Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09134


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Full Text
AMO IXXTI. NUMERO 183.
ni
Por ttas raezes adiantados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
QUIETA FEIHA 8 DE AGOSTO DE 1869.
Por anuo adianlado i9$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARUEGADOS DA SUBSCRIPCAO' DO NORTE
Paralaba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
N ital, o Sr. Anlonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. de Lcmos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira: Maranlio, o Sr. Manoel Jos Martina Ribei-
ro Cuimaraos; Piauhy, o Sr. Joao Fernandes de
Moraos Jnior; Tara, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronvmo da Costa.
i'AlUTUA DOS UJKKfc.lU.v
Olinda todos os dfts as 9 1/2 horas do dia.
lguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anlo, Bezcrros,Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.tngazeira. Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.na, Barrciros.
Agua Prela, Piraenteiras eNatal quntasfeiras.
(Todos os correios partero as 10 horas da manhaa.
EP11EMERIDES DO MEZ DE AGOSTO.
1 La cheia as 3 horas e 14 minutos da larde.
9 Quarto minguante as 7 horas e 4 minutos da
tarde.
16 La nova as 8 horas da tarde.
23 Quarto crescenle as 8 horas e 1G minutos da
manhaa.
31 La cheia as 6 horas e 38 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 10 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 10 horas e 30 minutos da tarde.
PARTE FFICIAL.
AUDINECIAS DOS TIUBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relaeao : tercas feiras e sabbados.
Pazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a urna
hora da tarde.
irporadoa nos desia capital o sujeitos as
posicocs do compromisso do 27 de junho do
Govcrno da provincia
EXPEDIENTE DO DIA 6 DE AGOSTO DE 1SC0.
Portara.O presidente da provincia, alien-
ando a que os bens patrimoniacs e rendimen-
- pertencentes ao hospital da Misericordia da
te de Olinda conlinuam a ser administrados
ndependeotemente dos bens dos estabelecimen-
tosde caridade da cidade do Recite coDtra a ex-
prossa disposiriio da lei do 13 de outubro de
1831, que os niandou reunir debaixo do urna s
administrarao, e a que, aehando-so creada nos
tormos da lei provincial n. 450 de 12 de junho
de 1858 a irraandade da santa casa da Miseri-
cordia desta capital, a cujo cargo se acham os
seus estabclccmenlos de caridade, convm que
0 poder publico cuide tambem de recrguer do
abatimento em que se acha a gerencia dos ne-
gocios concomemos ao patrimonio da misericor-
de Olinda, que o lem reduzido consideravelmen-
te, como notorio, resolve dar execurao pre-
diita lei do 13 de oulubro do 1831, mandando
que sejam cncorporados ao patrimonio des csla-
helcciraenlos de caridade da cidade do Recife,
s'ib a direcco da respectiva santa casada Mi-
sericordia, todos os bens portencenles de
Olinda. al aqui administrados pola respectiva
irmandado, a qual poder fazej parte, e gozar
dos privilegios c prerogalivas da da sania casa
de Misericordia do Recife ; e ordena que nesle
sentido se expecam as ordens e conimunicaces
necessarias.
Oflicio.Ao provedor da santa casa da Mise-
ricordia do Recife.Remello por copia a V. S
para ler a devida execucao a portaria desta dala
pela qual resolv dar execucao a lei de 13 de ou-
lubro de 1831 na parte em' que manda reunir
debaixo do urna s administrarao os bens palri-
moniaes dos hospilaes de Misericordia da (Kinda
e de Pedio II desta cidade, pelas razes expos-
tas na niesma portarla, bem como a relaeao in-
clusa dos bens palrimoniacs daquelle hospital
para que a mesa administrativa dessa irmanda-
do passe a lomar conta dclles havendo-os por
dis-
cor-
rento anno
Previno a V. S. do que nesta data oficio
mesa administrativa da santa casa do Misericor-
dia do Olinda pondo-a ao fado desta delibe-
rar 10.
Previno tambem a V. S. do que pretendendo
cu montar em Olinda um hospital filial do gran-
de desta cidade, onde sejam rocolhidos os po-
bres desvalidos daquella cidade, que ostiverem
riso de crcm amparados pola santa casa,
di termino nesta dala ao director das obras pu-
blicas que, entiTidendo-sc com V. S. logo que
iaja lomado conla do patrimonio da Misericor-
dia de Olinda, o passando a examinar o edificio
abandonado que alli fora hospital de caridade,
me aprsente um orramenlo das despezas a fa-
zer-se com os reparos necessarios para quo o
no edificio se preste ao pi lim a que o des-
DitoA' mesa regodora da santa casa da Mi-
sericordia de Olinda. Remetiendo por copia
i tegedora da sania casa da Misericordia de
Olinda a portara desla data pola qual resolv dar
iicSo lei do 13 do outubro de 1830 na par-
t em que manda reunir debaixo do urna s ad-
-t rara o os bens patrimoniacs dos hospilaes
ii lia e de Podro II desta cidade pelas ra-
5 expendidas na mesma pottaria, lhe deter-
mino que faca entregar administrarao da san-
ta casa de Misericordia do Recife todos os bens
constantes da rolarn que me envin com o sou
cilicio de 27 de julho prximo lindo, c quaes-
quer oulros sujeitos administrarao da santa
casa de Olinda, os quaes ficaro d'ora em dian-
te sob a administrarao da do Recife. na forma
das disposicoes do compromisso de 27 de junho
dcste anno.
Espero que a irmandado da misericordia da
cidade de Olinda, comprehendendo o pensamen-
to do governo, o auxilie eflicazmente para a
consecucao do fim humanitario cora quo lo-
mada a deliberarlo comida na portara por copia
inclusa.
Dito- Ao director das obras publicas.Con-
vindo montar em Olinda um hospital filial do
grande desta cidade, onde sejam rceolhidos os
robres c desvalidos daquella, que raerocam ser
amparados pela santa casa de Misericordia do Re-
cife, determino a Vine, que, entendendo-se com
o respectivo provedor. e examinando o edificio
abandonado que alli servir de hospital, me
aprsente om orcamento das despozas a fazer-
se com os reparos necessarios para que o mes-
nio edificio se presto ao fim pi a que o des-
tino.
DitoAo commandanlc das armas.Mande
V. S. aprescnlar-mo com seguranca, no dia 8 do
correte, i urna hora da tarde, a Manoel Perei-
ra da Costa, que so acha preso na fortaleza do
Brum.
Dito ao raesmo.Mande V. S. por em lbcr-
dade o recrula Jos Filippc Nunes de Santiago,
visto ter provado isengao legal de ser maior de
35 annos.
Dito ao mesmo. Podo V. S. mandar abrir as-
sentanicnlo de praca aos paisanos Geminiano
Infante I.uraachi Miguis e Adclgicio Ucaldino
Canuto, que oerecendo-se voluntariamenlc pa-
ra o servico do exercito, foram considerados ap-
tos para isso, como consta dos termos de insa
pecgo annexos a seus officios de 4 do crreme,
sob nmeros 831 e 832, providenciando V. S.
para que o primeiro seja vaccinado.
Dito no chefe de polica.Exija V. S. do de-
legado do termo de Flores, e mo remella com
brevidade, um documento do qual conste o dia
em que foi preso no mesmo termo o desertor
Anlonio Augusto do Aguiar, que V. S. enviou
como recrula com o nome de Manoel Piulo
Ferreira, acompanhado do seu oflicio, n. 1048,
de 2 do correnle.
Dito ao mesmo.A'vista do que informara o
cemmandante superior dosle municipio, e le-
nente-coronel commandanlc do batalhao n. 7
da guarda nacional, em officios de 28 e 31 do
mez prximo Ando juntos por copia, convm
que d'enlre os indicados por aquello tenenle-
coronel sejam escolhidos para os lugares de
inspectores de quarteiro a que se refere o
(lirio de V. S. daquelle mez, sob n. 910, os
guardas de rescjva que para isso forem ido-
ecos.
Dilo ao inspector do arsenal de marioha.Man-
de V. S. postar junio ao caos Vinte e Dous de
Novembro, urna lancha com reraeiros, atina do
transportar para bordo do vapor lguarass dife-
rentes volumes que o director do arsenal de guer-
ra tcm de remelter para a companhia de pedes-
Ires da comarca da Boa-Vista.
Dilo ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
Resiiluindo a V. S. a conta em dupplicata, a quo
se refere a sun informacao de 3 do corrente mez,
sob numero 796, relativa s despozas feilas com
o concert do tclegrapho da torre do Collegio,
tenlio a dizer que da mencionada conta mando
pagar smente a parte para que chegar a quantia
auiorisada sob a responsabilidade da presidencia,
fcando o mais para sor salisfeito quando houver
crdito.Communicou-se ao inspector do arsenal
do marioha.
Dilo ao mesmoEstando nos termos lgaos
as relaeoes, folhase prets juntos, mande V. S.
pagar ao coronel Joao Jos de Gouveia a impor-
tancia dos vencimentos no mez de maio ultimo,
do destacamento de guardas nacionaes da villa
Bella, conforme requisilou o respectivo comraan-
dantc superior inteiiuo em ofUcio de 11 de judio
prximo lindo.Cominunicou-sc ao commaudau-
le superior respectivo.
Dilo ao mesmo Communico a V. S. que, se-
gundo parlicipou-me o inspector do arsenal do
marnlia om oflicio de 3 do correnle, falleceu no
dia 2i do julho prximo passado o cscrevenle Ho-
rneado para as oCficinas do mesmo arsenal, Mar-
colino Jos Ferreira
Dilo ao mesmo.Era vista do prcls e mais do-
cumentos juntos, estando olios nos termos lgaos
mande V. S. ,>agaros \ encmenlos relativos a ul-
tima quinzena do mez de julho prximo lindo, da
forca destacada perlcncente ao terceiro batalhao
da guarda nacional dcste municipio, segundo
consta de oflicio do respectivo commandanto su-
perior, de 4 do coirente, sob n. 125.Communi-
cou-se ao coramandanto superior do Recife.
Dilo ao mesmo.Tcndo prorogado por 60 dias
o prazc do 3 mozos, que por despacho de 2 de
junho ullimo foi concedido ao Dr. Francisco An-
lonio do Oliveira Ribeiro para apresentar o seu
Ululo do juiz de dircilo da comarca do Bonito,
assim o communico a V. S. para sua inlclli-
goncia.
Dito ao mesmo.Transmiti por copia a V. S.
o oflicio que me dirigi o Exm. presidente do
Cear, em 16 do julho ullimo, afun de que expe-
ca suas ordens no sentido do ser salisfeita a exi-
gencia comida no mesmo oflicio, relativamente a
remesas do urna nota explicativa de lodos os g-
neros de producrao do paiz que tivorem sido ex-
portados da cidade de Granja para aqui, desdo
Janeiro de 1859 at junho deste anno.
Dilo ao mosmo.Mande V. S. pagar sob mi-
nha responsabilidade o ordenado quo vencou nos
mozes do marco a junho deste anno o carcereiro
da cadeia de Olinda, Francisco da Cruz Souto, que
assim mo requereu. allegando nao havor crdito
para esse pagamento, o ser elle destinado sua
alimcnlacao.
Dito ao coramandanto do corpo de polica.
Ordene V. S. ao alferes da companhia sob seu
commando, Joao Francisco da Cunha, ora desta-
cado na comarca de Nazarelh, que se retire para
esta capital.
Dilo ao inspector da Ihesouraria provincial.
Tomando em considerado o que me expoz o di-
rector interino da reparlicao das obras publicas
no oflicio junto por copia, autoriso a V. S. a man-
dar ptgar ao thesouroiro pagador daquella repar-
tido a quantia de 13.1O2JO0O, constante do in-
cluso pedido para a continuarlo das obras por
administrarao no correnle mez.Communicou-
se ao director interino da repartirao das obras
publicas.
Dilo ao mesmo.Mande V. S. pagar, vista
das contas junlas, a quantia do 2:851360 rs.,
despendida no mez de julho ultimo, com o sus-
tento c curativo dos presos pobres da casa de de-
leinao, devendo cssa quantia sor entregue a Jos
Elias de Oliveira, conforme requisilou o chefe de
polica om oflicio de 4 do correnle, sob numero
t074-ComnHir!con~sjijp cjiejfg do polica.
Dilo ao mesmo.Em additamento ao mcu ofli-
cio de 2t de julho ullimo findo, lenho a dizer a V.
S. que a quantia de 4"* despendida cora o sus-
tento dos presos pobres da cadoia de Pao d'Alho,
a contar do 20 do oulubro do auno prximo pas-
sado at t8 do uriho deslo orino, deve ser entre-
gue a Francisco Ignacio Ferreira Das, conforme
requisilou o chefe de polica ora oflicio de 20 do
citado mez do julho, sob numero 905.
Dilo ao mesmo. Aiiondendo ao que me re-
queren o secretario interino da directora da ins-
trueco publica, Salvador Henrque de Albuquer-
que, o tcndo em vista a informacao do respecti-
vo director de 2 do corrento, sob numero 135,
resolv que osupplicante, om quanlo esliver ex-
ercondo as funcres daquelle lugar, sejam pagos
08 20 por ccnlo com que, om virtudc do artigo
3 da lei do orcamento vigente, foram augmen-
tados os vcnciraenlos correspondentes ao mosmo
lugar.
Dito ao mosmo.Do conformidade com o ds-
posto no -{"doattigo 13 da lei do orramento
vigente, mando V. S. entregar ao vgarioda fre-
guezia do Allinho, Agostinho de Godoy Vascon-
cellos, a quantia de"8OOS000 para pagamento do
quo adianlou para as obras da respectiva matriz.
Dito ao juiz do direito da Boa-Vista.Passan-
do as maos do Vmc. o oflicio incluso por copia,
que em7 de julho findo me dirigi o presidente
da cmara municipal da villa de Cabrob, rela-
tando o fado criminoso de roubo pralicado no
cofre da mesma cmara, lhe determino que to-
mo conhocimenlo dosso faci, fazendo effectiva a
responsabilidade legal, se para islo houver moti-
vo, contra os tros clavicularlos do mesmo cofre,
designados no artigo 48 da lei do de outubro
1828, e bem assim contra o porteiro respectivo,
visto constar do dito oflicio que nao foi arronza-
da a casa para a perpotrarao do crime, o que evi-
dentemente eslabeleco a presumpcao de conve-
niencia ou negligencia da parlo desse empre-
gado.
Dcve Vmc. opportunamontc communicar-me o
resollado de suns indagaoes.
Circular a lodos os juizs municipaes.De con-
formidade com o determinado em aviso expedido
pelo ministerio da Justina em 16 de julho prxi-
mo findo o para melhor execugao do decreto n.
2530 do 18 do feveroiro do corrente anno, recom-
mendo a Vmc. que nao abra nesso termo con-
currencia para preenchimento de oflicio vago, ou
que viera vagar, do porteiro dos auditorios.
Dita cmara municipal de Olinda.Tendo eu
nesla data ordenado ao director das obras publi-
cas que mande examinar a bica do Rozario dessa
cidade, e me aprsente o orcamento da despeza
necessaria, para que preste "ella a utilidade. que
convm, exijo da cmara municipal de Olinda
que rae informo com brevidade que destino leve
a quantia de um cont de res, que me con9la,
ler sido dada por S. M. o Imperador, por occasiao
de sua visita a essa cidade, para os reparos da-
quella obra.Ofliciou-se ao director das obras
publicas para o fim cima indicado.
Dilo ao director das obras militares.Ilaja
Vmc. de apresentar o orcamento da despeza a
fazor com o concorlo de que necessita o fogao da
cosinha do quartel do 8." batalhao de infanlaria,
segundo declara o delegado do cirurgiao-mr do
exercito no trecho do relatorio junto por copia.
Dito ao director do arsenal de guerra.De con-
formidade com o quo sollicila o commandante
superior da guarda nacional deslo municipio em
oflicio n 124 do 3 do corrente, mande Vmc. con-
certar as 150 armas em mo estado, quo para esse
lira lhe sero apresenladas por parte daquelle
commando superior.Communcou-se ao com-
mandante superior do Recife, e Ihesouraria do
fazende.
Dito ao rogodor do gyranasio provincial.Res-
pondo ao seu oflieo do 1. do corrente, declaran-
do que deve Vmc. ordenar ao padre Joao Jos da
Costa Ribeiro, professor substituto das cadeims
de latim, quo aprsente o seu titulo na secretaria
do governo, afim de se lavrar a aposlila do estylo,
dopois do que ser o mesmo padre contemplado,
como pede, na folha dos emprogados desse csta-
belecimento.
Dito ao commandanle do presidio de Fernando.
Para cumpriracnto das ordens imperiaes, in-
forme Vmc. se nessa ilha existo algum pharol e
luz fixa a noito, como se declara no extracto de
que lhe remello copia.
Dito ao director das obras publicas.Inteirado
do contedo do oflicio do 1. do corrente, sob n.
227, em que Vmc. me participa achar-sc termi-
nado o praso da segunda prorogneo concedida
ao arrematante do areiamento da parle da estrada
do Pao d'Alho, Jos Alfonso do Reg Barros, sera
que esteja concluida aquella obra, resolve, em
vista do que allega no final do citado oflicio, de
uo haver esse arrematante recobido as duas
prestacoes a que tem direito, conceder-lhe urna
nova prorogacao de dous mezes para a conclusao
da mesma obra. O quecomrannico a Vmc. para
seu conhecimento e direccao. Offidou-se nesle
sentido Ihesouraria provincial.
Portara.O presidente da provincia, altcndeo-
do ao que requereu o professor publico do ios-
truccao elementar da povoacao de Nazarelh do
Cabo, Francisco Beringuer Cesar de Menezes, o a
informacao ministrada polo director geral da ins-
Iroccao publica, ouvido o conselho director, re-
solve considora-lo habilitado para perceber as
vanlagens do arl. 26 da lei provincial n. 369 de
14 de maio de 1855Communicou-se ao direc-
tor goral da instturcao publica.
Expediente do secretario do governo.
Dia 6 de agosto.
Oflicio ao coronel commandante das armas in-
terino.O Exm. Sr. presidente da provincia man-
da devolver a V. S. os papis da divida, de quo
pretende sor pago o lente Henrque Eduardo
da Cosa Gama, afim de que, transmittindo-as a
esse official, lhe ordeno quo requeira a Ihesoura-
ria do fazenda a respectiva liquidacao.
Dilo ao inspector do arsenal de'marinhaS.
Exc. o Sr. presidente da provincia, manda de-
clarar a V. S., em resposla ao sou ofDcio de 3 do
corrente, sob n. 326, quo fica inteirado de haver
no dia 2 de julho ultimo fallecido o escrovento
nomeado para as oflicinas dosso arsenal, Marco-
lino Jos Ferreira, e do continuar naquelle cm-
progo Profiri Antonio Estevcs da Silva.
Dito ao vigario da freguezia de Barreiros.S.
Exc, o Sr. presidente da provincia, manda com-
municar a V. S. quo, tomando em considerarlo
o exposto em seu oflicio do |. de julho ultimo,
acaba de recommondar ao director das obras pu-
blicas que mande or^ar a despeza a fazer-so com
a conclusao das obras da rnalriz dessa freguezia,
e bem assim a cmara municipal dessa villa para
lomar as nocossarias providencias no sentido de
serem remediados os estragos, de que trata o ci-
tado oflicio.Ofliciou-se neste sentido ao airec-
lor das obras publicas o a cmara municipal do
Barreiros.
Despachos do da 6 de acost.
/lequerimentos.
1082.Agostinho e Godoy e Vasconcellos, vi-
gano da freguezia do Allinho.Informo o Sr.
inspector da Ihesouraria provincial.
1083.Amaro Francisco do Moura Oliveira.
Informe o Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial.
108 Companhia de Beberibe.Informo o Sr.
inspector da ihesouraria de fazenda, ouvindo o
da alfandega.
1085.Demetrio Rodrigues Leito.Informe o
Sr. Inspector da ihesouraria provincial.
1086.Dr. Fclippe NeiyCollaco.Subsslom as
ordens que dei para que fossom fornocidos ao sup-
plic3nte os dados necessarios para a publicacao do
expediento do governo no Diario de que pro-
prielario ; comanlo pormque o nao faca antes
de 48 horas da expedicao, clausula, que nao po-
de ser revogada por assim o exigir o serviro pu-
blico sem rclacao alguma publicaeco era'oulra
qualquer gizcta.
1087.Bacharel Francisco Anlonio de Olivei-
ra Ribeiro.Como roquer.
1088.Francisco Berengucr Cesar de Menezes,
professor publico da povoarao de Nazarelh do
Cabo.l'asse-se portaria considerando o suppli-
cante habilitado na formada lei.
1099.Francisco,da Cruz Souto, carcereiro da
cadoia*da cidade de Olinda.Dirija-se a Ihesou-
raria de fazenda.
1090.Francisco Evaristo Velloso da Silvcira.
Informe o Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, ouvindo o administrador do consulado.
1091.Francisco Pereira de CarvalhoInfor-
me o Sr. inspector da Ihesouraria provincial, ou-
vindo o administrador do consulado.
1092.Henriquo Tibeiro Capistrano, lente
reformado.Informo o Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda.
1093 Joao Nopomoceno Alvos Maciel.In-
forme o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
1091.Joaquim Lobato Ferreira.Sim, pagos
osdireilos na cmara.
1095. Bacharel Jos Maria Ribeiro Paraguas-
s, promotor publico da comarca de Pao d'Alho
l'asse-se portaria concedendo 2 raezes de li-
cenca sem vencimenlos.
1096.Justino Aneberto de Souza Informe o
Sr. inspector da Ihesouraria provincial, ouvindo
o administrador do consulado.
1097.Manoel Turiano dos Rois Campello.
Intorme oSr. inspector da Ihesouraria de fazen-
da ouvindo o administrador do consulado.
1098.Manoel Jos Soares.D o supplicantn
ao agrimensor os csclarocimenlos precisos para
ser conhecido o terreno de qu6 pede aforamonlo.
1099,Manoel Thomaz de Albuquerquc Mara-
nhao.Informe o Sr. inspector da thesouraria
provincial.
1100.Manoel Ignacio de Carvalho Mendon-
ca.Informe o Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial ouvindo o administrador do consulado
1101.Salvador Honrique do Albuquerque,
secretario da direcloria goral da instruccao pu-
blica.
11C2.Thomaz Anlonio de GouvGj.Nao lera
lugar o que reqner o supplicanlo.
1103.Thomaz Autonio Ramos Zany, secreta-
rio da reparticuo das obras publicas Passe-sc
portaria concedendo a licen^a pedida.
1104.Tertuliano Carnciro da Veiga Possoa.
Informo o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda
1105.Thomaz Anlonio de Gouva.Informe
o Sr. Dr. chefe de polica.
1106.Valentina da Costa Monteiro.Informe
O Sr. Dr. juiz de orphaos dasta cidade.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
om Pernambuco, na cidade do
Recife, 4 de agosto de 1HGO.
ORDEM DO DIA N. 427.
O coronel commandante das armas interino,
faz certo para os fins convenientes, quo no dia Io
de agos'o se apresentou o Sr. pharmaceutico al-
feres do corpo de saude do exercito, Domingos
Gomos Borges, vindo da provincia da Bahia, e
determina que, ficando de nenhum effeilo a or-
dem do dia n. 417 de 6 de julho ultimo, que o
considerou ausente por excesso de licenc.a, bem
como o respectivo edital de diamntenlo, seja o
mesmo Sr. pharmaceutico preso correcionalraen-
te no hospilsl militar, onde no entretanto far o
servico que lhe competir como empregado que
na botica do mesmo hospital, por isso que nao
exhibi razao plausivel e justificativa do seu ille-
gal procedimemo.
Fazcerlo outro sim, que hontem aprescnlou-
se vindo da provincia do Amazonas, e flcou reu-
nido ao 4o batalhao de artilharia a p a que per-
lenco, o Sr. capilo Joao Evangelista Nerv da
Fonseca.
Assignado.Antonio Gomes Leal.
Conforme. Pe-fro Gomes d'Oliveira, alferes
ajudante de ordens do commando.
6
ORDEM DO DIA N. 428.
O coronel commandante das armas interino,
cumpre um dever recommendando especialmen-
te aos Srs. commandantes dos corpos movis do
exercito e companhias isoladas, e em geral a to-
dos os Srs. ofHciaes em guarnigao nesta provin-
cia, a fiel execucao das ordens do dia do quartel
general do exercito de 24 de norembro de 1857 e
31 de Janeiro de 1858 sob 03 ns, 35 e 44, relati-
vamente aos uniformes ; por quanto tem obser-
vado que as disposicoes de S. Exc. o Sr. baio
deSuruhy, ajudante general a tal respeito, vao
sendo esquecidas por olguns militares desla gnar-
DIAS DA SEMANA.
6 Segunda. Transfigur. do Sr. no Monte Tabor.
7 Tert;a. S. Caelano fundador; S. Donato b.
8 Quarla. S. Cyriaco diac. ; S. Emiliano b.
9 Quinta. S. Alfonso Maria de Lignorio fund.
10 Sexta. S. Lourenco ni. ; S. Asteria v. m.
11 Sabbado. Ss. Tiburcio e Suzana ram.
12 Domingo. S. Clora v. f. ; S. Gracbno m.
ENCARREGADOS DA SB5CRJPCO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Das; Bahia,
Sr. Jos Martins Alves; Rio e Janeiro, o Sr
Joao Pereira Marlins.
EM PERNAMBUCO.
O proprielario do diario Manoel Figucir-a i*
Fara.nasua livraria prara da Independencia Dr,
nicao. E assim, os mesmos Srs. comuiaudanies
nao consentirao que os Srs. ofliciaes usem de
correntes dcouro e de outros enfeiles por cima
das fardas, e nem quo as praras do prct andem
com as sobrecasacas desabotoadas.
Devem tor todo o cuidado que as raesmas pra- por si
cas nao saiam dos quarteis desuniformisadas, eguraas
corresponder a esse aclo de urbanidade, a que
elle podia ligar lodo o apreco quo mereca sera
dispertar suspvitas anda mesmo apparentes. Os
principes ailomes de sua parte ficaram bastante
ensoberbecidos por serem admittidos a presenciar
, por si mesmos o que se ia passar em Badn \I-
!u u!,Sa'ain 0S 1uar'c,s desuniformisadas, e'guraas pessoas preloodem que o concurso alli
.ipaizana. t para que lodas tenham bem presen- dos soberanos allomaes era urna pro/a do dos-
tes o disposto as referidas ordens. os Srs. com- alTeicao da parte dellos para cora a casa da Aus-
r ar,,al? '? na Pnmeira occasiao de tria nos porra julgamos que foi antes una pro-
iormatura, e mensalmente as de '-*- -' *- <
niostra.
C^&'~p\t^OrGOmC3}n,'- ,r Oualquer que soja a salisfacao que resulte a
Conforme. Pedro Gomes d Qliveira, alferes csses principes de sua presenc* reciproca nessa
ajudante de ordens do commando. circumstancia solemne b
ORDEM DO DIA N. 429.
O coronel coramandanto das armas interino,
faz publico para conhecimento da guarnicao e
fins convenientes, que a presidencia nomeou por
portara de i deste mez. nos termos do decreto
reunidos em Badn urna explicarlo franca e
urna prova irrecusavcl de que a sua poltica ja-
mis se apartar dos principios do direito e da
justica deveu sem duvida alguma inculir as al-
mas nobres e semptas do projuizos a convido
que nunca deixa de inspirar um scnlmenlo ver-
dadoiro manifestado com toda a lealdade
As relaeoes reciprocas dos membros dessa
-----o.- uu .......o H...u j..,BamUS que 101 am pro- m^ilL?S'!?. ""*, S 'i11*" a simples for-
revista de va da antipalhia ciosa que elles professarn casa : nnte iodo h?.V i e]los P'^ajn juntos du-
de Hohonzollern. | ran,fe lodo d,a dc sabbado, e anda no domin-
go foram reunidos pelo gram-duquo de Bade
para alraorarem no seu volho castello, onde
voltaram as 5 horas da tarde para o jantar. l)e-
pois delle o imperador passando-sc para o pala-
cio em que so achava hospedado, recebo as
visitas de despidida da maior parle dos soberano*-
sua magestade leve ainda occasiau de despedir-
so do todos elles noito no palacio da princeza
Mana de Badn, duqueza de Hamilton, quo os
. bem so pode dizer que
ella completamente illusoria ; porque dado o
caso de que Napolcao tivesse urna confidencia
mijito particular a fazor ao principe regente, se
nao pode estar a sos com elle nessa occasiao,
polo menos tem agora razao para contar que esse
principe nao coroado vira inevitalmente Franca
mais seis anuos, nos termos do decreto e reu-
lamcnlo do Io de maio de 1858.
Assignado.Antonio Gomes Leal.
Conforme. Pedro Gomes d'Oliveira, alferes
ajudante de ordens do commando.
Finalmente por maior quo seja o cuidado em-
pregado de ambos os lados para acalmar os ani-
-.,-- .. ..-........, que
navia convidado para lomar cha no Pavhao.
Assim pois todos aquellos, que almejam o
reslabelecimento du. confianra, e conlinuarao da<
relaeoes internaconaes, devem felicitar-'se por
essa conferencia, que consolida a paz da Eu-
ropa
a Alm disto entre as pessoas, que foram re-
cbelo imperador suachegada em Paris, na
estacao do caminho de forro, achava-se o Sr E-
milio Pereira, o qual felieilando-o pela inicialiva
que elle acabava de tomar, edizendo-lhoque se
sempre os soberanos assim se avistassem, e a-
: prendessera aconhecer-so mutuamente, poderiam
DE PER-
CORRESPONDENCIA DO DIARIO
NAMBUCO,
Paris, 7 de julho de I86O.
Durante o mez ullimo a Italii, a Allemanha, o
a Europa oriental proseguirara com actividado na
sua obra ha longo tempo comecada.
nao quizesso descanrarum s
principes allemaos urna ultima conferencia na
instante na obra que o mundo intei.o lho aUrbuV. hav araeo\eftaddoCaCU,nnebna 1^ ?m T '*
Porra deixemos do arriscar ideas sobro cssa par- cebeeVem r, > t afim do re"
lida, o passemos narracao simples dos faclos.' ?mPS I3""003 d
O imperador Napoleao deixou Paris 15 de ,u ram r in.^fi ?HC S4 i ac"escenl'' 1ue 8a"
nho pola manhaa. dopois do so haver demorado Bita?K? d.l* tm! seru ?emPre
U...I. :. .-- o..- oujec s suas preoccupaooes;
) Balen dos principes i uarmstaat.o gram-duquo de Saxe-W'eimar, o de I o
Napoleao III, todava 'Vssau, o duque de Saxe-Coburgo-Golha, o prin-' ido;
palacio do gran-duqiio do
allomaos com o imperador
so acham elles mais divergentes do que nunca ;
o osla divergencia dos principes um indicio
muilo poderoso da approxiraacao dos povos, o
que talvez se verifique em pocas mais visinhas
do quo so pensa.
Em Constanlinopla a obra da dissolur.o prose-
gue na,sua derrota, e as averiguare's a que so
procede aconselharam as medidas'heroicas, de
que ser preciso lancar mao.
A' paz desla trplice obra quo indica urna re-
novado simultanea em grando parto da Europa,
tomos mais para assignalar as graves coraplica-
coes da Inglaterra. O antigo partido tory sent
que est prximo o momento do sua retirada do
mundo poltico, v que a constituirlo aristocr-
tica est sendo batida pelo ascendente que cada
vez mais vai lomando a democracia, e pois pre-
tendo salva-la rcunindo a si os chefes da classe
media que pugnara tambem pela consaavacao dos I gn-ducal.
seus previlegios ameagados. Com este novo au-
xilio prosegue nos seus ataques contra o ministe-
rio Palmerston-Busscll, por mais eoibaracoso que
lhe possa ser qualquer successo as circ'umstan-
cias actuaos. Emlodo o caso commette um gran-
de erro, e nem sempre poder contar com essa
forfa militar burgueza, que acaba de crear com
grande applauso de lodo o paiz.
A questo allema e a entrevista de Badn.
A questao allema vera de passar por um inci-
dente que bem se pode ler como ura episodio can-
sideravel, cuja importancia a ninguem lem esca-
pado. O imperador Napoleao foi a Badn, ah
demorou-se dous dias, cercado dos principes do
mundo germnico. Aquelles que buscara a lgi-
ca dos fados e dos successos se leem cnlretido
om observar o lado histrico dessa visita de so-
berano a soberano.
Ha porra ura pensamento que ninguem anda
so alravou a ennunciar oflicialmente, mas que to-
do o mundo diz o repele : dopois dos Alpes o
Rheno. Isto quer dizer: Napoleao III acaba de
engrandecer a Franca cora a Saboia e o condado
do Nice ; trata tambem agora de engrandece-la
com a Bsviera e a Prussia rhonana : smente
consideram que nao ser a Prussia a nica amea-
rada em tal circumstancia, serao tambera todos
os pequeos monarchas, cujos oslados scriam o
prego do sacrificio feilo ao soberano francez pelo
filho dosllohenzollern. As palavras pronuncia-
das pelo principe regente na abertura da sessao
legislativa deBerlin, e por occasiao da inaugura-
cao do caminho de ferro de Sarrebruck, com
quanto enrgicas e decisivas, nao foram todava
suflicienles para acalmar de todo os nimos;
curapria pois satisfazer aos mais dfliceis de con-
vencerse : foi este o empenho que sobre si to-
mou Napoleao III, procurando ver se sera mais
feliz, e so conseguira apasiguar tantos terro-
res.
Em principios do mez de junho acontencendo
que a imperatriz viuva da Russia alravessasse a
Franra vindo de Nice, o imperador a foi cumpri-
mentar em Lyon : causou grande sonsago em
todo mundo essa reuniao passageira da viuva
daquelle, que tanto quizera Franr.a em 1853, e
do principe que impozera Europa a paz de 30
de marro do 1856. Isto prova, diziam lodos, que
ha urna intelligencia comraum sobre a questao do
oriento, que est sempre pendente apesar do que
se tem feilo. Accrescc que a imperatriz irma
do re, e do principe regente da Prussia, e bem
poda preparar urna entrevista entre este ullimo
e Naporeao III, isto entre aquello que disper-
tava as desconfiancas allemaas, e aquello que
era o objecto constante das dcsconfiangas euro-
peas.
Nada transpirou nesse encontr da Csarna edo
imperador, que tivesse um carcter official: po-
rm poucos dias depois Thouvenel, ministro dos
negocios estrangeiros no gabinete das Tulherias,
escrevia a Schleiwitz, chefe do gabinete de Ber-
ln, testemunhando o desojo que concebera o im-
perador de se avistar cora o principe, a quem es-
to confiados 03 destinos da Prussia. O miustro
prussiano re3pondeu para Paris que o prncipe
regente se achava extremamente penhorado pela
proposicao que lhe tnha sido feila ; porm que
a vista do estado de irritaco, que dorainava na
Allemanha, obstinada em ver nelle principe o
traidor da patria commuro, havia perigo para a
sua pessoa em comprometter-se a dar um passo,
que indubitavelmente sera mal interpretado pelas
paixes ciosas dos pequeos soberanos, j rauito
irritados, arriscando assim a sua popularidade, e
a sua influencia futura: contava pois que o mi-
nistro francez levasse ao conhecimento do impe-
rador os motivos pelos quaes o principe regente
se via [oreado a nao aceitar a honra da entrevista
proposta.
Napoleao III porra nao homem que desani-
masse com esta resposta ; e proseguindo na sua
idea, foz saber em Berln que elle se achava ds-
posto a avistar-se com o prncipe regente em Ba-
dn na presenra dos oulros soberanos allomaos.
EnlSo cessou todr, o escrpulo da parte do prn-
cipe, feliz por poder salvar a sua popularidade, e
rei de Wurtemberg fallou no mesmo sen-
cipe e a priceza do Ilohenzilen,; a prnccza\Ma- V,^ffitEL^ZS'JJ?!*'',,** n0-
,JsA^z ^;> HES3"- \sssta
apenas chegado :-:'-- :------j:-----------
ras da manhaa Napoleao fez um passcio pe, e
foi saudado com cnlhusiasticas acclamaccs.
Nesso dia todos os hospedes do gram-duqu'e de
Badn almogarara o jantaram reunidos sua
meza ; houveram concertos, illuminaces ote, e
o no domingo toda essa gente coroada "se despe-
dio depois de um banquete, cujos gastos nao fo-
ram das melhores cousas para a bolsa da corte
an-ducal.
Essa cidade de Badn, allemaa de corarao, e
frenceza de cuslumes, foi o terreno mais neutro
o mais bem escolhido para semelliante entrevis-
ta : a!ii bem se podo dizer que cada urna das il-
luslres personnagens se achava em sua casa pro-
pia. O imperador Napolcao III se acha ligado
ao gran-duque por lacos de familia. O princi-
pe regente da Prussia pae da gram-duqueza, o
de lempos em lempos appareco na cidade, onde
'ova a vida de um simples particular, sahindo
ca^Kmaa^iSfi01gV^ <* como
una ucrrota para a poltica franceza, c como um
Inunipno preparado pola Inglaterra em favor da
casa real da Prussia: nos porra nao combinamos
com essemanera de ver as cousas, quer por par-
te do publico francez, quer pela totalidade do
publico inglez; lastimamos sim que o Monitor
Ter-sc-hia supposlo depois dessa allocuco
que eslava prestes a sor executado um proje'ctc
do conciliacao geral, e que as bazes desso projec-
lo so achavam j preparadas. Mas o grao-duque
de Badn se apressou imraediataracnle em do-
clarar que elle de forma alguma se associaria aos
passos iudicados, e que o rei do Wurtemborg nao
so tnha verdadeiraranle exprimido em nome dos
governos da confederagao; por quanto muitos
e-stados importantes nao tomaram parte na deli-
berarao.
Nao sabemos se a linguagera lao vaga, o (So
pouco explcita do Monitor, ou nao em abono
dos soberanos allomaes; quanto opiniao publi-
ca da Franga, esta se nao abalou, a at mesmo
em mais de um ponto se julga autorisada a pon-
sar que os principes allomaes conlinuam anda
nos seus prejuizos, e que o imperador Napoleao
p, percorrondo de paet s passeios' do Parque. rnlrpnTnnim"!0 ^T^ regenlc h-
e todos mostrando o seu semblante placido o ti- ^ a'auoTtio imnofun, $nlcndor-s?. "? *o-
sonho. O ro de Wurlembcrg hospede habitual *S?* 'raPorlante de nacionalidades, mes-
do Badn ; patriarcha dos soleranosl a sua co-. WSSSS* enlrevlSta- raedila oulr P^-
ra destinada a passar a um seu -
asado com a priceza
do Czar Alexandro II. Maximiliano, rei da Ba-
vicra, casado cora urna princeza prussiana, em
poltica nada faz vista de seu ministro Sford-
ten, que dirige o movimento bavaro em sentido
todo nacional, procurando o equilibrio entre a
Prussia e a Austria. Joao rei da Saxonia, nada
igualmente vista do seu miaistro de
em quem descanca, o que lhe permuto d
quemes passeios Badn. George, rei d
vre, tambera dominado por um csladisl
lem, inimigo declarado da Franra; mas eslo tem
urna desculpa, coitado 1 ceg. O duque de Nas-
sau quasijum lugar tonentc da Austria. O gram-
duque do Hesse casado com urna princiza da
Baviera, e por nao ler Cilios, lem por herJeiro
presumplivo seu irmo casado com a princeza da
casa real da Prussia, c sua irma mulher de
Alexandro II da Russia ; assim om poltica varil-
la elle entre a Austria, para a qual tem suas
sympathias, e a Prussia e Russia, cora as quaes
se acha allia lo por parentesco. O Rram-duque
de Saxe-Weimar descendente por parlo materna
da casa dos Romanof cuuhadodo principe re-
gente da Prussia.
Ve-se conseguintoraento, por que inextrcavel
fio de vnculos de familia, as pequeas dynas-
lias allemaes se achara ligadas s casas sobera-
nas da |Prussia e da Russia. Finalmente o
duque de Saxc ura compositor, que faz re-
presentar suas operas em Pariz na Academia im-
perial de msica, e que tem sido muitas vezes
hospede no palaciodas Tulherias.
Eis aqui um quadro completo da galera no
meio da qual sobresahiam Napoleao ifl e o prin- JJVEfL2* prova,f. a P^W
cipe regente da Prussia. personagens principacs P- duque de Baden nos ul,lmos '"*
da solemnidade. Foi em um dos saldes do pa-
vimento terreo da Stephaniembad que o primei-
recebu o segundo. Sptephaniembad ura pa-
lacio rauito moderno, mndalo construir por
urna sociedade de capitalistas francezes sobre a
margena direta do Oos, entre a avenida e o su-
burbio do Lichlenlhal porto da egreja nova ; no
meio das cabanas rusticas e das casas italiana,
se eleva nm pavilho monumental construido ha
apenas dous annos por Lang, architecto de Ba-
dn ; o lado esquerdo era destinado para as reu-
nioes do Jokoy-Club europeu, que se havia for-
mado sob a presidencia do duque do Fursten-
berg. A entrevista dos dous prncipes sos
nao durou mais que meia hora : levando-se em
conta as preliminares indispensavels, e formu-
las da etiqueta, parece iraposslvel quo em to
curta conferencia, pela qual se fez tanto baru-
Iho, se podesse tratar da discusso e solugo de
grandes quesles polticas.
A' 18 pela manhaa o imperador se achava de
volta na sua capital ; e bem dicil de se de-
cidir cora certeza se esso passo leve siraplesmcn-
te por fim apasiguar e conciliar os nimos, 011 se
oceulta elle algum mysterio de alta poltica, cujo
segredo nao convm ainda que transpire. Seja
como for, o corlo que o Monitor Universal,
orgam official do governo das Tuiherias, publi-
cou as seguimos linhas :
Nao duvidaraos de que a viagem rpida, que
acabe de fazer o imperador, tenha felizes resul-
tados : era muito preciso urna medida assim es-
pontanea e significativa para que pudesse cessar
esse concert unnime de boatos dessagradaveis
e falsas apreciaces. E na realidade o impera-
gente aos principes allomaos, nenhum effeilo pro-
produzuao, assim como as que elle pronuncala
em Berln perante o parlamento, e em Sarrebru-
ch entre os ofliciaes generaes do seu exercito;
pode elle muito bem propalar que tem para com
a patria allemaa urna dedicagaodesinteressada, e
sem limites, infelizmente nao ter o poder de so
fazer acreditar as apparencias dopo contra a
sua pessoa, e milita gente persistir em conside-
ra-lo um ambicioso, a quem apenas falta um pou-
co de coragem. Quando fallou do seu prximo
acord com o gabinete de Vienna, foi o primeiro
a duvidar do sua realisago : o estado de rivali-
dade das duas principaes potencias nao acciden-
tal, _e a pretendida combinago dos principes al-
lemaes, hospedes do grao-duque de Baden, a-
penas apparente, so que existe mesmo na appa-
rencia.
Essa conferencia de 18 de junho nao passa de
urna causa de novas complicaces; porque essa
combinago apparente e momentnea tornar a
Dieta mais obstinada na sua opposirao ao gabine-
te do Berlin; quanto mais que ella nao existo
mesmo na
dor indo de seu motu proprio dar aos soberanos* va phase,
da conferencia
Demais nao devenios esqueccr o movimento
que leve principio no anno passado pelos patrio-
las allemaes as duas reunies de Eisenach, os
quaes leem procurado todas as occasioes de raani-
festa-lo ; e pois nao deixar de ler sua parte nos
primeiros incidentes dessa grave questao allemaa.
Se o principe regente da Prussia nao ainda a
pessoa designada, se a natureza incerla o preca-
ria do seu poder, se at mesmo a sua idade nao
lhe permitiera pdr-so testa de semelhante em-
pieza, se a nobre ambigo de vir a ser o regene-
rador da Allemanha nao se apoderar do seu es-
pirito, o movimento buscar e encontrar outre
homem destinado a persomnifica-lo, c arrancar a
patria a essa diviso poltica, que tanto conslras-
ta com a importancia numrica da mesma pi-
tria, com as suas altas faculdades inlellectuaes
com a extenco e recursos do seu solo.
As ultimas|noticias quenos chegaram d'alra do
Rheno nos confirmara na nossa opinio de que a
Allemanha sahio das conferencias de Baden mais
divergente do que nunca. O governo prussiano
longe de conciliar os estados dessedentes prose-
gue ainda na sua poltica nicional. De outro la-
do a Dieta federal se torna cada vez mais impo-
pularpedero que ella seja de direito abrogada,
e lodas as vistas se voltam para a Russia, afim
de incita-la a tomar a inicialiva de um governo
central ailemao pela eonvocago do urna assem-
bla nacional; v-se pois que de 14 de junho pa-
ra c as ideas ho proseguido 00 seu desenvolv-
ment.
Queslo italiana.
aples.
Os negocios na Pennsula entraran! n'uma no-


(2)
PI.m) PE PTOSAMBUQO. QUAUTA FEIRA 9 DE AGOSTO DE 1860.
O govetuo napolitano arvurou a bandeira tn-. dezobaticus, que conllevo, eui quo sua eminencia
color no castello do Sanl'Elmo, promdteu aos o cardeal tem depositado o fructo das suas eco-
seus povos amnyslia completa, instiluiges libe-
raos, vico-realeza siciliana, o fez mais aindaes-
tendeu a mo Vctor Eramanuel. Francisco II,
procurando salvar a dynaslia, emenden que dc-
veria dar um grande passo para a questo ilalia-
-ua : mas quanlo ao que lhe diz respeito pessoal-
mente, convetn indagar se elle foi levado mais
pela inspracao de urna converso real, ou se pela
impressln do medo.
Remonterao-nos um pouco s cousas j passa-
das.
Ao mesmo lempo que os 28:000 homens das
tropas reaes deixavam Palermo, em consequenca
la capitulado to longamente discutida, o chefe
da insurreigao siciliana orgatiisava una especie
de governo provisorio, compunhaum ministerio,
(azia requisigos de cavalgaduras, equipamento,
e munices; c pareca alheio a idea do atacar
Messina, nico ponto da iilia que restava era po-
der dos napolitanos.
Por outra parle Medid, um dos homens do mo-
viraento tralava do desembarque de 2:000 volun-
tarios, c da povoacao immediaia do urna insur-
reigao as Calabrias. As cures nacionaes fluctua-
vam sobre o forto de Castellamarc; os inglezes
bem que incilavara a sua oceupaco, porm Ga-
ribaldi recuou peranle as consequ'encias que po-
deria accarrelar a acceilagao, ainda que momen-
tnea, da prolecgao da inglaterra.
Em aples o rei, presa das mais pungentes
inquietaces, envidava os maiores esforcos para
noruus.
E para logo o banquero dou ao soberano pon-
tifico urna indicacao to exacta das rendas do
cardeal Anlonelli, que Pi IX flicou assombra-
do. Ocardeal apenas soubo deste facto ftcou
bstanlo di sassocegado : quanlo ao banquero
Porlooia julgou prudente preparar as suas ma-
las, e deixar por algum lempo o territorio roma-
no, lemendo as iras do piimeiro ministro. Se
com effeilo este ultimo possue tantos milhes,
de cuja existencia o publico se acha j bem ins-
truido assim como o pipa, nao lera razio para
proseguir na negociando de um emprestirao. A
situaran porm nao aprsenla una so face ; alm
dos emba reos Onanceiro*, existem mais emba-
razos administrativos e militares.
O general Laraoriciere lem que vencer mais de
um obstculo : guerreado pelos cordeas, mongos e
jesutas,apenas se sustenta pela vontadede PioIX,
aqual, como lodos sabem, bem fcil de destruir.
Alm disto elle havia contado, quando chegou
a Roma, com a allianca de Francisco II, e com
conligenle, que este ultimo forneceria, de 30:000
homens, que junt03 aos 18 ou 20:000 que elle
procurava por si mesmo reunir nos estados pon-
tificaes formassem urna forca que lhe permitlisse
oo menos operar ama tentativa sobre as Roma-
nhas ; e ci-lo profundamente desanmalo a tal
ponto, que os correspondentes o dio como um
liomem que aspira nicamente achar qualquer
meio honesto de se sahir da empresa era que
rcr j ludo u tranzo fortificar a sua capital, que a
Franca nao lera o desejo, nem o poder de amea-
gar. Contine a Inglaterra nos aeus armamen-
tos, "contine augmentar du seus navios, e os
materias primas sentas ae qualquer surte de di-
reitos de entrada ; a conservarlo por seculos das
grandes fabricas por urna mesma familia o quo
tem concorride muito para a perfeiglo das ma-
seus canhes, ha de necessaria mente senlir o seu chinas e da ferramenta, e a aecuraulago de ca-
systema de isolamento ; e i v-la assim leti-j pitaes t.io consideraveis que permittam ao pro-
grandes fados do sua poca, nin- ductor ttrahir o comprador nao s em virtudo
rar-se dos grandes fados
guem deixar de lembrar-se desta anlga maldi-
go : Va toli1
Concluio-se a orgnnisago do corno de volun-
tarios, e a revista de 23 de junho foi mais urna
occasiao para solemnes manifestarles. Nao hou-
ve em Londres quem deixasse de ir a essa festa
militar em Ilyde-Paik, onde se achou presente a
rainha que por si mesma passou revista aos vo-
Inntarios da capital armada : 20:000 corobnei-
ros voluntarios se achavam preparados e em for-
ma ; porm csses 20:000 homens eram escolla-
dos, e tao bem escolhidos, segundo a exprcsslo
do Times, que s clles valiam 40:000: na ver-
dade sob este ponto de vista, o exercito mais
collossal do mundo.
Todas as casas se achavam ornadas com galas
e loucanias; nunca Londres 'ira lana conimo-
do proco reduzido da mercadura, como em vir-
lude da duracao do crdito.
Depois de todd- este arrasoado concluiam que
a Franca com o prego elevado de seus transporJ
tes, com a elevaco dos seus salarios, a delicien-
ca dos seus capitaes, a insufflciencia das suas
machinas, ia entregar-sa sera defeza a urna con-
currencia, qne seria a ruina da maior parte das
fabricas, a inutilidade de maior numero de ma-
nufacturas, e a miseria espantosa e sem remedio
para as classes de operarios. Resislio-se a esses
lemores, a essas evocaces de terriveis desgra-
sas, e com muila razo. A induslria franceza
pode em qualquer parte apresentar-se a par da
induslria ingleza. Os povos, que tee'm chegado
ima cerla porfeic.no nos seus goslos e nos seus
corljurar a revolugo ; e aguardava o resultado lao imprudentemente se precipitou.
do seu appello interyenglo das principaes po- O governo piemontez acha-se ce
successores napolitanos n'uma
collocado pelos
posiolo singular-
tencias. Decidio-se n'uraa sesslo do conselhodo
eslado, que durou Tinte e urna horas, quo se en-
viasso um diplmala a essas potencias : conside-
rara m a situago como extrema, reconheceram a
impossibilidade de contar com as tropas desmo-
ralisadas, c desimadas pela desergao ; e depois
le longa discussao assentou-se na iila de cotice- j Solferino, ou anda depois da paz de Villafranca,
Jer ao reino das Duas Sicilias urna consliluicao I o at mesmo depois da annexaco da Italia cen-
nmpla, e de,aranlir a autoridade real mediante tral Urna boa resoluclo do Francisco II, urna
mente espinhosa. As cousas teriam sido bem j uniforme .do feld-marshall da Inglaterra, e tra-
divcras.se ha um anno ellas so livessem passa-zendo o grande cordao da. jarreleira, c'na sua
do de outra sorle : que auxilio proveiloso nao '
teria sido para o oxercilo franco-sardo a coadju-
vacao dos mil uapoliknos depois da balalha do
um
abitos, sempre darao preferencia aos producios
cao. Logo desdo pela raanhaa que a n.uludao francezes, e na Pranga especialmente nunca que-
saudava com suas acclamagles os rrgimentos | rerao comparar os arligos de Manchesler cora us
quo passeavam, marchando para Hyde-Park ; s- de I.yon e de Mulhousc I
horas da larde chogaram ali a rainha, o prin-j O governo imperial offereceu aos induslriaes
cipe seu esposo, a familia ret, e una brilhante, medanle um juro modendo, os capilaes neces-
comiiiva, e se junlarara ao duque de Cambridge, sarios para a acquisigao das machinas mais per-
conimandante cm chefe e a seu estado-maior, pa- felas Deve-se sempre repelir esta verdade : que
ra percorrerera a frente da linha, e assislircm de- '
pois desfilada.
O corlojo real se compunha do qualrocarrua-
gens descobertas : na primeira ia a rainha, ten-
do a seu lado o rei dos belgas, vestido com o
um tratado de allianca proposto ao Piemonte.
Foi cm virlude e depois dessa deliberacao que
parti M. de Martillo com a misso de pedir aos
gabinetes de Pars e de Londres garantas para a
iiitegridade territorial do reino das Duas Sicilias, e
conservaco da dyinnastia dos Bourbons, pro-
mettendo-se como paga dosso sorvico a oolorga
s populaces de urna coustiluicao* liberal, e o
recoihecimenlo, se fosso absolutamente preciso,
da independencia administrativa da Sicilia.
O enviado napolitano cncontrou na Franca urna
recusa motivada, sono completa ; e com isto es-
morecido renunciou proseguir na sua misso al
Londres : porque lord Palraerston se havia mu
positivamente explicado no parlamento sobro o
horror que lhe causava a conducta de Francisco
II. O resallado, que obleve de parte de Napo-
frenle a prlnceza Alice e o principe Arihur :
junto portinhola da dircita seguiam cavallo,
o prncipe Alberto com uniforme tambem de
feld-marsh3ll e o cordao de jarreleira, e o conde
de Flandre3 com o uniforme lodo azul appare-
Ihado de ouro ; junto portinhola da esquerda
! mudanra de systema, urna inspracao patritica am o principe de Gales com uniforme de coronel
...roe
o osponlanea teriam salvado o monarcha apo-de voluntarios, o o principe Julio dkllolstein-
itauo, c o leiiam associado monarchia piernn-i Glucksbourg cora um uniforme esun^oiro : na
Pennsula: ntrelanlo segunda carruagem se achavam o principe Leo-
depois dos po'do, a ppinceza Helena, a duqueza de Cnm-
teza para a salvarlo da
que conservo do re de Napolee depois dos
successos consumados na Sicilia, c em presenca
dos que so preparara sobre o continente, faz-nos
lembrar Jacques II da Inglaterra, Carlos X da
Franca, e tantos oulros soberanos que debalde
podo,
bridge e a'Gran-duqueza hereditaria de Mcklern-
bourg-Slrclilz; na terceioa a princeza I.uiza, a
princeza Maria de Cambridge, o Sydney-Her-
bcrl, ministro da guerra ; fiilmenle, na qnarta
quizeram por urna manobra desesperada susten- as damas de paco em servico e os cor.des Grey
a lar sobre suas caberas coroas vacilantes : nionar- e Ripon.
chas que, cedendo forga irresislirel dos fados, Depois da desfilada, quando os corpos tornaram
vencidos autes de que convenidos, se cl.egam oo seu primeiro posto, o duque, de Cambridge re-
causa da liberdade e da independencia, mas para ceben as ordens da rainha, e dclerminou una
fazer della um escudo contra os golpes da revo- marcha per companhias, que foi cxeculada cora
luco amearadora. grande applnuso dos espectadores. Todas as ban-
0 gabinete de Turin nao quer commetler urna ; das de msica cntoaram ao mesmo lempo o llud
".f""" "< pwn"" iiiwuiuu, (ira prudencia,que o privara de todas as sympathias save lhe queen, com qne terminou olliriolmente
aiieciouseusivelmenle esto ultimo, que vendse nacionaes : espera pois que fados irrecusaveis I revista. Al enlo os voluntarios se tinham
ameacado pelos successos ja consumados, e os venham alloslor que o rei de aples nao cedeu conservado na mais rigorosa observancia da dis-
que eslavam imminenies, concebeu a idea de fa- ao lemor do perigo : porm a marcha por osle ciplina militar; e fui s nessa occasiao que lan-
zer concessoes reaes. seguida ha seis mozos a esta parle aulorisa ainda oaram um formidavel brado de enlhusiasrao ele-
fc.ni viiiude de una carta recebida do palacio ( os menos desconfiados pctisarem que elle mu- vando ao ar as suas espingardas com os seus bo-
de loiilaiiiebleau, reumo-se o conselho e sobre a : dou anles de conducta do que de principios. nds ou barrelinas presas lias biionolas esta
maioridade de "Jconlru d votos, furam lomadas, \ ictor Emmanuel que persomnifica as esperan- explosa indiscriplivcl se prolonsou por ol-niis
as seguimos resoliiroos: adopeo de urna consti-j ras da Italia, hesita por conseguinte em estn- minutos. ro o
uiroo, amnista gcral, allianca com o Piemonte,, dcr-lhe a mao. Instado pela diplomacia das1 A rainha parlio nosta occas.o, depois de ler
oaiidrira tricolor com as armas dos Bourbons ; e principaes potencias europeas, especialmente pe-. eilo sentir aos voluntarios a expressao de
.nimediatanienle expedio-se para todos os pon- la da Franca, alim de acolher as proposicoes do saisfocao. expressao que foi acolhida com
os da Luropa um despacho datado de 20 de ju- seu primo de aples, aprsenla condicocs, cu- ; plausos frenticos. Quanlo a multido enorme
''.?., ja actiTirao possa servir de garanta para elle,' que se grupara em Ilydc-Par'ic desde meio dio
ro logo orgamsado um novo ministerio, a sa- e para a Italia : estas condices, ora consequen-. al 8 horas, era to compacta que falla qualquer
c do conselho; Maiiiuo ca dasquaes oslar tile promplo para a combi-; calculo oproximativo : e laman eram as acclama-
nacao exogida, sao as seguintos : 'cues que os echosdo velho Pnrke nunca repeli-
1 O governo napolitano romper difinitiva- ram cousa semelhante.
mS2,jC?1? ,n Vuslr'a- Ess enlhusiasmo inglez Dio podia suspender-
2". Exigir do papa que outorgue nos seus sub- se na sua marcha ; cada da tjma elle novas pro-
Jilos as iiiesmas concessoes que aos seus acaba porgos vimo-lo no seu auj
sua
ap-
deoulorgar Francisco II.
3\ Adoptar a poltica
por occasiao da
, revista de 23 de junho, "c ei-lo que se prepara
quo tem por fim airi- para urna outra occasiao 10 do julho, era que
dependencia completa da Italia. lera lugar urna grande fusta maiitima em Spi-
4. As reformas promellidas scro postas era '. lhead. A partida do principe de Galles para o
! execuc5o. Canad ser o pretexto para essa nova solemni-
As ultimas noticias do aples annunciam a dado. Entretanto a Giaa-Bielanha apezar do
jvo estado de i cessacao de estado do assedio, a organisncao da seu ardor militar, do armamento das suas costas
imeiiido. ,''arda civica,_ a proclamngo da conslituic'ao de "da organisago dos seus voluntarios, nao s
tranca, atra- j 1818, as eleigoes para 19 de agoslo vindouro, o julga anda sullicientcmente segura ; quer pora
a reunio das cmaras para os prinieiros dias de
sttembro.
Qnalquer que soja a face que tomem os nego-
cios napolitanos em consequecia das concessoes,
ha urna cousa sobre coja veracidade nao resta a
menor duvida,
obstculos, de
lado : ella lera ainda de vencer muilos embara-
09, ter ainda de passar por muitas modiflca-
ce9, e reacres ; porm lendo una vez susci-
tado to nobres sacrificios, leudo offerecido
ambirao de una rara ndniiravelinenle intolligcn-
ber
na pasta dos negocios eslrangeiros ; Del redo
inlerior; Mannada fazenda ; principe Cosella
dos negocios ecclcsiaslicos ; Morellidas gracas '
ejustica: Grecadas obras publicas ; inarecial i
I.cslucci da guerra ; almirante Garofalo da
marinha.
A baiideira tricolor foi nrvorada no palacio ; os
navios lano nacionaes como eslrangeiros, anco-
rados no porto a saudaram com salvas de artilha-1
ra ; noite a cidade foi Iluminada
Tudo islo era urna realidade ; porm, no dia I
seguinte ao da inaugurarlo do novo
cousas, um grave alternado foi com
O ministro plenipotenciario da
vossando a ra do Toledo no seu carro desco-
berlo, recebeu sobre a cabeca duas pancadas da-
das com um basto chumba'do, e foi conduzido
sem sentidos para o palacio da logaco ; as pan-
cadas parliram de entre a mullidlo agitada pelo
partido realista, descontento por ver operar-se
essa mudanca oposar de lodos os seus esforcos.
Semelhante alternado commetlido conira o'ic-
presentante de una potencia estrangeira, seme-
lhante crime condemnado pela indignac&o un-
nime da Europa, leve immediatamcnlo o* seu re-
- u I lado.
Doze commissaros da polica foram altacados
e quciinados os seus archivos, muitos esbirros
n assasiinados; finalmente a a'.titude geral
das populaces lomou-se lal que o governo de-
crctou um oslado de assedio. Isloprova que elle
con Da va muito pouco no acolhimento difinitivo
que seria dado s suas concessoes, na verdade
pouco animadoras, e s suas promessas, j muilo ,
tardas.
Beo que composlo na maior parle de homens!
pertcncentesao partido liberal, homens que alm
disto liveratn pouea presas era responder ao cha-
mado da corle de aples, o novo gabinete leve
lodavia que lutar logo no seu comego contra gra-
ves obstculos e desagrodaveis impresses. Um
i'"- seus primeiros actos foi a repararlo de um
tarto que havia produzido tanto ruido e* lao gran-
de escndalo, a reslituiglo de dous navios cap-
turados contra o direilo martimo, sob um falso
pavilhao e em alio mar.
Depois trata ram de cncarregar a M. Anlonini
da misso deapresonlar ao governo francez todos
os protestos o escusas do Francisco II pelo al-
ternado commeltido na pessoa de M. Brenier.
O que porm lernava bstanle dilkil a posico
do novo gabinete era a frieza manifesla com que
loi acolhida a noticia da sua elevago, e al mes-
mo afllrmam que, so propagando csse senlimen-
to, os Abruzzios e as Calabrias viro a subleva-
rem-se.
Einquanlo que em aples se passavam estas
cousas n-i Sicilia o ministerio de Garibaldi sof-
fria urna modifleaco: haviam-so dello reinado
muitos dos seus membrus que tinham, sem ser
ouyidos aconselhado a annexaco immediata da
Sicilia ao reino itlico. Garibaldi n'um discurso
dirigido mumcipalidadede Palermo deu as suas
explicagdes, terminando com as seguintos pala-
vras:
Vim combalor pela Italia e nao pela Sicilia
nicamente; e emquanto aquella nao lr com-
pletamente lvre e unida, nao se peder conside-
rar ganha a causa de una de suas partes. Remir
todas estas parles divididas, dispersas esubjuga-
das, colloca-las em estado de constituirera a uni-
daJc_o hberdade da Italia, eis o (lm da minha
misso : quaudo o conseguir, quando podermos
dizer a patria dove ser livre, e nos assim o que-Manto forle para prestar Franca um "ponto de
occasiao de proceder anne- I apoio, c urna forte allianra contri ts ms inten-
ces de alm do Rheno."
p
capital ao abrigo do qualquer sorprezi : porque
se ella se conservar no seu eslado de fcil ingres-
so, parecer-lhe-ha ler dispendido centenares do
milhes sem conseguir o seu im, parecer-lhe-ha
ler desprezado o principal pelo accessorio : Lon-
o c que a dospeito de todos os dres vai ser por conseguinte lorlilicada como Pa-
loilas as inverosimilhancas, e de ris. E nao cause admiracao ver-se neste secuto
s troi licoes muncipaes, que at o presen- de luzes e civilisacao todas as capitaes da Europa
a unidade lor- roJearcm-se de fortalezas, ci:culareui-se de for-
tes muialhas I A Inglaterra, porm, poc mais
le lecm sido o flagelli da Italia
nou-se a senha, aspiraclo e o voto das almas
ardentes e apaixonados. Em nomo della os ho-
mens so lio erguido, alistado, e combatido.
Ess i voz unnime de um povo sobre objeclo, que
loca lio do porto os fundamentos da sua existen- lado ella se julgar garantida [or'suas maravilho-
cia nacional, um indicio bastante forte de que'sas boceas de fogo, granadas S machinas inven-
menos dia ser urna rcali-1 ladas por um capillo, cujo emprego permiltir
-------------que
os productos se pagam com os productos, e co
mo urna dimiouicao as tarifas traria infallivel-
menle urna quontidade maior de productos con-
sumidos, seguir-se-hia um accrescimo era pro-
porgo na carencia dos productos fabricados. A
industria e o commercio francezes podem eslar
muilo descangados sobro essas pretendidas amea-
cas da concurrencia ingleza : o genio francez
mltiplo, e proporciona sempre a sua forra e a
sua energa conira os obstfeulos que lhe cura-
pre vencer.
A Franga feslejou o seu engrandecimenio so-
bre a fronleira dos Alpes Foi este um caso do
direilo popular subsliluindo o direilo de con-
quista, foi o triumpho do espirito democrtico,
foi um meio pacifico creado peranle as vicissi-
ttidrs innunieraveis de conflicto que fermentam
na Europa, foi a aurora do reinado da paz, do
justiga, e da liberdade, finalmente foi um caso
memoravel para a Franca, para a Europa, e para
o mundo.
Com eleito, um facto novo na historia,
un bello exemplo para o futuro a mancha por
que acabara de ser reunidas Franca duas pro-
vincias verdaderamente f.ancezas, que della se
achavam desligadas pela forra dos successos po-
lilicos. Um tratado entre do'us soberanos, as po-
pulaces consultadas fazendo conhecer livre-
mente sua escolha ratificado pelos poderes p-
blicos no Piemonte e na Franca, foi quanlo bas-
lou.
Al aqu para conseguir-se que urna"provincia
cessasse de peitencer a um estado qualquer, e
fosse ligada a outro, era preciso qu corressem
rios de sanguo ; smente aforra decida, cas
populaces conlrariadas e representando um
verdadeiro rebanho de homens, passavam de di-
reilo ao dominio do mais forle : nem seus inle-
ressos, nem suas sympathias eram consultados;
lodo mundo julga va justo c natural que ellas fi-
cassem sendo a presa do vencedor, e ninguem
teria ousado conceber o pensamento subversivo
e revolucisnario de que ellas pertonciam a si
mesmas, e a si mesmas competij decidir da sua
sorle.
A velha Europa se eslremeceu co-n a applica-
cao do sulVragio universal, e a tradigo diplom-
tica inquieta lem procurado os meios de suscitar
novas colhgiccs contra a Franca. Baldados
leem sido os seus esforcos, e bom u mo grado
cumpre-lhe aceitar esse grande fado consumado
depois de muilo ler gritado sera proveilo.
Un Te-Deuro, una revista eis aqui pura c
eimplesmente todo o programma da solemiuda-
dc celebrada no dia 14 do junho. E nao era
preciso mais para que o seulimenlo nacioual se
manifeslasse por toda a parlo, mostrando que li-
nha consciencia do que se havia passado Depois
do Te-Deum cantado em Nolre Dame pelo car-
dcal nrcebispo de Paris, a que assistiram os mi-
nistros, os membros do conselho privado, mare-
chaes, todas as autoridades civla e militares, e
urna numerosa depulscio dos habitantes da Sa-
boia e de Nice, leve lugar a revista no campo de
Marte, em presenca do imperador e da impera-
triz, que expressamente vieram de Fonlainc-
bleau, e ah ebegaram s 2 horas.
A tropas reunidas formavam um esplendido
espectculo ; o marechal Maguan, comiuandante
do primeiro corpo de exercito, oceupava o com-
mando superior. Os baialhes da guarda nacio-
A revolugo rebentou entre os musulmauos e
os christaos, com as mesmas scenas de horror :
casas e cidades incendiadas, carneficina geral,
continuando esses excessos at mesmo com o
concurso do Pacha. O estado de cousas se tor-
na cada vez mais imperioso na Syria : por todos
os lados lavra a abominagao, e resolugo. Qual
ser o ofteito sobre a longaninudade da Europa?
Os oppressores nao se achara em situago rae-
nos deploravel que os opprimidos. Os turcos
comprehendem que para elles o futuro nao ha
de ser o mesmo que para os christaos; e assim
vivera inquietos e agitados.
A ultima conspirago do exercito nao foitotal-
mc FePnm>da como soisse: ella conla j 50
a eu mil adherentes que s esperam occasiao de
sublevarem-se, e grande parto delles se acha as
Uleiras do exercito.
Era Conslanliiiopla o descontentamento das po-
pulagcs se demonstra j por incendios que se
multiplicara. Estes excessos commetlidos quer
na sociedade baixa, quer na alia sociedade do or-
be musulmano cada vez mais'coiifirmam a im-
possibilidade de qualquer regenerarlo, o mo
successo da tentativa do tratado de 0 de marco
de 1836. O mal cresce de dia coi dia: os ani-
baragos se complicam mais que nunca; sao em-
baragos inanceiros, systema monetario arruina-
do, delapidago dos dinheiros pblicos, descr-
dito dos fundos do estado, impostos onerosos,
perseguigoes, jusliga venal o arbitraria etc. etc.
Taes symptomas de revolugo, umversalmen-
te demonstrados, inquietara tanto o governo aus-
traco quanlo aquelle da sublime Porta. Em
\ienna eslo persuadidos, assim como amCons-
tanlinopla, de que a Franga e a Rnssia se achara
de commum accordo quanlo solugao prxima
do problema oriental, e que estas duas potencias
querem formar um estado iodependente da Mol-
davia, Valachia, Servia, e provincias slavas da
Turqua. Se esle plano existe com effeilo, e vier
a realisar-se, occasionar elle simples e puramon-
le a destruirlo do imperio turco na Europa, o
ameagaria a Austria de um desmembramentu. O
imperador Francisco Jos e o Paditchah eslo
decididos a oppor a semelhante projeclo a mais
vigorosa resistencia, e preparam-se, segundo ai-
firmara ; para qualquer eventualidade.
A formagao de um reino slavo, cujo projeclo
se empresta Franga e Russia, como soluco
da qutslo oriental, tem attrahido a Grecia para
um novo mundo de sontos c esperangas I Ella
se julga j engrandecida com urna parle do im-
perio ollomano, a saber : a Crea, Chypre, Ulio-
des, Sciosamos, Tedenos, Melelin, a Samolhracix,
Psarra, Plhmas, Colymnas, Trebisonda, a Pam-
philin, a Galacia, a Cappadocia, a Phrygia, a Ly-
caonia.
Este sonho, por mais dourado que seja, tem
adiado os seus troperos na opiuio publica. A
reappariclo da questo do oriente lora feito mui-
los espritus meditaren) na partilha do imperio
oltomano ; e nessa partilha, segundo se exprimo
um jornal publicado em Malta, tocar o Egypto
Inglaterra, a Syria e Funis Franga, a Heryego-
vina o o Montenegro Austria. Estaopiniao foi
logo contestada : pode-se respond r a lodos es-
ses boatos que a Europa nao so arriscar em se-
melhante aventura, e que ludo se pode muito
bem regular sem partilha e sem guerras.
ltimamente leem circulado diversas rumores :
fallara de mudancas e ralificaces na carta da
Europa, e at mesmo lia pessoas que suppem
que as potencias principaes trabalham u'um pla-
no do reorganisaglo do reino da Polonia.
Qnanto nos, era nada acreditamos, e islo nao
quer dizer que desesperemos desse systema forte,
heroico de nacioualidade.
G. M.
INTERIOR.
que faga para circuinscrever as suas preocupa-
..oes nicamente sua defeza, nao peder escapar mCmI o commando do i
de todo a oulias ciudades : porque se por um | Lawasne. formados em 15 columnas oceupavam
toda a largura do campo de Marte em trono
escola militar. Soguiam-ee dispostos cm 3 li-
onas de batalha os regimentos em guarnioio em
Pars, lendo sua
at mesmo s mulheres repellir o inimigo, por
outro lado nao pode deixar de cuidar nos graves
embaraces interiores, que amoscara j o minis-
terio do* urna uissolugao.
A cmara dos lords que se havia posto em op-
concorrer para esso fim.
Em nosso entender nao dcscobrimos urna ni-
ca razio que possa vedar a rrencao noseculo XIX
de mais urna potencia principal. O socolo XVIII
vio crguer-se a Prussia, e lorescer a Russia.
Por quo razio o seculo XIX dio vei tambera
renascer sob urna forma respeilavel a conslitui-
cao da inri privilegiada, que tora sido o berro
dos maiores homens do mundo? Que mal le
resultara d'ahi? E de mais quecazfies lem a Eu-
ropa para impedir esse renascimento
Quanto Franca, nao combina com"-esses sa-
bios clculos que teiidcm a abaler a vida dos~OTK.
Iros povos, para poder melhor desenvolver a sua
propna : oulros slo os seus instinctos generosos.
A Franca esparge c semeia a vida em torno de si
sem calculo, sera temor : ella concorreu para _
independencia da America, ella concorreu para
emanciparlo da Grecia, ella firmn e fez respei-'1
lar o divorcio da Blgica ; e agora mesma acaba J
de entregar a Italia si propria. Nao a intimi-
da, ora lhe causa o mais pequeo reccio, quejfnri
esta se torne unida e poderosa ; os limites da
Pennsula se achara determinados por sua
_ frente c marechal Itegnanlt
je Saint-Jeao d'Angely ; depois na mesma or-
den) iros divisos do exercito, eolro es quaes se
nolava era uniforme de campanha a divisan de
B recenlemenle viuda da Dalia ; o final-
ros e
a,
res,
caca-
toaos
goslo
lords. as tendencias liberaos quebram-se peranle ZZ VtSt JS&OBS ,
a obs.iiic.ao des.es, e o part do democrtico faz Poplacio para ali havia afln do em m hlo'
notareis progressos : ha ma s do um orgao na Esse pomposo espectculo fez nasce na cabec
impresa ingleza que aecusa a aristocracia, por- dos ingl./es o desojo de terom ellos lambmal
que es.a desapprova o syslen-,a que se quer se- | Slia nfvisla e do reJUnisIm orgul lusamtc em
gu.r e julga democra ira illegal o revoluciona- yd-Park os 20.000 carabineiros voluntar o an
na toda o qualquer medida -uodz respeto ao ; gilriados com lanl0 lraualh e reaViSi
espirito de liberdade da nacac, e estas aecusaroos josejos 10 dias depois da no sa revista
encon.ram echo. Tudo temse pode ler era j A Jles(a se prolongu cm od0 "iris .t B.
conla de um agouro feliz : po:quo no da em que as janellas eleganllmente adornadas
a velha Inglaterra dos torys obstinados ceder o i dia achavam-se brilhanlcmentc
lugar a Inglaterra moderna, que mais generosa ra,,(e noli0
lodos.nesse I 0s lerrilori'os annexados & Franga vio formar
! Ires novos departamentos, e serlo iguaes a lodos
os oulros do paiz de maneira a extinguir os tra-
I gos das antigs divisos. Era preciso que se ani-
masse essa poderosa homogeneidade, essa uni-
I dade nacional, que urna das forcas da Franca
quo muito lhe pode invojar a Europa inteir.
! A Russia nao mais do que una immensa amal-
igama de povos grupados ao redor do um centro
I dividido cm fraeces mu distindas. A Allema-
o seu
le:
durante o
Iluminad.is du-
Oi~co haver mais isolamei lo, cessar a
licir/goisla e ciosa, e porlanto cessar tambera o '
eio de invases
So os inglezes lanrassem a- suas vistas pera a
Franga, sem prejuizo3, sem p cvenrlo, acabaran!
de convencer-se. Por alguns aristocralas des-
ntentos pelo prximo fim c o seu reinado ga-
am a massa inteira do paiz, a qual saberia
'"'""" 3C uiiuiu uuierrniiiauos por sua pro- que a usa usrepl
pna naluroza- ponto que lhe impossivol pon- cional nada deven
sar em transgredi-los. A cosso e da Saboya fez interiores que se o
\acao. Se tratsemos do annexar somenle a
bicilia, as ordens deveriam partir de um outro
que nao eu, ser-rae-hia forcoso renunciar a par-
te que lomo nesse empresa, e reiirar-me.
Eslaspalavras eram ditas a 26 de junho: po-
rm os ltimos aconlecimentos de aples de-
rami um) nova direcgo s consas era Palermo.
oanbaldi, querrnda precipitar a situago e nao
muito bemromprehonderquRoscupatriolsmo,;ha se adla uihada. 0 imperio da Austr
queajustasusceplibilid.de io seu orgulho na- | comprehende qua.ro ou cinco ragas" que mulo
almejam a sua separago. A Gra-Brelanha
urna aggregaglo de tres nacionalidades, das
quaes urna pelo menos a Irlanda profunda-
mente hostil ao governo actual. O segredo da
forga moral e material da Franga consiste na
unificarlo para que ha longo lempo ella Iraba-
Iha ; consiste era que j nao existem seno Fran-
cezes ah onde hadara Francezes e Borgonhezes,
Poalivenas o Bretes, Gasces e Lorrenos, Al-
sacianos e Provngaos.
tornaram a rcassumir os seus lugares.
O novo gabinete de aples lem sido muilo
cusloso de orsanisnr-se: Spiucll deseja que se
ausente em continente a rainha viuva, e toda a
sua comitiva ; lem necessidade de por em exe-
cucao essa grande medida para alirahire ligar
sua obra os homens cojos nomes foram pronun-
ciados no dia do aclo sobenno.
O duque de Forlosa acaba de deixar a cidade
de Roma, passando-se 5 toda a pressa para Ge-
nova ; oque nioiivou essa partida precipitada do
duque foi o seguinte facto, quo deveu esclarecer
em recelar s'nao os obstculos
se oppoem regenerarlo britani-
dcsapparecer o umeo elemento de um conflicto j en, sabe.ia muito bem comp-hender que. fra
possnel no futuro. A Italia sera anda por mut- disto, nao ha motivos para suas dcsconllancas.
ri, ZT, \ "u P,M 'Ular C0,?,,'a<;, Au3" E na verdade, que homem de bom Senso ousa-
Inasem o auxilio da Franga ma9 ella j bas- r dizer que a Franga n.oderra. saludadas entra-
nhas d3 democracia de 1789, tem deslustrado a
gloria, diminiiindo o poder, e comprometido os
destinos do reino que o anti';o rgimen api>elli-
Alm de que a Italia e urna nacao martima ; dava-o mais bello depois co reino do co ?-
seu genio, sua Situago, os abundantes recursos Henrique IV, esse grande r*, que no seu lempo
do seu so|o, a chamara a representar sobre o sonhava com urna confederar ao europea, sob iin-
mar um papel imprtante. pulso da Franca, se hoje podesse exislir nlo dei-
tara que ella chegue constiluir-se urna xaria de conhc'cer que as inn jvares de SO anno-
granlo nagao, para que so faca ailendida nos [ para c em nada tem dim nuido a influcncis
conselhos da poltica do mundo, ser-lhe-ha pre- franceza. e que o seu progra ma nacional e poa
pular nao tem perdido urna ; occasiao de reali-
sar-so.
Ainda mais, a regenoraga) do rada paiz euro-
peo invenrivelmente deter niada pela evolu-
ro franceza, e a Fraura mais do que outra
qualquer potencia lem. consencia de que o fu-
turo a paz O genio moderno est 'prestes
a completar c a coroar oempenho cm que pro-
sogue o chrislianismo ha 1530 annos por meio
dos dogmas apostlicos e suas exhortores pas-
loraos ; de tres seculos para c podemos conlar
grandes maravilhas que por urna serio continua
de descoberlasteem mudadr e melhorado consi-
doravelmonte as condiges lia existencia dos in-
Ihos, saber mostrar ao mundo que a sua fecun-
dizado nao se ocha exhaurida, e que ainda pos-
sue grandes homens eapazes de grandes cousas.
A_ Inglaterra dislrahe a sua allengo da revo-
lugo, que se opera no seu interior, c que est
em termos do transferir a preponderancia poli-
tica da aristocracia para a democracia, e conti-
nua a emprega-la em suas defesas nacionaes.
E singular esla maneira de encarar as cousas I
A Inglaterra nao se deve prooecupar com a sc-
guranca '
de seu slo ; deve-a sim preoecupar a dividuos e dos povos,'os dedos e as combnaces
i m8,"-'ira de dcscobnr urna poltica, urna vonlade.' da eoltica internacional: os recurso* o na mala
os cobradores de tribuios para o governo ponli- I una bussola emflm que a possa orienlar n '
n = k i Solide transformacao da Europa, que ainda ago-
u soberano Pontfice mandara chamar o duque ra se acha no seu comeco. Ella, porm, j tem
cu palacio, o lhe havia dito : perdido o habito de apreciar a poltica exterior :
le novo ao vosso valioso banco, e tao liberal, como hesita entre a liberdade e o
Recorro
yes peco que tenhaes cinco milhes promptos despotismo, entre o oppressor e os opprimidos,
Sia ",sPslao- A nova organisagao de exer- entre a Italia e a Austria, entre a Turquia o os
aA^..?r^ff 8ene.ral Lamoriciere, e ou- seus subditos chrlsios : e isto o que lhe fez
perder a posigo importante que bem poderia ler
tras desppzas mais de muila urgencia obrigame
a contralur esse empresiimo.
Snlo dizer a vessa satidade, respondeu o
banquero, q.,e me absolutamente impossivol
salisazer esse podido na presente occasiao bas-
tante crtlica ; porm posso indicar a vossa san-
iidade urna pessoa, muilo de seu conhecimenlo,
V,c^ia cas0 de emprestar, assim queira, 5.
10, 20, e at mesmo 30 milhes.
. T-E.iuem eS3a pcssoa ? fep'icou vivamen-
te Po IX.
. Tn ?f'fea, Anlonelli, que possue para mais
de 0 milhes.
Gracejaes, Sr. duque I
Deus mo deferida de tal, sanlissmo padre ;
c jiara prova de que disse posso ja citar oito ou
assumido nos negocios europeos. So ella se li-
vesse ligado Franga, teria trabalhado na obra
da independencia da pennsula, e da transforma-
gao progressiva de toda a Europa : roas, isolan-
do-se, encerrando-se no egosmo aclivo e estril
deste pensamento cada um por si e para si
lem visto enfraquecer-se a sua influencia em
proveilo da Franga.
Assim, pois, no isolamento, que to desas-
tradamente se entregou, a Inglaterra perde-se
em milconjecluras,como se v. Julga-se antea-
da no seu proprio terreno, despende para forti-
ficar-se contra um ataque phantaslisco tresvezes
maisdinheiro do que lhe teria custado a sua coo-
perocSo militar: eei-ladesvairada a poni de que-
de expansao da sociedade humana.
Franca.E' justo que cor fessemos ; se a cida-
de de Londres o toda a Inglaterra se acham pos-
suidos de um terror pnico por causa da sonhada
invasao franceza, devora eslar muito vingadas
disso com os terrores obstinados que se tem des-
envolvido em certos distritos manufadurciios
da Franga em relagao corcurrencia ingleza.
Foram encerradas as discussOes do corpo le-
gislativo e do senado sobie a grande questo
econmica ; as petiges dos ultra-proclcccionlstas
foram rejeitadas, e esses oppositores da reforma
doanaria nada poderam conseguir seno aquillo
que havia de serio e do absolutamente legitimo
em suas reclamages. Elleichamavam contra s
condiges excepcionalmento favoraves, de que
goza a industria ingleza, e que concorrem para
baratear a produegao nacioral ; a abundancia do
carvo de pedra e do melal de ferro que possue
o solo, a longa pratica das nperages melallurgi-
ca3 quo tem aperfeicoado c emprego dos melho-
res processos de fabrico, o desenvolvimenlo da
e t'roverigaes
A24 de junho so extingui a derradeira recor-
dacao viva dessa grande poca, a cuja gloria Na-
poleao I asfociou para gempre a gloria do seu
nome. Deixou de existir o principe Jernimo,
ultimo dos irmlos do imperador, mais mogo que
elle 15 annos, e por elle collocado nos seus dias
de triumpho no throno ephemero do reino da
Westphalia. Esse principe que se vio depois re-
duzido a urna pessonalidade bastante obscura, le-
ve pelo menos o mrito de nlo ser ingrato e es-
quecido : pelo contrario depois dos successos de
1815, fiel a essa religiosa affeigo, que ser a sua
honra elorna, pedio oo regente da Inglaterra a
permisso de le\ar as suas consolaces ao pri-
sionero de Santa Helena ; este pedido seu foi re-
pelldo, e entao vio-se elle obrigado a entrar nes-
sa existencia intil que ainda peior que a ob-
curidade. Trinta longos onnos assim se passa-
ram al que se associou sorte do seu sobrinho
Napoleo III, e vollou a Franga para ligar ao
seu passado alguns annos ainda, em que lhe foi
dado assislir oo desenvolvimenlo do novo impe-
rio. O governo imperial quiz despenar sobre o
cidaver do principe exposio vista de toda as
antigs recordoges da grande poca, e ordenou
que ao seu funeral presidisse a mais solemne
pompa.
Questo oriental.
Esla questo prosegue lendo por base as suas
overiguages relativas sorte dos chrisllos na
Turquia, a que se procede de um lado pelo grao
visir acompanhado do seu corpo de cortezaos,
funeciorartos, secretarios e criados, de oulro la-
do insligaco da Russia com os elementos for-
necidos nas provincias oltomanas pelos habitan-
tes, proprias tesleraunhas e victimas da barbari-
dade dos turcos.
difflcil determinar o estado das cousas. As
ultimas cartas vindas de Blgaro de Bosnia
do noticias muilo assusladoras: insurreiges,
pilhagens, carnelcinas, raptos, roubos, estupros
commetlidos sobre meninas de sete annos, ex-
torses commettidas pelas autoridades sob pre-
marinha morcante que ganle as manufacturas,, lexlo de eroprestimos po sulto, e islo por toda
o frete por baixo preco pata a importago das a porte.
ASSEHBLE1 GERAL LEGISLATIVA
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
SESS.IO EM 25 DE JUNHO DE 1860.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Abrc-se a scsslo com !)5Srs. depulados.
Lida a acta da anterior approvada.
O Sr. 1." secretario da conta do seguinle
EXPEDIENTE.
Um oflicio do ministerio do imperio, enviando"
um. representadlo da cmara municipal de An-
gra dos Res, pedindo um auxilio pecuniaiio
para a estrada do Bom-Jardira. A' commissao
de fazenda o obras publicas.
Outro oflicio do presidente da provincia do
Rio-Grande do Ncrle, enviando um exemplar do
relalorio com o qual abrir a respectiva assem-
bla legislativa.A' archivar-se.
Dous requorimontos, de Jos Joaquini Pam-
plona Crle-Real o de Paulo Soarcs do Mcndori-
c.o, pedindo, aquelle o lugar de guarda das ga-
leras desta cmara, e este para se naturasisar
brasileiro.A's commissoes respectivas.
Outrp requerimentodosescriplurorios da admi-
nistrarlo dos correios da provincia de Minas,
pedindo augmento de ordenados. A' commi-s-
so de pensos e ordenados,
Outro de Jos Gomes dos Sanios, pedindo a
concessio de asseotat praca de aspirante a
guarda-marinha. A' commissao de maiiulia e
guerra.
Outro do Joao Antonio de Carvalho, pedindo
que se julgue nulla a baixa que Uvera de praga :
do exercito, mandando-se- Ihe.'pagar o sold con o |
a pr.iga reformada, allendendo-se ao eslado in-
valido cm que se acha.A' commissao de ma-
rinha e guerra.
Oulro do Antonio Speridio Mallos do Prado,
pedindo admlsso ao aclo do Io almo da facul-
tado de medicina desta corte. \' commissao
de instrucrao publica.
E' lido m projeclo do Sr. Pedro Muniz, dis-
pensando as leis de amor'.isarao irmnndade de
S. Barlholomcu da cidade de Maragogipe, para
que possa esta possuir bens al o valor de
50:0009.
Sendo julgado objedo de deliberago, vai a
imprimir para entrar na ordrm des trabalhos.
ORDEM DO DIA.
Primeira parte.
Contina a primeira discussao do projeclo de
reforma eleitoral.
O Sr. Salles Torres-IIomem : Sr. presiden-
te, o projecto, ora sujeilo deliberarlo da c-
mara, nao indigno da alta importancia que se
lhe lem dado ; porque a materia sobre que versa
connexa com urna das bases da nnssa forma
de governo livre. Na ordem poltica nao ha as-
sumplo mais serio do que o da orgonisaclo elei-
toral. [Apoiados.l
A verdade e eflicacia das promessas conslilu-
cionaes eslo dependentes do modo pratico de
assegurar a livre mauifestaglo da opiuio domi-
nante do paiz, qual todos os poderes leem de
subordinar-se no excrcicio de sua3 allribuices
ou prerogavas.
O Sr. Martinho Campos : Apoiado. Muito
bem !
O Sr. Torres liomem : Por outro lado nao
ha problema de solugao mais dilicil ; as nages
mais adiantadas que nos na senda constitucional,
ainda nao acharara a forma eleitoral isenla de
defeitos... (Apoiados.)
A variednde de opinies de syslemas e do
experiencias 3uccessivamente feitas e abandona-
das que se encontrara em toda a parte a este res-
pailo provaoi que esto gando desidertum ainda
nlo foi preenchido, e ao mesmo lempo aconse-
lham a necessidade da tolerancia e da calma em
disrusses desta nalureza; (Apoiados.)
Felizmente, senhores, a nossa misso mais
simples, porque seu objedo o mais limitado
Nos no vamos remecher as bases do systema
quo a conslituicao corisagrou : nao nos propo-
mos destruir a obra da lei de 1355. (Apoiados.)
O Sr. Martinho Campos : Perfeitamente.
O Sr. Torres liomem : Nlo pretendemos
inventar um novo mecanismo eleitoral, aventu-
rando-nos em caminos cheios de incertezas e
dcsconflaugas : aceitamos e rcspeilamos o que
existe (apoiados) no ponto essencial.
O Sr. Slartinho Campos : Nlo apoiado.
O Sr. Torres liomem : Smenle tratamos
de me'hora-lo, nao no sentido de ideas des-
conhecidas, mas conciliando o que ha de til na
reforme do 1855 com o que havia de sensalo no
rgimen contemporneo de nossa liberdade cons-
titucional, e que vigorou no paiz durante trinta
annos... (Apoiados.)
Em 1855 abolio-so a eleirao por provincias, e
decretou-se no systema vigente. Pois bem I E'
possivel que isso seja cousa excellente : o que
nos, porm, reprovamos, a exagerago da sua
applicaco ; o que rejeilamos sao os circuios em
miniatura como prejudiciaes grandeza dos fins
do systema representativo (apoiados), e contra-
rios dignidade e independencia doseleilos da
nac o... (Apoiados.)
O Sr. Martxnho Campos : Nao se d islo no
systema actual.
O Sr. Torres Homem : Entre dous metho-
dos de circumscripcao eleitoral, dos quaes um
foi argido de excossivamente vaslo, e oulro
excesivamente Ostreito, adoptamos um justo
meio ; esora restaurar o passado, emeudamos o
presente.
O Sr. Martinho Campos : Nao apoiado.
O Sr. Torre Homem : Eis-aqui posla nos
seusdevidos lempos a questo que nos divide :
nao ha dous principios opposlo^em presenga um
de oulro ; lodos nos queremos o mesma cousa;
fazemos votos pela maior soraraa de liberdsde,
pela maior pureza da enunciaglo da opinio do
paiz ; nao divergimos seno quanlo aos meos
de alcancar esse precioso resultado. (Apoiados.)
Entretanto o nobre deputadopelo Rio de Janei-
ro que fallou em primeiro lugar qniz ver no pro-
jecto urna reaeco calculada contra o que cha-
mou a conquista liberal de 1855...
O Sr. Martinho Campos : Apoiado.
O Sr. Torrts Homem : .... e essa arguicao
injusta foi apoiada com os argumentos que a
prevengo cestuma a suggerir. Nada porm
lao fcil como provar que no alargamento dos
circuios somos nos os que defendemos o repre-
sentamos a causa mais liberal e mais conseula-
uea ao espirito e fins da constiluico. (Apoia-
dos.)
O Sr. Martinho Campos : O contrario disto
est demonstrado.
O Sr. Torres Homem : Senhores, o grando
dogma que o rgimen representativo o go-
verno do paiz pelo paiz apoiados) presuppe
que a cleigo aonuncar sempre e com seguran-
za qual a opiuio da maioria nacional. (Apoi-
ados ) Os nomes dos individuos que a voz das
urnas proclama sao como as formas symbulicas
dessa opiniao qne tem por si a superioridade do
numero dos mais eapazes, e revelo a poltica
segundo a qual a nacao deseja ser governada.
Essa manifeslago do pensamento predominan-
te do paiz tanto mais verdadeira. lano mais
clara e distincla, quanlo maior o numero dos
suffragios que reunem aquellos que o leem do
representar no parlamento e realisar no governo.
Urna diminuta quantdade de volos pode nao sig-
nificar seno sympathias indlviduaes, interesses
ou senlimentos mesquinhos de faego. S as
grandes votages conleem a presumprlo de um
valor polilico nos orgos oliciaes da nro.
O Sr. Sampaio Pmmm :Quando sao since
ras e puias.
O Sr. Torres Homem :=No rigor lgico desla
thooria do self-governement, a perfeigao consis-
tira em que a totalidade dos eleitores do paiz
concorresso para a eleigo de cada deputado ;
mas ha outra ordem de cunsiderares que vm
limitar semelhante concluso. As cmaras le-
gislativas nlo se oceupam nicamente do proble-
mas geraesde poltica e administrace ; cumpre-
llies tambem velar nos melhoramclos e civilisa-
cao das provincias, e exercer urna inspecgo su-
prema sobre os actos do poder, em lodosos pon-
tos do territorio.
Para preencher esta immensa e variada larea
era preciso fraccionar a eleigao por meio da di-
visio da populagao, de modo que o deputado
ncasse revestido do duplo carcter de orgao dos
direilos e interesses geraes, e oo mesrao lempo
de representante raais directo dos interesses es-
peciaes da sua zona eleitoral. (Apoiados).
Esladivislo nao podia ser arbitraria ; ella lera
por limite natural a necessidade do nlo dilluir o
principio da soberana da opiniao era parodias
nimiamente pequeas, e nao deve ir alm do que
exigem os interesses respeilaveis dos grandes
ceiros de populaglo.
O Sr. Martinho Campos :Divirgo de V. Exc.
Desta opreciago.
O Sr. Torres-Homem : Neste sentido foram
estabelecidos na poca primitiva da nossa liber-
dade os distados que abrangiam provincias ia-
teiras. Era a circumscripcao maisrazoavel, mais
conforme ao espirito da co'nstituigao (apoiados),
c mais adoquada s cirenmstancias de um paiz
novo, pouco povoado, e ainda sera os hbitos,
sem a firmeza e intelligencia da vida publica.
As recordacesdas cmaras saludas da eleirio
por provincias o humilham o Brasil. (Mui'los
apoiados 1
A par do alguns erros e desvos, ellas deixaram
em nossa historia, em nossos monumentos legis-
lativos, em todas as obras da nossa civilisacao,
ainda to nova, cxemplos numerosos da sua il-
lustrago e dedicaglo causa da ordem e da li-
berdade regular. (Apoiados).
Se nos periodos mais tempestuosos das nossas
dissenges htuve cmaras uuanimes, nao resul-
lou islo do defeito do systema (apoiados), mas
sim do mesmo eslado anormal da sociedade, em
quo a intolerancia dos partidos irritados pela lula
Ins aconselhava o emprego de lodos os meios
para a excluso de seus adversarios. Em cir-
cunstancias taes toda a combinagao legislativa
impotente, faltando a lcaldade na sua execuco.
(Apoiados).
O nobre deputado pelo dislrlclo de Cabo-Fro
lez-me a honra de ler nesla casa um oscripto
meu em que eram recordados cen algum vigor
os excessos dos pocas vertiginosas a que me re-
tiro. Esse escripto, como oulros do mesmo anuo
de 1853, linha por fim apregoar a conveniencia
da cessario de urna luda sera objedo real, e
celebrar os beneficios da conciliario.
O meio de que rae servia era d expor impar-
cialmenle ante os olhos de ambos os partidos o
tristo painel dos resultados oblidos por nossas
discordias em rolarlo ao systema constitucional.
Nlo altribui lei o quo era effeilo directo da
ebulico dos espritus, consequencia manifesla
da mesma lula. Em todas os sociedades livres
existe a eterna dispula entre os dous poderosos
principios da ordem e da liberdade ; havia entra
nos demasiado foi nossa conlenda ; recondnzi-la
para dentro de limites mais serenos e regularos,
mediante a tregoa dos partidos, eis o nico ex-
pediente que as circumslancias d'aquelle periodo
rocommer.davam ao patriotismo de lodos. Bern
longo de haver preconisado o eleitorado por cir-
cuios como calmante do mal, pelo contrario o
combat na mesma occasiao em que linha a ven-
tura ^e adevinliaro pensamento do governo, quo
depois procurou realisar a conciliario. (Apoia-
dos )
O principio de reforma que enllo defend, o
que ainda hoje professo com a mais profunda
convicrlode sua utilidade, o da eleigao directa
cora elevarlo das condiges censuaras. Entre-
gando s classes menos necessitadas, menos de-
pendenles e mais illuslradas a escolha dos repre-
sentantes, fechava-se a principal fonte dos dos-
regramtntos e agilages que avultara no primeiro
grao da elcico, onde de fado existe o suffragio
universal exercido por multidos cegas, facis
instrumentos ora das faeges, ora das autoridades
subalternas. [Apoiados )"
Sem duvida essa parte mais numerosa da po-
pularlo merece tanto attenglo como qualquer
ouir : direi mesmo que conforme os principios
do urna poltica civilizadora e christa, que era
relacio ao seu bom estar, ao son progresso ma-
terial e moral, ellas tenham preferencia aos cui-
dados do governo sobro os ricos e poderosos,
/'Apoiados.)
Isto o que lhes deve a sociedade ; mas a sua
parlicipaglo em funeges publicas to importan-
tes nlo produz senlo inconvenientes e perigos
para a causa da verdadeira liberdade, como a ex-
periencia tem provado em lodos os lempos c lu-
gares. (Apoiados.)
O Sr. Martinho Campos :V. Exc. mesmo j
respondeu a essa observacao que faz agora.
O Sr. Torres-Homem :O rgimen represen-
tativo nao o da maioria numrica esimples,
porm da maioria dos mais habilitados Mas dei-
xando esla digresso, volto ao objeclo principal
que nos oceupa.
Conira a eloicao por provincias, nenhuma ob-
jeccao seria, nenhum desojo de irraovago appa-
recu na massa do partido liberal ot 18(6. O
plano dos circuios germinava em um ou oulro es-
pirito, mas nlo entrava anda cm nenhum pro-
gramma. O partido liberal, que estave enlo
senhordi situarlo, fez urna reforma profunda na
legislago eleitoral, cem o mais sincero e arden-
lo desejo de fechar todas as avenidas ao abuso,
e nada iniciou aquelle respeito. (Apoiados.)
Foi smenle em 1848 que um dos homens mais
veneraveis desse partido por muilos ttulos dea
impulso a essa innovagao, nao tal como foi rea-
lisada, porm em um sentido mais approximado
da reforma que hoje propomos. (Apoiados.(
O Sr. Martinho Campos :o apoiado.
O Sr. Torresilomem : Parlia-se enlo da
ideaque algum cousa falta ao systema repre-
sentativo, quando nlo tem entrada no parlamen-
to alguns representantes das opinies em mino-
ra, e isto nao s no inleresse da discussao c da
melhor fiscalisaco dosados do poder como para
que o ramo temporario da legislatura seja a ima-
gen) fiel do estado real da sociedade, cora seus
matizes de opinies, e sua diversidado de ten-
dencias.
O Sr Martinho Campos :Felicilo-me de que
V. Exc. assim pense.
O Sr. Torres-Homero :Limito-mo neste mo-
mento a historiar as opinies alheias, e a expor
fielmente as razos que foram allegadas cm seu
apoib.
Para realisar este pensamento, o grando mi-
nistro, cuja perda o Brasil deplorar longo lem-
po (apoiados), dividi as pravincias em districlos


de um s depurado ; e como os collegios de
municipios fossom lambem Ihealros do (requin-
tes abusros, a que cumpria remediar, foram subs-
tituidos por um grande collegio nico no centro
do cada districlo, imilaeao do que so /.era em
Xiutros lempos na Franca.
O Sr. Marlinho Campos :Apoiado ; tomo
nota desta confissio.
O Sr. Torres Hointm :Eslou expondo os
fundamentos que livefan os olores da re-
forma
O Sr. Marlinho Campos: Nao 6 com V. Exc;
tomo nota desta confis3ao para completar o dis-
curso do Sr. Sergio deMacedo. Quero referir-me
no Se. ministro do imperio.
O Sr Torres llomem :Perdu-'-me o nobre
depuado, nao confisco, 6 a simples exposi-
;o das opinioes de eulros, que j vou ana-
ysar.
Porm, senhores, o systema vigente ser acaso
agenuina ezpressao do liberalismo, como incul-
cou o nobre deputado por Cibo-F.io I Tom elle
applicagao aos paizcs cuja conslituieao cleiloral
6 por dous graos Os grandes collegios centraes
sao admissiveis cm um paiz ondea populacao se
ada disseminada em vasto territorio ? Eis
as questes que paseare! a examinar rpida-
mente.
O nobre deputa lo pelo Rio de Janeiro, que sic-
correu-so da autoridade dos cheles do partido
lib.'ial o de cxomplosda Franca para argir de
retrogrado o projeeto cm discussao, nao foi feliz
na escolha do suas muniees de guerra. O Sr.
ministro do imperio reverteu contra o nobre de-
pul ido a autoridade dos nomos respeitaveis que
citou, e destrua o melhor alicoreo da su a erudi-
ta argumenlagao.
O Sr. Marlinho Campos ;Nao apoiado.
O Sr Torres lomen :(Vanlo aos cxcmplos
di Franca, peco lioenga ao hnralo membro
para tirar delles ligoes bem diversas das que
tir..u.
A assemblo ronstituinte franceza cm 1739
adoptou aeloieao de duus graos, e por departa-
mento, sendo a esi'olha de todos os repre-
sentantes foita por urna asserabta nica de
eleitorcs reunidos no centro do departa-
mento.
1". ii 1702 a asscmbla legislativa continuou o
Fys'-m i da elcig&o departamental, cora a diffo-
rendada suppresso do censo. No onno segua-
te, no aug do eaUclisnti revolucionario, a r.on-
vengosupprimio a eleicao departament il como
nrisl tertica, para substitu-la pola de circuios de
3J a 41 mil individuos.
A mitigaeo da anarchia eml~9} trouxeores-
tabeteciraento da eleigo por departamento, co-
mo em 1789 e 1791. *
Eu passo por alto as orgauisaeoes eloitoraes do
consalado o dn imperio....
O Sr. Marlinho Campos: Que sao as que scr-
-,'. im pata o nossa govorno de Injp.
O Sr. Torres II mem :. .. porque nada ha
ah a colher para a dilucidado do principio li-
beral.
O Sr. Marlinho Campos :Apoiado, mas sao
as que serriro pan adoulrina do ministerio ac-
tual.
O Sr. Torra Homtm : O primeiro en-
saio da restaurago foi o da eleicao iudi-
recta.
O .Sr. Marlinho Campos :Conforme o acto
addicioual do Napoleo.
O Sr. Torres llomem :Os collegios do ar-
rondiaentenl apresenlavam as listas dos sous
can lualos ao collegio de departamento, a quciu
compela escolher os deputados entro os nomos
contidos nessas lisias.
A lei de 5 de fevareiro de 1317 aboli a elei-
gao de dous graos e insliluio ora regra ura s col-
legi i por departamento, que noraoava directa-
mente a totalidadi dos representantes dosla cir-
cumscripeo.
Essa lei foi considerada como o mais impor-
tante triumpho da seila liberal da restauraran
contra OS estreos dos ultra-realistas. Fui ella
que lornou possivel a eleigo do dopuiado Ma-
noel, Laffayet o Benjamn Constan! ; mas bom
depressa, entre outras medidas reaccionarias, a
que nervio de pretexto o assassinalo do duque do
Berros, a lei de 1817 foi rerogsda e decretada a
do 1820, que laucn a dosordem no regim<>n eloi-
toral no meio dos murmurios da Franca. Por ella
foram creadasduas clases de collegios, os do ar-
roiiaissemen's, c os do departamento. Compu-
nham-se estes ltimos da quarta parlo do to-
tal dos eieitoces dos arrondistemeMs, c erara
(irados d'ontrc os mais tubulados, cora a re-
gala do duplo voto as duas divisos de colle-
gios.
lei de 19 de abril de 1831, promulgada sob
o ministerio de Casimir Perrier, que acabara de
jurar a poltica do repressao, quando a
a anarchia rugia as ras de Paria o araea-
rv.M os departamentos, cstaluio a eleigo di-
i do um s depuado por cada arrndisse-
menf.
U Sr. Marlinho Campos J eslava votada a
lei.
O .Sv. Torres Ihmem :A d ila do lei de 19
do abril, e o indeciso gabinete Lafitc liarla sido
dissolvido em 12demarco.
O Sr. F. Oclaoiano :P >is bom, vej o pouco
lempa que medion,
O Sr Torres llomem:V conslituigo repu-
blicana de 1848 prosciereu a cleioie do um de-
puado por arronditsement, o restaurou o syste-
ma di eleigo conjuncta de tolos osdeputados
do departamento pelos collegios da cabera do
cantn.
O decreto imperial de 2 de ferareiro do !3'>2,
onde ressumbra o designio opposio ao da pr-
senlo constituirn, dividi o departamento em
se-o's, cada uma das quaos noma ura repre-
senlanle.
Iii resenlia, senhores, que arabo de fazer, vi-
se que as duas assemblas mais liberaos que lem
tido a Franca, a de 1789o a de 188, prefiriram
o systema de que boje queremos approxiraar-
iios. o do collegios deparlameniaes. (Apoia-
dos
O Sr. Marlinho Campos :Eu nao repulo es-
sas assemblas como as mais liberaes da
Tranca, para mim foram as mais revoluciona-
rios.
O Sr. Torres llomem :V-se mais, que o
sino systema prersleceu nos poneos das fe|-
lizes da rostanrarao ; e que o plano eleitoral do
18:11 foi a ilaranea cora que o espiriio revolucio-
nario abalen un dos mais maguslosos edificios
da poltica modero i. Apoiados.)
_S nhores, os Collegios de ura s6 depuado nao
sao possireis seno nos lugares em que existe a
cleigSo directa (apoiados), em que massas mais
o'i menos considerareis do eleitores concorrera
para a escolha do representante. Esta condicao
c fundamental para que semelhanto organisacao
tenha alguraa cousa de ra ional e de'vanlajijso
relativamente ao fin a que se destina, ({Anoia-
dos.
No rgimen francez anterior a 1S18, os colle-
|i .- do ai-rmd.ssement compunham-se de 4,
600 e 800 eleitores; pnucos ha van de numero
inferior o ainda assim 0 partido. liberal passou
dezoilo a o nos a protestar contra esses grupos, in-
Hcante3 por seu numero, dos interpretes
dos votos da Franca, sobre os quaes tno f-
cil eria ao gorerno- exorcer seu podero e in-
fluencU.
O augmento do numero que inccssantomenle
reelamavam, oque devia prorir da baixa do cen-
so, nao linha por objeclo senao engro;sar e for-
tificar o corpo eleitoral do arrondissement exoos-
to por sua debilidade numrica pressao' do
poder.
A constituico do 18 3 chamando lodos os elei-
tores de deparlamento eleicao de deputados
dar urna satisfarao a essa nec'essidade geralmen
te sentida.
Na Inglaterra existom 812,000 eleitores para
18 inembios da casa dos communs, e tantos de-
puiados, n queda para cada um 1,234 eleitores.
1'ma I'o: :-Em eleicao directa.
O Sr. Marlinho Campos :E enlre us, as-
sim, chega a 90,000. .
O Sr .Torres llomem : Mas l sao eleilores
cffoclivamente qualificados pelo censo, e que
lem urna influencia immediata, directa e real na
escolha do representante.
O Sr. Marlinho Campos :O censo de 1 S de
renda, como em alguns lugares, 6 muito infe-
rior ao que est eslabelocido entre nos.
O Sr. Torres llomem : Senhores, liveram
tima singular illusao os que imporlaram para
iiqui o systema da Franca ; no notaran] que fal-
tara-lhesa materia prima para csse artefacto po-
litice ; nao viram que trabando circuios do 100,
de 80 e mosmo do 00 eleitores, entrava-se no do-
minio do absurdo, (\poiados e nao apoiados.)
Nem se diga que laes miniaturas estocm pro-
porfao com as populaeoos comparadas desses
paizes com o nosso, porque, primeiramcnle, cs-
se nao o resultado que d o calculo, e em se-
gundo lugar, porque aos meios de satisfazer as
grandes necessidades communs s naces gran-
des cmo s pequeas oo possivtd" applicar a
regra da proforcao inversa sem offensa do censo
commnm.
Se um corpo eleitoral numeroso indi*>j
DIARIO PE PERNAlfMUCD. QURTA FEIRA 8 ftf: AGOSTO DE 188*.
pensavel para preencher us us dessas uivisoes,
sem quebra dos principios do rgimen represen-
tativo ; e se a exiguidade da nossa populacao, c o
eleilorado de dous graos nao permitiempreen-
cher essa condijo, onlao o que a razao aconse-
lha abandonar o systema, sob pena de chegar-
se caricatura no contraste, por meio de divi-
sos les que cxigiriam lalvez o uso de loga-
rithmos.
Pretende-se que os eleilores que figuram nos
collegios do dislrictos, bem que poucos, teem to-
dava a superioridade do valor moral que llies
imprime a escolha dis assemblas provinciaes.
Em these geral eu contesto essa superioridade
de valor sobre elcitot^s permanentes c indepen-
denles, cuja capacidaae a lei reconhece e verifi-
ca por nielo das provas positivas do censo. o
caso especial do nosso paiz, a eleicao primaria
quasi nnnhnm elemento do forga moral ajunta
aos eleilores, porque sao ellos mesmos que a pre-
parara e fazempor meio de qualifica.~ao o depois
guiam os votantes s urnas
O Sr. Marlinho-Campos :Nao apoiado : V.
Exc. nao conhece nosso systema eleitoral.
O Sr. Torres llomem :Neste systema abas-
lardado do suffragio universal, a ordera natural
das cousas acha-so invertida ; o votante que
produzido pelo eloitor, e nao e eleitor pelo vo-
lante...
0_Sr. Marlinho Campos, F. Oclaoiano eoutros:
Nao apoiado.
O Sr. Torres llomem : visla do que acabo
de dizer, custa-me a concober como os nobres
deputados depositara tamanha f nesses modes-
tor circuios, a ponto de osjulgarem baluartes
inexpugnaveis da liberdade contra os assallos do
poder.
A insufla oncia das pequeninas guarnicea, que
os deveria desicororoar, pelo contraro o que
augmenta a sua confianra. Do mesrao modo que
ellos suppora que, quauto menor 6 o numero de
votos .iiie obtem o dentalo, tanto melhor expri-
men] a opifrio nacional, assim lambem pirecoin
persuadidos que para resistir s tentativas do po-
der rasis valem poucos e dispersos, do que mui-
los reunidos.
Qualquer que soja o respeilo que tributo s
opinioes dos nobres deputados, declaro que sinto
a raaior diin-ullale em acreditar as virtudes
desia houieopathia poltica que ellos inculcara.
(Apoiados, mnito b-m.)
i) Sr. Marlinho Campos :V. Exc. moslra nao
conhecer praticamente o nosso paiz.
Oulro Sr. Depuado :Oh I so conhece Elle
esl dizcudo una verdidc.
O Sr. Torres llomem : Persisto cm crr que
como meio de garantir as opinioes era minora
urna ropresentaijao no parlameato (o este seria
o soi nico mrito) o systema actual seria
ojuda menos eficuz que o anterior, se o ministe-
rio intentasse governar a eleicao. Vejarnos ago-
ra quaes sao os seus effeitos sobre a eleicao do
depuado, sobre sua posieo depois do ele'ito.
lira relacao a eleicao rgimen rigente tra-
lhe o carador poltico que dere tur, para a trans-
formar om negocio pessoal; substilue o espirito
publico pelo espirito local, os interessos geraea
pelos privados, as grandes o legitimas influencias
polas Intrigas e manobras obscuras. Nos distric-
los extensos, compostos do numerosos eleilores,
e por consecuencia cholo de movmcnlo. de vida
e de luz, sao os senlimenlos, as ideas collecliras
dos partidos os motivos que inspiram e doterraia
nara a votarn combinada dos eleitores. Tudo
que solado, in lividual e local, eclipsa-so dian-
te de consideraedes de ordem mais elevadas ; e
s os homens disliuclos por suas opinioes, por
suas luzes ou servicos achara-se no caso de as-
pirarem aos sufTragios do grande numero.
A intriga e a mediocridade podem liiumphar
em um circulo estroito, dizia o Sr. l.ain na c-
mara franceza do 1817 ; mas medida que o cir-
culo se amplia preciso que o hornera augmento
do altura para poder ser visto do corpo eleitoral ;
medida, polo contrario, que os crculos se res-
tringen!, os candidatos mlngnam era estatura, e
a eleicao so rebaixa produzindo o obscurantismo
parlamentar. (Apoiados.)
O Sr. F. Oclaviano :V. F.xc. a prova do
contrario.
O Sr. Marlinho Campos :A eleic&O se rebaixa
quando se desnatura.
O Sr. Torres llomem :Os pequeos circuios
nao so excitara c fora ralara as ambicoes Ilegiti-
mas era detrimento do mrito, como dao miior
extensao e grvida le -- violencias e fraudes que
delu.r^ajri^ajiiiiLiio^jiiiigoiitara a paz das luca-
lidades. *
Em relagao ao depuado, semelhante modo de
eleicao o subordina aos poucos individuos que
fazem fallar as urnas, o deputado deseo da posi-
eo altiva, nobro e indepen lente que compete ao
fiscal do poder e ao defensor dos direilos geraes
.oara lornar-se procurador do outra causa, do ou-
tros, interesses que nada tom de commum
com os da na;ao; o sua liberdade,'ni aprecia-
rn dos actos pblicos, torna -se cous'a diffioil
dobaixo da pressao das exigencias dos arbitros da
eleicao prestigio o autoridade da cmara nao
podor doixir de rosentir-so desta condicao pre-
caria do elementos heterogneos, oriundos de
urna eleicao friccionada o sem o nexo que cons-
tiiue a unidade do pensamento nacional. [Apoia-
dos e nao apoiados.)
(Ira, para contestar estas proposioes o que al-
legou o nobre deputado pela Babia ? Nao poden-
do recusar-se evidencia, proenrou mostrar que
os vicios que so imputara ao actual rgimen ex-
ista m no passado, e ho do reproduzir-se nos
circuios depois do ampliados ; ponderou que o
carador de procurador do interesses pessoaes nao
so separar do deputado ainda depois da refor-
ma ; que, so o eleilor precisar das posicoes odi-
ciacs, oeleito ver-se-ha obrigado a m'anlo-las,
soja qual Mr o systema ; que os candidatos tara o
a eleicao por permuta de votos, como oulr'ora,
cora detrimento da espontaneidade e da verdado
do suffragio, e finalmente que as autoridades nao
se eraendaro influencia iodebita que exerce-
ram cm lodos os rgimen*.
Senhores, nni o ministerio transado, era a
vossa commisso liveram a pretengu de olTere-
cer-vos um projeeto que conduzissea eleicao per-
mita, pura, extremo do todos os vicios que cos-
lumam desfigura-la.
Os grandes auxiliares das insiituicoes livres sao
os costumos publico--, c quando estos as nao es-
cudara sufliienleuientc, o legislador pode mino-
rar o mol, porm nao extirpa-lo de todo.
Sem dunda a reforma projectada nao dere ser
"iicarada como um remedio radical emquanto o
progresso dos nossos hbitos eonstjtucionaes, a
melhor apreciando dos beneficios da constituico,
dos deveres que ella impoe a todos nos nao ser-
viram do obstculo s manobras que leniam a
corromper a sua ezecuco. Mas se nao um re-
medio completamente flicaz, ella offere a vanta-
gem inapreciavel de attenuar a intensidade dos
effoitos do systema existente, e opproxima-la
qnanto 6 possirel quilloquc a lliooria o a expe-
riencia aconselliam do mais conveniente. E' de-
baizo deste aspecto que ella deve ser examina-
da ; o seu mrito relativo, c nao 3 sua perfei-
oao absoluta, a que cumpre atlender. (Apoiados.)
Nestc ponto de vista, que 6 o do projeeto, eu
appello para o propriojuizo Ilustrado dos nobres
deputados que combalem a refornn ; elles que
digam se a independencia moraldo nobre depu-
tado em relaeio a cada ura de seus coraitlentes
nao augmenta medida que se augmenta o nu-
mero (lestes...
O Sr. Morinno Campos : No comnrehendo
como.
O Sr. Torres llomem Por oulros termos,
pergunto so o imperio que tern o eleilor sobre o
oleilo nao cnl'raquece-se medirla que a sua
quota de influencia no destino da eloir.lo diminue,
sendo dividida por muilos lsto bera claro!
Apoiados.)
O Sr. Marlinho Campos : E' por esta razo
que nao quero a reforma ; quero no eleitor essa
influencia decisiva sobre a eleicao.
O Sr. Torres llomem : Nao pois evidente
que os meios illegitiraos a que recorrem as can-
didaturas som ment, e as predilecoes injustas
do poder torao meno3 probabilidade de xito as
grandes reunios do que as pequeuas ? Nao 6
verdade que a opinio publica, a energa na de-
feza dos direitos, o sentimento de repulsao do
abuso appareca com mais realce o forga nos gran-
des theatros, as grandes concenlracoes das for-
cas vivas da sociedade ?
O Sr. Marlinho Campos : Nao ha nada dis-
to no projeeto ; elle at divide o collegios. tor-
na-os mais pequeos ; ludo isso que diz con-
iradilorio.
O Sr. Torres llomem : O mesmo nobre depu-
rado a quera tenbo n honra de responder sjunlou
que o systema dos circuios abri a porta do par-
lamento alguns membros do partido liberal, o
que isto prova a virto Je benfica e tutelar desse
systema para as opinioes vencidas.
Eu creio que o Ilustre membro labora a este
respeito em grande engao, dando semelhante
eiplicacao ao fado de que se trata. Os membros
do anligo partido liberal penetraram ueste recin-
Iho nao pela porta estreila dos pequeos dislric-
tos, mas pela porta larga e raagestosa da poltica
da conciliario. (Apoiado.)
O Sr. Landulpko :Da poltica da conciliajo
que coiiservou ca loJo o paiz a mua saquj-
rema ?
O Sr. Torres llomem :Foi essa politica que,
baseando-se na tolerancia dos espiritos, no arro-
feciraento das paixoes, no cansaco dos partidos,
na consolidagao da ordem publica, facilitn, geni
quebra do nc.ihuraa dignidade, o in^resso desses
nobres membros nesta casi. Sem tila (na,poca
a que me retiro) a influencia poderosa da gorer-
no e das maiorias teria dominado a (rageis bar-
reiras dos circuios com mais facilidade ainda do
que as das antigs circumscripces i leitoraes.
Resla-me a questo dos grandes collegios Era
theoria os grandes collegios ccntiaes merecem
incontestavelmente preferencia sobre os de mu-
nicipio, nao s pelo que respeila fiscalisaco do
processo eleitoral, como por enlloca rom o eleilor
era urna esphera mais ampia e menos accessivel
aeco das causas capazes de desviar a sua at-
tengao da face poltica da eleiclff.
O Sr. Marlinho Campos: E' o contrario do
que est no projeeto.
O Sr. Torres llomem : L vou. Ha as as-
semblas numerosas, urna influencia indeflnivel
que eleva o hornera cima de ludo q le pessoal,
que descortina aos olhos do eloitor pontos de vis-
ta mais altos do que o campanario ca capella da
sua villa natal, e acrescenla o seu poder de re-
sistencia contra 'as seduccoes. Mas isto que
verdade, considerando-se "do urna inaneira abs-
tracta, infelizmente inapplicavel a um paiz on-
de a populacao esl largamente disseminada, on-
de fallara a quem viaja os meios facis do trans-
porte e as coramodidades creadas pelas civllisa-
ces adianladas
Exisle ura limite alm do qual se nao podo so -
brecarregar de sacrificios o exercicit dos direilos
polticos sem que appareca o perigo do povo re-
nuuciar a esta regala dificil.
Os poros livres da antiguidade, que desdenha-
vam a industria, passavam o lempo no fdro c nos
comicios ; a liberdade moderna que se fortifica
pelo trabalho e pela riqueza, seria mpossivyl
com semelhante condicao.
A organisseo eleitoral que impoe ao cidadao e
dever de percorrer tongas distancias, abandonan-
do por muitos dias sua casa e cstatelecimentos,
supporlando fa ligas, dospezas e perda de lempo,
paralysa os direitos que quer garantir, e produz
resultado inverso do que liveram em vista seus
autores.
Ella transforma urna das funecoes mais precio-
sas da vida dos povos livres em urna larefa vexa-
toria o aborrecida ; afugenla os eleilores, e en-
trega a eleicao more dos que hahilam a visi-
nhanca da sede dus dislricios. (Muitos apoiados)
Restaurando os collegios de municipios com al-
guraas clausulas preventivas de abuos, o projee-
to satisfaz urna necessidade bem justificada e cor-
responde ao voto geral da populcao. (Apoiados o
nao apoiados.)
Ampliando os circuios ello modilca o que ha
de mais inconveniente na sua organ;saro, e rts-
lituindo cmara dos deputados o seu"verdadei-
ro carcter do representante geral d t paiz, resal-
va o systema constilu'uiooal da decadencia e des-
crdito a que o levara o systema opi oslo. (Apoi-
ados e nao apoiados.)
E' precisamente contra o scoplicismo do que
fallou o nobre diputado por Cabo Fro, scoptts-
mo que o symptoma precursor da morlo das
insiituicoes livres, que conveni lomar providen-
cias para desviar os espirites do culto d3s indi-
vidualidades e dos negocios sera nome ; e elevar
as vistas c aspiracoes do homem poltico ao fin.
de alcancar a palma qtie conferem as maiorias
nacionaos nessas concurrencias solo unes e ni-
cas capazes do dcsperlarem a f as grandes ideas
e as grandes cousas do paiz. (Apoiados mnito
bem.)
(O orador comprimoiilado por muitos Srs. de-
putados.)
A discussao fica adiada pela hora.
SEGUNDA PARTE DA ORDEM DO DA.
Fixacao das forras de Ierra.
Contina a torceir-i discussao da proposta do
goveruo que fixa as fot-cas de Ierra para o anno
Qnanceiro do 1861 a 1362, com as emendas da
commisso approvadas em 2" discussao, e as no-
va raen te offerecilase apoiadas.
Vera mesa, sao lidas, apoiadas, c entrara
lambem era discussao, as seguinles (mondas:
Os officiaes do exercito quo forera transferi-
dos para asegunda classe, un, termes do ort. 2o
8 1 u. 2 do decreto n. 260 do t de ilozembro de
1811, e nessa classe se conservaron! por ura an-
uo mais, nao contaro do enlan por diante anti-
guidade de posto. Esta disposicao permanente.
Cunha Mallos Jezuinn La niego Cista.
No uaico do art. 4" acrescente-8e depois
das palavrascidados brasileos dispensadas
as formalidades o taxis da le.Cunl i Mallos.
Jo/uino I.aniego Costa.
O Sr. Rejo Barros (ministro da guerra ) :Sr.
presidente, pouco cous ienlio a di?cr a respeilo
do recrutamonto e do engajamenlo do alguns es-
trangeiros para os corpos do nosso exercito. E'
raalerii j muito debatida; fallar-se ainda boje
uclla seria querer roubar o lempo < amara. En-
tretanto tenho necessidade de dar algurnas expli-
Caces a alguns Srs. deputados que trataran! des-
sa questo, e lambem de occupar-nie de algumas
emendas que se aeham sobro a mesa.
Dovo dizer ao nobro deputado pelo Para, que o
govorno insistindo polo recrutarnenlo, e podindo
o engajamonto de alguns eslrangeircs, nao esl
era contradirn, ao contrario moslra o desojo que
tora do preencher os corpos o mais breve possi-
vel, e juntamente achar-sa era cond coes de po-
der dar baixa aos soldados que j t6;m comple-
tado o seu lempo do snico.
O nobro depuado polo Rio Grande do Sulcon-
sideran no ongaj menlo de ostra ngeiros paraos
corpos do nosso oxoroUo, alguns nconvenicnles,
e enlao disse que julgaVa essa medida mais inof-
flcaz do que mesrao prejudicial, pela maneira por
que o artigo da proposul est redgido. Eu en-
lendo, o fui esto o pefrsamento do goverao, quo
exigindo-se do ura estrangeiro engajado era al-
go ra corpo no nosso exercito dous amos ele ser-
vico com boas notas para poder ser cidadSo bra-
sileiro, nao ficava ello sujoilo a nohura oulro
onos mais. Comtulo, seo nobre deputado julga
que so podo dar alguma outra intelligencia ao ar-
tigo pela maneira pirque osla redgido, nao le-
roi duvija alguma em approvar qualquer emen-
da que elle, ou oulro senhor depuladc aprsente,
para tornar o'pensamento do governo bem claro.
Emquanto s rivalidades que polerara baver
aduiillindo-se nos corpos do ezorci o algumas
pracas estrangeiras, observaroi que actualmente
d-se o fado de existirom alguns estrangeiros
alistados em corpos nacionaos e nao tom appa-
recido essa rirahdade. De.nais, essa cijcumstan-
cia nao nos deveria fazer rocuar da medida, pois
quo mesrao entro corpos compostos ledos de na-
cionaos una ou outra vez lem apparjeido algu-
mas rivalidades, o infelizmente deu-sc isto ha
poucos dias entre dous corpos que existen] no
Rio Grande do Sul; mas estes casos so Lio raros
quo nao nos deve causar o menor susto.
O nobre deputado pelo Para por lira apiosen-
tou a sua opinio a respeilo da maioiradese
conseguir pracas para o exercito, e eutao prefe-
rio o syslerai actual, e para corrobcrar a sua
opinio trouxe a autoridade, sem duvida muito
valiosa para mim e para lodos, do S \ sonador
Manocl Folizardo. Mas eu poderei apr ;senlar ou-
tras opinioes em contraposico desse Ilustre
senador, por exomplo, a opinio de una pessoa
muito conhecida nessas materias, o li lado gene-
ral Cnelho, o qual no seu relalono n;o s apre-
sen ton a idea da conseripeo, mas at apresen-
leu um projoclo muito bem desenvolrido a esto
respeilo, que se ach na casa; apresenlarei tam-
bera a opinio do Sr marquez do Cax.as exposta
da mesma forma no seu relatorio, o ligua!monte
a opinio ltimamente dada pelo quariol-go-
neral,
Quo a conseripeo prcenche mais as vistas da
nossa coiistiluico, quauto a mira nao ha a me-
nor duvida ; e osses inconvenientes de persegui-
do o do patronato dio-se mais fcilmente como
systema actual de recrulamenlo do que cora a
conscripto. ISo desenvolvere! mais esta propo-
sito, que s incidenlalmcnte entrt as nossas
discussoes.
O mosmo nobro depuado do Par.i julgou que
eu linha podido a autorisago pan reformar a
secretariado estado, o quarlel-gencr.il, e oquar-
lel-raeslrc-gouoral, e cnto poigunloii qual a ra-
zo porque eu no meu relatorio apresonlei certas
causas que firmavara a nocssidade dessas refor-
mas. Nislo nao veja nada que devi admirar;
quando so presenta um rotatorio 'az-so urna
breve expos,gao das difiranlos repulicoes do
ministerio respectivo, c do estado en que ellas
existem. Eu cnto trate! desses oljectos para
mostrar a necessidade do seren reformadas es-
sa roparlices, e para dizer que ia idr em exo-
cuo a autorisaco dada o anno passado para
tac3 reformas.
Por coiiseguinlo, eu nao ped essa iiiloiisago,
ella j eslava dada ;vperti, sini, faculdade para
reformaros arsenaes. Mas porguntou o nobro
deputado porque harendo essa auli risaco nao
fot ella execulada. Vou dar a razo. sta aulori-
sacao foi pedida pelo Sr. marquoz de Caxias
quando ministro da guerra, c concedida em 1856.
Ignoro o motivo porque nao foi immodiala-
meiile poau em praUca ; persuado-me, e-rtosuio
acredito que foi por h.aver rauila cousa i fazer
ou por alguraa oulra circnn.stancia imperiosa!
Entrando eu para o ministerio, cntendr que essa
aulorisC;o_iinha cessado cra o anno fi.iancei-
O)
ra, c enlao julgando necessaria. a pedi novamen-
te ; e o nobro deputado pelo Rio Grande do Sul
que faljou ulliraamenle, mostrou na roalidade o
estado em que se acham osses arsenaes que ain
da hoje se regen polo regulamenlo de 1832. fe-
libo em vista ,ia reforma nielhorar a organisacao
dessas roparlices, e lambem quanfo aos vonci-
raentos dos seus empreados.
Fallou tambora o nobre deputado em officiaes
emprogados nos arsenaes, cujas graflcaces nao
bes erara pagas. Nao tenho inforraacoes dislo ;
tenho mandado pagara todos aquellos que, ou ,
por direito expresso em lei, ou por deliberares fr
de meus antecessores, cstavam no gozo dessas1
gratificaroes.
O Sr.'liello .-Teni-sc deixado de pagar por
esgolamento da verba.
O Sr. Ministro da Guerra : Mosmo assim
tom o governo mandado pagar.
O Sr. Bello :Com demora.
O Sr Ministro da Guerra:- As ordens teem
ido ; nosso asseverar ao nobre depuado.
Julgou o nobre deputado pelo Rio Grande, quo
o desfalque ou o nao precnchimento do exercito
principalmente da cavallaria do Rio-Cronde era
devido nao so falta de remitas, como ainda ao
decreto de solembro do anno passado.
Concordo com o nobre deputado quinto pri-
nioua causa ; evidente a difiieuldade que lera
bando para o recrulamenlo ; quanto a segunda
nao e exacta a sua opinio a este respeilo. Te
havido esse desfalque porque se lem dado baixa
aos voluntarios ; eu mesrao Uve a franqueza de
dizer a cmara quo mandei sustar os baixas por
algun lempo ale haver numerosufficieiilc derc-
crutas.
Cumpre-me dizer ao nobre deputado que esse
decrelo nao foi publicado sem motivo
Creio que em abril de 1859 o Ilustre ajudante-
gencral olTiciou ao governo, mostrando a neces-
sidade de algum desenvolvimenlo ao regulamen-
lo sobro substituices, porquanto esse recula-
monto de 1858 nao dava o desenvolvimenlo ne-
cessano ; e, pois, pedia elle explicacoes. O meu
antecessor mandn ouviro consolho supremo mi-
litar sobre este oIRcio do ajudaute general e o
consolho supremo foi de opinio que alguma
cousa cumpria fazer-so a este respeilo.
Em vista disto aluda o meu antecessor com-
nietteu ao conselho supremo a organisacao do
regulamenlo respectivo.
Esse regulamenlo foi recebido por mim o
mandado executar com pequeas altcraros nao
alterando o quehavia Relie de ess-ncial.' Talvez
a pratica tenha mostrado alguns nconvenicnles
desse regulamenlo ; nao estou longe dislo
mas elle fui promulgado cm consequencia desse
pedido.
Fallou tambera o nobre deputado dos clapos
O nobro deputado sabe muito bem como sao col-
culadas as clapos ; os orcamenlos respectivos sao
leitos pelas thesourarios em vista das informa-
oes dadas acerca dos pregos crranles dos cenc-
os as localidades onde existom os corpos Dis-
se o nobre deputado que essas clapos r.o eram
suicierites, c que alguns chofos de corpos repre-
sentaran.
Houve, com effeito, reprcsenlaco a csk- res-
peilo : o governo exigi informares, e as teve
detalhadus; vieram parocoiesdo lodos os collec-'
lores de difiranles lugares (poderei mostrar ao '
nobre depuado, se quizer, os clculos de todos:
os preoos dos gneros), e em vista desses e do !
governo ter ouvldo pareceres, a Ihesouraria dos-
M provincia c a contadura marcou aquillo que
julgou provado.
E anda assim accrescenlou-se um pouco. mas
nao annuio-30 ao pedido de aluus commandan-
los que quasi dobravam oque ento exista;
dando por motivo que era provavel que os cal-
culos fotos sobre o prego dos gneros que se de-
via m fornecer de Janeiro ojuulio falhassem. por-
que esses probos leriam de agmontar. Foi de-
baixo desta suposico que se ropresentou ; entro- I
tanto no Rio Grande do Sul, por exompio, segn-'
do diz a Ihesouraria, us preces dos gneros:
O ir. Ministro da Guerra Entretanto sao
estas as inforraacoes vindas de l mesmo.
Creio que sao estas infortnacoes que me pedi-
rara os nobres deputados-; fallo-mo porem dar
una ao nobre deputado pelo Pari, que me per-
guntou quanlos recrulas tiuha cabido o sua pro-
vincia.
No anno de 1859 a 1860 fot esto numero de 210
e ultima-mente do 172.
Mas preciso dizer ao nobre dopatado que ha
um 3rligo do regulamenlo de Io de maio de 1858
que diz:
Art. 5. Completo o numero que tocar a cada
freguezia, nao se continuar nolla o recrulamen-
lo sem ordem especial: naquclla freguezia, po-
rm, que o nao completarem, continuar aberto
o rocrutaraento por lodo o lempo que necessario
Assim, em quanto a provincia nao preencher o
numero, ainda mesmo que passe o anno, ne-
cessario quo o preencha, para nao licorera sobre-
carregadas as outras. (Apoiados.)
O Sr. Jaciniho de Mendonra :Isto devia ser
declarado na lei; porque o imposto de saugue o
governo nao pode estabelecer.
O Sr. Ifi/iisMo da Guerra :O governo lem
autorisaro paro distribuir pelas provincias.
Depois, srahoros. preciso notar quo do ordi-
nario quando se faz a distribuicao se atiende s
vagas que existom, o nao as qu teem de se dar
prximamente pelas baixas dos quo tiverem pre-
henchido o seu lempo Em quinto o exercito nao
Uver completo o sen numero, ha de ser necessa-
rio recorrer semprc ao recrulamenlo.
Nao me lombro de mais outras observaej&es da
nobre deputado.
Agora direi algumas palavras a respeilo das
emendas quo foram eflorecidas.
Approro a emenda da commisso que d cer-
tas bases para o goveruo poder alterar o regu-
lamenlo orgnico do corpo de saude do exercito.
Ha mais duas emendas, urna da commisso e
outra do nobre depuado por Malto-fJrosso, ao
3. do art. 5o. Preflio a da commisso, quo d
sois mezes, oulra que marca ura anno. Adi-
rainuico do lempo c una condicao para quo
se preencha melhor o fim que so deseja de pre-
venir deolguma sorie o crime.
-Eu disse ltimamente que imha upprimidoo
artigo que mandara dar 22,000 bracas quadradas
do torra a cada soldado voluntario depois de ter
preenchindo o seu lempo : e isso por causa das
difflculdades que encontrara o ministro da guerra
para preencher essa condicao ; mas depois con-
cordei com a idea ofioreeida pela commisso do
mancilla e guarro, do serem dadas essas Ierras
nos colonias militares, ou em outras quaesquer
colonias de nacionaos.
Approvo tambera a emenda da nobre commis-
so, relativa aos officiaes de 2\ classe. F." in-
dlspensavel uuia medida que reprima os abusos
pelos quaes un ofRcial dava cario de doentc, pe-
dia permisso para ir servir em urna provincia,
cujos aros tlegava sor melbores, era depois a I-
dido a algum dos corpos e nunca se testabelecia.
Quem est doenle nao trabaiha, se quizer me-
Ihorar de seus incorainodos.
Julgo que a cmara aereilar as emendas da
commisso, que cora ellas me confirmo.
Algn* Sr*. Deputados:Muito bom!
Ainda toman) parte na discussao os Srs. Pei-
xoto de Azevedo o Marlinho Campos.
Indo so proceder volaco, verifica-so nao lia-
ver casa.
Fica a discussao encerrada. *
A ordem do da para a sessio soguinte :
Ia .Parle.Volaco da proposta da fixacao do
foreas do ierra, cuja discussao ficou encerrada :
c os malcras anteriormente designadas.
2*. Parle.3a. discussao da proposta do go-
verno fizando o fou-a naval para o atino Qnancei-
ro de 1861 a 1862.
Levanta-sc asosso.
No da 3 do crrante pelas tras horas da
tardo, siiicidou-se o alienado Antonio Jos dos
Passos. enforcando-se em um caibro da coberla
do estribara de umi casa em Ierras do enge-
nho S. Caetano do lernio do Cabo.
Pasageiras do vapor nacional laucrastu'
sahido para o Ce-r.Antonio Mara da Concei-
eo o sua lilho. Sabino Bernardo Rosario. Anto-
nio do S l.eilao, Antonio Candido Antunes de
Oliveira, Germano Parrella, Antonio Pcscopo,
Bunio Antonio de Oliveira, Stlvina Targina de
Carvalho. Bento Pinto do Carvalho, Josepliina
Maris da Conceigo, Fr. Francisco de jess Ma-
na, Manocl Jos Barboza, Joao Francisco dos
Sanios Gavio,Galdino Joaquim de Lima, Anto-
nio Jos de Mello e Souza, Jos do Me-
deiros Correa. Auna Maria do Amor Divino, Jos
do Lima Peranle, Francisco Jos Rodrigues Bas-
tos, Mslureuo Barboza de Mello, James Spier,
Manoel (menor) Antonio Gomes de Miranda LialJ
Horculaua, Francisco Cietano 1 filbo e 1 escra-
vo, Garnier Jos da Silva Lial, desertor Joo
Monleiro da Cosa, criminoso Joo F., Calisto
Cleroenlino Lins de Araujo, Antonio Correa da
Silva, Irineo S. C. W'anderley e 1 criado, desertor
Joo da Bciboma, Ju'io Leocadio de Lima, Joa-
quim Jos de Santa Anua, Jos do Borja Canil-
nqa Rapozo da Cmara, Candido Ribeiro, Ambro-
zio Jos da Silva, Jos Marcelino de Souza Tra-
vasso, Francisco Perreira Borges e 1 escravo,
Raimundo Jos de Araujo, sua senhora e 2 li-
Ihos menores, Antonio Jos de Azevedo, 5 pra-
cas do policio, e 1 escravo a entregar.
Passageiros do hialo brasileiro Straipano.
sabido para o Aracaty :Manoel Al ves Lessa,
Lossa.Joo Francisco Perreira, Maioel Ignacio
de Oliveira Martins, JoQ Damasceno l'inheiro,
Francisco Jos Aspra e 1 menor, Antonio Ferrei
ra Gucdos.
MAT.voocno rcB-ico. Mataram-se para o
consumo da cidade no dia 5 do correle 98
rases.
Mob.tai.uudi no da 7 :
Marcolina, branca, 7 dias, ttano.
Beruardino Antonio Frias, branco,*Bolleiro, 2!
annos. fobre perniciosa.
Christeple Malabaos, bronco, solloiro, 23 ennas,
febre araarolla.
Antonia Francisca Valverdo, semi-branca, sollei-
ra, 12 anuos, aniolociuienlo cerebral.
Eduardo, brarieo, 3 dias, escarlatina.
Marianna do Espirito Santo da Silva Molla, blan-
ca, solleira, 24 anuos, tubrculo pulmonar:
Maria Huida Elisabelh, branca, solleira, 28 au-
nes, fobre omarella.
Manoel Joaquim Barboza, bronco, casado, 33 an-
uos, diarrhea.
Anglica Maria da Concejero, prela, viuva, 36
annos, diarrhea.
Thoreza Umbelina de Jess, preta, casada, 35
annos, larongiualo.
Hospital de CARIDAD!.Existem 57 ho-
mens e 50 niulheres, nacionaos; 7 bu meus es-
trangeiros, c 1 escravo, total 115.
Na lotolidadedos doenles existem 37 aliena-
dos, sondo 3.) mulheres o 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelocirurgio
Pinto s 6 e 3| horas da maana; pelo Dr.
Dornellas, s 8 horas da manha ; e pelo Dr.
Firmo as 6 1[2 horas da larde de liontem.
Falleceram 2 mulhores, soudo urna do diar-
rhea, o outra de larengiiia-chroiiica, e 1 homem
de uiairhea.
PERNAIYIBUCQ.
REVISTA DIARIA-
Por acto administrativo de 6 do corre.-ite,
iiniiam boixado, as esperoncas erara lisoiigei-1foram encorporados os bens potriionioes e os
1 rendiraentos de hospital da misericordia de Olm-
da santa casa da misericordia dosla cidade do
Red fe.
Esta medida pola qual j lomos reclamado, e
quo ora c por s, Ex. traduzda era faci, de
grande importancia ; e os fruclos que d'ella de-
vem provii nem sao duvidnsos, nen devem de-
morar-so en sua prodceao. Alm disto, ba-
sea-se na disposicao do art. Io do lei de 13 do
oulubro de 1831, que determina mu positivo-
mente o rounio d'aquelles bens e redi meatos
sob urna s administraro; o que s agora'velo
a ter lugar, grois a so'licilude d.i Exra. Sr. pre-
sidente.
Cora effeito, at hoje os referidos bens do
hospital da misericordia do Olinda lora sido ad-
ministrados separadamente daquellea perteocen-
tes aos estabelecimentos de caridade dosla ci-
dade ; e estes, pelo fado da creaco da nossa
santa casa de misericordia Qcaudfl a'cargo d'ella,
conforme oeslaluido na lei provincial i," 4o d
12 de junho de 1858, o sondo igualmente aquel-
los que devem substituir sob urna s administra-
gao de commum com os do hospital da miscri -
cordia de Olinda, segundo a lei precitada de 13
do oulubro do 1831, pracou o Eara. Sr. pre-
sidente no aUire quo acaba do loriar urna pro-
videncia legal, que nao exoriiU-Tda esphera do
poder publico, e que filialmente era reclamada
iolo abandono em que ia a gerencia dos negocios
ras.
Os Srs. Bello c Jaciniho de "SXendonca, do
apartes.
O Sr. Ministro da Guerra-Esta materia se
regula pela logislaco, c nao pelo dizer de um ou
oulro commandantc de corpo ; do contrario, de
que servira a lej ? Entao seria melhor dizer-so :
dC-se oque os commanjanlos de corpos, os
commondanies de armas pedirem.Mas nao
assim -. debaixo de ura calculo, com bases que
as Iheseujrariaa fixam o prego das etopes___
O Sr. Bello :Eu pei;o a V. Exc. quo se infor-
mo depois do execulada a tabella.
O Sr. Ministro da Guerra -.Bem, examina-
rei; se acaso nao for suflicieule a quanlia, o go-
verno nao tora duvida neiihumu em augmentar
a quota.
O nobre depuado sabe quo lia urna caixa eco-
nmica, formada do excesso dessa mesma despe-
za, e no fim do semestre ou do anno, de ordina-
rio aprsenla esta caixa seis, s maisconlosde res
de economa, segundo a sua boa ou na admiuis-
liaco.
Isto prova que as clapos sao calculadas em va-
lores muito maiores. as clrcuinstancias actuos
o nobro deputado sabe quo nocessarioque so
nao soffra, masque nao baja de mais.
O Sr Bardo di Port'Alegre : Antes sobre do
que [alte, mas eu creio que falta.
O Sr. Ministro da Guerra:Examinare! isto:
nossa' e
entretanto, se n nobre general quizer veras n- teL.tivos ao patrimonio da misericordia de'oiiu-
rormaces que Uve, cu Ihe as mostrarei. O go-1 C0j" rmadade podor fazer parte, e gozar
por isso dos privilegios e prorogalivas da santa
verno njo pode decidir cousa alguma seno i
vista das bases, das informacoes officiaes.
Se eu diminuisse daquillo que se tiuha podido,
onto merecera censura ; mas nao era do espe-
rar que o govorno doixosso soffrer homens que
servem ao paiz d' urna profisso to penoso.
(Apoiados.(
Fallou lambem o nobro deputadj acerca do ar-
senal do Rio-Grande e da factura do fardamen-
los. Nao soi quaes as causas que flzerara cora
que desdo 1S52, o ento ministro da guerra de-
lerminasse que o fardamnuto eludo o mais ne-
cessario fosse da corte ; ainda om 185 um oulro
"Ilustre ministro di guerra, que nao podo sersus-
peiio ao nobro deputado, lambem continuou a
mandar fazer o fardamento aqu.
Eu, como tire occasio do dizer a > nobre depu-
tado, son de opinio que todos es farJamentus
sejaru fotos as provineias onde estiverem os
corpos e houvcr arsenaes ; julgo isto mais conve-
niente (apoiados); aqu e om outras provincias
om poni pequeo j mandei tazer urna experien- tal forma tora desde
casa desta cidade.
Com esta encorporagSo (eremos os resultados
praticos, que j indicamos por mois do urna vez,
ao passo que por meio das reivindicacoes, qu
de necessidade devera ser intentadas, maiores
proporcos lomarao os mencionados bens, habi-
litando assim a nossa santa casa de misericordia
a proseguir em suas benoficentes operagea com
o conveniente desembaraco, nao esquecendo-se
a vantagem que lera de'auferir a propria cidade
de Olinda no estabeleciraento do hospital all,
([ue desde muilo bavia sido fechado, ainda com
infraccao do ort. 4" da lei de 13 de oulubro de
1831.
Nao nos parece fra de proposito aventar a
d- de reverter para a sania rasa desta cidade
esse quantum subscripto para o Asjlo de mendi-
cidade, fazendo-se com elle um contracto ou
cousa semelhante, em que se Ibc irapozesse o
onus e allribuicoes d'aqoelle instituto : que por
i a rcalisacao, que ini-
cia na factura mesrao do fardamento. A encom- porta dar-se-lhe, c que os contribuiotes liveram
monda que Qz para a Europa n&o foi para vir far- em vista, quando para elle subscroreram c offec-
damenlos, foi para vir pannos, como declare! em tuaram as suas entradas.
meu relatorio : logo que est-s chegarem tencio-
no distribui-los pelas provincias onde existem cor-
pos, c ento la mandar arrematara factura do fat-
daiientns. Apoiados),
E verdade quo teem viudo reclamacdes nao s
do Rio-Grande como de outras provincias relati-
vamente ao nio fardamento, diliorenca de co-
ros, o a sor o fardamento de medida pequea.
Essa fardamento foi talvez ft-ito em 1854, no
lempo em'quo o exercito tiuha de reareber para
o Estado-Oriental ; fez-se enlao em abundancia,
c tem-se mondado delle ; mas POSSO asseverar
ao nobre deputado que actualnienle nao lia far-
damento dessa qualidade, nem quanto materia
prima, nem quanto dimenso. Peco ao nobre
deputado que examine o que se remelle, c ver a
exaclido do que digo.
O Sr. Bello : Teem'ido muilo fardamento e
capotes que nao teem servido seno para con-
su mo.
O Sr. lUnislro da Gnerra: Nao duvido,
mas foram esses antigos que j es I avara prorap
tos desse lempo a que me retiro.
O Sr. Bello : De sorte que o ihesouro tom
pago o fele, a conduccao do objeclos que nao
servem.
Outro Sr. Deputado : J foram d'aqjii sobre-
casacas para ura balalho, cujo3 fonos erara ali-
nhavados e nao cosidos.
O Sr. Mins.'ro da Guerra : Nao duvido,
mas nao de mou lempo, e desse lempo a que
acabo de referir-me.
Quanto a barracas c a madoiras proprias, nao
s para cijas como para os lancas, isto cousa
A idea tal ve/, j tenha sido sugizerida ou oc-
rorrida a olguem ; mas nao leudo sido publicada,
segue-se que osle foclo pode ter alguma cense-
quencis, despertando um estado mais aecurodo
da materia, d'onde resulte a adopeo da idea
aventada.
O que' corlo, porm, que mui difficil seria
dar-so realidade oo referido instituto, se fr o
esporar-se quo baja um capital sufficienle para
a construego de um edificio adoquado s suas
npcessidades. E depois cora que fundos mane-
jar-sc-ha o insliluio ? com que renlimenlo pro-
ver-se-iio as suas operacoes, e salisfa/.er-se-
ho os respectivos precisoes, depois de conse-
guida essa editicaco '.'
Se o fundo existente insuidenlo para isso,
evidentissimo que nao poder-se-ha obter o lim
desojado seno pelo modo, que ah deixames in-
dicado ; modo que pieencber completamente
as vistas de beneficencia do \sylo de inendicidade;
porquanto o edificio do Hospital de Pedro II,
por duas proporcoes ampias, prestar-se-ha i to-
das as exigencias dessa crearao, ao mesmo passo
quo o quantum existente, a que nos referimos,
poder dar maior desonvolvimento a concluso
da abra, no caso da adopeo da idea que nhi fica
consignado.
Falleceu o guarda do consulado provinsial,
Joo Valeriano de Macedo Souza
Ojuiz municipal da vara desta capital,
Dr. Francisco d'Araujo Barros, foi designodo
para servir interinamente o lugar de auditor de
guerra, durante o impedimento do respectivo
funecionario, o Dr. juiz de diroilo da 2a varo cri-
oniiga. E' preciso observar aoiiobre depuiado me Antonio Francisco de Sales, que ora acha-so
quo, quanto s lancas, lem sido coslume man- com asscnlo na cmara quatriens'.
aa-las para o Rio Grande e lase fornecera as O Sr. Dr. chefedo polica, oltendcndo aos
histes ; mas de ordinario estas bastes nao sao' eslorvos que o regulamenlo policial do 25 de
boas, sao quebradizas ; o poni de apoio, o cen- levereiro ultimo ha opposlo celeridado reque-
tro de gravidade nao esl no lugar compelenle, rida pelas funces medicas, acaba do dispensar
de modo que alm do incommodo do lanceiro de a respeilo dos seus carros a disposicao prohib-
pouco ou nada servem. Eu agora mandei fazer! liva do mesmo regulamenlo, quando estejam os
essas bastes aqui, depois de ouvir a commisso j med,cos em exercicio de sua profisso.
de melhoramcnlos maleriacs do exercito ; julgo E' urna medida aconselhada pelas circums-
que indo promptas com as condi^es necess^rias lancias, e que por lano de utilidade.
para poder o soldado fazer uso dallas, isto pre-
ferivel ao systema at aqui seguido, porque o no-
bre genersl ha de sabor que essas hastes-no
preenchiam osjfins que eram para desojar.
Um Sr. Depnla'do:Pois no Rio Grande ha
excellonte madeira.
No dia 5 do corrente, noile. rocolheu-se
das maseos do centro o reverendo Fr. Seraphim
de Calani, missioHario Capuxinho, lendo per-
corrido mais de 500 legoas dos certes da Pa-
rahiba, Rio Graudo do Norle e Pernambuco, du-
rando dez metes c meio sua perigrinago.
CHROHICA JUUIIAR1A.
TRIBUNAL DA RELAJO.
SESSAO EM 7 DE AGOSTO DE 1860.
PRESIDENCIA 1)0 EXM. SR. CONSELHEUIO EllHELISO
DE LEAO.
As 10 horas da manha, achando-sepresen-
tos os Srs desembargadores Figueiro de Mello,
Silrura, Gitirona, Guerra, Lourenco Santiago,
Silva Gomes, fallando cora particlpacaooSr.des-
embargador Caetano Santiago, procurador da
COra, foi aborta a sesso.
l'assidos os foitos c entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguintes
JLG AMENTOS.
RECOHS08 CHIMES.
Recorrente, o juizo; recorrido Claudino de
Ilollauda Trovos.
Relator o Sr. desembargador Figueira do Mello.
Sorteados os Srs. desembargadores Silva Go-
mes, Lourenco Santiago e Silveira.
Deram provimenlo.
Recrreme, n juizo ; recorrido, BcUarmino Ilor-
moin da Silveira.
Relator o Sr. desembargador Silveira. ,_
Sorteados os Srs. desonibargidores Gitirona,
Pigueiro de Mello e Silva Coraos.
Improcedente o recurso.
AGGRAVO PE PETICAO.
Aggravante, D. SeohorinhaJoaquina deAlmei-
da I.e.il ; aggravade, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Figueira do Mello.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
Silva Gomes. s
Nogarain provimenlo.
Aggravante, Joao Hyppolito de Moira Lima ;
aggravado, o juizo.
Relator 0 Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Glirano,
o Silveira.
Dorara provimenlo.
APPEI.LACOES CHIMES.
Appellanle, o juizo ; appellado, Antonio Tho-
m Rodrigues.
Ficou odiado.
Appellanle, o juizo ; appellado, Joao de Farta
Souza e oulros.
Improcedente a appellacao.
Appellanle, o juizo; appellado, Aigomiro Mon
des da Cm, r.uimaroes.
Ficou adiado.
Assignou-se dia para julgamonto da seguinto
appellacao crime :
Appelanlo, o juizo ; appellado, Jaciniho, es-
cravo.
Appcltante, o juizo ; appellado, Vicente Per-
reira Forro.
Appellanle, o juizo ; appellado, Laurenlno de
Torres Gilliudo.
Appellanle, o juizo, appellado, Aloxandre, es-
cravo.
A appellacao civcl:
Appellanle, Jos de Hollanda Lima; appella-
do, Ignacio Lopes Lima.
niLlGENCUS erras.
Appellanle, Gertrudes Maria de Menezes ; ap-
pellado, o preto Vicente.
Ao Dr. curador geral.
DlSTnlBUlCOES.
Ao Sr. desembargador Figueira de Mello, o
recurso crime :
Recrranle, o juizo ; recorrido, Luiz Antonio
Monleiro da Franga.
As appellacoes criines :
Appellante, o juizo ; appellado, Anlonio. es-
cravo.
Ao Sr. desembargador Silveira, o recurso
crime :
Appellanle, o juizo ; appellado, Albino Jos
da Rocha.
As appellagescrimes:
Appellanle, o'juizo; appellado, o preto-An-
tonio.
Appellanle, o juizo ; appellado, Antonio Jos
da Silva.
Ao Sr. desoibargador Cilirana, o recurso
criines :
Recrranlo, o juizo ; recorrido, Luiz Carlos da
Costa Jnior.
As appellacoes criines :
Appellanle, o'juizo ; appellado, Jos Luiz de
Burcellos.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, o
recurso de qualificoco :
Recorrente, Antonio Teixeira Bastos ; recor-
rido, o conselho.
O recurso crime :
Recrrante, o juizo ; recorrido, Manoel Pereira
Nunes.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, o re-
curso eleitoral :
Recrranlo, Lourongo Guedcs Alcoforado ; re-
corrido, o conselho.
A appellacao crime :
Appellanle, Antonio Delphino do Prado ; ap-
pellado, o juizo.
O recurso crime :
Recrranle, o juizo ; appellado, Antonio Fer-
reira de Oliveira.
As 2 horas da tarde cncerrou-se a sesso.
Communicados.
Lendo em ura jornal que so publica nesta cida-
de, sob o Titulo de Noca tra. um communicado
que tom por fim langar o odioso sobre o Sr. te-
ncnte-coronel Joaquim Rodrigues Rl'y nno
posSo doixar como um dos apreciadores de suas
distinclas qualidades, de dizer algumas palavras
em seu abono. Bem sei que elle nao lem neces-
sidade dessa defeza, porque os actos s por si



1*1
jflASao DE PERPMBCO. QUARTA FE1RA 8 DE AGOSTO SE 4860.
sao capares de destruir qualquer intriga que ton-
tra elle se pretenda orgicar, mas por isso mes-1
ido que nao 6 sormao encommendado, parece
que nao deve scrcensuravel o meu procedimentn. |
Quem nao conheecer o Sr. tenenle-coronel.
Kf lly, poder talvez acreditar nesses embustes,
que niguas mal intencionados companheiros de
armas, seus proprios subalternos, he queiram
nssacar, nas o publico que o couhece e lhe faz
a devida juslica nao deixara por cerlo de lanzar
ao desprezo esses mesmos imbustes, desprezan- '
do igualmente o autor dclles.
Seria mister que o Sr. Kelly nao fosse militar
e tao brioso como na verdade.para pactuar com
qualqucr acto de insubordinado, c isso justa-
mente o que d lugar a qne muilos de seus su-
bordinados nao o gostem, porque o seu maior
alineo plantar a disciplina no corpo, cuja com-
mando Iho foi confiado e que elle lo bm sabe
dirigir.
Alm de outros tactos que allude o communi-
esnte ao inesmo serihor, o ter elle etn urna re-
vista de armamento encontrado um soldado com
a canana descosida e a ter rasgado em p resee a
do respectivo commandante da companhia, o que
nao podemos acreditar, mas concedida 3 hypo-
these que tal faci se desse, a quem se poderia
altrrbuu o relaxamento daquellc soldado, seno
ao ;roprio commandante da companhia, que de-
veria antes de entrar em forma passar revista a
suas pracos Ningucm encherga Mma tranca
adianto de seus olhos e alias distingue bem qual-
quer argueiro nos dos oulres : assim deve ser,
porque ninguem quer a justica em su a porta.
Saika, pois, o autor do comraunicado. que o
Sr. tonente-coroncl Kelly, faz muita honra a
elasse a que pertence, eos seus actos fallara mais
alto do que ludo, e nao podem por Gm ser mar-
cados por injurias e ultrages taes e qnejandas.
Fique S. S. corlo, que o me;mo Sr. tenenle-coro-
nel Kelly nao se deixa arrastrar por vendidas
mesquinhas para espesinhar os seus subordina-
dos, so se couduz por puro e aciysolado zelo do
snico militar, c lem em si a precisa forra moral
rara os conUr.
I.adrem e esbravejem embora, com furor sat-
nico os seus inimigos gratuitos, os seus raesqui-
nlios zoilos, hora cortos de que o Sr. tonente-co-
roncl esl sobraneciro aos taes boles, qne fazcm
o offeilo do trovo, cujo echo se perde no espa-
do ou dos ivos ile caes ladrando la.
O paisano.
0SC.1ILAC.A0 DA HAR.
Baixamar as 2 h 16' da Urde, altura 1.50 p.
Preamar as 8 h 6' da manhaa, altura 6.75 p.
Observatorio do arsenal de marinha 7 de agosto
de 18GB Viegas Jnior.
Editaes.
Publicares a pedido.
Ao nassamenlo de um anjiilio, lilho do
Sr. Jacomc Geraldo Mara Lumachi
de Mello.
A liaste mirrou-se ;
A vida esvaio-so :
A flor dc9bolou-.se ;
O anjo sorrio-se.
S. d'Azevedo.
Fugisto, o'u alma anglica
De um vallo Ucrymoso
Colliendo as azas candidas
Ao ambiento infesto
Ou'envolve o peccador ;
A la vida brevo
Foi vida s do amor.
Ai como sao distinctas
No mundo as condb'es !
O vendaval da morc
Que ao homem atribula
Que o enche de terror,
P'ra ti foi como a brisa
Que o aroma lira flor*
O bem, a gloria inunda
Uno o eco aos justos d
Que os nnjos compartilham
De Deus no eterno seio
De immenso resplendor
Uosfructa, infante, placido,
Lrabora a minha dr,
Alfaiwlc;
lmenlo dodia 1 a 6 .
dem do dia 7 .
:a.
. 60.602*139
. 16:906359
83.5089688
Movlmeiito la alfandega
Vol'imeseutrados com fa/.endas 60
com gneros 66
------ 526
Voluro.es sabidos cora fazendas 138
com gneros 131
------209
Doscarregam boje S de agosto,
liarca inglezaMary Warrollmercadorias.
Brigue inglczIsabellaidom.
Barca americanaImperadorfarinha de Irigo
Barca brasileiraRecifediversos gneros.
Brigue inglezPhentonbacalho.
Brigue portuguezAmalia I diversos gneros'.
Lugre inglezCylidecarviio.
Escuna sardaAnnessioneo resto.
Consulado ge ral.
liendimenlo dodia 1a6. 3:800jj827
dem do dia 7.......1.057390
4:858$217
Diversas provincias.
Hendiraento do dia 1 a 6 501J43
dem do dia 7....... 46jj812
5826
Despachos sa do consulado desta cidade n
dia ? de agosto de 18tO
HavreBarca franceza Ville de Boulogne, T.
Freres, 380 couros verdes.
LiverpoolBrigue inglez S Vicente, J. Ryder
& C, 768 saceos assucar masoavado.
LiverpoolBriguo portuguez Tarujo & Filhos,
Manoel Joaquim Ramos e Silva, 12 pranches
de amarello.
Rio da PrataPolaca hespanhola Santo Anto-
nio, A. Irmos, 118 barricas assucar branco c
112 ditas dito mascavado.
a^cebedoria de rendas internas
ge raes de Pernamhuco.
Rendimento dodia 1 a 6 6:291237
dem do dia 7....... 760^790
7.0523O27
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 6 5:7703829
dem do dia 7 .......1.181*818
6:9527I6
Movimento do porto.
Navio entrado no dia 7.
New-Castle por Booll85 dias do 1. porto o 50
do 2", barca ingleza John Keen, de 195 tonela-
das, capitao J. Thomaz Sevan, cquipagem 9,
carga trilhos para a estrada de ferro ; ao ge-
rente da estrada de ferro.
Navios sahidos no mesmo dia.
.V.acatyHiate brasileiro Sergipano, sapitao An-
tonio Francisco Chaves, carga diflerenles ge-
i.eros, -
r.oar e portos inlermedios Vapor nacional
Jgxarassu', commandante segundo tenenlc
Joaquim Alves Moreira.
V o. --* c. 5" O s B I Horas 1
: te = 3 s 8 -i i B B c_ c ce 3 so Atmotphtra. C a V. pr <
* * V Direeco. < n e 5r o ^1 K
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'S x -i tu m b * Reaumur. c c.
-.O 00 3 8 m" Fahrenheit i
-> -J -a S 09 00 95 Bygromelri >. r
es Barmetro
A noite clara com alguns nevoeiros, vento SE,
Feo para o terral e ao amaDhecT rondou pelo s'
0 I)r. Anselmo Francisco Peretli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Cbristo, e
juiz do direito especial do commercio nesta ci-
dade do Recife e sen termo, provincia de Per-
nambuco, por S M. o Imperador, a quem Dos
guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edilal virem, e
delle noticia tivercm que no dia 18 de agosto
\ do corrento anno se ha do arrematar em praca
publica dcste juizo e sala das audiencias os bes
seguintes : diversas pecas de obras de prala com
; o peso de 2352 oitavas'a 300 rs. a oitava, ris
| 750G00 ; 33 Irancelins chatos com 200 oilavas a
' 53 a oitava, 1:0Cg; 2 rosarios com 8 oilavas
\ ambos por^Oj}; 110 armis cora pedras e sem el-
^ las pesando71 oilavas a5g a oitava, 370J; 15 pares
do argolas cortadas com 16 oilavas a 43 a oitava,
0I-- ; 11 ditas de filagrsn com 8 oilavas a 4$ a
i oitava, 323 ; 85 pares de argolas lisas com 18 oi-
! avis a 43 a oilava, 7-Jg ; 4 coroas de filagran
. com 22 oilavas a 53 a oilava, 1103 ; 5 medalhas
tcom o peso de 7 oilavas a j a oilava, 23 ; 1
Iruz para rosario com 2 oilavas por 83; 3 casso-
! colas com 6 oilavas a 63 a oilava, 368 ; 4 varas
| c meia de cordao com 32 oilavas a 4$ a oilava,
128l; 5 varas e meia detrancelim com23oilavas
a 43 a oilava, 923; 2 varas de collar com 7 oilavas
a 4g a oilava. 283 ; 10 resplandores de ouro com
; 21 oilavas a 5g a oilava, 1053 ; 6 cadeias de col-
; lele com 39 oilavas a 53 a oilava, 1953 ; 8 adere-
ros do ouro completos com 60 oilavas a 53 a oi-
tava, 3(03; 100 pares de rselas com 118 oilavas
a 5; a oilava, 5903 ; 35 rucios aderecos com o
; peso de 139 oitavas a 53 a oitava, 695 ; 30 pul-
cciras sendo urna de coral cora 160 oitavas a 53
: a oilava, 8OO3; 15 pares de brincos cora 26 oilavas
a 4ga oitava, 140$; imporlaiilo os mesmos objec-
los na quantia da 5 5123600 ; 1 casa terrea sita
na ra das l.arangeiras n. 19 da freguezia do San-
io Amonio do Recife avaliada em 2:5003, os
quaes bons sao pertencerites a Joao Paulo do
Sooza, e vio a praca por exocucao que lhe enca-
1 micha Miguel Archanjo de Figueiredo c nao lia
sendolanrador que cubra o preco da avaliacao,
vara a arrematacao feila pelo preco da adjudica-
cao com o abate da loi.
E para 11.11 o ahogue ao conhecimenlo de lodos
mandei passar edilaes que serao publicados pela
mprensa e afi'uados nos lugares do coslumc.
Cidade do Recife de Pernambuc, aos 26 de
julho de 1860, 39." da independencia o do impe-
rio do Brasil.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nasciraenlo.es-
crivo o subscrovi.
Anselmo Francisco Perelti.
O Itvd Jos Leile Pilla Orligueira, juiz de
: paz da freguezia de S Frei Pedro Goncalvcs da
I cidade do Recife, cumprindo o disposto no art.
9 da lei n. 387 de 19 de agosto de 1846, e em
observancia da ordem que lhe fra expedida pela
' cmara municipal desla cidade em dala de 30 de
! julho ultimo, convoca Os eleilores e supplentes
\ da mosma freguezia, abaixo declarados, para
: comparecerem na respectiva igreja matriz, no dia
j 7 de selembro prximo vindouro, s 9 horas da
! iiKinlh'.H allm de se organisar a mesa parochial
pela forma eslabelecida no decreto n. 1812 de 23
de agosto de 1856, o se proceder a eleicao de
juizes de paz que deve dar a supradila freguezia,
o de vpreadores do municipio.
igualmcnle" convida os cidadaos qualificados
volanles para irem dar seus votos, sob pena de
serem muliados os que deixarem de comparecer
sem motivo legitimo participado mesa, na quan-
lia de_10-3, na forma do!;' art. 126 da citada lei
n. 387. Cada volante quando fr chamado, entre-
gar duas cdulas, urna contondo nove nomos
para veroadores c outros quatro para juizes do
paz, aquella com o seguinlc rotulo por fura
\ereadores para a cmara municipal do Recife
e esla com osle outroPara juizes de paz do
dislricto.
Eleilores.
Domingos Henrique Mafra.
i Antonio Henrique Mafra.
; Manoel Amancio da Sania Cruz.
Manoel Francisco Marques.
! Jos Marques da Costa Soares.
: Jos Pedro das Nevos.
i Ignacio Antonio Borges.
' Antonio Botelho Pinto de Mesquila Jnior.
, Eslevo Jorge Baplisla.
Supplentes.
j Filisberlo Ignacio de Oliveira.
Manoel da Silva Noves.
'Antonio Jos da Silva Brasil.
Candido Thomaz Percira Dulra.
Antonio Bastos de Abreu Lima.
Manoel Estanislao da Costa.
Luiz Antonio G01.calves Peona.
Constancio da Silva Neves.
Joaquim Jos de Sanl'Anna Barros.
Major Alexandre Augusto de Frias Villar.
Dr. Cosme de S Pereira.
I)r. Jos Joaquim de Souza.
Thomaz de Almeida Anluncs.
E para contar liz publicar o prsenle em quo
rae assigno.
Freguezia de S. Frei Pedro Gonnalves do Reci-
fe, 4 de agosto de 1860.Eu Inncencio da Cu-
nha Goianna, escrivao o escrevi.
Padre Jos Leile Pitia Orligueira.
O r>r. Ernesto de Aquino Fonseca, cavalleiro da
ordem de Christo, juiz de orphaos do lermo do
Recife, por S. M. o Imperador, que Dos guar-
de, etc.
Faco saber aos que o presente edilal virem,
qucporesle juizo lem de ser arrematado por
venda a quem mais der. na porta da sala das au-
, diencias, e findos os dias da lei, as seguales pro-
1 priedades :
! Um sitio de trras denominado Allemao, com
algumas fructeiras, oxlremaudo pela frente com
o sitio Riacho da Estiva, pertencento a viuva e
herdeiros de Jos do Monte Lima, pela parle do
nascente na linha de sul a norte do marco da es
irada at o riacho Passo da Ibura e dilo silio Es-
tiva, e pela parlo do norte, ao poente, com Ier-
ras do engenho Ucha, tendo 2,380 palmos de
frente e 4,000 de Tundo, cora duas casas de taipa
! cobertas de tclhas, avallado por 5:0005000.
I Uro terreno de maltas capoeiras, denominado
Cacimbas, no mesmo lugar da Ibura, extremando
com Ierras de Jos Rodrigues do Oliveira Lima.
avaliado por 1:5003.
Outro terreno de maltas capoeiras, denomina-
do Descanso, em dito lugar da Ibura, que extre-
ma com Ierra do mesmo Jos Rodrigues, avalia-
,do por 1:5003.
Outro terreno de mallas capoeiras, junto a la-
jgoa denominada Zumbi, no sobredito lugar da
Ibura, o qual extrema com o sitio Estiva, e com
Ierras de Aflonso de Albuquerque, avaliado por
2 OOOgOOO sendo o lotal do valor do silio e terre-
nos annexos a quantia de 10 OOOJ0O0 ; lodas es-
tas propriedades situadas na freguezia dos Afo-
gados ; sendo o dilo sitio e mais terrenos per-
lencenles a viuva c herdeiros do finado Antonio
Alves Ferreira, e vai praca por determinado
deste juizo, a requerimcnlo de Antonio Pere'ira
' de Oliveira Maia. credor hypolhecario do referido
casal.
A primelra praga em 31 do correle, a segun-
da dita em 3 de agosto, a lerceira dita era 7 do
mesmo pelas 11 horas da manhaa depois de lin-
da a audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos.
E para quo chegue ao conhecimonto de quem
nleressar possa mandei lavrar o presente que
ser aixado no lugar do costume, e publicado
pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recito, capital
da provincia de Pernamhuco, sob meu signal e
sello deste juizo, que anle mim serve, ou vaina
sem sello ex-causa, aos 6 dias do mez de julho do
anno do nascimento de Nosso Senhor Jess Chris-
to de 1860, 39 da independencia e do imperio
do Brasil.
Eu Joo Facundo da Silva Guimaraes, escrivao
o escrevi.
Ernesto de Aquino Fonseca.
Manoel Jos Teixeira Baslos, cavalleiro da impe-
rial ordem da Rosa, juiz de paz mais volado
desta freguezia de S. Jos do Recife, em virtu-
de da lei, etc.
Faco saber em conformidade com o disposto na
lei n 387 de 19 de agosto de 1846, e era execu-
cao da circular expedida pela cmara municipal,
que no dia 7 de setembro prximo fuluro se lem
de proceder a eleicao de juizes de paz desla fre-
guezia e vereadores da cmara municipal desta
cidade ; pelo que convoco os elcitores esupplen-
les, abaixo designados, para que no dia aprazado
comparecam no corpo da igreja da Senhora do
Terjo, pelas 9 horas da manhaa, na conformida-
de do disposlo- nos arte. 4, 5 o 41 da citada lei
cloitoral, afim de que lonha lugar a organisaco
da mesa parochial, que lem de recebere apurar as
lulas dos volanles, fleando os Srs. eleitores e
supplentes na inlelligencia de que a mesa paro-
chial ser organisada, segundo o disposlo no 6 1
arl. i." do decreto n, 842 de 19 de selembro de
1855, combinado com arl. 4 e seguintes do decre-
to n.. 1812 de 23 de agosto le 1846, e de que fi-
carao sugeitos & multa con minada no art. 126
5 n. 2 da mosma lei os que em impedimento le-
gal deixarem de comparece:'.
Eleitorei.
Os senhores :
Tenenle-coronel Joaquim Lucio Monleifo da
Franca.
Manoel Ferreira Accioli.
Capilo Manoel Joaquim Ferreira Estoves.
Joaquim Pedro dos Sanios Eezerra.
Joao de Brilo Correia.
Joao Soares da Fonseca Vel oso.
Manoel de Almeida Lima.
Antonio Moreira de Mcndon;a.
Filippe Santiago Cavalcanti de Albuquerque.
Jos Simplicio de S Estoves.
Miguel Jos da Silva.
Antonio Goncalvcs Pereira Lima.
Jos Francisco Bento.
Joaquim JosTavares.
Joo Francisco Baslos de 0 iveira.
Supplentes.
Os senhores :
Francisco Antonio das Chagas.
Dr. Inncencio Seraphico do Assis Carvalho.
Padre Albino de Carvalho Lessa.
Manoel Camello Pessoa.
Jos Francisco de Souza Lima.
Jos Virissimo dos Anjos.
Francisco Antonio Pereira de Brilo.
Antonio Francisco Alves.
Joao Joaquim de Figuelredc.
Tiburcio Valeriano Baplisla.
Francisco Joaquim de Souza.
Jos Raimundo da Nalividace Saldanha.
I Jos de Freilas Barbosa.
Maximiano Francisco das Neves.
Manoel Joaquim de Soma \ianna.
Elias Marinho Falcao do AlLuquerque Maranho.
1 Amonio EmigJio Ribeiro.
Joao das Virgens Molla Bra2.
Antonio da Cuuha o Albuquerque.
Outro sim, convido os cidedaos qualificados vo-
lantes desla freguezia para que comparecam no
dia e lugar cima indicados afim dedarem seus |
votos, sendo que apresenlarao duas listas, urna |
com o rotulo Para juizes de paz da freguezia
de talcontendo qualro nomes de cidadaos do-
miciliarios na fregueza c cem as quadades exi-
gidas para juizes de paz, e oulra com o rotulo
Para vereadores da caraira municipal desla
cidadecontendo novo cidadaos aptos para ve-
I readores ; bem como que n;io serao apuradas as
: listas que contiverem nomo; riscados ou subsli-
tuidospor oulros, segundo o disposto nos arls.
50 e 51 da le j citada ; e ficarao sugeilos
mulla de lOg os cidadaos volantes que deixarem
do comparecer para darem s;us votos sem moti-
vo justificado na conformidade da mesma lei.
E para constar mandei pissar o presente que
ser aixado no lugar do costume c publicado
pela imprensa.
Dado o passado-nesta cidade do Recife, aos 6
de agosto do 1860.Eu Jos Goncalvcs de S,
escrivao o cssrcvi.
O juiz do paz,
Manoel Jos Teixeira Uaslos.
O lllm. Sr. inspector di Ihesouraria provin-
cial, era cumprimento da rcsoluco da junta da
fazenda, manda fazer publicc, quo a arremalajao
da obra do cemilerio publico da villa de Iguaras-
s foi transferida para o dia 16 do corrente.
E para constar se mandou alixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secrclaria da Ihesouraria provincial de Per-
namhuco, 1." de agosto de 1800.O secretario,
A, F. da Annuncia^ao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia do 3 do corrente, manda
I fazer publico, que no dia 11 do mesmo, perante
\ a junta da la/enda se ha do arrematar a quera
mais der, os imposlos do municipio de Cimbres,
servindo de base para a arrematarlo o ofTereci-
racnlo eito pelo licitante Joaquim Jos da Cosa
da quanlia de 7003 por anno.
A arrematacao ser feita por lempo de tresan-
nos. a contar do Io de julho prximo passado a30
junho de 1863.
As pessoas que se propoze-em a esla arrema-
tacao, comparecam na sala dassessoes da mesma
junta no da cima indicado, pelo meio dia,
competentemente habilitadas, com suas propos-
tas em cartas fechadas, sondo as liabillacoes no
dia 9 do corrente.
E para constar se mandou alixar o presente o
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial do Per-
nambuca, 4 de agosto do 186o.O secretario, A.
F. da Anniinciaco.
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, commendador
da imperial ordem da Rosa.e da de Christo, e
juiz de direito especial do commercio desla ci-
dade do Recife, capial da provincia de Per-
namhuco e seu lermo, por S. M. 1. c C. o Sr.
D. Podro II, que Dos guarde, ele.
Faco saber aos que o presnlo edilal virem c
delle noticia tivercm, que no da 18 doslc mez
do agosto do corrente anno, se ha do arrematar
em [iraca publica deste juizo o'na sala das au-
diencias, os objeclos seguintes :
103 caixas francozas vasias a 500 rs cada urna,
total 51g50O; 6 garrafas de vijhj) BOrdeaux a
1g000, 63 ; 11 francos com loco 4 ditos com
gelea avariados) ; 19 garrafas com licores finos
a l500a garrafa, 283500; 7 ditasde marrosquinos
a 1g000, 113200 ; 14 meiasdtasdo dito a 800 rs.,
Ug200 ; 82 latas envemisadas a 800 rs., 65g600 :
19 f-ascos grandes de vidro com lampas a 640 rs.l
128160 rs.
Os quaes objeclos s.io perlenrenles a Ignacio
de Amorim Limo, e vo paca por execucio,
que lhe encaminham Joao Praeger & C. ; o
naojiavendo lancador que cubra o preco da ava-
liacao, ser a arrematacao feili pelo preco da ad-
judicacao com o abale da lei.
E paia que chegue ao conhecimenlo de todos,
mandei passar editaes, que serao publicados pela
imprensa e affixados nos lugares do costume.
Cidade do Recife, 3 de ago.Uo do 1860, 39. da
independencia o do imperio do Brasil.Eu Ma-
noel Maria Rodrigues do Nascimento, escrivao o
subscrevi.
Anselmo Francisco Perelti.
Perante a cmara muninpal da cidade de
Olinda^estaro novamenle em pregao nos dias 3,
10 e 17 do mez do agoslo prximo vindouro, para
serem arrematados por venda, na forma do arti-
go 28 da lei provincial n. 474 de 5 de niaio do
anno do 1859, o telhoiro que servo de matadouro
publico, avaliado em 4003, e igreja do S. Sebasliao da mesma cidade, com 62
palmos de frente, ora chaos forciros, avaliado
em 2:0003, visto nao torera apparecido licitantes
as pracas dos dias 22 o 29 de setembro, 6 e 27
do outubro do dilo anno: os pretendenles podem
comparecer no paco das sessoes da mesma cma-
ra nos referidos dias.
Paca da cmara municipal da cidade de Olinda
em sesso ordinaria de 27 de.ulho de 1860.
Joaquim Cavalcanti'de Albuquerque,
Presidente.
Eduardo Daniel Cavalcanti Vellez de Guivara,
Secretario.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria pro-
vincial, em cumprimento da crdem dj> Exm. Sr.
presidente da provincia de 3 co corrente, manda
fazer publico, que no dia 11 do mesmo, perante
a junta da fazenda se ha de arrematar a quem
mais der, os impostos da cmara de Flores, ser-
vindo de base para a arrematacao o ofierecimen-
to feito pelo licitante Antonio Jos de Souza, da
quanlia de 1.3333333, por anno.
A arrematacao ser feila por lempo de 3 annos
a contar do i. do julho prximo passado, a 30
de junho de 1863.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tacao comparecam na sala das sessoes da mesma
junta, no dia cima declarado, pelo meio dia
corapelentemenle habilitadas, cora suas propos-
; las em cartas fechadas, sendo as habilitaroes no
dia 9 do corrente.
E para constar so mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
namhuco, 4 de agoslo de 1860.O secretario, A.
F. da Annunciacao.
Arseoal de guerra.
Nao se tendo declarado o prazo em que devem
ser recolhidas ao arsenal as pegas de fardamenlo
j annuncadas para so costurar, conforme dis-
poe a parte final do arl. Io do aviso do ministe-
rio da guerra de 17 de marco findo, o lllm. Sr.
major director interino do mesmo, manda publi-
car de novo o seguinte annuncio :
O arsenal de guerra precisa costurar as pecas
de fardamenlo, quo abaixosoguem, quem pre-
tender, pois, manufacturar diiispegas de confor-
midade cora o aviso do ministerio da guerra de 17
de marco ultimo, aprsente uuas propostas em
caria fechada na directora do mesmo arsenal no
dia 10 do corrente pelas 10 horas da manhaa,
devendo ditas proposlas ptesisar o menor preco
do feilio de caja peca de faniaraento, apresentar
fiador idneo, e bem assim rocolher ao arsenal no
prazo de 35 dias os referidos artigos.
Calca de brira branco 1060.
Dito de panno mesclado cora galo 27.
Camisas de algodaozlnho 140.
A"|"al do guerra de Pernambuco 7 de agosto
de lSbO.O araunense, Joo Ricardo da Silva.
Pela inspeceo da alfandega se faz publico
que no da 11 do correle mez, depois do meio
da se hao de arrematar em hasta publica, sendo
a arremalagao livre de direitos ao arrematante,
as seguintes mercadorias j annuncadas em edi-
taes de 30 das.
Armasem n. 1.
10300o""1 Ca'Xa "' U9* Cm Parde PislolasPr
2 espingardas com bayonetas, urna 63, 12g.
JG1 caixa sem numero com !5boioesde lou-
ca vidrada para doce, pesando liquido 14 libras
urna 200 rs.. 23400.
Sem raarca-1 sem numero com 6 chapas de
ferro para fogao, pesando liquido 22 1;2 arrobas
urna 33200, 52S00O.
,=T,? S2cai5as ?s- 80 e 81 com rap, com
195 libras, urna 23, 3903.
Armazem n. 5.
laiT-r* caila n^241 couros invernisados, com
120 libras a 23, 2-103.
B,^Jardos com 1 PeCas de algodao trancado
com 448 jardas, a jarda a 334 rs., 1193632.
>Armazem n. 6.
B1 embrulho com rolhas de cortica, pesando
4 libras, a libra a 320 rs., 1J280.
JS Sl C1 caixa sem numero com urna lata de
essencia herva doce, pesando era lata 41 libras,
urna 63 is., 2463.
Sem marca3 gigos amostras do louca n. 2,
pesando 66 libras, urna 120 rs., 7-J920.
Diamante FP1 barrica sem numero, com li-
mas para ferreiro, posando bruto 647 libras tara
o O/o liquido 322, a libra a 400 rs., 129J200.
MU10 barricas com er, pesando 5,179 libras
bruto, com 154 arroba, arroba I36O rs., 246300.
T & P1 caixa n. 14, com ferro em obra ba-
lido, pesando 210 libras, urna 200 rs., 32#.
T& P1 taboa n. 17, de carvalho de 23 pal-
mos (4), um 300 rs., 6$90O.
Armazem n. 7.
FL 1 caixa n. 248, cornil carloesde flores de
panno, pesando 128 onc3S, urna 600 rs., 763800.
dem1 caixa n. 2 8* com 2 carios com 66
pegas de fita de seda, pesando liquido 8 12 li-
bras, una 165.666 rs 1413666.
16 carloes de caixas vasias para clcheles, pe-
sando 6 libras a libra 600 rs., 33600.
dem1 caixa n. 251 com 3 duzias de chales
de algodao e seda de u. 3 com 55 pollegadas por
faco 68 varas 14, por factura, a'vara a 480 rs..
323640.
9carloes com caixas vasias para clcheles, pe-
sando 2 libras, a libra a 60J rs., 13200.
dem1 caixa n. 295 coni um carlo contendo
10 bonels de seda para meninos um 23 rs., 203.
2 carios cora flores de panno, pesando 4 1[2
libras sao 72 oncas, urna 600 rs., 433200.
2 pecas de escomilha com 57 metros o 28 pol-
legadas 52 varas o 36 v;4, urna 13700, 613200.
dem1 caixa 11. 249 com 2 duzias de chales
de algodao e de seda n. 3, de 55 pollegadas por
face 46 vi4, urna 480 rs., 223080.
12 cartes com caixas vasias para clcheles,
pesando 4 libras, a libra a 600 rs.,23400.
3 pecas de soda d. 1, pesando 3 1j2 libras, urna
163066 rs., 58^880.
dem1 caixa n. 234 com 24 lencos de algo-
dao do 28 o 29 pollegadas sao 12 vsi4, urna 320
ris. 3g840.
30 carloes de caixas vasias para clcheles, pe-
sando 9 libras, urna 600 rs., 5g400.
E1 caixa n 1 com 32 saceos com clcheles
do metal branco pesando 8 arrobas e 28 libras,
sao 284 libras, urna 23 rs., 5683.
MIP1 caixa n, 13 com botoesde madreperola
pesando 115 libras, urna 638OO, 7953600.
El bah n. 2 com 20 saceos com clcheles,
pesando 4 arrobas o 27 libras, 155 libras urna 2.
3103000.
Letreiro1 caixa amostras com 1 libra de ve-
las estearinas a 200 rs.
Armazem n. 1.
Triangulo S C1 caixa n. 771 amostras ; a
ordem.
Triangulo travesso O 1 embrulho n. 1812
amostras ; a ordem.
Letreiro1 dito amostras, vindo no vapor in-
glez Avon.
dem1 dito ditas; a Adamson.
dem1 dito ditas; a Baslosic Lomos.
dem1 dito ditas; a J. Ke.ller.
dem1 dito amostras ; a A. Tackness.
Armazem n. 7.
Letreiro1 embrulho amostras; a L. A. do
Siqueira.
dem1 dito ditas ; a II. Brunn.
II.1 dito ditas; ao mesms.
S & C1 caixa n. 1689 amostras ; a Scha-
fheiilin.
2 tringulos B1 embrulho ditas; a II. Brunn.
Letreiro1 caixa ditas; a J. Keller.
dem1 embrulho ditas ; a Rabo Schametau.
1IJN 1 dito ditas, vindo na barca franctza
Serene.
Letreiro1 dilo ditas; a L. A. de Siqueira.
II11 & C1 dito dilas : a 11. Brunn.
RS & G-l pacote ditas n. 1065,1070 : o ordem.
KF & C1 dilo dilas n. 13121?2 o 1374 1/2 ; u
ordem.
C1 dilo amostras, vindo no brigue dinaraar-
quoz Anna Maria.
SSBB1 dito amostras, vindo no mesmo na-
vio : a ordem.
Alfandega de Pernamhuco 6.de agosto de 1869.
O iuspeclor, Beulo Jos Fcrnandes Barros.
Pela secretaria da cmara municipal desla
cidade previne-se ao Sr. Arminio Pessoa do Al-
buquerque, qne, segundo a deliberacao da mes-
ma cmara, deve apresentar outro fiador em lu-
gar do Sr. Antonio Jorge Guerra, para poder
laucar no imposto de quinhenlos ris por cabeca
de gado.
O secretario,
Manoel Ferretra Acioti.
O abaixo assignado faz ver ao commercio,
que vendeu a sua taberna, sita na ra da Aurora
n. 48, aos Srs. Joaquim Manoel Ferreira de Sou-
za e Alfreda Elesbo Pereira da Almeida, lvre e
desembarazada. Q mesmo faz ver a seus credo-
res, para que lhe apresentem as suas contas pa-
ra serem conferidas e pagas, na ra do Rangel
n. 79, laberna de Rcrnardino Jos da Silva, isto
no prazo de ires dias. Recife. 8 de agoslo de 1860.
Joaquim faphaelde Lima.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
los seguintes :
Para o 4. balalho de arlilharia a p.
1 bandeira imperial, 1 porte para a dita, 1 has-
tia para a dita, 1 capa de brim para a dita.
Quem quizer vender taes objeclos aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 6 de
agosto prximo vindouro.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 30 de
julho de 1860.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim PereiraLobo,
Coronel vogal secretario interino.
O abaixo assignado lancador da recebedo-
ria de rondas internas geraes em cumprimento
dos 2o e3 do art. 37 do rogulamonto de 18
de marco deste anno, pelo prsenlo avisa aos
donos, gerentes ou procuradores dos diflerenles
estanelecimenlosdo bairro do Recife, que conti-
nua a fazer o lancamcnjo do imposto de 20 por
cenlo, pela rua'travessa do Vigario, ras do
Encantamento, da Cacimba, da Madre de Dos,
travessa da mesaia, ra do Burgos, da do Cordo-
niz, da Lapa, do Amorim, do Costa e largo da
Assembla, afim dequelenhara proraptos os 3eus
recibos, papis de tractos, ou de arrendamedlo,
para serem presentes e por ellos ser feito o pro-
cesso do mesmo lancamento conforme determina
o arl. 5 do regula monto de 15 de junho de 1844.
Jos Jeronymo de Souza Limoeiro
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emisso do banco.
Por esta subdelegacia se faz publico, quo se
acha depositado um cavallo russo sujo, pequeo:
quem se julgar com direito ao mesmo, compare-
ce, que rovando legalmente lhe ser entregue.
Subdelagacia da freguezia dos Alegados 6 de
agosto de 1860.Jos Roberto de Moraes e Silva.
Avisos martimos.
Para o Aracaly.
Seguir para esle porto o mais breve possivcl o
hiate nacional Exhalagao ; para o restante da
carga, trala-se com Gurgel Irmos, ra da Cadeia
do Recife n. 28.
Para o Ass vai sahir com muita brevidade
o brigue brasileiro Invencitel, para onde recebe
carga a frele: a tratar com o capilao Antonio
Albino de Souza ou com seus consignatarios
Amorim limaos, ra daCrffz n. 3.
Para o Rio Grande do Sul vai sahir muito
breve o brigue brasileiro Tapir, recebe carga a
frele, e para tralar com os seus consignatarios
Amorim Irmos, ra da Cruz n. 3.
Avisos diversos.
GOMPAMIIA PER\4MBIC4N.4
DE
Navegando costeira a vapor.
O vapor lguarass, commandante o segundo-
tencnle J. Alves Moreira, segu viagem para os
porlostfo norte de sua escala at o Cear no
da 7 de agosto s 5 horas da larde.
Recebe carga para o Cear at o dia 2, para o
Aracaly no dia 3, Ass, Natal e Parahiba nos
das 4 e 6 al ao meio dia. Escriptorio no For-
te do Mallos n. 1.
Para o Rio de Janeiro
A barca nacional Clementina, a sahir com |
brevidade ; para o rosto da carga e passageiros, a
tratar com Guilherme Carvalho & C, ra do
Torres.
Para Conguiba.
O velciro c bem conhocido patacho nacional
Amazonas, pretende seguir nestes 8 dias; para
carga irata-se com os seus consignatarios Azeve-
do & Mendos, no seu escriptorio, ra da Cruz n. 1.
Rio de Janeiro.
O palhabotc Artista seguo com brevidade,
recebe carga afrete e passageiros; a tralar com
Caelano Cyriaco da C. kf. ao lado do Corpo Santo
n. 25, primeiro andar.
Para o Aracaty
sahir na prxima semana a barcassa "Maria A-
melia, de primeira marcha : quem pretender
carrogar, dirija-so a Prenle Vianna & C.
Para Lisboa sahe imprelcrivelmentc aleo
dia 15 o brigue Tarujo & Filhos por ter parte
de seu carrcgamenio promplo : quem quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija-se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recife, escriptorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Para o Porlo lem a sahir at o lim do mez
o brigue Amalia I : quem quizer carregar ou
ir do passagem, para oque tem excellentes com-
modos, dirija-se ao consignatario, na ra da Ca-
deia do Recife, escriplorio de Manoel Joaruim
Ramos e Silva.
Para Uacoid e Pilar das Alagoas, osla car-
regando a barcaea Flor de Camaragibe. a qual
sahe quarla-feira, e est na escadinha da alfan-
dega.
Aracaly.
O hiate Vdela recebe carga a frete e pas-
sageiros : a tralar com Caelano Cyriaco da C. M.
ao lado do Corpo Santo n. 25, primeiro andar.
Acarac.
O palhaboteSobralensc rocebo carga a frete
e passageiros ; a tralar com Caelano Cyriaco da
C. M. ao lado do Corpo Santo n. 25, primeiro
andar.
Para Lisboa
vai seguir viagem com a maior presteza, com a
carga quo tiver a bordo, o brigue portuguez So-
berano ; os pretendenles carga o passagons,
dinjam-sc ao consignatario Thomaz de Aqino
Fonseca, na ra do Vigario n. 10, primeiro an-
dar, ou ao capilo na praca.
Leiles.
LEIUO
Hyppolito da Silva honrado com a
conianca do Exm. ministro Jos Fran-
cisco de Paula Cavalcanti de Albuquer-
que, fara' leilao de urna rica mobilia de
mogno, urna ditapara saleta, espclhos,
cortinados, relogiopara cima de mesa,
guarda roupa, aparadores, mesa elsti-
ca", cama, mesas para escripias e com-
modas, cadeiras de balanqo, lavatorios,
apparelhos de metal e porcelana, ca-
vallos, vaccas, um boi para carrosa,
carroca e carros : sexta-feira. 10 do cor-
rente na estrada de Bele'ra, sitio do vis-
conde de Goianna, ao meio dia em
ponto.
LEILAO
DE
Terca-feira 14 de agosto,
O agenle Costa Carvalho aulorisado pelo lllm.
e Exm. Sr. Dr. juiz de orphaos a requerimonlo
de Francisco de Salles Andrado Luna, invenla-
rianlo dos bens deixados por Jos Maria da Costa
Carvalho, far leilo em seu armazem na ra da
Cruz n, 9, de urna casa terrea na ra Nova n. 24,
propria para qualquer estabelccimento.
Um sitio
na estrada de Joao Fernandas Vieira n 24, com
alguns arvoredos, baixa de capim, 2 salas, gabi-
nete ao lado, 6 quartos grandes, cosinha fora e 2
cacimbas.
Um sitio
na ra do S. Miguel freguezia dos Afogados, casa
com bastantes commodos, alguns arvoredos e
urna excellente baixa de capim : para informa-
coes podem entonderem-se no mesmo armazem
na ra da Cruz n. 9
LEILAO
DE
Ferrameota.
Hoje, 8 de agosto.
Pierre Palis far leilao por intervencao do
agente Costa Carvalho, do resto de ferrmenla
que ficaram por se vender da sua oflicina de mar-
cineiro na ra dosGuararapes n. 62, s 11 hons
cm ponto.
LEILAO
O agento Costa Carvalho far leilao em seu
armazem na ra da Cruz n. 9 da 4* parte do so-
brado da ra da Lapa n. 6 : sexta-feira 10 de
agosto s 11 horas em ponto.
DO
Recife a Sao Francisco.
Convida-se aos Srs accionistas a virom rece-
ber o nono dividendo findo cm 31 de julho ulti-
mo a razao de 7 por cenlo ao anno, no escripto-
rio da companhia ra do Qrespo n. 2, das 10
horas da manh as 3 da tarde.
Loja de calcado.
Precisa-se de um homem solteiro,
isento da guarda nacional, que preste
iadoi idneo a' sua capacidade, para
dirigir um estabelecimento de calcado,
bem surtido e que tenha alguma pra-
tica de negocio, far-sc-llie-ha um boiu
nteresse : na ra Direita n. 48.
Casa de joias
Por atacado.
J. Blum Lehmannn & C estableci-
dos na ra do Crespo n. 16, primeiro
andar.
Casa de [commisso de escra-
vos na ra larga do Rosario
n. 20, segundo andar.
Nosla casa recebem-se oscravos para serem
vendidos por commisso por conta do seus se-
nhores. Afianea-se o bom tralamenlo, assim como
as diligencias possiveis para que os mesmos sc-
jam vendidos com promptido afim de seus se-
nhores nao soffrercm empate na venda delles.
Nesta casa ha serapre para vendor oscravos do
differcnles idades de arabos os sexos, com habili-
dades o sem ellas.
Attencao.
Pedro Augusto Pradincs eslabolecido do cuti-
leiro e armeiro na ra do Ranael n. 24, declara
as pessoas que leera obras em seu poder hajam
deas vir buscar at o dia 14, findo o dito prazo
nao se responsabilisa por reclaraaco alguma,
das 10da manhaa at s 4 da larde." Recito 7 do
agosto de 1860.
Podro Augusto Pradines relira-sc para fora
da provincia.
Continua ainda furlado o cavallo russo,
desde noite de 18 de julho p. p., do engenho
Setubal no Cabo, o qual pertence ao emprciteiro
da via frrea, e lera os seguintes signaos : cara,
beicos e os 4 ps brancos, inteiro o com esle
ferroGF 11 na anca direita; recommenda-sc
a aclividade da polica, assim como d-so urna
gralilicaco boa a quem apprehendendo, leva-lo
ao supradito engenho ou a quem der nolicia
certa.
O empreiteiro da via frrea precisa, no en-
genho Setubal, de dous homens para vigiareis
os animaes durante noile, sendo porm res-
ponsaveis os mesmos vigas por qualquer furto
ou extravio quo haver possa em os mesmos ani-
maos, oflerece-se a paga de 1$280 rs., por noite
a cada viga.
Precisa-sede urna ama de lcite, na ra do
Rangel n. 7, segundo andar.
Vcnde-se na rus da Cadeia do Recife n. 53,
terceiro andar, urna escrava que sabe engommar
perfeitamento, ceaba, lava o cose
Quem precisar alugar dous escravos ladinos
propriospara servir em casa ou mesmo na ra.
porsaberem lidar cora animaes ele. : dirija-se
a ra do Hurlas n. 14, a tratar com o annuncian-
te das 6 da manhaa as 9.
Roga-se ao Sr. M. S. L. Filho, quera ter a
bondade de comparecer a negocio que S. S. nao
ignora : na laberna que foi de Paulo Francisco
ltozende, sila na ra da Impcralriz n. 54.
O Dr. Azevedo Pedra, ha pouco chegado
nesla capital, faz scieule ao respeitavel publico,
que acha-se promplo a qualquer hora em sua re-
sidencia ra da Imperalriz, sobrado n. 88, se-
gundo andar, prestar os recursos de sua pro-
fisso ; na mesma casa d consnltas gratis aos
pobres.
Paco Telbraminal.
Tivoram a honra do beijar a mao do S. A. a
Sra. Telbramine durante a semana linda, os Srs.
Aquinelo, Arcenico, Dir. P. Cabaca, A. Cabaca,
major Jos Astrlogo, Jos Segundo, Jos Balsa-
mo, Frei Nabuco, Belafordo, Silvio ha, Barro,
Papamosea, Ribeirote, Falqueiro, desembargador
Abelha, Pedrado, Bario da Cscala, Armila, e
general Bacuro.
Ama deleite.
Na ra da Gloria n. 18 ha quera queira se en-
canegar de procurar amas, lano secca como do
leile, obrigaso a procurar tanto no mato como
nesta praca, proraetle servir a bol-contento do
inleressado, logo que bem recompenso ao pro-
curador.
A pessoa que annunciou urna casa terrea
psra vender, no bairro de S. Jos, dirija-so a ra
do Rangel, taberna n. 11.
Aluga-se urna prea quitanJeira, que seja
fiel ; quem livor, annuncio ou dirija-se a ra do
Roda n. 45, para Iratar.
Precisa-se de urna ama para araamentar
um menino de 2 mezes, por ter a ama que o cria
pouco leite : a tralar na casa assobradada a mar-
gen) do rio ao norte da fabrica do gaz.
Precisa-se tomar a premio com garanlia de
prala ou ouro, a quanlia de 400 a 6OO3: a quom
convier, annuncio para ser procurado.
F.ni casa de Jarros Crablrec & C. n. 42 na
ra da Cruz, vndese a cliampanha muito afama-
da e acreditada, da marca Augusto do Burin,
leem vinho muito superior em caixas o gigos,
cm garrafas o meias ditas.
Ha para alugar-se, na ra do Destino n.
i, um cozinhero copelro, que lambem compra o
vai a mandados.
Precisa-se alugar urna preta possanlo, quo
saiba vender na ra, o entenda de cozinha : na
rna da I.nperatriz n. 37.
A pessoa que annunciou querer trocar urna
casa terrea por escravos, podo procurar na ra
da Cadeia do Recife n. 25, segundo andar.
No dia 7 de agoslo desopparoceu um caval-
lo castauho com urna cangallia j velha, na qual
iam 4 cambilos, o tomn o caminho da Soleda-
de e estrada de Jo5o dii Barros, talvez, pois es-
lava acostumado a transitar por ella : quem o
pegar e quizer restituir, leve-o ra dos Pires,
padaria n. 44.
Aluga-se a loja do sobrado da ra do I.n-
peradorn. 71, com armaco propria para esta-
belecimento : a tratar na" rna do (Jueimado, loja
numero 10.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
LEITIJRA.
Por ordem do lllm. Sr. presidente do conselho
deliberativo do Gabinete Portuguez de Leitura,
convido aos senhores consclheiros para se reu-
nirem em sesso extraordinaria quinla-fcira 9 do
correle, pelas 6 horas da tarde, na sala das ses-
soes do mesmo Gabinete.
Secretaria do conselho aos 7 de agoslo de 1860.
Francisco Ignacio Ferreira.
1. secretario.
Aluga-se a loja do sobrado da ra Impe-
rial n. 33 : a tralar no mesmo sobrado, ou na ra
da Lapa n. 13.
Precisa-se alugar um sobrado de um anclar
ou de dous, em bom estado, com quintal, nos
bairros da Boa-Visla ou Santo Antonio : quem o
tiver, dirija-se a ra do Crespo n. 25.
O abaixo assignado declara que o meio bi-
Ihcle n. 115 da quinta parte da quarla loleria do
Gymnasio Pornambucano, pertence ao Sr. Jos
Marques da Fonseca de Mello, da villa do Bonito.
Custodio Jos Alvos Guimaraes.
Alnga-se um mulato do idade de 17 a 18
annos, de boa conducta, para criado : a trotar
110 oilo da matriz de Santo Antonio, casa n. 16.
Traspassa-so urna hypotheca de um cnto e
tanto sobre bons de raz, vencendo juros de 2
0(0 : a quem convier, dirija-se ao Sr. Itodolpho
Joao Barata de Almeida, qua dir quem faz esle
negocio.
1


Attenco.
Saques.
DIARIO DE PERNAMBUCO, QUARTA FEIRA 8 DE AGOSTO DE 1860.
^^^S^ll^ Carvall.0 Nogueira&C, saccam so- j Jos de S Araujo.
nomo Manoel cora os signaes seguinles : feicocs i bre Ll8Doa e Porto : na rut do Vicario
regulares, roslo curio, baixo, cheio do corpo, e. n. 9, primeiro andar,
tero no peilo ura signal, que parece un X mal'
feilo ; levou camisa de chila e calca branca j ve-
lha: consta que anda vagando peas ribelras, pa-
teos, e ras dos tres bairros ; roga-so as auto-
ridades policiaes queiram o aprehender se o
encontraren!.
Aluga-se urna boa casa terrea em S. Jos
do Manguinho, quasi defronte da igreja : trata-
se na ra do Brum n. 16, armazcm de Manoel
Aviso.
O Sr. Diiartb Arlhur de Macedo Jnior, que
j era 11 de abril prximo passado, foi admittido a
Irabalhar noescriploriodo Thomaz de Paria, ra
do Trapiche n. 40, foi desligado e despedido des-
se servico nesta data. Recite 31 de julho de
sabbado A do corrente, urna ITma. .. .
i,,,. ,1,. .r.^ i Urna sala de frente muito linda
Chave de Oliro li.oderna, de|Um 2 grandes camarinliai, pintada de
reiogio : quem a adiar que-|nvo, muito limpa, aluga-se no Recife
rendo l'estui-la dirija-SC a aoPe do arsenal dcmarnlia, informa-
*'* typographia que *e na ruado C,rdonzn.
ser
esta
gratificado'.
Ensino de msica.
Offerece-se para leccionar o solfejo, como tam-
bera a tocar varios instrumentos ; dando as 1-
coes das7horass91[2danoite: a tratar na ru3
larga do Rosario n. 9.
COMPANHIA
ALLIANC
Roga-se
ao Sr. Joaquim Carneiro Leao, que te-
nha a bondade de comparecer na ru
da Imperatriz n. 51, a negocio de su
nteresse, az-seo presente a nnuncio por
nao saber-se de sua residencia.
Aluga-se o segundo e tereciro an-
iar ou soto, do sobrado n. Gl da ra
Nova, qualquer dos andares teetn bas-
tantes com modos c acham-se era tal es-
tado de aseio que dispensara fazer des-
pezas com pinturas e outros arranjos :
quera pois os quizer procure entender-
se com o abaixo assignado na mesma
casa ou em seu esc iptorio no paleo do
, Collegio boje praca de Pedro II ou na
GiRfc sAWvocs de libris ri'a do,1?;'Pic'os')racJon-,7 quees-
Plpvlinio resolvidoa fazer alguma modifica-
I cao no proco.Jos los Anjos Vicira de
ynnsioa
PROVINCIA.
O Sr. thasourtiro das loteras manda fazer pu-
blico que se acham venda todos os dias no es-
criptorio das mesmas loteras na ra do Impera-
dor n. 36, e na casa eommissionada pelo mesmo
Sr. (hesoureiro na praca da Independa ns. 14 e
1C os bilhetese meios da quinta parle da quarla
lotera do Gymnasio Pernaiubucaiio, cujas rodas
deverao andar impretervelrnenlo no dia sabbado
11 de agosto prximo futuro
Thesouraria das loteras 25 de julho de 1860.
O escrivo, J. SI. da Cruz.
CalsC.or vai para Franca, llcando com o e
costume Julio Colombiez encarregado do3 nego-
cioa.da casa de Cals Irmaos.
De ordem da presidencia convido aos Srs.
membrosdo-conselho a so reunitem em sessao
extraordinaria do mesmo, que ter lugar na quar-
ta-eira 8 do corrente s 7 horas da manhaa.
Secretaria da Associa^ao Typographica Per-
nambucana, 6 de agosto de 1860.
Jivescio Cesar,
Io secretario.
Aluga-se um sobrado na ra Imperial, com
comraodos para grande familia com lerraco
grande quintal, cacimba, e porlao para a eslacao
da va-frrea ; quem pretender, dirija-sc a ra
do Imperador n. 10, primeiro andar.
Praca.
QnlnU-fciraQ do corrente, depois da audiencia
do Illm. Sr. Dr. juiz dos feitos da fazenda, se ven-
der a cscrava Mara I.uiza, avallada por 150S
penhorada aos herdeiros do finado Maximian
Francsco|Duane Recife 3 de agosto de 1860 O
solicitador, F. X. P. de Brilo.
_ Aluga-se um sitio grande com
TM
iingomma-se e lava-se cora per-
feicao : na ra das Agoas Verdes n. 96.
PrecisH-se alugar um sitio : quera o lver
dmja-se ra do Crespo n. 25 A.
Consultorio central homcopatkico
* DE
Urna
---------------------__ _a
@ noel de Mallos Teixeira Lima, professor $
d em homeopalhia. As consullas como d'an- 9
9j tes. *
Botica central homcopalhica f
Do
No caes do Ramos, onde foi a empreza da
irrigacao e linipeza da cidade, ha um telhero ""& ^ 'u nuu (jianue com
onde podera ser recolhdos de 10 a 12 bois.assm I excellente casa de vi venda, cora todas as
como OS carros, mul l.iinliom reivilhnr .ilirumoo' ... .."
no lugar
ora os pro-
-...-.-.,.. 1.-11, r.i-i uiuiiiiuus uu iu u i. uuis.assim 1 e.Yceueme casa ae vivenda c
como os carros, pode lambem recolher algumas1 ,,,,,jj,_ c
madeiras, ficando ludo livre da chuva, c por | consmodidades para familia,
proco muito em conia : os prelendeotes diri- da Caa Forte : a tratar co
jam-se irua da Praia n 22. n;ntn...ns xr r\ n:.i___t. n
Eslabelccida em Londres
stj m mu,
CAPITAL
saunders Brothers & C." tem a honra deln-
i'ormar acs Srs. negociantes, propietarios de
asas, e agera mais convier, que rsto plena-
mente autorisados pela dita conipanhia para
Efectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
ira, cobertos de tclha e igualmente sobre os
il.jectos que coiitirerem os mesmos edificiose
quer consista era mobilio ou eni fazendas de
qualqu aldade.
PENNADEAC0
he W.SCULLY
Estas pennas de diTerenles nualidades, sao fa-
bricadas de aro de prala refinada de primeira
tempera, e sao applicaveis a lodo o tamanho de
leltra. Prego IS'iO cada caixa e pennas de ouro
pelo mesmo aulor com ponta de diamante, que
teem a grande vanlagera de nao estar sujeitas a
crear ferrugem c conservndose bera limpassiio
de duracao infinila, deposito era casa dos Srs.
'uedes & Goncalves ra da Cadcia n. 7.
Amorim.
OHciece-s um bom cozinheiro cslrangeiro
quo salie bcro desemnenhar sua arlo ; entende
perfeitamente de maras e doces; quem precisar
de seu presumo, dirija-so a ra do Trapiche
Novo n. 28.
Nos abaixo assignados participamos ao res-
peilavel corpo do commercio que de muluo ac-
cordo c amigavelmenie dissolvemos a sociedade
que tinhamos na loja da ra do Crespo 11. 18, a
anal gyrava sobre a firma do Simplicio Xavier
da l'onseca & C, ficando a cargo do socio Diogo
T. Esleves Vianna todo o activo epassvo. I'er-
nambuco 6 de agosto de 1800.Simplicio Xavier
da Fonseca.Dogo Thomaz Estoves Vianna.
O Sr. SerafimJosc Correa de S tem urna
cncommenda viuda do Maranhao, no armazn
de Francisco Alvos de Tinlio, ra do Vigario nu-
mero 8.
Bolinhos.
= Offerecc-sc urna mulher viuva cora boa
conducta para ama de casa de pouca familia, pa-
ra engommar e cozinhar : na ra da Florentina
numero 3.
Hotel Trovador.
Preparam-se bandeijas enfeiiadas de diversos
modelos cora bolinhos das meliiores qualidades
do nosso mercado, assira corao em libras sepa-
radas de toda qualidado, c tanibem pastis de
nata, leile crome, pudins e bolos dos molhores.
tanlo da nossn massa, como ingleza ou francezaj
;com o maior asseio e o mais em conla : quem
precisar Jirija-se \ ra da Penha para ajusfar.
Os abaixo assignados participara ao rrspei-
| lavol corpo do commorciu que fizeram sociedade
t.h__"Ru lnrrrn IaRacopa /. /. n.aJJa da rua d0 t'.respo n. 18, sobre a firma so-
-i^ ItUa larga O ItOSariO 44 ; Cial de Diogo & Fernandes. ficando a seu cargo a
Aluga-se um quarto no hotel Trovador, muilo \ puidaco da firma de Simplicio Xavier de Fa-
l'Om, baslaste arejado, alumiado a gaz, da-se i ria & C. Pernarnbuco 6 de agosto de 1860.
tambera comida para fora e recebe-se assignan- I>'"go Thomaz Esteres Vianna.Antonio Joa-
tes, ludo por um mdico preco o era qualquer 'I11'"! Fernandes da Silva,
hora acha-se comida prompla'; no mesmo hotel
precisa se de dous moloques para conduzir tabo-
leiros.
O juiz de direito aposentado.'...., o abaixo
assignado, propoe-se (como ultimo recurso 1....
dentro da espheta de suas habitacoes) excrcer
a nobre o sublime profissao de'advogado; ou
seja espocialmcnle no foro o Iribunaes desta ca-
pital, ou seja no de qualquer dos termos e co-
marcas da provincia. As pessoas que se quize-
reni ulilisar de seus traeos prestimos, o poderao
procurar om todos os dias que nao forera sanios
au feriados, desde as 9 horas da manhaa al as
3 da larde, na casa do sua actual residencia, na
ma oulr'ora do Collegio e boje denominada do
Imperador n.S2,c, extraordinariamente, em outro
qualquer da c hora : assegurando a todos quan-
tos se dignarera assim honra-Io e favorecer, nao
s toda diligencia e desvelo no desempenho de
tao importantes deveres, sonao lambem urna il-
limitada gratidao. Outro sim, (permilta-se-lhe
declarar mu explicitamente) que patrocinar
gratis a quem quer que nao esteja as circums-
lancias de remunerar seus serviros.
Jos Erancisco Arruda da Cmara.
O Dr. Joao Ferreira na Silva mudou-seda
ra do Uangelpara a do Livraraento n. 26, so-
brado do Sr. Manoel Buarque de Macedo, defron-
te de sua antiga habitarlo. A grande pralica de
auscultaco reconhecida por quasi todos os seus
:ollegas desta cidade torna-o recommendado no
diagnostico das molestias dos pulmes e do cora-
'-ao ; assim como p3ra verificar o estado de sau-
jam-se i rua da Praia n 22.
Precisa-se de urna pessoa capaz para fazer
una cobranra avallada fra desta praca ; quem
sejulgarcom habilitacoos, e dando fiador pela
quanlia que se lhe entregar, appareca na rua do
ueimado n. 35.
Mauoel de Mosquita Cardoso segu no va-
por lguarass* para a cidade da Parahiba a tra-
tar de negocio.
Um eslrangeiro e sua mulher desojando
vollar a Europa e nao lendo os meios para pagar
a passagem, oliercccm seus servigos a qualquer
iamilla que q jeira dispordelles durante a via-
gem daqui al o porlo de desembarque; pagan-
oo- se nica mente a passagem delles em remu-
neracao, quem desojar fazer este ajuste queira
annunciar ncslc Diario.
= Os abaixo assignados compradores da mas-
sa Tallida deClaudiano Oliveira, avisam aos de-
vedores de letras vencidas e contas, que veuham
salifazcr os seus dbitos na rua da Cadcia n. 55.
no prazo de 5 das a conlar da data desle, sob
pena de proceder-se judicialmente. Recife 6
de agosto del8C0.
Figueirodo & Irmo.
O Sr. Jos Francisco de Souza Lima,
una caria nesls tj-pograpliia para lhe ser
treguo.
O abaixo assignado faz publico que o Sr.
Joaquim Alves deixou de sor seu caixeiro desde
o dia 4 do corrente
Henriquc da Suva Miranda.
Guilherme Augusto Ricardo, vai as provin-
cias do sul.
Os abaixo assignados fazem scienle aoscon-
senbores dos predios que locarara aos herdeiros
do marquez do Recife da segunda parlilha, que
nenhum negocio facam com os ditos herdeiros,
em quanlo nao concluir-se a escriplura de doa-
cao que os mesmos herdeiros fazem ao hospital
de candado, ficando de nenhum effeilo qualquer
Iransacio, negocio ou disposico que possam fa-
zer, o em lempo algum alegarem ignorancia.Es-
tevao Jos Paes Barrlo, Francisco Lniz Taes
Brrelo.
Domingos Jos Avila, socio da firma Cosa e
Avila faz sciente aos credores da mesma firma,
que lendo fallecido o socio J. Domingos da Cos-
a se lhe faz preciso que os mesmos credores lhe
tirem suas conlas correles afim da liquidar seu
estabclccimenlo isto no prazo de 5 dias.
Na rua da Cruz do Recife, armazem n. 50,
existe urna caria para o Sr. Francisco GonQalvcs
Guimarftes.
prietanos, N.O. Bieber & C.
1 DR- SABINO 0, L PIMO |
$ Novos mcdicamentoshomcopalhicos en-
g viadosda Europa pelo Dr. Sabiuo. @
Q Esles medicamonios preparados espe-@
@ cialmente segundo as necessidades da ho- ^
@ meopaihia no Brasil, vende-se pelos pre-
^ eos conhecidos na botica cenital horneo- &
palhica, rua de Sanio Amaro [MuDdo No-
1 ) 6. I
@ mt g s $ s > (g a
Na livraria ns. 6 o 8 da praca da Indepen-
dencia precisa-se fallar ao Sr. alteres Thom Go-
mes Vieira Lima.
so
lem
cn-
Assignatura de banhos trios, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,........... 1O000
30 canoas paraos ditos banhos lomados em qualquer lempo....... 15??000
18 Ditos dito dito dito ...... 8#000
7 ...... -ooo
Banhosavulsos, aromticos, salgados esulphurosos aos presos annunciados.
Estareducao de presos facilitar ao respeilavel publico o gozo das vanlagens que resuliam
da frequenciadeum eslabelecimento de urna utilidadeincontestavel, mas que infelizmente nao
estando em nosso hbitos, anda pouco conliecir|a e apreciada.
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Francisco dos Sanios.
boa m qoeohdaidq m
1> evonic Ao V>ccco i\a Congvcga^iio Yctrcivo verde.
DEPOSITO DE PIANOS
FORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECIMENTO
Seda dequadrinhos muilo fina covado
nfeites de velludo com froco pretos o
de cores para cabeca do senhora da
ultima moda
Pazendas para vestidos, sendo sedas, la
e seda, cambraia e seda lapada c
transparente,, covado
Luvas de seda bordadas e lisas para se-
nhoras, horneas e meninos
Lencos de seda roxos para senhora a
2000o
Mantas para grvalas e grvalas de seda
de todas as qualidades
Chapeos francezes forma moderna
Lencos de gorguro pretos
Rica'scirpellas brancas para noivados
Saias balao de lodas as qualidades
Taet rxo o covado
Chitas franeczas a 260, 280. 300 e
Cassas francezas, a vara
lgOOO
Rua Nova n. 25, esquina da Gamboa do Carmo.
Keste eslabelecimento acha-seum completo sonimenio dos melhores, mais elegantes e mais i
bem construidos pianos de que ha noticia.
No me5mo eslabelecimento exislem, chegados ha pouco da Europa, alguns pianos de machi-
de dos escravos que se des'ejam\Vmn7ar Felo nism, do melhor &***?* maior perfeicao do que quaesquer oulros os qaaes nao somonte se
crescido numero e variedades de operaces que P m ?e SeU machmisra0 a '0(laas Pessoas quc sabem msica, mais aindn aquelles que igno-
ha feito com bom resultado em o exercicio de ram esla arle"
mais do 20 annos, se julga habilitado para prati- I Alm destes pianos p\i?tem lambem no mesmo eslabelecimento, harmonicosou Seraphina, os
"eHcVdaed^ffl^ por mais quaes fazem urna bella ligncao sendo tocado em sala com aeompanhamento de piano
~. v uiwiiuiivanan, t,o|>tia-so i|uo u ics|ieuaici puuiibu o us IIMIIMM ue UlUSlca 11 a se
demoremem munirem-se de tao excellenies instrumentos, cujo preco alias razoavel, e de cuja persi \rcl..iDm ca Annknn.a nnt ,\ ,
feicao inconlestavel. TCUUCUI-8C ItJl I etlOb pe 10 (Jd
Na mesma casa afinam-se e concertam-se pianos com a maior perfeigo possivel Na mes- praca, CamillllO tloS 0111-
DENTISTA FRANCEZ.
-r>4
Paulo Gaignoux, dentista, rua das La- 5
'* rangeiras 15. Na mesma casa lem agua e M
^ p dclllifico. *<
vt.Li.}.mt.jLSL}LJLX i x.xxx xi.JLi.i.i.i.iiy
2500
&3500
2SO00
9
9
500
320
S500
Selim preto azul o encarnado proprio
para forros com 4 palmos de largura,
o covado l600
Casemira lisa de cores 2 larguras, o co-
vado 2g000
Chales de merino bordados, lisos c es-
tampados de lodas as qualidades 5
Soda lisa preta e do cores propria pa-
ra forros com 4 palmos do largura, o
covado ljj500
Ricos cortes de soda prelos e de cores
com 2 saias c de babados a
Ditos de gazc e de seda phantasia $
Chales de touquim muito finos $
Grosdenaple preto o de cores de lodas
as qualidades jj
Seda lavrada preta e branca 9
Capas de Ci c visitas de seda preta com
froco %
A empreza da illumioacao a gaz desta cidade, faz sciente a todas as
pessoas que collocaram candieiros de gaz em seus casas, e aos que preten-
dem ainda collocar, que tem resolvido baixar os precos dos globos de vi-
dro para 1 #500, 2$ e 2$500 os mais finos que se pode fabricar, os preter-
den tes acharao no armazem da rua do Imperador n. 31, um comple-
to sortitnento a sua escolba, assim como candieiros, arandelas e lustres
ebegados ltimamente, de gostos variados e do melhor que se pode de-
ejr. Ilostron Rooker & C,
/gentes.
Aviso
Joain:m Antunos da Silva, invenlarianle dos
bens do casal do finado Antonio Jos Slaciel, avi
sa a todos os credoros do dito casal, para tratar
do seu direilo no juizo de orphaos. Recito 2 de
'gosto de 1860.
->u iiiesma caa jiiii.-iui-^e e (-uiirenuiu-.-u pianos cun a maior perieiijuo possivel na mes-|
ma casa exislem chegados ha pouco da Europa lindas msicas do melhor goslo possivel e do melhor:
compositor da Europa
Sirop du
DfFORGT
JARABE DO FOHGET.
Kste xarope esla approvado pelos mais eminentes mdicos de Pars,
.J'-Jiii" sendo o melhor para curar constipares, losse convulsa e outras,
allec(, pela manlia, e oulra a noite sao sufficienles. O 1 titilo desie excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o doente e o medico.
0 deposito na rua larga do Rosario, botica de Bartholomco Francisco de Souza, n. 36.
nibus.
FUNMQO
Os herdeiros do commendador Antonio da Sil-
va vendem sua propriedade no lugar da Casa For-
te, em sortes de Ierra, a vonlade dos comprado-
res, com a nica resiriccao de nao terem monos
do 30 palmos defrenle, "e fundo designado pela
respectiva plaa approvada pelas autoridades
compelentes. A belleza e regularidade do deli-
neamento projectado, e a situado aprazivel e
amena do lugar convidara ccrlamcnte ao fazi-
menio de sitios e propriedades de recreio. O en-
genheiro Antonio Feliciano Rodrigues Selle o
encarregado das medicoes precisas, e pode sor
procurado na rua estreila do Rosario, sobrado n.
30, lerceiro andar, e na praca da Boa-Vista, bo-
tica de Joaquim Ignacio Ribeiro Jnior. Para
qualquer proposta ou escUrecimenlo, os prcten-
summamenle agradecido.
Rua do Brum (passando o chafariz.)
No depozo desle eslabeleeimento sempre lia gvande sovlimeulo de me
t iii'isaid pava osengenYiosae assuear a saber:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e dePaclllimoassento
Rodas d agua de ferro com cubos le madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
Caos de ferro, e portas d'agua )ira ditas, e serrilhas para rodas de madeira';
Moendas inteirascom virgensmuito fortes, e convenientes
Meta moendas com rodelas motoras >ara agua, cavallos, ou bois, acunbadas em aguilhoes deazs :
Tatxas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Parese bical para o caldo, crivose portas de ferro para sfornalhas ;
Ala-nbiques de ferro, moinhos de mandioca, Cornos para cozer farinba ;
Roletas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos oubois ';
AguilhSes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etcseic
D.W.Bowman confia que'os seus freguezes acharao tudo digno da preferencia com
que o onram, pela longa experiencia que elle tem do mechauismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim
assim como pela continuado da sua fabrica em Pernarnbuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podero necessiiar.
O provedor da sociedade Orlhodoxa e Lu-
terana Amor a Caridade, manda convidar os so-
cios para o dia 9 s 3 horas da tarde.
Sola das sessoes no convenio do Carmo 7 de
agosto d 1860.O escrivo,
Manoel Francisco de Barros Reg.
Offerece-se urna mulher do boa conduela
para ama de casa de pouca familia, a qual cozi-
nha : na rua das Cinco Ponas n.89, casa terrea
Compra-sc urna duzia, e raais, de caixoes de
doco de hmo ralado, que seja bem feilo : quem
liver annuncie para ser procurado.
Compra-so um lr3ncelim ou cadeia para re-
logio, mesmo usado, com lano que seja bom
ouro : na rua de Apollo n. 21, armazem.
Deseja-se fallar com o Sr. Joaquim aforeir*
de Carvalho, natural de Portugal, ilho legitimo
de Antonio Moreira de Carvalho e de Maria Joa-
quina, j fallecidos, a negocio de seu interesse ;
dente'* dirijam-Ve igaTie"nte""lo"hd^ a 1uemf do ?enho
Em casa de Borotl & C, rua da Cruz do
Recife n. 5, vende-se :
Cabriolets muilo lindos.
Charuto de Havana verdadeiro.
Fumo americano de superior qualidade.
Champanha de primeira qualidade.
Carne de vacca e de porco, em barris, de supe-
rior qualidade.
Licores de divers-is qualidades. como sejam :
Chery Cordial, Meut Julap, Bitlers, Whiskayl.
Salsa parrilha em frascos grandes.
Tendo a directora das obras militares do
proceder a alguus concertos no quarlel do dcimo
batalhio de infantaria, e hospital raililar, roga s
pessoas que desle servigo se quizerem incumbir,
apresenlem suas propostas na referida directora
nos das 18, 9 c 10 do correle raez, das 9 horas
da manhaa em diante.
Directora das obras militares de Pernambu-o
7 de agosto de 1860.O amanuense,
Joao Monteiro deAndrade Malvina.
A directora das obras militares, lendo de
proceder aos concertos necessarios as cozinhas
dos quarteis dooitavo balalhao e companhia do
artfices, convida as pessoas que desle servico se
quizerem encarregar, 3 apresoutarem suas pro-
postas na dita directora nos dias 8, 9 o 10, das
9 horas da manhaa em diaule no corrente mez.
Directora das obras militares do Pernarnbuco
7 de agosto de 1860.O amanuense.
Joo Monteiro de Andrade Malvina.
O abaixo assignado, lendo no Diario de
Pernarnbuco n. 174 de 28 do corronle o annun-
cio do Illm. Sr. Antonio Joaquim Vidal, morador
nesta cidade do Recife, rogando-mo de procurar
fallar-lhe a negocio de nossos interesses, o corao
me seja dificil ir a essa cidade, em razio de mi-
nha oceupagao, por isso rogo ao mesmo senhor
dignar-se de procurar-me nesta cidade, cass n.
Lruada Boa Hors- 0,Dda 31 d< julho de
1800. Francisco das Chagas Cayalcanli Pessoa.
Venda de ter
reno com casa.
P. Augusto Pradinese sua mulher declaram a
quem convier que vendem os bens do seu easal
consistindo em um BONITO E VANTAJOSO ter-
reno com casa (bonito porque capaz de agradar
a um ceg, vanlajoso porque nao precisa atorro
para o edificar por eslar elevado lendo at areia
para ungir) o dito terreno faz canto ou esquina
da rua da Altraccao para a rua projectada ca-
pella do cemiierio publico, o qual esl livre c
desembarcado por ler j tirado licenca da res-
pectiva cordeacao da cmara municipal ; para ver
c fallar cora o mesmo na casa do dito terreno
sitio dos lecidos, at s 9 horas da maoha e de
tarde das -em vanle.
Pechincha.
1 .Vende"so um terreno na rua projectada paral-
lela a da Altraccao. muilo vanlajoso por ser ele-
vado : para ver e fallar no mesmo terreno com
Pedro1 Auguslo Fradines, do manhaa al s 9 ho-
ras e de larde das 4 em vanle.
Rua da Imperalriz n. 1
Vendem-se caias com 24 libras de passas a 4
a caixa, o em porco se faz alguma dilTerenca,
para liquidado.
armaco.
Vende-se una grande armacao de louro, nova
que foi de loja de ferrageus : a" Iratar na rua do
Queimado, loja n 28
agencia dos fabricantes amerita-
nos Groaver & liaker.
Machinas de coser: em casa de'Samut P".
Johnston & rua da Senzala Nova n. 52
H u ir. tasanova pode ser procurado a *> qualquer hora em seu consultorio horneo-
H palhico em Pernarnbuco j
^ 30-RUA DAS CRUZES30 B
Xb No mesmo consultorio arha-se seropre -f*
Jg grande sorlimento de medicamentos em M
^ Unturas e glbulos, os mais novos e bem c
3^ preparados, os elementos de homeopalhia 11
OSA LlSO-|]R\SLERA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, cem lo-
mar a casa contigua, ampias e exccllentes ac-
commodnccs para muito maior numero de hos-
pedesde nova se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitmosla capital; continua a prestar-lhesscus
servicose bons offleins guiando-os em todas as
cousas que precisen conhecimento pratico ao
paiz, etc.: alcm do portuguez e do nglez alu-st-
na casa o hespanhol e francez.
Precisa-se de urna
ama para cozinhar e com-
prar para urna pfcssoa*
na rua estreila do Rosario
n- 21, primeiro andar.
Dentista de Pars. I
15Rua Nova15 8
Frederico Gaulior, cirurgio dentista,^
faz todas as operaces da sua arte e col- 3g
loaadentes artificiaos, tudo com a supe- <^>
rioridade e perfeicao que as pessoas-CL- Ijf
I tendidas lhe recohecero. s
Si Tem agua e pos dentifricios ele. 3E
mmmsmtmsmm mem3&m$t
= OSr Francisco Aranha de Souza lem ama
carta no escriptorio de Manoel Joaquim Ramos c
Silva, na rua da Cadeia do Recife
Precisa-se de urna cscrava para o servico
de urna casa de pouca familia, c paga-sn '- em :
na rua da Imperalriz, loja do Leco'ile n. 7.
Quem precisar de urna ama para o servigo
interno de casa de homem soltriro ou de pouca
familia, dirija-se a rua larga do Rosario n. 39,
segundo andar.
Aluga-se o segundo andar da rua do Livra-
monlo n. 19 : a Iratar na mesma casa. k
Precisa-se de urna ama cscrava para :odo
o servico interno e externo, em urna casa Ue
pouca familia : a iratar na rua do Imperador nu-
mero n. 36.
Existe rni poder de Jos I.uiz Fereira, com
loja na rua Nova n. 16, um castieal de prata que
um pardinho deixou de 'penhor por amostras de
fazendas, estas voltaram, e o pardinho por esque-
cimcnlo deixou o penhor : quem se iulgar prc-
judicado, aprsente provas lgaos para lhe ser
entregue.
Precisa-sede um grande armazem para 1c-
posilo de lazendas, que soja na travessa dara
do Vigario ou em suas medaces, nao se duvi-
dandodar um Lom aluguel : "quem o tiver, an-
nuncie por este mesmo jornal para ser procura -
Lavo-se e engomma-se com perfeicao e ra-
pidez : na rua da Cruz n. 27, segundo andar.
PITADA ESPECIAL.
Fabrica de Rap Borha.
Esta fabrica acaba de eslabelecer nesla cidade
um deposito de seu rap, o qual se encontrar
((lectivamente a concurrencia do respeilavel pu-
blico, em casa do Domingos Teixeira Basto, na
rua da Cadeia n. 17 ; o fabricante desojando tor-
nar populrnosla capital c provincia a indus'.na
de que lancou mao, resolve-se a esiabelecer-l!ic
o proco de l2u0 por libra ; o proprietario desde
j conla que os apreciadores desle genero nao
deixaro de concorrer para que saiam roroadas
as esperanzas rap a outro qualquer, afiancando desde j que
cadi vez mais o aperfeicoar, e a experiencia
provar aossenhores tomantes a isem-ao do qual-
quer elogio a este rap j conhecido' em ouIras
provincias.
Precisa-se alugar urna preta escrava, que
saiba bem engommar, lavar o coser, pois pata
casa de pequea familia, paga-se bom : nc rua
da Imperalriz n. 9, segundo andar.
Estundo a loja de fazendas ao p do arco de
Santo Antonio em liquidaQao, roga a todos os
seus devedores, que venham saldar suas cenias
at o fnn deste mez, do contrario tero do ver
seus nomes por extenso nesla olha seja qual for
o deveJor.
As pessoas a quem por rentara o fnadi. J.
Ir. Williams, negociante na cidade da Parahiba
de norte, ticou a dever, queiram apresenlar suas
conlas ao vco-consul brilannico da mesma cida-
de. Igual aviso se faz aquelles que so devedores
ao mesmo uado.
Fugio na nolc de segunda-feira 6 do cor-
ronle, o negro crioulo, Bonifa-io, que lem oi-
cio do colchoeiro, baixo, grosso do corpo, tem
pernas incitadas, cuja inchaco acaclando-so s
levanli com difficuldade, pouca barba, beicos
grossos, inllula-sc fazedor de foitco, e qoando
tom medo gaguoja um pouco, anda vestido com
calca azul e um palclol de riscadinho ; este ne-
gro i andar fgido ha 10 dias, e sendo pegado
no Campo Grande,naquella mesma noite, lornou
a fugir : quem o pegar, levo casa da rua da
Cruz n.6f, que ser bem gratificado, c no caso
de ser pegado de noite, na rua das Trinebeiras
numero 4.
Precisa-s.e de urna ama para casa de poya
familia, que saiba cozinhar e engommar : ni rus-
Bella n. 38.
Yaccina publica.
Transmissao do fluido de braco a braco, as
quintas e domingos, no lorreo'da alfandega, e
nos sabbadosal as 11 horas da manhaa, no re-
sidencia do coramissario vaccinador, no segundo
andar do sobrado da rua estreila do Rosario ij -
mero 30.
Inspecc&o do arsenal de marinlm.
Precisando a companhia de aprendizes arlifn-es
desle arsenal, de um cozinheiro e dous serven-
tes, convida o Illm Sr. inspector a quem queira
assim servir lendo a precisa idoneidaJe, a pre-
senlar-se-!he com a maior brevidade ; sondo o
vcncimenlo do cozinheiro 3uj} mensaes o dos sei -
ventes 800 rs. diarios.
Inspcccrio do arsenal de marinha de Pernarn-
buco, em -2 de agosto de 1860 O secretario, Ale-
jandre Rodrigues dos Anjos
l.*sec;ao. Secretaria da polica de Pernarnbu-
co, 3 de agosto do 1860.
O Dr. chefe de polica da provincia, atienden-
do a que os mdicos no exercicio de sua clnica
nao devem ser interrompidos ou eslorvados, re-,
solve declarar, que livro aos mesmos mdicos
no exercicio de sua profissao o transita por todas
as ras desta capital. Picando nesla parte llora-
do o regubmento policial de 25 de evereiro des-
le anno, que determina as entradas e sabidas de
carros.
Alencar Araripe.
O Jhesoureiro esmoler da sania casa da mi-
sericordia do Recife, convida aos credores da
exlincta administracao g*ral dos estabeleeimen-
los de caridade. para que com a possivel brevi-
dade lhe apresentem suas conlas do que se 1 lies
devo at o fim de junho ultimo.
Secretaria- da santa casa da misericordia do
Recife 6 de agosto de 1860.O escrivo interino,
Francisco Antonio Csvalcanll Coussciro.


(6)
O abaixo assignado provine ao publico que
nioguem faga negocio com a pessoa que quer
v.iiidei una carrosa e rarallo que annunciararu
ida na ra Imperial, na loja do sobrado da
esquas do Trindade, que por motivos o nao po-
de vender, ou do contrario ser nulla dita venda.
Antonio do Carino lYreira.
rrecisa-se de urna mulhcr desempedida
pan a companhia de um homem de igual theor :
no ; ateo du Carmo, fabrica de charutos
Quem precisar de um criado e bom copeiro,
dinja-se a ra do Livramenio D. 25, tereciro
andar.
En abaixo assignado declaro ao respeilavel
co: po commercial, que desde o 1. de junho dis-
solti a sociedade que linlia com Ant-mio Carlos
Francisco da Silva, m ra da Madre de Dos n.
. cuj sociedade gyrava com a firma Silva &
Uulla, (i'-audo nao s com a casa como respon-
savel por tudo tendente a mesraa. Antonio Car-
Jo.- l'ranciseo da Silva.
Estevao Jos da Molla.
Tendo se do org.inisar a paula dos irmaos
(.' SS. Sacramento da freguezia de Santo Anto-
nia, c rogiLirisir os termos de entrada dos mes-
Di -, o abaixo assignado pede aos irmos que ens
tri am quando solleiros e hoje casados, queiram
i tter os nomes de suas companlieiras para o
i: ; cima. Secretaria da irmandads doSS, Sa-
cramenlo da freguezia de Santo Antonio 6 de
agosto Je 136'.).X) escrivio,
Francisco da Silva Rogo.
N. II. Davis vai a Parahiba.
ATTEEVCiO.
Ouem precisar de urna pessoa para fa/.er qual-
I scnpturac&o. diiija-se a ra Direila, sobra-
a 7 que se dita quem a islo se prest3, afian-
[ i tdo-seacelo e presteza.
Aluga se o-segundo andar do sobrado n,
ra Direila n. 32, com conimodos para famiiia.
:ha-se em perfeilo aceio.
O Sr. Mano"l di Silva Moreia nao pode
.' r-ua taberna do lugar do Mangurnlio, sem
primeiro vir saldar cotilas na refinacao de Auo-
n i i-''1 Das, ra das Larangeiras n". 12.
Sabino Biuno do Rosario, retira-so para
jra d< provincia, a tratar de sua saude, dcixa
r> seos procuradores Leo:adio Joaquim da Con-
o e o Bolici(ador Joao Caelano de Abreu.
Precisa-se de duas raulheres, sendo urna
para coziohar e outra para engommar o lavar:
lia ra do Seve, sobrado da esquina com cinco
va andas, tema escjda no oilao do mesmo, e O-
II isinbo a grande casa que se esl fazendo pa-
ra c Gymnasio Provincial.
Aluga-se umi excellent? sala rom 2 quar-
na ra do Imperador a. 78, primeiao andar
Vctor Iropreta, subdito napolitano, vai a
1 ..
Allencao.
le-se ao Sr. Antonio Francisco de Moura,
ido do oscriptorio da estrada de ferro'
i a bondade de apparecer na rui do Quei-
m leja de miudezas da boa fama, a negocio
, :,l:o ignora.
Pi echa -se arrendar u ra sitio que
I i boa casa de morada, b
DIARIO DE PERRAMBUCO. Ql ARTA FEIRA 8 DE AGOSTO DE 1860.
Queijos no vos
milito frescaes desem-
barcados agora.
No armazem de Manoel Joaquim de
Oliveira & C, em frente a travesa da
Madre de Dos n. 18, ra do Cordoniz.
Vende-se um escravo de meia idade, ro-
busto, de boa conduela, bom para qualquer ser-
vico de casa ou campo na praca da Boa-Vista
bolica i!. 22.
sen @sp m% mmmsmn
**- Loja de marmrea
Ra Nova.
b Paria & C. avisara aos seus numerosos
I freguezQS eao publico em geral, que re-
N cebendo por lodos os paquetes fazendas
de modas, acabara de receber entre mui-
tos artgos o seguinte :
Vestidos ricos de blond para casamenlo. I
Ditos de gorgurao de cores, lecidos com P
velludo em altorelevo=a duqueza de m
Comberland.
Ditos brancos bordados para soire. !j
Ditos ditos de cambraia. "f*
Ditos de cores de phanlasia. gg
Dilos de cores de moirantique. ab
Manteletes, chales ronds c peregrinas 3
de velludo egrosdenaple pretos.
Bournus de cachemira de cores e de se- |1
da de cores. 5
Bcdouines para sabida de thealro.
Chapelinasde pslha de Italia e seda.
Calcado para senhora do afamado fabri-
canle Jolly. M
Dito para meninos. ;\;
Casaveque de l para meninos de ambos ^
OS SCX09 S
Cheguem ao barato
O Pregui.;a est quermando, em sua loja na
ruado Queimado n. 2.
Pecas de bretanlia de rolo com 10 varas a
25?, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e palilols a 9G0 rs. o covado, cambraia
organdy de muilo bom gasto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muilo fina a 39, 43>, B?\
e 6$ a pec,a, dita lapada, com 10 varas a 58
GV> a peca, chitas largas da mo Jemos e escolhidos
sadrdes a 2-O, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino eslampado a 7.e 8$,
dilos bordados com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 95 cadi um, ditos com urna s pal-
ma, muilo finos a 85500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5, lengos de cassa com barra a
100, 120 o 160 cjda um, meias muilo Gnas pa-
ra senhora a 45 a duzia, dias de boa qualidade
a 35 e 3&500 a duzia, chitas franeczas de ricos
desenhos, para coberi a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglazas a 5^900 a poca, e a ltJO rs.
NA NOVA
Loja de miudezas na roa
Direila N. 8 5,
Pianos
i'
aixa para
ue pasto para gado: na ruada f?va^ }r'm Dranco &e Pu|,o linho a 1
i armazem n. 40.
Na ra d Cadoia do Recife n. 53, lerreiro
r, se dir q-icrj) vende una escrava cabra de
II is de idade, que sabe eozinhar, engommar
B-se 251000
I aluguel de uma escrava que saiba comprar
liar o liario de uma casa dopequena fami-
na ra do Imperador, livraria n. 79.
Aluga-se um terceiro andar e soto com
commodo: a tratar na ra da Praia nu-
n i .7J.
oiapras
Compra ra-se moedas de onro de
-- : na ra da Cideia loja de cambio
n ":.
Compra-so um escravo que seja perito co-
iro ; no becco da Bomba n. 30.
Na ra da Cruz n. '', compra-so um mole-
de 10 a 11 annn=.
Vendas.
k > e G,00) rs.
a saeca
Forte do Mallos, armazem n. 18. confronte
ipicb do slgodao.
sisal ingl as de lgodao riscifdo.
na da Madre de Dos, loja n. 36 A, ven-
- camisas nglczos de algodao ciscado Iran-
. muilo grandes e d>' superior fazenda, pro-
i 5 | ara es iavos a l;50f) cada uma.
Vende-se um piano em conla ; na ra do
:;.iur n. C7
Vende-se um violo com um mothodo de
lile; na r;3 da Imperalriz n. 60, loja.
laraleiro.
15200 e 15600 a vara, diio prelo muilo encor-
pado a 15500 a vara brilhaniina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de differenies cores a 360 rs. o
covado, cesamiras prelas finas a 28500, 3ff e
35000 o co/ado, cambiia prela e desalp'icos a
OO rs. a vara, e oulras muitas fazendas que se
far palenle ao comprador, e de lodas se daro
amostras com penhr.
Taclias para cagenfio
Fundi(;ao de ferro e Lronze
DS
Francisco Aolonio Corrcia Cardozo
lem um grande sorlimento de
tachas de ferro fundido, assiru
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Saunders Brothers & C. tem para Tender em
eu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ullimo gosto, recenlimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
vendem-se laas para bordar da mais fina que ha bricante* J m..a *,. / ,
a 78500 a libra, lavas de seda enfeiladas para se- on"nles J- Broadwood Sopa de Londres.
nbora a 2tf, ditas de algodo pora homem a 320,1 muil roospara este clima.
nonecas de choro a 440, 500, 610 e 800 rs., bo---------------
loes de osso a 240 a groza, ditos brancos de louca
a 140, dilos de cores a 160. bolsas pira meninas
de escola a 5*500 e 6j, tcsoiiras finas a 1S e '
2j800, facas oilavadas a 25800, ditas cravadas a
3)J, ditas de cabo de balanco, dous botes.a 6500,
a.duzia, caivetes Anos a 1JJ600, ditos a 2#800,
grozas de penna de ac de langa a 1200, ditas
de maozinha a 1#100, tinleiros proprios para via-1
gera a 320, obreias de col a 100 rs., resmas de
papel de quadrinbos a 4 sorlidas em cores a i$, ditas de quadrinlios a
800 rs., fo'has de papel arrendado e anvelopes a !
210, dilas com flores a 160, pentes de alisar de'
baleia a 210 e 280, ditos de borracha para bichos
a 440, ditos Iravessos para meninas a 640, ditos
de massa para alar cabello a 900 rs., dilos vira- I
dos a imilacao de tartaruga a lg600, ditos doura-
dos alg800, ditos de alisar de borracha a 600 rs.,
ditos de bfalo branco para bichos a 280, ditos !
para alisar a 500 rs., linha do gaz branca a 800 e |
1S, dita preta a 900 rs., miada de linha de peso
a 120, linha para marca a20 rs., fitas com col-
cheles a 500 rs. a vara, peca di galio de linho
com 10 varas a 1J500, dita de bico com 10 varas '
a 600, 800, 19 e lg400, d:ias de renda a 600, 800, |---------------- ~.....
900 e 1#300, babados do Porto a 120, 140 e 180, para lavar roupa : em casa de S P lo
a vara, pecas de Iranca de la do caroc a 60 rs., I, -, *
Olas de seda lavrada de largura de 5 dedos com ""Ston S L. ra da Senzala n. 42.
pinta de mofo a 320, dilas finas a 610 a vara, cai-
xinha com grampas a 60 rs toucadores de jaca-
randa a 22buO, dilos a 3200 e 4$. vlsporas a 900
rs., cartas finas porluguezas a S700, dilas finas
francezas a 2g800 e 3gS00 a duzia, anvelope sor-
tido em cores a 13280, lamparinas para tres me-
zes a 60 rs., dilas para seis mezes a 100 rs., sa-
n.llinnrt^ i\.\ mnpnA -.m.n^I...- n..*. l1.,i!...i,(:n a
[Pechincha sem igual.
j tS?" Vendem-se superiores camisas de
fustao editas de madapolao muilo fino a
2.', cortes de casemira ingleza dequadri-
nhos de superior qualidade a 4ft500 e 5J,
colleles fetos de gorgurao de seda e ditos
de fustao a 3$500 e 45, calcas de brim de
cor a 4J. cortes de superior barege de se-
da a 20j> e as modernas victorias de al-
paca de seda para vestidos de senhora a
700 rs. o covado, tambero se vende saias
balao muilo boas de raueselina c dilas de
madapolao a 4g500 e 5$, gollinhas de li-
nho a 610 rs., de todas estas fazendas
oxiste uma pequea porco que se vende
por este preco *ara acabar : na loja de
Augusto & Perdigo ra da Cadeia do Re-
cife n.23
Arados americanos
1
machinas
PotassadaRussia
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Manares de individuos de todas as nacOes po-
dem teglemunliar as virtudes desle remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram lem scu corpo e mem-
bros inteiramenle saos depois de haveremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencerdessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muilos annos; e a maior parte
della sao tao sor prendentes que admiran; os
medico mais celebres. Quantas pessoas reco
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputaeao! Dellas ha muitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submelterem essa operarao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu recouhecimento declararam es
te resultados benficos diantc do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti.
carem suafirmativa.
Ninguem desesperariadoestsdo de saude sa
tivesse bastante confianra para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
menlratatoquenecessitassea natureza doma.,
cujo resultado seria prova rinconlestavelmente
Queludocura.
O anguenttf c atH, mais particn-
larinente nos seguintes casos.
E CAL DE LISBOA.
ra icTdoh rpri. 8Crif I"" d0I'OSl ,dS
1S2O0. borzeguins de lia a 800 e 900 rs ataca- i ] da Cadeia do Recife n" 12 ha Para vend
dores chatos de algodao a 60 rs., ditos rolicos a P018" da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
100 rs gravatiuhas a rinaud a 1JJ400.
^Si
Aos Srs. ourives
I Na ra larga do Rosarin n. 21 adiase
| a venda um sorlimento completo ultima-
J mente chegado de Taris, de ferramentas
para otrabalhe de ourives, as melhores
que teem apparecido no mercado.
"TBtt
(ede uperior qualidade, assim como tambem
jcalvirgemem podra: tudo uor urecos muito
razoaveis
SM89MMNK 9NMS 8tWWBWiiia|
H .A 8
de chita larga para vestido, com 11 covados cada ,
corte, riquissimos padroes,
Batatas a 80 rs, a
libra. ||
Vendem-se hlalas a 80 rs. : na Iravcssa do pa-
teo do Panizo n. 16, casa pintada de araarello.
Grande pechincha. [
Para acabar. '
Covado a 200, c 200 rs.
No armazem da ra do Queimado n. 19, ven- -.
dc-se chiU franceza fiua, cores finas, a 200 rs. o %
covado, cambraia miudinha a 200 rs. o covado- ff
por a fazenda ser muito barata aao se dao amos- R
tras ; venham antes que se acahem.
Era casa de Ralbe Sel metan & %
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos doafaruado fabrican-:^
teTraumann de Hamburgo.
Novas sementes de hor- i
talice,
vindas no vapor Portugal chegado esle mez:
vende-sanaloja de f.>rragens na ra da Cadeia do
Recite n. 56 A, de Vidal & Rastos.
GaME SORTIMENTO
DE 9
Fazendas e obras feilasl
KA
DE
Alporcas
Caimbras
Callos.
ancores.
Cortaduras.
res de cabera.
^as costas,
"os membros.
informidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupces e escorbti-
cas.
Fislulasno abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escldalas.
Inchacoes
Inflammacao doflgado.
Vende -se este un
S
Ruado Crespo n. B, loja
de duas portas.
Agolhas trancpzas a 200 rs. a caixi, grampas a
3 40 r# o maco, superiores gollinhas de iras-
passo a 1?, manguitos muilo linos a 2 o par, b>-
(Inos para punho a 200 rs. o par, dilos mui-
; nos para calca a 210 rs. a groza, lubado ou
a60rs. o carlao, ricas gollinhas de missan-
gas pasa menina a 1^, ditas para senhora a 1#500,
1. 's para calc,a n 8' rs., pentes finos de baleia
i i alisar a 240 rs.. dilos de tartaruga a 2J500,
; borracha a 640, enfiadnr^s de linho para
llio com 2 li varas de comprmanlo a 120
r ditos i!'1 seda de (odasas cores a IliO, esco-
aas pira denles a 240, superiores pennas de
. 134 a 1>. grampas em caixa a 80 rs-.supe-
s luvns enfeiiadosa29 o par, sapalinhos de
Ij a i8l), loucas de la a 500 rs., loucas de laa
. adas a 1$, agoa aromatiea para alimpar e
si rvar ps denles a 800 rs. o frasco, cssencia
aii para tirar nodoa a 800 rs. o frasco, sa-
I reparado especialmente para tirar paiuos,
9 e caspas a 640, meias pretas para senhora
a 280 o par. pinceis para barba a 100 e 110 rs.,
tranca de linho decora 100 rs. a peca, ricos pen-
- de massa virados a 1$400, franjas de linho
| enfeilarc-isaveques a 120 e 140 rs. vara,
' le linho para enfeilar casaveque a 100,120,
14 i rs. a vara, franjas para toalha de differen-
t ; cores a 140 a vara, ditas para cortinado com
hirilas a 5j a pera, pentes de tartaruga para
ai ir iabello a 3-350, boioes de louca para camisa
a 1 SO rs filas de linho trancado a" 40 e 60 rs. a
peca, la fina para bordar a 6*500 a libra, pennas
C. a^o em caixa de (landres a 400 rs. a caixa,
suatos ourelo-tapcte e avelludado para ho-
ii.em e menino a 1J700, cnlhcres de metal prin-
cipe para tirar assucar a 320 rs., dedaes doura-
tos e praliados finos a 40 rs., agullias em carlei-
ra a 400 rs. a caria, obreias para as nomoradas a
a 120 rs. a caixa, papel bordado para as mesmas
a 110 a fulh3 : alem desle sorlimento encontrar
n respeilavel publico um completo sorlimento de
tudo quanlo ha de melhor no mercado tendente
a miudezas, a dinheiro.
Francisco Jos da_Costa Gui-
maraes,
Ra do Rangel n. 22,
tem grande sorimenlo do melhor arroz do Mara-
i, que vendo por um baixo preco, tanto a ta-
rejo como por atacado, bem como bom sorlimen-
to de charutos finos dos mais acrcditdos fabri-
cantes deste genero na Dahia.
Neste armazem de molhados con-
linua-se a vender os soguintes gneros abaixo mencianados de superiores qualidades e mais barato
ao que em oulra qnilqncr par, por serem a maior parte dellcs recebidos em direilura por conta
Maulciga ingleza franceza
perfeitamentf flora mais nova que lem vindo ao mercado de 610 a 800 rs. a libra e em barril
se fara algum abalimenlo.
Queijos tlamengos
muilo novos rerentemonte chegados no ultimo vapor da Europa de 1J700 a 33 ea vista do gasto
que o reguez fizer se far mais algum abatimeulo. vi ^ uU gasio
Qucjo prato
os mais novos que exisem no mercado a 1 a libra, em porco se far abalimenlo.
A.n\eix.as francezas
"ml^arfnael ll21brapOrlS500rs-'eemcamPteiras de W contendo cada uma 3 libra
por jfUUUi
Mnslarda ingleza e franceza
em frascos a 640 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Vcraadeiros figos de comadre
cu caixinhasdj 8 libras elegantemente enditadas proprias para mimo a 1$600 re.
Boiacninua ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra c em barrica com 1 arroba por -$.'
Potes \idrados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 18000 rs. cada um.
Xmendoas confevtadas proprias para sorles
de S Joao
alga libra e em frasquinhos, contendo 1 1[2 libra por 2J.
CU prelo, liyson e pcrola
os melhores que ha neste mercado de I96OO, 2$ e 2g500 a libra.
Matjas em caixinlias de 8 liliras
conlendo cada uma differentes qualidades a 4*500.
Palitos de denles lidiados
era molhos com 20'macinhos cada um por 200 rs.
Tijolo francez
proprios para limpor faca a 200 rs.
Consen as inglezas e francezas
em latas e em frascos de differentes qualidades.
Presuntos, cnouricns e paios
o mais novo que ha nestp genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
lalas de bolacninna de soda
de differentes qualidades a 1>600 em porco se far algum abalimenlo.
Tambem vendem-se os seguintes gneros ludo recenteraente chegado e de uperio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muilo nova, marmelada do mais afamado fa-
bricante de Lisboa, maga de tomate, pera secca, pasas, fructas em calda, ameniloas, nozes frascos
com amendoascobertas, confeltes, paslilhss de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux'proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, macas de lodas.is qualidades gom-
ma muito fina, ervilhas francezas,champagno das mais acreditadas marcas, cerveias de dilas
spermacetebarato, licores francezesmuilo finos, marrasquino de zara, azeited'cce purificado azei-'
lonaK muito novas, banha de porco refinada e outros muito gneros que encoDlraro tendentes a
molhados, por isso promeltem os proprielarios venderem por muito menos do que outro qualquer
prometera mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem por oulras pouco pracas como
e viessera pessoalmenle > rogam tambem a todos os sanhoresde engenho e senhores lvradores
queiram mandar suas encomiiendis no armazem Progresso que se lnes afBanca a boa qualidade e
o acondicionamento H
Na ra do Queiaad > u.
46, frente amarella.
Grande e variado sortimento de sobre- i|
casacase casacas de pannos finos pretos 5
o de cores a 283.303 e 35,i paletols dos ff
mesmos pannos prelos e de cores a 28!, 3?
20 22-J o 255. dilos de casemira msela- |
dos de superior gosto a 16J e 183, ditos \
das mesmas casemiras saceos modelo 3
inglez 103,123, 14 e 15, ditos de al- J
paca preta fina saceos a 43, dilos sobre- t
casa (ambem de alpaca a 7J.8S e 93, di- tos de merino setim a 10, ditos de me- >
ri de cordo a 9, calcas pretas das |J
mesmas fazendas a 53 e 6, colleles pa- j
ra lulo da mesma fazeoda, paletols de s&
brim trancado a 5, ditos pardos e de **
fustao a 43 e 5, caigas de casemira de -
cor e prelas a 73, 83, 93 e 10j!, ditos das j
mesmas casemiras para menino a 6$, 78 *
e 83, dilos de brim para homem a 33, i
38500. 4-3 e 53, dilos brancos finos a 53, &j
63 e 7;?, ditos de meia casemira a 43 ei <5>
53, colleles de casemiras prela de co- a
res a 5S, e 63, dilos de gorgurao de seda
brancos e de cores a 53 e 6$, dilos de
velludo prelo e de cores a 93 e 103, ditos ?
de brim branco c de cor a 33, 33500 e43, &&
palilols de pauno fino para menino a |
153. 163 e 183. dilos de casemira de cor
a 7g, 83 e 93, ditos de alpaca a 33 e 33500, *
sobrecasacos do alpaca tambera pa.-a me- ^
nio a 53 e 63, camisas para os mesmos 5fc>
de cores e brancas a duzia 15g, 16j e 203, |P
meias cruos c pintadas para menino de *>
.- lodos os lamanhos, calcas de brim para %'
SI os mesmos a1S500 e 33, colarinho de !i- <$>
nho a 63000a duzia, toalhas de linho pa- ex
ra mos a 900 rs. cala uma, casaveques |j|
de cambraia muilo fina e modernos pelo
.^is diminuto preco de 123, chapeos com abas m
de lustre a 53, camisas para homem de JS
"^ todas as qualidades. seroulas para ho- m
j, mem a 163, 203 o 258 a duzia, veslimen- 2
^ (aspara menino de 3 a 8 annos, sendo |g
jr calca, jaquetae colotes ludo por 108, co- ^
^ bertas de fuslao a 63, toalhas de linho >j
* para mesa grande a 7-3 e 83, camisas in- 3
^ glezas novamente chegada a 363 a duzia. jl
mmmmm sam mzmmmm
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial
junto a fabrica de sabio, c na ra Nova, loja de'
Inflammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
P alindes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas
Tinha.om qualquer par-
e que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarliculacoes.
Veias torcidas ou noda-
das naspernas.
_uento no estabedmento
geral de Londres n. 224, Strand. e naloja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl.Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
uma nstrucco em prtuguez' para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaecutico, na ra da Crun. 22. em Per-
nambuao.
illeiifo a pechincha pa-
ra acabar.
Curnesalgada ingleza e americana a
160 rs a libra, e toucinho americano
piimeira qualidade a 200 rs. a libra e
affiancu-se a qualidade tanto de urna
com > de outra e se pode procurar des-
de as boras da manliaa ate as 8 horas
da noile, de ve durar pouco pelo barato
preco'que se venie f no armazem de
Andr de Abreu Porto, na ra do Tra-
piche Novo n. 14.
Conlra a gonorrhea.
Injeccao Brou.
Em 6 dias de Iratamento, as vezes mais larde,
muitas mais cedo, se obtem uma cura segura sem
haver n^cessidade do recorrer ao emprego de
lodas essas preparaces monstruosas de que a
copahiba e as cobebas forinam a base, as quacs
sao muitas vezes perigasas o sempre nojentas ;
vendo-so a 58 o frasco na praca da Independen-
cia n. 22. "
Vende-se a casa terrea n..53 da
ra dos Pescadores e a meia-agua n- o
travessi do Carcereiro: a tratar cora
Justino da Silva Boa Yuta, ra do Vi-
guio 11. 21 .
Relogios.
ferragens n 37, ha uraa'graode porgao d fol'has graos, chegado'da Europa^ "grraas"ou alca-
de zmeo, ja preparada para lelhados, e pelo di-
minuto preco de 140 rs. a libra.
Ajiprovcileni a occasiao.
chegado loja da diligencia, na ra do Quei-
indi n W 11 ni rrFQnrba ArlinMinU ,1 .I.X.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, ra
do \ igario n. 3, um bellosortimento de relogios
deouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; lambem uma
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Espirito de vioho com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
os, chegado da Europa, as garrafa:
andas na ra larga do Rosario n. 36
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre paro carros, sellins esilhes in-
glezes, candeciros e casticaes bronzeados, lo-
mado n. 65. um grande sorlimento de baaios n in'u r' / e 1cast,Caes, bronzeados, 1
bonitos, fortes e barato para compras, para eos- nS'ezas, fio de vela, chicote para carros, e
tura e para guardar roupa ; assim como muilo monlan"- a.eios para carro de um e douscaval-
lindas cestinhas para meninas trazerer no braco, I e rel0S10S d ouro patente mslezes
ditas para so mandar presentes, dilas para sec-|
rem com fructas em mesa, ditas para talhcrcs, c!
outras muilas obras que com n vista os compra-
dores verao ; na ra do Queimado, loja da dili-
gencia n. 65.
Grande pechincha
Cassas muito finas francezas, covado a 240 rs., ment do que e bom e barato
Sim como chas franreza 9(10 9.lfl nQfin ., !| tu^iaiu
assim como chitas francezas a 200, 240 e2G0 rs.'
na ra do Queimado n. 44 ; a ellas, que se
acabam. #
Vendem-se cssencias para tirar nodoas do
gordura, cera, etc., ele, em panos de laa, sedas,
sem alterar a cor nem o lecido : na loja de ca-
bos, no largo do Corpo Santo n. 21, esquina da
ra do Encantamento.
Para liquidar.
Na loja que fo de Cl utdiano Oliveira
na ra da Cadeia do Recife n. 55, veo-
de-se laceadas, de muito bom posto e por
menos de seu custo para liquidar-se, os
encontrarlo um bello sor ti-
heguezes
"i
Relogios paleles.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas,
Biscoutos.
Emcasa de Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
m
se fazendas por todo preco.
IVorua doQueiiulo n. 51.
Cas=as finas a 240 rs. o covado, ditas muilo
fina a 440 rs., chaly de cores fino e lavrado a
600 rs, o covado, lenco com bico fino a 1, dito
mais abaixo a 500 rs, dilo a 180 rs.. casemira
entestada de 2 larguras a 800 o cevado, corte de
cambraia branca de duas saias e 3 babados a 5-J,
dito de tarlalana bordado do branco a 5J500, di-
to de duas saits finos a 8J, chita franceza fina a
280 e 220 rs. o covado, casemira para calca a 43.
ditas finas a 58200, corles de brim a 1?70, man-
guitos rom punhos c gollinhas a 2. larlalana de
cores a 800 rs., cal?as brancas de brim de linho
a 5JJ500, dilas a 5# e mais que o comprador pro-
curar ha de achar por muilo diminuto preco.
(SaWSAi
45-- Roa Direila4S
Este estabelecimento offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
presos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins iteperiaes..... 10$000
Ditos aristocrticos...... O.sOOO
Ditos burguezes........ 7#000
Ditos democrticos...... 6$000
Meio borzeguins patente. 6^500
Sapa toes nobreza....... 6#000
Ditos infantes......., 5$000
Ditos de linha (5 1|2 bateras). C$000
Ditos fragata (sola dupla). 5{000
Sapatos de salto (dotom). 6$000
Ditos de petimetre...... 5#000
Ditos bailarinos........ 5/300
Ditos impermeaveis...... 9|Sifi
Senhora.
Borzeguins primeira classe(sal-
to de quebrar).......5^000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). .,,...,. 4$800
Ditos todos' de merino (sallo
dengoso).....* 4^500
Meninos e meninas.
Sapatoes de torca. ...... 4000
Ditos de arranca........ 5<500
Boizeguins resistencia i e o$800
L0J\ DO VAPOR.
Grande e vanado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feila, miudezas finas c perfumaras
sdo por menos do que em outras partes : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS IIOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto Inteira-
menle de hervas medicinaes, nao conlcm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecleria.Be
nigno mais tenra infancia, e a compleiro mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleiro mais robusta :
nteiramente innocente em suas operaees c ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 de qual-
quer especie e grao por mais antigs e ienazes
queseam.
Enlre militares de pessoas curadas com este
remedio, muilas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso: conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afilelas nao deveni entregar-se a de-
sesperarse ; facam ura competente ensaio dos
eflicazes elTeitos desla assombrosa medicina, e
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em tomar esle remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febrcto da especie.
Alporcas.
Ampo las.
Areias(malde).
Aslhma.
Clicas
Convulses.
Debilidade ou eitcnua-
co.
ebilidade ou falta de
forras para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeimidades no ventre.
Ditas no ligado.
Oilns venreas,
r-nxaqueea
Herynpea,
^ere biliosas
Febret intemitente.
Vendem-se estas pilulas no estaieecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul.Havana e Hespanha.
Veadem-se asbocetidhas a 800 rs. cada uma
dellas, conlem uma inslrucco em portuguez pa-
ra eiplicar o modo de se usar deslas pilulas.
O doposilo geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 22. em Per-
namb o-
Botica.
Barlholomeu Francisco de Souza, roa larga
do Rosario n. 36, vende os seguinte medica-
mentos :
Rob L'Affecleur.
Pilulas contra sezoes.
Dilas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra ebrea}.
Ungento Hollway.
Pilulas do dilo.
Ellixiranli-asmathico.
Videos de boca larga com rolhas, do 2 oncas ,
lzhbras.
Assim como tem um grande sortimenfo de po-
pel para forro de sala, o qual vende a modhc
Pre o
- Veniem-se libras sterlina, em
casa de N. O. Bieber & C. : ra da Cruz
n. 4.
! c*'^i,3ot:iii)inn(OiE3(incsi3>-*-
I Seguro contra Fogo |
COMFAUHIA [
"Visual
LONDRES 8
AGENTES
C J. Astley & Companhia.!
Gotta.
Hemorrhoitias.
Hydropt-sia.
Iclericia.
Indigesloes.
Inflammacoes.
Ir r eg u la ridades
menstruaco.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal depedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao deverlre
Phtysica ou consin.p
pulmonar.
Retencao de ouriL
Rheumatismo.
Symplomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se
Relogios de onro.
Sellins inglezes..
Vende
se
Patente.
Noescriploriodo agente Oliveira.
= Vendem-se duas casas terreas e um sobra-
dinho, assim como uma formidavel gamella de
amarello para tomar banho, cora 8 palmos de
compndo e 6 de largo : na ra da Praia n. 34.
Vendem-se libras slerlinas, em casa de N.
O. Bieber & C, ra da Cruz n.4.
Vende-se um sitio perto desla praca com
boa casa e bastantes arvoredos de fructo : quem
o pretender, dirlja-se a ra do Crespo n. 7 que
achara com quem tratar.
ouro e praia
Aeha-sc a venda por procos commodos
um completo sorimenlo chegado de Pa-
rs o Porto, de obras de ouro de lei e
praia de lodas as qualidades de goslos os
mais modernos e hbilmente fabricadas :
no estabelecimento do Francisco Gomes
de Mallos Jnior, ra larga do Rosario
3|S00:
vendem-se na ra do Queimado, loja n. 18 A.
esquina que volt a para a ra eslreila do Rosario,
Formas de ferro para
purgar assucar.
Enchadas de ferro.
Ferro sueco.
Ac de Trieste.
Estanho em barra.
Pregosde composico.
Brim de vela.
Agurdenle de Franca,
Palhinha para marcineiro
no armazem de C. J, As-
I tley A C.
_ Vendem-se carneiros gordos e baratos;
ra do Colovello, padaria do leo do norte.
i
na
.. ,. v
\
--


DIARIO DE PEMUMBUCO. quaRTA FE1RA 8 DE AGOSTO DE 1860.
DE
ummm i raiEogAo si iitei
Sita na roa Imperial n 118 e 120 juato a fabrica de sabo
DE
Sebastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Cosa
ca Aclfihalui'imnnln ha aamrxm n.m.ii .1___i_-__. *
t
Aviso aos estuda tes.
Tendo chegado a esle eetabeleciraento da rus
Nova n. 20, anligo deposilo dos afimados can-
diciros econmicos de gaz hydrogonio, avisa de
notamente a lodos osseus fregutzei para sesor-
tirom, tanto de candieiros como de preparos que
necessitarcm para consumo : na ra Nova n. 20
loja do Viannn. '
en
Sola.
Gurgel Irmos vondem sola do Aracaty e mais
StaStAiTSSfcompradies; lambcm
VERDAD EIRA E LEGI
TIMA.
SVlSS
3589
394
-OXVB
Sgg
*>3
GRANDE ARMAZEM
c\S5c
DE
Jhia TTom n. 47, /mfo a igreja da Con-
ceicao dos Militares.
Acha-se na directo da oflicina deste acreditado

fi^\^Wl!!WTtt^r5<^^fra uno, ditos de caem.ra de cores, de merm, bombazina, alpaca preta SI
Gramnaticaingle-
za de OHendorff.
Novo methodopra aprender a ir
a cscrever e a fallar inglez em G mezes,
obra inteiramente nova, para uto de
j|ge todos o eatabelecimeutos de mstit .;So,
j^g pblicos e particulares. Vene-te na
*g praca de Pedro 11 (antigo largo do Col-
K liiLilaJiJ^
cobertos e descobertos, pequeos e gran,!' <
K SSSS ^de um dosmelhores fabricantes de Live:. .,,


^ e de cores, ditos de brim^l.ho branco. p.7do c de'ST^EZ
|g de casemira preta e de cores ditas de merino, de princesa, de brins li-
li pardo, brancoe de cores, colletes de velludo preto e de crc-s, ditosde
sm g0,'gu'<'0,d.tosdesetimpreto e branco, ditosde merino para luto ^
! ^tos^defustao brancoe de cores.paletots, casacs, S^jE
8f C colhetes Para meninos de 0 a 12 annos, camisas, sern!
m$ c gravatas prcta$ e de core?, libres para criados, fard
= chapees %$
Admiraveis reisedios
americanos.
Todas as casas de faraMin, srnhores do enge-
nho, fazendeiros, ele.
resultantes do emprego lo mercurio, ^ *m colhidos e habis oficiaes, dande-se toda e qualquer roun
: e emboes que resuliam da impureza do 3-^ dia exencionado. l
entender para qualquer obra.
poJ'jm
asporbaixos prefos fina do Qoeimado o. 9~
Ra do Queimado, loja
de 4 portas i). 10.
uraa3 fazendas para concluir
Anda reslam a
a liquidacjio da firma de Leile& Correia, asqu3e.
se vondem por diminulo proco, sendo tutre ou-
iras as seguiutes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 c SCO.
Riscados francezesdo cores tixas a 200 rs.
Gassasde cores, bons padroes, a 240.
riiii Je linho de quadros, covado, a 160 rs.
Drim trancado brauco de linho muilobom, va-
a, a uceo.
Corles de caiga de meia casemira a 2g.
Ditos de dita do casemira de cores a 5*.
Panno prrto fino a 33 e 4#.
Jleias do cores, finas, para homem, duziaa
11800.
ravatasde seda de cores e pretas a l;}.
Moias brancas linas para senhora a 'J.
l'ilas ditas muito finas a 4$.
Ditas crqaa finas para hornera a g.
Cortes de colletes de gorgurao de seda a 2#.
Cambraialisa fina transparente, peca, a 4JS.
Seda prela tarrada para vestido a ljjCOO e '2$
-ortos lo vestido de seda preta larrada a 16$'
Lencos do chita a 100 rs.
Laa deqaadros para vestido, covado, a 560.
Peitospara camisa, um, 320.
hita fraaceza moderna, lingindo seda, covada
ra 400 rs.
Entremeios bordados a 200 r?.
.i;5"tns pira senhora a CO rs.
11 las finas a 2$500.
Foalhas Je linho para mesa a 2j} e 4f.
Camisas de meia, urna G40rs.
; )S de seda para pesclo de senhora o
DC0 rs.
Vertidos braoeos bordados para baplisar crian.'
gas a 500*.'
Conos decalca de casemira preta a 6#.
Chalos do merino com franja de seda a 5.
Bs de calca de riscado de quadros a 800 rs-
Merino verde para vestido de montana, cova-
O.1S2S0.
Lencos brancos de cambraia, a duzia, 2$.
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na ra doCa-
deia do Iiecifen. 38, primeiro andar.
DELICIOSAS EI.NFALI.IVEIS.
Vcndcm-se tencoes de brim de linho a 2-cada
um, cobtrlasde chito a IjCOO e lgbO.
^^Ferros de en-
/ goni mar
econmicos
a 5^000.
Estes magnficos fer-
ros aiham-se a venda
1:0 armazem de fazen-
das de Rnymundo Car-
los L>ite & lrmao, ra
da Imperatriz n. 10.
As mtlhores machinas de coser dos mais
afamados autores de Nev\-Yotk, I.
M. Singer C. e Wbeeler & Wilson'
Ncste eslabeleci-
meno vendem-se as
machinas destes dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, c responsabili-
samo-nos por sua boa
qulidade e segursnea :
no armazem de fazendas
do Rayraundo Carlos
_ Leile i Irmaos ra da
rmperatuz n. 10, anligamenlo aterro da Boa-
V lSIu.
CAUTELA.
. I. Lnnman & kemp, droguistas por ala- ------'------------------------------------------------- -
cado Jew Yoik, argam-se obriga los a prevenir i MM^^W'W/W^SIWW$^mm^mJ!6ta>
oresdeitavel publico para desconfiar de 6VUmas &W^W)&}M\XMWIWafotWmX^^
'lUiiin.' 1 f 1. l 1' i- ,"i,-i.- .I* C^l..*. f> -ti _. i^S W -_ __
tenues imitacoes da Salsa Panilha de Bristu.,
que boje se vendo nesle imperio, declarando a
lodos que sao elles os uni os proprielarios da re-
ceila do Dr. Bristol ,tendo-lhe comprado no an-1
no de 1856. r !
Casa nenhuma mais ou pessoa alguma lera
direito de fabricar a salsa parrilhadeBristol, por-
que o segredo de sua preparado acha-se somen-
te em poder d.s referidos Lai.man & Kemp.
Tara evitar engaos comdejaprecinveiscombi-
no(6es de drogas pernicioas.as pesso8S que qui-!
zerem comprar o verdadeiro devem bim observar
os seguimos sgnaos, sern os quaes qualquer ou-!
ira prepararlo falsa;
1*0 envoltorio de fora esi gravado de um la-
do sob urna chapa de ac, trazendo ao p as se-
guinles palavras :
I). T. LAN.MAM & KEMP
SOL AfiEKTS
N. 9 'WATER STREET.
r O mesmo do culro lado trajtm rotulo em
l'I azul claro cem a firma e rubrica dos pro-! '
Progresso na cidade da Victoria
DE
Francisco Xaxier de Salles Cavalcante de Almeida
NO
Paleo da Feira.
A.GEKCIA
r O
yuo as
lem urna pheniz sem'elhante a que vai cTm'a'do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro ra da Alfndega n. 80.
vSj
O propnetano desle estabelecirtenlo, como se a.ha com um grande o completo sorti-
menlo, tendente a molhados, ferragens e miudezas convida portanto a lodos os moradores ,
desta cidade da Viciori?, senhores de engenho e lavradores queirara mandar suas |
encommendas no Progresso do paleo da Fei.a, pois s ah encontraro o bom e bar;,to I
visto o propnetano estar resolvido a vender, tanto em gresso, como a retalho, por menos "
do que em outra qualquer parte como sejam :
Latas de marmelada de 1 2 libras a HO, frascos com differenles qualidades de doce P
por2v000, latas de soda contendo nove qualidades a 2000, azeilonas muilo novas.
passas de ditas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2.-J000 rs. a garrafa, licores 1
fraucezes de lodasas qualidades, cbampanbe, conhaque dedilas, louca fina, azul.pinlada, f%
e branca de lodos os padres, ameixas em compaleiras e em latas a 1^000 rs. a libra p
latas de peixe de posto por 2000 r banha de porco refinada, araruta, falias, bolachi- S
nha ingleza, biscoilinbo, eoulras mais qualidades de massas finas, massa de tomate em S
latas e a retalho, lelria, macarra, lalharim a 800 a libra, verdadeira gomma de aran-la
insenso de todas as qualidades, espiritov de cravo, canella, e alazema, verdadeiros pentes 1
i imperains, e de tartaruga de 9;>000 a 1055COO cada um, tranca e franja de seda, fe-
- devern estar prere
mentes para 5^ com *Hes remedios. Sao tres medicamentos n,
IS5 u.,1!eS SC CUra cficaz,nc"le as principaes u 0-
mpto alivio deRadway.
neamente alivia as mais acerbas dores
que 5>>Xi '"" va Pciw casos de rheumatismo, d de
' no i^ ?**X BCTW'^. diarrhf a, cmaras, clicas, i ,-
^4^ I ti. ndigcstao, crup, dores nos ossos, contse,
^ ggg I queioadura, erP,;ocs cianeas, angina, relec-
cao ce ourinn.etc, etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades escropholosas c! o-
nicas esyp hliticas; resolve os depsitos de 1
humores, purifica o sangue, renova o srsl ,
prorapto e radicalmente cura, escropbnla,
reo, tumores glandulares. Ictericia, dores o s-
sos, tumores brancos, aferces do figado e rics
j erysipelas, abeessos e ulceras de todas as cas; .'
; miiliwli.ie H1'.!!. .i:m- "
das regras j&s
molestias d'olhos, difficuldade
mulhe;es. hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Ra<:-
way
para regularisar o systemn, equilibrar a cirenr,-
g-O
i cao do sangue, inteiramente
egelaes favo: .
prielanos.
3o Sobre a ralba acha-se o relalo e firma || cLadoras de broca, pregos em quantidade de lodos os tamanbo e auuldades e o'ulros
t.. C.Bristol em papel cor de rosa. ( muilosobjectos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar,
direeges juraos cada garrafa' '
mmmmEmmMmmmmmmmmmmwmmmW
NM|Waa Scnzala \ova n..2. Bh. Germaaod c. n5S.VVT
Ncste estabdeemento continua a haver ura IVnambuco no arnizem de dro-a dij
comapletosortimentodo moendas e moiasraoen-; C,
das para onSenho, machinas de vaporelaixas
de ferro balido e coado. do tod
para Jt
los os tamanhos
ra da Cruz n 22.
' 3QK II
Soum,
GuKa-percha.
ffi Recebcu-sc novo sortimeuto decapa
fR pcrneiras e snalos de guita-percha fvul-
garmenle borracha. '
Loja de ma rmore.
1^fJl
Pastilhas vegetaesdeKemp
contra as lombrigns
.pprovadas pela K\ra.
inscc55o de esludo de
Habana e por militas oulras juncias de hygiene
publica dos Estados Unidos e mais paizes da A-
rr.erica.
Garantidas como puramente vegetaes, agrada-
daveis vista, doces ao paladar, sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causam
nauseaa, nem sensagoes debilitantes.
Teslemunho exponlaoco em abono das pasti-
llas de Kemp.
AEW-YORK
O MELIIOR REMEDIO COM1ECIDO
Contra constiparte,, ictericia, affecr.iies Jo figaio
/eores biliosas, clicas, tndigesles
Srs. D.'T.Lanman eKemp.Port Bv- Homn 1 ,.WMJf-
ron 12 de abril de 1859.Senhores. Asnas- "en}1 rodas, diarrhea, docncas da
<$i
^UCARAD4s
rtVjORftS VECE
CARai

<1 *i-C' ^.v*8f
Ws
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
m mm.
G5ASDE SOETIMETO
DE
azendas e ronpa feila
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Tachas e moendas
Braga Silva & C.lem sempre no scu deposito
da ra Ja Moeda n. 3 A,um grande orticiento
de tac" ase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na ra do Trapiche n 4.
Em casa de N. O. Bicer& C,
successores, ra da Cruz n. vndese
Vinho Xerez em barra.
Cliampanha em caixas de 1 duzi da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior ciualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
Vermouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Ac de Alilao
Brilbantes de todos os tamanhos.
A 6^000.
, Vendcra-se saceos grandes com trinla c lanas
; cuias de arroz de casca, c a 240 rs. a cuia : na
, Iravcssa dos Expostos, taberna n. 18, atraz da
malnzdeSauto Antonio.
Suissos.
( em todos os casos nunca occasiona nauzcas ae
, dores de veulre. dses de t a 3 rcgularisam, de 4
, a 8purgam. Estas pilulas sao eflicazes as affec-
' soes do figedo, bilis, dor de cabero, ictericia, a-
, digesLio, e era lodas as enferu i Jadcs das mu-
, Hieres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
coes, flores brancas, obstroceoes, histerismo, c::.,
; sao do mais promplo eTeilo na escarlatina, r! -o'
' biliosa, febre amarella, c em todas as febres : -
I ignas.
Estes Iros imporlanles medican-cutos vem a-
; companhados de instrueces irrpressas que n-cs-
Iram com a maior minuciosidade a maneira ;.
applica los em qualquer enfermidade. Eslo ga-
rantidos de falsificarao por s haver a renda no
j armazem de fazendas de Kaymundo Carlos '
[Alrmo, na ruada Imperari2 n. 10, ui
agentes em Pernambuco.
Publicacao litteraria.
A morjarchia fonst'itucion.il e os libellos ; ,
r. a. David vasconccllos Canavarro, ventc-se
"aiilrAnria !" C 8 da P"S" da Independ.t. \s,
a I5OOO cada cxemplar.
Vendem-so duas commendas de Chris e
umadeAviz por melado de seos valores
muilo boas para se fechar urna conla : 'na
Direjia n. 66, escriptorio do Francisco Ha
Tereira de Coala.
e

Em casado Schafici.lin&C, ruada Cruz n. I 3 n I ,'a ^ o Z X' '
JS vende-se ura grande e variado surlimeulo de lid J dLOS til! R"V-
relogios de algibeira horisontaes,patentes,chro- w>* v ui v,yv
nometros meios c.'ironomelros, de ouro, prata a^^J^A^ O
jurada efolheadosa ouro.sendo estes relogios g POSICtlO.
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
ueio por procos razoaveis.
9
***&&*
*---------- "i
necebcu-se porcao de retratos de algons a
|i\em sempre se
l e?eontra. |
$& 3 Chitas largas francezas cores fixas ">>
i padroes escurse de boa qualidaile a 240 )
g* rs. o covado, dao-se amostras e vendera- aj
M se na loja nova da ra da Cadeia do Re- #
* rifen 83confronte ao becco largo, de K
^ Augusto & Perd "
@ personigens disnclos, vende-se por pr.
$ qo mdico na ^ v g
9 -OJA DE MARMORE.
Ra Nova d. 34.
Madama Rosa Hardy lem para render ri-cs
cinlos de seda com futas para senhora.
Intei esse.
Ocseja-se saber onde mora o Sr. capitao '. i
noeldeAmonm Lima, que ouir'ora morou na
ao.
M'MW&m^-m%m^&^&mn S^^^^^-^-m&^^M "ra,d0. Sl. a np8ccio que lhe diz respelto
S O II 318 4 1...^ .. ,. I. .1.. ^ *" '"i *l'rraria ua^rua nova de Santa Rita n. 35.
Recebcu-se novo soitimenio de boni-
JOatMIim KOuriSBeS Tavai'PS di IIpIIa $& los le ut .lilil) ^ LOJA OE MARMORE.
ra do qeimado N. 39 H^^^g^-g^^ 9919813616
E.M SC.V LOJA DE QIWTIIO PORTAS. \J* I I 51 I
Tem um completo sonimento de roapa feila, I IIIII10 (16 BONIClliVa
e convida a lodos os seus freguezes e todas as! Emca ,, K,tkm-,nn
pesseas quedesejarem ter um sobrecosseo bem Kalkmann

Irmaos & C, ra da
u,. -ap; s nssz.T. saJirrs-j S"i'-!.b -
nhecidas marca dos
Almanak de Cast-
Iho para 1861.
Acabam de chegnr de Lisboa estes interess.in-
tes alman.iks, e vcndmi-se na vraria econmi-
ca ao p do arco de Santo Antonio ; lamiera se Magdalena, pa'ssando a ponte'pen'jcn'a na primei-
vendi ra collcccoes complelas dos mesmos, a prc- ra taberna
eos commodos, na mesma livraria. a"^ ^
Barato para acabar. ascravos.
Cavallo venda
I Vende-se ura cavallo pequeo muilo manso e
ora andador de baixo al nieio, s proprio : -
ra montara de senhora ou men:node escola,
pode haver cousa mais delicada para um ou OU
: qur-m o pretender, dirija-se a Passagrm Jj
Gurgel Irmaos teem para vender famosos e<-
: rsrira*; zjzzzsl \Rua d Qucimado n. o, toja de i s: 'f&sistrna c",e"ao -
- pas-
tilhas que Vmcs. fazem, curaram meu filho ; o
pobre rapaz padecia de lombrigas, exhalava ura
chairo fedito. liaba o estomago inchado e con-
tinua comichao no nariz, tao magro se poz, que
eu temia perde-lo. Nestas circumstancias um vi-
sinho meu disse que as pastilhas de Kemp t-
nham curado suafilha. Logo que soube disso
comprei 2 vtdros depasfillias e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos un icos proprielarios D. Lanman a
Kemp, droguistas por a lacado em New York.
Achara-so venda em lodas as bolicas das
principaes ciladesdo imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na rua da Alfandega n. 80.
Baha, Germino & C, rua Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem dedrogas de J. Suum
Si Companhia ruado Cruz n. 22.
Vende-se urna carroca nova sendo para
cavallo; atralar na taberna" da rua do Caldcreiro
n. 60, se dir iuem lera.
pelle, rupcoes.e todas as enfermid'ades,
P4VaaN TLS D ESTAD0 1MPI no D0 8AH6BK.
75,000 caixas deste remedio consommera-se
annualmentel!
Remedio da natnreza.
Approvado pela folcudade de medicina, e rc-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de lodos os condecidos. Sendo
las puramente vegelaes, nao contera ellas ne-
artista, chegado ullimamente de Lisboa, para "; r.'m ,. -
desempenhar es obras a vonlade dos freguezes! ^ ^em as ^gum.es quahdades :
Ja tem um grande sonimento de palitois de ca-' L, raQUeilburg Il'ereS.
semira cor de rap e outros escuros, que se ven- st- Estph.
dema 12#, outros de casemira de quadrinhos' Sl- Julen.
da mais fina que ha no mercado a |0f, ditos Margan*.
de merino setim a 125J, ditos de alpsha muito Larose.
fina a G?, ditos francezes sobrecasacado a 12, Chleau Loville.
ditos de panno fino a 20, 2j5>, e 30-, sobre- Chiteau Harganz.
casacas francezas muito bem feitas a 35, cal-! De Oltlekoi) & MarPliW
?as feitas da mais fina casemira a 10, ditas de'st uiien maieilac.
bnm ede fusiao por precocommodo, um grande' st" Juiien Mtoc
sorumento de colletes de casemira a 6, ditos de ?na J^
oairas fazendas por preco commodo, un grande l v L"nlle-
sortrtento de sapatos de tapeto de goto muito' ^^niesilia Casa a para
estas piiu-1 apurado a 25, ditos de borracha a 2500, cha- Vender I
fazendas por baixo da
boneca.
Vendem-se i
Labyrintho,
Gurgel Irmaos vendem ricos
chitas francezas finas com pequeo de labyrintho, rua da Cadeia do Renfe n 2!
loque de avana a 200 rs. o covado, ditas muito
finas inteiramente limpas a 240 o covado, pope-
lina de edr miudinha propria para vestidos e
rnupa de meninos, sendo da largura de chita
franceza a 240 o covado, coberlas de chita pelo
diminuto preco de l600, sapales inglezes, obra
i muilo lorie e de muila duracao a 3cb o par,
I ludo se vende por menos do "que em oulra qual-
; querparte: dao-se as amostras com penhor.
J Vende-se urna prela sadia, que engomma
| bem e lava : na rua da Cruz n. 27, 2. andar.
Vende-se urna canoa grande, bem construi-
ros o loa
Vende-se milho muito novo e por
preco commodo : na rua do Gordoi .-
n. 12.
UJII1MI MU' Ma.-V -
Escravos fin
idos.
; da e em peifeilo estado, que conduz de 1,500 a
t,600 lijlos de alvenaria grossa : a tratar no es-
Fugio no dia 19 de junho prximo poss
do engenho Bom Successo do termo de Sc:i-
nhum veneno mercurial ne'm ^momromine'. 15?"^""'u' muilos,1f,erore1s a 1G>. ''^ de se-: Sherry e,
raizar Km .^-js-.... .' wmine-ia, dos melhoresquetem vindoaomercadoal
l.los de sol. inglezes a 10. ditos rautos bons a ] Cognac em barris quadade fina.
a 83, ditos grandes de pan- Cognai
U I ura,COmPle ;f"ment de gollinhas e Cerveia branca,
manguitos, liras bordadas, e enlre meios muito:
proprio para collerinhos de meninos e '.ravessei-
ros por preco commodo, camisas hnrrh.laB na
Sf S ;TeUW8 "4" ?araba'-Jo heran as ,p PJeTo
2rL X vT '**> -O e 129. ricos lencos de ambraia d8
retacado em New York, linho bordados para senhoras ditos 1 so para
Parahyba.
Vende-se o engenho Torrinha distan-
te d sta cidade duas leguas por trra,
tem terreno para dous mil paes or an-
no e boa casa de vi venda assobradada
boas obras, tera embarque no porto dis-
tante do engenho 1|2 quarto de legna
do rio Parahyba eem menos de 3 horas
severa acidade: quera o pretender di-
rija se a Joao Jos de Medairos Correia
& C que dir' quem o vende. 1
ra/;esiaobemscondicionadaset
para resguardar-se da humdade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e eflicazes
era sua operacao, ura remedio poderoso para a
Juventude, puberdade o velhce.
Lea-se o folhelo que acompanha cada caixa,
pelo qual se ficar conhecendo
milagrosas que tem effec
& Kemp, droguistas po
sao os nicos fabricantes e proprielarios.
Achara-se venda em lodas as boticas das
principaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na rua Alfandega n. 89.
i Baha, Germano & C. rua Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C, rua da Cruz n. 22.
Charutos baratos.
Nao Pode haver fumante que nao compre cai-
xas com ICO charutos da Boina por iOOO : no de-
posito da rua das Cruzes n. 41.
lores que lera viudo ao mercado a 10, Madeira em barris.
inglezes
12, diios francezes
rnambucaua n. 1.
criptorio da Companhia Pe
Vendem-se 9 animar;
ptimo cozinheiro.
Vende-se
ura carro novo de 4 rodas com os comoetenles
arreos para 2 cavallos. oor prego razoZl para
yere tratar, no sitio do feo junto a carjella de S
Jos do Manguinho, das 7 s 9 horas da manha,'
e das 5 horas da tarde em diante, todos os das.
omera por prego commodo, saias bordadas a
39500, ditas muito finas a 5??. Ainda tem um
restinho de chales de toquim a 30, cortes de
vestido de seda de cores muilo lindas e superio-
res qualidades a 1003?, que j se vender ra a
150, capotinhos pretos e manteletes prelosde
ricos gosios a 20, 25 e 305?, os mais superio-
res chales de Casemira estampados, muito finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e ties quar-
las, adamascadas, muilo superiores a S??, ditas
para roslo de linho a 1??, chitas francezas de su-
perior quadade, tanto escuras como claras a
2G0, 280, 320, 40O e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para caiga, colletes e palitois a 45? o co-
vado, e um completo sonimenlo de outras fazen-
das, e tudo se vende por prego barato, e que nao
possivel aqu se poder mencionar nem a quarta
parte deltas, no entanto os freguezes chegando e
querendo comprar nao iro sem fazenda.
Potassa nacional.
Na rua do Vigarion. 9, primeiro andar, vende
se muilo superior potassa, chegada ha poucos
das do Rio de Janeiro, em barris de 4 arrobas e
a preco muito commodo.
Vende-se ura escravo moco, de naci, sadio e ,jara 0 dl0
KELOGIOS.
Vende-se emeasa de Saunders Brothers &
C.pragado Corpo Santo, relogios do afama
do fabricante Roskell, por pregos commodos,
e tambemtrancfillins e cadeias para os mesmos,
deeicellente nosto.
Barato que ad-
mira.
Na rua do Queimado n. 55, loja de miudeas
de Jos de Azevedo Haia e Silva, vendera-se cai-
xas de agulhas francezas a 120 rs., clcheles em
carlSo a 40 rs., em caixa a 60
aparar penna a 120 rs., caixas de
phoros a 160 rs., s a caixa ral
patos de tranga a 1280 e 1S600,
o 200 rs. o frasco, charutos muito bons a 2.
nhaem, o escravo Daniel, preto fula, crioulo, jo
idade 20 annos, pouco mais ou menos, alto, se -
co, lem espigado, cabera pequea, feiges regu-
lares, bem feito de corpo, ps e n.o's seccas c
sendo 4 egoas e 5 burros novos : na ladeira "d J?0 feitas. Esle escravo procurou ao Sr. P. \ '.
ribeira em Olinda, sobrado n. 26. Bulelrou, rendeiro do engenho S. Joao do Cabo,
para o comprar, e nao querendo o dono ven-
lo, mandou busca lo, e na chocada dos poilado-
res, c escravo desappareeeu ; julga-se que an-
muitonelVsedo'lKelK fscravo DM 'DnD.v da villa do
aprendido em um dos melhore lo leis do Rio de ^IVn 'V n'50 ,ng,cnho S- Jo3' ou do en"
Janeiro; dao-so inforraaroes na rua da lmnera- 5*"h Bafrba,ho-,onde em mullos contiendo,
trizn 10 """'".-oes na rua aa impera i pois que frequenlava esses lugares quando foi do
2r Procurada q lC CSCrav0' aos C8Pi,aes de camP ou ^^
vj 1 l-i- ,Q pessoa que oconheca, de pega-lo c levar ao en-
rt7,0 % dC'SC, UDla m0b,ha /0"Psla de ca- gonho Serrinha de Serinlem a scu senfaor Pran-
de.ras, 2 consoles, 1 mesa redonda 1 cama fran- cisco Manoel wanderley Lins, ou nestaI cidade
ceza.e mais oulras cousas, tudo de amarelloe eo Sr. Manoel Alves .Ferreira, na rua da cela
novo; o prego o mais commodo possivel : D. 3 PgUndo andar. eoa
quaiquer ora. 'rom .. ,o-no ^n -.-____...
alque
Na rua da
Soa figura.
Unio, ultima casa do lado es- ; f^p"^ r i ^ ge-U,queiuadurn na
querdo (vindo da rua Frmosa) ha urna porgo de ua dedenlt 1M 'r'0}0' ^ P^'0- COm
obras de labyrintho viudas do Cear, perfeila- '"",*f .d"1"' a"0' "P3^"^. tem eUo de ps
mente irabalhadas, as quaes se vender por ata- $**, 2e ,8rW ttr a quan,,a dc l*
cado cora o abate'de 10 0t0 sobre os pregos j i SUfiSi crS."'0 ntm '"^
nSff mdC09' PrqUe S TeDdem tambem ~ Fu*i0 no dia 2 d0 co"enle. Luiz, mulato,
@^^--^-'-'-----------------*,(,>, i de eslaura regular, bonito de cara, fallas brar.-
, \%3R?,Pf 9$&% das, denles perfeitos, principiando a 1er bart- =
S a trar rnfder AnnMn^a Bdla = fi de idade 23 "" P" ""'' "s .rosto
f a lra,ar n,l ruado Apollo armazera deas- perfeilo, Ps bem feitos. corpo seceo, oflicial de
ce para ser proeurado.
MUTILADO


_
<*)
DIARIO DE PERNAMIBUCO. QUARTA PEIRA 8 DE AGOSTO DE 1860.
Litteratura.
A Monarctaia constitucional e os
1 bellos.
sdeucias e das letras, e scmpro sollicilo 6 o pri- i
moiro que alravessa o espago para ver at onde
chega a possibilidado do progresso deste vasto
imperio, do qual elle perante Deus e o univer-
so responsavel: nunca seu corceo se rccusou a
enxugar as lagrimas do povo, j tornando-se cle-
mente, j descendo todas as carnadas da socie-
0 impeadorloroau-w o hornera por excellen-j dade- J ocoropanhando a nago em todas assuas
i. popular, tom sido o raelhor lypo da nago c pocas gloriosas, e partilhando do enthusiasmo
.ji-lhe concedido pela Providencia, quooor- PPu'ai''
nou de saber, de virtudes, e deu-lho a coragem E> entretanto, csses fados eslao averiguados o
voucer-so c resignar-se no centro de seu consignados nos annaes florescentes da nossohis-
;, >vo, .ios ataques q ue o calculo dos ambiciosos loria,mas ainda nssim,vem se dizer a face de
por atalidade tenham projectado coutra o expen- : uma nfla0 :
Jur do seu throno. *ue soberano sacrificara scus povos, e que
A viagem imperial por consequencia fui a ne-| sua viaScm fo" improficua!...
cessidade vital raais reclamada que a politice, o I Porque? Qucrer-se-ha responsobilisor o impe-
povo e a historia urgentemente exigiram. rador Por causas accidenlaes que sao consequen-
0 monarcha cumprio o seu dever. Sua mages- i ciasda.oscillac.ao calamitosa por que passara to-
tade nao cessa em sous bons desejos de conhecer idos os Povos durante certos periodos de sua exis-
todas as provincias, e assira visitar como em be- ; 'enca social?
DeQcio publico todas aquellas que ainda nao fo- | Repetimos,foi um bem e nunca um mal, a
r >.:: contempladas, e vollar ao sul e ao norte, j viagem imperial,c sem fazerraos commenlarios
porque o soberano sempre desejado, serapre longos,diremosquea felicidade real do paiz co-
chara ao corado de seu povoem cujo centro est : megaria desde que o imperador nao tendo per-
gorantida sua'preciosa existencia e a oslabilidade : snenle a sua corle em um lugar ixoia esta-
do seu throno. I belecesse em todos os annos em qualquer dos
Ainda nao houvc escriptor algum, por mais dis-
farcado queso lenha mostrado na transmisso de
juas ideas, quer seja elle publicista, quer histo-
nographo, que hnja condemnado como impioli-
co, perigoso, ou insconstitucional, o reconheci-
mento pralico que cumprc lodos os chefes das
BS, fazerem do solo que dominam, o por on-
de se csiende a escala de sua administraco.
nido o imperador Pedro II resolveu ir at
as ironleras do sul do Brasil, os partidos todos
congregaram-se c applaudiram essa sabia dispo-
sigo, ue levava o monarcha a pessoalmenle ver
c ouvir os povos daquclles lugares. Eulo as pro-
vincias do Rio Grande do Sul, de S. Paulo e San
la Catharina, pronunciaram-so com manifesta-
os: patriticas; e nao houve um s filho deste
solo abencoado, que nao entoasse hymnosde ale-
gra, vendo-se lio perto do principe a quem es-
tivam confiados os destinos de sua grandeza, se-
guranza e prosperiddde. Foi a verdadeira luz que
pontos mais importantes do imperio.
Nao sejamos mais longos, porque o principio-1
est demonstrado pelo bom senso nacional, de
que, o imperio do Brasil, vasto c reclamando sem-
pre providencias que nao facam parar a sua mar-
cha progressivaprecisa que seja pralicamenle
reconhecido, pelo seu principal chefe, pelo seu
legitimo defensor, pela primeira autoridade so-
cial, o SenhorD. Pedro II.
Dr, A. David Vascoscellos Caxavaiiro.
Variedades.
THENOMENOS CELESTES.
Sendo a confrontarlo das observarles dos phe-
nomenos celestes, feitas em pontos diversos e
afastados sobre a superficie do globo, um dos mc-
lliores meios de deterrainar-se a sua real posi-
co no co, suas distancias ao sol c trra, scus
al elles penclrou, e reconheceram satisfeitosque! movimentos, e de eselarecer-se outras multascir-
em verdade a le c asinslituiges estavara sob a cumslancias de que mais ou menos depende a
salva-guarda de um principo magnnimo, e que, |solugaode questcsintcressanlcs quo Ibes sao re-
As ciicumslaniias alhmospliericas su hoje me-
nos f avoraveis observaco ; sao um pouco mais
sensiveis os ltimos rcflexos da luz crepuscular
as regides vizinhasao corneta, e os cirrus que
as mesmas vaguciim o occiltam ou escurecera
do quando em quando.
9 de julhc.
Sao pouco mais de 7 o meia horas da nolte; o
cometa, ainda na mesma ccnstellago, acha-se
um pouco ao oriente do alinharacnlo de Regulus,
e do (ta) a um quarto, approximadamente, da
sua distancia para o lado des'.a, no ponto de en-
cruzamento com a recta lirada do (rho) para (chij
e tambera de (zeta) para (pij.
A ncbulosidado forma com a mesma ( zeta ) a
base de um triangulo sceles com o verlico em
(llieta). (2)
Todas as estrellas que acatamos de indicar sao
da referida constellacao de Leo. "
A ascengo recta do cometa presentemente
do 149 30', e sua declnagc boroal de 16 9'.
O estado da alhraosphora hojo raais favora-
vel.
Destingue-se bem a nebulosidade olho n ;
ella apresenta mesmo um ncleo brilhante com
o aspecto de uma estrella bastante scintillanle, apezar de sua luz paluda e
desmaiada. Com o luneto j mencionado, o n-
cleo dilata-so o desapparece, mostrando-so po-
rm a luz da nebulosidade riis concentrada o
clara que hontem, embora ainda mal termi-
nada.
A cauda comquanto mais vizivel olho n do
A cauda tigura-se mais reduzida as suas di-
menses, sem divergencia nos lados que lhe for-
mara o contorno, sem curvatura sensivel, ediri-
ge-se por uma linha que vai passar por (iota) da
constellagio a que nos temos referido ;a sua
cor sempre a mesma.
12 de julho.
Sao pouco mais ou menos as mesmas horas de
honlem ;o cometa acha-sc hoje no prolonga-
mento do uma recta lirada de (gamma) da cons-
tellacao de Virgo por enlre (ta) e (beta) da mes-
ma, e no poni do seu encontr com o prolnga-
melo da linha que une (epsilon) e (ta) de Leo.
Com (thla) desta forma a caboga do cometa a
base de um triangulo socoles tendo o vrtice na
referida (beta) de Virgo.
Sua ascengo recta de 158 15', e sua decli-
nacao boreal de 5o O'.
A nebulosidade cada vez menos visivel; o
ncleo tem diminuido de luz ; e a cauda mal se
deslinguejolho n, mas percebem-se-lhe ain-
da traeos em muilo limitada extenso, e em di-
rccgoo a (beta) de Virgo.
13 de julho.
s 7 1/2 pouco mais ou menos; a poslco do
cmela hoje no prolongamenlo de (ta) e (rho)
de Leo ; no ponto de encontr do mesmo com o
prolongamento de (delta) e de (beta) da constella-
cao do Virgo.
Sua ascenco recia de hoje 162 15', e sua
declinado boreal 2o O'.
A nebulosidade, ncleo c cauda sao ainda um
pouco menos percepliveis do que hontem ; toda-
que enlao, nao aprsenla augmento sensivel de ?ia a primeira ainda se distingue bem, quer 6
dimensoes. Observada cora o luneto parece soffrer 0|ho nu qucr com 0 ,unel0 a direcca0 da cauda
nao embalde, havia jurado manler a inlegridade o lalivas, julgamos quo a publicaco das que abai-
defeoder o impeiio. xo seguem sobro o cometa que actualmente aqui
Em 1859, a mesma idea benfica posta em se observa, e sobre uma estrella nova quo appa-
pratica pela vontade imperial, e enlao o reconhe- rece enlre as constellaces de Leo e Cncer, po Temidade. ali
cimento eslendia-se por uma escala de territorio de ser de alguma ulildade aos astrnomos, em-
frequenlemento, ora conlracccos tornando-se qua-
si circular em torno da nobubsidade, ora expan-
ses no sentido do seu deservolviraento, de mo-
do que so nos figura urnas vezes relirar-se de
duas pequeas estrellas irape-ceptiveis olho n,
muilo prximas uma outra, quo com o luneto
so dostingue pouca distancia no seu prolonga-
mento, o outras vezes envolve-las na sua extre-
midade. Parece soffrer ao mesmo lempo conti-
nuas inflexes do con3derav< l amplitude para um
c oulro lado de seu cixo.
E' possivel no entretanto, que estes movimen-
tos sejara effeilos puramente pticos ; ao menos
nos nao ousamos aflirmar a sua realidade, com os
meios imperfeilos do obseraco de que dispo-
mos.
Dirige-so hojo a cauda un pouco para o lado
do norte de (ihta) de Leo ; nota-se-lhe traeos
n:uilo maior, pois que as provincias da Baha,
mbueo, Alagoas, Sergipe, Parahyba e Espi-
to-Sanlo, iam ser observadas de perto, nao s em
relaco sua siluacao geographica, e nisto eslava
seo duviJa o valor de sua vantagem em referen-
cia s producres commerciaes, como ainda em
i "io s necessidades de que, tanto o adminis-
trativo, como o solo, precisassem.
Nao houve urna s voz que nao correspondes-
se com jubilo ao annuncio feliz da visita impe-
rial.
tomo? Pois nao ha vera no coraco dos povos
oulraseiva do vida que os cerceasse na iropetuo-
sidode de seus louvores c enthusiasmos? Quem
foi o here que o desperlou do socego e da tran-
Tuillidade em que se achavam ?
"ue forca os arrastou a todas cssas gloriosas
manifestaces?
A sua vonlade o a sua dedicado pelas insti-
tuicoes.
I lies (iam apreximar-se o seu monarcha, e is-
so bastou para que salisfeitos reconhecessem que
o imperador comjrehendia o seu dever, visitan-
do os seus oslados e compulsando esludos e ele-
mentos para compendiar pela sua sabedoria um
grande ramo de adminslraco publica.
Lma voz porm so levanlou e condemnou o
projeclo realisado pula vontade imperial.
Mas com quo direito ? Foi um bem ou um mal
para o paiz?,..
Vejamos: O imperador abre seus cofres de cle-
mencia, o reparte por todos os povos do seu con-
tinente as gracas de sua munificencia.
Cream-se instituios em favor do maior desen-
volvirncnlo da agricultura, manancial de benefi-
cies para o povo.
Sao recompensados relevantes servicos de to-
dos aquclles que s por sua dedicaeo acompa-
nl mi nos dosejos de progredir a na o, ao chefe
supremo.
Quem comprehendesso a alta misso do impe-
rador do Brasil, acharia poucos competidores as
cosas reinantes, qu-3 em um periodo de sus vida
bora lilhas de um mero curioso em astronoma ;
nao seria a primeira vez que a simples curosi-
dade prcslasse algum servico s sciencias; ei-
las:
COMETA.
7 de julho.
Sao 7 e meia horas da noile, pouco mais ou
menos; apparecc um pequeo cometa para o la-
do do poente uns 30 a 32 cima do hori-
zonte.
Acha-sc olio na constellacao de Leo, no en-
cruzamento de urna recta tirada por enlre (beta)
c (ihta), o passando por [gamma), lodas\laquclla
constellacao, cora o alinhamenlo de (epsilon) da
mesma e de (thela) da llydra. (I)
Sua asceiiQao recta de 143 15', e sua decli-
naco boreal de 23 O'.
Nao se lho deslinguc por ora ncleo brilhanto
propriamente dito; mas apenas uma nebulosida-
de de luz mal terminada, palliJa c morlica, for-
mando-lhe a cabeca.
A cauda dirige-se para ( zeta ) da mencionada
constellacao do Leo e cncurva-se para o lado do
norte ; sua extenso ser do 6o, e sua largura as
proximidades da cabeQa de pouco mais de Io, e
na extremidado opposta, do pouco mais de 2o;
sua luz branca, scmcllianle das nebulosas es-
tellares, e diminuegradualmento de intensidad
a partir da cabeca.
8 de julho.
s mesmas horas de hontem, pouco mais ou
menos:conserva-sc o cometa na constellacao
de Leo.
E9t um pouco ao sul do encruzamcnlo da rec-
ta prolongada de (delta) e de ( gamma ) daquolla
constellacao, com o alinhamenlo de (epsilon) da
mesma e de Regulus. As duas ostrellas (zeta) e
(gamma) j indicadas, formam com a cabera do
cometa um ngulo recto na segunda.
Sua ascenco recta c de 146 20', e sua decli-
naco boreal de 19" 45'.
O cometa parece afastar-se da Ierra; sua ne-
bulosidade menos vizivel que hontem, conserva
que nao ser nunca longa para salvar o paiz,' todava, observada com um luneto ( do aroplifica-
niuilos e vantajosos resultados para a narao. cao de 40 vezes pouco mais ou menos ) quasi o
A dutaco do oslado, que sua magestade o im- mesmo dimetro e luz.
perador percebe, anda nao est em rclaco, com A caudi)i porrDi COnsderavelmente dranui-
a benecenle generosulade de seu coraco pa- da, rarefela, mal terminada, e sem curvatura
terna).
muilo apagada ; sua cor a mesma das noites an.
tecedentes.
10 de julho.
s 7 o meia horas da note
cujos traeos muilo apagados anda se divsao, 6
no sentdo^de uma linha que vai passar um pou-
co ao sul de (beta) de Virgo j referida.
Estrella xova.
12 de julho.
Ao anolecer de hontem (11 de julho) quando
obsorvamos o pequeo cometa, que actualmente
se avista para o lado do poente, notamos que
uma estrella muito brilhante, quo so achava
abaixo da constellagao do Leo, e a uns 32 a 34
pouco mais ou menos cima do horisontc, nao
poda ser nenhuma das estrellas conhecidas e
existentes naquella regio do co.
Nao nos"permittindo, ento, o estado do fir-
mamento, em que vagavam cirrus as proximi-
dades da dita estrella, marcar a sua posico por
observada por Tychro-Brahe at margo de 1574,
com brilho superior ao de Jpiter; outra que foi
vista por Hyparco no anno de 125 antes da era
Christaa ; oulra om 339 perto de (alfa) da Aguia,
e que durante tres semanas brlhou tanto como
Venus ; outra era 1604 na constellacao do Ser-
pentario, muto brilhante, e que foi visivel por
espago de um anno ; e outra finalmente om 1672
na cabeca do Cysne, e quo deappareceu por uma
vez depois de dous annos devariacoesdogrande-
2 a e de luz.
A estrella nova que annuncamos de primei-
ra grandeza, de brilho e apparoncia superiores a
Regulus, de que osla pouco distante, como j ds-
3eraos ; o sua cor um pouco amarellada, porra
menos que a do (alfa) do Centauro. Vista no lu-
neta (de amplifleaso de 40 vezes quando muito)
nao aprsenla as continuas e rpidas variacoes de
cor, nem a irradago e scin tillacao fortes que se
observa as mais estrellas liras ; todava sua luz
nao pode ser comparada luz serena dos plane-
tas, nem como os destes, sao bem terminados os
contornos de seu disco.
Depois quo fizemos reparo da estrella a que nos
temos referido, tem-se-no figurado que j a vi-
ramos alguns das antes, porm com menos ap-
parencia e brilho, era occasio om que observava-
raos Venus e Jpiter ;|raas nao podemos asseve-
ra-lo.
Itcsla-nos recoramendar o novo astro alten-
cao dos astrnomos, pois que do seu cstudo acu-
rado, e feito com os meios proprios, podero pro-
vr novos esclarecimentos s importantes questoes
que suscitam os milhoes de milhoes de mundos
que povam o espaco infinito, taes como : a de
sua conslituicao physica.a da natureza de sua luz,
e do suas formas, movimento3, distancias, o mui-
las outras lao interessanlos, que anda nao eslao
resolvidas, c s Deus sabe quando o sero.
13 de julho.
Continuamos as nossa3 observarles da estrella
nova ; os alinhamenl03 a que hoje procedemos
com mais vagar e cuidado a collocam no prolon-
gamenlo do (delta) e da (ta) de Leo, no ponto do
seu cncruzamento coma recta prolongada de(nu)
de Virgo para Regulus.
Para sua ascenfao recta adiamos pois 139 0' e
para sna decliuacao boreal 15." 25'; a dilTerenca
De (thla) passando, a distancia pouco mais ou
menos egual, por entre as estrellas Regulus e
(ta).
De (sigma) passando por (rho).
De (delta) passando por (ta).
De uma pequea estrella (de 6a grandeza) si-
tuada a pouco mais de 2 ao norte de (delta) pas-
sando por (ta).
Est alera disso no alinhamenlo do Coraco da
llydra com um ponto entre (m) e (epsilon) de
Leo, um pouco mais aproximado a esta.
Cora (zeta) e Regulus forma um triangulo rec-
tngulo com o ngulo recto na ultima.
Com (gamma) a base de um triangulo isoceles
com o vrtice era a mencionada Regulus.
Occupa o vrtice de um oulro triangulo isoce-
les, cuja base a linha que une Reguos (ta).
A recta lirada da estrella nova para (omlcron)
que lhe (lea distante uns 4. a sueste, parallela
que une Regulus a (m).
Todas as estrellas cima indicadas sem designa-
cao de constellago pertencem de Leo.
A ascenco recta da estrella nova hoje de
141. 30', e a declinacao boreal de 14." 30'.
D-se, pois, entre a sua ascenco actualje a do
da 13 uma dilTerenca para mais, de 2. 30' que
dividida por dous das (por nao a termos obser-
vado a 14) apresenta ainda para cada um a de
J. 15', islo a mesma que j notamos entre as
dos das 12 o 13.
Quanto a declnago verica-se na de hoje em
relaco do da 13, uma dilTerenca para menos
de 55', que tambera, dividida por dous, d para
cada um dos das 14 e 15, a de 27 1/2' muto
aproximada que reconhecemos entre as decli-
oacOes dos mencionados das 12 c 13.
16 de julho.
Hojo acha-se a estrella no ponto em que se ec-
crusam os prolongamentos das luhas tiradas de
(xi) para Regulus, e de (chi) para (rho) da cons-
tellacao de Leo.
Acha-se alem disso muilo pouco ao oriente do
aluhamenlo do Corago da llydra com (epsilon)
dasobredita constellacao.
A linha tirada do Regulus (zeta) de Leo,
parallella quo vai desla estrella nova.
Sua ascenco recta de hoje 142." 35', e sua
declinacao boreal 14." 0'.
,\ diffrenga para raais na ascengo actual em
v

na primeira para mais de 1 15' ; o na segunda relaco de hontem, de 1. 5', e' na declinacao
para menos, em relaco s de hontem, de 30'.
Nao tinharaos aquellas nossas delerminacoes
de honlem) como rigorosamente exactas, o sim
meio de alinhamentos com outras visinhas, limi- como meras aproxinnecs ; mas a dilTerenca que
tamo-nos a cstabelece-la do um modo pouco acabamos do notar-lhes relativamente s ultimas
preciso entre 138 cl39 de ascenco recta, el6 (de hoje), nos parece desmasada. e muito sensi-
e 18 de declinacao boreal.
Na note de hoje, porm, rectificando as nos-
pouco ao sul do seu encruz.ment com a recta
que une (iota) e Regulus; cem esta forma a ca-
beca do cometa a base de um triangulo isoceles
com o vrtice em (gamma), todas da constella-
cao indicada.
Sua ascenco recta de 133 15', e sua decli-
nacao boreal de 12 20".
A ncbulosidado moslra-sc menos clara e de
dimetro um pouco menor, mesmo observada
com o luneto ; olho n v-se-lhe ainda um n-
cleo de brilho talvez egual ao de uma estrella de
5a a 6a grandeza, o qual des;.pparece no luneto.
A cauda tem pouco mais ou menos a mesma
extenso quo honlem, mas um pouco mais vi-
zivel olho n, o nota-se-lh'! os mesmos traeos
duvidosos de curvatura. :
Nao lhe vemos mais os movimentos o varia-
coes da noile anterior; a athmospliera est hoje
raais tranquilla.
Dirgo-se actual mente a :auda segundo uma
linha recta que vai passar um pouco ao norte de
(iota) da citada constellacao de Leo; suaVr
mostea dilTerenca.
vel simples primeira inspccgo actual da posi-
co da sobredita estrella nova em relac,o quel-
contina o co- sas observaces, por um co limpo de nuvens, las com que a alinhramo3 na vespera, para a re-
plannos razoavelmente como resultado nico de fdianlou-se Pouco mais ou menos
_____ ., *-" uc lensao recta que as noites preced
pouca allencao de nossa parle ou de qualquer ou-
lro defeilo nos nossos alinhamentos. Tambem nao
meia ua mesma constellacao ; sua posico actual | adiamos aquella estrella quasi sobre a eclyptica,
no prolongamento de epsilon) e de [ ta ), um noprolongamentode(rau) o de (epsilon) da raen-
nao
Muilosorphaos, nuitas familias, exisiem cus-
a do bolsinho imperial. Os lyceus, as escolas, as
fjculdadescoutam muitos filhos da generosdade
do imperador.
Accessivel todos, o SenhorD. Pedro II ainda
anima cora sua presenca o cultivo das artes, das
FOLnETUl
o
11 de julho.
S5o pouco mais do 7 1/2 horas da noile :
acha-se o cometa pouco mais do 1 aosul de
(rho) de Leo, no encontr do prolongamentos de
(zla) e (gamma), e de (epsilon) e (ta) da mesma
constellacao.
Sua ascenco recta de 155 50', o sua decli-
nacao boreal de 9o 0'.
A nebulosidade aprsenla pouco raais ou me-
nos o mesmo dimetro que hontem, porm sua
luz c mais difusa e csbranqaieada vista com o
luneto.
O ncleo brilhante olho n moslra-.se ainda
como uma estrella de 5a a grandeza aproxi-
madamente.
A cauda ainda menos visivel que na
noile antecedente, pouco se Jestingue olho n;
todava com o luneto (e m;smo sem elle) como
quo so a v, ora contrahir--e, ora distender-se
como na note de 9 ; uma pequea estrella que
lhe fica na extremidade e um pouco sobre a bor-
da do norte, parece, ora envolvida nella, ora se-
parada ; esta circumstancia nos parece hoje
mais bem averiguada ; a athmospliera est tran-
quilla.
(2) O lado enlre (thela) c a cabeca do cmela
parece um pouco mais curto, do que o oppos'.o.
donada constellacao de Leo, em 137 45' de as-
cenco recta, e 15 55' de declinacao boreal, islo
, enlre aquella constellacao e a de Cncer, em
uma parte do co em que nao ha, nem em suas
crcumvisinhangas, seno estrllasele 6a grandesa
e portanto, quasi invisiveis olho n (3).
A referida estrella nao podo tambem ser con-
| fundida com qualquer dos planetas. Poslos in-
I 'eiramente de parle Mercurio, Urano, Nepluno,
e os pequeos planetas ou asteroides que giram
entre as rbitas de Marte e Jpiter, pois, que o
priraeiro nao faz (o longa digresso, nem pode
ser visto s horas em que agora estamos (mais
de 6 1/2) o todos;so mais ou menos invisiveis
sem luneto resta-nos compara-la aos mais.
Venus muito mais Drilhante, sua luz muto
raais clara, esl presentemente em phase muilo
pronunciada e muto visivel no luneto com quo
ha alguns das (ha 15 ou 20) a observamos em re-
gio inferior, c que hojo o deve ser ainda mais, e
por conseguintes nao pode deixar do estar
hora que cima indicamos, abaixo do horison-
tc ; Marte, cuja edr rubra carregada, s por si o
desiinguiria completamente, acha-se alm disso
no lado opposlo do co, ao oriente, entre as con*
tellacoes do Saggtario c do Capricornio, e com
o luneto vemos-lho al a phase e as manchas ;
Jpiter acabamos de observar ha pouco, e elle
ainda ah est com suas fachas bem visiveis, com
seu contorno bem desenliado e sem rios, e com
os seus qualro salelltes, a uns 20 a 22 pouco
raais ou menos abaixo da estrella em questao,
mais ao norte, e a uns 12 a 14 cima do hor-
sonte; o finalmente Saturno, com o qual essa
mesma estrella alias se parece quer na cor, qucr
na inlensidade do brilho, tambem ahi est um
pouco cima della e abaixo de Regulus cora seus
anneis e o contorno de seu globo perfeilamente
destinguives no sobreditolunelo.
:w^.
IE2
de 30', aquella muito aproximada, e esta aproxi-
mada ou egual s que tambem j notamos entre
as ascene.es e declinaces dos das anteriores (de
30' e de 27 1/2).
17 de julho.
Viraos por varias vezes a estrella nova nesla
note ; nao nos foi porra possivel determinar-llie
a posicao, em consequencia da interposico con-
tinua de nuvens mais ou menos extensas por ruan-
te della ou das estrellas visinhas.
Comtudo, pareceu-nos reconhecer que ella
a mesma ex
que as noites precedentes.
18 de julho.
A posico da sobredita estrella hoje no pro-
nos parece provavel por oulro lado que isso se | longaraento de uma linha, que tirada de Io pouco
explique por um raovimenlo proprio da estrella mais ou menos ao norte de (iota) de Leo, passa
naquel.e sentido ; ello muito consideravel para Zg&~gtS T 1." Umbem 'ao
POR
PAULO DE ROCK.
sensivel, pouco so dcstingue ; sua extenso esl
reduzida a 3o, pouco mais ou menos; sua cor
nao soffreu alterarlo aprcciavel.
(1) Em falta dos caracteres do alphabeto gre-
go com quo se designam as estrellas, esTevemo-
los segundo a sua pronuncia, enlre parenthesis.
soas que conhecemos c que nos sao recommen-
dadas.
Essa resposla foi acompanhada de um gesto
convidando a pobro moga para sabir, o que ella I de servia? Ondc~se pdem tomar informacoes a
fez tristemente, depois continuou o seu caminho seu respeito ?
dizendo comsigo: Em parte alguma, mirha senhora.
Talvez seja mais feliz em outra parte. i Em parle alguma 1 Esta, agora I Vera ao
Mas nessa outra parle recebeu exactamente a menos do escriptorio?
mesma resposla. Era algumas lojas moslraram- j Que escriptorio ?
so admirados os donos do que ella tivesse o I O escriptorio para empreso dos criados;
atrevimenlo do se apresentar assira para pedir. deviam ter-lhc dado urna cirta pela qual a diri-
trabalho. Despediram-na dura e brutalmente; egiama mim.
Julgamo-nos pois autorsados a afirmar que nos
Bebamos era presenca de um phenomeno coleste
muito curioso o raro nos annaes da.astronoma,
em presenca, era summa de uma estrella nova,
como no enlretanto j algumas se tem visto, a
saber : uma que appareceu do repente em novem-
bro de 1572 na constellacao de Cassiopeia, e foi
Ninguem, minha senhora, disse Ccrisettc
abaixando os olhos.
Como I ninguem 1 Emiim, d'onde vem. on-
(3) As maioresqne existem raais prximas sao
(capa) de Cncer de 5a grandeza, e (xi) de Leo
de 4a, essas mesmas sao pouco visiveis, e iicam-
Ihe uma a 6o e oulra a 5o de distancia, pouco mais
ou menos.
to curto espado como o de 24 horas, em astros
de semelhente especie de distancia ; no entretanto
s por observaQes posteriores e repelidas pode-
remos vcriGca-lo.
Quauto ao mais, confirma-se ludo o quo disse-
mos anteriormente sobre a estrella em queslo.
Hoje observamos ao mesmo lempo que ella, os
planetas Venus, Jpiter e Saturno (sem fallarmos
mais em Marte quo est no lado opposlo do ho-
risontc, como j dissemos.)
Venus pouco depois de 6 1(4 horas esconda-so
as orlas do horisonte em forma de crescimonlo
muito estreito e seraelhante la alguns das an-
tes da primeira auadratura.
Jupiler veio dopois della ; e s 6 3[4 occultava-
se tambem no horisonte, em um ponto mais af-
faslado uns 13 para o norte daquelle em que Ve-
nus se sumir.
A estrella nova s atlingio o horisonte s 7 3|4
pouco mais ou menos, e cm um poni prximo
quelle om queso oceultra Jpiter.
Saturno, s algum tempo depois da mesma,
veio occullar-se por sua vez ; este planeta for-
ma actualmente com Regulus a base (de 4o pouco
mais ou menos de extenso) de um triangulo so-
coles tendo o vrtice em (gramma)de Leo ; sua
ascenco recta de 116, esua declinacao boreal
de 15' 0.
E' pois cada vez mais evidente que com no-
nhura destes planetas pode ser aquella estrella
confundida ; que o nao pode ser tambem cora os
raais planetas invisiveis, ou quasi, olho nu, pois
que ella bnlha tanto como uma estrella do pri-
meira grandeza, mais do que Regulus, e quasi
tanto como Arcturus; que finalmente nao haven-
do' naquella parte do firmamento em que ella se
acha senao pequeas estrellas de 6a grandeza ;
a mesma sera duvida alguma uma estrella nova.
Aos astrnomos cumpre esluda-la melhor com
os meios poderosos de que para esse fim dis-
pem.
15 de julho.
O co completamente cncoberto de honlem nao
nos permitlio observar ento a estrella nova ; bo-
je porm fizemo-lo com cuidado at as 7 1/2 ho-
ras pouco mais ou menos.
Acharao-la presentemente no ponto de encru-
samenlo das seguintes linhas prolongadas :
oriente de (gamma) da mesma constellacao do
Leo passa pela sobredita (ta).
Com esta e com Regulus forma a eslreHa nova
um triangulo rectngulo, com o ngulo recto na
segunda.
A sua ascengo recta actual do 143a 55', e sua
declinacao boreal de 13. 5'.
Estas comparadas com as da ultima noite de
observaco de (16), do na primeira uma dirTe-
renca para mais, de 1. 20' e na segunda de 55 ;
isto 40' naquella e 27 1/2 nesla, para cada
uma das noites de hontem e de hoje.
Sao pois ascences rectas e declinaces boreaes
da estrella cm queslo, as diversas noites de 12
do correle para c, as seguintes :
ascenc. rec. declin. bor.
137:45' 15.-5.V
139. O' 15.25'
S
Em 12....
13....
14....)
15....)
16....
17....
18.....
E as diiTerencas as mesmas, de urnas para ou-
tras noites, sao as seguintes, para mais as pri-
meira? e para menos as segundas, como j dis-
semos :
ascenc. red.
141.30'
142.35'
143.-55'
15.-30'
14. 0'
13.- 5'
De
12-13....
1314....)
1415....)
15-16....
1617___)
1718....)
1.15'
l.-15')
l.-15')
1. 5'
(0.-40'J
(0.'40')
declin. bor.
30'
127 1/2)
w. 1/2)
30'
(27 1/2)
(27 1/2)
pensamenlo a ator-
XXIV
Pobre mora!
(Coniinuac,o.)
Com que enlao quena pr-se ao fresco logo
io amanhecer \ disse a senhoraTancredo, medindo
Cerisetlc de alto a baixo. Mas deve-me dinhei-
ro e quem deve nao se retira sem pagar.
Eu lhe deixava o pouco que possuo, minha
senhora.... ludo quanto me vendeu. Pensava
que com isso saldara as minhas contas.
Nao l muito certo. Mas emfim, onde
quer ir?
Procurar trabalho.
Sempre a mesma ladainha. Afilanco-lhe
que nao o achara.
E eu espero o contrario.
E' a sua ultima palavra ?
Sim, senhora.
Esl bom, v menina; mas se nao achar
o que.fazer, volle.
Nao vollarei.
Pois eu digo-lhe que lia de rollar. O seu
lugar lhe Gca guardado. E demais, aqui nin-
guem a forjar a fazer o que lhe desagradar.
Cerisetle fez o seu curoprimento e sahio. D-
latou-so-lhe o coraco ao sahr daquella casa ;
nao sabia para onde devia dirigir os -passos,
mas caminhava ao acaso, s desejando ver-se
livre da fatal casa da senhora Tancredo.
Depois de ter andado por muilo tempo, pen-
sou, emfim, que devia aproveitar a sua liberda-
de. Viu uma loja em que se venda roupa; de-
cdu-sc a entrar, mas apenas se viu dentro i-
cou toda interdicta e alrapalhada. Pergunla-
ram-lhe o que desejava e balbuciando, mal pou-
de responder. Ento em vez do acolhimento
amavel que lhe tinham feilo quando pensavam
que ia comprar, responderam-lhe com modo
secco,impoltico e brusco:
Nao temos, o depois s as damos pes-
;*) Vide o Diario n. 181.
Cerisetle ao sahir desses arraizens, disse com-
sigo:
Pois, raeu Deus 1 ser to ridiculo era Pa-
rs pedir-se trabalho que esta gente trata to
mal a uma pobre moca que assim o faz?
Hava j alguma3 horas que a pobre moQa
andava cima e abaixo, quando de repente
um cozinho muito fcio chegou-se a olla para
festeja-la : era Trinca-denles. Vollando a ca-
bera avistou o seu dono, o Ilustre Minos, al-
guns passos mais longo. Esto vendo-a chegou-
se a ella dizendo-lhe :
Oh I l! anda a passeiar por aqui, bella
nympha 1 Quero meu braco para rollar hos-
pedara ?....
Muito obrigado, senhor, nao preciso de
ninguem.
Esl muilo pallida, ha de precisar tomar al-
guma cousa.
Nao, senhor ; adeus.
At rista, amorzinho.
Minos lingiu que se retirava com o seu cao, e
Cerisetle tomou um caminho opposlo ao delle. I
Masao cabo de alguns momentos sentiu-se to
caneada, que foi sentar-se no primeiro banco de
pedra que lhe appareceu. A moca nada comer
desde a vespera, e a caminhada* que dera aug-
mentava a necessidade de alimento que senta
e a que procurava nao prestar ouvidos.
Em Pars, d-se pouca altenco s pessoas,
que na ra, parecem eslar tristes ou soffrer, e
com effeto sao cousas to naluraes e communs I
Cerisetle pode, pois, descansar, reflectir, en-
tristecer-se a seu goslo ; ninguem lho pergun-
louo que linha.
Depois do ler passado mais de uma hora sen-
tada no banco, levanlou-se dizendo :
Nao eslou mais cantada ; experimentemos
ainda ; talvez nao me repillam sempre.
E foi entrando em oulm lojas onde nao foi
mais feliz. Procurou dirigir-se a outra parte
apresentou-se cm casa de um tapeceiro e per-
gunlou se precisavam de uma criada. Uma mu-
lher que estova sentada no armazem examinou-
a por algum lempo e disse-lhe ;
Com effeiio, preciso do uma criada. Quem
foi quo a mandou ?
Nao, senhora, nao renho do esciiplorio,
nem sei o que que quer diztir.
Enlao, madcmoiscllp, muita audacia sua
apresentar-se cm minha casa, sem ao menos
poder dizer donde vem. Saia deS|>rcssa e creio
que ninguem a receber I #
Meu Deus 1 disso Cerisetle. Mas onde ser
esso escriptorio? Eslou qaasi indo l, talvez
ache algum lugar. Mas preciso que eu saiba
onde fica.
Cerisetle enlrou em casa de uma vendedera
de fructas que lh'o ensinou. Dirigiu-se para all
e explicou o que desejava uma mulher sentada
alraz de uma grade e que pareca muito oceupa-
da a dar painco ao seu canario.
Quer enio fazer-se inscrever?
Sim, senhora.
Ama de crianca ou cozinheira ?
Oquequizer, minha senhora.
O que eu quizer Essa boa Isso com
voss ?
Tomarei o lugar que me quizerem dar.
Emfim, diga-mec; sabe cozinhar?
Alguma cousa.
Isso quer dizer que nao sabe. Faca ama,
decriancas ento ; a oceupaco lerar os fede- estimar muilo loroa-la a receber.
era lagrimas e s cora este
menla-la ;
Meu Deus! o que ser de mira ?
Caminhou ainda algumas horas ; mas as tor-
gas e a coragera abandonaram-a. Senlia horri-
veis dores de estomago. O dia ia declinando, o
a moca parou de novo; aos dezoto annos, a
vida offereco tanto futuro que cruel sentir que
nos escapa, c isso por falta de subsistencia___
Pobres humanos I quo nos julgaraos senhoresdo
mundo e que nao temos mais duraco que uma
lampada, que cessaria de dar luz se nao lhe dei-
tassem azeite.
Chegou a noite e CeYiselle aventurou-s6 a es-
tender a mo a uma senhora que ia passando
porperio della; esta repolliu-a bruscamente di-
zendo :
V trabalhar, pregucosa, melhor do
que pedir esmola. E' vergonhoso na sua edade.
Eslou quasi mandando a prender por um guarda
municipal.
Cerisetle cahio sobre um marco de pedra,
murmurando :
Oh I basta, nao pedirei ais.
Nesse momento alguma cousa rocou-lhe o
vestido e sentio que lhe larobiam a mo. Era
Trinca-denles, era sempre o cozinho que que-
ra fnsteja-la, e dar-lhe signaes do amizado. Ce-
risetle levanlou lentamente a cabega.
O Sr. Minos ainda all eslava, alguns passos
distante della contemplara por um momento,
depois aproximou-sc e com a voz mais melliflua
que pode arranjar, disse pobre moca pegando-
Ihc no braco e passando-o no seu :
Vamos, minha paslorinha.... Com a broca I
nao a deixare mnrrer de fome Venha venha
ligo camarada quanlo davamos to boas esfre-
gas nos amigos Beduinos c as Beduinas tam-
bem 1 Qttando eu apanhava alguma, obrigava-a
a calcar-me as botas....
Ora, o Patarata sempre o mesmo 1 Mas
quo de o uniforme ? Largaste o servico ?
Sim, meu amigo, vollei para a patulea,
porque mo preterirn!... T sabes que nunca
goslei desle genero de cacuada. Sou um ho-
mem s direilas, quero a execuro dos rcgula-
raentos I
Ento, esperaras passar cabo de esqua-
dra ?
Nao isso-... Mas urna noite linha eu ido
passeiar com o Roquet... te lembras, aquello
rapazinho magro, quo nao linha sido vacci-
nado ?...
Sim, ento ?
Eu linha dito a Roquet: Queres vir comigo
caga dos leoes ? De passeio, mataremos uns
dous ou tres, o que nos far passar o tempo e
trocaremos cora as vivandeiras a pelle por
agurdenle. Porque, como sabes, Sabretache, eu
era conhecido n'Africa por um famoso destrui-
dor de leoes I
T ? Pois olha, agora que soi dessa !
Temos com effeilo entre os nossos compatriotas
homens afamados pela sua audacia e habilidade
nossas cagadas perigosas... Porm tu! Nunca
ouvi dizer que linhas matado a mais pequea
onga.....
porque le esqueceste, ou talvez confun-
das o meu nome com o dos outros. Emfim, nao
importa... O facto que eu tinha dito a Roquet:
Vem comigo, traza a la espingarda o o leu es-
pado e vamos nos divertir matar lees... Ha
a boa senhora Tancredo quer-lhe muilo bem, c' gente que (lea toda contente quando apanha uma
' duzia de calhandras... Eu goslo mais do matar
lhos ao passeio.
Pois esl bom, senhora, levare as criangas
ao passeio.
DO-me cinco francos.
Cinco francos I Para que ?
Para a sua inscripgo e quando estiver ac-
commodada me dar oulro tanto.
E' que eu nao tenho um vinlem de meu.
Eulo suma-se e deixe-me socegada. Pen-
sa por acaso que paga aluguel do casa e contri-
buiges s pelos seus bellos olhos ?
Mas, minha senhora, quando eu estiver no
lugar lhe pagarei.
Sim, sim Quem conla com sapatos de de-
funto, anda toda a vida descaigo. V ver cinco
francos em casa de alguma das suas patricias
e traga-m'os.
Nao tenho, patricias, minha senhora.
Ento, saude, temos conversado.
E fechando a grado poz-se a tratar com toda a
cachimonia do seu canarinho, emquanto Ceri-
slte sabia do escriptorio com es olhos afogados.
E desta vez Cerisetle deixou-se levar dizendo urna duzia de leoes... Sao gostos I
somentc : lzo l, Patarata, so a tua historia corn-
Oh I meu Deus! enlo me abandonis I..... prida, antes quero ouvi-la sentado defronte de
XXV uro. bom copo do vinho, tanto mais quanto es-
A cacada aos leoes. I toa cangado, que levei lodo o santo dia a traba-
Erara nove horas da noile ; um homem de ja-jlhar.
quela, com um bonete sem pala, caiga de panno, Valeu, varaos ahi a uma venda. Ento es-
trazeudo s costas um baldezinho com Untas e! (s agora meltido as pinturas, meu pobre Sa-
brochas de difTercnles qualidades.virra na esqu- bretache 1 Levas ahi tintas o uns pincelos...
ni da ra do Templo para entrar na ra da i Isto nao sao pinceis, sao brochas I..
Vendme, quando se encontrou cara a cara com Ah 1 chamas a isso brochas Desculpa !
um iudividuo que vinha do lado opposlo. Estes i So tivessemos escovado os uniformes com estas
dous Ogures que tinham parado ao p do uro brochas iamos para o calabouco... Pintas em
miniatura ? Tira o meu retrato, que estou
proropto 1
bico degaz deram ambos um grito desorpreza e
exclamaran) :
Homem I Ser possivel ?...
Nao me engao 1
E' elle.
s t I
Sabretache 1 -
Patarata I
.- E cjue duvida I Sou eu, o Patarata, leu au-
Forte pastrano 1 Pois j viste tirar retratos
com islo?
Entao fazes quadros de batalbas?
Pinto tectos e casas, emfim procuro ganhar
a vida... e arranjo sempre umcobrlnho para po-
der dar aos amigos uma garrafa de vinho em unja
occasio como a de boje.
Termos medios 1.T40" 28' 20"
Estas differencas sao to uniformes (se excep-
tnarraos a das noites de 16 a 18 quanto ascen-
co recta) e lo consideraveis ; ellas tero mesmo
dado j em resultado uma distancia to visivel no
co enlre a primeira (de 12) e a actual posigo da .
estrella Eova, que podemos aflirmar sera risco de
errarmos que essa estrella move-se realmente, e
pouco mais ou menos 1." em ascenco recta, e
25' a 30' em declinago, por cada 24 horas, des-
crevendo de oriente para occidente, uma linha
que quasi coincide cora o plano da eclyptica ;
porquanto, embora aquellas determinages de
suas posiges nao tenham o cunho da exactido
mathemalica, nem das observaces feitas com
instrumentos aperfeicoados e proprios para a ,
medigo de distancias angulares, lodavia sao
aproximages vizinhas verdade, e era quo os
erros nao podem ir muitos minutos.
Um tal movimento em astros desla especie
extraordinario ; mas era qualquer sciencta, e so-
breludo na sciencia astronmica, nem sempre o
extraordinario provado impossivel.
[PublicadoJ Maranhense.)
engragado Eu ia t'a offerecer, mas
como teadianlaste, nao te farei a injuria de re-
cusar.
Os dous ex-soldados cnlraram era casa de um
vendedor de vinho, pediram uma garrafa e a
conversa continuou :
Estimo muito ler-lc encontrado, Sabrela-
ehe, e todava nao te procurara em Paris, pa-
rece-me que linhas-nos dilo que as ver teu re-
lho u'uma villa d'aqui perto... nao me lembra o
nome.
Bagnolcl, sim, com effeilo, vollei minha
aldeia com esperanzas de ver meu pai, de tratar
delle nos ltimos dias que lho reslavam. Mas os
acontecimientos contrariara tantas vezes os pro-
jectos da gente que era bem bora nao os fazer-
mos 1 Quando uheguei Ragnolet, meu pai ti-
nha partido... mas para a ultima viagem, para
aquella que lodos nos fazemos e algumas vezes
sera termos lempo do preparar as malas... Po-
bre pai I Eu estimara tanto dar-lhe ainda um
abraco e elle seria lo feliz com isso 1 Mas o
destino nao quiz, s pode ir chorar sobre o sea
tmulo no cemiterio da aldeia.
Sabretache calou-se e passou a mo pilos
olhos ; Patarata tomou um ar grave o en-
golio o copo de vinho do um trigo, dizendo :
Teu pai morreu ? Pois bebo este sua
saude I
Como I pois beber a sua saude, quando elle
j morto ?
Quero dizer a sua eternidade no outra mun-
do, em que julgo nao se corumetteru inius-
ligas I
Comprehendcs, Patarata, que nao adiando
mais em Bagnolet nem prenles nem amigos, eu
nao tinha razao alguma para ficnr em um lugar
que augmentava a minha tristeza. Ah 1 so eu
soubessso quo nao tornara a ver meu velho poi,
nao loria abandonado o regiment, (icaria cora os
camaradas. J me tinha acosluroadu a frica, c
l esperara a bala de algum Araba. Depois te-
nho quarenta annos. Fago pouco caso do tempo
que ainda me resta a viver. Mas emfim eu tinha
dado baixa, e nao goslo de parecer cata-vento :
quando mogo eu tinha sido pintor collador, vol-
lei Pars, e tornei primeira proOssao. Com o
dinheirinho que levava para o velho, mobiliei
soffri vel mente um quartinho na estrada do bair-
ro de Santo Antonio ; ahi que moro e p.ara on-
de vollava quando de de rentas com'.igo. Aqu
est limtim por lmim a minha historia. Agora
t, contina a tua cagada aos leoes. Estou te
ouvindo,
*
[ConUnuar-st-ha.]
ERN. TY, DE U. F.DE FARIA. IbW
IMUTILADOI


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