Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09135


This item is only available as the following downloads:


Full Text
All XXXYI. NUMERO 184.
Por tres mezes adian lados 5$000.
Por tres mezes vencidos GJOOO.
OUInTl FEIRA 9 DE AGOSTO DE 1880.
Por anoo adiaalado 19^000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIP?AO' DO NORTE'
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. di: Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronvmo da Costa.
PAR11UA UUS LUUUhlU.i.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Naz'reth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista.
Oricury e Ex as quartas-eiras.
Cabo.Serinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
AguaPrela, Piraenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos oscorreiosparlem as 10 horas da manhia.
PARTE OFFICIAL.
EPHEMERIDES DO MEZ DE AGOSTO
I La cheia as 3 horas e 14 minutos da larde.
9 Ouarto minguante as 7 horas e 4 minutos da
larde.
16 La nova as 8 horas da tarde
23 Ouarto crescente as 8 horas e 16 minutos da
roanhaa.
31 La cheia as 6 horas e 38 minutos da manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primcu-o as 10 horas e 54 minutos da manha.
Segundo as 11 horas e 18 minutos da tarde.
Governo da provincia.
EXPEDIENTE O DIA 7 DE AGOSTO DE 1860.
Oflkio ao Exm. Sr. presidente da provincia do
Cear.Devendo partir hoje no vapor Iguarass
era diligencia o teuenle Jos Anselmo Valejo,
conduzindo dinheiro e armamento destinados
companliia do pedestres da villa do Ouricury
desta provincia, e lendo de desembarcar no por-
to do Aracaty dessa, donde seguir ao seu
destino, rogo a V. Evc. que o habilite cora
as convenientes ordens, afin de que seja elle au-
xiliado com a precisa forca e coadjuvacao das au- praticado por um grupo de mascarados, i
toridades dos lugares do interior, por onde tiver ssallando no dia 8 d'aquelle mez a prisao era
do passaa em sua viagem. j que estavam delidos os 2 guardas naeionaesTho-
Dilo ao commandauto das rrmns.Ilaja V. S. Dlaz Xavier d'Aquino e Justino Pinheiro DatiLis.
to allender definitivamente, e do modo que for c levaram estes comsigo : e recommendo-lhc to-
mis conveniente, a pretendo do ex-soldado do [ da 8 solicitude na captura o punico dos
de infamara, Manoel Joaquim do Por aquello fado se acharem culpados.
Dito io juiz de direito de Tacaral.Convra
que Vmc. seja mais explcito acerca do objeclo
de sua consulla fela em ofDcio de 22 de junho
deste anno, relatando com todas as suas circums-
zes vencidos no ulluno de jii'iho prximo lindo
da casa que serve de cadeia no termo do Bnique.
Cornmunicou-se ao chefe de polica.
Dito ao juiz de direito interino da 2a vara.
Accuzando recebidos os mappas estatislicos dos
trabalhos da Ia sessao ordinaria do jury do ter-
mo de Olinda que acompanharam o seu ofDcio
de 6 do correnle, recommendo-lhe brevidade na
rcmessa dos da Ia sessao do termo de Iguarass.
pilo ao juiz de direito de Garanhuns.Em cura-
primento de ordens imperiaes convra que Vmc.
informe com urgencia qual o estado do processo
que, segundo o seu officio de 24 de Janeiro ulti-
mo, \mc. mandou instaurar pelo facto crimino-
AUDINECIAS DOS TRIBUNAESDA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relacao : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira Yara do civil: tercas e sextas ao meio di
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a urna
hora da larde.
INTERIOR.
9 batalhao
Nascimcnto, cujo requeriraento devolvo para esse
im.
Dito ao inspector da thesouraria do fazenda.
Sob minha responsabilidade mande V. S. pagar
os vencimentos do juiz de direito da comarca de
Flores, bacharel Joaquim Goncalves Lima, relati-
vos aos mezes de maio e junho deste auno, visto
que, por falta de crdito, nao se tem eiTectuado
esse pagamento, que me foi requerido por parte
do mesruo bacharel.
Dito ao mesmo.A' vista do que V. S. infor-
mou nesla dala, com referencia ao ofcio do
commandante das armas, firmado em 2 do cor-
rente, oautorisoa remeller sob minha respon-
sabilidade, visto nao haver crdito consignado
pelo governo, ao collector das rendas geraes da
villa do Ouricury, a sorama de 11:4003000. sendo
5:1005000 para pagamento dos vencimentos que
se eslao a dever companhia de pedestres da
comarca da Boa-Vista at o lim do exercicio de
1859 a 1860, e 6:300 para continuaco do dito
pagamento nos mezes de julho, agosto, e setara-
bro do presente exercicio ; devendo a referida
somma ser entregue hoje mesmo ao lente do
exerciio Jos Anselmo Valejo.Communicou-se
ao commandanlc das armas.
Dilo ao mesmo.Ao lente Jos Anselmo
Valejo que partir hoje para a villa do Ouricury
em diligencia do servico conduzindo dinheiro,
fardamonlo c armamento para a respectiva com-
panhia de pedestres, mande V. S. adiantar sob
minha responsabilidade, nos termos do decreto
de 7 de maio de 182, a quantia de 600>000 para
as despezas de viagem e do transporte das car-
gs a seu cuidado, devendo esse oflklal, na sua
volla cssa capital, prestar conlas da referida
quantia.
Dilo ao mesmo.Considerando as congruas
dos vigarios destinadas sua alimenlacao, e nao
havendo crdito para pagamento da que vencou
nos mezes de abril a junho deste anno o vigario i
da freguezia de S. Bento da comarca de Gara- I
iiliuns, Antonio Alves de Carvalho, auloriso a'
que
lancias peculiares os fados de desobediencia ao
subdelegado de Tacaral, e de injurias verbaes
ao promotor dessa comarca, platicados pelo res-
pectivo escrivao Antonio Joaquim Soares e de-
clarando-se essas injustas foram feitas ao mes-
mo promotor era razo do seu officio para que
possa cssa presidencia resolver como fr justo.
Dilo ao director do arsenal de guerra.De con-
formidade com o que solicitou o chefe de policia
mande Vmc. fornecer una padiola ao subdele-
gado da freguezic de S. Jos desta cidade.
Dito ao mesmo.Respondendo o officio que
>mc. me dirigi honlem, sob n. 227, tenho a
dizer-lhc que pode mandar addir companhia de
aprendizes desse arsenal, al haver vaga, o me-
nor Chiispiniano que llie foi remetlido pelo sub-
delegado da fraguezia da Boa Vista, por ser des-
valido.
Dito ao juiz de paz do Io districlo da freguezia
de Iguarass.Respondo ao officio de Vm. do Io
do correnle, em que me consulta se, tendo sido
annullada pi-lo poder competente a eleicao de
quatro eleitores dossa parochis, devia couvocar
para a prxima eleicao os supplicanlcs d'aquef-
les eleitores, visto que a islo lhe parece oppor-
V3 lo'ViP08'^0 d arL 5 da lei de 19 do aSslo
do 186, tenho a dizer-llie que tendo os eleito-
res nelles considerados, como se nao existissem,
entramo elles no numero dos que nao podem
ser substituidos para a formado das junlas de
qualificacao e das mezas das ascemblas paro-
cluaes, como so deprehende dos artigas da lei ci-
tados por Vmc. c de vanas decisoes do governo
imperial, entre outrasa do aviso n. 362 de 31 de
ouiubro de 1856, cumprindo por tanto que nes-
la conformidade faca Vmc. a nomearao dos elei-
lores e supplentes dessa freguezia.
Portara.OSr. Agente da companhia brasi-
letra de-parrutt.s-a--v-8frj^andc dar transporto
V. S. a mandar elfectuar esse pagamento, sob I Para a provincia do Cear, no vapor Tocanlins
minha responsabilidade, visto assim me haver 1" se espera do Sul, ao bacharel Antonio J113-
BIO DE .l\ M lito
ASSEMBLEA GERAL LEGISLATIVA
SENADO.
SESSAO EM 10 DE JULHO DE 1860.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanti
de Lacerda.
As onze horas da manha o Sr. presidente
dor" Sessao, eslando prsenles 30 Srs. sena-
Lida a acta da anierior approvada.
Nao ha expediente,
Le-se o tica sobre a mesa o seguinto parecer :
" j scnador Jus Joaquim Fernandes Tor-
res pede licenca ao senado para se retirar para a
provincia de Minas Geraes por causa do mo es-
lado da saude de seu genro e de sua filha
A commisso de conslituiqao, avista de um
motivo tao justo, e havendo numero sufiicienlc
de senadores, de parecer que se lhe d a li-
cenca.
Paco do senado, 9 de julho de 1860.Mr-
quez de OlindaVisconde de Sapucahy.
Fica sobre a mesa para ser examinada c ap-
provada, a folha do subsidio dos Srs. senadores
vencido no 2." mez da presente sessao.
OSr. I). Manoel manda mesa o seguinte re-
querimenlo, que apoiado e approv3do :
Requero que o projeclo sobre o melhora
ment do meio circulante seja discutido de pre-
ferencia a quaesquer projectos sobre loteras.
10 de julho de 1860. D. Manoel A. Mascare-
nhas.
eJ"Vnase que por considerares polticas nao 11-
nha anda obrigado o banco do Brasil a entrar
no cumprimento de seus deveres realisando em
ouro os seus bilheles. E porque razo nao se
tem agora essas mesmas considerares polticas,
liir/n!",50",8 ,0 grsves administracao
do banco em face do parlamento ?
O orador lomando a si adefeza da adminislra-
Z ,DC0 d,? Brasil-foi atracadamente pro-
vocar contra elle as mais graves aecusacoes.
Diz-seque na administrado desse banco lem-
se dado abusos cm grande escala.
De que poca porm sao esses abusos ? Do
lempo era que elle orador tem estado testa da
directora como vice presidente do banco nao
sao ; elle os nao condece.
Dos lempos anteriores, em que o Sr. visconde
de Iiaborahy. o proprio Sr. oresidente do conse-
mo, e outros nomes respeilaveis tomaram parte
na administrado, tambem nao podem ser. oois
essas senhores nao poderiam deixar de lr co-
nnecimenlo desses abusos ede cohibilos.
Mas, deando de parte essa conslderacao, nro-
duzra un; augmento mais positivo era doeza do
banco. Lm 1857 existiam na carleira do banco
cincocnta e um mil e tantos contos em ttulos de
divida ; em 1859 existiam apenas vinle e um
mu e tantos ;ontos; houve pos no breve prazo
iU.OOO.OOO na divida do banco, sem grave
prejuizo ; e tslo devido boa directo ou for-
1 un3 '
DAS DA SEMANA.
6 Segunda. TransDgur.do Sr.no Monte Tabor.
7 Terca. S. Caetano fundador; S. Donato b.
8 Quarta. S. Cyriaco diac. ; S. Emiliano b.
9 Quinta. S. Affonso Maria de Lignorio fund.
10 Sexta. S. Lourengo m. ; S. Asteria v. m.
11 Sabbado. Ss Tiburcio e Suzana mm.
12 Domingo. S. Clara v. f. ; S. Gracilijno m.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino FalcSo Dias; Baha
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o St.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBL'CO.
O proprietario do diauio Manoel Figueiroa da
Fana.nasua livraria praca da Independencia ns.
,in,tl-;'d0rpafaa ana,ysar alguns paragraphos
ao artigo em discussao, e faz largasconsidaracoe<.
sido requerido.
Dilo ao mesmo.Mande V. S. pagar sob minha
responsabilidade, a congrua que venceu nos mo-
zos do abril a junho deste anno, os vigaiios das
freguezias de Goianna Domingos Alves Vieira,
de Tejucupapo Antonio Juliao Rogerio, de S.
I.ouretiro da Malta Jos Ildefonso Rodrigues da
Silva Dutra, de Aguas Bella Joo Luiz da Silva
Res, e da Serra Talhada Manoel Lopes Rodrigues
de Barros ; desde Janeiro at junho prximo fin-
do : o da freguezia de Tracunhaem Baziho Gon-
c:ilves da Luz e no citado mez de junho o do Po-
C/> da l'anella Francisco Luiz de Carvalho, e o
da Alagoa de Baixo Flix Jos Mirques Bacalho,
visto assim me havercm elles requerido, allegan-
do nao existir crdito para essa despeza, que
considero destinada alimentario dos suppli-
cantcs.
Dilo ao mesmo.Remello por copia a V. S. o
officio que me dirigi em 6 do correnle o inspec-
tor do arsenal de marinha. alim de que mande
allender como for justo ao que elle pede acerca
do desembarque do earrao de pedra transportado
no navio inglez $f.Coramunicou-seao inspector
do arsenal de marinha.
Dito ao raesrao.Tomando cm considerarlo o
que me foi requerido por parle do juiz de di'reilo
da comarca do Ico, provincia do Cear, bacharel
Joao de Souza Reis, cujos.vencimentos sao pagos
cesta thesouraria, em virlude da ordem do the-
souro, autoriso a V. S. a mandar pagar sob mi-
nha responsabilidade, o que se lhe esliver a de-
ver dos mesmos vencimentos, relativos ao mez
do junho ultimo, vislo nao haver credilo para
cssa despeza.
Dito ao mesmo.Era vista do recibo junio cm
d iplicala, que me foi remetlido pelo chefe do
polica, com officio de do correnle, sob 11. 1,067.
mande V S. pagar a Antonio dos Sanios de Si-
qucira Cavalcanti a quantia de 30000, que o de-
legado do Buique abonou ao destacamento de
guardas naconaes daquelle termo para alimenta-
cao das respectivas prajas.
Dilo ao commandanto superior de Garanhuns.
Para cumprimenlo de ordens imperiaes infor-
me V. S., com urgencia, a razo porque se acha-
va desarmada a guarda do quarlel em que se
arhavam dolidos os dous guardas nacionaes
Thomaz Xavier de Aquino e Justino Ferreir
Dantas, quando assallados em 8 de Janeiro ulti-
mo por um grupo de mascarados, que levaram
comsigo os referidos guardas.como V. S. trouxe ao
conhecimenlo dessa presidencia, cm officio de 10
daquelle mez, sob n. 1, com referencia ao do lo-
rente coronel commandante do batalhao n.31,de
o do mesmo mez.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Lm additamento ao incu officio de 4 do correnle,
tenho a dizer quo deve V. S. mamiar entregar
ao thesoureiro da secretaria da policia Joaquim
Gilseno de Mosquita a quantia de 3500O0 rs. pa-
ra occorrer s despezas com o sustento dos pre-
sos pobres da cadeia de Tacaral.
Dito ao mesmoMande V. S. pagar a vista
da conta junta, estando ella nos termos legaes a
quantia de98jj200rs. despendida com o -sustento
dos presos pobres da cadeia de Scnnhaem nos
mezes de maio o julho deste anno, devendo es-
sa quantia ser entregue a Manoel Peres Campel-
lo Jacome da Gama, conforme requesilou o che-
fe de policia em officio de 4 do correnle, sob n.
1066.Comraunicou-se ao chefe de policia.
Dito ao mesmoDe conformidade com o que
solicitou o chefe de policia em officio de 4 do
correnle, sob n. 1065, mande V. S. pagar, estan-
do em termos, a Manoel Peres Campello Jacome
da Gama a quantia de 40*000 rs. despendida pe-
lo delegado do termo de Serinhaem com o alu-
guel da casa que serve de quartel ao respectivo
destacamento, vencido desde 12 de marco a 12
de julho prximo lindo, conforme se v de recibo
junto.
Dilo ao mesmo.Intelrado do conledo de sua
informaco de 3 do correnle, sob n.-323, dada
cerca do'rcjjuerimcnto em que Antonio Rodrigues
de Albuqurque 3o escriplurario do consulado
provincial, pede lhe seja abonada a gratificado
de 10 por cento do produelo quo arrecadou do
imposto d 2,500 rs. sobre cabega de gado vac-
cum consumido neste municipio a exemplo do
que se praticou com os fiscaes da cmara muni-
cipal autorizo a V. S. a mandar remunerar o sup-
plicante de conformidade com o Anal da citada
informaco.
Dito to mesmo.TraDsmilto a V. S. o incluso
recibo em duplcala a im do quo mande pagar
a Antonio dos Santos de Siqueira Cavalcanti,
segundo requesilou o chefe de policia em officio
de 4 do correnle, sob n. 1068, a quantia de......
1550OO rs. em que importa o aluguel de 3 me-
lino de Sonsa, promotor da comarca da Impera-
tris n'aquella provincia, em um dos lugares des-
tinados pira paasageiros de estado, visto nao ter
ajuda de custo.
Expediente do secretario do governo.
Olficio ao commandanlc das armas. S. Exc.
o Sr. presidente da provincia, manda declarar a
V. S. ora resposta do seu officio do 1 do cor-
renle, sob U. 820. quo exarca V. g. taita nnlpnc
afimdeserem recebidos no arsenal de guerra,
as 30 armas que requisilou o commandante do
9" batalhao de infanlnria, as quacs se acham
prompias, segundo declara o respectivo director
em officio de honlem.
Dilo ao mesmo. S. Exc o Sr. presidenle da
provincia, mandajaecusar recebido o officio que
V. S. lhe dirigi honlem sob n. 8i5, e a que veio
annexo o mappa da forra cm deligencia no termo
do Ouricury sol o commando do major Joao do
Reg Barros Falco.
Dito ao mesmo. S. Exc. o Sr. presidente da
provincia, manda declarar a V. S. em resposla
ao seu officio de honlem, sob n. 851, que ja ha-
viam sido expedidas as ordens necessarias ao ge-
rente da companhia pernambucana para dar trans-
porte para o Aracaty no vipor Iguarass, nao
s 00 njudanlc da companhia de pedestre da co-
marca-da Boa-Vista Antonio Maria de Sonsa Lo-
bo, com as 4 pracas de prel e os volumes con-
tendo armamentos e outros objectos destinados
a referida companhia.
Dilo ao chefe de policia. Remeltendo por
copia a V. S. o officio que em 31 de julho me
dirigi o juiz de direito inteiino da comarca do
Limoeiro com referencia a outro do respectivo
delegado de 16 do mesmo mez, recommendo a
V. S. que d as provindencias precisas para que
sejam capturados e punidos os ciiminosos, de
que trata o ultimo d'aquelles officios. Com-
monicou-sc ao juiz de direito do Limoeiro.
Despachos do Da 7 de agosto.
fequerimentos.
1107. & 1114. Amonio Agostinho da Sil-
va Pinto, Argcmiro Pereira da Silveira, Jos Cae-
tano Pinto de Carvalho, Manoel Cavalcanti de
Albuqurque Mello, Manoel Flix de Veras, Mi-
guel Cunegundes Cavalcanti de Albuqurque,
Vicente Umbelno Cavalcanti de Albuqurque c
Zefenno Carnciro d'Almeida. Informe o Sr.
inspector da thesouraria provincial, ouvirido o
administrador do consulado.
1115. Agostinha Maria do Espirito Santo.
Seja admitlida a filha da snpplicanle lozo que
haja vaga. "
1116. Alexandre Augusto de Fras Villar.
Informe o conselho administrativo do patrimo-
nio dos orphos.
1117. Antonio Alves de Carvalho, vigario
da freguezia de S. Bento, Antonio Rodrigues de
Albuquecque,3. escriplurario do consulado pro-
vincial, Basilio Gonsalves da Luz, vigario da fre-
gnezia de Tracunhaem ; Domingos Alves Viera,
vigario da freguezia de Goianna : Antonio Julia
Rogeno, da de Tracunhaem, Feliz Jos Marques
Bacalhao. da de Alagoa de baixo, Francisco Luiz
de Carvalho, da do I'oco da Panella ; Joao Ilde-
fonso Rodrigues da Silva Dulra, da de S. Lou-
renco da Malla ; Joao Luiz da Silva Reis, da de
Agoas-Bellas, Manoel Lopes Rodrigues de Barros
da de Serra-Talhada, e bacharel Joaquim Gon-
Qalvcs Lima, juiz de direito da comarca do Flo-
res, e bacharel Joao de Sousa Reis, juiz direito
da comarca do Ico, no Cear. Dirijam-sea
thesouraria de fazenda, aquem se expede ordem
para o pagamento requerido.
1128.Bernardo Rabello da Silva Pertira.
Passese.
1129.Francisco Gorigalves d'Arruda Passe-
se, nao havendo inconveniente.
1130.Jos Joaquim Lobo d'Albertin, vigario
da freguezia de Iguarass.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
1131.Joaquim d'Aragao Eola, coadjuclor da
freguezia de S. Anlo.Informe o Sr. inspector
da thesouraria de fazenda.
1132.Jos Antonio d'Albuquerque.Nao lom
lugar.
1133.Joao Francisco do Reg Miia,Infor-
mc Sr- director interino das obras publicas.
1134.Manoel Figueiroa de Faria.Informe o
Sr. inspector do arsenal de marinha.
1135.Marcelino Jacintho de Sant'Anna.Re-
metlido ao Sr. director do arsenal degNerra para
deferir o supplicanle como fr conveniente ao
servico do arsenal.
1136.Miguel Gonsalves Rodrigues Franca.
A dmitta-se quando houver vaga.
1137. Viuva Pereira & Ca Informe o Sr.
Dr. provedor da Senta Casa da Misericordia desta
cidade.
Comparecem no decurso da sessao mais 11 Srs
senadores.
ORDEM DO DIA.
Continua a discussao, adiada pela hora na ses-
sao antecedente, do Io artigo addilivo da com-
missao de fazenda proposieo da cmara dos
oepulados declarando que o banco do Brasil e
suas caixas iliaes sao obrigados a realisar suas
notas em moeda melallica vontade do portador
>em mesa as seguintes emendas :
1." do Sr Ferraz, ao 19.-Era lugar de pri-
sao de J a 9 mezes, diga-se pnso simples de 2
a 6 mezes
2.a, do mesmo senhor, ao 20.Depois das
palavras so podoro ter lugar accrescente-se
aS8)lvaas as d'sposic6es dos tratados em vigor.
o\ do Sr.Silveira da MollaNo 5. do art
2. que o 1. addilivo da commisso, accres-
ceDle-se notim : os ttulos ou aegoes de com-
panbias ou sociedades anonymas, que se organi-
sarem para crpdito territorial ou agrcola, pode-
raoser Iransferncis depois que estivcrcm legal-
cenle constituidas e esliver realisado o 8 de
seu capital, comanlo que as pracas do Rio de
Janeiro, Pernatabuco e Baha este otavo nao seja
daccao' 3 1'(T-0C0reslisads. salva a r-
So apoiadas e cntram conjunctamente em dis-
CUSS30.
O Sr. Dias de\Carvalho comeca por declarar a
dolorosa impresio quedeixaram" em seu coracao
as ultimas palavras proferidas pelo Sr. presiden-
le do conselho ejm seu discurso da sessao ante-
cdeme, qualilicando de acintosa a opposicao
eila ao projectp por alguns membros da casa
atinbuindo-lhes a intenco de querer embaracar
"o "da 'd3.scausasdaonSlra,;a0 Pr me0 da prolela-
Elles os oppositores do projecto, que se leera
cingido a una discussao calma, evitando com
cuidado todos os desvos, fugindo de collocara
questao no terreno poltico ; elles, que nao teem
produzdo um s episodio que lhe retarde o an-
dame"t0 : elles, que nao discutiram a resposla
lalla do throno, apezar de entenderem que o cor-
po legislativo nao podia encarregar-se da tarefa
impossivcl de prover de remedio em to curto
prazo essa mullido de necesidades consignadas
nessa falla ; elles, que por deferencia ao gabine-
te deixaram passar sem discussao a reforma do
regiment, eque apenas so levntaram para op-
por-se i reforma das secretarias de estado ;
elles, que deixaram passar silenciosamente em
1. discussao c reforma bancada da cmara dos
Sis. depulados para servir de andor ao projecto
substitutivo do Sr. presidente do conselho e as
emendas da commisso de fazenda, nao mereciam
por certo urna to grave censura da parte do Sr.
presidente do conselho.
_ Nao esperava que assim se desviasse a discus-
sao para o campo da poltica, provocando pai-
xoes e mpedindo que haja urna votaco rellecti-
da e conscienciosa
M.;s, j que provocado, nao dexar sem dis-
cussao alguns pontos qur at aqui nao teem sido
sufficienlemente esclarecidos.
tara todava todo o esforco para nao desmentir
o seu passado, para nao suscitar animosidades
em urna questao que entende ser a mais culmi-
nanloda actualidade.
considarares
mostrando seus inconvenientes c imperfeicos.
d a.PE?eJemSndas Pr,que sabe queasemen-
apresentadas por aquelles que se acham em
opposicao sao sempre rejeitadas ; e alera disso o
orador se considera as condices daquelle que
sem ser artfice, vendo um artefacto coohece
analysi suas imperfeicos, sera poder comludo
prodear outro melhor.
Vota contra o artigo em discussao.
OSr. \asconcellos pondera a importancia das
materias do artigo em discussao, cada urna das
quaes era bastante para formar um projeclo se-
parado; as emendas ha materia eslranha ao ob-
jeclo principal da lei, como a propria commisso
em seu parecer reconhece ; era pos necessario
que a decussao dos diversos paragraphos, pa-
ra correr regular e completa, fosse separada
tsta netessidade j foi reeonhecida por aquelles
mesmos que hoje a desconhecem quando se 1ra-
tou da discussao das refermas do cdigo do pro-
cesso, e entretanto as emendas e os diversos pa-
ragraphos da lei linham iutima connexo enlre
si. Hoje trata-se de emendas sobre materia no-
va, e oque mais emendas a um projecto re-
jeitado.
A mesma urgente necessidade das medidas nan-
earas devia induzir o Sr. presidente do conselho
a separar do projecto principal essa outras ma-
terias addicionadas, pois a discussao destasjno
retardara, como vai retardando, a passagem da-
quellas. r '
Pela forma quo se deu discussao, a cmara
dos Srs. deputados vai ficar pijivada do direito de
discutir, por tres vezes materias novas, tantas e
lao importantes, segundo o regiment actual da-
quella cmara.
nrSp0rr|d0-r fcS *" ""'j d18 d'SPSCeS do
Cw r,r,,pl.wnda em coosideracoos'para mos-
trar r4ue elle incompleto e imperfeito, c revela
poucos estudos a respeito da materia.
1 Jto L it -culir rauit0 mais '"gamente o pro*
trL!! tol.go8com tal mV
o ariigo em iscusso vai cunliar sso
do governo
O orador, que ainda est no syslema de res-
peitara consliluico, que hoje considerada co-
mo anligualha, tnha submeltido considerado
do senado urna le que regulava todos esses
tos ; hoje, porm, a despeito da coKstil
ga-se mais prudente que o governo
como entender melhor.
O ouro e os demais metaos sao necessarios em
um paz, conforme a importancia de suas trnns-
aegoes commerciaes Algumas pracas ha em oue
era o ouro, por abundante quesefa, pode bastar
para as transasoes, e necessario recorrer ao pa-
pel ; outras mesmo existem, e deste numero sao
smente as de Londres e New-York, em que nem
o papel basta para a necessidade do mercado c
em que tem se estabelecido casas para operar a ,
transferencia dos valores e a liquidar,. dastrW "" p,moas
accoes, alim de dispensar a falta de ma avuliT-
dissima quanlidade de meio circuanle que para
ellas seria necessario.
A prata gyra como moeda cm oaizes onde as
transacQoes sao mais limitadas, como na India
China, e mesmo na Russia. O cobre e outros
metaos de baixo valor servera do raoeda em pai-
zes anda mais pobres.
Outros ha ainda de transaces tao escassas que | i
servem-se de conchas como moeda, e emfim ou- hL ^ contrario, apresentadas pelo ora-
tros era que n?o ha moeda alguma, c as transac- v?^ r^pcmde'
aohaicndomais quera livesse a palavra, o
encerrada a discussao, e
da seguinte sessao:
. at ao meio dia. -Primeara
?fUSla. d prJecl0.d0 sc".adt, regulando osdi-
' ve eslabelecer a prata corao padro monetario do
paz, a exemplo da Ilollanda e da Blgica
O orador, porm, nao pode adoptar ess"a opi-
mao, e nem lem receios de que a moeda de pra-
la se esce em razo do seu enfraauecimento
ucfloPM1"J:E,!lcnde deasque toda moeda deve .er?valor
SSft : e o,"n"raleSvia|ar07iqr f-r PSSVel a l""'
1 "eco, para eilar as falsilicacoes.
Quantoao limite dos pagamentos obrigatorios
na nova moeda, julga-o igualmente de grande
?10,";'nen,e-ae,a Para PPP^r raa>s um embaraco s
falsiflcacoes. O orador abunda ainda em diver-
sas considerares em deeza do artigo em discos-
SaozearFranco d d'Ver9aS ProPsicu" d" Sr.
JJfc S7-ia r'?n?e"lendo que os seus argu-
, mentas estao anda intactos, e por sso persiste
as opinioos sustentadas em seu priraeiro dis-
curso
Sent que urna nova rolha. urna rolha moral,
venhaem auxilio da material ja em vi-ornar
acanhar ai[Ha is ^^ gor p,
denle do conselho acabj do dizer que algumas
observacoes que o orador tem feito sao fillias do
amor proprio e nao da convcejo
O orador insiste as opinides sustentadas, re-
| lorjaqdo-as com novas consideraces. e refutan-
oes consisten! em permutas. A concluso a ti-
rar desles principios nesle caso a seguinto a 11 Prcsil,04nle pelara
cxecuo da autorisaco contida no projecto 6- DP"a dii' '
Unm segundo as ideas do ministro que a ePxc- Snf2$Jl
r,r!l0fisPiHeaCnlfS da residencia deqMrTla"'^
art. 6 gl da consiuuieao, com o parecer da cora-
oao oe m,teras t
cussao.
VcrificanJo-sc nao haver casa, e nao havendo
mais quera tivesse a palavra o Sr. presidenle de-
clara encerada a discussao, o d para ordem do
da da seguinte sessao :
Primeiraparte.Al ao meio-dia, Ia discus-
sao do parecer da commisso de consttuic.ao so-
bre a licenea pedida pelo Sr. senador Fernandes
Torres, Ia a 2a discussao da proposieo da canda-
ra dos depulados autorisando o governo para re-
integrar nr praca de aspirantes a guarda-mari-
nha os alumnos da escola de marinha Luiz Bar-
balho Mone Fiusa o outros, Ia discussao do pro-
jecto do senado prohibindo a venda de escravos
debaixo de pregao c cm exposicao publica.
Segunda parle.Depois das volaQes do arti-
ligo cuja distussao ficou hoje encerrada, a dis-
cussao dos oais artigos, no caso de seren apoia-
dos.
Levanta-se a sessao urna hora e trinla e cin-
co minutos di tarde.
SESSAO EM HDeTuNHO DE 1860.
Presidenca do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanti
de Lacerda.
A's 11 horas da manha o Sr. presidente
abre a sessao, estando presentes 31 Srs. sena-
dores.
Lida a icla da anterior, approvada.
EXPEDIENTE.
O Sr. Primeiro Secretario le um officio do pre-
ubstiluiroes e additamentos sidenle da provincia de Minas-Geraes, remetien-
do um exeraplar impresso do relatorio que lhe
apresentou o vice-presidenle no acto de passar-
fetos ao projecto no senado sao inconslilucio-
naes, masque sao inconvenientes o fundam um
precedente perigoso. A consliluico d na ver-
dadeao senado o direito de otTerec'er emendas s
tais que veem da outra cmara; mas esse direito
nao deve ser to lato que se possam inserir ma-
terias que, posto sejam annexas, comludo, pela
suagravidade, pelo alcance qu6 teem, deviara
ser objeclo de urna lei separada.
Sabe que a cmara tem o direito de disentir
quanlas vezes quizer essas emendas, quo a cons-
liluico nao marca preceitos a este respeito ;
mas para isso era de mister a reforma do actual
regiment. Ora, v-se que nesta quadra do res
iriccoes seria muito diflicil passar urna reforma
com o fin de dar mais expanso liberdade de
discussao, porque hoje quer-se que as materias
as mais graves sejam votadas silenciosamente.
Passandoa analysar o artigo cm discussao, o
orador observa que por todos sentida aescassez
do tempo de que dispc o senado para discutir
materias as mais importantes ; d'ahi provm a
necessidade das innmeras aulorisagoes ao poder
executivo p3ra legislar ; assim o governo foi l-
timamente autorisado a dar nova organisaco s
secretatrss de eslado. Tendo-se dado ao gover-
no essa importante delegaco, agora pelas dispo-
sicoesdo projecto impe-se ao corpo legislativo a
obngacao de discutir e approvar estatutos de so-
ciedades particulares, incumbencia que o senado
nao poder desempenhar satisfactoriamente por
lalla de lempo e que sem inconveniente podia fi-
car ao governo.
Pergunla se na disposico do g 2. se acha
comprehendido tambera o banco do Brasil.
Se nao est, ha urna lacuna na lei; mister
urna declaraco para evitar duvida.
So esl, ha urna violaco do contrato desse
banco com o governo.
Respondendo ao Sr. baraode Muritiba, o ora-
dor defende-se da censura de conlraditorio, e
expende as razes cm que se basa para enten-
der que o banco do Brasil tem direito de trocar
suas notas nao s em ouro como em papel do
governo, ainda que depreciado.
Estranha altamente quo no senado brasileiro
se laxe de calle e at de furto um facto que
lem sido autorisado e at acorocoado pelo gover-
no do paiz.
Ainda em dezembro ultimo, indo a esgotar-se o
fundo melallico do banco em razo dos numero-
sos pagamentos em ouro que era obrigado a fa-
zer, parlo do governo urna insinuacao directo-
ra para que retrahisse os pagamentos cm ouro,
e os iizesse em potas do thesonro, afini de nao
exhaurir sua rererva metaica:
O Sr. presidente do conselho disse com toda a
lhe i adiiiiiiislracada mesma provincia.E' re-
metlido para o archivo.
E* approvada a folha do subsidio vencido pelos
senhores semdores no segundo mez da presente
sessao.
Comparecern! no decurso da sessao mais se-
nhores senadores.
TR1MEUA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Tem lugar a primeira discussao do parecer da
commisso de consliluico sobre a licenca pedi-
Pelo senhor senador Fernandes Torres*.
O Sr. Visconde de Abaet offerece a seguinte
emenda que apoiada :
Accresceite-so no im com vencimento do
subsidio.
Paco do senado, em 11 de julho de 1860.
Visconde de Abaet.
Dada por finda a discussao, passa o parecer com
a emenda para a segunda discussao.
Entra era primeira discussao, c passa segun-
da, e desta para a lerceira, sera debate, a propo-
sieo da cmara dos depulados autorisando o go-
verno a reintegrar na praQa de aspirantes a guar-
da-marinha os alunos pa escola de marinha Ldiz
Barbalho Muniz Fiuza e outros.
Segue-se a Ia discussao do projecto do senado
prohibindo a venda de escravos debaixo de prego
e em exposicao publica, o nao havendo debate
passa para a segunda discussao.
SEGUNDA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Passando-se votaco do 1 artigo addilivo da
commisso de fazenda proposieo da cmara
dos deputados declarando que o banco do Brasil
e suas caixas iliaes sao obrigados a realsar suas
notas em moeda metlica vontade do portador,
cuja discussu ficou encerrada na sessao antece-
dente, passa o dito artigo addilivo com todas as
emendas do Sr. Silva Ferraz, sendo regeitada a
emenda do Sr. Silveira da Molla.
Segue-se a discussao do segundo artigo additi-
vo da commisso, que passa ser terceiro da pro-
posieo, o qual apoiado.
O Sr. Sousa Franco oppe-se ao artigo em
discussao por conter urna autorisaco demasiado
ampia, e por ser essa autorisaco defeituosa. To-
mou logo a palavra para nao acontecer-lhe o que
j lhe aconteceu na discussao do arligo 2o, em
que teve de fallar em urna hora avangada e com
o senado deserto. E' esse o resultado da ultima
reforma regimcntal, que estabeleceu no senado o
dominio da rolha em todo o seu vigor.
O proieclo offensivo do arligo 15 da consli-
luico 17, que declara ser da attribuigo da as-
sembla geral determinar o peso, valor, lypo, ius-
cripcao e denominado das moedas ; entretanto
cutar.
Se o ministro entender que o Brasil um paiz
pobre, julgar que o cobro basle para suas trans-
accops, e o innundar de cobre.
Nao diz islo em vo, mas porque sabe que ha
entre nos quem pense que o paiz pobrissimo,
rmseravel.
Respondendo ao orador que cm um discurso
unna susteutado que as economas feitas pelo
estado nesles ltimos cinco annos monlavam au-
nualmculo era 60,000.0005000. o Sr. Souza e Mel-
lo oceupou-se em provar que nesse periodo se li-
uha consumido no imperio o triplo ou quadru-
plo desse valor, isto 1.200,000:0009000. Um
paiz que assim devera capitaes deve estar redu-
zido miseria E", porlanto natural que o Sr
t>ouza e Mello, se fr o execulor do projeclo, co-
mo bem possivel, queira innundar o paiz de
cobre. v
Tambem um ministre que nao acreditar no cr-
dito, que julgar quo o papel serve apenas para
cconomisar o metal, c s representa capitaes j
creados, pode-se exagerar na execuco deste ar-
tigo do projecto.
Como ministro da fazenda do gabinete de 4 de
maio o orador apresentou um pnjecto regulan-
do esta materia : nao o reputa perfeito, roas
emendavcl.
O orador o lera ao senado para confronla-lo
com o que agora se discute, e para mostrar o res-
peito que nellese guarda consliluico. Depois
doler lido o projeclo, e justificado "com breve
consideraces as disposices nelle consagradas
pergunla qual a razo porque o gabinete, leud
de legislar sobre a materia, nao tomou em con-
sideraco esse projecto. E' porque era obra do
gabinete do 4 de maio, e tanto bastava para ser
condemnado ; era um projecto simples e nao
composta.
Passando a tratar do artigo em isenco, o ora-
dor nota nelle urna grave omisso, at de nao
ro1fi^i*t^ffltt,d>u88Sfe8.S? mo.ed-3 de |,ral9-
sor do minisiro de 4 de maio, o Sr.' VVanderley.
O valor da prata em relacao ao ouro vai-so al-
terando consideravelmente ; essa relac.o vai-se
enfraquecendo de dia a dia era razo das" frequen-
tes descobertas de abundantes minas de ouro :
esta alteracao torna do urgente necessidade a re-
forma do cunho das moedas de prata para impe-
dir a sua emigraco para os paizes eslrangeiros
com grave prejuiso nosso.
raisso de conslituiro e voto era separado.
iJneVt!,a paI'e -Vo.tacao sobre o segundo ar-
tigo addilivo da commisso de fazenda. cuio dis-
cussao ficou encerrada, e a discussao dos mai*
artigos. se forera apoiados.
Levanta-se a sessao s 2 horas e meia.
SESSAO KM 26 DE JUNHO.
Presidencia do Sr. conde de Daipendy.
Abrc-se a sessao
Lida a acta da antecdeme, aprovada.
u r. i. secretario d conta do seguinte :
EXPEDIENTE.
lira officio do ministerio do imperio, enviando
as inlormacoes requisitadas pela cmara sobre a
prelencao do coronel Ignacio Accioli de Cerauci-
ra o bilva. A quem fez a requisiro.
Um requenmento de Jacintho Ca'rdoso da Sil-
va, pedtodo para ser admittido matricula e aclo
do f. an,.o da cschola de medicina da corte _
A commisso de inslrucro publica.
Dous requerimenlos do padre Domingos Galle-
no e de Manuel Marques, pedndo dispensa do
apso d3 tempo afim de se naluralisarem brasi-
c0S- 7" A commisso de poderes.
Sao lidos, postas em discussao c approvados
um parecer da commisso de policia, deferindo
o requenmento de Joaquim Jos de Q leiroz : e
outro da commisso de penses e ordenados, re-
endo que se pecam ao governo tnformace*
a prelencao de Manoel da Cosa e Soza.
?1" a n u0rrei da cidade dd Cachocira, pro-
nr. a dn ttnhi
O artigo em discussao autorisa o governo a
substituir a actual moeda de cobre. E*ta reduc-
5io d Jugar a duvidas ; o governo dever subs-
tituir s as moedas que viercm ao troco? ou de-
ver fornecer os mercados da nova raoeda ? A
primeira intelligencia, que parece mais natural
segundo a redarcao do artigo, traz um grave in-
conveniente. O cobre, tendo, como se sabe, um
valor real superior ao nominal, nao vira no troco
seDo em mui pequea quanlidade, ser vendido
como mercadoria pelos que o possuirem, o o mer-
cado Dcar desprovido do moeda miuda.
O orador condemna a amplilude da autorisaco
dada ao governo como perigosa, vislo como ha
opinies diversas, c algumas reconhecdas como
errneas, a respeito do melhor raoeda que se de-
ve adoptar para as transaeces miudas e laza es-
te rospeilo largas consideraces.
Combate tambem o projecto por adiar mui di-
minuta a quanlidade decobre que fica sendo obri-
gatoria nos pagamentos, sendo grande o uso que
dessa raoeda se faz nos Dequenos mercados do
interior.
Nao julga de necessidade alguma a autorisaco
inconstitucional consignada no projecto, pois que
o Sr. presidente do conselho moslra ter ideas h-
xas e assentadas sobre a materia que se quor re-
gular ; i so as lem, por que razo nao as consig-
na na lei para salvar o preceilo constitucional ?
Nao contina por se achar cansado e receiar
cansar aos que escutam.
Termina mandando mesa o seguinle requo-
rimenlo :
Requeiro que v commisso de fazenda o
artigo quo se discute, e mais o projeclo. E, de
1858, que offereco para que d a sua opinio so-
bre qual deva ser preferido, ficando adiada a dis-
cussao deste c dos mais artigos.Souza Franco.
Nao havendo debate, e indo-sc votar, verii-
ca-se nao haver casa.
O Sr. Presidente declara prejudicado o rcqeu-
rimento, que prosegue a discussao da materia
principal.
O Sr. Ferraz (presidente do conselho) nao sa-
be por que razo o orador que acaba de fallar
allega tanto os servicos do gabinete de 4 de maio,
e invoca sempre o seu nomecomo de uraa enti-
dade que deve ser sempre acatada e venerada ;
respeila muilo os membros desse gabinete, mas
a repetida commemoraco de seus actos parece-
lho um symploma do presumpeo ou de amor
proprio que nao convem era discussao desta or-
dem.
Qanlo ao projeclo do Sr. Souza Franco regu-
lando osla materia, esse acha-se sujeito ao se-
nado, que sobre elle dar a sua deciso; elle ora-
dor porm nao o adopla, embora cora isso offeuda
o amor proprio de seu autor.
Justifica a necessidade da autorisaco nesta
materia, em razo de estudos que ainda preciso
fazer para regula-la convenientemente, estudos
que nao se devem fazer de um modo perfuncto-
rio. O governo mandou proceder a exames so-
bre a materia para decidir-sc a respeito da moe-
da que deve subsistir o cobre : porlanto nao po-
dia de ante-mo marcar na lei a materia, o valor,
o peso da moeda, etc.
Nao julga adoptavel a moeda de bronze do
projecto do S. Souza Franco, porque a experien-
cia o tem condemnado.
A autorisaco versa sobre um delalhe lechni-
co. que por sua natureza deve ser incumbido ao
governo, e nao discutido no senado.
A autorisaco nao ofrende a consliluico, nao
ampia, limitada pela condigno que o agio da
nova moeda nao execeda a 10 %.
Fallando da urgente necessidade de reformar o
cunho da moeda de prata, todos os argumentos
do Sr. Souza Franco dao em resultado que se de-
sobro
a
vincia da Baha.
_ Sendo julgados objectos de deliueraro, vao a
imprimir para entrar na ordem dos'trabalho*
dous pareceres das commissoe de pensoes e or-
denados e de fazenda : o primeiro approvando a
GSP.yo annual J?e 48000j0_concedidaji D. Maria
prelencao da irmandade do principe dos apost-
los Jj. Pedro desta corte, concedendo-lhe dis-
pensa das tais de amorlisaro.
Acha-se sobro a mesa, "e vai a imprimir para
onlrar na ordem dos trabalhos a proposta de or-
Camento para o armo financeiro de 1861 a 186*
na parte relativa ao ministerio do imperio, con-
vertida em projeclo de lei pela commisso.
ORDEM DO PA.
Primeira parle.
Procedendo-sc votaco da proposta de ixa-
isri ,?J5as de lerra Para anno l'nanceiro de
lObl a 1862, cuja discussao licra encerrada em
sessao de 25, approvada ; e, adoptado o pro-
jecto com diversas emendas, vai commisso de
redaccao, sendo rejeitada a emenda do Sr. Pei-
xolo de Azevedo.
Prosegue-so na primeira discussao do projecto
de reforma eleitoral.
O Sr. Francisco Campos conhece as difficulda-
des o embaracos da sua posico. Sabido das al-
deas, e nao tendo tido a honra de um assenlo
na representaco nacional no lempo do antgo
rgimen, teme pronunciar-so contra urna refor-
ma cujo mais immediato clfeilo ser desvirtuar as
maiorias locaes, porque seu procedimenlo pode
nesle caso ser attribuido a vistas mais interes-
sadas que sinceras. Sobrepuja, porm, a estas
receios a forca de suas intences.
A soluco formada no projeclo em discussao,
e que vai naturalmente ser adoptada pela cma-
ra, affecta as condicoes de existencia do ramo
temporario do poder legislativo, quer em suas
relaces com o executivo, quer com o corpo elei-
toral. Acredita por isso o orador que a medida
a propor nesle caso nao devia ser aventada se-
no em vista de vicios provados e inseparaveis
do regimeu actual, e ainda consideraudo-se nos
roeios indicados, nao s sua cffleacia em reme-
diar esses vicios, mas ainda a circumslancia de
que nao venham elles originar males uovos e
mais graves.
O orador v entretanto que os vicios a que se
quer remediar nao sao seno imaginarios, ao
passo que fcil a previso dos inconvenientes
que ho de resultar da reforma.
Era apoio de que medidas desta ordem nao de-
vera ser arriscadas seno depois de madura refle-
iao e experiencia, o orador cita o seguinte tre-
cho, com que a commisso de coastituico e po-
deres da cmara concluio o parecer que deu em
1858 sobre ura projecto da reforma eleitoral pro-
posto pelo Sr. Cruz Machado :
Por ludo islo parece commisso de consli-
luico que ser um pouco precipitada qualqucr
re.orma da legislaco eleitoral, to nova ainda,
sem que o coipo legislativo possa todos os
dados precisos e esclarecimenlos necessarios que
o habititem para isso, o que s pode em regra
ser apreciado pelo decurso do tempo e pela ex-
periencia.
Erara signatarios os Srs. Vilella Tavares. Tei-
xeira Jnior e Pacheco. O proprio Sr. Cruz Ma-
chado parecen conformar-se com aquella deci-
so, porque nao apresentou reclamaco alguma.
Nao se izeram de enio.para c experiencias no-
vas, nem lemos conheciroento de fados extraor-
dinarios que possam assignalar os defeitos que se
preleodem ver na le vigente. Era lodo o caso,
porm, se vicios se notassem as cleicoes, ellos
deviam ser altribuidos menos lei do que ao
nosso systema administrativo, que nelles teem in-
fluido de longa data, principalmente com a orga-
nisaco da guarda nacional e da policia.
O espirito de moderaco que comecou a domi-
nar desde a penltima egislatura deixou ver que
por aquelles e outros meios se havia lirado ao
paiz toda a iniciativa as eleicoes. O poder re-
presentava nesse acto o papel mais importante ;
o corpo eleitoral nao era seno o intermediarle. -
da sua vontade, o exercia-se em toda a plenilu-
de o dominio da chapa.
Foi do recoohecirenlo desse estado de cousas,
?uc se origiuou a lei actual, que vigora desde
855. O paiz liberal acceitou-a como um pacto
de tolerancia, como a garanta de sua emancipa-
cao poltica. Os resultados obtidos por assa lei,
e alias ainda em circumstancias desavoraveis,
MUTILADO


_
(2)
DIARIO DE PERHAMBDCO QUINTA FElRA 9 DE AGOSTO DE 1860.
Onde, perguuta u orador, e maior importancia?
a maior responsabilidade ?
porquo mu se acredilava na sinceriaae da tule-
rancia promcltida, nada provaram coulra a sua
cxcellenci ; e a reforma que hoje se aprsenla I Djida a igualdade de patentes, arada a compa-
apoia-sc, nao era vicios demonstrados, mas em cao e frisante : um ctrurgiao-mt percebe os
vicios poslsiveis. ozw, e o capilao de mar e guerra, commandante
Esta ausencia' de tactos e motivos quo aulor- ; do estadio naval, apenas 4505 1
sem a reforma faz com que nella se possam en- |
xergar os symptomas de urna reacc.jo. O syste- j
ma do alargameuto dos circuios nao seno urn '
desfarce com que se pretende esconder a volla
ao anligo regioteti, porventura muis aperfeigoado ,
em seus minos de aceo.
O orador lembra era apoio desta asserco que
O cirurgio de esquadra, capito de fragata,
vence 376?, o capito de fragata, commandante
de torcas navaet, 34691
O msmo se d se comparar-se com o com-
mandante de urna coverta I
Por este modo, embora inferior em patente,
era responsabilidade, e ombora luais folgado de
lente, estando a
um dos mcrabros da commissao que de "parecer servigo, um 1" cirurgio, Io
especial sobre o projecto, o Sr. Saraiva, declarou l)0rdo vece ZYlg, ao passo que 08 commandan-
no tea discurso que o systema de reforma nao tes eslao collocados interiormente na percepQao
era o melhor ; istosem que houvesse dissimula- dessas yntameos. ....
do sua prefereocia pelo anligo rgimen, e tendo I Eutretanto para chegar-se a capitao de fragata, i exigencia 1
o nos- a'cm de oulr<5S muitos requisrtos, demanda-se Fot por i
piaras o exerciio ou da armada a prelexiu de
que'perteuceram ao seu corpo? (Muitos apoia-
dos).
O Sr. Franco de Almeida :Foi eno de for-
mulo.
O Sr. Ministro da Marinha Entretanto, Sr.
presidente, levei a roinha condescendencia ao
ponto de declarar aquello commandante que Dio
leris duvida em mandar desembarcar os indivi-
duos que elle chamava seus guardas, se apresen-
tssse em favor delles qualquer isenco ; fiz mais,
insinuei-lhe que mandasse fazer un) requ-erimen-
to em nome dos mariuheiros, juntando-lho um
attestado se, que eu aceitara esse allestado como
valioso. Mas o commandante nao quil requerer,
entenda que linha o direilode eqtwitar, caben-
do ao ministro a obrgago de satisfazer sua
anda accrescentado que em paites "como
so nao julgava um mal, mas antes um bem, a in-
terferencia do governo as eleices 1
Passando depois a examinar algumas argui-
oes que se tem feilo lei vigente, o orador ob-
serva que os uossos circuios -eleiloraes nao sao
restrictivos, como se tere querido inculcar, nem
tirocinio de 25 annos de servigo, ao passo que 8
ou 9 bastara ao cirurgio I
Se jcotnpanha-se a escala descendente das pa-
tentes, diz o orador, v-se qne a comparago
vei-se tornando cada vez mais viva. O Io l-
enle que commanda um brigue tem 150S men-
so pelo que respeita sua extensc, como sua s*c\ Passo 1ue cirurSia0. 2 'cuente,
populaco. Dobaixo do qialquer destes pontos l 8#.
de visl, riles sao raaiores do que os dos oulros
paizes onde domina o mcsuio syslema.
Alm dislo, a medida proposta para corrigir o
mal da eleico por ura pequeo numero de vo-
tos, em vez de ser, como cumpria, o augmento
de elcilores, consiste em um fraccionameuto de
pequeos collegios, o que desvirta sem duvida
a torga do grande numero. Em todo o caso o
que 6 verdade que, se a reforma lera em visla
reprimir abusos e corrigir vicios, longe de facili-
tar essa correceo, a difculta.
No rgimen actual, os vicios quo se podem dar '.
teem sempro um carcter individual, e por con- j
sequencia sao facis de reprimir. Com o syste- I
ma da reforma d-se o contrario, porque ento
eses vicios represenio interesses mais numero- '
sos e colligados.
U orador nao duvida que seja de proveito para o
nosso sysleina elitoral uina verificaro de podo-
res mais sincera, penas mais efTicazes contra os '
abusos que se produzara c oulras medidas desta j
ordem. Nao pensa, porm, que a reforma corri- !
ja este* inconvenientes ; anles nao lhe aitribue
como elfeito imraediato seno o tornar mais com- j
moda a influencia do governo as eleices.
A's tantas cusas Je decontenlamcnio queja!
lavram no paiz o orador nao querer accrescen- i
lar mais urna vonlande pela reforma, que des-
poja as maiorias locaes dos direilos que lhes fo-
ram conferidos pela li de 1855.
Fica a discussao adiada pela hora.
Segunda parle.
Entra em 8." discussao a proposla do governo
Osando os forras do mar para o auno fioauceiro i
de 1861 a 1802.
O Sr. F'anco de Almeida julga dever deca-j
rar que nao tem a respeito do ministei io da ma
linha a rnesma opinio que lem a respeito do
Ja guerra. Acha que no estado actual do paiz, i
vista da posico Je sua agricultura e de sua in- ]
dustria nao se pode querer um augmento de for-
cas de trra, nem se precisa inesino de um gran-
de e numeroso exercilo. Nao pensa assim quan-
to marmita. .V extenso das costas do impe-
rio demanda em sua opiuio urna marmita res-
peitavel, por ser ella a que d forca e conside-
rado aos paizes ntarlimos.
Para sso eutendo que de necessidade, urna
vez que a lei em discussao nao urna lei de par-
tido, que se trate de formar urna mariuha impo-
nente e de elevar a que temosuo,ab-tiii)euto a
que se ve reduzida.
E' de mejillas sernelhanles, diz o orador, que
decorre a gloria da Inglaterra, da Franca, dos Es-
tados-Unidos e outros paizes.
Demais,a mariuha bem organisada unta ga-
ranta etlicaz, nao s para a defesa do territorio,
como ainda para a sustenlago do conimercio e
o desenvolvan uto da civilisago do paiz, por
mcio da coiutuunicagoque cstabelece com os ou-
tros paizes mais adiautados, augmentando muta
riqueza.
E' a todas estas vanlagcnsque e lladeve o sor
considerada em todo o mundo a primeira das tor-
cas; a classe mais nobre, ser por aquella que nao
tem nunca descanso, e que anda sempre exposta
ao perigo, quando todas ao oulras exislem sem
cansaco e nao se expoem jamis a perigos some-
lhantes.
Em duas partes, diz o orador, pde-se dividir
a mariuha: o pessoal que abrange todas as ques-
les que se ligam ao lira de blennos olliciaes,
nao s para o servigo da paz, como da guerra, e
0 material, sera oque o pessoal se iuutilisa e seus
estreos gastara-se dcbalde.
isso, Sr. presidente, que eu indeferi a
pretenco desse coramaudante. Poi ainda por isso
que, reclamando elle a baixa dos individuos de
quem se trata, medanle a entrada de urna certa
quantia para os cofres pblicos, declarei-lhe que
nao allenderia ainda a essa pretenco sem que
Sabe o uobre depuiado que eu icuhu feilo via-
gens minba custa, e nao cusa do governo.
quando se trata de meus interesses particulares.
Visilei, nao ha muito, a Europa, a Amrica e as
Anlilhas com os meus nicos recursos pecunia-
rios, e devo declarar comara que por parte do
governo daquella poca mo foi offerecida urna
coramissao a aleum desses paizes, em estudo de
objeclos de utilidade para o Brasil, e que recu-
sei-a porque entend que devia eslar desembara-
zado para aproveitar o mcu lempo da maneira
que mais meconvesse. (Apoiados.)
Oeixei por tanto de realisar essa dispendiosa
viagem com auxilio do3 cofres pblicos. Outros
lalvez nao fizessem assim. (Apoiados.) E como
poi8, achando-me eu collocado na administrago
do urna provincia, emprehendeudo em beneficio
della urna viagem longa e sem duvida iocommo-
da vem-sehoje lancar em rosto esse tacto a mim
e ao governo que me distingui com a sua con-
fianca, dizendo-se que essa viagem foi um mero
passeo, e nao ura servigo ao paiz? E' incompre-
henstvel esse procedimenlo (Apoiados.) Eu nao
devia levar mais adiante estas explicacoes porque
Assim, espera orador que, allendida a impor-
tancia do assumplo, se lhe desculpe o arrojo de
tomar a palavra para se oceupar de taes nego-
cios, 'uando, emuora por urna circumslancia la-
inenlavel, a can ara lera o prazer de ver em seu
seio um dos mais disliuctos generaes da ar-
madas.
Guardando para oulra occasiarn
ii'.nitar a tratar do pessoal da armada,
acha reduzido a tristes circumslancias.
Um desgosto geral e profundo, diz o orador,
lavra pela corporaeo da armada. Diversas cau-
sas coiicorre.ii) para isso, o a falla de membros
seus na represen lacio nacional e nos conselhos
Ja corda nao tem dcxado de alimentar esse des-
costo.
considiTaces
que se
Anda mais, observa o orador, al a classe dos
ph.irmaceuticos estende-se o parallelo desven-
tajoso dos olliciaes. O Io tcnente, commandante,
ganha 1508, ao passe que o Io pharmaeculico
ganha 167;J.
Passando-se aos immediatos, nota o orador
que a desproporco ainda mais so aggrava :
assim ;
O capitao de mar e guerra, immediato, per-
cebe 220$.
O cirurgio dediviso, capito-tenente, 337 !
E at o Io lenle. 271 1
Dada a igualdade de patentes, nola-se aqui:
O cirurgiao-mr da armada, capitao de mar c
guerra, tem 525g.
O capito de mar e guerra embarcado, 2508 1
O cirurgio de esquadra, capito de trgala,
379 1
O capito de fragata embarcado 2008
O cirurgio de diviso, capito-tenente, 33781
O capito-tenente embarcado, 17081
O Io cirurgio, Io lenle, 271J.
O Io lente da armada 1148 I
O 2o cirurgio, 2o lente. H8f.
O 2 lente da armada, 91 5 1
O Io pharmaceulico, 2o lenle, 167.
O 2o lente da armada, 91$ >
O 2o pharmaeculico guarda-marinha, 117g.
O guarda marinha, 708 '
Comparando ainda a classe dos olliciaes com a
dos machinislas, vemos que :
O machiuista do Ia classe eabarcado lem
2108.
O capito de fragata, 2018 1
O capito-tenente, 170?; 1
01 lente, 114 I
2o lenle, 91j> I
O machiuista de 2a classe, 1808-
O capito-tenenle, 170 1
O machiuista de 3a classe, 1508-
Io tenento, 1148 !
O 2" lente, 91 1
O -ijudanle de machinista de Ia classe, 140.
O Io lente, 11!; 1
O 2o lente, 913 I
O ajudame de 3a classe, 80g.
O guarda-marinha, 708 I
Comparando ainda a tabella dos vencimentos
dos officiaes da nossa armada com a dos venci-
mentos dos olDciaes das mannhas eslrangeiras,
v-se que :
O almirante brasilero tem 3008 mensaes ;
O fraucez, 1:0008;
O inglez, 575 ;
O vice-aimirante, 240;
O fr. ncez, OOg ;
O inglez, 4458
O chefe de esquadra, 180 ;
O fraucez, 333$ :
O inglez, 342$ ;
O chefe de diviso 1448 ;
O trance/. 106 ;
O inglez, 198 ;
O capito de mar e guerra, 120 ;
O fraucez, 1508 ;
O inglez, 171;
O dos Estados-Unidos, 416;
O capito de fragata, 96 ;
O fraucez, 116 :
O inglez, 1368 I
O dos Estados-Unidos, 3003 ;
O capito-tenente, 84g ;
O fraucez, 100 ;
O inglez, IIG5 :
O 1" lente brasilero, G0 :
O francez, 75 ;
O inglez, 958 ;
O dos Estados-Unidos, 200.
A" vista de ludo o que expe, o orador acha
conveniente que o Sr. ministro peca e aceite
urna autorisaco limitada que o habilite a me-
lhorar a sorte" dos olliciaes da armada.
. Nem o pOerecimento u,iup ,,9irdlJi,ccaonc'o'rnf"o
programla da opposico.
A opposico quer economas c oppoe-ae aos
despcidicios, mas nao lem por principio oppr-
se aquellas despezas que sao reclamadas pelo
proprio ioteresse do servico publico.
acerca da concesso do passagem gratuita" s
familias dos olliciaes da armada quo sahem em
me fosse requerida pelos interessados ou por ] a hora e o objecto em discussao nao sao oppor-
tunos, mas a cmara me desculpar que eu dia
ainda duas palavras a respeito de um assumplo
que me interessa
Senhores, eu sou muito zeloso do meu crdito,
nao desejo que os meus actos sejara explicados
de maneira differenle daquella porque eu os pra-
liquei. Assim pois prevaleco-mo da occasio de
achar-mo ueste momento na tribuna para mani-
festar ligeirameute a cmara e ao paiz a maneira
pala qual proced, era relaco poltica, na ad-
ministrado da provincia doPar.
Tem-se querido, no seio desta cmara e em
cartas^jela imprensa, desvirtuar o meu procedi-
menlo fazendo-me passar por um homeiu exa-
gerado em poltica, reactor e intolerante.
O Sr. Franco de Almeida :Peco a palavra pa-
ra respohder.
O Sr. S e Albuquerque : Senhores, eu sem-
pre fui conservador e o sou ainda ; mas em to-
das as minhas administragoes como presidente de
provincia tenho feito a mais severa justica
quera se achasse por elles competentemente au-
torisado. (Apoiados, muito bem.)
Procedera eu assim no intento de perseguir a
dous homens que me eram inleiramenle desco-
c hecidos.' poderia estar em minha meuto rebai-
xar e tirar o prestigio do um ofcial que nunca
me havia offendido e que vi pela primeira vez
quando foi fallar-me sobre esse objecto? ioguem
o dir.
E' preciso, Sr. presente, que cada um se lmite
ao que a lei lhe concede ; ninguem pode allegar,
e muito menos exercer direilos que a lei nao lhe
tem conferido. (Apoiados).
Admira que o nobre deputadj, couhecedor da
lei, pois que jurisconsulto, viesse cmara dos
Srs. deputados manifestar espanto porque o mi-
nistro da marinha pralicou um acto muito regu-
lar e enlendeu que nao devia ceder de suas allri-
buicoes. (Muitos apoiados). Nada mais dire a
este respeito.
O nobre deputado deseja sater qual o numero
um presidente, de corier por trra ou por mar a
provincia que administra, para conhecer por si
as necessidades e providencias convenientes.
Mas, desde quo nos persuadimos que S. Exc, in-
timo amigo do ministerio, nao poda ignorar o
como deputado, por ser o nico que no parla-
mento procura mais ou menos beneficio para a
sua provincia, ou para a gente da sua grei, e
achando-se ligado a certas influencias que muito
podem nesta trra, indubitavel que nao se pou-
i,. ,.- _-,.- n r-----".,, 1 ywvtu ucoia ierra, e uuuonave que nao se poli-
plano de seremdemitlidos lodosos presidentes parao esforcos para que este deputado renov o
aue eram rinnu mine *> v o.>m H c if^ am K. .___._ Jv_ v "*"" c "v"^ '
que eram deputados, essa viagem do S. Exc.em
taes circunstancias s exprima viagem de diver-
tmenlo e nao do beneficio para a provincia, por
que certamento S. Exc. nao viria para a cmara
lomar providencias em prol do servico publico da
provincia do Para.
O Sr. S e Albuqnerque : V. Exc. julgou de
conveniencia essa minba viagem pelas providen-
cias que lomei.
0 Sr. Franco de Almeida : Que deveria to-
mar. Eu nao posso deixar de levantar urna pro-
posico que o nobre deputado atirou do alto da
tribuna querendo ferir ao orador seu collega, e
que entreunto fra ferir a provincia. S. Exc. nos
disse:viagei no Para por onde nenhum presi-
dente ainda riajou, e as viagensnaquella provin-
cia nao sao agradaveis.
Ora, senhores, nao ser agradavel viajar em
um vapor, com todas as coramodidades, cercado
de toda a consideraco, gozando da vista do pri-
seu posto as cmaras.
Ha porm urna seria difficuldade a vencer ; is-
to em quem votaro no primeiro circulo 09
conservadores ?
Por si s nao vencem as eleices, salvo se na
volaco primaria obliverem grande numero do
eleitoros, que duvido.
Naquella hypolhese,seno quize rom perder seus
votos e unirem-se para guerrear o Dr. Tito, por
cerlo que a eleigo sem duvida, a favor do
Dr. Paes.
EmQm o que for soar, maa o que real que
a lula eletoral do primeiro crculo ha de ser
reunida e aturada, entre os preleudentes que so
apuntara deputago.
No segundo circulo, (Camela) onde os conser-
vadores teem grande maioria de partidarios, os
negocios desta vez nao correro lo facilmento
como oulr'ora ; pois que os liberaes teem feito
quanto podem, sobre ludo, na guarda nacional.
meiro no do mundo, apreciando a mageslade de I para dar postea e posices individuos que mui-
to mal podem fazer causa d'aquelles.
E provavel, porm, que em resultado oscon-
S. Exc. regressou dessa viagem enthusiasmado,
e lano que, assistindo a ura banquete dado pe-
lo baro de Arary, fez um brinde declarando qne
nada no mundo havia de comparavel s regios
do Amazonas 1 Mas agora S. Exc. nos diz que nao
agjadavel viajar o Amazonas era vapor I
Oh I senhores! o que chama S. Exc. agrada-
vcl?
O Sr. S e Albuquerque :Incommoda.
O Sr. Franco de Almeida : Incommoda em
que?
O Sr. S e Albuquerque : Percorrendo diffe-
renles pontos era que nao havia commodos....
O Sr. Franco de Almeida : Todos os com-
modos que eram para desejar-se-lhe offereciam a
bordo do vapor ; a corapanhia do Amazonas o
tratou como um lord, nada lhe fallou ; a viagem
era em rio raorlo, em rauilo breves distancias S.
Exc. achava pousada. Foi urna viagem de 16
a mais severa justica aos
do recrutas quena dislribuico deste auno coube pailidos existentes nessas provincias. Minba im-
s diversas provincias. Nao posso desde j sa-, parcialidade e minha moderaco tem merecido das para perc'orrcr o' Amazona"* \esdo Obids
tisfazer ao nobre deputado, fa-lo-hei na primeira
occasio que se me ollerecer.
O Sr. Franco de Almeida :Mesmo particular-
mente pode fazer-m'o.
O Sr. Ministro da Marinha :Entretanto direi
ao nobre deputado que nao fiz alleraco alguma
a este respeito : no presente anno a dislribuico electivas e suppleotes eram liberaes, sendo ape-
autoridades policiaes
foi igual dos annos anteriores.
Concordo com o nobre deputado era
todas as provincias concorrerem para o recruta-
mento na proporco dos seus recuisos e popula- !
gao. Algumas ha que nao lem dado oem a lerga
parte do numero dos recrutas que lhes foi mar-
cado.
Mas o que pode fazer a tal respelo o ministro
da marinha ? O que fizerarn os seus antecesso-
res : instar com os presidentes para que rcmel-
tam o numero de recrutas que devera dar as pro-
vincias que administrara.
Sr. presidente, at ha bem pouco lempo exis-
liam na armada muitas pragas que haviara com-
pletado o seu lempo de servigo, e eram conser-
vadas nelle por falta de quem as subslituisse.
Hoje nao ha urna s que eslea nessas circuns-
tancias, porque tenho lido o cuidado de mmdar
dar baixa a quanlas esto no caso de oble-la.
Os Srs. F. Oclaiiano e Franco de Almeida :
Islo lhe muito honroso. (Apoiados).
O Sr, Ministro da Marinha :O nobre depu-
tado tambera fallou na conveniencia de se tomar
na reparlico da marinha alguma medida seme-
lhanle aquella que existe na reparlico da guer-
ra, relativamente ao transporte dos officiaes e
suas familias, coucedeudo-se-lhes para isso urna
ajuda de custo.
Dire ao nobre deputado que nao ha inleira
analoga a esle respeito entre o official do exei-
citoe o ofcial da armada. Entretanto infortna-
rei a S. Exc. que quanto aos officiaes j est 68-
tabelecido que teem elles direito a pussageri por
as conservadores pouco mais de 30, eu subsli-
que nem j tui um desses delegados por um oLcial do exer-
cilo que nao linha no lugar relacoes de familia,
que nao era hornera poltico! dmilti um subde-
legado porque linha vicios que nao quero decla-
rar cmara, dando-lhe por substituto ura ho-
rnera abastado, probo, sera paixes polticas, e in-
leiramenle imparcial,.segundo o asseverou o pro-
prio partido liberal quo o nobre dedutado quer
representar.
Derailt ainda um subdelegado supplente libe-
ral. E porque? Porque essa auloridade varejou a
casa de ura jnizdc paz que se achava presidindo
a qualilicago, alim de prender-lhe um filho me-
nor para a marinha ; e mandando o delegado que
onde queria, largar quando lhe pareca, visitando
os pontos quo prefera E note-se que, so seus
antecessores nao tm feilo o mesmo, tem feito
mal, deviam seguir o principio de que o adminis-
trador devo correr a provincia...
Um Sr. Deputado: Logo V. Exc. anprova a
viagem.
O Sr. Franco de Almeida: Eu a approvei,
disse-o a S. Exc, tanto que o felicilei, sendo o
primeiro a recebe-lo na sua rolla...
O Sr. F. Octuviano : Islo ludo prova qoe a
demisso foi mal pensada da parte do governo.
O Sr. Franco de Almeida : que exacto
que, se S. Exc. nao rscebesso a demisso ( que,
seja dito entre parenlhesis, considero resultado
de commum accordo ), S. Exc. nao deixaria de
solfrer opposigio ; e se a nao soffreu foi porque
cotila do governo quando mudara de provincia ou nunca fiz corte aos chefes dos partidos custa da
de eslago. era servico ; quanto s suas familias | justica devida ios povos. Eis lalvez o que nao a-
ene ulormasse a esse respeito, sobre queixa dada nos capaiitavamos das palavras do S. Exc que
pelo juiz de paz, respondeu que os ilhosdos jui- nos dizia que havia do rollar, que o Amazonas
zes de paz nao esto isenlos do recrulameoto pa- era una cousa estupenda I
ra a mariuha, o que varej na no.menle a casa
dessa autoridad, apenas lhe coutasse que o seu !
filho menor se achava a ella recolhido. Sera de-'
mora dei a demisso deste empregado, quo reve-
lava nos seus actos urna intolerancia anachronica,
e disposices perigosas ordem publica e paz
dos cidados. (Apoiados )
Demitli pois esse supplenle de subdelegado por-
que marchara para rumo difireme daquelle que
eu segua. Nao podamos tripolar juntos o mes-
mo uavio. Se demitli alguma outra ouloridade
policial sem ser a pedido seu, nao me record.
Eis aqui, senhores, o administrador a quem so
quer apresenlir como perseguidor do partido li-
beral do Para. Como presidente de provincia
porem, e que nada existe de determinado, mas
costume conceder-se-lhes igualmente passagem
custa do estado quando os olliciaes vo precn-
cher commisses em trra.
Portanlo a este respeito nao se pode dizer qne
os officiaes de mariuha eslo em peiores circuns-
tancias do quo os do exercilo. Mas nao duvidarei
lomar oppottunamente alguma providencia sobre
este ussuuipto, bem qoe nao seja de presumir que
o governo recuse, aos olliciaes que se transpor-
gradou ao nobre deputado.
Senhores, pediudo a palavra e fazendo as ma-
nifestaces exposlas eu entend que devia guar-
dar esta deferencia para com a cmara, para coro
opaiz e para com o governo, com o qual servi
n'um posto honroso e do qual me prezo de ser
amigo. (Muito bem, muito bem.)
O Sr. Franco de Almeida : Sr. presidente, o
nobre deputado que acaba do sentar-se enlendeu
que eu o linha offendido, quo algumas expres-
lam cora suas familias de urnf s para oulras pro- ses minhas linham por bieclo [ene a sua gran-
vincias por motivos de servigo, uina ajuda d cus- '
lo correspondente as despezas da viagem.
O Sr. Franco de Almeida :PJe haver al-
guera que recuse. Nao podemos desde j deposi-
tar coulianca em seus successores
O Sr. Ministro da Marinha :Sr. presidente,
leudo torneado ao nobre deputado as explicages
que nesta occasio lhe poda dar, concilio aqui.
O Sr. S e Albuquerque:Sr. presidente, uro
;....;,!,>... .._ ,i, ,,..,. ,0,m,vb| fjjtura que
cu mo levante agora para dar urna explicago
cmara a respelo de um aparte que profui quan-
do fallava o nobre deputado representante do pii-
meiro circulo da provincia do Para. Essa aparte
em si innocente poderia ser respondide de um
modo difireme daquelle porque o foi: ntendeu
porm o nobre deputado que eu lhe fazi urna in-
juria com essas palavras que nada linham do of-
Etitrelanlo, na opinio do orador, essa classe servigo do_ estado, elonga-sc ainda em outias
lo digna e nobre lera direito a ser seriamente
altendida. Lutando sempre contra incomroodos j
b dissabores, Irazendo sua vida em constante ris-;
co para servir nago, ella deve merecer dos,
poderes do estado todo zelo e atlenco.
Mas o desgosto que vai lavrando, observa o i
orador, taz com quo os officiaes da armada de- i
Silludidos e desesperanzados, abandonen! todos;
os e.-timulos da gloiia e da salisago do proprio
orguiho, para procuraren) om Ierra commisses i
e empregos que os habiliten) a manter-sc a si e 1
suas familias por mcio de urna relribuico mais,
justa a seus trabaihose fadigas.
Elles veem o seu fuluro comprometlido, o seu !
presente nao retribuido, e achara que devora sa-
crificar as suas ambiges de glorias e dedicago '
necessidade de procuraren) uina vida de mais
descanso e recompensas.
V. Evo. e a cmara ouvirara que algunas pa-
lavras orara ainda trocadas entre nos, e que o
nobre deputado, para fa?er- rae urna eensira trou-
xe ao conhecimenlo da casa carlos tartos que eu
nao poda,por dignidade minha edogovero.rom
o qual servi na maior couiaiica, consentir que
0 ,. Nao a primeira vez que se tem tratado nesta
csia tendencia pronunciada de nossos ofTl- casa da necessidade de serem melhorados os
ciaes de marinha para o em
de commercio rev
considerages, e, locando no reculamento cha-
ma a attengo da casa para o fado que se deu
cora dous guardas oaciouaes de um balalho de
caejdores da corte, os quaes forara violentamen-
re recrulados pelo Sr. ministro da marinha.
O Sr. Paes Jarreto (ministro da marinha):
Sr. presidente, levanto-me principalmente para
destruir a aecusaco que o nobre deputado pelo
Para acaba de dirigir-me por nao tercu mandado Passosscm sem refleies da minha parle,
dar baixa a duns pracas da armada que foram U nbre oep.utado, Sr. presidente, fez alluses
reclamadas como perlecenles guarda nacional ? ,meu Proci'dimento nesta caraara, seno mani-
da corle. testas, ao menos mui diaphanas e transpirenles
duendo que eu nao tornava parte em todasasdis-
cussoes da cmara, c que mo limitava aquellas
que so diziam respeito minha pnssoa, citrelan-
to que elle ocrupavaa tribuua om todas asques-
tes que se agitavam, quesles de principios, de
organisaro e de nao sei mais que.
O Sr. Franco de Almeida :F.u fallava em c-
ral.
O Sr. S e Albuquerque:-Senhores, eu nao
sou do numero daquelles que entendem qoe mui-
) palavra seja muila razo (apoiados), que muito
Antes porm de tratar uesle objecto. devo di-
zer ao nobre deputado que eslou com elle de
accordo as observaces que fez relativamente
necessidade de sorem'augmentados os vencimen-
tos do corpo de officiaes da armada. Se S. Exc.
tensivas, e euto, provocando-me, obriou-me a
dar-lhe um segundo aparte que confirmaba o pri-
meiro.
tagens
dos navios de
ja
------------------- ,_ ,----- ----..__> ,. ,,tl tuciwuiauus us i i'o>>ia at-ju muila razao apuntos que mu
nprego nos vapores vencimentos dessa classe de servidores do eslado ; discurso do opposico seja mi ilo abuso e mui
deficiencia das van-1 "ao e a primeira vez que se lem estabelecido crin.ecommeltido pelo governo e provado nel
rontram no servico coraparacao entre os seus vencimentos e os dos seus adversarios, que discurso paluvroso e mui
a bem a d"n Ult0
pecuniarias quo enco
uerra. O governo imperial des'e- ofiiciaes do corpo de sade e do exercilo : a este I extenso seja emlim grande talento
erdenteniente que os recuisos do estado per- respeito o nobre deputado nada disse de novo, poiados.)
rimara ao corpo ligislativo um exame serio acer-; sendo que os desejos que S Exc. agora manifesta | Eu. pelo contrario, sou do numero daqUelles
2- 1 -. !" ."a azCr' com fim elho-1 em favor dos officiaes de marinha j foram pre- que entendem que a palavra do orador te
us
ilo
oratorio. (A-
se nao pretersse os
ficiaes com balen les.
egitimos interesses dos of- em le.
Responderei agora aecusaco que me dirigi
O decreto n 1,981 de 30 de selembro de 1857 : Dobre doP"' '
u o orador, veio tornar mais viva a compara-I Sr. preside)
itado.
.. presidente, o nobre deputado pelo Para ad-
cao : e, alm ds pouco que percebiam os ufii-i-^1011"8? de 1u0 na capital do imperio houvesse
ciaes, elles viram-se como que rebaixados, por um rairiislr-> lao arbitrario que conservasse na
isso que, sobsua responsabilidade e commando1,1 armada dous individuos que liavinm pertencido
os olliciaes viram aos membros do corpo d guarda nacional, cujas baixas eram reclamadas
saude de polonic interior gosando de mais vantar ?e' respectivo commandante. Direi ao nobre
gens e se
uo se po
Isso mes
cid o em 1859.
30 de selembro
-- .....- pessoa
ou oe meus actos, tenho tomaco parte* no debate
de assuraptos de grande utilidade publica, mais
frios e menos incendiarios do que esle. (Apoia-
dos.) r
O Sr. Franco de Almeida Qne eram incen-
diarios sabia eu porque V. Exc. irritou-se.
O Sr. S e Albuquerque :Assim pois, dando
por nuda o parte que diz respeito minha pessoa
como deputado accrescentarei algumas
compete quelles 2593 e a ea'es 236.
Comparando o serugo, pondera o orador, quo
presta a bordo o commandante
:Quem ouvsse o
j nobre deputado suppona que eu linha comraelti-
do urna grande infraeco de lei e destruido urna
. de um navio e o garanta concedida aos cidaJos que compem a
t>eu meuico, bem como a responsabilidade de
um e de outro e as despezas
a azer para sustentar sua posigo, ver-se-ha a
infenoridade em que fica o primeiro collocado.
guarda nacional. Entretanto S Exc. j concor-
que sao obngados | da em que nao violei nenhuma disposico legisla-
Uva.
Como, porm, diz o orador, estas simples re-
lexoes nao expresso perfeitamente a verdade da
siluacao que descreve, lera, para qne a cmara
aprecie, as comparages eslabelccidas entre os
vencimentos de ura e de outros.
Pela comparagao v-se o seguinle : que o ci-
ruraio-mr, capito de mar o guerra, quando
embarcado lem 5258 mensaes e mais urna grali-
ficago arbitrada pelo governo, ao passo que um
chefe de dwiso, commandando urna estago na-
val ou a diviso de urna esquadra em opercoes.
percebe M5e B3(3a maj, 1H p s '
Sr. presidente, os individuos a quem se referi
o uobre deputado pertenciam cora efTeilo a um
dos batalhesda guarda nacional da corte ; lendo
s)do recrutados e nao apresenUndo, dentro do
prazo que para isso se lhes marcou, isengo al-
guma, nem mesmo a de perlencerem guarda
nacional, foram alistados na armada. Foi entSo
que interveio o commandante do balalho a que
esses Indmduos haviarn pertencido, nao para po-
dir, mas para requititar que tivessem baixa e re-
vertessem para o seu corpo.
Quem deu a um commandante de balalho da
guarda nacional o direito de requisitar a baixa de lar. (Apoiados.)
miuistrava e que ludo me mereca. A-
poiados.) '
O Sr. Ministro da Marinha:E o governo ao-
provou o seu proceeimeulo.
O Sr. So e Albuquerque:A minha crenca era
tamo mais profunda, quanto eu vi que o proprio
deputado ao qual respondo elogiou-me no seu
jornal por esse mesmo motivo
Estar por ventura esniecid) o nobre depuiado
do que disse a respeito dessa "iagem? Lamentou
e seniio que o governo tivesse demiltido ura ad-
ministrador que adquirir conhecimenlos da pro-
vincia e que por isso se achara habilitado para
prover as necessidades das cversas localidades
que vira cora os seus pioprios olhos
Eu era delegado do governo. Como delegado do
governo, e por amor dos meus deveres, realizei
essa viagem ; devia ella pois ser feita por conta
do govorno, e nao cusa do meu bolso parljcu-
de illustracao, de que lias lem dado muitas, rc-
petidas e boas provas nesta caraara. Mas V. Exc.
mo fai a jusliga de acreditar, pela blandura na-
tural de meu carador o pela maneira porque
constantemente trato na tribuna aos meus collc-^
gas, que nao podia haver de minha parle a m-
nima iulengo do querer olleuder ao nobre de-
putado por Pernambuco (apoiados), ura collega
rom fmem r.,iicori'o ruiaoooo. ncsgiouti) apenas
eiq minha prupria defeza, porque o nobre depu-
iado linha dito era apatle que eu tratava do re-
crutamento principalmente em vesperas de elei-
ces. Assim cumpiia-mc declarar que nao me-
reca semclhanle injuria.
Mas o nobre deputado, para frisar o ponto de
quo a mim mesmo se referir, disse : o que o
Sr. depuiado 1110 disse nos corredores.Ora, bem
v V. Exc. que nao podia considerar esto aparle
do nobre deputado seno como prova, ou de mili-
ta leviandade, ou de premeditada injuria, porque
0 nobro deputado j nao se contentara de haver
dito que eu fallava sobre o recrutament por es-
taos em vesperas de eleices ; foi ad ante, e
deu-me occasio para liala'-lo com alguma as-
pereza, quando nao coslumo tratar ninguem as-
sim, com mais rigor do que eu desejava. A de-
feza autorisava-me a isso, como tambera nj es-
Iranhei que o nobre deputado depuis a seu turno
se defendesse ; apenas aehei inopportuna a occa-
sio, principalmente depois que S. Exc. o Sr.
ptesidenle da cmara observou que eu nao podia
tratar seno do poni restricto da discussao ; em
segundo lugar, por cstarinos em urna hora muito
adtantada, a nao ser que o nobre deputado qui-
zesse lograr aquillo que logrou, que foi abrigar-
me a fallar agora, tendo-mn eu alias compromet-
lido a faz-lo n'outra occasio.
Foi pois o uobre deputado collocar-me na du-
ra necessidade de tomar a palavra iraraediata-
mento, quando o Sr. ministro da marinha linha
declarado que algumas informacoes s posterior-
mente m'as poderia dar, o eu* precisa va dolas
para servirom de base a algumas observages
quo linha de fazer quando de novo me coubsse
a palavra : mas, forgado pelo nobre deputado a
fallar agora, ped aquello direito. So este foi o
intento do nobro deputado, logrou-o perfeita-
1 nenio.
O Sr. F. Octaviano : Logrou o intento e lo-
grou ao deputado.
O Sr. Franco de Almeida:T.u me adrairei de
que a nobre deputado, ex-presidenlo do Para,
julgasse opportuno vir Jribuna defender a sua
administraeo, e comludo somenle nos dissesso
duas palavras :a provincia do Para lem sido ad-
ministrada liberalmenle ha quatro annos ( o que
para sentir da parte do nobro deputado.) Tinha
nao sei quanlos delegados do polica e subdele-
gados liberaes, e eu os conservei; apenas domitti
2 ou 3.
Sr. presidente, do parle a exagerago porque
nao quero tratar dislo agora, notarei "penas que,
sendo o nobre deputado conservador, e devendo
pelo menos ser justo ptra rom ambos os parti-
dos, S. Exc. fosse lo parcial com o partido libe-
ral, ao ponto do reconhecer que, estando a pro-
vincia administrada ha quatro anuos liberal-
mente, o lendo a sua polica toda montada nesse
sentido, comludo S. Exc. a deixou da mesma ma-
neira, sem fazer a menor alleraco I Esta ama-
bilidade contrasta com a m vontade que todo o
partido liberal do Para dedica a S. Exc 1
E digo mais: S. Exc. provocou esse desgoslo
quando, constando na provincia quo eslava de-
miltido, dessa occasio era diante apparecerara
certos actos de S. Exc. quo determinaram esse
desgosto.
Nao querendo pois tratar da administraeo do
S. Exc. actualmente, observarei lo sement
cmara qne, segundo as palavras do nobre de-
putado, a administrago de S. Exc. no Para ci-
frou-so em contar quantos delegados de polica e
subdelegados linha a provincia, para vir apre-
goar na tribuna como um padro de glora o tac-
to de ter demiltido apenas a dous ou tres 1
De maneira quena provincia o administrador
nao linha nada de que tratar, nao havia melho-
ramentos a fazer, providencias a tomar; levou
lodo o lempo dessa sua viagem afanosa o de
grande utilidade para o servigu publico a fazer a
conta dos delegados e subdelegados 1
Sr. presidente, quanto a essa viagem de S. Exc,
eu a principio entend que era do um grande
beneficio para a provincia, desde quo S. Exc. 1-
vesse, como prometlia a todos, do voltar para o
Para e continuar na presidencia. S. Exc. nos di-
zia constantemente que voltaria, al o momento
de chegar o decreto de sua demisso.
Eu epplaudo sempre a deliberado, tomada por
cralirn engasopou-
nos completamente a lodos (riso) ; elogiou-nos
muito, verdade, mas depois 110-se de nos, e
reio-SO embora 1 (lliso ) As promessas de gran-
des melhorameutos arrefecia o desgosto que al-
guns actos seus produziam.
S. Exc. portanlo deve convencer-se do urna
cousa, e que para o deputado que est acosu-
raado a combaler gabinetes o ministros n ha
o menor Iropeco para conbaler qualquer ptesi-
denle, e pois nao preciso da licenga neukdas
bullas de S. Exc. Convcnga-se tambera e faca-rae
a justica do crer que era agora, nem antes*, nem
depois poderei ter na minha intengo deixar de
respeitar seus vigorosos talentos, suas reconheci-
das h.ibilitaces : S. Exc. lera dado prova de urna
e outra cousa tratando constantemente na tribu-
nade quesles mpurtanlissimas, ainda que nao
das incendiarias tora raedo de queiraar-se.
Tora pois S. Exc. um futuro brilhanle diante
de si: todos sabera quo goza de um crdito im-
menso no paiz olicial, e por consequencia a dis-
cussao dos actos da sua administrago ser um
da de gloria para S. Exc, porque, alera do ter
contado os delegados e subdelegados do Para,
naturalmente nosdai noticia das portas o jtinel-
las que temo palacio do governo. (llisadas.)
A discussao fica adiada pela hora.
Dada a" ordem do dia, levanla-se a sesso s 3
1[2 horas da tarde.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Ciilade lo Bclcm 3t da jullio do
1860.
Meu charo redactor.
na uiuiio nutro desojos de ser correspondente
do seu acreditado Diario, sera duvida, oceupan-
do actualmente o primeiro posto na imprensa
brasileira, e o nico importante e noticioso para
as provincias do norte, pela brevidade com que
transmute o deseuvolvimenlo das novidades da
Europa, e do sul do imperio ; mas, sera saber
como seriara aceitosos meus escriplos, mudei de
tenco. Entretanto fui subjugado por esse pen-
samento, tanto mais por ver que ha lempos es-
la parte nao lera o seu jornal um correspondente
cerlo nesta cidade.
ConfiaJo na sua benevolencia e na dos seus nu-
merosos leitores, ah rai a primeira missiva ; o
assira dando comego aa meu voluntario eucar"0,
seja-mc permiltido 3zer tambem a necesiari
protisso de.f.
Meus escriplos serao a referencia do fados suc-
ceJidos com analyse razoavel e circunspecta,
quer era relaco ao paiz, s autoridades, qual-
quer corpo colleclivo, quer em relago cada in-
divjduo da sociedade paracnso.
Convra declarar, que na apreciaco dos fados
procurarei ser o mais exacto possivel, para que
translusa a verdade cima de todas as considera-
ges ; nao rao importando ueste proposito des-
agradar a quera quer que fr, pois que o caso
cont como o caso .
Espero com ludo nao ullrapassar as raas das
conveniencias, mximo conhecendo o paiz em que
vivo, assim como couhego a Vcneza Americana,
onde, apezarde ser do norte, passei a minha mo-
cidade e (/ os meus estudos s margena do doce
e ligeiro Beberibe.
Dito islo, entro
poltica.
na materia, comeganJo pela
A poltica sera duvida a mania dominante dos
povos civilisados ; porque, ella entende cora as
cousas publicas, assira como a riqueza e a activi-
dade a ambiguo do seculo das luzes.
Todos fallam em poltica, assim como se falla
actualmente no vapor, na navegago aerea, as
lindas terrease nos telegraphos elctricos.
Mas era geral os que veera scmelhantcs melho-
ramonlos do seculo presente, nao explicara pre-
cisamente o que islo .
Dominado, porm, por essa corrente magnti-
ca, mais propria da tendencia humana, do que
por outra qualquer causa, fallarei da poltica do
Par, isto se no Para ha poltica, como succe-
deem muitas parles, porque esla densa aliaga
mais os interesses ndviduaes, do que cura dos
negocios pblicos.
Como a sorte. Cesta deusa incomprehensivel,
voluvcl e caprichosa ; o seu culto hoje execs-
sivo por ter em suas mos os destinos do paiz.
preoecupando o pensamento dos partidarios inte-
ressados pelo resultado quo ho de expressar as
urnas.
Por isto ver que aqu nao se cuida seno era
eleices,, deputados, candidatos, chapas, cabalas,
listas, rounies, decepges passadas, presentes e
futuras ..
O certo que os polilices a.iciam pelo 7 de
selembro do anno de 1860. nao lano pela nota-
bilidade desse dia, que histricamente resume em
si ura successo grandioso e cheio de gloria para
o Brasil, mas por ser antes a occasio em que o
povo exprimir a sua vontade na escolha do can-
didato, que, a seu modo lera de pugnar pelos
direilos e garantas dos seus coosliluintes.
Do que levo dito nao concluao leitor que ha
inleira harmona as eleices; ao contrario gran-
de divergencia reina, quer entre os chamados
conservadores, quer entro os intitulados li-
beraes.
Tanto unscomo outros eslo fraccionados, vis-
to como entre certos influentes ha desaggravos
vencer e ferdas curar.
Por conseguinle muita genio acredita que o
nobre deputado Tito Franco de Almeida perder
as eleiges pelo Io circulo que representa ; por-
que o Dr. Paes (do mesmo partido liberal) pre-
tende recuperar este anno o que perdeu na lula
elitoral de 1856.
Na verdade, osle ulti.no candidato tem bastan-
tes syrnpathias o influencia nesta capital, j por
sor pessoa lhna e preslavel, j por se huraanisar
constantemente com a gente baixa da populago
da mesma sorte que tem mui boas araizades.
Entretanto o Dr. Tito, estando j conhecido
servadores vencam ; entretanto, deputado desig-
nado o cerlo ainda se nao sabe quem ser, por-
que alguns individuos do mesmo partido dispu-
tara tambem a preferencia.
O actual deputado na cmara temporaria, c o
negociante Joao Augusto Correa, que pela sua
influencia nesle circulo, so quizer, tornar a ser
eleilo, ou ento a pessoa que indicar para o subs-
tituir, no caso que o partido nao se una, neste
circulo, para semelhante Ora.
No 3." (em Santarem), igualmente dorainam 03
conservadores; nao obstante isso, ha muitos des-
gostos e divergencias entre as influencias parti-
darias, sobre a escolha do candidato.
Em Santarem a eleigao para os conservadores,
tnutatis mulandis, osla no mesmo caso que no
primeiro circulo a respeito dos liberaes.
As influencias saquarcmas aili residentes que-
rem a continuago da eleico a fivor do Dr.
Fausto, director geral no ministerio do imperio.
O partido em geral deseja exclui-lo dessa honra,
allegando que esle individuo, por vezes depuia-
do, por aquelle circulo, nada tem feito e nem
mesmo diz a favor do Para, ou da gente que o
lem collocado nessa posigo.
Alera disto, que nao filho da provincia sem
interesse ou familia que o torne dependente da
das suas necessidades, e por tanto que a posico
que lem lido como deputado para dar mais
realce e influencia a de director geral no minis-
terio do imperio, com regalas e vencimentos ele-
vados e residencia na corle.
A vista do exposto, diz-se que o Dr. Francisco
da Silva Castro, actual inspector da saude ser o
escollado em substituigao aquelle por ser da
mesma gente, que pendo para a candidatura do
Dr. Fausto, ao qual, segundo consta, j consul-
taran) para nao haver alguna desgoslo enlre 03
conservadores do 3." circulo.
Entretanto, o indigitado nao gosa de grandes
syrnpathias entre as influencias do seu partido, o
em geral os conservadores preferem antes os
Drs. Joaqmm Jos de Assis, e Jos Ferreira
Canlo.
Eis como andnra por aqui as quesles eleilo-
raes ; ludo se move, ludo se empenha para essa
luda, cujo resultado ha de ser o mesmo na
ordem social, smenlo com a mudanca do fi-
guras.
Do que succeder dar-lhe-hei parte.
O commercio do Para vai felismeute prospe-
rando.
De da da urna diflercnca nolavel se observa
as rendas publicas.
A alfandega especialmente augmenta sempre a
verba da sua receita.
O mesmo succede s eslages publicas provin-
ciaes; de igual sorte partilha a corapanhia de
Navegago do Amazonas, que neste primeiro se-
mestre teve um rendimento lo crescido como
quasi a toialidade do anno prximo fiodo !
O Para ura paiz cheio de vida e de recursos ;
falta-rho a prompta acgo e attengo do governo,
o espirito desenvolvido de associaco, capitaes o
bragos.
Bastara dentro estes qualro requisitos, o pri-
meiro ; porque, o mais por si e pela ordem cau-
sas appareceria.
Entretanto, a provincia vai j sendo mais co-
nhecida e explorada, e hombreando com as ou-
lras importantes do sul do imperio.
Com mais vagar hei de remetter-lhe urna nota
dos rendimenlos do commercio em relago s es-
lages, publicas, assim como dos dacompanhia
Amazonas.
Adianto ver tambera os noticias martimas C
o eslado do mercado, quanto ao prego actual dos
gneros.
Por eniquanto Deus lem perseverado esta ci-
oadedo raaiores calamidades.
Felizmente a escarlatina, e a angina nao nos
lem ainda visitado. Apenas um ou outro caso
de tobre amarella em gente do serlo ou eslran-
geiros nao aecliraalados ao paiz o que tem ha-
V}do desta molestia epidmica, comludo alguns
casos de morle repentina houveram o mez prxi-
mo passado ; entre as victimas conta-so o vice-
cnsul porluguez Flix Jos Pereira Serzedello,
que havondo acordado sera incommodo algum o
estado pela raauhacodo janella, deitara-se de-
pois ora seu gabinete n'uraa rede, onde foi en-
coulrado morto, pelas 9 horas, quando o chama-
ra m para almogar.
Uro outro individuo tambem falleceu de noilo
em poucos momelos.
As criancas que lem soQYido mais, na presen-
te estagao calmosa, cora defluxos acorapanhados
de febre e fortes catarrhos, de que tem sido vic-
timas mais algumas do que o regular.
Pelo que se refere aconlesciraenlos notaveig,
houve um ni villa de Ourero, que causou muita
sensagao e ioquietaco nos povos daquelle lu-
gar.
Ura sacerdote, vigario da freguezia, por igno-
rancia ou para melhor dizer para seus fins, col-
ligado com um hesparihol e ajudado de ura por-
luguez fizerarn crer que urna mulher, que dous
mezes havia fallecido, eslava sania, e que a al-
ma u'essa finada no corpo de urna sua escrava
por nomcoMarlinha prophetisava aconteciraentos
e pralicava milagres, assim como indigltava os
demonios, de quo os povos crdulos d'aquelles
lugares deviam rugir.
O vigario, segundo os depomentos e averigua-
ges policiaes, induslriava a (al Martinha no que
devia dizer o praticar ante o povo reunido lodos
os das na groja, e esta por ignorancia o cora,
esperaoca era ser lirre.submettia-se a semelhan-
tesordens ; porque o Sr. padre vigario assim
mandaua !
O porluguez que finga de atacado do diabo
berrava, urrava e fazia mil gestos grutescos para
amedrontar o povo : eo mais que sendo esto
individuo aleijado do p esquerdo era lido e ha-
vido como um diabo cxo.
O hespanhol, era bera vislo de todos ; por que
insinuava os povos a irem fazer negocio to so-
menle no estabeleciraento deste, ao passo quo
ura outro hespanhol, varios portuguezes e na-
cionaes, que all linham os estabeleciraenlos
eram lidos por diabos, a ponto de serem insul-
tados pela populago fantica d'aquella fregue-
zia e arredores.
Os moradores dos lugares vzinhos abandona-
ran) o seu.trabalho, as suas casas e as familias
para irem ver o milagro, a Santa Mara Martyr,
que era afinada senhora da preta Martinha.
Nao se coraia, nao se dorma, nao havia soce-
go para essa pobre gente, quedesprezava os seus
mais vitaes interesses, subjugados pela creduli-
dade e pelo fanatismo 1
As cousas estavam neste p, quando aqui ap-
pareceu fgido um dos hespanhes apontado
diabo, que viera representar s autoridades,
que a sua vida corria risco, e qual o estado do
lugar.
Urna representaao to bem foi publicada em
ura dos jornaes, pdindo-so providencias o pa-
dres para acalmar as iras diablicas e Jajudar o
vigario n'aquetle vergonhoso escndalo 1
L foram dous padres, mas estes que iara no
proposito de syndicar do tacto e acabar com esta
negocio, nada poderam fazer, vista do fana-
tismo do'povo, incitado pelo vigario; um des sa-
cerdotes pois regressou capital e o outro l
ficou comlenporisando com os aconteciraentos ;
por que nao lendo torca phisica para dar um
golpe nesse eslado de cousas, a moral nada va-
heante os santos e os diabos de Ourem 1
Em tim o governo da provincia tomando co-
nhecimento do facto, fez partir o chefe de poli-
ca para o lugar indicado, que entrando no exac-
to cooheciraenlo de taes scenas vergonhosas,
fez craprehender ao povo que a polica tinha*
ura poder mais alio e mais mysterioso do que o
vigario, a santa Maria Martyr e a diabos;
visto que o porluguez na presenga do chefe e do
povo nenhum acto pralicou, e a preta Martinha
emmudeceu I...
O poro conhecendo como fra illadido, victo
Vi iiqi --

ILEGVEL
.?


DIABIO DE PERUABHUCO. QUIETA FURA 9 BE AGOSTO DE 1M.
riou o chefe de polica e foi-so rccolhendo as
suas casas e lugares, e os santos, os diabot o
vigario vierara para a capital, sendo deudos em
prisao aquelles, mas o vigario, aulhor de todos
essos escaodalos o vorgonhas Qcou a passear,
com as vestes sacerdotaes, pelas ras desta ei-
*lade.
Aguora que na Gaxeta Oficial se esto publi-
cando o relatorio e os interrogatorios feilos pela
polica acerca deste negocio, e que se vi a que
ponto chega o fanatismo dos povos ignorantes, e
a maldade de um ptdro, que devendo ser o pri-
meiro respeitar, os templos, os altares, as se-
pulturas dos morios, a vida privada, o pro-
prlo aulhor e incitador da irreverencie reli-
gio, da profaoago as cousas sagrados e do es-
carneo ludo quanto ensina o catholicisrao I
A irreverencia, o escndalo, a profanacao die-
go u tal auguo, que se abriam as sepulturas
de morios, entes humanos o pecadores foram li-
dos e adorados como santo pelo padre vigario
e pelo seu desgranado rebanho, e urna Santa
Mara Marlyr (oi incluida na ladainha que os
fiis resavam na igreja I...
No entretanto, esse padre ainda passeia im-
pune; nao ha lei civil nem ecclesiastica que o
faca recolher urna prisao; nao ha urna auto-
ridade da igreja que o inhiba de se chegaraos
altaros, por elle preparados, para nao dizer
missa I
A imprensa por varias vezes alacou severa-
mente este estado de indeferenlismo ou de con-
dencendencia das autoridades ecclesiasticas, e
por (ira l apparecou o vigario geral mandando
submcller o padre um processo ecclesiastico,
cujo resultado ser, como se espera a absoivi-
580 plena do vigario de Ourem !
Aluila falla ha nesla diocese de um hispo. To-
dos desejam a viuda do novo nomeado, para ver
se as cousos sagradas tomam melhor caminho ;
porque no Para apezar da quanlidade de padres
c dos aprendizes destes, a religiao nao esl na-
quelle p que cumpre estar, e por assim dizer
(com honrosas exceptos) ha algum despreso quer
dos fiis, quer dos sacerdotes, por aquillo era que
deve_ser (ido, era grande preceilo e attencao co-
mo a religiao do eslado.
Nessa mesraa occasio cliegou tambem a esle
porto um navio portuguez Boa Nova, da ci-
dade do Porto, que foi embaracado pela polica
porsuspeilM de trazer a bordo "um individuo n-
digitado moedeiro falso.
O navio foi submetido & Imscas, c bem assim
OS passageirosa exames e averiguaces polieiaes.
Nada se enconirou que comprovass essa suspei-
ta, sendo os passageiros e o navio desembaraza-
dos ; desembarcando aquelles no fin de dous
das e este admitlido a Ihre pratica no fim de
quinze.
Um outro successo sensibilisou os amigos e co-
nliecidos do 1" lente Jaulfrel.Jcommandante da
canhonheira Ibicahy.
Esle ofiicial que era tambem mnmbro da com-
missao exploradora dos limites do Brasil com .1
Cuienna Franceza, suecumbio o mez prximo
passado. Alguns jornaes, cspecialiuenlo as cor-
respondencias da Gazella Oficial attribuo esta
morle aos dosgnslos c provocos porque passra
o lente Jauffret, promovidos pelo commandau-
te da commissao, o copilao-leneiile Jos da tos-
la e Azevedo.
O certo que o lente Jauffret era muito es-
timado no Para e Maranhao ; joficial sisudo e in-
telligente, deixa nada mais a sua familia do que
a honradez do seu nomo c a miseria !..
O capilao-tenenle Jos da Costa tem sido mui-
to aggredido pela imprensa do Maranhao c desta
pr> viuda ; principio disse alguma cousa, mas
os alaques foram too violentos que aclualmenle
nao luge nem muge!.
II1 alguma cousa de real nesso successo, ao
menos o genio, os ordens e os provocacocs do
chafe da commissao concorreram em parte par
a morle do lente Jauffret; e especialmente islo
passa aqu como ceno ; porque o finado poneos
das antes de rendera alma ao Creador escreve-
ra a seu irmao, medico em Maranhao ; declaran-
do mui positivamente a causa de acabar tao de-
pressa.
Essa caria foi aqui publicada a semana passa-
da o causou no publico grande sensaeao.
Nao sei como o capilo-lcnente Azevedo se
sair de seraelhanles accusare3. E', na verda-
de urna no.loa que marea as suas dragonas!
Montera loraou cont do commando do bata-
Uo do arlilharia da guarda nacional da capital
o Dr. Joaquira Pedro Correa du Frettas. Foi Baba-i
tituir no poslo e commando do batalhao, o seu I
lio Joao Augusto Correa.
De simples soldado da reserva, pois esle indi- '
vi luo medico, que pouco usa da medicina, pas-
sou a lenle coronel commandante de um ba-
talhao I
Que pulo !! Sao influencias de familia e ule-
reases de partido. Ante-hontem chegou do Ha- I
ranhfto o palhabotc Lindo Paquete, j era espe- j
rado.
Estiio a bater a porta vindas de Lisboa, as bar-
cas portuguezas Flor do Ver e Nereide. De lo-1
glaterra c Franca tambem se esperara navios.
Honiem sahio para Londres o patacho portu-i
guez Dua Nova, frelado para conduzir um carre-I
gmenlo de castanha, e no ancorodoro acham-sc '
carga os segua tes navios:
AmericanosHemico, Ocean fird, Addie, E.,
Carnes. Francezes, barcas Ferdinand e Cua- !
jara. HanoverianoWisck. Ioglezes, barcas__
lihondau e Gurge A. Philipps.
Tambem se acha fundeado no porto o brigue
de guerra francez Zebre.
Vapores da companhia Amazonas Solimoes,!
Maraj a vr-se o fundd, Tapajoz, Camela e So-\
narcha.
Os precos dos gneros da provincia na semana 1
prxima finia tem tido alleracao.
Arros em casca, alqueire...... 15700
Dilo pilado graudo, (a).......... 2)5200
Dilo dito miudo (8............ I9IOO
Azeite de andirioba, pote...... 12J000
Dilo de carrapalo ideni ........ 13j)C00
Cacao, (3) ...................... 65000
Caf, (a) ........................ 9>500
Caslanha do Ierra, alqueire___ SfOOO a 4000
Dilo sapucaia, alqueire........ II9O0O
Chifres de boi, cento.......... 49OOO
Courosde dito secco, um...... 49OO
Ditos salgados, Ditos de Mino, um............ 5$300
Ditos de onco, um.............. 45OOO
Cravo da ierra, (3).............. 109000
Estopa da lena, @ ............ 2$800
Guaran, Oleo decopahyba, caada...... 29500
Plagaba em rama, (5).......... 3;000
Salsa parrilha. (3.............. 265000
Dita do Rio Negro, (S.......... 205000
Sumahuma, ()................. 3j0iJ Sapalosde seringo, um por___ I3OOO
Seringo fino, (8)................ 30s000
Dita entre-fina, (f).............. 27*000
Dita grossa, (a)................. 245000
Dita de Sernambv, (3).......... 20JO0
I.eite de seringa, (3)............ 881000
/abaco do sertao de 1" quoli-
dade, (3).....................
Dito de 2J qualidade, @.......
Uruc era groo, alqueire......
Dilo fabricado, (a)..............
305000
15J0O0
63000
6501X1
Nesle proposito, opraz-nos agora ueclarar, que
o respectivo delegado portou-se conveniente-
mente nesse negocio, dando-sc pressa em syn-
dicar do faci pelo meio legal do processo para
verificar a criminalidade dos seus autores.
Assim 'como censuramos a autoridado nao
cumpridora de seus deveres, sempre apressamo-
nos semelhantements a fazer justica a quem pro-
cede por modo diverso, fazendo respoitar a lei,
de que guarda.
Qualquer que seja a aceilaco das nossas
ideas, ainda que negligenciom-lhes a devida pra-
tica, nao podemos furtar-nos lembranca do
que concernindo ao bem geral, e saude publi-
ca, nao deve ser deixado margem n'umo indif-
ferenga culposa.
Ha grande conveniencia em ser mudado do
lugar da Ponte Velha o dosppjo publico, que oro
all feito logilimomente ; pois que esse ponto
hoje improprio pora esse mister por diversos
motivos poderosos e de simples visla.
At agora poucas eram as casas que alli exis-
talo, mas de presente grande o seu nume-
ro pelo desenvolvimiento do edificocoo, a poni
de nao haver quasi mais terreno algum devoluto
n'essa paragem. Do mais, todas as casas da j
ra, que endireita para a da Gloria, e mesmo as
desla, ficam sob a pressa de urna atmosphera
ptrida constante; cndilo que nao s incom-1
moda em extremo, como lambem nao pode dei-
xar de ser damnosa saude.
Alm disto, tendo sido a ra do Capiboribe'
designada para a entrada dos carros que vem do
campo para oquelle lado, torna-se consequenle-I
mente esse ponto de grande transito ; e por isso
vergonhoso que um lugar lao publico seja tao!
immundo ao mesmo passo.
Importa pois que d-se a remoco conveniente
ao despejo, que ora alli se faz, po"dendo este ser'
transferido para os Coelhos, por exemplo, onde
nao haja habitaco alguma, como por traz do '
novo hospital, ou outro poni qualquer.
De villa Bella temos noticias que chegam a
24 e de Cabrob a li do passado mez.
Ns primeira lecalidade a secco prosegua com
o falta de chuvas, de modo a ler comec.ado j a
morrer o gado aos punhados
A febre escarlatina tem-se monifeslodo alli,
felizmente porm com un carcter menos mor-
tfero do que aqui, por quanto de Irinta e tantos
accommellidos, apenas dous tem morrido.
Na segunda, a secca tambem predominaos
espirito, pois que continua em sua marcha pro-
gressiva, anlolhaudo um futuro bem lastimoso.
Os vveres vao sempre tendo urna aleo sobro as
ultimas noticias, que d'alli recebemos.*
Na sesso do jury que ltimamente leve lugar
em Ouricury, alm don complicados no aesassi-
nalo do capitao Muniz Brrelo, entra rain em jul-
gamenlo diflcrenles outros reos, sendo vns ab-
solvidos e outros condemnados.
Lista dos baplisodos c casaraentos havidos
na freguezia da Boa-Vista de 29ide julho, a 4 de
agosio.
Ilorteniano, bronco, com 1 mez de nascido, filho
legitimo de Felix.Jorje de Sceua.e Emilia Da-
tiva do Sena.
Zosepha, parda, com 8 mezes de osseida, filha
natural de Francisca Luiza de Jess Mara
Melhodio, pardo, cem 6 mezes de nascido, filho
legitimo de Olegario Fiancizco Mondes e Ger-
trudes Mario da Conceicoo.
Jos, bronco, nascido em 10 de jaiiiro desle ad-
no, filho legitimo de Jes Matheus Ferrcira e
Isabel Mario da Cunlia.
Valeria, bronco, nascila era 8 de outubro do on-
no passado, filha legitima do Dr. Alexandre
de Souza Pereira do Carmo e Amia Lins Acioli
do Carmo.
Carlos, branco, nascido em 19 de maio desle an-
no, filho legitimo de Luiz de Moraes Gomes
Ferreira c Anna Leopoldina Siqueira Ferreira.
Auna, branca, nascida em 13 de mareo do cor-
rentc, lilha legitima do alferes Boavcntura
Lcitao do Almeido e Mario Joauna, do Valle e
Almcida.
Antonia, parda, com 14 mezes, filha legitima de
Izidoro Dias dos Santos, e Senhorinha Rodri-
gues Barbosa.
Casamentos.
Francisco Xavier Monteiro da Franca, com Jero-
nyma Leopoldina dos Santos brancos.
Joaquim Francisco Ribeiro, com Anna Carolina
Pessoa, brancos.
Pedro Antonio Lauientino, com Claudina Hada
da Paz, brancos.
. HORTALIDADE 1)0 DIA_8 :
Francisco, branco, i anriW^'rysipola.
Antonia Maria das Candeias, preta, solteira, 16
annos, tubrculo pulmonar.
Florencio Jos do Reg Barros, branco, soltero,
1C anuos angina.
Zusina Amalia Silveira Duarte, branca, casada,
25 anuos, entroperitoiiiie.
Napoleao Bellramini, branco, solteiro, 18 annos,
phlisico.
Numeriano, prelo, 1 mez, espasmo.
Maria lo vina, parda, solleira, 21 annos, diar-
rhea.
Quileria Francisca de Mello, preto, viuvo, 104
annos, velha.
Mara Florinda da Conceico, bran:a, viuvo, 66
nnno3. seses.
Jovito, prelo, 6 mezes, colite.
Marcelino de Paula Govim, pardo, viuvo, 30 an-
nos, heneplegia.
Jos Rodrigues da Silva, prelo, solteiro, 24 an-
nos, cotarrho.
Foram recolhidos casa de delencao, nos
dias 4 e 5 do corrente, 26 homens e 2 omitieres;
sendo livres 18, escravos 10, a saber: a ordem
do Dr. chefe de polica 12, do Dr. delegado do Io
districto deste termo 4, do subdelegado do Re-
cife 6, do de S. Jos 2, do da Boa-Vista 1, do da
Capunga 2, do dos Afogados 1
Foram recolhidos casa de detencao, nos dias
6 e 7 do corrente mez, 10 homens "o 1 mulher,
sendo 10 livres e 1 escravo, a saber : a ordem
do Dr, chefe de polica 5, a ordem do delegado
do Io districto 2. do subdelegado do Recife 1
do de S. Jos 2 do do Poco da Panella 1,
Passageiros barca ingleza Bonita Joao Co-
, roll.sia filha c 2 lillios, Miss Elisabeth Menally.
Hospital de cahidade.Existem 57 ho-
mens e 50 mulheres, nacionaes; 7 homens cs-
Irangeiros, e 1 escravo,total 115.
Na totalidadedos doenles existem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio
Pinto s 6 e 35' da manhaa ; pelo Dr. Dor-
nellas, s 8 horas da manhaa; e pelo Dr.
Firmo as 6 horas da tarde de honiem.
Falleceu um homcm de cathorro pulmonar.
CONSULADO PROVINCIAL.
Altcraces feilas no lancamcnto da d-
cima da freguezia d Sanio Anto-
nio, que lera de servir no anno fi-
nanceiro de 1860 a 1861, pelo lan-
cador Francisco Carneiro Machado
Hios Jnior.
1681000
240SO00
2409000
900*000
900SOOO
T. S.Acabo de saber que o presidente no-
meado para esta provincia nao veio neste vapor
Oyapock por donr.a na vespera de embarque;
di/.em os jornaes que S. Exc. vem u'um vapor do
guerra. Nao sei que certeza ha disto. Corre que
estao mudados para essa provincia.o comman-
dante das armas desla, o marechal Sergio, e
chamado a outro destino o inspector do arsenal
do marinha capilao-tenenle H. A Barboza de
Almcida, sendo substituido pelo mar eguerra
Pedro da Cunha, e aqui fica o seu amigo
Pag.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
No louvavel intento de restabelecer o hos-
pital da santa casa da misericordia de Olinda,
j expedio S. Ex. ordem a reparligo lias obras
pblicos aflm de organisar o orcamenlo das des-
pezas, que tenha-se de fazer com os reparos ne-
essoris, pora que o edificio antigo se possa
prestar aquello lim de piedade.
A companhia da estrada de ferro paga o
seu nono dividendo, lindo no ultimo do mez pp.
Esse dividendo realisado na razio de 7 por
cento ao anno sobre o capital das accoes.
Acha-se habilitado, para ter direilo s van-
tagens do art 26 da lei provincial o. 369, o pro-
fessor de inslrucc8o elementar da povoago de
Nazareth do Cabo, Francisco Berenguer Cesar de
Menezes.
Quando demos hs lempos noticia do con-
flicto das msicas em Iguarnss, deixamos de
antecipar elogios ou censuras autoridade po-
licial, cujos actos aguardavaraos para o nosso
juizo ulterior.
9149000
1685000
MfOOO
780000
1923000
2OJO00
1:800*000
1:200000
9005000
928J000
4035000
163O00
3005000
3129000
2009000
5MOJJ00O
66O9OOO
2:0809000
456^000
6249000
1:0009000
9509000
8409000
6609000
2J09000
1:0003000
8009000
564*000
4509000
3009000
2:0009000
Ra das Trincheiras.
Numero 2Antonio Ferreira Lima,
urna casa terrea arrendada por..... 120JOO0
dem 6Isabel Maria Theodora e
Francisca Maria Theodora. casa ter-
rea arrendada por.................. 1923000
dem 8Joo Mauricio de Barros Wsn-
derley, casa terrea arrendada por.. 192;000
dem 10Feliciano Joaquim dos San-
tos, casa terrea arrendada por...... 2649000
dem 12Ordem 3.a de S. Francisco,
casa terrea arrendoda por.......... 2403000
dem 18Herdeiros de Antonio da
Costa Reg Monteiro, sobrado com
urna loja e um andar arrendado
Por................................. 4569000
dem 22Herdeiros de Candida Edu-
virgens dos Passos Ramos, casa ter-
rea arrendada por.................. I683OOO
dem 34Thomaz de Carvalho Soares
Brandao e outro, 3obrado com tima
loja e um andar arrendado por..... 5009000
dem 36Eleodoro de Aquino Fon-
ceca, sobrado com urna loja e um
andar arrendado por................ 5929000
dem 33Viuva e herdeiros de Jos
dos Santos Nunes de Oliveira, so-
brado com urna loja e um andar ar-
rendado por......................... 4449OOO
dem 50Dezembargador Alexandre
Bernotdino dos Reis e Silva, sobra-
do com urna loja e dous andares ar-
rendado por........................ 90O9OOO
dem 7Isabel Maria Padilha, casa
terrea arrendada por................ 144OO0
dem 15Padre Jos Leito Pitia Orti-
gueira, casa terrea arrendada por... 2401000
dem 17Jordao Jes Fragozo, sobra-
do com urna loja e dous andares ar-
rendado por ........................ 5449OOO
dem 25 J0S0 Sinrees de Almeida,
casa terrea arrendada por........... 1449000
dem 31Joao de Brillo Correia, casa
terrea arrendada por................ 144*000
dem 37Antonio Manoei ttaftfoio,
sobrado, meia agua, arrendado por.
Ra das Larangeiras.
Numero 6Anna Thereza do Sacra-
mento, casa terrea arrendada per...
dem 8dem, casa terrea arrendada
por.................................
dem 12Maria do Carmo Moreira
Fragozo e outros, sobrado com urna
loja e dous andares arrendado por..
dem 14 Thomoz Antonio Maciel
Monteiro, sobrado com urna loja e
dous andares arrendado por........
dem 24Herdeiros de Antonio Leile
Pilla Ortigueira, cosa terrea arren-
,.dad* Pr............................ I8O9OO
dem 26Antonio Jos Dias, sobrado
com urna loja, um andar c soto ar- 1
rendado por........................ 63RS00O
dem 30Irmandande do S. S. Sa-
cramento de Santo Antonio, casa
trra arrendada por................. 1683000
dem 1Joao Antonio Carpinleiro da
Silva, casa Ierra arrendado por....
dem 5Barlholomeo Francisco da
Souza, sobrado com urna loja e 2
andares arrendada por..............
dem 7Jos Pinto da Costa, casa ter-
rea arrendada por................... 2409000
dem 9Joao Francisco dos Santos,
casa terrea arrendada por..........
dem 13Jos GongalvesTorres, so-
brado com urna loja e 2 andares ar-
rendado por........................
dem 15Herdeiros do Antonio Maia
Corles, sobrado com urna loja e 2
andares arrendado por..............
dem 21Herdeiros de Victorino Jes
de Medeiros, sobrado cora urna loja
c um andar arrendado por.......... 4503000
dem 27Manoei Ferreira Ramos, ca-
sa terrea arrendada por............
dem 29Luiz Gomes Silverio, casa
terrea arrendada por................
Ra larga do Rosario.
Numero 2Domingos da Silva Campos
casa terrea, servindo de acouguc
com seus talhos arrendados por 3009
cada um ludo por..................;
dem 10Joao Mouricio de Borros
Wanderley, sobrodo com urna loja
e 2 andares arrendado por......... 1:0005000
dem 20Dr. Jos Joaquim de Souza
sobrado com uma loja e 2 andares
arrendado por...................... I:300g000
dem 22Jos Peres da Cruz e Fran-
cisco Gomes Castellao, sobrado com
ma loja o 2 andares ariendado por 1:100X000
dem 2iFrancisco Pinio da Costa Li-
ma, sobrado cora uma loja e 3 an-
dares arrendado em hasta publica
por..................................
dem 48-Ordem 3.a de S. Francisco,"
sobrado com urna loja o 2 andares
arrendado por......................
dem 50Dr. Joao Antonio de Souza
Bellro d'Araujo Pereira, sobrado
com uma loja e 2 andares arrenda-
do por..............................
dem 1Francisca Thomasia da Con-
ceicao Cunha, sobrado com uma lo-
ja e 2 andares arrendado por......
dem 3Miguel Joaquira da Cosa,
casa lerroa arrendoda por...........
dem 5IrmandadedeS. Pedro, casa
terrea arrendada por..............
dem 13 Belarmina Cecilia Das Fer-
nandes casa terrea arrendada por...
dem 17Ordem 3.a de S. Francisco
casa terrea arrendada por..........
dem 19Ordem 3 de S. Francisco
. casa terrea arrendada por..........
dem 35Antonio Valentn) da Silva
Barroca, sobrado cora urna loja e
um andar arrendado por...........
dem 370 mesmo, sobrado com 2
lujase 3 andares arrendado por....
Ra Estreila do Rosario.
N. 6 Jos da Fonscca e Silva, sobrado
com uma loja e 2 andares, arrenda-
do por.............................
dem 8. Maria do Carmo Nunes Fer-
reira, sobrado com uma loja e2 an-
dares arrendado por................
dem 10. Herdeiros de Eslevo Caval-
canti de Albuquerque, sobrado com
2 lojas e 3 andares arrendado por.. 1:3009000
dem 12 Viuva e herdeiros de Jooo
Ribeiro da Cunha, sobrado cora uma
loja e 2 andares arrendado por.....
dem 18. Dr. Antonio Joaquim Je.Mu-
raes e Silva, sobrado com uma loja
e 2 andares arrendado por.........
dem 22. Antonio Goncalves de Mo-
raes, sobrado com una loja e 2 an-
dares arrendado por................
llera 36. Ordem 3' de S. Francisco,
sobrado com uma loja c 2 andares
arrendado por.......................
dem 7. Herdeiros de Antonio Maia
Cortes, casa terrea arrendada por...
dem 11. Molla & Irmaos, sobrado com
uma loja e 2 andares avaliado por .
Mera 21. Jooo Jos de Carvalho Mo-
raes, sobrado com uma loja e 2 an-
dares arrendado por................
dem 27. Herdeiros de Joao Baptisla
Monteiro e de Bernardo Duarte Bran-
dao. sobrado com uma toja c 2 an-
dares arrendado por................
dem 33. Ordem 3a de S. Francisco,
sobrado com uma loja e 2 andares
arrendado por......................
dem 39. Manoei Gongalves Ferreira e
Silva, casa terrea arrendada por...
dem 41. Flora Maria Monteiro de Pai-
va e Manoei Gongalves Ferreira o
Silva, sobrado com uma loja e 3 an-
dares arrendado por................
dem 43. Padre Antonio Goncalves
Ferreira, sobrado com uma loja e 3
andares arrendado por.............. 1:2009000
Travessa do Queimado.
dem 3. Ignacio Ferreira Cabral Can-
tanil, sobrado com uma loja e 2 an-
dares arrendado por................
Travessa das Cruzes.
dem 2. Ordem 3" de S. Francisco,
sobrado com uma loja e 3 andares
arrendado por...................... 1.323g2t0
dem 6. Francisco Colho Brandao,
casa terrea arrendada por.......... 2009000
dem 12. Manoei Antonio de Jess
Jnior, sobrado com uma loja e 3
andares, arrendado por............, 700;000
Largo do Paraso,
dem 2. Joaquim Patricio da Costa
Valenle, casa terrea arrendada por .
Id*m 4. Joaquira Flix Machado, casa
terrea arrendada por................
dem 6. Ordem 3a de S. Francisco,
cas terrea arrendada por..........
dem 8. Joaquim Lopes de Almeida,
sobrado com uma loja e 2 andares
arrendado por.......................
dem 14. Maria das Noves Cruz, casa
terrea arrendada por................
dem 18. Orpho Innocencio Rodri-
gues de Lima, sobrado com uma loja
e 2 andares arrendado por..........
dem 2. Antonio Rodrigues Lima, so-
brado com urna loja e um andar ar-
rendado por........................
dem 1. Irmandade de Nossa Senhora
da Paz da igreja da Soledade, casa
terrea arrendada por...............
dem 3. Antonio Jos Conrado, cas;.
terrea arrendado por................
dem 19 Herdeiros de Jo3 Boaven-
tura, casa terrea arrendada por___
dem 21. Manoei Pereira Lemos, casa
terrea arrendada por................
dem 25. Irmandade do Divino Espi-
rito Santo, casa terrea arrendada
por.................................
dem 31. Jos Antonio Bastos, casa
terrea arrendoda por............... 1449000
dem 35. Herdeiros de Francisco Gon-
calves Gurjao, casa terrea arrenda-
da por.............................. 1209000
Ilem39. Herdeiros de Antonio Jos
de Souza Teixeira, casa terrea ar-
rendada por........................ 1209O00
dem 41. Manoei Antonio da Silva,
casa terrea arrendada por.......... 1203000
[Continua.)
pelo promotor publico interino; aireveu-se o
aecusar-me como prolector de criminosos, coja
aecusagao oqui arma milite usada para se fe-
rir a repulago das autoridades ; sin, nao da-
re resposla, porque descortino claramente o
plano tragado, procurando-so abrir uma discus-
so pela imprensa sobre fados de que como juiz
de direilo me cumpre lomar conhecimento, c
pelos meus actos nenhuma aatisfagao dero dar
ao referido collector, (cujas censuras nada va-
lem nem faz*m no meu animo a mais leve im-
pressho) entretanto que esto prompto a pres-
tar de boa vontade aos meus superiores que
delles podem coohocer, todas as informaedes e
esclarecmeulos que exigirem. Entao, alm do
mais, moslrarei que par o cargo de promotor
publico interino nao se nomeou um criminoso,
mas uma pessoa devidamenle habilitada.
Ncsta pro'incia, em que por longos annos te-
nho sido err.pregado publico, bem conhecido o
meu procedimenlo, que assas ino honra, e
sempre do meu carcter flzeram bim concito
i os Ktms. presidentes com quem tenho servido,
9000 contando-se entre elle o Exm. Sr. Dr. Fiuza,
hoje barao de Bora-Jardim, que nunca me re-
prehendeu ofiicial mente, como temerariamente
se afiirma na mencionada correspondencia, e
que, pelo contrario, em um ofllcio que me di-
rigiu, datado de 20 de abril ultimo, diz que
nunca duvidou do meu zelo e inleireza no ser-
vigo da jujtica publica. reconhecendo a falta
de fundamento as representices que recebeu
acerca de criminosos desla comarca, onde cer-
ta gente tem a mana de pensar que ludo dove
correr por conta do juiz de direilo. O mesmo
conceito mereci dos Exras. presidentes da pro-
vincia do Cear. ja como chefe de polica interi-
no, j como juiz de direilo da comarca de Inha-
muns, do que conservo documentos, dizendo-me
al uma vez em palacio o Exm Sr. Dr. Joao
Silveira de Souza, hoje presidente do Maranhao,
que eu era um dosjuizes mais conscienciosos
daquelli provincia, e pelo Exm Sr. conselheiro
Francisco Xavier Paes Brrelo, actual ministro
da marinha, quando odministrou o mesan pro-
vincio, fui como juiz do direilo de Inhamunsen-
corregado de assistir alli a ultima eleico de
eleilores da freguezia de Mario Pereira, "pondo
elle rainha disposigo uma forga de primeira
linha, aflm deque fosse observada"a lei, o man-
lida
m
maiidci possar oiilaes, que serio publicados pela
imprensa e aluzados nos lugaresdesiann.i,*
citados arligos.
O pnssaineiito de Caetano, filho do
Sr. J.-icomi> Gemido Marta I.umu
chi de .fiello.
O noss charo amigo, o Sr. Lumachi de Mello, Cidade do Recife 7 de agoslo de 1860 Fu
acaba de perder em uma existencia de anjo as Adolpho Liberato Pereira de Oliveira", escrivao
mais risonhas esperanza. O triste passamenfo juramentado o escrevi,
de seu amado Caetano foi um golpe que a todos tu Manuel Mara Rodrigues do Nasciraenlo es-
sensibilisou e locou com uma dr intima e Dro- i crivao o subscrevi.
-----------...... w pro-
funda. r
Como a flor que mal desdobra as ptalas aos
mos dourados da esperance, a vida do anjo mal
abria as azas candidas de a'mcr ao sorrir grato
das illusoes do mundo.
Osol requeiraou-lhe a face, e a pallidez da
morta a descorou.
A haste era tenue ; a vida do anjo era breve.
Dos o havia prescriplo e o fado cwmprio se.
Elle Dio era do mundo. Dos o
para si.
e lesera
Anselmo Francisco Peretti.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz de direilo especial do commercio nesta ci-
dade do Recife e seu termo, provincia de Per-
nambuco, por S H. o Imperador, a quem Dos
guarde, ele.
Fago saber aos que o presente edital viren, e
l delle noticia tivcrem que no dia 18 de agosto
' do crreme anno se ha de arrematar em prora
I publica desle jnizo e sala das audiencias os bens
ao mundo as suas illusoes e as illusoes da vi- segumtes : diversas pegas de obras de prata coro
da a vaidado que ellas sao o peso de 2352 oilavas a 300 rs. a oiiava ria
Perdeu o pai. ganhou o christao Aquelle per- "SOcCOO ; 33 Iranrelins chatos com 200 oilva a
oeu um ulho, ganhou este em Dos um poi reco- 5 a oiiava, l:00fJg; 2 rosarios com 8 oilavas
nhecido pelo dote de um anjo. ambos por 40 ; 110 anneis com pedrns e sem el-
Perdeu o mundo o que ganhou o co. las pesando74 oilavas a5$ a oiiava, 3703- M pare-i
Que mais soudavel consolagao para o coraco de "golas cortadas com 16 oilavas a 49'a oiiava'
11 pai christao. que offerece' s 64; 11 ditas de filagran com 8 oilavas a 4
oitava. 329 ; 85 pares de argolas lisos com 18 oi-
avas a 49 a oiiava. 72" ; 4 coroas de filagran
com 22 oilavas a 59 a oiiava, 1109 : 5 medalba<>
tcom o peso de 7 oilavas a 49 a oiiava, 28 ; 1
Iruz para rosario com 2 oilavas por 89; 3 caeso-
cetas com 6 oilavas a 69 a oiiava, 36J ; 4 varay
dr em holocausto deadorago?
Dos recebo o sacrificio. E do empvreo celes-
te, vol mais um anio pela sorte do pa virtuoso
e excellente christao.
F. L.
COMMERGIO
' e meia de cordao com 32 oitavasa 4$ a oiiava,
1283 ; 5 varas e meia de trancelim com 23
Praca do Recife 7
AS TRES HORAS Da TARDE.
Cotaees <>fci;i's.
Cambio sobre Londres25 d. letras de fra
prazo.
Dito sobre dito25 l| d. 90d|v.
George PatchettPresidente.
UubourcqSecretario.
Alfaudejga
Rendimento do dia 1 a 7
dem do dia 8 .
83.5089698
16045$613
iHovImento da
Publica^oes a pedido.
Volumi

com gneros
ssahidos com fazendas
com gneros
io ordem publica com a libordade de vol.
Cilo especialmente esle facto para provar que
nao me deixo levar por espirito de poltica, nem Voiui
eu sou magistrado poltico. Emfira, nunca per-'
segui ninguem por espirito de partido, como o
sabcui perfeitoraenle todas os pessoas que me
conhecera ; porlanlo andar mal avisado quem
entender que, inculcondo-se como victima de
uma perseguicao poltica, poder embaracar-me
no desempenho de meus deveres, nem* isso
hoje lembmnca que aproveite pora oulros visios.
Nada mais direi.
Queiram, Sis redactores, inserir estas linho3
no seu jornal, por cujo obsequio serei agrade-
cido.
Francisso Goncalves da Rocha.
99.5549311
alfandesa
35
5529000
2 0-9000
3005000
3OO3OOO
8OO3OOO
3603000
55290OO
8005000
leo 1S de junho de 1SKO.
Respeitavol amigo e Sr.Nao tenho expre3-
iSOis para azer-lhe conhecer, o quanto lhe sou
I agradecido, qnanto me tem mais penhorado, os
I favores que lera tomodo o nosso favor na situagoo
iu.'eliz m que nos ochamos.
Nao era de esperar outro cousa de pc3soo to
' respeitavel, quando a muito nutre uma estima e
amizade, que jamis Irahria.porque as sevam os
senlimenlus nobres e elevados que o caracleri-
stm.
Quando comegamos a provar o amargo calix do
infortunio, quando meus irmaos ohi soll'rerom a
valencia de serein privados de sua liberdade,
pir causa das mais degradantes calumnias sug-
giridas muito positivamente pelos nossos inimi-
gos do Aracaty, sempre esperava que arguera se
erguesse a nosso favor, e entao niio me esquecio
do nosso velho amigo o Sr. Vicente Ferreira Go-
mes, cujos sentimenlos sempre apreciamos e
rendo que eslava ao faci do nosso proceder, do
estado dos negocios do certao, e bem a par da
injusta perseguigao que gratuitamente nos fozem
nossos inimigos ; linha cooscieucia, de que o
nosso bom amigo apparecesse ; nao s para mi-
ligar com seus bons exemplos, e conselhos a dor
que nos dilacero como arvorar-so defensor da
innocencia^ opprimida.
Nunca pensei, meu bom amigo, que a nossa
my sirella nos conduzisse a um estado tao mi-
zeravel Mas porque nunca passou-me pela
imaginagao quo houvessem homens to malvados
como os ha no Aracaty 1 Mas eus grande I
Deus vo ludo Deus reserva aos desgragados
opprimidof. urna triste alegra que chamara vin-
gango II Elle reservar ainda para nos dias
mais folizes, que espero ainda resplandecerem,
supplantando a calumnia no charco immundo
que os vomitou.
Nao posso dizer mais, faltam-me expressoes.
Se rauilo lhe devenios, pelos repetidos favores
que nos fez, quando aqui c no Aracaiy esteve,
quando nos dova tao maduros consefhos, dos
quo es muito aproveitamos, hoje cresceu a nosso
divida e esla n'um tao alto ponto, que junis pa-
garemos ; lemos porem a gratidao, nico bem
qu resta ao desafortunado, o esta ser eterna
para com o meu bom amigo. Anda estou na
mesma posse, de conta ainda da casa d'aqui,
ma3 a espera a qualquer momento do que qurzo-
rem obrsr. Eslimo que goze perfeita saude jun-
tamente a sua Exm." familia, a quem saudo.
Sou com a maior estima. De V. S. amigo res-
ptilador muito obrigado criado.
A. P. C.
Ternambuco 6 de jnlho de 1860.Amigo.
Amizade amor sem desejo; aquella um seu-
liraenlo d'alma, e este uma paixoo do corog.io
por isso a amizade menos inleresseira qu o
an.or.
Estrcita-se a amizade em igualdade das inten-
eo'.'s e senlimenlus predominantes. Comer or-
dinariamente pela estima, e depoisse desenvolve
ecrescecom a familiaridade e conlianca ; porem
nao ode ser perfeita e duradoura loda a vez que
nao respeilarmos ou nao favorecermos os gozos
e amor proprio de quem queremos para amigo.
_Uia amigo fiel e verdadeiro sem coniradic-
gao a joia mais preciosa, que o hornera pode nes-
te mundo possuir.
Ter urna pessoa, a quera consultarmos nossas
dundas, que nos proteja nos adversidades e pe-
rigos, e com quera nos regozijormos nos insion-
tesde prosperidade, que nos forlalega a suppor-
lar as amarguras da vida c tornar mais deleitosos
os nossos dias. O homem verdaderamente soli-
tario podemos dizer, aquelle que nao lera, nao
possue um amigo ; o mundo ser para elle um
vasto diserto, por onde passa a vida, como um
irracional vagabundo.
Ter animo ter amigo, o que nos basto para
resistir os privages c incommodos inherentes a
nossa condiego social; e com ludo mais nos es-
meramos em adquirir um servo, que por conser-
var um amigo : por isso quando a desgrana nos
persegue, sempre temos que qucixar-nos de in-
graiidao dos que nos devem beneficios.
Se por vaidade que nos cercamos de gente as-
salariada, que s da um passo atroz do seu in-
teresse, noo ser pora admirar que vejamo-nos
sos nos adversidades, quando j nao prestamos
algum inlcrcsse.
Ha quem duvide que possa haver no mundo
Diversas provincias.
Rendimenlo do dio 1 a 7 .
dem do dia 8.......
... com 23 oilavas
a 49 a oiiava, 92a; 2 varas de collar com 7 oitsvas
de aSOslo de 1SG0. 'LiSa 0,,avo-289 ; IO resplandores de ouro com
21 oilavas a 5$ a oitava, 105; 6 cadeias de col-
lele com 39 oilavas a 59 a oiiava, 1959 ; 8 adere-
: eos de ouro completos com 60 oilavas a 59 a oi-
iava, 34,09; 100 pares de rselas com 118 oilavas
a 5| a oiiava, 59('9; 35 meios aderecos com o
; peso de 139 oilavas a 59 a oiiava, 6959 ; 30 pul-
ceiros sendo uma de coral rom 160 oilavas a 5j)
a oiiava, 8OO9; 15 pares de brincos com 26oil8vas
a 43 a oitava, 140$; importanto os mes.ti os obyec-
tos na quanlia da 5 5429600 ; 1 casa terrea st.t
na ra das Larangeiras n. 19 da freguezia de San-
to Amonio do Recife avahada em 2:51)0, os
quoes bens sao pertencenlcs o Jvoo Paulo de
Souza, e voo a praga por execugao que lhe enea-
micha Miguel Archanjo de Figueiredo e nao ha-
sendo langodor que cubro o prego da avaliagao.
vor o arremalogo feito pelo preco do adjudica-
co com o abale do lei.
E poro 4uo ohegue ao conhecimcnlo de todos
mandei passar edilaes que serao publicados pela
mprensa e afinados nos lugares do costume.
Cidade do Recife de Pernambuc, aos 26 de
julho de 1860, 39. da independencia o do impe-
rio do Brasil.
Eu Manuel Maria Rodrigues do Nascimento.os-
crivo o subscrevi.
Anselmo Francisco Peretti.
O Rvd Jos Leile Pilla Ortigueira, juiz de
paz da freguezia de S Frei Pedro Gongalves do
cidade do Recife, cumprindo o disposlo no art.
94 da lei n. 387 de 19 de agosto de 1846, e em
observancia da ordem que lhe fra expedida pela
j cmara municipal desla cidade em dala de 30 de
4:S58f}217 : julho ultimo, convoca os eleilores e supplentes
674456 da niesma freguezia, abaixo declarados, para
---------------I comparecer! na respectiva igreja matriz, no dia
5:532:673 1 de setembro prximo vindoaro, s 9 horas da
manhaa, aflm de se organisar o mesa parochial
pela forma eslabelecida no decrelo n. 1812 de 23
de agoslo de 1856, e se proceder a eleicao de
juizes de pa* que deve dar a supradita freguezia.
383
------- 418
155
125
------280
Descarregam hoje 9 de agosto.
Barca iuglezaMary Warroll objectos para a
estrada.
Brigue uiglezIsabellafazendas.
Brigue inglezPhentonbacolho.
Brigue norueguenseSifcarvao.
Brigue portuguezAmalia I diversos gneros.
Lugre mglezClydecarvf.o.
Barca americanaImperadorfarinha de trigo
Barca brasileiraRecifediversos gneros.
Barca americanaOrganburros.
Consulado geral.
Rendimento do lia 1 a 7 .
dem do dia 8......
54852(6,
133075
5615321
Despachos de exportacao pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia H de agosto de 1 SCO
LisboaBrigue portuguez Soberano, T. de A.
Fonseca & Filho, 6 pranclioes de amarello c
74 cascos mel.
Rio da PrataPolaca hesponholo India, A.
Irmaos, 200 barricas assucar branco e 200 di-
tas dilo mascavado.
Becebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
240g000
2409000
1449000
3009000
1689000
Rendimento do dia
dem do dia 8
1 a 7
7.0525027
7605805
7:8185832
Con su la.-lo provincial.
Rendimento do dia 1 a 7 69525617
dem do dia 8 1.660c598
8:61352 5
Movimento do porto
Navio entrado no dia 8.
Liverpool 39 dias barca ingleza Bunita de
299 toneladas, capitao Thomas Sraille, equi-
pagem 15. carga fazendas c mais gneros ; a
Patn Nash & C.
* e<3 O. i' a" c en a. S" O 0. m B l Horas
V V2 0 CO P3 ? 5 c ES M O Crt Q Atmosphera. c B V. K Se < s c ce tx
w w Direccao. < "2. H O
Stf V w w ^5 1 R O "-i
f 0 t en i* IO os 10 K Centgrado. -i O s P! 5 O
0 * 0 o O 0 Reaumur. C c
OO CC" C3 -~l OO 53 . | Fahrenheit > y.
OD OO 0 ~- OO c en 3 0 | Hygrometr 9.
A co O* OJ o \ Barmetro 1
A noilc nublada e chuvusa, veuto SSE.veio pa-
ra o terral e assim amanheceu.
OSCILLACAO DA MUl:.
Preamar as 8 Ii5i' da manhaa, altura 6.50 p.
Baixamar as 3 h 6' da tarde, altura 1.75 p.
Observatorio do arsenal de marinha 8 de agoslo
de 1860 Vircas J-JNlOR.
Editaes.
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Chrislo, e
juiz do direilo especial do commercio desla ci-
dade do Recife de Pernambuco c seu termo,
por S. M. I. e C, que Deus guarde etc.
Fago saber aos que o presente edital virem.que
a requerimento de Joaquim da Costa Maia, ocha-
se olierla e sua fallencia pela senteuga do theor
seguinle :
Expondo Joaquim da Costa Maia em sua peti-
co de folhas 2, ter-se tornado insolvente e ha-
ver cessado os seus pagamentos, declaro o refe-
rido Maia, comraerciante estabelecido com loja
d6 ferragens na ra Nova desta cidade n. 43, em
eslado de quebr, e fixo o termo legal da existen-
amizade sem interesse, mas quem assim discorre ca desta a contar do dia 28 de junho p. p. No-
ser lalvez porque lnleiramenie se julgue incapaz 1 meio curadores fiscaes os credores Prente Vi-
de lao elevado e nobre senlimenlo. 1 anna & C.a c depositarios internos os ere lores
Quando se trata de escolhar um amigo convem Monloiro Lopes & C." E prestado pelos primei-
Correspondencias.
Villa de Tacaral, 18 de jilho de 1860.
Srs. Redactores. Nao darei resr osla a uma
correspondencia publicada no seu jornal, nu-
merle, de 25 do mez prximo fin lo, pelo co-
lector das rendas geraes nesta comarca, o qual,
queixindo-se de uma phontasiada perseguigao
(que smente a elle coiibe I ) por espirito de
partido, em consequencia dos crimes de res-
ponsabilidade quo se lhe imputo, denunciados
primeiramente conhcce-lo a fundo antes de en-
iregarmo-uos em suas mos, e s poderemos
enconlra-lo entre os homens de bem, porque
sem boa f ser irapossivel existir amizade ver-
dadeira.
A a miza ic sabe tolerar o que lhe nao con-
trario ; e fcilmente desculpamos a um amigo
os defeitos nascidos do entendimento, mas nunca
do corago, quando lhe descobrimos alguma di-
minuigao da a (Tocto ; posto que seja a pura ami-
zade por nalureza desinleressada, nao dispensa
cora ludo de certas altences que lhe sao devidas,
nao s porque servem de remunerago ao nosso
amigo, como por lhe demonstraren! a nossa af-
feigo e sincera retribuigao. O bom ocolhimento
nao basta para criar estima, porm nugmenta-a
da niesma sorte que um propicio sopro atea a
chama, que por so crescer nao pode ou faz cres-
ccr afaisca, posto que a nao occonda.
Meximas.
Ia.
D'amigos bons estimagao se faga
Na prova do perigo e nao da taca.
2.
Na occasioo do perigo ;
S conhece o bom amigo.
V. F. G.
( Da Epocha do Aracaty.)
e de vereadores do municipio.
Igualmente convida os cidadaos qualificados
volantes para irem dar seus votos, sob pena de
serem multados os que deixarem de comparecer
sem motivo legitimo participado mesa, na quan-
lia da 105, na forma do 7 ort. 126 do citoda lei
n. 387. Cado votante quando fr chamado, entre-
gar duas cdulas, uma contendo nove nomes
para vereadores e oulros quatro paro juizes de
paz, aquella com o 3eguinle rotulo por fra
Vereadores para a cmara municipal do Recife
e esta com este oulroPara juizes de paz do
dislricto.
Eleilores.
Domingos Henrique Mafra.
Antonio Henrique Mafra.
Manoei Amando da Santa Cruz.
M.inoel Francisco Marques.
Jos Morques da Costo Soares.
Jos Pedro dos Neves.
Ignacio Antonio Borges.
Antonio Botelho Pinto de Mosquita Jnior.
Estevoo Jorge Baptisla.
Sn/mreiKes.
Filisberlo Ignocio de Oliveira.
Manoei da Silva Noves.
Antonio Jos do Silva Brasil.
Candido Thomaz Pereira Dulra.
Antonio Bastos de Abreu Lima.
Manoei Estanislao da Costa.
Luiz Antonio Goncalves Penna.
Constancio da Silva Neves.
Joaquim Jos de Sanl'Anna Barros.
Major Alexandre Aujuslo de Fiias Villar.
Dr Cosme de S Pereira.
Dr. Jos Joaquim de Souia.
Thomaz de Almeida Anluucs.
E poro contar li publicar o peseme em '(-...
me assigno.
Freguezia de S. Frei Pedro Goncalves do Reci-
fe, 4 de agosto de 1860.Eu Innocencio da Cu-
nha Goianna, escrivoo o escrevi.
Padre Jos .cite Pitia Ortigueira.
O Dr. Ernesto de Aquino Fonseca, cavalleiro da
ordem de Chrislo, juiz de orphaos do termo do
Recife, por S. M. o Imperador, que Dos guar-
de, etc.
Faro saber aos que o presente edital virero,
q.ue por esle juizo tem de ser arrematado por
venda a quem mais der. na porta da sala das au-
diencias, e lidos os dias da lei, as seguintes pro-
priedades :
Um sitio de trras denominado Allemao, com
algumas frucleiros, extremando pela frente com
o sitio Riacho da Estiva, perlencenle a viuva e
herdeiros de Jos do Monte Lima, pela parle do
nascente na linha de sul a norte do marco da es-
trada ot o riacho Passo da lbura e dilo sitio Es-
tivi, e pela parle do norte, ao poeule, com tr-
ras do engenho Ucha, tendo 2,380 palmos de
frente e 4,000 de fundo, com duas casas de taipa
cuberas de telhas, avoliado por 5:0009000.
Um terreno de maltas capoeiras, denominado
Cocimbos, no mesmo lugar do lbura, extremando
com trras de Jos Rodrigues de Oliveira Lima,
avaliado por 1:5009.
Outro terreno de mallas capoeiras, denomina-
do Descanso, em dito lugar da lbura, que extre-
ma com Ierra do mesmo Jos Rodrigues, avalia-
do por 1:5009-
Oulro terreno de mallas capoeiros, junto a la-
goo denominado Zumbi, no sobredito lugar da
lbura, oquol extrema com o silio Estiva, ecom
Ierras de AfTunso de Albuquerque, avaliado por
2 OOOgOOO sendo o total do valor do sitio e terre-
nos annexos a quantia de lO.OOOjjOOO ; (odas es-
las propriedades situadas na freguezia dos Afo-
gados ; sendo o dito sitio e mais terrenos per-
lencenles a viuva e herdeiros do finado Antonio
Alves Ferreira, e vai praga por delerminago
deste juizo, a requerimento de Antonio Pereira
de Oliveira Maia. credor hypothecario do referido
casal.
A ultimo praga heno dia 10 do corrente pelas
11 horas da manhaa depois de linda a audiencia
do Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos.
E para que chegue ao conhecimcnlo de quem
inieressar possa mandei lavrar o prsenle que
ser affixado no lugar do costume, e publicado
pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife, capital
da provincia de Pernambuco, sob meu signal e
ros o juramento do eslylo, c pelos segundos as-
signado termo de deposito, o escrivoo remelter
copia desla senlenga ao juiz de paz competente sello deste juizo, que ante mim serve, ou vaina
para a opposigao de sellos, que ordeno se ponhara
em todos os bens, livros e papis do fallido. Publi-
cada a presente nos termos do art. 812 do cdi-
go, e do arl. 129 do reg. n. 738 se daro as sub-
secuentes providencias determinados pelo indi-
cado cdigo e reg. Recife 4 de agosto de 1860.
Anselmo Erancisco Peretti.
E mais se noo conlinho em dito senlenga aqui
transcripta, e dos respectivos autos se via e mos-
trava, que sendo os curadores fiscaes nomeados,
notificados para prestaren) o juramenlo do
estylo, declararan) que nao aceilavom a curado-
ra, e subindo os autos minha concluso, nelles
dei e profer o despacho do theor seguinle : ,
Avista do que consta da cerlido de folhas 12
dispensos curadores nomeados, e era lugar del-
les nomeio o credor Manoei de Mallos Machado.
Recife 6 de agoslo de 1860 Anselmo Francis-
co Peretti.
E mais se nao conlinha em dilo despacho aqui
transcripto ; e pelo theor do prsenle edital con-
voco a todos os credores presente do fallido para
comparecerem na sala dos audiciones no dia 13
do corrente, as 11 horas da manhaa, afiui de se
proceder a nomeago de depositario ou deposi-
tarios, que hao de recebere administrar proviso-
riamente a casa fallida.
E para que chegue ao conhecimenlo de todos,
sem sello ex-causa, aos 6 dias do mez de julho do
anno do nascimenlo de Nosso Senbor Jess Chris-
lo de 1860, 39 da independencia e do imperio
do Brasil.
Eu Joo Facundo da Silva Guimaraes, escrivao
o escrevi.
Ernesto de Aquino Fonseca.
Manoei Jos Teixeira Bastos, cavalleiro da impe-
rial ordem da Rosa, juiz de paz mais votado
desla fieguezia de S. Jos do Recife, em virlu-
de da lei, etc.
Fago saber em conformidade com o disposto na
lei n 387 de 19 de agoslo de 1816, e ero execu-
gao da circular expedida pela cmara municipal,
3ue no dia 7 de setembro prximo futuro se tem
e proceder a eleicao de juizes de paz desta fre-
guezia e vereadores da cmara municipal desla
cidade ; pelo que convoco os eleilores e supplen-
tes, abaixo designados, paro que no dia aprazado
comparegam no eorpo da igreja da Senhora do
Tergo, pelas 9 Horas da manhaa, na conformida-
de do disposlo nos arla. 4, 5 e 41 da citada lei
eleiloral, afim de que lenha lugar a organsagao
da mesa parochial, que lem de receber e apurar as
listas dos votantes, ficando os Srs. eleilores e
supplentes na inteligencia de que a mesa paro-
chial ser orgaoisada, segundo o disposlo no J 1."
art. t. do decreto n. 842 de 19 de setembro de
TT-^r
.
MUTILADO!


n
MARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FE1RA 9 DE AGOSTO DE V860.
1&D5, combinado com ail. 4 e seguinles do dccre-
o n 1812 de 23 de agoslo de 18 6, e de que fi-
car) sugeitos multa comminada no acl. 126
5 n. da ruesma le os que sem impedimento le-
gal deimrem de comparecer.
fleitores.
Os senhores :
Tenentc-coronel Joaquim Lucio Monteiro da
Franca.
Manuel Ferreira Accioli.
Cap o Manoel Joaquim Ferreira Esteves.
Joaquim Tedro dos Santos Oezcrra.
Juiio de Brito Correia.
Joao Soares da Fouseca Velloso.
Manoel de Almeida Lima.
Anlonio Moreira de Mondonca.
Filippe Santiago Cavalcanti de Albuquerque.
Jos Simplicio de S Esteves.
.Miguel Jos da Silva.
Antonio Gon^alves Pereira Lima.
Jos Francisco Dent.
Joaquim JosTavares.
Joo Francisco Baslos de Oliveira.
Supplenles.
Os senhores :
Francisco Antonio das Chagas.
L>r. Ifinocencio Seraphico de As^is Carvalho.
Padre Albino de Carvalho Lessa.
Manoel Camello Pessoa.
Jos Francisco de Souza Lima.
Jos Vir'ssimo dos Anjos.
Francisco Antonio Pereira de Brito.
Antonio Francisco Alves.
Joao Joaquim de Figuelredo.
i'iliu ci Valeriano Baptisla.
Francisco Joaquim de Souza.
Jos Raimundo da Natividade Saldanha.
Jos de Freilas Barbosa.
Maximiano Francisco das Neves.
Manoel Joaquim de Soma Vianna.
obra do hospnal Pedro x", aiiuunriaaa para o da
14 do corrento lera lugar no da 16 do mesmo.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 7 de Agosto do 1860O secretario.
Antonio Ferreira d'Annuvcxaco.
Tendo a directora das obras militares de
proceder a alguns conccrlosnoquarleldo dcimo
batalhao de infantaria, e hospital militar, roga s
pessoas que desle servico se quizerem incumbir,
apresentera suas propostas na referida directora
nos das 18, 9 e 10 do corrate mez, das 9 horas
da niauhan em dianle-
Direcloria das obras militares de Pernambuco
7 de agosto de 1860.O amanuense,
Joo Monteiro de Andrade Malvina.
A directora das obras militares, tendo de
proceder aos concertos necessarios as cozinhas
dos quarteis do oitavo batalhao e companhia de
artfices, convida as pessoas que deste servico se
quizerem encarregar, a apreseutarem suas "pro-
postas na dita directora nos dias 8, 9 o 10, das
9 horas da manhaa em dianto no corrente mez.
Directora das ibras militaros de Pernambuco
7 de agosto de 1860.O amanuense.
Joo Monteiro de Andrade Malvina.
O thesoureiro esmoler da santa casa da mi-
sericordia do Recife, convida aos credores da
entnela administrarlo geral dos cstabeleciraen-
tos de caridade. para que com a possivel brevi-
dade lhe apresentem suascontas do que se lhes
devo at o fim de junho ultimo.
Secretaria da sania casa da misericordia do
Recife 6 de agosto de 1860.O escrivao interino,
Francisco Anlonio Cavalcanti Cousseiro.
Vaccina publica.
Transrcissao do fluido de braco a braco, as
quintas e domingos, no torreoda alfan'dega, e
nos sabbados at as 11 horas da manhaa. na re-
Klias Marinho Falco de Albuquc.rque Maraoho. I sidencia do commissario vaccinador, no segundo
Amonio Emigiio Ribeiro.
Joao Idas Virgens Motta Braz.
Anlunio da Cunlia o Albuquerque.
Oujlro sim, convido os cidadaos qualficados vo-
tantes desta freguezia para que comparecam no
dia u lugar cima indicados, aOm de darem scus
votos, sendo que opretcnlarao duas listas, urna
com1 o rotulo Para juizes de paz da fregue/.ia
de tilconlendo qualro nomes de cidadaos do-
miciliarios na fregueza e com as quaiidades exi-
gidaf para juizes de paz, c oulra com o rotulo
Para vereaJores da
oidalieconlendo nove
andar do sobrado da ra estrella do Rosario nu-
mero 30.
Inspe'<;ao lo arsenal le marinlia.
Precisando a companhia de aprendizesartices
deslc arsenal, dn um cozinheiro edous srven-
les, convida o lllm Sr. inspector a quem queira
assim servir feudo a precisa idoneidaJe, a apre-
seular-se-lhe com a maior brevidade ; sendo o
vencimenlo do cozinheiro 305 mensaes o dos ser-
ventes 800 rs. diarios.
Inspeccio do arsenal de marinha de Pernam-
camnra municipal desta buco, em 2 de agoslo de 1860O secretario, Ale-
cidadaos aptos para ve-landre Rodrigues dos Anjos
rearares; bem como que nao sero apuradas asi 1.a seccao. Secretaria da polica de Pernambu-
lislas que coniiverem nomos riscados ou subsli- co, 3 de agosto juiJospor oulros,_ segundo o disposlo nos arls. O I)r. chefe de polica da provincia, alicnden-
50 ^ 51 da lei j citada ; e ficaro sugeilos a do a que os mdicos no cxercicio de sua clnica
mulla de lOg os cidadaos vot3utes que deixarem nao deveiu ser inlerrompidos ou estorvados, re-
de comparecer para darem seus votos sem moti-
vo justificado na conformidadi' da meania lei.
Y i no cuusiar mandei passar o prsenle qup
-ora allixado no lugar do costume e publicado
; ala imprensa.
lalo e passado nesla cidade do Recife, aos 6
Je agosto de 1860.Eu Jos Goncalves de S,
escrivao o essrcvi.
O juiz de paz,
Manoel Jos Teixeira Bastos.
O lllm. Sr. inspector da tbesouraria pro-
fincisl, em cumpriniento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 3 do corrento, manda
azer publico, que no dia II do mesmo, peranle
.-junta da azenda se ha de arrematar a quem
ruis der, os impostos do municipio de Cimbres,
servihdo de base para a arrematarao o oTereci-
mento feito pelo licitante Joaquim Jos da Costa,
da qtlaniia de 700$ por anuo.
A arrematarao ser feila por lempo de tres an-
uos, a contar do Io de julho prximo passado a30
janho de 1S63.
solve declarar, que livro aos mesmos mdicos
no exercicio de sua profissao o transite por todas
as ras desla capital, licando nesta parte altera-
do o ri'gulamento policial do 25 de fevereiro des-
te anuo, que determina as entradas e sahidasde
carros.
-l/encar Araripe.
Pela secretaria da cmara municipal desta
cidade previne-se ao Sr. Arminio Pessoa de Al-
buquerque, que, segundo a deliberado da mes-
ma cmara, deve apresentar outro fiador em lu-
gar do Sr. Antonio Jorge Guerra, para poder
laucar no imposto de quinhentos res por cabera
de gado.
O secretario,
Manoel Ferreira Acio.
O abaixo assgnado lancador da recebedo-
ra de rendas internas geraes em cumprimento
dos ?$ 2o e 3o do art. 37 do regulamenlo de 18
de marco desle anno, pelo presento avisa aos
uta no da acuna indicado, pelo meio da,, cenl0, pe|a ra travessa do Vigario ras do
pJUSSSEA--^ C ^f bS^^n^mp^S^
l\tAnunciaco secretario, A. cesso do mesmo lancamentoconforme determina
U Dr. Anselmo Francisco Peretl, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Chlisto, e
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recife, capital da provincia de Per-
nambuco e sea termo, por S. II. I. e C. o Sr.
H. Pedro II, uue Dos guarde, etc.
Faro saber aos que o presente edilal virem c
delle noticia liverem, que no dia 18 deste mez
du agosto do crrenle anno, se ha de arrematar
afeoKos^c.o^S^ t" ""das au' I colhidas desde j as notas
1(3 paisas francezas vasias a 500 rs cada urna,' 1 ___ _, total 51S500; 6 garrafas de vinho Bordeaux Q 10,000 e 20.000 08
i'100, 69 ; 11 francos com doce e 4 ditos com
*elea (variados) ; 19 garrafas com licores finos eiilSSaO (10 031100.
a 19500 a garrafa, 288500; 7 ditas de marrasquinos! uailAA.
a lg6U0,115200 ; 14 meias dilasdo dito a 800 rs., I Pr esta subdelegada se faz publico, que se
llg200 ; 82 latas envernisadas a 800 rs., 65S600 ; ac,ia depositado um cavallo russo sujo, pequeo:
10 ('ascos grandes de vidro com lampas a 610 rs., quem se julgar com direilo ao mesmo, compare-
12*160 rs. ica, que provando legalmente lhe ser entregue.
.___. T .1 Subdelegara da fregueza dos Aogados 6 de
pcrtenccnles a Ignacio ag0sio de I860.-Jos Roberto de Monea e Silva.
o art. 5o do regulamento de 15 de junho de 1844.
Jos Jeronymo de Souza l.imoeiro
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para seren re-
Os quaes objeclos sao
de Amorim Lima, c vao a prara por execuco,
que lhe encaminliam Joao Praeger & C. '; e
uao navendo lancador (ia cubra n pro ri* ara
Pela admstracodo correio desla provincia
SP L,7_i'."blAco> 'tue em contormidade do decreto
jiacao, ser a arrmataco feila pel preco da ad- "87 de 15 de maio de 1851 e respectivas ins-
judicacao com o abate da lei. | trucroes, leve lugar hoje o processo de abertura
E paia que chegue ao conhecimento de todos, ^as tartas atrasadas pertenceutes ao mez de ju-
mandei passar editaes, que sero publicados pela i 'no de 1859, condemnadas a consumo pelo artigo
imprensa e affixados nos lugares do costume. !ia^ do regulamento dos corrcios de 21 de dezem-
Cidade do Recife, 3 de agoslo do 1860, 39." da bro Je 18 I-i ; assislio ao dilo processo o Sr. ne-
independencia o do imperio do Brasil.Eu Sla- gocianle Jos Pires Ferreira. Desta abertura re-
noel Alaria Rodrigues do Nascimenlo, escrivao o s""oti achar-se somento urna carta com docu-
sunscrevi.
Anselmo Francisco Peretli.
Peranle a cmara municipal da cidade de
Olindi
ment, descripta em livro para esse fim destina-
do, flcando recolhida coiivenieuteraente para ser
entregue a quem de direito perlencer. Urna car-
Oliuda estaro novamente em prego nos dias. 3,1ta da cidade de Braga, de Jos Fernandes Lopes
lOe 1/ do mez de agosto prximo vindouro. nara 1 Para Heurique Fernandes '
louro, para
Lopes, em Pajede
serem arrematados por venda, na forma do arli- 1 Flores, com urna procuracao bastante. Por ulti-
go 2 da lei provincial n. 474 de 5 de maio do i ni procedeu-se o queima das oulras cartas que
anno de 189, o telheiro que serve de matadouro nao encerram dinheiro ou documento, de que se
publico, avahado em 400, e o predio contiguo a lavrou o respectivo termo que 0 que se segu,
jgreja de S. Sebaslio da mesma cidade, com 62 Adminislracao do corrcio de Pernambuco 2 de
pa onnne frenle- era cnaos foreiros, avaliado aSsto de 1860.O administrador,
em 2:000, visto nao terem apparecido licitantes Domingos dos Passos Miranda,
uas pracas dos dias 22 e 29 de selembro, 6 e 27 T
de oulubro do dito anno : os pretendentes podem i lermo d0 consumo das cartas atrasadas perten-
comparecer no paco das scss5es da mesma cama- i -> centes ,0 mez de ulho de 1859.
ra nos referidos dias. Aos 2 de agosto de 1860, nesta odministracao
Paco da cmara municipal da cidade de Olinda do cor,reio da provincia, as 11 horas da manhaa,
jm sesso ordinaria de 27 de julho de 1860. estando presentes os Srs. administrador e mais
Joaquim Cavalcanti de Albuquerque empregados abaixo assignados, se procedeu em
Presidente. | "i"5 d? art- .138 do regulamento dos correios
a consumo 138 car-
Eduardo Daniel Cavalcanti Vcllez de Guivars d21 de deze,"bro de 1814,
Secretario. '! fas selladas, 143 cartas e 2t macos de jornaes na
nrn I lmP.orlancla de 28(392, como consta da factura
- < abaixo declarada, cuja importancia vai descarre-
gada nesta data ao-respeciivo thesoureiro.
E para constar lavrou-so este termo em que
assignou o administrador e thesoureiro, e eu
Francisco Simoes da Silva, ajudanle e contador o
escrevi.O administrador e thesoureiro Domin-
io feito pelo licitante Anton"io"jo"s''do"souz'a;d iZr !^Zr""a C$, "H^ PaPe'is,al
i Ismael Ama el Gomes da Silva, Eduardo Firmo
I da Silva, Luiz de Franca de Oliveira Lima, o pra-
licante Vicente Ferreira da Porciuncula, o por-
teiro Manoel Marinho de Souza Piraentel.
O lllm. Sr. inspector da Ihcsouraria
vmcial, em cumprimento da ordem do Exm' Sr.
presidente da provincia do 3 do corrente, manda
azer publico, que no dia 11 do mesmo, peranle
a junta da fazenda se ha de arrematar a quem
mais der, os impostos da cmara de Flores, ser-
io de baso para a arrematacao o offerecimen-
. licitante Antonio Je
quantia de 1.3330333, por anno.
A arrmataco ser feita por lempo de 3 annos
a coDtar do i. do julho prximo passado, a 30
de junho de 1863.
As pessoas quo se propozerem a esta arrema-
tarao comparecam na sala das sessoes da mesma
junta, no da cima declarado, pelo meio dia
competentemente habilitadas, com suas propos-
tas em cartas fechadas, sendo as habililacoes no
da 9 do corrente.
E para constar se mandou afljxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
aambuco, 4 de agosto de 1860.O secretario, A.
F. da Annunciacao.
Declaracoes.
Secretaria da polica de Pernambuco 8 de Agos-
to de 1860.
. O lllm Sr. Dr. chefe de polica manda pu-
blicar, para conhecimenlo de quem interessar
possa, as disposicoes dos seguntas arligos do re-
gularmente de 31 de Janeiro de 1842
Art. 139.a autoridade, qual for encarrega-
da a inspeccao do theatro, dever vigiar que den-
tro do theatro ou no recinto destinado para o es-
cpetaculo, se observe a ordem, decencia, e silen
co necessarios, fasendo sair immediatamenle pa-
ra fra os que o merecerem, remettendo-o au- -
londadc competente (quando o nao for) para pro- 25
.eder na forma da le, se o caso assim o exigir, 50
Art. 14U. fliao consiniir ama nm nnri.o ,.. in
Couselho administrativo.
O conselho administrativo, para romeamente
do arsenal de guerra, tera de comprar os obiec-
tos seguinles :
Para as fortalezas, companhias de cavallaria, me-
nores e para o arsenal de guerra.
00 vassouras de palha.
100 dilas de junco.
Para provimenlo do armazem do arsenal de
guerra.
10 arrobas de chumbj em lengl.
1 arroba de rame de lato d n. 15.
4 duzias de ferro de galopa com capa de 2 pole-
gadas.
4 duzias de ditos de dita
pollegada.
8 duzias de ditos sem capa de 1 pollegadas e um
quarlo.
3 duzias de compacos sortidos^de 6 a
gadas.
4 duzias de grasas meia cana sortidas
pollegadas.
8 duzias de verrumas sortidas.
6 seiras de volta.
10 milheros de pregos caixae3.
25cadinhos de n. 1.
" cadinhos de u. 2.
cadinhos de n. 10.
para plainas de 1 1/2
10 polle-
de 8 a 10
4 ditas ele ditas de raeUs can is de 8 pollegadas.
4 ditas de ditas meias cana: de 10 pollegadas.
4 ditas de ditas meias caan de 12 pollegadas.
4 ditas de ditas meias canas de 14 pollegadas.
4 ditas de ditas chatas del':pollegadas.
6 ditas de ditas chalas de 1- pollegadas.
4 ditas de ditas chatas murcas de 8 pollegadas.
3 dilas de ditas muros meia cana de 6 polle-
gadas.
4dilas de ditas murcas ra;ia cana*de 8 polle-
gadas.
2 ditas de ditas murcas meia cana de 4 pollegadas.
2 dilas de ditas murgas chatas de 4 pollegadas.
4 ditas de limatoes de 4 pollegadas.
5 ditas de limaioes de 12 pollegadas. ,
3 ditas de limas triangulares de 8 pollegadas.
4 ditas de ditas triangulares de 12 pollegadas.
lOtarrachas para bancadas.
2 duzias de tornos de mo.
10 grasas de parafusos de n. 13.
1 barril com -0 caadas de azeite doce.
200 meios de sola.
5 arrobas de Go de algodo.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
as suas propostas em carta lechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do pialg
do corrente mez.
Sala das sessoes do con.'elho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 6 de
agoslo de 1860.
Dent Jos Lamtnha Lilis,
Coronel presidente.
Francisco Joaqu m Pereira Lobo,
Coronel vog:l secretario interino.
Avisos martimos.
Para o Aracaly.
Seguir para este porto o mais breve possivel o
hiate nacional Exhalaco ; para o restante da
carga, trata-se com Gurgel I.-maos, ra da Cadeia
do Recife n. 28.
Para o Ass vai sahir com muita brevidade
obrgue brasileiro InrenctreZ, para onde recebe
carga a frete: a tratar com o capito Antonio
Albino de Souza ou com seus consignatarios
Amorim Irmos, ra daCrutn. 3.
Para o Rio Grande do Sul vai sahir muito
breve o brigue brasileiro Tapir, recebe carga a
frele, e para tralar com os seus consignatarios
Amorim Irmos, ra da Cru< n. 3.
Para o Rio de Janeiro
nacional Clemunlna, a sahir com
para o resto da targa e passageiros, a
Guilherme Car alho & C, ra do
A barca
brevidade;
tratar com
Torres.
Para Cotinguba.
O veleiro e bem conhecido patacho nacional
Amazonas, pretende seguir nesles 8 dias; para
carga trata-se com os seus consignatarios Azere-
do& Mendes. no seu escripto-io, ra da Cruz n 1.
Para o Aracaty
sahir na prxima semana a barcassa Mara A-
melia, de primeira marcha : quem pretender
carregar, dirija-se a Prente Vianna & C.
Para Lisboa sahe imprslerivelmente a; o
dia 15 o brigue Tanijo & Filhos por ter pirle
de seu carregamento prompte : quem quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija-se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recife, escriptorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Para o Porlo tem a sahir al o fim do mez
o brigue Amalia I : quem quizer carregarou
ir de passagem. para oque ten excellenlescom-
modos, dirija-se ao consignatario, na ra da Ca-
deia do Recife, escriptorio de Manoel Joaiuim
Ramos e Silva.
Para Lisboa
vai seguir viagem com a maior presteza, c:m a
carga que tiver a bordo, o brigue portuguez So-
beranos ; os pretendentes carga e passagens,
dirijam-se ao consignatario Thoraaz de Aquiao
Fonseca, na ra do Vigario r. 10, primeiro aa-
dar, ou ao capito Da praca.
Para o Rio de Janeiro.
Vai seguir nestes poucos dias por ter
urna parte da carga prompta a veleira
barca Recife, para o resto da casga,
passageiros e e?cravos trata-se com Ma-
noel Francisco da Silva Carvico, ra do
Vigario n. 17, primeiro andar.
(OHIMUIi
DAS
Mcssageries imperiales.
At o dia 14 do correnle esjera-se da Europa
o vapor francez Eslramadure, commandante
Trollier, o qual depois da demora do costume
seguir para o Rio de Janeiro locando na Baha'
para passageiros etc., a tratar na agencia ra do
Trapiche n.9.
COMPANHIA VIGILANTE
DE
VAPORES DE REBOQUE
Os Srs. accionistas sao convidados para reu-
nio da assemblageral, em casa dos gerentes
ra do Trapiche n. 8, segunda-feira 11 do cor-
rente 00 meio dia.
REAL C0HP.1NIIIA
DE
Raqueles inglezes a vapor.
zir, sendo despachada com antecedencia al a
"espera de sua chegada : agencia ra 4o Trapi-
che o. 40, escriptorio de Thomaz de Varia.
Leiles.
LEILAO
Sabbado I, do correnle.
O agente Camargo far lei-
lao de uinas vaccas de leite e
garrotes, em seu armazem na
ra do Vigario n. 19, s 11
horas em ponto.
LEILAO
ARMAZEMDE ROUPA FEITA
4 Na M MUffilM) 4
Defronte do becco da Congregaco letreiro verde.*
Hyppolite da Silva honrado com a
confiancado Exm. ministro Jos Fran-
cisco de Paula Cavalcanti de Albuquer-
que, fara'leilaodeuma rica mobilia de
Casacas do panno preto a 30j>, 35* e 40SO00
; Sobrecasacas de dilo dito a 35g000
Paletols de panno de cores a 20?, 25#,
.30J e 35000
Ditos de casemira de coresal5g e 29000
Ditos de meia casemira de cores a 7jg e 12JMK 0
Ditos de alpaca prela golla de velludo a 12JOO0
Ditos do merino setim preto e de cor
a 8J> e 9*000
Ditos de alpaca de cores a 3*500 e 5J009
Ditos de alpaca prela a 3g500, 5, 7$ e 9*000
Ditos de brim de cores a 35300, 4*500 e 5*000
Dilos de bramante de linho brancos a
4*500 e 6*000
Calcas de casemira prela e de cores a
.8*, lOg e 12*000
Ditas de princeza e alpaca de cordo
pretos a gOOO
Ditas de brim branco e de cores a 2*500,
4g500 e 5*000
Ditas de ganga de cores a 3*000
Dilas de meia casemira a 5J500
Colletes do velludo decores muito fino a
Ditos de casemira bordados e lisos re-
los e de cores a 5*, 5*500 e
Ditos de setim preto a
Ditos de meia casemira a
Ditos de seda branca a 55 o
Ditos de gorgurao de seda a 5g o
Dilos de fusto brancos e do cores a 3$ e
Ditos de brim branco e de cores a 2* e
Seroulas de linho a
Ditas de algodo a 1*600 e
Camisas de peito de fusto brancas e de
cores a 2*300 e
Ditas de peito e punhos do linho muito
finas a
Ditas de madapolo brancas e de cores
a1*S00, 2* o
Ditas de meia a 1* e
Relogios de ouro patente c orisontaes
Ditos de prala galvanisados a 25* e
Obras de ouro, aderecos, pulceiras e ro-
setas
10-000
6*000
5S000
3500
6*000
6*000
3*500
2J50O
2*500
2*000
2*500
5g00O
2*500
1S600
f
30*000
Attenco
a
O abaixo assisnado faz ver a todas as pessoas
que se acham com dividas taberna da ra da
lha.
mogno urna dita para saleta, espelhos, \ ^V^Z^n^^l^^oTl^
cortinados, relogio para cima de mesa, f,cn(iovc.r,5c,0? seus "ornes por extenso nesla fo-
guarda roupa, aparadores, mesa elsti-
ca, cama, mesas para escripias e com-
modas, cadeiras de balanro, lavatorios,
apparelhos de metal e porcelana, ca-
vallos, vaccas, um boi para carroca,
carroca e carros : sexta-fetra 10 do cor-
rente na estrada de Bcle'm,sitio do
conde de
ponto.
Goianna, ao meio di
ia
vis-
era
LEILAO
Recife 8 de agosto de 1860.
Joaquim Raphael de Lima.
Aluga-se^ um espacoso "armazem, proprio
para geneos d'esifva, ou para alguma oflicina,
na travessa do Jos da Costa n. 0-: (vulgo beco
das Boyas, no forte do Matlos) os pretendentes
acherao a chavo no primeiro andar da mesma
casa, para o verem.
Precisa-se de um caixeiro que lenha bas-
tante pralica de taberna e que d fiador sua
conduela ; paga-se bom ordenado ou mesmo
destes chegados ha pouco, que lenfia pralica
ASSOCigAO
COMMERCIALBENEFICENTE
DE
PcrnamWeo.
Em conformidade do arl. 28 dos estatutos s5d
convidados os senhores socios effectivos da Asso-
ciaco Commercial Beneficente a comparecerem
areunio da assembla geral da mesma, que le-
ra lugar sexta-feira 10 do corrente ao meio dia,
na sala das sessoes, afim de ser apreciado o re-
latorio a actual direceo, e nomtarem-so os
novos membros quo devem substitui-la. Sala
da Associacio Commercial BeneQcente 8 de agos-
to de 1860. *
A. I. do Reg Medeiros,
secretario.
Compra-se umi negrinha com idadedeS a
quem pretender dirija-se ra do Pires, sitio \ 10 annos, que nao lenha vicio c seja sadia. para
que volta para o Corredor do Bispo, ah se dir fazer companhia a urna menina: quem tiver e
quem prensa
Os abaixo assignados fazem scieoto ao cor-
po de commercio, e a quem mais convier, que
compraram ao Sr. Joaquim Raphael de Lima a
sua taberna sita na ra d'Aurora n. 48, livro e
desembarazada do qualquer debito ou onus a que
a mesma estoja obrigada ; e so alguem livor a
fazer alguma reclamacao, o faca no prazo de Ires
dias, a contar de primeira publicaco, findos os
; quaes nao se allender reclamacao alguma.
Recife 9 de agosto de 1860.Joaquim Manoel
Pereira
a ra do Colovel-
Terca-feira 14 de agosto,
O agento Costa Carvalho autorisado pelo lllm. i ferreira de Souza. Alfredo Elesbo
e Exm. Sr. Dr. juiz da, orphos a requerimenlo < d'Almeida.
de Francisco de Salles Andrade Luna, invena- Aluga-so um andar de um sobrado em bom
rante dos bensdeixados por Jos Mara da Costa lugar : quern.^pretender dlrija-se ra da Cadea
Carvalho, far leilo em seu armazem na ra da
Cruz n. 9, de urna casa lerrea na ra Nova n. 24,
propria para qualquer estabelecimenlo.
Um sitio
na estrada de Joo Fernandas Vieira n 24, com
algunsarvoredos, baixa de capim, 2 salas, gabi-
nete ao lado, 6 quartos grandes, cosinha fora e 2
cacimbas.
Um sitio
na ra deS. Miguel freguezia dos Afogados, casa
com bastantes commodos, alguns arvoredos e
umaexcellente baixa de capim : para informa-
eoes podem cntenderem-se no mesmo armazem
na ra da Cruz n. 9
LEILAO
O agento Costa Carvalho far leilo em seu
armazem na ra da Cruz n. 9 da 4'1 parte do so-
brado da ra da Lapa n. 6 : sexta-feira 10 de
agosto s 11 horas em ponto.
do Recife n, 1.
Sitio para alugar.
Arrenda-se um sitio no principio da Eslrada-
Nova : quem o quizer dirija-se ao mesmo sitio
junto primeira bomba, quo achara o dono para
Iralar, ou no Atierro n. 51, das 12 horas em
diante.
Avisos diversos.
Q60ocUco vTnpoguApIucA
JicvtiAmhucAiift.
Tendo desolemnisar-se o quarto anniversario
da installaco desla Associaco, de ordem do con-
selho director convido aos Srs. socios electivos,
honorarios o correspondenles o mais pessoas
que nos queiram honrar com suas presencas
o as de suas familias, para que se dignm
de abrilhantar essa fesla artistica-social, que le-
ra lugar no palacete da ra da Praia, domingo 12
do corrente s 7 horas da noile em ponto.
Secretaria da Associaco Typographica Per-
nambucana, 8 de agosto de 1860.
JrjvRHCIO Cesar,
1" secretario.
A pessoa que annunciou urna casa terrea
psra vender, no bairro de S. Jos, dirija-se a ra
do Rangel, taberna n. 11.
Juo Anlonio Vidal, subdilo Portuguez, re-
tira-se para Lisboa.
Aluga-se urna preta quitandeira, que seja
fiel ; quera tiver, annuncte ou dirija-se a ra de
Roda n. 45, para tratar.
Precisa-se de urna ama para amamontar
um menino de 2 mezes, por ter a ama que o cria
pouco leite : a Iralar na casa assobradada a mar-
gem do rio ao norte da fabrica do gaz.
Ha para alugar-se, na ruado Destino n.
4, um cozinheiro copelro, que tambera compra e
vai a mandados.
Precisa-se alugar urna preta possanlo, que
saiba vender na ra, e entenda do cozinha : na
rna da I.nperatriz n. 37.
A pessoa que annunciou querer trocar urna
casa terrea por escravos, pode procurar na ra
da Cadeia do Recife n. 25, segundo andar.
No dia 7 de agosto desupparcceu um caval-
lo castauho com urna cangalha j velha, na qual
iam 4 cambilos, o loroou o caminho da Soleda-
de o estrada de Jo3o de Barros, talvez, pois es-
lava acostumado a transitar por ella : quem o
pegar e quizer restituir, leve-o ra dos Pires,
nadara n. 44.
quizer vender, pode dirigir-se
lo n. 47, ou aununcie.
Farelo e milho.
Vende-se farelo a 4*500 o sacco : na travessa
do pateo do Faraizo n. 16-18, casa pintada do
amarello.
Ama secca.
Na ra de Hurtas n. 33, precsa-se de urna
ama.
Jos Francisco Ribeiro avisa ao respeilavel
publico que tendo encontrado igual nome, que
d'ora em diante assignar-se-ha
Jos Francisco Ribeiro Bertrand.
OlTerece-se um caixeiro com pralica de fa-
zendase ferragens, ou para cobranca quem es-
te pretender, dirija-se a ra Nova n. 39.
Julio Grolhe vai para o Rio de Janeiro.
Compra-se urna preta crioula de 19 a 21
annos de idade, pouco mais ou menos, que saiba
perfeilamente cozinhar, engoramar e lavar : na
ra dos Marlyrios n. 36.
Pava casamentos c bailes.
Chegaram os bellos borzeguins de setim bran-
co, na loja do vapor na ra Nova n. 7.
Chegaram de novo
' os desojados borzeguins de castor para hornera,
na loja do vapor na ra Nova n. 7.
Vende-se leite puro a 320 rs. a garrafa : na
escada da casa da ra do Imperador defronte da
casa das audiencias n. 24, as 7 horas da manhaa.
M NOVA
Loja de miudezas Da ra
DircilaN. 85, onde tem
o lamoeao do yaz,
e lodosos mais que se ren-! r t/vt>*'>
deai no dilo armazem, sao por precos mu ra- "?"" ^indejasCnas a 1s- ,**wi ^OO, 2$S,
loareis afim de fechar contas.
Thomaz Teixeira Bastos, em seu armazem de
fazendas, miudezas, perfumaras, crystaes, etc.,
etc., na ra da Cri" -' Recife n. 14, tem para-
vender cliegado recentemenle de Pars urna rica
e excellcnle cadeira de ferro toda franjada e es-
tufada de seda, igual a que esleve aqu em pa-
lacio no toilette de S. M. a Imperatriz, obra do
mais apurado gosto e riqueza e bem assim cama-
ps e cadeiras de ferro de difiranles feitios pro-
prios para jardins, canias de ferro com colcho
clstico de diferentes taannos e qualidades,
todos estes objectos e todos os mais
3S5Sv ;
@@@3
gCurso primario
| elementar- I
@ O padre Viccnlo F. do S. Varejo, pro-
fessor publico do segundo grao em S. An- a-s
@ Ionio o Recife, as horas vagas tem de j
abrir um curso paraos aspirantes ao ma- 3^
$ gisterio primario, no qual alem dasdisci- @
plinas por lei exigidas, tambera lhes lee- Z
J:J cionar a caligraphia : na travessa do @
Carmo n. I, primeiro andar. a
Vende-se um molcque moco de bonita figu-
ra, com oflicio de eanoeiro. e serrador, proprio
para todo servico por ser muito possante : a tra-
lar na ra da Praia serrara n. 59,
glrmandade acadmica!

de N: S. do Bom Con-1
selho. I
Attenco.
i
Acha-se fgido o moleque Antemino,
fulo, de idade ds 15 annos, secco, vivo,
No dia 13 ou 14destemezes>era-se do" sul o le*"ouvd *V jaqueta de riscadi-
vapor Tyne. commandante Jeliroc, o qual de- n'10> Camisa de chita echapeo de eltro,
seguir para Sou- tem porem sido encontrado de palelot.
de S. Vicente 9\Am';,_____l_:j. .
pois da demora do costuma
tharapton, tocando nos portos
n. 42.
N. B. Os embrulhos s se rtcebem al duas
horas de se fecharen as malar, ou urna hora
pagando um palaco alm do respectivo frele.
ao consinura que as portas, esca- 10 quintaes de ferro supco miadradn .p 7/R
pedindo a enlrada e sabida, ou incommodando de
quaiqner modo os que entrarem ou sahircm : nem
que os bilhetes de enlrada ie vendam por maior
prego, do que o estabelecido, quer por conla da
empreza, quer de particulares que os tinham
comprado para os (ornar a vender.O ecrela-
no.Bufino Augusto de Almeida.
. O lllm. Sr. Inspector da thesouraria provin-
cial, manda azer publico, que a arrmataco da
2 ditos de dilo inalez'redondo de 2/8.
5 ditos dilo de 3;8
4 arrobas de lences de ferro de 22 a 24 libras
cada um.
4 ditas de ditos de 1 arroba cada um.
5 dilas de ditos de 1 1/ arroba cada um.
2 ditas de ditos de 2 arrobas cada um.
4 duzias de limas meias canas de 4 pollegadas.
4 ditas de dilas meias cauas de 6 pollegadas.
REAL COMPANHIA
Anglo-Luso-Brasileira.
0 *aporfirasJ, espera-se do porios do sul do
da 12 a 14 do corrente, e seguir para Europa
depois da demora do costume : para passageiros
e encommendas trata-se com os agentes Tasso
Irmos.
Lisboa; para passagens etc., trata-se "com" os!e n?U.t10 connecido na ra Nova, aonde
agentes Adamson Howo & C, ra do Trapiche trabalhou em urna fabrica de charutos
quando era escravo do Dr. Lopes Neto:
quem o pegar leve o a ra da Impera-
dor n. 7o, que sera' recompensado,
Manoel Jos da Silva Pinto, portuguez, re-
lira-se para fora da provincia. *
18 Ra Estreita do Rosario. 18
Vcodem-se todos os generas muito baratos e
muito bons, sendo queijos do serto, ditos do rei-
no, manteiga ingleza muito boa e barata, dita
franceza, vinho do Porto vindode fora, dilo da
j Figueira do melhor que ha, marmelada em latas,
de lodo o tainanho,aramia, farinha do Maraohao,
concerva muito boa, cstrelina para sopa, milho
em sacca de 26 cuias.
Pede-se ao logista de miudezas do aterro
da Boa-Vista, hoje rna da Imperatriz, que venha
pagar na ra da Cruz o que deve ha mais de 4
annos, divida julgada por senlenc por haver o
mesmo negado, e se nao o zer no prazo de qua-
tro das, so far publico todo este negocio, publi-
cando-se seu nome para nao continuara engaar
a mais uinguem, pois pode dar-se por quebrado
segunda vez.
Hoje, na ra do Sol, junto a ponte da Boa-
DE "lsta- estara expostos venda 3 novilhas, 3 vac-
cas, urna com cria, e9 bois mansosacostumados
a trabalbar era carros e carracos; este gado
crioulo novo, est gordo, veio de Palmeira de
Garanhuns onde foi criado, sendo livre do mal
triste.
M. B. L. Filho, declara que nao tem nego-
cio com a taberna n. 54 da ra da Imperatriz, e
eslranha que alguem tenha a ousadia de chma-
lo por annuncios a esse lugar, sem declarar ex-
plcitamente o que deseja.
Em virtude do art. 29 do nosso com-
promisso sao convidados todos os nossos
charissimos irmos comparecerem do-
mingo 18 do corrente, s 9 horas da ma-
nhaa, no consistorio da irmandade, para
encorporados assistircm a missa da Divi-
na Padroeira, e depois elegerem os mem-
bros que devem compr a nova mesa ad-
ministrativa, que tem de reger de 1860 a
1861.
Recommenda-se aos irmos que leiam
o art. 6 do compromisso.

9
COMPANHIA BRASILEA
PAOIIETES A VAPOR.
O vapor Cruzeiro do Sul, commandante o
capito do mar e guerra Gervazio Mancebo, es-
pera-so dos portos do sul em seguiraenlo para
os do norte al o da 13 do corrente mez.
Recebe-se desde j passageiros e engaja-se a
carga e encommendas que o vapor poder condu-
S3@ @@@ @@-3
S0CIEDADE
Instituto Pi e Litterario.
De ordem do Sr. presidente scienlifko aos se-
nhores socios effectivos, que domingo 12 do cor-
rente haver sesso extraordinaria da asserabla
geral, as 9112 horas da raanha, para reforma
dos estatutos
Assim como aviso que hoje haver sesso ordi-
naria do conselho director, as i horas da larde.
Secretaria do Instituto Pi e Lllerario 9 de
agoslo de 1860.
Henrique Mamede Lins de Almeida,
2." secretario.
Precisa-sede um caixeiro para o balco de
urna padaria, tomando esta por bataneo, com
preferencia um que j lenha pralica deste nego-
cio : aquelle quo esliver neslas circumstancias e
der fiador de sua conducta, pode dirigir-se a ra
larga do Rosario, padaria n. 18, perto do quartel
de polica, que achara com quem tratar, das 6 s
9 horas da manhaa e de tarde do 1 s 3.
Attenco.
Pede-se ao Sr. Francisco Jos Alves Gama,
morador no Barbalho, tenha a bondade de com-
parecer na ra do Qneiraado n. 51, loja de fa-
zendas, a negocio que nao ignora.
Vende-se urna prela crioula de idade de 23
a 24 annos, com urna cria de 4 a 5 annos parda
clara : na ra da Cadeia do Recife n. 56 loja de
ferragens.
Tendo-se desencarainhado urna lelra da
quantia de701$000, sacada em 3 de julho prxi-
mo passado e aceita por Ivo Antonio de Andra-
de Luna, com o prazo de 2 mezes, e sem assig-
nalura do sacador : qualquer pessoa que acha-
la, queira entregar no Recife, na taberna de Ma-
noel Jos da Silva Oliveira, na ra do Encanta-
mento n 13, ou em Goianna, na taberna do mes-
mo Ivo, no boceo do Paraizo n. 20, visto que o
aceitante j est prevenido, do que se car
agradecido.
Aluga-se um terceira andar na ra Nova n.
19 : a tratar na loja. Tambem se vende um ar-
mario grande de amarello e urna labolela, tudo
em bom estado, e por prego commodo.
2*400, 25600, 2S800, 3&200, 4e 5& bengalas d
: canna linas a 2g e lj;500, grvalas pretas de se-
j lim a 12*200, ditas de coros a tjj, alfineles em
caixinhas muito finos a 200 e 280 rs., Olas pru-
| prias para enleites de vestido do seda a 400, 500
i e 600 rs. a vara, franjas de seda de cores a'320,
| 500, 600 e800 rs. a vara, luvas de o do cores
1 para hornera, brancas, a 640, ditas de cores a60
| ditas de seda enfeiladas para senhora a 2$, cn-
' feles de trancas de velludo dos mais modernos
I que ha para senhora i 5JJ500, dilos de fitas do
seda a igoOO, dilos para meninas de trancado
I velludo a 4jjl00, ditas de fila de seda a 4tf, luvas
j do seda para homem a 1400, lesouras para unhas
i finas a 800 rs., ditas para costura a 1JJ, clcheles
bjrdadinhos a 120, escovas para cabello a ljf,
ditas para roupa a 1jJ200, trancas de caracol do
j linho, peca grande, a 280, mei'as cruas para ho-
i niom a 2j}400, dilas a 4g800 o 5, ditas brancas
a 2g400 e 3*200, dilas linas 'de cores a 2800, di-
las para meninos, de cores a 25600, ditas finas
brancas de meninos a 3*800, ditas para meninas
a 3^700 a duzia, bolesde seda para casaveque
a 320 a duzia, tinta de carmizin fina a 500 rs.,
concha de metal principe paraassucar a 400 rs.,
ditas para cha a 800 rs. a duzia, linleiros e arici-
ros finos a Ig, caixinhas do papel sortidas em
cores a 1*, ditos de quadnnhos a 800 rs.. la pa-
ra bordar a mais fina que ha a 75500 a libra, ata-
cadores chatos de algodo a 60 rs., ditos raucos a
lOOrs., penles de borracha para bichos a 440,
ditos travessos para meninas a 60, ditos de bu-
falo branco para bichos a 280, ditos para alisar a
500 rs., ditos do borracha para alisar a600rs.,
botesdoosso a 210, ditos de louca brancos a
140, dilos de cores a 160, botoes de'madreperola
fino a 800 rs. a groza, Uvelas para calcas a 100
rs., caixinhas de papel de cor a 800 rs.,*caixas de
obreia de coh a 100 rs. lionas de peso a 120.
ditas de cabeca encarnada a 120, fitas lavradas
da largura de 5 dedos com pintas de mofo a 320
a vara, galio de linho a 140 a vara, bico preto
de seda a 120, 200, 320, 400 e 600 rs. a vara,
brinquedos para meninos, do diversas qualida-
des, mais barato que em outra qualquer parte
bonecas de camurca a 500 rs., dilas de chouro a'
410. 500,800, 15500 e 2*.
Vendera-se 14 animaos de roda : no enge-
nho Sicupeminha da freguezia de Muribeca, aon-
de os pretendentesacharo com quem tratar.
Vende se um sortimento de espanadores
com diversos numero?, e tem entre elles alguns
finos, proprios para presentes, obra muito bem
feita e segura : quem quizer, dirija-se a ra da
Praia n. 29, segundo andar.
RUADASCRUZESN. 41,
Dcfronte da Praca da Independencia,
DEPOSITO DE GNEROS E DMSSIS FINAS,
CAF E LUNCH ;
Assim como toda a qualidade de peliscos a
qualquer hora.
Jantares e outras comidas para fra, tudo por
preco muito comraodo.
Vende-se a loja do selleiro da ra Nova n.
41 : a tratar na mesma ra n. 57.
_ Vendem-se velas de carnauba de composi-
cao a 12* a arroba : na ra da Assumpco, de-
fronte do muro da Penha n. 36, segund andar.
Aos senhores de engenho.
Vendem-se 26 a 28animaes do roda, novos e
bons, sendo bestas e quartos : quejn pretender,
dirijam-se ao lugar do acude, em Bom Jardim :
a tratar com Jos Anlonio Pereira de Moraes, ou
com Raymundo da Cunha Pedresa, em S. Vicen-
te da comarca de Nazarelh da Matla.
Vende-se urna escrava moca, cozinha e en-
gomma bem, e tera excellente conduela : na ra
da Cadeia do Recife n. 29.
Fazendas baratas.
Chitas francezas escuras de cores fixas a 240 rs.
o covado, saias balo para senhora a 4*500 e 5*.
golllnhas de linho a 500 e 640, pentes de tartaru-
ga a imperatriz a 10*, camisas de fusto a 2*.
ditas de madapolo a 2*. ditas para meninos a
z*, cortes de casemira ingleza superior a 4*500 o
5* : na loja da ra da Cadeia do Recife n. 23.
de Augusto & Perdigad.
-r^r


DIARIO DE PERNaMBCO. QUINTA FEIRA
AGOSTO DE'1860.
Aenco.
Bolinhos.
Vo dia 3 do corrente ausentnu-se do sobrado Preparam-se bandeijas enfoiladas de diversos
da ra Direita desla cidado n. 74 um africano de modelos coro bolinhos das mclhores qualidades
nomo Manoel com os signaes seguinles : feices! do nnss0 rnercado, assim corno em libras sepa-
regtilares, roslo curto, baixo, cheio do corpo, e radas lie loJa qualidade, e larnbem pastis de
tem no peNo um signal, que parece um X mal nala. Ieite cromo, pudins e bolos dos inelhores.
eito ; levou camisa de chita e calca branca j ve- ,a"l da nossn massa, como ingleza ou franceza
Ina: consta que anda vagando peas ribelras, pa- com maior asseio e o mais em conta : quem
teos, e ras dos tres bairros ; roga-sc as autho-! precisar Jirija-se i ra da Penha para aiusljr
'&$M qUe''ram a',rchentJer se ] Nos abaixo assignados participamos ao',
IPHH
sabbado -4
do corrente, urna
cnave de ouro a.oderna de!t,arabuco 6de88ostodel8c-s
__i da Fonseca. Diogo Thomaz Eslev
relogio: quem a achar mie-
vv. quem a acnar que
rendo restilui-la dinja-se a
esta typographia que ser
gratificado.
Ensillo de msica
OfTerece-se para leccionar o solfejo, como tam-
bera a tocar varios instrumentos
coes das 7 horas s 9 1 [2 da noile :
larga do Rosario n. 9.
.. res-
peitavel corpo do commercio que de mutuo ac-
cordo o araigavelmeiito dissolvemos a sociedade
que linhamos na loja da ra do Crespo n. 18. a
qual gyrava sobre a firma de Simplicio Xavier
da Fonseca & C, Picando a cargo do socio Diogo
T. Estevcs Vianna lodo o activo epassivo. Per-
Simplicio Xavier
leves Vianna.
O Sr. Serara JoscCorroa de S tem urna
encommenda vinda do Maranho, no armazera
mero 8.
U r. Azeveo Podra, ha pouco chegado
nesla capital, faz sciente au respeitavel publico,
que acha-se prompto a qualquer hora em sua re-
sidencia ra da Imperalriz, sobrado n. 88 se-
gundo andar, prestar os recursos de sua'pro-
fisso ; na mesma casa d consnltas gratis aos
pobres.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar
ou do dous, em bom estado, com quintal, nos
bairros da Boa-Vista ou Santo Antonio : quem o
liver, dirija-se a ra do Crespo n. 25.
Alnga-se um mulato do idade de 17 a 18
annos, de boa conducta, para criado : a tratar
no oito da matriz de Santo Antonio, ci.sa n. 16.
Traspassa-se urna hypolheca de um cont e
tanto sobre bcns de raz, vencendo juros, de 2
0|0 : a quem convier, dirija-se ao Sr. Hodolpho
Joao Barata de Almeida, qua dir quem faz este
negocio.
O abaixo assignado faz ver ao commereio,
que vendeu a sua taberna, sita na ra da Aurora
n. 48, aos Srs. Joaquim Manoel Ferrcira de Sou-
de Francisco Airea de Pinho, ra do Visarlo na-,2/ AlKfred) P^S? rereirarde Almeida, livre e
,. o u deserabaracada. Q mesmo faz ver a seus credo-
| res, para que lhe apresentcm as suas contas pa-
dando as li-
a tratar na ra
COMPANHIA
ALLIA
Estabelecida em Londres
" m m mMe
CAPITAL
Cinco iiWiocs de 1I1y&&
esterVmas.
Saundcrs Brothers & C." tem a honra den-
Jrmar es Srs. negociantes, proprietarios de
:asas, eaguemraais convier, que estao plena-
entfl autorisados pela dita companhia para
ffectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
Ir.;, cobertos de telha e igualmente sbreos
' bjectos que coutiverem osmesmos edificiose
,ucr consista em mobilia ou em fazendas de
.?lc[u alidade.
tantoscommodos e acliam-se era tal es- i 0s Jbaixo assignados parlicipam ao respei-
tado de asseio que dispensam fazer des-' tav-cl corpo do commerci 1"- rucrara sociedade
pezas com pinturas e outros arranjos :
quera pois os quizer procure entender-
se com o abaixo assignado na mesma
casa ou em seu escriptorio no paleo do
Collegio lioje prora de Pedro II ou na
na loja da ra do Crespo n. 18, sobre a rma so-
cial de Diogo & Fernandes, (cando a seu cargo a
lipuidaco da firma de Simplicio Xavier de Pa-
ria & C* Pernambuco 6 de agosto de 1860.
Diogo Thomaz Esleves Vianna.Antonio Joa-
quina Fernandes da Silva.
Urna sala de frente
multo linda
tada de
pa, aluga-se no Recife
rao no preco.Jos Jos Arijos Vieira de j ao pe do arsenal de marinha, informa-
se na ra do Cordoniz n. 18.
ra do Hospicio sobrado n. 17, que es- com 2 grandes camarinhas, pin
ta resolvido a fazer alguma modifica-j novo, muito limpa, aluga-se n<
Amorim.
f*M
yo
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos ("para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos.......,..... 1O500O
30 mides para os ditos banhos tomados em qualquer lempo....... 15??000
fJ Dllos dito dito dito ...... 8000
R s ...... 4j>000
banhosavulsos, aromticos, salgados esulphurosos aos precos annunciados.
Estareducco de presos facilitar ao respeitavel publico o gozo das vanlagens que resultara
da frequenciadeuraestabelecimento de urna utilidade incontestavel, mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, ainda pouco conhecida apreciada:
DE
{fifiA DEAC0
DE W.SCULLY
Balas pennas de differenles aualidades, sao fa-
bricadas de ac de prata refinada de primeira
tempera, e sao applicaveis a todo o tamaito de
lellra. Preco 1#500 cada eaixa e pennas de ouro
polo mesmo autor com ponta de diamante, que
, teem a grande vantagera de no estar sujelas a
crear crrugera e conservndose bem limpassao
de duracao infinita, deposito em casa dos Srs.
Guedes & Goncalvesrua da Cadeia n. 7.
- Offerece-se urna mulher viuva com boa
aduca para ama de casa de pouca familia, pj-
ra ''ngommare cozinhar : na ra da Florentina
limero 34.
Hotel Trovador.
, 44Ra larga do Rosario44
Aluga-se um quarto no hotel Trovador, muilo
bom, bastante arejado, alumiado a gaz, da-se
'ambem comida para fora e recebe-se assignan-
-es, tudo por um mdico preco e era qualquer
hora acha-se comida prompla ; no mesmo hotel
precisa se de dous moloques paraconduzir tabo-
leiros.
O erapreiteiro da va frrea precisa, no cn-
gonhoSetjbal.de dous liomens para vigiaren
os animaes durante noile, sendo porem res-
ponsaveis os mesmos vigias por qualquer furto
ou extravio que haver possa em os mesmos ani-
maes, offorece-se a paga de lg2S0 rs., por noile
i ada viga.
Precisa-sede urna ama de leite, na ra do
Raogel n. 7, segundo andar.
Quem precisar alugar dous escravos ladinos
propriospara servir era casa ou mesrao na ra.
i'Orsabercm lidar com animaes etc. : dirija-se
i ra de Hortas n. I i, a trMar com o annun cian-
te dss 6 da manhaa as 9.
Roga-se ao Sr. M. S. L. Filho, queira ter a
i'OnJade de comparecer a negocio que S. S. nao
'nora : na taberna que foi de Paulo Francisco
Rczendo, sila na ra da Imperalriz n. 5.
Aluga-se a loja do sobrado da ra Impe-
rial n. 33 : a tratar no mesmo sobrado, ou na ra
Ja Lapa n. 13.
O Dr. Joao Ferreira ua Silva mudou-sed8
ra do Rngel para a do Livramento n. 26, so-
, brado do Sr. Manoel Buarque de Macedo, defron-
'.e de sua anliga habitago. A grande pralica de
a'iscultacao reconhecida por quasi todos os seus
ollegas desla cidade lorua-o recommendado no
diagnostico das molestias dos pulmoes e do cora-
. io ; assim como pira verificar o estado de 6au-
ie dos escravos que se desejam comprar. Pelo
i-rescido numero e variedades de operaces que
.'ia feito com bom resultado em o exercicio de
mais de 20 annos, se julga habilitado para prali-
. 'ir toda e qualquer operacao cirurgica por mais
delicada e difilcultosa que seja.
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Santos.
T
oa m
Saques.
Caivalho, Nogueira & C, saccam so-
breLisboa ePorto: na vu\ do Vigario
n. 9, primeiro andar.
Aviso.
O Sr. Dnarle Arlhur de Macedo Jnior, que
era 11 de abril prximo passado, foi admiltido a
trabalhar no escriptorio de Thomaz de Paria, ra
do Trapiche n. 40, foi desligado e despedido des-
lS60mS DeS'a da'a' ReC'fe 31 de ^Ulh "de
"iLTEiBaa
PROV
Hc Yontc Ao Ijccco i\a Congregado letreiro verde.
Ra Nova,
m
em Bruxellas (Blgica),
A DIRFCCAO DE E-KtRYAiND
Seda de quadrinhos muito fina corado
Eufeiles de velludo com froco pretos o
de cores para cabeca de senhora da
ultima moda
Fazendas para vestidos, sendo sedas, l
e seda, cambraia e seda tapada o
transparente,, covado
Luvas de seda bordadas e lisas para sc-
nhoras, homens e meninos
Lencos de seda rxos para senhora a
2?000e
Mantas para grvalas e gravatas de seda
de todas as qualidades
Chapeos francezes forma moderna
Lencos de gorgurao pretos
Ricas capellas brancas para noivados
Saias balao de todas as qualidades
Tafet rOxo o covado
Chitas francezas a 260, 280, 300 e
Cassas francpzas. a vara
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das
~ rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e <
"^ p dentifico. *<
Este hotel collocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-sede grande:
valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posi^ao
urna das memores da cidade, por se achar nao s prximo s eslar6es de caroinhos de ferro, da
Allemanha e Franca, como por ter a dous minutos de si, lodosos theatrose divertimentos; e
alm disso, os mdicos precos convidam
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, paraacompanhar as touristas, qur era suas excurses na cidade, qur no reino, qur
emGm para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos(38200 SPOOO)
por dia.
Dyrante o aspado de oito a Jez raezes, ahi residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fr-
reo, e seu fil lio o r. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Felippe Lopes
Netto, Manoel de Figueira Faria, edesembargador Ponts Visgueiro ( do Brasil, ) e rauitas ou-
tras pessoas tanto de um, como de oulro paiz.
Os precos de iodo oservico, por dia, regulara de 10 a 12 francos ( 455000 49500.)
No holelencontram-seinforroacoes exactas aceres de ludo^ue pode precisar um estrangeiro.
CONSULTORIO
DO
COSO,
wmm fwwm s ipsmkeh.
AQJLOK%SA,AlSAOFU]lDAO 3
Clnica or ambos os systemas.
1(000 Selim prelo azul e encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largura,
o covado
1 Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado
Chales de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
g Seda lisa prcta e de cores propria pa-
ra forros com 4 palmos de largura, o
2500 covado
Ricos cortes de seda pretos e de cores
8 com 2 saias e de babados
85-500 Ditos do gaze e de seda phnnlasia
25000 Chales de touquira muito finos
9 l Grosdenaplc prelo c de cores de lodas
%>_ I as qualidades
500 1 Seda lavrada preta e branca
$320 Capas de fil c visilas de seda preta com
P500 I froco
11600
2$000
l500
4
I

DE
a sai.
A. empreza da illuminarao a gaz desta cidade, faz sciente a todas as
pessoas que collocaram candieiros de gaz em seus casas, e aos que preten-
dem ainda collocar, que tem resolvido baixar os precos dos globos de vi-
dro para IfOO, 2$ e 2$500 os mais linos que se pode fabricar, os preten-
dentes achatao no armazera da rua do Imperador n. 51, um comple-
to sortiiaento a sua escolha, assim como candieiros, arandelas e lustres
chegados ltimamente, de gostos variados e do mellior que se pode de-
ejar. Rostron Rooker & C,
A gentes.
O Sr. thasourtiro das loteras manda fazer pu-
blico que se acham venda lodos os dias no es-
criptorio das mesmas loteras na rua do Impera-
dor n. 36, e na casa eommissionada pelo mesmo
Sr. ihesoureiro na praca da Indcpencia ns. 14 e
16 os bilhelese raeios da quinta parle da quarla
lotera do Gymnasio Pernambucano, cujas rodas
doverao andar impreterivelmente no dia sabbado
11 de agosto prximo fuluro
Thesouraria das loteras 25 de iulho de 1SC0.
O escrivao, J. M. da Cru:.
HConsullorio central homeopathicc
I IPSUlblIJC. 1
*=!> Continua sob a mesma direcrao da Ha-
noel do Mallos Teixeira Lima| professor i
9 em hoinccpalhia. As consullas como d'on- S2
I
i

m
m
Botica central homcopalhica
Do

BR- SVBIJiO 0, L PIMO-.
Novos medicamentoshomeopathicos en- Z
^t. viadosda Europa pelo Dr. Sabino. m
@ Estes medicamontos preparados espe- Z
@ calmente segundo as necessidades da ho- f|
@ raeopaihia no Brasil, vende-se pelos pre- t%
^ eos conhecidos na botica central horneo- 2>
@ pathica, rua de Santo Amaro Mundo No- S
v)n 6- 4
Na hvrana ns. 6 e 8 da praca da lndepon-
dcnun precisa-se fallar ao Sr. alteres Thom Go-
mes Vieira Lima.
Aluga-se um sitio grande com
excellente casa de vi venda, com todas as
commodiJadcs para familia, no lugar
os pro-
i EAU MINERAL
NATURA LIE T>K VICHV.
Deposito na botica franced rua da Cruz n.22.
pela manha e de tarde depois d 4 horas,
a cidade como para osengenhos ou |outras
as 10 horas da manha e em caao de ur-
por escripto em que se declare o come da
da Caa Forte : a tratar com
prietanos, N.O. Bieber & C.
Cals Jnior vai para Franca,ficando cmoda
coslume Julio Colombiez encarregado dos nego-
cios da casa de Cals Irmaos.
gencla dos fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
'ohnston & rua da Senzala Nova n. 52
ji "r- Casanova pode ser procurado a lJ>
^ qualquer hora em seu consultorio horneo- V
pathico em Pernambuco |
P 30RUA DAS CRUZES30 B
^ No mesmo consultorio acha-se sempre -&
f> grande sorlimento de medicamentos em J^
3; preparados, os elementos de homeopathia
mmaamm mmmmmm m
LASA LlISO-BRASLEIRA,
2, Gohlen Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAlendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias c exccllentes ac-
commodaQoes para muilo maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitmosla capital; continua a preslar-lhesseus
serviros o bons officios guiando-os cni to'das os
cousas que precisem conhecimento pralico do
|>, alr- nim An pnrln0nai o ,\n nolp7 full-..eo
na casa ohespanhole francez.
La-^
Aviso,
Joaqnira Antunes da Silva, nvenlarianle dos
oens do casal do finado Antonio Jos Maciel, avi-
sa a todos os credores do dilo casal, para tratar
Jo seu direito no iuizo de orphos. Recife 2 de
gosto de 1860.
O Dr. Lobo Moscoso da consultas todos os dias
Contrata partidos para curarannualmente nao sopara
propriedades rttcae.
Os chamados devem ser dirigidos sua casa at
gencia aoutra qualquer hora do dia ou da noite sendo
pessoa, o darua eo uuincro da casa.
Nos casos que nao forera de urgencia, as pessoas residentes no bairrodo Recife poderlo re-
n&etter seusbilhetes a botica do Sr. Joo Sounn & C. na ruada Cruz ou lojade livros do Sr. Jos
Nogueira de Souza na rua do Crespo ao p da ponte vetha.
Nessa lujae na casa do annnnciante achar-se-ha conslantemen e os melhores medica-
mentoi.omeopatliicos ja bem conhecidos o pelos precos seguiDtes:
Rotica de 12 tubos grandes, ...".......lOjgOOO
DilosdeS dilos..............15g000
Dilosde 36 ditos..............20J090
Dilo de .18 ditos...............25g000
Ditos de 60 ditos...............OjjOOO
ubosavulsos cada um....... .....IgOOO
Frascos de linduras........,-....." 2&000
Manoal de medicina homcopalhica pelo Dr. Jahr traduzido
em porluguezcora o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc............S08000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. 1OS000
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6S000
APPKOVACiO E AITORIS\(]aO
DA
UIBII IMPERIAL DE II
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA

Sirop du
DrFORGT
JARABE DO FORGET.
Este xarope est approvado i>clos mais atinentes mdicos de Pars,
Icomo sendo o mellior para curar nslipacoes, tosse convulsa e utras,
afleccoes dos bronchios, auqnes de peilo, irrila<;des nervosas e insomnolencias: urna colherada
pela manlia, e outra a noile sio suflicientes. O tll'eto deste excelente xarope satisfaz ao mesmo
tempo o doente e o medico.
O dsposilo na rua larga do Rosario, botica de Rartholomeo FraneUeo de Souza, n. 36.
FUNDIQAO
ELECTRO MAGNTICAS EPISPTICAS
leardo Mirk
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
a,,, .ASCI!AJAS M.EOICINAES sao muito conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as provincias
deste imperio ha mais de 22 annos, esao afamadas, pelas boas curas que se lera obtido as enfer-
SfftSSSST-* qUe SG Pr0V Cm nnumeros "lados que existen de pessoas capa-
.,! Cm eSta (^"*pas-f-i-e.ct0-ma<:>f-tica-f.pispaticas obtem-se urna cura radical c infallivel em
!f2.ME5 de,ninammaa ensaco ou falla de respiraro). sejam internas ou te i, como
fin.ig d{.b0feS,'CSl0mag0', b.a- ri"S."tero. peilo, palpitacao de corceo, garganta olhos en--
sipelas, rheumatrsmo, paralys.a e todas as aliecces, nervosas, ele, etc. Igualmente para a d?f-
ercules especies de tumores, como lobinho.s escrfulas ele., seja qual ffo sel amanho e pro-
SR fisK SSSSST SCr5 radCalmCnte eXlr^d0S' "nd0 SeU aconsne'!0hadeoPPor
Rua do Brum (passando ochafariz.)
No depoxUo deste esta\>e\eeimenlo sempre \ia gvamle sovtmenlo de me
tb.\\\ scao pava os eiigeolios de assucar a saber:
\Iac!iina$ Je vapor mo Jemas, Je golpe cumpri Jo, econmicas Je combustivel, e JePacIllimoassento ;
Rodas J'agua Je ierro com cubos le maJeira largas, leves, fortes, e bem balancaJas;
Canos Je ferro, e portas J'agua i ira Jitas, e serrilhas pararo Jas Je maJeira';
MoenJas inteirascom virgens muito fortes, e convenientes ;
Metas moenJas com rodetas motoras >ara agua, cavatios, oubois, acunbaJasem aguilhoes deazs ;
Taixas de ferro unJiJo e batido, e Je cobre ;
Parej ebicasparao cal Jo, crivose portas Je ferro para sfornalhas ;
AIarn!)ques Je ferro, moinbos Je manJioca, fornos para cozer farinha ;
Rojetas JentaJas Je toJos os tamanhos para vapor, agua, ca val los oubois ;
Aguilboes, bronzes e parafusos, ara Jos, eixos e roJas para carrosas, formas galvaniza Jas para purgar etc.,etc
D. W.Bowman confia que'os seus freguezes acharotudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
naais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz'viagem annual para o dito fim,
assim como pela continuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderp necessitar.
applicadas no seu tugar.
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serao acompanhadas das competentes explicaces e tambem do todos os arpen'
nos para a collocac,ao dellas. ut5-u"
Consultas a todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, em seu eserintn
Jto.que se achara aberto lodosos dias, sem excepcao, das 9 horas da manhaa*s > da larde.
119 Rua do Parto ||g
PERTO DO LARGO DA CARIOCA!
9k
5^
Attenco.
P Estando a loja de fazendas ao p do arco de
Santo Antonio em liquidagao, roga a todos os
seus devedores, que venham saldar suas conlas
at o in deste me?, do contrario terso de ver
seus nomes por exteoso nesta folha seja qual for
o devedor.
O provedor da sociedade Orthodoxa e Lu-
terana Amor a Caridade, manda convidar os so-
cios para o dia 9 s 3 horas da tarde.
Sala das sessoes no convento do Carmo 7 de
agosto de 1860.O escrivao,
Manoel Francisco de Barros Reg.
OtTerece-se urna mulher de boa conducta
para ama de casa de pouca familia, a qual cozi-
nha : na rua das Cinco Ponas n. 89, casa lertea.
Lava-se e engomma-se com perfeicao e ra-
pidez : oa rua da Cruz d. 27, segundo andar.
Precisa-se de urna
ama para cozinhar e com-
prar para urna pessoa
na rua estreita do Rosario
n- 21, primeiro andar.
Engomma-se e lava-se com per-
feicao: na rua das Agoas Verdes n. 96.
Precisa-se alugar um sitio : quem o liver
dirija-se rua do Crespo d. 25 A.
Praca.
Oninta-fcira 9 do corrente, depois da audiencia
do Illm. Sr. Dr. juiz dos feitos da farenda, se ven-
der a escrava Hara Luiza, avaliada por 150;
penhorada aos herdeiros do finado Maxraiano
Francisco.Duarte Recife 3 de agosto de 1860.O
solicitador, F. X. P. de Brilo.
I enlisla de Pars.
Jj 15Rua Nova15 S
x5 Frederico Gaulier, cirurgiao dentista, 5
Jg faz lodas as operaces da suaarte e col- |fc
flp loca denles artificiaes, ludo com a supe-
i(j) rioridade e perfeicao que as pessoas en- |g
tendidas lhe reconhecem. g>
Tem agua e pos denlifricios etc. 26
wmmmmmm mmumm
= OSr Francisco Aranha de Souza tem urna
carta no escriptorio de Manoel Joaquim Ramos e
Silva, na rua da Cadeia do Recife
Precisa-se de una escrava para o servico
de urna casa de pouca familia, e paga-sc bem":
na rua da Imperalriz, loja do Lecomle n. 7.
Aluga-se o segundo andar da rua do Livra-
menlo n. 19 : a tratar na mesma casa.
Precisa-se de urna ama escrava para lodo
o servico interno e externo, ero urna casa de
pouca familia : a tratar na rua do Imperador nu-
mero n. 36.
rrecisa-sede um grande ormazeni para de-
posito de fazendas, que seja na Irayessa da rua
do Vigario ou em suas mediacoes, no se duvi-
dandoar um bom aluguel : quem o liver, an-
nuncie por este mesmo jornal para ser procuca-
PITADA ESPECIAL.
Fabrica de Rap Borba.
Esla fabrica acaba de eslabolecer nesla cidade
um deposito de seu rap, o qual se encontrar
t ffectivamenlc a concurrencia do respeitavel pu-
blico, em casa do Domingos Teixeira Baslo, na
rua da Cadeia n. 17 ; o fabricante desejando tor-
nar popular nesla capital e provincia a industria
de que laocou mao, resolve-se a estabelecer-lhe
o preco de 1}?200 por libra ; o proprietario desde
j conta que os apreciadores dcsle genero nSo
deixaro de concorrer para que saiam coroadas
as esperanzas que nutre de ter preferencia o seu
rap a oulro qualquer, aQancando desde j que
cad vez mais o aperfeicoar, e a experiencia
provar aossenhores tomales a isencSo de qual-
quer elogio a este rap j conhecid em outras
provincias.
Precisa-se alugar urna preta escrava, que
saiba bem engommar, lavar e coser, pois para
casa de pequea familia, paga-se bem : na rua
da Imperalriz n. 9. segundo andar.
nTir^ Pessoas a 1uem Por ventura o finado J.
11. Williams, negociante na cidado da Parahiba
do norte, ficou a dever, queirara apresentar suas
contas so vice-consul britannico da mesma cida-
de. Igual atisose faz quellesque sao devedores
ao mesmo finado.
Fugio na noite de segunda-feira 6 do cor-
rele, o negro crioulo, Bonifacio, que lera ofB-
cio de colchoeiro, baixo, grosso do corpo, tem
pernas inchadas, cuja nchacao acaclando-se s
levanta com dilBcuIdade, pouca barba, beicos
grossos, iutilula-se fazedor de feitico, e quando
tem medo gagueja um pouco, anda vestido com
calja azul e um palelot de riscadnho ; este ne-
gro i andava fgido ha 10 dias, e sendo pegado
no Campo Grande.naquella mesma noite, tornou
a fugir : quem o pegar, leve casa da rua da
Cruz n. 64. que ser bem gratificado, e no caso
de ser pegado de noite, na rua das Trincheiras
numero 4.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca
familia, que saiba cozinhar e CDgommar : na rua
Bella n. 38.
Deseja-se fallar com o Sr. Joaquim Moreira
de Carvalho, natural de Portugal, filho legitimo
de Antonio Moreira de Carvalho e de Mara Joa-
quina, j fallecidos, a negocio de seu inleresse ;
assim como roga-se a quem do mesmo senhor
souber ou do familia sua, o favor de dirigir-se
rua do Crespo, casa n. 10, pelo que se ficara
suramamente agradecido.
MUTILADO
ILEGfVEL


(6)
DIARIO DE PERKAMBUCO. Ql P>TA FEIRA 9 DE AGOSTO DE 1860.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITURA.
Tor ordcm do Illm. Sr. presidente do conselho
deliberativo do Gabinete Portuguez de Leitura,
convido aos senhores consolheiros para se reu-
Direm era sesso extraordinaria quinta-feira 9 do
con ente, pelas 6 horas da tarde, na sala das ses-
sOes do mesmo Gabinete.
Secretaria do conselho aos 7 de agosto de 1860.
Francisco Ignacio Ferreira.
1. secretario.
Aluga-sea loja do sobrado da ra do Im-
perador n. 71, com arraacao propria para esta-
belecimento : a tratar na rna do Queirnado, loja
numero 10.
Altenco.
TeJro Augusto Pradines estabelecido de culi-
leiro e armeiro na ra do Ransel n. 24, declara
as pessoas que teem obras em seu poder hajam
d- as vir buscar al o dia 14, findo o dito prazo
nao se responsabiliza por reclamadlo algunia,
lias 10 da manliaa at s 4 da larde. Recite 7 de
ogoslode 1860.
Pedro Augusto Pradines relira-sc para fora
da provincia.
Continua anda furlado o cavallo russo,
desde a noite de 18 de ulho p. p., do engenho
Selubal no Cabo, o qual pertence ao empreileiro
da via frrea, c lem os seguimos signaes : cara,
beicoa e os 4 pos brancos, inteiro e com este
jitoGF 11na anea direita; recommenda-se
o aclividade da polica, assim como d-se urna
gratificarlo boa a quem apprehendendo, leva-lo
ao supradito engenho ou a quem der noticia
certa.
11 WBMM.
DO
Recife a Sao Francisco.
Convida-se aos Srs accionistas a virem rece-
Ler o nono dividendo dudo cm 31 de julho ulti-
mo a razaodc 7 por ccnlo ao auno, no escripto-
rio da companhia ra do Crespo n.
horas da manh as 3 da tarde.
Queijos novos
muito frescaes desem-
barcados agora.
No arraazem de Manoel Joaquim de
Oliveira & C, em frente a travessa da
Madre de Dos n. 18, ra do Cordoniz.
Vende-se um escravo de meia idade. ro-
busto, de boa conduela, bom para qualquer ser-
vico de casa ou campo ; na praca da Boa-Vista,
botica n. 22.
^Loja demarmorej
| Ra Nova. 1
<6 Paria & C. avisara aos seus numerosos
9 freguezes e ao publico em geral, que re-
3S de modas, aeabam de receber entre mui-
9 los arligos o seguinte :
* Vestidos ricos de blond para casamento.
5 Ditos de gorguro de coros, lecidos com
R velludo em alto relevla duqueza de
3? Comberland.
e Ditos brancos bordados para soire.
Dilos ditos de carabraia.
jjlj Ditos de cores de phanlasia.
*P Dilos de cores de moirantique.
j Manteletes, chales ronds o peregrinas
*fc de velludo o grosdenaple prclos.
m Bournus de cachemira de cores e de se-
da de cores.
Bedouincs para sabida de theatro.
k Chapuln as de palha de Italia e seda,
jg Calcado para seuhora do afamado fabri-
cante Jolly.
Dito para meninos.
Casavequc de la para meninos de ambos
os sexos
*f aweweiBeeg sisis
Pechincha.
Vende-se um terreno oa ra projectada paral-
lela a da Attracco, muito vantajoso por ser ele-
vado : para ver e fallar no mesmo terreno cora
Pedro Augusto Fradines, do manhaa at s 9 ho-
ras e de larde das 4 em ante.
Em casa de Boroll & C, ra da Cruz do
Recife n. 5. vende-se :
Cabriolis muito lindos.
Charuto de Havana verdadeiro.
Fumo americano de superior qualidade.
Champanha de primeira qualidade.
Carne de vacca e de porco, em barris, de supe-
rior qualidade.
Licores de diversas qualidades, como sejam:
Chery Cordial, Meul Julap, Bilters, Whiskayt.
Salsa parrilha em frascos grandes.
Urna armaco.
Vende-se urna grande arniacao de louro, nova,
que foi de loja de ferragens : a" tratar na ra do
Queirnado, loja n 28
Vendem-se terrenos perto da
ciminho dos om-
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos betn conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood iSons de Londres
muito Dronrioaoara este clima.
jPechiocha sem igual.]
praca,
nibus.
Cheeuem ao barato
Loja de calcado,
um hometn solteiro,
nacional, que preste
1-; lot idneo a' sua capacidade, para
dirigir um estabelecimento de cale ido,
Precisa-se de
ie.ito da guarda
, hito o aiv, juu u sou o cu
Le n surtido e que tenha algama pra- simos cuales de merino estampado
tica de negocio, tar-Se-lue-ha um bom ditos bordados com duas palmas, f
nteresse : na ra Direita n. 48.
Precisa-se de urna mulher desempedida
para a companhia de um hraem de igual theor :
no pateo do Carmo, abrica do charutos.
Quem precisar de um criado e bom copeiro,
dirija-se a ra do Livramcnlo n. 25, tereciro
ajdar.
Eu abaixo asslgnado declaro ao respeitavel
corpo commercial, que desde o 1." de junho dis-
a sociedade que tinha com Antonio Carlos
Francisco da Silva, na ra da Madre de Dos n.
A. cuja sociedade gyrava com a firma Silva &
Molla, fi'ando nao s com a casa como respon-
savel por ludo tendente a mesma. Antonio Car-
' Franeiseo da Silva.
Estcvo Jos da Molla.
Tendo se de oiganisar a paula dos irmaos
do SS. Sacramento da freguezia de Santo Aolo-
r.io, e regularisar os termos de entrada dos mea-
mos, o abaixo assignado pode aos irmaos que ens
traram quando solteiros e boje casados, qoeiram
uer os nomes de suas companheiras para o
f m cima. Secretaria da irmandada doSS. Sa-
cramento da freguezia de Santo Antonio 6 do
lo de la6J.O escririo,
Francisco da Silva Reg.
N. II. Davis vai a Parahiba.
O Pregua est queimando, em sus loja na
' ra do Queirnado n. 2.
Tecas de Lretanha dorlo cora 10 varas a
2*5, caseraira escura infestada propria para cal-
5a, collele e palitots a 960 rs. o covado, carabraia
organdy de muito boro, gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 335, 4J5, BJ5,
e 0*5 a pega, dita tapada, cora 10 varas a 5$ e
0*5 a peca, chitas largas de molernos e escomidos
padres a 210, 200 e 2S0 rs. o covado, riquis-
a 7 e 8*5,
fazenda muito
delicada a 9D cadi um, dilos com urna s pal-
ma, muilo finos a 89500, dilos lizos com fran-
jas de seda a 5$, lencos de cassa cora barra a
100, 120 e 100 cada um, meias muito finas pa-
ra senbora a 4*5 a duzia, ditas de boa qualidade
a 3*5 e 35500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberu a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5$900 a po^a, e a 160 rs.
o covado, b'ira branco de puro linho a 1#,
125200 e ITOOO a vara, dito prelo muilo encor-
palo a 1*5500 a vara, brilhantina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de differenles cores a 300 rs. o
covado, cesemiras prelas finas a 2#500, 37 e
3*5500 o covado, cambiia preta e de salpicos a
500 rs/a vara, e outras muas fazendas que se
far p,ienle ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
Cuera precisar de urna pessoa para fazer qual-
q le escripluraco. dirija-se a ra Direita, sobra-
c n. 7 i. que se dir quem a isto se presta, alan-
, io-sc aceio e presteza.
O Sr. Manoel da Silva Moreira nao pode
! r sua Liberna do lugar do Maugurnho, sem
1 orn vir ol.lnr a..... .... rofinsao do JLnto
nioJos Dias, ra das Larangoiras n. 12.
Precisa-se de duas mulheres, sendo urna
para coziuhar e oulri para engommar e lavar :
ca ra do Seve, sobrado da esquina com cinco
Tarandos, lema cscada 110 oitao do mesmo, e fi-
Ca w.-iriho a grande casa que se est fazendo pa-
lo o Gymnasio Provincial.
Aluga-se urna excellente sala com 2 quar-
11 a ra do Imperador n. 78, (irimeao andar
Vctor luipreta, subdio mpolauo, vai a
Macei.
jjlnse 25S000
pelo alague! de urna cscrava que saiba comprar
l ihar o diario de urna casa depequena fami-
i na ra do Imperador, lvraria 11. 79.
Compras.
Compram-se inocuas de onro de
0.> : na rita da Cadeia loja de cambio
11. 08.
Compra-sc um escravo que seja perito co-
zinheiro ; no beccoda Bomba n. 30.
Na ra da Cruz n. 33, compra-se um mole-
q le de 10 a 12 auuos.
Compra-sc urna duzia, e mais, de caixoes de
6 .II lifnao ralado, que seja bem teilo : quem
tiver aununcie para ser piocurado.
Compra-se um trancelim ou cadeia para re-
logio, mesmo usado, com tanto que seja bom
curo : na ra de Apollo n. 21 armazem.
Vendem-se superiores camisas de
fustao editas de madapolo muilo fino a
2.', cortes de casemira ingleza dequadri-
nhos de superior qualidade a 4#5l)0 e 5$,
colletes fetos de gorguro de seda e ditos
de fustao a 39500 e 40, calcas de brim de
cor a 4j. cortes de superior barego de se-
da a 205 e as modernas victorias de al-
paca de seda para vestidos de senhora a
700 rs. o covado, lambem se vende saias
balao muito boas de mucselina e ditas de
madapolo a 4$500e 5$, gollinhas de li-
nho a 640 rs., de todas estas fazendas
existe urna pequea porcao que se vende
por este preco para acabar: na loja de
Augusto &Prdigao ra da Cideia do Re- 5
cife n. 23
Arados americanos e machinas
Os herdeiros do commendador Antonio da Sil-
va vendera sua propriedade no lugar da Casa For-
te, em sorles de Ierra, a vonlade dos comprado-
res, com a nica rcstricQo de nao lerem menos
de 30 palmos de frente, c fundo designado pela
respectiva planta approvada pelas autoridades
competentes. A belleza e regularidade do deli-
neamento projectado, e a siluaco aprazivel e I Dara lavar r0Una emcasadp 5 P 1
amena do lugar convidara cerlamenle ao fazi- fata ldval louPa em casa ^e D. F. J-
menlo de sitios e propriedades de recreio. O en- hnston & C. ra da Senzala n. 42.
genheiro Antonio Feliciano Rodrigues Sello o ,
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
encarregado das medicoes precisas, e pode ser
procurado na ra estreila do Rosario, sobrado n.
30, terceiro andar, e na praca da Boa-Vista, bo-
tica de Joaquim Ignacio Ribeiro Jnior. Para
qualquer proposta ou eselarecimento, os prclen-
denles dirijam-se igualmente ao herdeiro L. A.
Dubourcq, no escriptorio da ra da Cruz n. 40, ou I
no seu sitio na Capunga.
Aos Srs. ourivesl
Na ra larga do Rosario n. 24 acha-se arj>
of a venda um sortimento completo ultima- q>V
j| mente chegado de Paris, de ferramentas j|
para o trabalhc de ourives, as melhores a
que teem apparecido no mercado. Jt
No bem conhecldo e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de uperior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo sor Breos muito
razoaveis
F
lo, co
S,
2^500:
de chita larga para vestido, com 11 covados cada
corte, nquissiraos padres,
GRANDE SORTIHEYr
DB
Taclias para engenho
Fundi^ao de ferro e bronze
DE
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
vendem-se na ra do Queirnado, loja n. 18 A.
esquina que volla para a ra estreita do Rosario,
Batatas a 80 rs. al]
libra. p
Vendem-se batatas a 80 rs. : na travessa do pa-
leo do Paraizo n. 16, casa pintada de amarcllo.
*
Grande peincha.
Para acabar.
Covado a 200, e 200 rs.
No armazem da rus do Uueimado n. 19, ven-
de-se chita franceza Cua, cores fixas, a 200 rs. o
covado, cambraia miudinha a 200 rs. o covado;
por a fazenda ser muito barata nao se dao amos-
tras ; venham antes que se acabem.
Era casa de Rabe Scbmettan &
C., ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-'
te Traumann de Hamburgo.
Novas gementes de hor-
Fazcndas e obras feitas,
NA
Loja e armazem
DE
IGes &Basto J
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas as nacSes p9-
dem testemunharas virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente oulros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencer dessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos annos ; e a inaior parte
della sao to sor prendentes que admiran: os
medicfj mais celebres. Quanlas pessoas reco_
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer
amputacao
43Ra
Direita45
por
Este estabelecimento offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento
preces convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins mperiaes.....101000
Ditos aristocrticos.......9#0O0
Ditos burguezes.......-. 7^000
Ditos democrticos......6j000
Meio borzegums patente. 6^500
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu reconhecimeulo declararam es
te resultados benficos dianle do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisauteuti.
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do cslsdo de saude sa
'ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratatoquenecessitassea natureza doma.'
cjo resultado seria prova riucoulestavelmente '
Que tudo cura.
O ungento e til, mais particu-
larmente nos se&ruintes casos.
talice,
vindas no vapor Portugal) chegado esle mez:
vende-sa na loja de ferragens na ra da Cadeia do
Recife n. 5G A, de Vidal & Bastos.
ATOSNOPROGRESSO
E
-largo da Penha--
Nesle armazem de molhados con-
linua-se a vender os seguintes gneros abaixo mencianados do/superiores qualidades e mais barato
dosqUroelletalriosqU:il4'ier Parle' Pr SGrem d ma'r par'e delles recobidos em direitura por conta
Vendas.
Farfolla
a 4

e 6,000 rs.
a sacca.
No Forte do Mallos, armazem n. 18. confronte
ao trapiche do algodao.
Camisas inglczas d-i algodao riscado.
Na ra da Madre de Dos, loja n. 36 A, ven-
dem-se camisas inglczas'de algodao riscado tran-
cado, muilo grandes e de superior fazenda, pro-
prias para escravos a 1500 cada urna.
Vende-se um violo com um methodo de
Canilla; na ra da Imperalriz n. 60, loja.
Em casa de James Crabtree & C. n. 2 na
ra da Cruz, vende-se a champanha muito afama-
da e acreditada, da marca Augusto de Rurin,
loeto vinho muilo superior era caix3s e gigos,
em garrafas c meias ditas.
Venda de ter-
reno com casa.
I\ AugustoPradinese sua mulher doclaram a
quem convierque vendem os bens do seu casal,
consistindo em um BONITO E VANTAJOSO ter-
reno com casi (bonito porque capaz de agradar
a um ceg, vantajoso porque nao precisa aterro
para o edificar por eslar elevado tendo at areia
para fingir) o dito terreno faz canto ou esquina
da ra da Atlracgao para a ra projeclada a ca-
pella do cemiterio publico, o qual est livre e
desembarazado por ter j tirado licen^a da res-
pectiva cordeaefio da cmara municipal : para ver
c fallar cora o mesmo na casa do dito terreno,
sitio dos tejidos, at s 9 horas da manha e de
tarde das 4 em rante.
por
Mantcga ingleza e vanceza
perfuilamcnie flora mais nova que tem viudo ao mercado de 60 a 800 rs. a libra a em barril
se fara algum abatimento.
Que! jos fVamengos
muito novos recentemcnle chegados no ultimo vapor da Europa de 1700 a 38 ea visla do gasto
que o freguez iuer se far mais algum abatimenlo. S
Quei jo uval o
os mais novos que existem no mercado al a libra, em porco se far abatimenlo.
A.meixas fraueezas
em latas de llt2 libra por lS500rs.,eemcampoteiras de vidro contendo cada urna 3 libra
por ojuuii.
Mustar&a ingleza e rauceza
em frascos a 640 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Ver&a&ciros figos Ac comadre
ra caiiiuhas de 8 libras elegantemente enfetadas proprias para mimo a IfiOO rs.
ftolacnnna ing\eza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica com i arroba por 4$.
Potes \idrauos
de la 8 libras proprias para manleiga ou outro qualquer liquido de 400 i. 1S000 rs. cada um.
XmeuAoas confitadas pvoprias pata sorles
de S Aoao
a lg a libra e em frasquinhos, conlcndo 1 1[2 libra por 2J.
Cn prelo, \iysou e per ola
os melhores que ha neste mercado de 1S600,2 e 2500 a libra.
Macas em calxlnuas de 8 libras
contendo cada uaia differenles qualidades a 4$50O.
Paulos de denles lidiados
em molhos com 20 macinhos cada um por 200 rs.
Ti jlo i'ranccz
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
em latas e em frascos de differenles qualidades.
Presnntos, cnonricas epaios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
"Latas de bolachinlia de soda
de diflerentes qualidades a 1600 em porcao se far algum abalimento.
Tambera vendem-se os seguintes gneros ludo receotemente (negado e de uoerio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libraJ chourica muito nova, marmelada do mais afamado fa-
bricante de Lisboa, maga de tomate, pera secca,pas3s, fruclaa em calda, amendoas nozes frascos
cora amendoascobertas, confeltes. paslilhas de varias qualidades, vinagre hranco Bordeau'nronrio
Na ra do Queimad) n.
40, frente amarella.
Grande e variado sortimento de sobre-
casacas e casacas de pannos finos pretos
e de cores a 28. 30j e 35j, paletots dos
mesraos pannos pretos e de cores a 283,
203 229 e 25;), ditos de casemira mescla-
dos de superior gosto a 163 e 18S, ditos
das mesmas casemiras saceos modelo
inglez IOS, 123, 14 e 15. ditos de al-
paca preta fina saceos a 4, ditos sobro-
casa tambem de alpaca a 7J.83 e 9, di-
tos de merino setim a 10a, ditos de me-
i ri de cordao a 9, calcas pretas das
I mesmas fazendas a 5 e tj, colletes pa-
I ra lutu da mesma fazendi, paletots de
', brim trancado a 53. ditos pardos e de
| fustao a 4 e 53, calcas de casemira de
cor e pretas a 7, 8! 9$ e 103, ditos das
l mesmas casemiras para menino a 63, 7
e 8, ditos de brim para homem a 3,
i 3-3500. 4 e 53, ditos brancos finos a 5,
6g e 7, ditos de meia casemira a 4 e
e 5S, colletes de casemiras preta e de co-
, res a 53. e 6, dilos de gorguro de seda
| brancos e de cores a 5 e 63, ditos de
velludo prelo e de cores a 9g e 10, ditos
I de brim branco e de cor a 3, 33500 e4,
palitots de panno fino para menino a
l 153, 16 e 18, ditos de caseraira de cor
a 73,8 e 93, dilos de alpaca a 3e 33500,
\ sobrecasacas de alpaca tambem pa.-a me- 3|
nio a 5 e 6, camisas para os mesmos si
l de cores e brancas a duzia 153, 16 e 20, jf
meias cruas c pintadas para menino de st?
lodos os tamanhos, calcas de brim para R
os mesmos a1g500 e 3, colarinho de li- *?
nho a 600aduzia, toalhas de linho pa- tf
ra raaos a 900 rs. cala urna, casaveques 9
de cambraia muilo fina e moderaos pelo ?>
diminuto preco de 12, chapeos com abas |gj
de lustre a 5, camisas para homem de
i| todas as qualidades, seroulas para he |fc
8mem a 16, 20 e 25 a duzia, vestimen- 5
tas para menino de 3 a 8 annos, sendo |
calca, jaqueta e coletes tudo por 10, co-
bertas de fustao a 6, toalhas de linho l|
para mesa grande a 7 e 8, camisas in- o
iBt glezas novamenlechegada a 363 a duzia. ffi
Na fabrica decaldeireiro da ra Imperial,
junio a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao defolhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto nreco de 140 rs. a libra.
Approveitem a occasio.
chegado loja da diligencia, na ra do Quei-
rnado n. 65, um grande sortimento de balaios,
bonitos, fortes e barato para compras, para cos-
tura e para guardar roupa ; assim como muito
lindas cestinhas para meninas trazerem no bra^o,
ditas para se mandar presentes, ditas para se te-
rem com fructasem mesa, ditas para talheres, e
outras muitas obras que com ^ vista os compra-
dores verao ; na ruado Queirnado, loja da dili-
gencia n. 65.
Grande pechincha
Cassas muilo finas francezas, covado a 240 rs.,
assim como chitas francezas a 200, 240 e260 rs.:
na ra do Queirnado n. 44 ; a ellas, que se
acabara.
Vendem-se essencias para tirar nodoas de
gordura, cera, etc., etc., em panos de lia, sedas,
sem alterar a cor era o tecido : na loja de ca-
bos, no largo do Corpo Santo n. 21, esquina da
ra do Encantamento.
Dellas ha muitas que havendo dei-' Sapa toes nobreza'....... 6>000
xado esses asylos de padecimenlos, para seno uitos infantes....., 5j*000
submetterem essa operacio dolorosa foram Dt0* de lmlia (3 1|2 bateras). C.?000
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapa tos de salto (do tom). 6j}0O0
Ditos de petimetre. 5#000
Ditos bailadnos........ 5#500
Ditos impermeaveis...... 2#500
Senhora.
Borzeguins primeira classe(sal-
to de quebrar).......5#000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). .,,...,. 4800
Ditos todos de merino (salto
dengoso).........4#300
Meninos e meninas.
Sapa toes de forrea. ^ -i^OOO
Ditos de arranca. :......ogoOO
Boizeguins resistencia 4$ e 5#800
LOJA DO VAPOR-
Grande e vanado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas c perfumaras
ludo por menos do que em outras partes : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto inteira-
mente de hervas medicinaos, nao contm mercu-
rio, ncra alguma outra substancia delecteria.Be
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta :
inteiramente innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e reraove as doenra3 de qual-
quer especie e grao por mais antigs e ienazes
queseam.
Entre militares de pessoas curadas com este-
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso: conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a de-
sesperacao ; far;am um competente ensaio dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedie
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febreto da especie.
Alporcas
Caimbras
Callos.
anee res.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
-Jseoslas.
~doS rnembros.
Enfermidades da culis
em geral.
Ditas do a 11 us.
Erupces e escorbti-
cas.
Pistulasno abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras. *
Gengiva escaldadas.
Inchacoes
Inflanimaco dofigado.
Inflammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do (gado.
das articulacoes.
Veias torcidas ou poda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Ilespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocelinha contm
urna instrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na ra da Crun. 22, em Per-
nambuao.
j Aliene o a pechincha
ra acabar.
pa-
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos paracamisas,
Biscoutos.
Emcasa de Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
Vendem-se
Relogios de ooro.)n 4
Sellmsinglezes.. .JPatenle-
No escriptorio do agente Oliveira.
= Vendem-se duas casas terreas a um ni
duas casas terreas e um sobra-
dinho, assim como urna formidavcl gamella de
ul.aspoucopraticas como Vende-se um sitio perto desta oraca rom
Carne salgada inglesa e americana a
160 w a libra, e toucinlio americano
piimeira qualidade a 200 rs. a libra e
affianca-se a qualidade tanto de tima
como de outra e se pode procurar des-
de as 6 boras da manhaa ate as 8 horas
da noite, deve durar pouco pelo barato
preco'que se vende i no armazem de
Andr de Abro- Porto, Da ra do Tra-
piche Novo n. 14.
Conlra a gonorrliea.
Injecco Brou.
Em 6 dias de tratamento, as vezes mais tarde,
muitas mais cede, se obtem urna cura segura sem
haver necessidnde de recorrer ao emprego de
todas essas prepararles monstruosas de que a
copahiba e as cobebas formara a baso, as quacs
sao muilasvczes pergasas e sempre nojentas ;
vende-so a 5-5 o frasco na praca da Independen-
cia n. 22. '
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bellosortimenlo de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos,
Espirilo de vinhocom 44
graos. I
Vande-se espirito de vinho verdadeiro com 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas na ra larga do Rosario n. 36.
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se emcasa de S.P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous lval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes
Para liquidar.
Na loja que foi de Claudiano Oliveira
na ra da Cadeia do Recife n. 55, ven-
de-se fazendas de muito bom gosto epor
menos deseucusto para liquidar-se, os
freguezes encontrarao um bello sorti-
mento do que e bom e barato.
y mu awcmaw aa smsmn
Obras de ouro e prala.|
Acha-se a venda por procos commodos m
um completo sortiincnlo-chegado de Pa- %fc
rs o Porto, de obras de ouro de lei e ^
prala de todas as qualidades de gostos os ^
p mais modernos e hbilmente fabricadas : y/
||j no eslabelecimenlo de Francisco Gomes fp
A de Mallos Jnior, ra larga do Rosario 5g
mmmmsm mm aweiaaiiBiaa
Casa de joias
Por atacado.
S. Blum Lehmannn & C estableci-
dos na ra do Crespo n. 16, primetro
andar.
Casa de commissao de escra-
vos na ra larga do Rosario
n. 20, segundo andar.
Nesla casa recebem-se escravos para serem
vendidos por commissao por conta de seus se-
nhores. Afianca-se o bom tratamento. assim como
as diligencias possiveis para que os'mesmos se-
jam vendidos com promplido afim de seus se-
nhores nao soffrerem empale na venda delles
Ncsta casa ha seraore para vender escravos do
diflerentes idades de ambos os sexos, com habili-
dades o sem ellas.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas
Convulses.
ebilidade ou extenua-
?ao.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no venlre.
Enfermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
Knxaqueca
Herysipela.
Pebre biliosas
Febret internitonte.
Colla.
Hemorrhoidas.
Hydropesia. ,
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammaces.
Ir r eg u la ridades
menstruaco.
Lombrigasd'e toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstrucco de verfre
Phtysica ou consi,p
pulmonar.
Reten^ao de ouriu
Itheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento '
geral de Londres n. 224, tStrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada ma
dellas, conten urna inslruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O dsposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 2J, em Per-
aamb o-
Botica.
Barlholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguinte medica-
mentos :
Rob L'ArTecteur.
Pilulas contrasezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Brislol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febreaj.
Ungento Holloway,
Pilulas do dito.
Ellixiranti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de J oncas
121ibras.
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pe para forro de sala, o qual vende a modicr
pre o
Vendem-se libras sterlinas, ern
casa de \. O. Bieber & C. : ra da Cruz
n. 4.
fftj c?T3iL"Qioioo>cjaiiea:*
uro contra Fogo
COMPAMIIA
1
LONDRES
AGENTES
|G J. Astley & Companhia.
I
I
I
para
promelem mais tambem servirem aquellas pessoas que mandarem por o...
e viessem pessoalmente ; rogara tambem a lodos os sanhoresde engenho e senhores lavradores
queiram mandar suas encommendas no armazem Progresso que se Ihes aflaoca a boa oualdade e
o acondiciouamento
- perto desta praca com
boa casa e bastantes arvoredos de fruclo : quem
o pretender, dirlja-se a ra do Crespo loja de
nnudeza n. 7, que achara com quem tratar.
Ra da Imperalriz n. 2.
Vendem-se caixas com 24 libras de passas a 43
a caixa, o em por?o se faz alguma differeuca,
para liquidado.
MUTIJLAao.l
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadas de ferro.
Ferro sueco.
Ac de Trieste.
I Estanho em barra.
| Pregos de composico.
Brim de vela.
I Agurdente de Franca,
Palhinha para mareineiro:!
} no armazem de C. J. As-I
| tley & G. I
VcnJe-se na ra da Cadeia do Reciten. 53
terceiro andar, um escrava que sabe engommai
pcrfeilamente, cozinha, lava e cose.
G
I
8
I
l


ILEGVEL


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA 9 DE AGOSTO DE 1860.
DE
mimmw i mum si mm.
Sita na ra Imperialn IIS e 120 juaioa fabrica desabae.
DE
Scbastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Neste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de diferentes "dimencoes
(de 300 a 3:OO0J) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios contino*
para resillar e destilar espinlos com graduado at 40 graos (pela graduacao deSellon Carticr) dos
melhoressyslomashojeapprovadoseconhecidosnesta e outras provincias do importo, bombas
de todas as dimenroes, asperautes ede repucho tanto de cobre corno de bronze e ferro tornelras
de bronze de iodas as duuenroese felios para alambiques, tanques etc., parafusos d'e bronze e
ierro para rodas d agua,portas para fornalhas e en vos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
Aviso aos estudau es.
Tendo chegado a este estabelecimento da ra
Nova n. 20, amigo deposito dos afamados can-
dieiros econmicos de gaz hydrogen o, avisa de
noramenle a lodos os seus freguezes para sesor-
tirem, tanto de eandieiros como de prepares que
necessilarem para consumo : na ra Nova d. 20,
loja do Vianna.
Sola.
e folies para ferroiros etc., e outros muitosartigos por menos precodo que em outra oualquer
parte, desempeiihaudo se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeirao j co'nhecids
e para coiniuudidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua confianca acha-
40 na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para lomar nota das encommendas
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda
qualquer obra manufacturada em scu reconhccido estabelecimento a saber: machinas de vapor
a e
de
.elecimenlo na ruado Brum n .28 A e na ra do Collegiohoje do Imperador o. 65moradia ol'ai-
leiro do estabelecimento Jos Joaqun da Costa Pereir, com quera os pretendentes
t-.utender para qualquer obra.
se podem
Fazendas por iaixosprecos
Ra do (ueimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda reslam algumas fazendas para concluir
a liquidago da firma de Leite & Correia, asquies
s se veudem por diminuto preco, sendo entre ou-
.ras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
al60rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 e 260.
Riscados francezesde cores lisas a 200 rs.
Gassasde cores, bons padroes, a 240.
Brim de liuho de quadros, covado, a ICO rs.
Brim trancado brauco de liuho muitobom, va-
a, a UtO.
Cortes de calca de raeia casemira a 2S.
Ditos de dita do casemira de cores a 5}.
Fanuo prcto lino a 'i e 4?.
Meias de cores, finas, para liomem, duziaa
18600.
Grvalas de seda de cores e prelas a 1$.
Meias brancas linas para senhora a 3$.
Ditas ditas muilo finas a 4$.
Ditas crqas finas para hornera a 4J.
Cortes de colletesde gorgurjo de seda a 2?.
Cambraialisa una transparente, peca, a 4}.
-oda prela lavrada para vestido a 18600 e 2g
Cortes de vestido de seda prcta lavrada a 16-5*
Lenros de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a 5C0.
Paitos para camisa, un, 320.
Chita francesa moderna, ingiudo seda, covada
400 rs.
ntremelos bordados a 200 rs.
Camisetas pira senhora a 650 rs.
las borladas finas a 2$500.
Toalhas do liuho para mesa a 2 e 4J.
nisas de meia, urna CiOrs.
le la para pescogo de senhora o
560 rs.
31 id os blancos bordados para baptisar crian.
;as a 55000.
Cortes decalca do casemira preta a CJ.
Chales do merino com franja de seda a 5#.
tes de caiga de riscado de quadros a 800 rs-
! i :i verde para vestido de montara, cova-
lo.l880.
Lencos brancos de cambraia, a duzia, 25.
CAL DE LISBOA,
\3 e muilo bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recifen. 38, primeiro andar.
DELICIOSAS EI.NFALLIYEIS.
na do Queiniado n. 9.
Vend m-se lencoes de brim de liuho a2jcada
um, cobutasde chita a ljGO c 1$S00.
Ferros de en-
gommar
econmicos
a 5#000.
Estes magnificos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazen-
das de Raymundo Car-
lus Leile & Irmo, ra
da Imperalriz n. 10.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wheeler & Wilson.
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas desles dous
~X autores, moslram-se a
Y qualquer hora do dia 011
da noiie, e responsabili-
-samo-nos por sua boa
qualidade e seguranra :
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leile & Irmaos ra da
auligaoienly aterro da Boa-
Imperalriz n. 10,
Vista.
MHmciA.
VMOW,
RnadaSenzala Xovan.42.
Neste estabelecimento continua a haverum
comapletosorlimentodemoendas e meiasmoen-
das paraenSenbo, machinas de vapor c taixas'
de ferro batido e coado. de todos ostamanhos
para \
Gurgel Irmaos vendem sola do An.caty e mais
tambera a voniade dos compradorts; tambem
sola cortada franceza.
Ux\ICA VERDAD EIRA. 1E LEGI
TIMA.
SALSA BARBILHA
m\
tsJJJ
GRANDE ARMAZEM
en

KSS
3?
DE
sg&
5S
KKss
Grammaticaingle-
za de OlIendorlT.
Novo methodo pera aprender a lr,
a cscrever e a fallar inglez em G mezes,
obra nteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instrucrao.
sS
Ra Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicao dos Militares.
Adia-senadheccaodaofiicinadeste acreditado armazem o babi
^ artista Francisco de Assis Avellar, antigo contra-mestre do fallecido M: "
gg Manoel Jos Ferre.ra. O respe.tavel publico continuara' a encon- B
3->
tsJJJ-
mi
j^g pblicos e particulares. Vende-te na
lll pra de Ptdro H (anti8 ,arG do Col-
&<.<& legio) n. 37, segundo andar.
6 WSS
^ trar em dito armazem um grande e variado soi timento de
bertos edescobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para hornera o senhora.
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
Remedio sem igual, sendo reconh.>cdos pelos
mdicos, os mais mnenles como remedio nfal-
livel para curar escrophulas, cancros, rheumatis-
mo, enfermidades uo figado, dyspepsu, debilida-
dade geral, febre biliosa e intermitteute, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio
ulceras e eru[ces que resultara da impureza do
sangue.
CAUTELA.
D. T. Lanraan & Kemp, droguistas por ata-
cado New Yoik, aegam-se obrigados 5 prevenir
o resdeitavel publico para desconfiar da algumas
tenues iiiiitacoes da Salsa Panilha c'o Bristol,
que boje se vende neste imperio, dtelarando a
lodos que sao elles os uni os proprietarios da re-
ceila do Dr. Bristol,tendo-lhe compr.ido no an-
no de 1856.
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma lem'
direito de fabricar a salsa parrilhadeBrisiol, por- '
que o segredo de sua preparajao acba-se somen-|
te em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos comdefaprecia-eiscombi-!
natjoes de drogas pernicio-as.as pessojs que qui-
zerem comprar o verdadeiro devem bem observar
os seguintes signaos, sem os quaes qialquer ou-
tra preparaca falsa;
1* O envoltorio de fora esl gravado do um la-
do sob urna chapa de ac, trazendo
guinles palavras :
D. T. LANMAM & KEMP
SOL AGEKTS
N. 69 WATER STREET.
TXCAY-YoYli.
2' O mesmo do oulro lado tm um rotulo era
papel azul claro cem a firma e rubrica dos pro-
prietarios.
3o Sobre a rolha acba-se o retrato e firma
do inventor C. C. Brisiol em papel cor de rosa.
4o Que as direcc.oes juntos cala garrafa
tem urna phenix semelhanle a que vai cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro ra da Alfandcga n. 9.
Balii3 Germano & C. ra Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de drogas de J. Soum
C, ra da Cruz n 22.
e inglez : em casa de
remedios
americanos.
P a guarda nacional da capital e do interior. g^ ; os quaes
3l APromPtam-8e becas para desembargados, lentes, juizes de di- f^Ss lcs,ias-
i^j reito, municipaes e promotores, e vestidos para montara. NSoapra- If5^
3 dando ao comprador algumas das roupas eitas se apromptaiao ou- "
Todas as casas de famlia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele, devem eslar prevenidos
1^1 com esies remedios. Sao tres medicamentos era
eficazmente as principaes mc-
m.
^ tras a seu gosto, qur com fazenda sua ou do armazem para o que
s||g tem escollndos e habis officiaes, dande-setoda e qualquer roupa no
R&*# da convencionado.
- \w
3^
Prompto alivio de Radway.
Inslantaneameiile alivia as mais acerbas dores
cura os peiores casos de rheumatismo, dor Je
bega, nevralgia, diarrea? cmaras, clicas, bi-
is, indigeslao, crup, dures nos ossos, eontusSes,
ueiraadura, eruP6es cutneas, angina, relee-
immmmmmmmmmmmm>
Progresso na cidade da Victoria
DE
Francisco Xaxier de Salles Cavalcautc de Almeida
NO
Paleo da eira.
a j pe as se-
O proprietario desle estabelecimento, como se sefaa com ura grande o completo soni- B
ment, tendente a molhados, ferragens e miudezas convida porlanto a lodos os moradores I
desta cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores queiram mandar suas f|
encoramendas no Progresso do pateo da Feia, pois s ahi enconlraro o bom e barsto, B
visto o proprietario estar resolvidoa vender, tanto em grosso, como a relalho, por menos Igj
do que era outra qualquer parle como sejam :
Latas de marmelada de 1 2 libras a 1-iOO, frascos cora differenles qualidades de doce fp
por 2?000, latas de soda conlendo nove qualidades a 2V0OO, azeitonas muito novas. ^
passas de ditas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2-jOOO rs. a garrafa, licores^
rancezes de todas as qualidades, champanhe, conhaque de ditas, lour;a fina, azul.pinlada, B
e branca de todos os padroes, ameixas era compateiras e era latas a 1?000 rs. a libra
latas de peixe de posto por 2J>000 rs., banha de porco refinada, ararula, fatias, bolachi-
nha ingleza, biscoitinbo, e outras mais qualidades de massas finas, massa de lmate era
ltase a relalho, lelria, raacarrao, talharira a 800 a libra, verdadeira gomma de ararais
insenso de todas as qualidades, espiritov de cravo, canella, e alfazema, verdadeiros penles
a imperaris, e de tartaruga de 9000 a 10?C00 cada um, tranca e franja de seda, Te-
chadoras de broca, pregos em quantidade de lodos os tamanlios e qualidades e outros
muitosobjectos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar,
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor
1 abi-a, ih vralgia, diarrhaTcmaras. eolM
cao de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura Iodas as enfermidadesescropbolosas.chro-
meas esyp hlilicas; resolve os depusilos de mcs
humores, purifica o sangue, renova o syslema;
promplo e radicalmente cura, cscrophulas.vene-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afeeroes do figado crin?,
erysipelas, abeessos e ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difTiculdade das regras das
mulheies, hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
cao do sangue, inleiramenle vegetaes favoraveis
1 em todos os casos nunca occasiona nauzeas no
. dores de venlre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
j a 8 purgara. Estas pilulas 5o efficazes as affec-
; coes do Ogsdo, bilis, dor de cabera, ictericia, in-
, digestao, e era Iodas as enfermidades das mu-
j Hieres, a saber : irregularidades, fiuxo, retec-
, .oes, flores brancas, obstruccoes, histerismo, etc.,
I .'ao do mais promplo efleito na escarlatina, febre
I biliosa, febre amarella, e em todas as febres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vera a-
companhados de insirucres impressas que mos-
; j tram cora a maior miuuciosidade a maneira de
I j applica los em qualquer enfermidade. Esta o ga-
| i ranlidos de falsiflcarao por s ha ver venda ro
I armazem de fazendas de Raymundo Carlos Lfite
|&lrmao, na ruada Imperalriz n. 10, unic9
1
-WWas^l^UeSlIltanA.
Q2G6
1 _
91

1
Gila-percha.
Reccbi u-sc novo soilinunlo decapas,
perneiras e spalos de guiia-pen-ha [vul-
garmente borracha.
Loja de marmorc.
zmm?~
&em
&m

Pastilhas vegetaes deKeinp
contra as lombrigas
approvadas pela l'.\m.* inspeccao de esludo de
Habana e por muitas outras juncias de hygiene
ublica dos Esladus unidos e mais paizes da A-
raerica.
Garantidas como puramente vegetaes, agrada-
daveis vista, doces ao paladar, sao o remedio
infalltvel contra as lombrigas. Nao causam
nausea), era sensacoes debilitantes.
Tesieinunho expoutaneo era abono das pasti-
has de Kemp.
Sis. D. T. Lanman e Kemp.Port By-
ron 12 de abril de 1859. Senhores. As pas-
tilhas que Vmcs. fazem, curaram meu filho ; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava ura
cheiro fedito. tinha o estomago inchado e con-
tinua comichao no nariz, lo magro se poz, que
en tema perde-lo. Nesias circumsiancias um v-
suilio meu dsse que as pastilhas de Kemp ti-
nham curado sua filha. Logo que soube disso
coraprei 2 vtdros depastilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vinos, seu amo agradecido.
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos nicos proprietarios D. Lanman a
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas a3 boticas das
principaes ciladesdo imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Bihia, Germino & G., ra Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Suuro
& Companhia ra do Cruz n.22.
Vende-so urna carroca uova sendo para
cavallo; atratar na taberna da ra do Caldereiro
n. 60, se dir jucm tera.
Parahyba.
Vende-se o eugenho Torrinha distan-
te desta cidade duas leguas por tena,
teca terreno para dous mil paes oor an-
no e boa casa de vivenda assobradada e
boas obras, tem embarque no porto dis-
tante do engenho 1|2 quarto de legua
do 1 io Parahyba e em menos de 3 horas
se vem a cidade: quem o pretender di-
rija-se a Joao Jos' de Medeiros Correia
^& C que dir' quem o vende.
?^5a
Tachas e moendas
Braga Silva &C.,tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A,ura grande ortimento
de tach'-se moeedas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw atratar no
mesmo de osito ou na ra do Trapiche n 4.
Em cosa de N. O. Biecr & C.,
\ r-
-4. - PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
NW-YORK
0 MELHOR REMEDIO CO.N'HECIDO
Contra eonstipagdes, ictericia, afeayes do fijado,
febres biliosas, clicas, tnd'igestes
enxaquecas.
Hemorrhoidas, diarrhea, docncas da
pelle, irupcoes.e todas as enfermid'ades,
PROVENIENTES UO ESTADO 1.MP1R0 DO SANGIE.
75,000 caixasdeste remedio consoinmera-se
annualmentel'
Remedio da natureza.
Approvado pela Lleudado de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
GMDE SOBTlMSrO
DE
Fazendas e roupa ieila
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tavares d-3 Mello
ROA DO QUEMADO N. 39
EX SLA LOJA DE QfATRO PORTAS.
Tem um completo sortiment da rotpa feila,
e convida a todos os seus freguezes e todas as
pesseas que desejarera ler um sobrecasaco bem
feito, ou urna calc,a ou collete, de dirigirem-se a
que encontrarao um hbil
successotes, ra da Cruz n.
Vinho Xerez em barris.
Champanha em caixas de 1 duzi da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
Vermouth em ditas de ditas,
i Ferro da Suecia.
'; Ac de Milao
Brtlhantes de todos os tamanhos.
A 6$000.
Vendem-se saceos grandes com trinta e tantas
cuias de arroz de casca, e a 240 rs. a cuia : na
travessa dos Expostos, taberna n. 1S. atraz da
malrii de Santo Antonio.
Relogios
Siussos.
Em casa de SchauVillin & C, ra
\, vende-se i 38, veude-seum grande e variado sorlimentode
relogios oe algibeira horisontaes, patentes, chro-
nometros, meios chronomelros, de ouro, prata
dourada efolheadosa ouro, sendo estes re-
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
deao por presos razoaveis.
A monarchia conslilucionnl e os libellos pelo
Dr. A. David Vasconcellos Canavarro, vende---o
na hvrana ns. 6 e 8 da praca da Independenc;a
a i?(W;0 cala exemplar. '
\endem-so duas eommendas do Chriso e
urna deAviz por melado de seus valores, obrus
muilo boas, para se fechar una corita : na ra
Direila n. 66, escriplorio de Francisco Maih03
Pcreira do Cosa.
o- -_ ------g
|i\em sempre se
enconlra
iRetratos em ex-i
posicao.
rtecebeu-se poreao de retratos dealguns
rsonagens distinclos, vende-se por prc- }
@

pe
O mdico na
LOJA
'.-'*.* t* "T:> O % '-- <-> -O

Sndalo.
Recebcu-se novo sorlimemo de boni-
tos leques e braceletes de sndalo na
LOJA OE MARMORE.
Vinho de Bordeaux.
m
^ C3 Chitas largas francezas cores fixas ?S>
Jfp padrees escuros o de boa qualidade a 210 ^
I rs. o covado, dio-se amostras e vendem- a
S se na loja nova da ra da Cadcia do Ite- Jf
cife n. 23 confronte ao becco largo, de kS|
g Augusto & Perdigao. $5
Almanak deCasti-
I lho para 186
Acabara de chegar de Lisboa esles interess.in-
les almanaks, e vendtm-sc na vraria econmi-
ca ao p do arco de Sanio Antonio ; lambem se
vendem collecees completas dos mesraos, a pro-
cos commodos, na mesma livraria.
Era casa de Kalkmann Irmaos &C, ra da
Cruz n. 10. cnconlra-se o deposito das bem co-
ntiendas marca dos Srs. Brandenburg Freres.
1 e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
, Lubo., para delux. Tem as seguintes qualidades :
De Braadeburg frres.
este estabelecimento
desempenhar as obras a vontade dos frjguezes.
Ja tem um grande sorlimento de palitots de ca-
semira cor de rap e outros escuros, que se ven-St. Eslph.
dem a 12$, outros de casemira de quridrinhos St. Julien.
da mais fina que ha no mercado a 16>, ditos! Margau.
de merino setira a 125?, ditos de alpakn muilo j Larose.
fina a 69, ditos francezes sobrecasacados a 12$,' Chateau Loville.
ditos de panno fino a 209, 253, e 30, sobre- Chateau Margaux.
casacas francezas muito bem feilas a3$, cal-
gas feitas da mais fina casemira a 10$, ditas de
brim ede fusiao por prego commodo, um grande
sorlimento de colletes de casemira a 5?>, ditos de
ouiras fazendas por prego commodo, um grande
sorlimento de sapatos de tapete de roslo muito
I,s puramente vegeta, nao contera ellas ne- pos decas.or muilo superiores al6,dtcs dese-
nhum veneno mercunal nem algum oulromjne- da, dos melhores que tem
rat; eslao bem acondicionadas era caixas de folha
para resguardar-so da humidade.
Sao agradiveis ao paladar, seguras e efficazes
era sua operacao, ura remedio poderoso para a
Juventude, puberdade o velhce.
Lea-se o folheto que acorapanha cada caixa,
pelo qual se ficar conhecendo as muitas curas
milagrosas que tem effeclusdo. D. T. Lanman
& Kemp, droguistas por atacado era New York,
sao os nicos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venda era todas as boticas das
principaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra Alfandega n. 89,
jBaha, Germano & C. ra Juliao n. 2.
I Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
4 C, ra da Cruz n. 22.
Charutos baratos.
Nao pode haver fumante que nao compre cai-
xas com ICO charutos da Baha por lJfOOO : -no de-
posito da ra das Cruzes n. 41.
Vende-se
ura carro novo do 4 rodas com os competentes
arreos para 2 cavalIo3, por prego razoavel ; para
ver e tratar, no sitio do leo junto a capella de S
Jos do Manguinho, das 7 s 9 horas da manha,
e das 5 horas da tarde em dianle, todos os dias.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien.
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madcira em barris.
viado ao mercado a 10J>,
diios de sol. inglezes a 109, ditos muilos bons a cognac em barris qualidade Ana.
129 .ditos francezes a 89, d.tos grandes de pan- cognac em caixas qualidade inferior,
ao a k9, ura completo sorlimento de gohinhas e \ Cerveja branca,
manguitos, tiras bordadas, e entre meio.'j muito '
proprio para collerinhos de meninos e Iravessei-
ros por prego commodo, camisas bordadas que
servem para batisado decriangas e para passera
a 8??, 108 e 129, ricos lengos de cambraia de
linho bordados para senhoras, ditos lisos para
hornera por prego commodo, saias bordadas a
3&500, ditas muito finas a 59. Ainda tem um
reslinho de chales de toquim a 30, orles de
vestido de seda de cores muito lindas e superio-
res qualidades a 009, que j se venderm a
150?, capolinhos pretos e manteletes pretosde
ricos gostos a 20, 259 e 309, os mais superio-
res chales de Casemira eslampados, muito finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tre; quar-
las, adamascadas, muilo superiores a 59, ditas
para rosto de linho a 19, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como niaras a
260, 280, 320, 400 e 440 rs. o covade, ricas
casemiras para caiga, colletes e palitots a 49 o co-
vado, e ura completo sorlimento de outra fazen-
das, e ludo se vende por prego barato, eque nao
possivel aqu se poder mencionar nem a quarta
parte dellas, no entanto os freguezes ebegando e
querendo comprar nao iro sem fazenda.
Potassa nacional.
Na ra do Vigario n. 9, primeiro andar, vende
se muito superior potassa, chegada ha poucos
dias do Rio de Janeiro, em barris de 4 arrobas, e
a preco muito commodo.
RELOGIOS.
Vende-se emeass de Saunders Brothers A
C.praga do Corpo Santo, relogios do afama
do fabricante Roskell, por pregos commodos,
e tambemtrancellins e cadeias para 03 mesmos,
deexcellente Kosto.
Barato que ad-
mira.
Na ra do Queimado n. 55, loja de miudezas
de Jos de Azevedo Maia o Silva, vendem-se cai-
xas de agulhas francezas a 120 rs., clcheles em
carlo a 40 rs., era caixa a 60 rs., caivetes de
aparar penna a 120 rs., caixas de folha com phos-
Iii: MARMORE. "j
Ra Novan. 34.
Madama Rosa Hardy lem para vender ricos
cintos de seda com Qvelas para senhora.
IiitCCsse.
Deseja-se saber onde mora o Sr. capitn Ma -
noel de Amorim Lima, que oulr'ora morn na
ra do Sol, a negocio que llie diz respeito : na
serrara da ra nova de Santa Rita n. 35.
Cavallo venda
Vende-se um cavallo pequeo muilo manso o
oom andador de baiio al meio, s proprio pj-
, ra monlaiia de senhora ou menino de escola, i ;
[ ode haver cousa mais delicada para um ou outro
; lim : quem o pretender, dirija-se a Pass.igcm di
; Magdalena, passando a ponte pequea na panui-
ra taberna
Escravos*
Gurgel Irmaos leem para vender famosos es-
craros: no seu escriplorio, ra da Cadeia do Re-
cite n. 28, primeiro andar.
Labyrinlho.
mam para acs
Ra do Queimado n. 6, loja de
fazendas por baixo da
IJUIILCd. Gurgel Irmaos vendem ricos lencos c toalhas
Vendem-se chitas francezas finas com pequeo ; de labyrinlho, ra da Cadeia do Recite n. 28.
toque de avoria a 200 rs. o covado, ditas muilo .
finas inleiramenle liuipas a 20 o covado, pope- i VCiue-se millio milito novo e pol-
lina de rr miudinha prouria para vestidos e ; preco comioclo
rnupa de meninos, sendo da largura de chita I
na ra do Cordoniz
n. 12.
Escravos fgidos.
franceza a 240 o covado, coberlas de chita pelo
diminuto preeo de 1;;GU0, sapates inglezes, obra
muilo loite e'de muita duraco a 3^800 o par,
tudo se vende por menos do que em oulra qual-
quer parte: do-se as amostras com peuhor.
Vende-se urna prela sadia, que engomma
bem e lava : na ra da Cruz n. 27, 2. andar.
Vende-se urna canoa grande, bem construi-
da e em perfeito estado, que conduz de 1,500 a
1,600 lijlos de alvenaria grossi : a tratar no es-
criplorio da Companhia Pernambucana n. 1.
Vendem-se 9 animaes para roda c carga,
sendo 4 egoas c 5 burros novos : na ladeira da
ribeira cm Olinda, sobrado n. 26.
ptimo cozinheiro.
Vende-se ura cscravo moco, de nacao, sadio e
muito fiel, sendo excellenle cozinheiro, tendo
aprendido em um dos melhores holeis do Rio de
Janeiro ; dao-se informacoes na ra da Impera-
lriz n. 10.
Vende-se urna crioula de boa figura, com
dade de 16 anuos : os pretendentes dirijam-se
ra do Hospicio n. 15, que se dir aonde ha de
ser procurada.
Vende-se urna mobilia composla de 12 ca- : gCnho Scrrinha de Serinha'erii a seu senhor Frar.-
deiras, 2 consolos, 1 mesa redonda. 1 cama fran- cjsco jfanoel Wanderley I.ins, ou nesta cidade
ceza, e mais outras cousas, tudo de amarello e U0 Sr. Manoel Alves Ferreira, na ra da Moeda
novo; o prego o mais commodo possivel :' n. 3_ segundo andar.
quem a pretender, dirija-se ao Afogados, no lar- I Fngiram do engenho Jaguar em Seri-
go da matriz, casa n. 21. contigua taberna do nhaem, na noite do dia 23 de junho do correnta
Maximiano. que ahi achara com quem tratar, a 0 cscravo Paulino, cabra bem mogo, boa figura
Fugio no dia 19 de junho prximo passado,
do engenho Bom Successo do termo de Seri-
nhaem, o cscravo Daniel, preto fula, crioulo, do
idade 20 anuos, pouro mais ou menos, alto, sec-
co, bem espigado, eabeca pequea, feicoes regu-
lares, bem feito de corpo, ps c miios seccas o
bem feilas. Esle cscravo procurou ao Sr. P. V.
Bulelrou, rendeiro do engenho S. Joao do Cabo,
para o comprar, e nao querendo o dono vnde-
lo, mandou bscalo, e na chegada dos portado-
res, c escravo dcsappareeeu ; julga-se que an-
dar o dito escravo as visinhancas da villa do
Cabo, ou do mesmo engenho S. Jeito, ou do en-
genho Barbalho, onde tem muilos conheeido?,
pois que frequentava esses lugares quando foi do
Sr. Jos Xavier da Rocha Wanderley, hoje mo-
rador no engenho Serrara : Pede-so as autori-
dades de polica do termo do Cabo a captura des-
te escravo, e aos capilaes de campo ou qualqutc
pessoa que o conheca, de pega-lo e levar ao en-
qualquer hora.
Na ra da Unio, ultima casa do lado es-
querdo (vindo da roa Formosa) ha urna porco de
obras de labyrinlho viudas do Cear, perfeila-
meuie irabalhadas, as quaes se vendem por ata-
cado rom o abate de 10 0\ sobre os pregos j
bastante mdicos, porque se vendem tambem a
retalho.
com urna marca de empigem ou queimadura na
face, e o escravo Joo Mauricio, bem preto, com
falla de denles, alto, espadado. bem feito de pe's
emaos : quera os pegar, ter a quanlia de OOJS
; por cada um, entregando no mesmo engenho :
: sendo ambos crioulos.
Fugio no dia 2 do correnle, Luiz, mulato,
: de estatura regular, bonito de cara, fallas bran-
das, denles perfeitos, principiando a ler barba?,
de idade 23 annos, pouco mais ou menos, rosto
perfeito, ps bem feitos, corpo secco, ofllcial de
marcineiro, filho do Recife, ondo tem roi for-
. ra. Este mulato procura embarcar para o Rio de
jt Vende-se urna casa terrea bem construida,; Janeiro para ter praga de mariuha, segundo dis-
phoros a 160 rs., s a caixa val o dinheiro, sa- chaos proprios, no bairro de S. Jos ; lambem jse a outros : d-se200$ a quem o irouxer. Mo-
patos de tranga a 1^280 e 1JJ600, macassar perola 1 troca-se por escravos : auem pretender, annun- renos 5 de agosto de 1860. Antonio de Souza
a 200 rs. o frasco, charutos muito bons a 2. 1 ce para ser proeurado, j
Vende-se o sobrado da ra Bella n. 14 :
a tratar na ra de Apollo armazem doas-
sucar n. 47.
MUTILADO


pn
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIftA 9 DE AGOSTO DE i 860.
***---------------- ----------------------------------------------------i------------------------------ ~*~_____.____.___________________
Litteratura.
Ideas novas sobre a liberdade
esuasapplicaces.
A LIBERDADE.
Por Jiles Simox.
I
O hmem, no que lem do verdaderamente hu-
mano] nao 6 essa organisacao material, que cha-
manas seu corpo. esse sujeilo sentido, pencan-
do, alendo, obrando e querendo, que chamamos
ua. Nossa alma, na qual a Bcnsibilidade,
ctiuienle responsaveis pelo nosso esfuigo, e pelo
que por elle podemos ; fzemos ludo quanlo po-
damos para realisarmos nosso bom pensamento ;
nao podemos consegui-lo ; nein por isso a obra
no que nos diz respeito deixa de se ser consum-
mada.
Nos dous casos aquello que dos impoe o fim
proporciona o meio.
Bom seria que assini fosse. A Hberdado na es-
phera puramente intencional, poda ser llimilada,
mo o ribombar do irovo al ivia o peso da almos-
phera.
Christo derramou lagrimas de sangue no Horto
de Gethsmani.
Ao pisar o limiar do mundo, o bomem derra-
ma lagrimas ; e ao descer os degros do tmulo,
seu corpo envolvido em urna morlalha orva-
llada de pranto.
Heraclito em opposigo Democrito que de
ludo rla-sc, vivia constantemente chorando sobre
sua 5
a inli
sem que inleresse grave algum fosse compromet- as miserias da humanidade.
lido,para que ento prescrever-ihe limites?! Amigamente exislian en Boma, mulheres de-
No dominio da acciio, ao conlrario, como usaria- nominadas carpideiras, s quaes se pasara para
igencia, a t a aclividade e a vonladose mosdo dupl lnslru",cnl. 1ue assim "*e-
prcndbm por urna unio indissoluvcl para cons- > S0 Sldu abandIiado? 1 seria de nos se pre-
tiluirmossa persoualidade. o que faz mais part- "sas8emos. cegoscomo somos, arraslar, no meio
colare mais cssencialmentc o cu 6 o elemento dflS1lrevarse'acleaido' oossa aclividade inlellec-
volun*ario;sem duvida existo, porque sinlo, por- ,tual a 0ra do qual a nalure a "t com tan-
quepenso, porque creio. porque obro, mas pnn.lafac,hdad0 e"gurane? e o que resultara,
cinalipen(e porque quero. I Per8unt0 eu- dc "ossas relages com o mundo
Querer amar e aborrecer ; Iransportar-se maleal. se Pcdessemos nelle tudo o que qui-
peloklesejo um estado, que agrada, ou alfas-: zesseraos'na0 d8 rnenle na infancia, mas,
tar-sc pela aversao de um estado que repugna ; ainda na cdade da raza0 e da ?"*<* ?
[Continuar-se-ha).
ainda tomar som odio e sem amor, sem sympa-
thia 6 sem antipathia, urna dolerminago, que
ler-se-ha preferido alguma outra depois da de-
liberSgo ; em urna palavra, e para resumir em
urna1 formula precisa os caracteres coramuns
todas as nossas voliges quaesquer que sejam, i
Variedades.
0 lulo i; as lagrimas.
O luto a expressao do senlimento que se asy-
pronuuciar-se mentalmente pro ou contra urna la em nossos cotaqbes a manifestarlo da dr
Srtuafiao dada, a qual percebe-se como exislndo quc sentimos peIa perda d'aquelles a quem mais
ou concebe-so como podendo existir. | prcSamos
No genero, que comprehende todas as nossas! As iagrj"raSi sao as mesmas entre todos os po-
delerminaroes voluntarias, collocamos duases- J vos do universo c na phrase de um escriptor.
recics, as quaea ellas se dividcm. No amor o sa0i estillado da dr e sangue da alma, a tinta do
no od.o, no desejo e na aversao, e em todas as corac-a0i 0 fel da ,daf o lquido do senlimento. O
affeicoes da me* na ornen, nossas voliges sao- lulo vara conforme 0 uso das nac5es#
nos impostas por urna forca anloga aquellas, 0s Israelitas nao SO mudavam os vestidos e os
que a materia obedece ; amamos, odiamos, que- ; traziara de c0reg i,etus duraQte 0 ^ como
remos nosso bem. nao queremos nosso mal, ex- ainda a0 receberem urna triste nova, os rasga-
actamente como a planta cresce, como o regalo vaai| c se ouvam uma bIasfemiai ou presencia-
corre, isso necessanamente ; nossa Tontada.; vam algum sacrilegio, batan humildemente nos
instinctlra e apaixonada, nada mais do quo um peitos, erguiam a mo sobre a cabera, cobriam
accidente natural. fatal. j de cinzai rapavara as barbas t 0s cabellos ; ma-
lulo contrario, as delerminages, que prece- nrcstando assm lodos os signaes de um verda-
de urna deliberarlo, e que acolitemos rccoohc- [ deiro desespero
ceudo o poder de reieita-las, por exemplo, quan- Enlre 03 Hebreos em quanto nao se determina-
do decido-me a querer o bem desle hornera em va 0 lut0| na0 era perruitliJo ungirem-se era
vez do mal, que principio eslava disposto a de- ; lavarcm-se ; conservavam os vestidos rotos o su-
sejar-lhe. somos nos mesmos que nos impomos o j0Si 0u cobriam o corpo com grossos pannos
mobil, que impelle-nos, ou o freio, que nos re- amarrados pela cintura, em formas de tnicas
lera ; e assim, rcflectida e pensada, a vonlade Caminhavam com os ps descalros e frequenle-
vre, -6 a liberdade. | mcn(e occullavam o rosto as dobras do manto.
Einquanto liberdade, cncerra-se neste recin-
para nao seren ralas as lagrimas que derrama-
do, onde ella nao mais do que o poder de que- varn. Usavam alen, disto, acompanhar o luto
rer ou nao querer chama-se liberdade moral. Se -, com jeJuns em aIgulnas era esla manifcstarao
saha da vonlade para eslender-se aclividade, verdadeira e sincera : em outros, porm, nao p'as-
qieenconlra ao lado dalla o para assim dizer de- sava de uma frmalidade, de uma refinada hy-
baiso de sua mao, ella torna-se activa ; c como pocrisia.
i.osle titulo 6 ella excrcida em duas espheras ; As viuV3S antigamente conservavam o luto du-
diferentes, a do peusamenlo c a do movimento
1 raute o lempo que viviam ; oeste numero encon-
orgAn.co, lemos de urna parle a liberdade intel- lra.se Judilh c Anna a prophctsa. 1Ioje seme-
ectual a liberdade de pensar, e d'outra parte a ihanlo uso dcspcrtaria 0 riso c daria a
h.erdade phys.ca, a liberdade de mover os mem- ( dos commenlarlos. Oucamos um cscrplor phi-
ll0 "... ... ; losopho, este respeito nao deis crdito viuva
A l.berdade activa, a aclividade livre nao lacrimosa, diz elle, que jura estar inconsolavel
so j estas duas formas maIS do que o duplo pro- i por lcr perdido 0 aniado e 0 era 0 unco
longamento da liberdade moral, da vonlade livre. dgn0 della ; pois cedo a veris correr ao baile,
que 6 seu ponto de partida c serve-lhe do ponto (tom um ga]anle veslido dc lul0 e buscar nos
dejapoio. tajunlamenlos segundo esposo que tambera tcm
Lnlretanlo, por mais livres que sejam estas li- de norrer.
berdades, nao so absolutamente iudependentes;
nenhum poder neslc mundo 6 autnomo; toda a
forca couhece sua lei. Como moral, a liberdade,
Qual vide cansada, que abraca o no-
vo olmeiro que cncontra, e espera lancar novas
flores de seus seceos troncos.
Enlre os povos jJa Licia, provincia da Asia, o
d:spondo de si como enlende, conhece-se. era lulo 6 feilo do um modo bem CJLlraordinario. Du.
certo ponto do vista, dependente do uma regra ranle clIe> os houiens vestom.se de mul,10res
que lhe revela a consciencia o que Ihe apparece querendo assim demcuslrar que as lagrimas nel-
comoobngatona:-cllaconlacoraodever. Como |aaaMentn mullo bem, sendo entretanto uma
activa, por isso que enlao se complica com um prova de cobarda em um animo varonil
elemento estranho, conservando-se ella o que Antigamente o luto usado em Portugal era bu-
admille alora da le moral, que altinge em sua : rol branco. Esle uso permancecu at o reinado
essencia, uma outra le. que a fere na aclividade, de el-rei D. Manoel ; sondo introduzido o luto
que ella assoc.a si_:-o pensamento e o mus-; prclo, pela occasao da morte de D. Philippa la
culo so lhe obedecerao, se ella obedecer no uso, daquelle rei.
que driles fazer pretende, s les que dominara o ; 0s soberanos de Franca, trajavam luto cor d
exercicio da inlclligcncia e os movimenlos do violenta.
corpo.
Nao 6 mais uma impossibilidade moral unica-
Enlre os rabes e os Turcos 6 azul, entre os
Chins branco ; cor de Ierra enlre os Ethiopes,
<,i!,.Sa!" dls)0^,Pfsibii1iidad_esPll:vsicas-|amarelloenlreos Egypcios, e preto entre nos,
uso que bordamos da velha melropole. O roxo
que se erguem dianle de nos. Quanto mais a li-
LerJade se projecta fra dc si propria, lano mais
se limita.
Nao nos queixemos por isso. qualquer fim
que nos dirijamos, lemos precisamente a quanti-
dade de lberdadade, quo a siluacao exige. Na
esphera da intencao, lemos liberdade de querer,
por toda a parle, e semprc c sem exepgo algu-
lraz idea o senlimento, o azul a paz, o branco
a innocencia, a cor de Ierra a tristeza, o amarel-
lo o desespero, e o preto a morte.
As lagrimas sao a muda expressao dos nossos
sentimentos, sao a pregoeira de nossas dores, sao
a cloquele pintura do estado de nossa alma.
As Iragrimas nem sempre significara ador e o
ma, o que conforme com uma regea, quo nun- : soffriraenlo, muitas vezes exprimem o seu jubilo
ca nos deixa:ahi somos constante e absoluta- e a felcidade.
monto livres ;-no mundo da aeco somos uni- | As lagrimas alliviam as dOres do coraco, co-
t Ucoracio humano, (diz Theocrito) que lou-
camentc se accende m amor vista das lagrimas
femenis, como a acha apagada, que s accende
de novo meltida as aguas da fonte Dodonea. Es-
ta to estiavaganle propriedade, (accrescenta el-
le) tem egualmente o pranto das mulheres, as
suas lagrimas nao apagam, accendem fogo nos
loucos coracOes dos amantes. Esle autor nao
muilo seguido pelas moras.
David por amores de Bersab, chorou amarga-
mente.
Danle chorou a infidelidade da sua Beatriz.
Os desgranados, (diz o escriptor do 'rico)
na sua miseria conservam sempre olhos que sa-
bem chorar.
A dr a mais tremenda do espirito, quebran-
tam-ao entorpecem-a as lagrimas.
O Sempiterno as creou, quando nossa pri-
meira ma nosconverleu em reprobos : ellas ser-
ven), por ventura, ainds de refrigerio 14 as tre-
vas ixteriores, onde ha o ranger dos denles.
Meu Deus, meu Deus I Bemdilo sejo o leu
nome, porque nos dsleso chorar.
Beferem os Orientaos em suas fbulas, que as
lagrimas dos amantes, cahindo no ocano se con
vertem em peroles.
As ligrimas da aurora florejam os prados, do
vida aos campos, reverdecem os montes, alegrara
as aves, despertara as musas, e embellezam a
natureza.
Bcmaventurados sao os que choran, por que
ellos sero consolados : disse Jess Christo.
(Do Correio Paulislano.)
Os parsitas.
Nada ha que morra ; tudo se transforma a-
penas.
Esle axioma que a chimica foi pedir empres-
tado a metempysychose segundo o novo pen-
sar verdadeiro, sobretudo no que diz respeito a
ordem moral. 03 caprichos, os vjcios, os ridi-
culos de que se cobre a humanidade sao eternos ;
cada poca nao faz mais que vesti-los segundo a
moda do da ; trai, porm, os ouropeis e s vos
apparecer o que na linguagem vulgar costuma
cbamar-se um pobre diabo.
Sim, senhores mascarados do carnaval huma-
no, todos vos nos sois perfeilameole conhecidos.
Bons das, senhor capitalista, como passais ?
Charaa-se Turcaret, raeu charo amigo I Bons
das, senhor da hypocrisia, quo vos fizesles ca-
valleiro da devocao do mesmo modo quo outros
se lem feilo cavalleiros da industria, oh conhe-
cem-vos perfeilameole ; ja vos chamasles Tartu-
fo, boje... mas intil dize-lo.
Bons dias tambera, senhores das Camelias, dc
Marmore ou do Mundo Equivoco ; bons dias, As-
pasias, Manons Lescauts, Manons Delormes, da
crinolina c do disfarce.
Nao, ainda nao morrestes, era morrereis to
pouco, lypos que renasceis da lama, como a phe-
nixquando a haviarenascia, segundo dizem
de suas cinzas.
Nem lo pouco lu raorresle, anligo parasyla.
Oulr'ora, apenas te conlentavas com as migalhas
da mesa, para a qual entravas com la quola de
32 lisonjas por cabera ; cmquanto que hoje 1 des-
lustras leus avs, alcunhando-os de lambe-pra-
los. A' semelhanca do Proteo, tomas simult-
neamente mil formas e caras ; ao raesnio lempo
intil e de uma avidez a toda prova, ludo inva-
des, era loda a parte te eslabeleces.
Tens por devisa : emposso-me do bem alheio,
Quanla ternura e quanta poesa, nao tem as I onde quer que o encontr ; sem que te irapor-
lagrimas que, desusando dos olhos da virgem, tem rauilo as affrontas e reprimendas,
banhara-lhc a mimosa face, como perolas de or- i E' necessario convir que esle proceder tera
valho. que cscorregam pela liza superficie de seu lado bom, se dou atienco aodescnvolvimen-
verterem lagrimas sobre s sepulturas dos raor-
tos. Esle uso permaneceu <>m Portugal al o rei-
nado de O. Joao I.Era a hypocrisia derramando
o fel do escarneo, sobre as glidas faces dos ca-
dveres 1
A pobreza derrama lagr mas por nao ter urna
migalha de pao para saciar a fome, ao passo que
o rico as verte por ter necessidade de alimentar-
se para viver.
Muitas vezes nao acreditnos na sinceridade
das lagrimas que orvalham a face da mulhcr, por
que nellas o chorar fingido e intilmente quasi
um habito.
Ha lagrimas verdadeiras i) sinceras, e sao aquel-
las que uma mai derrama sobre o berco ou sobre
o tmulo de um filho.
Mara vcrleu copiosas lagrimas, no cimo do
Golgotha, onde levantou-s< magestosa a arvore
sagrada da redempeo hun ana.
As lagrimas assim como provam muitas vezes
o arrependimecto de um coraco, muitas outras
altestam a m ndole de quemas verle.
Judas depois de ler vendido o seu Divino Mes-
Ire, phantasiou-o um tardb remorso, chorou ou
fez qne chorou, com o maior arrependimento.
Jeremas derramou lagrimas de sentimento, ao
contemplaras miserias da lormosa filha de Sion.
Lagrimas, pranto e chore sao synonimos.
Cames depois do ter erguido um monumento
de gloria Portugal, assentado sobre o alicoree
do seu immortal Luziadas nao leve uma miga-
lha dc pao para alimentar-se o chorou lagrimas
de fome I
Ha lagrimas esludadas e fingidas, como as que
as actrizes derramam sobre o palco.
Os mesmos afictos, (diz Tcito) sao os que
choram com mais ostentarlo.
Poetas exislem que tendo urna iospiraco h-
mida, os versos que produjera, tem a virludede
provocar lagrimas de compaixao.
Existe uma planta annucl, originaria das ludas
com flor nos estames, a qi al lem o nome de la-
grimas de Job ; produz u as continhas de que
se azein rosarios chamados de lagrimas.
Ha momentos esituaces na vida, era que nos-
sos olhos se humedecem ce lagrimas, sem que
saibamos explicar a causa.
Carlos IX, sonhou quo nos ltimos momentos
da sua vida, muitos martyresaproximando-so do
seu leilo deixavam suas lagrimas cahir gota a
gota sobre a sua face, al c ue o affogaram 1
As lagrimas da innocencia opprimida (diz um
escriplor) sao os vapores ce que se forma o raio-
uma folha I O que nao seriamos capazos de fa-
zer, para termos a ventura de enchuga-las com
os labios?! ..
Se algumas mogas soub(ssem, como augmen-
tara de formosura, quando duas perolas crystali-
nas '.hes escapa dos olhos, regando as rosas da
faco, por certo que toraavara o expediente de vi-
verem choromingando per omnia scula seculo-
rum.Porm 6 melhor qu j o nao saibam, porque
isso seria mais uma lenta ;o.,. Como a chuva
amollece a trra (diz o marquez de Marica) o
pranlo da mulher abranda o corar.3o do rUraem.
Existo uma solerauidade celebrada animalmen-
te pela egreja, na qual ha am sermo chamado
das lagrimas. Talvez por elle deve versar sobre
us suTiiuienius u u iiiorie do Redemptor. Enlao,
conforme o pregador que .e acha no pulpito, as
lagrimas augmentara ou diminuem sensivel-
menle.
As lagrimas quaudo sc sinceras purificara os
nossos erros, c nos loman virtuosos ; laes fo-
rara as que a Magdalena cerramou aos ps de
Christo.
S. Pedro negando tres vezes a seu Divino Hes-
ite, innundou-se em lagrimas de arrependimen-
to, e assim purificando-se foi perdoado.
Ha dores, tao vehemenlis, que por mais que as
queiramos encobrir nao as podemos, porque os
olhos as denunciara com sratidas lagrimas.
Outras existem, cujo allivio s encontramos as
lagrimas que vertemos.
FOOIETOl
C29E2
POR
PAULO DE KOCK.
x\v
A cacada aos ledes.
(Continuacao.)
Como te ia dizendo, propuz 5 Roque! acompa-
nhar-mc com as suas armas, porque nao se ma-
ta um leao como se mata uma mosca. Roquet j
linha coragem ; apezar disso a rainha proposla j
causou-lhe una emoccio que fe-lo erapallidecer
c elle disse-me: olha que matar lees um
lano arriscado. Se a rainha arraafalhar no mo-
mento em que o bichinho vier para cima de
inim ?
Enlao, disse-lhe ou, estars cora as maos
abanando? Nao tens rolado o leu sabr? Puxa
por elle e corta-lhe o nariz que c o lugar vulne-
ravel.
Se levassemos uma pec,azinha de arlilha-
o 1 rephcou R>quet.
Ora, qual 1 disse-lho eu, baslam as nossas
armas I
Elanto leiraeique a rainha eloquencia elec-
Irisou-o, c o rapaz decidio-se a acompa-
nhar-me.
a. Partimos O lempo eslava magnifico, um
pouco quenle, mas tu sabes que o ordinario
aquella Ierra. E depois levavamos as borra-
chas excellente agurdente. Quando pozemos
pernas ao caminho, disse-me Roquet:
Onde estao os lees ? Quero estar preve-
nido.
E eu respond-lhe :
Fica tranquillo, conheco o anlro ; sente-se
de longe ; clles lem um certo cheirinho selva-
gem, junto do qual o dos bodes flor de laran-
ja ; depois rugem ; parece que a gente tem
uma sucia de controbaixos em torno de si.
Ssbes msica, prests atlenco quando ouviresj
essa.
a Chegando uma altura, donde dominava-
n.os um dcsladciio, orlado de coqueiros, pal-
meiras, damasqueiros e oulras arvores, disse cu
Roquet:
Paremos aqui. Esls vendo alli aquella ca-
verna ao p dos rochados ? Pois nao alli que
se cscondem os amigos ; aqui no desfiladeiro,
por traz daquelle massiro de arvores. Sentmo-
nos, bebamos um gole, mas olho vivo no mas-
sioo, por alli ha de vir o leo. Pe a espingarda
armada ao lado e nao otires sc-no quando eu te
disser. Aqui nao se deve perder plvora ; alirar
sempre certo, do contrario o rei dos animaos nos
escapara o talvez se quizesse divertir cora-
nosco e viesse sallar-nos por cima da cabera,
isso nao faz mal, mas sempre deila poeira nos
olhos.
Roquet promclteu seguir as minhas ordens.
Descansamos, visitamos as nossas borrachas, com
os olhos semprc filos no tal niassico. Passou-se
una hora; nada apparecia ; eu j tiohi visto ao
longe leezinhos a pularem na planicie ; mas
eram do tamanho de gatos e nao valia a pena
perdermos os nossos tiros. Passou-se outra ho-
ra ; forc,a dc olhar para o massico, j me
I doi-im os olhos e via-me obrigado a fecha-Ios
de vez era quando. Roquel s fazia disso.
Parece-me que os lees estao com medo de
nos, e que nao tem vonlade de provar o rebufa-
do das nossas carabinas.
De repente acordei com um rugido forlissi-
mo atraz de mim... Roquel deu um grito ; eu
vollei-me e vi um leao magnifico, que em vez de
sabir do massico, vinha s sonsas por Iraz de
nos, c entortando a cauda, o que nclles 6 signal
de colera surda. Roquel eslava amarello e tremia
como varas verdes. Disso-lhe eu :
Nolenhas modo, rapaz ; dcixa-o vir.
E Irepei por uma palmeira cima cora a mi-
nha espingarda, porque do alto da arvore domi-
nava melhor o animal c quera alirar lhe na
orelha, que o seu lugar sensivel. Mas o meu
Roquet, em vez de esperar tranquilamente o ani-
mal, como eu lhe linha dito, poz a correr com
quanla [orea linha, gritan do como um damnado ;
o leo ao ver isso, largou-se-lhe no encalco.
Ah disse eu comiso, o Roquel est em calcas
pardas 1 Com cffeito, o leo ia ganhando ter-
reno. Roquel alirou c errou.. Oulra asueira
porque eu lhe linha prohibido que alirasse.
Gritou por mim. Eu de muito boa vonlade des-
cea da palmeira, mas tire uma caimbra na
perna esquerda que mo poz bambo. O pobre
Roquel eslava a doze passos do le3o que se
prcpaiava com loda a sera-ceremonia a passar-
mais trago-te
lo que em nossos das tem adquerido tua illus-
tre e fecunda familia. Nao ha homens nem mu-
lheres; lodos sao parsitas 1
E ludo islo se remeche, pullula, toma o me-
lhor lugar na calcada 1
Faz hoje sol ? Ei-vos todos fra da loca como
os lagartos, com quem eslais um tanto apparen-
tado pela preguica, expondo aos seus raios a
vossa nullidade satisfeita.
Ora, meus nubres senhores, consent que cu
tome ao acaso algumas do vossas photographias,
cmquanto saboreis o repouso em que estis.
Priraeiro que todos, vos oh! parsita pol-
tico.
Nao pesada a bagagera. Compe-se de um
catavento, para observar de hora em hora de que
lado sopra o venlo do favor, de um par de luvas,
de urna casaca preta e de uma grvala branca.
Grabas casaca e agrvala, ficais confundido
as ante-salas com os lacaios ; e, de veras, nao
sois um tanto criado? Confundido deste modo,
ficais a esperar que passe o personagem cuja pro-
tcc$o appeteceis.
Ei-lo ahi vem, um comprimento. Muito bem.
Mais outro. De melhor a melhor. Nenhum es-
pinhago levou lo longe a deslocar.ao de humi-
Ibacao. Sentido 1 O personagem deixou eahir o
lenco : apanha-o, amigo !
Algum dia enhir no chao com o lenco a no-
meago de um lugar qualquer. Apanhando um,
apanhareis outro, e est feil ahablidade.
Oh I eu nunca fui muilo dado ao bello
sexo. Uma palavrazinha de passagem uma
vivandeira, v, mas isso de fazer corle, nada !
E por isso, granas a Deus as mulheres nunca
me causaram tormentos.
E' exquisito. Pois olha ha cerlos narizi-
Quanlo s vossas opinies... L vo j vinte o
cinco annos que apanhais lencos, e sabe Deusdc
quanlas mos difTerenles cabiram desde esse
lempo 1
Agora outro 1
Ah I ah I nao com o senhor parsita da ce-
lebridade que tenho a honra...
Esse pe era pratica o verso de Voltaire :
K do co um favor privar c'os grandes.
E' um Parisiense por excellcncia, e Paris enl3o
onde melhor, e sobreludo com mais preslezo,
vinga o grande hornera.
Do lugar mais recndito do horisonle que ap-
pareca um aslro novo, o parsita da celebridade
lhe faz suas senuflexes. Desgracadamenlo mu-
tos asiros apenas sao estrellas errantes, de modo
que perdem-se muitas genuflexes. Porm nao
se devo contar com amigos.
Eraflm, apparece um verdadeiro homem solar,
um talento cuja popularidadc tornera a despedir
relexos nos oilcnla e seis deparlamentos. Logo
ao primero luzir, o parsita da celebridade sada
o poeta ou artista com o nome de mestre. Agra-
dccimenlos da parle do poeta ou artista.
Ao segundo luzir pe abaixo o parsita todas
as glorias pasiadas, para erigir sobre suas ruinas
um pedestal sua eslalua. A estatua con-
sente.
Desde enlao est estabelecida a intimidado.
O grande homemquem nao lem suasfraque-
zas ?nao se enfada de ter mo uma bozina,
que proclame seus altos feitos. De vez era quan-
do faz com o parsita como outros com a trom-
beta para reunir os patetas
Desdo ento nao ha qncm nao repita : Co-
nhece o X. ?(Jue X. ?Ora 1 O X. que ami-
go do famoso R.Pois devers?Se elles csto
sempre juntos; era dous irraos .
E comecam a chover em casa de X. os convi-
les, os sorrisos, as raeiguices. E' X. um imb-
cil ; quera ser capaz de percebe-lo, vendo-o
atravs do seu grande homem?
Aps seis mezes passa X. por trabalhar era to-
das as pecas ou todos os quadros de R.: as re-
vistas ou os mercadores disputara entre si qual
deva possur suas linhas ou o que sabio dos seus
pinceis.X, percebe islo e desde ento comeca
a fallar mal dc R.
E' muito bem feto para ambos.
Mas que alropellamento eslo ? Se me nao
engao sao os parsitas do amor.
Se o parasitismo da celebridade pde-se con-
siderar como urna excepeo, o do amor tomou-
se qu3si uma regra geral.
Pergunlai aquella linda moca... rosponder-vos-
ha que o amor uma operarao de arthmelca...
um coracao com um cora cao fazem 20,000 libras
de renda, uma carruagem, cavallos, cachemi-
ras, e...
Somma contina.
Para o homem ha oulro modo de praticar o
parasilsso do amor.
Eu lhe amo, Berlha 1
O que est dizendo? e meu marido?
Matar-me-hci, Berlha, se nao receber de
seus labios adorados uma palavra de esperan-
ca. Bertha, se...
A phrase interrompe-se com a chegada do ma-
rido em queslo.
Ento o parsita ou renova a scena :
Julgais, pois, que n'um armario se possa
estar rauilo a goslo?
Ou, se nao se esconde, obrigado a aportar a
mo ho hornera que quer engaar. Cada olhar
seu o faz estremecer. Se falla, parecem ter to-
das as suas palavras ura sentido oceulto ; todas
lhe parecem eonter alluses. Se se cala, por-
que ser esse silencio? Ta'.vc" '""ha adviaha-
do ?... ei-lo que se sorril que sorriso satnico I
E esse maldito criado que com uma s palavra
pode.... e o remorso, e as exprobrares da mu-
lher arrependida, e o final do romance !
Com tudo isso, gosa o parsita do amor da re-
pulaco de um homem feliz.
Accomodara as palavras tanta cousa !
Nao acontece o mesmo com o ridiculo, segun-
do pretende o proverbio. Porm elle mente corao
a maior parte dos seus prenles.
Animaram-se a affirraar que o ridiculo mata-
va. Pois olhai para este hornera, e dizei-me
depois se lem ar de quem soffre.
Este homem o parsita do ridiculo. Era vez
de raorrer ello vive sua cusa. Ido ter com
elle e confiar-vos-ha qual o lucro vm.
Pois que lhe sirva ; nunca
comigo caga, disse eu.
Mas iuio o tudo. Lev.irnos o leo morto so-
bre urna padiola ; Joliboi; atroveu-se a reclamar
a pelle, o o capilo lh'a ceu, dizendo que lhe
competa. Oh 1 dcsta vez, disse eu cora os meus
Lotes, basta de injuslicas, tera-me- bfado uma I Bnos rehilados pelos quaes cu afrontara, um
porgo de pstos sob pretexto de que estou sera- emane de rabes.
pie no hospital, quando os outros se batem. j Quando digo que as mulheres me oceupam
Pois por culpa minha qce tenho um tempera- p0uco, minio, porque ha uma em que pens
menlo mrbido ? Mas como a historia do leo- muitas vezes e a quera estou doudo por tornar
me linha desgostado iu leiramente do servico,! a vcr.
ped a baixa por que eu y, linha lindado o meu
Dai-lhe uma pen-
Um elogio.Mas
os jornaes lodos
com os seus mo-
() Vide o Diario n. 182.
lhe as garras. Eu tamben) me preparava para
alirar-lhe ; mas o demonio nao me apresentava
es orelhas. Neste momento partiu um tiro___era
outro homem do nosso regiment, o Jolibois, t
bem le lembras aquelle gordinho. O Jolibois ia
passando com alguns camaradas, e alirou sobre
o leo. Oh 1 enlao, vi as orelhas do bichinho,
alirei e virei-o de papo para o ar. O Roquet
eslava mais morto que vivo. E foi to tolo que
disse que se ho fosse o Jolibois, tinha ido para
a coalra-costa.
lempo ; disse para mim c >mo l : Vollemos para
a palula. Ainda rvo tenho trinta annos. Esta
vernica nao desagrada ; vamos ver a patricia,
e toca a fazer de novo caicas do rap e brinque-
dinhos dc crianga, cousa era que fui grande nos
meus lempos, e se a patrcia ajuntou seus eru-
zios servindo fielmente os amos, poderei sacrifi-
car ao hymeneu. Ora aqui tera a rainha historia
com lodos os seus ponise virgulas.
Sabretache que ouvira com sorriso de mofa
toda a historia da cagada dos lees, encheu o
copo do canalada dizend);
Enlo a patricia foi ;iel ? Ests casado ?
Qual, meu amigo. Ah I Sabrelache, as
mulheres sao como os lagartos, cscorregam pela
mo da genio, quando so pensa que j esto
mansas. Calhurina contiuuava a amar-me, se-
gundo me disse, mas j tinha casado com dous,
para esperar-me com mais paciencia ; eslava
viuva dos seus dous maricos e offerecia-me ser
eu o lerceiro. Nao me locou a cantiga, porque
jhe linham llcado cinco pecurruchos dos seus
defunlos. Disse eu comigo : Se cu livor outros
tantos hei de ser obrigado a abrir escola s para
os nossos fedelhos. Nada, passe por l muito
bem Romp com ella tedas as relages. Quan-
do me der na vneta casar, nao mefallaro mu-
lheres. Um rapagao de empeado como eu 1 A
proposito, Sabretache, iiz l como me achas
assm paisana ? Franqueza e sinceridade, t
sabes que s goslo da verdade 1
Sabrelache mediu Patarata de alto a baixo.
O Ilustre matador de ledos era magro e com-
prido como uma vara de canoa, malfeilo, ca-
bellos vormclhos, bocea que ia at as orelhas,
nariz fino como uma face, uns olhos grandes e
vermelhos flor do rosl), constantemente aber-
tos como quem est era pasmaceira.
Acho-tesempre o raesnio, disse Sabretache
ao seu camarada.
Este pegou-lhe na mo- e apertou-lh'a di-
zendo :
^ Basta-me esse elogio, nesles cincoenla an-
nos mais chegados nao quero oulro. E t, Sa-
brelache, adiaste alguma cousa?.
Ah! tambera ests mordido, meu indiffe-
rente 1
Esls engaado I Em tudo isso nao ha
amor. E* uma raoga que rae fez um servigo,
que me recolheu no seu quarto quando mo re-
cusaram pousada em uma estalagem dc Nemo-
urs. Eu eslava morto de caneado, a minha ul-
tima feridinha, aquella que recebi, nao cagando
lees, mas n'um ataque conlra os rabes, en-
commodava-mc rauilo. Se nao fosse ella, creio
que teria cabido no caminho, eslava ura lempo
horrivel, um vendaval espantoso. Supponho
que nao rae daria bem se rae deilasse ao t-
lenlo.
- E a moga te recebe u no seu quarto? Isso
que humanidade 1....
Oh I cedeu-raeo seu quarto e foi deilar-se
nao sei onde.... Ah Dous queira que nada lhe
tenha succedido Que boa mocinha que Ccri-
selte, to franca, lo ingenua, lo jovial! Amo-
a como a uma irma, carao se fosse minha filha,
cmfira....
Oh 1 enlo amor virtuoso, nao se d co-
migo. Porm por que ests lo prcoecupado
com a rapariga? Ouvisle dizer que tinha pegado
ogo na estalagem?
Nao, mas receiava outra cousa. O certo
que na primavera que vem hei do dar por l
um passeio para sabor como val.... Dezoito
leguas I nao muito longe. E' um bom pas-
seio
Pois se l quizeres, eu le acompanharei
fnessa viagem. O que sao dezoito leguas para
nos, que andamos s cabra-cgas nos dcserlos
d'Africa? Agrada-te o minha companhia, Sa-
brelache ?
Porque nao? Mas ainda cedo. Agora
vou puchando com a trouxa, poique tenho que
fazer amanha longo do meu bairro e quero l
estar bem cedo.
Eu lambem tenho trabalho. Fago o men
que posso, mas trabalho sempre. E' em casa de
um fabricante, ra de San-Dniz, moro ao lado,
ra Grenetal; mas quando quizeres achar-me,
procura-meno bolequim do mercieiro no bou-
levard do Templo, onde you lodas as ac-Ues tg-.
Sois coramcrcianle ? bem I
na. O que est a escrever?
um absurdo, impossivel!
vo patear-me, perseguir-rae
tojos, me....
Crianga 1 responder o parsita do ridiculo,
mar fresco, o fumar o meu cachimbo. L repre-
sentara alguma coracdiozinha a modo dc vaude-
ville, que me divertcm e formam o espirito da
gente.
Pois eu j disse onde morava; bairro de
Santo Antonio, na quina da ra de Charonne.
Os dous antigos camaradas levantaram-so da
mesa, Sabrelache pagou a garrafa de vinho.
Palara'.a offereceu-se para pagar oulra mais
adianto; Sabrelache recusa e depoi3 de terem
dc novo aperlado as mos, os ex-soldados se se-
pararan!. O Patarata conlinuou o seu caminho
para a ra Merlay, e Sabretache tomou a ra
Vendme dirigindo-se para o lado da ra Bou-
cherat.
A conversago dos dous amigos, regada com
bons copazios do vnho, durou muilo lempo,
porque Patarata que tinha suas fuma cas de ser
bom tallador, na rrava muilo lentamente, pres-
tava atlenco s suas proprias palavras, e pare-
cia muitas vezes procurar como acabara o seu
discurso. Era, pois, pedo de onze horas, quan-
do Sabrelache se poz a caminho, ussobiando en-
tre denles uma marcha militar dc que gostava,
e pensando as noiles que passava na Atrica,
cuja lembranca se lhe avivara ao ver Patarata.
Seguindo a ra Bouchcral, na altura da ra
Saintonge, ouviu uns gritos abafados. Olhou
em torno de si e nao vio ninguem ; pensou
ter-seengaado e ia continuar o seu caminho;
fez-sc ouvir o mesmo grito ; porm dessa vez
mais forte, mais agudo, mais supplicante; era
uma mulher que implorava a piedade de al-
guera, que pedia soccorro. Sabretache sentiu-
se vivamente commovido: esse grito calou-lhe
no fundo d'alma. Immcdiatamente, nao consut-
queixar-se quando justamente deve ficar-me
agradecido. Sim, tem razo, os jornaes vo gri-
tar misericordia, porm isso mesmo far com que
se vollem os caminhantes.
Mas quem esse commerciante a quem se
amesquinha, perguntarao elles?
E' o fabricante das pastilhas peiloraea ***.
Sim pois enlo o que fe elle? ah I de-
mais! queeslylol ah ah ah !... Para a casa
dos doudos, elle e suas pastilhas !
Mas apanha-se um defluxo, cedo ou tarde sem-
pre elle chega, e o primeiro desses caminhantes
zombeteiros que o agarrn dir no meio da
losse :
Nao ha remedio seno cuidar dista maldita
losse. Onde foi que vi annunciar urnas pastilhas
que?... Ah foi em casa do fabricanle "* Va-
mos at l !
Resumo total: uma casa no campo passados
dez annos.
Sois Iliterato ?... Pois escrevei do que vos 'dic-
tar o parsita ; o que ? Um livro. Mas nunca vi
ultrajar-se com mais descaro a lingua e o bom
senso Estou perdido, deshonrado, com a mi-
nha reputago arruinada I
Pateta, vos responder ainda o parsita do
ridiculo, olhe Ha apenas oilo dias que appare-
ceu o livro, ej o seu nome serve dc escudo aos
epigrammas ; j nao ha jornlele que nao quei-
ra algum retalho dos seus escriplos. Uma se-
mana fez-lhe lo conhecido como nunca um li-
vro serio o teria feilo cm rauitos annos. Agora,
pode imprimir o que lhe parecer, porque j nao
mais ura desconhecido. Amanha ser repu-
tado original; depois de amanha sorvir dt
premio as livrarias.
Se duvida, tenha a bondade de examinar-me
sou mogo e cheio de corpo, trago relogio orna-
do com os competentes dixes, bebo e como bem,
rodo de carroagem e abenco-o o ridiculo que me
accumulou com os seus favores.
Nao v agora Irahir-me, guarde comsigo os
meus conselhos, porque a concurrencia comega
a gastar o oHcio.
Agora vollemos o nosso objeclivo de oufro la-
do. Representa-vos o parsita da miseria; o
asqueroso succedendo-se ao groltesco.
Sua sedo nos limites do cdigo penal, ees
quaes ello os transpe muitas vezes. Jmai
contrabandista algum foi to astuto.
Seu verdadeiro nome a Usura. Prefere o
pseudonymo. Pertence-lhe o segredo de saber
do nada tirar alguma cousa. Quo Deus vos de-
fenda de vir a conhecer esse segredo I
Mas avante, o parsita do espirito, o que ra
empenhar depois do que empresta.
Pronunciai o seu nome, e desde logo todos os
chos repetiro : que homem araavel f Que ho-
rnera espirituoso, fecundo, prodigioso !
Seus ditos chistosos correra toda a cidade; J
correram ha cem annos como sendo de P.ivarol-
Voam suas obras do mo em mo. Este roman-
eo Iraduzido do sueco, esta pega do ho'.lan-
dez, do dinamarquez, do persa, do hottenlote,-do
taiti, at mesmo do francez, porm est assigro-
do o todo pelo parsita.
As traduegos desenterrou-as elle do p das
bibliothocas ou das praleleiras dos belchiores.
Os parsitas do espirito se do as mos ha se-
culos, e os echos repelem com confianga ha se-
culos : espirituosos fecundos prodigiosos !
Viva a litleratura ruminanle I
Desle lado est o parsita da dor.
E' trisle o desolada a morada. O seu dono
morreu honlem. Eslo reuuidos em uma sala
retirada os prenles o os amigos. Subilo hatera
& porta.
Pode-rae dizer se o Sr. herdeiro?...
Como ?
Desojara fallar com um dos prenles do de-
funto.
O quo quer com elle ?
Vcnho-Iho aprosenUr mous sentimentos e a
lisia dos pregos correnles de uma casa de con-
fianga. E' o mais mdico possivel e com abali-
mento de 25 OpO. Temos o mais completo sor-
liraento desde o monumento de primeira catego-
ra al o mais simples envolucro ; ludo o mais
bem acabado e perfeilamenle acondicionado cora
ciracnlo romano. E as podras que pedras, se-
nhores I de resto trago comigo os desenhos. O
senhor prefere o gothko ou a columna trunca-
da ? Fica entendido que a inscripgo paga-se
parte. As saudades eternas cuslam 15 sidos era
caracteres prelos e 25 se forem dourados ; quan-
to s lagrimas, fazemo-las por 5 sidos cada
urna : todos os outros pedem 6 ; uma verda-
deira pechincha !
Continuar-se-ha.
bella Ceriselle, le fazeres to dengosa em Ne-
mours para le reduzires islo.
Ceriselto! bradou Sabretache pasmado e
deixando cahro seu balde e as suas brochas,
cmquanto a moga examinando-o, reconheceu, e
conseguindo com um ultimo esforgo livrar-se
das raaos de Froimonl, correu a lancar-se aos
pos do soldado murmurando :
Sim, sim, sou eu Ah por piedade, eu
lhe supplico, salve-me,arranque-me d'aqui....
Sabrelache tornando a si, levantou Ceriselle e
j !he eslendia os bragos, quando Froimont se
raelleu de permeio dizendo com ar amea-
gador:
Que le salve Acho-lhe graga Nao sei s&
este homem te conhece, pequea, mas prohibo-
lhe que se mella c com os meus negocios. Has
de subir comigo, porque tal o meu capricho, e
deixemo-nos de ceremonias, porque sei como se-
faz obedecer gente da la laia.
Estas palavras foram acompanhadas dc um vio-
leuto puxavante com que o ex-caixeiro quera
forcar Ceriselle a acompanha-lo. Mas apenas
levantara a mo para Ceriselle, Sabrelache pu-
lou-lhe em cima, e com a promplido do riio,
agarrou-o pela gula, saccodiu-o alguns mo-
mentos, depois dando-lhe um balango cstirou-c
a fio comprido no meio da ra.
Aqui tens, miseravel, como irato aquelles
que lovantam a mo sobre uma mulher, soja
qual fr a sua profisso.... Mas Resta, affiango-
te que nunca mais lhe havia prodedo. Hei do
estar presento para l'o impedir.
lando seno o seu desejo do ser til a aquelle O bello Froimonl nao respondeu, a pancada
que implorava soccorro: correu para o lado fra lo violenta que o alordora. Sabretache
d'onde ouvia as supplcas Apenas dera cem tomou para Cerisette; a pobre moga tinha des-
passos viu um homem, trajado cora elegancia, maiado e eslava deilada na calgada, sem se oc-
com uma mulher pelo brago e arrastando-a para cupar em fazo-la tornara si; Sabretache tomou-
um corredor aberlo e fracamento allumiado;' a nos bragos o poz-se a correr na diretro do
mas a mulhcr debalia-se, nao quera ir com esse | boulevard. Chcgau uma praga d carres.
homem, supplicava-lhc que a largasse, arrasta-| Vendo-o chegar com o seu fardo "precioso, um
va-se-lhe quasi aos ps, e o homem sem pres-
tar s suas queixas, puchava-a para o corredor,
dizendo :
Has de vir comigo, nao tens o direilo de me
recusar, al acho* exquisito que fagas tanla ce-
remonia.
A infeliz mulher eslava quasi no corredor,
quando Sabrelache chegou e agarrando forle-
menle no braco do tal sujeilo, disse-lhe:
Porque violenta essa mulher? Bem ve que
nao quer ir com o senhor. E' marido della?
-y Marido dola ? disse o sujeilo chasqueando..
Eotonovo que ella ?.. O que a veja
que eu reconheci, Mo valia a pena, minha
cocheiro lhe offereceu o seu carro ; ajudou Sa-
bretache a deilar dentro a moga ainda desmaia-
da, o ex-soldado senlou-se ao lado de Cerisetle,
abaixou os vidros para ler ar, e disse ao co-
cheiro ;
Bairro de Santo Anlonio, quina da ra
Charonne ; depressa ; o movimento ha de fazer
com que a pequea tome a si.
(Confinuar-S-fta.)
PERN. Typ, de m. P. DE FARiA. 186U
~n~
TT
r-



Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EA7ND6D9R_DVB774 INGEST_TIME 2013-04-30T22:34:38Z PACKAGE AA00011611_09135
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES