Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09131


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Full Text
AMO 11X71. ROMERO ISO
Por tres mezes adianlados 5$000.
Por tres mezes vencidos G$000.
SABB1D0 4 DE AGOSTO DE 1860.
Por anno adiantado 19$000
rato franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA. SUBSCRIPCAO' DO NORTE
Parahiba, o Sr. Antonio AleXandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. de Lomos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Haranho, o Sr. Manocl Jos Marlins Ribei-
ro Guiraares; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
.loraes Jnior; Par, o Sr. Justino J. llamos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
PARTIDA LRl CulillUU.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaaoa.e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Antao, Bezcrros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'Alho, Naz'arelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira. Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury c Ex as quartas-eiras.
Cabo.Scrinhem, Rio Formoso.Una. Barrciros,
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios parlem as 10 horas da manhaa
EPHEMERIDES DO MEZ DE AGOSTO.
1 La cheia. a 3 heras e 14 minutos da larde.
9 Quarto minguante as 7 horas e 4 minutos da
tarde.
16 La nova as 8 horas da tarde.
23 Quarto crescente as 8 horas e 16 minutos da
manhaa.
31 La cheia as 6 horas e 38 minutos da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas e 5 minutos da manhaa.#
Segundo as 7 horas n 18jminutos da tardo.
PARTE OFFICIAL.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do comraercio: segundas e quintas.
Relaeo : tersas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira Yara do civil: tercas e sextas ao meio dis
Segunda vara do civcl; quartas e sabbados a urna
hora da larde.
Govcriio da provincia.
EXPEDIENTE DO DA 2 DE AGOSTO DE 1860.
Officio no commaudantc das armas. l'aco
p aprescnlara V S., para ser inspeccionado, o r-
crula Manoel Pinto Ferreira, e asscnlar-lhe logo
praca, no caso do ser considerado apto para isso.
Communicoii-se ao chefe pe polica.
Dito ao mesmo.Pode V. S. mandar abrir as-
si nlamonto de prnca ao paisano Olegario Martins
de Torres Barbosa, que offerecendo-se volunta-
riamente para oservico do exercilo, foi para isso
j'ligado apio como consta do termo de inspeceo
annexo ao seu oilkio de 31 de julho ultimo sob
n. SI6.
Hilo ao mesmo.Expeca V. S. as suas ordens
para que mo seja apresentado hoje, s 3 horas
da tarde, un; soldado montado da companhia fi-
xa de cnvnllaria.
I)to ao director da Faculdade de Direito.Pora
da no aviso do ministerio do imperio, de 19 de j
julho lindo, junto por copia, cumpre que V. S. I
me informe quacs os empregados dossa Faculda-j
de de Direito que accumulam os cargos de que i
r.e'le se trata.
Dito ao provedor da Santa Casa da Misericor-
dia. Sirva-se V. S. de informar, com o que se
, ihc offerecer, sobre o aviso junto por copia, cx-
pedido pelo ministerio dos negocios eslrangeiros
in 20 de julho prximo passado, relativo duas
reclamacoea que ao mesmo ministerio fez o mi-
nistro da Blgica na corte.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Constando de sua informaco de 31 de julho
ultimo, sob n. 779, que por falla de crdito nao
tem sido paga a Jos Pereira de Alcntara do O'
c quantia de 1 40*000 rs. porque contratou fazer
a pintura das portas e janellas do quariel do
1 ilalho de artilharia a p na cidnde de Olinda,
autoriso a V. S. a mandar effectuar csse paga-
mento sobminha responsabilidade.
Dito ao mesmo.Uecommcndo a V. S. o fiel
cunipnmenlo do aviso do ministerio da justiea
de 18 de julho prximo findo, que envi por co-
pia, exigindo que antes de esgolades as consig-
nacoes de crdito para asdespezas desse minis-
terio nesla provincia com cada anuo Qnanceiro,
c cm lempo de se podor providenciara respeito
da dctQciencia de cada urna dolas, requesite V.
S. o necessario suppiimenlo, evitando assim 'fue
esta presidencia seja obrigada a autorisar sob
sua responsabilidade pagamentos lora das referi-
das consignaces.
Dito ao mesmo.Estando nos termos legaes a
relaeo pret juntos, mande V. S. pagar a Sim-
plicio Jos de Mello a importancia dos renci-
Oientos do destacamento de guardas nacionaes da
comarca do Brejo relativos ao me/, de junlin ulti-
mo, conforme roquisitou o respectivo comman-
dante superior interino eni offito de i de julho
prximo linio.i'.ominunicou-se ao commandau-
*" t 'superior do Brejo.
Hilo ao mesmo.Certo do conteudode sua in-
fojmaeo de :il de julho ultimo, sob n. 780, au-
toriso a V. S. a mandar pagar, sobminha res-
ponsabilidade, a quantia de l:633$043 r-t., que
I i a devera Palmeira A Bellro provenien-
i de gneros que fornecernm ao arsenal de
marinha no mez de junho deste anno, visto nao
r eredito para essa despeza, e ser ella de
natureza daquellas, deque traa o 5 12 artigo Io
, do decreto do 7 de mn io de 1S2.
Dito ao, mesmo.A'vista do que V. S. infor-
mou em olTicio sob n. 791, desta data, com refe-
ia ao que requereu o segundo lenle da
armada, Carlos Augusto Ribeiro Campo?, o au-
i iriso a mandar adiar.lar-lhe um mez de
eoldo.
Dito ao mesmo.Expeca V. S. as suas or-
dens para que se passenTas fus de officio, que
requisita o commandante das armas no officio
constanto da copia junta.Communicou-se ao
Ci mmandantc das armas. ,
' Dito ao commandanic do corpo de polica.
le V. S. mandar abrir asscnlaiucnlo de prora
iio corpo sob seu commando, aos paisanos Joao
Rodrigues de Moura, Domingos Jos da Luz e
Antonio Gomes Pereira Franco, a que se refere
o seu ofllco desta data, sob n. 306,
Dito ao commandante superior da guarda na-
cional do Rio-Formoso Dcvolvo a V. S. os
pros dos vennnit utos de um tcnentc e 17 pra-
da guarda nacional deslocada na cidade do
'i itio-Pormoso, os quaes acompanharo o seu of-
i de 11 'le julho ultimo, alim de serom sup-
primidas as fallas notadas no officio do inspec-
tor da thesouraria de fazenda, junto por copia.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
A'vista do requerimento e conta juntas, mande
> S. pagar a Guimarika & Oliveira, a quantia
de 420;OO, proveniente de papel tilhographado
(iie forneceu para o expediente da secretaria do
governo.
Dito ao director Jo arsenal de guerra.A'vis-
ta do que Vmc. informou em ollicio n. 228, i
com referencia ao do commandanic das armas
de 27 de julho ultimo tenho a dcclarar-lhe que i
os dous menores empreados na msica do 9'
bitalhao de infantaria devem ser passados para
a companhia de artfices como mancebos, se por-
ventura estiverera comprehendidos na disposi-
do artigo 10 do regulamento de 3 do Janei-
ro de 1812, mandando Vmc. apresenlar ao com-
mandante do referido batolho igual numero de
menores da companhia de aprenuizes, que le-
i nham optidao para o servido em que v.o sor np-
plicados.Communicou-se ao commandante dos
armas.
Dito ao mesmo.Forneca Vmc. ao administra-
dor da casi de delencao, como requisitou o chefe
de polica em otficio'de 31 de julho prximo lin-
do, cincoenta cavilhas de ferro para machos com
chavetas do mesmo metal, e cinco escropos de
ac.Communicou-se ao chefe de polica.
'Dito6 director das obras publicas. Tendo
abatido outra travessa sobre que descanoam as
-' estivas do lado do sal da coxia do companhia fixa
de cavallaria, mande Vmc. subslilui-la por outra
connrm-! requisita o commandante das armas,
era ollicio de 31 de julho ullimo, sob n. 817.
Communicou-se ao referido commandante das
arma?.
Portara.O presidente da provincia ordena
que pelo respectiva secretaria se passem patente
. de capitn da quarto compaDha do corpo de ca-
> vallara numero 3 di guarda nacional do munici-
pio de Ouricury, o Filippe Rodrigues Coelho, e
de alteres da quarla companhia do balalho de
liara numero 46 do municipio de Agua Pre-
ta, a Ernesto Miliano da Silveira l.essa, visto es-
tarom contemplados em propostas desses corpos
appruvadns a do primeiro em 28 de selembro do
anno prximo passado, a do segundo cml-Jdc
abiil ullimo.
DitaO presidente da provincia, conforman-
do-so com o que propoz o chefe de polica, em
Oillcio do Io do corrente, resolve nomear o te-
nente-coronel Jos Antonio Pinto para o cargo
de subdelegado de polica da freguezia de S.Jos
desta cidade.Communicou-se ao chefe de po-
lica.
DitaO presidento da provincia, conformndo-
se com o que propozo chefe do polica em officio
do Io do corrente, sob numero 46, resolvo no-
mear a Miguel Alfonso Ferreira para o cargo de
delegado de polica do termo de Agua Preta, co-
marca do Ro Formoso.Communicou-se ao che-
fe de polica.
DitaO Sr. agente da companhia brasileira de
paquetes a vapor mande dar passagem al a Ba-
ha no vapor Oyapock, em lugar destinado para
passageiro de estado ao escrivo do arsenal de
' i guerra, Manoel Polycarpo Moreira de Azevedo.
DitaO Sr. gente da companhia brasileira do ,gares para responder a imiuensa variedad dam,n i'x- t i,>-. -,.. i-------'----------------
paqueles a vapor mande da transporte para a necessidades. dos trabalhoT dos meTioramen^ para auno finalicen* de
^wa^^JLriw bar f~ asaas fe
tilhoria a p, Antonio Car'los da Costa e S._ \ Quando a propria naco nao esta iniciada nos senadores '^ ""^ ^ ^ ""* 10SfS-
scus negocios, quando nao forma parle alguna ORDEM DO DIA
nelles. a realeza julga-se mais livre, e justa- Contina a discusso. adiada ela hora na ses-
nte da provincia manda acensar a recepcao do 'SSOTtfkS SSTZ&ttSS Si '^^I^SU 1*S33*S
quira Goncalvcs Leal para o emprego de guarda
DAS DA SEMANA.
30 Segunda. S. Rufino; Ss. Abdon e Seen mm.
31 Terca. S. Ignacio de Loyolla fundador.
(uarta. As cadeiras de S. Pedro apostlo,
2 Quinta. N. S. dos Arijos; S. Estevo p. m.
3 Sexta. Invenco do corpo deS. Estevo.
4 Sabbado. S. Domingos de Gusroao fundador.
5 Domingo. Nossa Senhora das Noves.
ENCARREGADOS DA SBSCRIPCO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Bahia,
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janei.-o, o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprielaro do DUKio Manoel Figueiroa d*
Faria.nasua livraria praca da Independencia n?.
6 e 8.
visiveis embarazara sua accao. scus agentes sao es sao obrigados a realizar su*8 notas em
as. Se Julg? ochar urna forca na da metollica vontade do portador, com todas
mandou 'mesa
disposico toda-
Jhe-ha o consol de se ler esorcado para conju-
ra-las.
Nao abusar mais da paciencia do
paciencia do senado,
mesmo por que ja ve os apologistas do projecto
olliando para elle orador com sorriso desdenho-
so, e como que dizendorana regem plenles.
O Sr. Bardo de lluriliba abunda em conside-
raeocs para mostrar que o mo estado do meio
circulante provm da abundancia das emissoes
bancarias. Com vistas de cohibir esse abuso do
direito deemissao foi apresentado na cmara dos
Srs deputados o projecto boncario do Sr. Salles
Torres-IIomem. Formou-se no paiz urna opiniao
ficticia contra essa medida, opiniao que nrraslou
alguns membrosdo parlamento; mas a maioria
sensata a odoptou. Havia, porem, grande cxalla-
E' o que a experiencia acaba de demonstrar no
Despachos do da 2 de acost. : reino de aples. Bastaran] alguns homens para
.... fteqiienmentos. ] revolucionar a Sicilia,e hoje s conlam para sal-
1016.Carlos Augusto Ribeiro Campos.Diri- var aples, com as concessoes que Francisco II
ja-se a thesouraria de fazondo, a quem seexpe- acaba do fazer ao movimento piomonlez. Esse
n para o odiontomcnlo do mez do sold recurso extremo apressar a queda do llirono.
que rpquer o supplicanle.
1049.Filippe Rodrigues oellio. Passe-se
potente, a vista do que informa o commandante
superior em ollicio de 2 de julho ullimo.
1050.Jos Januario Alves Ferreira. Junte
conta em duplcala da despeza, authenlicada
pelo commandonte do destacamento.
1051.Jos Pereira do Alcntara do O'.A
thesouraria de (azenda tem ordem para pagar a
quantia que requer o supplicanle.
1052.Joaquim Antonio Rodrigues.Informe
o Sr. inspector do arsenal de marinha.
1053.Jos Fernandos Monteiro.Informe o
Sr. director das obras publicas.
105J.O mesmo.Nao tem lugar.
1U55. Jos Alfonso do Rogo Barros.Informe
o Sr. director das obras publicas.
1056 Landelino Segismundo de Alvarenga.
Admita-se quondo houvcr vaga.
1057.Marinnno dos Reis Espindola.Requei-
ra ao governo imperial.
1058.Manocl da Silva Jacome Pessoa.In-
forme o Sr. inspector do arsenal de marinha.
1059.Manoel Maranno do Mallos. Ao Sr.
director do arsenal de
'ia nao comprehende os recibos, mandados ao ment nos nimos, c csse exaltamento oppunha,
portador, passados para seren pagos na mesma na verdade, embaracos realisaco do plano do"
praca em virlude de coutas correles, com tan-' gabinete.' Mas nao foi por causa da questao ban-
to que sejao de quantia superior a 5000O. I caria que esse gabinete relirou-se. As causas da
Taes recibos e mandatos deverao ser apre- retirada o Sr. ex-presidenle do conselho as ex-
s en lodos no prazo de tres dias, contados das res- plicou ao senado.
guerra
supplicanle se for possivcl.
1060Palmeira i Bellrao.Dirija-se ao the-
souraria de fazenda.
1061.Tcente mbelino Cavalcanti. Requei-
ra ao governo imperial.
pectivas datas, sob pena de perder o portador o
direito regrossivo contra o passador. Em 5 de
na vespera_do_ da 2i de fevereiro j ulho de 1860. Visconde do ltaborahy.J. F.
^ lanna.Mrquez do branles.
E' apoiada e entra conjuntamente em discus-
so.
0 Sr. Vasconseilos sent muito acanhamen-
to tomando parte nesta dscussao, nao s
pela consciencia da propria fraqueza, como
larobem porque tem visto que a materia tao dif-
; exactamente como as concessoes fetas pelo rei
Luz Phlippc
apressaram a proclamaqao da repblica. E por
isso nao ha que admirar de que o liberalismo
tardo do governo Napolitano tenha sido mani-
festado sob urna especie de pressao do embaixa-
dor francez, o barao Brenicr. Nisso se pude ver
urna nova prova da inlenco firme de Napoleo
III (inlenco que multas v'ezes tenho annuociado
nesla correspondencia) de mudar ludo na italia c ficil, que at o"proprio Sr^Souza Franco" qoea
de nada dcixar em pe dos antigos governos. O estuda ha 60 annos, segundo deu a entender o Sr
alvo a que a poltica nessa economa alira em Na- presidente do conselho, nao a pode discutir sem
poles, e aquello a que visa igualmente em Roma, desconchavo.
em que dentro em pouco a posicao de Pi IX nao: Mas, pergunta orador, o que se discute? o
sera mais suslcntavcl.
que assim se preparara
Italia, concorreriio ma
cusso de um projeclo do engrandecimento novo demnada nao s6~nas cmaras
para a Franca, a conquista das fronteiras naluraos teiro.
do norte, isto do Rheno. Admira sobretudo, que essa medida seja hoje
i assustouse muito ha dous mezes appresentada pelos raesmos que a combilcram.
Congralulou-sc entretanto por ver tesla do
novo gabinete o Sr. Ferraz, cujas ideas econmi-
cas sao bem conhecidas, e d-lhe O3parobens
por terestreado assim na carreira da alta admi-
nistracao. Passar a responder rpidamente as
objeccoes econmicas e jurdicas formuladas con-
tra o projecto,
A obrigacao que tem o banco do Brasil de rea-
lisar era o uro os scus bilhetes reconhecda pelo
proprio Sr. Sania Franco como ministro da fa-
zenda em documento oflicial, que o orador le.
O Sr. Dias de Carvalho tambem reconhccc essa
obrigacao em documento ollicial como vice-pre-
sidenle do banco do Brasil.
Mostra que a lei da creaco do banco do Bra-
Todos os acontcc.mentos, projecto boncario do Sr. ex-ministroda fazenda? sil, que crea essa obrigacao, lera necessidade de
i de urna mancira surdanai Admira que anda se submelta considera- interprctacao, tanto assim que para enleude-la
ais larde a favorecer a exe- cao do corpo legislativo urna medida i con- se tem recorrido a regras de hermenutica.
como no paiz n-
com esse projeclo que de ponlar em um futuro
prximo. Para chama-lo a si, Napoleiio III pro-
vocou a entrevista de Baden-Baden cutre elle e
para attender ao | os soberanos
d'Austria.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Bntxellas 7 de junho.
Passei lia pouco algumas semanas na Iala. Pa-
recera-mo jnleressante ir apreciar nos proprios
lugares e5 crise italiana que tem sido o ponto
de partida de urna crise europea lo te
A opiniao publica agitou-se, preoecupou-se vi-
vamente com esta queslao, quando foi discutida
o anno passodo na cmara dos Srs. dcpulados. A
nllemaes a cxccpcao do imperador i mprensa oceupou-se largamente cora ella. Os
Nessa entrevista prodigalsiaram-se Srs. senadores aaiidouram o senado para irem
as assercues pacificas. Mas entre os diversos go-, assislir discusso na outra casa. Entcndcu-se
vernos continua a existir inquiela^ao. Acha-se:quc o projecto eslava condemnado na opiniao
aprova disso em um artigo da mais alta impor- publica, e o gabinete de 12 de dezembro relirou-
lancia que publicou apouco o orgiio o/Jicial do : se por causa disso.
governo de Berlm, a Gasetta da Pituita.
Esse jornal assignala o abysmo que existe en-
tre as nstiluices polticas liberaos da Prussia e
o rgimen desptico e nelle v aprincipnl cousa
do fraqueza da Allemanha e das devisoes intes-
tinas que a miman. Desenvolve o theraa de
urna Austria constitucional aproximando-se da
Prussia por suas instiluices c creando a scus
povos allemaes deveres c inleresses nacionaes.
A aspiracao dos allemaes para a unidadoser as-
sim mais Iraca o a Prussia que nao ter mais de
Esl na memoria de todos a dedaraeao feita
pelo Sr. cx-presidente do conselho'sobre a cau-
sa aa dissolucao desse gabinete.
O Sr. visconde do Abael deelarou, que em
razo das difiieuldades que euconlrava para aap-
provacao do projecto bancario, o gabinete dri-
gio-se a corda, e propoz-lho ou a exoueracao do
ministerio ou a dissolucao da cmara. A'cora
optou pela primeira medida.
As reclamacoes, que o projecto bancario exci-
tou no paiz, foram porlanto a causa da dissolu-
----*.w .wUlIVei. C.U *~7----- "--------....--. r...( ..,., |,Uhuiiiu a vauoa
desejavo indagar se havia alguma probobilidnde lular contra urna poltica reacionana se ser me-j cao do gabinete de 12 de dezprubro.
de ver consolidar-se o oslado actual da Italia ; se I nos Jorcada a nppor-se a influencia da Austria A indill'erenca que hoje parece reinar no pu-
o Piemooto poda conicnlar-se com as annexa- nos negocios federaes. Em lodo o caso, diz no blico a respeito dessa quselo, nao significa ac-
roes hoje consumadas, so o Papa e o rei de Na- "u" dc seu artigo afolha oflicial em um mo- | quiescencia as medidas proposlas, sim o resul-
poles iinham probabilidades de conservar scus niL'nl em 9ue equilibrio dos estados europeos do desanimo.
Ihronos, so a Vcnecia podia licar austraca. De- i ose'"a- ."' ?e salvaguarda da inteira indo- | O Sr. Ferraz, chamado a organisar o novo "a-
pois de tir examinado tudo, como observadorcal- pendencia da Allemanha de re ser o primeiro bnete, oscolheu na cmara temporaria Tres
mo, desinteressado, sem nenhum partido, voltei' cu\cia<, de todos os patrilas, una reforma in- membros da minora, um dos quaes nao s vo-
com a convirco nrofunda de nan o movimento ler'or na Austria, que augmentar a conormida- i tara como at fallara contra o projeclo bai
Sacio corre
e dar em p
a conviceo profunda de que
da revolucao dove oslender-se a lodos as parles
da Italia sem cxccpcao alguma.
As populacos burguezos do Dola inteira csto
imbuidos as ideas liberos c constitucionnes que
serviram de base em Franca ao governo do rei
l.'iiz Philippe, ideas que lioje reinam na Ingla-
terra, quecomecam emlim a tnumphar cm diver-
sasparles da Allemanha.
Essas idos s lera sido protegidas na Italia,
neslcs ltimos lempos polo re do Picmonle. Da-
hi essas tendencias unidgide da Italia sob o sce-
ptro de Vctor Emmanuel. Nao que a Tos-
cana, a l.ombarda, aples, Roma, nao tenham
ainda tendencias muilo pronunciadas a desojar
dos governos loc3es>eparados. Mas como os prin-
cipes que lera governado osses pazos de um mo-
do dislinclo, nao tem sabido partilhar as ideas
dominantes, o movimento unitario pieraontez
prevalece, por ora, em toda a parte, e orraslar
fatalmente com sigo toda a Pennsula.
Dopois que sahi da Italia os aconlecimentos tem
do seu caminho. Garibaldi esleve frente de
una vosio ngiioeao que se roproduz por toda a
parle. Est se disforrando do papel secundario
que Ihc coubera o anno passodo as abas dos
Alpes. E na realidade, o chefe da revolucao em
o novo periodo que se annuucia. Pcnetra"na Si-
cilia, apossa-se de Palenno, sua capital, ii-stitue
um governo, convoca o povo, compra barcos a
vapor, forma um exercilo c ei-lo que declara urna
guerra em regra ao rei de aples.
(Juando se v o bom exilo coroar deslas teme-
ridades, parece que os estados nao linham mais
roizes e que basta hoje um p de vento para aba-
ter florestas inteiras. E' quo com effeilo as ar-
vores velhas j nao existem, ou estao cortadas
pela raiz. E' que, na nossa poca, nao lia mais
nada enligo, nao ha mais tradieces, nao ha mais
institaicoes plantados no passado e as recorda-
cos nacionaes. E' que abatendo a edade media
ccifando os coslumes velhos e as antigs subor-
dinacoes, ainda nao se semeou principios que
possam siibslitui-los.
As monarchias modernas (em perecido vctimas
de um grande erro. Julgaram que podiam subs-
tituir por si mesmas.e que pareceriam tanlo mais
altas c mais fura de ataques, quando eslivessem
de dos inleresses na Allemanha o por isso as pro-
babilidades da concordia nao pode ser senao re-
cebida por lodos os lados.
Esse paragrapho que acabo de transcrever
nolavel se o primeiro cuidado dos patriotas de-
ve ser, nesse momento em gue o eguilibrio os-
cilla a S3lva guarda da independencia allemaa,
oque se pode cror dessas asser^es pacificas que
lao prodigalisndas foram Europa aproposiloda
entrevista d Baden-Baden I
A verdade que Allemanha est mais dividi-
da que nunca ; c que nao se deve contar com urna
reforma radical do governo austraco,que aforca
das cousas impellir cada vez mais al'russia a crear
ao norle da Allemanha um vasto imperio alie-
mo que substitua o antigo systema federal, e
emlim que essas modificaees favoreceram as
vistas de conquista da Franca sobre o Rheno.
Essas aprovises que cu fui o primeiro apatenlear
aos seus leiiores j a muilo lempo, receben) cada
dia nova consagracao.
No meio dessas eventualidades que compromet-
iera lio gravemente sua independencia esua au-
projeclo banca-
no.
Do senado escolhcu tambem um membro da
minora. Faltara preencher a pasta do imperio.
Convidado para ella o Sr. Almcida Pereira, que
tinha fallado era favor do projecto com certas
limilac.es, leve escrpulos cm aceita-la, e nao
se decidi senao depois de muito instado.
E ser licito ao gabinete actual vir hoje pro-
pur ao senado a medida que o anuo passado con-
deranou ?
O projecto nao c o mesmo do anno passado :
as emeudus substitutivas e additivas o lornaram
peior.
O projecto novo ; o proprio Sr. ministro
dos eslrangeiros o disse declarando quo as e-
mendas olteravam consideravelmente o projecto
primitivo.
O orador entende que o artigo da le de 5 de
julho de 1853, qu aulorsa ao banco a pagar seus
bilhclcs era ouro ou papel do thesouro, claro,
nao, precisa de inlerpretaces. Em apoio do
queavanca, soccorre-so do a'ctual Sr. ministro da
Justina, nao para traz-lo pelos cabellos, como
A inlerpretaeao deve ser adaptada ao fin da
lei ; o banco do Brasil, creado para mauter o
papel do thesouro a par do ouro. islo, na razao
de 4c000 por oitava de ouro, nao tem direito a
pagar seus bilhetes cm notas, que ja nao man-
leem esse valor.
Inpugna a objeccao d3 violaco dos contratos,
ponderando que nao existe contrato, como con-
fesas o proprio Sr. Souza Franco quando deela-
rou que o banco do Brasil nao banco de con-
trato._ A emissao nc pode ser objerto de contra-
to ;_ c umo faculdade cuja concesso compete
naco e ao corpo legislativo !
Mas, concedendo mesmo que hoja controlo,
regra que, quando os termos de um contrato sao
susceptiveis de dous sentidos, a inlerpretaeao
deve ser era sentido favoravcl a nalureza do con-
trato.
A inlerpretaeao que se quer dar contraria o
lira da lei.
Alm disso, quando em um contrato fica a
urna das parles a opeao de dar urna ou outra
cousa, e acontece que urna das cousas se dete-
riora, o projui/.o da dclerar
do devedor, o qual nao podi
o objeclo deteriorado sem indemnisacao. E' o
caso em que se ocha o banco do Brasil." Accresce
que o banco do Brasil o culpado da delerora-
cao ou depreciamenlo do papel em razao de suas
excessivas emissoes ; e ainda que o no fosse,
nao poda obrigar seus credores a aceitar papel
depreciado.
Mostra que a emisso um privilegio, e que
pelo nosso direito administrativo permilldo ao
governo nao s regular, como mesmo revogar
privilegios ja concedidos.
Faz ainda algumas consideracoes em defeza do
projecto, c conclue agradecendo ao senado pela
alloncao que se dignou prestar-lhe.
O Sr. Visconde de Albuguergue contina a
pensar que o projecto cm nada val alterar a si-
tuacao ; que elle ineficaz quer para o bem,
quer para o mal.
A queslao ainda nao est satisfactoriamente
discutida, masa maioria est arranjada, e o pro-
jeclo passar.
0 projecto ca palinodia que eslao cantando os
creadores do banco do Brasil, que estao confes-
sando seus erros.
O orador previo os moles que resullnriam da
creaco desse banco, e foi o nico que coutra
elle votou.
digna viuva de um cidadoo que servio rom hon-
ro ao estado por espaco de cerca de 50 annos.
Porlanto, se tivesse de fazer alguma cxcfpco,
nao sena por corlo a respeito da pensao de que
se trata. I.evnnta-se porm para chamar a atten-
cao do senado para a necessidade que ha de de-
cretar-so urna lei geral, que regule a concessao
de pensoes, objecto este muito mais digno da at-
tencao do corpo legislativo, do que os oulros que
foram dados para a Ia parto do ordem do dia.
O orador abunda em consideracoes sobre a con-
veniencia de adoptar-se um syslma de pensoes
a cxcmplo da Inglaterra e da Franca. Votar a.
favor da proposicao.
Concluida a discusso a proposieo approva-
da para subir a sanecao imperial
SEGUNDA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Contina a discusso adiada pela hora na ses-
so antecedente, do art. Io e seus paragraphos da.
proposieo da cmara dos deputodos, declarando,
que o banco do Brasil e suas c.iixas filiaos sao-
obrigados a realizar suas notas em moeda metal-
lica a vontade do portador, com todas as emen-
das apoiadas.
Dada por finda a discusso, e submetlido a vo-
tacao o art. 1" e seus paragraphos, nao passa ;
passando porm a emeuda substitutiva da com-
missao de fazenda, com todas as outras emendas
apoiadas.
Seguc-se a discusso dos artigos addilives da
mesma commissao ; e conieca-sc pelo Io, que
apoiado.
O Sr. Souza Franco nota que o art. Io, j ap-
provado, do projecto, dizia respeito aos bancos ;
o segundo, porm, contera disposicoes que nao
lem relaeo alguma cora bancos ; entretanto um
dos paragraphos deste 2" artigo ainda diz respei-
to aos bancos. Dah deduz-se a falta de metho-
do na confeccao dessa lei.
Lastima que se forraulassem em paragraphos
essas emendas quo addicionam ao projeclo tanta
materia estranha c to importante, nao s por-
que isso torna impossivel no senado essa mull-
dao de materias novas e importantes, como por-
que assim vai-se privar a cmara dos Srs. depor-
tados do direito que pela consliluicao lnes com-
pete, de discuti-la tres vezes.
E' isso um abuso, de que o seoado uo deveria
dar o oxemplo, impondo como lei urna medida
que nao passou pelos transmites constitucionaes.
O orador entra no exame dos diversos paragra-
phos do artigo em discusso.
Censura principalmente a penalidade forte o
exagerado, que o projecto inflige s associaedes
commerciaes no caso de nao cumprirem os pre-
ceptos que lhc sao impostos.
Mostra com o oxemplo da Inglaterra quanto
extraordinaria e vexaloria a saneco penal do pro-
jecto.
I Essa forte penalidade basea-sc cm dous dados
! falsos ; 1, na supposico de que entre nos nao
i ha cipacdade ou habilitaco necessaria para que
por conta n.3Jl1 boa adminislraco n'is associac
acmenlo i c'acs '> na pouca confianca na pri
tor.omia, a Blgica continua lentamente as refor- 0 disse 0 sr/presidente do" conselho, e xp-lo
rar o seu rgimen inte- | ao redCulo aa
Agrande questao que hoje aburre toda | drinhar-so com a sua auloridade.
mas destinadas a melhorar o seu rgimen inte-
rior.
a aticnco publica, e a proposieo feila pelo go-;
vento de abolir as laxas que se percebem nos'
portas das ridados sobre obejetos de consumo
c que sao destinadas a fazer face as necessida-
des dos municipios. Essas laxas do lugar a to-
da a casia de inconvenientes c abusos. Os gas-
tos de percepcao absorvem urna porcao conside-
ravel das rendas. Os diretos de laxa formam
um elemento de difierenc.a iniqua as condces
as quacs se confeccionim e as que se collocam
certos originarios da cidade e os producios simi-
lares que vera dos outros municipios ou do cam-
po. Soffrem vexaces incessantes, tem desub-
metlcr-se a seis visitas para irem pelas estra-
dos ordinarias de Bruxellas a Luge por exem-
plo, necessario que facam seisdcclaraces, que
se submeltam a seis formalidades e que* pagucm
seis vezes por transportaren) urna garrafa de li-
cor de urna a outra cidade.
E por isso os adversarios do projecto do gover-
no nao empregaram os seus esforcos em defen-
de substitui-las islo sobre os impostos quede
vero prever s'nocessidadec municipaes. Es-
peremos que ndilliculdades do se cntenderem
acerca desses meios nao faca cahir nem ao me-
nos adiar urna reforma, cuja bondade por lodos
reconhecida.
INTERIOR.
como que suspensas no ar a urna grande disl-an- a_Gr as laxas Reconhecem com o governo que ellas
cia de um slo nivelado. Eis a razo porque de-'sa0 lnas era principio e que necessario aboli-
pois de ter destruido as aristocracias nascidas das I 'as- A discusso versa apenas sbreos meios
perlurbacocs da edade media, julgaram ter aca-
bado a sua obra o nao comprehenderam que, era
poltica cumpre edificar ondo se deslruio, porque
a sociedade urna cidade viva, que nao suppor-
ta o vacuo S forca de rcvoluces que mu-
tas dellas tem acabado por persuadir-se que as
nossas_formas modernas deliberdadee de repre-
senlago nacional nao sao seno a tra.isformaco
necessaria do anligo elemento aristocrtico. Essa
aristocracia novo, mobil, electiva, preenche a
mesma funeco, apropriada a outros lempos e a
outras crcumstancas. Restabeloce as uommu-
nicaces entre o poder e a mullido. Reabre os
canaes cm que circula a vidacommum e por as-
sim dizer, o sangue nacional. Ella crea a aclivi-
dade, o irabalho, inleresses numerosos e comple-
xos, ^ue resislem aos agentes das perturbnces,
quondo o governo a paz prudente que nao con-
traria o desenvolvimento desses interesse. For-
ma urna opiniao publica, que pode sera duvida
ser desvairada por msdoutrnas, mas que quan-
do se associa aos bons coslumes c religio re-
adquire sempre o seu equilibrio. Sem duvida
os governos constitucionaes nao esto ao abrigo
das rcvoluces, que sao as tempestades da vida
social, mas essas tempestades sao as condces da
ordem imperfeita deste mundo ; e quando a at-
raosphera est sa e pura, isto quando a cons-
liluicao, eslabelecendo urna justa liberdade poli-
tica, soube preservar a moralidade do povo, dei-
BIO DE JANEIRO.
ASSEHBLE.I GERAL LEGISLATIVA
SENADO.
SESSAO EM 5 DE JULHO DE 1860.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanti
de Lacerda.
As 10 horas e 3i4 da manhaa, o Sr. presidente
abre a sesso, estando presentes 31 Srs. sena-
dores.
Lida a acta da anterior, approvada.
O Sr. secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Qualro avisos do ministerio do imperio, remet-
iendo um dos authographosde cada urna dasre-
soluces da asssembta goral approvando as pen-
soes annuaes coacedidas : 1.a, de 1:200J a D.
Antonia Luiza Horta Barbosa e seus filhos
c st?us lltios 2 a
xando verdade os meios de sustentar sua lula de 864$ a D Francisca Lina do Espirito Santo'
Coelho, mi do brigadeiro. Jeronymo Francisco
eterna contra isso. essas tempestades s fazera
dissipar as emanages viciosas.
Infelizmente o reiuo de aples nao soubc col-
locar-sc a lempo nessas condces que sao as das
sociedades modernas c s quas nao mais pos-
sivel a nenhuma dellas escapar. Acreditaran)
muito na efiiciencia do silencio, da represso edo
isolamenlo. As iolences d'alli eram excelen-
tes. A organisacao civil, a judiciaria alli deixa-
va muilo pouco a desejar quanto aos principios.
Mas que principe, que ministro hoje asss for-
te, asss instruido, bem presente em todos os lu-
Coelho, repartidamente com a filha deste D.
Francisca Jeronyma Coelho ; 3.a, de 1:440$ a D.
Anna Marcelina de Carvalho Pardal, repartida-
mente com sua filha D, Mariana Leopoldina de
Carvalho Pardal : c4.. de 240 a D. Florinda
Themira Jacques Ourique ; as quaes resolujes
S. M. o Imperador consente.Fica o senado in-
teirado, e raanda-se communicar cmara dos
deputados.
Um ollicio do 1." secretario da sobredila c-
mara, remetiendo a proposta do poder executivo
- I ao rediculo aos olhos do senado, ma's para apa-
' drinhar-so com a sua auloridade.
O projeclo de 1859 era ao menos urna inler-
pretaeao mais ou menos forcada ; porm o ac-
tual offende de frente dircios adquiridos, sem
pretexto algum.
Admira que os membros do gabinete, que se
oppuzeram ao projecto bancario do anno passa-
do, hoje proponho medidas ainda mais restric-
tivas. .
O orador exclama cora o Sr. presidente do
conselho : maldita politica I porque s a poli-
tica poderla trazer essa combinado ministe-
rial tao offensiva do principio da s'alidariedade.
Entende que ha violaco de contratos na me-
dida proposta. Nao adniitte as lilagranas com
que o Sr. presidente do conselho pretende justi-
fica-la ; nao admiti esso direito novo que S.
Exc. quer estabelecer.
Nos autores citados por S. Exc. acha-se tam-
bem a limilaco a esse elasterio immenso, que
S. Exc. quer dar faculdade, que pode ler o go-
verno para casar direilos adquiridos.
Em que se basea o Sr. presidente do conselho
para revelar esses abusos que diz existirem na
adminislraco dos bancos? Do relatorio e do in-
querilo a que S Ex. mandou proceder inferc-se
o contrario : infere-se que tudo se acha em es-
lado lisongeiro. Em que informares se funda
S. Ex. para denunciar esses abusos ?
Diz o Sr. presidente do conselho que o projec-
to nao offende o direito de emisso dos bancos.
Desoja o orador, que S. Ex. explique eisa propo-
sieo, pois do projeclo se deduz o contrario; o
dircilo que se diz ficar-lhcs, urna verdadeira
burla ; um convite para um magnifico banque-
te ; mas para o qual na hera aprazada os convi-
vas eucontraro a porta trancada.
Diz S. Ex, que nada no projeclo obrigatorio.
Se nao para estabelecer direilos o obrigaces,
esto para que legislar ?
Domis, nao est no projecto a pena de falli-
mento para torna-lo obrigatorio?
Bem disse o Sr. D. Manocl que as ideas que
hoje triumpham, nao sao as do Sr. Ferraz, sao as
do Sr. visconde de ltaborahy.
Se o Sr. Ferraz seguisse as doulrinas restricti-
vas, nao iria escolher seus collegas entre aquel-
es que as combateram.
Nao est combatendo um castello; todo o
mundo sabe no Rio de Janeiro que S. Ex. nao
era favoravel a essas ideas.
Entretanto S. Ex. para subir alta posico quo
hoje oceupa, nao tinha necessidade. de renunciar
s suas convieces.
Se sao certos* os boatos que ltimamente cor-
rern) que o Sr. Paranagu tentara retirar-se do
ministerio, porque razo nao annuio a isso o Sr.
presidente do conselho ? porque razo nao con-
senlio que o seu collega dsso esse passo to
digno delle, esse passo, que viria justificar os
crditos de que to justamente goza ?
Sent que vo o esforc.0 que faz para obstar
a passagem do projecto.
Pede a seus defensores que o aperfeicoem bem
com emendas cada vez mais restrictivas, para que
fique bem patente todo o pensamenlo ministe-
rial
Deplorar as suas consequencias, mas restar-
Julga que ha direito de alterar as obrigaces
dos bancos; cima de ludo esl a soberana na-
cional delegada aos poderes do estado.
Julga que o meio de melhorar a situaco finan-1
ceira nao essa medida, que vai por s bancos"
era grandes embaracos sera ulilidaoe alguma.
O meio mais proprio para retirar da circulaco
0 papel controlar o estado o empreslimo de um
milho de libras esterlinas.
Acha que o projecto esl incompleto e precisa i
de retoques como o demonstran) as emendas que i
todos os dias sao offerecidas.
O projeclo bancario parti desse grupo poltico \
que tambem o autor da fatal politica seguida
eoescommor-
probidade dos
o tem a seu cargo essa adminislraco.
orador mostra a inexactido de un o outro
ses fados.
Oppe-se ao systema,de espionagem no seio
dos bancos, por "sor altamente inconveniente, e
fra de pratica nos paizes civilisados.
Responde a algumas propositos enunciadas
pelo Sr. baro de Muriliba na sesso anterior.
Defendeu-se das censuras de controdicQo que
se quer encontrar enireas suasopinies de hoje,
e as qnc se achara consignadas no seu folheto de
1848.
_ Suas ideas sao anda quasi as mesmas que en-
lao professava. Dizquasiporque no espaco
de doze annos era bem natural quo suas ideas se
modficassem em alguns pontos ; essas modifica-
ces sao explica veis ; o que o orador nao compre-
hende sao os saltos moraos, sao ossas mudancas
bruscas e rpidas de um extremo para outro. *
O orador faz ainda lorgas consideracoes em de-
fesa de doulrinas por elle enunciadas as sesscs
anteriores.
Receia quo as medidas do Sr. presidente do
conselho arrastren) o paiz ruina.
Duvida que S. Exc. soja um verdadeiro Moyss
Iluminado pela inspiraco celeste, e que nao'se-
ja guiado por alguma divindade profana, como
Nuraa Pompilio pela nympha Egeria.
Dada a hora, o Sr. presidente declara adiada
a discusso, o d pira ordem do dia da seguinte
sesso.
Ia parte (al o meio dia).O resto das materias
j designadas.
2a parte.Conlinuaco da discusso adiada.
Levanta-so a sesso's 3 horas da tarde.
para com os estados do Prata, desse grupo que
quer monopolisar o governo do paiz.
Nao receia os mos effeilos do projecto ; elle
nao pode melhorar, nem peiorar a situaco.
A despeito delle o paiz ha de viver c prospe-
rar, pois tem cm seu seio muilos elementos quer'
physicos quer moraes de engrandecimento.
Vola contra o projecto.
Dada a hora, o Sr. presidente declara adiada
a discusso, c d para a ordem do dia da seguin-
te sesso :
Ia parle al o meio dia.'a discusso das pro-
posites da cmara dos deputados : Io, appro-
vando a pensao annual de COI); concedida a D.
Henriqueta Esmeria Nabuco c Carneiro, c 2a ap-
provando a penso annual de l:080g concedida a
D. Carolina Cecilia Campos de Oliveira e sua
filha. Conlinuaco da Ia discusso da proposieo
da mesma cmaro elevondo a 24 a numero das
loteras j concedidas ao Iheatro lyrico desta ci-
dade, Ia e 2a discusso da proposieo da dita
cmara aulorisando o goveruo para reintegrar na
praca de aspirante guarda marinha os alumnos
da escola de marinha Luiz Barbalho Muniz Fiuza
e outros.
2a parle.Conlinuaco da discusso adiada
Levanta-se a sesso's 3 horas e um quarto da
larde.
SESSO EM 6 DE JULHO DE 1860.
Pecsidencta do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanti
de Lacerda.
' As 10 horas e 55' da manhaa o Sr. presidente
abre a sesso, estando presentes 30 Srs. sena-
dores.
Lida a acta da anterior approvada.
O Sr. i." Secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um requerimento dos emprezarios da publca-
go dos rabalhos do senado, pedindo que seja ele-
vado a 5:000Jj mensaes, a partir do Io do corren-
te mez, o prego da publicaco dos ditos trabalhos.
A'commissao da mesa.
Outro do cabido da S Metropolitana do Brasil,
pedindo augmento da congrua de seus membros.
A' commissao de fazenda.
Comparccem no decurso da sesso mais 12 Srs.
senadores.
PRIMEIRA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Entra em 3a discusso a proposieo da cmara
dos deputados, approvando a penso annual de
600$ concedida a D. Henriqueta Esmeria Nabuco
Carneiro.
O Sr. D. Manoel tem sempre concorrido com
o seu vol para penses a viuvas e filhos de ser-
vidores do estado, por julgar que o governo con-
cedendo essas pensoes cumpre um dever de jus-
tica. A pensao de que se trata i etu favor da
SESSAO EM 9 DE JULHO DE 1860.
I Presidencia do Sr. 31. I. Cavalcanti de Lacerda.
I A's lt horas da manhaa o Sr. presidente
| abre a sesso, estando presentes 30 Srs. sena-
dores.
Lidas as acias de 6 c 7 do crrenle mez, sao
ambas approvadas.
EXPEDIENTE.
O Sr. Terceiro Secretario servindo de Pri-
meiro, 1C dous officios do presidente da provin-
cia do Para, remetiendo no primeiro dous exem-
plares do relatorio com que foi aberta a respec-
tiva assnmbla provincial, no dia 1." de oulubro
do anno passado, e no segundo dous exomplares
do regulamento que reforma a inslrucco prima-
ria da mesma provincia. Sao rcmeltidos para
o archivo.
O Sr. Fernandes Torres manda mesa um re-
querimento, pedindo que o senado haja por bem
conceder-lhe ltcenca para retirar-se para a pro-
vincia de Minas-Geraes, durante a presente ses-
so, em attenco ao oslado lamentavel e de peri-
go de vida em que se acham ahi seu genro e sua
filha. E' enviada commissao de consliluicao.
Comparccem no decurso da sesso mais 8 Srs.
senadores.
PRIMEIRA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Entra em terceira discusso a proposieo da
cmara dos deputados, approvando a penso an-
nual de 1:0805000 concedida repartidamente a
D. Carolina Cecilia Campos de Oliveira e sua.
filha.
O Sr. D. Manoel entende que o projecto ban-
cario por sua importancia devia oceupar exclusi-
vamente a attenco do senado, adiando-se para,
esse fim materias'dc importancia secundaria.
Se conlinuarem na ordem do dia negocios in>-
dividuaes e oulros de pouca importancia, ter \e
fazer um requerimento de urgencia, para qu-e o
lempo destinado ordem do dia seja exclusiva-
mente consagrado discusso das medidas ban-
carias.
Nao se sabe por que razo o senado ou a c-
mara nao teem iniciado urna lei regulamentar
relativa ao art. 102 da consliluicao ; por falla
dessa lei o governo se acha investido de immenso
arbitrio a respeito da concessao do mercs pecu-
niarias, o que de modo nenhum conven). Mas
objecta-sc : a concessao de penses feita pelo-
governo fica dependente da approvago do corpo.
legislativo.
Mas o corpo legislativo lera adoptado o syste-
ma de nao augmentar, nrm diminuir o quantum
das penses marcadas pelo governo, mas somen-
tc de approva-las ou reprova-las, o que o col-
loca na desagradavel allernativc ou de negar
urna penso justa e merecida, ou de conceder
urna quantia ou excessiva ou mesquinha. E l-
timamente j nem se negara pensoes ; o gover-
no lem sempre maioria ; as penses por elle con-
cedidas sao sempre approvadas. Os paizes civi-
lisados, como a Franco, e a Inglaterra, teem Ira-
i

f
LMUIILADQI


(*)
DIARIO BE VERS&MUGO. SABBXlO A DE AGOSTO DE 1860.
'". ert'er =a r as s i raeaa- ..._*
lunge. de sei uro mni,
i a execueo da
poderia sec muitss vezes illu-
cricao do governo
absorve lo larga quola das rendas publicas.
Ero uro paiz constitucional nao convcm deixar
oo poder lo ampio arbitrio ; devero-sc estabe-
lecer regras certas pelas quaes se dirija, alias a
censlituigao nao passar de um phantasroo.
A concccao de urna lei regulamentar a este
respeito, tarefa mui fcil, pois existem excellen-
tes legislacoes estrangeiras para nos setvircm de
moiiello.
E' o governo que nao quer essa lei, porque o
governo nao quer largar nio deste arbitiio de i
que se acha de posse.
E' rnais
das lolcri
cm seu relatorio cundemnou cora 'bellas pal-.. econmicas, montes de piedadese
fte A^ZZeZZ;mlr^P k P P*rS cstabelecimentos, que por sua importan-
vantes servidos do cidadao a cuja viuva se con-
lei, que sem ella
dida.
O effeito mais salutar da pena est roais na
anteara do que na propria tiunico ; nao devemos
esperar como quer o Sr. Souzo Franco, que pri-
meiro vtnham os deassVres e perturbarles, quaes
os que tiveram lugar na Inglaterra e nos Estados-
Unidos, para depois remedia-los; melhor que ',
auxiliados com a experiencia atheia tratemos de
obstar ao seu apparecimento com medidas do
prevenco.
Deferido com largas considerares a diversos
mil enVeLntn tratar disso do aue paragraphos do artigo, mostrando a conveniencia
s que o S prcsioS" t> conselho Sa intervencio e fiscalisaco do poder adminis-
elVto?iocondemnPou com bellas palavras HA* ?.e **1"banC?.'~?2 *?&S~
dade cm gcral.
Responde is duvidas suscitadas pelo Sr. mar-
quez de Olinda, e musir com a leilura de al-
guna paragraphos do artigo em discusso que nao
TeTminVda Vdiscsso, approvada a proposi- existem as (acunas que S. Exc, indicara, que as
rao para subir sanceao imperial. providencias lembradas por elle se adiara con-
signadas em varias dispusieres do projecto.
Nutre a esperanca de que o projecto passar
ede a peuso, vota por esla, embora a reputo
mesquinha em relajo cathegoria e aos servi-
dos daquelle servidor do Estdo.
SEGUNDA PARTE DA ORDEM DO DA.
Contina a discusso adiada pela hora na ses-
so de 6 deste mea, do art. 1." addilivo das ^^^j^E^J^*^^^SI^^J*Sl
emendas da commisso de fazenda, proposico
da cmara dos dcpulados, declarando que o ban-
co do Brasil e suas caixas Gliaes so obrigados a
realisar suas notas cm moeda metlica vontade
do portador.
O Sr. Souza e Mello repara que o Sr. Souza
Franco, orando sobro o artigo em discusso, se
oceupasse largamente do art. 1 fallando sobre
materia vencida, c que alm disso quizesse pe-
netrar no sancluario das imenc.o-.es alheias, altri-
liuindo algumas proposicoes do Sr. baro de Mu-
ritiba a odio ou despeito por nao ler podido con-
servar-se no ministerio para levar a effeito as
medidas em discusso, querendo assim duvidar
do espirito de juslica desse Sr. senador, que
tao cunhecidoc apreciado no paiz. Se elle fosse
levado por despeito, outro seria o seu procedi-
mento, collocar-se-hia cm opposioao ao gabi-
nete
O artigo em discusso fui acoimado de anti-
constitucional por trez motivos : 1., porque de-
creta imposlos, o que da iniciativa da cmara
temporaria ; 2., por privar essa cmara de dis-
cutir a materia tres vezes ; 3., porconter mate-
ria nova, que nao veio da cmara dos Srs. debu-
tados. '
Ouanto ao primeiro motivo, o orador nao acha
nellc fundamento algum, pois examinando lodos
os paragraphos do projecto, nao encontra nelle
disousidio alguma, que contenha imposlos, mas
sim empreslimo ou deposito, e sobre isto a cons-
lituico nao tira a iniciativa ao senado.
Ouanlo ao segundo, nao sabe tambem que hi-
ja artigo da coasliluicao prescrovendo o numero
das discussoes; a constituidlo nao marca o pro-
cesso econmico das discussoes.
Tjinbum nao comprehende como que se fere
a conslituicao adiiicionando ao projecto algumas
emendas que teem intima connexo com a mate-
ria principal. A conslituicao, pelo contrario,
expressamente confererc ao senado o direilo de
fazer addices aos projeclos que vem da oulra
duzidas, que vers todasam sobre minucias, e que
teem sido cabalmente respondidas.
Entende que a nenhum senador compele o di-
reito de protelar a discusso no intuito de cslor-
vara passageni de urna medida; aqnelles que
assim praticam expoem-se a soffrer a pena de
lalio.
Dada a hora, o Sr. presidente declara adiada a
discusso, e d para ordem do dia da seguinte
sesso:
l\rimeira parle (al ao meio dia.)
O resto das materias j designadas.
Segunda parle.
Continuaco da discusso adiada.
Levanta-se a sesso s horas e 10 minutos da
lajde.
RIO K A ADI DO AOIl'l'l-..
eraddicoes aos
mar, /
O projeTlo foi lar
<^>
i
mbem censurado por draconi-
e demasiadamente severo em suas penas;
ssc-se demais que elle vai com o art 1" dar
bo dos bancos, e com o 2o acabar lambem com
caixas econmicas, montes de piedade, ele.
O orador moslra com diversas consideracoes
e o projecto em vez de dar morle aos baleos,
tem por lim furlalcce-los.
O art. 2 nao tao rigoroso e nem conten essa
pena tnplicada de que tem sido censurada.
A dissoluco de urna sociedade illegalmentc
organisada nao importa urna pena. A indemni-
sacao nao tambera pena, pois que ella 6 exi-
givel at pelo foro civil. A mulla pois a ni-
ca e verdadeira pena do projecto.
E se acaso fosse isso urna pena triplicada, era
juslilicada com o exemplo do cdigo penal, quo
muitas vezes impde mais de urna pena a un s
crime.
As caixas econmicas rcpresenlam o activo c
o passivo do pobre ; e o governo nao pode deixar
de tomar providencias para que as pequeas eco-
nomas dn pobre nao sejam dilapidadas.
A nslituicio das caixas econmicas de recen-
te dada ; os monles-pios porm sao mais antigos,
< j existem na Europa ha sceulos. Emquai;
portal estes noforam regularisados, eram v
dadeirascavernas de Caco, onde a cubica devo*
rava sem piedade o pejuono patrimonio do po-
bre. Isto excilou clamores, e os governos em
linios os paizes entenderam que era do sen du-
vii submelle-los a regras rigorosas.
'.V respeilo das caixas econmicas tambem icm
se dado abusos na administradlo, e le:u-se sus-
it do clamles, e se tem re onhecido a neces-
sid.ide de seren regularisadas c inspeccionadas
pelos poderes pblicos.
E is'.o que se d cm todos os paites, porque
razo tambem nao se ha do observar entre nos?
O oador moslra que as caixas econmicas uo
liom sendo, como objecin o Sr. Souza Franco,
caixas de empreslimo ao thesouro, pois que
s sero recolliidos ao thesouru e converti-
dos em apolices os excessos de capital que
por ventura sobrarem das despezas do cos-
ii iu dessas caixas, como est claramente expres-
so em um dos paragraphos do artigo em dis-
cusso.
Acha que nao ha melhor garanih para esses
pequeos saldos do que a do governo ; isto
praticado em muilos ouiros paizes ; e isse mais
Conveniente do que entregarlas aos azares de es.
pecnlacoes mercantis em bancos pouco segures-
II.-i qualro meios de organisaco de bancos: 1",
por arttrio do governo ; 2o, por aulorisaco do
coroo legislativo ; 3" por lei geral que prescreva
is regras de sua organisaco; 4o, emfim nao lia
vendo rogra alguma, licando ludo ao arbitrio das
associaeoes particulares.
Cr que o ultimo meio nao enconlrar um s
vol no senado a seu favor. O proprio Sr. Sou-
za Tranco tem reconhecido a necessiJade de ser
esta materia regulada pelos poderes do estado, o
perianto adopta o lerceiro meio. Deve porlanlo
prestar o seu assenso ao projecto que contm essa
doutrioa.
O orador justifica alguns paragraphos do arti-
go em discusso, das censuras a elle feitos, e
deixa de fazer outras consideracoes para nao fa-
tigar o senado.
O Sr. Mrquez de liada acha justa a dispo-
skn do artigo, pois julga desnecessidade a au-
lorisaco do governo para a incorporarlo das
sociedades de que ahi se trata ; acha anda justo
que se imponha urna pena aos infractores desse
preceito; mas nao pode adoptar o systema de
penalidade ahi adoptado por julga-io em demasa
orte, e por ir ferir, pela lalilud" com que esl
concebido, pessoas que podem estar innocentes,
e que nao deviam estar debaixo da sauccio da
lei, a qual deveria recahir somente sobro os ge-
rentes, sobre aquelles quo lomam paite directa
na organisaco e administrado dessas associa-
(des, e nao sobre aquelles que indirectamente
para isso concorrom, os quaes podem nao ler
culpa alguma dos abusos comraetlido.
Para provar isto,, o orador entra na analyse do
projacto, e abunda era considerbaos qu nao
podemos bem ouvr.
Entende que o principal abuso nao consiste na
falla de aulorisaco, mas que consiste em outros
muios que mygter acauiular, e que o projecto
o previne.
E preciso primeiramente evitar que se encor-
I
Villa do Apndy 28 de juuho de 18(10.
Quero tambem, meu amigo,
Desla vez poelisar,
llaja de me perdoar
O dcsfrucle.
II
[.' ousadia, dira,
C do pobre certanejo,
Mas eu tanta gente vejo
llettida cebo I!
III
E portanlo l vai esta
Minlia produeco primeira.
Se acha-laalguma asneira
Desculpe.
IV
Reina por esle cerlo
A macia e branda paz,
Pois de muilo se nao faz
Desordem.
V
Enlrelanlo ha para ojury
Bem uns qualro ciiminosos.
Nao crea que esles mimosos^
Andam sollos.
VI
O nosso cusloso invern
Foi esle anuo mui ruim,
Quasi nao deixa eapim
Par'o que cometn.
Vil
Todava, meu amigo.
Nao haver que temer,
Se por ventura chover
Bem cedo.
VIII
D'aqui a grande alagoa
Agua nova nao beben,
Porque o rio s correu
Urna vez ;
IX
Temos lido muito peixe,
E lo cheio de gordura.
Que hi dado gr farlura
De azjLe.
Pelo que a-carnauba
A' lempos baraleou,
Nngueiu mais se allumiou
Com velas.
XI
Deixemos isto que enfada.
Vamos ao verbo eleeo :
Hemos muilo magano
Candidato ;
XII
Nao ha quem nao queira ler
El honor de representar
Este velho calcanhar
Do mundo.
Xlll
Todos agora promeltem
Que altos mundos faro,
Porcm porfim vollaio
Na mesma ;
XIV
Al eu tenho fumacas
De metter-me a rabequisla
Isto de por-me pista
De um circulo.
XV
Bem ve que nada ha melhor.
Que o hipar de deputado,
Em que se ganha assenlado
Bom dinheiro.
XVI
E quando afinaj de contas,
Se quer a gente mostrar,
Trala-se de encomriiend'at*
Um discurso.
XVII
Que bem ou mal recitado
Nada para o caso vem,
Porque alfim sempre se tem
O recurso......
o sendo elle inexacto, vislo qup appareceran
providencias policiaes.
Ignoramos quem Vidal seja, mas, o-lo afflr-
maro, alli vive do matar gado para prover a
subsistencia de numerosa familia, de qe so-
brecarregado ; e contrario u toda a veroslmi-
lhancs, que indo elle armado aggredir e apar-
car os ^IAos do Sr. Mtniet, sahisse ferido, co-
mo pelo corpo de delicio foi verificado, e ferido
poriluas crianeas menores, ao passo que Vidal
um homem corpulento u bem desenvolvido, ja
nao fallando na qualidade quo lhe dada na rec-
tificoQao nrima exarada.
Alem disto, tendo esses menor sido agredi-
dos, e sahindo iguahnenle maltratados, para que
essa occul*oco Selles, quando pelo contrario de-
vero npresentar-se a autoridade, fim de ins-
trui-la do occorrido para po-la no p de bem syn-
dicar acerca do mesmo, e afinal julgar com scien-
cia completa de todos os seus incidentes ?
Em tacs casos, sempre a occuaco induz
suspeilas, mormenle quando se allegam justifica-
tivas de menoridade, injusta aggresssao, etc. etc..
quo sao por certo aceitas pela aossa legislaco
criminal, sendo provados os seus requisitos.
Finalisamos aqu as nossasconsideracoes, por-
que s tendo inleresse na sustenlaco da raora-
lidade, c na puniro do crime, sem que nos im-
portera pesseas, estamos que a autoridade loman-
do conhecimeulo do fado procurando enlrar cm
suas circumstsncias sem prevengo alguma, far
a devida Justina com descrimiaco da verdade
do falso que se queira oppor ao reconhecimento
della.
Falleceu hontem, e devj ser hoje sepulta-
do, victima de um ataque de erysipela, o Sr. Se-
verino Henriqucs de Castro Pineolel, ruajor do
corpo policial. Bom pai e amigo, o ptimo ci-
dadao, foi sempre seu timbro a honra e a probi-
dade, pelo que morreu pobre, deixando em com-
pleto desamparo sua numerosa familia. Dcus se
amercie de sua alraa.e a provincia daquellesque
lhe erara lo charos, e que se acham presente-
mente na miseria.
Hoje sobe scena, pela companhia lyrica
italiana, do Sania Isabel, a linda e sempre apre-
ciada opera Traviala, em recita extraordi-
naria.
Foi nomeado subdelegado da freguezia de
S. Jos de.-ta ciJade o tencule coronel Jos An-
tonio Pinto, que exercia esse lugar como sup-
plenle.
O Sr. lente coronel Miguel Alfonso Fer-
rcira Capobre foi nomeado delegado do termo
'Agua Preta, por portara de 2 do correnle:
alATADOuao publico. Malaram-se para o j
consumo da cidade no dia 3 do correnle 82;
rezes.
MORTALlDADE DO DA 3 !
Maria, branca, 2 annos ; denliro.
Joo Rufino de Souza l'eixe, pardo casado, 46
annos ; 3scilo.
Leopoldina, branca, 2 anuos ; lelwe pulmonar.
Bartholoraeo, bramo, 11 mezes; partida.
Sebastio, branco, 4 annos, cereftrile.
Luiz, prelo, cscravo, 4 anuos ; inlcritc.
Maria Leudislana da Conceioo,-branca, casada,
32 annos ; cougesio.
Maria Luiza, preta, solteiro, 13 annos ; scro-
phola.
Severino Jos de Santa Ann.i, pardo, casado, 30
annos, congesto cerebral.
SeverinolHcnrique de Castro Pimcntel, branco,
viuvo, 56 annos ; erysipella:
Maria, parda, 2 mezes ; aslhma.
Hospital de caridahe.Existem 68 ho-
mens e 52 mulheres, nacionaes; 7 homens cs-
trangeiros, e 1 escravo, total \H>.
Na totalidade dos doentes existem 37 alienados,
sendo 30 mulheres e 7 homens.
l'uraui visitadas is eofermarias pelocirurgio
Pinto s 6 l|2 horas da manlia; pelo l)r.
Dornellas, s 6 horas e 3| da manlia ; pelo
Dr. Firmo os 6 horas da tarde de hontem.
Communicados.
Thcatro lyrico.
A terceira representara do Barbeiro de Sevilha.
Um insulto
Nao era possivel que assim dnixasse de suc-
ceder! Todas as realezas tem os seus Calilinas, I
os seus bonnet rouge, o seu dez do agosto !
E digam o contrario os que presenciaran! a ac- |
rao indigna praticada no Santa Isabel em noite
do quinta-feira para com a sendera Bellramini.
Foi paleada, ou foi um insulto muilo positivo e
muito directo ? tanto mais cobarde e grosseiro
qiiantn foi dirigido urna senhra- que s tem ,
por nica defeza ;is suas lagrimas?
Oh 1 depo altamente contra a civilisaco e o
progrosso de umpovo, fados desla ordem! O
que patear? O que quer dizer esse direilo al>- |
surdo que alguns dizem que compram ao enlrar
para a platea ?
O actor mais do que nen'ium oulroarlisla me-
rece as attcnc,os do pblico, para quem trabalha
o quem procura divertir Considere-se que
muitas vezes -lhe necessario mostrar um rosto
risonho quando n'alma lhe vai o desesporo; con-
sidere-se que -lhe necessario fazer mil esfor^os
pacientes e leazos paja conquistar o agrado do
publico, que em nao poners occasies, se mos-
lra de urna ngratidao revcltaulol
E quando um artista, como a senhora Bel-
lramini, quando tem um mrito real, incontes-
lavel, a ingratido do publico manifestada por
esses meios grosseiros, tornn-se mais sensivel,
mais dolorosa.
Mas sirvam-lho de consolo os applausos cn-
thusaslas quo recebeu e vai rocebendo todas as
noites : sirvam-lhe de consolo os elogios de toda
a impicnsa.de Pcrnambucn. Esqueja bem esque-
cido esse quem quer que de sentimentos bai-
xos e do ediicaco vil, quo felizmente para os
Brasileiros nao pertence sua communho.
Esquer.imenlo, pois, e desprezo. Se o cobre in-
fame quasi lhe toca o corpo, nao peder jamis
desvanecer o brilho da sua aureola de artista,
nem ser exemplo para ser seguido por aquellos
que sabem os' respeitos c as attencoes com que
se deve tratar a qualquer .enhora.
Alcton.
porque lego que o homem pecca para esle se fe i -
xara as portas do co, Tica interceptada sua com-
municac,o, abertas as portas dos abysmos e im-
minenle sua perda ; mas o sacerdote apenas pro-
nuncia algumas palavras sobre ocoraco contri-
to, apenas o sacerdote diz : eu te absolvo em
nome de Deus, e ainda nao tem cessado o son
da ultima palavra, e j de novo se abrem para o
peccadoras portas do paraizo,e o Deus tao aman-
te o tao zeloso de sua juslica,o Deus tao injusla-
mente ultrajado por esse'mesmo peccador j o
traa com amor e esquecendo-se de seus actos
passados a nada mais allende se nao a o affeclo
de Pai.
Nao permita a Magestade Divina que eu como
sacerdote pronuncie urna s palavra sffeclada de
lisonja a prol do estado sacerdotal. Minhas in-
tcnees nao sao mais do que repetir o que j mui
araplamente se acha explanado por autores de
bem reconhecida iilustraco ; e as fontes d'onde
colheram as luzesque derramaran) beneficio da
humanidade nao foram as dos sabios do paganis-
mo : a escriptura santa, esle mar inexgotavel de
sabedoria lhes ministrou conbecimentos vastis-
simos.
Nao doutrina minha, e nem os sabios do si
me ensinaram : o mesmo filho de Deus fallando
a seus discpulos lhes disse : Vos sois o sal da
Ierra.., vos sois a luz do mundo, vos estis sal
trra-, vos estis lux mund : (2) isto quer dizer :
vos sois os a quem com preferencia escolho pora
instruir os povos : a autoridade que em vos de-
posito ampia, o poder que vos outorgo est
cima dos poderes da Ierra, e de vossos labios sa-
turno os raios de luz para esclarecer a lodo o uni-
verso : escolhendo-vos d'enlre os homens nao se
atrevan estes a menosprezar o vosso ministerio
sob pena de experimentaren! a minha indignbaos
coadjutores da miqha autoridade, digo-vos em
abono desse mesmo ministerio que vos encarre-
go : o que a vos ouve [mitn ouve, e o que a
vos despreza a mira despreza : qui vos audil me
audit, el qui vosspernil, me sperntt (3).
O poder do sacerdote da le da graea sublime,
por que um poder que o torna apto para ser
dispenseiro da mesma gra<;a : um poder que
real, por que quem o d Deus, que a mesma
verdade : um poder indepeiidente, porque su-
bindo de jerarchia, em jerarchia, o sacerdote,
TJeus, e nada mais. Porm eslo poder que est
Grmado sobre a firme pedra exige santidade, e
esla santidade reclamada pelo co e pela ierra,
por Deus, pelo homem e pela propria cousciencia
do sacerdote.
III
O Creador de, lodos os seres santo por essen-
cia, santa sua religio, e santos recommenda
I quo sejam os seus ministros : sancli estoto, quia
ego senctus sum [4).-
Sim : o sacerdote o templo, o sacraro, on-
de habita o mesmo Deus, o sacerdote dove ser
! santo : o sacerdote mediador enlre Deus e o
homem, e por isso deve ser santo : o sacerdote
pai dos enlistaos, o mostr dos fiis, justo
que seja santo.
Mas esla santidade, apezar da fraqueza huma-
na nao imtjossivel ao sacerdote ; porque. Dcus
que o exige,derrama sobre elle a graea e fortale-
ce-lhe o cora,co, e esle assim inflainmado faz
progressos admiraveis no exercicio da perfeico.
Nasbalalhas e combates sempre sao especial-
mente procurados aquelles que comraandam ;
porque vencidos os ehefes fcil a disperso e a
victoria: mas se os que manda ni sao fortes, e es-
lo bem armados, o iuimigo teme ; sendo suas
armas urna forte muralho contra o adversario.
Que arma mais propria para o inimigo da geraco
humana temer no sacerdote que ler este urna vi-
da santa ?
0 sacerdocio de Onias ora do sombra, mas a
santidade do sua vida era notoria cm Israel ; e
Deus para dar um testemunho autentico da pure-
za do coraco de seu servo castigou scveramenle
o sacrilego' Eliodoro |que so alreveu entrar no
santuario, e dalli querer roubar o suslcnlo dos
pobres.
O sacerdote sobre a Ierra deve ser um anjo na
pureza e santidade, o sacerdote revestido de car-
ne uo deve viver segundo a carne, pizando na
Ierra nao deve com ella manchar-se, conversan-
do cora os homens lenham esles de sentir o chei-
ro de suas virtudes, cumprindo com o seu minis-
terio a pureza do sua vida d um brilho a seus
actos; finalmente o sacerdote deve U3ar das po-
tencias d'alma dos sentidos do corpo em benefi-
cio de seus semelhantes, trazendo-os recolliidos
no lado aborto do salvador do mundo.
Esta santidade no saeerdole pedo una vida re-
a preiendesseuios comparar com -ludo o mais,
'quo os homens cslimam nesle mundo.
- Anda que a sabedoria fosse exclusivamente
uro bem individual que acompanhasse o homem
nicamente at o tmulo, navla sempre urna
razo nconcussa para a amarraos com preferen-
cia i todas as grandezas terrenas : esta sabedo-
ria porm faz mais aue isto, ella urna luz para
o homem, ella o esclsrece, o guia e o instrue do
que deve execular: filha do coraclo de Dos, a
sabedoria guiando o homem durante a vi Ja, ver-
dadeira amiga, s Oca salisfeita quando o v na
posse do summo bem. J isto com eflcilo seria
muilo. e quem assim deixaria de amar a sabe-
doria ? Porm justo admirar-se que a sabedo-
ria ainda desta sorle nao flca contente, porque
se fez o homem sabio esla sabedoria nao se
coarcta nos limites, que tenbo tracado, ella tem i
a propriedade de convencer o sabio que elle tem
o dever de inslruir os seus semelhautes, cm cujo
exercicio ficar mais Ilustrado ; e assim brilhar
como as estrellas por toda a eternidade, como i
dis o propheta Daniel: Qui erudiunt mullos ad'
jusiiliam fulgebunt qiwrsi stellac ln perpetuas
elernitales (9).
O' sacerdote 1 quem (era mais necessidade da
sabedoria, seno quem esla encarregado de ins-
truir os homens na scic'ncia da salvaco Tu sa-
bes do quanlo prego para com Dos um ca-
iholico, sabes que "para curar sua eufermidade o
Filho do Eterno nao hesitou por um momento
derramar seu sangue, visto que sem a effuso
deste sangue nao poda haver redempeo como
diz o apostlo : Sinc sanguinis eflWione non
sil reraissio (10) : sabes que destas almas lo
amadas de Dos e to caldosamente lavadas
com o seu sangue adoravcl le cncarregou para
dellas lores um cuidado especial: saberdote!
nao sei o que deva a ais admiras, se a tua ele-
vada posico, ou leu descuido em nao te ins-
Iruires ncsla sciencia para a qual o co c a Ier-
ra, Dos e o homem le-dis o te-ameaca que,
se della nao fores amigo nao cumprirs a tua
misso.
Instrui-vos vos os quo julgais a Ierra, eru-
diminiqui fudicalis ierran) (II) : isto que Deus
diz aos principes tambem te diz respeito. sacer-
dote, alim de julgares a causa de leu irmo c o
instruiros. Mas como lhe poderes dizer : segu
esle caminho, que tem por base um principio so-
lido, como o poders instruir se s ignorante ? e
porque ignoras, se nao porque te nao instrues ?
e se nao le instrues qual o leu papel na igreja de
Deus? vs que os inimigos se gloriam. porque
nao estudas, vos que os mundanos le escarnecem
que os homens bous le laslimam, quo a causa de
Deus periga, que as almas se perdem porque nao
de desapropriar os terrenos necessanos para a
estrada de ferro, segundo o contrato que fez com
a companhia da estrada, pelo que recebe ou re-
cebeu nao sei quantas centenas de contus, e s
tem o direilo, note-se bem, s tem odireito do
desapropriar os terrenos necessarios para a estra-
da, e mais nao, e nada mais alem dislo.
Sao terreno* ntcessarius pira a estrada, os de-
signados somente na planta que a companbWiJa
estrada descreve, sendo esta approvadada com-
petentemente.
Na indemnisscao, ou pagamento destes terre-
nos se altendem, manda a lei, a lodos os prejul-
sos e damnos que com a desappropriaco, ou a
estrada sofTre o proprietario, e estao deter-
minadas na mesma lei as regras por que se de-
voro conter ou pesar esles dainos ou prejuisos.
A companhia de desappropriaco assenlou
de fazer grande fortuna quando fez sua empren-
tada, e por isto nao quer dispender com os pro-
pietarios, seno urna ninharia da somma quo
recebe de seu negocio, e por isto conslituio so
um coloro contra o qual nenhum fraco poder
luctar.
Tendo-se de fazer a despproprioco para a es-
trada no meu engenho, a companhia apresenlou-
me a planta designando quaes os terrenos neces-
sarios dello para a dila estrada, -ilim de enlrar-
mos em nogociaco amigavel.
Por fatalidad? por essa planta a estrada cm la-
va o meu acude, muito comprido o estrello como
j dissse e em toda a sua extendi.
Alm disto a estrada linha de demolir algu-
mas casas de taipa, que nao obstante, no tempo
actual, nao se faz com pouco dinheiro.
Entrando em conferencia com a companhia,
conhecique eu nao eslava habilitado para nego-
ciar a respeito de tal materia e com ossenhores,
como ossenhores da companhia Por isto en-
eirreguei deste Irabalho ao bacharel Alfonso de
Albuquerque Mello, dando-lhe poderes para tra-
tar cem a companhia, c para o mais que fosse
necessario nesta causa ou negocio.
Avisada disto a companhia, entrou em nego-
ciaco com o meu advogado.
Como pela plaa que me deram, o j compe-
tentemente approvada, a estrada linha de des-
truir algumas casas 'de. meu engenho, a compa-
nhia desappropriadora quiz fazer uraa economa
(a cusa da companhia da estrada) e exigi, e
obteve o levanlamento de oulra planta embira
esta mais prejudicial a empreza da estrada do
ferro, oulra planta que com certas vollas, evita-
ra a destruicao nao de todas, mas de algumas
' designadas na primeira.
Nesle genero de ganancia nao lem dado a
companhi-a pouco prejuiso a companhia da es-
-V

\
/
esludas, que maior desgraca pode directa ou in- irada de ferro, e mesmo ao publico",
directamente causar no mundo que a perda das Se me permiltem urna digresso, lembrarei ao
almas I ah so Uveras urna lingua tao expedita publico, que logo em principio dos Irabalhos da
para a tribuna sagrada instruiros o povo e ado- estrada, a companhia da estrada de ferro leve a
garesacausa de Dcus, como a lens para fora | dea e a inteneo de fazer a sua estaco dessa ci-
della tratar de potinca o de outras impertinencias dade do Recif prxima a ra Nova, o que era
alheias ao leu estado como em pouco tempo es- de muila utilidade para o publico, em'vez de ta-
laras bem capaz de guiar o teu proxi.no ? ze-la onde ficou as Cinco Ponas.
Nao de absoluta necessidade, ainda que seria Logo apparcceu urna lucia ou accusaeo nao
muito para desojar, que o sacerdote seja ura Tho-! se de quem contra a companhia da estrada de
mnz d'Aquino, um Bernardo, ou qualquer outro' ferro, na qual accusaeo mostrava-se todos os
vero de urna illustracno profunda : esses vultos e.-ros, transtornos. deffeitos, incurias, e nao sei
se lambem ladroeiras dos agentes de"dila com-
panhia.
Os bons ou mos interpretes atlribuem esta
accusaeo ao dedo ou mo da desappropriadora.
V
estando em urna elevada esfera de conhecirnen-
los, dispoudo desso thesouro coilossal, sei que
poucos os podero igualar; porm, se os que
amam o dinheiro guardando-o com todo o cuida-
do conservara no coraco o desojo insaciavel de
o augmentar por lodos os das do sua vida : quo I irada que a estaco~no fosse unto'da rua Nova
restricto dever nao tem o sacerdote de applicar-' e a razo disto era que a estaco alli, loria a es-
se s lettras, Cazendoeom ellas una allianga eler-. irada do cooter e demolir milas propiedades,
na, e nao escondendo o thesouro adquirido, antes qUe a companhia desappropriadora teria do
repariindo-o com seus semelhautes, Picando desla | pagar.
com o (im de conseguir esta da companhia da es-
sorle verdaderamente ssbio ?
Por corlo que, se o ministro do Senhor seguir
por esle caminho conseguir os conhecinientos
necessarios, ulilisar seu prximo c destruir o
em grande parte falso juizo de alguns homens
que prevenidos contra o clero, esquecendo-se
de seus membros Ilustrados, estampam as fo-
llias publicas qualquer defeito, filho da ignoran-
cia do outros, in "huidos a isto nao lano pelo
desojo di illuslraco dos sacerdotes, como prin-
cipalmente para dar expanso a urna anli-cari-
dosa preveneo, de que infelizmente se tem dei-
latio dominar contra os ministros do Senhor.
[Conlinuar-se-ha.)
ESTRADA DE FERRO.
III i
Continuemos nesta trete tremenda para mim,
neste recurso desesperado; prosigo chaman io a al-
quo sublime a mis-1 leneo do publico para mais esta cspolcaeoquca
Ora, a companhia da estrada do ferro que sem
muitas feridas, immensas, em que se nao pudo
locar sem sangrar cruelmente, logo disistio da-
quelle proposito, a estaco, com prejuizo do pu-
blico ficou as Cinco Puntas.
Desdo cnto a companhia da estrada conheceu
o poder da compauhia de desappropriaco, des-
do enlo tornou-se sua escrava.
E' por isto que a estrada de ferro vai em sua
direceo sempre a contento da companhia desap-
propriadora, embora solTra quem quer que seja
os maiores prejuisos com as vollas, para que a
companhia desappropriadora s tenha quodesap-
propriar terrenos, que embora culivados, manea-
dos, junio das fazendas, desaproprie gratuita-
mente, por ser de sismara, ou pague por favor
(quando amigavel) em 40 res por braca.
E' por isto que a desappropriadora", na minha
queslo conseguo fazer substituir a oulra plan-
ta primeira, para evitar algumas das casas na
guiar a luda a prova. Oh
sao do sacerJole, quo augusto osen ministerio, companhia de desapropriaco vai fazer na minha j primeiraindicadas demolico.
quo admiravel o seu podor.^mas quao necessaria propriedade, c ora como ella ainda nao pralicou Tratando pois o meu advogado com a compa-
em parle alguma, commeltendo o maior dos es- nha desappropriadora, depressa vieram quasi a
cndalos que lem pratieado, zombando da fraque- um> accordo acerca da iodemnisaco das casas o
za do fraco, aberrando inipiHentcnient'3 da posi- | do terreno (quanlo a oslo por favor) por que SO
cao dos membros que a compOom, toda gonle mui-i resiguou com pouco, e o negocio neste ponto
io honrada e muito digna, mas que vai assim ar-
rancar a minha propriedade, como tem j arran-
Iho a santidade de vida 0 sacerdote deve ser
sanio porque ministro de um Dos Sanio, o
sacerdote deve ser santo per que suas funecoes
sao santas, deve ser santo por que Dos manda
que soja sanio, santo as potencias d'alma enos
sent.los do corpo, santo porque reconhece o de-
ver de ser santo, santo por que o povo quem
inslrue espera qne soja santo, santo para nao ser
um sal sem mister, una luz sem bnlho, urna pe-
rola lamacenla, santo por conhecer quania glo-
ria d a leos un sacerdote santo, santo na con-
siderado de fazer os outros santos, santo por se
esforcar em povoar ainda mais o co do bem-
aventurados, sanio por que Iraballiando com he
rocidade no campo do Senhor o fruclo ser abun-
dante e ficaro suspensos os flagellos, que a co-
lera celeste manda para castigo dos lemeos, san-
to.finalmente na considoraco de alcancar urna
cura de immarcessiveis rosas.
Praza nos cos que o sacerdote fosse scmelhan-
I te a um Paulo, verdadeiro vaso de eleico, seme-
> Ihante a um Joo Evangelista, aguia sublime na
! pendradlo das verdades eternas : praza aos cos
cado outras de outras mos, para engrossara sua
fortuna.
N'oulro artigo j moslrei como esla companhia
nao poli.a figurar em juizo, e, por isto, que nao
podia este admilli-la nem attende-la, por islo
que nao tendo a comoanhia a estrada de ferro
sellado seu comalo, como avisou o governo, nao
lhe pode agota remediar esta falla a relevadlo
que o mesmo governo lhe fez da multa quedevia
pagar; porquanto nao leudo o governo a faculdade
de relevar da multa por falta desello, este acto
llegal, e assim nao pode ser altendido em juizo.
Mis como nesla Ierra dos absurdos tu Jo o
contrario do justo, do direilo, mostramos como
os julzes, por melhores que sejam, sao sempre cm
favor da companhia, isto do poderoso conlra o
fraco, o que todava nao esperamos do dignissi-
t
que o sacerdote fosse semdhanle a um Jerony- mo juiz da Escada, que j soubc resistir ao mais ;
rao, a um Agosiinho, um D.imasecno, um Anio. poderoso desla companhia e cm presenca e|
Ainda menos: o aroma da santidade sacerdo- no palacio do presidente da provincia, qan-;
tal lo forte e penetrante, quo sera resuscitar I do aquello homem poderoso, que tem um p
morios, predizer o futuro o ministro do aliar po-| na companhia da estrada do. ferro, urna mo I
de edificar o povo com o seu exemplo, quando' na companhia desapropriadora e outra maoem
esle lem o cunho do urna inteneo recta, de urna | toda a parte, quero dizer superior a ludo, o que
XVIII
Depois publica o jornal
Um bom discurso enfeilado
De muito palaviiado,
Que nao se disse.
XIX
Nao pense que fallo em lodos,
No que acabo de escrever,
Pois preciso fazer
Excepees.
XX
Passe bem, lenha saude
Al outra occasio,
Em que tocarei enlo
N'oulras cousas.
XXI
Concluo j>, porque o correio,
Que anda regular agora,
E traz mala, nao demora
E adeus.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Sempre disposto a aceitar quaesquer reclifica-
pore'm companhias anlcs de leulisarom as enira- Qes que nos offerecam noticias dadas por nos,
das dos accionistas, pois entre nos d-se muitas aceitamos a prseme que nos remeltida, e aqu
vezes o facto de se tomarera accoes de compa- a inserimos para a sciencia do publico.
nhias por deferencia amisade, sem inteneo al-1 Srs. redaclores.-Informaram mala V. S. quan-
guma de realizar as entradas, do que resulta mui- dodisseram que indo Joo Carlos Vidal ao sitio em
.las vezes arhar-se inslallada urna sociedade sem que mora o Sr. Mendes na estrada do Beberibe
ocios, e por conseqnencia sem capital. i em procura de um boi, dous filhos do mesmo
Outro ponto a que lambem so deve aitender, e Mendes o ferirara raorlalmente com caceladas e
j prohibirlo das directoras victalicias, sobre facadas. Vidal por alcunhoJoao Vermelho. ulti
o qual ponto o.cdigo com/nercial nao bem
claro
Outro mal consiste em ganharem eslipendio
administradores de associaeoes que ainda se
ai Ijam em Irabalhos preparatorios, e que teem um
capital social formado.
Nao adopta pois o projecto pela latiludc de
soa penalidade, o que lende a reprimir o espiri-
to de associaco. que alias devemos favorecer.
O orador expende suas duvidas a respeito de
diversos paragrnplios do
/nos bom ouvi-lo.
O Sr. Ferraz (presidente do conselho) respon-
eexido ao Sr. Souza Franco, moslra que as dispo-
si cees existentes no cdigo commercial sobre es-
ta materia nao pode ser efficaz por falta de sane*
cao penal sulliclente, a qual se tralou ue estabe-
ecer no projecto cm discusso ; e quando se es-
talcco urna nova sancQo penal, necessario re-
petir o preceito da lei.
Hoslra que para reprimir os abusos que so do
nas incorporales do companhias enlre nos, nao
mo malazejo que resla da exlincla quadrilha dos
gibongos da Casa-forte, cujos feitos sao geralmen-
te conhecidos, foi positivamente aquello sitio ar-
mado aggredir e espancar aos filhos do Sr. Men-
dos : e se succedeu sabir f2rido, foi isso resulla-
do do direilo de defeza de que ancaiam mo duas
creancas (menores) que ficaram nao menos mal-
tratados, como opporlunamenle se provar.
O direilo do defeza ianalo a lodo homem,
em qualquer idade, e os filhos do Sr. Mendes
artigo, mas nao pode- delle usando nao fueram mais do que aquillo
que as leis do paiz lhes gnnntem. Eis como se
passou o fado que referirn) a V, S. adulterando,
e que rogamos se rectifique restabelecendo a
verdade. O Sr. Mendes e seus filhos sao cida-
dos pacficos e incapazes de pralicar crimes.
A defeza nao uro crime, um direito que
avilta aquello que despreza o seu uso.
Agora que ficam expandidos os fundamentos
da rectificado, cumpre-nos fazer algumas ob-
servarles ligeiras a ellos ; e de anlemao, e como
de passagem, sempre diremos que a noticia do
demasiada apena imposta, e que essa lalido fado foi-nos communicada por pessoa fidedigna,
0 Sacerdote c o povo.
ii
0 sacerdote da lei da grara goza de um poder
c excellencia que de nenhiimasorte pode ser
egualhado sobre alerra. Deus tanto cuidou des-
le estado, que o proprio nomo da a conhecer sua
importancia. Sacerdote ou clrigo quer dizer um
homem, de quem Deus a sua parte e sua hc-
ranca, um homem, a quem. Deus ama como a
pupilla de seus ul'ios.
Cora efeilo, aquelle se-diz mais importante
em iim estado, quando goza da intimidade do
principe, e em cujas mos o suberano deposita
a execueo deseos decretos, e com elle com-
parlilha for assim dizer a sua autoridade.
Ora, quando usamos do urna comparadlo para
mais perfeila claresa de nossos pensamenlos,
sempre a figura flca muilo a quem da reliada-
de ; e islo que cerlameile se-verifica na gran-
deza do estado sacerdotal
Sim ; lodo o poder ven: de Deus, diz S. Paulo,
non est enira poteslas nisi a Dco ; (1) mas o po-
der de governar, nao urna nac.o, nao um mundo
inteiro, porm milhoes de mundos se oshouves-
sem nao pgualharia, nao poderia estar era paral-
lelo com o poder concedido por Deus a o sacer-
dote.
O tempo mesquinho em relaco eternida-
de : o braco do homem pode lalhar campos dila-
tados, arruinar cidades, que o braco do homem
gaslou centenares de annos cm edificar : o brago
do homem pode abrir montanha e estabelecer
caminho por suas entranhas, podo pizar no oca-
no dizendo a o seu frgil balel : quero conver-
sar com os povos que habitara as eslrcmidades
da lerri, faze-te logo cm marcha : pode bolar o
seu microscopio para asa turas ccontar os astros
medir sua exlenco, confrontar sua longilude des-
de a trra que habitamos : pode, o com effeito
lem feilo progressos em conbecimentos naturaes;
porm nao possivel que por si nicamente possa
estabelecer urna rummunicaco directa e inva-
riavol com o supremo autor de todos os seres.
O sacerdote, o sacerdote nicamente quem
exerce este ministerio sublime, que est incou-
teslavelmente sobro toda agrandeza humana.
O sacerdote, ninguem com s reflcvo o ne-
gar, o sacerdote vice-deus na Ierra, por que
os actos de ministerio si Deus os pode fazer : o
sacerdote no poder ma s que os aojos, porque
em quanlo celebra esles < admiram nicamente :
o sacerdote no poder mais que os anjos, porque
todas as vezes que quer abro os labios e Deus
desee em pessoa a trra. 3 lhe pergunta que quer
quo lhe faca a favor dos homens, e os anjos o
acompanham, mas nao fazem o que faz o sacer-
dote, no poder mais qua os anjos o sacerdote,
(1) Aos Romanos, 13 1.
ventado robusta, firmada no lerabranca do quo o
apostlo recommendava a Tito seu descipulo ;
faze-le a ti mesmo um exemplo de boas obras era
tudo, in mnibus le ipsum prrobc excmplum ho-
nor Jin operum. (5)
Urna verdadeira cardode, orar com fervor ao
p da cruz, escravisar o corpo aules que este es-
rravise a alma, porem todas as potencias c sen-
tidos o sello do terror o da presenca de Dos, eis
o canal por onde o sacerdote pode tornar-so ver-
dadeira luz do mundo.
Certamenlc: a oraco aos ps do Homem Dos
crucificado, verdadeira bibliolheca do universo,
onde o saeerdole, certio o doutor anglico, de-
ve colhor as luzes necessarias para saniamente
desempetihar o seu ministerio. Sim : ludo que
foi divinamente inspirado, ludo que a igreja ca-
iholica nos ensina, ludo se concentra em Jess
Salvador dos homens.
IV
O Senhor diz polo propheta Malaquias : os la-
bios do sacerdote sero os guardas da sciencia, e
da sua bocea que os mais buscaro a iuielli-
gencia da lei, labia sacerdotis custodien! scien-
liam, el legem requirenl ex ore ejus. (6). 0 sa-
cerdote pois deve ser sabio; eo sacerdote que
despreza a sciencia nao tem necessidade de de-
monio para perder-se.
0 capilo que nao sabe commandar o seu
excrcito, o piloto quo nao sabe governar o seu
navio, o magistrado quo ignora a lei, o mercador
que nao enlende do commercio, emfim todos
nao espero, digo ao Sr. juiz municipal da Escada
queja soubc resistir a esse homem quando elle
por todos os modos lhe iostava para que admil-
lisse a companhia era julio mesmo quando o go-
verno baca advertido que ella nao afia sellado
seu contrato.
Ora, disso eu, e considero ainda, o juiz que
soubc resistir at entilo, nao se deixar dominar
agora pi>r ura sophysma, por esla tangente ou ri-
dicula sahida da relevado da mulla, urna voz
que der attenco a estas consideracoes que tenho
a honra do respetosamente lhe olTere.cer.
Mas esta ierra, j o disse, e nao sei se j o dis-
se mais muila gente, esla Ierra a trra dos
absurdos, e por islo moslrei mais nos arligos pro-
cedentes como a companhia dosapropriadora,
apezar de todas as garantas da lei, e dadas tam-
bem pelo governo, lem meio de abusar de tudo,
e lem esmagado sempre o proprietario, tomando
os terrenos por quantis ridiculas e al gratuita-
mente, isto lomando forca, porque sempre
tem nos arbitramentos o desempatador a seu fa-
vor, e porque sempre acham ludo o mais a
seu dispr.
E na verdade, ninguem quo nao lenha trotado
com a companhia desapropriadora, podo fazer
idea da franqueza com que a companhia diz a
qualquer a quem tem de espoliar, que aceite lan-
o, e por favor, quo do contrario lio ser peior
pelo judicial.
No entanto na desapropriaco rio meu engenho
Limoeiro, a companhia nao offereceu cousa al-
aquelles que nao sabem desempenhar sua pro- K'ima por ella, (como o manda a le) e depois de
fisso cooperara cada um seu Jmodo para a mil tergiversacoes.de rail rodeos,.depois de era-
ruina da sociedado c destruicao dos mais flores- pregar todos as meios, a companhia desapropna-
centes imperios. : dor. Pr desapropriar o meu acude gratis (no-
0 sacerdote ignorante deshonra o proprio esla- le-se bem. todos os esforcos, toda a negociac.ao
do, damnifica a religio, torna-se o ludibrio dos que leve a companhia desapropriadora nesta
mos. a vergonha des bons, o incentivo para questao, foi para ler gratis o meu acude todo in-
aquelles se tornarem peiores, e para esles se 'eiro do meu engenho i ) depois de todas os es-
pervertercm. O sacerdote ignorante um aul- torcos nesle sentido, a companhia sem nunca en-
mato, um homem sem utilidade, um sal cor- ; far cm alguna ajuste a respeilo da desapropna-
rupto, una luz opaca, um ente desnresivcl, pois
cgo de conhecimentos quer guiaras almas para
o difcil porto da elernidade. Oh.' quem dera
que o sacerdote pensasse bem sobre este ponto 1
quem dera que o ministro de Dos considerasse
alternamente naquella s'enlcnca, quando Dos
diz por Ozias: Porque lu regeitasle a sciencia,
lambem eu te regeilarei a li, para nao exerceres
as funcc,ec do meu sacerdocio, aquia tu scien-
liam repullisli repellara le ne sacerdotin funga-
ra mihi (7)
A sabedoria, cuja base para vida deve ser o
temor de Dos : initium sapienlia; timor Do-
mini, (8) ennobrece o homem em qualquer esta-
do : a sabedoria debaixo deste ponto de vista e
o amigo mais intimo, o thesouro mais precioso,
a perola mais bnlhante que exisle sobre a face
da Ierra; e seria um empenho vergonhoso.se
(l) S. Math. 5.
13) S. Lucas 10 16.
4) Liviiicoll14.
5 A Tilo 2-7.
6 Malaq 27.
71 uzeas 4-6.
8) Ecclesiastico 11C.
gao da linha frrea pelo acudo e conforme a
planta, ameacando-me logo" cora o judicial, e
chamou-nos a elle.
Nesta ierra dos escndalos, embora nao haja
proveilo em sua publicaco, bom revelar esses
fados para ao menos quem quizer aquilatar o
merecimento ou a ganancia de que parle esl, c
mais para pedir como eu j o pedi a algum cora-
gao bondadoso ou candoso que deva ser mais
forle, o soccorro de seu braco, uraa vez que co-
nhecer pelos precedentes, o valor do qoe se est
agora pralicando comigo, visto que aqui nesta
andava por dois conlos de res. Todava navu
urna pequea dilTcrenoa entro as partes, o quo
ficou dse arranjar por meio de louvados era.
amigavel composico.
Mas quanlo ao assude o negocio era outro ; a
companhia desappropriadora quera acudegra-
lia para ella.
Nao ofTerereu por Unlo cousa alguma nem
pergunlou quanlo quenamos pelas indoinnisaco
do acude conforme a plaa ; olfereceu dar-mo
um vapor, que a companhia da estrada de fer-
ro dara para se destruir todo o assude. Ora, eu
nao quiz trocar meu engenho d'agoa, por vapor;
conlooiava-mo com a indemnisacao do daino
que me faria a estrada por dentro do acude. A '
desapropriadora enlo offerece.u qualro conlos
' de res parase destruir o aQude e fazer-se nina
1 obra no rio atim de moer o meu engeDho com
o rio. Anda era isto a costa da companhia da
estrada, e nao da desapropriadora.
de nolar que ao principio o meu advogado
nao percebeu que os qualro conlos de reisoffe-
recidos pelo acude, era com o lim de destrui-
lo ; ponsavamos que era somcute pela iiiaem-
nisaclo da porcao d'agoa deslocada pela es- i
Inda.
Nesla hypoihese, muitas pessoas me aconsc-
lliaram que acceitasse, embora lodos reconhe-
cessem que aquella quanlia cstava muito longo
de pagar-mo o prejuizo que me dava annual-
mente aquella falta d'agoa ; mas este conselho
linha por fundamento o poder da desapropria-
dora, o sen ameaco consiiute com o judicial,
quo lodos teem visto que quem entra no judicial *
rom a companhia, sae ainda mais espoliado do
quo entregando-se nas suas lerriveis mos, o
recebendo una por favor.
Ora, assim amedronlado, cu assentei em per-
der antes muilo do que ludo, e quando despuz-
me a acceilar os quatro contos de res pelo
damno no acude, e dous pela endemnisaco dos
t.rrenos e das rasas, foi-me patenteado pela
companhia que os l3es qualro contos de reis
eram para se destruir o ac,ude.
E era a raso disto, que a companhia da cs-
trarij linha inleresse em se destruir o acude,
por que a obra u'agoa seria mais dispenaiosa o *
de trabalhadra conservadlo do que a obra em
terreno livre della ; o por islo companhia da
estrada faria conla dar os quatro contos de reis,
e assim ficava esta desappropriaco gralis para a
desappropriadora ; isto seria feita a desappro-
priaco do acude sem a companhia desappro-
priadora gastar um real das cenlenas de contos
que recebera para esto fim.
Foi enlo que eu conhecendo que a offerla era
para eu fic.tr'sem acude, nao a quiz acceitar.
nto a companhia tratou com meu advogado
mandar calcular a agoa que seria deslocada pela
estrada no acude, para enlrarmos com o mais
approximado couhecimento da causa era amiga-
vel ajuste.
Este calculo porem, por que ainda espero,
nunca mandou fazer a companhia, ou se o man-
dn, e conhecendo o prejuizo que me dava, co-
nhecendo quo lodos os dados fornecidos por tal .
calculo esclareciam que ella linha de me pagar
muito visla da lei, nao Iralou mais disto.
E porque? por que por muilo baixo que ec-
jam todos os clculos por muilo baixo que se
avaliasse o prejuiso annual que me d a falla
d'agoa deslocada pela estrada, sendo multipli-
cado este prejuizo, isto o producto liquido
que eu deveria ler, sendo muliplicado por vinlo
annos, como a lei manda, a companhia desap-
propriadora teria de me pagar muilo mais do
quatro contos de reis. Ora, tila nao quer pagar
nem um viulero; quera o acude destruido, para
ser pago por urna ninharia a custa da companhia
da estrada; quera essa desappropriaco gralis
V

ierra gloriosa a juslica s se pede por caridade para gii co'rao entrara mais em ajuste amigavel,
ou por meio da proteceo do mais forte. Foi o quando jA dava dous contos de res pelas outras
que eu fiquei de mostrar nesle artigo, isto os
precedentes nesta questo.
E observe o publico, observe o Exm. Sr. presi-
dente da provincia, so de gento lo altamente
collocada se pode conceber tantas picardas como
contra mim lem praticado a companhia desapro-
priadora, s por amor da ganancia.
A companhia desapropriadora tem obrigaco
9) Daniel 12-3. .
10) Aos Hebreos 922.
11 P.-2--10.
parles da desappropnai;o ?
Levantou a espada e l veio ao judicial, sera
mais cerimonia nem rodeio ; e na sua pelico (
offeroce pela indemnisacao de lodos os nieus
projuizos os mesmos dous conlos de res.
Esl sempre coherente a desappropriadora
com as suas vistas : fez conla de dar dous cori-
tos de reis pelos terrenos e casas, licando o a-
euie por conla da companhia.
Nao querendo eu ver destruido meu ende,
offeroce os mesmos dous contos de reis por ludo,
por quo ella tudo pode.
(MUTILADO


DIARIO DE PgRNABKUCO. SaBBADO 4 DE AGOSTO DE 1860.
,
Desla cxposico, que 6 muilo mais resumida
do que se se mencionasse todos 03 passos e con-
ferencias que com nosco deu e tete a desappro-
priadora, si v que ella nunca entrou cm nego-
ciar o araigavel a respeilo da indemnisac.ao das
agoas deslocadas do acudo como o contrario
afuma em sua peliqo.
Devo notar mais que a compauhia niandou-
Eie ha pouco ofTerecer dez conlus de ris pela
destruiro do acude (porque, nole-se bem, nao
sahem da algibeira della mas sim da companhia
da estrada) mas eu respond que aceitara, se se
obrigassem a fazer-me com esto dinheiro, que
dcixaria era sua mo, a oulra obra d'ngoa para
mr o engenho, e que a desappropriadora acha-
va tao fcil. Nao conveio nisto a desapropriado-
r.i, porque sabe que tal obra nao se faz com tal
quauia, e porque tem ludo ou conta cora tudo
para fazer a desappropriaco da parte oceupada
no a;ude gratuitamente; isto judicial e vio-
1 enlmente.
Examinemos agora se pode-sc fazer tal dcsap-
propriaco assim violentamente como quer a.
rompanhia, em urna materia que depende de cer- i
tos dados o clculos que carecem de previo e vi- !
goroso conhecimento, como farcinos ver em
juizo.
IV
Permitta-se-me transcrever a peticao com que
a companhia me fez citar, por que por ah se ve-
r logo a seguranca, a conlianca da companhia,
se ver que esta cilaco 2 antes de uraa imposi-
co do que de una peticao de juslca.
a Diz a companhia da estrada de ferro ( a
companhia desappropriadora que requer, ou an-
tes impc em nome da companhia da estrada de
ferro) diz a companhia da estrada de ferro, que
sondo necessario para a conlinuaco da mesma
estrada a porco de terreno a jue se refere a
planta junta, do engenho Limoeiro desle termo,
perleocenle a Jos Leo Pereira de Mello, na ex-
(encSo a largura designadas na mesina planta,
que j foi verificada pelo engenheiro do gover-
no, E NAO TEXDO PODIDO CHEGAR A IBI ACCOKDO AMI-
Gavel, querellar ao dito Pereira de Mello e a sua
rnullier para que nomeie na priraeira desle juizo
dous peritos que com os nomeados pelo suppli-
cante, procedam a avaliaro da indemnisacao que
Ihe fi'ir devida qlando nao qceirax aceitar a de
DOCS como* de reis, que a companhia offerece
por qualquer indemnisacao a que lenha direito,
iio incluindo o terreno, que sendo de sismara,
devem ser fSCFgratuitantenledgSS... e requer a V.
S. se digne mandar intimar ao engenheiro fiscal
que o desempalador para comparecer do da
que for designado para a avaliaco.
llavera" maior audacia, haver muita cousa que
revolle lano? ve-se a altivez com que a com-
panhia, sob a formula de peticao, manda, impe.
A companhia que le scu niotu proprio offereccu
quasi dous coutos de ris pela desappropaco
menos a do aguda que reservou para outru ajus-
te, agora impoe que se aceiia por tudo esta
quanlia A companhia que tratou com meu ad-
vogado mandar calcular a agoa deslocada do a-
Cude para se avallar aroigavelmenle que daino
faria a estrada, nunra cuidou em tal, e gra of-
ferece dous conlos por ludu e porlanto inclusive
o auede ; agora diz impudentemente que nao
pode vir a un aecrdo amigavet comigo, ella que
nunca me nlToreci u cousa alguma pelo daino
da estrada por dentro do acude.
Se a companhia s tem o direilo de dcsappro-
priar o terreno designado na planta, nao pode
di/cr que nao pode vir a accordo comigo por que
cu nao Ihe quiz dar o acudo todo inleiro que
ella quera a custa da companhia da estrada. A
companhia desappropriadora nao veio a accordo
comigo porque nao quiz, por que todo o seu fim
era que entregasse eu todo o acode para a cora-
panliia da estrada pagar; nao veio a nm accordo
amigavel, por que nao Ihe fazia conta pagar mais
de dous contos de ris, e tendo-os olterecido
pelas demais partes da desappropriaco careca
anida de acrescenlar muilo para iudemnisar o
daino do acude. Fta-sc porm a companhia
em que? 110 desempalador seni duvida. Mas se-
ra" possirel que o Sr. l)r. Buarquc se preste a ser
instrumento de uma tal iniquidade?
Em alia consideraco lexiho o Sr. l)r. Buarquc!
mas faz-mc tremer a audacia c a conaoca da
companhia.
Mandei calcular a agua que a estrada tem de
destocar no meu acode, e achou-se que nao des-
tocara menos da oilava parle.
O meu acude conten agua para moer regular-
mente por auno, dous mil paes de assocare nao
mais.
A falta da oilava parle d'agua do acude, cor-
responde porlanto, &220paes deassucar por an-
uo, da menos que linha de sotlier.
tirada deltas as despegas, nao me pode dar
menos cada pao de esc quizerem tres mil
ris.
Por 220 sao GOfljOOO por anuo, multiplicados
por viole annos monta a indemnisacao que me
de vi la s pelo acude em 13 OUOjjOO!
I", a companhia quiz dar-me ao principio qua-
tro e depois de/ cotilos de ris )a custa da estra-
da de ferro) paraeu destruir o acude I
E poder o Sr. Dr. Buarquc sanecionar una I
tao grande iniquidade? Ser por ventura uma'
obra com que a companhia lenha de me csinagar !
assim ?
Ese peder fazer essa desapropriacao assim
bruscamente como o quer a conipinhia, sem se
calcularen todas as colisas, lodos es prejuizos
parcialmente cada un como manda a lei ?
Ser isto meio de cumprir a lei ou antes meio
de exlorquir o alheio violentamente.
Por ventura a lei quer que a ulilidade publica
sacrifique a propriedade particular? nao manda
iudemnisar?
Para que ento que a companhia recebe cen-
tenas de conlos seno para pagar os prejuizos
que d a estrada ?
Ento este dinheiro foi-lhe dado para ella aug-
mentar mais a sua fortuna e arrancar gratuita-
mente a propriedade particular?
A companhia diz que lodos os terrenos nesla
provincia sao de sismara, c que os terrenos de
demazia 00 gratis; ento para que Ihe foram
dados perto de Irczentos contos de ris? Nao
fui para
dainos dos quaes a companhia
a nao pode desviar a va frrea ?
a companhia pagar? nenhu-
slrada desviar-se at das
desapprop
(jue o
na porqua^e-Tia
casis de laipa.
Nos terrenos a companhia nao v bemfeitoras ;
na desapproi>M%ro delles, nao v prejuizo alm
do fundo do lorrene^que o que someute devo-
ra ser gratis ; e iiiMV ^ra que Ihe foi dado tan-
to dinheiro se nein o daino de mou acude quer
pagar pelo menor preco?
Por ventura sa consentir em lo grande es-
cndalo, lo grande iniquidade para se enrique-
cer mais aos ricos, e a minha custa ?
Que necessidade tenho eu de ver luinhas aguas
dimtuuirem em meu acude aoqual em mullos
annos filia agua, se nao der elle depois niaisca-
pacidade do moer nem dous mil paes? l'ois a
estrada do ferro, que para um bem geral, ha
de ser uma calaroidade para mim ? E nao lia
juslca, nao ha meio a que me soccorra se o Sr.
desempalador for da eonianca da companhia?
ufando a estrada chegou no mu engenho,
todos pensaram que de mim nao zumbara tanto
a companhia como tem zombado das outras vic-
timas, porque cncontrava no meu engenho o agu-
do a que ia produzir um daino grande e evi-
dente, e todo o mundo pensnu que a companhia
nao tivesse esso arrojo, essa imprudencia, que
nao contasse cora um desempalador que me ar-
rancasse gratis OU quasi gratis uma parle lo ira
portante do meu agudo; mas todos se engana-
ram, ao menos at aqu, porque a^conuanga da
companhia 110 desempalador nao pode ser
maior.
Permita Dos que a vista do objeclo, o Sr. Dr.
Buarquc, moco de nome todo conceiluado se es-
clarera bstanle, e conserve toda imparcialidade
para nao ser instrumento da companhia. Mas 011
tremo que o liomem que tem a man em lodo, a
parte, nao tenha fascinado o Sr. desmpatador,
o tremo repito pela audacia c seguranza com que
se aprsenla a companhia requerendo, ou antes
jmpnndo por tal modo.
O 4 do arl. 12 do regulamenlo de 10 de julho
de 1855 determina que os arbitros aliendf-ro
localidade, ao lempo, ao valor em ove ficar o
resto da propriedade, ao daino que prooier da
desapropriacao CJ* e a quaesquer outras circuns-
tancias que influam no preco:
No 5o do mesmo artigo' determinado que
os arbitros podero ouvir os peritos que julga-
rem conveniente.
Oro a vista disto se peder fazer uma justa a
avaliaro do acude, lem de proceder a um exa-
me, sem se calcular a agoa que a estrada deslo-
ca sem comparar-se com a localidade dellas, sem
se ouyirem peritos que possam bem dieer nesla
materia? E a companhia que prometteu-nos
mandar fazer este calculo para combinarmos, e
nos respondeu coro uma vilenla cilaco, esta-
r disposla a isto? nao certamcnle, porque nao
convem a companhia o esclarecimenlo da verda-
de que a condemna, que do contrario nao prali-
caria o escndalo de ofTerecer dous contos de reis
por todi a desapropriacao.
K lo segura de que 1160 aer consirungida a
pagtr mais de dous contos de reis, que se o con-
rarie succedesse ella loria de pagar as cusas
do processo da desapropriacao ; porque se os ar-
bitros no.avaliam a desapropriacao cm mais do
que olToreco a companhia, as cusas sao pagas
pelo proprielario
O cilado arligo do citado regulamenlo cslabe-
leco em lodos os seus paragraphos as regras da
avalioco dos terrenos, e nos ouiros artigos as re-
gras pora outros gneros de desapropriacao. Ora
so nao houvessem terrenos que pagar, para que
seriam estas regras de indemnisacao ? No en-
tanto a companhia diz que todos os terrenos sao
de sismara, o por tanto requer ao juiz que Ihe
sejam dados os terrenos gratis.
Mas nao pode a comoanhia pedir gratis terre-
nos, sem provar que elles sao de sismara e tao
pouco o pedido ou imposi;o pode ser offendido
em juizo, s porque a companhia o quer.
Alm disto, quando seja de sismara o terreno,
segue-se por ventura que nao ha causa alguma
que se pagar Delles seno casas ou lavouras? Os
terrenos beneficiados, maneados, nao tem mais
alguin valor receido da rao do homcm, alm de
son valor no estado bruto co.no teria sido dado
pela sismada ? Quem poder contestar isto ?
Sa companhia que pede gratis meus terrenos,
os quaes na maior parte do que se pretende de-
sapropriar esto no estado que indico, isto be-
neficiados, partidos de cannaquemg do nao pe-
queo rendimento todo anno.
Alera disto anda o paragrapho cilado e cima
transcripto, manda attender a localidade ao dai-
no quo prover da desapropriacao.
On qusndofossem os meus terrenos de sisma-
ra, quando alm de so altender ao beneficio na
maior parte delle feito (ainda ha que so alteuder
ao damno que causa a desapropriacao delles pa-
ra a eslrada) porque corlando ella meu cercado,
cortndoos partidos prximos ao engenho, de-
precia o dito engenho que perde assim os trra-
nos prximos deile, que sao de grande vanlagem
para o mesmo, e nesse lugar Ihe cau3a muilo
maior damno do que se (ora a desapropriacao fei-
ta de ouiros terrenos distantes.
Mas a bemaventurada companhh que cabio do
co por sua ventura, acha c nesla trra de glo-
rias mai puros anjos que a amparam e susten-
ta tn e que ludo Ihe fazem dar gratis.
Alm disto ainda ha que considerar que o pe-
dido da companhia, isto.loda a sua peticao nao
pode ser altendida era juizo, porque a companhia
requer que eu seja citado para nomer petilos
que com os seus procedam a avaliaro da in-
demnisaro qne me decida, nao entrando o
terreno que dere ser gratis.
Sobre que porlanto lem os peritos de pro-
ceder avaliaco.
A lei cstabelece regras dislnclas para a avalia-
co de predios, c avaliaco de terrenos, c no art.
1 do cit. reg. determina quo a companhia deve
requerer ao juiz que sejam citados os prnprieta-
rios para o effeiln de nomearem dous arbitros
que procedam. com os arbitros da companhia,
avaliaro do terreno ou predio. Logo deve ser
designado que objeclo que os arbiiros lem de
avaliar.
Mas a companhia que s quer confundir nao
requer que se avalle terreno ou predio, mas sim
que se avalic a indemnisag&O que me fr devida.
Que diabo avaliar indemnisacao ? E' este
porlanto un pedido vago, c que "porlanto nao
pode ser allendldo, porque nao se refere a objec-
lo cerlo. c nao feita na forma que a lei deter-
mina.
Se os terrenos sao gratis que diabo que se
vai avilarchama-lo indemnisacao? Como sa-
bero os arbitros avaliar indeui'nisaco ? Como
saberao os arbitros que indemnisacao mo devi-
da, se nao Ihes o dito d"que lal indemnisacao,!
nem eu mesmo sei, pois na sua cilaco nao o'de- i
signou a companhia ?
Consideremos ainda que a companhia sem al- '
gum esforro de mihha parte, olfereceu um con-
lo de ris pelas casas, o perto de oiio conlos pe- I
los terrenos : agora d dous contos de ris pela !
indemnisacao que me devida : um conlo por-
lanto pelas casas c o outro conlo pelo que ?
Nao pelos terrenos que pede gratis. Logo pelo
damno que causa ao assude, pela deslocago das'
aguas.
Ora a lei s falla de indemnisacao e avaliaro '
de terrenos o de predios. Mas o'assude nfo'
predio. Logo o que se desapropria nelle ter- '
reno.
Mas o terreno deve ser gralis porque de sis-
manar'~--v__
Logo porque que a companhia offerece mais
este cont de ris ?
E' por favor, por graca. que a companhia
sabe e conhece que o terreno mesmo de sismara
pode ler do que ser pago IndepenJente de algum
predio
Logo nao s o terreno occnpalo pelo assude
que lera de indomnisar-se, mas todo aquella que
liver recebido beneficio da mo do homcm, como
meus partidos e meu cercado.
E' porm, por isto mesmo que a companhia nao
designou as cousas quanto deviam ser avahadas,
e em lugar de pedir a avaliaco das dilferenles
parles de minha propriedade a desapropriar-se,
pedio a avaliaco da indemnisacao.
E" lambem poique a companhia nchou escan-
daloso fallar cm assude o casas, finalmente
porque quer descarregar a sua clava, para o que
conta com todo o scu poder c nada se Ihe d do
direito o da lei.
Finalmente lenho a observar que ainda nulla
a cilaco, que nao deve ser atlendido cm juizo o
pedido, porque a companhia pede que eu nomoio
peritos, e a lei nao me obliga a nomear peritos,
mas sim arbitros, que po tem ser quaesquer pes-
soas do minha conlianca, sem todavia serera pe-
ritos.
A vita de lodas estas consideraces, vamos a
ver at onde ehogiro 03 escndalos dos escn-
dalos, vamos a ver se a compinhia vencer lo-
dos estes mandados, vamos a ver se o juizo, o
desempalador, conservaro os olhos fechados so-
bre todos, consentirn em todos, para me espo-
liarem inlquamenle, para tirarem rolentamente
o que meu, e darem companhia.
l'erdoc-nie o Sr. Dr. juiz da E-cada, perdoe-
rae o Sr. desempalador; a minha conlianga nelles
muilo grande: mas quando vejo a compinhia
lo poderosa, tao prestigiosa, requerer assim
lautos escndalos e com a maior imprudencia e
desraranicnlo, quando vejo o hornera da com-
panhia que lem a sua poderosa mo em toda a
parte, eu tremo e desanimo, e me esqueco de
toda a conlianca.
_ Vamos a vfir no entanlo se Iriumphar uma
lo grande iniquidade por tao grandes escnda-
los, ou se a justica achara alguma pequenina pro-
lecco nsla ierra em que se pede umapcoiientiia
justica, ouum pouquinho de justica porcaridade,
quando se a nao pode pedir por ulros meios.
Pernimbuco 3 do agosto de 1860.
Jos Leo Pereira de Mello.
EERATA.
No communirado assignado por Jos Leao Pe-
reira de Mello, em lugar deo Sr. presidente
modello da magistratura bnsilciraleia-se-o
Sr. Perctli, modello etc.
fc-em chorar ao redor da um tvrnulo frageis nna-
gtnsdeuma dr, que o lempo gasta, como ludo
mais ; collunas, que parecem quere' elevar al o
co o magnifico lestemunho do nossi>nascimento,
e nada emfim falla cm lodas estas honras, senao
quelles, a quem sao dirigidas.
O gejado sopro'da morle acaba de creslar uma
vid mimosa, como a bonin, pura, como a idea
de Deus I Olivia da Cunha e Figueiredo, filha do
nosso mestre e amigo, o Exm. Sr. conselheiro
Jos Bento da Cunha e Figueiredo I Tendo acom-
panhadoseu extremoso pai e suas charas irmas
a corte do imperio, foi alli aceommdlids de uma
lerrivel conslipaco, que zombando dos esforcos
da sciencia, lo fatal devia ser-lhe.
Aggravan lo -se o mal de dia em da, e sendo
os mdicos de parecer, que s uma mudanca de
ar, um clima diflorente poderia operar a cura da
candida vrgem, seu extremoso pai esolveu man-
da-la esta provincia, para onde feio de fado,
nao encontrar a sado e a vida, mas a mortc___
o tumulol
Altos jui70S de Deus 1 Eslava decidido que o
lugar de seu nascniento fosse tambem o de scu
passamento onde nasceu ah morreu 1 Nos,
que livemos occasio de admirarsunsgrandes vir-
tudes, o rarissmas qualidades, carr.inheiros, que
nao esquecemos ohodie mihi, eras Ubivimos
hoje com o coraco conslrangido pela dr derra-
mar uma lagrima de amarga o i.nmorredoura
saudade sobre o tmulo da vrgem, que hoje
apenas cadver.... p.... cinza.... nada !
Ilecife, Io de agosto de 1860.
U.de B. M.
Ao deplorado fallecimento do ba-
ro da Victoria, o lente sene-
ral e conselbciro de guerra Jos
Joaquim Coelbo
POESA,
recitada depois da missa celebrada pelo seu eter-
no repouso na matriz da freguezii de S. Pedro
Velho desla cidade, c offerecida i sua Exm.'*
familia por seu grato e saudoso amigo Francis-
co Moniz Brrelo.
I
Homenagem ao morlo, a quem na rida
Defendeu de injuslicasde partidos,
Veio render o veterano bardo.
E iotervir espontaneo nos suffragios,
Voluntarios lambem, qne porsu'dlnia
Acaba de fazer, saudosa e pa,
A Gel sentidissima amizade.
II
Grande finou-se, quem nasceu peqieno ;
F. grande, nao como essesque se elevara.
Pelos degros dos vicios e dos criraos:
Elle nao : ao fastigio da grandeza
Subi,mas pela oseada honesta e janla
Do valor, do civismo, c da virludo.
que, como as divisas de soldado,
Nelle os gales do official cobriara
Um'alma dechristo, um peito de homcm.
III
Oque vencer?... Acaso. A verdadeira
Victoria, a que o seu titulo alludia,
Foi ssber conquistar, depois das lulas
Ciris, a bemquerenca dos vencidos,
A gratido, o amor'da humaniiade.
Esta a sua cora de mais gloria ;
Estes os louros, que, vicosos sempro,
Orvalhados de lagrimas.sinceras,
Ilo de, perennes, adornar-lhe a campa.
Deis, que l recebeu-o no sen seio,
Sabe a dr, com que o gldio elle etapunhava,
Por forca dedever e juramento,
Para metter cm paz irmos revllos,
E o imperio restaurar da lei, da orlem.
Sabemos nos, sabe o Brasilqne nunca
Uma aeco desleal, ou deshumana,
Da destemida espada a cruz manchcu-lhe.
Soldadoobedecendo, combata :
Hornera veucendo, ao infeliz salvava.
IV
A pericia, a oorog^m as batalhas
Qualidadc de muitos : a clemencia
No guerreirovirludo de bem poneos.
Capites. que dorms o somno eterno !
Levantai-vos, dzeiqual de vos honre,
Que excedess3 jamis nessa viriude
Ao nobre general recom-finado ?
Nenhum ; a resposla dos sepulch'os,
Qne ouse interrogar.Gloria triunpho !
Venceste, como nunca, immortal Coelho,
De guerra cabo illustre,
Hbil, humano, corajoso, e honrado I
V
Pilho adoptivo d'esla patria minha !
Nella o leu nome luzir perpetuo.
Os serviros gentil, que Ihe prestaste
Na sua independencia, em suas crises,
A tradico, a historia ir lembrando
Agradecida s gcrac,es viudouras
T o ultimo grao cihirde areia.
Da ampolhta dos seculos no mundo.
D'esses serviros, do leu braco forte.
Do leu conseiho e presumo*na guerra,
Ilo de por multo lempo
0 throno o o paiz sentir a falta.
A milicia, a familia, a sociedade
Has de sempre Ilustrar com os leus proficuos
Exemplos de soldado,
De esposo c pai, de cidado e amigo.
O thesouro de .honra, que legaste
A la esposa e filhos, de sobejo
Vinga-osda sorte, que negou-te e a elles
D'iurifera fortunaos dons precarios.
Feliz,quem, como lo, 5 sepultura
Desee lo pobre de curo,
Mas tao rico de fama e de memoria
D'aqui, onde amparaste nm foragide, (*)
Victima Inste da civil discordia.
De quem paracomtigo
Abalancei-mo a ser patrono humilde,
E o perdo Ihe alcanzaste e a liberdade,
Recebe, general, meuvale /extremo,
O meu hymno plangente de saudade I
Possa esta flor singela,
Que piedoso venho
Por li depositar de Deus as aras,
Unida tua aurola
De hero e de chrisio, fazer leu nome
Mais bcmdito do co, mais charo sos homens I
Publicares a pedido.
NENIA
A' senlidissima mortc da Ex.ma Sr.a D.
Olivia da Cunha c Figueiredo, offe-
recida ao Iil.mo c Ex."10 Sr. conse-
lheiro Jos Bento da Cunha e Figuei-
redo e sua familia.
A lagrima o crisol, em quo se aparan as do-
res da misera humanidad.
Que fra a vida se nella nao houvera lagri-
mas? pergunlou um celebre escriptor Portu-
guez.
De certo I Para que a vida loase um dom pre-
cioso, para que o homem Ihe dsse toda a impor-
tancia, o grande Architeeto poz-lho um lermo, o
cstabeleceu o reinado da morle I
Quem mais aprecia o prazer, justamente
aquello que j foi infeliz : queris saber o que
liberdade, procursi ouvir o que esliver della pri-
vado : queris saber o que a vida, ntorrogai
aquello, que j eslevo com um p borda do t-
mulo, e cuja existencia um milagre. Assim o
mundo. A lagrima, pois um tributo dr ; mas
tamhom um lenitivo para a alma do crente,
11 m balsamo para a chaga de seu peito. E' que
este sabe, .que a morte apenis o principio de
uma oulra vida, onde s ha para os justos llores
e gracas, luz e amores. O que a vida? uma
pequona espera na ante-camara da morte dis-
s-oj alguein. I.ancai os olhos par todos os
lados, eis tudo, que tem podido a magnificencia c
a piedade para honrar ao habitante da cidade dos
vermes, que jungido so seu leito do pedra dor-
te o somno da noile eternattulos, inscripQes,
vnossignaes do que nao ; mas figuras que fin-
Jos 0> Aimcida e mats o quem fr de direilo.
Digne se V. S. assim o mandar. E R. M.
Para, 27 de.junho de 1860.
Capilo, Joafluim Jos Mendes.
n S 101 barricas.
J F 113 Ditas.
R S 47 ditas
R 3 7 ditas.
N T 13 ditas.
S S 110 ditas.
M J C C 30 ditas.
M C A N 6 ditas.
D J A 79 ditas.
Distribuida.Como
nho de 1E60.
W
requer. Belm,27 de ju-
Mattos.
A Gomes Souza. N. 58. 160 ris. pagou cento
c sessenta ris. Para, 27 de junho de 1860.
Souza.Ramos.
Termo de protesto como abaixo se declara.
Aos 27 das do mez de junho do auno de 1860
nesta cidade de Sania Maria de Belm do Gra
Para, M meu escriplorio na travessa de S. Ma-
iheus, foi prseme Joaquim Jos Mendes, mestre
do hiato nacional Novaes, presentemente ancora-
do nesle porto, que reconheco ser o proprio de
que trato edou f. E por elle"me foi dito na pre-
senta das testemunhas abaixo assignadas, quo
vinha assignar o competente lermo de protesto
na forma requerida na pelico retro que fica fa-
zeodo parte deste lermo.
E para constar lavrei o presente termo que as-
signou na presenta das leslemunhas Joaquim Au-
gusto Expor Castro e Pedro Ponce de Leo, todos
moradores desla mesma cidade, e de mim escri-
vo reconhecidos pelos proprios, depois de Ihe
ser este lidoo achar conforme do que dou f. E
eu Manuel Raymundo Gomes, es?rivao que o es-
crevi n assignei.Manoel Raymundo Gomes, Joa-
quim Jos Mendes, Joaquim Augusto Expor Cas-
tro, Pedro Ponce de Leo.
Parecer.
O protesto do meslrc do hiatc Novaes, bem con-
firma que as barricas do assucar soffreram arara
ou por sua impericia, ou por seu indesculpavel
descuido, e nao por caso fortuito de forca maior.
Estando aquelle hiale fondeado no porto, elle
nao devia largar a alvarenga, que conduzia a
carga para caes, sem examinar o estado do seu
fundo ; o estado da mar ;*a demora provavel da
partida de bordo ehegada do caes para calcular
se a mar nao vasaria durante esse lempo a pon-
i tal, que impedisse a livre chegada da alva-
renga ao seu deslino ; se hara vento propicio e
remadores sufficientes sera attengao ao peso da
carga, correnleza da mar o dos venios, etc etc.
E quando nao fosse bem conhecedor do porto,
o que nao crivel, devii consultar o piloto ou
algnm pro tico da Ierra, arl. 507 do Cdigo com-
mnrcial.
Ora, o tacto de ficar a alvarenga em soeco an-
tes de chegar ao caes, revela a inpericia do mes-
tro cm larga-la de bordo em tal occasio, e o de
abrir rombo ou seu fundo, apenas balen, mostra
que ella f.ii conduzida por lugar improprio, ou
que o fundo eslava arruinado, ou que conduzia
carga superior a devida.
Em qualquer das hypolheses houve impericia,
omisso ou descuido indesculpavel, o por isso
est odilo mestre respons.tvel pelas avarias, que
solTreu a carga, arl. 519 c 529 do Cdigo Com-
mercial, c o navio e frotes sujeilos cora elle ao
pagamento das avarias.
E' pois nosso humilde pensar que os carrega-
dores tem o direito deserem embolsados do pre-
juizo que solTreram, recebendo pelas barricas
araadas o mesmo preQoque tinham as boas ao
lempo da entrega di carga, art. 419 g Io c 3o do
citado Cdigo.
O maslre deve repOr a diflerenca, que vai do
producto apurado da venda das barricas araa-
das para o preco quo ento regulavam na praca
as boas.
Se o meslre noquizer fazer a reposiro ami-
gavelmente, o negocio ser decidido por'arbitros
nomeados pelo capilo e carregadores, e quando
nao cheguein a um aecrdo sobre a nomcaco de
louvados, estes sero nomeados pelo juiz do com-
mcrcio, observando-se o disposlo no arl. 783 em
rclaro as avarias grosas.
Marauho, 17 de julho de 1860.
O adrogado, Jorge Jnior
Cunmiluilo (eral.
Rendimento do dia la2. 2:117014
dem do dia 3 ...... 522^125
2:639sl39
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 2 i6978l
dem do dis 3....... 11J250
48103i
a Jos Domiugues de
Brigue portuguez Taruju t l'ilhodiversos g-
neros.
Pilacbo trasileiroAmazonastumo e charutos.
Importado.
Brigue porluguez Amalia I. viudo do Porto
consignado Manoel Joaquim Ramos e Silva'
manifeslou o seguintn : '
43o" saccoi foijo, 60 ditos farelo, 14 barris pre-
suntos, 10 ditos azeile, 9> dilos e 460 ciizes
vtnho, lOdilos pomad|g50 dilos sebo em ve-
las ; a Jos Antonio drf Cunha & Irmos.
5 quarlolas sebo, 28 caixes vinho,'50 ditos
velas de sebo, 10 barricas batatas ; a D. Alves
Matheus.
25 bartis e 201 caixes vinho, 3 ditos linhas,
1 dito pentcs, 10 dilos machados e fouces, 1 bar-
ril linguijas ; a Barroca & Medeiros.
1 viveiro canarios ; a Augusto Francisco dos
Santos.
1 dito um melro
Silva.
1 dito um dilo, 1 dilo canarios, 1 dito coelhos,
14 gallinhas ; a Joaquim Ferreira Coelho.
1 catxa cabega de porco; a Urbano Maracde de
Almeida.
1 carite obras de prata ; a Thomaz de Aqui-
no Fonseea.
2 caixes doce, 1 lata salpices ;
Emilio da Rocha.
200 sacos feijo;
da Costa.
75 ditas dilo, 14 barris e 60 caixes vinho a
Jos Joaquim Dias Fernandes & Filhos.
27 saceos feijo ; a Joaquim Dias Fernan-
dos.
1 barril lioguiras ; a Joo da Costa Lima Ju-
Tdilo presunlos c salpices ; a Francisco Mo- ***{* OS pPCCOS OS prinCipaeS genC-
reira Porto Barbosa.
2 caixes paramento para igreja e obras de
prala; a Jos dos Sanios Neves.
1 dito prata. 65 saceos farelo 53 canastras
alhc-s, 101 motos sal, 90 barris cal, 1 lata car-
ne de porco; a orden: de diversos
3,000 resleas cebla, 100 caixas batatas 15
canastras ditas ; a Jos de Souza Amellas '
1 barril presunlos; a Francisco Jos Pacheco de
a Antonio
a D. Prancisca Scnhorinh
Despachos de exportaciio pela 1
sa do consulado desta cidade n >
dia 3 de agosto de 1S60 ^
HavreBrigue francez Bellem, Tisset Freres,
700 couros salgados.
New-YorkBarca ameeana Regalle, H. Fors-
tor & C, 26 saccas algodo.
Rio da PralaPolaca hespanhola Santo Anto-
nio, A. Irmos, 100 barricas assucar branca.
Becebeduria de rendas interna*
geraes de l'ernniubuc
Rendimento do dia 1 a 2 1.527877
dem do dia 3....... 699373
2:2z70-250
Ciuisnailo provincial.
Rendimento do dia 1 a 2 2:47-23223-
dem do dia 3....... 674^334
3:146*557
a Francisco Jos Goncal-
a Jos ilap-
pes; o Joan Jos Rodri-
metal;
Um
anjo que vuou ao co.
A Exm." Sr." D. Olivia da Cunha e Figueiredo.
filha legitima do conselheiro Jos Bjnlo da Cu-
nha e Figueiredo fallereu aos 18 annos, na fiordo
sua idade, nos bracos di seu desvelado e cari-
nhoso to e padrinho o Rvd. vigario geral Anlo-
nio da Cunha e Figueiredo, no di3 30 de julho
prximo passado s 11 horas do da. Natural
desta provincia foi educada no collegio da im-
maculada Conceiro do Rio de Janeiro, dirigido
pelas virtuosas irmas de caridade Alli a fina-
da D. Olivia fez em pouco lempo progressos ad-
miraveispelos quaes foi diversas vezes promea-
da c mereceu ser especialmente mencionada e
applaudida as folhas publicas d'aquella corte.
Sabia a geographia, Iraduzia. escreria e falla-
lara o francez ; bordara d'ouro, de seda, de fro-
co e matiz ; lambem esrrevia em todos os carac-
teres de letras e com lal perfeico que deixou
modelos dignos de aprero. Tinha uraa habili-
dade rara para o desenlio e copiara com os seus
delicados dedos cartas goographicas to comple -
las o perfeitas que mal se poda conhecer que
nao erara irnpressas.
Hara nesla menina um discernimento admi-
ravcl o um talento pasmoso para comprehonder
tudo com facilidade e exactidao
Era de uma alma anglica, muilo religiosa, c
nimiamente caridosa.
Tinha um ar serio e grave, mas ao mesmo
lempo uma ph'sionomia ornada de notavel bran-
dura os seus olhos eram lo penetrantes e olha-
ram com tal docun e alegra que impondo ura
cerlo respeilo prenda a sympalhia de lodos que
a communicavam.
Sea mui longo descrecer todas as qualidades
deque era dotada a jovem Olivia. Era um
anjo I
Ella nao podia demorar-se por mais lempo
entre nos ; porque devia subir ao co para des-
erapenhar na corte celeste a sublime missao que
Ihe fra reseada!
Porlanto o meu amigo Sr. vigario geral. ac-
ceitando os nossos pezames pelos seniimentos de
saudades que est soffrendo, dere ler a mais
coraplela consolarao por ve-la entregue aos jus-
tos cumprindo a vontade da Divina Providencia.
Recife 2
de agosto de 1660.
Um amigo
verdadeizo.
[Jornal da Tarde, da Babia.)
V pedido de um interessado nocar-
resanieiiio dn-hiate nacional No
vaes, na sua I ultima viagem de
Pernambuco ao Pa.
Illm. Sr. juiz municipal e do conmercio sup-
plente.Diz Joaqiiira\3os Mendes, meslre do
hiato nacional A"ocaes,\presentemente ancorado
nesto porto, que tendo hoje, descarregado para a
alfandega desla cidade, qjialroceutas e quinze
barricas de assucar constantes das rr arcas mar-
gen acontece que a alvarenga que as conduzia
nao podendo atracar ao caes para fa'.er a descar-
ga, por falla de mar, ficou poucc distante do
caes e asseniou, abrindo ura rombo, do que re- "
sultou avanar-se parte da carga nao obstante PraCa O ReCfe 3 de agOStO de 18G0.
dar-se-lhe prorapto soccorro, polo que vem o I AS TRES HORAS DA TARDE,
supplicanle afim de acautelare resalrar a res- Cotions ofBciae
ponsabilidade do supplicanle, navio e fretes pro-' -.,,! ntZ. a?oes FS""
testar contra qnem for de direilo. Sirva-se V.i 5",nbl.sobre- I-ondres-2a a,90d,v.
S. pois lomar-lhe por lermo o seu p.otesio e que
seja intimado aos carregadores o inlcrcssados os
Srs. Justino Jos Ramos, Manoel Jos de Carra-
Iho A C, Jos Caelano Ribeiro da Silva, Francis-
co Goncalves de Medeiros Branco e Domingos
COHHERGIO.
3 caixoles chapeos
ves de Siqueira.
4 caixes chpeos ; a Antonio Lopes Araga.
1 barril presuntos, paios e linguicas ; a Fran-
cisco Gomes de Oliveira.
1 caixote rendas, 1 dilo chapeos;
lista da Fonscca Jnior.
50 caixotes sebo em
gues Mendes.
1 caixo escrivanuha de
lista Br-iga.
8 volumes cadeiras e mesas a Rocha Lima &
Guimaraes.
1 caixo salpices ; s Manoel Jos de Souza.
1 dito obras de prata ; a Francisco Gomes
Molla Jnior.
1 dito uma eslolla e pecas de ilhama; a Joa-
quim Ferreira dos Sanios.
100 saceos feijo, 30 canastras alhos, 1 caixo
penles, 1 dito palitos, 1 dilo linha e coxoni-
Ihos ; a Manoel uarle Rudrigues.
100 caixes sebo em pes, 150"caixoles velas
de sebo, 20 caixes pomada ; a Azcvedo & Men-
des.
10 caixoles pomada, 1 dito lampreias, 3 cadei-
ras de pao de oleo; Jos Antonio da Costa
Pinto Si Irmos.
50 saceos feijo
Jnior.
1 dilo feijo; a Parante Vianna & C.
3 embrulhos presuntos, 1 lab salpices-
Ouilherme L. Andrade.
4 barris feijo e ervilhas
Castro.
ros e produeces nacionacs,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
de 30 de julh a i de agosto de 1860.
Agurdente alcool ei* espirito
de agurdente ..... caada
dem caxaca.......
dem de cana...... >
dem genebia......
dem idem....... botija
dem licor....... caada
dem idem....... garrafa
dem restilada e do reino caada
Algodao em pluma 1.a sorte arroba
a Jos Bap- dem idem 2." dita ....
dem idem 3." dita ....
dem em caroco ..... >
Arroz pilado...... arrBa
dem com casca..... alqueirc
. arroba
a Thomaz de A. Fonseea
a Joabuim da Silva
(*) O cadete Pernambucano, nalu'al dessa pro-
vincia, envolvido na revolta da omisas em 1849,
e companheiro do brioso e infeliz capilo Pedro
Ivo, com quem se evadir da fortaleza da Lage,
e que (fallecido este) depois de uma peregrinaQo
tormentosa do muitos mezes, aqui me veio em
1853 recommendado por um meu amigo-e corre-
ligionario poltico da corle, e na magnanimidado
do finado eximio general, ento commandante
das armas desta provincia, enconlroi, por intnr-
venco minha, o mais prompto e completo allivio
de s'eus sollrimentos, o que l pelo Rio de Ja-
neiro nao tinha pod'do conseguir. A carta, que
ao illustre marquez de Paran, piesidenle do
conseiho de ministros, dirigi o prc lector subli-
mo, solicitando o perdo do referido cadete, que
fai immediaio e plenamente concedido, era um
documento de orapenho e affeeto paternal, que
me tlcou para sempre impresso no coracao po-
nhoraJo.
Conrra advertir que as defezas, jue livo a sa-
tisfaco e a honra do fazer pela imprensa ao be-
nemrito general Coelho. foram [ oslooras ao
grande beneficio, liboraiisado por elle ao raou
compatricioe protegido, como consta das mes-
mas defezas.
Descont de letras10 e 12 OO ao anno.
George PatchettPresidente.
DubourcqSecretario.
Caixa filial do banco do
Brasil.
EM 31 DE JULHO DE 1860.
A caixa descoma letras a 10 O/o, toma saques
sobre a praca do Rio de Janeiro c recebe dinhei-
ro ao premio de 8 O/o ao anno.
Alfandega.
Rendimento do dia 1 a 2 .
dem do dia 3 .
20.7673367
9:295^029
30.062396
Movimento da alfandefpa
Volumesetitradoscom fazendas 165
com gneros 408
Volumes sahidos cora fazendas .
*" com gneros .
573
-250
Descarregara hoje 4 de agosto.
Barca iuglezaMary Warrollfazendas.
Briguo inglezIsabellaidem.
Barca americana Imperadorfarinha de trigo
Brigue porluguezSoberanodiversos gneros.
8 dilos vinho; a Joaquim Pnlo Lapa.
3 ditos pregos; a Manoel Ferreira da Silva
Tarro'o.
1 caixo obra-i de prata a Moreira 4 Duarle.
67 saceos feijo ; David Ferreira Bailar.
1 caixo obras de palheta; e-Gaspar Antonio
Vicira Guimares.
100 caixoles sebo em pao c cm velas; a Do-
mingos Rodrigues de Andrade.
1 caixa liuia e pentcs; Jos Alves da Silva
Guimares;
1 caixote penles ; Antonio Lopes Rodri-
gues.
20 caixes batatas, 300 resleas ceblas, 19
amarrados condecas, gibos, balaios, rolhas,
capachos etc; Jos Antonio Soares Azcvedo.'
30 rceos feijo; a Cosme Jos dos Santos Ca-
lado.
4 caixas panno de liuho, liolia, podras ele; a.
Carvalho & Nogucira.
9 amarrados gibos, condecas, balaios, cestos
e capachos; a Manoel .dllalo Corris.
50 saceos arroz ; Jos Joaquim Texeira.
6 dilos rolhas, 120 cadeiras de uioguo c oleo e
4 caixas botinas, palhetas e fio de vela; a Almei-
da Gomes Alves & C.
Patacho nacional Amazonas, viudo da Baha.
consignado Azevcdo &. Mendes, manifeslou o se-
guinte :
5 caix.is chitas ; a Soulhall MellorsA C.
1 caixo chapeos de la ; a Francisco Guedes
de Araujo.
1 dito lvros : a Manoel de Azcvedo Pontos.
1 dito cora 1,800charutos ; a Carlos II. Duer.
95 barricas cer veja ; a Mills Lolham 6: C.
1 caixa sgulhss ; a Rolhe i Bidoulac.
1 barrica com 1 lallia e 18 quarliuhas ; a Jos
Ribeiro Guimares.
1 sacco colla, 13 latas oleo de ricino ; a Lima
Jnior & C.
2,000 quarlinhas, 2 barricas com textos para as
mesmas ; a J. Ferreira dos Santos Jnior.
6 caixes charutos ; a I). A. Matheus.
3 fardos panno de la, 4 caixas bolinas, 5 pipas
e 1 quarlola azeile de palma, 2 quintaes do gesso,
200 saceos caf, 640 quarlinhas, 50 talhas de bar-
ro, 474 betas piassaba, 44 caixes e 1,455 caixi-
ohas charutos ; a ordem de diversos.
Hiale nacional t'xalaro, vindo do Aracaly,
consignado a Gurgel & Irmos, manifeslou o se-
guinle :
155 molhos com 1,550 petos de cabra, 463 cou-
ros salgados ; aos consignatarios.
I caixo com 1 realeijo, 2,225 pelles de cabra,
12 molhos com 120 meios desoa, 40 saceos com
157 arrobas e 18 libras do cera de carnauba, 2
barricas com 610 paros de sapalos, 1 alqueire de
gomma de manlioca, 196 peixes seceos ; a or-
dem de diversos.
II caixas genebra, 1 dila balances, 73 raspa -
deiras, 6 lorneiras de bronte, 1 loriio, 1 frigidei-
ra, 1 cano de cobre, 1 barril toucinho, 300 barras
de ferro, 12 molhos de dilo, 8 podras de amolar,
1 rebollo etc. salvados da galera Amertrana Rai-
oha do Pacifico, naufrag'da em Maracaj.
Vapor nacional Oyapock, procedente dos porlos
do norte, manifeslou o seguinle :
1 caixa ; a Kalkman, Irmos & C.
3 saceos ; a Nicolao Bruno.
4 caixas; a Francisco Alves de Pinho.
73 rollos c 1 caixa ; a Seraphim Teixeira Bastos.
1 caixinha ; a Raimundo Clemente Valen te.
3 caixas ; a Tyssel freres.
1 embrulho ; a Feidel Pinto & C.
1 caixote e 15 saceos ; a Palmeira & BeltrQ.
150 saceos arroz; a Rodrigo Marques dos
Santos.
1 roda ; a Almeida Gomes Alves & C.
1 caixa ; a Jos Lilly.
1 caixoto ; a Joo Baptisla Ramos
150 saceos c 42 panneiros ; a Machado &
Dantas.
50 ditos o 10
Oliveira & C.
100 saceos ; a
raes.
10 paneiros
1 caixote
1 paneiro
1 embrulho
1 sacco c 1 caixote ; a Manoel Joaquim de Car-
valho.
1 caixote ; a Jos Antonio Pereira
1 dito ; a D. Carolina Jaeinlha da Motta.
1 encapado ; a Jorge Vctor Ferreira Lopes.
1 caixote ; a JooQuirino dcAguillar.
Barca americana Imperador, vindade Philadel-
phia, consignada a Matheus Auslin & C, mani-
feslou o seguinte :
3,120 barricas farinha do trigo, 20 ditas ditas
de milho, 200 barriqoinhas bolachinha, 200 bar-
ris banha de porco, 200 saceos farello, 500 res-
mas papel de embrulho, 5 caixas algodo de cor,
2 volumes pertences de daguerreotipo, 1 caixa
com 2 relogios, 240 aduellos ero bruto ; aos con-
signatarios.
2 caixas e 4 volumes conlendo 2 waggons e
partences ; a Borott & C.
4 fardos capim e 1 waggon ; a Henry Forster
& C.
1 bahu ; a Luiz Antonio de Siqueira.
1 caixa pertences de lampees ; a S. Power
Johnston & C.
5 saceos salitre ; a Vicente Jos de Brito,
Assucar branco novo .
dem mascavado idem ...
Azeile de mamona .... caada
dem de mendoim e de coco.
Borracha fina...... arroba
dem grossa.......
Caf em grao bom..... arroba
dem idem rcstolho ....
dem idem com casca ...
dem moide.......
Carne secca. ...
Carvo de madeira ....
Cera de carnauba em pao
dem idem em velas. ...
Charutos bous cento
dem ordinarios.....
dem regala.......
Chifrcs........ >
Locos seceos.......
Couros de boi salgados libra
dem idem seceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra eortidos um
dem de onca......
Doce de calda...... libra
dem de Goiaba.....
dem seceos......
Espanadores grandes. um
dem pequeos......
Esleirs de preperi .... uma
Esloupa nacional..... arroba
Farinha de aramia ....
dem de mandioca .... alqueire
Feijo. .'....... alqueire
Fumo em folha bom .... arroba
dem idem ordinario ....
dem idem rcstolho ....
dem cm rolo bom ....
[dem idem ordinario. ...
(ionima polvilho.....
Ipecacanhua....... arroba
Oenha em ochas grandes cento
dem idem pequeas. ...
dem em toros.....
Hadeiras cedro taboasde forro, cuna
Louro pranches de 2 cuslados um
Costadinho. ...*... uma
Costado........
Forro.........
Soalho........ *
Varas aguilhadas..... ^
dem quiriz.......
Virnhlico pranches de dous
custados....... ura
dem idem custadinho de dito
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura.......
dem idem dito de dito uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito .
dem em obras eixos de secupi-
ra para carros .....
dem idem rodas de dita para
ditas........
Mol. ... ..... caaada
Milho......... alqueire
Pedras de amolar. uma
dem de filtrar......
dem rebolos......
Piassara em molhos .... um
Sabo....... ra
Salsa parrilha ..... arroba
Sebo ena rama......
Sola ou vaqueta (meio) uma
Tapioca........ arrba
(Julias de boi...... cento
Vinagre........ pipe
Pao brasil......, quintal
960
500
640
800
280
960
320
800
7$60O
6g600
5$500
1S900-
3500
33600
4S800
2600-
1$600
2gfl00
7g000
4S00O
7500
4S50O
5S0OO
9600
4SO0O
1360O
9S0C0
13S00O
2g:,0O
1JO0O
300O
5$00O
43OOO
240
400
150
300
ogooo
500
400
0C0
3320O
1S600
300
13600
33OOO
25C0
73OOO
15$0CO
9S00O
73000
10300o
6300C
33-200
253000
23500
13600
123000
SfOOft
9300
83000
6-;ooo
23500
43000
23240
I36OO
243000
14gOOO
paneiros ; a Manoel Joaquim de
Francisco Jos ea Costa Guiraa-
: a Brlo& C.
a Jos Francisco Virciros.
a Eneas Aranga Torreo.
a W. Keller.




453000
16g00O
5S00O
103000
par 10S00O
30300O
300
23500
800
9g00O
13120
200
120
25$000
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Movimento do porto.
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A noile clara com alguns nevoeiros, vento SE^_^
veio para o terral e assim amanheceu.
OSCILLACAO DA MAR.
Baixamar as II h 6' da manha, ailnra 0.50 p.
Preamar as 5 h 18' da tarde, altura 7.75 p.
Observatorio do arsenal de marinha 3 de agosto
de 1860. Yubas Jutic-R.
T^T



(4V
MARIO DE PERJJAMBtlCO. -- SABBADO 4 DE AGOSTO DE 4860.
Navios entrados no dia 3. ls)S "a quantia da 55429000 ; 1 casa terrea sila
Terra Nova33 das, brigue inglez Phanton, de na rua das Larangeiras n. 19 da freguezia de San-
201 toneladas, capilo John E. Harlerq, eqtii- (l0 Antonio do Recife avallada em 2:500$, os
pagem 9, carga 2764 barricas com bacalhao ; a Sanuders Brothers & C. Sodm, e vo a pra^a por execuco que lhe enca-
Rio Grande do Sul 25 dias, patacho nacional \ roi&ha Miguel Archanjo do Figueirodo e nao ha-
Auna, de 181 toneladas, capito Francisco Al- vendo lancador que cubra o prego da avaliago,
ves da Costa, equipagem 13, carga 7,000 arro- saro a rremalaeo feita pelo preco da adjudica-
bas de carne ; a Tasso Irmao. Sa com o abate da lei.
ama sahido no wesmo da. E para uo Dhegue ao jjflphecimcnto de todos
Rio de JaneiroHiale americano Joseph Grcci, mandei passar ediiaes que sero publicados pela
capilao C. Rogers, em lastro. mprensa e afiliados nos lugares do costurne.
\ I Cidade do Recife de Pernambuco, aos 26 de
'julho de 1860, 39. da independencia e doimpe-
; rio do Brasil.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimento.es-
crivo o subscrevi.
Anselmo Francisco. Perelti.
Editaes.
O Illm. Sr. inspector da lhesouraria provin-:
cial, em cumprimenlo da resoluto da junta da I
fazenda, manda fazer publico, que a arrematado <
da obra do cemerio publico da villa de Iguaras-!
s foi transferida para o dia 16 do corrente.
E para constar se mandou axjr o presente e j
publicar pelo Diario.
Secretaria da lhesouraria provincial de Per-
TIIEATRO
DE
SANTA ISABEL
COMPANHIi LRICA DE 6. MARINANGELI
Declara$oes.
CORREIO.
lloje () as 5 horas da tarde, fechar-se-hao as
nambuco. 1." de agosto de 1860.-0 secretario" ?3 quc ** Cdotir o vapor cosleiro Per-
A, F. da nnunciacao. Mercurio,, ^ des,1U0 Tamanddr e provincia
I de Macei.
pro- Ins|eeco lo arsenal de
O lllm. Sr. inspector da lhesouraria pro- Inspeeeo lo arsenal le marinha.
ViociaJ, manda fazer publico, quedo dia 2 do cor- Faz-so publico que a commissao de peritos,
rente por diante pagam-se os ordenados dos examinando, na forma determinada no regula-
empregados provinciaes, vencidos no raez de ju-; liento acompnnliando o decreto n. 132 de 5 de
llio prximo iludo. j fevereiro de 1854, os cascos, machinas, caldei-
Secretaria da lhesouraria provincial de Per- > ras apparcllios, raastreaco, veame, amarras e
nambuco, 1. do agosto de 1860.O secretario, '"toras dos vapores Persinunga c Igmrass
A. F. da nnunciacao. da companhia Pernambucana de navegaco cos-
leira, achou lodos esses objectos era estado re-
Perante a cmara municipal desla cidade Bu'ar-
rao i prac.3 nos dias 6, 8 e 10 de agosto prximo i Inspccco do arsenal de marinha de Pernam-
vindouro, para serem arrematados por um anno, I buco, em 3 de agosto de 1860.O inspector, Eli-
as seguintes rendas raunicipaes : siario Antonio dos Santos.
Imposto de aflerices 15 001 $000! Consellio de compras navaes.
15:5018000, Tendo de promover-se a aequisico dos objec-
1:7015000 'os do malerial abaixo declarados, manda o con-
202jJ('00 i sclho fazer publico, que tratar disto em sesso
5185233'do 4 do mez prximo, avista de proposlas em
5025000 ', cartas fechadas, acompanhadas das amostras do
55 que conbcr na possibilidadc, entregues nesse dia
dem de 500 rs. por caber; de gado
dem de medidas de fariha
dem sobre mscales e boceteiras
dem por p de coqueiro
Aloguel da casa da rua da Florentina
Ucr.i de IjIIios dns arougucs
's que prelendercra arrematar, nao poderao
licitar sem que lenham apreseutado antes dos
indicados dias as habililaroes dos seus liadores.
Paco da cmara municipal do Recife em sessiio
de 30 de julho de 1860.Manoel Jo.iquim do
Reg e Albuquerque, presidente.Manoel Fer-
rcira Accioli, secretario.
O lllm. Sr. inspector da lhesouraria pro-
vincial, era cumprioiento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 28 do corrente, manda
fazer publico, que no dia 9 de agosto prximo fu-
turo, perante a junta da mesma lhesouraria se
ha de arrematar a quem mais der, o imposto de
t-OO, sobre cabera de gado vaceum que fr con-
sumido durante o" triennio de 1S60 a 1863, nos
municipios do Rio Formoso, Agua-Preta e Seri-
nhaem, soniodo de base a essa arrematarlo os
pavos otTerecidos por Francisco Alves de Miranda
Sabbado 4 de agosto
RECITA EXTRAORDINARIA.
Representar-se-ha a opera de Verdi:
TRAVIATA.
Principiar s 8 horas em ponto-
.visos martimos.
A
GOVANHU PEMBICANA
DE
al s 11 horas da manha.
. Objectos.
Para o consumo do arsenal, e navios..
Drim da Russia 30 pecas.
Cobre do 20 a 24 0 o. com a competente prega-
dura 30Ofolhas.
Dito de 26 a 30 0/0, idem idem 200 folhas.
Fio de vela 50 libras.
I.ivros mappas .
Ditos pautados de 200 folhas 10.
Ditos ditos de 150 folhas 15.
Ditos ditos de 100ditas 20.
Dilos dilos de 50 ditas 20.
Lapis 12 du?3S.
Lona ingleza, estreita, de ns. 1 a 4 100 peeas.
Paos de lacre 50.
Plvora grossa 40 arrobas.
Dita Fina 10 arrobas.
Varejao, islo, 2:5005, pelo imposto do Rio For-i Pranches depiroba, potiimnjii, elauba, guarab,
moso c Agua-Prela e 5U05 pelo de Serinhaem, | ip> macaranduba, coborahiba, jatajahy, sicu-
ludo aunualmenle. devendo ter lugar as habilita- pira, tapunha, grapinhapunlia, olandim, man-
oes nos dias 2 e 4 do referido mez de agosto. H'o e na falta de pao carga ou pao d'oleolOO.
A arrematado ser feita por lempo de Ires an- j Paialnsos de metal del a 3 pollegadas 10 grosas.
nos a contar do 1. do julho do corrente anuo a Trados de 5, 6 e 7/8 20.
Vergalhoes de ferro redondo, de 4, 5 e 6/8 90.
aOdejtinhodc 1863.
As pessoas que se propozerAi a esta arrema-
Tara as obras do porto.
laeocomparecam ua sala das sessocs da mesma Cemento claro de Bolonha 1,000 barricas de 10 a
junta no dia cima mencionado pelo meio dia,
com suas propostas em cartas f. diadas.
E para constar so mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da lhesouraria provincial de Per-
nambuco 30 de julho de 1860 O secretario,
A. F. d'Annunciaeo.
O lllm. Sr. inspector da lhesouraria de fa-
zenda desla provincia manda fazer publico, de
conformiJade com as ordens do thesouro nacio-
nal ns. 98 e 99 de 26 de junho ultimo,
dia 10 de setembro vindouro se far concurso
nesla lhesouraria para preenchimento de mais
um3 vaga que ha de pralicante na mesma, e ou-
tra na recebedoria de rendas internas desla ca-
pital. Os que prelendercra ser admiltidosao con-
curso, devero apreseutar nesta secretaria seus
requerimientos instruidos dos documentos que
provem : 1." lerem 18 anuos completos de idade :
2." eslarem livres de culpa e pena : e 3. um
bom procedimenlo.
i ?V C0D,CU,'f TeV,ar0 Sbre lei" memo do mez, logo no
L!', ^ram-Hical, orlhographia, e ari- ca do fornecimento, qu<
Jmetica, al a theona das proporgoes inclusiva- I presentar fiadores,
c, ',. i ., contri tos na mesm
Secretaria da thesourana de fazenda de Per- Sala do ronselhc
nambuco 20 de julho de 1860. O offlcial maior! ulho do 1SC0 -O
interino Luiz Francisco de Sampaio e Silva. uos os An;0's
O Dr. Ernesto de Aquino Fonseca, cavallnro da
ordem de Chrislo, juiz de orphaos do termo do
12 arrobas cada urna.
Pinho da rezina 10,000 ps.
Podras em cubos preparada para calcamen-
to 6,000. .
De igual forma tem o r.iesmo conselho de con-
tratar era dita sessao o fornecimento, por lempo
a decorrer al o lim de setembro prximo, de
dietas para os navios da armada e estabelecimen-
tos de niaiinha, sendo composlas dos seguintes
objectos :
Aramia, lelria, assucar branco refinado, bola-
5^.e Io i chinha, cevadinha. cha, gallinha, manleiga, ta-
pioca, vinho de Lisboa.
Sao as condieocs para a cfTectuaco dos con-
tralos qur acerca da acquisico dos objeclcs do
malerial, como do fornecimento das dielas, su-
jeilarem-se os contratantes a multa de 50 O/o do
valor do que nao entregaren] da qualidade e na
quantidade contratados, alm decarregarem com
excesso do preco no mercado, se o houver, por
niotivarcm eslas fjlias ahi reenrrer-sc e serem os
mesmos contratantes pagos da venda ou forneci-
poslerior. Acresce, cer-
ue tcem os contratantes de
assiguarem cora elles os
' contritos na mesma occasiao.
Sala do conselho de compras navaes, em 28 de
secrelario, Alexandre Rodri-
"j
Consellio atlministrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
Navegaco cosleira a vapor
O vapor Persinunga, cemmandante Lobalo,
segu para os portos do sul de sua escala no dia
5 de agosto s 5 horas da t;irde e recebe carga
ateo dia 3 ao meio dia ; pa:sagens, encomraen-
das edinpeiro al odia da saluda ao meio dia :
escripiorio no Forlo do Mallos n. 1.
Para a Parahiba, a ba xaca Dous de Julho,
.neslre Joo Pedro da Silva, a carregar no trapi-
cho do algodo : os carregadores podem cnten-
der-se com Joo Jos da Cunha Lopes, na rua da
Cruz n. 15, segundo audar. .
Aracaly.
O hiate ' sageiros : a tratar com Caetf no Cyriaeo da C. M.
ao lado do Corpo Santo n. 25, pnmeiro andar.
Rio de Janeiro.
palhabotc Artista ses.ue com brevidade,
recebe carga a fret e passajeiros ; a tratar com
Caetano Cyriaeo da C. M. ao lado do Corpo Sante
n. 25, primeiro andar.
Baha.
O hiale Santo Amaro ain la pode roceber car-
ga ; a tratar cora Caetano Cariaco da C. II. ao
lado do Corpo Sanio n. 25, trimeiro andar.
Acarac.
. O palhabole Sobralensc ;-acebe carga a frele
o passageiros ; a tratar com Caetano Cyriaeo da
C. M. 30 lado do Corpo Sanio n. 25,"primeiro
andar.
Para Lisboa
vai seguir viagem com a maior presteza, com a
carga que tiver a bordo, o brigue porluguez So-
berano ; os pretendentos" carga e passagens,
dirijam-sc ao consignatario^ Thomaz de Aquino
Fonseca, na rua do Vigaricsj;. 10, primeiro an-
dar, ou ao capilo na praca.
to, na porta do armazem do Sr. Aanes
em frente daalandega, doseguinte:
Manteiga franceza.
Sabo inglez.
Conservas inglezas. ^
Frasco com doce.
Caixa com velas stearinas.
LEILAO
Terca-feira7 do corrente.
Era frente da alfandega.
O agente Antunes far leilo no dia cima em
frente da alfandega dos seguintes. gneros :
6 duziasdo vermoulh.
90 caixascom charutos de Havana.
6 quarlolas com vinagro.
90 duzins cognac [em caixas.)
2 barris de dito.
4 ditos de vinho Sherry.
1 barril com genebra ingleza.
Principiar s 11 horas em ponto
Avisos diversos.
Recife, por S. M. o Imperador, que Dos guar- | do arsenal de guerra, lera do comprar os objec-
de. etc.
Paco saber aos que o presente edital vircra,
que por este juizo lem de ser arrematado por
venda a quera mais der. na porta da sala das au-
diencias, e ndos os dias da lei, as seguintes pro-
pnedades :
Lu sitio de trras denominado Allerao, com
algumas fructeiras, extremando pela frente com
o sitio Riacho da Estiva, pertencento a viuva e
erdeiros de Jos do Monte Lima, pela parle do
nascenie na linha de sul a norte do marco da es- julho de 1860.
tos seguintes
Para o 4." batalho de artilharia a p.
1 bandeira imperial, 1 porte para a dita, 1 has-
tia para a dita, 1 capa de brim para a dita.
Quem quizer vender laes objectos aprsente as
suas propostas em caria fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 6 de
agosto prximo vindouro.
Sala das sessocs do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 30 de
rada ate o nacho Passo da Ibura e dilo silio Es-
Um, e pela parle do norte, ao poente, com tr-
ras do engenho L'chda, tendo 2,380 palmos de
trente e .OO de fundo, com duas casas de taipa
cobertss de telhas, avallado por 5:0005000.
Um terreno de mattas capoeiras, denominado
-acimbas, no mesmo lugar da Ibura, extremando
rom Ierras de Jos Rodrigues de Oliveira Lima,
avahado por 1:5005.
Outro terreno de mattas capoeiras, denomina-
Dento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente
I-rancisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
, denoroina-l __ _-- # ^ ^^ ,%
do Descanso, em dito lugar da Ibura, que extre- ; SO ttlie ICZ Oara SerCUl Te-
ma com ierra do mesmo Jos Rodrigues, avalia-! ii i 11 '
'u?m2SL-i .. comidas desde a as notas
Uu.ro terreno de maltas capoeiras, junto a la- i
goa- denominada Zumbi, no sobredito lugar da flA Ifi (\f\(\ p 9rt Aflf IM
Ibura, oqual extrema com o silio Estiva, e com i UC n5UUU C XU,UUU Ud
'e" de All'onso de Albuquerque, avaliado por
--0005000 sendo o total do valor do silio e terre-
nos annexos a quantia de 10.0005000 ; lodas es-
tas propiedades situadas na freguezia dos Afo-
gados ; sendo o dito silio e mais terrenos per-
tencentes a viuva e herdeiros do finado Antonio
Alves Fcrreira, e vai praca por determinado
juizo, a requerimenlo de Antonio Pereira
deste
ot uiiveira Maia. credor hypothecario do referido
C3S21.
A primeira praca era 31 do corrente, a segun-
a|diia em 3 de agosto, a lerceira dita em 7 do
d35ea0iHCinSllHhnS dacmannha.a .dePis d0 fin- .
V ^iencia,do1 llra- Sr.Dr.juiz de orphaos. \ tes, convida o lllm Sr. inspector a quem queira
inierenrqU gUe !f .co,nhec,menlo de quera assim servir tendo a precisa idoneidade, a apre-
V,\\ ,r,l (.SS" ima"deHlaVr.ar Penle que scnlar-se-lhe cora a maior brevidade ; sendo o
emissao do banco.
Vaccina publica.
Transmissao do fluido de braco a braco, as
quintas c domingos, no torreo'da alfandega, e
nos sabbados at as 11 horas da manha, na re-
sidencia do commissario vaccinador, no segundo
andar do sobrado da rua estrella do Rosario nu-
mero 30.
Inspeccao do arsenal de marinha.
Precisando a companhia de aprendizes artfices
deste arsenal, de um cozinH&ro e dous serven-
C0MPAIWI4 PERMMBlCm
DE
Navegaco cosleira a vapor.
O vapor guarass, oommaadante o segundo-
tenente J. Alves Moreira, segu viagero pata os
'portosdo norte de sua escala at o Cear no
dia 7 de agosto s5 horas da tarde.
Recebe carga para o Cear tile o dia 2, para o
Aracaly no dia 3, Ass. Nat.il e Parahiba nos
dias e 6 al ao meio dia. Escriptorio no For-
te do Mattos n. 1.
Para o Rio de Janeiro.
Vai seguir com toda a brevidade com
a carga que houver, fa veleira e bem
conhecida barca Recife, a qual se esta'
a espera a todos os momentos do Rio de
Janeiro : a tratar com o consignatario
Manoel Francisco da Silva Carneo, rua
|do Vigario n. 17, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro
A barca nacional Clementina, a sahir com
brevidade; para o resto da caiga e passageiros a
tratar com Guilhermc Carvalho & C, rua do
Torres.
Para Golinguiba.
O veleiro e bem conhecido patacho nacional
Amazonas, pretende seguir uestes 8 dias; para
carga trata-se com os seus consignatarios Azeve-
do & Mendos, no seu cscriptorb, rua da Cruz n. 1.
Rio Grande do Sul e Porto
ser axado no lugar do costume," q publicado
pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recife, capital
aa provincia de Pernambuco, sob meu signal e
seno deste juizo,
. que ante mim serve, ou ralba
sem sello es-causa, aos 6 das do mez de julho do !
id 1 J-n8""'10 de Nosso Senhor Jess Chris-
do Bnsil. *,9 da indePendencifl e do imperio 10e 17 So magost'prximo"^doarp,'paf
vencimento do cozinheiro 30$ mensaes e dos ser-
ventes 800 rs. diarios.
Inspecc.ao do arsenal de marinha de Pernam-
buco, em de agosto de 1860 O secretario, Ale-
jandre Rodrigues dos Anjos
Perante a cmara municipal da cidade de
Olinda estaro novamente em pregao nos dias 3,
E
c es
tu Joao Facundo daSilvaGuimaraes, escrivo
S6T611.
Ernesto de Aquino Fonseca.
-O Dr. Anselmo Francisco Peretli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz d direilo especial do commercio nesta ci-
dade do Recife e seu termo, provincia de Per-
nambuco, por S. U. o Imperador, a quera Dos
guarde, etc.
.Vo saber aos que o presente edital virem, e
delle noticia tiverem que no dia 18 de agosto
do correle anno se ha de arrematar em praca
publica deste juizo e sala das audiencias os bens
seguintes : diversas pecas de obras de piala com
o paso de 23S2 oitavas a 300 rs. a oitava, ris
750a00 ; 33 Irincelins chatos com 200 oilavas a
09 a oitava, 1:0008; 2 rosarios com 8 oitavas
ambos por 40; 410 anneis com pedras e sem el-
las pesando74 oilavas a58 a oitava, 370$; 15 pares .
; 11 ditas de Alagan com 8 oilavas a 4g a Ai
oitava, 32<>; 85 pares de argolas lisas com 18 oi- Al
tavis a 4 a oitava, 72fi ; 4 coroas de fllagran
com 22 oitavas a 5 a oitava, 110 ; 5 medalhas
com o peso de 7 oitavas a 4 a oitava, 28jf 1
lelas com 6 oitavas a 69 a oitava, 368 ; 4 vafts
e meiade cordo com 32 oilavas a 48 a oitava
128j ; 5 raras e meia detrancelim com 23oilavas
-?a oitara, 92; 2 raras de collar com 7 oitavas
a 48 a oitava. 28 ; 10 resplandores do ouro com
2! oitavas a 58 a oilava, 165; 6 cadeias de col-
lete com 39 oitavas a 5 a oilava, 195 ; 8 adere-
eos de ouro completos com 60 orlaras a 5 a oi-
tava, 340; 100 pares de rselas com 118 oilavas
a 5 a oitava, 590; 35 meios adrenos com o
peso de 139 oitavas a 5 a oiiara, 605-; 30 pul-
ceiras sendo urna de coral com 160 oitavas a 5
a oitava, 800; 15 psres de brincos com 86 oitavas
a 48 a oilava, 1408; imporlaote osmesaios objec-
serem arrematados por venda, na frraa do arti-
go 28 da lei provincial n. 474 de 5 de maio do
anno de 1859, o lelheiro que serve de matadouro
publico, avaliado em 400??, e o predio contiguo a
igreja do S. Sebasliao da mesma cidade, com 62
palmos de frente, em chaos foreiros, aaliado
em 2:000, visio nao lerem apparecido licitantes
as pracas dos dias 22 c 29 de selembro, 6 e 27
do outubro do dito anno: os pretendentes podem
comparecer no paco das sessesda mesma cma-
ra nos referidos dias.
Paco da cmara municipal da tidade de Olinda
em sesso ordinaria de 27 de julho de 1860.
Joaquim Cavalcanti de Albuquerque,
Presidente.
Eduardo Daniel Cavalcanli Vellez do Guivara,
Secretario.
Correio gem.
Relacao das cartas seguras, vindas do norte,
e das existentes na adminislracao do correio des-
ta cidade para os senores ab'aiio declarados :
Antonio Duartc Carneiro Viauna.
\nlonio de Moraes Gomes Fcrreira.
Antonio Ribeiro Paz de Avilla.
Barnab Elias da Rocha Calheiros.
Carlos Jusiiniano Rodrigues.
Candido da Silva Penante:
Dr. Leodoro Ulpiano Coelho Calanho.
Elias Frederico Almeida e Albuquerque.
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira,
Dr. Francisco Pinto Pessoa.
Goncalo da Silva Forte.
Gnilherme da SilvaGuimaraes.
Joaquim Antonio de Faria Barbosa [2f
Joaquim Vilella de Barros.
Jos Antonio de Figueiredo.
Jos Rabello Guimares.
Manoel Ildefonso de Souza Lima (2).
Severino Pinto.
Dr. Sabino Olegario Ludgero de Pinho.
Simio Velho de Moura Coulinho (2).
Alegre,
Segu com toda a brevidad 3 o patacho nacio-
nal Venus : para o resto da carga que lhe fal-
ta, trata-se na rua do Brum n 16, armazem de
Manoel Jos de S Araujo.
a 5 socx&c o i)|j o 9 vapftt ca
3cvnamhucAUA.
Sao convidados os senhores socios efTeclivos
para coraparecerem domingo 5 do corrente, as 10
oras da manha, aim de punidos em assem-
ha geral empossarem o cctisclho ltimamente
C16HO.
Secretaria da Associaco"*typographica Per-
nambucana, 2 de agosto de 1860.
J. L. Dornellas Cmara,
Io secrelario.
Ao Iai. commandante das
armas.
Pede-sea S. Exc. de providencias afim do que
as pracas de pret dos corpos desta guarnicao que
nao lorem cadetes, nao andem vestidos a paisa-
no, uso este muito prejudicial a disciplina e
muilo em voga na guarnicao desta cidade o '
Veterano.
Nao graca.
Leandro Cavalcanti da Silveira Guimares, em
resposta aos pedidos feilos por este Diario ao
IUra Sr. juiz municipal e do orphaos do Rio For-
moso, nos annuncios publicados por este Diario
era 18 e 19 do corrente, declara ao infame ca-
lumniador, e miseravel autor de lies annuncios
que pela alma do linado Fimentel assigne seu'
nome, e deixando de parte odos constaes-
pecifique quaes os bens por elle extraviado de
seus irmaos menores, para raelhormenlo resolver
o problema dosfrangos magros e as malver-
sacocs das duas tulellas.
Antonio Jos Pereira do Lago e 10 filhos que
lhe licaram por fallecimento de sua muito prezada
esempre chorada espoza D. Marianna Coelho Pe-
reira do_ Ligo, muito agradecem com particular
especialidado aquellas senhoras quo assistiram a
molestia e ltimos mementos de sua esposa quo
ser parentesco algum carnal com tanto desvello
e perfeita caridade chrisla derramaram tanta con-
solacao espiritual em sua alma prestes a separar-
se do corpo, volam-lhe eterno reconhecimento o
gralidao, assim como lambem agradecem aos
seus amigos e pessoas que se dignarara assislir a
encommendaco de seus restos morlaes c lhe
roga a raesma graca para o 7." dia, no dia 6 do
corrente, s 5 horas da manha, na igreja do
Collegio, hoje da innandade do Divino Espirito
Santo.
AVISO.
O solicitador Manoel Luiz da Veiga, tendo do ir
a urna das provincias do sul, a tratar de negocios
de seu emprego deixa cncarregado do cuidado de
todas as cousas de seus conslituintes aos solici-
tadores Frederico Chaves, Clorindo Ferreira Ca-
tao e Miguel Araujo Fernandes Viauna, com quem
se poderao entender, caso baja qualquer servico
a fazer.
Precisa-se de urna ama ou criado forro ou
captivo, que saiba cozinhar e comprar para casa
do hornera solleiro ; na rua da Imperatriz n. 82.
1 Sndalo.
Recebeu-se novo sortimenio de boni-
9g tos leques e braceletes de sndalo na
LOJA OE MARMORE.
Rua Nova, em Braxellas (Blgica),
SOn A DIREfi C\0 Di E- SttVANl
Este holel collocado no centro de urna das capitaes importantes da Europa, torna-sede grande
valor paraos brasileiros e porluguezes, por seus bons commodos e confortavel. Sua posicao
urna das melhores da cidade, por se achar nao s prximo s eslacoes de camiDlios de ferro, da
Allemanha e Franga, como por ter a dous minutos de si, todos os theatros e diverlimentos; e,
alm disso, os mdicos precos convidam
No hotel haserapre pessoas especiaes, fallando ofrancez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, paraacorapanharastouristas, qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos (3200 43OOO )
por dia.
Durante o aspago de oito a dez mezes, ahi residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
ro, e seufilhoo Dr. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Fehppe Lopes
Netlo, Manoel de Figueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e muitas ou-
tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de todo o servico, por dia, regulara de 10 a 12 francos ( 45O00 4560.)
No holel encontram-se informac,5es exactas acerca de tudoque pode precisar um eslrangeiro.
CONSULTORIO
DO
Dr. P. 1
oseoso
I HIJA DAGE,ORIA9A^AiOFUiIDAO S
Clnica pot ambos os systemas.
O Dr. Lobo Moscosod consultas todos os dias pela manha e de tarde depois de 4 Inora;
Contrata partidos para curar annualmente nao s para a cidade como para osengenhos ou loutra
propnedades ruraes. i"ira
Os chamados devem ser dirigidos sua casa al as 10 horas da manha e em caso de ur-
gencia aoutra qualquer hora do dia ou da noite sendo por escripto em que se declare o nome di
pessoa, o darua eo uumero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairrodo Recife poderao re-
metter seusbilheles a botica do Sr. Joo Sounn A C. na ruada Cruz ou lojade livros do Sr Jo<-
Nogueira de Souza na rua do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnnciante achar-sc-ha constantemen e os melhores medica-
nentoshomeopathicos ja bom conhecidos c pelos precos seguintes :
Botica de 12 tubos grandes, ...".......103000
Ditos de 2 ditos,..............15>J000
Ditos de 36 ditos..............201090
Dito de (8 ditos.............\ \ 25g000
Ditos de 60 ditos...............OjjOOO
Tubosavulsos cada um....... .... lflOOO
Frascos de tincluras..........".".'.'.' 2S000
Manoal de medicina homeopathica pelo Dr. Jahr traduzid'o
em porluguez com o diccionaiio dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc. ,........
Medicina domestica do Dr. He ring, com diccionario. ".
Repertorio do Dr. Mello Moraes. ...
T"
203000
lOjJOOO
6S000
Leiioes.
LILAO
Sabbado 4 do corrente.
NA
AS II HORAS.
O agepte Camargo fura' leilao por
autorisacao de urna familia que rctira-se
para forada provincia, do seguinte :
Umamobilia, guarda roupa, dito de
vestido, mesas, bancas, cadeiras, la-
vatorios, espelhos grandes, candela^
bros, camas, louca de porcelana para
jantar, relogios e outros objectoj que
se tornam enfadonbo mencionar : na
rua do Pilar ultima casa amarella
pertencente ao arsenal, defronte do
Sr. inspector de marinha.
LEILO
Oagente Hyppolito fara' leilao por
conta e risco de quem perten,cer, terca-
feira 7 do corrente, at 11 hora sem pon-
^ Vende-se urna
loja de fazendas
quem a pretender falle na rua da Cadeia do Re-
rife u. 6, loja de ferragens, que se dir qual
loja.
Retratos em ex-|
posicao. I
Recebeu-se porc;o de retratos dealguns $
personagens dislinctos, vende-sc por pre- g
co mdico na Z
LOJA DE MARMORE. Z

i
> Aluga-se um terceiro andar com
sotao e contra soao e terraco, com com-
modos para grande familia : a tratar na
rua da Praia n. 53, primeiro andar ou
em baixo na taberna.
O Sr. Jesuino Machado M. Bra-
ga que chegou a esta praca no vapor
Oyapock, queira dirigir-se ao escripto-
rio de Francisco Severiano Rabello &
Filho ou avisar a sua morada para ser
procurado.
SOCIEDADE
Instituto Pi e Litterario.
De ordem do Sr. presidente scienlifico aos se-
nhores socios effectivos, que amanha (domingo)
havor sesso extraordinaria da assembla geral,
s 4 horas da tarde. Sao convidados tambem a
comparecerera os senhores socios honorarios e
correspondentes.
Secretaria do Instituto Pi e Litterario 4 de
agosto de 1860.
Henrique Mamede Lins de Almeida,
2.* secretario.
Pedc-se ao Sr. chele da repartido, a quera
compele a numeraco dos predios da" cidade, de
mandar inspeccionar a execuco da dita nume-
rario por algum empregado intelligento, alim de
que se nao esteiam f.izondo nuraeraedes queso
servlro'para nr ludo cm confuso, "pois lia j
predios com tres nmeros.
Um homem casado de pouca familia, se of-
ferece para administrar um engenho, do qual j
tem alguma pratica, e prestar llanca de sua con-
ducta, sendo preciso, prefere-se algum perto da
praga : o Sr. de engenho que precisar, annuncie
por este Diario para ser procurado.
Cuslodio Colaco Pereira Jnior faz sciente
ao respeilavel publico, que vendeu a sua taberna
do largo do Paraizo n. 18, vre e desembarazada i
aos Srs. Eiras & Irmo, e julga nada dever pra-
ca, mas se alguem se julgar seu credor, apresen-
te sua conla.
Cuslodio Pereira de Lomos, esludante da
Faculdado de Direilo desla cidade, tem cm seu
poder a quantia de 300^000 e um caxotinho para
entregar pessoalmente ou em mo propria ao Sr.
Antonio Nogueira, a mandado de seu pal, o Sr.
Arcipreste Candido Pereira de I.emos, e ordem
do lllm. Sr. tenenle-coronel Jos Francisco No-
gueira Pornazu por isso roga ao referido Sr.
Antonio Nogueira baja de receber a mencionada
quantia e caxotinho, na rua da Concordia n. 3,
do bairro de Santo Antonio desta cidade.
Regresando para o Rio de Janeiro, e fal-
tando-me o lempo para cumprir o dever do pes-
soalmente despedir-me de todas as pessoos, com
as quaes Uve a fortuna e honra de encelar rela-
tos, agradecendo-lhes ao mesmo lempo a bene-
volencia com que sedignaram Iratar-me ; o fago
por este meio, pedindo-lhes indulgencia e des-
culpa por nao o fazer por aquelle ; para aquella
corle, pois, pesso suas ordens, cettificando-lhcs
que nada desejo mais do que ter occasies de de-
raonstrar-lhes meu sincero reconhecimento pelo
benigno acolhimento que liveram a bondade de
|iberalisar-rae.Jos Carlos Mayrink.
Quem precisar de um homem que j nao
crianca para administrar algum negocio, como
bem taberna, armazem, ou mesmo alguna depo-
sito, tomando ludo por balanco.ou casa de pasto,
por lambem ter praiica, ou outro qualquer em-
prego, que a tudo se sujeita, dando fiador o in-
teiro conhecimento de sua conducta por ter sido
homem de negocio : a tratar na rua da Praia,
taberna do Marlins n. 62.
Precisa-se alugar urna casa com quintal c
commodos pan urna pequea familia, em Fra
de Portas : a tratar na rua da Cadeia do Recife n.
45, esquina da Madre do Dos.
Joo Antonio Carpinteiro da Silva tem con-
tratado comprar ao Sr. Manoel da Silva Moreira
a taberna do lugar do Manguioho quera so jul-
gar credor da mesma, aprsente suas contas no
prazo de 3 dias, na mesma taberna. Recife 2 de
agosto de 1860.
Ns abaixo assignados declaramos que ven-
demos a uossa rofinaco sila na rua dos Guara-
rapes n. 42, e o deposito da rua larga do Rosario
n. 37 ao Sr. Joaquim da Costa Vieira, livres e
desembarazados os dous estabelecimentos de
qualquer onus. Recife 30 de julho de 1860.
Rodrigues & Souza.
Vende-se um balco 'novo de araarello e
envernisado, proprio para loja de miudezas ou
escriptorio, por ser em dous pedamos : a tratar
na rua do Pilarn. 118.
Vende-se urna serrara cora lodos os seus
pertences, com urna porco de taboado serrado,
de araarello elouro, c alguns pranches da mes-
ma madeira, a dinheiro ou a prazo : a tratar com
Ignacio Bento de Loyola.
= Joanna Maria do Rosario, mulher do preso
Ignacio Cerdoso da Silva, pede ao lllm. Sr. Dr.
chefe de polica, que lenha piedade do seu mari-
do preso ha cinco annos pelo crime que, lhe im-
putaram de mortc. e j tendo sido feito o pro-
cesso, at o presente nada lln consta.
CiUNi.
Vende-se urna carroca com o competente ca-
vallo, por barato prego : a tratar na rua Impe-
rial, na loja do sobrado da esquina da travessa
do Trindade.
HOSPITAL
PORTUGUEZ DE BENEFICENCIA
EM
Pernambuco.
Movimento do mez de julho de 1860.
Piearam era Iratamento do mez de
i"nll ............................ 23 doentes
F.ntraram no mez de julho .......... 3i
Total.............. 57
Sahiram curados.................... 21
Falleccram .......................... g
Existem era iratamento.............. 28
Toial.............. 57
Dos fallecidos foram : de febre amarella, I
de febre typhoide, 1 de dearrhea, 1 de erysipella
e 1 de hydropencardio.
Recife 1. dcagoslo de 1S60
D-so a juros 1:0003000 sobre penhores de
ouro e prata : na rua do Aragao n; 40, ou na rua
da Gloria n. 85.
Praqa.
Ouinta-fcira) do corrente, depois da audiencia
do lllm. Sr. Dr. jufz dos feilos da fazenda, se ven-
der a escrava Hara Luiza, avallada por 15()g,
penhorada aos herdeiros do finado Maximiano
Francisco Duarte Recife 3 de agosto de 1860.O
solicitador, F. X. P. do Brilo.
Praca'.
Quinla-feira 9 do corrente, depois da audien-
cia do lllm. Sr. Dr. juiz dos feitos da fazenda, se
vendero os escravos : Nicolao, avaliado por
400J ; Camillo por 150$; Benedicto.
Canuto por I50 ; penhorados a
canli de Albuquerque, fiador
Cabo Francisco Antonio dr
Recife 3 de agoslo de \i
F. W P. de Bfto.
SoeiejJ^f
1311V a o HcncuceHfete los Co -
cheiros em Pernambuco.
Da ordem do Sr. presidente convido aos se-
nhores socios effectivos para sabbado 4 do corren-
te se reunirem 110 lugar do costume s 8 horas da
noite, afim de tratar-se de negocios de interesse.
Secretaria da sociedade L'unio Beneficento
dos Cocheiros em Pernambuco 2 de agosto do
1860.Daraasio Miranda do Souza Cotilo,
1. secrelario.
Ama de leite.
Precisa-se de urna ama de leile, e prefere-se
escrava: na rua da Cruz n. 40, no armazem do
fazendas.
Precisa-se fallar com o Sr. Francisco Ma-
noel Esteves, na rua do Queimado n. 39, loja, a
negocio de seu interesse.
A abaixo assignada declara que pelo pre-
sente cassa toda o qualquer procuraco que lenha
passado al esta data, para o quo manda fazer
publico que o nico encarregado de seus nego-
cios o Sr. Hermenegildo Eduardo Reg Mon-
leiro. Recife 1. de agosto de 1860.
Candida Rosa Paes Brrelo.
Quer-se trocar dous moloques por urna ca-
sa terrea que nao precise concert, em qualquer
dos bairros desta cidade: a tratar na rua de San-
ta Bita, casa cinzenta, pegada a igreja do lado
do sul.
Vende-se o silio da ladeira da S, em Olin-
da, todo murado, com um sobrado de um andar,
solo o loja. pelo prego commodo de 5 OOOjjOOO :
vendem-se mais duas portas novas de amarcllo o
enchams, 10 estacas de emberiba com pona,
30 e tantos traresses, 1 oseada de aodaime. tu-
do por preco commodo : a tratar na rua dos Gua-
rarapes n. 46.
Vende-se um mulatinhb muito sadio, de 16
annos de idade : para ver, no deposito da rua
dasCruzes n. 41, e para tratar, na rua da Aurora
n. 40, loja, das 6 s 9 horas da manha, e das 3
da tarde em dianle.
Rua Nova n. 34.
ricos
Madama Rosa Ilardy lem para vender
cintos de seda com fivelas para senhora.
Torraco e aclividade, e porque a in-
voja matn Cahim.
N. 18Rua do RangelN. 18.
Na taberna do Souza vende-so superior mantei-
ga ingleza flor a 1*300 a libra, dita franceza a
640, toucinho de Lisboa a 400 rs., e lodos os mais
gneros pertencentes a molhados. por preco cora-
modo, a dinheiro.
'f,
I-
Sr
MUTILADO


Altenco
rrccisa-se de una ama para cozinhar, lavar e
engonimar : na ra Nova n. 20.
| Oirciuce-sj um bom cozuiheiro csiraugeiro
jqnu sabe bera desenioenliar sua arlo ; enlcnde
perfeitamentc de macas e doces ; quem precisar
do seu presumo, dirija-se a ra do Trapiche
Novo n. 28. r
f DIARIO DE PERNAMBUCO, SAMADO 4 DE AGOSTO DE 1860.
Altencao.
Piecua-se de um\ aira : no pateo
de S. Pdro, segundo andar, por cima
da loja de marcineiro.
Precisa-so do urna ama de leile
Jardira jualo a fabrica de clcheles.
Ensino de msica, i ;
Olerece-se
nema tocar
cues das / horas as 9 1)2 da noite : a tratar na ra
larga do Rosario n. 9.
comp anua
Guilhermc Elle, artista de Berln, chegado re-
centemento nesta praca, o eslabelecido na ra
das Larangeiras n. 13,'primeiro andar, olferece-
se para concertar pianos, e tambera afinar, pelo! A pessoa que annunciou precisar
I de 800$ a juros sob hy potlieca em urna
na ra do casa dirija-se a esta typographia que
sedira' quera deseja fazer este negocio.
lira um dos das da semana prxima passa-
i, um preto entregou urna porcao de louca na
------------. .a de Hortas n. 34, dizendo que era mandada
para leccionar o solfejo, como tam-1 ||or um 0t*o preto escr.avo dessa casa,
varios instrumentos ; dando as li-I d.-se na chegada do referido escravo que nao
tmha sido elle, esperou-so alguns' dias afim de
verse a vinham buscar. como at o presente
ninguem a ten ha exigido, por isso se faz o pre-
sente annuncio, para quem for seu dono, dirigir-
so a referida casa, tomar conta d3 mesme louca.
Offerccc-se um rapaz para caixeiro, dando
i m f A 1F:: oora sua conducla : ;| Talar na ra da Moeda
9 tt I BL "' *"'' "a rua ,la ImPc"triz n. j:, loja.
a EW V Aluga-se urna loja no principio da ra de
ftm \Lm I ItI 0 M %J9 m& Hurtas : a tratar na rua do Imperador n. 67.
l'rccisa-so de um caixeiro para taberna
que tenha bastante pratica e d fiadora sua con-
ducta : na loia de cura da praca da Boa-Vista se
dir quem precisa.
Aluga-se una escrava para cozinhar ecom-
prar para casa de pouca familia a tratar na ra
Direita n 82, primeiio andar.
Estabelecida em Londres
i&irjrj si mu,
CAPITAL
Cine K&iUioes de \\hr\n
esterlinas.
Saundcrs Brothers & C." tema hon ra de ln-
]Ormar aes Srs. negociantes, prprietarios de
"asas, eaguem mais convier, que esto plena-
ate autorisados pela (lila companhia para
toar seguros sobre edificios de lijlo epc-
, ((iberios de telha e igualmente sobre os
bjeclos que convercm osmesmos edificios
I'ier consista era raobilia ou em fazendas de
qualqu ".lidade.
- Na ra Velha n. 1U5 aluga-so um bom co-
zinheiro c copciro.
Frontispicio
No dia 5 do correnlc mez ter lugar a fasta de
Nossa Adorada Mai Santissima Senhora do Car-
modo Frontispicio, pela maneira seguinle :
As 5 horas da tarde do dia 3 benzer-se-ha a
, | magpm.e neste mesmo dia as 7 horas da noite
e saben- se levantar a bandeira
Na vespera ao meio dia dos bandas de msi-
cas tocarao diversas pegas, compostas pelos ha-
bis professores e mestres das mesmas.
Havrr vesperas, festa e Tc-Deuru, sendo os
oradores o pregador da capclla imperial o Illra.
ftvm. padre mestre Lino do Monte Carmello, e o
actual prior do convento o Rvm. Sr. Fr. Manoel
de Sant'Anna. Finalisando o acto com um lindo
e variado fogo de vista. Roga se a todos os se-
O afcaixo assignado declara ao
publico que desde o dia 15 do corrente
deixou de ser prol'essor de latim do col-
legio do Sr. Jeronyrao Pereira Villar.
Recife, 17 de Julho 1860.
Manoel Francesco Co'Iio.
Bcnlo Xavier Goncalves Vieira, subdito poj-
luguez, segu paia a Europa.
J
Serapkim & frmao, com hja
res na rua do Cabuya ns. 9 e
das das mais bellas e delicadas
ouro, piala e pedias preciosas
barato, trocam c receban parmffmr-sc
quaesquer jotas com prv>tvz dos pretendemos, i s< rcspojMbilisam pe-
las qualidades.
N rua da SaudadjPcasa de sotao
de duas janellas, hajfpra alugar um
moleque cosinheiro.
Aluga-se um sitio grande i
I
e mais pessoas
na taberna que oi do
cisc^lezende sita na rua
n. ^, o arrematante da
ia faz ver pela segunda vez '
vedores da mesma que se nao'
saldar as suas contas at o dia i
rcorrente que serio publicados os
nomes por este jornal e recebida
judicialmente.
Lices
nhores jmzes, thesourciro. e a quem competir, excellente casa de vivenda, com todas as
que para tornar mais solemne o acto, queiram *._._... i i r ,
mandar repicar as rejas em que excrcercm es- j commodidades para familia, no lugar
les cargos por orcasio da bencao da imagem no "a Caa Forte : a tratar com os pro-
dia, a qual ser annunciada por uraa girando- I prietariOS. N.O Rieber & C
la de foso ; c aos moradores do pateo do Carmo
queilluminem a frente de suas casos as naites
de e 5, ornando as suas janellas com colchas
no domingo.
! >

Estas peinas de difiranles auaiidades, so fa-
bricadas de ac de prala refinada de primeira
iemper3, e sao applicaveis a todo o tamanho de
leltra. Preo 1$)U0 cada caixa e pennas de ouro
!-'-'lo mesmo autor cora pona de diamante, que
teem a grande vanlagera de nao estar sujeitas a
crear errugem e conservndose bem limpas sao
de duracao infinita, deposito em casa dos Srs.
Gucdes & Goncalves rua da Cadeia n. 7.
A. Carnicr vai ao Cear a negocio.
Aluga-se urna criada porlugueza proprh
par o servico interno de una casa de familia,
porasaber cozinhar, lavar e engommar ; a tratar
na rua do Quuimado n."_-, loja.
Hotel Trovador.
HRua larga do Rosario44
Aluga-se um quarlo no hotel Trovador, muito
bom, bastante arejado, c alumiado a gaz, da-se
tambera comida para fora e recebe-se assignan-
tes, ludo por um mdico preo c em qualquer
hora acha-se comida prompta ; no mesmo holcl
precisase de dous moleques para conduzir labo-
leiros.
juiz de direito aposentado!...., e abaixo
lado, propoe-se (como ultimo recurso!....
deniro da esphera de suas habitacoes) exercer
a nobre o sublime profissiio de'advogado; ou
seja especialmente no foro etribunaes desia'ca-
pital, ou seja no de qualquer dos termos e co-
marcasda provincia. As pessoas que se quize-
reru uliUsar de seas fracos prestimos, o poderao
procurar era todos os dias que nao forera santos
ou feriados, desde as 9 horas da mauliaa at as
d di larde, na casa de sua actual residencia, na"l
rua ouli'ori do Collegio e boje denominada do
. l.nperador n.42,e, extraordinariamente, em outro
qualquer da c hora: assegurando a lodos qiian-
los se disnarom assim honra-lo e favorecer, nao
s toda diligencia c desvelo no desempenho de
tao importantes deveres, senao tambera urna il-
imitada gralidao. Outro sim, jpermitla-se-lhe
declarar raui rxplieilamente) que patrocinar
'ralis a quem quer que no csteja as circums-
taociaa de remunerar seus serviros.
Jos Francisco Arruda da Cmara.
O Dr. Joao Ferreira aa Silva mudou-seda
rua do Itangel para a do Livraraento n. 26, so-
brado do Sr. Manoel Ruarque do Macedo, defron-
le de sua antiga habilacio. A grande pratica de
luscultaco reconhecida por quasi lodos os seus
allegas desta cidade lorna-o recommendado no
liagnostiCO das molestias dos pulmoes e do cora-
cao ; assim como para verificar o estado de sau-
de dos escravos que se desejam comprar. Pelo
crescfdo numero e variedades de operaces que
ha feilo com bom resultado em o exercicio de
mais de 20 annos, se julga habilitado para prali-
Car toda e qualquer operaco cirurgica por mais
delicada e difficultosa aue seja.
.^jrTTTTSfTrTTyTTTTTTTrTYYTTTTK
DENTISTA FRANCEZ. 5
Paulo Caignoux, dentista, rua das La- 2<
rangeira 15. Na mesma casa lem agu
^ i denlilico.
i. t ....JLJL.LJLX S. A...A.jJ.i.1
O correor Tupinam
olerece-se ao respeitavel publico para lirar
saportes para os escravos que forem transp
dos para fora da provincia, declara que os n
dos escravos ficaro desembaranados de qua
circumataacia que possa apparecer visto se
habilitado : quera de seu preslimo precisar,
cure na pran.a da Lndependencia n. JO.
de piimeiras ledras, portuguez, laiim, francez
inglez, em casas particulares : na rua da matriz
da Boa-Nisla u. o.
quem o tiver
Precisa-se alugar um sitio :
dirija-se rua do Crespo n. 25 A.
~ Precisa-se de um caixeiro portuguez de 14
a0 annos para trabalhar em urna fabrica de" ve-
las de carnauba : quem quizer v a rua Direita
casa n. 59.
Na livraria ns. C o 8 da praca da Indepen^
dencia precisa-se fallar ao Sr.alfe'rcs Thom Go
mes \ icira Lima.
O Sr. thosoureiro das loteras manda fazer pu-
blico que se achara venda lodos os dias no es-
cnptorio das mesmas loteras na rua do Impera-
dor n. 36, e na casa eommissionada pelo mesmo
Sr. thesoureiro na praca da lndepencia ns. 11 c
10 os bilhetese meios da quinta paite da quarta
lotera do Gjmnasio Pernaiubucano, cujas rodas
d*v 11 de\agosto prximo futuro
Theouraria das loteras "25 do julho de 1800.
O escrnNip, J. M. da Cruz.
^Consultorio central honeoMtkJcof
^_,^&*^m himeepaihia. As consultas como d";
APPHOVAflO E AlTOBISACiO
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Para serena applicadas s partes afectadas
sem resguardo neni incommodo.
sipelas. rheumatismo. paralysia e todas es alleccoes nervosas ele etc Igualmentefnara d?f
ferentes especies de tumores, como lobinhoa, escrfulas etc., seja 'qual fr osTamanho e oro
!SR US SSSSfser0 radicalmcnlc nt^M- -* "5 SSSUff
aS,lnoCcT'p0,ldaS,daS-pr0Vnciai,dcvem ser d"SJas por escripto, leudo lodo o cuidado de
ff.^l^^PJri?!!'.8?.*8 chP" s5u P horncm. senhora u crianc3; declarando a
- &^1SU^^^^*Mtn^t^'^,^ afim de 1ueas chapas possam ser
^I2^^mais iiL0S ('ue sc Pde encontrar, assim como lira retratos pelos diminuios! p/uln Ck ,,,,' i^,,0,,'-, i ...
1 '' lH*n iHIJ. comas competentes caixas ; na rua do Imperador ondo tem a,1 uu^" IIlalKiai MI (le lUalflier POlllO CO Utinfiro (ln Rl'Klit
encana, o raesrao tambera ensina a tirar retratos oodendo ser procurado a qualquer ^ ^ chapa, serjo =P;an.,adas da compVentesVxpcanoes e tambL de Todos SZ
: ,...:onSulias ? l2da.s as PC5Soas 1up a dignarem honrar com a sua confiatica em seu escrintn-
J.o.que se achara aberto lodosos dias, sera excepeo, das 9 horas da manha 5s tarde. P
Centro commercial.
DEPOSITO DE PIANOS
FO
DOS
Vais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECIIVIENTO
do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
Iiiaaaa m
Rua Nova n. 25, esquina da Gamboa do Carmo.
Neste estabeleciment acha-se um completo sorlimento dos melhores, mais elegantes e mais
bem construidos pianos de que ha noticia.
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as cua-
lidades por baratissimos preeos.
Do-se amostras com penhor.
Lindos cortes de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Dilos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Dilos ditos de dilos de gaze phantazia
de cores
Romeiras de Gl de seda preta bordadas
Visitas de grosdenaples preto bordadas
.....----r-------"-i "- ~ | usuas uc ^
No mesmo esiabelecimento exislem, chegados hapouco da Europa, alguns pianos de machi-! com ^roro
do melhor oslo e de maior pereic.ao do que quaesquer ouiros. os nuaes nS.i emA>.i o Grosdenaples de cores com quadrinhos
Aviso,
nistao do melhor gosto ede maior pereino do que quaesquer outros, os quaes nao tmente se
presfSm jtelo seu machinismo a toda as pessoas que sabem msica, mais aindn quelles que gno
rarh esla arle.
Alm destes pianos exislem tamhem no mesmo esiabelecimento, harmnicos ou Seraphina, os >w !"= ^ uc ^.v,Ci., x.~. |>uiWa
quaes fazem urna bella ligacao sendo locado em sala com acompanhamento de piano, e tambem r delarSura. propria para forros
produzcm excellentes effeitos harmoniozos em igreja ou capella, tamben ha \nelhodo e msica- \ areies'681"10 deS6da dgaZe lr8DS"
adqiTadas ao dito instrumento. Espera-se que o respeitavel publico e os amantes de msica nao se | Ditos de dilos de cambraia e seda, corle
demorem em munirem-se delao excellentes instrumentos, cujopreco aliase razoavel, e de cuja pers Cambraiasorlandys de cores, lindos pa-
feQao inconlestavel. droes. vara
Ka mesma casa afinam-se e concertam-se pianos com a maior perfei^ao possivel
loaqnim Antunes da Silva, inventaranle dos
bens do casal do (nado Antonio Jos Maciel, avi-
sa a lodos os credores do dito casal, para tratar
do seu direito no juizo de orphos. Recife 2 de
agosto de 1860.
ma
compositor
covado
Dito liso preto c decores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado lj* e
Dita lisa prela e de cores, com } palmos
de largura, propria para forros
droes, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
i^a mes- Time .-.:_____..__
" ,...... T......"T: d-----,-'....... ,,c cv"u Fss'>e' 'ues- ; Tiras e enlremcios bordados
ca6a existem chegados ha pouco da Europa lindas msicas do melhor gosto possivel e do melhor; Mantas de blondo brancas e pretas
iposilor da Europa Ditas de fil de linho pretas
Chalos dia anda Ha tnHae rc onrfta
Sipop du
urPORGT
JARABE DO FOKGET.
fcste xarope esi approvado pelos mais eminentes mdicos de Pars,
Icomo sendo o melhor para curar tonstipacoes, tosse convulsa e outras,
anecies dos nroncbos, ataques de peilo, iriita.,aes nervosas e insomnolencas: urna colherada
pela maulla, e outra a noite sao sufficientes. O tllito deste excelente xarope satisfaz ao mesmo
lempo o- doente e o medico. \
0 dsposito na mu larga do Hosario, botica deifartholineo. Franeiteo de Souza, n. 36.
Imuiiiu ii, ni
Rua do Brum (passando o chafariz.)
No \epozAto (leste esla\e\eeinieiito sem^ve lia grande soitimento deem
* MAaisao nava os eage nuos de assaeav a saliev:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e dePacillimoassento ;
Rodas d agua de ferro com cubos ,le madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas ;
Cinnos de ferro, e portas d'aguaiara ditas, e serrilhas para rodas de madeira';
Moendas inteirascom virgens muito fortes, e convenientes ;
Meias moendas cc-m rodetas motoras >ara agua, caballos, ou bois, acunbadas em aguilhoes deazs :
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares e bicas para o caldo, crivos e portas de ferro para s fornalhas;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Roletas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos oubois ;
AguilhSes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carcas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc.
p.W.Bowman confia que'os seus freguezes acharotudo digno da preferencia com
que o nonram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
. mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que poderao necessiiar.
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Dilos de dita de algodo bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidem dem idem
Gullinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
lampados de todas as qualidades
Enfeites de vidrilho franceies pretos e
de cores
Aberturas para camisa de linho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balito de varias qualidades
Tafel rxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado '
Canas francezas de cores, vara
Collarinhos de esguiao de linho mo-
dernos
Um completo sortimento de roupa feita
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colletes, calcas de muitas qualidades
de fazendas
Chapeos francezesfinos, forma moderna
L'm sorlimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas^francezas, peitos de linho e de
algodo brancas e de cores
Ditas de fustao brancas e de cores
Ceroulas de linho e dealgodao
Capellas Brancas paranoivasmuilo finas
Um completo sorlimento de fazendas
para veslido, sedas, laa e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
merlinos
Diiasde seda para menina, par
Luvasdefio de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbulina decores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimento completo de lu^as do
seda bordadas, lisas, para renhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Corles de colJete de gorgurao de seda
de cores
Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda rxos para senhora
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
o$500 i Sapalinhos de merino bordados proprios
para baptisados, o par
I
9

1200
s
3c000
1500
10*000
16} 000
1S000
9
9
9
9
900
9

S60
f
9
eooo
S500
280
5500
$800
Casinetas de cores de duas largurasmui-
to superiores, covado
Selim preto,encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado
Selim liso de todas as cores, covado
Lencos de gorgurao de seda pretos
Helogios e obras de ouro
O
Novos medicamentoshomeopalliicos en- *
^ viadosda Europa peloDr. Sabino. S
<* Estes mcdicaraanlos preparados espe- Z
@ cialmente segundo as necessidades da ho- ^
@ meopaihia no Brasil, vende-se pelos pre- ,
$g eos conhecidos na botica central horneo- ^
st pathica, rua de Sanio Amaro (Mundo No- 5
@ vo) n 6. *
Aiuga-se una boa casa terrea em S. Jos
do Maiiguiiho, quasi defronle da igreja: ir .
se na rua do Brum n. 16, armazcm de Manoel
Jos de S Araujo.
L?ucm precisar de urna ama que saiba cozi-
nhar e coser de portas adentro, dirja-se. a :ja
da Cruz n. 18, segundo andar.
Precisa-se de um caixeiro de 14 a 18 annos,
para taberna, que tenha pratica da mesma : na
rua do Caldcreiro n. 60, se dir quem precisa.
Bcnlo Concalves vai ao Rio de Janeiro.
Olerecc se una senhora com urna moleca
de idade 13 anuos, para ser ama de casa de pou-
ca familia ou honiem solleiro, poru sendo para
o malo, para engommar, cozinhar e lavar, pois
a respeilo ao preco lodo o negocio fara : a pro-
curar na Capunga, sitio que foi do Fr. Capislrauo.
V. Grandio,
RELOJOEIltO
agraciado com a mcdallia de ronzo,
na exposicao universal de
Paris de 1855,
concerta relogios de todas as qualidades, princi-
palmente os chronometros francezes, soissos in-
glezes, por preeos n ni rozoaveis ; tamhem ven-
de relogios de ouro c piala, assim como obras de
ouro ; no seu esiabelecimento da rua da Cadeia
do Recife n. 10, onde pode ser procurado
Alerta!!!
Fligio do quarteldecavallaria no dia
21 do corrente mez, um cavallo slaz.'o.
pequero, de crinas grandes e mercado
no quarto csjuerdo eoinon, 23: qiu-m
o tiver retido em seu poder e quizer ter
a bondade de remettc-lo aquellc luga.-,
sera' gratificado conscieneioamenle.
Engorama-se e lavase cem per-
feicao : na Tu a das Agoas Verdes n. 0G.
agencia dos fabricantes amcrlcc-
nos Grouver & Baker.
Machines de coser: em casa de Sarnue- ?.
Johnston ; rua da Senzala Nova n. 52
. Mmmmmmi
o nr. casanova pode ser procurado a SOR
* qualquer hora em seu consultorio horneo- 2
ge palhico em Pernambuco et
v 30BA DAS CRUZES30 S
gR No mesmo consultorio acha-se seropre a'j)
r tinturas e glbulos, os mais novos e bem cj;
R preparados, os elementos de homeopatl.ia I
O juiz de paz do 2." distrito da freguczia
de Santo Antonio da cidade do Recife faz ver *o
publico, que elle mudou os dias das audiencias
do mesmo juizo para as segundas e quinUt-iei-
ras a 1 hora da larde, visto que o Dr. juiz de di-
ckp.ii rcil do commcrcio transfciio as suas audincie**
" P_ara_as_(iuartas-feiras.
Aviso aos thesoureiros e
chefes de irmandade
$ Acbando-se prximo o lempo de algumas
igrejas festeiarem osseus padroeiros, Jos Pau-
lino da Silva com fabrica de fogosem um terreno
da rua Imperial, avisa a todas as irmandades e
confrarias religiosas, c a quem pessa mais inle-
ressar, que tem efectivamente prompto um gran-
de sortimento de fogos do ar, tanto com bombas
5 miudas como de bombos rcacs, fogueles para
ljj600 salvas com bombas extraordinarias, os quaes
vendem-se em gyr;ndoas ou sollos, canfora e o
30 gosto do comprador, mandando-os conduzir e
15200 queimar como costuma, por preco mais barato
fc70J doqueo,que se costuma comprar. Este esia-
belecimento otlerece ao comprador muito maioi
2$000 vanlagem, nem s pela superioridade do fego
lfOOO que boje geralmente conhecido, tanto na capi-
tal como no centro, completa commodidad" do
prec.o e promplidao, obrigando-se o annuncianie
per qualquer avaria que possa haver, fazendo um
abate no preco, quano por acaso nao saia cerno
o afianga, declarando quelles que os quizer
9 comprar em gjrandolas ou cm broqueis, dove-
g rao a\:sar tres di?s antes, se for em quantidaue,
2ff50 para se preparar c armar, e sendo em pequea
porco, avisar do vespera ; e para mais facili-
| tar ao comprador, no caso dp nao querer ir casa
de sua residencia, poder entenderse rio largo
2JO0O do Paraizo com o Sr. Jos Pinto de Magalhaes. e
na rua Direita, loja de cera confronte a sachris-
I5OOO tia do Terco do Sr. Dionizio llylario Lopes.
J Cortes de casemira de cores a
18600
I
I
I
5000
1 EAU MINEMLE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza rua da Cruz n.22.
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 das consecutivos. ,...... F
30 cariei para os ditos banhos tomados em qualquer lempo ".
15 Dl,os dito dito dito 1
109000
159000
8000
4000
_7
Banhos misos, aromticos, salgados esulphurosos aos preeos anunciados.
tsureduecao de preeos faeiliur ao respeitavel publico o gozo das vanlaeens me resuliam
dafrequencadeumesubelecimento de urna utilidad incontestvel, wTTSfiTS
estando em nosso. hbitos, anda pouco conhecida e apreciada" infelizmente nao
II FGVFI
LASA LUSO-BRASLEIRA,
2, Goltlen Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com lo-
mar a casa contigua, ampias e excellentes ac-
commodacocs para muilo maior numero de hos-
pedesde novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes qufr
visitemeta capital; continua a prestar-lhesstus
serviros bons officios guiando-os cm todas as
cousas que precisen conhecimento pralico 00
paiz, ata : alm do portuguez e do nslez falla-ae
na casa o hespanhol e francez.
Precisa-se de urna
ama para cozinhar e com-
praf para urna pessoa^
na rua estreita do Rosario
n-11, primeiro andar.
D^otisla de Paris.
5Rua Nova15
Frecterico Gautier, cirurgilo dentista, 5
faz todas as operaces da sua arle e col- #
loca derHes artificiaes, ludo com a supe- 3E
rioridadeV perfeicao que as pessoas ec- I
tendidas lft reconhecem.
Tem aguaSe pos dentifricios etc.
liiiaij
= OSr. Francisco Aranha de Souza tem urna
carta no escriptrio de Manoel Joaquim Ramos e
Silva, na rua da; Cadeia do Recife.
&
imiitIi Anm


*v
(6)
Declaro que o annuncio que ten) sahido oes-
te Dinrio ca otras iniciaes de A. F. de M. nao
so onirnde com o Sr. Antonio Ferreira Monteiro
o sim ora outra pessoa.
OlTerece-se um mogo para caiseiro de co-
branca nao s na cidadc como fra dola, dando-
bom liiador : dirija-sc a ra do S. Jos n. 62.
Na na do Destino n. 4, ha para alugar um
moleque cozuihciro copeiro, e que tarimera
compra.
Aluga-se urna casa terrea na freguezia de
Suata Antonio, na trazessa dos Quarteis n. 21 :
i lu lar na ra das Cruzes n. 22.
DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO 4 DE AGOSTO DE 1860.
de chita larga para vestido, com 11 covados cad3
corte, nquissimos padroes,
Na taberna'
lmperatr
vende-se fumo novo deGa
a reta lho. bera como toda a qn
ros, ludo por presos irais baratos
qualqucr parte.
Vende-se um escrav^fte ni
busto, de boa conducta, bom para qual.
vico de casa ou campo ; na praca da Boa^
botica n. 22.
UMA PRETA;
Vende-se urna preta de naco Congo, aind
moga, doservicode ra e ordinario de casa, por
preco cmmodo r a tratar no pateo de S.'Pedro,
casa do lado da Viracon. 13.
ra vestido, com
s padroes,
2$500:
vendem-se na ra do Queimado, loja n. 18 A.
esquina que volla para a ra estrcila do Rosario.
Vende-se um piano em conla ; na ra do
Imperador n. 67
116RuaDireita116.
Palitos do gaz,
era massos; vende-se rauito barato, tanto em
porcoes como a retalho.
Vende-se um violao com um methodo de
Can.',li' ; na ra da Imperatriz n. 60, loja.
Novo gosto.
Francisco Pereira da Silva na ra do Queima-
do l. 9, loja em frente ao 1'reguic.a, reerbeu cu-
beras de novos padroes e vende a 2) cada urna.
Cheguem ao barato
O P regula est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pecas de brelanha de rolo com 10 varas a
23*, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collele e palitots a 9G0 rs. o covado, cambraia
organdy de muilo bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muilo fina a o*, 4$, i?,
e 63? a pega, dita lapada, com 10 varas a 5?> e
65? a peca, chitas largas da molernos e escomidos
jiadres a 240, 260 e 280 rs. o covado, riquis-
simos chales de merino estampado a 78 e 89,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 9J cadi um, dilos com urna s pal-
ma, muilo finos a 89500, dilos lizos com fran-
jas de seda a 59, lencos de cassa com barra a
100, 120 e 160 c ida um, meias muilo finas pa-
ra senhora a 49 a duzia, ditas de boa qualidade
NA NOVA
Loja de miudezas na ra
DireitaN.^,
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para render em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres.
muilo DroDrios Dar este clima.
I). Francisca des Dores Fernandez Fun-
les, Hara Uenriqucta Fontes Paiva, Joa-
quina Amelia Fontes, Francolina Leopol-
dina Fontes, Agoslinho Ferreira Fontes,
Joaquina Ferreira Fontes Jnior, Jos Fer-
reira Fontes, viuva, fllhas, Clhos e genros
corii.ilmente agradecem a todas aquellas
pessoas que assisliram ao enterro do seu
presado marido, pai c sogro Joaquim Fer-
reira Fontes, igualmente agradecem a to-
:.is aquellas pessoas que so nreslaram com
seus servidos durante a molestia e depois
d.< morlc dj niesmo Gnado.
Os mesmos convidara aos seus amigos
e do fallecido para assistirem a missa do
stimo da, cuja ter lugar segunda-feira
i) agosto na matriz do Corpo Santo s 7
hora* da m.inlin. ________________ ______B
msmtammmtm
Piecisase arrendar um sitio que
tenlia boa casa de morada, baixa para
cipiue pasto para gado: na ruada
P:aia armazem n. 40.
Candido Nunei de Mello & C ,
aiuigavelmentepede a seus freguezes de
contas de livros, para que venham sal-
dar suas contas ate o im do corrente
mez, sob pena de declarar os nomes dos
d-.'v.-dores por estenso mostrando as da-
ta; em que foram ellas contrahidas.
Na ra da Cadeia do Recite n. 53, lerceiro
andar, se dir qnem vende urna escrava cabra de
18 anno de idade, que sabe cozinhar, engommar
'"" D-se 2SS000
pelo aluguel de urna escrava que saiba comprar
e cozinhar o diario de urna casa depequna fami-
lia na roa do Imperador, livraria n. 7'J.
John Ilodgson e sua senhora, subditos in-
glezes, retiran) se para o Rio de Janeiro.
O abaixo assigoado, vendeu a parte que li-
\nha na taberna sila no paleo do Torro n- 23 ao
- Sr. Hannel da Silva, a qual gyrava sob a firma
kspcial de Cunha o Pereira, a qual Picara sendo
luauoel da Silva & Companhia, ficando o socio Ma-
nuel Ja Silva obrigsdo por todo activo e passiro ,
da parle que me pertencia da antiga firma ; e a e 9500 a VU, chitas rancezas de ricos
pira que cheguc ao conliecimento das pessoas I desenhos, para coberU a 280 rs. o covado, chi-
I ic possam inleressar iz a prsenle publicacao.
Recite, 2 de agoslo de 18G0.
Joaquim Jos Pereira da Cunha.
vendem-se las para bordar da mais fina que ha
B500 a libra, luvas de 3eda enfeitadas para se-
niora a 2}, dilas de algodo para hooiem a 320, ,
bonecas de choro a 440, 500. 640 e 800 rs., bo- *4SSS^SSS3
loes de osso a 240 a groza, dilos brancos de louca
a 140, ditos de cores a 160. bolsas pira meninas|
de escola a 5)500 e 6$, lesouras finas a 1 o
2J800, falcas oilavadas a 2c8u0, dilas cravadas a .
3g, dilas de cabo de balango. dous botoes.a 6*500,
a duzia, caivetes finos a lj600, ditos a 2j?800,
jPechiocha sem igual.!
SS?" Vendem-se superiores camisas de <]
fuslao editas de madapolo muilo fino a si
2.', corles de casemira ingleza de quadri- <
nhos do superior qualidade a 4fl|500 e 5>, lji
colleles fetos de gorgurao de seda e dilos J
de fuslao a 39500e i, calcas de brim de a
cor a 48, cortes de superior bnrege de se- 3J
da a 20$ e as modernas victorias de al-
paca de seda para vestidos de senhora a
700 rs. o covado, tambem se vende saias
balao muito boas de mueselina e dilas de
raadapolao a 4g500e 5$, gollinhas de li-
nn a Co rs., de todas estas fazendas
existe urna pequea porcao que se vende
por este preco para acabar : na loja de
Augusto & P'erdigao ra da Cadeia do Re- !K
cife n. 23 m
':\ SsnaneiNH m ^mtmw&wm
Arados americanos e machinas
para lavar roupa^em casa de S. P. Jo-
hnston & C."tda A Sfcil^. ^v
Venda de urna casa em
Olinda.
Vende-se a casa terrea da ra do Amparo n.
42, bem construida de pedra e cal, assobradada
i para traz, lera 2 salas c 2 quartos, e quintal :
I vende-se muilo barata : a tratar na ra de Santa
I Rita n. 6i.
PotassadaRiissia
grozas de penna de ac de langa a 18200, ditas j
de mozinha a 18400. linleiros proprios para via-1
gem a 320, obreias de cola a 100 rs., resmas de
papel de quadrinbos a 48300, caixinhas de papel. i
sortidas em cores a lg, ditas de quadrinhos a |
800 rs., fo'has de papel arrendado e anvelopes a j
240, ditas cora flores a 160, pentes de alisar de ',
baleia a 210 e 280, dilos de borracha para bichos
a 440, dilos Iravessos para meninas a 640, ditos
de massa para alar cabello a 900 rs., dilos vira-
dos a imilago de tartaruga a IgftOO, ditos doura-
dos a 1$800, dilos de alisar de borracha a 600 rs.,
ditos de bfalo braoco para bichos a 280, dilos
i para alisar a 500 rs., linha do gat branca a 800 o |
lg, dita preta a 900 rs., miada de linha de pes
a 120, linha para marca a 20 rs., filas com col
cheles a 500 rs. a vara, pega de galo de linho
com 10 varas a 18500, dita de bico com 10 varas
a 600, 800, 18 e 1g400, duas de renda a 600, 800,
900 e 1&300, babados do Porlo a 120, 140 e 180
a vara, pegas de tranca de lia de caroc a 60 rs.,
lilis de seda lavrada'de largura de 5 dedos com i
pinta de mofo a 320, dilas finas a 640 a vara, cai-
xiulia com grampas a 60 rs loucadores de jaca-
randa 3 28to0, dilos a 38200 e 43. vlsporas a 900
rs., cartas finas portusuezas a 28700, dilas finas
francezas a 2g800e 3S800 a duzia, anvelope sor-
tido era cores a 18280, laraparinas para tres me-
zes a 60 rs., ditas para seis mezes a 100 rs., sa-
patinhos da merino proprios para baplisados a
1g2O0, borzeguins de laa a 800 e 900 rs., ataca-
dores chatos de algodao a 60 rs., dilos roligosa
100 rs gravalinhas a Pinaud ?. 18400.
REMEDIO INC0MPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milhares de individuos de todas as nacoes p9-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de havetemprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascura maravillosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
della sao to sor prendentes que admiran; o$
medico mais celebres. Quantas pessoas reco_
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam sotuer a
amputarlo I Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimenlos, para senao
submetterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu recouhccimcnto declararam es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisaulenli.
carem suafirmativa.
Ninguem desesperada do eslsdo de saude s.
Uvesse bastante confianca para ensaiar este re.
medio constantemente seguindo algura tempo o
mentrataloquenecessitasse a natureza doran,
cujo resultado seria prova riucoulestavelraente
Que. ludo cura.
4* ungueuto e til, mais particu-
uriente nos sesnintescateos.
5Xv ^^ra^vv^xi8a'
tas escuras inglezas a 58900 a poga, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 1$,
19200 e 19600 a vara, dito prcto muilo encor-
palo a 19500 a vara, brilhantina azul a 400, rs.
.descommodos: a tratar na ra da Praia nu- ocovaj0) alpacag Je difTerentes ^ 36() rs 0
Aluga-se um lerceiro andar e soto com
~ Jeremas Carvalho Rrandao, subdito por-
tuguez, reiira-se para o Rio de Janeiro.
OfTercce-so urna mulher porlugueza para
ama de casa de poura familia : n tratar na ra
do Rosario da Roa-Vista n. 27, sobrado.
Precisase de urna ama para cozinhar e
comprar para urna casa de poura familia : no ar-
niazem de Luiz Annes defronte da porla da al-
fondega.
O abaixo assignado, encirregado da desin-
feceo como d-re constar aos senhores inspeclo-
r de quarteirao, pela circular do Il!m. Sr. Dr.
chefe do polica aos senhores subdelegados, a
qual dalada de 10 de maio corrente, faz scien-
'. aos senhores inspectores, quo logo que se de-
rem casos de angina, escarlatina e oulras moles-
grassam epidemicamenle, avisem ao
i .i abaixo assignado para mandar proceder
,1 i sinfeccao como por ardem superior foi deler-
lo.Jes da Rocha Paranhos.
A abaixo assignad, viuva do finado Jos
Doaiin^ues da Costa, repele o annuncio feito a
.todas as pessoas que so concderarem credorasde
nado marido, rujo annuncio ja sabio ha b
I ii oncede de novamenle o proco ouira vez)
de fe dias para aprasenlarem suas contas corren-
afim de seren juntadas ao inventario que se
proceder, (indos os quaes ter cada um de
pistilicn- perante o juizo, nao Picando a annun-
suj la ~ despfzas que cada um houver
de si rislo que o nao tem qiu-rido fazer nmi-l
mente, e desde j protesta se opjmr a lodi'
ila que nao cstirer legalmenlo direila arista
infmenlos feitos e recibos passados exis-
lenles em seu poder, assim como nao pagar
alguma que nao livor sido conferida pelos
mesmos assentos. Pernambuco 1." de agoslo de
-Arogo de Amelia Augusta da Silva Cosa,
is Jipsc AvilU.
Chita
s
covado, cesemiras prelas finas a 28500, 37 e
39500 o covado, cambria preta e de salpicos a
500 rs. a vara, e oulras nimias fazendas que se
fai palenle ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhdr.
Vende-se urna negra fula, bonita figura, |
moga, cozinha, engomma soiTrivelmeute e costu-'
ra, o lavadelra, c quem a comprar se dir o mo-
livo por qu" se vende : na ra do Rrum n. 16, ar-
mazem de Mano 1 Jos de S Araujo.
Taclias para engento
Fundigao de ferro e bronze
DI
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sorliiuento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz econcerta-se qual-
quer ol)ra tanto de ferro fun-
dido como batido.
largas, francezas, riquis-
simos padroes, a 240
rs. o covado,
tendo entre ellas miudinhas, e de quadros, de
mui lindo gosto ; na ra do Queimado, loja n.
18 A, esquina que volla para a ra estreita do
Rosario.
Batatas a 80 rs. a
libra. |
Vendem-se batatas a 80 rs.: na Iravossa do pa-
lco do Paraizo n. 16, casa pintada de amarello.
Grande pechincha, '
Para acabar.
Covado a 200, e 200 rs.
No armazem da ra do Queimado n. 19, ven- I
de-se chili. franceza fina, cores fixas, a 200 rs. o i
covado, cambraia miudinha a 500 rs. o covado; |
por a fazenda ser muito barata nao se dao amos-
Iras ; venham antes que se acabem.
Era casa de Rabe Sci>mettan &
C, ra da Cadcia n. 37, vendem-se'
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
Novas sementes de hor-
talice,
vindas no vapor Portugal chegado esle mez:
vende-sa na loja de ferragens na ra da Cadeia do
Recite n. 56 A, de Vidal o; Rastos.
E CAi^^USRQA.
No bem conhecido e acreditado d^po^t, Wf'^AsV na\exlre
12, ha par\ vender Frieiras. V^
d^li
ra da Cadeia do Recife
potassa da Russia e da r?llio dffMCtro-, noya
e de uperiorqualidade7s^sVriVc\nV tambe^
cal virgem em pedra: tudo nor urecos rniih
razoaveis
AT,
Caimbras
Callos.
anee res.
Cortaduras.
"ores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
emgcral.
Ditas doanus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
ia^tulasno abdomen.
ade ou falta de
extremida-
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Qufilmadulas.
Sarna Vv %
Su rhiracofs^nt rid as
Tinha.cm qualquerpar-
te que seja. '
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
GRANDE S0RTI1IEXT0
DE
lazendasc obras leilas|
NA
i luoja
NA
e aTmazem
DE

u v -.'TitrtxmKX'mmrasExmm..... ?**
r
Ka
ompr
K&.
Compram-se quaesquer numero
do Diario de Pi-tnauluco de 182") a
1835, este jara ou n3o certas as c llec-
ou falte;.! ntuneros : na livraria n.
(j e 8da praca da [ndependencia.
Compra-se um escraro de meia ida Je que
a ha vicios e achaque, c que sirva para o
servido externo de urna casa de familia : a Ira-
tai na ra do caos que segu da casa de delen-
c.ao ao gazometro, na casa assobradada 5 mar-
ge.o do rio.
Compra-s um sobrado de um andar e so-
lio & dous andaras e sotao, sendo em boa ra da
freguezia de Sanio Antonio, c tendo sufficientes
com modos e quintal: trata-se na ruado Livra-
nn nto n. -29, segundo andar.
Compra-se um moleqne pe^a, prefere-se
que saiba cozinhar: na ra da Praia n. 5.
Compram-se moedas de 20*0J0 : na ra
N ... n ;i.
Vendas.
Approveilem a oecasio,
'.legado loja da diligencia, na ra do Quei-
mado ii. C5, um grande sortimento de balaios,
bonitos, foites e barato para compras, para cos-
tura e para guardar roupa ; asara como muilo
' is ceslinhas para meninas Irazerem no braco,
para so mandar prsenles, ditas para se e-
: i com frnelasem mesa, ditas para lalheres, e
oulras omitas obras que com n visla os compra-
dores verlo ; na ra do Queimado, loja da dili-
~ ncia n. 65.

tzg-
Loja de marflirej
Ra Nova.
Taria & C. avisam aos seus numerosos
I freguezes e ao publico era geral, que 're-
<-S> cebendo por todos os paquetes fazeijdas
s^ de modas, acabara de receber entre mfi-
gg ios arligos o seguinle :
se; Vestidos ricos de blond para casamento.
^ Ditos de gorgurao de cores, tecidos om
nj velludo em alto relevo=a duqueza de
22 Comberland. >,
i Dilos brancos bordados para soire. /
i Ditos dilos de cambraia. )
|E Dilos de cores de phantasia. f
yi Dilos de cores de moirantique. /
S2 Manteletes, chales ronds o pereg/inas
g de velludo egrosdenaple prelosi^
3& Dournus de cachemira de cores e d]e se-
j5 da de cores. f
3< Bedonines para saluda de Iheatroj.
St Chapelinasde p:lha de Italia e seda.
-^ Calcado para senhora do afamad fabri-
a'-p cante Jolly.
fft Dito para meninos.
a Casaveque de la para menino^ de ambos
| os sexos.
Vende-se gesso cr e preparado, de odas
as qualidades: em Santo Amaro das Salinas,
junto ao sobrado dD Sr. Cardoso/
Nesle armazem de molhados con-
linua-se a vender os scguinles gneros abaixo mencianados de superiores qualidades o mais barato
do queem outra qualqucr parte, por serem a maior parte deltes recebidos em duchara por conta
dos propietarios.
Manteiga ingleza e franceza
perfeilamente flora mais nova que tem vindo ao mercado de 6i0 a 800 rs. a libra e cm barril
se far algum abalimento.
Qncijos flamen gos
muilo novos recenlcmei.le chegados no ultimo vapor da Europa de 1J700 a 3S e 3 vista do gaslo
que o freguez izer se far mais algum abalimento.
Qucijo nralo
os mais novos que exislem no mercado a 1 a libra, em porcao se far abalimento.
A.mcixas francezas
em latas de 1 1(2 libra por 13500 rs., e em campoteiras de vidro contendo cada urna 3 libra
por 3J00O.
Mnstaraa Ingleza c franceza
em frascos a 6!0 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
YcnlaAeiros ngos de comadre
cu caixinhas de 8 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a 1600 r.s.
Bolacliinna ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por Potes vklrados
de 1 a S libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1JJ000 rs. cada um.
Xmendoas confeitadas nroprias para nortes
de S 3'oao
a tg a libra e em frasquinhos, contendo 1 1(2 libra por 2J.
Cha prcto, hyson e pcrola
os melhores que ha noste mercado de I96OO. 2 e 2*500 a libra.
Magas cm caixinhas de 8 lihras
contendo cada urna differenles qualidades a 4*500.
Palitos de ilentcs Vichados
era molhos com 20 macinhos cada um por 200 rs.
Tijolo Vranccz
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas c francezas
em latas e em frascos de difTerentes qualidades.
Presnntos, ehoavieas e paios
o mais novo que haneste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
l^atas de holachinha de soda
de differenles qualidades a I56OO em porco se far algura abaliraento.
Tambem vendem-se os seguintes gneros ludo recentemente chegado e de uperio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chouriga muito nova, marmelada do mais afamado fa-
bricante de Lisboa, ma<;a de tomate, pera secca, pasas, Troclas em calda, amenc oas, nozes frascos
com amendoascobertas, confeites, paslilhas de varias qualidades, vinagre branca Bnrdeaux'proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de todas ns qualidades.gom-
ma rauito flna, ervilhas francezas,champagne das mais acreditadas marcas, cervejas de ditas,
spermacetebarato, licores francezes muito Anos, marrasquino de zara, azeiledoce purificado azei-'-
touas muilo novas, banha deporco refinada e outros muito gneros que enconlrarao tendentes a
molhados, por isso promettem oe proprieUrios venderem por muito menos do-que outro qualquer,
promelera mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem por nutras pnuco praticas corao
viessem pessoalraente ; rogam tambem a todos os sanhoresde engenho e senhores lavradores
queiram mandar suas encommendas no armazem Progresso que se lhes afflanc, a boa qualidade e
o acondiciouamento
GerVgii' escaldabas, -dasarticulacoes.
InchagoVs v Veias torcidas ou noda-
Mukacao aVflgado. das as pernas.
*nde-se est* ungento no estabecimenlo
geral de Londres n. 224, cStrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas 9 otras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana c Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna instrucQao em prtuguez para o modo de
fazer uso desle ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22. em Per-
nambuao.
Aos WM
Rilhelcs inleiros, meios e quarlos da segunda
lotera que vai ser exlrahida no Rio de Janeiro
para as obras da matriz de S. Jos de Pernambu-
co. chegados pelo vapor francez : vendem-se na
loja de fazendas de Leile i irmo, ra da Cadeia
do Recife n. 48.
4llenco a pechincha pa-
ra acabar.
Carne saldada inrjlez.a e americana a
160 rs a libra, e toucinlio americano
ptimeira qualidade a 200 rs. a libra e
affiarttri-se a qualidade tanto de urna
como de outra e se pode procurar des-
de as G horas da manbSa ate' as 8 doras
da noite, deve durar pouco pelo barato
preco'que se vende no armazem de
Andr de Abreu Porto, na ra do Tra-
piche Novo n. 14.
Contra a gonorrliea. !
Ijecco Brou.
Em 6 dias de iralamenlo, as vezes mais larde,
muitas mais cedo, se oblem urna cura segura sem
ha ver necessidade de recorrer ao emprego de
lodas essas preparaces monstruosas de que a
copahiba e as cobebas forinam a base, as quacs
sao muitas vezes perigasas e sempre nojentas ;
vende-so a 5# o frasco na praca da Independen-
cia n. 22.
Amendoas coneitadas para sor-
tes de S. Antonio, S. Joao e S. Pedro e
tambera pora presentes a2|o frasco,
vende-se na loja de Leite & Irmao, vua
da Cadeia do Recife n. 48.
Rlogios.
Vende-se em casa de Johnslon Pater 4 C, ra
\>do Vigario n. 3, um bellosortimenlo de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
variedade de bonilos trancelins para os mesmos.
^^S^! gspirilo de vinlio com 44
aldeireiro da ra Imperial, 1
(SMagM)
45--Ra Direila45
Esteestabelecimento olTerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... 10^000
Ditos aristocrticos...... OgOOO
Ditos burguezes........ 7^000
Ditos democrticos...... 6,^000
Meio boraegutns patente. CjjfOO
Sapates nobreta....... C}>'000
Ditos infantes......., 5#000
Ditos de linda (3 1|2 bateras). GjjOOO
Ditos fragata (sola dupla). 5/jOOO
Sapatos de salto (do tom). 6^000
Ditos de petimetre...... 5#000
Ditos bailurinos........ o$500
Ditos impermeaveis...... 2^1500
Senhora.
Borzeguins primeir classe(sal-
to de quebrar).......5000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). .,,...,. 4#800
Ditos todos de merino (salto
dengoso)......... 4#300
Meninos e meninas.
Sapa toes de forra. ...... 4000
Ditos de arranca........ 5^500
Boizeguins resistencia i$ e 5;800
L0J4 DO VAPOR-
Grande e vanado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas c perfumaras,
tudo por menos do que em oulras parles : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SYSTEMA MEDICO DEIIOLLOWAY.
PILUI.AS HOLLWOYA.
Este tnestimavel especifico, composto Inteira-
mente de berras medicinaes, nao conlm mercu-
rio, era alguma outra substancia delecteria.Be
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remore as doenca3 de qual-
qucr especie e grao por mais antigs e ienazes
que seam.
Entre milhares de pessoas curadas com esle
remedio, muitas que j estavam as portas da
raorte, preservando cm seu uso : conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem enlregar-se a de-
sesperaco ; facam um competente ensaio dos
eOicazcs elTeitos desta assombrosa medicina, e
prestesrecuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
! Na ra do Queimad) n.
46, frente amarella.
I Grande e variado sortimento de sobre-
t casacase casacas de pannos finos pretos
% o de cores a 28}. 30j e 35j5, paletols dos
* mesmos pannos pretos e de cores a 283,
% 203 22} e 25-9, ditos de casemira mcscla-
)g dos de superior gosto a 16$ e 185, ditos
t> das mesmas casemiras saceos modelo
| inglez 109,129, 149 e 159. ditos de al-
g paca preta fina saceos a 49, ditos sobre-
casa tambem de alpaca a 7. 8$ o i)?, di-
f> tos de merino selim a 109, ditos de me-
b* ri de corla o a 9j. calcas pelas das
mesmas fazendas a 59 e 6(, colletes pa-
S ra luto da mesma fazenda, palciots de
fi brim trancado a 5$, ditos pardos e de
b fuslao a 4 e 5$, calcas de casemira de
i cor e prelas a 79, 8j', 9j e 10, ditos das
K mesmas casemiras para menino a 6$, 79
e 89, ditos de brim para hornera a 39,
< 39500. 49 e 53, dilos brancos finos a 5#,
* 6g e 79, ditos de meia casemira a 49 e
e- 59, colletes de casemiras preta e de co-
C res a 5g, e 6-9, dilos de gorgurao de seda
e brancos e de cores a 59 e 63. ditos de
j, velludo prelo e de cores a 93 e 109, ditos
g de brim branco e de cor a 3-9, 33500 e49,
\p palitots de panno fino para menino a
c 159, 169 e 189, ditos de casemira de cor
> a 73, 89 e 93, ditos de alpaca a 3e 33500,
jj sobrecasacas de alpaca tambem pa.-a me-
nio a 59 e 6-9, camisas para os mesmos
S de cores e brancas a duzia 153, 163 e 209,
1 meias crues c pintadas para menino de
5 todos os lmannos, calcas de brim para
2 os mesmos a 1S500 e, 39. colarinho de li-
nho a 69000a duzia, toalhas de linho pa-
ra maos a 900 rs*cala urna, casaveques
de cambraia muito fina e modernos pelo
diminuto preco de 12-9, chapeos cora abas
de luslre a 59, camisas para homem de
todas as qualidades, seroulas para ho-
mem a I69, 209 e 259 a duzia, vestimen-
tas para menino de. 3 a 8 annos, sendo
calca, jaqueta e coleles tudo por 10#, co- |
heras de fuslao a 69, toalhas de linho
para mesa grande a 7-9 e 89, camisas in-
glezas novamenle
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampo las.
Areias(malde).
Aslhma.
Clicas
Convulses.
Oebilidade ou extenua-
.10.
Debilidade ou falta de
torcas para qualqucr
cousa.
Dysintcria.
Dor de garganta.
de barriga.
nes rins.
Dureza noventre.
Enfeiniidades no ventre.
Ditas no figado.
Ditas venreas.
knxaqueca
"''rysipela.
core biliosas
Febrct internitente.
Febreto da especie.
Colla.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammacoes.
Ir r eg u la ridades
menstruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao deverlre
Phtysica ou consin,p
pulmonar.
Retencao de ourit.
Bheuraatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Na fabrica de ca
junio a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao defolhas
de zinco, j preparada para lelhados, e pelo di-
minuto preco de 140 rs. a libra.
Grande pechincha
Cassas muilo finas francezas, covado a 240 rs.,
assim como chitas francezas a 200, 240 c260 rs.-
na ra do Queimado n. 44 ; a ellas, que se
acabam.
Vendem-se essencias para tirar nodoas de
gordura, cera, ele, etc., em panos de laa, sedas,
sem alterar a cor nem o tecido : na loja de ca-
bos, no largo do Corpo Santo n. 21, esquina da
ra do Encantamento.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
SabUO lO depOSitO (O RO>ns'cheSadodaEurPa. as garrafas ouac-
. andas na ra larga do Rosario n. 3
Vendem por preco mdico, Almeida Comes, "Ua daSClZala NOY&Il. 42
Alvcs & C. na rua da Cruz n. 27. Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esillines in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, cliieote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous lval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes
Vasos, figuras,, pinhas e
globos de louca para
jardirneportes.
Vendem-se por preco commodo, na rua do A-
morim n. 41.
Para liquidar.
Na loja que foi de Claudian Oliveira
na rua da Cadeia do Recife n. 55, ven-
de-se fazendas de muito bom posto epor
Relogios patentes. *w .. v. ~
Estopas. I*, menos de seu custo para liquidar-se, os
Lonas. i treguezes encontrarao um bello sorti-
S&SL. i meQto do ^e bom e barato-
Biscoutos.
Emcasa de Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada urna
dellas, contm urna instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar deslas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na rua da Cruz n. 22, em Per-
iiiib o-
Botica.
Cartholomeu Francisco de Souza, rua larga
do Rosario n. 36, vende os seguinte medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas conlrasezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque,
Pilulas americanas (contra febril).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Elliuranti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, do S oncas 1
libras
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o dual vende a mdico
pre o
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de N. O. Bieber & C. : rua da Cruz
n. -4-,
fOj^t -a
I TSeguro cortPftf ogo \
COMPAHHIA I
T
Vendem-se
Relogios de onro.)n .
SelliSs inglczes.. .JPa^"^
No escriptorio do agente Oliveira.
Urna casa terrea com
soto.
Vende-se urna casa torrea era chaos proorios,
sila cm Fra de Porlas, lado da mar grande,
1 rua do Pilar n 53 : a tratar na rua do Brum n.
116, armazem de Manoel Jos de S Araujo.
1
i
para
se fazendas por toiio preco.
No rua do Queim do n. 51.
Cassas finas a 240 rs. o covado, ditas muilo
fina a 440 rs., chaly de cores fino e lavrado a
600 rs, o covado, lenco com bico fino a 1&, dilo
mais abaixo a 500 rs., dito a 180 rs.. casemira
enfextada de 2 larguras a 800 o cevado, corle de
cambraia branca de duas saias e 3 babados a 59,
dito de tarlatana bordado do branco a 5J500, di-
to de duas saiis finos a 8}, chita franceza fina a
280 e 220 rs. o covado, casemira para caiga a 4ft.
ditas finas a 5&200, cortes de brim a 170. man-
guitos rom punhos e gollinhas a 2, larlalana de
cores a 800 rs., calcss brancas de brim de linho
a 53300, ditas a 59 e mais que o comprador pro-
curar ha de achar por muilo diminuto preco.
LONDRES
AGENTES ^
IG J. Astley & Companhia. |
.--------1
Vende-se |
Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadas de ferro.
I Ferro sueco.
i Ac de Trieste.
Estanho em barra.
Pregos de composicao.
Brim de vela.
I Agurdente de Franca,
I Palhinhaparamarcineiro:|
I no armazem de C. J. As-|
tley A C.
i.
r
6
Vendem-se carneiros gordos e baratos; na
I rua do Coto vello, padaria do lrt <* <*.
MUilLQQ
E ''"
* \
J
'
ILEGVEL


DIARIO DE PERN1MBUCO. SABBADO 4 DE AGOSTO DE 1860.
/
DE
i f mmm s f if is.
Sita na roa Imperialn 118 e 120 juatoa fabrica dcsabao.
DE
Scbastio J. da Silva dirigida por Francisco Bclmiro da Cosa.
Neste estabelecimento ha sempce promptos alambiques de cobre de diffcrentcsdimencoes
{de 800 a 3:000 simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios con tinos
para resillar e destilar espalos com graduado al 40 graos (pela graduarlo deSellon Carlier) dos
melhores syslemas hoje approvadoseconhccidosnesta e outras provincias do imparto, bombas
de todas as dimenroes, esperantes ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro torneiras
de bron-e de odas as diraciicoes e fcilios para alambiques, lauques etc., parafusos de bronzee
ferro para rodas d agua.portas para fornallias e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dim "
parle, desenvendndose toda e qualquer rncoiiimenda com presteza e piifeicao j couhecide
e para commodidade dos freguezes que se dignaren* honrarem-nos com a sua conianca acha-
co na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada nara tomar nota das encommendas
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico era eeral. toda e
ualqucr obra manufacturada era seu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de
Aviso aos estudaules.
Tendo chegado a esle eslabe ecimenlo da rus
Nova n. 20, antigo deposilo dos afamados can-
dieiros econmicos de gaz hydiogcnio, avisa de
novamente a lodos os seus fregut zes para se sor-
lirem, lano de candieiros como de preparos que
necesstiarem para consumo : Da ra Nova n. 20,
loja do Vianoa.
Vendem-sc caixoes de docj de goiaba mui-
lo bom a 640 rs., vinho do Porlo verdadeiro en-
garrafado a 1J280, dito de dito ce pipa al, dito
de dilo da Pigueira a 80, passas as mais novas
que ha no mercado a 60 a libra, batatas a 2J560
a arroba, e 100 rs. a libra, garrafa do azelc doce
a 640 rs., e outros muilos objeclos que s a visla
do comprador : no pateo do Terco n. 28, defron-
le da fabrica de charutos.
U&ICA VERDADEIA E LEGI
TIMA.
m
'&p.&&
t<&s
33^
^iliiliii-iilllliliiilllllll
GRANDE ARMAZEM
en
r^s
MCBb
DE
mi
5-)S
ZJ83
VS?Ci
Rica Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicco dos Militares.
Grammalicaingle-
za de OIIendorT.
Novo metliodo para aprender a lr,
a cscrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra nteiramente nova, para uso de
|< ;<;C pblicos e particulares. Vende-te na
Hg praca de Pedro 11 (antigo largo do Col-
K<3 legio) n. 37, segundo andar.
Cw9S
Acha-se na directo da oflicina deste acreditado
arraazcm o babil Ks
~ym Manoel Jos Ferreira.
SALSA BARB1L1A
*TOfi>
sg |ouro patente inglez, para hornera o senhora,
)s}l de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
5-SS vindnsp'-lo ultimo paquete inglez : eni caaa
KSgg Southall Mellor; 4C.
dioca e para descantear algodao, prenc.as para mandioca e oleo de ncini, porloes gradara co-
lumnas e muinhos de vento, arados, cullivaJojes, ponles, -aldeiras e tanuues, boias alvareners
botes e todas as obras de machinismo. xocuta-se qualquer obra seja qual fr sua na'tureza neos
des-nhos ou moldes que para tal Jim forera apresenlados. Recebem-se encommendas neste esta-
.elecimenla na ruado Brum n 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperadorn. G5moradia do'cai-
seiro do estabelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira, cora quera os Dr-aomdentes se oodom
entender para qualquer obra. y
Fazendas por taixos precos Graixo em becbigas esebo
Ra to Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Anda ruslam alguraas fazendas para concluir
a liquidacao da firma de Leitei Coneia, asquaes
se vendem por diminuto prego, sendo entre ou-
tras as seguinies:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, finas, a240e2G0.
Riscados francezes de cores Dxas a 200 rs.
Cassasde cores, bons padroes, a 240.
liriin delinho de quadros, covado, a 160 rs.
Rrim trancadobranco de liuho muilobom, va-
a, a IJ00O.
Cortes de caira de meia cascmlra a 2j?.
Ditos Je dila de casemira de cores a 5.
Panno prelo fino a 3$ e 4.
Meias de cores, finas, pora hornera, duziaa
csoo.
Grvalas d6 seda de cores e prcias a 19.
t lias brancas linas para senhora a 3j.
Uiljs dilasmuilo finas a 4g.
Ditas croas finas para hornera a 4J.
Cortes do colletesde gorgurao de seda a 2#.
Cambraia lisa fina transparente, pona, a 4)}.
Seda preta lavrada para vesiido a 1^600 c 2g
tes de vestido de se.la preta lavrada a I65'
LenQos de chita a 100 rs.
La de quadros para vesiido, covado, a 560.
Toilos para camisa, um, -'.'20.
Chitafranceza moderna, lingindo seda, covada
r. 0 rs.
Entremeios bordados a 200 rs.
Camisetas pira senhora 1 CO rs.
Ditas bordadas linas a 2jS00.
Toalhas do linho para mesa a 2J e 4}.
Camisas de meia, urna GiO rs.
Lencos de seda para puscoro de senhora o
560 rs.
stidos brancos bordados para baplisar crian.
a 5J000.
Corles decaiga do casemira preta a Gs.
Chales de merino com franja de seda a 5J}.
C ules de caiga de riscadode quadros a 800 rs-
Merino verde para vestido de montara, cova-
do. 18280.
Lencos brancos de cambraia, a duzia, 2J.
CA. DF. LISBOA,
o muilo bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Rccife n. '8, t>rmeiro andar.
DELICIOSAS EI.NFALLIYEIS.
em paes e em rama, en? porres e a ntalho
ra do Rrum n. 16, aimazem.
Remedio sem igual, sendo rcconhccidos pelos
meJiros, os mais mnenles cimo remedio infal-
livel para curar e?erophulas, cancros, rheumalis-
mo, enfermidades 1I0 ligado, dyspepsia, debilida-
dade geral, febre biliosa e inlermiltenle, enfer-
midades resultantes do emprego de mercurio,
ulceras e ern c,es que resullam da impureza do' 3^^
sangue.
CAUTELA.
D. T. Lanman A Kemp, dn guistas por aia-
cado New Yo^k, aegam-so obrijalos a prevenir ,
o resdeitavel publico pora desconfiar de algumas S
tenues imiiagofis da Salsa Paitillia do Bristol, i j|s
que hoje se vende neste mperc, declarando a B
lodos que sao elles os uni os proprielarios da re- i B
\ ceita do Dr. Brisiol ,lcndo-Ihe comprado no an-' ^
, ^fierros de en- nodeissc. ^
COIIiniar Casa,nejiliuma*mas ou pessoa alguma lem\m
drelo de fabricar a salsa parrilliideHrisiol, por-' ^
que o segredo de sua preparado acha-se somen- |g
te em poder des referidos Lanman & Kemp.
Para evitar engaos comdesapeciaveis corabi- 1
nagoes de drogas perDcio:as,as [essoas que qui- ^
zerem compiar o verdadeiro devein bem observar, Sel
^| artista Francisco de Assis Avellar, antigo contra-mestre do fallecido !)>r cobertos e dcscobertos, pequeos e grandes, de
O respeitavel publico contiruara' a encon-
Mi ??* em dlt armazem um grande e variado lortimcnto de roupas
3^3 ,eitas' como ejam: casacas, sobrecasacas, fraques, paletots de panno
gg fl"0' d** df. casemira de cores, de merm, bombazina alpaca preta
e de cores, ditos de bnm de linho branco, pardo e de' cores, calcas
i dC casem,ra Preta ede cores, ditas de merino, de princeza, de brins ,
^ pardo, brancoe de cores, collttes de velludo preto e decores, ditosde
Wm gorgurao, ditos de etim preto e branco, ditosde merino para luto ?
^ ^!iSL Ia.":ed,eC,rCf',pa,et0tS' Ca.SaC!lS' J^l"^^ calcas Sp
as, chapeos $

feM G coI!ietes Para meninos de G a 12 annos, camisas, sern
3i e gravatas pretal e de cores, libres pari criados, larda
Sh vi"' r\ Mi lln 11. I 1 .,,..<^._... 1.1.. -^ -__.1 I I m '
remedios
americanos,
38S&3 a guarda nacional da capital e do interior.
amentos para s^|
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele, devera eslar prevenido!
com esles remedios. Sao tres medieamenlos cora
g^g I os quaes se cura eficazmente as principa es mo-
m APromPtam-se becas para dtsembargadores, lentes, juizes de di- ?^ lesM-
H| reito, mun.c.paese promotores, e vestidos para montara. Nfioagra- |B| Protpto alivio (le RadwaV.
^ dando ao comprador algumas das roupas leitas se apromptaiao ou- S<< O que S C Ura 0S Peiores casos de rheuraatismo, dor d<
6* ''S' indi5esla0. crup, dores nos ossos, conlusoes,
Agg j queimadura, eruproes cutneas, angina, reten-
^ tras a scu gosto, quer com fazenda sua ou do armazem para .
! X^f dia convencionado.
Progresso na cidatle da .Victoria
DE
gouimar
econoniieos
a 5^000.
Esles magnficos fer-
ros aiham-se a venda
no armazem de fazen-
das de Raymundo Car-
los l.oile & lriuao, ra
da Impcralriz n. 10.
Francisco Xaxier de Salles Cavalcaiite de Almeida
NO
Palco da Fcira.
os segu mes s'gnaes, sem os quais qualquer ou-
tra preparabas falsa;
As melhores machinas de coser dos mais I do ^ "' f f0ra *f 9"T0 .m h'
ajamado, autores de New-York. .. *%***' ~*I
M. Singer & C e Wheeler & Wilson- '
. D. T. LANMAM & REMP
SOL AGFNTS
N. 69 WATER STREET.
l\c\v-\Tovl,
2" O mesmo do cutro lado u'-rr um rotulo em
no armazem de fazendas papel azul claro cen a firma e rubrica dos pro-
do Raymundo Carlos prielarios.
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas desles dous
autores, mostram-se a
qualquer hora to dia ou
da noiie, c responsabiii-
saino-nos por sua boa
quolidade e seguranca
Leite & Irraaos ra di
Irnperalnz n. 10, aniigamenle alerro da Boa-
\ista.
0 proprietario desle eslabelecimenio, como se acha com um grande o completo sorti- B
ment, tendente a molhados, ferragens e mudezas convida portanto a lodos os moradores t
,^ desta cidatle da Victoria, senhores de engenho e lavradores querara mandar suas I
^ encommendas no Progresso do pateo da Feia, pos s ah encontraro o bom e barato, ^
5p visto o proprietario estar resolvido a vender, tamo em grosso, como a retalho, por menos
do que em oulra qualquer parle como sejam : H
^ Latas de marmelada de 1 2 libras a 1400, frascos com differentes qualdades de doce M
S por 25000, laias de soda conten.lo nove qualdades a 29000, azetonas muilo novas.
passas de ditas, vnho de todas as qualdades de 500 a 2;>000 rs. a garrafa, licores I
^ francezes de lodas as qualdades, chamianhe, conhaque Je ditas, lour^a fina, azul,piulada, B
S e branca de todos os padroes, ameixas em compateiras e em latas a 1?000 rs. a libra, &
S latasde peixe de posto por 2000 rs banha de porco refinada, ararula, fatias, bolaclii- W,
^ nha ngleza, biscoilinho, eoulras mais qualdades de massas finas, massa de tmale em B coniPanljaJos dc insiruccoes icipressas que raos-
enovador.
Cura todas as enfermidades escropholosas.chro-
nicas esyp hliticas; resol ve os depsitos de mos
humores, purifica o sesgue, renova o system
^- promplo e radicalmente cura, escrophulas.vene-
! reo, tumores glandulares, ictericia, dores do os-
sos, tumeres brancos, afeccoes do figado e rins,
1 e'rysipelas, abeessos e ulceras de todas as classes
moleslias d'olhos, difficuldade das regias das
i mulheics, hipocondria, venreo, etc.
Pillas reguladoras de Ran-
way
para regularisar o systeraa, equilibrar a circula-
cao do sangue, inteiramenie vegelaes favoraveis
, em lodos os casos nunca occasiona nauzcas ne
dores de ventre, dses de t a 3 regularisam, de \
a 8 purgam. Eslas pilulas sao eflicazes as affec-
t;oes do Dgado, bilis, dor de cabera, ictericia, in-
digeslo, e em lodas as enfermidades das inu-
; Hieres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
' roes, flores brancas, obstruccoes, histerismo, eir.,
\ so do mais promplo elfeilo na escarlalina, febro
biliosa, febre amarella, e em todas as febres ma-
ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
ltase a retalho, lelra, macarrao, lalharim a 800 a libra, verdadera gomma de ararula 6
nsensode tedas as qualdades, espiritov de cravo, canella, ealfazema, verdaderos penles B
xVGa^-KCIA.
iU_U
, H 1 Y Ri ,Ie Janeiro rua lIa AnJ8 89-
hUa da Sen Zal AOVa n. 42. Baha Germano A C. rua Juliao n. 2.
Neste estabelecimento continua a haver um ; Pernambuco no armazem de dreas de J Sou
comapletosortimentodemocndasemeiaemoen-|G., rua da Cruz n 22.
daspara oiiSenho, machinas de vapor e taii^i.
de ferro balido e coado. de todos os taannos
Dar Jl *
^ a mpera4rs, c de tartaruga de 9?>000 a 103>GOO cada um, tranca e franja de seda, fe- fL.
3o Sobre a rolha acha-se o retrato e firma ;| c,iadoras de Droca pfegos em quanlidade de lodos os tamaitos e qualdades e outros t
do inventor C. C. Urislol em pa el cor de rosa. ] |1 mutos objeclos que por se lomar enfadonho deixa de os mencionar, ^
-i" Que as dtreeces juntas ; cada garrafa Wyy/&'/TM%7Xm7W%^
tem una phenix semelhanie a que va cima do I *****"**>mmm^m/J^m^^^m^m/Mmm^
prsenle annuncio. ---------------------------------------------------------------
m,
"^::-
m
'O.
I
Gulla-pcrrha.
Rer.ebeu-sc novo sortimento de rapas,
perneiras e sapa los de gila-percha [vul-
garmente borracha.
Lojademarmorc.

Pastilhas vegelaes de Kemp
contra as lombrigas
approvadas pela l".\m.* insieccao de esludo de
Habana e por mulas outras junctas de hygiene
publica dos Estados Unidos o mais paizes da A-
merca.
Garantidas como puramente vegetaes, agrada-
daveis vista, doces ao paladar, sao o remeilo
nfallivel contra as lombrigas. Nao causam
nauseas, nem sensarjes debilitantes.
Testemunho espontaneo em abono das pasti-
llas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp.Port By-
ron 12 du abril del89.Senhores. As pas-
tilhas que Vincs. fazem, curaram meu filho ; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava um
cheiro fedito, linha o estomago incitado e con-
tinua comichao no nariz, tao magro se poz, que
cu lemia perde-lo. Nestas crcumstancias um vi-
sinho meu dsse que as pastilhas de Kemp t-
nltain curado suafilha. Logo que soube disso
compre 2 viJros depastilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. 6 Gold
Streel pelos nicos proprietarios D. Lanman o
Kemp, droguistas por atacado em New York..
Acham-se venda em lodas as bolicas das
priucipaes cUadesdo imperio.
DEPSITOS
Rio da Janeiro na rua da Alfandega n. 89.
Babia, Germino & C., rua Juliao n 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Suum
ti Companhia rua do Cruz n. 22.
Ven le n-se duas escravas cora
habilidades,bonitas figuras e muito mo-
ras : na rua Nova n. 52.
Parahyba.
Vende-se o en/jenho Torrinha distan-
te d sta cidade duas leguas por tena,
tem terreno para dous mil paes or an-
no e bDa casa de vivenda assobradada e
boas obras, tem embarque no porto dis-
tante do engenho 1|2 quarto de legua
do rio Parahyba eem menos de 3 horas
severa a cidade: quera o pretender di-
rija-se a Joao Jos de Medeiros Correia
t C que dir' quem o vende.


(^KEMJ^ NTJEYiYORK)
PILULAS VEGETAES
ASSUCARADAS
NEW-YOBK
O MELHQB REMEDIO COMIEC1DO
Contra conslipapSes, ictericia, o/fecres do figado,
febres biliosas, clicas, \nd'igcstes
Relogos
Suissos.
F.m casado Schafleillin & C, rua da Cruz n.
nometros, meios chronomelros, de ouro, prata
dourada cfolheadosa ouro, sendo osles relogios
dosprimeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
dciao por prec.08 razoaveis.
Nem sempre se -
en con Ira.
Tachas e moendas
Braga Silva & C.tera serapre no seu deposilo
da rua da Mccda n. 3 A,um grande ortimento
de Lichas c moendas para engenho, dorauito
; acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
raesmo de osito ou na rua do TraDiche n i.
Em casa de N. O. lieer & C.,
suroessores, rua da Cruz n. i, vendo-sc 38, rende-se um grande e"variado"sortimento de |
Vinho Xerez. era burris. relogios uo algibeira horisonlaes, patentes, chro-
Champanha em caixas de 1 duzi da
acreditada marca Futre & C-, vinho
de superior qualidade.
Conhac era caixas de 1 duzia.
Vcrmouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Aro de ]\Iiao
Brdhant.es de todos os tamanhes.
^
1

GRANDE SOrTIIESTO
DE
Vendem-se barricas com bolachinha ingle-
za a H a barrica : no armazem de Luiz Antonio
Aunes Jacome, defronle da porla da alfandega,
Vendem-se duas cabras de leite, que costa-
mam criar meninos ; em Sanio Amaro das Sali-
nas, casa junto ao sobrado do Sr. Cardoso.
m
?S? C? Chitas largas francezas cores fixas
AS> padroes escurse de boa qualidade a 2i M ;
rs. o covado, dao-se amostras e vendem- <*j
se na loja nova da rua da Cadeia do Ite-
3 cife n. 23confronte ao becco largo, de
" Augusto & Perdigao.
Iram com a maier tcinuiiosidade a maneira do
appliea los em qualquer enfermidade. Eslao ga-
rantidos de falsificarao por s haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leile
& lrmao, na rua da Impcralriz n. 10, iiuiccs
agentes em rernambuco.
L. faros.
70 Rua Direita76.
Vcndem-so livros em l.ranro com lodos os ris-
cos neeessarios para escripluracao por partidas
dobradas esimples, encardenaco franceza haut-
burgneza e nacional.
Diario e razo.
Borrador.
Caita.
ltegitlro de letras.
Abecedario.
Copiador de carias.
L um arando sortimento de livros avulso en
diversos tamaitos, cadernelas para lembraess
tinlade todas as cores, lapis, peonas finas, iu-
leiros, papel blanco o azul de lodas as qualida-
des. dilos de cores, dilo de mala-borrao I ere
obroias de todas as qualdades, letras em branro"
rontas liihographadas, cartas fnebres, envelo-"
pos de todas as qualdades, e outros muilos m.<
jeclos, o que ludo se vende i.or precos c n 1
modos. 1
La,
Vendc-se urna excellenlc cj noa aberla, que S*'SeiSS?si5SiwS5-Sr7;^'3^S,5^?l^rT";.
pega em 1^500 lijlos de alvenaria grossa, em
rauilo bom eslado : quera a prelender, dirija-se
a rua larga do Itosario, padaria n. 18, que se llie
ir quera o dono.
Vinho de Bordeaux.
Almanak de Casli-
Iho para 1861.
Fazendas e roupa feita
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaqoim Rodiigacs Tavares de SIello
RUA DO QUEIMADO N. 89
km sua lojv de qiatro toiuas. j Era casa de Kalkmann Irmaos&C, rua da
Tem um completo sorlimento da roupa feita. c>"uz n. 10. encontra-se o deposilo das bem co- 11
___., ""i"" >o>', -r i vendem collecroes complelas dos mesmos, a pre-
e convida a to.los os seus fregue2es e lodas as nhecidas marca dos Srs. Brandeuburg Frres. os comraodos, na mesma lvraria.
perseas quedesejarem ler um sobrecasaco bem e "os Srs. Oldekop Mareilhac 4C, em Bor_
feito, ou unu calra ou collete, de dirigirem-se a dcaux- Tem as seguinles qualdades :
este estabelecimento que encontrariio um hbil j De BraUtleilblirg TreS.
artista, chegado ltimamente de Lisboa, para' ,. r_ .
desempenhar as obras a vontade dos freguezes. ^.' f,, ^
vende-se lia de diversas cores a 3$ a libra
no Bazar l'emanibucano da rua do Imperador.
Vinho a 480 e fcOOrisa
garrafa,
manleiga ingleza a 960 e 880. franceza a 600 ri
queijos a 28240, dore a 80J rs., hlalas a 80 rs. a
libra, arroza 120, lalhanma 320,alelriaa400rs.
toucinho a :IG0, espermacete a 680, bolachinha
Acabam de chegar de Lisboa esles iotercss.in- JP*'*1! a 2il niilho e arroz a 80 a cuia, azeitc
les almanaks, e vendem-se na vraria economi- d% ,-lsl)i1 a 6<0. vinagre a 280 rs. a garrafa, cha
ca ao p do ano de Santo Autonio ; tambera se 8**: no go do Paraizo, taberna da estrellan. 14.
Publicaco Iliteraria.
J lem um grande sortimento de paliiols de ca-
; semira cor de rap e outros escuros, que se ven-
i St. Julien.
Margaux.
enxanuecas.
riemorrlioidas, diarrhea, doencas da
dema 12, ouiros de casemira de quadrinhos *, .
da mais fina que ha no mercado a 16, ditos' ?leau Leoville-
de merino selm a 12, ditos de alpaka muito CIialcau aarg"*-
-, fina a G?, ditos francezes sobrerasacados a 12,! De Oldekop & MarelhaC.
pelle, iruprues.e todas as enfermidades,; ditos de panno fino a 20, 20, e 110, sobre- St. Julien.
VR^ruf" D E8tAD0 nivyno no sAxciE. i casacas francezas muito bem feilas a 3o, cal- ] St. Julien Mdoc.
75,000 caixas deste remedio consomraem-se'sas feilas da mais fina casemira a 10, ditas de Chateau Lovlle.
iniwn mentor Ibrm ede fusio por precocommodo.um grande! NameSIa Casa ha para
Annrrwain ni, i* i i a*ure'-a; .sortimento de colleles de casemira a 55, ditos de UCtnAot. .
Approvado pela Mcudade de medicina, e re- oulras fazendas por precocommodo, um grande, Veil(lei
n7 V.CDdc-scrum "reno na rua Imperial com A raonarchia consliluconal e os libellos nel
110 palmos de frente propno e promplo a edili- r. A. David Vasronccllos Canavano rende-se
car-se, com lodos os fundos ou parte como con- na vraria ns. C o 8 da praca da Iudrciidcn'-'i
venha ao comprador, proprio para qualquer es- a IjOOO cada exemplar. '
tabeleciraento ou fabrica, com porlo alraz, muilo ^>* 1 1
boa vista : a fallar cora Victorino Franciscodos olilCeriUauC.
azuS pi rsaw js-6* com rrc,,ie lle^ ttsKSSz a,iaiaip> de ida-
ir ,lL annos, i dilo de Id annos, 1 escravo peca
Vendem se saceos com favinlia de de 27 annos. cozinheiro e bem marinheiro 2
mandioca, ditos com fardo de Lisboa e dlos I'"a engenho de idade ae 25 a 30 anuos,
^ii_____ ambos per l:buO, 1 escrav.i boa rozuiiieira por
mimo, por menos preco que se vende 900, 3diias, sendo urna por 60 ; na
em outra paite : na rua do Rangtl n. Agoas Verdes n. 46.
02, armazem.
I"
ru.i d
Na loja do Arantes vendem-se borzcg'iins
de lustre a ti-.'.
Btalas a 80 rs. a libra, e arroba a ]$920
na taberna da estrella no largo do I'araizo n. 1 i.
Escravos fgidos.
, o a 49, um completo sortimento de gollinhas e rOlftSSci 110COD91 .
CSS^SR 3Stpoderoso para a ZX^SSTe en,re ,nei.os muit0 Na rua d0 vi8ari0 n-9-primeiro ^- ~
o qual se ficara conhecendo as mu.tas curas ^ servem para balisado de enancas e nara nasseio W muil commodo.
nun'.Jl.'I a i"" ^ ^U' u,as servem para na
l a 8. 10 e 12??. ricos lens de cambraia de
10:; lisos para
as bordadas a
350O, ditas muito finas a 55S. Anda lera um
reslnho de chales de loquim a 30, cortes de
s, u ., --------i ", o i W, iicua lencos i
& Kemp, droguistas por a.acado em New York, Hho bordados para senhoras, di
NO nicos fabricantes e proprietarios. homera por pre(j0 commodo, sai
Acnaci-se a venda em todas as boticas das > q*ttnn ji.. _.:. a.___**
em todas as boticas das
priucipaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Rio de Janeiro, na rua Alfandega n. 89.
Bahia, Germano & C. rua Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soura
& C, rua da Cruz n. 22.
Queijos novos muito fres-
caes* desembarcados agora.1
Noarm3zem de Hanoel Joaquina de
; Olivetra & C., em frente a travesa da Fogio honiem 15 do corrente, pelas 8 horas
Madre de DeoS rua do Cordoniz n. 18.. oa noile. do sobrado defronle do viveiro do Mu-
- Vende-se urna escrava crioula de 16 annos nlz'. a **ZI* P"rd" ?Ln.ome ''niunda. perien-
i de idade. cose, engomma, lava ecoznha sa- i ct' -i a R-'1"llunJa ^os Sanios Pi-
I dia o de boa figura, garanlindo-se a boa conduc- nll0K0' Cl,m .,dnde dc 20 anuos, estatura regular,
- la e adverlindo-se estar grvida ; a tratar na rua ,CVBni10 vestido novo de riscado encarnado, ro-
ldo caes que segu da casa de delencoao "azo- selas nns orc'n!ls> sapalos de marroquim verde
Na rua do Visarle n 9 orimeiro andar vendfl melro' na casa sobradada que existe n.aTgem e uma !rouxa com,.a suaf.roupa do uso Eala es-
..:" ":_'^K.. _'..--. ..' dorio. : crava viera do serlao e fora comprada pela mes-
Vende-se uma prela criouh, de idade 23 a i ma 8*nBora no corrrenle anuo ao corredor Tupi-
24 annos, com uma cria de 4 li2 a 5 annos par. ; namh : pede-se, pois, i polica ou a qualquer
da clara ; na rua da Cadeia do Rccife u 56' leja ou,ro Pessoa 1ue atlla lt*er noticia, hajam de a
qualidade fin*,
alidade inferior.
RELOGIOS.
de ferrsgens.
Vende-se emeasa de Saunders Brothers 4
C., praca do Corpo Santo, relogios do afama
do fabricante Roskell, por precos commodos,
potintios pretos e manteletes pretosde
ricos gostos a 20, 2535 e 30??, os mais superio-
res chales de casemira eslampados, muilo finos, a
8 e a 10, toalhas de linho de vara a tres quar-
las. adamascadas, muilo superiores a 5?>, ditas
Nao pode haver fumante que nao compre ca- para rosto de linho a 1?>, chitas francezas de su-
a!::o'"^"0 charutos da Babia por 15000: no de- peror qualidade, lanto escuras como claras a
Charutos baratos.
i i___j- i i uo louiiuouie usnen, uut precos commoaos
vestido de seda de cores mu o indas e supero- i u w*mm,
sarta ,* ,o?' ,u c^' "S;^:rec'ta,p"*"me!B,'
150!f, capotinhos pretos e manteletes pretosde
Barato que ad-
psito da rua das Cruzes n. 41.
Vende-se
200, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemras para calca, colletes e palitols a 4> o co-
vado, e um completo sortimento de nutras fazen-
*mrL2V!. u rdaS COm 0S comoelcnlcs das, eludo se vende por preco barate, e que nao
rreos para cavallo?, por preco razoavel nara a i '
3 epossivel aqu se poder mencionar nem a quarla
ver e tratar, no sitio do leao junto a capella de S.
Jos do Mangunho, das 7 s 9 horas da manha,
e das o horas da larde em diante, todos os das.
parle dellas, no enlamo os freguezes chegando e
querendo comprar nao rao sem fazenda.
mira.
Na rua do Qneimado n. 55. loja de mudezas
de Jos de Azevedo Maia o Silva, vendem-se cai-
xas de agulhas francezas a 120 rs., clcheles em
carlo a 40 rs era caixa a 60 rs.. caivetes de
aparar penna a 120 rs., caixas de folha com phos-
phoros a 160 rs., s a caixa val o dinheiro, sa-
palos de Irauga a 1280 e 1J600, macassar perola
a 200 rs. o frasco, charutos muito bons a 2.
Vende-se uma armacao de um deposilo na
rua de Hortas : quem quizer tratar dirija-se ao homens e senhoras. ludo por precos muYto'ra-
mesmo numero 39. zoaveis. *
apprfnder e leva-la ao sobrado da rua do Impe-
rador (enliga do Collcgioj n. 81, no primeiro an-
dar, que ser recompensado o aprehensor.
Fugio no dia 19 de junho prximo passado,
do engenho Bom Suecesso do termo de Seri-
nhaera, o escravo Daniel, prelo fula, crioulo, Ce
idade 20 annos, pouco mais ou menos, alio, sec-
co, bem espigado, cabeca pequea, feicoes regu-
lares, bem feilo de corpo, ps e maos sorras o
bera feilas. Esle escravo procurou ao Sr. P. V.
Bulelrou, rendeiro do engenho S. Joo do Cabo,
Teera a honra de participar ao respeilavel pu- Pa" comprar, e nao querendo o dono vende-
blico dcsla cidade, que chegarara com ura rico e '> mandou busca lo, e na chegada dos poriado-
variado sortimento de joias modernas. Collares res> c escravo desappareeeu ; julga-se que an-
de brilhanles, aderecos, pulseiras, alfineles, ar-] dar o dilo escravo as visinhancas da villa do
golas, cruzes com fios de perolas, anneis, etc., ] Cabo, ou do niesrao engenho S. Joo, ou do en-
etc brilhanles, coraes.perolas, rubios, esmeral- ', genho Barbalho, onde tem muilos conheridos.
Ricos colares de brilhanles
Dreyfus ros de Pars.
i 9I! ta"(Io Imperador19.
Primeiro andar.
das. etc, etc.
Correnies sultanas, modernas, para
senhora?.
Relogios
de todas as qualdades, ouro e dourados para
pois que frequenlava esses lugares quando foi do
Sr. Jos Xavier da Rocha Wanderley, hoje mo-
rador no engenho Sprraria : Pede-so as autori-
dades de polioia do termo do Cabo a captura des-
te escravo, e aos capitaes de campo ou qualquer
pessoa que o conheca, de pega-lo c levar no en-
genho Serrnha deSerinhenia seu senhor Fran-
cisco Manoel Wanderley Lins, ou nesta cidade
?o Sr. Manoel Alves Ferreira, na rua da Moeda
n. 3, segundo andar.
i


i-
f)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO 4 DE AGOSTO DE 1860.
Variedades.
(ni eongresso singular.
(Concluso.)
O eongresso, animado de um grande amor do
beni, licou commovido com esla eloquoncia. Por
p uco annexa sem maiso imperio turco Rus-
sia. Porm S. M. a lanha do Inglaterra fez ob-
ii'.v.r i|mc seu povo lambom era un poderoso
:ulode no3sas'diS e de nossi industria ;
] a os Inglczes, coc-mopoltas de nasecnea, trans-
portaran! al o fin do mundo, nao um esboco de
saro, mas urna civilisaQo completa cora
as chitas, a louea pintada, os caivetes de qua-
tro cortes e lodos os instrumentos do progresso..
o que pareceu inconteslavel.
Tal era o alto desinleresso das altas partes
consultantes que ninguom rocusou dar Kussia
e a Inglaterra urna porco do imperio vago. Pe-
dirjm aos Inglezes quo se eucarregassem do
E^ypto, c S. M. a rainha aceitou a doaco, salvo
o consclho do parlamento. Sua graciosa magos-
ta ic dignou-sc declarar que o isthmo de Suez
continuara d'ora avante sem difficuldade algu-
ma, por que agrando c generosa naco ingleza
incapaz do obstar a um projecto de utilidado rc-
vonlade co acaso cni urna s c mesma na^o.
Reun em ura s corpo estas desgranadas peque-
as anarchias. Consltalos povos : ellos serio
muito felizespor se unir cm um grande reino e
econoraisar 90 por cenlo das despezas geraes do
governo. Desde que a opioio publica se liver
pronunciado, annexai ousadaraente, lomai cor-
po. Todos ganharao, principalmente os novos
subditos da Prussia. Por isso nao hesitamos em
uar-vos no norte da Alleraanha ludo o que nao
no3 pertenco.
E' possivcl ? perguntou o principe, visivcl-
mente commovido. Mas que dirao os soberanos
despojados ?
l'rovavclmentc protestaro, como o duque
de Modna ; mas do protesto restauraco vai
muito. O universo eslacoslumado a ouvir gri-
tar as victimas do progresso, porm pouco se
importa com seus gritos. Lerobrai-vos da edade
media e daquelle p de soberanos, que cobria a
superficie da Europa. Aquella gente julgava
reinar legiliraamenle o lyrannisar pela grana de
Deus. Mas algunas boas revolucoes, monarchi-
cas ou nao, desembaracaram a torra de toda
aquella feudalidade. Os duques, os marquezes,
os condes gritaram que era ladroeira e despotis-
mo, porm canraram-se e calaram-se. Virara
que se podia viver decentemente sem ducado,
tar material tomara, os(ero, novo doseuvolv-
mento, gracas ao tratado de commercio, que as-
signei com a Inglaterra. Os interesses male-
riaes nao sao menos dignes de atteiu.o. A ins-
Iruc^o publica, ha tanto lempo desprezada o al
desviada de seu verdadero Um, pede reformas
importantes A imprens, essa escola destina-
da instruceo dos homcn3 feitos, deve ser ins-
peccionada, mas nao desanimada. Espero que
poderemos,
Finalmente, nenhum autor contemporneo de
S. Flix e S. Harlinho, nenhum dos legendarios
3ue precederam invaso dos Normandos, falla
o caslello de Herbauges ;S. Gregorio de Tours
em seu Tratado da gloria dos martyres o pri-
meiro historiador, que faz menQao do paiz de
Herbauges, pagus herdibilicus.
Lobincau faz nesles termos o processo da le-
genda :
A submerso desta pretendida cidade, de quo
se falla na vida de S. Martinho de Verlou, a-
sem lesar gr .veniente os iniercsses "in?*nIha,n1de Circumstanciis lao absurdas, diz
, .1 este Historiador, que deve ser ornada como urna
do fisco, supprimtr o imposto do sello, que pesa fal)ul?| Unlo mais quanJo os chr0icos guardam
lano sobre as boas, como sobre as ms doulri-. o maior silencio sobre esle aconlecimento terri-
nas. A discusso do3 negocios pblicos po.ler vc'-
exerecr-so mais lirrement), sem que o estado fi- !., ^on? laer 51.1? seJa- *'" ura historiador mo-
. ,~ derno do Grand-I.ieu que forneceu-nos os orin-
que privado das garant indispcnsaveis. As cipaes elementos desta noticia, duranlc longos
eleicoes abrir-se-ho prximamente nos paizes seculos, o povo das margeos do lago viveu sob a
impresso desta legenda lerrivol ; s approxma-
va-se tremendo de suas aguas ; o pensaraenlo
ral, quando se executa em seu proveito. Acres- ,
, ,. marquezado, nem condado, e que urna coroatim
eonlou mais exponlaneamente que sendo-lhe. '.,.', r ,__ff,!,
, ,, ... _... 'pouco ridicula em suas cabcoasfaria bom elleilo
inuleis as fortalezas martimas de Corfou, de _. .
muito fo-
despotica
Europa as
le della. Permita o cea que eu per- 3 "" de 2. ,racl.ro? n"s lu?,ares, ma,s profundos os qil0 linham 0 dn
. .,, i i j i a altura media e de iO centmetros, e se disser- ., ;^. H. .:. .,
la Alleraanha do norte I Juro obedecer ra0 quc lanlM aqualicas de loda espade"obs- L ,L onr X ,-
maioria de meus subitos c agradeco ]'
muelle reino phll.ysico que a Europa esbocen ; a E~P. ^ proporciono., esta occ.s.ao de
is de iSsL Organ.sai um grande estado, ser utl1 "* A amb.rao nao guia do
M Itae de Gibrallar, ella deixava-as :
liz por destruir aquella insolente c
b irreira de Gibrallar e de entregar a
s do mediterrneo.
De sen lado o czar Alexandre annunciou gene- \
rosamente que nao quera tomar aos Turcos se-
no as provincias realmente barbaras, pois erara
as nicas em que o dominio russo pode ser;
:a. Nao aceitou nem Conslanlinopla nem ;
as provincias da Turqua da Europa ; allegando
qu a nacao grega, que compe o maioria na-
quelles paizes, devia dispr livremenle de si e .
cscolher um soberano. Os Gregos, disse elle,
sao o esclarecidos, ou ao menos to civilsudos
como os Russosf. Nao se deve julgar a naco
por a
depoi
que tora sua capital em Conslanlinopla: collocai
usa cidade um imperador cscolhido pela naco,
nao importa cm quo casa da Europa, menos na ;
minha, e veris logo vinle e cinco milhes de
cidados caminlnr como um s homem pela es-
trada do progresso.
S. M. o rei de aples elevou a voz para per-
gunlar so o rei era sincero. Esse joven princi-
pe, criado na escola do dircilo divino, admirava-
se de que um soberano legitimo podesse ad-
vogar, sem um pensaraenlo oceulto, a causa do
um povo.
Sincero? replicoiJ o imperador Alexandre
cent generosa indignaco. Idos ver at que pon-1
to eu sou sincero. Desdo quarcnla annos, os i
assuslados pensara que a Russia vai dcscer so- ,
bre a Europa, como fazlam-vos crer que em
1848 os faubourgs [ara descer sobre Paris. Pois.
bera, eu quero curar essa genio desse terror pue-'.
ril. Peco que a Europa eleve urna barreira po-
li' rosa entre ella c nos. Ressuscilemos de com-
mum accordo essa bella naco polaca, esse povo
cm suas carruagens. I'icai cerlo de que vossos
pequeos visinhos da Allemanha do norle mos-
traro a mcsmaphilosophia, depois de tercra ex-
perimentado a mesma fortuna. Dermis com os
ttulos que restarem, faro bellos casamentos.
E alm disto, accrcscentou o principe da
Prussa.'que cada vez se convenca mais, j
lempo de proclamar na Allemanha o principio
da soberana nacional. Um povo nao pertence
seno a si: logo, lem o dircilo de dar-se. Os
principes enganam-se, e muilo, quando julgam-
se proprielarios da nacao : elles nao passam de
propriedad
tenca tod
fielmenle maioria de meus subJitos c agradeco
annexados. Por esta occisio, quero e devo di-
zer-vos que nem a conslituico, nem eu jamis
quizemos quo os deputad)s do corpo legislativo
fossem ncmeados pelo sul-prefeito do Fougres,
em lugar de serem eleilos pelo povo franecz.
P S. Deve-sc notar que ludo isto se pas-
sou no l." de abril; poru diz o dilado : Quem
viver, ver.
[ Opinin Nacionale. )
Voticiu histrica sobre o lago do
Grand-Leu.
O lago do Grand-Lieu, que breveraenlo vai des-
apparecer (l), e que est situado dezeseis kil-
metros S. O da cidade de Nantes, tinha immere-
cidaraente o norae de lago, que os geographos
livcram a bondade de con.'ervar-lho confiados na
fama. Era na verdade a mais vasla porco d'agua
dcste genero quo exista era Franca ; parm esta
porco d'agua sem profundidade nao possuia nen-
hum dos caracleres*e bellezas, que autorisam a
dar o norae de lago urna exlenso d'agua
qualquer. O pas circumvisinlio baixo e tris-
te ; principalmente no esli melado do plani-
cie liquida desapparece em certos lugares;
lodos os anuos mais extenso oesgolamen-
to natural ; o enlo o lago reduz-rse um panta-
no muitas vezes infecto, cuja perpelaidade a mea -
ca a saiide publica. A altura d'agua nao chegs
se mais agraavel seus subditos c seu povo
das margens do Loire ; porquanto este gigantes-
co projecto posto em parallelocom a conclusao
da cathcdral de Nantes, com a conslrucao de seu
caslello, e oulros (rabalhos que 'irranraram a
Henrique IV um grito de admiraco, que cada
homem do povo repele com orgulho : Com mil
bombas! esses duques de Brelanha nao eram
qualquer cousa!
Finalmente os historiadores eslao todos de ac-
cordo comnosco sobre os lerriveis resultados, que
devia produzir em urna poca, na qual a scicncia
medica nao eslava nem ainda na infancia, a visi-
nhanea do urna bgda lao doentia, como sempre
de Nantes recusado participar do raassacre de S.
Bartholomeu, tornou Carlos IX a chamar seu en-
genheiro, cujas concluses nnteriaes eram as se-
guinles :
Para fazer e acabar os ditos trabalhos como
cima Oca e3cripto, segundo meu parecer, sao
necessarias perto de quatro mil libras; mas se
a dita somma fr bem poupada.a despeza annual
do dilo esgoto ser de cem libras, tanto mais por
que os Lamballezes e oulros trabalhadores nao
se acham prvidos de todas as ferramentas ne-
cessarias para a execu^o da dita empieza, como
sao grandes machados para cortar os paos no fuD-
do das aguas e oulras f>'rramcntas egualmenle,
V
foi o lago do Grand-Lieu. O esgotamci.lo das que custariio pouco mais ou menos trezenlas li-
lagdas circumvisiuhas, os satieamenlos parciaes, tras,
as novas condices do existencia e hygieno facul-
tadas s populacoes, allcnuaram depois o elTi-ilo
da mal, que chegaria talvez a triumphsr anda
c.valheiro entre aquellos que a diplomacia e a
meu proceder e nao quero que o rei das Duas S-
cilias possa julgar-mo mal um s instante. Nin-
guera duvidar da pureza de minhas intences,
quando eu livor entregue ao imperador Napo-
leo III minhas provincias francezas situadas na
margem esquerda do Rlieno.
O imperador dos Francezcs recusou com po-
dez o prsenle que lhe queriam olerlar. E'
verdade, disse, que a geograpliia nos tinha dado
o Rhcno para fronleira ; porm a diplomacia en-
tendeu de outro modo." A Franca, como a orga-
' nisaram ha quarenla e cinco annos, lo grande
' que de nada precisa, to forlc que a ninguera
i leme. Se eu adherisse ao trabalho de rectifica-
co aprescnlado pela Prussia, haveriam jornaes
to injustos que me aecusariam de ambico. A
Blgica julgar-sc-hia ameacada.
Mas, sire, respondeu a rainha de Inglater-
ra, onde estara o mal, quando Vossa Magestade
annexasse a Blgica ? Os Belgas sao Francezes,
um pouco mais espirituosos que os oulros. De-
mais, ha um partido francez na Blgica. As
grandes familias dosdous paizes esto unidas pc-
' los lar.os mais estreitos, e eu pens que os Me-
geerra lera sacrificado, sem abaler-lhe o animo 1
V. masca a Polonia de suas cimas soja grande !
s-'ja forte toque pelo norteo Bltico, pelo sul I
no mar-Negro, o os terroristas do ocdenlc dei-!
xaro lalvcz de temer-nos, quando forera prole- ;
g.Jos contra a invaso slava por urna barreira de
Slavos "
i ii applauso unnime sauiou esla proposico.
Apcrtaram as mos, abracaram-se, choraram do
ternura,s com a idiia de ver renascer o graude
povo polaco.
rodara, S. A. R. o principe regente da Trus-
sii perguntou cora corla nquietagao, se couta-
v;,m lirar-lho o grao-ducado de Posen?
losponderam-lhe com um silencio, que nao
precisava do commentario.
Na verdade, senhores, respondeu elle, ,
. ... i i n I qucllc da que nao calua n outra.
esse, convireis, um culebra cncadcamenlo l'or-p ^
truem quasi em toda a exlenso as correntezas,
ponto de lornarem impossivel a navegago e a
pesca, comprehendcr-se-l a que a coruraissio de
exime tenha considerado o esgotaraento como
una obra de ulilidade pullica.
Nem sempre existi o bgo do Grand-Lieu ;
pois ello devido urna dessas revoluces terres-
tres, cujas consequencias lodas deve a* civilisaco
altcnder, e se fr possivcl aniquilar. Plolomuu,
o philosopho maisantigo, nao diz sobre elle urna
s palavra ; a carta Pautinger ou mappa Theodo-
siano, em sua descripeo das estradas romanas
ao meio do Poilou, nao fa: a menor allu*o el-
le ; em vo procurar-se-hii o lugar no mappa
mundi ia Rotulo, descobeto por Conrado Celies
no convento dos Bcnedicliios deTegnerse d'Au-
ville, que deixou urna caria lo especificada da
Gallia ; Cesar finalmente uo faz menean delle ;
e ludo induz-nos a crr que em sua poca o lago
comecava apenas a formai-se.
Sabe-sc que tendo bat Jo e submellido os Ve-
netos, resolveu-se elle a castigar severamente os
habitantes de Condivium (Nantes), qua haviam
entrado na confederaco Armoricana, o tinham
soccorrido os inimigos de Roma. Tendo sem
piedade lancado fra do seus lares osle povo,
fez arrazar, ao sul da cidade : na margem esquer-
da do Loire, lodos os edificios que elle oceupava
em um lugar chamado depois Ratiatum e que
conservou o nome de Rez.
Os habitantes proscripto!', e fugindo de Cesar,
foram refugiar-se em lago:is inaccessivci3, ao sul
da cidade abandonada, uns na floresta do Mea
atraz do regato Venare, de da Paz e do Silencio,
rodo, por exemplo, nao vos sao menos dedicados o os oulros um pouco mais ao poente atraz do
que os Monlalembert.
E' verdade, seuhora, respondeu o impera-
dor Napoleo III cora seu sorriso tranquillo ;
mas cu tenlio um nome, quo rao condemna a ser
o mais pacifico e o menos conquistador dos ho-
mens. Fiz a guerra na Crimea para os Turcos,
na Lombardia para os Italianos. Estou prompto
faz-lo anda, se fr absolutamente necessario,
no interesse de algum grando principio. Mas nao
quero morrer cm Santa Helena, se me succeder
conquistar meia legua de terreno. Ouvistes os
gritos do parlamento, lestes as diatribes dos jor-
naos, quando meu tc^l olliado, o rei da Sardcnha
e o voto das populacoes, me constrangeram ac-
ccitar alguraas vcrlciiles do montes. Jurein'a-
que o sullo dos Turcos nao lem dinheiro, deve
a Turqua d'Asia cahir as mos dos Russos;
porque os Russos se ongradecem na Asia, torca
reconsliluira Polonia; porque a Polonia re-
n.-.sce do suascinzas, para maior seguranca do
occideule, devo perder urna das mais bellas
provincias do reino Antes prestar ao nobre Ab-
dul-Medjid lodo o dinheiro de que elle carece do
que chegar a pontos lacs.
l.n orador (nao sei qual) respODdcu a S. A. o
principo da Prussia :
Nao prasa a Deus que vos arranquera urna
provincia, sera vos olTerccer una compensarlo !
. Outr'ora, estas brutalidades eram permiltdas, ou
ao menos toleradas, como prova a conquista da
iia o tantos oulros aconlecimentos do mes-
nio genero. Ilojc, charo e honrado principe, a
jslina, o progresso, o interesse das nacos, sao
o; principios, quo governam a poltica. Se de-
sojamos tirar Austria algumas provincias
para bem da mesma Austria, que ser mais rica
e mais livre, tendo menos povos quo embtulc-
crr. Se vos pedimos o sacrificio do grao-ducado
de Posen para o bem geral da Europa e para
o bem particular do ura pobre povo que lem sof-
frido muito. Mas a monarchia prussa cm virlu-
de das mesmas razes pode engrandecer-se na
Allemanha. A edade meda deixou junto de vos
urna raullidao de estados microscpicos, cortados
Toda a assembla gritou, pedio, supplicou,
amcagou, mas o imperador dos Francezes foi ina-
balavel. Pcnsaram um momento que a Ingla-
terra, a Frussia c a Russia iam formar urna col-
lgaco para impor-llie, mi grado seu, a anne-
xaco da Blgica e das provincias rhenanas. Con-
teve-as, porm, a firmeza de sua attiludc.
O Gm da sesso foi empregado no limite das
fronteiras. Asscguram que grava-sc toda pres-
sa a nova carta, que ser publicada em casa do
Sr. Andriveau-Goujon.
Separaram-sc pelas seis horas. Algn? so-
beranos parliram na mesma noile pelos Irens
rio de Bolonha nogolpho do Medo.
A legenda mais explcita, mas um tanlo
ambiciosa, porque tende nada monos do que
confiscar em proveito do ligo do Grand-Lieu to-
das as peripecias de urna eutra mais famosa ; e
que, remontando s primeiras edade do mundo,
inspirou ao poeta das Ori'ntaes seu poema do
Fogo da Cruz. Segundo elle S. Martinho tendo
inulilmenlo lenlado conveter os habitantes da
cidade de Herbauges, situada no lugar que oceu-
pa o lago, c tendo sido ameacado de solfrer os
raesmos ultrages com que os habitantes das cida-
des bblicas ameacavam o enviado de Deus, re-
novara contra ella o railagrj de Soma e Gomor-
rha. A legends pretende anda que duas muihe-
res, que acharara (iraca na presenga do santo, o
que recebciaiu em troca cu urna hospifalidadu
passageira a recommendaci.o do fugir sem olhar
atraz, foram mudadas em estadas por nao terem
obedecido. Mo3tra-se ainda em Pont-Saint-Mar-
lin junto do lago dous monolilhas, que, por mo-
nos vonlade que se lenha, ustificam plenamente
esla opinio, e representan, duas formas huma-
I as com pes sobre os joelhos.
Desde que ltimamente lem-se tratado do es-
I gotarnenlo, cortos anliquarios so teem agitado, e
j os menos serios pretenden: encontrar ao menos
; os sinos da cidade submergidos, quando nao se-
;jam as casas completamenio conservadas como
as de Herculano c Pompeia.
Ha tambem a legenda das pedras-ch3las de
Gargantua, a do castello 'le Barba-Azul, cujas
ruinas es'ao perto do lago. Na lirclanha est
ainda na ordem do dia o raaravilhoso, o que es-
tamos longc de censurar, por quanlo raro que
a legenda nao corlduza ao .-aminho da verdade
Com effeto, a historia crsina que os habitantes
converga involuntariamente para o grando dia
das iras celestes, e pareca assistir ao espantoso
cataclysma que n'um instante linha submergido
lanos infelzes, tantas riquezas, e edificios sump-
luosos. As mulheres vista desle bratro nao
deixavam de fazer o signal da cruz, e as mais, de
geraco em gerago, cem vezes conlavam no cur-
so de urna existencia seus filhosa legenda do
paiz : como pune Deus os homens que despre-
zam sua santa le e resistero fisua luz.
Finalmente, so o lago livesse existido anlcs da
era christa, teria um nome de origem cltica,
ou ao menos romana. Ora s lhe conhecida a
denominaco do Lago deS. Philisberto doGrand
Lieu. A propria aldeia de S. Philisberto nao
muilo velha. Baria no condado do Herbauges
urna aldeia chamada Adas ou Deas.
Os frades deixados por S. Philisberto na ilha
de Noirmouliers, temen Jo cahir as mos dos
Normandos, que corriam os mares, cuidaram cm
escollier urna habitaQo, que sera sar alistada do
domicilio anligo, fosso mais ayancada para o in-
terior, c podesse offerocer-lhes um asylo seguro
contra as excurses dos barbaros. Dirgiram-se
Luiz le Debonnaire, que permilliolhes era 819
edificarcm em Adias ou Deas um convento, pro-
visoriamente chamado o Lago, e como ora vasto,
acrescenlaram-lhe os habitantes a determinaco
do Lieu-Grand, ou Grand-Lieu. Pepino, rei da
Aquitania, para ajudar as boas intences do seu
pai den estes mongos cm 826 seis navios fran-
reito de navegar em todos
pagar o fisco. O raoslcro
por elles as bordas do lago, conservou o
nome de Ocas do lugar, onde estava edificado;
mudou-o mais larde para o de Philisberto, nome
que tinha o saulo venerado dos mongos de Noir-
mouliers da ilha dos Frades Negros.
Todos os geographos o historiadores serios un-
nimemente declaram que o lago do Grand-Lieu
deve ler sido (orinado no VfSeculo depois de. um
cataclysma terrestre, depois de una dessas com-
mocoes, que por essa poca tantas vezes espan-
taran! nossos pais.
Eis-aqui o que diz esle respeito o moderno
historiador do lago :
O Loire esl rizinho do lago do Grand-Lieu,
e pequeos rios peui o paiz de Herbauges em
conimunicaco com esso rio, que nos primeiros
seculos da era christa eta muilo mais largo,
mais rpido e mais cheio do quo hoje ; fcilmen-
te comprehende-se que estas aguas, tumultuosa-
mente movidas cm una violenta convulso de
carnadas superiores de ierra, lenhan podido re-
fluir pelo Tenu e Archencau para virem juntar-
se e estagnar-sc em urna vasla bicia, cavada pe-
la natureza, cm urna porco de terreno vizinho do
Loire. Nada mais simples de pensar para quem
estudou a configuraco do lago do Grand-Lieu,
nada mais fcil de crer, lanto mais quando do
fundo desta hacia d'agua tiram-se arvores d'uma
prodigiosa grossura, quo altcstaw ler havido no
terreno por elleoceupado urna dessas florestas,
que cubran) o pocote da Franca, e que os Drui-
das ensiiiaram aossos pais a respeitarem. Esses
carvalhos inmersos sao numerosissimos para que
seja possivel allribuir-lhes una outra origem.
Sao tirados d'agua negros como o bano o
duros como o ferro. Conformo vellias tradices
deve ser altribuida esla transformaco das arvo-
res ao conlaclo das almas condemadas, escon-
didas nesse abysmo maldito ; assim, o povo cr-
dulo de oulr'ora ter-so-hia poupado do loca-las,
ainda mesmo com a pona dos dedos, com medo
de entrar cm commercio cora o diabo e perder
sua alma. Os sabios, porm, menos supersticio-
sos, explicara mais naturalmente esle phenome-
no, que nao proprio nicamente do lago do
Grand-Lieu.
mas em 159 as populacoes viram que s o com-
pleto esgotamento poda' por um termo malos,
cujo quadro um dos adversarios desta medida
encarregou-se do fazer nesles termos :
<< As enfermidades decimavara a cidade de
Nanles. A peste era permanente, c durante tres
ou quatro seculos a cidade ducal apresentava a
lerrivel raagem de una vasla enfermara, de um
vasto campo tallado pela morle ; os hospilaes j
nao eram mais bastantes ; e as conirnunidades de
religiosos eram invadidas pelos empestados. Ti-
nhara-so levantado barracas fra da cidade, n'um
lugar a que haveriam chamado o Sanitat, e para
ah eram mandados lodos os infelzes, que a cida-
de nao podia guardar.
a Era to grande o medo que os convaloscen-
tes,os que linham escapado morle, s podiam
pr-se em comniunicaco cora os homens,depois
de lerem sido subraettidos s maiores reservas e
mais minuciosas precauces. Estavam todos
vestidos da raosma cor o de uma maneira part- inieressc geral, o os senhores quem liiia sido
'' o direito de pescar concedido, multiplicaran! as
a Alcm disso como os trabalhos da dita emprc-
za teem de ser longos, necessario ler homens
para trabalharem asoldadas durante todo o anno
com barcas e certas maquinas, que eu podia mos-
trar-lhes e montar rom seus instrumentos para
trabalhar todo o anno, e corlar as hervas, arran-
car os paos que vem muitas vezes parar ao longo
da navegaco e dos fossos dos esgotamenlos; c
como fica cima dilo esla minha opinio sobre
o que se pode fazer das ditas aguas da dependen-
cia do lago do Grand-Lieu.
Henrique IV teve por um instante o raesmo
pensaraenlo de Luiz XII; enlretanto Richolieu,
cajos estaleiros de construeco naval erara era
Indrct, nao pensou era Grand-Lieu. Apenas na
minoridade de Luiz XIV foi que pensou-se oulra
vez no lago, c desta vez a honra desto ponsamen-
lo cabe lntciraraente um especulador hbil, ori-
ginario da Normandia,Mr. de Genouville. Seus
projectos purera nao poderam ir avante.
A ambico foi mais forto que a razo e o bora
direito; o interesse particular menosprezou o
cular; os de cura mais demorada tinham na mo
uma canipanhia, que deviam tocar ao approxi-
marem-se das casas c habitantes, para evitaren)
seu contacto o visinhanca. Os menos perigosos
trazam nicamente uma varinha, a qual deviam
sempre mostrar. Francisco II, porm, apezar de
todas estas medidas de hygicne publica nao so
julgando cm seguranca, fugio da cidade ducal c
foi refugiar-se as bordas do l.oiro em sua quin'a
do Berligou, cm Coueron, o Corbillon de Stra-
bon, o porlus .Sannelum do Ptolomeo.
Comprchende-se fcilmente que os habitantes
de Nantes, que demorava ao sul do lago, exposta
ao vento quente e hmido desta vasta hacia
reprezas, as quaes toroaram-so to numerosas
que em 1713, no fim do reinado de Luiz XIV, o rio
era apenas nnvcgavel, e as aguas do lago, que
noachavara mais o natural cscoamento, espraia-
ram-sc pelos prados baxos, situados entre o lago
e o Loire, converlendo-os em vastas lagas im-
productivas e perdidas para a agricultura; por-
que a herva morria ainda mesmo no vero, du-
rante os grandes calores, principalmente depois
que os religiosos de Buzay fizeram importantes
obras para se preservaren) dessas aguas, e mclho-
rarem suas immensas trras,
a O abbadia de Buzay era um dos mais illustres
d'agua, tivessera allribuido seus males c enfer-, mosleiros de Franca. Elle pcrlencia ordem dos
midades aos miasmas, que deviam ser-lhes leva- I Bernardos,
dos em cond^oes to favoraveis de desenvolv-1
ment ; c nada lambem mais natural, do que o !
principe reinante, para salvar da peste e da morle
0 bom xito, que estes laboriosos e inlelli-
gentes raonges obtiveram pelo esgotamento de
seus prados, creou-lhes imitadores; o seu ex-
emplo formarara-se numerosos esgotaoores. L'm
rico proprietario desle paiz de alluvio.communi-
cou sous projectos aos" ribeirinhos, seus co-inte-
ressados; o 18 de agosto de 1711 mandaran) vir
chegado de Boma a 22 de sclem- senh?r ,e '? Roulois. engenheiro empregado no
no numero de suas primeiras Prt0 de Rocliefort, o qual depois do exame do
foi um
a parte mais aiTeclada de seu povo, para guardar
do perigo sua cidade ducal, projectasse esgotar o
lago do Grand-Lieu.
Esta supposiro torna-se quasi certeza, quan-
do v-seo bispo de Nantes,Pedro II, chamado
Dn Chnffaull,
bro de 1 ibb, por m uuim-iu uu suas urimviras 1 -* r- ------
preoecupaces o mclhoramonto to lago do Grand-! lerr,'n. e nivellamento do curso das ag
Lieu. cujas aguas durante o invern transbordan- os sc,"s orinientos. Sua obra principa
do pelas" lagas circumvisinhas, tornavam no cs. 1 canal do derivacao, que devia passar ao longo da
to os terrenos pantanosos e miasmticos. Ello apeadla de Buzay por um terreno, que lhe perteo-
concedeu quarenla dias de indulgencia quelles \ c!a- 0s esgotadores erapenhavam-so em ndem-
que trabalhassera um anno intero na calcada de
S. Philisberlo-do-Grand-Lieu, olhada co'mo de
'>
ca. Os esgotadores
nisar aos religiosos.
Em Montoir, junto do porlo de Sainl-Nazai-
re, existe uma laga chamada a Grande-Brire.
Alcm do oulros terrenos que a circumdam, com-
prchendo ella um terreno, que lem mis de cin-
cuenta leguas de permetro. Parece, dizem os
historiadores do comeco do seculo passado, que
esla laga era outr'ora" uma floresta, que lera si-
do derribada pelos furiosos furaces de 700 ou de
1117 ; e o que parece comprovar esta opinio o
grande numero de arvores, e principalmente de
carvalhos, que nella so oncontrani. V madeira
desles ltimos lo negra e to rija como baleia.
O que muita gente admira, dizem os mesmos
historiadores, que enterrando-sc um ccete 011
bengala neste terreno, que sempre est hmido,
o deixando-se (car enterrado seis horas somentc,
nao ha homem assaz vigoroso o valente para ar-
ranca-lo.
Por mais alto que so remonto na historia do la-
go, acha-se o homem na presenca do desojo, que
constantemnnto scnliram as populacoes de desem-
baracar-se delle; pode dizer-sc at que o lago
do Grand-Lieu nao tora outra historia, a nao sor
a de seu essolamenlo. A commijso de exame,
grandissima necessidade.
Foi nomeada uma commisso como hoje, com-
posta de peritos e illustres senhores da Brela-
nha : fizeram-sc os estudos e ttraram-se planos
cm pergaminho : o projecto foi unanimenle abra-
cado. Infelizmente,porm, o duque lulava contra
Luiz XI ; vio-se obrigado a esgotar suas econo-
mas o at seu thesouro dos Carmelitas de Nan-
tes ; e quando concluio-se a paz em 1488, Pedro
Landoys, seu ministro j nao existia e Francis-
co II ia morrer. De quo raeios lanc,ar-se-liia
mo para realisar enlo um tal projecto ? E' um
problema digno do exame dos sabios.
Tendo-so em 1500 a Bretanha tornado franceza
pelo casamento da duqueza Anua com o rei
Luiz XII, julgou esle que era do inlcresse do es-
tado fortificar a entrada do Loire, e por seoslas
da Brelanha ao abrigo de uma usurpacao ; elle
pensou que uma armada reunida as "aguas do
lago, no meio das ierras e ao abrigo dos liros ini-
migos seria de um soccorro immenso ao priraeiro
charaamenlo. Estudou-so o plano de um canal,
que parlindo do lago fosse desembocar no mar;
mas este projecto logo foi abandonado.Hoje o
porto interior, o nico lgico, Nantes na embo-
cadura do Loire.Grand-Lieu nao lem mais di-
rcilo a ser um espaco navegavel.
Francisco II de Brelanha teve medo da peste ;
Carlos IX de Valois tema a fome. As causas de
uma sao muitas vezes as da outra ; os esgota-
menlos lornarn o clima sadio e do pao. Repe-
tiremos ainda, de um adversario da medida pro-
jectada, essas razes j to poderosas no lempo
dos Valois, c quo hoje teem uma torca tal que
basta serem einiltiias para convenceren!.
No tempo de Carlos IX, o lago do Grand-Lieu,
llho nico da Franca, como dizem os poetas, te-
ve anda o privilegio de attrahir a altenco do
monarcha. Elle ordenou que fossera sanamente
estudados os trabalhos de esgotarnenlo das la-
gas, que circundan) o lago Aqu os documen-
tos histricos sao precisos e nao do lugar algum
duvidas : ludo c clara c perfeitamente demons-
trado em um relalorio, o qual ainda nao receben,
que saibamos, as honras da publicidade.
E' elle do mais hbil engenheiro do reinado de
Carlos IX.Mr. do Crnpproiie, o qual construio
no lempo desle rei, cm 1559, o famoso canal de
seu nome e que recebo as aguas do Duranca.
F.lle tinha a confianca de,sou senhor; e assim
Carlos IX o escollieu para os grandes trabalhos
pie raeditava fazer : Segundo a ordem que'me
Mr. de la Blottere, que era a alma deslcslra-
balhos e que linha tomado a iniciativa delles, di-
rigi um requerimento ao consclho de estado, o
qual foi enviado Mr. Ferrand, intendente, que
encarregou o seu secretario de ouvir os habi-
tantes das parochias interessadas ; o em conse-
quencia dslo o senhor de la Blottire obleve do
conselho de estado 14 de fevereiro de 1713 un
aresto, que lhe permiltio esgotar tanto as lagas
que lhepertenciam, como as dos oulros proprie-
larios, admitlindo-os a contribuirem para as
despezas.
^
formulando seu voto, nao fez mais do que resu- i foi dada diz Mr. de Crapprone. Donde bem
respectivos; os outros jantaram as Tullienas.; dcsi0 pa[ics na0 [oram senipre modelos de
F&sLIIETOt
3Z3H3
UESTE" TTVbE:..
pon
PAULO DE KOCK.
O guarda de uma agencia da margem esquerda
disse-me que, nesse mesmo dia ou noitc, o im-
perador linha reunido seu consclho em sesso
extraordinaria ; que linha anuunciado aos seus
Exms. ministros o desenlace feliz das negocia-
ces, a Europa bem ordenada e a paz estabelecida
em bases solidas.
So o tal homem nao abusou de minha confian-
za, o imperador terminou sua allocuco cora es-
las bellas palavras :
Senhores, a paciDcaco de todas as tempes-
tades quo troavam no horisonle impoe-nos novos
deveres. I.ivros d'ora avante de todas as pre-
occupacocs da poltica exterior, levemos nossa
aclividade para os negocios do paiz. O bem-es-
ao quarto de madama com o coracjio alllic-
com os olhos cheios de lagrimas, balbu-
xy.ui
Um quarlo mo eum mo vizinho.
Continuaco.)
Minos socegou e f.erisette, deu-se pressa em
entrar no segundo quarto onde hara uma cama
de uma dimenso colossal, mas .inteiramente
cheia com a voluraosa corpulencia da seuhora
Tancredo, que eslava recostada sobre uma por-
co de Iravesseiros, tendo na cabera uma louca
o rendas; e que fez moca um" signal para
chegar-se.
Desculpe-me, minha senhora, se a incom-
modo ; mas perd um bilhete de visita, no qual
eslava o endereco do uma pessoa a quem devo
ir encontrar esta manha .. Julgo que deixei-o
cahir hontem na sua sala. Quizerar procura-lo,
porpie absolutamente necessario que eu ache
esse bilhete .. Sem elle, o que ser de mim, meu
Deus ?
A senhora chamou a criada.
La Jaunisse, j varresle a sala hoje "?
Ainda nao, senhora... Temos tempo !
Oh tanlo melhcr I exclama Ceriselte, as-
sim posso esperar encontrar o que perd... .
Leva a senhora sala, l perdeu um bilhe-
te, vai ver se oacha.
Oh certamente l deve eslar, minha se-
nhora.
Sm, se foi em nossa casa que o perdeu,
va ver.
Ceriselte ocompanhou a criada que Iho abri
a porta do outro lado c introduzio-a na sala.
Ah aqui. E iramediatamenle correu ao
lngarque oceupra na vespera ; pondo-se dejoe-
lhos comecou a procurar por toda a sala, mas suas
pesquizas deviam ser infructferas Depois de meia
hora passada a cascavilhar ludo, Ceriselle conven-
cerse que o bilhete de Gasino all nao estava. Vol-
vir-
lude, e mereccram, se nao tncorreram no casti-
go, com o qual t-los-hia punido, como dizem,
S. Martinho.Os Ticlavos, os Foilevinos, prin-
cipalmente os Tciphalos inspiraram Marcelino
phrases latinas, que offendam a honestidade era
sua indignacio.Salviano 'ez o mesmo, e nao ha
duvida algurna de que Alberlo de Moltaix lenha
lido em vistas fulminar o :rime, inspirando um
justo temor seus imitadores, quando escreveu
sua legenda.
(1) A commisso do exime encarregida pelo
prefeilo do Loire inferior d3 dar seu pareced so-
bre o projecto de esgotamento do lago do Grand-
Lieu, acaba de adoptar o p;-ojecto o emittiro vo-
to que os trabalhos sejam ejecutados pelo estado.
Temos pois, lodo o motivo de crer que em pouco
o lago ser nicamente uma lembranca e que os
militares do hectares por elle oceupados, sero
entregues agricultura.
nur o dsele ou oito scra^os soccossivas. Con-
tentar-nos-hemos, pois, do enumerar as ultimas
tentativas de csgoiainenlo, nao tendo o esludo
das precedentes nada de notavel, e roduziudo-se
esforcos solados, qua trazeni a conquista de
terrenos tornados cxcessivamenle feriis.
Em 1 59 Francisco II acabara de subir ao
throno do ducado do Bretanha. No programma
dos beneficios, que elle Irazia seu novo povo,
o quo deviam inaugurar sen reinado, marcar sua
oleracao, figurava o esgotamento do lago do
Grand-Lieu. Nes3a poca o lago nao consista
nicamente na bacia d'agua, mas estava tambem
cercado de uma cinta de lagas paludosas que
depois dcsappareceram.
Ha tola a razo de pensar-se que desde ento
o esgotaraento annual e parcial do lago inspira-
va temores serios pela saude publica ; quo j
prcoecupava os espiritos o melhorameuto da sur-
te das massas ; o a considerar-so o empeuho do
duquo cni decidir o esgotamento do lago, ficava
convencido de que ello nada podia fazer que fos-
tou
to,
ciando
Nao esl l, minha senhora. Meu Deus, co-
mo isso ?
Ha uma boa razo... E' que pctdcu o bi-
lhete cm oulra parle... Quando se perde uma
cousa, sabo-se nunca onde foi ?
Ah I senhora, mas o que hei de fazer pa-
ra adiar esse bilhete ? Do corto perdi-o no
carro.
muito provavcl. Sabe o numero desse
carro em que vcio ?
Nao sei, nao, senhora.
E' pena I E' sempre bom saber-se o nume-
ro dos carros, porque ajuda a se encontrar os ob-
: jeclos que nelle se deixam.
Mas eu lomci esse carro ao sahir do Pa-
lais Royal. Indo por l, talvez o encon-
trasse.
E' boa idea I Tranquillse-se, pequea, nao
pode dar lodos esses passos, porque nao conhe-
ce Pars ; mas como me inlcresso por voss, en-
carregarei Minos desse cuidado ; ir a todas as
pravas de carro, o dar com o seu ; se 14 estiver
o seu bilhete, elle o trar.
Vde o Diario a, 179.
Ah minha senhora, nao sei como agrade- |
cer-lhe tanta bondade 1...
Minos que terminara o seu toilette, chegou to-
do se requebrando e disse :
Sm, sm, pequea, depois de almoco pr-
me-hei a caminho por sua causa, mas neces-
sario que faca primeiro lastro ao navio, porque
do contrari nao posso responder pela ma-
nobra.
Ceriselte agradeceu lhe o obsequio e pre-
parou-se a subir para o seu quarlo, mas dele-
ve-se.
Precisa de alguraa cousa ? perguntou a se-
nhora Tancredo.
Hontem, deixei no carro do Sr. Gasto uma
Irouxa com a minha roupa... pouca cousa, e
todava para mim muito, nao tenho se quer um
lencinho para por ao pescoc.0.
Minos, puxa all a segunda gaveta da com-
raoda, tira um lenco e d menina. Fique
tranquilla, pequea, eu lhe fornecerei ludo o
que precisar.
Multo obrigada, minha senhora, mas quan-
do encontrar Gasto, eu hei de ler a minha
roupa. E o senhor; quando est de Tolla ?
Nao sei bem ; hei do precisar procurar lo-
dos os carros, cousa que leva lempo.
E a minha entrevista, que era para o meio
dia, c j sao dez horas dad is. Ah so o senhor
me podesse trazer esse b.lhete antes do meio
dia.
Se o adiar, pode ficnr certa que o trarei
mmedialamente. Ora, varros.com a breca tri-
gam-me o almoco, q^e quero cofrer mundo, pa-
ra essa Venus pdica !
Ceriselte subi para o seu quarlo, onde sen-
tou-se tristemente, com o corar a "opprimid. A
perda desse bilhete parecia-Uio'uma desgrac ir-
reparavel, a lembranca desse mancebo, "com
quem passra o dii na vjspera, voltava-lho a
cada instante ao pensamento ; agora, parecia-
lhe elle um prolector que linha adiado ; repeta
todas as palavras d'arnor, todos os juramentos
que lhe lizera, e dizia comsigo:
O que pensar elle de mira nao mo vendo
voltar ?
A pobre moca principiou a conlar as horas c
os minutos, o tempo parecia-lhe do uma exten-
so insupportavel. Desceu para informar-se se
Minos tinha voltado. Responderam-lhe que nao.
E passou a hora cm que devia ir ler com Gasto.
Mas pensav que adiando o bilhete poderia sem-
pre encontra-lo.
Passou o dia o'aquelle por quem esperava nao
voltou. S l para as seto horas da noile foi que
o Sr. Minos deu copia de si, com o nariz ainda
mais vermelho do que na vespera, mas sempre
ameigando a voz.
Estava Cerisette no quarlo da senhora Tan-
credo quando appareceu o favorito desla, acom-
panhado do indispensavel Trnca-cnles que se
poz a fazer feslas moca.
Enlo, senhor? disse esta correndo ao en-
contr de Minos.
Ah I minha menina, levei urna estafa raes-
Ira por sua causa ; estou morto decantado.
E o carro ? o cocheiro ?
Tanto procurc que afinal dei cora elle.
Eu sou capaz de achar agclha era palheiro.
E o bilhete de visita ?
Ah I isso dflerentc. Bilhete de visita, ni-
chlis!
Ceriselte Ocou anniqulada ; deixou cahir a
cabega para o peito murmurando :
Perdido! nao ha mais esperanza. 0 que
farei eu, meu Deus I
evidente que Carlos IX ordenou-lhe que se oceu-
passe desses planos ; s elle linha direilos sobre
um sabio to altamente collocado na aleico e
estima publica.
Segundo a ordem que me foi dada de exami-
nar a dependencia das aguas do lago do Grand-
Lieu, e se se poda fazer das ditas aguas uma na-
vegaco desde o dito lago at o rio Loire, e mos-
trar que meios se deveru empregar c o quo se
deve fazer para oyilarque as ditas aguas damiii-
fiquem lodo o paiz como coslumam ..
Lis aqu a descripeo succinla e curiosa da
configuraco, que olferecia o lago em 1572 :
Tomando ludo em consideraco, diz Mr. de
Crapprone, acho que o lago do Grand-Lieu c as
lagas do sua dependencia, sao um grande recep-
tculo d'agua, sujeilo no lempo das chuvas S
receber uma grande qnanlidade d'agua, a qual
por (alta de bons esgolos submerge um vasto ter-
reno por muitos mezes do anno, sendo causa de
que a dita trra nao possa fructificar.
la comecar o esgotamento ; mas tendo a cidade
A' 29 de marco os deputados das paro
outros interessados reuniram-se na abbadia' de Bu-
zay, e delermiraram que cusa do todos seria
feilo um canal, segundo o orcamento do senhor
de la Roulais. Foram eleilos "doze directores, aos
quaes conferio-se o poder da velar no andameuto
das obras e fazer ludo o que julgassem bom para
a causa commum.
Desde 29 de maio procedeu-sc adjudcaco
dos (rabalhos cm presenta dos deputados das "pa-
rochias.
E' para lamentar-se que desde enlo a medida
do esgotamento nao tivesse sido geral, por quan-
lo licando parcial, ella croou um antagonismo en-
tro os interesses privados da companhia chamada
de Buzay, e 03 proprielarios do lago.Lstc anta-
gonismo manireslou-se pela primeira vez cm
1786.
O senhor marquez de Juign, proprielar'o do
lago, expunha em um requerimento ao conse!ho
do estado que os prados c lagas ribeirinhas nao
podara ser esgoladassem que primeiro se proce-
desse ao esgotarnenlo do proprio lago ; era a ver-
dade ;verdade hoje finalmente reconhecida. A'
31 de agosto de 1780, Mrs. de la Barre.de La-
raoricire, de Miubrenil e os reilores de la Che-
vrolliere c do Sainle-I.umine rombaterarn em no-
me da companhia de Buzay os projectos do senhor
marquez de Juign.
Rompen a revoluco franceza. A repblica
tinha os olhos sobre o occidente cora um lirn di-
verso do dos esgotamenlos; quanto Napoleo
l o pensamento de Luiz XII devia feri-lo desde
logo ; mas sabe-se que lendo cncarregado Di-
eres do ura relalorio sobre a questo, ello voltou
idea de esgotarnenlo
No lempo da restauraco nao so estudou pro-
jecto algum ; o re Carlos X contentou-se de cons-
liluir definitivamente a sociedade de Buzay, mas
o decretse foi assignado por seu successor.
O projeclo do completo esgolamcnto s tornou
a apparecer cm 1840Mr. Valles, engenheiro dis-
linclo, inspirando-sc dos estudos de esgotamento
das lagas Ponlinas e das d'Arles, achou a ver-
dadeira soluco, e seu projecto recebeu a sanc-
co legislativa.
Hoje o projecto de Mr. Millo, que foi ltima-
mente adoptado pela commisso de exame, vai
entregar agricultura, alm de 3,600 hectares de
Ierra, oceupados pelo lago, uma exlenso de 5,000
hectares pertencenles muilas commmias ribei-
rinhas, peridicamente inundadas. O Loire infe-
rior enriquecer-se-ha com um espaco considera-
vcl do cxcellentcs prados; c execulando-so si-
multneamente os trabalhos do lago do Grand-
Lieu com os do baixo Sena e do monte S. Miguel
a Franca nao lera mais que envejar os polders da
Hollanda c o famoso esgolamcnto do mar de Har-
lem.
HTE.
[Journal des Desbat.5. Filho).
)'
Fique tranquilla, oh! Ceriselle, cm Paris
as mocas bonitas acham sempre oceupaco. Eu
me encarrego do Ih'a procurar o muilo breve-
mente.
Um olhar da gordanchnda senhora Tancredo
lapou a bocea do Sr. Minos que comecou a fa-
zer piruetas e foi mirar-se em um espelho.
Ceriselte tomou o ciminho do seu quarto.
Enlo ella nao janta comnosco? perguntou
o illuslre Minos.
Nao, disse a Sra. Tancredo ; a menina
est triste : melhor quo esteja livre no seu
quarto, l lhe levarao o jantar. Mas nao se
afflija, menina, nao a dcixarci em vexames. Man-
dar-lhe-hei roupa que poder escollier.
Ceriselle nao levo mais animo para responder ;
ao chegar ao seu quarlinho atirou-se sobre uma
cadeira e cntregou-se por algum lempo s mais
sombras reflexes.
Anoilccera quando a criada levou-lhe luz e jan-
lar dizendo :
A senhora nao quer quedesca esla noile,por-
que lem l embaixo muila gente. Talvez dancera
e como a senhora esl triste nao se divertira.
Nao tenho vonlade de descer, disse Ceri-
selle, assim como nao tenho vontade de jantar.
Ora de que lhe servira aligir-se ? Na
sua edade, com o seu rosto, sempre ha recursos.
Fa?a como as mocas d'aqui, que se diverlem
todo o anne.
Sahio a Jaunisse c Ceriselte ficou pensando
que se so entregasse tristezas, poderia cahir
doente. Decidio-se, pois, a jantar, dando-lhe tra-
balho saber qual seria a profisso das mocas da
casa, que levavam todo o anno uma vida to
alegre.
Depois deitou-se e pegou nosomno, cuidando
no que baria de fazer em Paris para nao morrer
de fome.
Ao accordar, vio, sobre cadeiras ao p da ca-
ma, roupa, filas, flores, al brincos com podras e
perolas, falsas como ludo o mais.
Ceriselle era mulher, ludo oque lhodizia a res-
peilo devia agradar-lhe ; eslava na edade em
que oceupar-se de enfeites o passalempo s
ugradavel ; vemos muitas vezes mulheres que
conservara toda essa edade.
A mora levanlou-se, c examinou um vestido
depois outro : lodos eram velhos e pareciamj
terservido ; mas com os cmicos ambulantes Ce-
riselle acostumra-se ros trajes de aesso. Expe-
rimentou muitos e licou com o mais simples :
poz urna touca e lirou-a ; todas ellas davara-lhe
um parecer afoulo que lhe desagradara ; o seu
chapeo de palha lhe asscnlava muilo melhor.
Veslindo-se, a moQa eslava pensando no que
ira fazer: de repente lembrou-se de Sabrelache ;
sentio o coraco allivado, um raio de esperan-
ca perpassou-lhe a alma ; almocou pressa o I
que lhe linham levado, e desceu ao quarlo da \
Sra. Tancredo, a quem achou ainda na cama.
Minha senhora, quer ler a bondade de mo
indicar o caminho de Bagnolel ?
De Bagnolel? Eo quo quer ir fazer a Bag-
nolel? responden a gorda dona da casa, franzin-
do os sobr'olhos ; condece alguera por l '.'
Conheco ura bravo militar qye me quer
muito bem ;' disse-me que vinha
pai em Bagnolet, perlo de Paris c
contar-lho ludo o que me lem sueco
que me diga o que devo fazer agora ; p
tenho prenles, nao conheco minha familia
soldado o meu nico amigo
Ah! com que conhece soldados '..... Enlo
nao lano de Orleaus como parece I
Fica longc d'aqui, rainha senhora ?
Nao, pode ir do passeio. Mas nao o encon-
trar..... Vou lhe dar uma possoa para leva-
la e que a Irar aqui se nao achar o seu sol-
dado.
Ah quanla bondade nao sei como hei de
agradecer....
No ha de que A proposito mande-lhe
roupa etc.
Sm, senhora, agradcco-lhe muilo.
Guarde os agradecimenlos Dcve-rae trin-
ta francos I
Trinta francos ?
Ceriselte ficou estupefacta, porm a Sra. Tan-
credo estendeu-lhe a mo dizendo :
Varaos, venha o dinheiro I Ento pensa
que se reste de graqa em Paris I Esl cora ura
vestido chique, e o seu eslava mesmo uma lasti-
ma. Quanlo ao alimento, fallaremos mais tarde.
E se acceitar o que eu lhe propozer, lera tudode
graca.... Isso que felicidade !
Ceriselle pagou a somma que lhe pediram, fi-
cando apenas com cera sidos.
Mas pensou que encontrara o soldado a quem
dera hospitalidnde eque lhe mostrara tanta ami-
sado ; parecia-lhe que enlo nao teria mais de
enquietar-se pelo futuro e essa esperanza deu-
1 he animo. Esperava, pois.com impaciencia a
guia que a Sra. Tancredo lhe quera dar.
XXIV.
Pobre mora !
A dona da casa chamou uma das suas pensio-
nistas e fallou-lhe baixo. Esta foi por a tou-
ca e embrulhou-so em um imraenso chaile ;
depois voltou c disse Ceriselle ;
Quando quizer, madcmoiselle, vou con-
duzi-la
Ceriselle agradeceu de novo c parti com a
sua conductora que levava um vestido de baba-
dos e sapatos acalcanhados que nao lhe segura-
vam mais nos ps, o quo nao impedia que cm
caminho alTectasso um movimenlo de cadeiras
que fazia sorrir os que passavatn ; mas Ceriselte
sem se importar com os gritos do seu guia, nem
com as palavras um pouco livres que alguns ho-
mens, lho dirigiam, ia a seu lado impaciente de
chegar a Bagnolet.
A conductora da moca tomou por um arrabal-
de, chegararaa uma barreira e sahiramde Pa:is.
Chcgamos a Bagnolet ? perguntou Ceri-
sette.
Ah sm, agora que vamos entrar era
Menilmoulant. E eslou com uma sede de ra-
diar. Ento nao paga nada ?
O que quer que cu pague ?
Ora quo lolice Uma boa garrafa de vi-
nho..... com um pedaco de presunto ou uma
fregideira ; parece-me que pode fazer osse obse-
quio a mim que cstou lhe servindo de guia.
Ceriselte nao se alrcvcu a recusar, mas met-
iendo a mo na algibeira tiiou a ruoeda do cinco
francos dizendo :
Aqui est toda a minha fortuna ; eis o que
me resta....
Cinco bicos 1 E' mais-que sufficiente. En-
tremos aqui nesla venda. D c a sua moeda
eu farei a lisia, lerei cuidado que nao suba
muilo '...
Mas quando eu nSo tirer mais dinheiro o
que far
D c o dinheiro, sovina. Vai procurar o
seu soldado e eile lho dar dinheiro.
(Coinuar-s-/ia).
TERN. TYP. DE M. F. DE FARIA. 1860
I


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