Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09137


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Full Text
AMO XXX7I. NUHERO 186.
ni
Pop tres mezes adiantados o$000.
Por tres mezes vencidos 68000.
SABBiDO II DE AGOSTO DE 1865.
Por anno adiautado 19$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPgAO' DO NORTE'
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei-
ro Guim8raes; Piauliy, o Sr. Joao Fernandes de
Maraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
PAR JIJA UOS UJIUlh.IU.>.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarjss, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anlo, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira. Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
ricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una, Barreiros.
Agua Prela, Pimenteiras e Nalal quintas feiras.
(Todos os correios partcm aslOhorasda manhaa.
EPHEMERIDES DO MEZ DE AGOSTO.
1 Luacheia as 3 horas e 14 minutos da tarde.
9 Quarlo minguante as 7 horas e 4 minutos da
tarde.
16 La ora as 8 horas da tarde.
23 Quarlo crescente as 8 horas e 16 minutos da
manhaa.
31 La cheia as 6 horas e 38 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro aos 54 minutos da manhaa.
Segundo aos 30 minutos da tarde.
PARTE OFFICIAL
Goveruo da provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 9 DE ACOST DE 1860.
Officio ao inspector da thesouraria ile fizendn.
Dcvolvo a V. S. os ttulos de aforamcnlo per-
petuo do_s_lerrenns do raarinha, outr'ora alaga-
Jos, ns. 376 e 377, j beneficiados com atorros,
sos na ra do Brum do bairro do Fora de Por-
tas, frogiiezia de S. Fr. Pedro Connives desta
cidade, passados a favor de Jos Pereira Vianna,
o Mosquita & Uutra, por ter eu resolvido nao as-
6igna-los, o mandar que o dominio til dos ditos
trrenos seja arrematado cm Insta publica, que
V. S. mandar proceder cora todas as formalida-
des proscriptas as leis o regulameutos da fazen-
da, cujos inleresses nao sero devidaracnte con-
sultados, scoutra fra forma d'aquelle arrendi-
inenlo ; havendo V. S. por nenliumas todas as di-
ligencias, i que se procedeu, para que aquellos
terrenos fossem concedidos aos ditos Vianna e
Mosquita & Uutra, os quaos poderao, como nutro
qualquer, concorrer i arremataro, que mando
proceder.
Dito ao Dr. chefe de polica. Constando-me
que em urna casa no lugar denominadoCampo
Verdeexiste urna menor de 12 annos de idade,
a qual, tendo sido tirada da casa dos expostos
{.ara sor amamenlada, como permute o respectivo
rogularaoiilo, nao voltura mais para aquellc es-
tabeleoimentd, continuando a ficar no poder da
pessoa, que a lomara, a qual, alm de trata-la
inconvenientemente, a delm contra a expressa
determinacao do arl. 143 do citado regulamenlo
de 25 de fevereiro de 1847, recommendo a V. s.
que, procodeudo s necossarias avcriguaoes, e
convencendo-so da existencia do facto, faca re-
colber inmediatamente a dita menor ao p'redito
ostabeleci ment, dando-me parle do resultado.
Uito ao commandanle do corpo de noticia.
Tendo por portara desta data, e de conformidade
com a su i ndieacSo de hoje, sob n. 318, promo-
vido os ofiiciaos do corpo sob seu com mando,
constantes da relaco junla, recommendo a V.
S. que, em execura'o do ponsamenlo dosla pre-
sidencia manifosla'do cm officio de 8 do corrente,
procure dar o posio de sargento, vago cm virtu-
de dessa promoro, piara do corpo que delle
fur digna, e era caso nenhum pessoa eslranha,
C que nao estojo com prora no mosmo corpo.
ilo ao Ezm. hispo diocesano. Tomando em
consideracao o oflicio de V. Exc. Rvdm. de 6 do
ao juiz municipal
Tapacur. Communicou-se
de Santo Anlao.
Dilo ao commandanle do corpo de polica.
Pode V, S. engajar o paizano Januario Antonio
dos Santos, que segundo o altestado junio ao
seu officio desta dala, sob n. 319, foi julgado
apio para o servico do corpo sob seu coramando.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Convindo regularsar por meio de urna medida
geral e proficua o rorneciracnto das diarias des-
tinadas a alimeotaco dos presos pobres das ca-
deas do interior da provincio, tenho deliberado
que nos lugares, em que houverem presos po-
bres a manler-se, nao existindo collectorias pro-
vinciaes, ou sendo insufiicienles os seus rend-
menlos, habilite
AUDINECIAS DOS TBIBUNAES DA CAPITAL.
TribuDal docommercio: segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: trras, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quarlas ao meio dia.
Dito de orphaos: trras e sextas as 10 horas.
Primei.-a vara do civil: Ierras o sexlas ao meio dia
Segunda varado civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
1,158.Francisco Xavier Pereira de linio soli-
cicitador da fazenda nacional.Como requnr.
cunhagem
thosouro.
Tcm islo
DAS DA SEMANA.
6 Segonda. Transfigur. do Sr.no Monte Tabor.
7 Terca-. S. Caetano fundador; S. Donato b.
8 Quarla. S. Cyriaco diac. ; S. Emiliano b.
9 Quinta. S. AfTouso Mara de I.ignorio fuod.
10 Sexta. S. Lourenco m. ; S. Asteria v. m.
11 Sabbado. Ss Tiburcio e Suzana mm.
12 Domingo. S. Claro v. f. ; s. Gracilano m.
Ja praia era um direiio exclusivo Uo
ENCARREGADOS DA STJBSCRIPCO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claodino Falcao Dias; Bahia,
Sr. Jos Martins Aires; Rio de Janeiro, o Si,
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBCO.
O proprietorio do duhio MaDoel Fgueiroa de
Faria.nasua livrarii praca da Independencia es.
gueredo.Informe
guerra.
o Sr. direitor do
arsenal de, te destinada aos trocos, deve ficar ao governo li-
1.162 a 1,167,-Francisco de Salles Alves Cor- Snesardoqpa1aznUdade DeCCSSara para as te-
rcia, Francisco de Paula Machado, Jernimo Ce- Com a crise de 18V7 famk. cu* a
sarMar.nho Falcao, Joaquim Ignacio de Barros \ crculcc, ,, orate iiVmhnl ~ fgido o ouro da
Urna, Miguel Cunegunde. .Caf.lc.nto d'AIbu- em grande SST" ****"* <*"*"
querq.ie, e Theodoro Antonio Monleiro.Infor- \ si/el no merca
me o Sr. iiispaclor da thesoraria provincial, ou- de ministro d
nodo o administrador do consulado.
r?t c gradualmente, medida que for sendo pos-
sivel ; e 6 de esperar que se elTeclue brevemen-
te, pois que osla medida lem sido lembradae
solicitada ao orador pelos proptios accionistas
dos bancos.
O estado tambera nao soffrer prejuizo : seas
estradas prosperarem para o futuro, o Eslado po-
der aulerir grande lucro das acedes.
idida lem sido redamada pela prara de
1,168.Fraucisco Candido Occeano c'o Amaral.
Remettido ao Sr. inspector da thesouraria de
por um
ihesourana dos respectivos fazenda para informar, como j se ex ro em 26 f
delegados com os fundos necessarios para acudir ''" '
de julho ultimo.
1,169Joao Alves Das Vilella.N5o tem lu-
o essa despeza. entregando trimestralmente, ou
pelo prazo que convier, no chefe de polica, em gar em vista da informeo.
virtude de requisigo sua o termo medio das 1,170.Joaquina Mara t
a dispender-se,
quanhas a dispender-se, segundo a tabella que
acompanliou a sua inforniaco de 6 desle mez :
oque communico a V. S." para sua sciencia e
execurao. Coramunicou-se ao chefe de po-
lica.
Dilo ao director do arsenal de guerra.Com a
informar, junta por copia ministrada pelo ins-
pector da thesouraria de fazenda, responddo ao
officio de Vine, de 31 de julho ultimo sob n. 225,
pedindo o adianlamento de 300>000 ao porleir
desse arsenal pira occoner as despezas miudas
no corrento exercicio.
Dito a cmara municipal de Ouricury. Fco
nleirado do que expoz a cmara muacipal de
Ouricury em seu ollicio de 15 de julho prximo
findo era referencia aos servicos prestados pelo
delegado de polica dosse termo, bacharel Ilenri-
que Pereira de Lucena, na represso dos criraes,
e perseguico dos criminosos e rae satisfaz ver
que a opinio favoravel, que forma a cmara do
delegado, a niesma que elle merece do governo.
Dilo ao diieclor das obras militares.Mande
\ me. caiar o edificio em que se acha o hospital
miliiar, lomar alguns buracos das paredes, con-
certar o ladrilho de diversos quarlos e collocar os
vidros precisos em varios caixilhos, segundo so-
icila J o; commandanle das armas em officio
do 7 do crreme sob n. 852.Comraunicou-se ao
commandanle das armas.
Portara.O presidente da provincia, resol ve
demillir o lenle da 4a corapanhia do corpo de
policis Francisco Beringuer de Almeida Guedes
por assim convir ao servido publico.
>ila.O presidente da provincia, conforman-
quina Maria da Conceicao.Infor-
me o conselho administrativo do patrimonio dos
orphaos.
1,171.Manoel Estanilo da Costa.Informe o
Sr. chefe de diviso naval.
1,172.Ricardo Francisco do Nacimenlo Perei-
ra.Informe o Sr Dr. chefe de polica
1,173Rita Anglica de Barcellos.DG-se pas-
sagem.
1,174.Rosa Hara Foncoca de Albuquerque.
Informe o Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial.
ERRATA.
No expediente do dia 8 do corrente, publicado
no diario de honlem, do 1. officio da presiden-
cia ao commandanle de polica, em vez de se
faca digno de urna nomeago dga-se se far.a
digno de urna promogo."
Porn0,emPpraeiud"on,ete' ** ^^ ^""5^ I "^M^S^T^ "
ri / J ampia e profunda, como se nrova ola dUmrcn
lftP\\Ert n8? ?ra.Prreiro 1" WV6 pr0frir o oradorPa que'm res o e!
cli?*iva H fLq d prala e direil ex" q"e lat0 lem contribuido com suas luzes Dar
clusno do ihesouro ; e quando autorsa a cunha- : elucidara questo. P
a raiSta naoarCUtelSrna/ "" a",pla :, Ah ^^ -e neces3d^e. corao corapleraen-
o.,,^iC se limitando s palavras to das outrasj voladas ; o vantaiosa ao Esla-
tenduL T'JZST**^ que podem seren- d0 e aos bancM- Nao "">a raed da de confi-
So- tamhon, srZireSlnCt0 ;, maS esteQ- aD^ f uma medida de 'esse publico, que
prilof. aos caso?. em que bou ver con- i vai salvar os bancos que a rerlamao
IST22 .I!.':.?,'/.'. a,lrah!r da meda I O Sr. Dias de Carvalho :-Depois de ponderar
ran- alguns inconvenientes que ola no artigo em ra-
zo da difficuldade da realisaco das accoes era

e dos j
INTERIOR.
torrente, acabo de aulorisar o inspector da the- ( do-se com a decsSo do tenente-coronel
sour.ria provincial a mandar entregar a quanta
do 500J*. pessoa que se apresentsr autoiisada
| r V. Exc. Rvdm. para o fin requisitado no of-
llcin cima citado. Fez-se o otficio de que se
traa.
Dito ao commandanle das armas. Furo apre-
sentar a V. S. para ser inspeccin ido, 0 "recrula
Paulo do Araorim, c assentar-lhe logo prara, uo
so de sor considerado apto para isso. Com-
municou-se ao chefe de polica.
Dilo ao raesmo.Pode V. S. mandar abrir as-
!i ntamento do prora ao paisano Armindo Jos de
- com-
mandanle do corpo de polica, desto dita, resol-
ve promover aos postos do mesmo copo sbaizo
declarados os officiaes segnintes :
Eslado-maior.
Uajor, o rapilo da 3a companhia Alexandro de
Barres Albuquerque.
* 3;l companhia.
Gapilao, o tcaaaipjla, mesnia Miguel da Fonseca
Soaros e Sil^T
Tenenle o altores da 2a companhia francisco Bor-
ges Leal.
2a companhia.
Oliveira, que, ouerecendo-so voluntariamente Alteros o sargenlo-ajudante Joaquim Barbosa dos
piro nserviro do exorcito, foi para isso consde-
ra )o opto, como consta do tormo annexo ao seu
cilicio de honlem, sob n. 856.
Dito ao mesmo.Tendo expirado o prazo mar-
cado no art. 23 do regulamenlo n 2171 do Io de
maio de 1858, dentro do qual poda allegar sen-
r."iu o recruta Jos Felppe de Santiago, nao deve
- ser cumprida a minha ordem, a que alinde V. S.
em son. officio de 7 desle mez, sob n. S5i, man-
dando-0 por em liberdade, iieando porm oo rc-
cruiado o direito salvo de requerer a sua soltura
so governo imperial.
Dito ao me3rao. Para poder resolver acerca
do forneciraento de camas para todas os proras
da segunda companhia de pedestres do termo'do
Tacarat, convm que V. S. exija informarles do
coramindandanto da referida companhia sobre o
cm-Io de cada uma coni ps do ferro, ou mesmo
do mo'ieira ; podendo V. S., entretanto, mandar
fa/.er desde j seis para as pracas que all adoe-
corem.
Uito ao chefe de polica.Queira V. S. man-
dar exominar onde, c em que estado se arha o
:esso, em que reo Manoel Pereira da Costa,
ilo sentenciado pelo jury, e preso na forta-
leza do lrura, informando-me opportunamente
Ji> resollado.
Dilo ao mesmo.Informe V. S. com o que se
llie ofl'orecer acerca do que requisita o juiz do
direito de comarca de Flores no otficio, junio em
original, de 20 do mez passado, declarando quan-
tos presos exislem na cadeia da Villa Bella.
Dilo ao inspector da thesouraria de fazenda.
Em vista da conta junta em duplcala, que me
fui remeliida pelo commandanle das armas com
oicio de honlem, sob n. 861, mando V. S. pa-
gar a quaniia de 39J600 rs. despendida com o
expediente da secretaria do delegado do Cirur-
giao mr do exercito nesta provincia no primei-
ro semestre do corrente anno. Communi-
coti-sc ao commandanle das armas.
Dito ao raesmo. Expera V. S. as suas ordens
para que os vencimenlos dos guardas nacionaes
destacados no termo de Barreiros sejam pagos
pela respectiva colleclora, conforme V. S. indi-
ca em sua informaro de honlem sob n. 815.
Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo. Mande V. s. pagar sob mi-
nha rosponsabilidade os vencimenlos relativos
no mez de junho ultimo do cirurgiao conlracla-
do, Dr. Flix Moreno Brando, que assim rae
requeren allegando nao haver crdito para essa
despeza. Communicou-se ao commandanle das
anuos.
Dito ao mesmo. Transmiti a V. S. para os
convenientes exames, as copias das actas do
conselho administrativo para fornecimenlo do
arsenal da guerra datadas de 27 de julho ulti-
mo, e 3 do corrente.
Dito ao mesmo. Contando de sua infor-
maro de 7 do corrente, sob n. 811, que nao ha
crdito para pagamento da quanta de 68>278 rs.
que se est a dever ao carcereiro da cadeia do
Iguarass, Tertuliano Camillo da Veiga Pessoa,
i sen ordenado vencido desde 26 de outubro
uno passado at 30 de junho ultimo, auln-
riso a V. S. a mandar effecluar esse pagamento
sob minha rosponsabilidade, visto ser elle desti-
nado a alirnentacao do referido carcereiro.
Dilo ao mesnu). Restituindo a V. S. o pret,
que acompanhou o seu officio de 7 do corrente^
sob n. 8u9 do3 vencimenlos do corneta do ba-
lalho n. 35 da guarda nacional do Brejo, Sim-
plicio Gomes Pereira. ralativos aos mezes de a-
bril a junho desle anno o aulorso a mandar pa-
gar sob minha responsabilidade, nos lermos do
12 ort. 1. do decreto de 7 de maio de 1842, a
quanta de 163380 rs. em que importa o referido
pret, visto nao haver crdito para essa deepeza.
Communicou-se ao commandante superior
do Brejo.
puo ao mesmo.Tendo sido salisfeitas as
exigencias comidas em seu officio de 7 de junho
ulinno, sob n. 6l acerca dos prelse dos venci-
menlos do destacamento de guardas nacionaes
de Caruar, relativos aos mezes de abril e maio
deste anno, transmiti a V. S. nao s os referi-
dos prets, mas tambera o de junho ultimo, afim
de que mande pagar a Joaquim Ferreira de S
a importancia de todos aquelles vencimenlos,
conforme requisitou o respectivo commandante
superior em officio de 18 de julho prximo fin-
do. Communlcou-se ao commandante supe-
rior do Bonito
Dito ao juiz dos feitos da fazenda. Convm
que V. S. faga dar o necessario andamento ao
processo de desapropriagao do terreno em que
est e dificade. a casa da barreira da ponte de
Res.
Dita.O presidente da provincia, atlendondo
ao que requereu Francisco Xavier Pereira de
Brilo, solicitador dos feitos da fazenda, e in-
formarn ministrada pelo respectivo juiz, resol-
ve cooceder-lhe tres mezes de licenra com ven-
cimenlos na forma da le para ir provinedo Rio
Grande do Sul.
Dita.O Sr. gcrenle da companhia Pernambii-
cona de paquetes a vapor mande dar transporte
para a provincia do Cear ao sentenciado Rai-
mundo de Vasconcellos, escollado por duas pra-
cas, no vapor que para alli seguir, sendo as res-
pectivas passagens pagas naqnela provincia.Of-
lficou-se ao commandante do corpo de polica
para prostar a escolta, e deu-se de ludo sciencia
ao chote de polica.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao director geral inlerno' da secrelarie
de estado dos negocios da juslira.De ordera da
b. Exc. o Sr. presidente da provincia, aecuso re-
cebida a comtinicaraoquo em 13 do mez passado
llie fez V. S. de que" S. M. o Imperador houvc por
bem conceder era 5 daquelle mez, quatro raezes
de lcenca com ordenado ao oDicial-maior da se-
cretaria do tribunal do commercio desta provin-
cia, Dr. Julio Augusto da Cunha Guimares para
ir essa corle tratar de sua sale.Comrauni-
cou-se ao presidente do tribunal do commercio
e ao inspeelor da thesouraria de fazenda.
Dilo ao mesmo.S. Exc. o Sr. presidente da
provincia, mando oceusar recebido a coramuica-
cao que em 16 do passado lhe fez V. S. de que
S. M. o Imperador houve por bem conceder na-
quella dala quatro mezes de licenca cora ordena-
do ao juiz de dircilo dacomarca'do Cabo, Dr.
Francisco Elias do Reg Dantas para tratar de
sua saude.
Dito ao chefe de polica S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia, manda declarar a V. S.,
que fica inteirado de ler Vossa Senhorioa se-
gundo participou em seu officio de 8 do corrente
sob n. 1085, concedido a Damelrio Rodrigues
Leile ademissaoque pedio, do emprego de guar-
da da casa de pelenco, e nomeado para o mes-
mo emprego a Antonio Marques da Silva.Com-
municou-se ao inspector da thesouraria provin-
cial.
Dito ao inspeelor do arsenal de marinha.S.
Exc. o Sr. presidente da provincia, manda aecu-
sar recebido o officio qne V. S. dirigi em 7 do
correnle sob n. 326, participando terem sido en-
tregues capitana do porto ag seis boias vindas
na crvela Unido com destino provincia do Rio
Grande do Norte.
Dito ao director do arsenal de guerra.S. Exc,
o Sr. presidente da provincia, manda aecusar re-
cebido o oflicio de 4 do corrente em que V. S.
communca ter fallecido em 2 do corrente, no
hospital da Caridade o Africano livre Thomaz,
que se achava ao servico desse arsenal.
Dito ao Dr. Jesuino Claro dos Santos c Silva,
promotor publico uomeado para o Bonito.S.
Exc. o Sr: presidente da provincia, manda aecu-
sar recebido o officio de 25 do.' mez passado em
que V. S.commuuica ter entrado no exercicio do
cargo de promotor publico dessa comarca em 18
daquelle mez.Fizeram-se as convenientes com-
raunicares.
Despachos do di. 9 de agosto.
ftequerimentos.
1,145 e 1,146.Bacharel Abilio Jos Tavares
da Silva, ex chefe do polica do provincia do Ma-
ranhao e Emigdio Jos Joaquim, carcereiro da
cadeia da villa de Flores.Informe o Sr. inspec-
tor da ihesouraria de fazenda.
1.147.Antonio Goncalves de Moraes,Infor-
me a cmara municipaldo Recifo.
1,148 e 1,149. Alexsndrina Eduvirges de Sou-
za Rongel e Senhorlnha Maria Marques da Cos-
ta.Informe o Sr. inspector do arsenal de ma-
rinha.
1.150.Alexandrina Candida Gongalves da
Rocha.Informo o Sr. director geral da instruc-
o publica.
1,151.Chrispim Barbosa d'Amorira.Passe-
se porlana concedendo a licenca pedida.
1.152.Felex Moreno Brando.Dirija-se a
thesouraria de fazenda, a quem se expede ordem
para o pagamento requerido
1,153 a 1,156Fielden Brothers, Martinho &
Olivera, Manoel Barbosa da Silva o Manoel Gen-
til da Costa Alves.Informe o Sr. inspeelor da
thesouraria provincial.
1,157.Francisco Vilella de Castro Tavares
1, lenle do 4. batalho de arlelhara a p.
Passe-se portara concedeudo 3 mezes de li-
lcenca na forma da lei.
RIO DE .1 \\i;ii!o.
ASSEMBLEA GERAL LEGISLATIVA
SENADO.
SESSO EM 12 DE JULHO DE 1860.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanti
de hacer da.
s onze horas da manha o Sr. presidente
abre a sesso, estando prsenles 30 Sis. sena-
dores.
I.idu a acia da anterior, approvada.
Nao ha expediente.
Coinparecem no decurso da sessao mas 8 se-
nhores senadores.
PR1MEIRA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Enlra em primeiro discussoo o projeclo do se-
nado, regulando os direitos provenientes da resi-
dencia de que trata o art. 6 1 do consltuico,
com o parecer da commisso de consliluie'o c
vol em separado.
O Sr. Vasconcellos nao quer quo posse no se-
nado mesmo em primeira discussao um projeclo
como este, sera que uma voz, ainJaque fraca.se
levante pora protestar contra elle.
O projeclo irala de um assumpto quo noo da
iniciativa do senado, pois importa a reforma de
um artigo da constituido, o arl. 6 1, que decla-
ra que sao Brasileiros os filhos de eslrangeiros
residentes no paz, excepto quando se acham em
scrviro de sua naco.
Qual a duvida" que se pode suscitar sobro um
artigo tao claro? Precisa elle de reformas, ou
precisa de inlerprclaro? De interprelaco nao
precisa ello, pois clirissirao, e nem se acha era
desharmonia com nenhuma outra disposicao da
mesma consliluirao.
Se precisa scr'reformado, nao se pode isso fa-
zer por ura simples projeclo iniciado no senado ;
preciso seguir os tramites prescriptos pel mes-
ma consliluirao para as reformas conslitucionaes.
Eslc artigo do numero dos conslitucionaes,
do numero daquelles que nao podem ser refor-
mados pelo modo ordinaiio de legislar, pois que
trata dos direitos iodividuaes e polticos do3 c-
dados.
Quando o projeclo foi apresenlado ao senado
pelo seu autor, o orador, apesar de entender que
esse projeclo era de lal nalureza que nem devia
sor aceito pelo Sr. presidente do senado, deixou
de manifestar sua opinio por nao julgar ento
isso opportuno. Mas hoje que o Sr. ministro de
eslrangeiros em seu relatorio solcita a soluco da
duvida, cumpre discutir a questo com toda a
franqueza.
A consliluirao franceza, regulando esta mate-
ria, se acha em conlradicco cora a nossa ; o Sr.
ministro dos eslrangeiros diz que do necessida-
de harmonisa-las; para esse fira apresenla-se
esse projeclo, que trata de interpretar ura ortigo
da consliluirao.
Interpretar lei fazer lei; interpretar consli-
luirao fazer consltuico. O projeclo port3nto
importa uma reforma na consltuico, e nao pode
ser discutido no senado.
Estranha, que o Sr. Pimenta Bueno, seu aulor,
nao dssesseuraa palavra para justificar uma me-
dida de tanto alcance; equevendo-o hoje na
ordem do da, nao acudisse a defende-lo do se-
nado.
sulli-
imporla-
prala dos particulares, e evitar ao thesouro
des sacrificios com a sua compra.
Se nao reprovasse em geral o projeclo, vota-
ra por este artigo cora as modlicaces indica-
das.
O Sr. Ferraz /'presidente do conselho] declara
que o aviso do Sr. Souza Franco, quando minis-
iro da fazenda a que o mesmo seiihor acaba de
ailudir, se acha ainda em execuco ; entretanto
a prata dos particulares nao lem" concorrido ao
cunho, porque a que existe no paz, loda con-
snmida nos usos da industria, que deixa mais in-
lercssc.
Q'ianto ao ficar cara a importacao da prala
pondera que o eslado ganlia com .i sua cunha-
gem 4 I, o que no seu entender mulo
cenle para conpensar as despezas da
rao e do fabrico.
Julga que com a redaccao do projeclo tal qual
se acha, obiem-se os mesmos resultados que o
sr. bouza Franco deseja, e quo sao desnecessa-
rios as modificares por elle propostas. A ne-
cessidade de que ah se falla nao se deve enten-
der somonte em um sentido restricto, mas como
conveniencia em geral.
O Sr. Souza Franco mostra que ainda com
alguns clculos que a parla importada vera a fi-
car bastantemente cara, e que impossivel que
os pezas da sua condueco e fabrico.
,Sr: Ferraz (pres'idenle do conselho) repli-
cando faz breves considerac.es domonslrando o
contrario.
O Sr. Visconde de Itaborahy faz tambera bre-
ves considoracoes em apoio da opinio do Sr
presidente de conselho.
Encerrada a discussao passa o dilo 3. artigo
additivo.
Passa-se a discutir o 4. artigo additivo, que
0 n o Prol,osla. o qual apoiado.
O Sr. Souza Franco julga a materia desle ar-
tigo da mais grave importancia.
Oppoe-se disposicao desse artigo porque cn-
lende, como vai mostrar, quo ella em vez de
ser um favor aos bancos, como pretende o Sr
presidente do conselho, nao pode seno trazer-
liies embararos e prejuizos.
Os bancos, se quizessem utlisar-se desse fa-
vor de trocar as suas aegoes de estradas de ferro
cora garanta do governo, teriam, conforme pres-
crevo o mesmo projeclo, de realizar immediala-
mente as entradas a que essas accoes ainda esto
sujeilas, entradas a que lalvez nao teriam de ser
chamados seno quatro, cinco ou mais anuos
mais larde. E em que embaragos nao se veriam
essea bancos para realizar no momento os ca-
Pilaes avultadissimos que representara essas ac-
Pondcia mais o orador que os capit.es dos
s empregados em accoes garantidas
vista da escassez de capilaes que ha no p'aiz, diz
que a questo se acha deslocada, e que o seu lu-
gar propro era na lei do orcamento, onde por
sua nalureza teria lodo o cabimento.
O Sr. Visconde de Itaborahy : Faz algumas
considerares esclarecendo as duvidas suscitadas
pelo Sr. Dias de Carvalho ; nao podemos bem
ouvir o orador.
O Sr. Sousa Franco : Insiste anda em suas
opiniues, e faz largas considerarnos refuntando
as razos apresentados pelo Sr. presidente do con-
selho.
Manifesta-se ainda contra o desnecessaro aug-
mento da nossa divida externa, e sobretudo con-
tra o modo por que no sonado se disculem ma-
lcras to graves e se votam to avultadas des-
pezas.
Nao havendo casa nem mais quem lvesse a
palavra, o Sr. presidente declara encerrada a
discuso, e da para ordem do dia da sogunle
sesso :
Primeira parle at ao meio-dia.
Continusco da Ia. discussao do projeclo do se-
nado regulando os direitos provenientes da re-
sidencia de que trata o art. 6 1 da consliluirao,
cora o parecer da commisso do consliluirao e
vol em separado.
Segunda parle.
VoUcSo sobre o 4 art. additivo da commisso
de fazenda, cuja discuso ficou encerrada, e a
discussao dos mais artigos, se forera apoiados.
Levanta-se a sesso s duas horas e Irinla
cinco minutos da tarde.
jecto substitutivo o seguinte : Salvo aquellas
paroclnas era que o numero de cleilores seja
menor de seis. Delphno de Almeida.
Para ser collocada onde convier :__A elei-
rao do juiz de paz e vereadores se hr no mes-
mo da em que se fizer a de eleilores. Anto-
nio Aguiar de Barros.
cr A nao passaro 7." do art. 1." do projeclo
retorma eleilora!, diga-se : Os depufados se-
no substituidos as fallas temporarias por sup-
plentes eleitos em eleigao disncla ; no caso
porm de falla absoluta, proceder-se-ha nova'
eleicao. Gomes de Souza.
Para ser collocada onde convier: Os p-
rpenos e osjuizes de paz das resperlivas fregue-
zias farao paiie das mesas parochiaes, e ser
convocados para a organismo dellas. na forma
estabelecida pelos arls. 4.", 5." 6." c 41 da lei da
19 de agosto de 1816. "
No caso, porcm, de impedimento do parodio
sumes de paz, sero convocados para subs-
tituir aquello o sacerdote que cm seu luger csli-
ver regen do a fregueza, e para substituir a estes
os supplentes mais votados.
a Os que deixarem do comparecer, ou sj-au-
senlarcm d?s jnntas sem escusa legitima, incor-
rerao na pena marcada pelo arl. 125, 8 2 n 1
da citada le. Francisco Carlos Brando.' '"
Ao & 3." accrecente-so : Se, porm: distar
moisde 20 leguas, haver collegio, uma vez qua
o numero deeleitores nao for menor de 12.
Ao 5. accrescente-se : Com tanto que
nao correspondan! menos de tre3 raembros da
assembla provincial a um depulado.
Ao 7. accrescecle-se : Ou do mximo
permiltido pelo art. 52 da lei de 19 de agosto do
J8i6, quando os da actual legislatura tenham si--
do menos. A. C. Cruz Machado.
Ao 7." de projeclo substitutivo da com-
misso. depois das palavras na actual legisla-
tura, accroscente-se : (uando, porm, o nu-
mero actual dos eleilores de qualquer parochia
for impar e ella poder, vista da respectiva
qualificarao, dar um excesso de eleilores supe-
rior u sua melado, esta ser contada em relaco
inmediato superior. Jacintho'de
Nao consentir de bom grado que se de to
profundo golpe na conslituigo do estado. Seno
tivesse certeza que sua voz nao sera attendida,
requercra que o projeclo voltasso de novo
comraissao para reconsidera-lo, para que o sena-
do nao d o exemplo de legislar formal e aberta-
raente contra a consliluigo.
A questo nao nova ; j o Sr. visconde de
Maranguape, como ministro de eslrangeiros no
gabinete de 4 de maio leve de oceupar-se com
ella, e em suas olas dirigidas ao ministro fran-
cez nesta corte procurou mostrar que a preten-
do do governo francez era contraria constitu-
cao brasileira, c reluclou era acceder a ella.
Quaesquer que possara ser as complicages in-
ternacionaes que aconselhem esta medida, o ora-
dor nao pode convir no sacrificio de um artigo da
consliluico para effectuar um arranjo diplom-
tico embora com uma naco mais forte.
Reconhece a nossa fraqeza om relaco Fran-
ca mas neste caso nao trepidara em'pralicar o
qu ouiros povos leem praticado, oppondo a
energa das convieges s amoscas, o direito
forga. Tem conlianga no governo que lera n
torga e energa necessaria para repellir pretGn-
edes desarrazoadas, e que neste ponto deve con-
tar com o apoio da nago inteira.
AcresceDta mais algumas consideraces em
apoio de sua opinio, e conclue declaro'ndo que
nao poda assistir silencioso aos funeraes da cons-
ltuico sem ao menos exhalar um gemido, e o
que acaba de fazer.
Vota contra o projecto.
Tendo dado meio dia, fica adiada a discussao
pela hora.
SEGUNDA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Procede-se volago do segundo artigo addi-
tivo, cuja discussao ficou encerrada na sessao
antecedente, da commisso de fazenda proposi-
co da cmara dos deputados, que declara que o
banco do Brasil e suas caixas filiaes, sao obriga-
dos a realisar suas notas era moeda raelallica
vontade do portador, e passa o dito artigo com
lodos os seus psragraphos.
Segue-se a discussao do terceiro artigo additi-
vo, que passa a ser o quarto da proposigo, o
qual apoiado.
O Sr. Souza Franco ainda quo nao se opponh.
doulrina do artigo em discussao, julga comtudo
que este precisa de algumas mouiucages.
Segundo a legslago existente, que o orador
cita e l, parece que estava cstabelecido que s
- pelo
governo, que rendem 7 %, seriara muito mais
productivos do que convertidos em apolices. que
dao o juro de 4 X X-
As estradas de ferro que gozara do favor da
garanta de juros sao as de D. Pedro II, Per-
nambnco, Bahia e S. Paulo ; seus capilaes reu-
uidos represenlam a sorama de 93,000:000$ : sen-
do assim, que sorama consideravcl nao ser ne-
cessaria pora preencher as suas acedes, e encam-
par, como se pretende, os contratos dessas com-
panhias? uraa somma lal, que nao pede sor
lomeada immedatamente, mrmente tendo em
vista o lastimoso estado de pobreza em que o Sr.
senador Souza e Mello diz achar-se o nosso paz.
Esse encampamento das eraprezas ura pro-
cedimenlo irrefleclido e injustificavel. Um no-
gocio desta ordem, em quo o governo loma so-
ore si lao pesados encargos e se torna o empre-
zano de lodas essas obras em uma poca de de-
Mu, nao devia ser objecto de uma emenda e ser
discutido assim to de leve.
orador mostra que, encampando as empre-
sas o Ihesouro lera de supportar muiio maio-
res despezas, do pagar juros muito mais avulla-
dos do quo com a simples garanta de juros.
Demais, essas sommas recolhidas ao Ihesouro,
o governo as nmpregar ; ficar o governo au-
tiionsado a despender uma larga somma, que
nao se acha consignada na lei do orcamento.
Esta aulonsacao pergosa ; nao convm armar
com tantos meios os governos, que podem delles
absusar.
Accresce mas que, continuando a encampago'
vai decrencendo psogressivamenie o numero dos
accionistas ; o ento como que essas sociedades
se governaro ? O governo, que obsorve em si
todas as aeges, ter odireilo de alteraros esta-
tutos, ou ficaro as cousas na mesma cm uma
sociedade era que o governo, ser quasi o ni-
co accionista, ou antes o proprietario ?
Condemna o augmento do empreslirao eslran-
geiro que o governo se prope contrahir para se
lomar.sem necesssidade empresario das estradas
de ferro. As estradas, vo indo mais ou menos
bem ; e se vo DMl, nao esta occasio oppor-
tuna para que o governo se envolva nella para
sahir-se bem.
Protesta contra semelhadte modo de discutir
materias de lana tanscedencia.
Se sua linguagera nao a de quem sincera-
mente qner o bem do paiz, nao sabe qual outra
o^ser.
O Sr. Ferraz (presidente do conselho) igrade-
ao orador que acaba de fallar a occasio que
lhe fornece de fazer patentes aos olhos do sena-
do as vantagens do artigo em discussao.
O erro do Sr. Souza Franco procede lodo de ser
por elle considarada como obrigatorii a converso
desshs aeges era apolices da divida publica. Es-
sa converso facultativa o nao toreada.
As aeges das estradas de ferro lem soffrido
baixa constantemente ; sao ttulos que se enfra-
quecem, que nao leem a precisa garanta.
Alm disso as aeges, pelo trazo em que ain-
da esto as emprezas, nao obtem os 7 OpOde ju-
ros. O jurojf.aranlido a estrada de D. Pedro II,
por exemplo, est sendo applicado reparago
da parte concluida dessa estrada. Os bancos
Koriento nao perdem por esse lado na converso.
o perdem alm disso porque as opolices sao
ttulos mais garantidos, tem mais sahida na praga,
sao de mais fcil converso. As aeges de es-
tradas esto sujeitas a continuas oscillagcs, c
nao convm que os ttulos dos bancos repouaem
sobre valores to vacillantes.
A converso, como nao ser toreada, tambem
nao ser immediata ; ella se ir operando naU-
CMARA DOS SRS* DIPUTADOS.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Havendo numero legal de Srs. depulados
abre-se a sesso.
Lida a acta da antecedente, approvada.
O Sr. 1. secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um otficio do ministerio do imperio, remet-
iendo com o officio da presidencia do Amazonas
as nformaces que era 20 de junho se requisil-
ra acerca da concesso de propriedude de lerrc-
"n nnnS mar8ens do rio. > da consignaro de
1:000J que a titulo de empresiimo devim ser
distribuidos pelos moradores mais prejudicados,
em consequencia das enchenles ali manifestadas
ltimamente. A quim fez a requisio.
Outro officp do mesmo ministerio, enviando
as informares requisitadas por esta cmara re-
lativamente s subvenges e indemnisaces con-
cedidas companhia de Navegaco e Commercio
do Amazonas. A quem fez a requiseo.
Um requerimento de Joo Anguslo'Nepomu-
ceno Machado, estudante matriculado do 2." an-
no pharmaeculico da faculdade de medicina des-
la edite, pedindo que se lhe dispense o exame
de geographia em que fra approvado, prestan-
do enlretanto o de anatoma, aula que j fre-
quentou como ouvintc. A' commisso de ins-
truego publica.
Outro requerimento de Manoel Maria Bregaro
e Jos Antonio de Araujo Filgueiras, pedindo
isenco de qualquer direito sobre a materia pri-
ma c iuslrumenlos do uso e servigo, em favor da
fabrica Santo Aleixo. A' commisso de fa-
zenda.
Outro de Joo Thomaz de Cantuaria, 2. lente
do 1. regiment de arlilharia a cavallo, pedindo
passagera para o corpo de eslado-maior de 1.a
classo. A' commisso de raarinha e guerra.
Outro de Francisco de Paula Xavier, pedindo
ser considerado escripturario cffectivo da secre-
taria de estado dos negocios da juslira, cora os
voncimentos respectivos. A' commisso de
penses e ordenados.
Outro de Joo Morgan, capto do extinelo 2
regiment de milicias do Rio de Janeiro, pedindo
que as loteras concedidas pela assembla pro-
vincial fabrica de porcellana fundada em Cao-
th sejam extrahdas nesta corle. A' commis-
so de fazenda.
Achando-se sobre a mesa, vai a imprimir para
entrar na ordem dos trabalhos a parte da pro-
posla do orgamento para o exercicio de 1861 a
1862, concernente ao ministerio da justiga c con-
vertida pela 2." commisso respectiva em pro-
jecto de lei ; bem como a proposta fixando as
despezas do ministerio da guerra para o mesmo
exercicio.
E' lida, posta em discussao e approvada uma
redaegao, approvando as emendas offerecidas
proposta do poder execulivo, fixando a forga na-
val para o anno Cnancero de 1861 a 1862.
Julgado objecto de deliberjgo, vai a imprimir
para entrar na ordera dos trabalhos o seguinle
projeclo do Sr. S e Albuquerque :
A assembla geral resolve :
Art. 1. O governo fica autorsado para fa-
zer extrahr por espago de oito annos, contados
da data desla lei, doze loteras por anno, cujo
producto liquido ser destinado ao estabeleci-
mcnlo de um asylo para os invlidos da ma-
rinha.
1." Em cada mez correr uma dessas lote-
ras, segundo o plano das concedidas Sania Ca-
sa de Misericordia da corle, e o seu producto se-
r recolhido ao Ihesouro nacional.
2. Logo que existir em cofre a quantia de
200:000S, o governo dar comego obra do asylo
de invlidos.
3. O rendimenlo da contribuigo arrecada-
da e o que se houvor de arrecadar em virtude do
arl. 24 da lei n. 514 de 28 de outubro de 1845
ser applicado roanulengao e costeio do asylo.
Art. 2. Ficam revogadas as disposiges em
contrario.
Pago da cmara, 3 de julho de 1860.
ORDEM DO DIA.
Conlina a 2.a discussao do projecto de refor-
ma eleiloral.
Lidas, sao apoiadas as seguintes emendas ao
projecto :
Ao artigo do projecto que augmenta a depu-
tagao do Amazonas e outras provincias accres-
cente-se: E a provincia do Para cinco depu-
lJadosT .Franco de A'meda, Landulpho Medra-
do. Teixeira Soares. F. Campos
Accrescenle-se ao 7. do art. l. do pro-
nor
ao numero
Mendonga.
Ora o'.Sr. Paranhos.
Picando a disrusso adiada pela hora, passa-sc
a segunda pnte da ordem do dia.
Continuando a discussao do orgamento apar-
te relativa ao ministerio do imperio, oceupa a tri-
buna o Sr. Vilella Tavares.
O Sr. Yillela Tarares:Sr. presidente, a c-
mara ouvio c observou sem duvida o brilhaute
discurso, proferido por um dos honrados ni'm-
bros da opposigao, depulado pelo primeiro circu-
lo do Para, quando, censurando a maioria por
nao lomar parle as discusses, corao que mono-
polisou para si e para os seus amigos a intelli- -
gencia e a 'llusirago.
Urna voz :No'apoiado.
O Si: miela Tavares .Mas nao foi esse o -
motivo que me fez hoje subir tribuna, tanto
porque o paiz reconhece a injusiiea dessa propo-
sigao, e sabe que no seio da maio'ria da cmara
exislem tlenlos superiores c illuslrares muiio
contiendas....
Urna voz:Ninguera conleslouisto.
0 Sl ,l''"e'a Tavares :... como porque, ain-
da quando essa proposico tivesse de ferir a al-
guem, eu seria aquelle a quem ella menos dev-
ra terir, porque me reconhero o menos intelli-
genle e o menos Ilustrado dos membros da maio-
na. (Nao apoiados.)
Oulros, pois, sao os motivos que me delermi- -
naram a pedir a palavra.
Senhores, bem difikil a posico daquelles
que, collocados as minhas circurasiancias, lu-
tando entre a conscencia do dever e as conve- -
mencias polticas, enlre as prevenges do passa-
do, as dilliculdades do presento c os receios do
futuro, lem de pronunciar ura voto claro, ptsili-
vo e franco, em ordem a bem curaprir a sua mis-
sao, a bem desempenhar o seu mandato. Mas,
o que fazer? Abandonara casa para evitar a res-
ponsabilidade do vol as questes importantes
que uclla sao suscitadas, que nella sao discuti-
das ? Nao, Sr. presidente ; eu julgo ese proce-
dimenlo indigno de um representante da nagao ;
elle, eu o direi sem orgulho, tambem impro-
prio e indigno do meu carcter. Em todas as
occasioes, as mais criticas da minha vida publi-
ca, ainda nao declinei da-responsabilidade de ac-
to algum meu ;ese tenho a necessaria docilida-
dc para confessar desvos, ou erros, quando os
lenha pralicado, leoho tambem a necessaria co-
ragera para nao renegar a palernidade dos meus
feitos, e sustentar as minhas opinies. Ainda o
anno passado a cmara foi testemunha, de que
achando-me doente, quasi que iinpossibiltado do
sahir ra, entendendo que devia vir ao parla-
mento prestar o meu voto ao gabinete, assim o
liz. (Apoiados.)
O que fazer anda, pergunto eu ? Limitar-me
a dar o votosyrabolico sera entrar as discusses,
sera dar a razo desse voto? Tambem acho in-
conveniente.
Senhores, nos estamos as vesperas de um
grande processo, estamos prximos a ura tremen-
do julgamento poltico ; fallo da elcico. Temos-
de comparecer brevemente peranle" os nosso
consliluinles, dar-lhes conta do mandato que-
honrosamente nos fra confiado, e pedir-lhes ou.
a renovago desse mandato, ou saber se perde-
mos a sua confianga para sermos substituidos por
oulros, que melhor do que nos preencham a.
misso de legisladores do que ora nos adiamos.,
encarregados.
E, Sr. presidente, enlendo que se a palavra nos.-
pode compromeiter, se os discursos que fizermos;
no parlamento emiltiodo com franqueza a nossa
opinio, nos podem fazer mal, o silencio astucio-
so e calculado pode tambem formar o nosso cor-
po de delicio.
O silencio algumas vezes um signa! de dis-
crigo, de prudencia e al de sabedoria ; o ho-
rnera sabio nao sempre aquelle que mais falla,,
os discursos nao se medem, pesam-se : mas tam-
bom enlendo que o silencio outras vezes o in-
dicio do medo, da cobarda e da pusilanimidades
O silencio pode ser uraa denaonsirago de inoo-,
cenca e at de virtude ; mas em certas circums-
tancias lambera uma prova cabal do crime. O
silencio pode ser o resultado do prazer, da satis-
faco, do contentaraenlo ; mas. ha occasiOes en
que considerado o precursor do desalent e da
morle. *
Ao depulado consciencioso, que nao vO as con-
sas pelo prisma das paixes^ mas cora a razo
calma e fria, a palavra n5o pode coraprometter ; "I
a lealdade, a sinceridade do seu procedimenio j- .""
mais podem eonstitui-lo eaa crime.
Sr. presidente, os paizes, que se regem pelo
systeraa constitucional representativo, passav
por duas grandes pocas, lem dous periodos mui-
io assigoalados ; o primeiro o da sua indepen-
dencia, o da conquista da sua liberdade ; o se-
gundo- o do reconhecimento. o do goto dessa
mesma liberdade. O primeiro periodo todo de
estorcos, todo de enlhusiasmo; o segundo, po-
rm, de prudencia, de tino e de moderago.
Nos meu .do gozar a liberdade conquistada"
est loda a duvida, est a divergencia das opi-
nies, porque uns chegam at s utopias de um
progre8so exagerado, outros morrena de amores
por uma conservago perniciosa. Todos, mar-
chando para csmes.mo fim, no que sao accordes,
divergem nos meios ; os meios porm sao indis-?
pensaveis para a consecuco do fim.
Aquelles que querem os extremos nao quercm,
o mal, mas nao sabem .inda onde este ja o bem ;
pdo-se dizer delles que se acham no caso de
Cromwel no principio das guerras civis. Eu se;
o que nao quero, dizia elle, mas nao sel bem o
MUTILADO


r
DIARIO DE PERKAMBUCO. SABBADO 11 DE AGOSTO DE 1860.
sei
que quero ; sci onde esl o mal, porni nao
para onde vou, nao sei onde esl o bem.
O Sr. Franco de Almeida :Ha muitos desses.
Sr. XHiela lavares :Pode ser que eu nao
comprehenda bem os intoresses do meu paiz, po-
de ser que nocomprchenda bem a siluacao; mas
o que posso aseverar casa com todas as torgas
da niiulia alma, com toda a sinceridade de que
sou capar, e que entre estes dous meios exage-
rados sigo o meio termo, abraco o eccletlsmo po-
ltico. Elle est na conslituico.
Seuhores. eu amo as inslituiges livres do meu
jiaiz, amo a liberdade, quero o progresso; por-
que a liberdade c o progresso sao leis do Dos,
sao leis da humanidade. Mas nao basta amara
liberdade e o progresso ; preciso servi-lo, e am
apoio dcsla u inha opinio eu cilarei as palavras
lavras de Royer Collard, quando diz, tallando dos
quo invocam osinleresses cullcclivos o obrarn em
nomo desses interesses dos grupos das associeces
(se a memoria me nao falla1: que esses grupos,
essas associecoes (razem-nos a idea de um reba-
nho que cumpre conduzir, de urna ordem que
necessario estabelecer, mas nunca de um dircilo
que se deve respeitar,
O Sr. F. Oclaviano :Apoiado.
O Sr. Xilella Tavares Tcnho medo, Sr. pre-
demouslrar que a (omiu^so cuipreblou-uie peu-
samenlos que eu nao linha.
O Sr. Xiklla Tutores:Nao se esta tratando
agora disso.
O Sr. Cruz Machado :Esl se tratando, sim ;
porque aqui se disse que fiquei de accordo com a
comnnsso.
O Sr. Xilella Tacares:-A commissio deu pa-
recer contra a indicaco de Sr. Cruz Machado por
tres motivos ; 1., porque te quera forjar urna
sidcnle, dos ebefes de partidos, ainda que elles commissao da casa a presentar um projeclo de
stjaui, como acabei de dizer, homens muito de
bem e dotados das melhores intenges. Eu pred-
io urna lci m ao arbitrio de um homem muito
Ixjqi. A este respeito inclino-mea opinio de Bias
que, interrogado por Periandro, tyranno de Co-
reforma sob as bases que o Sr. Cruz Machado
apreseutava, e essas bases, senhores, eram cir-
cuios por zonas, o nao segundo a populacio do
base contraria conslituigo do imperio;
porque o Sr. Cruz Machado ellevava a es-
aiz,
, P
izia elleem polijica nao ha nada de grande
sem f e sem amor ; mas nao basta amar urna
causa, necessario saber servi-la com constan-
cia, com preseveranen, mas cop reflexo, com
prudencia e nioderagao, porque a moderaran,
que urna das mais bellas virtudes inoraos,
eoverno aquella em que a le substilue ao ty-
ranno.
Das ligeiras observacoes que al aqui lenho fei-
lo resulta, que nao me lenho apresentado em op-
posigo ao gabineie, nao com receio de coropro-
t metler a minha individualidade. os meus inte-
lembem urna virlude poltica de primeiraordem. resscs; a cmara far-me-ha a Justina de crr que
(Apoiados.) ,cn|io tido constantemente a coragem necessaria
O meu procedimento, Sr. presidente, pois r- ; Para restar compromettiraenlos, para nao re-
gulado por estes principios, 6 regulado pela mo- i c.uar, dle a responsabihdade ( mullos apoia-
derago. Eu nao considero a siluar.o do paiz li- dos'<) mas P^1 motivos de legitimo utcresse poli-
sougeira ; cntendo mesmo quo o pincel o mais llc?.
hbil, desenliando essa siluacao, executando em I Mo lenbo feito opposigao ao gabinete, porque
um quadro os primores d'arle, empregando as se 6aiuete aclual lem apreciado mal algunia
mais vivas cores, as cores as mais seductoras,nao cousa> se tem lldo al8uni desvio, no complexo de
poder deixar de fazer com quo o quadro fique i s,eus,aclos nao merece opposigao. (Muitos apoia-
uui iiuuco anuveado.
A siluacao nao lisongeira, nem pelo lado po-
ltico nem pelo lado iinanceiro.
Pelo lado iinanceiro nao sou eu quem o diz, j
0 nobre presidente do conselho no seu relatorio :
a renda publica decresce ; a agricultura definha
1 i.i falla de bracas ; o commercio como que tem |
entorpecido; nos sabemos as continuadas que-,
bras, as repelidas fallencias que tem havido no |
imperio: a caresta dos gneros alimenticios 6
condecida no palz : a fome ataca as classes me-
nos favorecida da fortuna ; existe, diz o governo,
um dficit de mais de 6,000:0008 ; o nosso cr-
dito soffre abalo no exterior Seuhores, eu con-
fio nos poderes do estado ; lenho esperanza de
que o nobre presidente do conselho, com a habi-
lidade que todos Ihe reconhecemos ; lenho espe-
ranea de que o parlamento brasilciro nos tirar
desia siluacao financeira ; mas infelizmente ella
existe, urna verdade.
Pelo lado poltico, o nosso estado tambem nao
muito lisongeiro. Eu devo ser franco e fallar
a linguagem da sinceridade. A descrenca pare-
ce que lavra pela populacho ; o scepticismo po-
ltico apodera-se quasique geralmente dos espi-
ritos ; as discusses do nosso parlamento j nao
teem aquelle iuteresse de oulr'ora ; a imprensa
vai um pouco desvairada, val muito alm de sua
missao (apoiados c nao apoiados) ; as prorogali-
\,is da coia sao discutidas de um modo pouco
conveniente (apoiados e nao apoiados) ; um dos
elementos principaes da nossa constituigo polti-
ca e as vezes atacado imprudentemente. ..
E, senhores, nesla quadra que devo apresen-
lar-me na tribuna, fallando em nome de parti-
do, exacerbando as paixes ? Nao, Sr. presiden- "f*'
le, agora, eniendo eu. quedevo apresenlar loda
a minha reflcxao, loda moderacao, pedir aos'
meus amigos que nos abracemos lodos, que una-
nu-mos para um fim commum, para conjurar a
tempestado, se ella tiver de appareccr, e nao
estarmos continuamente em recriminages, em
recordacoes do passado que nao pode apro-
ntar.
Senhores, eu j tenho dilo por vezes e repito :
O passado pertence historia ; a historia, na
phrase de Cicero, a mestra da vida, a luz da
verdade ; mas a historia s nos deve ser o itere-
tilla e recordada como urna ligo.
o nobre depulado, meu honrado collega, que
hoiilem inkiou esta discusso, lallou-nos em
Dreno, e dirigindo-se ao ministerio actual, disse
leude cuidado que nao appsrecu algum Camil-
lo.Eu nocomprehendo, confessu ao honrado
depulado, nao comprehendo essa allusao, se
que allusao ha no seu discurso.
O Sr. Landulpho :O nobre depulado homem
de letras, comprehende perfeitamente que ha
o rtas cousas que se dizeiu com toda a delicade-
za de una allusao, como urna cilago histrica,
c que nao ha lugar a pedir a declaraco do qu
se leve em mente.
rinlho, sobre qual seria a melhor forma de go-1 mo a represenlacao de Goyaz a qualro depula-
dos....
O Sr. Cruz Machado :A esmo nao ; consta
de todos os relatnos que essa provincia tem 200
mil habitantes.
O Sr. Xilella Talares:-......sem nos dizer
a razio desse augmento; o o 3. porque o Sr.
ministro do imperio d'entio tinha-nos promelti-
do no seu relatorio apresentar os dados positivos
que j havia exigido dos presidentes das provin-
cias para urna reforma eleiloral.
O Sr. Landulpho:Era para urna melhor or-
ganisago de circuios.
O Sr. Xilella Tavares: Agora, pergunlo eu :
lendo decorrido tres annos depois disto nao pode
o governo ler recebido estes dados, o o corpo
legislativo ler oDlido os precisos csclareci-
mentos ?
U Sr. Landulpho :De que ordem sao esses
dados que o governo pode ter recebido?
O Sr. Xilella Tavares:Eu eslou apenas d-
zendo que o parecer que a commissao deu em
1858 nao pode vir agora para o caso.
O Sr. Cruz Machado :Os tringulos sao ver-
daderas zonas. Se o Sr. Sergio o pai do pro-
jecto eu sou o av. (Riso).
O Sr. F. Oclaviano :Triangulo nunca foi
zona.
Q Sr. Xilella Tavares:E de passagem direi,
Sr. presidente, quanto a esta reforma eleiloral,
que eu na primeira discusso linha pedido a pa-
lavra contra para combale-la pelo lado da oppor-
tuuidade e utilidade, e cora loda a franqueza
disse islo mesmo aos meus amigos ; mas essa
oppoilunidade e utilidade j esl vencida, a c-
mara por urna maioria immensa de 75 rolos con-
tra 15 decidi que era ulil e opportuna a refor-
ma ; agora pois que sabemos que o projeclo pas-
sa, o que aconselha a imprudencia quo empre-
guemos todos nos todos os esforcos para melho-
rar quanto fr possivel o mesmo projeclo.
O Sr. F. Oclaviano :Mas nunca votando pelo
que fr importuno.
O Sr. X'ilella Tavares : Senhores, pode ser
que eu pensando assira pense mal ; pode ser
que fosse mais convenienle que eu me pronun-
seus aclos nao merece
1 dos.)
Nao lenho feito opposigao ao gabinete, por-
que o estado do paiz melindroso (apoiados); e
se os honrados raembros da opposico me de-
rem licenca, dir-lhes-hei urna palavra ; e que
pareeeu-me imprudente, um pouco precipitada,
a opposico que os meus honrados amigos prin-
cipiaram a fazer apenas se abri o parlamento....
(Apoiados.)
O Sr. F. Oclaviano :Apoiado. Deviamosdei-
xar para o auno viudouro.
O Sr. Xilella Tavares :Nao tenho feito op-
posico ao gabinete, porquo nao vejo partidos
orgauisados no paiz, vejo opinies individuaos,
vejo escriplos nesles ou naquelle sentido, com
maior ou menor numero do proselylos. (Apoia-
dos.) Nao ha pensameulo commum, nao ha ac-
cordo de ideas que nos prendam, que nos li-
guem.
O Sr. Landulpho :Ento nao tacamos oppo-
sico
O Sr. Xilella Tavares:S pelo gosto de fa-
ze-la, sem saber para onde vamos?
O Sr. Landulpho : Enlo feche-se o parla-
mento.
O Sr. Xilella Tavares :NSo se feche o par-
lamenlo, mas o meu nobre collega deve saber,
porque niuilo instruido, que ha situacoes po-
lticas que nao podem deixar de ser aceitas, ain- I ciasse de oulra maneira, faz'endo urna forte op-
da mesmo por aquellos que nao eslejam mui- posigao, impecendo mismo com todas as minhas
lo satiseilos com ellas. Nao sao palavras mi-; forjas a passasem deste projeclo ; dir-se ha tal- aegao do jdiciari e a accaVdo administrativo"
nhas, sao palavras pronunciadas por um hon- vez quo elle um laco armado credulidade e
motivos que lenho para nao admiiur essa sup-
presso.
O Sr. Landulpho: Tde manifesta-los : mas
acho que nio devo entrar em certas minuciosi-
dades, que me obrigariam a entrar lambem nel-
las, como a apreciarlo da sade, etc.
O Sr. Vt//ee Tavares : Eu vejo no relato-
rio do Sr. ministro do imperio que o motivo por
3ue Sua Alte a prioceza D. Januaria est fra
o imperio o de sua sade.
O Sr. Landulhpo : Aceito a discusso onde
o nobre depulado a quizer collocar.
O Sr. \illel Tavares : tima oulra razo,
Sr. presidente, vejo eu para que se nao ache pe-
rigo algum em que Sua Alteza a princeza D. Ja-
nuaria resida temporariamente fra do imperio.
Sua Alteza a princeza D. Januaria, como,o nobre
depulado sabe, nao hoje a herdeira presump-
liva d cora.
O Imperador do Brazil tem descendencia le-
gitima : ne temos dous garantes: por conse-
cuencia por este lado nao pode apparecer pe-
rigo.
Sr. presidente, direi algumas palavras a res-
peito da verba relativa ao conselho de estado.
O conselho de estado creado pela constituico
poltica do imperio, como nos sabemos, foi siip-
prmido pelo acto addicional; pela lei de 18il
foi restabelecido. porm em diversas condicoes.
Eu acredito que o conselho de estado pode fazer,
e efTectvaraenle tem feito, importantes servidos
ao paiz ; mas acredito lambem que a sua orga-
nisago ainda nao est completa, nao est ainda
perfeila.
No relatorio do nobre ministro ovultam a esle
respeito algumas ideas com as quaes concordo
inteiramente. A primeira a creacao de urna se-
cretaria especial. Mo parece que o conselho de
estado, sendo um tribunal, digamo-lo assim, que
deve ler tradicoes, o cujas consultas e pareceres,
decises, etc., ele formou um corpo do nosso
direito administrativo, siivam de arestos, nao po-
de prescindir de urna secretaria que lhe seja pro-
pria o especial, pela qual sejam processados to-
dos os papis e todas as questes que lhe sao
sujeitas. Islo simplicica os trabalhos, diminue
a demora e facilita a reviso e acquisico do que
o governo e o mesmo conselho de estado pre-
tender.
Nao sei se haver muita vantagem na creacao
de mais urna seceo que irale somente do con-
tencioso administrativo ; mas no que se d mui-
lissima vantagem, no que concordo tambem com
o nobre ministro do imperio, que se defina, que
se regularise o administrativo contencioso. (A-
poiados.)
O poder administrativo, como sabemos, enten-
de com os interesses dos cidadaos e lambem com
os seus direitos. Fallo dos interesses e dos di-
reilos, porque creio que podem haver interesses
sem direito. Quando enlende com os interesses
do cidado, obra activamente, obra como aulori-
dade ; quando joga com seus direitos, obra como
parle. E' preciso, portanlo, que s? determine a
rado senador pelo Para, ha poucos dias, no se-
nado.
O Sr. F. Oclaviano :Palavras de chefe. (Ri-
Vilella Tavares:Como senhores.
boa fdaquelles que penso como cu; mas antes
de ludo eu direi, que acho impossivel quepossa
haver no paiz um ministerio tao deshonesto, que
se queira encarregar do papel lo feio de traidor
sua maioria, ao parlamento, cora e ao paiz;
que eudevia fazer opposico ao gabinete, quando um rninisterio que queira a passagem de urna
vi, e quando vejo as opinies que se divdem a lei Pra exclusoes do opimoes no parlamento ;
respeito do modo de apreciar os actos do mesmo < se. asslm ac0Dlccer, se assim fr, Sr. presi-
gabinete, opinies diferenles, mas sabidas de um resta-me anda um consolo c urna con-
mesmo lado poltico ? ]"ca0 ; coa^o c
lenho oceupado
0 Sr. Xillela Tarares :Breno quizqueimar a
cidade de Roma, e para deixar de queim-la,
pedio que lhe dsse lano ouro quanto pesas-
se sua espada ; o senado de Roma, como disse o
nobre depulado, aterrado, petrificado pelo poder
de Huno, contou-lhc o ouro. Mas, Sr. presi-
dente, quem esse lireno entre nos ? Quaes sao
es Drenes que ha no Bra.-il ? En nao vejo ne-
nliuin hume ni poltico, nao vejo nenhum minis-
tro de e=lado que queira ter cutre nos a veleida-
de de ser Ureno. (Apoiados ; muito bem)
quando por
ra com a su
eucoulio m
pai amento brasilciro ; conlio
lioni sonso do
Logo que se abri o parlamento, um honrado
chefe do partido liberal nesla corle pronuticiou-
se no senado, promeileudo seu apoio leal e trau-
co 30 actual gabinete. (Muitos apoiados.)
O Sr. Franco de Almeida : Se concordasse
com as suas ideas econmicas. Ahi csl a reslric-
co.
O Sr. Augusto de Oliveira :J havia o regu-
lanienlo do sello.
O Sr. Franco de Almeida :Nao era bastante: h
devia esperar por mais al^uma cuitsa.
que durante o lempo que
urna cadeira nesla casa, lenho
consciencia de haver sempre cumprido o meu
dever com toda a dignidade (muitos apoiados);
que aqui nao tenho vfndo nem favoncar as pai-
xes populares, nem tao pouco adular ao poder
(muilos apoiados); a convieco ser dolorosa,
mas ento inabalavel, esta convieco- ser que.
nao se quer que as ideas liberaes moderadas se-
jam representadas no parlamento, que smen-
le se quer o excesso o exclusivismo e os
excessos, o lempo moslra-lo-ha, nos levaran
O Sr. Cruz Hachado :-Era mais claro que a i um ai'ys insondavcl de desgracas. (Muitos
1 apoiados.)
Sr. presidente, tenho definido a minha posico
poltica ; direi agora alguma cousa a respeto'de
dilTerenles verbas do orcamenlo do imperio.
O honrado depulado pela provincia da Bah'ia,
luz meridiana.
(Ha oulros apartes entre os quaes se distiugue
o seguinte: Cada um tem a sua bandeira.j
O Sr. Xilella Tavares :So o nobre depulado
enlende que cada um lem a sua bandeira, se a
cada um dado apreciar as cousas pelo modo que nln9flrle discurso que honlem pronunciou,
lhe parec, melhor ento peco ao uobre depulado | compCou fazendo sua opposico ao gabinete, a-
quo acredite que eu eslou apreciando a siluacao I l'rcsfnl_ondo considerarles sobre a verba relativa
pelo lado que me parece melhor. a,01aa" da princeza a Sra. D. Jauuaria.
O Sr. F. Oclaviano .Apoiado, concordo: a [ ,,;,; W1'0 : .^P ^ opposigo ao ga-
prova de que nao ha partidos nem chefes de par- :
lides que V. Exc. diverge de mim
O Sr. Ntbias :Nao ha partidos ha pequeas,
folias com as suas bandeiras.
O Sr. Franco de Almeida :Todos nos na pa-
trulha temos o posto de capitao.
O Sr. Xilella Tavares :Ainda bem : cada um
de nos pode pensar como quizer. Tein-se dilo
que o governo nada faz, que vive urna vida in-
rvenlura csse homem appareca, equei- o'ona, e eu pelo contrario digo que, se o gabi
sua espada alc-rrar-nos petrificar-nos "el merece que o censuremos, por quere
auito na illustracio, no patriotismo do' ifazcr muitas cousas, (apoiados da minora), poi
em urna s sesso aprsenla a reforma
r
_ OS
eleito-
?l, reforma bancana, rcfjrma administrativa,
eutrelanlo se diz que o gabinete nada quer fa-
zer
muito ainda no
pai/. para resistir a esse Dreno,
nem quer que seja. (Apoiados).
O Sr. Landulpho : Em quauto nao houvcr
Eamillos. O Sr. Landulpho :Essas reformas de nada
L,n S, Depulado -E elle que veuha (Riso1. valcni. porque nao lem pensameulo algum, eis o
Ou/ro Sr. Depulado : Para haver Dreno que se disse
preciso que hata urna invasao de Caulezes. o Sr. F. 'Octauiuno ;-Eo lhe acho pensamen-
0" Sr. Xillela Tavares :Nao tenho por ora lo de mais. Risadas.)
medo de Drenos ; tenho porm medo das nossas 0 Sr. Cruz Machado :-Arranjam-se ll
desavengas, tenho medo que algumas palavras o Sr. Xilella Tavares .-Declaro que nao nos-
K.m!^i_JT__. q,"C 8Uma ,d6J Denos 80 comprehender. O gabinete aecusado porque
^,n,f,Za^x' P^a^lornar-se urna faisca, e ada ax> porquo lenl vida ingloria, porque qier
urna laisca pode produzir um grande incendio. viver na inercia. O gabinete tambem aecusado
*; !v'h i'J "no qC d0S ,!01scs.lnn,os Porque quer muitas reforma. O gabinete 6 ma.s
- 4.\ohim. n di?,uaa lne.paC0,,S,1,U,Sa0 !CCUSad0' ^^ ^ ^C CSSaS rC0rma3 N-"
Kmm. discgtdss de preferencia a oulros projecloa uue
Neo sei mesmo quaes sao os pontos eapiUes Uxislem na casa.
da poltica, em que hoje divergimos ; conserva-1
dores e liberaes. liberaes e conservadores, quasi i
a duas pa-
O Sr. F. Oclaviano:Apoiado.
gxiusszdo uma mesma naic "p': ^^^j^s^:z TpeUo n
O Sr. Landulpho : Os
uiao.
que sao da sua opi-
lavras.
Em um paiz constitucional representativo, os
gabinetes ou teem maiorio, ou nao teem : se nao
Ler ihrno .i. nnvt'ar6S T 'f *?*? K?*!1 n,aioris- se n^ coulam com a confiama do
d sm ,mPlPmQ0 SOm llberd8j(,.1lll,er- parlamento, 0 consequencia necessaria retirarem-
SStaS -t da CraemTonec[i\Do'P1dVdo%aem "L'TlHa """U" fT rea-' "
correctivo, sem responsabilidade! porque eu e7- S6 ,Cm ma'0ria' devein Star Cm harmon,a com
tendo que onde nao ha responsabilid
haver igualdadc, nao pode haver liberdade
lima. (Apoiados, muilo bem
Ainda ha poucos dias o honrado ministro do
imperio, fazendo-nos aqui a exposico dos seus
principios, nos disse pouco mais o'u menos islo
mesmo.
L'ma Xoz :Disse que era da escola conser-
vadora.
O Sr. Xillela Tavares:Disse que era da es-
cola conservadora ; mas desenvolveu laes prin-
cipios, fallou do lal modo, que eu quz dizcr-lhe: j importa eVTsso*
t>e assim se esses sao os principios da esco- -A .
la conservadora, eu posso alistar-me as suas I >r-.Presid<;ne> Pr occasiao de discutir o nobre
jiqut_eu en- os qUe 03 opoiam, e enlo os projectos preferidos
ac nao pude para a discusso devem ser aquelles em que por
eroade leg-I assim dizer os gabinetes teem encarnado suas
idas. (Apoiados) Islo que dosystema.
Portanlo, nao pode o gabinete ser aecusado por
querer que sejam preferidos para a discusso os
projectos que lhe inleresso. Se a niinoria os
acha mos, vote contra elles.
O Sr, F. Oclaviano : A maioria Syracu-
saaa: tem medo que venha outro ministerio
peior.
O Sr. Xilella Tavares:E a minora nao se
tandeiras, porque os principios que S. Exc de- acPu,ad0 Pel Rl de Janeiro sobre a questo da
senvolveu sao principios que nos lodos quero- r.e.OIWa eleiloral, o honrado depulado pela Babia
disse que a commissao de conslituigo e poderes
ainda o anno passado linha dado um parecer con-
mos, que todos aceitamos...
(Ha um aparte.t
O Sr. Xilella Tavares :Ora, sendo esta a mi-
nha humilde opinio, sendo esta a doulrina que
sigo desde muito, porque cntendo que o paiz nao
quer excessos, quer justamente a constituirlo
poltica do imperio com o desenvolvimenlo de
suas llieses, devena apresentar-me na tribuna
fallando em nome das ideas exageradas, em
nome dos partidos com todos os seus excessos ?
Sr, presidente, os partidos podem ser bons,
at certo ponto sao mesmo necessarios. Em uma
monarchia constitucional eu cntendo que nao
qno era precipi-
foi lido no
Ira a reforma eleiloral, dizendo
lada essa reforma.
O Sr. Landulpho:Esse parecer
parlamento.
O Sr, Vilella Tavares:Eu nessa occaso
respond qte o parecer da commissao nao foi da-
do o anno passado, mas sim em 1858.
O Sr. Landulpho: A queslo nao de
idade.
O Sr. Xilella Tavares : Accrescentei ainda
que o parecer foi dado sobre cousa muilo diver-
pudo deixar de haver partidos, sob pena do o pre Prlanlo que eu justifique esta as-
governo ser omnipotente. Os partidos leem a 's a0.
vantagem de se iscalisarcm mulua e reciproca-
mente de fiscalisarem a ac?odo poder ; maseu
receio que os partidos se formem de um modo
exagerado ; receio a restauraco dos anligos par-
tidos com o cortejo do todos "os seus odios, vin-
gaucas e calamidades de que todos nos temos
noticias.
O Sr. Landulpho :A lico hade aproveitar
aos mocos,como aproveilou aos velhos.
O Sr. F. Oclaviano:E os lempos sao ou-
O Sr. Xilella Tavares Receio ainda a exis-
tencia dos partidos neslas condicoes, porque de-
vo declarar cmara que tenho'muito medo dos
chefes de laes partidos
O Sr. F. Oclaviano : E tambem eu.
O Sr. Xilella Tavares :Os chefes de partido
podem ser homens muilo de bem, mas suascom-
binacues, suas decises quasi sempre sao desp-
ticas. (Apoiados.)
A proposito cilarei as palavras, que ainda ha
poucos dias reli, do Sr. Mello na sua obra do
Jtegimen representativo.Biz ello As combi-
nac/ies mais perfeitas de um homem de genio po-
dem ser o melhor dos despotismos ; mas o me-
lhor dos despotismos nao a liberdade...
O Sr. F. Oclaviano :Apoiado.
O Sr. Xilella Tavares:Cilarei tambem aspa-
O honrado depulado o Sr. Cruz Machado apre-
senlou na casa uma indicaco para que fosse no-
meada uma commissao de Ireze membros (not-
se bem.J alim de formular um projeclo de refor-
ma eleiloral, sobre as bases que S. Exc. dera.
Essas bases foram, se bem me record, as se-
guintes : fazer os dislrictos por zonas ou regies,
e elevar-se a depulaco da provincia de Goyaz
ao numero do qualro deputados....
O Sr. Cruz Machado .Era um passa para
melhorjiivjsao das provincias.... Os senhores,
ainda ho de reconhecer que isso uma necessi-
dade.
O Sr. Xilella Tavares:A commissSo foi de
parecer que nao convinha alterar a depulaco de
Goyaz sem que se allerasse tambem a das oulras
provincias que estavaro no caso de ter maior de-
putaco ; e que o pensamenlo da conslituico foi
que a represenlacao das provincias deve estar em
relaco com o numero des seus habitantes, e nao
eom a exlenso de seu territorio, nem com as zo-
naa ou regies, etc.
A commissao concluio assim o seu parecer:
(le o parecer a conelusSo).
Ora, Sr. presidente, a commissao deu, por con-
seguale, em 1858 parecer contra a indicaco do
Sr. Cruz Machado.
O Sr. Cruz Machado:Parecer que ficou
adiado porque eu pedi a palavra prelendendo
bnete ; pedi a suppressio dessa verbal
O Sr. Xillela Tavares : O nobre deputado
entendeu que estando Sua Alteza a princeza D.
Januaria forado imperio nao poda ser-lhe vo-
tado essa dolaco. Eu acredito, Sr. presidente,
que o nobre depulado nao relectio bem nesta
queslo.
O Sr. Pedreira : Apoiado ; contra dis-
posicao expressa do conliaclo baseado em lei.
O Sr. Ki//cia Tavares: No contrato de ca-
samento que cu apenas li uma vez hoje mesmo,
e por copia, porque nao existe as nossas col-
lecjes, est espulado que, uma vez segura a
descendencia do imperador, o Sr. D Pedro II.
Sua Alteza a princeza Januaria podo residir
lemporariamcnlo fra do imperio com licenr;a
do imperador. (Apoiados.)
O Sr. Xillela Tavares: E essa residencia
temporaria nao 6 opposla le de 29 de setem-
bro de 180, quo marcou a dolaco para Sua
Alteza e tambera para a princeza a Sra. D. Fran-
cisca, nem opposla de modo algum aopreceilo
constitucional.
A consliluigo no art 112 diz : Quando as
princezas houverera de casar, a assembla Ihes
marcar o sou dol, e com a entrega dello ces-
saro os alimentos.
Perguuto eu ao nobre deputado, Sua Alteca
a princeza D. Januaria j recebeu o dol ?
O Sr. F. Oclaviano : Isso que ridiculo;
nao se ter ainda pago o dol, e estar-se votan-
do dotaces 1
O Sr. Xillela Tavares : Se nao se pagou o
dol, Sua Alteza tem o direito de, ainda fra do
imperio, ir recebendo dolaco. (Apoiados.)
Mas aqui ainda ha uma o'ulra queslo, que
a do art. 109, diz : A assembla assignar
tambera alimentos ao principe imperial e aos
domis principes desde que nascerera. Os ali-
mentos dados aos principes cessaro smente
quando elles sahirem para fra da imperio.
Qual a forca que o nobre depulado d ao
verbo sahir que se acha nesle artigo ?
O Sr. Landulpho : Eu lho responderci do-
pois que fallar o Sr. ministro do imperio.
O Sr. Xillela Tavares : O nobre depulado
quo tem lauta inlelligoocia, sabe perfertamenl
que para se entender as leis nao basla dmenle
ler as suas palavras sem consultar o espirito.
O Sr. Landulpho : E' islo mesmo ; consul-
tar o espirito, e nao sophismar.
O Sr. Xillela Tavares : E' at ura aphoris-
mo de direilo : scire leges non est earum verba
enere, sed iim acpoleslatem.
A palavrasahir que se l nesle artigo, no
pode ser entendida como para ura passeio, como
para uma residencia temporaria, quando o art.
13 da mesma conslituico diz o seguinte :
Aos principes que"se casarem e forem resi-
dir fra do imperio se entregar por urna vez
somenle uma quantia determinada pela assem-
bla, com o que cessaro 03 alimentos, que
percebiam.
' Portanlo, nao havendo mnnifeslaco alguma,
nao havendo acto algum pelo qual Sua Alteza a
princeza D. Januaria tenha mostrado desejo de
permanentemente residir fra do imperio, quan-
do alias pelo contrato do camento se estipula a
sua residencia dentro do imperio do Brazil, creio
que nao ha nenhuraa infraeco do preceilo cons-
titucional continuando-se a pagar a dotago.
Sua Alteza nao sahio do imperio por uma vez,
para residir fra, mas temporariamente...
O Sr. Pedreira : O facto mesmo da reno-
vado das licengas prova bastante que a resi-
dencia fra do imperio tem sido e temporaria.
O Sr. Xillela Taares: ... e por motivo de
saude.
O Sr. Landulpho : E por motivo de sua
saude ; ser bom que accrescente isto.
O Sr. Xillela Tavares : O nobre deputado
diz que ser bom que accrescente : e por mo-
tivo de sua sade.
O Sr. Landulpho i Logo, preciso haver
um motivo.
O Sr. Xillela Tavares : Quem ser o juiz
mais competente para julgar da sade de Sua
Alteza do que ella propria, e do que o Impera-
dor que lhe concede licenca para que-esleja fra
do imperio ?
O Sr. Landulpho ; PeQO ao nobre deputado
que nao chame a discusso para este lerreno
porque me obriga o ser franco, alm do quo as
conveniencias o permitiera,
O Sr. Pinto deCampos: Nao o deverfazer.
O Sr. Xillela Tavares : Eu n3o sei se te-
nho fallado cora inconveniencia. (Nao apoiado.)
O nobre deputado tratou desta materia, apresen-
lando os motivos que linha para querer a sup-
pre3so da verba, a eu esjou manifestando os
' propriamenle dilo, aflm de que uma nao fique
' absorvida pela oulra ; preciso que haja um tri-
bunal, que deixem-me dizer assim, diga a ultima
palavra, seja o ultimo recurso, e este tribunal nao
pode ser seno o conselho de estado. (Apoiados.)
Folguei, Sr. presidente, de ler no relatorio do
nobre ministro do imperio duas ideas que repu-
to, que considera liberaes, s quaes desde j hy-
potheco o meu voto, dou o meu assentiraento. A
primeira a da arapliaco de cerlas allrbuices
dos presidentes do provincias. Esta idea leudo
ura principio descentralisador ; lende a lomar
as provincias menos dependentes da corte, pon-
do perlo dos provincianos ceos recursos que
ellos euconlraro imraedialamenlc as presiden-
cias, sem o grande sacrificio das viagens, despe-
zas e incommodos para obte-los na corte.
O Sr. Landulpho:O que se deve fazer a
especificacao do que geral e do que provin-
cial. E' esla a grande diQiculdade das adminis-
tragoes provinciaes.
O Sr. Xilella Tavares :Islo oulra cousa;
mas por que so nao faz isso, nao se segu que a
idea do que fallo nao seja boa. A segunda a
da creadlo dos conselhos prcsidenciaes. Islo lam-
bem me parece bom ; os conselhos de presiden-
cias trazem a vantagem da discusso, do esclare--
mcnlo das materias, e sao por certo uma garan-
ta de maior acerlo as decisessdos presidentes.
Mas, se pens assira a respeito deslas duas
iJcas, permilta-me o honrado ministro que lam-
bem he diga, que sinlo estar em desaccordo|com
S. Exc. a respeito da creacao da carreira admi-
nistrativa. Pelo modo por "que encaro esta ma-
teria me parece que ella nao est muito de ae-
cordo com os principios constitucionaes. Entre-
tanto nao esta a occasio opportuna para tratar-
se desta questo; quando nos oceuparmos dola
lerei talvez occasio de fallar, e direi o que pen-
s a esto respeito.
Agora direi algumas palavras acerca da verba
faculdade de direilo e de medicinae por con-
sequencia sobre inslrucco publica em geral.
Senhores, eu nao pertenco ao numero daquel-
lesque entendem que a inslrucco publica entre
nos vai muito bem... (Apoiados.)
Um St. Depulado :Ninguem pode dizer islo,
vai muilo mal.
O Sr. Xilella Tavares:.... entendo, como o
nobre depulado que acaba de dar-me um aparte
que vai muito mal, quer consideremos a inslruc-
co publica primaria, quer consideremos a ins-
lrucco publica secundaria o superior. Na ins-
lrucco primaria o numero das escolas nao esl
relaco com a populacio, nao vejo regularisaco
de inslrucco, nao vejo uniformidade de melho'do
nem de ensino (apoiados); parece que nao so-
mos da mesma naco, que nao fallamos a mesraa
lingua. (Apoiados.)
Desde que a inslrucco publica primaria foi en-
, trege as assemblas provinciaes, como que des-
appareceu o nexo e a harmona que prenda este
ramo de inslrucgo era lodas as provincias : em
cada escolaba um compendio, cada meslre tem
o sea systeroa; de sorte que aquelles que apren-
; dem nessas escolas nao lem um pensamenlo uni-
forme. Os meslres ensinam o que querem, como,
e quando querem, pelo raclhodo que lhe para.
j ce. Isto iraz comsigo graves inconvenientes.
Nos paizes em que a inslrucco publica prospera
, assim nao acontece.
O segundo inconveniente (talvez eu seja sus-
l peito mas devo dizer a verdade) o pouco apreco
: a desconsiderado com que entro nos tratado'o
professorato, com quo entre nos tratado o ma-
! gislerto. Na Hollanda, na Blgica, na Franca,
na mor parte dos paizes da Allemanha o magis-
terio vive cercado de prestigio; os meslres go-
zara deloda a consideraco, teem bons ordena-
dos ; nao carecem viver "de oulra cousa seno do
magisterio. Enlo sabis qual o resultado ? E'
a publicaco de todas essas obras, que fazem
honra a elles e aos paizes em quo nascerara. En-
tre nos o magisterio vive amesquinhado. (Apoia-
dos.) O talento nao pode produzir por que vive
sem soccorro, sem animaco.
O Sr. Cruz Machado : Os parochos e os pro-
fessores sao na verdado as duas classes mais mal
aquinhoadas.
O Sr. Xillela Tavares : O professor da ins-
trueco primaria lem 500S ou 600$, o da secun-
daria 800 ou 1:000 ; nao fallo nos das acuida-
des, a cmara sabe quaes sao os venciraentos
que elles percebom.
Um Sr. Depulado : Estes nao eslo tao
mal...
O Sr. Villela Tavares : Daqui resulta que
aquellas que eslo no magisterio lem necessida-
de de se applicarcm oulras cousas para lerem
ura rendimento sufficienle e viverem decento-
menle na sociedade. Elles nao podem viver so-
mente do magislerio, e daqui tambem resulla
anda quedesejam ardenleraente que chegue o
dia, om que possam requerer eobter do governo
a sua jubilado. Os encarregados da inslrucco
publica, ntrenos, passam uma vida penosa.
E j que fallo em inslrucgo publica, e as fa-
tuidades, devo dizer que a faculdade de direilo
do Recife nao pode permanecer na casa em que
est, na locallidade em que existe. Ou acabe-ae
com a faculdade ou tirem-a dalli.
_A estrada de ferro da minha trra parece que
nao vai muilo bem ; os defeilos da 2* seceo sao
os mesmos que existiam na primeira e que foi
raister corrigir. Mesmo na primeira seceo re-
ceio muito da solidez das pontes que atravessam
o Capibaribe e o rio Mata-Colombo. O governo
no seu relatorio nos diz que tomar este obiecto
era attengao, e far todo o possivel para que se
corrijan) ainda alguns defeitoa que por ventura
se encontrem nestas pontes.
A segunda secgo da estrada vai demorada,
lem, como disse, os mesmos deleites da primeia
o tnel do Pavo ainda nao cali concluido ; al-
guns boeiros que vi, apezar de nao ser professio-
nal, nio me pareceram muito bem construidos.
Chamo a altenco do nobre ministro sobre este
ponto.
Ha muilo lempo, Sr. presidente, que se estuda
o systcma pelo qual deve ser construida a nova
ponte quo tem do unir o bairro de Santo Antonio
ao de S. Fre Pedro Gongalvesdo Recife ; alinal
chegou-se a deliberacao de que essa ponte deve
ser do ferro sobre pilastras tambem de ferro Pro-
cedou-se ao orgamento para esla obra, e ella foi
oreada em 215:000. O nobre ministro no seu
relatorio pede aulorisago para essa despoza.
A obra de primeira necessidade para a cida-
de do Recife ; uma ponte que communicadous
bairros ; sem ella temos do atravessar o rio por
uma ponte provisoria, muito acanhada.muilo ira-
perfeita, em lugar desconveniente, ou ento em
canoas ou lanchas, o que entorpece e paralysaa
aeco do commercio, o transito publico, e por
consequencia a actividade e vida mesmo da cida-
de. Cumpre portanlo autorisar o governo para
mandar construir a ponte de ferro o despender a
quantia oreada para esla despeza.
OlTereco lambem uma emenda nesto sentido.
Mostrei-i ao nobre ministro e eile concordou.
Vou concluir o meu discurso ; mas ainda tenho
uma cousa que pedir ao nobre ministro do im-
perio.
Eu nao concebo moral sem religio, religio sem
culto, culto sem altar, altar sem templo. Julgo que
e do nosso interesse, como calholicos apostlicos
romanos, cuidar nos reparos das nossas matrzes.
lia tres annos passaram nesta casa, e no senado
foram sanecionadas, algumas loteras para a co-
marca doBonilo, onde se acham diversas matr-
zes, que se nao forera concertadas tem de desmo-
rooar-se brevemente. Pego a S. Exc. que mande
ao menos extrahir alguma dessas loteras a fa-
vor dasmatrizes a que me retiro.
Tenho concluido. Agradego a altenco que
a cmara rae prestou, e lhe pego desclpa por
ter abusado da sua paciencia po'r tanto tempe.
(Muito bem, muito bem.)
Vera a mesa, sao lidas e apoiadas asseguintes
emendas :
Os crditos concebidos pelo 7o do art. 16
da le n. 939 de 26 de selembro de 1857, para
conslrucco de edificios proprios para as faculda-
des de direilo do Recife e de medicina do Rio de
Janeiro, ficam restabelecidos, e o governo desde
j aulorisado a dar priucipio construeco desses
edificios.Villela Tavares.
Ao 25 acrescenlo-so : Ficando o gover-
! no desde j aulorisado a despender al a quanlia
de 215-000$ com a conslrucco da ponte de ferro
do Recife. Augraeule-se a"verba.Villela Ta-
vares.
A discusso fica adiada pela hora.
Dada a ordem jjo dia, levaula-se a sesso s 3
t[2 horas da larde.
REVISTA DIARIA-
voltar para Santo An-
Uma Voz : Deve
ionio.
O Sr. Villela Tavares : Se querem faculda-
de de direilo no norlo, convm procurar uma lo-
callidade decente, conveuiente, onde os profes-
sores e os lentes expliquem as lices aos seus
discpulos. A faculdade do Rccife'no pode con-
tinuar no lugar em que. se acha : o por isso lem-
bro a casa o restabelecimenlo de uma verba, que
o anno atrasado aqui foi volada para principio
do edificio da faculdade, e quo o Sr. marquez de
Olioda, enlo ministro do imperio, entendeu que
nao a devia empregar. Tenho, portanlo, de apre-
sentar uma emenda neste sentido : creio que o
nobre ministro a aceita.
Sr. presidente, maisalgumasoousas tinha a di-
zer. linha tomado apontamenlos sobre outras
verbas do orgamenlo ; a hora porm esl tao
adiantada, que eu irei deixando-as para outra
occasio; todava nao me possivel deixar do
fallar na estrada de ferro de Pernambuco, e na
necessidade que lemos de que se conslrua quan-
io antes a ponte de ferro do Recife.
Em N. S. do O' de Ipojuca um menino de
cerca de dez annos disparou ura liro em outro
menor, que ficou cora uma parle da regiao fron-
tal seria e gravemente ferida por difiereules
chumbos, um dos quaes offendeu-lhc um dos
olhos lambem.
Esle facto deu-se nesses ltimos dias, logo de-
pois da passagem do reverendo missionario ca-
puchinho por alli, ao qual indo acompanhar o
ferido, ao vollar em companhia da propria me
enconlra o seu offensor, que andava a dar liros,
e que como graga desfechou-lhe o de que nos
oceupamos.
Apezar da scriedade do ermento, nao araca-
cara ainda perigo de vida.
O atirador foi reinmellido iiri;.w para a villa
do Cabo, logo depois do seu bello feilo ; que
pode nao ser devido a um mo natural, mas que
para uma devida e justa correcgo importa que
seja castigado, sera embargo da justificativa da
menoridade.
Ama.nha celebra a Associarao Typogra-
phica Pernambucana a sua sesso magna, cm
commemorago do quarlo anuiversario da sua
exislencia social.
Oaclo ter comego s 7 horas da noile, eser
no palacete da ra da Praia.
Hoje lem lugar a arrematado dos irapostos
provinciaes dos municipios de Cimbres o Paje
de Flores.
Temos informares de que o gradl, que
ora se esl fazendo a ponte de Sanio Amaro,
couserva taraanha distancia entre si no respec-
tivo gradeado, que pelos espagos ser capaz de
passar um adullo que j ande pelos seus doze
annos.
Na hypothese da exactido disto, lembramos
a conveniencia de ser emendado scmelhanle
plano pela simples razo, que fica exposta.
Rem"lteni-nos o seguinte:
O mnibus.do Caxang, que cosluraava vol-
lar nos domingos tarde, preslava um commo-
do recurso aos passageiros ; mas estes ltima-
mente lem-se valo Iludidos era sua expectativa.
.< Domingo passado, mais de oito desses indi-
viduos, que lindara ido pela manha passeor ao
campo, Ccaram sera conduego para a cidade,
visto que o boleeiro nao quiz admiti-los, sob
pretexto de serem poucos. ao passo que alguns
dariam 2j>000, s para nao icaiem ou regressa-
rem a p.
Esta causa lera j afugeulado a concurren-
cia de passeianlcs.
Sabemos que o prestimoso proprietario da
empreza dos mnibus ignora laes fados : c por
isso os levamos a sua sciencia.para a competente
providencia, urna vez que tem elle tanto concor-
rido para a commodidade de transporte da nos-
sa populacio.
Ante-hontem compareceu no secretaria da
polica Manoel Flix de Veras, communicando
que, tendo recebido de Manoel Cypriano Ferreira
Rbcllo, morador na ra Augusta, a qnanlia de
rile mil ris, lhe foram dadas tres moedas de
prata de 1J> falsas, como acabava de verificar, e
nessa occasio apresentou duas moedas de 1)J...
cunho brasilciro, e da dala de 1859, que exami-
nadas reconheceu-se serem de cobre, bem galva-
nisadas, e a priraeira vista de uma completa
perfeigo na imitagao das verdadeiras, notndo-
se apenas differeng no som.
O Sr. Dr. chefe de polica acompanhado do seu
secretario c do cscrivo Darros, dirigi se irame-
dialaraente a casa do mencionado Rabello, que
vive de dar dinheiro a juros sob penhores de
ouro e prata, e dando as necessarias buscas en-
controu na gaveta de uma mesa em um quarlo,
oilo moedas iguaes 3S apresentadas por Veras, e
que eslavam solas em um papel pardo aborto
dentro da dita gaveta, c na qual se lia o seguin-
te lelreiro : Anlonio Marinho Paes Brrelo por
OSOOO, 30 de julho.
Interrogado Babello acerca das ditas moedas,
disse que eram doze, que as havia recebido em
penhor de Antonio Marinho Paes Brrelo, pela
quanlia de lOftOOO, mas que necessitando de di-
nheiro, lngara mo deltas, dando 3 em paga-
mento a Veras, e 1 ao escravo que o servia para
comprar no acouguc,
Interrogado Marinho disse, debaixo de jura-
mento ser falsa a declararao de (tabello, sendo
que apenas tivera com elle uma Iraosago sobre
empreslimo de dinheiros com penhores de ouro
o prata e nada mais.
Em vista disto acha-se recolhido a casa de de-
tencao Manoel Cypriano Ferreira Rabello, e con-
tinua a polica em averiguages, tendo sido lam-
bem recolhido a priso Jos dos Santos Moreira,
ourives, ha pouco chegado de Fernando, onde
cumprio sentenga por moeda falsa.
Por portara de hontem foi demettido o al-
feres do corpo de policia.Guilhermino Paes Bar.
reto. -
No da 9 do correte foram recolhidos ca-
sa de delengao 4 homens e 1 mulher, sendo 4
livres e 1 escrava, a saber: 1 a ordem do Dr.
chefo de policia, 3 a ordem do subdelegado do
Recifo e 1 a ordem do de Santo Antonio.
Matadolro publico. Mataram-se para
consumo da cidade no dia 10 do correrfte 87.
rezes,
MORTAL1DADE OO DA 10 DO CRREME .'
Felisraina, branca, 3 annos, parotite.
lzaura, branca, 14 mezes, dentigio.
Mara, branca, 1 dia, espasmo.
Mara, prea, 4 annos, escrfulas.
Augusto, branco, 3 annos, angina.
Anna, branca, 2 mezes, angina.
Piedro, pardo, 1 auno, hepalite.
Vcente Joaquim da Silva, prelo, 17 annos,
phsico.
. Na lista das pessoas fallecidas no dia 7 do
correte, aonde so 16 M. H. Elisabeth, solteire,
deve lr-secasada.
Passageiros vindo do Ass na barca nacio-
nal Castro 111: Joio da Silva Pinto, Tranquila
Jos Das Femandes o 1 escravo a entregar.
Passagoiros entrados do Aracaty no hiato
brasileiro Santa Rita : Melquades da C. Ramos,
Jos Augusto do Amaral e 2 criados, Silvestre
Ferreira Caminha e Antonio Pereira da Graca.
Passageiros entrados do Aracaty no hiale
brasileiro Nicolao I, Joio Ricardo de Mello e
Joio Pereira Marlinno,
Passageiro entrado de Lisbda no patacho
portuguez Jareo : Julio Sgroles Valenca.
Hospital de caridadk.Existem 59 ho-
mens e 51 mulheres, nacionaes ; 7 homens es-
trangeiros, e 1 escravo, total 117.
Na totalidadedos doeotes existem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgiao
Pinto s 6 e 1|2 da manha; pelo Dr. Dor-
adlas, s 8 horas da manha ; epelo Dr. Fir-
mo as 6 horas da tarde de honlem.
Communicados.
Chamamos a atlenco dos leitores para o arti-
go editorial do Liberal Pernambucano de hoje,
n. 171.
Depois de transcrever os arls 100,101 e 102
do cdigo criminal conclue pelo seguinte :
Julgamos conveniente lembrar estes artigos
de lei, para que as nossas influencias cleiloraes
de longa dala nao se persuadam de quecmelei-
go licito o emprego da violencia, da fraude, o
da corrupgo. Ao depois nao digam que o par-
tido liberal da provincia nao quer o respeito .
lei e que sdo elles os mantenedores da ordem.
E' blco ou cabega ?
D'onde provm lamanha arrogancia da parte
do Liberal Pernambucano ?
E' ou nao uma ameaga ?
Quem Oscalisar a execugao dos artigos do c-
digo citados pelo Liberal ?
Sero as auloridados legalmcnte constituida?,
ou os homens bons, que forem cscolhido pelo di-
rectorio de ra Estreita do Rosario ?
Nao ser mo que o Liberal v desde logo
dando as instrueges necessarias sua gente, o
lerabre ao Exm. presidente da provincia, algumas
medidas, como fez em 56 ao conselheiro Sergio.
Recife 10 de agosto.
W.
Ainda desta vez foi muilo infeliz o redactor do>
tactos diversos do Liberal Peruambucauo nasac-
cusages, que lhe aprouve fazer, ao Sr. comman-
danle superior interino, por ter designado o 4
balalho para aquartellar no corrento mcz.
Nenhum dos argumentos do nosso anterior ar-
tigo foi refutado pelo articulista, o qual limitou-
se enverter os factos para ter a satisfagao de
deprimir ao carcter honrado de pessoas respei-
taveis, que leem a infelicidade de nao ser l do
peito do senhor articulista. Disse, por cxemplo,
o redactor dosfactos diversos, que haramos
confessado nao caber ao 4o balalho o servico do
aquarlellamento, mas islo uma falsidade. Tiuha-
mos dito, ao contrario, quo o 4o balalho antes
do que otro cabia aquelle servigo ; por quanto
eslava de folga, nao ha seis mezes, como diz o
articulista, mas ha nove mezes, sendo que o ba-
lalho, a quem o articulista disse caber pela es-
cala o aquarlellamento, fez esse servigo por mais
rezos do que o quarlo. Assim, pois, autor do
artigo dosfactos diversospara repetir a sua
injusta aggresso fallou a verdade, j emprestan-
do-nos uma confisso que nao fizemos, o nem
poderiamos fazer, pois seria uraa inexaelido, o
j allirmando ter visto da escala que o servigo
nao compela ao 4o balalho.
O balalho da Muribeca nao podia ser chama-
do ao aquartellamenlo, porque ainda agora quo
se esl urganisando e nao lem inslrucco alguma
militar.
Quanto ao de S. Lourenco, ainda admettida a
hypothese de que eslivesse to folgado como o
quarte, duas razes poderosas deviam actuar para
preferir-se esto aquelle. A primeira resulla da
propria ordem numrica dos corpos, o a segunda
da rummodidade dos guardas.
O balalho de S. Lourengo esl a maior dislan
ca do Recife do que o esi o quarlo; havendo
pois igualdadc de condiges quanto ao lempo do
folga, era de razo que fosso chamado de prefe-
rencia a fazer o servigo aquelle dos dous cornos,
cujos guardas menos soflressera com elle.
Mas, pondo de parle ludo isto, quo valor, quo
peso merecem as aecusaces do Liberal Pernam-
bucano, quando, lendo 'dado como fundamento
do aquartellamenlo do 4o balalho o afaslar os
guardas da eleico de 7 de selembro, se sabe quo
desse servico termina no fim do correnle mea, o
que no dia 7 de selembro elles so achara livres
do servigo e habilitados por conseguinte ir vo-
tar na sua parochia.
J se ve, pois, que s por ura vertiginoso es-
pirito de parlido. e talvez antes de pura maledi-
cencia foi que o autor dosfactos diversosac-
cusou sem fundamento e era razo ao senhor
commaudanto superior interino, cujo espirilo de
justica ningucra tera o direito de por em duvida.
E' preciso que se desenganera esses advogados
olficiosos dos direitos do povo em vesperas do
eleices. Hoje j o povo se nao deixa Iludir
com os ouropeis de um liberalismo de pura con-
veniencia pessoal; elle sabe que ninguem pro-
fessa menos liberalismo do que aquelles que mais
o inclcame proclamara. O'reinado dos tribunos
palavrosos j passou ; hoje o povo detesta os li-
bellos incendiarios, e acatando a monarchia o
desojando a ordem publica e o triumpho dos bons
principios, raostra um bom sonso, que deve fazer
corar de pojo aos tribunaes de gazeta que ainda
por ahi restam.
Estomague-se muito embora o redactor dos
factos diversoscom o dizer-mos que S. S. apre-
cia com desleald3de os factos e envenena as in-
teuges alheias. Nao ha de ser isso motivo para
que deixeraos de repeti-lo ainda, chamando a
silencio de S. Exc. o Sr. presidente para o pro-
cedimento do Liberal, que quer ler os foros de
orculo da adminislraco da provincia.
*
TIMN E O LIBERAL PERNAMBUCANO.
II
Tomos acompanhado atlentamente a discusso
sustentada pelo Timo contra as invectivas do
Liberal Pernambucano. Nos acompauhariaraos
sempre em sileucio.se o correnpondenle do Libe-
ral nao voltasse sobre os seus proprios passos,
crigindo a calumnia e a duvida sobre os destro-
cos que em sua marcha vai dcixando Timo.
J que nos ingerimos na lula, corro-nos o de-
ver de a sustentar por nossa parte. E o fazomos
com dcsassombro, como o fariamos se fra do
mister arriscar o proprio nome s dialribes do
itera/.
O estylo dos communicados, que audimos,
denuncia claramente o seu autor. Versando or-
dinariamente sobre fados muito repetidos, quo
nao leem por si a mais levo verosimilhanga, sao
os laes communicados verdadeiros fruclosdc ura
genio atrabiliario, afeito aos hbitos grosseiros da
immoralidade, que nao se peja de ser victoriosa-
mente combatido.
O comraunicado do hontem deixou em pasmo
lodos quantos o leram. Nunca o destacamento
foi lo longe.
Nao contente de referir sob sua honrada pala-
vra a usada calumnia do defloramento da orpha
Josepha, que o coramunicanle altribue fallaciosa-
te ao distinto juiz mnnicipal de Goianna, Dr. Joo
HircanoAlves Maciel, quiz o escriptor revelar-se
bem s claras, defendendo-se da arguigo de ha-
ver sido condemnado em ultima instancia por mi-
me de perjurio.
Estimariimos que o communicanlo livesse a
audacia de afrontar de mais perlo as leis consti-
tuidas, que regem a imprensa em nosso paiz.
Estimaramos que o communicante aceitasso coro
sinceridade a responsabilidade logel da imputa-
cao, que insina no espirilo publico, contra a mo-
ralidade do Sr. Dr. Alves Maciel.
Nos o amistaramos aos tribunaes e ahi for-
tes com a auloridade da lei'lhe imprimiramos
sobre a fronte o ferrele de calumniador 1 Pergun-
lar-lhe-hiamos em nome da justiga publica :
Onde eslo as provas d'essa calumnia torpe quo
ousais proferir do alto da grande tribuna da im-
prensa contra ura magistrado honesto ?
Ainda que uma nova graga o viesse salvar dos
effeilos de uma sentenga, ficar-nos-hia salvo o
direito de repetir com a opiniao publica :O
communlcanle do Liberal um perjuro de um ca-
lumniador.
Aflm de prerenir-se contra a imputago moral
de haver perjurado em jutzo, o csmmun'icante in-
voca o facto do perdo da pena, como se esle fac-
to subsequenle condemnago perimisse a im-
putabilidade moral.
Esle falso raciocinio uma desgrana para o


DIARIO DE PERNABMUCQ. SABBADQ 11 DE AGOSTO DE 1860.
communicsnle. Repetimos cora o Timn : O
Eerdo da pena um mero effeilo da graca, que
onro quctle que o decreta, se/n honrar aquello
que o recebe. Nao enlendendo cora a prova dos
autos, ccom a legitimidade da conderanaco, o
perdao nao a reprova nem a corrige. Ao contra-
rio, o perdao nao seria a graca, mas sim ura re-
curso legal, cujo provirnento em nada devera ins-
pirar-se nos motivos de piedade.
Os mestres de direito que julguem entre nos e
a estranha theoria do communicanle.
Abstrahindo dos (actos, e considerando a mate-
ria no dominio puro da sciencia, pe-se a quos-
t3o nestes termos : O perdao importa a repro-
vocao d.i senlenca ?
Consulte o oommunicante aos mais notareis
tratadistas, percorra as opinioes correnles c au-
torisadas no foro, enlo dignom-se Jresponder-
nos, j que as suas hsbillacoes separamsede
nosso juizo por um cordo sanitario.
Coianna S de agosto
IV
lera-se visto porque modo desleal e prfido
proceden) os nossos adversarios. Atlribuiodo-
nos feilos ignominiosos.de queso a elles cabe
inteira responsabilidade, nao vacillam em lan-
far mao dos meios mais indignos para illudir a
opiniao dos espirites sensatos com cujo apoio
levemos naturalmente contar- Impotentes para
levar de vencida ura grande partido, que todos
s dias gaoha orca e vigor, recorrem calum-
nia como o meio mais proprio de denegrir as re-
pulares illibadas.
Aquella que pensa nao poder edificar urna re-
putarlo honesta senao os destrocos das reputa-
ces alheias, confossa por este tacto a sua po-
breza de moralidade. E o que se verifica res-
peito dos nossos adversarios, o a discusso que
irnos continuando vira prova-lo lodos os
olhos.
Nao quo tenhamos a vaidade de pensar, que
as nossas reflexoes possam calar no animo do
classifico communicanle do Librale reduz-lo
5 um triste silencio. Nao, mil vezas nao. In-
capaz de sentir os effeilos de urna senlenca que
| assira em julgado por crimo do perjurio, com-
provado por tactos face do aecusado, que im-
presso doloroso lhe pudo incutir no espirito um
solemne desmentido perante a opiniao publica?
J habituado humilhar-sc dianle do cofre das
graeas e podir-lhe com as lagrimas nos olhos
o perdi para o crime, a mesma scena poder
repotir-se sera que o pudor laque as faces (es-
botadas rio vicio e na imraoralidade.
(.liando o perdao absolve o aecusado da pena.
Do o pe coherto da imputablidade moral!
Sendo em si ura acto magesloso de cotnmisera-
co, o perdao da pena honra aquelle que o do-
creta sera honrar aquelle que o recebe. Suslan-
do apenas os effeilos da senlenca, o perdao nao
enlcndo com a prova do crime com a usura ou
iojustica da conderanaco. Nao o allegue, portan-
te, o Ilustre communicanle em desaggravo de
sua honestidode. Maculaba pelo crime, o per-
do poupa-lhe o? transes severos da punirlo,
mas nao pode destruir os caracteres com que a
(nao da instiga lhe imprimi na fronte o cpiheto
de perjuro!
Desde que a Justina constituida pronunriou co-
mo julgameuto definitivo o seu verdiel final,
desde que esta senlenca passou em julgado sera
recurso possivel de parte do aecusado, a defeza
fui reputada impossivel e a contra-prova intil
o cavilosa. Que este julgaraenlo nao tenha sido
posto em execugo, que a misericordia impe-
rial riesse em uome de motivos de piedade des-
armar c impdr silencio justica pnblica, eis ah
um laclo que n,io respeita prova do crime,
sua defeza ou justificaco.
A sitaaco do correspondente era lastimosa e
dcploraval, do modo a nao poder deixar de lo-
car profundamente um conco eminentemen-
teraente virtuoso. Lira joven que ao sorrir das
esperancasda vida desbola a honeslidado com a
infidelidade ao juramento, commntle um erro
pordoraais lastimavel, urna queda moral afflic-
tiva, propria excilar a piedade. Qucm j. a
invocou junto ao (hrono, que para logo nao sen-
lisse os influios salulares de urna virtudc
rara ?
Se c ura (lulo de gloria merecer piedade, in-
voque-o para si o corespondente.
Hefere-se o que ahi vai um dos communi-
cados do Liberal Pernambucano, que respon-
demos somenle em atleneo ao publico da co-
marca e da pro"incia.
FJnj facto digno de especial menrao em hon-
ro das auloridades policiaes tere lugar, ha poneos
dias, em Goianna. A prisao do capilo L'rsulino '
Cavalcanti da Cunha liego foi felizmente eTectua-
di. graeas Ss boas diligencias da polica.
Habitante de Goianna e filho deste berro no-
tavbl, npplaudimos do fundo d'alma a arrio eli-
caz do autoridade quando .lineara o crime com
urna justa represso. A impunidade um terrivel
cxomplo, quasi um estimulo uo crime. Qual-1
quer que seja a condico do criminoso, a pnni-I
gio la le penal deve seguir acompanhar pari
pas$u a acQo infractora.
Forara-se felizmente os lempos em que a in-
fluencia local collocava-se cima da autoridade
e da le como o arbitro dos destinos sociaes. !
Foram-se felizmente e para bem longo. Debai-I
xo da benfica impulso do actual systema de
g rno, as inlluencias illegitimas cedem a van-
guarda aos direilos da liberdade e libordade
dos direilos.
o ficio. que assignalmos, prova bem s ca-1
ra^ que a polica vai-se constUnindo um centro
forle de accao, em que s enconlram proteccao
c seguranza o direito e a liberdade legal. A
pii-io do capitao Ursulino Cavalcanti da Cunha
Reg faz honra ao zelo com que as autoridades
de Coianna servera a aeco policial.
Originaran], entretanto, os nossos adversarios'
a isposicao do juizo municipal. Recoraiueudo
igualmente a captura dos dous reos pronunciados
Joao Parahiba e Antonio Parahiba. Se nao exis-
lirera nesse termo, e Vmc. liver noticia do lugar
do seu homisio communicar a esta reparlico.
Deus guarde a Vmc Trlsto de Alencar Ara-
ripe. Sr. delegado de policio do lormo de
Goianna.
Copia.Secretaria da policio de Pernambuco
9 de fovereiro de 1860.Reservado.Nesta dato
determino ao delegado de polica, que eflectue a
prisao do Ursulino Cavalcanti do Cunha Reg
pelo ossassinoto de Jos Rarbalho, Acontecido no
enjzenbo Teiieiro em dias do moz de abril do
1857 ; e que realisada a prisao passe o reo dis-
posicao de Vmc, que mandando extrahir copia
do auto de exhuraacao, dos aulos de perguntas
de Mara Umbelina, Mara da Luz do Espirito
Santo, Jdaquiua Mara do Espirito Santo eManoel
Francisco da Silva, do depoimcnlo das teste-
munhas Manoel Francisco da Silva, Joo Ferroira
de Mendonca, Manoel Henrique de Barros, Fran-
cisco Domingos Brrelo, Anua Joaquina do Es-
pirito-Santo, do parecer da promotoria publica,
e do despacho de pronuncia, proceder nos tor-
mos da lei contra o dito Ursulino Cavolcanti do
Cunha Reg.Sendo o facto de ootoriedade pu-
blica Vmc. fara as convenientes averiguaces
para que no novo procosso se robuslecara as raa-
nifestas provas existentes no processo ja organi-
zado, nao obstante as quaes obtevo o reo provi-
rnento era recurso.Dos guarde VmcTris-
lo de Alencar Araripe.Sr. juiz municipal do
termo de Goianna.
COJK1RCIO.
Praga do Recife 10 de agosto de 1860.
AS TRES HORAS DA TARDE.
CutuWies ofiieines.
Cambio sobre Londres 251i4d. 90 drv.
Descont de letras10 e 13 0]0 ao anno.
George PatchettPresidente.
DubourcqSecretario.
Alfandega.
Rendimento do da 1 a 9 .
dem do da 10......
109.179J237
21:531$9C8
130.711g203
ftlnviiuento ila alfandega
10
234
Voluraeseutrados com fazendas
com gneros
Volumessahidos cora fazendas
com gneros ,
132
492
241
C24
Dcscarregam hoje 11 deagosto.
Barca inglezaMary Warroll objeclos para a
estrada.
Briguc inglezIsabellaferro.
Lugre inglezClydecarvio.
Brigue norueguenseSifcarvo.
llrigue porluguezAmalia I diversos gneros.
Consulado geral.
Rendimento do dio la9. 7:9195515
dem do dia 10.......1:686:5379
9:6053894
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 9
dem do dia 10.
6173924
70g895
6S8J819
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade n -
dia flO de agosto de 1SGO
Rio da Prata Polaca hespanhola India*. A.
Irmans, 207 barricas assucar branco e 193 di-
tas dilo mascavado.
HavreBarca franceza Ville de Boulognc, T.
Freres, 600 couros salgados c 34 ditos espicha-
dos.
( Philadelph3=Barca americana Imperador, H,
Auslin & C, 700 saceos assucar mascavado-
, LiverpoolBrigue inglez S Vicente, S. Mel-
lla c C, 143 saccas algodo.
Recebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 9 8:427*134
dem do dia 10....... 888>35S
9:3153492
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 9 10:716?060
dem do dia 10....... 1.930*525
12:0G6;585
Paula dos prcros dos principaes gene-
ros e produccocs nacionacs,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
de 6 a 11 de agosto de 1860.
Agurdente aleool ou espirito
de agurdenle.....caada
dem caxaca.......
dem de cana......
dem genebra......
dem ideni.......bolija
dem licor.......caada
dem idem....... garrafa
dem reslilada e do reino caada
Algodao empluma 1.a sorte arroba
dem idem 2." dita ....
dem idem 3.a dita .
um grave capitulo de accusaro contra as auto- lucm ialn a" lla
ridades de Goianna deste mesmo facto, quo tan- dem em caroro .....
to as ennobrecc. Empreslando-lhes o pensa- Arroz pilado ......arrba
rnfntode perseguiro, imaginaram que a prisa .
de Ursulino fOra effectuada por haver este as- '.Idnm com casca.....alqueire"
signado um contra-protesto, qne se deu es-I Assucar branco novo arroba
lampa no Liberal Pernambucano.
' dem mascavado idem

caada



Historiemos os fados, e mostremos anda urna
vez quao lorpes sao as aecusacoes que por ahi Azelle dc mamona
redizem alguns sectarios febrisd'e cerla faccau. dem dc mendoim e de cOco.
Corra o anno de 1857 quando por um dos das Borracha fina......arroba
do mez de abril, foi assassinado Jos Barbalho i.i.,m msi,
r.o engenho Teixeira. sendo para logo altribuida!',' ".',......
a autora do crime Ursulino Cavalcanti da Cu- j La em 8ra0 uom.....arrota
nha Reg, Antonio Parahiba e Joao Parahiba J dem idem restolho .
Instatuando-se o competente processo contra osuom iQem com caSca
tres co-aulores, foram os tres reos pronunciados, L, .,
conseguindo oprimeiroserdespionunciado porvia i '
de recurso. : Carne secca. .
Cabe-nos aqui ncrrescenlar com a autoridade | Carvao de madeira .
de um nolavel jurisconsulto (o Sr. Dr. Alencar
Araripe). que a despronuncia do reo em grao de
recurso foi decretada contra a prova irrecusavel
c manifesta dos aulos. E' ou nao conforme
direito que se instaure qualquer lempo o novo
processo pelo mesmo crime? E sendo o crime .
innffianravel, era ou nao conforme a direito que rhifrns
se proeurasse capturar o reo ? umm
J daqui est evidente que a prisao de Ursu- Locos seceos,
lino foi um acto de manifesta justica, pelo qual Couros de boi salgados
se devem applaudir os bons esforros'daquelle que
o levarem a effeito.
Mas atim de desprevinir qualquer suspela e
pira oprobrio do calumniador, Iranscrevemos li-
teralmente os dous officios que, em 9 de fove-
reiro. dirigi o integerrimo Dr. chefe de polica
ao juiz municipal e delegado de Goianna.
Sao ahi exaradas as mais terminantes ordens
rnra a captura de Ursulino. e recommenda-se ao
juiz municipal quo faca instaurar o novo proces-
so, loso que Ursulino houver sido recolhido S
prisao.
Como, pois, asseverar em vista de laes docu-
mentos que a prisao de Ursulino leve por origem
vinganca o despeito de poltica? Tambera o Dr.
chefe de polica intervir na lula eleitoral de
Goianna ?
Deixemos que os miseraveis delratores, corr- .
dos de vergonha c de confuso, tenham lempo Fumo em folha bom
do combinar entre si como so ho de restabele-
cer peranle a opiniao publica.
Resta-nos unir mais urna tantas vozes que
aclaman) o Dr. A. Araripe como o tj'QO e o mo-
delo do magistrado.
Tt'mo.
Cera de carnauba em pao
dem idem em velas. ...
Charutos bons...... cento
dem ordinarios.....
dem regala.......
........
.
. libra
dem idem seceos espichados.
dem dem verdes.....
dem de cabra cortidos um
dem de onca......
Doce de calda...... libra
dem de Goiaba
dem seceos......
Espanadores grandes. um
dem pequeos......
Esteiras de preperi .... urna
Estoupa nacional..... arroba
Farinha de araruta ....
dem de mandioca .... alqueire
Feijao......... alqueire
.... arroba
dem idem ordinario ....
dem idem restolho ....
.
960
500
640
800
280
960
320
800
7$600
63600
5g600
lg900
3500
3000
4gS00
25600
13600
2000
7g000
4g000
7g500
4500
5$000
9g600
4J1000
lg600
9S000
13|OOo
2$30<>
igooo
33000
53000
43000
240
400
150
300
105000
500
400
13000
3S200
1S600
300
lg600
33000
23500
73OOO
15$000
93000
73000
eustados.......
dem idem custadinho de dito
dem taboas de costodo de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura .......
dem idem dito de dito uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito .
dem em obras eixos de secupi-
ra para carros .....
dem idem rodas de dita para
ditas........
Mel.........
Milho.........
Pedras de amolar. .
dem de filtrar......
dem rebolos......
Piassava em molhos ....
Sabo..........
Salsa parrilha .....
Sebo em rama. .....
Sola ou vaqueta (meio) ,
Tapioca......
Unhas de boi ,
Vinagre .......
Pao brasil ....
um

:
:


14J000
45JO00
163000
53000
OJOOO
cao de sabOftUu 4 Oo crreme, tornm jusiilic;nlas
todas as fallas dos estudanles, dados no mez pro-
Duo francisco de Lemos Duarle.
Dito Luiz de Azevedo Souzi
(31
--------._.._, vo.u^.nu, ung n uict |nu- uno i.uiz ae Azeveau Souzo
xirao passodo, excepto as da segunda cadeira do Dilo Francisco Ignacio de Atharde
pnmeiro anno primeira do quarto anno, o pri- : Dito Joaquim Muelo Mariz. '
mer^,,2i,Uin i0, F0r na0 haverein comparecido 'Artista Ignacio Jos da Assumpcao.
par 103000
canada
alqueire
urna
um
libra
arroba

urna
arrba
cento
pife
quintal
SOJOOO
300
23500
800
93000
13120
200
120
25$000
103000
330C0
3200
{300
50#000
10*i"'00
os respectivos lentes, o as seguintes as demais Padre Francisco Peixolo Duarle.
coaeipas. Proprictario Jos Carneiro da Cu
Pnmeiro anno.
Egidio Francisco das Chagas, 3 fallas.
Agoslinho Fernandos de Oueiroz, 9, inclusive
urna sabbalina.
Severiano Lucio de Fari, 2.
Irino Siciliano Pereira da Costa, 3, inclusive
urna sabbalina.
Melcades Pereira da Silva, 3.
Luiz Ayres de Aimeida Freitas, urna sabbalina.
Miguel Gomes dc Figueiredo, urna sabbalina.
Joao Pereira do Siqueira, 2, inclusive urna sab-
balina.
MoTimento do porto.
Navios entrados no dia. 9.
Ctlho de Lima53 dias, galera americana Black
Ilaiok, de 1108 toneladas, capo Bowers,
equipagera 30, carga guano, ao nesmo cap-I
tao, veio refrescar e seguio ptra Hanpton!
Roads.
Lisboa53 dias, patacho portuguez Jareo de 164 '
neladas, capitao Jos Marques Cotillo, equipa- |
gem 9, carga vinho batatas o mais gneros ; I
Jos dos Sautos Pereira Jardn).
Navios entrados no dia 10.
Ass18 dias, barca nacional Castro III de 304
toneUdas, capitao Antonio Gomes Torres, equi-
pagem 13, carga palhiesal; Pinto Souza e
Bairao
Londres33 dias, horca ingleza Emina Eugenia
de 383 toneladas, capitao Dalion. equipagem
16, carga mantimentos do goverm; ordem,
arribou a este porlo com agua aborta, seu des-
tino a llha da Assumpcao.
Navios sahidos no mesmo d'a.
Aracalyhiate brasileiro Santa Rita, capitao
Antonio Joaquim Alves, carga varios gneros.
Aracalyhiate brasileiro Nicolao l, eapilao Tra- ;
jano Antunes da Costa, carga varDS gneros.
OBSERVACO.
Apparece a leste urna barca ingleza.
o. te
1
Horas
5
B
C/5
Atmosphera.
Direcco.
Intensidadt.
10
i
10
os

-1 OS
Centgrado.
te
Mi
Reaumur.
te
QC
1-
O
00 I Fahrenhe

2 I Hygrome'ro.
-4
os
01 =
o
Barmetro.
c
a
V-
R
PE
<
>
fe
i
V. 1
Pedro Janson Ferreira, 2, inclusive urna sabba-
lina.
Segundo anno. 2.a Cadeira.
Joao Franklin da Silveira Tavora, urna falta.
Antonio Joaquim Pires de Corvalho o Albuquer-
que, 2. H
Jos Francisco dc Barros R#go Jnior, continua
a faltar.
Vicente Candido Tourinho, 5.
Jos Alves da Silva, una.
Jes Mario Corneiro de Albuquerque Laccrda, 3.
Alvaro Fragozo de Albuquerque, 7.
Quinto anno.2.a Cadeira.
Jos Antonio deMagalhaes Bastos Jnior, 2.
Americo Netto do Mondonga, 2.
Franklin GoncMves Basios, 2.
Guilherme Cordeiro Coelho Cintra, 2.
Innocencio Marques de Araujo Goes, urna.
Jcronymo Marliits de Aimeida Jnior, urna.
Joaquim Pereira de Castro Coelho. tres.
Luiz Jos Carneiro de Souza Lacerda, urna.
Joaquim Morciro de Castro, duas.
Jacinlho Paes Moreira de Mendonca, urna.
Antonio Diniz Moreira de Mendonca. duas.
Manoel Antuues Pimentel Jnior, urna.
Joao Carlos de Mendonca Vosconccllos, Jnior,
una.
Pedro da Veiga Ornellas, dos.
Heurique do Souza Lima, uma.
Gaspar Cavalcanti de Albuquerque Ucha Jnior,
duas.
Fenelon Cesar Burlamaque, daas.
Terceira cadeira.
Antonio Aydano Goncalves dc Aimeida, uma sab-
balina.
Anacilo de Jess Maria Brandao Filho, 7, iuclu-
_ sive urao sabbalina.
Franklin Goncalves Bastos, duas.
Felisberlo Jeronymo Coelho, duas.
Innucencio Marques de Araujo Goes Jnior, duas.
Joaquim Pereira de Castro Coelho, tres.
Domingos Antonio Pires do Carvalho e Albu-
querque, duas, inclusive una sabbalina.
Eduardo Rastelli, o, inclusive uma sabbalina.
Joaquim Moreira de Castro, 7, inclusive una
sabbalina.
Jacinlho Paes Moreira dc Mendonca, duas.
Antonio Diniz Moreira de Mendonca, uma sab-
balina.
Manoel Luiz de Azevedo Araujo, duas.
Carlos Jusliniano Rodrigues, uma sabbalina.
Manoel Felizardo Ferreira Damasceno, duas.
Pedro da Veiga Ornellas, duas.
Ilunrique de Souza Lima, 3.
Secretaria da Faculdadc de Direito do Recife
8 de agosto de 1860.
O secretario,
Jos Honorio B. de Uenezes.
O lllm. Sr. Inspector da thesouraria provin-
cial, manda l'azer publico, que a arreuiat.u;ao da
obra do hospital Pedro 2", annunciada para o dia
14 lo correle lera lugar no dia 16 do mesmo.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 7 de Agosto do 18600 secretario.
Afionio Ferreira d'Annunciacao.
pgao.
e.
Cunha.
Dito Bento dos Santos Baos
Empregado publico Belmiro Augusto de Aimeida.
Copilo Jos Anlao de Souza Magalhes.
Dilo Joao da Silveira Borges Tavora.
Artista Alejandre dos Santos Barros.
Empregado publico Pedro Jos Cardoso.
Siipp/nes.
Os senhore3 :
Tenenle-coronel Manoel Jos da Costa.
Tenente Decio de Aquino Fonseca.
Commercianle Flavio Ferreira Calo.
Despachante Bellarmino de Barros Correia.
Proprielario Thora Carlos Peretli.
Empregado publico Joaqnim Elias de Moura
Gondim.
Propnetario Francisco Accioli de Gouveia Lins.
Empregado publico Dr Lourenco Trigo de Lou-
reiru.
Proprictario Clorindo Ferreira Cali.
Dilo JosHygino de Miranda.
Dilo Venceslao Machado Freir Pereira da Silva.
Dilo Joao Barlholomeu Gongalves da Silva.
Dito Jos Barbosa de Miranda Sanliago.
Dilo Francisco Rufino Cordeiro de Mello.
Empregado publico Porfirio da Cunha Moreira
Alves.
Proprielario Miguel Archanjo Fernandos Vionna.
Commerciautc Jcs da Cosa Brandao Cordeiro.
Proprietariu mojor Manoel do Nascimento da Cos-
a Moutciro.
Commercianle Joaquim Fernandos de Azevedo.
Ariista Geraldo do Amarante dos Santos.
Dilo Jos Joaquim Ramos e Silva.
Commercianle Andr Guilherme Breikenfel.
Proprielario Joao Pacheco de Queiroga.
Dilo Rufino Gomes da Fonseca.
Dito Francisco Martius Raposo.
Tenenle-coronel Feliciano Joaquim dos Santos.
Artista Manoel do Nascimento Vianna.
Desembargador Manoel Rodrigues Villares.
Artista Jus Nunes de Oliveira.
Dilo Francisco Mondes Uariins.
Empregado publico Frauceliuo Augusto de Hol-
landa Chacom
Commercianle Joaquim Jorge de Mello.
Professor Dr. Joaquim de Oliveira Souza.
Artista Jos Lucas Rodrigues Machado.
Oulro sim convido os cidad.ios qualifirados vo-
tanles para quo comparegam no da e lugar cima '
indicados, olim de darem seus votos sendo que
a presen I a rao duas lisias, uma com o rotulo para
juizes do dislricto tal, e oulra com o rotulo para ;
voleadores da cmara municipal desta cidade,
Contendo aquella qualro nomes, e estas nove ::
bem como nao serio apuradas as listas, que con-
tiverem nomes riscados ou substituidos por ou-
Iros, segundo o Oisposto nos arts. 50 e 51 da ci-|
tada lei, e ficarao sugeitos multa de 10$, os!
quesera motivo justificado deixarem de compa-
recer.
E para constar mandei passar o prsenle que '
ser aflixodo no lugar do costume e publicado
pela iraprensa.
Dado e passodo nesta cidade do Ricife, aos 6
de agosto de 1860.F.u Francisco de Barros Cor-'
reia, escrivo que o escriv.
Antonia Carneiro lachado Rios.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Chrisio, e
juiz dc direilo especial do commercio nesta ci-
dade do Recife e seu termo, provincia de Per-
nambuco, por S M. o Imperador, aquem Dos
guarde, elr.
Faro saber aos que o presente edital viren),e
delle noticia tiverem que no dio 18 de agosto
do correnle anno se ha
Trro, pelas 9 horas da manhaa, na conformido-
de do disposto nos arts. 4, 5 e 41 da cilada lei
eleitoral, sDm de que tenho lugar a organisaco
da mesa parochial, que tem de receber e apurar as
listas dos rotantes, fleando os Srs. elelrores e
supplenles na indiligencia de que a mesa poro-
chiaJ ser organisada, segundo o disposto no 3 | "
art.T. do decrclo n. 842 de 19 de setembro de
18o5, combinado com art. 4 e seguiutes do decre-
to n. 1812 de 23 de ogosto de 1846, e de que fi-
carao sugeitos multa comminada no art. 126
5 n. 2 da mesma lei os que sera impedimento le-
gal deixarem de comparecer.
Eleilores.
Os senhores :
Tenente-coronel Joaquim Lucio Monteiro da
r ronca.
Manoel Ferreira Accioli.
Capitao Manoel Joaquim Ferreira Esteves.
Joaquim Pedro dos Sanios Bezerra.
Joao de Brito Correia.
Joo Soares da Fonseca Velloso.
Manoel de Aimeida Lima.
Antonio Moreira de Mendonca.
Filippe Santiag Cavalcanti de Albuquerque.
Jos Simplicio de S Esleves.
Miguel Jos da Silva.
Antonio Gongalves Pereira Lima.
Jos Francisco Benlo.
Joaquim Jos Tavores.
Joo Francisco Bastos de Oliveira.
Supplenles.
Os senhores :
Francisco Antonio das Chagas.
Dr. Innocencio Seraphico de As-is Carvalho.
Padre Albino de Carvalho Lessa.
Manoel Camello Pessoa.
Jos Francisco de Souza Lima.
Jos Vnssmo dos Anjos.
Francisco Antonio Pereira de Brilo.
Antonio Franeiseo Alves.
Joao Joaquim de Figueiredo.
Tiburcio Valeriano Baptista.
Francisco Joaquim de Souza.
Jos Raimundo da Natividade Saldanha.
Jos de Freitas Barbosa.
Haximiano Francisco das Neves.
Manoel Joaquim de Soma Vionna.
Elias Marinho Falco de Albuquerque Maranho.
Antonio I iiiis Ho Ribeiro.
Joo dos Yirgens Motta Braz.
Antonio da Cunha e Albuquerque.
Oulro sim, convido os cidadaos qualicados vo-
lamos desla freguezia para que compareram uo>
da e lugar cima indicados, alim de darem seus
volos, sendo que aprescnlaro duas lisias, uma
com o rotulo Para juizes de paz da freguezia
de talcontendo qualro nomes de cidados do-
miciliarios na fregueza e com as qua'.idades exi-
gidas para juizes de paz, e oulra com o rotule
Para vereadores da cmara municipal desla
cidadecontendo nove cidados aptos para ve-
readores ; bem como que nao sero apuradas as
listas que cunliverem nomes riscados ou substi-
tuidos por outros, segundo o disposto nos arts.
oO e 51 da lei j citada ; e icorao sugeitos
multa de 10$ os cidados votantes que deixarem
de comparecer para darem seus votos sem moti-
vo justificado na conformidade da mesma lei.
E para constar mandei passar o presente que*
ser afixado no lugar do costume e publicado
pela imprensa.
Dado e passodo nesta cidade do Recife, aos 6
de agoslo de 1S60.Eu Jos Goncalves de S,
escrivo o essrcvi.
O juiz de paz,
Manoel Jos Tei.reira Bastos
Deelaraeoes.
A noile clara com grandes nevoeiros, vento SE
veio para o terrat e assim amanheceu.
06CILLAC.AO DA HAR.
Preamar as 10 h 18' da manhaa, altura 6 0 p
Baixamar as 4 h 30' da larde, altura 2.0 p.
Observatorio do arsenal de marinha 10 de agos-
to de 186Q VlECAS Ji.NIOR.
Edilaes.
dem em rolo bom .... 16$000
dem idem ordinario. ... 63000
Gomma polvilho..... 3g200
Ipecacanhua....... arroba 258000
Lenha em achas grandes cento 2g500
. .. 13600
. I23OOO
Parahiba, instaurou"se o competente processo no i Modeiras cedro taboas de forro, uma 3S000
qual foram os tres reos pronunciados, conseguin-1 Louro pranches de 2 eustados um 9S000
do depois o primeiro reo serdeepronunciodo por1 mii(tnhn ^. onnn
via de recurso. E por que o facto seja de noto- 4 Cosad'nh- ...... uma 8$000
riedade, hoja Vmc. de effectuar a prisao do dito I Costado........ 6000
Ursulino Cavolconti da Cunho Reg, afim de que | Forro......... 2$500
Copia.Secretario da policio de Pernambuco,
0 de fevereiro de 1860. N. 20. Tendo sido Jos
Barbalho assassinado em dias do mez de abril de;T>m iApm npanpnas
1857, no engenho Teixeira, por Ursulino Caval_ ldem "em pequeas,
conti da Cunha Reg, Antonio Parahiba e Joo' '
tiradas do processo existente as pecas convenien-
tes se instaure pelo juizo municipal novo pro-
cesso, no qual se faro novas diligencias paro
inteira overiguaco do crime. Logo que Ymc.
fizer a prisao, me communicar, passondo o reo
Soalho........ 43OOO
Varas aguilhadas ...... > 2$240
dem quiriz....... ijfjOO
Virnhtico pranches de dous
O Dr. Innocencio Seraphico de Assis Carvalho,
juiz municipal supplenla do civel e crime da
ptimeira vara nesta cidade do Rec fe, provincia
de Pernambuco, em virtude da lei, etc.
Faro saber aos que a presente carta virem.em
como Paulo Gaiguaux me fez a petico do theor
seguinte :
Diz Paulo Gaignaux, que tendo de propur ac-
cao ordinaria aos herdeiros de J. C ardon, para
haver a importancia da letra de l:CO}, queseo-,
do aceita por Amalia de Figueiredo Brito. lhe foi
endossada por dito Chardon, e coja quantia foi!
depositada por dita Amalia, e estando ausentes, i
e em lugar nao sabido, os filhos do dito Chardon, |
que sao Emilio Chardon, j emancipado e Joao '
Chardon, que ainda o nao est, e que aqui te-
presentado por seu curador, requet i V. S. que o
admilla a justificar as mais ausencias, em lugar
nao sabido, afim de que julgida ss pruponha a
competente aeco, na qual se expor a pedido,'
sendo as citaces para lodos os termos da causa
inclusiva a execu^o.
Pede a V. S. Illra. Sr. Dr. juiz municipal da
pnmeira rara, assim lhe delira. E R. M.Mi- i
guel Jos de Aimeida Pernambuco, procurador.
Nada mais se continha em dilu pelqo aqui |
copiada.ua qual dei o despacho seguinte :
Distribuida. Justifique. Recife 2'Jdejulhode1
1860.Seraphico.
Disiribuirao.A. Saraiva.Oliveira.
Mais se nao continha em dita peliro, despa-
cho e distribuirlo, depois do que 3 autor justi-
ficante protfou a incerteza do lugar e residencia i
dos supplicados, vista da prova lestemunhal, I
que produzio, e feito-me os autos conclusos, pro-
feri a rainha senlenca do theor, verba c maneira
seguinte:
A' vista das tesleraunhas de folhas6 a folhas7,
julgo prvida em lugar incerto o ausencia de
Emilio Chardon e Joo Chardon, e mando pon
isso que se passe cartas de editos, cora o prazo |
do 30 dias para seren elles citados;, segundo foi
i requerido a folhas 2, e pague o ustilicante as
' cusas.
Recife 8 de agoslo de 1860.Innacencio Sera-
phico de Assis Carvalho.
Altendcndo ao que cima fica exposlo, mandei'
passar a presente carta de editos om o requer- :
do prazo de 30 dias, por meio i qual chamo.!
cito e hei por citados aos ditos supplicados, para
todo o contheudo na petico aqu. transcripta:'
portanto todas as pessoas, prenles, amigos e co-
nhecidos dos referidos supplicados lhes fajara
certo de que por este juizo licam citados, para
todos os termos da aeco competente, afim de
que dentro do referido prazo de 3) dias compa-
reram neste juizo para allegarem o que fr a
bem de seus direilos, sob pena de revelia, e para
que lodos tenham noticia, c ao conhecimento
delles possa chegar, mandei passar 1 presente car-
la de edilos, que ser offixada no lugar do cos-
tume e publicada pela imprensa.
Dada passada nesta cidade do ilecife de Per-
nambuco. aos 10 de agosto de 1560.Eu Joo
Saraiva de Araujo Galvo, escrivo o subscrevi.
Francisco Seraphico de Assis Carvalho.
O Dr Ernesto de Aquino Fonseca, cavalleiro da
ordem de Christo e juiz de orphos e ausentes
da cidade do Recife e seu termo por S. M. o
Imperador que Dos guarde etc
Faco saber que por esto juizo do orphos se ha
de arrematar, lndos os dias da lei, por arrenda-
menloannual de 1252000, a casa terrea na ra
da Paz, freguezia dos Afogados u. 38, cujo escrip-
to de praga existe em mo do porteiro Amaro
Antonio de Parias.
E para conhecimento de lodos mandei possar o
presente que ser publicado o dia de praca pelo
imprensa, e afixado no lugar do costume.
Dado e passodo sob meu sgnal e sello, ou va-
lho sem sello ex-causa. Cidade do Recife de
Pernambuco 8 de ago3to de 1860. Eu Floriano
Correia de Brito, escrivo, o fiz escrerer e subs-
crevi.Ernesto de Aquino Fonseca.
Pela inspecQo da alfandega se faz publico
que no dia 15 do correte, depois de meio-dio,
se ho de arrematar em hasta publica, de uon-
formidade com o artigo 278 do regulamento de 22
de junho de 1836, 4 caixas cora 1643 libros de
pregos e com a marca B S& C.
Alfandega de Pernambuco, 10 de agosto de
1860.O inspector,
Bento Jos Fern indes Barros.
De ordem doExm. Sr. director interino, se
faz publico por esta secretaria, que em congrega-
de arrematar em praca
, publica deste juizo esala das-audiencias os bens;
U L)r._ Anselmo Francisco Peretli, commendador seguintes : diversas peras de obras de piala com '
da imperial ordem da llosa e da de Chrisio, e 0 pc,i de 2352 oitavas'a 3(!0 rs. a oilava. ri
juiz de direito especial do commercio desla ci-! 750.-600 33 Inucclins chatos com 200 oitovas a
dado do Recite de leruambuco e seu termo, 59 a oilava, 1:00(1$; 2 rosarios com 8 oitavas:
por b. M. l. e C, que Deus guarde etc. ambos por 40 ; 110 anneis com pedras e sem el- I
Faco saber aos que o presente edital virem.que |as pesando?4 oitavas a5S a oilava, 370?; 15 pares'
a requenmemo de Joaquim da Costa Maia, acnu- 1 de argolas cortadas com 16 oitavas a 4 a oilava,
se aberla sua fallencia pela senlenca do theor 64$; 11 ditas de filagran com 8 oitavas a 4S a
se6ulnle : oilava. 323 ; 85 pares de argolas lisas com 18 oi-
Expondo Joaquim da Costa Maia em sua peli- vas a 4$ a oilava, 723 ; 4 coroas de filagran
cao de folhas 2, ler-se tornado insolvente e ha-com 22uiiavas a 5> a oilava, 110; 5 medalhas
ver cessado os seus pagamentos, declaro o refe-' 'com o peso de 7 oitavas a 45 a oilava. 28-3 ; 11
rido Maia, commerciante estabelecido com loja I ',U7- para rosario com 2 oitavas por 88; 3 c8=so- '
d6 ferragens na ra Nova desta cidade n. 43, era I cetas com 6 oilavas a 63 a oilava, 36$ ; 4 varas
estado de quebra, e Cxo o termo legal da existen- e meia de cordo com 32 oitavas a 4S a oilava,
cia desta a conlar do dia 28 de junho p. p. No- | '283 ; 5 varas e meia de Irancelim com 23oilavas
meio curadores fiscaes os credores Prenle Vi- i a 4-3 a oilava, 929; 2 varas de collar com 7 oitavas :
anua & C.a o deposiiarioi internos os credores i a *3 a oilava. 28$ ; 10 resplandores de ouro com
Monleiro Lopes & C." E prestado pelos prime-12' oilavas a 5$ a oilava, 1053; 6 cadeias de col-
ros o juramento do esiylo, e pelos segundos as- 'ele cm 39 oitavas a 53 a oilava, 1953 '. 8 adere- i
signado termo de deposito, o escrivo remetiera
copia desta senlenca ao juiz de paz competente
para a opposico de sellos, que ordeno se pouham
em todos os bens, livros e papis do fallido. Publi-
cada a presente nos termos do art. 812 do cdi-
go, e do or. 129 do reg. n. 738 se daro as sub-
sequenies providencias determinadas pelo indi-
cado cdigo e reg. Recife 4 de agoslo de 1860.
Anselmo Erancisco Peretli.
E mais se nao continha em dita senlenca aqui
transcripta, e dos respectivos aulos se via e mos-
Irayo, que sendo os curadores fiscaes nomeados,
notificados para prestaren) o juramento do
estylo, declararam que nao aceilavam a curado-
ra, e subindo os aulos miuha conclusu, nelles
dei e profer o despacho do theor seguinte :
Avista do que consta da cerlidode folhas 12
dispensos curadores nomeados, e em lugar del-
les nomeio o credor Manoel de Mallos Machado.
Recife 6 de agoslo de 1860 Anselmo Francis-
co Peretli.
eos de ouro completos com 60 oitavas o 53 a oi-
lava, 34O3; 100 pares de rosetas rom 118 oilavas1
a 59 a oilava, 5903 ; 35 meios adereros com o
peso dc 139 oilavas a 5-3 a oilava, 695^ ; 30 pul-
ceiras sendo uma de coral com 160 oilavas a 5?
a oitavo, 8OO3; 15 pares de brincos com 26 oilavas j
a 4$a oilava, 140$; mporlanlo osmesmos otu.ee- i
tos na quantia da 5:5423600 ; 1 casa terrea sita
na ra das Larangeiras n. 19 da freguezia de San- i
to Antonio do Recife avaliada era 2:5003, os'
quoes bens sao pertencentcs a Joao Paulo de
Souza, e vo 3 praea "por execuro que lhe enea- '
rainha Miguel Archanjo de Figueiredo e nao ha
sendo lanzador que cubra o prero da avaliaro,
vara o arrematara) fvila pelo prero da adjudica- ;
rao com o abate da lei.
E para que ohegue ao conhecimento de todos
mandei passar edilaes que sero publicados pela
mprensa e aflixados nos lugares do coslume.
Cidade do Ilecife de Pernambuca, aos 26 de .
julho de 1860, 89.a da independencia e doimpe-
E mais se nao continha em dito despacho aqui rio do Brasil,
transcripto ; e pelo theor do prsenle edital con- F-u Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, es-
voco a lodosos credores presente do fallido para crivo o subscrevi.
comparecerem na sala dos audiclorios no da 13 <1iis/mo l'rancisco Peretli.
do correnle, as 11 horas da manhaa, alim de se O Rvd. Jos Leile Pilla Orligueira, juiz de
proceder a nomeaco de depositario ou deposi- Pz da freguezia dc S Frei Pedro Goncalves da
tarios, que ho de"receber e administrar proviso- cidade do Recife, comprindo o disposto no art.
proviso
nanele a casa fallida.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar uditaes, que sero publicados pela
prensa e atfixados nos lugares designados uos
citados artigos.
Cidade' do Recife 7 de agosto de 1860. Eu
Adolpho Libralo Pereira de Oliveira, escrivo
juramentado o escrevi.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, es-
crivo o subscrevi.
Anselmo Francisco Peretti.
O tenente-coronel Antonio Carneiro Machado Rios,
oflicial da imperial ordem da Rosa, juiz de paz
mais votado do primeiro districto da freguezia
do SS Sacramente do bairro da Boa-Vista do
termo da cidade do Recife de Pernambuco, em
7irlude da lei, ele.
Faro saber que em conformidade com o dis-
prsto na lei regularmente das eleicoes n. 387 de
19 de agoslo de 1816, e em execuco da circular
expedida pela cmara municipal, que no dia 7 de
setembro prximo futuro se lem de proceder a elei-
co de juizes de paz dosdisirictos desla freguezia
vereadores da cmara municipal desla cidade ;
pelo que convoco os e
9 da lei n. 387 de 19 de agoslo de 1846, e em
observancia da ordem que lhe fora expedida pela
cmara municipal desla cidade em dala de 30 de
julho ultimo, convoca os eleilores e supplenles
da mesma freguezia, abeixo declarados, para
comparecerem na respectiva igreja matriz, no dia
7 de setembro prximo vindouro, s 9 horas da
manhaa, alim de.se organisar a mesa parochial
pela forma estabelecido no decreto n. 1812 dc 23
de agoslo de 1856, e se proceder a eleico de
juizes de paz que deve dar a supradita freguezia,
e de vereadores do municipio.
Igualmente convida os cidados qualificados
volantes pora irem dar seus votos, sob pena de
seren multados os que deixarem de comparecer
sem motivo legitimo participado mesa, na quon-
lia de 103, na forma do 7 art. 126 da citada lei
n. 387. Cada volante quando fr chamado, entre-
gar duas cdulas, uma contendo nove nomes
para vereadores e ouiros qualro para juizes de
paz, aquella com o seguinte rotulo por fura
Vereadores para a cmara municipal do Recife
e esta cora esle outroPara juizes de paz do
districto.
Eleilores.
p oieitores e supplenles, abaixo ,
declarados, para que no dia aprazado, compareram Romingos Henrique Mafra.
no corpo da igreja raalriz, as 9 horas do dia.' na *n'0"10 Henrique Mafra
conformidade do disposto nos arts. 4, 5 e 41 da M'inof Amaneo da Santa Cruz.
_ i Manoel Francisco Marques.
citada lei, afim de que tenha lugar a organisa-
cao da mesa parochial, que lem de receber e apu- ft ""Ju<* da..Costa Soares-
far as lisias dos volantes, cerlos os eleilores e ?*!Ved.r0Ida? Nvcs'
' Ignacio Antonio Borges.
telho Pinlo de Mesquila Jnior.
Jorge Baplista.
seguintes do decreto n. 1812 de 23 de agosto de I HS1 ,.,. i5"^"'""
1846 ; e de que ficaro sugeitos a multa commi7 ^X^k^
nada no art. 126 5 n. 2 da mesma lei os que Ma '"f.d,aAO"1 o f hras;i
impedimento8 legal deixarem de comja- ntonjo S/;air;-ra_
rar as usas aos votantes, ceos os cienores e i_nap .
supplenles, que a mesa ser organisada segundo / '
o dsposlo no S 1." art. 1." do decreto n. 812 de; cn'orl, "l
19 de setembro de 1855. combinado o art. 4., e Kstevao Jor"
aem
recer.
Eleilores.
Os senhores :
Simplicio Jos de Mello.
Major Jos Joaquim Antunes.
Capitao Amaro de Barros Correia.
Tenente-coronel Antonio Carlos dc Pinho Borges.
Dito Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
Dr. Bento Jos da Costa.
Tenente-coronel Thomaz Jos da Silva Gusmo.
Proprielario Vicente Antonio do Espirito Santo.
Empregado publico Thomaz Antonio Mociel Mon-
teiro.
Capitao Jos Maria Freir Gameiro.
Empregado publico Dr. Luiz de Carvalho Paes
de Andrade.
Dilo Manoel Coelho Cintra.
Padre Francisco Alvos de branles.
Empregado publico Jos Antonio dos Santos e
Silva.
Dito Jos Alfonso dos Santos Bastos.
Dito Manoel Luiz Vires.
Dito Joo Gregorio dos Santos.
Capitao Jos Goncalves da Silva,
Empregado publico Joaquim Jos Ferreira da
Penha.
Dito Francisco de Barros Correia.
Dilo Hyppolito Cassiano Vasconcellos Albuquer-
que tlaranho.
Antonio Bastos de Abreu Lima.
Manoel Estanislao da Costa.
Luiz Antonio Gonralves Penna.
Constancio da Silva Neves.
Joaquim Jos de Sant'Anna Barros.
Major Alexandrc Augusto de Fras Villar.
Dr. Cosme dc S Pereira.
Dr. Jos Joaquim de Souza.
Thomaz de Aimeida Antunes.
E paro contar fiz publicar o presente em que
me assigno.
Freguezia de S. Frei Pedro Goncalves do Reci-
te, 4 de agosto de 1860.Eu Innocencio do Cu-
nha Goianna, escrivo o escrevi.
Padre Jos Uite Pitia Orligutira.
Manoel Jos Teixeira Bastos; cavalleiro da impe-
rial ordem da Rosa, juiz de paz mais volado
desla freguezia de S. Jos do Recife, em virtu-
de da lei, etc.
Faro saber em conformidade com o disposto no
lei n 387 de 19 de agosto de 1846, e em execu-
ro da circular expedida pela cmara municipal,
3ue no dia 7 de setembro prximo futuro se tere
e proceder a eleico de juizes de paz desta fre-
guezia e vereadores da cmara municipal desta
cidade ; pelo que convoco os eleilores e supplen-
les, abaixo designados, paro que nodia oprazado
\ comparecam no corpo da Igreja da Senhora do
Pela secretaria da cmara municipal desla
cidade previne-so ao Sr. Arminio Pessoa de Al-
buquerque, qne, segundo a deliberado da mes-
ma cmara, deve apresentar oulro fiador em lu-
gar do Sr. Antonio Jorge Guerra, para poder
(anear no imposto de quindenios res por cabera
de gado.
O secretario,
Manoel jFcrrftra Acioi.
O thesoureiro esmoler da santa casa da mi-
sericordia do Recife, convida aos credores da
extincta administraro geral dos estabelecimen-
(os de candado, para que com a possivel brevi-
dade lhe apresenlem suas cotilas do que se lhes
devo al o fim de junho ullirao.
Secrelario da sania casa da misericordia do
Recife 6 de agosto de 1860.O escrivo interino,
Francisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
Secretaria da polica de Pernambuco 8 de Agos-
lo de 1600.
O Hlm Sr. Dr. chefe de polica manda pu-
blicar, para conheciinenlo de quem inlercssar
possa, as disposicoes dos seguimos arligos do re-
gularmente de 31 de Janeiro de 1842
Art. 139.A autoridade, qual tos encarrega-
da ainspeceo du tbeatro, dever vigiar que den-
tro do theatro ou no recinto desuado para o es-
rpetaculo, se observe a ordem, decencia, e siten
rio necessarios, (aseado sar immediaiamenle pa-
ra fura os que o merecerem, rcmetiendo-o au-
toridade competente (quando o nao for) para pro-
teder na forma da lei, se o caso assim o exigir,
Art. 140. Nao ronsiniir pie as portas, esco-
das, corredoes se consrrvetn pessoas paradas, im-
pedindo a entrada e saliida/fl^Jncommodando dc
qualquer modo os que cn*tarom\u sahirem : nem
que os bilheles de en/Tada se vendara por maior
preco, do que o eslanrlccido, quer por conla da
empresa, quer de particulares que os linham
comprado para os (ornar a vender.O secreta-
rio.Rufino Augusto de Aimeida.
Tendo sido declarado vago por decreto de 2
de novembro do anno passado o officio do escri-
vo da provedoria de capellas e residuos do ter-
mo de Goianna por impossibilidado do srvenlas-
rio Joao Jos da Cunha Menezes, conforme foi
lommunicado por aviso do ministerio da justi-
ca de 18 daquelle mez, S. Exc. o Sr. presidenta
da provincia assim o manda fazer publico afim
de que os pretendenles ao mesmo officio se ha-
viliiem na forma do decrolo n. 817 de 30 de agos-
to de 1851 c aviso n. 252 de 30 de dezembro de
1854 e apresenlem seus requerimcalos no prazo
de 60 dias contados desta data, certos de que o
que for nomeado (ico obrigado a prestar aquello
serventuario a Ierra parle do rendimenlo, segun-
do a respectiva lotago do conformidade com o
que dispe o art. 2." do decreto n. 1294 de 16 de
dezembro de 1853.
Secretaria do gnverno de Pernambuco, 9 da
goslo de 1860.O secrelario do governo, Joa.9
Rodrignes Chaves.
Tendo a directora das obras militares do
proceder a alguns conceitos no qu.arleldo dcimo
balalho de infamara, e hospital militar, rogo s
pessoas que deste servico se quizerem incumbir,
apresenlem suas proposlas na referida directora
nos dias 18, 9 e 10 do correte mez, das 9 horas
da manhaa em diante.
Directora das obras militares de Pernambuco-
7 de agosto de 1860.O amanuense.
Joo Monteiro de Andrade Malvina.
Conselho administrativo,
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal dc guerra, tem de comprar os objec-
los seguintes :
Para as fortalezas, companhiasde ravallaria, me-
nores e para o arsenal de guerra.
400 vassouras de palha.
100 dilas de junco.
Par? provirnento do armazem do arsenal do
guerra.
10 arrobas de chumbo em leocl.
1 arroba de rame de lato d n. 15.
1 duzias de ferro de galopa com copa de 2 pole-
gadas.
4 duzias de ditos de dita para plainas de 1 1/2
pollegada.
8 duzias de ditos sera capa de 1 pollegadas e um
quarto.
3 duzias de compacos sortdos de 6 a 10 polle-
gadas.
4 duzias de grosas meio cana sortdos de 8 a 10
pollegadas.
8 duzias de verruraos sortidas.
6 serras de volta.
.10 milheros de pregos caixaes.
25cadinhos de n. 1.
25 cadinhos de D. 2.
50 cadinhos de n. 10.
lOquinlaes de ferro sueco quadrado de 7/9.
10 ditos de dilo dito quadrado de 6/8.
2 ditos de dito inglez redondo de 2/8.
5 ditos dilo de 3;8
4 arrobas de lcnc,es de ferro de 22 a 2{ libras
cada um.
4 dilas de ditos de 1 arroba cada um.
5 dilas de ditos de 1 lf2 arroba cada um.
2 ditas de ditos de 2 arrobas cada um.
4 duzias.de limas meias canas de 4 pollegadas.
4 ditas de ditas meias canas de 6 pollegadas.
4 ditosjdo ditas de meias conas de 8 pollegadas.
4 lilas de divos meias canas de 10 pollegadas.
4 ditos ,de ditas meias canos de 12 pollegadas.
4 ditas de dilas meias canas de 14 pollegadas.
4 ditas de ditas chatas de 12 pollegadas.
6 dilas de ditas chatas de 14 pollegadas.
4 ditas de ditas chatas mreos de 8 pollegadas.
-ir-------rr-r------rr-rr-
LMJIILADO
'": *


T4)
mreos incia cana de 6 polle-
murcas meia cana de 8 pollc-
3 ditas de ditas
gadas.
4 ditas de ditas
gad>s.
2 ditas de ditas murcas moia cana de 4 pollegadas.
2 ditas de ditas murgas chatas de 4 pollegadas.
4 ditas de limatoes do 4 pollegadas. *
5 ditas de limatoes de 12 pollegadas.
3 ditas de limas triangulares de 8 pollegadas.
-i ditas de ditas triangulares de 12;pollegadas.
lUtarrachas para bancadas.
2 duzias de tornos de mo.
10 grosas de parafusos de n. 13.
1 barril enm O caadas de azeite doce.
200 meios de sola.
5 arrobas de fio de algodo.
Quem quizer vender taes obyectos spresente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, as 10 horas da manha do dia 13
do crrente mez.
Sala das sesscs do conselho administrativo,
para fomecimento do arsenal de guerra 6 de'
agosto de 1860.
Dent Jos Lamenha Lins,
Coronel presidenlc.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogsl secretario interino.
Pelr.secretaria da cmara municipal desta
cidade se declara, que segundo a deliberado
da mesroa cmara, tomada em sessao do ho'je,
os rcndss da casa da ra da Florentina, teem d
ir a praca por ura triennio.
Secretaria da cmara municipal do Recife 9
de agesto de 1860 U secretario, ilanoel Ftr-
reira Accioli.
MARIO D PEfrSMBCO. SABBADO 11 D AGOSTO DE 1860.
CASSIM POPULAR
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
O vapor Cruzeiro do Sul, coramandante o
capilao de mar e guerra Gervazio Mancebo, es-
pera-se dos portos do sul em seguiraento para
os do norte at o dia 13 do corrente mez.
Recebe-se desde j passageiros e engaja-sc a
carga e encommendas que o vapor poder condu-
zir, sendo despachada com antecedencia at a
'espera desua chegada": agencia ra do Trapi-
che n. 4Q, pseriptono de Thomaz de Faria.
FLEIJB D HARLEBEKE
Recebeu-ae novo son imento deste superior tabaco para cachimbos e cigarros em macos i
!l?rmt0f'Jf""ll8 de k,n"g"mmo el,4de kil, que se vendo pelo acostumadoprec? "zendo-
abatimento de 20 porceuto sobre a quantia de 20# : na ra da Cadcia do Recife n. 15, loja do
Centro commercial.
Aluga-se
Leiles.
LEILAO
Sabbado II do correte.
O agente Carilargo far lei-
lao de urnas vaccas deleite e
garrotes, em seu armazem na
ra do Vigario n. 19, as 11
horas em ponto.
MAGESTSO SALA O
DO
Palacete da na da Praia.
Sabbado, 11 do corrente.
_A pedido de varios amadores, c em razao de
nao haver cspetaculo no theatro, haver baile e
ser como sempre mantida a boa ordom e har-
mona do costume e observado rogulameulo i Jo V*nri n 1Q rio /I
approvado pelo Illm. Sr. Dr. chefe de polica. f tU lb ll' A J> UC 4,'U Cai~
xas com charutos, s 11 horas
em ponto.
O agente Camargo far lci-
lao cmseu armazem na ra
Avisos martimos.
Para Parahiba
a barcada Triumpho Alaooana, meslres Seve-
rian^ da Costa e Silva, a carregar no trapiche do
lio : podc-se entender com Joao Jos da
ta Lages, na ra da Cruz n. 15, segundo
aigo
Cun
andar.
Para o Aracaty.
Seguir para esto porto o mais breve possivel o
LEILAO
o terceiro andar do sobrado da ra do Livramen-
to n. 22, com muitos bons commodos com um
grande solo e cozinha no mesmo : a Iralar cora
sua proprietaria Mara Anglica Pereira de Fai-
fa, no mesmo segundo andar.
D-sc a juros'l.OOOJCOO sob epenhores de
ouroe prata : na ra do Arago n. 40 ou na ra
da Gloria n 85.
IThom Lopes de Seal
1 Ra Nova n. 32.
Avisa ao respeilavel jublico e em par- $&
ticulara seus freguezes, que recebeu pelo ud
ultimo paquete vindo em direitura de -j
Franca, bons objectos d jami: neos chapeos de seda de cores para m
senhora. ditos para merinos e meninas, &>
gorros do velludo para meninos, capucho *
Mana Slhuart para saluda de baile ou S
liicalro, capas e mantel 3tes de grosdena- |f
pies guarnecidos de bicc deguipure, cha- S*
pos de palha da Italia, ditos amazonas 3C
para senhora, fila de linho do todas as
larguras, ditas de seda de cores para de-
bruar vestidos, lnha de cores, cohetes
com fitas pretas e brancas, ditos era cai-
xas, fitas c franjas de seda de todas as
cores e larguras, fitas de velludo pretas
lavradas, ditas de cores, alfineles doura-
dose pret03 para cabega.gollas e mangui-
tos de cambraia, ditas de fil, ditas com
guipure, enfeites de cabreado diferentes
qualidades, bicos de seda'de todas as qua-
lidadcs e larguras, espariilhos de mola
com carrlel, ditos de enliar, baleias para
concert dos ditos,cordo para os ditos,
agulhas superiores : na mesma casa re-
cebe-se figurinos todos oamezes e faz-se
vestidos da ultima mod? o vestuarios
para meninos se baptisa-em, e tudo mais
quanlo pertcnce ao loillete de urna se-
nhora.
Aos logistas.
O a
Terca-feira 14 de agosto,
ente Costa Carvalho autorisado pelo Illm.
e Exm. Sr. Dr. uiz d-3 orphaos a requerimenlo
hiale nacional vExholncao ; para o restante da de Francisco de Salios Andrade l.una, invent-
bante dos bens deixados por Jos Maria da Costa
Carvallio, far leilao em seu armazem na ra da
Cruz n, 9, de urna casa terrea na ra Nova n. 24,
propra p3ra qualquer estabelecimento.
carga, trata-se com Gurgel Irmaos, ra da Cadeia
do Recife n. 28.
Para o Ass vai sahir com muila brevidade
o briguc brasileiro Invencivel, para onde recebe
Um sitio
carga a frele: a tratar com o capilo Antonio
Albino de Souza ou com seus consignatarios
Araorira limaos, ra da Cruz n. 3.
Para o Rio Grande do Sul vai sahir muito na estrada de Joao Fernandos V
breve o bngue brasileiro Tapir, recebe carga a
rfetc, e para tratar com os seus consignatarios
Amorim Irmaos, ra da Cruz n. d.
Para o Rio de Janeiro
Abarca nacional Clemcntina, a sahir com
brevidade ; para o resto da carga e passageiros, a
tratar com Cuilhermc Carvalho & C, ra do
forres.
Para Lisboa sahe impreterivclmento ateo
da lo o bngue Tarujo & Filhos por ter parte
de seu carregamenlo prompto : quem quizer car-
rogar ou ir do passagem,dirja-se ao consignata-
rio na ra da Cadoia do Recife, escriptorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Para o Porlo lem a sahir al o fim do mez
o brigue Amalia I : quem quizer carregar ou
ir de passngem, para oque tem exccllenlescom-
nindos, dirija-so ao consignatario, na ra da Ca-
'' m do Rocife, escriptorio de Manoel Joaiuim
Ramos e Silva.
- n 2-1, com
atgunsarvoredos, baixa de capim, 2 salas, gabi-
nete ao lado, 6 quarlos grandes, cosinha fora e 2
cacimbas.
Um sitio
Para Lisboa
vai seguir viagem com a maior presteza, com a
carga que liver a bordo, o brigue portuguez tSo-
os pretendenies i carga
na ra de S. Miguel freguezia dos Afogados, casa
com bastantes commodos, alguns.arvoredos e
urna excellente baixa de capim : para informa-
les podem cntenderem-se no mesrao armazem
na ra da Cruz n. 9
Avisos diversos.
{ktrtiamfutCAttA.
Tendo de solemnisar-se o quarto anniversario
da installarjo desta Associacao, de ordem do con-
selho director convido aos Srs. socios cflectvos,
honorarios c correspondentes o mais pessoas
que nos queirara honrar com suas presencas
b as de suas familias,
bcrano)
.masas s^ng smmmmu
irecisa-so de um caixeiro que tenha bas-
tante pralica de taberna e que d fiador su
conducta ; paga-se bom ordenado ou mesmo
destes chegados ha pouco, que tonda pralica :
quera pretender dirija-se ra do Pires, sitio
que volta para o Corredor do Rispo, ah se dir
quem precisa.
1 3* Precisa-se follar com o Sr.
Joaquim Alves Conli, acadmico do pri- @
metro anno : na ra da Cadeia do Recife @
6$.$9 fM|NM| @3@l
usabaixo assignados fazem scieote ao cor-
po de commercio, e a quem mats convior, que
compraram ao Sr. Joaquim Raphael de Lima a
sua taberna sita na ra d'Aurora n. 48, livre e
desembarazada de qualquer debito ou onus a que
a mesma esleja obrigada ; e se alguera livor a
fazer alguma reclamacao, o ac no prazo de tres
dias, a contar de primeira publicacao, findos os
quaes nao se allender reclamacao alguma
Recife 9 de agosto de 18(0. Joaquim Manoei
Ferreira de Souza. Alfredo Elesbo Pereira
d Almeida.
Curso primario
elementar. I
O padre Vicente F. de S. Varejo, pro-
fessor publico do segundo grao em S. An-
tonio do Recife, as horas vagas tem de
abrir um cursovrara os aspirantes ao ma-
gisterio primario, no qual alem das disci-
plinas por lei exigidas, tambera lhes lec-
cionar a caligraphia : na travessa
Carmo n. I, primeiro andar.
H
do @
suas lamillas, para que se dignm
de abrilhantar essa fesla artistica-social que le
iar, ou ao capilo na praga.
Para o Rio de Janeiro.
Vai SPfjuir nestes poucos dias por ter
tima parte da carga prorapta a veleira
barca Recife, para o resto da carga,
passageiros e e; era vos trata-se com Ma-
noel Francisco da Silva Carrico, ra do
Vigario n. 17, primeiro andar!
03IIMIIII
DAS
geries imperiales.
Al o dia 14 do corrente espera-se da Europa
o vapor frar.cez Estramadure, coramandante
Trolher, o qual depois da demora do costume
seguir para o Rio de Janeiro locando na Baha'
para passageiros etc., a tratar na
Trapiche n. 9.
agencia ra do
COMPANHIA VIGILANTE
DE
VAPORES DE REBOQUE
Os Sra. accionistas sao convidados para reu-
niaodaassembleageral, em casa dos gerentes
ra Jo Trapiche n. 8, segunda-fe/ra 11 do cor-
rente oo meio dia.
Secretaria da Assocacao Typogr'aphica
nambucana, 8 de agosto'dc 1860.
JtvKNr.io Cesar,
Io secretario.
Varaos a casa do baraleiro
Vende-se manteiga ingleza flor a 1}280. con-
servas muito novas a 90(1 rs., batatas a 80 rs. a
libra, doce feto da casca da goiaba a 60, vinho
Bordeaux a 15 a garrafa, dito do Porto engarra-
Sa3 S,80, dil em p'Pa a 1s- di, da P'S'ieira
a -18O, velas de espermacele a 720, carne do ser-
ao : no pateo do Terco n. 28, defronte da fabri-
ca de charutos.
Aluga-se um andar de um sobrado
gar : quem pi
do Recife n, 1.
p 1 Aiugii-so um anuar ue um sooraao em bom
lugar : quem pretender dlrija-sc ra da Cadea
@@@
we $%*!
llrmandade acadmica!
S deN.S.doBom Con-?
I selho.
o nrl mu-,t0 a quem ,eve a feliz lembranca
de procurar meios para nao a&dar esraolando pe-
lea portas o Sr. Magalhaes, que outr'ora esleve
om boas circunstancias e pertenceu classedos
legistas, lcrabro tambera um nosso collega ho"
,.i?.e.rin m pe0r0S circu"sla''cias pela mo- '
lestia ehromea que padece ; o Sr. Jos de Mene-
zes Jnior e digno que seus irmaos lhe propor- !
conem algum Unitivo a seus soffrimenlos, o aue
se pode fazer com as mesmas assignaluras sendo
su preciso que se esforcem para adquirir o maior
niwiero possivel, que chegue para parlilhar com
es es dous nossos collegas : e Deus que nS
miar recomPensa actos desta natureza pre-
n l'm logista.
ln~Z p,recsa-se lugar urna casa terrea no bairro
de Santo Antonio ou S. Jos, que soja at vinte
m:l res o aluguel : na ra do Rangel n. 8
,i7i8? i ass'8naJo est autohsado pelo Sr.
capilo Joaquim Nery da Fonceca e sua mulher,
residentes na provincia do Rio Grande do Sul
vender a heranca que lhes pertence por fallei-
mento de seus pais Ignacio Nery da Fonceca. e
,sua n>"lner, a qual consiste era parte do bem
, edificado sobrado de dous andares e sotao, sito
na ra Direila. e n'um grande terreno de mari-
nha, na ra do Alecrim da freguezia de S. Jos :
os pretendentes dirijam-se ao escriptorio do abai-
xo assignado na ra do Imperador n. 75.
Francisco Baptisla d'Almeida.
Aluga-se para casa de familia um moleque
bom copeiro c entendendo do oflicio de alfa tale
a tratar na ra da Madre de Deosn. 38.
Engorama-seroupa com promplidao e aceio
na ra do Apollo n. 26, primeiro andar.
Muita attenco.
O arrematante da taberna que foi do Sr. Paulo
Francisco Rozendo. sita na ra da Imperatrizn.
04, roga pela lerceira vez aos senhores que tem
conla na mesma, que tenham a bondade de vir
saldar ale 13 do corrente, pois deste dia em dian-
ie nao tem mais contemplado com nenhum
aerao chamados a juizo o publicados todos os
seus nomos por este jornal ver se assim Vracs.
querem acabar com suas conlas.
Roga-se ao Sr. M. S. L. Filhoqae deixe-se
e graca e se fazer cslranho, comparec na na
da Imperalriz n. 54, alira do quo a V. S. nao ig-
nora, eso n5o comparecer nestes dous dias, ex-
plicare todo o seu nomo por exleiiso ; o fim
para que o chamo.
_ Manoel D. Silva Jnior.
irecisa-se do urna ama para o servico de
urna casa de pouca familia, que soja capaz'para
coznihar, lavar e engomn^r, preferindo-sc es-
crava : na ra do Sol n. 39.
Caetano Agapito de Souza, subdito portu-
guez, relira-se para fora do imperio.
O abaixo assignado julga nada dever nesta
praca nem fora delta, porm se algucm se julgar
seu credor pode apparecer em sua residencia, na
ra larga do Rosario n. 50, segundo andar, a
qualquer hora do da, para ser immediatamente
pago. Recife 10 de agosto de 1860.
Caetano Agapito de Souza.
. Thomaz Brocks e William Willis, subditos
inglezes, reliram-se para fora da provincia.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
eit
.-AJdirec,0"a do Gabinele Porluguez de Leitura nesta cidade, faz publico aos Srs
25SS" C 5 'IUem ma,s possa interess", que em consequencia do mo estado d
N .f Pnmeiro. ?ndar1da c da sua biblioteca, nao pode ler lugar no dia 15 do
.,,H.,Ha80,-n,m.d8de,d0 """rio de sua installaro, como de costume
K hn,a d!re1ctor,2 fa^-lo as novas casas do Exm. bario do Livramento, para
onde brevemente tem de se mudar o Gabinete
Recife 10 de agosto de 1860.
Jos da Silva Loyo,
Director.
Antonio Baptisla Nogueira,
1. secretario.
Mobilia
ir concluir o
na ra da Cadeia
il
T^H
REAL COMPANHIA
DE
Paquetes inglezes a vapor.
.*o dia 13 ou 14 deste mez espera-se do sul o
vapor Tyiie. commandanle Jelicoc, o qual Be-
pois da demora do costuras seguir para Sou-
iham plon, tocando nos portos de S. Vicente o
Lisboa-; para passagens etc., trata-se com os
agentes- Adamson Howio & C, ra do Trapiche
N. B. Os embrulhos s6 se recebem al duas
horas de se echarem as malaa, ou urna hora
pagsndo um palaco alm do respectivo frele
REAL COMPANHIA
Aiglo-Luso-Brasileira.
O vapor Brasil, espera-se dos poriosdo sul do
da 12 a 14 do correle, e seguir para Europa
depois da demora do costume : para passageiros
e encommendas trla-8e com os agentes Tasso
Irmaos.
Vndese um piano em bom estado, pne serve
para aprender: no paleo do Carmo n. 9, primei-
ro andar. v
Sebo e graixa.
Sebo coado e graixa em bexigas : no armazem
de rasso Irmaos, no caes de Apollo
Vende-se urna casa terrea edificada ha 2
para 3 annos, na ra da Palma, com 5 quarlos, 2
salas, cozinha ra, quintal, cacimba, que rende
annualmenle 360j>, cuja venda faz-se para resga-
te do urna hypotheca na mesma : na ra do Im-
perador n. 42, carlorio do Illm. Sr, Porlocarreiro
se dir quem vende.
ASSOCICAO
COMMERCIAL BENEFICENTE
DE
Peraaiiiimco.
Nao havendo comparecido numero sufficienle
de senhores socios effeclivos reuniao da assem-
bla geral convocada para hoje, afim de so Iralar
do que marcara os artigos 20 e 28 dos estatutos,
a direccao actual convida de novo os senhores
socios para o dia 17 do corrente ao meio dia.
Sala da Assnciaco Commercial Beneficente de
Pernambuco 10 de agosio de 1860.
A. I. do Reg Medeiros,
secretario.
SOCIEDADE
Instituto Pi e Litterario.
De ordem do Sr. presidente effectivo scienliflco
a todos os senhores socios eflcctivos, que ama-
nhaa (domingo) haver sessao extraordinaria do
conselho director as 9 1|2 horas da manhaa ;
depois da qual, as 10 horas, haver sessao ex-
traordinaria da assembla geral para tratarse da
reforma dos estatutos Sao convidados a compa-
recerem os senhores socios honorarios e corres-
pondentes.
Secretaria do Instituto Pi e Litterario 11 de
agosto de 1860.
Henrique Mamede Lins de Almeida,
2.- secretario.
Pechincha em roupa feita por ura dos me-
mores artistas nacionaes, na ra da Imperalriz
n. 60, lo|a de Gama & Silva : calcas de ganga
franceza muito bem failas a 2g500; ditas de brim
de linho a 2500, ditas de dito a 2$, colleles de
varias qualidades, palelots de panno fino sobre-
casacos, ditos saceos, ditos de alpaca preta e so-
brecasacos, assim como roupas grossas para es-
cravos, as quaes se vendem muito em conta.
g*
m
;)
*

Semeas de Lisboa
a 4# o sacco : no caes da alfandega n. 7.
Attenco.
Manoel Jos de Siqueira Pilanga faz scieute ao
publico, pnnclpalmento ao corpo de commercio
que deixou de ser seu caixeiro desde junho deste
anno Heliodoro Accacio Barreiros Rangel, nao po-
dendo portanto receber. (como tem feito) divida u
alguma, sob sernullo qualquer pagamento a elle minha casa,
leito.
Em virtudc do arl. 29 do nosso com-
^ promisso sao convidados todos os nossos
f charissimos irmaos comparecerem do-
k mingo 12 do corrente, s 9 horas da ma-
nhaa, no consistorio da irmandade, para
encorporados assislirem 1 missa da Divi-
na Padroeira, e depois elegerera os mem-
bros que devem compOr 11 nova mesa ad-
minislrativa, quo lem de reger de 1860 a _
2 Recommenda-se aos irmaos que leiam 8
^ o art. 6 do compromisso
@99@8d38 @ @@@@
Precisa-sede um caixe:ro para o balcao de
urna padana, tomando esta por balanco, com
preferencia um que j tenha pralica deste nego-
cio : aquelle que estiver neslas circunstancias e
der fiador de sua conducta, pode dirigir-se a ra
larga do Rosario, padana n. 18, perlo do qurrtel
de polica, que achara com quem tratar, das 6 s
9 horas da manhaa e de larda de 1 s 3.
Attenco.
Pede-so ao Sr. Francisco Jos Alves Gama,
morador no Barbalho, lenlia 3 bondade de com-
parecer na ra do Qoeiraado n. 51, loj de fa-
zendas, a negocio que nao ignora.
Aluga-se um terceiro andar na ra Nova n
19 : a trat3r na loja. Tamb:m se vende um ar-
mario grande de amarello e urna taboleta, ludo
em bom estado, e por prego commodo.
Casa de modas.
Ra do Queimado n. 10, 2- andar.
Faz-se vestidos para calamentos, bailes e
passeios, manteletes, casaros a I.uiz XV, Fe-
chus, toucados, tudo do ultimo gosto dos'figu-
rinos chegados do Pars, e mais barato que era
outra quaiquerparie.
OLINDA.
Aluga-se urna casa de l andar na ra de S.
Berilo, em Olinpa, confronte amiga academia,
com commodos para familia : quem a pretender
dirija-se ra da Cruz n. 23, segundo andar, que
achara com quemlratcr.
Quera tiver um sitio perto ou
longe desta cidade, com tanto que tenha
casa de vivenda, arvore de fructo e fi-
que prximo ao banho salgado, tempe-
rado ou doce, e o queira alugar diri-
ja-se ao largo do Terco casa terrea nu-
mero 35.
Attengao.
Vende-se um carro de 4 rodas de trabalhar na
alfandega : quem o pretender, dirija-se a esta-
80 das Cinco Ponas que achara com quera tratar
O abaixo assigna-
do faz presente ao respeilavel publico e ao com-
mercio em geral, que meu filtio Antonio Pinto de
Azevedo Jnior o nem outra qualquer pessoa po-
der comprar ou vender, e n?m a receber ou fa-
zer divida alguma em seu nome.sem aprosenlar
ordem por escripia, assim c( roo a quera seu filho
dever queira apresentar a conta no prazo de Ires
dias com deelara^So do que i, e que fosse para
Recife, 9 de agosto de 1860.
Antonio Pinic de Azevedo,
1'
Envernisa-se mobilia mais em conta do que em
outra qualquer parle: no paleo do Carmo nu-
mero 4.
y fy 0 Sr. Jos Botcllio Pinto Ja-
# mor, tenha a bondade de
negocio que nao igaora
do Recife n. 23.
@@S @@@ g@
lenuo-se desencaminhado urna letra da
quaniia de701g0O0, sacada em 3 de julho prxi-
mo passado e aceita por Ivo Antonio de Andra-
de Luna, com o prazo de 2 mezes. e sem ossig
natura do sacador, declara-se que dita letra fien
sem vigor algum. visto que o dito acetame j
aceilou outra de igual quantia ; todava qualquer
pessoa que acha-la queira entregar no Recife
na taberna de Manoel Jos da Silva Oliveira, na
ra do Encantamento n. 13, ou em Goianna, na
taberna do mesmo Ivo, no becco do Paraizo n.
20, do que se ficar agradecido.
Vende-se ura escravo moro, de bonita fi-
gura, por preco commodo : na ra dos Marlyrios
A\iso aos senhores m-
sicos.
No becco do Calaboucc n. 17, concertam-se ins-
trumentos de msica com perfeico.
Aluga-se urna loja na ra d'a Penha n. 29 :
quera pretender dirija-se ra Dircita n. 93, pri-
meiro andar.
Precisa-sc de 3:000j000 a premio sobre hy-
polheca em um predio que val 6:O0O0OO: quem
pretender fazer este negocio annuncie sua mora-
da para ser procurado.
Perdeu-se do Caminho Novo da Soledade
ate o Hospicio urna pulseira Je coral com cantos
de ouro e alguns enfeites pequeos para menina,
a pessoa que a liver achado, querendo restituir:
pode entregar nesta typographia.
Attenco.
Desipparou do sobrado da mi do Sol n. 32
um relogio de ouro patente inglez, cubera nu-
mero 22950 : roga-se a quem o achou de o levar
mesma casa que ser gratificado.
Praca.
Terca-feira 14 do corrente se alugar em ulti-
ma praca, depois da audiencia do Illm. Sr. Dr.
luiz dos orphaos, a casa de sobrado n. 72, sita
na ra de S. Francisco, pertencenle aos herdeiros
do finado Joaquim Fernandes Eiras, cujo orren-
damento se faz por ordem do mesmo juiz, sendo
o prego annual o de 800g000. Recife, 3 de agos-
to de 1860.O eschvo, 6
F. C. deBrito.
ASSOCIAgAO
DE
Soccorros Mutuos e Lenta Emancipaco
dos Captivos.
Era consequencia de achar-se a casa das ses-
soes oceupada com o.anniversario da Assocacao
Typographica Pernambucana, fica transferida a
sessao do conselho para o dia 15 do corrente, s
horas do costume ; o mesmo senhor presidente
manda declarar, que em eessao de 29 de julho
foram escolhidos para socios protectores por rae-
recimentos reconhecidos, o Illm. e Rvm. vigario
do Allinho, Agostinho de Godoy de Vascoocellos ;
o Illm. Sr. commendador Manoel Luiz Viraos!
Assim como o consolho comprou o meio bilhele
de n. 1952 da quinta parle da quarta lotera do
Gymnaso, por conta do rendimento da bolsa de
caridade.
Secretaria da Associaro do Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipado dos Captivos cm 10 de
agosto de 1860.
Albino de Jess Bandeira,
1. secretario.
O capilo do brigue Tarujo & Filhos, de-
sejava fallar ao Sr. Joaquim Antonio Faria Bar-
bosa, na taberna de Palmuira & Beltro, no largo
do Corpo Santo.
a "7 No dia 6 d0 correnta fugiram duas pretas
da Costa, ambas de noroe Mara ; urna baxa c
tem os beiros grossos; e a outra alta c secca
do corpo : a pessoa qne as pegar, leve-as em F-
Portas, ra do Pilar n. 5, onde ser grati-
ficada.
ARTES
SOCIEDADE
HECHAMcis E LIERAES
DK
PERNAMBUCO.
O Illm. Sr. director manda declarar, que se
leudo reunido a sociedade no dia 29 de julho do
corrente anno se procedeu a eleicao da nova ad-
ministrando, e foram cleilos os senhores :
Joao de Brito Correia, director, com 18 volos.
Joao dos Sanios Ferreira Barros, cora 16.
Simao de Souza Monleiro.l.0 secretario, com i.
Joao Francisco Regis de Santa Clara, 2. secre-
tario, com 12.
Manoel Pereira dcllollanda, thesourero, com 15.
Pedro Ralis de Borgcs e Antonio Marcelino do
Bomfim, procuradores, com 15.
Antonio Firmo da Silveira, censor, com 8
E para que se possa affectuar a posse dos no-
ves funecionaros, sao convidados todos os socios
parase reunirem domingo, 12 do corrente, no
lugar do costume, as 12 horas do dia.
..Secretaria da sociedade das Artes Mcchanicas
e Liberaos de Pernambuco 9 de agosto de 1860.
Hmao de Souza Monteiro,
1.' Secretario interino.
Joao Goncalves Mamede, subdito do portu-
guez, relira-se para o Porto por Lisboa.
Na ra da Santa Cruz n. 28, se precisa de
urna ama de leite, sem filho c sadia, para criar
urna menina recentemente nascida ; assim como
urna escrava para cozinhare engoramar com per-
feico, ou mesmo urna mulher Torra.
Pedido.
t's administradoras da massa tal-
uda de Manoel Jos Ferreira Gusmao,
avisam a todos os Srs. credores, que
tendo de dar cumprimento ao que dis-
pe o art. 839 do cod. commercial,
faz-se necessario que, na forma do mes-
mo artigo, lhes apreentem os seus ttu-
los de divida no prazo de 8 dias, levan-
do-os a travessa da Madre de Dos n.
16, [aos administradores Ferreira &
Martins. Recife 9 de agosto de 1860.
Bales a 2,500
na loja de Alvaro & Magaliiaes na ra
da Cadeia do Recife n. 53.
Pechincha
Camas de vidro a 5,000.
Na ra da Cadeia do Recife n. 53,
vende-se caixas de vidros a 5$, de difl'e-
rentes tamanhos.
Na ra Velha n. 105, aluga se
um moleque para qualquer servico do-
mestico: trata-se na mesma.
Vende-se
ura nquissimo lustre de cryslal para meio desa-
la, com dezoilo luzes, com enfeilesde cores, vi-
drilhos, campainhas, coroa de opale, a peri a
mais bem acabada que lem apparecido nesta p'ra-
ca : vende-se no escriptorio de Emile Laurence,
ra da Cadeia n. 59.
Os abaixo assignados fazem sciente a quem
nteressar possa, que nao se responsabilisara por
quantia alguma proveniente do compras de od-
jeclos feitas em seus nomes por seus escravos, e
somonte pagarao as que estes flzerem autorisa-
dos por bilhele firmado por um dos abaixo assig-
nados ; e para que se nao allegue ignoraocia fi-
zem a presente declaraco. Recife 11 de abril
de 1859.Antonio de Moraes Gomes Ferreira.
D. Emilia Conslanga de Moraes Ferreira.
Furtaram hoje 7 do correnle, do engenho
Concordia, freguezia da Luz, dous animaes, sendo
um quarto ruco sujo, dinas, cauda e canis pre-
los, idade de 7 annos. inleiro e vai ferrado ci-
ma bo quarlo da anca. Urna besla mellada, di-
nas e cauda brancas, idade de 9 annos, est fer-
rada ; ambos os animaes sao do bom lamanho e
bem feilo de ossos: quem osachar, far o favor
os mandar levar no mesmo eugenho, que junio
do engenho Tabocas, Va mandar dizer ao Sr. Jos
Soares Pinto Correia, na ra Direita n 72
SOCIEDADE
MO BENEFICENTE
DOS
ARTISTAS SELLEIROS
Em Pernambuco.
De ordem do Sr. presidente convido aos se-
nhores socios electivos para sessao extraordina-
ria de assembla geral, segunda-feira 13 de agos-
to, as 6 horas da larde.
Secretaria da sociedade nio Beneficente dos
Artistas Selleiros era Pernambuco 10 de agosto
de 1860.
Auspicio Antonio deAbreu Guimares.
1. secretario,
Por ignorar-se a morada ou engenho do Illm.
Sr. Theodoro Jos da Silva Lins, se lhe pedo o S
especial favor de mandar pagar na ra do Quei- *
mado n. 37 (oulr'ora 35) os objectos quo ahi
comprou, dinheiro vista, em4de agosto do an-
no prximo passado, no valor de 97J390; visto
queS. S., tendo dado ordem antes de retirar-sn
para serem devidamente pagos nesse dia pelo seu
correspondente nesta praca, o Sr. Joaquim Gon-
calves Ferreira ; este senhor, nao obstante ter
promettido faze-Io naquelles dias, at hoje o nao
cumprio, talvez por nao ler Tundos de S. S. em
seu poder, como de suppr, ou por nao querer
continuar com sua correspondencia.
Augusto Elisio de Castro Fonseca, mora ac-
tualmente na freguezia do Poco da Panella, mas 11
pode ser procurado todos os dias uleis das 8 as 91 n
horas da manha, e das 3 s 4 da tarde, em casa ':
de sua mai, na ra do Livramento n. 19, segn-; !
do andar, por aquellas pessoas que Ihedeseja-tf
rem fallar, sendo que das 9 horas da manha s
3 da tarde acha-se em sua reparticp, onde nao
falla a pessoa alguma, seno sobr negocio mui-
to urgenie, que nao admita demora.
Eugomma-se com perfeigao e presteza para
homem ou mulher, nacional ou eslrangeiro, an-
da mesmo mediante a condicao de tambera la-
var-so : a tratar ua ra do Imperador, taberna n.
28, do Sr. Domingos da Silva Campos.
Urna ama, entendendo do regimem interno
de qualquer casa, oerece-so ao publico ; na
camboa do Carmo, primeiro andar n. 36.
OSr. J. R. B. Penna lem na ra do Livra-
mento n. 23 urna encommenda vinda da provin-
cia do Amazonas.
CONSUIAT de FRANCE.
Le cnsul de Francc, a ses
compatrtolcs, residan! ou de passage
a Fernainbouc.
Mrssieurs et chers compatriotcs,
J'ai riionneur de vous prevenir, que
mercredi procliain, fS doprsent mois, un
Te Deum sera chant, une heute aprs
midi, en l'Eglise de la Penha, l'oecasion
de la lele de Sa Majst L/Empereur, Na-
polen III, Notrc Augusto Souverain.
L'empressement, que vous avez toujours
mis a vous rendre, chaqu anne i cetle
crmonie, ne se dmentira pas, j'en suis
sur, et si, crame cela semble probable
c'est la dernire fois, que je sois appel a
la prsider, j'aurai, au moins, je n'en doute
pas, la satisfaction, de voir de nouveau,
runie, autour de moi, une colonie dont le
souvenir me sera toujours cher, et ne me
quittera jamis. Vuillez en recevoir ici,
l'assurance, Messierrs et chers compatrio-
tes, et agrer avec elle, celle de mes sen-
timents aussi devous que distingues.
Fernambouc, le 11 aout 1860.
Le cnsul de France,
Vte. E. de Lmont.
Prestem
Os abaixo assignados com-
pradores da massa fallida do
Claudiano & Oliveira,vein pe-
la ultima vez avisar aos deve-
dores da mesma, que hajam
quanto autes de vir satisfazer
os seus debitus, para o que
temos marcado o prazo de 5
dia acontar desta data, sob
dona de serem cobradas ju-
dicialmente fiudo o dito prazo.
Ilecife 11 de agosto de 18G0.
Figueiredo & Irmao.
Cevada muito
nova.
No arrrnzem de Manoel Joaquim de
Oliveira & C, ra do Cordoniz n. 18.
flQ Guimares i
Ra do Crespo n. 17.
Rcceberam riquissimos corles de ves-
tidos brancos de cambraia bordadas.
Chapeos de palha da Italia para scLhoras.
Ditos de sedas para ditas.
Manteletes de guipure.
Ditas de seda bordadas.
Cortes de sedas de cor.
Cra variado sortimento de
homens.
Sobrecasacas, paletols,
5 camisas e seroulas.
y> Vende-so gor menos do que cm outra *5
Jf, parto alim de se fazer muito negocio. S
Seigsssggsfie ewawwB aeiMwg
Na taberna junio ao sobrado novo do Sr.
Figueiroa vende-se massa de tomates a mais no-
va que ha no mercado, peixe sovel, chegado no
uliimo navio do Lisboa, e chouricas a 600 rs. a
libra.
roupas para
colleles, calcas,
SALO
NO
CAES DE APOLLO.
Domingo, 12 do agosto de 18G0.
As 8 horas da noite.
Alem do baile do coslumo, os intervalos sero
prcenchidos porexercicios gymnasticos,sobre um.
labiado construido para esse Cm, por 8 artistas
que ser determinados pela forma seguinle : '
Primeira parte.
BAILE. 1. quadro. Lula americana, pelo
professor da gymnaslica J. P. da Silva e o Sr M
r. Franca, a carador.
BAILE.2. quadro.Lula indianna, a carc-
ter, por 6 artistas.
BAILE 3. quadro.O morlo e o vivo, pelo
professor e o Sr. Franca ; o boto e o cachorro por
discpulos.
BAILE.4. quadro.Volteio sobre corda3
frouxas, por toda a companhia.
Segunda parte.
BAILE.5. quadro.Exercicios do trapesio,
por loda a companhia.
BAILE.^6.0 quadto.A barriga de ferro ou a
lorca de um Hercules, pelo professor.
BAILE.7. quadro.Exercicios sobre 16 gar-
ralas, a carcter.
BAILE.8. quadro.Dansl jocosa, a Chula,
pelos Srs. Silva e Franga.
Preco da entrada, sem distinecao alguma
1#000.
DOffliogo 12 haverao quadros vivos histrico"
ao natural, para o que j tudo se esl preparando',
por urna grande companhia deste genero
Thiago Jos da Silva, retira-se para o Rio
de Janeiro.
Continua a estar em praca hoje, no paco da
cmara municipal desta cidade, o impost por
p de coqueiro, o a renda dos talhos do acougue
da Boa-Vista ns. 2, 5 e9.-0 secretario, Manoel
Ferreira Accioh.
No botequim da aguia d'ouro,
na ra estreita do Rosario
a ra das
Vende-se o sobrado da ra Bella n. 14:
a tratar na ra d'Apollo armazem de as- S
sucar n. 47. &
Candiere
^ ^ L*' -W M \a O S fornece-se almco jantar por mez, manda-se le-
Aviso aos estudantes. m,r,iem casa\ ma-s bara,0JdoniLue em outra
T*n*n ha<.. i OV""".",,CO qualquer parle ; assim como das 7 horas da ma-
vlt n%Cnhegar "JCSle ^laJbeleciraent0 darua ""aera diante; tem todos os dias papa de fa-
Nova n. 20, anl.go deposito dos afamados can- rinha do Maranhao e ararula : no mesmo esta-
1!Z!T?S de gaz ?drgenio, avisa de belecimonto acha-se comida sempre prompta a
Z tantn di rSnSH?aS-SeUS freSue"sP **<>* 9,,al^r hora que se procure ; assim conm'faz-
urem lano de candieiros como de preparosque se toda encommenda que se fizer e todos os do-
necessitar para consumo na ra Nova n. 20, loja -mingos e dias sanios haver mao de vacca das 3
ao Yianna. 'horasda madrugada em diante.
n. 23, confronte
Larangeiras,
\


DO
Becife a Sao Francisco.
Convida-se aos Srs accioislas a virom rece-
ber o nono dividendo fiudo cm 31 de julho ulti-
mo a razio do 7por ceuto ao anno, no escrito-
rio da companhia ra do Crespo n. 2, das 10
''oras da manh as3Jda tarde.
Rodrigues & Lima declarara que nada de-
DIARIO PE PERNAMBUCO. SABB.4DO H PE AGOSTO DE 1860.
vem a pessoa
firma.
alguran, e que foi exlincla a dila Na ra
ama.
Bolinhos.
Preparam-sebandcijas enfeitadas de diversos
modelos com bolinhos das melhores qualidades
do nosso mercado, assim como em libra3 sepa-
radas de toda qualidade, o lambem pastis de
nata, leite cremo, pudins e bolos dos melhores.
tanto da nossa massa, como inglcza ou franceza,
com o maior asscio e o mais em conta : quem
precisar dirija-se i ra da Penha para ajustsr.
Ama secca.
ATTENCiO.
Quem precisar do urna pessoa para fazer qual-
quer escripttiracao. dirija-se a ra Direita, sobra-
do n. 74. que se dir quem a islo se presta, afian-
cando-sc aceio e presteza.
Precisa-se de duas mulheres, sendo urna
para coziuhar e outra para engommar e lavar :
na ra do Seve, sobrado da esquina com cinco
varandas, tema cscada no oilo do mesmo, e ti-
ca visinho a grande casa que se esta fazendo pa-
ra o Gymnasio Provincial.
Altenco.

No dia 3 do corrente ausentou-se do sobrado
da ra Direita dcsla cidade n. 74 um africano de
nomo Manoel cora os signaos seguinles : feieoes
regulares, rosto curto, baixo, cheio do corpo, e
tem no peito um signal, que parece um X mal
de Hortas n. 33, precisa-se de urna
Jos Francisco Ribeiro avisa ao respeitavel
publico que tendo encontrado igual nome, que
d'ora em diante assignar-se-ha
Jos Francisco Ribeiro Rertrand.
OTerece-se um caixeiro com pratica de fa-
zendase ferragens, ou para cobranca : quem es-
te pretender, dirija-se a ra Nova 39.
Julio Grulhe vai para o Rio de Janeiro.
Manuel Jos da Silva Pinto, portuguez, ro-
lira-se para fora da provincia.
Atlenco.
Tedro Augusto Pradines estabelecid< de cuti-
leiro e armeirs na ra do Rangel o. 2 i, declara
as pessoas qu6 teem obras em seu poder hajam
deas vir buscar al o dia 14, findo o dito prazo
nao se responsabilisa por reclamare alguma,
das lOda manhaa al s 4 da tarde. Becife 7 de
agosto de 1860.
O Dr. Azevedo Pedra, ha pouco chegado
nesta capital, faz sciente ao respeitavel publico
que acha-se promplo a qualquer hora em sua re-
sidencia ra da Imperatriz, sobrado n. 88, se-
gundo andar, prestar os recursos de sua pro-
isso; na mesma casa d consultas gratis aos
pobres.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar
ou do dous, ero bom estado, com quintal, nos
bairros da Boa-Vista ou Santo Antonio : quem o
liver, dirija-se a ra do Crespo n. 25.
Alupa-se osepundo e terreno in-' 2b3ix0 assi?"ado faz ver ao commereio,
Aiuga se ostgunuo e teiccuo an- que VCndeu a sua taberna, sita na ra da Aurora
dar ou sotao, do sobrado n. Gl da ra '
Nova, qualquer dos andares teem bas-
tantes commodos e acham-se era tal es-
tado de asseio que dispensam fazer des-
pezas com pinturas e outros arranjos :
quem pois os quizer prqcure entender-
le com o abaixo assignado na mesma
lh VSa" r inVaVJn fC"," ^? j "" casa ou em seu criptorio no paleo do
jud. t,onsia que anua vagando pelas nbelras, pa- f. ii i n i ..
eos, e ras dos tres bairros ; roga-se as autho-i ^ eS' noJe praca de redro II ou na u^u c ucuw
3 queiram o aprehenderse o ( rua do Hospicio sobrado n. 17, que es- com 2 grandes camarinhas, pintada de
ta' resolvido a fazer alguma modifica-j novo, muito limpa, aluga-se no Recife
cao no preco.Jos Jos Anjos Vieira de ao pe do arsenal de marinlia, informa-
Amorim. se na ra do Cordooiz n. 18.
ridadea
encontraren).
Ensino de msica.
OfTerecc-se para leccionar o solfejo, como lam-
tera a tocar varios instrumentos ; dando as li-
foesdas7.horass91[2danoite: a tratar na ra
larga do Rosario n. 9.
,-^. t..,,-_,_, H o mu im mu, .:ii" iiu i uu un Ainuia
n. 48, aos Srs. Joaquim Manoel Ferrcirade Sou-
za e Alfredo Elesbao Pereira de Almcid.i, livre e
desembarazada. Q mesmo faz ver a scjs credo-
res, para que lhe apresentem as suas cantas pa-
ra sercm conferidas e pagas, na ra d> Rangel
n. 79, taberna de Bcrnardino Jos da Silva, isto
no prazo de tres dias. Recife 8 de agosto de 1860.
Joaquim Raphael de Lima.
Joo Antonio Vidal, subdito Portuguez, re-
lira-se para Lisboa.
Urna sala de frente muito linda
rs)
"HOS
NO
Assignatura de banhos frios, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,....:...... 105000
30 canoas para os ditos banhos tomados era qualquer lempo....... 155000
15 Dilos dito dito dito ...... 8*000
J ." \ '. -4*000
Banhosavulsos, aromticos, salgados esulphurosos aosprecos annunciados.
Esta reduegao de presos facilitar ao respeitavel publico o gozo das vantagens que resultara
da frequenciadeumestabelecimento de urna ulilidadeincontestavel, mas que infelizmente "o
estando em nosso hbitos, anda pouco conhecida e apreciada;
amm -
DE
COMPANHIA
Estabelecida cm Londres
1S$6! SI C&f4.
CAPITAL
ineo mi\\i5es de libias
esterlinas.
Saundcrs Brothers & C." tem a honra deln-
rmar res Srs. negociantes, proprietarios de
casas, t a guem ma^s convier, que estao plena-
mente aulorisados'pela dita companhia para
effecl-.ar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, coberos de telha e igualmente sobre os
tos que contiverem osmesmos edificiose
qusr cor.sista em mobilia ou emfazendas de
> qualqu ualidade.
NALOJAE ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
Saques.
Carvalho, NogueiraS C, saccam so-
breLisboa ePorto: na rui do Vigario
n. 9, primeiro andar.
Altenco
o
O abaixo assignado faz ver a todas as pessoas
que so achara com dividas ubeina da roa da
Auroran. 48, que perlencia a J. R. L. que veuha
pagar o que devem nesles Iros dias, c nao o a-
zendo verao os seus nomes por extenso nesta fo-
Iha. Recife 8 de gosto de 1860.
Joaquim Raoliael de Lima.
PROVINCIA.
O Sr. thasoureiro das loteras manda fazer pu-
blico que se achara & venda todos os dias no es-
criptorio das mesmas loteras na ra do Impera-
dor n. 36, e na casa eommissionada pelo mesmo
Sr. thesoureiro na praca da Indepencia ns. I e
16 os bilhelesc meios da quinta parte da quarla
lotera do Gymnasio Peroarabucano, cujas rodas
deverao andar impreterivelraenlo no dia sabbado
11 de agosto prximo futuro
Thesouraria das loteras 25 de julho de 1860.
O escrivo, /. U. da Cruz.
e v Estas pennas de difTerentes aualidades, sao fa-
bricadas de ac-o do prala refinada de primeira
tempera, e sao applicaveis a todo o taraanho de
ledra. Pre^o lJOO cada caixa e pennas de ouro
pelo mesmo autor cora ponta de diamante, que
xtcem a grande vanlagem de nao estar sujeitas a
crear ferrugem e conservando-so bem limpassao
de duracao infloita, deposito era casa dos Srs.
Ouedes & Gonealvesrua da Cadeia n. 7.
Hotel Trovador. ,
AARa larga do Rosario44
Aluga-se um quarlo no hotel Trovador, muito
hora, bastante arejado, alumiado a gaz, da-se
tambera comida para fora e recebe-se assignan-
tes, tudo por um mdico preco o em qualquer
hora acha-se comida prompta; no mesmo holcl
precisa se do dous moleques paraconduzir labo-
leiros.
O empreileiro da va frrea precisa, no en-
genhp Selubal, de dous homens para vigiarem
os auimacs durrnlc noile, sendo porm res-
ponsaveis os meemos vigas por qualquer furto
ou extravio que haver possa em os mesmosani-
maes, afferece-se a paga del$280 rs., por noite
a cada viga.
Aluga-se a loja do sobrado da ra Impe-
rial n. 33 : a tratar no mesmo sobrado, ou na ra
da Lepa n. 13.
O Dr. Joo Ferreira da Silva mudou-seda
ra do Rangel psra a do Livraraento n. 26, so-
brado do Sr. Manoel Uuarque do Macedo, defron-
te de sua anliga habtaco. A grande pratica de
auscultacSo reconhecida por quasi lodos os seus
v collegas desta cidade torna-o recommendado no
dia^iiosticodas molestias dos pu#mes e do cora-
.j ; assim como para verificar o estado do sau-
d 'ios escravos que se desejam comprar. Pelo
crescidt) numero e variedades de operaedes que
ha feito com bom resultado em o exercitio de
mais do 20 annos, se julga habilitado para prati-
cir toda e qualquer operaco cirurgica por mais
delicada e difficullosa que seja.
* DENTISTA FRANCEZ. %
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^
> rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e *<
J^ p dentillco. M
Ki.iAlAAi.AJ.AAAA A AA AAA AAAAAAAA?
Loja de calcado.
Precisa-se de um hometn solteiro,
sent da guarda nacional, que preste
fiadot idneo a' sua capacidade, para
dirigir um estabelecimento de calcado,
bem surtido e que tenha alguma pra-
tica de negocio, far-se-lhe-ha um bom
interesse : na ra Direita n. 48.
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB k DIMCCAO DE E- KUIVW
Este hotel collocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasileiros eportuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posicao
urna das melhores da cidade, por se achar nao s prximo asestarles de caminhos de ferro, da
Allemanha e Franca, como por ter a dous minutos de si, todos os theatrose diverliioentes; e,
alm disso, os mdicos prejos convidam
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, allernao, flarrrengo, inj;lez e por-
uguez, paraacompanhar as louristas, qur em suas excurses na cidade, qur no ruino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca exeedemde 8 a 10 francos(3#200 U 4??000)
por dia.
DuraateoaspaQO de oito a lez mezes, ahi residirn os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
ro, e seufilhoo Dr. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Feli.ipe Lopes
Netto, Manoel de Fi^ueira Faria, edesernbargador Pontes Visgueiro (do Brasil,) e uuitas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro pair.
Os precos de lodo oservico, por dia, regulara de 10 a 12 francos (4000 4n500.)
No holelencontrara-seinforrnaes exactas acerca de ludo que pode precisar um eslrangeiro.
Seda de quadrinhos muito fina corado IgOOO
Enfeites de velludo com froco prelos e
de cores para cabeca do senhora da
ultima moda g
Fazendas para vestidos, sendo sedas, 15
e seda, cambraia e seda lapada o
transparente,, covado 5
Luvas de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homens e meninos g
Lencos de seda rxos para senhora a
29000 e 2SD00
Mantas para grvalas c grvalas de seda
de todas as qualidades $
Chapeos franoezes forma moderna 8^500
Lencos do gorgurao prelos 2^000
Ricas capellas brancas para noivados J>
Saias balo de todas as qualidades 9
Tafet rxo o covado $500
Chitas francezas a 260, 280, 300 e ;j320
Cascas francezas, a vara S5O0
^Consnllorio central liomeopalhico
......JMIC. 1
~i9 Continua sob a mesma direccao do Ha- @
noel do Mallos Teixeira Lima, professor igp
era homcopalhia. As consultas como d'an- Q
&> tes. S
^CONSULTORIO
DO
Vi P. At Lolio 1
MBHfii fu ratl B IPSlJiEDIS.
HtA Al,OHA,A^ADOFUilDJkO 3
Clnica por ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscosod consullas todos os dias pela manhaa ede tarde depoisd* 4 horas.
Contrata partidos para curar annualmeute nao s para a cidade como para os etigenhos ou [outras
propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at as 10 horas da rfcanhaa e em caso de ur-
gencia a oulra qualquer hora do dia ou da noile sendo por estripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua e o numero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife poderlo re-
metter seus blhetes a botica do Sr. Joo Sounnjt C. na ruada Cruz ou loja de livros doSr. Jos
Nogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Ncssa loja e na casa do annnnciante achar-sc-ha constantemen e os melhoivs medica-
mentoshomeopalhicos jabem conhecidos e pelos precos seguinles:
Bolica de 12 tubos grandes,..........10$000
Dilos de 2 ditos,..............15$000
Ditos de 36 ditos..............208090
Dito de -<8 ditos...............251000
Dilos de 60 ditos...............0^000
u bos avulsos cada um....... .....IgOOO
Fraseos de tincturas............. 2J000
Manoal de medicina homeopa'.hica pelo Dr. Jahr traduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc............SOJJOOO
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 10J000
Repertorio do Dr. Mello Moraes...... 6J0OO
Sulim preto azul e encarnado propro
para forros com f palmos de largura,
o covado l.;600
Caseraira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado 2000
Chales de merino bordados, lisos c es-
tampados de todas as qualidades g
Seda lisa preta e de cores propria pa-
ra forros com i palmos de largura, o
covado 1-500
Ricos corles de seda prelos e de cores
com 2 saias e de babados 8
Dilos de gaze e de seda phanlasia 55
Chales de touquim muito finos S
Grosdcnaple preto c de cores de todas
as qualidades 9
Seda lavrada prela e branca 9
Capas de Gl e visitas de seda preta cora
froco %
DE
ac o
A empresa da illummac.ao a gaz desta cidade, faz sciente a todas as
pessoas que collocaram candieiros de gaz em seus casas, e aos que preten-
dem anda collocar, que tem resolvido baixar os precos dos globos de vi-
dro para 1$500, 2# e 2$500 os mais finos que se pode fabricar, os preten-
de ntes a cha rao no armazem da ra do Imperador n. 31, um comple-
to sortimento a sua escolha, assim como candieiros, arandelas e lustres
chegados ltimamente, de gostos variados e do melhor que se pode de-
sejar. Rostron Rooker & C,
Agentes.

Botica central homcopalhica
Do
9
I DR-' SABIXO 0, L PIMO |
@ Novos medicamenloshoraeopathicos en- g*
@ viadosda Europa pelo Dr. Sabino. a
) Estes medicamanlos preparados espe- *>
@ cialmenle segundo as necessidades da ho- *
g meopathia no Brasil, vende-se polos pre-
q eos conhecidos na bolica central horneo- >
A, palhica, ra de Santo Amaro (Mundo No- H
| toJ n 6. |
Na livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia precisa-se fallar ao Sr.alfe'res Thom Go-
mes Vieira Lima.
Aluga-se um sitio grande com
excellente casa de vivenda, com todas as
commodidades para familia, no lurar
da Ca prietarios, N.O. Rieber & C.
agrencla dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston & ra da Scuzala Nova n. 52
^ O Dr. Casanova pode ser procurado a .)>.
) qualquer hora em seu consullorio horneo- tU
'M palhico em Pernambuco a
S 30RA DAS C11L7.ES30 8
D No mesmo consultorio acha-so sempre
$ grande sortimento de medicamenlos em 1
^ tinturas e glbulos, os mais novos e bem ts*
(t* preparados, os elementos de honieopalhia II
LASA LISO-BRASLEIKA,
2, Goltlen Square, Londres.
J. G. OLIVEIBAleudo augmentado, com to-
mar a casa conligua, ampias e exccllenles ac-
commodacoes para mulo maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lcm-
branra dos seus amigos e dos Srs. viajantes quo
visilem esta capital; continua a prestar-lhc seus
serviros e bons ofcios guiando-os em todas as
cousas que precisen) conhecimento pralico do
paiz, ele.: alm do portuguez e do nfilez aile-se
na casa o hespanhol e francez.
u
Sipop du
dtFORGTI
JARABE DO FORGET.
Este xarope esta approvado pelos mais eminentes mdicos de Pars,
_,jmo sendo o melhor para curar constipacoes. tosse convulsa e outras,
afleccoes dos broncbos, ataques de peno, irritacoes nervosas e insomnolencias: urna colherada
pela manlu, e outra a noile sao sufcientes. O elleito deste excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o doente e o medico.
O dsposito na ra larga do Rosario, botica de Barthoomto FraneUco de Souza, n. 36.
APPKOVACiO E AlT0RISA(\0
O A
ACiff-ffII IMPERIAL DE
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO-MAGNTICAS EPISPATICAS
rilo
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
Paris,
15 Ra Nova15 |
5^ Frederico Gautier, cirurgiao dentista, !&
f% faz todas as operacoesda sua arte e col- X
loca denlcSarlificiaes, ludo com a supe- 2
rioridade e perfeicao que as pessoas en- W
i tendidas lhe reconhecem. (jv
vt Tem agua e pos dentifricios etc.
Wmmmmmm mmtmmm
= OSr Francisco Aranha de Souza fem urna
carta no escriptorio de Manoel Joaquim Ramos c
Silva, na ra da Cadeia do Recito
Precisa-se de urna escrava para o servico
de urna casa de pouca familia, e paga-sc bem :
na ra da Imperatriz, loja do Lecomtc n. 7.
Preeisa-sc de um grando armazem para de-
posito de fazendas, que seja na Iravessa da ra
do \ gario ou em suas mediaces, nao se duvi-
dandodar um bom aluguel : quem o liver, an-
nuncie por este mesmo jornal para ser procura-
PITADA ESPECIAL.
Fabrica paraense de rap
Borba.
i ni
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No depoz/Uo deste estabeleemento sempre Aia grande sortimento de me
caant smo para os euge nlios de assnear a saber:
Machiaas Je vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e dePaclimoassento
Rodas d agua de ierro com cubos le madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas
Gannos de ferro, e portas d'agua>ira ditas, e serrilhas pararodas-de madeira';
Moendas inteirascom virgensmuito fortes, e convenientes ;
Alejas moendas com rodetasmotoras>ara agua, cavados, oubois, acunbadas em aguilhoes deazs ;
laixas de ierro tundido e batido, e de cobre
Pares e bicas para o caldo, crivos e portas de ferro para s fornalhas ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Rojetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos oubois ;
Aguilhoes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc., erc.
D.W.Bowman confia que"os seus freguezes acharotudo digno da preferencia com
* que o nonram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagemannual para o dito fim
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderfip necessitar
ri^io imSJ?HnAKAS MEIJICINAESsao muito eonhecidas no Rio de Janeiro e em todas i provincias
Sh Sh ES dC 21 annS' GSa0 afamaJas. pelas boas curas que se tem obtido as enfer
SttS dibsUnccoSeTPlaS, ^ M PrV8 Cm nnUmerS aUCSladS A islcm fiS
^os^=
renles especies de tumores, como lobinho. escrfulas ele, seja qual fui:oseu aman ho ,
far ,cS encomnie" mL?-S r,eccssanas esplicacoes, se as chapas sao para homtm, senhora oucrianca decl rnl1 8S Planeas que n
corno deeUr^P",rl- ^ TP *"+ M na *****> Pesco?o. braco, coxa peria" P. ou ronco do I rap, Ulr qual(>Uer' --Soo aesae j que
hnP0'declar3Dl0 c'rc"mf"cncia : e sendo inchacjs, feridas ou u ceras o molde do seu lam cad* Vez raais aP"feicoar, e a experiencia
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil
rios pata afnocSo0 BEf*-" "" COmpelentes P'icac5eS e tambem de lodos os accessol
lloC0"S"!!as ? l?da,s 8,s Pessoas que a dignarem honrar com a sua conflanca, em seu escrinlo
Jio.uue se acharu aberto lodosos das, sem excepeo, das 9 horas da manhaaVs 2 da larde P
Esla fabrica acaba de estabelecer nesla cidade
um deposito de seu rap, o qual se encontrdi
f-tleclivamente a concurrencia do respeitavel pu-
blico, era casa de Domingos Teixeira Basto na
ra da Cadeia n. 17 ; o fabricante desejando ior-
nar popular nesla capital e provincia a industria
de que lancou mo, resolve-se a estabelecer-li-e
o preco de ljj200 por libra ; o proprielario desde
ja conta que os apreciadores desle genero Pao
deixarao de concorrer para que saiam roroadas
as esperancas que nulre de ler preferencia o seu
~ er, aQancando desde
119 Ruado Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
quer elogio a este rap j conhecido* em olras
provincis.
Precisa-se alugar urna preta escrava. que
saiba bem engommar, lavar e coser, pois paia
casa do pequea familia, paga-se bem : na ra
ua Imperatriz n. 9, segundo andar.
Precisa-se de urna ama para casa de pejea
lamina, que saiba cozinhar e engommar : na raa
t>Cil0 D. o.
Attencao.
Estando a loja de fazendas ao p do arco de
Santo Antonio em liquidago, roga a lodosos
seus devedores, que venham saldar suas contas
al o m deste mez, do contrario lero de ver
seus nomes por extenso nesta foHia seja qual or
o devedor.
Pedro Augusto Pradines retira-se para fora
da provincia.
Continua ainds furtado o cavallo russo,
desde noile de 18 de ulho p. p., do engenho
Selubal no Cabo, o qual pertence ao empreileiro
da va frrea, e tem os seguinles signaes : cara,
beicos e os 4 ps brancos, inleiro e com este
terroGF 11na anca direita; recommenda-se
a aclividade da polica, assim como d-se urna
graliucacao boa a quem apprehendendo, leva-lo
ao auprsdito engenho ou a -quem der noticia
certa.
Precisa-se de urna
ama para cozinhar e com-
prar para urna pessoa*
na ra estreita do Rosario
ir 21, primeiro andar.
Engomma-se e I a va-se com per-
feicao : na ra das Agoas Verdes n. 96.
Pede-se ao logista do miudezas do alerro
da Boa-Vista, hojo rua da Imperatriz, que venha
pagar na rua da Cruz o que deve ha mais de 4
annos, divida julgada por sentenes por haver o
mesmo negado, e se nao o zer no prazo do qua-
tro das, so far publico todo este negocio, publi-
cando-se seu nome para nao continuara engaar
a mais ninguem, pois pode dar-se por quebrado
segunda ve?. r *
Inleiesse.
Oescia-se saber onde mora o Sr. capitao Ma-
noel de Amona Lima, que outr'ora morou na
rua do Sol, a negocio que lhe diz respeilo : na
serrana da rua nova de Santa Rila n. 35.
Precisa-se de urna ama para amamentar
um menino de 2 mezes, por ler a ama que o cria
pouco leile : a tratar na casa assobradada a mar-
gen) do rio ao corte da fabrica do gaz.
. HoJe> na rua do Sol, junio a ponte da Boa-
Vista, eslarao expostos venda 3 novilhas, 3 vac-
cas, urna com cria, e 9 bois mansos acoslumados
a Irabalhar em carros e carrosas; este cado
cnoulo novo, est gordo, veio de Palmeira de
Garanhuns onde foi criado, sendo livre do mal
Aluga-so um espacoso armazem,. proprio
para gneros d estiva, ou para alguma oflicino,
na iravessa do Jos da Costa n. 6 : (vulgo berco
das Boyas, no forte do Mallos) os prebndenles
acharao a chave no primeiro andar da mesma
casa, para o verem.
Vende-se um sitio perto desta praca com
boa casa e bastantes arvoredoade fruclo : quem
o pretender, dirlja-se a rua do Crespo loja de
miudeza n. 7, que achar com quem tratar.
Compras.
Na rua da Cruz n. 33, compra-se um mole-
que de 10 a 12 annos.

. -



(6)
Compra-sc umi negrinha com idadeae a
10 annos" que nao lenha vicio e seja sadia, para
fo/cr companhia a urna menina: quem liver e
quizcf vender, pode dirigir-se a ra do Colovel-
lo n. 47, ou annuncie.
Compra $e moedas de ouro de
20$ e 16 : na ra da Gadeia do Recife
loja de fazendas n, 51.
Compra-sc urna duzia, e mais, de caixoes de
doce de limao ralado, que seja bera feito : quem
livor annuncie para ser piocurado.
Vendas.
Rival sem segundo.
A loja de miudezas da ra doQueiniado n. 55,
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para vender
por diminuto preco os 3eguinles objectos :
Caixas do agulhas francezas a 120 rs.
Caniveles de aparar pennas a 100 rs.
Sapatos de tranca e de algodo a 19200.
Hitos de 15a s I36OO.
Charutos muilo unos, caixa, 2#.
Meias pintadas, o par, 120 rs.
Phosphoros era caixas de folha a 160 rs.
Macass perola, o vidro a 200 rs.
Dito, oleo, o vidro a 100 rs.
Facas o garios muito finos, duzia, 35500.
Clcheles era carto a 20 rs.
Orcias cm caixa a 40 rs.
Oleo de babosa mjito uno, o frasco a 600 rs
Luvas de fio de Escocia, o par a 320 rs.
Mmelos rauito bons, carta a 40 rs.
snalos de lia para criancas, o par a 200 rs.
Caixa para rap, do bufalo'.fina a i)).
Colchles em caixa a 60 rs.
i.spelhos&m molduras a lj.
Meias-Was muilo finas para meninos, o Dar
alGOrs. f
Macos de grampos muilo bons a 40 rs.
Agulheiros de marlim a 200 rs.
Vendera-so quarios muito novos e 5 bur-
ros tinosos : no porto das canoas ao p da ponte
d; lioa-Vista, ou na ra do Queiraado, loja de
ferrageoa n. 11.
Vendo-se urna barcaca boa, cora lodos os
a :.lujos, que carrega 20 caixas : quera a preten-
der, dirija-sc a ra do Vigario n. 10, segundo
ai. dar.
Queijos do sertao.
Vendr-m-se queijos rauito bons a 800 rs. a libra:
na ra do Arago, taberna n. 36.
FENO.
Yrnlem-se fardos com fono novo, chegado l-
timamente : a tratar na ra do Trapiche n. 14,
escriptorio de Manoel Alves Guerra.
Carne do Cerid e linguicas.
Vende-ae carne do sertao e linguicas vinlas
d Cerid, por preco barato, rauito superiores :
Da taberna da ra do Imperador n. 63.
K. IQualro Cantos da Boa-VistaH. I
Vcnde-se o bom queijo do sertao a 800 rs. a
8 Iti-cebeu-se calcados para senhora
-oslo Ja corle do l.uiz XV. na
:
@
So snodo Caj'.iciroperlenccnte ao Sr Mes-
. irm.'J cavallos gordos, bonitos e bons de
cabriolis, bera como urna patclha bem igual e
iplos para carro ; tambem se vende um ca-
t moderno, e em perfilo uso por como pre-
quem se quizer utilisar pode dirigir-se ao
no sitio que achara com qnem tratar a qual-
(juer hura do da.
V'ende-se urna preta erioula de dado do 23
a -1 finios, com urna cna de 4 a 5 annos parda
: na ra da Cadeia do Recife n. 56 loja de
' -'l'HS.
Vende-se um raolequemoco do bonita figu-
: com offlcio de eanoeiro. e serrador, proprio
todo servido por ser muito possanlc : a Ira-
1 ra di Rraia serrara n. 59,
V'ende-se urna casa torrea bem construida
- proprios no bairro de S. Jos, tambem tro-
por escravos : n.ucm pretender annuncie
I a ser 1 rocurado.
Queijos novos
muilo Yescaes desem-
barcados agora.
No armazem de Hanoel Joariuim de
ira & C, em frente a travessa da
Ir do Dos n. 18, ra do Cordoniz.
Vondo-se um escravo do meia idade. ro-
. de boa conduela, bom para qualquer ser-
le casa ou campo ; na prae.a da Boa-Vista,'
.1 d. 22.
Loja de marmore,
Ra Nova.
Paria & C. avisara aos seus numerosos
freguezes eao publico era goral, que re-
cebendo por todos os paquetes fazendas
do modas, acabara de receber entre mui-
tos arligos o seguinte :
Vestidos ricos de blond para casamento.
Ditos de gorguro de cores, lecidos com
velludo em alto relevo=a duquesa de
Comberland.
Ditos broncos bordados para soire.
Ditos ditos de cambraia.
Ditos de cores de phantasia.
Ditos do cores de raoiranlique.
Manteletes, chales ronds o peregrinas
de velludo e grosdenaple prelos.
Bournus de cachemira de cores e de se-
da de cores.
Bedouines para sahida de thealro.
Chapelinasde palha de Italia e seda.
Calcado para seuhora do afamado fabri-
cante Jolly.
Dito para meninos.
Casavequc de 13 para meninos de ambos
os sexos
DliRIO DE PERWAMBUCO. SABBADQ 11 DE AGESTO Dt 1860.
-cr-
Loja de mor more.
Cheguem ao barato
O Pregui^a est queimando, em sua loja na
ruado Queimado n. 2.
Peras de brelanha de rolo com 10 varas a
25?, casemira escura infestada propria para cal-
5a, collete e palilots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de rauito bom gosto a 480 rs. a vara
dita liza transparente mutto fina a 3JP, 4$, BJ\
e65a pe^a, dita lapada, com 10 varas a 5$ e
6$ a peca, chitas largas de modernos e escoltados
padrees a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a ?J e 85
ditos bordados com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 9$ cada um, ditos com urna s pal-
ma, muito finos a 855500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5, lencos de cassa com barra a
100, 120 e ICO cada um, meias muito finas pa-
ra senhora a 455 a duzia, ditas de boa qualidade
a 339 e 3#500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberu a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5900 a poga, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 18,
135200 e 15G0O a vara, dito preto muito encor-
pado a 135500 a vara, brilhantina azul a 400 rs.
o covado, alpacas de differenles cores a 360 rs. o
Tachas para engento
Fundico de ferro e bronze
DB
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Attenco.
Vande-so o engenho Preforencia, na freguezia
da Escada, junto ao -engenho CabeQa de Negro.
Este engenho todo cercado de matas, tem ex-
cellentes varzeas, muito boas trras e agoa cor-
rente, pelo que offerece todas as proporedes para
urna boa propriedade, e Oca muito perto da es-
taco da estrada de ferro. Tambem se vende a
safra a colher, as demais lavouras e todo o gado
vaceum : a tratar no dilo engenho, ou em Par-
nameirim, no sitio junto ao do Sr. Dr. Leal.
Farinha.
Vendem-se saceos com muito boa farinha, e o
preco commodo : na taberna grande da Soledade.
Vende-se leile puro a 320 rs a garrafa^ as
7 li2 horas da manha : na ra da Cruz, porto
do deposito de pao.
Vende-se milho muito novo e por
preco commodo: na ra do Cordoniz
n. 12.
Aos Srs. ourivesf
Na ra larga do Rosario n. 24 acha-se I
a venda um sortimento completo ltima-
mente chegado de Pars, de ferramentas
cg? para olrabalho de ourires, as melhores
que teem apparecido no mercado.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, n praca do Corpo Santo n. 11,
alguna pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres.
muilo cronos para este clima.
Grande pechincha. f"Bi
Para acabar.
Covado a 200, e 200 rs.
No armazem da ra do Queimado n. 19 ven-
de-se chita franceza fiua, cores fixas, a 200 rs. o
covado, cambraia miudinha a 200 rs. o covado I 5
por a fazenda ser muilo barata nao se dao amos- '"
Pechincha sem igual.
S2J" Vendem-se superiores camisas de
fustao editas de madapolo muito fino a
2*. cortes de casemira ingleza de quadri-
nhos de superior qualidade a 4ft500 e 5$,
colleles felos de gorguro de seda e ditos
de fustao a 3J500 e 4, calcas de brim de
cor a 4j. cortes de superior bsrege de se-
da a 20# e as moderna victorias de al-
paca do seda para vestidos de senhora a
700 rs. o covado, tambem se vende saias
balo muito boas de raueselina e ditas de
madapolo a 4J500 e 5$. gollinhas de li-
nho a 640 re., de todas estas fazendas
existe urna pequea porcao que se vende
por este preco para acabar : na loja de
Augusto &Perdigao ra da Cideiado Re- S
cife n. 23 M
Arados americanos e machinas
paialavarroupa: emeasa deS.-P. Jo-
hnston & G. ra da Senzala n. 42.
PotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de uperior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo uor Drec.03 muito
razoaveia
covado, cesemiras prelas finas a SinOO il o !!"" ""c,"ua ser J"o Daraia nao
33500 o covado, cambria preU e de^LoTI 'S'S'J*? !"beS^.
500 rs. a vara, e ou.r., mitas S2 \ C ^"aTZ&^J'*'** &
far patente ao comprador, e de todas se daro' '* <7' vendem-se
amostras com penhr.
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
ATO SIVOP
GRAiWE SORTIflENTO
DE
fazendas e obras feilas,
l*oja
REMEDIO IHCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as naeoes pp-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle flzeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
della sao tao sor prendentes que admirara os
medico mais celebres: Quantas pessoas reco_
braram com este soberano remedio o uso de seu
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer 1
amputacaol Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submettercm essa operago dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu recoiihccimento declararam es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti.
carem suafirmativa.
Nmguem desesperara do estsdo de saude sa
tivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratato quenecessitasse a natureza doma,,
cujo resultado seria prova rincontestavelmente "
Quetudocura.
O ungento e til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
NA
e armazem
DE
DE
o
Loja de miudezas na roa
DireitaN. 85, onde tem
o lampeo do gaz,
lem-se bandejas finas a 1ft, lg*00, 1S500, 2,
0. 2>600, 2S800, 3S200, 4#e 5$, bengalas de
i linas a 2j el&500, grvalas pretas de se-
lira .i 13200, ditas de cores a I, alfineles em
ixinhas muito finos a 200 e280 rs., litas pro-
pjias para enfeites de vestido de seda a 400, 500
B 600 rs. a vara, franjas de seda de cores a 320,
E."i, 600 c 800 rs. a vara, luvas de fio de cores
para hornera, brancas,a60, diasde cores a6i0,
d as de sola enfeitadas para senhora a 2-J, en-
s de trancas de velludo dos mais modernos
'1 le ha para senhora 1 5&500, ditos de fitas de
seda a 48500, ditos para meninas de tranca de
velludo a 4g500, ditas de fita de seda \ 5, luvas
7d.! seda para homem a lg400, tesouraspara unhas
finas a 800 rs., dilas para costura a 1J>, clcheles
iir.ladinhos a 120, esc.ovas para cabello a lj}.
d.ias para roupa a 1g200, trancas de caracol de
linho, peca grande, a 280. meias croas para ho-
mem a 23400, dilas a 4800 o 5, dilas brancas
a >$ 00 e 3*200, ditas finas de cores a 2^800, di-
tas para meninos, de cores a 2^600, ditas finas
br;inra? de meninos a 3#800, ditas para meninas
a ir/flG\a duzia, bolesde seda para casaveque
a 3jf)aikzia, tinta de carmizin fina a 500 rs.,
ha d metal principe para assucar a 400 rs.,
ditas para1 cha a 800 rs. a duzia, tinteiros e ariei-
r finos a ]$, cauinhas do papel sortidas era
cores a 1.5, ditos de quadrinhos a 800 rs.. la pa-
ra bordar a mais fina que ha a 7500 a libra, ata-
cadores chatos de algodo a 60 rs., ditos rolicos a
lOOrs., penles de borracha para bichos a 440,
ditos travessos para meninas a 640, diios de bu-
falo branco para bichos a 280, ditos para alisar a
500 rs., ditos de borracha para alisar a 600rs.,
boiOesdeosso a 240, ditos de louca brancos a
140, ditos de cores a ICO, boles de'madreperola
i:no a 800 rs. a groza, fivelas para caigas a 100
T., caixinhas de papel de cor a 800 rs.. caixas de
obreia de cola a 100 rs. linhas de peso a 120,
ditas de cabeca encarnada a 120, fitas lavradas
da largura de 5 dedos com pintas de mofo a 320
a vara, galao de linho a 140 a vara, bico preto
de seda a 120, 200, 320, 400 c 600 rs. a vara,
brinquedos para meninos, do diversas qualida-
des, mais barato que em outra qualquer parte,
bonecas de camurca a 500 rs., dilas de cliouro a
440. .JOO, 800, 1#500 e 2.
Farinha
Neste armazem de molhados con-
do Uqau"e em !^a^l" *3*!ZWZ "^H" """ e *****> I
dos proprietarios q P P Serem a ma,or parle delles '"cbidos em direitura por conta |
Mantciga ingleza e franceza
perfeitamente flora mais nova que tem vindo
se fara algum abatimenlo.
ao mercado
de 640 a 800 rs. a libra
e em barril
ea vista do gasto
Qncijos flamengos
muilo novos recentcmente chegados no ultimo vapor da Europa de 1S700 a 3S
UC o freguez f.zer se far mais algum abatimenlo. P 9
Queijo nrato
os mais novos que existem no mercado a^l a libra, em porcao se far abatimenlo.
.rVineixas francezas
pyrlg55f1,l2Ubn,P0rl*5WM-.aPtei'8 de vidro contendo cada urna 3 libra
Mnstarda ingleza e franceza
em frascos a 640 rs. e era potes franceza a 800 rs cada um.
Verdadeiros figos de comadre
8 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a lj&600 rs.
BolacUinna ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4J.
Y1 otes vidrados
de la 8i libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1*000 rs cada um
iVmendoas confeiladas pronrias para sortes
de S Joao
a 10 a libra e em frasquinhos, contendo 1 1[2 libra por 2$.
Cn preto, h y so n e perola
os melhores que ha neste mercado de l&600,2.;Je 2500 a libra.
Macas em caixinias de $ Ultras
contendo cada urna dilferentes qualidades a 4500.
Palitos de dentes licuados
em molhos cam 20 macinhos cada um por 200 rs.
Tijolo fraucez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
em latas e em frascos de differenles qu-ilidades.
Presuntos, cnouricus e paios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
I^atas de bolacuiuna de soda
de differenles qualidades a 1g600 em porcao se far algum abatimenlo
tambem vendem-se os seguintes gneros ludo recentemente -___- 0 An
es qual.*,do8 presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova Selad,5ft m.t.? SSt
bncante de L.sboa, maca de tomate, pera secca, paias, fructas em calda i Z J ama,d fa"
com amendoascobertas, confeltes, pastilhas de^varias qualidades?LZ&rt' fraSCS
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix: mar., al in..C,. rdrUI,propn0
raa rauito fina, crvilhas francezas.cl.arapagne das mais acredSfmarE efl*f''Fta-
spormacelcbaralo, licores francezes rauito finos, marrasquino de zarf a"3^' ""W d.e dltas.
tonas muuo novas, banha deporco refinada e outros muito gneros u enCon?ra??Xna0,."e,r5
molhados, por isso prometiera os proprietarios venderem pof muito menMioaul,?^ '
proraetera raa.s tambera servirem aquellas pessoas que mandarera por outras rZtc^dKn^
a nesgara pessoalraente ; rogam tambera a todos os sanhoresde eo/enho e PS'M 5mo
que.ram mandar suas encomraendas no armazem Progresso ,u TseS^fflanca ,SSS'JSZESS?
o acondicionamento H ts amanca a Doa qualidade e
MzMMRHFArlTA
'iiBABflamiBiiiMiAjp)
Defronte do becco da Congregacoletreiro verde.
! Na ra do Queimad-) u. \
46, frente aniarella.
I Grande e variado sortimento de sobre- I
casacase casacas de pannos finos pretos '
I e de cores a 285. 30J e 353, paletots dos =
g mesmos pannos pretos e de cores a 28j!, t
E 20! 22 e 25$, ditos de casemira msela- \
g dos de superior gosto a 163 e I83, ditos 1
a das mesmas casemiras saceos modelo <
I inglez 10#, 12*, 14 e 158, ditos de al- t
0 paca preta fina saceos a 4, ditos sobre- <
1 casa tambem de alpaca a 7g,83e 9*, di- S
tos de merino setim a 10>, ditos de me-
E ri de cordao a 9j, calcas pretas das I
5 mesmas fazendas a 5 e 63, colleles pa- 3
g ra luto da mesma fazenda, paletots de |
, brim trancado a 5$, ditos pardos e de]
g fuslo a 4 e 53, calcas de casemira de i
cor e pretas a 7, 8', 93 e IOS, ditos das S
I mesmas casemiras para menino a 63, 7# j
B e 8), ditos de brim para homem a 3,
l 3500. 4* e 5$, ditos brancos finos a 55, |
* 63 e 7, ditos de meia casemira a 4j> e *
s 59, colletes de casemiras preta e de co- |
p res a 53, e 6-3, ditos de gorguro de seda *
I brancos e de cores a 5JJ e 63, ditos de |
'i velludo preto e de cores a 9J e IOS, ditos |
l de brim branco e de cor a3j>, 3g500 e4, |
t palitots de panno fino para menino a i
l 15jj, 16j} e 18jJ, ditos de casemira do cor 1
a 73, 8S e 93, ditos de alpaca a 3$ e 3$500, *
sobrecasacas de alpaca tambera pa.-a me- 1
! nio a 5#e 63, camisas para os mesmos 3
, de cores e brancas a duzia 15$, 163 e 20^, j
g meias cruBS c {tintadas para menino de |
6 todos os tamanhos, calcas de brim para 1
os mesmos a Jg500 e 30, colarinho de li-
nho a 65000 a duzia, toalhas de linho pa- 9
ra maos a 900 rs. cada urna, casaveques |
de cambraia muilo fina e modernos pelo 2
diminuto preco de 123, chapeos com abas I
de lustre a 5, camisas para homem de JE
* todas as qualidades, seroulas para ho- em
Z, raem a I69, 20.3 e 253 a duzia, vestimen- !
m tas para menino de 3 a 8 annos, sendo ||
a calca, jaqueta e coleles tudo por 10JJ, co- 22
H bertas de fustao a 69, toalhas de linho W.
Y para mesa grande a 79 e 83, camisas in- >
J| Klezas nuvamentechegada a 363 a duzia. H
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial,
junio a fabrica_de sabo, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao de folhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minulo preco de 140 rs. a libra
Pechincha.
Vende-sc um terreno na ra projectada paral-
lela a da Attracgao, muito ranlajoso por ser ele-
vado : para ver e fallar no mesmo terreno com
Pedro Augusto Fradines, de manha at s 9 ho-
ras e de tarde das 4 cm cante.
Emeasa do Borotl & C, ra da Cruz do
Recife n. 5. vende-se :
Cabriolis muito lindos.
Charuto de Havana verdadeiro.
Fumo americano de superior qualidade.
Champanha de primeira qualidade.
Carne de vacca e de porco, em barris, de supe-
rior qualidade.
Licores de diversas qualidades, como sejam:
Chery Cordial, Meut Julap, Bitlers, Whiskayt.
Salsa parrilha em frascos grandes.
Novas sementes de hor-
45 Roa Direila-45
Este estabeleciment offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... 10^000
Ditos aristocrticos...... O.sOO
Ditos burguezes........ 7#000
Ditos democrticos...... G.sOOO
Meio borzeguins patente. C$500
Sapatoes nobreza....... 6$00O
Ditos infantes......., 5#000
Ditos de liaba (3 lj2 bateras). Gi'OOO
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapatos de salto (do tom). G.sOOO
Ditos de petimetre...... 5#000
Ditos bailarinos. ,...... 5&500
Ditos impermeaveis...... 2.S00
Senhora.
Borzeguins primeira classe(sal-
to de quebrar).......5$000
Ditos de segunda claise (quebra
cambada)......., 4^800
Ditos todos de merino (sallo
dengoso)........ 10600
Meninos e meninas.
Sapatoes de torga. ...... 4v000
Ditos de arranca........ 3$o00
Boizeguins resistencia &jj e o,>'800 '
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas e perfumaras
ludo por menos do que era outras partes : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAT.
PILULAS HOLLWOYA.
Esteinestimavclespecifico, composto inteira-
mente de hervas medicinaes, nao conlm mercu-
rio, era alguma outra substancia delecteria.Be
nignomais tenra infancia, eacompleicao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operacoes c ef-
todos os boticarios droguistas e outras pessoas feitos; pois busca e remove as doencas de qual-
ZCZSu d6 venduaem t0da aAmerica quer especie egro por mais antigs e ienazes
ao snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna tnstrucco em prtuguez para o modo de
fazeruso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na ra da Crun. 22. em Per-
nambuao.
Aliene lo a pecliinclia pa-
ra acabar.
Carne salgada ingleza e americana a
160 rs a libra, e toucinho americano]
primeira qualidade a 200 rs. a libra e
affianca-se a qualidade tanto de urna
como de outra e se pode procurar des-
de as <5 horas da manliaa ate as 8 horas
da noile, deve durar pouco pelo barato
preco que se vende'. no armazem de
Andrde Ahreu Porto, na ra do Tra-
piche Novo n. li.
Alporcas
Caimbras
Callos.
anee res.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
tnfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupgoes e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
Inchaces.
Inflammaco dofigado.
Inflammaeao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Qucimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarticulacocs.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
\ende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand. e na loja de
Relogios
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bellosortimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
vanedade de bonitos trancelins para os mesmos
a 4
5
e 6,000 rs.
a sacca.
No Forte do Mallos, armazem n. 18. confronte
ao trapiche do algodo.
Em casa de James Crabtree & C. n. 2 na
ra da Cruz, vende-se a champanha muito afama-
da c acreditada, da marca Augusto de Burin,
tcem vinho muilo superior em caixas e gigos
em garrafas e meias ditas.
Casacas de panno preto a 30#, 35# e
Sobrecasacas de dito dito a
Palelols de panno de cores a 20$, 25$,
oOfl e
Ditos de casemira de cores a 15$ e
Ditos de meia casemira de cores a 7g e
Ditos de alpaca preta golla de velludo a
Ditos do merino setim preto e de cor
a 8# e
Ditos de alpaca de cores a 3500 e
Ditos de alpaca preta a 38500, 5, 7 e
Ditos de brim de cores a 3500, 4500 e
,0S.5S brannlo de linho brancos a
4*500 e
CaCas de casemira preta e de cores a
8, 10g e
Ditas de princeza e alpaca de cordao
pretos a
Ditas de brim branco e de cores a 2$500,
Ditas de ganga de cores a
Ditas de meia casemira a
405000
35$000
35000
22000
12JKK0
12JO00
5J009
9S000
5JOO0
6000
12*000
58000
5000
Colletes do velludo decores muilo fino a
mos de casemira bordados e lisos ore-
os e de cores a 5, 5500 e F
Ditos de setim preto a
Ditos de meia casemira a
Ditos de seda branca a 5fl e
Ditos de gorguro de seda a 58 e
Ditos de fustao brancos e do cores a 3fl e
95000 Ditos do brim branco e de cores a 2 e
Seroulas de linho a
Ditas de algodo a tj>600 e
Camisas de peito de fuslo brancas e de
cores a 2300 e
Dilas de peito e punhos de linho muito
finas a
Ditas de madapolo brancas e de corp*
at800, 2 o
Dilas de meia a 1$ e
Relos/os de ouro patente e orisonlaes
Ditos ae prata galvanisados a 25 e.
3000: Obras de ouro, aderemos, pulceiras e ro-
5^5001 setas
OJOOO
600O
5g000
3S500
6000
6000
35500
sffio
25500
25000
58000
2J>500
1S600
305000
talice,
espirito de vinho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas na ra larga do Rosario n. 36.
RuadaSenzaIaNovan.42
Vende-se emeasa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um edous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes
Aos senhores de engenho.
Vendem-se 26 a 28 animaes do roda, novos e
bons, sendo bestas e quarios : quem pretender,
dinjam-se ao lugar do acude, em Bom Jardim :
a tratar com Jos Antonio Percira de Moraes, ou
com Raymundo da Cunha Pedrosa, em S. Vicen-
te da comarca de Nazarelh da Matta.
Vende-se urna escrava moca, cozinha e en-
gomraa bera, e tem excellente conducta : na ra
da Cadeia do Recife n. 29.
Obras de ouro e pralaj
Acha-so a venda por precos commodos ^
um completo sortimento chegado do Pa- |
rjs o Porto, de obras de ouro do lei e $*
prata de todas as qualidades de gostos os *
b mais modernos e hbilmente fabricadas : a
no estabelecimento de Francisco Gomes ^
de Mallos Jnior, ra larga do Rosario ^
Casa de joias
Por atacado.
S. Blum Lehmannn & C estabeleci-
dos na ra do Crespo n. 16, primeiro
andar.
vindas no vapor Portugal chegado este mez:
vende-sa na loja de ferragens na ra da Cadeia do
Recife n. 56 A, de Vidal & Bastos.
Vendem-se essencias para tirar nodoas do
gordura, cera, etc., etc., em panos de la, sedas,
sem alterar a cor nem o tecido : na loja de ca-
bos, no largo do Corpo Santo n. 21, esquina da
ra do Encantamento.
CASA
DE
queseam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavara as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn!
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a de- '
sesperaco ; facam um competente ensaio dos
elcazes elTeitos desta assombrosa medicina, o
prestesrecuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas
Convulses.
Debilidade ou extenua-
cao.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
i>ur de garganta.
de barriga.
--nos rins.
Dureza noventre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no ligado.
Ditas venreas.
r.nxaqueca
prysipela.
Febre biliosas
Febret internitcnte.
Febrcto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammacoes.
Irregn laridades
menstruaqe.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstrucco devertre
Phtysica'ou consin-p
pulmonar.
Retenco de ourir.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico dol-oroso.
Ulceras.
Venreo [mal
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada ama
dellas, conlm urna instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O doposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 21. em Per-
namb o- '"'
Botica.
Bartholoraeu Francisco de Souza, ra larg2
do Rosario n. 36, vende os seguinte medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes. f
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
.Tarop do Bosque.
Pilulas americanas (contra febrea}.
Ungento Holloway,
Pilulas do dito.
EUixiranti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 onca ,
lzhbras.
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pelpara forro de sala, o gual vende a mdico
pre o
Venciera-se libras sterlinas, em
casa de N. O. Beber* C. : ra da Cru-
n. 4.
!*><&> <^occaBciC3CToiao*-
Seguro contra Fogo |
COMPAHHIA
"
LONDRES
AGENTES
AGENTES
|G J. Astley BVeuilc-Kel
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para caro isas,
Biscoutos.
Emeasa de Arkwight & C, ruada
Cruzn. 61.
Vendem-se
Relogios de onro.n .
Sellins in^leies.. .Jra^tc
No escriptorio do agente Oiiveira.
COM1HSSO DE ESCRAVOS
NA
Ra larga do Rosario n. 20
segunde andar.
Nesla casa recebem-se escravos para serem
vendidos por commisso por conta de seus se-
nhores. Afianca-se o bom tratamento. assim como
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos com promplido afim de seus se-
nhores nao soffrerem empale na venda delles
Nesta casa ha serapre para vender escravos do
differenles idades de ambos os sexos, com habili-
dades e sem ellas.
Ra da Emperatriz n. 1
Vendem-se caixas com 24 libras de passas a 4
a caixa, o em porcao so faz alguma differcuca.
para Iiquidacao. '
Farelo e milho.
i
5
para
Vende-se farelo a 43500 o sacco .
do pateo do Paraizo n. 16-18, casa
amarello.
na Iravessa
pintada de
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadas de ferro.%
| Ferro sueco.
i Ac de Trieste.
Estanho em barra.
j Pregos de composicao.
Brim de vela.
Agurdente de Franca,
I Palhinhaparamarcineiro:
| no armazem de C. J. As-
| tley A C.
4aVa*a>ant9Bm4^ ^ arat^a^^
Vende-se na roa da Cadeia do RecifenTM
f.*uLS",!5Vefc?!:! ^u-e-sabe ensmm"
8
8
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DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO U DE AGOSTO DE 1860.
FABRICA
00
DE
&&LGIEiicA i mmim &i iifm.
Sita na ra Imperial u 118 c 120 junto a fabrica de sabo.
DE
Scbaslio J. da Siha dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Ncste estabelecimenlo ha sempre promplos alambiques de cobre de differentes dimencoes
[de 300;} a 3:000) simples e dobrados.para destilar agurdente, aparelhos destilatorios continos
para resillar o destilar espirilos com graduado at 40 graos (pela graduacao de Sellon Cartier) dos
melhores systemas lioje approvados e coahecidos nesta e outras provincias do impario, bombas
de todas as diniencoes, aspcranles ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras
de biotize de odas as dimencoes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para tomainas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armacao e sem ella, fuges de ferro potaveis e
econmicos, taclias e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, ospumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em leneole barra, zinco em leucol e barra, lsuces e
arroellas de cobre, lenccsdeferroolato,ferro suecia inglezde todas as dimensoes, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e outros muitosartigos por menos proco do que em outra qualquer
rarte, desempenhando se toda e qualquer encommenda com presteza e peifeicao ja conhecida
e para coniuiodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua confianza, acha-
co na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada pata tomar nota das encommendas.
Seus proprictarios offereccm a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimenlo a saber: machinas de vapor de
todos os taannos, rodas d'agua para engeuhos todas de ferro ou para cubos de madeira. moen-
das e iiieias moendas, tachas de ferro
ches e bombas, rodas, rodetes, aguilh
ioca e para descaroear algodo, prencas
lumnas e mohnos de vento, arados,
leles e todas as obras de machinismo.
iihos ou moldes que para tal lim
belecimenlo na ra do Brum n. 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperador u. Omoradi ai-
iviro do estabelecimenlo Jos Joaquim da Costa l'ereira, com quem os pretenderes se Dod>m
entender para qualquer obra. *
18 Rua Estreita do Rosario. 18,
Vendem-se lodos os gneros muito baratos o
muito boDS, sendo queijos do serao, ditos de rei-
no, manieiga ingleza muito boa e barata, dita
franceza, vinho do Porto vindode foni, dito da
Figucira do melhor que bo, marraelad. em latas,
de todo o tamauho.araruta, farinha do Haranhao,
concerva muito boa, eslrelina para sopa, milho
em sacca de 6 cuias.
WMiii'iili

Sola.
->SSJ
.Vi"!
GRANDE ARMAZEM
DE
S3gs
&
Gurgel Irmaos vendem sola do Aracaly e mais
tambem a vonlade dos compradores; tambem
sola cortada franceza.
CA VERDADEIRA E LEGI
TIMA.
5%
SS
SALSA BABB1LH1
Remedio sera igual, sendo reconhecidos pelos
mdicos, os mais iminentes como remedio infal-
s>
Ra Novan. 47, jimio aigreja da Con-
cekaodos Militares.
Grammatica ingle-
za de Ollendorff.
Novo methodopara aprender a lr,
a cscrever e a fallar inglez ein 6 meze?,
obra inteiramente nova, para uso tie
l<3 \ todos os estabelecimentos de instruar pblicos e particulares. Vende-se na
|^jpraca de Pedro 11 (antigb largo do Col-
<4$= ilegio) n. 37, segundo andar.


Acha-se na direcqao da officina deste acreditado armazem o hbil SSs
HH artista Francisco de Assis Avellar, antigo contra-mestre do fallecido I/g! cobertos edescobertos, pequeos c grandes, de
Sgggg Manoel Jos Ferreira. O respeitvel publico continuara* a encon- US ouro Palen,e inSlez> ra homem senhor*,
j|g trar em dito armazem um grande e variado sortimento de roupas k<^ Ide um ,,os mclhores fabricantes de Terpool,
|g| feitas, como sejam: casacas, sobrecasacas, fraques, paletots de panno H Whafl'Mellor^ Paretein8lcz em"5" *'
HH lino, ditos de casemira de cores, de merino, bombazina, alpaca preta ?.Sfe |
3H C decre.s> ditos de brim delinho branco, pardo e de' cores, calcas |^
jgj de casemira preta e de cores, ditas de merino,'de princeza, de brm H
^i pardo, branco e decores, colletes de velludo preto e decores, ditos de s
W &?rgulod'tosdesetim preto e branco, ditos de merino para luto tjp
3|g| ditos de fustao branco e de cores, paletots, casacas, jaquetas, calcas <
gp e colhetes para meninos de 6 a 12 annos, camisas, scroulas. chapeos tfg
=Q^| e gravatas pretal e de cores, libres para criados, faldamentos para
Admira vei^ remedios
americanos.
=35| a guarda nacional da capital e do interior.
Hpj Apromptam-se becas para desembarga dores, lentes, juizes de di- 1^
S! ^eit' mumcPaes f promotores, e vestidos para montana. Naoagra- | Fazendasporbaixosprefos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda rcslam algumas fazendas para conc'ui
a liquidaco da firma de Leite& Correia, asqu3es
se vendem por dimiuulo prc<;o, sendo entre ou-
tras as segiiinlcs:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
alCOrs.
Ditas largas, francezas, finas, a240e2G0.
Biscados fraueczesde cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bons padres, a 2-O.
Brim delinho de quadros, covado, a 160 rs.
lirim trancado branco de liuho muito bom, va-
a, a 1^000."
Cortes de caira de meia casemira a 2S.
Ditos de dila de casemira de cores a 5;}.
Tanno prelo fino a 33 e 4$.
Meias de cores, finas, para homem, duziaa
800.
Grvalas de seda de cores e pretas a lg.
Meias brancas linas para senhora a 3$.
Ditas ditas muito finas a 4.
lillas cruas finas para homem a 43-
Cortes de colletes de gorgurao de seda a 23.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4J.
Seda preta lavrada para veslido a lftCOO e 2S
Cortes de vestido du seda prela lavrada a lCjs"
:os de chita a 100 rs.
de quadros para veslido, covado, a 560.
Pi itos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, lingindo seda, covada
.a 40U rs.
Entremetes bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a CO rs.
las tinas a 2$500.
Toalhas o liuho para mesa a 2-J e 4J.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora o
0G rs.
Vest I is Iliacos bordados para baptisar crian
. as a ;00.
Cortes de caira da casemira preta a 6g).
Chales de merino com franja de seda a 5$.
Cortes do caira do riscado de quadros a 800 rs-
Merino verde para veslido de montara, cova-
do.l?2S0.
L d os braucos de cambraia, a duzia, 2$.
CAL DE LISBOA,
ora o muUoWm acondicionada : na ra da Ca-
dcia du Recite n. 38, ptimeiro andar.
DELICIOSAS EINFAtLIYEIS.
F'ff" 1 1 ^'MaBaffnrf'rMr
i gli
i i
Ba do Queimado o. 9.
Vendem-se lcncoes de brim de linho a2jcada
um, cobertas de chita a I36OO e lgbOO.
^Ferros de en-
gomruar
econmicos
a 5#000.
Estes magnficos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazen-
das do Itaymundo Car-
los Leile & Irmao, ra
da Imperalriz n. 10.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados aulores de New-York, I.
M. Singer ; C. e Wbeeler & Wilson.
Nesle cslabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e rcsponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranra :
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leite &'Irmaos ra da
Imperalriz n. 10, amigamente aterro da Boa-
Visla.
AGENCIA.
Ra da Seuzala Xova n. 42.
Nesle estabelecimenlo continua a haver^um
comapletosortimenlo de moendas emeiasmoen-1 ^- rua J> Cruz n 22.
das para euSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro balido e coado. de lodos os tamanhos
cara ii<
RUA DAS CRIZES N. 41,
Dcfroulc ta Piara da Independencia,
DEPOSITO DE GNEROS E MASSAS FINAS,
CAF E LUNCH ;
Assim como toda a qualidade de peliscos a
qualquer hora.
Janlares e outras comidas para fra, ludo por
preco muito commodo.
Vende-se a loja de selleiro da rua Nova n
41 : a Iratar na mesla rua n. 57.
sangue.
CAUTELA.
D. T. Lanraan & Kemp, droguislis por ata-
cado New York, aegam-se obrigaJos s prevenir!
o resdeilavel publico para desconfiar de algumas
lenues tnitacoes da Salsa Pairilha ce Bristwl,
que hoje se vende neste imperio, declarando a
todos que sao elles os uniros proprielarios da ra-
ceita do Dr. Brisiol ,lendo-llie compndo no an-
no de 1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma lem
direito de fabricar a salsa parrilhadeBrislol, por-
que o segredo de sua preparaca acha-se somen-
te em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos com desapreciareis combi-
nacoes de drogas peroicio-as.as pessoas que qui-;
zerem comprar o verdadeiro devem bem observar
os seguinies signaes, sem os quaes qualquer ou-
tra preparaca falsa;
1* O envoltorio de fora esl gravado de um la-
do sob urna chapa de ac, trazendo ao p as se-
guintes palavras :
D. T. LANMAM & KEMP
SOL AGENTS
N. 69 WATER STREET.
"New-YoTli.
2 O mesmo do outro lado lem ura rotulo em
papel azul claro cem a firma e rubrica dos pro-
' prielarios.
3o Sobre a rolha aclia-se o retrato e firma
do inventor C. C Brisiol em papel cor de rosa.
4" Que as direcjoes juntas cada garrafa
lem urna phenix semelhanie a que vai cima do
prsenle annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro rua da Alfandega n. :>9.
Babia Germano & C. rua Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum
Progresso na cidade da Victoria
DE
Francisco Xaxier de Salles Cavalcanlc de Almeida
NO
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devem eslar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
os quaes se cura eficazmente as principaes n.o-
leslias.
ProiDpto alivio deRadway.
Instanlaneameule alivia as mais acetbas dores
KS I e cura os peiores casos de rheurnatismo, dor ese
i calera, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, li-
lis, iudigestao, crup, dores nos ossos, contusoes,
queimadura, eruproes cutneas, angina, relec-
co de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as .enfermedades escrophulosas.chro-
nicas esyp hliticas; resolve os depsitos de mcs
humores, purifica o sangue, renova o systema;
: promplo e radicalmente cura, escropliulas.vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
( sos, tumores brancos, aferres do figado e ric?,
, erysipelas, abeessos e ulceras de todas as classes,
. molestias d'olhos, difficuldade das regras :,s
mulheies, hipocondra, venreo, etc.
kss
Pateo da eira.
Pilulas reguladoras de Rad-
r ji -3
_ Vrndcm-se velas de carnauba de composi-
C80 a ia.a arrona : na rua da Assumpcao, de-
fronte do muro da Pcnha n. 36, segund andar.
Vendem-se l animaes de roda : no enge-
nho Sicupcmiulia da fregueziade Muribeca, aoc-
de os preiendeulesachaiao com quem tratar.
Tachas e moem
Braga Silva & C.,tem sempre no seu deposito
da rua da Moeda n. 3 A,um grande ortimento
de tachase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na rua do Trapiche n 4.
Em casa de N. O. Bieer & C,
successores, rua da Cruz n. 4, vende-se
Vinho Xerez em barril.
Cliampanha em caixas de 1 duzi da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Conliac em caixas de 1 duzia.
Vermouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
, Aro de Milao
Brilhantes de todos os tamaitos.
way
, pararegulansar o systema, equilibrar a circula-
,c;ao do sangue, inteiramente vegelaes favorave.s
I em todos os casos nunca occasiona nauzeas ne
j dores de veulre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
ja 8 purgara. Estas pilulas tao ellkazcs as allec-
i ocs do ligado, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
jdigestao, e em todas as enfermidades das ma-
nieres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
edes, flores brancas, obslruccoes, histerismo, etc.,
sao do mais promplo efeilo na escarlatina, [ebre
biliosa, febre amarella, e em todas as febres ma-
ignas.
Lstes tres importantes medicamentos vem a-
jcompanhados de inslrucrocs impressas que mos-
tram com a tuaior miuuciosidade a maneira de
applica los em qualquer eufermidade. Esli ga-
rantidos de falsificaco por s haver a venda i.c
| armazem de fazendas de Raymundo Carlos Li te
i Irmao, na ruada Imperalriz u. 10, ulcc
agentes em Pernambuco.
Publicacao Iliteraria.
A monarchia conslilucional e os libellos pc!o
Dr. A. David Vasconccllos Ganavarro, vende-se
na livraria ns. G e b da praca da Independencia.
a I5O0O rada excmplar.
Sfrit&t.&t&tS&tEUttSf' '.-l *- >?>>*>ti ^,x-> <-,
... .oo^'v> -Liv- v,.aw0;,
Relratos em ex-P
f?
8 *
Em casado Schafleitlin & C, rua da Cruz n. |*UoICtlU
^inIiCnnA-:S!,UT ?rarde Va,riad Sll'rli.meulu de Rccebcu-s porcao de retratos de algn
aliibeira honsonlaes, patentes, chro- g persontgeos dislioctos, vende-se porpre-
co mdico na
O proprieiario deste eslabelecimento, como se acha com um grande o completo sorti-
mento, tendente a niolhados, ferragens e miudezas convida porlanto a todos os moradores
desta cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores queirara mandar suas
encommendas no Progresso do pateo da Feia, pois s ah encontrarao o bom e barato,
visto o proprieiario estar resolvido a vender, tanto em grosso, como a relalho, por menos
do que era outra qualquer parle como sejam :
Latas de marmelada de 1 2 libras a 1400, frascos com differentes qualidades de doce |
por 235000, latas de soda contendo nove qualidades a 28000, azeitonas muito novas. H
passas de ditas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2j>000 rs. a garrafa, licores B
francezes de todas as qualidades, champanhe, conhaque de ditas, louc,a fina, azul,pintada, ||j
e branca de todos os padroes, ameixasera compateiras e em latas a lvOOO rs. a libra, &
latas de peixe de posto por 28000 rs., banha de porco refinada, araruta, falias, bolachi- &
nba ingleza, biscoilinbo, eoutras mais qualidades de massas finas, massa de tmale em p^
ltase a relalho, letria, raacarrao, talharim a 800 a libra, verdadeira gomma de ararula, ^*
insenso de todas as qualidades, espiritov de cravo, canella, e alfazem, verdadeiros penles
a imperatris, e de tartaruga de 9;>000 a 1055000 cada um, tranca e franja de seda, fe- ||
chadoras de broca, pregos em quanlidade de todos os tamanhos e qualidades e outros go?
muitos objeclos que por se tornar enfadonho detxa de os mencionar,
!VViV''iVB*kZlKfiaO'2lV,71V!/SM715S'/r.,'ZK! ."JffiUVVTISV/lX^TrPOT^TlilBOTVOTVOTSJ'/JVKfl : '
Suissos.
Pastilhas vegetaes de Keuip
contra as lombrigas
approvadas pela lixra." inspeccao de esludo de
Habana e por multas ouiras junctas de hygiene
publica dos Estados Unidos e mais paizes da A-
meriea.
Garantidas como puramenie vegetaes, agrada-
daveis vista, doces 00 paladar, sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causam
nauseas, nem sensaces debilitantes.
Teslemunho exponlaoco era abono das pasti-
llas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp.Port By-
ron 12 du abril de 1859. Senhores. As pas-
tilhas que Vmcs. fazem, curaram raeu filho ; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava um
eheiro fedito, tinha o estomago inchado e con-
tinua comichao no nariz, tao magro se poz, que
eu lemia perde-lo. Nesias circurasiancias um vi-
sinho meu disse que as pasudas de Kemp ti-
nha m curado suafilha. Lo que soube disso
comprei 2 vidros depastilbas^com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Streel pelos nicos proprietarios D. Lanman 9
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes ciladesdo imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na rua da Alfandega n. 80.
Bahia, Germino & C, rua Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem dedrogas de J. Suum
i Companbia rua do Cruz n. 22.
Vende-se leite puro a 320 rs. a garrafa : na
oseada da casa da rua do Imperador defronte da
casa das audiencias n. 2o, as 7 horas da manha.
GRANDE SORTMECTO
DE
e roupa feia
PILULAS VEGETAES
ASSLCARADAS
g
iNEW-YORK
0 MELHOR REMEDIO CONJJECIDO
Contra conslipacoes, ictericia, affecedes do figado
febres biliosas, clicas, tnd'igesloes
enxaquecas.
Hemorrlioidas, diarrha, doencas da
NA LOJA E ARMAZEM
nii
Joaquim Rodrigues Tarares ce
ItUA DO QUEIMADO N. 39
E. SLA LOJA DE QLATRO P0R1..S.
Mello
nomelros, meios chronomelros, de ouro, prata
dourada efolheadosa ouro, sendo estes relogios
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
dero por procos razoaveis.
Almanak de Casti-
llio para 1861.
Ac.ibam de chegar de Lisboa estes interess.in-
tes almanaks, e vund*m-se na vrara econmi-
ca ao p do arco de Santo Antonio ; tambem se
vendem collecres completas dos mesmos, a pro-
cos commodos na mesma livraria.
para
I Sndalo. I
K Recebeu-se novo sortimenio de boni- 35
c2g tos leques e braceletes de sndalo na sQ
M LOJA DE MARMORE. &
S?^^g^-ig^^^^H;ll" o Queimado n. 6,loja de
lr, i i* i fazendas por baixo da
Vinho de Bordeaux. v h ^neca.
>cndem-se chitas francezas Dnas com pequeo
toque de avaria a 200 rs. o covado, ditas muito
Em casa de Kalkmann Irmaos i C, ru2 da
Cruz n. 10. encontrs-se o deposito das bem co- !nas "''t'iranieute liwpas a 240 o covado, pope-
Ternura completo sortiraen.o de re upa fei.a, ecid.. marca dos Srs. Brandenburg Htm^l^^SS^tTiS^^ "
' "uezes e Indas s e dos t>-rs- OIdekop Mareilhac & C, em Bor
<.> *rx x^ ^x ^ *?,
LOJA DE UARHORE.
C3
-
Escravos,
Gurgol Irmaos leem para vender famosos cs-
cravos : no seu escriplorio, rua da Cadeia do Re-
cite n. 28, priniciro andar.
LabyrinlliOo
Gurgel Irmaos vendem ricos lencos o toallas
de labyrinlho, rua da Cadeia do Recite n.28.
pc*i> nwiafcgiiP!mmr^jn
Escravos fgidos.
i
e convida a todos os seus freguezes e todas as I e dos &rs- 01(3ekoP Mareilhac & C, em
pessoas quedesejarem ler um sobrecusaco bem i^aux. Tem as seguintes qualidades :
feito, ou um calc,a ou eollele, de diri;iiem-se a j De Bl'adeiiburg frfeS.
esle estabeleciraenlo que encontrarao um hbil si Estph
artista, chegado ltimamente de Li:boa, para st. Juen
desempenhar as obras a vontade dos 'reguezes. uj~..
T/ .. I -'largaux.
Ja lera um grande sorlimento de paliDis de ca- Larose
ra,C?^de r'p e,Utr0S eSCUrSJ' q'ie f vfn-' chlca Loville.
dema 1255, outros de casemira de quadrmhos chiteau ,rM11T
da mais fina que ha no mercado a 16, ditos ^ *"*"": .
de merino stima 12, ditos de alpa va muito1 Uq UldeKOp fina a 69, ditos francezes sobrecasacados a 12, j st- Julien-
ditos de panno fino a 20, 253, e 30, sobre- ; Julien Mdoc.
casacas francezas muilo bem feitas a.'15, cal- Cnalea" Loville.
c.as feitas da mais fina casemira a 10. ditas de
brim ede fusio por prego commodo, ura grande
sortimento de colletes de casemira a 53, ditos de!
outras frtendas por preco commodo, un grande:'
chita
Aenco
50,000 rs. de gra-
tiicaco.
Na noile de 6 do correte fugio um escravo Je
franceza a 240 o covado, coberlas de chita pelo
diminuto preco de 1$G00, sapatoesinglezes, obra
muito torte e de muila duracao a 35800 o par,
ludo se vende por menos do "que em outra qual- nr- 'oao da Silva Ramos, de sua casa da rua Ko-
querparte: dao-sc as amostras com penhor. va> Na mesma
vender:
casa ha para
pelle, irupcoes.e todas as enfermidades !sorliIEenl de sapatos de tapeto de gosto muilo i
Madeira em barris.
PROVENIENTES DO ESTADO IMPURO DO SANGUE.
75,000 caixas deste remedio consomraem-se
animalmente 1'
Remedio da natureza.
Approvado pela falcudade de medicina, e re-
comendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de iodos os conhecidos. Sendo estas pilu-
purameme \egelaes, nao contem ellas ne-
las
nhum veneno mercurial nem algum outro mine-
ral; eslao bem acondicionadas era caixas de folha servem para batisado de enancas
apurado a 25?, ditos de borracha a 2 00, cha- I CgDaC em barris ^ua!idade Cn-
pos decaslor muito superiores a 16, d ios de se-1 Cognac em caixas qualidade inferior.
da, dos melhores que tem viodo aomercdoalO, Cerv^a branca-
dos de sol. inglezes a 105?, ditos rauilosbons a TI^. + .^^^ l
1255 .ditos francezes a 85?, ditos grandes de pan-| FOtaSSa IiaClOnal .
ao a 45", ura completo sortimento de DolliDhas e v, ,= a~ v
-..,, ,is Lm. .. meeios a jts apairsffif >
proprio para collerinhos de meninos e Iravessei- dias do R0 de Janeiro, em barris de 4 arrobas, e
ros por preco commodo, camisas bordadas que a prC' muit0 comnido.
\endem-se 9 animaes para roda o carga,
sendo 4 egoas e 5 burros novos : na ladeira da
ribeira em Olinda, sobrado n. 26.
ptimo cozinheiro.
Vende-se um escravo moco, de naco, sadio e
muito fiel, sendo excellcnte cozinheiro, tendo"
aprendido em um dos melhores holeis do Rio de
Janeiro ; dao-se iuformaces na rua da Impera-
triz n. 10.
Na rua da L:ni3o, ultima casa do lado es-
querdo (vindo da rua Formosa) ha urna porco de
obras de labyrinlho viudas do Cear, pcrfeila-
mente Irabalhadas, as quaes se vendem por ala- .
cado com o abate de 10 0)0 sobre os precos j nhacm, o escravo Daniel, preto fula, crioulo de
secca, olhos re-
gulare, a barba comeca a desponlar, de idade
21 annos, pouco mais ou menos, ladino, arai^o
de batano e fumador ; esle cabra foi escravo do
Sr. Simplicio Cavalcanti de Albuquerque, do
Buique, dondo fugira para esta cidade, aonde
senlou pra^a no corpo de polica com o nomo de
Jos Francisco de Assis, lendo depois dado baixa
em marro do corrente auno por se haver pro va-
do sua cscravido, foi vendido ao Dr. Ramos, a
quem eslava strvindo de boleeiro : quem'o
ochar, pode enlrega-lo na rua Nova, no primeira
andar por cima ua cocheira do Adolnho, e ento
recebera a promeltida gralificacao.
Fugio no dia 19 de junho prximo passado,
do ensenho Com Successo do termo de Seri-
baslanle mdicos, porque, se vendem tambem a
relalho.
Parahyba.
Vende-se o engenho Torrinha distan-
te desta cidade duas leguas por trra,
lem terreno para dous mil pie por an-
no e boa casa de vivenda assobradada e
boas obras, tem embarque no porto dis-
tante do engenho 1|2 quarto de legua
do rio Parahyba e em menos de 3 horas
se vem a cidade: quem o pretender d-
nja-se a Joao Jos de Medeiros Correia
& C, que dir' quem o vende.
para resguardar-se da humidade.
Sao agradaseis ao paladar, seguras e efficazes
fra sua operado, ura remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhice.
Lea-se o folhelo que acompanha cada caixa.
pelo qual se ficar conhecendo as rauitas curas
milagrosas que lem effeclusdo. D. T. Lanman
* Kemp, droguistas por atacado era New York
sao os nicos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venda era todas as boticas das
principaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Fio de Janeiro, na rua Alfandega n. 89,
Baha, Germano & C., rua Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C, rua da Cruz n. 22.
Charutos baratos.
e para passeio
10 e 125?, ricos lencos de cambraia de
linho bordados para senhoras, ditos isos para
homem por pre^o commodo, saias lordadasa
3500, ditas muito finas a 5??. Ainda tem um
restinho de chales de toquira a 30, corles de
veslido de seda de cores muilo lindas e superio-
res qualidades a 1005?, que j se venderam a
150, capoiinhos pretos e manteletes pretosde
ricos goslos a 20, 251? e 30??, os mai superio-
res chales de casemira eslampados, muilo finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e ires quar-
las, adamascadas, muilo superiores a 55?, ditas
para roslo delinho a 15?, chitas francezas de su-
perior qualidade, lanto escuras come claras a
200, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
caserairas para cal$a, colletes e palilots a 45? o co-
vado, e ura completo sorlimento de outras fazen-
das, e ludo se vende por preco barator 3 que nao
Nao pode haver fumante que nao compre cai- I Poss've' a1u'se P^er mencionar nem a quaria
xas cora 100 charutos da Bahia por 1{000 no de- Parle de,las B0 entanto os freguezes cieeando e
posilo da rua das Cruzes n. 41. j querendo comprar nao iro sem fazend.
RELOGIOS.
Thomaz Teixeira Bastos, em seu armazem de
fazendas, miudezas, perfumaras, crystaes, etc
etc., na rua da Cruz no Becife n. 14, tem para
vender chegado recenlemente de Paris urna rica
6 excellcnte cadeua de ferro toda franjada e es-
tufada de seda, igual a lacio no toilette de S. M. a Imperalriz, obra do
mais apurado goslo e riqueza e bem assim cama-
ps e cadeiras de ferro de diTerentes feitios pro-
prios para jardins, camas de ferro com colchao
elstico de differentes tamanhos e qualidades
todos estes objectos e todos os mafs que se ?en-
dem no dito armazem, sao por preco3 mui ra-
zoaveis afim de fechar contas.
Pava easameiUos e bailes.
Chegaram os bellos borzeguios de setim bran-
co, na loja do vapor na rua Nova n. 7.
idade 20 annos, pouco mais ou menos, olio, sec-
co, bem espigado, cabeca pequea, feices regu-
lares, bem feilo de corpo, ps e maos sercas c
bem feitas. Esle escravo procurou ao Sr. 1'. \ .
Bulelrou, rendeiro do engenho S. Joao do' Cabo'
para o comprar, c niio querendo o dono vnde-
lo, mandou busca-lo, e na chegada dos portado-
res, c escravo desappareccu ; julga-se que an-
dar o dito escravo as visinhancas da villa do
Cabo, ou do mesmo engenho S. Joo, ou do en-
genho Barbalho, onde tem rauilos conhecidos,
pois que frequenlava esses lugares quando foi do'
I Sr. Jos Xavier da Bocha Wanderley, hoje mo-
rador no engenho Serrara : Pede-so as autori-
dades de polica do termo do Cabo a captura des-
te escravo, o aoscapiles de campo ou qualquer
pessoa que o conheca, de pega-lo e levar ao en-
genho Serrinha de Serinhaema seu senhor Fran-
cisco Manoel Wanderley Lins, ou nesla cidade
eo Sr. Manoel Alvcs Ferreira, na rua da Moeda
n. 3, segundo andar.
Vende-se emeass de Saunders Brothers &
C,praca do Corpo Santo, relogios do afama
do fabricante Boskell, por precos commodos,
e tambemtrancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellente gosto.
Fazendas baratas.
Moreantique de seda do todas as cores a 2500
o covado.
Chitas francezas escuras de cores fixas a 240 rs.
o covado, saias balo para senhora a 48500 e 5,
gollinhas de linho a 500 e 640, pentes de tartaru-
ga a imperatriz a 10, camisas de fustao a 2,
ditas de madapolo a 2, ditas para meninos a
2, cortes de casemira ingleza superior a 45500 e
5 : na loja da rua da Cadeia do Becife n. 23,
de Augusto & Perdigo.
Rua Nova n. 34.
ci"osdrSedR^
Chegaram de novo
ejados borzeguins de castor
na loja do vapor na rua Nova n. 7.
Altenco.
Acha-se fgido o moleque Antonino,
fulo, de idade ds 15 annos, secco, vivo,
levou vestido calca e jaqueta de riscadi-
nho, camisa de chita e chapeo de eJtro,
tem pore'm sido encontrado de paletot,
muito conhecido na rua Nova, aonde
trabalhou em urna fabrica de charutos
quando era escravo do Dr. Lopes Neto:
i dor n. 73, que sera' recompensado,

T


(8)
Litteratura.
DIARIO DE PEHNAMBUCO. SABBADO H Dfi AGOST DE U.
multidao de agentes do poder cualral, substiluin-
do-os pelos eleilos do poro; abramos urna
ambigo honrosa a senda das funcges muoici-
paes; subsliluamos por toda a parte a associa-
go livro associago regulamentada, urna reu-
nido de irmos um grupo deformados!
Esto ultimo trago que recordamos com pesar*
ensina-nos quaes se jara os entimentos verda-
deros do escriplor muilo melhor, do que ludo
quanlo tal rcspeilo poderia elle dizer-nos; pa-
ldcas n e suas applicaces.
ALIBERDADE.
Por Jlles Simn.
II
[Concluso.)
Cuegimos lercclra e ultima seccao do se-: rece-nos que preciso ser estranhamenle ceg
ndolirro, a liberdade da officioa. Segundo pelo espirito de partido, para ver sob lao tristes
II .Simn aofficina em Franca foi por muilo e lao funestas cores as inslituices do paiz. ao
lempo escrava; o direilo ao trabalho, islo o qual portencemos, e com o qal nao convm
direito de mer, ra apenas urna concesso feila nunca collocarmo-nos lao baixo. Palavras desle
pelo re, um direilo real que o principe venda genero trazem um desar consideravel ao livro
alguns de seus subditos, aos patronos, que depois onde ellas se deparara ; e as verdades no meio
tornavam a vendt-lo por um prego exoorbitante das ouaes estes errosse collocam perdem singu-
i< s mfelizes operarios, aos quaes conservavam larnfenlo cora esla terrivel visinhanga a autori-
dcbaixo de sua dependencia. Nao v Mr. Simn dade, que teem direito.
multo negra a coodigo do trabalhador anles do ; Mas doixemos a forma, e encaremos somente o
Assim parece-nos ; e como em ludo bora fundo. Repellis as assocages reglamentadas!
v.-rmos oa pros e contras, aconsejaremos aos Mas onde acharis sociedades sera estatutos?
que quxzerem ter antes de se pronunciaren), Nao sao. vordade, os reglamelos em si que
um exacto conhecimento das-peras do processo, vos temis; acceita-los-hieis de boa vontade de
que abram alguns dos livros, que cahiram no' qualquer parte que elles
excesso opposlo, entre outros o de Mr Granier I fosse o estado !
viessem, tanto que nao
do Cassagnac sobro a Historia das classes opera-
ras e das classes burguezas.
Mas se vos forem absolutamente necessarios
para nianulengo do vossa associacodisposi-
Quanlo nos, nao poderiamos conderanar ces reglamentares, a questo nao* mais de
prtorie absolutamente as associares indus- saber d'onde partera ellas, mas sim o que valem
t' laes da antiguidado o da edado media a subor- e qual a sua origera ; convireis smente que se"
^dinacSo mais ou menos estrella dos diversos, viole, trila, cera sociedades particulares, se reu-
membros do corpo quelle, a quera urna razo nem para formar urna grande confederago, dei-
qualquerler fcilo chefe delle: e nicamente xando cada urna organisar-se por si propria, ex-
I limos que a libcrdade deixada aos subordina- P'^-las-heis faz-lo em ura circulo limilado'e de
dos seja medida por sua capacidade inlelleclual alguuia sorte pessoal, e essas diversas rodas,
e moral. Hoje. mesmo quera concedera todo cuja confeego nao liver presidido onteresse'ge-
0 cidadao, como quer Mr. Simn, o direito abso-' ral, se chocarao e quebrar-se-ho em sous en-
de acolher sua profisso, de exercer seu \ contros, em vez de funecionarem e rodarem jun-
ara :er urna ou muitas, de regular como lamente. Ao contrario, nao melhor que urna
ndesseopreco de seus producios ou de seus autoridade central, qual interessareis no bem
temeos,,e de trocar os resultados de seu traba- estar de cada um dos systemas parciaes, que el-
1 o no interior e no exterior, sem embararo al- Ia representa e resume, seja cncarregado de re-
8como melhor conviesse aos seus inters- gular as relaedes que devem entre ellos eslabele-
A' quera persuadir-se-ha que lAo o sys- j car-sc. P" julgar o que convera cada um e
le prohibicao s vive de mentiras e de in- ** ? O que significa essa sede de descenlra-
emprehendidos alm M{11 de que sao atormentados alguns espiri-
exagerasSes, que o bom senso re- los systemalicos ?, julgando favoravelmente,
algumas vezes verdade.como disse ; e nao queremos ver mais do que isloara pro-
' 'esses coaligados e
d :. Sio
: e se a..., ,ces c veruaoe, como disse c "ao queremos ver mais do que istoum
poeta, que se mutila o effeilo limitando a cau- testo contra os abusos, que nascera do urna cen-
->.tambora muitas vezes verdadeque limitan-} 'Kaago excessiva.
do-a causa assegura se o offeilo.
Ninguem no mundo sustentar que esta
. ou
A auiorilade, di/.em-nos, (passamos do livro aquella adminisiragao seja perfeta. Mas, nolan-
nJo ao terceiro), o fundamento da fami-' d-so nella urna imperfeicao, censurar-s-ha as
a ; a liberdade e a agualdada sao o fundamciilo populages, que cora isso soTrcm, o mostra-la ao
dem social A anlithese que aqu ha as' Pouer. e se algurn mellioramento poder ser pra-
: larras, havor tambera as cousas? Eravigor; carel, dever-se-ha hesitaren pedi-lo quera
ccnccbo no volver dos lempos urna poca afortuna- compete? Devemos somente poupar nos deen-
da, na qual como escrevi em alguma parle cada '. volvcr o uso na proscripgo, que deve cahir so-
ur.i dosmerabros da sociedade humana possuir bre abuso. Supprimira unidade em urna or-
I das as verdades, que as edades tiverem reunido,' ganisago poltica, arlisca, ou qualquer oulra,
e praticar lodasas virtudes, que os seculos tve- : destrui-la; tirai o cemento que liga csses ciernen'
rera cultivado. Todos nos enlo seremos cguaes ',los entre si, e reduzireis o todo p : mas ainda
c livres; mas lambem enlo toda a sociedade poli. I Ufna vez se entendis por descenlralisacao levada
tica cessar. Quando ahi chegamos, nao lera a as legitimas proporces, que ella tenha'ullrapas-
lumanidade mais sua razo de ser ncsle mundo, sadoi eulao arvoramos vosso estandarte, assim
uraoulro theatro lhe ser aborto, e acabaremos corao arvoraes o nosso ; a discusso r'eduz-se
c -no compramos por ura rgimen, onde cima enlre n,5s a uma vaa queslo de nomo
(' nos s teremos o Soberano Senhordos cos e lodos descectralisadores.
di ierra. At entao ser o estado constituido1 Da Merdade, da qual acabaos de oceupar-nos,
i que tem de esseocial como hoje como foi: chegamos liberdade publica. A queslo das
[pmpre. A auloridado um dos seus elemealos fjrmas polticas, que em primeiro lugar offerece-
somos
i. cessarios, e se nao ha sera olla ordom domos-
lica, sem ella nao lamenos ordem social.
sentantes, e por mais que se diga elle muito
capaz disso ; a lei justa e o estado Hvre ; a par-
ticipado de todo o cidadao no poder legislativo
um direito ; a soberana do poro um prin-
cipio.
philosophia isto, como pretende Mr. Simn?
Nao antes a mais pura poltica ? Qual qual
pode ser em egual materia o verdadeiro princi-
pio, o principio immulavel, invariavel, ess^nclal-
mente scientifico ? que fagam a lei aquelles,
que forem maiscapazesde(aze-Ias, aquelles, que
melhor comprehenderem o flm social e empre-
henderem o fim social e empregarera com mais
sagacidade os raeios,' que podorewi conduzir
elle mais seguramente. Om, esta incarnacao do
poderlegWativo dever ne:essariamenlo variar
segundo os lempos e os lugares. Se o pequeo
numero s capaz de carregar dignamente este
fardo em urna occasiao dada, dever ser delle
cncarregada a multidao ? O j.ue certo que o
governo dos melhores, que a aristocracia, en-
tendida nao nos diversos sentidos histricos, mas
no sentido elhyraologico e philosophico da pala-
vra sempre foioser sempro quaesquer que se-
jara as formas passageiras, sob as quaes os diffe-
renles poderes sociaes se produzam, o nico go-
verno verdadeiramenle natural e verdaderamen-
te legitimo. Tudo para o povo e pelo povo sem
duvida urna mxima excellente nesta ou nsquella
poca, nesta ou naquella naco ; mas tambem
nesta ou naquella outra nagao, a mxima : Tudo
para o povo, nada pelo povo, dever-lhe-ha ser
preferida. Cahimos aqui, cono se v, do domi-
nio da philosophia propriamenle dita no
das apreciages polticas, quo devera ser deixa-
das aos homens praticos, e com as quaes nada
lem a scicncia que ver.
Nao goslo do titulo que Mi. Simn d ao seu
quarto e ultimo livro : A sociedade religiosa om
a sciencia ; nclle vejo idenli icadas mu dogma-
ticamente, como se se tralasso de urna verdade
demonstrada, duas cousas, cue segundo pens,
sao profundamente distinctas. O espirito religio-
so nao inleramenle o espirto scientico ; nao
ha um abysino enlre a f mas ou menos cega,
porm robusta, que faz o deveto, o a f esclare-
cida, porm muitas vezes incerta, de que vive o
sabio? Urna religio scientifea quanlo mim
urna impossibilidade, urna coalradigao.
Mr. Simn d-me alguma razao, parece-rae,
oppondo as ultimas paginas de seu escripto a
immobilidadeda religio, cujo symbolo completo
desde o primeiro dia, nao admiti mudanga, nem
ndagarDS ullcrioros, e a marcha progrcssva da
sciencia, que segu a verdade indefinidamente, a
qual nunca elle se gaba de possuir inteiramenle.
Nao ignoro que as quesles religiosas podem ser
resolvidas pela inspiragao ou pela razo ; de bom
grado convirci que actualmente estamos muito
mais d3po5los a pedir eslas solugoes razao do
que inspiragao ; com taes procesaos bem po-
demos ler urna philosophia religiosa; mas ln,
julgo eu. urna grande distancia desta urna reli-
gio.
Como quer porm quo seja, Mr. Simn, fiel ao
seu pensamenlo dominante, pide aqui como nos
domis pontos urna independencia absoluta ; elle
quer a liberdado dos cultos ora todo o rigor da
palavra. Primeiro que tudo ello nao quer do mo-
do algom religio dominante ; elle teme cam
Mirabcau, e nao sem algura motivo, quo um cul-
to dominante sej? um culto ojpressor ; mas elle
sempre esquece que nao ha nada absoluto no
mundo essencialmenle mobil, que estas cousas
pertencem, e que se deve sera cessar atlenderos
lugares e os lempos. Prolecgao, nao s duas ou
tres religies privilegiadas, raa todas que po-
destasombra, por nos labios o que esl nos co- i veruo de si propno ; e pede.'como ns/Vm a
ragoes, fazer por em pratica o que est em
ideas, e, satisfazendo urna necessidade nova,
formar ura novo inleresse, sobre o qual elle pro-
pno seapoie...
Mas cima da liberdade dos cultos, isto da
liberdade de crer, de orar publicamente, de pre-
gar o dogma, que se dedicado, colloca Mr. Si-
lei escripia, um poder social, que faga respeila-la
resliluindo-nos doste modo as verdades, que elle
eiforcou-se por sublrahir-nos no curso de sua
obra, e que tentamos cnoservar contra elle.
Mas para que pedir tanta gravidade, tanta ra-
zao fraca e severa aura livro,onde brllham tantos
atlractivos c gracas ? Toda a organisaso, ahi
mon urna outra, quo elle proclama primeira e i lemos algures, lodo o systema, poltico ou oulro
mais sania de todas, sua fonle comraum e origom qualquer, Um sua theoria ; ser urna conden-
de todos os nossos direitos,a liberdade de pen- cia que o autor nos far involuntariamente? nao
sar. E' aqui principalmente quo ello prohibo ao' sou segredo que lhe escapo ? Nao vemos por
tanto nessas paginas.sempre elegantes e algumas
vezes eloqoentes.raais do que um arrasoado bri-
I han le ; o advogado, que toma a palavra diaule
de seus juizes, nao faz queslao em discutir o va-
lor da causa que elle vem defender; trata sira-
plesmenle para elle de ganhar.
O que ha aqui de verdadeiro, de profundamen-
te sincero e consideravel, nao o philosopho,
nem ainda o hornera poltico, o artista, o es-
criplor. Mr. Simn nem um pensador, nem
ura publicista; sua forga esl no estylo, onde
est tambera sua vocago que cada dia se deter-
minar mais. Nao rae admirarei do v-lo com
o lempo, como seu illuslre mestre, vollar as
cosas, mais francamente do que este fez, s ab3-
trages scienlilicas, para entregar-se inleramen-
le seus preciosos instioclos lillerarios ; esle
estado toda a inlervengo desptica : Roubar
meus bens, encadeiar meus passos, destruir at
meo corpo, nao mudar-mo, mulilar-mo noque
que cu sou ; mas violar o derradeiro santua-
rio, impor leis humanas ao sontimento e ao pon-
samcnlo ; sempre com mais ou menos vivaci-
dade na expresso, ha aqui o mesmo temor da ac-
go social, que deve aqui como algures ser re-
pellida ; aqui deve cada ura submetter-se sua
le. Aqui, como em qualquer oulra parte o forte
deve ao fraco apoio e soccorro ; laissez-faire,
laissez-passer nao mais adraissivel, o menos o
ainda na espliera dos interesses moraes, os
mais charos e preciosos de todos, do que na dos
interesses materiaes.
Se o estado pode pela educago, pela legisla-
gao, por todos os meios de aegao, quo lhe sao
confiados, penetrar na intclligencia dos cidadao3 mundo, ondo elle j oceupa um lindo luar e
parasujeita-la, dobra-la o corrempe-la, elle pode onde poderia chegar a primeira posigo. E ago-
por isso mesmo estabolecor-so nella para liber-
ta-la de seus prejuizos, para ergue-la e augmeo-
ta-la ;e o que elle assim pode, assira o deve.
Mas o pensamenlo s realmente livre, quando
pdeexprimir-sc e commuoicar-se livrementc.
Sem esla liberdade da palavra, quo deve produ-
zir-so na proJica, no cnsino, na imprensa, nao
ha nem espirito publico, nem liberdado de gene-
ro algum. Quo por tanto se possa, salvo a obri-
gago de responder depois pelo que se livor pu-
blicamente dito ou impresso, imprimir e dizer
publicamente ludo quanlo se poder pensar.
Mr. Simn uo teme de maneira alguma os
mos effeilos, as tristes consequencias do abuso,
que poder haver e que necessariamente haver
desle direito ; proleja o estado as doutrinas es-
piritualistas, e Mr. Simn lhe pedir cora toda a
energa de que capaz, liberdade plena e inlcira
para o materialismo. Ah vimos por um mo-
mento esta theoria posta em pratica : Deve cn-
sinar-se ludo, dizia-se em 1830, e confiava-se
urna cadeira de philosophia em um collegio re-1
um substituto, que professra com urna grande
independencia de espirito um sceplicismo deses-
perado O que succedeu ? Reclamages muilo
lundadas ergueram-sc de todas as partes contra
um cnsino funesto ; foi forcoso reconhecer de-
pois de urna curta experiencia que se haviara
ra, urna vez que elle tem mui louvavelraente de
ser alguna cousa, urna vez que elle aspira mui
legtimamente entrar era ura desses corpos sabios,
de que a Franga se honra, permillir-me-ha que
lhe indique uraa porta differonle da quo pensou
abrir recentemente diante de si ? nao aca-
demia das sciencias polticas e moraes que seu
talento perlence, sim a academia frauecza.
A. CHARM.
(Reoue Contemporaine Souza Filho,}
Variedades.
A fazeoda.
No Brasil d-se o nome de fazenda ao que se
chama kabilaco as colonias franeczas. E, um
pequeo centro torriloral, um grande estabele-
cmento agrcola, que cncerra as plantagoes, e
grupadas em torno da casa do senhor as senza-
las, fabricase eurraes. E' emfim o dominio.
Ha no Rrasil diversas especies de fazendas :
as de gado grosso ou minia, cerdoso, langero,
cavallar, cabrum ou de cornos. Classicamo-
las aqui segundo as especies de gado, porm a
raaior parle destas se encontram reunidas nos
grandes estabelecimenlos ; e a provincia do San-
Iludido, e appressaram.se em entrar de novo na : PSdr0 ^lio-Grande do Sul) conla lo boas estn-
se Mr. Simn, s lhe interessa, como elle nos
assegura, mediocremente. Segando elle esta ques-
i [ueremos com islo dizer quo a autarida- jla0 e deixada no mesmo ponto em que o foi, nao
ilitica deva esagerar-se ponto de confiscar Su Por Montesqueu, como por Aristteles e'pia-
c .-. seu proreito toda a liberdade e toda a egual-! <>. aos quaes ello nos enva ; por tanto nao se derem nascer e quizerom prop..gar-se hoje qu
dade ; nao queremos, como Mr. Simn, senlir a .' oceupar ello de discutir as diversas constiluices.' o estado admiti o calholecismo, o lulieranismo
accao govcrnamental, onde a obra social pie ; 1"e podenam enlre us convir aos diversos par-j o calvinismo, o judaismo e o islamismo, que di-
ser preenchida, e melhor se-lo-ha sem ella, i udos> e conlenlar-se-ha com iiidagar os princi- reilo pode elle ler para determinar que'fra des-
onde ella servira nicamente de obstculo em f[os communs e superiores todas as constitu- les cinco ou seis cultos nao ha outros bons ?
vez de ser um meio. Mas evidentemente, e 0 Ccs, dos quaes qualquer governo nao poderia
autor concorda nislo, antes muito governo do affaslar-se sem fazer recuar a civilisacao o
muita desorden Alm disto se corlo T''ar a liberdade publica.
0 inundo moral nao esl. livre como h_l elle reduzem-se tres
sem
Estes principios para
esl, livre como ab-
.Mnenle abandonado si proprio, se elle lem ^ne a lei escripia sempre prevalega vontade
.; leis como o mundo physico lem as suas,' arbitraria.
iral para melhor dizermos providencial-
:..ciiie esl.ibelece-se ura equilibrio se nao per-
fi lo, ao menos snfliciente entre o descnvolvi-
Que a consttuico consagre e respeile os di-
reitos naturacs e imprescriptiveis do hornera.
Que o governo nunca se considere ter um di-
mento relativo da autoridade e a necessidade! reil e ura "'eresse proprios, masjque sobre em
que della pode ler tal ou tal sociedade ncsla, ou todos escasos como o servidor o muislro do io-
i. [uella phase de seu desenvolvmcnto ; nesla
regiao passa-se alguma cousa anloga com o que
teresse geial.
Adraittimos que eslas Iros formulas (o que nao
Pensamos do mesmo modo, mas aqui ainda
no3 explicamos. O estado deve nao s liberdade
plena e inleira, como anda prolecgao efflcaz
una religio cstabelocida, ou que se quer esla-
belecer, com a condigao de que ella nao offende-
r de modo algum s leis da moral eterna, nao
prejudicar de modo algum o exercicio das reli-
gies rivaes, quera devido um egual respoi-
to e apoio. Mas dever o estajo respeitar e de-
fender urna doutrina impura, como a dos Mor-
mes, quo se oceulta sob um veo religioso para
espalhar impunemente suas vergonhosas mxi-
mas, e abominaveis praticas?
o* economistas notara ni esphera dos interesses queremos aqui examinar) esgotem a queslo ;
materiaes, onde a produeco anda geralmente nao lemos objeceo alguma a fazer qualquer
i proporrao cora o consumo. deltas ; sao verdades eslas lo evidentes, que os j dido no lempo de Cesar que o chrisliauismo as-
Mr. Simn, que sysleraalicamenlo repelle a rnais oppostos partidos nao podem deixar de ad- cesse e so estabelecesse.
autoiulade govcrnamental, nao pode ver com bora mitli -las. Oulro tanto de boa vontade diriamos Duvidamos. Parece-nos que na poca, quo
i -sa grande e admiravel machina adminis-i da enunnraco que nosso autor nos d segundo | reportara-nos, vio o chrislianismo erguer-se
Iraliva.qoe rene em um cenlro todas as forras, a consliluinte desses direitos imprescrpliveis, dos
do que o poder dispe, e por isso d seus aclos \ quaes elle acaba de fallar, se os termos que os
3 unidade e rapidez, que asseguram-lhe o effei- exprimera, propredade, seguranga e resistencia
!o. Acentrallsacao o espanta : o inimigo que j oppresso, tivessem para todo o mundo o sen-
il liberdade enconlra por toda a parte diante de I lido restricto, no qual os lomamos ;se na cx-
- i o que lhe con v m exterminar ; por Isso con- \ plicaco que elles podessera ler, a libirdado nao
Ira ella dirige todas as suas baleras ; pinta-no- : tma-se licenga, se a propredade nao a facul-
la como um flagello, que arruina o estado por dade de usar e abusar do que se possuo, se a
essa multidao do agentes, por ella assalariados ; seguranga essa seguridade garantida ao cida-
que degrada os caracteres amoldando-os urna do pacifico e honrado contra aggressocs injustas,
obsequiosidaie servil, que suffoca a diversidade se finalmente resistencia oppresso nao quer
das aptidoes ntellcctuaes e moraes nosso exer- dizer direito insurreigocomo Mr. Simn tam-
cito de funecionario, cuja alma assim como o bem contesta.
corpo veste um uniforme certo, e aos quaes se Nao seriamos tambem fcilmente de seu paro*
t mece com o ordenado, opinies e urna liogua- cer na queslo de saber quem deve ser confia-
gem official; nao ha liberdade possivel para ura do o supremo poder de fazer a lei : todos res-
povo assim administrado Queremos ser livres ?' ponde sem hesitar Mr. Simn, todos por moio
Emancipemos as coraraunas ; supprimaraos essa I da representago. O povo nomcia seus repre-
Com todas as vossas prohibices, exclamara-
nos, com vossos cordes sanitarios, lerieis impe-
danle de si poderosas barreiras mu diversas das
que em nossos dias teem sido oppostas esta ou
aquella abortada tentativa de propaganda reli-
giosa ; e bem convencidos estamos do que se
o sansinonismo tivesse trazido ao mundo no
ponto de vista religioso alguma grande e til rc-
novagao social, nao sao nossos Iribunaes e S
senda, dunde cahiram no erro de sahir I
Tcra:nados eslas observages particulares,
quo suggcriram-nos algumas asserges seaieadas
na obra de Mr. Siraon por urna reflexo que esta
leitura suscita desde a primeira al a ultima pa-
lavra, e que at aqui, nao sem alguma difficul-
d3de, dcixamos de faze-lo sdmpre que ella se
appresenlava.
Esta composigo, como dissemos, nao tem uni-
dade no ponto de vista da forma. Eravo buscar-
sc-hia nella entre as innmeras particularidades,
que ahi se agglomeram, essa relago harmnica
que dellas fazia um todo;organisado. Entreteuto
una opinio, ou antes um senlimento, urna an-
tipatiza, acha-se to espalhada nella, que mui
fcilmente poder-se-hia coosllui-la o centro,
quo todos esse3 raios convergiriam ; o horror
do que Me, Simn chama o communismo.
O communismo seu espantalho ; nao podis
dar um passo era sou livo, nao podis percorrer
urna pagina sera ver o espectro erguer-se ante
vos; ello vos espera em cada phrase, e em cada
periodo ; ura verdadeiro pesadlo. Mas o que
no pensar de Mr. Simn esse communismo,que
como as harpas do poela sujara cora seu hlito
inimundo todas as uossas inslituices? E' pri-
meramente toda a doutrina, que subslitue a
vida em coramum vida individual; o quartel
e o convento sao suas duas mais puras formas ;
entretanto nao sao as nicas que elle revesle ;
para que a organisago do estado seja corarau-
nista, nao necessario que ella faga-nos sentar
i mesma meza, viver debaixo do mesmo tecto,
trabalhar na mesma officina; o communismo
nc est nessas praticas exteriores, est sim na
lei; se a lei tira-rae o governo de mim proprio
para obrigar-ma a pensar, e a pralicar .todos os
actos da vida segundo urna regra, a lei commu-
nista.o O que o meslrado seno a oppresso
da liberdade individual na ofieina, ou o commu-
nismo aristocrtico ? O quo o direito ao traba-
lho, o direito de trabalhar, como quizeram en-
lende-lo em nossos dias do borrascas, s cusas
d'oulrem, contra a vontade de outrem ? o
communismo revolucionario e demaggico.
O communismo I praticamo-lo nos todos e em
todas as relages da vida, corao outros pralica-
vam-o sem saber .e sem querer ; ello ao
Pelagio que o teriam parado era seu curso. l)i- mesmo lempo tanta cousa, que por lira de eontas
zeraos mais ; longe de por emlaracos em seu co-
meco una religio nascente, deve o oslado, se-
gundo pensamos, ir de alguma sorte diante delta
e soccorre-la a produzir-se e propagar-se, se lhe
reconhece todava cora uraa virtude civilisadora
ura germen do vida e de durago. E' esla tam-
bem a opinio do Mr. Adolpho Garnier:
Um poder previdente, die elle, sabe re-
conhecer a religio, que vive sora apparecer, oc-
eulta debaixo dos antigos hbitos; sabe tira-la
fOJLUETHl
Z.W32
UEcrar"VE2i
POR
PAULO DE ROCK.
XXVII
A sobrinha de Sabrelache.
(Continuago.)
E Sabrelache parti.
Cerisclte sentia-se to feliz com a idea de ter
sahido do abysmo em quo havia cahido, que o
quarto em que se achava lhe pareca um palacio,
e todava esse quarto apenas continha o necessa-
rio : urna comraoda do nogueira, cadeira, e urna
meza de pinho ; sobre a chamin ura espelhi-
nho pendurado n'um prego ; emfim a caminha
em que havia dous colchoes e ura travesseiro, e
na janella urna cortina de zuarte azul, era toda
a mobilia. Mas a mora andava no meio de tudo
isso com o corago stisfeito; respirava mais
vontade, nao receiava mais elevar os olhos ao co,
c dizia comsigo:
Ah a casa mais bella a dos homens de
bem.
Depois de ler almogado pao e leite, Cerisette
eomegou a vizilar a roupa que havia na comrao-
da ; a'chou immediatamente cora que oceupar-se ;
porm para trabalhar erara-lhe necessarios ob-
jectos indispensaveis a urna costureira ; agulhas,
linha, e dedal ; de balde procurava por todos os
lados : na casa do soldado nao havia... Nao sa-
bia como arranjaria esses objectos, porque esla-
va muito decidida a nao descer loia. Achava-
se nessa situago, quando baleram devagarinho
porta.
A moga, a quem qualquer cousa assuslava, per-
guntou toda trmula :
Quem esl ahi ?
() Vide o Diarioo. 184.
Sou eu, madama Pegiondel, a porleira ; ve-
nho saber se precisa de alguma cousa.
Cerisette abri a porta, o a porteira entrou fa-
zndo seus cumprimentos.
Nao pude vir mais cedo, raademoiselle,
corao linha promcltido ao senhor seu lio, mas
quo nestas casas a gcnlc tem tanto que fazer I
Depois ura poprietario que susceptivel corao
um peixe ; se achar urna palha no pateo quando
vera visitar a casa, capaz de por-rae na ra. A
proposito, corao passou ? porque honlem eslava
doenle quando seu tio a apeou do carro. Tatvez
fosse o rodar da sege que lhe fez mal, pois me
acredita, mademoiselle, que nao conservo nada no
estomago quando ando de carro ? Oh I nada mes-
mo I Ainda comendo s urna ameixa, lango-a no
seu estado sobrenatural ; foi o quo me aborre-
ceu no casamento da vizinha, mademoiselle
Pingon. Era no mez de maio, na estaco das
flores...
Cerisette que conheceu que a porteira eslava se
preparando para lhe contar tudo o que lhe suc-
cedera nocasamenloda tal mademoiselle Pingon,
interrompeu-a dizendo :
Minhasenhora, ficar-lhe-hia muito agrade-
cida se me arranjasse linha, agulhas, e um
dedal. -
Pois nao, mademoiselle, cora muito goslo.
vou lhe buscar tudo isso j. muito natural
que nao tenha encontrado isso em casa de seu
tio. Os soldados velhos nao brincara com essas
eeia. Pois no entanto, olhe, eu conheci um
cabo de esquadra, quo rcmendava que era um
regalo. Quando os homens se do costura,
trabalham que faz gosto. Esse cabo era prenle
do meu defunto. o finado Pegiondel, porque sou
viuva hadez annos, e se tivesse querido casar-me
nao me faltavam apaixonados. Mas qual 1 disse
cu comigo. Jurei sobre os calenes do meu de-
funto ser fiel s suas cinzas, e posso dizer que
cumpri esse juramento melhor que muilss mu-
lheres cora seu marido vivo!
Enlo, minha seuliora, traga-me linha de
muitas grossuras.
Est eulendido, um sorlimentozinho....
Mas, verdade, cu lhe trazia caf, j al-
mogou ?
Ha muito lempo.
i L s tomou leite ? Est, bom, sobre goslo?
n o nada.
Mr. Siraon entretanto afrouxa aqui e ali esse
vigor, cora que trata as mais das vezes ao inimi-
go ; algumas vezes desdenha-o como urna som-
bra, uraa fkgo ; apenas urna chimera, urna
excepcao contra a natureza ; oulras vezes tran-
sige comsigo ; aceila-o na medida do rasoavel e
possivel ; chega al a abandonar as afortunadas-
planicies da Allantida a utopia (talvoz a sua),.
que reclama para o homem em sociedade o go-
cias como as mais ricas campias da America
Hespanhola.
Ha fazendas de assucar, das quaes as mais
oppulenlas cstao situadas era Campos das Goy-
lacazes, Pernambuco, e nos districlos agrcolas
da Babia, qne exportara anligaraenle os 3/5 da
produegao nacional, gragas miraculosa uber-
dade de suas ierras, onda a canna cultivada
desde o 17" seculo. Durante o dominio portu-
guez o Brasil abasteca os mercados europous.
Hoje as fazendas de assucar eslo em decaden-
cia; e a canna, como o arroz, somente culti-
vada nos terrenos baixos e improprios para outra
cultura.
Ha tambera algumas fazendas de algodo as
provincias de Minas, Maranhao, Para, e princi-
palmente na de Pernambuco.
O algodo produzido por essa* provincias ,
em geral, de sedas compridas, e o da ultima po-
deria fazer orna feliz concurrencia ao algodo
da Georgia (America do Norte), so os lavradores
do Sul fiscalsassera, como o \ankee, a colheita,
o descarocamenlo e mais processos beneficiosos.
Sua maieria prima de superior qualidade, po-
rm ordinariamente inrada de carogos.de ara,
de trra, e as fibras, em vez de se conserva-
ren! eguaes e direitas, sao immundas e enove-
ladas.
Quando so reflecte que o algodo hoje um-
versalmente usado, que quasi se lem tornado
arlgo indispensavel, como os cereaes, c que o
Baasil urna das regies ondo o algodoeiro (quer
herbceo, quer arbusto, quer arvore) melhor
produziria, laslima-se que essa cultura nao seja,
por excellencia natural, e que um imperio pos-
suidor de mais de 1,200 leguas de costas, o
algodoeiro gosta do mar,deixo aos Estados-
Unidos a honra c o proveito de supprirem, na
razo do 2/3, as industrias e o mundo.
O verdadeiro eslabelecimento colonial, no Era-
si!, a fazenda de caf.
E' ahi que so concentrara a actividades, as
arabiges e os capiaes ; ahi que se deparam
as Ierras melhor beneficiadas, as officinas mais
eompletas, os raais vastos e ampios edificios.
Ha fazendas de caf mais larga e mais popu-
losas do que muitas freguezias.
Inventariar pelo miudo csses dominios feudaes,
acorapanhar o trabalho era todos as suas divi-
sos, e os trabalhadores em suas especialidades,
seria tarefa, alora de muilo longa, por demais
fastidiosa ao leitor. Mas como importa,visto
que a fazenda por assira dizer o Brasil,es-
bogar um desses estabelecimenlos, vamos reunir
observages-feitas por nos em diversos pontos;
sobre esses esludos, com esses dados formular
uraa simples monographia.
Os negros da fazenda, casados ou. nao, habilam
casas alinhadas em renques, ou disposlas em gru-
pos, segundo a configurago do terreno, as quaes
nao ha disputas. E depois. o leite bom I Ah I
quem m'o traz urna mulhcr de Vincennes. a
Sra. Pisheuv I Vendo tambem queijos ; quando
quizer, nao faca ceriraonia, diga-me.
Obligada, rainha senhom, o que quero por
ora, s o que lhe ped.
Est bom, j lhe vou buscar. Sou tio mo
disse que a senhora era um pouco doenle das
persas
verdado...
Pois olhe, na sua edade, isso odiabo. Hei
de lhe dar ura remedio, deixe estar. Entao nao
precisa de raais nada ? E para antar.
Ah I quero urna sopa para meu tio, quando
voltar esta noile.
Trago-lhe um caldo de patente.
A fin al sahio a porteira Cerisclte achou que
essa mulher era horrivelmonle tagarella ; mas
na sua grande necessidade de fallar nem se quer
d lempo a que lhe respondara s perguntas que
faz, urna compensago.
Madama Pegiondel voltou :ora um sorlimenlo
de linha e agulhas. o poz umi tigella de caldo so-
bre a commoda, dizendo :
O facto que seu tio precisa bem deste cal-
do para refazer-sc ; deve tjr dormido mui mal
l em cima.
Onde dormio elle, senhora ?
as aguas furtadas, em cima da palha, era
que ponho as minhas peras....
E' frutinha da minha paixol Ha gente que diz
que perniciosa ; pois eu nunca senii encommo-
do com ella. Quando viere ra hei de dar-lhe al-
gumas. Costa ?
Perdo, minha senhor?, disse Cerisette que
havia muito nao preslava ouvidos porleira.
Tem a bondade de dizer-me onde ficam as aguas
furtadas em que meu tio do mi ?
Aqui por cima. Sobjra-se dezosete de-
gros... Quer eslender roupi l?
Nao, senhora, mas n.'cossario.... a senho-
ra bem v que meu lio nao pode dormir sempre
sobre palha... Aqui ncsla cama ha dous col-
xes ; vou levar um para cima com o traves-
seiro.
Ah 1 sim, pode dividir, mas o Sr, Sabrela-
che nao me fallo u nisso...
Sao era necessario ; vamos ji tira-lo da
MWft.
A porleira que era alta e forte trou sozinha o
'tolxau e o travesseiro, dizendo a Cerisette :
Nao se canee, eu levo sozinha tudo para as
aguas furtadas... tenho pernas de aro. Se pre-
cisar de alguma cousa, chame-me, nao sou ar-
ronla dos meus passos.
Cerisette licou mais contente sabendo, que para
dar-lhe casa, nao oecessita o seu protector de dor-
mir sobre palha, e desejosa de ser til, femegou
a trabalhar cora ardor. S largou a agulha noi-
le. Enlo pensou na ceia ; achira na casa tudo
quanlo era necessario para os detalhes caseiros ;
eslava pois tudo prompto quando o seu prolector
chegou do trabalho.
Enlo, minha filha, como passou o dia ? dis-
se Sabrelache pegando na mo de Cerisette. Pa->
leceu-lhe comprido. Sem duvida ?
Nao ; pelo contrario, passou de pressa. Es-
live oceupada... Veja, aqui est o meu trabalbo...
Acha bom ?
Muilo bom... Nao carece fazer isso coman-
lo cuidado.
Porque ? Quando se acabar o quo seu, meu
amigo, procure trabalho para mim. poique nao
quero ficar de bracos cruzados...
Cuidaremos disso mais tarde. Aspapromp-
ta 1 oh 1 como est islo bom 1 Voc anda nao to-
mou nada desde demanha ?
Prefiri espera-lo I
Boa menina... Que boa sobrinha tenho eu I
Senlemo-nos mesa ; trouxe algum loucinho ;
para outra vez poder fazer urna feijoada. Com
mil esquadres I Agora vou ser Miz como um
pacha com urna caseira destas 1
Cerisette senlou-se mesa com Sabrelache
que achou a sopa deliciosa, e viu com prazer
que a moga coma com apetite. Mas de repente,
deitando por acaso os olhos sobre a caminha,
reparou na mudanga que all se opetava ; fran-
zio as sobrancelhas e exclamou :
A cama nao est como eu deixei, dar-se-
na que entrassem por aqui salteadores?
Isso quer dizer que a diridi com voss.
Nao era muito simples ; e devia eu consentir que
conlinuasse a dormir sobre palha?
E quem lhe disse que eu dorm sobre pa-
lha ?
em Quem? a porteira, fallando-me das aguas
i furladas.
sao fechadas noile, depois da ceia, pelo feitor.
Esta medida quasi geral ; e lem por fim preve-
nir evosoes, concilibulos sediciosos, ou entre-
vistas de amor, evitando as inleraperangas e a-
digasda noile, que abaleriam as forgas, perlurba-
riam a disciplina, e arruinaran) o eslabelecimen-
to. Isto recorda, salvo os fins, os ergattulos da
campanha romana nos lempos antigos,
Eslas casas, constru idas de barro, sem janellas
e cobertas de palha, chamara-se senzalas em lin-
gua do pair, e cada negro lera a sua. Sao ordi-
nariamente pouco asseiadas, infectas, e despro-
vidas do movis. Entreunto nao chegam mi-
seria das cavas (caves) de Liile, ou de cortos
quarteires de Pari3 e de Londres. O meirinho
desconhecido nessas cabanas da escravdo, e ahi
nao se v a mSi dobrugar-se sobre o leito do fi-
lho para disputar ao senhor.
Mas corao divergem sobre outros aspectos os
dous covis o as duas miserias I L o operario,
quando o trabalho produz, tem suas alegras do
familia, o vaso de flor se ostenta as janellas da
mansarda, a chamin irrada o calor, os prados
fumegam sobre a mesa, as criangas saltara de con-
tentes ; livre e forte, o homem reconhece que
vive. Nos dias de privago, quando fafta o traba-
lho, tudo triste em torno delle, o pun-
gentes angustias o torturam : porm nao lhe
venderam a filhas, as mulher, ou a mai. Seu
nico senhor o dever, seu inimigo a fome. Se a
responsabilidade esmaga-o, a liberdade alenta-o,
e os bros da alma forlalecem-o.
Aqui, nada disso. O senhor d a casa, a cami-
sa, os fcijes ou o millio. A macillenla fome, nao
penetra na senzala doescravo, nella nao se mor-
ro inanido como em With-Chopel ou Welsrains-
ter ; mas aqui nao ha familias, ha ninhadas. Pa-
ra que se entregara o pai austera e santa ale-
gra do trabalho ? Ncnhnm interesse o liga tr-
ra, nenhum proveito lhe vira da colheita. O tra-
balho para elle quer dizer Jadiga e suores, quer
dizer escravido.
Paraqncse dcsvellaria a mi em conservar a
casa c os filhos em ordem de asseio ? Seus filhos
podem-lhcs arrebatar de um iustante para outro,
como os pintos ou cabritos da fazenda, e ella pro-
pria nao mais do que um movel, um tensilio !
E, portanto, nesses antros reinara s vezes as
dislracges e os prazeres, dislracces e prazeres
dislracges e prazeres besliaes da embriaguez, era
que jamis se falla do passado, porque a dor,
nem do futuro, porque est cerrado.
Vi um dia, cm um hospital do Lonsti'cs, cm
operario francez que se fioava. Pedio o seu ve-
Iho chapeo, tomou um tronco de roseira secco c
desgalhado, beijou-o o expiroa. O que the dira
essa roseira, que recordages lhe avivara ? A pa-
tria talvez, a mi, ou a amante.
as sen:alas jamis deparar com urna flor :
que o negro nao lera esperangas nem recorda-
ges.
Todas as manhas, ao romper da aurora, os
negros sahem ura a um e vo-se acocorar ou
formor em linha no terreiro [praga da farenda.)
O felor e seus capatazes (sub-direc tores pre-
tos), despertados pelo sino ou pela corneta,.che-
gam, contara as caberas, distribuem o serviro de-
lalhado pelo administrador ou senhor, e, toman-
do o caf, os negros seguem para os campos.
Anles de partir, em algumas fazendas, os es-
cravos sadam o chefe do dominio, dizendo ao
perpassar sob as janellas ou varan la : louvado
seja Nosso Senhor Jess Chrlslo. E e o senhor
responde : para sempre. Eslas cortezias ma-
linaes nao sao de regra am todos os estabeleci-
moDtos, mas as estradas ellas se reproduzem
para cada branco que passa, e eu muitas vezes
parei ao ouvir os crucificados da Ierra balbucia-
rem coagidos o sacro-santo nome do grande li-
bertador.
Como diurna esta irona de Jerusolm cbc-
gados estancia do trabalho, varzeas de cannn
ou morros de caf, os negros, IioraeBS e aiulhe-
res, pem mos obra, cada um segundo a sua
incumbencia, c isto dura al s 9o\i 10 horas.
O almogo tem enlo lugar. O feijio cozidocom
gordura e misturado com farinha distribuido-
era cuias. Repousam meia hora cm lorno da' re-
feigo.
Em certas fazendas concedem-se alguns mi-
nulos para o cachimbo : porm era todas den-
tro do uraa hora recomer o trabalho. O feitor
chama suas esquadras forma, = a cjmpina ou a.
colheita principia, oouforme as culturas e esta-
roes.
O janlar Je duas s lr?s horas : feijo e an-
g, como na primeira comida, eis o ordinario dos
negros.
Porm desta vez permille-se-lhes urna estira-
da sesla, e nao voltara ao servigo senao depois
de urna o meia hora, permanecen Jo noile. at a
noile.
Ao por do sol, voltara 3 habilago, e, passada.
a revista pelo feitor que conla as cabegas, a ceia
termina o dia, cangica (milho pilado cozido em
agua), arroz ou feijes, eis de que so compem
estas gapes vespertinas.
Cumpre, entretanto, dizor que em muitas ha-
bitares os nogros recebem duas vezes por sema*
na, ao jantar, urna raco de carne secca, fresca
ou de porco.
E' bem pones a pilanga, e Valel esqueceria *
seu saber em semelhante eozinha ; porm, quan-
tos teem raorrido na Europa, morrena e ho de*
morrer raingua de feijes,. de carne secca ou.
cra ?
Continuar -se-ha.
Com mil bombas I Que estas mulheres nao
possaui estar caladas! Para que ha de impor-
tar-se comigo aquelle demonio? Durmo corao
rae agrada, e nao quero quo voss tire de aua
cama nem colxo, nem travesseiro. Ora, espe-
re, que j. vou restabeleccr a ordem.
Sabrelache levanteu-se e dispoz-se a sa-
hir; porm Cerisette collocou-se na porta di-
zendo :
Ouca, meu amigo; se quer que eu, aceile
sua hospitalidade, deixo as cousas taes quaes es-
li : pensa que eu dormira sabendo que voss
eslava deilado sobre palha?
No acampamento dorme-se em cousas
peiores ; j estou acostumado.
E' porque no acampamento nao ha outro
remedio.
Pois vou comprar outro colxo.
E' intil. Eu j lhe sou muito pesada, e
nao j bstanle que para me alojar se prive do
seu quarto, ese contente cora urna agua fu ria-
da 1 Ah 1 esta cama agradavel de mais para
mim___ Depois do que fiz, da minha indigna
conducta, eu quem devia ir dormir na palha
da agua Cortada.
Voss nao sabe o que est zendo, urna
crianga. Suas faltas frara por culpa de outros,
e voss j foi muito punida.
O co teve piedade de mim mandando-o
em meu auxilio. Quero ser digna do que faz
por mira.
Mas.-... i
Meu lio, Vmc. me vfxaria insistindo.
Bravo! Enlo nao querem ver que quem
manda aqui a sobrinha ?
Sabrelache lornou a sentar-so na mesa, esla-
va restabelecida a paz. Reapporeceu a alegra,
acabou-se a ceia, o tio deu as boas noites so*
brinha.
Passaram-se assim muilos dias sem que nsda
viesse perturbar a nova existencia de Cerisette.
Feliz por estar sob a protecgo de Sabrelache, a
moca fazia o que podia para mostrar-se digna
delle; trabalhando assiduamente lodo o dia,
tendo muilo cuidado na casa, preparando com
alegra a coia. Nao sahira urna s vez ; quan-
do multo atrevia-se a tomar ar na janella, e to-
davia all nao linha. a temer nem vizinhos, nem
/
olharcs indiscretos; no bairro de Santo Antn",o
ha largo espaco de um lado da ra > outro..
Sabrelache que sabia que a guarda rourv-a de
Cerisette reduzia-se ao que trazia 3obre si, man-
dou pela porleira comprar-lhe vestidos. Para
que nada faltasse moca, levanlava-se BM ,is ce-
do, trabalhava at mais tarde, nao fazia "jespeza
superflua, privava-se at de fumo parri o ca-
chimbo que por habito levava bocea todas as
manhas quando acordava e noile quando se
deitava, e fumava era secco dizendo -comsigo :
Nao ra cousa ; bei de acoslumar-me a
fumar sem cuspir.
Entretanto j muitas vezes dissera Ceri-
sclte :
Minha filha, necessario que saia ura bo-
cadinho; nao pode passar toda a sua vida sesto
quarto. O exercicio salutar; assim calr.r do-
ente e eu nao quero isso.
Mais tarde, disse Cerisette, temos tempo,
uo ha pressa....
Mas deve eslar aborrecida toda o dia sozi-
nha nesle quarto ?
Nao, at gosto muito.
Nao lhe doem as pernas 1
Nao
Diz a porteira que tere, gotta se nao andar.
EnlSo quer que eu faga antes as vonlades
da porleira do quo as minhas?
Nao, nao quero isso.
Enlao fallemos de outra cousa ; conte-me
urna das suas campan-has d frica que me dives-
tem muito.
As discusses terminavam sempre assim.
Um dis, eslava Cerisette sozinha como de cos-
lume e era termos de indireitar as polainas de
Sabrelache quando baleram porta de modo di-
verso do da porleira.
Quem esl ahi ? pergunlou Cerisette.
Urna voz forte respondeu-lhe :
Sou eu, o Patarata, amigo .e carnerada de
Sabretache que venho v-lo,
O Sr. Sabretache sahio.
E' o mesmo: tem gente em casa, conver-
sarei porintcnco,
(Coninuar-se-na.)
PERN. IYP. DE M. F. DE FARIA. 1860
i
. .

ILEGVEL
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