Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09133


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Full Text
1M XXXVI. HUMERO 182.
Pop (res mezes adiantados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6$000:
TERCA mu 7 DE AGOSTO DE 1865.
Por anno adiantado i9$000
Porte franco para o subscritor.
EXCARREGADOS DA SUBSCRIPTO' DO NORTE"
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. d-' Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maralo, o Sr. Manocl Jos Martins Ribei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Muracs Jnior ; Par, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronvmo da Costa.
PAKllOA UUs OKKEIa.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anlo, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinho e
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngizeira. Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as cjuartas-feiras.
Cabo.Serinhem, Rio Formoso.Una, Barreiros.
AguaPreta, Pimenleiras eNatalquintasfeiras.
lo los oscorreiospartem as 10 horas da manha.
EPHEMERIDES DO HEZ DE AGOSTO.
1 Luacheia as 3 horas e 14 minutos da larde.
9 Quarto minguante as 7 horas e 4 minutos da
tarde.
16 La nova as 8 horas da tarde.
23 Quarto crescente as 8 horas e 16 minutos da
manha.
31 La chela as 6 horas e 38 minutos da manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 9 horas e 18 minutos da manha.
Segundo as 9 horas e 42 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal docommercio : segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civcl; quartas e sabbados a urna
hora da larde.
PARTE OFFICIAL.
Govero
EXPE
da provine a.
DIA 4 DE ACOST DE 1860.
Officio an Exm. Sr. Manoel Duarte de Azovedo,
presidente do Piauhy.Accuso receido o offi-
cio de 13 de julho ultimo, em que V. Exc. se
dignou communicar-me ter naquella data tomado
posse da administra cao dessa provincia.
Aprovelto a opportunidade para assegurar a
V. Exc. que me achara sempre promplo para
eumprir as ordens de V. Exc, quer sejara rela-
tivas ao servico publico, quer ao particular de
V. Exc.
Hito ao Exm. Sr. presidente da provincia do
Para Uespondendo ao officio deV. Exc. de 23
de julho ultimo, acerca do individuo de nome
3oo Jos, tenho a dizer-lhe que em datado li
daquelle mez ministrei as informar-oes exigidas
por V. Exc. no seu citado officio.
Dito ao rommandantc das armas.Participan-
do-me o Exm. presidente da Parahiba em officio
de 24 de julho ultimo ter-sc apresentado volun-
tariamente ao delegado de polica de Campia
Grande, naquclla provincia, o desertor do quarto
Latalhao_ de arlilhoria a p Joaquim Manocl da
Assumpcao, que ser para aqui remetlido na pri-
meira opportunidade, assirn o comn.unico a V.
S. para seu conhccimenlo.
Dito ao mesmo.Pode V. S. mandar abrir as-
sentamento de praca ao recrula Joo Sabino dos
Santos, visto ter sido considerado apto para isso,
segundse ve do termo de inspeccao annexo ao
S. de 2 do corrente,' sob numero
de V.
officio
826.
Dito ao mesrao.PJe V. S. mandar abrir as-
scnlamenlo de praca ao paisano Herculuno Jos
do Nascinicnto que, offerecendo-se voluntaria-
mente para o servico do exercito, foi para isso
considerado apto como consta do termo de ins-
peccao annexo ao seu officio de 3 do corrente
sobn. 88. '
Dito ao mesmo.Transmiti por copia o offi-
cio que me dirigi o Exm. presidente do Cear,
a nota dos signaes caractersticos de Luiz Jos de
Vasconcellos c Manoel dos Santos Tereira, e in-
terrogatorios a que se refere o mesreo officio
afitn de que V. S. faca proceder s necessarias
ovenguacocs no intuito de saber se algum delles
l desertor do exercito.Igual ao chefe da estaco
naval.
Dito ao mesmo.Faco apresenlar a V. S. pa-
serem inspeccionados, os recrulas Manoel Jos
dos Santos Felicio, Manoel Rufino Carneiro, Mar-
I 1 ilippe Santiago, Joaquim Jos Laurentino
Arquilla Villanova, e Pedro los Ramos, e as-
sentar-lhes logo praca no caso de seren conside-
rados aptos para isso.
Dito io inspector da thesouraria de fazenda.__
-millo a V. S. para o fim conveniente, o iiu
- i de lettra, na importancia de 600-300Q
sacr -l.i thesouraria de rendas da provincia
do Rio uiande do Norte sobre essa c a favor de
- loaquim de Lima, ou de sua ordem.Com-
municou-se i E(m. presidente daquclla pro-
Dito ao mes no. Allendendo ao que me re-
quereu o bacharcl Tristao de Alencar Araripe,
de polici desta provincia, auloriso a V. S.
a mandar paga -llio sob minha responsabilidade
os scus vencii lentos do juiz de direito corres-
pondente ao ni ;z do junho ultimo, visto nao ha-
ver crdito pan esse despeza, que considero des-
tinada i alime itaco do supplicante.
Dito ao mesno.* Estando nos termos legaes
a folha, relaci o e pret juntos em dupplicata,
mande V. S. pigar ao capitao Domingos de Sou-
za Barros a importancia dos vencimentos no mez
Dito ao conselho administrativo. Recommen-
do ao conselho administrativo que nos termos do
seu regulamento, compre para fornecimento do
arsenal de guerra os objectos mencionados nos
pedidos juntos sob n. 36, 38 e 39.Comrounicou-
so a thesouraria de fazenda.
Dito ao director gf ral da instrueco publica.
Para poder resolver acerca do que represenlou
Vmc. em seu officio sob n. 100, relativamente
jubilaco do professor publico de Abreu de Una,
Joaquim dos Santos, apresse Vmc. a informado
que exigi esta presidencia em despacho lancado
no requerimento daquelle professor em 25 do
referido mez de junho, pedindo disistencia da ju-
bilaco que requereu.
os, em que haviam tomado paite as prncipaes|
potencias, e que por consequencia tinham o'
direito de screm ouvidas, ainda que o nao exer- !
cesseni, quando
DAS DA SEMANA.
6 Segunda. Transfigur. do Sr.no MonteTabor.
7 Terca. S. Caelano-fuodador; S. Donato b.
8 Quarta. s. Cyriaeo diac. ; S. Emiliano b.
9 Quinta. S. AfTonso Mara de I.ignorio fuod.
10 Sexta. S. Lourenco m. ; S. Asteria v. m.
11 Sabbado. Ss Tibureio e Suzana mm.
12 Domingo. S. Clara v. f. ; S. Gracilbno m.
ORDEM DO DA.
Primeira parte.
primeira discussao do projeclo de
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino FalcSo Dias; Bahia
Sr. Jos Martins Alvea; Rio de Janeiro, o Si,-
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBL'CO.
O propietario do diario Manoel Figueiroa da
Faria.nasua linaria praca da Independencia na.
o e o.
Continua a r
o julgassem desnecessario, por-: reforma eleitoral
tinha tambem o direito de ficar, O Sr. Teixeira Jnior encara a aueslo aue
separada das del.ber.coes. se assirn quizesse. se discute como da m.ior transcendencia.0 V
leen nnn -. f-____ ... r**'
que cada urna
iepa
O principe fez nolar que ha efectivamente con- isso que a reforma eslabelece em materia de
n'd'&r0*^.."3,opiniao,de a,8,,mas Potencias; eleicoesum. principiodiammraTmeme oppost'o ai
Pode tornar desojada a parle nessa reuniao. Os da le vigente. No seu entender una reform
LnAerA^!f.dM Pfdcm q"e os 1iusl" rela.i-l deSla ordem, que implicaf aler5Sonabasef,
"stema que nos rege, que to as
vos aquello paiz assentem em urna base europea, damental do'sy
e c evidente que a intervencao da Europa evita- eleices. nao ni
nho de 1860. Libamo Augusto) da Cunha Mal-
los.Jesuino Lamego Costa.
Sao apoiadas diversas emendas offerecidas pe-
los Srs. Pernoto de Azevedo, Cunha Mallos e La-
mego, enao apoiadas tres quo em seguida man-
da a mesa o Sr. Pcixoto de Azevedo.
O Sr. Franco de Almeida preenche o resto da
sessao, insisliodo em algumas consideracoes que
izera contra a proposta quando ella entrou
desia ordem, que implica alterado na baseYsr 11> discussao c procurando corneal
ysiema que nos rege, que sao as los por essa oa
poda ser aventada sem que a re- nistro da guerra.
> grandes cm baracoa s'potenciis belligera- IcTamass a'pnTao publica, sera quo b governo
.?r?S:P0_r-,ro.,ado na0 se Pdia neS" que estivesse convencido de sua importancia Pt-n-
em
rosargumen-
s por essa occasiao apresenlados pelo Sr. mi-
les
a tarefa
imposta ao congresso em consequencia
Portara o presidente da provincia, allendendo | dos assumptos da Italia aprsenla va "grandes" di-
ao que expozo coronel coramandanto das armas culdades
interino, em officio 16 do mez passado sob n. Quanto Russia, observou o principe de Gorls-
757, e Io do corrente sob n. 819, resolve nomear ichakoff, que eslava menos inlcressada as ques-
ao Dr. juiz municipal da 2a vara Francisco de toes italianas, do que muitas outras potoncias
Aiaujo Barros para exercer interinamente o car- e que por conseguinte melhor se poderia abslcr
de junho ultin
cionaes da vi li
o respectivo cd
officio de 13 de
nicoii-se ao co
Dilo ao mes
reu o bacharel
municipal e dej
o do destacamento de guardas na-
i de Flores, conforme requisitoo
mmandante suppcrior interino em
i julhc prximo findo. Commu-
amandanto superior respectivo,
no.Em vista do que me reque-
Francisco Augusto da Costa, juiz
orphaos do termo do Cabo, e ac-
tualmente no exercio da respectiva vara de direi-
to, autoriso a f. S. a mandar pagar-lhe sob mi-
nha responsab lidado o que se Ihe cstiver a dever
de seus vcnciilentos relativos ao mez de junho
mo. visto nao haver crdito para esse paga-
mporlancia cousidero destinada a
supplicante.
Dito ao mes no.Annuindo ao que me reque-
ren Joao Ignacio Ribeiro Roma, auloriso a V. S.
a mandar pa^ir sob minha responsabilidade a
quantia de 68(8000 quo se lhe est a dever pro-
veniente de medicamentos, que vendeu no mez
de maio ultimo, ao conselho administrativo do
arsenal de guerra para fornecimento da botica do
hospital mililar, visto nao hiver crdito para es-
a despeza, quie considero da natureza daquellas,
i 12 do artigo Io do decreto de 7
42.
mo.Mande V. S. pagar sob minha
de, visto nao haver crdito, a con-
ceu nos mezes de Janeiro a junho
vigario da freguezia do Altinho
Godoy Vasconcelos, que assim me
mmunicou-se aos Exms. ministros
da juslica e da fazenda.
Dito ao me mo. Constando de sua informa-
rrente, sob numero 790, que, por
lem sido paga a quantia de
que se est a dever a Genuino Jo-
|)veniente de assucar que forneceu
marinha nos mezes de abril a ju-
lho deste anni, auloriso a V. S. a mandar eflec-
amenlo sob minha responsabilida-
a despeza da natureza daquellas de
12 artigo 1 do decreto de 7 de
Diento, cuja
alimentaco d
de que trata
de maio de 1
Dito ao me
responsabilid
gra que veri
deste anno i
Agostinho de
requereu.Ci)
go de 2 do ccr
falta de credilo nao
l:095$946rs.
s da Rosa pr i
ao arsenal de
turar esse pa
de, por ser es
que trata o i
maio de 1848.
Dilo ao insjSeclor da thesouraria provincial.
:onsideracao o quo me expoz o che-
em officio de houtem, com referen-
gado de termo de T-acarat, recom-
a expedico de suas ordens para
Tomando em
fe de polica,
ca ao do dele]
mendo a V
que com urge acia seja entregue por adiantamen-
to ao referido delegado a quantia precisa para oc-
correr despeza provavel com o sustento dos
presos pobres daquelle termo.Communicou-se
ao chefe de p ilicia.
Dito ao tonmandante do corpo de polica.
PdeV. S. mandar abrir assentamento de praca
no corpo sol seu commando ao paisano Jos do
O' Cavalcanli e Joaquim do O'Cavalcanti que,
segundo o sei officio desla data, sob numero 311
oram julgad 'S aptos para o servico.
Dito ao corimandante superior* da guarda na-
cional do municipio de Garanhuus.Remello a
V. S. a folha dos vencimentos do lenle com-
rnandante d( destacamento da guarda nacional
da villa de Garanhnns Jacinlho Teixeira de Mello,
a qual me fo. transmitida pelo tenente-coronel
commandanti do balalho n. 28 de infamara da
guarda nacional sob o commando superior de V.
S. com officii
de que expon
as exigencias
em officio de
tia de 458600
de 15 do mez prximo Onde, fim
suas ordens para seren satisfeitas
do inspector da thesouraria de fa-
2enda, conslalntes do officio junto por copia.
Dito ao mesmo. Em vista da conta junta,
mande V. s. pagar a Antonio Borges da Fonseca
Jnior, confirme requisilou o chefe de polica
hontem, sob numero 1059, a quan-
rs. despendida no mez de junho ul-
timo com o sustento dos presos pobres da cadea
de Flores. Communicou-se ao chefe de polica.
Dilo ao director do arsenal de guerra.Em vis-
ta do que Vmc. informou em seu officio de hon-
tem sob n.2(3, com referencia pretencao de
Flix Jos de Sacramento Ramos, tenho a decla-
rar-lhe que i admita nesse arsenal, quando fr
possivel.
a
A
go de auditor de guerra no impedimento do Dr
juiz direito Amonio Francisco de Salles, na for-
ma do decreto n. 418 de 21 de junho de 1854.
Fizeram-se as convenientes communicaces.
Dita.O presidente da provincia, coiiforman-
do-se com o que propoz o chefe de polica em
officio de 3 do corrente sob n. 1,061 resolve no-
mear a Miguel Alexandrino da Fonseca Galvao
para o cargo de subdelegado de polica do dis-
tricto de Duas Barras, no termo de Serinhaem.
Communicou-se ao chefe de polica.
Dita.O presidente da provincia allendendo ao
que propoz o chefe de polica em officio de 3 do
corrente, sob n. 1056, resolve crear um dislricto
de subdelogacia de polica no lugar de Tamanda-
r, com a denominarlo de chistncto deTamanda-
r tendo por limilos* os mesmos do primeiro dis-
triclo de paz da freguezia de Una.Communicou-
se ao chefe de polica.
Dita.O Sr. gerente da companhia Pernambu-
cana mande transportar para o porto do Aracaty,
por conta do ministerio da guerra, no vapor Igua-
rass, ao official, pracas e volumes mencionados
na relaco jnnta assiguada pelo secretario do go-
verno. *
Relaco a que se refere a portara do Exm. Sr.
presidente da provincia desta data.
I Ajudante da companhia de pedestres da Boa-
visla Antonio Maria de Souza Lobo.
| 2o sargento Manoel Germano do Reg.
Soldado Manool Francisco dos Santos Vital Ca-
vaco.
Soldado Antonio Francisco Bispo Fclippe Nery.
lcaixoes c cunhetes com artigos de fardamento,
armamento c munires.
7 rolos de esleirs de carnauba.
Earpedienle do secretario do governo.
Officio ao commsndante da eslaco naval.__O
Exm. Sr. presidente da provincia, "approvaudo a
deliberarao que tomou V. S. relativamente a sa-
bida do vapor Piroja, assim o manda communi-
caj a V. S. em rcsposla ao seu officio de hontem
sol u-143: -
Dito ao inspector da thesouraria provincial.__S.
Exc. o Sr. presidente da provincia, manda acu-
sar a recepcao do officio de hontem, sob n. 326,
em que V. S. participa haver remetlido ao ins-
pector da thesouraria provincial da Bahia a pri-
meira via de urna lettra na importancia de 100$
para pagamento de Tinte cxemplares da obra
Manual pratico do lavrador de canna de assu-
car.
Dito aojuiz de direito doPo d'Alho.S. Exc.
o Sr. presidente da provincia, manda aecusar re-
cebido o officio que V. S. lhe dirigi em 23 de
julho ultimo, participando que nomera a Fran-
cisco Manoel Bezerra de Vasconcellos para servir
interinamente o cargo de promotor publico dessa
comarca, durante o impedimento do eTectivo, ba-
charel Manoel Innoccncio Pires de Figueiredo
Camargo, que se acha no gozo de liecnca.Fi-
zeram-se as convenientes communlcacOes.
DESPACHOS DO DA 4 DE AGOSTO.
Tfefluenmen/os.
1071.Armindo Jos de Olveira.Apresente-
so no qnarlel do commando das armas.
1072.Agostinho de Godoy c Vasconcellos,
vigario da freguezia do Altinho.Dirija-sc a the-
souraria de fazenda, a qnem se expede ordem
para o pagamento requerido.
173.Carceiro & Irmo Informe o conselho
administrativo para fornecimento do arsenal de
guerra.
1074.Bacharcl Francisco Augusto da Costa
juiz municipal do lermc do Cabo. Dirja-se a
thesouraria de fazenda, a quem se expede ordem
para o pagamento requerido.
1075.Ignacio Cardoso da Silva. Informe o
Sr. Dr. chefe de polica.
1076.Flix Jos do Sacramento Ramos. O
director do arsenal de guerra lera ordem para at-
lender o supplicante quando fr possvel.
1077.Jos da Costa Brandao Cordeiro.Em
vista da inforrr.acao, nao lem lugar o que re-
quer.
1078,Jos Vicente Godinho.Espere que ba-
ja credilo.
1079.Jos de Barros Lima.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda, ouviudo o
administrador da mesa do consulado.
1080.Joao Ignacio Ribeiro Roma.Dirija-se
a thesouraria de fazenda, a quem se expede or-
dem para o pagamento requerido.
1081.Manoei Ferreira Accioly. Informe o
Sr. inspector da thesouraria provincial.
Fica a discussao adiada pela hora. -
O Sr. Presidente d para ordem do dia as ma-
i procurado nos ac- tenas anteriormente designadas, tanto na primei-
ra como na segunda parte, e levante asesso dc-
pois das 3 horas da tarde.
do tomar parte em taes ajustes. A Russia con-
ceita, comludo, que esses assumptos nao podem
separar-so de todo dos interesses geraes da Eu-
ropa, e conseguntcmento dos scus. Nao recu-
sar o congresso, se fr proposto, mas est re-
solvida a nao tomar a iniciativa do urna proposla
n'csle sentido. A Prussia compromelleu a Rus-
sia a loma-la ; mas o gabinete de S. Pelersbur-
go recusa positivamente. lia outra condicao,
accresccnlou o principe, que consideramos cmo ;imerpella5esIdfr'gds'1em um
essencial para que formemos parte de um con- tecedentes pelo Sr. OcUvi.no. e a resposlu qu-
gresso que a Inglaterra e a Prussia ali assistam Ihes deu o Sr. ministro do imperio satslizeram
orador.
sando assim, o orador
tos do gabinete o pensamento 'que o dominava "a
tal respeito, porque em questoes destas misler
que o governo tome urna posicao clara e defi-
nida. Com effeito no relatorio do imperio achou
quanto lhe bastava para fazer o seu juizo. A dis-
cussao do voto de gragas, porm, e as palavras
por essa occasio proferidas pelo Sr. presidente
do conselho suscilaram-lhe posteriormente se-
rias apprehenocs.
O gabinete pareceu-lhe que tomava entao urna
posifao expectante, que o orador nao julga com-
pativel com a de um governo sob o nosso rgi-
men.
Tratou, pois, de pedir a palavra para provo-
r f.fi-l'f'Sf?! -de tambem.
O principe de Gortschukoff leu-mc em seguida
os dous despachos do baro de Brunnow, ree-
rindo as conversas, em que lhe lendes feilo co-
nliecer quaes sao as ideas do governo de S. M.,
e observou-me que os dous governos estavam
mui prximos de pensar o mesmo sobre a ques-
to.
Se, porm, conseguio este ultimo senhor des-
vanecer-lhe as apprehcnsoes a respeito da soli-
danedade do gabinete quanto reforma em si.
outro tanto nao succedeu pelo que respeita
queslaoda opportunidade.
O orador expor, pois, cmara com fran-
Accresccnlou que S. M o tinha enearrega- queza quaes sao as'apprehcnsoes que i
do de dizer-mc que lera os dous despachos com restara.
grande nlercssc, e que as ideas de V. Exc. lhe
tinham parecido razoaveis c pralicaveis, alm
disso, que experimenlava urna viva satisfaco em
saber que a Inglaterra e Russia, excepto algumas
divergencias de opinio que existiam cnlre ellas
sobre certos pontos, marchavam de accordo na
presente occasio.
O principe de Goitschakoff indicou-me que
accreditava que a Inglaterra e a Russia se en-
contrariam muilo mais unidas na queslao da Ita-
lia, do que se siippuuha geralmcnte. A Russia
ha de entrar na queslao com o desojo sincero de
mclhorar as condicoes do paiz. Para satisfazer
este desejo nao ha de abdicar em favor de ne-
uhuma doutrina externa, absoluta ou liberal, c
tratar de collocar os governos da Italia em urna
posicao em que possam prosperar pelo livre de-
senvolvimento dos seus recursos naturaes, mais
Quanlo ao primeiro ponto cardeal do projeclo
que consiste cm modificar a disposicao da lei de
1855, o orador nao lem duvida a tespeilo de sua
milidade ; pelo que respeila, porm, oppor-
tunidade o orador v6 que o projeclo nao satis-
faz nem s vistas do gabinete, nem s vistas da
commissao. O alargamenlo dos circuios eleito-
raes basea-se emque o systcma vigente ames-
quinha a posicao do depulado lomando o advo-
gado de niercsses lcaos e particulares, cm vez
de representante dos interesses geraes. O que
propoe, porm, a commissao modifica mas nao
destrc o inconveniente allegado. O proprio Sr.
Saraivadeclarou que nao julgava o projeclo co-
mo o melhor de todos, e o orador nao sabe se
em taes casos se deve laucar mo do meos que
naosejam decisivos e que" a cada passo preciscro
ser refermados. Com o projecto aclual elle re-
do que pelos dos systemas ou pelas formas par- ceia que na legislatura seguiule se venha i oe-
tlCUlHr lmnncl.1 nnli>c octrnnrcnirne ili.-.,., .... .1..___-. r
EXTERIOR.
O documento que vamos publicar em seguida
nao de urna dala rcenle, mas o assumplo de
que trata de ainda merecer todo o inleresse. Nao
vai muilo longe o ajuste de Villafranca, nem
esqueceu ainda que as nacoes signatarias dos
tratados de Vienna de 1815 foram convidadas pe-
la Franca para se reunirem em congresso, afim
de regularem os negocios relativos Italia
central
S ha pouco appareceu na imprensa peridica
o documento de que fallamos. O ministro inglez
em S. Petersburgo escreveu a lord Russell um
despacho sobre n reunio do congresso curopou.
iNesla sua communicaco refere o ministro bri-
tannco qual foi a mancira por que o principe de
Gortschakoff se tinha expressado sobre o assump-
lo de que as potencias se tinham de oceupar.
Publicamos, pois, a nota de lord Cramplon,
nao s porque temos dado publicidade a lodos os
documentos diplomticos trocados enlre os di-
versos gabinetes, mas porque manifesta qual era
a opinio da Russia sobre a queslao da conferen-
cia antes da queslao do adiamento indefinido.
Despacho de sir John Crampton a lord John
Russell.
S. Petersburgo, 29 de julbo de 1859.
Tlve urna conferencia com o principe de Gorts-
chakoff acerca do ajuste de Villafranca, e da
queslao de saber at que ponto convem lorna-lo
objecto das deliberaces de um congresso eu-
ropeo.
O principe ee Gorlschakaff disse logo que me
pedia para destruir urna impressSo errnea que
pareca ter dominado em Pars. Suppoz-se, dis-
se elle, que a Russia desejava formar parte de
um congresso, c que pretenda a sua immediata
reunio. Mas islo um erro. A Russia, che-
gada da noticia do armisticio, e da indceco
summana dos preliminares para um tratado de
paz, que foram acceitos pelos dous imperadores,
limilou-se a emittir a sua opinioque ainda
nao abandonou de que muitos dos ajustes pro-
postos conlinham por sua natureza questoes pro-
pnas para serem submeltdas a urna deliberaco
europea, porque esses ajustes modificara ima-
liculares impostas pelos eslrangeiros
Em quante paite da Italia submellda a urna
auloridade ecclesiaslica, o prncipe deelorou
que, se adheiir inicuamente aos desejosmanifes-
tados em diversas pocas pelo governo de S. M.
a respeilo da conveniencia de abandonar esle
ponto delicado ao aecrdo das potencias calho-
licas romanas, a Russia scismatica, assim como
a Inglaterra protestante, devem, quanto seja
possivel, evitar envolver-se cm um assumplo, no
qual jamis se pensara que obrassem com de-
sinteresse, por mats puras que fossem as razes
que para isso livessem.
Como, alm disso, a Russia tem sempre
resistido com a maior energa contra qualquer
intervencao eslrangcira, quando se tratou dos
interesses da egreja orihodoxa, nao poderia ago-
ra inlervir nos assumptos da egreja romana.
Pelo que toca maneira de submetler as ques-
toes da Italia deliberado da Europa, o princi-
pe de Gortschakoff de parecer que as delibera-
ces devem vcrificar-sc na forma e com as so-
lemnidades do costume para os assumptos in-
ternaciones, isto em um congresso, e nao em
urna simples conferencia.
Ainda quo o principe de Gortschakoff se lirai-
tou nesta conversa a fazer sobresahir que a Rus-
sia nao desoja ardentemente um congresso, pa-
rece convencido de que se creara urna siluago
gravo, se as potencias neutraes se manlivessem
separadas, deixondo s beligerantes o cuidade
de exeeutar as estipulaees de Zurich.
A este respeilo, disse" o principe que as poten-
cias neulraes nao podiam abster-se mais do que
cora a condicao de guardarem o mais completo
silencio quanto s suas opinies sobre o as-
sumto. Esse silencio, disse o principe, seria
mui grave e al ameacador Accrescentou que o
silencio produziria tambera o maior efieito de
alentar as poyoaces da Italia, que se nao satis-
faziam com ajustes propostos, c se opporiam
sua execucao com a esperanca de que os seus
proprios desejos e doutrinas "cncoulrariam na
realidade defensores nos goveruos que, pelo seu
silencio, podessem suppor contrarios s estipu-
laees de Villafranca.
O principe de Gortschakoff concluio a nossa
conversado, dizendo que qualquer que fossem
as duvidas e as difficuldados que cercam a crise
aclual pode cerlificar-vos urna cousa com toda a
seguranca, s saber: que S. M. experimentou
cordeal satisfaco, quando soube que se tinha
reslabelecido a paz.
O tom da conversaco do principe foi extrema-
mente amigavcl para com a Inglaterra.
( bornal do Commercio de Lisboa. )
INTERIOR.
ItIO DE ,1AM IltO.
ASSEMBLEA GERAL LEGISLATIVA
CMARA DOS SRS- DEPUTADOS.
SESSAO EM 21 DE JUNHO DE 1860.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Abrc-se a sessao.
Lida a acta da anterior approvada.
O Sr. 1. secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do ministerio da guerra, remet-
iendo requsico da cmara, as informaces re-
lativas pretencao de D. Isabel Maria Brssamc,
viuva do coronel reformado da exlincla segunda
Iinha Antonio Bressame Leite Pereira.A quem
fez a requsico.
Um requerimento de Francisco de Paula Pe-
reira Pinto, official papelista da adminislraco
dos crrelos da provincia de Minas-Geraes, pe-
dindo que se iguale os vencimentos que per-
cebe aos dos mais empregados da mesma ca-
thegoria.A' commissao de penses e orde-
nados.
Outro requerimento de Manoel Tavares da Ro-
cha, pedindo o pagamento de seis notas do the-
souro do valor de 50J cada urna.A' commissao
de fazenda.
Outro de Antonio Ribeiro Campos Jnior, pe-
dindo o lugar de official da secretaria desta c-
mara.A' commissao de polica.
E' lido, posto em discussao, e approvado um
parecer da commissao de fazenda, resolvendo
que sobre a pretencao do prior e mais irmaos
da ordem terceira do Carmo da cidade de Ouro
Preto seja ouvido o governo pelo ministerio da
fazenda.
Lido outro parecer da commissao de instrue-
co publica, julgado objecto de deliberaco e
vai a imprimir para entrama ordem dos traba-
Ihos.
dir urna nova alteraco.
Alm disso teme "que, nao havendo tempo de
se fazer votar a reforma no senado, a cmara
futura fique sujeita a ser eleila por um systema
de antemo reprovado por parte do corpo' legis-
lativo.
Tambem nao comprehende como a eleico pe-
los crculos actuaes possa amesquinhar a posi-
cao do deputado. Se elle comprehendo o seu
dever nao ha risco de que venha advogar inte-
resses llegilimos. Quanto aos interesses legti-
mos, embora particulares, de sua obrigaco
pugnar por elles, e longe de haver nisso incon-
veniente, ha um verdadeiro servico prestado
adminislraco publica.
Feilas estas considerarles, o orador termina
citando algumas palavras de um discurso ultimo
do Sr. presidente do conselho, que confirmam as
apprehensoes que acaba de manifestar sobre a
opportunidade da medida.
O Sr. Seraio de Macedo depois de algumas
consideracoes a respeito do procedmento do
partido conservador em materia de reformas elei-
toraes, declara em resposta s arguices feilas
sobre urna volta ao antgo rgimen que tal
nao foi sua inlengo quando apresentou o pro-
jeclo inicial que servio de base ao parecer da
commissao. O orador nao aconselha de modone-
nhum a volta a esse rgimen. Tambem nao foi
o projecto um meio de seguranca para candida-
tos que corressem risco : protesta contra isto a
chronologia.
Depois o orador procura moslra quaes as ideas
que geralmente dominam a respeito de garant-
as a sinceridade do voto, citando exemplo de di-
versos paizes.
Passa ento a contestar alguns argumentos a-
presntados contra a opportunidade do projecto,
e diz que o modo porque se passaram as ulti-
mas cleicoes e que se attribue excellencia da
le vigente nao foi senao consequencia do estado
dos espirilos nessa occasio. Mesmo sob o r-
gimen enligo, dando-se as circumstancias que se
davao o resultado seria idntico ; ah esto pa-
ra prora as ultimas cleicoes de senadores, que
dero pacificamente lugar a diversas opinies, e
que entretanto foram feilas por provincias. Nao
lhe parece tambem um obstculo a falla de lem-
po que se diz ter o governo para proceder ao
alargamenlo dos circuios. Esse trabalho hoje
lacil, porque j se possuem os dados e informa-
ces colhidas para realisar-se a lei vigente.
Depois de mais outras consideracoes o orador
ermina declarando que o systema da reforma
lhe parece aquello que se deve definitivamente
adoptar para as eleices do Brrsil.
Fica a discussao adiada pela hora.
Segunda parte'
Proccdendo-se votacao do artigo addilivo da
proposta de flxaro da forca naval, encerrada em
sessao de 20, approvado, passando o projecto
3.a discussao
Entra em 3," discussao a proposla do governo fi-
5 L?8 for?as de ,erra Dara flnno financeiro
de 1861 1862, com as seguintes emendas appro-
vadas na 2." discussao :
Accrescente-se. A assembla geral de-
creta :
O paragrapho nico do art. 4. subtilua-sc
pelo seguiule :
Os estrangeiros que estiverem as circums-
tancias da lei e se quizerem contratar para ser-
vir no exercito gozaro das mesmas vantagens
pecuniarias que os nacionacs. Depois de 2 an-
nos de servico sem nota poderlo ser elles natu-
ralisados cidadaos brasileiros. Fica subentendi-
do que nos corpos de mais de 4 companhias nao
scroa admitiidos mais de 100eslrangeiros nos de
menos de 4 companhias al 50, e as compa-
nhias avulsas nunca mais da terga parte da for-
ra no estado completo.
Art. 7. (addilivo). Fica revogado o art, 26
do regulamento n. 772 de 31 de marco de 1851.
Esta disposicao permanente
a Art. 8. (addilivo). O governo fica desde j
aulorisado :
1.a A reformar a conladoria geral da guerra,
pagadorias das tropas, assenaesde guerra, arma-
zens de artigos bellicos e os conselhos adminis-
trativos para fornecimento dos arsenaes, nao au-
gmentando o pessoal ora existente nessas esta-
ces, nem elevando os ordenados dos respectivos
empregados, alero dos que percebem os de igual
categora do thesouro publico nacional e dos ar-
senaes de marinha, segundo a natureza daquel-
las reparticoes. Esta disposicao s tere vigor at
a praxima futura sessao legislativa.
a 2. Aaugmenlar o quadro do corpo de saude
do exercilo, dando-lhe nova organisaco.
Art. 9." (addilivo). As disposices da pre-
sente lei ficao em vigor desde i.
Art. 10 (additivov. Fico revogadas todas as
disposices em con'.rario.
Pajo da cainita dos depulados, em 16 de ju-
SESSAO EM 22 DE JUNHO DE 1860.
Presidencia do Sr. conde de Baependy
Abre-se a sessao.
Lida a acta da anterior, approvada.
O Sr. 1. Secretario d conta de dous reque-
rimenlos de Valenlim Jos de Almeida, Manoel
i Coquejo de Sampaio e Feliciano Coquejo de
Sampaio, pedindo para se naturalisarem brasi-
leiros; e de um parecer da commissao de pen-
ses e ordenados, resolvendo quo se peco in-
formaces ao governo acerca do requerimento
em que Victorino Pinto de Sampaio pede que so
converta em ordenado a somma de 200;? rs. que
percebe como gratficaco.
ORDEM* DO DIA.
Primeira parte.
Contiuua a discussao do projecto de reforma
eleitoral.
O Sr. Landulphn corueca lembrando as pala-
vjas de um distincto parlamentar francez, o qual
diz que em poltica a franqueza nao s ama
necessidade mas tambem um dever Como, po-
rm, enlre ns se lem feilo da franqueza um
crime e da dissimulaco urna virtude, tema vir
expender suas opinies com sanguc fri. En-
tretanto, depois que fallou o Sr. ministro do im-
perio julgou de seu dever aceitar a especie de
desafio que S. Exc. lancou a alguns dos poucos
membros que leem feilo na casa manfestaces
contra o governo.
Entendeu lambem que poraescrupulo de consci-
encia devia mostrar que suas opinies e seu voto
no anno passado nao foram uiua guerra pessoal
ao ministerio decahido, que devia mostrar estar
mar que a opposico apenas de quatro, cinc.,
ou seis membros?
Quizera o orador saber so em poltica se deix-
enlender por opoio o silencio parlamentar e
algum ministerio pode ver urna sigiiifkaeo nao
duvidosa quando a cmara se mostrar prplexa
no apoio que lhe deve dar.
Alm disto observou tambem que o ministerio
levo lodo o cuidado de apresenlar ainda urna vez
na falla do throno o catalogo das necesidades
publicas, deixando sem soluco os ruis urgente*
problemas sociaes e conlenlando-se com palea-
mos esteris, que nao podem produzr beneficio
algum real.
O ministerio lem pedido que se apresenten.
lacios, que so precisem bem os pontos da diver-
gencia da opposico. Ainda que nao houvessem
tactos para determinar semelhantes divergencias
poder-sc-hia responder que os gevernos nao sao
someule aecusados pelo que fazera de mo mas
anda por aquillo que deixam de fazer de bm.
O que e de fado que se lem feilo em proveito
do paiz (essa pergunta nao se dirige snieute ao
aclual gabinete)? Temos tido um longo periodo de
paz; mas em que c que essa paz nos tem apro-
veitado ? Estamos habituados a ver que os perio-
dos de paz trazem a abundancia e que facilitara a
solucao dos problemas importantes. Entretanto
vemos o paiz sem recursos, temos em presenca
um dficit, urna colonisaco enlosada, as estra-
das paralysadas e a industria moribunda apenas
nascida. ^ e
A siluacao m o ministerio reconheceu-a
pessima nos documentos apresenlados e as ds-
cussoes do corpo legislativo. E no enlanto al-
gumas vezes o governo diz que a situaco a me-
lhor possivel!.. A situaco m, porque ha des-
crenca geral, porque o ministerio vem reconhe-
cer peranle o parlamento que elle nao filho
legitimo da opinio, porque declara que o nosso
estado financeiro o peor possivel. E porque
meios se ha de sanar ludo isto ? Ser com a
creacao de um novo ministerio e com a reforma
eleitoral ?
J urna vez o orador rccouh3ccu no parlamen-
to as difliculdades da nossa situaco. mas aquel-
es que o honrarara com sua altenco ho de es-
lar Iembrados que elle apontou, sera que nin-
guera reclaraasse, .onde eslava a ori?cm do mal.
A siluacao m, disse elle, porque o poder exe-
cujivo lem absorvdo ludo, porque a cenlraliso
. (nao essa centralsacio que tira um bolo s pro-
hojo em coherencia discrepando das opinies do vuicias) ludo relrate as mos do governo cTes-
gabinete. O Sr. ministro do imperio perguntou maga toda a iniciativa, quer individual, quer mu-
quaes as razoes por quo divergem do gabinete j nicipal. quer provincial. E" para esle ponto que
aquetlesque se teera manifestado em opposico. deviam convergir tdds^o-csrcos do gabinete
O orador_ vai dizer por sua parte quaes sejam E como que os nobres ministros entenderam
essas razoes, sem ler a pretencao de presentar que este mal devia ser sanado que soluco lhe
o pensamento dos lluslres membros que formo trouxeram ? ser cora o projecto que concede aos
75'' ., I Presidentes de provinc.a am conselho a quem de-
Habituado desde muilo empo a procurar na vem ouvir em certos casos, e que Ihes d alu-
logica dos acontecimentos polticos a explicacao mas aliribuices que competiam ao minisleriodo
das siluaces que se apresentam, confessa que'imperio? ser com as emendas ao projecto do
tem neste momento diffieuldade em formar juizo, ex-minislro da fazenda ou com esla reforma elei-
sobre a situaco actual. toral? u"n
Acamara comprehende que os acontecimenlos A situaco lo m, que 0 orador nao ood,.
polilicosde um paiz que se rege pelo systema descreve-la melhor do que citando j que as ci-
tiberalnao podem ser senao inspirados pela opi-1 taces esto em moda, uro trecho de uin escrip-
pubhca. Ha urna certa lgica que nao tor francez que muilo deve agradar ao Sr. ex-
ministro de eslrangeiros (o Sr. Prannos!.
O trecho de Royer Collard. (Risadas.) Ei-lo :
gpverno representativo nao foi somonte
subvertido pelo governo imperial; foi pervertido
obra contra a sua natureza ; cm lugar de elevar-
nos abate-nos ; em lugar de excitar a energa
commum, abandona tristemente a cada qual no
fundo da fraqueza individual ; em lugar de ali-
mentar o sentimento da honra, que nosso es-
pirito publico e a dignidado da nossa naco, suf-
foca-o, proscreve-o, pune-nos, por sabermos re-
nunciar a nossa eslima e dos outros. Vossos
pas, scuhores, nao conheceram tao profunda hu-
milhaco : elles nao virara a corrupeo colloca-
da no direito publico c offerecida ju'ventudc es-
licito desvirtuar, que nao licito a'nenhum
pensamento poltico desment-la perante o par-
lamento.
A cmara viu quo no anno passado o ministe-
rio de 12 de dezembro, depois de urna victoria
difficil que lhe quebrantou todas as torcas, re-
conheceu que nao podia continuar na adminis-
lraco e, nao podeodo obter a dissoluco do
parlamento entendeu necessaria a sua pro-
pria dissoluco e reahsou-a. O que se viu
depois da dissoluco do gabinete de 12 de de-
zembro? Foi chamado a organisar o novo minis-
terio um Ilustre parlamentar, que se achava em
opposico de doutrinas com o gabinete cnido,
foram chamados para outras pastas tres mem-
bros da cemara, que haviam tambem militado
uas fileiras da opposico.
Parece, porm, que os nossos homens pol-
ticos antes quercro fazer concesscs do que ser
lgicos, lemeu o novo gabinete as difliculdades
que haviam de surgir no parlamento, e fez urna
concesso niaioria vencida. As apprehcnsoes,
que se tinham suscitado desde o comeco da ses-
sao do anno passado, foram em parle desvane-
cidas pelo Sr. presidente do conselho. A cma-
ra viu que um amigo do ministerio, sem previo
accordo com a opposico victoriosa, nem com a
maioria vencida, dirigiu ao gabinete interpella-
Ces que versaram principalmente sobre o projec-
to que mais tenha dividido o parlamento. O Sr.
presidente do conselho respondeu que neste
particular careca fazer estudos, que havia trazer
os resultados desses estudo3 ao parlamento, e
que ento apresentaria as medidas necessa-
rias.
potador sempre entendeu que um estadista,
principalmente da ordem do organisado do novo
gabinete, nao pode vir dizer so paiz que precisa
fazer estudo sobre materias j discutidas, c que
nao tem opinio formada sobre taes materias ;
sempre entendeu que lodo o estadista lera obri-
gaco de estar preparado para todas as eventua-
lidades, saber a todo momento qual a direceo
quo cumpro imprimir aos negocios.
Entretanto, apezar desta declaraco, que nao
foi satisfactoria, o orador entendeu com seus
amigos que devia esperar pelos acontecimenlos.
Nao ignora a cmara que os factos que se suc-
cederam nao devio deixar muita esperanca aos
que fizeram opposico no anno passado : j o
decreto do sello, j"a resurreico da diviso do
ministerio do impeno, j posteriormente as
emendas apresentadas no senado, pelo Sr. pre-
sidente do conselho ao projecto bancario, j a
idea do projeclo de lei eleitoral devio t-los
posto de sobreaviso sobre as tendencias do gabi-
nete.
O que sobreludo isso, porm, mais impressio-
nou ao orador foi a discussao do voto de gracas.
Viu elle levantar-se, nao para defender o gabi-
nete, mas para justificar peranle a cmara a sua
coherencia de ideas um distincto membro que
pertencera opposico do anno passado ( o Sr.
Saraiva); viu tambem levantar-se para o mesmo
fim uro outro membro, que fi/era parto da maioria
nesta poca (o Sr. Nebias.) Destas duas cohe-
rencias se pode concluir : ou que havia urna
especie de duplicidade na poltica ou que nao
era fundamentada a divergencia que ento sepa-
rava aquelles dous membros, ou que finalmen-
te se descobriu a conciliaco dos principios que
que havio debatido no parlamento.
Se isto cerlo, apenas observar o orador que
pena que o anno passado nao se tivesse feilo
toda a luz, porque considera como um mal esta
incerteza ciostaDilidade a respeito dos ministe-
rios quo succedem ; se o anno psssado era pos-
sivel chegar-se a um accordo com as doutrinas
do honrado minislro da fazenda, nao valia a pena
ter-se mudado o pessoal do gabinete.
Na discussao do voto de gragas observou o
orador que apenas os proprios ministros se le-
vantaran) para defender sua poltica ; notou sem
saber explicar a reserva da opposico, de cujo
seio sahira o novo gabinete ; notou ainda o
apoio tcito que lhe prestava a maioria do anno
passado. Nao se illudiu, porm, com a posicao
que tomava aquello grupo : todos viram a paz
armada em que se collocaram os parlamentares
que havio defendido o ministerio de 12 de de-
zembro.
Esta siluacao nao pode ser boa para ministerio
algum.
Nao ha governo a quera ella possa dar torgas.
Como pois, que o nobre ministro do imperio
paulada, como urna urna lico da idade madura >.
Depois de todas estas apreciac&es que o gabi-
nete tem feilo da situago, sem "ter altenlado no
verdadeiro ponto do mal, ha ainda urna queslao
que determina a separaco dos opposicionisias,
queslao pela qual se parece ter a prelenco de
aquebranlar ainda mais a prerogaliva parla-
mentar.
O orador maravilhou-se de ver o Sr. ministro
do Imperio, horaem de talento e do estudos for-
tes, que tem conhecimeolo do rgimen parla-
mentar das nacoes cultas, sustentar que os mi-
nistros nao teem responsabilidade nos actos do
poder moderador I Qual o principio que domi-
na todas as coustiluiccs livres?
Eslava persuadido o orador de que nao ha po-
der que possa ludo, e que as altribuices de ca-
da um delles leem urna limilacao pvefixa. O
parlamento, cujo destino fazer leis, limitado
pela sanego: os actos do poder executivo s
teera valor com a referencia dos miuislros, o to-
do o acto que tem referenda do responsabili-
dade ministerial. (Diversos apartes e reclama-
Coes.) Onde que diz a constituco do imperio
que ha poder sem limilacao ? Como se compre-
hende o poder neutro, de q"ue nos fallou o Sr. mi-
nistro do imperio, com aeco activa?... (Apartes
do Sr. ministro do imperio )
Nesse caso, responde o orador, haveis de reco-
nhecer boje aquillo que honlem negastes ; isto .
que os ministros teem responsabilidade plena e
inleira nos actos do poder moderador. Depois,
basta conceder que os actos do poder moderador
podem ser bons ou mos para se seguir dahi que
ou os ministros sao responsaves ou acabou-se a
responsabilidade. (Apartes do Sr. ministro do
imperio.) O Sr. minislro do imperio nao repara
que os aclos do poder moderador sao os mesmos
que perlencem ero todas as constituices aos che-
fes do poder executivo. S. Exc. no'repara que a
palavramoleradornao c seno um luxo, um
apparato, para augmentar o prestigio do chefe do
execulivo.
S. Exc. citou a hypolhesc de um ministerio
que recusa-se a referenda de sua propria disso-
luco. Em primeiro lugar, a hypothese impos-
sivcl. Os elementos de vida de um ministerio
sao a confianca da cora e a do parlamento ; e~
pois, perdida esla, nao haver ministerio algum
que insista em manter-se...
O Sr. Ministro do Imperio interrompe, per-
gunlando como ho de proceder os ministerios
reconhecendo que a sua dissoluco occasiona um
grande mal.
O Orador prosegue, respondendo que nesse
caso o ministerio vem ao parlamento declarar-se
irrosponsavel pelos males futuros, a responsabi-
lidade nao dura seno at o ultimo momento de
sua existencia como ministerio: ella succede e
nao precede aos factos.
Na falta de outros principios baslavam estes
para saber-se quaes sao as ideas que dirigem a
opposico. Mas S. Exc. o Sr. ministro do impe-
rio nao se contenta com islo; quer ainda saber
quaes os meios de que se servir a opposico pa-
ra realisar suas ideas.
O orador poderia responder com as palavras
sensatas do honrado Sr. ex-ministro do imperio,
quando membro da opposico ao gabinete de 4
de maio (o Sr. Sergio de Macedo). S. Exc. disso
ento : As opposices leem urna misso : a.
critica. A critica fundada cm urna doutrina.
Nao pois, mis'.erque venhamos apontar quaes
os nossos meios, porque tendes razo para poder
deduzi-ios dessa doutrina. S. Exc. perguntou
opposico quaes os meios praticos que tinha para
realizar suas doutrinas.
De duas cousas segu-se urna : ou S. Exc acei-
ta os principios da opposico e nao sabe execu-
ta-los, e nesse caso deve resignar o poder por
*eio dizer na sessio antecedente que ha urna I sua incapacidade ; ou nao aceita lacs principios o
caioriaque apoia o gabinete ? como vem afJQr-1 eatao incumbe-lhe domoosirar que a opposico


W)
DIARIO DE FERSAMBUCO. TERCA FE1BA7 DE AGOSTO DE 1860.
est em erro. Se, Dorro, essa pergunta por par-
te de S. Exc. nao foi senao filha da cutiosidade,
n orador por sua parte nao est disposlo a sats-
azer essa curiosidadc.
Todo o gjveruo serio lera necessariaroente urna
misso : lem urna significagao : Logo que
nenhum concurrente, aiuda que o recvnheca mais soluco lu desacertada, illegal e arbitraria ; pro- { o approvaodo a deliberaco que luiiiara ella de i resistencia ao lurbilho de prazeres que a devo-
habil c ni ais capaz de desempeuhar a misso. Ivam-o as palavras por ello antecedentemente enearrrgar da inspecro das rezos, destinadas ao ravam. O apparecimento casual em sua casa de
Se a existencia desse vicio considerada pelo i proferidas o sonado a respeilo desla mesma
gorerno um escndalo que desmoralise a clei- questo.
Sao, lembre-seque, se al aqui esse escandaloso | Em ludo islo, porm, 0 orador nao v senao a
produzia em menor escala e em segredo, com a irreflexo que preside todos os actos da vida po-
ltica de S. Exc.
E' de notar, entretanto, que essas irreflexces
. trarem sempre um cunho especial, isto 6, sao
is veieVnas pastas mesmo pessoal! Mas \ <*? imperio, que conhece o poder do goyerno para muito premeditadas. S. Exc. sabia que o gover-
um embarago de obstar abusos, vem perguntar aos ltboraes que no nao poda ler autondade para semelhante me-
SZ es 1 nd.: ^TSWSVTWS: I -forma ello tomar proporges e avultara na ra;
vaece elle deixa de existir, embora, por nina ano-, "do augmento dos candidos,
malia'do que s ha exemp o no nosso paiz. sub- Nao sabe o orador como q. Sr. minulro
ta s vezes oas pastas o mesmo pessoal. Mas <*? imperio, que conhece o poder do goyerno para
?nL..aomaisgoverno, um embaraco de >8lar abusos vem perguntar aos Ubcraes que
g ern ; nao ais unta idea que se deso.vol- protestam contra a reforma se acaso se querera
ve urna atalidadc que se onnoe a passagem de responsabtUsar pelas occurreoc.as que se lhe an-
adeas miis fecundas. q H P j olham se por ventura permanecer o actual sys-
consumo publico nesta cidade, ao cirurgiao do I Alfredo de Germont, a declarago desle, a fingida
seu partido Francisco Jos da Silva, atienta a {incredulidade com que ouve essas phrases, tan-
maior economa que disto resulta para os cofres (tas vezes repetidas aos seus onvidos, a descuidosa
rounicipaes, devendo a cmara mandar pagar ao j indifferenga, com que lhe entrega essa flor para
Dr. Augusto Carneiro Monteiro da Silva Sanios, o ella lo querida, e cujo derradeiro respiro.de-
A necessidade commum de um governo enr-
gico hoje sentida por todos os partidos : todos
dos, quer absolutistas, quc demcratas, quer
partidarios do syslema mixto, temos um lugar na
conslluico do imperio. Dentro de seus limites
nao ha niuguem impossivel quaesquer que sejam
*suas ideas e suas tendencias, ao menos que al-
guem se tenha declarado em opposicao formal
com o pacto fundamental. Nao se trata hoje de
lema.
Se por ventura os amigos do orador, os ho-
mens a cuja bandeira pol>Uca ello se acha ligado,
cstivessem no poder, respondera sein hesitar
que accitava essa responsabilidade. Lombrara.
porm, que a conciliaco, que tem sido cantada
por nossos mais dislinctos poetas, conseguio
mauter o partido conservador em todas as posi-
ces olliciaes, salvo insignificantes alteracoes.
... iluie quo a eleigao pordistrictos abri a porta do
reconstruir a sonodade. o porlatilo nao vem aso- v ,* r ,.. .____
. ,._rr... *_".______f___c >i parlamento a alguns membros liberaos, e como o
"XriSTpSiS rbrfelquer-nTnl: ".ido conservador sent a sua ionuencia j gas
,. ;, A- '.,,.: la, poique os seus correligionarios mesmo nessas
TdemoStf n f "era ter maior aspirarn posicoel ofliciaes se convertem te ideas contra-
jo elemento denio- rlas. julgou-se uecessario urna reaecao que reno-
do que o desenvolvimenlo d
cralico, que '; a base poltica do imperio. Po-
rm o que dentro e fra desta cmara so ha
de contestar o direito daquelles que se querem
collocar alm da constituirlo. Loga que um po-
der, por qualquer conveniencia, por qualquer 3S-.
tinelo, busca sahir fra delta, incumbe i lodos vezes embuda no parlamento, de quo a con-
os partidos combate-lo com as suas forgas. I f'Ug extingui as pa.xoee destruio a dis-
Mas, sendo principio da nossa organisacSp po-I l\ncoes entre partidos; c esse um^do^t.lulos de
lilica que o governo seja constantemente inspi-
vasse essa influencia que desperta lantas sauda-
des.
Alm disso, que motivos tem o governo para
nutrir apprehcnses tao graves ? E' diffieil har-
monisar semelhanles receios com a opiniao, tan-
rado pela opiniao publica (o devenios presumir
que essa opiniao representada pelo parlamen-
to), o orador pergunta : Como que se d o fac-
to de haver um governo saludo do seio da mino-
ra e que pretenda governar sem dissolver a c-
mara? E' vordade que se tem dito quo o gover-
no deve dirigir a opiniao das cmaras; mas o
orador pensa que, ao contrario, pola maioria des-
tas que o governo se deve inspirar. Aquelles
que sao tao lidos as praticas parlamentaros da
Inglaterra devem lembrar-se que all, quando se
organisa um ministerio, porque est convencido
do apoio do parlamento, nao porque o venha de-
pois alcanzar, mas porque sahiu da sua maioria.
Depois de mais algumas considerages geraes,
nas quaes observa quo, tendo vislo o governo
preferir a questo eleiforal a tantas oulras de al-
cance'e inleresse, acredil&ra que se devia propor
urna reforma na adminislraco, que, em vez de
matar aoquidaile e a liburdadc, alargasse a es-
phera do elelorado. Prosegue fazendo sentir
quo em sua opiniao nada se lera gauho em ma-
teria de oleices, emquulo persistir o nosso ac-
tual syslema administrativo.
Todos sabem que o poder ministerial exerce
nina influencia inexpugnavel sobre o paiz, quer
pela
mea ; quer pela magistratura, que est em lal
dependencia que, com honrosas, mas raras ex-
ceptos, se pode duer que ella nao mais do
que um delegado do poder execulivo.
Cortamente neiessana uinareforma, mas nao
facauos como aquelle estatuario que, querendo
fundir a estatua de ura here, comecou por aii-
rer brouzc ao molde que tiitlia ; saliiudo-lhe um
cavallo, entendeu elle que o defeilo eslava na
maioria que fundir ; procurou entao arga c
lancoo ao mulde; sahindo-lhe ainda um cavallo,
liiudou de malcra e atirou ouro ao molde, de
que ainda Ihu resullou um cavallo de ouro. S
eolio reeonheceu que o defeilo eslava no moldo
c nao na materia que queria fundir.
Tacamos, pois, como elle quando isso recouhe-
ceu, quebr o governo o molde.
glora altribuidos conciliaco. Como, pois, se
querem evitar as cousequencias de paixes que
nao existem?
Depois de varias oulras observages o orador
fez notar que nao se podia esperar quo urna re-
forma fosse considerada tao levianamenle peran-
ic o parlamento. Sendo o rgimen clcitoral a
base do syslema representativo, nao couvm
muiio para que o edificio se maulcnha que se lhe
esteja seUprc revolvendo a base, que se lhe cs-
leja todos os das a alterar os fundamentos, por
que pode chegar o momento em que, por muito
excavado, o edificio se derroque. Reformemos,
sini, mas reformemos com inlelligcncia, levando
remedio onde estiver o mal. Do contrario nada
mais se conseguir do que desprestigiar o rgi-
men. Refrmenlos sim, mas que a reforma le-
nha alguma cousa de grave, que se aulorise por
um principio, por una doutrina, em nome de
urna escola. Nao fagamos da reforma um capri-
cho de circunistancias.
O orador nao podia dcixardc tomar parte nos-
te debate, porque, enlendcndo como j disse,
iloral a base de todo o nosso
dida. Pedio mesmo ao senaJo que a estudasso,
e pouco lempo depois lancoi mao delta por seu
arbitrio proprio. Limilando-se lioje apenas a
manda-la cmara para que a registre.
Consta ao* orador que a lei tem sido interpre-
tada diversamente segundo a provincia a que se
applica, e misterque sedeera explicaces a es-
te respeilo.
Cumpre tambera quo S. Exc. mostr em que
se fundou para alliviar da multa a certas asso-
ciaces e dar espera a oulras. O orador tem con-
Ira'todos estes actos de S. Exc. a auloridade do
Sr. marquez de Paran que valhe tanto como a
Jo Sr. presidente do conselho. Em lodo o caso
lem se fallado do regulameuto do sello em geral,
mas nada prova que a respeilo do sello de burie-
les do banco estivesse S. Exc. aulorisado a fazer
alteracoes.
No estado a que temos chegado, quando al j
no parlamento se proclama que ha no estado ura
poder absoluto e irrespousavel, se passar era jul-
gado que os ministros possam seu capricho le-
vantar impostes, eslaro acabadas todas as ga-
rantas.
Cumpre, pois, que so deecn explcages muito
claras a respeilo de semelhante materia.
O Sr. Alcntara Machadotiiz tambem algumas
palavras em susteutaco do seu requeriraeoto,
procurando mostrar os'inconvenientes do regula-
memo do sello.
O Sr. Presidente do Conselho pergunla se o
que se quer a discusso da materia e explica-
ces da parte do governo ou um voto de censu-
ordenado que tora direito, nos termos do 3o
art. Io da le do orcamento municipal vigente,
contar do dia em que por ordem da presiden-
cia comecou a examinar asrezesno matadouro,
at aquelle em que esse servio passou a ser
feilo pelo dlo cirurgiao, em virtude dadelibcra-
go da cmara.Mandou-se expedir ordem
conladoria para fazer a conta do que lem direi-
to o medico a receber, e ao procujador para pa-
gar-lhe.
Outro do mesmo, remetiendo por copia o acto
pelo qual approvra provisoriamente os arligos
de posturas, que a cmara submeltera sua ap-
provacao em oQlcio de 18 do corrente, sob n.
69 Que se publicassem as posturas, e se re-
mettessem copias ao Dr. chefe de polica e aos Os-
eaos.
Urna pelco vnda da presidencia para ser in-
formada, de Jacntho Elesbao e outros mosttes
carpiuleiros, pedindo por aforamento perpetuo o
terreno de marinha, era que teem seus estalci-
ros, e que fra concedido a cmara para uso pu-
blico, junio da fottaleza das Cinco-Poutas.Mau-
dou-se ao engenhcro para informar.
Um ofTtcio dirigido presidencis, e vindo des-
ta para a cmara Informar, do inspector da the-
souraria provincial, acompanhado do orcamento
feito pela reparticao das obras publicas dos re-
paros a fazer na ponte da ra da Auiora, euten-
demlo o mesmo inspector que essa obra deve
sor feita por conta dos cofres municipacs.A c-
mara resolveu informar presidencia, referindo-
se s razes que j apresenlra, o foram altendi-
;das pela mesma presidencia, sobre a impossibi-
lidade de tomar sobre si taes reparos
Outro ofcio do fiscal de Santo Antonio, pe-
dindo mandasse a cmara pagar ao cirurgiao
ra. Se querem explicaces e discusso j deca- Francisco Jos Cyrillo Leal a quantia do 36J00O
que o rgimen tletiorai c a
syslema, entendeu tambem que todas as doutri- | terias anlcriormente designadas qoe nao
nas polticas deviam vir nesta occasiao dizer o! decididas, tanto na 1." como na 2.a parte.
rou que eslava proraplo para o debate, e uo fal-
lam para elle occasies opporlunas. A nao sor
islo, porm, de sua dignidade protestar conlra
a remessa do projeclo commtsso de consl-
luico.
O Sr. Denevxdes sustenta o requeriracnto do
Sr. Alcntara Machado, nao vendo nelle cousa
alguma irregular, parecendo-lhc antes que depois
do voto da commisso se lera urna bella occasiao
de discutir assumpto tao importante.
Segue-se a 3.a discusso da proposta do gover-
no fixando a forca de torra.
O Sr. Oliveira Bello, tomando a palavra, oceu-
pa a tribuna at o flm da sesso.
Fica a discusso adiada pela hora.
O Sr. Presidente d para ordem do dia asma-
foram
res, de seis corridas saularias que fizera nos
dias 1C c 21 de fevoreiro, 2, 8, 9 e 30 de marco
desle anuo.Mandou-se passar mandado.
Oulro do mesmo, informando favor da li-
cenca, que requercu Chrisliano Jos Tavarec,
para abrir urna porta e alargar outra, na frente
de ura sobrado da ra do Imperador.Perrail-
lio-sc.
Oulro do fiscal da Boa-Visla, nao se oppondo
que Jos Antonio Ferreira Yinha faca a obra
que pretende nas ras da Amisadc c das Pcrnam-
bucanas, urna vez que se lhe d cordeaco.
Mandou-se dar.
Oulro do fiscal de San-Jos, informando sobre
a petico da irmandade de
Terco, que requercu licenca
vena aponlar o momento de um primeiro beiio,
sao scenas dosempenhadas com lodo o coquetis-
ino, com toda a naturalidade, de que s o genio
dispoe
Nesse acto porm, o que ha de mais bello a
grjnde aria, a primeira da Violeta. O recitativo
urna serie de consideracoes que a Violeta si
mesma faz a cerca da exlranha impresso, que
aquellas palavras sao fras e fallazes nos labios
dos outros homens, lana sincendade, tanto amor
traduziam, pronunciadas por Alfredo : o andante
exprime o euternecimento, a linguagem do cora-
cao que ella sent palpitar de amor. A msica
desse canlo arrebata. Verdi devora l-la cscriplo
inspirado de um amor puro. O allegro um
protesto mandado alma. Vio protesto. Era
tardo I
A Sra. Bcltramini canta essa aria com um sen-
timenio, com urna belleza extrema.
lia no primeiro acto urna scena artislica feliz-
mente execulada, c quando devendo acompa-
nhar salla de dansa os seus convidados, Vio-
leta suslida e impossibilitada por urna tosse que
se apodera della, que lhe tolhe os passos, e
forga-a recostar-se.
E mister porm conhecer de perlo, essas mu-
lleres, cuja vida se escoa na laga dos prazeres,
para ver cora quanla naturalidade, cora quanla
elegancia 6 desemponhada a scena do espelho,
onde se rev, c se arranja a Violeta, depois desse
encommodo cujos resultados, ella pareca esperar
resignada.
No segundo acto j nao a mulher fingida-
mente incrdula, nao mais a pobie que se fina
na insomnio e nos delirios, a amante devotada,
o anjo da desapego e do abandono.
A carta da amiga descobrindo-a no isolamonto
que se votou, e convidando-a ura baile em
sua casa, a Sra. Bellramini l com toda essa in-
dillerenca, com esse abandono de quera conhece
O Exm. Sr presidente da provincia ordenou
ao Sr. commandante superior iulerino que fi-
zesso aquartelar por um mez tmente, um dos
corpos da guarda nacional, pois que, esperando
no correr do andante as pracas de linha que esla-
vam no Ouricury, tencionava dispcnsa-la do
aquartelameuto, logo [que taes pracas aqui che-
gassem.
A' vista disto o Sr. commandanle superior in-
terino, pedio licenca ao mesmo Exm. Sr. para
aquartellar o quario balalhao, sendo pura inven-
gao o que se refere revogago de ordem dada
para o aquartelsmenlo do quinto ou sexto bala-
lhao, ordem que nunca se deu, como fcil ser
verificar recorrendo-se ao respectivo expediente
offkial.
Recto como o Sr. commandante superior
interino desigoou o quarto balalhao que, desdo
a sua organisago, s urna vez havia aquartela-
do, ao passo que o sexto, a quo pela escala
do benvolo iuformante cabia tal servico, j o
havia por diversas vezes prestado.
Pareca, com efl'eito, nos razoavol, cmodo
inteira juslga, que tendo de findar o aquartela-
raento da gusrda nacional fosse de preferencia
oscolhido o corpo sobre o qual seraclhaule
servigo linha pesado urna nica vez, o que
alm dislo linha j gozado de nove mezes do
folga.
Assegura, porm, o arliguisla que tudoislo so
fez para obstar a que os guardas naciunaes da
Varze-- fussem volar nas prximas eleiges a 7
de se tem bro, dando assim gao lio de causa ao Sr.
baro de Muribeca, que tanto podo sobre o ani-
mo do Sr. commandante superior interino, que
s nao alcancar klle o que nao quizer Ota,
saiba o publico que dos guardas aquartelados at
hoje s 46 pertencem freguezia da Varzea, o
que nesse numero ha muilos de 18 a 24 annos e
que nao volara, de sorte que pouco poderiam in-
fluir taes volantes no resultado da eleigo, ainda
mesmo admittindo que todos elles pertencessem
um s lado.
F. assim iranqullliso-se o Liberal que o aquar-
tclamcntono ser motivo para que os seus cor-
religionarios cuconlrero um Solferino na Varzea,
tanto mais quanto ello finda-se uo 1. e o dia da
bemquao pouco ralem os prazetes eslrondosos ; peleja 7Hc sclembro.
ua vida.
seu nome e indicar a sua sigtiiicaco. Nao cora-
uarda nacional e'pcla polica, que elle lio- I ^oliendo que em urna cmara intolligonle haja
um silencio, calculado lalvez, quando se traa do
urna materia lo importante. Nao comproheude
mesmo por esta occasiao a ausencia do alguns
ministros, e principalmente do chefe do gabi-
nete.
Se a materia tao grave, como niuguem pode
contestar, se o Sr. ministro do impeno recca to-
mar a responsabilidade dos successos que se vo
dar, nao passando a reforma pergunlar: Esta
questo ou nao urna questo de gabinete?
O orador aceita a opiniao do esenptor, ciladaa
! este respeilo pelo Sr. ministro do imperio, e per-
gunla : Quaes sao oseases exiremos de que falla
esseescriplor para se considerar uina questo da-
da qucslao de gabinete'.'
Troram-so nosle ponto varios apartes, a que o
orador responde, lembrando que nao se traa do
, avallar a maioria nlimei'ca que o ministerio pos-
M.is. iccoiilucida a necessidade da reforma,per- Sa ter na casa, e sim da franqueza de apoio que
^nita o orador : Ser possivel que hoje, nas elle precisa para viver. O quo se observa do pto-
vesperas de urna eleigao, se faca urna reforma j cedmeuto da cmara que o ministerio tem nel-
completaf possivel que entao pouco lempo con- u um apoio semelhante ao que encoulrada ira-
cebamos, discutamos e votemos urna lei que ros i
traga una melhor expresso do voto do paiz?
Levanta-so a sesso.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Niogoem se illuda ; osla lei de urna grande
pondorago. Muilos annos se passaram sob o
rgimen das oleices por provincia e, s depois
de haverem discutido muito, depois de se lerem
debatido muito as conveniencias quer liberaos,
quer conservadoras, que se cheguu ao rgimen
actual. Entretanto este rgimen lom penas
una experiencia, e esta j sequer julgar lo dc-
cisva que aulorise a sua reforma I)iz-se que o
liza reclama! Mas onde manifeslou o paiz so-
melbanle reclamago ? Na imprensa Nao. A
impronsa ainda nao se oceupou disso. A gazela
conservadora desta corle, o Jornal do Cominer-
cio, a nao ser em alguns cnmniunica.ios iiiinisle-
iaos, nada disse a respeilo ; os orgos liberaos,
- leem combatido a idea da reforma. Nas
provincias a mesma cousa so observa. E se a pe-
zar dislo a cmara por sua maioria aprcsenla-se
advogando a reforma, semelhante fado significa,
ou que ella vem revelar o segredo de sua illegi-
timidade, ou que, julgaodo-se legitima conhece
que nao lem sido fiel ao son mandato e recua as
cousequencias do seu procedmento.
Passando em seguida a examinar as arguices
- ao actual syslema, o orador recorda que a
commisso dissera no seu parecer que nossos
costura es ainda nao comporlavam o exercicio de
certas allribuicoes liberaos, o quo um governo
prudente devia lazar leis que reformassem esses
.i turnes, para que o syslema que nos rege func-
cione regularmente.
i) orador observa que os coslumes de um povo
nao se reformam or urna ou oulra instituicao. A
polo semellianle ao que
prensa, isto ura apoio aiionymo.
Feilas mais algumas consideracoes, o orador
termina, reservando para oulra occjsio, em quo
tenha de fallar, o exarae de alguns outros pontos
porque podo ser encarada a questo.
Pica a discusso adiada pela hora.
O Sr. Presidente d para a ordem do dia a
discusso do requcrimcnlos, e, se houvcr lem-
po, d is materias anteriormente designadas, o le-
vanta a sesso.
SESSO EM 23 DE JLNI10.
Presidencia do Sr. conde de Dacpendy.
Abre-90 a sesso com 02 Srs. depulados.
Lidaa acia da antecedente, aprovada.
O Sr. 1." secretario d conta dosoguinle :
EXPEDIENTE.
Um odieio do ministerio da marinha, remet-
iendo o requeriracnto em que Camillo Lellis 2."
lenle da armada, pede que aulorise o governo
a ptomov-lo opporluuamente. A' commisso
da marinha e guerra.
Um rcqiierimento de Joaquina. Rodrigues do
Valle, pedindo que se mande pagar seus ven-
clmentos desde a extioccSo do arsenal do guer-
ra de Porlo Alegre, do qual foi pagador o al-
muxarife. A' commisso de pensos c orde-
nados.
Oulro reqiierimento do Joaquim Jo= de Quei-
roz ritirando o requeriracnto em que ltimamen-
te pedir, o logar do continuo desla casa. A'
commisso de polica.
Dous requerimentos das rmandades de Nossa
reforma dos costuraos obra Imitado lempo. Seohora do Rosario de Campias, provincia de
M s, em lodo o caso, quaes sao os costuraos que
entre nos se oppem ao exercicio regular do nos-
bo syslon a.' ser acaso o coslume de interven-
gan da auloridade 1 Mas isso nao pertence ao
pavo que, ao contrario, protesta sempre conlra
semelhante inlervcncao. Ser a guarda nacio-
nal ? Mas essa instituicao nao um coslume
publico. Ella nao foi ma'is do que urna arma de
que langou mao um partido.
Oue mais se arge contra o syslema vigente ?
o desenvolvimenlo dos intoressos das Incalida'es
que, segundo so pretendo, transforma os deputa
dos em
S Paulo, e de Nossa Senhora da Candelaria,
dosla corle pedindo dispensa das leis de amorti-
zado. A' commisso de fazenda.
.ido um parecer da commisso de polica in-
delirindo o prelenco de Melchior Carneiro de
Mendonga Franco, olTicial da secretaria de'ta c-
mara, adiado em consrquencia de pedir a pa-
lavra o Sr. Luiz Carlos.
E' lido, posto em discusso e approvado outro
parecer da commisso de polica reduzindo a
cinco o numero dos continuos dosla cmara e
croando dous lugares de guardas das galeras
vencendo cada um a gralificago monsal de cem
mil ris, emquanto a cmara funciouar incluin-
procurailores das prclengcs individuaes ?
Has, se isto verdade, lauto o para o syslema
dos circuios de um s depulado, como para o do-se as'sessoespreparatorias.
syslema das oleices por provincias, como para o | Sendo julgado objeclo de deliberaco,
dis circuios de mais de um doputado ; porque
depulado enhum se aprsenla, sem vir escuda-
do nas religos possoacs. Apparecera fados
isolados de localidades, que clegem a individuos
qne as nao conhecem ; mas islo prova conlra a
reforma.
Depois sabe-so que lodo o oleitor, qualquer
quo soja o syslema, tem necessidade das posices de um
Acha-se nomeado agente do leiles desta
praca o Sr. Francisco Ignacio Pinto.
Informara-nos que de urna casa da estrada
velha do Chora Menino, ha queni tome por brin-
quedo o alirar podras para as casas vizinhas, com
incomraodo e risco dos sous moradores.
Esse brinquedo ainda domingo reproduzio-se,
o por um nada que d em resultado, seno a
morle, ao menos urna sensivcl coniuso em um
moeinho, que descuidado em sua casa estava la-
vando as mos, quando urna sodrivel pedra vco
cahir-llie na hacia, quo ficcu reduzida peda-
gos.
Escusado ser fazer comen.os sobro a inconve-
niencia do lal joguinho de pedras ; o pois ape-
nas chamamos a allenco da pessoa que, por sua
auloridade, pode por cobro osjogantc*.
E' pieciso que os foguoteiros tenhara mais
algum cuidado na confecce dos seus fogos de ar-
lific.io, allm de que delles nao se soltem parles
quo vo offender aos assisleiiles.
Este effeito leve lugar ainla domingo, por oc-
casiao da festividade religiosa da Senhora do
frontispicio do Carmo. De uraa das figuras que se
queimaram enlo, sollarara-sc alguns fogucles,
ou cousa-equivalente, que alropcllaram ola ve!-
mente ao povo alli reunido ; e para que isto nao
continu, quo fazemosa presente lembranca.
llonlcm (6 do correle) celebrou-sc na ca-
paila do cemilerio algumas missas e foi cantado
um memento pelo stimo dia do fallecimeolo de
D. Olivia daCunha o Figueirodo, filha do conse-
llieiro Dr. Jos Benlo da Cunha c Figueirodo.
Tendo dado parte de doenle o subdelegado
do Io districlo da Boa-Visla o Sr. Marliniano
Mendos Pcreira, passou a cxcrcc-la o Sr. Tilo-
ma? Antonio Maciel Montciro, o qual reside na
ra da Imperalriz n. 6.
Passageiros sabidos no vapor nacional Per-
sinunga para Macei e pon os intermedios:
Pedro Moliano da Silva Les;a o seu criado, Dr.
Antonio Buarque de Gusmo o seu escravo, An-
tonio da Rocha e Silva, Minocl de Alracida Lo-
pes, Gabriel Antonio, Jos Jcaquim Alves da Sil-
va, sua senhora c 3 criada:-, Antonio Joaquim
Salgado o sua senhora, Ma oel Francisco Paes
Brrelo, Manuel Jos Uoncnlvcs Braga Jnior,
Manoel F. de Moraos, padre" I"lore:icio Xavier D.
de Albuquerque, Dr. Joo Gavalcanti de Allm-
quorque, Manoel Florentino de Miranda c Albu-
querque, Caetano da Costa, Antonio Augusto de
Souza, coronel Jos Antonio Lopes e 3 criados,
Antonio Manoel da Costa, Manoel Polyearpo da
Coucoieo, Claudino Marques Vianna, Dr. Antonio
Buarque de Lima, Antonio Lourenoo Teixeira
Marques.
M.vTxnofito pi'ilico. Malaram-se para o
consumo da cidade no dia 5 do correte 111
rezos.
No dia 6110.
MoilTALIDADE 00 DIA 5 :
Jos Ferreira de Brilo, bronco, solleiro, 20 an-
uos ; tubrculo pulmonar.
Manoel Jos da Silva Guimaios, branco, sollei-
ro, 27 annos; molestia de pelle.
Maria do Rosario, prela, viuva, 58 annos; estu-
por.
6
pendre daquella igreja, que deita para a ra Di-
reito, e tratando da vestoria que no mesmo al-
pendre se proceder,Concedeu-se a licenga.
Oulro do fiscal dos Alfogados, informando que
o local, onde pretende Claudina Candida Rezende
estabelecer casa para vender plvora, na estrada
nota do Caxang, fica distante 50 bflacas de vi-
zinhos, e esl assim de conformidade com o arl.
Io das postores respectivas.Coucedeu-se a li-
cenga.
Oulro do fiscal de Jaboalo, participando que
no mez de junlio ultimo foram moras para o
consumo naquella freguezia, 25 rezes.Ao ar-
chivo.
A' requeriracnto do Sr. Mello, mandou-se ofli-
ciar aos fiscaes das froguezias do fra para com-
parecerem a sesso do dia 30 do corrente.
Despacharam-se as petices de Antonio Jos
de Oliveira, Antonio Fernndes do Silva Beiriz,
Antonio do Carmo e Souza, Andr de Abreu
Porlo, Chrisiiano de Alracida, Chrisliano Jos
livores, Domingos Jos T nares, Domingos Jos
da Costa, Domingos Jos Ribeiro Gouvin, Fran-
cisco Alves Viegas, Francisco Antonio de Salles,
Francisco Jos da Silva, Jos Antonio Ferreira
Vinhas, Jos Pinto de Magallies, Jos Cardoso
Brrelo, Joaquim Lobato Ferreira, Jos Flix
da Silva, Jos Borros da Silva, Jos da Cunlia
Teixeira, Jos Ribeiro de Brilo, Jos Antonio dos
Santos, Jus Pedro Velloso da Silveira Jnior,
Luiz de Franca Soulo, Luiz Manoel Rodrigues
Valleoca, Manoel Cosme de Moraes, Manoel Pc-
reira da Silva, Manoel Clemente dos Prazeres,
Mario da Assumpco Cavalcanli de Almeida,
Silvestre Correa da Cosa, e levantou-se a
sesso.
Eu, Manoel Ferreira Accioli, secretario a es-
crevi.Reg o Albuquerque, presidente.Bar-
ros Rogo. Rogo. Barata do Almeida.Olivei-
ra.Mello.Carneiro.
A apparigo era seu retiro do pai de Alfredo, o
gesto nobre e chelo de dignidade com quo ella
responde s aecusoges injustas dirigidas por
elle, no momento em que ella acabava de sacri-
ficar mais um bem paz daquellc quem tanto
amava, a gravidade dessa mulher cora quem a
sociedade era lo injusta e implacavel, o dialogo
entre ella e Jorge de Germont, as instancias do
pai, a iudeciso della, a lulo entre o dever e o
amor, e, finalmente a promessa de abandonar
Nossa Senhora do para sempre esse homem quem tanto amava e
para reparar o al- a quem sacriicou at a proprio vida : ludo isso
Communicados.
vai a |
imprimir para entra na ordem dos trobolhos o Joo Valeriano de Mncdo Souza, pardo, casado,
soguinle projeclo apresenlado pelo Sr. Brotas :
Artigo nico. O governo aulorisado a
applicar para melhoramento das Aguas de Cal-
das, cidade desle nome, no provincia de Minas
e para conslrucgo de urna casa no mesmo lu-
gar que sirva do abrigo aos doontes o producto
loloria oxtrahida em virtude do decreto
[Hitados leem necessidade de manl-lo nessas
posices, pelo inleresse de suas candidaturas. O
que succede boje com um depulado, succeder
amanha com dous ou tres. Em todo ocaso,
cm que quo a cmara de 1857 se lem mostra-
do mais pessoal do que as antecedentes? Depois,
as assomblas provinciaes que pdem satisfa-
zor os iiitcrcsses locaes. A assembla geral nao
faz estradas, nao erige raalrizes, nem so oceupa
de oulras nocessidades desla ordem.
Nosle ponto o orador demora-se respondendo
as allogages lira los do exemplo de paizcs es-
Irangeiroa, principalmente da Franca, explican-
do o sentido em que nelles foram "consideradas
semelhanles quesles, e notando que os liberaes
froneezes pugnavam pela maior extenso do
elelorado, e uopclo alargamento das circums-
cripges. A querer-se fazer valer semelhanles
cxcmplos, o consequencia lgica era pedir-se
que a cmara fulura viesse armada de poderes
especiaes para reformar a constituigo, na parle
que se refere eleicao indirecta. Ahi, segundo
o orador, que reside lodo o mal.
Fallou-se em abusos occasionados pelo actual
systema. Quaes foram elles ? os dupliclas f
Ellas nao sao cousa novo. Dir-se-ha, porm,
que foram muitas. Mas d'onde proveem os du-
duplicalas ? Das mosmas causas que as origina-
vam nas eleiges poi provincias, isto na impo-
sicao dos candidatos por parto da anloridade ; e
a vanlagerii nesle ponto toda do actual syslema,
porque, para lomar effecliva essa imposigo,
mister que o governo intervenha em muilos cir-
cules e que o faga sem recalo.
O orador, referindo-se ao syslema antigo, lem-
bra que muitas vezes a acta de um nico colie-
gio que se rcmellia em branco ao governo, alle-
rova o resultado de urna eleigao inteira.
Oulro argumento apresenlado odo egosmo ;
mas .iide resido este vicio ? no candidato ou no
eleilor ? Se nesle, a reforma intil, porqus
cnlidade nao desupparece e o vicio ha de ser conli-
uuado ; se n'aquelle, ainda ella intil, porque
impossivel lirar-se do carcter de todo o condi-
dalo essa, qualidade que se conderana. O candi-
dato que se aprsenla falla hoje, como amanha,
e como sempre, om norce de seu inleresse par-
ticular. E' immodeslo por condigo, pede para
si o voto dos eleilorcs, dizendo-lhe que suppe-
se uo caso de represeni-los, seadvogaros seus
interesscs e nao vai consliluir-se o procurador do
.'"in:H's Pa." manlor:50 "<> elelorado, o os'de- n. 489 de 26 desetembrode 1817, ficaudo revo-
gadas as disposices em contraro.
Poslo em discusso o rcqiierimento do Sr. Dias
Vieira apoiado e adiado era sesso de 10, ap-
provado.
O Sr. Junquiera Jnior fundamentando-o,
mandn mesa o soguinle projeclo:
A assembla geral resolve:
Art. 1. Fica revogada o lei de 19 de selera-
bro de 1855 que creou os distrietns eleiloraes.
Art. 2. Nao oodero ser eleilos nas respec-
tivas provincias os presidentes e chotes de poli-
cio, os deserabargodoros nas provincias que for-
marem o districlo da sua reloco ou tribunal do
eoiimercio, os bispos nas suas dioceses, os coni-
mandantes de estaco naval, inspectores de tho-
sourarias geraes e provinciaes, os das alfandegas
e assistentes do ajudanle general das provincias
a que perlencerem..
Art. 3." Os juizos de direito, municipaes e
de orphos, promotores pblicos, commandanles
superiores da guarda nacional, delegados e sub-
delegados de polica, nao podero ser votadas
nas comarcas ou municipios em que exercerem
jurisdiegao.
Arl. 4. Ficam revogadas as disposiges em
contrario.
Sendo julgado objeclo de deliberaco, vai a im-
primir para entrar na ordem dos trbalhos.
Poslo a votos o requeriraento do Sr. Alcntara
Machado : apoiado e adiado era sesso de 16 do
correte, regeilado.
0 Sr. Presidente do Conselho declara que nao
tem duvida alguma em satisfazer os desejos do
Sr. Alcntara Machado a respeilo de um debate
sobre o regulamento do sello ; e quanto ao seu
requerimento aceita o verdiet da cmara.
O Sr. Marlinho Campos nao julga que o me-
lhor arbitrio seja ir a lei do sello commirso
de coustiluigo. O que pode fazer a commisso ?
Accusar o ministerio. Mas vista da opposigo
limitada que ha na casa isto nao seria para elle
mais do que urna occasiao de Iriumpho.
O que o orador desoja sao explcages do Sr.
presidente do conselho. Quer que S. Esc. justi-
fique ura dos maiores escndalos que jamis te-
nha pralcado governo algum.
De fado, nunca houvo ministro que se permil-
lisse a liberdade de que usou o Sr. presidente do
conselho. As explcages que S. Exc. tenlou dar
no senado era nada salisfizersm. S. Exc. mesmo
est convencido de que nao poda tomir urna re-
3-1 annos ; escarlatina.
.Invino, branca, 6 annos ; congesto cerebral.
Rodolpho, branco, 9 mezes ; bexigas.
Maria Jos Pacheco, prela, uva, 40 annos ; fe-
bre eihica.
Joo Gregorio de Oiiveira, branco, solleiro, 41
annos ; aneurisma.
Franco, pardo, 4 annos ; vermes.
HosrtTAL de caridad!;.Exislem 58 ho-
mens c 52 mulheres, nacionnes; 7 homens es-
trangeiros, e 1 escravo, total 118.
Na tolalidadedos doeotes exislem 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enlomaras pelo cirurgiao
Pinto s 6 e 1|2 horas d; manlia ; pelo Dr.
Dornellas. s 8 horas da manha ; e pelo Dr!
Firmo as 6 i [2 horas da tarde de hontem.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 23 DE JL'LHO
DE 1860
Presidencia do Sr. Reg.
Presentes os Srs. Barat.i, Oliveira, Gameiro
e Mello, faltando sem caus participada os mais
senhores, abrio-se a sesso, e foi lida e approva-
da a acta di antecedente,
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Uro officio do Exm. presidente da provincia,
remetiendo cmara, afim de que lhe desse a
necessaria publicidade, e edital constante do
impresso que remetlia, mindando quo principie
adecorrer em todo o imp'ro, do Io de Janeiro
do anno prximo futuro o prazo de dez mezes,
fixado na lei para o descont gradual de 10 por
cento no valor das notas de IgOOO c &J000 ris,
aquellas da primeira e estas da lerceira eslampa,
quo se esto substitundo.Inleirada, por j ter
feito a publicaran.
Outro do mesmo, recommendando cmara a
expeoicao de suas ordens, para que os fiscaes,
cessando a cobranca que esto fazendo do im-
posto de 29500 sobre cabera de gado vaceura con-
sumido nas froguezias dos \(Togados, Pogo da Pa-
nella, San-Lourengo, Varreo, Muribeca e Santo
Amaro de Jaboalo, recoliara ao cofre da Ihe-
souraria provincial o produelo de semelhante
cobranga, ficando a cmara na intelligencia de
que, em dala de 20 do corrente autorisra ao
inspector daquella reparticao a mandar abonar
aos referidos fiscaes a grililcago de doz por
cento desse producto.Inleirada, e mandou-se
expedir ordem aos fiscaes nesle senlido.
Outro do mesmo, dizendo ficar sctenle do que
a cmara em officio sob n. 68 de 18 do corrente,
A Traviata, ou a Sra. Julia Bcltramini,
no papel de Violeta.
Vimos cumprir hoje urna tarefa que nos mes-
raos nos imposemos.
Urna ligeira apreciaoo do dosemponho do
papol do Violeta, na Traviata, pela Sra. J. Bellra-
mini.
As consideragoes por tanto, que vamos ex-
pender sao sinceras, e quando se lhes conteste
qualquer merecimonlo que por ventura possam
ler, ao menos nao se enxergar nellas urna lisonja,
um comprimcnlo iudevido e immorecido, urna
encommenda bom.ou mal desemponhada.
Pondo do parte o morecimento artstico des-
sa sublime produeco de Vcrdi, que para nos o
chefe da escolo moderna dest'orte divino, e dei-
xando aos entendidos o trabalho da critica musi-
cal, digamos algumas palavras sobre a Sra. J.
Reltramini, mais como actriz, do que como can-
tora.
Antes porm de cnectarmos a diffieil misso
que nos propozemos, poraiilta-sc-nos duas pala-
vras essas intelligencias musicaes.
Para nos essa guerra, eeses analheraas Tan-
gados ao distinelo autor do Trovador, do Nobuco,
do Rigoleto, dos Martyrcs, da Traviata, etc. ex-
primen! o mesmo que as pragas com que a Es-
cholastica ferio Descartes e rom que, por amor
dessa mesma arle foi ferido Bossini : sao a r.iiva
e o desespero dos espiritos estacionarios o pirr-
nicos.
Para acreditar essa magnfica opera, que com
tanto inleresse, romo tanto enthusiasmo todos
nos applaudimos hoje, basta o acolhimenlo igual
que lhe ha prestado o publico aulorisado Ja Fu-
ropa.
O fira da arle o bello, o sublime, venha
pois o fim, ainda que para consegui-lo, as formu-
las e as regras restrictas acanhadas e severas se-
jam um pouco esquecidas.
O genio nao conhece limites arlificiaes, mar-
car-lh'os por tanto mala-lo.
Mais vale urna epopcia escripta em versos li-
tros, do que bitolado pela regra satnica das
syllobas.
O tribunal competente onde se exorco a crilica
o da opiniao publica, calem-se portanlo as cen-
suras autorisadas pela arte diante, do aresto pro-
nunciado pelo sonso publico.
Feita esta pequea proteslacao conlra a critica
desabrida o virulenta, que essas pretendidas au-
toridades hao levantado, tornemo-nos fiis nos-
sa promessa.
A Sra. J. Bellramini sera conlestago um ta-
lento superior, urna mulher, respeilo da qual
so pode dizer, o mesmo que um dia disse o au-
tor de Faust, de urna mulher de seu lempo.E'
urna intelligencia rara e fadada para ludo quanto
grande.
Na Vilela olla essa mulher sublime, cujo
comprcheudido, e executado pela Sra. Bellramini
cora um succosso immenso.
E' ahi que ella comega' # mostrar a plenlude
de sous recursos, 6 n'essa cruel occasiao, quando
comega o sacrificio, que a* Sra. Bellramini, at-
trahe seduz encanta um publico dillelanti
quando ouve e juiz quando chega a hora de jul-
gar.
A scena que se segu essa conferencia, sem-
pre cheia deaoimacao, e qoe o autor lo fel'u-
meule iraduzio n'esses duelos exlasiadores, una
das que a Sra. Reltramini, melhor comprehen-
deu e melhor executa.
O pranlo que lhe innuuda os olhos, quando
enconlra o infeliz Alfredo, cujo amor, ella bem
sabe, lo mneos como o seu, e a quem dentro
em pouco ha de fugir, por um motivo que para
ser sempre sublime, deve ser sempre um rays-
terio para aquelle, essas notas suaves do amor,
de paixo, o de saudade, essa despedido, esses
odeuses mondados aos labios pulo mais nobre
sentimeuto do dever, tudo-isso, a par do mais
completo desempenlio arlislico, dos gestos mais
expresivos, das maneiras mais insinuantes, pro-
du/. no espirito um mixto- de prazer, e de dor,
um uo sei que de temo e sauduso que extasia.
' 0 2 quadro com que acaba o 2. aclo lem
scenas magnificas ; o inexporado encontr de Al-
fredo com Violeta, no inosmo dia em que as la-
grimas de um pai e os destinos de urna innocen-
te virg m empunham, aquella desditosa mu-
lher, urna separago que ella suppunha eterna,
a explicago solicitada por Alfredo, a desfela pu-
blica que lhe diriga esse homem a quem ella
lano amava, esse homem, cujo amor ao mesmo
lempoque a reabililava.arremcssava-apara diaule
do tmulo que urna enfermidade incuravel lhe ha-
via cavado, ossasdilerenles scenas desentimen-
to de dor e de amargura cruel uo liveram ainda
melhor interprete.
A' ofensa publico, vergonha do um proceder
quo s a inexperiencia pode absolver, a creatina
perdida respondo cora um hyrano de bonco mis-
turado do lagrimas.
Toda essa longo sceua cujas dificuldados nin-
guem lia que possa contostar, executada mara-
villosamente.
O 3o. acto da opera sobre ludo, onde essa
portentosa diva ostenta todo o seu tlenlo, ahi
que olla consegue a maior victoria, a raaisdifli-1
til conquista d'arte.
No 3"acloda Traviata a Sra. Bellramini pc em
relevo todo o seu mrito, interessando, prenden-
do, dominando, e conseguindo por ura extorco'
supremo d'arlc.fazorpartil'iar o publico da dor,que
cora tanta inspiradlo se slereoiypa em seu ros-
to, cm seu corpo, e al no mais insignificante de
seus irreprehensiveis movimentos.
A Sra. Bellramini coraprehendeu que a Viole-
ta do 3 acto, mais uraa crealura, que nasceu
e morreu, do que a peccadora cujas fimbrias
lamberam o lodo do vicio.
E' o anjo da resignago, e da f, a Magda-
lena arropondida que vai buscar na religio, a
absolvicao do peccado, no raarlyrio que expur-
ga o esquecimento do passado, na djr qu a
re a pacicncio evanglica, na eseurido e
silencio da cmara o quadro vivo e fiel da vai-
dade humana.
Todo o 3o acto ella canta cora goslo, com ter-
nura c suavidade etherea.
O apparecimento de Alfredo, prometlido por
Jorge de Germont n'essa carta, em que lhe an-
nuncava o duelo que a offensa do baile havia
accarretado, a alegra moribunla que alimenta
moracnlanearaonto esse corpo ao qual s a espe-
ranza data vida; o posar, a dor de morrer lo
moca c lo amada, expressado n'ura canlo su-
blime, sao execulados com perfeico endisivol.
Os pobres gualdas, pelos quaes lano se inle-
ressa, podero ir livres de toda a coaego do Sr.
commandanle superior interino depositar os seus
votos na urna.
Tendo mostrado que nao houve a inculcada
allerago na escala do servigo, e antes urna deli-
beraco dictada pela mais"rigorosa imparcioli-
dide, que consiste em distribuir equitativamen-
te os onus e as vantagens, resla-me chamar a
attengo do publico em geral, e do Exm Sr.
presidente da provincia em particular para o mo-
do pouco leal e cavalleiroso cora que pro-
cedo o Liberal nas apreciages das cousas, n-
vertendo os fados e envenenando as intenges
alheias.
0
Sacerdote c
v
o povo.
Para que o povo comprehenda o respeilo e sub-
misso, que deve ao sacerdote preczo ouvir
e por em pratica estas palavras de S. Paulo aos
Corintluos: os homens devem-nos considerar
como uns ministros de Chrislo, e como uns
dispensadores dos mysterios de Dos, sic nos
exislimet homo ut ministros Christi edispensa-
tores mystereorum Dei. (22)
Com elleilo, se o sacerdote tem deveres a cum-
prir para com o povo, este igualmenie os tem.
para cora o sacerdote : se o sacerdote lem por
obrigago consagrar lodos os dias de sua vida
ao bem do povo, este deve pensar com calma o
dever que tem do respeitar c venerar o sacer-
dote. E este dever de respeilar, ouvir e imi-
tar o sacerdote exigido pelo mesmo poder, de
que o presbilero est revestido, e pelas qualid-
des, de que se faz merecedor, quando edifica o
povo com urna conducta excmplar.
Se aquelle, quo entre os homens goza de au-
loridade deve com 'justiga ser honrado: quer o
GII10 de Dos que maior respeilo se tribute
aquelle, aquem concede o seu poder: quer, quo
assim como os pjdeies seculares sao rospoilados
ainda sem as virtudes necessarias, mas ainda
quer que se veuero o carcter sagrado do sacer-
dote, quando mesmo este infelizmente nao cor-
responda ao seu estado com urna vida completa-
mente edificativa : porquanlo o carcter do mi-
nistro de Jess Chrislo lo sublime, que quan-
do mesmo tenha urna vida indigna, deve ser
com ludo respeilado : e o mesmo Salvador assim
nos cnsina quando diz : sobre a cadeira de Moy-
zcs se senlaro os escribas e pharizeos: Obscr-
vai pois o fazei ludo quanto elles nos dissercm
porm nao obris segundo a pratica de suas
aeros: porquo dizem e nao fazera, super ca-
thedram Moysis sederunt scribae el phariza-i :
omnia ergo. qum dixerint cobis srvate el facite,
secundum opera vero eorum nolile facer. (13}
Ora : se o defeilo loma o sacerdote indigno da
estima c venerago do povo, esto separe o cr-
oie do sacerdote, mas nunca aparte da pessoa
do sacerdoto o carcter sagrado ; porque ainda
seudo esto um canal ficticio, por elle com ludo
correm as aguas espiriluaes da palavra Divina e
dos Sacramentos.
Misero exercicio, pessima oceupago hediondo
emprego o daquelles que cegos em seus defeilog
buscara com diligencia descubrir imperfeico do
ministro do Senhor, devendo por lodos os' prin-
cipios occuetalos, e com alegre diligencia fazem
publico ludo que pode olTendcr a repulaco des-
le.
Como o sarerdote deve ser virtuoso e sabio,
e como alguns ministros do Senhor nao sao
desgraridamente nem urna e era oulra cousa,
se lornam por isso mesmo victimas ao urna lin-
goa justamente comparada pelo apostlo S. Tiago
a um inferno. Nos templos sagrados apresen-
lo-se para lnuvar o Omnipotente, e deile sa-
hindo nas reunios publicas c particulares ni-
pregara ess^ mesma lingoa em dclacerar da hon-
ra do sacerdote.
Dis-se geralmente por ahi : o cloro do Brazil 6
immoral e ignorante : porm a concluso nao
que se moralise o clero, e nem que se lhe d
iiislrugo, mas sim que soja despresado, queso
lhe exprobe os actos praticados por alguns do
sous' membros : prova evidente que esta decla-
Hj porm n'esse acto tres sce'nis puramente | mago contra o clero nao lem por bazo um dese-
arlislcas, cm ao quaes a Sra. Bellramiui est j" justo de que elle milhore do crcunislancias:
alera dos maiores elogios. jantes uraa antipathia graluita esta classe.
A anciedade com que a Violeta manda annun- Sim : o clero iramoral dizeis vos, mas ondo
ciar ao medico a volia de seu Alfredo, o deses-1 est a vossa moralidade, quando a vossa vida
poro com que ella arremessa o vestido cora que 1 um agregado de crimes ? o cloro nao lom vir-
Erimoiro dia foi um erro, o segundo um sacrificio
eroico, o lerceiro, urna abnegagao, um martyrio,
tima agona mitigada na caridade, na paciencia,
no arrependimenlo c na f religiosa, essa rri'u- I
Iher de porte natural, de olhar ingenuo, de gesto
seductor, e de pisar nobre e altivo, tal qual a
descreve J. Janin.
Comprehender o carcter de urna mulher do !
acaso, cercada de adoraces e homenogens, mais
quer assistir de perto aos festejos do carnaval,
cujas bacchanaes ella ouve do fundo de sua c-
mara, e finalmente o delirio final cora que ter-
mina o acto.
Essas" tres scenas de urna difficuldade insana.
especialmente a ultima, essas tres scenas que
para executa-las mister mais do que o tlenlo
robusto, sao dosempenhadas pela Sra. Bellra-
mini com a mai.T perfeico de que capaz o ge-
nio inspirado.
Folgamos em assegurar que ninguem compro-
heDdeu melhor essas tres scenas ; que ninguem
subi lo alto.
A Sra. Bellramini u'cssa opera que parece ser
a 3ua favorita insigne. Nao ha urna s scena
que ella nao imprima esse fogo, essa animago
que para alimentar s conhecemos o ardor dos
genios. Para nos, que alias temos visto cantoras
cuja repulaco artstica nolavel em toda a Eu-
ropa, a Sra. Bellramini amis feliz interpre-
te da Dama das Camelias, lal como a descreveu
A Dumas-filho. No desempenho arlislico por
lano d'essas scenas, a Sra. Bellramini nao lem
quem a exceda, por que o genio vai al onde
humanamente possivel, porque ha um limite nas
possibilidades humanas ao qual bem poucos
altingcm, mais alm do qual ninguem sobe.
Para elevar-se, pois, alm da esphera ordina-
ria, o cora o vo destemido d'aguia quo visa
o sol, tocar a essa slhmosphcra desta dextasis
divinos preciso ou um brado animador do Etcr-
proprias para tornar mais enfadonha a vida do | no.ou um deslostalentos dados por Deusno ardor
que para aze-la feliz, arrastada s festas, s fo-
lias e aos tumultos, mais por torc da faUlidade
e fatuidade dos seus adoradores, do que pela sede
do prazer, comprehender esse corago em que se
aninhava, em que viva essa cenlelha mgica do
amor, que s tarde, ella vio crescer, e tantos ou-
tros senlimentos de desinteresse, dedicago e re-
signago evanglicas, descoohecidos dessa classe
infeliz para a qual, o passado urna ruina, o
presente um drama negro, uraa repulaco pres-
tes perder, e o futuro, que expira com a derra-
deira hora do dia seguinte, um baile ruidoso,
uraa conquista demais, urna orgia insana, e mais
tarde, o catre no hospital, e a mortalha branca
da caridade publica ; comprehender tudo isso do
modo mais completo, de feilo obter muito,
na verdade possuir um talento nolavel.
No primeiro acto da opera a Sra. Bcltramini,
a imagem acabada dessa mulher querida e en-
cantadora, cujo olhar pareca Iluminar as scenas
mais burlescas e mais brulaes o que na phrase
expressiva do critico francez, enlregava-se sem
do enthusiasmo por sua obra.
P.
O Liberal Pernambucano de 2 do corrente,
dando parte sob a rubricafados diversosdo
aquarlelamento do quarlo balalhao de guardas
nacionaes desle municipio, oproveitou a occa-
siao para fabricar um romance, inspirado nao
sei por que informante, per cerlo mal informa-
do. E' para aquietar-lhe o espirito assuslado pe-
lo espectro da eleigao, que de continuo o perse-
gue, e lhe faz enxergar por toda a parte mane-
jos eleiloraes, que vou me dar ao Irabalho de
retificar as inexaclides em que abunda seme-
lhante narrago, subsliluindo-lhe a verdade dos-
pida de poesa. Eis os fados ; por elles julgue
toda a gente desapaixonada o modo por que es-
creve a historia o recopilador dos fados do Li-
beral, e aquilata os actos de um digno e honra-
do cidado, allribuindo-lhe intenges que nao li-
vor, no intuito de desconceitua-lo.
ludes I m f a vossa, e o vosso corago est
affectado de cruel veneno contra o sacerdote.
Se o sacerdote fosse puramente anjo, se Dos
fosse servido destinar algum dos coros colestes
para exercer o sacerdocio a favor dos homens :
quando a vossa lingoa pestilente nao descobrisso
imperfeigo nesse sacerdocio, ella se voltaria
maligna conlra o Senhor dos anjos avista da
incorapatibilidado, pela excollencia do medico o
baixeza do infermo: as reflexcs blasfemas abun-
dariam nas vossas caberas desde a Ierra tiros do
furor suberiam as supremas alturas, e nadando
era raiva dineis : o teu plano, o Dos, foi errado,
a tua obra nao tem o cunho de perfeiges, uo
amas a gerago humana como o dizes; porque
nao inslituistes um sacerdocio d'cntre os filhos
de Ado, para que conversando com os ho-
mens, c homens como os oolros, sua pzezenga
nao atterrasse, sua condigo fosse a mesma o
podessem utilisar a sous irraos condoendo-so
de suas informidades, vislo serem enfermos
como os mesmos.
Mas Dos providenciando ludo a vosso bem,
elevando d'entre os vossos irmos ao sacerdocio
homens que em nada se deslinguem dos outros,
porque vede, que o homem vivendo com o ho-
rnera impossivel deixar de participar ou mais
ou menos da fraqueza do homem, clamaes con-
tra o sacerdote o queris que elle soja coran uro.
serafini, quando o vosso corago dormita im-
briagado no pestilente lamaral de tantos erimos?
Isto nunca desojareis que se diga do vos, c ou
concordo que a vossa vida ainda que pessima es-
leja oceulta sob o veo da caridade, nao para que
osla virtude patrocine os vossos desvarios, mas
nicamente para vos dar lempo aconverso. Po-
rm miseria grande a vossa, que os mais ex-
quisitos e deliciosos manjares vos sao menos ngra-
daveis que delacerar a repulaco do sacerdolo 1
ah I nao sabis que a honra val mais que a mes-
ma vida ? nao sabis que doe menos o punhal
que Iraspassa o peilo, do que a lingoa maligna
que dilacera a honra ?
Nao contra os homens probos e honrados,
os homens que tem religio e que sabem des-
culpar as imperfeiges da humanidade que eu
fallo : anainha invectiva opposta certas cabe-
gas imprudentes, mas feita de um modo tempe-
rado pola caridade.
Quando a maior parle dos sacerdotes nao fossem
virinozos sempre deveriam ser desculpados, por
tl2) Aos Corinth. 4-1.
. 13; S. Matheus 23-2-3.


DIABIO DE PERNABMUCO. TERQ4 FEIRA 7 DE AGOSTO DE 1860.
que sao homens ; porom felizmente ainda exis-
te grande numero de ministros de vida exem-
plar : olhe-se para estes e se occiilte os defei-
t'or mais lorpe e calumniosa que, lugo a pri-
meira visia, parcg.i esta impulago, nao recuar.-im
dianle dola os nossos adversarios potiticos. Re-
tos d'aquclles : diga-se ao menos do clero o que solvern) allribui-l* ao Sr. coronel Joio Joaquim
se diz de todas as classes, quando estes em vir- na pessoa do seus filhos, e com pouco levaram
tudc do carcter tem um direilo mais poderoso eTeito o seu intento sinistro.
>ara lhes serem relevadas as faltas. Dizem que Luiz Maricota est acolhido Pe-
Que estranho procedimenlo este hoje geral- dregulho, como se houvera de nossa parlo algum
mente posto cm pratica I um presbtero cahe em I interesse em dar guarida este criminoso. En-
umdefeiloe o genio do mal com cuidado em tretanlo, ha muilo quem saiba da longa historia
como tem de exagerar aquella falla nao satis-
feito deja estar o sacerdote soffrendo um pro-
cesso no foro judicial, quer ainda do mais dar-
llie nina morle lenta em sua reputago : sobre
o leito imagina nos epithetos insutanls, as ra- Maricota o assassino do Martinho, c esto Marti-
lumnlas o detrages, o com pouco as folhas o nno rr.a depositario de um terrivel segredo
transmiti ao dominio do publico : assira mala I 1ue noJe cor.-e como versao sabida.
victima, cujo cidafiso foi lalvez a calumnia, el acolhido em Pedregulho, nada menos se prelen-
cujo algoz foi um homcm da poca, que como o ^p do que arredaras vistas policiaes de Bujari e
tigre se gloria da preza, e da agilidade cora que I Coqueiro. Para ah redamamos a allengo das
se precipitou sobre ella e a despedecou Oh 1
quando deixaro esses homens de imiiar os bru-
de Luiz Maricota, e muito quem assignale os lu-
gares que elle habitualmenle frequenla.
Ha um interesso secreto em conservar Luiz
Maricota salvo das pesquizas policiaes. l.uiz
tos irraeiOMM queren lo unioamenle satisfazer
a um furor ceg e deshumano! Aindamis:
o clero ignorante clamara d'iqui e d'alli : essa
fracio do povo oatholico se suppunhe sabia, mas
ignora o que deve saber para curaprir : Sirn :
o clero ignorante o vos despresaes conhecer
at os rudimentos da doutrtna : o clero igno-
rante, e vos bem desenvolvidos para o mundo
ignoraos taires, os indispensavois arligos do que
se deve crer.
Membro bem insignificante do clero, devia so-
mante ouvr e nao encarregar-me de fallar em
seu abono : porm nao posso estar em silencio
sobre essa orgia perseguidora do clero mas astu-
tamente occulla sob as apparencias de um zelo
(arizaiCO. O clero ignorante, dizem elles, mas
o clero tendo em seu gremio muitos membros sa-
bios, por estes nao se desculpa a pouca sciencia
dos outros ? Nao queremos, tornara elles, saber
di>o : o clero ignorante ; e por isso o seu pao
se ja escasso e lio costoso que quando o tomar
sinta amargor : o clero brasileiro, mas soja Ira-
tailn como se fossem honicns l do interior da
Tartaria.
Triste situacao a do clero Brasileiro
cujas maos nao cessam de elevarse aos reos em
autoridades, confiando que repet las diligencias
promellem o fructo desojado.
Devemos observar que Luiz Maricela lom os
seus protectores. Aquello que est pronunciado
em crimo de ferimenlos, aquello sobre quem pe-
sa a impulaco de haver sido o mandante de um
tiro disparado no {Jarro Vermelho em um tal
Frutas, contrahe mais fcilmente allianga com
crimiooses do que um cidadao respeiiavel e inof-
fensivo.
Luiz Maricota ora est no termo de Goianna.
ora no de guarass, apparecendo urnas vezes em
aricla, outras em Tabatinga, onde no dia 22
de julho foi visto pelo dono da estalagem que
ah existe.
Prosiga a polica inalieravelmente em suas
pesquisas, e asseguramos que se desvendero as
illuses. Ver-se-ha enlao quaes sao os fautores '
da immoralidade, quaes sao aquelles que convi- i
vem c cohubilam com os criminosos. As auto-
rjdades policiaes de Goianna sao muilo lollicitas
e zelosas no cumprimenlo de seus deveres, e
muio confiamos em sua aeco.
Aflin dcautorisar o quo~a'hi vai dilo, appella-
mos para um (acto que est vivo na memoria de
I lodos os habitantes de Goianna. Sabc-se que
esle clero oxislc deudo na cadeia de Goianna um criminoso
' de nomc Jos Gomes. Sendo levado
Nao negamos au goveruu provincial u diroiio,
o poder de nomear ou encarregur a qualquer em-
preado publico desla ou d'aquella commisso ;
porem o de que se trata nao fo, exercido con-
forme a lei ; por conseguidla foi im acto injus-
to, llgale millo ; um acto emfim arbitrario, e
fillio da proteccao. Assim pansa lambem o
Am'go da ti.
presonea
beneficio do seus concidados. tem da muior e tl J"'z Procssinte, Jos Gomes confessou que
mais luzida parte destes urna gratido de fel "Uvera abrigado lio engenho Pao Amarello.
N'uma Pompilio sentando em Roma as bases do : "a' Porlanto, razo plausivel de considerar este
culto dos dolos decretou que os ministros destes cnSenho, e oulros que sao indicados, como gua-
ridas que se acollio o ciime.
Entretanto, ousam os nossos adversarios itirar-
fossem sustentados pelos" cofres pblicos, c dos
mesmos se marcasse o necessario para os sacri-
ficios: ao clero brasileiro, aos sacerdotes do
Deus vivo nem ao menos se Ihe d um pao suffi-
cieote para comer, urna batina para andar com a
indispensavel decencia O Egyplo, paiz onde o
povo adorara extravagancias, onde os alhos, as
ceblas, o crocodilo, o ibis, o boi, o gato, ele.
cram deuses, os sacerdotes desses animaes goza-
vain de grandes iseneoes : o clero brasileiro po-
rm, os sacerdotes do Deus vivo estao reduzidos
lu abandono, que pelo predio do cidadao exi-
ge-se um trbulo e pelo predio, que pertenee
Deus obliga-si- que se pague o duplicado I !...
Ideas retrogradas! catholicismo degenerado!
miseria !
Nao se persuada o publico que quem eslas
is liulias escreve algum desafelo ao go-
verno. Nao : eu herdei de meus pais respailo as
autoridades e leis do meu paiz, e espero ler-
minar meus dias nostes seniimonlos, mesmo
qu indo o clero, de que faco parte continuo a ser
tratado como estrangeiro. Ese-me- permillido
inlii'idualisar
nos taes impulagoes
Responder-lhe-hemos com os fados
os factos nos os esmagaremos.
e so com
.E' de importante ulilidade a desinfeccSo as
casas em que se derem casos de moleras epi-
dmicas o contagiosas, o onde hajam fallccimen-
los pelas mesmas molestias ou oulras como pas-
saremos a demonstrar.
E' o ar atmospherieo um gaz incoloro, trans-
parente, inspido, inodoro, pesado, cuja pressao
varia segundo os vapores de que est mais ou
menos carregado, almde oulras causas. E' pro-
priamenie urna mistura de 21 parles de gaz oxi-
genio, 78 de gaz azoto e 1 de gaz acido carbni-
co. E' proprio para a respirarlo e para a com-
buslo, e lodos os corpos simples com quem es-
liver em contacto e em diversas temperaturas
Ihe roubam diflerentes proporcoes do oxigenio
excepeao do chloro.
Sendo a pnircfago a decomposico expontanea
aqu ndividualtsar aIguem digo, que se dos seis-;quese manifesla nos corpos organisados, priva-
> rail res que tenho do ordenado, oh ver- dos da vida, dando lugar a formaeo de subslan-
Urna lasri'uaofTereciila a minha co>
iliaila a Evm Sri. D. Theresa Fe-
bronia Estoves Vives e o seu eu-
ro o !Sr. Manuel Pereira pala mui
sentida mor te do meu concunha -
do o Sr Silvano Tliomaz de Son -
za IHagalhcs, professor de i>ri-
ineiras letras director do ex-
collegio Aurora. (1)
A inexoravel morle, carrasco universal, nao
satisfeila ainda com as innumerc.veis victimas,
que tem immolado, acaba de desc rregar seu ine-
vitavel golpe sobre mais urna !... sim !... sobre
o nosso concidadao o Sr. Silvano Thomaz do Sou-
za Magalhes, homem digno, que, como funecio-
nario publico, nunca se furtra suas obriga-
goes, um pai de familia era extremamente aman-
te e carinhoso, nao s para com sua esposa, mas
ainda para com seus caros lilhinhos, como amigo
em fim, possuia umaffecto cordeal, comquesem-
pre presenteava seus amigos! Acceila, meu ami-
go, l dos Cos, este pranto, j que o unco of-
ficio. que te posso render; acceiia-o, eu te rogo,
e goza tranquillo do merecido premio, que o Bem
Dos te ha concedido em compensacao de las
virtudes !
M F. V. Leito e lbuquerque.
COMMEatO,
Gaixa filial do banco do
Brasil.
EM 31 DE JULHO DE 1860.
A caixa desconla letras a 10 O/o, loma saques
sobre a praca do Rio de Janeiro c recebe dinliei-
ro ao premio de 8 O/o ao anuo.
Alfandega.
ftendimento dodia 1 a-i 46.322*815
dem do dia 6.......20:2T9524
66.6029339
cento

>

libra

um

libra

um

urna
arroba

alqueire
alqueire
arroba
ftlovitnento da airandegn
Voiuraesentrados com fazendas
com gneros
V'olumes jahidos com fazendas
com gneros
81
264
113
306
------419
315
----------------.wvuj componentes
vertido das provincias, 0 oxigenio o mais importante; eestes gazes des-
poje Ianear mao del le con, toda a iberdade. prendidos vao aglomerar-se aquellas" carnadas
O sacerdoio e o povo devem uti isar-se mulua- mais visinhas ; oa estando as carnadas
mente o sacerdote deve ser de vida cdiflconle. almospherico que circulara naquellas casas en
n povo segmr seus passos nunca Ihe faltando quo se deram escasos de molestias ou mortes
com o indispensarel respeito. Esta a theoria subearregadas dos vapores miasmticos que se
porm a pralica es.a muilo distante Nes.a torra exhalam dos corpos, e tendo ellas de Ver por n"
te .7 '' Ztl IU5.8 8qUr,le q",fi Pre- "P'< claro osla que ser prejudiciaU sa -
' r i l ir-sr,|ev. lr-s" logo dispondo para de, pois que traz-nos econom a principios mor-
so.Ut moeos brasile.ros mandados por seus odos que COJO facilidade sao levados ao syslema
- 7 ,r'i i pMV?i",,?r,0C0', "ra d'; seSui-|'circulaiorio pelo oxigenio desuado a Iranio"-
rem i c mena eclesistica : estes moeos, digo, mar em sangue arterial o sangue venoso
es la eommunidade respeilarel nao poupada :: A vista pois do que temos KostTS das evi-
sahmd a acompanhar os uiais augustos actos '
de nossa santa ret
giao leem silo por diversas*
arnecida pela vil o desenfreiada cana-
Oh I como lao orens j principiara a tragar
o fl' Felizmente elles saben] que perdoar inju-
ri i- urna virtude heroica.
Ferminemos:
A missao do sacerdote com effeilo do ccri-
dentes provas que nos teem dado as desinfecces
neutraiisando- tw-principios miasmticos, in-
guem poleri contestar a ulilidade desta medida
adoptada por todos ns governos, nem tao pouco
despreza-la, devendo pelo contrario lamentar
que nao seja ella posta em pratica entre nos de-
vidamente, por nao se ler ainda adoptado medi-
das ledenles e enrgicas, alim de que seiam
elle deve relevar, e m.ssao de paz elle a iodos obngados cu~
renende, e missao de resignaco ello se
deve consolar. A obrigacao do povo, porc.n,
paia com o sacerdote dever de submisso elle
e ouvir, de venerarao elle o deve respeiJ
tar, Je candado elle o deve desculpar.
01 inda, 3 de ngnsin de 1860.
tloiiigo Joiio Chrisostomo de Paita Torres.
imprir com este dever.
Um medico.

Correspondencias.
Goianiin, :i> III
Aquelle quo se atira urna lula, sem temer
honra e dignidade que nella arrisca e pce em
_ '. pouco se d que em suas proprias mos ve-
Dh i rfespe lacar-se a anua vil eignobil que ma-
neja. E' esla a razio porque os nossos adversarios
entre si pac um c resolvem assicar-nos as mais
aleivosas e perfilas insinuaedes, como quem
5^ !'!,T,rl H5 ,l0 arrpf1pinr-s'e, 1" J vord-'ulc i Anda ha poneos dias em um communicado
dos faclos.desmasearando os planos abomioaveis daquelle peridico, que nao ti, seu autor em
da.aluran.a exponha o vencido ignom.n.a da conclaso ao periodo do mesmo communicado
opiniao miblica. i que Irala dofado oc-orrido com o cabo orde-
r ,;>,',; vv'1 'T a8,l8mos.sobM os, faclos de : nanea do Sr. Kelly de um modo inleiramenle di-
"na vai sendo continuada com calma e re- verso do que se deu, insulta ao Sr. Kelly de
illa per i claramente em relevo as Ira- luma maneira revoltanle dizendo
Srs. redactores.Em arligos publicados em
um peridico desla cidade denominado A Noca
Era lem-se procurado manchar a reputarlo de
um dos mis dislinctos militares do nosso'exer-
cito.
O Sr. lente coronel Joaquim Rodrigues Coe-
IhO Kelly, de quem fallo, tem sido descomposto
de um modo desabrido, lancando-so-lhe doestos
em arligos escriptos sem criterio, e nicamente
eom o IIm de ver so maneham a reputaco de
um militar, em quem smenle se encontrara
motivos para muilo louva-lo,
Ainda
calumniosamente as mais
,n, r, m 'i rP?'Z' q"'nS S.a S ut0r.S d* ru,iel K,,">'- lcm s',a reputa-o assentada n
immoralidade f Entre mise oulros, enllocados mais solidos alicerces. '
P^"|seg'iir nodoar a reputaco de qualquer individuo
-co-
nos
- onocauos a mais solidos alicerces.
,-1'fn ni?ih!!?nrilr qu-'1csls5 aT'ell.r^ 1e.m I Qes sao os actos de prevaricaco, que tem
n, lie I n Jr ?i d,'!SValra(da ? Qf*o praticado o Sr, lenle coronel Kelly desde que
a merecem o estigma do opprobr.o e assenlou praca no exordio al hoje que oceupa a
elevada posico de lente coronel coramandaute
oulros decidir. Prezando ^^S'o^ostS falla de zelo do
is meios do que^a^consecu- Sr. tenento-coronel Kelly, que ten. opp.recido
no balalhao de seu comuiando ?
Descarregam hoje 7 de agosto.
Barca inglezaMary W.irrollfazendas.
Rrigue inglez Isabelladem.
Rrigue inglezPhon'onbacalho.
Lugre inglezClydeearv&o.
Barca americanaImperadorfiliaba de trigo
Brigue norueguenseSifcarvo.
Escuna sardaAnnessionediversos gneros.
Patacho '-rasileiroAmazonafuinu c charutos.
Brigue porluguezAmalia I diversos gneros.
Importaciio.
Patacho sardo Annetiiont, vinlo de Genova,
consignado a Baslos & Lomos, mmifeslou o se-
| guinle :
5 barricas linhaca, 4 ditas sene, i caixas man,
2 dlas papel pintada, 10 fardos dito deembru-
! lho ; a B. Francisco de Souza.
35 pipas, 20 barrs c 50 caixas vinho tinto, 50
barris dito branco, 800 caixas massas. 25 ditas
| azeile doce, 17 latas massa de tomates, 10 saceos.
1 herva-doce, 210 ditas e 70 barricas farello, 20
caixas e 71 fardos papel branco e ce embrulho, 2
caixas rateada de algodo, 2 ditas chapeos depa-i
Iha, I dita calcado, 50 ditas lijollo de marmnre,!
33 ditas pedras de dilo, 33 saceos feijo, 41 far- i
dos cordoalha, 13 dilos e II caixas, 1 orgao, 8'
grados com una porco de trastes e algumaa
amellas ; aos consigna'tarios.
Barca nacional fecife, viuda do Rio de Janei-
ro, consignada a......manifest o seguinle :
1:150 caixas sabio, 1 dita rap. 2 caixoes cha,
267 rrolos fumo, 1:015 sacco3 caf. 200 barricas
farinha de trigo, 450 mcias ditas vasias ; or-
dem de diversos.
3 caixotes xaropc do bosque ; a Guilherme
Carvalho & C.
5 caixes charutos, 1 dito roupo ; a Jos An-
glada.
Lugre inglez Clyde, vindo de NevyTort, consig-
signado a Scott Wilson & C, manifeslou o sc-
guinte :
367 lonladas inglezas de carvao de pelra ; aos
mesmos.
Brigue inglez Phaulon, vindo de Torra-Nova,
consignado a Saunders Brolhers ce C, manifes-
lou o seguinle :
2:774 barricas bacalho ; aos mesmos.
Patacho nacional Anua, vindo do Rio-Grande
do Sul, consignado a Tasso Irmaos, manifeslou
o seguinle ;
7:946 arrobas carne de charque, 296 dilas de
sebo em bexigas, 130 ditas de dilo em rama, 50
harneas com 325 arrobas de dito derretido; aos
mesmos.
2 cavallos ; ordem.
Patacho nacional Relmpago, vinco do Rio-
Grande do Sul, consignado a Amorim & Irmao,
manifeslou o seguinle :
12:100 arrobas de carne de charque, 388 ditas
de grsiza em bexigas, 100 ditas de sebo em ra-
ma, 20 barricas de dito derretido, e 50 ceuros
seceos avariados ; orJem da P.rente Vianna
o C.
Consulado geral,
llendiraento dodia la4. 2:807j)437
dem do dia 6....... 993388
dem com casca..... alqueire
Assjicar branco noto arroba
dem roascavado idem ...
Azeile de mamona .... caada
dem de mendoim e de cuco.
Borracha fina ..'.... arroba
dem grossa. ...... >
Caf em grao bom..... arroba
dem idem restolho ....
dem idem com casca ...
dem moido....... > -
Carne secca. ...
Carvo de madeira .... >
Cera de carnauba em pao
dem idem em velas. ...
Charutos bons......
dem ordinarios.....
dem regala......\
Chifres........
Locos seceos.'.....
Couros de boi salgados .
dem idem seceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra cortidos .
dem de onea......
Doce de calda......
dem de Goiaba .....
dem seceos......
Espanadores grandes. .
dem pequeos......
Esleirs de preperi ....
Estoupa nacional.....
Farinha de araruta ....
dem de mandioca ....
Feijo.........
Fumo cm folha bom ....
dem idem ordinario ...
dem idem restolho ....
dem em rolo bom ....
dem idem ordinario. ...
Uo.iima polvilho.....
ipccacaiihua.......arroba
Lenha em achas grandes cento
dem idem pequeas. ...
dem em toros. ...
Madeiras cedro taboas de forro, urna
Liuro pranchdes de 2 custados um
Casladinho. ...*... urna
Costado........
Forro.........
Soalho........
Varas aguilhadas.....
dem quiriz....... >
Vrnhlicfl pranchdes de dous
custados.......
liem idem custadinho de dito
llem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura.......
Ilem idem dito de dito uzuaes
llem idem de forro ....
Ilem idem soalho de dito .
liem em obras eixos de secupi-
ra para carros .....
Hem idem rodas de dita para
ditas........
Mel. ... .....caada
Milho.........alqueire
Pedras de amolar. urna
dem de filtrar......
dem rebolos......
Piassava em molhos .... um
Sabo.........libra
Salsa parrilha ... arroba
Sebo em rama......
Sola ou vaqueta (meio) urna
Tapioca........arrba
Un has de boi....., cento
Vinagre........pipe
Po brasil.......quintal
um



agoou
4SS00
2*600
1*600
2g000
7S000
4jJ00
7$500
4g500
58000
9J600
4SO0O
1$600
9jj000
13S000
ajsoo
igooo
3gaco
53000
4000
240
400
150
300
ogooo
500
400
15O00
3200
1S600
300
1S600
3J000
2$500
7g000
15g000
9S00O
7g000
16$000
6g000
3S200
253000
23500
13600
123000
33000
9S000
83000
65000
23500
43000
23240
13600
243000
143000
453000
163000
53000
103000
par 103000
303000
300
23500;
800;
93000
13120
200
120
253000
103000
330c 0
33200
$300
50#000
10$000
Movimento do porto
Navios sahidos no dia 5.
NW-YorkBarca americana Regala, capilo
M. Mullam, carga algodo.
I.avreBrigue francez Belm, capilo Legasse,
carga couros e mais gneros.
Mieei e portos intermediosVapor nacional
Persinunga, commandanle Manoel Joaquim
Lobato
T;-rra-NovaBarca ingleza Quenn, capilo H.
Bailey, em lastro. Suspenden do lamaro.
Navios entrados no dia 6.
>ew-Castley72 dias, -brigue norueguense Sif,
de 217 toneladas, capilo L. Pederson, equipa-
ge tu 9, carga carvo de pedra ; a Augusto Ce-
sar de Abrcu.
Hacei60 horas, brigue brasileiro Santa Bar-
bara Vencedora, de 232 toneladas, capilo
Anselmo Peres, equipagem 11, em lastro ; a
Amorim Irmo. Veio recober pralico e seguio
para o Ass
da vergonha "?
N 1 ser cortamente o yeric da urna eleilo-
3:800?825
Ci do lim, nao appellamos para a sorte da elei-
como para o arbitro que julgar entre nos o
es adversarios. Rcste-lhes rauiloemboraa glo-
ria de haver embaracado as nossas pretencoes
Seja para uns a eoroa do triumpho. e para ou-
lros 1 gloria de a haver conquistado cora raora-
lidade e amor as instituiees livres.
Caminbemos, entreanto, ao nosso fim prin-
cipal.
Iodos os habitantes de Coianna conhecem por
urna triste Iradieao do celebre criminoso Luiz
Maricota. Carregado de crimes c de proteccao,
Luiz Maricota o guarda incorruplivel de um
terrivel segredo que respeila urna das familias
preponderantes de. Gi ianna.
Interessados vivam
O 10. batalhao um dos corpos de linha que
mais honra ao exerciio brasileiro; nao s pela
sua disciplina, como lambem pela ordem e re-
gularidade em todos os ramos d'administraco
do corpo, regularida le tal, que nao deia nada a
desojar. O Sr. lente coronel Kolli, seu digno
commandanle ; um dos militaros que ao seu
grande menlo rene muil.i probidade, muito zelo
pelo servico publico e as raelhores qualidades
que pode ler o militar. No commando do 10.
batalhao tem sido incansavel, muito zeloso
acerca de ludo que diz respeito ao balalhao, de
modo que tem sempre merecido elogios de seus
superiores, como coustanlemenie o Ilustrado
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 4 499*031
dem do dia 6....... 2J400
501g43
)dle era que Luiz Maneota | publico desta cidade tem
as autoridades locads fazem neste designio os
mais solcitos esforc s.
Como, pois, arred r a argo policial da ver-
dadeira locallidade eim que se abriga Luiz Mari-
cota ? Como prever ir que venha a desenrollar-
se urna historia negia de crimes com a priso
parle do imperio, e aconsalho-
ches queempreguem nielhor seu lempo.
P.
Srs. redactores.A leitura da corresponden-
cia, que em seu ilustrado Diario de 30 do pro-
de-le criminoso, au < tem sabido desempenhar ximo passado fez inserir oAmigo da Justica__
as suas commisses : acerca do abandono que tem feito o Sr. JosP.
Era preciso desvia; a atlenco da polica, e pa-jda Silva da sua eadeira de geometra do collegi
ra esle fim denunciar falsamente. Ainda que das artes, dispertou-rae certas considerar-oes, que
tao torpe accusaeo iesse Jfrecahir sobre urna nao posso deixar de assigna-las oqui.
cabera victima, era [.reciso e Wz-se. E a con- Em verdade, Srs. redactores, grande cousa
sagrar 10 do principia que os nossos adversarios ler prolecco I A que o Sr. Jos Pedro tem en-
inscroveram om suaj bandeira de guerra : OsJBDlrado, por cerlo, muito grande; rara, ex-
f:as justiflcam os meios. ^^^BF'ioiial, Ilimitada o perpetua, como a com'mis-
Nasee daqni a versao, que so procura insirrAppkTT) do que se acha encarroado, ha doze anuos !
de haver-se Luiz Maricota abrigado em Pedregal Que n'aquella poca fosse inierinamente no-
lho. Sondo Pedregulbo propriedadedosjlhos do meado o Sr. Jos Pedro da Silva, nao obstante
Sr. coronel Joo Joaquim da Cunha Rogo Barros,
infama aquellos era infamar esle, ao chefe
de um grande partido, urna influencia real.
Antes de qualquer oulra considerado, basta-
ra este simples enunciado para arredar de tao
conspicuo cidadao a calumnia que se faz ao ca-
rcter de seus dignos filhos. Quem nao v que
um cidadao preslimoso, "rodeiado de prestigio,
dispondo de felizes recursos, que conla longos
dias de vida por artos de dedicaco causa pu-
blica, nao viria infamar tima vida inteira por
urna aeco tao torpe em si e aosolhos da socie-
dadeT Est o dislincto Sr. coronel Joo Joaquim,
cslo os-seus dignos filhos no caso de fazer al-
llanca com o crime ?
nao
os avisos em contrario Iranseat ; porque cmtim
nao admira que (algures) nao houvesse quem
fosse capaz de ser inspecior da Ihesouraria ;
quando os Parnambucanos nao cstavam habilita-
dos para caixeiros II! Mas que hejo continu
semelhante escndalo ; hoje, que Pernambuco
tem lautos homens formados, tantos hachareis,
tantos mdicos lanos advogados, tantos proprie-
larios, tanlos fazendeirn's, tantos negociamos 1-
lustrados, tantos sacerdotes, e at mesmo (cousa
incrivel em tao pouco lempo !) tantos caixeiros
de intelligenciae probidade : por cerlo. digno
de reparo, e bem merece a Ilustrada altenQao, e
reconhecida solicitude do governo actual, para
quem appellamos,
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia de agosto de 1SGO
LiverpoolBrigue porluguez Tarugo & Filhos,
Manoel Joaquim Ramos e Silva, 300 saceos as-
surar mascavado.
Havre Brigue francez Bellcm, Tisset Freres,
550 couros verdes.
MontevideoPolaca hespanhola Judia, T. Bas-
tos S 1S1 C, 471 barricas assuca.i mascavado.
Recebedoria de rendas internas
geraes de Pernambuco
Rendimento dodia 1 a 4 3.378s303
dem do dia 6.......2:912;934
6:2913237
o.
i I
O

Horas

re
Atmosphera.
55 I
Direcgo.
I
Intensidade.
10
O

Centgrado.
isr
K3
O
Reaumur.
co

le
00
O
OS
00

-l
en
I Fahrenheit
o I Hygrometro.
Barmetro.
en
C
ec
v.
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a '*
m
e -i
a o
O 35
O
r-
C
C-
A noite clara com grandes nevoeiros, venlo SE,
veo para o terral e assim amanheceu.
OSCIir.ACAO DA MAR.
aixamar a 1 h 30' da' Urde, altura 1.25 p.
Ireamar as 7 h 18' da manha, altura 7.0 p.
Observatorio do arsenal de marinha 6 de agosto
de 186U Vikgas Jnior.
Editaes.
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 4 .
dem do dia 6......
3:8393325
1.93*1604
5:7703829
Panta flos precos dos principaes gene-
ros e protlucces nacionaes,
que se despachara pela mesa lo consu-
lado na semana de
de 6 a 11 de agosto de 1360.
Agurdenle alcool ou espirito
de agurdente ..... cunada 960
dem caxaca....... 500
demdecana...... 640
dem genebra...... 800
dem idem.......botija 280
dem licor.......caada 960
dem idem.......garrafa 320
dem restilada e do reino caada 800
Algodo empluma 1." sorte arroba 7J600
dem idem 2.a dita .... 6g600
dem idem 3.' dita .... 5^600
dem em caroco..... lg900
Arroz pilado......errba 3g500
(1) Pranteando j um pouco tarde a morte do
nosso amigo, por estarmos auzente3 desta cida-
de na occasiao da sua mortc, pedimos descnlpa
I ao respeiiavel publico.
O Dr. Anselmo Francisco Pereiti, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz de direilo especial do commercio nesta ci-
dade do Kccife e seu lermo, provincia de Per-
nambuco, por S M. o Imperador, a quem Dos
guarde, ele.
Faro saber aos que o presente edilal vrem.e
ddle noticia tiverem que no dia 18 de agosto
docorrente anno se ha de arrematar em praga
publica deste juizo e sala das audiencias os bens
seguintes : diversas pegas de obras de prata cum
0 peso de 2352 oitavas a 300 rs. a oitava, ris
75DJ600; 33 trancelins chatos com 200 oitavas a
59 a oitava, 1:000$; 2 rosarios com 8 oitavas
ambos por 409 ; 110 anneis com pedras e sem el-
las pesando74 oilavas a5J a oitava, 370$; 15 pares
deargolas cortadas com 16 oilavas a 4j)a oitava,
64>; 11 ditas de filagran cora 8 oilavas a 4$ a
oitava, 320 ; 85 pares de argolas lisas com 18 oi-
avas a 4$ a oilava, 72$ ; 4 coroas de filagran
com 22 oitavas a 5 o oitava, 1100; 5 medalhas
icom o peso de-7 oilavas a4 a oilava, 2&J; 1
lrus para rosario com 2 oilavas por 89; 3 casso-
cet.is com 6 oitavas a 69 a oilava, 36$ ; 4 varas
e meia de cordo com 32 oilavas a 4$ a oitava
128$ ; 5 varas e meia de trancelim com 23oitavas
a 49 a oilava, 920; 2 varas de collar com 7 oilavas
a 4$ a oilava. 289 ; 10 resplandores de ouro com
SI oitavas a 5$ a oilava, 1059; 6 cadeias de col-
lele com 39 oitavas a 59 a oitava, 1959 ; 8 adere-
mos de ouro completos cora 60 oitavas a 59 a oi-
tava, 3400; 100 pares de rselas com 118 oitavas
1 50 a oitava, 5909; 35 meios aderecos com o
peso de 139 oitavas a 50 a oitava, 6950 ; 30 pul-
ceiras sendo urna de coral com 160 oitavas a 50
a oilava, 8000; 15 pares de brincos com 26 oitavas
a 4$ a oitava, I iu,v imjiiiriauo os mes.noi otijec-
tos na quanlia da 5 5420600 1 casa terrea sita
na ra das Larangeiras n. 19 da freguezia de San-
io Antonio do Recife avaliada Cm 45000, 03
quaes bens sao pertencentes a Juo Paulo de
Souza, e vao a praga por exocuco que Ihe enca-
minha Miguel Archanjo do Figueiredo e nao ha-
sendu lancador que cubra o preco da avaliacao,
vara a arremataco f-ila pelo preco da adjudica-
gao com o abale da lei.
E para mandei passar editaos que serao publicados pela
mprensa e affixados nos lugares do coslume.
Cidade do flecife de Pernambuc, aos 26 de
julho de 1860, 39." da independencia e do impe-
rio do Brasil.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, es-
crivo o subscrevi.
Anselmo Francisco Peretti.
O Rvd. Jos Lei te Pitia Orligueira, juiz de
paz da freguezia de S Frei Pedro Goncalvcs da !
cidade do Recite, cumprindo o disposlo no art. I
91 da le n. 387 de 19 de agosto de 1816, e em '
observam-ia da ordem que Ihe tora expedida pela i
cmara municipal desla cidade em dala de 3U de
Julho ultimo, convoca os eleilores e supplcnles '
da mesma freguezia, abaixo declarados, para I
comparecHrem na respectiva igreja mairiz, no dia
7 de selembro prximo vindouro, s 9 horas da
manha, alim de se organisar a mesa parochial
pela forma eslabelecida no decreto n. 1812 de 23
de agosto de 1856, e so proceder a eleico de
juizes de paz que deve dar a supradila freguezia,
ede vereadores do municipio.
Igualmente convida os cidados qualificados
votantes para rom dar seus votos, sob perro de
serem multados os que deixarem de comparecer
sem motivo legitimo participado mesi, na quan-
lia de 100. na forma do t 7 art. 126 da rilada lei
D. 387. Cada rolante quando r chamado, entre-
gar duas cdulas, urna coninndo nove nomes
para'vereadores e oulros quatro para juizes de
paz, aquella com o eguinte rolulo por fura
Vereadores para 3 cmara municipal do Recife
e esla com este outro Para juizes de paz do
dislricto.
Eleitores.
Domingos Henrique Mafra.
Anlonio Henrique Mafra.
Manoel Amanen da Sania Cruz.
Manoel Francisco Marques.
Jos Marques da Costa Soares.
Jos Pedro das Neves.
Ignacio Antonio Borges.
Anlonio Bolelho Pinto de Mesquila Jnior.
Estevo Jorge Bapiista.
Supplentes.
Filisberlo Ignacio iiveira.
Manoel da Silva Noves.
Antonio Jos da Silva Brasil.
Candido Tliomaz Pereira Dulra.
Antonio Bustos de Abreu Lima.
Manoel Estanislao di Cosa.
Luiz Anlonio Goncalvcs Penna.
Constancio da Silva Neves.
Joaquim Jos de Sant'Anna Barros.
Major Alexandre Augusto de Fiias Villar.
Dr. Cosme de S Pereira.
Dr. Jos Joaquim de Souza.
Thomaz de Almeida Antunes.
E para contar fiz publicar o prsenle em que
me assigno.
Freguezia de S. Frei Pedro Gonealves do Reci-
fe, 4 de agosto de 1860.Eu Innceneio da Cu-
nha Goianna, escrivo o escrevi.
Padre Jos l.eite Pilla Orligueira.
Manoel Jos Teixoira Bastos, cavalleiro da impe-
rial ordem da llosa, juiz de paz mais votado
desta ieguezia de S. Jos do Recife, em virio- |
de da lei, etc.
Faco saber em conformidade com o disposto na !
lei n 387 de 19 de agosto de 1846, e em execu-
cao da circular expedida pela cmara municipal,
que no dia 7 de selembro prximo futuro se lem
de proceder a eleico de juizes de paz desla fre-
guezia e vereadores da cmara municipal desta
cidade ; pelo que convoco os eleitores esupplen-!
tes, abaixo designados, para que no dia aprazado
comparecam no corpo da Igreja da Senhora do
Terco, polas 9 horas da manha, na conformida-
de do disposlo nos arto. 4, 5 e 41 da citada lei
eleitoral, sfim de que lenha lugar a organisacio |
da mesa parochial, que tem de recober e apuraras]
listas dos rotantes, ficando os Srs. eleilores e !
supplentes na inteligencia de que a mesa paro-
cha! ser organisada, segundo o disposlo un ij 1. '
art. 1. do decreto n. 842 de 19 de selembro de
1855, combinado com ari. 4 e seguintes do decre- !
lo n. 1812 de 23 de agosto de 1816, e de que i- i
carao sugoiios mulla comminada do art. 126 g
5 n.2 da mesma lei os que sem impedimento le-
gal deixarem de comparecer.
Eleitores.
Os senderes :
Tenento-coronel Joaquim Lucio Monteiro da
Franca.-
Manuel Ferreira Accioli.
Capito Manoel Joaquim Ferreira Estoves.
Joaquim Pedro dos Santos Bezerra.
Joo de Brito Correia.
Joo Soares da Fonseea Velloso.
Manoel de Almeida Lima.
Antonio Moreira do Mendonca.
Filippe Santiago Cavalcanti de lbuquerque.
los Simplicio do S Esleves.
Miguel Jos da Silva.
Anlonio Goncalvcs Pereira Lima,
los Francisco Bonlo.
Joaquim Jos Tavares.
Joo Francisco Bastos de O'iveira.
Supplentes.
Os senhores :
Francisco Antonio das Chagas.
Dr. Innceneio Seraphico de Assis Carvalho.
Padre Albino de Carvalho Lessa.
Manoel Camello Pessoa.
Jos Francisco de Souza Lima.
Jos Vir'ssimo dos Anjos.
Francisco Antonio Pereira de Brilo.
Antonio Francisco Alvos.
Joo Joaquim de Figueiredo.
Tiburrio Valeriano Baptisla.
Francisco Joaquim de Souza.
Jos Raimundo da Nalividade SalJanha.
Jos de Freitas Barbosa.
Maximiano Francisco das Neves.
Manoel Joaquim de Soma Vianna.
Elias Marinho Falco de lbuquerque Maranho.
Anlonio Emiglio Rihciro.
Joo das Virgens Molla Braz.
Antonio da Cunha e lbuquerque.
Outro sim, convido os cidados qualificados vo-
tantes desla freguezia para que comparecam no
dia c lugar cima indicados, alim dedarom seus
votos, sendo que apresentaro duas lisias, urna
com o rolulo Para juizes de paz da freguezia
de talcontondo quatro nomes de cidados do-
miciliarios na fregueza c com as qualidades exi-
gidas para juizes de paz, e outra com o rotulo
Para vereadores "da cmara municipal desla
cidadecometido nove cidados aptos para ve-
readores ; bem como que n.io sero apuradas as
listas que conliverem nomos risrados ou substi-
tuidos por oulros, segundo o disposlo nos arts.
50 e 51 da lei j cilada ; e (icaro sugeilos
mulla de 10$ os cidados votantes que deixarem
de comparecer para darem seus votos sem moti-
vo justificado na conformidade da mesma lei.
E para constar mandei passar o presente que
ser afixado no lugar do coslume e publicado
pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife, ans 6
de agosto de 1860.Eu Jos Gonealves de S,
escrivo o essrcvi.
O juiz do paz,
Ilanoel Jos Teixeira Baslos.
m
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, commendador
da imperial ordem da Rosa c da de Christo, c
juiz dp direilo especial do commercio desta ci-
dade do Recife, capital da provincia de Per-
nambuco e seu lermo, por S. M. I. cC. o Sr.
D. Pedro II, que Dos guarde, etc.
Faco saber 80S que o presente- edital virem e
delle noticia tiverem, que no dia 18 deslc mez
de agosto do corrente anno, se ha do arrematar
era piara publica deste juizo e na sala das au-
diencias, os objectos'seguintes :
103 caixas francezas vasias a 500 rs cada urna,
total 51$500; 6 garrafas do vinho Bordeaux a
1$000, 69 ; 11 francos com doce e 4 ditos com
gelea (avariados) ; 19 garrafas com licores-finos
a 10500 a garrafa, 280500 ; 7 ditas de marrosquinos
a l$600, 119200 ; 14 meias ditas do dito a 8(10 rs.,
11$'200 ; 82 latas envernisadas a 800 rs., 65?600 ;
19 frascos graudes de vidro com lampas a 640 rs.,
120160 rs.
Os quaes objectos sao perlenccnles a Ignacio
de Amorim Lima, c vao praca por execuco,
que Ihe encaminhara Joo Praeger & C. ; e
nao havendo lancador que cubra o prego da ava-
liacao, ser a arrmatago feita pelo prego da ad-
judicsco com o abate da lei.
E pata que chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar editaes, que seru publicados pela
imprensa e affixados nos lugares do costme.
Cidade do Recife, 3 de agosto do 1860, 39. .|a
independencia e do imperio do Brasil.F.u Ma-
noel alaria Rodrigues do Nascimento, escrivo o
subscrevi.
Anselmo Francisco Peretti.
_ O Jllm. Sr. inspector da Ihesouraria pro-
vincial, manda fazer publico, quedo dia 2 do cor-
rente por dianle pagam-se os ordenidos dos
empregados provinciaes, vencidos no mez de ju-
lho prximo (indo.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco, 1." de agosto de 1860.O secretario.
A. t. da Aununciagao.
r\ Peranle a cmara municipal da cidade da-
Olmda eslarao novamente em prego nos dias 3,
10 e 17 do mez de agosto prximo vindouro, para
serem arrematados por vena, na forma do arti-
go 28 da Jei provincial n. 474 de 5 de maio do
anno de 1859, o telheiro que serve de matadouro
publico, avaliado em 4000, e o predio contiguo a
igreja de S. Sebaslio da mesma cidade, com 62
palmos de frente, em chaos foreiros, avaliado
em 2:0009, visto nao terem apparecido licitante*
as pragas dos dias 22 o 29 de selembro, 6 e 27
do outubro do dilo anno : os pretendenles podem
comparecer no paco das seswes da mesma cma-
ra nos referidos dias.
Paco da cmara municipal da cidade de Olioda
em sesso ordinaria de 27 de julho de 1860.
Joaquim Cavalcanli de lbuquerque,
Presidente.
Eduardo Daniel Cavalcanli Vellez do Guivara.
Secretario.
- O Illm. Sr. inspecior da ihesouraria provin-
cial, era cumprimenlo da resoluco da junta da
fazenda, manda fazer publico, qu a arrematacu
da obra do cemilerio publico da villa de guaras-
s foi transferida para o dia 16 do corrente. ^
E para constar se maudou afluir o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco, 1. de agosto de 1860.O secretario,
A, F. da Aununciagao.
O Illm. Sr. inspecior da ihesouraria de fa-
zenda desta provincia manda fazer publico, de
conformidade com as ordens do thesouro nacio-
nal ns. 98 e 99 de 26 de junho ultimo, que no
dia 10 de selembro vinJouro se far concurso
nesla Ihesouraria para preenchimenlo de mais
urna vaga que ha de pralieanle na mesma, e ou-
tra na recebedoria do rendas internas desla ca-
pital. Os que pretenderom ser aduiittidos ao con-
curso, deverao apresenlar nesta secretaria seus
requerimientos instruidos dos documentos quo
provem : 1. terem 18 annos completo* de idade :
'1.a estarem livres de culpa e pena : e '." um
bom procedimonto
Os exaracs nesle concurso versaro sobre lei-
tura, analyse grammalical, orlhographia, e ari-
thmetica, al a theoria das proporcoes inclusiva-
mente.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Per-
nambuco 20 de julho de 1860. O offlcial maior
interino Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
O Dr. Ernesto de Aquino Fonseea, cavalleiro da
ordem de Christo, juiz de orphos do lermo do
Recife, por S. M. o Imperador, que Dos guar-
de, ele.
Fago saber aos que o presente edital virem.
que por esto juizo lem de ser arrematado por
venda a quem maia der. na pon 1 da sala das au-
diencias, e lindos os dias da lei, as seguintes pro-
priedades :
Um silio de trras denominado Allemo, com
algunias fructeiras, extremando pela frente com
o silio Riacho da Estiva, perlenceute a viuva e
herdeiros de Jos do Monte Lima, pola parte do
naseenle na linha do sul a norle do marco da es-
trada al o riacho Passo da lburae dilo sitio Es-
tiva, e pela parle do norle, ao poente, cora Ier-
ras do engenho L'ehoa, tendo 2,380 palmos de
frente e 4,000 de Tundo, cora duas casas de taipa
coberlas de lelhas, avaliado por 5.000-^IO.
Un terreno de maltas capoeiras, denominado
Cacimbas, no mesmo lugar da Ibura, extremando
com Ierras de Jos Rodrigues de Oliveira Lima,
avaliado por 1:5000.
Oulro terreno de maltas capoeiras, denomina-
do Descanso, em dilo lugar da Ibura, que exlre-
ma com Ierra do mesmo Jos Rodrigues, avalia-
do por 1:5003.
Oulro terreno do maltas capoeiras, junto a la-
goa denominada Zumbi, no snbrediio lugar da
Ibura, oqual cxlrema com o silio Estiva, c com
Ierras de Alfonso de lbuquerque, avaliado por
2 OOHOOO sendo o total do valor do sitio e terre-
nos annexos a quanlia de IO.OOOjOoO ; loJas es-
tas propriedades situadas na freguezia dos Afo-
gados ; sendo o dito sitio e mais terrenos per-
lencenles a viuva e herdeiros do tinado Anlonio
Alves Ferreira, %e vai praca por delerminacao
deste juizo, a requerimenlo de Antonio Pereira
deOliveira Maia. credor bvpotoecario do referido
casal.
A primeira praga cm 31 do corrente, a segun-
da dita em 3 de agosto, a lerceira dila em 7 do
mesmo pelas 11 horas da iiiaTiha depois de lin-
ds a audietmia do Illm. Sr. Dr. juiz de orphos.
E para que chegue ao conhecimento de quem
inleressar possa mandei lavrar o prsenle que.
ser afiliado no lugar du coslume, e publicado
pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife, capital
da provincia de Pernambuco, sob meu sgnal e
sello deste juizo, que ante mim serve, ou vaina
sera sollo ex-causa, aos 6 dias do mez de julho du
anno do nascimento de Nosso Senhor Jess Chris-
to de 1S60, 39 da independencia e do imperio
do Brasil.
Eu Juo Facundo da Silva Guiraares, escrivo
o escrevi.
Ernesto do Aquino Fonseea.
O Illm. Sr inspecior da Ihesouraria pro-
vincial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Se
presidente da provincia de 3 do rorrete, manda
fazer publico, que no dia 11 do mesmo, peanle
a junla da fazenda se ha de arrematar a quem
mais der, os impostes do municipio de Cimbres,
servindo de base para a arrematarlo o offereci-
mento feito pelo licitante Joaquim Jos da Costa,
da quanlia de 7000 por anno.
A arremataco ser feita por tempo de lies an-
uos, a contar do Io de julho prximo passado a39
junho de 1863.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tago, comparecam na sala das sessoes da mesma
junla no dia cima indicado, pelo meio dia,
competentemente habilitadas, com suas propos-
tas em cartas fechadas, sendo as habilitacOes no
dia 9 do corrente.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaiia da ihesouraria provincial de Per-
nambuca, 4 de agosto de 1860.O secretario, A.
F. da Aununciagao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria pro-
vincial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 3 do corrente, manda
fazer publico, que no dia 11 do mesmo, peranle
a junta da fazenda se ha de arrematar a quem
mais der, os impostes da cmara de Flures, ser-
vindo de base para a arremataco o oderecimen-
to feilo pelo licitante Antonio Jos de Souza, da
quantia de 1.333g333, por anno.
A arremataco ser feita por lempo de 3 annos
a contar do i." de julho prximo passado, a 30
de junho de 18G3.
As pessoas que se propozerem a esla arrema-
taco comparecam na sala das sessees da mesma
junta, no dia cima declarado, pelo meio dia
competentemente habilitadas, com suas propos-
las em cartas fechadas, sendo as habililages no
dia 9 do corrente.
E para constar se mandou affixar o presente e>
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Per-
nambuco, 4 de agosto de 18S0.O secretario, A.
F.da Annunciacao.
Declamos.
CORREIO.
Hoje (7) do corrente s 3 notas da tarde em
ponto, fechar-se-ho os malas que deve ronduzir
o vapor costeiro guarass, com destino as
provincias do norte.
CORREIO.
Hoje (1) as 5 horas da tarde, fechar-se-hao as
malas que deve conduzir o vapor costeiro Per-
sinunga. com deslino a Tamandar e provincia
de Macei.
lnspeccao do arsenal de marinlia.
Faz-se publico que a commisso de peritos,
examinando, na forma determinada no regula-
mento acompanhando o decreto n. 1324 de 5 de
ferereiro de 1854, os cascos, machina?, coldei-


<)
MARIO DE frBRNAMBUCO. TEftCA FE1RA 7 DE AGOSTO DE 1860.
ras, apparelhns, ninslreaco, veame, amarras e
o jncras dos vapores Persinunga e Iguarass
Ja companhia Pcrnanibucana de navegacao cos-
teira, achou lodos esses objectos era estado re-
gular.
Inspecr.'io do arsenal do marinha de Pernam-
buco, era 3 de agoslo de 1860.O inspector, Lli-
siario Antonio dus Santos.
Conselho tic compras navaes.
Tendo de promover-se a acquisico dos objec-
103 do material abaixo declarados, manda o con-
selho fazer publico, que tratar disto era sesso
Je i do mez prximo, vista de propostas em
Cartas fechadas, arompanhadas das amostras do
que couber na possibilidade, entregues nesse dia
ot s 11 horas da manha.
Objectos,
Par o consumlo arsenal, e navios..
Brim da Rnssia 30 peras.
<;obro de 20 a 21 0 n.com a competente presa-
Jura 300 folhas.
Dito do -26 a 30 O/o, idem idem 200 folhas.
Pi de vela 50 libras,
livros mappas 4.
liitos paulados Hitos ditos de 150 folhas 15.
Ditos ditos de 100 ditas 20.
Ditos ditos Je. JO ditas 20.
I.apis 12 :./.'-.
Lona ingleza, estreita, de ns. 1 a 4 100 pecas.
Paos Je lacre 50.
Plvora grossa 40 arrobas.
Dita lina 10 arrobas.
Praoches de piroba, polumuj, ctauba, guarab,
ip, magaranduba, roborahiba, jatajahy, sicu-
pira, tapunhaa, grapinhapuoha, olandim, man-
clo e na falta de pao carga ou pao d'oleolOO.
do conselho, s 10 horas da mauha do da 13
do corrente mez.
Sala das sesscs do conselho administrativo,
para fornecircento do arsenal de guerra, 6 de
agosto de 1860.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Pela admistracao do correio desta provincia
se faz publico, que eai conformdade do decreto
n. 787 de 15 de maio de 1851 e respectivas ins-
trueces, teve lugar hoje o processo de abertura
Jas cartas atrasadas pertenceules ao mez de ju-
lho de 1859, condemnadas a consumo pelo artigo
138 do regularaento dos corrcios de 21 de dezem-
, bro de 1814; assislio ao dito processo o Sr. ne-
gociante Jos Pires Ferreira. Desla abertura re-
sultou achar-se somente una caria com docu-
ment, descnpla em livro para esse fin destina-
do, Ocando rccolhida convenientemente para ser
entregue a quem de direilo pertencer. Una car-
la da cidade de Braga, de Jos Fernandes Lopes
para Henriquc Fernandes Lopes, em Paje de
, Flores, com urna procuracao bastante. Por ulti-
t mo procedeu-se o queima das outras cartas que
nao encerram dinheiro ou documento, de que se
.lavrou o respectivo termo que o que se segu.
Adminislraro do correio de Pernambuco 2 de
agosto de 1860.O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
Termo do consumo das cartas atrasadas perlen-
cenles^i mez de julho de 1859.
Aos 2 do agdWo de 1860, nesla odministraco
do correio da provincia, as 11 horas da manhaa,
Paralusos de metal de 1 a 3 pollegadas lOerosas!: ,'slando presentes os Srs. administrador e mais
Irados de 5 0 e 7/8 20. i emPregados abaixo assignados, se procedeu em
Yergalhes Je ferro redondo, de 4, 5 e 6/8 90. >' v,ird? d? arl' P8 do regularaento dos correios
Para as obras do porto. dc21 1dte,dze,m,bro dc 18if,' a cons,lmo ,38 r-
Oemento claro de Bolonha 1,000 barricas de 10 a sel'ad3.s. i^jartas e 2t macos de jornaes na
l-'jirrubas cada urna D: importancia de 2&*392, como consla da factura
Pinho do rezina 10,000 ps. I ab'11X0 deda.rada, cuja importanria vai desc'arre-
Acaracn.
O palhabote Sobralense recebe carga a frete
e passageiros ; a tratar com Caetano Cyriaco da
C. M. 3o lado do Corpo Sant(p n. 25, primeiro
andar.
Para List oa
vai seguir viagem com a maicr presteza, com a
carga que liver a bordo, o brgue portuguez So- mez.
berano ; os pretendentes dinjam-se ao consignatario Thomaz de Aquino [ Ujmpram-se moedas de onro de
Fonseca, na ra do Vigario n. 10, primeiro an- 20# : na ra da Cadeia loia de cambio
ar. ou ao capitao na prac,a. n 58 *"*"
Vende-se milho muito novo e por
Alerta estou!!!
O cavallo n. 23 da companhia fixa
de cavallaria que ausentara-se do quar-
telno dia2l do mez prximo passado,
fra recolliido logo a 24 do
mesmo
Leiloes.
Terca-feira 7 do corrente.
O agente Uchoa fara' leilao em seu
armazem na ra do Vicario n. 15, de
8:000^ de dividas documentas com let-
trase con tas de Iivros ao correr do mar-
tello, as 11 horas do dia.
preco commodo : na ra do Cordoniz
n. 12.
sweipieMHKNH9N smmzm
Obras de ouro e prata.
Acha-so a venda por preeos commodos q
una completo sorlimenlo chegado de Pa- jf
ris a Porto, de obras de ouro do lei e
prata de lodas as qualidades de goslos os
mais moderos o hbilmente fabricadas :
no estabelecimento de Francisco Comes
de Mallos Jnior, ra larga do Rosario
n. 21.
Mi
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOBA IIIREf (AO HE E-ktRVWD
LE1L0
Este hotel collocado no centro de urna das capilaes importantes da Europa, torna-se de moda
| valor paraos brasileiros e portuguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua poslcao
urna das melhores da cidade, por se achar nao s prximo s estafes de caminhos de ferro da
Allemanhae Franca, como por lera dous minutos de si, todos os theatrose diverlimentos e
alm disso, os mdicos preeos convidara '
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
contae risco de quem ptrtencer, tea-1 fado d"t7^e &ZZZZTL!?aZ "3? Paraaf raPanharaslourislas> qu em suas excurses na cidade, qur no reino, qur
feira 7 do correntias 11 horas em pon {2.*TSSl^TSSZ f^t'. ST' ** **" *" ^ 1 ". ceden, da 8 10 francos (3,200 45000)
Aluga-se o segundo e tereciro an-
darousoto, do sobrado n. 6t da ra
n ____,-, ... Nova, qualquer dos andares teem bas-
0 agente Hyppol.to lara' leilao por tantes commodos e acham-se era tal es-
cubos preparada para calcaraen- 8aa nesla dal:' a? resPecliv0 Uiesoure.ro.
1 v E para constar lavrou-se
este termo em que
assignou o administrador e thesoureiro, e eu
Francisco .'imoes da Silva, ajudanto e comador o
escrevi.O administrador e thesoureiro Domin-
gos dos Pasaos Miranda, os oliciaes papelista]
s Ismael Amavel Gomes da Silva, Eduardo Firmo
! da Silva, Luiz dc Franca de Oliveira Lima, o pra-
_ j ticante Vicente Ferreira da Porciuncula, o por-
teiro Manoel Varinhode Souza Pimentel.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para seren re-
ja as notas
e 2o,ooo da
emissuo do banco.
Pedras >'ni
lo 6,000.
De igual turma lom o mosmo conselho de con-
trolar era dila sesso o fornecimenlo, por lempo
decorrer al o tim de setembro prximo, de
' las para os navios Ja armada eeslabeleeimen-
tos dc marinha, sendo compostas dos seguinles
objectos
Aramia, lelria, assucat branco refinado, bola
chinha, cevadinha. che, gallinha, manleiga, ta-
rioca, vinho de Lisboa.
Sao as condices para a effecluaco dos con-
tratos qur acerca da acquisicao dos" objcclcs do
material, como do fornecimenlo dasdietas.su-'
ji itarem-se os contraanles a multa dc 50 O/o do \
valor do que nao enlregarem da qualidade c na i
quantidade contratados, alm de carregarem com |
3S0 do proco no mercado, se o houver, por
motivaren, estas fallas ahi recorrer-se e serem os COlhldiS (leSde \t\ 8S nOtaS
: smos contraanles pagos da venda ou forneci- J
ento Jo mez, logo no posterior. Acresce, cer- ; (]p 'I (i rtflft
ca do fornecimenlo, que leem os contratantes de i )uuu
apresentar fiadores, assignarem com elles os
contratos na mesma occasiao.
Sala do conselho de compras navaes, era 28 de
julho de 18G0.O secretario. Alexandre Rodri-
guos dos Anjos.
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal Je guerra, tem de comprar os objec- j
los seguinles :
Para o i." balalhio de arlilharia a p.
1 bandaira imperial, 1 porte para a dila, 1 has- \
lia para a dila, 1 capa de brim para a dita.
C'uem quer vender taes objectos aprsenle as I
Suas propostas em caria fechada, na secretaria !
o conselho, s 10 horas da manha do dia 6 de '
agosto prximo vindouro.
Sala das sesses do conselho adminislrativo,
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 30 de
julho de 1860.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presdeme.
francisco Joaquim PereiraLobo,
Coronel voaal secretario interino.
O abaixo assignado lanQador da recebedo-
le rendas internas geraes era cumprimento
- e3 Jo arl. J do regulamento de 18
aarco deste anno, pelo presento avisa aos
Joos, gerentes ou procuradores dos diflerenles
stanelecitnenlosdo bairrodo Recite, que conti-
nua a fazer o Lwaraenio do imposto de 20 por
>, pela ra travessa do Vigario, ras do
Encautameoto, da Cacimba, da Madre de Dos,
Iravessj da mesma, ra do Burgos, da do Co'do-
iz, da Lapa, do Amorim, do Costa e largo da
Vssembla, aiim de que tenhara promplosos seus
recibos, papis de tractos, ou de arrendamedto,
seren presentes e por elles ser feilo o pro-
cesso do mesmo laneamento conforme determina
art. >n do regulamento de 15 de junho del8f.
Jus'': Jerouymo de Souza Limoeiro
to, na porta do armazem do Sr, Annes,
em frente daalfandfga, ioseguinte:
Manteiga franceza.
Sabao inglez.
Conservas inglezas
Frascos com doce.
Caixa com velas stearinas.
LILAO
Terca-feira 7 do corrente.
Em Trente da Hiii(Io>i,
O agente Antunes far leilao no dia cima em
frente da alfandega dos seguint;s gneros :
6 duziasde vermoulh.
JOcaixascom charutos ceHavana.
6 quartolas com vinagre.
90 duzias cognac (em cai?.as.)
2 barris de dito.
4 ditos de vinho Sherry.
1 barril com genebra ingleza.
Principiara s 11 horas em pento
LILAO
pezas com pinturas e outros arranjos
' quem pois os quizer procure entender-
| se com o abaixo assignado na mesma
casa ou em seu eset iptorio no paleo do
Collegio boje praca de Pedro II ou na
ra do Hospicio sobrado n. 17, que es-
ta* resabido a fazer alguma modifica-
cao no prego.Jos Jos Anjos Vitira de
Amorim.
por dia.
Durante o aspaco de oito a Jez mezes, ahi residiram os Exms, Srs. conselheiro Silva Fer-
rao, e seu filhoo Dr. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Felinpe Lopes
Netto, Manoel deF^ueira Faria, edeserabargador Pontes Visgueiro (do Brasil, ) e muitas ou-
tras pessoas tanlo de um, como de outro paiz.
Os preeos de toJo oservico, por dia, regulara de 10 a 12 francos (-iiSOOO 450O.)
JNo hotel encontrara-se informaces exactas acerca de ludo que pode precisar um eslrarcciro.
CONSULTOR!
DO
Vaccina publica.
Transmissao do fluido de braco a braco, as
quintas e domingos, no torreo'da alfandega, e
nossabbados at as II horas da ma\ihaa, na re-
sidencia do commissario vaccinador, no segundo
andar do sobrado da ra eslreila do Rosario nu-
mero 30.
Inspecco do arsenal de marinha.
Precisando a companhia do apreirdizes artfices
dcsle arsenal, de um eczinheiro e dous srven-
les, convida o Illm Sr. inspector a quem queira
asslm servir tendo a precisa idoneidaJe, a epre
sentar-se-lhe cora a raaior brevidade ; sendo o
wSfeTlw0i0dlanJS.!r0 3* We"Sa0S dS Ser" | aente Uchoa fura' le,5 hoJ'e na '
Inspecco do arsenal de marinha de Pernam- ecadinha da alfandega, de um lindo boi
pode dese-
las da
manhaa.
-iTcrca-feira 7 do corrente.
buco, em 2 de agosto de 1860 O secretario, Ale- de carro raais manco que se pod<
VJ3SKSS&,* de Pernambu- J- de A ^ h<
-a.
LEILAO
co, 3 de agoslo de 1800.
O Dr. chefe de polica da provincia, altendcn-
do a que os mdicos no exercicio de sua clnica
nao devera ser interrompidos ou estorvados, ro-
solve declarar, que livro aos mesraos mdicos
no exercicio de sua profissao o Iransil por todas
as ras desla capital, ficando nesla parte altera-
do o regulamento policial de 25 de fevereiro des-J
le anno, que determina as entradas e sahidasde
carros.
Menear \raripe.
Pela inspecco da alfandega se faz publico
|ue hoje 7 drpoiajde meio dia continuar a ar-i
remataco dos obyectos annunciados no edital de i
C do correle.
Alfandega 7 de/agosto do 1860 O inspector,
IBenlo Jos Fernandes Barros.
- O thesoureiro esmoler da santa casa da mi-
sericordia do Rrfcife, convida aos credores da
i-xiincta adrainisjracao geral dos eslabeleciraen-
is de caridade.lpara que com a possivel brevi-
dade lhe aprcserjtem suas contas do que se Ihes
deve at o fim de junho ultimo.
Secrelaria dal santa casa da misericordia do
Decife 6 de agosto de 1860.O escrivo interino,
Francisco Antonio Cavalcanll Cousseiro.'
Por esta sibdelegacia se faz publico, que se
icha depositado um cavallo russo sujo, pequeo:
:om direilo ao mesmo, compare-
ce ser entregue,
dos Afogados 6 de
Avisos {naritimos.
Para o Aracaly.
Seguir para este porto o mais breve possivel o
hiate nacional (Exhalbaos ; para o restante da
carga, trata-se com Gufgel Irmaos, ra da Cadeia
do Recife n. 28.
; Para o Ass vai sahir com muita brevidade
o brgue brasileiro Incencire/, para onde recebe
| carga a frete: a tratar com o capilo Antonio
I Albino de Souza oa com seus consignatarios
Amorim limaos, ra da Cruz n. 3.
Para o Rio Grande do Sul vai sahir muilo
breve o brgue brasileiro Tapir, recebe carga a
frete, e para tratar com os seus consignatarios
Amorim Irmos, ra da Cruz n. 3.
Luiz Manoel Rodrigues Valenea, suas "-
lhas, filhos e sogra repassads da mais
pungente alflicco pelo profundo golfo que
lhes descarregou a morle, roubando-lhes
companhia e dedicado de sua sempre
chorida e virtuosa esposa, raai e ilha, vem
agradecer pela prsenle do mais inlimo
d'alma a lodas as pessoas que so preslaram
a assislir aos ullimos sufiragos e enterro
d.-quella finada. Convidando-os igual-
mente para a missa de quinta-feira 9 do
corrente, stimo dia de seu fallecimento,
na igreja do Collegio pelas 7 horas do dia,
e por ludo lhes protestara seu eterno agra-
decimenlo.
O padre Antonio da Cunha e vFigueiredo
por si, era nome de sua familia e princi-
palmente de seu iriuo ausente o conse-
lheiro Jos Bento da Cunha e Figueiredo,
possuido do mais vivo reconhecimento
agradece a todos os seus amigos que se dig-
naran! de assistir na capella do cemiterio
publico os suffragios prestados a sua pre-
sada sobriha D. Olivia da Cunha e Figuei-
redo.
. Lobo Mosco
com a
Fran-
se julgar
;a, que provando legalmenlo
leicgacia da freguezia
lo de 1860.Jos Roberto de Moraes e Silva.
Conse I lio administrativo.
O conselho administrativo, para rornecimento
Jo arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguinles :
Para as fortalezas, companhias de cavallaria
ores e para o arsenal de guerra.
00 vassouraa
100 dilas de juico.
Para provim nto
e palha.
> de
10 arrobas de
1 arroba de ara
i duzias de ferr
gadas.
duzias de dilob
pollegaJa.
S duzias de dito sem capa de 1 pollegadas
COMPAMIIA PERMflBLCm
DE
Navegacao cosLeira a vapor.
O vapor Iguarassi, commandante o segundo-
lenente J. Alves Moreira, segu viagem para os
porlosdo norte de sua escala al o Cear no
dia 7 de agoslo s5 horas da larde.
Recebe carga para o Cear at o dia 2, para o
Aracaly no dia 3, Ass, Natal e Parahiba nos
dias i e 6 at ao mcio dia. Escriptorio no For-
te do Mallos n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
Vai seguir com toda a brevidade com
a carga que bouver, a veleira e bem
conliecida barca Recie, a qual se esta'
opa cora capa de 2 pole- a espera a todos os momentos do Rio de
rae-
do armazem do arsenal de
guerra,
umbo em lencl.
lie de latao de n. 15.
de dila para plainas de 1 1/2
quarto.
i duzias de conipacos sonidos
gadas.
e um
de 6 a 10 polle-
cana sortidas de 8 a 10
i duzias de grosis meia
pollegadas.
duzias de verrumas sortidas.
6 serras de volt.
10 milheros de pregos caixaes.
25 cadinhos de n 1.
25 cadinhos de u, 2.
50 cadinhos de n 10.
10 quintaos de fe ro sueco quadrado de 7/8.
10 tilos de dito (ilo quadrado de 6/8.
2 ditos de dilo inglez redondo de 2/8.
5 dilos dilo de 3/ i.
i arribas de lenjes de ferro de 22 a 24 libras
cada um.
ditas do dilos ce 1 arroba cada um
5 dilas de dilos d91 1?2 arroba cada um
2 dilas de ditos e 2 arrobas cada um
duziasde lima
Janeiro : a tratar com o consignatario
Manoel Francisco da Silva Carrico, ra
do Vigario n." 17, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro
A barca
brevidade ;
tratar com
Torres.
nacional Clementina, a sahir cora
para o resto da carga e passageiros, a
Guilhermc Carvalho & C, ra do
i ditas de ditas
i ditas do dilas dt
JHas de ditas
i ditas de ditas
i Jilas de ditas
meias canas de 4 pollegadas.
as canas de 6 pollegadas.
meias canas do 8 pollegadas.
eias canas de 10 pollegadas.
eias canas de 12 pollegadas.
eias canas de 14 pollegadas.
ditas do ditas chatas de 12 pollegadas.
,-.3B Ae -ltas clPalas de U Pollegadas.
pollegadas.
murcas meia cana de 6 polle-
purcaa meia cana de 8 polle-
4 ditas de ditas clkalas murcas de
3 dilas de dilas
gadas.
ditas de ditas
gadas.
2 Jilas de ditas murcas meia cana de 4 pollegadas.
2 di aa de ditas mirgas chatas de 4 pollegadas
4 dilas de limaloei de 4 pollegadas.
5 J.ias de Iimal5esldel2 pollegadas.
.'3 dilas de limas triangulares de 8 pollegadas
dilas do ditas triangulares de 12 pollegadas.
lOtarrachas para balncadas.
2 duzias de tornos de ralo.
10 grosas de parafusos de n. 13.
lbarril com 20 caadas de azeite doce.
200 meios de sola. I
5 arrobas de fio de algodSo.
Ouem quizer vender taes objectos aprsente
*s suas propostas em carta fechada nasecre'aria
Para Colinguiba.
O veleiro e bem conhecido patacho nacional
Amazonas, pretende seguir nestes 8 dias; para
carga Irala-se com os seus consignatarios Azeve-
do & Mendes, no seu escriptorio, ra da Cruz n 1.
Rio de Janeiro.
Opalhaboto Artista segu com brevidade
recebe carga a frete e passageiros ; a tratar com
Caelano Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo Sanie
n. 25, primeiro andar.
Para o Aracaty
sahir na prxima semana a barcassa Mara A-
melia, de primeira marcha : quem pretender
carregar, dirija-se a Prente Vianna & C.
Para Lisboa sahe imprelerivelraenle ateo
dia 15 o brgue Tarujo & Filhos por ter parte
de seu carregamenio proraplo : quem quizer car-
regar ou ir de passagem, dirija-se ao consignata-
rio na ra da Cadeia do Recife, escriptorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Para o Porlo tem a sahir al o fim do mez
o brgue Amalia I : quem quizer carregar ou
ir de passagem. para oque tem excellenles cora-
modos, dirija-se ao consignatario, na ra da Ca-
deia do Recife, escriptorio do Manoel Joaiuim
Ramos e Silva.
Para Macoi e Pilar das Alagoas, est car-
regando a barcaca Flor de Camaragibe, a qual
sahe quarla-fcira, e est na escadinha da alfan-
dega.
Araeaty.
O hiate Vedeta recebe carga a frete e pas-
sageiros : a tratar com Caetano Cyriaco da C. M
ao lado do Corpo Santo o. 25, primeiro andar. '!
Hyppolito da Silva lioirado
conlianca do Exrn. ministro Jos
cisco de Paula Cavalcanti ie Albuquer-
que, fara' leilao de urna rica mobilia e
mogno, urna ditapara saleta, espelhos.
cortinados, relogiopara cuna de mesa,
guarda roupa, aparadores, mesa elsti-
ca, cama, mesas para escripias e com
modas, cadeiras de bataneo, lavatorios,
apparelhos de metal e porcelana, ca-
vattos, vaccas, um boi para carrosa,
carroca e carros : sexta-feira 10 do cor-
rente na estrada de Bolera, sitio do vis-
conde de Goianna, ao meio dia em
ponto.
Avisos diversos.
3000Ctac0 npo ijvaplttcA
jJcrtiamhuc.MiA.
De ordem da presidencia convido aos Srs.
membros do conselho a so reunirera era sesso
extraordinaria do mesmo, que ter lugar na quar-
ta-feira 8 do corrente as 7 horas da manhaa.
Secretaria da Associacao Typographica Per-
nnrabucana, 6 de agosto'de 1860.
JivF.Nc.io Cesar,
Io secretario.
Os abaixo assignados participam ao respei-
lavel corpo do comraercio que fizeram sociedade
na loja da ra do Crespo n. 18, sobre a Qrraa so-
cial de Diogo& Fernandes. ficando a seu cargo a!
lipuidaco 4a firma de Simplicio Xavier de Fa-
ria & C. Pernambuco 6 de agosto da 1860.__i
Diogo Thomaz Esteres Vianna.Antonio Joa-
quim Fernandes da Silva.
Urna sala de trente muito linda
com 2 grandes camarinbas, pintada de
ovo, muito limpa, aluga-se no Recife
o pe do arsenal de marinha, infrma-
te na ra do Cordoniz n. 18.
Roga-se
ao Sr. Joaquim Carneiro Leao, que te-
nha a bondade de comparecer na ra
da Imperatriz n. 54, a negocio de s^u
interesse, faz-seo presente annuncio por
nao saber se de sua residencia.
|Aos Srs. ourivesl
| S Na ra larga do Rosario n. 24 ochase #e>
1 cg a venda um sorlimenlo completo ultima- r
IH mente chegado de Paris, de ferramentas ||
|3S para otrabalhode ourives, as melhores o
^g que teem apparecido no mercado. t
Saques.
Carvalho, Nogueira & C, saccam so-
ore Lisboa e Porto: na ra do Vigario
n. 9, primeiro andar.
Queijos novos
muito frescaes desem-
barcados agora.
No armazem de Manoel Joaquim de
Oliveira & C, era frente a travessa da
Madre de Dos n. 18, ra do Cordoniz.
= Vendem-se Juas casas terreas e um sobra-
dinho, assim como urna formidavcl gamella de
araarello para lomar banho, cora 8 palmos de
comprido e 6 de largo : na ra da Praia n. 34.
Vendem-se libras slerlinas, em casa de N.
O. Bieber & C., ra da Cruz n. 4.
Vende-se um silio perto desla praca cora
boa casa e bastantes arvoredos de fructo : quem
o pretender, dirlja-se a ra do Crespo n. 7, que
I UVA DA GLORIA, CA^A l>OI i \l>AO S
Clnica po* ambos os systemas.
,.... ? Dr-,L^bo Moscosod consultas todos os dias pela manhaa e de tarde depois de 4 Inoras
propiedades P"a CUrar annualmenle nao s Para a cidade C01"0 Pa s engenhos ou outrai
;,"sch1amadof deve,m ser dirigidos & sua casa al as 10 horas da manhaa e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do dia ou da uoile sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa.^ o darua eo uumero da casa. -
.-..!.5t*? que n^ f.orora de urSencia. as pessoas residentes no bairro do Recife poderao re-
?; Zt blhetes d b0U? do Sr- l0, Sounn & C- na ruada Cruz ou lojade livros do Sr. Jos
Xogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-se-ha conslanlemen e os melhores medica-
nentoshomeopalhicos ja b.'ra conheeidos c pelos preeos seguinles:
Botica de 12 tubos grandes, ..."..... 10 Ditos de 2 ditos,........... 15000
Ditos de 36 ditos...... 9ncOQ(i
Dito de 48 ditos..............580OO
Ditos de 60 ditos..........'.'.'.'.'. 0>000
ubosavulsos cada um....... '. 1CO0O
Frascos de tincturas.......'.',.'.'.'.*' 26000
Manoal de medicina homeopahica pelo Dr. Ja'hr trduzid'o
em portuguez com o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ,........2o000
Medicina domestica do Dr. Ilering, cora diccionario. 10S000
______________Repertorio do Dr. Mello Moraes....... 6J00O
Ouem precisar de urna pessoa para fazer qual-
quer escripturaco. dirija-se a ra Direita, sobra-
do n. 74. que se dir quem a isto se presta, aan-
cando-sc aceio e presleza.
Manoel Jos Vieira, por haver oulro de
igual nome, de hoje em diante se assignar por
Manoel Joaquim Vieira.
Quem precisar de um criado e bom copeiro,
dirija-se a ra do Livramento n. 25, lerceiro
andar.
Eu abaixo assignado declaro ao respeilavel
corpo commercia!, que desde o 1." de junho dis-
solv a sociedade que linha com Antonio Carlos
Francisco da Silva, na ra da Madre de Dos n.
4, cuja sociedade gyrava com a firma Silva &
Molla, ficando ne s com a casa como respon-
savel por tudo tendente a mesma. Antonio Car-
los Francisco da Silva.
F.stevao Jos da Molla.
Lices
Tendo se de organisar a pauta
do SS. Sacramento da freguezia de
nio, e regularisar os lermosde entrada dos mes-
mos, o abaixo assignado pode aos irmaos que ens
traram quando solteiros e hoje casados, queirara
remetler os nomes de suas companheiras para o
fim cima. Secrelaria da irmanJade do SS. Sa-
cramento da freguezia de Santo Antonio 6 de
agosto de 1860.O escrivo,
Francisco da Silva Reg.
N. II. Davis vai a Parahiba.
Fugio no dia 2 do corrente, Luiz, mulato, .achara com quem tratar,
de estatura regular, bonito de cara, fallas bran-
das, denles perfeitos, principiando a ter barbas,
de idade 23 annos. pouco mais ou menos, rosto
perfeilo, ps bera feitos, corpo secco, official de
marcineiro, filho do Recife, onde tem rai for-
ra. Este mulato procura embarcar para o Rio de
Janeiro para ter praca de mariuha, segundo dis-
Fariulia
se a oulros : d-se200g a quera o trouxer. Mo-
renos 5 de agoslo de 1860. Antonio de Souza
Leao.
Aluga-se ura sobrado na ra Imperial, com
commodos para grande familia, eom lerraco,|
grande quintal, cacimba, e portao para a estarlo I
da va-frrea ; quem pretender, dirija-se a ra
do Imperador n. 10, primeiro andar.
Vende-se urna casa terrea bem construida,
chaos proprios, no bairro de S. Jos ; lambem
troca-se por escravos : auem pretender, annun-
cie para ser proeurado.
a 4,

e 6,000 rs.
a sacca.
No Forte do Mallos, armazem n. 18. confronte
ao trapiche do algodo.
Camisas inglezas de algodao riscado.
Na ra da Madre de Dos, loja n. 36 A, ven-
dem-se camisas inglezas de algodao riscado tran-
1 tado, muilo grandes e de superior fazenda, pro-
prias para escravos a 1500 cada urna.
Quera precisar de urna ama que saiba cozi-
nhar e coser de portas dentro, dirija-se a ra
da Cruz n. 18, segundo andar.
Precisa-se de um caixeiro de 14 a 18 annos,
para taberna, que lenha pratica da mesma : na
ra do Caldereiro n. 60, se dir quem precisa.
Bento Goncalves vai ao Rio de Janeiro.
Olerecese urna senhora com urna molcca
de idade 13 annos, para ser ama de casa de pou-
ca familia ou hornera solteiro, porm sendo para
o mato, para engomraar, cozinhar e lavar, pois
a respeito ao preco todo o negocio far : a pro-
curar na Capunga", sitio que foi do Fr. Capislrano.
de pnmeiras leltras. portuguez, laiim, francez o
inglez, em casas particulares : na ra da matriz
da Boa-V isla n. 3 i.
Precisa-se de um caixeiro portuguez de 14
a 20 annos para trabalhar era urna fabrica de ve-
las de carnauba : quem quizer v a ra Direila.
casa n. 59.
Aviso aos thesoureiros e
chefes de irmandade-
Achando-se prximo o lempo de algumas
igrejas fesleiarem osseus padroeiros, Jos Pau-
lino da Silva com fabrica de fogos em ura terreno
da ra Imperial, avisa a todas as irmandades c
contrarias religiosas, e a quem possa mais iul-
dos irmaos rcssar> 1"e lcm efectivamente prompto ura gran-
Santo Anlo- de. sorlimento de fogos do ar, tanlo com bombas
miudas como de bombas reaes, fogueloes para
salvas com bombas extraordinarias, os quaea
vendem-se era gyrandolas ou sollos, conforme o
gosto do comprador, mandando-os conduziro
queimar como costuma, por preco mais barato
do que o que se costuma comprar. Esle esta-
belecimento offerece ao comprador muito maioc
vanlagem, nem s pela superioridade do fogo
que hoje geralraenle conhecido, tanto na capi-
tal como no centro, completa commodidade do
preco e proraplidao, obrigando-se o annuncianle
por qualquer avaria que possa haver, fazendoum
abale noprrro, quando por acaso nao saia como
o afianza, declarando aquellos que os quizer
comprar era gyrandolas ou em broqueis, aere-
ro avisar tres dias antes, se for em quantidade,
parase preparar e armar, e sendo em pequea
porcao, avisar do vespera ; e para mais facili-
tar ao comprador, no caso de nao querer ir casa
de sua residencia, poder entenderse no largo
do Paraizo com o Sr. Jos Pinto de Magalhes, o
na ra Direita, loja de cera confronte a sachris-
lia do Terco do Sr. Dionizio Hylario Lopes.
V. Grandin,
RELOJOIBO
agraciado com a modal lia dc bronze,
na exposiofio universal de
Paris de 1855,
concerta relogiosde lodas as qualidades, princi-
palmente os chronometros francezes, suissos, in-
Rlezes, por preeos mu rozoaveis; tamhem ven
de relogios de ouro e prala, assim como obras de
ouro ; no seu estabelecimento da ra da Cadeia
do Recife n. 10, onde pode ser procurado.
O juiz de paz do 2. districto da freguezia
de Santo Antonio da cidade do Recife faz ver so
publico, que elle mudou os dias das audiencias
do mesmo jnizo para as segundas e quinUi-fei-
Na loja do Arantes vendem-se borzeguins
de lustre a g.
Batatas a 60 rs. a libra, e arroba a 1-5920 :
na taberna da estrella no largo do Paraizo n. 14.
Vende-se um terreno na ra Imperial cora
110 palmos de frente, proprio e prompio a edifi-
car-se, com lodos os fundos ou parte como con-
venha ao comprador, proprio para qualquer es-
. tabelecimento ou fabrica.com porlo atraz, muito
. boa vista : a fallar com Victorino Francisco dos
Santos, na mesma, casa envidracada com frente
azul ao p do porto de ferro.
ISeSaiaafflaafsaifta;' 'r l m "?< J"w P segunaas e quinui-fei-
FVSSSoSSSIStStS^fSfi 7 PmfnT ura, escravK 'lue JfJ" Peril co" ras a 1 hora da larde. visto que o Dr juiz de di-
Z ..... Ase_ s^rT .rua Bella n" ,4 : zinheiro ; no becco da Bomba n. 30. reilo do commercio transferin as niai andian..
a tratar na rua de Apollo armazera teas-
sucar n. 47.
da Bomba n. 30.
Tomamos a liberdade de pedir ao Sr. Ma-
. rinangel, certos de que seremos altendidos, pois
4g@$*8S 99$$ @@@@S lhe asseguramos que lodos a urna voce lhe ara-
Nos abaixo assignados participarnos ao res-1 deccro o favor de offerecer aos assignantes da
31 corpo do commercio que de mutuo ac-1 primeira serie de assignalura, na presente seraa-
cordo e amigavelmento dissolveinos a sociedade
que linhamos na loja da rua do Crespo n. 18, a
qual gyrava sobre a firma do Simplicio Xavier
da Fonseca & C, ficando a cargo do socio Dio^o
T. Esteves Vianna todo o activo epassivo. Per-
nambuco 6 de agosto do 1860.Simplicio Xavier
da Fonseca.Diogo Thomaz Esteves Vianna.
O Sr. Serara Josc Correa de S tem urna
encommenda vinda do Maranho, no armazem
de Francisco Alves de Pinho, rua do Vigario nu-
mero 8.
Bolinlios.
Preparam-sebandeijas enfeitadas de diversos
modelos com bolinhos das melhores qualidades
do nosso mercado, assim como era libras sepa-
radas de toda qualidade, e tambera pastis de
nata, leite creme, pudins e bolos dos melhores.
tanto da nossa massa, como inglesa ou franceza,
com o maior asicio e o mais em conla : quera
precisar Jirija-se i rua da Penha para ajustsr.
Cal8G.or vai para Franca, ficando como de
costume Julio Colombcz encarregado dos nego-
cios da casa do Cals Irmaos.
na a sempre bella traviata.
Offerece-se urna mulher de idade para ama
de casa de pequea familia ou de horaem soltei-
ro : quem do seu prestimD se quizer utilisar,
dirija-se a rua estreiia do Rosario n. 25.
O Sr. Manoel da Silva Moreira nao pode
vender sua taberna do lugar do Mangurnho, sem
primeira vjr saldar contas na refinacao de Aofo-
nioJos Dias, rua das Larangeiras n. 12.
A pessoa que recebeu ura boi em pagamen-
to de urna divida do engenho da banda do Li-
moeiro, manso de trabalho, amarello, gordo, e
grande, querendo fazer negacio com elle, decla-
re a sua morada; nao se olha a preco.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n,
rua Direita n. 32, com commodos para famiiia.
e acha-se era perfeto aceio.
Attenco.
*
Os abaixo assignados participam ao respeitavel
publico que o Sr. Izidro Jos Pereira deixou de
ser seu caixeiro de cobranza desde o dia 4 de .
agosto do corrente A pedido de ura assignante. 900, 3 dilas, send'o uma
Custodio Jos Alves Guimares & C. Agoas Verdes n. '
reito do commercio trangferio as suas audiencias
para as quarlas-feiras.
Muila alleiieao.
O* Srs. acadmicos e mais pessoas
que teem contas na taberna que foi do
Sr. Paulo Fjancisco Rezende sita na ru.
da Imperatriz n. 54, o arrematante
dita taberna faz ver pela segunda vez
aos Srs. devedores da mesma que se nao
vierem saldar as suas contas ate' o dia 4
do corrente que seao publicados os
seus nomes por este jornal e recebida
judicialmente.
Sinceridade.
Um moleque peca, boleeiro e alfaiate, de ida-
de 28 annos, 1 dito de 13 annos, 1 escravo pe^a
de 27 annos, cozinheiro e bom marinheiro, 2
ditos para engenho, de idade de 25 a 30 annos,
arabos por 1:600, 1 escrava boa cozinheira por
por 630 ; na rua de
M
76
ivros.
Rua Direita 76.
Vendem-so livros em branco cora todos os ris-
cos necessarios para escripturaco por partidas
dobradas esimples. encardenac. franceza, ham-
burgueza e nacional.
Diario e razo.
Borrador.
Caixa. ^fc
Registro de lelrag^
Abecedario.
Copiador de cartas.
.'jjrande sorlimento de livros avulso, em
tamanhos, cadernetas para lerabranca?,
lodas as cores, lapis, pennas finas, lin-
teffos, papel branco e azul de lodas as qualida-
des, ditos*e cores, dito de mata-borrao, lrcre,
obreias de lodas as qualidades, letras em branco,
contas lithographadas, cartas fnebres, anvelo-
pes de todas as qualidades, e outros muilos ob-
jectos, o que tudo se vende ^or preeos com-
modos.
Vendem-se duas cabras de leite, que costu-
mam criar meninos ; em Santo Amaro das Sali-
nas, casa junto ao sobrado do Sr. Cardse
Vende-se uma excellento Cnoa atera, quo
pega em 1IJ500 lijlos de alvenaria grossa, ero
muito bom estado : quem a pretender, dirija-se
a rus larga do Rosario, padaria n. 18, que se lhe
ir quem o dono.


5R DE PERNAMBUCO. TERCA PElRA 7 5 AGOSTO DE 1860.
Attncao.
AVISO,
1V0 dia 3 Jo correrle auscntou-se do sobrado
da ra Direita desta fcidaden. 74 um africano de| O Sr. Duarlo Arlhur de Maccdo Jnior que
nonio Manoel com oi signaes seguinles : fei^es era 11 de abril prximo passado, foi admitlido a
regulares, rosto curio, baixo, cheio do corpo, e Iraballiar no escriplorio de Thomaz de Faria, ra
[nal, que parece un X mal. do Trapiche o. 40, foi desligado e despedido' des-
|dc chita e calca branca ja ve-1 se servio nesta data. Recite 31 de iulho de
1860.
Aluga-se una boa casa terrea em S. Jos
do Manguinho, quasi defronle da igreja : trata-
se na ra do Brura n. 16, armazera de Manoel
Jos de S Araujo.
lera no peito um si
feito; levou camisa
lha: consta que an
O'is, '' ras dos (ri
ridades puliciaes
encontraren!.
a vagando peas ribelras, pa-
bairros ; roga-se as autho-
ueiram o aprehender se o
)S0 : UUCn a ach/ir nilP-' ~" Cu?l0(lio Colado rereira Jnior faz scicnle
i f ,a} 4Ue "o respcuavel publico, que vendeu a sua taberna
110 rCStltlll-Ia tlirija-Se a dolarSod Paraizon. 18, ivre e desembaracada
sabbado 4
chave de
relo
rendo
esta lypo^raphia
gratificad
Ensin
Offereco-sc par
bera a tocar vari
do corrente, urna
uro n.oderna, de
AVISO.
O solicitador Manoel Luizda Veiga, lendo de ir
a urna das provincias do sul, a tratar de negocios
! deseu emprego deixa encarregado do cuidado de
todas as cousas de seus constituintes aos solici-
tadores Frederico Jiaves. Clorindo Ferreira C-
lao e Miguel Araujo Fernandes Vianna, com quem
se poderao entender, caso haja qualquer servico
a fazer. s*
inj
que
ser
de msica.
eccionar o solfejo, corno tam-
instrumentos ; dando as li-
oes das 7 horas ds 9 li2 da noite: a tratar na rus
larga do Rosario h. 9.
COMPAMHIA
HLLiIMIIU
Estabolecida cm Londres
ww m mu.
CAPITAL
Cta4 miWioes de XW-r&t
listerlinas.
lliers & C." lem a honra deln-
negociantcs, proprietarios de
raais convier, que eslao plena-
pela dita companhia para
T'-tuar sogurbs sobre edificios de tijolo epe-
1c telha e igualmente sobre os
outiverem osmesmos edificios,,
Sar.r.flers Br(
lormer acs Sr-
.asar, e age ral
mente auturisi dos
Ir, eobertos
bjectos que
; ier consista
lalqu o lid
em mobilia
ide.
FENNA DE
i, DE W.SC
fe._ _
ILLY
orear fcrrjgem
Ji dura>;'Jo infi
Guedes Com*
Aluga-se
para o servido
por saber czin
-3 ue do Quei
ou em fazendas de
Estas pennss de differentes aualidades, sao fa-
bi icadss de a~o de prata refinada de primeira
tempera, e sao ipplicaveis a todo o tamaito de
lettra. Preco IjjOO cada eaixa e pennas de ouro
pule mesmo aut ir com ponta de diamante, que
a a grande \ anlagera de no estar sujeitas a
! conservndose bera limpassfio
lila, deposito era casa dos Srs.
ves ra da Cadeia n. 7.
urna criada porlugueza
iterno de una casa de
lar, lavar c engommar ;
nado n. 44, toja.
propni
familia,
tratar
Ilolcl Trovador.
-Ra larca do Rosario
44ma argadoRosario44
Aluga-se um quarlo no hotel Trovador, muito
bom, bastante a ejado, alumiado a gsz, da-se
tambera comida para fora e recebe-se assij
tes, ludo por un mdico proco o
hora acha-se conida prompta ; no
nan-
cm qualquer
mesmo hotel
aos Srs. Eiras & Irmao, e julga nada dever ira-
ca, mas se algucra se julgar seu credor, apresen-
e sua conta.
Candido Pereira de Lemos estudanlc da
Faculdade de Direilo desla cidade, lem em seu
poder a quanlia de 3('0O00 e um caxotinho para
cnlregar-pessoalmentc-ou ein-mo propria ao Sr.
| AntouioNosueira, a maniado de seu pai, o Sr.
Arcipreste Candido Pereira de Lemos, e a ordem
, do lllm. Sr. tenenle-coronel Jos Francisco No-
(gunra Pornazu ; per isso roga ao referido Sr.
i Antonio Nogueira haja de receber a mencionada
, quanlia e caxotinho, na ra da Concordia n. 3,
do bairro de Santo Antonio desta cidade.
Agosto 3 de 1860.
Quera precisar de um homom que j nao
Crianca para administrar algura negocio, como
bom taberna, armazem, ou mesmo algura depo-
sito, tomando tudo por balanro.ou casa de pasto,
por tambem ter praiica, ou utro qualquer em-
prego, que a tudo se sujeita, dando fiador e in-
icuo onhecimento de sua conducta por ter siJo
honicm de negocio : a tratar na ra da Praia,
taberna do Uartios n. 62.
(Merece-se um bom cozinheiro eslrangeiro
que sabe bem desemnenhar sua arle ; cntende
polifilamente de macas e doces; quem precisar
de seu presumo, dirija-se ra do Trapiche
Novo n. 28.
Um hornero casado de pouca familia, se of-
ferece para administrar um engenho, do qual j
lem alguma pratica, e prestar flanea de sua con-
ducta, sendo preciso, prefere-sc algum perto da
praca: o Sr. de engenho que precisar, annuncie
por este Diario para ser procurado.
Mo graca.
Leandro Cavalcanli da Silveira Guimarcs, em
resposta aos pedidos felos por este Diario ao
lllm Sr. juiz municipal e de orphaos do Rio For-
moso.nosannuncios publicados por este Diario
em 18 e 19 do crrenle, declara ao infame ca-
lumniador, e miseravel autor de laes annuncios,
que pela alma do finado Pimeutel assigne sen
nome, e deixando de parte ooois constaes-
pecifique fluacs os bens por elle extraviado de
seus irmaos menores, para nulhormenlo resolver
o problema dosfranges magros e as malver-
sarles das duas tutelas.
Antonio Jos Pereira do Lago e lOfilhosque
lhe ficaram por fallecimento de sua muito prezada
esemprc chorada espoza D. Marianna Coelho Pe-
reira do Ligo, muito agradecer com particular
espccialidadc aquellas senhoras que assistiram a
molestia e ultimes mementos de sua esposa que
serr parentesco algum carnal com tanto desvello
e perfeila caridade chrislaa derramaram tanta con-
solarlo espiritual em sua alma prestes a separar-
se do corpo, votam-lhe eierno reconhecimento e
gralidao. assim como tambem 3gradecem aos
seus amigos e pessoas queso dignaram assislira
encommendaco de seus restos morlaes e Ihe
roga a mesma graca para o 7. dia, no dia 6 do
corrente, s 5 horas da manhaa, na igreja do
Collegio, hoje da irmandade do Divino Espirito
Santo.
para ser
PROVINCIA.
_0 Sr. thasoururo das loteras manda fazer pu-
blico que se achara venda todos os dias no es-
criplorio das mesmas loteras na ra do Impera-
dor o. 36, e na casa eommissionada pelo mesmo
Sr. thesoureiro na praca da Indepencia n. 14 e
16 os bilhetese meios da quinta parle da quarta
lotera do Gymnasio Pernaiubucano, cujas rodas
deverao andar imprelerivelmeule no dia sabbado
11 de agosto pr&xmo futuro
Thesouraria das loteras 25 de julho de 1&60.
O cscrivo, /. M. da Cruz.
No caes do Ramos, onde foi a erapreza da
irrigacao e limpeza da cidade, ha um telheiro
onde podem ser rcrolhidos de 10 a 12 bois.assm
como os carros, pode tambem recolher algumas
madeiras, Picando tudo livre da chuva, e por
proco muilo em conta : os pretendeutes diri-
jara-se i ra da Praia n 22.
Precisa-se de urna pessoa capaz para fazer
una cobranca avultada fura desta praca ; quera
se julgar com habilitacocs, e dando fiador pela
quaulia que se lhe entregar, appareca na ra do
Queimado n. 35.
Manoel de Mesquito Cardoso segu no va-
por Iguarass.) para a cidade da Parahiba a tra-
tar de negocio.
Um eslrangeiro e sua mulher desojando
voltar a Europa e nao tendo os meios para pagar
a passagem, oflereccra seus serviros a qualquer
iarailla que qjeira dispordelles durante a via-
gem daqui al o porto de desembarque; pagao-
do-se_unicamentc a passagem dclles em remu-
ncraQo, quem desejar fazer este ajuste quein
annunciar neslc Diario.
Pcde-sc ao Sr. Jos Narciso Tavares dos
Sanios, que appareca na ra da Imperatriz n.
60, loia.
= Os abaixo assignados compradores da mas-
sa l'jllida de Claudiano liveira, avisam aos de-
vedores de letras vencidas e contas, que venham
satisfazer os seus dbitos na ra da Cadeia n. 55.
no prazo de 5 das a contar da data deste, sob
pena de proceder-se judicialmente. Recifc 6
de agosto de 1860.
Figueiredo & Irmao.
O Sr. Jos Francisco de Souza Lima, lem
uina carta nesta typographia para lhe ser en-
tregue.
O abaixo assignado faz publico que o Sr.
Joaquim Alves deixou de ser seu caixeiro desde
o dia 4 do corrente
Henriquc da Suva Miranda.
Guilherrao Augusto Ricardo, vai as provin-
cias do sul.
Os abaixo assignados fazem scienle aoscon-
senhores dos predios que tocaram aos herdeiros
do marquez do Rccife da segunda partitha, que
ncnluim negocio facam cora os dilos herdeiros,.
em quauto nao concluir-se a escriplura de doa- \
cao que os mesmos herdeiros fazem ao hospital
de caridade, Picando de nenhum effeito qualquer
Irausacao, negocio ou disposico que possam fa-
zer, e em lempo algum alegarem ignorancia.Es-
tevao Jos Paes Brrelo, Francisco Lniz Paes
Brrelo.
Domingos Jos Avila, socio da firma Cesta e
Avila faz scienle aos credores da mesma firma,
que lendo fallecido o socio J. Domingos da Cos-
ta se lhe faz preciso que os mesmos credores lhe
tirem suas contas correnles afim da liquidar seu
estabclecimento isto no prazo de 5 dias.
Na ra da Cruz do Recife, armazem n. 50,
existe urna carta para o Sr. Francisco Goncalves^
Guimaraes.
OSr. Jesuino MachrdO M. Bra-
ga, quechegou a esta praca no vapor
Oyapock, queira dirigir-seao csciipto-
rio de francisco Severiano Rabello &
Fillio ou avisar a sua morada
procurado.
- Na ra Velha n. 105 aluga-se un bom co-
zinheiro e copeiro.
grca.
Quinla-fcira 9 do corrente, depois da audiencia
do lllm. Sr. Dr. juiz dos feilosdafazenda, se ven-
der a escrava Maria Luiza, avaliada por 150g,
fenhorada aos herdeiros do finado Maximiano
rancisco|Duarte Recife 3 do agosto de 1860.O
solicitador, F. X. P. de Brito. .
Denlo XvierGoncalves.Vieira, subdilo poj-
luguez, segu paia a Europa".
-- Aluga se utn terceiro andar com
sotao e contra solao e terraoo, comcom-
modos para grande familia': a tratar na
ra da Praia n. 53, primeiro andar ou
em baixo aa taberna.
lngomraa-se e lava-se com per-
feicao : na ra das Age as Verdes n. 96.
Precisa-se alugar um sitio : quem o tiver
dirija-se ra do Crespo o. 25 A.
ftl
Consultorio central honicopatliico|
agencia dos lahriiuuits america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samue. P.
Johnston & ra da Senzala Nova d. 52
he

i
raiMHBICO. :
Continua sob a mesma direceo da Ma-
noel de Maltos Teixeira Lima, professor
em homeopalhia. Asconsullas como d'an-
tes.
Aluga se um sitio grande cotn
excellente casa de vivenda, com todas as
commodidades para familia, no lugar
da Caa Forte : a tratar com
prietanos, N.O. Bitber & C.
os pro
Botica central liomeopatliica
Do
1 DR- SABIM) 0, L PIMO
;;j Novos medicamentoshomeopalhicos en-
jg Estes medicamanlos preparados espe-
5^ cialmente segundo as necessidades da ho-
@ meopaihia no Brasil, vndese pelos pre-
igj eos conhecidos na botica central horneo- f
* palluca, ra de S3nto Amaro (Mundo No-
I vo) n 6. |
Xa livrana ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia precisa-se fallar ao Sr. alfe'rcs Thom Go-
mes Vieira Lima.
@
i
APP!'0V4(i0 E AIT0RISA(1a0
DA
t JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO MAGNTICAS EPISPATICAS
Para
A:
serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo neni incommodo.
CHAPAS HEDICINASS sao
. muilo conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as provincias
mVrt,H Ph a"n0S' e Bl af;,mi,Jas. Pdas boas curas que se tora obtido as enfer-
naTe de SuMeS? '1Ue Pr7* Cm inm,meros '"estados que existen de pessoas capa-
trM*. ^^t^aJ^L^'UAmaici'fm!k'nCAa oblcm-se urna cura radical e infallivel em
l n .,L ? de,",nammaao (^nsaroou falla de rttpiraro), sejam internas ou externas, como
i .' estomago baco, rms, moro, peito, palpitacao de coracao, garganta, olhos, ery-
sipelas, rhe-amalismo, paralysia e todas as afTeccops, nervosas ele. etc."
ferentes especies de tumores, como lobinhos, escrfulas ele
fundea, -
habis c
fnn As eBCOmn,CDdas,.das.Provincias deven ser dirigidas por escripto, leudo lodo o euidado de
_"_?? LCCCSsarlas ?xplicac5eg, seas chapas sao para hornero, senhora ou enanca, declarando
seja qual
por rucio da suppuracao scrao radicalmente extirpados, endo o seu uso aconselhado po
istiiiclos facultativos
Igualmente para as dif-
fr o seu tamanho e pro-
r
precisa ?c de dois moleques paraconduzir tabo-
leiros.
leiros.
O
juiz de
ireito aposentado .'...., e abaixo
assignado, propCe-se (como ultimo recurso!....
dentro da esphera de suas habitacoes) exercer
a nobre e subli ne profissao de advogado ; ou
seja espocialmcn e no foro e tribunaes desta ca-
pital, ou seja no de qualquer dos lermos e co-
marcas ila provin :ia. As pessoas que se quize-
reru ulilisar de s ua traeos presiimos, o poderao
procurar era Isdo
ou feriados, desd
3 di tarde, na ca
ra oulr'ora o
Imperador n. 12,e
qualquer da c k
tos se di^narera /
s loda diligenci
lao importantes i
limitada gratidad
declarar mui es
os dias que nao forcm santos
B as 9 horas da manhaa at as
a de sua actual residencia, na
Sollegio e boje denominada do
extraordinariamente, era oulro
ra : assegurando a todos quan-
ssim honra-lo e favorecer, nao
e desvelo no desempenho de
everes, senao tambem urna il-
Outro sim, [permilla-se-lhe
plicitaraenle) que patrocinar
gratis a quera qier que nao osteja ras circums-
tancias de remunerar seus servicos.
Jcs Prancisco Arruda da Cmara.
O Dr. Joao I urreira da Silva mudou-seda
ra do Rangel parla
brado do ir. Man<
a do Livramento n. 26, so-
ol Buarque de Macedo, defron-
'.o de sua anliga habilacio. A grande pratica de
Itacao recon iec.ida por quasi todos os seus
detorna-o recommendado no
eslias dos pulmes e do cora-
kura verificar o estado de sau-
e se desejam comprar. Pelo
variedades de operacoes que
feito com bon resultado em o exercicio de
se julga habilitado para prati-
r operac.ao cirurgica por mais
osa iiue seja.
DENTISTA FRANCEZ.
8g IS desta cid
nstico das mi|
cao ; assim corno
le 'los escravos q
rescido numero
mais de 'O anuos
ir lo la e qualqu^
letii i'la e dilicul
- rangeiras 15.
* p dentilico.
>1ti. t.tttXi.i..
DEPOSITO DE PIADOS
FORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECIMENTO
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La-
Na mvsma casa tem agua e <
Ra Nova n. 25, esquina da Gamboa do Carme.
Nesie estabclecimento acha-se um comploU) sortimenio dos melhores, mais elegantes e mais
bem construidos pianos de que ha noticia.
No me?mo estabclecimento existen, chegados toponeo da Europa, alguns pianos de machi-
nismo do melhor gostoede maior perfeicao do que quaesquer outros, osqtiaes nao somonte se
prestam pelo seu machinismo a toda as pessoas que sabem msica, mais aindn quellesque igno-
ram esta arte.
Pdc-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
r AS chnPasscra0 acompanhadas das competentes explicar-oes e tambem de todos os accesso-
nos para a collocac,ao dellas.
.:n Consul'as ? {as as pessoas que a dignareis honrar com a sua coufianca, em seu escripto-
o, que se achara aborto todos os das, sem excepeo, das 9 horas da manhaa as 1 da larde.
||9 Ru do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
mm m
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as cua-
lidades por baratissimos precos.
SCB^Do-se amostras com penhor.
Lindos cortes de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Dilos ditos de ditos de seda de cores
com babados
'Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Romeiras de fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdenaples preto bordadas
com froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
corado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado 18 e
Alm destos pianos existera tambem no mesmo esiabelucimento, harmnicos ou Seraphina, os! oila lisa pre'a e de cores, com 4 palmos
:____ ___^ 1__II I?.____-_______!_.__ 1 .1 ._ ilii l^rfni.A r.-.r;r. ____ i'..-..
Joaqan Aotutesda Silva, invenlarianle dos
inado Antonio Jos Maciel, avi-
ares do dito casal, para Iratar
juizo de orphaos. Recife 2 de
bens do casal do
sa a todos os creil
io seu direilo no
agOito de 1800.

lio las i
Gnms
VISO,
quaes fazem urna bella lignco sendo tocado em scla com acompanhamento de piano, e tambem
produzem excellentes effeitos barmoniozos em igreja ou capella, tambem ha methodo e rausica-
adquadas ao dito inslrumento. Espera-se que o respeitavel publico e os am&nles de msica nao se
demorem em munirem-se de lao excellenles instrumentos, cujo preeo alias razoavel, e de euja pers
feigao aconlestavel.
Na mesma casa afinam-se e cencertam-se pianos com a maior perfeicao possivel Ka mes-
ma casa existem chegados ha pouco da Europa lindas msicas do melhor goslo possivel e do melhor
compositor da Europa
Sipop du
DrFORGT
JARABE DO FOKGET.
K*ie xarope esia approvailo pelos mais sabientes medios de Pars,
Icorao sendo o melhor para curar onstipacoes, losse convulsa e outras,
aueccoes dos broncbos, ataqnes de peito, Irrittfes nervosas e insomnolencias: urna colherada
pela raanlu, e outra noite sio sufficienies. O i-tleito desie excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o doente e o medico.
O dspoto na ra larga do Rosario, botica de JtartholoMco Franeitco de Souza, n. 36.
FUIWIQAO
de largura, propria para forros"
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corle
Cambraiasorlandys de cores, lindos pa-
droes, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e enlremeios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Ditas de fil de linho prelas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidem idem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
lampados de todas as qualidades
Lnfeites de vidrilho francezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de liaho
dao, brancas e de cores
Saiasbalao de varias qualidades
i aleta rxo, covado
Chitas francezas claras
vado
Canas francezas de cores, vars
tollannhos de esguiao de linho mo-
dernos
Um completo sortimento de roupa feita
fclISJl UV Ifl ni
Ra do Bruna (passando ochafariz.)
Icpoilto deste eslabeleeimeiito sempve \ia grande sovtVm.enlo de me
^xea os cagiinHos tic asswcar a saber:
e algo-
e escuras, co-
9
lfcSOO
3$000
1850
10JJ00O
16000
11000

I
9
9
9
S
8900
9
9
g60
9
9
35500
63000
S500
sendo casacas, sobrecasacas, palelots,
colletes, caigas de muilas qualidades
de fazendas
Chapeos fraccezes finos, forma moderna S$50('
Um sortimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades 9
Camisas francezas, peitos de linho e de $
algodao brancas e de cores 9
Ditas de fusto brancas e de cores 8
Ceroulas de linho e de algodao 9
Capellas brancas paranoivasmuito finas j
Um completo sortimento de fazendas
para vestido, seda, la e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos a
Dilasde seda para menina, par
Luvasdefio deEscocia, pardas, para
meninfl
Velludilho de cores, covado
Velbutina decores, covado
rulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de lu-'as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades 9
Corles de colJete de gorgurao de seda
de cores 9
Ditos de velludo muito finos #
Lencos de seda rxos para senhora 2f50
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora a
Sapatinhosde merino bordados proprios
para baptisados, o par
Casinetas de cores de duas largurasmfci-
to superiores, covado
Sctim preto,encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado 1S600
Selim liso de todas as cores, covado 9
Lencos de gorgurao de seda prelos 9
Belogios eobras de ouro 9
Cortes de casemira de cores a 5&00
1^600
9320
15200
5701'
2g00d
lGOl
U Jr. Lnsanova pode ser procurado a :<8
qualquer hora em seu consultorio horneo- S
H pathico em Pernambuco ag
*> 30-RLA DAS CRLZF.S30 B
.No mesmo consullorio acha-se sempre <
grande sortimento de medicamentos em m
|| Unluras e glbulos, os mais novos e bem
(v preparados, os elementos de homeooathia '&
LASA LISO-BR iSLEIA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRA tendo augmentado, cem :c-
mar a casa contigua, ampias e excellentes a:-
commodaces para muilo maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e '.i t-
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes q^e
visitem esta capital; continua a prestar-Ibes se:s
servicos e bons oicins guiando-os em todas s
cousas que precisem. conhecimento pratico o
paiz, ele.; alm do porluguez e do nslez falla-ie
na casa o hespanhol e francez.
Precisa-se de urna
ama para cozinhar e com-
prar para urna pessoa*
na ra estreita do Rosario
ir 1\, primeiro andar.
hmtmhib mmmmmm
Dentista de Paris. 1
15Ra Nova15 8
Frederico Gaulier, cirurgiao dentisfa, j(
faz todas as operaresda sua arte e col- *
oca.denles arlificies, ludo com a supe- Jg
rioridade e perfeicao que as pessoas en- i$g
tendidas lhe recohecem. X
Tem agua e pos dentifricios ele. X
M^mmmmmm mmmm
= O Sr Francisco Aranha de Souza lem urna
carta no escriplorio de Manoel Joaquim Ramos e
Silva, na ra da Cadeia do Recife
Fngiram do engenho Jaguar em Sri-
nhcm, na noite do dia 23 de junho do carreme
o escravo Paulino, cabra bem moco, boa figura,
com uma marca de empigem ou queimadura na
face, c o escravo Joao Mauricio, bera preto, com
falta de denles, alto, espa laudo, bem feito ilep's
e raaos : quera os pegar, lera a quanlia de 100$
por cada um, entregando no mesmo engonlo :
sendo ambos criulos.
Precisa-se de urna escrava para o servio
de uma casa de pouca familia, e paga-se bem'.
na ra da Imperatriz, luja do Lccorale n. 7.
Quera precisar de uma ama para o servro
interno de casa de homem soltciro ou de pou'8
familia, dirija-se a ra larga do Rosario n. 39,
segundo andar.
Aluga-se o segundo andar da ra do Livra-
mento n. 19 : a tratar na mesma casa.
Precisa-se de uma ama escrava para toio
o servico interno e externo, em uma casa e
pouca familia : t Iratar na ra do Imperador nu-
mero n. 36.
Existe em poder de Jos Luiz Pereira, com
loja na ra Nova n. 16, um caslical de praia q je
um pardinho deixou de penhor por amostras Je*
fazendas, estas voltaram, e o pardinho por esque-
cimente deixou o penhor : quem so migar pre-
judicado, aprsente provas legaes para lhe ser
entregue.
Precisa-sede um grande armazem para de-
posito de fazendas, que seja na travessa da ra
do Vigario ou em suas mediacoes, nao se du.i-
dandodar um bom aluguel : quera o liver, an-
nuncie por este mesmo jornal para ser procura-
Lava-se c engomma-se com perfeicao e ra-
pidez : na ra da Cruz n. 27, segundo andar.
Vende-se uma preia sadia, que engomma
bem e lava : na ra da Cruz n. 27, 2. amar.
Vende-se leite puro a 320 a garrafa : na
ra do Collegio, hoje do Imperador, esquina Jo
pateo.
Vcnde-se uma canoa grande, bem constr .:-
da e em perfeito est3do, que conduz de 1,500 a
1,600 lijlos de alvenaria grossa : a tratar no es-
criplorio da Companhia Pernambucana n. 1.
Vcndem-se 9 animacs para roda o carga,
sendo 4 egoas c 5 burros novos : na ladeira i!a
ribeira em Olinda, sobrado n. 26.
ptimo cozinheiro.
Vende-sc um escravo moco, de uacao, muito bel, sendo excellente cozinheiro, tendo
aprendido em um dos melhores botis do Rio Je
Janeiro ; dao-se informacoes na ra da Impera-
Inz n. 10.
Tlieatro tyrico.
Na ra da Cadeia do Recife n. 58, loja ou sobra-
do, veiide-se o resto da assignatura de uma ca-
deira do primeiro banco, por causa dos infernaes
borradores que com seus applausos exagerados o
fura de tempo nao deixam de apreciar a encan-
tadora Beltramine.
Vende-se uma crioula de boa figura, com
idade de 16 anuos : os pretendeutes drijar-=e a
ra do Hospicio n. 15, que se dir aonde ha Ce
ser procurada.
V'ende-se uma mobilia composla de 12 \i-
deiras, ftconsolos, 1 mesa redonda. 1 cama trsn-
cezo.e mais outras cousas, tudo de amarellj o
novo ; o preco o mais commodo possivel
quem a pretender, dirija-se ao Afogados, no lar-
go da matriz, casa n. 21, conligua taberna do
Maximiano, que ahi achara com quem Iratar a
qualquer hora. '
Na ra da Unio, ultima casa do lado s-
querdo (vmdo da ra Formosa) ha uma porco de
obras de lahyrinlho viudas do Cear, perfeila-
menle Irabalhadas, as quaes se vendem por a-a-
codo com o abate de 10 0(0 sobre os precos .
baslanle mdicos, porque se vendem lamb"'m'a
retalho.
2$O00
1S000
tfteSidJi le vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e deracillimoassento
aga de ierro com cubos la madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
le ferro, e portas d'agua >ira litas, e serrilhas para rodas de madeira';
Moendas inteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Metas moendas com rodetasmotoras )araagna, cavallos, ou bois, acunhadasem aguilhces deazs
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
P.tres (jbicas para o caldo, crivos e portas de ferro para s fornalhas ;
VlanSidues de ferro, raoinrffs de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Roletas ientadas de todos os tamanhos para vapor, agua,cavallos oubois ;
Aguilha, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc., etc.
D.W. Bowman confia que"osseus freguezes acharotudo digno da preferencia com
iue o honnim, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim
assim como pula coa tinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a Yonta le de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderftp neoessar.
% EAU MINERALE S
lg NATURALLE DE VICHY. W
^g_^^._ "eposito na botica franceza ra da Cruz n. 22. K
UmmmWMfflm-W-wmwwmm mmm
mmmmmm
ASA DE
NO
Assignatura de banhos frios, momos, de choque ou chuviscos fpara
tomados em 30 dias consecutivos. .
109000
uma pessoa]
em d das consecutivos. ,..,.,
30 canoas para os ditos banhos tomados em qualquer temno sn
ljB* d]i,o ; .* : : : sSSo
Banhosavulsos. aromticos, salgados esulphurosos aos precos anunciados/ 4,0
A. f,TU re- "f530 ?^?S .f,ei,itor r da frequenciadeumestabeledmenlo deuma utilidadeincala!'*!, mas que infeSer nao
I estando emnosso-hbitos, inda pouco conhecidaespreciadaV infelizmente nao
PITADA ESPECIAL.
Fabrica de Rap Sorba.
Esta fabrica acaba de estabelecer nesta cidao'c
um deposito de seu rapa, o qual se enconlrti
i etiectivamente a concurrencia do respeitavel pj-
blico, em casa de Domingos Teixeira Casto, na
ra da Cadeia n. 15 ; o fabricante deseiando o'-
nar popular nesta capital e provincia a industi a
de que lancou mo, resolve-se a estabelecer-|J e
o preco de 1:200 por libra ; o proprietario desda
j conta que os apreciadores deste genero ru
deixaiao de concorrer para que saiam corosdas
as esperancas que nutre de ler preferencia o en
] rap a outro qualquer, aQanrando desde j que
cadi vez mais o aperfeicoar, e a cxperier a
. provara aossenhores tomantes a isenco denu,1-
jquer elogio a este rap j couhecido em outras"
provincias.
Precisa-se alugar urna prela escrava, e
saiba bfm engommar, lavar e coser, pois paa
casa do pequea familia, paga-se bera : na ;a
da Imperatriz n. 9, segundo andar.
Precisa-se de duas mulheres, sendo a-ca
para cozinhar e outri para engommar e lavar
na ra do Seve, sobrado da esquina com d ms
varandas, tema oseada no oilo do mesmo, e i-
ca visinho a grande casa que se est fazendo a-
ra o Gymnasio Provincial.
Aluga-se uma excellente sala com 2 quar-
los : na ra do Imperador n. 78, primeiao andar
O abaixo assignado previne ao publico re
ninguem faga negocio com a pessoa que i'icr
vender urna carroca e cavallo que annunciaram
venda na ra Imperial, na loja do sobrado da
esquioa do Trindade, que por motivos a nao o-
dc venaer, ou do contrario ser nulla dita ven Ja.
Antonio do Carmo Pereira
Vctor Impreta, subdito napolitano, vai a
Maceo.
= Offerece-se uma mulher viuva com b"a
conducta para ama de casa de pouca familia pa-
ra engommar e cosinhar : na ra da Florela
numero 34. -
Precisa-se de uma mulher desempedi.la
para a companhia deum homem de igual theor
no pateo do Carmo, fabrica de charutos.
Deseja-se fallar com os Srs. Joa-
quim E. Mariz e Joao Fernandes Rodri-
gues Chaves Jnior: na ra Velha n.
67, a negocio que os mesmos nao ig-
norara.
\


(6)
DIARIO DE PERflAMBUCO. TERCA FEIOA ~ DE AGOSTO DE 1860.
Sabino Bunio do Rosario, relira-se para
i ra di provincia, a tratar do sua saude, deixa
I n seus procuradores Leocadio Joaqoim da Con-
l i<;o e o solicitador Joao Caelano de Abreu.
DO
Recilc a Sao Francisco.
Convida-se aos Srs accionistas a virem rece-
>r o nono dividendo de 2 por cento Cndo era
^! de jilhoullirao, no escriptorio da companhia
a do Crespo u. 2, das 10 horas da manhaa ;s
|t Ja tarde.
Altenco.
*
Pele-se ao Sr. Antonio Francisco de Moura,
ni| regido ilo escriptorio da estrada de ferro,
nha a bondade de apparecer na rus do Quei-
I > loja do miudezas da boa fama, a negocio
"io ignora.
Amado leite.
Preeisa-se de urna ama de leite, e prefere-se
escrava' na roa da Cruz n. 40, no armazem de
uzeadas.
1'recisa-sc fallar com o Sr. Francisco Ma-
Esteves, na ra do Queimado n. 39, loja, a
I :i io de seu inleiesse.
A abaixo assignala declara que pelo pre-
sente eassa toda o qualquer procuraoao que lenha
- ido al esta data, para o quo manda fazer
ico que o nico encarregado de scus nogo-
uos o Sr. Hermenegildo Eduardo Reg Won-
eiro. Recite 1." de agosto de 1860.
Candida Rosa Paos Brrelo.
Quer-se trocar dous moloques por urna ca-
j. terrea que nao precise concert, em qualquer
bairros d6Sla cidade: a tratar na ra de San-
'.' Rita, casa cinzenta, pegada a igreja do lado
sul.
Joio Antonio Carpintero da Silva tem con-
tratado comprar ao Sr. Manoel da Silva Moreira
a taberna do lugar do Manguinho : queiu se jul-
garcredor da mesma, aprsente suas contas no
'azo de 3 dias, na mesma taberna. Recife 2 de
agosto de 1800.
Joanna Mara do Rosario, mulhcr do preso
io Cardoso da Silva, pede ao Illm. Sr. Dr.
thefe de polica, que lenha piedade do eu mari-
do preso ha cinco annos pelo crime que llie im-
p::taram de moite. c j lendo sido feito o pro-
tesso, at o presente nada lh consta.
Preci*n-se alugar urna .casa com quintal o
nodos pan urna pequea familia, em Fura
; Portas : a tratar na ra da Cadeia do Recife n.
'.',, esquina da Madre de Heos.
Precisa-se arrendar ura sitio que
Lenha boa casa de morada, baixa pata
: pim e pasto para gado: na ruada
ia armazera n. iG.
Na taberna sita na ruada I
lmpcratriz n. 2,
vende-so fumo novo deGararhuns, em rolos ou
a reta lho, bem como toda a qualidade de gene-
ros, ludo porprecos mais baratos que em outra
qualquer parle.
Vende-se um escravo de mea idade. ro-
busto, de boa conducta, bom para qualquer ser-
viro de casa ou campo ; na praca da Boa-Vista,
botica n. 22.
M?^e" ?S9 $$ <$$ ?$S8H
** Loja de marmorel
Ra Nova, i
Faria & C. avisam aos seus numerosos R
freguezes eao publico era geral, que re- Sjt
cebendo por todos os paquetes fazendas 18
do modas, acabam de receber entre mu- 5Jfc
los artigos o seguinte :
Vestidos ricos de blond para casamento. ^|
Ditos de gorgurao do cores, lecidos com J
velludo em alto relevor=a duqueza de |s
Jj Comberland. w|
a| Dilos brancos bordados para soire. j
i Dilos dilos de cambraia. v
|e Dilos de cores de phantasia. S
P Dilos de cores de raoirantiqne.
* Manteletes, chales ronds o peregrinas
*ff de vajiudo e grosdenaple pretos.
ag Bournus de cachemira de cores e de se-
i5 da de cores.
* BeJouines para saluda de thealro.
,jp Chapelinas de p.alln de Italia c seda.
=* Calcado para senhora do afamado fabri-
qp cante Jolly.
Jfj| Dito para meninos.
ti* Casaveque de la para meninos de ambos
c os sexos
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
aeu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres.
muito Droprios para este clima. '
Cndido S'unes de Meilo & C ,
igavelmente pede a seus freguezes de
imitas de livros, para que wnham sa!-
<." ir suas contas ate o fin do coirente
. z, sol) pena de declarar os nomos dos
devedores por estenso mostrando as da-
em que foram ellas contrahidas.
Na ra d.i Cadeia do Recife n. 53, lerceiro
ir, se dir quena vende una escrava cabra
- mnos >!; idade, que sabecoziuhar, eogommar
Jr D-sc 2SS000
aluguel de urna escrava que saiba comprar
.izinhar o diario de urna casa depequena fami-
1 .: na ra do Imperador, livraria n. 79.
A luga-se um lerceiro andar o so'fu com
les coramodos: a tratar na ra da l'raia nu-
59.
o abaixo assiguado, onenrrogado da desin-
i como (leve constar aos scnhnres inspecto-
le quarteiro, pela circular do Illm. Sr. Dr.
de pnlicia aos sonhores subdelegados, a
I liada de \0 de maio corrfnle, faz scien-
". ios senhoros inspectores, que logo que se de-
i isos I ingina, escarlatina e outns moles-
|ue grassam epidmicamente, avisero ao
iio abaixo assignado para mandar proceder
: -infeccao como por ordern superior Coi deter-
.1( s la Rocha Prannos.
Cheguem ao barato
O Pregui;a est que'tmando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Tecas de bretanha re rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palitols a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom goslo a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 35?, 43>, &$,
e 69 a pega, dita lapada, com 10 varas a 53> e
G$ a peca, chilas largas da molernos e escomidos
jiadroes a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino eslampado a ?$e89,
dilos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 99 caJ.i um, ditos com urna s pal-
ma, mulo finos a 85>500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5, lengo de cassa com barra a
100, 120 e 160 c da um, meias muito finas pa-
ra senhora a 49 a duzia, Hitas de boa qualidade
a 39 c 3*500 a du/.ia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberw a 280 rs. o covado chi-
tas escuras inglezas a 5*900 a poga, e a 100 rs. |
o covado, b'im branco de puro linho a 1*,
19200 e 19600 a vara, dito prcto muito encor-
pado a 19500 a vara, brilhantina azul a 400 rs.
o covado, alpacas de differenies cores a 360 rs. o
^ l covado, cesemiras prelas finas a 2*500, 39 e
39500 o covado, cambria prela e de salpicos a
500 rs. a vara, o outras nimias fazendas que se
far patenle ao comprador, e de todas se darao
amostras com penhr.
Vemlo-sc urna negra fula, bonita figura,
moga, cozinha, engomma snirrivclmcnte e costu-
ra, o lavadeira, e quem a comprar se dir o mo-
tivo por queso vendo : na ra do Brum n. 16, ar-
mazem do Manuel Jos do S Araujo.
NA NOVA
Loja de miudezas na ra
DireitaN.%%
vendem-selaas para bordar da mais tina que ha
a 7.<>()(.) a libra, luvas de seda'cnfeitadas para se-
nhora a 2*, ditas de algodo para homem a 320,
nonecas de choro a 440, 500, 640 e 800 rs., bo-
tes de osso a 240 a groza, dilos brancos de louca j
a 140, ditos de cores a 160, bolsas pira meninas |
de escols a 5500 e 6&, tesouras finas a lg e
21800, facas oitavadas a 2800, ditas cravadas a '
3jj, ditas de cabo de balanco, dous botoes.a &&500.
a.duzia, caivetes finos a* 1J600, ditos a 2*800,
grozas de penna de ac de lanca a 1*200, ditas
de mozinha a 1*100, tinteiros proprios para via-l
gem a 320, obreias de cola a 100 rs., resmas de
papel de quadrinbos a 4*300, caixinhas de papel
sortidas em cores a lg, ditas de quadrinbos a
800 rs., folhas de papel arrendado e anvelopes a j
210, ditas com flores a 160, pentes de alisar de j
baleia a 210 e 280, dilos de borracha para bichos
a 440, ditos tnvessos para meninas a 640, dilos
de massa para alar cabello a 900 rs., dilos vira-
dos a mitacao de tartaruga alg600, ditos doura-i
dos a 1g800, ditos de alisar de borracha a 600 rs., j
ditos de bfalo branco para bichos a 280, ditos
para alisar a 500 rs., linha do gaz branca a 800 e |
1$, dita preta a 900 rs., miada de linha de peso :
a 120, linha para marca a 20 rs., fitas com col-I
cheles a 500 rs. a vara, pega de galo de linho
cora 10 varas a 1*500, dita de bico com 10 varas '
a 600, 800, la e IgOO, duas <1e renda a 600, 800. |
900 e 1300, babados do Porto a 120, 140 e 180 para lavar roupa : emeasa deS. P Jo-
avara, pecas de tranca de laa de caroc a 60 rs., I, _
fitas de seda lavrada'de largura de 5 dedos com i' a & L.
pinta de mofo a 320, ditas finas a 60 a vara, cai- I
xinha com grampas a 60 rs loncadores de jaca-
randa 3 2Sut)0, ditos a 3J200 e lg. vlsporas a 900
rs., cartas finas portusuezas a 2*700, dilas finas
francezas a 2g800 c 33800 a duzia, anvelope sor- I
tido em cores a 1&280, lamparinas para tres me-
zea s 60 rs., ditas para seis mezes a 100 rs., sa-!
jPecliincha sem igual.!
S*?* Vendem-se superiores camisas de
fuslao editas de madapolao muito fino a
2.', cortes de casemira ingleza dequadri-
nhos de superior qualidade a 4ft590 e 5$,
cuteles fetos de gorgurao de seda e dilos
de fuslao a 3*500 o 4*, calcas de brim de
cor a 48, cortes de superior barege de se-
da a 20* e as modernas victorias de al-
paca de seda para vestidos de 3enhora a
700 rs. o covado, tambera se vende saias
balo muito boas de mueselina e dilas do
madapolao a 48500 e 5g, gollinhas de li-
nho a 640 rs., de todas estas fazendas
existe urna pequea porcao que se vende
por este preeo para acabar : na loja de
Augusto &P'erdigao ra da Cideiado Re-
cife n. 23
awsrem
machinas
- Arados americanos e
ra da Senzala n. i2.
Potassa da Russia
E CLICE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
patinhos de merm proprios para baptisados a rn, r,j Ar, D;f ,a '
lg200.borzeguinsdelaa a 800 e 900 rs ataca- r" da Cdcia do Rccife n" 12, ha para vender
polassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
ede uperiorqualidade, assim como tambera
cal virgem em pedra : tudo nor urecos muito
razoaveis
dores chatos de algodao a 60 rs., ditos roligos a
100 rs gravatinhas a Pinaud ; 1*100.
Taclias para engenho
Fundido de ferro e bronze
DB
Compras.
Corapram-se quaesquer nmeros
;o Diario de Pernambuco de 1825 a
"'">, estejam ou dSo ceitas as c llec-
ou Faltem nmeros : na livraria n.
da Draca da Independencia.
compra-se um mole-
Fiancisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de f^^rro fundido, assim
como se faz econcerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido corno batido.
Torraco c aclividade, e porque a in-
veja matn Caliim.
N.18Ra do Rangcl N. 18.
Na taberna do Souza vende-se superior mantei-
ga ingleza flor a 1*300 a libra, dita franceza a
610, toucinho de Lisboa a 400 rs e todos os mais
gneros pertenrentes a molhados, por preQo com-
modo, a dinheiro.
Vende-se um mulalinho muilo sadio, de 16,
annos de idade : para ver, no deposito da ra '
dasCruzes n. 41, o para tratar, na ra da Aurora '
n. 40. loja, das 6 s 9 horas da manhaa, e das 3
da larde em dianle.
Batatas a 80 rs, a11
libra. j
Vender-se batatas a 80 rs. : na travessa do pa-
leo do Paraizo n. 16, casa pintada de amarello.
Grande pechincha,
Para acabar.
Covado a 200, c 200 rs.
No armazem da ra do (.tueimado n. 19, ven-
de-se chita franceza iua, cores kas, a 200 rs. o
covadn, cambraia miudinha a 200 rs. o covado;
por a fazenda ser muito barata nao se dao amos-
Iras ; venham antes que scacabem.
Em casa de Robe Scfcmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos doafomado fabrican-
te Traumann de Hamhurgo.
Novas sementes de hor-
talice,
vindas no vapor Portugal chegado esle mez:
vende-sa na loja de ferragens na ra da Cadeia do :
Recife n. 56 A, de Vidal t Pastos.
^KaRamti 33S13 &Bmmtmm
GlArlDl SORTIHUfrO
DE
Fazendase ohraseitas
REMEDIO INCOMPAKAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos de todas as nacoes pq-
dem testemunhar as virtudes dcste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
brosinleiramentesosdepoisde haveremprega-
do inulilmente outros tratamenlos. Cada pesoa
poder-sc-haconvencerdessascura maravillosas
pela leitura dos peridicos, que Ih'as relatam
lodos os dias ha muitos annos; e a maior parte
della sao tao sor prndenles que admiran- os
medico mais celebres. Cuantas pessoas reco_
braram com este soberano remedio o uso de seug
bracos e pernas, depoisde ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam sofTrer a
amputarao! Dellas ha mailasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimeutos, para senao
submetterem essa op'eracao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoreraedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu recouhecimento declararam es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e oulros magistrados, afim de maisautenti.
carem sua firraativa.
Niiiguem desesperara do estsdo de saude sa
hvesse bastante confianca para ensaiar este re.
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentrataloquenecessitassea natureza domai.
cujo resultado seria prora rincontestavelmente
Que tudo cura.
O ungento e til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Alporcas
Cannbras
Callos,
anee res.
Cortaduras.
Dores de cabega.
das costas,
dos membros.
E"ferniidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupgoos e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialiade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escldalas.
inchacoes
Inflammacao do ligado.
Inflammacio dabexiga.
da matriz
Lepra.
Malos das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de rrptis.
Picadura de mosquitos.
l'ulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraeoes ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que Beja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado. /
dasarliculaeoes.
Veas torcidas^ew-T^a-
das as pernas.
NA
e armazem
DE
i praca
Na ra da Cruz n. 33
de lii a 12 annos.
ir
i chita larga para vestido, com 11 covados cad3
. rl nquis3mos padroes,
>:oo :
ndem-se na ra do Queimado, loja n. 18 A.
lina quo volla para a ra eslreta do Rosario,
Vende-se um piano em conta ; na ra do
erador n. 07
Vende-se um violo com un mclhodode
.(illo ; na ra da Imperalriz n. 60, loja.
aioiro.
Ruado Crespo n. 3, loja
de duas portas.
Neste armazem de molhados con-
linua-sc a vender os seguintes gneros abaixo mencianados do superiores qualid.ides e mais barato '
no q.ie em outra quiiquer parte, por serem a maior parte delles recebidos em direilura por conta !
Mantciga ingleza c franceza
I rfMiarnentr fiora maisnova que tem vindo ao mercado de 610 a 800 rs. a libra a cm barril
se tara algum abalimento.
Qucijos flamcngos
muito novos recenlemente chegados no ultimo vapor da Europa de 1J700 a 3$ ea vista do gasto
que o freguez fizer se far mais algum abalimeulo. B
Queijo prato
os mais novos que existem no mercado a 1 a libra, em porco se far abatmenlo.
'l^mStormSfin^a^ de ^ <'- 3 libra
ios para punho a 200 rs. o par, ditos mui- j
f>___________. -i a m .i
Agulhas francezas a 200 rs. acaixa.
grampis a
I Na ra do Queimad) i.
46, frente ainarella.
^ Grande e variado sortimento de sobre-
s casacase casacas de pannos finos pretos
^ o de. cores a28>. 30} e 35j, paletots dos
au meslos pannos pretos e de cores a 28, t>
SS 20! 225 e 25^, ditos de casemira msela- g
^ dos de superior gosto a 163 e 18, ditos n
/ das mesmas cisemiras saceos modelo i$
p inglez 10>,12J, 149 e 15, dilos de al- ej
^ paca preta fina saceos a 4, ditos sobre-
8 casa tambera de alpaca a 73.8j!e 9-5, di- jg
P tos de merino selim a IO5, ditos de me- 31
riu de cordo a 9}, calcas prelas das S
x> mesmas fazendas a 53 c 6$, colletes pa- <
^ ra lulo da mesma fazendj, palelots de 3
g* brim trancado a 5,*S. ditos pardos e de **
jai fuslao a 49 e 5i, calis de casemira de Js
(T eor e prelas 7, 85] 93 e 10, dilos das 5j
r3 mesmas casemiras para menino a 63, "3
9 o 83, ditos de brira para homem a 33, 1
J 335OO, 45 e 53, dilos brancos finos a 5-3, 5)s
63 e 73, ditos de meia casemira a 43 e
53, colletes de casemiras preta e de co- 3{
res a 53, e 63, ditos de gorgurao de seda jWj
brancos c de cores a 53 e 6$, dilos de ^
velludo prelo e de coros a 93 e 103, ditos {}
do brim branco e de cor a39, 33500 e3, jg
palilots de panno lirio para menino a S
15-3, I63 e 18-3, ditos de casemira de cor jj
l a 73, 85 e 93, ditos de alpaca a 39e 33500, <>
sobrecasacas de alpaca tambera pa.-a me- j|f
-nio a 53 e 63. camisas para os raesmos y
.t de cores e brancas a duzia 153, ">5 e 203, rs
meias crues e pintadas para menino de M
todos os tamaitos, calcas de brim para tft
os mesmos a 135iH) e 33," colarinho de li- i#
nho a 63000 a duzia, loalhas de linho pa- SS
ra maos a 900 rs. cala urna, casaveques H
de cambraia muito fina e modernos pelo v
diminuto preco 'le 123, chapeos com abas |g
de luslre a 53, camisas para homem de
todas as qualidades, seroulas para lio- g
mem a 163, 203 e 253 a duzia, veslimen- ^
las para menino de 3 a 8 annos, sendo ie
calca, jaquelae coletos tudo por 103, co- g
Jg bertas de fustao a 63, loalhas de linho ^
| para mesa grande a 73 e 83, camisas in- S
jf glezas novamenle chegada a 363 a duzia. |g
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguista* e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a Amrica
do snl.Havana e Hespanha. v.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha cont&m
I urna instruccao era prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
! pharmaceutico, na ra da Crun. 22. era l'er-
5' namhu.io.
i Aos 20:000
B Bilhetes inteiros, meios e quartos da segunda
g loleria que vai serextrahida no Rio de Janeiro
6 : para as obras da matriz de S. Jos de Pernambu-
2 co. chegados pelo vapor francez : vendem-so na
S loja de fazendas de l.eile 4 Irmo, ra da Cadeia
11 do Recifo n. 48.
Allenflo a pechineia pa-
ra
finos para caira a 340 rs. a groza, baado ou
Ira rn 011 lo Porto" a 80,100 e a 120 rs a vara, col-
ile afiOrs. o carlao, rioas gollinhas de missan-
arna pasa menina a I3, ditas para senhora a 19500,
is pira calca 1 8> rs., pentes finos de baleia
p ira alisar a 2SO rs., ditos de tartaruga a 2500,
- le borracha a 6i;t, enfiadores de linho para
tubo com 2 1|2 varas de comprimento a 120
.ilos de seda de todas as cores a 160, esco-
oas para denles a 210, superiores pennas de
134 a l-\ grampas em caixa a 80 rs.,sope-
- uvas entenados a 2$ o par, sapatinhos de
a 480, toncas de laa a 500 rs., toncas de laa
enfeitadas a 13, agoa aromtica para alimpar e
conservaros denles a fcOO rs. o frasco, essencia
9 iba 1 para tirar nodoa a 800 rs. o frasco, sa-
preparado especialmente para tirar pannos,
sornas e caspas a 610, meias prelas para senhora
a 28 I o par, pinceis para barba a lOO e 1(0 rs.,
.1 de linho de cor a 100 rs. a peca, ricos pen-
'. de mise virados a 19400, franjas de linho
pan enfeit.ir casaveques a 120 e 140 rs. n vara,
liolio para enfeitar casaveque atOO, 120,
1 :) rs. a vara, franjas para toalha de differen-
1 cores a 110 a vara, dilas para cortinado com
itas a 53 a peca, pontea de tartaruga para
c: ir cabello a 3-350'), boides de louca para camisa
a 140 rs fitas de linho trancado a" 40 e 60 rs. a
i .<(, lia lina para bordar a 69509 a libra, pennas
i: ac era caixa de (landres a 400 rs. a caixa,
sa patos de ourelo-tapele e avelludado para ho-
mem c menino a 1-J700, colheres de metal prin-
cipe para tirar assucar a 320 rs., dedaes doura-
dos e. pratiartos finos a 40 rs agulhas em cartei-
r-i n 400 rs. a caria, obreias para asnomoradas a
a 120 rs. a caixa, papel bordado para as mesmas
3 1O a folha ; alem dcste sortimento encontrar
respailare] publico um completo sortimento de
tudo quanlo ha de raclhor no mercado tendente
3 miudezas, a dinheiro.
Francisco Jos da Costa Gui-
mares,
Ra do Rangcl n. 22,
tem grande sortimento do melhor arroz do Mara-
ihaa, que vende por um baixo preco, lano a va-
rejo como por atacado, bem como bom sortimen-
to do charutos finos dos mais acredilados fabri-
cantes dcste genero na Baha.
Mustarda ingleza c franceza
em frascos a 640 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Ver&a&eiros Wgos de comadre
m caixinhasde 8 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a lgBOO rs.
Ro\ac\\m\\a ingleza
a mais nova que ha no morcado a 2(0 rs. a libra e em barrica com t arroba por 4g.
Potes viraaos
de 1 a 3 libras proprias para manteiga ou oulro qualquer liquido de 400 a 1;,000 rs. cada um
\Bicuioas confeadas nronrias para sorles
de S 3oao
a 1S a libra e em frasquinhos, contendo 1 1[2 libra por 23.
Cha p veto. Yiyson e perol a
os melhores que ha neste mercado de I96OO, 23 e 23500 a libra.
Macas em caixintias de 8 libras
contendo cada uma*di(Terentes qualidades a 43500.
Palitos de denles lichados
em molhos com 20 macinhos cada ura por 200 rs.
Tijolo francez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
em latas e em frascos de differontes quilidades.
Presnntos, chonri$as e paios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
lalas de uolacnrulia de soda
de differentes qualidades a 19600 em porcao se far algum abalimento.
Tambera vendem-se os seguintes gneros tudo recentemente cherado e de uperio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourija muito nova, marmelada do mais afamado fa-
bricante de Lisboa, maga de tomate, pera secca, passs, fruclas em calda, amendoas, nozes frascos
com amendoascobertas, confeltes, paslillias de varas qualidades, vinagre branco Bo'rdeaiix'nrnnrio
Carne saldada ingleza e americana a
160 re a libra, e toucinho americano
piimeira qualidade a 200 rs. a libra e
afljanca-se a qualidade tanto de urna
com de outra e se pode procurar des-
de as t horas da manlm.i ate as 8 horas
da noite, deve durar pouco pelo barato
: preco que se vende no armazem de
Andre de Abreu Porto, n i ra do Tra-
piche Novo n. 14.
Conlra a goaorrliea.
Injeccao Brou.
Em 6 dias de tratamenlo, as vezes mais larde,
mu tas mais cedo, se oblem una cura segura sem
haver necessidade de recorrer ao emprego de
lodas essas preparaces monstruosas de que a
copahiba o as cobebas foifnara a base, as quaes
sao muitas vezes perigasu o sempre njenlas ;
vendo-se a ji o frasco na praca da Independen-
cia n. 22.
Vende-se a cata terrea n. 53 da
ra dos Pescadores e a meta-agua n. ,">
travessa do Carcereiro: a tratar com
Justino da Silva Bba-Vista, ra do Vi-
gario ii. 21 .
Relogios.
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial, Vende-se em casa de Johnston Paler & C, ra
junto a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja de do Vigario n. 3, um bellosortimenlo de relogios ,
ferragens n. 37, ha urna grande porcao de folhas de ouro, patenle inglez, de um dosmaisafa-i
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di- mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna'
minuto croco de 140 rs. a libra. j variedade de bonitos trancelins para os mesmos
A|)]roveilcni aoccasio. ispirilo le vinlio com 44
E chegado loja da diligencia, na ra do Quei-
mado n. 65. um grande sortimento de balaios,
bonitos, fortes e baralo para compras, para cos-
tura c para guardar roupa ; assim como muito
liodas cestinhas para meninas trazerem no braco, i
dilas pan se mandar prsenles, ditas para se te- I (fres, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
rem com fruclas em mesa, ditas pira talheres, o andas na ra larsja do Rosario n. 36
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
outras muitas obras que com \ vista os compra-
dores vern ; na ra do Queimado, loja da dili-
gencia n. 65.
Grande pechincha
Cassas muilo finas francezas, covado a 210 rs.,
assim como chitas francezas a 200, 240 e260 rs.'
na ra do Queimado n. 44 ; a ellas, que se
acabam.
Vendem-se essencias para tirar nodoas de
gordura, cera, etc., ele, em panos de l'a, sedas,
sem alterar a cor nem o tecido : na loja de ca-
bos, no largo do Corpo Santo n. 21, esquina da
ra do Encantamento.
Relogios patentes. (
Estopas. i
Lonas.
Camisas inglezas.
Teitosparacamisas.
Biscoutos.
Emeasa de Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
Ra da Senzala Nova n. 42
a
Vende-se em casa de S. P. Jonhston A C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhoes in-
glezes, candeeiros e casticaes bror.zeados, lo-
nas inglezas, lio de vela, chicote para carros, e
montaa, arreios para carro de ura e dous cval-
os, e relosios d'ouro patente inalezes
Vasos, figuras, pionas e
globos de louca para
jardimeportoes.
Vendem-se por preco commodo, na ra do A-
morim n. 41.
Para liquidar.
Na loja que fo de Claudiano Oliveira
na ra da Cadeia do Recife n. 55, ven-
de-se fazendas de muito bom gosto epor
menos deseucusto para Iiquidar-se, os
freguezes encontrarao um bello sorti-
mento do que bom e barato.
45-Ra Direita4S
Esteestabelecimento offerece ao pu-
blico um bello e rico-sortimento por
preCjO convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... 10^000
Ditos aristocrticos....... 9,s000
Ditos burguezes........ 7000
Ditos democrticos...... 6s000
Meio borzeguins patente. C$500
Sapa toes nobreza....... C$000
Ditos infantes......., SfOOO
Ditos de linha (5 1|2 bateras). GtfOOO
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapatos de salto (do tom). C$000
Ditos de petimetre...... 5$000
Ditos bailadnos. ....... ,S'500
Ditos impermsaveis...... 2,s500
Senhora.
Borzeguins priraeir classe(sal-
to de quebrar).......5$000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). ..,...,. 4$800
Ditos todos de merino (salto
dengoso)..........*$jQ0
Meninos e meninas.
Sapatoes de forca. ...... 4$000
Ditos de arranca......... 5$500
Boizeguins resistencia 4$ e 5$800
LOJA DO VAPOR-
Grande e vanado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas e perfumaras
ludo por menos do que em outras partes : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SISTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILLAS HOLLWOYA.
Este inestimavelespecifico, composto Inteira-
mente de hervas medicinaes, nao contera mercu-
rio, neto algum a outra substancia delecteria. b>
nignomais tenra infancia, eacompleicao mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreig.ir o mal na compleiro mais robusta :
inteiramente innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 de qual-
quer especie egro por mais antigs e enazes
quesciam.
Entre milhires de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j eslavam as portas da
morte, preservando emseu uso: conseguiram
recobrar a saude c toreas, depois de haver tenta-
do inulilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se ade-
sesperacao ; facam um competente ensao dos
efficazeseffeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
No se perca tempo em tomar este remed
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febreto da especie.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(nialde).
Asthraa.
Clicas
Convulsoes.
Debilidade ou extenua-
cao.
Debilidade ou falla de
orcas para qualquer
cousa.
Oysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
-nos rins.
Dureza no ventre.
Enfeimidades no ventre.
Ditas no figado.
Hilas venreas.
tT'xaqueca
Herysipela.
pebre biliosas
Febret intcrmtente.
Vendem-se estas pilulas no eslabelecimenlo
geral de Londres n. 221, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoaj
ncarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Ilavana e Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada vm?
dellas, contem urna instruegao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O doposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 22, ai Per-
amb o-
Botica.
Barlholomeu Francisco de Souza, ra ta-rg
do Rosario n. 36, vende os seguinte medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas conlra sezoes.
Dilas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSnnds.
Vermfugo inglez. \
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).^
Ungento Holloway.
Pilula3do dito.
Ellixiranti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de i oseas
M libras.
Assim como tem um grande sortimerfo de pa-
pe para forro de sala, o dual vende a mdico
pre o
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de N. O. Bieber A C. : ra da Cruz
n. 4.
1 Seguro contra Fogo f
C33PA11HIA *
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammacoes.
Ir r e g u la ridades
menstruaeo.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra .
Manchas na cutis.
Obstruccao de veiire
Phlysica ou constu,p
pulmonar.
Retencao de ourii.
Rheuraatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Veneren (mal).
Vendem-se
Relogios de onro.
touas muilo novas, banha de porco refinada e outros muito gneros que encontrarao tendentes
molhados, por isso prometiera os proprielarios venderem por muito menos do que oulro qualquer
prometera mais tambera servirem aquellas pessoas quemandarem por outras pouco praticas como
e viess(*ra pessoalraente ; rogam tambem a lodos os sanhoresde engenho e senbores lavradore9
queiram mandarsuas encommendas no armazem Progresso que se Ibes afflanca a boa aualidadee
o acondicionamento H
Sellinsinglezes.. .^Patente-
No escriptorio do agente Oliveira.
Urna casa terrea com
soto.
LONDRES
AGENTES
|G J. Astley & Companhia.
i
Vende-se
para
se fazendas por torio preco.
No roa do Queirn do n. 51.
Cassas finas a 2i0 rs. o covado, ditas muito
fina a 410 rs., chaly do cores fino e lavrado a
600 rs, o covado. lenco com bico lino a lJJ, dito
mais abaixo a 500 rs.', dito a 180 rs.. casemira
enfestadade 2 larguras a 800 o ce vado, corte de
cambraia branca de duas saias e 3 babados a 5JJ
dito de larlatana bordado do branco a 5J500, di-
to de duas sais finos a BU, chita franceza fina a
280 e 220 rs. o covado, casemira para cal$a a 4$
Vende-se unja casa terrea em chaos proprios. S^S^^a:-
Sita engira deportas, lado da mar grande, cores a 8O0 rs., calcasbancas de hVira do hnho
| Formas de ferro
, purgar assucar.
Enchadas de ferro.
| Ferro sueco.
g Ac de Trieste.
Estanto em barra.
Pregos de composico.
Brim de vela.
| Agurdente de Franca,
I Palhinhaparamarcineiro:
I no armazem de C. J. As-
| tley & G.
-3-
i
I
!
Vendem-secarneiros gordos e baratos;
ra do Colovello, padaria do leao do norte.
H
na



DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FEIRA 7 DE AGOSTO DE 1860.
DE
Sita na ra Imperialu 118 e 120 jimio a fabrica tlcsabao.
DE
Sebaslio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Neste ostabclecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de diferentes dimencoes
(de 300 a 3 000j) simples e dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios continos
para resillare destilar espirito com graduado al 40 graos (pela graduarao deSellon Cartier] dos
melhores sysicnas boje approvados e conhecidos ncsta e outras provincias do imporio bombas
de todas as duiem.oes, aspcranles ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferio 'torneiras
de bronze de iodas as dimencoes e fetios para alambiques, tanques etc., parafusos d'e bronze e
ferro para rodas d'ogua.portas para fornalhas e en vos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
es dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armacao e sem ella, fugues de ferro potaveis e
econmicos, lachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passndeicas, espumadeiras cocos
tara engenho, folha de Flandres, chumbo em lern.ole barra, zinco em lencol e barra, lsnres e
armellas de cobre, lcnrues de ferroolatao,ferro suecia inglezde todas as dimnses, safras, lomos
e folies para ferreiroa etc., e outros muilosartigos por menos preco do que em utra qualquer
parle, desempeiibando se loda e quulquer encomnienda com presteza e perfeicao j conheeida
e para comniodiJade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua confianca acha-
co na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada nara tomar nota das encommendas
Seu> propietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, tod
Aviso aos estudantes.
Tendo chegado a este estabelecii ionio da ra
Nova n. 20, anligo deposito dos af.imados can-
dieiros econmicos de gaz hydrogciio, svisa de
novamenlea todos os seus freguezeu para sesor-
tirem, lano de caudieiros como de preparos que
necessilarem para consumo : na ru.i Nova n. 20,
loja do Vianna.

m
Sola.
Gurgel Irmaos vendem sola do Aiacaiy c mais
tambe ni a vonlade dos compradores; tambem
sola cortada & franceza.
U.ICA VERDADZIRA. E LEGI
TIMA.
dioca e para descardear algodo, prengas para mandioca e oleo de ricini, porloes gradara co-
lumnas e Biombos de venio, arados, culiivaJojes, ponles, 'aldeiras e tanques, boias, alvarega
botes e lo.las as obras de macliinisrao. Executa-se qualquer obra soja qual for sua natureza pelos
nhos ou moldes que para tal Jim forem apresentados. Recebem-se encommendas nesle esta-
tmeoto na ra do Brum n 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperador n. Gomoradia do cai-
. :ro do estabelecimento Jos Joaquina da Costa Pereira, com quem os ureteudeutes se pod-m
e&tender para qualquer obra. r
Mas
wvv.
GRANDE ARMAZEM
DE
rt)
me
a
HW
y
Ra Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicao dos Militares.

Cram m a tica ingle-
za de Ollendorff.
Novo methodn para aprender a I-':,
a cscrever e a fallar inylez em G mes l
obra nteiramente aova, para uso t.'e
. todos os ettabelecimentos de instru. 5o,
pblicos e particulares. Vende-fe na
jpraca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
CObertos e descoberlos, pequeos e grane", s. <*
ouro patente inglez, para homem o sen]
Fazcnslasporbaixosprccos Graixa em Migas esebo
Ra do Queimado, loja
de i portas n. 10.
Anda reslam algutnas fazendas para concluir
a liquidaco da firma de Leite & Correia, as quaes
ie vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
iras as seguintes:
Chitas de cures escuras e claras, o covado
rlOrs.
Ditas largas, francezas, finas, a240c2GC.
Riscados Crancezesde cores ixas a 200 rs.
Cassasde cues, bous padrees, a 2-10.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancadobraaco de linho muilobom, va-
: a IJJOOO!
Cortes de caiga de meia cascmtra a 2>.
Ditos de dita de casemira de cores a .
Taimo preto fino a 35 e ij.
'i ias de cores, finas, para homem, duziaa
1*800.
(lvalas de seda de cores e prelas a 1.
Meias brancas linas para senhora a 3g.
Ditas diias muito Guas a 4g.
Dilas cruas linas para homem a 4$.
Corles de colletesde gorguro de seda a 2?.
Cambraialisa liua transparente, pera, a 4*.
Seda preta lavrada para vestido a I56OO e i$
Cortes de vestido de seda preta lavrada a lCj
de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a 560.
l'eitos para camisa, um, 320.
Ciil iceza moderna, lingindo seda, covada
ra 100 rs.
ntremelos bordados a 200 rs.
Camisetas pira senhora a GiO rs.
hilas bordadas Duasa 2S500.
Iha3 de linho para mesa a 2 e 45-
Camisas de meia, urna G40 rs.
is de seda para pescoco de senhora o
5G0 rs
\ esl is brancos bordados para baptisar crian.
5c'i00.
Cortes de caira do casemira preta a 6?.
Chales de merino com franja de seda a 53.
Cortes de caira de riscadode quadros a 800 rs*
in verde para vestido do monlatia, cova~
280.
Lencos brancos de cambraia, a duzia, 2#.
CAL DE LISBOA,
n milito bem acondicionada ; na ra da Ca-
deio do Reciten. 38, primeiro andar.
DELICIOSAS EI.N FALL VEIS.
em paes e em rama, ere pon oes e a relalho
ra du ISiun n. 1G, armazem.
Ferros de en-
gommar
econmicos
a 5#000.
Estes magnificos fer-
ros aiham-se a venda
no armazem de fazen-
das de Raymundo Car-
los Liiie i lrinao. ra
da lmperatriz n. 10.
As melhores matliinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wbeeler & Wilson.
SALSA BABRILHA
PE
Remedio sem if.ual, sendo reconhecidos pelos
como remedio 'nfal-
cancros, rheumatis-
dyspepsia, debilida-
daJe geral, febre biliosa e iniermillunte, enfer-
midades resuhanles do emprego de mercurio,
ulceras e ernpe/tes que resullam da impureza do'
sangue.
C LTELA.
D. T. Lanraan & Kemp, droguistas por ata-
cado New Voik, aegam-se obriga,lo; a prevenir
o resdeilavel publico para desconfiar de algumas
lenues imia^oes da Salsa Pairillia de Bristul,
que boje as vende neste imperio, declarando a ;
todos (jue sao elles os uni os proprielarios da re-
ceita do Dr. Bristol,tendo-lhe comprado no an-1
no de 1856.
Casa iienliuma mais ou pessoa alguma lem
direilo de fabricar a salsa parrilhade.'3risiol, por-
que o segredo de sua preparado aclu-se soraen-1
le em poder dos referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos com desaprecia veis combi-
oaeSes de drogas peroicio as,as pess(as que qui-1
zerera comprar o verdadeiro devem bem observar
os seguintes signaes, sem os quaes qualquer ou-
tra preparaga falsa;
1" O envoltorio de fora esl gravado de um la-!
do sob urna chapa de ac, hazendo ao p as se-
guiles palavras :
h>M P?rgu,'at ditos de etim preto e branco, ditos de merino para luto Hf
3J d,t0de fust branco e de cores, paletots, casacas, jaquetas, cairas ^|
gU e colhetes para meninos de 0 a 12 annos, camisas, seioulas. chapeos ^^
m e e^1 Pretai e de cores, libres para criados, fardamentoi pala 1^
^m a guarda nacional da capital e do interior. g
8>l Apromptam-se becas para desembargadores, lentes, juizes de di- gSs
^5 reito, municipaes e promotores, e vestidos para montana. Nao agr- w|
^ dando ao comprador algumas das roupas eitas se apromptaio ou- sk
^ tras a leu gosto, quer com fazenda sua ou do armazem para o que |
s|g>j tem escolludos e habis offictaes, dando-setoda e qualquer roupa no K^l
^^| dia convencionado. %&&
S<5
Progresso na cidade da Victoria
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas desle dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
d3 noiie, e respuusabili-
samo-nus por sua boa
qualidade e seguranea
Leite & Irm.'ios ra d-
Imperalriz n. 10, angamenle aterro da Boa-
Vista.
\^1\CIA.
D. T. LANMAM & KEMP
SOL AGENTS
N. 69 WATER STREET.
New-lfork.
2~ O mesmo do outro lado tm um rotulo em
no armazem de fazendas I f'pel azul claro cen a firma e rubrica dos pro-
do Raymundo Carlos! prielarios.
3o SoLre a rolha acha-se o relalo e firma
do inventor C. C. Brisiol em papel :or de rosa.
4o Que as direecoes juntas cada garrafa
tem urna phenix semellianle a que m cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro ra da Alfandega n. 89.
Ra da Senzala Nota n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapIetosorlimentodemoendasemeiasmoen-lG.," ra da Cruz n 22.
das para eaSenho, machinas de vapor e taixas'
de ferro batiJo e oado. de todos oslamanhos
para Ji
Bahia Germano & C. ra Juliu n. 2.
Per,".ambuco no armazem de drogas de J. Soum.
Mm
>- oj^/i^
M
mm
7


Gulla-pcrcha.
rcccbeu-sc novo sorlimcnlo decapas,
%$ perneiras e spalos de gulla-pcrcha [vul-
^tf garmeute borracha.
Lojademarmare.
r --.;.?
2-^xrJ^^
vegctacsdeKemp
Pastilhas
contra as loinhrigas
approvadas pela Lxra.' inspeccao de esludo de
Habana e por muilas outras junctas de liygiene
publica dos Estados Unidos e mais paizes da A-
merica.
daraniidas como puramente vegetes, agrada-
daveis vista, doces ao paladar, sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causara
nauseas, nem seiisa^ocs debilitantes.
Tesleraunho exponlanco em abono das pasti-
llas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp.Port By-
ron 12 do abril Jel89.Senhores. As pas-
tilhas que Vmcs. fazem, curaram meu filho ; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava um
cheiro feJilo. linfas o estomago inchado e con-
tinua comicliao no nariz, lao magro se poz, que
eu lemia perde-lo. Nestas circumstancias umvi-
sinho meu disse que as pastilhas de Kemp ti-
lma m curado suafilha. Logo que soube disso
comprei 2 vidros depastilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. 36 Gold
Street pelos nicos proprielarios D. Lanman a
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes ciladesdo imperio.
DEPSITOS
Rio de Janoiro na ra da Alfandega n. 80.
*ahia, Germino & C, ra Juliao n 2.
P enambuco, no armazem de drogas de J. Suum
S Conit-nihia ra do Cruz n. 22.
Venot-se urna carrbci nova sendo para
cavallo ; atratar na taberna da ra do Caldereiro
n. 00, se dir i>iem lem.
..
c>

'I '^
(^KEMP ndey^omO
r
n
PILULftS VEGETAES
ASSLCARADAS
11 SUEff
NEW-YORK
O MELIIOH REMEDIO CONECIDC?
Contra conslipacCies, ictericia, affecces do ftgado,
febres biliosas, clicas, ind'igesles
enxaquecas.
Heraoirlioidas, diarrbea, doencas da
pelle, irupcoes.e todas as enfermidades,
PROVBSIESTES no ESTADO l.Vl'LRO 1)0 SANlE.
75,000 caixasdeste remedio consommem-se
annualmentel'
Icmedio da natureza.
Approvado pela faleudado de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de todos os conhecidos. Sendo eslas pilu-
las puramente \egetaes, nao conlem ellas ne-
nhum veneno mercurial nem algum ouirom/ne-
raf; esli bem condicionadas em caixas de folha
para resguardar-se da humidade.
Sao agradiveis ao paladar, seguras e elTicazes
em sua operaco, um remedio poderoso para a
Juventude, puberdade e velhice.
Lea-se o folhelo que acompanha cada caixa.
pelo qual se ficar conhecendo as multas curas
Tachas e moendas
Braga Silva SC.tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A,um grande orlimento
de lachase moeedas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwiu Maw a tratar no
mesmo de osito ou na ra do Traoiche n 4.
Em casa de N. O. Bieer & C,
successores, ra da Cruz n. 4, vndese
Vinho Xerez em barril.
Cliampanha em caixas de 1 duzia da
acreditada marca Forre & C .
de superior qualidade.
! | Conhac em caixas de 1 duzia. ,
Vermouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Ac de AI i lao
Brilhantes de todos os tamanhos.
A C$000.
g Vendem-se saceos grandes com trinta e tantas
cuias de arroz de casca, c a 240 rs. a cuia : na
travesea dos Expostos, taberna n. 18, atraz da
matriz de Santo Antonio.
Vende-se o silio da ladeira da S, em Olin-
da, todo murado, com um sobrado de um andar,
solo e loja. pelo preco commodo do 50005000 :
I vendem se mais duas portas novas de araarello e
I,,,,.,,;,,, IiAili.iritnc T....,. 1. i 11 cnchams, 10 estacas de emberiba com pona,
Joaqtlim UOIIgUCS lavares (le MellO 3 etantos travessoes, leseada de aodaime. lu-
d por preco commodo : a tratar na ra dos Gua-
Acha-se na direccao da oflicinadeste acreditado armazem o hbil k ^ artista Francisco de Assis Avellar, antigo conlra-meitre do fallecido ISf
^ Manoel Jos Ferreira. O respeitvel publico continuara' a encon- gg| trar em dito armazem um grande e variado sortimento de roupas **6s ^de um doa melhores fabricantes de Uverpool
^, eitas, como sejam : casacas, sobrecasacas, fraques, paletots de panno I3 cind.?s P.e 1,imo la(luete n?'' : cm ca;i d
;3gg fino, ditos de casemira de cores, de merm, bombazina alpaca preta 88 Soulh*I^10" c;
Aomiraveis remedios
americanos,
Todas as casas de familia, senhores de enge
nho, fazendeiros, ele, devem eslar prevt :
com esles remedios. Sao tres medicamentos coa
os quaes se cura ecazmeule as principaes mo-
lestias.
Prompto alivio deRadway.
Instanlaneamenle alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumatismo, dor s
cabesa, ncvralgia, diarrbea, cmaras, clicas, bi-
lis, hdigeslao, crup, dores nos ossos, contuses,
queimadura, erupcoes cutneas, angina, ret(:: '
cao de ourina, ele, etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidades escrophulosas.chro-
nicas esyp hlitieas; resolve os deposilos de m.-.-s
; humores, purifica o sangue, renova o systemj
i prompto e radicalmente cura, escropliulas.
i reo, tumores glandulares, iclericia, dores de os-
[ sos, tumores brancos, afercoes do ligado e rins,
: erysipelas, abeessos e ulceras de todas as classes
' molestias d'olhos, difficuldade das ragras
| mulheies, hipocondria, venreo, etc.
| Ptalas regultdoras de Rad-
way
; para regularisar o systema, equilibrar a circulc.-
! ,ao do sangue, inleiramente *egtaes favoravv.j
; em lodos os casos nunca occasiona uauzeas ne
: dores de veulre. dses de I a 3 regularisam, de i
a8purgam. Estas pilulas sao eflicazes nasa:.,.-
; t ^oes do Ogado, bilis, dor de cabera, ictericia, c-
: digeslo, e em todas as enfermidades das mu-
Hieres, a saber : irregularidades, iluso, retec-
| '.oes, (lores brancas, obslrutroes, bisterismo, ce.,
I j sao do mais prompto efTeito na escarlatina, f, bre
. biliosa, febre amarella, e em todas as febres ma-
I ignas.
| Estes tres importanles medicamentos vem a-
: i companhados de inslrucces impressaa que moa-
:, tram com a maior miuuciosidade a maneira c
applica los em qualquer enfermidade. Esto ga-
ranlidoa de falsificacao por s haver a renda lo
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leite
: Al lrmiio, na ruada lmperatriz n. 10, unicca
agentes em Pernambuco.
Publicacao litteraria.
A monarchia conslilucional e os libellos pelo
Dr. A. David Vasconrcllos Canavarro, vend.-
na, liyranans. C c 8 da piara da Independencia,
a ljUOO rada eximplar.
DE
Francisco Xaxier de Salles Cavalcante de Almeida
NO sg
Pateo la Feira.
O proprietario deste eslabelecimento, como se leba com um grande o completo sorii-
ment, tendente a molliados, ferragens e miudezas convida portanto a lodos os moradores
desta cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores queirara mandar suas f
encommendas no Progresso do paleo da Feia, pois s ah enconlrarao o boin e barato, j
visto o proprietario estar resolvidoa vender, taulo em grosso, como a relalho, por menos
do que era ouira qualquer pane como sejam :
Latas de marmelada de 1 2 libras a 1400, frascos com differenlcs qualidades de doce I
por 25000, latas de soda conlendo nove qualidades a 20000, azeilonas muito novas. S
passas de di las, vinho de todas as qualidades de 500 a 2;>000 rs. a garrafa, licores f
francezes de todas as qualidades, champanhe, conhaque de ditas, louga fina, azul,piulada,
e branca de todos os padroes, ameixasern compateiras e era latas a 15?000 rs. a libra,
latas de peixe de posto por 2&000 rs., banlia de porco refinada, araruta, falias, bolachi- S
nha ingleza, biscoilinho, eoutras mais qualidades de massas finas, massa de lmale em jl
latas e a relalho, lelria, macarrao, talharira a 800 a libra, verdadeira gomma de irarala. R
insenso de todas as qualidades, espiritov de cravo, canella, ealfazema, verdadeiros pentes S
a impera-tris, e de tartaruga de 9>000 a 105?C00 cada um, irania e franja de seda, fe- |
cliadoras de broca, pregos em quantidade de lodos os tamanhos e qualidades e outros g
muitos objeclos que por se lomar enfadonbo deixa de os mencionar,
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafleillin & C, ruada Cruz n.
38. vende-se um grande e variado sortimento de
relogios oe algibeira horisonlaes, patentes, chro-
nometros, meios clirouoimtros, de ouro, prata
dourada efolheadosa ouro, sendo esles relogios
) dosprimeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
deao por procos razoaveis.
Sndalo.
ltecebou-se novo sotlimeuio de boni-
l tos loques c braceletes de sndalo na
LUJA DE MARMORE.
Vende-se um

es*
a
GRANDE S0RTI1LM0
DE
c roupa feila
NA LOJA E ARMAZEM
he
/':)

RA DO QL'EIMADO N. 39
lm si.v loj.v de qiatho rom.is.
Tem ura completo sorlimento da roupa feila,
e convida a tojos os seus freguezes e todas as
pesseas que deejarera ler um sobreetsaco bera
feito, ou unu calqa ou collele, de dirijirem-se a
este estabelecimento que enconlrarao um hbil
artista, chegado ltimamente de Lisboa, para
desempenhar as obras a vontade dos Ireguezes.
J tem um grande sortimenlo de palitots de ca-
semira cor de rap e outros escuros, qte se ven-, Sl- Estph.
dem a \1%>, outros de casemira de quadrinhos St. Julien.
da mais fina que ha no mercado a 169, ditos Margaux.
de merino selira a 12?5, ditos de alpaka muilo \ Larose.
fina a ?, ditos francezes sobrerasacado; a t29,: Chleau Loville.
Nem sempre se
encon tra.
K3 Chitas largas francezas cores fixas
padres escurse de boa qualidade a 2i0
rs. o covado, do-sc amostras e vendem-
se na loja nova da ra da Cadeia do Re-
cife n. 23confronte ao becco largo, de
Augusto & Perdigao.
loja de fazendas
ex-


8e*:t.
rarapes n. 6.
Vjuho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann Irmaos & C, ra da
Cruz n. 10. enconlra-se o deposito das bem co-
ntiendas marca dos Srs. Brandeuburg Frcres.
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-'
deaux. Tem as seguinlcs qualidades :
De Braudeiiburg fre"res.
Chleau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien.
milagrosas que lem eflectuado D. T. Lanman g, 10 e 12$, ricos lencos de cambraia de
& Kemp, droguistas por atacado emx\ew York, linho bordados para senhoras, ditos lisos
ditos de panno fino a 20, 259, e 30, sobre-
casacas francezas muilo bem feilas a 35, cai-
gas feitas da mais fina casemira a 10, dilas de
brim e de fustao por preco commodo, u a grande ]"Vlc
sorlimento de colletes dec3setniraa 55, ditos de: Chaleau Loville"
ouiras fazendas por prego commodo, uro grande' M mp pa- h
sortimento de sapatos de tpele de gosto muilo! uie&ina a&d lia paia
apurado a 23S, ditos de borracha a 2500, cha-i Veilder I
pos decaslor muilo superiores alG, dilos dse-1 Sherry em barris.
da, dos melhores que tem vindoao mercado a 10, Madcira em barris.
ditos de sol. inglezes a 105, ditos muios bons a Cognac em barris qualidade fina,
125, ditos francezes a 85, dilos grandes de pan- cognac em caixas qualidade inferior,
no a 45, ura completo sortimento de gillinhas e: Cerveia branca,
manguitos, tiras bordadas, e entre meios muito | .
proprio para collerinhos de meninos e Iravessei- Prt I f\ i^n rilPlAflll
ros por preco comraodo, camisas bordadas que J Uta3Sa l<* Id.1 .
servera para batisado de crianzas e para passeio
Vend
te desta
tern terreno para dous inil paes oor an-
no e la casa de vi venda assobradada e
Loas obras, tem embarque no porto dis-
tante do engenho 1|2 quarto de legua
do ro Parahyba eem menos de 3 hora*
se vem a cidade: quem o pretender di-
rija-se a Joao Jos de Medeiros Correia
C que dir' quem o vende.
sao os nicos fabricantes e proprielarios.
Acham-se venda era todas as boticas das
principaes cidades do imperio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na ra Alfandega n. 89,
i Bahia, Germano & C. ra Juliao n. 2.
I Pernambuco, no armazera de drogas de J. Soum
&"C.. ra da Cruz n. 22.
Parahyba.
ose o engenho T.orrinha distan- nfinrilnc iHif fiC
cidade duas leguas por tena, VUJmi UtUS JJctI C*tUJ5
Nao pode haver fumante que nao compre cai-
xas com ICO charutos da Bahia por 1{000 : no de-
posito da ra das Cruzes n. 41.
Vende-se
um carro novo de 4 rodas com os competentes
arreos para 2 cavallos, por prego razoavel ; para
ver tratar, no silio do leo junto a ca pella de S,
dc M'1n8"inho, das 7 is 9 horas da manha,
e das 5 horas da larde em dianle, lodos os dias.
Na ra do Vigarion. 9, primeiro andar, vende
se muito superior potassa, chegada ha poucos
dias do Rio de Janeiro, em barris de 4 arrobas, e
. para a preco muito commodo.
hornera por prego commodo, saias lordadasa Dffl AflIAO
3500, ditas muito finas a 55. Ainda tem um
restinho de chales de toquira a 30, cortes de
veslido de seda de cores muilo lindas (i superio-
res qualidades a 1005, que j se venderra a
150, capolinhos pretos e manteletes pretosde
ricos gostos a 20, 255 e 305, os mais superio-
res chales de casemira estampados, muilo finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
las, adamascadas, muito superiores a S5, dilas
para rosto de linho a 15, chitas francezas de su-
perior qualidade, lano escuras como claras a
200, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para caiga, colletes e palitots s 45 o co-
vado, e um completo sortimenlo de ouiras fazen-
das, e ludo se vende por prego barato, e que nao
possivel aqu se peder mencionar nen a quarla
parte dellas, no enlamo 03 freguezes ciegando e
querendo comprar nao iraosem fazenda.
Vende-se emeasa de Saunders Brothers &
C.praga do Corpo Santo, relogios do afama
do fabricante Roskell, por pregos commodos,
e tambemtrancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellente tost.
Barato que ad-
mira.
Na ra do Queimado n. 55, loja de miudeas
de Jos de Azevedo Maia o Silva, vendem-se cai-
xas de agulhas francezas a 120 rs., clcheles em
carto a 40 rs., em caixa a 60 rs., caivetes de
aparar penna a 120 rs., caixas de folha com phos-
phoros alOOrs., s a caixa val o dinheiro, sa-
patos de tranga a lj>280 e 1JJ600, macassar perol
a 200 ra. o frasco, charutos muito bons a 2.
Almanak de Casti-
lho para 1861.
Acabara de chegar de Lisboa esles interess.in-
| tes almanaks, e vendem-se na vraria econmi-
ca ao p do arco de Santo Anlonio ; lambem se
vendem colleccoes completas dos mesmos, a pre-
os commodos, na mesma vraria.
Vende-se urna serrara com lodos os seus
perlences, com urna porcao de laboado serrado,
de amarcllo e louro, c aguns prancboes da ines-
ma madeira, a dinheiro ou a prazo : a tratar cum
Ignacio Bt-iilo de Loyola.
Vende-se um balco novo de amarcllo c
envernisado, proprio para loja de miudezas ou
escriplorio, por ser em dous pedacoa : a tratar
na ra do Pilar n. 118.
Barato para acabar.
Ra do Queimado n. G, loja de
fazendas por baixo da
boneca.
Vendem-se chitas francezas finas com pequeo
toque de avaria a 200 rs. o covado, dilas muilo
finas inteiramente lirnpas a 2() o covado, pope-
lina do edr miudinha prooria para vestidos e
rnupa de meninos, sendo da largura de chita
franceza a 240 o covado, coberlas de chita pelo
diminuto prero de loGOO, sapales inglezes, obra
muito lorie e de muita durarao a 3^800 o par,
ludo se vende por menos do que em outra qual-
quer parte: dao-se as amostras com peuhor.
Vende-se um sobrado de um andar c soto
em chao proprio ; na ra do Fogo n. 35, se dir
quem o dono para tratar.
Ricos colares de brilhantes
Dreyfus & Souchois, joalhei-
ros de Pars.
19Ra do Imperador19.
Primeiro andar.
Teem a honra de participar ao respeilavel pu-
blico dcsla cidade, que chegaram com um rico e
variado sortimenlo de joias modernas. Collares
de brilhantes, aderegos, pulseiras, alfinetes, ar- :
golas, cruzes com Dos de perolas, anneis, etc.,
etc brilhantes, coraes,perolas, rubins, esmeral-
das, ele etc.
Corremes sultanas, modernas, para
senhora.
quem a pretender falle na ra da Cadeia do Re-
(ife n. 0-, loja de ferragens, que se dir qual c
loja.
...>.*.>. <> v> S S > -
gRetratos em
posicao.
$ Recebeu-sc porcao de retratos de algm
@ personagens distinclos, vende-se por pre- 1
@ go mdico na
m LOJA DE MAR MORE.
kj <_. S \^ >o .. S m, <,ouv SW ,:_ Ggg ,
' (CMB0CJL
\ende-se urna carroga com o corrpelcnle ca-
. vallo, por barato prcro : a tratar na ra Impe-
rial, na loja do sobrado da esquina da Iravessa
do Tiindade.
Ra Novan. 34.
Madama Rosa llardy lem para vender ricos
cintos de seda com fivelas para senhora.
lua do Queimado n. 9.
Vendem-se lencoes de brim de linho a 2; cade
um, coberlas de chita a 1;C00 e 1800.
Inteiesse.
Otseja-se saber onde mora o Sr. capilo lia*
noel de Amorim Lima, que oulr ora morou na
ra do Sol, a negocio que lhe diz respeito : z
serraria da ra nova de Santa Rila n. 35.
Cavallo venda
Vende-se um cavallo pequeo muilo manso c
; bom andador de baixo al meio, s proprio pa-
ra montana de senhora ou menino de escola, i
pode haver cousa mais delicada para um ou ouln
lim : quem o pretender, dirija-sc a l'assasem da
Magdalena, passando aponte pequea na piimei-
ra taberna
Escravos.
Gurgel Irmaos teem para vender famosos i s-
cravos : no seu escriplorio, ra da Cadeia do Re-
cite n. 28, primeiro andar.
Labyrinlho.
Gurgel Irmiios vendem ricos lenros e loalhas
de labyrinlho, ra da Cadeia do Recite n. 2b.
Escravos fgidos.
Relogios
de todas as q. !ndes, ouro e dourados para
Iiomens e senoia-, li:do por precos muito ra-
zoaveis.
Vendem-se duas commendas de Christo e
una de Aviz por meiaJc de seus valores, obras
muito boas, para se fechar urna conta.- na ra.
Dimita n. 66, escriptario de Francisco Mathias
tl'uiiid Je Cotia.
Fugio no dia 19 de junho prximo passado,
do engenho Bom Successo do termo de Seri-
nhem, o escravo Daniel, preto fula, crioulo, de
idade 20 annos, pouco mais ou menos, alto, sec-
co, bem epigado. cabeca pequea, feices regu-
lares, bem feito de corpo, ps e mao"s seccas e
bem feitas. Este escravo procurou ao Sr. P. \.
Buletrou, rendeiro do cngeuho S. Joao do Cabo,
para o comprar, e nao querendo o dono vnde-
lo, mandou bscalo, e na chegada dos portado-
res, o escravo desappareceu ; julga-se que an-
dar o dito escravo as visinhancas da villa z
Cabo, ou do mesmo engenho S. Joao, ou do en-
genho Barbalho, onde tem muitos conhecidos,
pois que frequentava esses lugares quando fui do
Sr. Jos Xavier da Rocha Wanderley, hoje mo-
rador no engenho Serraria : Pede-so as autori-
dades de polica do termo do Cabo a captura des-
te escravo, e aos capilaes de campo ou qualquer
pessoa que o conheca, de pega-lo e levar ao en-
genho Serrinha de Serinheru a seu senhor Fran-
cisco Manoel Wanderley Lins, ou nesta cidade
o Sr. Manoel Alves Ferreira, na ra da Moeda
n. 3, segundo andar.


ro
DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA. FEIRA ? DE AGOSTO D 1860.
L literatura.
A monarchia constitucional eos
Huellos.
(Concluso.)
Luii Felippc foi um boni cidadao e um digno
icez.
ilrotenlo que, pelos prejuizos da democracia
'a o ambiciosa, e que ludo Dzera pela forra
de sms paixesos lhos do rei finado, va-
m decidido em cdadc; fugitivos o solila-
do lorriloii da Franca
so llie pergunla o que deseja, audaciosa diz : o
revoluro e assim sao na ripmagneos em to-
da a parte.
Palavras cloqueo tes e generosas, e que traze-
tnos anda em refutado ao novo Libellista, sao
aquellas que n'um bello dia escrevra E. Gi-
rardinreferindo-se aos governos da sua pa-
tria. Alguns espirilos ardenles e generosos,
dizia elle, querem a repblica. Elles fazem
illusao disto sobre a Franca e sobre cllcs
mcsmos
Sobre a Franja : porque ella recorda-se da
repblica, rccorda-se da inlerrupzo dos nego-
cios e do commercio quo tem assignalado a du-
roa de lesa-humanidade, criminosos de grande!
n:onta!
; expulsos do lar do-, razo da repblica. A repblica 6 urna vcrda-
; deira confiscaco da sociedade civil, commercial
e industrial, em proveito da sociedade poltica :
se cidadao nao se raais nem mercador, ncm
Tnsle sorle eslava reservada familia dos manufacturero, nem juiz. Ora, queremos ser
Orteans! Mal pensavara elles, quando coutavam cidadao, isto certo, c temos mostrado que sa-
. a dedicagao patritica dos seus camaradas bemos qucre-lo ; mas queremos lambem ser
:...-.cezes, que ser-lhes-ia invadido o throno que outra cousa ; -nos
cousa ; e-nos preciso um governo que
permita o desenvolvimenlo da sociedade polti-
ca, eque os concilio.
Para estabelecera repblica em Franca, on-
de tantos interesses ah sao oppostos, ieria pre-
ciso ou a dictadura ou o terror, isto a aboli-
o da liberdade, e ao rnesino lempo a aboc.o
do crdito do commercio, dos negocios, todas
as cousas que tem necessidade de repouso.
v Eu desafio aos republicanos para nos con-
ducir repblica, maniendo a liberdade egual
seu pai, rei to sabio e poltico profundo, havia
lado sob to solidas, (o perduraveis e in-
Cj::cussas bases.
l>i\emos, porm, de parle as desgraeas que
iran a Franca no reinado do infeliz rei Luiz
Fclippe e reatemos o o nosso proposito.
A America hespanhola, nossa lemilroph e cir-
c T.vziuha, decretada para representar um pa-
: Importante no mundo monarchicograbas
j IS scus elementos de riqueza e fertilidade, ar-
ralada pelo impulso dos Qusoles exaltados 'do todas as opinioes.
| ::obem disso um escriptor brasileiro), des- Estes espirilos ardenles e generosos onga-
| '.ou o governo que mais lhc convinha aos nam-se quando julgara que poderiam pdr a
scus iuteresaes naluraes, para adoptar o oulro Franca na repblica sem opprimi-la ; que pode-
c: '-etralmente opposlo s suas clrcumslaucias: jram permanecer na Gironda e nao passar a
erro poltico seguio-se a diviso do seu Monlagne. Grande erro: nao fram os Giron-
rritorio em repblicas independentes: o en- dinos, que poderam estabelecer a repblica, f-
[uecimento de sua frza physica e moral, a rara os Monlanhezes ; e como eslateleceram el-
| lurbaco da orJompolitica; a liberdade ul- les? para dar Fran-i o governo republicano,
trapassou os seus limites; a anarchia veio em prncipiaram elles por opprimi-la e ensanguen-
s-mi seguimenlo, c finalmente o incendio da la-la.
d'stiuirao, chegando a toda a parte, tem devo- Ora, o que devemos ler ganho com a expe-
lidas c riquezas, e assim reduzida mais riencia de 40 annos do adversidades, de saber
doplorarel desgraca, ve-se ha mais de quarenla ^ preferir a liberdade todas as formas de go-
13 victima de crueis soflmenlos, sem esta-'verno; de eslimar os governos, nao pelo n-
made ncm seguranza 1 E'o enfermo que vive me que elles tem, porm pela liberdade que el-
11
Cnnfrontac"0 entr a ertt moral e a diisolufo
de eos tu mes
O auathcnia lanzado sobre os cortezos que
circulare o paro imperial, nao pode por modo
algum ser admissivel, desde que sem prova e
sem razo para acoimar a corte de corrupta, tai-
vez vandlica, o belli.-la atira, s levado por
ficQao.o estigma reprovedo, e cujo dezar resv-alla
de encontr spretengois do escriba pharisaico,
mas que nao pode nerr de leve tocar na ejem-
plar virtude do soberano, cuja realeza aiada nao
fui mareada pela dissoluclo de coslumcs, nem
rodeada de escndalo do vicio, como se lera lido
em relaco oulras coi tes menos morigeradas,
as paginas das chrouicas, sem que entretanto
possa isso servir de bise para se avanzar, em
rela^ao ao nosso paco, o que famigeradamenle
escrevera o libellista.
Supponha-sc, porm, c;ue alguns caracteres de
desmoralisacao se podeisem pesquza encon-
trar na3 fardas bordad;s, ou agaloadas da casa
imperial: o que provaria isso domis, se nao,
que nao ha perCectibilidade possivel na cscolha
que o vol s vezes illucido podo fazer desle ou
daquelle, cujas nodoas nao se veem, mas que
podem sor descoberlas? Assim, pois, nao vemos
.lgica, nessa phrase aggressora que vem sem
prova clara, aecusar quen pelo principio monar-
chico garantido na realeza est inclume, e fra
do circulo dessas arma; aggressivas que podem
fenr ao individuo.ao particular, ao homem ; mas
nunca corte com todos os seus representantes
era geral, que formam o ncleo da residencia
imperial.
Se a vossa queda para i liberdade tendesse to-
da ella profligacao deilguns abusos que do-
se como consequencia necessara da lacuna que
anda existe, em um paiz novo, cuja corte anda
nao histrica, em todas as suas phases, bera :
mas fra mister que nao offendesseis corda,
ncm magoasseis um menarcha quo o typo d
lodas as virlude3 civicas, um anjo tutellar dos
Brasileiros. Se procedes;eis dessa guia, pode-
neis conlar cora mais emissarios do vosso apos-
tolado ; porque, nolai beta, as ideas que aventu-
ris onda das opinioes, de que o paiz nutre em
seu seo urna trplce Oliera de horaens desmo-
ralisados e corruptos, j nao nova : mas isso
quadro analytco, que nada tem de commum
com a cora ; e enlo mal vai, prelender-se que
1 :: ofierecer o amigo da liberdadeo represen- pessoas, se diz que 6 preciso a repblica, ou que essa cn-upcao exisla exclusivamente na classe
le do um pai/. monarchico-conslitucioual! | se nao, haver urna insurreico, responderemos dos crczos, porque isse oflender cruelmente
o bom senso publico.
Fallc-se, por exemplo, escreva-se mesmo, uma
memoria que condemne especialmente o patro-
nato, a afilhadagem, a cerlos bemaventurados, e
aecuse-se o governo pessoal, mas louve-se a ba-
se governamenlal; e eolio melhor se aprender.
. ::i a doenra e com ella morro !
Eia ah, pois, do reverso da medalha, o mal
om feices do bem que figura o mimo que nos
les dao.
a Que se desdenhando os argumentos e a
discusso, como se pretende que fazem algumas
s lodos coraprcheodessem em seu verdadeiro ( que nao conhecemos em pessoa alguma o dire-
ldo a pabvra sacrosantaliberdadeah
p;r certo ella seria uma virtude em lodos os
coraces: mas que, constanlemente ella vive
a.abortada com o veo da perversidade.
A liberdade, diz Volney, allributo physico
inherente organisaro do honicm, mas ella
to de dizer quo far uma insurrec.;io.
O povo de Pars nao se dcixa insurrec-
cionar.
A insurreicao de 28 de junho nao foi feila
por este cu aquelle : foi o povo de Paris que a
:." faca aos outros o que nao quer que se lhc
Seja-nos lcito trazer aqu o que dizia em 1825
om nosso concidadao, respeito da niudanca do
D -1 governo, quando inexpertos e espcculado-
rabalhavam para dosmoronar q nosso grande
edificio social, com as emendas constituirn
I -imperio. E' que nessas pocas j existiam
'.) ulufose Quixotes cora pretenc.oes para dar leis
ao rauudo Dizia ello : Cusa a acreditar o
o, 10 se pissa entre nos ; mas nos
de bastidor.
Se se fizesse uma insurreico hoje para a re-
publica,ver-se-hia o successo que leria e a difle-
renca que existira entre ella e a iusurreigao de
28 de julho !
A realeza necessitou da experiencia do seu
golpe do estado para conhecer toda a sua freqne-
za. Fajara os que querem o governo popular
talubem a sua experiencia, que verlo em que
minoridade elles sao. Elles fallarao com seu
lesle-!glpe COm Mr' roli8nac> quando como elles,
. impellir as cousas ao ultimo e\lremn !
r inhas oceulares dos tactos, e nao podemos du- .. tl"LU"' "
vidardasua existencia, ncm tao pouco de que' riF"'aIlsareraos e,sl Primen Parlc do nosso
- sao o effeito de uma perversidade elevada hb*f consiSnJ algumas palavras de Domat
...:-- _..-_..- ..... ... relatiras ao nosso assuraplo.
j ultima potencia, cujos funestos resultados,
quando vingassem, arrastariam o Brasil a sua
pela ruina: e isto para que? Para saciar
- feroz ambicio desses monslros sanguinarios,
infames algozes da patria, c nossos cannibaes
lyrannos; que desgraca 1 quinto pode a perver-
sa immoralidnde!
Ni i lia manejo, que os inimigos figadaes do
Comparando o systema do governo monarchico
com o republicano diz Domat : cDessas duas es-
pecies goraesde governo, a monarchia o mais
universal e o mais anligo ; pois que ve-sc que
todo o universo est em monarchias, excapcao
de um muito pequeo numero de repblicas, e
que se sabe pela historia de todos os lempos e
Brasil nao ponliam era ac^o, para os seus de-' ^e todos os lugares que esla especie de governo
sastrosos fins; a intriga, a falsidado, a aleivosia, : letu serapre sido mais adoptado,
c a mentira descarada, sao as armas favoritas
fez. Toda a insurreico que se fizer occultamenle E de mais, concedamos o vosso escriplo ; dzei-
Sijcita ao principio da eterna juslica, que fal- nao ser mais que uma intriga de praca publica nos-ondc es' ou onde se encontrar a corte
ido ao coraro humano, !he recommenda que ; e valeria tanto como uma intriga de bastidor. modelo ; onde, a que esteja isenla da corrupeo
que se pretenda descobrir, ou da imraortalidade
que se queira inocular?...
Se queris ver as grandes corrupcoes c as in-
moralidades avullalas, frei-aenlai as grandes ci-
dades e as curtes tumultuosas. O mesmo que
haveis observado no curto espato de vossa vida
publica, respeito da corrupQao e da cenlralisa-
co no Rio de Janeiro, doleras ler feito em tod
a escala na provincia da ahia, e era todas as
oulras do imperio, onde cnconlram-se burgo-
mestres, cuja audacia do mando, faz curvar uma
especie de corte infernal que ludo atravessa,
estraga e corrompe, sem deixar camiuhar o pro-
gresso. E se queris concordar com a verdade,
nao vos conheccis vos mesmo, um dos cortezos
caractersticos da provincia da Baha ? Certo,
porque sois um dos seus cenlralisadoros, porque
tendes um pergaminho, siis perlencente uma
familia distincta que asrira brasoes e ttulos
queris sobrrtahlr ao povo, p por sem duvida
cora a popularidade quo desojis ter, nao desce-
ris jamis a hombrear cora a pobre massa, onde
est o operario e o pebleu / Sao fados estes da
ordena natural das cousas e que nao podis ne-
ga-los.
Como, pois, fallar de cortezos, como pois fal-
lar da corrupr.50 e da" irrmoralidade? O povo,
porm, que c sempre bm avisado, tem j pene-
trado no* rosso principal pensamcnlo> na vossa
ambirao e nos vossos desvarios !
Queris a liberdade, queris a fraternidade
sem dislinccao, e no entanlo sois o primeiro
dividir pelas posices, as carnadas dos cidados
que constiluem a nossa so:iedde.
Pobre povo que soffre ludo, c que o induzem
saciar os caprichos de ambiciosos, inimigos
reconhecidos pela sombra, de todos os sentimen-
los nacionaes,
O paiz grabas, suas initiluigoes, graca3 n-
dole dos seus habitantes, marcha seguramente
para o camioho do progresso ; nao ser portauto
com proclamarles Ireslouiadas c sediciosas, quo
elle ha de afiastar-se da marcha que o leva ci-
vilisago e ao seu engrandecmento.
As proclamarles nem sempre sao bem succedi-
das, isto nao teem o xito desejavel : j l to-
das scus manejos; a sedcelo e a illusao
ajiiellas com que atacara os incautos ; e som-
pre em aceto, quando por um lado trabalham
na nossa dusu:iiao para nos enf raquecerem, e no
(lo^assocogo publico para nos inquietarem, e por
cni perturbarlo os espirilos ; por ouiro uiachi-
i na a dcstruicao dos fundamentos da nossa or-
dem social, afira de fazerem baquear de uma vez
o grande edificio imperial, que assombra sua ig-
norancia, e nao ofTerece esperanzas sua eslu-
pida e desmascarada ambi o.
A ignorancia sempre foi atrevida; mas
E pode-se notar que todas as repblicas que
existem hojo na Europa, aonde ellas sao em
maior numero juntas, todas nao temscnaouma
exlensao muito limitada, e nao existe nenhuma
que nao lenha sidosublrahida de um governo mo-
narchico ; porque todas tem sido desmembradas
ou do imperio romano, ou de outros estados mo-
narchico3; e se rcinontarmos repblica de Ro-
ma, a raais florescenle que tem existido,o saberc-
ruos que ella procedeu de uma monarchia. Sen-
do o estado monarchico o mais universal e o
mais anligo, podemos dizer que o raais natural
e o mais til ; por isso que elle tem a sua or-
q ando se une perversidade, ella se torna im- gem desde a crearlo do mundo I E que tambem
pavida c temeraria, se nao encontra uma oppo- o raais conforme ao espirito da lei divina, e
si;ao rgida que a rebala : quantos exemplos to- conducta do Deus sobre os homens, pois foi este
ixjs entre nos dessa verdade! A perversa igno- o governo que Deus escolheu. quando quiz for-
rancia urnas vezes se intitula opiniao publica,' mar um povo, sobre o qual devia. fazer resplan-
outras se chama povo, para exigir o que con- decer sua conducta todo poderosa, para Ggurar
v n aos seus desejos e vonlades : ella apoiada j um ouiro povo que elle quera formar de todas
p : tresloucaios seduzidos e inexpertos, quer: as nacoes do mundo, e que nao devia ter tam-
con i nente, ella nao sabe o que quer, mas quando tendesse a todo o universo ea lodos os seculos.
FOlJULim
POR
PAULO DE KOCK.
XXIV
Pobre moca!
(Continuajo.)
E sem esperar pela resposta, a rapariga tao mal
ealcada lomou a moeda de cinco francos da mao
de Cerisette e empurrando dianle de si a moca,
6 -la entrar em casa de um vendelhao de vinho
cana Lotequim, sentou-se em uma sala, pedio vi.
n'.io velho, uma frigideira, gallinha, queijo e
rap.
Serviram-as, Cerisette nao linha (orne, mas a
sua companheira lhe repeta muitas vezes :
Coma Quena nao come, fica com cara de
tolo!
Para nao ficar, pois, com tal cara, a moca scr-
Tio-se de frigideira e de carne ; quanto ao vinho
a sua companheira beba, porm nolh'odava.
EmCm terminou a refeigao. A moc.a sozioha
bebeu quasi a metade da garrafa e pedio a conta ;
o almoco moutava a tres francos e dez sidos,
lia moeda de cinco francos rostavam trinta sidos-
A conductora de Cerisette pO-los na algibeira di-
zendocomsigo:
para preparar algumas pecas quando
yoltar.
Cerisette nao se atreveu a reclamar o seu d-
cheiro, contenlou-se com suspirar e pedir aoco
que lhe fizesse encontrar Sabrelache.
Chegaram a Baglriolcl. A moca disse a Ceri-
sette : 7
Estamos no Aal lugar. Onde que tem ni-
rho, o tal soldado?
Como ? nao; comprehendi!
Onde mora' o seu soldado ? Parece-me que
fallo francez claro.
Onde moya Sabretache?
Sabretache I O seu amante chama-se Sabre-
tache Ah Iva de nos custar a encontrar o tal
sugeilinho!.../___________________
() vide o Diario n. 180. """-"
Em primeiro lugar, mademoiselle, o Sr. Sa-
bretachono nieu amante... Gracas a Deus,
apenas meu amigo.
Ora esta todos os meus amigos sao aman-
tes 1... Assim melhor. Emfim, onde mora o
tal seu amigo?
Nao sei. Disse-rae que era em Bagnolet,
mas nao disse a casa.
E' pouca cousa Se por aqui houvossc
algum tambor, chama-lo-hiamos toque de
caixa.
la passando uma camponeza. Cerisette fe-la
parar dizendo:
A senhora conhecc por aqui o Sr. Sabre-
tache?
A camponeza respondeu-lhe seccamente :
Nao.
E foi continuando o seu caminho.
Cerisette dirigio-se oulra que pareceu querer
lhe dizer :
Que historia de sabr e de tach essa?
Estas marafonas de Paris pen33tn que nos nos
deixamos debicar? Ora deixem estar que eu as
ensinarei.
A companheira de Cerisette ria-se como uma
douda, dizendo :
Como sd araaveis estes habitantes do cam-
po Como recebem betn os Parisienses.
Mas Cerisette nao desanimou ; bem certa de
que o soldado nao a engaara, entrou n'utna pa-
daria e repeli a pergunla. TJm velho, sentado
no fundo da loja exclamou :
Sabretache sim, conheci bem o velho Sa-
brelache. Morava l em baixo ao pdeHon-
treuil...
Ah! sim, por obsequio diga-mc o numero
da sua casa. Indique-me o caminho ; ficar-lho-
hei muito obrigada...
O numero da casa delle? de que lhe servi-
ra, minha filha? O pai Sabretache morreu ha
quasi quatro mezes...
Morreu! ohl meu Deus! mas seu filho, um
soldado quo vollou para aqui ha quasi dous
mezes ?
O filho ?-Sim, com effeito, o pai Sabretache
nos fallava muitas vezes de seu filho que eslava
no exercito, que se balia em Alger com os Be-
duinos. Parece que era um valente rapaz.
E' verdade que me disseram que voltou ;
mas sabendo que o pai linha morrido, sabio de
Bagnolet.
E disse para onde ia ?
Nao, mam'selle ; creio que ia para Pa-
ris, a menos que nao tivesse idea de rollar para o
exercilo. Algumas vezes quando nao se tem pas
na trra, elles dizera : Voltemos ao regi-
ment.
Oh meu Deus I Enlao oo pode dizer-m*
onde o enconlrarei ?
Se eu nao sei. E depois nao vi o filho de
Sabretache ; se quizesse ir at a casa em que elle
morava, talvcz lhe adiantesse alguma cousa.
Cerisette pedio que lh? indicasse essa casa, e
apezar das representar-oes da sua companheira,
que lhe disse que ia dar ama caminhada inutil
porque o soldado j nao eslava mais alli, ella
toraou o caminho que lhe ensinarara e chegou
casinha em quo morava o velho Sabrelache o que
era agora habitada por um jardineiro e sua fami-
Iha ; mas ahi nao lhe deram mais informacoes
respeito daquelle porquem procurava. Sabendo
que seu pai tinha morrido, o soldado fra chorar
sobre o seu tmulo no modesto cemilerio da vil-
la ; informara se seu pai deixra alguma divida,
e depois de ter pago cinco francos e doze sidos
ao vendedor de fumo, nico credor de seu pai,
partir tristemente sem dizer para onde ia.
Ento parece-me que lambem podemos ir
dando s gambias. disse a rapariga que ia com
Cerisette, nao temos mas nada que fazer aqui ;
pernas ao canainhb ; mas antes vamos l3mar un
refrescozinho, porque apanho de certo alguma
constipadlo.
Ceriseltenada respondeu, t5o absorta eslava em
suas reflexes. Sabretache era a sua ultima es-
pcran$a, o linha-a perdido. Princpiou pensar
com terror o que seria delta em Taris, onde nao
conhecia ninguem, e ondea vida era tao cara, a
julgar pelo que j havia gaslo.
Mal dava ouvidos sua companhora, que ia
esvasiando copo sobre copo sozinha, porque Ce-
risette disse-lhe que nada quera lomar.
Como tola de so aligr assim por ler per-
dido um homem 1 disse i rapariga vendo o pro-
fundo abatnenlo de Cerisette. Ora, meu Deus !
os homens nao sao mercidoria rara. E quanto
ram esses felizes tempos, em que os tribunos
trepavam sobre um banco, e com um lcogo na
mao gritavam pelaliberdade e pela revolucao !
E o povo todo allendia, porque ento o povo ig-
norara a sua soberana. Hoje, porm, que o
povo brasileiro j se acha escarmentado com as
provas desse patriotismo sem principio e sem
moral, elle repelle altamente a essas loucas ideas,
e contempla com esperanzas a chegada de um
feliz futuro que lhe traz a manulengao da mo-
narchia, desligando-a dos abysmos cavados pela
licenciosa democracia.
O povo anda se recorda das desgranadas crises
porque zeram passar as infelizes provincias de
Pernarabuco, Baha, Minas, S. Paulo e oulras E
hoje o primeiro a reconhecer que a eslabilida-
de da monarchia constitucional garante a sua se-
guranza individual.
A experiencia j nos tem mostrado que nao
com as acclamacoese revolugoes, que esses inti-
tulados defensores da Iiberdada, nem com os ins-
trumentos do assassinio e do roubo, que a desco-
berlo apresenlam os seus satlites, que o Brasil
ha de ser feliz : conhecemos perfeilaraenle, que
a religio, a virlude, a honra e a boa moral, sao
elementos que formam a solidez e firmara a esla-
bldade dos imperios ; e que o Brasil, para che-
gar ao complemento de sua prosperidade e gran-
deza, s carece que se observe religiosamente a
nossa consliluizojurada, tal qual como foi con-
cebida, porque assim florescero as virtudes bra-
silicas, e com ellas a paz e a felicidade quo aspi-
ramos.
Que culpa se pode pois, allrbuir ao chefe da
nacao cora a immoralidade que se quer dar
corte quando peranle suas vistas nada se revela,
e do cujo faeto elle nao tem indicios palpaveis ?
Por ventura ser elle responsavel pelos defeitos
dos homens? Sois injusto.
A nossa cOrle, merco de Deus o dos homens,
anda gosa de urna reputado sizuda, illibada, e
mesmo Ilustrada : ainda conta em seu seo carac-
teres distinctos e honestos.
S quem nao liver nenhura conhecimento das
nossas instituicoes, que poder arencar pro po-
sicoea indicando que a corle do Brasil influc so-
bre a corda, que alm disso, como julgaes des-
respeitada pela cortezania de palacio ,
O imperador ainda goza do nobre podero so-
bre a sua corte, sobre o seu paiz ; e a corte e o
paiz sao os primeiros que se dedicara ao sobera-
no, com respeito e acalamento, reconhecendo
como verdade evanglica, a altaconsideraeae quo
se deve tributar ao senhor D. Pedro II.
Feliz de todas as monarchias, se cingissom um
diadema como o. do imperador do Brasil ; tao
austero emseus costuraes, quo Ilustrado ; lio
bemfazejo, quanlo religioso ; virtuoso sempre c
sabio ; como soberano adorado; juslo e clemen-
te, semsoberba, sem tyrania, sem oslentacao de
crueldade, e viveudo pacificamente em uma cor-
te, que apezar de nao ser de anjos, comtudo de
homens estimados e circumspectos.
Gragas Providencia Divina, que nao vivemos
sob a influencia maligna de uma cOrle como a de
Luiz XIV, ou de Mara Anloinetle, as mesmas
que arrastaram a Franca uma decadencia mo-
ral e religiosa, cujos funes'os resultados se fize-
ram sentir em lodas as classes da populaco.
Se a nossa corte nao um modelo de perfeiQo,
por que isso s atlrbuto da corte celeste, ao
menos felizmente, nao offerece esses exemplos de
imraoraldade e corrupcao que sao to frequentes-
era oulras do alera-raar, onde a corrupcao mar-
cha par da civilisacao : compe-se e decom-
pe-se merc dos elementos.
Nihil esl omni parte bealum.
A exagerado e a injustica desse Libello difa-
matorio, nesta parte contrasta com a verdade que
vimos de proferir; verdade por excellcncia, irre-
futavel e accessivel i todas as intelligencias, a
todos os partidos, todos os bous monarchislas.
Condemnaes todos os cortezos, eslabeleceis a
regra mas nao admitlis excepcoes : e comtudo
nao duvidamos apostar comvosco que, se ama-
uha fosseis chamado para fazer parte dessa cor-
te sobre a qual lancees apaixonadamente o estig-
ma da reprovaco, contra a qual vociferando, al-
cunhaes tao sem pejo, mas sempre a traz dos res-
postoiros ; correrieis presuroso enfileirar-vos
aos cortezos como o cao de Pampkagus, attra-
hido pelas harmonas de Ovidio...
Assim sao todos os republicanos de nossa tr-
ra : amam Deus para illudir ; e deusa demo-
cracia para fruirem-na seu geito...
A bondade, porm, do nosso adorado nionar-
chaqu c um dos seus caracteres mais proficuos,
supporta resignado ludo, porque sabe q.ue o dia
chegar era que elle proprio ter de ouvir as sup-
plicas dos desvairados, que recebero de joellios
o seu perdo, porque sao taes, que no excesso
das paixoes polticas esquecem os beneficios da
vespera, para contristos gozaram das aventuras
do dia seguinlc.
III
Recapitula rao e condemnaco do povo contra os
libellvs.
Quando a opinio publicase debate, na agita-
Pois elle vollou ? Onde o enconlrarei, se- .sua posico, que susto tem, quando lh'a, offere-
nhor? |ceo) em nossa casa?
Oh! mademoiselle, procurarei pelo meu
trabalho merocer o interesse que a suahospede-
ra me tem leslemunhado. Sei coser, fazer ca-
rnizas, e vero que nao sou preguicosa.
Ah coser, trabalhar I Que graga! Pois jul-
ga que nos pensamos nisso ?
Enlao o que que fazem ? Com que que
pagam o collegio ?
Com que pagamos ? Pagamos par tempe-
ramento 1
Nao comprehendo...
A senhora me prohibi de Ih'o explicar...
tambera nao sei porque. Parece que ella meamo
quer instrui-la ; mas se voc nao uma simplo-
na dos qualro costados j devia ter adeviahado.
Ora vamos que j tarde.
Cerisette seguio a sua condulra ; mas reflectio
no que esta acabava de dizer-lhe, o ura recoio
vago onsiouou-se-lhe n'alma. Sera conhecer po-
sitivamente todos os perigos que offerece uma
grande cidade, lembrava-se de certas cousas que
Angely dissera diante della, e por outras de suas
companheiras, que lhe contavara ancdotas de
raparigas seduzidas, que depois linhara cahido no
ultimo grao de abjecrao.
Esses pensamentos conlrislavara-lhe o coraco ;
estremeceu por se achar nessa casa, a qual pedi-
r ssylo ; havia o quer que era que lhe dizia que
nao voltasse mais ella. Porm a rapariga com
qncm ia, reparou na sua hesitaco e pcgando-lhe
no braco puxou-n comsigo, dizendo :
Ande, preguigosa, que a senhora est sua
espcTa.
Tornando a ver Cersetle;tristce dosanimada, e
impagavel Sra. Tancredo sorro e dissimulou a
sua horrivel alegra, dizendo :
Enlao, pequea, pelo geito poz-se pan-
nos, heim ?
Perdeu seu pai, minha senhora, e nao ficou
em Dagnolet... Nao sei mais ondeencojlra-lo,
nem de quem saber noticias suas.
Creia-me, nao pense mais nelle, porque
provavelmente nao pensa mais em voc ; os ho-
mens sao to voluveis I
Mas, minha senhora, asseguro-lhe que era
meu amigo, disse-me que os amigos nao mudam.
Jsei, j sei Tudo nyida, minha menina,
e nos tambem mudamos, mais de pressa talrez
do que desejaramos! Eis a razo porque deve-
Co do enlhusiasmo, e toda ella se levanta para,
proclamar os louvores que o corajo s sabe dizer
nao possivel que seja aceila a palavra da-
quelle ou de quem quer que seja, que vem luz
do dia pronunciar a phraseologia do dspeito, do
calculo, e quig de um talento desvairado, que
nao tendo cores vivas para desenliar a vonlade
de sua nmbico,prognostica males para aterrar,
e urna vez o campo livre, abandonado pelos in-
cautos, fica em p sobre as ruinas para saudar
seus Iriumphos; e enlao sobe pela escada de seus
meios para chegar ao pice de seus fins
Seo maior numero representa o grande parti-
do, se a verdade est mais na somma de vinle
mil por exemplo, que aceitam um principio, do
que na de um ou dous mil que o recusara ; co-
mo haver crditos para se darera a quem nao
tem dircito de conhecer das inlenc.es do povo,
nem pode avaliar qual o grao do inlensidade ou
densdade do applauso,porque o povo move-se
mais vonlade de seus caprichos do que de
seus directores?
Ainda mesmo dictados assim os periodos que
ahi deixamos. nem por isso recuamos dianle das
consequenc3S e da illacao, que se pode derivar
do que Dea expendido, e pois varaos enlrar em
desenvolvimenlo mais ampio, para pesarmos na
balanza da razo, e achar qual o valor que podem
ler os principios subversivos que estampou em
seu pamphlelo o escriptor L. M, em rclaco fla-
gea imperial do actual soberano que nos rege, e
que despeilo da oligarchia ainda sustenta como
verdadeiro santelmo, o estado que Deus lhe con-
ceder, e cuja guarda este confiada sua co-
rda.
Nospaizes classicos onde a liberdade to
real, que ella por si s conslitue a vida e a feli-
cidade do povo, e nos quaes nao tomam corpo
vas chmeras, que o pesadello do espirito na
exallazo de seu organismo produz, com o fim
de fatigar a razo exhausta de recursos, quando
pretende crear um principio, defend-lo ou plei-
tear uma causa ; nesses paizes, dizemos nos,
nunca se vio surgir d'entre as massas que cousli-
tuem o complexo da grandeza nacional, um
phanlasma que correndo apoz sua sombra aleas-
so no circulo do sua existencia popular o archote
da discordia, propagando recriminaces, que nem
ao menos trazcm o cunho de uma defeza parti-
cular e nem se garante pela reivindicazo do in-
teresse geral.
A Franca ainda hoje monarchia, porquo ain-
da nao pode encontrar na resolucao de seus pro-
blemas revolucionarios, nem no tirocinio dessas
barricadas famosas que enchem as paginas de sua
historia, vantagem alguma seno aquella que af-
na! tivesac de ser sauccionada, como ainda ha
pouco a que proclamara a conversao do repbli-
ca em monarchia, descnrolando estandartes de
victoria sobre todos os oulros poros monarchi-
cos, e frente de suas leis, de seus cdigos, de
suas instiluices liberaos, do povo, emfim, ofTo-
recendo a corda, que a historia em todas as su%
pocas gloriosas a apresentara na cabeza dos
reis, dos soberanos, rodeados da magestade, pa-
ra afinal ainda hoje, l estar a Fnnca imperio ;
e Napolco ser o menarcha popular.
A Inglaterra onde o predominio feudal avulla
em toda a escala de sua poderosa aristocracia, a
Inglaterra um paiz to classico de liberdade, que
a religio do estado parece ter o seu respeito
identificado cora a veneragao, com que o povo
inglez admira-se, cnlhusiasma-se, cnche-se do
legitimo orgulho britannico, quando senle rodar
pelas vastas ras de Londres as carruagensque
conduzcm a rainha Victoria ; ura povo cssen-
cialracnte monarchico, e tal, que o seuGod sa.-
ve lhe quten, o melhor hymiio do seu cora-
gao : ali, entre o povo inglez, que um lord sabe
quanto vale, e o cidadao tem sempre de vanglo-
riar-se quando o povo todo se rene como um
s individuo para cooperar, tanto em favor da
grande prosperidade da naco, como da inabala-
vel estabilidade do throno, quo para aquelle paia
urna garanta de grandeza, que o constitue uma
das potencias formidaveis da Europa.
Compulsai a historia repleta dos fados, que
ainda sao hoje exemplos que uiaravilham, e ve-
de o que foi Portugal.
Na historia das monarchias, um dos paizes
que mais offerece ao esludo do homem estadis-
ta : o throno foi sempre ali o palladio que guar-
dou como arca sania, os despojos dos vencidos e
as glorias dos vencedores : paiz pequeo ver-
dade, mas que ainda hojo conserva to soliaa-
menlo o throno, que cortamente um dos futuros
brilhantes aguarda aquelle reino, onde tributa-se
a maior confianca em todas as esperancas que
tendem restaurar suas glorias nao emmurcho-
cidas, e que comecam a reverdecer vuntado sa-
bia de um principe to joven, mas j grandioso no
catalogo, onde se inscrevem os nomos dos mo-
narchas Ilustrados, magnnimos e verdadera-
mente amigos do seu povo.
Nao fallaremos das monarchias absolutas, por
que ahi o prestigio do poder indubitavcl ; mas
ainda assim, ninguem negar, quo tanto em
urnas, quer sejam constitucionaes, quer em ou-
mos aproveitar a mocidade antes de chegarmos
edade dos desengaos.
Minha senhora, a quem poderei dirigir-me
paraobler trabalho ?
Trabalho ? E que especio de trabalho sabe
fazer ?
i- Sei coser, botar remendos em roupa.
Bello talento! Com o qual hade morrer de
fome porque trabalhando como uma desespera-
da desde o amanhecer at o anoilecer, ganhar
apenas doze sidos... Quo cousa boa Julga que
com doze sidos pdo-se comer, vestir, calcar,
etc.?... Afianco-lhe que um triste ofcio, e de
mais preciso achar trabalho quo em Paris nao
se d a quem quer. Cada ura tem seus prote-
gidos...
Mas enlo o que faz urna moza pobre para
viver em Paris ?
Quando bonita, como voc, faz couquistas,
a quem se faz cantar ou. pagar, se comprehen-
de melhor assim ; fique comnosco ; lera roupa
aescolher ; comida boa.....
Que horror! Isso vender-me I
E o que tem isso ? Ento nao temos o di-
reitode faze-lo? Nesle mundo tudo se vende, (1)
desde a consciencia dos homens de estado at os
favores das mais bellas dengosas do grande mun-
do... Apenas algumas cousas so vendera mais ca-
ras, eis a differonra.
Nao, minha senhora, nao me aviltarei assim.
Nao comerci pao, se fr necessario, mas nao te-
rei vergonha de mim mesma.
Ora quanlo palavro bonito, que de phra-
ses ahi vo 1 Quem j ceiou como voc, no Palais
Royal cora ura rapaz, nao se deve fazer to man-
to de seda. Sem pirenles, sera familia, o quo-
lem a pe;der ? Mas deve estar caneada ; vamos,
suba para o seu quarto. A noile boa conse-
Iheira, reflicla e amanha conversaremos. Ape-
nas lembre-sc que est sem dinlieiro e que me
deve comida de dous dias.
Cerisette voltou a pressa para o seu quarto ;
leve vonlade de abandonar immediatamenle a ca-
sa da Sra. Tancredo, mas as forzas trahiram-lhe
a coragem ; sentia-se to canzada, tao abatida no
moral e no physico, qu6 deiiou-se cahir sobre
uma cadeira, murmurando :
(1) Nem tanto, Sr. Paulo de Kock. Sena bem
triste e desanimador, se nao houvesse largas ei-
cepces sua regra,
tras, as monarchias quer sejam absolutas, n5
haja a aristocracia que forma o grande centro re-
presentante da corte, e por consequencia o ger-
men que produz oque conderanado pelopam-
phlelisla, cuja animosidade se revolla contra
cortezos, s porque servem com lealdade o de-
dicarao a uma monarchia, que semelhanza das
mais bem constituidas, s existe como elemento
de ordera, como principio benfico, como com-
plemento de todas a9 garantas sociaes.
O periodo quo anteriormente fica expendido,
foi de proposito destacado do3 paragraphos ante-
cedentes, porque nos derivando da necessidade
indcclinavel das monarchias, como base sobro a
qual se consolidam os povos, demonstravamos ao
Pamphletisla, que antes seria melhor e mais co-
Jierentc descriminar, definindo monarchia e cor-
lados, do que confundircorda e povo.
Eem verdade, como explicara santidade de
vossas doulrinas, onde est o balsamo que pro-
duziram vossas doulrinas em beneficio publico?
l'izestcs por venlura um servigo causa nacio-
nal? Levanlaste-vos algando a cruz e supplican-
do quo vos libertassera, porque os ferros da es-
cravido vos quebravam os pulsos ? Que viestes
enlo fazer ?
Quo cruzada essa, que apregoais contra o
monarcha, quando elle desee do seu throno e
vai ter com o seu povo, revestido do prestigio,
cuja competencia lhe est offectivamente marca-
di pela lei social, assim como pela lei moral,
vislo que elle o sustentculo do edificio nacio-
nal?
Queris por ventura ncgar-lhe o dircito do co-
nhecer palmo a palmo a extenso vastissima du
territorio, onde asscnlam seus dominios? Pre-
tendis destruir os allributos da mageslade, que
deve circuradar seu legitimo poder? _
Ou julgaes acaso que o governo monarchico
ornamentado de todas as suas formulas deve ser
uma Dczao c nao um fado existente, palpavel e
digno da administraco que sugere todo o res-
peito
Mas, ai daquelle, que, segundo a phraie da.-
escripturas, trouxc a pedra do escndalo.
Ai delle, porque ncm o arrependimento c sal-
var dos remorsos de haver dado o exemplo ne-
fando de conspurcar, to livre e acodadamente,
uma causa, que preccito evangelisado pelo;
dogmas escriplos em nosso pacto fundamental:
verdade inconcussa como principio explicado no~
direito das gentes, mxime da lei social, que j
nao pode ser destruida I
Vio ascender, sobre degros de fogo qae a sm-
bizao de um homem havia edificado, e qaiz tam-
bem seguir como o Judeu errante as mesmas pi-
sadas, e ento, nao se lembrando no momento
que s clemencia do homem juslo cujo sceptro
abra as portas aos relapsos, devia aqucl'.e mestre,
o auxilio com que a corda o prestigiava, enten-
deu apezar da fe jurada que havia prestado, vir
em face de um povo nobre, libela!, pacifico e ver-
verdadeiramente monarchico, alirar montOes de
lixo, sobre a praca publica, pela qual galharda-
mento havia ello proprio autor de seapamphleto,
passado, forjando planos de conquistas, e projec-
lando ambizes do novos pergaminhos c de dou-
radas laulejoulas que lhe enchessem as casas ali-
nhavadas da casaca bordada, que nao se pejava
de trazer como representante de um povo do qual
era mandatario 1
E sao estes os analyslas que medindo tudo
feico de sua bitola, querem moralisar os aclis
da razo e os feitos da consciencia. Contine ma-
num Imam.
Muito longe em verdade riamos,se por ventu-
ra pretendessemos tomar pagina por pagina ; mas
ncm queremos fatigar o nosso espirito, refutando
aquillo quo a nazo em sua intima cenviezo j
repellio, como caviloso, inconsequente, c ate es-
tlido : como egualmente porque tao desconcha-
vado o assumplo que parlio do cerebro escan-
decido do libellista moderno, a quem nos referi-
mos, que, realmente deixamos s a elle o goso
das pompas vaidosas de seu prestimoso talento
em favor de causa to rto&re.
Mas, linda que tenhamos trarado grande plano
no que manifestamos antecedentemente, pode-
mos, consagrando mesmo ao lempo e relexo,
assim como calma dos espirilos, afim de qu
possa melhor ser preenchida esta lacuna que dei-
xamos, e que em quaesquer circurastancias ou
emergencias polticas, tem de ser bem desenvol-
vida, visto que a animadverso geral contra se-
melhantepamp/ieo : nao podemos eomtudo con-
cluir sera expendermos franca, leal, e convictos,
ludo quanto sentimos em rclazo viagem im-
perial.
Os beneficios foram profundamente derrama-
dos pela mao bemfazeja do imperador e sua au-
gusta esposa, seiuprc 3cccssivel demorsva-so mais
porta do indigente, do que no palacio do rico.
Esludou todas as necessidades do paiz, que foi
elle proprio reconhecer; nao eram homens inu-
leis nem desfavoraveis opinio de todos os par-
tidos, os que ento acompanhavam c corcovara o
imperador: todos elles gozavam na esphera pres-
tigiosa de tlenlo, de virlude, de relevantes ser-
vizos, c j como ministros de estado, ou como
presidentes de provincias, nao tinham alcancado
sua posico social cusa das alcatifas, ondero-
jassera sua inepcia, mas deviam ludo ao mereci-
menlo e proverbial hpnestidade de seus carac-
teres. _No eram, portento, nem estes, nenj outros
cortezos fufos ou rachiticos, que trouxessem as
edres de seus nomes a vil lisonja, ou a crpula
do egosmo. Homens de estado, homens do povo,
cidados da patria.
(Conftntiar-se-na).
Meu Deus para que vim Paris ?...
A Jaunisse levou-lhe jantar, mas mas iio lhc
disse uma palavra. Depois de ter comido algu-
ma cousa, Cerisette deitou-so na cama onde o
somno veio suspender os seus pezares.
Acordou antes de amanhecer ; apenas ceme-
carara a raiar as barras, levantou-se pressa, bera
decidida a deixar iramodiatamente a casa vergo-
nhosa em que Uvera a desgraga de entrar. Pensa-
ra que lodos estavam a dormir nos andares info-
riores, c que lhe seria fcil partir sera encontrar
ninguem. Vestio a roupa que trouxera, deixan-
do ludo o que lhe vender a Sra. Tancredo e
dessa mancira esperava estar de contas justas'.
Corisctle abri devagariuho a porla, escutou,
nao ouvio ruido nenhum, e deu-se pressa em des-
cer a escada. Chegou al era baixo sera encon-
trar ninguem ; metteu-se pelo corredor., correu
porla ; mas esta eslava fechada com duas vol-
tas e tinham tirado a chave.
A moza ficou afflictissima ; abalou :muta3 ve-
zes essa porla que a separava da ra ; seus es-
forzos foram inuteis; vio-so obrigada a subir
tristemente para o seu quarto ; roas dessa vez
encontrn a criada, que lhe dis?,e :
Erg.asenhora que estara abalando a porta?
Era eu que quera sabir, porque tenho que
fazer... E' voc que tem sem duvida a chavo, quer.
ter a bondade de abr-la ?
Abrir? E onde diabo quer ir esta hora ?
Agora s eslao acordados os varredores de roJ.
E depois eu nao lhe posso deixar sahr sa li-
cenza de miuha ama. Ia so safando m dizer
nada I Quem sabe se nao leva alguna cousa?
Eu! nem ao menos levo o que sua ama me
vendeu.
Est bora. Explicar-se-ha la com ella. Mas
ng sahir sem licenza... Suba para o seu-
quarto.
Cerisette nao wplicou ; vio que sera intil ;
voltou para o seu quarto onde espern que a Sra
Tancredo acordasse e quizesse recebe-la.
Chegou cmfira esse momento e a moca dirigi-
se ao quarto da dona da-casa, levando na mo
tudo quanto esta lhe vendera.
(Confinuar-se-Aal.
PERN. -TYP. DE M. F. DE FAR1A. -1860



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