Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09132


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Full Text
AII6 XXXVI. HOMERO 181,
mi
Por tres mezes adiantados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
SEGHDi FEIRA 6 DE AGOiTO DE I8S.
Por anno adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO' DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lenios Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Marauho, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei-
ro Guimarcs; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
1'AUl'lUA UO> CUlUlhlUs.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira. Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo.Serinhem, Rio Formoso.Una, Barreiros.
AguaPrela, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos 09correiospartem as 10 horas da manhaa.
EPHEMERIDES DO MEZ DE AGOSTO.
1 Luacheia as 3 horas e 14 minutos da tarde
9 Ouarto minguapte as 7 horas e 4 minutos da
tarde.
16 La nova as 8 horas da (arde.
23 Quarto crescente as 8 horas e 16 minutos da
manhaa.
31 La cheia as 6 horas e 38 minutos da manh
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 8 horas e 30 minutos da manhaa.
Segundo as 8 horas n 54 minutos da tarde.
a;i.
PARTE OFFICIAL
AUDINECIAS DOS TRIBUNAESDA CAPITAL.
Tribunal docommercio : segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civcl; quartas e sabbadqs a urna
hoii da larde.
Govcrno
da provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 3 DE AGOSTO DE 1SC0.
OTicio ao Exm. Sr. presidente da provincia da
Parahiba.Com o ofcio que V. Exc. se servio
dingir-mc era 21 de julho ultimo, recebi dous
oxemplares do relatorio que V. Exc. spresentou
assembla legislativa dessa provincia no acto
da abertura de sua sesso ordinaria do corrente
anno.
Dito ao Ex.-u. presidenta do Cear.Comniu-
nico a V. Exc. que se acliam embarcados rio va-
por Iguarast com destino ao meio batalhio
dessa provincia os objectos constantes do termo
de oncaixotamento junto por copia.
i)ito ao inspector da thesouraria de fazenda.
H'ititiiinJo a V. S. o requeriraento a que se re-
fere a sua informaeio do Io do corrente, sob n.
7>j, o autoriso a mandar paar sob minha res-
P msabilidade a quantia de 1375096 rs. que se es-
t a dever a Francisco Jos Rodrigues Rosas, de
ordnalo de promotor que servio interinamente
na comarca deTacarat, de 12 de maio ao ulti-
mo de juoho prximo lindo, visto nao haver crc-
d.to para essa despoza, que considero destinada
alimentario do sjpplicaulc.
Dito ao mesmo.A guarnicao do vapor Piraj,
lem de seguir para o Para, mande V. S. pa-
gar os vcncimeulos do mez de julho ultimo c aos
respectivos oficiacs os vencimentos do mesmo
nrez e as comedorias relativas ao de agosto' cor-
rente, segundo requisitou o commandante da di-
visao naval em oficio do Io deste mez, sob n. 141.
Communicou-se ao commanJanle da divisao
naval.
Kilo ao mesmo.Mande V. S, pagar o que por
ajuste de conlas se esliver a dever ao carvoeiro
do vapor Camacua, Marcos Jos dos Santos,
<'io segando consta de ofcio do commandante
da divisao naval do Io do corrente, sob n. 142,
tea de desembarcar por haver acabado o seu
lempo de servico.
Dito ao mesmo. A' vista do pedido incluso,
mande V. S. adianlar ao almoxarife do hospital
militar a quantia do um cont de ruis para oc-
correr ao pagamonlo das despezas daquelle cs-
tabeleciraenlo na Ia quinzena do presente mez.
Communicou-se ao commandante das armas.
Dito ao mesmo.Tomando em considi'racio o
que V. S. expoz em sua informaco de 30 de ju-
nho ulljrno, e o quo pondera o inspector do arse-
nal de marinha no ollicio junto por copia, lenho
resolvido que, sob minha responsabilidade, vis-
to nao haver crdito, se leve em conla do ageute
comprador do mesmo arsenal a quantia de ruis
1.19s}047, em que, segundo a citada informaco
importara as despezas raiudas por elle feitas no
mez de julho prximo passado ; licando depen-
dente do autorisacio do governo imperial o pa-
gamento da de 152J12 rs. proveniente de 2 en-
terramenlos e do transporto da viuva do operario
i ti ijido .los de Carvalho. O que declaro a V.
S. para tor execuco.Remetleu-so copia ao ins-
pector do arsenal de marinha.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.Re-
metta-mo. V. S. urna conta circunstanciada em
duplcala feita pelo agente comprador desse ar-
senal cora os enterres do um belga engajado, do
menor, lilho de urna africana e o transporte da
v. iva do operario engajado Jos de Carvalho.
Dito ao commandante do corpo de polica.
Mande V. s. apresentai opporlunamente aochefe
de polica duas pracasdo corpo sob seu caminan-
do, aim de escoltarera at a provincia da Para-
hiba o desertor do meio batalhao da mesma pro-
vincia, Joio da Cruz Barboza.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Em vista dos documentos juntos, mande V. S.
pagar ao tenente-coronel Manoel Joaquim do Re-
g e Albuquerque, conforme requisitou o chefe
de polica em ollicio de honlem, sob n. 1051 a
quantia de 36# de aluguel de um semestre, ven-
cido no mez de julho ultimo, da casa que serve
de quartel ao destacamento da freguozia dos Alo-
dios.Communicou-se ao chefe de polica.
l/'.to ao mesmo.Mande V. S. por novamente
em praa os impostos do municipio de Cimbres,
servindo de base a essa arrematacao a quantia
do 700J offerecida por Joaquim Jos da Costa no
requeriraento i que se refere 3 informaco de V.
S. datada de hootem e sob n. 321.
Dito ao mesmo.Nos termos de sua informa-
cao de hontem, sob n. 319, autoriso a V. S. a
mandar contemplar o carteiro dessa thesouraria
Franklim Cliraaco Pcreira de Sonza, no augmen-
to de 2;'0 concedido pela lei do orcamenlo vi-
gente dos erapregados provinciaes.
Dito ao mesmo.Recommondo a V. S. que,
ten io em vista a sua informaco de hontem, sob
n. 322, mande por novamento em praca os im-
postos da comarca de Flores, servindo "de base a
essa arrematacao a quantia de 4:000# offerecida
por Antonio Jos de Souza.
Dito ao mesmo.Reslituindo o requorimenlo
a que se refere a sua informaco de 27 de junho
ultimo, sob n. 25, e no qual Ignacio Joaquira
de Souza Mcnezes pedo pagamento da despeza
feita com o fornecimento dos presos pobres da
11 ia de Pao do d'.Mho desde 30 de julho de
IsoS al G de abril do anno prximo passado, e
d': 22 de agosto a 18 de outubro do mesmo anno,
autoriso a V. S. a mandar pagar a importancia de
taes despezas.
Dito ao director geral da instruccao publica.
Tendo eu ido a villa do Cabo no di 31 do mez
ultimo, quiz visitar a escola publica de instruccao
primaria, e nao encontrei o respectivo professor,
informando-rae o delegado de polica, que elle
se retirara na vespera as 6 horas da manhaa pa-
ra cidade do Olinda Constando-me hoje por of-
icio do mesmo delegado, a quem encarreguei de
dar-me parle da volta do professor, que elle re-
gressra aquella villa no predito dia 31, seguin-
do-se, pois, que eslivera fra da escola em dous
das uieis sem impedimento legitimo.
Previno, por tanto, a Vmc. de que deve provi-
denciar com o seu costumado zelo, que os pro-
fessores em geral nao saiara das sedes das escolas
por nenhum motivo, sem licenca, qualquer que
tenha de ser o lempo de ausencia.
Dito ao gerente da companhia Pernambucana.
Logo que permita o estado dos cofres pblicos
ser satisfeito o pagamento que Vmc. solicita em
seu officio de 20 de julho prximo flndo, e que
espero poder brevemente fazer realisaar.
Portara.O presidente da provincia, confor-
mando-so cora a proposta do tenente-coronel
ommandanle do batalhao n. 33. de infantaria da
guarda nacional do menicipio de Ingazeira, a
que se refere a informaco do respectivo cora-
maniante superior datada de 12 do corrente, re-
solve, na forma do art. 48 da lei n. 602 de 19 de
setembro de 1850, nomear ofciaes do mesmo
hatalhao os cidadaos abaixo declarados :
Eslado-maior.
Alferes secretario o Io sargento Jernimo Ferrei-
ra Coelho.
5" corapanhio
Capillo o lente da mesma Joio Alves Morato,
licando sem effeito a nomeacao de Jos Gomes
do Mello, que nao solicitou patente no prazo
da lei.
Tenente o alteres da mesma, Pedro Joaquim de
Vasconcellos Teixoira.
Alteres o Io sargento da mesma, Francisco Tei-
xeira de Vasconcellos Leo.
7* companhia.
Capito o tenenle-quartel-mestre Feliciano Pau-
lino do Amaral, licando sem effeito a nomea-
cao de Joio Pimentel de Siqueira Brito.Com-
municou-se ao commandante superior respec-
tivo.
Dita.U presidente da provincia, conlormaii-
, governo a reeniregar na pra :a do asprame a
do-se com a proposla aprosentada pelo tenente- guarda-marinha os alumnos do terceiro anno da
coronel commandante do batalhao n. 35 de in-; escola de marinha Luz Barbalho Moniz Fuzi
anlaria da guarda nacional da comarca do Brejo, '
DAS DA SEMANA.
6 Segunda. Transfigur. do Sr. no Monte Tabor.
7 Terca. S. Caelano fundador; S. Donato b.
8 Ouarta. S. Cyriaco diac. ; S. Emiliano b.
9 Quinta. S. Affonso Maria de I.gnorio fund.
10 Sexta. S. Lourenco ra. ; S. Asteria v. m.
11 Sabbado. Ss. Tiburcio e Suzana mm.
12 Domingo. S. Clara v. f. S. Graci
emano m.
a que se refere o commandante superior, datada
de 13 de julho ultimo, resolve, na forma do art.
48 da lei n, 602 de 19 do setembro de 1850, no-
mear ofciacs do mesmo batalhao os cidadaos
seguintcs:
Estado-maior.
Tcnenle-qnarlel-mestro o alferes da Io compa-
nhia Dedierdo Reg Maciel.
Ia companhia.
Alferes Joao Baptista do Rogo Maciel.
2a companhia.
Alferes Avelno de Souza Mello, Picando sem effei-
to a uomeacio de Domingos Gomes de Andra-
de, que nao solicitou patente.
6a companhia.
Caplo o tenente-quartel-mestrc Francisco de
Salles Tenorio.
Comraunicou-se ao commandantesuporior res-
pectivo.
Dita.O presidente da provincia, tendo era
vista o que requercram os professores pblicos
de instruccao elementar, Marlinho da Silva Costa,
da cidade de Nazareth da Mata. Joao
Pedro Pinto da Veiga, Miguel Joaquim Pedernei-
ra, Antonio Severano Nunes e Francisco de Paula
Telles de Menezes ; 2.a, das emendas eitas por
esta cmara a proposicio do senado, que autorisa
o governo para mandar passar carta de nalurali-
saco do cidadao brasileiro ao subdito portuguez
Antonio Maximano de Figueiredo.
Reforma administrativa.
Le-se, julga-so obiecto de deliberaco, o vai a
imprimir para entrar na ordera dos trabalhos, o
seguinle projecto :
A assembla geral legislativa resolve :
Art. 1." Compele aos presidentes do provin-
: cias, alm das altribuicoes que lhes cooferera a
j carta de loi de 12 de agosto de 183i, a lei do 3
de outubro do mosrao anno, e mais disposices
em vigor :
1." Prover definitivamente os ofiicios dejus-
ca, observando as formalidades prescriptas na
legislaco geral. Neslas disposicoes esto in-
cluidos os contadores, distribuidores, e parti-
dores.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPQO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falc3o Dias; Baha,
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa
Fara.nasua livraria praca da Independencia os.
2." Nomear e doraittir, sobre proposta los
de Nazareth da Mata. Joao de Moura ; respectivos administradores, os ofciaes papelis-
Florencio da \iclona, e o padre Francisco Vins- tas, escripturarios, praticantes, porteiros e agen-
simo Bandeira da povoacao do Beberibe, o bem tes do mar das administraces do correio e seus
como as nformacocs ministradas pelo director I ajudantes. As proposlas de uoraeacio o deraissao '
il da instruccao publica, ouvido o consciho [dos agentes e ajudantes do correo da provincia
director, resolve considera-los habilitados para
percoberem as vantagens do art. 26 da lei pro-
vincial u. 369 de 14 de maio do 1855. Commu-
nicou-se ao director geral da instruccao publica.
Dita.O Sr. gerente da companhia'Pernambu-
cana mande dar transporte para a provincia de
Parahiba no primeiro vapor que seguir para o
norte, ao desertor do meio batalhao da mesma
provincia Joo da Cruz Barbosa e duas pravas de
polica que o cscoltaram correndo por all a des-
peza respectiva.Communicou-se ao chefe de
polica.
Expediente do secretario do governo.
Ofcio ao chefe do. polica.S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia, manda aecusar recebido.o
ofcio de 2 do corrente, sob n. 1,053, no qual
V. S. participa que se acha terminado o processo
instaurado no termo do Ouricury pelo assassina-
to do capito Domingos Alves Branco Muniz Bar-
reto, e que por carta particular lhe coramunicara
o delegado daquelle termo que, tendo sido sub- i
meitido julgamento, foram condemnados os!
reos Alvaro Ernesto de Carvalho Granja a gales!
perpetuas, D. Isabel Adelaide de Siqueira Granja
a 20 annos de prisio simples o Jolvino Silverio
de Alencar Granja e Joo Brasileiro Granja a 20
annos de gales, o absolvidos o coronel Jos Seve-
ro Granja, o capito Zeferino Goncalves de Souza
Granja, appellando o juz do dirilo, e JosTar-
gino Granja o o professor Manoel Francisco de
Souza Peixe, de cujas absolvicoes nao liouvo ap-
pellaco.
Diloo-tfrspBclor dti thesouraria de fazendi.
De or.Iem do S. Exc. o Sr. presidente da provin-
cia, transmiti a V. S. o incluso ofrio da secre-
tario de estado dos negocios da fazenda, datado
de 7 de julho prximo cdo.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Logo quo recebi o officio do V. S. datado do Io
do crreme mez apresenlei a S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia, as mil apolices encaderna-
das que V. S. me enviou para terem esse des-
tino.
Dito ao juz de dircito interino da comarca de
Bonito, bacharel Lourenco Jos de Figueiredo.
Deordem de S. Exc. o Sr. presidente da proviu-
ca, aecuso recebidos os ofcios que V. S. lhe di-
rigi em 9, 19 c 23 do mez prximo ndo parti-
cipando ter entrado na Ia daquellas datas no go-
zo da licenca de 10 dias que lhe foi concedida,
reassumindo o oicrcicio do suis funeces na 2a o
finalmente entrado ua3J no exercici da dejuiz
do direito interino da comarca, no impedimento
do effeclivo, que se acha no gozo de licenga.
Fizeram-se as convenientes communicacoes.
Dito ao director geral de instruccao publica.
S. Exc, oSr. presidenle da provincia manda re-
metter a V. S. as provas quo foram apresenladas
concurso, a que se procedeu, para prehenchi-
mento dacadeira do geographia do Gymnasio,
conforme requisitou V. S. era ofcio de hontem,
sob. n. 137.
Despachos do di* 2 de agosto.
Itequerimentos.
1062 Antonio Thoraaz Tei.xeira Galvo, viga-
rio da freguozia da Granja, no Ceara.Nao tem
lugar o que requer o supplicante.
1063.Antonio Lourenco de Albuquerque Coe-
lho. Nao esli creados s ofcios que requer o
supplicante.
1065Antonio Jos de Souza.Concorra o
supplicante, qnerendo, a nova arrematado dos
impostos que pretende.
1065.Elias Baptista da Silva.informe o se-
nhor inspector da thesouraria de fazenda.
1066.Padre Francisco Virissimo Bandeira,
prefessor publico da povoacao de Bebeberibe.
Passe-se portara considerando o supplicante ha-
bilitado na forma requerida.
1067. Franklin Climaco Pcreira de Souza,
continuo da thesouraria provincial.Como re-
quer.
1068.Joaquim Jos da Costa.Concorra o
supplicante, querendo, a nova arrematacao do
imposto que pretende.
1069.Joo de Moura Florencio, professor pu-
blico da cidade da victoria.Passe-se portara
considerando o supplicanto habilitado na forma
requerida.
1070.Marlinho da Silva Costa, professor pu-
blico de Nazareth.Passe portara considerando
o supplicante habilitado na forma requerida.
INTERIOR.
BIO DE JANEIRO.
ASSEMBLA GERAL LEGISLATIVA
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
SESSAO EM 20 DE JUNHO DE 1860.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
sll horas da manhaa, feita a chamada, adia-
se presente numero legal de Srs. depulados, l-se
e approva-se a acta da antecedente.
O Sr. 1. secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofcio do ministerio do imperio, enviando
por copia o parecer dosengenheiros Neate, Ginty
e Law para completaras informaces relativas ao
morro do Caslello, conforme prometteu no rela-
torio apresenlado este anno assembla geral le-
gislativa o respectivo ministro.A' segunda com-
misso de orcamento e de obras publicas.
Um requerimento de Victorino Pinto de Sam-
paio, porleiro da academia das bellas-artes, pe-
dindo que seja convertida era ordenado a grati-
caco de 200?) que percebe.A' commisso de
penses e ordenados. -
Outro de Marcos de Oliveira Arruda Filho, pe-
dindo autonsaco para fazer exame de anatoma,
cuja aula frequenta como ouvinto, alim de poder
ser matriculado no segundo anno medico logo
que tiver precedentemenie feilo o exame de his-
toria que lhe falla.A' commisso de instruccao
publica.
Outro de Francisco Jos Martins Pamplona, pe-
dindo o lugar de continuo desta comara.A'
commisso de policia.
Sao lidas e approvadas sem debates as segutu-
tes redaccoes : 1.a, do projecto que autorisa o
do Rio de Janeiro sero feitas pelo administrador
do correio da curte.
3. Nomear e derailtir, sobre proposla dos
inspectores, os parteiros o continuos das thesuu-
rarias de fazenda.
4." Nomear o demittir os empreados das rc-
particos especiaos das trras publicas, excep-
cio dos respectivos chefes.
5." Nomear e demitlir, de conforraidade com
os regularaenlos, os ompregados das secretarias
da presidencia, excepcio do secretario.
6." Nomear e demittir, sobre proposla dos
chefes de policia, os empregados das secretarias
de polica, cuja nomeacio actualmente da com-
petencia do governo, 4 excepcio do secretario.
7. Nomear e demittir os" bedeis, continuos,
e porteiros das faculdades de direilo e medicina ;
e bem assim os ofciaes das respectivas secreta-
rias, e os ajudantes dos bibliothecarios das mes-
mas faculdades.
8." Nomear c demittir os seguintes ompre-
gados das diversas repartios dependentes do
ministerio da guerra : amanuenses, porteiros, aju-
dantes de porteiro, apontadores, guardas dos ar-
mazens, feitores, mestros, c quaesquer oulros
jornaleiros, pedagogos, guardas, compradores,
enfermeiros-mres, enfermeiros e ajudantes.
9. Nomear o demittir os erapregados do tri-
bunal do commercio, excepto o ocial-maior.
10. Nomear e demittir os empregados da ins-
pecgo de sade do porto, excepto o inspector.
11. Nomear e demittir os seguintes empre-
gados dependentes do ministerio da jarinha :
amanuenses e porteiros das secretarias das ins-
peccoes_ dos arsenaes, escreventes das diroces,
do patro-mr e dasofcinas, desenhadores,"pro-
fessores de priraeiras letlras, porteiros, e ajudan-
tes dos arsenaes, mestres e contra-mestres e
mandadores das ofcinas, mestres de msica, o
guardas das compauhias de aprendizes artices.
Art. 2." As presidencias de provincia serio
divididas em tres classes :
1." A torceira classe comprehender as
provincias de Santa-Catharina, Paran, Espirito-
Santo, Ro-Grande do Norte, Piauhy e Amazo-
nas.
2." A segunda classe comprehanderi as pro-
vincias de Sergipe, Goyaz, Matlo-Grosso, Ala-
goas, Parahiba e Cear.
3. A primeira classe comprehender as
provincias do Rio-Grande do Sul, S. Paulo, Mi-
nas-Geraes, Rio do Janeiro, Babia, Pernambuco,
Maranhio e Para.
Art. 3. Os presidentes "de provincia de ter-
ceira classe vencero 4:000j de ordenado e 2:000
de gratiQcaco ; os de segunda classe 4:000J) de
ordenado e 4:000$ de gratilicaco, o os de pri-
meira classe 4:0009 de ordenado e 6:000i do gra-
licaco.
1." Alera desses vencimentos, torio os pre-
sidentes transporte gratuito por mar para si e sua
familia at capital da provincia que forem ad-
ministrar, e, quando nio lhes possa o governo
fornecer transporte por trra, tero urna ajudade
cusi na razo do 10J a 20# por cada legua de
caminho.
2. Receberao tambera, como despezas do
primeiro estabolecimento, os presidentes de ter-
ceira classe 2:000?), os de seguuda 3:000J), e os
de primeira 40005.
Art. 4. Os presidentes de provincia que li-
verem como taes servido cffeclivamente durante
vintc annos sero aposentados cora o ordenado
por inteiro, e durante mai$ de dez annos, com o
ordenado proporcional; nao tendo porm logara
aposentadoria cora ordenado proporcional, sem
que so prove inhabilitaco de servico por moles-
lias ou idade avancada."
Ser contado para a aposentadoria dos presi-
dentes do provincia o tempo que tiverem servi-
do : 1., como ministro e secretario de estado :
2., como secretario de provincia c membro do
cooselho de presidencia na razo de dous tercos ;
3., como empregado publico geral na razio de
metnde ; 4.", como empregado provincial na ra-
zo de um terco.
Art. 5 Era qualquer hypothese nao se po-
der conceder aposentadoria sem que tenha pelo
menos cinco annos de servico como presidente.
Art. 6." Os presidentes do provincia que fo-
rem exonerados por deliberaco do governo sero
considerados cm disponibilidade passiva, vencen-
do um terco do ordenado, se j contarem seis
annos de servico nessa qualidade ; e percebero
metado do respectivo ordenado, se forom noraea-
dos membros dos conselhos de presidencia ; nao
devendo accumular esle cora oulros vencimen-
tos.
A disponibilidade passiva durar apenas por
um anno. e a activa nunca mais de cinco succes-
sivamente.
Art. 7." O presidente de provincia que hou-
verexercido esse lugar por espaco de dez annos
ter direilo carta de conselho. "
_ Art. 8." Os secretarios de provincia percebe-
rao metade do ordenado e da gratiQcaco dos
presidentes das provincias em que servirem.
Art. 9. As secretarias das presidencias sero
divididas era tres classes, conforme a calhegoria
das provincias em quo fnnecionarem, o terao re-
gulame-ntos dados pelo governo.
nico. As despezas cora ordenados, gratifl-
cacoes e aposentadorias dos empregados das mes-
mas secretarias correro por conta dos cofres ge-
raes, e sero regulados de maneira que o total
dos ordenados e graticaces dos empregados das
de primeira classe nao exceda a 30:000?) por au-
ta'nak3 de se3"nda a 24:000J, e das de terceira a
18:000?); e que a gratificado, seja sempre cor-
respondente a um terco do ordenado.
Art. 10. Ser creado em todas as provincias
um conselho de presidencia, que se compor de
seis membros as provincias de Ia classe e de
quatronas de i"eS:
Art. 11. O conselho de presidencia ser ou-
vido pelo presidente quando tiver de usar da at-
tribuico que lhe confere o acto addicionaldo sus-
pender a publicacao das leis provinciaes e em lo-
dos 03 negocios sobre que o mesmo presidente
julgarconveniente; sendonestes casos o sen vo-
to meramente consultivo.
Nos negocios administrativos de nalareza
contenciosa ter o conselho voto deliberativo,
havendo recurso de suas decises para o conselho
detestado.
governo especiliear em decreto os ne-
gocios sobre que deve o conselho ter vol deli-
berativo, competindo ao presidente o de quali-
dade.
11 Ar i2' A melade do3 membros do conse-
lho ser de nomeacao do governo, c suas funecoes
durarao era quanto o mesmo governo entender
conveniente.
O governo tarabem designar quem deva
snbslituir estes funecionarios em seus impedi-
mentos.
Art. 13. A outra melade so compor do9se-
gulnles funecionarios, que servirio na ordem em
que vio especificados: Io o arcebispo ou bispo
na provincia em que tiver residencia; 2o o pri-
' racira vae-presidento da provincia ; 3o o presi-
dente do tribunal da relaco ; 4o o procurador da
cora ; 5o o presidenle do tribunal do commercio ;
b o commante das armas; 7o o chefe de policia;
o o inspector da thesouraria geral; 9o os direc
lores da faculdade de medicina e de direito, e 10
os juizes de direilo da capital peUs suas animi-
dades.
Art. 14. Nao se podo ser membro do conse-
lho sem ter a idade de 25 annos completos.
Art. 15. Os servicos prestados pelos mem-
bros do conselho seria reputados relevantes e da-
ro direito caria do conselho, urna vez presta-
dos effeciivaraenle por quinze annos.
_ Art. 16. Devcrc ser preferidos na nomca-
Cao de membros do conselho de presidencia os
presidentes que estiverem em disponibilidade
as provincias
turo, luturo sem (radicos que liguem a serie das
mesmas ideas; como sectario das doulrinas des-
sa escola poltica que nao concebe a grandeza
nem a prosperidade do Brasil sem a mantenca
fiel do dogma da integridado do imperio (apoi-
dos), integridade sera unio eslreila das provin-
cias, unio das provincias sem monarchia cons-
titucional representativa (apoiados): como sec-
tario Analmente das doutnnas dessa escola pol-
tica que repelle, que abomina a anarchia dos tac-
tos, o anda mais a anarchia das ideas, como una
calamidade publica, como um flagcllo social, co-
mo um dcsvairomenlo das paixoessera detrimen-
to da vida, da honra e da propriedafie dos cida-
daos, quera proclamem noressariac til, quando
vem de cima quer necessaria e ulil quando surge
de baixo (muitos apoiados.)
_E com essas crencas, com essas coovicooes e
nao como ultraconservador regressista, segundo
me quahficou o meu honrado amigo, que venho
responder ao honrado deputado cujo discurso me
cabe a honra de rehilar nesle momento ; com
essas crencas que venho perguntar-lhe se o es-
tigma da incoherencia que procurou imprimir na
fronte de todos os nossos homens pblicos pode
por ventura caber-me, pode caber a algum dos
membros do aclual gabinete por advogar a idea
da reforma eleiloral? (Muitos apoiados).
Com estas crencas, cora estas convieces, que
nao dalam de hoje, que nao nasceram com a po-
sicao de ministro, mas que comecaram, desenvol-
vi podondo". porm, servir "as "provincias"" oue* I ^l^3.0.,6 SC 0" 1flrraand, a Proporcio que o
houvcrem administrado seno depois de^3 anuo!ll\"8?; ^a-r.a.z.!?J csc>"ecendo o meu espirito, e
ja tive occasiao de manifestar por mais de urna
vez: neste recinto, que venho tambem perguntar
a illustre opposicao quaes sao os seus meios de
governo, p que iiliacio tem nopaiz? (Apoiados).
O Sr. Marlinho Campos :Quando esliver-
raos no poder, responderemos completamente.
(Oh I oh !) .,
O Sr. Cruz Hachado : preciso que v di-
zendo desdej.
. (lia muitos oulros apaites).
O Sr. Presidenle :Atlcnco 1
O Sr. Ministro do Imperio :Tenho ouvido a
illustre opposicao, Sr. presidente, allegar motivos
lao diversos, raides tao contradiclorias para fun-
laf aSUa d.ive,r8encia. Para justificar a sua bre amigo, como" anda
separacao do gabinete, que impossivel formar-
se_ un juizo seguro acerca das ideas por cujo
tnumpho ella declara pugnar.
A cmara ouvio-a explicar a sua posicao, ora
pelo mysteno e vacillacio quo no meu modo de
pensar manifesta o gabinete acerca da siluacio,
ora pela franqueza, pela lucidez do seu pen'sa-
mento expresso no relatorio dos diversos mi-
nistros;
A cmara ouvio-a apregoar-sc como orgao fiel
c genuino dos interesses e direilos do paiz, o em
vao perscrutou o seu pensamento, para saber
quaes os actos, quaes as medidas propostas pelo
gabinete que encontraram esses interesses. esses
direilos.
Acamara ouvio-a accommetter lio desapieda-
da a alguns membros e poupar a
mathematica (apoiados) ; acompanha ascircunu
lancias do um paiz, determinada pelas diver-
sas situaces do paiz (Apoiados )
OSr. F. Octaviano : V. Exc. nao precia
desdar essas justificaces, nos lhe fazemos jus-
0 Sr. Marlinho Campos : Apoiado
O Sr. Miguel de kravjo : V. Exc. est cohe-
rente com as suas ideas.
O Sr. Ministro do Imperio : Eu hei de pro-
var aos nobres depulados que 09 meus honrados
collegas se aeham nio menos coherentes com as
suas ideas. Nao sei mesmo sobre que ponto ol-
es se achara discordes das opinidesque por ven-
tura tonham apresentado. (Apoiados )
9, o f?"***"0 da Marinha di um ap'arte.
m?X; Ml!llSlr0 f Impeno : -Sobre a refor-
nn eleiloral, que faz o objeclo do presente deba-
te nenhum leve opiniio contraria, e o meu hon-
rado collega, o Sr. ministro da marinha, pronun-
ciou-se francamente nesta casa durante a sesso
passada (Muitos apoiados.) Sobre a reforma ad-
ministrativa anda nao se tinha apresentado nes-
ta casa projecto algum nesle sentido; mas as
ideas dos meus honrados collegas j erara seme-
jantes a essas Que hoje se achara reduzidas a
projecto. (Muitos apoiados.) Onde, pois a inco-
herencia dos meus honrados collegas ? Ser or
ventura a respeito da retomar bancaria ? Terc-
mos de discutir este projecto ; nessa occasiio
retonheceremos quaes sio os que teom abando-
nado as suas bandeiras. (Apoiados.)
O Sr. Franco de Almeida :Aceitamos o com-
e
esle
er
- oulros, que por
cerlo iicou em duvida se ella move guerra ao Ga-
binete, ou se smente a alguns de seus membros
(poiados); se a sua divergencia assenta na des-
conlianca produzida pelos actos pralicados pelo
gabinete, pelas medidas por elle indicadas, ou se
apenas na desconfanos pessoal que lhe inspira
n o" ai,uelle ministro individualmente.
O Sr. Marlinho Campos:Ambas asconsas.
U Sr. Ministro do Imperio :Neste terreno
que o sem conteslacao vantajoso i honrada op-
posicao, porque difficil dello desaloja-la, visto
que um terreno tofo, que se abate sob os ps
quando nelle so procura travar o combate, o ga-
binete v com tal pezardespender-se tanto esfor-
CO, que ousa dar um conselho
Sr. presidente, o gabinete est convencido de
que elle nao pode ser infallivel; est convencido
de que pode ter errado era urna outra occasiio, e
do que podo mesmo nao ser o mais conveniente
o seu pensamento acerca desla ou daquello me-
dida. No antagonismo dessas ideas ha fundamen-
to razoavel para que a honrada opposicao formu-
le o seu programma. Tome ella essa bandeira,
desenrole-a e venha cora ella ao combate. Mas
dizer-se que a opposicao nio precisa de fazer
programma porque nao governo, theoria para
mira nova e incoraprehensivel I
E essa doutrina, Sr. presidente, vai grassando
no paiz como urna doutrina sa do governo repre-
sentativo. (Apoiados).
Se o gabinete tem obrigaco de formular o seu
O Sr, Mynstro do Imperio .-Por omquan-
to, Sr. presidente o que faz parte da discusso
o projecto da reforma eleiloral ; e sobre e<
poni principalmente que eu lenho de respond
ao meu illustre amigo, deputado pela provincia
do Rio de Janeiro.
S. Exc. nao sabe ainda qual o pensamento
do gabinele acerca da reforma eleitoral. S Exc
vio no relatorio do ministro do imperio urna opi-
niao isolada, e ainda carece que o gabinete ve-
nha declarar qual o seu pensamento acerca do
projeclo quo ao acha era discusso I...
roo anda resta duvida no animo do meu no-
inda pode restar duvida no
espirilo de alguem, venho hoje solemnemente fa-
zer a declararao de que esse artigo do relatorio
do imperio acerca da reforma eleitoral foi lido;
combinado e aceito por todos os membros do ga-
binete. 6
Os Srs. Ministros da Guerra e da Marinha
Apoiado.
O Sr. Ministro do Imperio : Porlanlo ah
esta consignada, nao a opinio individual do mi-
nistro do imperio, mas a opinio de lodo o gabi-
nele, como podera atesta-lo os nobres ministro-
que so acham presentes.
Os Srs. Ministros da Marinha e da Guerra
Apoiado.
O Sr, F. Octaviano
tunidade da lei....
da dala em que deixarem o lugar.
a Art. 17. O conselho se reunir pelo menos
duas vezes por mez ; nao podendo, porm, func-
conarsera metade e mais um de seus membros.
O presidente da provincia dirigir os trabalhos.
Art, 18. Os pareceres do conselho sero da-
dos por escriplo.
Art. 19. Os membros do conselho de presi-'
dencia nao percebero, como taes, vcncimenlo ai-
gura.
Art. 20. Quando o conselho de presidencia
f unccionar as provincias de Ia classe com cinco
membros, e as de 2a o 3a com tres, o presidente
da provincia ter voto deliberativo, alm do de
qualidade.
Art. 21. Ficam revogades as disposicoes em
contrario.
Paco da cmara dos deputados, em 20 de ju-
nho do 1860.Joo de Almeida Pereira Filho
O Sr. Almeida Pereira (ministro do imperio.
Silencio]:Sr. presidente, entend conveniente,
o mesmo julguei que me cabia o dever de nao fa-
tigar a attenco da cmara senio quando a isso
fosse impellidopor motivo ponderoso, por neces-
sidade indeciinavel.
Como membro de um gabinete que lem a feli-
cidade de ver a sua frente um dos tlenlos mais
bullanlos da nossa tribuna, urna das intelligcn-
cias mais vigorosas do nosso paiz, cora justa ra-
zo incorreria era censura se me deixasse domi-
nar pela pueril vaidadede pretender tomar-lhe a
dianteira as discussoes desta casa, e manifestar
melhor do que cito a opiniio do gabinete acerca
da situacao e das medidas que o governo conside-
ra convenientes e indispensaveis para occorrer s
nocessidades dessa situacao.
Como membro de um gabinete solidario, cujo
pensamento por mais do urna vez lera sido clara
e francamente manifestado nesle recinto pelo di-
gno Sr. presidente do conselho, com muito maior
fundamento so rae imputara como urna falla in-
justilicavel a velleidado do pretender melhor do
quo elle esclarecer a cmara e o paiz acerca da
marcha quo o gabinete enlendo mais convenien-
le imprimir aos negocios pblicos, acerca de seus
actos, de suas ideas e de seu programma.
Esta maneira de pensar impz-me silencio al
este momento ; e to justo e manifest me pare-
ca este motivo, que nunca me passou pelo espi-
rito a idea de quo cflsilencio pudesse ser-me im-
putado como urna falta. Ainda nao tinha lido
necessidade de vir tribuna explicar acto algum
da reparlico que est confiada aos meus cuida-
dos ; ainda nao tinha chegado a occasio de pre-
cisar vir tribuna defender-me de censuras que
por ventura se me tivesse feilo; o discurso, po-
rm, do meu dislincto amigo, deputado pela pro-
vincia do Rio de Janeiro, veio desvanecer essa
doce illuso que nutria, veio demover-me do pro-
posito em que eslava, e compellir-me a romper
hojeo silencio, e a vir tambera por minha vez
tribuna para defender o gabinete de censuras in-
fundadas, dearguices injustas que lhe teem si-
do dirigidas pelos honrados membros que consti-
tuom a pequea opposicao desta casa, e com es-
pecialidad polo meu illustrado amigo, a quem maioria, e para isso necessario,"que~opa'iz7aib'a' l.inna ainda Pasado por provaces taes que pu-
me cabe a honra distincla, mas dolorosa, de res-' d n'"<5 >"
A. questo da appor-
Vozes : Esta explicaco foi pedida.
O Sr. Ministro do Imperio : Sr presidenle
o meu illustre amigo, deputado pela provincia'
do Rio de Janeiro, com aquelle lino laclo quo
iodos lhe reconhecem. com aquella illustracio
que a cmara nelle applaude, procurou demos-
trar a inopporlunidade do prsenle projecto ; e
para fundamentar esta sua opinio foi buscar o
argumento-que estando a caara as vesperas
de urna eleicao, poderia a voz publica accusa-la
ue ler leito pacto com os ministros, e arruinar o
seu prestigio, arguindo-a de haver aceitado con-
dicoes impostas pelo ministerio.
ducenteargUmenl' Sr" presidente> 6 conlrapro-
Jusiamente porque a cmara tom de breve-
mente comparecer peranle a opiniio do paiz.
deve ter mais cheia da consciencia do seu de-
ver, deve ter mais consciencia no emiltir
iranqueza sua opinio acerca do projecto.
poiados.)
Se a opinio do paiz, como disse o meu nobre
amigo, condemnou desde j esse projeclo, os
membros da cmara que tiverem de votar por
e le terao de passar pelo verdiel da opinio pu-
com
(A-
blica, tero de' sujeilr-se
cios eleiloraes.
s provas dos cotni-
Foi esse, Sr. presidenle, o argumento mais tor- -
teque se apresentou para combater a opportuni-
dade do projeclo.
A outra razo para combater essa opportunida-
e refera-se mais conveniencia da lei. O meu
razao porque combate o gabinete. (Muitos apoia-; "re a"go ponderando que o rgimen actuar
dos). A minora deve aspirar converter-se em j !na s,do aceito pelo paiz, argumenlou que nao -
ponder neste momento.
Sob dous pontos de visla, Sr. presidente, pode
ser considerado o discurso do meu honrado ami-
go ; sob o ponto de vista histrico e sob o da con-
veniencia e opportunidade do projecto de lei que
faz o objecto do presento debate. Eu procurarei
acompanha-lo na mesma ordem de ideas, embo-
ra desde j convencido do que nao poderei de-
mov-lo de sua opinio, embora apenas esperan-
Cado do que somente custa de grande esforco,
custa de grande sacrificio, poderei destruir a ar-
gumentacio que elle offereceu consideracio da
cmara, nao porque ella seja solida, mas porque
me faltam as habilitacoes precisas para combater
tao grando tlenlo, la'nta illustraco. (Nao apoia-
dos.)
Antes, porm de entrar nesta apreciaco, seja-
rao permiltido aproveitar este ensejo para fazer
urna declaraco.
Venho hoje tribuna, Sr. presidente, nao co-
mo ministro director exclusivo da poltica do ga-
binete, segundo a phrase do meu illustre amigo,
deputado pela provincia do Ro do Janeiro e dis-
lincto representante do districto eleitoral de Vas-
souras, mas como um dos seis ministros respon-
saveis que tem na soluco dos negocios confiados
ao gabinete, nos seus actos, as medidas por el-
le indicadas ou propostas s cmaras, a mesma
responsabilidado que os seus collegas ; que cora-
prohende a mantera o principio da sonaariedade
ministerial em toda a sua extenco, e est promp-
lo, como cada ura de seus colle'gas, a responder
por lodos os aclosdo gabinete como se todos fos-
sem immediatamento seus. (Muito bem I muito
bem I)
Venho tribuna, nao como ultraconservador e
regressista, segundo ainda, alravs da lente cora-
da de que se usar, vio-me o mesmo illustre de-
putado em cada periodo, em cada phrase, em ca-
da palavra do relatorio que live a honra de sub-
metter Ilustrada consideracio de ambas as ca-
sas do parlamento ; mas como quera nunca leve
pejode publicamente, face de todos, nesto re-
cinto e fra delle. confessar-se francamente con-
servador (apoiados); como quem ainda hoje nao
lem pejo de fazer essa confisso explcita, e pedo
a Deus que nunca o tenha (apoiados); como sec-
tario das doutrinas dessa escola poltica que nao
concebe liberdade sem ordera, ordem sem le, lei
sem auloridade, o autoridade sem torca (muito
bom); como sectario das doulrinas dessa escola
poltica que nao concebe neste paiz democracia
sem realeza, realeza sem povo, povo sem garan-
ta de direilos, garanta de direitos sem divisao
de poderes, divisao de poderes sem independen-
cia e harmona entro elles, harmona e indepen-
dencia sem poder neutro, quo seja a chave e mo-
dere, quando nociva, a accao dos outros poderes,
poder neutro finalmente sem irresponsabilidade
(apoiados; muito bem I muito bem'); como sec-
tario das doutrinas dessa escola poltica que nao
aceita a destruico como acto preparatorio e fun-
damental para edificacao, edlficacao sem progres-
so, progresso sem conservaco, conservaco sem
passado, passado sem presente, presente sem fu-
0 nosso pro-
Campos :Mas apresentou-o
de antemo as suas ideas.
O Sr. Martinho Campos :E'
gramma....
O Sr. Ministro do Imperio :E, Sr. presiden-
te, minoras que abandonam as ideas, quo nio
lera nexo era principios, e era sesubmettem a
um complexo do doutrinas, podem alguraa vez,
em qualquer paiz regular, consttuir governo?
(lia diversos apartes).
Se anda resta duvida honrada opposicao
acerca do pensamenlo do governo, acerca do seu
programma, eu lhe perguntareise por si s nao
podo constituir um programma o projeclo apre-
sentado na cmara vitalicia pelo honrado Sr. pre-
sidente do conselho, afim de regularisar o crdi-
to, arrancando a fortuna publica e particular ao
cahos emquejazcm? (Muitos apoiados). Pergun-
tareise nao pode por si s constituir um pro-
gramma o projecto de reforma administrativa
que eu Uve a honra de submeller hoje consi-
deraco da cmara?
O Sr. Marlinho
hoje.
O Sr. Ministro do Imperio :Apresentei-o ho-
je ; mas o pensamento cardial desse projecto est
consignado no meu relatorio.
O Sr. Marlinho Campos :Eu confessei....
O Sr._Ministro do Imperio:Perguntarei se
por si s nao pode valer um programma a poli-
tica seguida pelo gabinete as margens do Prata.
(Apoiados).
Perguntarei ainda se no*pde por si s cons-
tituir um programma o projeato que se acha em
discusso ? (Muitos apoiados).
E ainda, Sr. presidente, poder a opposicao
apresentar-se ao paiz, ainda podera vir a este
recinto dizer ao ministerio :
Vos nao tendes ideas, nao tendes poltica
clara o definida ; e segus um systema vascillan-
to e contradictorio ?
O Sr. Miguel de Kraujo :Nao tendes coheren-
cia de ideas.
O Sr. Mtnisro do Imperio:Coherencia de
ideas? O que chama o nobre deputado coheren-
cia de ideas? Ondo est a falta de coherencia de
ideas ? E diz-se isto depois que o gabinete apre-
sentou o seu pensamento, o declara formalmente
que solidario acerca de todas as medidas pro-
postas, acerca do lodos os seus actos ?
O Sr. F. Octaviano :No procedimento deste
anno nao pode provar coherencia com o procedi-
mento do anno passado.
O Sr. Uiguel de kraujo:-Sem duvida ne-
nhuma.
O Sr. Ministro do Imperio :V. Exc. o
nos proprio para nos lancar isto em rosto.
O Sr. Miguelee kraujo d um aparte.
O Sr. Ministro do Imperio :At este mo-
mento nao me aecusa a consciencia de ter aban-
donado as minhas convieces. (Muitos apoiados).
O Sr. F. Octaviano :Apoiado.
O r. Ministro do Imperio : E' urna verda-
de, seohores, que no governo muitas vezes nao
se pode deixar de modificar algumas ideas. (Mui-
tos apoiados.)
A poltica u&o urna sciencia exacta como a
me-
djcsse ser conderanado, e querendo fazer sentir
isto a cmara, procurou tragar a historia do an-
tigo rgimen o a do novo systema. Mas nesso .
esboco histrico o meu nobre amigo leve por
proposito provar que os orgos genuinos da opi-
nio liberal havio coudemnado as ideas capi-
taes do presente projecto. Nisso foi infeliz.
1 erguntarei ao meu nobre amigo se o gran-
de e dislrincto Paula e Souza, se o nao menos
dislincto seuador Vergueiro, podem ser conside- -
rados como orgos genuinos e liis da opinio-
liberal no paiz ?
o Sr. Martinho Campos:Os verdadeiros mes-
tres della.
O Sr. Ministro do Imperio : Como sao estes,
os verdadeiros mostres da opinio liberal, vou
ler o que ellos disserara em relaco s ideas ca-
pilaes do projeclo sujeito discusso. A cma-
ra ver que esses dislinctos orgos da opinio
liberal adoptavam justamento as ideas capitaes
conlidas no mesmo projecto.
O Sr. Paula e Souza disse em 1848 :
Julgava muito mais til a eleico por cirlu-
los : mas nao tomando por base o numero dos
depulados, por que assim ficariam muito limita-
dos ; os prepotentes nicamente que nelles ha-
yiam de influir. Sendo cientos mais extensos,,
ja havia mais probabili.lade de diminuir a influ-
encia desses prepotentes locaes. Por isso julga-
va melhor serem tantos os circuios quanlos se-
nadores.... Podia mesmo haevr maior numero
de candidatos, eaeleicao apresentar maior proba-
biltdade, nao s de mais sinceridade, e morali-
dade, como de melhor acto a respeito dos candi-
datos.
O Sr. Pinto de
( Riso. )
O Sr. Ministro do Imperio :
ma occasio o Sr. Vergueiro :
Se mo o concurso de lodos os eleitor**.
para todos os deputados, parlir agora para um
extremo opposlo de receiar que venham maio-
tes niales. No Brasil nao est a civilisaco suf-
Qcientemenle estendida pelos lugares longinquos
das capitaes; ella concentra-se as capitaes.
vai-se estendendo d'ahi, e nos nossos sertes nac-
ha tanta civilisaco. Ora, a fazer-se distrclos-
de um s deputado, necessariamente ho de ha-
ver districtos onde a civilisaco esteja pouco es-
tendida ; e aqu a escolha nao pode ser muito
boa. Tem-se dito, e verdade, quo ha lugares
em que nao preciso ser grande personagem pa--.
ra ser potentado e impor a lei a seus vizinhos.
Em lugares pouco povoados, remotos da civilisa-
co, pouco basta para preponderar. Ora, isto
um inconveniente que causa desordens, e receio
por isso passar de um extremo a outro de um
salto.
O Sr. Torres Homem : Isto decisivo.
O Sr. Ministro do Imperio : Taes sao as
opindes dos dous Ilustres orgos da opinio li-
beral. Infelizmente a Providencia chamou muito
cedo o tmulo o Sr. Paula e Souza, que assim
nao pode sustentar a sua opinio quando se tra-
tou da lei dos districtos eleiloraes.
O Sr. Karinno Campos i um aparte.
Campos : Magister dixit.
Disse na mes-


L
1
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 6 DE AGOSTO DE 1B60.
r
r,
O Sr. Ministro do Imperio : Aiuda, seuho- a&Q "Va18 bnlhanle,, ruis cecunaa mus liar-
es, se laucar ao gabinete o estigma de querer ; foma do que sob o antigo rgimen ? Os Andra-
I das, os Paula Souzaa, os Vergueiros, os Alenca-
-res
fazer -triuniohar as ideas ultra-conservadoras,
juerendo a adopco do projeclo sujeito ao de- | ^JJ Alves
bate, quando o gabinete se apadrinha com a pi- ,""
uio de dous homens que nao podem ser suspei-|
los ao partido liberal 1 ( Muitos apoiados. '
O Sr. F. Oclaviano: Isto prova o que cu
disse da coherencia dos nossos homens polticos.
O Sr. Ministro do Imperio: Islo prova que
a reforma do mitigo rgimen eleiloral nao foi fri-
ta como urna exigencia da opinio liberal, nao
fui (vita, como disse o nobre depulado....
orgaos da opinio liberal, sob que systema vive-
ram f sob que systema appareceram ?
O Sr. F. Oclaviano : Nao havia anda essa
corrupgo que depois houve.
O Sr. Ministro do Imperio Enlo o mal nao
vinha das instituiges, do rgimen, o mal liuha
outra origem.
Mais disse-se anda, Sr. presidente, a le dos
circuios a lei mais importante desle reinado ;
O Sr. Martiuho Campos : Seria urna exi- > le por excellencia que deu carta de naluralisa-
cencia dacora, como se disse na discusso? 1 ta0 a muilos cidados brasileiros, a lei que
Muitos Srs. Depulados : Nao apoiado. I al""'0 a Prla d parlamento aos talentos. De que
O Sr. Ministro do Imperio : E' necessario talentos se falla ? e do talento que foge da luz,
que o nobre depulado comprehenda a sua posi-
cao neste recinto; o regiment da cmara ex-
iiressamente prohibe que se envolva a corOa as
discusses. ( Muitos apoiados. )
O Sr. Marlinho Campos d um aparte.
O Sr. Ministro do Imperio : A cora deve
estar collocada, em nossas discusses, na altura
que Tlie marca a constituirlo.
O Sr. Marti/tito Campos : Os ministros sao
os qu teem trezido a cora para a discusso.
O Sr. F. Oclaviano : O nobre depulado nao
firoerio um heresia dizendo que o pensamenlo
O .Sr. Torres llomem : 0 nobre deputado
ao pode dizer islo.
( Ha oulros apartes, entre os quaes se distin-
gue o seguinte : Por culpa de V, Ex., que ne-
ga responsabilidade ao poder moderador. )
O Sr. Ministro do Imperio : E ainda neg ;
es actos do poder moderador nao podem ser in-
fluidos directamcnle pelo ministerio.
O Sr. Alhayde : Apoiado. Isto da cons-
tituico.
O Sr. ministro do Imperio : A doutrina con-
traria, que sustentam o nobre deputado e os seus
amigos, subversiva das inistiluiccs constitu-
cionaes. i Muilos apoiados )
O Sr. Fausto de Aguiar : Em quanlo exis-
tir a coiisliluirae que temos....
O Sr. Ministro do Imperio : Em quauto li-
verraos a constituidlo que felizmente rege o paiz,
o poder moderador ha de ler a privativa compe-
tencia" nos actos que lhe esto marcados na mes-
da grande publicidade para esconder-se no re-
canto da aldeia? O homem de talento, oeste
paiz, mais ou menos apparece (apoiados); mas
tarde ou mais cedo elle sobe s posicoes mais
elevadas.
Como, pois, o actual rgimen pode ser defen-
dido por que abre a porta aos talentos ?
a encara de ser desastroso, desapparec com u
sys'.ema do projeclo.
(Ha differentcs apartes}.
Eu desejava que o meu nobre amigo podesse
tomar a responsabilidade dos (actos destas sr.e-
nas do desolago que provavelmenle, se nao
pasear esta lei, lerao de apparecer na prxima
eleico. (Apoiados)
O Sr. Marlinho Campos :Cora presidentes
como os da provincia de S. Paulo, em verdae
deve-se ter algum receio.
O Sr. Ministro do Imperio :E o governo
que se deve collocar frente da eleigo para evi-
tar csses acootecimentos 1
O Sr. F. Ociaviano '.Apoiado.
O Sr. Ministro do Imperio :Quando ouco os
nobies deputados que se dizem orgaos da opi-
nio liberal pedir a intervengo do governo....
O Sr. Marlinho Campos: Nao entregue a
administrarlo das provincias a bobos, o que eu
pego.
0 Sr. Ministro do Imperio'.V. Exc, quanlo a
mun, nao deve usar na iribnna de urna lingua-
gera lao inconveniente. (Apoiados). Essas suas
Os Srs. Marlinho Campos, Oclaviano e outros,' patarras nao servem seno para desmoralisar o
dao apartes
Nao queiram VV. EExcs. envenenar minhas
palavras ; antes de ser ministro, euj era mem-
bro desta cmara ; nao serei eu quem veoha lau-
car o desprestigio sobre ella....
O Sr. F. Oclaviano d ainda um aparte.
O Sr. Minis/ro do Imperio :V. Exc. foi mem-
bro desta cmara sob o autigo rgimen : V. Exc.
nao precisava dos circuios, como elles se acham
para apparecer na nossa scena poltica com o bri-
lho com que teru apparecido- (Apoiados.)
o
principio da autoridado. (Apoiados).
O Sr. Marlinho Campos:Para raoralisir.
O Sr. Uinistro do Imperio : Se o presidente
que actualmente administra a provincia de S.
Paulo tem os deleites qu o nobre deputado
aproga...
O Sr. Barros Pimentel : E' maito diguo,
nem o nobre deputado podo conhecer outro mais
digno. (Apoiados e apartes.)
O Sr- Ministro do Imperio :.. se o nobre de-
pulado enleude que esse presidente nao pode ad-
Mas, Sr. presidente, o meu nobre amigo que t ministrar a provincia de S. Paulo, ven'ha a" ca-
suppuuha que o projecto actual seria condemua- mara denunciar esses fados, para que o governo
do pela opinio liberal de paiz, bascando-se na possa cumprir a sua raisso. (Apoiados.) Masem-
opimao de dous orgaos genuinos, eis dessa opi- qunnto o governo eslivor convencido de que esse
niao, anda nos disse que era urna irona amarga presidente marcha convenientemente do que
que era um sarcasmo dizer-se que este projeclo lia0 desmeulio o conceilo que o eovrno delle
coutinha ideas lrberaes, e procurou demonstra-lo foz quando 0 norueU para esse alto cargo, V.
cora o que so passa em outros paucs. Anda *., sem qil0 venna deUDli aqui e provar os
aqu o meu nobre amigo foi infeliz ; anda aqu faclos de auusos por elle C0Mmelld03 na0 p6de
podecei provar o contrario cora as opinioes de usar da inguagem de que ha pouco usou.
muitos homens notaveis. de muilos escriptores 0 Sr. Ferreira de Aguiar : Tem o
da escola liberal da Franca acerca dos dislriclos' de instruir
eleitoraes.
Ainda hontem o meu nobre amigo deputado
ma cousttticao ; suas atlribuices esto ahi bera pela Baha citou a opinio de Carn, que nao po-
defnidas. I de ser suspeita, como raembro do antigo partido
O Sr. Franco de Almaida : Ninguem negou liberal de Franca ; cu boje cilarei a opin'ao de
isto. V. Exc est fazendo um caslello. .. | outro escriptor, para comprovar que a opinio li-
O Sr. Ministro do Imperio : Ou cu nao ; heral da Franca sempro coudemnou os dislriclos
romprchendo o que responsabilidade dos mi- como nos os temos:
nislros, ou os uobres depulados eslo em com-
pleto erro.
O Sr. Franco de Atinada Pode ser nma
das duas cousas.
O Sr. Ministro do Imperio : Sr. presidente,
cu direi apenas mais algumas palavras sobreest
objecto para mostrar o absurdo da opinio pro-
fesada pelos honrados membros.
Se actos do poder moderador devem ser rafe-
rendados pelos ministros, lendo elles directa in-
Ouencia nesles actos ; se o gabinete deve ler a
responsabilidade legal delles, enlo, senhores,
vs que professais as doulrinas liberaes, hoveis
do ebegar ao seguinte resultado; haveis de con-
cncer-vos de que lia um poder activo superior
aos outros, un poder nico no paiz, o poder exc-
tulivo. ( Muilos apoiados. )
o Sr. F. Octaviano : E' o poder da opi-
nio.
( Sr. Ministro do Imperio : Se um minis-
tro pude recusar sua assignalura a um acto do
poder moderador, porque julga esse acto incon-
veniente ; se pode dcixar de fazer publicar actos
que sao da competencia privativa desse poder,
A experiencia que temos feito, ha cincoenta
annos, nao demonstrou que as escolhas foram
tanto mais acertadas quanlo uraui mais numero-
sos oscollegios eleitoraes ?
O que acontece naseleicoes fraccionadas com
quesedulou. o paiz? Os inleresses locaes inva-
dem de modo assustador ; os grandes inleresses
da patria sao esquecidos.
Nao mais o mrito, nao a capacidade.uo
sao os serviros prestados que conslituera
Aguiar :' Tem o direito
urna discusso acerca dos actos do
Sr. Dr. Polycarpo de Leo, o nada mais. (Apoia-
dos.)
O Sr. Sergio de Macedo: O Sr. Dr. Polycar-
po de Leo servio coinigo em Pernambuco, c
servio mnito bem. (Apoiados,)
O Sr. Ministro do Imperio; Sr. presidente,
devo terminar o meu discurso. E' do crer que a
discusso tome longa espanco, do crer que eu
ainda tenha de vir tribuna" defender c projeclo
de que tratamos ; mas antes de concluir permit-
la-se-me responder urna ques'.o que fez o meu
nobre amigo, a urna iulerpellaco que dirigi ao
gabinete.
O meu nobre amigo perguntou se este projeclo
pode ser considerado como medida go'ornamen-
tal, ou nao. J no comeco do meu discurso de-
clarei que o gabinete er'a solidario acerca desta
;oyeruo, porque lez delia questo e nao porque
elizmento a maioria da cmara pensa a respeito
delta uniformemente e de accerdo com o gover-
no. (Apoiados.)
0 Sr. F. Oclaviano: illudir a pergunta.
O Sr. ministro do imperio : O governo nao
precita fazer da passagem desse projecto quesio
de gabinete. Se se desse a hypothese figurada
de hater urna maioria compacta e uniforme que
preteodesse hoslilisar o gabinete, tomando este
drojeclo por ponto de apoio. o gabinete, compac-
to e uniforme acerca do seu pensamenlo em re-
lacao situscao do paiz, havia de saber cumprir
a missao que lhe fot confiada pela coroa, ou pro-
pondo a dissoluco da cmara, ou retirando-se
do poder se entendesse que era islo mais conve-
niente. (Apoiados )
Mas quando nao se chegou ainda a este caso
extremo, nem se podo de leve suspeitar que elle
se realise ; quando o governo nao precisa exigir
sacrificios de alguns amigos seus que com elle
pensam de accordo sobre todas as outras ques-
toes, podeodo apenas divergir em um ou outro
ponto secundario, o govetno ha de vir sem neces-
sidade fazer questo de gabinete, como se sua
missao fosse estar constantemente fazendo ques-
tes de gabinete de todas as medidas que vierem
discusso.
O gabinete nao aceita imposcoes da maioria ;
necessario que o nobre deputado se convenga
disto: o gabinete quer marchar de accordo com
a maioria da cmara ; mas nao quer receber as
imposigoes da maioria, porque faltara sua mis-
sao apparocendo peranle o paiz como nao lendo
opinio sua. O gabinete ha de marchar com a
maioria porque est convencido de que a maioria
pensa de accordo com elle, quer o que elle quer.
(Apoiados.)
Feita esta declaraco, Sr presidente, nada
mais resla-rae dizer em resposla ao meu nobro
amigo depulado pela provincia do Rio de Janei-
ro ; antes, porm.de sentar-me, consinta V. Exc.
que eu agradeca ao meu nobre amigo a maneira
benvola, senipre delicada com que se aprsenla
na irilmn i combatendo os seus adversarios.
(Muito bem Muito bem! O orador compri-
raeutado por muitos senhores deputados).
SEGUNDA PARTE DAORDEM DO DA.
Forca naval.
Procedo-se volaco do requerimento de cn-
cerramento da discusro do art. Io da proposta do
governo, que fixa a forca Raval para o anno fl-
nanceirode 1S61 a 1862," oiTerecido pelo Sr. Tobas
Leilc na sesso aulecedeule, e approvado.
Posio a votos o artigo da mesma proposta,
tambera approvado.
Entra em discussSo o art. 2o, que approvado
sem debate.
L6-se, apoia-se, e entra em discusso o artigo
additivo impresso da cornmisso c marinha e
guerra.
O Sr. Paes Brrelo (ministro da marinha) :
annua'lineule concedidas para com o producto
dcilas construir-so o asyloae invlidos.
O Sr. Peixoto de Azevedo : Tenho muito
prazer vera ouvir a V. x. : r.ompromello-me a
apresentar emendas no orcamenlo a este res-
peilo.
O Sr. Ministro da Marinha : Parece-me,
Sr. presidente, que o nobre deputido proceden-
do por esle modo faria um servico mais real e
valioso do que esse que consiste em dirigir ac-
cusaces ao governo por nao ter feito aquillo que
elle com os recursos do que dtspo nao pode
fazer.
O Sr. Peixoto de Azevedo : Por que devla
coniecar.
O Sr. Ministro da Marinha : E de que ser-
vida comocar desde j urna obra que com cer-
teza se ter do abandonar muilo antes da sua
coucluso? Para ter o goslo de ver destruido
pelo lempo tudo. ou grande parte do que se hou-
vesse despendido ?
O Sr. Peixoto de Azevedo : O cerlo que
um ministro romprou um edificio quando a quan-
lia nao era tal como a que hoje existe.
0 Sr. Ministro da Marinha : A casa com-
prada por um dos meus antecessores nao foi com
o dinheiro destinado ao asylo de invlidos.
Sr. presidente, o nobre depulado deixando este
assumpto, oceupou-so com a ordera que exped,
mandando cessar as gralificacoes que, seguudo
disse S. Ex percebiam os olliciacs da armada
que se achavam incumbidos do estudo eexame
das nossas cosas, portos e barras, a ti ni de que
pudessem ser empregados como pralicos.
O nobre deputado foi mal informado por quem
lhe disse que exisliam officiaes da armada em-
pregados nesso estudo. O que havia era o se-
guinle : quando algum oflicial dispensava em al-
guma navegaco costeira o pralico, que, segundo
as ordens existentes, devia trazer a bordo, per-
cebia metade da gratificado que competa ao
pratico, se elle houvesse embarcado. Somc-nte
um ou dous officiaes perleucentes a eslaco do
Rio da Prata percebiam urna gratificarlo mensal,
porque elles nao precisavara de pralicos a bordo
dos seus navios, pelo conhecimento que linham
daquclla navegco.
Eu entend, Sr. presidente, de accordo com a
cam destruidos do todo, acham-so diminuidos
consideravelmenle.
O Sr. Peixoto de Azevedo :Eu fallei da inexe-
cucao das ordens, no caso que exislam, como so
iffirnot,
O Sr. Ministro da Marinha : Sr. presidente,
o nobre deputado passando a outra ordem de
consideracoes, Iratou da sua provincia, que elle
chamou infeliz, apresenlindo-a como abandona-
da pelo governo.
0 Sr.Peixoto de Azevedo : V. Exc. me est
emprestando proposices que nao emni.
Sr. Ministro da Marinha:Eu entend que
V. Exc. ceosurava o governo por dcixar a sua
provincia em abandono.
O Sr. Peixoto de Azevedo : Nao disse fslo :
u al afflrmei que o governo liona lido muitas
vezes muito boa vonlado para com ella.
O Sr. Ministro da Marinha : Mas acrescen-
lou que essa boa vonlado neuhum resultado -
nlia proiuzido.
O Sr. Peixoto de Azevedo : Porque os seus
delegados nao teem execulado as ordens.
O Sr. Ministroda Marinha :Pois bem : o no-
bre depulado reeonhe.ee a boa voolade o os es-
forcos que o governo lem empregado para pro-
mover a prosperidade da sua provincia ; mas as-
severa que esses esforcos teem sido improGcuos,
que essa vontade lem ficado estril.
O Sr. Peixoto de Azevedo :Algumas vezes.
O Sr. Ministro da Marinha : Sr. presidente,
o nobre deputado exprimindo-se por este modo
esqueceu-se de certo das vanlagcns que a pro-
vincia de Mato-Grosso tem obtido nestes ltimos
lempos, dovidos a esforcos incessaules do gover-
no imperial. O nobre deputado esqueceu-se des-
ses tratados celebrados com os estados vizinhos,
e que deram sua provincia um porto de mar;
esqueceu-se do contrato em virtude do qual foi
ella dotada com urna navegaco regular vapor;
esqueceu-se do estabolecimento de Itapura crea-
do e manlido com tanto dispendio, afirn de faci-
litar as conimunicaces pelo iulcrior com a sua
provincia. (Apoiados.)
O Sr. Peixoto de Azevedo d um aparte.
O SrJlinisto da Marinha : O nobre deputa-
do sabe que esso cstabelecimenlo, aind3 em co-
meen, no pode desde j produzir todos os resul-
"
-
grandes
nientes, o enlo exped o aviso a que o nobre de-
putado se referi. No meu entender nao pos-
sivel que um comraandanlo de navio, que lem
constantemente muitas e variadas obrigacoes a
desempenlur a bordo, possa ao raesuio lempo aseverado"
preencher as funeces de pratico. O servigo do q Sr Peixoto de
communicaces mais face's e rpidas com as ou-
tras provincias do imperio. (Apoiados.)
O nobre depulado esqueceu-se da creacao era
sua provincia de una eslaco naval, qu cont
cinco vapores, e nao Ires como S. Exc. nos tem
Azevedo Nao pode ler
pratico exige mullas vezes que so passe urna noi-; cinco"; V. Exc. est se comprometiendo.
te inleira sera dormir, e que de da se esleja cons-
tantemente atiento para a marcha c direceo do
navio: os deveres que impe o commando nao
cmaras em que so encontrara todos os vicios de
suaorigem ; pequeas paixoos, intrigas misera-
veis, lulas de pessoas. era que ointeresse nacio-
nal desapparece, e o paiz inteiio, que pouco a
pouco se enleva e se acostuma ao espectculo
deste antagonismo sein graudeza e destas discus-
ses sem dignidade.
Nao, nao exacto que as cleicoes feilas por
grandes massas possam dar jamis resultados
to funestos naco. Tndo se engrandece e
se eleva ao coiilacto das assemblas numerosas ;
o egosmo nao ousa mostrar-so, eas persenilida-
os ministros consliluiro "o nico poder neste. des, sempre mesquinhas, se pejariam do aprc-
paiz, porque pudero nter vir o annullar o poder sentar-se aellas. Nao se deve fallar seno do
judiciario, usando a seu arbitrio da faculdadc de ; povo, de sua vida poderosa, de seus altos desti-
graciar ( muitos apoiados ); podero os niiuis-, nos, quando se falla do povo. Os pequeos lio-
tros influir no parlamento, e annullar os seus ac-
tos recusando asancro aos actos do poder legis-
lativo.
O Sr. F. Oclaviano : E o imperador sanc-
ciona leis sem o conselho dos ministros 1
da cora.
collocar-se-hiam neste caso cima
i Multes apoiados, muito bem. )
E sao os que dizem professar ideas liberaos OS I nloTibe'raf do'paiz!
que querem nulltucar o elemento permanente
para dar preponderancia ao clemenlD transito-' O Sr. F. Ociaviano : nicos nao, senhor
rio! { Muilos apoiados. ) cu al tenho a V. Exc. como liberal.
U Sr, F. Octaviano : Infeliz da coia se s | O Sr. Mini-tro do Imperio :Prczo-me de
cnconlrasse seis ministros para assignar os seus ser liberal porque son conservador. (Apoiados).
actos ( Heclarn.ires.
O Sr. Ministro do Imperio : E' necessario,
Sr. presidente, fazer una distinreo acerca da
assignalura do ministro nos actos do poder nio-
derador e do poder oxeculivo. (Juando um mi-
nistro assigna um acto do poder moderador, to-
ma perante o paiz a responsabilidade de atlinnar
que esse acto fura determinado pelo poder mo-l para qnenao*'se
luera ttulos | medida, que o gabinete deseja que ella soja lei
para os eleitores. A fortuna, as relaeoes de fa-1 do paz nesta sesso, que o gabinete confia que
11 os seus amigos ho de fazer passar na Ia discus-
so o projecto como se acha, para soffrur na 2''
discusso as raodilicacos j indicadas pelas com-
missao em o seu parecer. (Apoiados.)
Mas o nobre depulado ainda quer algum cou-
sa, nao se contenta que o governe declare que
urna medida goveruarneni.il o projecto que so
discute, quer ainda saber se o governo faz della
questo de gabinete.
Sr. presidente, eu nao sei o que quo o nobre
daputado chamaquesto de gabinete.
So auesto de gabinete sereduz a esta formu-
lao governo deve retirar-se dianle da maioria,
se ella nao approvar o presente projeclo...
O Sr. F. Oclaviano :E' islo.
O Sr. Ministro ao Impeli.... eu responde-
fei ao nobre deputado leu lo o que diz um dis-
lincto escriplor acerca dessa doulrina.
O Sr. F. Oclaviano : Disejava smenle saber
se V. Ex faz desta medida questo de gabinete.
O Sr, Ministro do Imperio :O escriptor a que
me redro xprime-se assim :
Nao ha um s ponto de poltica constitucio-
nal mais importante, raais delicado, mais difiicil
de resolver do que este, nem mais peri^oso,
mais revolucionario, mais i.narchico, se fr mal
resohido.
Examinemos primeramente os dous termos
da questo, porque ella suipe duas cousas bera
, duvidosas ; primeramente que a maioria seja
urna, compacta, decidida, systerualica ; depois
que de seu lado o ministerio seja um, compacto,
1 uniforme tambera, n'uui pensamenlo comraum e
nsontes das locallidades se perdern c se absor-
vem na vasta atmosphera nacional.
O Sr. F. Oclaviano :A
responde a isso.
O Sr. Ministro do Imperio :Esta opinio,
O Sr. Ministro do Imperio : Os ministros presidente, c de um
revoluco de 1818
Sr.
escriptor que nao podo ser
suspeilo aos nobres deputados que so querem
considerar os orgaos nicos e geuuinos da opi-
O nobre depulado comegou por nolar que as coslume, e delermniar, como determinei. que s-
informacees por mim prestadas na sesso desab- moic na fllUa absoluta de pralicos comruandan-
bado relativamente a materia do requenmeolo tes ou os ofiiciaes dos navios de guerra pudcs-
que S. Lxc. submetleu a consideracao da cmara ; se, SCrvir como taes.
de ser
de sua nrerogaliva. Outra
quo ello assume nos atlos
derador, em wrtuglo
a responsabilidade
do poder execulivo.
s na absurdo admitlir que o ministerio po-
desse directamente intervir nos actos do poder
moderador ; p para provar ao met honrado am
go a que ponto nos poderia levar a sua llieoria,
quero figurar una hypothese ; seja a da demis-
so de um ministerio ; demos un gabinete que
nao quizesse tomar sobre si a responsabilidade
de assignar a sua dissoluco.
l'm O Sr. Ministro do Imperio: Vija-se o que
c preciso nesle caso L' nec< ssariojque os pode-
res saiam lodcs de sua rbita para poder Tingar
0 principio subversivo des honrados depulados!
Er necessario, no caso que ligurei, no entender
dos nubres depulados, quo a cora viesse ao,
parlamento declarar gue seus ministros nao qne-
riam assignar .-cus actos I Mas. sr^ vos concedis
o responsabilidade legal, como que queris que
i s o inistros assumam essa responsabilidade, se
Ibes repugnaren as suas cenvieges Queris
que o ministro assigne a dissolugo de un gabi-
nete, acceilaodo a responsabilidade desse acto,
quando esliver convencido de que pode d'ahi re-
sultar grande mal ao paiz?
Mas rollemos questo da reforma eleiloral,
da qual me procuraran! afaslar os honrados de-
pulados.
.'ma luz : Nos nao.
O .Sr. Ministro Jo Imperio :VV. EExcs. de-
ram aparles, aos quaes eu nao podia deixar de
responder como ministro.
Sr. presidente, o nobre deputado pelo Rio de
Janeiro, que nao aceita o antigo rgimen eleilo-
ral, mas que, para poupar-se ao irabalho de dar
as suas razoes contra esse antigo rgimen, lem-
brou-se de cilar a opinio do nobre deputado ex-
ministro da fazeada do gabinete de 12 de dezem-
bro, de ter dito tambera cmara qual a opinio
desse nobre cx-mirnslro acerca do rgimen ac-
tual.
O Sr. F. Oclaviano : iMsse que elle era to
imparcial escriptor, quanlo era contra o rgimen
actual ; a cilaro tem valor dobrado.
O Sr. Ministro do Imperio :J que o meu no-
iire amigo quiz servir-so dessa opinio para rom-
bater o aniigo rgimen, a cmara me permitlir
que eu lea as palavras que acerca do actual re-
gimen disse o mcsnio escriptor no mesmo ops-
culo, em seguida ao artigo que o nobre deputado
leu
Diz o Sr. ex-minislro da fazenda :
O systema de eleico por circuios, a que re-
eislvm as circunstancias physicas do para, nao s
nao satisfara ao fim do talhar os inconvenien-
tes dos pequeos collcgios, como nao impedi-
ra o governo de dominar as urnas por toda a
parle.
Eis-aqui agora oulra ordera de consideraces
contra esle meihodo de representarlo, que foi a
riaem mais abundante de corrupr/o parlamen-
tar em Franca, do onde pretendemos trasladar.
Ellacolloca o deputado em absoluta dependencia
das influencias do circulo a quem devida a sua
eleico ; conslitue-o agente e solicitador de pre-
tencoes particulares junto do governo ; enche-lhe
as algibeiras de re'juerimentosde prenles e ami-
gos dos eleitores da terrinha, que nao o reclege-
r se nao for zeloso e deligenle na arte de sup-
plicar os ministres.
O depiiiajo fica sem liberdade de accao ; a
sua missao amesquinha-se ; elle perde de visla
os iiiterossos geraes da naco para ler os olhos
Diados as conveniencias de meia duzia de indi-
viduos, de quem nicamente depende a sua sor-
te poltica.
Ajunle-se a islo o obscurantismo parlamen-
tar que pode resultar de semelhante systema que
abrira campo s ambicoes de tantos Ciceros de
aldeia, cora ex<-luso dos homens de verdadeiro
mrito, c ter-se-ha idea do que deve produzir a
eleieao por circuios.
Esta opinio, Sr. presidente, eu aprsenlo sira-
plesmente cmara para tirar toda a forca ao ar-
gumento de que quiz servir-se o honrado depu-
qado pela provincia do Rio de Janeiro.
Allega-se, poim, que o amigo rgimen mata-
va as apiracoes dos lalentos, do mrito ; fechava
t porta do parlamento aos homens nolaveis. io-
nio se escreve a historia I Em que lempo, sob
ue rgimen a opiaao liberal appareceu ueste
O Sr. F. Oclaviano :E eu pre/o-me
conservador porque sou lioeral.
O Sr. Ministro do Imperio :Esle escriptor completo.
Araad Itairasl. I Se admillirmos a exist:ncia destes dous co
Disse-se Dorm, Sr. presidente, que o actual Pos polticos compactos, ysiematicos, obrando
rgimen c o mais proficuo, o mais provtiloso ao u,n .e oulro e,n direceo Gsa, c obrando em um
paiz. Eu nao fallo agora na posico de ministro, seutiJo opposlo do outro, o!i enlo c perfeila
envenenen) as minhas palavras]; mente claro que ha divergem a completa, incorn-
palibilidade intuir, impossibiliu'ade de marcha-
rem conjunctarnenlo ; t" idenlissimo que con-
allo como membro desia cmara ; o pedirei a
cada um do nos quo meta a mo na sua cons-
ciencia, e diga Be a eleico do circuios lem ira-
!"- | zido por ventura cssas grandes vantagens, esses
e.r | grandes resulta los que apregoou o nobro depu-
U" lado. Tres ministerios successivamente se tem
seguido no paiz em menos do tres anuos : c o que
lem ganlio o principio da liberdade ouo principio
da autoridado ?
O Sr. Cruz Machado :E'uma hcela do Pan-
dora espnlhada por lodo o paiz.
O r. Marlinho Campos : A causa est na
organisaco dos ministerios. Ouaodo V. Exc.
qui/.er discutir isto, eslou promplo a entrar na
discusso.
O Sr. Ministro do Imperio : Onde est o es-
pirito poltica O espirito poltico hoje mais
relleclido, como disse o meu nobre amigo ; mas
onde esl o espirito poltico ? Qua ida V. Exc.,
eu e todos nos representaremos aqui nesta c-
mara, especialmente se adoptarmos a celebre
doulrina do mandato imperativo, condemnada
to bellamente pelo honrado Sr. presidente do
conselho ?
O Sr. Marlinho Campos : Parece quo
doulrina delle.
O Sr. Ministro do Imperio :V. Exc, mesmo
nao lilho do volaro dada por homens quo pro-
fessara opiaioes antagonistas ?
O Sr. Vlartinho Campos Quem, eu ?
O Sr. Ministro do Imperio :V. Exc, eu, e
mais ou menos lodos os membros desta cmara.
Onde esl, pois, o espirito poltico em um syste-
ma que lem porco-idico essencial de sua atu-
rezs sull'oc.ar esse mesmo espirito poltico'! (Apoia-
dos e uo apoiados). Q quo ser do systema
representativo quando o espirito poltico desap-
parecer do parlamento '.' (Apoiados).
Mas nao : o espirito poltico, ir. presidente,nao
desappareceu, nao est morlo, nem est mais ro-
llectido ; vive ainda, e muduu apenas do fcico ;
em vez de representar os grandes inleresses da
sociedade, jungio-se aojugo do individualismo.
(Apoiados o nao apoiados). E quer saber-se o
que o individualismo? O nico fruclo do in-
dividualismo, diz Lafferriere, o egosmo, a
ausencia do dever, a ausencia da dedieaco.
(Apoi.dos). Quando ha s individuos, diz Benja-
mn Conslant, nao ha seno poeira, e na hora da
borrasca a poeira se convcrle em lodo. (Apoia-
dos).
O Sr. Marlinho Campos: E' o que o mi-
nisterio est preparando com esta reforma.
O Sr. Ministro do Imperio '.Mas dizem os no-
bles deputados : Condemnais o systema da elet-
Qo por circuios, mas tambera condemnaes e sys-
tema da eleico por provincias.Ninguem, Sr.
presidente, pode deixar de aceitir como razoaveis
as ultimas palavras que eu aqui cilei do honrado
Sr. senador Vergueiro. O grande inconveniente
que hoje encontramos no actual systema proveio
do grande sallo que so deu, querendo-se mudar
de um para outro systema sem quo o paiz esli-
vesse preparado, sem que se tivesse atlendldo as
dilficuldades das nossas vias de communicaco,
sem que se tivesse atlendido a que a civilisa'co
nao est derramada uniformemente por toda a
exlenso do nosso vasto territorio. (Apoiados).
O gabinete, adoptando o projecto que se acha
em discusso, procurou evitar ambos os incon-
venientes ; procurou, n5o matar o espirito local,
raasdar-lhe maior expanso; nao procurou tam-
bera restaurar o antigo systema pelos inconve-
nientes que algumas vezes trouxe esse sysiema.
O gabinete nao combate o systema dos circuios,
antes quer esse sysiema, mas que-lo modifica-
do (apoiados), lirando-se-lhe todos os inconve-
nientes que a experiencia j nos tem mostrado.
O Sr. F: Oclaviano:O nico inconveniente
que nos apontou o Sr. presidente do conselho
foi o do coochavo, e o rgimen proposlo que
offerece mais occasiao a isso. (Apoiados e nao
apoiados).
O Sr. Ministro do Imperio :O gabinete como
la dizendo, nao procurou seguir o extremo acer-
ca do sysiema eleiloral ; procurou conciliar os
dous systemas, sem todava sacrificar a base do
systema dos circuios. (Apoiados).
Mas, com as raodifleaces que aprsente o pro-
jecto, quaes devem ser os resultados? O duello
de morte que hoje se trava nss diversas localli-
dades enlre amigos, entre homens que professam
a mesma opinio, esse duello de morte que j
vera enlao que o ministerio se retire dianle da
maioria, ou que*a cmara seja dissohida.
Mas esle caso cxlreir.o, este sonho normal
das pretences parlamentares apresenla-se mu-
as vezes? Pie mosrao apiescntar-se? E quan-
do so aprsenla, pode resolrer-se sem occasionar
urna revoluco ?
Eis o que convm exanimar, nao demoran-
do-so em generalidades idaes, porni lomando
por pouto de partida a Franca c os jetos taes
quaes se oflerecem hoje a nossos olhos. E se
verdade, como vou demonstrar, que esta hypo-
these Infinitamente rara i a ordem habitual das
cousas ; se verdade que nos casos rarissimos o
excepcionaes era que pode dar-se, de natureza
a conduzir o estado s bordas de urna revoluco,
prudente e conveniente fazer desta idea, desta
theoria inaplicavel, urna araeaga incessante, que
suspende a lodo o momento a aeco do go-
verno, e quo paral/sa, uo digo um" ministerio,
liorm todos os ministerios possiveis.
Diz-se : Se o ministerio perde a maioria, de-
ve retirar-so ; mas, ante do tudo, o que a
maioria ? O que c perder o maioria ?
< A maioria um ser Qiticio, que se compu
momentneamente de urna quantidade numrica
de suffregios.
Porm como as questes sao diversas, como
tal depulado que n'uma qujsto vota com o mi-
nisterio, pode logo depois 'otar contra elle n'ou-
Ira questo, ristrel que n.io s a maioria mo-
vel no sentido do suas docisoes, mas lambis
que, domis, c ainda movcl no pessoul dos de-
putados que a compem.
Sei que os theoricos representativos fallara
sempre da maioria, como se ella foss.i um ser
nico, compacto xo, durtdouro ; porm assim
nao assim nao pode ssr, sobretudo em Franca.
Convem nao raciocina! sobre tal base, ou
ebegar-se-ha a consequencias to falsas, que to-
dos os dias sero desment las pelos faclos.
Quando se diz, pois, o ministerio perdeu a
maioria, nao se diz seno que n'uma questo,
n'uma discusso especial, j ministerio e a maio-
e que esta nao approvou, eu havia confundido o
asylo de invlidos com a compauhia de invlidos,
sendo alias cousas diversas. ->
Sr. presidente, ou o nobre deputado nao nWen-
lendou, ou enlo da parte de S. Exc. que exis-
te a confuso que elle me allritiue. Fallei, ver-
dade, na corapanlna, c lambem no asylo de in-
vlidos, mas o fiz porque no seu requerimento o
nobro doputado pedia esclarccimciilos a respeito
de ambos.
Referndo-se ao asylo do invlidos, o nobre de-
pulado quz saber nao s em quanlo importa a
somina arrecadada em virtude da lei n. 450 de 28
de oulubro de, 1818. em favor dtquellu eslabele-
cmento, mas ainda porque al hoje nao lera sido
levado a effeito; e tratando da compauhia de in-
vlidos, perguntou S. Exc. em que servico ero
as suas praras embregadas, e qual a legislaco a
que esl ella sujeila, Pareceu-me que o nobre
depulado tnha ficado satisfeilo com as informa-
ces que enlao lhe prcslci ; mas S. Exc. voltan-
do hontem ao mesmo assumpto, notou que o ser-
vico a que sao obrgadas as pracas daquella com-
pauhia demasiadamente rigoroso, e superior s
forcas de homens que se acham iuulilisados, pa-
recendo-lhe que esse servico devia ser execulado
por pracas do balalho naval.
Sr. presidente se as observarles que o nobro
.depulado emitlio a esle respeito envolvem urna
censura,ella de certo nao se dirige ao actual mi-
nistro da marinha. A coiupanhia de invlidos
foi creada em 187, e rege-se pelas inslrucces
_ i de 7 de fevereiro de 1848, as quaes so declara
que a referida compauhia espei>rrrmente desti-
nada para a guarda do hospilado marinha e pe-
ra as dos presos sentenciados que Irabalham as
obras de marinha, c que e*islem as- prises.
Nao fui eu, pois, que sujeileL/as pracas com-
panhia do invlidos ao servico em que se acham
etnpregadas; a este respeito"no tenho feito mais
do quo manter o que enconlrei estabolecido des-
de 1818.
O Sr. Ministro da Marinha :Asseguro ao no-
bre depulado que no Mato-Grosso existem qualro
vapores, assim como que em marco ou abril se-
guio para all mais um que madei construir
especialmente para a navegaco dos rios S. Lou-
renco e Cuyab.
O nobre deputado esqueceu-se ainda do esla-
leiro da conslrucro que se mandou estabclecer
nos Dourados, e que muitos beneficios deve 1ra-
zer navegaco de sua provincia ; nao se leni-
brou das prestacoes annuaes que para js suas
obras recebo a provincia de Mato-Grosso, e at
nao quz recordar-se dessas repetidas e dispen-
J^SlSS^US^ P^a|,er a 0rdCT o.K.Vremesa que'" &SZ1ZBTZ
que se trata, espedida em 24 de jane.ro deste j objec.osnecessarios par-i collocar a provincia em
estado de defeza.
O Sr. Peixoto de Azevedo '. O que se segu c
anno ao encarre^do do quartel gejiera
c S. M. o Imperador, attendeudo aos incon-
venientes que podem resultar ao servigo de se-
ren os comiiiaudanles dos navios da armada na-
cional c imperial, e bem assim os ofiiciaes de
bordo, encarregados do servico do pralicos as
costas, barras e portos, como'foi permtllido por
aviso desta secretaria de estado de 15 de novein-
bro do 185G, ha por bem ordenar.
1" Que someole no caso de falla absoluta de
pralicos nos lugares onde seus serviros forera in-
dispensaveis, podero os commandantesdos na-
vios de guerra, ou algum dos ofiiciaes de bordo,
exercer essas funeces, sendo por isso dignos da
considerado do governo imperial.
2o. Que por esse quartel general se recom-
mende de novo aos commandanles das estaces
uavaes. que sempre quo oserviro permillir cm-
preguem os commandanles dos navios de guerra
cora os seus ofiiciaes nos exames dos porlos, cos-
tas e barras
s comprehondidos as mesmas esta- sacos, asseverou que o go
de que possam, no caso supposlo de do'servir em Matlo-Grosso
O Sr. Peixoto de Azevedo:Eu disse hontem
que eslava informado que as pracas da compauhia
ero empregadas na guarnilo dos escaleres.
O Sr. Ministro d\ Marinha :Observarci en-
tretanto ao nobre deputado que nem me parece
exagerado e rigoroso o servico que se exige dos
invlidos quo so achara recollidos 3o quirlel da
illia das Cobras, o nem julgo conveniente deixa-
los entregues a urna completa ociosiJade, estan-
do anda era estado de prcslarem algum serv-o.
As inslrucces de 1S8, a que me tenho referido,
mandara admiltir na compauhia as pracas quo so
inhabilitaren] no servico naval, por qualquer rao
roes, afirn
falta absoiuta de pralicos, servir como taes nos
seus navios : o que ludo comiminico a V. S. para
sua intelligeneia e execuco, etc.
Na falla absoluta do pralicos eutendi que de-
via m servir os ofiiciaes...
O Sr. Peixoto de Azevedo : Os ofiiciaes
porque ?
O Sr Ministro da Marinha : Porque isso
do seu dever.
O Sr. Lamego : Nao apoiado.
O Sr. Ministro da Marinha : Eu entendo
que c do dever do coramandanto e ofiiciaes de
urn navio fazerem ludo quanlo esliver ao seu al-
cance para condiizi-lo a seu deslino.
Se nao houvcr pralico em un porto, e se o
commandanle ou qualquer dos ofiiciaes do bordo
conhecer esso porto, e puder dirigir o navio, uo j do fallas, que aprsente alguma irregolaridade no
o devora tazer seu procedimenlo'; mas suramamente injusto
quem disser que os bons ofiiciaes formara alli a
excepeo
que sou o protolypo da iugralido.
O Sr. Ministro da Marinha : Eu louvo o zelo
e inleresse com que o nobro deputado constante-
mente chama a atlenco do governo e do corpo
legislativo para o estado do sua provincia ; mas
preciso que o nobre deputado nao leve e seu pa-
triotismo ao ponto de ser injusto, desconhcccndo
os constantes esforcos que os poderes do oslado
teem empregado para promover o etigrandeciraen-
to e prosperidade da provincia de Mato-Grosso,
e occuliaudo os beneficios quo desses esforcos
lem ella j obtido. (Apoiados.)
Sr. presidente, a ingratido do nobre deputado
lano maior quanlo elle sabe perfectamente quo
o quo so faz em favor da provincia de Mato-Gros-
so cusa o duplo e o triplo do que custaria as
outras provincias do imperio.
O nobre deputado, prosegindo as suas aecu-
verno s tem manda-
os officiaes de mari-
nha que por mos nao podem empregar-se cm
oulros lugares, sendo necessario que fosse adver-
tido por algum dos nobres deputados qne so
achavam presentes, para exceptuar do seu estig-
ma a mui poucos.
O Sr. Peixoto de Azevedo : Nao foi preciso
que mcadverlissera ; tenho a roiageru necessa-
ria para dizer os noraes dos ofiiciaes que aclio
raaos.
O Sr. Ministro da Marinha ; Nao pocilio em
duvida a coragem do nobro deputado:
O Sr. Peixoto de Azevedo : Eu salvei as ex-
cepres : nao rae empreste insinuarles que nao
O Sr. Ministro da Marinha : Sr. presidente,
nao duvido que na provincia de Matlo-Grosso
exisla um ou oulro oflicial que tenha commetli-
O Sr. Lamego : Mas deve receber urna gra-
liflcaco por isso ?
O Sr. Uinistro da Marinha : E' preciso que
demos alguma cousa ao zelo pelo serviro publi-
co. O servidor do Estado que compre o seu de-
ver en.-outra na salisfaco de sua consciencia e
no reconhecimcnto do paiz a paga dos seus ser-
viros. ( Apoiados).
O Sr.^L'imego :Oulras nares nuis adianta-
das em marinha do que nos nao fazem assim.
O Sr. Ministro da Marinha :Pagara aos pra-
livo, una vez que quem em estado d poder. tiros, e nao encarregam aos coniniaiidantes e aos
preslar-sc ao quo as mesmas inslrucces pres-1 ofiiciaes dos seus navios de guerra do servigo da
criplo. Essas pracas nao se achara pois incapa-
zes de lodo o servigo, e nao ha razo para que
deixein de fazer aquello que coiber em suas tor-
gas, em iroca dos beneficios que recebera do es-
tado.
Mas disse o nobre depulado levou-seo rigor
cora esses homens ao ponto de obrga-los a ser-
virem como remadores dos escaleres do arsenal I
Segundo eslou informado, snieule dus pra-
cas da compaa de invlidos servem como rema-
dores ; e comjuanto as inslrucces ite 18 f8 per-
millam que possam ser empregados ico arsenal,
direi ao nobre deputado, quo os dous remadores
a quo se refere foram adraittidos a esse servico
a pedido seu, porque desse modo percebem ra-
lhores vencimentos.
Perguntou de novo o nobre depulado, porque
raolivo nao se lera cuidado na conslrucro do ede-
licio que deve servir de asylo dos invlidos da
marinha, e censurou o governo por nao ter j
empregado a somma arrecadada para essa obra
em dar-lhc comeco.
Eu j declaren ao nobre deputado e casa, na
pratcagem.
Sr. presidente, eu nao desronheco a ulilidade
que resulla de terera os ofiiciaes perfecto conhe-
apoia-
Apoiado, sou o
A corporaro da marinha brasileira compe-se
de officiaes muilo distinclos. ( Muitos
dos. )
O Sr. Peixoto de Azevedo :
primeiro a dize-lo.
o Sr. Ministro' da Marinha : Por excepeo
se poder apresenlar um outro oflicial menos "re-
commendavel, mas em geral lodos elles sao dig-
nos de estima c consideraro, pelo zelo e inlelli-
gencia com que cumprem seus deveres, e pelos
servicos que prestara ao paiz. (Muitos apoiados. )
O Sr. Peixoto de Azevedo : Apoiado, sou o
primeiro a afiirma-lo.
O Sr. Ministro da Marinha : Era impossvel,
senhores, que essa corporaro dislincla e briosa
cimento das nossas costas e barras ; por isso, co- fosse desmentir os seus foros na provincia de lial-
ria momentnea da cmara nao foram do mesmo sesso de sabbado, a razo per que o governo ain-
da nojulgou conveniente eraprehender esta obra.
accordo.
Mas em outra questo da mesma importan-
cia o ministerio e a caraar.i podem araauha es-
tar de accordo. Sobre a rropria questo que os
divide podero entender-s: mais tarde, transigir
e reunir-se na sesso seguinte :
Que necessidade ha pois de declarar desde
logo que a ruptura irremodiavel, e que convem,
com risco de perturbar loco o paiz em suas rela-
eoes internas e exlernas, riudar de systema e de
ministerio? Ignora-se ento que esia mobilida-
de do poder o maior flagello de um paiz, de
um vasto paiz como a Fraiga? Que a mudanga
do ministerio e a repercusso da incerteza que ] vou esta o plano, mas declarou que era vista da
reage immediatamcnte sobre todos os homens e elevacao dos salarios e do prego dos materiaes,
todas as cousas da administraco, embaragam "
todo progresso, todo deseavolvimenlo, toda se-
gu ranea.
S no ultimo extremo, quando estiver de-
monstrado que a maioria la cmara lem um sys-
rno V. Exc. lera notado, no aviso que ha pouco
li, recommendei que os commandanle.s das esla-
ges navaes, sempre que o serviro perraittisso,
empregassem cm estuda-los os officiaes sob suas
ordens.
O Sr. Lamego d um aparte.
O Sr. Ministro da Marinha : Entretanto l-
nhamos constantemente no Rio da Prata ao ser-
vigo da d'viso imperial seis ou oilo pralicos.
O Sr. Peixoto de Azevedo : Que eslavam em
oulros navios.
O Sr. Ministro da Marinha : Mas nem lodos
os navios navegavam ao mesmo tempo.
O Sr. Peixoto de Azevedo :Estivam aquellos.
O Sr. Ministroda Marinha :Permita queeu
continu.
Sr. presidente, crcio ter demonstrado que o
nobro depulado por Mato-Grosso labora cm erro,
quando suppe quo mandei suspender o estudo e
Oame dos nossos portos o barras.
O Sr. Peixoto de Azevedo Eu nao disse islo.
O Sr. Ministro da Marinha : V. Exc. disse
quo mandei suspender a gratificago que pcico-
biam os officiaes que se achavam empregados
nesses exames.
O Sr. Peixolo de Azevedo :Ilei de provar que
o nao di?se ; o que eu disse foi que nao se tiras-
Be a gralilicago de OGNJ aos que se applicam
praliragem.
O Sr. Ministro da Marinha: Sr. presidente,
o nobre depulado Iratou dos inconvenientes que
resultara no seu entender da marinha va-
por...
O Sr. Peixoto de Azevedo : Nao, senhor, nao
disse tal.
O Sr. Ministro da Marinha : V. Exc. disse
nao era possivel levara ecTeilo a obra com a quan- que os officiaes embarcados em navio3 movidos
lia em que fra ella orgada. vapor tornavam-se pouco instruidos na sua pro-
Eotende o nobre deputado que o asylo projec- fisso, e notou agrande despeza que essa mari-
0 asylo de invlidos, para que seja urna institui-
cao digna_ do paiz e preencha os fias a que des-
tinado, nao p'te limitar-se a urna casa simples
e modesta, como quer o nobre depulado. As-
sim entendern) os meus illustrados antecesso-
res, e assim entendo eu.
Ha dous annos, segundo creio, o Sr consolhoi-
ro Saraiva encarregou ao distiocto engeoheiro da
reparligo de marinha de organisar a planta e or-
gamento do edificio, que foi orgado em quanlia
superior a 500:000 ; subrnettido o irabalho do
engenheiro academia das Bellas-Arles, appro-
tado deve ser feilo, teodo-se stnenie era visla
as nossas circumstaucias actuaes? Nao acha quo
nlia occasionava.
O Sr. Peixolo de
Azevedo : Nessa occasiao
lo-Grosso.
O Sr. Peixolo de \zevedo : V. Exc. me es-
t emprestando o qoo eu nao disse.
O Sr. Ministro da Marinha : O nobre de-
putado disse hontem, e ainda hoje repeli, quo
na sua provincia os bons ofiiciaes forraavaui ra-
ras excepres, isso o que eu conteste.
Tratando do eslaleiro dos Domados, aflirmou o
nobre depulado que, apezar de se loreui gasto CO
ou 800003com esse estabelecimento, nada abso-
lutamente alli existe, a nao ser urna casa, por el-
le feita ja ha lempos, c essa mesma cm estado
de ruina.
O Sr. Peixolo de Azevedo : Sim, senhor.
O Sr. Ministro da Marinha : Sr. presidente,
adrairo-mc da seguranr.a com que o nobre depu-
tado aflrma quo j se iem gasto cora o eslaleiro
dos Dourados 80:0005000.
O Sr. Peixoto de Azevedo : Nao afiirmci,
disse o que me constava.
O Sr. Ministro da Marinha : Mas, senho-
res, se o nobre deputado n.lo sabe, se nao podo
sustentar essa proposigo, para que a aprsente J
0 Sr. Peixoto de Azevedo : V. Exc, que lem
sua disposico a contadura da marinha, pode
apresenlar a conta exacta dcs9a despeza.
O Sr. Ministro da Marinha : Enlo o no-
bre depulado sustenta quo se tem gasto rs.
80:000000 ?
O Sr. Peixoto de Azevedo Eu disse que se
suppunha ler-se gasto essa quanlia pouco mais
ou menos, esl da parte de V. Exc. apresenlar a
conta.
O Sr. Ministro da Marinha : Eu mesmo nao
posso dizer com seguranga quanlo se tem gasto
com o eslaleiro dos Dourados, porqne as despe-
zas feitas com esse estabelecimento acham-so
englobadas as do arsenal ; tal foi a inforrrarao
que me deu a contadoria a esle respeito. Tai-
vez que com algum Irabalho c lempo se possam
obter csses esclarecimentos ; por ora nao me
tema seu, bem positivo, bem certo, bem oppoilo ; devemos olhar para o futuro, construindo-o de; recela um apoiado do nobre general da armada. I possivel presta-Ios, e pedira ao nobre deoutado
ao do ministerio, pode a jueslo ser seriamente
debatida.
Alguns senhores : Ap liados.
O Sr. ministro do imptrio : com estas pa-
lavras que eu respondo ao meu nobre amigo.
O Sr. F. Octaviano :=Nolo V. Exc. que islo se
refeie s materias ficticias.
O Sr. ministro do imperio : Eu pego ao nobre
deputado que tome sempre as minhas expresses
conforme a minha intengo. Era preciso que eu
tivesse muila inepcia para vir proferir na cmara
modo quo possa servir tambera quande livermos
urna grande marinha? Nao ser raelhor esperar
mais algum tempo, afirn de que o governo possa
dotar a armada de um asylo digno della, e aoride
possam encontrar as suas pragas de pret, bem
como os seus ofiiciaes inutilisados no servigo da
naco um repouso seguro para os seus velhos an-
nos ? Qual o paiz onde existe esta instiluigo,
em que se tenha construido para servir de asylo"
dos invlidos nma casa mesquinha, insignificante?
Sr. presidente, eu entendo que o nobre depu-
qualquer expresso que podesse ferir a sua sus-1 lado, se deseja fazer alguma cousa de til ma-
ceplibilidade. rinha a este respeito, em vez de contentar-se em
Li as palavras de um escriptor que trata do dirigir censuras injustas e infundadas ao gover-
syslema representativo, que trata de urna ques-
to constitucional como esta, para que, firmado
nessa autoridade, podesse dizer aos nobres de-
putados qual a opinio do governo ; podesse de-
clarar que o governo nao deve crear constante-
mente questes de gabinete (apoiados) ; que o
governo nao precisa fazer desta medida questo
de gabinete, porque est certo de que a maioria
ha de acompanha-lo. (Apoiados.) Para que fa-
zer ostentages? Para que vir dizer ao paiz que
esta medida somonte aeeiU por iraposigo do
no, seguira melhor caminho propondo ao corpo
legislativo que conslguo annualmentc urna quan-
tia suficiente para que a benfica disposigo da
lei de 1848 possa ser coro-brevidade levada a ef-
feito, mas levada a effeito de um modo digno do
Brasil.
Tambem podia o nobre deputado, visto que o
poder legislativo concede lodo3 os dias loteras
a eslabelecimenlos menos dignos de altenco do
quo o de que se trata, e at a eroprezas particu-
lares, podia propor que algumas loteras fossem
O Sr. Ministro da Marinha : Nao discutir!
agora as vantagens e desvanlagcns da marinha
vapor ; urna tal discusso seria inleiramentc ocio-
sa. Apenas ponderaroi ao nobre deputado, que
por raais dispendiosa que ella seja, e ainda quan-
do trouxesse como consequencia necessaria a im-
pericia dos ofiiciaes da armada, nos nao poderia-
mos prescindir della, sob pena de ficarmos em
posigo muito dcsvanlajosa relativamente s ou-
tras naces. Devo tambera dizer ao nobre depu-
lado que os ltimos vasos quo mandamos cons-
truir sao todos ao systema mixlo, que podem na-
vegar vapor ou vela.
O Sr. Peixolo de Azevedo : Nesse ponto fal-
lei cu.
O Sr. Ministro da Marinha : Polo quartel-
general se lera expedido ordens releiradas para
que s em casos do absoluta necessidade seja o
vapor empregado nesses navios.
O Sr. Peixoto de Azevedo : Agora V. Exc. fe-
rio o ponto da questo: duvidei se tiveram oxe-
cuco essas ordens.
O Sr. Ministro da Marinha: Portante, j v
o nobre doputado que, segundo o que est deter-
minado, os inconvenientes que notou, se nao fi-
"
'
que provasse a sua asserco.
verdade que S. Exc. julga-se dispensado do
provar o que assevera, declarando que falla por
ouvir dizer : infelizmente nao posso fazer o mes-
mo.
O Sr. Peixoto de Azevedo : Pode pela mes-
DM razo porque V. Exc. disse no seu relatorio
que ha alli um eslaleiro, quando semelhante es-
laleiro nao existe.
O Sr. Ministro da Marinha : Eu responde-
rei depois a V. Exc. sobre esse ponto.
0 nobre depulado disse ainda que era Matlo-
Grosso s exisliam tres vapores, sendo apenas
um de guerra. Sr. presidente, eu sei que o no-
bre depulado conhece perfeitamenle a sua pro-
vincia, o sabe de tudo quanlo la existe ; mas, .
apezar disso, asseguro cmara que alem do
Corumb que d'aqui sahio em margo ou abril,
com deslino a Malto-Grosso, existem mais qua-
lro vapores naquella provincia ; o Paraguass,
o Anhambahy. o Paran e o Jaur ; o va-
por Paraguass, armado, o vapor Anhamba-
hy, com o armamento promplo para ser posto
a bordo quando for necessario, os outros dous
sarmados, porque acham-se empregadusno do


PUMO DE PERNABMUCO. -3 SEGUNDA FEIRA 6 DE AGOSTO DE 1860.
Borrico de transportes, e sao vapores pequeos
apmp'riados navegneo dos rios Cuiab e S.
Lourengo. Nao convem mesmo que osles dous
vapores se conservero armados, porque nesse es-
tado nao poderiam navegar naquelles ros. En-
tretanto o nobre deputado comprehende, c com-
preliende qualqucr, que se por ventura se dsse
alguma circurastancia extraordinaria, se appare-
cesse alguraa emergencia seria, esses vapores
podiam prestar excellenles servidos como trans*
portes.
O Sr. Peixolo de Azevedo : O Paran
nem para isso presta, porque tem muito compr-
meme, e em alguns lugares do rio nao pode dar
volla.
O Sr. Ministro da Marinha : Note a cma-
ra que vapor Paran est em Mallo Grosso,
creio que ha deus ou tres annos; nao fui eu que
o tnandci para alli ; no enlanto o nobre depu-
tado, que nunca achou occasio de censurar o
governo por esta faci, descobrio agora que o
vapor ('Paran nao tem prestimo algum I
O Sr. l'eivoto de Azevedo : Porque s ago-
ra que estivo a bordo desse navio, e enlao co-
iiheci a sua incapacdade para essa navogaco.
U Sr. Ministro da Marinha : Sr. presidento,
os vapores mandados por raim para a estago de
Matto-Grosso san o Paraguass, queja l est,
c que 6 um ptimo navio de guerra, e o Curum-
b>> que anda se aclia em viagem ; mas o no-
bre deputado, que nunca se lembrou de acensar
o governo por ter remedido para a sua provin-
cia vaporea que elle julga sem prcsiimo, vera
censurar-me por actos que nao me pertencem I
O Sr. Peixolo de Azevedo : Pela razio que
acabo de expender.
O Sr. Ministro di Marinha : O nobre de-
pntado, para provar que conhece perfeilamente
o oslado da provincia de Matto-Grosso, disse-
nos : i Sei lauto do que por alli vai, que afilr-
mo que nao se estira construindo os dous
viucia de Msllo-Grosso icm sido lacil em pres-
tar esses auxilios : julgo que nada oais se pode
fazer a este respeito.
Censurou-mc ainda o nobre deputado, porque
no meu relatorio nao tratei do melhoramenlo do
rio Cuiab. J hontem disse em aparte ao nobre
deputado que esteaervico eslava a cargo da com-
panhia de navegago do rio Paraguay ; accre9-
ceotarei agora que, tendo-me o chefe da estago
consultado se devia empregar, como Ihe fra or-
denado pelo presidente da provincia, algtimas
pracas de marinha e um dos lanches perteneen-
tes esquadrilha, no servico do melhoramenlo
do rio Cuiab, servico que alias nao perlence
marinha, nao duvidei determinar que se cum-
prisse a ordera do presidente de Maito-Grosso.
atlendendo a que por outro modo ser muilo
difQcil levara effeilo aquello melhoramenlo.
Assim, j v o nobre deputado que, apezar de
r.o ter fallado no melhoramonto do rio Cuiab
em meu relatorio, todava alguma providencia
doi que lera por fim promover este melhora-
menlo.
sobre o ihesouro cora uma subvengan) de
de dous rail contosderis, cura bn pouco de
salisfazer as condigoes do contrato. Se a compa-
nhia lem vapores que necessitam de concerlos
lodos os mezes, misler que os f>ca substituir
no porto era que elles inicrrompem a viagem pa-
ra entrar em concert.
Segundo as condigoes do contrato, a compa-
nhia esla obrigada a expedir regularmente dous
vapores por mez para os portos de norte, os
quaes devera fazer a viagem redonda ra 30 das,
mas nao tora ella executado o contrato nesia ul-
tima parte, e as provincias do norte estao sempre
a soffrer com a irregularidade dos paquetes da
companhia.
Em Maranhao ha vapores. Faga a <:ompanhia
brasileira o que fazem todas as ompanhas
de paquetes, frete alli um vapor para continuar a
:a h, n populcao lerla sido oDrigada a emigrar. Joaquim, relo, escravo, 40 anuos, urna paralue
U gado vacum e ca7allar dos ponlos muis afasia- | gangrenosa.
dos tem morrido em larga escala. Informam-nos Joaquina, parda, escrava, solleira, 30 annos,
que ja custa, em alguns lugares, o encontrar um I phthysica
animal para mandar carregar alimentos dos pou- Francisco, pardo, 3 horas, espasmo,
los em que estes se eneontram. Jlo, branco, 9 mezes hemorrhagia.
Em Ouricury liuham sido submettidos a Nicodemo, pardo, 2 annos, eacarlatioa.
julgamento os auctores e cmplices do assassi-
nalo do infeliz delegado Muniz Brrelo. O jury
moslrou-se empenhado na pnnigod'aquellecri-
oji, condemnando os seus principaes auctores.
A pohcia effectuou, durante a semana
3)
captura de alguns criminosos, e por sua vigilan-
cia lem conseguido diminuir a cstalistica crimi-
nal da provincia.
Este feliz estado, para o qual concorrem seraul-
taneamente todos os empregados, devido em
a parte activa e intellgente drec-
o publico nao soffrer prejuizos e ficar salis-
feito de ver que se paga, verdade, una somma
enorme ; mas por um servigo, que, ao menos,
O nobre deputado disse-nos honlera que trazia : feito cora regularidade.
esles fados tribuna, porque serapre que se di- i O Oyapock trouxe-nos noticias recentes de to-
riio a raim em particular ou o reccbi spera- das as provincias do norte.
ment, moslrando-me pouco disposto a ouvi-lo. I Das do Amazonas e Rio Grande nada mais ha
Declaro V. Exc. c cmara quo o nobre depu-I do interesse senao que a iranquillidada publica
lado nunca me procurou para tratar de negocios ; conservava-se sem a menor alteracao.
de sua provincia. E'certo que encontrando-nos O rio Amazonas comegava j a' vasar, o que
aqui na cmara algumas vezes antes d3 abertura era para as populagoes agrcolas das raargens
da sesso, o nobre deputado disse-rae uma ou um motivo de grande conlentamento, mas
oulra cousa a respeito das autoridades de Mallo- nao vasava regularmente ; fazia paralas de al-
- e ..
viagem do seu paquete que for concertar na-|godeseu digno chefe, olllm. "Sr.~Dr." Triso
quello poilo. Ter feito assim a sua oirigago e de Alencar Ararpc.
Antonio, prelo, solleiro, escravo, 60 annos, con-
eesto cerebral.
Ignez, branca, 2 annos, escarlatina.
Regina, parda, 3 annos, angina.
a Benedicto, preto, escravo, 30 annos, febre ty-
phoyde.
Hospital db caridade.Existem 60 ho-
mens e 52 mulheres, nacionaes ; 7 homens cs-
trangeiros, e 1 escravo, total 120.
Na totalidadedos doeotes existm 37 aliena-
dos, sendo 30 mulheres e 7 homens.
lavares Cordciro, pedmdo o registro de seu con-
trato social.Baja vista ao Sr. desembergudor
Oscal.
Nao havendo nada mais a tratar, o Sr. presi-
dente encerroo a sesso.
SESSAO JUDICIARIA EM 2 DE AGOSTO DE 1809.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEHBAROADOR
soma,
A um quarlo depois do meio-dia, achando-sc
presentes os Srs. desembargad ores Villares. Sil-
va Guimarese Guerra, eos Srs. depurados Reg,
f.emos. Basto eSilveira, o senbor presidente de-
clarou aberta a sesso ; e fui lida e approvada
a acta da anterior.
Jl'LCAME^TOS.
Appellante, Gaspar Antonio Vieira Guimarae9
Firmo as 6 horas da tarde, de hon-
CHRONICA JUUICIAR1A.
TRIBUNAL DA RELACO.
SESSAO EM 4 DE AGOSTO DE 1860.
Grosso. O nobre deputado tratou -sempre mais
das pessoas do que das cousas de sua provincia.
Em lodo o caso, devo dizer V. Exc. que nunca
recebi ao nobre deputado com aspereza, porque
nocostumo tralar a ningucra dcsta maneia
(Apoiados
guns dias, o quo era occasio para desen-
volverse rauitas febres de carcter perni-
cioso.
Segundo as noticias recebidas de Obidos, linda
passado do Para para Manau3, no vapor deste
mesmo nome, o gerente dacoinpanhia do Ama-
Para estobolecerum contraste, o nobre depu- | zonas, que se diz ia regulara marcha da
do conlou-nos o que se passra eutre elle e o
vapo- '.'". w"
es que o Sr. ministro d como en conslrucco I fallecido general Coelho quando ministro da
E o nobre deputado achou que lioha feito" to
grande descoberla, que encheu-sc de pre/.er e
licou radiante de jubilo.
O Sr. Peixolo de Azevedo: V. Exc. est en-
gaado : nao enchi-me de prazer.
O Sr. Ministro da marinha : Sr. presiden-
te, or. 1857 um dos meus Ilustrados antecesso-
res dolerminou que so consiruissem dous rapo-
res na provincia de Mato-Grosso, o remellen para
alli as machinas e ferragens necessarias para
es-so fim. Entrando ou para a administrarlo da
marinha, enviei tambera urna grande porco do
madeiras que l nao se poda obier, econslan-
temente tenho ri'C()rjimendado ao presidente da
provincia quo procure djr auljiiento cons-
trn i o dos vnpores.
Disse, porra, o nobre deputado .' Ainda nao
tarara as quilhas no cslaleiro, como e que
j coraecou a constraego ? Sonhares, para so
dizer que um navio est em conslrucco nao
itidispansavel que a sua quilha esteja'no esla-
lefro : desde que so preparara as madeirasTe
ojitros materias loein cornecado as obras, e oh-
to p'iie--e dizer que o navio est em cons-
truego (ira, cu sei que j existem algumas
madeiras preparadas, que uniros maleriaes se I
reunidos no lugar do irabalho...
U Sr. Peixolo de Aztvedo : F.u nao criminei
a V. Exc.
11 Sr. Ministro di marinha : Nem poda cri-
minar-rae.
11 Sr. Peixolo de Azevedo : Eu disse que V.
Exc. avangou o^i proposigo engaado por falsa
infor naga i.
o Sr. Ministro da marinha : Nao ha en-
Gano algum. Preparando-s madoirts para esses
vapores, a obra est em comego, e se est em
Comeco, eu poli i dizer ao presidente da provin-
cia: '< Trate do concluir esses vapores, porque o
facto de laucar a quilha no cslaleiro nao que
conslitue o sen coraego, ura servico como o de
galivar o cavorname", preparar o'convs, etc.
\ idos.'
guerra, o qual nao s consultou muitas vezes ao
nobre deputado sobre os negocios de Matto-Gros-
so, como leve a fortuna de recebar de S Exc,
ura relaiorio muilo circunstanciado, apoulando
todas as necessidadjs da provincia ...
O Sr. Peixolo de Xzeoedo :Nao disse que era
fortuna.
O Sr. Hiittfro da Marinha :Eu 6 que digo...
indicando logo as providencias que o governo
devia adoptar para salisfazt-las. Disse ainda o
nobro deputado que muitas das medidas pdr elle
lembradas lindara sido lomadas cora grande pro- I
veito para a provincia. Infelizmente, ao que
parece, em vista do que hontem declarou o no-
bre deputiJo, os resultados dessas medidas cora
tanto acorto adoptadas e postas em execugj,
duraro bem pouco lempo : pois que em menos
do tres anuos tudo tom desapparecido, e a pro-
vincia vollou a peiores circunstancias do que
aquellas era que se achava sob o rgimen colo-
nial I
Segundo o nobro deputado, lodos os males de
sua provincia procedera dos raaos delegados que
o governo alli lem.
Sr. presidente, os principaes empregados do
o sao os meamos que o uclual minis-
terio encontrou quando toinou conta da admiois-
traco do paiz ; nao conheco a lodos, mas de al-
?uus posso dizer que o dislinctos servidores do
nave-
gagao entre Manaus e o Per. Havia chegado
para aquella companhia ura novo vaporo
Incaque se destina para essa navegago.
Era Maranhao linham-se encerrado, no dia 8
do passado, os trabalhos da asserabla legislativa
provincial.
No dia 23 do mesmo mez fallecer, na capital,
o coronel Egas Moniz Tello de Samnni, um dos
hroes da independencia do Brasil.
Por inicialiva do Sr. Antonio Jos Poieira Maia,
digno director da casa dos educandos artfices
daquella provincia prepara va-se na cidade de S.
N'estes ltimos dias lem reapparecido, com
mais recrudescencia quo nunca, epidemia das
anginas e da febro escarlatina.
Demandaram o nosso porto, durante a se-
mana, 17 embarcaces mercanles, com a lolaco
de 7,839 toneladas. Sahiram, durinte o mes-
mo espago de lempo, 9 embarcaces mercan-
tes, com a lotago de 4,273 toneladas, e vapor
de guerra inglez Ardent.
Renderara, durante a mesma semana: a ,
alfandega, 53:911*996 ris ; o consulado ge- presidencia do exm. sr. couseliieiro ersklino
i ral 4:42i5o2d ris ; a recebedoria das rendas : de le.o.
Igcraes internas, 13:529j578 ris ; o consulado1 As 10 horas da manhaa, achando-se pres*n-
j provincial, 5:486j;838 ris. i tes os Srs. desembargadores Figueira de Mello,
Omovimento geral da alfandega, durante, Silveira, Giliraoa, Guerra, Lourenco Santiago,
: o niesmo espaco de lempo, foi de 3.354 volumes,'Silva Gomes, e Caetano Santiago, *procuraa&r
a saber : volumes entrados cora fazendas, 860;' da cora, foi aberta a sesso.
cora gneros, 1,(197: total dos volumes en-! Passidos os feitns e entregues os distribui-
trados, 1,957. Volumes sahidos com fazendas, dos, procedeu-se aos seguintes
|/07; com gneros, 690 : total dos volu- JUI.GAMENTOS
: mes sahidos, 1,397. Total 3,354 RECURSOS de eleices.
Falleceram durante a semana 77 pessoas sen- i Recrreme, Juvencio Deocleciano do Nascimen-
I do livres : 13 homens, 17 mulheres e 31 parvu- : to ; recorrido, o conselho.
Tor7m ^isaTas asLVrmarias elocirurgio n^S^^uva SK 5 Pa
into s 6 horas e 3|4 da manhaa; pelo Dr. T*s pe2 ^*' "25? Man0e'
Pi
Doi
e pelo Dr.
lem.
los; escravos
vulos.
homens, 4 mulheres e5 par- Relator o Sr. deserabargador Gilirana.
PA3SAGKNS.
Appellante, Manoel Jos Leite, como testamen-
teiro de Jos da Silva Pinto ; appellado, Lopes &
Irmos.
Do Sr. desenibargador Villares ao Sr. deserabar-
gador Silva Guimares.
Nada mais houvc a tratar.
Reg /tanjet.
No impedimento do secretario.
Comrnunicados
Sorteados os Srs. desemliargadores Silveira, i sejado.
Goianna> SO de julho.
11
A faccao Carvalhista nao perde occasio do
esligmalisar os seus adversarios, que sao todos-
aquelles que nao defendera as suas ambice9.
Era seu phrenesi e despeito, tomadas de justa*
apprehensoes pela sorte da eleigo, os sectarios
da candidaturaCarvalhonao "trepidara dianlo
dosraeios, urna vez que conduzam ao fim de-
T REVISTA DIARIA-
Tem hoje comego, peranie a cmara munici-
pal, a praga das rendas rauniripaes, relativos
aos raposlos de aferigo, 500 ris por cabega de
gado, medidas de farnha, mscales e bocetiras,
l.uiz urna exposigao iodustrial, que devjr ter lu- i Pr p de coqueiro, lalhos dos agougues, e do
gar no mez de oezembro prximo. 0 Sr. Maia, i aluguel da casa da ra da Florenlini.
no seu nobre o louvavcl einpenho de desenvol- j A referida praca continuar nos das 8 e 10
ver nos educandos artfices o desojo de aperfei-l de corrente.
coarem-se nos ditferenles ramos de industria a A cmara municipal dar hoje principio
que se applicara, leve a feliz lembrain a de con- as suas sessoes ordinarias, que CQiilinuai se-
vidar a todas as pessoas das classes industriosas guidamente al completar seis pelo menos,
para concorrerem exposigo com productos
seus.
E'urna novilade em nosso paiz ; ma? urna boa
novjdade, que vale a pena de ser acororoada.
Tmli.i chegado a cidado de Theresina,capital do
Piauliy o novo presidente para aili nonieado, Dr.
Manoel Antonio Duarlc de Azevedo, a quera o
Exm. Sr. coronel Ernesto Jos BaplisUt eutregou
a admnislraco da provincia.
No Cear asserabla provincial tinha sido
aberta solemnemente no dia 1." dojulho, eos
seus trabalhos corriam com regularidade. Diz-se
estado, e que estao prestando muito bom sor- que apoiar a admnislraco da provincia.
Sr. presidente, para do algum molo justificar ]
qualqucr demora que lenha luvido na construt-
ises vapores, assim como na de oulras
olirw too se mandarara fazer em Matto-Grosso,
eu dire Acamara que nao ha nada mais dillicil
(I i [ue encontrar em Halto-Grosso individuos
que sequeirara empregar nesses trabalhos; para
que I ijmi alguns operarios no arsenal daquella
provincia preciso quo sojara daqui remetiidos.
tal a falta de lrabalh%tlores em Matto-Grosso,
i i ) gereoto da companhia de navegicao do
Paraguay nao pode ainda encontrar, apezar de
muilos estorgos, quera se quizesse encarregar
dj melhoramento de urna parte do rio Cuiab.
A cmara ouvio hontem o nobre deputado di-
vico as commissoes de que so acham encarre-
gados.
Sr. presidente, lormino aqui o que tenho a di-
j zer era resposta ao nobre deputado pola provin-
cia do Malio-Grosso. Nao me sentarei. por'n,
sem dizer algumas palavras em referencia ao
I discurso do Ilustro deputado pelo Rio Grande do
j Sul, proferido em urna das sessoes passadas, na
j parte em que S. Exc. pareceu tcrdiieuldade em
I approvar o artigo addttivo que so achaem dis-
I eusso, pelo roceio de que, a nassar tal qual est
elle redigido, se eslaliolega imraediatcmeiite
| urna companhia de apreudizes marinheiros na
sua provincia, o que dore ser, no entender do
nobre deputido, era detrimento d'elia.
Sr. presidente, bem quo tivesso concordado
com a illustro coramisso de marinha e guerra
na apresentagao desle artigo, autorisando o go-
verno a eslabelecer em todas as provincias una
companhia de apreudizes marinheiros, da'.laro
cmara que nao meu pensamenlo crear todas
essas companhias, era raesmo eu o poderia
i fazer dentro do anno da le, nao s por causa do
[grande augmento do despezas que trarla a crea-
co de lamas companluas ao mesmolempo, como
porque np_y Uiv.ez possivel dispr do pessoal e
material para osso fim neces>arios.
Assim, pois, se a cmara dos Srs. depulados
di
zer; que ningucra na sua provincia tratava de i 0l8narTSQ aPt|n)Var o artigo tal qual se acha,
promover os inelhoraraenlos maleriaes ; disse- desle j assevero que nao me aproveilarei d* au-
D k mesmo que se o governo quizesse melhorar I 'orisacio em toda a sua extonso ; liraitar-me-
No havia noticias dos trabalhos da tommisso
scienlitica.
Espera va-se que se verificasso alli, em breve,
a iastallago da eaixa filial do Banco do Brasil.
Dos camellos importados para aquella provin-
cia j linham morrido cinco e iros crias por elles
produzidas depois da chegada. Onossi corres-
pondente perdn a espernuca de ver aclimatada
no paiz esta raga de animaos*
Conlinuam a despejar os negros o lixo no
espago intermedio ao caes e ao edificio das the-
sourarias provincial e de fazen la ; o que nao dc-
ve ser tolerado por todos os principios. Nao ha
multo que foi esse local limpo, e delle removi-
do quanla immnndicia haviam laucado, por de-
terminacao da cmara, segundo pensamos;
mas, avista do que hojo elle aprsenla, evi-
dente que se deve tomar alguma medida que nao
soja s oliinpar a esterqueira ; porque isto lor-
nar-sc-ha intil com a reproduego do abuso,
que praticado at em pleno dia, s claras e
sem consideraco nada.
Nao sabemos, porm, o que deva admirar
mais, seo alrevimenio do prelo em vasar em
sera el ha ote local o lixo e aguas imraundas, ou
se a iiidifferenga que ostenta a sentinella que ha
nessa pjragem, ainda que fique alguraa cousa
remota !
Deve-se, portanlo, mandar postar alguem
com incumbencia especial de velar em seme-
lhanle cousa, alias ludo ser era pura perda ou
Tinha tomado posse e entrado no exercicio do: em vo, ao passo que a porcaria sempre alli rei-
cargo do chefe de polica da provnci da Para-
hiba o Illra. Sr. Dr. Neiva.
A provincia eslava tranquilla e parece satisfeila
com a sabia e prudente administracc do Exm.
Sr. Silva Nunes.
O collega da Imprensa, roproduzinlo no nu-
mero desle jornal do 1. do corrente o trecho do
nosso lietrospeclo, quo referia o incidente occor-
nar.
Por acto da presidencia de 3 do corrente,
foi augmentado o veucimenlo do carteiro da
thesouraria provincial com mais finta por
cenlo.
Este acto, tem assenlo no art. 3 da le do or-
camento vigente n. 483.
No dia I Ido corrente tem de ser arrema-
rido no da 13 de junho na assembla H'ovincial',laJos, peranie a junta da fazenda, os impus-
daquella provincia, pretende que tomos mal in- t(,s do municipio de Cimbres e da comarca de
O rio Coi iba devia mandar daqui um Oflicial de
marinha para dirigir essa trabalho, que seria I
executado por pracas da armada. E'por este I
motivo que a conslrucco desses vapores nao
I i todo o andamento quo era para dse- !
jar : o m israo se polo di/.er a respeito do esta-
leiro de Dourados : alli nao se eneontram artistas "."na^ e oceupa-se detidaraenle em responder ao
lores, p*r' minislrn da marulia, COrroDoiaudu suas au-
lerlores asserces.
hei a crear uma ou duas corapanhias, c para
Iraoquilisar ae nobre deputado pelo Rio Ciando
do Sul, accrescontarei quo nao pr
nenhuma dolas na sua provincia.
muito bem.)
O Sr. Peixolo ne Xzeredo succede-lhe
[Muilo bem
tri-
na
Doura 1
aera irabal
Disse o nobre deputado que, segundo Ihe cons-
tava, eu pretenda mudar o ejlabeleeirneuto de
i los para outro ponto da margem do rio Para-
guay, sendo alias aquello o mais apropriado para
um estaleiro. Direi casa que as opinioos de pes-
> entendidas quo tem percornlo o rio Para-
, e quo conhecem a provinca de Matto-
Grosso, nao sao uniformes a respeito do poni
em [ue o estaleiro devo ser collocado.
O Sr. Peixolo dr. Azevedo : Sei disso.
O Sr. Ministro da mri;i/ia : Tenho a este
ilo opinioos diversas, e de pessoas respei-
taveis. Era vista dessa divergencia de opinioos,
saliendo que futuro do estabelecimeiilo depen-
de principalmente do local em que fr assenlado,
entend que devia sujeitar esta questo ao exa-
nio de pessoas entendidas. Ouvi ao conselho
naval a respeito deste assnmpto, e nao satisfei-
lo com isso. aubmelti a questo ao consellia di>
Catado, o qual anda nao deu o seu parecer ;
mas llevo dizer ao no'ore deputado quo a minha
intengo por ora conservar o estaleiro no lu-
gar em que se ach, Admira porm que o no-
bre deputado quo hontem nos disse, e ainda
hoje repeli, que nada absolutamente se lem
feito nos Dourados, qne tudoquanlo alli exisle
uma casa
querer fi
Pica encerrada a discussao dete artigo, nao se
proeedendo volaco por nao haver casa.
A or Jora do da para a sesso seguintc a
mesma anteriormente designada, tanto na pri-
meira como na segunda parte, proeedendo, po-
rm nesta a votoc&O do arilgo additivo cuja
discussao licou encerrada.
Levanla-sc a sesso.
PERNAMBUCO.
RECIPE, i DE AGOSTO DE 1860.
S SEIS HORAS DA tarde.
Retrospecto semanal.
Os vapores Ibcatntu o Navarro, procedentes
da corte, e o Oyapock, rindo do Para e portos de
escala, forneceram esla semana uma boa copia
de noticias importantes das provincias o raor-
menle da corle do imprio.
As iliscusses da asserabla geral leera estado
interessanlissimas, especialmente as do senado,
, que se oceupava de assumptos da mais subida
que elle constrio, me censorasse por transcendencia.
.' "daD5" d0. es a,f .">. abando- C()nlinuava alu a ,ratar.sn do projecto banca-
n m taMWj qnanto j se hav.a feito no ponto rio da ,,, do3 deputados, muilo alterado j
1 pelas emendas e addiccoes que Ihe fez o ac-
br. presidente, o nnbro deputado, lendo ura 1 tual presidente do conselho, o Sr. conselheiro
trecho do meu relatorio, nao s coiitou as li- Eerraz. e da lei interpretativa do art. 6." $ 1." da
n iis que escrevi a respeito do arsenal do Mallo- constiluicaa.
so, como chamou a atlengao da cmara so-1 Na cmara temporaria tinha passado em ul-
pouco cuidado, ou mesmo ignorancia do i tima discussao o projecto do reforma eleiloral,
ministro, que nao sabia que o arsenal daquella alargando os circuios, e alterando em oulros
na cidade de Cuiab e nao na ponlos a legislago anterior sobre eleiges. O
projecto passou por urna grande maioria'de vo-
pessoas que julgo tos, c ia ser rcmellido para o senado, licando pa-
vincias. Dzendo ra sorem discutidas era projecto separado emen-
cidade do Matto-Grosso.
Eu cscrevi o relaiorio para
Conli cu que o estaleiro dos Dourados lera por fim
concertar os navios que, nao podiam subir o
no Guiaba para serem concertados era Mallo-
Grosso, esti entendido que rae reliro capital da
provincia. Sei porfeiamente, a casa o sabe, o
deputado nao adianlou cousa alguraa, que
Malto-Grosso nao Cuiab ; e quera lr o meu
relatorio coni o espirito desprevenido e sem o de-
sojo de adiar algum motivo de censura, ainda
. rojecio sep
das quo elovavam o numero de depulados de al-
gumas provincias. O projecto principal, que ia
ser remedido para o senada, esperava-se que
passasse alli, e que fosse convertido em lei do
estado at o encerramenlo das cmaras. O ou-
tro sobre o augmento da depulico nao sahir
provavelraento este auno da cmara dos depu.
lados.
A. opposicao, na cmara temporaria, insigni-
que insignificante, entender que filio da cap- I ficante em*numero e pouco importante quanlo
tal de Matto-Grosso, e nao da cidade de Mallo- ao mrito parlamentar de seus membros. Nn .>-
Grosso, at porque para esta cidade n?o se vai
Bubindo o rio Cuiab.
Sr. presidente, o nobre deputado disse-nos
que os commaudantes dos vapores pertencentes
estarlo de sua provincia occupio-se em Iran-
porlar ohjectos particulares o em fazer o cen-
traban.lo.
O nobre deputado j rae havia particularmen-
te communicado alguraa cousa a este respeilo,
e eu, apezar de ter logo depois de entrar para
ministerio determinado que os vapores do esta-
do nao fossem empregados no transporte de g-
neros particulares, exig informages do presi-
dente do Malto-Grosso, e espero resposta para
tornar as providencias que julgar necessarias.
O nobre deputado disse anda que se devam
applicar esses vapores nos transportes desses g-
neros ; entretanto censura porque se faz isso...
O Sr. Peixolo de kzeoedo ;\ censura por-
que o prego desse transporte nao reverle aos co-
fres pblicos.
O Sr. Ministro da Marinha :Eu nao pos30 ac-
ceder ao pedido do nobre deputado : e se esses i
vapores conlinuarera a erapregar-se no trans- \
porte de gneros do comraercio, declaro que o
farao contra as minhasordens. Enlendo que nao
convem que os navios do Estado sejam applicados
no servico dos particulares ; a sua misso ou-
tra muiio diversa.
O nobre deputado sabe que existe uma compa-
nhia subvencionada pelos cofres pblicos em cu-
jos vapores pode o comraercio de Matto-Grosso
transportar os seus gneros. O nobre deputado
nao ignora que era circumstancias extraordina-
rias ha ordem para que o? vapores do governo
prestem auxilio aos vapores que se dirigrem a
Curuinb ou mesmo a Cuiab. O governo da pro-
ao mrito parlamentar de seus membros. o se-
nado, porm, nao suecede o mesmo ; alli a op-
posico relativamente mais numerosa, e conta
em seu seio algumas das mais altas illustraces
do paiz.
O ministerio, aceitando 'as boas ideas do seu
antecessor e iniciando outras de vital interesse
para o paiz soubo atlrahir a si a grande maioria
dos representantes da nagao. Em ambas as c-
maras conta elle com ura apoio efficaz, c em am-
bas tem a seu lado parlamentares dislinct03 e
muilo traqnejadns na vida publica.
E' de presumir, perianto, que alravesse sem
obstculo o resto da sesso legislativa e a peri-
gosa quadra eleitoral que se approxima.
Na corle faziam-se os preparativos pira a so-
lemnidade do juramento que, segundo o pre-
ceito da conslituigo, devia preslar no dia 29
do passado a serenissima princeza imperial, a
Sr.a D. Isabel, herdeira presumptiva da co-
101.
Corra que nao haveria despachos nesse dia.
Na Baha, a forae conlinuava a assolar o inte-
rior da provincia. Grande numero do familias,
emigradas do serlo havia chegado
Cachoeira, e d'alli partiam ellas
sos lugares das iraraediaces da
dade.
As noticias das Alagoas uada ofiereffem de in-
teresse.
O Oyapock, que tinha passado para o norte
quinze dias depois do Paran, aqui chegou de
lorna-vigem primeiro do que este, que consta
ter ficado a concertar no Maranhao. Esse con-
cert foi parte para que estivessemos por es-
pago de ura mez privados da noticias do
norte.
A companhia brasiteira de paquetes, que pesa
formado, e refero os fados do modo seguinte :
No da 13 de junho prximo passado, reuni-
do numero legal dos senlioies depulados provin-
ciaes, s 10 horas da manhaa. pouco mais ou
menos, foram proclamados, de conformidade com
o regiment da assembla, presidente o Sr. Ma-
noel Profiri Aranlia, Io secretario o Sr. Dr. Ani-
zio Salalhiel Carneiro da Cunha, o V dilo Sr.
Dr. Joo da Malla Correa Lima, os quaes toma-
ra ra immediatamente assenlo.
Sendo, porm, estes senhores menhros do
partida conservador, nao polo esla elei;.id agra-
dar aos membros do partido opposto ; pelo que
leudo cro-iri algnns_seuhores deste lado poltico se o.'pozeram
eleic.io sob o fundamento de que a hora marca-
da pdo regiment ( 10 horas ) ainda cao havia
soado no relogio da casa, ao que respondern! os
onlrosqueno era raolivo bstanle, visto que
em diversos relogios do acnhoroo <.o|uitados
erara 10 horas.
A discussao rolou nesto p, e azedo i-se mes-
mo um ponen, sondo depois proclamida uma
oulra mesa liberal, que lomou assenlo ao lado
da oulra.
a Continuando este estado de cousas poa al-
gum lempo, sem que se chegasse um resultado
definitivo, lembrou-se um dos senhores depula-
dos d*um ineio tendente resolver esta questo,
o qual foi ser o presidente da assembli do par-
tido conservador, e os secretarios do lado libe-
ral.
Depois de alguma relulancia de diversos se-
nhores de puta.I os fn aceita esla propos a, e con-
tinuaran) regularmente os trabalhos da assem-
bla, nada se, fazendo, durante a sesso desse
dia, respeilo di verificago do poderes, visto
que diversas duvidas appareceram respeito dos
depulados que doviam, ou nao votar, visto que
haviam duplcalas, e uma eleigo, que :om bous
fundamentos era consi (erada nulla.
Depois de terminada a sesso, alguns senho-
res depulados forara palacio, e diante do Exm.
Sr. presidente da provincia discuilrara n respeito
das questoes da assembla.
Vendo, porm, S. Exc, que era bem difficil
chegarem os senhores depulados ura accordo
promple e razoavel, dignou-se de mandar convi-
da-es pelo son ajudaule do ordens era suas ca-
sas, para que li/csscm o favor de apparecer em
palacio s 7 horas da noito, convilo este quo foi
recebido, o que nao podia deixar de so-lo, seno
como um meio muilo curial, pelo qual desejava
S. Exc. que os negocios da assembla livessem
uma solucao prompta c mais conveniente cora os
interesses da provincia.
Reunidos os senhores depulados i 7 horas
no palacio do governo, S. Exc. expoz-lh ;s o mo-
tivo daquella reunan, fazendo sentir O desojo
que tinha de que livessem as questoes da assem-
bla uma solufo prompta e convenienlo.
Terminadas as breves palavras que S. Exc.
sedignou de preferir aos senhores dcpulidos, le-
vantaram-so todos e procuraram chegar um
accordo.
Depois de diversas propostas, e rejeigoes de
proposlas, chegou-se ao seguinte accorda.
1Q Que seria approvada a eleigo de Souza,
Porabal, Paltos, o Catlo, e rogeitaOa a do
Pianc.
a 2o Que seria approvada a eleigo de Cam-
pia.
3" Que a mesa no Io mez seria composla do
presidente, conservador, o Sr. Prolirio Aranha, e
os sccrelarios, liberaes, os Srs. Machado e Souza
Carvalho.
4o Que no segundo mez seria toda mesa li-
beral.
5o Que conlinuariam de assenlo os supplen-
tes dos depulados, cujos faltas erara reconheci-
das.
a S. Exc. foi o garante desle accordo.
cidade da
para diver-
mesma c-
Flores.
Serve de base este o offerecimenlo de......
1:3339333 por anno do licitante Antonio Jos de
Sou/.a, o aquello o de 7O$0(K), tambera por an-
no, de Juaquim Jos da Cosa.
A airematago ser feila por um triennio, a
partir do 1" de julho prximo passado a 30 do
junho de 1863
0 processo da habilitarlo para ella tora lugar
no dia 9.
Forara recolhidos casa deleni.o, no dia 3
do correle, 5 homens livres e 1 escravo, sendo:
2 ordera do Dr chefe de polica, 3 a ordcni do
Dr. delegado do primeiro districlo desto tormo e
l a ordem do subdelegado dos Afogados.
Lista dos baptisados havidos na freguezia
de Santo Antonio do Recife, de 15 do passado
4 do correule.
Manoel, branco, filho legitimo de Antonio Fer-
nandes da Silva Beiris e Umbclina do Espirito
Santo.
Manoel, crioulo, filho natural de Bemvinda Tlie-
reza de Jess.
Iriua, parda, filha legitima de Joo Jorge Pe-
reiri e Malhlde Mara da Concec.n.
Goncalo, crioulo, escravo do Jos" Luiz de Sc-
queira.
Felicianna, parda, escrava do Francisca da Cu-
nha Bandeira do Mello.
Satyro, pardo, filho legitimo do Valerio Pache-
co de Alinela e .loaiina Baplista.
Mnervino, pardo, filho legitimo de Adolpho Luiz
de Souza e Paulina lierculana.
Manoel, pardo, lilho natural de Mara Rita da
Conceico.
Virginia,'parda, escrava de Candida Hara Pus-
sidonia.
Tlinbiose No, pardos, escravos de Ignacio Luiz
de Brilo Taborda.
Filomena, parda, escrava do capilo Silvino Gui-
Iherme de Barros.
Mara, branca, lilha legitima de Gabriel Antonio
de Castro Quintaos e Mara Jo do Olivoira
Ramos.
Umbelina, branca, filha legitima de Antonio Jo-
s dos Res e Eleodora Jacinlha Pereira do
Canto.
Demetrio, pardo, filho legitimo de Jos Miguel
Pereira e Francisca Theodora das Chagas.
Luiza, parda, filha natural de Caelaua Mara Se-
nhorinha.
Antonio pardo, filho natural da mesraa cima
Um Qlho de Miguel Jos Pereira.
Uma filha legitima do fallecido Joaquira Jos
Luiz de Souza.
Urna filha legitima do Dr. Alexandrc Jos Perei-
ra do Carmo.
Casamentos:
Jos Antonio de Azevedo com Erraelinda Amalia
da Silva Sanios.
Jos Hygino dos Santos com Emilia Joaquina
Pereira Burgos.
Jos Mara Bttancourt com Anna Bernarda de
Hedeiros.
Antonio de Souza Reg com Anna Francisca R-
bero.
Jos Joaquim da Silva Mendonga com Maria Ame-
lia do Carmo.
Jos Joaquim Pinto Marlins com Francelina Joa-
quins da Rocha Leal.
Passageiros do vapor nacional Oyapock,
sabido para os porlos do sul : Dr. Joo Paulo
Monleiro de Andrajo e 1 escravo, Jos Carlos
Marinck e 1 criado, Dr. Manuel Enedinu do Reg
Vallenca, Jos Luiz da Cosa, Carlos Augusto
e Silva Gomes.
Negaram provmenlo.
Aucnwo de petic.o.
Aggravante, D. Virginia Amanda Bruce da Sil-
va ; aggravado, o juizo.
Relator o Sr. dosembargador Lourenco
llago.
Sorteados os Srs. desembargadores Gilirana,
e Silveira.
Negaram provimento.
AI'PELI.ACOES cbimes.
Appellante, Francisco Antonio das Chagas ; ap-
pellado, o juizo.
A novo jury.
Appellante, o juizo; appellado, Antonio Mon-
leiro dos Sanios.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Laurindo Jo-
s Cardozo.
A novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Car-
neiro de Albuquerqtie.
Improcedente
Appellante, Vicente Ferreira Aza-branca ; ap-
pellado, o juizo.
Nullo o processo.
Appellante, o juizo ; appellado, Manoel Faus-
tino Bezerra.
Improcedente.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Pedro do
Nascimenlo.
Improcedente a appellaeo.
! Appellante, o juizo ; appellado, Pedro Jos
""i, de Oiiveira
Nao inmarara cnnheriraento da appellaeo.
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco AI-
TOS da Silva.
A novo jury.
Appellanle, o jui/.o ; appellado, Jos Joaquim
de Siqneira.
Nao lomaran ronhecimento.
Appellante, o juizo ; appellado, Antonio Sa-
raiva de Lemos.
A novo jury.
Appellante, Antonio Claudino Pessoa ; appel-
lado, Antonio ThomazTeixeira Galvo.
Com vista ao promotor da juslica.
APPELI.VCOES CIVEIS
Appellante, Joaquina Maria Pereira Vianna ;
appellado, Luiz Rodrigues Villares.
Confirmada a senlenca.
Assignou-sc dia para julgamento da seguinte
appellaeo crime :
Appellanle, Joaquim Ferreira da Silva; appel-
lado, o juizo.
Appellanle, o iuizo ; appellado, Januario Ce-
lestino Cruz.
distribu c5es.
Ao Sr. desembargador Figueira de Mello, o
aggravo de pelico :
Aggravante, i). Sechcria Joaquina Leal ; ag-
gravado, o juizo.
O recurso crime :
ltecorrenle, o juizo; recorrido Claudino de
llollanda Trevas.
Ao Sr. desembargador Silveira, o recurso
Lins deSonza, Manoel Polycarpo Pereira de Aze-
vedo, Jos Maria dosSanlos, Joaquim Jos Fer-
reira, Antonio preto de nsgo, liberto, Audr,
preto de naci, liberto, Dr. Francisco Antonio
de Oiiveira Ribero, 1 escrava e 1 criado, Manoel
Rodrigues Barbosa, Francisco do Paula Andrade.
baro d'Alhalaia e 1 escravo, soldado Antonio
a a. r.u. ioi o garante desle accordo. baro d'Alhalaia e 1 escravo, sole
Reproduzndo aqu a nolicia do facto, lal qual Cilrtos da CosU e s- Ernes(0 'Dim
,miL pn,ifa' dei"mos ao Jast0 crcleno d0 o Bento, prelos, libertos, soldado .1
ublico o confronta-la com o nosso retrospecto m,irt H/n.,ri'.Bl. i.. i
De primas em primeiras, era-Ihes preciso in-
famar a reputago de todos os orgos da aulori-
dade publica de Goianna. Invejando as boas re-
lagoes que com elles mantem o prestigioso Sr.
coronel Joo Joaquim da Cunha Reg Barros, cu-
San-i ja legitima influencia nio ha por em duvida,
pretendern! elles por meio da intriga e da ca-
lumnia torpe desacreditar esses dignos magis-
trados, cujo carcter integro c imparal faz glo-
ria e honra magistratura brasileira.
Suppondo, em seu modo de ver as cousas, que
a influencia do Sr. coronel Joo Joaquim des-
canea sobre os orgos da auloridade, era de mis-
ler rebaixar estes em rerriminaeo dos odios
que^a faccao Ibes consagra. E por oulro lado,
expr o Sr. coronel Joo Joaquim s vistas da
auloridade como um cidado que menospreza s
le e os seus ministros al ao poni de dar gua-
rida e acolhmenlo criminosos da comarca, era
ura plano de balalha que podia levar de vencida
esse bom conceito de que goza o Sr. coronel Joo
Joaquim da Cunha Rogo Barros.
Ainda que porjura manejo indigno, o plano
tragado de anten.o podeiia dar bous fructos.
Da idea ao aclo nao vai se nao um passo, desde
que se acariciam todos os raeios que podem le-
var ao fim desojado.
Dest'arte, ciirenlando a discordia entre os
amigos do Sr. coronel Joo Joaquim c os orgos
da auloridade, a faceo tinha para si que, por
um s aclo, conseguira desacreditar uns e ou-
lros, c salisfazer os seus odios, e dar ganho de
causa aos seus ulereases. Era um bello e se-
ductor prospecto I
^ Se em reaco circumscripco do circulo da
Goianua a arma poderia quebrar-so as raaos
d'aquelles que a manejara, nao seria provavel o
mesmo resultado em relacao ao resto da provin-
cia, onde o carcter honrado e virtuoso do dis-
lioclo ancio, e amigo servidor leal do estado,
nao como aqu lo profundamente condecido.
0 que se dira e pensara, ao ver-se carregada
urna repulacao de infamantes imputacoes, quaes
sao a de acolher criminosos c a de ioipor-se aos
traeos e pequeos com a ivrannia de um senhor
feudal ?
Todos quanlos lem a felcidado de communi-
car as virtudes Sr. coronel Joo Joaquim, indig-
nar-sc-iara por semelhatile aersuaco Aquelte
ancio que cotila os seus longos das "por actos do
virtude, aiivel, bondadoso, amigo da lei e sin-
ceramente dedicado causa publica, caitamente
incapaz de transigir rom o crin.o.
Como, portento, pbaulasiar-se a existencia de
urna allianca leonina entre esle .grave carcter e
os distinclos juiz s da comarca,para o fim de im-
por a todo custo uma candidatura eleiloral? On-
de eslo os bros de Goianna ? Onde se acolbe
a moralidade du magistrado Foram-se j tolas
as garantas que moralidade dos aclos podem
offereccr a investidura da auloridade, o presti-
gio que a cerca e a honeslidade consagrada era
tactos ?
E por outro lado :Por si. por seus dignos fi-
Ihos, por sua ntim irosa familia, por seus iiuiu-
meros amigos, nao podia esperar o chefe de um
1 grande partido que se coroassem as suas pre-
desarrazoadas
em desproveito dos interesses de Goianna?
Nao o Sr. Dr. Alfredo ura joven rico de espe-
rances, feliz de talento, experimentado na tribu-
na e sectario fiel da escola conservadora > Ita
ah muitas vidas irropreliensiveis, como a do Sr.
_ I Dr. Alfredo, ora actos, costo mes e dedicaco
causa publica f A comarca de Goianna n'o Ihe
I deve ja bous servgosl
F,' com estes predicados e autorisada por estes
! antecedentes, que a candidatura do Sr. Dr. J.
Alfredo resuocta ao pensamenlo de seus amigos
e prenles de Goianna. A fraude, a calumnia
torpe e a immoralidade nao pleileiam pelo Sr.
Dr. J. Alfredo.
Nao temos por fim eslabelecer um parallelo
entre o Sr. Dr. J. Alfiedo e algum outro candi-
dato. Destinado a repellir as aggrosses, a nos-
ulas passadas e
de esmerilhar certos fados, que estao vivos na
conscinnea publica. O Sr. Dr. J. Alfredo j fui
convencido de traidor e desleal'? J foi conven-
cido de ingrato e prfido ? J foi convencido do
apandar na intimidado da aniizade o que depois
Recrreme, o jui/o; recorrido, BellarminoIIer- &*? Sao ellas, por ventura,
meto da Silveira.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, a
appellaeo civel :
Appellanle, Gerlru les Maria de Menezes ; ap-
pellado, o prelo Vicente.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, o
gravo de pelico :
Aggravante," Joo Hyppolilo de Meira Lima ;
aggravado, o jui/o.
As 2 horas da tarde eneerrou-se a sesso.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 2 DE AGOSTO
DE 1860.
presidencia do exm. sn. desembargador
SOIZA.
As 10 horas da manhaa, acliando-se presentes Sa misso nao de resuscitar as
os Srs. depulados Rogo, Basto, Lemos e Silveira,
o Sr. presidente declarou aberta a sesso.
Foi lida e approvada a acta da antecedente.
Lcu-se o seguinte
expediente.
Um officio do juizo especial do commercio, de e mais larde Ihe deveria valer com arma de ag-
26 de julho ultimo, communhando estar j do- [ gresso ?..,.
clarada a fallencia de Siqueira & Pereira, quando j Era preciso que um grupo de escobados sahis-
foi-lbe entregue o olficio de parte deste tribunal, Se imprensa, esfaimado por vingar-se e alloni-
datado de 23 do mesmo mez.Inleirado. I tu de desespero, para que o passado viesse a ser
Foi prsenle a colacao official dos procos cor- invocado por nos
rentes da praca, relativa semana linda.Ar-
chive-se.
DESPACHOS.
Um requerimento de Evaristo Mondes da Cu-
nha Azevedo, satisfazendoo despacho do 23 do
corrente.Prestad i a fianca, volte.
Discutamos, porm, com a calma de quo sao
capazes as coiiscioncias rectas.
O nosso preslimoso amigo o Sr. coronel Joo>
Joaquim da Cunha llego Barros, saber relevar-
nos se offendemos a sua modestia. Um facto ex-
plica a razo porque entramos em discussao pela
Oulro de Victorino Domiugues Alves Maia, pe- j imprensa sobre os negocios de Goianna. E' que
dindo o registro da escriptura de hypotheca que no meio das irnpulages infamantes, pode per-
apresenta.Registre-se. j der a reputaco de amigos quem niito pre-
Outru de Caetano Cyraco da Costa Moreira, re- saraos,
plcando do despacho de 21 de junho ultimo. j Timn.
Vista ao Sr. desembargador fisca
Outro do Manoel Lea > de Castro, replicando do
despacho de 21 de junho ultimo.Prestado o ju-
ramento e assignado o termo de responsabilida-
de, passe-se titulo. ----------------------------------------------------------
Outro de Manoel Bento da Silva Magalhes, pe- Srs. rodadores.Tendo viudo pela segunda vea
dindo que so mande que o prosidente da junta a esla cidade para tralar do negocios meus parti-
dos correlores cerliflquc qual o cambio actual da ciliares, que, posto ao sejam segredo, nao mc-
raoeda porlugueza para a moeda deste imperio rocera ser aqu expendidos por nao intoressarem
Como requer. j ao publico, e procurando com diligencia desem-
Oulro de Daniel Pancracio Wild e D. Franceli- baracar-me dclles para rae retirar, fui hontem
Correspondencias.
a
publico o confronta-la com o nosso retrospecto
de 25 de jundo, e decidir por sise da alguma
differenga enencial entre as duas narrajes.
Bem sabe o coilega que nao lemos interesso
em fazer passar por barbara a provincia da Para-
dyba, e era do que disseraos n'aquello nosso ar-
tigo se pode inferir tal coosa. E' innegavcl quo
os partidos da Paradyba, comoem algumas mais
provincias do Norte disputam-se cruaroenle as
posigoes ofliciaes, como provam as ultimas elei-
ges. Nao erar portanto, para espantar, que a
lucia passasso das assemblas eleitoracs para o
recinto da assembla provincial, e q e adi so
dessem scenas mais ou menos violentas. A tran-
sico era verosmil e por isso crivel.
Satisfas-nos muito o poder acreditar que as
cousas nao chegaram aos excessos que ios refe-
riam. e que a noticia da Imprensa restitu as-
sembla provincial da Paradyba os seus, foros do
prudente e moderada.
Tivemos noticias do interior da provincia.
A secca continua a anTigir algumas comarcas do
serlo, e vai ceraegando a causar males gravissi-
mos. Em Camar,, se nao fra o agudj que alli
quio do Nascimonto, Carlos Aususto Ribeiro
Campos, Americo Neito Frmiano do Moraes,
Jos Guedes Nogueira, Leopoldino Antonio da
Fonseca, Silvestre Alves da Silva e 1 escravo,
Manoel Luiz da Veiga, Paulino Das Fernandes,
Jae.intlio de Souza Nevos Jos Antonio de Moraes
o Mallos. Tdeolonio Ribero e Silva, Jos Feli-
ciano Machado, Joo Augusto de Vasconcellos
Leito, Antonio Francisco Marinho, Bernardo
Ferreira da Cosa, desertor Jos Gomes de Sou-
za, Antonio Pinto Ribeiro de Carvalho, Florencio
Ferreira de Faria, Jos Antonio do Barros, Anto-
nio Valentim da Silva Banoca e 1 escravo, Joo
Ferreira Vliela, madama Comrinci Wailhr e 78
escravos a entregar.
Passageiro da barca brasileira Recife, vinda
do Rio de Janeiro : Eugenio Gongalves Casco.
Matadouro publico.Mataram-se para o
consumo da cidade no- dia 4 do corrente 109
rezes. .
MORTAMDADE DO DU 4
Amelia, parda, 2 annos, escarlatina.
Gervazia Portazia do Sacramento, branca, soltei-
ra 81 ennos, erysipella.
na Maria de Oiiveira, por seu procurador, pedin-
do o registro da escriptura ante nupcial quo en-
tre si celebraran].Regislro-se.
Oulro de Jos Manoel Rodrigues, por seu pro-
curador, satistazendo o despacho de 4 de agosto
do anno prximo passado.Prestado o juramen-
to e assignado o termo de responsabilidade, fa-
gam-se as annotacoes como requer.
Outro de Silva i Multa, fazendo varias obser-
i vagues sobre ura resumo do ultimo balango do
z Slrit, Emilio activo e passivo da sua casa, que fui registrado
Manoel Eusta- neste tribunal, e pedindo que sejam as mesmas
- observagoes registradas no livro em que foi o ul-
timo balango.Como requer.
Outro do Francisco Ignacio Pinto, pedindo o
titulo de agente de leiles para que foi noraeado,
visto ter prestado o respectiva fianga.Passe-se
Ululo.
Outro de Francisco Botelho de Andrade e Jos
Joaquira Lopes de Almeida, pedindo o registro do
seu (contralai de sociedade. Haja visla ao Sr.
desembargador fiscal.
Outro de Ribeiro & Moraes, que tendo dissol-
vido a sua sociedade desde 28 de abril do cor-
rele anno, pedem que seja registrado o docu-
mento junto*Haja vista ao Sr. desembargador
fiscal.
Outro de Francisco Joao de Barros, pedindo o
registro do uma procurago que ajunta.Como
requer.
Outro de Tissct-Frres, salisfazendo o despa-
cho desle tribunal de 12 de julho ultimo.Re-
gistre-se.
Outro dos mesmos pedindo matricula.Como
requer.
Outro de Joo Baptista Capiaoo e Manoel Moniz
sorprendido de ver-rae o objeclo de ndagages
da polica.
Creio que, victima do alguma abominavel in-
triga, fui denunciado policia como passador do
moeda falsa, pois que neste sentido procedern]
os Illms. Srs rs. chefe de policia e delegado F.
J. Marlins Pena Jnior s precisas averiguacocs.
Ignoro a quera deva allribuir esse manejo infa-
me, por que nao tenho aqui inimigns condecidos,
e menos posso ainda saber com que fim proce-
den o meu delator, que devo ser um ente muito
abjeclo e desprezivel. Sinto soincnlc que me nao
fosse dado conhacer esse delator e proceder con-
tra elle peranie os trbunaes do paiz, para pedir
a reparago da calumnia do qug fui vicliraa. A
le, que permiti ao calumniador o escouder-se
sob a capa de um delator anonymo, nao se ac-
corda de modo algum com os principios de jus-
tiga universal, e aienos ainda com os que pro-
clamara a publicidade dos debales judiciarios.
Creio mesmo que a nao ha.equemesei pern.il-
tido achar-ine face a face do meu delator, para
Ihe pedir conias do seu indigno procediraento.
Por ora, s rae resta a salisfacao de declarar quo
devo aos lllms. Srs. Drs. chefe de policia e dele-
gado F. M. Pena Jnior, profundo reconhecimen-
to, pela prndenca c moderago com que se hou-
veram as averiguagoes a que liverara de pro-
ceder para cerlificar-se da falsidade da denuncia.
Pode considerar-se verdaderamente livre e feliz
a nago, que conta em seu seio grande numero
de magistrales eomo estes, quesabem alliar mo-
dos urbanos e delicados 6 aclUidade e energa
necessaria para o bom desempenho de seu pe-
noso encargo. .
Ro|o-lhes, Sa, redactores, de dar pubUciaade


x

(*)
MARIO DE PERNAMBUCO. SEGISDA FE1RA 6 DE AGOSTO DE 1860.
a eslas liuhas para desaggravo da boa reputaco,
a que rae julgo cora direito, em ura paiz, em'quo
lenho vivido honeslamenie duraote viniere dous
annos, c como um leslemunho do rainha gratidao
aos dignos Srs. delegado o chefe de polica.
Sun, Srs. redactores, seu attencioso criado
Pedro da Rocha Felgueiras.
Recife, 3 do agosto de 1860.
Publicares a pedido.
l ni acto de beneficencia.
Copia.Nos abaixo assignados, comraerciantcs
desta praca de Peruambuco, tomando cm consi-
derado o estado em que se acha de mendicidade
u Sr. Manoel Jos de Magalhaes Tinto, logista que
lora da ra da Cadcia do Recife, visto como para
manter-so ha chegado ao ponto do esraolar de
porta em porta, temos de comraum accordo e
por nossa mui livre vontade, lhe consignado a
mens3lidade de (500 ris) cinco tuslocs por me/.,
a que lera elle o direilo de nos exigir em cada
mez, sob a condico porm de nunca niais pedir
esmola pelas portas, sendo que se assim o Qzer
lera por urna vez perdido o direito de receber a
rnensalidade que he offerecemos e a que pelo
presente nos hemos obligado.
liecie, 22 de julho de 1800.
Da ra do Cabug.
Alraeida Burgos.
Jos Victorino de l'aiva.
Castro & Amorim.
Custodio Jos Alves Guimaraes & C.
llamos & Lima.
Manoel Joaquim Dias de Castro.
A. J. Vaz df Miranda.
Burle Jnior & Marlins.
Jos Brandao da Rocha.
Salyro Seraim da Silva.
Joaquim Marlinho da Cruz Correa.
Francisco Garca Chaves.
Vicente de Paula Oliveira Villas-Boas.
Morcira & Duarle.
Manoel Antonio Gonc,alves.
Nicolao Tolentino de Carvalho.
Joaquina Monloiro de Olivera Guimaraes.
Jos Joaquim Goncalves de Barros.
Ramos & Cirno.
Jos Dociingues Maia.
ViccDtc Monleiro Borges.
Angelo Custodio dos Santos.
Nesta ra, promovern a subscripeo o Sr. C
J. A. Guimaraes o A. C. P. do Burgos P. de Leo.
Vamos proseguiudo nesle empenho em oulras
ruus do commercio, e iremos publicando os no-
mes dos comraerciantcs que de lao boa vontade
vo concorrendo para um acto de tanta humani-
dade.
*
COJ1JIERCIO.
l'iaca do Recife \ de agosto de 18G0.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cotaces oficiaes.
<:ouros seceos salgados-212 li2por libra.
Cambio sobre Londres 25 \\\ d. 90 d|v.
George PatcheltPresidente.
ubourcqSecretario.
Caixa filial do banco do
Brasil.
EM 31 DE JULHO DE 1860.
A caixa desconta letras a 10 0/o, loma saques
sobre a praca do Rio de Janeiro e recebe diuhei-
ro ao premio de 8 0/o ao anno.
Alfandega.
Rendimento dodia 1 a 3 .
dem do dia .....'
30.062396
16:260^419
46.332*815
402
Moviraento da alfandega
Voiumesentrados com fazendas 173
com gneros 229
Voiumes saludos cora fazendas 177
com gneros 365
------542
Descarregam hojo 6 de agosto.
Barca iuglezaMary Warrollfazendas.
Brigue inglezIsabcllaidem.
Barca americana Imperadorfarinha de trigo
Brigue inglezPhantonbacallio.
Brigue porluguezTarujo & Filhoo resto.
Brigue porluguezSoberanodiversos gneros.
Patacho l>rasileiroAmazonaidem.
Escuna sardaAmassenefazendas,
Intnbrtcaao,
Polaca hespanhola Esmeralda, vinda do Monte-
video, consignada, Amorim & Irmao ; roa-
nifesiou seguinle :
2938 Quintaos de carno secca, 45 couros sec-
eos, aos mesmos.
Consulado gcral.
Rendimento dodia la3. 2:6399139
dem do dia 4....... 168300
2:8075139
Diversas provincias.
Itendimento do dia 1 a 3
dem do dia 4 .
481J03
18^000
499*03
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia I de agosto de 18GO
Rio da PrataPolaca hespanhola Santo Anto-
nio, A. 1 raos, 25 cascos cachaca.
Receuedoria de rendas internas
geraes de Pemambuco.
Itendimento dodia 1 a 3 2:227g250
dem do dia 4.......1:151*053
3:378^303
Consulado provincial-
Rendimento do dia 1 a 3 3:1465557
dem do dia 4....... 692*768
3.839J325
PRACA DO RECIFE
4 DE AGOSTO DE 1860-
AS 3 HORASDA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios-
Algodo
^guardente-
Assucar
Couros -
Arroz
Azeitc doce
Bacalho-------
u-
a-se
Batatas----------
Carne secca- -
Caf----------------
Cha......
Carvo de pedra-
Cerveja------------
Farinha de trigo-
Saccou-se sobre Londres a 25
1/4 d. por 1*000 sabr Parlz a
380 rs. por f., 735 rs. por M.
B, 115 % de prmeira sobre
Lisboa, e a 1/2 por cento de
disconto sobre o Rio de Janei-
ro, montando a 110,000 libras
sternas, o valor dos saques.
O superior vendeu-se de 7*400
a 7*600 rs. por arroba, e o re-
gular a 7*200 rs.
Vendeu-se a 1O5J000 por pipa.
O branco vendeu-se de 5*600 a
6JJ00O rs. por arroba, soraenos
de 4*600 a 5*00O rs. ; masca-
vado purgado a 3*200 Ame-
rica a 2*500, e Canal a 2*500
rs.: o deposito muito demi-
nulo, e as entradas nenh
mas.
Os seceos salgados venderam
a 212 1/2 rs. por libra.
Vendoo-se de 3g3O0 a 3*400
por arroba.
dem de 2?450 a 25500 por
galo.
Retalhou-se de 9*000 a 9$200
or arroba, Picando em ser
0,000 barricas, inclusive dous
carregamentes entrados nesta
semana, tendo seguido dous
ra os portos do sul.
Relalharam-se a2J500 rs.
arroba.
Vendeu-se de 3J500 a 4$5O0
por arroba da do Rio Grande
e de 2*600 a 3*200 a do
da Prata, ficando em ser 48,
da primeira, e 40,000 da
gunda.
dem de 6*800 a 7J200 por
roba. r
dem a lfi600 a 1J900 por
bra, do hysson.
dem de 19*000 a 20* a tone-
lada.
dem a 4*800 por duzia de
garrafas.
O mercado foi augmentado com
um carregamento de Philadei-
phia, com o qual o deposito
i pa-
por
e
Rio
,000
se-
ar-
li-
hoje licou em 1700U barricas,
sendo 4,000 do Richmond,
8000 do Trieste, 3000 de Phi*
ladelphia, e 1600 de New-
Yurk: tendo-se relalhado de
19*000 a 20$ a primeira. do
20* a 23$ a segunda, de 18$ a
20$ a lerccira, e a 19* a ul-
tima.
Dita de mandioca Vendeu-se a 5*00 a sacca.
Feijo-------------dem a 1*000 por arroba.
Genebra----------Em frasqueiras vendeu-se a
5$600 cem botija a 270 rs.
Louca-------------A ingleza vendeu-se de 275 a
280 IV0 de premio
Manteiga A franceza vendeu-se de 560 a
600 ris por libra, e a ingleza
de 1$ s 1*100, ficando em ser
1,800 barra da primeira.
Oleo O de liohaca vendeu-se a 1*700
por galo.
Queijos----------Venderam-se a 2400 os fla-
mengos.
Toucinho----------dem a 7*500 por arroba.
Vinho-------------O tinto vendeu-se de 168* a
260* a pipa.
Vinagre----------Vendeu-se de 100* a 110* a
pipa.
Desconlos Os rebales de letras rogularam
de 10 a 18 % ao anno, descon-
tando a caixa filial cerca de du-
zenlo3 conlos de ris a 10 Onj.
Freles-------------Dealgodo a 7(16.
Pauta dos precos dos principaes gene-
ros c produeces nacionacs,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
de 6 o 11 de. agosto de 1860.
Agurdente alcool ou espirito
de agurdente ..... caada 960
dem caxaca....... 500
demdecana...... 640
dem genebra...... 800
dem idem....... botija 280
IJuin licor....... caada 960
dem idem....... garrafa 320
dem reslilada e do reino caada 800
Algodao em pluma 1.a sorte arroba 7$600
'dem idem 2.a dita .... 6$600
dem idem 3.a dita .... 5$600
dem cm caroco 1$900
Arroz pilado......arria 3$500
dem com casca..... alqueire 3$600
Assucar branco novo arroba 4$800
dem mascavado idem ... 2*600
Azeite de mamona .... caada 1*600
dem de menduim e de cuco. 2$000
Borracha fina...... arroba 7$000
dem grossa....... 4$000
Caf em grao bom..... arroba 7$500
dem idem restolho .... 4$500
dem idem com casca ... 5$000
dem moide....... > 9$600
Carne secca...... 4$000
Garri de madeira .... 1$600
Cera de carnauba em pao 9$000
dem idem cm velas. ... ISfOOO
Charutos bons...... cento 2$500
dem ordinarios..... 1$000
dem regala....... 3$000
Chifres........ 5g000
Locos seceos....... 4$000
Couros de boi salgados libra 240
dem idem seceos espichados. 400
dem idem verdes..... 150
dem de cabra cortidos um 300
dem de onr.a...... 10$000
Doce de calda...... libra 500
dem de Goiaba ..... 400
dem seceos...... 1*000
Espanadores grandes. ura 3$200
dem pequeos...... l$600
Esteiras de preperi .... urna 300
Estoupa nacional..... arroba 1$600
Farinha de araruta .... 3$000
dem de mandioca .... alqueire 2$500
Feijo......... alqueire 7$000
Fumo era folha bom .... arroba 15$000
dem idem ordinario.... 9S000
dem idem restolho .... s> 7$000
dem era rolo bom .... 16g00Q
dem idem ordinario. ... 6$000
Gonima polvilho..... 3$200
Ipecacanhua....... arroba 25$000
1 -enha em achas grandes cenlo 2$500
dem idem pequeas. ... 1$600
dem em toros..... 12$000
Madeiras cedro taboas de forro, urna 3$00q
Louro pranchoes de 2 custados um 9$000
Cosladinho. ....... urna 8S000
Costado........ 6*000
Forro......... > 2g500
Soalho........ 4$000
Varas aguilhadas..... 2$240
dem quiriz....... > 1$600
Virnhtico pranchoes de dous
custados.......* um 24$000
dem idem custadinho de dito 14$000
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura....... 45$000
dem idem dito de dito uzuaes 16$000
dem idem de forro .... 5$000
dem idem soalho de dito 10$000
dem em obras eixos de secupi-
ra para carros..... par 10$000
dem idem rodas de dita para
ditas........ 30$000
Mel......... caada 300
Mho......... alqueire 2$500
Pedras de amolar. urna 800
dem de filtrar...... 9$OO0
dem rebolos...... 1$120
Piassava em molhos .... ura 200
Sabo......... libra 120
Salsa parrilha ..... arroba 25$000
Sebo em rama...... 10$000
Sola ou vaqueta (meio) urna 3$0C0
Tapioca........ arrba 3*200
Unhas de boi...... cento $300
Vinagre........ pipB 50*000
Po brasil....... quintal 10*000
Navios entrados no dia 4.
Newuor43 das, logre in.rlez Clyde, de 256 to-
neladas, capilo James D. CofQn, equipagem 9,
carga carvao de pedra ; Scolt Wilson & C.
Rio de Janeiro 6 dias, b irea ingleza Queen,, de
246 toneladas, capilo lenry Bailey, equipa-
gem 13, era lastro; a Saunders Brothers &
Corapanhia.
Montevideo25 dias, bar:a americana renlo,
de 245 toneladas, capili o Chace, equipagem
10, carga 46 burros e 2 civallos ; a ordem.
Ro de Janeiro10 dias, jarea brasileira Recife,
de 333 toneladas, capili o Jos Manoel Fiuza,
equipagem 13, carga cif e raais gneros; a
Manoel Francisco da Silva Carrito.
Rio Grande do SulPalacio nacional Relmpago
de 241 toneladas, capitn Antonio Travasso da
Rocha, equipagem 12, cirga 12,000 arrobas de
carne secca ; a Amorim & Irmo.
Edita.es.
Movimento do porto.
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A noite clara com grandes nevoeiros, vento SE,
veio para o terral eno amanhecerrondou pelo S.
_ OSC1LLACAO OA 1IAH.
Baixamar as 11 h 54' da manha, altura 0.80 p.
Preamar as 6 h 6' da tarde, altura 7.50 p.
, i??vatorio do"enal de marinha 4 de agosto
del86 _________VlKCAS Jumo.
JVavo entrado no dia 3.
Portos do sulVapor nacional Oyopoc*, com-
mandante o capito tenente Antonio Joaquim
de Santa Barbara.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resoluco da junta da
fazenda, manda fazer publico, qu a arrematado
da obra do cemilerio publico da villa de Iguaras-
s foi transferida para o dia 16 do corrente.
E para constar se mandeu aixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesourar a provincial de Pcr-
nambuco, 1. de agosto de 1860.O secretario,
A, F. da Annunciaco.
Perante a cmara nunicpal desta cidade
rao prac,a nos dias 6, 8 10 de agosto prorimo
vindouro, para serena arrematados por um anno,
as seguintes rendas muncipaes :
Imposto de affericoes 15 001*000
dem de 500 rs. pbr cabero de gado 15:50l000
dem do medidas de farinha 1:701*000
dem sobre mscales e beceteiras 202*000
dem por p de coquero 518*233
Aluguel da casa da ra da Florentina 502*000
dem de talhos dos ar.ougu ?s *
Os que prelenderem arrematar, nao poderao
licitar sem que tenham (presentado antes dos
indicados das as habilitarnos dos seus fiadores.
Paco da cmara municipjl do Recife em sesso
de 30 de julho de 1860.Manoel Joaquim do
Reg e Albuquerquc, presidente.Manoel Fer-
reira Accioli, secretario.
. O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, era cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente c"a provincia de 28 do correle, manda
fazer publico, que no dia 9 de agosto prximo Tu-
turo, perante a junta da mesma thesouraria se
hade arrematar a quem mais der, o imposto de
2*500, sobre cabeca de gadj vacrum que fr con-
sumido durante o triennio de 1860 a 1863, nos
municipios do Rio Formoso, Agua-Prea eSeri-
nhera, servindo de base a essa arremalago os
precos offerecidos por Francisco Alves de Miranda
Varejao, isto 2:500*. pel imposto do Ro For-
moso e Agua-Preta e 500* pelo de Serinhcm,
ludo annualmente. devendo ter lugar ashabilita-
coes nos dias 2 e ido referido mez de agoslo.
A arremalacosera feila )or lempo de tres an-
nos a contar do 1. do julho do corrente anno a
30 dejunho de 1863.
As pessoas que se propo;erem a esla arrema-
tarao compare^am na sala das sessocs da mesma
junta no dia cima mencionado pelo meio dia,
com suas propostas cm cartas f chadas.
E para constar so ruandou afiixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesourarii provincial de Per-
nambuco 30 de julho de 1{60 O secretario,
A. F. d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda desta provincia manda fazer publico, de
conformidade com as orden! do Ihesouro nacio-
nal ns. 98 e 99 de 26 de junho ultimo, que no
da 10 de setembro vindouro se far concurso
nesla thesouraria para preenchimento de mais
um3 vaga que ha de praticante na mesma, e ou-
tra na recebedoria de rendas internas desta ca-
pital. Os que prelenderem s;r admittidos ao con-
curso, deverao apresentar nesta secretaria seus
requerimentos instruidos dos documentos que
provem : 1 .< t6rem 18 annos completos de idade :
i- estarem livres de culpa e pena : e 3. um
bom procedimento.
Os exames nesle concurso versaro sobre lei-
lura, analyse graramalical, orlhographia, e ari-
tnmetica, al a theoria das nroporces inclusiva-
mente.
Secrelaria da thesouraria de fazenda de Per-
uambuco 20 do julho de 1860. O oiTicial maior
interino Luiz Francisco de iampaio e Silva.
O Dr. Ernesto de Aquino Fcnscca, cavalltiro da
ordem de Chnsto, juiz de orphaos do termo do
Kecife, por S. M. o Imperidor. que Dos guar-
de, etc.
Faco saber aos que o piesenlo edital virem,
que por este juizo tem de ser arrematado por
venda a quem mais der. na porta da sala das au-
diencias, e lindos os dias da lei, as seguintes pro-
pnedades : v
Um sitio de trras denominado Allemao, com
algumas fructeiras, extremando pela frente rom
o sitio Riacho da Estiva, pertencenio a vluva e
herdeiros de Jos do Monte Lima, pela parle do
nascente na linha de sul a norte do marco da es-
trada at o riacho Passo da Ibura e dito sitio Es-
Uvi, e pela parle do norle, ao poeute, com Ier-
ras do engenho Ucha, tendo 2,380 palmos de
frente e 4,000 de fundo, com duas casas de taipa
cobertas de lelhas, avahado por 5:000*000.
Uro terreno de mallas capoeiras, denominado
Cacimbas, no mesmo lugar da Ibura, extremando
cora trras de Jos Rodrigues de Oliveira Lima,
avaliado por 1:500*.
Oulro terreno de maltas capoeiras, denomina-
do Descanso, em dito lugar da Ibura, que extre-
ma com trra do mesmo Joi. Rodrigues, avalia-
do por 1:500*.
Oulro terreno de maltas capoeiras, junto a la-
goa denominada Zumb, to sobredito lugar da
Ibura, o qual extrema cora o sitio Estiva, e com
'"ras de Affonso de Albuqi erque, avaliado por
2 000$000 sendo o tolal do valor do sitio e terre-
nos annexos a quantia de 10:000*000 ; todas es-
tas propriedades situadas na freguezia dos Afo-
gados ; sendo o dito sitio o mais terrenos per-
tencenles a viuva c herdeiros do finado Antonio
Alves Ferreira, e vai praca por delerminaco
deste juizo, a requerimcnlo de Antonio Pere"ira
de Oliveira Maia. credor hypolhecario do referido
casal.
A primeira praca era 31 do corrente, a segun-
da dita era 3 de agosto, a terceira dita em 7 do
mesmo pelas 11 horas da manha depois de fin-
da a audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz deorphos.
E para que chngue ao conhecimenlo de quem
interessar possa mandei livrar o presente que
ser aflixado no lugar do nstame, e publicado
pela imprensa.
Dado e passado nesta cidede do Recife, capital
da provincia de Pemambuco, sob meu signal e
sello deste juizo, que ante mira serve, ou vaina
sem sello ex-causa, aos 6 dias do mez de julho do
anno do nascimenlo de Nosso Senhor Jess Chris-
lo de 1860, 39 da independencia e do imperio
do Brasil. r
Eu Joao Facundo da Silva Guimaraes, escrivo
o escrevi.
Ernesto de Aquino Fonseca.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
Sresidente da provincia de ldo corrente, manda
izer publico, que no dia 11 do mesmo, perante
a junta da fazenda se ha de arrematar a quera
mais der, os iraposlos do munitiplo de Cimbres,
servindo de base para a anoraatae,o o offereci-
mento feto pelo licitante Joaquim Jos da Costa,
da quantia de 700* por anno.
A arrematacao ser feita por tempo do tres an-
nos, a contar do Io de julho prximo passado a30
junho de 1863.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tacao, comparecam na sala das sessocs da mesma
junta no dia cima indicado, pelo meio dia,
competentemente habilitadas, com suas propos-
las em cartas fechadas, sendo as habilitacc-es no
da 9 do corrente.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesourari; provincial de Per-
nambuca, 4 de agosto do 1860.-0 secretario, A.
r. da Annunciago.
O Illm. Sr. inspoctor da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 3 do corrente, manda
fazer publico, que no dia 11 do mesmo, perante
a junta da fazenda se ha de arrematar a quem
mais der, os impostos da cmara de Flores, ser-
vindo de base para a arrematado o offerecimen-
to feito pelo licitante Antonio Jos de Souza, da
quantia de 1:333*333, por anno.
A arrematacao ser feita por tempo de 3 annos
a contar do 1." de julho prximo passado. a 30
de junho de 1863.
As pessoas que se propo::erem a esta arrema-
tacao comparecam na sala cas sessoes da mesma,
junta, no dia cima declarado, pelo meio dia'
competentemente habilitadas, com suas propos-
tas em cartas fechadas, sen Jo as habilitaces no
dia 9 do correle.
E para constar se mandou aixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
narauuco, 4 de agoslo de 1860.O secretario, A.
F. da Annunciaco.
Declarares.
Pela admislracodo correodesia provincia
86 ^DUD''C0 1ue ojo conformidade do decreto
n. 787 de 15 de maio de 1851 e respectivas ins-
irucces, teve lugar hoje o processo de abertura
das cartas atrasadas perlencentes ao mez de ju-
Ino de 1859, condemnadas a consumo pelo artigo
138 do regularaonto doscorrcios de 21 do dezem-
bro de 1814 ; assislio ao dilo processo o Sr. ne-
gociante Jos Pires Ferreira. Desta abertura re-
sultou achar-so somenle urna carta com docu-
mento, descripta em livro para esse lira destina-
do, ficando recolhida convenientemente para ser
entregue a quem de direito pertencer. Urna car-
ta da cidade de Braga, de Jos Fernandos Lopes
para Henrique Fernandes Lopes, era Paje de
Flores, com urna procuraco bastante. Por ulti-
mo procedeu-se o queima das oulras cartas que
nao encerram dinheiro ou documento, de que se
lavrou o respectivo termo que o que se segu.
Administrado do corrcio de Pernambuco 2 de
agosto de 1860.O administrador,
Domingos dos Passos Miranda.
Termo do consumo das cartas atrasadas perlen-
centes ao mez de julho de 1859.
Aos 2 de agosto de 1860, nesta odministraco
do correio da provincia, as 11 horas da manha,
oslando presentes os Srs. administrador e mais
empregados abaixo assignados, se procedeu em
virtude do art. 138 do regulamento dos correios
de 21 de dezembro do 1844. a consumo 138 car-
tas selladas, 143 cartas e 21 macos de jornaes na
importancia de 28*392, como consta da factura
abaixo declarada, cuja importancia vai descarre-
gada nesta data ao respectivo Ihesoureiro.
E para constar lavrou-sc osle termo em que
assignou o administrador e Ihesoureiro, e eu
Francisco Hmes da Silva, ajudante econladoro
escrevi.O administrador e Ihesoureiro Domin-
gos dos Passos Miranda, os oQkiacs papelisla|
Ismael Amavel Gomes da Silva, Eduardo Firmo
da Silva, Luiz de Franca de liveira Lima, o pra-
ticante Vicente Ferreira da Porciuncula, o por-
teiro Manoel Marinhodo Souza Pimenlel.
Tribunal do comniercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico, que na
dala de hojo fura lancado no competente livro de
registro o theor do papel de sociedade, que por
lempo de 10 annos, a contar do 1." de julho ul-
timo, Dzerara Joo Eugenio Tisset e Joo Gusta-
vo Tisset, sob a firma do Tisset Freres, sendo o
fim social o commercio de comprar e vender g-
neros, consignarles, e outras operacoes com-
merciaes, com o capital de 240:000*, fornecidos
por ambos os socios, e a cada um dos quaes per-
tence o uso da firma social.
Secretaria do l-ibnnal do commercio de Per-
nambuco 3 de agosto de 7860.
Dinamerico Augusto do Reg Rangel.
No impedimento do olcial-maior.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para seren re-
colhidas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emissao do banco.
Vaccina publica.
Transmisso do fluido de braco a brago, as
quintas e domingos, no torreo'da alfandega, e
nossabbadosat as 11 horas da manha, na re-
sidencia do commissarto vaccinador, no segundo
andar do sobrado da ra estrella do Rosario nu-
mero 30.
Inspee^ao do arsenal de marinha.
Precisaudo a corapanhia dcaprendizesarlifices
deste arsenal, de um cozioheiro e dous serven-
tes, convida o Illm Sr. inspector a quem queira
assim servir tendo a precisa idoneidaJe, a pre-
senlar-sc-lhe cora a maior brevidade ; sendo o
vencimento docozinheiro30* mensaes e dos ser-
ventes 800 rs. diarios.
Inspecr.o do arsenal de marinha de Pernam-
buco, em 2 de agoslo de 1860 O secretario, Alo-
xandre Rodrigues dos Anjos
Corrcio geral.
RelacSo das cartas seguras, viudas do norte,
e das existentes na administrado do correio des-
ta cidade para os sentiores abaixo declarados:
Antonio Duarle Carneiro Viauna.
Antonio de Moraes Gomes Ferreira.
Antonio Uit.oiro Paz de Avilla.
Barnab Elias da Rocha Calheiros.
Carlos Justiniauo Rodrigues.
Candido da Silva Penante!
Dr. Leodoro Ulpiano Coelho Catanho.
Elias Frederico Almeida e Albuquerque.
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira,
Dr. Francisco Pinto Pessoa.
Goucalo da Silva Forte.
Gnilherme da Silva Guimaraes.
Joaquim Antonio de Faria Barbosa (2)
Joaquim Vilella de Barros.
Jos Antonio de Figueiredo.
Jos Rabello Guimaraes.
Manoel Ildefonso de Souza Lima (2).
Severino Pinto.
Dr. Sabino Olegario Ludgero de Pinho.
Sirao Velho de Moura Coutinho (2).
Avisos'martimos.
Para o Aracaly.
Seguir para este porto o mais breve possivel o
hiate nacional Exhalarlo) ; para o restante da
carga, trala-se com Gurgel Irmos, ra da Cadeia
do Recito n. 28.
Para o Ass vai sahir com muila brevidade
o briguo brasileiro Invencii-ei, para onde recebe
carga a frete: a tratar com o capilo Antonio
Albino de Souza ou com seus consignatarios
Amorim limaos, ra da Cruz n. 3.
Para o Rio Grande do Sul vai sahir muito
breve o brigue brasileiro Tapir, recebe carga a
frete, e para tratar com os seus consignatarios
Amorim Irmos, ra da Cruz n. 3.
COMPAMIA PEKUINCANA
DE
Navegago costeira a vapor.
O vapor Iguarass, commandante o segundo-
tenenle J. Alves Moreira, segu viagem para os
! portos do norte de sua escala at o Cear no
[dia 7 de agosto s5 horas da tarde.
Recebe carga para o Cear al o dia 2, para o
! Aracaly no dia 3, Ass, Natal e Parahiba dos
dias 4 e 6 al ao meio dia. Escriptorio no For-
te do Mallos o. 1.
Para o Rio d Janeiro.
Vai seguir com toda a brevidade com
a carga que houver, a veleira e bem
conhecida barca Recife, a qual se esta'
a espera a todos os momentos do Rio de
Janeiro : a tratar com o consignatario
Manoel Francisco da Silva Carrico, ra
do Vigario n. 17, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro
A barca nacional Clementina, a sabir com
brevidade ; para o resto da carga e passageiros, a
tratar com Guilherme Carvalho & C, ra do
Torres.
Para Cotinguiba.
O veleiro e bem conhecido patacho nacional
Amazonas, pretende seguir nestes 8 dias; para
carga trata-se com os seus consignatarios Azeve-
do & Mendes, no seu escriptorio, ra da Cruz n L
Rio de Janeiro.
Opalhaboto Artista segu com brevidade,
recebe carga a frete e passageiros ; a tratar com
Caetano Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo Sante
o. 25, primeiro andar.
Aracaty.
O hiate Vdela recebe carga a frete e pas-
sageiros ; a tratar com Caetano Cyriaco da C. M.
ao lado do Corpo Santo n. 25, primeiro andar.
Acaractrr
O palhabote Sobralense racebe carga a frete
e passageiros ; a tratar com Caetano Cyriaco da
C. M. jo lado do Corpo Santo n. 25, primeiro
Para Lisboa
vai seguir viagem com a maior presteza, com a
carga que liver a bordo, o brigue porluguez So-
berano ; os pretendcnles carga e passagens.
dinjam-sc ao consignatario Thoraaz de Aquino
Fonseca. na ra do Vigario n. 10, primeiro an-
oar, ou ao capilo na praga.
Leiles.
rerca-feira 7 do corrente.
O agente Uchoa fara' leilao em seu
armazemnarua do Vigario n. 15, de
8:000^ de dividas documentas com let
tr&se contas de hvros ao correr do mar-
tello, as 11 horas do dia.
LEILAO
Oagente Hyppolito ara' leilao por
conta e risco de quem pertencer, terca-
feira 7 do corrente, as 11 horas em pon-
to, na porta do armazem do Sr, Annes,
em frente da alfandega, do seguate:
Manteiga franceza.
Sabao inglez.
Conservas inglezas.
Frascos com doce.
Caixa com velas stearinas.
LEILAO
Terca-feira7do corrente.
Em frente da alfandega.
O agente Antones far leilao no dia cima em
frente da alfandega dos seguintes gneros :
6 duziasde vermouth.
90 caixascora charutos deHavana.
6 quartolas com vinagre.
90 duzias cognac (cm caixas.l
2 barris de dilo.
4 dilos de vinho Sherry.
1 barril com genebra ingleza.
Principiar s 11 horas em ponto
Avisos diversos.
Veode-se urna carroca nova sendo para
cavallo; atratar na taberna da ra do Caldereiro
n. 00, se dir juem tem.
Scienlifiea-se ao Sr. solicitador da prove-
dona docapcllas que, irmandadedo Santissirao
Sacramenio de S. Jos do Recife, nao possue pa-
trimonio alguna, como publico e notorio: o
nico rendimento que tem, sao as esraollas das
boiras as segundas o quintas feiras, com estas,
joia de entradas que a muito custo se
adquirem, c donativos dos mesarios, que
corapra-so diariamente cera, azeitc, paga-
se ordenados de capello, sacrito etc.,
se ns nao fosse o espirito religioso dos
raos e parochianos, j muilo teria esta ir-
mandade desaparecido e al freguezia de S.
Jos estara privada dos beneficios religiosos.
Parece incrivel, como se divide urna freguezia cora
grande patrimonio como a de Santo Antonb, ti-
candolivre dos encargos niais dispendiozos como
seja a parle que hoje pertence freguezia de
S. Jos, nao s pela sua extenso at Cabanga
e ponte de Afogados, como por'qua maioria de
seus parochianos sao pobres, e nao se lho d um
pequeo patrimonio. Antes se vexa a irmanda-
de com citacoes e sequeslros s por que nao
tem prestado contas em juizo ? e com que
dinheiro sa preslar.o ellas? Parece de justica
que oSr solicitador rn quem de direito fr se
esqueja desla rmandade em qaanlo ella adquira
patrimonio certo.
Escravos,
Gurgel Irm5os leem para vender famosos es-
cravos: no seu escriptorio, ra da Cadeia do Re-
cife n. 28, primeiro andar.
Labyrintho.
Gurgel Irmos vendero ricos lencos o toalhas
de labyrintho, ra da Cadeia do Recife n. 28.
Sola.
Gurgel Irmos vendem sola do Aracaly o mais
tambera a vontade dos compradores; tambera
sola corlada franceza.
fx^abino Bri,D0 do Rosa"o, retira-se para
fra di provincia, a tratar de sua saude, deixa
por seus procuradores Leocadio Joaquim da Con-
ceico e o solicitador Joo Caetano de Abreu.
Na ra da Cruz do Recire, armazem n. 50,
existe urna carta para o Sr. Francisco Goncalves
Guimaraes.
Francisco Jos da Costa Gui-
maraes,
Ra do Rangel n. 22,
lem grande sorliracnlo do melhor arroz do Kan-
nha, que vende por um baixo preco, tanto a va-
rejo como por atacado, bem como bom sorlimen-
lo de charutos finos dos mais acreditados fabri-
cantes deste genero na Bahia. -
Aviso.
O Sr. Duarle Arlhur de Macedo Junio-, que
em 11 de abril prximo passado, foi adraitlido a
trabalhar no escriptorio de Thomaz de Paria, ra
do Trapiche n. 40, foi desligado e despedido des-
seservico nesta data. Recife 31 de julho de
1860.
Um estrangelro o sua mulher desojando
vollar a Europa e nao tendo os meios para pagar
a passagem, offerecem seus servidos a qualquer
iarailla que qjeira dispordelles durante a via-
gem daqui at o porto de desembarque; pagan-
do-se_unicamente a passagem delles em rerau-
neraco, quem desejar fazer esto ajuste queira
annunciar neste Diario.
Pede-so ao Sr. Jos Narciso Tavares dos
Sanios, que appareca na ra da Imperatriz n.
60, loia.
= Os abaixo assignados compradores da mas-
sa fallida de Claudiano Oliveira, avisam aos de-
vedores de letras vencidas o conlas, que venham
salisfazer os seus dbitos na ra da Cadeia n. 55.
no prazo de 5 das a contar da data deste, sob
pena de proceder-se judicialmente. Recifo 6
de agosto de 1860.
Figueiredo & Irmao.
O Sr. Jos Francisco de Souza Lima, ter
urna carta Desta typographia para lhe ser en
trege.
O abaixo assignado faz publico que o Sr.
Joaquim Alves deixoa de ser seu caixeiro desde
o dia 4 do corrente.
Henrique da Suva Miranda.
No caes do Ramos, onde foi a empreza
irrigaco e limpeza da cidade, ha um telhei
onde podem ser recolhidos de 10 a 12 bois.assi
como os carros, pode tambem recolher algam
madeiras, ficando ludo livre da chuva, e
m
da.
ro
m
las
por
preco muito em conta : os
jam-se i ra da Praia n 22.
Precisa-se de urna pessoa capaz para fazer
urna cobranca avultada fra desta praca ; quem
se julgar com habilitaces, e dando fiador pela
quantia que se lhe entregar, appareca na ra do
Oueimado n. 35.
Manoel de Mesquila Cardoso segu no va-
por Iguarass para a cidade da Parahiba a tra-
tar de negocio.
pretendeoles diri-
Ao barateiro.
Ra do Crespo n. 3, loja
de duas portas.
Agalhas francezas a 200 rs. a caixa, grarapas a
20 e 40 rs. o maco, superiores gollinhas de tras-
passo a lj, manguitos muito linos a 2# o par, bo-
tes finos para punho a 200 rs. o par, ditos mui-
lo finos para calca a 240 rs. a groza, babado ou
Iramoia do Porto a 80,100 e a 120 rs. a vara, cl-
chete a&Ors. o carto, ricas gollinhas de missan-
gas pasa menina a 19, ditas para senhora a 13500,
fivelas para calca a 80 rs., penles finos de baleia
para alisar a 2 iOrs., ditos de tartaruga a 2g500,
dilos de borracha a 640, enfiadores de linho para
espartilho com 2 Ii2 varas de comprimento a 120
rs., ditos de seda do todas as cores a 160, csco-
vas finas para denles a 240, superiores pennas do
ac n. 134 a 1JJ, grampas em caixa a 80 rs-,supe-
riores luvas cnfeitadosa2d o par, sapalinhos do
la a 480, toucas de la a 500 rs., toucas de la
enfeiladas a 19, agoa aromtica para alimpar e
conservar os denles a SOO rs. o Irasco, essencia
de sabo para tirar nodoa a 800 rs. o frasco, sa-
bo preparado especialmente para tirar pannos,
sarnas e caspas a 610, meias pretas para senhora
a 280 o par. pincois para barba a 100 e 110 rs.,
tranca de linho de cor a 100 rs. a peca, ricos pen-
les de msssa virados a 1^400, franjas de linho
para enfeitar casaveques a 120 e 140 rs. a vara,
galo de linho para enfeitar casaveque a 100,120,
e 140 rs. a vara, franjas para toalha de differen-
tes cores a 140 a vara, ditas para cortinado com
borlotas a 5S a peca, peotes de tartaruga para
atar cabello a 3>500, boies de louca para camisa
a 140 rs., fitas de linho trancado a' 40 e 60 rs. a
pega, la fina para bordar a 6*500 a libra, pennas
de ac era caixa de flandres a 400 rs. a caixa,
sapatos de ourelo-tapote e avelludado para ho-
mem c menino a 1J700, colheres de metal prin-
cipe para tirar assucar a 320 rs., dedaes doura-
dos e praliados finos a 40 rs., agulhas em cartei-
ra a 400 rs. a carta, obreias para as nomoradas a
a 120 rs. a caixa, papel bordado para as mesmas
a 1 0 a folha ; alem deste sortimenlo encontrar
o respeitavel publico um completo sortimenlo de
ludo quanl ha de melhor no mercado lendento
a miudezas, a dinheiro.
Vendem-so duas coramendas do Chris'.o o
urna de Aviz por metade de seus valores, obras
muito boas, para se fechar urna conta: na ra
Direita n. 66, escriptorio de Fraucisco Mathias
Pereira de Costa.
Roa do Oueimado u. 9.
Vendero-se lcncoes de brira de linho a2jcada
um, cobertas de chita a I96OO c lg8O0.
nter esse.
Deseja-se saber onde mora o Sr. capilo Ma-
noel de Amorim Lima, que outr'ora morou na
ra do Sol, a negocio que lhe diz respeito : na
serrana da ra nova de Santa Rila n. 35.
Cavallo venda
Vcnde-se ura cavallo pequeo muito manso c
bom andador de baixo al meio, s proprio pa-
ra montaa de senhora ou menino de escola, nao
podehavercousa mais delicada para um ou outro
lira : quem o pretender, dirija-se a Passasem di
Magdalena, passando a ponte pequea na primei-
ra taberna. *
Barato para acabar.
Ra do Queiinado n. G, loja de
fazendas por baixo da
boneca.
Vendera-se chitas francezas finas com pequeo
toque do avaria a 200 rs. o covado, ditas muito
finas inteiramente lir.ipas a 240 o covado, pope-
lina de cor miudinha proDria para vestidos e
rnupa de meninos, sendo da largura do chita
franceza a 210 o covado, cobertas de chita pelo
diminuto preo de 1600, sapatesinglezes, obra
muito torte e de muila duraco a 3#800 o par,
tudo se vende por menos do que em outra qual-
quer parte: do-se as a-moslras com penhor.
Vndese um sobrado de um andar e solo
em chao proprio ; na ra do Fogn. 35, se dir
quem o dono para tratar.
A6$000.
Vendem-se saceos grandes com trinta e lanlag
cuias de arroz de casca, e a 210 rs. a cuia : na
Iravessa dos Expostos, taberna n. 18, atraz da
malriz de Santo Antonio.
Na ra da Cruz n. 33, compra-se um mole-
que de 10 a 12 annos.
DO
Recife a Sao Francisco.
Convida-se aos Srs accionistas a virem rece-
ber o nono dividendo de 2 por cento fiudo em
31 de julho ultimo, no escriptorio- da companhia
ra do Crespo n. 2, das 10 horas da manha s
o da tarde.
Attenco.
Pede-se ao Sr. Antonio Francisco de Moura,
empregado do escriptorio da estrada de ferro,
teoha a bondade de apparecer na ra do Quei-
mado loja de miudezas a boa fama, a negocio
que nao ignora.
Vende-se a casa terrea n. 55 da
ra dos Pescadores e a meta-agua n. o
travessa do Carcereti'o: a tratar com
Justino da Silva Boa-Vista, ra do Vi-
gario n. 21.
1
sabbado 4 do corrente, urna
chave de ouro moderna, de
relogio: quem a achar que-
rendo restitui-la dirija-se a
esta typographia que ser
gratificado.
Attenco.
6
No dia 3 do corrente ausentou-se do sobrado
da ra Direita desta cidade n. 74 um africano de
nomo Manoel cora os sigoaes seguintes : feiQes
regulares, rosto curto, baixo, cheio do corpo, e
tem no peilo um signal, que parece um X mal
feito ; levou camisa de chita e calca branca j ve-
lha: consta que anda vagando peas ribeiras, pa-
teos, e ra dos tres bairros ; roga-se as auto-
ridades policiaes queiram o aprehender se o
encontraren).
Guilherme Augusto Ricardo, vai as provin-
cias do sul.
Os abaixo.assignados fazcm scienle aoscon-
senhores dos predios que locaram aos herdeiros
do marquez do Recite da segunda partilha, que
nenhum negocio facam com os ditos herdeiros
em quanto nao concluir-so a escriptura de doa-
Qo que os mesmos herdeiros fazem ao hospital
de caridade, ficando de neuhum effeiio qualquer
transaco, negocio ou disposigao que possara fa-
zer, e era tempo algum alegarem ignorancia.Es-
tevao Jos Paes Barreto, Francisco Lniz Paes
Brrelo.
Domingos Jos Avila, socio da firma Costa o
Avila faz sciente aos credores da mesma firma,
que tendo fallecido o socio J. Domingos da Cos-
ta se lhe faz preciso que os mesmos credores lhe
lirem suas contas correles afim da liquidar seu
estabelecimento isto no prazo de 5 dias.
Izabel Torquato de Araujo Saldanha, Fran-
cisca Xavier da Conceicao Ferreira Saldanha,
Bemyioda Clara de Araujo, Izabel Candida de
Araujo Paraizo, Jos Raimundo da Nalividade
Saldanha, Antonio Athanazio de Araujo e Fran-
cisco Bruno do Rozario, pas o tios agradecem a
todas as pessoas, que se dignaram acompanhar
ao cemilerio publico o corpo do sua presadissi-
nia filha e sobrinha Amelia ; assim como os fa-
vores, que se dignaram conceder-lhes os religio-
sos do convento do Carmo.
Aluga-se urna loja no principio da ra de
Hortas : a tratar na ra do Imperador n. 67.
Precisa-se de um caixeiro para taberna,
3ue tenha bastante pratica e d fiadora sua co-
uda : na loia de cera da praca da Boa-Vista se
dir quem precisa.


DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FfcIRA 6 DE AGOSTO DE 1860.
Attenco
Prccisa-se de urna ama para czinhar, lavar e
eDgommar : na ra Nova n. 20.
Alten^ao.
Guilhermc Elle, arlisla de Berln, chegado re-
ccnleuienle nesla praca, o estabelccido na ra
das Laraogeiras n. 13, primeiro andar, offerece-
se para concertar pianos, e lambcm afinar, pelo
diminulo preco de 5J.
Precisa-se de urna ama de leile : na ra do
Jardim junio a fabiica de clcheles.
Ensino de msica.
Offerece-se para leccionar o solfcjo, como lam-
bcm a tocar varios instrumentos ; dando as li-
coes das 7 horas s 9 1(2 da noile : a traUr na ra
larga do Rosario n. 9.
COxWP ANUA
Eslabelecida em Londres
mw6) m mu.
CAPITAL
Gineo saUYu.cs de \\ym
esterlinas.
Saunders Brothers & C." tem a honra deln-
,ormar aes Srs. negociantes, proprietarios de
.asas, eagucramais convicr, que estao plena-
mente autorisados pela dita companhia para
fffectuar seguros sobre edificios de tijolo epe-
ira, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que coutiverem os mesmos edificios
quer consista em mobilia ou em fazendas d*
iualqu alidade.
A peoa que annunciou precisar
de 800$ a juros sob hypotheca em urna
casa, dirija-se a esta typographia que
se dir' quem deseja fazer este negocio.
Um homem casado de pouca familia, se of-
ferece para administrar um engenho, do qual j
tem alguma pralica, e prestar nanea de sua con-
ducta, sendo preciso, prefere-se algum perto da
prac.a: o Sr. de engenho que precisar, annuncio
por este Diario para ser procurado.
No graca.
Leandro Cavaluanli da Silveira Guimaracs, em
resposta aos pedidos feilos por este Diario ao
Illm Sr. juiz municipal e de orphaos do Rio For-
mse nos annuncios publicados por este Diario
em 18 e 19 do correle, declara ao infamo ca-
lumniador, e miscravel aulor de toes annuncios,
que pela alma do finado Timentel assigne scu
nome, e deixando de parte odos constaes-
pecifique quaes os bens por elle extraviado de
seus irmos menores, para melhormenlo resolver
o problema dosfangos magros c as malver-
sares das duas tutellus.
Antonio Jos Pereira do Lago e 10 filhos que
lhe ficaram por fallccimcnto.de sua muilo prezada
esempre chorada espoza D. Marianna Coelho Te-
reira do Ligo, muilo agradecen! com particular
especialidade quelias senhoras que assistiram a
molestia c ltimos mementos de sua esposa que
serr parentesco algum carnal com tanto desvello
e perfeita caridade chrislaa derramaran! tanta con-
solacao espiritual em sua alma prestes a separar-
se do corpo, volam-lhe eterno reconhecimento e
gralido, assim como lambcm agradecem aos
seus amigos e pessoas que se dignaram assislir a taberna do Marlins u. 62.
encommendaco de seus restos morlaes e lhe OTerece-se um bom cozinheiro eslrangeiro
roga a mesma" graca para o 7. dia, no dia 6 do que sabe bem desempenhar sua arle ; enlende
corrente, s 5 horas da manha, na igreja do perfeitamentc de macas e doces; quem_precisar
AVISO.
O solicitador Manoel Luiz da Veiga, tendo de ir
a urna das provincias do sul, a tratar de negocios
deseu emprego deixa encarregado do cuidado de
todas as cousas de seus conslituintes aos solici-
tadores Frcdcrico Chaves, Clorindo Ferreira C-
lao e Miguel Arauju Fernandes Vianua, com quem
se podero entender, caso haja qutilquer servigo
a fazer.
Custodio Colado Pereira Jnior faz scicnte
ao respcilavel publico, que vendeu a sua taberna
do largo do Paraizo n. 18, '.ivre e desembarazada
aos Srs. Eiras & Irmo, e julga nada dever pra-
ca, mas se alguem se julgar seu credor, apresen-
te sua conta.
Candido Pereira de Lomos, estudante da
Faculdade de Direilo desla cidade, tem em scu
poder a quantia de 3( cntregar-pcssoalmente-ou em-nio propria-ao Sr.
Antonio Nogueira, a mandado deseu pal, o Sr.
Arcipreste Candido Tereira de Lemos, e a ordem
do Illm. Sr. lencntc-coronel Jos Francisco No-
gucia Pornazu ; per isso roga ao referido Sr.
Antonio Nogucira haja de receber a mencionada
quanlia e caxotinho, na ra da Concordia n. 3,
do bairro de Santo Antonio desla cidade.
Agosto 3 de 1860.
Quera precisar de um homem que j nao
enanca para administrar algum negocio, como
bem taberna, arraazem, ou mesmo algum depo-
sito, lomando tudo por balanco.ou casa de pasto,
por tambera ter pralica, ou utro qualquer em-
prego, que a tudo se sujeita, dando fiador c in-
teiro conhecimento de sua conducta por ter sido
homem de negocio : a tratar na ra da Praia,
i Collegio, hoje da irmandade
Sanio.
do Divino Espirito de seu presumo, dirija-se i ra do Trapiche
Novo n. 28.
propm
familia,
a tratar
Estas pennas de diTerentes aualidades, sao fa-
bricadas de a^o do prala refinada de primeira
tempera, c sao applicaveis a todo o tamaito de
lettra. Prero 1#J00 cada caixa e pennas de ouro
pelo mesmo aulor cora ponta de diamante, que
teem a grande vantagem de nao estar sujeitas a
crear ferrugem e conservndose bem limpasso
de durar.ao infinita, deposito em casa dos Srs.
Quedes & Goncalves ra da C3dcia n. 7.
A. Garnicr vai ao Cear a negocio.
Aluga-sc urna criada porlugucza
par o servico interno de urna casa de
por saber czinhar, lavar e engommar ;
na ua do Queimado n. 44, loja.
Hotel Trovador.
44Ra larga do Rosario44
Aluga-se um quarlo no hotel Trovador, muilo
bom, bastante arejado. alumiado a gaz, da-se
tambem comida para fora e recebe-se assignau-
tes, tudo por um mdico preco o em qualquer
hora acha-se comida prompla*; no mesmo hotel
precisa se de dous moleques para conduzir tabo-
leiros.
O juiz de direilo aposentado.'...., e abaixo
assignado, propoe-se (como ultimo recurso 1....
dentro da esphera de suas habilaces) exercer
a nobre o sublime profissao de'advogado; ou
seja especialmente no foro e tribunacs desla ca-
pital, ou seja no de qualquer dos termos e co-
marcas da provincia. As pessoas que se quize-
reni utilisar de seus fracos prestimos, o podero
procurar em todos os dias que nao orem santos
ou feriados, desde as 9 horas da mauha at as
3 di tarde, na casa de sua actual residencia, na
ra oulr'ora do Collegio c hoje denominada do
Imperador n.42,e, extraordinariamente, em outro
iiialquer da e hora : assegurando a todos quan-
os se disnarem assim honra-lo e favorecer, nao
s toda diligencia e desvelo no desempenho de
to importantes deveres, seno tambem urna il-
limitada gralido. Oulro sim, (permilla-sc-lhe
declarar mui explcitamente) que patrocinar
gratis a quera quer que nao esleja as circuns-
tancias de remunerar seus serviros.
Jos Francisco Arruda da Cmara.
O Dr. Joo Ferreira ua Silva muou-seda
ra do Rangelpara a do Livramento n. 26, so-
brado do Sr. Manoel Buarque de Maceu, Ucfion-
te de sua antiga habilaco. A grande pralica de
auscultado reconhecida por quasi todos os seus
collegas desta cidade torna-o recommendado no
diagnostico das molestias dos pulraes e do cora-
r.o ; assim como para verificar o estado de sau-
de dos escravos que se desejam comprar. Pelo
crescido numero e variedades de operares que
ha feito com bom resultado era o exercicio de
raais de 20 annos, se julga habilitado para prali-
car toda e qualquer operaco cirurgica por mais
delicada e dificultosa que" seja.
DENTISTA FRANCEZ. 3
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- <
- rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e *<
~ p den tilico. Jj
* .XXXXXXXXXXXX XXXXXXXXXXXXXXY
O corretor Tupinamb
oilcrece-se ao respeitavcl publico para tirar pas-
saportcs para os escravos que forem transporta-
dos para fora da provincia, declara que os referi-
dos escravos ficaro desembarazados de qualquer
circumslancia que possa apparecer visto se acriar
habilitado: quera de seu presumo precisar, pro-
cure na praca da Independencia n. 40.
para ser
O Sr. Jesuino Machado M. Bra-
ga, quechegou a esta praca no vapor
Oyapock, quem dirigirse ao esciipto-
rio de Francisco Severiano Rabello &
Filho ou avisar a sua morada
procurado.
- Na ra Velha n. 105 aluga-se um bom co-
zinheiro e copeiro.
Prca.
Quinta-fcira9 do corrente, depois da audiencia
do Illm. Sr. Dr. juiz dos feitos da fazenda, se ven-
der a escrava Maria Luiza, avaliada por 150g,
penhorada aos herdeiros do finado Maximiano
Francisco|Duane Recite 3 de agosto de 1860.0
solicitador, F. X. P. de Brito.
Bento Xivier Goncalves Vieira, subdito poj-
tuguez, segu paia a Europa*.
Aluga-se um terceiro andar com
sotao e Contra sotao e terraco, com com-
modos para grande familia': a tratar na
ra da Praia n. 53, primeiro andar ou
em baixo na taberna.
Aluga-se um sitio grande com
excellente casa de vi venda, com todas as
commodidades para familia, no lugar
da Caa Forte : a tratar com os pro-
prietarios, N.O. Bieber & C.
ffi.
Nuita alencao.
Os Sl-s acadmicos e inais pessoas
que teem contas na taberna que oi do
I Sr. Paulo Faancisco Rezende sita na ra
da Imperatriz n. 54, o arrematante da
dita taberna faz ver pela segunda vez
aos Srs. devedores da mesma que se nao
vierem saldar as suas contas ate o dia 4
do corrente que serao publicados os
seus nomes por este jornal e recebida
judicialmente.
PROVI
Lices
de primeiras lellras. portuguez, laiim, francez e
inglez, em casas particulares : na ra da matriz
da Boa-\ista n. 34.
Precisa-se alugar um sitio : quem o tiver
dirija-se ra do Crespo n. 25 A.
Precisa-se de um caixeiro portuguez de 14
a 20 annos para trabalhar em urna fabrica de ve-
las de carnauba : quem quizer v a ra Direita,
casa n. 59.
Na livraria ns. 6 e 8 da praga da Indepen-
dencia precisa-so fallar ao Sr.alfercs Thorc Go-
mes Vieira Lima,
O Sr. Ihosourtiro das lolerias manda fazer pu-
blico que se acham venda todos os dias no s-
cnplorio das mesraas lolerias na ra do Impera-
dor n. 36, e na casa commissionada pelo mesmo
ic* lne?11ureir n praca da Independa ns. 14 e
10 os bilhctcse meios da quinta parte da quana
loleria do Gymnasio rernaiuburano, cujas rodas
deverao andar impreterivelmenle no dia sabbao
11 de agosto prximo futuro
Thesouraria das loteras 25 de julho de 1860.
O cscrivo, /. J da Cruz.
@@@S $639 (K$i@@@@@l%
ConsuIloiio central honieopatliicog
APPOVAiOE AITORISACAO
DA
:fl IMPERIAL DE
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO MAGNTICAS EPISPTICAS
3
^
nnunnici.
i
. o
Continua sob a mesma direccao da Ha-
noel de Mallos Teixeira Lima," profesFor @
em homeopathia. As consultas como d'an-
tes.
@
Botica centi-al homcopalhica
Do

8
S
A. W. Osborns retratista americano avisa ao respeilavel publico que tem um completo sor-
timento do cspelhos os mais ricos que se pode encontrar, assim como lira relratos pelos diminutos
prec.os de 2J, 5$, IOS, 20J e30, com as competentes caixas ; na ra do Imperador onde tem a
bandeira americana, o mesmo tambem cnsina a tirar retratos podendo ser procurado a qualquer
hora.
DEPOSITO DE PIANOS
FORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECIWENTO
Lindos cortes de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de coros
Neste estabeleciraenlo acha-se um completo sorlimento dos melhores, mais elegantes e mais Romeiras de Al de seda preta bordadas
Ra Nova n. 25, esquina da Gamboa do Carmo.
Para serem applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS MEDICINAESso muilo conhecidas no Rio de Janeiro e em todas as proviucias
deslc imperio ha mais de 22 annos, esao afamadas, pelas boas curas que se tem oblido n3s enor-
midades abaixo escripias, o que se prova com innmeros altcstados que existem de pessoas caDa-
zes e de dislinccoes. r
Com estas Chapas-electro-macnetica-fpispaticas oblcm-se una cura radical e infallivcl em
lodos os casos deinllammacao [cansaoou falta de respirado), sejam iuternas ou externas, como
do ligado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, peilo, palpit'acao de coraQo, garganta, olhos, ery-
sipelas, rheumalismo, paralysia e todas as aiTecces, nervosas, ele, etc. Igualmente para as dif-
ferenles especies do tumores, como lobinho, escrfulas etc., seja qual fr o seu tamanho e pro-
fundei-a, por mcio da suppuraro sero radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado por
habis c dislinclos facultativos
As encomraendas das provincias devem ser dirigidas por escriplo, leudo lodo o cuidado de
fazer as necessanas explicaioes, se as chapas sao para hornera, senhora ou crianza, declarando a
moleslia em que parle do culpo existe, se na cabeca, pescoco, braco, coxa, perna.'p, ou tronco do
corpo, declarando a circunferencia : e sendo inchacojs, ferdas ou'ulceras, o molde do scu tama-
nho em um pedaco de papel e a declaraco onde existem, afim de que as chapas possam ser
bem applicadas no seu lugar.
Pde-se mandar \ir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas sero acompunhadas das competentes explicaces e tambem de todos os accesso-
rios para a collocaco dellas.
Consultas a todas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianza, cm seu cscripto-
Jio, que se achara aberto lodosos dias, sem excepcao, das 9 horas da manha s 2 da tarde.
||9 Ra do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
f
| DR- SABINO 0, l PIMO 1
@ Novos medicamentoshomcopathicos un- ^
g viadosda Europa peloDr. Sabino.
@ Estes medicamantos preparados espe-
lg cialmente segundo as necessidades da ho-
^ mcopalhia no Brasil, vende-se pelos pre-
^ ros conhecidos na botica central homeo-
@ palluca, ra de Santo Amaro (Mundo No-
@ vo) n 6.
Aluga-se una boa casa terrea em S. Jos
do Manguinho, quasi defronlc da igreja: traa-
se na ra do Brum n. 16, armazem de Manoel
Jos do S Araujo.
Quem precisar de urna ama que saiba coii-
nhar e coser de portas adentro, dirija-se a ra
da Cruz n. 18, segundo andar.
Precisa-se de um caixeiro de 14 a 18 annos,
para taberna, que tenha pralica da mesma : i.a
ra do Caldcrciro n. 60, se dir quem precisa.
Benlo Goncalves vai ao Rio de Janeiro.
OITereco se urna senhora com urna moleca
de idade 13 annos, para ser ama de casa de poa-
ca familia ou homem solteiro, porm sendo para
o mato, para engommar, czinhar e lavar, pois
a respeilo ao preco todo o negocio far : a pro-
curar na Capungaj sitio que foi do Fr. Capislratio.
V. Grandin,
RELOJOEIRO
agraciado com a iuedalha de bronze,
na exposicao universal de
Pars de 1855,
concerta relogiosde todas as qualidade?, princi-
palmente os chronometros francezes, suissos, in-
glezes, por precos mui rozoaveis ; tanihem ver-
de relogios de ouro c prala, assim como obras de
ouro ; no seu eslabelecimento da ra da Cadcia
do Recifc n. 10, onde pode ser procurado.
Alerta!!!
m w& m m
Grande e novo sorlimento de fazendas de todas as dua-
lidades por baratissimos precos.
Do-se amostras com penhor.
Aviso
Joaqnim Aotunes da Silva, inventarianle dos
bens do casal do Tinado Antonio Jos Maciel, avi-
sa a todos os credores do dito casal, para tratar
do seu direito no juizo de orphos. Recite 2 de
agosto de 1860.
bem construidos pianos de que ha noticia.
No mesmo eslabelecimento existem, chegados hpouco da Europa, alguns pianos de raachi-
nismo do melhor gostoede maior perfeicao do que quaesquer outros, os quaes naosmentese
prestara pelo seu machinismo a toda as pessoas que sabem msica, mais aindn quelles que igno-
ra m esta arte.
Alm destes pianos exisiem tambam no mesmo eslabelecimento, harmnicos ou Seraphina, os
quaes fazem urna bella ligaco sendo tocado era sala com acompanhamento de piano, e tambem
produzem excellentes ilcitos harmoniozos em igreja ou capella, tambem ha methodo e musica-
adquadas aodilo instrumento. Espera-se que o respeilavel publico e os amantes de msica nao se
demoren em munirem-se de tao excellentes instrumentos, cujo preco alias razoavel, e de cuja pers
feicao inconlestavel.
Na mesma casa afinam-se e concertam-se pianos com a maior perfeicao possivel. Ka mes-
ma casa exisiem chegados ha pouco da Europa lindas msicas do melhor gosto possivel e do melhor
compositor da Europa
Sipop du
DrFORGET
JARABE DO FORGET.
Esie xarope esl approvado pelos mais eminentes mdicos de Paris,
Icomo sendo o melhor para curar constipacoes, tosse convulsa e outras,
alleii/n's dos bronchios, ataques de peito, irritaedes nervosas e insomnoleocias: urna colberada
pela raanlia, e outra noite sao suflicienles. O ell'cito deste excelente xarope satisfaz ao mesmo
tempo o doente e o medico.
O dsposito na ra larga do Rosario, botica de Barlholomeo Francitco de Souza, n. 30.
FUNDICAO
Visitas de grosdenaples preto bordadas
com froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
corado
Dilo liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado 1J( e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corle
Cambr.tias orlandys de cores, lindos pa-
dros, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodo bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem idem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
; Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Eufeites de vidrilho francezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de linho e algo-
do, brancas e de cores
Saias balo de varias qualidades
Tafet rxo, covad"o
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vara
Collarinhos de esguio de linho mo-
dernos
Um completo sorlimento de roupa feita
9
9
1200
8
3&000
U500
10$000
16J 000
lOOO

I
I
i
i
s
g900
9
9
$640
9
9
3*500
6*000
$500
9280
5500
J800
sendo casacas, sobrecasacas, palelots,
colletes, caigas de muilas qualidades
de fazendas 9
Chapeos francezes finos, forma moderna 8j>500
Um sorlimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades 9
Camisas francezas, peitos de linho e de 8
algodo brancas e de cores 9
Ditas de fusto brancas e de cores $
Ceroulas de linho c de algodo 9
Capellas brancas para noivasmuito finas g
Um completo sorlimento de fazendas
para vestido, sedas, la e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos 9
Ditasde seda para menina, par lfCOO
Luvas de fio deEscocia, pardas, para
menino 9320
Velludilho de cores, covado ljf200
Velbutina decores, covado Jf70U
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par 2g00(.
Ditas de seda idem idem 15000
Um sorlimento completo de lu-'as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades 9
Cortes de coete de gorguro de seda
de cores 9
Ditos de velludo muilo finos 9
Lencos de seda rflxos para senhora 2550
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora 9
Sapalinhosde merino bordados proprios
para baptisados, o par 2JO00
Casinetas de cores de duas largurasmui-
to superiores, covado 19000
Setim preto,encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado 1JJ600
Setim liso de todas as cores, covado 9
Lencos de gorguro de seda pretos 9
Relogios e obras de ouro 9
Cortes de casemira de cores a 5J000
I*ugio do quartelclecavallaria no dia
21 do corrente mez, um cavatlo slazo,
pequeo, de crinas grandes e marcado
no quarto esqueido com on, 23: quem
o tiver retido em seu poder e quizer ter
a bondade de remette-lo aqucHe Jugar,
sera' gratificado conscicnciosamcnte-
Engomma-se e lava-se com per-
feicao : na ra das Agoas Verdes n. 96.
agencia dos fabricantes america-
nos Groover & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel?.
Joanston & ra da Senzala Nova n. 52
|JJ O Dr. Casanova pode ser procurado a ^g
JOB qualquer hora em seu consultorio horneo- 2
a paUiico em PernambucT) &
3S 30RA DAS CRUZES30 B
<> No mesmo consultorio acha-se sompre g
pj grande sorlimento de medicamentos em <5
cy* tinturas e glbulos, os mais novos e bem <#
05 preparados, os elementos de homeopathia v
O juiz de paz do 2. distrirto da frrguczia
de Santo Antonio da cidade dn Recife faz ver o
publico, que elle mudou os dias das audiencias
do mesmo jnizo para as segundas e quinlai-fei-
ras a 1 hora da tarde, visto que o Dr. juiz de di-
reilo docommcrcio Irangfcrio as suas audiencias
para as quarlas-feiras.
A\iso aos lliesoureiros e
chefes de irmandade-
Acbando-se prximo o lempo de algumas
igrejas festeiarem osseus padroeiros, Jos Pau-
lino da Silva com fabrica de fogos cm um terrino
da ra Imperial, avisa a todas as irmandades e
confrarias religiosas, e a quem possa mais inle-
rcssar.que tem efl'eclivamente prompto um gran-
de sorlimento de fogos do ar, tanto com bombas
miudas como de bombas reaes, fogueles jara
salvas com bombas extraordinarias, os quaes
vendem-se em gyrandolas ou sollos, conforme o
goslo do comprador, mandando-os conduzir o
queimar como costuma, por preco mais baraio
do que o quo se costuma comprar. Este esla-
belecimento oferece ao comprador muilo maioi
vantagem, nem s pela superioridade do ligo
que hoje geralmente conhecido, tanto na capi-
tal como no centro, completa commodidade o
preco e promptido, obrigando-se o annuncicne
por qualquer avaria que possa haver. fazrndoum
abale no preco, quano por acaso nao saia como
o afianc.3, declarando quelles que os quizer
comprar cm gyrandolas ou cm broqueis, dove-
rao avisar tres di; s antes, se for em quantidae,
para se preparar e armar, e sendo em pequei.a
porco, avisar do vespera ; e para mais facili-
tar ao comprador, no caso de nao querer ir casa
de sua residencia, poder entenderse no largo
do Paraizo com o Sr. Jos Pinto de Magalhes, c
na ra Direita, loja de cera confronte a sacbris-
tia do Terco do Sr. Dionizio Hilario Lopes.
Ra do Brum (passando ochafariz.)
Xo de^ozito ueste eslabeleemento sempre lia grande sovtimenlo deem
ea&a'ismo pava os enge alvos de assuear a saber;
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e dePaciHimoassento ;
Rodas d'agua de ferro com cubos le madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas;
Ginnos de ferro, e portas d'agua >ira ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Moendas inteirascom virgensmuito fortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodetasmotoras)ara agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhoes deazs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares e bicas para o caldo, crivos e portas de ferro para s fornalhas ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinba ;
Roletas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos oubois ;
Aguilhoes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrocas, formas galvanizadas para purgar etc., etc.
D.W.Bowman confia que'os seus freguezes acharotudo digno da preferencia com
que o houram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela continuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderp necessilar.
EAU NIINERALE
NATURALLE DE VICHY
Deposito na botica franceza ra da Cruz n.22.
mmmmmmmmM-m-mmmmmm mwm
A DEBANHOS
so
c sb: je mzm miz .m. ma -
Assignatura de banhos frios, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,........... 10*000
30 candes para os ditos banhos tomados em qualquer tempo ; ....,; 159000
15 Ditos dito dito dito .;.... 8*000
n7 ...:.. 4*000
Banhos avulsos, aromticos, salgados esulphurosos aos precos annunciados.
EstareduccSo de precos facilitar ao respeitavel publico o gozo das vantagens que resullam
da frequencia de um estabeleciraenlo de urna utilidade incontestave), mas que infelizmente nao
estando em nosse hbitos, ainda pouco coubecida e apreciada;
LASA LISO-BRASLEIRA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com lo-
mar a casa contigua, ampias e excellentes ac-
commodaces para muito maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes qce
visitemesta capital; continua a prestar-Ihesseus
servicose bons officins guiando-os em todas aa
cousas que precisem conhecimento pralico uo
paiz, etc.: alm do portuguez e do nglez fallc-se
na casa o hespanhol e francez.
Precisa-se de urna
ama para czinhar e com-
prar para urna pessoa*
na ra estreita do Rosario
n- 21, primeiro andar.
Dentista de Paris. I
15Ra Nova15 &
Frederico Gautier, cirurgio dentista, |fc
faz todas as operaces da suaarle e col- |g
locaidentes artificies, tudo com a supe m
rioridade e perfeicao que as pessoas en- $*R
tendidas lhe recohecem. |>
Tem agua e pos dentifricios etc.
= OSr Francisco Aranha de Souza tem urna
carta no escrptorio de Manoel Joaquim Ramos e
Silva, ca ra da Cadeia do Recife.


(6)
DIARIO DE PER1UMBUCO. SEGUNDA FEIRA 6 DE AGOSTO DE 1860.
^
Ama de leite.
P. jcisa-ie do urna ama de leite, e prefere-se
escrava : na ra da Cruz n. 40, no arniazem de
fazendas.
Precisa-so fallar com o Sr. Francisco Ma-
noel Esteres, na ra do Qucimado D. 39, loja, a
oegocio de seu inleresse.
A abaixo assigna'la declara que pelo pre-
sante cassa toda e qualquer procuracao que tenha
passado al esla dala, para o quo manda fazer
publico que o nico encarregado de seus nego-
cios o Sr. Hermenegildo Eduardo llego Mon-
teiro. Recite 1." de agosto de 1860.
Candida Rosa Paes Brrelo.
Quer-se trocar dous moloques por urna ca-
sa terrea que nao precise concert, em qualquer
dos burros desla cidado: a tratar na ra de San-
ta Rita, casa cinzenta, pegada a igreja do lado
da sul.
Joo Antonio Carpinteiro da Silva tem con-
tratado comprar ao Sr. Manoel da Silva Moreira
i Urna do lugar do Manguinho : quetuse jul-
gar credor da mesma, aprsenle suas contas no
prazo de 3 das, na mesma taberna. Recite 2 de
agosto de 186.
= Joanna Mara do Rosario, mulher do preso
Ignacio Cardoso da Silva, pede ao Illm. Sr. Dr.
chefe Je polica, que tenha piedade do reu mari-
do preso ha cinco anuos pelo crime que Ihe >m-
putaram de morte. e j lendo sido teito o pro-
c :-o, al o prsenle nada lh") consta.
Trecisa-se alagar urna casa cora quintal e
cemmodos pan urna pequea familia, em Fra
de 'orlas : a tratar na ra da Cadeia do Recite n.
43, esquina da Madre do Dos.
fl'erece-sc um mofo para caixeiro de co-
branza nao s na cidnde como fra delta, dndo-
se oom fliador : dirija-se a ra de S. Jos n. 62.
Na ra do Deslino n. 4, ha para alugar um
moleque coznheiro copeiro c que tamuem
| ra.
Alugase urna casa terrea na frcguezia de
5.iilo Antonio, na trszessa dos Quarteis n. 21 :
a tratar na ra dasCruzcs n.22.
Piecisa-se arrendar um sitio que
tenha boa cata de morada, baixa para
capirae pasto para gado: na ruada
Praia armazem n. 46.
Na taberna sita na ra da i
lmperatriz n. 2,
vende-so fumo novo dcGararhuns, em rolos ou
a reta lho. bem como toda 9 qunlidade de gne-
ros, tudo por precos raais baratos que em outra
qualquer parte.
Vendc-se um escravo de nicia idade. ro-
busto, de boa conducta, bom para qualquer ser-
vico de casa ou campo ; na praca da Boa-Vista,
botica n. 22.
UMA PRETA;
Vende-se urna preta de naco Congo, ainda
moga, do serviQo de ra c ordinario de casa, por
preco cmmodo : a tratar no pateo de S. Pedro,
casa do lado da Viraro n. 13.
8
de chila larga para vestido, com 11 covados cada
corle, nquissimos padroes.
vendem-so na ra do Queimado, loja n. 18 A.
esquina que rolla para a ra eslrcita do Rosario,
Vende-se um piano em conla ; na ra do
Imperador n. 67
116Ra Direita116.
Palitos to gaz,
em massos; vendc-se rouilo barato, tanto em
porces como a relalho.
Vende-so um violao com um methodo de
Carulle ; na ra da lmperatriz n. 60, loja.
Novo gosto.
Francisco Pcreira da Silva na ra do Queima-
do n. 9, loja em frente ao Preguica, recebeu co-
bertas de novos padroes e vende a 2> cada urna.
Cheguem ao barato
Pianos
Candido Nunes de Muilo & C ,
amigavelmentepede a seus fieguezes de
l tas de livros, para que vtnham sal-
da- suas contas ate o lim do coi rente
. sol) pena dedeclarar os nomes dos
il ;vedores por estenso mostrando as da-
i que foram ellas contrahida?.
Na ra da Cadeia do Recife n. 53, terceiro
3" i..r, se dir quera vendo una escrava cabra de
ios de idade, que sabecozinbar, engonimar
var.
D-se 258000
p i alugnel de urna escrava que saba comprar
.iuhar o diario de urna casa depequena fami-
lia rna do Imperador, linaria n. 79.
Jobo Ilodgson e sua senhora, subditos in-
:es, retiran) se para o Rio de Janeiro.
o abaixo assigoado, rendeu a parte que li-
:.' na taberna sita no paleo do Terco n. 23 o
Sr. tyenoel da Silva, a qual
s le Cunha & Pereira, qual ficar sendo
M >el da Silva & Companhia, ficando o socio Ma-
l da S:lva obrigado por lodo activo e passiro
re que me pertencia da antiga firma ; e
: |ue ('negu ao conheciiiiento daspessoas
issara inleressar fi/. a prsenle publicacao.
I fe, Je agosto de 1860.
Joaquina Joto Pereira da Cunha.
Aluga-se um lercriro andar e solo com
I commodos: a tratar na ra da Praia nu-
l! I "'9.
Precisa-se de urna ama para cozinhar e
: .r para urna casa de pouca familia : no ar-
n i:i de LuizAnues del'ionte da porta da al-
.-.i
t abaixo assigoado, encarregado da desin-
como de re constar aos senhnres inspeclo-
r I quarteirao, pela circular do Illm. Sr. Dr.
de polica aos senhores subdelegados, a
i datada de 10 de maio correle, faz scien-
senhores inspectores, que logo que se de-
r "i jos de ingina, escarlatina e outras moles-
i te grassam epidomicamenle, arisem ao
io abaixo assigoado para mandar proceder
rao como por ordem superior fui deter-
i i lo.Jos 'I? Rocha Prannos.
A abaixo assignada, viuva do finado Jos
;ues da Costa, repele o annuncin teito a
as pessoas que se concidcrarcm credorasde
iJo marido, cujo auuuncio j sabio ha 8
dias, e concede de novamente o prazo [outra vez)
lias para Bprasentarem suas contas corren-
ni de seren juntadas oo inventario que se
ic ler, lindos os quaes lera cada um de
.. perante o juizo, nao licando a annun-
ciante sujeila ,ii despezas que cada um houver
ser, visld que o nao tem querido fazer nmi-
nle, e desde j protesta se oppor a loda
la que nao estiver legalmente direita arista
mritos fetos e recibos passados exis-
- em sen poder, assira como nao pagar
I algumn que nao livor sido conferida pelos
n Bssn.....s. Pernambuco 1." de agosto de
I A rogo de Amelia Augusta da Silva Costa,
lingos Jos Avilla.
Compras.
O Pregui.;a est queimanilo, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pec.as Je bretanha re rolo com 10 varas a
23, casemira escura infestada propria para cai-
ga, rollete e palitots a Of>0 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 33?, 43>, B3>,
e 63 a pega, dita lapada, com 10 varas a 59 e
69 a peca, cimas largas da molernos e escolhidos
adroes a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a 7$ e 89,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 99 cadi um, dilos com urna s pal-
ma, muilo finos a 89300, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5fr, lencos de cassa com barra a
100, 120 e 160 c ida um, meias muito finas pa-
ra senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualidade
a 39 e 33500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberU a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5&900 a poca, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 19,
135200 e 19600 a vara, dito preto muito encor-
pado a 19300 a vara, brilliantina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de differenles cores a 360 rs. o
gyravaiob a rrna] covado, cesemiras pretas finas a 2&500, 39 e
39500 o covado, cambria preta e desalpicos a
500 rs. a vara, e oulras muitas fazendas que se
far patente ao comprador, e de lodas se darao
amostras com penhr.
Vendc-se; urna negra fula, bonita figura,
moca, cozinha, engomma solTrivelmenle e costu-
ra, e taradeira, c quem a comprar se dir o mo-
tivo por que se vende : na ra do Brum n. 16, ar-
mazem de Manoel Jos de S Aojo.
m NOVA
Loja de miudezas na rna
Direita N. 85,
rendem-se las para bordar da raas fina que ha
a 7^500 a libra, luras de seda enleiladas para se-
nhora a 29, dilas de algodao para hornera a 320,
bonecas de choro a 440, 500, 640 e 800 rs., bo-
lees de osso a 240 a groza, ditos brancos de louga
a 140, ditos de cores a 160, bolsas pira meninas:
de escola a 5500 e 6tf, tesouras finas a 1J e
24800, facas oitavadas a 2$800, ditas cravadas a
33, ditas de cabo de bataneo, dous boloes.a 6-3500,
a .duzia, caivetes finos a" 1JJ600, ditos a 25800,
grozas de penna de ac de langa a 1^200, ditas
de maozinha a 1#400, linteiros proprios para via-|
geni a 320, obreias de cola a 100 rs., resmas de
papel de quadrinbos a 4^300, caixinhas de papel:
sortidas em cores a Ig, ditas de quadrinhos
800 rs., follias de papel arrendado e anvelopes a ;
240, ditas com flores a 160, penles de alisar de
baleia a 210 e 260, ditos de borracha para bichos ;
a 440, ditos travessos para meninas a 640, ditos
de massa para atar cabello a 900 rs., ditos vira-
dos a iraitagao de tartaruga al$600,ditos doura-'
dos a 1$800, ditos de alisar de borracha a 600 rs.,
ditos de bfalo branco para bichos a 280, ditos j
ara alisar a 500 rs., linha do ga/. branca a 800 c
$, dila preta a 900 rs., miada de liaha de peso >
a 120, linha para marca a 20 rs., fitas com col- a)Sf*tfWffiS1 aSW ^R SW1CwwotS'' cheles a 500 rs. a vara, peca de galo de linho' aj. i
cora 10 varas a 1500, dita de Meo com 10 varas' ~ Arados americanos e machinas
a 600, 800, 1 e 11400, duas de renda a 600, 800. para lavar roupa : em casa de S. P. Jo-
900 e 1300, babados do Porlo a 120,110 e 180 [ K .
a vara, pecas de tranca de la de caroc a 60 rs., hnston & C. ra da Senzala n. 42.
fitas de seda lavrada'de largura de 5 dedos com
Venda de urna casa en
Olinda.
Saunders Brothers 4 C. tem para render em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres, a
muito Droorios Dar este clima.
Pecliinclia sem igual]
5g cy Vendem-se superiores camisas de
^ fustao editas de madapolao muito fino a
s* 2.', cortes de casemira ingleza de quadr-
^M nhos do superior qualidade a 43530 e 5-5,
colleles fetos de gorgurao de seda c ditos
de fusto a 33500 e -3, caigas de brim de
cor a 4$, cortes de superior barege de se-
da a 20J e as modernas victorias de al-
paca de seda para vestidos de senhora a
700 rs. o covado, tambera se rende saias
balao muilo boas de raueselina e dilas de
madapolao a 4}500 e 53, gollinhas de li-
nho a 640 rs., de lodas estas fazendas
existe urna pequea porcao que se vende
por este preco para acabar: na loja de
Augusto iPrdigao ra da C-ideiado Re-
cife n. 23
pinta de mofo a 320, dilas finas a 640 a vara, cai-
xiuha com grampas a 60 rs., toucadores de Jaca-
randa a 26o0, dilos a 3J200 e 4$. visporas a 900
rs., cartas finas porlu;uezas a 2&700, ditas finas
francezas a 2$800c 3$800 a duzia, anvelope sor- \ende-se a casa terrea da ra do A
Udo era cores a 1280, lampannas para tres me- 42, bem construida de pedra o cal, assohradad
zes a60 rs., ditas para seis mezes a 100 rs., sa- p;ira Uaz< lem 2 salas c anuarios e quintal-
paiinlios de merino proprios; para baptisados a ; vende-se muito barata a tralar ua'rua de Santa
1(200. hor/oguiDs do loo o 80O o 900 rs., ataca- p,[a Di g j
dores chatos de algodao a 60 rs., ditos rolicos a
100 rs gravatiuhas a Tinaud a 1#400.
Toii'aco c aclividade, e porque a n-
vejamalou Cali ira.
N.18Ra do RangclN. 18.
Na taberna do Souza vende-se superior mantei-
ga ingleza flor a 18300 a libra, dita franceza a
640, toucinho de Lisboa a 400 rs., e todos os mais
gneros perlencentes a niolhados, por prego cm-
modo, a dlnheiro.
PotassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de uperior qualidade, assini como tambem
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas as nacOcs po-
dem tcstemunhar as virtudesdeste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramenle saos depois de haveremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencerdessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
lodos os dias ha muitos anuos ; e a maior parte
della sao tao sor prndenles que admiran: os
medico mais celebres. Quanlas pessoas reco_
braram com este soberano remedio o uso de seus
bragos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputacao I Dellas ha muilasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submetterem essa operaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfuso de seu recouhecimento declararam es
te resultados benficos dianle do lord correge-
dor e outros magistrados, afirn de maisautenti.
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
liresse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratatoquenecessitasse a natureza doma
cujo resultado seria prora rincoutestavelmeute
Quetudocura.
O ungento e til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
cal rirgera em pedra: tudo Dor creeos muito
razoaveis
Taclias para engento
Fundidlo de ferro e bronze
DE
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem uro grande sorlirneuto de
tachas de ferro fundido, assirc
eorao se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Vende-se um mulalinho muilo sadio, de 16
nnnos de idade : para ver, no deposito da ra
dasCruzes n. 41, e para tratar, na ra da Aurora
n. 40, loja, das 6 s 9 horas da manhaa, c das 3
da larde em dianle.
Batatas a 80 rs. a
libra. I
Vendem-se batatas a 80 rs.: na Iraressa do pa-
leo do Paraizo n. 16, casa pintada de amarello.
Grande pecliinclia,
Para acabar.
Covado a 200, e 200 rs.
No armazem da ra do (ueimado n. 19, ven-1
de-se chiti. franceza fiua, cores fixas, a 200 rs. o
covado, cambraia miudinha a 200 rs. o covado;
por a fazenda ser muito barata nao se dao amos- !
tras ; renhara anles que se ac bom.
Em casa de Rsbe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
Novas gementes de hor-
talice,
rindas no vapor Portugal chegado este mez:
rende-sa na loja de ferragens na ra da Cadeia do '
Recife n. 56 A, de Vidal & Bastos.
GIMDE S0RTD1ENTO
DI
Fazendas e obras leias.
IGes&BastoJ
Alporcas
Caunbras
Callos.
anee res.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Eufermidades da cutis
cm geral.
Ditas do anus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Fislulasno abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
Inchacoes
Inflammaco dofigado.
Inflammacao dabeiiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de repls.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarticulacde.s.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
NA
e airmazem
DE
SO NOPROGRESSO
G ) opram-se quaesejuer nmeros
Diario de Pernambuco de 182.J a
estejam ou nao certas as c leo
Q i ou faiteen nmeros : na livraria n.
i la praca da Independencia.
Compra-se um escraro de meia idade que
: riln vicios o achaque, e que sirva pars o
externo do. urna casa de familia : a ira-
1 ra do caes que seguo da casa de delen-
ao gasmetro, na casa assobradada mar-
' :.. do rio.
Corapra-se um sobrado de um andar c so-
dous andares e sotan, sendo em boa ra da
tezia de Sanio Antonio, e lendo su lucientes
commodos o quintal: Irala-se na ruado Livra-
BiC'iilo n.29, segundo andar.
Compram-se moedas de 20$000 : na ra
Nora n i.
Neste armazem de niolhados con-
linua-se a vender os segninles gneros abaixo mencianados de superiores qualdades c mais barato
do queem outra qualquer parte, por serem a maior parte dellcs recebidos em dircilura por conta
dos propuetarios.
ManlcVga ingleza e ranecza
perfeitamente flora mais nova que tem viudo ao mercado de 6i0 a 800 rs. a libra e cm barril
se far algum abatimento.
Na ra do Queimad) n. s
40, frente amarella.
Grande e variado sortimento de sobre- *
casacas e casacas de pannos finos pretos ng
o de cores a 28J. 30J e 35$, palctots dos M
mesmos pannos pelos e de cores a 28j, a
20 225 e 23J, ditos de casemira msela- S
dos de superior gosto a 16j e 18J, ditos j
das mesmas casemiras saceos modelo $
inglez 103,125,14$ e 15tf, ditos de al- gg
paca preta fiua siccos a 45, ditos sobre- 8
casa tambem de alpaca a 7!,8$c 93, di- JK
tos de merino selim a lOj, ditos da me-
ri de cordao a 9j, calcas pretas das $|
mesmas fazendas a ">5 e (j, cnlletes pa- "
ra lulo da mesma fazenda, palctots de S
brim trancado a 5j, ditos pardos e de *
|3 fusto a 4 e 5$, calcas de casemira de e*
i cor e pelas a 7-5, S3l 9 c V), ditos d<.j *
-2 mesmas casemiras para menino a 6$, 7j *
w> e 85, ditos de brim para hornera a 3-3, i
M 3*500, 45 e 5J, ditos brancos finos a 5-3, 3{
H 6$ e 7, ditos de meia casemira a 4$ e P
S 53, colleles de casemiras preta e de co- 22
^ res a 5$, e 63, dilos de gorgurao de seda 9
* brancos e decorosa 53 e 6$, ditos de gfc
.,> velludo preto e de cores a 9.? e 103, ditos ^c
j do brim branco e de cor a35, 33500 e43,
mb palitots de panno fino para menino a >
iS 153, 163 e 183. ditos de casemira de cor *
(M a 73, 83 e 93, ditos de alpaca a 33 e 33500, 5#
jg sobrecasacas de alpaca tambera pa.-a me- a|
eS de cores e brancas a duzia 153, 163 e 203, f>
meias cruese pintadas para menino de l> todos os tamanhos, calcas de brim para !8t
^ os mesmos a 18500 e 33," colarinho de li- ^
**> nho a 6?000aduzia, toalhas de linho pa- 3
M ra raaos a 900 rs. cala urna, casaveques B
^ de cambraia muilo fina e modernos pelo V
* ilirainulo preco de 123, chapeos com abas s!
S de lustre a 53, camisas para homem de ^
3 todas as qualidades, seroulas para ho- |e
5, mern a 163, 20-3 e 253 a duzia, vestimen- *E
jg tas para menino de 3 a 8 annos, sendo j!g
g> cali;a, jaqueta e coletes ludo por 103, co- g
R; bertas de fusto a 63, toalhas de linho ^
para mesa grande a 7-3 e 83, camisas in- o
gWas novamente chegada a 36J a duzia. Jg
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial,
junio a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao de folhas
de zinco, j preparada para telhados, e pulo di-
minuto nreco de 140 rs. a libra.
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hcspanha.
Venderse a800 rs., cada bocetinha contm
urna instrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
phacmaceutico, na ra da Crun. 22. em Per-
nambuao.
Aos 20:000
Bilhetes inteiros, meios e quartos da segunda
loleria que vai serextrahida no Rio de Janeiro
: para as obras da matriz de S. Jos de Pernambu-
j co. chegados pelo vapor franrez : vendem-se na
: loja de fazendas de l.eite & Irmo, ra da Cadeia
do Recife n. 48.
Allei?ao a pechincha pa-
ra acabar.
Carnesalcjada ingleza e americana a
160 rs a libra, c toucinho americano
piimcira qualidade a 200 rs. a libra e
alanca-se a qualidade tanto de urna
com de outra e se pode procurar des-
de as 6 horas da manliaa ate as 8 horas
da noite, de ve durar pouco pelo barato
preco'que se vende f no armazem de
Andr de Abreu Porto, na ra do Tra-
piche Novo n. li.
tlonlni a gcnorrlica.
Injeccao Brou.
Em 6 dias do tratamenlo, as vezes mais lardo,
muitas raais ceda, se obtem urna cura segura sem
haver necessidade de recorrer ao emprego de
lodas essas preparaces monslruosas de que a
copahiba e as cobebas formara a base, as quaes
sao muilas vezes perigasas e senipre nojentas ;
vende-se a 53 o frasco na praca da Independen-
cia n. 22.
Araendoas conleitadas para sor-
tes de S. Antonio, S, Joao e S. Pedro e
tambera pora presentes a 2# o irasco,
vende-se na loja de Leite & Irrao, vua
da Cadeia do Ilecife n.i8.
45--Ra Direila-45
Esteestabeleciment offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperaes..... IO3OOO
Ditos aritecraticos....... 9^000
Ditos burguezes........ 7i'000
Ditos democrticos...... 6000
Meio boraeguins patente. 6^500
Sapatoes nobreza....... 6#000
Ditos infantes......., 5#000
Ditos de linlia (3 1|2 bateras). C$000
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapatos de salto (do tom). C$000
Ditos de petimetre...... 56'000
Ditos bailarinos........ 5^500
Ditos impermeaveis...... 2#500
Senhora.
Borzeguins primeir classe(sal-
to de quebrar). ...... 5#000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada)......., 4$800
Ditos todos de merino (salto
dengoso).........4,(500
Meninos e meninas.
Sapatoes de orca. ...... 4,<>'000
Ditos de arranca........ 3f500
Boizeguins resistencia 4$ e o.S'800
L0J4 DO VAPOR.
Grande e vanado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas c perfumaras ,
ludo por menos do que em outras partes : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAT.
PILL'LAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto Inteira-
menle de hervas medicinaos, uo conlm mercu-
rio, nein alguma outra substancia dclecteria.Be
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta ;
6 inteiramente innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remore as doenca3 de qual-
quer especie e grao por mais antigs e lenazes
queseam.
Entre militares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavara as portas da
morte, preservando em seu uso: cpnseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a de-
sesperarlo ; faeam um competente ensaio dos
eflkazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintcs enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febreto da especie.
Relodos.
Vendas.
Approveilem a occasiao.
E chegado loja da diligencia, na ra do Quei-
1 11. 65, um grande sortimento de balaios,
b'/uilo., foites e baralo para compras, para cos-
e para guardar roupa ; assim como muito
S cestinhas para meninas trazerem no braco,
dilas par so mandar prsenles, ditas para see-
n '.-, com [rucias cm mesa, ditas para lalheres, e
outras muitas obras que cora ^ vista os compra-
dores vern ; na ra do Queimado, loja da dili-
l.i n. 65.
r Loja de marnore.|
Ra Nova.
Faria & C. avisam aos seus numerosos
S [roguezes eao publico era geral, que re-
ebendo por lodos os paquetes fazendas
do modas, acabara do receber entre mui-
tos artigos o seguinte:
Vestidos ricos de blond para casamento.
Dilos de gorgurao de cores, tecidos com
velludo em altorelevo=a duqueza de
Comberland.
3| Ditos brancos bordados para soire.
1 Ditos ditos de cambraia.
yi Ditos de cores de phanlasia.
w Ditos de cores de raoirantique.
^ Manli'letps, chales runds o peregrinas
de velludo egrosdenaple pretos.
|fe Bournus de cachemira de cores e de se-
J5 da de cores.
5tj edouines para saluda de thealro.
SJJ r.lnpelinasde pallu de Italia e seda,
gg Calcado para senhora do afamado fatri-
cog cante Jolly.
^ Dito para meninos.
Casarequc de la para meninos de ambos
os sexos
graos.
Vonde-se espirito de rinho rerdadeirocom 44
SaaO dO depOSltO dO RiO I *ros- chegad0 ^ Europa, as garrafas ou as c-
de Janeiro.
Vendem por preco mdico, Alrceida Gomes,
Alvos & C. na ra da Cruz n. 27.
Grande pechincha
Cassas muilo finas francezas, covado a 240 rs.,
assim como chitas francezas a 200, 240 e260 rs.:
na ra do Queimado n. 44 ; a ellas, que se
acabam.
Vendem-se essencias para tirar nodoas de
gordura, cera, etc., etc., em panos de la, sedas,
sem alterar a cor nem o lecido : na loja do ca-
bos, no largo do Corpo Santo n. 21, esquina da
ra do Encantamento.
Qweijos flamencos
muito novos recenlcmenle chegados no ultimo vapor da Europa de 1J700 a 35 e a rista do gasto 11
que o freguez lizer se far mais algum abalimenlo.
Qucijo pvalo
os mais noros quo existem no mercado a lft a libra, em porco se far abatimento.
ATiYcixas raueczas
em latas de 1 1[2 libra por lg500 rs., e em campoleiras de vidro conlendo cad urna 3 libra
por 33000.
Mustar&a Ingleza c franceza
em frascos a 610 rs. e ero potes franceza a 800 rs cada um.
Vevda&eAros Vi os de comadre
ra caixinhas de 8 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a 1$600 rs.
Bo\ac\iin\\a ingleza
a mais nova que ha no mercado a 20 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4j!.
Potes vidvados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a lftOOO rs. cada um.
\mcndoas conVeiladas pvoprias para surtes
de S Joao
a lg a libra e em frasquinhos, contendo 1 1|2 libra por 2}.
Cha preto, kyson e perola
os melhores que ha neste mercado de Ij600,2 e 2*500 a libra.
Macas em caixinhas de 8 Ultras
contendo cada urna differenles qualidades a 4^500.
Palitos de dentes lidiados
em molhos cora 20 macinhos cada um por 200 rs.
Tijolo rancez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
era latas e em frascos de differentes quilidades.
Presnntos, chonricas e palos
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
lalas de nolachinha de soda
de differentes qualidades a 1*600 em porco se far algum abatimento.
Tambem vendem-se os seguintes gneros tudo recentemente chegado e de uperio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muilo nova, marmelada do mais afamado fa-
bricante de Lisboa, maga de tomate, pera secca,pas38, fruclas em calda, araendoas, nozes frascos
cora amendoascobertas, confeile.s, pastilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux'.proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de todas as qualidads.gom-
ma muito fina, ervilhas francezas,champagne das mais acreditadas marcas, (ervejas de ditas
spermacetebarato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeitedoco purificado azei-;
tonas muilo novas, banha deporco refinada e outros muito gneros que enconliaro tendentes a
molhados.por isso promettem os propietarios renderem por muilo menos do que outro qualquer
promelera mais tambem servirem aquellas pessoas que mandarem por outras pouco pralicas como Vende-se urna casa terrea era chaos nroorios
nri-m.PnXm!nte:r0g"^tBmbemal0d08nOS ""hores de eogenho e senhores larradores sita era Fra de Portas, lado da m.rPgrande!
r!^il,!lT encommendas no armazem Progresso que se Ihes afllanca a boa qualidade e ra do Pilar n 53 : a tratar na ra do Brum n
o acondiexonamento | ^ arametn de Manoel Joj de s Arauj
Vende-se em casa de Johnston Pater 4 C, ra
do Vigario n. 3, um bellosortimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
! mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos
i rilo de vinhocom 44
ou falta de
para qualquer
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas
Conrulsoes.
Oebilidade ou extena-
gao.
Debilidade
forras
cousa.
Dysinleria.
Dor de garganta.
de barriga,
-nos rins.
Dureza no reir.
Enfetmidades no rentre.
Ditas no figndo.
Ditas venreas.
Enxaqueca
Jerysipela.
Pebre biliosas
Febret internitente.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammages.
Ir r e g u la ridades
menstruaco.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal depedra.
Manchas na culis.
Obstrucco de rertre
Tblysica ou consiiLp
pulmonar.
Retencao de ourit,
Bheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo [mal.
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos paracamisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwight & C,
Cruz n. 61.
andas na ra larga do Rosario n. 36
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston 4 C. ra-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
glezes, candeeiros e caslic.aes bronzeados, lo-
nas inglezas, lio de rea, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inelezes
Vasos, figuras, pinnas e
globos de louca para
jardinaje portes.
Vendem-se por pieco commodo, na ra do A-
morim n. 41.
Parar; Liquidar.
Na loja que fpi de Claudiano Olireira
na ra da Cadeia do Recite n. 55, ven-
de-se fazendas de muito bom gosto e por
menos de seucusto para liquidar-se, os
treguezes encontrarao um bello sorti-
mento do que bom e barato.
Vendem-se eslas pilulas no estabeleciroento
Trrai Ho Londres n. 224, Strand, e na loja de
lodos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua renda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. cada urna
dellas, conten urna inslrucgao emportuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Se. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 2S, em Per-
namb o-
Botica.
Eartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, rende os seguinte medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas regetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
-Tarop do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilula3do dito.
Ellixiranli-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de J oncas i
121ibras.
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual rende a mdico
pre o
Vendem-se libras steilinas, em
casa deN. O. Bieber& C. : ra da Cruz
n. 4.
* ciBOTPraiLaMceiirBciBeatn:
Seguro contra Fogo
COMPAHHIA

i
LONDRES
AGENTES
J. Astley & Companhia.
1
e

Yende-se
de ferro
Vendem-se
Relogios de euro.)D .
Sellins inglezes.. .]"
No esenptorio do agente Oliveira.
Urna casa terrea com
soto.
se fazendas por todo preco.
No ra doQueim don.51.
Cassas finas a 240 rs. o corado, ditas muito
fina a 440 rs., chaly de cores fino e lavrado a
600 rs, o covado, lenco com bico fino a lJJ, dito
mais abaixo a 500 rs., dito a 180 rs.. casemira
enfestada de 2 larguras a 800 o corado, corle de
cambraia branca de duas saias e 3 babados a 5j>,
dito de tarlatana bordado do branco a 5$500, di-
to de duas sais finos a 8, chita franceza fina a
280 e 220 rs. o corado, casemira para calca a 4.
ditas finas a 58200, corles de brim a 1*700, man-
guitos cora punhos e gollinhas a 2, tarlatana de
cores a 80 rs., caigas brancas de brim de linho
a 5J500, ditas a 5# e mais que o comprador pro-
curar ha de achar por muito diminuto preco.
s
para I
I
/
| Formas
purgar assucar.
Enchadas de ferro.
| Ferro sueco.
| Ac de Trieste.
Estanho em barra.
| Pregos de composico^
Brim de vela.
Agurdente de Franca,
Palhinha para marcineiro:!
no armazem de C. J. As-|
tley A C.
Vendem-secaraeiros gordos e baratos; na
ra do Cotorello, padaria do leo do norte.


DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 6 DE AGOSTO DE 1860.
en
DE
fcu&Lftisfi f $mmu si imm.
Sita na ra Imperial a 118 el20 juato a fabrica de sabo.
DE
Scbaslio J- da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Neste estabelecimento ha sempre prompios alambiques de cobre de dilTerentes dimencoes
{de 300o a 3-OOOfr) simples e dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios continos
para resillar e destilar espirilos com graduado at 40 graos (pela graduacao de Sellon Cartier) dos
melhores syslemas hoje approvados e conhecidos nesta e oulras provincias do imporio, bombas
de todas as diuicncoes, asperanles e de repucho lanto de cobre como de bronze e ferro, tornelras
de bronze de iodas as dimenroes e feilios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para tomainas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as diinencoes para encrnenlos, camas de ferro com armario e sem ella, fugoes de ferro potaveis e
econmicos, tai-has e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadciras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em lencole barra, ziuco em lencol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, lencesdeferroa lato,ferro suecia ingle/, de todas as dimenses, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e oulros muitosarligos por menos preco do que em ottra qualquer
parte, desempenhndo se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeico j conhecida
e para comniodidade dosfreguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua confianca, acha-
ao na ra Nova n. 37 loja de ferrageus pessoa habilitada para tomar nota das encommendas.
Aviso aos estudauts.
Tendo chegado a este estabelecimento da rus
Nova n.20, antigo deposito dos afanados can-
dieiros econmicos de gaz hydrogcnio, avisa de
novamente a todos os seus Jreguezes para se sor-
tiren), lanto de candieros como de pieparos que
necessilarem para consumo : na ra Nova n. 20,
loja do Vianna.
Ycndem-se caixoes de doce de goiaba mui-
lo bom a 610 rs., vinho do Poito verdadeiro en-
garrafado al$280, dilo de dito de pipi al, dilo
de dilo da Figueira a 480, passas as mais novas
qne ha no mercado a 640 a libra, batatas a 2$5b0
a arroba, e 100 rs. a libra, garrafa da azeite doce
a 640 rs., o oulros mullos objectos que s visla
do comprador : no pateo do Terco n. 28, defron-
te da fabrica de charutos.
U::iC A VERDADEIRO 13 LEGI
TIMA.

Seus proprietarioa olTerccem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
SVSSS
SVft"
GRANDE ARMAZEM
DE




Rua Nova n. 47, junto a igreja da Con-
cciedo dos Militares.
GrammatCa ingle-
za de OllendorfT.
Novo metliodpsra aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em C mezes,
ifcSSS .obra inteii mente nova, para uso .!e
:5$Cc todos os estabelecimentos de instruccao,
'&&& praca de Pudro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo and ir..
-XV.
S68E
me
9CCe
Acba-sena direccaodaofficinadeste acreditado arraazem o hbil N<=
si artista Francisco de Assis Avellar, antigo contra-mestre do fallecido S^g
$j^g Manoel Jos Ferrelra. O respeitavel publico continuara' a encon- &&$
^| trar em dito armazem um grande e variado sortimento de roupas %$j&
g^g feitas, como sejam: casacas, sobrecasacas, fraques, paletots de panno ^^
$&)%. fino, ditos de caemira de cores, de merm, bomMzina alpaca preta 8K
|||| e de cores, ditos de brim de linlio branco, pardo e de cores, cali-as W?L
35 de casemira preta e de cores, ditas de merino, de princeza, de brins g^ge
sS pardo, brancoe de cores, colletes de velludo preto e decores, ditosde ^=
^^ gorguro, ditos de setim preto e branco, ditosde merino para luto |^
imm
todos os lmannos, rodas d agua para cngeuhos lodas de ferro ou para cubos de madeira, moen- ,. T (,r,niulu, r,nfrn, rheum->f.<
dase meias moendas, tachas de ferio balido e fundido de lodos os Umanhos, guindastes, guin-|mel Parfa corar e-coptiula*. cancros, rneumatis-
chos e bombas, rodas, rodeles, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para amassai man-mo, enfermidades do ligado, dyspepsi 5, debilida-
S9&S ditos de fusto branco e de coi es, paletots, casacas, jaquetas, calcas && Tods
^^i e colhetes para meninos de 6 a 12 annos, camisas, seroulas, chapeos | \ i nl'o, fa
sata e gravatas pretal e de cores, libres para criados, fardamentos para
33& a guarda nacional da capital e do interior. &^K$
Remedii sem ip,ual, sendo reconhecidos pelos! 5^^ Apromptam-se becas para desembargadores, lentes, juizes de di- pg
mdicos, ok mais iminenles como remedio nfal- ^^ reito, municipaes e promotores, e vestidos para montara. Nao agr- g^fes
^^ dando ao comprador algumas dos roupas feitas se apromptarao ou- ^S
^$5 tras a seu gosto, que'r com fazenda sua ou do armazem para o que sSS
cobertos e descobertos, pequeos e grane!. ?, e
ouro patente inglez, para homem 8 senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez : em cuse de
Southall Mellor.': & C.
Admiravcis remedios
americanos,
as as casas de [am>lia, senhores de enge-
fazendeiros, etc., dovem estar prcv,
p>^ com esles remedios. Sao tres medicamentos com
g^^ : os quacs se cura eficazmente as principaes u.-o-
leslias.
Prorupto alivio deRadway.
Inslantancamcnlc alivia as mais acerbas Joros
e cura os peiores casos de rheumatismo, der de
'&<&
cabeca, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, :.-
diuca e para descansar algodao, prencas para mandioca e oleo de ncini, porloes gradara, co-dade geral, febre biliosa e nlermiltenle, enfer- ^M fPm psrnlhidos e habis ofllciaes dande-setodip nnalmipr rnnm nn S^ "
lumnase m-inhos de vento, arados. culuvaJoies, pontes,--aldeiras e tanques, boias, alvarengas. midajes re?ultanles do emprego do mercurio. ^ tem escollados enaneis omciaes, dando se toda e qualquer loupa no ^, iSi illdgeslao, crup, dores nos oasoa, eontuses,
botes e lodas as obras de machinismo. Execula-se "qualquer obra soja qual fr sua natureza pelos ] ~wT- ^"It^fli"Mauum,'da Ytnmt'Jji'Z' ^^ dia COnvenCionado.
ern aposentados. Recebem-se encommendas neste esla- ulceias e enqsoes que resutiam a impureza do
des'nhos ou moldes que para tal lim foremap
, imenlo na ra do Brum n. 28 A c na ra do Gollegio hoje do Imperador n. C5moradia do cai-
eiro do estabeleciraeiilo Jos Jcau.uim da Costa l'ereira, com quem os pretendentes se podem
i tender oara qualquer obra.
Fazeudasporbaixos precos Graiva em bechigas esebo
Ilua do (jueimado^ loja
de 4 portas n. 10.
.Viuda reslam algumas fazendas para concluir
a liquidarlo da firma de Leite & Correia, as qu?es
su vendern por diminuto preco, sendo enlre ou-
lras as seguintes:
Chilas de cores escuras e claras, o covado
alO rs.
Ditas largas, francezas, finas. a'20e2C0.
Siseados francezesde cores fixas a 200 rs.
Cassasde cores, bons padroes, a 240.
Brim delinho de quadros, covado, a 160 rs.
:i trancado branco de linho muilo bom, va-
B, a tcWlo'.
Corles de caira de meia casemira a 2J.
Ditos de Jila do casemira de cores a 5$.
Panno prelo fino a L13 e -1$.
'. ias du cures, finas, para homem, duziaa
15&00.
Gravatas de seda de cores e pretas a 13.
'[ .,is lir.iucjs linas para sunliora a Ug.
Ditas ditas muito finas a 4J.
Ditas crqas finas para hornera a -ig.
Curtes de collelesde gorguiiio de seda a 2$.
ibraia lisa fina transparente, peca, a 4J).
: 1 preta lavrada para vestido a 1^600 e 2g
les Jo vestido de seda preta lavrada a 1G;S
Lencos de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a 5C0.
Peitos para camisa, um, 320.
; moderna, tinglado seda, covada
ra 100 rs.
b rdados a 200 rs.
las pira senhora aGOrs.
ladas finas a 2$500.
Foalha3 de linho para mesa a 2 e 4.
Camisas de meia, urna 0(0 rs.
para pescoco de senliora o
560 rs.
brancos bordados para bapilaui orlan.
b a 0:000.
G >rl de casemira preta a 0?.
Chales deioeria<5 com tn-r^n.-Aa seda a 5Ji.
C irles de 1 alea de riscado de quadros a S00 rs- jg
in verde para vestido de monlaiia, cova
do.l#28
Lencos brancos de cambraia, a duzia, 2.
em paes e em rama, era porces e a relalho : na
ra do Brum n. 10, armazem.
da Imperalriz n. 10.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, 1.
M. Singer & C- e >Yheeler ScWilson
sangue
CAUTELA.
D. T. Lnnman & Kemp, droguistas por ata-
cado New Yoik, aegam-se obrigados a prevenir
o resdeitavel publico para desconfiar >Je algumas
lenucs (iiiaces da Salsa Fairilha de BristolJ
que hoje se vende neste imperio, declarando a
lodos que sao elles os nicos proprielirios da re-
ceila do Dr. Brisiol ,tendo-lhe comprado no an-'
no d6 1856.
Casa nenliuma mais ou pessoa aluma lera
direito de fabricar a salsa parrilhadeBrislol, por-
que o segredo de sua preparacao acha-se somen-
te era poder dus referidos Lanman c\ Kerap.
Para evitar engaos com desaprecia veis combi-'
nacoes de drogas pernicio as,as pessoas que qui-
no armazem de fazen- I zerem comprar o verdadeiro deven bm observar i
lo" c'tKmto. r s seSuimes signaes sem os quaes ,ualquer ou-'
tra preparacao falsa;
1* O envoltorio de fora est gravado de um la-
do sob urna chapa de ac, irazendo ao p as se-
guinies palavras :
Ferros de en-
gomraar
econmicos
a 5#000.
Estes magnficos fer-
ros acham-se a venda
zem de fazen-
Progresso na cidade da Victoria
DE
D. T. LANMAM & KEMP
SOL A.GEKTS
N. 69 "WATER STREET.
NcAv-\7orV.
2' mesrao do oulro lado lera um rotulo em
Xcsle eslabeleci-
menio vendem-se as
machioas destes dous
autores, mostram-se a
qoalqucr hora do dia ou
da noiie, c responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranza :
no armazem de fazendas fapel azul claro cem a firma e rubr;ca dos pro-
Inipcralriz n. 10,
Vista.
do Itaymundo Carlos
Leite & Irrnos ra da
amigamente aterro da Boa-
FDKDCIOLOW-MOW,
Ra da Senzala Xom n. 42.
Nesle eslabelecimento continua a haverun.
comapletosorlimentodemoendasemeiasmoen-IC, ra da Cruz n 22.
das para euSenho, machinas de vapor e laixas
de ferro balido e coado. de lodes uo lamanhos
para Ji
pnelarios.
3o SoLre a rolba acha-se o retrato e firma I
do inventor C. C Brisiol em papel cor de rosa. |
4" Que as direcroes juntas cada garrafa
tem una phenix semellianie a que vai cima do
prsenle annuncio.
DErosuos.
Rio de Janeiro ra da Alfandega n. 89.
Babia Germano & C. ra Julio n. 2.
l'crnanibuco no armazem de drogas de J. Soum
Francisco Xaxier de Salles Cavalcante de Almeida
NO
Paleo Aa Fcira.
0 proprietario desle eslabelecimento, como se acba cora ura grande o completo soni- S
1 em todos os casos
3 ment, tendente a molhados, ferragens e raiudezas convida porlanto a lodos os moradores |ts
B desta cidade da Vicioria, senhores de engenho e lavradores queirara mandar suas g"
S encommendas no Progresso do pateo da Feita, pois s ah encontraro o bom e barato, |S
3 visto o proprietario estar resolvido a vender, tanto em grosso, como a relalho, por menos g
31 do que era outra qualquer parte como sejam: g
Latas de marraelada de 1 2 libras a 1400, frascos com differenles qualidades de doce |
5i por 25000, latas de soda contendo nove qualidades a 2^000, azeitonas muito novas, i
passas de ditas, vinho de lodas as qualidades de 500 a 2:>000 rs. a garrafa, licores!
1 francezes de lodas as qualidades, champanbe, conhaque de ditas, lou^a fina, azul, piulada, |
^ e branca de todos os padroes, ameixas em compateiras e em latas a IvOOO rs. a libra, S
^ lalasdepeixede posto por 2000 rs., banha de porco refinada, ararula, falias, Lolachi- |
^ nha ingleza, biscoilinbo, e oulras mais qualidades de massas finas, roassa de tomate em |
% ltase a relalho, letria, macarrao, talharim a 800 a libra, verdadeira gorama de ararula, |
'1 insenso de ludas as qualidades, espiritov de cravo, canella, ealfazema, verdadeiros penles I
p a imperairis, e de tartaruga de 9;>000 a 103>00 cada um, tranca e franja de seda, fe- f
B cbadoras de broca, pregos em quantidade de lodos os lamaulios e qualijades e outros |
^ mu i tos objectos que por se lomar enfadonbo deixa de os mencionar,
queimadura, erupcoes cutneas, angina, reten-
cao de omina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Csra lodas as enfermidadesescropbolosas.cl i >
i nicas esyp hlilicas; resolve os depsitos de mos
] humores, purifica o sangue, renova o systeme;
i promplo e radicalmente cura, eseropliulas.vi ae-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
i sos, tumeres brancos, afocces do figado e rins,
j erysipelas, abeessos e ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difi'nuldade das regras dos
nmlheies, hipocondra, venreo, ele.
Pilulas reguladoras de Rad-
waty
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
cao do sangue, nleiramente vegetaes favoraveis
nunca occasona nauzcaa i.e
dores de ventre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a 8 purgara. Estas pilulas sao efficazes Das al^ec-
;es do figado, bilis, dor de cabeca, ictericia, n-
digeslao, e era todas as enfermidades das n.u-
Ihcres, a saber : irregularidades, fluxo, reteD-
| ccs, flores brancas, obslruccoes, histerismo, ole,
i sao do mais promplo effeilo na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella. c em todas as Cebres n.a-
ignas.
Esles Ires importantes medicamentos vera a-
i companhados de inslrucrocs impressas que mos-
! (rara com a maicr minutiosidade a mancha de
applica los em qualquer eufermidade. Eslao ga-
rantidos de falsificacao por s haver vendo no
1 armazem de fazendas de Raymundo Carlos I. ite
& Irraao, na ra da Imperalriz n. 10, nicos
agentes em rernambuco.
La,
j
sem
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na ra da Ca-
j Recite n. 38, primeiro andar.
DELICIOSAS EIXFALLIYEIS.
Becebcu-se nu>v =..
",: perneiras e sapatos de
garmente borracha.
1
1 I J^ i'^^
Tachas e moendas
Braga Silva & C.tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A,um grande ortimeuto
de lachase moendas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mcsDio de osito ou na ra do Trapiche n 4.
Km casa de N. O. Bieer & C,
Rclogios
Suissos.
vende-se 13a de diversas cores a 3! a lil ra
no Bazar Peruambucano da ra do Imperadi r.
Vinho a 480 e lOOris a
garrafa,
nianteiga inglesa a 960 e 880. franreza a 600 r*.,
1 queijos a 2i4(t. doce a 8i) rs.. hlalas a 80 i -
1 libra, arroz a 120, talharini a SO.alelria a 01 -
: loucinho a 3G0, espermaceti' a 680, bolachinha
ingleza a 210, milho e arroz a -280 3 cuia,
Em casa de Schaflcillin & C, ra da Cruz
successores, ra da Cruz n. 4, vende-se 38. vende-se um grande e variado sortimento de j^yaboa a 640, vinagre a 280 rs. a garrafa,*Ii
Vinho Xerez ein barii. logros oealgibeirahorisonlaes, patentes, chro- ^ nolarSo doPario.ubornada estrella n.l i.
, nometros, meios chruuomelros, dp ouro, ptala
1 duzia da dourada efolheadosa ouro, sendo esles relogios
^Hi Ciampanha cm caixas de
.'i. t S ______l!i.J. ._____I?...
iilla-pcrcha (vul- '/ Loja de ni armo re.
;; 4i f$$ '.
acreditada marca Farre & C-, vinho
diTSupcvi.'M- fuialidnde. _
kjuuu0 Gin caixas de 1 duzia'.
I Vermoutli em ditas de ditas.
.^ Ierro da Suecia.
! Aro de Milao
Brilhant.es de todos os tamanhos.

: ti
Pastilhas \ egetacs de Kemp
contra as lombrigas
appiovadas pela K\ra.a inspeccao de esludo de
Habana e por ruuias oulras juncias de bygiene
publica do: Estados Unidos e mais paizes da A-
merica.
Garantidas como puramenie vegetaes, agrada-
daveis visla. doces ao paladar, so o remedio
infallivel coiilra as lombrigas. Nao causara
nauseai, nem sensar^es debilitantes.
Teslemunho exponlanco em abono das pasti-
llas de Kemp.
Sis. D. T. Lanman e Kemp.Port By-
ron 12 de abril de 1859. Senbores. As pas-
tilhas que Y mes. fazem, curaram meu filbo ; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava um
cheiro fedito, tinba o estomago incitado e con-
tinua comiebao no nariz, lao magro se poz, que
eu lemia perde-lo. Nestas cirr.umslancias um v-
sinho meu disse que as pastilhas de Kemp ti-
nham curado snafilha. Logo que soube disso
coraprei 2 vidros depastilbas e com ellas salvei a
vida de meu filbo.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. HG Gold
Sircet pelos nicos propietarios D. Lanman o
:ip, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em lodas as boticas das
principaes ctjades do imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 89.
Babia, (iermano & C, ra Julio n 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Suura
& Coinpanbia ra do Cruz n. 22.
Vende n-se duas escravas com
habilidades,bonitas figuras e muito mo-
ras : na ra Nova n. 52.
Parahyba.
Vende-se o engenho Torrinha distan-
te desta cidade duas leguas por tena,
ten terreno para dous mil p5es or an-
no e baa casa de vivenda assobradada
boas obras, tera embar jueno porto dis-
tante do engenho 1|2 quarto de legua
do rio Parahyba e em menos de 3 horas
se vem a cidade; quem o pretender di-
rija-se a Joao Jos de Medeiros Correia
& C que dir' quem o vende.

(-KEMP
Mj-.VAORK.'
PILULftS VEGETAES
ASSCARADAS
JSEW-YORk
O MELIIOB REMEDIO COMIECIDO
Contra conMipacGcx, ictericia,affeeetsda figado,
fcbre biliosas, clicas, tndigestoes
enx'aquecas.
Hemorrhoidas, diarrhea, doc-ncas da
pelle, itupcoes.e todas as enfermidades,
PR0VEM1E5TBS IIO ESTADO. 1M1U 110 DO SANGIE.
75,000 caixas desle remedio consomraem-se
anuuajmentel'
Bemedio da natureza.
Approvado pela falcudade de medicina, e re-
commendado como o mais valioso catrtico ve-
dos primeiros fabril antes da Suissa, que se ven-
ero por precos razoaveis.
ULfl>Oll.li.,.
Publicacao litteraria.
lIDCllO' i r
\ monarchia conslilucnuinl e os
noli, o r.........
;Xem sempre se
enconlra.
<\
_JirV_l' '> x -"""
na livraria ns. C e S da praca da Indi pend di i
a l;(,0 rada cxemplar.
^m. J**c :<-:'
CA5DE SORTWE5T0
DL
Vinim Ip Riu'ilpaiix lho para 1861.
I IIIIIU UC lfUlU\yUUA6 AcahamdPcl.Po.nr rio I ishn.-i psIps inlfirr
Fazendas e roopa feia
N.V LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues lavares de Mello!
RA DO QUEMADO N. 39
EM SLA LOJA DE QIATRO POMAS.
Tem um completo sonimento da roupa feila,
e convida a lodosos seus freguezes e lodas as j onecidas marca dos Srs. Braudenburg 1-rres.
pessoas que desejarera ter ura sobricasaco bem!e dos Srs- Oldekop Mareilhac & C, em Bor
feilo, ou ums cal^a ou collele, de dirigirem-se a | Jeaux. Tem as seguintes qualidades :
este eslabelecimento que enconlrario um hbil j De BraQdeiibui'g l'reS.
artista, chegado ullimamenle de 1-isboa, para; E-tiDh
desempenbar as obras a vontade des freguezes. i g '
J lem um grande sortimento de pa.itots de ca- > y.--
semira cor de rap e outros escuros, que se ven- *
CGf Chilas largas francezas cores fixa9 sk
padroes escurase de boa qualidade a 240 Sfe
rs. o covado, dao-se amostras e vendern- V
se na loja nova da ra da Cadeia do Re- ^
11 y'" i 3|'Cil n. S8 confronte ao becco largo, de ||
nvMmn Augusto & Perdigo. f"
Sndalo.

Vendem-se barricas com bolachinha ingle-
za a 2> a barrica : no armazem de Luiz Antonio
Aunes Jacome, defronle da porta da alfandega,
Vende-se o silio da ladeira da S, em olm-
da, todo murado, com um sobrado de um
solao e loja, pelo prer.o commodo de 5*0009000 :
venden se mais duas portas novas de amarello e ;
onchams, 10 estacas de emberiba com pona,! I 1 1 /-<
30 c tantos Iravesses, 1 esrada de andaime, U-: Al IT| j H H K I P i iSml I-
do porpreco commodo: alratar narua dos Gua-i-4--** 1V*"t-ix*. viv \jwu
rarapes n. 46.
3* tos leques e braceletes dp sndalo na
if* LOJA DE HARMORE.
* Vende-se urna
loja de fazendas
Em casa de Kalkmann lrniaos&C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
quera a pretender falle na ra da Cadeia d
rife u. G, lija de ferrasens, que se dii iju'a!
!loja.
Acabam de ebegnr de Lisboa esles inleress.m- @cg@@@@@ (g @@f J
les almanaks, e vendem-se na vraria economi- Ifi t t
ca ao p do arco de Sanio. Antonio ; laml'cm se S fl 11 Pl I OS 0111 elt"''P
vendem collecpoes completas dos niesmos, a pre- | @ lu
Chaleau Loville.
Cbateau Marsauz.
De Oldekop & Mareilhac.
dem a 123, oulros de casemira dt quadrinhos
da mais fina que ha no mercado a 169, ditos
de merino selim a 125, ditos de alpaka muilo
fina a Ov, ditos francezes sobrecasacados a 12$,
ditos de panno fino a 20, 255), e .'iO, sobre- St. Julien.
casacas francezas muilo bem feilas a 35, cal-.jSt. Julien Mdoc.
c,a3 feilas da mais fina casemira a 10, ditas deCliateau Loville.
brim e de fusiao por preQO commodo, um grande j Na mesilla Casa ha para
sortimento de colletes de casemira a 55", dilos de1 if.n(lpp
oulras fazendas por preco commodo, um grande. *
sortimento de sapatos de tpele de gosto muilo ^''erry em barns.
g-cta de todos os conhecidos. Sendo eslas pilur | apurado a 25, dilos de borracha a 5 500, cha- i Maclra em barns.
las puramenie vegelaes, nao conlem ellas nel pos decaslor muito superiores a 1G, dilos dse-! Co?"ac cm barris 1ualidadc Cn*'
nhum veneno mercurial nem algum oulro mine^, da, dos melhores que tem vindo ao morcado a 10, cIiac m caixas qualidade inferior.
os commodos, na mesma livraria.
Vende-se urna serrara com todos os seus '
perlences, com una poreo de taimado serrado,
de amarello e louro, c alguna prancbes da mes-
ma madeira, a dinheiro ou a prazo : a tratar com
Ignacio Rento de Loyula.
Vende-se um tialrao novo de amarello e
envernisado, proprio para loja de raiudezas ou
escriplorio, por ser era dous pedaeos : a iralar i
na ra do Pilar n. 118. '
Vendem-se saceos com farinha de ,
mandioca, ditos com fardo de Lisboa e >
posicao
: i
'S
fi Recebcu-sc pon'ao de retratos de alguns ,>
^ personagens distinclos, vende-se por pre- n
co mdico na ;
LOJA DE HARMORE. f
. .> >.^>
::>-!> ;.- ?
i-..
OEnDCL
\endc-se urna carroca com o competente i-
milho, por menos preco 5* vende| jft.^^JK^ 2^^
do Tiindade.
Ra Nova 34.
Madama Rosa Hardy tem para vender ricos
cintos de seda com fivelas para senhora.
ral; estao bem acondicionadas em caixas de folha
para resguarJar-se da huraidade.
em outra parte : na ra do Rangel n.
G2, armazem.
Queijos iioYos imiio fres-
caes desembarcados agora.
No armazem de Manoel Joaquim de
Escravos fgidos.
Oliveira & C, em frente a traveseada! Fugio honlcm 15 docorrenle, pelas 8 horas
Madre de Dos ra do Cordoniz n. 18. d? noilt>' o sobrado defronte doi viveiro do Mu-
Vende-se urna escrava crioula de 16 aunos
' ni7, a escrava parda de neme Raimunda, perten-
ditos de sol. inglezes a 105, dilos n.uilos bons a I Cerveia ca.
12D, dilos francezes a 8?, ditos graides de pan-
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efl\caze|5 no a 45, um completo sorlimenlo de golliuhas e
m sua operacao, jira remedio poderoso para a j manguitos, liras bordadas, e enlre meios muito Na rua do vigario n. 9, primeiro andar, vende
Juveri de, puberdaue e velhice. i proprio para collerinhos de meninos e travessei- se muito superior polassa, chegada ha poucos
centc a Sr.a D. Isabel Raimunda dos Santos I
Potassa nacional.
Lea-se o folhelo que acompanha cada caixa, ros por prer;o commodo, camisas bordadas que
pelo qual se ficar conhecendo as muitas curas; servem para batisado de crianzas e para passeio
milagrosas que lem efletiuado. D. T. Lanman a 83J, 10 e 125, ricos lengos de cambraia di
Se Kemp, droguistas por alacado emJNew York,
sao os nicos fabricantes e propietarios.
Acham-se venda era lodas as boticas das
principaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na rua Alfandega n. 89,
Babia, Germano & C. rua Julio n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C., rua da Cruz n. 22.
Charutos baratos.
Nao pode haver fuanle que nao compre cai-
xas com 100 charutos da Rabia por ljOOO : no de-
posito da rua das Cruzes n. 41.
Vende-se
ura carro novo do 4 rodas cora os competentes
arreios para 2 cavallos, por preQO razoavel ; para
ver e tratar, no silio do leio junio a capella de S.
Jos do Manguioho, das 7 s 9 horas da manhaa,
e das 5 horas da tarde em diante, todos os das.
linho bordados para senhoras, ditos lisos pan
hornera por preco commodo, saias bordadasa
3500, ditas muilo finas a 55. inda tem un
resiinho de chales de toquim a 30, corles le
vestido de seda de cores muilo linc'ase supero-
res qualidades a 005, que j sj vendern a
150, capotinhos pretos e manteletes prelosde
ricos gestos a 20, 255 e 305, os mais superio-
res chales de cisemira eslampados, muilo finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quer-
as, adamascadas, muito superiores a 55, ditas
para rosto de linho a 15, chilas francezas desu-
perior qualidade, tanto escuras como claris a
200, 280, 320, 400 e 44Q rs. o ovado, ricas
casemiras para caiga, colletes e paliuts a 45 o co-
vado, e um completo sortimenio d outras fajea-
das, eludo se vende por preco barato, e que nao
po.-sivel aqui se poder mencionar nem a quarla
parte dellas, no enlamo os freguezjs chegando e
querendo comprar nao rao sem fazenda.
dias do Rio de Janeiro, em barris de 4 arrobas, e
a preco muilo commodo.
RELOGIOS.
Vende-se emeasa de Saunders Rrothers &
C,praca do Corpo Santo, relogios do afama
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambemtrancftllins e cadeias para os mesmos,
deexcellente stosto.
Barato que ad-
mira.
Na ra do Queiraado n. 55, loja de miudeas
de Jos de Azevedo Maia o Silva, vendem-se cai-
xas de agulhas francezas a 120 rs., colchetes em
cartlo a 40 rs., era caixa a 60 rs., caivetes de 1
aparar penna a 120 rs., caixas de folha com phos- SCnnora.
phoros a 160 rs., sa caixa val o dinheiro, sa-
putos de tranga a 10280 e lg600, macassar perola
a 200 rs. o frasco, charutos muito bons a 2.
Vende-se urna armago de um deposito na
rua de Hortas : quem quizer tratar dirija-se ao homens e senhora3, tudo por pregos muilo ra-
mesmo numero 39. 1 zoaveis.
de idade rose, engomma lava e co/.inha, c sa- com idade de 2t annos, estatura regular,
d.u e de boa figura, garantinlo-se a boa conduc- ; dQ 1do n0V fle risfado encarD8do> ro.
U e adverl.ndo-se esUr grvida ; a tratar na rua nas orc|has sapalos dc m8rrquilll veide
do caes que segu da casa de de lenca o ao gazo- uma trouxa com rSU3 roupa do uso sla es.
metro, na casa assobradada que exisle & margem ; crava viera do scrla0 c fra Crnprada peta mes-
a -i j -i j ai ">a senliora no corrrenle anuo ao corredor Tupi-
\cndc-seuma prela cnoola, de idade 23 a b dc ,c ou qoalqc
24 annos, com uma cria de 4 1|2 a 5 annos, par- s'oa que'd,clla ,iver noticia, bajara de a
da clara ; na rua da Cadeia do Recite n. 56, leja *dcT e ^va.ia n0 Sbrad da ;ua do In,, e.
rador(antiga do Collegio; n. 81, no primeiro an-
dar, que ser recompensado o aprehensor.
Fugio no dia 19 de junho prximo passado,
do engenho Bom Surcesso do termo de Seri-
nbaem, o escravo Daniel, prelo fula, crioulo, do
idade 20 aunos, pouco mais ou menos, alto, ec-
co, bem espigado, cabeca pequea, feices regu-
lares, bem feito de corpo, ps e niaos seceos c
bem feilas. Esle escravo procurou ao Sr. P. V.
Bulelrou, rendeiro do engenho S. Joao do Cabo,
para o comprar, e nao querendo o dono vende-
de ferragens.
Ricos colares de brilhantes
Drcyfus & Souchois, joalhei-
ros de Paris.
19Rua do Imperador19.
Primeiro andar.
-,___. __. ___,:;. .nsnoiiAvol nn- para o comprar, e naoquerenao o aono vende-
blic Tes .hdd7dl qP c eg raVco^ura ncPoUe "o. m.ndonW.-lo. e na chegada dos por.ado-
variado sorlimenlo de joias modernas. Collares res, c escravo desappareeeu ; julga-se que on-
de brilhanles, aderecos, pulseiras. air.neles, ar- dar o dito escravo nas vinnhancas da villa do
golas, cruzes com fios de perolas, anneis, etc., Cabo, ou do mesmo engenho S. Joao. ou do en-
clc brilhanles. coraes.perolas, rubins, esmeral- 8enho Barbalho, onde lem mullos conhecidos,
das ele ele pois que frequenlava esses lugares quando foi ao
r___'__' i,___. -. ^ro Sr. Jos Xavier da Rocha Wanderley, boje mo-
Correo.cs sultanas, modernas, para rador no engenho Serraria Pedc. as auIor.
dades de polica do termo do Cabo a caplura des-
le escravo, e ao9 capiles de campo ou qualquer
pessoa que o conheca, de pega-lo e levar ao en-
genho Serrinha deScrinhaenia seu senhor Fran-
cisco Manoel Wanderley Lins, o ncsla cidade
o Sr. Manoel Alves Ferreira, na rua da Moeda
n. 3, segundo andar.
Relogios
de todas as qualidades, ouro e dourados para
mi mi nn
II Ff:f\/Fi


)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 6 DE AGOSTO DE 1860.
Litteratura.
A monarchia constitucional e os
luidlos.
PROLEGAIEKOS.
Ao correr do armo de 1819, o paiz foi sorpron-
dido cor a nppariro intempestiva de um Libello
..'davel, cuja palernidade para logo se attri-
no a um homem ambicioso c refractario, que j
n i.ilo ames liavia dado proras de suas tendcn-
as funestas contra a monarchia consiitutional
do Brasil, a mesma que, sempre generosa o mag-
n.mima, Bao duvidou mais larde chama-lo aos
seus conselhos como ministro da naqo.
Nesse escripto, inspirado pela liguagcm das
p.xes violentas, trasudara um pensamento Bi-
ll stro : prelendia-sc que o Sr. D. Pedro II, nosso
idolatrado monarcha, fdra o culpado da mudanza
que repentinamente se operara na poltica da-
quella poca, um anno anterior; e, portanto,
tratara-sede desconceituar a monarchia expon-
do-a aos tiros da calumnia c da infamiae sujei-
lando-a a ouvir impassivel as injurias atrozes
que se atirava ao jasigo eterno dos augustos pro-
nitores.
t porque ludo isso? S como m de magoar
profundamente o coricao do principe illustrado e
magnnimo, que o augusto fundador do imperio
entregara aos desvelados cuidados dos Brasileiros,
iiida quando enrollo nos euxoraes da puericia ;
prelendendo-se lerar tambem s fibras intimas
do corado do filho, desgostos e amarguras taes
como resigiiadanrcnlc sofTrera seu pai tambem so-
berano, e que preferir a Iranquillidade de um
poro aos gozos de urna coroa.
Escripto com urna linguagem insinuante e ac-
coramodada s paixoes rudes e desenfreadas das
ruassas, o Libello do Povo agradou aos incautos ;
ni os homens que linhain ludo a perder, a
parle sensata, esclarecida e honesta da populacao
recebeu com desconfianza e assombro esso par-
to da popula<;o, recebeu com desconfianca c as-
sombro esse parto energmeno do Timandro,
exprima to somenlu o descontentamento
I I nido de alguns adoplos do partido liberal, os
mos que pelos seus excessos e desvarios o
I aviam levado dissoluoo e morle.
S o excesso dessas paixoes podia arraslar o
.'/illisla al s blasphemias !
Foi o que aconlcceu.
O aojo mfelhe esvoaca em lorno, e perdida a
razoelle penetra como um louco os regios pa-
gos para insultar o seu rei e o seu bemfeilor!
n riso de compaixo, porm, assoma aos la-
b js do monarclia ultrajado ; seus olhos rllam-
ela o co, e elle exclama como o raariyr do
G Igotha, cuspiJo e injuriado pelos seus algozes :
perdoai-lhes, meu Deus, que elles nao sabem o
q;ie fjzem !
y iiez annos passadosem sombro arrependimenlo
t.azcm esse louco ao caminho da serenidado, e
ell rem como Abraho offerecer seu filho fo-
guera !
Timandro dilacera o seu lirro o cahe de joc-
3 contriclo na presenca do imperador, a quein
jura dedicacao sem limites!!
Apreciem desdo j os leilores os nobres senti-
i.. utos, e os caracteres honestos dos republicanos
da no-sachara patria 1...
Ar.alyse rpida tobre a aprecia rao do systema
democrtico, c vantagens da monarchia no
Brasil.
V1AGE1 IXPERIAI E A CORTE.
SST O governo representativo c a
mais sublime, c a mais ulil
descoberta do espirito hu-
mano.
{Jouy.)
Os exemplos edifieam :os mos habilos nao
sao a parlilha de um nico horaem ; ellos acham
imitadores era todas sociedades do mundo.
Latamos na poca do 1860 '. o paiz repousa
tranquillo e cheio de esperanras no seu futuro ;
nem ha vagas inquietaces uo" momento poltico.
Os espirites serios e refleclidosnao reem ma-
los a conjurar : o espirito popular, animado por
um prsenle tojo favorarel, escarmentado por
um passado todo do dolorosa recordaeonao se
i a lanzar s aventaras do porvir'a derradei-
speranca.
urna meutira I
Entretanto, temos um novoLibello=Os Cor-
1 e a viagem do Imperadorque rem tomar
a dianleira a Timandro ; um outro sarcasmo
quica mais tresloucado o mais intempestivo, cus-
pido i face de urna sociedade quo marcha tran-
quilla e regularmente na fe de suas irjsiitui. oes ;
e mais urna injuria, 'talrez mais cruel, com" que
de novo se pretende magoar o coracao do prin-
cipe bemeitor, que dirige os deslinos da Ierra de
FOL11LT1J1
.-.-. i ^
nn DIARIO DE PERNAMBUCO.
ftSftM MMM.
XXVIII
>i MARIO.O rchtorio do Sr. ministro da man-
tilla.A. exoneraco do Sr. capilo-tcnente
Barbosa de Almeida do lugar do inspector do
arsenal de marinha do Para.
Santa Cruz ; mais umj allronta leilo aos bros
de urna naro que se orgulha de representar o
primeiro papel na America meridional!
Novo Libcllislaque raga o estrecha anxieda-
de opprime a vossa alma ?
Que vos imporla essa procissao pomposa do
imperante atravez das populaeoes ?
O que enxergais de sombro e fnebre nesje
quadro animado pelas alegras de um povo in-
teiro ?
Sonhais conspiradnos, desojareis conjura-las, e
sois o primeiro conspirador ?!
Sim, conspiraes centra a realeza, conspiraes
contra o paiz, conlia as suas instituices ; em
unta palavra, conspiraes contra vossa propria li-
berdade 1
O que pretendis que traga melhor futuro para
estas Ierras da America ?
oco reformista, o que queris ? Qual o ros-
so fim ? Por ventura conheceis bem o rosso paiz?
Mentira 1
Queris imitar o sonho do poeta exilado, mas
o rosso gemido ros trabe... porque nem sois poe-
ta, sois visionario ..
Serenai a vossa razo e escutai-nos tambem,
j que viesles lancar sobre vossos irmos o estig-
ma condemnado."
Ides ouvir a linguagem prudente c calma de
um Americano como vos, porm mais amigo do
solo em que nasceu.
Nao vos concedo o direilo de amardes mais
do que eu amo a minha, e devo dize-lo a
nossa patria.
Filho do vasto territorio brasilcro, raen berco
est assenlado no Para, um dos floros mais m-
gestosos di cora brasileira, urna das estrellas
mais luminosas do pavilho nacional, que poda
s por sua extenso formar urna potencia formi-
davel; poisbem filho do paiz e aili nascido, nao
serci eu nunca quo posso querer magoar meu
corceo vendo minha patria retalhada e feila
presa de cslrangeiros, como acontecera, se por
ventura prcvalecessera no paiz as loucas ideas,
que vos preoecupam o espirito exaltado pela fe-
bre das paixoes polticas, que tendes engendrado
com a ambicio de vossa mente.
Conheco ingenuamente, lenho mesrao convie-
rto de que a causa constitucional nao precisa
desta defeza, s ditada pelo amor patritico e
sempre justa, quando a faz, quem so preza de ser
Brasileiro ; porque defendida e salva est a c?u-
sa da patria por si mesma c por suas ioslituices
que guarda sempre a constituico dos ataques,
que as tendencias absurdas da democracia pro-
curam enlreter, s com o calculo de ludo desor-
ganisar; alm de qne, existe urna dcsemelhanca
tal de rerdade que nao pode ser devassada
pelos argos da actualidade.
Pennas muito habilitadas,caracteres muito cons-
picuos c muito probos, nao poderam conler-se e
vieram arena para apparecer refutando esse
perniciosoLibello, que nada rale na apreciaro
conscienciosa do paiz, porque a phraseologia que
almagamastcs lem a cor e o sabor de oulras que
a reduzem ao plagio. E bem fizeram esses es-
criplores, que erguendu-sc lodosa urna voz, co-
mo o horaem forte da escriptura, vencern), no
proposito de debellar prelences quo talvez s
podessem ser avahadas pela" remendado e pelo
arrojo da expresso I
Linguagem arrojada e insolente com a qual no-
doaveis a graca munificenlc da cora, que derra-
mava sobre o nome de um filho do paiz a merco
de urna condecoraeo, sem ao menostal era a
bondadepoder prever que o agradeciraento es-
lava na poula afiada do punhal, limado pela-
penna do homem que baria de ornar seu peito
com urna ordem honorfica, na qual est o sym-
bolo doamor e lealdade !
E sem duvida vos proclamareisgenuino re-
publicano porque como tal, vos o seris sem-
pre, quando da regia mo, com ademanes de
cortezo, recebis o timbre que vos deslingue na
sociedade,
Desenganc-se o nosso idolatrado imperante, e
aqui com respeito lembramos, que na destribui-
co dos seus patentaos favores e beneplcitos,
toda a prudencia e cautela devo ser reclamada,
para que nao gosera beneficios os que s sabem
retribuir com descomedimento as gracas e a cle-
mencia remunerado. As condecorages exal-
co seu valor quando tendem a recompensar
serviros, do contrario perdera o seu mrito real.
E' por isso que a logiao de honra em Franca,
a famosa medalha que Napoleo dcslribuiraenire
os seus bravos, ha sido em lodosos lempos e em
todas as pocas um objecto da veneracao dos
Francezes, ainda mesmo dos demaggicos mais
frenticos e mais exaltados 1
Libellisla, se lendcs coragem para injuriar o
soberano, para conspirar contra as insliluices
que nossos piis juraram manter e guardar a "pro-
co do seu precioso sangue; se sois um demcrata
puro, nunca to pouco como qualquer daquelles
que existe no exilio sobre a trra de Jersey ; se
sois um patriota Ilustrado, analylico e conscien-
i> toda prora, embora domine nelle o mais acri-
solado amor patrio, ha de acobardar-se no mo-
mento critico, perturbar-se recordarao de sua
familia, e do destino della, dependente do exilo
^2&J* o cujas con-
sua cabeca, e esta por Cm sahe vencida dlla ;
porque a natureza lem vozes que cumpre at-
tender-se.
A intelligencia entorpece, o animo se abale,
todo o moral se transtorna ; nao mais estas ins-
pirares de momento, que decidera da sorte dos
imperios, nao mais esta energa varonil do mi-
litar valenle e destemido que arrosta ludo, que o
leva ao herosmo.
Estes bons predicados se transformara om ti-
bieza ; cumpre-se um dever porcumpri-lo, sem
dedicaco, sem sacrificio, com loda a reserva
possivel.
Na primeira disposico d'alma executam-se
esses grandes feilos que assombram a humani-
coso : nao occulteis o vosio nome quando inten-
tis tratar de urna causa que chamis da patria.
Sim, fazei-o, por dignidade se alendes, porque
a j'istiea como a verdade, como a razo, nao se
acobardara, nem se acoulam com a modestia,
quando se trata de importancia de principios e
doulrinas que, com as qje escrevesles, repre-
sentara a phrase do hypocrila I
Se a vossa causa boa, sustenlai-a, se sois ca-
paz ; escudai-vos nella su lendes coragem, mas
nao vos acobardis, como o fizeste, inlrinchci-
rando-vos no anonymo 'le duas iniciaos, cuja
traduccao vos pode ser fatil !
Ouvi" este prudente conselho que vos d um
monarchista convicto da estabildade do Sr. D.
Pedro II, e que por amor ce Sua Augusta Pessoa
c de Sua Augusta Familia nunda duvidou servir
com lealdade o paiz, e ainda hoje, conservando
a sua faculdade de madico, resignara ludo para
acompauhar camarades ac campo dos combales,
I e pelejar pela causa nacional.
Nao recuo dianto das eonsequencias, porque
; nunca estremec diante das linguas viperinas, e
assira se islo que deixo proposto vos disperta as
iras, repito-vos com a mrxima do sabio Que
I o homem mais sabio nesto mundo aquello que
1 reconhece inimigos .
Fallemos agora ao Libcllisla, e entremos no
| desenvolviraenlo que nos propuzemos. Dizia Jo-
bl'j, tratando dos governo; do mundo: Um
estado immenso nao se governa com um punha-
do de homens .
O governo republicano s proprio para o
co ; o monarchico para c mundo ; e o despti-
co para o inferno .
Atlendei ainda aos sen'.imentos de Jouy so-
bro o mesrao assumpto, que se exprime da se-
grate forma:
De lodos os systemas de governo, o monar-
i chico representativo o 'inico que se conforma
|com a moral: elle imped a corrupeo das vir-
| ludes do monarcha, apoia sua fraqeza, repri-
| me a sua oroa, e o mantera por lodos os lados
nos limites da justicca.
Este governo a concepoao mais admiravel
da sabedoria : elle garanta um mesmo lempo
o poder do monarcha, e i. liberdade dos subdi-
tos ; torna inviolavel a pessoa daquello e os di-
direitos destes ; e faz pesa sobre os ministros a
responsabilidade Oos actos do governo que elles
dirigen). De todos os gov;rnos, o monarchico
o mais estavel, porque aquillo quo existe na ves-
pera existir no outro dia; Dada mudar suas
leis fundamentaes, nem a ordem por ellas esta-
belecidas; o throno levantado sobre bases solidas
c immutaveis, continuar, eja qual for o princi-
pe que o oecupe, dominar o estado sem o destruir,
porque sendo o monarcha revestido de todo o
poder para fazer a felicidaae de urna naci in-
I tera, nao lera autoridade aara fazer mal" ne-
nhum dos seus subditos >.
Escutai ainda a coofissc genuina de tira mi-
nistro da egreja, o exaltado republicano abbade
Siiges, voltando sua rasio ; Nao para aca-
riciar antigos hbitos, nem lao pouco para in-
censar o realismo que prefiro a monarchia ato-
do outro qualquer governo, onde nao vejo na
| pessoa do chefe o centro da seguranoa publica e
individual, porque eslou intimamente couvenc-
j do de quo ha mais liberdad: para o cidado em
: urna monarchia, o que em ima repblica .
Claro est, que a excelleccia do governo mo-
narchico representativo, proclamado pelos gran-
des estadistas e aceito pela innime vonlade dos
povos, o que convra ao Brasil, vista de seus
elementos heterogneos.
Nao erasera razo que o grande horaem Napo-
leo, tratando dos governos, exprimia-so desta
forma Le systeme du governement doil etre
adopt aux circomstances du momenl .
Com effeito, no espirito deste pensamento en-
xergamos um principio de eterna verdade. E'
por isso que nao concordamos com as perniciosas
ideas do Libellista, quanto mudanca do gover-
no monarchico para o popular, ou antes para o
monarchico.
Quem nao sabe que o Brasil s poder ler um
i futuro grandioso debaixo di forma de governo
: constitucional, por ser aquel e que est em per-
feila harmona cora os seus elementos naluraes ?
j Quem nao comprehende os resultados das de-
1 ceproes por que lera passado mesrao era face da
nacao os que cora resistench armada lem pre-
! tendidodescnrolar oulra baodeira cujas cores nao
sao asda monarchia?
Os nossos costumes, hbitos, ndole o religio,
ja foram predestinados para um governo monar-
chico ; qualquer oulra forra i de systema gover-
namental, que se proclamase, seria o passo
mais precipitado que poderiamos dar, o para
corroborar esta asserco olhe-se para as repu-
blquetas do Equador.
MudanQas de governos a torea eslabelecidos,
jurados e constituidos pela uaeSo, trazcm sempre
comsigo consequencias falaes, e muito principal-
mente quando ellas encontram opposicoes nos
elementos nacionaes, ou nao demonstramutili-
dade manifesta e real.
Nao to somente nossa essa opinio ; Adams
discorrendo, diz o seguinle :
A experiencia adquirida pelos momentos da
historia me tem fcito ver quo as mudancas de
governos do sempre um passo anli-poliico, c
que os povos no deslocamenlo das pedras destes
edificios sao sempre victima da lemetidadee
imprudencia dos colaboradores do taes mu-
danzas.
Por ventura nao conheceis em materia de po-
ltica, que um grande erro o pretender regene-
rar repentinamente o povo de urna naco, acos-
lumado a seus antigos hbitos?
Queris ouvir a opinio do Gourgaud res-
peito do governo popular, mas notai bem, o go-
verno popular, mas nao oespecu/aiio, o governo
da liberdade?
Ei-la:
O governo popular to somenle proprio
para cidados virtuosos, que fazendo timbre de
sua felicidade nacional, respeilam as leis e as
autoridades constituidas ; porque s assim os ac-
tos da autoridade podero ser revestidos do es-
pirito de ordem, de justica o de moderacao ; fra
deste nico caso, elle arraslar ao precipicio a
nagao que o adoptar, pela contradicho de seus
resultados; visto que sera ordem se torna um
chos em que sesubmergem, tanto o crdito pu-
blico, como a fortuna dos particulares ; sem jus-
tica, desenvolvem-se partidos que nao apresen-
tam seno oppressores e victimas; e sem mode-
racao desappareco aquelle carcter augusto das
naces e dos governos, que mantera a forca e a
durajo dasinslituiroessociaes.
Mas, vos quo nem ao menos vos dais ao 1ra-
balho de confrontar as vantagens colindas com
o systema de nosso governo, com as desvanta-
gens qu cnnunciaste3 para oulros, mas nao para
vos, que cusa do actual systema tendes ganho,
viudos apregoar como aecusagao o systema de
corrupeo.
Se verdade, porm, o quo dizeis a respeito
da corrupeo dos nossos homens e que o paiz
marcha para o regresso, devido falla do justica
e patriotismo ; como, pois, ambicionar urna m-
daura de governo, onde nao ha patriotismo e jus-
tica : com que elementos qnerereis constituir-
los? E ura erro por sera duvida era poltica.
L mesmo regra geral que sem a tolerancia, a vi-
da social um estado do guerra, e sem a Justina
e religio, scrum estado impossivcl.
Ainda mais, a justica, dizia um escriptor, a
alma da sociedade, essim como o corpo se dis-
solve quando a alma se retira, a sociedade pere-
ce quaudo della se retira a justica.
Portanto, pronunciastes palavras de um visio-
nario, e nao praticastes nada de til, de real, e
de vantajoso, e, caso admiravel, sois um repre-
sentante desta naco que espesinhais E era
por isso tendo merco de vossa razo a cadeira
que vos den o povo no parlamento, vos animis
a projectara reforma consentanca com a siluaco
que lastimis!
Cicero, fallando patria, julgava que o me-
lhor dos governos seria o mtarto. Tcito, opi-
nara quasi semelhanteraente e dizia, que o me-
lhor seria aquelle que resullasse da combinaco
ae tres poderes equilibrados.
respeito da forma de governo que mais con-
vm adoptar-se, os publicistas modernos nao
teera sido mais felizes.
As suas theorias ou teem sido muito engenho-
sas, ou teem parecido que o s3o ; a pratica, po-
rm, tem desmentido altamente taes theo-
rias.
Tem-se visto a rapidez com que tantas cons-
tiluices teem nascido o morrido, e a fatalida-
docora que as esperances dos povos se teem dis-
sipado.
Islo prova que taes systemas apresentam de-
feltos em sua essencia e em sua origom, pois que
taes constiluiees combinadas por tal ou qualin-
teresse, agazalhavam o germen da sua propria
dissoluo ; mas, quando se trata da nossa cons-
tituirlo, obra prima de inteligencias superiores,
e ameslradas pela pratica liberal e sempre de f-
cil exequibilidade, pode-se sem receio ou duvida
acreditar que ella tem !orqa para resistir nao s
aos pequeos choques, mas ainda aos grandes fu-
racoes, que contra ella se levanten) ou se in-
tenten).
Antes do entrarmos na discusso da materia
com que hoje vamos enlreter os nossos benvo-
los leilores, seja-nos permillido dirigir algumas
expresses de agradeciraento ao nosso collega do
Jornal da Baha que, leve a delicadeza de tecer; dade por sua ousadia ; na segunda essas gran-
nma griualda das mais bellas flores de SU3 in-
diligencia para nos ornar a fronte, como se fo-
ramos diguo de tao assignalada distinceao 1
So alguns servidos temos tido a ventura de
prestar marinha nacional com os mal alinha-
vados artigos que escrevemos ha seis annos, es-
t.unos sulileientemenle pago com o reconheci-
menlo dclles, com a apreciado dos nossos dis-
linclos collegas, com essa estima particular com
que nos houram os mais conspicuos caracteres
desta nobre corporaco, e os homens Ilustrados
de oulras classesda sociedade.
Esta alteneo que, por sem duvida desper-
tada pela importancia do assumpto, ao qual a
pobreza doestylo nao pode prejudicar, se revela
por diversos modos, e na prova que nem sempre
clamamos no deserto.
Criamos, pois, de novo animo de cada vez que
fazomos esta consideracao, continuamos affoitos
nossa misso, semeando no erlil terreno que
cultivamos, nossas ideas, que vo germinando,
brotando, accrescendo, produzindo os seus fruc-
tos com corteza, ainda que tardamente.
Com esle resultado satisfaz-so plenamente
nossa ambico, que nao lem outro alvo seno a
grandeza deste vasto imperio, o desenvolviraen-
lo deste gigante, cuja cabeca mageslosa repousa
no Amazonas, era quanto seus ps banham-se
des catastrophes que operam a ruina dos es-
tados.
Eis ahi o segredo, a chave desses prodigios ma-
ravillosos, realisados pelos hroes do mar e de
trra da Inglaterra o da Franca, quo encliem as
mais bellas paginas da histo'ria destes dous bri-
lliantes paizes.
E' esle o talismn poderoso que all faz de
cada marinheiro ou soldado ura valente, um
hornera denodado, destinado ou vencer ou
morrer.
Os Sebastopol, Gibrallar, Cronstadt, Cher-
bourg, julgados inexpugnaveis, ho de por forca
suecumbir a destreza, perseverancia e ousadia de
homens assim disposlos.se nao forera defendidos
por hroes da mesma tempera.
Reflicta-se por momentos as immensas van-
tagens que colbem aquellas naces, de ter sabido
organisar suas leis de modo 'enraisar uo espi-
rito publico to salulares ideas Veja-se quan-
los triumphos teem, em virtude disto, ob-
tido em lodos os mares, e em lodos os conti-
nentes I
Comparem-se ellas com as consequencias fu-
nestas de urna derrota, que nao alfectam s ge-
raco presente, mas s que se succedem tam-
bera ; considerem-se as perdas de vidas ededi-
nheiros que ella occasiona ; a demora que soffre
no Prala ; estas duas arlerias magnificas, estes ; o progresso do paiz : altenda-se que ella nde
dous mares internos, cujas azuas rolam thesou-
ros inexgotaveis.
Quanto disse o Sr. minislro da marinha em
seu relatorio relativamente aos cfliciaes da ar-
mada j mereceu a nossa analyse. Hoje esle t-
pico nao nos aprsenla trabalho.
Todava ha ainda um ponto que deve ser tra-
tado por nos, embora all nao fosse objecto de
urna manifestaco.
E'oda garanta do futuro da familia destes
servidores do estado.
Se est reconhecidu de urna maneira incon-
testavel, que, urna das causas que mais prende
ao servie.o do seu paiz o militar, a justa re-
munerarlo de suas fadigas, nao menor influen-
cia lem sobre elle a considerado de que seu
paiz o substituir junto familia por sua
raorte.
Com effeito ; sabendo elle com toda a con-
Qanca, vista dos precedentes que conhece, e
principalmente era face da lei, fielmente execu-
tada, que a familia que idolatra nao tem que te-
mer os horrores da miseria com o seu passa-
mento, que o seu governo amaranto nobremente
desse estado assustador cora loda a solicitude
paternal, esse homem lorna-se seguramente um
hroe, expe-se a todos os pergos com animo e
salisfacao, dedica-so inteiraraente & sua patria,
que lera tido por sua previdencia a arte de trans-
formar seus servidores em outros tantos bravos,
e que, por seu acert em assim proceder, obtm
delles ludo quanto deseja, at altura do sa-
crificio e da mais completa abnegado de si e
dos seus.
Pelo contrario, se repelidos exemplos Ihe teem
dado a conviego de que elle a nica egide de
sua fimilia ; porque o governo tem abandonado
as dos seus cempanheiros d'armas que suecum-
birara, e que, poriaolo, egual sorte estar re-
servada sua, embora este homem seja ralale
2. do plano, pelas innmeras formalidades Ps-
caos marcadas para a conccsso de meio sold
s familias dos oflicaes do exercito, como se es-
., *e*.JKwrdiKft pensos n.'./r"" Qa
mos durante toda a nossa JSTZSSL+SJBfto
ledo nossos vencimentos.
D'ahi resultou Ccarem asinfelizes viuvas e or-
phas dos oflicaes da armarla, inleraraento na
dependencia do thesouro e a auditoria de ma-
rinha ; as justificaces que anligamente se fa-
ziara sumraariaraeole emseisou oitodias, como
era lgico, como ainda agora se fazem nos mon-
tes pos de economa dos servidores do estado
sem que elles tenham sofrido um nico prejui-
zo, hoje exigem um, dous annos, e s vezes no
fim deste lempo ainda ellas nada conseguem,
principalmente se nao possuem um procurador
impertinente.
Numerosos exemplos tinhirnos para presen-
tar como prova disto ; pon m elles sao sabi-
dos por domis ; todava eihibiremos um
por curioso deve serconhecido do publico.
lempo de paz, contemplar exemplos to signifi-
cativos do abandono que o estado volar sua
-familia, o por sem duvida em seu animo ter
desasircrs* influencia esta conviccao. ._
Qunndowo?csoiu:iainn muo .,..,. ~K,uaa winrn la de acontecer o mes-
mo, estremecemos do susto, e suecumbiraos in-
teiramento.
O nosso monte pi j nao nos inspira confian-
ca ; porque de inslituQo meramente particular,
lem tomado pouco pouco um carcter publico,
que o vai transformando radicalmente.
Seu estatuto esl violado nos mais importan-
tes pontos, quer na lettra, quor no espirito, e a
tutela do governo nos lera feito o maior mal pos-
sivel, principalmente cora esses mil embararos
que o fisco levantou, actuado pelo systema "de
desconfianza quo domina as regios ofEciaes, e
que produz um effeito diametralraentc opposio ao
que so pretende.
Fiel ao nosso melhodo de fazer seguir io re-
conheeimento do mal o remedio quo nos parece
os por neniis touana emiuiremos um que i conhecimento do mal o remedio quo nos parece
or curioso deve ser conhecido do publico. conveniente para sana-lo, passamos agora a apre-
o capitao-enetite Manoe Jos Vieira, tendo sentar as nossas ideas este respeito.
ido reformado, foi coramanlar um vapor raer- A primeira e mais importante reforma que exi-
sido
cante que navegava do Rio de Janeiro para San-
ta Catharina, o qual se chamara Mensageiro, e
era o antigo Bahianna, ben conhecido. Antes
de sabir passou elle procurigo sua senhora
para receber seu sold de te/ra.
0 vapor desappareceu no ocano, e ninguem,
seno Deus, sabe o deslino que leve a sua infe-
liz Iripolaco.
A desdilosa senhora, que puntualmente recc-
bia o sold de seu mando, apenas se conirmou
aquella noticia, se vio as mais difficeis cir-
curastancias ; porque quando ia pagadorii de
marinha receber aquelle sold, lhe dizia o paga-
dor : seu marido morreu ; habilite-se para o
monte-pio. o Corra ao ihesouro para fazer a
justtficaco ; diziam alli : aprsente cerlidao
de bito de seu marido, e a ais documentos, se
quer o monte-pio.
E assim, nem urna, nem oulra cousa podia
perceber Para apagadoria de marinha cessar o
pagamento do sold, a noticia da raorte dada pe-
los jomaos era sulficiento, para o Ihesouro pa-
gar o monle-pio, melade deste sold, era r.eces-
que
ge o nosso monte pi a annullaco do decreto
n. 1,059 de 3 do novombro de 1852, que marca a
maneira do se proceder habilitacoes para a sua
recepeo. Em vez de se justificaren! os prelen-
denlos perante o auditor geral do marinha, con-
vm que o facam perante urna commisso com-
posta de tres officiaes da armada, que podem ser
os dous commandanles dos corpos do marinha e
o capilo do porto do Rio de Jaueiro. As justifi-
caces assim se tornaro summarias; porque so
liraitaro exigencia d'aquelles documentos que
forera indispensaveis, sem haver necossidado de
provas do identidade, e oulras, quo obrigara
despezas no foro, que as pretendcnles nao de-
vora soffrer, e occasionara delongas, visto as co-
nheccrem aqtielles officiaes.
S a certidao de bito, na maior parte dos ca-
sos, ser suflicientc; se se der a devida impor-
tancia s notas sobro o estado do casado que lo-
mara os officiaes, o suas consequencias, asquaes
se fazem por sua declaraco em vida nos respec-
tivos assentamentos no "quarlel general, como
exige a ordem geral n. 22 de 22 de agosto de
saria a certidao do bito do infeliz abysraado no 11856, que mandn applicar escripturaeao do li-
produzir muilas vezes a sua conquista, ou a im-
posico de condiges durissimas, e por certo se
reconhecer a conveniencia de dispor a orrja
publica para desenvolver toda a sua energa, afim
de evitar estas tristes consequencias.
Como faze-lo ? Preparando-a na paz ; garan-
tindo eDlcazmente o futuro das familias dos mi-
niares, facilitando ludo para to til fim, embora
se facam algumas despezas mais, que scro in-
mensamente productivas, como o paiz em pouco
lempo apreciar.
Essa e a verdadeira economa, a economa n-
telligente que fortalece o estado.
Foi, por certo, era virtude destas considera-
res, eminentemente verdadeiras, e da indife-
renca do governo portuguez em assumplo to me-
lindroso, indifferonca, que como muitis oulras
cousas ms herdamos da mi patria, que, segun-
do contara respeitaveis ancios da marinha, e
referi a Revista Martima Brasileira, lembra-
ram-se os officiaes da armada real, no lempo do
reinado da Sr.J D. Mara I, de estabelecer ura
monte pi, que livrasse da miseria suas familias,
ao qual, aquella piedosa rainha concedeu seu
beneplcito, coucorrendo assira para a realisac.o
de to til idea.
Organisado o monte-pio, e perfeitamente diri-
gido por seus instituidores, sem intervenco do
governo ; porque era inteiraraente particular,
chegou prosperar, e ter em caixa nao peque-
a quantia.
Occorrendo, porm, achar-se o governo do Sr.
D. Joo VI em apuros por falta de dinheiro, lan-
cou mo da caixa do monte-pio de marinh), e
obrigou-se cumprir todos os preceitos do seu
estatuto.
Correram as cousa perfeitamente al mui pou-
eos annos; mas nos nao podemos andar pelo ca-
minho direilo : houve quem se lembrasse de
substituir a nica uabitaco exigida pelo artigo
ocano, sem que ninguem tenha sabido cono se
desenvolveu este horrivel drama !
Nole-se que, ou o capilo lenle Vieira levia
ser considerado vivo para si a senhora reteber
seu sold por inteiro, ou devia ser julgado norlo
para ella receber o monte po que era nxtade
deste sold, de sorlo que, pigando-se est, li-
nha-se atlendido lodos os inleresscs do Ssco.
Nao sabemos quanlos annos durou o supilicio
desta pobro senhora, nem mesmo se ainda dura.
Consta-nos tambem que a viuva do fallecido
Sr. Romao Miguis, residente nosla provintia.
nunca podo habilitar-se ; ass m como as irmis
doSr. 2o lenle Antonio da Silvoira Gav3l-
canli.
Por consequencia, urna senhora, viuva ou filha
de um official de marinha, que, pelo que se tem
vro-meslro dos officiaes da armada, as'disposi-
Qes coudas no aviso do ministeiio da guerra
de 18 de Janeiro do mesrao anno, nica rauta-
gen que podero colher dellas os ditos officiaes.
Concluido aquelle processo, pelo qual nenhum
emolumento se cobrara, a commisso indicada
deveria passar ura titulo justificante, com o
qual ella inmediatamente podesse perceber no
ihesouro o seu monte pi, sem passar al porum
segundo exarae, ainda mais minucioso, o prolon-
gado do que o primeiro perante a auditoria, co-
mo se arjia agora cstabelecido.
Com esta disposico, estamos convencidos que
as habilitacoes se terminaran) em um lempo ra-
zoavel, o que as pobres viuvas e filhos dos nossos
camaradas. nao sofTreriam os raartyrios c priva-
cescom que actualmente luan), para obterem o
observado, tica ordinariamente sem meios para que de pleno direilo Ihes compete, e quo assim
lhe fazer o enterro, para obter o que seu marido
ou seu pai lhe deixou, nico recurso, e esle mes-
rao escasco para a sua raesqumha existencia, lera
do subir infinitas vezes as escadas do thesouro,
onde encontra procuradores officiosos que ali se
postara espreita destas victimas incautas, e lho
demoram ura, dous e mais amos de sua penso,
ate perder a paciencia, observando a m vontade
de uns, a falta do alteneo de outros, o olhar
insultante de alguns, e motejo dos que nao
respeilam sua dr e infelicidade !
Triste siluaco que poderia parar to bella
inslituico !
Assim, emqHanto na Franca, na Inglaterra, na
Hollanda, na Hespanha, e nos Estados-Unidos,
as viuvas e orphos dos officiaes de marinha re-
ceben pensoes do governo, que nao foram insti-
tuidas pelos officiaes, como as nossas ; no Bra-
sil, para se Ihes restituir o quo realmente lhes
pertence, sem favor, nem gr.iQas, difficultam-se
as provas, impossibilila-se a realisacao das pia-
dosas intencoes dos autores do monte po I
E' bastante doloroso ao servidor do estado, que
por elle se sacrifica, principalmente na laboriosa
vida do mar, che ia de espinaos, ainda mesmo em
isto que temos colindo do esludo dos livros,
da experiencia dos mestres e da linguagem cal-
ma, pratica e reflectida dos que fazem bom con-
selho da razo.
A poltica, na opinio do conde de Maistre,
urna sciencia espinhosissima, e aprsenla um
phenomeno que as outras sciencias nao coslu-
mam apresentar : oque, aquillo que o simples
bomsenso repula urna verdade inconlcstavel, se
acha falso quando se exercila ; que, aquillo que
se comprehende urna verdade real, quando se
inicia, pode falhar iuleira ou quasi inteiramenle
na pralica.
Para nao irmos mais longe, para nao compul-
sarnos muilas paginas da historia antiga c con-
lemporanea, permitla-nos o novo libelista, a
quem dirigimos a palavra, que lhe lembremos o
resollado funesto das paixoes polticas, e o que
produzirara taes odios na Inglaterra, na Franca,
ltimamente na Hespanha e ha pouco lempo en-
tre nos, onde se ressenlio o choque. Olamos
esse respeilo a opinio prudente c avisada de um
publicista de ola.
Vede as prises destinadas para o crime,
cheias de victimas innocentes : vede o sangue
iramenso darramado nos campos, as estradas,
as ras, as pravas e nos patbulos.
Se as paixoes polticas do energa s massas,
ou aos individuos, essa energa menos propria
para crear, qupara destruir. Se do fogo aos
genios, esse fogo nao o que suavemente aque-
ce e vivifica ; sao labaredas que queimam ; sao
chammas que devoram. Se teem feito appare-
cer oradores cuja voz alias nunca se ouviria, es-
ses oradores nao sao Bossuet, que fez a adiraira-
co da sua edade e dasgeracesfuturas;; Massil-'
Ion, que lano sabia unir "s inspiraces da f,
eaos argumentos da razo, a insinuante lingua-
gem do sentimenlo ; sao Mirabeau, escaldando
as imaginares com a sua eloquencia revolucio-
naria ; Gastn, exclamando que Taris, como o
Etna, devia vomitar do seu scio a aristocracia
calcinada ; o convencional David, em p sobre
o seu banco, gritando como um energmeno, e
pedindo que o assassinassem; Marat, orando
cora urna pistola na mo, e apontando-a para o
ouvido, invocando a guilholina, incitando o po-
vo ao assassinalo, pedindo duzentas mil victimas
e a cabeca do seu rei!
O homem na exaltaco das paixoes polticas
ura monslro mais cruel que os tigres da Hirca-
nia Elle assassina o amigo, c cuida fazer nisso
urna aceo meritoria ; o bemeitor, e jacta-se de
se nao dexar vencer da consideracao dos benefi-
cios ; o pai, e ostenta sobre o seu cadver urna
alegra rude c feroz.
Agora as applicares sobre o systema republi-
cano.
O que sao hoje essas famosas repblicas, que
avassallaram por algum lempo o universo conhe-
cido?
O que feito de Roma, onde est Alhenas, on-
de existe a Grecia?
Sao tres cadveres que passam sobre a Ierra
de suas gloriosas tradires, tres pergaminhos
apagados de proezas que j foram !
Reformista, fallo comvosco, e pergunlo-vos,
quacs seriara as vantagens que a nossa patria co-
lheriaao entregar os destinos do paiz a um go-
verno popular ?
Nao tendes vista, a historia dos aconlecimen-
los por que teem passado os desgranados gover-
nos republicanos, no velho c novo mundo? Por
ventura queris mais liberdade do que aquella
que vos faculta a nossa constituico jurada ?
Julgo-vos um delirante!
Desgranado do Brasil, so porventura vingassem
as vossas opinies acerca da nossa sublime forma
de governo. O quo nao seria do imperio, quan-
do tivessemos por base de unio ura governo
popular, e osle no cenlro do populacoes hetero-
gneas, dilaceradas pelo furor das guerras intes-
tinas, semelhanle aquellas das republquetas hes-
panholas ?
Triste sorte oslara reservada a nos, Brasilei-
ros, se, longe de fruirmos os bellos e sazonados
fruclos de urna emancipaco Dolttica to regular-
mente outorgada pelo primeiro imperador ; to
hbilmente manlida pelo segundo ; fossemos
hoje experimentar urna nova prova dos desvarios
populares concitada por aquelles que se dizem
demcratas puros, regeneradores do povo, c os
primeiros elementos de sua grandeza e liber-
dade I....
Como, pois, se quer Iludir urna populacao avi-
sada e inolfensiva ?
pirito bem mesitiinho, que nao por certo, o
caracterstico da naco brasileira.
7_-j o pro*
e ar-
mesrao um soccorro deficiente I
At a propria commisso, por lotivavel espiri-
to de classe. e pelo principio despertador Hodie
mihi eras Ubi, em lugar de esperar que das pro-
vincias lhe enviassem os documentos da justifi-
taco, se apressaria escrever familia do offi-
ial que tivesse fallecido fra da corte, indican-
co-lhe logo aquelles quo fossem necessarios, pa-
ra andamento da preterirn.
Independonteraente da lei que reclamamos, era
de toda a utilidade que os officiaes da armada,
que indicamos, ou oulros que estejara emprega-
dos era trra na corle, tomassem peito desde j
atarefa deservirem de procuradores activos, pa-
r< conseguirera terminar as habilitacoes no me-
nor tempo possivel. Esta idea, que ouvimos
um distincto gouctal da nossa armada, digno de
ledo o opreco.
Oulra modificado asss necessaria a derro-
gaco do decreto de 14 de setembro de 1829, que
declara que o plano do monte po nao concede s
irnas dos contrilmintes a sobrevivencia de urnas
para as outras, substituindo o estado herdeira
natural de urna pequea penso, quo pouco apro-
ve.ia fazenda publica, o que manifesta um es-
Tambem do loda a convenien''11',, *"* u
Ciara que, m filhas dos othciaes do exercito i_ .
raada teera direilo ao meio sold do monte pi
deixado por seus pas, embora so tenha casado
anles da morle delles, soja convertido era lei;
porque encerra urna medida de inleira justica e
equidade.
Alm dislo ; porque tambera os filhos meno-
res dos officiaes da armada, que tenham perdido
sua mi e irmaas, nao herdaro urna quola parte
do monte-pio estabelecido por seu pai?
Nao ser para elles de inconleslavul utilidade
esta conlribuiQo? nao concorrer ella para que
possam adquirir urna educaco adequada po-
siroqueoecupava na sociedade o autor de seus
das, e que honre as cinzas deste?
Nao pouparia o estado com esta deliberaco
ao seu servidor um supplicio cruel, qual o'de
considerar no ultimo momento da existencia na
pobreza e orphandade quo vo ficar reduzidos
os filhos de sea corarao 1
Nao responderemo's estas perguntas ; nossos
estadistas, nossos parlamentares que as estudem
e resolvam o que lhes dictar a razo, o que exi-
gir a consciencia ; sero em todo o caso respon-
saveis pelo mal quo fizerem por sua indifTeren-
ca, ou descuido, em materia to delicada.
Noto-seque pde-se dar o caso de nao ter o
official filial quem possa aproveitar o seu
monle-pio seno a estes filhos menores, que
sao dellc esbulhados, por sercm rardes, embora
incapazes pela menondade de se sustenlarem,
entretanto que elle nao despensado de contri-
buir mensalraenle cora um dia do seu sold,
que vai recahir favor do estado !
Parece cgualmeote justo que, completndoos
officiaes de marinha vinte annos de servico, nao
contribuara mais para o monte pi, visto que os
officiaes do exercito depois deste prazo, sem
contribuirlo alguma, leem direilo mesma mo-
tado do sold ; ou enlo que s viuvas e or-
phos dos primeiros naquellas circunstancias se
abone o sold por inleiro.
Era resultado de investigarles que temos
procedido com toda a alteneo, insignificante i
a despeza quo faz annualmeulc o thesouro com i
o nosso monto po, e talvez fosso melhor entre-'
gar a sua adminislraco aos ofciaes da armada,
como j o conseguirn) os de Portugal, tirando
desta insiituiro o cunho de publica que lhe est
impresso, e fazendo-a inteirameuto particular,
como no seu principio ; soccorrendo-a a assem-
bla geral com a concesso anima de algumas
loierias, como protege oulras as3ociaes de
monte pi.
Nesle raso loriamos urna fonle inexhaurivel
de recursos, na caridade de alguns dos nossos
camaradas ou de alguns homens beneficentes,
quo legassem sua fortuna inslituico, e ella por
certo prosperara, como tem prosperado a rica
irmandade da Santa Cruz dos militares, monta-
da, entretanto, no seu coraeco em menor es-
cala.
Vamos, finalmente, propdr ainda urna medida
que encaramos como o complemento da serie
de ideas quo temos expendido; porque com ella,
ao mesmo tempo que proporcionamos ao official
de marinha prover em vida sorte fnlura de sua
familia, lcgando-lhe urna honesta subsistencia,
poupamos ao estado solicitac.5cs e encargos de
pensos, que lendem crescer todos os das de
urna maneira extraordinaria, onerando o orna-
mento. Queremos fallar da faculdade de em-
prestar-so ao official de marinha, que o reque-
rer, a quantia necessaria para fundar urna pen-
so no monte pi geral dos servidores do estado,
descontando-so esta divida pela quinta parte do
sold, ou pela torra parte do monte pi se oc-
corresse o fallecimenlo do official antes da lerrai-
naco do pagamento.
o ministerio do fallecido chefe de diviso
Sena Pereira, alguns officiaes conseguirn) fcil-
mente este favor, pralica que nao foi seguida
por seus successores, embora a reconhecida van-
lagera que della se deriva para o servidor e o
estado.
Ainda em 1858 a assembla provincial do Rio
de Janeiro avtorisou ao respectivo governo se-
gui-la para com os empregados da provincia,
Fallis tanto era liberdade e fraternidade ; e
entretanto queris a escravido para os vossos
semelhantos, porque queris urna liberdade falsa,
que se apoia na liberdade selvagem que foi pri-
mitiva de nossos oriundos; liberdade que agrada
aos poetas ; que lhes d theraa para cneidas,
masque sao meras concepces de um espirito em
delirio, ota agitado, ora dorraenle, e sera accao
vital para racionalmente ser livre.
Nao dest'arte que so transformara sociedades
bem constituidas.
Quem ha aqui quo possa contestar, f de
sua palavra de honra, que o Brasil nao tenha
om seu scio urna avultada populacao helcrogc-
noa ; quem ha aqui que nao conheca que ella
acalcnta ainda em seu scio urna religio muit
proficua cm verdade por preceitos, mas ainda
falseada, mo grado a lei moral, na pratica dos
proselylos.de cujo abuso nao o paiz nem a.na-
eo culpada ? As antigs repblicas verdade
que prosperaran) por largos annos, em cortos e
determinados paizes ; e Isso foi devido ao prin-
cipio da virlude que enlo era o seu sustentcu-
lo ; logo pois que as ambiges eo luxo lomaran)
a dianteira esse principio conservador, ellas
baquearam, c cahirara no dominio da morle,de-
pois de terem soffrido o jugo da tyrannia com to-
dos os seus horrores !
Roma, fra a rainha do universo ; por largo
lempo jungin diversas regioes ao carro dos seus
gloriosos triumphos; mas logo que fez as con-
quistas da Europa, da frica e da Asia, essa fa-
mosa repblica foi pouco a pouco abatendo as
suas pompas, ao passo que augmentava de am-
bico.
Introduzdos na admioistraQao o luxo asitico
e a ambiguo dos grandes ; inoculados nos cora-
ces romanos estes dous sentiraentos perigosos.
desappareceu como por encanto a virtude do gre-
mio do suas inslituires, do seu progresso.
Marius e Scylla, acendendo o facho da guerra
civil, levaram a sua desventurada patria tyran-
nia dos Tiberios, dos Calligulas, dos eros e
Claudios!
Depois de tantas glorias, essa patria imarcessi-
vcl passou por taraanhas provangas ; soffreu as
raaiores calamidades e cahio por torra arrazada
do seus alicerces !
E o que hoje Roma ? Resta-lhe apenas o
nomea cdade eterna, porque n'ella reside o
poder espiritual e temporal do Papa.
Atienda o Libellisla, que os elementos do ve-
lho mundo, as diversas formas de governo por
que tem passado, nao lem paridade alguma cora
as do novo, o principalmente com as da nossa
chara patria, que encerra em seu seio urna mao-
ria de populacao escrava, como bera se pdc
provar com a mesma provincia da Bahia .
A repblica franceza fundada sempre no en-
thusiasmo de um povo assomado e moracntoso,
sempre descrente do que est feito ; sempre te-
merario no que vai fazer; sempre descontente
pela sua situaeo propria ;por mais de orna ve
experimenlou as consequencias de seus erros ir-
reflectdos e fataes propria causa.
Nunca essa naeo ganhou mais vantagen3 do
que na poca do rei constitucional l.uiz Felippe :
as forcas perdidas pelo interregno do absolutis-
mo restauraco, e da restauraco democra-
ciarecobraran) novos alento3 com o reiuado
desse homem, que disputara o throno preco de
suas virtudes vivicas; porque elle era cidado
francez, c sbropoz todas as ambiques os inte-
resses de sua patria.
Luiz Felippe, fez a felicidade de sua nago ;
deu-lhe um exercito forto e aguerrido as ar-
mas ; urna esquadra respeitavel no mar ; urna
instrueco publica digna da Franca ; alm de
outros melhoramentos muito sensiveis com que
notabilisou o seu reinado.
Continuar-se-ha1.
obrigando-os, sob pena de demisso, aceitar
lo assignalado favor, e o mui illustrado Sr. Can-
sansao do Sinsh. hai* Je^o ministro dos ne-
gocios eslrangeiros, quando presidente da Bahia.
pediu cm seu relalorio que osla graca, que j
eslava concedida aos empregados da ihesouraria
provincial, se fizesse extensiva aos empregados
da secretaria do governo, e no orcamenlo da-
quella provincia, publicado cm 17 "do dezembro
do anno passado, se le no artigo 24 do cap. 3"
das disposices geraes, o seguinle: Art. 2!. O
empregado provincial, que tiver obtido por era-
preslimo do cofre provincial, qualquer quanlia
para inscrever-seno monte pi geral dos servi-
dores do estado, do accordo com o regulamonlo
respectivo, nao ser admitlido restitui-la aos
cofres sob qualquer pretexto de nao se ter podido
matricular, e lindo o prazo de seis mezes, con-
tar da data da llanca, se nao apresentar a res-
pectiva matricula,"ser ipso fado suspenso do
emprego, sem direilo vencimenlo algum, at>;.
mostrar-se inscripto. Os fiadores, porm, pode-
ro ser executados pela quanlia devida, findo o
primeiro prazo de seis mezes.
Esla sensata resolujo deveria se fazer exton-
siva tambera aos empregados geraes, quer civis,
quer militares, o com ella muilas miserias c
desgranas se evitaran), de quo ordinariamente
sao victimas as familias delles, que licam quasi
sempre na mais desoladora penuria.
O thesouro substituira um emprestimo em-
bolsavel era poucos annos, ura encargo perma-
nente e oneroso, que poucos chega; e assim
tambem a3 despezas do estado teriam urna nola-
vel reduceo, roelhorando-se entretanto, a sorlc
de lodos os seus servidores.
Temos manifestado as providencias que nos
parecem mais necessarias para possuirmos urna
officialidade, em que o paiz possa depositar
plena confianca, contando cora a dedicaco e
herosmo de'.la.
Estamos persuadidos que, haremos encarado
o problema por todos os lados, e que o resolve-
mos adecuadamente.
Restaro, talvez, ainda algumas medidas com-
plementares, que escaparan) nossa analyse :
ellas, porm, sao de pequea importancia para
a solidez do edificio que erguemos, sao como que
o revestimenlo de umaobra, que concorre para s.
sua belleza e elegancia.
Acha-se nomeado para o lugar do inspector
do arsenal de marinha do Para, o Sr. capilo do
mar e guerra Pedro da Cunha, e por consequen-
cia exonerado o Sr. capilo-tenente Hermene-
gildo Antonio Barbosa de Almeida. que nao sa-
bemos ainda cm que nova commisso ir ser
empregado. Dizem-nos que esta deliberaco foi
exigida pelo novo regulamenlo dos arsenaes de
marinha ; que marca para aquelle lugar um offi-
cial de patente nao inferior de capilo de fra-
gata. E'decrerque assim seja ; mas sentimos
que esta disposico fosse justamente ferir um
official to dislincto o de lano mrito, como o
Sr. capito-lenente Barbosa de Almeida, que
soube erguer do estado marasmalico em quela-
zeu por longo tempo aquelle arsenal, como toro
sido reconhecido por todos os administradores
daquella provincia ^contemporneos, que o co-
briram de merecidos elogios em seus velatorios
confiando tanto nelle o Sr. S e Albuquerqu
que exprimiu-se desta maneira :
Ha economa, ordem e zelo na direccao do
arsenal, e se como crivel, o governo imperial
continuar a lancar suas vistas de prolecco para
elle, ura dia, nao mui remolo, poder cnegar ao
gru de prosperidade que clevou-se nos pri-
meiros lempos de sua fundaco.
A propria deputaco paraense pode ser ura
testemunho insuspeito do genio creador do ins-
pector exonerado, o dos servicos por elle pres-
tados provincia eao Imperio naquelle estabele-
cimenlo.
. A.
I PERN. IYP. DE M. F. DE FARU. 180
I MUTILADO


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