pernarabuco no armazem de drogas de J. Soura
C, rua da Cruz n 22.
Vamos casa do barateiro
Vende-se manteiga ingleza flor a 1J280. con-
servas muito novas a 900 rs., batatas a 80 rs. a
libra, doce feito da casca da goiaba a 640, vinho
Bordeaux a 1 a garrafa, dito do Porto engarra-
fado a 1$280, dito em pipa a 1, dito da Pigueira
a 480. velas de esperraacete a 720, carne do ser-
io : no pateo do Tergo n. 28, defronte da fabri-
ca de charutos.
Vendem-se 9 animaos para roda o carga
sendo 4 egoas e 5 burros novos : na ladeira da
nbeira em Olinda, sobrado n. 26.
iremorrhoidas, diarrhea, doencas da I Bui(lue. donde fugira para esta cidade, sondo
r\(A\c inHuiba t^. c i isenlou praca no corpo do polica com o norae Jo
pelle, ii upcoes, e todas as enfermidades, Jos Francisco de Assis, le.do depois dado baixa
P'l04ArIENT?S D ESTAD0 1MPlR0 D0 8AHODB. em marro do correte anno por se haver prova-
75,000 caixas deste remedio consomraem-se i do sua escravido, foi vendido ao br Ramos, a
annualmente 1! ; quera eslava st-rviudo de boleeiro : quem'o
Remedio da natureza. jachar, pode entrega-lo na rua Nova, no primeiro
Approvado pela fa.cudade de medicina, e re-1 SeTa SSAS?S!y,,'bib ^
comniendado como o mais valioso catrtico ve- \ Fugio no dia 19 de junho prximo paseado.
geta de todos os conhecidos. Sendo estas pilu-: do engenho Bom Successo do termo de Su.-
las puramente \egetaes, nao conlem ellas m- S1 *fw escraT0 Daniel, preto fula, crioulo, 10
nhura veneno mercurial nem alsurn oulro mine-1 J. if 20 onn.os-Pouco mais ou menf.. a!'o. sec-
rn. ,.- x. j- j u,u yo"iine- C0) bem espigado, cabeca pequea, fecoes reg;-
ral, eslao bem acondicionadas era caixas de folha lares, bem feilo de corpo, ps e moa secdxs e
para resguardar-se da humidade. | bem feilas. Este escravo precurou no Sr. P. V.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efficazes Bulelrou> rendeirodo engenho S. Joao do Calo,
era sua operacao, um remedio poderoso nara a fa" c.omPKrar- c nao querendo o dono vende-
voni..j \ i i ". Fuuer0!'0 para a lo, mandou busca lo, e na chegada dos portado-
Juventude, puberdade e Velhice. res. o escravo desappareeeu ; julSa-se que an-
Lea-se ofolhelo que acompanha cada caixa, dara odilo escravo as visinhancas da villa l'o
pelo qual se ficar conhecendo as muitas curas Cab?' ou d, mesm0 engenho S. Joao, ou do ec-
muitos conheride?,
gares quando foi do
Wandcrley, hoje mo-
sao os nicos fabricantes e proprietarios. I rador no engenho Serrara : Pede-so as autori-
Acham-se venda em lodas as boticas das dad de polkia do termo do Cabo a captura des-
peto qual se hcara conhecendo as muitas curas LaD?' ^ d, ^esrao eng,CDl10
milagrosas aue tem pffefiii'.ln n T r m genl") Barbalho, onde tem n
prosas que tem euectuodo. U. I. Lanman poi.c que frequentava esses luc
is.emp, droguistas por atacado em JNew York, | Sr. Jos Xavier da Rocha Wa
principaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na rua Alfandega n. 89,
Bahia, Germano & C. rua Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas dc J. Soum
& C, rua da Cruz n. 22.
Vendem-so velas de composico : na rua
da Ponte-Velha, casa da esquina junto a serrara
pelo diminuto prego de 13j500 a arroba.
Veode seou atrendu-se urna casa
de rancho com grande planta de capim
na estrada nova da Imbiribeira : a tra-
tar na mesma com Manoel Ignacio Be-
zerra Cava lea nti.
Semeas de Lisboa
a 4JS o sacco : no caes da alfandega n. 7.
le escravo, o aos capilaes de campo ou qualquer
pessoa que o conhega, de pega-lo e levar ao en-
genho Serrinha deSerinhaema seu senhor Fran-
cisco Manoel Wanderley Lins, ou nesla cidade
ao Sr. Manoel Alves Ferrera, na rua da Moeda
n. 3, segundo andar.
Altenco.
>
Acha-se fgido o moleque Antouino,
fulo, de idade ds 15 annos, secco, vivo,
levou ves. ido calca e jaqueta de riscadi-
nho, camisa de chita e chapeo de feltro,
tem pore'm sido encontrado de palelot,
muito conhecido na rua Nova, aonde
trabalhou em urna fabrica de charutos
quando era escravo do Dr. Lopes Neto:
quem o pegar leve o a rua da Impera-
dor n. 73, que sera' recompensado,


"*-
'n
DIARIO DE PERNAMBUCO. TEBgA FEIRA 14 DE AGOSTO DE 1860.
Litleratura.
Os mocdeiros falsos.
MELODRAMA JOCOSO EM DOIS ACTOS,
Poesia de Jacoppo Feretli.
Msica do maestro Lauro Bossi.
Ptrsouagetu c actores.
D, Raimundo Lopes, rico c joven cavalleiio.
Marioli, tenor.
1). Isidoro, seu n.ordomo c chefe de una qua-
i ri ha de niocdeiros falsos.Barlolucci, baldono.
Analta, rapariga tiuLil, amante de Rainiun-
, e roubada por Isidoro.Sr." Girelli, con-
t.alio.
D. Eulichio delta Castagna, poela ridiculo e
-erave!.llighi, baixo bufo.
Sudorosa, mulhcr de D. Eutichio, senhora de
cdodo avaucada.Sr.a Armellini, soprano.
Alberto, amigo e cmplice de U. Isidoro.Pla-
cidi.
Ignoz, camponeza recentemonte allojada perto
da rasa deshabitada.Sr.a Righi.
Mocdeiros falsos, camponezes e camponezas.
A scena passa-se em una cidade da Hespanha.
ACTO I.
Subterrneo do urna casa deshabitada. De un
!)do assentos toscos de podra : de outro urna ca-
verna, na qual se ve urna lampada aceza.
L ao cahir da noite.
Operarios oceupados om cunhar moedas.
Alburio, dirigindo os trabalhadores : pouco dc-
poia Isidoro.
SCENA 1.
Coro.Apczardos avarenlos sempre se caoba
a moeda. Se existe arte verdadeira, a de fazer
dinheiro. ORcio egual ao nosso nao ha.
I ni homem.Que dobres resplandecentes!
Oulro.Que soberbas collunaJas Falsos cora
verdadeiro* eorreio pela cidade
Coro.E a moque os fabrica, sepultada no'
i..; stero, confundir lodos os pensamenlos e
rre cm segredo licar.
i-hega Isidoro, triste o concentrado assen- ,
Os Uomens Vede aquelle cavalleiro ( Ignez
raostrsndo-lhe o lado do mar).
Mulheres.Que caminha silencioso e afilelo?
Todos. Por ordem delle fol alli escriplo
(mostrando a casa). Quem a quizer de graca te-
la-ha. -
Ignez.E ninguem leve coragem de entrar no
conhecimento daquclle mysterio ?
Coro.Quem all entra, paga caro a sua to-
tneridade.
Ignez.[Sempre olhando para o lado do mar)
Treme o ge me !
Mulheres.Procura Anneltaa orphazinha.
lomens. Fui roubada ; eclle nodia seguinle
desappareceu.
ilulheres.V e cala.
SCENA IV.
D. Raymundocos ditosesl commovido.
Todos.Bem viudo I
/311er.Nao responde.
Todos O que ser ?
Raimundo.Sim : perdi-a. Oh quanto, quanto
tenho soflrido.... Antes nao tivesse corago....
Terrivel pranto me arrancam aquelles muros,
aonde comecoua minha desventura I (aponlando
par^ a casa de Isidoro.)
Mas no peito cu sinto um cruel e novo affeclo,
mais poderoso que Annelta, mais forte que
amor.... a vioganca.
Aqui a vi ; e sobre mim logo desceu daquel-
les olhos um precioso encanto : nao sabia que
o coraco me incendiava ; olhou-me e foi bas-
tante para apaixonar-me.
Junto ao altar jurei com os labios c cora o co-
raco que seria minha, mas aquelle extase d'a-
mor foi relmpago que passou.
Coro.Socegai : nao choris : nao percais a
esperanga : talvez o fado....
D. Raimundo.Nao, nao muda. Ah nunca
mais a verci. Mas se o fado amigo me descubrir
o raptor, no impio sangue, que odcio, a espada
1 ha do fumegar.
Por vinganga mcu coraco, morlalmente fc-
rido, suspira. So me sorris," sorte, ser certa a
minha vinganga I
Coro.Caia sobre o cruel a sorte provocada.
Quem ferio de mortc nao digno de compaixo.
(Raimundo entra cm casa de Isidoro )
ta-se.) scena v.
L'm homem.Mas que lem D. Isidoro? por que Ignez.Os caruponezus e camponezasgrupam-se
triste esl ? olhando para a estrada lateral ; depois Eud-
ouro e
prata,
porque
Oulro.Eilc, que faz
treme ?
Alberto.Esl apaixonado.
Coro.Pora o gracejador I aos cestos I
Alberto.Sim, desdo os pea at os cabellos
um onior desesperado o inllamma. E j l vo
seis mezes que traballia para obter um sim, c s
itnsegue um nao.
Coro.Brincas.
Isidoro.(l.evantando-se trmulo). Elle fallou
verdadn : amo, e sou desprezado : abiazo-mepor
um ente tyranno, procuro obli-r um sorris o, un
ciar se quer em troco de um longo scffrcr:amo-a,
c por ella someulevivo de esperanzas neste niun-
Co. Talvez que anda o meu pranto, a minha
a recompensa.
Coro.Acredilaes em semelliante impossivel ?
Isidoro Chorei: ameacei-a, aos ps cabi-lbe
humilbado : o que mais poda fazer?
Mas ainda assim, orgulhosa e iuabalavel con-
servou-se.
Coro.Ande est ella 1
Isidoro.Est aqui ?
Coro Esl aqui.
Isidoro.Eu souue que para aqui trouxerara-
C loubada. Espcrei enamora-la, mas foi balda-
do o meu desejo. Aquella orgulhosa mullier ca-
da vez se torna mais cruel, (alira-se na cadeira
desanimado : lodos o cercara em silencio, ouve-
s no alio a voz do Annelta).
Annelta.L, l, l, lera, lera lera.
Coro (sorpreso).Que voz.
Isidoro. ella mesma, 6 ella niesma, (suspi-
rando).
Coro.llanda descc-la, Isidoro, que a magia
do ouro a far conipassiva.
(Isidoro d um niolho de chaves a Alberto, quo
levando una lanterna acceso, vai buscar Annelta,
subindo para isso a oseada).
I m homem.Desee !
Oulro. Vem .'
Coro.oh como bella na flor da edade I
SCENA II
Annetta, conduzida por Alberto, desembarara-
c delle com gestos de colera.
Annelta.Para, para, maldito! Feias caras?
I ic escurido intensa. Tu guiando-me Ah !
)to (pie me levaro para o outro mundo ( a
lej. Dcvo ter com estes dous muita caulella
e muilo juizo: queso liver occasiao de fugir des-
la casa, quando menos o esperarem prego-lhes a
(cea.
Um homem. Olha, (uioslraudo-lhe una moe-
da, e fazcudo-a lidir).
Outro.uve.
Coro e Alberto.Ouve, que msica! na orchos-
tra nao se ouve.
Annelta.Has o meu coraco nao se vende :
(ecouhecendo Isidoro) o meu corago sabe bem
t que faz.
Abaixo o chapeo (arrancando o chapeo da ca-
Leca de Isidoro, e adrando ao chao Alberto e
es niocdeiros, vendo isso. dcscobrem-se). Hei
de abril para li urna escola de civilidade.
Sou senhorj, sou Hespanhola : fazer tremer
( meu oflioio : o orgulho sempre me provocou o
riso Mando sempre, o meu quero ha do ser
I iia li urna lei.
Alberto e o coro.Este capricho, este orgulho
dais linda aiude a fazem. ,
Isidoro.Por piedade, abrenda-le...
Annetta.Galla-te ahi
Isidoro.Se ainda um lampejo de esperauga
nao conceder, cruel, ao meu amor, mais nao o
contera a constancia. Nao larda o meu furor, e
um furor desesperado nao ter limites. Quena go-
mia apaixonado, saber vibrarum punhal.
Annetta. una loucura a la esperanca :
mais duro que o bronze tenho o coraco : j me
faz doer a cabega a tna supplica (a pa'rle) O ena-
morado muda a voz, mas nao me ver cahir....
Alberto e coro,. intil a arrogancia : muito
fraco o leu coraco : desappareceu loda a es-
1 Lianza, zombaro do leu furor.
Esle leu tanto chorar e um excesso de cobar-
da. Mostra despiezo, o vers como a mullier
talie.
(Os mocdeiros transportam as ferramentas, sac-
eos c caixas para a caverna).
scena iii.
Pequea praga do mercado. A direila urna ca-
sa vclha com um lelreirocm ledras maiusculas
fifi locanda gratisaluga-se de graca.De-
fronte pequea casa do D. Isidoro.Em roda ca-
sinhas pobres.
Vem amanhecendo o da.
chio e Sinforoza.
Uomens.Olha que caras feias.
Mulheres.Que modos !
Uomens.Que figuras !
Ignez.Ambos elles sao duas caricaturas!
Mulheres.Todo desvanecido com o seu bello
idolo, brinca queute d'amor.
Uomens.Com ares de ciumenta alia o encara
com ra va.
Todos.Tregeitos c ar de nobre I capricho e
pobreza I !
(Entra Eulichio com Sinforoza pelo braco.)
Sinforoza.Meu maiido.
Eulichio.Minha querida !
Sinforoza.Para q.ue me trouxestes to longe
e esta hora, c ao romper do dia. Sou to de-
licada....
Eulichio.Sei disso.
Sinforoza.Pudia cancar.
Eulichio.Que remedio E' Lem tiistea nos-
sa siluagao.
O procurador do dono da casa, homem que
tem um coraco de pedra (se 6 que elle o lem)
nunca mais quiz receber em pagamento palavras
rimadas c poticas. Ha um armo que contra a
vonlade do dono habitamos aquellas aguas iluta-
das : mas esta nao ha de durar sempre..... nao
haveri remedio, e o mandado de despejo se exe-
eutar E eulo para ondeirei '.' Para onde irs ?
Nao sei, nem lu o sabes I Dous sempre pensara
melhor, e al raesmo ao ar fresco os pensamen-
tos sao mais frescos : acerta-se mais, quaudo se
delibera em campo aberto.
Sinforoza. Na flor da edade Seculo in-
digno !
Eulichio.Tem paciencia, modera a indig-
nacao.
Sinforosa.E por ventura no tenho eu ra-
zio ?
Eulichio.Tens: mas pode vir-le urna obs-
truccao: e so ficas com leiligo, meu bello tho-
souro, morro de pena, porque nao sei como cu-
rar-te.
Sinforoza. Al: D. Eulichio I
Eulichio.Ah SinCoroaa Amar o ter
fome.... oh
ridiculo affecto
com a vista nos
Camponezes e camponezas que chegam carre-
gados cora cestos c arifates de frutas, ervaseou-
tros gneros.
Ignez sabe do una casa arruinada. No fundo
ve-se o mar por entre arvores.
Coro.Bem vnda, bem vindaseja a nova visi-
fiha.
Ignez.Bom dia, meus charos: bella manha!
Com estas gallinhas, com estes frutos, e estes
ovos nao vos faco mal : amigos sou novata, vou
collocar-me l em baizo.
Coro (puxando-a com horror). Vem c : aon-
de vas?
Ignez.Alli co sombra.
Coro.Afasta-te : nao sabes que dentro da-
quelles muros, debaixo daquclle ledo, habita o
demonio, e que alli apparecera duendes enfure-
cidos? Nao proudente aproximar-se dalli.
Ignez.-Gracejaes ?
oro.Julgas isto ?
Ignez.Mas como? porque ?
Coro.Quando as trevas csto em meio cami-
tho, e o mundo por tanto jaz mergulhsdo era
somno, sente-se ahi propondo silenciomas se
algum imprudente ao passar se aproxima, ouve
vozes iofernaes, sons mysleriosos, toque de
trombetas, rufar de tambores : gemidos de um
I-cito alHicto, e ao mesmo lempo o sacudir e ar-
iaslrar correles de ferro. Depois disso reina
um silencio de tmulos que pouco depois in-
terrompido pelo sibllar dos ventos, cstourar de
Lombas, rizadas estridentes de um prazer louco,
que fazem gelar a alma, e dar azas aos ps para
voar-se.
/gnez.-Ficae certos, meus amigos, que nao cor-
ro tao depressa. O estrepito que se ouve ou
um sonho, ou lem outra causa. Nao tenho mo-
do e nem acredito nestas cousas ; desculpae-me,
nao acredito. Ser assim... nao contesto, des-
- culpai-me___ser.
Coro.Mas vem a noite, estouvada incrdula.
L perto daquella porta para e escuta, e tre-
mendo ouvirs. Este genio desdenhoso punido
ser.
Ignez.Nao digo que assim nao seja..... mas
para crer preciso lempo.... e esta noite.... j
que assim fallis.... se em minha companhia al-
guem quizer Ccar nesla praga, ouvirei o ru-
mor.....
Coro.Comligo Ccar alguem aqui ? Estis
louca ?
! 6 grande cousa (abracam-se com
ao separar-se, Eulichio d
gneros exposlos venda, c
olha-osde furto com manifest desesperacao )
Cos Que vejo! desgranado I quo"bllas
inicias que capes E' a praca do mercado !
Vede quantas tentaro-s Aquellas ervas, acuel-
las aves, mais cruclineulo fazem a fome : sinto
agua ua bocea, c sinto urna agona de morte !
Nao me larda urna syncopel J nao sei aonde pi-
zo, fallam-me os ps. Procuro, remedio e nada
encontr (procurando as algibeiras). Nao tenho
nem um centezimo !
Sinforoza (ciumenta). Abaixa estes olhos !
Bem vi os leus gatemanhos para aquellas gran-
dississi.-jns...... Que vergonia Um homem de
cabellos brancos requebrando os olhos s cam-
ponezas Offendcr-mc, c offe+ider-mc ero minha
presenca, esgo'.ar-me a paciencia Quer saber
para quanto eu presto ? Sei Bolfeiar com este
pao. lempo ao lempo, meu senhor! eixa estar
que saberei ajusfar as minhas conlas comligo.
Nao, nao mereces, conquistador, urna mullier
como eu.
Eulichio.Vamos dar um passeio (suspirando
e offerecendo-lhe o braco).
Sinforoza (dando o* bra^o com despeito).
Serpenle I
Etitichio.J comecas a brincar !
Sinforoza.Se tu nao abaixas os olhos, na-
na de gritar al ouvir-se no co (elevando a
voz).
Eulichio.Nao grites, que das escndalo.
Sinforoza.Ah queres que eu me cale ?
ora queira menos.
Eulichio.Eu sou marido, e...
Sinforoza.E eu sou mullier. Jurasle-me fi-
dclidade. ..
Eulichio.E tenho-a guardado. Tu com ciu-
mes de mim, de mim Sanias musas E cu lal
ougo !
Nenhumas daquellas, Sulfurosa, lem um ros-
to egual ao teu. So te amo.lu bem o sabes I Nao
desejo outra mulher: fustes o meu primeiro
tormento, sers o ultimo.
Sinforosa.Sim, tenho de li ciumes, nao ac-
ceito vaas desculpas : e se foralraicoada,eslam-
po-te estas unhas na cata'.
Se le amo, libertino, bem o sabes. Nao ad-
miti rivaes : quando me vejo ao espelho, te-
nho um cerlo orgulho, uenhuma ser como eu.
ConliDaHeim! ( Eulichio que langa
furto um olhar para os viveros exposlos
venda).
Eultchw.(Gritando cora eolhusiasmo) Onde
acharei o senhor benfico desta casa?
Raimundo.Sou eu 1
Eulichio.Oh 1 aborto do meu seculo 1 quero
proslrar-mo aos vossos ps. (tirando o chapeo, e
proslrarrdo-se : Raimundo o levanta : elle diri-
gc-se Sinforosa, e fazendo-a avanzar, em tom
de declamaco diz Raimundo.)
Quem sabe, sabe que se v brilhar no co um
cometa, quando o fado malfico faz nascer um
poeta. Quo um vate eu sou, bem o dizem o cor-
po esguio, e o trajar: vede quo om mim se lecm
o trabalho, a preguica o o soflmenlo. Com o
arco enfyclopedico atiro cm prosa, aliro cm ver-
so. Esta minha mullier... inclinai-vos... sua
criada Sinforosa. Foi o espasmo do mcu cora-
qo : sniam ainda os hroes. E' urna criancinha
madura (baixo Raim)(uns quarcnla annos....)
Um forno, um propugnculo de amor e de ho-
nesiidade.
Sinforosa. Versos ora fot tes ora lernos, o pa-
tife de um procurador de una miseravel agua-
furtada recusa em pagamento. Hoje ludo o foro
decide. Amanhaa.... andaremos pela ra... com
os poucos movis, pudor o poesas...
Sinforosa e Eulichio M:is liberal era hospi-
talidade, senhor, vos parecis.
RaimundoTal qual csti, de coraco vo-l'a
offerego.
Sinforosa e Eulichio.Obligado.
Raimundo.Cora tanto "que vivas.
Eulichio.E' muito !
Sinforosa.Silencio forte besla (a furto bc-
liscando-lhe o braco.)
D. Raimundo.So ali ficares vivendo, te da-
rei urna penso.
Eulichio.Eu vos farei urna estatua... em ver-
so-., j se sabe.
Sinforosa.Criada dcil e submissa era ludo
sempre me lera...
Desde quando est aquella ca3a sem inqui-
lino?
Isidoro Ha seis annos ?
Eulichio.Estao zombando?
Sinforosa Porque ?
Isidoro.Porque ali ha um duende.
Quando na torre... dizem... d moia noite, da
Ierra comceam a surgir phantasmas, que a mes-
ma trra torna a cngolir. As paredes se di-
videra e ouvera-se gemidos, e som de cadSas.
Sinforosa. Tenho receios de ti, Eutichio, s
muito nervozo.
Eutichio.A edade madura nao d credilo
semelhanles ninliarias.
Sinforosa.Espero que o espalos femeninos
nao eslarao entre elles.
Eutichio.Os espiritos sao neutros. ( Baixo
Sinforosa.) Bella simplicidad-? I
Isidoro. ( pirtc ) Amanha estar paraliti-
co, se vivo licar. Talvez eslfja prximo o mo-
mento em que o yo so rompa.
Raimundo.( parte.)
Eulichio.A buscar minha bagagem gallo-
pe, parto j. Que venham os espiritos: desalio
ura regiment delles.
Vcndo-me lao diaphano, como um vidro, com
o ventre e faces concavas, assim fino o delgado,
lomar-me-hao por um phaniasma, e nenhum me
far mal.
Sinforosa. Este com aquellos sorrisos....
(abanandu-se com o lequc) iquell'outro que sus-
pira absorto, querer dizer cue me ama?
Mas o que fado fado: o meu pudor emba-
ciam os seus immodeslos olha res.
Meus queridos senhores, o estou venda :
chogoram larde. ( parte.) Tenho muitas vezes
raiva desta minha belleza.
Raimundo ( Eutichio.) Em consolar dous
infelizes, o doce a minln sadsfago, quo al
sinto suspensa a dr do meu longo penar. Quasi
que me pe esttico este vosso humor alegre.
Nao deveis queixar-vos da sorlo, quo vos deu
bom coraco. Comigo, sim, comigo a pcifida
toda crueldade.
Isidoro.A senhora me faz rir, (olhando para
Sinforosa, e depois para os outros ) abanando o
loque So imagiua-se urna seductora, engana-se
redondamente.
Estou me rindo, e aquello louco lem no peito
um Etna : o tolo affrouta os raios. A obra clas-
sica : durante as trevas da noilo a bomba arre-
bentar.
(Eulichio sahe com Sinfcrosa: Raimundo os
segu : Isidoro enlra em cata.)
scena vil
Velha casa deshabitada do D Raimundo. No fun-
do alcova com cortinas cerradas. Urna mesa
anliga no centro ; e ao lato della urna poltrona
j reiha, forrada de damasco. Porta lateral fe-
chada. A sala forrada d.- velhos estofos, leu-
do dous retratos do herts hespanhoes.
Da alcova sahe Annelta, c pouco depois D. Isi-
OIO do perla latornl
ilnnefta.Foi feita assim pela naiureza : uo
sei o que seja modo. E jul:a o loleirao, que eu
aqui fechada tremerei I Com astucias e engaos
espero d'aqui salvar-rae. Seja cscravo meus
ps o coraco mais altivo.
Que um bello roslinho gra no peito um vol-
cao ; que ura suspirozinho iccende no peito um
volco.
Se um homem amante quizer gozar o coraco
do urna mulher, nao se torre excessivo, porq'ue
entao se engaar. Somos senhora do fado por
lal forma que s cedemos quem vencemos.
Que um bello roslinho gira no peito um vol-
co : que um suspirozinho iccende no peito um
volco. Se o co me favorecer, espero breve sa-
bir deslo lugar. Em poucos mezes tenho feilo
grande servico. D. Isidoro -linda nao deu por el-
le. Piocuro fazer-mc simplona, para poder oc-
cultar o meu designio, cngana-lo, o depois fugir.
( enlra Isidoro, o fecha a porta ). Mas chega al-
guem... Ah ah I o amigo... oh bello I... temos
historias.
Isidoro.Esta aqui a ingrata, cada vez mais
bella e amavel.
Annetta.O que temos, senhor? Ha alguma
novidade? Temos alguma intriga? Devo licar,
ou devo ir, dizei-me.
Isidoro.Ouvi-mc, ingrata e depois resist
anda. E'esta a ultima vez, que o meu coraco
desee supplicar: amor meu furor se rende,
o do amor quer a recompensa. So a correspon-
der-me nao ests disposta, deves por li tremer.
Annelta.Esta lambcni a ultima vez que vos
digo abertamente, meu senhor, nao fazemos na-
da : para casar aqui nao estou. Oulro amor te-
nho no peito agazalhado, e por elle alTrontar a
morte saberei:
vinlio em abundancia, qualro pes o um Iraugo.
Gracas, virgens musas, estou (arlo, (observan-
do.) Estes quadros que vejo sao de dous hroes
da familia ?
Alberto: Julgo que sim.
Eutichio.Ora bem, portas nio temos seno
aquella : as janellas sao altas. O inventario de
tudo quanto aqui rojo, faz-se fcilmente e em
um minuto : quadros, mesa, cadeiras, e um ca-
nap, (abrindo as cortinas o descobrindo um mes-
quinho loito ) Nio haver maisalguom para dor-
mir alli ?
Alberto.Nao.
Eutichio.Que resposla spartana Ter o ami-
go andpathia aos periodos bimembres, ou que-
rer fazer economa de palavras!
scena IX.
D. Raimundo.D. Isidoro e ditos.
Raimundo.Nada vos falta?
Eulichio.Nada, gracas aos vossos cuidados.
A idolatrada esposa, slmi-secolar Siuforosa,
avenlurur-se nao quu ura hypolhetico susto.
Isidoro.Sao larvas da imaginaco exaltada
esles sustos nocturnos, os gemidos, os espectros,
o surdo e profundo terremoto, que aqui se
sent.
Eulichio.Neg, e concedo.
Raimundo.E acreditas em duendes ?
Eulichio. Acredito... c nao acredito... Se aqui
exislem.ou nao questao j bem anliga. O lalim,
o grego.o arabo que elles fallara cora cuidado estu-
dei. Pro e contra j reuni quatro mil ctacoes. Hinc
el inde tenho j arranjadas poderossimas razoes.
Tenho lido, escriplo e examinado ludo, mas at
agora persuadido nao Dquei. Esta noite boa
occasiao de decidir sim ou nao. Se aqui ha es-
piritos que uivam... so diabos aqui dam;am, ou
se ha alguma peca... ou so aqui cm paz se est,
amanhaa demanhaa com a mente fresca se con-
tar.
Isidoro e Alberto ( parte]. Quando em silen-
cio e trevas o mundo estiver, sollictlos taremos
apparecer a phanlasmagoria : e elle sentir um
fri de gelo pelas arterias, e convulso, ou paraly-
lico ficar, e para fugir desejar ter azas de
agua.
Eulichio ( Raimundo).Do vosso peilo heroi-
co a immensa affabilidade tenho escollado para
objeclo do oitenla cantos. Quero que as vossas
virtudes pas.seni posteridado as azas de um
poema exdruxulo. Hei de ao som de trombetas
declarar-te sera egual na India, e um pouco mais
alm.
Raimundo ( parte Quando para a nocturna
traico a hora for propicia, em le vigiar terei
cuidado, misero ( Culcido). To vil te tenho
a alma : nao quero os leus agradecimentos, pois
que o enxugar as lagrimas do prximo dever
decaridade, consolar aos quesoffrem, myslerio
da vonlade.
Eulichio.Eulo.... (ouve-se baler foitemen-
te na porta. Alberto sai aprcssado.j
Raimundo.O quo ?
Eutichio.Que bulla !
Isidoro.Batem.
Raimundo Quem ser ? E esta hora.
Isidoro.Talvez procurcm o poeta.
Eutichio.Se fosse o procurador! (aparte.)
Como poderei occultar-me nesla casa deseo-
nhecida.
scena x
Ignez, camponezes c camponezas com fachos
acezos : depois Sinforosa, sustentada por Isi-
doro e Alberto, e que enfurecida se langa nos
bracos do Eutichio.
uticnto.Quem se atreve a perturbar os meus
esludos dramticos...
lgneze coro. Urna mulher que s apalpadcl-
las andava procurando o numero desta casa ; e
e que anciosa eslava de luneta, c olhava da porla
da taberna, segundo nos disserara l na prara
Ignez.A' minha vista errante escapar a ra-
pariga...
Camponezes.Fomos nos que balemos porla.
Camponezas.E com fachos acosos alumiamos
a oseada.
Ione: e coro.S por liumandade.
utic/tto(ao coro.)Obrigado !
Sinforosa ( Eulichio )Cruel Nao mereces !
Biltre !
Eutichio.Minha vida !
Sinforosa [com ternura.)Sem primeiro tornar
a abragar-te nao poderei dormir. Sao apenas
passadas tres horas, e j me parece que ha um
seculo que me separei de li. Vim voando para
ver-te. Quero ver se este sitio feio, quero sa-
ber se aqu ha ludo.
Eulichio.Tudo, tudo querida.... menos lu.
Raimundo dando a Eulichio urna pistola )
Esta pistola carregada pode defender-le em caso
de necessidade.
Eutichio.De vagar, de vagar : una palavra.
Odie, nao tenho vergonha de confessar, eu nao
sei como ella so dispara
tatmitndo.Poi aqu, (mostrando).
Eulichio.Por aqui.
Sinforosa.(Com grito de horror.) Toma cui-
irt. '
dado '
Eutichio.Ha pergo, minha querida ?
Sinforosa. Ah se a manejas mal, zas, e a
bala escapa ligeira.
Edtc/uo.Querida, pego-te que te conserves
era distancia conveniente. Ora se esles hospe-
des nao sahirem.onde tu dormirs? Minha vida,
estou tremen lo ; se tu podesses...
Sinforosa.(Abalando cora a cabega.) En-
tendo.
Eutichio.Podestes correr o risco...
Sinforosa.(Mordendo o lengo.) Emendo : j
que me d licenga, fago os meus coraprimeotos,
e at ao chao me inclino (inclinaudo-se). Mas lu
le fechas por dentro ? Preciso da chave que abre
por fora : quero t-la comigo.
Eulichio.Porque ?
Sinforosa.Porque, perguntas Treme do meu
porque.
Raimundo, Isidoro, Alberto, Ignez e coro.
Nao mulher, urna vbora : o branco ella v
preto. Aquelle pobre homem certamentc, tres
vezes miseravel.
Sinforosa.(Resolutamente agarra Ignez pela
mo, e a langa para fora com as oulras campo-
nezas : entretanto Eutichio vai para beijar-lhe a
raao, ella o repelle : depois segura-o pela gola, e
o traz um canto do theatro, ameagando-o.
Quadro.) Venham todos comigo.
ignez e camponezes.Vanos.
Ignez, coro, Isidoro, Alberto e Raimundo.
Boa noite I
Eulichio.Q-ierida...
duss, mais ligeiro que um cavallo desenfrendo
pola madrugada fogir. E ir contar, se o medo
Ihe nao tirar a voz, ou se antes de medo nao
morrer, o sussurro, e contusao feroz das furias e
phantasmas.
Alberto.Pela caverna...
Coro Divididos entraremos.
Alberto.Antes silencio...
Coro.Depois prantos, e estrondos.
Aloerfo. Estojamos alientos... occullai...
Coro As luzes... (Escondondo as lanternas).
Alberto.O chapeo...
Coro.Mais baixo.
Alberto. Vos por aqui... evos por alli.
Coro.J sabemos.
(Os raoedeiros se dividera, e parlem cm silen-
cio por diversos caminhos Alberto observa al
que elles desapparegam)
Alberto. Laeo fatal de crimes lu me obrigas a'
guardar silenci Cangaio j esiou de tao horri-
vel vida. Servir a um impio, e para que fim ?
Perdao 1 Se o leu dia fosse certo, talvez... quem
sabe ? Mas temo muito.
SCENA II.
D. Raimundo, e dilo.
Raimundo.(Com fingida serenidade.) Alber-
to Chama Isidoro.
At6erto. (A parle tremendo). Ter ouvido?
Raimundo.Dentro de urna hora largo as
velas.
Alberto.(Animando-so.) Nao ouvio.
Raimundo.Aqui o espero ; que em segredo
desejo revelar-lhe os meus designios, o dizer-lhe
adeus. (Alberto entra em casa de Isidoro.)
SC.F.NA 111
D. Raimundo s, depois U. Isidoro
Raimundo.Que intentos! que snspeitas O
traidor nos meus lagos cahir. Fatal myslerio !
J que tudo Ihe descobri, agora preciso lino o
arte : sim, tenho necessidade de mentir. Tran-
quillo me julgar o traidor. Contem-le no cora-
cao, inexperado furor.
Isidoro. Queris partir, senhor, e porque ?
Raimundo.Porque aqui j me pareceu o sol
mais bello, a aura mais fresca e pura, e um sor-
riso perenne a natureza ; agora porm que para
sempre perd o meu idolo, o sol sem luz, a aura
chama ardente, c as minhas lembrancas... todos
os tormentos.
Isidoro.(Com fingida dor). Tornei a encon-
trar-vos para logo vos perder.
Raimundo. Tu sabes o que promotti ao poeta.
Isidoro.E elle comprir a palavra.
Raimundo Nao ter medida a recompensa se
me descobrires Annetta.
Isidoro (com hypocresia.) Ah perraitdsse o
co!
Raimundo ( parte.)A' chorar o vejo... dar-
se-ha caso que elle tambero fosse atraigoado?
Isidoro (com alegra parle.)Quasi nao o acre-
dito. Ah! parte-se-rae o coraco !
Raimundo.tembrangas amargas despertam-
me no peito tormentos airozes.... Amigo, adeus:
deixa-me que atravesse o mar; adeus Vou dei-
xar esta trra, para sempre adeus, (abragando-o.)
Ha um termo constancia, que lornienlo" o mcu
viver, se perdida tenho a esperanga. Ah! que pa-
ra sempre me roubaram quem me fazia suppor-
tar a vida ... Aonde um sol adiar poderei egual
aquelle que se eclipsou ? Nao, que mulhcr egual
a ella a natureza nao formn.
Isidoro Talvez um dia possaes amar em ou-
tro paiz una belleza egual; nao encontrars po-
rm um corago mais fiel que o mcu, eu vo-lo
juro.
Sempre junto a vos me adiareis com mcu pran-
to, e minhas supplicas. Um signal vosso ser pa-
ra mim urna lei; basta quo o des para que eu
ve at o fim do mundo ( parte.) O prazer cm
vao escondo, mais rival eu nao terei.
Raimundo (aparte.) Aquelle senlimento fin-
gido o julgo. Tremo-me o corago de indignaco
e de dor: mas em breve, prfido, a vordade eu
saberei.
Isidoro, parte.Alegra immensa a custo es-
condo no peito. Elle chora e geme, mas allivio
aqucll'alma esperar nao pode
Raimundo.Aquella infeliz le recomraendo :
o ultimo adeus, amigo, recebe.
Isidoro.Para mim ser sagrada eslarecom-
mendagao. Abraga-mc urna outra vez : seja este
abrago urna corapensacao dor de um corago
opprimido.
Raimundo. Confundamos suspiros, e palpi-
tar do corago.
Isidoro.(Jue confortas a amisade.
/(inmundo.Nao poderi o mar separar os nos-
sos coragoes.
Isidoro. Comvosco o meu sempre estar.
Raimundo.Se sentires var as azas do ven-
to o meu ultimo suspiro, cnxuga desde logo as!
lagrimas, nao chores mais por mim. Considera '
que acabada est a ira da sorte que rae persegue.
Quando a vida morte, no doloroso o morrer
(a parto.) Sem susto, prfido velarei sobro t.
Isidoro.-So aos meus ouvidos chegar o teu
ultimo suspiro, a la sombra ser inseparavol de
mim, sempre comigo estar. Se o furor de urna
sorte adversa me separa em vida, chara rao se-
ria a raorte se rae reunisse t. ( parle) Certa
de tanto soffrer, ella afinal me recompensar.
Quarto na casa deshabitada. Castigaos com velas
acecsas na mesa, sobre a qual s v papis es-
paciados, e nra livro aberto.
Eulichio em p, ora atiilude trgica, sustendo
na moesquerda um quadorno, o com a direila
agitando urna penna. Depois do urna pausa, co-
mo se tivesse adiado finalmente a phrase, reci-
ta e escreve :
Eutichio.Mas, minha querida....... E' a al-
traegao da sympalhia : sao aquelles animaesi-
uhos, aquellas fructas.......
Sinforoza.Nao, senhor palife. Eu bem sei
de tudo, amor quem o dirige ...
Eutichio.Acredila-me, a fome.
Sinforoza.Se podes atraicoar, prfido, um
corago que todo por li se extasa, vai-te s : eu
te repudio : nao sejas mais meu marido. Cahi-
rci, mas cahirei victima de amor e fidelidade.
Ah I vou morrer de urna syncope. Deixa-me,
iniquo, vai-te.
Eutichio.Ah I nao morras, l'o supplico, por
esta fome eterna, que me roe as enlranhas, que
todo me governa I Tem coragem e guarda-te pa-
ra das mais felizes. Ama um esposo inclume,
vive por candado.
Coro. Quo secnas quo ridiculos 1 Cousa
peior nao se d.
(O coro retira-se : Sinforosa senta-se cm um
banco de pedra em frente da casa deshabitada.
Eulichio, depois de alguns momentos do refle-
xo, levanta-se para acudir Sinforosa, e d com
o lelreiro da casa )
Os ditos. Raimundo com Isidoro, sahindo da
casa.
Eutichio.Cos que li I oh balsamo consola-
dor, tu me confortas o corago! Ora vamos lr
aquelle escriplo : que ai rbente o procurador:
casa mais econmica nao se pode imaginar!
AIV
Sinforosa.Eutichio, ha grande perigo nesta
vizinhanga I Mas tambera preciso ceder, pen-
sando em lao bom mercado. Fica certo que s
nao te dcixarei.
Eulichio.Para que estar a souhar perigos?
Tenho no peito um corago adado. De teus pur-
purinos olhos estou encantado: rival nao tens
seno o regazo ; um terceiro amor nao conhego.
Raimundo.Ah I o corago mo feriste cora
esla noticia horrivel 1 Nada descobiisles 1 A cho-
rar portanto me condemna o fado : mas se a mi-
nha espada vogar, do alegra chorarei.
Isidoro.Tudo myslerio o trevas: o caso
desesperado : nao valem lagrimas para trium-
phar do fado, ( parle.) Desta louca colera saberei
zombar.
Raimundo.(juera aquelle, que aiten'.amcn-
te examina a miuha casa ( Isidoro.)
Isidoro.Mas nao sabes que o meu furor pode
fazer-te damno extremo?
Annelta.Sei disto, mas nao tremo, c nem
mudo, nao senhor.
Isidoro.Morre pois... (levantando sobre ella
um punhal.)
Annelta. Anraa-to: ei-a, coragem... repara
como esjou firme.
Isidoro.Ah nao posse de balde o lenlo.
Fingir odio em mim urna loucura. Esle amor,
que por li sinto, urna veidadeira idolatra. Por-
que bella, e to cruel te formn minha desven-
tura 1a miqha dr nao ter medida se menos
fero nao mostrar o corago.
Annetta.(Bem o sabia o nescio j recahio
nos suspiros : j vollou .ios prmeiros modos ;
pouco Ihe durou a raiva. Tal e qual D. Quixotc
chorava um dia : mas engana-se.se urna nova
Dulcinea julga encontrar era mim; (batem na
porta.)
Isidoro.E preciso que mo sigas.
Annelta.Eu CO.
Isidoro.Ordeno-te.
Annetta.Ser por causa dos contrabandos ?
Dos duendes ?
Isidoro.Vera.
Annelta.Nao.
Isidoro.Vem comigo, appressa o passo : nao
falles seno em voz muilo baixa. Ai de li, se sol-
tas um grito : mil espad/is vers sobre li. De sal-
var-te nao me rosponsabiliso, se me excitas a
vinganca. Calla-te. calla-te, appressa o passo,
cerra os labios, e vem comigo.
Annetta. Vejan) quai la momice, quanto fogo,
quanto calor J Nao, queiidinho, nao me aquego,
n5o sou louca como s Cuidado ; que se urna
veia arrebentar no peito, adeus nupcias... adeus
projeelos. Esles pobres amantes, por Deus, que
fazem rir.
(Isidoro leva Annelta i forga.)
.-CI--.N VIII.
Depois de alguns mementos de silencio entra
Alberto, vindo adiante relie com duas vellasas-
cezas Eutichio, carrega Jo com molho de cartas,
um grande livro com ua linleiro, e pennas, que
colloca, pouco 4>ouc> sobre a mesa, depois de
ter observado em roda.
Eutichio.Venho at iante do um cavalleiro.
Ser por ventura este o quarto que se prepara
provisoriamente para o combate nocturno de D.
Eutichio, conhecido caiopeo versejador ?
Mberlo. esle.
Eutichio.Dizem que nao se pode habita-la
por causa de animaes venenosos, e de phan-
tasmas ?
Alberto.Dizem.
Eutichio. Hei de saber afronta-los. Merece
tudo aquelle cortez cavalleiro. Vendo que eu
eslava morreado de foiae, fez. o holeleiro ar-mc
Sinforosa.~-N.1o. Toma cuidado em ti: v l
so rae engaas: bem mo conheces, sabes quem
sou, e para quanto presto : sou moga, e diabos
me levera se te nao arrependeres. Antes que o
relmpago estala o trovo, dos castos atcelos
(rbidos quando menos o esperares saberei vin-
gar-rae.
Eutichio.Nora em sonhos penses quo eu te
engao : esquecer podes que eu sou ura lyrio ?
Minha flora uestes dous mil annos o leu zcro
serei. Poupa-te estas suspeitas, poupa-mcaos
relmpagos o aos trovocs ; adra-me antes cora
aquelles versos. Como te amo s eu o sei.
Ioner e coro.V como aos 60 annos loma o
tom de urna rapariguiuh'i Tudo Ihe lernbra a
edade, e entretanto lornou-sc ciumenta : sao so-
nhos as suas suspeitas. Mas longe j sa o tro-
vo : e pelas suas palavras se comprehende que
o juizo se Ihe evaporen.
Alberto e Isidoro.Eia, socegai estas afflicgoes
(procurando acalmar Sinforosa), que nao sao dig-
nas de vos. Vede que o ciume, com seus loucos
engaos,vos exallou o cerebro I (a parle). Quan-
do menos se esperar viuvinha a veremos.
Raimundo. Estas loucuras ; estas angustias
ella as nSo merece (querendo consolar Eutichio).
O ciume com seus loucos engaos o cerobro Ihe
escaldou. Compadecci-vos de suas suspeitas, e
o trovo cessar (a parle). Ah que os extremos
destes altelos quanta oveja em mim dispertou !
(Em quanto todos sahom, Sinforosa se colloca
na porta com raiva : e quando Eutichio, para ella
se dirige amoroso elerno, fecha a porta e sahe
com impeto. Eutichio cahe em urna cadeira, co-
brindo o rosto com asmaos.)
ACTO II.
Pequeo bosque, com varias estradas, o que faz
parte de um jardimzinho contiguo casa de D.
Isidoro, da qual se v urna porla ao rez do chao
no fundo entre as arvores, que com os ramos
encobren) quasi toda a frente da mesma casa.
E' noile, [racamenta esclarecida pela la.
SCENA i.
Alberto, e os mocdeiros falsos quo o cercam en-
voltos em grandes mantos, e munidos de lan-
ternas, sahindo da porla do fundo : depois D.
Raimundo pensativo viudo por urna das estra-
das : mas vendo o grupo myslerioso, esconde-
se entre as arvores. ,.
Alberto.(Mystcriosamente, e meia voz). Si-
lencio I Occultos por estas solitarias grutas, de
novo l rabal ha i nestes antros abandonados.'
Quando ouvirdes soar a meia noite entoarois o
subterrneo, e profundo catico : e a j ensaiada
scena de monstros, e cadeias deveis Ungir; e fl-
cai certos que o pouco juizo Ihe andar a roda.
Coro.Girar como urna roda infernal, "que
sempre gyra sem nunca parar; e depois vacillan
Eulichio. Eos ferros das meias. Quo ro-
mantismo moderno e permito Como melhor a
genio se exprime misturando o trivial com o su -'
blime Como ao mais atrevido veo me faz subir
o ostracismo, que tenho votado a unidado I D.
Joo est em scena, cora voz profunda e sorda,
falla o eomraendador dialogando com elle do ou-
tro mundo ; c ua ra grita o vendedor. Bella
lemeridade Com esta obra ccrlaraenle acabo no
capitolio I (passeiando com garbo triuraphal.)
Isto propriaraento o ponto principal do loda a
obra !
Rcleiarao-la :
D. Joo. Se ao menos os fogos o chammas
do ardente averno fossem s durante o invern...
mas estar-so l annos e annos...
Eis que o commendador Ihe responde :
Arrependei-vos D. Joo.
E D. Joo Iho diz :
Commendador deixa-me, deixa-me em paz,
al que eu corno lu, seja reduzido p.Vai-te
speclro, vai-te, commendador, com todos os dia-
bos.
E o commendador:
Arrependei-vos, I). Joo.
D. Joo com furor :
Nao me despedaces o corago com tuas la-
raentageso co tambera joga'o trovo e as sel-
las...
E o vendedor pela ra gritando :
Allinetes, loques e ferros de meias...
At aqui o recitativo instrumental, agora co-
mega o canto.
Por mais lempo nao.posso ter os olhos aber-
tos( esfregando os olhos o espevitando a vela );
Iravam pe leja com elles as musas e o somno.
Bemavenlura Sinforosa A esta hora roncas a
somno sollo. Mais te adorara so foras menos
ciumenta. O amor a torna cruel, e o odio della
sempre se apossa. Mas agora que tenho casa gra-
tis... ainda nao... veremos... Ainda uo posso
dizer que cerlo : e sobre os espirites, se tem
tanto, e lano escripto que se... mas toca o re-
logio... silencio.... silencio. Contina.... Doze.
(depois de haver contad j as horas com visivel
tremor ) E'meia noite, em ponto: ahora clima-
trica, Eutichio, emfin chegou I
( Silencio. Eulichio depois de ter cscutado
um e outro lado, anma-se, c se enthusiama
com alegra) Nem o ventoso ouve.: nao havia ver-
dado em nada do que se dizia : miuha esta casa.
Coro (ao longe).Louco !
Eutichio.Enganar-rae-ia ? (tremendo.)
Coro (mais longe) Louco I
Eutichio (depois de algum silencio.) A ap-
prehenso como illudio os meus -sentidas Quasb
que jurava que me chamaran) pelo nome Oh I
que senhor desptico nao serei eu amanha...
Coro (bastante longe.)Nao.
Eulichio.Repele. Ah nao seno a coruja
em cima do tediado....
Coro (ao longe.)Fora.
( A voz dos coristas se aproxima : lgubre, e
misturada com o som de correntes arrastradas.
Eulichio fica petrificado no meio da scena.)
Coro 1.Pode um corago atormentado es-
perar soccorro no meio desia escurido ?
Coro 2.Nunca.
Coro i.Esla crueldade, sem nunca mudar,
que lempo- durar?
Coro 2.Sempre.
Etticftt'o.Sempre e nunca I Palavras horri-
veis. Fstou com os cabellos arripiados : o san-
gue j nem sobe, nem me deseo no corago ; es-
tou petrificado Fugirei.... mas estou trancado.
Gritarei.... mas quem me ouviri. Cortamente
nasci immortal se nao morro desta feita. (Ou-
ve-se msica de baile.) Oh I que msica agea-
davel I Deliciosa meloda I A dansar convida ;
da a harmona, corlo um passo, fago um chass.
(De repente a scena se Ilumina com urna luz
vermelha : ouve-se um trovo ao longe. Appa-
recem os coristas caprichosamente transformados
em demonios, com mascaras d*e animaes e com
fachos acesos.
As coristas se disfarcam em furias, que cora
cobras acodara a Eutichio, que pulando para um
e outro lado lhes pede protecco.l
Coro.Todos assustados cahirao de cambalho-
tas l em baixo. Seja a la bebida o enxofre
immundo : os sapos e as vboras comers gui-
sadas. Todos os denles e cabellos le cahiam. e a
pelle nao lenhas mais. As serpeles e abulres
cora os bicosle arrancaro os olhos. E por seis
seculos nao viras c em cima.
Eutichio.Scnhoras furias, para que lana
raiva ; pe- obsequio deixera-me c om cima.
Meu caro salyro, minha bella Harpa, nao posso
beber, odeio o vosso guisado. S lembranga
de tantos males caio em deliquio, torno-me
louco.
Oh se desta escapo ponho-mc ao fresco, c
nunca mais mclto-me em outra.
Ouve-se segundo trovo. Os fachos apagarn-
se, os coristas redram-so por onde entraram.
Eutichio cae assentado, cobrindo os olhos cora
as mos c appoiaudo a cabega na mesa.)
scena v,
Depois de alguns momentos de silencio, ouve-se
bulha dentro da alcova, d'onde sahe Annetta
cautelosamente: caminha lentamente, obser-
vando Eulichio que parece adormecido. Em
lempo apparece Sinforosa.
Annelta. Oh menos mal! bofe I dirao por
certo que isto um romance. Minha lima, eu te
agradego. O novo inquilino, coitado, nao accor-
demos: morreria de medo. Devagarinho, que
necessito fugir n'aquella direegao. Mas como sahi-
rei ? A porla esl fechada ; o o rumor da chave
pode disperla-lo. Nao, quero dar-lhe volta......
(ao rumor da chave Eutichio levanta a cabega, e
vollando-se v Annetta.)
Eutichio. Ah I ( procura, apalpando sobre a
mesa a pistola, sem tiraros olhos de Annetla.)
Annetta (aproximaudo-se). Silencio.
Eulichio Sombra... nao falla. Nao te aproxi-
mes, nao te proximes... ( afastando-a com a
mo.)
Annelta A minha sorte s mesmas pedras
commoveria. Estou desesperada.
Eutichio E eu ? Consent, por caridade, meu
charo demonio... (segura tremendo a pistola, que
finalmente achou.)
Annelta Um demonio rae julgas? Oh nao
te perdo, parego um demonio To feia eu son
(finge langar-se sobre elle, quo recuando se ajoe-
Iha.)
Eutichio Feia .. nao disse feia .. pelo contra-
rio... percebi chamar-te bella^aparte.) Para se-
duzir-mc que bellos olhos escolheu I
Annetla Cabega louca, e muito louca (apro-
ximando-se.)
Eulichio. Desencostai-vos... ou ento dispa-
ro a pistola, (levantando-sc assustado, o appre-
senlaudo a pistola.)
Annetta. Eslais louco ?
Eutichio. Ah j euiendo : sois invulnera-
vel; nao ha arma que vos faga mal, porque nao
tens corpo.
Annetla. Grande besta (rpidamente adra-
se sobre elle, que vai recuando at ficar encosta-
do parede ) Ha seis mezes que estou aqu pre-
sa por Isidoro, que por mim se apaixonou sem
esperanga. Ronbei urna lima : limei, raspei, sac-
cudi, forcejei, abalei, e afinal abri um buraco,
depois enconlrei urna molla, carreguei nella, e
na branca parede urna porta oceulta so abriu :
saltei sobre o canap, desci do ponas de p :
julguei-vos adormecido, e o vosso somno respei-
lar pensei; dei volta a chave, esta fez rumor,
ouvi uoi suspiro, pedi que vos calasseis... ma?
em vos disperlou-so inoportuno mdo...
A historia esta.
Eulichio. Chamas historia.
Annelta. Historia.
Eulichio. Ah! ouvi, ouvi! como diabo fi-
zestes? como a iuventastes?
Annetta. A la mo me deves dar: (obrigan-
do-o a dar-lhe a mo, e aperlando-a) desenvol-
ve melhor o argumento, paleta 1
Estis convencido? Sou do carne? sou fumo
e vento ? Eslou le vendo : e aposto que te fago o
corago palpitar: ele persuades que ura demo-
nio le podesse electrisar?
Eutichio. Nao c um diabo.,. ( conlemplan-
do-a) e so fosse ? Oh I que bella teutago Olhos
pretos, bocea rozada, pe pequenino... adeus jui-
zo !. Que belleza perigosa Faz um Senocrales
cahir! Ah at a mesma Sinforosa me faz es-
quecer.
Mas os gemidos, as cadas ?
.Annetta. Artificios, embroglios, fargas.
Eutichio. Monslros, e salyros com caudas:
niiea. Sao vadios mascarados.
Eulichio. E o inferno?
Annetta. Um subterrneo.
Eulichio. Aquella bulha?
Annetla. Urna forja, cm que noile fabricara
moedas falsas Ah fujamos, lujamos depressa :
demorarmo-nos aqui c loucura, que para sempre
nos podem lancar em baixo.
Eulichio. stou s tuas ordens, minha rapa-
riga, mas nao sei cemo hei de caminbar Verei
comligo o fim do mundo : mas... nao. posso ca-
minhar. (ouve-se o som de cadas.)
Annetla. Estis ouvindo ?
Eutichio. Rumor profundo. Tornaran), os Ba-
tanases ?
.linica. Abro a porta, apressa os passos,
que nos podem alcaugar...... ( Ouve-se baler
porta.)
O quesera? Engalilha a pistola,e aprsenla-a A
quem vier. Que beslalho E' assim que se pega
(ensinando a pegar na pistola.)
Eutichio. Mas coragem quem me dar?
Annetla. (Gritando com forga junto porla,
o depois abnndo-a.) Quem se" atreve a entrar
aqui! Tome cuidado era sua vida.
EuftcAio e Annetta. Ah !
Eulichio. Minha mulher I
Sinforosa. Eslou atraigoada !
Annelta. Ouga...
Eutichio.-Sent...
le, e confuso, se anda tiver a cabega oas espa-1 tenho os ps e as peruas, convulsas. Se nao mu-
Sinforosa.Calai-vos (no meio da scena, quasi
paralyica : muilo custo articula as palavras,
por eleito da raiva, que a tornou convulsa.)
(A' EulichioJ Cora urna pistola na mao! Ar-
mado, e junto della Ah 1 tenho sido urna pom-
ba rola intilmente : pobres affectos meus O
dscolo impudente j esqueceu a f jurada. (
Annetla corn desprezo.) Cala-te.singada parla-
deira, que ninguem te acredita Nesta edado !_...
que escndalo quando crescer... o que nao far !
Eulichio. Minha querida, snspeitas sem ra-
zo : mulher ests em erro : antes com as pro-
prias mos arrancarei o corago. Nos meus olhos
se v que eu nao minio nada : lmpida esl a f
jurada ; qual fui, sou innocente. Nao, Siuforosa,
acredita-o, sonha-lo crueldade.
Annetta. De vagar, senhora, de vagar; vede
que nao somos culpados de nada.
Eutichio. Nao espero em vo piedade, se ou-
vires o que me tem acontecido. Quo sonhas
mais? O que pensas? ( parte.) Ella delira, e
mente : pelo seu fallar se v quo nao compre-
hendeu nada Mede melhor as palavras ; ai de ti
se me exarcebas.
Sinforosa. Guarda-te de me contestares o
dominio que tenho sobre aquelle corago.
Annetla. Aosanligos anuos...... honra : (sus-
pirando, e repnmiodo-se com custo) vejo que c
velha, e basM !
Eulichio. ( parte.) Abysraos abri-vos 1
Sinforosa. Velha ? quem velha ?
Annetla. A ti.
Sinforosa. (puchando Eutichio.) Vingai-me.
Eutichio. E' tarde.
Anitea. Disse, o repito, a fazenda esl ute
pouco velha; se de mim nao se fia, consulte o
espelho, e ver, que murchou a belleza d'outra
era. Paciencia o que quer, sao cleitos da edade.
Sinforoza.Velha nao sou : eu velha? Es-
ts louca : volta para o escolla, s muito crian-
ga. Deste modelo, desta sellcza a madre natu-
ra outra nao faz.
Eulichio.O spero concert deslas duas cam-
painhas me pe por certo surdo. Calai-vos, si-
lencio : nao ha prudencia ? E' grande o in-
sudo I
Sinforoza.Mas de quem te aproximas?
Annetta (approxiraando-secomar ameacador).
A quem mais te aproximas.
Eutichio ( parle). Bao A ferga vai-se mu-
dando em tragedia.
Annetla.Contem-le : treme se os dedos rae
tocara, carunchosa Megera : eu te como com os
olhos : das vboras o veneno me serpeia no seio,
quem sou, e o que s enle se ver.
Sinforosa.Contem-le : treme se os dedos mo
tocam. Macaca : ou te como com os olhos : das
vboras o veneno me serpeia no seio, quem sou,
c o que s onlo se ver.
Eutichio.Esta nao tem gosto : respeito a mi-
nha mulher. Logo em cambio um soco apanha-
ret. A furia nao passa I Fallem mais baixo >
mais para alli Sra. Annelta, mais para alli.
(Continuar-se-ha).
PERN. TYt\ DE U. F. DE FAMA. "1820 ~
"V
''.


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