Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09136


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Full Text
AMO 11X71. WBM 185,
Por tres mezes adianlados 5$00(J.
Por tres mezes vencidos 6$000.
DIARIO
SEXTA FEIRA 10 DE AGOSTO DE 1860.
Por anno adiantado 19$00(t
Porte franco para o subscritor.
ENr-ARREGADOS DA. SUBSCRIPTO' DO NORTE"
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lomos Braga; Cera, o Sr. J. Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manocl Jos Marlius Ribci-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
M'raes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronvmo da Costa.
PAR i IDA UUb UJIUltlU.-..
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao
EPHEMERIDES DO MEZ DE AGOSTO.
1 Luacheia as 3 horas e 14 minutos da tarde.
9 Quarto minguante as 7 horas e 4 minutos da
tarde.
16 La nova as 8 horas da tarde.
pes_|23 Quarto crescenle as 8 horas e 16 minuto da
d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-.
queira.'ngazeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista,L. mannaa;
Oricury e Ex as quarlas-feiras. |8* Lua cheia as 6 horas e 38 minutos da manha.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una, Barreiros,I PREYM4R DE HOJE.
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintasfeiras. PrimeirD as 11 horas* e 42 minutos da manha
(lodos os crrelos partcm as 10 horas da roanha.lSegundo as 12 horas c 6 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira Tara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda varado civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
PARTE 0FFICIAL.
Govcrno da provincia*
EXPEDIENTE H0 DIA 8 DE AGOSTO DE 1860.
Oflicio.Ao commandanledo corpo de polica.
Tendo de prover-se o lugar do major do corpo
sob seu commando. e convindo que na nova no-
meaco se respeite os principios de ustica o de
in ceotivo ao servico do corpo para coni os seus
o ffjciaes, determino* a V. S. que me indique um
Capilao do mesmo corpo, que por sua inlelligen-
C ia, probidade o dedicado ao servido se faca dig-
no de urna nomeado bem assiin me indicar
V. S. um lente, um alferes e um sargento, que
em consequencia da vaga que d ixar o ca-
i que [or promovido, lerao desupprir as dos
poslos Immedialamente superiores.
Hito ao mesmo. Mande V. S. entregar ao ca-
pito do porto o recrula Domingos Lopes da Sil-
va, que so ada deudo no quartel do corpo sob
Seu conimanlo.I)ou-se sciencia ao referido ca-
pilao do porto.
Dito ao coronel commandanle das armas inte-
rino. Faco aprcsenlar a V. S., para seren ins-
peccionados, os reeditas Antonio dos Santos e
Rufino Ferreira da Cunha Communicou-sc ao
ch-'fo de polica.
Dito ao mesmo.Faco apresentar a V. S.,parn
sercm inspeccionados," os recrutas Pedro Lopes
da Silva, c Heorique Jos dos Santos, e assentar-
lhes logo praca no caso de serem considerados
aptos para isso. Communicou-se ao chefe de
polica.
Dilo ao mesmo.Monde V. S. por emliberda-
dade, vista ler provado isenco legal u recruta
Marcolino Francisco da Luz.Deu-se sciencia ao
cliee de polica.
Dilo ao inspector da thesourarla de fazenda.
Consta de participado da secretaria de estado
dos negocios da justica de 1G do mez passado que
S. M. o Imperador houve por bem conceder na-
quella data qunlro mezes de liccnga com ordena-
do ao juiz de direilo da comarca do Cabo, l)r.
Francisco Elias do Reg Dantas, para tratar de
sua saudc : o que communico a V. S. para seu
conhecimeiito.Communicou-seao presidente da
relado.
Dilo ao mesmo.Na falta de crdito mande V.
S. pagar sob minha responsabilidade o ordenado
que vencen desde 21 do marco at o ultimo do
junho deste anno, o juiz municipal do termo de
Barreiros, bacharel Felisbino de Mendonca Vas-
concellos, que assim rae requercu, e por ser o
mesmo ordenado destinado alimentado do sup-
plicante.
Dito ao mesmo. Informe V S. sobro o que
( v 6e o juiz de direito da comarca de Flores no
incluso ollii'io acerca da mudanza que pretende
arer o respectivo collector.
Dito ao mesmo. Mande V. S. pagar sob mi-
nha responsabilidade o ordenado que venecu no
mez de junho ultimo o promotor publico da co_^
marca do Rio Formoso, bacharel Ayres de Albu~
querque Gama, que assim me requereu allegan-
do nao haver crdito para esse pagamento, cuja
importancia considero destinada alimentacao
c! i supplicanle.
Dito 80 mesmo.Ccrlo do conledo de sua in-
dc 6 do corrente, sob n. 804, dada
acerca do requerimento do vigario da freguezia
do Maranguape, padre Francisco Manoel Maciel,
o autoriso a mandar pagar sob minha responsa-
bilidade a congrua, que venceu o mesmo vigario
n s mezes de marco a junho deste anno, visto
nao liaver crdito para esse pagamento.
Dilo ao mesmo.Alleiidendo ao que me re-
quereu o padre Manoel Thomaz de .Oliveira, len-
te da Iheologia moral do seminario do Olinda,
leconimendo a V. S. que lhe mande pagar sob
minha responsabilidade o seu ordenado vencido
DO mez de junho ultimo, visto nao haver crdito
para essa despeza, que considero destinada ali-
Djcntaco do supplicanle.
Dilo ao com mandante superior da guarda na-
i nal do Recife.Mande V. S. dispensar do ser-
vico da guarda nacional a Manoel Jos dos Reis
o Filippc Santiago dos Reis, qualificados ni 3.a
rompanhia do 4." balalh.o deste municipio por
se ac harem elles caipregados no servico diario
da conservarlo do cncanamento d acude "da com-
panhia do Beberibc, segundo me represento O e
tedio o respectivo director em olkio de 31 de
julho prximo findo.Commnnicou-se ao direc-
tor da companhia.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
Transmiti por copia a V. S. para seu ponhoci-
:: uto o parecer da juuta militar de suido por
isio de inspeccionar o operario de 1 classe
da officina de polieiros desse arsenal Manoel A-
letxo do Carino.
Dito ao inspector da Ihesouraria provincial.
loleirado do conloado de sua informaco de hon-
tem, sob ii 332, da Ja acerca do requeriraento de
Joao Jos Pinto de Oliveira, proprietario da casa
que serve de quartel ao destacamento da villa do
Cabo, tenho a .lizer que mande V. S. pagar pelo
aluguel da referida casa quantida de 405000,
tnensaes, como indica o delegado daquclle termo.
Dilo ao mesmo.Em vista de sua informarlo
de hontem, sob n. 335, mande V. S. entregar'ao
reidor do gymnasio provincial, a quantia de
6759OOO em que importa as mensalidades relati-
vas ao trimestre de julho a selembro deste anno,
dos allumnos gratuitos daquclle estabelecimento
constantes da relaco junta.Communicou-sc ao
regedor do gymnasio.
Dito ao mesmo.Em vista do incluso recibo,
que me foi remettido pelo chefe de polica com o
cilicio de 6 do corrente, sob n 1,077, mande V.
S. pagar ao delegado do Ouricurv, ou ao seu pro-
curador, a quantia de 8;600 dlspendida com a
compra de gargalheiras e concertos de algemas
pura condueo de presos.Communicou-sc ao
Chefe do polica.
Dilo ao director geral de inslruccao publica.
Communico a Vmc. que apreciando* devidamcnie
os pravas escripias, que acompanharam os seus
oflicios de 22 de junho e 30 de julho ltimos, e
conformando-me com o parecer do conselho di-
rector de inslruccao publica e com o valioso vol
motivado do membro do mesmo conselho, Jos
Soares de Azevedo, resolv nomear por portara
desta data proessor de francez do gymnasio o
concurrente nico que veio incluido em ambas
as listas dos mesmos habilitados nos dous con-
cursos, o cidadao Antonio Jos de Moraes Sar-
ment.
Dito ao director das obras publicas.Tendo eu
veriticado, qnando visilei a matriz da villa do
Cabo, no dia 31 do mez de julho ultimo, que con-
tinua a fazer-sc nella os inlcrramentos das pes-
soas fallecidas na mesma villa e seus suburbios,
e convindo evitar, quanto antes, a conlinuacao
de tal systema to contrario a hygiene publica,
determino a Vmc. que com urgencia providencie
para que por um dos engonheiros dessa reparli-
5S0 seja examinado o local que naqoella villa
servio de cemiterio no lempo da epidemia docho-
lera-morbus, e lhe aprsente urna planta e or-
ramento das despezas necessarias para a cons-
trnecao de um cemiterio sufjicienle e decente,
porm modesto, do forma a nao tornar-se a obra
impossivel por falla de recursos pelo cofre pro-
vincial.
Nessa diligencia so entender o engenheiro
enm a cmara municipal da mesma villa, a quem
oiTicio nesla data sobre o assumplo.
Dito cmara municipal do Cabo. Tndo eu
ordenado nesla dala directora das obras publi-
cas que mande examinar por um engenheiro o
local em que nessa villa se fizeram os enterra-
mientos na poca da epidemia do cholera-mor-
bus, c me aprsente um planta e orcamentodas
despezas necessarias para construir-se all um
cemiterio, recommendo & cmara municipal do
Cabo quo presie ao engenheiro, que tor enearre-
gado dessa commissao, todos osesclarccimenlos
e auxilio, de que possa necessiiar paia o seu bom
desempenho, devendo informar so outro lugar,
de preferencia ao indicado, deve ser escolhido
para essa obra.
Dilo ao commissario vaccinador provincial.
Remella Vmc. cora urgencia ao juiz de direito de
Flores alguns tubos 011 laminas de pus vaccnico
de boa qalidade. Communicou-se ao referido
juiz de direito.
Portara.O presidente da provincia lendo em
vista as provas escripias dos concurrentes ao
provimento da cadeira de lingua franceza do
gymnasio pernambucano, c o parecer a respeilo
do conselho director, e altendendo disposicao
do ai ligo 117 do regulamento de 25 de julho do
1855, resolve nomear professor da referida ca-
dtirao cidadao Antonio Jos de Moraes Sarmen-
t.Communicou-se ao regedor do gymnasio.
Dita.O presidente da provincia, altendendo
ao q de Santo Anto, Dr. Jos Mara Ribciro Para-
guass, resolve conceder-lhe 2 mezes de licenca
sem vcncimenlos.
Dita.0 presidente da provincia conformndo-
se com o que propoz. o chefe de polica em o lu-
cio de 7 do corrente, sob n, 1081. resolve no-
mear ao cidadao Presciano do Barros Accioli
I l.ins, para o cargo de primeiro supplenle do sub-
delegado de polica do dislricto de Serinhem
(1 da freguezia do mesmo nome). Communi-
cou-se ao chefe de polica.
Dita.O presidenie da provincia, altendendo
ao que solicitou a cmara municipal do Recife,
relativamente a necessidade de occorrer as des-
pezas urgentes com o costeio c eventuaes do ce-
miterio publico desta cidade, para o que insuf-
iciente o crdito existente, resolve autorisar
mesma cmara a dispender mais por conla dessa
verba o que for necessario at o fim do corrente
exercicio, nao excedendo a dous contos de ris.
Communicou-se cmara do Recife.
Dita.O Sr. agente da companhia brasileira de
paquetes a vapor mando transportar para a corte
em um dos vapores que vierem do norte, emum
dos lugares destinados para passageiros de esta-
do, a Francisco Xavier Percira de Brito.
Expediente do secretario do governo.
Ollicio ao inspector da ihesouraria provincial.
Foram apresenladis a S. E\c. o Sr. presidente
da provincia, as mil apoliecs que V. S. me re-
melteu com o seu olTicio de 4 do cerrente, que
Dea assim respondido.
Dilo ao juii municipal do Goanna.Deordem
de S. Etc. o Sr. presidente da provincia, aecuso
receido o ollicio de 16 do mez passado, em que
V. S. participa ler mandado afiliar edilaes con-
vidando pretendentes so oflicio vago de escrivo
da proyedoria de capellas o residuos do termo
dessa cidade, e declaro que nesla dala se manda
reproduzir tiesta capital os referidos edilaes na
forma da lei.
IUl-%jj "''""*-"""!;' Barreiros.S. Exc.
o Sr. prestuCiTriniJi ytwwtw, inanni nao s6 de-
clarar & cmara municipal de Barreiros, que Oca
nleirado de haver a mesma cmara n'aquella da-
ta entrado em exercicio por ter sido juramentada
eempossada no 1" do mesmo mez pela do Rio
Forraozo, como tatnbcm reineller as colleccoes
de Icis, de que pode dispor o archivo desta se-
cretaria, reqiiisitidas pela mesma cmara no ci-
tado oflicio.
Dilo ao chefe de estado raaior da guarda na-
cional da comarca do Rio Formozo, Jos Vences-
lao Alfonso Rigueira Peroira de Bastos.S. Exc.
o Sr. presidente da provincia, inteirado de ter
entrado no dia 21 de julho ultimo, no exercicio
interino do commando superior da guarda na-
cional dessa comarca, no impedimento do eflec-
livo, conformo V. S. participou por o (Re i o do 23
daquclle mez: assim o manda commuuiear a
V. S.
Despachos do di 8 de agosto.
/e^iierimcuos.
1138 Alexandro dos Santos Barros. Exhiba
o supplicanle prova do consentimento dos pro-
prielarios, de cujas mallas pretende tirar as ma-
deiras.
_ 1139 e 1140.Bacharel Felisbino de Mendonca
Vasconcellos, juiz municipal do termo de Bar-
reiros, o padre Manoel Thomaz do Oliveira, len-
te do seminario episcopal de Olinda.Dirijam-se
ihesouraria de fazenda, a quem se expedu or-
dem para o pagamento requerido.
1141.Padre Francisco Manoel Maciel, vigario
da freguezia de Maranguape. Requeira o sup-
plicanle thesourar'u de fazenda o pagamento da
congrua vencida em junho do anno passado.
1142.Joao Jos Pinto do Oliveira.A Ihe-
souraria provincial tem ordem para pagar ao sup-
plicanle 40g tnensaes pelo aluguel de sua easa.
1143.Manoel Esperidiao Muniz, vigario da
freguezia de Jaboaiao.Nao tem lugar o que rc-
quer o supplicanle a vista da informacao.
11 i i.Rila Maria de Jess.Voltc'ao Sr. ins-
pector da Ihesouraria provincial para mandar fa-
zer quanto antes a restituigo que devida
supplicanle.
lacao entre a corda e os boroes, que urou por
rauito lempo. A principio Iriumphon a cora, e
estabe'.eceu em poder arbitrario, quo dirribou e
aniquilou a liberdade da najao, tornando-sopor
lira de um peso intoleravel. Os extremos de um
poder excessivo crearam a resistencia. A nacao
DAS DA SEMANA.
6 Segunda. TransQgur. do Sr.no Monte Tabor.
7 Terca. S. Caelano fundador; S. Donato b.
8 Quarla. S. Cyriaco diac. ; S. Emiliano b.
9 Quinta. S. ATonso Maria de Lignorio fund.
10 Sexta. S. Lourenco m. ; S. Asteria v. m.
11 Sabbado- Ss Tiburcio e Suzana mm.
12 Domingo, s. Clara v. f. ; s. Graciliano m.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Bahia,
Sr. Jos Martina Alves; Rio de Janeiro, o 1.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O peoprietario do nutro Manoel Fignclroa dr
Faria, na sua livraria praja da Indepeudencis n?.
levantou-se contra a cora, o, oppondo-se sua
autoridade arbitraria, nao s destruio a proprir
cora, como tambero envolveu np ruina d'esla a
dodos os estados do reino. '
As disposicoes do paiz nao sofTreram por mui-
to lempo este estado de cousas anormal. Rcsla-
beleceu-se o poder da cora; roas,
restabelecido, cahiu logo no abuso
lo, do qual fazeui elles parle, ou entao ser-vos- nao for
ha niisl^er destruir a nossa constiluico existen- ; dos j.
impeluda como urna necessidade [apoia-
lords
hiudo desta casa, sero um aviso sufRciente con-
a nnfp? ? "?' revolu?ao ( lonSs apoiados E, Srs, nao receberia a cmara dos lords alzo- Q"a''>"er "/rencia fntura. Nao estamos
da opposicao ). Se allendermos, porm, para o ma animaeao d'esta cmara para dar ene oasao propaFads P3" ***" 1 > eMo. Tal-
n r.eemUrlerH Precedenlcs en' 1l,c oS ^rds ; (appoiado "da opposicao ) a"resol"fi^ foUrazV r"l?"e|em temP-8 or.^^. sob o influvo de
D,es rlTi11! Cm emendaS PrJecl0S. 1UR da esla cmara em circumstancias me eslava. f ""^ 0rd"ariM. e aconselnasse esta
, t f! dSd0S, P0r esU casa' e sobre os Visivel e no'oriamcnte alteradas quando leve "! T, LlPf" d?, "PV0 P"J'clo regeilado
a te acoes ISSVSSSlS' qU"d0 as dilas ;ar a.si'a ^icao ; e posto que'aoffresse multa SS?.0!??'.*? '"cmetle-lo tote*.
aiaracoes toram regeitadas ou acceitas. chare-' opposicao passou todava em secunda discussao
ios, como disse, que aquella longa serie de pre-' por urna maioria de 52 votos Se ella Z
,uPTlS.ieC^aqU,1S,,l0da sobreprojectosdele. s'e para a cama?a dos lo dsigual a e
so produzio de novo "o seu natural eS.^e | pS^^of tSTj^ST^ \ ^^^^^ZT^To^ =
fot urna segunda queda do poder da cora; qne- lendia
ro dizer os quoexerciam o poder da cora fo-' posta,
ram destruidos pelo proprto excesso de seu po- [ bre o caso idntico que
der e pelo exercicio inmoderado e obsolulo que recusando os lords o si
r0dizer' r mais duvida algumaso-
recentemenle aconteceu
seu consentimento revo-
diminuir una laxa que Ihes fra pro- I ficialraente conVecJas,' sao notorias' e
d'elle Qzeram.
Velo
EXTERIOR.
INGLATERRA.
A INICIATIVA DOS IMPOSTOS.
Discurso proferido por lord Palmerslon, na c-
mara dos communs, no acto de apresentar as
resoluces sobre impostos.
Lord Palmerslon '. Senhores levanto-me
para fallar em urna queslo que indubitavel-
menle urna das primeuas em importancia na
ordem das que se tem suscitado em nosso par-
lamento; porque nada inleressa mais a esta casa,
nada, segundo creio, deve ter mais importancia
PBra o paiz do que as questes que versam so-
bre os direitos, previlegios e procedimento res-
pectivo das duas cmaras do parlaraonto (atlen-
c.ao 1 atlencSo !)
Mas antes de entrar no desenvolvimento da
materia, desejo cumprir um dever, que o de
chamar a atlenjao da casa sobre o relatorio apre-
sontado pela commissao encarregada de inves-
tigar e examinar os jornaes das duis casas acer-
ca da queslo que nos oceupa ; jornaes esses
que, segundo creio, contm um summario das
discusses parlamentares, que podem servir de
muilo auxilio a esta cmara no que respeita ao
seu modo de proceder. Eu deixaria de exprimir
os senlimenlo3 da commissao, de que sou mem-
bro, se nao matnfestasso casa o nosso agrade-
cimento e agrande divida em quo estamos parj
com o honrado membro da universidade de Cam-
bridge, H. Walpolo, que foi presidente d'aquella
commissao, (attengao I attenco I ) e pira com
os officiacs d'esta casi, que os deram o seu
auxilio e continua assislencia na execugao de
nossos trabalhos ; e espero que a casa ha de
corresponder aos sentimentos da commissao
dando tambem por seu turno sinceros agradeci-
mentos a essas pessnas.
Sonhores, a queslo vertente envolve conside-
racoes da mais alta e constitucional importancia
(alinelo I alienlo I ) A possa constiluico
funda-se na sepamglo dos poderes, e na inde-
pendencia em que reciprocamente se acham,
tendo cada um direitos e poderes que exerec por
auctondade propria. Nos priraeiros lempos da
nossa historia, isto foi sempre assim. Se vollar-
mos ao passado, acharemos que os lords, isto ,
os antigos bardes, foram bastante poderosos para
fazer imposicoes cora ; e pelos seus exforjos
e coragem, pela sua Drraeza. patriotismo e per-
severan^ obtiveram para nos a Magna-carta,
fundamento de nossa liberdade.
Travou-se, porm, depois disso urna contes-
gacao de ura imposto.
lana ttlicidade [apoiados), sob o qual lem goza- nou as invesligaces da
do esta na';ao da matorsomma de liberdade ci-
commissao. Ha com
nosso procedimento foi apresentado na su
sa, ella vio, que, durante a segunda c a
discusso, as opinies d'esla cmara como que
solTreram urna notavel alleraco (applausos pro-
longados da opposicao], c a maioria de 53 votos
ticou por ultimo reduzida 9. Nao ticariara os
lords habilitados com islo a
suppor que a opi-
tudo entre elles alguns. que ferem directamente [ mao da casa em favor do projecto na
----- ._ ...;.*, quolxes, de pa-
raiysar al lodos os mais negocios at que elle
passasse, e pelo exercicio daquelles mciosde que
dispomos, obrigar os lords adar-lhes passagem
mas as acluaes circumstancias nao aconselham
semclliantc procedimento, e urna vez reconheci-
da esla verdade, digo que, eraquanlo nos nao sen-
timos em condices de fazer voltar o projocto de
faci o ; r3 de ou,ura, "" p de il,sis,if prsen-
la me- SeS3a ."a abo,,Sao d0 imPsl sol)r o pape!
terceira devemos lo1mar a resolucao, que de meu dever
1 recommendar-vos.
Em concluso, senhores, eu quero chamar a at-
tenco das duas cmaras do parlamento sobre o
parecer de urna grande autoridade era materias
parlamentares, Mr. Batsell, parecer que se acha
incorporado na sua bem reconhecida obra. Eu
dina aos lords
felicidade que hoje
quencia d'este systema
nos cerca (apoiados.)
Disse-vos, meus senhores., que cada um dos
tres estados tem o seu poder ; cada um dos tres
pode propor leis, e toem todos o direilo com-
mum de as regeitar quando forem submellidas
sua approvaco. Suppoe-se geralmenle que a
corda nao tem o poder de regeitar, que nao tem
o velo; mas nm erro crasso. Esse poder exis-
te comod'anles mas exercido deum modo dif-
ferenle. Em vez de ser exercido sobre as leis
submetdas regia sanecao, exercido por an-
tecipa rao nos debates e" processos das duas c-
maras do parlamento ; acha-se delegado aos
ministros conselheiros responsaveis da cora, e
nao possivel que urna lei, approvada pelas
duas cmaras, seja apresentada coros para ser
por esta regeilada. E por que islo assim ? Por-
que nao se pode conceber urna lei que tenha re-
cebido a sua approvaco das duas cmaras sem
a prosenca, debates "e votes dos ministros res-
ponsaveis da cora, sem que elles a tenham ap-
provado e por conseguinie preparado o assenli-
menlo do soberano.
O que succederia, porm se a lei livesse
outro curso? Todas as reces que una lei pas-
sasse as duas cmaras, sem a vontade c opi-
niao dos ministros, estes naturalmente resig-
uariam a sua posicao, e seriara substituidos por
homens, em cuja sabedoria o parlamento depo-
sitasse mais conlianca. Se assim nao fosse, pen-
s que eolio as duas cmaras poderiam desde
logo intimar cora opinies a respeilo de seus
conselheiros, o que lhe lolhcria loda a liberda-
de de esculla das pessoas, a quera confiasse as
redeas do governo.
Eu disse, pois, que cada um dos ramos do po-
der legislativo conserva o direito de regeicao ;
mas a cmara dos communs tem mantido ln
d'isso. desde lempos immemoriaes, certos privi-
legios particulares a respeito de algumas propos-
tas; ella tem mantido, e com muita justica
como se aclu declarado u'estas resoluces o
direito exclusivo de discutir as propostas que
versam sobre laxase impostos. Temos reserva-
do para nos o direito de propr taes medidas, c
o temos negado & camera dos lords, assim como
lhe negamos tambem o de as alterar 011 emen-
dar. Podemos sustentar ambas estas asserces
de direito; por que em ambos os casos, isto ,
quer a cmara dos lords inicie, quer emende
proposlas d'esta natureza, teera ellas de vir a
esla casa, para que ella encolha entre os dous
seguinles alvilres, ou de regeitar, ou de conle-
tenciar com os lords e por conseguinie exforcar-
seem persuadi-los a abandonar a sua discusso.
N'esta alternativa temos em nossas maos um
meio claro, plano, directo e decisivo de tornar
efrclivo o direito que propria e legtimamente
uos pertenec.
Mas, Senhores, n'aquella memoraveis confe-
rencias que se deram entre as duas cmaras do
Parlamento, no anno de 1671, ticou admiltido,
em favor dos communs, pelo procurador da co-
ra, que n'aquella occasio foi congratulado por
esta casa, por ter sabido manler salisfaclorimen-
te seus direitos e privilegios, ieou admitiido,
digo, que a cmara dos lords, comquanto nao
podessem propor, ucra emeudas, tinham nao obs-
tante o direito de regeitar ( apoiados da opposi-
cao ). Islo nao foi urna grande concessao, por
que, como tenho dito, um bil ou proposta re-
geilada pela oulra casa, desapparece completa-
mente, nao volta a esla casa, e portanlo nao
mais possivel umi acgo directa ou immediala
da parle dos communs a respeilo de taes medi-
das.
Admiltido, por censeqnencia, ctwo foi pela
cmara dos communs, n'aquelle lempo, e poste-
riormente, no anno de 1678, que a cmara dos
lords tem o direito de regeitar o t"do .como
foi a expresso entao usada, esta casa s conce-
deu aquillo que nao podia razoavelmente negar,
aquillo que se negado fosse, nao haverta mais
um meio directo de tornar elTeclivo o direito de
recusa. E' assim quo se tem procedido desde
aquelle lempo. Tera-se dado innmeros casos
de propositos, que importara laxa, com grva-
me sobre o povo, depois de soffrer emendas dos
lords, e voltado a esta cmara, lerem sido urnas
vezes completamente regeitadas, nao obstante
alguma opposicao ; outras vezes terem sobre
elles havido conferencias com os lords, para que
estes revoguem a sua deciso; e outras vezes, fi-
nalmente, quando as emendas dos lords sao ver-
baes ede pouca importancia, ou calculadas so-
mente para protelar a inlenc.ao d'esta casa, le-
rem-se adoptado essas emendas em outras pro-
poslas enviadas acamara dos lords," que conse-
quentemente as approva.
Mas, Senhores, os casos de que acabo do fallar
sao relativos a projectos de lei sobre impostos, e
o caso presente de urna natureza contraria (ap-
poiados da opposicao ). Trala-se de um projec-
to de lei que repelle um imposto. Portanlo,
desde queadmittisodireitode regeigao da partedos
lords, se esta concessao nao for aeompanhada,
como nao foi, de urna limitago quanto espe-
cie de projectos de que se trata va, j vos nao
sera possivel. senlo por meio de argumentos e
raciocinios abstractos estabelecer urna distinc-
cao entre urna especie de projectos, e projectos
de natureza diversa. Mas, de facto, poslo que
contendamos, e com justica, pelo direito que se
acha entrelicido com a historia constitucional
d'este paiz ; posto quo contendamos pelo di-
reilo de propor e conceder subsidios.de os es-
tabelecer do accordo com as nossas opinies so-
bre os intersate pblicos, todava, os projectos
assim iniciados, discutidos e approvados por nos,
nlo passaro a le sem o consentimenlo da casa
dos lords; e claro que urna autoridade, cujo
a3senlimenlo necessario para dar a urna pro-
posta torga de lei, deve, pela natureza das cou-
sas, ter tambem a faculdade de discordar e re-
cusa-lo ( apoiados da opposicao j.
Para tirar dos lords o poder de discordar de
urna proposiclo, para o qual se requor o asseu-
especie ( attenco
pode dizer que'esles casos de regeicao foram di-
vididos nao lano ao poder que tivessem os lords
de fazer subsistir impostos sobre o paiz, mas an-
tes diversidade de suas opinies com as da c-
mara dos communs sobre questes de polica na-
cional, com que as taxas foram de involla con-
servadas ou revogadas ( alinelo alinelo )
Pode-se tambem dizer a respeito d'aqucllcs im-
postos que nenhum d'elles pode ser comparado
em soroma renda que se acha envolvida no
qualqucr ll"l de ver se aquella somma, que haviam iiil- ,w 1
attenco/; de sorte que se 8do desnecessaria. nlo viesse depois a ser !?" ,d* lappluso? e "8adas-) A dos
con, a alieraco das circumstancias 5 mdanos" Uw?fX5-S?^iTiJ!!*? ffiT" d meSIU
imprevistas, considerada por nos mesmo como I ,1 .;",'' CU d'rel a, el a
urna foute de rendimentos que fosse ventajoso .. JSfi? unico c exdusivu,dc >'"" todas
conservar por um anuo, em vez de nos vermos LfTre? m. i i? C*",, P-'b"C?' de na0
obrigadosa transferir para ootros ramos dain- 2STdMu .I5! a,t'raSao a'suma na ca-
dustria o peso que al aqui lera sido sustentado 321SS!fr-2^525Sl^f^, garanlidos
poo?dU.ro?p1sSorPOSl SOre "^-.(ap-;^-^^'^"^: e nao parece que
Portanlo, senho"res. ter
conveniente levar este as-
pvojecto de revogacao do imposto sobre o papel.
Pois bem, Senhores, admiltindo como suppo-
comludo
mais grave
por que temos sus-
------- --------suppo
uno que admiilis, que technicamenle nunca po-
remos em queslo o direito que tem a cmara
dos lords de regeitar projectos de lei
o caso presente assume um carcter
do que o dos precedentes,
tentado por palavras e por actos ser privativa
d esla cmara a iniciativa das leis annuas ( at-
tenco ), c considerar e declarar, por causa dos
oreamenlos, que taxas devam ser impostas, quaes
supprimidas, qual a proporclo entre os impostos
creados e os abolidos, c qual linalmente deva
ser a natureza das disposicoes financeiras. E' da
nossa exclusiva competencia combinar ludo isto
em um systema, e quando esse systema se acha
assim organisado, nao de certo coherente com
I as funeces especiaos d'esta cmara, que urna
I parte raateri.il d'ello seja regeilada pela oulra
I cmara, a ponto de alterar e variar inleiramenle
; o lugar das disposicoes financeiras ( apoiados ).
, A questao de saber se isto foi praticado pela
cmara dos lords ltimamente (attenco at-
tenco .' ). Devenios admiltir. Senhores, que
islo assim foi a principio. Nlo se pode negar
que a revogacao do imposto do papel formava
ura elemento importante no plano do finan-
cas que esta cmara enviara a dos lords, e se
ludo houvesse permanecido no seu estado quan-
do aquelle plano foi adoptado, a recusa dos lords
em fazer passar aquella abolicao do impostos,
tendo alias concordado na crea'code outro im-
posto, teria desarranjado a co'mbinacao linan-
cetra que, sobre um justo equilibrio de abolido
e creaco do impostos, fra julgada por esta c-
mara conveniente aos cnteresses do paiz, e suf-
liente para as dispozas do corrente anno ( at-
tenco I alinelo /}. Alera d'isto, Senhores,
como j admittimos que, n'aquellcs 36 casos de
regeicao, a que aliudi, entrava como elemento
na deciso da casa dos lords urna queslo de po-
lica, nao fcil allimar com certeza quaes fo-
ram os fundamentos com que se obrou em cada
um desles casos ; mas considerando-se o modo
porque n'estesexemplos as questes de impostos
foram combinadas com outras questes de po-
lica, pode-se dizer que n'estes casos a regeicao
dos projectos nao foi simplesmenle occasionda
pela recusa dos lords em alliviar o povo de urna
corla somma de encargo, mais ditala antes em
grande parte pela desconflanca de que as disposi-
coes tinanceiras baseadas na abolicao d'aquelle
imposto nao eram por amor do "bem publico
apoiados da opposicao ).
qu
bos
de
se
dos
nos
das
peuso que, adoptando-so o seu proced
lords exorbilariam do direito constitucional que
a historia do paiz Ibes tem assignado. Mas.se,
por oulra parte, podeimos crer, e eu m
no a esto poiisamenlo, que elles obraram
la occasio, nao cora essas vistas, roas por
tivos de polica que dependera das oircumstan-
nos levara consegninlementc ao caso que vos
acabo de ler. Mas cstou persuadido deque a ca-
us ramos
obstante, for
a cmara, eslou
iitten Cerl de qu0 nada ha no aspecto do actual nego-
1 I co fora do reino ;nada ha, repito, no
entrar cmara em'um conflicto pPur \ttff^jX2&l
cauta que pode nao existir na realdado
cao attenco 1 1
nasl, ,. g"al dos negocios da Europa c do mundo, que
nrln m1 f "T100?03 satisfeilos com urna deca- leve esta cmara a considerar ligeiramenle a ira-
oiAo -..:? B Sejflm nossos Pderi-'s e privile-jportancia de urna unao harmoniosa, ou a exhi-
cm atS ,M' reservando-nos, se appare- ; bir as naces eslrangoiras o espectculo lamen-
cer occaswo, se a opintao quo acabo de emitlir ''
aspecto
nao for confirmada, e se
lavcl o humillante de urna legislatura desuuida
. for nlencao deliberada de um povo desunido e de conflictos internos
neitn ,|T. ",vad1 r as nossas funcQoes a res- n'um lempo em que se deve desejar pela digni-
nrt?J '""ostos. o direito do uzar d'aquellea [ dade, honra c interesae deste paiz qe nos reve-
rnuvLTH -S em "ossas *. c I110. es|ou lomos a todas as naces em urna unidade harmo-
coinencidoserao suiTicientes para repellir qual- niosa de aeco entre Iodos os oslados d
i,i.,^"7asaocontra os nossos privilegios cons- para o bem estar coamum do paiz
Mu tos podero pensar que este ul-, tiuuadus applausos.)
Ora pois, senhores; e poder-se-ha allegar a
mesma cousa no presente caso? Vou dizer sobre is-
to o que sinto de mais justo e imparcial. Para bem
se considerar osla queslo preciso, a meu ver,
que nos disparaos de todo o sentimento de par-
cialidade. N'esta queslo fallara inleresses mais
poderosos que os deum partido (attenco/ al-
inelo/), ea dicisao que a casa tornar sobre ella
vai servir de precedente para guiar os Parlamen-
tos futuros. E' por isso que entendo, em alten-
cao importancia da nrateria, devermos-nos
collocar, tanto quanto tor possivel, na posico de
um expectador imparcial, para se decidir sincera e
honestamente a queslo por todos os lados por-
que possa ser encarada fallengao! J
Nao posso repetir aqui tudo quanto se tem pas-
sado a este respeilo na cmara dos lords : nlo
e isto congruente cora a nossa ordem ; mais con-
siderando attenlaraento a materia, nlo posso
crer que, se debaixo de circumstancias ordinarias
esla cmara decretou a abolicao de certo imposto,
e mandou para esto fim una resoluco a came-
ra dos lords ; nlo posso crer, digo, que a cma-
ra alia tenha regeilado tal medida (alinelo I al-
ienlo I ) Se foi provado que havia um excesso
de imposto, que pesava extraordinariamente so-
bre cortos inleresses do paiz ; se foi provado que
as rendas que produziu eram desnecessarias, ou
que se fazia urna raelhor disposiflo nan-
ceira Iransferindo o imposto de un pan ou-
ims artigos que melhor o supporlassem, e jul-
gando pelo que tem accontecido em outras cir-
cumstancias, nao posso crer que a cmara dos
lords toraasse a resoluto que acaba de tomar
(appoiado da opposicao") Eu sei de urna somma
extraordinaria de impostos que lem sido revoga-
da pelar suas cmaras do parlamento desde o fim
da guerra do 1815, e em nenhum caso, que me
lembre, os lords discordaram da dicislo dos cum-
muns, em alliviar o paiz de um grvame, cuja
prolongago tora julgada desnecessaria. Porlan-
to nao posso resolver-me a crer que os lords, pe-
la deciso que tomaram, pretendessem entrar em
um procedimento, que teria por consequencia o
por esta cmara no dever de resistir por lodosos
meios legaes e conslitucionaes quo esto ao nos-
so alcance. Quero dizer que nao creio que a c-
mara dos lords tente dar o primeiro passo no
intuito de compartilhar com esla cmara do di-
reilo do decretar o orgamenlo aonual, fixando a
modida, o modo, o tempo ou a somma de subsi-
dios, que esta cmara nica e exclusivamente
pode determinar. Se algum de nos suspeila que
foi tal sua lotenrjlo, e quo este o primeiro pas-
so no caminho da usurpaco (appoiados prolon-
gados), entao digo-vos que de nosso dever to-
mar para frustra-lo as medidas que eslo em
nossa autoridade ; mas em quanto nao temos
prova mais cabal de sirailhanle inleaco, rogo
casa que se contente com e declaradlo contida
as resoluces que live a honra de apresentar
_ mesa, e que nlo trave um conflicto formal com
timenlo, vos necessario um acto do Parlamen*-1 a outra cmara do parlamento, em quanto a isso
titucionaes.
limo alvilre muito vago (applausos e nsi
que nao- aponto distinctamente e methodo pelo
qual podemos desforcar os nossos direitos e pri-
vilegios constitucionaes no caso de serem inva-
didos. Alrevo-me a dizer, que ha muitos meios
pe os quaes podemos conseguir isso : primeiro
pelo argumento, depois pelo exercicio de nossa
propria autoridade. Su to louco procedimento
losse tentado pelos lords, nlo seria por una
estril resoluco, registrada nos nosso jornaes,
nao seria com palavras impotentes depostas so-
bre a mesa que os nossos direitos constitucio-
naes se reivindicariam. Nao, senhores, seria
pea aegao cujo meio de empregar haviamos de
descubrir fcilmente. Eu nlo, nao tenho urna
opuuao to desvantajosa dos poderes d'esta c-
mara e do peso da opinio publica, que se ma-
nilestana logo com toda a emphase, quo creia
que chegassemos a ser reduzidos condico dos I
cou;muns de 1671, quando disseram que o seu '
direilo de propor e conceder soccorros cora i
era a nica triste cousa que tenham a offecer &
acen-icuo de seu soberano. A cmara dos com- j
muns esU agora em urna posico muito diffe-
rente. O curso dos acontecimentos, a extenso
de representaco, a diffusao das luzes, o poder;
da imprensa e o cffeilo da opinio publica teera '
sido taes qua esta cmara se reforja cada vez
mais dos seus direitos e previlegios'cm lugar de
os diminuir ; por tanlo, bem longc do pensar
que os lords possam usurpar as nossas legitimas
tunecoes, estou convencido que, se procedermos
de um modo firme, digno c consequente ; se nos
auslivermos de toda e qualqucr aeco apasiona-
da ou aggressiva; se resislirmos e "conservarmos
os nossos proprios direitus, usando, quando ne-
cessario fr, dos meios que temos de fazer res-
petados esses direitos, ninguem nos inpidir de
os proteger, quando por ventura sejam delibera-
damente invadidos, face de lodo o paiz e com
oassentimento e applausio da nago (appoidos).
Sou de parecer, pois, que estas resoluces slo
adequadas presente conjunclura ; ellas decla-
rara quaes sejam os nossos direitos e func"es
constituciones, direitos e funeces que esto in-
timamente ligados com a historia deste paiz; di-
reitos e funeces que ninguem poder negar, que
jamis sero negados, eu me aventuro a alrma-
lo, por um s membro da outra cmara, ou de
qualquer outra parle do paiz. Estas resoluces
nos indicara, pois, que, so os nossos direitos" fo-
rem invadidos, temos em nossas maos os meios
de resistir eflicazmenle tal invaso.
Parece-me que nos nao conveniente o era
mesmo decente, em urna occasio em que ha ap-
parencias, mais ou menos fundadas, de urna inr
tencao usurpadora dos nossos direitos, que esta
cmara permaneca absolutamente silenciosa ; isto
poderia ser interpretado poruma cesso de direitos
e funeces que queremos firmemente conservar
em nossas mos ; alm de que pens que deca-
hinamos muilo na opinio publica. Por outra
parte, vejo que nada tambem leriamos feito para
conservar elTectivos esses direitos e funeces que
nos perlencem, so tivessemos lancado esta3 re-
solutos qualquer indicio que provasse um co-
meto de hostilidades cora o outro ramo do poder
legislativo (apoiados da opposigo.)
E' da raaior importancia, n'uma constiluico
reino
altos e coii-
Findo esto discurso, o nobre lord propoz a se-
guinte resoluco, sendo a primeira das tres de
que tenhamosdado noticia:
O direito de conceder soccorros e subsidios
cora pertence exclusivamente cmara dos
communs, como parleessencial de sua constilui-
co, e a limi'.aco de taes concesses quanto
materia, modo, medida c tempo 0 igualmente de
sua exclusiva atlribuico.
(Times.)
INTERIOR.
como a nossa, onde ha differentes ramos de po-
der independentes uns dos outros, e cada ura
cora direitos proprios, e onde ha necessidade de
urna acelo cordial e harmnica, que se tome mui-
to cuidado em evitar um principio de querella
desnecessaria (attenco !) O partido que obrasse
de outro modo incorreria n'uma grande respon-
sabilidade (muitos apoiados.)
Eu nlo creio que a intenco da cmara dos
lords fosse essa. Muitos podero pensar que fa-
co urna idea por domis vantajosa daquella c-
mara (apoiados); mas, se nao tenho provas bas-
tante valiosas para convencer-me de que a rejei-
5I0 do projecto de lei que abola o imposto do
papel tivera em vista um novo curso de procedi-
mento constitucional, faremos muito bem de con-
tentar-nos antes com fazer effectiva a medida que
recommendo adopeo da casa, do que envol-
ver-nos em urna luta inconveniente e desneces-
saria.
UU DE .1WEIRU.
ASSEIBLEA GERAL LEGISLATIVA
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
SESSAO EM 27 DE JUNHO.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Abre-se a sessio com 91 Srs.deputados.
Lida a acta da antecedente, approvada.
O Sr. 1. secretario da conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um oflicio do ministerio da justica, enviando
cora a representadlo que devolve dos lentes do
seminario episcopal do Para, as informacoes que
sobre o nnsmo objecto requisilra a cmara em
5 do corrente. A quem fez a requisiclo.
Outro oflicio do ministerio da guerra! enviando
o requerimento do padre Jeronymo Rodrigues
Cardim, c as informacoes sobre elle requisitadas
pela cmara. A quem fez a requisiclo.
Dous ofcios do 1." secretario do seado, com-
municando que Sua Magestade consente as re-
soluces, approvando as penses concedidas a
Isaas Antonio Alves e a Ricardo Jos Francisco ;
e na aposentadoria de Honorio Pereira de Aze-
redo Coutinho ; e que manda admiltir a defender
liiese em qualquer das facilidades de direilo do
imperio a Ernesto Ferreira Franca. Inleirada.
Outro oflicio do mesmo secretario, communi-
cando que aquella cmara, adoplando-as, vai
mandar sancglo imperial as seguinles resolu-
ces : aulorisando o governo a conceder ura an-
no de licenca, com todos os seus vencimentos,
ao juiz de direito Pedro Antonio da Costa Mo-
reira ; declarando que a jubilaclo concedida aos
lentes da anliga academia de marinha tenenle-
coronel Jos de Paiva e Silva e major reformado
Jos Joaquina de Avila d-lhes direito a todo o
ordenado que percebiam n'aquella poca ; e au-
lorisando o governo a conceder aos herdeiros do
fallecido Alfonso Jos de Almeida Corte Real a
remisso da parte da divida proveniente do ar-
rendamento do rindo de Saican. Inleirada.
Oulro do mesmo secretario, coramunicando
que aquella cmara nao pode dar o seu consen-
timento as seguintes proposices, que devolve :
1.a, fazendo extensivos s apolices, que se emit-
lirem na' provincia do Rio de Janeiro para occor-
rer ao dficit existente, e ao que se realizar at
o fin do exercicio de 1859 a 1860 os mesmos pri-
vilegios e isences de que gozam as apolices ge-
raes, urna vez que o valor total das apolices que
se emitlirem nao exceda somma de 2,500:000$ ;
e 2.a, declarando que a garanta de juros addic-
cionaes concedida pelas assemblas provinciaes
s companhias organisadas para a conslrucdo
das estradas de ferro ser proporcional garan-
ta que o governo geral tem concedido. In-
leirada.
Outro do Sr. depulado Joao Dias, Ferraz da
Luz, participando que seu mo oslado de saude
nao lhe permite comparecer este anno s sessoes-
legislativas. Inleirada.
Dous requerimentos de Antonio Augusto Be-
zerra Paos e de Silvestre Jos da Costa, podindo,
aquelle dispensa do lapso de tempo para se na-
turalisar brasileiro, e este a creaco do lugar de
a.judante do oflicial encarregado da visita do por-
to da Bahia. A's commisses respectivas.
Outro requerimento de Caetano Antonio Gon-
Esiou convencido de que estas resoluqoes, sa-l caires Garca, pedindo a concessao de seis lote-
MUTILADO


{*)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FEIRA 10 DE AGOSTO DE 1860.
lias cm beneficio da fabrica de papis piulados,
de que proprtetario na Praia-Verraclha. A'
commissao de fazeoda.
Outro da sociedade Dous de Julho, da provin-
cia da Babia, pedindo dispensa do pagamento de
"diteitos geraes para as loteras que lhe foram
loncedidas para erigir-se um monumento ao dia
2 de julho. A' commissao de fazenda.
O Sr. Ministro da (atierra Apoiado.
O Sr. Peixolo de Azevedo :Na distuss&o do
orcamento da marinha eu me comprometi a a-
presentar a V. Exc. documentos que corroberam
minhas propusieres.
U Sr. iliiiitro da Marinha :Disse o nobre
dopulado que, quando respond a parte do seu
' discurso ein que tratou dos officiaes que se acham
, em Malo-Grosso, pretend lancar o odioso sobre
ORDEM DO DIA. | elle. Declaro a cmara que nao Uve semclbaule
Primeira parte. inlcnco.
Contina a discussao do parecet da commissao O nobre deputado os tinha dito que somente
especial sobre o projeclo de reformo eleitoral. i por excep^ao liavia um ou outro official de rcari-
0 Sr. Pedreira, acostumado a toda a tranque- nha bom na provincia de Mato Grosso Ora, eu,
za na manifestaeao de suas opinies, nao careca chele da reparlijo da marinha. e que eslou per-
ser chamado a terreiro pelo Sr. Francisco Ocla- suadido de que exist m all dislinctos officiaesda
viano para tomar parle na questao que se ventila. armada, nao podia deixar de protestar contra es-
Antes, poretn, de entrar propriamente na ma- |Sa proposico, e com isto nao quiz do modo al-
teria fai urna declaraco, e vem a ser que est gum lancar o odioso sobre o nobre deputado.
persuadido de que a mudanza do opinfo nao p- jGonfessc que em Mato-Grosso poda haver um
de ser um vexame para qualquer individuo sean outro official de marinha menos rccommendavel,
quando cssa mudanca nao filha. das proprias ', assira como tambem o pode haver as outras es-
convicroes. | tac,es. O que nao posso adir.illir que se diga
Nao se prevalecer de exempios Ilustres que .ue os officiaes da armada que eslao servindo
iho podi fornecer a historia para justificar | em Mato-Grosso sao mos era quasi sua totali-
esta asscrco, porque, felizmente para elle ora-
dor, nao teem taes exemplos aplicaco quanlo
aos pontos capilaes da lei de 1855, em que an-
da hoje est de perfeito accrdo.
Assim como ainda boje pensa que nao se pode
mais voltar ao rgimen das eleicoes por provin-
cias, que cahio entre nos cm completa desmora-
lisai,o, tarabem acredita que a maior extenso
dos crculos urna necessidade indispensavel,
mesmo para salvar a idea capital da lei de 1855,
embora se tivesse engaado nessa poca, julgan-
do o espirito publico, mais fortalecido do que
realmente se acha.
O orador est convencido do que o alarga-
mento dos crculos, com a dispensa da maioria
absoluta, o meio de fazer com que a idea capi-
tal da lei de 1855 possa esperar por melhores
lempos a ser realizada em toda a sua plcnilude.
O orador recorda neste ponto o inconveniente
das duplcalas que appareceram as ultimas elei-
nios resu'
dado.
_0 Sr. Peixolo de Azevedo '.E' proposico que
nao avancei, eqnoV. Exc. emprestou-me no sen
discurso. Reclamo contra is'o;
O Sr. Ministro da Marinha :O nobre deputa-
do faltou na conveniencia de se augmentaron os
vencimentos dos officiaes do exercito que se a-
tham cm Malto-Grosso, porque aos officiaes da
armada que l eslao empiegados mandou-sc dar
veucimenlos como se estivesse era paiz eslrangei-
ro. Devo dizer ao nobre deputado que essa de-
liberacao uo foi tomada por mim, mas sm por
um dos raeus illustres antecessores; tnho-a
manlido porque eutendo que se funda em jus-
tiga.
O Sr. Peixolo de Azevedo .Apoiado.
O Sr. Ministro da Marinha :Ninguem igno-
ra que as pessoas que se acham era Mato-Grosso,
c sobretodo aquellas quo nao eslao all eslabele-
cidas permanentemente, sao obrigadas a fazer
no da 15 e cada niez, e outros no ota 1
ferenca tanto para uns como para outros sem-
ine de um mez entre os recebmentos. Nao posso
portanto alcanzar desde j de que lado esta a
desvantagera.
Entretanto nada sei, repito, a este respeito,
nenhuma reclamarlo me foi Coila : a de que
fallou o nobre deputado nao me chegou anda s
mos....
O Sr. Peixolo deAzrvedo -.Hade chegar.
O Sr. Ministro da liiarinha :Quando chegar,
providenciarei como fr de justica.
Ainda oraram os Srs. Peixolo de Azevedo e
Prannos.
Indo-se proceder votaco. reconheceu-se nao
haver ca-a.
Fica a discussao encerrada.
0 Sr. Presidente da para ordem do dia :
Votaco da proposta cuja discussao ficou en-
cerrada".
2.a discussao do projecto de reforma eleitoral,
e, se houver lempn, das materias anteriormente
designadas.
Levanla-se a sesso.
direitos acluaes.
8 2. Depois da prxima eleico, quando se
houver de urna ou mais parochias desmembra-
do alguma porc.au de territorio para formar al-
guma nova, *# parochias assira desfalcadas, e a
nova juntas, nao podero dar reparlidamente en-
tre si maior numero de eleitores do que deram
naquella eleicao antes de tal modiflcaclo.
0 Sr. Franco de Almeida, tomando a pala-
vra sobre a questao eleitoral, julga dever come-
car o sea discurso felicitando o governo pelo
apoio qne ulllmamente lem encontrado na sua
maioria.
cues, os raaos resultados que podem occasionar grandes despezas com a sua alituonlaco; os se-
o ardor que se lera manifestado as ultimas i eros de primeira necessidade teem chegado na-
qualificaces. Desta ultima circunstancia resul-
tara apprchcnses muilo graves sobre o modo
por que teem de correr as prximas eleicoes.
Faz depois algumas considerarles sobre cerlos
argumentos apresenlados contra a reforma, e ci-
ta. pin favor delli a opnio por diversas vezes
manifestada do diado senador Paula e Souza.
Antes de terminar o orador contesta ainda ao
Sr. Landulpho que o elemento democrtico srja,
como diz esso senhor, o que forma a base do
uosso syslema poltico. Parece-lhe que na com-
binarlo dos dous elementos, o monarchico e o
democrtico, que assenta essa base, e ce mes-
mo que, bem examinado, so er que a nossa
consliluieao deu alguma preponderancia ao pn-
ce eiro.
Accrescenta era relaco ao ponto de saber-se
quella provincia a preces exorbitantes.
O Sr. Peixolo de Azevedo :Apoiado.
O Sr. ministro da Marinha : Foi pois um
acto de justica da paite do governo dar aos
ofciaes de marinha que servera em Matto-Gros-
so vencimentos mais vantajosos do que teem
aquellos que se acham em outras eslaroes onde
podem viver mais coramodamente e com menos
dispendio.
Se o mesmo se devo determinar a respeito dos
officiaes do exercito, o governo e sobretudo o
meu collega o Sr. ministio da guerra lomar
sobre este assumpto as providencias que julgar
de justica.
O Sr.'Ministro da Guerra :Apoiado.
O Sr. Ministro da marinha.Ubservarei ain-
da ao nobre deputadoque a este respeito d-se
se esla questao ou nao de gabinete que a ira-jera favor dos officiaes da armada urna circurns-
. portancia a decide pela affirmaliva, quer'se quei- laucia que lhes especial. Os vapores que le-
ra, quer nao ; que" mesmo por sso o governo
nao precisava fazer declaraco a respeito, prin-
cipalmente contando cora o'apoio da maioria.
Alinal observa, quanto opporluuidade da re-
forma, que urna vez demonstrada a sua conve-
niencia, lodo o lempo proprio para leva-la
elTeito ; e que o que nesle caso deve inspirar jc-
ceios quo o senade nao a possa adoplar em
lempo. D'ahi sem duvida resultaran) grandes
inconvenientes.
O Sr. S e Albui/uerque requer o encerra-
menlo da discussao.
Sendo consultada a cmara, approvado o ic-
querimento, e passa o projecto segunda dis-
cussaa-
O Sr. Cruz Machado pede dispensa do inters-
ticio, pira que o projeclo entre amauha em 2.a
discussao.
A cmara consente.
Segunda parte.
Contina a 3.a discussao da proposia de ixaco
das forras de mar para o anno flnanceiro de 1861
a 166%
O Sr. Paes Brrelo [Ministro da Marinha):
Direi poucas palavras.
Levanto-me somente para mostrar ao nobro
dopulado a allenco que rne merecen) as suas ob-
gervaedes. A n ser esta considerarlo, podoria
dispensar-me neste momelo de lomar parle no
debate, porque, como V. Exc. teria observado, o
nobre deputado nao fez mais da que reproduzir o
que baria dito em outra occasiao, o que j fora
respondido.
O Sr. Peixolo de Azeredo :Sempre adiantei
mais alguma cousa.
O Sr. Ministro da Marinha :Assira; Sr. pre-
Sidenle, o nobre deputado insisti em affirmar
que a torca naval existente em Mato-Grosso nao
bastante pira collocpr aquella provincia em es-
tado de defeza. A este respeito apenas obs< rva-
rei que actualmente a provincia de Malo-Grosso
lem mais dous vapores do que tinha anl'-s.
O nobre deputado atha que essa forra nao
suffieietilc ; entretanto nenhuma observ'aco fez
mos em Mallo-Grosso fazem continuadas viagcns
a Montevideo, passando por outros estados es-
trangeiros, e, como o nobre depulado nao ignora,
nessaa occasies teem os ofciaes direilo amaio-
res vancimentos. Seria muilo difficil conservar
de um modo regular a cscriplura^ao relativa aos
vencimentos desses officiaes. consideraudo-os
ora maiores o ora menores, conforme os diversos
lugares por onde livessem ellos de passar. Se-
gundo pens, esta crcumstancia tambem influio
para a deliberado em virtude daqual se mandou
abonar aos officiaes empregados na esla^o de
Mato-Grosso os vencimentos estabelccidos para os
que se acham em paiz estrangeiro.
0 Sr. Peixoto de Azevedo :l'erdoi, mas devo
reparar urna crcumstancia. EU tambem julgava
que se devia abonar aos officiaes de marinha que
esllvessem empregados em Ierra.
O Sr. Ministro da Marinha :0 nobre depu-
lado notou a difl'ercnca que existe entre os offi-
ciaes que era sua provincia servera em trra c os
que se acham embarcados, abonando-sc a estes
maiores vencimentos do que quelles. No en-
tender do nobre deputado cssa desigualdadc nao
se funda em Justina. A este respeito direi ao
nobie depulado que a differenca que existe em
Mato-Grosso entre officiaes empregados era ierra
e officiaes embarcados d-se tambera as outras
eslaroes. Segundo a logislago da marinha, os
vencimentos que teem os officiaes ofteciiramente
embarcados sao superiores aos que percebem
aquellos quo se acham empregados cm outras
commisses. Lssa desigualdado estabelecida pela
lei funda-se em que o servico do official a bordo
de um navio de guerra muilo mais penoso do
que o que elle chamado a desempeuhar em
Ierra.
A vida do mar, ninguem o ignora, cheia de
pe riges e de incommodos. Era pois de justica
que, tralan'o-se de remunerar os serviros que
desempenham os officiaes no mar c em Ierra,
alguma preferencia se desse aos primeiros.
O Sr. Peixolo de Azevedo:L'preciso tam-
bera que V. Exc. fara diTeretica entre officiaes
SESSAO EM 28 DE JUNHO DE 1860.
Presidencia do Sr. conde de Batpendy.
Lida a acia da antecedente, aprovadi.
Ilaveudo numero legal de Srs. deputados,abre-
se a sesso.
0 Sr. 1. secretario d conta doseguinle :
EXPEDIENTE.
Um offico do ministerio do imperio, enviando
cora os documentos respectivos a copia do de-
creto pelo qual se considera a Jos da Silva Gu-
raares a penso annual de 200$.A commissao
de penses o ordenados.
Sendo julgado objecto de deliberarlo, vai a
imprimir, para entrar na ordem dos trabalhos,
um parecer da commissao de instrueco publica,
aulorisando o governo a mandar admlir ao exa-
me das materias do 4 auno da faeuldadede me-
dicina desta corlo a Jos Marciano da Silva Pon-
tes, e, approvado, matricula do 5o anno da
mesma faculdade.
E' lido, posto em discussao e approvado o pa-
recer da commissao do fazenda, resolvendo que
pelo ministerio da fazenda seja ouvido o governo
acerca da prelenco do provedor da Santa Casa
da Misericordia desta corte, relativamente isen-
co do imposto eslabelecido sobre as carrocinhas
destinadas conduraode cadveres.
Segue-se a leitura do parecer da 3a commis-
sao de orcamento sobre a proposia do poder exe-
rulivo concernenle despeza do ministerio da
marinha, convertida em projecto de le.Julgan-
do objecto de deliberacao, vai a imprimir para
entrar na ordem dos trabalhos.
Fica sobre a mesa, para sor tomado cm con-
siderarlo quando so discutir o projecto, o pire-
cer da commissao de fazenda sobre diversos ro-
querimentos pedindo que se aulorise o governo
a mandar trocar as notas do exlincto banco do
Brasil c as cdulas do governo enjillidas em dif-
ferentes pocas, todas sem valor nlgum actual-
mente.
Lida e posta em discussao, approvada a ro-
dacro relativa s emendas proposta de fixaco
de forras de mar, admiltindo praca, com lodas
as garantas pecuniarias, os estrangeiros quo se
acharen) as circurastancias exigidas pela let.
O Sr. Marlinho Campos, oblendo a palavra
pela ordem, justifica o motivo que o faz oceupar
a tribuna, mandando mesa una represenlaro
da sociedade Crculo Agrcola de S. Jos da Caca-
ra, municipio do S. Joao do Principe, e pedindo
quo soja quanlo antes remettida commissao de
justica civil.
O Sr. Presidente declara que a represeulaco
ser remettida aquella commissao.
ORDEM 00 OA.
Procedcndo-se votaco da proposia de fixa-
co das forcas de mar para o auno linanceiro de
1861 a 1862, approvada com as emendas ; o,
adoptado o projeclo vai commissao de re-
darro.
Entrando em 2a discussao o projecto de refor-
ma eleitoral, tomara a palavra, contra, os Srs. :
Franco de Almeida, Casemro Madnreira. Carro,
Marlinho Campos, Pacheco, Cerqueira Leite,Abol-
anlo, Rocha Franco, Fernandas da Cuuha e Oc-
laviano ; e a favor, os Srs. : Dias Viera, Ferreira
de Aguiar, Paranhos, Nebias, Athayde, Benevi-
dcs, Jaguarbe, Baptisla Mont'iro, Virialo, S o
Albuquerque, Cruz Machado e Salles Torres-Ilo-
mem.
A commissao especial, que sobre o mesmo
objecto dera o seu parecer, ofTereeo a seguinte
emenda :
A assembla geral rpsolve :
Arl. 1. A lei n. 387 de 19 de agoslo de 18i6
uitgnuaus e couliguidade dos dor, hasta que ella se lembre do seguinte ; "m7
em 17 anuos, desde 24 de julho de 1810 al a
abertura da cmara dos dislrclos, hoitve li ga-
binetes, isto um minislerio (termo medio) por
17 mezes I
Onde, pois, a razan para admirar-se que esta
tenha cmara visto tres ministerios ?
Recorde-se S. Exc o Sr. ministro ds imperio,
diz o orador, que no lempo da politica agitada,
ou do rgimen eleitoral das saudades de boje,
houve anno, como o de 1848, em que vimos qua-
Iro ministerios, tres dos quaes sentaram-se n
mesma cmara desse anno.
Recorde-se mais (e isto bom de lembrar-se
?, ,?? Jul\essa fellwlacao tanto mais de- a esta cmara, tao censurada) que urna mesma
lu. K? qUC a miDria eve Snete o ter politica. a conservadora, desde 89 de setembro de
inditr Ji em- ap0' que *l< aqui. cra '848 a, 6 de se,embri) de 1853. em cinco auno!
?. S V,gr qU8 "t aquL era *re necessidae de qu.tro presidencias de S
ai\aL i a lho (liuda. Moni'Alegre, Itaborahy e Paran! o
Alcm do que, a vista do curso que tem levado de uraa nflnidade de corabinacOes mi.istenaes
a discussao, deseja que passe a lei. Tode Id- Tratando do individualismo, do egosmo aue
iTtJ^n8. SS /T nS.*0"1 a PasS88on> da se quiz inculpar acamara dos dstriclos, o o'rador
ei ter occasiao de desilludir-se : e, se pelo con- lembra que nao a esta cmara que se pode lan-
trano for sua opiniao adversa a quo tenha a ra- car em rosto esse deleito. Recorda a esse pro-
2*0 por si dobrado motivo ser esso para que o psito o patritico desapego com que os deputa-
orador applauda o jeconhecimento polo paiz da dos se portaran) cora o gabinete de 4 de mo
verdade que elle droga e que vai ser posta era mandando para o senado o orcamenlo desse ga-
claro so passar a le bnele puro o limpo de emendas.
m^S.a Prera- d? ,<1UG Ponderou quanto a Depois disto passa o orador a apreciar o topi-
maioria do governo julga dever aconselhar-lhe co do discurso do Sr. Salles-Torres, em que ap-
m?ni.^ ai"' qU m*\ V V im?eno q"a?d dlSse (0 que ao faz 1uc ""< em erro suppondo-o liberal; mas lem
muita honra a sua maioria) que as maiorias agora occasiao de desenganar-se ; o. estenden-
o movis por natnreza e dependentes de liba- do-se era outras muilas considerases, termina
pedindo licenca para applicar ao gabinete urna
sacroes.
eraais, pensa que lodo o ministerio que nao
dispoeseno de urna maioria numrica nao tem
muita raza o para estar salisfeito.
As maiorias de algarismo sservem para fazer
tnumphar os caprichos do governos, diz o ora-
dor ; nao servem para dar-lhes a forqa moral
indispensavel. Este ultimo beneficio s reali-
savel pelas maiorias da illustraco, e, como
esla s se prova na discussao, o orador julga
let motivo para regosijar-se vendo que a opposi-
rao nesle poni esla mais bem servida do que o
governo, que nao pode enconlrar anda vozesque
o susientem, bem que tenha encoutrado votos
que o favorecam.
Quanto questao de gabinete, que o Sr. mi-
nistro do imperio quiz resolver por urna sim-
ples clago do escriptor francez Ponfrede, o ora-
dor nao a julga tal resolvida. Esl de accordo
cora a opnio desse escriptor quando diz que
nao se devera fazer quesles de gabinete por
simples bagatellas; mas eutende que quando
una medida de imporlanaia apreseutada ao
parlamento pelo governo, c quando este a con-
sidera necessara ao desenvolvimento de sua po-
ltica e conveniente aos iritercsses pblicos, se
a medida nao passa, isso iraporla a morle do ga-
binete.
Nesse caso classifica o orador a lei eleitoral,
que tao urgente e uecessaria julgada pelo go-
verno que a aprsenla no ultimo anno da legis-
latura e faz pelos seas eloquenles amigos pro-
pr o arrolhainento das suas discussoes.
Concorda, e nem disso fez nunca mysterio,
que a le eleitoral de 1855 tem defeitos. Esses
caricatura do Punch.
Nessa caricatura, diz o orador, lord Russell
representado com duas cabecas, tendo a seu lado
direilo Bright, chefe dos liberaes, e sua es-
querda Derby, chefe dos conservadores. O no-
bre lord diz a Bright, que lhe fica a um lado :
Just lhe thing you want, my dear Bright; dou-
ble your coustitueney : (isto exactamente o
o que Vmc. deseja, meu amigo Bright: dou-llie
o dobro de constituinles, como Vmc. quer). E
ao conde Derby, que lhe Dea ao outro lado, diz-
Ihe igualmente : Pray dout be alarmed I lt only
adds ono per cent to lho Tranchise : (nao lem
razo para assus(ar-se, conde I Nao lhes accres-
cenlo raais de um por cento s franquezas.)
Nessa caricatura acha orador desenliada a si-
luacao do actual gabinete, e com essa sitaco
(inda o seu discurso.
Fica a discussao adiada pela hora.
A ordem do dia 30 :
Discussao de requerimenlos, ese houver lem-
po, das materias anteriormente desiguadas.
Levanta-se a sesso.
SESSAO EM 30 DE JULHO DE 1860.
Presidencia do Sr. conde de liaependy.
Havendo numero legal de Srs. deputados, bre-
se a sesso.
Lida a acta da anterior" approvada.
O Sr. Io secretario d conta do seguinte :
EXPEDIENTE.
Dous officios do minislerio do imperio, en-
represenlaQoes das cmaras muni-
vaudo duas
subre osle assumpto quando na sua provincia ha- embarcados no mar e olliciaes embarcados no rio
viam somonte tres vapores, que o nobre depula-1 Cuyob.
do agora declara nao lerem presumo alguna O Sr Ministro da Marinha :Tralou o nobre
Disse o nobre depulado que o vapor Paraguas-, deputado da deliberacao lomada pelo presidente
5 iuteiraroente intil. Sr. presidente, feliz- de Mato-Grosso de empregar um official do exer-
mente acham-se na casa dous nobres deputados I c't0 como director do estabelecimentodos Doura-
qne conheccm bom este vapor, o nobre depulado H-s' marcando-lhe urna gralificacio por esse Ira-
pila provincia de Santa Catharina, que Daquali-I balho, e concedeudo outra gralilirar;ao s utlicial
dade de general da armada comiiiaudou a esta- i qec acha enrarregado da direcro do arsenal,
rao naval do Rio da Prala, qual pertencia o /'o- | 1uc. entender do nobre depulalo, nao re-
rajuass, e 0 nobro depulado pelo Rio de Janei- Su'ar-
ro, que viajou nelle. creio que por esparo de seis: Observare] ao nobre depulado que nao haven-
mezes; tanto um come outro abonam as qualida- do abundancia de officiaes de marinha em Mato-
como urna das Grosso, o presidente vio-se obliga !o a chamar o
des desse navio, considerando-o
nossas melhores canhoneiras Icommandanle da companhia deimperiaes mari-
Actualmeule consta que o fundo desse vapor nhoiros para dirigir O Irem naval. Ora, esse offi-
esla um pouco damnificado, por causa da m via- cial acha-se hoje sobrecarrogado com mais este
O Sr. Peixolo de Azeredo Quando sabio de
Montevideo j eslava incapaz de servir.
O Sr. Ministro da Marinha : Perdoe-me o
nobre deputado, isso nao exacto; e o Ilustre
dopulado pela provincia de Santa Catharina que '
foi comm&ndante da eslaco do Rio da Prata, po-
de informar-nos s o vapo'r Paraguass achava- '
se em mo estado quando d'alli sahio.
O Sr. Lantego :Nao eslava.
O Sr. Peixolo de Azevedo :J fazia agua.
O Sr. Lamego :Todo o navio faz agua mais
ou menos; islo nao prova estar incapaz de ser-
vir.
O Sr. Peixoto de Azevedo .Fazia rauila agua,
a ponto de tiraren) os paios inundados, e inuli-
lisada urna grande poroo de plvora.
O Sr. Ministro da Marinha :Todos os vapo-
res de funflo de pralo eslo sujeilos a este incon-
inconvenienle. Invente o nobre deputado um no-
vo meio de construirom-se vapores de pequeo
calado e proprios para a navegaco dos ros do
pouca agua sem serem de fundo de prato, e far
um grande servico nao s nossa navegaco llu-
vial como de todo e mundo.
O Sr. Peixolo de Azevedo :Eu fallo do des-
mancho em que esse vapor se acha.
O Sr. Ministro da Marinha : O nobre depu-
tado insisti na observaco que j hava feilo re-
lativamente ronslruc^o de dous vapores em
Mato Grosso Eu nao de, nem dou importancia
a essa observaro O nobre depulado pensou que
tinha feilo una grande descoberta notando 1er eu
declarado no meu relaorio que havia expedido
ordem ao presidente de Malo-Grosso activando a
concluso dos vapores que all se mandou cons-
truir, quando nem sequer a quilha desses vapores
eslava assentada.
Respond a isso dizendo que para so conside-
rar um navio em construcoao nao era indispen-
s-avel que a sua quilha foss'e posta no estaleiro ;
que baslava, cerno acontece no caso de que s
trata, que se ache reunido no lugar do trabalho
grande parto do material, e em andamento o pre-
paro das madeiras, para que se considere a obra
cm corueco. O nobre deputado nao pensa assira ;
enlende que para se poder dizer que a construc-
;ao de um navio leve comego preciso que a sua
tem esla questao?
O Sr. Peixoto de Azevedo :Nao questao de
pouca importancia.
O Sr. Ministro da Marinha :O nobre depu-
lado continuou a suslopiar que todos os atrazos
de sua provincia provm da m escolha dos pre-
sidentes que para all teem sido mandados. Quan-
do fallei a osle respeito, lembrei cmara a cir-
cumstancia de nao ter o ministerio actual no-
meado anda presidente algura para Mato-Grosso.
O Sr. Peixolo de Azevedo :O que se segu
l'ahi que essa censura nao affecta ao ministerio
actual.
O Sr. Ministro da Marinha :Enlo deve re-
rerl-la aos ministerios que flzeram essas nomea-
Ces, a alguns dos quaes o nobre deputado sus-
lenlou e defeudeu nesta casa. (Apoiados.) Agora
devo dizer ao nobre deputado que al aqui o go-
verno nao lem motivos seno para fazer do ac-
ual presidente de Mato-Grosso um juiro vanta-
J00.
O Sr. Peixoto de Azevedo :Nem eu me op-
pooho.
O Sr. Ministro da Marinha :Porlanlo se o
nobre deputado quiz f^zer urna censura ao presi-
dente por este arlo, nao foi justo.
O Sr. Peixolo de Azevedo :Primeramente
meparece que elle nao podia arbitrar a gratifi-
carn, em segundo lugar nomear um lenle de
caradores para dirigir um estabelecimento de ma-
rinha !...
O Sr. Miiisro da Marinha :Refere-se ao
eslabelecimonlo dos Dourados?
O Sr. Pci.yoto de Azevedo :-Sira, senhor.
O ir. Miii.sro da Marinha :0 estabelecimen-
to dos Dourados ainda nao funectona, por ora
nao se pode dizer que elle propriamente um
estabelecimento naval.
OSr Peixoto de Azevedo ;Fico sabendoago-
ra que nao estabelecimento naval.
OSr. Ministro da Marinha :Por emquanto
trata-se de construir all os edificios necossarios
para as officinas, para o almoxarifado, para a re-
sidencia do director, ele. Emquanto oeslabcle-
cimenlo nao estiver montado o funecionando, nao
ha inconveniente em que soja elle dirigido por
um official do exercilo, ou masmo por outra qual-
quer pessoa de confinca.
O Sr. Peixolo de Azevedo :J consegu al-
guma cousa.
O Sr. Miuistro da Marinha : Cousa ne-
nhuma.
O Sr. Peixoto de Azevedo :Ja consegu que
se declarasse que Dourados nao estabelecimen-
lo naval, pode por isso ser dirigido por um tc-
nenle de cacadores.
O Sr. Miuistro da Marinha :Presentemente
do que alli se traa de construir os edificios
necessarios ao estabelecimento que se tem em
vista crear.
O Sr. Peixolo de Azevedo :Ha de concordar
em que o que se lem gasto com elle nao combi-
na com o que acaba de dizer...
O Sr Mtntafro da Marinha :E pode o nobre
deputado dizer quanto se lem despendido com o
estabelecimento dos Dourados ? Pela minha
parle declaro que o nobre depulado foi inexac-
to quando disso que j se lem gasto 60:000$.
O Sr. Peixolo de Azevedo :V. Exc, j nos
disse que nao sabe ; como nos vem dizer agora
islo ?
O Sr. Ministro da Marinha :O que eu disse
foi que nao podia precisar a quantia despendida ;
o aisse-o porque segundo asinformacoes que me
transmillio a reprticao fiscal as despezas feitas
com aquelle estabelecimento acham-se engloba-
das as que correni por eonta do trem naval de
Mato-Grosso. Eu costumo fallar com franqueza
cmara, e nlo assevero senao aquillo que posso
provar.
Por ^ultimo chamou o Dobre depulado a minha
attenco para o fado que elle diz ler-se dado na
contadoria de receberem os oflciaes de marinha
os scus vencimentos no dia 15 do cada mez, ao
pa8SO que os procuradores daquelles que os man-
dara receber sao pagos no dia Io, Ignoro o fac-
i ; declaro cmara que nenhuma reclamaQo
Ipnho recebido a este respeito.
Nao sei mesmo qual o alcance desta differen-
SJ, porqi'e se uns recebem os seus vencimentos
oblor-so duila a mais
Alm de que, como
na lei de 1855, permanecen) os graves inconve-
nientes da m distrbuico da depulaco peUs
provincias e as incompatibilidades incompletas.
Entretanto fura injuslira e ngralido, diz o
orador, desconhecer as grandes vantagens c os
immensos beneficios resultantes dessa lei. Ella
tinha primeramente por si um grande princi-
pio poltico ; veio libertar un partido vencido,
descaptivaudo o iiilcrior do jugo das capilaes, e
facilitar a represenlaro de lodas asopiniocs po-
lticas do paiz.
No antigo syslema era isso impossivel, e mes-
mo com a lei de 1855 nao se tornou fcil de to-
do, por isso que o parldo que ficou montado
cra todas as posices continuou a opprimir com
o peso de sua influencia official a opiniao libe-
ral do paiz. Foram poucos os membros desse
partido que vieran) cmara ; mas j foi isso
um trumpho, que de outro modo seno pudera
ter alcancai'o.
Para esse mal da oppresso julga o orador le-
rem concorrido muilas causas. Entre ellas
apona, alm da morte do marquez de Paran,
a machina montada no sentido conservador, a
m dvi-o dos circuios, a demora que houve
nossa diviso, occasiouando a irnpossibilidado de
ser essa importante questao apreciada pelo cor-
po legislativo.
Era prova do sua demonslraco cita o orador
e o decreto n. 842 de 19 de setembro de t85o : as datas da publica, o da diviso dos crculos oas
seno executados com as seguidles alteracoes : | difJVronles provincias do imperio.
defeitos, porm, permanecen), e antes sao aggn- \ cipaes da Villa-Mara, provincia do Matto Grosso
vados pela reforma, porque, persistindo a
distrbuico das provincias, que sua ori
principal, sei impossivel
insignificante vanlagem.
rvir ----- --------- w| (-"inv-i.im. .>i.i'.'J"JI ujU,
ma .c da de Gercmoabo, provincia da Babia, pedindo
geni aquella a creaco de um collegio eleitoral, e esta
1." Neuhuma provincia dar menos de dous
deputados assembla geral legislativa.
2. As provincias sero divididas cm ds-
triclos eleitoraes de tres diputados cada um ;
mas, quando deretn s dous deputados ou nao
for mltiplo de Iros o numero destes. peder ha- !
ver um ou dous dislrictos de dous deputados ca-
da um.
< 3. Os districtos sero divididos em lanos
collegios eleiloraes, quantos forem as cidades e
villas do imperio, comanlo que nenhura collegio
comprendida numero menor de 20 eleitores.
Naquollas em que se nao verificar esto uu-
mero, sero os respectivos eleitores anncxidos
ao da ridade ou villa do mesmo dislriclo, que
licar mais prxima.
5 ." Fica revogado o 7o do decreto n. 812
de I!) de selembro de 1855. Na filia temporaria
do deputado ser elle substituido pelo seu imme-
diato em votos ; no caso, porm, de vaga por
por fallecimenlo, opro, Impossbilidade phisica
ou impedimento legal, piocedcr-se-ha a nova
eleico.
_ 5." Nenhuma alteraro se [ara para a elei-
co dos membros das assemblas provinaes as
provincias que formaren) um s districio eleito-
ral ; mas naquollas cujos dislrictos se ampliara,
o governo distribuir por esses dislrictos o nu-
mero que actualmente do.
6," A convocaro de que trata o citado
decreto de 19 de setembro de 1855, comprehen-
der nicamente os eleitores da parochia ou pa-
rochias da cdade ou villa cabera do municipio,
sem outra intervenco mais no"acto da epuracao
do que a de reclamar contra os virios e irregu-
laridades que nella observe-n, e de fazer laucar
na acta a sua reciamaco.
S 7. O governo na corle o os presidentes as
provincias designarlo o numero de eleitores que
deye dar cada parochia na prirr.eira eleico, de-
pois de promulgada a presente resoluro, loman-
do por base ura eleorpor 40 otantes, c para
designaro do numero daquelles o mnimo das
qualiDcares feitas nos airaos de 1857, 1858 e
1859, comanlo que no caso de excesso nao v
alm de raetade mais do numero de eleitores
approvados na actual legislatura.
8." Havendo apenas duas das qualific?roes
aprescnladas no paragrapho antecedente, 're-
gular a menor ; havendo urna, esta ; e na falta
das Iros, a do correle auno.
9."Quando de urna o umais parochias se hou-
ver desmembrado lerrilorio para crear outra, es-
la, como aquella, nao poder dar separadamen-
te mais eleitores do quo daro as provincias na
ultima eleico, salvo o acres:imo de mais me-
lado, na forma do 8o.
10. Antes de apurado o votos, presiden-
te e o 1 escrutador da mesa dos collegios lubri-
caro no verso cada urna das1 cdulas contadas e
rocebidas dos eleitores, as quaes, (indo o acto da
apuraco, dever ser ainda fechadas, selladas c
remetiidas com a acta para a cmara-municipal
apuradoura afim de as examinar e confrontar di-
vididamente.
2. Feila a diviso e designado de quo
tratam os 2, 3. e 11 do art. Io nao podero ser
alteradas seno por lei.
Arl. 3. O governo expedir regulamentos
para a boa execugo da presante lei.
Arl. Fcara revogadas as leis em con-
trario.
Sao lidos o apoiados os seguinles paragra-
phos substitutivos offerecidos pelo Sr. Cerqueira
Leite : l
10. Cada parochia dar um eleitor por 30
votantes, regulando-se pelas qualificacoes que
serviro para o anno de 1859, e o numero do
A vista disso, pondera o orador que, se vota-
da a lei de 18)5, houve demora e m diviso, o
quo uo acontecer com a presente reforma,
que se quer apreseutada, discutida, estudada e
approvada no ultimo armo da legislatura, era
poucos dias e com toda a preeipitaro ?
E, accrescenta, permanecendo a' m diviso,
como todos a reconhecem. pretende acaso o go-
verno corregir o defeito s cora a reunio de
dous ou tres crculos "?
O resultado, diz o orador, ser que, em vez
das eleires regulares que se podem obter, tere-
mos elcicoes provinciaes, circulares e triangu-
lares I
Domis, julga o orador que para se propr a
reforma de urna lei, e do lei to importante, de-
ve-sc ter a convicro de suas vantagens, provada
por urna longa experiencia. E pode-se acaso di-
zer, perguula o orador, que tainos essa experien-
cia ? A propria opnio de Carn, que se clou,
vem em apoio do que pensa o orador. Elle cs-
crevia em 1839 sobre a lei de 1831, e apezar de
oito annns de pralica dizia : Apezar de ludo,
nao se pode condemnar absolutamente um sys-
lema que nao tem por si a demonstrarlo de uiua
longa experiencia.
O Sr. ministro do imperio, diz o orador, no seu
discurso avan;ou que a eleiro dos crculos,
dando vigor ao elemento individual, matara de
lodo o espirito publico e elevara o egosmo.
Pode-se, porm. attribur essa imputaro di-
viso dos crculos ? De certo que nao ; a diviso
era nada idluo para isso, e, se influio, o delei-
to se conserva, porque a diviso se nao altera pe-
la reforma.
Esta principia por nao conter nenhura princi-
pio poltico, por ser apenas a forma material do
arbitrio e por crear para base desse mesmo arbi-
trio o segredo que guarda o gabinete sobre a ma-
neira por que pretende distribuir a representarn
nacional pelos crculos ampliados.
Qual a proporcao quo se guarda, pergunla o
orador? qual a regra 1 como se far a dislribui-
ro ? o simples capricho do governo que vai
decidir isso ?so dous, Ires. quatro ou seis os re-
presentantes que devera pleitear a eleico nos
novos circuios f haver urna reara gera'l, urna
proporcao regular, nessa distrbuico, ou ella se-
r variavel volitada do governo ?
Nesle ponto o orador estende-so cm diversas
considerares a respeito do que se passou na
Franca quanto opposico dos liberaes s cir-
cumscripres eleitoraes."
Apreciando o argumento do amesquinhamento
do depulado pela represenlaro o orador enlen-
de que, se esso defeito a condemnar, a refor-
ma nao o melhora ; porque, se o eleito de 200
pode ter o reito de assacar ao eleito de 20 a
mesquinhez de sua importancia poltica, pela
mesma razo o eleito de 400 pode incriminar ao
eleito de 200 o mesmo vicio ou defeilo. E como
cora a reforma era nada se altera ou se remedeia
semelhantc cousa, enlende o orador que o argu-
mento nullo.
Quanto inslabilidade das raaicras, que se
quer attribur ao syslema dos circuios, taes como
emstem, o orador estende-se em largas conside-
rages, A cmara, diz o orador, a quera se quer
allribuir a responsabilidade do apoio 9 tres mi-
nisterios differentes, nao pode ser era lgica-
mente responsavel senao por ura [actoa disso-
Inro do gabinete de 4 de malo.
Se o defeilo resultada inslabilidade dos minis-
terios, esse mal, diz o orador, antigo.
Em seu apoio recorda a historia poltica do
primeiro reinado, em que o termo medio era de
nove ministros por anno. E, passando ao segun-
do reinado, o orador lembra quo nao ha sido a
------r __------v..-----.----------------w|WViMuwiaoiuwauuuu IIOU lia 51U d
eleitores que houver de dar nesta conforroidado sciual cmara a qne tenha apoiado muitos mnis-
Ti, R Ser allerad0- terios- Se ella apoiou o gabineto de 4 de mao,
8 11. O governo designar, para proceder observa o orador, foi por ella que se dissolueu o
apurarao geral dos votos, a cmara municipal gabinete de 12 de dezembro, sahdo da opposico.
da cdade ou villa mais importante de cada um Quaqto ao gabinete de 10 de agosto que urna
dos dislrictos eleitoraes. creaco hybrida, sem forma regular, que nao sa-
12 As incompatibilidades estabelecidas
hio de nenhum lado da cmara e que sahio de
S4ore*c20 do ci,ado decret0 de 19 de setembro todos, so ainda persiste e espera oblcr um apoio
de 1855, comprehendero os juizes do orphos e parlamentar decisivo, isso devido a outros se-
promotores, assim como os substitutos ou sup-
plcntes dos funecionarios mencionados no mes-
mo decreto, que liverem estado no exercicio dos
respectivos cargos nos quatro mezes anteriores
eleico secundarla.
Art. 2. O governo na nova diviso dos ds-
triclos eleiloraes, observar o seguinte :
1. Na annexaeo altender-so-ho, quanlo
gredos.
Para tirar de sobre a cmara a pedia que se
qner lancar, julga o orador sufDcienle recordar o
seguinte : que a inslabilidade dos ministerios
um mal amigo, e que esse mal levo maior in-
fluencia no descrdito das antigs cmaras do que
pode ter na cmara aculual.
Para convencer-se dislo a cmara, diz o ora-
quese altere a 3' parle do art. Io do decreto n.
1814 de 27 de agoslo de 1856, annexando-se ao
collegio eleitoral daquella villa a froguezia de
Santo Antonio da Gloria.A' commissao de es-
tatislica.
Outro officio do actual presidente da provincia
de Minas Geraes, remetiendo o relaorio cora o
qual lho fora entregue aquello presidencia.A
archvar-se.
Outro ollico do secretario do senado, com-
muuicando que aquella cmara, adoptando-as,
E' lido, posto em discussao e approvado o pa-
recer da commissao de pensoes e ordenados, re-
solvendo que seja ouvido o governo sobre o re-
querimenlo dos empregados da faculdade de di-
reilo de S. Paulo, pedindo augmento do ordena-
do ; bemeorao oulro parecer da commissao de
constituidlo o poderes, approvando a nova elei-
co a que ltimamente se proceder na parochia
da Barra de Natuba, na provincia da Parahiba.
Sendo julgado objecto de deliberaro, vai a im-
primir para entrar na ordem dos trabalhos um
pareder da commissao de pensoes e o denados,
approvando a penso annual de 200) ao gualda
nacional Joc da Silva Guimares.
ORDEM DO DIA.
Primeira parle.
Continua a segunda discussao do projecto de re-
forma eleitoral.
Sao lidas e appoiadas as emendas abaixo pu-
blicadas offerecidas ao projeclo:
Para ser coilocadas onde melhor convier.
De ora em dianto as parochias daro tan-
tos eleitores qnanlos forem os mltiplos de 36
Votantes, tomada por base a qualificarao que ser-
vio para a eleico de 1856.
as parochias creadas ou installadas pos-
teriormente aquella eleir.o, observar-se-ha a
mesma regra, loman Jo-se por base o numero de
votantes desannexados : do mesmo modo proce-
der-se-ha para redueco do numero de eleitores
as parochias que liverem soffrido desmembra-
coes.
} A qualificarao de vontantcs s lera lugar de
quatro era quatro annos, e sempre no terceiro
da respectiva legislatura, salvo quando era con-
sequeucia de irregularidades e Ilegalidades pra-
ticadas pelas juntas qualificadoras ou pelos cou-
selhos munieipaes, o governo annuallar os tra-
balhos, o mandar que se proceda immediata-
mente nessas parochhs e municipios i nova
qualilicaco.
Os que era grande recurso forem declara-
dos votantes pela relaco do districio nao pode-
ro ser excluidos da lista de votantes da respec-
tiva parochia durante a legislatura, salvo por
mudanca para outra parochia, pcrdimenlos dos-
direitos polticos era virtudo de selen^a.
Paragrapho ao art. 2o
Nos collegios eleitoraes s tomoro parle na
verificado de poderes os eleitoies, cujos diplo-
mes esliverem assiguados pela mesa parochial,
presidida pelo juiz de paz mais votado do dis-
tricio da matriz, e reunida nesta.
Constituido, porm, o collegio, poder lo-
mar conhecimeoto de quaesquer reclamaroes
apresentadas por outras pessoas que se altribiiam
o direilo ou qualidadcs de eleitor por alguma
parochia.
a Da verificaco dos poderes dos collegios
eleiloraes se lavra'r urna acta especial e mui cir-
cunstanciada de todo o occorrido, assignada pela
mesa e por todos os eleitores presentes.
Toda e qualquer reunio de eleitores com
o lm de eleger senadores, deputados ou mem-
bros das assemblas provinciaes fra do ponto
legitmenle designado, ou nao presidida pela au-
toridade competente haver-se-ha por ajuutamen-
lo illicilo e nullo quaulo ah praticarera,
Art 1;
as elecoes parochaes, logo que fr re-
cebida do volante a respectiva cdula ser esta
immedijlamenle rubricada por um dos secreta-
rios cu escrutadores que fr designado pelo
uz de paz, eso depois dislo ser eutao laucada
na urna.
< Todos os crimes que forem coramettiJos
as grojas ou edificios legalmeute designados no
acto da eleiro, apurarao do votos ou escriplu-
raco das actas, sers punidos cora o duplo das
penas estabelecidas
mesmos criraes.
no cdigo penal para os
'-""'oii', oi"jiijiiuu-u^( --------- ~ 9 "
perial as resolue&cs ap- CISC0 de Assis Athayde.o
ancedidas a D. Antonia I Accrescente-se ao lii
Sala das scsses, 30 de juuho de 1860Fran-
vai mandar sancro iin_
provando as pensos concedidas a D. 'Antonia Accrescente-se ao final do 3o do art. Io do
Luiza Horta Barbosa e seus fillios, e a D. Anua projecto substitutivo, o seguinte : Contanto
Marcelina de Carvalho Pardal o a sua lha D., Que a distancia nao exceda do 20 leguas por
Florentina Tiramira Jacqucs Ourique.Inteirada.! 'erra.
Sao lidos, postos em discussao e approvados : P3C-o da cmara dos deputidos, 2 de julho
um parecer da commissao de constituiro c po- i de 1860.J. A. Saraiva Ferreira de Aguiar.
deres annullandoa eleicao que para quatro elei-1Torres-Homens.Dias Vicira.
lores se proceder na froguezia de Iguarass, na ,* as freguezas que dislarem da sede do mu-
pruviiicta de Pernamburo; tres pareceres da
commissao de pensos e ordenados indefirindo as
pretences de Filippo Nery da Conceico e do
Victorino Cardoso de Araujo, e resolveudo que
sejarn pedidas iuformaces ao goy^rno acerca da
preleoQo dos empregados da ao}tra -- assigua-
lura e subsliluicao do papel raoeda.
Lido, julgado objecto'de deliberacao e vai a
imprimir para entrar na ordem dos" trabalhos.
ura projecto apresentado pelo Sr. Delphino de
Almeida coocedendo Saula Casa da Misericor-
dia do Cuyab, provincia do Mallo rosso, dez
loteras polo plano das da Santa Casa desta curte.
ASr' Percira />'""> depois do justificar ero
um discurso, manda a mesa a seguinte resoluro.
A assembla geral resolver
^ Art. I. Os limites da provincia do Espirito-
Santo serao restaurados pela forma de sua antiga
designaro e da maneara soguinte : pelo lado que
na sua exlenso occidental cnlesta com a pro-
vincia de Minas-Geracs continuar a prevalecer
a linha divisoria Jo que trata o auto de demarca-
rlo do mez de outubro de 18C0, confirmado pola
caria regia de 4 de dezembro de 1816, emquanto
por urna nova mediro nao lhe fr accrescenlado
o lerrilorio que ainda lhe deve perlencer c do
qual se acha de posso a referida provincia de
Minas Geraes.
Art. 2." Pela parte em que a dita provincia
do Espirito Santo confina com a da Baha, ser
o seu limite o rio Mucury, abrangendo a sua mar-
gen) ao sul.
Art. 3." Pelo lado da provincia do Rio de
Janeiro, a do Espirito Sanio ter por limite o lu-
gar denominado Santa Catharina das Moz que
desde remola poca foi sempre considerado o
ponto de sua diviso ao sul.
Art. 4." Ficam revogadas quaesquer dispo-
sices em contrario.
Sendo julgado objecto de deliberacao, vai a
imprimir para entrar na ordem dos trabalhos.
O Sr. Tosca no Brrelo, fundamenta largamen-
te e d mesa ura requerimento, pedindo que
polo ministerio da justica lhe sejim dadas varias
informares acerca de diversos processos que na
cidade de Maranguapo, provincia da Parahyba, j
instaurara o respectivo juiz municipal Augusto de |
Almeida e Albuquerque.
No meio do discurso do Sr. Toscano, o Sr. pre-
sidente o inlerrompe, advertindo-o de que, sera
licenca da cmara, elle uo pode continuar, vis-
to que assim prelere a ordem do dia.
O Sr. Toscano, icquer maia hora para concluir
o seu discurso.
A cmara vola favoravelmenle.
Concluido o discurso do Sr. Toscano, brese
um debate sobre o seu roqueriraenlo, no qual
tomam parte os Srs ministros da Justina, Diogo
Velhoe Marlinho Campos.
A discussao (Ira adida pela hora, leudo ainda
a palavra varios Srs. deputados.
A ordem do dia para segunda feira :
Primeira parle.Continuaco da 2a discussao
do projeclo de reforma eleitoral; e, so houver
lempo, as materias anteriormente designadas.
Segudda parte (del ;4' hora era diante ) Dis- juiz de paz mais votado,
cusso da proposta do orcamento para o exerci-
cio de 1861 a 1862, na parle relativa despeza
do ministerio do imperio.
Levanta-se a sesso. .
nicipio raais de 15 leguas se formar um colle-
gio eleitoral cora os respectivos eleitores, urna
vez que seu nuraero seja de 12 para cima.Luiz
Carlus.
>< Ao 9o do art. Io do projecto da commissao
especial accrescenlesc : Far-se-ha a distr-
buico do numero dos eleitores pela regra do
proporcao, loraaudo-se por base a qualificarao
anterior ao desraenibramento.Cruz Machado.
Projeclo substiluilivo. A assembla geral
resolve :
Art. Io As provincias do-Amazonas, do Es-
pirito-Santo, Paran o Santa Calhcrina daro
dous deputados cada urna assembla geral.
< Io O governo, ouvdos os respectivos pre-
sidentes, dividir as referidas provincias em dous
distrelos eleiloraes, cada um dos quaes eleger
um deputado assembla geral e membros da
assembla legislativa provincial.
2 Na diviso o governo guardar o esla-
belecido no 4o do art. Io do decreto n 813 do
19 de setembro de 1855, o, feila a diviso s por
lei poder ser alterada.
S 3" Nos dislrictos em que a diminuiefio da
popularo ou as distancias dilTicultarem "a reu-
nio dos eleitores em um s collegio, o governo
designar os que devero compr o distrelo.
comanlo que nenhum collegio soja menor de 15
eleitores, nem em distancia inferior a 15 leguas
ao que esliver mais prximo.
Esta disposiro fica extensiva aos dislrictos
anualmente designados com uras collegio, ve-
rificadas as condires expressas na primeira par-
le deste paragrapho.
Art. 2. As listas dos eleitores nos dislrictos
que liverem mais de um collegio eleitoral s de-
vero conter ura nomco do deputado a eleger,
Qcando nesta parte alterado o 10 do att. 1 do
citado decreto de 1855.
Arl. 3. Fica supprraida a eleico de supplen-
les de que tratara os 6 in fine'e-7 do mesma
arligo do mencionado decreto de 1855. No caso
do morte do deputado, de preferencia por outro
dislriclo, de escolha para senador do imperio ou
por qualquer outro motivo, proceder-se-ha a nova
eleicao de deputado no respectivo districio, den-
tro do praso de seis mezes segundo as distancias,
sob as penas decretadas no arl. 128 da lei de 1!
de agoslo de 1816 para os que demoraren! a elei-
cao alm desse praso.
Art. 4. O governo designar o numero de
eleitores que dever dar cada parochia, tomando
por base um eleitor por 25 votos, e regulando o
numero destes pola qualilicaco feila em Janeiro
de 1859, nao podendo era caso algum o numero
de eleitores exceder a ura terco alm do que cada
parochia deu na eleico de 1856, nem as futu-
ras a um dcimo do que cada parochia liver da-
do na eleiro prxima anterior.
Arl. 5. Quando em qualquer collegio elei-
toral se apresentar mais de urna turma de eleito-
res pela mesma parochia, s ser admiltida a lo-
mar parte as scsses preparatorias quelles da
eleigo que liver sido feita na matriz ou no edifi-
cio designado para substitui-la, o presida pelo
SESSO EM 2 DE JULHO.
Presidencia do Sr. Conde de Baependij.
Havendo numero legal de Srs. deputados,
Abre-se a sesso,
Lida a acta da anterior, approvada.
O Sr. Io secretario d conta do segrale
EXPEDIENTE.
Um officio do ministerio do imperio enviando
as informaces que requisitra sobre a prelenco
de Joo Baplista de Carvalho, official aposentado
da secretaria de estado dos negocios do imperio.
A quem fez a requisico.
Oulro do mesmo minislerio, remeltendo o rc-
querimento dos empregados da administraro do
correio de Piauhy, pedindo augmento de orde-
nados.
A' commissao de penso e ordenados.
Outro da cmara municipal da villa de Santa-
Anua do Parahiba, provincia de Mallo Grosso,
pedindo a creaco do um collegio eleitoral.A'
commissao de cstatistica.
Um requorimcnlo da ordem lercira de S.Fran-
cisco de Assis, da cidade do Rio Grande do Sul,
pedindo concesso de oito loteras para a cons-
trucro de urna nova capella. A' commissao de
fazenda.
Outro requerimento da irmandade de Nossa Se-
nhora da Candelaria, declarando que na suppli-
ca que Dzera a esla cmara, relativamente dis-
Eensa das leis de amortizaco, afim de possuir
ens de raz, se referir somma de lOO.OOOjj,
porquanto al 40:0O0j j ella possue. A' com-
missao respectiva.
Outro da cmara municipal da villa de Lences,
provincia da Bahia, pedindo a creado de um col-
legio eleitoral ou a transferencia do do Santa Isa-
bel.A' commissao de estatistica.
Se mais lo uraa turma tiver sido eleila na
matriz ou edificio designado para substitui-la,
mas nenhuma dellas liver sido presidida pelo
juiz de paz raais votado, ser admittida a que ti-
ver sido eleita no dia e hora devidamente mar-
cados ; havendo duvida sobre esta crcumstancia,
nenhuma ser admittida.
E quando concorrerom duas ou mais turmas,
os volos dos respectivos eleitores sero apurados
em separado, fazendo-se de tudo minuciosa de-
claraco na acta.
Art. 6. as incompatibilidades estabelecidas
no 20 do art. 1 do referido decreto de 19 do
setembro de 1855 comprehendera-sc os substitu-
tos e supplentes dos funecionarios indias desig-
nados que liverem lido exeicicio era qualquer
tempo em quo, juramentados, eslejara habis para
o mesmo exercicio ; e bem assira os inspectores
das alfandegas, administradores de mesa de ren-
das, cellectores das rendas geraes ou provinciaes
e os promotores pblicos.
ridosseis mezes da demisso dada ou oblida dos
referidos cargos.
Arl. 7. Ficam alloradas no senlido da pr-
senle resolucaa as disposicesda lei n. 387 de 19
de agoslo de 1846, e do decreto n. 842 de 19 do
setembro de 1855, e revogadas as que lhe forera
contrarias.
Paco da cmara dos deputados, 30 de junho
do 1856.Sampao Vianna.
Supprimam-se os 1, 5 e 6.
a 1." S5o conservados todos os dstriclos
de cujo collegio central as matrizes de cada fro-
guezia nao dislarem mais de 20 leguas ; de sor-
te que seja fcil a reunip de todos os eleitores
do dislriclo.
2. Nos municipios cujas villas dislarem
mais de 20 leguas das villas vizinhas, esta-
belecer o governs collegios de vinte ou mais
eleitores.
Estes municipios formaro dislrictos que
/'
.' i i. '
MUTILADO 1


deem dous oh tres deputados, apuradoc os votos
era cada uro dos collegios, e lomados vista das
actas respectivas pela cmara municrpal do rmi-
nicipia mais ceatral que fdr designado pelo go-
Terno.
a 3 Nos districtos de um s collegio que
dercm smenle um diputado, os eleitores vola-
ro em dous candidatos ficando deputado o que
tiver maloria relativa, e supplente o immediato
em votos, o qual substituir o- deputado em seus
Impedimentos emporario3.
Ni filia absoluta de qualquer deputado, ou
por nibrte, ou por ter optado por outro dlstric-
to, ou ter sido escolhido senador," ou por qual-
quer outro impedimento perpetuo, proceder-sc-
ha nova cleigao de um deputado pelos eleito-
res do referido dislricto coi quo der-se a vaga.
4." Nao obstante a regra cima eslabclcci-
da, na provincia eo Rio de Janeiro lera a sua
capital um collegioao qnal concorrero todos os
eleitores dos 3 districtos de municipio neutro e os
do dislricto he Nitherohy para elegerem quatro
deputados, formando nestes qualro districtos,
um smente e ficando conservados os mais dis-
trictos, e cada um com o seu collegio nico, no
qual seracleito cada depulado conforme o 3..
da provincia de Pernambuco, os de Olinda, do
Cabo e de Pao do Ado formaro um s dislricto
que dova dar cinco deputados, concorrendo todos
os eloitores ao collegio eleitoral que o governo
xnirccir na dita cidaie do Recife.
Sao conservados os districtos de Goianna. Vic-
toria c Rio Formoso ; dando cada um o seu de-
putado cleito no collegio respectivo, os oulros
districtos do Bonito. Limoeiro, Garanhuns, Rrejo
o Roa-Vista poder o governo reunir em dous
districtos que dem dous ou tres deputados, como
fdr ni lis commodo aos eleitores. A freguezia de
Seriuhiem Tica pertencondo ao dislricto do Rio
Formoso.
( g 6." Os dous districtos da capital da provin -
cia da Baflia e o de Sinlo Amaro formaro um
oistricle que d laes deputados, eleitos no colle-
gio eleilorol da cidade da Baha no edifico que o
governo marcar. Os districtos da Cachoeira e
da Freir formaro um districto de dous deputa-
do?, eleitos no collegio cleiloral da cidade- da Ci-
clioeira. Os districtos de Valenca e Nazarelh
fornisrae ura dislricto de dous deputados, elei-
tos no collegio elci'oral da cidade de Valenca. Os
cutios districtos sero reunidos em disrlctos
mais extensos que dem dous ou tres deputados.
<: As fregue/ias do Conde e Santo Antonio da
Gloria Acara periencendo ao districto do Tuca-
no, concorrendo os eleitores do Conde ao collegio
da Abbadia.
< As fregnezias do Sanlissimo Sacramento,
Ilaparica e da Vera-Cruz liram perlenccndo ao
districto da capital da Baha. O governo resta-
Lele era os collegios de Sania Rita, Campo Lar-
go e Remanso ou Pilo Arcado.
< 7 Os districtos de Aracnj c Ilabaiana
formaro um dislricto de dous deputados cl>'ilos
cm um s collegio eleitoral, na cidade que o go-
verno designar.
8. Na cidade deMacei havera um s col-
lego eleitoral, ao qual conrorrero os eleitores
de Mi ci. Alagoas, Pioca, Santa Luzi.i do Nor-
te, Camaragibe, Porto de Podras, Pilar, Alalava
e S. Miguel para elegerem dous deputados, que
deve dar o dislriclo assim eslabelecido. As ou-
tras parochias da dita provincia formaro um
dislricto de tres deputados.
e 5 9." As incompatibilidades establecidas no
g 20 'lo d.-creto de 19 de setembro de 1855 com-
preliendera os substitutos dos empregados nelle
designados que tiverem exorrido cargos respec-
tivos seis mezes antes da eleieo primaria, e cm
qualquer periodo depois desle al concluir-se a
secundaria. Ksta regra cemprehende os empre-
gados efectivos que se demitlirem dentro dos seis
mezes anteriores fls eleic,6es.
< 10. Fieam isentos de multas os eleitores
quo nao comparecorem nos collegios eleitoraes,
os supplentes que rallaren) 6s juntas de qualifi-
caco o < assemWas parochians, c os votantes
que deixarera de acudir a chamada uas elecoes
nunicipaes.
a Paco da cmara dos deputados, 2S de junho
de 1860. Casimiro S. Hadureira.
Era nutro logar publicamos mais tres arligos
addilivos offerecidos ao projecto.
Depois de orarera os Srs. Dias Vicha c Casi-
miro Hadureira, fu a discussao adiada pela ho-
ra e passa-se a segunda parte da ordem do dia.
Entrando em discussao a proposta do ornamen-
to para o exercicio de 1801 a 1802, na parte re-
lativa a despeza do ministerio de imperio, to-
nam i patarra contra os Srs. I.andulpho, F. Oc-
laviano, Tilo, Marliuhn Campos e Peixolo de Aze-
vedo ; e pro, os Srs V'illola lavares, Paula Poo-
seca, Pacheco, Pedreira, Brando, Sampaio Van-
Da, Casimiro Hadureira, Danta, F. de Aguiar
Duartn Brando, Paulino de Souza e Jagu aribe.
o Sr. Landulpho oceupa a tribuna al o fin
da sesso.
A discussao Hca aliada pela hora.
O Sr. Presidente d para a ordem do dia as
materias j designadas, tanto na I* como na 2*
parle.
I.eanta-sc a sesso.
DIABIQ DE PERNABMUCO. SRXTA FEIRA Id DE AGOSTO DE 1860.
primelo da poslura relativa ao eeharem-se
por meio de muros os terrenos devolulos, que
esto por edificar, na forras da mesnia poslura.
Parece-nos que, havendo essa disposico, deve
ella ser observada, alias roelhor sena que a
obliterassem, do que ser assim infringida.
Foi nomeado para a cadeira de francez do
Gymnasio o Sr. Antonio Jos de Horaes Sar-
ment.
Foram promovidos; por portara do hon-
tem, no corpo de polica, os segiiinles officiaes :
Capitao Alejandre de Barros e Albuquerque
mejor,
Tenente Miguel da Fonseca Soares e Silva
capilao da 3a companhia,
Alferes Francisco Burges Leal tenente da
raesma companhia,
Sargonlo ajudante Joaquim Barbosa dos Res
alferes.
Hoje ha concurso na thosouraria de fazen-
da para o preenchimento de vaga de platicante,
que all sed.
Perante a thesouraria provincial foram
hontem arremalados os impostos provinriaes,
que eslavam em praca, dos municipios de Agoa-
Prela e Rio Formoso, por 2 675JJ0O0, por Hanoel
Gouvei de Souza, e de Sennhem por 5558000,
por Francisco Alves de Miranda Varejao.
Por portara de hontem foi demiltido o te-
nente do corpo de polica Francisco Beringuerde
Almeida Guedes.
Sendo concedida a demisso que pedio De-
metrio Rodrigues Leile do lugar de guarda da
casa detenco, foi nomeado para subslitui-lo An-
tonio Marques da Silva.
Mataooiho publico. Malaram-se para o
consumo da cidade no dia 8 do correte 108
rezes, e para o dia 9, 67.
MORTALlDADE DO DA 9 DO COMIENTE :
Mari?, cabra, escrava, 1 hora ; convulses.
Rufino Gomes da Fonseca, branco, casado, 55 an-
nos ; hepalile chrnnica.
Theodora Maria de Jess, parda, solteira, 18 an-
nos ; hydropesia
Zeferina Antonia, parda, viuva, 50 annos ; can-
cro.
Benedicta, prela, escrava, solleira, 40 annos afo-
gada.
Hanoel Novaes da Costa, branco, casado, 62 an-
uos ; herisypclla.
No dia 8 do corrente foram recolhdos ca-
sa de detcneo 2 homens livrese 2cscravos, sen-
do : 1 a ordem do l)r. chefo de polica, 1 ordem
do Dr. delegado do Io distrelo, 1 ordem do sub-
delegado de Santo Antonio, e 1 ordem do de
S. Jos.
Hospital de caiudade.Existem 58 ho-
mens e 51 mulheres, nacionaes ; 7 homens es-
Irangeiros, e 1 escravo.lotal 117.
Na totalidadedos doeoles existem 37 aliena-
dos, sendo 3ii mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelocirurgiao
Piulo as 6 e li da manhaa; pelo Dr. Dor-
nellas. i 8 horas e 5 minutos da manhaa ; e
pelo Dr. Firmo as 6 horas e 10 minutos da tar-
de de honlem.
CONSULADO PROVINCIAL.
Allci'iicoes Celtas no lancamento da de-
cima da IVeguczia de Santo Anto-
nio, que lem de servir no anno fi-
naneciro de 18ti0 a 1801, pelo lan-
cador Francisco Carneiro Machado
Itios J ii ni o*.
Roa de S. Francisco.
Numero 6Ordem tercoira de S.
Francisco, sobrado com urna loja
arrendada
B REVISTA DIARIA-
Fromovc aassoriacao do Instituto Pin Litlerario
a idea de protecc&o c favor as elasses artsticas
da nossa sociedade, por meio de um ensiiio me-
Ihodii'o aos membros dessas elasses.
A idea apesar de gigante com relaco ao prin-
cipio iniciante dalla, com ludo pode ser que
Vingue mil morlalibus arduum est, tanto
mais quanio nesse intuito a direccao do Instituto
tem-se dirigido a todas as associaedes existentes
Jiesti cidade, pedindo-lhes a respectiva coad-
juvaco, que de presumir seja concedida, mos-
mo por que est no interesse inmediato d'ellas.
Dando-se essa nequiescencie, o Instilutoabr-
: i ; ira logo tres aulas gratuitas, cm que sejam
eiiinadas a lingoa nacional, a lingoa (ranceza e
geometra pralica; &s quaes accrescer mais do
espaco urna oulra de desenlio. Alm disto, do
dous em dous annos, mandar a Enropa para
nperfoicoar-se na respectiva arle um ou mai?
membros das sociedades de artistas, que para
isto forem por ellas propostos, e queesl-'j.im
as condices de mcrecerem-n'o por sua aptido
jirova la.
Nao nos fazemos a carga de exaltar essa idea,
cuja concepeo todfivia assaz meritoria, e bem
merece que lenha um apoio efleaz, que a tire
das posibilidades para o dominio da realidade.
He o que lite desejjamos, quanto a nos.
De ha mniti) que ouvimos fallar em des-
prove t.i do estad* do cemilerio de Iguarass ;
-'a lempo suppunhamos quefosse
alevolencia, concedo que toda-
a resolueao lomada pelo Exm.
respeito "delle, quando all foi,
i'ra-se cm manda-lo fazer para
iliumaces no templo,
empenho rcsultou, que foi or-
repartcao das obras publicas,
publica perante a thesouraria
ainda assim o mo fado que
mas al um certo
isto o efl'eilo da ni
via redeu peranlej
Sr. presidente a
resolueao que ci
acabar com as in
Tiesto louvavel
cada a obra pela
e posta cm hasta1
provincial ; mas! nada assi
acompanha-a, n*o dcixou-a porque nao appa-
receram licitanlaa pela escacez do orcamenlo. i
Tara que, pois
casa terrea,
casa terrea,
.......
casa terrea,
terrea,
terrea,
justa, casa
casa
intensos do Ex
lente que esse
attendendo-se n
llie assignado.
Para a constr
nativo de S.
jno sejam inutihsadas" as boas
i.. Sr. presidente, seria impor-
orcamenio fosse reconsiderado,
natureza da obra e ao plano que
iceo des.'e cemilerio ha um do-
l, o Imperador de 1 OOOg, que
reunido a 1:600b do beneficio de urna parle das
loteras concedidas seu favor, monta a 2:600 quantia quo nao deve ser distrahida do seu le-'
gimo fin; por essa rasa) imposta que seja
rcrolhida a Iheiouraria provincial sem demora,
visto que por dhi tem de correr as despezas d.i
Obra. r
Informadnos que na noite do Io do cor-
rente furlaramlem S. Lourenc/) e dos engenhos
Agoa-fria e Massiape nove cavados. Por estes '
c oulros factosjsemelhantes revela-sea existen-
cia de urna qu^drilha oranisada e com ramifi-
cacoes; o quo j forja acabar-se.
Os laes laranios sao urna verdadeira peste, nao
s para os viajantes que de urna hora para oulra
acham-se na impossibilidade de proseguirem em
suas jornadas, como para os miseros cargueiros,
que em um momento ficam reduzidos triste'
necessidade, quelhc era aligeirada pelos ganhos
proporcionados pelo animal furlado.
A essa parle toda a perseguicao pouca, e
rio deve ser poupada.
i7" l'',"*ceu cm dias desle correnle mez, na
villa de.Garanhuns, o macrobiln Jos Francisco
dos Santos, av da escrivo Franeisco Jes Cor-
rea dos Santos.
Ao deixar esta vida, conlava de 116 120
annos de idade.
Hava militado em tempo do capito general
Jos Cesar deMenezes, e deixou ainda mulher,
alrn do filhos, nclos e bignetos.
Ainda mais outra vez instamos pelociini-
e um andar arrendado por.,
dem 8 A mesma, sobrado com
urna loja e um andar, arrendado
, Pl>r...............................
llera 12 A mesma, sobrado com
nina loja e um andar, arrendado
por................................
dem loA mesma, sobrado cora
urna luja e ura andar, arrendado
por................................
dem 1 i A mesma, casa terrea,
arrendada por....................
dem 1G A mesma, casa lerrea,
arrendada por...................
Idjm 18 A mesma, casa lerrea,
dem 20 A mesma, casa terrea,
arrendada por....................'
dem 22 A mesnia, casa terrea,
arrendada por....................',
ll.ni 21A ruessia, casa terrea,
arrendada por...................
dem 26 A mesma, casa lerrea,
arrendada por....................
dem 28 A mesma, casa lerrea,
arrendada por....................
dem 30 A mesma, casa terrea,
arrendada por....................
dem 84 A mesma, casa terrea,
arrendada por....................
dem 3G A mesma, casa lerrea,
arrendada por...................'
I.lem 38 A mesma, casa terrea,
arrendada por....................
dem O A mesma, casa terrea,
arrendada por....................
dem 42 A mesma,
arrendada por......
dem 4 a mesma,
arrendada por. .
dem 46 A mesma,
arrendada por .
dem 48 A mesma,
arrendada por ....
dem 50 A mesma, casa
arrendada por ....
dem 62 Carolina Au{
lerrea arrendada por.
dem 66 Francisco Jos Vianna,
casa trra arrendada por. ,
dem 70 Maria Joaquina Vianna,
sobrado com urna loja c um an-
dar, arrendado por ._ ,
dem 72 Herdeiros (lJpV: Fer-
nandes Eiras, sobrado cem 2 lo-
jas e um andar arrendado por.
dem 3 Ordem terceira de S.
Francisco, sobrado com urna loja
e um andar arrendado por. .
dem 9 Viuva e herdeiros da An-
tonio Joaquim Alves dos Sanios,
casa lerrea arrendada por .
dem 1:1 Manocl do Livramento,
casa terrea arrendada por .'
dem 23 Candida Maria Ferreira,
casa Ierra arrendada por .
dem 35 Herdeiros de Anlonio
Jos de Azevcdo, casa terrea ar-
rendada por.......
Ra da Florentina.
Numero 2Angela Mara do Es-
pirito Sanio, e Nicolao Rodngnes
da Cunha Lima, casa terrea ar-
rendada por. .
dem 6 Herdeiros de Nicola Ri-
drigues d.a Cunha, casa lerrea
arrendada por......
dem 8 Os niesmos, casa terrea
arrendada por.......
dem l Padre Raphael Antonio'
Coelho. e herdeiros de Joo de
Oliveira Guirrares, casa terrea
arrendad por.......
dem 12 Os mesmos, casa terrea
arrendada por.......
dem 16 Os mesmos, casa terrea
arrendada por ....
dem 18 Desemba'gador Caelano
Jos da Silva Santiago, casa ter-
rea arrendada por......
dem 20 O mesmo, casa terrea
arrendada por......t
dem 2i Ordem terceira de S.
Francisco, casa terrea arrendada
, Por,..........
dem 26 A mesraa, casi terrea
arrendada por......
dem 28. Ordem terceira de S.
Francisco, casa terrea arrendada
por...............................
dem 30.A mesma, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 3.A mesma, casa terrea
arrendada por....................
dem 33. A mcsra, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 40.A mesma, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 42 a mesma, casa lerrea
arrendada por................
dem 44A mesma, casa terrea
arrendada por...................
dem 46.A mesma, casa terrea
arrendada por....................
dem 5.Thom Rodrigues da Cu-
nha e Angela Maria do Espirito
Santo, casa lerrea arrendada por.
dem 13.Ordem terceira de S.
4-yigooo
4913000
450*000
300g000
1925000
192J000
192000
192-JOO0
192|000
1925000
1925000
965000
19?000
216$000
192ff000
192J00O
192*000
192J000
192$000
192-jOOO I
1925000
1925000
300;000
1805030
600*00
1:0005000
205000
14 ignoo
9C;000
14;000
1685100
240;000
3005000
300*000
OJOOO
I5O5OOO
3001000
20g000
6001000
2OO500O
2O0SOOO
2005000
2005OOO
4365000
2O0S000
200JWOO
2009000
I2O5OOO
120S00O
300gO00
Francisco, casa lerrea
por...................
Campo das Princezas.
dem 9.Maria Theodora d'Assump-
coo, casa terrea subloeada por..
Ra Bella.
dem 2. Ordem terceira de S.
Francisco, casa lerrea arrendada
por..............................
dem 4.A raesma, casa lerrea ar-
rendada por......................
dem 6.A mesma, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 8. Antonio da Costa, casa
terrea arrendada por............
Mem 10.Jos Martins da Silva,
casa lerrea arrendada por........
dem 12Dr. Clemente Jos Fer-
reira da Costa, casa terrea arren-
dada por.........................
dem 14.Joaquina Francisca do
Bego, sobrado com urna loja e 2
andares arrendado por____......
Idera 20.Manoel Ferreira da Sil-
va Ramos, casa terrea arrendada
por...............................
dem 22.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por.....................
dem 240 mesrao, casa lerrea ar-
rendada por.....................
dem 26.O mesmo. casa terrea ar-
rendada por......................
dem 30.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por......................
dem 32.Anna Zurrik Ramos, ca-
sa lerrea arrendada por..........
dem 34.A raesma, casa terrea
arrendada por....................
dem 36.A mesma. casa terrea
arrendada por....................
IJem 38. A mesma, casa terrea
arrendada por....................
dem 40.A mesma, casa lerrea
arrendada por...........
dem 3. Ordem terceira de S.
Francisco, casa terrea arrendada
por................
dem 5.A mesma, casa terrea ar-
rendada por............
dem 9.Joaquim Dias Fernandes,
casa lerrea arredada por..........
dem 17.Dr. Clemente Jos Fer-
reira da Costa, casa lerrea arren-
dada por..........................
dem 19.O mesmo, casa terrea
arrendada por....................
dem 2>.O mesmo, casa lerrea ar-
rendada por......................
dem 41.Antonio da Costa e S,
casa terrea arrendada por........
Ra da Roda.
lien, 2Miguel Felicio da Silva,
casa terrea arrendada por........
dem 4.Mosleiro de S. Rento, ca-
sa terrea arrendada por..........
dem 6.O mesmo, casa terrea ar-
rendada por......................
Idera 14.Luiz de Franca Souto,
casa lerrea arrendada por........
dem 22.Anlonio Ricardo do Re-
g, casa terrea arrendada por....
dem 28 Irmandade das almas de
Santo Antonio, casa lerrea arren-
dada por......................;...
dem 36.Pedro Gome? e Jos Co-
mes, casa terrea arrendada por.
dem 33.Viuva de Jos Francisco
M.ireira, casa lerrea arrendada'
por................................
dem 42.Jesuino Pereira Villar ;
sobrado com urna loja, um andar
e urna meia agua no fundo, ar-
rendada por......................
dem 4.Jacinlho Blesbao, sobra-
do cora urna loja e um andar ava-
dado por.......................
dem 52.Joaquim Jos Ferreira
d'Almeida e Silva, casa terrea
com sotao arrendada por.........
dem 56 Jos do Reg Pacheco,
casa tprrea arrendada por........
dem 58.Birtholomco Francisco
de Souza, urna casa em caixao ar-
rendada por......................
dem 11.Antonio Ferreira Braga,
casa terrea arrendada por........
Idera 19.Francisco M irtins dos
Anjos Paula, casa terrea arrenda-
da por............................
dem 21. Viuva e herdeiros de Jo-
s Valerio da Costa, casa terrea
arrendada por....................
I lem 23.Anna Perpetua Ferreira
de Veras, casa lerrea cora sotao
arrendada por....................
dem 29.Viuva e herdeirodo mar-
quez do Recife, casa lerrea ar-
rendada por............. .........
dem 47.Dr. Pedro Bezorra Perei-
ra d'Araujo Beltrao, sobrado com
urna loja e 2 andares arrendado
por................................
Travesea da ra Bella.
dem 2.Joaquim Dias Fernandes,
casa lerrea cora sotao arrendada
por................................
dem 8.Joo de Souza Lima, casa
le rea arrendada por.............
dem.Bariholomcu Francisco de
Souza, casa lerrea arrendada por
dem 16.O mesmo, casa lerrea ar-
rendada por............
dem 1.Maria da Conceico, casa
terrea arrendada por. .".....
dem 5.Viuva e herdeiros de Joo
Teixeira de Souza, casa larrea ar-
rendada por. ,.......
dem 7.Cerdudos Maria in Gloria
casa terrea arrendada por ....
dem 9.Dr. Joo Antonio de Sou-
za Beltrao d'Araujo Pereira, casa
lerrea arrendada por.......
Bco da travessa da ra Bella.
dem 1.Bernardino Francisco de
Azetedo Campos, casa terrea ar-
rendada por...........
dem 3 Bernardino Francisco de
Azevedo Campos, casa lerrea ar-
rendada por............
Ra dos Palos
dem 4.Malinas Lopes da Costil
Maia, casa lerrea arrendada por.
dem 8.Filhos de Jos Rodrigues
do Passo, casa terrea arrendada
por........;.......
dem 12.Dr. Pedro Bezerra Perei-
ra de Araujo Beltrao, casa terree
arrendada por..........
dem 3 Francisco Pedro Ralis, ca-
sa torrea arrendada por. .....
Primeira seceo da mesa do consulado provin-
cial 7 de agosto de 1860.
(Continnar-se-ha).
210J000
420JrOO0
2O0SOO0
2005000
216*000
300J000
3605000
360J000
6005000
300500o
300Q00
3OO5OOO
300JO00
300g000
3005000
3005000
3005000
3OO300O
4005000
2005000
204500o
300SO0O
1923000
205000
3605000
2405000
2013000;
168g000
1923000|
108-5000
3COJ000(
205000'
30O5OOO'
2505000
6505000
3 )05TOO
3605000
2003000
600S000
11 3000
2S050OO
3003000
2705000
2403000
8 03000
**
Fclisberto Jeronymo Colho, duas.
Innoccncio Marques de Araujo Goes Jnior, duas-
Joaquim Pereira de Castro Colho. ires
Dominaos Antonio- Tires de Carralho'e Albu-
querque, duas, inclusive urna sabbatina
campeoes celebres da pandilha liberal. Pobre
do partido liberal que era Goianna representa-
do por laes orgsos Aceilarao os liberaes a che-
la tura de tao extorcados lidadores ?
0 communicante prometa discutir o fado que
deu lugar prisoo deJL'rsuIino Cavalcanli da Cu-
nha Reg.
Esperemos. *
Anexar das duras lcoes da experiencia nao so
quer anda convencer o Liberal Pernambucano
dd que em suas raaos arma intil a enlriga.
1 or mais que entregue, por mais que calumnie
os homens importantes do partido da ordem nao
conseguir diimnoir-lhe o concedo que delle faz
o paiz.
Ratera a porta as elecoes. e o Liberal Pernam-
bucano sua carnizas para ver se o seu grupo con-
segue encartarse nos cargos de eleieo popular-
e Para IMJ tem descido a enlriga. calumnia, e'
at a adulacao ao governo, como se pode ver de
seus escriptos.
Hojf, dando pnblicid-ade um communicado
do Jornal do Commercin do Rio, em resposla
um artigo do Regenerador, em que injustamente
se procurou offenderao Exm. Sr. Dr. Ambrozio
Leitao da Cunha, lanjou o Liberal a enlriga do
permeio, querendo fazer acreditar que o artigo
foi escripto por pessoa desta provincia.
Pois bem, desafiamos ao Liberal para que de-
clare quem foi desta provincia que escreveu o ar-
tigo de redaccao do Regenerador, quo respon-
den o communicante do Jornal do Commercio.
Declaro sem receio, pois assim deve proco ier,
quem lem a corajem deasseverar urna proposico
que e contestada por falsa.
Continu o Liberal nos seus dullot ao go-
verno, mas fique certo, que pelos meios, que
tem posto em pralica, nao consaguir o que de-
seja.
Recife, 9 de agosto de 1880.
ERRATA.
No communi'ado do Diario do dia 8 do cor-
rente, que trata do Sr. tenente-coronel Kelly,
em lugar derelaxamentolea-sca filia.
Publicacoes a pedido.
A Sr.1 Juila Reltramiui.
Urna dr profunda punge neste momento
o coracao de urna mulher que ainda hon-
lem recebia a homeuagem mais delicada,
e maislisongeira que Ihe poda offereccr
um publico enlhusiasta !
De envolla com as flores e as ovaees
brilhanles tributadas um talento primo-
roso, eabia-se que essa crcatura superior,
obedeceodo voz do daver, esconda as
dobras intimas de sua alma, ludas as ma-
guas que a mo do destino capaz de ful-
minar contra ura coraco de esposa e de
irmaa I
Todos conhecem quem a mulher ido-
latrada, o ancanto da nossa sociedade as
noiles de pra/.er do Santa Isabel : a dor
que hoje a prema e a desvair foi o passa-
nienlo do seu nico companheiro na pe-
regriuaco de artista que leva pelo mundo.
Fanou-se a existencia desse mancebo
que contava se tanto os seus 20 annos de
vida, urna afixccao pulmonar, zumbando
dos esforcose da illustragao de ura medico
dislincto, arrojou-o desastradamente
tmulo!
A Ierra brasileira receber
como seus filhos acolhem o
vida.
E a des diosa irmaa? I
ma casa rcspeitavel guarda-a desolada,
lhe prodigalisa os desvelos como os sabem
dar coraeoes brasileiros.
Julia Beltraraini, como mulber c como
arlisla tem guarida era qualquer paiz c-
vilisad); e no Brasil, di/emo-lo com or-
gollm, os genios se corojm, c as mulheres
lem altares....
Nao desanimis, pois, filha inleressante
da bella Italia, perdesies sim o vosso
querido companheiro, canfia porcra no
amor o na geuerosidade dos Pernambuca-
1103.
AgO*!o 8. So
ao
0 cadver
corpo em
Fallecen no dia 25 do prximo passado o te-
tenente-coronel Bernardo Antonio de Miranda, !
senhor do engenho Hamucaia, e consenhor do i
engeiiho Brum, nascido Desta cidade em 1807,
lillio legitimo de Joaquim Jos de Miranda, na-
lural de Portugal, o D. Auna Carneiro da Cunha
de Miranda, natural desta provincia, favorecidos
de bensda fortuna, o j fallecidos.
Em lo la a sua vida foi vivo exemplo de bom
141^000' *'i,0 boni pai, bom esposo, bom amigo, bora ci-
dadaoe verdadeiro rhrislo.
Recebeu quasi toda a sua edueacjio junio a seu
pai, em Lisboa, aonde se casara na idade de 24
anuos, com D. Malla Carneiro da Cunha de Mi-
randa, porlugueza, de familia distincla naquelle
reino, dolada de formosura, educacao exerr.plar,
e corogao puro e caridoso, e voltou logo depois
cora sua esposa para osla provincia c aqui uve-
ra desle consorcio se.lc filhos. educados com ca-
rinho e zelo nos principios e pralcas religiosas :
Sem religio nao poie baver verdadeira felici-
dade para o hornera, neni para as familias, nera
para os estados. Tal sempre fOra sua indina
convicro.
Dominadj pelo sentimenlo de religiao, soffreii
com resignaco cluista, soffrera terriveis f
descarregados pelo braco da adversidade.
Assim, em 18i() fallecer sua esposa, deixando
sete iilhinhos orphos, em menor idade, adver
sidade esta que o ferira to profundamente a
Poni de por era perigo sua existencia, e se nao
lora o balsamo vevillcador da religiao, elle lea
suecumbido & dr.
Sentindo a necessidade de dar aseos Qlhinhos
orphos os cuidados e zelo do urna segunda mai
carinhosa, casan-se em segundas nupcias em
18l com sua prima D. Thereza Lins de Miranda,
com a qual vivera em harmona, e salsfacio,
atnando-se reciprocamente um a outro, e disto
segundo consorcio Uvera dous filhos. ura de no-
4205000
252;000
1203000,
1205000
ljOOO
I205OOO
1685000
216S000
905000
9G;000
1685000
1205000
1305000
golpes
cha.nga. e como quer quo esla enfermidade lives-
se re.sisiido aos voraiiorios da ipecacuanha, cm
que elle multo conflava, recorreu ao quinin, de
cujo Ira lamento resullou fkarem gravemente
comprometlidos o estomago e o ligado, eajuizo
medico at o coroco, de sorte que voltando para
esta cidade, acabara os ltimos momentos de exis-
tencia, deixando sua esposa, filhos e amigos in-
consalaves.
COMJ1ERCSO.
Praca doliecife 9 de asoslode 18b-
AS TRES HORAS DA TARDE.
Colaees offieiaes.
Cambio sobre Londres 25 d. 90 d|v.
George Palchelt Presidente.
>ubourcqSecretario.
Alfandega.
Rendraento do dia 1 a 8 .
dem do dia 9 ..... .
99.554*311
9:624*926
109.179J237
Anlonio Diniz Moreda de Mendnca, una sab
bat--
tina.
Movlmento da alfandega
Volumeseulrados com fazendas
> com gneros
Volumessahidos cora fazendas
com gneros
6
36
------42
111
272
------38'
Descarregam hoje 10 de agosto.
Barca inglezaMary Warroll objeclos para a
estrada.
Brigue niglez-Isabellaferro.
Lugre inglezClydecarvo.
Brigue norueguenseSifcarvo.
Barca americanaImperadoro resto.
Brigue portuguezAmalia I diversos gneros.
Barca brasileiraRecifediversos gneros.
Impitrti'fut,
Barca americana Oregon, rinda de Montevi-
deo, consignada a Barott & C., manife-stou o se-
guiile :
43 burros e 2 cavados ; aos mesmos.
Brigue noroeguense Sif, vindo de-New-Castle,
consignado a N. O. Biebcr & C., manifesto o
seguinlo :
320 toneladas o 13 quintaos de carvo de po-
dra ; aos mesmos.
Consulado geral.
Rendraento do-Jia I a 8 5:5295073
dem do dia 9.......2:3904i2 les
Diversas
Rondimonto do dia 1
dem do dia 9 .
provincias.
Manoel Lurz de Azevedo Araujo, duas.
Carlos Justimano Rodrigoes, urna sabbatina,
Manoel Muerdo Ferreira Damascono, duas.
Pedro da Vetga Ornellas, duas.
Jiinriqoedo Souza Lima 3
8 S agos.roadeai860:Uld,,e d<> ** d Beife'
, .O secretario,
a ni c nnorto B- Henezes.
V lllm.Sr. Inspector da lliesouraria provin-
cial, manda fazer publico, que a arrematara,, da
obra do hospital Pedro 2o, annunriada para o dia
14 do correnle lera logar no dia 16 do mesmo
Secretaria da lliesouraria provincial de Pr-
narabuco 7 de Agosto de 1860-O secretario.
Antonio Ferreirad'Annnnciaco.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo- e
juu de direiio especial do commercio desta ci-
dade do Recife de Pernambuco e seu termo
por S. M. I. eC. que Deus guarde etc.
Faco saber aos que o presente edilal virero wtet
a requenmento de Joaquim da Costa Maia, acha-
se aberla c sua fallencia pela sentenca do theor
seguinle :
Expondo Joaquim da Costa Maia em sua peti-
cao de folhss 2, ler-se lomado insolvente e ha-
ver cessado os seus pagamenlos, deelaro o refe-
rido Maia, commercianle eslabelecido com loia
de ferragens na ra Nova desia cidade n. 43 em
eslado de quebra, e fixo o termo legal da existen-
cia desla a contar do da 28 de junho p. p. No-
meio ru.adores fiscaes os credores Prente Vi-
anna a C." e depositarios internos os creioro?
Monteiro Lopes & C." E prestado pelos primei-
ros o juramento do eslylo, e pelos segundos as-
signado termo de deposito, o escrivo remetiera
copia desla sentenSa ao j.iii-do pai competente
para a opposicao de sellos, que ordeno se ponlian
em todos os bens, livros e papis do fallido. Publi-
cada a prsenle nos termos do art. 812 do cdi-
go, e do art. 129 do reg. n. 733 se daroo ,3 ub
sequentes providencias determinadas pelo indi-
cado cdigo e reg. Recife 4 de agosto de 1860.
Anselmo Erancisco Perelli.
E mais se nao continha em dita senlenca aqu
transcripta, e dos respectivos autos se via e mus-
ir va. que sendo os curadores fiscaes nomeados,
notificados para prestarem o juramento d
eslylo. declararan) que nao aceilavam a curado-
ra, e submdo os autos minha conelusio, netlea
dei e profer o despacho do theor seguinle :
Avista do que consta da cerlido de folhas 12
dispensos curadores nomeados, e em lugar del-
] nonteio o credor Manoel de Mallos Machado
Recife 6de agosto do 1860 Anselmo Francs-
7:9195515 co Peretlt.
E mais se nao continha em dito despacho aqui
transcripto ; e pelo iheor do prsenle edilal con-
a lodosos credores presente do fallido para
arecerem na sala dos audiciones no dia 13
561$321
56}603
voco
compa
;"7T7,: (' Cr4rc",e- as !' oras da manhaa, afira de se
61 /5921 procodera nomeaeo de depositario ou deposi-
= ~~ i 'arios, que ho de receber e administrar proviso-
Despaclios de exporta9"o pela me- : mente a rasa fallida.
sa do consulado desta cidade n
di i) de agosto de 18GO
PhiladolphaBarca americana (Imperadora, M.
Austin & C,. 2,100 saceos asquear raascavado.
LiverpoolPatacho Atrevido), James Ryder
& C, 153 saccas algodo.
Lisboa Brigue portuguez Soberano, T. de A.
Fonseca & Filho, 150 sarcos assucar branco, 50
ditos dilo masca vado, 21 cascos mel.
LisboaBrigue porluguez Tarujo & Filhos,
diversos carregadores, 526 saceos assucar mas-
cavado, 1 barriquinha caf, 1 cai\o doces.
ecehedoria de rendas Internas
geraes de Pernambuco
Rendimenlo dodia 1 a 8 7:8185832
dem do dia 9....... 6085302
8.427*134
E para que chegue ao conhecimenlo de lodos,
mandei pasear odiaos, que serao publicados pela
imprensa e affixados nos lugares designados nos
citados artigos.
Cidade
agoslo de 1860. Eu
de Oliveira, escrivo
do Recife 7 de
Adolpho Libralo Pereira
juramentado o escrevi.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nasciraento.es-
crivao o lubserevi.
Anselmo Francisco Perelli.
U Dr. Ernesto de Aquino Fonseca, cavallriro da
ordem de Christo, juiz de orphos do termo do
Recife, por S. M. o Imperador, que Dos guar-
de, etc.
Faro saber aos que o presente edilal virem,
que por este juizo tem de ser arrematado por
venda a quem mais der, na porta da sala das au-
diencias, e lindos os dias da lei, as seguintes pro-
pnedades :
r, ;-------------- L/nl sili,) dc ,erras denominado Allemo, cora
d Con.s,* provincial | algunas ducteiras, exlrcmando pela frente com
Rendimenlo do da 1 a 8 8:613?2u> o sitio Riacho da Estiva, pertencenle a viuva e
Idera do d:a 9.......2.102581a j herdeiros de Jos do Monte Lima, pela parle do
- nasrente na liaba de sul a norte do marco da es-
Irada ate o riacho Passo da Ibura e dilo silio Es-
va, e pela parte do norle, ao poeiite.com ler-
do engenho Bebda-, lendo 2,380 palmos Je
e 4.0O de fundo, rom duas casas de taina
i caberlas de tedias, avadado por 5:000?000.
i L'm terreno de mallas capoeiras, denominado
Cacimbas, no mesmo losar da Ibura, exlrcmando
10 716^060
[ovime todo pon
ras
frenU

--
I
*
e
Horas
3
c
Atmospkera.

^ Direccao.
7*
os
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| [nlensidade.
C1
ti.
C5
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05
VI
Centgrado.
Ah ce -1 oc
4 00 ^1 es co es
w o ^1 C73

Reaumur.
Fahrenheil
HygrometroT

O
-a
553
o
Barmetro.
jues de Oliveira Lima,
c
es
v.
5=
<
> c
ce H
A noile completamente nublada o chovasa,
vento S, e assim amanhercu.
OSCII.LACvO OA MAR.
Preamar as 9 h 42' da manhaa, altura 6.25 p.
Baixamar as 3 h 5' da larde, altura 1.8 p.
Observatorio do arsenal de marinha 9 de agosto
de 1860 VlBCAS J'J.NlOR.
Editaes
De ordem do Exm. Sr. director interina, se
faz publico por esla secrelaria, que cm congrega-
gao de sibbado 4 do corrente. (orara justificadas
todas as fallas dos csttidantes, dadas no mez pr-
ximo passado, excepto as da segunda cadeira do
primeiro auno, primeira do quarto auno, o pri-
meira do quinta, por nao haverem comparecido
os respectivos lentes, c as seguintes lias domis
cadeiras.
Primeiro auno.
Egidio Francisco das Chagas, 3 fallos.
Agostinho
TIMN E O LIBERAL PERNAMBUCANO.
Ura amigo, quera muito prezamos, tem abor-
to as collumnas desto Diario unif Barre dc es-
ludos sobre a simacao do Coanna. O interesse
que n..s lem inspirado o discussao, suscita nos a
idea de acresrenlar algumas palavras s de Ti-
mn com o fira de corroborar com um
Costa, 3, inclusive
Fernandes de Quuiroz, 9, inclusive
----------. .. urna sabbatina.
rae Olegario, que fallecer na sua Infancia, e ou- Severiano Lucio de Faria, 2
ia-i Susl0' de men"r idade que existe. Em Iriuo Siciliano Pereira da
1851 soffrera a irreparavel perda de um filho na una sabbatina.
-Jade de 17 annos, de talento acuminante, dedi- Melcades Pereira da Silva, 3.
cacao aos esludos e mui morigerado, o qual fal- Luiz Ayres de Aimeida Freilas, urna sabbatina.
locera de tubrculos pulmonares, adquendu esta 'Miguel Gomes de Figneirodo, urna sabbatina.
enfermidade pela minia applicaco aos esludos,: Joo Pereira de Siqueira, 2, inclusive urna sab-
provenienle da emularn.
Km 189 falleceram dentro de dous mrzes duas
filhas da mesma enfermidade, e urna terceira,
a mais moca, foi accommettida do mesmo mal
c isto o obrigou a ir com sua familia para o Ca-
. teslemu-..
nho os suas asseveraces, responde ido aos insul- changa.
los e grosseiros doestos do Liberil Pemambu- Gozon sempre d-subida estima publica.
ca'n' .A Era 1814 foi nomeado tenente-coronei .
o modo indecoroso com quo o correspondente ; mandante de um dos batalhes de guardas nacio-
ultlJ, a 1ueslao ora seu communicado naes desle municipio, era cujo ominando se con-
ontem, certo que nao d copia de urna edu- | servara at 1816, era qu se reformou por justos
com-
cacaa fina e podda. Incapaz de sustenlar a dita
com decoro, o correspondenle escreve em phrase
desalinhada urna serie de Insudo.' sem invocar
um s fado que de algura modo o autorise.
Acompanhemos por nossa parte ao Knle-Ti-
mon do Liberal.
Comee,! o communicante por insudar ao carc-
ter dos dignos magistrados que administrara a
justica na comarca de Goianna. O insulto gros-
seiro e leviano reverte para a fonte invenenala
de que parti.
Dizer de u m juiz que deshonra a log i do ma -
gistrado, sem invocar sequerura fado que clame
contra a moralidade de seus actos, um meio
miscravel de escapar correceao moral. A ac-
cusaco que tem por assenlo a vaguido do es-
paro, honra aquelle que a soffre. Accusar sem
preciso dc fados importa reconhocer que nao
os ha de tal genero, que facara caiga fi urna re-
putarlo.
A imputado laucada ao integro juiz municipal
Dr. Joao Hircano Alves Maciel. de haver deflora-
do a orphaa Josepha, urna imp taco calum-
niosa e miseravel, contra a qual protesta a vida
inteira do Ilustre magistrado. Nio basta alle-
gar ; preciso provar. Diante da impossibilida-
de da prova, a allegarlo cahe como ftil, cavi-
losa e inconcludente.
motivos de molestia.
Quando as elei^es expriman) realmente o vo-
to livre foi por differcnles e seguidas vezes elei-
to eleilor, j na freguezia de S. Pedro Gongalves
nisla cidede, ej na Varzea, sendo tambera clei-
to verealor da cmara mun-ipal, cuja tnisso
excrecra com inlelligencia. zelo e patriotismo.
Foi incumbido pelo governo provincial de diffe-
renles coramissoes, que por interesse publico as
aceitara o desenipenhra.
Assim, foi delegado de instrueco publica na
freguezia da Varzea, foi um dos nomeados pelo
ex-presidenle Taques o snno passado para dar
seu parecer a respeito das causas da careslia dos
gneros alimenticios, deixando apenas de aceitar
o lugar de subdelegado de polica para o qual
fra instado pelos Exms. Srs. conselheiro o sena-
dor Souza Ramos e Dr. Francisco Antonia Gomes
Ribeiro, quando presidentes desta provincia, por
causa de seus padecimentos chronicos.
Nomeado pelo Exm. cooselhero Jos Bento,
presidente da pre*in2ia no tempo da epidemia do
cholera, como um dos membros da cornmissao de
beneficencia e soccorros pblicos, preslou na-
quelles tempos aftlictivos grandes servicos. i hu-
manidade desvalida : nao esperava pelos dinhei-
ros pblicos para destribui-los com os doentes :
dava do que era seu ; esmolas em dinheiro c
balina.
tteuro Jansen Ferreira, 2, inclusive urna sabba-
tina.
Segundo anuo. 2." Cadeira.
Joo Franklin da Silveira Tavora, urna falla.
Antonio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquer-
que, 2.
Jos Francisco de Barros Reg Juniort continua
a faltar.
Vicente Candido Tourinho, 5.
Jos Alves da Silva, urna.
Jes Maria Carneiro de Albuquerque Laceada, 3.
Alvaro Fragozo de Albuquerque, 7.
Quinto anno.2." Cadeira.
Jos Anlonio deMagalhcs Bastos Jnior, 2.
Americo Nodo de Meodaaca, 2.
Franklin Gungalves Bastos, 2.
Guilherme Cordeiro Coelho Cintra, 2.
Innocencio Marques de Araujo Goes, urna.
Jeronyrao Martins dc Almeida Jnior, urna.
Joaquim Pereira de Castro Coelho, tres.
Luiz Jos Carneiro de Souza Lacerda, urna.
Joaquim Moreira de Castro, duas.
Jacinlho Paos Moreira de Mondonga, urna.
Antonio Diniz Moreira de Mendnca, duas.
Manoel Antones Pimental Jnior, urna.
Joo Carlos de Mendnca Yasconccllos, Jnior,
urna.
Pedro da Veiga Ornellas, duas.
Henrique de Souza Lima, urna.
Gaspar Cavalcanli de Albuquerque Uchda Jnior,
duas.
Fenelon Cesar Burlamaqoe, duas.
Terceira cadeira.
Antonio Aydano Goncalvcs do Almeida, una sab-
batina.
Anacido de Jess Maria Brando Filho, 7, inclu-
sive urna sabbatina.
Franklin Goncalves Bastos, duas.
cora ierras de Jos Rodrif
reliado por 1:580$.
Outro lerreno de mallas capoeiras, denomina-
do Descanso, cm dito lugar da Ibura, que extre-
ma rom Ierra do mesrao Jos Rodrigues, avada-
do por 1:500.
Outro terreno de mallas capoeiras, junio a la-
goa denominada Zombi, nasobredlta lugar da
Ibura, o qual extrema cora o sido Estiva, ecom
Ierras de Alfonso de Albuquerque, avahado por
2'OOi'jJOu sendo o total do valer do sitio e terre-
nos annexos a quantia de 10 UUOjOO ; (odas es-
tas propiedades situadas na freguezia dos Afo-
gadns ; sendo o dilo sitio e mais terrenos per-
tencentes a viuva e herdeiros do finado Antonio
Ades Ferreira, e vai & praca por delerminacao
^ deste juizo, a requenmento de Anlonio Pereira
de Oliveira Maia, credor hvpothecario do referido
j casal.
; A ultima praca he no dia 10 do correnle pelas
111 horas da manhaa depois de linda a audiencia
do Illm. Sr. Dr. juiz de orphos.
E para que chegue ao conhecimenlo de quem
interessar possa mandei lavrar o prsenle que
ser afiixado no lugar do costurae, e publicado
pela imprensa.
Dado e passado oeste cidade do Recife. capital
da provincia de Pernambuco, sob raeu signal e
sello desle juizo, que ante mira serve, ou valha
sera S'-llo ex-causa, aos 6 dias do mez de judio do
anno du nasciroento de Nosso Senhor Jess Chris-
to de 1860, 39 da independencia e do imperio
do Brasil.
Eu Joo Facundo da Silva Guiraares, escrivo
o escrevi.
Ernesto de Aquino Fonseca.
O Illm. Sr inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimeoto da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 3 do correnle, manda
fazer publico, que no dia II do mesmo, perante
a juna da fazenda se ha de arrematar a quem
mais der, os impostos do municipio dc Cimbres,
servindo de base para a arrematarn o olTereci-
raenlo eilo pelo licitante Joaquim Jos da Costa,
da quaniia de 7005 por anno.
A arremalaco ser feila por tempo de lies an-
uos, a contar do 1" de julho prximo passado a30
junho de 1863.
As pessoas que so propozerem a esta arreraa-
taco, comparecom na sola dassessocs da mesnia
junta no dia cima indicado, pelo meio dia,
competentemente habilitadas, com suas propos-
tas em cartas fechadas, sendo as habililscijes no
dia 9 do correnle.
E para constar se mandou afikar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincia! dc Per-
nambuca, 4 do agosto dc 186u.O secretario, A.
F. da Annnnciaco.
O Illm. S'r. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 3 do correnle, manda
fazer publico, que no dia 11 do mesmo, perante
a junta da fazenda se ha de arrematar a quein
mais der, os impostos da cmara de Flores, ser-
vindo de base para a arremalaco- o offerecimen-
lo feilo pelo licitante Antonio Jos de Souza, do>
quantia de 1.333*333, por anno,
A arremalaco ser feila por lempo de 3 annos
a coDtar do 1." do julho prximo passado, a 3l>
de junho do 1863.
As pessoas que se proposercm a esta arrema-
laco comparecam na sala das sessoes da mesma
junta, no da cima declarado, pelo meio dii
competentemente habilitadas, cora suas propos-
tas ornearlas fechadas, sendo as habililac.ues no
dia 9 do corrente.
E para constar se mandou affixar o presente e-
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 4 de agoslo dc 1860.O secretario, A.
F. da Annunciacao.
O tenente-coronel Antonio Carneiro Machado Ros,
official da imperial ordem da Rosa, juiz de paz
mais votado do primeiro districto da freguezia
do SS. Sacramente do bairro da Boa-Vista do
termo da cidade do Recife de Pernambuco, em
vtrtude da lei, etc.
Faco saber que em conformidade com o dis-
posto na lei regularmente das elecoes n. 387 de
19 de agosto de 1846, e era execuco da circular
expedida pela cmara municipal, que no dia 7 de

UTILADOI



----
(41
humo m HftNAMBim & SEXTA lftA i D AGOSTO DB 1860.
seiembro prximo futuro se lem de proceder a elei-,'" _ae '8o1 e av iso n. 252 de 30 do dezerabro de
.10 de juizes de paz dosdisiricios dcsia freguezia; J"ui "Presrjntcm seus requeriruenlos no prazo
e vereadores da cmara municipal desta cidade ; | de^oU das cantados desta dala, certos de que o
pelo que convoco os eleitores e supplcntes, abaixo | 1ue for nttme.ado flca obrigado a prestar aquello
declarados, para que no dia aprazado, comparecara *erven-,iario a terca parle do rendimento, segun-
^ o corpo da igreja matriz, s 9 horas do dia, na o respectiva lotaco de conformidade com o
conformidade do disposto nos arls. 4, 5 e 41 da '. '1'jo disude o an. 2." do decreto n. 1294 de 16 do
citada Lei, afim de que tenha lugar a organisa- dpzembro do 1853.
cao da mesa parochial, que tem de receber e apu-. Secrelaria do governo de Pernambuco, 9 da
rar as lisias dos volantes, cerlos os cleilores ps agosto de 18B0.O secretario do governo, Joao
suplientes, que a mesa ser organisada segundo Rodrigues Chaves.
o disposio to 1. art. 1." do decreto n. 842 do Tendo a directora das obras militares de
19 de se'.embro de 1855, combinado o arl. 4., e proceder a alguos concertos no quarteldo dcimo
seguinlcs do decreto n. 1812 de 23 de agosto de balalho de infantaria, e hospital militar, roga as
18 6 ; e de que ficaro sugeitos a multa com mi- pessoas que desle servico se quizerera incumbir,
nada no art. 12G 5 n. 2 da mesma lei os que oprcsenlem suas propotas na referida directora
legal
sem impedimento
recer.
Eltiloret.
Os senhores :
Simplicio Jos de Mello.
Major Jos Joaquim Aulunes.
'Capital Amaro de Barros Correia.
renente-coronel Antonio Carlos de Pinho Borges.
Dito Thcu-Joro Machado Freir Pereira da Silva.
Dr. Beulo Jos da Costa.
lente-coronel Thomaz Jos da Silva Gusmo.
Propriolario Vicente Antonio do Espirito Sanio.
Empregado publico Thomaz Antonio Maciel Mon-
te iro.
Capilo Jos Maria Freir Garaeiro.
Empregod.0 publico Dr. Luiz de Carvalho Paos
de Andrade.
ilo Manuel Coeiho Cintra.
Padre Francisco Alves de branles.
Empregado publico Jos Antonio dos Sanios c
Silva.
Dito Jos Affonso dos Santos Bastos.
Dito Manocl Luiz Vi raes.
Dito Joao Gregorio do Santos.
Capillo Jos Goncaivesda Silva,
Empregado publico Joaquim Jos
Peulia.
Dito Francisco de Barros Correia.
Dilo Hyppolilo Cassiaoo Vascoucellos Albuquer-
que Maraubao.
Dilo Francisco de Lomos Duarle.
Dilo Luiz de Azevedo Souza.
Dito Francisco Ignacio de Athoyde.
Dilo Joaquim Milelo Mariz.
Artista Ignacio Jos da Assumpco.
Padre Francisco Peiiolo uarte."
Prooiietario Jos Carneiro da Cunha.
Dito Denlo dos Santos llamos.
Empregado publico Belmiro Augusto dcA'mcida.
Capilo Jos Anido do Souza Magalhes.
Dilo Juio da Silveira Borges Tavora.
Artista Alexandre dos Santos Barros.
Empregado puLlico Pedro Jos Cardoso.
Supplentes.
Os senhores :
renente-coronel Manoel Jos da Cosa,
lenle Decio de Aquioo Fouseca.
Comracrciaale Plavio Ferreira Caio.
1 -, achante Bull.irmino de Barros Correia.
Proprielario Thom Carlos Peretti.
Empregado publico Joaqnim Elias de Moura
Gondim.
Proprielario Francisco Accioli de Gouveia l.ins.
Empregado publico Dr. Lourenro Trigo de Lou-
reiro.
Proprielario Cloriudo Ferreira Clao.
Dilo Jos llygino de Miranda.
Dilo Venceslao Machado Freir Pereira da Silva.
Dilo Joao B.irlliulomeu GODCalves da Silva.
Dito Jos Barbosa de Miranda Santiago.
Dilo Francisco Uulino Coideiro de Mello.
Empregado publico Porfirio da Cunha Morcira
Alies.
deixarein do compa- Rs dios 18, 9 c 10 do correnle mez, das 9 horas
da manha em diante.
Directora das obras militares de Pernambuco
7 de agosto de 1860.O amanuense,
Joao Monleiro de Andrade Malvina.
A directora das obras militares, tendo de
proceder aos concertos necessarios as cozinhas
dos quarteis do oitavo balalho e companhia de
artfices, convida as pessoas que desle servico se
quizerem encarreg-ir, a apreseutarem suas pro-
5oslas na dita direcloria nos das 8, 9 o 10, das
horas da manha em diante no correte mez.
Directora das obras militares de Pernambuco
7 de agosto de 1860.O amanuense.
Joao Monleiro de Andrade Malvina.
Inspec^-ao do arsenal le marinfia.
Precisando a companhia de aprendizes artfices
desle arsenal, de um cozinheiro e dous serven-
tes, convida o lllm Sr. inspector a quem queira
assim servir tendo a precisa idoneidaJe, a apre-
I scQtar-se-lhe com a inaior brevidade ; sendo o
vencimenlo do cozinheiro 30$ mensaes o dos ser-
ventes 800 rs. diarios.
Inspecco do arsenal de marinha de Pernam-
buco, em 1 de agosto de 1860 O secretario, Alo-
Ferreira da landre Itodrigues dos Arijos
I.'1 seceo. Secrelaria da polica de Pernam-
buco, 3 de agosto de 1860.
O Dr. chele de polica da provincia, altendcn-
do a que os mdicos no exercicio de sua clnica
nao devem ser interrompidos ou estorvados, re-
solve declarar, que livre aos niesmos mdicos
no exercicio de sua profisso o transite por todas
as ras desta capital, Qcando nesta parlo altera-
| do o regulamcnto policial de 25 de fevereiro des-
\ le anuo, que determina as entradas c saludas de
; carros.
Menear Araripe.
Conselho nriiiiiiiistrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
Jo arsenal de guerra, tcm de comprar os objec-
tos seguinlcs :
. Para as fortalezas, companhias de cavallaria, me-
nores e para o arsenal de guerra.
400 vassouras de palha.
100 ditas de junco.
Para provimento do armazem do arsenal de
guerra.
; 10 arrobas do chumbo em lencl.
, 1 arroba de rame de lalo de n. 15.
i duzias Je ferro de galopa com capa de 2 pole-
gadas.
4 duzias de Jilos de dila para planas de 1 1/2
pollegada.
8 duzias de ditos sera capa de 1 pollegadas c um
quarlo.
t 3 du/.ias de compacos sorlidos de 6 a 10 polle-
gadas.
4 duzias de grosas meia cana sortijas de 8 a 10
Pollegadas.
8 duzias de verrumas sortidas.
6 seiras do volla.
10 milheros de pregos caxaes.
Iroprteiauo Miguel Archanjo Fernandos Vianna.' 25 cadiuhos de n. 1.
Commertwanle Jcs da Costa Brando Cordeiro. 25 cadihos de n. 2.
1 ropriotano major Manoel do Nascimenlo da Cos- 50 cadinhos de n. 10.
"Ulro-"1 ;iOquinlaesde ferro sueco quadrado de 7 8.
Joaquim Fernandos de Azevedo. 10 ditos de dilo dilo quadrado de 6/8
nao haver espelaculu no theatro, haver. baile e
ser como sempre mantida a boa ordem e har-
| moma co costume e observado regulamento
,approvfldo pelo lllm. Sr. Dr. chefe de polica.
_Erarada_pari damas gratis, ravaleiro, 2;g000.
Avisos martimos.
Para Panihiba
a barcada Triumpho Alaaoa.ia, mestres Seve-
riano da Costa e Silva, a camgar no trapiche do
algodo : pode-se entender rom Joo Jos da
Cunha Lages, na ra da Cruz n. 15, segundo
andar.
Para o Aracaly.
Seguir para este porlo o mais breve possivel o
hiato nacional Exhalaro : para o restanto da
carga, trata-se com Gurgel Irmos, ra da Cadeia
do Recife n. 28.
Para o Ass vai sahir com mula brevidade
o brgue brasileiro Invencivel, para onde recebe
carga a frele: a Iratar cora o capilo Antonio
Albino de Souza ou com seus consignatarios
Amorim Irmos, ra d a Cruz n. 3.
Para o Rio Grande do Sol vai sahir muilo
breve o brigue brasileiro Tapir, recebe carga a
frele, e para tratar com os :eus consignatarios
Amorim Irmos, ra da Cruz n. 3.
Para o Rio de Janeiro
Abarca nacional Clementina, a sahir com
j brevidade ; para o resio da carga e passageiros, a
tratar cora Guilherme Carv lho & C, ra do
Torres.
Para Lisboa sahe imprcterivelmenlo at o
dia 15 o brgue Tarujo & Filhos por ler parte
deseu carregamenio proraplo : quem quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija-se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recife, escriplorio"de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
; Para o Porlo tem a sahir al ofim do mez
o brigue Amalia I : quem quizer carregar ou
ir de passagem, para oque tem excellentcs com-
modos, dirija-se ao consignatario, na ra da Ca-
deia do Recife, escriplorio de Manoel Joaiuim
Ramos e Silva.
Para Lisboa
. vai seguir viagem com a manir presteza, com a
carga que liver a bordo, o brigue porluguez So-
| berano ; os pretendentes carga o passagens,
; dirijara-se ao consignatario Thomaz de Aquino
Fonseca, na ra do Vigario n. 10, primeiro an-
dar, ou ao capilo na praca.
Para o Rio de Janeiro.
Vai seguir nestes poucos das por ter
uma parte da carga prompta a veleira
| barca Recife, para o reslo da carga,
1 passageiros e escravos trato-se com Ma-
| noel Francisco da Silva Ca rico, ra do
Vigario n. 17, primeiro andar.
lo de ninas vaccas deleite e
garrotes, em seu armazem na
ra do Vigario n. 19, s 11
horas em ponto.
LEILAO
Aluga-se
Hyppolito da Silva honrado com a
coniancado Exm. ministro Jos Fran-
cisco de Paula Cavalcanti de Albuquer- o lerceiro andar do sobrado da ra do Livra
que, tara leilo de uma rica mobilia de n, c?ra mui'o* bons commodos com um
mofjno, uma dita nara saleta psnplW grande sotao e cozinha no mesmo : a tratar com
rnrSn^ln. -WP .esPelll0S' sua Propnelaria Maria Anglica Pereira de Pai-
cortinados, relogio para cima de mesa, va, no mesmo segundo andar.
FLEUR D'HARLEBEKE
i.oK?ecebeu'3e,1?v,os.ortimel desle superior tabaco para cachimbos e cigarros em macos da
i|nectogramme I|8 de kilogramme el[4 de kil, que se vendo pelo acoslumado nreco fazendo-sa
sbatimento de 20 por ceulo sobre a quanlia de 20 : na ra da Cadeia do Recife n. 15, loja do
Centro commercia!.
guarda roupa, aparadores, mesa elsti-
ca, cama, mesas para escripias e cora-
modas, cadeiras de balanco, lavatorios,
apparelhos de metal e porcelana, ca-
vallos, vaccas, um boi para car roca,
carroca e carros : sexta fera 10 do cor-
rente na estrada de Belem, sitio do vis-
conde de Goianna, ao meio dia em
ponto.
llavera mnibus s 10 e li2 horas em ponto na
ra do Crespo.
CommiTcianle
Artista G era Id o do Amarante dos Sautos.
l)ito Jos Joaquim llamos e Silva.
CommercisDle Andr Guilherme Breckenfel.
Proprielario Joao Pacheco de (Juciroga.
Dilo Uulino Gomes da Fonseca.
Hito Francisco surtios Raposo.
renente-coronel Feliciano Joaquim dos Santos.
Artista Manoel do Noscimenlo Vianna.
Descabargador Manoel Rodrigues Villares.
Artista Jos Nunes de Oliveira.
Jilo Francisco Mondes Martins.
2/8.
22 u2i libras
| 2 ditos de dito inglez redondo de
5 ditos diio de 3/8.
; -i arrobas de lences de ferro de
cada um.
I i ditas de ditos de 1 arroba cada um.
5 ditas Je ditos de 1 1;2 arroba cada um.
2 ditas de ditos de 2 arrobas cada um.
duzias de limas meias canas de 4 pollegadas.
i 4 ditas de ditas meias canas de 6 pollegadas.
| 4 dtas[dc ditas de meias canas de 8 pollegadas.
. pollegadas.
4 ditas de ditas chatas murcas de 8 pollegadas.
3 ditas do ditas murcas meia cana de 6 polle-
gadas.
raurcas meia cana de 8 polle-
4 dilas de ditas
gadas.
2 ditas de ditas murcas meia cana de 4 pollegadas.
2 ditas de ditas murcas chatas de 4 pollegadas.
Artista Jos Lucas Rodrigues Machado.
Oulro sim convido os cidadaos quahlicados vo-
lantes para quo comparecam no da e lugar cima
indicados, am de darem seus votos sendo que
apresentarao duas listas, uma com o rotulo para
juizes do dislriclo tal, e oulra com o rotulo para
vereadores da cmara municipal desta cidade,
j aquella quatro nomos, o estas nove : 4 dilas de limaloes de 4 pollegadas.'
:on- 5 dilas de limaloes de 12 pollegadas.
- por ou- 3 ditas de limas triangulares de 8 nollegadas.
iros, segundo o aisposto nos arls. 50 c 51 da ci- 4 ditas de dilas triangulares de 12pollegadas.
tana le, e licarao sugeilos a mulla do 10.?, os 10 tarracbas para bancadas,
que sem motivo justificado deixarem de compa- 2 duzias de tornos de mo.
" ^er* 10 grosas de parafusos de n. 13.
L para constar mandei passar o presente que: 1 barril com -20 caadas de azeite doce,
sera al.nado no lugar do coslume e publicado 200 nieios de sola,
pela mpreusa.
Dado e passado
era como nao sero apuradas as listas, que con- 5
tivcrciu nomos riscados ou substituidos por ou- 3
nesta cidade do Ricife, aos 6
Jo agosto de 1860.F.u Francisco de Barros Cor-
reia, escrivo que o escrivi.
Anlonio Carneiro Machado Rios.
laracoes.
Secretaria da polica de Pernambuco 8 de Agos-
to de 1860.
O lllm Sr. Dr. chefe de polica manda pu-
blicar, para conhecimenlo de quem interessar
possa, as disposicoes dos seguinlas artigos do re-
gularmente de 31 de Janeiro de 1842
5 arrobas de fio de algodo.
Quem quizer vender laes objeclos aprsente
ns suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do pialg
do correnle mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 6 de
agoslo de 1860.
Denlo Jo Lamenna Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
llibliotlieca publica provincial.
Obras olferladas bibliotheca publica provin-
cial nelas pessoas seguinles:
O Exm. Sr. director geral da inslrucco publi-
' lella:
entadas por
as de Por-
GOJIIMJUIA
Terca-feira 14 de agosto,
O agente Costa Carvalho aulorisado pelo lllm.
e Exm. Sr. Dr. juiz de orphaos a requerimento
de Francisco de Salles Andrade Luna, invenla-
rianle dos bens dexados por Jos Maria da Costa
Carvalho, far leilo em seu armazem na ra da .
Cruz n, 9, de uma casa terrea na ra Nova n. 24,
propria para qualquer estabelecimenlo
Um sitio
na estrada de Joao Fernandas Vieira. n 24, com
algunsarvoredos, baixa de capim, 2 salas, gabi-
nete ao lado, 6 quartos grandes, cosinha fora e 2
cacimbas.
D-sc a juros l.OOoVcOO'sob e penhores de
ouro e prata : na ra do Arago n. 40 ou na ra
da Gloria n 85.
Thom Lopes de Seal
1 Ra Nova n. 32.
H Avisa ao respeitavel publico e cm par- S8
licuUra seus freguezes, que recebeu pelo B
ullimo paquete vindo em diretura de ^
Franca, bons objeclos de moda como se- <*>
jara : ricos chapeos de seda de cores para 5S
senhora. ditos para meninos e meninas, ?
gorros de velludo para meninos, capucho *
Mana Slhuart para sabida de baile ou al
theatro, capas e manteletes de grosdena-
ples guarnecidos de bico de guipurc cha-
peos de palha da lia ia, ditos amazonas
para senhora, fila de linho de todas as a
larguras, ditas de seda de cores para de- A
bruar vestidos, linha de cores, colxeles i
com fitas pelas e brancas, ditos em cai- 1
xas, fitas e franjas de seda do todas as 33
cores e larguras, fitas de velludo preas n
lavradas, ditas de cores, alfineles doura- <
aose pretos para cabeca.gollas e mangui- 13
losdecambraia, ditas de fil, ditas com ^
guipure, enfeiles de cabecade dillercnles
qualidades, bicos de seda'de todas as qua- ij
lidadcs e larguras, esparlhos de mola *
com carrito!, ditos do enliar, baleias para 35
concert dos dilos.cordo para os ditos, $
agulhas superiores : na mesma casa re- jM
cebe-so figurinos lodos os mezes e faz-so. S
vestidos da uliima moda o vestuarios X
para meninos se baplisarem, e ludo mais a
quanlo perlence ao loalhele de uma se- ||
nhora. '
Um sitio
na ra de S. Miguel freguezia dos Afogados, casa
com bailantes commodos, alguns arvoredos o
uma excellente baixa de capim : para Informa*
ces podem entendorem-se no mesmo armazem
na ra da Cruz u. 9
LEILAO
DAS
Messageries imperiales.
At o dia 14 do correnle espera-se da Europa
o vapor francez Eslramadwe, commandanie
Trollier, o qual depois da de ora do coslume
seguir para o Rio de Janeiro locando na Bahia'
para passageiros ele, a tratar na agencia ra do
Trapiche n. 9.
COMPANHIAEVli;iLANTE
VAPORES A REBOQUE
Os Srs. accionistas sao convidados para reu-
nio da assembla geral, em casa dos gerentes
ruado Trapiche n. 8, segunda-feira 11 do cor-
renle oo meio dia.
REAL CeirHllA
DE
Paquetes inglczes a vapor.
No dia 13 ou 14 desle mez rspera-se do sul o
j vapor T'jne. commandanie Je! icoc, o qual de-
pois da demora do costumo s?guir iara Sou-
ihamplon, tocando nos porlos de S. Vicer.le o
Lisboa; para passagens ele. Irata-se com os
agentes Adamson Howie & C. ra do Trapiche
n. 42.
N. B. Os embrulhos s se recebem at duas
horas de se fecharem as malas, ou urna hora
pagando um palaco alm do 'espectivo freie.
Paes
tugal com eslampas, vols. 16.
Causes celebres etrangeres, vols. 5.
La revolulion dans les Mceurs, vol. 1.
Manuel du Menuisier, vols. 2.
Estalistica da freguezia de Jaboalo por
Brrelo, vol. 1.
qualqor modo os que entrrem ouTahirm'Tnem : llphT.lTM,,80lii0KCh0M ra-m10rwb.u?' f00'*
e vendam por maior' coSu, vol I)r- AdolPho Mwoel
:os do cdigo commcr-
tonio Gomes Jnior,
fino Augusto de Almeida.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento Mallos, vols. 3.
do arsenal.de guerra, cm cumprimento do art. i O progresso, publicaco scientiica industrial,
l do reaulamenlo de 14 de dezembfo de 1852, oflerecida s classes estudiosas por Joo Carlos
jz publico que loram aceitas as propostas dos j de Souza Machado, vol. 1.
ra fra os que o merecerem, remellendo-o au-
toiidadc compleme (quando o nao for) para pro-
ceder na forma da lei, se o caso assim o exigir, *
Arl. 140. Nao consiniir que as portas, osea-
das, corredoes se conservem pessoas paradas, im-
peJindo a entrada e sabida, ou incoramodando do
qualqner modo os que cntrarem ou sahirem : netn
que os bilhetes de" entrada se vendara por maior CosU^rr "r' Aa'PhC
prego, do que o establecido, quer por conta da < n?'\', A
empreza, quer de particular^ qu6P os UtaLlTHjT\?J^
comprado para os tornar a vender.-O secreta- C" 5rasl!eiro Por J- An
no.Itufino Auauslo de Almeida. '.....
O Sr. Jos de Vasconcellos :
Repertorio da legislacao militar por Cunha
senhores abaixo declarados.
Para a enfermara da colonia de Piraenleiras.
Sanios Coeiho :
2 lences de brim fino a IgSOO, 12 camisolas
da mesma fazenda a 1J900, 24 fronhas a 440 rs..
24 toalhas a 640 rs., sendo obrigado a apromplar
ditas pecas at odia 15 do correnle mez. confor-
me o modelo que lhe forara apresentados no con-
selho.
Joo Jos da Silva :
12 tdlheres de facas e garfos por 4$, 12 colhe-
res paia cha por 1, 12 barretes de algodo bran-
co a 800 rs,
Jos Baplista Braga :
6 ourines de zinco a 3#, 12 tigelas de folha a
320 rs., 24 pralos de dita a 500 rs., 2 bules de
n. 1 a 1$, 24 cazaes de chicaras e pires a 500 rs.,
12copo8 de folha a 400 rs.
Guimares & Oliveira:
3 vros de 100 folhas de papel almaco a2#500,
200 papeletas a 4$ rs.
Para o 4." balalho de artilharia a p.
Antonio Joaquim Panasco :
l pandeira de seda com armas imperiaes por,
98jJ rs., 1 porle com galo dourado para a raes-'
na por &1$200, 1 hastea com lanca dourada por
133 rs.,|l capa de brim por 400 rs.
O coriselho avisa aos mesmos vendedores, que
devem recolher os objeclos comprados no dia 10
do corrnto mez, na secretaria do mesmo conse-
lho, s JO horas da manha.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para forjnecimento do arsenal de guerra. 7 de
agosto de 1860.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Tendo sido declarado vago por decreto de 2
de novejmbro do anno passado o otScio do escri-
vo da provedoria de capellas o residuos do ter-
mo de Goianna porimpossibilidadedo serveotua-
r:o Joo Jos da Cunha Menezes, conforme foi
commurticado por aviso do ministerio da justi-
Cade lgdaquelle mez, S. Exc. o Sr. presidente
da provincia assim o manda fazer publico afim
de que os pretendentes ao mesmo ofllcio se ha-
vililem na forma do decreto d. 817 de 30 de agos-
Analise do cdigo commercial brasileiro na
parte que traa das letras e crditos meicantis
por E A. de Carvalho Menezes, vol. 1.
Bosquejo da historia da poesia brasileira por
J. N. S. S., vol. 1. K
Ordo verborura cura commenlariis continens
ex salnslii operibus selecta, ex labore et opera
Malhice Viegre, Silvii presbyleri eborenses, vol. 1.
Bibliotheca portugueza ou reproduccao dos li-
vros nacionaes escriptos at o fim "do seculo
XViu, vol. 1.
Traite d'Aslronomie de Sir Johen Horschel
Pili, traduit de Tangais por M. Pyrot, vol. 1.
A typograhia dos Srs. Geraldo Henrique de
Mira & C.
Elementos de direito administrativo pelo Dr.
Fcenle Pereira do Bego, vol. 1.
Tolal49 volumes.
O bibliolbecario,
P3dre Lino do Monte Carmelo Luna.
Pela secrelaria da cmara municipal desta
cidade se declara, que segundo a deliberado
da me3ma cmara, lomada em sesso de hoje,
as rendas da casa da ra da Florentina, leem de
ir a praca por ura triennio.
Secretaria da cmara municipal do Recife 9
de agosto de 1860 O secretario, Manoel Fer-
reira Accioli.
REAL COMPANHIA
Anglo-Luso-Brasilcira.
O vapor Brasil, espera-se dos porios do sul do
dia 12 a 14 do correnle, e seguir para Europa
depois da demora do costume : para passageiros
e encoramendas trata-se com os agentes Tasso
Irmos.
CASSINO POPULAR
NO
MA GESTO SO SALA O
DO
Palacete da ra da Praia.
Sabbado, 11 do corrente.
A pedido de V3rios amadores, e em razao de
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
O vapor Cruzeiro do Sul, commandanie o
capilo de mar e guerra Gervazio Mancebo, es-
pera-so dos porlos do sul em seguimento para
os do norte at o dia 13 do correnle mez.
Recebe-se desde j passagei-os e engaja-se a
carga e encoramendas que o v; por poder condu-
zir, sendo despachada com antecedencia at a
'espera de sua chegada : agencia ra do Trapi-
ebe n. 4Qt pseriptono de Thomaz de Faria.
O agente Costa Carvalho far leilo
armazem na ra da Cruz n. 9 da 4a parte
brado da ra da Lapa
n. 6:
agoslo s 11 horas em ponto.
cm seu
do so-
sexla-era 10 de
lrecisa-se de um caixeiro que tenha bs-
tanle pratica de taberna e que d fiador sua
, conducta ; paga-so bom ordenado ou mesmo
dcstes chegados ha pouco, que lenlia pratica :
quem pretender dirija-se ra do Piros, silio
: que volta para o Corredor do Bispo. ahi se dir
quera precisa.
3* Precisa-se fallar com o Sr. 9
\ & Joaquim Alves Conli, acadmico do pri-
S melrq an" : na rua da Cadlia do Recife J
Os abaixo assignados fazera scieoto ao cor-
po de commercio, e a quem mais convier, que
compraram ao Sr. Joaquim Raphael de Lima a
sua taberna sita na rua d'Aurora n. S, livre e
; desembarazada do qualquer debito ou onus a que
a mesma esteja obrigada ; o so alguera livor a
I fazer alguma reclamaco, o faca no prazo de ires
' s, a coutar de primeira publicaco, findos os
.uaes nao se attender reclamaco alguma
Recife 9 de agoslo de 1860.Joaquim Manoei
Tendo de soleransar-se o quarlo annversario r [\e"^Ac Souza- ~ AlfreJo Elcsbo Pereira
da installaco desta Associaco, de ordem do con- I Alm,e.lda-
ca,h" '........ pTertivo < ~ AluSa-so um andar de ura sobrado em bom
pessoas ^Re^eTir'6"'1" f^' "" da ^
Avisos diversos.
wlesocUco Tnpot) vapiica
JJcvnamhuciUA.
Aos logistas.
Louvando muito a quem leve a feliz lembranc*
de procurar meios para nao aadar esraolando p-
Us portas o Sr. Magalhes, que outr'ora esleva
em boas circunstancias e pertenceu classe dos
logistas, lerabro tambem um nosso collega hon-
rado e aiuda era peores crcumstancias pela mo-
lestia chronica que padece ; o Sr. Jos de Mene-
zes Jnior digno que seus irmos lhe propor-
cionen! algura Unitivo a seus solTrimentos, o quo
se pode fazer com as mesmasassignaturas, sen Jo-
so preciso que se esforcem para adquirir o maior
numero possivel, que chegue para parlilhar cora
estes dous nossos collcgas : e Dcus que nj
dcixa sem recompensa actos desta nalureza pie-
ruiar
L'm logisla.
Precisa-se alugar uraa casa terrea no barro
de Santo Antooio ou S. Jos, que soja at violo
mil ris o aluguel : na rua do Bangel n. 8.
O abaixo assignado est aulorisado pelo Sr.
capilo Joaquim Nery da Foncera c sua mulher,
I residentes na provincia do Rio Grande do Sul, a
II vender a heranea que lhes perlence por falleci-
f ment de seus pais Ignacio Nery da Fonccca, e
11 sua mulher, a qual consiste em parte do bem
11 edificado sobrado de dous andares e solo, sito
na rua Direita. e rf um grande terreno de mari-
nha, na rua do Alecrim da freguezia de S. Jos :
os pretendentes dirijam-se ao escriplorio do abai-
xo assiguado na rua do Imperador n. 75.
Francisco Baplista a"Almeida.
Aluga-se para casa de familia um moleque
bomccpeiroeenlendendo do olTicio de alstale :
a tratar na rua da Madre de Deosn. 38.
Engomma-se roupa com promptido eaccio
na rua do Apollo n. 26, primeiro andar.
Muita altengao.
O arrematante da taberna que loi do Sr. Pauto
1 rancisco Rozendo. sila na rua da Imperatriz n.
o4, roga pela lerceira vez aos senhores que lera
conta na mesma, quo tenham a bondade de vir
saldar ato 13 do correnle, pois deste dia em dian-
lc nao tem mais contcmplaco com nenhuin.
Serao chamados a juzo e publicados todos os
seus nomes por este jornal ver so assim Vmcs.
querem acabar com suas contas.
Roga-se ao Sr. M. S. L. Filhoqao deixe-so
de graca e se fazer estranho, comparera na na
da Imperatriz n. 54, afim do que a V. S. nao ig-
nora, e se nao comparecer nesies dous dias, ex-
plicare todo o seu nomo por extenso : o fita
para que o chamo.
Manoel D. Silva Jnior.
Irecisa-sede uma Jma para o servico do
uma casa do pouca familia, quo soja capaz"para
coziohar, lavar e cngommsr, preferiudo-sc es-
Crava : na rua do Sol n. 39.
Caelsno Agnpito de Souzs, subdito portu-
eucz, relira-se para fura do imperio.
O abaixo assignado jurga nada dever nesta
praca nem fora della, porm se alguem sejulgar
seu crelor pode appareccr em sua residencia, na
rua larga do Rosario n. 50, segundo andar, a
qualquer hora do dia, para s.t immedialaraenla
pago. Recife 10 de agosto do 1800.
Caetano Agapilo do Souza.
_ Thomaz Brocks o William Willis, subditos
inglezes, reliram-se para fora da provincia.
Mobilia
selno director convido aos Srs. socios
honorarios c correspondentes o mais
que nos queiram honrar com suas presencas
e as de suas familias, para que so dignem
de abrlhantar essa fesla arlislca-social, que le-
ra lugar no palacete da rua da Praia, domingo 12 i M Arrenda-se um sitio no principio da Estrada-
do correnle s 7 horas da noile em ponto. r0V!i 1"em quizer dirija-se ao mesmo sitio
Secretaria da Associaco Tvpographica Per- ,Ju"to primeira bomba, que achara o dono para
narabucana, 8 de agosto de 1860.
Sitio para alugar.
Jivencio Cesar,
Io secretario.
Irecisa-se de uma ama para amaraentar
um menino de 2 mezes, por ter a ama que o cria
pouco lete : a tratar na casa assobradada a mar-
gem do rio ao norte da fabrica do gaz.
Ha para alugar-se, na rua do Deslino n.
i, ura cozinheiro copelro, que tambem compra e
vai a mandados.
No dia 7 de agosto desoppareccu um caval-
lo castauho com uma cangalha j velha, na qual
lara 4 cambitos, o lomou o caminho da Soleda-
de o estrada de Joao de Barros, lalvez, pois es-
lava acoslumado a transitar por ella : quem o
pegar e quizer restituir, leve-o rua dos Pires
oadaria n. 44.
Hoje, na rua do Sol, junto a poole da Boa-
Vista, estaro expostos venda 3 novilhas, 3 vac-
cas, uma com cria, e 9 bois mansos acoslumados
a trabalhar em carros e carroeas ; este gado
cnoulo novo, est gordo, veio de Palmeira de
Garanhuns onde foi criado, sendo livre do mal
triste.
Vende-se um silio perto desta praca com
boa casa e bastantes arvoredos de fructo : quem
o pretender, dirlja-sc a rua do Crespo loja de
miudeza n. 7, que achara com quera Iratar.
no Atierro n. 51, das 12 horas em
tratar, ou
diante.
-

Mi
.. T__ ---- <* '^ ^ v t_* *> *;> vjy \y xt* *y
|Curso primario
elementar.
88f



O padre \icenro F. de S. Varejo, pro- |*
fessor publico do segundo grao em S. An- $,
Ionio do Recife, ras horas vagas tem de <
abrir um curso paraos aspirantes ao ma- S
:-^ gisterio primario, no qual alem dasdisci- plinas por lei exigidas, tambem lhes lee- ^g
@ cionar a caligraphia : na Iravessa do @
% Carrao n. I, primeiro andar.
\ende-se um moleque moco de bonita figu-
ra, com officio de eanoeiro. e serrador proprio
; para todo servico por ser muito possante : a tra-
tar na rua da Praia serrara n. 59,
@@ i:$$ @@;
Slrmandade acadmica**
s
'-.

_@sisa @,
g Itecebeu-se calcados para senhora
gostoda corle deLuiz XV, na
| Loja de marmorc.
i s@
Comprase moedas de ouro de!
20# e 16 : na rua da Cadeia do Kecife
loja de fazendas n, 51.
Quera tiver ura sitio perto ou
longe desta cidade, com tanto que tenlia !
casa de vivenda, arvores de fructo e fi- j
que prximo ao banho salgado, tempe-
rado ou doce, e o queira alugar diri-
ja-se ao largo do Terco casa terrea nu-
mero 35.
de N. S. do Bom Con-
WWII selho.


i

Leiloes.
LILAO
DE
MOVEI^.
Hoje, 10 de agosto
O agente Cosa Cirvalho fai leilo om seu
armazem da rua da Cruz n. 9, por conta de uma
pessoa que se retira para fora, do uma rica mo-
bilia de raogno de excellenle gusto, s 11 horas
em ponto.
LEILAO
Sabbado f { do corrate.
O agente Camargo far lei-
r nior, tenha a bondade de ir concluir o
negocio que nao ignora : na rua da Cadeia >
|p do Recife n. 23.
999 9S9 91
Carne do Cerid e linguicas.
Vende-se carne do serto e lingui'cas vindas
do Cerid, por preco baralo, muito superiores :
na taberna da rua do Imperador n. 63.
X. i--Quatro Cantos da Boa-VistaN. i
Vende-se o bom queijo do serto a 800 rs. a
libra.
Em virludc do art. 29 do nosso com-
promisso sao convidados lodos os nossos
charissimos irmos comparecerem do-
mingo 12 do corrente, s 9 horas da ma-
nha, no consistorio da irmandade, para
encorporados asaislirem a missa da Divi-
na Padroeira, e depois elegerem os mem-
bros que devem compor a nova mesa ad-
^ minislrativa, que lem de reger do 1860 a
S '861.
S Recommenda-se aos irmos que leiam
^ o arl. 6 do comproraisso.
99 9g 3s
9
9




Attencao.
Vende-se um carro de i rodas de trabalhar na
alfandega : quem o pretender, dirija-so a esta-
co das Cinco Ponas que achara cora quem tratar
Vendo-se desencaminhado uma letra da
quanlia de 7018000, sacada era 3 de julho prxi-
mo passado e aceita por Ivo Antonio de Andra-
de Luna, com o prazo de 2 mezes, e sem assig-
natura do sacador, declara-se que dita letra fien
sera vigor algum. vislo que o dito aceitante j
aceilou outra de igual quanlia ; todava qualquer
pessoa que acha-la queira entregar no Recife
na taberna de Manoel Jos da Silva Oliveira n
rua do Encantamento n 13, ou em Goianna, na
taberna do mesmo Ivo, no becco do Paraizo n.
20, do que se Qcar agradecido.
O abaixo assigna-
do faz presente ao respeitavel publico e ao com-
mercio cm geral, que meu Qlho Antonio Pinto de
Azevedo Jnior e nem outra qualquer pessoa po-
der comprar ou vender, e nem a receber ou fa-
zer divida alguma em seu nome.sem apresenlar
ordem por escripia, assim como a quem seu lho
dever queira apresenlar a conlano prazo de Ires
das cora declarado do que e que fosse para
minha casa. Recife, 9 de agosto de 1860.
Antonio Pinto de Azevedo.
Vende-se uraa casa terrea bem construida
chaos proprios no bairro de S. Jos, tambera tro-
ca-se por escravos : quem pretender annuocie
para ser procurado.
SOCIEDADE
Instituto Pi e Litterario.
De ordem do Sr. presidente scientiflco aos se-
nhores socios effectivos, que domingo 12 do cor-
rente haver sesso extraordinaria da assembla
geral, as 91|2 horas da manha, para reforma
dos estatutos
Secrelaria do Instituto Pi e Litterario 9 de
agosto de 1860.
Henrique Mamede Lins de Almeida,
2.- secretario.
Precisa-sede um caixeiro para o balco de
uraa padaria, lomando esla por balanco, com
preferencia um que j tenha pratica deste nego-
cio : aquello que esliver nestas circumstancias e
der fiador de sua conducta, pode dirgir-se a rua
larga do Itosaro, padaria n. 18, perto do quartel
de polica, que achara cora quera iratar, das 6 s
9 horas da manha e de tarde de 1 s 3.
Vltenco.
Pede-so ao Sr. Francisco Jos Alves Gama,
morador no Barbalho, lenha a bondade de com-
parecer na rua do Qneiraado n. 51, loja de fa-
zendas, a negocio que nao ignora.
Vende-se uraa preta crioula de idade de 23
a 24 annos, com uma cria de 4 a 5 nnos parda
clara : na rua da Cadeia do Recife n. 56 loja de
ferragens.
- Aluga-se um lerceiro andar na rua Nova n.
19 : a tratar na loja. Tambera se vende um ar-
mario grande de amarello e uma taboleta, ludo
em bom estado, e por preco comraodo.
Casa de modas.
Rua do Queimado n. 10, 2- andar.
Faz-se vestidos para casamentos, bailes e
passeios, manteletes, casacos a Luiz XV, Fe-
chus, toucados, tuJo do ullimo gosto dos llau-
rinos chegados de Pars, e mais baralo que em
outra qualquer pane.
OLINDA.
Aluga-se orna casa de 1 andar na rua de S.
Benio, em Olinpa, confronte a anliga academia,
com commodos para familia : quem a preteuder
dirija-se rua da Cruz n. 23, segundo andar, que
achara com quemlratsr.
Envernisa-sc mobilia mais em conta do que em
oulra qualquer parlo : no paleo do Carmo nu-
mero -i.
No silio do Cajueiro perlenceule ao Sr. Mos-
quita, lem 3 cavallos gordos, bonitos e bons de
cabriolis, bera como urna parelha bem igual e
promptos para carro ; tambera se vende ura ca-
bnolel moderno, eem perfeilo uso por como pro-
co : quem se quizer ulilisar pode dirigir-se ao
mesmo sitio que achara cora quera tralar a qual-
quer hora do dia.
Ausentou-se
no dia 9 do correnle, de casa de seu senhor. a
mua inha.Mana, de idade de 17 a 18 annos, clara,
cabello annelado. estatura pequea, olhos prcos
e pequeos ; suppc-sc ou ler sido seduiida, ou
desviada as ras da eidado que ella pouco sa-
be ; quem a pagar, leve-a rua dos Cuararapcs,
n. o, casa Ierra, que ser recompensado, por
seu senhor Dr. Joo Piuheiro de Lemos.
Rodrigues & Lima declarara que nada de-
vem a pessoa alguma, e que foi exlincta a dita
irma.
Rival sem segundo.
A loja de miudezas da rua do Queimado n 55
de Jos de Azevedo Maia e Silva, tem para vender
por diminuto preco os seguintea objeclos :
Caixas de agulhas francezas a 120 rs.
Caivetes de aparar peonas a 100 rs.
Sapatos de tranca e de algodo a 1J200.
Ditos de la a 18600.
Charutos muito tinos, caxa, 2#.
Meias piuladas, o par, 120 rs.
Phosphoros em caixas de olha a 160 rs.
Macass perola, o vidro a 200 rs.
Dilo, oleo, o vidro a 100 rs.
Facas e garfos muito finos, duzia. 3J500.
Clcheles em carlo a 20 rs.
Obreias em caixa a 40 rs.
Oleo de babosa raiilo Qno, o frasco a 600 rs
Loras de fio de Escocia, o par a 320 rs.
Alfineles muilo bons, carta a 40 rs.
Sapalos de la pan criancas, o p3r a 200 rs.
Caixa para rap, de bnfalo'.lina a Ij}.
Clcheles em caixa a 60 rs.
Espelhoscem molduras a 1$.
Meias cruas muito finas para meninos, o par
a 160 rs.
Macos de grampos muito bons a 40 rs.
Agulhciros de marlim a 200 rs.
Attencao.
30,000 rs. de gra-
tiicaco.
Na noite de 6 do corrente fugio um escravo do
Dr. Joao da Silva Ramos, de sua casa da rua No-
va, o qual lem os signaes seguinles : cabra, alto,
secco do corpo, cabellos carapinhos, pernas um
tanto selladas, e alguma cousa abortas, ps gran-
des o grossos. dedos dos ps um pouco abeitos
cora todos os denles da frente, sera cicalrizes de'
chicote, rosto comprido, cabeca secca. olhos re-
gulare-, a barba comer a desponlar, de idado
t annos, pouco mais ou menos, ladino, ami"o
de baianoe fumador ; este cabra foi escravo do
Sr. Simplicio Cavalcanti de Albuquerque do
Buique, donde fugira para esta cidade, ande
senlou prsca no corpo do polica cora o norae do
Jos Francisco de Assis, tendo depois dado baixa
era marco do corrente anno por se haver prova-
do sua escravido, foi vendido ao Dr. Ramos a
quem eslava strvindo de boleeiro : quem'o
achar, pode enlrega-lo na rua Nova, no primeiro
andar por cima ua corheira do Adolpho, e enlao
recebera a promeltida gratificado.
Vendem-se quartos muito novos e 5 bur-
ros mansos : no porto das canoas ao p da ponte
da Boa-\ista, ou na rua do Queimado, loja do
ferragens n. 14.
Vende-se uma barcaca boa, cora lodos os
arranjos, que carrega 20 caixas : quem a preten-
der, dirija-se a rua do Vigario n. 10, segundo
andar.
Queijos do serto.
Vendem-se queijos muito bons a 800 rs a libra-
na rua do Arago, taberna n. 36.
FENO.
Vendem-se fardos com feno novo, chegado l-
timamente : a tratar na rua do Trapiche n. 14
esenptono de Manoel Alves Guerra. '
<
*pw
,
MUTILADO


DIARIO Dfi PERNAMBUCO. SEXA PEIRA 16 DE AGOSTO DE 1860.
ATTENCR
Cuem precisar de urna pessoa para azer qual-
"ireila, sobra
presta, aflan
Bolinhos.
O Dr. Aieveuo Pedra, ha pouco chegado
] nesta capital, faz scienle ao respeilavel publico
i que acha-se promplo a qualquer hora cdi sua re-
ireparara-sebandeijas cnfoitadas de diversos sidencia rua da lmperalriz, sobiado n. 88, se-
3uer escripluragao. dirija-se a rui Direita sobra- J10"6'03 com bolinhos das melhores qualidades Rundo andar, prestar os recursos de ua
o n. 74. que se dir quem a isl se presta aflan-' 0,D0Sf mercado assim como era libras sepa- issao ; na mesma casa da
ndo-seaceio e presteza. I radas de toda qualidade, e lambem pastis de
-OSr. Manoel da. Silva Morcira -* hJ PA1?.' ',eile creme- PuJins e b.> dos melhores.
(S\
varandas, tema escada no oilo do raesrao, e ti-
ca visinho a grande casa que se est fazeodo pa-
ra o Gymuasio Provincial.
Attenco.
A
-Vo dia 3 do correnle ausenlou-se do sobrado
Ja ra Direita desta cidade n. 74 um africano de
nome Manoel cora os signaes seguintes : fcigoes
regulares, rosto curto, baixo, cheio do corpo, e
lera no peilo ara signal, que parece un X mal
feito ; levou camisa de chita o caira branca j ve-
Iha: consta que anda vagando peas ribelras, pa-
teos, e ras dos tros bairros ; roga-se as autho-
ridades puliciacs queirara o aprehender se o
encontnrem.
Ensino de msica.
Offerece-se para leccionar o solfejo. como tam-
bera a tocar varios instrumentos; dando as li-
coes das 7 horas s 9 1 [2 da noile : a tratar na ra
larga do Rosario n. 9.
. -------i -* *%....-, |"<.iiij c uvids uua memoro*
vender sua taberna do lugar do MangurX. 'sera* Corao^raaio" asTeTo ^ ora^"!'nTconV "Z
WSS^C&S^ ft? AUf0-! P-isardiriia-selVuaTpInhTparust^601
Precisa-se de duas raulheres, sendo urna! Allin SPOOfl
para cozinhar e outra para engommar e lavar : I ., Z
na ra do Seve, sobrado da esquina cora cinco i a rua 0e llurlas n. 33, precisa-se de urna
.,,, n ama.
Jos Francisco Ribeiro avisa ao respeilavel
publico que tendo encontrado igual nome, que
d ora em diante assignar-se-ha
Jos Francisco Ribeiro Bcrlrand.
OfTcrece-se ura caixeiro com pralica de fa-
zendase ferragens, ou para cobranca : quera es-
te pretender, dirija-se a rua Nova 39.
Julio Groihe ra para o Rio de Janeiro.
Monoel Jos da Silva Pinto, porlguez, re-
tira-se para fora da provincia.
Aluga-se o secundo e tereciro an-i scrcra conferidas o pagas,
rlar ah e^.?^ A~ ^u., 4___o i i n./, lauerna de Bcrnardino
dai ou sotuo, do sobrado r>. 61 da rua 'nopzode tres di. Recife 8 de agosto de 1
iNova, qualquer dos andares teem Das- Joaquim faphael de Lima.
pro-
consnltas gratis aos
pobres.
Trecisa-se alugar um sobrado de um andar
ou de dous, em bom estado, cora quintal, nos
bairros da Boa-Vista ou Santo Antonio quem o
liver, dirija-se a rua do Crespo n. 25.
Alnga-se um mulato de idade do 17 a 18
annos, de boa conducta, para criado : a (retar
no oiao da matriz de Santo Antonio, casa n. 16.
Traspassa-sc urna hypolheca de um cont e
tanto sobre bens de raz, vencendo juros de 2
0[0 : a quem convier, dirija-se ao Sr. Rodolpho
Joo Barata de Almeida, qua dir quem faz este
negocio.
O abaixo assignado faz ver ao commereio,
que vendeu a sua taberna, sita na rua da Aurora
n. 48, aos Srs. Joaquim Manoel Forreira de Sou-
za e Alfreda Elesbao Pcreira de Almeida, livre e
desembarazada. Q mesmo faz vGr a seus credo-
res, para que lhe apresenlom as suas coritas pa-
na roa do Rangel
Jos da Silva, islo
tantos commodos e acliam-se era tal es-
tado de aseio que dispensan* fazerdes-
pezas cora pinturas e outros arranjos
A pessoa que annunciou urna casa terrea
psra vender, no bairro de S. Jos, dirija-se a rua
do Rangel, taberna n. 11.
Joio Antonio Vidal, subdito Portuguez, re-
quera pois os quizer procure entender- t'-se para Lisboa.

se com o abaixo assignado na mesma I fle| quem liver> an^unctel ou dirija-se a rua de
Roda n. 45, para tratar.
Urna sala de frente muito linda
Estabelecida
*
Cinco
em Londres
t82i
CAPITAL
anYnocs de H1>Tfu<
esterlinas.
Ssunders Brothers 4 C." tem a honra deln-
ormar aes Srs. negociantes, proprictarios de
sasas, e a guem mais convier, que estao plena-
mente autorisados pela dita componhia para
> ITectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
ira, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que coutiverera os mesmos cdificiose
casa ou em seu esc ptorio no paleo do
Collegio hoje praca de Pedro 11 ou na
rua do Hospicio sobrado n. 17, que es- com 2 grandes camarinhas, pintada de
ta resolvMo a Lzer alguma modifica- j novo, muito limpa, aluga-se no Recife
cao no preco.Jo' ios Arijos Vicirade ao pe do arsenal de marraba, informa-
Amorim. |se na rua do Curdoniz n. 18.
NO
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 das consecutivos. ,........... 109000
30 car toes paraos ditos banhos tomados em qualquer tempo....... 15J000
...... 8000
dito
dito
4J000
15 Ditos dto
7 ...
Banhosavulsos, aromticos, salgados esulphurosos aos presos annunciados.
Esta reducc,o de prec-os facilitar ao respeilavel publico o gozo das vantagens que resultam
da frequenciadeuraestabelecimenio de urna utililadeincontestavel, mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada;
DE
NA LO JA E ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Sanios.
quer consista em mobilia
qualqu alidade.
ou emfazcndas d
Estas pennas de difcrentes finalidades, sao fa-
bricadas de aqo do- prala refinada de primeira
tempera, o sao applicaveis a lodo o tamanho de
ledra. Prego IgOO cada caixa e pennas de ouro
polo mesmo autor com ponta de diamante, que
teem a grande vanlagem de nao estar sujeitas a
crear ferrugem e conservndose bera limpassao
de durarao infinita, deposito era casa dos Srs.
Guede i Goncalvesrua da Cadeia n. 7.
Ilocl Trovador.
AiRua larga do Rosario44
Aluga-se um quarto no hotel Trovador, muito
bom, bastante arejado. alumiado a g3z, da-se
tambem comida para fora e recebe-se assignan-
-tes, tudc por um mdico prero o em qualquer
hora acha-se comida prompta ; no mesmo hotel
precisa se de dous raoleques paraconduzir tabo-
leiros.
O empreiteiro da va terrea precisa, no en-
genho Setubal, de dous homens para viglarcm
es auimaes dur. nlo noile, sendo porm res-
ponsaveis os mesmos vigias por qualquer furto
ou extravio que haver possa em os raesraos ani-
n-.aos, oirerece-sc a paga delgSO rs., por noile
a cada viga.
Precisa-se de urna ama de leile, na rua do
Rangel n. 7, segundo andar.
(Juera precisar alugar dous escravos ladinos
proprios para servir em casa ou raeirao na rua.
porsaberem lidar com animaos etc. : dirija-se
a rua de lljrtas n. li, a tratar cora o annuncian-
tc das 6 da manhaas 9.
% Roga-se ao Sr. M. S. L. Fillio, qneira ler a
bond.ido do comparecer negocio que S. S. nao
'ora : na taberna que foi de Paulo Francisco
Rezende, sita na rua da Iraperatriz n. 5i.
Aluga-so a loja do sobrado da rua Impe-
rial n. 33 : a tratar no raesmo sobrado, ou na rua
da Lapa n. 13.
O Dr. Joao Ferreira ua Silva mudou-seda
rua do Rangel para a do Livramento n. 26. so-
,>rado do Sr. Manoel Buarque de Macedo, defron-
le le suaanliga habilacao. A grande pralica de
au-icullacao reconhecida por quasi todos os scus
: -.llegas desta cidade lorna-o recommendado no
diagnostico das molestias dos pulraoes e do cora-
go ; assim como para verificar o estado de sau-
Je dos escravos fjue se desejam comprar. Pelo
crescido numero e variedades de operar-oes que
ha feito com bora resultado era o exercicio de
mais de 20 annos, se julga habilitado para prati-
, :ar toda e qualquer operario cirurgica por mais
delicada o diflicultosa nue seja.
^ : i f ^J^^VryrrYTTTTTTTTTTTT>i
i
c ronle Ao liceeo Aa Cowgvegaeao \clveiro vcvi\c.
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, rua das
rangiiras 15. Na mesma casa tem agua
^ j duntilico. -"
u-3
e
Aviso
Joaqnim Antones da Silva, inventariante dos
bns do casal do finado Antonio Jos Maciel, avi-
a a lodos os credores do dilo casal, para Iralar
o seu direito no juizo de ornhaos. Recife 2 de
gosto de 1860.
Rua Nova, em Braxellas (Blgica),
SOB A DIRECTO DE E- KLRVA^D
Este hotel collocado no centro de urna das capilaes importantes da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posijao
urna das melhores da cidade, por se achar nao s prximo s estates de caminhos de ferro, da
Alleraanha e Franca, como por ter a dous minutos de si, lodos os iheatrose diverlimentos; e,
alera disso, os mdicos presos convidara
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, paraacompanhar as touristas, qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur
emfira para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos(3*200 4??000)
por dia.
Durante o aspado de oito a Jez mezes, ahi residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
ro, e seufilhoo Ur. Pedro Augusto da Silva Ferro, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel de Figueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e militas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os presos de todo oservico, por dia, regulam de 10 a 12 francos (4?t000 45500.)
No hotel encontram-se informales exactas acerca de tudo que pode precisar um eslrangeiro
CONSULTORIO
DO
wmm fmmm s hubjddi.
A A!I,OI&IA,CASADOa?1J!DAO 3

Omita poT ambos os systemas.
Seda de quadrinhos muito fina covado IgfOO
Enfeiles de velludo com froco prel03 e
de cores para cabera de senhora da
ultima moda 3
Fazendas para vestidos, sendo sedas, la
e seda, cambraia c seda tapada o
transparente,. covado j
Luvas de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, homens e meninos g
Lencos de seda rosos para senhora a
2J00 e 2S500
Maulas para grvalas e grvalas de seda
de todas as qualidades $
Chapeos francezes forma moderna 8;50
Lencos de gorguro pretos 2-*000
Ricascapellas brancas para noivados 8
Saiaa balao de todas as qualidades JJ
Pateta roxo o covado 550O
Chitas francezas a 260, 2S0. 300 e $320
Cas-as franrezas. a vara gOO '
proprio
jrgura.
Selira preto azul o encarnado
para forros cora 4 palmos de .
o covado lJtfOO
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado 2g000
Chales de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades 5
Seda lisa preta e de cores propria pa-
ra forros com palmos de largura, o
covado lj500
Ricos cortes de seda pretos e de cores
com 2 saias e de babados J>
Ditos de gazc c de seda phantasia H>
Chales de touquim muito linos S
Grosdenaple preto c de cores de todas
as qualidades $
Seda lavrada prela e branca $
Capas de G16 e visitas de seda prela com
froen *
DE
saaeao
II
1
A empreza da illuminncao a gaz desta cidade, faz cente a todas as
pessoas que collocarara candieiros de gaz em seus casas, e aos que pretcn-
dem ainda collocar, que tem resolvido baixar os preqos dos globos de vi-
dro para I$500, -1$ e 2^500 os mais linos que se pode fabricar, os preten-
dentes achatao no armazem da rua do Imperador n. 31, um comple-
to lortitnento a sua escolha, assim como candieiros, arandelas e lustres
ebegados ltimamente, de gostos variados e do raellior que se pode de-
Sfjai'- Rostron Rooker & C,
/ gentes.
->
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza rua da Cruz n.22.
O Dr. Lobo Moscosod consullas todos os dias pela raanha e de tarde depois de 4 horas.
Contrata partidos para curar annualmeute nao sopara acidado como para osengenhos ou ."oulras
propriedades ruraes.
Os chamados deven) ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manha e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do dia ou da noite sendo por cscripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua e o uumero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife podero re-
metter seus bilhetes a botica do Sr. Joao Sonon & C. na rua da Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
Sogueira de Souza na rua do Crespo ao p da ponte reina.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha constanteraen e os melhores medica-
roentoshomeopathicos ja bcra conhecidos c pelos precos seguinles:
Botica de 12 tubos grandes, ...".......lOgOOO
Ditos de 2 ditos..............15g000
Ditos de 36 ditos..............20J090
Dito de <8 ditos...............25g000
Ditos de 60 ditos...............OjjOOO
ubos avulsos cada um....... .....lfiOOO
Frascos de tincturas..............' 2000
Manoal de medicina homeopa'.hica pelo Dr. Jahr traduzido
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ,........20*000
Medicina domestica do Dr. Ilering, com diccionario. 10S000
Repertorio do Dr. Mello Moraes. ...... 6g000
Sipop du
DrFORGET
JARABE DO FOKGET.
Este xarope esta approvado pelos mais eminentes mdicos de Pars,
Icomo sendo o melhor para curar constipacoes, tosse convulsa e outras,
alleccues dos broncbos, ataques de peito, irriu^oes nervosas e insomnolencias: urna colberada
pela manlia, e outra i noile sao sulQcientes. O tleito deste excelente xarope satisfaz ao mesmo
tempo o doente e o medico.
O dsposito i na rua larga do Rosario, botica de BarthoU
Franeitco de Soma, n. 36.
APPOVACaO e autorisvcvo
DA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO MAGNTICAS EPISPATICAS
m
Para serem applicadas s partes afectadas
sem resguardo nem incommodo.
tss'j cus tisztsetio M"-M s^s*.5 zs ssajs
molestia em que parte
corpo, declarando a circt
olio
enanca,
cuidado de
declarando a
2 til corpo existe, se na cabeca, pescogo, braco, coxa, perna, p ou"lroc"r
ircumferencia : e sendo inchacs, feridas ou'ulceras, o molde "
seu tama-
ser
II I
Rua do Bruna (passando ochafariz.)
No icpo/Ato deste eslabelceiment semnre lia grande sovtimento de me
ittVissao {^ara osengenhos de assnear a saber:
Machinas de vapor modernas, defjolpe cumprido, econmicas de combustivel, e deracillimoassento ;
RoJasd agua de ferro com cubos mi letra largas, leves, fortes, e bem balancadas;
laaos de ferro, e portas d'agua >tra litas, e serrilhas para rodas de madeira';
Moendas nteirascom virgens muito fortes, e convenientes ;
Metas moendas com rodetas motoras >ara agua, caballos, ou bois, acunhadas em aguilhoes deaz$ ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares ebicas para o caldo, crivose portas de ferro para sfornallias ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Rd litas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos oubois ;
AguilhSes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc.,efc
D.W.Bowman confia que'os seus freguezes acharotudo digno da preferencia com
que o noTlrara^pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz yiagem annual para o dito fim
assim corno pela cootinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e defazer os concertos de que podero necessitar.
K ^VJ-K ESSLe a dcc,araao =: m ^\^
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil
rios tJSfSSS: denTr""3'35 daS CPmPcle"les PS e tambem de todos os accessol
Sw'alhir? n2!i"in?nC.S900S.-que a diSnarem h0D"r com a su confianca, em seu escrinto-
e se achara aberto lodosos das, sem excepto, das 9 horas da manhaa's 2 da larde.
jio, que
119 Rua do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
Attenco.
Estando a loja de fazendas ao p do arco do
santo Antonio em liquidacao. roga a lodos os
seus devedores, que venham saldar suas cintas
ate o tnn deste mez, do contrario terio de ver
seus nomes por extenso nesta folha seja qual for
o devedor. ^
Offerece-se urna roulher de boa conducta
para ama de casa de pouca familia, a qual cozi-
nna : na rua das Cinco Ponas n. 89, casa tortea.
"~ Lava-se e engomma-se com perfeicao e ra-
pidez : na rua da Cruz n. 27, segundo andar.
T Precisa-se lugar urna preta possanlo, que
saiba tender na rua, e entenda do cozinha : na
rna da Ijiperatriz n. 37.
A pessoa que annunciou querer trocar urna
casa terrea por escravos, pode procurar na rua
da Cadeia do Recife d. 25, segundo andar.
Precisa-se ce urna
ama para cozinhar e com-
prar para urna pessoa*
na rua estreita do Rosario
ir 21, primeiro andar.
_ Engomma-se e lava-se com per-
feicao : na rua das Agoas Verdes n. 9.
a ~Z Ve^-'f ao logista de miudezas do aterro
da Boa-Vista, hoje rua da Iraperatriz, que venha
pagar na rua da Cruz o que deve ha mais de 4
annos, divida julgada por sentenes por haver o
mesmo negado, e se nao o fizer no prazo de qua-
tro das, so far publico todo este negocio, publi-
cando-se seu nome para nao continuara engaar
a mais ninguem, pois pode dar-se por quebrado
segunda vez. e h"*"'""
Saques.
Cirvalho, Xogueira & C, saccam so-
breLisboa e Porto: na rui do Vigario
n. 9, primeiro andar.
Attenco
o
O abaixo assignado faz ver a todas as pessoas
que se achara com dividas taberna da rua da
Aurora n. 48, que partencia a J. R L. que venha
pagar o que devora uestes Iresdias, e nao o fa-
zendo verao os seus nomes por extenso nesla fo-
lha. Reiife 8 de goslo d 1860.
Joaquim Ranhail de Lima.
O Sr. thasourtiro das loteras manda fazer pu-
blico que se acham venda lodos os dias no es-
criptorio das mesmas loteras na rua do Impera-
dor n. 36, e na casa eommifsiouada pelo mismo
Sr. Ihesourciro na pra^a da Indrpencia ns. ti o
16 os bilhetes e meios da quinta parte da quarta
lotera do Gymnosio Pernaiubucano, cujas rodas
deverao andar imprelervelraeule no dia sabbado
11 de agosto prximo futuro
Thesouraria das loteras 25 de julho de 1660.
O escrivao, /. J/. da Cruz.
5Consiilloiio central hcmeopalhiio^
MlffllCD.
Continua sob a mesma direccao do Ma- SS
'.:>
i
8
@ noel de Mallos Teixeira I.ima professor
em homeepathia. As consultas copo d'an-
tes.
f Botica central homeopalhica
g DR. SABIAO 0, L PIMO 1
U Novos medicamentoshomeopathicos en- *>
@ viadosda Europa pelo Dr. Sabino. a
q Estes medicamanlos preparados espe- tk
@ cialmente segundo as necessidades da lio- <%
@ meopathia no Brasil, vende se pelos pre- i|
{$ eos conhecidos na bolica central' horneo- **
palluca, rua de Santo Amaro [Mundo No- je,
vo n 6" Z
>a livrana ns. C e 8 da praca da Indepen-
dencia precisa-se fallar ao Sr.alfe"rcs Thom Go-
mes Vieira Lima.
A luga se um sitio grande com
excellente casa de vi venda, com todas as
commodiiiadts para familia, no
da Ca'a Forte : a tratar com
prietanos, N.O- Bicber & C.
agencia dos fabricantes amerlen-
nos Grouvcr & ICaker, ,
Machinas de coser: em casa de SamnelP.
Jobnston & rua da Senzala Nova n. b2
^*j O Dr. Casanova pode ser procurado a
5 qualquer hora em seu consultorio homco-
^ pathico em Pernambuco
op ^ 30 RUA DAS CRL7.ES30
XjP No mesmo consultorio acha-se sempre
^ grande sortimento de medicamentos em
jjfr linluras e glbulos, os mais novos e bem
(0; prei^arados, os elemcnlos de homeopalhia
CASI LBSft-BRASLEIEA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, cera to-
mar a casa contigua, ampias e exccllenles c-
commodacoes para muilo maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
branra dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitmosla capital; continua a prcslar-Ibes seus
servidos e bons officins guiando-os em (odas as
cousas que precisem conhecimento pratico d
paiz, etc.: alm do portuguez c do nlez ialla-se
na casa o hcspanhol e francez.
lugar
os pro-
n
m
Dentista de
i
'ariSc
15-JRua Nova15
Frederico Gaulicr, cirurgio dentista, S
faz todas as operarisda sua arte e col- jj[
| loca denles artificies, ludo com a supe- !5
|g rioridade e perfeicao que as pessoas en- ^
j|| tendidas lhe reconhecem. ^
> Tem agua e pos dentifricios etc. v>J
= OSr Francisco Aranha de Souza lem urna
carta no escriptorio de Manoel Joaquim Ramos c
Silva, na rua da Cadeia do Recife
Precisa-se de urna escrava para o servico
de urna casa de pouca familia, e paga-se Lera
na rua da lmperalriz, luja do Lecomlc n. 7.
Preisa-se de um grande armazem oara de-
posito de fazendas, que seja na Iravessa darua
do Vigario ou em suas medacoes, nao so duvi-
dan Jo dar um bom aluguel : quem o liver, an-
nuncie por este mesmo jornal para ser procura-
PITADA ESPECIAL.
Fabrica de Rap Borba.
Esta fabrica acaba de estabeleccr nesla cidade
um deposito de seu rap, o qual se encontrar
eflectivamenle a concurrencia do respeilavel pu-
blico, em casa do Domingos Teixeira Basto, na
rua da Cadeia n. 17 ; o fabricante desejando tor-
nar populrnosla capital e provincia a industria
de que lancou mao, resolve-se a esiabelecer-lhc
o preco de lj>2(0 por libra ; o proprietaiio desde
j conta que os apreciadores deste genero nao
deixaro de concorrer para que saiam coioadas
as esperanzas que nulre de ter preferencia o seu
rap a oulro qualquer, afianzando desde j que
cad? vez mais o aperfeigoar, e a experiencia
provar aossenhores lomantes a iseocao de qual-
quer elogio a este rap j couhecido' em outras
provincias.
-r- Precisa-se alugar urna prela escrava, que
saiba bpm engommar, lavar e coser, pois paia
casa de pequea familia, paga-se bem : na rua
da lmperalriz n. 9, segudo andar.
ix~^-r"t* Pessoas a 1uen> Por ventura o finado J.
11. Williams, negociante na cidado da Parahiba
do norte, ticou a dever, queiram apresentar suas
comas ao vicc-consul brilannico da mesma cida-
de. Igual avisse faz qucllesque sao devedores
ao mesmo finado.
Precisa-se de urna ama para casa do peuca
familia, quo saiba cozinhar e engommar : na rua
Bella n. 38.
a T Des,tJa"se fallar Cm o Sr. Joaquim Morcira
de Carvalho, natural do Portugal, filho legilimo
de Antonio Moreira de Carvalho e de Maria Joa-
quina, j fallecidos, a negocio de seu inleressc ;
assim como roga-se a quem do mesmo senhor
souber ou do familia sua, o favor de dirigir-se
rua do Crespo, casa n. 10, pelo que se licat
summamenle agradecido.
ASSOCICAO
COMMERCIAL BENEFICENTE
Pernambuco.
nnEm/?f0rmi,la?e d0 arl- 28 dos estatuios sao
convidados os senhores socios effeclivos da Asso-
ciacao Commcrc.al BeneGcente a compareccrem
a reuniao da assembla geral da mesma. que le-
ra lugar sexta-fe,ra 10 do correnle ao meio dia,
na sala das sessoes, afim de ser apreciado o re-
latono a actual direccao, e nomcarem-se os
novos memoras que devem subslilui-la. Sala
aa Associacao Comraercial Benecente 8 de acos-
t de 1860.
A. 1. do Reg Medeiros,
secretario.
Aluga-so um opacoso armazem, proprio
para gneros d'eslfva, ou para alguma officina,
na Iravessa do Jos da Costa n. 6 : (vulgo boceo
das Boyas, no forte do Mallos) os prelendentes
acherao a chave no primeiro andar da mesma
casa, para o verem.


6)
DIARIO DE PERRAMBUCO. SEXTA FEIRA 10 DE AGOSTO DE 1860.
Aluga-se a luja do sobrado da ra do I.n-
poradorn. 71, com armadlo propria para esta-
belecimento : a tratar na rna do Queimado, loja
numero 10.
Altenco.
Pedro Augusto Pradines establecido de cuti-
Ieiro e armeiro na ra do Raiutel n. 24, declara
as pessoas que teera obras em seu poder hajam
de as vir buscar at o dia 14, Dndo o dito prazo
jo se responsabilisa por reclaraagio alguma,
das 10 da manhaa at s 4 da larde. Recife 7 de
aposto de 1860.
Pedro Augusto Pradines tetira-se para fora
da provincia.
Continua aindi furtado o cavallo russo,
des i & noile de 18 de ulna p. p do engenho
S lbil no Cabo, o qual perlence ao empreileiro
ila v.i [arrea, r tem os soguintes signaos : cara,
keigoa e os 4 ps brancos, inleiro e com este
ferro-GP11na anca direila ; recommenda-se
a ai lividade da polica, assim como d-se urna
gratificagao boa a qnem apprehcndendo, leva-lo
an supradito engenho ou a quem der noticia
certa.
lili BBHBM
DO
Kccife a Sao Francisco.
Convida-so aosSrs accionistas a vircm rece-
tor o nono dividendo Ando cm 31 de iulho ulti-
mo a raz&o do 7 por cont ao anno, no escriplo-
riu da companhia roa do Crespo n. 2, das 10
lloras da manh as 3 da tarde.
Loja de calcado.
Precisa-sc de um homsin solteuo,
liento da guarda nacional, que preste
aioi idneo a' sua capacidade, para
dirigir um estabeleoiraento de calcado,
hita surtidos que tenba abjuma pra-
tc i de negocio, far-se-lhe-ha ura bom
interesse : na ra Direita n. 4S.
Compras-
Compra-so umi nogrinha cem idadede8a
10 annos, que nao lenha vicio e soj sadia, para
fuer companhia a una menina: quem livor e
q:iicr v-nder, podo dirigir-sc a run do Colovcl-
lo n -57, ou anntincie.
Na ra da Cruz n. 33, compra-se um mole-
) de 10 a 12 annos.
Compra -so umn duzi.i, e mais, d eauoos do
de limao ralado, que soja bem feiio : quom
ticr annuncio para ser procurado.
Compra-so um trancelim ou cadeia para re-
log ~., mosmo osado, com lano que seja bom
ouro : na ra de Abollo n 21 armazem.
Vendas.
Quaijos novos
muito frescaes desem-
barcados agora.
No armazem.de ftlanoel Joaquina de
Otveira& C, em frente a travessa da
Ma Ir de lieos n. 18, ra do Cordoniz.
Venderse um escravo de meia idade. ro-
, do boa conduela, bom par qualquer sor-
Jo casa ou campo ; na prara da Bua-Visla.
i n. 82.
Loja de miudezas ua r
Direita N. 85, onde (em
o (impono do gaz,
m-se bandejas finas a 1?, I$200, 1?500, 2-5,
I, 2 >600, 25800, 3*200, -1- < 5J, bengalas do
canna linas a 2$ c 1-JOO, grvalas pretas de se-
1 o 1*200, dilas de cores a t, alunles em
caixinhas muito finoi a20Q e280 rs., lilas pro-
p ; para enfoites r ( ni r-. a vara, franjas de seda do cores a 320,
r< BuO e800 rs. a irara, luvas do fio do coros
I1 i li imem, brancas, a640, dilas de cores a 640,
le soda enfeitadaa para senhora a 2j, en-
> de trancas do vtdlvdo dos mais moderno?
q ha para genhora s 5$500, ditos de filas de
i }500, ditos para meninas de (ranea de
rol !o a IJ500, ditas do fila de sedi a ij, luvas
d" so la para hornera a 1j400, lesouras para unhas
fin sa 8)0 rs., dilas para costura a lj, clcheles
iolios a 120, escoras para cabello a 1$.
ditas pan roupa a 1$200, trancas do caracol de
i ho, poca grande, a 280, meias cruas para ho-
I) a :'.-!'i0, dilas a 4$800 o 5#, dilas brancas
"i e :<:.-2 11, dilas finas de cores a 2*800, di-
ira meninos, decores a 2-^600, ditas finas
'. neaa de meninos a 39800, ditas para menina*
a 3j700 a dozia, botos de seda para easaveque
I a duzia, tinta do carmizin fina a 500 rs.,
ha de mr'al principe para a?sucar a 400 rs.,
di; is para cha a 800 rs. a duzia, llnteirus c ariel-
finos a 1$. caixinhas d. papel sorlidas em
a 1#, ditos de quadrinho? a 800 rs laa pa-
ra 1 r lar a mais lina que ha a 7-3500 a libra, ata-
ros chatos de algodo a 00 rs., ditos rolieos a
100 rs pentes do borracha para bichos a 440,
i! s Iravessos para meninas a 6iO, ditos de bu-
I i branco pan bichos a 280, ditos para alisar a
5 rs., ditos do borracha para alisar a 600rs.,
1 es do osso a 2i0. ditos do louea brancos a
1 10, ditos de c res a 100, botos de'madrcporola
i a 809 rs. a groza, fivelas para calcas a 100
rs., caiiiohas do papel de cor a 800 rs., caixaa do
ia do coli a 100 rs. linhas de peso a 120,
a de cabera encarnada a 120, fitas lavradas
ii largura de 5 dedos com pintas de mofo a 320
a vara.galao do linho a 140 a vara, bico prelo
de seda a 120, 200, 320,400 e 000 rs. a vara,
nodos p'.r meninos, do diversas qualida-
mais barato que em ouln qualquor parte,
bi .ocas de camurca a 500 rs., dilas de cliouro a
4 0, 500,800, 1.-500 e 2?
Tachas para engenho
Fundido de ferro e bronze
DI
r Loja de narnire,
Ra Nova.
Faria & C. avisara aos seus numerosos
freguezes eao publico era geral, que re-
cebeodo por todos os paquetes fazendas
de modas, acabara de receber entre mui-
tos artigos o seguinte :
Vestidos ricos de blond para casamento.
Ditos de gorgurao de cores, tecidos com
velludo em alto relevorra duqueza de
Comberland.
Dilos brancos bordados para soire.
Ditos dilos de cambraia.
Dilos de cores de phanlasia.
Dilos de cores de moiranlique.
Manteletes, chales ronds e peregrinas
do velludo cgrosdenaple prelos.
Bonrnus de cachemira de cores e de se-
da de cores.
Bedouines para sahida de thealro.
Chapelinasde pslha de Italia e seda.
Calcado para senhora do afamado fabri-
cante Jolly.
| Dilo pan meninos.
Casaveque de l para meninos de ambos
os sexos
Cheguem ao barato
O Prcgui.;a est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Tecas de brelanha de rolo com 10 varas a
25?, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e paliloU a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 355, 43?, B5,
e 65 a peja, dita lapada, com 10 varas a 5?> e
65? a peqa, chitas largas de molernos e escomidos
padres a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino eslampado a 7J e 83?,
dilos bordados com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 95 cadi um, dilos com urna s pal-
ma, muilo finos a 85?oOO, ditos lizos com fran-
jas de seda a 58, lencos de cassa com barra a
100, 120 e 160 eda ura, meias muilo finas pa-
ra senhora a 45? a duzia, ditas de boa qualidade
a 35? e 3#500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberla a 280 rs. o covado chi-
tas escuras inglezas a 5900 a poja, e a 160 rs.
o covado, b'im branco de puro linho a 1$,
15200 e l!?600 a vara, dito prelo muilo encor-
paio a 13)500 a vara, brilhaniina azul a 400, rs.! d-se chiU franceza^fiuY, cores fuas, a 200 rs. o
o covado, alpacas de difiranles cores a 360 rs. o covado' cambraia miudinha a 200 rs. o corado;'
covado, cesemiras prelas finas a 2*500 p' Por a faze1"da ser muito bara'a nao se dao amos-
35?500 o covado, carahiia pre.a e de sl'icos a '' "iiV^"?' p T*2* *
600 rs. a vara, e ou.ras nas fazenda^ s I C ~ua da d^a ^"tSu
far patente ao comprador, e de todas se diro elV^Lni^I f A JET~\
amostras cora penhr. I elegante pianos doafamado fabrican-
| te Traumann de Hamburfo.
Pianos
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Vendem-se terrenos perto da
praca, cwninho dos m-
nibus.
Os herdeiros do commendador Antonio da Sil-
va vendera sua propriedade no lugar da Casa Fer-
ie, em sortos de Ierra, a vontade dos comprado- I
res, com a nica rcslricQo de nao terem monos
de 30 palmos de frente, e fundo designado pola'
respectiva planta approvada pelas autoridades
competentes. A belleza e regularidade do deli-
neamento projectado, e a situadlo aprazivel e
amena do lugar convidara cerlamenle ao fazi-'
menlo de sitios e propriedades de recreio. O en- !
genheiro Antonio Feliciano Rodrigues Selle o
encarregado das medicoes precisas, e pode ser'
procurado na ra cstreita do Rosario, sobrado n. I
30, lerteiro andar, e na praca
tica de Joaquim Ignacio Ri'
Saunders Brothers & C. tem para Tender em
leu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood 4Sons de Londres, c
muito Dropriosoara este clima.
Pechiecha sem igual.
G^ Vendem-se superiores camisas de
fualao editas de madapolao muito fino a
2.', cortes de casemira ingleza de quadri-
nhos de superior qualidade a 4^500 e 5,
collotes fetos de gorgurao de seda e ditos
de fuslo a 3*500 e 4j\ calcas de brim de
cor a 4g. corles de superior barege de se-
da a 20* e as modernas viclorias de al-
paca do soda para vestidos de senhora a
700 rs. o covado, tambera se vende saias
balao muito boas de mueselina e dilas de
madapolao a 4g500e 5$. golliohas de li-
nho a 610 rs., de todas estas fazendas
existe urna pequea porro que se vende
ac por este preco para acabar: na loja de M
g Augusto & Perdigao ra da Cideia do Re- **
H cife n.23 ||
Arados americanos e machinas
da Boa-Vista, bo-
qualquVproVosia o"u escMrecimento,UI,",,prel'n- I Para lavarrO"pa em casa de S. P. Jo-
denles dinjam-se igualmente ao herdeiro .. A. hnston & C. ra da S-nzala n 42
Dubourcq, no cscr.ptorio da ra da Cruz n. 40, ou '
no seu sitio na Capunga.
|Aos Srs. ourivesS
Na ra larga do Rosario n. 24 acha-se W
a venda um sortimento completo ultima- (
mente chegado de Paris, de ferramentas j|
para o trabalho de ourives, as melhores k
que teem apparecido no morcado. f
" mmmm mmm msmm
Grande pechiDcha,
Para acabar.
Covado a 200, c 200 rs.
No armazem da ra do Queimado n 19, ven-1
jPotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conheetdo e acreditado deposito da
! ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
j potassa da Russia e da do Rio de Janeiro", nova
:ede uperior qualidade, assim como tambem
cal virgom era pedra : tudo por Breos muito
razoaveis
mm-mm?*z 5S33S3 ^^^5^a
GUINDE SORTIMEXTO
DE
lazcnfeeobrasleilasl
NA
a earmazem
DE
DE
C
Neste armazem de molhados con-
do'quoom ouiauSr Sf"05 abaX mencia"dos do superiores qualidades e mais barato
dos proprieCios P P a maWt parlC dclle rcccbidos em direitnra por conta
Manleiga ingleza e franceza
^S^^^0r:i(l[1CiCm"ln,[0 aomcad^ d640a 800 rs. a libra e em barril
Queijos (Vamengos
.TuUel KzZ 2 fiSPS "0 Tr Va,Pr da Eur0pa de W a 3* ea vis,a K"lo
jui u ir(.(,ucz uzer se lara mais algum abalimenlo.
Qucijo pvato
os mais novos que existem no morcado a 1 a libra, em porcao se far abatimento.
A.mclx.as raueczas
lTrI3;Oolelll2Ubrap0rlS500rS-,eemCamp0,OraS do vidro contendo uma 3 libra
Mustarda ingleza e vanceza
em frascos a 60 rs. e em polos franceza a 800 rs cada ura.
VevAadciros iigos de comadre
BolacViinna ingleza
a mais nova que ha no mercado a 20 rs. a libra e era barrica com 1 arroba por 4J.
Potes \idrados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou oulro qualquor liquido de 400 a 1*000 rs cada
iVmenaoas conciiadas nropvias pata sortcs
de S Joao
alga libra e cm frasquinhos, contondo 1 Ij2 libra por 2>.
C\\ nrcto, hyson e nerola
>s melhores que ha neste mercado do lcGOO. 2 e 2500 a libra.
Macasen* caixinlias deSliiiras
conlcndo cada urna dilTeronles qualidades a 4^500
Palitos de dentes lidiados
em molhos com 20 maciuhos cada um por 200 rs.
Timlo traneez
propriospara limpor faca a 200 rs.
Conservas inglezas c francezas
em latas e em frascos de diflerentes qualidades.
Presnntos, cnonricas c paios
o mais novo que ha neste genero a 480, 6i0 e 720 rs. a libra.
Viatas de bolacninlva de soda
de diTerentes qualidades a tjjGOO em porcao se far algum abalimento
lamben) vendom-se
um.
5 Na ra do Queimad) n.
46,frente amarella
Grande e variado sortimento de sobre-
. casacase casacas do pannos finos pretos
e de coros a 285. 30 e 35jJ, palotots dos
mosmos pannos pretos e de cores a 28g,
20j 22*e 25J, ditos do casemira mescla-
| dos do superior gosto a 16j! e 183, dilos
I das mesmas casemiras saceos modelo
g inglez 10J.123, 14* e 15J. ditos de al-
5 paca preta fina saceos a 43, dilos sobro-
casa tambem do alpaca a 7g,8g e 95, di-
tos de merino selim a 105, dilos do me-
e rio de cordo a 9j|, calis pretas das
mesmas fazendas a 53 o 6, colleles pa-
ra luto da mesma fazndi, palctots de
brim trancado a 5$, dilos pardos e de
I fustao a 43 e 5$, caigas de casemira do
cor e pretas a 7*. 85, 9 e 10;J, ditos das
mesmas casemiras para menino a 6g, 73
e 83. ditos de brim para hornera a 33,
M 35500. 43 e 5;j, ditos brancos finos a 53,
$J 6;j o 73, ditos do moia casemira a 43 e
jH 5, colleles de casemiras preta e de co-
res a 5g, e 63, ditos do gorgurao de seda
M brancos e decorosa 53 e 6g, dilos de
velludo prolo e de cores a 9J e 103, ditos
de brim branco e de cor a3j, 3500 e4j,
ap palilols de panno fino para menino a
g 153, I63 e I85, dilos de casemira de or
SW a 7J, 83 e 9, ditos de alpaca a 3* e 3g500,
? sobrecasacas de alpaca tambem pa.-a mo-
g^ nio a 53 o 63, camisas para os mosmos
(ji de cores o brancas a duzia 15g, CJ e 203,
^ meias croas o pintadas para menino de
. lodos os lmannos, calcas de brim para
yi os mesraos alg50l) e 3j,' colarinho de li-
nho a 6*000 a duzia, toalhas de linho pa-
^ ra raaos a 900 rs. cala urna, casaveques
** do cambraia muilo fina e modernos polo
II diminuto preco de 12-3, chapos cora abas
* de lustre a 5s, camisas para horaem de
todas as qualidades, seroulas para ho- |g
,t mem a 16-3, 20-3 e 253 a duzia, veslimon- JS
* las para menino do 3 a 8 annos, sendo |g
o calca, jaquolo e coletos ludo por IO3, co- J5
g| barias do fuslo a 65, toalhas de linho Jg
para mesa grande a 7-3 e 83, camisas in- tf
R glezas novaraentechegada a 36 a duzia. |g
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial,
junio a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja de
ferragoD n. 37, ha urna grande porcao de folhas
de zinco, j preparada para tlhados, e pelo di-
minuto proco de 140 is. a libra
a 4
1
e 6,000 rs.
a sacca
eincha
1
REMEDIO IKC0MPARAVEL.
UNGENTO HOLLWAY.
Milharesde individuos de todas as nac6es p9-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
brosinteiramentesosdepoisde haveremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencerdessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os das ha muitos annos ; e a maior parte
della sao lio sor prendentes que admiran; os
medico mais celebres. Quantas pessoas reco.
brarara com este soberano remedio o uso de seus Ditos burguezes
bracos e pernas, depoisde ter permanecido Ion-) Ditos democrticos.
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer s
amputagao! Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submetterem essa operaeo dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu reconhecimento declararam es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, aim de maisautenti.
carem suarmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
'ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentratatoquenecessitassea natureza doma,'
cujo resultado seria prova rincontestavelmente "
Oue tudo cura.
O ungento e til, mais particu-
larmente nos segruintes casos
Alporcas
Caimbras
Callos.
ance res.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos mombros.
tnfermidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
ErupSoe3 e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as extremida-
dos.
Frieiras.
Gengiva escldalas.
Inchaces
Inflammacao dofigado.
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Malos das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de roptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Qucimadelas.
Sarna
Supuracocs ptridas
Tin ha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
dasarticulacoe.s.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.'
Vende-so ura terreno na ra proj"dada paral-
lola a da Attraccao, muilo vantajoso por sor ele-
vado para ver e fallar no mesnio terreno com
Pedro Augusto Frodines, de manhaa al s 9 ho- ,e da comarca de Nazarelh da Malla.
Vende-se este ungento no estabecimenlo
goral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Venle-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna ^sruccao em prtuguez para o modo de
fazor uso doste ungento.
O deposito goral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22. em Per-
nambu.10.
AllencSo a pechiocha pa-
ra acabar.
Carne salgada ingleza e americana a
160 rs a libra, e toucinTio americano
piimeira qualidade a 200 rs. a libra e
aflianci-se a qualidade tanto de urna
comD de outra e se pode procurar des-
de as G lioras da manliaa ate as 8 horas
da noite, deve durar pouco pelo barato
piveo que se vende no armazem de
Andr de Abreu Porto, n > rna fin T^,.a-
piclie Novo n. \\.
Contra a gonorrhea.
Injeccao Brou.
Em 6 dias de Iratamonlo, as vezes mais tardo,
muilas mais cede, se oblem urna cura segura sem
haver n-cessid.ido de recorrer ao emprego de
todas essas preparacoes monstruosas do que a
copahiba c as cobebas formara a base, as quacs
sao muitas vezes perigasas e sempre ajenlas ;
vendo-so a 3.3 o frasco na praca da Independen-
cia n. 22. '
Relogios.
Vende-so em casa de Johnslon Palor i C.rua
do \ gario n. 3, um bellosorlimenlo de relogios;
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes do Liverpool ; tambera urna
vanedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Espirito de viiiliocom M
graos.
Vdnde-se espirito de vinho verdadeirocom 44
ros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas na ra larga do Rosario n. 36.
lua da Senzala Nova n. 42
Vende-so em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustro para carros, sellins esilhSes in-
f(lezes, candeciros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes
Aos senhores de engenho.
Vendem-se 26 a 28 animaes do rodj, novos e
bons, sendo bestas e quartios : quem pretender,
dirijam-se ao lugar do acude, em Bom Jardim :
a tratar com Jos4 Antonio Peroira de Moraes, ou
com Raymundo da Cunha Pedrosa, em S. Vicen-
para conservas, charutos dos mellares fabricantes de ^SXSX&^SS^'^0^ I
ma muilo fina, emitas frsncezas.champagno das -! .-~.;" '?!.,odas "s qnl.' spermaceto barato, licores francezes rauito finos, ma
tonas muilo novas, banha do porco refinada e oulros ...
molhados, por isso prometiera os proprielarioa vendorem por muito menoSd? qne oul SSJ
promotera mais tambera sorvirem aquellas pessoas que mandarem por outras dmco dm?? 2^
o neweai peaso.loente rogara tambem a lodos os sanhoresde en"enho I PPnhrp -t .*
que.ram mandarsuas encommeodas no armazem Progresso que se Ihe "afflanr ? hn If^T*
i acondnuonamento <= mw nanc.i a Poa qualidade e
mais acreditadas marcas cerve as de dit-Ts I ri-Ja I,r'me,ra 1U3"C
.mu'l?Seneros qe encontrado tendentes a Z T'M^ **ua.a.
ras c de tarde das 4 em vante.
Em casa de Boroll & C, ra da Cruz do
Recife ii. 5. vende-se :
Cabriolis muilo lindos.
Charuto do Havana verdadeiro.
Fumo americano do superior qualidade.
Champanha de primeira qualidade
barris, de supe-
No Porte do Mallos, armazem n. 18. confronte
ao trapiche do algodao-.
Em casa d; Jarees Crablrce & C. n. 2 na
ra da Cruz, vndese a champanha muilo afama-
do c acrediUda, da marca Augusto de llurin,
t-em vinho muito superior em caixas e gigos,
... garrafas c meias ditas.

enda de ter-
reno com casa.
r. AugnsloPraaese sua mnlher declaram a
quem convierque vendem os bens do seu casal
consistindo em ura BONITO E VANTAJOSO ter-
reno com cas-? [bonito porque capaz de agradar
a nm ceg, rantaj iso porque nao precisa aterro
par o edificar por estar elevado tendo at areia
para fingir] o dito terreno faz canto ou esquina
da ra da AUracjo para a ra projeclada ca-
pilla do comitorio publico, o qual est livre e
desembarazado por ler j tirado licenca da res-
pectiva cordeacao da cmara municipal : para ver
e fallar cora o roosiao na casa do dito terreno,
sitio dos tecidos, tl s 9 horas da manhaa e do
tardo -Jos 4 em vante.
ARMAZEM DE ROUPA FEITA
4Q lia M 1
Defronte do beeco da Congregacaoletreiro verde.
Casacas de panno preto a 30JS, 35? e
Sobrecasacas de dito dito a
Paletols de panno de cores a 20S, 238,
30c e
Ditos de casemira de coresal5 e
Ditos de meia casemira de cores a 7 l
Ditos do alpaca preta golla de velludo a
Ditos de merino selim prelo e de cor
a8#e
Dilos de alpaca de cores a 3*500 e
Ditos de alpaca preta a 3|500, 5. 7 e
Ditos de brim de cores a 33500, 4J500 e
Ditos de bramanlo de linho brancos a
49500 e
Calcas de casemira preta e de cores a
8. 10$ e
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretos a
Ditas de brim branco e de cores a 2*500
4JJ500 e ^*
Ditas de ganga de cores a
Ditas de meia casemira a
SUS m? a Vell"d0.decnres muil f,no a 10-5000
djgOOO Ditos de casemira bordados e lisos pre-
n* -los e de cores a 5. 5#500 e
3o000 Ditos de selim prelo a
2i8000 Dilos de meia casemira a
12*0f 0; Ditos de seda branca a 5Je
12$000 Ditos de gorgurao deteda a 5$ e
I Ditos de fuslo brancos e de cores a 3fl e
9S000 Dilos de brim branco. e de cores a 2a o
5}009 ; Seroulas de linho a *
9$n00 Ditas de algodo a 1600 c
5000 Camisas de peilo de fuslo trancase de
cores a 2300 e
6000 Ditas de peito c pannos de linho muito
finas a
12S0O0 Ditas de madapolao brancas e de coros
a1800, 23 c
5^000 Ditas de meia a 1 e
Relog-'os de ouro patente e orisonlaes
5000 Ditos ae prata galvanisados a 25 e
3&000 Obras de ouro, adereces, pulceiras e ro-
5J5001 setas
Vendc-se urna escrava moca, cozinha c en-
gomma bem, o tem excedente conducta : na ra
da Cadeia do Ufcife n. 29.
1
Licores de diversas qualidades, como sojam:
Cherv Cordial, Moul Julap, Bitlers, Whisknyt.
Salsa parrilha em frascos grandes.
Novas sementes de hor-
talice,
vindas no vapor Portugal chegado este mez':
vonde-sa na loja de forragens na ra da Cadeia do
Recite n. 56 A, de Vidal & Bastos
Vendem-se cssencias para tirar nodoas de
gordura, cera, etc., etc., em panos de lia, sedas,
sem alterar a cor nem o tecido : na loja de ca-
bos, no largo do Corpo Santo n. 21, esquina da
ra do Encantamento.
Obras de ouro e prala
Acha-se a venda por precos commodos
j> um completo sortimento chegado de Pa-
p rs o Porto, de obras de ouro de lei e
g prala de todas as qualidades de goslos os
p mais modernos e hbilmente fabricadas :
g no ostabelecimenlo de Francisco Gomes
g de Mallos Jnior, ra larga do Rosario
g n. 24.
"32
45 Ra Direita45
Este es t a bel ec ment offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... 10^000
Ditos aristocrticos...... OjjOOO
.... 7$000
.... 6$000
Meto borzeguins patente. 6#500
Sapa toes nobreza....... G/JOOO
Ditos infantes......., 5$000
Ditos de linda (3 12 bateras). C$000
Ditos fragata (sola dupla). 5,s<)00
Sapa tos de salto (do tom). 6^000
Ditos de petimetre...... 5,({000
Ditos bailarinos........ o.s'OO
Ditos impermeaveis...... 2^500
Senhora.
Boraeguins primeira classe (sal-
to de quebrar).......5,s000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). .,,...,. 4$800
Ditos todos de merino (salto
dengoso)......... 40500
Meninos e meninas.
Sapatoes de forca. ...... 40000
Ditos de arranca........o(500
Boizeguins resistencia 40 e 50800
LOJA DO VAPOR.
Grande e vanado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas c perfumaras
ludo por menos do que em outras partes : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SISTEMA MEDICO DEIIOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
EstelnestimavelespociGco, composlo Inteira-
mente de hervas modicinaes, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria.Re
nigno.mais tenrainfancia, eacompleieo mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta :
inteiramonte innocente em suas operacoes e ef-
feitos; pois busca e remove as doenea3 de qual-
quer especie e grao por mais antigs e ienazos
quesoiam.
Entre militares de pessoas curadas com esto
remedio, muitas que j estavam as portas da
morle, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-?e a de-
sesperarlo ; faean um competente ensaio dos
eflicazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestesrecuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febroto da especie.
Alporcns.
Autpolas.
Arcias(malde).
Asthraa.
Clicas
Convulsos.
Debilidade ou extenua-
do.
Dobilidade ou falta de
foreas para qualquer
eousa.
Dyslnteria.
Dor de garganta,
de barriga,
-nos rins.
Dureza noventre.
Enfeunidades no ventre.
D'asnofigado.
Ditas venreas
Enxaqueca
Herygipela.
'ebre biliosas
Febret internitonte.
Gotta.
Hemorrhoida3.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammacoes.
Ir r eg u la ridades
menstruacao.
Lombrigasd'e toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao de verlre
Phlysica'ou consin.p
pulmonar.
Retenco do ourii.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
goral de Londres n. 224, fSlrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sol, Havana e Hespanha.
Vendem-se asboectidhas a 800 rs. cada urna
dellas, contm urna instruegao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 22, em Per-
namb o-
Botica.
Bartholomcu Francisco de Souza, ra larp3
do Rosario n. 36, vende os seguinte medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezdes.
Ditas vogetaos.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra (ebrea).
Ungento Holloway.
Piltila3do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 oncaa ,
12hbras.
Assim como tem um grande sortimento de ra-
pelpara forro de sala, o qual vende a sdico
pro o
Venem-se libras steilinas, em
casa de N. O. BieberA C. : ra da Cru?
n. 4.
I Seguro contra Fogo |
COMPAIIHU
GjjOOO
5^000
3S500
6$!KX)
6JJ0O0
3>500
mm
2551M)
2J000
2500
5g000
23O0
lg600
9
309000
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos paracamisas,
Biscoutos.
Emcasa de Arkwight 4 C, ruada
Cruzn. 61.
i
!
Vendem-se
Relogios de earo.)D ,
i Sellins in^lezes.. .jPatenl-
1 No esenptorio do agente Oliveira.
Casa de joias
Por atacado.
S. Blum Lebmannn & C estdbeleci-
dos na ra do Crespo n. 16, primeiro
andar.
Casa de commisso de escra-
tos na ra larga do Rosario
n. 20, segundo andar.
Nesla casa recebem-sc escravos para serem
vendidos por commisso por conta de seus sc-
uhores. Afianca-se o bom tratamenlo. assim como
as diligencias possiveis para que os mesmos se-
jam vendidos com promplidao afim de seus se-
nhores nao soffrerem empale na venda delles
Nesla casa ha sempre para vender escravos da
difTerentes idades de arabos os sexos, com habili-
dodes o sem ellas.
Ra da Imperatriz d. 2.
Vendem-se caixas com 24 libras de passas a 4
a caua, e era porcao se faz alguma differenea,
para liquidado.
para
LONDRES
AGENTES
|C J. Astley & Companhia.!
1-----------------
S Vende-se
j Formas de ferro
I purgar assucar.
I Enchadas de ferro.
| Ferro sueco.
S Ac de Trieste.
Estanho em barra.
| Pregos de composicao.
Brim de vela.
I Agurdente de Fraca,
Palhinha para marcineiro:!
no armazem de C. J. As-
3 tley 4 C. 'g
Vende-se na ra da Cadeia do^Rectfe^nTs*
terceiro andar, urna escrava que sabe enRommai;
perfeitamente, cozinha, lava cose. eD8mm"


DIARIO DE PERNAMBLCO. SEXTA FE1RA 10 DB AGOSTO DE 1860.
DE
Sita na roa Imperial n i 18 e 120 junto a fabrica de sabo.
DE
Scbastio J. da Silva dirigida por Francisco Bel miro da Costa
Neste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de difluentes "dimencoes
18Ra Estreita do Rosario. 18
Vendem-se todos os gneros milito baratos o
rauilo bons, sendo queijos do serio, ditos de rei-
no, manteiga ingleza multo boa e barata, dila
franerza, vinho do Porio vindo de fjra, dito da
Figueira do melhor que ha, marraeladam latas
de lodo o tamauno,araruta, farinha doMaraohao]
conciTvamuito boa, eslrelina para sopa, milho
eni sacca de 1:6 cuias.
Sola.
Gurgcl Irmos vendem sola do Aracaly o mais
tambem a vontade dos compradores; tambem
sola corlada franceza.
UilCA VERDAD EIRA. E LEGI
TIMA.
e para commodidade dos freguezes que se dignarcm honrarem-nos
ao na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para toi
com a sua confianca, acha-
tomar nota das encommendas.
Seus prounclanos offerecem a seus numerosos fregueses e ao publico era geral, toda e
lualquer obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
iodos ostainanhos rodas d'agua para engeuhos todas de ferro ou para cubos d"
ias e muas muendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os Umaiihos
rhos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para
nioca e para dcscarocar algodao, prengas para mandioca
lumnas e moinhos de vento, arados, culttvajojcs, pontes
jotes etodas as obras de machinisrao. Evecuta-se qualq
J.-s nhos ou moldes que, para tal (im forem apresentados
.elecimeuto na ruado Brum n. 28 A e na ra do Collecio h'oie do Ii nprifir.m
, ,o estabelecimento Jos Joaquira da Costa ?^FwPZtogS? tdem
I iider para qualquer obra. ui^cuutLita se poaun
M


5TXSSSS
GRANDE ARMAZEM
immm
tos
SSS
ff/P-
I7)
3?M
Rica Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicao dos Militares.
. Acha-se na direceo da officinadeste acreditado armazem o hbil I
MS6E
SALSA BAR1LIIA
DE
Remedio sem igual, sendo reconhecidoS pelos
Gramaiaticaingle-
za de OlendorT.
Novo method.-ptra aprender a !r
a cscrever e a fallar inglez etn C mtzes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabcleciracntos de instru., c
pblicos e particulares. Vende-fe na
praca de Pedro 11 (antigo largo c'o Col-
legio) n. 57, segundo andar.
5^ citas, como sejam : casacas, sobrecasacas, fraques, paletots de panno" !
gg lino, ditos de catem.ra de cores, de merm, bombazina alpaca preta
s5 de core?, d,tos de br,m de lmho branco, pardo e de' cores, calcas W
sm de casemira preta e de cores ditas de merino, de princeza, de brins
^ pardo, brancoe de cores, collttes de velludo preto e decores, ditosde Sp
cobertos edoscobertos, pequeos e grande a .i
ouro patente inglez, para homem 9 sen'
de um dos mclhores fabricante* lie Liverpc 1,
viudos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
Southali Mtllor & C.
americanos.
Todas as casas de famlia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele, devem estar prevenido*
; com estes remedios. Sao tres medicamentos con.
ipital e do interior. g^ os quaes se cura eficazmente as principaes n.o-
Apromptamse becas para desembarga dores, lentes, juizes de di- ^S ,cs,ii,s-
-% e grvalas prctas e de cores, libres para criados, fardame'ntos para f
^S a Guardd nacional da capital e do interior. p
Fazendas por baixosprecos
Ra do yueimado, loja
de i portas n. 10.
Anda restara algumas fazendas para concluir
a liquidaeo da firma de Leile & Correia, as quaes
se vendem pur diminuto prego, sendo entre ou-
;ras 3S seguintes:
Chitas do cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas larcas, francezas, finas, a 250 e 260.
Riscados francezes de cores xas a 200 rs.
Cassasde cores, bons padroos, a 240.
lirim de liuho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de liuho muitobom, va-
a, a lCliO.
C irles de caira de meia casemlra a 2g.
Ditos de dita de casemira de cores a 5J.
Taimo preto fino a 3J e !?.
'leas do cores, finas, para homem, duziaa
la 800.
Grvalas de seda de cores c prcias a 1$.
Meias brancas linas para senhora a 3j.
Ditas ditas muilo linos a 4$.
D'.tas cruas finas para homem a 4J.
Curi'.'S de colletcsde gorguro de seda a 2$.
Cimbraia lisa fina transparente, pena, a 4{>.
>.'Ja prula lavrada para vestido a lfCOO e 2g
les de vestido do seda preta lavrada a lCj
Lencos de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a 060.
Pellos para camisa, um, 320.
Chitafraaceza moderna, liugindo seda, covada
ra 400 rs.
Entremeios bordados a 200 rs.
.!< para senhora a GOrs.
is buiJjdas iiiasa 2500.
.Hias de liuho para mesa a 2jJ e 4?.
,.;sas de m>:io, urna 640 rs.
_as de sola para pescoco de senhora o
SCO rs.
js bordados para baptisar crian.'
5J0O0.
I :s 1' caira Je casemira preta a 6-*.
. lin com franja de seda a fjj*.
Corles de calca de riscado de quadros a 800 rs-
Merino verde para vestido de montara, cova-
do. 18280.
Lencos brancos de cambraia, a duzia, 2J.
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recifen. 38, nrimeiro andar.
Ra do Oucimailo n. 9.
Vendem-se lencoes de brra de liuho a2Scada
um, cuberas de chita a 1^600 e lgfcOO.
Ferros de en-
gommar
econmicos
a 5#000.
Estes magnificos fer-
ros aiham-se a venda
no armazem de fazen-
das de Paymundo Car-
los Leile & Irruao. ra
da Imperalriz n. 10.
As mclliores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wbeeler &Wilson
Neste eslabeleci-
menlo vendem-se as
machinas desles dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e SPRiiranra :
no armazem de fazendas
do rtayruundo Carlos
Leile 5 Irmos rua da
imperalriz n. 10, mogamente aterro da Boa-
> isla.
iT
pureza do
sangue.
CAUTELA.
D. T. Lanraan & Kemp, droguislis por ata-
cado New Yoik, aegam-se obrigalos i prevenir,
o resdeitavel publico para desconfiar d alumas
lenues iiiitacfis da Salsa Paulia de Bristo!,
que lioje se vende neste imperio, declarando a
lodos que sao elles os un os proprieta ros da re-'
ceita do Dr. Bristol ,lendo-Ihe compmdo no an-!
no de 1856.
Casa neiihuma mais ou pessoa al,;uraa lera!
direito de fabricar a salsa parrilhadeB isiol, por-i
q.ue o segredo de sua preparado adiase somen-i
te em poder di.s referidos Lanman & Xeinn.
Para evitar engaos com desapreciaos combi-
nares de drogas perricio as,as pessoas que qui-
zerem comprar o verdadeiro devem bem observar
os seguintes signaos, sem os quaes quilquer ou- !
tra preparaja falsa;
1*0 envoltorio de fora est gravaJc de um la- j
do sob urna chapa de ac, trazendo ai p as se-' i
guinies palavras :
D. T. LANMAM & KEMP
SOL AGNTS
N. 69 "WATER STRJ2ET.
lXcw-\ovk#
2' O mesmo do oulro lado lOm um rotulo em
fapei azul claro cem a firma e rubric dos pro-
MffF
Progresso na cidade da Victoria
DE
Fraiicisco Xaxier de Salles Gavalcaute de Almeida
NO
Pateo da Feira.
$
Rua da Seuzala i\uva n. 42.
pnelanos.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma .
do inventor C. C Brislol em papel cor de rosa, jp
i" Que as direr^ocs jimias cada garrafa
tem urna phenix semelliante a que vai cima do
presente annuncio.
O propnetario dcste estabelecimento, como se aeha com um grande o completo sor-
mento, tendente a rnolhados, ferragens e miudezas convida portanto a todos os moradores
desta cidaJe da Victoria, senhores de engenho e lavradores queirara mandar suas
encommendas no Progresso do paleo da Feia, pois s ahi enconlraro o bom e barato,
visto o proprielario estar resolvido a vender, tanto em grosso, como a retalho, por menos
do que em oulra qualquer parle como sejam :
Latas de marmelada de 1 2 libras a HO, frascos com differentcs qualidades de doce
por 2*000, latas de soda contendo nove qualidades a 2000, azeitonas muilo novas,
passas de ditas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2000 rs. a garrafa, licores
francezes de todas as qualidades, champanha, conhaque de ditas, louc,a fina, azul.pinlada,.
e branca de todos os padres, ameixas era compateiras e em latas a C000 ra. a libra
latas de peixe de posto por 2000 rs., banha de poico refinada, araruta, fatias, bolacbi-
nha ingleza, biscoilinho, eoutras mais qualidades de massas finas, massa de tomate era
atasea retalho, letria, macarrao, talharim a 800 a libra, verdadeira gomma de araruta,
insenso de todas as qualidades, espiritov de cravo, canella, ealfazema, verdadeiros pentes
a imperatris, e de tartaruga de 9>000 a 10SC00 cada um, irania e franja de seda, Te-
chadoras de broca, pregos em quantidade de todos os tamanhos e qualidades e o'ulros
muitos objectos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar,
S^Sfe queimadura, erupcoes cutneas, angina, reten-
1 cao de ourina, etc., ele.
Solutivo renovador.
Cura todas as enferciidadcscstrophulosns el -n
nicas esyp hliticas; resolve os depsitos de :
humores, purifica o sangue, renova o sysli n :,
promplo e radicalmente cura. escrpbolas,rei e-'-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de o-
sos, tumores brancos, afeccoes do figado e rinp,
erysipclas, abeessos c ulceras de todas as classes'
molestias d'olhos, dfRculdade das regras j;
mulheies, hipocoudria, venreo, ele.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circua-
lo do sangue, inteirameiile vegelaes favoraMit
em todos os casos nunca occasiona nauzeas ne
dores de veulre, dses de 1 a 3 regularisaro, di i
a 8 purgara. Estas pilulas sao efficazes as a.tc-
.oes do figedo, bilis, dor de cabeca, ictericia, ;n-
digestao, e em todas as enfermidades das nu-
Ihcres, a saber : irregularidades, fluxo, relB-
. coes, flores brancas, obslruccoes, histerismo, etc.,
[ sao do mais promplo ellcito na escarlatino, febre
biliosa, febre amarella, e em todas as febres ma-
ignas.
stes tres importantes medicamentos vera a-
DEFOSITOS.
Rio de Janeiro rua da Alfandega n. 39.
Baha Germano & C. rua Julio n. 2.
Neste estabelecimento continua a haver um i Pemambuco no armazem de drogas de J. Soum
comapletosortinientodcmoendasemeiasmocr.-C-> """a da Cruz n 22.
das para eoSenho, machinas de vapor etaixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para di
Tachas e moeudas
1m-
RlADASCRlZESN./il,
Dt'IVonle da Praca da ffidepcadeBcia,
DEPOSITO DE GNEROS E MASSAS FINAS/
CAF E UNCU ;
Assira como toda a qualidade de peliscos a
qualquer hora.
Jantarcs eoutras coniida&jara tora, ludo por
preco muilo commodo.
\ende-sc a loja de selleiro da rua Nova n
41 : a halar na mcsoia rua n. 57.
DELICIOSAS E I.NFALLIVEIS.
Paslilhas vegetaesdeKemp
contra aslombrigas
3pprovadas pela Exm.* inspec^ao de* esludo de
Habana e por umitas outras juncias de hygiene
publica dos Estados Unidos e mais paizes da A-
raerica.
Garantidas como puramente vegetaes, asrada-
daveis vista, doces ao paladar, sao o remedio
.nfallivel contra as lombrigas. Nao causam
aauseai, nem sensajcs debilitantes.
Teslamunho expontanco eiu abono das pasti-
llas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp.Porl By-
ron 12 de abril de 18j9. Senhores. As pas-
lilhas que Vmes. fazem, curaram meu filho ; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava um
cheiro fedito, linda o estomago inchado e con-
tinua comichao no nariz, lao magro se poz, que
M temia perde-lo. Ncstas circurastancias um vi-
s'mho meu disse que as paslilhas de Kemp ti-
.iliam curado suafilha. Logo que soube disso
comprei 2 vidros depaslilhas e com ellas salve! a
.ida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street p^Ios nicos proprietarios D. Lanman 9
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes ciiadesdo imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na rua da Alfandega n. 89.
Baha, Germano* C, rua Julio n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Suurfi
k Companhia rua do Cruz n. 22.
I \endemso velas de carnauba de composi-
|i:ao a 12Ja ariooa na rua da Assumprao, de-
fronte do muro da Penha n. 3fi, segund andar.
\ i-ndem-se l animars de roda : no en"e-
nho Sicupeminha da fregueziade Muiibeca, aon-
de os pretendnlesatharo com quem tratar.
Wf

Braga Silva & C.lem sempre no seu deposito
da rua da Uoeda n. 3 A.um grande ortimenlo
de tachase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na rua do Trapiche n 4.
Em casa de N. O. Ciccrdi C,
successores, rua da Cruz, n. i, vende-se
Vinho Xercz em barris.
Cfiampanha em caixas de 1 duzia da
acreditada marca Farre S; C-, vinho
de superior qualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
! Vermouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
: Ac de Mi 15o
Brilhant.cs do todos os tamanhos.
Relogios
Suissos
i companhados de nstrocres impressas que mos-
|. Iram com a maior miuuciosidade a maneira de
I. applca los em qualquer enfermidade. Esto ca-
I | rantidos de falsificacao por s haver venda oe
| j armazem de fazendas de Raymundo Cailos Li ite
. & Irmao, na ruada Imperalriz n. 10, ricos
agentes em Ternambuco.
Publicaeao Iliteraria.
A monarchia constilucionnl e os libellos pelo
Dr. A. lia vid Vasconcollus Canavarro, rende-se
I "% n, nr' I'5, 6 e 8 da Pr'"-a da Independen, ia,
a IjUOO cada ejemplar.
i

9
^Retratos em ex-
posicao.

%
1SK-
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
NBW-TORK
O MELHOR REMEDIO COMIECIDO
Contra constipares, ictericia, a/fecces do figado
febres biliosas, clicas, tnd'igestes
enxuquecas.
pelle, rupcoes.e todas as enfermid'ades,
FROVBN1EBTES DO ESTADO IMriRO DO SANCIE.
75,000 caixas deste remedio consomraem-se
annualmentel!
Beinedio da natureza.
Approvado pela falcudade de medicina, e re-
comniendado como o mais lioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos.
GRAMIE SOBTIBEMO
DE
Fazendas c roupa feila
XA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaqun Mrigaes Tavarcs de Mello
RUA DO QL'EIMADO N. 39
EJI SLA LOJA DE QL'ATB.0 POIl'I.iS.
Tem um completo sorlimento da roupa feila,
e convida a todos os seus fregueses e todas as
perseas que Jesejarem ler um sobrecasreo bem
feto, ou umi cal^a ou collete, de dirigirem-se a
este estabelecimento que enconlraro um hbil
artista, chegado ltimamente de Lisboa, para
desempenhar as obras a vontade dos Freguezes.
J tem um granda sorlimento de paliots de ca- '
Sndalo.
Eui casado SchaDeillin4C, rua da Cruz n. I %
Jo, vende-seum grande o variado sorlimento de S
relogios oe algibeira horisont3es, patentes, chro- S llerplien. nn.,.5n .i
dos pnmeiros fabricantes da Suissa, que se ven- S LdJ V DI" M VHMlll-
deraopor procos razoaveis. l^^^^JZ^J^t^f-.3
v-i O O )
Almanak de Casti-
lho para 1861.
Aeabam de chegnr de Lisboa osles inlpress.in-
tes almanaks, e vendrm-se na vraiia econmi-
ca ao p d^o ano de Santo Antonio ; tambem se
vendem colleccoes completas dos mesmos, a pre-
cos comaodos, na mesma livraria.
jeaux. Tem as seguintes qualidades :
De Bradeaburg frres.
St. Estcph.
SI. Julien.
Margaux.
sf? i%Je rfe rtros escuro^q,,e Ia. v.en' I aS Lo"ne.
dema 12, outros de casemira de quadnnhos chitoail ,
Ja mais fina que ha no mercado a I, ditos "" \\ .r
de merino seiira a 12??, ditos de alpaka muito t )e UltleKOp fina a ?, ditos francezes obrecasacados a 12, st- Julien-
ditos de panno fino a 20jf, 2S&, e 30J, sobre-1 Sl- Julica Mdoc.
casacas francezas muito bem feitas a .'159, cal- Chateau Loville.
cas feitas da mais fina casemira a 10#., ditas de
brm ede fusiao por prejo commodo, um grande
sorlimento de colleles de C3emira a 5?>, ditos de I .
Hemorrlioidas, diarrhea, doencas daioulras fazenJas por pre^o commodo, um grande ;'Sry em barri3,
sorlimento de sapatos de tpele de gesto rauilo > M a cm barris'
apurado a 2, ditos de borracha a 2;.0O, cha- i CoSDac om barr13 qualidade fina,
pos de castor muito superiores a 10*,dlos'dese- csnac em caixas qualidade inferior,
da, dos melhores que lera vindo ao merend a 10, j Cerveia branca-
ditos de sol .inglezesa 10, ditos rauios bons a DrioOCO nonAnnl
U9, ditos francezes a 85, ditos grandts de pan- |i Utct^ Ol IldClOIlUl
no a 45, ura completo sorlimento de gollinhas e
manguitos, tiras bordadas, e entre raeios muito
. S Recebeu-se novo sorlimenio de boni-
, (?> tos leques e braceletes de sndalo na S*
d^ LOJA DE MARMORE. $
Vinho de Bordeaux.
Era casa de Kalkmann lrmaos& C, rua d.jan^rnt,^^
Cruzn. 10. encontra-se o deposito das bem co-, lina de cor miudinha prooria para vestidos e
nhccidas marca dos Srs. Brandenburg Frres. i rnuPa de meninos, sendo da largura de chita
e dos Srs. Oldekop Mareilhac 4 C, em Bor- f/.on.ccza a 24 covado, coberlas de chita pelo
.diminuto preco de ljCO, sapates inglczes, obra
Rua do Queimado n. G, loja de
fazendas por baixo da
boneca.
Vendera-se chitas francezas finas com pequeo
Na mesma
vender:
muilo torte e de muita duraco a 3;&0 o par.
tudo se vende por menos do que em oulra qual-
quer parte: dao-se as amostras com penhor.
Veudc-se ua:a prela sadia, que engumma
bem e lava : na rua da Cruz n. 27, 2. andar.
Vende-se una canoa grande, bem construi-
da e em perfeito estado, que conduz de 1,500 a
1,600 lijlos de alvenaria grossa : a tratar no cs-
criplorio da Companhia Peruanibucaua n. 1.
Vendem-se 9 anmaos para roda e carga,
sendo i egoas c 5 burros novos : na ladeira da
ribeira em Olinda, sobrado n. 26.
ptimo cozinheiro.
Vende-se ura escravo moco, de naclio, sadio e
_ I muilo fiel, sendo cxccllcnte cozinheiro, tendo
Casa lia para aprendido em um dos melhores holeis do Rio de
Janeiro ; do-se iuformacoes na rua da Impera-
lriz n. 10.
{ Na rua da
t ## seas ?;s
Rua Novan. 31.
Madama Rosa Hardy lem para vender ri i
cintos de seda com relas para senhora.
Inteiesse.
Di seja-se saber onde mora o Sr. capito Ha -
noel de Amorim Lima, que outr*ora morn t.t
rua do Sol, a negocio que Ihe diz respeilo : i .
serrara da rua nova de Santa Rila n. 35.
Escravos*
Gurgcl Irmaos teeni para vender famosos es-
cravos: no seu escriplorio, rua da Cadeia do Re-
cite n. 28, primeiro andar.
Labyrinllio.
Gurgel Irmos vendem ricos lencas e toalhas
de labyrintho, rua da Cadeia de Recife n. 28.
Vcnde-se nailho muito novoepo:
preco commodo: na rua do Cordoi',/
n. 12.
Farelo e milho.
Vende-se farelo a4j500 o sacco : r:a travessa
do pateo do Paraizo n. 16-18, casa pintada de
amarello.
Escrayos fgidos.
Fugio no dia 19 de junho prximo paseado,
doengenho Bom Successo do (ermo de Seri-
nhaeni, o escravo Daniel, preto fula, crioulo, Ce
idade 20 aiinus, pouco mais ou menos, alto, set-
co, bcra espigado, cabega pequea, ficoes regu-
lares, bem feito de corpo, ps e n.aos seccas o
bem feilas. Esle escravo procurou ao Sr. P. V.
Bulelrou, rendeiro do engenhoS. Jo.'o do Cabo,
para o comprar, e naoquerendo o dono vende-
Vende-se leile puro a 320 rs. a gsrrafa : na i
scada du casa da rua do Imperador defronte da pelo qual se ficar conhecendo as mutas cu
n. 25, as 7 horas da manha. i milagrosas que lem effectuado. D. T. Lanm
casa das audiencias
Parahyba.
Vende-se o engenho Torrinha distan-
te dista cidade duas leguas por trra,
tem terreno para dous mil paes or an- [ Bio de Janeiro, na rua Alfandega n. 89,
no e boa casa de vivenda assobradada Bahia, Germano & C. rua Julio n. 2!
boas obras, tem embarque no porto dis-
tante do engenlio 1,2 quarto de legua
do rio Parahyba eem menos de 3 horas
e vem a cidade: quena o pretender di-
nja-ie a Jo5o Jos de Medeirot Correia
A C que dir' quem o vende.
Sendo estas pilu-
las puramente vegetaes, nao contera ellas ne- proprio para collerinhos de meninos e iravessei-
nhura veneno mercurial nem algura ouiromje-
ral; estao bem acondicionadas era caixas de folha
para resguardar-se da humidade.
Sao agradneis ao paladar, seguras e efficazes
fmsua operagao, ura remedio poderoso para a
juventude, puberdade e velhce.
Lea-se o folheto que acompanha cada caxa.
ras
-..man
is-emp, droguistas por atacado era New York,
sao os nicos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venda era lodal as boticas das
principaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
4 C. rua da Cruz n. 22.
Charutos baratos.
Nao podo haver fumante que nao compre cai-
xas cora ICO charutos da Bahia por lOOO : no de-
posito da rua das Cruzes n. 41.
ros por preco commodo, camisas bordadas que
servera para batsado de criamjas e para passeio
a 89, 109 e 122, ricos lencos de cambraia de
Iinho bordados para senhoras, ditos lisos para
homem por prcc,o commodo, saias bordadas a
3500, ditas muito fh.as a 55S. Anca tem ura
reslinho de chales de toquira a 30, cortes de
vestido de seda de cores muito lindas e superio-
res qualidades a 100S, que j se-vender ra a
150?, capotinhos prelos e manteletes pretosde
ricos gostos a 20, 25$ e 303?, os mais superio-
res chales de Casemira estampados, muito finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
tas, adamascadas, muito superiores a 5SP, ditas
para roslo de linho a Ifl, chitas francesas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
200, 280, 320, 400 e 440 rs. o cov do, ricas
casemiras para caiga, colleles e palitots ii 4# o co-
vado, e um completo sorlimento de ou'.ras fazen-
das, e ludo se vende por prego barato, e que nao
possivel aqu se poder mencionar neri a quena
parte dellas, no en tanto os freguezes c legando B
querendo comprar nao rao sem fazenda.
Na rua do Vigarion. 9, primeiro andar, vende
se muito superior potassa, chegada ha poucos
das, do Rio de Janeiro, era barris de 4 arrobas, e
a preco muilo commodo.
RELOGIOS.
Vende-se'emeass de Saunders Brothers 4
C,praca do Corpo Santo, relogios do afama
do fabricante Roskell, por pregos commodos,
e tambemtrancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellente aosto.
Fazendas baratas.
Thomaz Teixeira Bastos, em seu armazem de
fazendas, miudezas, perfumaras, crystaes, etc.,
etc., na la da Cruz no Recife n. 14, tem para
vender chegado recentemente de Paris urna rica
e excellenle cadeira de ferro loda franjada e es-
1 tufada de seda, igual a que esleve aqu em pa-
| lacio no toilette de S. M. a Imperalriz, obra do
Moreantique de seda do todas as cores a 2#500 mais apurado gosto e riqueza e bem assira cama-
0 covado. 1 ps e cadeiras de ferro de differentes feitios pro-
Chitas fnncez3s escuras de cores fixas a 240 rs. Prios Para jardins, camas de ferro com colchao
o covado, saias balao para senhora a 4S500 e 5, j elstico de differentes tamanhos e qualidades,
golllnhas de linho a 500 e 640, pentes de tartaru- todos esles objectos e todos os mais que se Ten-
ga a imperalriz alo, camisas de fusiSo a 2, j dem no dito armazem, sao por prego3 mu ra-
ditas de madapolo a 2#, ditas para meninos a 1 zoaveis afim de fechar contas.
2, cortes de casemira ingleza superior a 4$500e lOava i>ac 5 : na loja da rua da Cidcia do Recife n. 23, rara CasameillOS C UailCS.
de Augusto & Perdigo. Chegaram os bellos borzeguins de setim bran-
Vende se ura sortlmenlo de espanadores ; coi na loja do vapor na rua Nova n. 7.
com diversos nmeros, e tem entro elies alguna f.hPmraiYi InnnvA
finos, propnos para presentes, obra muito bem I VillCgctl dlll tlti IlVO
Pri?enSe9Q 1! SGf" ^J' diriJa-fie rua da os desejados borzeguins de castor para homem,
I na loja do vapor na rua Nova n. 7.
pois que frequenlava esses lugares quando foi uo
Sr. Jos Xavier da Roiha Wandcrlry, hoje mo-
rador no engenho Serrara : Pede-so as autori-
dades de polica do termo do Cabo a captura des-
te escravo, e aoscapilaes de campo ou qualquer
pessoa que o conhega, de pega-lo e fevar ao en-
genho Serruha de Serinhaeni a seu senhor Fran-
cisco Manoel Wanderley Lins, ou nesla cidade
: fo Sr. Manoel Alves Ferreira, na rua da Moeda
: n. 3, seguudo andar.
I Fngirara do engenho Jaguar em Scri-
nhacra, na nuite do dia 23 de jimlio do carrente
o escravo Paulino, cabra bem mogo, boa figura,
com urna marca de empigem ou queimadura na
face, e o escravo Joao Mauricio, bem preto, com
falla de denles, alto, espaJado, bem feito de ps
emaos : quero os pegar, Ur a quantia de 100?
por cada um, entregando no mesmo engenho
sendo ambos crioulos.
Altenco.
rraia n, 29, segundo andar.
Acha-se fgido o moleque Antonino,
fulo, de idade ds 15 annos, secco, vivo,
levou vestido calca e jaqueta de riscadi-
nho, camisa de chita echapeo de eltro,
tem porm sido encontrado de palelot,
muito canhecido na rua Nova, aonJe
trabalhou em urna fabrica de charutos
quando era escravo do Dr. Lopes Neto j
quem o pegar leve o a rua da Impera-
dor n. 73, que sera' recompensado.
. .
MUTILADO


p
DIARQ DE PERNAMBlco. m SEXTA FEIRA tO DE AGOSTO D 8.
Litteralura-
ldas novas sobre aliberdade
o suas applicaecs.
ALIBERDADE.
Pon Jules Simn.
I
(Continuago.)
O mal, porro, fui previsto e prevenido. Mas,
lo fui levado esta systema preventivo? so-jdem, eleve-se primeira porum accidente qual-
. |ic pontos fui ello esUbelecido?-Foileva- quer; soja por eiemplo a pnuo. quem possue,
opeo*ia o inlercsse da forga que elle c a liberdade quen, 6 possuida : cahis logo em urna
' .eHfu!tS? 1bfre S rnl,Sl DS '<> desorden.; o mundo esll era vos
.es a di. mislet salvar esla torca dos desvos, transtornado. E' por Ionio um direito
A pioptiedade suppoe dous termos,um su-
jeito que possue, e un. objecto que possuido. O
sujeito 6 necessariamenle livro: para possuir
qualquer cousa, preciso era primeiro lugar pos-
suir a si proprio ;o objecto pelo contrario na^
turalmente escravo : nao se pode pertencer ou-
trem, sono quando nao se pertence a si proprio.
D'onde resulta que no foro interno, no recinto,
onde se concentra a pessoa humana, o nico ele-
mento apto para possuir a vontade livre ; ludo
o mais, a paixio, a inteligencia, a fe, a aclivida-
dc s podem ser possuidos. Supponde quo um
desses elementos, que oceupam a segunda or-
l-la-hiam perdido. Era ludo
para a
o mais, u- vonlade livre possuir ludo o que conslilue com
: LftSL 5\"\ HSSr*! P ben'. ella a personalidade human, ; anda mais, um
l'berdado parao mal, com acond.gao de merecer dever. Tudo quanto em nos capaz de possuir
t^e^'todo caSsrreter Pe' 0Ulr, de d" C" lc-m b" las era iodo caso. ns lamem incapaz de se possur a si N5o
Assim. o hornera peranle ^J^entc-sejivre^de | nos pois somente permiltido. nos ainda' pes-
ns mesmos,
erreno vago e
rescripto cons-
esla pres-
menos boa
islo
ia conscien-
, ao supremo juiz, quo por esta voz Ihe
posse nao
P
Ca, iu <:, au "<"' J", 4uo pur esia voz ine para o sujeito que possue, do que para o objecto
MU. Se elle nao tem no mesrao grao a l.berda- que possuido; nella encentra a liberdade o
de de dar a si e modificar seus senliraentos. suas campo onde podar produzir-se, c os oulros de-
acas religiosas eoutra. livre lodayia al um mentes da alma, incapazes dse dirigirem, ca-
certo ponto defaze-los nascer, n.ante-los, mino- hem assim dcbaixo da aecio de um poder capaz
i i-los, cercanJo-os quanto couber em suas for- ; de couduz-los Alera disto o eu far sem inter-
as das circumslanciaa nlellectuaes. e physicas, vengo de forga alguma exterior tudo quanto lhe
l.<;i.l; jujgar favorave.sion conlranas seu approuvcr fazer, con. a condico de escutar aqu
brochamento : anda ah lhe deixada a plena cumo era toda a parle a sania voz da conscicii-
iniciativa de seus actos mas tambera elle assu- cia. e usar de si menos como pode do que como
n.i' sua uteira respnnsabilidado. deve.
Tal a liberdade:e sua lei no individuo; o que Salamos da alma : cis-nos em presenca do
serao ellas na familia e no estado? i corpo, de nosso proprio corpo. au sendo esle
C individuo na presenca de Deus, e u ilho na um poder livre, nao poderia possuir-se o eu li-
pr. sepes do pal, a mulher peranle o mando. O vre por Unto apodera-so delle, como se lem opo-
qu n us upara cada um de nos, sera o pai, o derado de toda a porciio da alma, que nao c
marido, mulata mulandu, para a mulher e para possuindo quera ser p"osuida Esta relaeio es-
0 Gibo ; ser elle nao s sua le quando o cdigo tabelecida entre a alma e o corpo redunda em
divino nio 08considerar,directamente, mas, Sio- vaulagem para um e para o outro ; o corpo um
,. .sua providencia quando a accao divina nao instrumento, do qual a alma se serve para attin-
velar directamente sobre ellos. Para fallarmos gir seu proprio fin.; a alma um pillo, sem o
i. us exacUmente, o Supremo Senhor de todas qual iria o corpo a cada passo bater-sc contra
as consas associa a sua obra legislativa ~
d n :ial, em urna medida d
bedoria, o chefe natural da
irma parle de sua auloridade e u.ageslade. O
quo mnha razo, em que a razo do meu lempo
nao murmura, todas as comcaodidades que minha
existencia material comporta. V3, de vossa
parte, usis d vosso dominio, como eu uso do
meu; era nada embarazo o livre ejercicio de
vosso direito, e o n.eu nao sofTre de modo algn)
com o uso que fazeis do vosso. 0 poder social
nao inlervem. Has se um de ns inquieta, per-
turba o outro no pacifico e legitimo gozo de sen
bem. o cdigo, que procuroi prevenir esta desor-
dem prevendo-a e ameagando-a de ante-mo
com una pena qualquer, castiga o perturbador o
o chama ao dever.
po de seu livro. Nao sabe elle, como ouiro qual-
quer homem, que a moral coma todas as inda-
gaces scienlicas, por exemplo, como a geome-
tra? O olho mede naturalmente as grandezas,
como a sciencia aprecia naturalmente o justo e o
injusto ; os melhodos geomtricos e os systemas
de plulosophia moral devem ser por isso despe-
zados ? Que miseravel objecgo essa, aprendi-
da dos inimigos de toda a sciencia, e que preten-
do concluir suaimpossivel identidade da diversi-
dade momentnea dos resultados scicnliflcos? Ha
j hoje um s menino que ignore, que tivemos dez
'astronomas antes de termos e justamente para
A industria e o comraercio cohem debaixo da termos a que deDnitivaraenle se acha constituida?
mesma lei. A liberdade os verifica sempre que '
H .... ^uuu, ue luuca quj ira o corpo a cada passo bater-se conlra o cul
obra legislativa e prov- cachopo. Mas a1U tamben., como no dominio da da.
determinada por sua sa- vida interior, nao podemos abusar de nossa pro- Ira
da lamilla, a que delega priedade ; s podemos usar dola conformando- ain
ti.i le da familia por lauto cuidar, quanto lhe
nos com a regra, que rogo a materia. Na regao
em que lentos agora entrado, esta lei dupla : a
ellos esli dispostos recebe-la, e abstera-se
quando nicamente Irar-lhes-hia prejuizo. No
dia em que, por exemplo, a livre troca livor vi-
sivelmeiite cstabelecido seu direito e sua oppor-
tunidade, ella s encontrar resistencias insigni-
ficante^, que sem difUculdade lngara por trra :
at ento fique as theorias, oude quando for
lempo a pralica saber acha-la.
II
Agora que temos exposto o mais succintanientc
que podemos, os principios, sobre que deve
apoiar-so, como pensamos, toda a theoria intel-
ligcnle da liberdade e suas applicaQoes, vejamos
como entre ns sao estas questes comprehendi-
das.
Apreciaremos boje urna das mais consideraveis
obras, que esta materia fez nascer, cujo titulo de-
mos no alto desle estudo.
Primeiro que tudo notamos no principio do li-
vro um curto prefacio, onde Mr. Jules Simn,
quem 03 conlraterapos da vida arrastaram por
rauito lempo, e couservaram na carreira dos ia-
teresses passageiros, pretende ler completamente,
ao pegar da penna,. despojado o hornera poltico,
para ser nicamente philosopho.
Em vose buscar, diz-nos elle, as paginas
que vo seguir-se, o'lra;o de nossas acluaes pai-
xoes. Quiz oceupar-rae nicamente da sciencia,
o espero have-lo conseguido.
Estamos ioteiramcnle dispostos a crerque com
efleilo Mr. Simn impoz esta obrigaco em
sua intcncao e pensamenlo, visto como elle nos
assegura ; mas o que uo poderiamos conceder-
lhe, que elle o tenha conseguido eslriclamente :
ao contrario, seus dous vo'umes parecem-nos
embebidos de um espirito que nao o das espe-
culares desinleressadas, e cheios de particulari-
' des, que o autor nao teric ccrlamcnte encon-
do no terreno da philosophia pura. Iremos
nda mais longe : nao tememos affirraar que a
sciencia nelles ura accessorio, um moio, um
pretexto ; e a poltica o principal, a razio e
E l.nalmonle nao vi Mr. Simn que, desde que se
erguo conlra as vistas syslemalicas, conslitue-se
elle,de nossa parte ogradecernos-lhe sincera-
mente,o campeao de um systema de moral, da-
quelle pelo qual s ha moralidade na virlude de-
sinteressada ?
A liberdade, qual o segundo capitulo con-
sagrado, nao mais o livre arbitrio de que aca-
bamos de fallar, a liberdade poltica,estudo
prematuro, visto como o livro terceiro todo inlei-
ro Iho reservado. Para fazer-nos conhecersua
nalureza, Mr. Simn nos apresentar a historia
della nao como philosopho, que, tendo em vista
(*
cu
atiu.ci uua wuipua u euire os aivcrsos povos
onde elle leve lugar ou deveria ter lido ; mas
sira como homem de partido, que com o olho fixo
sobre tal ou tal disposiQo do rgimen poltico,
que est subraellido, s quer fortalece-la se lhe
repugna. M. Simn pois descrever-nos-ha, res-
tringindo-se ao nosso paiz. o eslado das pessoa
e a constituido da realeza antes de 89 ; pintar-
nos-ha a opposicao dos parlamentos, o appello
aos estados geraes. e as diversas causas, que por
muilo lempo manliveram entre ns o poder ab-'
soluto, para chegar. depois.deste curso rpido
alravez de tantas questes, que elle s levemen-
te pode tocar, declaradlo dos direitos do ho-
mem edo cidadao, ao triumpho do direito natu-
ral sobre o privilegio, um desses curtos mo-
dada vonlade c da acl.vidade, da aclividadein- milia so desenvolve, sem se encontrarem Para
tellectual e material, nos limites em que esta li- que esles enconlrossejam fellzes, nao serao aban-
berlacao deve conter-se, e que sua razao relali- donados ao acaso nem ao capricho ; urna lei ca-
ramente adunia Ja bem saber, confrmeos lem-, pecial os organisar. O pa acha em sua preseu-
! 3 e lugares, reconhecer e determinar. I ca duas individualidades, que em mais de um
Dizemos respeito do estado o que temos dito ponto, nao devem ser deixadas si nestes pon-
da familia. O governo o pai, o povo a mu- tos o ilho c a mulher lhe sao entregues; elle us
reo ilho. ludo quaulo o chele da familia i possue ; sao sua piupriedade, bem se compro-
deve ella, o chele du estado, monarchia, aris- heude em quo sentido ; em oulros termos sao
tocracia, demo:racia, pouco importa, o deve tara- lhe confiados, para que os es.iarera con. sua cx-
bem ao estado. A liberdade poltica espera da-, periencia, os ampare com sua fur'ca, os soccorra
quclles, queforam encarregados de cuidar della, e dirija na carreira que teem seguir. Quando a
essa educado inlelligeote, que eleva-la-ha ondo mulher e o Olho reunera as condices necessa-
querque seja misier produzi-la altura de sua ras sua accao proi>ria, sao livres, pertencem-
misso, ao nivel de seus deveres. Quasi intil se; respeitai seus actos, pelos quaes leio al>s
ai rescentar que o poder poltico em sua esseu- de responder. Entao longe de impur-lhes vossa
tu, como o poder domestico, urna delegac.au do vonlade, que era ogual oceurrencia nao lem so-
poder supremo, e que as soberanas da ierra, de bre ellos dircilo algum, dotis estn Jer sua in-
qualquer maneira que se tonsliluara, qualquer dependencia lio longe quanto poderdes ; hber-
que seja a origen, de que se prevalecam, se- ; tai-os cada vez mais ; confiai-os cada vez mais
i ni o que devem ser, nao fazem mais do que ad-1 si proprios ; prosegu sempre nossa obra de
ministrar, inspirando-sc de seu espirito, o do-
r.,iiiio. abandonado ellas pela soberana do co.
Nao sao a lei poltica e a lei domestica, quando
merecen o nome de ieis, a mesma cousa que a
consciencia,islo Deus reguliudo as cousas da
I a. a publica e du lar domestico?
Mas, anda que seja urna em sua esseucia e
raizes, a lei rainilioaudo-se compoe-se do tripli-
i e i '.Jigo, que sua trplice misso reclama : de
un cdigo individual, formulado para cada um
por sua consciencia privada; sem cdigo domes-
formulado para a familia pela consciencia
d pai, c iim cdigo poltico, formulado para o
lo pela consciencia do soberano, quer este,
ri 'limos, seja um rei mais ou menos absoluto,
emancipa^io progressiva, a nao provir evidente-
mente algum perigo, nao para vos, mas para a
familia, em dar um passo de mais.
O estado approxima,"no lodo quo elle estabe-
lete, um certo numero de familias, assim como a
familia rene, no grupo que olla conslilue, um
corto numero de individuos. A propriedade vai
lomar nesta nava associacao proporcoes mais
vastas, mas seu carcter tier o que deve ser
por toda a parte e sempre.
Ponhamos em primeiro lugar estas familias em
presenca unas das outras. E' permiltido ellas
reunir tudo quanto Ibes exige a missio, quo teem
a cumprir? Marchara independentes sob as vis-
las de Deus, luz de sua consciencia! Possuem-
uma oligarchia mais ou menos restricta, oa o se o dispoem de si proprias como cnlendem, com
proprio povo do qualquer modo que venlia go- ; a condico de responderem por seus aclos Mas
i rnar-se. Gestado nunca pode reduzir-se ao se algumas ha, que demoradas no caminho que
in litduo, nem a familia ; esta nao pode tambera percorrem,naopoderiam avancar sera una di-
rver-se no individuo, nem no eslado o indi : recc&o, que ellas nao podem dar a si proprias,
viduo s sacrifica ao eslado e familia aquillo essas se subordinem urna auloridade, da qual
que s poderia conservar com grande detrimento ( nao poderiam prescindir sem detrimento! Sejam
seu, do estado e da familia. lieslituamos por ellas possuidas, no nobre sentido que damos
lano ao individuo, essa parle de si mesmo, que csla palavra, slo protegidas e ajudadas, sem-
a razio pessoal esl eucarregaJa de dirigir, fa- preque por si nio pnssam possuir-se e governar-
milia esse foco, onde os inleresses puramente | se, sem soffrer com isso. As familias soberanas
domsticos se debatem, e ao estado tudo mais s tem direito ao governo, s sio encarregadas,
Mas que! porque deslinguimos claramente es-1 para fallarmos mais exaclamcnle, dessa pesada,
tes systemas diversos, poder-se-ha dizer que os [ mas honrosa larefa, na medida, que exige o in-
deixaremos solados e sera harmona?Nada teresse bem entendido das familias subordinadas ;
di-so. Pelo contrario, approximar e reunir es-
ses organismos parciacs para'com clles formar o
le corpo, do qual sio clles os membros, eis
o nosso fim. Nao convm que essas rodas func-
cionem exclusivamente em suas proprias vistas e
cada urna por sua conta ;
obra, para a qual ellas,
el les leem o dever de erguer progressivamente
al si, por lodos os meios do que dispoem, tu-
do que esl abaixo dellas, chamando a parlilhar
do poder, e de sua pesada rcspusatfUidade,
todos que ellas consegurem tornar capazos, mas
nao ser conseguida a : esperando que esta capacidade se prouuucie, e
devem traualhar em | que o edificio turnado firme possa sustentar sua
publica ;
na quarla finalmente, onde chegaremus socie-
dade religiosa, sciencia, oceupar-nos-hemos
da liberdade dos cultos e da liberdade de pen-
sar.
Esla diviso parece-nos mediocremente satis-
factora ; nella nao vemos lio claramente como
desejavamos, em sua ordera de reciproca depen-
dencia, as questes parciacs, as quaes compre-*
hende a queslao complexa, que ellas decompem
e deveriam esgotar. Nio geralmcnte por este
lado que brilham as producees de Mr. Simn ;
nio Ibes pecamos essa undade poderosa, que liga
um centro, em torno do qual as organisa, as
rail e mil particularidades qie precedentemente
lera ella colhido : poner tolam nescit; conlen-
lemo-nos com a rica variedade que por leda a
parte nella se patenten
Esludemos, pois, esses livros, esses captulos,
esses paragraphos, um depoh do outro, sem pre-
oceupar-nos com seu eucadeamento, e nolemos
tudo quanlo de bom ou mo parecer-nos dever
ser revelado.
No primeiro capitulo do primeiro livro, que
lem por Ululo : a moral, o aulor tratar simul-
tneamente da moral e da lilordade sendo estas
questes distinctas soraenle e n appareucia ; mas
eniao para que um segundo capitulo, que se iu-
tilulat : a liberdadel
Na opiniao do Mr. Simn como na nossa, o
hornera foi creado livre, senhor e responsavel
por seus aclos ; quera dentrj ns nio reconhece
em si esse poder de deliberar, de hesitar de
d.spor de si do maneira a poder ser altivo ou
vergonhoso de seu proceder Em presenca de
urna conviccao lio plena, tio universal, lio com-
pletamente innabalavel, Mr Simn nao perder
seu lempo em argucias de escola para eslabcle-
cer a verdade, que brlha aos olhos do lodos.
Sem condemnar absolutarienle como elle as
demonstrarles e refutaces escolsticas, as quaes
aena nao como philosopho, que, tendo em vista
ilguma alia generalidade, seguira o facto, cujo
;aracler esseucial Iratasse de comprehender
itravez dos lempos e entre os diversos povos'
de o que autorisa-se e permitte-se a urna outra?
O que em sua essencia a educacao, que inoncu-
la no menino hbitos, sob cuj imperio o homem
ser feliz em conservar-se 1
Mas notamos que combattemos um phanlasma.
O proprio Mr. Simn, um pouco mais adiaote
admiti que urna le preventiva torna-se legi-
tima quando indispensavclmente necessaria ,
e sem duvida alguma elle comnosco considera
como indispcnsavelmeole necessaria toda a me-
dida, que em um grao qualquer pode contribuir
para o bem social.
Deseamos agora desses elevados principios,
quo o livro primeiro propunha-se estabelecer,
para as applicages que os oulros tres se pro-
poo fazer familia, ao Estado, e ao que o au-
tor chama sociedade religiosa ou sciencia.
Tudo quanlo interessa sociedade domeslica.
no ponto de vista em que ella aqu encarada,
reduz-se para o nosso escriplor eslas tres
questes : liberdade do lar, liberdade do capital,
'lardada da ofEcina. Tomemos esla diviso como
aioda ninguem apoderou-se, e o trabalho que fe-
cunda e melhorauma trra nao oceupada e inculta
al ento : entretanto desejavamos encontrar en-
tre os ttulos que se nos reconhecem, aquelle que
encaramos como mais verdadeiro e mais digno,
aquelle, que um moralista admillindo outros,
devo ao menos collocar em primeiro lugar,a
obrigarao em que estamos de sorvir-nos de um
meio de aeco, quesera ns ficaria estril, e cujo
exercicio podemos fazer provir em bem parti-
cular ou geral.
Se ha leis para a acquisicao da propriedade,
ha larabem para o seu uso ; Mr. Simn nao se
importa com isto. Poupar e augmentar suas eco-
nomas de certo urna excellentc cousa ; mas o
excesso aqu como, em oulra qualquer cousa,
condemnavel; nao se deve eothesourar. Por que
legtimamente ganhaslcs este dinheiro, nao se
segu d'ah quo tendes o direito de da-lo quem
e como vos agradar; assim como nao vos per-
ou so pelo contrario nos transportara ao proprio ', miltido adquirir vosso bem por fas e por nefas,
seio do eslado ; abandonerao-nos, como al aqui! assim como nao vos permiltido dispr delle ar-
"rll \'?le ,que i103 arrasU' ?'- bitraria e caprichosamente. As doacoes e o direi-
lenlemo-nos de assignalar de passagem ludo i .- ..-,.-
quanto por qualquer razao houver fixado nossa de leslar estao submettidos a consciencia pri-
attencio. vada e conscienc3 publica : a razao pessoa[
Notamos era primeiro lugar ura quadro da fa- traca-nos neslas, comoem oulra qualquer cousa,
milia, tracado por mao de mesirp a nnn'iii n'___* ...
rorreo n..o a raza0 sonai ou 0 esiado nao faz
no-la do e sera pedir-lhe um vigor scicntflco,
que de certo nao tem ella a prelencio do offerecer-
no3 ; nao busquemos saber se a liberdade do ca-
pital e da ofciiia nos rcteem antes na familia,
mostr, o no q:ial o recra,
amor materno e principalmente o paterno pelo
filho commum, pintado cora cores iao vivase
mais do que promulgar ou sanecionar.
O partido que tomamos de nao sahirmos do d-
menlos, em que a razio domina as leis como, um simples negocio
to verdadeiras, que bem parece que Mr. Jules Si-
mn linha debaixo dos olhos e trazia em si o
cdello, do qual aprsenla-nos urna cojia to m,nl da SClenC'a' na Permille-nos seSulr Mr-
ha aqui algumas p.iginar, que fazem tanta
linda
honra ao homem como aoescrptor. Nao pode-
riamos anda pelos mesmos ttulos, deixar de re-
commendar as observages que se seguem sobre
a levandade, com que tratamos a grave queslio
do matrimonio, vendo nelle s mais das vezes
noscoslumes,espectculo digno das vistas de
Deus, digno da admiracao e dos pezares da huma-
nidade!
O que concluir o autor dessas premissas li-
goiras, que sio bem curtas se se trata de historia
bem longas se se trata de sciencia? Eu nao pu- !
de lirar mais dn que estas quatro ou cinco linhas, <
que se apreciar : S existe realmente liber-
dade r.o hornera
moral ; ella s possive na sociedade, q
esla governada por um poder assaz forle
preeneber sua misso, e assaz vigiado
ser Icnlado a nllrapassa-la.
Bem vemos aqui urna das condices da liber-
dade poltica tal qual Mr. Simn pJecomprehen-
de-la ; mas em que consiste, em que deve con-
sistir essa liberdade, o quo elle deva ter-nos
dilo, e o que nio disse-nos. Nio expe-
riencia histrica que curapre resolver o proble-
ma ; bem se sabe que os factos sio como o sino
de Londres, c que cada systema os faz fallar por
si
no qual o dte faz o pon-
to principal, e a mulher quando muilo o acces-
sorio ou o inconveniente; preparando-nos para
por urna vida de desre-
elle as mais das vezes
Simn as particularidades, as quaes elle se
compraz, talvez justamente porque sio para elle
inteiramente novas ; abaudona-lo-hemos por tan-
, (o sua crudico jurdica sobre o dominio im-
prescriptivel e as superficies, sobre a propriedade
da parle superior e a d pe-nos se nio o acompanhamos s minas ondo
elle se introduz muito profundamente, anda que
gramentos e desordens, que a opiniio estigma- conr|cea que devia quando muito olha-Ias de cima
lisa bastante ; e habituando-nos, quando nao
ello um trafico grosseiro, a encara-lo como o
comeco da vida sera e lira da vida feliz ..
Queremos cora Mr. Simn para essa santa uniao
i quando ello governado pela le; a Perl'.eluidade e a indissolubilidade ; com elle
possive na sociedade, quando reP?,llra?s esse concubinato organisado, essa
poligamia econmica, que sob o nomo de divor-
cio lira loda a dignidade urna allianea
para
para nao
que a
e de passagem.
Para nao nos demorarmos em quelocs batidas,
vollamos tambera pressa s pagina;, por mais
seductoras que sejam, onde elle nao consegue
remocar pelas sedueces do esiylo, esses sonhes
extnclos, que quedara fazer do estado o grande
religiaosc compraz de scollar com o seu sinete. nico proprietario, e de todos os cidadaos outro?
Entretanto sentimos que. passando da theoria tantos funecionarios retribuidos, quer egualmen-
nonlload.: U,?'v a?a-J0?plelament.e n,e?lc,te e sera consideracio diversidade dos servicos
ponto de vista as dlsposicoes de nossa actual le-! *,
gislacao tenha podido ver corno probabissima' PresUJos. 1<* entre ns, pelo modo como segundo elle marchara scus trabalhos. Finalmente tambera saltamos o
hoje nossas opinies e crengas, a volla ao reg- paragrapho consagrado propriedade litteraria,
men por elle condemnado. Esperamos que nao
ser assim ; seria umi nova queda, que nao se !
deve prever, e cuja volta nao se deve principal-
mente apressar prophelisando-a.
Nada temosa natar, nem sobre a constituico
a nalureza tio feliz-
ao homem a aulori-
i a submissao,que
Da liberdade passamos auloridade; propoe-
se elle dizer-nos d'onde ella procede, que pa-
pel representa no eslado, o qual deve ser sua rae- interior da familia, o'nJe
dida. Esle cipitulo 6, segundo pensamos, um ; meiile deslribue os papis : ;
dos melhores da obra, e s podemos associar-nos : dado e a aci;5o ; e ao menino
mor parte das opinies que nelle o autor pro-,s nos rosta seguir suas indicaees ; nem
lessa. I ensamos como elle que a auloridade, que as relaces da sociedade domeslica e do estado
6. e que nicamente deve ser a personificacio ar- a liberdade do lar no pensar de lodos, urna d
mada da le moral applicando-se as leis polticas,' nossas mais cabras liberdades, e lodos ns quero-
nao menos leguima qne a liberdade, que sem mos que o poder, longe. de invadir este sanclua-
ella bem podona desenvolver-se, nem anda rio, o defeuda de loda a iovasio. Relevaremos
manter-se. O que convem que ella nao exa- | somonte urna observacao relativa iu3lruccao
geresuas pretendes, que ella nao vicie sua que damos a nossos fifhos. Mr. Simn acha sta
misso estendendo-3 alera de seus lmites. Alwstruceo muilo ftil e rauito incompleta e elle
poltica como muito bem observa II. Simn, nio tem alg'uma razio ; reconl.ecenios com elle que
mais do que o discernimento exacto do que de-
ve ser deixado liberdade ern virtudo de seu di-
reito, e auloridade em virlude do sua necessi-
dade.
A auloridade excessiva, a auloridade que abu-
sa, o absolutismo em urna palavra, quer seja tra-
dicional, como as theocracias anligas, revolu-
cionario, como entre os terroristas e egualtarios
de nossa grande revolueio, emprico, como entre
alguna philosophos positivistas de nossos das,
que de boa voniaJe sacrificariam o individuo ao
eslado, o absolutismodegrada as almas, collo-
cando-as em urna eituacao anloga aquella, na
qua

as leis pl.ysicas collocam o corpo.
Deus fez o homem livre. a sociedade nao
aiu como no mus ha alguma cousa quasi em to-
di a parle fazer; mas (tosejaramos que se es-
ludassem bem os melhoraraenlos, de que esla
educaco susceplvel, e que nao se lizessem
inconcideradamenle experiencias, que a nio se-
ren funestas seriara pelo menos esteris.
As facilidades intellecluaes e moraes nio sao
as mulheres o que sao nos homens; urna cul-
tura imprudente, que lentasse dar-lhes aptl-
des, que ellas nao leem, que nao devem ler
para conservarem-Se no lugar quo Ibes as-
signado, perverteria seu espirito em vez de de-
senvolve-lo. Assim, nio eremos com Mr. Si-
mn, o qual nesta occasio nao parece ter
em grande coosideracao as indd*ves .aturaos,
mais do que urna machina. Nao accitamoa, quan-
do fosse de soda ou ouro esta vergonhosa cadeia.
A auloridade nao deve esquecer quo no inte-
tera cerlamenle sua razio de ser a ulilidade, ap- resse e vistas da liberdade que ella constituida:
provamos comtudo essas rpidas aflirmarcs, A liberdade o direito e a regra ; a autorida-
principalraente era um trabalho, que nao'lem de s se legitima pela necessidade que della te-
pretenees a ser puramente didctico, que pelo mos, nio podendo della prescindir nossa fraque-
contrario faz-se nolavcl mui o menos por seu ca- za moral
racler scienlilico, do que per seus mritos litte-
deve faz-lo escravo; prescreveis oque devo crr as quaes era oulros lugares faz a devida iustica.
em moral, era religiio, em poltica ; em vosso nio eremos que seja do misier amolda-las s aba-
furor de ludo regular, nada me deixais de mim traeces e generalisaces, que eolloca-la-hiam
proprio... fazeis do mundo urna ofDeina, da qual; era eslado de comprelender, melhor do que ho-
soiss o mostr, o conlra-meslre, o engenheiro, je o fazem, os deveres publico* e os inleresses
o commanditano e o beneficiado... Eu nio sou
cominillo, em quanlo nao obedecerem, guardan- gloriosa coroacao,a liberdade !
do seus movimentos proprios, o movimenlo ge-
E' desle poni de vista que se deve encarar e
ral pelo qual sorao harmnicamente no? das. \rMoXv uu qaeatdes ?eU>aa manifesta-
Bem desejavamos apreciar um a un os pnuc exleror d ;isamenlo e djs c g,
que temosestabelecido, esegu- os era s.as : JS p 1)b(>rd absolu(asdo *a.
un coiiseqdeucias. mas aqu nao se trata de dar |
v::3 theoria completa da vida individual, da vida
domestica e da vida social, islo urna philoso-
phia da/ humanidade ; conleular-nos-hemos sira-
plesmente em tocar era alguns dos problemas
que estas vastas qucsles suscitara.
L'm dos mais importarites, mas lambem um
d aquellos, sobre os quaes a paixao ainonloa mais
trevaiL sem duvida alguma o da propriedade. O
que u/a propriedade, e quaes sao para o indivi-
duo, (para a familia e para o eslado, as condices
de s ment e dos cullos, basta merece-la. Dai-nos
urna sociedade onde o exercicio desle duplo di-
reito possa sem perigo ser abandonado a si ;
quera ousaria contesta-lo ?
O que verdade da propriedade, que poder-
se-hia chamar moral, o egualmenle da que po-
der-se-ha ciamar pbysica, daquella, qual
nossas linguas reservara exclusivamente o nome
de propriedade.
Esle campo, este lago, esles rebanhos me per-
tcncem ; delles tiro quanto preciso para nutrir-
me, para vestr-me, para dar-me, na medida en.
ffOJLUETMl
^ x^VL^Mimssati'-Mr^M^MBz*.
o
tadJ
POR
ranos.
A existencia e auloridade da lei moral se es-
tabeleccm com a mesma simplcidadec extensao.
M. Simn nio necessta que Platao ou Aristteles
venham ensnar-lhe que sui liberdade tora urna
regra : a nalureza nelle falla mais alto, e, sem
se embaracar com systema algum, ello perfeta-
menle sabe o que urna accj.o boa ou ra. Quan-
do um filho, que tero brames e que pode Iraba-
Ihar, dexa raorrer forae seu velho pai, preci-
samos ir escola para saber que ello ura mise-
ravel ? E urna grande loucira deixar a luz na-
tural, commum lodos, para cntregar-se diree-
cao incerta de urna doutriua systematiea. Nao
para admirar que Condilla:, Iteid e Kant pas-
sem sua vida a estudar o homem, e que sobre o
mesmo assumplo cheguem i concluses
ferentes ? S ha verdadeir;imenle um
fixo e inabalavcl, um nico que nao depende de
systemas nem de prejuizos, nem de paixes, era
mesmo da sciencia,c o pr ncpio do dever ; si-
gamo-lo, visto como os sys.emase paixess^sa-
beriam dar-nos raaos conselhos
Anda una vez, aceilamos aqui eslas eloquon-
tcs assergoes ; entretanto nao desojaramos que
ura philosopho, que ura mor ilista doprecasse lau-
to sua propria sciencia, e lio depressa e comple-
tamente esquecesse o comrroraisso, que de al-
guma sorle contrahira para comnosco uo princi-
Concederemos ainda a Mr. Simn que a autori
dade dever descrescer em proporco com os
progressos da razo e da moralidade', e que ella
deve trabalhar por lornar-se cada vez mais in-
til, visto que ello reconhece comnosco que pro-
viudo nossa fraqueza moral das iraperfeices es-
scncialmente inherentes nossa nalureza, ser
a .auloridade cternamenle necessaria e eterna-
mente legitima ; que sempre ueste mundo llave-
ra, ignorancias a esclarecer, paixes a conter ; e
que se o poder director pode e deve conforme os
sociaes; sua constituico repugna com isto ; ellas
s so comprazem no mundo das particularidades
concretas, das individualidades vvenles; podis
pergunlar-lhesoque ha de maisgeueroso, de mais
bello, de mais immenso na dedicacu, no heros-
mo, com a condirio de quo o objecto delles nao
ser esla idea, este principio, mas sira esle fi-
lho, esle pai, este marido! E' por isso que sio
ellas exclusivamente dedicadas vida domestica,
e que nada mais ininlelligivel do que esses
systemas, quo quzessera fazo-las sahir do lar
para laura-las no forum.
to df- : Ira loda a
principio
PAULO DE KOCK.
XXVI
Um beneficio nunca perdido.
lando Cerisette abri os olhos aehava-se dei-
em urna modesta caminha cin um quarlo mo-
Porque f.talidade lhe suc-ce- so csloii perlida para serapie Diga-n.'o, porque
enlio, eu lh'o juro, seria fa'.or-me bem mo ser-
vico o ajudar-mo a conservar essa miseravel exis-
tencia.
Eu, despreza-la, potro menina; eu trar-
Iho a minha amizade Pon m ainda quando meu
coraQao nio fallasse em seu favor, nao seria do
biliddo rauito simplesmente, mas oude reiuavam
a oidern e o mais rigoroso accio.
Eslava urna vela sobre urna mesa, e era p jun-
to a cama Sabrctache, a expiar o momento em
que a moca abrisso os olhos, e ento pegou-lhe
afectuosamente as mos, dzendo :
- Pobre menina!
eiisette espraiou os olhos em torno de si ; va-
se que quera reunirs suas recordares. Em-
i 111 filou-ossobre Sabretache, cuntando asmaos
vra mais atravessada... Aqui c.4ou. e se carecer
defendc-la, ainda moslrarei para quanlo presto...
Porm, meu Deus, como foi isso I Voc, a quem
deixei tio ingenua, tio pura, tio candida... Em
lio pouco terapo '
deu isso? E' cousa dilTuil de crer, e ainda custa-
rae a persuadir.
Ten muila razio, meu amigo, foi a falali-
dade. Ouja-me : vou contar-lhe ludo quanto me
tem succeddo desde essa noite... em que eu lhe
disse adeus. Dir-me-ba francamente se mi; acha
muito culpada. Sou, sem duvida, mas todava
nenhuraa das minhas fallas foi premeditada. Era-
fim, vai ouvir-me...
melhor descancar esla noito, Cerisette,
tantas emocoes tera-a faligado, amanhaa coutar-
rae-ha essa historia.
Nio, parece-me que ser um consol para
mim fallar j.
Pois se quer assim v que seja.
E Sabretache sentaudo-se na cama, otivio com
attem;io a narra -ao exacta das aventuras da mo-
ca desde que sahira da casa de Chatouill!
O ex-soldado levantou os olhos ao co sabendo
que Cerisette fra procura-lo em Bagnolel e mur-
ro urou :
Ah se ou soubesse, se eu podesse prever,
eu a leria esperado, minha f.lha... E depois, ro-
que me de.xasse, era inscmivcl aos meus
O capitulo sobre a liberdade do capital, agita
principalmente a queslao da propriedade. Con-
forme seu habito, que nao rigorosamente phlo-
sophco, Mr. Simn comer por apresontar-nos o
que elle chama a historia*. Deixaremos de parle
este prembulo; junto com algumasrcflexesua-
naes sobre as utopias de Platao, de Thomaz Moorc,
de Campanella e do Telemaco, encontramos a
ligares o. lempos, restringir-so ou eslender-se,' serie das disposices legislativas, as quaes nos-
nem por isso deixar de ser era todo o lempo e sas diversas eostitiiiees desde 1789 consagra-
em todo o lugar o auxiliar obrigado pela nalu- | ram e delerminaram es'le direito ; por assim di-
reza e pela Providencia. Nao approvamos ain- zer urna poltica anedortica e nao sciencia.
da sem algumas restriegues a aecusacio, aqui
pronuociada do urna maneira tio absoluta con-
accao preventiva do estado. Porque
razio o eslado, em vez de esperar que o mal
seja pralicado, nao ter, quando a cousa for mo-
adtuilindo as conclusoesdo aulor, isto .que a lhe-
se de seus adversarios nao pode de modo algn:
sustentar-se.
Continuar-se-ha.
Variedades.
Os parsitas.
[Concluso.)
Aqui estao as amostras de nossas lagrimas.
Espero que teremos o prazer de ver qac o se-
nhor...
Basta, oh parsita da dr Cobrador da nor-
te, uo sentes que despedazas o coracio de quera
le escuta ?
Has rale encontrar-sc em seu caminho om o
parsita da alegra. Ao menos s pede resjate
nos das de festa.
Todos vos que em Paris tendes cimentado, pe-
ranle um maire qualquer, urna uniao que rae
apraz suppor feliz, ji o vistes chegar cora o sor-
riso nos labios e o comprimento na pouta da
lingua.
Porque foi o sorriso ? porque o comprimento .'
Para servir de prefacio narracao de urna histo-
ria sempre a mesma, o cuja concluso : Pela
vossa felicidade futura dai-me cem sidos "
Em Paris casa-so annualmenle, uns por ou-
tros, urna dezona de mil pare3. Calculai, e de-
pois veris que o parasitismo da alegra su-
perior arte de crear de coelhos, quando se am-
biciona ter de rendimento 3,000 libras.
E' ludo ? nao do corlo ; a familia dos parsi-
tas tem ainda oulros rebenles.
Parsitas do acaso, essas leges de famintos
que so levanlam pela manha, ignorando de que
nuvera lhes cahir o janlar.
Parsitas da vaidade, esses negociantes de t-
tulos e condecoraces cslrangeiras.
Parsitas da fortuna publica, esses agiotas,
engordara i custa da magreza alheia.
que
Parsitas do escndalo, esses senhores canto-
res do jornalismo cuja penna se transforma em
escopeta.
ramente possive, o direito de impedir que elle
se pralque? Da mesma sorle que a repressao,
nao deve a prevenco ser abandonada ao arbi-
trio ; o lei deve determinar os actos, que convem
ser sufocados em seu germen, e os symplomas
pelos quaes serio reconhecidos. Nao isto o
que fazem e o que sempre fizerara todas as le-
gislacoes do mundo, cora grande salisfacio das
sociedades, que nunca lhes recusaram esla arma
tutelar? Porque razio prohibe-se urna tal flda-
Parasitas da tolicc, esses mil vencedores de
No que respeila nalureza do facto, concede-
mos ao aulor o que j e de anlerao reconhece-
mos ; quanto a ns lambem a propriedade a li- I
berdade, que so prolonga, ou como j o dissemos :
ha rauito lempo em urna publicacao, que Mr. si., somnambulismocujos xtasis sao do custode dez
mon lalvez conheca, ca propriedade externa,' francos cada um.
suppe a propriedade interna, da qual ella o
prolongamcnto. Se queris ser proprietario, r.o-
raecai por sordos livre Nao contestaremos ain- j
da as origens legtimas, quo, elle lhe assigna ; ]
dentro em ns, o acto pelo qual creamos nossos
pensaraentos, isto a mais ntima e mais chara
s minhas lagrimas. Poi enlio que voce ouvio-
mc c soccorreu-me... Sabe o resto, meu amigo.
.ser-se providente.
Oh diga-rne se eu sou despresivel a seus olhos, saber noticias suas.
ritos, i sobre essa commoda. Eu linha comprad isso
para os casos extraordinarios. E'sempre bom
Boa noite ; amanhaa virei
Meu amigo, talvez nao tenha senio osle
quarto... se ra'o der onde ir dormir?
Cerisette, dsse Sabretache pegando na mo
da moca, quando me cedeu o seu quarto, na es-
talagera, lambem nao tinha outro lugar onde dor-
mir, e isso nio a fez duvidar. Havia de ser en-
granado que um soldado velho tvesse medo de
de todas as nossas possesses ; e fra de ns, o
direito de primeira oceupacio, que faz nosso o
fructo tirado por ns de urna arvore, da qual
Parsitas direila, parsitas esquerda ; e at
aqui mesrao, em que o voss3 humilissimo servo
tornou-se o parsita dos parsitas servindo-ss
delles para objecto de um artigo, que nem por
isso deixa de ter a audacia de assignar.
Diario do Rio ).
meu dever protege-la, lira-la do ladacal ora que j faze'r o qu fez uraa moca.e c na minha opiniio
E, com mil carabinas quem causou as voc corra mais pongos do que eu. V pois que
disse-jhe com voz supplicanlc :
j voc, meu amigo, meu protector... Eu nao J dnzida a pedir esmola, repellida por todos, irior-
me tinha enganado. Foi vuc quem me soccor- i rendo de fome, como nao teria suecurabido?...
refi, quera me salvou... Ah nao rae abandone... | Eu devia im -i-er, bem sei, fiz malera nao
Inda que venham aqui procurar-me, occulte-me i ler coragem para isso...
beb... Oh! nao quero vollar mais para aquella Nao, minha ilha, nao, na sua edade, per-
cap infame... Pao e agua cora voc, e sereimui- raillido ter-sc, apego vida ; em toda edade
lo feliz... Nao quero mais estar com aquellas mu-, mesmo assegura-se que crme -deserlarmos do
lh res. posto em que a nalureza nos collocou. a quan-
- Soceguo, tranquillise-se, minha Glha, sim, lo lempo eslava voc nessa casa vergon liosa ?
de corto, eu a defenderei... Ah que ninguem so Baa dez das... Hoje tinhara-me deixado
le^iibre de vir procura-la na minha casa 1 E de-
pqis, quem se atrevera? Com que direito que-
rekiara obriga-la viver na infamia 1
| Oh se soubesse, meu amigo J muitas
vzes eu tinha querido fugir daquelles quo me
sahir s... porque tendo formado o projeclo de
fugir, durante o da mostrei-me mais subraissa,
mais resignada minha posico.. fuera exforcos
para rir com todas essas infelizes que me rodeia-
vara ; esse mrio havia ti Jo xito. Julgando que
gjiardavam, porque era guardada vista todo o eu tinha sinceramente tomado o meu partido, de-
.1^.^.1^.-;.- n^nni.J. .... _-___.li. ._ j- ....: ~ J __~ t_________f.:..j_ J_?___________..ti- .
da ; e depois, a dona da'casa, essa mulher odio-
sa dizia-mc : Nio lhe mais permiltido dei-
x ir-me, j dei o seu nome polica... V onde
f^r, eu lerei o direito de reclama-la, de faze-la
prender... Ser islo verdade ? Oh! meu Deus!
enlo pretiro morrer Sim, nao quero mais esta
horrivel existencia.
Ainda urna vez, tranquillise-se, minha fi-
lha ; emquanto esliver em minha casa, dou de
conselho a qualquer que nao lhe diga urna pala-
(*) Vide o Diario n. 183.
pois de me te re ni enfeitado, deixaram-rae sahir
roas apenas havia vinle passos fra da casa, um
homem rae fez parar chamando-mc pelo meu no-
me. Avalie a minha sorpreza e a minha vergo-
oha, recenhcccndo esse Sr. Froiraont, que era
Nemours me perseguir com o seu amor e com
suas propostas, a que cu nao quizera dar ouvidos.
Nao lhe posso contar o que elle me disse, com
quebarbaridade mostrou-se contente com a mi-
nha vergonha... Oh rauito mo aquelle ho-
mem, e estiraava poder vingar-so das minhas re-
cusas, dos meus desdens de outr'ora ; supplicava.
suas faltas, as suas desgracas? Fui eu. sem que-
rer, verdade, mas fui euo autor dellas. Se nao
me livesse cedido o seu quarto na estalagem, o
tal a.'tor/.uhi das duzias naa a teria espreilado o
encontrado no celleiro ; por conseguinle voc
nio leria partido cora aquella sucia de cmicos ;
agora estara provavelmeote na estalagem do
Viado sem chifres. Na vida, todos os aconleci-
mentos se seguem, se encideiam, ura faz nascer
o outro. Bem se que algumas pessbas lhe dir.io
que era o seu destino I Essa mxima nao me li-
vrar do reconhecimenlo qae lhe devo. E tiran-
do-a da horrivel posigao era que cahio, em pri-
meiro lugar cumprirei um dever. Tome animo,
minha filha, repilo, sempre lempo de lomar aa
bera. Estovo perdida dez das .. pois bem I rls-
que da sua existencia, da sua recordacao, do seu
pensamenlo esses dez das... Com corgem e boa
conducta, consegui-lo-ha. A sua vonlade agora
ser honesta, nio fallar' a ella, estou certo...
Oh nio, nunca Obrigado, meu amigo,
muito obrigado, as suas lalavras roslituem-me a
esperanga. Parece-meque vou renascer pira ou-
tra vida. Nao me abandonar mais. nao assim?
E so essa horrivel mulher viesse procurar-rae
paralevar-me comsigo, dcfender-me-liia contra
ella ? .
Quebr as coslellas de qualquer que a ve-
nha ameagar... Esta aqui em minha casa, na
casa de um homem de bem I... Fique socegada,
minha filha, aqui ninguem vira busca-la !
Eslou em sua casa... Ah que felicidade.
Agora posso dormir em paz... Ser a primeira
vez desde... desde... f
Aqui os solucos e as ligrimas suffocaram a voz
de Ccrisclle ; mas por mire ellas sorria sempre
olhanio para Sabretache.
Agora preciso des cancar, preciso dormir,
disse o soldado. Dove U r necessidade disso, de-
pois de tantos aconteciraentos ; depois, muilo
que
em tudo isto quem tem o mrito da boa accao
voc. Boa noite, minha ilha, diurna em paz
agora.
Sabretache accendeu um rolo de cera que lhe
servia ordinariamente para subir de noite os cin-
co andares : depois fazendo um sgnal de cabera
a Cerisette, sanio do quarlo e puxou a porla so-
bre si.
Chegando ao patamal, oantigo soldado reflec-
tiu por um momento ; depois desceu rpida-
mente pela escada abaixo e foi bater na vidraca
do cubculo do porleiro, no qual nao se via n-
nhuma luz, porque nio se ouvia o menor ruido
em loda a casa.
Ola, madama Pegiondel, enlo j dor-
rae? grilou Sabretache tocando tambor na vi-
draga.
Ao cabo do alguns momentos urna voz Ta-
chada se vez ouvir.
Quem que esl ah a tamborilar no meu
vidro em horas tio indevidas?
Sou eu, Sabretache ; tenho que dizer-lhe
duas palavras......
Ah Vmc, senhor Sabretache, nio estou
em eslado de receb-lo.
Nio preciso que me receba, madama Pegi-
ondel ; faca-me apenas o obsequio de passar-me
a chave da agua furlada que fica por cima do
meu quarto e que lhe serve para estender
toupa.
O que quer ir fazer l na agua turtada ?
Nao sabe que trouxe para aqui urna moga
dosmaiada?
Sei c al achei bem exquisito I Vmc. um
soldado velho e serio I
Pois fez unas conjecturas muito tolas. Es-
sa'moga minha sobrnha ; tirci-a de urna casa
onde a tratavam mal e agora hei de ter cuidado
nella, como raou dever. Mas como nao con-
veniente quo eu durms. com ella no mesmo
larde, porque voc estovo desraaiada por muilo I quarlo, ced-lhe o meu, eaqui est por que lhe
terapo Doite-se, minha Dlha, achara aqu agua, pego a chave da agua furtada, Comprehende
agurdente, e mesmo assucar em urna chicara' agora!
Ah 1 isso enlio rauito difTerente. Como,
senhor Sabretache, pois aquella menina sua
sobrnha ? Pois devia dizer-mc logo, que eu lhe
teria levado vinagre. Mas, Vmc. bem sabe,
quando a gente nao sabe, faz supposices....
E supposices ms, o costume.'
Aqui esl a chave, mas l na agua furtada
nao ha cama.
E' o mesmo.
Ah verdade. ha palha no chic, porque
tenho um ir mao quo, pelo outono, manda-me
urnas peras e eu ponho-as a amadurecer so-
bre a palha.
E' famoso enlio. Tomarei o lugar das
peras. Muito boa noite, madama Pegiondel.
Ah cora que entio aquella moca sua so-
brnha ? Quem dira I___
Sabretalhe nao deu mais resposta porteira ;
subu s aguas tortadas ; atirou-se em cima da
palha e pegn no somno com essa quietagao que
d urna consciencia salisfeila c que para des-
cancar vale mais do que um leito de peanas.
XXVII
A sobrinha de Sabretache..
Sabretache j eslava acordado ha muito lempo,
mas nao quena descer ao seu quartinho, para
nao perturbar o repouso de Cerisette. Emfim,
s oito horas e mcia, tendo ouvido algum rumor
no quartinho, pegou n'um flandres cheio deleite
que comprara porteira, poz um pao de duas
libras debaixo do brago e avonturou-se a bater
devagarinho. Cerisette abriu-lhe aporta.
Sou eu, minha filha, dsso Sabrelacho
moga que lhe esleodia a mi. Como passou a
noite ?
Bem, oh! muito bem, meu amigo; ha
muilo que nao descangava lio pacificamente.
Tanto melhor! Agora necessario que cu
lhe diga urna cousa esencial no caso em que a
porteira venha fallar-lhe ; disse-lhe que vosse
era minha sobrinha. Nao l muito para li
songear ler por lio um soldado velho, mas assim
evilava-se urna mullido de perguntas.
O que est dizendo, meu bom amigo? Eu
nio me lisongearia de ser sua sobrinha ? Ah !
nao verdade I Ser parenta de um soldado bra-
vo, leal, nao ser urna honra? Eu al lhe agra-
dego ter querido dar-me esse titulo I
Entao, esl justo, minha sobrinha e cha-
mar-me-ha tio. E depois, isso nao impede
que l para dianle reconhega sua familia, se por
acaso encontrar. A proposito, ainda conserva o
medalho e a carta? Sao os seus nicos actos do
nasetroento.
O medalho ainda est aqui, gracas
Deus, mas nao lenho a carta,
Perdeu-a ?
Eslava bem certa quo a tinha comgo na ulti-
ma vez que, morrendode cancasso de necessida-
de, o Sr. Minos tornou-me a levar para essa hor-
rivel casa Mas no dia seguinte, quando me
rost, r>io achei no corpinho ; debalde a recla-
mei, responderam que nio a tinham achado.
Seria verdade que eu a livesse perdido, ou foi
de proposito que nio m'a quizoram restituir ?
Ignoro ; s me resta agora o medalho que trago
sempre comgo.
Enlio contenle-so com sso Mas, franca-
mente, comego a crer que seus pas nao se im-
porlam rauito com voss. Eis ah porque quero
fazer as vezes delles Serei seu lio, esl arran-
jado. Agora, minha querida filha, deixo-a para
ir tratar do meu trabalho, e s voltarei j oito
horas da noite. Daqui al 15, precisa alrcogar e
jantar. Trouxe-lhe sempre este leite e ura pao
de duas libras, dir o que quer.... Olhe, na ga-
veta da commoda, achara dinheiro, 'a minha
caixa; mande comprar pela porleira, o quo
precisar. Durante alguns das evite sahir, a
melhor.
Oh nao quero mecher-me d'aqui...^ tj-
ga-me, meu amigo.... aqui estamos muite lon-
go d'aquella ruim casa em que eu estava?
Est aqui na ra de Santo Antonio. Vosse
estava na ra Sainlonje, perto da ra Bouche-
rat.... fica longe.
Meu amigo, nao jaota quando volar?
Quando lenho sopa, como sempre.
Oh! dar-me-ha prazer espcra-lo pdra
janlar. '
Como quizer, Cerisette, minha sobrinha ia
eu dizendo, e necessario que me acoslume a c'ha-
raa-la minha sobrinha.
Oh! Eu lambem quero. Levar tor0 o dia
sem ter nada que fazer.... So eu ar.hasse em'
que me oceupar.... eu sei cozee muilo boro
raeu amigo.
De veras? Pois se nao lhe aborrece, passe
uraa revista ahi na minha roupa. AfEanco-lhe
que ha de ter que fazer,
Oh tanto melhor I
Emfim, se precisar de alguma cousa, chame
madama Pegiondel, porteira, o ella far as suas
coramtssoes. Ale a noite, minha sobrinha.
Al noite, meu tio.
[Continuar-se-ha.)
PERN. TYP, DE M. F. DE FAR1A. \m
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