Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09138


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Full Text
1110 XXXTI. HOMERO 187.
ni
Pop tres mezes adianlados 5JJ000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
SEGUNDA FEIRA 13 DE AGOSTO DE 1860.
Por anno adiaatado 19$000
Porte franco para o snbscritor.
EX CARREG ADOS DA SUBSCRIPTO' DO NORTE'
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Aloraos Jnior Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa._________
PARTIDA DOS COK REOS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas]
e sextas (eiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Naz'areth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una, Barreiros.
AguaPreta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correiosparlem aslOhorasda manhaa.
EPHEMERIDES DO MEZ DE AGOSTO.
1 La cheia as 3 horas e 14 minutos da tarde.
9 Quarto minguante as 7 horas e 4 minutos da
tarde.
16 La nova as 8 horas da tarde.
23 Quarto crescente as 8 horas e '..6 minutos da
mauha.
31 La cheia as 6 horas e 38 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 2 horas o 30 minutos da manhaa.
Segundo as 2 horas e 6 minutos ca tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commetcio : segundas e quintas.
Relacao : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
DAS DA SEMANA.
13 Segunda. Ss. Hypolilo e Cassiano mm.
14 Terga. S. Euzebio sacerdote ; S. Athanazia v.
15 Quarta. fr Assumpeo de Nossa Senhora.
16 Quinta. S. Boque f. ; S. Jacinttro.
17 Sexta. S. Mamede m. ; S. Emilia v.
18 Sabbado. S. Clara do Monte Falco v.
19 Domingo. S. Joaquim Pai de Nossa Senhora.
ENCARREGADOS DA SBSCRIPQO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Bata,
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa' i
Faria.nasua livraria praca da Independencia nj
6 e 8.
PARTE OFFICIAL
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 10 DE AGOSTO DE 1860.
Officio ao commandaute das armas.Mande
V. S. por eni liberdadc o recrula Joo Francisco
Carneiro dos Santos, anda que esteja com praca,
visto ler provado isenco legal.
Dito ao mesmo.Fago aprescniar V. S.,
para screm inspeccionados, os recrulas Manoel
Rodrigues dos Anjos e Domingos Jos de Mace-
do, e assentar-ihes logo prora se foreni conside-
rados aptos para isso.Communicou-se ao chele
de polica.
Dito ao mesmo.Mande V. S. abrir assenla-
mentos de prari aos recrutas Pedro Lopes da Sil-
va, Rufino Ferreira da Cunha e Antonio dos San-
tos, urna vez que fotam elles considerados apios
para o scrvie.o do exercito, segundo consta dos
termos du inspeego annexos ao seu oflirio de
liontem, sob n. 867, cumprindo que seja recolhi-
o ao hospital militar, alim de ser all tratado,
o de nome llenriquo Jos dos Santos, que soffre
de syphilis.
Dito ao mesmo.Expeca V. S. as suas ordens,
paraquo no dia 15 do corrente s 10 horas da
manhaa, esleja postado um dos corpos da guar-
nido ein frente daigroja de Nossa Senhora da
Petiha, ondeo cnsul de Franca tem de mandar
cantar um Te-Deum Laudamus em aeco de gra-
ifas [icio anniversario natalicio de S. M. o Impe-
rador dos France/.es.
Dito ao Dr. chefe de polica.Transmiti por
copia a V. S. o olicio que em 8 do corrente me
dirigi a cmara municipal do Recite, alim de
que, tomando em consideraro asua materia, de
as providencias necessarias.Communicou-se
referida cmara.
Dito ao commandante do corpo de polcia.
Ilaja V. S. de indicar um dos alferes do corpo
sob seu commando para ser promovido a tenenle
da quarta companhia, era lugar de Francisco Be-
ringuer de Almcida Guedes, que por portara de
lionlem foi dcmitlido, e um sargento para ser
noraeado alferes na vaga de Guilhermino Paes
Brrelo, derailtido por portara desla data.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Mando V. S. pagar sob mnha rosponsabilidade o
ordenado que venecram nos mezes de maio e ju-
nho deste auno, o padre Jos Ramuudo Bap-
tista, lente da cadeira de latm do Seminario
Episcopal de Olinda, o no citado mez de junho, o
padre Joaqun) Ferreira dos Santos, lente de geo-
graphia e rhetorca do mesmo seminario, visto
assini me terem elles requerido, e nao haver
crdito para essa despeza, que considero deslina-
da alimentaco dos supplicantcs.
Dito ao mesmo.Transmiti a V. S. a inclusa
conla, afim de que mande pagar a Francisco An-
tonio Corra Cardoso a quanlia de 3"i$00 ris,
em que importa una lorneira de bronzo com-
prada, para o tanque de deposito il'agua no la-
zareto do Pina, segundo consta de ofBcio do
inspector da saude do porto, datado de hon-
tem.Communicou-se ao inspector da saude do
porto.
Dito ao mesmo.Tomando em consideraro o
que me requercram os vigarios das fregue/.ias de
S inlo Antonio do Recife, conego Venancio Hen-
riques de Rezcnde, de Cimbres padre Jos Ma-
linas Ribeiro, e de Agua-Preta padre Fausto
Freir de Carvalho, auloriso a V. S. a mandar
j ;>gar sob minlia rosponsabilidade as congruas,
que venceram os mesmos vigarios ; os dous
primeiros dos mezes de abril a junho deste an-
eo, o o ultimo no citado mez do junho, visto
nao haver credilo para essa despeza, que con-
sidero destinada alimentaco dos suppli-
cantcs.
Dito a mesmo.Ao guarda nacional Joo Luiz
Teres, mando V. S. pagar, estando em termos, o
pret junio era duplcala, a quanlia de 268-5460
ris, em que importara os vencimenlos relativos
ao mez de julho ultimo, do destacamento de
guardas nacionaes da villa de Pao d'Alho, con-
forme requisitou o respectivo commandante su-
perior em olficio de 7 do corrente.Commu-
nicou-se ao commandante superior respec-
tivo.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.A'
vista da sua informacao de 8 do corrente, sob n.
323, com referencta prelenco de Jeronima
Baplista de Moraes, tenho a dizer que pode V.
S. admiUir na companhia de aprendices desse
arsenal, somente um dos filhos da supplicanlc
de nome Joaquim Raptsla de Moraes, sub as
condices indicadas no final de sua citada infor-
macao.
iiilo ao inspector da thesouraria provincial.
Prlo officio que V. S. me dirigi honlem, sob n.
338, fiquei inteirado de se haver realisado em 7
do correle o eHiprostimo que mandei effectuar
com a caixa filial do Banco do Brasil nesta capi-
tal, de 140,0005000 ris por dous mezes e a juro
do 10 percento ao anno, aceitando V. S. urna
letra na importancia de 142:4459500 rs. que com-
prehende aquelle capital, 2:374*000 de juro e
71?500 rs de sello.
Dito ao mesmo.Restituindo a V. S. o reque-
rimento a que se refore a sua informacao de 6 do
corrente, sob n. 330, e em que alguns emprega-
dos do consulado provincial podem que, de con-
formidade com o disposlo no 8 artigo 26 da lei
doorraraenlo vigenta, lhe sejara pagos o orde-
nado e porcer.tagem que deixarara de recebor
desde o 1. de julho de 1853 at 9 de agosto de
1854, o autoriso a mandar effectuar esse paga-
mento.
Dito ao mesmo.Previno a V. S., para sua
intBigeucia e governo, que o thesoureiro da
Santa Casa da Misericordia desta cidade, com-
mendador Jos Pires Ferreira, pessoa compe-
tente para receber as quantiasque pertencerem,
ou se deverem exlincta administrar/To geral
dos estabelecimentos de caridade, quem suc-
cedeu a Santa Casa da Misericordia, ou vierera a
ser devidas esta.Communicou-se ao prove-
dor da Santa Casa da Misericordia.
Dito ao mesmo.Em vista da conta junta man-
de V. S inderanisar a fazenda nacional da quan-
lia de72$0OO rs. dispendida pelo collector doTa-
caral com o sustento dos presos pobres da res-
pectiva cadeia no mez de junho ultimo, segundo
consta do officio do inspector da thesouraria de
fazenda de 8 do corrente, sob n. 817.Commu-
nicou-se ao inspector da thesouraria de fazenda.
Dito ao cnsul do S. M. Bnlannica.Accusan-
do recebido officio de 9 do corrente, era que o
Sr. A. Augustus Cowper, cnsul de S. M. Brit-
nica solicita dispensado servir/o para o guarda na-
cional Flix Cantalicio da Silva Lobo, empregado
uesse consulado, tenho a dizer em resposta que
icam expedidas neste sentido as ordens neces-
sarias.Expedirn) as ordens precisas.
Dito ao juiz de direito interino do Limoeiro.
Sciente do que rae partecipa Vmc. em seu offi-
cio de 4 deste mez, relativamente morte de um
menor, filho de Innoceocio Bezerra de Menezes,
lhe recommendo, que opportunamenle me com-
munique o resultado das indagages, que se 11-
zerem acerca desse facto.
Dito ao mesmo.Era resposta aoseu officio de
4 do corrente, tenho a dizer-lhe que, nao tendo
sido reraeltidos os mappas da primeira sesso or-
dinaria do jury desse termo no corrente anno,
cumpre que Vmc. os envi, visto como a obriga-
co de os remetter inherente ao cargo e nao
pessoa do juiz.
Dito ao juiz de direito interino do Rio Formo-
so.Remello a Vmc. o rcquerimenlo em que Ma-
noel Francisco Candeia pede a S M. o Imperador
a graca de perdoar-lhe a pena, a quo foi condera-
nado pelo jury de termo de Serinhem, afim de
que seja documentado, na forma do decreto D.
2566 de 28 de margo deste anno,
Dito ao jala municipal da priiueena vara, pre-
sidente do conselho municipal de rcurso, Infor-
me Vm. cora urgencia sobre o conteudo do olfi-
cio, por copia junio, que nesta dala me dirigi o
juiz de paz presidente da junta de qualificaco do
primeiro districto da freguezia de S, Frei Pedro
apressou de manifestar lo osteusi.eluienle que
possivel a sua promplido esse respeilo, no-
meando commissoes especiaes para examinar as
circumstancias dos christos, e enprehendendo
o Gra Vizir pessoalmenle urna viai;em as pro-
vincias da Turqua Europea, para com proprios
Goncalves desta cidade. olhos tomar conhecimenlo da posicio dos chris-
Dilo ao director das obras publicas.Mande ; tos e da actividade das autoridades. O fanlas-
Vtnc. examinar por um dos engenheiros dessa ', ma ameacador da questo oriental pareca as.-im
reparlico se a obra que, segundo consta do oR-' de novo conjurado, e a diplomacia tevo de novo
co, qu rao ser devolvido, mandou fazer opre-i lempo para dedicar a sua altenco exclusiva ao
sidente da cmara municipal de Iguaress no res- deseuvolvimento dos negocios na Italia.
naquella villa. plomacia so tem effeito por mom;ntos, e ape-
cerera naq
Portara.O presidente da provincia resolve
deroittir o alferes da quarta companhia do corpo
de polcia, Guilhermino Paos Brrelo, por assim
convir aoservico publico.Fizeram-se as precisas
communicaces.
Dita O presidente da provincia, resolve con-
ceder a exoneracao que pedio Joaquim Jos Pes-
soa de enfermeiro mor do hospital militar, e no-
meia para o referido luffar o ex-cabo de esqua-
dra do 10 balalho de infanlaria Jos Lcitor.
Communicou-se ao commandante das armas c
ao inspector da thesouraria de fazenda.
Dita.O presidente da provincia, tendo em vis-
ta o parecer da junta militar de saude, e atten-
dendo ao que Iho requereu o primeiro tenente
Francisco Vuelta de Castro Tarares, resolve con-
ceder-lhc tres mezes do licenca com vencimen-
tos, na forma da lei para tratar de sua saude to-
ra da capital.Fizeram-se as convenientes com-
municaces.
Dita.O Sr. agente da companhia brasileira
de paquetes a vapor, mande transportar para a
provincia da Baha, no vapor que se espera do
norte, por conla do ministerio da guerra, ao de- j crueldades aos seus adversarios, as pequeas
serlor do segundo balalho de infantera Jos guarnices turcas sao sem forca para restabelecer
apir, e algumascompnnhias turcas at se unem
as conjurado u'um lodo, "olio m levanta do oulro
lado. O principe de Gortschakoff se acliava tran-
quilisado pelo momento, e por algura tempo na-
da se receava de S. Petersburgo. De repente
nasce de noro a questo oriental no Libanun, em
Ierra sagrada. No Libanonesto morando desde
seculos dois povos, separados por odio sanguino-
lento, os maronilas e os drusos. Os maronitas
sao christos calholicos, o druso u na especie de
musulmanos herticos. Os primeiros gozam da
proteccjio da Franca, ao mesmo tempo que os
drusos sao protegidos parlicularmei te pela In-
glaterra, vivendo ambos os povos em relaces de
subditos bastante francas para coma Turqua, re-
laces que essencialmenlo se limitam no paga-
mento d'um tributo. Em fins de maio findo se
achou assassinado um padre maroni a na fronlei-
ra do territorio dos,drusos, e sem nais examinar
o negocio um bando de alguns mil maronitas in-
vadi as aldeas dos drusos, queimando o assassi-
nando.
Os drusos do seu lado se reunem e batem os
maronilas, dovastando-lhes as suas villas o al-
deas, e esforcando-se para ser superiores em
ao com-
Themoteo da Cunha Communicou-se
mandante das armas.
Dita.O Sr. agente da companhia brasileira
de paquetes a vapor, mande dar passagem para
a corle no vapor Paran ao segundo lenlo da
armada Joaquim Vuelta de Barros, em lugar des-
tinado para passageiro de estado.
Dita.O Sr. agente da companhia brasileira de
paquetes a vapor,mande dar transpone para a corle
por conla do ministerio da guerra,ao cabo de es-
quadrada guarnico tixa da provincia deS. Paulo;
Antonio Feliciano Mallos.Communicou-so ao
commandante das armas.
Kxpedienle do secretario do governo.
Ofiico ao commandante das armas.S. Exc, o
Sr. presidente da provincia, manda declarar a
V. S. em resposte ao seu officio de 28 de julho
ultimo, sob n. 812, que por ora nao pode ser sa-
tisfeila a exigencia, que V S. faz, de um africa-
no livre para o hospital militar, era vista da in-
formacao do inspector do arsenal de marinha,
junta por cq^ia.
IV.to ao juiz de dirciT\ d(> Santo Anto.S. Exc.
o Sr. presidente da provincia, manda aecusar re-
cebido officio de 30 do mez passado, em que V.
S. partecipa ternomeado o bacharel Alvaro L'choa
Cavalcanli para exorcer interinamente o cargo de
promotor publico dessa comarca, era substiiui-
cao ao bacharel Sergio Diniz de Meara Mallos,
que exercia o mesmo cargo o pedio exoneracao
delleFizerani-sca respeilo as parteciparos do
estro.
ERRATA.
Na portara promovendo os officiaes do corpo
de polcia, e publicada no iario de 11 do cor-
rente em vezde deciso do lente coronel
commandantela-se indicaco do lpenle co-
ronel commandante.
Despachos do da 10 de acost.
/{etjuerimentos.
1175.Conselho director da Associaco Typo-
graphica.Informo o Sr. Dr. chefe de polica.
1178.Espranos, africana livre.Informe o
Sr. curador dos africanos livres.
1177a 1181.Padres Faustp Freir de Carva-
lho, vigario da frcguezfa de Agua Prcta, Jos Ma-
linas Ribeiro da de Cimbres c Venancio Henri-
ques de Rosendo, da de Santo Antonio do Recife,
Joaquim Ferreira dos Santos, lente degcographia
o rhetorca, e Jos Raymundo Uaptista, lente de
lalirn do seminario episcopal de Olinda.Dirijam
a thesouraria de fazeuda, a quem se expede or-
den) para o pagamento requerido.
1182Joo de Brito Correa.Como requer,
pagando os diroitos que competen! a fazenda.
1183.Jeronymo Baplista de Moraes.Dirja-
se ao Sr. inspector do arsenal de marinha, a
quem se expedem as necessarias ordens.
1184.Padre Jos Vieira Sampaio.Informo o
Sr. inspector da thesouraria provincial.
1185.Joo de Siqueira Campello, tenente re-
formado.Informe o Sr. director do arsenal de
guerra.
1186 e 1187.Jeronymo Cczar Marinho Falco
e Veuancia Maria do Valle.Informo o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
1188.Joaquim Jos Pessoa, infermeiro mor
do hospital militar.Passe-sc portara conceden-
do a demisso pedida.
1189.Joaquim Vilolla de Barros 2o tenente da
armada.Conceda-se.
1190.Manoel de Farias Lemos, alferes do 9o
balalho da iofanlaria.Passe-se portara coDce-
dendo 3 mezes de licenca com vencimentos na
forma da lei.
aos drusos contra os maronilas. A perseguicao
dos christos se loma cada semana mais sangui-
nolenta, e desenvolve as mais horriveis barbari-
dades. Em pouco lempo ella nao se limita mais
as villas e aldeas, e nos ltimos dis de juuho
dentro da cidade de Damasco os christos fo-
ram atacados por bandos turcos- 500 hriclaoa ib-
ram niortos, entre elles o cnsul boJandez. Os
cnsules da Franca, da Russia e da (.recia foram
agasalhados por *Abdel Kadcr, Quasi todos os
edificios consulares foram incendiidos. Essas
barbaridades sao lo gritantes que njnca houve
motivo lo justo para urna intervencio da Franca
o da Itussia, do que agora aprsenla a persegui-
go dos christos no Oriente ; mas a questo ita-
liana nao se acha ainda resolvida A Franja
precisa ainda de andar de accordo cjm a Ingla-
terra por causa da Italia, e a Inglale-ra nao cessa
de se oppr a quo a Franca e a Russia facam a
boranca do homem doent no Bosphoro. Assim
despeilo da questo da Syria, a questo orien-
tal deve ficar adiada por algum tem do ainda.
A Franca vai mandar juntamente com a Ingla-
terra alguns navios de guerra para as costas da
Syria, para servirem de asylo aos hristos em
caso de necessidade, e cvcnlualmenie protegeros
christos e os consulados christos nos disiriclos
costeiros, e apoiar as operacos das autoridades
e tropas turcas. A vcrdade'ira iniciativa para a
pur ificaco do Libanon por conla tica ao cuida-
do da Porla Ottomaua, a qual de {acto faz todos
os esforcos para esse tira. O ministro dos es-
trangeiros Tuad Pascha parti de Cmstanlinopla
para a Syria, levando comsigo 16 mil fiomens
commadadas por Ilalin Pacha. Ao mesmo lem-
po a Turqua reclamou do vico-re do Egypto um
contingente auxiliador de 10 mil homens. Se-
gundo as ultimas noticias 5 mil homens j lnhara
desembarcado em Beirut, e segunde airma um
despacho telegrsphico de honlem, os assassinalos
tinham cessado na Syria vista da actividade
enrgica, desenvolvida pelas autoridades turcas.
Assim o fantasma se adiara de novo conjurado
por algumas semanas, por causa da Italia, e de
iioao a allcnco se dirige s praias da Sicilia e
de aples.
Depois dos acontecimentos que a ti sa succe-
deram a passo accelerado duranlo os mezes de
maio e junho, verdade que leve lugar urna
pausa que anda continua. J fallamos do res-
tabelecimenlo da conslituico de 1848 e da for-
raaco de um ministerio cnstitucior.al em a-
ples. Foi de mo agouro que cora esses actos
se decrelou o estado de cerco, e quando o mesmo
se Icvanlou a pnsico nao mudou. Entre a po-
pulaco faltava toda a conflanca, na corle gover-
nava ainda a camnrilha absolutista,entre as tropas
tiroic, e as irausaQdes foram nuis importantes oo cebida pelo presdeme Buckauhaiu,
que antes. mente havia solicitado
(..jfe.O negocio foi regular com precos firmes.
le ullima-
com empenho da raiuha
. de Inglaterra permsso para que a viagera do
9 1e_J?-"e_<1.uc.se suPPe ter lugar nos prox- principe herdeiro se exlendesso at capital da
mos mezes as iraporlacoes do Rio e de Santos,
faz que os possuidores se conservem na reseira.
As ullimas vendas de caf do Rio e de Santos
se realisaram a 6 I18-6 II1I6 schillings.
O mercado de assucar se conserva firme sem
mudanca nos precos.
Os possuidores de algodo fazendo algumas
concessdes, moslrou-me mais actividade neste
genero.
Couros.Em consequencia da eslago o nego-
cio esteve mui frouxo, mas se tornar de certo
activo era alguns mezes, tendo os fabricantes
fazer assuos .uiuijraa para o outono, e sendo os
depsitos no interior mui inferiores, ao mesmo
lempo que os presos teern subido. Em conse-
queneia desla favoravel posico os ltimos faili-
raentos importantes de casas inglezas negociando
em couros nao tiveram influencia visivel sobre
este mercado, tanto menos que essas casas nao
cahram por causa da posico do mercado de cou-
ros na Inglaterra, mas sim em consequencia de
grandiosas transaeces de leltras de cambio.
Tabaco.As vendas sao regulares, sem mu-
dauca nos precos.
Unio Americana.
O principe de Galles acompanhado na presen-
te viagem pelo duque de New-Castle, ministro
das colonias, o pelo conde de St. GermaDs, 0Q1-
cial-mr da casa da rainha. Pareco que Sua Al-
teza Real leva a seu lado aquelle ministro da
cora no intuito de conceder varias gracas, para
o que se acha competentemente autorisado pela
soberana.
Em oulubro prximo ter lugar o regresso da-
quellc principe a este reino,-devendo Inmediata-
mente ir continuar sus estudos superiores na
universidade de Oxford. Sua Magestado a Rai-
nha, bem como o principe Alberto, acompanhou
seu filhn por occasio desta viagem al aa Nee-
dles, na embocadura do Solont, quando o augus-
to herdeiro deixou Osborn para Plymouth.
A rainha Victoria e sua real familia conserva-
se na ilha de Whigt, residencia de vero, deven-
do porm seguir dahi para Berln em meado do
prximo mez.
E1 esperada aqui a todas as horas a nolcia do
nascimento de um principe, filho ou filha da
princeza real de Inglaterra e do principe Frederi-
co Guilhcrme da Prussia. A riagem da rainha
para o fim
P.S.-As ultimas noticias do Rio de Janeiro
de 25 de junho pelo vapor francez Guyenne.com- \ de Inglaterra capital da Prussia
municadas pelo telegrapho de Lisboa, as quaes de assislir ao baplismo doprincip.,
so fallara de diminutos csrregaraenlos para o Ca- i ment se espera, e de quem Sua Magostado ser
nal e para Hamburgo, nao liveram nenhuma in- madrinha ; esla disresso, porm, nao durara
lieos de nma posico lo desesperada ; mas nin-
guem confia que soldados ottomanos rio comba -
ter aquelles que na opinio destes sao reputados-
rerdadeiros renles e por motivos que estes
mesmos acreditam ser meritorio, tal a destrui-
co dos que se oppoem s verdades ensignadas
por Mahomcl A Franca parece t-lo assim en-
tendido ; de sorte que, segundo aonuncia hoie
urna parte tolcgraphica de Paris, o imperador
Napoleo acaba de decidir de aecrdo com as po-
tencias signatarias do tratado de Paris que um
exercito francez de oilo mil homens, sob o com-
mando do general Trocho, ir immediatamenlo
oceupar a Syria, alienta a impossibilidado em
que se acha a Porta de excutar a clausula do tra-
tado relativa proteceo dos subditos nao mus
sulmanos. De Marselha annunciam tambem que;
em Toulon se tem j embarcado em varios trans-
portes as municoes destinadas ao exercito quo
breve vai partir para o Oriente.
E' assim que o imperador Napoleo vai de um
modo decisivo acabar com a anxiedade em que se
acham no oriente os calholicos ; e esta medida tem
sido geralmente applaudida. A Inglaterra dar
provivelmente o seu contingente em navios du
guerra ; mas nao ha duvida de que far um pa-
pel secundario nesta emergencia. A Franja as-
sim o quer, e pode az-lo.
fluencia sobre e9tc mercado ; os nossos precos se
suslentaram plenamente, mas falla em geral von-
tade para comprar. As transaeces na ultimase-
mana so foram de 4,000 saccas do Rio e de San-
tos 6 l[8-6 11|16 schillings.
As trsnsacces desde a nossa ultima de 5 do
corrente importaram em 50,000 saccas.
Prero do caf do Rio, real ordinario 6 5[16 a
6 3[8 schillings.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qnartel do commando das armas
em Pernambuco, na cidade do
Becif, 11 de agosto de 1SGO.
ORDEM DO DIA N. 430.
O coronel commandante das armas interino
faz publico para que tenha devido effeilo, que a
presidencia em data de honlem, sob parecer da
junta militar de saude, concoda tres mezes de
licenca cora vencimentos na forma da lei, ao Sr,
Io tenente do 4o balalho de arlilharia a p.'
Francisco Vilella de Castro Tarares para tratar
de sua saude.
Assignado.Antonio Gomes Leal.
Conforme. Pedro Gomes d'Oliveira, alferes
ajudanle de ordens do commando-
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO .
Hambnrgo SO de julho de I86O.
Se a Europa nao estiresse neste momento lo
preoecupada ainda com a questo da Italia me-
ridional, a questo oriental, segundo todas as
probabilidades, j ha mais lempo dominara em
primeira linha a sitnacao. Em nossascorrespon
dencias anteriores fallamos da tentativa do prin-
cipe de Gortschakoff de excitar de noro essa ques-
to. Tambem nos lembramos que na occasio
da respectira abertura do presidente do conselho
da Russia aos ministros das grandes potencias
juntos a corle do S. Petersburgo, o embaixador
francez, duque do Montebello se mostrou muito
prompio para apoiar os planos russos, ao mesmo
tempo que o enriado de Inglaterra fez protesto.
Isso ludo foi atraressado pela expedico de Gari-
baldi na Sicilia e seus resultados verdaderamen-
te fabulosos. A Franca nao desconheceuo peri-
go que corria a sua posico na Italia, alienndo-
se da Inglaterra pela alhanca com a Russia no
Oriente, e por isso ficou adiada, a inlerrenQo in-
tencionada sob egide frarfeo-russa, recoramen-
dando-se entretanto Porta Ottomana de ella
mesma se esforcar pelo melhoramento da posico
dos seus subditos christos, O gabinete turco se
urna insurreiro militar no dia 12, urna parte da
tropa gritando viva el-rei, a outra parte gritando
viva o conde de Trani (irmo consanguneo del-
rci e chefe da camarilha da corte) fazendo fogo
urna contra a oulra. O levantamento foi abalado,
mas no dia 17 leve lugar um grande molim entro
o povo, que fez um forte fogo contra as tropas, e
no mesmo da o ministerio tomou a sua demisso.
S o ministro da cstrangeiros, de Martino se con-
servou no seu posto. Ainda nos faltara noticias
exactas acerca da importancia dessa retirada do
ministro, e tambem nao se conhecem ainda os
nomesdas pessoas quo se decidirn) a formar um
novo gabinete. As negociaces respeilo de urna
alliancacom aSardenha foram abertas entretanto
Deve-se esperar quo influencia talvez ter sobre
o andamento dessas negociaces a crise ministe-
rial em aples. O que parece certo que ella
offerecer ao conde de Cavour um favoravel mo-
tivo para adiar as negociaces, negociaces em
que s so decidi a entrar para nao comprometler
a polilicade Turin par com as grandes poten-
cias. Tanto menos elle deixar desaproreitada
urna occasio para adiar quanto poder qualquer
concluso obligatoria.
Entretanto Garibaldi ainda nao tomou aoffen-
siva na Sicilia. A sua actividade dirigida sobre
a organisaco militar e administrativa da parte
da Ilha que se acha em suas mos. Na parte ad-
ministrativa nao tem eile sido muito feliz, encon-
trando serapre oras difOculdades, que lhe pre-
para o combate dos partidos polticos, e isso se
refere sobretudo fntura posico da Sicilia.
Ao mesmo tempo que Garibaldi tem por airo a
annexaQo Sardenha, mas isso nao antes de se
adiar em posse de toda a Ilha da Sicilia e do con-
tinente napolitano, o conde de Carour insiste na
immediala annexaco da Sicilia, fazeudo todos os
esforcos para influir nesse sentido sobre a popu-
lacho siciliana.
Da Allemanha pouco ha a communicar que sejs
de interesse. Continua a eslaco de banhos e
riagens. Honlem corra o boato di urna eutre-
rsla entre o imperador da Anstria o o principe
regente da Prussia, que terta lugar em 26 do cor-
rente em Teplilz.
Cada dia se v mais claramente que a conferen-
cia de Paris em Baden-Baden nao tere em re-
sultado nma unio maior na Allemanha. Urna
entrerista dos dous principaes soberanos da Alle-
manha pro7arelmente nenhuma influencia ter
sobre a siluaco, e nada mudar a esce respeito.
Finalmente podemos dar a noticia que a ques-
to da conslituico em Hamburgo nao est mais
longe da sua definitiva soluco. As ullimas pro-
postas do senado, a excepeo de poucos pontos,
foram aceitas com grande maioria pelos cidados,
e depois de doze annos de dscusso Hamburgo
ter una constituirlo, que na parte sssencial cor-
responde com as exigencias modernas de um r-
gimen constitucional.
Boletim commercial.
O mercado moslrou-se ultimameuto bastante
Londres, SS de julho de 18CO
No dia 25 do corrente devora seguir do Br-
deos para o Brasil um dos vapores da nova li-
nha de paquetes, e por elle remetterei a presen-
te carta.
O paquete Milford laven chegou finalmente
a Liverpool no dia 13 do corrente depois de urna
longa riagem. O rapor dessa linha, que dere
seguir viagera para o Brasil no decurso do cor-
rele mez o Jason, j ahi conhecido por ter
estado nos portos do imperio, qnando ha mezes
foi fretado pela companhia para fazer as rezos
do papuele Brasil.
Inforraa-me pessoa fidedigna que o servico
desla linha nao durar por muito tempo, atien-
tas as diCBculdades com que lula a companhia
fazendo enormes despezas sem perspectira de
lucros, agora especialmente que comeqou a no-
va linha franceza de Brdeos. E' verdade que
por meiodesses paquetes vai de Liverpool para
o Brasil muita carga; mas isso nao basta para
fazor face s despezas de uina navegado a va-
por, alm de que os accionistas precisara tirar
algum juro do seu dinheiro.
A linha de paquetes da companhia real de
Soulhampton tem-se j ressentido da concur-
rencia com os rapores de Brdeos. Desde que
comecou o serrico destes, tem apparecido para
tomar passagem para o Brasil nos rapores da
companhia real muito menor numero do passa-
geiros, preferindo estes seguir de Brdeos em
vez de Soulhampton. E' natural que em virtu-
de deste fado, e pelo receio do que tome elle
maiores proporces, a companhia ingle/a reduza
o prego das passagens alm de melhorar o ser-
rico com vapores de marcha superior; de modo
que venha haver um incentivo para desviar a
aflluencia da linha franceza. O rapor que da-
qui levar a mala do Brasil de 9 do mez prximo
o Oneida, no qual seguir viagem para a corte
o baro eisenbalct, novo ministro residente da
Prussia junio de S. M. o Imperador do Brasil.
Foram lanzadas venda neste mercado as ac-
cesda companhia para a illuminaco gaz da
cidade da Bahia. Espero poder noticiar em bre-
ve o bom successo desta empreza ; c pelo se-
guinte paquete darei um resumo das condieges
com que foi essa empreza offerecida ao publico
inglez. Sei positivamente que na directora fi-
guran) nomes muito espazes, entre os quaesap-
parece o do Sr. Frederico Youle, anligo nego-
ciante em Pernambuco, e hoje estabelecido em
Londres.
Causou bastante sensaco aqui a noticia vioda
pelos Estados-Unidos, nestes ltimos dias, da
continuarlo da febre amarclla nos portos do
entrado era
corrente, e
Houve I que aquella molestia linha declinado e que al
mais dequinzedias, pois que Sua Mageslade pre-
tende seguir este anno para a Escossia mais ce-
do do que cestumava, o al lera j lixado o dia
em que dever assislir em Edimburgo a urna
grande revista de voluntarios.
O parlamento britnico ser prximamente en-
cerrado ; sse espera para isso que soja volado
o orcamento que est em discusso. Mas cre-se
que essa cerimonia ter afinal lugar por cora-
misso regia, dcixando por conseguinte a rainha
de comparecer em pessoa.
A importante questo aos privilegios, que ha-
via sido suscitada pela proposta de lord Palmers-
ton, e que ameagava asduas cmaras do discor-
dia, foi afinal posta de parto, ficando pelo que
parece reservada para outra occasio. Lord Fer-
raoy buscou rossuscita-la, aprosenlando urna re-
soluco tendente a declarar que a rogeicio por
parle da cmara dos lords, do projecto de"lei pa-
ra aabolieodo Duty paperera urna innovaco
attentatoria aos direilos da cmara dos communs
e quo por conseguinte era do dever desta cmara
adoptar una medida pratica Undenlo ao resta-
bolerimento dos seus direilos e privilegios. Esta
l^moco, porm, foi combatida por Mr. Gladslono,
embora encerrasse ella as ideas do governo sobre
a questo ; o foi votada contra por urna maioria
de 39 rotos : o ministerio enlendeu talvez que
melhor lhe convinha evitar por agora quaesquer
hostilidades entre as duas cmaras, comquanlo
tenha de ficar em p a rejeico que soffteu o pro-
jecto do fazenda do ministro Gladslone.
Este ministro apresentou ltimamente na c-
mara dos communs a sua proposta para fazer fa-
reinavam um espirito rebellioso,a posico do
ministerio constitucional nao podia iier mais des- I Brasil. O que sabamos pelo l'yne,
esperada, do que era. NSo pois de admirar Soulhampton nos primeiros dias do
que o mesmo ministerio j se retirou.
As ultimas noticias de Beyrouth chegam al 11
do mez corrente. Em Damasco comecou o mas-
,P".CISt'-.C.V?i-na"!.T !3We no dia 9' e na "oile desse mesmo dia era
j grande o numero das victimas. Abd-el-Ka
der, residente nessa cidade, havia asilado na sua
morada os cnsules eslrangeirosbem como mui--
tos calholicos
Este valeroso Emir linha tomado a peilo a de-
feza da populaco catholica, e esperava-se de
sua grande influencia algum allivio para os
afilelos I
Pela seguinle mala transmittirei as noticias
que vierem chegando daquelles pontos. As gran-
des potencias parecem desejar oceupar a Syria
d'um modo permanente ; so assim succeder,
quera duvidar mais da desmembraco do impe-
rio otlomano ? Mas que nos importa a existencia
de urna nacionalidado quo nao est em condi--
roes para bem viver? E' preciso sera duvida ga-
rantir contra o ferror mussulmano a vida dos
calholicos, embora para isso seja preciso auni-
quilar a Turqua : esta parece ser a opiuio pre-
dominante na Europa e nos conselhos das diver-
sas testas coroadas, partes do tratado de Pars
de 1856.
A siluaro pelitica do reino de aples nao
lera melhorado nestes ltimos dias. Aguarda
real levantou no dia 15 do corrente o grito de in-
surreico contra a constituido jurada lia apenas
um mez O rei foi obrigado a proclamar s tro-
pas, e a fazer sahir da capital as suas guardas
entregando o caslello de Santo Elmo guarda
nacional. Esto expediente veio restituir dy-
naslia Bourbon um pouco de conanca ; mas
nem por isso se acredita que esleja ella salva da
catdstropho que a ameaca. A allanca propos
la pelo rei de aples ao Pemonte, nao foi por
este ainda aceita ; e se diz que el-rei Vctor Eni-
manuel s consentir nella com asseguinles con-
ce asdespezas que esto occorrendo com a ex- dices : allianca offensiva e defensiva contra a
em alguns pontos havia desapparecido : assim
pois uo eslava o publico preparado para um tal
rebate, que sem duvida nos extremamente no-
civo porafugenlar do imperio grande numero de
pessoas que sem aquelle motivo para alli af-
fluiriam.
A companhia da estrada de ferro de S. Paulo
pagou j o seu primeiro diridendo : entretanto
conlinuam as aeces desla empreza a descont
de 3|4 sobre 2 de entrada. 1'.' da lamedlar
ter para dizer que isso derido s difOculdades
que em geral leera apparecido para a execuco
das obras as linhas frreas do Brasil.
As aeces do caminho de ferro de Pernambu-
co conserram-se a descont de 1 7[8 sobre S
13 de entrada ; o as da Bahia a 7i8e a 3i4 de Sf
de descont.
O algodo de Pernambuco tem conserradoboa
procura e o prego de 7 1|2 d. a 7 3|4 d. por ls. O
da Bahia tica a 7 1(4 d. a 7 3i4 d. por ls. ; e do
Maranho a 7 3[8 d. a 7 1|2 d.
O coco do Brasil tem sido colado de 53 s. a
68 s. por cent., sugeito a 1 d. de direito por li-
bra. O caf do BrasilIa qualidade63 S.-73
s. por cent.; 2a qualidade57 S.-62 s.; e o or-
dinario51 s. a 56 s. 6 d., cada qualidade su-
geila ao direito de 3d. por ls.
O pao brasil conserra o prego de 80 s.-85 s.
por tonelada.
O assucar branco de Pernambuco e da Parahi-
ba est colado de 27 s. a 32 s. por cent., e o.
raascarado de 20 s. a 25 s. 6 d. O branco da
Bahia de 25 s. 6 d. a 31 s. 6 d.; e o mascarado
de20s. a 25 s. Cd
Os couros do Bio Grande salgados icam de 7
1(4 d. a8 1i4 d. por ls. ; os seceos de 9 a 101i2
d.; eos seceos salgados de 8 1(2 a 9 Ii2 d.
Tiveram lugar as seguintea procedencias do
Brasil para este reino no decurso da ullima quin-
zena desde que escrevi em 8 do corrente a minha
ultima carta.
Do Rio de Janeiro aMilford liaren (13) Li-
verpool ; do Marando Voncouver (14) Liver-
pool ; da Bahia Florian (16) Graresend ; da
Parahiba Janthe (14) Cowes ; e do Para
Princess Royal (20) Lirerpool.
Nesse mesmo periodo seguiram de rarios por-
to3 de Inglaterra para o Brasil os seguintos na-
vios :
De Lirerpool Mercury (7) para Pernambuco ;
deCardii Conferense (9) para a Bahia ; de Gra-
resend Atalanta (11) para a Bahia ; de Grare-
send Eagle 19) para Pernambuco ; e de Lirer-
pool New Hampshlre (21) para a Bahia.
Segulo finalmente para o Canad S. Alteza Real
o principe de Galles, deixaudo no dia 10 do cr-
reme o porto de Plymouth a bordo da fragata
lloro, que foi acompanhada de mais tres navios
da marinha de guerra ingleza. Depois de ler vi-
sitado as colonias britnicas no norte da Ameri-
ca, o principe real da Inglaterra ir viajar pelos
Estados-Unidos debaixo do titulo de lord Ren-
pedko da China. A somma total pedida de
5,840,000:0:0; mas apenas cuece o Chancellcr
do Exchequer de autorisaco para supprir o d-
ficit de < 2,280,000:0:0. m milho ser coberto,
segundo prope o mesmo ministro, por um aug-
mento de 20 por % de direilos sobre as agoaj-
ardentes, elevando-se esse direito de 8 a 10 shil-
lings, e o reslo obter-se-ha pela conservado do
imposto sobre o papel, que acaba de ser mantido
pela cmara dos lords.
As ultimas noticias da China annunciam que a
siluago daquelle imperio era gravissima. Urna
vasta conspiraco contra o imperador linha sido
descoberta emPekin, dando isso lugar a nume-
rosas prisoes na capital do imperio. L'in partido
asss numeroso, e com importantes ramificaces
entre os revoltosos de Nankin, pretende derrbar
a dymnastia actual. O receio porm de que una
nova guerra comeco entre a China e a Inglaterra
e Franca nem por isso tinha diminuido de proba-
biliddde, tendo j partido de Hong-Kong a guar-
da avangada da expedico: entretanto acredita-
se que a guerra, quando venha a acender-se, nao
ser de longa durago, e por esse motivo o com-
mercio inglez nao parece estar aterrado com os
successos daquella parte do mundo, onde a In-
glaterra entretem muitas e importantes relaces
commerciaes.
No dia 16 do corrente leve lugar nos a capital
a ceremonia da abertura do congresso internacio-
nal sobre estatislica. Sua alteza real o principe
Alberto foi quem desempenhou essa funeco,
pronunciando nessa occasio um muito impor-
tante discurso sobre esse assumplo, e congratu-
lndole cora os membros do congresso pelo
concurso que as naces alli representadas quize-
ram prestar sciencia estatislica. Por parte do
Brasil figura no congresso o conselheiro Carvalho
Moreira, ministro do S. M. o Imperador na corte
de Londres; e na sesso de 17 do corrente leve
S.. Exc. de apresenlar ao congresso um relatorio
claro, preciso o do mais alto interesse sobre a si-
tuago do Brasil. O plenipotenciario brasileiro
foi ouvido com a maior altenco, parecendo
agradar os detalhes dados com milito proposito e
sciencia por S. Exc. a respeito do seu paiz. As
naces representadas nesse congresso sao : a In-
glaterra, Franca, Blgica, Prussia, Austria, Bra-
sil, Hollanda, Hespanha, Estados-Unidos, Dina-
marca, Suissa e Russia. O sabio Quellel, pai da
sciencia estatistica, figura no congresso por parte
da Blgica.
Os sucessos polticos, que ltimamente tem oc-
curridu no imperio Otlomano; rieram como que
distrahir um pouco a altenco geral dos negocios
da Italia Urna subleraco geral dos Drusas e
Mussulmsnos contra os calholicos comecou por
quasi toda a Syria em meado do mez prximo
iassado, c desde principio tudo annunciava que
ora ella urdida com ramificages e de longa da-
ta. Deste modo surgi o massacrc nos montes
do Lbano ao mesmo lempo que em Beyrant, em
Damasco, em Ssda, em Zahle, em Deirelcaraare
muitos outros varios portos, sondo os Maronitas
e os Gregos calholicos atacados e assassnados aos
centenares. Em um dos primeiros assallos fo-
ram tambem victimas os cnsules da Hollanda e
dos Estados-Unidos, e teriam sido varios de ou-
tras nigesse nao fosse a lealdade e humanida-
de com que os defendeu o grande Emir Abdel-
Kader contra a furia mussulraana. Em Der-Mek-
halles, o convento grego catholico, que al ago-
ra durante mesmo a guerra das monlanhas tinha
sido poupado, foi assaltado pelos Drusas, des-
truido, sendo os religiosos passados a espada.
Tantas atrocidades nessas localidades que ahi
ficam mencionadas nao podiam deixar de chamar
a altenco dos cnsules que naquellas regies
representan) os interesses das grandes potencias
europeas, e a quom por virtude do tratado de
Paris de 1856 com a sublime Porta cumpria exi-
gir das autoridades Turcas todo o auxilio em fa-
vor dos Calholicos, agora toameagadose iudefe-
sos. Em rerdade cumpriram ponlualmente esses
agentes quanto o dever Ibes impunha, chamando
mesmo em soccorro dos Calholicos os navios de
guerra do suas respectiras nages para com elles
imporem aos revoltosos; tudo porm quanto de-
penda das autoridades locaes da Porta ficou sem
effeilo, porquanto estas como que connirentes
com a rerolla se abaliveram na maior parte das
localidades apontadas de reagir contra o espirito
de destruico desenvolvido contra os Calholicos.
A Pona" Qtlomana, urgida pelos embaixadores
das grandes potencias, fez seguir para a Syria
Fuad-Pach, ministro dos estungeiros, com de-
zesseis mil horneas no intuito de supplantar a
Austria : troca de vinte mil homens Piemonte-
zes por outros tantos Napolitanos; e execuco
fiel da constitugo jurada.
Garibaldi deixou Palermo no dia 19 do corren-
te. O general Medici est preste a atacar Messi-
na. ondoso acham as tropas reacs. Alguns cora-
bales leera tido lugar em Melazzo sem resultado.
Urna parle telegraphica de Genova em data de
honlem annuncia que o rei de Napoler mandara
evacuar Mcssiua e Melazzo.
Paris, 'i \ de jullio de iS;u.
Sr. Redactor. Garibaldi, a Sicilia, aples
nao o que preoecupa exclusivamente na actua-
lizado a altenco publica; Acaba do suscitar-so
outra questo, que decididamente ocenpa o pri-
meiro lugar entre os negocios da Europa, e da
qual podem resultar consequencias incalculaveis.
Na Bolsa, nos sles em todos os lugares pbli-
cos o nome de Garibaldi como que flcou esque-
cido, e nao se pergunta hoje seno pelo que se
passa na Syria, e o que far o governo francez.
Eis, em resnrao, quaes sao os acontecimentos
que provocara ao mesmo tempo as preoecupages
da diplomacia e do publico.
Desde que, por effeilo da inlervengo diplom-
tica de 1840, a Syria foi arrancada" ao dominio
do vice-rei do Eg/pto e passou para o poder dos
turcos, que esse bello paiz tem sido continua-
mente perturbado por agitages intestinas. As
populages do Libano, especialmente, que per-
lencem a seilas diversas, os drusos, os maronitas,
os musulmanos e os gregos sthisraaticos, ou ca-
lholicos viviam em dosinlelligencia, e por mais
de urna vez deram-se alli entre as aldeias visi-
nhas serios e sanguinolentos conflictos. N'esto
anno, porm, os odios se leem desenvolvido com
extraordinaria intensidade. Desde os fins do
mez de maio que lodo o Libano se conserva em
armas. Os drusos, scita musulmana dissidente,
que admilte com a relgio de Mahomet certas
praticas idoUtras, tinham acomraetlido c esla-
vam era guerra com os maronitas c d'ahi resul-
taram horriveis scenas de concupiscencia, do
roubo o de exterminio por quasi lodos os pontos
daquelle malfadado paiz.
Havia chegado Europa a noticia d'esses la- -
mentareis desastres, c esperava-se com extrema
anciedade que o governo turco pozesse termo a
to cruentas malangas. Mas, contra a expecta-
tiva geral, nao s os pachas, eucarregados da.
manutengo da ordem, nada faziam, nao soraen-
te deixat'am reinar a arnachia, como al eram
aecusados de prestar auxilio a esses crimes, e de
interrir sraente para mandar enforcar os chris-
tos. Assim, em urna certa localidade, em que*
os maronilas os tinham defendido corajosamente
conlra os drusos, a auloridade turca intimou.
aquelles a deporem as armas, promellendo-lhes
de garantir os christos contra qualquer ataque ;
mas, urna rez operado o desarmamento, rolta-
ram de noro as druzos e assasinaram os seus
adversarios.
Estes factos abominareis tinham provocado na
Europa um pezar profundo e a mais riva indig- .
nago. Mas soube-se logo depois que a matanga
se genaralisara e que pareca aquillo urna vasta,
conspirago organisada em toda aquella parte da
Asia contra a rida dos christos. Damas, cidade.
principal da Syria, que cont 50;000 almas tinha.
sido o theatro de um horrirel morticinio. Esse
facto foi attestado por urna nota oflicial conceb-'
da n'estes termos:
Beyrouth, 11 de julho. O ataque contra os
christos comegou em Damas, do. dia 9 depois de
meio da. A' oite baria j urna grande quanti-
dade de homens assassnados e de mulaeres con-
ducidas para os harens. Diz-se que os consula-
dos foram incendiados, excepgo do consulado .
inglez. Os cnsules francez, russo e grego refu-
giaram-se em casa de Abdel-Kader. A atlitude
das autoridades turcas em Damas, foi completa-
mente nulla, ou, como sempre, mais prejudicial
que til. Chegaram hoje tres mil soldados turcos
em urna nao e duas fragatas. O temor dos-"
christos cresce. Espera-se com impaciencia a
chegada dos commissarios Vely e Kamick-
Pach.
O Abdel-Kader, de que falla esta nota anti-
go emir rabe, que to corajosamente lutou con-
tra a Franca, e que, rencido e prisioneiro, foi
posto em liberdade pelo imperador e autorisado
a estabelecer sua residencia dos estados do sul-
to, onde recebe do gorerno francez urna avul-
1 tada penso. Ve-se que o bosso anligo adver-
I lario paga com verdadeira pobreza de alma a
frew. Em Washington ser Sua Alteza Real re-i revolta e procurar por este modo airar os exilio-1 divida de rccoab.ecim.euto em que elle esta para


(2)
DIARIO DE PERMMBUCO. SEGUNDA. FE1RA 13 DE AGOSTO DE 1860.
com este paiz. Dizem ouiras coramunicaces,
que elle tomara muilo a peilo a causa dos chris-
tos, que reunir a seu lado cerca de mil e d-
denlos rabes formando um corpo, com o qual
tem conseguido por niais de urna vez intimidar
us mulsumanos.
O que fazia, entretanto, a Torta Oltomana,
vista U'estas atrocidades? Na Sytia tinha ella
invernadores c commandantes militares, que se
faaviam na mxima parte comprometido com os
ossassinos, ou que, pelo menos, conservavam-se
na mais completa e culpavel neutralidade. Ad-
vertido pelas enorgicas raanifestages dos repre-
sentantes da Europa cm Conslantioopla, o go-
vciii'j turco decidira-sc a enviar tropas a Bey-
roult, o porto principal da Syria, e a confiar a
dous de seus generaes Kamiek e Vely-Pach o
cuidado de restabelecer a ordem c punir 03 as-
sassiuos. Mas, esta escolha nao agradava aquel-
Jes que conhecera os horaens da Turqua, pois
jsabem que Kamiek e Veli nao gozam de sympa-
thias entre as popelaces chrislaas. Foi ento
iue o Sultao, reflectindo melhor sobre o verda-
xpunha, decidu-se a escrever pelo telegrapho
ju lio perador des francezes a seguinte caria :
Pago de Dolma-Balch, 16 de julho. Ueseje
jue Vossa Magestade saiba que foi cora profundo
pezar que recebi a noticia dos acontecimentos da
Syria, e que (que convencido de que eroprega-
rei todos os meus exforgos para restabelecer a
ordem o aseguranga, punir os culpados quaes-
quer que'forem e fazer jusliga a todos. Para que
xio reste a mnima duvida cerca das inlences
do uieu governo, encarrego d'esta misso ao
meu ministro dos negocios eslrangeiros, cujos
principios sao bem conhecidos por Vossa Mages-
tade.
Esta carta, chegada a Pars no mesmo dia 16,
oi inserta no Moneur do dia 17
Tal o estado das cousas na Syria, e pode-se
fazer idea da emocao que leem produzido na Eu-
ropa as noticias cada vez mais aterradoras que
uos chegam d'esse malfadado paiz. Nao me
possivel dar aqui seno a synlhese dos tactos ;
mas recomraeudo a lcitura dos jornaes da Eu-
ropa e mais particularmente o Conslilulionnel
de 13 a 23 do corrente, era que se encontrara
duas carias do padre Rousseau, missionurio, que
supponho seren dignas de transcripeo no Dia-
: te de Pemambuco, para que a lelam os seus
assignanles.
Os governos qne lomaram parle na guerra da
Crimea, e que haviam recebido lo boas promes-
sas em favor dos chrislos do imperio turco, a-
cham-se lao maguados como o publico, c o impe-
rador Napoleo, que nao dcixa passar occasiao al-
urua do satisfazer o seiitimenlo nacional, lomou
imraedia lamente suas medidas e preparou urna
intervengan eflicaz. Primciramenle, e apenas
mslou aqui as primeiras agitaces da Syria,
mandou ordem ao commandauie da nuLa
Hondero noury, que commauda a estago do
Levante, quo fosse com as torgas sob suas or-
dena; para o porto de Beyroulte e dar tod'i a pro-
'. fo possivel aos christos. Depois, tinha des-
tacado vasos do guerra da esquadia do Medi-
terrneo para ir, sob o commado do vice-alrai-
rante lehenne, para as costas da Syiia. Mas o
concurso da nossa frola nao era suflkienle para
obstar os mortecinios que linliam lugar no L-
bano o nas cidades do interior, e a ola seguiu-
te. que se publicou no Monileur de 19 de julho,
que moslra quo o imperador ia tomar urna alli-
tude mais decisiva :
A'visla dos deploraves successos de que foi
tliealro a Syria, e que cauzam, com sobrada ra-
zao, na Europa, a mais profunda emogo, o go-
vemo do imperador julgou conveniente fazer sa-
ber som perda de lempo as suas iropresses aos
outros gabinetes e a Porta, e provocar a adop-
Co cm commura das medidas exigidas pelas
urmnistancias.
Esta ola foi por lodos interpretada no sen-
ado do urna iniervencao militar. Dizia-se que
um dos nossos mais jornias, e mais apios le-
oenles-generaes, o general Trochu era designa-
do para_commanpar a expedigo, que se compo-
ra de cOUD homens e de cerca de 10 navios
Je transporto' j preparados no porto do Toulon.
O imperador, porem, posto qne esteja pola sua
parle bem .Incidido, lem querido verso pos-
sirel es^abelecer a este respeito um accordo com
i Luropa para que a accao seja cummum. O
telegrapho lem pois trabalhado todos osles dias,
ets aqu urna nova nota quo o Monileur pu-
blicou no dia 22 do corrente :
Vs proposices feitas pelo governo do erope-
i, a lim de oblar a cfliiso de sangue na Sy-
n i toram tavoravelmenle accolhadas palas gran-
des potencias. A Iuglalerna se presta a coope-
rar com seus navios, reconhece a opporlunida-
1 remessa de um corpo de tropas, cuja (ta-
le, ou a mxima parle a Francp queira for-
A Aulrla o a llussia eraitiem a mesma
iao. Ominislro dos negocios eslrangeiros
da 1 russia foi ler com S. A. o principe regentes
a um ue saber quaes eram os suas ordens a
respeito. Devora assignar-se urna convenro
para determinar o carater, e o objecto da inter-
no europea. S se espera pela acquicscuii-
cia da Porta
Lis ah pois o estado em que actualmente se
tm estes negocios, que vieran causar gran-
erlurbago lias IransagOes. peloreceio de que
possam causar guerras inlerminaveis e lalvez
mesmo um cstrcmecimeulo no equilibrio euro-
peu, no caso provavel do aniquilamento da Tur-
qua. Se o defuncto imperador Nicolau ressus-
iilas.se, baria de ficar satisfeilo, vendo quo to-
nas as potencias, que, ha 6 annos se colligaram
contra elle, acham-se hoje dispostas a executar-
ie os designios. A nota, que acabo de citar,
Oiz que a Inglaterra recenheceu a opporlunidade
t-c orna expidic&o franceza na Syria.
Assim deve sor, pois o Monileur nao se atre-
vera ai adunar um (acto to grave, se u.o fosse
v eruadeiro ; e comludo devo dizer que esla de-
ciaraco admirou a todos. Esperava-se encoo-
trar da parte do gabinete de Londres, senao urna
resistencia que podesse occasionar um rompi-
miento, aomenos urna especie de protesto. Nes-
le sentido e que se explicava o orgam do miuis-
teno, o Mormng-Post, o qual a quera que
.- aeizasse ao governo turco o cuidado de repri-
mir cora suas proprias torcas, as perturbaces
oa byria, e que a Europa nada fizesso seno' no
\r> II1, V\ a Tur1"ia sc declarasse impotenle
para restabelecer a ordem. Parece que lord Pal-
merston e lord John Russell mudaram de opiniao
c comprehenderam que quaiquer demora pode-
rla occasionar novos morleciuios e seria um cri-
me de lesa mageslado.
Os successos da Syria prejudicaram a Garibal-
i, como disse a principio, e quasi que se nao
tratad elle. Eu, poim, que nao devo esquecer
cousa alguma de importancia para os leilores do
mano, rolalare peifunctoriamente osaconteci-
qutnzeaa* ^ 4 Naples duranle a ultima
Na niinha ultima carta tinha eu dito que Gari-
baldi e um boneco, que Mazzini move a seu bel
Vrazer sem que o proprio Garibaldi desconheca
tp?A,V'S S ull,D,os dias- livemos a Prora da
verdade do meu juizo.
Ilavia na Sicilia um personagem chamado La
i arma, que represenlou um importante papel no
principio da campanha. Este La Faria um si-
TSl ^/c refu8'ra "o Piemonle, ondo por
sua act.vidade e talentos tinha adquerido urna
cons deravcl importancia, a ponto de ler sido no-
meado presidente da-sociedade nacional.- ins-
tituida para a uniQcagao da Italia sob o sceptro
de Vctor Einmanuel. Essa poddosissima socie-
flauetinha abertosubscripges na Italia e no res-
io ua fcuropa, reunir avulladas sommas, que
toram empregadas em pagar as despezas de to-
das as expedigoes partidas do aples da Livor-
mal or este motivo Garibaldi devia muito re-
conhecimento a La Faria, que (ora o motor de
scusinumphos; mes La Faria tinha, a seus
olnos umi grandissimo defeito: era amigo do
conde de Cavour, e desde que chegra a Palermo
tratara de destruir as manobras dos mazzinislas-
conseguir, mesmo, derribar o ministerio queGa-
rioaldi orgaoizra a principio com creaturas de
Mazzim. Pedia com instancia e claramente a vo-
lagao do povo sobre a annexago immediata para
arrancar a Sicilia das m.ios de aventureiros, e
para fazer entrara questao na phase diplomaca.
r%i m1"1?"^' co'.lrariaram muito a Mazzini, e
c nao lhe foi difflcil. por raeio das influencias de
quo.dipoe. trazer Garibaldi ao seu parecer. Este
tambern que nunca olha a meios, tomou imme-
dialarnente a resolugao de descartar-se de La Fa-
ria. Promulgou um decreto que expulsa La Fa-
ria da Sicilia juntamente com dous protendidos
agentes de polica europea. Na mesma noite foi
La Faria preso era sua casa e conduzido para
bordo do um navio, que sahio inconlinenle de
La Faria, lendo chegado a Turin, toi logo re-
cebido pelo conde de Gsvour, e iostruio o publi-
co das suas desventuras por um arligo, que pinta
os negocios da Sicilia sob o mais deploravel as-
pecto. Para molhor moslrar que obedece i iu-
fluencia do Mazzini, Garibaldi nomeou a Mario
aando do HUs White, compce do eterap cons-
pirador para o cargo de director do collegio na-
cional de Palermo.
Em aples, a nova ordem de cousas se con-
solida com extrema difllculdade, e dous tristes
fados se fizeram nolaveis all durante a qunze-
na. Um vapor de guerra com mandado pelo ca-
pilo Anguisola desertou das bandeiras reaes e
foi unir-se a Garibaldi. E" ura pessimo indicio
das disposicoes da marinha. O outro faci foi o
de urna especie de revolugo feita contra a cons-
tituicao por urna parte da guarda real, que gr-
tate :viva o rei 1 nada de constiluigao Este
, fado, que poda ler deplorareis consequencias,
fozendo duvidar dos sentimeotos oda siBcerida-
de da corle, acha-se felizmente esquecido pelo
procedimento do proprio rei, qne se apreseniou
nos quarteis, fallo* as trepas o fez-lhes prestar
juramento a constituicao.
As disposiges da Franca para com o governo
de aples continuam a ser muito boas. O im-
perador receben em audiencia particular o mar-
quez de la Grecia, enviado napolitano o recusou
receber o enviado de Garibaldi.
Posl scriptum.lis aqui o estado cm que se
acham os negocios da lyria no momento da par-
tida do correio.
Se certo que a Inglaterra reconheceu a op-
porlunidade da ntervengo, nao menos certo
que ella a nao ve com muito bons olhos, o faz
pela sua parte quanto pode por torna-la intil.
por isso que vemos no Morning-Post desta ma-
nhaa, que a 10 do corrente se havia assignado a
paz entre os diusos e os maronitas, e que este
successo lornava desnecessaria a intervencao es-
i Irango. Mas, quer esta noticia seja vordadeira,
quer nao, a Franga ir por diante, e dentro de
* poucos dias ter partido a expedigo.
O nosso corpo legislativo encrrou a sua sessao
! do corrate auno. O imperador parte esta ma-
i nha para o campo de Chalons, e a imperatriz
; para as aguas dos Pyrinueos.
Praca de Pars :
3 por cenlo a 68-25.
4 1)2 por cenlo a 97 25.
Consolidados inglezcs a 93114.
Lisboa, SO de julho de 1860.
A situago politicajiareco offerecer elementos
de estabilidade. Oapoio em ambas as cmaras
lem sido at hoje decidido ; a imprensa impar-
cial de Lisboa e provincias saudou com jubilo a
elevaco dos ministros actuaes e o paiz, em ge-
ral pouco enlhusiasmado mm estas mudancas,
quasi por toda a parte festejou com foguetes, m-
sicas e vivas a subida desle ministerio. Ha mui-
ta gente, mesmo d'entre a mais sensata que nao
toma em linha de conta a questo de conQanca,
ou, quando muito, vai colloca-la em ultimo lu-
gar.
preciso nisto, como em todo, nao julgar com
precpiUcao. O povo tem o seu instincto que
raras vezesse illude, e para elle, a conanga,
ludo.
Bem vejo, meu amigo, que d'aqui se passa sem
difficil Iransicgo para a poltica dos nomes pro-
prios; mas nao tanto assim, se tomarmos es-
ses nomes, nao como individualidades, mas co-
mo a expressao de um pensaraento e complexo
collcclivo, representado devidamente na tribuna,
sustentado na imprensa, radicado nas diversas
classes socaes de um paiz quaiquer. E isso
que cm toda a parte serve de fundamento esseu-
cial para a existencia de um partido polilco.
Chego pois ao poulo :Se os taes nomes pro-
prios representam o consenso desse grupo, se
esse grupo tem sympathias o popularidade, os
nomes dos individuos que symbolisam esso gru-
po ou partido ho de participar necessariamente
da mesma popularidade.
Com clfeito ; os novos ministros leem lido essa
fortuna ; sao eslimados, sabem respeitar-se, tem
todos urna posiro definida, ganharam um lu-
gar disluclo no parlumeuto e parecem animados
de bons desejos.
Ha cinco annos que redijo esta seccao do seu
tiario ; creio que em todas as mudancas minis-
leriaes que se tem succedido nesle paiz, lenho
(cito por esbogar-lhe o carcter moral dos mera-
bros do cada gabinete.
Na ultima caria que lhe escrevi nao o fiz, de-
vo pois reparar, quanto possivel, essa omissao
Comecando pelo presidente do conselho de
ministros e secretario de estado dos negocios do
reino, assaz conhecido elle para que Ufo des-
creva. O marquez de Loul,^ um typo da mais
apurada Gdalguia. Carcter reservado, mas por
rezes comludo, expansivo com os qne lhe uiere-
cem pica conlianca. A disiincgao das suas ma-
neiras. e a affabilidade do seu tra'lo, captivam. Os
seu principios sao conhecidos : progressista de
coracip, ama as instituices c conserva com a
cora essa intimidado respeilosa que lhe d o
parenlesco, a edoeac&o palaciana, a superori-
dade inconleslarel desse carcter, como que dis-
posto a servir de transieco da democracia razoa-
rel para as mais alias regios da aristocracia de
sangue.
F. sabido quo nas occasioes decisivas, o mar-
quez de Loul nao hesita em tomar urna posigao
enrgica, embora as suas resolugoes do momento
renham a colloca-lo cm circumstancias criticas.
Fora disso, o seu carcter parece lalvez dema-
siadamente reflexivo, o d'ahi veui que os seus
adversarios, nao lendo que notar-Ihe a mais leve
mancha na probidnde, nem variantes doutrinas,
nein oscillagocs equivocas, aecusaram-no de urna
tendencia trresistivel para o somno.
Este epygramma fez cffeilo, durante a penl-
tima adminislracao a que presidia. Aquella po-
ca foi das mais calamitosas: innundacoes, tomes,
molins populares por causa da caresta, ou Deus
sabe se assoprados polos reaccionarios, cholera-
morbus, terreruolo, febre-amarella, crise mone-
taria, a pendencia com a Franca a pretexto do
Charles el eorge, finalmente," urna serie de fa-
talidades, que poriam prova oulro quaiquer ga-
binete, que nao livesse, como aquello leve do lu-
lar com os esforgos de urna colligagiio em que se
aggrupavarn todos os descontentes e ambiciosos,
de quautas parcialidades as nossas vicissiludes
polticas leem inventado desde raulos anuos.
O ministerio de entao, audou cora dignidade,
cODgtruio niuilos kilmetros de estradas, fez a
canalisacao da capital, o aterro da Boa-vista e
muilas outras obras que mclhorara sensivclmen-
le as condgoes hygienicas de Lisboa ; constrio
alguiis vasos de guerra ; do systema mixto, oc-
correu s despezas da acclamagao pela maiorida-
de do soberano, e do seu consorcio com a prince-
sa de Hohenzollern ; resolveu a questo cora o
imperador dos Francezes, adoptou providencias
de grande alcance para a prosperidado das nossas
provincias ultramarinas, poz em communicagao
todo o reino com a telegraphia eleclrica, deso'bs-
truio a barra da Fgueira o comecou a limpeza
da perigosissma barra do Porto etc. etc.
Esse ministerio uo dorma, mas a maledicen-
cia folgava de sustentar o paradoxo, c sabido
que em se fazendo rr, ganha-sc muilo sobre a
conviego alheia. Os mulos do marquez de
Loul, os que lhe cubigavam a pasta e a influen-
cia, riram das cousas mais serias, atacaram a si-
luagao pelo lado cm que era menos vulneravel,
mais auxiliados por urna intriga tenebrosa, con-
seguirn! que o bealerio so pozesse da sua parte,
e deram por fim com essa adminislracao em tr-
ra, poucos dias depois do marquez d'e Loul ler
declarado na cmara alta que faza parle da as-
sotiaco magonica.
Eis-aqui a verdade. O marquez um dos ho-
mens que entre nos, melhor pode sustentar o
eme de urna situago, pelo seu carcter conci-
liador, c por esses dotes naturaes que o elevam
sobre seus collegas, sem comtudo ser necessario
fazerlhe sentir a posico vantajosa que enlre elles
conserva.
O Sr. Antonio Jos de Avila, o actual ministro
da fazenda, o ministro da fazenda, o ministro da
fazenda do ponullimo ministerio, um vulto par-
Jamen';ar de Primeira ordem. Nao temos segun-
do. Na tribuna, nao declama ; convence. Tem
urna saude de ferro ; urna tenacidade de estudo
mexcedivel ; urna memoria felicissima, longa
experiencia dos negocios, e nenhum dos seus
adversarios poder jamis competir com elle.
Islo d-lhe urna superioridade inconteslavel; o
seu alcance econmico fa-lo temivel em questoes
de fazenda, ao mesmo passo que urna questo
technica ou diplomarica, por elle tratada, esgo-
ta-se, sem restar que dizer sobre o assumpto
Tendo figurado muitas vezes na secna poltica,
tendo-lhe passado pelas raaos os negocios mais
importantes desle paiz, nao tem os seus inimi-
nigos de que o aecusarem que mesmo de leve,
podesse menoscabar a sua honra e desinleresse.
Notam-lhe porm como o seu fraco, a raidade I
Perdoavel culpa ; feliz peccado, quando tem tan-
to sobre que justiflear-se. Entretanto, ha muila
exagerago nesta censura.
Avila generoso com os adversarios, nunca
abusa do seu tnumpho ; cordeal com os amigos,
accessivel aos indifTerentes. Se o provocara, po-
rm, como lera roo o recurso da grande raas-
sa de conhecimenlos que possue, fulmina desa-
piadadamente o seu inimigo. Nessas occasi5es,
na o quer que seja de solemne nessa ira parla-
mentar, que nao desabafa era declamages fu-
teis, mas prorompe n'uma tempestado de argu-
mentos, comprorado* com a citacao de fados ir-
rocusaveis. Se alguma vez se escandece, nao o
cega a provocagao a ponto de esquecer quem ,
onde est, e com quem falla.
Altamente parlamentar, nunca o riram por-
der-se nos desvos da inconveniencia.
Avila foi chamado agora ao gabinete, ainda
que se diz que de priraeiro houvera o pensomen-
to de exclui-lo. Teria talvez sido um erro poli-
lco. Entretanto, a alma do ministerio, hoje,
elle, mas com o perfeito accordo que reina nos
consolos da governo, poder-se-ha chegar muito
longe, pois nao sao os actuaes ministros homens
que se dissipem a disputar preferencias. Cada
um vale pelo que significa, e a intelligcncia que
existe enlre todos torlalece-lhes o pensamento
eolleclivo.
Seguem-se Carlos Bento da Silva, Belchior Gar-
cez, Alberto de Moraes Carralho e Thiago Augus-
to Vellozo e Horta.
Para nao lomar esta carta demasiadamente
tonga, vou resumir o que ha de mais importanto,
e pela mala seguinte voltarei aquello assumpto.
O governo, como lhe disse, adoptou em geni
as medidas de fazenda propostas pelo seu ante-
cessor ; entretanto, a le da contribuigo indus-
trial, com as tabollas que i acompanham soflreu
notaveis correegoes, devendo acrescentar que o
actual ministro da fazenda renovou a iniciativa
do seu projecto de reforma da pauta geral das
alfandegas, que linhi cuidadosamente elaborado
quando fez parte da penltima administrago. O
systema fmanceiro do gtbnele transado, era in-
completo, sem a reforma a duanera, porquanto
ampliava exageradamente o imposto directo, sem
procurar urna razoavel e equitativa compensaco
no imposto indirecto. Em mais de 280 artigos'da
paula se diminuiram direilos, resultando grande
vantagem para os productores e consummido-
res.
Nos gneros chamados coloniaes, assucar, ca-
f, etc., nao houve alteraco alguma nos direilos
do importago, em alteng'o verba importan-
tissima quo representam os seus direilos, e por
que se nao podo dizer com afoileza que a dirai-
nuigodo direilo, importa o augmento do con-
sumo, mas o governo promelte. se as outras al-
teraces trouxerem um augmento de consumo, e
por isso augmento de receita, alterar tambem os
direitos desles arligos.
Os direitos do melaco 6 que toram aupmenta
dos de 300 res e 600 res fortes em cada cem ar-
ralis ; em consequencia da dcstillago da agur-
dente, a que se presta ; os da pimonta e pimen-
lo toram diminuidos do 38 em 1 fortes em ca-
da cem arralis tambem.
Nas pelles de aniraaes que se fez urna das
maiores rcducgdes ; os bezerros corlidos paga-
ran 400 ris por arrale! pela antiga pauta ; pe-
la moderna, bezerros, cabrins, carneiras e cordo-
voes, com quaiquer cortimento, pagara 100 ris
por arratel; envernizados, amarroqunados, lus-
trosos, de quaiquer cor era pelle, 150 ris ; sendo
cortados para obra. 250 ris. As pellos e couros
corlidos chamados do atanado pagaran 53 por
cada cem arralis, pagam2$; os meios de sola,
33600, 19500; manufacturados om quaiquer obra
ncluiudu o peso das ferragens e quaesquer guar-
necimenlos, pagavara a 600 res o arratel, ficam
pagando a 400 ris. Os direilos da cera ficaram
reduzdos metade : a amarella, 900 ris ; bran-
ca, 1#8U0 ; o manufacturada 3$.
Passou o orgamento nas duas cmaras.
Por proposta do governo, o parlamento resol-
veu que lodos os funecionarios pblicos tanto mi-
litares como civis, liquem pagando menos 5 por
cento do que pagavam nas deduccoes dos seus
sidos ou ordenados; o ministro da fazenda pro-
raetteu que para a oulra sesso legislativa se- I
rlam alliviados de mais 5 por cento, o que se i
nao fazia j nesle anno econmico, porque daria
nm desfalquo do 400 conlos de ris para o lhe- |
souro, o que nesta conjedura lhe trariaembara-
Cos. Os ofliciaes militares andaram desde alguin
lempo representando ao govorno e s corles pa- j
ra que Ihes fossem augmentados os sidos e ti-
rada a decima. Ueslabelecida a conlianca na eu-
tidade governo, contentou-se esla classe to nu- |
morusa como atleudivel, com a medida quo aca-
bo de citar. Os primeiros quo requereram toram
os ofliciaes de lanceiros, cujo commandante S.
A. o Scnhor iufante D. Joo.
O deputado Jos Estevo Coelho de Magalhaes
disso na cmara, por occasiao de se discutir
aquella proposta, algumas cousas pouco lisongei-
ras para essa corporago. Os ofliciaes oflendidos,
quizeram lomar urna salisfago ao orador, lan-
gando sorles para verem quem sahiria campo ;
mas predominou por fim o bom sonso, auxiliado
pelos acertados couselhos do seu joven coronel.
Antes assim.
A administrago liuha proposto a rgie para o
monopolio do tabaco, mas o novo governo, con-
siderando que a administrago do tabaco por con-
ta do estado exigiiia para j, urna despeza de 600
conlos na acquisigo das machinas, orneciniento
de gneros, c reslituico do deposito aos actuaes j
contratadores, c querndo obrar com prudente i
reserva, propoz, e obteve que as cmaras llio ap-!
provassem a aulorisago de arrematar esse mo-'
nopolio por mais (fea annos, a comecar do Io de :
maio-de 1861. D. Joo Salamanca" est dando]
grande desenvnlviraenlo s obras de movimenios
de Ierra na linha da fronleira ; pelo seu contra-
to, concluidos que eslejam os primeiros cem ki-
lmetros de atorros, tom direito a pedir o paga-
mento da primeira preslago, que andar por
600 conlos. A proximidado deste pagamento as-
suslava o gabinete passado. O Sr. Avila est pre-
venido com as sommas precisas para o fazer na
occasiao opportuna.
A relorraa das pautas passou na cmara popu-
lar e de cerlo ser approvada na cmara alta an-
tes doencerramenlo das corles, que lera lugar a
4 do mez prximo. Foi a trra o celebre contra-
to Langlois para a construeco de estradas maca-
damisadas O governo, segundo parece, vai fa-
ze-las por sua conta, a pequeas empreiladas,
conforme Ufo forem pcrmitlindo os seus recur-
sos. A cmara dos pares tomou a iniciativa da
reforma dos vnculos, e approvou um projocto de
lei nesle sentido, no qual, se ainda se nao d um
golpe mortal insliluigo, avanca-so muilo em
barmonia com as ideas'do secuto". E' nobre este
desprendimenio da nossa aristocracia. Na oulra
casa do parlamento, passou tambera a reforma,
sem alteraco d'uma virgula. Eslou convencido i
que o projecto para a desamortisago dos bens
dos conventos (contra o qual leem representado
as freirs, que deveriam considerar-se as primei-
ras inleressadas nessa medida de tanto alcance),
nao passon ainda nesta sesso legislativa, pelos
espinhos diplomticos em que empegou e por-
ventura em razo do espirito era qu se acha a
maioria da cmara alta em relaco quelle pen-
samento illustrado.
Na prxima sesso dever passar sem difllcul-
dade, tanto mais so se realisar o que j se come-
ga a dizer sobre a nomeaco do uns 12 ou 14 pa-
res novos. Esta [ornada em perspectiva, diz-se
que foi lembrada ao actual presidente do conse-
lho de minislros pelo proprio cheto do estado.
Nao ser mo que se realise. A cmara alta
leu um testemunho de illustraco no projecto
dos vnculos, mas diga-se a verda'de, aquillo era
um theraa para urna boa palestra, e a lei foi ap-
provada sem discussao, fallando apenas para dar
explicaces o relator da commisso respectiva, o
marquez de Vallada e um dos seus collegas, o
marquez de Niza.
Este boato porm, da nomeago de novos sena-
dores, dou-lh'o com reserva. Foi resolvida em
sesso secreta a questo de solar e Timoram os
hollandezes, cedendo-se-lho Larantuca e nao sei
que mais, a troco d'outros retalhos de trra e al-
guns florins. E' o mesmo tratado que o gabinete
passado apresenlra. Toda a cmara electiva
votou por elle, a excepgo de 7 membros. Hon-
tera, principiou a dscutir-se nos pares. Passou
um Iratado de commercio e navegagao como a
repblica de Nova-Granada.
Da expediego a Angola, nao sabemos seno
que o vapor frica da companhia Unio-Mer-
canlil, que daqui levar o govornador e alguma
tropa, arribou o mez passado a S. Vicente de
Cabo-Verde, com avaria na machina. Concertou
alli e seguio viagem a 26. Hoje corra na praga,
que a gente de um navio chegado da costa d'Afri-
cs, conta que para alm do archipelago de Cabo-
Verde encontrara a referida embaroaco, com a
tropa toda revolcada. Acrescenta-se mesmo que
alguns dos ofliciaes que tnham ido, haviam sido
mortos ; parece que sao quatro as victimas da in-
disciplina daquella malfadada expediego. A
escolha do governador geral foi muito infeliz. A
tropa era demqualidade e nao me admiro, ain-
da que lamento, que semelhantes scenas se le-
nhara passado na viagem.
A correspondencia de Hespanha de 24 do cor-
rente publica o seguinte: Estao abertas nego-
ciaces entre as corles de Berln e de Lisboa
acerca do casamento do principe herdeiro de
Hohenzollern, Leopoldo, que nasceu em 1845. O
pedido solemne da mo da princeza se far em
Lisboa, por meio do embaixador da Prussia Mr
de Rosemberg Gurziuslsy. Os consortes residi-
ro em Sigmaringen, e o principo herdeiro dei-
xar prorarelmente o sorvico da Prussia.
fallecida esposa de S. M. F. ; mas casamento
ser ainda espagado por alguna lempo ; a prin-
ceza tem quinzp annos.
Era Lisboa nao se falla por ora uestes enlaces.
Comecou hoje na cmara dos deputados a dis-
cussao d um projecto de lei do gabinete passado
para que seja lirre, prorisoriamente, a industria
e commercio dos viuhos do Douro, sendo estes
equiparados aosoutros vinhos do paiz para todos
os etieitos legaes cessando desde j o exclusivo
da sabida daquelles vinhos pela barra do Porto,
e cando exmela, desde a mesma dala, a com-
misso reguladora da agricultura e commercio
dos vtnnosdo Douro. O Sr. Serpa, ex-ministro
das obras publicas, orou largamente a favor do
projecto.
Por oje nao posso ser mais extenso.
L.
INTERIOR.
Tambem se trata do casamento d'el-rei D. Pe-
dro com a priuceza de Hohenzollern, irma da
RIO DE JANEIRO.
ASSEHBLEA GERAL LEGISLATIVA
CMARA DOS SRS- DEPUTADOS.
SESSAO EM 4 DE JL'LHO DE 1860.
Presidencia do Sr. visconde de Camaranibe
Havendo numero legal de Srs. depulados.abre-
se a sessao.
Lida a acta da antecedente, aprovad*.
O Sr. 1. secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um oflcio do ministerio da marinha, envian-
do com o requerimento de Daniel Pedro Muller
Chagas as informagocs que sobre elle toram re-
quisitadas por esta cmara.A quera fez a renui-
sigo. "
Oulro officio do ministerto do imperio, remet-
iendo urna representago da imperial academia
de medicina desta corte, pedindo a creaco de
urna escola veterinaria.A' commisso d'e ins-
truegao publica e agrcola.
.Um requerimento de Antonio Jos Pexoto,
brigadeiro, pedindo que lhe mande pagar o sold
correspondente ao posto em que tora reformado.
Outro da irmandade do Sanlissimo Sacramen-
to da antiga Se desta cidade, pedindo aispensa
das leis de amortizarlo, aim de quo puasa puo-
sun bene al o valor'de 300:0005.A commisso
de fazenda.
ORDEM DO DIA.
Primeira parle
Contina a 2a discussao do projecto da reforma
eleitoral.
Sao lidas e apoiadas as seguintes emendas of-
ferecidas ao projecto.
Subsliluam-se os ? Io, 2o e 3 do art. Io do
projecto primitivo e os Io e 2 do art. Io do
projecto da commisso pelos seguintes :
l. As provincias que do actualmente um
e dous deputados 6 assembla geral passam a dar
tres cada urna. Todas as outras daro mltiplos
de ires, augmeotando-se um e dous deputados na-
quellas cujas deputacoes carecerem de augmen-
to de um ou dous para representarera exactamen-
te mltiplos de tres.
2. As provincias sero divididas em ds-
tnctos eleitoraes de tres deputados cada um : e
cada urna daquellas quo tiverem do cleger s-
menlc Ires depulados constituir um s districto.
Substitua-se o i do art. Io do projecto pri-
mitivo pelo 3o do art. Io do projecto da com-
misso, e accrescente-se a este paragrapho no lim
da primeira parle o seguinte periodo : Mas as
freguezias cujas sedes distarem mais de cinco le-
guas das villas dos respectivos municipios e de-
rom 20 eleitores ou mais, conslituiro cada urna
um collegio sobre s mesraos.
Substitua-se o 10 do art. Io do projecto pri-
mitivo e o 7o do art. Io do projecto da commis-
so pelo seguinte:
7. Ao governo na corte e aos presidentes
nas provincias compete a designaco do numero
de eleitores quo deve dar cada freguezia, toman-
do por baso o eleilor por 40 votantes.
Na primeira eleicao depois da promulgaco
desta lei nenhuma freguezia poder dar mais
eleitores do quo o numero correspondente me-
nor das qualilicages feilas nos annos de 1857,
1858 e 1859 ; c nas eleices que se seguirem
poder ser augmentado uumero dos eleitores
al quiuta parte, em cada freguezia, calculada
sobre o numero que lhe tiver sido designado
para a dita primeira eleigo, no caso de que a
respectiva qualilicagao se "preste a isso.
Substitua-se o 11 do projecto primitivo e
o 9 do projecto da commisso pelo seguinte :
S 9." As parochias creadas ou caonicamen-,
le providas depois da eleigo de 1856 e as que
se c.rearem ou proverora de ora em dianle, quer
sejo constituidas por desmerabrago de territo-
rio de urna s, ou de diversas freguezlas, daro
cada urna o numero de eleitores corresponden-
te aos volantes qualilicados que lhe tiver vindo
daquella3era que liouvcr sido desmembrada. B
as que tiverem soTrido a desmembraco daro
menos tantos eleitores quanlos corresponderem
aos votantos que tiverem perdido, ficando-lhes
o direito de augmentar, guardadas as condices
do 9o deste arligo.
Supprima-sc o 10 do art. Io do projecto
da commisso.
No 12 do art. Io do projecto da commisso,
em vez das palavrasa quatro mezesdiga-se
seis mezes; e no fim desse paragrapho accres-
cenle-sc o seguidle periodo :
A mesma incompalibilidade milita a respei-
to de daquelles funecionarios, que, lendo direilo e
obrigaco de estarem eflectivamenlo no exerci-
cio do emprego incompativel se dispensarem de
exercer dentro dos ditos seis mezes, dando par-
te doenles, entrando no goso de licengas, ou
ausenlando-se da provincia ou do lugar de sua
jurisdiego temporariamente.
Accrescente-se ao projecto da commisso o
seguinte :
Nas actas das eleices primarias de cada
freguezia se far menso, sob pena de nullidade,
do numero de votantes qualiflcados e o numero
de eleitores da mesma freguezia. E nas actas
dos collegios, sob a mesma pena, se far men-
so do numero dos eleitores de cada freguezia
de que os mesmos collegios se compuzerem.
J. Vaplisla ilonteiro.
Os ministros do estado nao podem ser elei-
tos senadores.F. Octaviano.
No .1 do art. 2o do projecto substitutivo:
supprima-se nesle paragrapho as palavras :
quanto fr possivel.Jaguaribe.
Artigo. A venda liquida de 100j>, exigida
pelo g 5o do artigo 91 da constituicao, emenda-
se avallada em moeda corrente o "nao em prala
como dispe o 5" do art. 18 da lei do 19 de
agosto de 1846.
Se passar o projecto da commisso na par-
te que eleva a dous o numero dos deputados
das provincias que actualmente s teem um de-
putado :
Arligo. Adoptada a base mnima da popu-
lago que correspondo a cada um deputado nas
provincias que passo a dar dous depulados,
se augmentar na razo dessa base as deputa-
coes das outras provincias do imperio.
Os deputados accrcscidos sero nomeados :
Io Ura por cada collegio eleitoral em que
se acharem divididos os districtos actuaes, ou
pelos collegios que forem composos de raaior
numero de eleitores, caso o numero de depula-
dos accrescidos seja inferior ao dos collegios exis-
tentes,
2o Pelos actuaes dislridos eleitoraes que
se compuzerem de maior numero de eleitores,
cada um dos quaes, na razo do numero do seus
eleitores, dar mais um deputado al preencher-
ae o numero tolal que competir respectiva
provincia. Cerqueira Leile. Alcntara Ma-
chado.=F raneo de Almeida.Martinho Cam-
pos.Landulpho.=:F. Campos.
Orao os Srs. Abelardo, e Nebias.
Lida, apoiada a seguinte
F.menda.
_ Ao 6o do artigo Io do projecto da commis-
so accrescente-se o seguinte periodo :
O mesmo direito teem os eleitores de quaes-
quer outras freguezias que comparecerom inde-
pendente de convocago, e assislirem ao acto
da apnrago.J. B. Monteiro.
Adiada a discussao pela hora, passa-se 2*
parle da ordem do dia.
O Sr. Octaviano oceupa a tribuna at o fim da
sesso.
A discussao fica adiada pela hora.
Ordem do dia para a sesso seguinte :
Discussao das meteras anteriormente desig-
nadas tanto na primeira, como na segunda parle;
e, se houver tempo, primeira discussao dos pro-
jeclos ns. 54, 60 e 45, e o parecer n. 55 deste
anno.
Levantou-se a sesso.
DIARIO DE PERNAMBUCO
Por um despacho telagraphic recebido em
Lisboa do aples com data de 23, consta que
Messina, Mellazzo e Syracuza toram j evacuadas
sendo as tropas conduzidas em vapores, mas esla
noticia carece ainda de conflrmacSo.
Vai-se novameiile reacendeudo a questao do
Oriente. J peto ultimo paquete tinharaos lido
noticias dos assassinatos dos chrislos de Bey-
roulh. Mais de mil infelizes toram degolados,
comprehendendo entre as victimas os cnsules
francez e inglez ; em Damasco repetirara-se as
mesmas scenas ; quiuhentos chrislos toram im-
molados nos altares do fanatismo e da barbaria.
A Franga fez ura convite s diflerentes potencias,
para ntervirom nesta questo, e prestarem urna
proteegao armada aos christos que se acham na
Turqua.
A sublime porta lera muito a mal as atrocida-
des commettidas pelas tribus da Syria, o lastima
que as suas autoridade sejam suspeitas de con-
nivencia, com os revoltosos ; mas o que nao pode
encobnr, que se nao* sao cumplices naquelle
alternado, pelo menos nao cumprem com os seus
deveres protegendo os chrislos.
Os assassinatos do consulado francez toram
corametlidos a rinte passos do quarlel de arti-
lharia,' cujas portas se conservaram fechadas,
quando as infelizes victimas a ellas baliam pe-
dindo proteceo. A Franga trata com toda a
actividade de mandar oilo "mil homens, eos va-
sos de guerra convenientes para aquellas para-
gens.
A Inglaterra tambem tenciona ir de accordo
com a Franga nesla grave queslo. A Russia, a
Blgica, a Austria e a Prussia, secundaram as
duas grandes potencias para Jestabelecer urna ef-
fectiva;protecco aos christos residentes em ter-
ritorio ottomano.
Parece que marcharo todos de accordo, e que
se nao romper desta vez a paz europea, nesta
desgranada questo.
A Turqua lem forgosamente de permitlir as
operages das nages estrangeiras no seu territo-
rio, visto que as suas forgas e autoridades, ou
nao poleram.ou nao quizeram oppor-se a taes
alternados.
Abdel-Kader acha-se frente de 1,200 argeli-
nos defendendo os christos de Syria.
A queslo italiana nao lem dado um passo des-
de as ultimas noticias, que della demos aos nos-
sos leilores. O acto soberano, ou motu-proprio
dado por Francisco II, veio complicar, ou antes
addiar um pouco a queslo. ha uro grandn par-
tido, quo no ooDaudo tolalmento no constitu-
cionalismo do rei do aples, espera entretanto
ver como se mantera a constituicao ; o novo mi-
nisterio aprsenla alguns caracteres honrados, e
homens liberaes ; a constituicao de 1848, foi ju-
rada pelo exercito e marinha": mas esta jurou-a
com a condigo de nao combaler contra os Ita-
lianos ; urna corveta passou ltimamente ao par-
tido de Garibaldi ; alguns ofliciaes do exercito, e
entre estes alguns engenheiros e artilheros pe-
diram as suas demisses por nao quererem jurar
a constituicao. A ordem vai-se reslabeleceado,
o partido liberal est admirado, c quer approvei-
tar da conslituiro ; o reaccionario composto pela
maior parte de lazzaroni, descanga, e nao quer
sabir do dolce far niente ; apezar disso a cama-
rilha conspira.
Parece negocio decidido que o governo napoli-
tano far evacuar completamente a Sicilia, e que
para esse fim enviar alguns vasos de guerra,
para receber o resto do exercito que aiuda se
acha na Sicilia.
Foi encarregado do negociar a allianca com o
Piemontc, o M. Manua, homem recouhccidameu-
te liberal, mas pouco habituado a negocios diplo-
mticos ; foi-lhe por isso addido Mr. Wiuspeare,
que tinha sido secretario do duque de Serra-Ca-
priola, embaixador francez, no terajo de Luiz Fi-
lippo ; toi depois encarregado do negocios em
Paris, e finalmente ministro em Coustanlinopla.
A escolha dos dous negociadores toi ura bom pas-
so polilico, pois devo concorrer para se obler o
resultado mais favoravel, pois uo sao homens
que se opponliam s concesses que o Pieaionle
julgar necessarias, a nao lerem os dous diploma-
las instrueces que a isso se opponliam
J nao era assim com os principes Peinilla e
Ischitella, que tinham antes sido indigiladospara
esta misso; parece que seriam pouco capazos
de approveitarem a opporlunidade do urna con-'
cesso liberal, para obterem depois a allianca do-
sejada.
O conde do Cavour lem recebido bem M. Man-
ila, mas o seu lim actual addiar a questo al
prxima demisso do parlamento, nao se com-
prometiendo cora proraessas algumas.
O ministerio da Sicilia cahio ; o partido popu-
lar revollou-se contra o ministerio o queria pe-
dir cm chusma a demisso delle, nomeou-se po-
rm urna deputaco, que se apresentou ao dicta-
dor, em nomo do povo ; e lhe apresentou urna
lisia para subslituigo do miuislcrio, que nao toi
aceita ; apresentou segunda, e essa foi ento bem
recebida por Garibaldi, que niandoiilogo lavrar os
decretos.
Dias depois mandava Garibaldi intimar a Lafa-
rina, agente particular do conde de Cavour, que
sahisse de Palermo dentro de meia hora, em con-
sequencia das intrigas polticas que C9tabclecia
entre Garibaldi e Vctor F.mmanuel; Cavour quer
a annexaco immediata da Sicilia ao Piemonlo,
para depois obrigar a Francisco II, a manter a
sua conslituiro, e a reinar em aples ; Gari-
baldi lemjprojeclos mais ousados, e quer libertar
aples o os Estados Pontificios, e por isso ocn-
commodavam os manejos de Lafarina.
Garibaldi rcunio-se a Medid, que sc achava
acampado pouca distancia de Messina.
Parece que o fim destas operaces atacar
Mellazzo, pequea cidade que (lea n'o extremo da
linha de defeza napolitano, para dahi sc dirigir
sobre Messina, s prkneras operaces. Outros
julgam que o projecto do dictador da Sicilia
mais elevado, e que espera promover e auxiliar
um levantaniento era aples.
Nao consta ainda qual seja a misso encarro-
ada a la Greca ; este tinha chegado a Paris on-
de conferenciara largamente com c imperador dos
Francezes, e partir para Londres. Ainda hojo se
nao pode aventurar um juizo seguro sobre a sorie
futura da Italia. Aceitar Vctor Emmonuel a al-
liaiina de Francisco II ? Assegurar-lhe-ha a posse
da Sicilia ? Manlor-lhc-ha nicamente a posse do
reino de aples, lomando independenle, ou an-
nexando ao Pemonte a Sicilia 1 Negar a sua
proteceo Francisco II, c auxiliar, ou pelo me-
nos nao estorvar Garibaldi na sua marcha pela
Italia ?
A Franga e a Inglaterra, observaroindifferrn-
les os movimentos de resurreico italiana, ou in-
terfenrao nos acontecimentos ? Restabelecer-
se-ha o amigo estado de cousas formando-se
urna federago ? O tempo o decidir.
Os gros-duques da Toscana e Modena e a du-
queza regente de Parma protestaran! conlra as an-
nexaces dos seus estados aos Piemonte, e decla-
ram que o voto universal urna cousa injusta e
conlra o seu direito.
O ex-nfnte de Hespanha D. Joo de Bourlon,
depois gne anda a declarar quequer ser rei cons-
titucional de Hespanha, declarou na embaxada
da Sardcnha em Londres, que ceda dos seus di-
reitos ao throno das Duas Sicilias, se isso podes-
se descomplcar a questo italiana. Faz d ver
o ridiculo com quo se teem coberto os ex-infan-
tes hespanhoes, com os seus protestos c contra-
protestos.
A Franga quer declarara Hespanha como po-
tencia do priraetra ordem, para o que nao ser
necessario protocollo ; e bastar ser convocada
para o primero congresso entre as potencias eu-
ropeas.
O Papa n'um consistorio secreto celebrado no
da 13, pronunciou urna vehemente allocugo,
conlra a perseguigo dos bispos e do clero, que
nao tem adherido ao novo estado de cousas nos
estados annexos ao Piemonte; o pontfice de-
clarando injustas as annexages, declara sacrile-
ga a da Romana. Parece que, o embaixador
francez Uvera depois urna larga conferencie cora
Sua Santidade, era que lhe extranhou o modo
rancoroso e pouco conciliador, cora que se hou-
vera no concilio.
PaVece que o Summo Ponthce est disposto a
publicar um motu-proprio, restabelecendo ao
menos em parle, o motu-proprio de Porlici;
islo : voto deliberativo na junta de fazenda,
conselhos municipaes, e proriocaes eletos,
reorganisago do conselho d estado pelo estabe-
leciraento d'uma especie de deputago provin-
cial, guardas nacionaes, etc. A condigo que o
Papa impoc a estas concesses, que lhe seja
mantida a integridade do territorio dos estados-
pontificios. O exercito francez que est em Roma,
recebeu ordem positiva para guardar nicamente a
pessoado Summo Pontfice, noseenvoivendo em
questo alguma das povoaces dos estados da
egreja. O general Lamoricie'ri desenvolve gran-
de actividade para prevenir alguma tentativa de
Garibaldi do lado dos Abruzzos.
Diz-se que o Papa prevendo acontecimentos
que lhe nao permiltam ficar em Roma, tenciona
refugiar-se na Baviera, onde tem s suas ordens
os caslellos de Bamberg e deWurzburgo.
Parece que antes de se retirar pata o estran-
geiro tenciona recolher-se fortaleza da Anco-
na, e que s abandonar quando fr atacado pelos
nimigosou abandonado pelas suas tropas.
Em Paris suspenderam-se as sesses do corpo
logislatiro no da 21.
O ministerio dirigi uma|circular aos prefeitos
para que impecam a publicago de romances a-
moraes nos folnetius dos peridicos.
Houve um grande conflicto ao norte da Irlan-
da. A desordem levo lugar perto do Lurgon no
condado de Armagh, o eis como o caso referi-
do por um despacho de Dublin : Numerosos
bandos de pessoas pertencentes s sociedades
orangistas, e nas quaes se contavam muitas mu-
lherese criancas, tinham rindo das povoaces do
campo a Lurgon, em ar de romaria, precedidos
de pfanos e tambores, eram alguns milhares de
individuos ; eolraram no templo, e depois do
aerrico divino, quando eslavam j a duas milhas
e meia de Lurgon, de rolla para suas casas, en-
contraram-se com os calbolicos romanos em
Moyntaghi, prximo a Berryar. Honre choque,
e os protestantes correram a urna casa protestante
da rizinnanea, tomaran alli as armas de.togo e
dispararam contra os catholicos. Firaram fer'i-
dos 16 destes, e 2 moitalmente. Procedeu-se a
varias prises, era grande a agitaco popular.
Lord Palmerston apresentou cmara um pro-
jecto do lei de defensa nacional consagrando
para este fim 11 milhes de libras esterlinas,
declarando que a situago dos negocios oflereco
a possibilidade de urna" guerra. A Romana ser
levantada por meio de um emprestimo amortsa-
vel por annuidade.
Passou depois de muitos debates o projecto
para os impostos serem exclusivamente da ini-
ciativa e da cmara dos commuus.
As noticias de Berln annunciam que a Prussia.
adherio reunio da confianca para se oceupar
da questo da Saboya, e que a Austria j nao
hesitava em annuir em que o Piemonte lomasso
parle nessa unio diplomtica como parte inte-
ressada.
Os jornaes allemSes comegam a ocenpar-se de
urna entrevista que devia ter iugar a 26 de ju-
lho era Treplitz, entre o imperador d'Austria, o
o principe regente da Prussia. Assegura-se quo
conhecido o objecto desta conferencia, por isso
que lem por origem a reconciliaco lanas vezes
annunciada enlre 03 dous gabinetes de Vienna e
Berlim. Diz-se que Francisco Jos que provo -
cou esta entrevista, por meio de urna carta auto-
grapha, dirigida ao regente ; e nao deixa de ha-
ver quem ligue grande importancia porque sa
d certa extenso considerada politicamente
Segundo oulras rersoes, esta conferencia, a quo
assistiram outros soberanos allemes, principal-
mente os res de Saxonia e de Baviera, o re-
sultado da misso confidencia que dous minis-
tros profanos desempenharara ha pouco em
Vienna.
A Correspondencia de Hespanha noticia que so
traa das uegociaces para o casamento do prin-
cipe herdeiro de Hohenzollern, Leopoldo, de 15
annos de idade, com a infanta de Portugal, e
que tambem so trata do casamento do rei D. Pe-
dro V, de Po.tugal, com a princeza de Hohen-
zollern, irma de sua tallecida esposa, mas quo
este matrimonio se demorar ainda algum tem-
po em altcngo idade da noiva. Os jornaes por-
luguezes, porm, nada dizem a este respeito.
O novo ministerio portuguez Loul Avila pa-
rece carainhar desassombrado ; adoptando o sys-
tema fmanceiro do seu antecessor, a raaior parte
do qual tinha j recebido a saneco legislativa,
pode ainda corrigir a lei de contribuigo indus-
trial com as respectivas tabellas tomando por esta
rraa equitativo e aceitave, sem relulancia par-
amentar. Essas medidas teem passado todas,
bem como a reforma da pauta, cuja iniciativa re-
novou o novo ministro da fazenda, logo que su-
bi ao poder.
O tratado com a Hollanda sobre a sesso de
urna parle do archipelago das Flores, na provin-
cia ultramarina de Salor e Timor, passou em
sesso secreta, sem comtudo ler o governo feilo
questo ministerial dessa transaegao diplomalica.
Passou tambem um tratado de navegagao e
commercio com a repblica de Nova-Granada.
Encerrar-se-hiam as cortes a 4 de agoslo. Fal-
lava-se na nomeaco do novos pares, e subsli-
tuigo de autoridades do conanga. O estado sa-
nitario era excellente. Os fundossubiram com a
elevago do novo gabinete.
PERNAMBUCO.
RECIFE, 11 DE AGOSTO DE 1860.
S SEIS II0n.\S DA TARDE.
Retro&pecto semanal,
Hoje pela mauha fundeou ueste porto o pa-
quete Exlremadure, terceiro barco, quo vem ao
Brasil, da nova companhia franceza chamada
Messageries imperialis.
Se nao (ora a chegado do Exlremadure, o
nosso trabalho retrospectivo achar-se-ia limita-
do s poucas noticias do interior da provincia o
desta cidade, quo, de mais, carecem de iota-
Mase.
Das noticias recebidas da Europa, a que avul-
la sobre todas a da desagradavel impressao
que tinham alli produzido os ltimos aconleci-
roentos da Syria. As populages christes resi-
dentes naquelle paiz tem sido exterminadas pelos
Drusos, povos de urna seita dissidente do isla-
nismo.
Nas proximidades do Lbano toram assassna-
dos uiuilos chrislos, e o mesmo succedeu em
oulros muitos pontos, nao exceptuando a cdado
de Damas (amiga Damasco), onde, alm de gran-
de morticinio feilo nos chrislos, iocendiaram.
todas as casas de consulado, menos a do consu-
lado inglez. \
Em consequencia da frouxido do governo
turco a Franga, de accordo com a Inglaterra, a
Austria, a Russia e a Prussia, ia mandar para a
Syria urna expedigo de 7,000 homens e dez na-
vios de transportes, expedigo que, segundo afljr-
ma um dos nossos correspondentes de Paris,
devia partir dentro de poucos dias.
Os negocios da Sicilia vao mal. Garibaldi
acha-se sob a perniciosa influencia do agitador
Mazzini, c tem por isso perdido de todo a espe-
ranga de auxilio, nao somente das potencias es-
trangeiras, como mesmo do Piemonte, onde j
coubecida a mudanga que se tem operado no seu
carcter.
O rei de aples continua a mostrar-so muilo
disposlo a manier a nova ordem do cousas, a
parece querer desmentir as suspeitas que haviam
sobre a sinceridade de suas intenges. Ultima-
mente urna parte da guarda real se tinha insur-
gido contra a conslituigo ; mas Francisco II,
indo em pessoa aosquarleis conseguio conle-Ios,
e os fez jurar a cons'iluigo.
Um vapor do guerra napolitano tinha-se pas-
sado para os rebeldes da Sicilia.
Na Allemanha reina grande intriga por causa
di rivalidade da Auslria e da Prussia. Cada
urna deslas potencias se er com melhor direito
de influir nos negocios da confederaco. Desdo
muilo lempo que o voto da Prussia tem sido
sempre predominante na Dieta ; mas, tendo a
Auslria conseguido ltimamente alguns trium-
phos, a Prussia procura por todos os meios re-
conquistar a sua preponderancia.
O chamado corpo legislativo da Franga tinha
encerrado os seus trabalhos do corrente aDnd.
Luiz Napoleo tinha ido passear a Chalons, e a
condega de Teba aos banhos do Pyrenneos.
O parlamento inglez eslava tambem a encer-
rar seus trabalhos. O gabinete de Londres ia
mandar urna flotilha para a Syria para coope-
rar com a expedigo franceza.
As mais noticias acharo os nossos leilores
nas cartas dos nossos correspondentes.
O vapor Persinunga, rindo de Macei e portos
de escala, nada trouxe de noro da proriucia de
Alagoas. O Sr. Dr. Leo Vellozo parocia dis-
posto a realisar o seu programma de completa
imparcialidade.
Em Tamandar publicou o Sr. H. A. Millet
um folheto, intitulado O meto circulante e a
queslo bancaria. O trabalho do Sr. Millet
cifra-se na reprodueco de arligos communica-
dos, que foram publicados em 1859 nesle Dia-
rio, precedidos de urnas noces de economa po-
ltica sobre meio circulante e sobre bancos da
emisso.
Bem que as nossas ideas acerca de meio cir-
culante e de bancos nao eslejam de accordo
com as do autor do folheto, nao podemos toda-
va deixar de reconhecec a habilidade com que o
Sr. Millet procura sustentar suas opinies, que
a certos respeilos sao completamente origi-
naes.
As noticias do interior da prorincia, muito
boas pelo que respeita tranquillidade e se-
guranca, sao muilo pouco satisfactorias pelo
que re'speita ao estado sanitario e aos meios de
subsistencia.
Em Villa-Bella a populago e os animaes con-
tinuaran! a soffrer com a falta de churas. A
escarlatina linha-se alli descnrolrido, posto que
com caracler mais benigno que nesta cidade.
Em Cabrob a mesma falta de churas. Os g-
neros alimen ticios cresciam de prego progressi-
ramente.
Aqui na capital nada occorreu de notarel.
Demandaram o nosso porto, durante a se-
mana, 14 embarcages mercantes, com a lot
de 5,340 toneladas. Sahiram, duran n .
agao


DIARIO DE PERNABMUCO. SEGUIDA fEIRA 13 DE AGOSTO DE 1860.
mo espago de tempo. 10 embarcacocs mercan-
tes, com a lolaco de 2,606 toneladas.
Renderain, durante a mcsma semana: a
aUandega, 100:038>807 ris : o consulado ge-
ral 7:0505615 ris ; a rocebedoria das rendas
geraes internas, 7:092>732 ris ; o consulado
provincial, 9:552>032 ris.
O movimento geral da alfandega, durante
o niesmo espaco de lempo, foi de 4,290 volumes,
a saber : volumes entrados com fazendas, 465;
cora gneros, 1,612: total dos volumes en-
trados, 2,077. Volumes sahidos com fazendas,
806 ; com gneros, 1,047 : total dos volu-
mes sahidos. 2,213.
Falleceram durante a semana 53 pessoas sen-
do livres : 17 horaens, 14 mdlheres e 18 prvu-
los; escravos : 1 homom, 1 mulher e 2 pr-
vulos.
REVISTA DIARIA-
No dia 9 do crrante snbmetlen-se a ope-
r3o da litholricia o revornndo coadjutor da fre-
guezia de Iguaras, que ha dias d'alli veio para
esta cidade gravemente doente de clculos ouri-
uarios.
Foi medico operador o Sr. Dr. C. do S Pe-
reira,que era cerca de vinte e cincomiuutosoxlra-
hio hbilmente uraa pcdra do tamaito d'uma
azeitona.que achava-seencravada na uretra,e cs-
magou urna oulra de maiorcs dimenses no in-
terior da bexiga.
. O Sr. Dr S Poreira praticou cssa difficiliraa
operago com summa perfeico o tacto, livrando
n'aqualle limitado espaco o operado de lodos os
incommodos, que llie amaguravara a vida.
Quarla-feira 15 do correte ser cantado na
igreja da Penha um Te-Deum em solemnisaco
da [esta do Imperador Napoleo III, expensas
do Sr. Cnsul de Franca, nesta cidade.
He urna Iradico aque sempro se ha conser-
vado fiel o Sr.-visconde de Lemont.
Por falta de numero sulicienle de socios ef-
fectivos.no leve lugar a reunio da assembla ge-
lal, convocada para o dia 10, da associaco
commercial bene/icenle.
_Essa reunio foi por lano marcada para o dia
17 quando deve tor lugar a eleico dos membros
da dirocco Em consequencia de ter sido de-
clarado vago o lugar do escrivo da provedoria
de capellas e residuos de Goianna, por irapos-
sibilidade do serventuario respectivo, acha-se
elle aprovcr-se.
s prelendenles devcm habilitar-se na forma
do decreto de 30 de agosto de 1851 c aviso de 30
de dezumbro d 1851, devendo igualmente apre-
soni.ir os seus requerimonlos no praso de sessen-
ta dias, couiaJos de 9 do correnle.
O noraeado Pica obrigado a prestar ao serven-
tuario inhabilitado a terca parle do rendimenlo,
por que for lolado o oQicio. segundo o disposto
no decreto de 16 de dezembro de 1853, art. 2
Nao realisou-se no sabbado passado a ar-
rematado das imposlos provinciaes dos muni-
cipios de Cimbres e Page de Flores, por nao
ter havido scsso da junta da fuzenda.
Da provincia Sergipe temos carta,que alcan-
za 30 do passado, e della extractamos o segiiinle :
O projeclo da reforma eleiloral. Ser lei do
paiz. Esta provincia lera 2 circuios o do norte
o o do sul, constiluindo-se islo anligos circuios
deEstaneia eltabaianna conprehendendo as comar
cas de Estancia,Lagarto, Ilabaianna o 2 freguezias
da comarca de s. Christovo contendo 276 elei-
tores ; o constituindo-se aquello dos antigos cir-
cuios de Propri e Aracaj, coraprehendendo as
comarcas de Propri Maroira Larangelras, e 1
freguezia ( a capital ) da comarca de S Chris-
tovo, contendo -283 elcilores : dar cada um 2 appettacdes crimes :
lletalor o Sr. deseuibargador Louieucu San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
e Silva Gomes.
Deram provimento.
Recorrentc, Lourenco Guedes Alcoforado ; re-
corrido, o conselho.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
e Lourenco Santiago.
Deram provimento.
APPBLLAfjOES CRIBES.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Tlio-
m Rodrigues.
Improcedente a appellaco.
Appellante, o juizo; appellado, Argemiro Men
des da Cruz Guiraares.
A novo jury.
RECURSOS CRIMES.
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Luiz Antonio
Monteiro da Franca.
Relator o Sr. desembargador Figueira de Mello.
Sorteados os Srs. desembargadores Lourenco
Santiago, Silveira eGilirana.
Recorrento, o juizo ; recorrido, Albino Jos
da Rocha.
Relator o Sr. desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. desembargadores Lourenco
Santiago. Figueira de Mello e Silva Gomes.
Improcedente o recurso.
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Luiz Carlos da
Costa Jnior.
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Figueira de
Mello. Lourenco Santiago e Silva Gomes.
Improcedente.
Recorrenle, o juizo ; recorrido, ManoelPereira
Nunes.
Relator o Sr. desembargador Lourenco San-
liago.
Sorteados os Srs. desembargadores
de Mello, Gitirana e Silveira.
Improcedente
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Antonio Fer-
reira de Oliveira.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Figueira de
Mello, Silveira e Gitirana.
Improcedente.
AGGRAVO DE PETICO.
Aggravante, Basilio Alvos de" Miranda Varejo ;
aggravado, o juizo.
Relator o Sr desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. desembargadores Figueira
de Mello, e Silva Gomos.
Negou-sc provimento.
APPELL.VCE8 CIVEIS.
Appellante, Seralim Alvos dos Santos ; appel-
lado, Jos Alexandrc dos Santos Moreira.
Reformou-se a sentenoa.
Appellante, Rita Francisca do Carvalho Pa6s
de Andradc appellado, o desembargador Jero-
nymo Mariimano Figueira de Mello.
Confirmara! a sentcnca.
CHIMES.
Appellante, o juizo ; appellado, Pascoal Fer-
rcira de Carvalho.
Confirmada a sentcnca.
Appellante, o juizo "appellado, Joo Valerio.
Nullo o processo.
DILIGENCIAS CRIMES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica, as appellaooes crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Luiz de
Burcellos.
Appellante, Antonio Delphino do Prado ; ap-
pellado, o juizo.
Assignou-se dia para julgamento dasseguintes
Figueira
aspectos, aliui de on.nur espirito puolicu so-
bre todos ofjincidentes do concurso em si e em
suas relacoes variadas.
rgut.
COUHEHCIO.
A1 fandega.
Rendimento dodia 1 a 10. .
dem do dia .11.....
. 13O.71IJ>203
. 14:599 j292
145.3109495
k*t da PrutaColar h9pntiota Sanio Antonio,
capillo Joaquim Durall, carga assucar.
Terra Nora Brigue icglez Phonlon, capitao
Harterq, em lastro.
AmBrigue nacional Invencitel, capitao An-
tonio Albino de Souza, em lastro.
(3)
o.
a.
O
a.
I
S I
Eoras
deputados. Se nao for atiendida esta forma de elei-
co licar sacrificado o principio de inlegridade
econtiguidado desapparecendo a ignaldade dos
votantes.
Sao candidatos do norle o Baro do Maroira
Dr. Beserra Monteiro, Dr. Tobias Leile a llap-
tista Monteiro ; e considero a forca de cada um
na razio da collocaco cora que os escrevi. Creio
milito que o Sr. de Maroim digno d'isso, qua
o Sr. Beserra s poJcr sor derrotado, sn con-
tra elle houver forca do governo, como espera
o Sr. Tobias, o dizera que tambera o Sr. Baptis-
la .Monteiro.
(Sao candidatos do sul o Dr. Goncalo Veira
Tclles de Menezcs, Dr. Alcxandre Pinto I.obo,
l)r. Fiel de Carvalho Dr. Barros Pineralel Dr.
Pedro Calasans, Dr. Silva c Dr. Manuel Garcez.
Se nao houver intcrvcnclo do governo, sero
eleitos o 1". e '".. se unidos.
O invern lera sido proprio para a vegelacao
dos legumes, e poueo para as cannas. A sara
ser pequea ; e se nao lirerroos a continuado
das chovas, mo agouro ser para a safra futura.
A carne verde tem estajo cara, mas nao assim a
secca do Rio-Grande: a farinha nao barata,: de Aquino.
appellado, Raymundo,
appellado, Manoel Perei
Appellante, o juizo
escravd.
Appellante, o juizo
ra Sarniento.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Thom
do Jess.
Appellante, Manoel Joaquim do Nascimenlo ;
appellado, o juizo.
A appellaco civel :
Appellante, Gustavo Gurgolino de Souza ; ap-
pellado, Guilherme Augusto de Miranda.
i)isriUBi:ir.6i:s.
Ao Sr. desembargador Figueira de Mello, o
recurso de eleico :
Recrrante, Domingos Jos de Saboia o Silva ;
recorrido, o conselho.
As appellacdes crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Joo Rispo da
Hora.
AppoaieJ o~ju!zo { apffirUado, Januario An-
tonio de Freitas.
Ao Sr. desembargador Silveira, as appellaroes
crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Thomaz Jos
porera o ser com a grande colheita dos legu-
mes. Creio que o povo licar tarto, erabora con-
tinu a falla geral do dinheiro.
c A provincia contina a sollrer ora seu estado
financeiro nao podendo pagar aos seus empre-
ados em dia, c a classe mais infeliz a dos pro-
essores ; porque at boje nao se tem respeitadd
O principio de igualdade nos pagamentos.
Em 10 do correnle foi a jnlgamento o pro-
cesso em que era reo o Dr. Marlinho Garcez,
oposentando-se esto cercado de grande numero
Ao Sr. desembargador Gitirana, o aggravo de
petiza o :
Aggravante, Jos Ilygino de Miranda ; aggra-
vado, o juizo.
O recurso crime :
Recorrenle, o juizo ; recorrido, Ilearique Clau-
dino de Paiva.
As appellaooes crimes :
Appellante, o promotor; appellados, Maria Ro-
drigues e seu irmo.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, o
de coilegas, prenles e amigos. Defesas impor- recurso crimo :
tantes sahiram de habis oradores, o s 4 horas
du dia 11 eslava o reo absolvido. Esta paonun-l
cia produ/.io grande choque na provincia, e por!
isto houvu seria allenco no julgamento.
Nao veio do vapor do Sul o Sr. Thomaz Al-
ves, como era esperado, e s partir da corlo a 7 !
de agosto. Contina o Sr. Galvao sem entregar
a presidencia, apesar de ter chegado a carta im-
perial, nomeando ao Sr. A. Dias para 2." vice-
presidente.
Por acto da presidencia de 11 do correnle,
foi promovido ao posto de lente do corpo de
polica o alteres Francisco de Paala Souza Mala-
guela.
Por portara da mesma dala, foram noraoa-
tlos alferas do corpo de polica o sargento vago-
meslre Manoel Soares de Albergara, e ol." sar-
gento Pedro Maria de Abreu.
Foi concedida a demisso que podio Joa-
quim Jos Possa, de enfermeiro-rar do hospi-
tal militar, sendo substituido nosle craprego por
Jos Leitor.
No dia 10 desto mez foram recolhidos ca-
sa de delenco 4 liomens livres e 2 escravos, a
saber: 2 'ordem do Dr. chefe de polica ; 2
ordem do subdelegado de S. Jos ; o 2 ordera
do de Santo An-onio.
Mat.uiolho piblico. Malaram-se para o
consumo da cidade no dia 11 do crreme 113
rezes,
MORTALIDADE DO DIA 11 DO CORRESTR :
Amelia, prvula, 6 annos, branca ; hydro-
pisia
Laurinos Bezerra da Porciuncula, parda, soltei-
xa. 15 annos ; hydropisia.
Leonilla, parda; escrava, 7 mezes; convul-
soes.
Jacintho Tavares Cordeiro, branco, soltelro, 2i
annos ; pulmonite.
Serafina, prela, 4 annos; gaslro-hepnlite.
Joaquim, escravo, prelo, solleiro, 25 annos ;
um peritonile.
Apolinario Pereira Pinto, branco, casado ; pul-
monite aguda.
Jos Pedro do Almeida Albuquerque, branco,
solteiro, 2i annos : erisipela.
Mara Francisca Ludgera, preta, solteira, 65
anuos; paralisia.
Alberto, escravo, prelo, 10 mezes ; convul-
ses.
Hospital de caridadeExistem 57 ho-
raens e mu I lie res, nacionaes ; 7 homens cs-
trangeiros, c 1 escravo, total 119.
Na totalidadedos doeoies existem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelocirurgiao
Pinto s 6 horas e 40 minutos da manha ; pelo
Dr. Dornellas. s 8 horas da manha; e pelo
Dr. Firmo as 6 horas o 14 minutos da ma-
nha.
Falleccu um homem de erysipela e delirio, e
alcceu urna mulher de paralysia.
Recorrenle, o juizo ; recorrido, llenriquc Apri-
gio de Souza.
O aggravo de petco :
Aggravante, Florencio de Oliveira e Silva ; ag-
gravado, o juizo
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, as appel-
laroes crimes :
Appellante, o juizo ; appellado, Ignacio An-
selmo da Silva.
Appellante, o juizo ; appellado, Pedro Fcrrei-
ra do Nascimento.
As 2 horas da tarde encerrou-se asesso.
Comraunicados.
MoTlmento 4a al fondear.
Volumesentradps com fazendas 2
com gneros 74
Volumes sahidos cora fazendas 112
> com gneros 182
76
294
Dcscarregam hoja 13 de agosto.
Barca iuglezaMary Warroll objectos para a
estrada de ferro.
Brigue inglezIsabella ferro.
Lugre inglez Clydecarvo.
Brigue portuguezAmaliasal.
Patacho portuguozJareodiversos gneros.
Brigue norueguenseSifcarvo.
Importado
Patacho portuguez Jareo, vindo de Lisboa con -
signado Jos dos Santos Pereira Jardim, ma-
nifestou o seguinte :
5 barris azeile doce ; ao consignatario
100 ditos loucinho, 20 ditos azeite doce; a
Thomaz de Aquino Fonseca.
1 lata doce ; a Jlo Maria Cordeiro Lima.
5 barricas erva doce :.a Antonio Jos Arantes.
lOOpedras lagedo, 10 saceos semea ; ao cora-
mendador Jos Pereira Vianna.
2 caixas livros ; a Almeida Gomes Alves & G.
10 meiis pipas e 25 barris vinagre, 3caixotes
doce ; a Teixeira Bastos S & C.
50 barris loucinho ; a Jos Mrcalino da Roza.
16 pipase 100 barris vinho ; a Rrabbe Wha-
tely & C.
1 caixa flflres arlificiaes ; a C. A. Moreira.
100 saceos farelo, 19 barris peixe em raoura, 5
ditos areia preta ; a F. S. Rabello & Filho.
30surroesalpista ; a Aranaga Hijo & C.
40 barris toucinho, 25 ditos carne ; a Manoe
Joaquim Ramos e Silva.
50 barris cal; a Manoel Goncalves da Silva.
10 caixas linha ; a Bastos & Lomos.
350 caixas ceblas, 50 barris loucinho, 47 dilos
linguicas, 20 dilos azeile, 6 pipas vinagre
B
c
8
tmosphera.
Direcfo.

3
cr.
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Intendade.
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Barmetro.
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> PB
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O
r-
c
c
f
ce
A ooite clara com grandes nevoeiros, vento SE
veio para o teirat e assim amanheceu.
0SC1LLAQA0 DA MARE.
Preamar as 11 h 6" da manha, altura 6 30 p
Baixaraar as 5 h 18' da larde, altura 1 80 p
0,bs5"itorio VlEOAS J'JNIOR.
lo de 1860
Editaes.
O Dr. Innocencio Seraphico de Assis Carvalho
juiz municipal supplenle do civel a crime d
pnmeira vara nesta cidade do Recife, provincia
de Pernarabuco, em virtude da lei, etc.
Faro saber aos que a presente carta virem, em
como Paulo Gaignaux me fez a pelicao do theor
seguinte :
caixas batatas, 30 barricas sevada, 20 dilas alpis-
la ; a Luiz Jos da Costa Amoro).
8 barricas cera em grume : a Manoel Marques
de Amorim.
40 barris e 20 ancorelas niel; a Amorim
Irmo.
2 vaccas o 2 crias, 1 embrulho livns impres-
sos ; orde m.
Consulado ser&l
Diz Paulo Gaignaux, que tendo de propr ac-
cao ordinaria aos herdeiros de J. Chardon, para
haver a importancia da letra de 1:400-3, que sen-
do acea por Amalia de-Figueiredo Brilo, Ihe foi
endossada por dito Chardon, e coja quantia foi
depositada por dita Amalia, e estando ausentes
e em lugar nao sabido, os filhos do dito Chardon.
250 : le sao Emilio Chardon. j emancipado e Joao
Rendimento do dia^ 1 a 10.
dem do dia 11. ,
Chardon, que nimia o nao esl, c que aqui te-
presentado por seu curador, requer a V. S. que o !
admita a justificar as mais ausencias, em lugar
nao sabido, afim do que julgada se proponha a
competente- accao, na qual so expor a pedido,
sendo as citaces para lodos os termos da causa
inclusiva a execuco.
11
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 10. .
dem do dia 11.......
Becebedoria de rendas internas I
geraes de Pernambucn.
Rendimento dodia 1 a 10. 9:315g492
dem do dia II....... 483^838
Pede a V. S. Illra. Sr. Dr. juiz municipal da
prmeira vara, assim lhe delira.E R. M.Mi-
9:605j>894 guel Jos de Almeida Pernambuco, procurador.
1:7043111 Nada mais se conlinha em dita peligo aqui
--------------| copiada, na qual dei o despacho seguinte :
:310j005 Distribuida. Justifique. Recife 20 de iulho do
1860.Seraphico. J
Distribuico.A. Saraiva.Oliveira.
Mais se o conlinha em dila pelicao, despa-
cho e dislribuiQo, depois do que o aulor justi-
ficante provou a incerteza do lugar e residencia
dos supplicados, vista da prova testemunhal,
que produzio, e fcilo-me os autos conclusos, pro-
fer a minha scnlenca do theor, verba e maneira
seguinte:
CS8-58I9
43482
732J371
9.4999330
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 10. 1-2:5669585
dem do dia 11....... 1.4649*94
CHRONiCJMUlCIARIA.
TRIBUNAL DI RELClfj.
SESSAO EM 11 DE AGOSTO DE 1860.
TRESIDENCU DO EX*. SR. COSSELHEIRO EilHELlNO
DELE0.
s 10 horas da manha, achando-se presen-
tes os Srs. desembargadores Figueira de Mello,
Silveira, Gitirana, Guerra, Lourenco Santiago,
Silva Gomes e Villares, fallando com parlicipago
o Sr. desembargador Caetano Santiago, procu-
rador da corda, foi aherta a sessao.
Passidos os feitos e entregues os distribui-
do3, procedeu-se aos seguintes
JULGAMENTOS.
RECURSOS DE ELEICES.
Recorrenle, Antonio Teiieira Bastos; recor-
rido, o conselho.
0 concurso de IVanccz, e o nomcado.
I
A le reguladora do instrucr.ao publica da pro-
vincia requer para o magisterio publico a quali-
dade de cidado brasileiro, pois estas sao as pa-
lavras sacramentaos do art. 13 da lei n 369, a
que cima alludiraos : So' poden exercer o nia-
gisterio publico os cidados brasileiros, que pro-
varen, etc.
Ora, nao dando-sc esta condico, obvio que
ningucm peder ser nelle prvido por titulo vi-
talicio, e rauito menos seradmitlido concurso ;
porque este facto presuppoe aquella qualidade.
Se pois a loi indicada, e cuja disposico alli no-
tamos, nao prescinde da qualidade de brasileiro
para o magisterio publico, infractora da mesma
lei foi a admisso do Sr. Antonio Jos de Moraes
Sarniento ao concurso da cadeira da lingua fran-
ecza do gymnasio ; visto que osle senhor nao
brasileiro, como demonstraremos.
Tendo nascido na parochia de S. Pedro, em
Pars, de pai portuguez e mi franceza no anuo
de 1833, ludo poder ser menos brasileiro, nao
lhe podendo ainda valer para abrasileirar-se a
dupla qualidade de cidado francez que lhe d o
cdigo civil de Franca, por ter nascido em terri-
torio francez e ser fllho de fraoceza.
Alera disto, nao lhe pode aproveilar nesse in-
tuito a naturalisago recenlissima do Sr. Dr. Sar-
ment, pai, realisada j quando elle era de idade
inaior, acrescendo esta ponderaco que nao ha
successo de estado civil; porquanto este per-
sonalissirao, e por isso nao pode ter essa latitu-
de, ou assumir essa capa to ampia, que passe a
sua sombra a abrigar a mais do que aquelle a
quem pessoalmcnle se refere.
Isto poslo, como explicar-se o facto de facul-l
tar-se um estrangeiro a opposico por concurso'
uraa cadeira do magisterio publico, que requer
a qualidade da brasileiro no prvido?
E por ventura poder-se-ha allegar ignorancia |
da sua narionalidade, quando para o admisso
provando-se previamente a raaioridade legal por
rueio de certido parochial, ahi vera de envolta
as cohdices do seu nascimenlo ?
Improvisaremos siluaces inverosimeis, ou
crearemos acaso liccoes para impressionar os es-
piritas ?
Nao precisamo-lo: quando falla a verdade,
nao necessario csso recurso da sophisticaco da
mesma verdade. Recorra-so secretaria da di-
rectora geral da iuslruccao publica, que ahi deve
existir essa documento, se que nao houve mais
esta dispensa, c nelle ver-se-ha a comprovaco
das nossas assercoes.
Em summa, S. Ene. foi por tal forma induzido
erro na nomeacao do referido Sr. Antonio Jos
de Moraes Sarment, nomeacao a qual affecta um
vicio esseocialissimo, que submettemos agora
sua apreciado, para urna soluco ulterior da ma-
teria, que teria lido um oulro desenlace por sem
duvida, se chegssse enlo a sua prosenca no es-
tado de anatomisac.o em que ora se aclia.
Paramos por hoje aqui, mesmo porque temos
de continuar em nossas considerares, sob oulros
14:0313479
PRACA DO RECIFE
11 DE AGOSTO DE 1H4O-
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios Saccou-se sobre Londres a 25
1/4 e 25 1/2 d. por IcOOO : Pa-
ria a 380 rs. por f., Hamburgo
739 rs. por M B, Lisboa 115
por cerno de premio, o Rio de
Janeiro ao par, e a meio por
cento de premio, subindo os
saques para o prximo vapor
inglez a 115.000 S.
Algodio----------O superior vendeu-se de 73600
a 79800 rs. por arroba e o
commum a 79400 rs.
Assucar O branco vendeu-se de 59600 a
69200 rs. por sacco, o some-
ros de 498OO a 5$i01, masca-
vado purgado de 3.200 a 35300
rs., America a 29S00 e Canal
de 25300 a 23500 rs. por arro-
ba, havendo pouco, por estar
finda a safra.
Vendeu-se de 105g a HOgOOO
a pipa.
Os seceos salgados venderam-se
a 212 1/2 rs. por libra.
Vendco-se do 2S900 a 33350
por arroba.
dem de 2M00 a 2^450 por
galo.
Em atacado vendeu-se a VgOOO
a barrica, e a retallio de 9J000
12)000 rs., ficando era depo-
zito 9,000 barricas.
Venderam-se de 2g000 a 2J200
rs. por arroba.
A do Rio Grande do Sul ven-
deu-se de 3j?200 a 4g4O0, e
do Rio da Prata de S6 a
3;000 rs. por arroba, ficando
em ser 44,000 amba da pn-
meira, c 40,000 da segunda.
Vendeu-se de 638OO a7J00O por
arroba.
Cha----------------dem a 1S600 a por libra:
Carvo de pedra- A ultima venda efiectuo-se de
I99OOO a 213000 rs. a tonelada.
Cerveja------------Vondeu-sc de 4J300 a 4g800
rs. a duzia de garrafas.
Farinha de Irigo- Retalharam-se de 19g000 a 20g
rs. a de Richimond, de 208 a
23*000 rs. a de Trieste, de I89
a 20g000 rs. a de Philadelfia,
c 193000 o de New-York, fi-
cando em ser 3,400 barricas
da primeira, 8.000 da segun-
da, 2,800 da tercena, e 1,000
da ultima.
Dila de mandioca Vendeu-se a 53000 a sacca.
Feijo-------------dem a I9OOO por cuia.
Ferro---------------O inglez veadeu-se de 63000 ,
c o da Suecia a 89300 rs. por
quintal.
Genebra-----------Em frasqueiras vendpu-se a
5$600 o em botijas a 270 rs.
Manteiga----------A ingleza vendeu-se de I3OOO
a I3IOO rs., e a franceza a 560
rs. a libra, ficando em depozilo
cerca de 1,200 barris desta.
Massas----------Venderam-se de 5S000 a 63000
reis.
Queijos----------Venderam-se a 2200 a 23400
rs. os flaraengos.
Vinho------------Tendeu-se a 2209000 rs. o de
Genova.
Vinagre----------Vendeu-se de 1003 n 110J a
P'Pa-
Volas-------------As de sperraaceto retalharam-
se de 900 a 1000 rs. a libra.
Desconlos Os rebales de letra;, regularam
de 10 a 15 % ao ar.no, descon-
tando a caixa filial cerca de
400 conlos de rs.
Freles-------------Para Liverpoel a 10 pelo las-
tro, o 7/16 pelo algodo.
Agurdenle-------
Couros -
Arroz pilado -
Azeite doce-------
Bacalho----------
Batatas-----------
Carne secca-
Caf-----------------
O.
Navios entrados no dia 11.
Macei e portos intermedios42 horas, vapor
brasileiro Persinunga, commandante Manoel
Joaquim Lobato.
Cotinguiba5 dias, hiato nacional .'Jauta Luzia,
capitao Esteves Ribeiro, equipagem 3, csrga
madeira ; a Guilherme Jorge da ,'lotta.
Bordeaux o portos intermedios1? dias, vapor
francez Extremadure, de 1279 tOQeladas.com-
mandante C. Crollier, equipagen. 109, carga
varios gneros.
Navios sahidos no mesmo dia.
AcaracPatacho nacional Emulaco, capitao
Antonio Gomes Pereira, carga vario3 gneros,
A' vista das teslemunhas de folhas6 a folhas7,
julgo provada em lugar incerto a ausencia de
Emilio Chardon e Joo Chardon, e mando por
isso quo se passe carias de editos, com o prazo
do 30 dias para serem ellos citados, segundo foi
requerido a folhas 2, e pague o justificante as
cusas.
Recife 8 de agosto de 1860.Innocencio Sera-
phico de Assis Carvalho.
Attendendo ao que cima fica exposlo, mandei
passar a presente carta de editos com o requeri-
do prazo de 30 dias, por meio da qual chamo.
cito e hei por citados aos ditos supplicados, para
todo o contheudo na petiro aqui transcripta :
portanto lodas as pessoas, prenles, amigos e co-
nhecidos dos referidos* supplicados Ibes tacara
cerlo de que por este juizo ficam citados, p"ara
lodos os termos da accao competente, afim de!
que dentro do referido "prazo de 30 dias compa-
recam neste juizo para ailegarem o que fr a
bem de seus direitos, sob pena do revelia, e para
que todos tenham noticia, o ao conhecimenlo !
delles possa chegar, mandei passar a prsenle car
la de edilos, que ser afiixada 110 lugar do eos- i
turne c publicada pela imprensa.
Dada a passada nesta cidade do Recife de Per-
nambuco. aos 10 de agosto de 1860.Eu Joo
Saraiva de Araujo Galvao, esenvo o subscrevi.
Francisco Seraphico de Assis Carvalho.
O Dr Ernesto de Aquino Fonsecs, cavalleiro da
ordem de. Chrislo e juiz de orpbos e ausentes
da cidade do Recife e seu termo por S. M. o
Imperador que Dos guarde etc.
Fago saber que por este juizo de orphos se ha
de arrematar, lindos os dias da lei, por arrenda-
menloannual de 1259000, a casa terrea na ra
da Paz, freguezia dos Afogados n. 88, cujo escrip-
lo de praca existe em mo do porteiro Amaro
Antonio de Farias.
E para conhecimento de todos mandei passar o
presente que ser publicado o dia do praca pela
imprensa, e allixado no lugar do costme.
Dado e passado sob meu signal e sello, ou va-
Iha sem sello ex-causa. Cidade do Recife de
Pernarabuco 8 de ago3to de 1860. Eu Floriano
Correia de Brilo, escrivo, o z escrever e sub3-
crevi.Ernesto de Aquino Fonseca.
Pela inspeceo da alfandega se faz publico
que no dia 15 do correnle, depois de meio-dia,
se nao de arrematar em hasta publica, de con-
formidade com o ortigo 278 do regularaento de 22
dejunho de 1836, 4 caixas com 1643 libras de
pregos e com a marca B S t Q.
Alfandega do Pernambuco, 10 de agosto de 1
1860.O inspector,
Benlo Jos Fornandes Barros.
O Illm. Sr. Inspector da Ihesouraria provin- <
cial, manda fazer publico, que a arrcmala^o da
obra do hospital Pedro 2o, annunciada para o dia |
14 do correnle lera lugar no dia 16 do mesmo. |
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco 7 de Agosto do 1860O secretario.
Antonio Ferreira d'Annuvciarao.
O lenente-coronel Antonio Carneiro Machado Rios,
ofiicial da imperial ordem da Rosa, juiz de paz
mais votado do primeiro districlo da freguezia
do SS. Sacramente do bairro da Boa-Vista do
termo da cidade do Recife de Pernambuco, em
virtude da lei, ele.
Fago saber que em conformidade com o dis-
posto na lei regularmente das cleicoes n. 387 de
19 de agosto de 1846, e em execuco da circular1
expedida pela cmara municipal, que no dia 7 de 1
seiembro prximo futuro se lera de proceder a elei-1
cao de juizes de paz dosdisirielos desta freguezia
e vereadores da cmara municipal dosla cidade ; I
pelo que convoco os eleilores e supplcnles, abaixo
declarados, para que no dia aprazado, comparecam
no corpo da igreja matriz, s 9 horas do dia, na ,
conformidade do disposto nos arts. 4, 5 e 41 da
citada lei, ofim de que tenha lugar a organisa-
cao da mesa parochial, que lem de receber e apu- I
rar as listas dos votantes, certos 03 eleitores c .
supplentes, que a mesa ser organisada segundo i
o disposto no 1. art. 1. do decreto n. 842 de
19 de setembro de 1855, combinado o arl. 4., ei
seguinlcs do decreto n. 1812 de 23 de agosto de i
1846; e do que ficaro sugeilos a multa corami-i
nada no art. 126 5 n. 2 da mesma lei os que :
sem impedimento legal deixarem de compa-
recer.
Eleitores.
Os senhores :
Simplicio Jos de Mello.
Major Jos Joaquim Antunes.
Gapilaa Amaro de Barros Correia.
Tenenle-coronel Antonio Carlos de Pinho Rorges.
Dito Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
Dr. Benlo Jos da Costa.
Tenenle-coronel Thomaz Jos da Silva Gusmo.
Proprietario Vicente Antonio do Espirito Sanio.
Empregado publico Thomaz Antonio Maciel Mon-
teiro.
Capiloo Jos Maria Freir Gameiro.
Empregado publico Dr. Luiz de Carvalho Paes
de Andrade.
Dito Manoel Coelho Cintra.
Padre Francisco Alves de branles.
Empregado publico Jos Antonio dos Santos e
Silva.
Dito Jos Alfonso dos Santos Bastos.
Dito Manoel Luiz Vires.
Dito Joo Gregorio dos Santos.
Capitao Jos Goncalves da Silva,
Empregado publico Joaquim Jos Ferreira da
Penha.
Dito Francisco de Barros Correia.
Dito Hyppolilo Cassiano Vasconcellos Albuquer-
que Marauho.
Dtlo Francisco e Lemos Duarte.
Dito Luiz de Azevedo Souza.
Dito Francisco Ignacio de Alhoyde.
Dito Joaquim Mileto Nariz.
Artista Ignacio Jos da Assumpcao.
Padre Francisco Peixolo Doarte.
Proprietario Jos Carneiro da Cunha.
Dito Benlo dos Santos Ramos.
Empregado publico Belmiro Aogusto de Almeida.
Capitao Jos* Antao de Souza Magalhes.
Dito Joo da Silveira Borges Tarora.
Artista Alesavdre dos Santos varros.
Empregado publico Pedro Jos Cerdoso.
SvppUntes.
Os senhores :
Tenenle-coronel Manoel Jos da Costa.
Tenente Decio de Aquino Fonseca.
Comraercianle Plano Ferreira Calo.
Despachante Bellarmino de Barros Correia. -
Proprielario Thom Carlos Peretli.
Empregado publico Joaqnim Elias de Meara
Gondim.
Proprielario Francisco- Accioli de Gouveia Lins.
Empregado publico Dr. Lourengo Trigo de Lou-
reiro.
Proprielario Clorindo Ferreira Clao.
Dilo JosHygioo de Mirando.
Dito Venceslao Machado Preice Pereira da Silva.
Dilo Joo Bartholomeu Goncalves da Silva.
Dito Jos Barbosa de Miranda Santiago.
Dito Francisco Rufino Cordeiro de Mello.
Empregado publi:o Porfirio da Cunha Moreira
Alves.
Proprielario Miguel Archanjo Fernandos Vianna.
Comroerciente Jcs da Costa Brandan Cordeiro.
Proprietario major Manoel do Nascimenlo da Cos-
ta Monteiro.
Commercianle Joaquim Fernandos de Azevedo.
Artista Geralde do Amarante dos Sanios.
Dilo Jos Joaquim Ramos e Silva.
Commercianle Andr Guilherme Breckenfel.
Proprielario Joo Pacheco de Queiroga.
Dilo Rufino Gomes da Fonseca.
Dito Francisco Marlins Raposo.
Tenenle-coronel Feliciano Joaquim dos Santos.
Arlisla Manoel do-Nascimento Vianna.
Desembargador Manoel Rodrigues Villares.
Artista Jos Nunes de Oliveira.
Dito Francisco Mendos Marlins.
Empregado publico- Francelino Augusto de Hol-
landa Chacoin
Commercjanle Joaquim Jorge de Mello.
Professor Dr. Joaquim de Oliveira Souza.
Artista Jos Lucas Rodrigues Machado.
Oulro sim convido os cidados qualifkados vo-
tantes para qua comparecam no da e lugar cima
indicados, alim de darer seus votos sendo que
apresenlaro duas listas, urna com o rotulo para
juize9 do districlo tal, o oulra com o rotulo para
vereadores da cmara municipal desta cidade,!
contendo aquella quatre nomes, e oslas nove :
bem como nao sero apuradas as listas, que con-
tiverem nomes riscados ou substituidos por ou-'
iros, segundo o disposto nos arts. 50 c 51 da ci-,
tada lei, e (carao sugeilos multa de 10?*, os
quo sem motivo justificado deixarem decompa-i
recer.
E para constar mandei passar o presente que ;
ser allixado no lugar do costurao c publicado
pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Ricife, aos 6
de agosto de 1860.Eu Francisco de Barros Cor-1
reia, escrivo que o escrivi.
Anonio Carneiro Machado Rios.
O Dr. Anselmo Francisco Pereiti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz de direilo especial do commercio nesta ci- ]
dade do Recife e seu termo, provincia de Per- I
nambuco, por S M. o Imperador, a quem Dos
guarde, ele.
Fago saber aos que o prsenle edilal virem, e
delle noticia tiverem que no dia 18 de agosto
do correnle anno se ha de arrematar era praga :
publica desle juizo e sala das audiencias os bens '
seguintes : diversas pegas de obras de prata cum
o peso de 2352 oitavas a 300 rs. a oitava, ris
750-jCOO ; 33 tranr.elins chatos com 200 oilavas a !
53 a oitava, 1:00('S: 2 rosarios com 8- oilavas
ambos por 409 ; 110 aunis com pedras e sera el-
las pesando74 oitavas a5S a oitava, 3703; 15 pares
de argolas cortadas com 16 oilavas a 49 a oitava,.
649 ; 11 ditasde lilagran tora 8 oitavas a 4j a
oitava, 329; 85 pares de argolas lisas com 18 oi-
ftvaa a 43a oitava, 72$ ; 4 coreas do filagran !
com 22 oilavas a 59 a oilava, 1103 ; 5 medalhas
tcora o peso de 7 oitavas a 43 a oitava, 2S3 ; 1
lruz para rosario com 2 oilavas por 83; 3 casso- I
celas com 6 oitavas a 69 a oilava, 36S t 4 varos'
e meia de cordo com 32 oitavas a 4$ a oilava,
128$ ; 5 varas o meia de trancelim com 23oiiavas I
a 49 a oilava, 929; 2 varas de collar com 7 oilavas
a 43 a oilava. 289 : 10 resplandores de 011ro com
21 oilavas a 5$ a oitava, 1059; 6 cadeias de col-1
lelo com 39 oilavas a 53 a oilava, 1953 ; 8 adere- !
eos de ouro completos cora 60 oitavas a 53 a oi- I
lava, 3403 ; 100 pares de rosetas com 118 oilavas !
a 53 a oitava, 5909; 35 meios adereces como1
peso de 139 oitavas a 5-3 a oitava, 695 ; 30 pul-1
ceiras sendo urna de coral cora 160 oilavas a 5?
a oilava, 8009; 15 pares de brincos cora 26 oitavas
a 4$ a oilava, 140$; imporlanto os mesmos objec-
tos na quantia da 5:5429600 ; 1 casa lerrea sita
na ra das Larangeiras n. 19 da freguezia de San-
to Antonio do Recife avaliada em 2:5003, os
quaes bens sao pertencenles a Joo Paulo de I
Souza, e vo 3 praca por execugo que lhe enea- ]
micha Miguel Archanjo de Figuiredo o nao na I
sendo langador que cubra o prego da avaliaco,'
var a arrematado feita pelo prego da adjudico-
go com o abate' da lei.
E para quo ohegne ao conhecimento de todos
mandei passar editaos que sero publicados pela
raprensa e afl'uados nos lugares do costume.
Cidade do Recife de Pernambuc, aos 26 de
julbo de 1860, 39. da independencia e do impe-
rio do Brasil.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimenlo, es-
crivo o subscrevi.
Anselmo Francisco Pereiti.
O Rvd. Jos Leile Pilla Ortigueira, juiz de
paz da freguezia de S Frei Pedro GougaUes da
cidade do Recife, curoprindo o disposto no arl.
94 da lei n. 387 de 19 de agosto de 1846, e em
observancia da ordem que lhe fura expedida pela
cmara municipal desta cidade em dala de 30 de
jullio ultimo, convoca os eleitores e supplentes
da mcsma freguezia, abaixo declarados, para
comparecereui na respectiva igreja matriz, no dia
7 de setembro prximo vindouro, s 9 horas da I
manha, afim de.sa organisar a mesa parochial
pela forma ostabelecida no decreto n. 1812 de 23
de agosto de 1856, e se proceder a eleico de
juizes de paz que deve dar a supradita freguezia,
ede vereadores do municipio.
Igualmente convida os cidados qualificados
votantes para irem dar seus votos, sob pena de
serem multados os que deixarem de comparecer
sem motivo legitimo participado mesa, na quan-
tia de 109, na forma do 7 art. 126 da citada lei
n. 387. Cada volante quando fr chamado, ontre-
gar duas cdulas, urna contendo nove nomes
para vereadores e oulros quatro para juizos de
paz, aquella com o seguinle rotulo por fra
Vereadores para a cmara municipal do Recife
e esla com este oulroPara juizes de paz do
dislricto.
Eleitores.
Domingos Henrique Mafra.
Antonio Ilenrique Mafra.
Manoel Amaucio da Santa Cruz.
Manoel Francisco Marques.
Jos Marques da Costa Soares.
Jos Pedro das Neves.
Ignacio Antonio Borges.
Antonio Botelho Pinto de Me-squila Jnior.
Estevo Jorge Baplista.
Supplentes.
Filisberlo Ignacio a Oliveira.
Manoel da Silva Noves.
Antonio Jos da Silva Brasil.
Candido Thomaz Pereira Unir.
Antonio Bastos de Abreu Lima.
Manoel Estanislao d Costa.
Luiz Antonio Goncalves Penna.
Constancio da Silva Neves,
Joaquim Jos de Sanl'Anna Barros.
Major Alexandrc Augusto de l'nas Villar.
Dr. Cosme de S Pereira.
Dr. Jos Joaquim de Souza.
Thomaz de Almeida Antunes.
E para conlar fiz publicar o prsenle em quo
me assigno.
Freguezia de S. Frei Pedro Goncalves do Reci-
fe, 4 de agoslo de 1860.Eu Innocencio da Cu-
nha Goianna, escrivo o escrevi.
Padre Jos Leile Pitia Ortigueira.
Declarares.
Vaccina publica.
Transmisso do fluido de braco a braco, as
quintas e domingos, no torreo da alfandega, e
nos sabbados al as il horas da manha, na re-
sidencia do coramissario vaccinador, no segunda
andar do sobrado da ra estrella do Rosario nu-
1 mero 30.
CNSUL VT de FH4NCE.
Leconsnl de France, a ses
compatrioles, rsidant en de passage
a Fenambouc.
Messieitrs ct chers compatriotes,
J'ai l'lionneur de vous prevenir, que
mercredi prochain, 4.5 duprsent mois, un
Te Deum sera chant, une heore aprs
midi, en 'Eglise de la Penha, l'occasion
de la fte de Sa Majst L'Erapereor, Na-
polen ni, Notre Augusfte Souverain.
L'empressement, que vous avez touiour.-
mis a vous rendre, chaqu anne eette?
crmonie, ne se dmentira pas, j'en suis
sur, et si, comme cela semble probable
c'est la demire fois, que je- sois appel ;>
la prsider, j'aurai, au moins>. je n'en doute
jas, la saisftctron. de voir de- nouveau.
yunie, autour demoi, une colonie dont le
souvenir rae sera toujours cher,. et ne me
quittera jamis. Veuillez en recevoir ici,
Passarance, Messieurs et chers eompatrio-
tes, et agrer avec elle, celle de mes sen-
timents aussi dvous que distingues.
Fernambouc, ltr Mi aout 1860.
Le cnsul de France,
Vte. E. de Lmrmt.
Pela-secretaria da cmara municipal desta
cidade previne-se ao Sr. Arminio Pcssoa de Al-
buquerque, que, segundo a deliberaco da mes-
ma cmara, deve apresentar outro fiador cm lu-
gar do Sr. Antonio Jorge Guerra, para poder
laucar no imposto de quindenios ris por cabeca
de gado.
O secretario,
Manoel Ferreira Acioli.
~ Illm Sr. Dr. chefe de polica msnda pu-
blicar, para eonhecimento de quem inleressar
possa, as disposicoes dos seguimos arligos do re-
gularmente de 31 de Janeiro de 1842
Art. 139.A autoridado, qual for encarrega-
da a inspeccao do thealro, dever vigiar que den-
tro do Iheatro ou no recinto destinado para o es-
cpctaculo, se observe a ordem, decencia, e silen
co necessarios, fasendo sair inmediatamente pa-
ra fra os que o merocerem, remetlendo-o au-
tondade competente (quando o nao for) para pro-
leder na forma da lei, se o caso assim o exigir,
Art. 140.Nao consiniir que nos portas, esca-
das, corredoes se conservem pessoas paradas, im-
pedindo a entrada e sabida, ou incommodando do
qualqner modo os que entraren) ou sahircm : nem
que os bilhetes de entrada se vendam por maior
preco, do que o estabelecido, quer por conla da
empreza, quer de particulares que os tinham
comprado para o tornar a vender.O secreta-
rio. Rufino Augusto de Almeida.
Tendo sido declarado vago por decreto de 2.
de novembro do anno passado o officio de escri-
vo da provedoria de capellas o residuos do ter-
mo de Goianna por impossibilidade do serventua-
rio Joao Jos da Cunha Menezes, conforme foi
communicado por aviso do ministerio da justi-
ca de 18 daquelle mez, S. Exc. o Sr. presidente
da provincia assim o manda fazer publico afim
de que os pretendemos ao mesmo olficio se ha-
vilitem na forma do decrolo n. 817 de 30 de agos-
to de 1851 c aviso n. 252 de 30 de dezembro de
1854 e presentera seus requerimenlos no prazo
de CO dias contados desta data, certos de que o
que for nomeado fica obrigado a prestar quelle
serventuario a terca parle do rendimento, segun-
do a respectiva lotaco do conformidade cora o
que dispoe o arl. 2. do decreto n. 1294 de 16 de
dezembro de 1853.
Secretaria do governo de Pernambuco, 9 de
agoslo de 18R0.O- secretario do governo, Joao
Rodriancs Chaves.
Tendo a directora das obras militares do
proceder antiguos concerlos no quartoldo decinru
balalho de infamara, e hospital militar, roga s
pessoas que desle servico se quizerem incumbir,
apresonlem suas propostas na referida direeluria
nos dias 18, 9 e 10 do correnle mez, das 9 horas
da manha cm dianle.
Direcloria das obras militares de Pernambuco
7 de agosto de 1860.O amanuense,
Joo Monteiro de Andrade Malvina.
Conselho administrativo*
O conselho administralivo, para forneciroento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes :
Para as fortalezas, rompanhias de cavallaria, me-
nores e para o arsenal da guerra.
400 vassouras de pallia.
100 dilas de junco.
Par? provimento do armazem do Brsenal de
guerra.
10 arrobas de chumbo cm lencl.
1 arroba de rame de lalo dt! n. 15.
4 duzias de ferro de galopa com capa de 2 pole-
g.idas.
! duzias de dilos de dila para plainas de 1 1/2
pollegada.
8 tuzias de dilos sem capa del pollegadas e um
q liarlo,
3 duzias de compares sortidos de 6 a 10 polle-
gadas.
4 duzias de grosas meia cana sortidas de S a 10
pollegadas.
8 duzias de verrumas sortidas.
6 seiras Uo volla.
10 milheros de pregos caixaes.
25cadinhos de n. 1.
25 cadinhos de 11. 2.
50 cadinhos de n. 10.
lOqnintaes de ferro soecoquadrado de 7/8i
10 dilos de dito dilo quadrado de 6/8.
2 ditos de dito inglez redondo de 2/8.
5 dilos dito de 3j8
4 arrobas de lences do ferro de'22 a 21 libras
cada um.
4 ditas de ditos do 1 arroba cad3 um.
5 ditas de ditos de 1 1/2 arroba cada uro.
2 dilas de ditos de 2 arrobas cada um.
4 duzias de limas meias canas de 4 pollegadas.
4 ditas de ditas meias canas de 6 pollegadas.
4 dilas de dilas de meias canas de 8 pollegadas.
4 ditas de dilas meia canas de 10 pollegadas.
4 dilas de dilas meias canas de 12 pollegadas.
4 dilas do ditas meias canas de 14 pollegadas.
4 dilas de dilas chalas de 12 pollegadas.
6 dilas de ditas chatas de 14 pollegadas.
4 dilas de ditas- chalas morcas de 8 pollegadas.
3 ditas de dilas murcas meia cana de 6 polle-
gadas.
4 dilas de ditas murcas meia-cana de 8 polle-
gadas.
2 ditas de ditos murcas meia cana de 4 pollegadas.
2 ditas de ditas murcas chatas de 4 pollegadas.
4 ditas do limales de 4 pollegadas.
5 ditas de limales de 12 pollegadas.
3 dilas de limas triangularesdc 8 pollegadas.
4 dilas de ditas triangulares de 12 pollegadas.
lOlarrachas para bancadas.
2 duzias de tornos de mo.
10 grosas de parafusos de n. 13.
1 barril com aO caadas de azeile doce.
200 meios de sola.
5 arrobas de fio de algodo.
Quem quizer vender taes ohjectos aprsente
as suasproposlas ornearla fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 13:
do correnle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
para fornecircenlo do arsenal de guerra, 6 de
agoslo de 1860.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pela inspeceo da alfandega se faz publico,
que hoje 13 do correute, depois do meio dia, con-
tinuar a arremalacao do resto dos objeelos an-
nunciadosnn edita! de 11 do correnle FL n. 248
urna caixa com 2 carlues com 66 pecas de fila de
seda pesando liquido 8 lr2. libras, libra 16g666.
total 1413666; 16 sarloes de caixas vasias para
colchetes pesando 6 libras, libra 600 rs., total
3j>600; e diversos objectos que deixaram do ser
arremrlados. Alfandega de Pernambuco 11 de
agosto de 1860.O inspector,
Benlo Jos Fernandos Barros.
ARSENAL DE GUERRA.
A Sra. Anna Thereza do Refo Barros que pro-
poz a 10 do correte, conforme os annuncos des-
te arsenal, costurar as pecas de fardamento men-
cionadas em dilos annuncios, apresenle-se flom
seu fiador na direcloria do mesmo arsenal no.dia
13 do crrante, pelas 10 hozas- do dia, para as-
signar o conveniente termo, valo ter aido aceita
sua proposta por ser a mais ventajosa aos nte-
resses da fazenda. Arsenal de guerra de m-
nambuco 11 de agcilo de 1880. O amanuense,
Joo Ricardo da Silva,


]
MAMO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 13 DE AGOST DE 1860:
THEATRO
DE
SANTA ISABEL
CIWMMIi LlUIU DE G. MRINiNflELl
FLEIRDHARLEBEKE
Quinta feira 14 de agosto.
13.a recita de assignatora e stima para s camarotes da
Representar-se-ha a opera em dous actos de Rossi:
primeira serie
Recebeu-se novo sortimento deste superior tabaco para cachimbos e cigarros em macos de
12hectogramme 1,8 de kiiogrtmme e 1,4 de kHjj-ue se vende pelo acostumado preco f endo-se
: na ra da Cadeia do Recife n. 15*. loja do
abatimento de 20 porecnto sobre a quanlia de
Centro commercia:
Aluga-se
FALSSI MONETARI.
Principiar as 8 horas.
tsos martimos
o lerceiro andar do sobrado ra ra do I.ivramen-
to n. 22, com muitos bons comraodos com um
grande sotao c cozinha no mesmo : a tratar com
sua proprietaria Mara Anglica Pereira de Tai-
va, no mesmo segundo andar.
D-se a juros l.-OOOgClO sobepenhores de
ouroe prata : na ra do Arigo n. 40 ou na ra
da Gloria n 85.
Para Lisboa
Val seguir viagem com a maior presteza, com a
carga que tiver a bordo, o brigue portuguez So-
berano,) ; os pretendentes a carga e passagens,
injam-se ao consignatario "
Fonseca, na ra do Vigario
dar, ou ao eapito na praga
Thomaz de Aquino
n. 10, primeiro an-
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAOUETES A VAPOR.
O vapor Cruzeiro do Sul, comraandanto o
capitao de mar e guerra Gcrvazio Mancebo, es-
pera-se dos portos do sul era seguimento para
os do norte al o dia 13 do corrente mcz.
Recebe-se desde j passageiros e engaja-se a
carga e encomraendas que o vapor poder condu-
zir, sendo despachada com antecedencia al a
espera de sua chegada : agencia ra do Trapi-
che o. 40, escriptorio de Thomaz de Faria.
Para o Rio Grande do Sul ra sahir muito
breve o brigue brasileiro Tapir, recebe carga a
rele, e para tratar com os seus consignatarios
Amorim Irnios, ra da Cruz n. 3.
Para Parahiba
a barcaca Triumpho Alaaoana, mestres Seve-
riano da Costa e Silva, a carregar no trapiche do
nlgodao : pode-sc entender com Jo a o Jos da
tunha Lages, na ra da Cruz n. 15, segundo
andar.
- Para o Ass vai sahir coro muia brevidade
o briguo brasileiro Inveneivel, para onde recebe
carga a frete: a-tratar cora o eapito Antonio
Albino de Souza ou com seus consignatarios
Amorim limaos, ra da Cruz n. 3.
COHPAMIA PERXAHBCANA
DE
l(
o coseira a vapor
O vapor Persinunga, commandante Manoel
i. Lobato, seguir para os portos do sul de sua
escala no dia 20 do corrente mez s 5 horas da
tarde.
Recebe carga para Macci at o dia 18 ao mcio
da, passageiros, eocommendas e dinheiroa fretc
ate o da da sahida 1 hora da tarde geroucia
no Forte do Mallos n. 1.
Para o Rio de Janeiro
Abarca nacional Clementina, a sahir cora
brevidade ; para o resto da carga e passageiros, a
tratar com Guilherme Carvalho & C, ra do
Torres.
Para Lisboa sahe impreterivelraento at o
da 15 o brigue Tarujo & Filhos por ter parte
deseu earregamcnio prorapto : quem quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija-se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recife, escriptorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Para o Torio tem a sahir al o fim do mez
o brigue Amalia I : quem quizer carregar ou
ir de passagem, para oque tem excellenles com-
modos, dirija-seao consignatario, na ra da Ca-
deia do Recife, escriptorio de Manoel Joaiuim
Ramos e Silva.
COMPANHIA VIGILANTE
DE
VAPORES DE REROQUE
Os Srs. accionistas sao convidados para reu-
mao da assembla geral, em casa dos gerentes
ra do Trapiche n. 8, segunda-feira 11 do coi-
rente oo meio dia.
REAL COMPANHIA
DE
Paquetes inglezes a vapor.
No dia 13 ou 14 deste mez espera-se do sul o
vapor ryne. commandante Jelicoc, o qual de-
pois da demora do costumo seguir para Sou-
tnamplon, tocando nos portos de S. Vicente e
Lisboa ; para passagens etc., trala-se com os
agentes Adamson Howie & C, ra do Trapiche
N. IV Os embrulhos s se receben at duas
oras de se fecharera as malas, ou urna hora
.pagando um pataco alm do respectivo frele.
REAL COMPANHIA
Anglo-Luso-Brasileira.
fJ_vapor Brasil, espera-66 dos poriosdo sul do
da iza 14 do corrente, e seguir para Europa
depois da demora do costume : para passageiros
e encommendas trala-se com os agentes Tasso
Irmaos.
Leiles.
TerQa-feira 14 de agosto,
O agente Costa Carvalho autorisado pelo lra,
e Exro. Sr. Dr. juiz de orphaos a requerimento I
de Francisco de Salles Andrade Luna, inventa-
rianle dos bensdeixados por Jos Maria da Costa
Carvalho, far leilao em scu armazem na ra da
Cruz n, 9, de urna casa terrea na ra Nova n. 24,
propria para qualquer estabelecimento.
Um sitio
na estrada de Joao Fernandas Vieira n 24, com
algunsarvoredos, baixa de capim, 2 salas, gabi-
nete ao lado, 6 quartos grandes, cosinha fora e 2
cacimbas.
Um sitio
jThom Lopes de 8ena.[
Ra Nova n. 32.
Avisa ao respeitavel publico e em par- ||
j licular a seus freguezes, que recebeu pelo 5
i ultimo paquete vindo em direitura de -'&
| Franca, bons objectos de moda como se- *}
3 jam : ricos chapeos de seda de cores para m
t senhora. ditos para meninos e meninas, S
5 gorros de velludo para meninos, capucho *
Mana Slhuart para sahida de baile ou 35
thcatro, capase manteletes de grosdena- eaf
pies guarnecidos de bico de guipure, cha- 95
pos de palha da Ita'ia, dilos amazonas M
para senhora, fila de linho de todas as fe
larguras, ditas de seda dj cores para de- jf
! brunr vestidos, linha de cores, colxetes 3
cora fitas pretas e branc.s, ditos em cai- 2t
xas, fitas e franjas de seda de todas as 9JR
| cores e larguras, filas d) velludo pretas W>
lavradas, ditas de cores, alfineles doura- g|
dose pretos para cabeca,pollas e mangui- 5S
tosdecambraia, ditas de fil, ditas com j
, guipure, enfeites de cabenade dillerenles
qualidades, bicos de seda'de todas as qua-
lidadcs e larguras, esprtilhos de mola
com carntel, ditos de enfiar, baleias para
concedo dos dilos, cordao para os dilos,
agu has superiores : na inesma casa re-
cebe-se figurinos lodos os mezes e faz-se
vestidos da uliima moda o vestuarios
para meninos se baptisar;m, e ludo mais _
quanlo perlence ao toiltele de urna se-
nhora.
Attenca o.
Manoel Jos de Siqueira P tanga faz scieule ao
publico, principalraento ao corpo de commercio
que deixou de ser seu caixeiio desde junhc deste
"-----'~wi uu i-imi'i.-i auno lleliodoro Accacio llarri iros Raii"ii| ninnn
15 de Srafs Reirse ffK chaD?P8ne. sendo | deudo portante receber. (con.o te fi) did
}fttyT&U&S?X^ To! &!"sob ser nu,1 "ua"luer pagamJoa elle
na ra deS. Miguel freguezia dos Afogados, casa ?a
com bastantes commodos, alguns arvoredos e 5
urna excellente baixa de capim : para informa-
coes podem enlenderem-se no mesmo armazem
na ra da Cruz n. 9.
LILAO
DE
Ceblas e champagne.
O preposto do agente Oliveira. far leilao por
conta e risco de quera perlencer, de 350 eaixas
com ceblas, chegadas prximamente do Lisboa
corrente, s 11 horas da maohaa, no caes da al-
landega.
Avisos diversos.

3* Precisa-sc fallar com o Sr.
Joaquim Alves Conli, ac;demico do pri- @
meiro anno : na ra da Cadeia do Recife
n. 23. *
twa 8
., Osabaixoassignados fazera scieole ao cor-
Aiugo-seum armazem na ra da Cruz n. 29, :po de commercio, e a quem mals convier aue
a doTanoeiro; a tratar no comprarara ao Sr. Joaquim Raphael de Lima a
sua taberna sita na ra d'Aurora n. 48, livre e
desembaragada de qualquer debito ou onus a que
a mesnia esteja obrigada ; e so alguera Uvera
pateo do S. Pedro n. 6, armazem.
Os abaixo assignados, socios da casa com-
mercial nesta ciaade sob a razo Amaral Alves &
C, lendo nesta data por mutuo accordo convin-
do na retirada da^mesma sociedade dos Srs. Jos
de Alenquer Simoesdo Amara!, declaram ao pu-
blico e com especialidade ao corpo do commer-
cio, que contina a referida casa commercial as
suas transaccocs e todo o seu activo e pessivo
sob a responsabilidade dos socios Alves Guima-
raes & Salomn, e sob a razao social de AWes
Guimaraes & C. Recife 11 do agosto de 1860.
Jos de Alenquer SimOes do Amaral.
Jos Alves da Silva Guimares.
Max Homburger como procurador do Sr. Charles
Salomn era Paris.
na
D.
-,Vondem-se carneiros gordos e baratos:
ra do Cotovello, padaria do leao do norte.
A 4#000 rs.
Farelo de Lisboa novo ; na ra do Vigario
19, primeiro andar.
Bons escravos.
Imoleque pega de idade 18 annos, bom bo-
leeiro, 1 dito do idade 13 annos, I escravo pro-
prio para engenho por 800g. 1 bonita moleca de
TO annos, 1 escrava boa cozinheira por 900g, e 1
dita por 400 : na ra de Agoas Verdes n. 46.
Para oficios.
Vende-sc na ra do Queimado n: 53, urna por-
cao de papel marca grande e muito oncorpado
lendo cada resma 96 cadernos.
Por melado de seu valor, vende-sc urna fa-
brica de fazer velas de carnauba : na rna de
Agoas Verdes n. 46, segundo andar.
Na travessa da matriz de Santo Antonio n.
l, vende-se um piano muilo bom e em conta.
Na travessa da jua da Concordia n. 41, ha
para vender ura piano muito bonito e bom, de
Jacaranda, lodo de inbolido, que val 800 com
olhos fechados, e que se d por 500S, oela gran-
de necessidade de dinheiro.
Precisa-sede urna araa de leile : na ra
do liangel n. 7, segundo andar.
Galdino Alves Cavalcanti, tendo de regres-
sar com presteza para Sobral, serve-se da im-
prensa para agradecer aquellas pessoas que lhc
lizeram a honra de o visitar, e pede dcsculpa do
nao o fazer pessoalmenle em razao de nao ter
tido lempo para isto.
Angela Mericia Marques de Paiva, Brasilei-
raretira-se para, o Porto por Lisboa, levando 3
""nos de menor idade.
Araanheceram no dia 3 do corrente mez 2
cavallos castanhos, velhos, magros e pesados, no
cercado Bacu, perlencento ao engenho Gurja
de baixo, silo na freguezia de Santo Amaro de
Jaboaiao, e suppoe-se que foram delxados por 2
ladrees, porque furtaram na mesma noile 2 ca-
vallos gordos de 2 almocreves que tinham per-
noitado no referido cercido : porlanto quem se
julgar cora direilo a elles, dando os signaes cer-
tos e p-ovando serem seus lhes erao entregues
pelo delegado de policia do 2. lermo do Recife.
Jos Francisco da Silva Leao.
Jos dos Santos Souza Lins, cidado brasi-
leiro, redra-se para Portugal.
Aluga-se urna escrava moca que sabe fazer
todo semeo de urna casa com l'impeza ; a tratar
na rua-de Praia n. 43.
k-iT..0ferece"se ,,ma senhora capaz e bem ha-
bilitada era primeiras letras, e cose todas as qua-
lidades de costuras, para ensinar particular em
alguma casa dentro da cidade, ou em algura en-
genho peito da mesma quem de seu prestimo
se quizer utilisar, dirija-se a ra Bella n. 39. qne
achara com quera tratar.
abaixo assignado faz ver ao corpo do com-
mercio que tendo arrendado a sua padaria
na ra Direila dos Afogados n. 66 aos Srs. Aze-
vedo & C, liria e desembaracada de qualquer
debito que possa apparecer, visto o annnncianle
nada dever praca nem fra della, porm se al-
guera sejulgarseu credor. aprsente suas contas
no prazo de 8 das, a contar desta data. Afoga-
dos 11 de agosto de 1860.
Antonio dos Sintos Ferreira.
O abaixo assignado, lancador da recebedo-
na de readas internas geraes, em cumprimento
dos 2." e 3. do art. 37 do regulamenlo do 1.
de margo deste anno, pelo prsenle avisa aos
donos, gerentes ou procuradores de tojas e mais
cagas commerciaes do bairro do Recife, que con-
tinua a fazer o lancamento do imposto de 20 por
cento. pelas russ da Senzala Nova, e Velha, bec-
cos do Monteiro, do Gongalves, Largo, ra da
boui, de Apollo, do Brum, Guararaoes, caes de
Apollo e Pilar, para que lenham proroptos os
seus recibos, papis de natos ou de arrendamen-
ws, am de serem epresenados e por elles ser
leiioo processodo mesmo laocamento conforme
h p?2,,nl- 5"' d0 "(fnlamento del5dejunho
ae 1844. Recebedoria de Pernai-Tibuco 11 de
gosto de 1860.
Jos JeroDymo do Souza Limoero
------rf_------r_.. u wv i'igu&m mu a
lazer alguma reclamacao, o faca no prazo de tres
das, a coutar de primeira publicacao, findos os
quaes nao se attender reclamacao alguma
Recife 9 de agoslo de 1860. Joaquim Manoel
Ferreira de Souza. Alfredo Elesbao Pereira
d Almeida.
OLIfDA.
Aluga-so urna casa de 1 andar na ra de S.
liento, em Olinpa, confronte amiga academia,
cora commodos para familia quem a pretender
dirija-se ra da Cruz n. 23, segundo andar, que
achara com quemlrater.
Quem tiver um sitio perto ou
longe desta cidade, com tanto que tenlia
casa de vivenda, arvores de ft-ucto e fi-
que prximo ao banho salgado, tempe-
rado ou doce, e o quena alugar diri-
ja-se ao largo do Terco casa terrea nu-
mero 33.
O abaixo assigna-
do faz presente ao respeitavel publico e ao com-
mercio em geral, que raeu filho Antonio Pinto de
Azevedo Jnior e era outra qualquer pessoa po-
der comprar ou vender, e nem a receber ou fa-
zer divida alguma em seu nome.sera aprcsenlar
ordem por escripta, assim como a quera seu filho
dever queira aprcsenlar a conta no prazo de tres
das com declaracao do que e que fosse para
minha casa. Recife, 9 de agosto de 1860.
Antonio Pinto de Azevedo.
No botequim da aguia d'ouro,
na ra estreita do Rosario
n. 23, confronte rua das
Larangeiras*
fornece-se almoco jaotar por mez, manda-se le-
var em casa, o mais barato do que era outra
qualquer parte ; assim como das 7 horas da ma-
nhaa emdiante ; tem lodos os dias papa de fa-
rinha do Maranhao e araruta : no mesmo esta-
belecimento acha-se comida sempre prompta a
qualquer hora que se procure ; assim como faz-
se toda encoramenda que se fizer, c lodos os do-
mingos e das santos haver mo de vacca das 3
horas da madrugada em diante.
Prestem
Os abaixo assignados com-
pradores da massa fallida de
Claudiano ftOliveira.vem pe-
la ultima vez avisar aos deve-
dores da mesma, quehajam
quanto autes de vir satisfazer
os seus debites, para o que
temos marcado o prazo de 5
dia a contar desta data, sob
pena de serem cobradas ju-
dicialmente findo o dito prazo.
Recife 11 de agosto de 18G0.
Figueiredo & Irmo.
Na rua Velha n. 105, aluga-se
um moleque para qualquer servico do-
mestico: trata-se na mesma.
Vi administradoras da massa fal-
lida de Manoel Jos ferreira Gusmo,
avisara a todos os Srs- credores, que
tendo de dar cumprimento ao que dis-
poe o art. 859 do cod. commercial,
faz-se necessario que, na forma do mes-
mo artigo, lhes apretentem os seus ttu-
los de divida no prazo de 8 dias, levn-
doos a travessa da Madre de Dos n.
16, aos administradores Ferreira &
Martins. Recife 9 de agosto de 1860.
Urna ama, entendendo de regimera interno
de qualquer casa, offerece-se ao publico ; na
camboa do Carmo, primeiro andar n. 36.
OSr. J. R. B. Penna tem na rua do Livra-
mento n. 23 tima encoramenda vinda da provin-
cia do Amazonas.
Aos logistas.
Louvando muito a quem leve a feliz lembranca
oe procurar meios para nao aivdar esmolando De-
les portas o Sr. Mogalhaes, que outr'ora esleve
ora boas circunstancias e perlenceu a classe dos
logistas, lembro tambera um nosso collega hon-
rado e anda era peiores circunstancias pela mo-
lestia chronica que padece ; o Sr. Jos de llne-
les Jnior e digno que seus irmos lhe pronor-
conem algura lin.tivo a seus soffrimentos, o que
so pode fazer com as mesmas assignaluras eiido
so preciso que se esforcem para adquirir o maior
numero possivel, que chegue para partilhar com
estes dous nossos collegas : e Deus que na
de.xa sera recompensa actos desta natureza pre-
ni io r "
n m logisla.
O abaixo assignado est autorisado pelo Sr
capitao Joaquim Nery da Fonceca o sua mulher'
residentes na provincia do Rio Grando do Sul
vender a heranca que lhes pertence por falleci-
menlo de seus pais Ignacio Nery da Fonceca e
sua mulher a qual consiste era parte do bm
edificado sobrado de dous andares e sotao sito
na rua Direila. e n'um grande terreno de rnari-
nha, na rua do Alecrira da freguezia de S Jos
os pretendentes di.-ijam-se ao escriptorio do abai-
xo assignado na rua do Imperador n. 75.
Francisco Daplisla a"Almeida.
Aluga-se para casa de familia um moleque
uom copeiro o entendendo do ollicio de alfalate -
a tralar na rua da Madre de Dos n.|38.
Muita attenco.
O arrematante da taberna que toi do Sr. Paulo
Francisco Rozendo. sita na rua da Imperalriz n.
04, roga pela terceira vez aos senhores que tem
conta na mesnia, que tenham a bondade de vir
saldar ale 13 do corrente, pois deste dia em dian-
lo nao tem mais contemplacao com nenhum
berao chamados a juizo c publicados todos os
seus nomes por este jornal ver se assim Vmcs.
querem acabar com suas contas.
Precisa-se do urna araa para o servico de
urna casa de pouca familia, que seja capaz'para
cozmhar, lavar e engommar, preferindo-so es-
crava : na rua do Sol n. 39.
Caetano Agapito de Souza, subdito portu-
guez, relira-se para fora do imperio.
O abaixo assignado julga nada dever nesta
praca nem fora della, porm se alguem se julgar
seu credor podo apparecer em sua residencia na
rua largado Rosario n. 50, segundo andar, a
qualquer hora do da, para ser imraedialamenle
pago. Recife 10 de agoslo de 1860.
_, Caetano Agapito de Souza.
. Thomaz Rrocks e William Willis. subditos
inglezes, reliram-se para fora da provincia.
$ ygd
^ O Sr. Jos Botelho Pinlo Ju-
j nior, tenha a bondade de ir concluir o @
negocio que nao ignora : na rua da Cadeia S
@ do Recife n. 23. S
Vende-so ura escravo moco, de bouila fi-
gura, por preco commodo : na ruados Martyrios
Aviso aos senhores mu-
GABINETE PORTUGUEZ
DE
i.*
A directora do Gabinete Portuguez de Leitura nesta cidade, faz publico aos Srs
associadose a quera mais possa interessar, que em consequencia do mo estado do'
soaibo do primeiro andar da casa da sua biblioteca, nao pode ter lugar no dia 15 do
5,le. olemmdade do anniversano de sua installaro. como de costume
E? a d;re,ctor,a f"-lo as novas casas do Exm. baro do Livramento, para'
onde brevemente tem de se mudar o Gabinete
RecifelO de agoslo de 1860.
Jos da Silva Loyo,
Director.
Antonio Baptisla Nogveira,
Io secretario.

:.a-^:ss;irssr^i7Sv^^
Aluga-se urna loja na rua da Penha n. 29 :
quera pretender dirija-se rua Dircita n. 93, pri-
meiro andar.
Venda de
reno com casa.
P. Augusto Pradines e sua mulher declaram a
quem convier quo vendem os bens do seu casal
consislindoeiu um RONITO E VANTAJOSO ter-
reno com casa (bonito porque capaz de agradar
a um ceg, vantajoso porque nao precisa aterro
para o edificar por estar elevado lendo al areia
para fingir) o dilo terreno faz canto ou esquina
da rua da Atlraccao para a rua projectada a ca-
pella do cemiterio publico, o qual esla livre o
desembarazado por ter j tirado licenca da res-
pectiva cordeajao da cmara municipal : para ver
e fallar com o mesmo na casa dV. dito terreno
sitio dos tecidos, at s 9 horas da ftranhaa e do
larde das 4 em vante. ^^s^
DA
PROVINCIA.
6 Sr. thesoureiro das loteras manda fazer pu-
blico que se acham venda todos os dias no es-
criptorio das mesmas loteras na rua do Impera-
dor n. 36, e na casa commissionada pelo mesmo
Sr. thesoureiro na praga da Indepencia ns. 14 e
16, das 8 horas da manha s 6 da tarde, os bi-
lhetese meios da uliima parte da primeira e pri-
meira da segunda lotera do theatro de Sania
Isabel cujas rodas deverao andar imprelerivel-
menle no da 25 de agosto do corrente anno.
Thesourana das loteras II de agosto de 1860
O esenvo, J. ti. da Cruz.
Vende se ou arrendi-se
Fazcndas e roupa feila
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RUA DO QUEIMADO N. 39
EM SLA LOJA DE QTATRO PORTAS.
Tem um completo soriimento de roupa feita,
e convida a todos os seus freguezes e todas as
pessoas que desejarem ter um sobrecasaco bem
feilo, ou umi calc,a ou collelo, de dirigirem-se a
este estabelecimento que enconiraro um hbil
artista, chegado ltimamente de Lisboa, para
desempenhar as obras a vontade dos freguezes.
J tem um grande soriimento de palilots de ca- fuc'* uu arren semira cor de rap e outros escures, que se ven-1 ranc* com Srancle planta de capim
dema 125?, outros de casemira de quadrinhos Pa estrada nova da Imbiribeira : a tra-
S1COS.
No becco do Calabouco n. 17, concerlani-se ins-
trumentos de msica com perfeicao.
Precisa-sc de 3:000OOQ a premio sobre hy-
potheca era um predio que val 6:000300 : quem
pretender fazer este negocio annuncie sua mora-
da para ser procurado.
Perdeu-se do Caminho Novo da Soledade
ale o Hospicio urna pulseira do coral com canto
de ouro e alguns enfeites pequeos para menina,
a pessoa que a liver achado, querendo restituir:
pode entregar nesta typographia.
Attenco.
Desappareu do sobrado da rui do Sol n. 32
um relogio de ouro patento ioglez, cubera nu-
mero 22950 : roga-se a quem o achou de o levar
mesma casa que ser gratificado.
Praca.
Terea-reira 14 do corrento se alugar em ulti-
ma praca, depois da audiencia do Illm. Sr. Dr.
uiz dos orphaos, a casa do sobrado n. 72, sita
na rua do S. Francisco, pertencente aos herdeiros
do finado Joaquim Fernandes Eiras, cujo arren-
damento se faz por ordem do mesmo juiz, sendo
o preco annual o do 800g000. Recife, 3 de agos-
lo de 1860.-O rscrivo,
F. C. deBrito.
SOCIEDADE
IMO BENEFICENTE
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Era Pernanibueu.
De ordem do Sr. presidente convido aos se-
nhores socios eflectivos para sesso extraordina-
ria de assembla geral, segunda-feira 13 de agos-
to, as 6 horas da larde.
Secretaria da sociedade Uniao Beneficente dos
Artistas Selleiros era Pernambuco 10 de agoslo
de 1860. s
Auspicio Antonio de Abren Guimares.
1." secreta rio,
O capitao do brigue Tarujo & Filhos, de-
sejava fallar ao Sr. Joaquim Antonio Faria Bar-
bosa, na taberna de Palmeira& BellrSo, no largo
do Corpo Sanio.
No dia 6 do corrente fugiram duas pretas
da Cosa, ambas de nome Maria ; urna baixa c
tem os beicos grossos ; e a outra alta e secca
do corpo: a pessoa qne as pegar, leve-as em F-
ra de Portas, rua do Pilar n. 5, onde ser grati-
ficada.
Joo Goncalves Mamede, subdito de portu-
guez, relira-se para o Porto por Lisboa.
Na rua da Santa Cruz n. 28, se precisa de
urna araa de leite, sera filho e sadia, para criar
uraa menina recentemente nascida ; assim como
urna escrava para cozinhare engommar com per-
feicao, ou mesmo urna mulher Torra.
ASSOCIAGAO
DE
Soccorros Mutuos e Lenta Emancipaco
dos Captivos.
Em consequencia de achar-se a casa das ses-
sdes oceupada com o anniversario da Associacao
Typographica Pernambucana, fica transferida a
sesso do conselho para o dia 15 do corrente, s
horas do costume ; o mesmo senhor presidente
manda declarar, que em sesso de 29 de julho
foram escolhidos para socios protectores por me-
recimentos reconhecidos, o Illm. e Rvm. vigario
do Altinho, Agostinho de Godoy de Vasconcellos ;
o Illm. Sr. comraendador Manoel Luiz Vires
Assim como o consolho comprou o meio bilhele
de n. 1952 da quinta parle da qaarta lotera do
Gymnasio, por conta do rendimenlo da bolsa de
caridade.
Secretaria da Associacao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipaco dos Captivos em 10 de
agosto de 1860.
Albino de Jess Bandeira,
1. secretario.
Furtaram hoje 7 do corrente, do engenho
Concordia, freguezia-da Luz, dous animaes, sendo
um quarto ruco sujo, clinas, cauda e carris pre-
tos, idade de 7 |annos. inteiro e vai ferra-
do cima do quarto da anca com um M. Urna
besta mellada, clinas e cauda brancas, idade
de 9 annos, com o ferro cruz G ; ambos os
animaes sao de bom lamanho e bem feilo de
ossos : quera os achar far o favor de os
mandar levar no mesmo engenho, que junto
do engenho Tabocas, ou|raandar dizer aoSr. Jos
Soares Pinto Correia, na rua Direita n 72.
Os abaixo assignados, socios da refinada da
rua do Pilar n. 118, que gyrava sob a razio so-
cial de Vieira & Gongalves, declaram que dissol-
veram araigavelmente a sociedade, ficanda o so-
cio Vieira encarregado do activo e passivo, e o
socio Goncalves com a casa livre e desembaraca-
da. Recife 8 de agosto de 1860. Joaquim da
Costa Vieira, Jos Joaquim Goncalres.
da mais fina que ha no mercado a 16$, ditos
j de merino stima 125?, ditos de alpaka muilo
fina a 6?, ditos francezes sobrecasacados a 12,
I ditos de panno fino a 20, 253?, e 30, sobre-
' casacas francezas muito bem feitas a 35, cal-
cas feilas da mais fina casemira a 10, dilas de
brim ede fustao por preco commodo, um grande
sortimento de colletes de casemira a 59, dilos de
ouiras fazendas por prec,o commodo, um grande
soriimento de sapatos de tapeto de goslo muito
apurado a 23, ditos de borracha a 2500, cha-
| pos de castor muito superiores a 16, ditos dese-
| da, dos melhores que lera vindo ao mercado a! 0,
dilos de sol. inglezes a 105?, ditos muitos bons a
123?, dilos francezes a 83?, ditos grandes de pan-
no a 49, um completo soriimento de gollinhas e
manguitos, tiras bordadas, e entre meios muito
proprio para collerinhos de meninos e iravessei-
ros por preco commodo, camisas bordadas que
serven) para balisado de crianzas e para passeio
a 83?, 10 e 123?, ricos lencos de cambraia de
linho bordados para senhoras, ditos lisos para
homem por prego commodo, saias bordadas a
35500, ditas muito finas a 53?. Ainda tem ura
restinho de chales de toquim a 30, cortes de
vestido de seda de cores muilo lindas e superio-
res qualidades a 1003?, que j se venderm a
150, capotinhos pretos e manteletes prelosde
ricos gostos a 20, 253? e 303?, os mais superio-
res chales de casemira eslampados, muilo finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
las, adamascadas, muito superiores a 53?, dilas
para rosto de linho a 13?, chitas francezas de su-1 fj
perior qualidade, tanto escuras como claras a'Si
200, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas I i
casemiras para caiga, colletes e palitois a 45? o co-| 1
vado, e um completo sortimento de outrasfazen- "
das, e ludo se vende por prego barato, e que nao
possivel aqu se poder mencionar nem a quarta
parle deltas, no entanto os freguezes chegando e
querendo comprar nao irao sera fazenda.
lar na mesma com Manoel Ignacio Be-
zerra Cavalcanti.
O abaixo assignado pede as pes-
soas que se julgarem credoras de sua
cocheira na rua do Imperador, admi-
nistrada pelo Sr. Antonio Jos -Pereira
do Lago, que no prazo de 8 dias conta-
dos da data deste hajam de apresentar
suas contas, alim de Serem legalisadas e
pagas, e panado daqueUe dia nao se
esponsabilisa por cousa alguma. bem
como faz sciente a estas pessoas eao pu-
blico que desta mesma data em diante,
nao se responsabilisa por debito algum
que possa ser contraliido para a dita sua
cocheira a nao ser comprado ou com
bilhete do abaixo assignado.
Jos Goncalves Malveira.
fg O Dr. Azevedo Pedra, ha pouco che- ^
gado nesta capital, faz sciente ao respei- :0
@ tavel publico que acha-se prorapto a qual- %b
Se quer hora era sua residencia rua da Im- @
peratriz, sobrado n. 88, segundo andar, *
@ prestar os recursos de sua profisso ; 'na @
m mesma casa d consultas gratis aos po- -^
bres. r Z
yw@@@ @@@ @@fc
Antonio de Azevedo Pereira vai a Europa
c deixa por seus procuradores os Srs. Prenlo
Vianna & C, Jes Antonio Basto e Jos Pereira
de Azevedo.
(f'KEMP nueyyork)
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
E UDDP.
NEW-YORK
O MELHOR REMEDIO CONHECIDO
Contra constipacoes, ictericia, affecces do figado,
febres biliosas, clicas, vid'igestves
enxaquecas.
Hemorrlioidas, diarrhea, doencas da
pelle, irupcoes, e todas as enfermidades,
PROVENIENTES DO ESTADO IMPURO DO SANGUE.
75,000 eaixas deste remedio consomraem-se
annualmenle!'
Remedio da natureza.
Approvado pela falcudade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os condecidos. Sendo estas pilu-
las puramente \egelaes, nao conlem ellas ne-
nhum veneno mercurial nem algum ou tro mi ne-
ral; esto bem acondicionadas era eaixas de folha
para resguardar-se da humidsde.
Sao agradiveis ao paladar, seguras e eficazes
fm sua operago, ura remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhice.
Lea-se o folheto que acorapanha cada caixa.
pelo qual se ficar conhecendo as muitas curas
milagrosas que tem effectuado. D. T. Lanman
& Kemp, droguistas por atacado em New York,
sao os nicos fabricantes e propietarios.
Acham-se venda era todas as boticas das
principaes cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na rua Alfandega n. 89,
Babia, Germano & C. rua Juliao n. 1.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
di C rua da Cruz n. 22.
Vendem-se velas de composigo : na rua
da Ponte-Velha, casa da esquina junto a serrara
pelo diminuto prego de 13500 a arroba.
Fngeuho venda.
Vende-se um engenho silo na freguezia
de S. Lourenco da Malta, faz-se todo o
negocio por se dosejar desfazer delle :
trala-se na rua do Imperador taberna da
esquina n. 83.
O abaixo assignado declara" pue nao o
autor de dous artigos publicados no Liberal Per-
nambucano e no Diario do Recife sobre o con-
curso cadeira de lingoa franceza do Gymnasio
Provincial. Declara tambera que, se seus incom-
modos de saude e suas oceupagoes lhe permit-
tissem entrar em polmica pelos jornaes, havia
de assignar os seus escriplos e usar de urna lin-
goagem asss enrgica para profligar de rijo a
parcialidado e subserviencia que tao descarada-
mente ostentaran? no referido coocurso, ainda
que por de mais convencido de que nesta trra
classica de escndalos e servilismo, quando al-
guem ousa clamar, clama sempre unitilmenle.
Recife 11 de agosto de 1860.
Hermillo C. L. Duperron.
Dessja-so saber de prenles ou familia de Joaquim Jos Pereira de Torres, ca- Jv
sado com Josepha Maria Rodrigues, que i*
residiam em Olinda, pelos annos de 1820 w
a 1822, tiverara tres Glhos, um foi para &
Portugal c os outros Acarara nqui, cha- Qjj
ma-se ura Filippe e o outro Vicente e 3?
formaram-se ambos em direilo : a pessoa S
que soubcr far favor dirigir-se rua do 3=
Queimado n. 18, loja de M. R. de Car- !j
valho. afc
Massa do tomates,
a mais superior que tem vindo oo mercado; ven-
de-se na rua larga do Rosario n. 50, quina que
volla para a rua estreita do Rosario.
Precisa-se fallar com os Srs. Antonio Se-
raphim de Araujo Gocs e Antonio Henriqucs de
Almeida, a negocio de scu interesse ; na rua do
Crespo, loja n. 8.
A pessoa que annunciou querer vender urna
casa terrea na freguezia de S. Jos, ou trocar poc
escravos, pode-se entender na rua da Imperatriz
n. 17, cora Fredcrico Chaves, que est autorisado
para fazer qualquer dos negocios.
O senhor que precisa do 3:000$ a premio,
dando hypolheca em um predio que val 6:000.;.
pode dlrigir-s rua de Santa Thereza, taberna
n. 60, que se dir quem faz este negocio.
A pessoa que pretende o negocio pela casa
da rua Bella, apparega na rua do Rangel n. 21,
para so lhe inculcar quem quer fazer esse ne-
gocio.
Aluga-se o primeiro andar da casa n. 19,
na rua Augusta, com muitos comraodos e muito
fresco : quem pretender, dirija-se a mesma casa,
que achara cora quem tratar, no segundo andar.
Na rua Augusta n. 19, segundo andar, ainda
tem para vender superior doce de caj secco, o
de outras qualidades, seceos e de calda.
Limpam-se os vidros de qualquer oculos de
ver navios, e tira-se o mofo por mais enlranhado
que esteja nos vidros : quem precisar, dirija-se
a loja de livros na praga da Independencia ns.
6 e8.
Precisa-se de urna ama que cozinhe bem :
na rua do Crespo n. 23*
Precisa-se logar um preto de idade para
fazer o servigo externo de urna casa, como seja
comprar, carregar agoa, etc. : na rua do Crespo
numero 25.
Precisa-se de um forneiro ; na padaria da
rua do Rosario n. 40.
(



#'


PUMO DE EgRNAMBUC. SEGUNDA FEIRA 13 DE AGOSTO DE 1860.
TOL WMM.
DO
Recifc a Sao Francisco.
Convida-se aos Srs accionistas a virom rece-
bcr o nono dividendo Ando cm 31 de julho ulli-
Saques.
Cirvalio, Nogueira & C, saccam so-
breLisboa ePorto: na rui do Vigario
n. 9, primeiro andar.
Augusto Elisio de Castro Fonseca, mora ac-
tualmente na freguezia do Poco da Panen, mas
no a razao de 7 por cento ao anno no escrinlo-1 ",*lu,e,,ie ua "r* u" *S ua nena m"
lio da rnmnanh a ma do n\ n'n%esc,.P,?ft' pode ser procurado todos os das uleis das 8 as 9
h'gTEto&tolSS?0 2' dasl^'horf " de sua mai, na ra do Livramcnto n. 19, segun-
Rodrigues & Lima declarara que nada de-! do an.d?,r-Por a(luel,as Pe-'soas 1ue lhe dcseja-
vem a pessoa alguraa, equo foi exlincta a dita | em. ,."'A^A^ .a.s. _.h.0".!-,d.a ma"haa-is
ATTENCiO.
firma.
3 da tarde acha-se em sua repartiQao, onde nao
falla a pessoa alguma, seno sobre negocio mui-
to urgente, que nao admitta demora.
Engorama-se com perfeic,ao e presteza para
, homem ou mulher, nacional ou estranaeirn ain-
3??J!**P. P yg.fr" Va" da mesmo mediante a condicao de tambera la-
quer escripturacao. dirija-se a ra Direita, sobra-
do n. 74. que se diri quem a isto se presta, afian-
Cando-scaceio e presteza.
Attenco.
*
Ao dia 3 do corrente ausentou-sc do sobrado
da ra Direita desla cidade n. 74 um africano de
nomo Manoel com os signaos seguintes : fe ico es
regulares, rosto curto, baixo, cheio do corpo, e
tem no peito um signal, que parece um X mal
feito ; levou camisa de chita e calca branca ja ve-
lha: consta que anda vagando peas ribelras, pa-
teos, e ras dos iros bairros ; roga-se as auto-
ridades policiaes queirara o aprehender se o
encontraren!.
Ensino de msica.
var-so : a tratar na ra do Imperador, taberna n.
28, do Sr, Domingos da Silva Campos.
^Consultorio central Iiomcopathicof
& DE S
-D
Continua sob a mesma direcrao da Ma- (g
noel de Mattos Teixeira Lima, professor fg
;- em homeopathia. As consultas como d'an- Jij
Q> les.
i
j Botica central homeopalhica
l DR. SABINO 0, L PIMO, i
Novos medicamentoshomeopathicos en- j
18 Rua Ealreita do Rosario. 18
Vendem-se todos os gneros muilo baratos o
rauito bons, sendo queijos do serao, ditos de rei-
no, manteiga ingleza muito boa e barata, dita
franceza, vinho do Porto vindo de fora, dito da
Figueira do melhor que ha, marmelada em latas,
de todo o lamanho,aramia, farinha do Maranhao,
concerva muito boa, eslrelina para sopa, milho
em sacca de S6 culas.
REL0GI0S.
Vende-se emeasa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, reogios O afama
do fabricante Roskell, por presos commodos,
tambemtrancfiins e cadeias para os mesmos,
deexcellente costo.
Fazcndas baratas.
Moreantique de seda de todas as cores a 2}500
o covado.
Chitas francezas escuras de cores fixas a 240 rs
o covado, saina bal.io para senhora a 4j500 e 55,
gollinhas de linho a 500 e 640, pentes de tartaru-
ga a imperotriz a 10*. camisas de fcsiaoa25,
ditas de madapolao a 29, ditas para neninos a
"6, cortes de casemira ingleza superior n 4&500 e
5^ : na loja da ra da Cadeia do Recite n. 23,
de Augusto & Perdigo.
rs
OlTerece-se para leccionar o solfejo. como tam- @ vidsda Eu,r.Pa Pe,, Dr- Sabin-
em a tocar varios instrumentos; dando as li- 9 Estes medicamantos preparados espe-
j:j cialmenle segundo as necessidades da ho-
g meopaihia no Brasil, vende-sc pelos pre-
a* eos conhecidos na botica central homeo-
pathica, ra de Santo Amaro [Mundo No-
be
cees das 7 horas s 9 1 [2 da noite : a tratar na rua
larga do Rosario n. 9.
COMPANHIA
flLL
Estabelccida em Londres
iif|ti si mu,
CAPITAL
iueo mUlioes de litaras
esterlinas.
Saunders Erothers & C." tcm a honra deln-
rmar acs Srs. negociantes, proprielarios de
;nsas, eagucm raais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
ffectuar seguros sobre edificios de tijolo epe-
ira, cobertos de tena e igualmente sbreos
objedoa que contiverem os mesmos ediliciose
juer consista em mobilia ou emfazendas de
^ualai- alidade.
f?ENNA CE AC0
DE W.SCULLY
Estas ponnas de differentes aualidades, so fa-
bricadas de aro de prata rcfiuada do primeira
tempera, e sao applicavcis a todo o tamanho de
lettra. Preco 1S500 cada caixa e ponnas de ouro
pelo mc-srao autor com ponta de diamante, que
leem n grande vanlagera de nao estar, sujeitas a
crear ferrugem e conservndose bem limpas sao
de duracao infinita, deposito era casa dos Srs.
Guedes & Goncalves ra da Cadeia n. 7.
flMgBMiiBtM mmmtmmmm
de Paris. 1
15Ra Nova15 '
Frederico Gautier, crurgiao dentista,
faz todas as operaroesda sua arte e col-
loca dentes artificiaes, ludo com a supe-
rioridade c perfeicSo que as pessoas en-
tendidas llie recouhecem.
Tem agua e pfis dentifricios etc.
ji vo) n 6. *
Na livraria ns. 6 e 8 da praca da Jndepen-
dencia precisa-se fallar ao Sr. alferes Thom Go-
mes Vieira Lima.
Alaga se um sitio grande com
excellenle casa de vi venda, com todas as
commodtdades para familia, no lugar
da Caa Forte : a tratar com os pro-
prietanos, N.O- Rieber & C.
agencia los fabricantes america-
nos Grouver & Ilaker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johoston & ra da Senzala Nova n. 52
geieeisaiseig bb*8 mmmm m
g} O Dr. Casanova pode ser procurado a f>
3 qualquer hora em seu consultorio horneo- '<&
S$? palhico em Pernambuco
CE 30RA DAS CRUZES30 R
$f> No mesrno consultorio acha-se sempre
^ grande sorlimento de medicamentos cm Js
gg tinturas e glbulos, os mais novos c bem
preparados, os elementos de homeopslhia
Ra Novan. 34.
Madama Rosa Hardy tem para veider ricos
cintos de seda com (velas para senhora.
NICA VERDAD EIRA ILEGI-
TIMA.
NO
mi
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tornados em 30 dias consecutivos. ,........... 109000
30 cartes paraos ditos banhos tomados em qualquer tempo......". 153O0O
*5 Ditos dito dito dito ...... 8000
J ...... 4#000
Banhosavulsos, aromticos, salgados esulphurosos aosprecos annunciados.
Esta reducc.o de presos facilitar ao respeitavel publico o gozo das vanlagens que resultara
da frequenciadeum estabelecimento de urna ulilidade incontestavel, mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada;
DE
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquini Francisco dos Santos.
SALSA MMUU
Remedio sem igual, sendo reconhecidos pelos
mdicos, os mais mnenles como renedio infal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumatis-
mo, enfermidades do figado, dyspepsiu, debilida-
m m& MII
Heroutc Ao Vicceo i\a Cougvcga^ao \circ\ro \cvAc.
Seda de quadrinhos muito fina covado
Enfeites de velludo com froco pretos c
de cores para cabeca de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo sedas, 13
e seda, cambraia e seda lapada o
transparente,, covado
Luvas de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homens e meninos
Lencos de seda roxos para senhora a
25000 e
Mantas para grvalas e grvalas de seda
de todas as qualidades
Chapeos franeczes forma moderna
dade geral, febre biliosa e intermitiente, enfer- Lencos de gorgurao pretos
a^w
s
8
CASA LISO-BRASLEIA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAlendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e exccllentes ac-
commodares para muito maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lcm-
branra dos scus amigos c dos Srs. viajantes que
visitera esta capital; continua a preslar-lhesscus
servirose bons ofcios guiando-os em todas as
cousas que precisem conhecimento pratico d-o
paiz, ele.: alcm do portuguez e do nslez fallu-se
na casa o hespanhol e francez.
PITADA ESPECIAL.
paraense de rap
jorba.,
Esta fabrica acaba de estabelecer ncs,a cidade
um deposito de seu rap, o qual se encontrar
= OSr Francisco Aranha de Souza tem urna ; plfectivamente a concurrencia do respei'avel pu-
carta no cscriptorio de Manoel Joaquim Ramos e ''''co- etn casa do Domingos Teixeira Basto, na
Silva, na ra da Cadeia do Recife | rua da Cadeia n. 17 ; o fabricaule desejando lor-
O empreiloiro da va frrea precisa, no en- nar PPular nesla capital e provincia a industria
genhoSelubal.de dous homens para vigiarem <)e 1Uf lancou mo, rrsolve-se a estabelecer-lhe
os animaos durrnle a noite, sendo porm res- I ? PreC de 12U0 por libra ; o proprietario desde
ponsaveis os mesmos vigas por qualquer furto' ^ collla que os apreciadores desle genero nao
ou extravio que haver possa em os mesmos ani- dfixarao de concorrer para que saiam eoroadas
as esperanras que nutre de ter prelerencia o seu
rap a oulro qualquer, afianzando desde j que
cada vez mais o aperfeigoar, c a experiencia
provar aossonhores lomantes a iseDrao de qual-
quer elogio a este rap j conhecida em outras
provincias.
Trecsa-se de um grande armazem para de-
posito de fazendas, que seja na travessa da rua
maes, offerece-se a paga de 1S280 rs., per noite
a cada viga.
Aluga-se a loja do sobrado da rua Impe-
rial n. 33 : a tratar no mesmo sobrado, ou ua rua
da Lapa n. 13.
Dr. Joao Ferrcira da Silva mudou-seda
rua do Itangelpara a do Livraraento n. 26, so-,
rado do Sr. Manoel Buarque de Macedo, defron- | do v'Sario ou fm suas mediacoes, nao se duvi-
le de sua anliga habilacao. A grande p'ratica de I dando dar um bom aluguel : quem o tiver, an-
.Tiscullacao reconhecid por quasi lodos os seus!liuncie P.r csle mesmo jornal para ser procura-
: elegs dosta cidade torna-o recommendado no
isstico das molestias dos pulmes e do cora-
gao ; assim como pira verificar o estado de san-
le dos escravos que se desejam comprar. Pelo :Nova qualquer des andares teem bas-
ado numero e variedades de operaces que I
ha feito com bora resultcdo cm o exercicio de
ro-iis de 20 annos, se julga habilitado para prati-
car toda e qualquer operacao cirurgica por mais
''.Micada e difiicullosa aue seja.
KT y ry TT ?TTTr'r TY r y y YTTTTTTTTT>.
C DENTISTA FRANCEZ. 2
:C. r.iulo Caignoiix, dentista, rua das La- 3
t* rangeiru 15. Na mesma casa tem agua e i p dnnlifico. *
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia, que saiba coziohar e engommar : na rua
Bella u. 38.
Intcicsse.
Deseja-se saber onde mora o Sr. capilao Ma-
noel de Amorim Lima, que outr'ora morou na
rua do Sol, a negocio que lhe diz respeito : na
serrara da rua nova de Santa Rita n. 35.
Precisa-se de urna ama para amamentar
um menino de 2 mezrg, por ter a ama que o cria
pouco leile: a tratar na casa assobradada a mar-
gem do rio ao norte da fabrica do gaz.
Aluga-se o segundo e tereciro an-
dar ou soto, do sobrado n. 01 da rua
tantescommodos e acham-se em tal es-
tado de aseio que dispensam fazerdes-
pezas com pinturas e outro6 arranjes :
quem pois os quizer procure entender-
se com o abaixo as6gnado na mesma
cosa ou em seu'esc iptorio no paleo do
Collegio boje praca de Pedro 11 ou na
rua do Hospicio sobrado n. 17, que es-
ta' resolvido a fazer alguma modiica-
cao no preco.Joie ios Anjos Vieira de
Amorim.
mdades resultantes do emprego do mercurio,
ulceras e enq res que resultam da i npureza do
sangue.
CAUTELA.
D, T. Lanman & Kemp, droguis as por ata-
cado New York, aegam-se obrigados a prevenir
o resdeilavel publico para desconfiar de algumas
tenues imia^oes da Salsa Pairilha de Bristol,
que boje se vende neste imperio, declarando a
todos que sao ellesos unios proprielarios da re-
ceita do Dr. Bristol ,tendo-lhe comprido no an-
uo de 1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa a guma tem
direito de fabricar a salsa parrilhadeEristol, por-
que o segredo de sua preparaca acha-se somen-
te em poder des referidos Lanman $ Kemp.
Para evitar engaos comdesapreciaveiscombi-
nacoes de drogas perniciosas,as pesso;is que qui-
zerem comprar o verdadeiro devem bem observar
os seguintes signaes, sem os quaes qi alquer ou-
tra preparaca falsa;
Ia envoltorio de fora est granito de um la-
do sob urna chapa de ac, trazendo ao p as se-
guintes palavras :
D. T. LANMAM & KEMP
SOL AGEKTS
N. 69 WATER STREET.
2S O mesmo do outro lado tm ura rotulo em
papel azul claro cem a firma e rubrica dos pro-
prielarios.
3o Sobre a rolha acba-se o retr.Mo o firma
do inventor C. G. Bristol em papel cor de rosa.
4o Que as direeges juntas cala garrafa
tem urna phenix semelhante a que vai cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio do Janeiro rua da AlfanJega n. 39.
Baha Germano & C. rua Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum,
C, rua da Cruz r. 22.
Attenco.
Tcdro Augusto Pradines estabelecido de cuti-
leiro e armeirotia rua do Manuel n. 24, declara
as pessoas que teem obras em seu poder hajam
deas vir buscar at o dia 14, findo o dito prazo
nao se responsabilisa por reclamacao alguma,
das 10da manhaa al s 4 da tarde." Recite 7 de
agosto de 1860.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar
ou do dous, em bom estado, com quintal, nos
bairros da Boa-Vista ou Sanio Antonio : quem o
tiver, dirija-sc a rua do Crespo n. 25.
Ricas capellas brancas para noivados
Saias balo de todas as qualidades
Tafe rxo o covado
Chitas francezas a 260, 280. 300 e
Cassas francezas. a vara
1$000 Setim prelo azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largura,
o covado 1S600
w Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado 2$000
u Chales de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
3 Seda lisa prela e de cores propria pa-
ra forros com 4 palmos de largura, o
2S500 covado l500
Ricos cortes de seda pretos e de cores
I com 2 saias e de babados 8
SsOO Ditos de gaze e de seda phantasia S
2J000 Chales de louquim muito finos S
9 I Grosdenaple prelo c de cores de lodas
ff | as qualidades 9
500 i Seda lavrada prela c branca )S
5320 Capas de fil c visitas de seda prela com
1500 I froco S
21
1.
A empresa da illummacao a gaz desta cidade, faz sciente a todas as
pessoas que collocaram candieiros de gaz em seus casas, e aos que preten-
den! ainda collocar, que tem resolvido baixar os precos dos globos de vi-
dro para 1$500, 2 e 500 os mais linos qut se pode fabricar, os preten-
dentes acharao no armazem da rua do Imperador n. 31, um comple-
to sortiiaento a sua escolba, assim como candieiros, arandelas e lustres
chegados ltimamente, de gostos variados e do melbor que se pode de-
sojar. Rostron Rooker & C,
Agentes.
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza rua da Cruz n.22.
APPiOVACiO E AITORISACIO
DA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
Sipop d
DrFORGT
JARABE DO FORGET.
Este xarope sl approvado pelos mais eminentes mdicos de Pars,
Icomo sendu o melhor para curar constipares, tesse convulsa e outras,
aec>;es dos bronebios, auques de peiio, irriuooes nervosas e insomnolencias: urna co.berada
pela manlii, e outra noite sao suflicientes. O ell'eito deste exceleote xarope satisfaz ao mesmo
tempo o doente e o medico.
O dsposilo na rua larga do Rosario, botica de Dartholomeo Franeiuo de Souza, n. 36.
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPATICAS
De
Rua do Brum (passando ochafariz.)
No de\tozlto desle estala eVe cimento sempre na grande sor timen to de me
enanismo ara os engennos de assnear a saber:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoassento ;
Rodas d'agua de ferro com cubos le madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas;
Cannos de ferro, e portas d'agua tara ditas, e serrilhas para rodas de madeira*;
Moendas interasconr*rgens muito fortes, e convenientes ;
Metas moendas convrodetasmotoras >ara agua, cavallos, oubois, acunbadas em aguilhoes deazs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares e bicas para o caldo, crivos e portas de ferro para s fornalhas ;
Alambiques de ferro, raoinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
RoJetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos oubois ;
Aguilhes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrocas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D. W.Bowman confia que os seus freguezes acharotudo digno da preferencia com
que o honrara, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela continuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que po^ero necessilar.
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem ncommodo.
,, AS CHAPAS MEDICINAES sao muito conhecidas no Uiode Janeiro e em todas as urovinri-.*
deste imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que se tem obtdo mlZll
5?o 2 SEySsT1* qU6 PrVa Cm nn"mCrS aUCSlad0S que ^em de pessoas capa!
umL Cm eSta C.H*A8-1*c0-">ncA-BFi8PAncA8 oblem-se urna cura radical c infallivel Pm
todos os casos de inflanmacao cansaco ou falla de resniraeo) seiam internas n t|I..
do ligado, bofes, estomago, baco. rii s. tero, peito, palpiiac5o de exlernas, como
habis e disticlos facultaivoV" ""........-------" "--" u uso aconselhado por
far aAsrf"com,Pendas,dl,s Pr0Tncas devem ser dirigidas por escripto, leudo lodo o cuidado fl
SLSS. rlece6sar,as Pl'Co?esf se as chapas sao para hornera, senhora u crianca declarando a
molestia em quo parle d^ corpo exis c, se na cabeca Descoco hrarn enx-x nn. k *">
corpo dedarando a circurafe/encia : e'sendo Lhg Ss'ofruicer ,' SZ'de^oVcu".0
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil
nos paaSaChcoP|lSo dZ"1"'" **' Compelen,es P'cacoes e tambera do todos os accessol
,n n, Consui,,as a ldaf "" Pewoas que a dgnarem honrar cora i sua confianca, em seu escrinlo
iio.que se achara aberto lodosos das, sem exceprao, das 9 horas da manhaa's 2 da tarde P
H9 Rua do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
Compras.
- Na rua da Cruz n. 33, corapra-se um mole-
que de 10 a 12 anuos.
Compra se moedas de ouro de
20# e 16 : na rua da Cadeia do Recife
loja de fazendas n, 51.
Compra-sc urna duza, e mais, de caixoes Jo
doce de liman ralado, que seja bem fello : quem
livor annuncie para ser piocurado.
Vendas.
Barato para acabar.
Rua do Queimado n. 6, loja de
fazendas por baixo da
boneca.
Vendem-se chitas francezas finas com pequeo
toque de avaria a 200 rs. o covado, ditas muito
finas inteiramente limpas a 210 o covado, pope-
lina de cor miudinha prooria para vestidos o
rnupa de meninos, sondo da largura de chita
franceza a 240 o covado, cobertas de chita pe!}
diminuto preco de 1J600, sapatOes inglezes, obra
muito lorie e do muila duracao a 3800 o par,
tudo se vende por menos do que em outra qual-
qucr parte: dao-se as amostras com peDhor.
Vende-se urna canoa grande, bem construi-
da e em perfeilo estado, que conduz de 1,500 i
1,600 lijlos de alvenaria grossa : a tratar no cs-
criptorio da Companhia Pernambucaua n. 1.
Vendem-so 9 animaes para roda o carga,
sendo 4 egoas c 5 burros novos : na ladeira da
ribeira em Olinda, sobrado n. 26.
Suissos
Em casa de Schafleillin&C, rua da Cruz d.
38. vende-se um grande e variado sortimentode
relogios de algibeira horisonlaes, patentes, chro-
noraclros, meios chronometros, do ouro, praia
dourada efolheadosa ouro, sendo esles relogics
dosprimeiros fabricantes da Suissa, que se ven--
derao por precos razoaveis.
Vende-se
um riquissimo lustre de crystal para meio desa-
la, cora dezoilo luzes, com enfeites de cores, vi-
drilhos, campainhas, coroa de palo, a peca a
mais bem acabada que tem apparecido nesta pra-
Qa : vende-se no cscriptorio de Emile Laurence,
rua da Cadeia n. 59.
S-KSi SS@?5 ^@@5
rende-se o sobrado da rua Bella n. 1-: Q
M a tratar na rua d'Apollo armazem de as- j
@ sucar n. 47. 5^
Candieiros
ECONMICOS-
Aviso aos estudantes,
Tendo chegado a csle estabelecimento da rua
Nova n. 20, antigo deposito dos afamados can-
dieiros econmicos de gaz edrogenio, avisa da
novamenle a todos os seus freguezes para se sor-
lirem tanto de candieiros como de preparosquo
necessitar para consumo na rua Nova n. 20, leja
do Vianna.
Attencjo.
Vende-se um carro de { rodas de trabalhar na
alfandega : quem o pretender, drija-so a esta-
cao das Cinco Ponas que achara cora quem tratar
Casa de modas.
Rua do Queimado n. 10, 2- andar.
Faz-se vestidos para casamenlos, bailes 0
passeios, manteletes, casacos a Luiz XV, Fe-
chos, loucados, ludo do ultimo gosto dos iigu-
rinos chegados de Paris, e mais barato que cm
outra qualquer pane.
Vamos casa do barateiro
Vende-se manteiga ingleza flor a lf280, con-
servas muito novas a 900 rs., batatas a 80 rs. 1
libra, doce feito da casca da goiaba a 640, vinho
Dordeaux a lj> a garrafa, dito do Porto engarra-
fado a 1JJ280, dilo em pipa a 1, dito da I'igueira
a 480. velas de espermacetc a 720, carne do ser-
o : no pateo do Trro n. 28, defronle da fabri-
ca de charutos.
^cndesc um piano era bom estado, pne serve
para aprender: no paleo do Carmo n. 9, primei-
ro andar.
Selio e graixa.
Sebo coado e graixa em bexigas : no armazceu
de Tasso Irmaos, no caes de Apollo
Vende-se urna casa terrea edificada ha 2
para 3 annos, na rua da Palma, com 5quarlos, 2
salas, cozinha fra, quintal, cacimba, que rendo
annualmenle 360, cuja venda faz-se para resga-
te de urna hypotheca na mesma : na rua do Im-
perador n. 42, carlorio dolllm. Sr. Portocarreiro
se dir quem vende.
Pechincha em roupa feila por um dos me-
Inores artistas nacionaes, na rua da Imperatriz
n. 60, loja de Cama & Silva : caigas de ganga
franceza muito bem foilas a 2g500; ditas de brim
do linho a 2500, ditas de dito a 2g, colletcs de
varias qualidades, palelols de panno fino sobre-
rasacos, ditos saceos, ditos de alpaca prpta c so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, as quaes se vendem muito em conla.
Semeas de Lisboa
a 4# o sacco : no caes da alfandega n. 7.
Attenco.
Estando a loja de fazendas ao p do arco do
Santo Antonio em liquidacao, roga a todos os
seus devedores, que venham saldar suas conlas
al o fim deste mez, do contrario tero de ver
seus nomes por extenso nesta folha seja qual for
o devedor.
Pedro Augusto Pradines retira-se para fora
da provincia.
Continua ainda furlado o cavallo russo,
desde noile de 18 de julho p. p., do engenh
Setubal no Cabo, o qual perlence ao empreileiro
da via frrea, e tera os seguintes signaes : cara,
beigos e os 4 ps brancos, inteiro e cora est
ferroGF 11na anca direita; recommenda-se
a aclividade da polica, assim como d-so urna
gralificacao boa a quem apprehendendo, leva-lo
ao supradilo engenho ou a quera der noticia
certa.
Precisa-se de urna
ama para cozinhar e com-
prar para urna pessoa-
na rua estreita do Rosario
ir 2!, primeiro andar.
Engomma-se e la va-se com per-
feicao : na rua das Agoas Verdes n. 96.
Urna sala de frente muito linda
com 2 grandes camarinhas, pintada de
novo, muito limpa, aluga-se no Recife
ao p do arsenal de marinha, informa-
se na rua do Cordniz n. 18.
Precisa-se le urna escrava para o servico
ne urna casa de pouca familia, e paga-se bem :
da rua da lmperatru, loja do Lecomle n, 7.
Rua do Crespo n. 17. I
Receberam riquissimos cortes de ves- K
tidos brancos de cambraia bordadas.
Chapeos de palha da Italia para senhoras. fp
Ditos de sedas para ditas. **
Manteletes de guipure. 3c
Ditas de seda bordadas.
Cortes de sedas de cor. h
Um variado sorlimento de roupas para
homens. j*
Sobrecasacas, paletots, colletes, calcas, %
camisas e seroulas. *

gf) parte afim de se fazer muito negocio. rf)
Cevada muito
nova.
No armazem de Manoel Joaquim de
Oliveira & C, rua do Cordoniz n. 18.
Baldes a 2,500
na loja de Alvaro & Magalhaes na rua
da Cadeia do Recite n. 53.
Pechincha
Caixas devidroa$,000.
Na rua da Cadeia do Recife n. 5o,
vende-se caixas de vidroi a 5$, de diffe-
rentes tamanhos.


(6)
ptimo cozinheiro.
Vende-sc ura escravo mogo, de nagao, sadio e
muilo Bel, sendo excellene cozinheiro, tendo
aprendido em uui dtts melhores hoteis do Rio de
Janeiro ; dao-se iuformacoes na ra da Impera-
triz n. 10.
Na ra da Uniao, ultima casa do lado es-
querdo (viDdo da roa Formosa) ha urna porco de
obras de labyrinlho vindas do Cear, perfeila-
n;oiile trabalhadas, as quaes se vendem por ata-
cado com o abate de 10 0|0 sobre os precos j
Lasianle mdicos, porque se vendem lambem a
retalho.
Publicaco litteraria.
A monarchia constitucional e os libellos pelo
Dr. A. David Vasconcellos Canatarro, vende-se
na livraria ns. 6 o 8 da praca da Independencia,
a IcOO cada exemplar.
Rival sem segundo.
A loja de miudezas da ra do Queimado n. 55,
do Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para vender
per diminuto prego os 3eguintes objectos :
Caixas do agulhas francezas a 120 rs.
Caivetes de aparar pennas a 100 rs.
Sapatos de tranga e do algodao a 1$200.
Ditos do laa a 13600.
Charutos muito unos, caixa, 29.
Meias pintadas, o par, 120 rs.
Phosphoros em caixas de folha a 160 rs.
Macass perola, o vidro a 200 rs.
Dito, oleo, o vidro a 100 rs.
facas c garios muito finos, duzia. 3^500.
Clcheles em cartao a 20 rs.
Obreias em caixa a 40 rs.
Oleo de babosa mjito fino, o frasco a 600 rs
Luvas de fio de Escocia, o par a 320 rs.
Alfuieles muito bons, carta a 40 rs.
Sapatos de laa para enancas, o par a 200 rs.
Caixa para rap, de bufalo.fina a I-J.
Colchles era caixa a 60 rs.
Espclhoscem molduras a 1#.
Meias cruas muito finas para meninos, o par
a 1GO rs.
Magos de grampos muito bons a 40 rs.
Agulhciros de marfim a 200 rs.
Vendem-se quartos muilo novos e 5 bur-
les raiusos : no porto das canoas ao p da ponte
di Boa-Vista, ou na ra do Queimado, loja do
ferragens n. 14.
Vende-se urna barcaca boa, com todos os
arranjos, que carrega 20 ca'ixas : quem a preten-
der, dirija-se a ra do Vigario n. 10. segundo
atdar.
Queijos do serto.
Vendem-se queijos ruuito bons a 800 rs. a libra-
ra ra do Arago, taberna n. 36.
FENO.
Vendem-se fardos com feno novo, chegado ul-
1 mente: a tratar na ra do Trapiche n. 14,
escriptorio de .Manocl Alvos Guerra.
Carne do Cerid e linjjuicas.
Vende-so carne do serlao e Iioguicas vindas
do Cerid, por preco barato, muilo superiores :
r.a taberna da ra do Imperador n. 63.
K. 1Quali'o Cantos da Boa-Ysla~\T. 1
Vende-se o boro queijo do sertao a 800 rs. a
55 Ht'cebeu-se calrados para senhora ao
goslo da corle de l.uiz XV, na
| Loja de marmore.
[So silio do ("ajueiro perlencente ao Sr. Mes-
quita, lem 3 cacados gordos, bonitos e bons de
cabriolis, bem como urna parclha bem igual o
promptoa para carro ; tambera se vende uro ca-
i moderno, c em perfeito uso por como pre-
L quera se quizer ulilisar pode dirigir-se ao
mesmo sitio que achara com quera Iratar a qual-
quer hora do dia.
Vende-se urna prcla crioula de idade do 23
a 24 annos, cora urna cna de 4 a 5 aonoa parda
< ira : na ra da Cadeia do Recite n. 56 loja de
ferragens.
Vende-se um moleque rao.;o de bonita fi"u-
om officio de eanoeiro. e serrador, propno
I ara iodo servico por ser muito possaule : a tra-
lar na ra da l'raia serrara n. 59,
Queijos novos
muito frescacs desem-
barcados agora.
No armazem de Kanoel Joaquina de
I liveira& C, em frente a travessa da
Madre de Dos n. 18, ra do Cordoniz.
Vondo-se um escravo de meia idade. ro-
1 islo, de boa conducta, bora para qualquer ser-
vido de casa ou campo ; na piara da Boa-Vista.
botica n. 22.
NA NOVA
Loja de miudezas na ra
DireitaN. 85, onde tem
o lampea do yaz,
vendem-se bandejas finas a 13,1$200, laU, 23,
2|M00, 2600, 23800, 3A2K), 4e 5$, bengalas de
cuna linas a 2g elaOO, grvalas pretas de se-
lira a 19200, ditas de cores a 1, alfinetes em
caixinhas muito finos a 200 e 280 rs., filas pro-
prias para enfeites de vestido do seda a 400, 500
e 6i)0 rs. a vara, franjas de seda de cores a 320,
500, 600 e800 rs. a vara, luvas de fio de cores
para homem, brancas, a640, ditas de cores a6,
ditas de seda enfeitadas para senhora a 2$, en-
feiles de trancas de velludo dos mais modernos
que ha para senhora a 5&500, ditos de fitas r.
seda a -igOO, ditos para meninas de tranca de
velludo a igOO, ditas de fita de seda a 4b, luvas
de seda para homem a lg400, tesouras para unhas
finas a 800 rs., ditas para costura a 1, clcheles
Lardadinhos a 120, escovas para cabello a la.
ditas para roupa a 1S200, trancas de caracol de
linho, peca grande, a 280, meis cruas para ho-
rnera a 25400, ditas a 4S800 o 53, ditas brancas
a 2$400 e 33200, ditas finas do cores a 23800, di-
tas pora meninos, do cores s 23600, ditas finas
) _as de meninos a 33800, ditas para meninas
c 397OO a duzia, bolesde seda para casaveque
a 320 a duzia, tinta de carmizin fina a 500 rs.,
concha de metal principe paraassucar a 400 rs.,
ditas para cha a 800 rs. a duzia, linteiros e ariei-
res finos a lg, caixinhas de papel sortidas em
cores a 13, ditos de quadrinhos a 800 rs.. laa pa-
ra bordar a mais lina que ha a 7a5U0 a libra, ata-
cadores chatos de algodao a 60 rs., ditos rolicos a
lOOrs., pentes do borracha para bichos a 440,
ditos travesos para meninas a 640, ditos de b-
falo bronco para bichos a 280, ditos para alisar a
500 rs., ditos de borracha para alisar a OOOrs.,
lioloesdc osso a 240, ditos de loura brancos a
140, ditos de cores a 160, boloes de'madrcperola
lino a 800 rs. a groza, (velas para calcas a 100
rs., caixinhas de papel de cor a 800 rs., caixas de
ebreia de cola a 100 rs. linhas de peso a 120,
dita3 de cabeca encarnada a 120, fitas lavradas
da largura de 5 dedos com piulas de mofo a 320
a vara, galao de linho a 140 a vara, bico preto
de seda a 120, 200, 320, 400 e 600 rs. a vara,
Lrinquedos para meninos, do diversas qualida-
des, mais barato que era outra qualquer parte,
bonecas de camurca a 500 rs., ditas de chouro a
440, 500, 800, lSoO e 2.
Farinha
a 4 5 e 6,000 rs.
a sacca.
No Forte do Mattos, armazem n. 18. confronte
ao trapichado algodao.
Em casa de James Crabtree & C. n. 2 na
ra da Cruz,, vende-se a champanha muilo afama-
da e acreditada, da marca Augoslo de Burin,
teem vinho muito superior em caixas e gigos
em garrafas e meias ditas.
r Loja de marmore,
Ra Nova.
Faria & C. avisam aos seus numerosos
freguezes eao publico em goral, que re-
cebendo por lodos os paquetes fazendas
de moda9, acabara de receber entre mui-
lo artigos o seguinte :
Vestidos ricos de blond para casamento.
Ditos de gorgurao de cores, tecidos com
velludo em alto relevo=ra duqueza de
Comberland.
Ditos brancos bordados para soire.
Ditos ditos de cambraia.
Ditos de cores de phantasia.
Ditos de cores de raoirantique.
Manteletes, chales ronds e peregrinas
de velludo egrosdenaple pretos.
Bournus de cachemira de cores e de se-
da de cores.
Bedouines para sabida de thealro.
Chapelinasde palha de Italia e seda.
Calcado para seuhora do afamado fabri-
cante Jolly.
Dito para meninos.
Casaveque de l para meninos de ambos
os sexos
DURIODE PERWAMBUCO. SEGUNDA FEIBA 13 DE AGftSTO DE 1860.
Cheguem ao barato
O Preguicaesi queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pecas de bretanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cal-
a, collete e palitots a 960 rs*. o covado, cambraia
organdy de muilo bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muilo fina a 35?, 4J>, BJ,
e 6$ a pec,a, dita lapada, com 10 varas a 55
6$ a peca, chitas largas da modernos e escolhidos
padroes a 240, 260.e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a 7* e 85>
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 9$ cadj um, ditos com urna s pal-
ma, muito finos a 85500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 59, lengos de cassa com barra a
100, 120 e 160 Cida um, meias muito finas pa-!
ra senhora a 4$ a duzia, ditas de boa qualidade
a 35 e 3500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberw a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5900 a poga, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 19
15200 e 15600 a vara, dito proto muilo encor-
pado a 15500 a vara, brillantina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de differentes cores a 360 rs.
covado, cesemiras pretas finas a 29500, 35 e
35500 o covado, carabria prela e de saipicos a
500 rs. a vara, e outras muas fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
Tachas para engenbo
Fundico de ferro e bronze
DI
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Attenco.
Vonde-so o engenho Preforencia, n freguezia
da Escada, junto ao engenho Cabeca de Negro.
Esle engenho todo cercado do matas, tem ex-
celentes varzeas, muito boas trras e agoa cor-
rente, pelo que ofterece todas as proporces para
urna boa propriedade, e fica muito perto da es-
tacao da estrada de ferro. Tambem se vende a
safra a colher, as demais lavouras e lodo o gado
vaceum : a Iratar no dito engenho, ou em Par-
nameirim, no sitio junto ao do Sr. Dr. Leal.
Farinha.
Vendem-se saceos com muito boa farinha, e o
prego commodo : na taberna grande da Soledade.
Vende-sc leite puro a 320 rs a garrafa, as
7 1|2 horas da manha : na ra da Cruz, portao
do deposito de pao.
Vndese milho muito novo e por
preco commodo: na ra do Cordoniz
n. 12.
|Aos Srs. ourivesi
S Na ra larga do Rosario n. 24 acha-se
ab a venda ura sortimento completo ullim- t
ig; mente chegado de Paris, de ferramentas H
&t para olrabalho de ourives, as melhores a
(g> que teem apparecido no mercado.
m^mmmmm-m^m-mmm
Grande pechioclia,
Para acabar.
Covado a 200, e 200 rs.
No armazem da ra do Queimado n. 19, ven-
de-se chita franceza fiua, cores fixas, a 200 rs. o
covado, cambraia miudmha a 200 rs. o covado-
por a fazenda ser muito barata nao se do amos-
Iras ; venhara antes que se acabem.
Em casa de Rabe Scbmettan C., ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-'
te Traumann de Hamburgo.
Pianos
\
Saunders Brothers & C. tem para vender em
en armazem, na pra^a do Corpo Santo d. 11,
alguna pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood 4Sons de Londres, a
muito Dronrios para este clima.
Peclincha sem igual.
tS^" Vendem-se superiores camisas de
fustao editas de madapolao muilo fino a
2."1, cortes de casemira ingleza de quadri-
nhos de superior qualidade a 4#500 e 5J>
colleles fetos de gorgurao de seda e ditos
de fustao a 3JJ500 e 4, caigas de brim de
cor a 4J. cortes de superior barege de se-
da a 20 e as modernas victorias de al-
paca de seda para vestidos de senhora a
700 rs. o covado, lambem se vende saias
balao muito boas de raueselina e ditas de
madapolao a 4$500e 5g, gollinhas de li-
Dho a 640 rs., de todas estas fazendas
" existe urna pequea porco que se vende
por este preco para acab'ar : na loja de
* Augusto & Perdigao ra da Cadeia do Re-
ff cue n. 23
izsmwsmw} mmmmmmSi
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: emeasa deS. P. Jo-
hnston & C. ra daSenzalan. 42.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
ede uperiorqualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo aor urecos muito
razoaveis
mwamswam &m} mmmimsm
GRABE SORTIMENTO
DE
BARATO SDP
NA
e armazem
DE
DE
^
8-Iargo da Fenh
Neste armazem de molhados con-
"rq";fem l^v^va^Z^J^^Z^^'A Superi,rf ^ua,idades e mais "lo
dos propriclarios. P Pr Serem a maior Parle delles reccbdos em direitura por conta
Manteiga ingleza e franceza
800 rs. a libra e em barril'
fSttsssssr**"**** aomercad *
Qneijos flamen gos
m,"j ZZl rprcenlemcnle chegados no ultimo vapor da Europa de 1S700 a
que o freguez fizer se far mais algum abatimeuto. V *
ea vista do gasto,
Qncijo prato
os mais novos que existem no mercado a 1| a libra, em porco se far abatimento.
A.melxas francezas
P1SMof,ll21ibraPorl5 Mnstarda Ingleza e franceza
em frascos a 640 rs. e em potes franceza a 800 rs cada ura.
Vcraa&eiros gos de comadre
ra caixinhas do 8 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a 1$600 rs.
Bolacliinha ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4$.
Potes vidrados
delakm3^r7rfg-:,iro ^^^^0400 *moo rs. cada..
JVmendoas confeitadas proprias para sortes
de S Joo
a 1$ a libra c em frasquinhos, contendo 1 1(2 libra por 2#.
Cha preto, hyson e perola
os melhores que ha neste mercado de l600,2e 2500 a libra.
Maas em caixinias de 8 libras
contendo cada urna dilTercntes qualidades a 4#500.
Palitos de dentes lichados
em molhos com 20 macinhos cada um por 200 rs.
Ti jlo francez
propriospara limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
em latas e em frascos de dilTercntes qualidades.
Presnntos, chonricas e paios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
L.atas de nolachinha de soda
de difrerentcs qualidades a 1$G0O em porco se far algum abatimento
lambem vendem-se os seguintes gneros ludo recentemeiP oh0<,*A n a~
res qualidades. presuntos a 480 rs. a libra, chourica muilo nova marmela ?5 m.?. r U^T\-
br.canlede Lisboa, maca de tomate, pera secca..pa=as, fruclas em calda mH afamado fa-
cera araendoascobertas, conteites. oastilhas fmri,*anM*JiZ?i1.-' a,mendoas, nozes, frascos
cora araendoascobertas; confeiles. psUlhaVd7^r'ia7quVlid^
telhores fabricantes de S. Flix macas de i5K.. 1 eau>ProP"o
izas.charaoasno das maia .h,Ia*(.L'.? q^lidades.gom-
para conservas, charutos dos m..
ma muilo fina, erlhas francezas.champagno das mais acreditada ?m.i"JU*1da,le'f?,B-
spermacetc barato, licores francezes muito finos, marrasmnnn^p ""F". cervejas de ditas.
perm.cclob.rato. licores;rr.nce.c.BuTo flo.;Vqulno de .. de dilas.,
lonas muito novas, banha deporco refinada e outros muilo IniS^SSUS^S^*' ror qual.dade.
molhados, por isso prometiera os propietarios vendercm por muito menos dr ,?i "'68 a
prometem mais tambera servirem aquellas pessoas.que raandarera por outras noco n lM?,UalqUer'
; viessera penalmente ; rogara tambera a todos os sanhoresde enenho e ffiS! u2 $m
que.ram mandarsuas encommendas no armazemProgresso que mX*tafiE?Efi?T?
o acondicionamento amanga a noa qualidade e
Fazendas e obras feilasj
i luoja
Ges Bastoj
i Na ra do Queimad) u.
46, frente amarella.
I Grande e variado sortimento de sobre-
t casacAe casacas de pannos finos pretos
I e de cores a 283.30J e 35g, paletots dos
I mesraos pannos pretos e de cores a 283.
e 20S 223 e 25, ditos de casemira raescla-
dos de superior goslo a 163 e 183, ditos
das mesmas casemiras saceos modelo
inglez 103,123, 14 e 15. ditos de al-
paca preta fina saceos a 4, ditos sobro-
casa tambem de alpaca a 7l, 8J e 9, di-
tos de merino selim a 103, ditos de me-
rino de cordao a 9J, cairas pretas das
mesmas fazendas a 5 e 63, colleles pa-
ra luto da mesma fazenda, paletots de
brim trancado a 53, ditos pardos e de
fustao a 4 e 5g, calcas de casemira de
cor e pretas a 7, 8, 9g e lOg, ditos das
mesraas casemiras para menino a 63, 7
e 8, ditos de brim para homem a 33,
33500. 4 e 53, ditos brancos finos a 5,
6g e 7, ditos de meia casemira a 4 e
5, colleles de casemiras prela e de co-
res a 53, e 6, dilos de gorgurao de seda
brancos e de cores a 5 e 6g, ditos de
velludo preto e do cores a 9g e 10, ditos
de brim branco e de cor a 3, 3g500 e4,
palitots de panno fino para menino a
15, 16 e 18, ditos de casemira do cor
a 7g, 8 e 9$, ditos de alpaca a 3 e 3g500,
sobrecasacas de alpaca tambem paca me-
nino a 5 e 6, camisas para os raesmos
de cores o brancas a duzia 15g, 163 e 20,
meias crues o pintadas para menino de
todos os tamanhos, caigas de brim para
os mesraos aJg500 e3, colarinho de li-
nho a 63OOO a duzia, toalhas do linho pa-
ra raaos a 900 rs. cada urna, casaveques
de cambraia muito fina e modernos pelo
diminuto prego de 12, chapeos com abas
de lustre a 5, camisas para homem de
todas as qualidades, seroulas para ho-
mem a 16, 20 e 25 a duzia, vestimen- -
las para menino de 3 a 8 annos, sendo 11
m calca, jaqueta e coleles ludo por 10, co- S)
g; bertas de fustao a 6, toalhas de linho W
a para mesa grande a 7 e 8, camisas in- Sj
E glezas novamentechegada a 363 a duzia. JE
Na fabrica decaldeirciro da ra Imperial
junto a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porc.lo defolhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto preco de 140 rs. a libra
Pechincha.
Vende-so um terreno na ra projectada paral-
lela a da Attracgo, muito vantajoso por ser ele-
vado : para ver e fallar no mesmo terreno com
Pedro Augusto Fradines, de manha al s 9 ho-
ras e de tarde das 4 em vante.
Emeasa de Borolt & C, ra da Cruz do
Recife n. 5. vende-se :
Cabriolis muito lindos.
Charuto de Ilavana verdadeiro.
Fumo americano de superior qualidade.
Champanha de primeira qualidade.
Carne de vaco, e de porco, em barris, de supe-
ARMAZEMDEROlAPTA
- d WUWMM.
Defronle do becco da Congregacoletreiro verde.
Casacas de panno prelo a 30, 35 e 40-S000
Sobrecasacas de dito dito a 33S000
Paletots de panno de cores a 20, 25,
30S e 35000
Ditos de casemira de cores a 15S e 2-28000
Ditos de casemira de cores a 7J e 12(X0
Ditos de alpaca preta golla de velludo 3 12g000
Ditos do merino selim preto e de cor
8 e 9000
Ditos de alpaca de cores a 3500 e 5009
Ditos de alpaea preta a 3J50O, 5, 7 e 9000
Ditos de brim de cores a 3500, 450O e 5#000
Ditos de bramante de linho brancos a
4500 e 6000
Calcas de casemira preta ede cores a
n.f. JS e 123000
Ditas de pnnceza e alpaca de cordao
Pret.08a 5g000
Ditas de brim branco e de cores a 2600.
***?* 5000
unas de ganga de cores a 3000
Dilas de casemira a 55500
Golletes lo velludo decores muilo fino a
irnos de casemira bordados e lisos pre-
tos e de cores a 5, 5500 e
Ditos de setim preto a
Ditos de casemira a
Dilos de seda-branca a 5ge
Ditos de gorgurao de seda a 53 e
Ditos de fustao brancos e do cores a 3g e
Ditos de brim branco e de cores a 2 e
Seroulas de linho a
Ditas de algodao a 1600 e
Camisas de peilo de fuslo brancas e de
cores a 9H0O e
Ditas de peilo e punhos de linho muilo
finas a
Ditas de madapolao brancas e de cores
a 1800, 2 o
Dilas de meia a 1 e
Relogos de ooropatente e orisontaes
Ditos ae prata galvanisados a 25)1 e
; Obras de ouro, aderemos, polceiraa e ro-
setas
IO3OOO
63OOO
5S000
3g500'
63OOO
63OOO
3500
2g500
2500
2000
29500
5J000
25O0
1S600

309000
Licores de diversas qualidades, c
Chery Cordial, Meut Julap, Bilters, Whiskayt.
Salsa parrilha em frascos grandes.
Novas sementes de hor-
talice,
vindas no vapor Portugal chegado este mez':
vende-sa na loja de ferragens na ra da Cadeia do
Recife n. 56 A, de Vidal & Bastos.
Vendem-se cssencias para tirar nodoas de
gordura, cera, etc.. etc.. em panos de laa, sedas,
sera alterar a cor nem o tecido : na loja de ca-
bos no largo do Corpo Santo n. 21, esquina da
ra do Encantamento.
fende-se'l
Relogios patentes.
Estopas. I
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas.
Biscoutos.
Emeasa de Arkwight&C., ruada
Cruz n. 61.
Vendem-se
Relogios de euro.)n .
Sellins ingjlezes.. .}pen<-
No escriptorio do agente Oliveira.
BEfflEl INCOMPARAVElT
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas as na$8es pp-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
peloiiso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiraraenle saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os dias ha muitos annos; e a maior parte
aeiia sao lao sor prndenles, que admirare os
medico mais celebres. Quantas pessoas reco
braram com este soberano remedio o uso de seu
bragos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de vi.m soffrer a
amputado I Dellas ha muilasque havendo dei-
xadoessesasvlos de padeciraentos, para seno
submetterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das tacs pessoa na
enfusaode seu reconhecimento declararam es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti-
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentratatoquenecessitassea natureza doma.
cujo resultado seria prova rincontestavelmente'
Uue tudocura.
gg^ e ntl1' Particn-
n*rent nos sSntes casos.
45-Ra
Direita45
A.lporcas
Caimbras
Callos.
anee res.
Cortaduras.
Dres de cabeca.
-das costas.
dos membros.
fcnfermidades da cutis
emgeral.
Ditas doanus.
Erupces e escorbuli-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
Inchaces.
Inflammaco doflgado.
Inflammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmcs.
Queimadelas.
Sarna.
Supuracoes ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarticulacoes.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl.Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., .cada bocetinha contera
urna tnstrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Sourn,
pharmaceutico. na ra da Crun. 22. em Per-
nambu-.io.
Relogios.
Vende-se era casa de Johnston Pater & C, ra
do \ gano n. 3, um bellosortimenlo de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
vanedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas na ra larga do Rosario n. 36.
Ra a Snzala Nova n. 42
Vende-se emeasa de S.P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, ch'icote para carros, e
montana, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes
Obras de ouro e praia.j
Acha-so a venda por precos commodos
um completo sortimento chegado do Pa-
rs o Porto, de obras de ouro de lei e
prata de todas as qualidades de gostos os
mais modernos e hbilmente fabricadas :
no estabelecimento de Francisco Gomes
de Mallos Jnior, ra larga do Rosario
n. 24.
^
Casa de joias
Por atacado.
S. Blum Lelimannn C estabeleci-
dos na ra do Crespo n. 16, primeiro
andar.
CASA
DE
COMMISSO DE ESCRAVOS
Ra larga
NA
do Rosario n. 20
segunde andar.
N'9?'a casa recebem-se escravos para serem
vendidos por commisso por conta de seus ap-
orrares. Afianga-se o bom tralamento. assim como
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos com proraplidao afim de seus se-
nliores nao soffrerem empate na venda delles
Nesta casa lia sempre para vender escravos do
ditrerentes idades de arabos os sexos, com habili-
dades o sem ellas.
Farelo e milho.
Vende-se farelo a 4J500 o sacco : na travessa
do pateo do Taraizo n. 16-18, casa pintada de
amarello.
jRetratos em ex-!
| posico.
^ Recebeu-se porco de retratos de alguns
** personagens dislinclos, vende-se por pre-
qo mdico na |*
LOJA DE MARMORE. S
S@@ @@ @@
Grammatica ingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instrucr^ao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
Este estabelec.'ment offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... 10#000
Ditos aristocrticos....... il.sOOO
Ditos burguezes........ 7|J000
Ditos democrticos. 6.s()()0
Meio borzeguins patente. 6#500
Sapatoes nobreza....... 6/jOOO
Ditos infantes......... 5/jOOO
Ditos de ltnlia (5 1|2 bateras). 6$000
Ditos fragata (sola dupla). 5$00O
Sapatos de salto (do tom). 6#000
Ditos de petimetre...... 5#000
Ditos bailadnos........ 5/^500
Ditos impermeaveis...... 2.S500
Senhora.
Borzeguins primeira classe (sal-
to de quebrar).......5^000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). ,...... 4#800
Ditos todos de merino (salto
dengoso).^........4#500
Meninos e meninas.
Sapatijes de forca. ...... 4/J000
Ditos de arranca. ......5(500
Boizeguins resistencia 4$ e 5/JI800
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas c perfumaras,
ludo por menos do que em outras partes : na le-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SYSTEMA MEDICO DE1I0L10WAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este Inestimavel especifico, composto inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, era alguma outra substancia delecteria Be
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta ;
inteiramente innocente em sas operaQes e ef-
fcitos; pois busca eremove as doen^as de qual-
quer especie e grao por mais antigs e ienazes
queseam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afllictas nao devem entregar-se a de-
sesperafao; facam um competente ensaio dos
eilicazes eUeitos desta assombrosa medicina, e
prestesrecuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febreto da especie.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas*
Convulsoes.
Debilidade ou extenua-
Cao.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
uusa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
le barriga
--ns rins
Dureza no ventro.
n>ermidadeslloventre,
O s no ligado.
' 'as venreas.
Enxaqueca
""ysipela.
^bre biliosas
Dret intemitonte.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigesles.
Inflammacoes.
Ir r eg u la ridades
menstruaco.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstrnccao de ventre
Phtysica'ou consimp
pulmonar.
Retencao de ourin
Rheumatismo.
Symplomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
iftr.1 *?~s*. estas pi,ulas no estabelecimento
fe.raldet-ondresn.224, Slrand, e na loia d
todo,ios boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a AmericTdo
Sul, Havana e Hespanha.
dPltdr",Se asbcelidhas a 800 rs. cada ira a
uenas, contm urna nstruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destaspilulas.
nh.rmT81 gefal 6 !" CaS8 d Sr- Souffl
Pharmaceutico. na roa da Cruz n. 2J, em Per-
namb o- *"
Botica.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool]
nd-2S#eu i?ltim2 P*iat inglez : em casa de
Southall Mellor 4 c.*
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguinte medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contrasezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febreal.
Ungento Hnlloway.
Pilulas do dito.
Ellixiranti-asmathico.
mibras^ b0C8 Urga Cm r0,h"' d0 0D5
nJ\lS^CfT0 t2m um "le sortimenfo de pa-
pre o ,Ual Teude a mo"o
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de N. O. Bieber & C. : ra da Cru
n. 4.
i Seguro contra Fago
I COMPAWHIA
I LONDRES
AGENTES
gC J. Astley AConipanhia.j
7^
i

para I
e
0
Yende-se
I Formas de ferro
| purgar assucar.
J Enchadas de ferro.
| Ferro sueco.
8 Ac de Trieste.
I Estanho em barra.
Pregosdecomposico.
Brim de vela.
1 Agurdente de Franca,
Palhinha para marcineirorf
no armazem de C. J. As-i
tley A C. I
I
e
9
i
Vende-se na ma da Cadeia do Recifen. 51.
terceiro andar, urna escrava que sabe engommar
perfeitamente, corinha, lava e coso. v
TT
T^T
^ir


ye

.... X:---


FABRICA
DE %
murnuk i mmiu ti unu.
Sita na ra Imperial n 118 e 12O j uto a fabrica de sabao.
DE
Sebastiao J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Neste estabelecimenlo ha sempre protnptos alambiques de cobre de difTerentcs dimencoes
(de 300* a 3:000) simples e dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios continos
para restilar e destilar espiritos com graduado at 40 graos (pela graduaco de Sellon Cartier) dos
melhores syslemas hoje approvados e coahecidos nesta e outras provincias do imporio, bombas
de todM as dimenges, asperanles ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, 'torneiras
de bronze de iodas as diniencoes e fcitios para alambiques, tanques etc., parafusos d'e bronze e
ferro para rodas d'agua.porlas para tomainas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armacao e sem ella, fuges de ferro potaveis e
econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para etigenho, folha de Flandres, chumbo em lencole barra, zinco em lencol e barra, lsnces e
arrocllas de cobre, lences de ferro a lato,ferro suecia iuglezde todas as dimenses, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e outros muitos artigos por menos precodo que em oulra qualquer
parte, desempenhando se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeicao j conhecida
e.para comruodidade dosfreguezes que se dignerem honrarem-nos com a sua confianca, acha-
ao na ra Nova n. 37 leja de erragens pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
FUNDIQAO D AURORA.
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
jualquer obra manufacturada em scu reconhecido estabelecimenlo a sabor: machinas de vapor de
lodos os lmannos, todas d'agua para engeuhos todas de ferro ou para cubos de madeira moen-
cas e meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os tamanhos, guindastes', guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhcs e boceas para fornalha, machinas para amassr man-
dioca e para descarocar algodo, prendas para mandioca e oleo de ricini, portes gradara, co-
lumnas e mohnos de vento, arados, cultivadores, pontes, >-aldeiras e tanques, boias, alvarengas
teiro do estabelecimenlo Jos Joaquira da Costa Pereira, com quem os pretendentes se podem
entender para qualquer obra.
Fazendas por baixos presos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Aicda restam algumas fazendas para conclu
a liquidaco da firma de Leile & Correia, as qu9e$
se vendem por diminuto prero, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras c claras, o cavado
tl60rs.
Hilas largas, francezas, linas, a 240 e 260.
Riscados francezesde cores fixas a 200 rs.
Cassasde ccres, bons padrocs, a 240.
Brim dclinho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de liaho muito bom, va-
a, a IJfOOO."
Corles de caira do meia casemlra a 2$.
Ditos de dila de casemira de cores a 5.
Tanno prelo fino a 3 e 4*.
Muas de cores, finas, para homem, duzia a
800.
Grvalas de seda de cores e preas a 1.
.Mlus brancas tinas para senhora a 3g.
Ditas di'.asmuilo finas a 4$.
Ditas crqas finas para homem a 4g.
Cortes de colletesde gorguro de seda a 2$.
Camlmiia lisa fina transparente, pega, a^SjS.
Suia prola lavrada para vestido a 1*600 e 2g.
Cortos de vestido de seda preta lavrada a 16$
Lencoe de chita a WO rs.
Lia de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitospara camisa, una, 320.
Chita franceza moderna, lingiudo eda, covade
ra 480 rs.
ntremelos bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2500.
Toalhas de linho para mesa a 2 e 4.
Camisu de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescono de senhora o
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian
ras a 5*000.
Cortes de calca do casemira preta a 6.
Chales de merino cora franja de seda a 5.
Cortes de calca de riscado de quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de montara, cova_
k Lencos brancos de carebraia. a duzia, 2.
Ferros de en-
gomniar
econmicos
a 5#000.
Estes magnficos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazen-
das de Raymundo Car-
los Leite & Irmo, ra
da Imperalrz n. 10.
As melhores machinas de coser dos mais
alamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wheeler SiWilson.
Neste estabeleci-
menlo vendem-se as
machinas destes dous
autores, mostrera-se a
qualquer hora do da ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranra :
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leite & Irmos ra da
Imperatriz n. 10, angamenle aterro da Boa-
Vista.
AGCTiClA.
fcjt
FTOICiO LOW MOW,
Ra da Scnzala Nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haverun
comapletosortimeutode moendas o mi lias moen-
das paro ouSeuUo, mochinae 3 vapor aJjdUfl
de ierra batido e coado. de todos os tamanhos
para di.
PUMO DE PEMUMfetiCO. SEGUNDA FfitRA 13 DB AGOSTO PB 1860.
bELuAtASElINFALLIVEiS. =
O
GRANDE ARMAZEM
DE
STOv
J
Sndalo.
<6> Recebeu-se novo sorlimenio de boni- 3*
toe leques e braceletes de sndalo na fe
LOJA DE MARMORL. ff
m^^emm-smm aMsmsH
CAL DE LISBOA,
nova e tnuilo bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recifen. 38, primeiro andar.
Na taberna junio ao sobrado novo do Sr.
Figueiroa vende-se massa de tomates a mais no-
va que ha no mercado, peixe sovel, chegado no
ultimo navio de Lisboa, e cJaouricas a 600 rs. a
libra.
Pastilhas vegetaes de^Lemp
contra as lombrigas
approvadas pela Exro.* inspeegao de esludo de
Habana e por muitas outras juncias de hygiene
publica dos Estados Unidos e mais paizes da A-
merica.
Garantidas como puramente vegelaes, agrada-
daveis vista, doces ao paladar, sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causara
nauseaa, nem sensages debilitan les.
Tesiemunho expontaneo em abono das pasli-
has de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp.Port By-
ron 12 de abril de 1859. Senhores. As pas-
tilhas que Ymcs. fazem, curaratn meu filbo ; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava um
cheiro fedto, linha o estomago inchado e con-
tinua comichao no nariz, lao magro se poz, que
eu temia perde-lo. Nestas circumstancias um vi-
sinho meu disse que as pastilhas de Kemp li-
nha ni curado sua lilha. Logo que soube disso
comprei 2 vidros depasliluas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Ymcs. seu amo agradecido. .
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos nicos proprietarios D. Lanman e
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes cidades do imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Baha, Germano & C., ra Julio n. 2.
Peroarabuco, no armazem de drogas de J. Su una
& Companfaia ra do Gru n. 11.
Viiiiio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmaos&C, ra da
Cruz n. 10. enconlra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Rrandenburg Frrcs.
e dos Srs. Oldekop Mareilhac 4 C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chleau Loville.
Chteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien.
St. Julien Mdoo.
Chateau Loville.
Na mesraa casa ha
vender:
Sherry em barrs.
Madeira em barrs.
Cognac cm barrs qualidade fina.
Cognac em caixas qualidade inferior.
Cerveia branca.
Potassa nacional.
Na ra do Vigarion. 9, primeiro andar, vende
se muilo superior potassa, chegada ha poucos
das do Rio de Janeiro, em barrs de 4 arrobas e
a preco muito commodo. '
Parahyba.
Vende-se o eugenho Torrinha distan-
I te di sta cidade duas leguas por tena,
-svsy*t
Jyjj'j
'yyjti
Ra Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicao dos Militares.
i>SS5s
K8&
fffc.
Acha-senadirectjodaofficinadeste acreditado armazem o hbil &=
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidadesescrophulosas.chro-
nicas esyp hlilicas; resolve os depsitos de mos
humores, purifica o sangue, renova o systeme;
prompto e radicalmenle cura, escrophulas,vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancoSj afecQes do ligado e rins;
erysipclas, abeessos e ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difliculdade das regras das
mulheies, hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
gao do sangue, nteiramenle vegetaes favoraveis
em todos os casos nunca occasiona nauzeas ne
dores do venlre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
^ agSM Maniel Jos Ferreira. O respeitavel publico contiruara" a encon- j^c i S5es do fiSad0' bllis> dor de>cabe?a. ictericia, c-
$8 trar em dito armazem um grande e variado sortimento de roupas ^ digesto, e cm todas as enfermidades das mu-
^ feitas, como sejam: casacas, sobrecasacas,fraques, paletots de panno IMi,heres; a "ber: egularidades. fluxo, teten-
*& fino, ditos de casemira de rrW*. H^ m,n klk.^ .l^,\.^ |^ ; coes, flores brancas, obstruccoes, hister.smo, etc.,
sao do mais promplo effeito na escarlatina, febre
9^ de casemira preta. ede cores, ditas de merino, de princeza, de brins H
^^ pardo, brancoe de cores, colletes de velludo preto e decores, ditos de fgj56
Hf gorguro, ditos de setim preto e branco, ditos de merino para luto ||||
s^g ditos de fusto branco e de cores, paletots, casacas, aquetas, calc.as KSSS
^^ e colbetes para meninos de 6 a 12 annos, camisas, seroulas, cbapos |^
g^g e gravatas pretas e de cores, libres para criados, fardamentos para g^
^M a guarda nacional da capital e do interior. g^fe
!||| Apromptam-se becas para desembarga dores, lentes, juizes de di- f|||
^^ reito, municipaes e promotores, e vestidos para montara. Nao agr- sus
U dando ao comprador algumas das roupas eitas se apromptarao ou- S^C-
^p tras a seu gosto, qur com fazenda sua ou do armazem para o que |^t
33SH tem escollados e habis oflkiaes, dando-se toda e qualquer roupa no &
Si dia convencionado. 2^
iililililiiill-liiiliiillliliiillM
Escravos fgidos.
Progresso na cidade da Victoria
DE
Francisco Xaxier de Salles Cavalcante de Almeida
NO
para
Pateo da eira.
O pToprietatio deste eslabeleciment, como se acha com um grande o com'jlelo'soni-
mento, tendente a molhados, ferragens e miudezas convida porlanto a todos os moradores
desta cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores queiram mandar suas
encommendas no Progresso do pateo da Feira, pois s ah enconlraro o bom e barato,
visto proprielario estar resolvdo a vender, tanto em grosso, como a ret'jlho, por menos
do qtie era outra quarquer parle como sejam :
Latas de marmelada de 1 2 libras a 1400, frascos com difTerentcs qualidades de doce
por 25000, latas de soda contundo nove qualidades a 2*000, areuonas muto novas. I
passas de ditas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2#000 rs. a garrafa, licores |
rancezes"de lodasas qualidades, champanbe, conhaque de ditas, lou^a fina, azul,pintada,
e branca de todos os padres, ameixas era compateiras e em latas a 1 ~000 rs. a libra,
latas de peixe de posto por 2000 rs., banha de porco refinada, ar.'iruta, fatias, bolachi-
nha ingleza, b'rscotnho, eoulras mais qualidades de massas finas, massa de tomate era
latas e a retalho, letria, macarrao, lalharim a 800 a libra, verdarteira gomma de araruta,
insenso de todas as qualidades, espiritov de cravo, canella, ealfa7.ema, verdadeiros pentes
a impera-iris, e de tartaruga de 9#000 a 1O0O0 cada um, trampa e franja de seda, fe-
cbadoras de broca, pregos em quantidade de todos os tamanhos e qualidades e outros
muitosobjectos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar,
Tachas e moendas
Braga Silva & C.lem emprc no seu deposito
da ra daMoeda n. 8 A,um grande ortimento
de tachase moeedas para engenho, do multo
acreditado fabricante Bdwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na ra do Trapiche n 4.
Em casa de N. O. Bieer& C-,
successores, ra da Cruz n. 4, vndese
' Vinbo Xerez em barris.
tem terreno para dous mil pes por an- Champanha em caixas de 1 duzi da
Admiraveis remedios
americanos.
Attenclo.
50,000 rs. de gra-
tificaco.
Na noite de 6 do correte fugio um escravo do
Dr. Joao da Silva Ramos, de sua casa da ra No-
va, oqual tem os signaes seguinles : cabra, alio,
secco do corpo, cabellos carapinhos, pernas um
tanlo selladas, o alguroa cousa abertas, ps gran-
des c grossos, dedos dos ps um pouco abeilos,
com todos os denles da frente, sem cicalrizes da
chicote, rosto comprido, cabeca secca, olhos re-
gulares, a barba comeca a despontar, de idade
24 annos, pouco mais ou menos, ladino, amigo
debaiano e fumador ; este cabra foi escravo do
Sr. Simplicio Cavalcanli de Albuquerque, do
Buique, donde fugira para esta cidade, aonde
senlou prac.ano corpo de polica com o nomo do
Jos Francisco de Assis, lendo depois dado baixa
cm marco do correle auno por se haver prova-
do sua escravido, foi vendido ao Dr. Ramos, a
quem eslava servindo de boleeiro : quem o
achar, pode enlrega-lo na ra Nova, no primeiro
andar por cima oa rocheira do Adolpho, e enlao
receber a promctlida gratificado.
Fugio no dia 19 de junho prximo passado,
do engenho Bom Successo do termo do Seri-
nliem, o escravo Daniel, preto fula, crioulo, do
idado 20 annos, pouco mai3 ou menos, alio, sec-
co, bcra espigado, cabega pequea, feices regu-
lares, bem feito de corpo, ps e mos seceos e
bem feilas. Esle escravo procurou ao Sr. P. V.
Bulelrou, rendeiro do engenho S. Joao do Cabo,
para o comprar, c nao querendo o dono vnde-
lo, mandou busca-lo, e na chegada dos portado-
res, o escravo desappareceu ; julga-se que an-
dar o dito escravo as visinhancas da villa do
Cabo, ou do niesroo engenho S. Joao, ou do en-
genho Barbalho, onde tem muitos conhecido?,
pois que frequenlava esses lugares quando foi do
Sr. Jos Xavier da Rocha Wanderley, hoje mo-
rador no engenho Serrara : Pede-so as autori-
dades de polica do termo do Cabo a captura dcs-
tc escravo, e aos capiles do campo ou qualquer
pessoa que o conheca, de pega-lo c levar ao en-
genho Serrinha deSerinhaenia seu senhor Fran-
cisco Manoel Wanderley Lins, ou nesta cidade
?o Sr. Manoel Alves Ferreira, na ra da Moeda
n. 3, segundo andar.
no e boa casa de vivenda assobradada
boas obras, tem embarque no porto dis-
tante do engenho 1|2 quarto de legua
do rio Parahyba eem menos de 5 horas
; se vem a cidade;: quem o pretender di -
rija-se a Joao Jos de Medeiros Correia
& C que dir' quem o vende.
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Conhac em caixac de 1 duzia.
Vermouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Ac de Mi lao.
Dril lian tes de todos os tamanhos.
Dos premios da quinta parle da
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele, devem estar prevenidos
com e-sles remedios. Sao tres medicamentos com
os quacs se cura eficazmente as principaes mo-
lestias.
Prompto alivio deRadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumalismo, dor de
cab-eca, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigesto, crup, dores nos ossos, contuses,
querimadura, erupces cutneas, angina, reten-
cao de ourina, etc., etc.
Altenco.
Acha-se fgido o moleque Antonino,
fulo, de idade ds 15 annos, secco, vivo,
levou vestido calca ejaqueta de riscadi-
nho, camisa de chita e chapeo de feltro,
tem porm sido encontrado de palelot,
e muito conhecido na ra Nova, aontlc
trabalhou em urna fabrica de charutos
quando era escravo do Dr. Lopes Neto:
quem o pegar leve o a ra da Impera-
dor n. 75, que sera' recompensado,
quarla lotera, concedida a beneficio do Gymnasio Pernambucano pvtmh.Ma
_____ em 11 de agosto de 1860. Himna
NS. I'REJIS. NS. PKEMS. KS. PREMS.jNS. PREMS. NS. PREMS. RS. PREAIS.
ld
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29 __ 18 _ 65
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48 29 __ 85
50 - 31 __ 87
55 - 32 _ 88
57 _ 34 _ 95
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67 __ 42 - 2
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0 escriv2o Jos Marta da Cruz.
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94
99
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20
10
50
10
Pernambuco:Typ. de M.F. de Faria.1860.


(*:
DIARIO DE PERNAMBC. SEGUNDA FEIRA 1$ 5 AGOST DE 1880.
Variedades.
A fazenda.
[ConclutoA
O ultimo e o maior dos St. Simn nao ten-
lou suicidar-se enTura-_dia do (raqueza e de
ionio? Nao vi eum de nieus compatiheiros,
grande poeta, coragaoVdocil e selvagcm. raorrer
i'um hospital aps dez annos de miseria ? Cha-
in ava-se Itgsippc Moreau. Os Mecenas do dia
linio deram-so.pressaha vinle anuos, em co-
lhcrseus versos, para encastoa-los as revistas.
Mas homem linha morrido.
'seria l, miseria aqui I Entre nos ha falla
de trabalho ; as fazendas do Brasil, d liber-
dade.
Trabalho e liberdade porque nao os harmo-
r.;sam I Sem dignidado o pao nao sustenta, mas
onde conduz a altivez sem pao ?
Os dous mundos sofTrem.
O ultimo e e maior dos Saint Simn nao len-
ou suicidar-se em um dia do fraqueza e de no-
ce? Nao vieuumdemeuscompanheiros, grande
poeta, coracao dcil e selvagens, morrer n'um
hospital aps dez annos de miseria? Chamava-
se Hgafppe Moreau. Os Mecenas do da se-
grale deram-so pressa, ha Tinte annos, em co-
jL -er seus Tersos, para encastoa-los as revistas.
,. i o homem linha morrido.
Ml 'sena l, miseria aqui I Entre nos ha falta
detra. >>a,no n f<*zen(ias do Brasil, de liber-
dade.
Trabad >0 ^erdade 1 porqnenoos harmooi-
sam? Sen n dignidades o pao nao sustenta, mas
cudo conduz a altivez sem rao?
Os dous mu ndos sofTrem.
Disciplina du 's fazendas.E' .ella deduasespe-
cies :a do azor. "a3ue e a do dog., a do pa-
dre c a do feitor.
Todos os fazendi 'iros 'cera capel).1- ou pelo
meaos um altar em i ,eus eslabelecimer?.'01*, e al-
guns era menor nume ro> um capellao e.V"clivo.
Quasi ger.ilmenle o servigo religioso .'Co-
brado as fazendas um domingo sobro don ou
tres, por padres succursai islas, a que em Frar/c a
ci.amamos vigarios. Chega m fazenda no sau_
l ado larde, rezam na cape.'la, e os negros can-
tam. No dia seguinle 6 gra ude ceremonia, o
mysterio da hosia. Os negros canlam de joe-
hos como na vespera. Os senhores assislern cora
suas familias ao sacrificio symbolo ; e algumas
vozes una pratica religiosa remata o servigo di-
vino.
O que pregam aos escravos esses pastores d'al-
nias? Obediencia absoluta, humildade, traba-1
l!io, resignago. Alguns nao duvidam dizer que'
es negros sao filhos de Chara,Glhos do maldito
e q'ie para a sua raga anathematisada nao lia
rehabilitacSo possivel na Ierra. Dupla maldi-
f5o :a de Adao o a do Qlho de No, a da alma
c a da pollo I
Como humana esta tradeo bblica I Como
doce esta moral! Os negros embrutecidos acre-
ditara c resignam-so. Amaldigoam Chara, o ne-
gro, sem saberem que esse seu av africano ro-
preseulou um papel importante no seu lempo;
que os sacerdotes egypcios, que valiam bem os
porluguezea, ergueram-lhe um templo, e que na
Lybia era elle adorado sob o nome do Jpiter A-
i.jon. Os negros nao se do ao trabalho de ir to
I age ; nao leein elles os seus feilicos?
Sera despertar as paixes, sem amar as cole-
Quando as' iuslituiges sao ms, convera que
hajam desles cos.'umes sagrados, que poupem o
sangue. Mas nao seria preferivel que entre o
homem e a sua falta apenas permeiassem a jus-
tiga c a le ?
Negros officiaes [operarios domsticos) Em
quasi todas as fazendas ha officinas orgaoisadas
para occorrer s primeiras necessidades,offici-
Alegria grosseira, voli pias asquerosas, fobres
libertinas, tudo isto ojento, triste, porm
os negros apreciam estas bacchaoes, e outros abi
encontram proveilo. Nio constituir isto u
systema de embrutecimealo ?
. Peculio, alforria. Os senhores concedem
algumns vezes a liberdade durante sua vida, ou
por disposicSo testamentaria.. Mas taes gracas
as do carpintaria, de ferreiros, alfaiates, sapalei- I sao mais raras as fazendas do que as cidades ;
ros e pedreiros.A opulenta fazenda brasileira e quasi sempre recahm nos officiaes, mucamas,
lem, alm disso, seus pagens, copeiros, servido- | ou pagens.
res da estribara e da cosinha, criados para os ho-
mens e para as senhoras;que constituem o
pessoal inactivo e ocioso ; e salvo os grammali-
cos, gladiadores e philosophos, que ha dous mil
annos tecm tido grande accesso, encontra-se
nestes dominios a anliga consltuigo domestica
do patriciado romano.
Esta gente trabalha, cada um por seu officio,
mas folgadamente ; tem suas distraeces, suas
intrigas, e seus colloqiros ; e quando os senho-
res dormem, o o.ue acontece frequenlemente,
e/Jes bocejam ou dio lingua. Os officiaes sao
melhor vestidos e mais bem nutridos, menos vi-
giados durante o trabalho, e rnuito maiscivilisa-
dos do que os rodos trabalhadores do campo,
principalmente quanto volhaca ria.Elles sao
do caslello !
Estes ltimos,negros da roca,lecm por ves-
tuario calcas e camisas de algodo braoco, que
se renoTam duas ou tres Tczes por anuo ; as mu-
lheres trajara saias da mesma fazenda, c a uns c
outros dislribue-se, s rezes, vestidos de la
camisas ou camisolas segundo os sexos.
Tudo isto traz a marca e o numero da matri-
cula.
Quanto ao trabalho, que differenca!
Durante os tres mezes da moagera da canna e
fabricarlo do assucar juniio julhoagosto e
alguraas vezes selembroos negros labulam noi-
te e dia. Revczara-se de qualro horas, e somen-
(e os mais fortes sao destinados ao servico das
caldeiras. A tarefa rude e os officiaes de corto
nao supporlariam.
No lempo da colheita de caf, que comeca em
ruaio, e quando as churas eslao imminentes, os
das sao bera longos c peniveis. E' o invern
o verdado,porm invern de estufa, em que
d uranle as dez horas da colheila, o sol chammeja
e ii ansforma a trra em fornalha.
To<. i o mundo trabalha
ento nos morros,
mas a. ^o das muUieres mais ligeir e mais
hbil do quo a dos homens. Cada negra pode
colher seft' a oilo alqueircs de caf por dia. Ora,
como guana Sr^ est maduro 6 misler apres-
sar-se para .'ivr.i-lo das troToadas, os feilores
nao consenlem que a ssta dos negros se pro-
longue.
Esta-se mais a com.modo no gy neceu, e as mu-
camas, posto quest^b a vigilancia da dona da ca-
sa, leem razao do ec mp.adecerem-se de suas ir-
raas dos morros.
Em urna das miin'ias excurses alravez dos
campos ao longo do l'arahyba, vi um dia urna
dessas pobres Ulnas da v. elha Agar. Colhia o ca-
f do senhor, e carregava- seoslas, dous peque-
dos Israaeis que dormiam. Dasgracada mail ve-
jo-a ainda, e vo-la-hei semp "e.
Dovo porlanto dizer que na mor parte das fa-
zendas as mulhcres grvidas na o v5o trabalhar
roca, e apenas sao empregadas nos servigos do-
msticos. Dcpois do parto lem melhor alimon-
lagao e local parte ; era juant o amamentarn
ras, poder-se-hia alentar essas almas araorleci- dispensam-as de trabalhos pesado. I", e seus lilhos
das, e sobretudo consola-las; porm, devenios : confiados, desdo que coniegam a andar, aos cui-
di/.o-lo, e nao duTidaremosaflirraa-Io com o nos- dados das negras velhas, at a edat le de 16 annos
SO teste munho, os padres catholicos no Brasil smente, sao empregados era guiai os carros ou
cao evangelisara, precnchera larefas. Baptisam pastorejar o gado. E'preciso que ga. nhera torcas I
e casara os escravos, mas nao os inslruem, ncm O servico medico varia conforme os estabele-
protegera. Servem os senhores por queui sao cimenlos. Alguns ha, nos quaes o medico, co-
istipendiados. mo o capellao, c permanente, e ont'e se encon-
As pouas disciplinares, impostas aos negros, lr,1ln bem providas officinas de pharm acia.
Ei 0 chicote, a palmatoria, o tronco, a priso,! Em grande numero de fazenedas m u dos me-
, o annol do ferro ao pescoQO nos casos graves' dicos do districlo quera faz as visitas e in.spec-
ou do fuga. as cidades a lei interven, regula Qes, e em outras o proprio fasendeiro Ir. ita os
vi ;ia ; nos fazendas, perm, a' vontado do se-
Llior decide c os feores executam.
Que terriveis sconas niio terao passado nessas
solidos!
O poder absoluto leva a embriaguez de arbi-
aos ltimos extremos da loucura selvagem ;
o nada ha mais cruel para o homem do que o
seus escravos
tilicos.
Estes dividem
llahneraann.
por nicio de glbulos hC'mu opa-
suas crengas entre o fei lir e
Jogos e danras dos negros. No sabbado noi-
te, depois do ultimo trabalho da semana, e nos
dias santificados, que trazom folga e repou so,
imora. No Brasil, entretanto, os"eos- ; concede-se aos negros urna ou duas horas p ara
tumos sio doccis, e o interesse do proprictario a dansa. Beunem-se ento no terreiro, el
resguarda um pouco a mercadoria.
Alm disso, ha urna velha tradico, sempre res-
mara-se, grupara-se, ea festa comeca. Aqui,
a capoeira, especie de dansa pyrrhica, deevolu-
to huc ana. O patrocinio Qes atrevidas o guerreiras, cadenciada pelot an>-
de um iranco cobro o cscravo delinquenle ; se I bor do Congo ; all o batuque, posicoes trias i ou
cncontra um visinho que se preste protege-lo ; lascivas, que os sons da viola acceleram ou de-
fapadrinhar), basta urna carta, urna palavra, o se- moram ; mais alm tnpudia-se urna dansa lo uca,
nhor perdoa, c os feores se desarmara. Osjnaqual olhos. seos, quadrts, tudo
proprios quilombolas voltam ao trabalho e sen- provoca ; especie do frenes convulsivo
falla,
tudo
ene-
raba som passar pela prisao.
briante a que chamara lund.
iOI.UKTIM
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNWBUCO.
XXIX
Sumario. O relatorio do Sr. ministro da
marinha.
Nao sabemos em que hora aziaga nos occorreu
a idea de escrever sobre as cousas da marinha,
que lo desorganisadas vo I
A liberdade nao ultrspassa asante-cmaras.
Ha comtudo casos em qie, por direilo consue-
tudinario, as negras adqrem jus liberdade, e
quando lem sele filhos vivos.
as cidades, se o negro laborioso e forte,
pode accumular um peolio e libertar-se. Nao
acontece o mesmo nos estabelecimentos ruraes.
Em certos lugares concede-se ao escravo un pe-
queo lote de trras, que elle cultiva no domin-
go, ou dous dias por simana.se obrigadoa
sustenlar-se; porm, .em Tista do prego a que
tem subido os trabalhadores, depois do cholera
e da aboligao do trauco, os escravos do assucar
e do caf devem perder a esperanga de libertar-
se. Nao se accumulam 3 ou 4,000 francos (1:200$
ou l:600 ] com o producto da venda de alguns
legumes I
Afora estas duas grandes clssses, a da casa e a
dos campos, a fazenda encerra grupos disper-
sos e algumas especialidades curiosas : ha all
tropeiros ( conductores de muas ), amansadores
\ domadores negros ou mulatos que recordara os
gauchos), raladores de mandioca, lavadeiras,
quitandeiras, trabalhadores do mato, carreiros,
conductoros de liteira, vaqueiros, pescadores, ca-
gadores, cesteiros e correios.
Urna grande fazenda um mundo no estado
primitivo, o dominio e u tribu dos lempos an-
ligos! E que estranhas figuras, que maravilho-
sos andrajos I Mais ricas em farrapos s conhe-
co a Irlanda ; porm os negros, filhos do sol,
trajam-os melhor do que )s homens paludos do
norte, e alguns t sahircm do mallo Tirgem ver-
dadeiramente esplendidos sob os trapos. Osten-
lam descuidosos a nudez mais revoltanl'e fran-
jas de miseria, como nunca senhou a imagina-
rio de Callot ou Gavarni. Purera, para que len-
tarei descrev-loa ? A peuna inferior ao roto
e as photographias que illostram as paginas
deste livro encontrarlo o.s leilores reproduzidas
todas es sus miserias e lypos.
Esto esbogo da fazenda apenas urna physio-
notnia geral, composla d9 traeos dispersos, e
sem referencia este ou aquello estatelecimen-
to. O viajante estrangeiro nao dove ifslallar a
sdc de sua jastiga no proprio lar que o hospeda,
e pela nossa parte somos daquellc? que nao cos-
lumara trahir rto dia seguinle os obseqaiios e
hospilalidade da vespera. Porm a vordade, co-
mo a miseria, tem seus direilos ; e quando se
ama um paiz, quando se tem a intencio de ser-
vi-lo, cumpre nao lhe oceultar as chagas. A fa-
zenda brasileira, viveiro d3 escraTos, urna ins-
tituigo fatal : seus agentes de trabalhos e pro-
duccaono podera renovar-se, e a sciencia, que
nifiL das torgas, futir di lia cmquantoa igno-
rancia e a escravido orem seus principaes mo-
tores.
O cJilerama, pois, este : transformar ou
raorrer.
CU. BlBHVriOLLES.
( Diario do Rio).
Vossa altezadata do lugar em %iu for escripia
e depois a simples assigoatura da pessoa, que
lhes escrever, sem mais comprimenlos. O que
summmente grave, proprio e decente.
E no sobrescripto, bem ao raeio delle : Ao Sr.
principeprincezainfante ou infantafulano
o nome, ou titulo, que livor.
Quanto porm a este tratamento de alteza, e
de alteza-real de saber, que no anno de 1633,
que leve principio, e so comegou a usar deste
tralamenlo dealteza realquando o cardeal in-
fante passoupor Italia, para ir aos Paizes Baixos.
E a razao foi, que vendo-se a pique de ser cer-
cado de um grande numero dealtezas,nao
querendo^ujeitar-se egualdade deste tratamen-
to, alcancUu do duque de Saboya, que o tralasse
dealteza real,Gaslo deFrangn, porm, duque
d'Orleans, lio de Liz XIV, que naquelle lempo
se achava em Bruxellas, nao levando a bem a
singularidade, e dislnegao daquelle tratamento
entre si, e o cardeal, urna vez, que ura e outro
eram filhos e irmaos de reis; tomou logo o mes-
mo Ululo. E depois em Franga, Inglaterra, e
outros reinos do norte, seguiram o mesmo exem-
plo.
No anno de 1659, quando o Mariscal, Duque de
Grammont passou a Caslella, a pedir a infanta
para mulher de Luiz XIV, procurou saber, se se-
ria goslo d'el-rei de Caslella, que tralasse de
alleza-roal, ao priucipe, e princezas seus lhos ?
deu o re a entender, que esle titulo por novo,
e inusitato lhe nao agradava ; e ordenou, que
aquelle ministro, nao dsse ao principe e aos in-
fantes outro iralaraento mais do que o de alteza
simples. E ao oosso infante, D. Duarle, no im-
perio nao se lhe deu outro tratamento seno o de
dilecgo.
tos; e desde os maiores al aos menores priu-
cipes: cousa, que nio ha hoje entre nos, nem
as mesmas secretarias de estado, como posso
avancar, como official que fui d'uma dellas, por
espago quasi de quarenta annoa: e apenas uns
pequeos areslos informes, indigestos, de algu-
mas formulas, por que se tem escriplo a algumas
altas personagons do dentro o de fra do reino,
assirri como a alguns principos ; somenle do ler-
romoto de 1775 para c, arremedando-so ape-
nas as formulas antigs ; mas sera ordera o sem
systema seguido e approvado, com o devido co-
nhecimento de causa, por pessoas inlelligenles
na materia. Do que se tem seguido ler feito a
nossa edrte e real gabinete em muitas cortes da
Europa, urna bem triste figura como poderiaraos
largamente referir, porque livemos at a pachor-
ra de analysar, para nos s, todos esses raisera-
veis diplomas, que do nosso tempo se tem en-
viado para as cortes ostrangeiras, fetos por ho-
mens imperitos; mas validos, e mui presurapgo-
sos ; fazendo-se at figurar S. M., queDeus guar-
de, a rainha, em um desles pblicos diplomas,
um para seu filho primognito, fazendo-lhe a
merc do grao-cruz das tres ordens militares pri-
mitivas ; e oulra para o grao-turco, enviando-
lhe a grao-cruz da Torre e Espada, quo elle nao
aceitou.
como era natural, e o predissemos
n'uma memoria, que Ozemoseste respeito, e de
que ainda conservamos o borrao ; em os quaes se
A razo, porm, que leve nquelle duque fran- ao soube sustentar nem o decoro, nem a decen-
cez para fazor aquella pergunta ao rei de Cas- cia, nem a alta diguidade de S. M.. como oode-
syr ."atarazas asa r rMa h* t ror *; ^ s*
alteza-real aos Dihos o nelos, e aos irmaos do
re, legtimos, por linha recta de successo co-
ra. E s estes principes e suas mulheres, po-
diam" fallar e chamar a el-reipor monsieur,
que quer dizermcu senhor; mas nao, quando
lhe escreviara. O raesmo se praticava entre nos
cora os raarquezes, que s podiam dizer d'El-Rei
meu senhore nao os ttulos menores. Mas
quanto aos mais principes do sangue, que j nao
estavara em to prximo grao de parentesco ;
so lhes dava soraente alteza serenissima, ou al-
teza simples e raza aos principes eslrangeiros,
que assim se chamavam aos que nao eram do
sangue reininte. Mas assim mesmo, ncm a lo-
dos aos quo tinham titulo de principes, se dava
alteza, porque baa um nao pequeo numero, a
quera s se tratava por vos, como eram os duques,
pares, marechaes, condes e marquezes ; cujo ti-
tulo de marquez, era meiror, que o do condo ; e
assim aos baroes, e mais nobreza.
Breve memoria, sobire o tratamento
de alteza e al teza-real.
O tratamento de alteza campete aos principes
herdeiros e successores destes reinos, e s prin-
cezas, da mesma sorte, que aos principes-: e aos
infantes, e infantas ; advertindo porm quo o no-
rae de infante, s compelo aos lilhos legtimos
dos reis. O mesmo tratamento de alteza com-
peto aos geuros, e cunhado.'i dossenhiores res de
Portugal; e a suas oras, cunhadas, como aos
infantes c infantas; e a nin^uera mais alteza.
Le de 16 de actembro de 1597e le de 29 de
Janeiro de 1739 tom. 5 das orden, pag. 298 e
211.
Mas porm de advertir, que esta disposigio'
da le. no capo, e na suppasigo do que s re-
feridas personagens nao compita, ou nao lenbam
maior tratamento, por alguraa outra qualidade
accidental, o real : distincro esta, que a le
nao faz ; mas que aqui fazemo's por advertencia ;
Porquaulo, seria absurdo, que um soberano or-
donasse por let, que se dsse menor tratamento
a pessoas suas tao conjunclas, do que aquelle que
por algura outro titulo, qualidade, ou circums-
lancia lhes competiste.
Mas ao prinnipe herdeiro do reino, competo o
tralamenlo de alteza-real, pelas mesmas leis ci-
tadas ; mas, quando so dUser simplesmente
sua altezaerilender-se-ha sempre do mesmo
principe herdeiro, porantoiomasia.
Quanto, porm, formalilade de se escrever a
estas Ilustres personagens, ordenada pelas refa-
ridas leis, 6 a seguinle :
Aos principos, e s princezas, e aos infantes,
era foll.a de papel grande, dobrada quasi ao molo,
e no alto da folha da parte dkeitasenhoru
senhora ; e concluida a cirlaDeus guardo a
Acabamos um artigo, principiamos outro, sem-
pre a revolvermonos sobre alfineles, sera encon-
trar ao menos urna posigo em quo nao sintamos
as pungentes picadas destes pequeos instru-
mentos de mortificago 1
Novo marco milliario assentamos em nossa in-
ccssanle peregrinago, cujo termo cada vez so
aionga mais; desalentado-nos, por mostrar a
improficuidade dos esforgos heroicos que fazc-
mos para dar um passo para dianle ; a ientidao
cora que o conseguimos, depois do urna luta te-
naz, que s sustentamos, por quo nos fortalece
e vivifica urna energa superior, urna vontade
invisivel, qual estamos fatalmente enca-
deados.
Tem-se visto a imporlancia, a considerago
que nos mereceu o relatorio do actual Sr. minis-
tro da marinha, era cuja analyse ainda nao che-
gamos ao meio.
E' porque nelle encontramos um echo nossos
pensamenlos, a soluco de varios problemas que
se prendem aodesenvolvimenlo e progrosso da
marinha do guerra nacional, ou mais acertada-
mente, ao desenvolvimonto e progresso do Bra-
sil ; porque quem diz Brasil, diz marinha, como
j o proclamou um dos nossos homens mais no-
taveis.
Porm, infelizmente, o cue prognoslicamos ao
importantes que all abundam, que foi proposta
pelo poder executivo para ser tomada om consi-
derago ?
Qual o melhoramcnlo que a marinha al agora
recebeu ?
Era nosso mais ardenle desejo reoonhecer es
servigos prestados, proclama-Ios, recoramendar .
gratido publica os homens eminentes que os ti-
vesseni executado ; mas em lugar desta missao,
tao cheia de encantos, cabe-nos a ingrata trela
de registrar o desengao, a negago, a destrui-
rlo de to formosas esperanzas, depatentear ur-
bi el orbi, quo no Brasil, no que menos se pensa
e se cuida, em marinha.
E a marinha, novamente Iludida em suas no-
bres e legitimas aspirages, chora coranosco este
triste resultado, lamenta a indifferenca quo en-
contra onde deveria achar interesse, e toda se
entrega de novo este abatimonto, que nao de
hoje, que lem sua razao do ser cm causas de
profundo desgosto, quo j lodos conhecem, e
que fcilmente poderiara ler sido agora remo-
vidas.
Pode ser que estas linhas saiam luz extem-
porneamente ; que ainda nos ltimos dias a
assembla geral d um solemne desmentido s
nossas previsos ; quo o Sr. ministra da mari-
nha so mostr coherente com o seu relatorio, seja
o mesmo homem que alli admiramos, e que nio
queira involver-se no rol de muilos de seus an-
tecessores, que podiam ler feito o bem, e deixa-
ram crescer o mal.
Tudo isto desejamosde coragao, para que nao
se justifique a censura que soffremos quando es-
crevemos a nossa cilada Resenta, e dissemos
que o relatorio de S. Exc. provava que as ne-
cessidades da marinha de guerra tinham mere-
cido o seu estudo, e que S. Exc. se achava dis-
posto salisfazo-las ; pelo que estimaramos
que S. Exc. continuasse no poder, afim de
ter tempo de realisar os seus louvaveis in-
tentos.
Mas se o lempo inexoravel correr sera nos dar
A excellencia s se praticava com os nuncios e
embaixadores ; e tambem com os duques razos,
era raui coramura sercm tratados por pessoas in-
feriores, em lerceira pessoa, como porexeraplo
o senhor duque adquiri muita gloria nesta occa-
sio. Este tratamento, principio passava por
descortez, como o seria ainda hoje entre nos;
mas depois foi recobido, o passava por um signa!
de respeito e corlezia. No titulo porm dese-
nhor que baria maiores destinegoes, como
succedo entre nos, mesmo por le; porquo ao
rei se dava privativamente o de sirc, que lhe era
consagrado ; cujo termo por nossa propria in-
vesligago importa tanto como o desublime ;
dando-se-lhe, e rainha, o tratamento de ma-
gestade, hoje goral e comraum a todas as testas
coroadas, ou principes soberanos. Mas nao obs-
tante, nao era improprio, nem indecento dar-lhe
s vezes, em discursos, o tratamento de vos, co-
mo tambera entre nos, se costuma, e tem prati-
cado. O delphim so nomeava por monseigneur le
dauphine o mesmo a sua mulher madama la
Oauphin ;fallaodo-se-Ihesmonseigneur, ma-
dama ;porque, nao se lhes podendo dar ma-
gestade, era sendo justo, que se lhe dsse alte-
za real, como so dava aos outros principes, os
destinguiam, por este modo, oraittindo o mais,
que este respeito so praticava em Franga antes
da revolugao, depois da qual tudo mudou de fa-
ce, porque nao faz ao nosso proposito ; fazendo
s esta digresso, somante em respeito ao trata-
mento de alteza, e de alteza realporque quan-
to s formalidades de se escreverem entre si toda
h familia real, e todos aquelles principes; esta e
estes, a todos os mais principes da Europa ; tai-
vez, nos achassemos ln habilitados para is-
so, como bem poucos, porque, como a corlo de
Franga foi sempre reputada por mestra e exem-
plar nesta materia, pela sua alta poltica e cir-
cumspecgo : della poderiaraos tirar exemplos
nesta materia de tratamentos, cuja curiosidode,
ou. habililacao, nos foi intil desgrr.radamenle,
p<;la injusta demisso quo soffremos. Mas que
materia esta, que nao tao indifferente, eomo
parecer muita gente, que tudo trata de ridcu-
lo, quando itnmcdialamenle lhe nao 6 til: os
nossos antgs res, que sempro furam mais co-
sos da sua alta dignidade, sempre, dcde que as
nagoes da Europa se comegaram a civilisar mais,
tiveram era seu real gabinete, ura formulario,
ordenado pelos do seu conselho, do modo c ma-
nerra porque deveriam escrever toda a classe de
pessoas de dontro e de fra do reino, desde os
mais altos, at aos mais nfimos dos seus subdi-
enctTeV^^^ 7.1 ve- este desenlace, em que fatalposigao nao camos
rificando.
Escripto com lucidez e talento, como muitos
outros que a marinha j contemplou entusias-
mada, em um momento de arrebalamento e de
illuso por elles disperlado, e logo exliocto, pro-
duzio o seu effeilo de occasio, qual os fogos de
vistas, e'ir fazer digna companhia aos seus an-
tecessores, que ninguem se lembra eihumar do
p do olvido que os cobre.
Vai adiantada a presente sesso da assembla
legislativa ; qual a medida, d'entre as muitas e
collocados ?
Os scepticos nao nos poupam j : nos rece-
bem sempre com um riso de zombaria ; os cr-
dulos, meio desanimadas porque at agora nao
vem a realisago das esperangas que affaga-
Porm qual o homem qut! nao se comproraet-
leria como o izemos, leude, o relatorio do Sr.
ministro da marinha, ouvindo os compromissos
que conlrahib na cmara dos Srs. deputados
quando respena>u ao digo" Sr. deputado Franco
de Almeida ?
Seria preciso duvidar de tudo ; nao srer mais
cm f publica, nao repousar tranquillo na pala-
vra empenhada solernnomonto do um..ministro
honesto e novo ; que nao deve estar ainda do-
minado pelo egosmo, que paira por BoBn as al-
tas regioes.
Ainda nao chegaraos este ponto de descren-
ca geral ; temos confianga na justiga da causa
que advogamos, esposada pelos mais distinctos-
caracteres dr> paiz ; na perseveranga da commis-
sao de marinha e guerra do nosso venerando se-
nado, que nao ha de querer ver sua obra incom-
pleta, no estimulo que o arror da gloria offerece
ao Sr. ministro da marinha para colher a palma
do mais invejavel renom;, a gratido de urna
classe animada pelo fogo si grado da dedicago
monarchia e integridado do imperio, dogmas
para ella de innabalavel base, pelos quaes tem
constantemente derramado- seu sangue, n ha vi-
vido urna existencia de privagdes o sacrifi-
cios.
Nao precisamos em nossa causa do enthusias-
mo que despertou oproject> de augmento da de-
putago das provincias ; o qual encontrn na
caman innmeros paladinos. Basta-nos, pura e
simplesmente a atlengao que deve necessaria-
mento prestar-se ella, o que suave e atura-
mente se discuta, se combalam, se possivel, as
verdades proferidas pelo Sr. Tito Franco, ou se
aceitero as consequencias lgicas que dellas de-
rivara.
Parece-nos que nao somos exigentes.
Quanto ao dficit com qae nos responder sem-
pre, j se vio algum dia, tm algura paiz do mun-
do, que elles embaragassem os governos para to-
marem as medidas de utilidade publica, como
esta, que a nagao exige ? fia para dar as provi-
dencias urgentes e necessarias para a justiga da
administrarlo ?
Apresente.-se-nos um exemplo s em conles-
tago 1
Por ventura attendei -se elle quando se
creen ha pouco o novo Ministerio da agricultura
e obras publicas, por al runs reputado indispen-
ligenle, imparcial. Mas.s^ja o que fr, tudo vai
bem, e s mil maravilhas, com tanto que mor-
cara de forae os antgos o honrados servidores do
estado, s pela desgraca de nao agradarem
maioria, ou ao partido dominante, sem outros
crimes, nem mais defetos, senao os daspreoecu-
pagoes do tempo, e da feliz poca em que vivemos.
Finalmente, quanto ao tratamento de alteza, nao
esta tao moderna, como talvez se cuide, porque
j vem de longe, o da mesma poca dos impera-
dores romanos ; nao pelo raesmo termo, ou vo-
cabulo proprio latino, mas por oulro correspon-
dente, qual era o de Celsitudo, que significa al-
tura, ou ao nosso modo alteza.
Todos os outros tratamento?, de que hoje se
faz uso em todas as corles da Europa tcem a sua
origem das formalidades, othiquetas romanas. O
de illustrissimo de erainentissimo, de excellentis-
simo, de dilecgo e de outros muitos a seu rao-
do, por todas as ertes das nagoes modernas
adoptadas, sao de origem romana, como nos se-
ria fcil comprovar, o eomo talvez o comprovare-
mos, por meio de oulra memoria este respeito;
pois que assim como as leis romanas serviram para
constituir o direito comraum c o geral das na-
goes da Europa, que se forraaram da queda do
raperio romano ; tambem ellas serviram de tom-
bo ou archive, d'onde a maior parte das nagoes
modernas, que o substituirn), traram as suas
formalidades e ethlquets ; e o que mais, at
a mesma egreja catholica.
Esta materia que parece insignificante ; com
tudo o nao e ella serve do ornamento a ura ver-
dadeiro official de urna secretaria de estado, da
qual ncm um s ha hoje, quo disso cogite, ou
que disto se embarace.
D'onde vem e procede, qne querendo S. M. a
rainha, que Deus guarde, escrever aqui cm for-
ma publica seu augusto filho primognito, fa-
zendo-lhc a raerc das tres grao-cruzes das or-
dens militares, com grave injuria do mesmo prin-
cipe, porquo lhe bita e lhe fez urna graga in-
ferior que elle j gozara as mesmas ordens,
na qualidade de commendador mor, nato, que
d'ellas^quo diguidda immediata & do grko-mcs-
Ire, que hoje sua mageslade : a obngaram a fa-
zer urna figura publica indecente pela forma im-
propria com.que escrevera ao seu augusto filho,
noraeando-o por mais de vinte e tantos noroes
ou appellidos o obrigando-a a assignar a carta,
como qualquer outra mulher, isto por mi Ma-
na, orno nos chamamos a qualquer prela. O
que fez publico um peridico intitulado O Pa-
triota, o que se nao faria, se os ministros de S.
M. tivessem as suas repartigoes officiaes intelli-
genles na materia. Emfim basta por memoria do
tratamento de alteza. Disse.
Antonio Pereirade Flgueiredo.
[Da Inslrucr.ao Publica de Lisboa.)
EMIGRACOSUECA.
Depois da emigrarlo irlandeza, que forneeeu
aos Estados Unidos os bracos necessarios para
construir canaes e caminhos de ferro, veio a emi-
grago allema para arrotear os vastos territorios
doOhia, Michigan, Indiana, Illinez e Iowa. Mas
restavara, as extremidades sepleulrionaes da
condoferagao, no Maine, o Wisconsin, o norte de
Michigan, o Minnesota, o territorio de Chippewa
e o de Washington, provincias cujo clima rigo-
roso afastava os cultivadores da Allemanha, em-
Por que soraente ha de, por consequencia, o
Sr. ministro da marinha ser a victima delle, o
uoico ministro privado de fazer justiga aos seus
administrados, de dar impulso ao rama de ser-
vigo importante que delle dependo ?
Uespondam-nos, se o podem fazer victoriosa-
mente, aquelles que se nos mostram intensos ;
porque receiam que o augmento que 3e conceder
marinha lhes faga falta.
Ouando ha dficits elles exigem dos governos
urna severa economa; mas a economa intelli-
gente, quo o corte das despezas de luxo e im-
proficuas, a fiscalisagao dos dinheiros pblicos,
e esta reduego, e esta fiscalisagao se pode ope-
rar cora officacia e proveilo em todos os orga-
mentos dos diversas ministros, sem privar os
servidores do estado dos recursos que por
justiga se lhes deve dar para poderem vi-
Ter.
Fallamos na hypothese de que pretendamos
possuir urna marinha do guerra bam organisada,
aiada que pequea ; so, porm, nao se tem isto
em vista ; se se deseja apenas urna siraulago
parailludir o paiz, entao nada do que dissemos
lem applicagao, ora merece altengo. Andar
assim que 6onv andar.
quanto que convinha perfeitaraente aos louros fi-
lhos da raga scandinava.
Algumas parteado Wisconsinestao j quasi ex-
clusivamente povoadas de Dinamarquezes, Sue-
cos, e de Nruegenses, os quaes implantaram
nesta nova Scacdinavia os costumes, os usos, as
differentes linguas, e al os nomes geographicos
da antiga trra dos godos. '
Os nossos colonos epviaram aos seus compatrio
tas da Europa descripcoes tao altractivas daquel-
le paiz, que toda a populagao acabou por se por
em movimento, e ameaga principiar um xodo
transatlntico n'uma escala to grande como a dos
Irlandezcs e dos Allemes.
O emigrado scandinavo de um natural pacifi-
co, e vem geralmcnte com quanlias relativamen-
te consideraveis ; por isso as differentes colonias
do norte o querem para si mais do que qualquer
oulra da America.
O Canad, o Novo Brunswick e o estado do
Maine nao o vecra sem inveja passar simples-
mente pelos seus portos e continuar a sua via-
gem, para ir estabeloccr-se na extremidade do
oeste.
Quando sabera, por exeraplo, quo nesta estagp
ha 20,000 Suecos e Norueguenses, promplos a
embarcarem com deslino aos Estados-Unidos, os
habitantes do vasto condado de Aroostook, queso
por si poderiam formar um estado, com qaanto
seja menos povoado, do que oulro qualquer ter-
ritorio da sua exteoso, tomam immedialamente
providencias para induzir estes emigrados do nor-
te a fixarem a sua residencia entre elles.
(Dinrio de Lisboa )
MANCHAS SANGUNEAS NO PAO.
Ha lempos vimos n'um jornal do Minho a no-
ticia de que em urna povoago daquella provin-
cia um lavrador, quo cozer a sua fornada n'um
dia santificado, achou depois o pao cheio de man-
chas vermelhas por dentro. Sobre esle pheno-
raeno dir o Escoliaste :
As manchas vermelhas, que excepcionalraen-
te apparecem no pao exposto por muito tempo
urna almosphera hmida, foram havidas pela su-
perstigo de anligos lempos como nodoas san-
guncias.
A sua presenga na hostia consagrada deu por
mais de urna vez origem sanguinosa persegui-
go dos hereges, a quera cr imputado o terom
assim feito desacato.
Ehrcmberg foi o primeiro que examinou scien-
lificamente estas manchas, em Berln. Os glbu-
los vermelhos quo cnconlrou foraru por elle reco-
nhecidos como monadas, e no seu systema de in-
fusorios inttulou-os monas prodigiosa. Estas
monadas de Ehrenberg, examinadas mais perfei-
taraente pelo microscopio, reconheceram-se come
cellulas vegetacs.
O Sr. Schiff, de Berln, depois de differentes
tentativas para produzir estas quasi nodoa3 de
sangue expoodo o pao a humidade atmospherica,
couseguio-o por fira era Paris, durante os lti-
mos dias de agosto do anno passado.
As placas vermelhas tinham-sc dos envolvido
tanto no interior como no exterior do \ o. De-
pois submelteu-os um minucioso exam e micros-
cpico. Achou-as compostas de glbulo vege-
laes, do forma oval, mas, mais ou meno.s altera-
da pela pressao, de urna cor verraelho-viva, sc-
melhaute aos glbulos de sangue, o envolvidos
por urna parte de tenueespessura,incolora ou u-
gciramenle verde.
Tinham todos os caracteres dos pro duelos cou-
fervoides cora o seu desenvolvimento .filamentoso
rauitojf oraplexo o distinclo.
Assim a scieneia solveu um milagre demons-
trando urna verdadeira raaravilha. Maa a inda-
garn nao parou ainda alii : ha j quera busque,
com a melhor esperanga de bom xito, f.i 'er va-
liosi a produegao do cogumelo para as va 'cessi-
dades da industria, como matara corante,
DOUDO SINGULAR.
Se verdade o que conla o Memorial de .l'Al-
lier, eis-aqu fados que denotara um gene ro de
loucura ou de monomana muito exlraimli-
naria :
N'um dos dias passados, um homem ainda no -
vo que passeiava n'um passeiochamado des Mou--
lins, parte repentinamente a correr e foi batee
com a cabega contra a parede de urna casa, cv
atordoadocom o choque, cahio sem sentidos. O-
commissario de polica, prevenido por urna das
pessoas que tinham sido lestemnnhas desta sce
na, apresentou-se no lugar do aconlecimento, e
julgando o horaem embriagado, mandou condu-
zi-lo para um posto do guarda, o disse-lhe que
se delasse,promeltendo-lhe a liberdade logo que
os furaos do vinho se tivessem dissipado.
O monomaniaco obedecnu ; mas apenas o com-
raissario, depois de ter encarregado um agenle
de policra de o vigiar, sahio, o hornera levantou-
lou-se e foi outra vez bater com a cabega na pa-
rede.
Ento conduzirara-o para outro lugar para ser
vigiado de mais perto.
Ah, aprovetando-se de um instante em que o-
scu guarda se affastou, foi oulra vez dar com a
cabega na paredo do quarlo. f.-t- ultima tenta-
tiva o poda deixar iienhuma duvida acerca do
estado de alieuago deste desgragado, que foIcAn-
duzido para um hospital de doudos.
[Commercio do Porto.)
mos, nos olham desconfiados, e como que irri.U- savcl ao adiantamento do paiz, e
dos, porque os animamos, para sentirem actual-
mente com mais vehemencia a dor do desengao
que se approxima.
Estamos realmente affiictos co.m esta situa-
c,o 1
por ou-
adrainis-
tros combatido como um luxo do
traglo ?
Embaragou o dficit o Sr. ministro do imperio
Poucas palavras gastou o Sr. ministro da ma-
rinha quando tratou do corpo de ofctacs de
saudo da armada ; porm neste laconismo re-
guia claramente a pensamenlo de lomar ainda
mais vantajosa do que a sorte actual desta
cla?,se.
O quadro, que apenas se aotia cora falta de
um primeiro cirurgio, comprehende 1 cirurgio-
mr, 2 cirurgioes de esquadra, 6 de divso, 20
primeiros, 40 segundos, 7 primeiros pharmaceu-
ticos e 7 segundos.
v O servico e a disciplina exigem que os mern-
bros do corpo de saude nao permanecam longo
tempo as estacos navacs, principalmente nos
hospitaes e enfermaras ; convora que sejam re-
movidos em certos e determinados prazos.Estas
e outras disposiges, que a experiencia lem acon-
selhado, fazem necessarla a reviso do regula-
re ento provisorio n. 1,931 de 30 do setombro de
1857.
Em quanto que se observa a deficiencia sensi-
vel no quadro dos officiaes da armada ; a tenden-
cia de abandonare m o servico arraigada n el les;
a desercao dos bancos da escola de marinha, ou-
(r'ora t&o procurados por nossa mocidade, Te-
se como sao disputados os lugares no cor-
para propor a stft reforma administrativa, coa I po de saude, nos quaes s ha qma vaga, nao cer-
que se estabelecem aovas despezas etc. ?
revela a dosigualdade das vantagens uns e ou-
tros concedidas.
Tome o leilor nota disto.
Assim como nos preo ocupamos com o tal op-
portuno quando S. Exc. fallou no melhoramento
dos vencimentos dos officiaes da armada ; assim
tambem nos fez dar tratos ao espirito esta lera-
branaa de reviso do regularaento, que Bao pode
deixar do ter partido de proposta do Sr. cirurgio
rar da armada, incansa vel em promover o bera
da classe deque lo digno chefe.
Se se pensasse nesta reviso em estabelecer
o principio de limilago de tem po as coramis-
sies, principio que deve ser genrico, o que por
sis nao exige esle processo ; se houTesso idea
de reparar o o lvido que se corametteu nao im-
pondo ao official de saude da armada, como se
impoz ao do exercilo, a obrigago-de tratar gra-
tuitamente das familias dos officiaes de marinha.
se se cuidasso tambora em por este regularaento
mais em harmona com as leis militares ; di tor-
na-lo menos inde pendente ; de cortar-lhe a ten-
dencia que elle apresanta de constituir o corpo
de saude da armada como um estado no estado,
appjovariamos esta reviso, aconselhariomos
atl
Masquera est escarmentado, como nos esta-
mos, pela lgica dos precedentes, pela arithme-
tica dos fados, podo por acaso illudir-so um s
momento acerca do alcance oceulto de samelhan-
te medida?
Com ella o que se far nao tomar aquellas
uteis delibarages, porm, sira, crcar-sc alguma
gratificagao nova, sem autorisago do poder le-
gislativo, que p&sse suavemente como passou a
que se enxertouno mencionadoregulamento pro-
visorio que se quer rever no seu artigo 71, a que
aggrave mais a siluago actual, collocando sem-
pre os officiaes da armada na inferioridade nota-
da de vencim entos, que nao deve existir, e nulli-
Qcando todos os bons desejos da assembla geral
de fazor desapparecer esta difieren ;a, augmentan-
do os vencimentos dos ditos officiaes da armada.
Assim, a reviso do regulamento lgicamente
acmpanha a esperanga de convertor-se em lei a
tabelladas maiorias dos officiaes da armada, pen-
dente da approvagio do senado.
A tctica, porm, nao nos escapa, e em tempo
bradamos alerta, erabpra intilmente ; porque o
Sr. cirurgio-mr tem urna ha.bilidado infinita
para conseguir sempre os seus intentos, de sorte
que muitas vezes desojamos t-lo por ministro
da marinha para ver se colheriamos algum bene-
ficio de sua paternal sollicitude prol do seus
tamente por falta de prelendentes; o que bem' subordinados.
J mui deliberativamente se fez provisorio um
regulamento que nao devia ter semelhante norac,
como s^ deprehende do plano quo acompanhou o
d ecrcto n. 1981 de 30 de selembro de 1867 nelle
n o se deviam estipular novos vencimentos aos
officiaes do corpo de sade, como fez no citado
artigo 71, quando no plano cm questo se l no
2 de art. 3 do capitulo 2.
Os officiaes do sade da armada porcebero
o sold correspon Jan tejaos seus.postos, e cas di-
versas circunstancias do seu servigo especial as
vantagens designadas na tabella junta ao presen-
to plano.
Ora, assim como alli se marcou essa gratifica-
gao coraprehendida na tabella, quera nos assegu-
ra que no novo regulamento nao se admiltam
outras ?
Nao reclama o Sr. cirurgiao-mr d armada
urna gratificagao quo conceda aos Srs. cirurgioes
depois do oito aonos de servigo o plano alterado,
nao obstante a clareza da dsposico sublimada,
o da tabella nuHificando-a; e doFicam rovoga-
das todas as disposigOes em contrario, com que o
Sr. ministro Saraiva terminou a sua lei ?
Co mo nao alimentaimos os receos que mani-
festamos?
Nossa linguagera nao motivada por esaffei-
go ao respeitavel corpo de saude ; permita Deus
que, depois de feita a reparago devida aos offi-
ciaes da armada, os recursos do estado concedam
ampliar-se os favores de que elle j goza; este
o nosso desejo, ms lendo o governo sempre om
vista estas sensatas reflexes de um nolavel es-
criplorda marinha, que ora est arrediodo jor-
nalismo, em cujas filoiras faz granfo falta, prin-
cipalmente causa cm que estamos emperna-
dos :
O governo fez bem em pagar melhor aos
mdicos ; ms inquestionavelmentc far mal so
nao melhorar a sorte da verdadeira entidade na-
riliraa, o official combatente
'.' Vivemos em urna poca de anomalas, e
n'um paiz de absurdos ; assim, s per anomala
e s por absurdo se querer ter medicina nave-
gante era vez de marinha militante.
Alguns mdicos vo-se tornando enfants ales
e os officiaes de marinha postos 6 margem, pa-
recer na sua casa uns Olhos bastardos.
Nestas condicoes, os irmaos de origem diversas
sempro disputara, e um pai quo sabe sd-lo oro-
cura congraga-los, pela justiga e pela egualdade.
E. .
PERN. TYP. DE M. F. DE FARIA. 18W
-i.
ILEGVEL


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