Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09130


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Full Text
ANIC XXXVI. NUMERO 179,
!
Por tres mezes adianlados 5$000.
Por tres mezes vencidos G000.
SEXTA FEIRi 3 DE AGOSTO DE 1860.
Por anno adiantado i9$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO' DO NORTE"
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. de Lemos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei-
vo Guimares; Piauliy, o Sr. Joo Fcrnandes de
Muraos Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronvmo da Costa.
l'AKTIDA DOS (.OUiltlO.->.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas fciras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as Ierras feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, lngazeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo.Serinhem, Rio Formoso.L'na, Barrciros.
Agua Prela, Piraenteiras cNatalquintasfeiras.
(Todos os correios parlem as 10 horas da manhaa.
EPHEMERIDES DO MEZ DE AGOSTO.
1 Luacheia as 3 horas el4 minutos da tarde.
9 Cuarto minguante as 7 horas e i minuiosda
tarde.
16 La nova as 8 horas da tarde.
23 Quarlo crescente as 8 horas e lt minutos da
manhaa.
31 La chela as 6 horas e 38 minuto da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 6 horas e 6 minutos da manhaa.
Segundo as 6 horas e 30 minutos d; tarde.
AUDINECIAS DOS TRIBUNAESDA CAPITAL.
Tribunal do comraercio: segundas e quintas.
Relaoo : tercas feiras e sabbados.
Fazenda : tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quartas ao meio dia.
nito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civel; quartas e sabbados a urna
hora da larde.
DAS DA SEMANA.
30 Segunda. S. Rufino; Ss. Abdon e Seen mm.
31 Terca. S. Ignacio de Loyolla fundador.
1 Quarta. As cadcir.is de S. Pedro apostlo,
2 Quinta. N. S. dos Anjos; S. Eslevo p. m.
3 Sexta, thvcnco do corpo deS. Eslevo.
4 Sabbado. S. Domingos de Gusroao fundador.
5 Domingo. Nossa Senhora das Noves.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dias; Bahia,
Sr. Jos Marlins Alves; Riu de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Marlins.
EM PERNAMBLCO.
O proprietario do pumo Manoel Figueiros d*
Faria.nasua livraiia praca da Independencia flr,
6 e 8.
PARTE OFFICIAL.
Ministerio da guerra.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios da
guerra, em 16 dejullio de 1860.Illm. e Exm
Sr.Podendo entender-so que a susponso do
iL'crul.imciito. determinada pela disposioo do
art. 108 da lei de 19 de agosto de 18i6, appli-
cavcl a poca das eieices para vereadores e juizes
do paz. de ordem de S. M. o Imperador, previno
a V. Exc. que, de conformdade com o qnej de-
clarou o ministerio do imperio, em aviso de 6 de
si'temhro de 18S a susponso de que se Ir.ita s
tem pplicaco poca das eieices primarias,
islo daqullas em que a massa do cidados
clege eleitores.
Dos guarde a V. ExcSebaslio do ligo
Ilarros.Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco.
Goremo da provincia
EXPEDIENTE DO DIA 1 DE ACOST DE 1860.
Ollieio ao commandentc das armas.Mande
V. S. inspecionar o voluntario Hcrculauo Jos !
do Nascimenlo e abrir-lhc nssentamento de pra-
ca no corpo lixo de cavallaria, so por ventura
lijr considerado apto para isso pela junta militar
do saude.
Dito ao mesmo.Em vista do que- V. S. expe
em sua informacao do 30 do correnle. sob n.813,
mande por em liberdade o recruta Jos Marcelli- !
nodos Sanios.Communicou-se ao arsenal de1
guerra.
Dilo ao commandanlo superior do municipio do I
Fecift).Cnmpre que o guarda do 4o balalho !
desse comraando superior, Thcodoro Rodrigues!
da Cunta, desuado para o servico do exercito, i
aos documentos que por V. S. me foram apresen-1
tados com o son ofiicio de^Odo passado, a qne I
respondo, addiciono cerlido de casamento do
seus pais, afim deque seja attendida como fr
justo.
Dilo ao commandanlo superior da guarda na-
cional do Rio Formoso.Em addilamento ao
meu odicio do 1" de junho prximo lindo, tenlio
a declarar-lhe que pode mandar substituir por
um lente, qnando convicr ao servico, o alteres
que actualmente comminda a forca destacada na
cidade do Rio Formoso.
Dilo ao commandanlo da estaeo naval.
Achando-sc j foitos os reparos de que necessi-
tava o vapor f'iraj, como me participou o ins-
pector do arsenal do marinha em oflicio desta
dala, sob n. 317, haja V. S. de expedir as suas
ordons para quo o mesmo vapor siga quanlo an-
tes para a provincia do Para por assim me havor
requisilado o Exm. Sr. presidente daquclla pro-
vincia, a cuja ordons vai servir.
Dilo ao inspector do arsenal de marinha.Po-
do V. fornecer os tres toldos e o velaxo re-
quisilados pelo commandanlo da estaeo naval
pora o brigue escuna Xing, estacionado em I
Macei, corlo V. S. de que recommondo nesta
data ao referido commandanle que sntisfaca as
exigencias cuntidas no final do oflicio de V. S.
do 30 de julho ultimo, sob n. 314.Officiou-sc
ao commandanlo da eslaco naval.
Dilo ao inspector da thesouraria do fazouda.
i presente o ollieio do V. S. de 31 de julho
ultimo, sob n.781, o orea nenio que rcio annexo
1028.Gominiano intante Lumacht Miguis.
Apresente-se no quartcl do commando das ar-
mas para ser inspeccionado.
1029 a 1037.Horacio de Gusroao Cuclho, ;
llerculano de Duarle de Miranda Henriques. Joo '
Ferreira Villola, Manoel Polycarpo Moreira do
Azevedo, Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, Ma-
noel de Carvalho Paos de Andrade, Tito Fiok
Romano, Jos Mariano de Albuquerque, Guilhcr-
ii.iiiu de Albuquerque Marlins Pereira e Bellar-
mino dos Santos Bulco. Encaminhem-se ao
governo imperial.
1038.Isabel Maria das Chagas Guimares e
filhos.Os requerimenlos quejuntam os suppli-
canles nao salisfazem a exigencia do aviso ci-!
lado.
1039.Joo Isidro Gomes da Cruz, dirija-se a
Ibesouraril de fazenda
1010.Joo Gomes Coimbra.Passe-se porla-
ria concedendo a licenca pedida quauto a subs- j
lituico nao pode ella sor acceita em vista da
informacao do juiz de direilo da com i rea.
1011.Jos Luiz dos Anjos.Informo o con-!
selho administrativo do patrimonio dos orphaos.
10(2.Jos Ribeiro da Silva.Dirija-se ao
senhor director interino do arsenal de guerra.
1013. Juvencio da Aureliano do Cunha Cesar.;
Informe o senhor inspector da thesouraria de ;
fazenda, ouvindo o administrador da mesa do
consolado.
I0H.Rita Maria de Jess.Informe o senhor
inspoclor da thesouraria provincial.
1015.Thcrcza Maria de Jcus.Requiera ao '
governo imperial.
1016. Theodoro Antonio Monteiro.Raqueira '
quandu se der a vaga que pretende.
1047.Virtuosa Maria da Conccieo.llequei-
ra ao governo Imperial.
eslrumes commerciaes. J existe una organisa-
eo completa, quo s resta imitar.
Com osla simples reforma, poderosa como a
sciencia donde dimana, o governo pora fim a lo-
dos os anligos hbitos, a todos os antigos abusos;
lera, em urna patarra, feito adoptar petos usos
commerciaes a unidade de lypo que itiiial soube
fazer preralecer na lei.
R. Lepellelier de S.int-Rkmv.
Journal des Debis.//. D.
INTERIOR.
EXTERIOR.
pr coula dos dilTercn-
de julho, agosto e se-
ndo providenciar para
das dospezas a fazer-se p
tes ministerios nos mezes
lombro vindouros, e conv
que nao sojam interrumpidos os servicos a cargo
dos mesmos ministerios, visto nao ler chogado
aluda a dstrbuico do crditos para o correte
exercicio, o autoriso a pagar sob minha respon-
sabilidado as dospezas quo se fizorem por cunta
.. dos prcdilos ministerios, al as duas tercas par-
tos da sonima tolal do referido oreamcnlo, cor-
respondente aos mezes d9 julho lindo e agosio
correnle.
Dilo ao mesmo.Sob minlia responsabilidade
mande V. S. pagar o que se esvcr a dever a Joo
J/idoro Gomes da Cruz, de seus vencimentos co-
mo promotor publico inrerino da comarcado Bo-
nito, visto nao havor crodilo para csso paga-
mento, que assim mo ii requerido, e con3dc-
ra-loeu destinado a alimentaco do supplicante.
Dito ao mesmo.Para poder cumprir o aviso
do ministerio da fazenda de 19 do julho ultimo,
Faz-se preciso que V. S.| ouvindo administrador
di recobeJuria de rendas internas, informe acer-
ca do incluso requerimenlo cm que o Io oscriptu-
rario daquella repartieo Joaquim Jos de 8ooza \
Serrano, pedo um annu da licenca com lodos os I
.'-lis vencimentos para tratar de sua saudc onde '
iho convicr.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Tomando cm consideraco o que me requercu o
commendador Anlonio Joaquim do Mello, auto-
riso a V. S. a mandar entregar-llie a quantia do
1:0003 por conta da subvenco annual de 3:000.
consignada no 10 do arl. 26 da lei do orea-
monto vigente
Dilo ao director do arsenal de guerra.Ao
njudanle da companliia de pedestres da comarca
da Boa-Vista, Anlonio Maria de Souza Lobo,
mande Vmc. entregar com brevidade os arligos
de armamento, fardaraenio e o mais quo honver
promplo nesse arsenal com destino referida
tompanhia.Comiuunicou-se ao commandanle
das armas.
Dilo ao mesmo.Em vista do que Vmc. in-
formou em seu ollieio de honlem, sob u. 224,
acerca da prelenco de Jos Ribeiro da SIlvj,
lenho a dizer-llie que o admita como servente
dosse arsenal, quando fr possivcl.
Dilo ao director das obras militares.Em cum-
plimento do aviso expodido polo ministerio da
guerra em 17 de julho ultimo, mande Vmc. pro-
ce lor aos concortos necessanos as cozinhas dos
quarteis do oilavo batalho de infanlaria o da
roinpanhia de artfices indicados no relalorio
aprescnlado pelo delegado do cirurgio-mr do
exercito no mez de junho ultimo.Communi-
cou-so ao inspector da thesouraria de fateuda.
Portara.O senhor agente da companhia bra-
sileira de paquetes a vapor manda transportar
para a corte, por conta do ministerio da mari-
nha, no vapor que se espera do norte, ao escri-
vSo do vapor Viamo, Augusto Ribeiro de Cam-
pos.Communicou-se ao commandanle da di-
viso. naval.
Expediente do secretario do governo.
Ollieio ao inspector da thesouraria de fazenda.
De ordem a S. Exc. o Sr. presidente da provin-
cia, remeti a \. S. a inclusa ordem do thesouro
nacional, sob u. 120 datada de 21 de julho pr-
ximo findo.
Dito ao adminislradorda mesa do consulado.
S. Ex. o Sr presidente da provincia, ficando n-
teirado de haver fallecido no dia 28 de julho ul-
timo o amanuense Luiz Frascisco de Mendonca,
assim o manda communicar a V. S. em resposta
ao seu oflicio do 30 daquelle mez sob n. 36.
Despachos do da Io de costo.
flequerimentos.
1023.Anlonio Alves de Miranda Guimares.
Certifique.
1024.Antonio Joaquim de Mello. A thesou-
raria provincial tem ordem para entregar ao sup-
plicanto um cont de res por conta da subven-
co, de que trata.
1025.Antonio Jos de Souza Cousseiro, capi-
to reformado do exercito.A isenso que alle-
ga o supplicante nao das previstas em le para
aulorisar a presidencia a mandar excusar do ser-
vico do exercito o recruta que jtirer assenlado
prca
1026.Egidio de Alayde Rodrigues. Idforme
o senhor inspector da thesouraria da fazenda.
1027.Flix Jos do Sacramento RamosIn-
forme o senhor director interino do arsenal de
guerra.
Ninguem applaudio mais espontneamente
que nos o pcnsamenlo econmico chcio de ou-
sadia que domina na nova legislado dos assuca-
res. Fazer inlervir o consumidor como urna es-
pecie de pacificador entre as diversas industrias
concurrentes, em vez do os doixar eslafar-sc em
lulas sem lim, de cerlo eslabeleccr a queslo
cm seu verdadeiro terreno. Mas tomem sentido :
em tal materia, ludo nao se termina com o voto j
da lei, quando osla tem a pretonco do sor una i
lol radical, islo urna lei reformadora. Para as-i
segurar Ihe a marcha o o bom xito, preciso j
desembaracar-lhc o caminho, dcslruindo os an-
ligos liatitos, os anligos abusos e os antigos se- '
gredos. Visto que a lei do consumidor em
outros termos, a lei de lodos, vejam lodos ca-
ramete a Ba oxecuco.
Deve chegar um momento cm que o mais mo- |
dosto comprador de assucar deixar de estar a
desj^nco_jl2_seu vendedor, em que poder ar-
gumentar com elfincCrca da niorcadoria, as-
sim como o operario argumenta com o padoiro
acerca do preco do pao. Para isso ha urna re-
forma inteiramenle pralica por fazer, reforma do
dotalhes quo da aleada da adminislraco antes
ano do legislador, e da moralidado publica lan-
o quanlo da dminislraco.
Nos di/i unos ha pouco que a Franca ora a
torra classica das l.irifaces graduadas ; a forca
do graduar ha quarenla" anuos na larifarn dos
asalteares, o legislador lovuu o commerciantc i
para a va das classilicacoes infinitas. Yerjeoi j
se, tele, clairc, tape, luwps, mclis, balarde ;'
quatrieme (sera pnmeira, segunda e torceira I...J
fine, bello, uonne quatriinic, ordinaire, com-
mun, brule, plaque,... conreniente doixar
outras ainda melhores para nio afugentar o lei- |
tor. Cada urna dessas especies se divido o subdi- |
vide. Cada praca de commercio as grada a seu
modo, assim como cada praca tem seus usos
quanlo a compulaco das quanlidades, por isso
quo urnas enunciar o quintal simples, outras o
quintal mtrico.
A essa primeira especie de confuso vecm so
aj o otar os sob-generos resultantes da infinita va-
riedade dos usos de pracas relativas s taras (dc-
dueco do poso de encaixolamcnto), .'is quebras
(deduccao por causa de avarias e faltas serapre
suppostas ) ; os sob-generos resullantes das con-
dices de peso, corretagem, descont que nao
sao os mesmos por toda a parle ; das amostras
que sao urna depredaco organisada... Emfim
urna verdadeira lorre do Babel Mas urna torre
do Babel ondealguns adeptos se enlendem mu
bom e com grande proveito delles. Pode-se ou-
sadamonlo arencar que nao ha urna s venda do
assucar que nao seja um contrato leonino na mais
rigorosa accepeo da palavra ; e, de certo, nao
ao productor a quera toca o papel de rei dos ani-
maos nesse contralo...
l'ois bom! E' preciso ser justo, at para com
os abusos que atacamos. Esse rgimen deplora-
vel levo al aqui a sua razo de ser : qual ser
a riqueza saccharina absoluta da pitada de ma-
teria mais ou menos triqueira, mais ou menos
secca, mais ou menos granulada que esse ho-
rnera, de ar profundamente refleclido, contem-
pla cstendida na palma da mo?... Ha nisso, ou
autos baria nisso, um dos mais difficeis proble-
mas di industria moderna.
l'oi a difficuldade de sua soluco quem fez da
conlemplacao desse homcm urna" verdadeira chi-
romancia. Para chegar a um resultado apenas
aproximado, preciso que elle combine em sua
apreciaco o triplico elemento da cor, da soqui-
do, do grao. Em quanlo o assucar bruto foi con-
siderado como materia prima que devia necessa-
riamenle ir oflicina dn refinador, essa prora ca-
balstica se perpetrara enlre dous adeptos e s o
productor era quem pagara as despezas dessa
experiencia forzosamente duvidosa. Mas hojo
que afinal comprehenderam essas verdades tao
simples que nunca cessamos de pregar ha quin-
zo annos ; que a materia prima do assucar a
cana ou a bellcrraba ; que a refinacao apenas
urna industria accessoria ; emfim que a maioria
do povo francez julgar-ae-hia completamente fe-
liz se podesse consumir assucar bruto sufficien-
tomente : hojo, em urna palavra, que a questo
leve n que se poderia chamar o seu 89, convert
que as suas instituyos se hsrmonisem com o seu
principio.J passou o lempo das rubricas e do
empirismo ; convm que principie o jogo franco
dos usos commerciaes poslos ao alcance de to-
dos.
Toca a sciencia realisar essa reforma ; ou, an-
tes, a sciencia j desempenhou a sua tarefa ; ella
descobrio o meio de, pertenco a administrarlo
generalisar o seu emprego. Queremos fallar'do
saccharimelro, esse admiravcl instrumento de
precisan, por meio do qual pode-se, com algu-
mas oncas de materia doce chegar a separar ma-
themalicamente a riqueza absoluta do producto.
Desde 1851 o saccharimelro era de um emprego
asss pralico para ijue o governo tivesse querido
applica-lo na percepeo do imposto e hojo um
fado consumado de que se servem todos os refi-
nadores era suas compras : apreciando scienlifi-
camente o valor da mercadoria que o corrector
Ihes entrega empricamente. Mas como gene-
ralisar da parte da lei ou do regulamenlo admi-
nistrativo o emprego as transac^es de um ins-
trumento to delicado como o saccharimelro ?
Aqui dcixaremos fallar a tulla especial, cujo
irabaIho completo sobre a materia acaba de nos
fornecer os jados principaes deste artigo. Pedi-
mos, diz o Journal des fabricanls de sucre (do 3
de junho) que urna repartigo- de saccharimelria
se esiabeleca em Paris e em todas ss pragas on-
de se faz um commercio importante de assucar
mdigena ou extico ; assim como se estabeleceu
no Loire Inferieur e em alguns departamentos
reparlices de veriQcaQo publica para determi-
nar a dosc de phosphato ou de azoto comida nos
20:00031.00
8
I
mo de ,ia\i;iho,
ASSEMBLEA GERAL LEGISLATIVA
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
SESSAO EM 19 DE JUNHO DE 1S60.
Presidencia do Sr. conde de Baependy
As lt horas da manhaa, foita (i chamada,
acha-so presente numero legal de Srs. dopu-
tados, l-se c approva-se a acta da antece-
dente.
O Sr. Primeiro Secretario d conta do se-
guintc
EXPEDIENTE.
Um oflicio do ministerio do imperi), commu-
nicando que S. Mj o Imperador fica scienle das
pessoas que compera a mesa desta cmara para
servir no corrento mez.Inleirada.
Oulro do mesmq ministerio, devolvendo, com
as respectivas infolrmaces, o requerimento de
Miguel Antunes Lopes quo pede auxilio para ir
Europa concluir osjesludos do engentara meca-
nica.A quem fez |6 requisco.
Urna reprosentacSo da cmara municipal de
Sabara, pedindoque se autorise a reda do vin-
culo do Jagura. Fica sobre a mesa para ser to-
mado em considerado quando se disentir o pro-
jecto relativo.
Um requerimenlo dos mesarios e mais irmns
da sania casa da Misericordia da cidade de Ma-
rianna, provincia do Mmas-Geraes, pedindo a
concessau de loteras era benefiaio da mesraa
sania casa.A'commisso de fazendf.
Lcm-sc e sao approvados seni deaate os se-
guinles pareceres:
Pretenriio do alferes reformado M. C. de V.
Monteiro.
A commissao de marinha o guena, para co-,
nhecer das razos que possam assistii ao alferes i
reformado do oxercilo Malinas Carlos de Vascon- i
cellos Monloiro, na prelenco que submetleu |
cmara dos Srs. dcpulados, de se II e conceder
nielhoramento de reforma, precisa qve, pelo mi-
nisterio da guerra, se reqnisilem do governo in-
formacos nao s do motivo de reforma do sup-
plicante, como de quaesquer oulros tactos a ello j
relativos, que melhor onentem a commissao pa-;
ra a emisso de um juizo definitivo sobro aquelle
pedido.
Sala das commisses, em 19 de junho do
1860.L. A. da Cunha Mallos.Jcsuiuu Lamcgo
("osla.Poixolo de Azevedo.
Prelenco de J. II, de Almeitia.
a Joaquim Rodrigues do Almoida, latro-mr
aposentado da barra e porto do Recite da provin-
cia de Pernambuco, pede cmara dos Srs. de-'
pulados que o poverno seja autorisado a conce-
der-lhc a petcepeo dos vencimentos que leve
naquelle emprego, ou urna penso correspon-
dente a laes vencimentos.
O supplicante requeren a aposer tadoria, ou
a demissao quando aquella nao podessc ser-lhc
conferida. O governo, ent^ndondo qs o empre-
go do supplicante nao era daquellos ;m que as
lois permiltem a aposenladoria com voncimenlo,
conterio-lli'a por decreto de 17 de agosto de 18.">o,
sem voncimenlo algum, mas conservindo-llie o
uso da farda c distincliros.
A commissao do marinha e gue-ra, confor-
mando-se com a opinio do governo, de pare-
cor que o requerimen'o do supplicante soja in-
deferido na parle relativa aulorisaco para a
concessao de vencimentos, nao loma ido conbe-
cimenlo do pedido da penso, pordev;r esta ser
requerida ao poder execulivo.
Sala das commisses, 19 de junho do 1860.
L. A. da Cunha Mallos.Jesuino Lamego Costa.
Peixolo de Azevedo
Orcatnenlo da fazenda.
O mesmo Sr. 1. secretario declara que se
acha sobre a mesa, e vai a imprimir para entrar
na ordem dos trabalhos, a soguinte iroposla do
orcamento convertida em projecto de lei na
parte relativa despeza do ministerio da fa-
zenda :
A prirueira commissao de orcarainlo, tendo
examinado com a devida altonco a proposla de
orcamento do governo, fixandu a despoza a cargo
do ministerio da fazenda no exercicio de 1861 a
1862, tem a honra de offerecer a esta augusta
cmara a mesma proposta convertida em projec-
lo de lei pela maneira seguinle :
Art. 7." O ministro c secretario de estado
dos negocios da fazenda aulorisado para des-
pender com os objeelos designados nos seguinies
paragraphos a quantia de 16,318 1429111
A saber :
1. Juros, amorlizacese mais
pezas da divida publica
exlerna fundada, perlen-
cente ao Estado, ao cam-
bio par de 27 d .
2. Ditos da divida interna
fundada ....:.
3. Ditos da divida inscripta
antes da emisso das res-
pectivas apolices, etc
4. Resgato do papel-moeda
incumbido ao banco do
Brasil, na forma da lei n.
683 de 5 de julho de 1853
e decreto n. 1,223 de
31 de agoslo do mesmo
anno........
5." Caixa da aulorisaco filial
da Baha, etc.....
6. Pensionistas c aposenta-
dos........
7. Empregados de reparti-
eres exlinclas ....
8. Thesouro e thesouraria de
fazenda......
9.c Juizo dos feitos da fa-
zenda .......
10. Eslaces de arrecadaco.
11. Casa de moeda ....
12. Adminislracao da estam-
para e imprcsso do the-
souro nacional.. .
13. Typographia nacional. .
14. Administrarlo de proprios
nacionaes e Ierras dia-
mantinas ......
15. -Ajuda de custo e graliC-
cages por 3ervicos tem-
porarios e extraordina-
rios........
16. Curadora do Africanos l-
rres.......
17. Medcao de terrenos de
marinha......
18. Premios, descontos de bl-
indes da alfandega, com-
misses, correlsgens, se-
guros, juros e recpro-
cos, agio de moedas o
metaes.......
19. Juros do emprestimo do
cofre dos orphaos. .
20. Obras.......
3,H8:711#111
3,430:136000
12:00000
2,000:000j000
-0:000*680
l,0i6:933006
5:6:362j000
1,2:52:171J00O
72:713#000
2,744:0I5S000
162:700000
9:228?)000
150:000*000
47:470OO0
S 0:0008000
1:9008000
3:0008000
100:0008000
200:0008000
1,200:0008000
2\. Eventuaos......
22. Reposiccs e reslituicoes.
23. Pagamento do empresti-
mo do cofre dos orphaos.
2. Dilo de bens de defuntos e
ausentes ......
25. Ditodo depsitos de qual-
quer origera.....
26. Exercicios findos .
Emendas da commissao.
Ao arl. 7.Em lugar de 16.318:1428111, di-
ga-sca quantia que fr votada.
Supprima-se o 4" c altere-so, a numeraco
dos seguites :
Addilivo para ser collocado as disposic.es
geraes ou onde melhor convier.
Artigo. O governo fica autorS3do para pagar
ao banco do Brasil os 2,000:0008000 do papel-
moeda que resgalar durante o exercicio desta lei,
emillindo apolices da divida publica de 6 0(0, ou
fazendo qualquer oulra operacao de crdito que
entender mais ventajosa, so com o producto da
renda publica nao poder realisar o dito paga-
mento.
PRIMEIRA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Reforma eleitoral.
Contina a primeira discusso do projecto que
altera diversas disposie;es da lei n. 387 de 19
de agosto do 1846, e decreto n. 842 de 19 de so-
tcuibro de 1835, com o parecer da commissao es-
pecial
O Sr. Saraiva: Sr. presidente, a cmara
ouvio hontem o brilhanle discurso do nobre do-
putado pelo Rio de Janeiro que encelou o debato,
e ella ainda se ha de recordar da maneira um
pouco spera, ainda que delicada na forma com
que o nobro depulado combaleu o parecer da
commissao especial acerca da reforma eleito-
ral.
A cmara ha do lombrar-se de que o nobre
depulado disse que nos nao haramos aliado
com o lugar cm que exista o mal, e attribuiamos
lei dos circuios ciTuitos que linham sua origem
na alia diroeco dos negocios pblicos.
A cmara lia do recordar-sc de que o nobre
depulado impugnou violentamente a inopportu-
nidado da reforma projeclada, sendo to decisivo
as suas censuras que estabeleceu o principio
que a cmara nu podia votar a reforma oleitoral
sem se ex por a ser vehementemente censurada
pelo paiz como havendo celebrado um contra-
to com o governo para a reeleic,o dos seus mem-
bros.
O nobre depulado, Sr. presidente, nao conten-
i com isso, perguutou ainda commissao porque
escarneca do bom senso publico, querendo fazer
passar como um projeclo de ideas liberaos, aquil-
lo que nao era mais do que um plano para tor-
nar permanente o syslema das paixes desorde-
nadas, que haviam produzido as dosgracas que
ouir'ora collocaram o paiz entre vencidos" e ven-
cedores.
O nobre deputado foi ainda alm do quo acabo
de referir. Apresentou a commissao inclinada s
ideas do partido radical de Inglaterra, depois de
a ler assignalado como defensora dos inleressos
u lira-conservadores...
O Sr. F. Octaviano d um apatle.
O Sr. Saraiva :... afim de fazor notar c-
mara a inconsequencia com que a commissao oa
aconsclhava medidas de reaeco, ora quera quo
taes medidas passassem como' filhas de principios
liberaos.
O nobre deputado acabou applaudindo a com-
missao especial por ler reconhecido que o gover-
no do paiz se acha rodeado de insliluices taes,
que dillicilmoute se Ihe poder resistir na cnun-
ciaco de rolo, qualquer que seja o rgimen elei-
toral.
Estes pontos, Sr. presidente, sao to importan-
las, que naturalmente nao torc lempo se nao de
os examinar ligoiraraciitc, dispensando-mc do
reproduzir aquillo que a commissao exhibi em
seu parecer, e de accrescentar aos motivos que
expz noros, que justifiquem ainda mais o seu
procedimcnlo. Examinarei cada um dos pontos do
discurso do honrado depulado, c procurarei.-co-
mo disse, dar-lhe urna resposla ligera.
O nobre deputado disse : No corpo poltico,
como no corpo humano, sente-se a dr muias
retes no lugar opposto aquelle em que reside o
mal. Nao o rgimen eleitoral a causa dos ma-
los que solfremos, e que assignalasles no parecer :
esses males se derivara da maneira porque as
causas se passam na alta direceo do paiz.
O Sr. F. Octaviano:Apoiado.
O Sr. Saraiva:Desconheci, Sr. presidente,
a lgica com que o nobre deputado esclarece
semprc o debate em que se envolve; desconheci
anda o honrado membro, quando o vi separar
tao completamente, como fez, o governo o as ins-
piracos da alta adminstraco do rgimen eloi-
loral.
Nos paizes livres, como o nosso, que um dos
mais livres do mundo, as cmaras tem urna gran-
de parlo, urna grande influencia nasdeliberacoes,
as iuspiraees do poder execulivo. Vos nao' po-
dis conceber mrbido o principio que domina o
governo, sem que sejais arrastados, a vosso pe-
zar, e somenlc pela ordem lgica dos priucipios,
a confessar tambem imperfeilo, incompleto, de-
feiluoso o rgimen eleitoral.
Se os ministros sao mos, foram elles tirados
das cmaras; se seus principios nao sao os me-
lhores, sao esses principios os que dominara o
parlamento; nao podis conceber, repito com a
mais inleira convieco, m a alta direccao do paiz
sem que atlribuaes grande parte da responsabili-
dade s cmaras, sem que acheis viciado o rgi-
men eleitoral.
Se o governo do paiz tem na alta administra-
cao publica estabelecido principios que nao sao
os mais verdadeiros, os mais proprios para con-
duzir o Brasil a seu apogeo de gloria e de pros-
peridade ; se o governo do paiz, senhores, nao
tem podido encaminhar o espirito publico como o
nobre depulado desej se o governo do paiz tem
menosprcado os legtimos inleressesdo imperio,
a consequencia que o nobre depulado devia tirar
seria a de censurar o systema eleitoral existen-
te ; longe de fazer a apologa do presente rgi-
men eleitoral, o nobre deputado devia tor obser-
vado a cmara que todos os regimeus eleitoraes
modernos e raodernissimos devem ser substitui-
dos por alguma cousa nova que d inspirages no-
bres ao governo, e conduza ao maior grao de fe-
licidade possivel o nosso paiz.
Longe disto, o nobre deputao, que v todos
os males na alta drecQo dos negocios pblicos,
corumetie a incoherencia que atlribuio com-
missao, de negar a influencia do rgimen eleito-
ral na alta direceo do Estado, e esquece at que
nao possivel conceber systema representativo
sem que o governo, a seu pezar, e mesmo sem
sentir, receba as inspiraces do parlamento, por-
que o espirito das cmaras o nico quo Ihe d
vida perante a opinio, sem o que hoje nao se
pode governar, nem mesmo na Tarquia.
O Sr. F. Octaviano d um aparte.
O Sr. Saraiva:Sr. presidente, em lodos os
lempos da nossa vida poltica, desde a indepen-
dencia do Brssil. o parlamento, brasileiro lem si-
do aecusado, ora de excesivamente complacente,
ora de excessivamente opposicionista. Tew ha vi-
do pocas em que as reroluces e os* desastres
polticos teein sido attribuidos ao predominio das
cmaras. Outras veros os males do paiz sao exa-
gerados e levados conla do governo, ao qual se
aitribuc demasiada preponderancia no parlamen-
to. Ninguem examina liern a parte quo cada qual
tem nos acontec menios, o se procede frequente-
mente com grande injusticia, imputando ao go-
verno ou as cmaras culpas que sao de lodos.
No a migo rgimen dos partidos era cousa para
rir, se nao fdra para deplorar, rer a maneira por
que os vencidos desconceituavam os vencedores;
axlremo a oulro, e
jara de suas sym-
pelos circuios de
por aquillo que
aos liomens sensatos o imparciaes, causara d e
serios receos i exageraco da lula, o em certo
lempo foi geral e espontaneo a aspiraeo nobre e ,
grande do que a poltica do Brasil r'econhecra '
amigos e adversarios, porm que oxcommungou
a qualicaco do vencidos o vencedores com to- '
do seu cortejo de odios, rocrminac,es e vngan-
cas.
O Sr. F. Octaviano e oulros senhores :Apoia-
dos.
O Sr. Saraiva :A imparcialdade exige, Sr.!
presidente, que so do a gloria dessa poltica aos
vencedores que dirigara os negocios pblicos.
(Apoiados )
Foi o governo do paiz que das regies officiaes
espontneamente apregoou essa poltica, queja1
executava sem bulla, e era inspirada por elle a
lodos os seus delegados as provincias
Honra porm ao governo e a essa alia direc-!
cao dos negocios pblicos que o nobre deputado
emende ser a causados nossos males.
Nao foram os vencidos, nao foi o trumpho
que impoz essa poltica. A poltica do modera- j
cao que repellia a qualifica^o do vencidos foi I
poltica dos vencedores ; foi a poltica dessa ca- \
niara unnime que honlem procurastes descre-
ver e pintar coro cores horrveis ; dessa cmara
que votou a le, que apregoais como a maior das
conquistas da liberdade, e que seria o maior ins-
trumento do despotismo, se houvosse no Brazl c
ueste secuto quera se lembrasse ainda do gover-
nar pela forca cm vez de reinar pela inlelligen-
ca e pela le. ( Apoiados ).
O nobro marquez do Paran entendeu quede-
va consolidar as conquistas da poltica de mo-
deraco, dando aosrencidos garantas e una lei
que estivesse em suas aspiraces, c fusse anda a
condomnaco do antgo rgimen eleitoral.
Seus collegas do ministerio, apostlos, como
elle, da poltica do moderaco, entendern) que
era arriscado passar do um
nao fizeram mjstero nesla ca
palhias, e da sua preferenci
dous o tros dcpulados, islo
hoje nos queremos o aconsalhjimos cmara.
Amigos sinceros do marquez do Paran, apos- I
tolos da poltica de moderaco desdo os prime-
ros dias cm que entraran) na vida publica, ho-
mens noves, que, como eu, nunca liveram odio
aos hotnens do partido liberal, e que nao nos
acharamos cscravsados s exageiacoes dos par-
tidos, nem a seus nleresses do seita, entende-
rn) lambem que era muito passar do um exlro
a oulro.
Entro a victoria apaixonada do um partida e o |
isolamenlo dos candidatos, devia haver um meio
tormo, que ao menos servisse de experiencia, e
onde so pudesso estudar c verificar bem as ne- j
cessidades do futuro, e o que se poderia depois
definitivamente fazer para fundar um rgimen
eleitoral livre, porcm grande o nobre pela ferlili-
dado c grandeza das inspiraces.
Nao se quiz esse meio lermo ento, porque a
lei nao poderia passar sem o voto dos liberaos,
quo queriam crculos de tuz.ou anles nao so fez o
melhor, porque o odio do rgimen antgo quera
urna reparado completa esem juslilicaco.
O nobre marquez declarou sem myslcrioa mim,
a todos quo estavam as minhas ideas, que o '
melhor seria talvoz o alargamcnlo dos circuios, >
mas que elle nao poda emendar a le na cama-'
ra, porque nao a quera mais no sonado, e que
em lodo o lempo se podia corrigir os defeiios
dola.
Os nobres cx-ministros desse tompo podem
dizer se verdade ter o nobre marquez dilo isso
a mim, c a oulros depulados
Os Srs. Vedreira e Paranhos: Fazom sg
nal aQirmalivo.
O Sr. F. Octaviano : Sao confidencias.
O Sr. Saraiva : Nao creio que sejam con-
fidencias sao cousas sabidas. O marquez de
Paran era franco, c nao fazia myslero de sua
maneira de pensar.
(juiz experimontar o rgimen dos circuios, o
como eslava no governo nao devia receiar os ma-
les da lei, porque tinha inlerosse de fazer ludo '
para quo ella desse bons resultados e trouxesse
cmara todas as opinies
O nobre marquez, entretanto, nao achara que
OS circuios de dous e de tres fossem um mal pa-
ra o paiz, e que a salvaco do Brasil s eslava ;
no rgimen dos circuios de um.
O Sr. F. Oclavino :Ento deixou-se vencer '
0 Sr. Saraiva : Perde-mc ; o nobre mar- j
quez poda raciocinar assim:E' urna necessidade
urgente.no quero expor a|le a vollar ao senado,
e morrer talvez em urna fuso. Nesle cass ac-
ceto a reforma como est, porque as minhas
ideas sao moderadas, e mais tardo sero fetas as
emendas precisas.
O Sr. F. Octaviano : Ento nao acredita-
ra que o senado acceilaria o rneio tormo 1
O Sr. Saraiva :__Nao sei ; eu s quero reti-
ficar o engao do Ilustre depulado, que devia '
combaler o parecer que discutimos, nao derivan-!
do seus argumentos simplesmenle de principio1
de auloridade, com fez. Nao Quero saberse os1
membros que assignaram os diVrcntes parece-
res do senado entendern) que os crculos de um
diputado eram preferiris aos crculos de dous ;
o que desejava que o Ilustre depulado comba-
lesse as razos do parecer que discutimos, que o
illustre depulado provasse duramente cmara
a seguinte proposico : que 10, 20 ou 30 indivi- |
dos, que 40, 50 ou 60 eleilores podem tomar'
deliberarles m3s acertadas, podem conhecer
melhor merecimenlo de um candidato, do que
urna assembla mais numerosa, do que um maior
numero de eleitores. ( Apoiados ).
O Sr. F. Octaviano : Ento volte para o re-
gimen antgo.
O Sr. Saraiva : O que desejava era que o
illustre depulado me dissesse se os interesses
particulares, se o interesso de familia, se o in-
teresse de colleguismo, e todos os oulros que se
collocam na ordem de interesses pessoaes, po-
dem achar-so em melhor stuaco com 10, 20 ou
30 eleilores, do que com 200 ou 300; e que em
um pequeo numero de homens nao mais f-
cil a excilaea do inleresse individual do que em
um maior numero. Desejava que o nobre de-
putado viosso provar a sua doutrina ; e que no
systema representativo, em que para a liberda-
de das decises, para a illustruco de todos os
conselhos uleis, se pedera parlamentos mais nu-
merosos, podia sahir mais verdade dasdelibera-
ces de um parlamento composto de ura diminu-
to numero de depulados.
O Sr Marlinho Campos :Nao tem applica-
eo nenhuma.
O Sr. Saraiva : O nobro depulado pode
pensar como quizer, s poco que me oucam com
a mesma allencao que eu presto a todos que so-
ben) tribuna, O nobre depulado sabe que sou
caloroso na raanifestacao de minhas opinies;
lenha portan lo a resignacao de ourir-me, como
eu tire a resignacao de ourir ao nobre depulado
pelo Rio de Janeiro a quem lenho a honra de
responder.
O Sr. F. Oclavxano : Apoiado.
O Sr. Saraiva: Desejara que o nobre de-
putado mostrasso que a natureza humana no
Brasil formada de urna maneira diversa da-
quella por todos a compreheudem nos difieren-
tes paizes do mundo. Se o nobre deputado qui-
zer que eu corrobore a opinio que acabo de
manifestar, lerei cmara o que disse sobre o
mesmo assumpto ura hornera distinelo, que a
respeilo da questo especial de se saber se a
elcieo era melhormeote feita por um pequeo
numero de eleitores ou por um grande numero,
por urna pequea circumscripcio eleitoral ou
por urna circumscrip;o maior, exprimi-se da
trma que eu vou fazer conhecer cmara.
Nao a opinio de Guizol, nao a opinio de
um radical, nao a opinio de um desses extre-
mos da sociodade, de um desses homens de par-
tido que muias rezes confunden) as ideas e os
principios com os seus proprios interesses ;
sim i opinio de um depulado da legislatura
franceza, que, escrovendo a um honicm Ilustre
da Inglaterra a respeilo do seu paiz, devia dizer
a verdade, e fallar com a maior sinceridada,
A excilaco de todos os interesses particula-
res, cembinando-so com o eufraquecimeiito de
todas as crencas polticas, nao pode doixar do al-
terar o carcter do mandato eleitoral. E se essa
doploravel tendencia nao fosse embarazada, che-
garia analmente ura dia em que o depulado da
Franca nao seria mais do que o procurador auto-
risado dos inloresses de urna sob-prefeitura
( rauitos apoiados ), o encarregado de negocios
de urna centena de eleitores. (Muitos apomdos. )
Seu valor poltico seria ento medido pelo nu-
mero do suas conquistas administrativas, o sua
assiduidado as antecmaras dos ministros seria
mais apreciada pelo corpo eleitoral do que o seu
poder do tribuna. ( Muilos apoiados )
O Sr: Saraiva : Agora vejamos como esto
mesmo hornera quo aprociava o oslado da Fran-
ca, o o quo eram o podiam ser as pequeas cir-
cumscripces eleitoraes, se exprima a respeilo
da necessidade e conveniencia de circumscrip-
cos maiores o mais largas. Fallando da vanta-
gem de alargar os dstriclos, que o caso de que
tratamos, esse depulado dizia o seguinte :
Nu se deve crer que a eleicao departamen-
tal dar ao depulado um carcter mais poltico?
Eleito por urna mais vasta circumscrpco eleito-
ral, o mandatario deixana de achar-sc cm face
do meia duzia de eleitores que lem cm suas
mos o fio de sua vida parlamentar. A plurali-
zado dos nomes inscriptos sobre as listas eleito-
raes o departamenlaes nao concorreria pouco pa-
ra tirar eleco o carcter de ura servico parli-
cular, e as suas combinaces mais largas, as
suas transaeces mais variadas, o escrutinio ex-
primira um pcnsamenlo em vez de representar
um uome proprio
Eis, senhores, como pensava na Franca com
seus depulados de sub-prefeituras o arredonda-
montos um dopuludo imparcial escrovendo a um
oulro homcm illustre de urna naco rival, eis
como aprociava a natureza humana csso distinc-
to depulado da Franca, porque sobre a natureza
humana, senhores, nao pode haver em ncnhuin
paiz do mundo duas apreciaces. E' sobre este
terreno que eu desejava ver o nobre depulado
pelo Rio de Janeiro.
O Sr. F. Octaviano : Ahi nao lia nada do
novo, porque o que esl no parecer melhor do
quo isto.
O Sr. Saraiva : Senhores, eu poderia ler
prescindido de ler a opinio deslo cscriptor, por-
que snpponho que o bom senso publico dentis
habilitado para julgar da verdade das proposi-
Ves que a commissao cnunciou om sou parecer.
O'iat o Brasileiro que nio pode decidir so a
verdade e o patriotismo podem adiar mais ga-
lantias cm um maior numero de eleilores do que
em as pequeas circomKtipces eleitoraes?
O Se: Carro : Entretanto, a commissao faz
assomblaj pequeniuas, ccllogios diminutos.
( Apoiados. )
O Si-. Saraiva : t' verdade ; c a commissao
procede assim por commodo da popularo e por-
que isso nao impede que a eleco do distrcto
seja em ultima analyse feita por uui grande nu-
mero de eleitores
Portento, Sr. presidente, sobre esse terreno o
que o nobre deputado devia eslabelecer a dis-
cusso, sobro esse terreno quo o nobre depu-
tado nos devia combaler, porque o parecer fun-
dou-so no conliecimcnto que todos os homens
fa/.em da natureza humana, que urna c a mes-
ma em toda a parte. O nobro deputado, em vez
de discorrer sobre lanos pontos histricos, do-
va mostrar que nao era verdadeiro o seguinte,
em que a commissao se fundn, e vem a ser
que dar a um pequeo numero de eleilores o di-
reilo de fazer um deputado excitir os interes-
ses individuaes, dar ganlio de caus) aos inte-
resses pessoaes, locaes, sobre os interesses pbli-
cos, sobre os interesses nacionaes. ( Muilos
apoiados.)
Combaleu o nobre depulado anda o parecer
da commissao na parle em que aconselha a ca-
reara a urgencia da medida. Disse elle :Co-
mo se podo achar opporluno tratar do urna ques-
to desta natureza as vesperas de urna elefo ?
Sr. presidente, desconheci o honrado membro
pelo Rio de Janeiro Se o honrado membro sup-
pozesse a commissao as suas ideas, seenlen-
desse que a commissao achara ptimo o rgi-
men eleitoral actual, seguramente poderia ter
supposlo que a commissao as vesperas de urna
eleicao nao deveria aconsclhar a urgencia da
medida ; mas, se a commissao est persuadida
de que o retoque, proposto na lei eleitoral, nao
mutilando no fundo o syslema da lei existente,
corrige-lhc defeitos, fallara a seu dever se nao
aconselhasse cmara que tomasse qualquer
providencia para que a eleicao fntura fosse me-
lhor do que so devora esperar, se fr feila com o
rgimen actual. Todos aquellos que defendem a
necessidade de retocar o rpgimen eleitoral nao
podem racillar dianle da idea de tomar-so esla
providencia as vesperas de urna eleicao.
O governo podia eulender de sua conveniencia
poltica nao fazer ura retoque na lei eleitoral ;
porm a cmara, se estiver convencida do quo
essa lei m, de que o seu retoque pode pro-
duzir eleicoes melhores, mais regularos, doixar
do o fazer" s porque est as vesperas de urna
eleicao eslabelecer um principio o nao litar
deste principio as consequencias necessar3S.
Eu tambem acho, como o nobre deputado, que
um nico argumento podia actuar no espirito da
cmara, se elle fosse verdadeiro, para que ella
deixassc de tomar em consideraco o projeclo
de reforma, para que ella deixassc do retocar a
le eleitoral as vsperos de urna eleicao. Esse
argumento o medo, o receio de que a since-
ridade de nossas inlences seja dcsconhecida
pelo paiz, o receio daqnelles que contrariam
as nossas opinies, que pensara ou querem pen-
sar que nos andamos errados; o receio ou o
medo das calumnias e das injurias da opinio
adversa.
Meu nobre amigo, a quera combato, j calcu-
lou o quesera do paiz, o que sera de cmara,
se prevalccesse esse medo e esse receio ?
NSo querer fazer passar urna medida til s
porque essa medida pode ser impugnada como
desrantajosa mostrar a mais inquaificavel fra-
queza, eslabelecer o principio de que urna
opinio nao pode governar com medo das ca-
lumnias o das injurias das opinies adversas.
(Apoiados.)
Um Sr. Deputado : E' aulorisar a injuris, a
calumnia pelo medo.
O Sr. Saraiva : Desconheci o meu nobre
amigo, porque sempre o conheci corajoso, quer
na imprensa, quer na tribuna, arrostando as iras
dos homens poderosos, sem receio de que os
atacados e acommeltidos por elle so lembrassem
de calumniar suas intencoes, de desconhecer
as grandes qualidades que o nobre deputado
possue. (Apoiados.) Estou seguro de que em
qnalquer circumstancia melindrosa do paiz o
meu honrado collega nao racillar diante da ca-
lumnia e da injuria, c ao contrario sentir urna
especie do prazer quando depois em seu retiro
rir que softreu pelo paiz, e que o resultado do
seu soffrmento foi um servico prestado, urna
insiituico til legada s gerS;es futuras, en-
carregadas de reparar as ofTensas feilas injusta-
mente na reputaco dos homens que s servem
eom desinteresse.
Mas o nobre deputado nao se limitou, como
disse do- principio do meu discurso, a edmbater
___-----y.


w
1)1 ARIO DE PBRNAMBUCO. ^ SEXTA FEIRA 3 DE AGOSTO DE 1860.
o parecer ; persuadi-se de que a commisso
fazia urna grande quosio de illudir aos honra-
dos membros da opinio liberal, dizendo que a
reforma prujeclada conten principios mus li-
bertes do que a Ici existenle. Senhores, a com-
misso au leve, uo poda ter ero vista aconse-
lhar neui esclarecer aos nobres depulado* que
seguem a opinio liberal: ella apenas quiz res-
ponder a un) argumento quo ordinariamente so
faz, quiz de passagem mostrar que ella nao pen-
sara como aquelles que entendem que a lei dos
circuios, a lei que d um s deputado por circu-
lo, urna loi eminentemente liberal.
O nobre deputado podo pensar como quizer,
os honrados membros que se dizcm da escola
liberal podem entender que a loi dos circuios
o suprasummum das victorias da libcrdade;
portn o que o nobre deputado nao pode conse-
guir que nos que modestamente nos qualifi-
camos de conservadores moderados, nos que te-
mos sempre feito ouvir nossa voz en favor dos
que se diziam proscriptos tejamos considerados
como adversarios di liberdade. (Apoiados.)
A liberdade nao cousa que deva ser ambicio-
nada por um s partido no Drasil : quem nao a
quer f quem a nao desojar ? quera renegar as
conquistas da liberdade, que nos legou urna pa-
tria e deu a todos os que nos adiamos nesle re-
recinto um norne e una posico que sem
ella UiveZ nunca houvessemos ublido? (Muilos
apoiados.)
Repilo, ninguem lem o direito de ser mais
zeloso, da que nos uniros que assignmos o pa-
recer, de um rgimen eleitoral livre. Nos, e
nossos pais, que uada eram no comeco da inde-
pendencia, nao podemos renunciar ao que so-
mos, e seriamos Ingratos se nao aiigmentassemos
as conquistas da civilisacao e da liberdade que
se acharo dcntilicadas com o rgimen eleitoral.
(Apoiados, muito bem!)
A commisso, senliores, nao pretendeu illudir
;i opinio liberal ; o que ella quiz no seu pare-
cer Coi provar que a reforma til. A commis-
so nao quer saber se a ulilidade da reforma es-
t em servir ella mais ao partido chamado libe-
ral, aos conservadores moderados, ou Aquelles
que os honrados membros da opposico deno-
minan ullra-conseryadores. O que a commis-
so quiz demonstrar foi que adiara a reforma
til ao paiz. Dcnomine-se esta ntilidade desia
ou daquella maneira, a commisso nada tern
com isto; cnlende que o projecto til ao
pjiz.
Mas loria o nobre deputado razo para ver
a adopeo dos pequeos circuios, das peque-
as oircuroscripcoes eleiloraes o triuinpho da
liberdade em lodos os paizes regidos pelo sys-
icma representativo"? Eu creio que nao, eu creio
que os libertes do Brasil que organisaram a
lei dos circuios, que os venerandos Srs. Pau-
la Souza e Vergueiro enganaram-se redonda-
mente acreditando achar a liberdade tas ins-
pirantes da mais egostica, da mais pequea e
rstreita de todas as cembinacoes possiveis do
rgimen eleitoral.
V. serio sonante esses illuslres chefes da es-
tula liberal os que se teeni enganado na aprecia-
cao da influencia das insliluices ? Creio que
nao. E' a opinifio que lenho ; mas por mim di-
go que se engaaran! inteirameute aquellos que
Buppunham ler oblido o tuprasumumm das li-
berdades publicas obiendo a eleicio dos depu-
tados por moio de pequeas circomscripcdes.
Senhores, se cu examino o que se plssa na
loglaterra, que contino a considerar o paiz do
self-governement, porque emendo que o paiz
mais livre aquello em que os direitos dos ci-
dadios, era que os direitos da iolelligencia sao
mais respectados; se examino o que sepassa na
Inglaterra, vejo que all os districtos de um s
deputado, as pequeas circumscripees lerrilo-
riacs nao exprimem oulra couse senio o dominio
da aristocracia. Atienda o nobre deputado para
a legislacio eleitoral inglesa e para a maneira
porque all se faz a eleicio. Quem senhores,
que na Inglaterra faz a eleicio nos pequeos
districlos, nessas pequeas circumscripcdes ter-
ritoriaes de um s deputado ? A aristocracia, o
diuheiro dos lords, as reboces de dependencia
desses pequeos uncios de" eleilores para com
os grandes propietarios.
U deputado inglez dos pequeos districlos nao
>': quasi nunca o roprosonlanto do partido de
Brighl e Roebuk, e nem em regra o deputado do
parlido whg; elle o representante do torysmu
dos ultra-conservadores, dos chefes da "groja
anglicana e de todos os vernos inleresses polti-
cos e religiosos da Inglaterra, que s procurara
defender com incrivel tenacidade. oram os
radicaos Ingjezes que pediram a suppressao da
m-ir parte das pequeas circumscripees eleilo-
raes, do quo chamam bourgs-pourris
Um Sr. Mputad-j : Foram quasi todas abo-
lidas na refotrma de IS.'IJ.
fj Sr. Saraica : guando a opinio radical
inglesa quiz ampliar o dominio da liberdade,
quai do quiz fazer conquistas pira a democracia',
onde que eslabeleceu seus arraiaes '? loi na
suppressdo dos bourgs-pmrrit. na suppressae
essas pequeas circumscripges eleiloraes que
nao davam & cmara dos coramuns um pensa-
mento, porjn urna cifra, un interesse publico,
porm um nome.
O Sr. F. Octavian d um aparle.
0 Sr. .Saraica- nobre deputado sabe que
o bil do 18:12, supprimodo os burgs-paurr,
isto, Siipprimindo cenlo e tantos depulados que
antes eram eleitos pelo diuheiro da aristocracia,
pelos soua caixeiros, pelos seus feitores, pelos
-"us administradores, por aquellos que Lioharn
arrendado suas Ierras; o nobre deputado sabe
que esses cenlo e lanos denotados que a demo-
cracia supprimio, fuando a aristocracia a en-
trogar-lh'os, foram dishibuidos pelos condados e
cidades d Inglaterra ; ecomod atribuidos? Lon-
dres, que dava 3, passou a dar 16; c pergunto :
Pode-se crej que a Inglaterra seja dominada
pola vantagera des pequeos districlos, quandu
por e\emplo o corpo eleitoral de Londres escreve
em suas listas 16 nomos?
N.im i- isso o que nos propomos'? o que quere-
mos nao que cada eleitor escolha, nao um no-
rne .-, mas d tus ou tres, e que se acabe o duol-
lo de iiiorlo e essa animacao dada ao egosmo e
ao interesse individual? Em 1832 agmentou-se
.".a loglaterra o numero dos deputados das cida-
des e dus condados, foi ampliada ainda mais do
que o ora a foculdade que linha o corno eleitoral
em muilos pontos de escolher mais de um debu-
tado. r
O Sr. F, Oetaviano :O argumento contra-
producente ; omesmo numero de eleilores pas-
sou a dar maior numero do deputados.
O Sr. Saraiva : Pelo bil de lb32 augraen-
tou-se o corpo eleitoral com mais 500,000 elei-
lores em consequeucia da alleraco do censo
Supprimiram-se dezenas o dezenas de districlos
passaram a dar dezenas de deputados. Londres,
comodisse, passou a dar 16: onde, pois. existe
na Inglaterra o syslema gorai de circuios de um
deputado? Nao era possivel que o bom senso
do povo ingles livesse dado ao paiz urna unifor-
midadeto desastrosa, e dcsconhecido em regra
" que o poder da couibinaco, oa associaco, e
a vanlagom Je ampliar o mais possivel as [acui-
dades do eleitorado.
O Sr F. Oetaviano d ainda um aparle.
O Sr. Saraiva: por isso que a commisso
diz no seu parecer que o radicalismo, as opiuies
liberaes de Inglaterra procuram, ao contrario dos
mais deputados, dos que se dizeni liberaes no
Brasil, supprimir os depulados de um s cir-
culo.
Mas, ainda mesmo que o nobre deputado me
coroparasse, eu, que lenho sempre professado
opinio conservadora moderada, que nao disse
urna s vez na minha vida que linha opinio con-
traria de um conservador moderado, que quero
o rgimen da liberdade moderada por todas as
conveniencias de ordem publica ; anda quo o no-
bre deputado seriamente rae moslrasso affeicoa-
do a algumasdoulrinas dos radicaes moderados
de Inglaterra, nao me queixaria, porque os radi-
caes de Inglaterra anda hoje combaten) por
principios que felizmente j possuirnos, e a cer-
tos respeilos nos no Brasil somos al mais libe-
raos do que ellos. era venha o nobre deputado
attiibuir ao partido radical moderado o que um
ou oulro exagerad* possa dizer da constituico e
da minha, as duas cousss mais veneradas por
lodos us partidos da Inglaterra. (Muilos apoiados.)
O nobre depulado sane que o parlido radical na
Inglaterra so divide em dous, um moderado e ou-
lro exagerado.
O parlido radical moderado cmbale, como
disse, pela acquusieao de principios liberaes que
ja possuimos.
Essc partido lem porlanlo pugnado para obler
o escrutinio secreto de que ha muito lempo go-
zamos, e lem como j moslrei, sustentado a ne-
cessidide -de circumscripges eleiloraes mais
Iargss.
Porlanlo, preciso muila cautela para compa-
rar os partidos em um e oulro paiz.
O Sr. F. Ociaeiano:-JtZu adopto as suas
:da. r^
O Sr. Saraiva :Potonlo, se tomassemos a
Inglaterra por moJelo, como aconselliou o nubre
deputado, leriaruoi lalrez ( ir aicra do rjue pro-
pomos ; so imiusaemoa a lugtaterra, leamos de l
nao respeitar a uuiformidode quo se quer seguir
sempre entre nos.
0 Sr. F. Oetaviano : Al cu acho que o
defeito do Brasil querer a unidado de legis-
lado.
O Sr. Saraioo :Porlanlo v a cmara quo o
j uobre depulado nao podo argumentar a favor de
| suas ideas com o exemplo da Inglaterra. Veja-
I mos so foi mais feliz quando argumculou com a
1'ranc.a.
O nobre deputado, Sr. presidente, tcm segura-
| mente mais illustrac,o do que eu....
O Sr. F. Oetaviano :Nao apoiado.
O Sr. Saraiva :O nobre deputado po-sue
! um talento brilhanlc e inleligcdcia maior do que
i o orador que falla cmara.
0 Sr. F. Oetaviano :Nao apoiado.
O Sr Saraiva :Porm vou mostrar ao nobre
deputado que a sua apreciaco de rgimen elei-
toral da Franca foi inexacla."
O nobro depulado, Sr. presidente, enlendeu
que a cmara de 1830 linha nascido da lei dos
pequeos arredondamentos___
O Sr. F. Oetaviano :Ao contrario, eu disse
que a cmara de 1830 fez essa lei.
O Sr. Saraiva :Bem, culao louiei mal o pen-
sameiilo do nobre depulado.
O Sr. F. Oetaviano:Que sahia de urna revo-
luco contra a dymnaslia existente, e tmha de-
baixo das insliluices liberaes adoptado o novo
syslema de eleico como garante da liberdade
contra o governo.
O Sr. Saraiva : Principio por nao achar pro-
cedente o argumento de que urna lei liberal por
ter sido feita por urna samara que deslhronou um
ro e elegeu oulro
O Sr. /'. Oclavino d um aparle.
O Sr, Saraiva : O nobre deputado sabe bem
que a cmara de 1830 deu impulso ao movinien-
lo do espirito publico.
Quem fes, porm, a verdadeira revolugo,
quem representou o principio de resistencia
i poltica reactora do ministerio Polignac e s im-
prudentes ordenanzas foi a imprensa, auxiliada
; por ludo quanlo havia de iulclligencia e de ener-
Igiaem Franca, oque havia sido excluido da
| participago dos negocios pblicos pela elevaco
do censo, ou antes pelas leis que rogulavam o
, processo eleitoral.
O nobre depulado sabe que a cmara de 1830,
que fez um rei, e todas as que se Ihes seguiram,
foram constantemente aecusadas em Franca pe-
los revolucionarios de julho por nao lerei sido
liis s ideas da revoluco e por nSo attenderem
seno aos inleresses de urna burguezia que que-
ra enriquecer e que nem se importaba com
i a honra da Franca nem com os inleresses do
povo.
; Foram esses clamores, foram essas queixas,
foi a aecusaco geral de que o governo de julho
; trahio sua origem, que lizeram nascer a rcvolu-
[ oo de 1848.
I J \ pois o nobre depulado que a cmara de
1830, leudo feilo urna revoluco poda bom ter
I feito urna lei que fosse o instrumento das con-
quistas da burguezia, e nao a expressao dos in-
toreases da Franca e de suas mais nobes e bellas
aspirares.
: Nao sou eu quem aprecia assim a Franca, sao
homens de nome e de illustraco que leer feito
a historia do seu rgimen parlamentar. Quanto
j a mim, vou dar a opinio que lenho e que nao
! pretendo impdr a ninguem, Essa opinio a
i segiiinto : circulo de um depulado em rgi-
men il&ejeicio indirecta a representacao mais
! pontos do imperio. Diser-se que os circuios de
um depulado conslituem urna conquista de li-
I berdade um menoscabo do bom senso, a illu-
: sao mais completa acerca dos inleresses de um
i rgimen constitucional e livre.
t) nobre deputado discorreu mullo sobro a
inconsistencia dos nossos homens polticos.
No'sei onde li que os partidos em Inglaterra
[queran) mais mal ao hornera que abandonava
| suas alliancas pulilteas, do quo aquello que con-
servando essas alliancas, modificara nesle ou
naqucllo ponto seus principios.
I J omobre deputado. com sua palavra sempre
lacil e brilhante, esligmalisou a polilica das re-
I laoes pessoies, e fez muito bem.
Nao pode pois acensar os homens que teem
: perdido relaces velhas e adquirido novas, por-
; quo nao pode divinisar a poltica das relaces
' pessoacs.
que o poJeiaui lser olio iu novo nllueucias
colligadas.
O nobre depulado paite principio de que o
governo, na sua misso de corromper o paiz, de
coagi-lo pira obter urna can ara unnime, s era-
prega a violencia e e astucia.
A violencia seria hoje un meio grosseiro. Ne-
nhum governo a poder empregar, iieuhum po-
der hoje viver com ella o p >r ella. O nobre de-
pulado diz bem ; eu entend quo no estado de
civilisaco em que se acha o Brasil os governos
nao podem mais ser vilenlos. Honra seja feita
ao Brasil, elle est hoje em circumslancias laes
que a violencia nao aproveiu ao governo. Has
pergunto : um governo que ver feilo servicosao
paiz, que se apresentar s popular.es como um
governo capaz de fazer o bem, e a mesmo lem-
po que rendo dominar as ele.cues empreando os
meios brandos, porm censuraveis, nao poder
com a lei actual fa/er que todos os seus amigos
sojam eleitos deputados? O uobre deputado po-
der contestar quo, se o governo tomar a peito a
excluso deste ou daquelle candidato, ser-lhe-ha
mais fcil conseguir hoje esiia excluso concen-
trando as suas forjas era um s districto ?
O Sr. Cruz Hachado :Em alguns nao pode
sem violencias (Apoiados.)
O Sr. Franco de Almeida:Y.' mais fcil in-
lervr era 20 provincias do qie em 120 circuios.
O Sr. F. Oetaviano :Ap liado ; e hoje os cir-
cuios tomam a inlervenco nais eacancarada.
O Sr. Saraiva :Os nobres deputados pensem
como quizerem ; minha opinio que o rgimen
eleitoral actual favoreca lodos os inleresses pes-
soaes (nao apoiados e apoiados), que o rgimen
actual, era pocas de grande.) violencias c cala-
midades publicas, poderiaseromaior instrumen-
to do despotismo e das paixes. Enlendo que o
rgimen aceito pelas commisses nao ser taires
o melhor, mas o que asseguio a cmara que o
rgimen proposlo sem duvida algutna melhor
do que o actual. (Apoiados e nao apoiados. O
orador cornprimentado or alguns Srs. depu-
lados.)
Esta discsso fica adiada pela hora.
SEGUNDA PARTE DA OB.DEM DO DA.
Contina n 2a discsso do art. Io da proposU
do governo, que li xa a forra naval para o anuo
Dnanreiro de 1861 a 1862.
Acha-se presente o Sr. ministro da marinha.
O Sr. Presidente :Tem a palavra o Sr. Mar-
tiuho Campos.
O Sr. .VqstinhoCampos:Cedo.
O .Sr. Presidente :lera a palavra o Sr. Pei-
xoto de Azevedo.
O Sr. Peixoto de Azevedo lamenta que o Sr.
ministro da marinha nao se d gnasse dar-lhc in-
formacos completas a respeito do assumpio de
seu pedido lamenta isso tente mais quanto as in-
formaooes ero indispensaveii para se poder en-
trar na analysa da cxccuco cada le que mau-
dou crear o asylo de invlidos.
O orador, deraorahdo-se er,i apreciar as van-
lagens da instituieio do asylo, lamenta igual-
mente que o Sr. ministro confn disse o asylo cora
a companhia de invalides. Nao se referi a esta
ultima in.stiluic.ao, mas siru aquella, cuja reali-
zacao um dever para o governo, que nao pode
querer a conlinuaco do abandpno dosse nego-
cio, quando elle importa a negaco de um com-
promisso solemne lomado com os pobres rnari-
nheros que se invalidaran) no servico da naco e
que al de seu bolso concorreraui, tomo concor-
rein lodos, para a obteneo desse asylo, que os
abrigue nos dias ultimos'da vida ou quando nao
possarn mais servir.
Nao comprehende como o Sr. ministro so quer
por suo cunte, conou/iinio a boro dos vapores
cargas suas ou particulares.
.0 orador estendo-se ainda em varias conside-
racoes e termina invocando a mais rria silencio
do governo para sua provincia.
O Sr. Tobias Leite pede o encerramento da
discusao.
Por nao ha ver casa, dexa-se de proceder i
votaco. '
A ordem do da para a seguinle sessao a
mesma anlenormenle designada, precedendo,
porm, a-votago do requerimento do Sr Tobias
Levanla-se a sesso.
DIARIO OE PERNAMBUCO
bhlhan7_.in \ls<-\, \c ,.i;, i ..... -,,, c"npieiieiiue como o Sr. ministro so quer
nni,do ,fS e l0'S ,S dl'fL'"d,r Jiz,'"Jo 1o "So ten, dinheiro, quando
POOIOS lio IllliieilU. l)IZer-se uno os circo ni ,l,> ;/. ___ .. e____ .- ....'-
ISftSfTSUtSS^! m = ??:- ""'X2.
j aos cofres nacionaes esto recolhidos mais de
lOOOOO-J. t opinio sua que se deve empregar
essa quanlia na ediflcac&o do, estabelecimento,
ombora soja elle por ora acanhado e pequeo.
Nao se deve querer desde j um edificio de pro-
porces agigantadas ; mas dev -s dar corneco a
urna obra de lauta ulilidade,
Continuando, o orador aecusa ao Sr: ministro
do ser deshumano para com os pobres invlidos.
Nao s nao Ihes proporciona o asylo a que ellos
teem direito, como aiuJa os em prega em-ser vi-
coa pesados e para que ellos nao podem mais
exercer convenientemente.
Quanto a crcafo do asylo, lamenta ainda que
o Sr. minislroi- deslembrado da poca da sua
crcacao, a atlrr&uisse ao fallecido consclhciro Ja-
cnllio Boque de Sena Poreira, quando esto era
i nesse lempo apenas chefo do quarlel-general da
marinha, e nao ministro da respectiva pasta.
. ministro
verifica que S. Exc. enganou-se no nome, nao se
demorar sobre este ponto e pasear a oeeupar
a alien ao da casa com a descripeo do estado de
Uato-Grosso, sua infeliz provincia.
U oraJor lembra que o covetoo ha sido sempre
extremamente descuidado a respeito deesa pro-
vincia. Estabelecendo ura parallelo, roeorda que
sua provincia era mais allendida nos lempos co-
loniaes que hoje. A melrouole porlugueza, disse
o orador, nao olhava para Mato-Grosso como urna
provincia pouco importante ; pelo contrario, con-
siderando-a a fionteia de seus dominios ameri-
canos, zelava-a com lodo o interesse e slhe en-
vina governidoros habis e homens de grande
tino e valor.
Hoje, porm, ola o orador, exactamente o
contrario acontece. S Ihe enviara presidentes
descuidados ou preguicosos, que nada fazem, na-
da inforniam cora verdade ao governo B antes o
induzein aeiros e conlrasensos, por conlrariareil)
suas vistas ou darem-llie informn^es falsas.
E assim, por cfernplo, que de lanos presiden-
tes que lem lido Mato-Grosso apenas dous se oc-
cnparo dos inleresses verdadeiros dessa provin-
cia : os Srs Pntenla Bueno e Leverger.
rendo, porm, de responder a ura aparto do
Sr. Cunha Mallos, agradece ao Sr. deputado por
Goyaz o fornecer-lhe a orcasiio de rememorar
ante a cmara oe sorvicos relevantes desse dis-
is.....- i.,,-oVu.5. istias sjsT^sa^si isk
Disse o nobre deputado Vos membros da S "*??[. ^ ?" IT Ml*?V"tO publi-
mmm;c^,n p o, mimuros aa co, urna inslituicao u i que nao so adevida no
2"22^ '"V0d03 S giraens, aos dous presidenles de que faliou 'ou ao over-
sao raaos, se entendis que o governo no da melropolo nos lempos amigos
Entrando na apreciaco do relatorio do Sr. mi-
nistro da marinha, lamenta que nelle apenas so
consagrassem 10 linhas a Mato-Grosso, e cesas
mesmas que s servem para mostrar provincia
quanto o governo ignora as suas necessidades e
quio pouco caso faz dola.
ola cmara, por exemplo.o periodo om que
o Sr. ministro diz que deu suas-ordens para ac-
tivar a concitado dos vapores que se eslo cons-
trilo em Maio-Grosso para a navegacio flu-
vial.
O que esl escripto, diz o orador, faz suppr
que se osla construindo algura vapor. Entreunta
to nem ha estalelro para a construcoo delles,
e, quanlo s quilhas, anda eslo no malu e por
cortar I
Isio acha o orador de muila graridade, porque
psle fado E dmu mesmr.'"'-,n'1n''.h^T>" ",'"s" revela claramente que o Sr ministro foi induzi-
que. s^jrjKt'irirss ^ t i^jfsJissr*dos delesajos
flll rii'uu'i'r.i im,i AM ., ._ .!_ UU l;(*uriH/ I.l'SSl Ul U ^ lili 1 (i,
i-u cunsiueio que em uui paiz novo rumo a noc^n i ,\ .
e onde o syslema representativo ainda estaS > Qi0 TJ71* *\7*W> "'. o
tanto do ter todas as suas evolucoes robares r;'dr'I''! G do.sgraoad.ssuno. Os tros vapores
nao pode ser desventajoso ao servico pub ico en,l,r.p8eo9 eslao imitilisados. O faroonas.il.
ao engrandecimemo do proprio p u esse res! *.* mc,r del e*' faz ,0n,a aS"a 1ue 84 '
peilodo que o governo goza airVdi na matorl "^ e plvora alagaram-so no proprio pnioi.
Pinedas localidades do Tnlerio ros e.lo qn L ,AProPf 'e'"/a-se de informar acamara
sobre oulro perito importante, llouve oulr'ora
raeinhro? Quer o nobre depulado o aterro dos
principios defendidos ha rinte, ha dez anuos ?
Seguramente penelrac-iodo honrado deputa-
do nao escapar a alia conveniencia que resulta
para o paiz de nao pensaren) os nossos estadis-
tas como pensavao lia dez e vile anuos !!
A calma Ira/.ida por urna polilica de generosi-
dad-a e do esquocinn-nto para lodos os erros
para lodosos excessos, collocou os espiritosom
melhores predisposi<;es para o exame das ques-
les goraes do paiz.
A mudanca que so operou na npiniio de uns e
oulros nada tem do ignobil. (Muilos apoiados.\
Ella foi determinada pela mudanca gemidas si-
luaces.
Julgar os homens polticos, amigos e adversa-
rios, por outra forma suspeitar Je lodos os ca-
racteres, c dizer ao paiz qne elle so nao pode
liar oni ningeum porque a inconsisloncia a cau-
sa do lodos us nossos malos.
Deferido a todos o paiz podo fcilmente co-
nhecer os caradores quo mudo de parecer por
lerern rellecii lo, e quaes os que nao leem outra
opinio senao a do sou interesse
Quanto a mim, nada digo porque nao fui ac-
ensado. Sempre combat a lei De crculos como
m, e sempre deapjei que fosse corrigida para
quo podesse dar alxuns resultados boos.
0 paiz anda er era muila genio, e O scop-
tteismo felizmente nao domina a soeiedade bro-
ztleira, coi
pelo Itio do
pode lulo com lodos os regimens eleiloraes
porque propondes a reforma da lei que lemus ?
porque aconsolhai3 cmara a aceilaco da re-
forma proposta pelo Sr. conselheiro Sergio do
Maredo Senhores, o exame desta proposi-
cao do nobre depulado nao p le deixar de ser
longo, e eu nao posso agora entrar ern lodos os
seus detalnes e applicaees ; direi apenas ao
nobre depulado que elle, que conhece lo per-
toilaiuento o paiz, deve sabor que no Brazil
por ser um piiz novo, por ser um paiz cuja ci-
nlisacao diversa era muilos pontos oo seu in-
terior, por ser um paiz em que desde os lempos
coloniaes a utorwfade sempre iouio, e muito
na maior parte das populaces do interior, o'
governo, qualquer que seja o rgimen eleitoral,
na de ter grande preponderancia as ele-ces
Eu nao sei, Sr. presidente, quem possa negar
leva mesmo muilos homens dislinclo pende-
rein antes para a opinio do governo do que
para a opinio das opposices. (Apoiados.)
nobre depuUdo nao pode deixar de reconhecer
comigoi que o Brazil em laos circunstancias o go-
na opinio do corpo eleitoral.
Pergunto agora : se o governo do paiz ex- '
ceder-se, como o nobro deputado di, que exce- |
, deu-se em outros teinpos. oo dominar com a i
I le aclual, em quasi lodos os pontos, a liberda-
de do voto ? y.il e o syslema eleitoral que o
| nobre deputado p le combinar; que, isolado de
, todas as oulras insliluices, possa oppr urna
I resistencia vigorosa aos ataques do governo
quando elles forum excessivus? E pergunto eu :
traamos nos do fazer urna lei para resistir a
I esses ataques, a essas violencias do governo ?
: Creio quo o nobre ministro do imperio nao pro-
I poz cama urna lei que lenha a virtude de po-
I der fazer essa resistencia a violencias como aquel-
las de que o nobre deputado disse quo exisliam
em oulras eras. A lei aclual, predilecta do no-
bre depulado, esta lei que elle considera como
lilha de lodos os principios liberaes, esta lei
que elle venera como o lypo de todos os systn-
mas hberaos; esta le, repito, a que podoria
mais favorecer o predominio do governo, se o
governo quizosse predominar as eleices.
O Sr. *". Oetaviano : sio em these.
O Sr. Saraiva :-*-Eu pergunto cmara e ao
paiz se e possivel que duas ou tres influencias de
localidades possara resistir aos abusos, s violen-
cias, aos agrados e caricias do governo, mais do
urna escuna que se comprou para deposito de
plvora. J em mo estado quando a compra-
ram, inutilisou-se de lodo dentro em pouco tem-
po, c pergunla : Quer a cmara saber qual o de-
! psito que hoje serve para gnardar-se a plvora?
verno ha de pesar naturalmente, sera violencia'' ??M'\ '^ '"'V V P"ra S"""1"-86 PWora?
na opinio do corpo eleitoral Urna b rraca de lona no meio do malo e em um
lugar alagadizo I
Oestes defoitos o orador nao quer responsabi-
lisar directamente o ministro; mas nao pode
deixar de consura-lo por nianler delegados seus
que assim estragara o servico publico e compro-
metiera as vistas do governo.
E' por isso que lembrar ainda oulros pontos
serios.
A guarda nacional de Mato-Grosso nao tem ar-
mamento. Quandu chamada a servico, serv-
se por emprestimo das armas doexercilo.
A tropa est tarobem pouco mais ou menos no
mesmo estado, sem fardamento e sem armas.
Os cixes quo daqul foram enviados l oslo
ainda por ronduzir para Cuyab. Os que anda
existem esto ou arruinados pelas aguas, por-
que ficaram abandonados na praia, ou roub'ados !
A proposito, lembra ainda urna vez a necessi-
dade de so construir urna alfandoga em Corumb.
Se ha receto de se mandar diuheiro para isso,
autorisem a obra s com o rendiroeiito da alfan-
doga, que ainda assim a provincia car agra-
decida I
O orador toca na relaxacio de alguns comman-
daotos de vapores, que, em vez de serem encar-
regados da condcelo dos objectos nacionaes que
se esta o delerioraudu, enipregam-se em negociar
Hontem fundeou em nosso porto o vapor Oya-
pock, que precedeu ao Paran, por achar-so
concertar no Marauho, e foi portador de noticias
com as seguintes datas : Amazonas 7, Para 23
Maranhao 26, Piauhy 10, Cear 29, Rio Grande
do Norte 30 do passado, e Parahiba 1 do cr-
reme.
Amazonas.A provincia gozava de pazo Iran-
quilidade.
Par.Fallecer a 29 de juuho o Sr. Jos Pe-
reira Serzedcllo, vice-ronsul de Portugal, de
ura ataque de apoplexia fulminante:
Os empregados da thesouraria de fazenda abri-
r m urna subscripeo entre s. para soccorrerem
as victimas da tome, do interior da provincia da
Baha.
No dia 12 do passado, pela 1 hora da tarde,
senlo-se, na Viga, um tremor de trra, bem
senstvel.mas de pequea duraco. Nenhuin dara-
no causou felizmente, segund"o diz 0 Jornal do
Amazouas.
Urna carta de Obidos, em 39 de junho diz-nos
o seguiute :
A anciedade o a inqnieta;ao dos nimos,
grande pela chegada do nosso presidente, o Sr.
Angelo Thomzdo Aiuaral; mas infelizmente em
lodos os vapores somos sempre taboqueados 1
Nao sabemos a que attribuir essa demora de S.
Exc, demora que nos mu prejudicial.mormen-
le em una poca, como a que vem chegando, em
que certas localidades do Para precisam de um go-
verno enrgico e disposlo a derribar os potenta-
dos, os capilaes de eleicGos, e oulros tantos lon-
cos que por ah andam intitulando-se de chefes
de partidos.
O grande rio Arnazonas-j est na sua vazan-
le, e com grande forca ; de sorte de os lavrado-
res esto conlentissimos, e de mais alegres com
essa graca providencial.
vi Pelo Manan aqu chegado no dia 20 tive-
nios a infausta noticia da rnorle do dislinclo ho-
rnera de mar, o Sr. prirriciro lente Jaufrelt.
E em verdade bem mysteriosa a tal com-
misso de limites com os pobres comraandantes !
Ja cinco tera abandonado esse posto pedindo as
suas remoQes ou demisses, mas o lenle Jau-
ffret foi iirfelicissimo porque perdeu a sua vida,
deixando na orphandade dous innocentes filhiuhos
e urna pobre esposa !
O nosso juiz municipal vai indo muito bem
marchando sempre no caminho da imparcialida-
de ; mas um destos dias deu-se um caso bom
Inste entre elle e o delegado de polica lar. Ro-
mualdo de Souza Paes de Andrade. Eis o faci,
segundo presenciarnos.
Achando-se na cadeia desta cidade uns pre-
sos, pronunciados em crime de homicidio, e a
disposii;ao do juiz municipal que os pronuncien ;
e salando a ra estes presos sem seguranca algu-
ma, o juiz lavrou urna portaiia ordenando ao
commandanle do destacamento que nao conseutis-
so que esses individuos sahissem ra ; mas qual
nao foi o espanto do juiz vendo os presos na ra
e a sua ordem cassada polo delegado de polica !
E deste modo que esses'individuos cumprein as
suas obrigacoesem conlravenco com o que mais
do urna vez lera recommendado o governo impe-
rial.
Os habitantes do Amazonas se bem estojara
contentes por ura lado, pouiue o rio ja comecou
a vasar, todava eslo tristes cora a parada que
ha no lio de quando em vez, e que pro-luz urna
especie de caruoirada que alanaza a todos. Ago-
ra mesmo parou o rio, e se lem desenvolvido
urnas febres bem impertinentes ; e se isto appa-
icce aqui em Obidos, que o lugar mais sadio do
Amazonas, o que dir no Trombetas foco das
sezoes.
O gerente da companhia do Amazonas pas-
sou para Manaus no vapor do mesmo nome,
viudo da capital, creio quo vai com o lira de re-
gularisar a marcha da naegai;o entre Ma-
naus o o Per. O Inca quo ha pouco chegou,
vai ser poslo nossa linha
Maranhao.Encerraram-se, no dia 8 do pas-
sado, os trotarnos da pnraeira sesso ordinaria
da assembla pro vinel il.
II i .un fallecido : no dia 9 do passado, o sto-
reometra da alfandoga, Francisco de Carvalho
Passos ; a 13, o escrivio de orphios, Malinas Jo-
s Poreira ; c a 2:1, o coronel Egas Moniz Tollo
de Sampoio, um aos hroes da independencia
maraiiheusc.
No dia 16 do passado leve lugar a sesso or-
dinaria da assembla geral da Associaco Typo-
Kraphica Haranhense, para a eleico do'scu con-
sollio administrativo, e sahiram eeilos :
br. Antonio Qenriques Leal, presidente hono-
rario reeleilo.
Beralmindode Mallos, presidente.
Joaquim Mauricio Silva, vice-prosidenle.
Juu Francisco Bezerra de Henczes, Io secre-
tario.
Antonio da Rocha Borba, 2o dito.
Antonio Justino de Mosquita, thesoureiro ree-
leilo pola quarla vez.
L-se no Jornal do Commercio, acerca dos in-
dios Guajjras :
Estes indios revollaram-so conlra o seu di-
rector, o Sr. Alcanfor, e lizeram algumas morios
e deprod.i'es, co:no todos saliera.
Siippunha-segeralmente que o Sr. Alcanfor,
ainda mesmo quo fosse o melhor dos directores
de indios, seria dispensado desse cargo, per nao
sor mais possivel estabelccer a harmona entre
elle e os seus governados, a menos que nao se
trate a estes corno oscravos ; mas assim nao acon-
tece
O Sr. Alcanfor, segundo consta, volla no mes-
mo cargo, e mais poderoso ainda por contar com
a proteceo do governo.
Desojaramos jue S. Exc. nao dsse este im-
prudente passo, quo lhe ha de trazer os mais
acerbos desgoslos, quando tiver noticias dos as-
sassioalos que bao do cubrir de sangue o muni-
cipio da Barra do Corda
_Combalemos os erros desta infeliz adrainis-
traco, mas nao queremos ver os nossos argu-
mentos reforjados pelas consequencias de una
revolta, que pode fcilmente ser obstada.
Piauh'j. No dia 7 do corrento, depois de ven-
cidos muilos bices, foi installada a assembla
legislativa provincial, nao pudendo, comtudo con-
tinuar a funeconar por falla de numero legal de
Srs deputados.
Ch?gra Therezina, no dia 11 do corrente, o
Exm. Sr. Dr. Manoel Antonio (toarle de Azevedo,
presidente para esta provincia nomeado, presta-
ra juramento e tomara posse, peranle a assem-
bla provincial, a 13. por se haver nesse dia com-
pletado o numero, com a vinda de diversos de-
pulados, do interior.
Itavendo sidojulgado muito extenso o territo-
rio da capital, e difOcil do ser poliriado por um
s subdelegado, foi pelo Exra. Sr. vice-presiden-
le em exerccio, dividido em duas subdelegadas,
como da portara nfra :'
O rice-presidente da provincia, altendendo a
proposta do Dr. chefe da polica, resol ve dividir
em dous o Io dislricto de subdelegada desta ca-
pital, com a denominado de Io e 2o, cojos limi-
tes sao os seguintes :
1 dislricto.Lado do norte.A partir do
rio Parnahiba, dividindo ao meio a Praca da
Constituico o soguindo pela ra Augusta coa ru-
mo at o rio Puiy, devendo pcrtencer-lhe lodo
o lado do none, o comprehendendo o lado do
norte da ra Augusta, as ras do Amparo, Glo-
ria, Estrolla, Campia, Flores, Fogo, Campo de
Mario, ra da Cada, do Norte, S. Panlaleo e
travessas respectivas al a ra Augusta, Campo
de Sania Auna e Praca da Constituido.
2o dislricto.Lado do sul.Da ra Augusta
e melado das Pravas Constituigo e Sania Anna,
e as ras da Paima, Grande, Bella, Nova, S. Jo-
s, S. Pedro, Santo Antonio, Amargura, Fra de
Portas ; comprehendendo as Pracas Saraiva e Pe-
dro II.
O anligo 2o dislricto passar a 3o e o 3o a 4o.
Pela secretaria se expecam as communica-
Qes necessarias.Palacio da presidencia da pro-
vincia de Piauhy, 20 de juuho de 1860.Ernesto
Jos Baplista.Conforme.O official-raaor Fran-
cisco Galdino Ranos, no impedimento do se-
cretario.
Cear. Os trechos abaixo da caria do nosso
correspondente, conten o quede mais importan-
te occorreu nesla provincia ;
No dia 4 do correte por occasio de fazor-
se os signaes da chegada do vapor Paran dos
porlos do sul, succedeu cahir o pao que servia do
bracij ao nosso telegraplio, e malou instantnea-
mente ao infeliz que se oceupava em seniclhaule
servigo.
Tambem foi ferido gravemente no crneo um
moco esludante que all se achava por curiosida-
do, filho do Dr. juiz de direito desta. Felizmen-
te j os mdicos o consideram como j escapo,
por esta vez, da dura parca, o que muito estima-
mos por todas as razos.
No dia Io do corrente mez leve lugar a aber-
tura da assembla provincial cora toda a snlem-
iiidade. S. Exc. apresentou e leu um extenso e
luminoso relatorio que urna importante pega.
A assembla marcha compacta em harmona
com o Ilustrado, enrgico c dislinclo administra-
dor da provincia, o que altamente coiivenonle.
a Os seus irabalhos lem corrido regularmente.
Anda funeciona o jury que levo comeco no
dia 5. Haviam mais de 30 processos para sercm
julgados nesla segunda sesso : lodos esses pro-
cessos. porm de pequeos deliclos, e por isso,
que quasi todos os reos vio para a ra, e a ca-
raira municipal pagar as cusas.
Breve aqui terernos a nauguracio da caixa
filial do banco do Brasil. Como o maior prazo
o de quatro raezrs por que se podem faser as
oporacoes, por isso, semelhante instituieio de
crdito nenhum benedo irar ao commercio ou
a lavoura
Em urna pequea praca. onde o commercio
compra e vende pelo prazo de dous mezes, de
nenhuma ulilidade podo servir semelhante esli-
beleciraento. Ter.-pois, elle de aprovetar uni-
caraenle aos capitalistas que tomaro a caixa fi-
lial a oito ou dez por cenlo, para darem a vale
o quatro I
O commercio, pois e a lavoura. continuado
a serem victimas da usura sem limites!...
Muito breve fu-aremos sem os quarluze ca-
mellos que custaram fazenda publica cerca de
quarenta contos de res. J perecerara cinco,
alem de tres crias que haviam produzido. Os
mais que resto, ha noticias que estavam em es-;
ladu de mu breve servirem de pasto a essas aves
carnvoras.
Falhou a theoria, quando cntendeu, que o
animal lao til nos deserlos da Arabia, tambera
aqu o seria. Um animal todo desproporcionado,
exigiudo zmbalas para se poder lidar cora elles:
uns cascos inleiraraente sem consistencia para
resistir em caraiuhos pedregosos; ludo isto foi
logo reconhocido, e quo semelhaule desean era
em pura perda.
<< Os anigos transcriptos em seu importante
uiario sob a epigraphe Os anarchistas ou a ci-
visacdo: agradou summamente.
O seu autor paraco que estava inspirado.
Disse a verdade esso dislinclo c gravo escriptor.
Nada consta conlra a seguranca individual.
As autoridades superiores irabalham o mais pos-
sivel e com toda a energa para que ludo marche
na senda da loi.
N'o dia 26 do passado levo lugar um baile dado
pelos deputados provnciaos.
/lio Grande do Norte. Nada de uotavel occor-
reu neslas provincias, digno do mencao.
Parahyba. O nosso correspondente, em data
de 1 do corrente. diz-nos o seguinle :
A provincia contina era paz e a assembla
provincial marcha regularmente, e a nao ser ura
projecto sobre instruccio publica as discusses ;
dar-so niara com a placidez que produz a con-
vicio profunda de que ha confianca plena no
modo como sao dirigidos os negocios"pblicos.
Quando inleresses particulares eslao em jo-
go e preciso muila dedicaco. desinteresso c
amor pelo bem publico, para" deixar de haver de
parte de alguns depulados manifeslaces que sig-
mlicam desejos de agradar anles, 'de adquirir!
proslitos, do que de curar da economa dos co- '
fres, dos diuheiros pblicos qne sao bem es-1
cassos.
A polica, que tora a sua frente o diano ma-
gistrado o Sr. Dr. Neiva, marcha mui regular- !
mente, desenvolve bastante actividade na perse- *
guelo dos criminosos, urna das maiores c ruis [
palpitantes neeeflsldadea de toda soeiedade.
Foi capturado e esl sendo processado o al- '
teros da guarda nacional. Candido Jos de Souza,
indiciado em crime de raorie, e que as proxi-
midades da capital csj impune desde 188 ou
0 vapor Paran chegou hoje finalmente!
laes demoras intorpecera as relaces, enfraque-
cera as traosaeces, retardara a marcha dos altos
negocios da prvvioeia o desgoslara aos que gus-
tara o apreciara a pontualidede.
Tambera est a barra o vapor do sul. do qual
nao recebemos as noticias de que porlador.
A 21 do rao/, passado, hoiive a partida men-
sa I da soeiedade Rerreio e a Xi o baile do anni-
vorsario do Club ; houvo concurrencia c o que em
taos occasios costorne.
-A festa da padroeira da provincia tem oslado
as primeiras novenas, pouco concorrida c sem o
bnlhantismo e anlbuaiasmo dos anuos ante-
riores.
A 28 do passado deixou o nosso porto, com
deslino a Barcelona a polaca hespanhola Flora,
cora 050 saccas de algodo.
REVISTA DIARIA.
Mandam-nos a nformaeio de que, ao des-
aquarlelar o3" hatalho da guarda nacional deste
municipio no dia l do corrente, dera-se um fac-
i de grande insnbcrdinaco pralieado por diver-
sos guardas conlra o respectivo ajudanto. por oc-
casio deste pretender apasiguar o conilicto que
apparecora entre algunsjzuaidas, que estavam jo-
gando dinheiro. ~
Na hypothese de que seja exacto esse facto.
para elle diamainos a allen^io da auloridad
competente, pedindo-lhe que, bem dessa mili-
cia cidada, nao deixe impune o autor ou auto-
ros de semelhante atlenlado, mesmo para que
se elle nao roproduza.
Nao ha muito que dissemos algutna cousa
no sentido da desconveniencia das quarontenas.
a que no Para eslo submellendo os navios pro-
cedentes desle porto ; e quando pensavamos que
as nossas refloxes fossem bastantes para faze-
rem cessar aquello atropello s relaces commer-
ciaes, passmos pela decepcio de ver que subsis-
te o mesmo atropello, que todava aprsenla
urna anomala singular, que por certo faz ad-
mirar.
Com effoilo, ao passo que all rhegam os vasos
com a carta suja, e por conseguidlo vo para a
ohservaco, os vapores demandara o porto, nelle
entrara, e nenhuma medida sanitaria tomada a
respeito!
Como pois explicar-se que navios procedentes
de um' mesmo ponto, qne se julga succionado,
seja ni uns postes de qoarentena e oulros nao?
Ou a carta vai suja, ou nao vai ; ueste caso a
medida nao pode ser restrictiva, abranger a lo-
dos os navios d'aqui ah ios para all ; naquolle
dar-so-ha o mesmo effeito, islo todas as cartas
rio su jas, e a excepcio abena no Para inclassi-
ficavel, o deve ser por lano coarclada como atro-
pellada de relaces, que requerem todo o favor
posisvel.
Mas partir porventura aquella anomala da
repanico da saude desta provincia ? Dar ella
por ventura carta limpa a uns e suja a oulros na-
vios ?
E urna cousa que cumpre ainda examinar ; o
quer aqu quer 15, deve apparecer urna provi-
dencia.
A profossora de instruccio elementar de S
Pedro Marlyr de Olinda, D. Rosa Mara Fonseca
de Albuquerque. por portara do governo, foi
equiparada em ordenado ao professor dalli, de
conformidado com o art. 4 da lei n. 429.
Hontem fez 36 annos a senhora prinreza D
Francisca Carolina, digna esposa do Sr. principe
de Joinylle, cuja sorte de proscripto do bello co
da patria nossa piedosa princeza tem adocado :
por que comprehende as amarguras de seu nobre
esposo, um dos mais Ilustres filhos da Franca
Ilustrada.
Os nossos navios de guerra e fortalezas por
aquelle motivo esliveram embanderados, o o bri-
gue- barca llamarac, e fortaleza do Brum deram
a salva do eslylo.
Consta-nos que a nossa crvela D. Isabel,
estando -m Plymoulh no principio do mez pas-
sad*, recebera ordem para so dirigir immediata-
menle aples, onde se deve collocars ordens
da senhora princeza D. Januaria, casada com o
Sr. conde de Aquila lio do rei actual, e irmode
nossa querida imperatriz.
O dislinclo almirante baro de Tamandar, que
se achava com licenca em Paris onde foi buscar
sua senhora, que all est em tralaraento de urna
enfermidade cruel para trzo-la para o Brasil
logo que vio as complicages que ltimamente*
surgiram no reino de aplos, o antes de conhe-
.cer aquella sensata resolucao de nosso governo,
segundo nos informam. apresenlou-so ao minis-
tro brasileiro para partir para o lado de nossa
princeza, o que eremos lera effectuado a bordo
da D. Isabel; dando mais urna prova de sua de-
dicaco familia imperial, e da nobreza de seus
seniimentos patriticos',
Foi concluido o processo instaurado pelo as-
sassinato do infeliz capitio Domingos AlvesBran-
co Monz Brrelo, delegado do polica do termo
do Ouricury, e respoderam ao jury os reos
nelle pronunciados, o que se arhavam presos.
Foram pronunciados os seguintes reos :
Coronel Alvaro Ernesto de Carvalho Granja-,
como mandante ; o escravo Felippe, e o mame-
luco Joio de atoraos, como mandatarios, o coro-
nel Jos Severo Granja, Jolvioo Silvio de Alen-
car Granja, Joio Brazileiro Granja, capto Zefe-
rno Gonsalves de Lima Granja, Jos Targino
Granja, D. Izabel Adelaide de Siqueira Granja,
Francisco Lopes de Siqueira Granja, Cleomenes
Lopes do Siqueira Granja, rapio Lucio de Si-
queira Campos ; professor publico Manoel Fran-
cisco de Souza Peixe, como cmplices de supra
dito assassisnato.
Subraellidos a julgamento no dia 9 do mez
prximo passado foram pelo jury condemnados;
coronel Alvaro Ernesto de Carvalho Granja,
gales perpetuas ; D. Izabel, a 20 anuos de priso
simples ; Jolvino Silvio, e Joio Brasileiro a 20
annos de gales.
Forana absolvidos. appellando o juiz de direito-
das seulencas dos dous primeiros, coronel Jos
Severo, capto Zeferino Jos Targino e Souza
Peixe.
Nao foram submellidos ajnlgaraento os reos :
Francisco Lopes de Siqueira Granja e Cleomenes
Lopes de Siqueira Granja, por nao constar dos
autos as ceriides de suas dades, que se man-
daram exlrair dos livros da matriz de Cabrob .-
capto Lucio Jos de Siqueira Campos ; o ma-
meluco Joio de lloraes e o escravo Felippe, por
estarem auzeutes.
Em menos de cinco mezes arham-se presos,
processados, e julgados quasi todos os autores
cumpliese do assassinatodo infeliz Alves Brauco !
Louvores sejam dados ao Exra. Sr. Baro da
Bora-Jardin, e ao Sr. Dr. chefe de polica pela
acertada escolha que lizeram do Dr. Luceua pa-
ra delegado d'aquelle termo, e por oulras provi-
dencias que deram no sentido de serem presos o
processados os autores d'aquelle brbaro assas-
siualo.
Igualmente sao dignos de louvores o Dr. llen-
rique Pereira de Lui-ena, pela maneira intell-
gente, o severa, porque so lem portado ento
ardua commisso, e o roajor Joo do Reg Bar-
ros Falco. commandanle da forca destacada em
Ouncury.pela prompla u efcaz co"adjuvaco, quo
ha preslado. l
Ao egregio tribunal da relacao incumbe agora
sustentar o tnurapho da lei. e' da juslica grave-
mente ofendidas, e proraplameule des'ae-'rava-
das.
Foi preso pelo subdelado de polica da cidado
de Goianna, echa-se recolhido a cadeia o capi-
tio L'rsulino Cavalcanli da Cunha llego, indina-
de era crime de raorte, pelo que lem de ser pro-
cessado pelo juizo municipal d'aquelle lormo a
cuja disposifio se acha ; a priso desse capto
coucorre para mais lobuslecer a conanca do
que gosam as autoridades policiaes d'aquelle' ter-
mo, e bem, demonstra a delgencia com que pro-
ceden) na priso dos criminosos.
Foram recolhidos a casa de delencio nos
dias 31 de julho prximo lindo, e 1 do corren-
te. 4 homens lvres, sendo 2 a ordem do subde-
legado do Recife, a ordem do de S. Jos e 1 a
ordora do da Capunha.
Passageiro do patacho brasileiro Amazonas
viudo da Bihia ; Domtngos Uaitins Lopes. '
Passagoiros do vapor nacional Oyapock viudo
do Para e porlos intermedios : Joo Francisco
do Souza Reno, Jos de Azevedo Maia, Jos Ma-
noel Rodrigues, desertor Manoel Francisco do
Amor Divino, sentenciado Claudino Jos de Fe-
rias escoltado por duas pracas de polica ; deser-
tor de artilharia Joaquim Manoel da Assumpcio.
Antonio Goncalves da Cruz Ribeiro, Jos J. do
Mtdeiros Carvalho, Antonio C. da Silva, Antonio
Francisco Mereira, Jesuino Machado M. Braga,
Domingos Caldas Pires Ferreira, Francelino Be-
zorra Cavalcanle, Raymundo Jos da Suva
Francisco Alves Pinho. capto Joo Evangelista
N. da Fonccca. Jos Francisco de Olivoira, Ju-
lio Cesar G. da Costa, Jos Fernandos de Ol'ivei-
r, Manoel de Moura Rolin, sua senhora e t es-
cravo, M. II da Molla Silveira, Antonio Goncal-
ves de Moraes e I escravo, coramendador Anto-
nio de Souza Leo, sua senhora, 1 criado e 7 es-
crivos, Francisco de C. Castro e Silva, A. do Es-
pirito Santo, Jos Octavio Vieira, Antonio dos
Rois Ribeiro.
Segucm para o Sul :
Joao Vidal Goncalves Ramos e 1 escravo co-
ronel Domingos R. de Souza, Domingos l. de
Souza, Clemente R. Passos, Amonio Joaquim d-a
O. Campos, Julio Honorato C. de Mondonca, R.
Marques dos Sanios, Jos Trigo da Uolta, alferes
Jos da Cosa Uonloiro o 1 lilho. Leu V. de Vas-
concellos Vianna de Mello, Br, Amonio Jos Uo-
reira, Marcos Antonio Darengo, Podro EpifaniO
Baptisla 1 lilho e 4 oscravos, cadete A. G. Pinho
Agoslinho Colho. Julio A. do Lima, cadete Joa-
quim F. P. da Cmara, 2 ox-ptacas, soldados
li reclutas para o exordio, 3 dos para man-
tilla, 1 voluntario, 86 oscravos.
Passageiro do hiato brasileiro Sonto Amaro
saludo para a Baha: Anlouio Fernandos'
I Iiiiii.a/..
Mxrumiuo rinur.o. Malaram-se para o
consumo da cidade no dia 2 do corrente 60
rezos.
llORTALIDADE 1>0 DIA 2 !
Joo Lu/. Pinto, branco, casado, 3 annos -
phthysico,
Antonia (.andolina da Cosa, branca solteira
20 annos ; anasarca. '
Domingos da Silva Campos Jnior, branco
solleiro, 17 annos ; escarlatina.
Benedila, prela, escrava, 2 annos ; espasmo.
Pergenlino, branco, 18 mezes ; angina.
Joaquim Ferreira Fcnles, branco, casado, 60
annos ; collle.
Caotano, branco, 3 anuos ; angina.
Jorge Marques da Silva, pardo, solleiro, 0 an-
nos ; angina.
Maa, branca, 2 annos; congesto cerebral.
Thomaz, preto, solleiro, 32 annos ; phthysico
pulmonar.
"Hospital de caridade.Existem 59 ho-
mens e 52 mulheres, nacionaes; 7 homens es-
Irangeiros, e 1 escravo, total 119.
Na totalidadu dos doentes existem 37 alienados,
sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelocirurgio
Pinto s 6 1|2 horas da manha ; pelo Dr.
Dornollas. a 6 horas e 3|i da manha; pelo
Dr. Firmo as 6 horas da tarde de hontem.
Falloceu um humera de Ihysica pulmonar.
Communicados
As eleices de Sobral.
J pouca distancia nos separa das urnas eleilo-
raes, esse sagrado deposito da vonlade nacio-
nal.
Os esprilos anhelantes a esperam e a naco
inloira nellasj antev mais urna estrado quo se
abre ao progresso, e que prazenteira l-U-ha do
Irilhar.
Os Sobralenses olham-as como a sua estrella
polar, como o aviso de sua prxima ventura.
Os Sobralenses nao ignorara quo vantajoso
o eonheciraento dos seus candidatos: quanto
maisconheniJoser.es forera, mais conQanca Ibes
inspiraro.
O nomo do Dr. Joo Felippe da Cunha Bandei-
ra de Mello nao equivoco aos briosos Sobra-
lenses, a sua aplido, intences o disposi-.os j
sao bem cotilleadas; e ellos meamos nio hesi-
tara diz-lo o mais apto, com preferencia qual-
quer, para representar os seus inleresses, os in-
leresses de sua patria.
O Dr. Joo Felippe, porm, acha-se em oppo-
sico com o desembargador Antonio Jos Macha-
do, quo dizem os poneos, mas fanticos e visio-
narios amigos seus : homem de posico.
O desembargador pode ser de posico, nao con-
testamos ; mas nao isio uma razo de prefe-
rencia ; porque se pela ntolligencia, carador do
independencia, e intences, o Dr. Joo Fclippo
nao supera o desembargador, nao lhe lica in-
ferior.
Alsuem lem ( nao sei se com razo ) duvidado
das torcas intellecluaes do desembargador Ma-
chado peto sen absoluto silencio na cmara no
espaco de quatro legislaturas. Nao seise o desem-
bargador, de feilo. prolestou contra as leis da in-
telltgencia, ou se o acanhainenlo o a vergonha
que lhe obslam oceupar a tribuna. Soja o que
fr, o que cerlo que em um jornal j se ofle-
receu unan pataca por cada leltra dos discursos
do Ilustre desembargador, e para tal negocio
nem una s pessua appareceu.
Depois de ludo que ttulos quer mais o Dr.
Joo Felippo alm das verdadeiras e sinceras,
sympaihn.s dos seus patricios de Sobral, de qua-
si toda a totalid-ado do seu circulo?
Corra a eleicio fraoca o leal; abandonem os
seus antagonistas essas va astucias, esses abjec-
los e srdidos manejos, que s podem rodear os
usurpadores dos direitos soberanos do povo, que
a rerdado, que hoje enuncio, ser lio claramente
1 -v


DIARIO DE PERNABMUCO. SEXTA FEIrU 3 DR AGOSTA DE 188.
m
forte conlia o trace, (rale Oeste que ft necessa- O girVerno su nao gustar e seu acto', nau o po-
riamente victim, seno acha prolero de um der censurar, por elle nao atfender a um favor
iecnnhccida, que lonxe de ver-se-nie um pro-
phela de futuros fados, nio reconhecero um
vcrdaleiro interprete da vonlade dos meus pai-11*3'* torle- CUJ corcao se conda de sua sorle. j: illcgal.
tribus. Ameagado como cs'.ou de urna iniqua espolia- O senhor juiz da Lacada j fot chimado pelo
cao, nSo acharoi um coraco caridoso de um \ governo provincial 6 capital da provincia, e ah
mafs forte que estenda mo e esbarre o co- i diante do Exm. presidente da mesma, soube re
losso que pretende com lauta confianca esma- sistir as suspeitas do advogado da coropnnhia da
gar-me. estrada de ferro, eaomesrao teropo membro da
Foi por esta razo e com este flm que mau companhia desappropriadora. Soubo resistir c
Os inimigos do Dr. Joo Felippe, que para vc-
toriar-se na eleicao bastava-lhe a qualilicacao
tal qual exista, perderam a tramontana, pela
acettaco da reclamaban, que seteconlos o H0-
veila e qualrocidados Ozeram esclarecida e
justiceira relapso desta cidade.
Todava envidam todo; vo acoular-se aos
triis srdidos e njenlos reductos; dizera com
o maior destacamento imagnavel facam o que
quizerem, nos, senhores da mesa, soberanos pe-
lo dir.-iio de reconheetmento de identidad? hare-
mos de rcpellk essas estpidas turbas, quo nos
sao intensas.
Enerare! mana da fraqueza, aproveitar-se de
-ludo, al da'vergonha para engendrar o seu trium-
pho !
Para que taes abjeecoes? Quo val urna eleicao
ganha com tal proco? E' urna victoria vergonho-
ga ; una victoria, que nao honra soldados, que
se prezam. E' urna guerra desleal; c, antes, urna
insidia, urna baixeza, una infamia. E' a victoria,
nos seos cantos, dizendo : Esearneo eu sou
cahida, eu sou eunspureada ; estas roupegens de
gala de que me veslem sao roubadas : estas hon-
ras, estes incensos nao me pertencem : cu nada
vatho.
Sao inimigos, que nao o sabem ser. Se a elei-
cao decide-se pela maioria, para que taes pin- |
os? para que cs-*es premeditados manejos 1!
Curveas-so ; porque mais vale una derrota com :
honra, do que urna victoria vilipendiada.
Inimigos. que nao ternera correr com punhaes
ferir os seos contrarios na lula sagrada da elei- I
(jan, em que o respeito dedicado ao voto ga-
advogado, o bacharel Affonso de Albuquerque
Mello dirigio-so ao Exm presidente da provincia,
pedindo-lhe que rae amparasse de urna inqui-
dade certa que se pretende commetler contra
mim, a qual consiste na cxpoliaeo que com*o
nome do des ipropriaco, a companhia desapro-
priadora da estrada de ferro pretende fazer da
parte de meu engenho Limoeiro, cuja falla me
causa o maior daino que me poderiara fazer.
S. Exc. levo a bondade de ouvir com alleuco
a exposieo feila de minha parte ; mas ser en-
fadouho talvez informa-lo de ludo.
Como deve ser o mais forte, vamos ver se mo-
resislir a um senhor to poderoso como esse
senhor, j muilo, e mais anda que resistir
as governo (quando mesrao o governo o mandas-
se) e o dito senhor juiz vio como o Exm. presi-
dente o elogava por elle ser observador da le
em nao querer admittir a companhia cm juizo
porque nao havia sellado seu contrato. E no en-
lamo o Sr. presidento linha todo o desejo e in-
teresse de verfeita o desappropriacao no meu en-
genho para proseguirem os trabalhos da estrada
de ferro esbarrados all. Ora enlo nao havia
taita eiuj osl*iva )* Relrople, por reno Iraca e
dbil para fomentar o seu desonvolv-imento.
E, pois, em 1821 o lilho adoptivo do Brasil
marcha frente da guarda vaneada do exerrilo
nacional que de Goiann* avauca sobro o Recife,
em 1823 e 1824 elle apparece e brilha ao lado do
marquez do Roeife na villa di Cabo e na Barra
Grande : em 1827 elle combale na provincia do
Rio Grande do Sul al findar-se > guerra cnlre o
Brasil e a Cisplalina em 1828 le volla .1 Per-
nambuco elle figura de novo ao lado do governo
em abril de 1832. deslo anno o de 1835 ello
command* as armas na mesma provincia, em
1836 nomeado inspector geral da guarda na-
cional, em 1837 commandantc do corpo de poli-
ca, posto que deixa para correr a raanter a or-
dena nesta provincia em novembro do mesmo an-
no. Em 1838 commanda ns armas na Baha, o
gueireia de novo no Rio Grande do Sul; em 1839
salva a provincia das Alagoas, cm 1810 inslrue
de novo a milicia cidada de Pernambuco. om
. retiradas por su-
bslitujco Dcste mez. ,2300
S&OQOf
17,720------------177.2103
Reis 1,490:0005
O guarda lirros,
Francisco Joaquim Pereira Pisto.
Alfaitdega.
Rendimento do dia 1 .
dem do dia 2......
11.522*159
9:245j'2!)8
20.767*367
Movlmento da nlfamlesra
Votumosentrados com fazendas .
> com gneros .
ainda a tal relevacao. Com ella, como tenho de-
monstrado,o caso o mesmo.o a relevacao ille- j 18t nomeado presidente da provincia do Cea- i Voluraes sahidos cora fazendas
vemos o seu eoraeso, pedindo-lhe que proteja a gal, e portanto nao ha sello; epoitanlo o senhor r, que deixa somonte para ir lomar assenlo na com gneros
juslica que pedo o fraco, e vamos expr-lhe cao juiz deve continuar a resistir, se quizer ler um cmara temporaria. Em 1841 elle corre de novo
publico como se lera preparado e como se lenta nome limpo, urna reputacao sem mancha, por salvar a provjoeia das Alagoas das garras da
fazer contra mim essa inquidade : porque aqu que em todo o caso deve tr ainda elogios do go- anarchia, em 1845 inslrue anda a guarda nacio-
vo pedir-so a juslica cora o fundamento do verno. ] nal de Pernambuco, em 1847 commanda as ar- I
Olhe o senhor juiz municipal da Escada para o mas ne3ta provincia, em 1848 firma a ordem e o
senhor presidente, o modelo da magistratura bra- I governo em Pernambuco, em 1850 a 1855 ello
silcira, o calo de nossa Ierra. Respeitado por volla a commandar as armas nesta provincia, e '
lodos, s v a lei, cario a quem cortar, e o ga- finalmente elle as commanda pela ultima vez na '
verno o primeiro a respeita* lo. Bem sei que provincia que escolhcra por mai, e a enanca que
dillicil ser Clao, mas muito min retroceder da se fi/.era homom o o homem que so envelhecera
carreira bem encelada ; e urna vez que lera co- nessa constante lida de relevantes servicos ao
raecado lo bem nao deixe o Dr. Pires Ferreira
ao Sr. Perelli acompanhado smenle de to raros
que o imitam.
Basta por hnje : em oulro artigo exporci como
864
direito, seno nos armamos contra a prbteccao
do mais forte ; e essa prolecco eu nao tenho
por onde alcancar se nao pelo presente' meio ;
porque aqtii a juslica soso pode obter por muito
favor, por candado, por lodos os raeios que esli
fra do direito e da lei.
No precedente artigo que fiz publicar, j vi-
mos ou foi indicado que a companhia da estrada
de ferro nao poda comparecer em juizo, e por
lano tambem nao em nome dola a companhia
desapropriadora ; j vimos como a sua arma ler-
------195
Doscarregam hnje 3 de agosto.
Barca iuglezaMary Worrallmercaderas.
Brigue inglezlsabelladem.
Barca americana Imperadorfartnha de trigo
Brigue purluguezSoberanodiversos gneros.
Brigue porlugiiez Amalia dem.
Pitacho trasileiroAmazonasfumo e charuto.
Consulado jsreral.
Rendimento do Jia t.....
dem do dia 2......
gico espectculo, representado pelos homeiis, que
guerream o Dr. Joao Felippe^ o candidato
de suas cordeaes affeiees, deseja a paz para o
exerriro do seu direito de votar: deseja, que o
govemo, imparcial e jusliceiro, o proteja, o livre
da lamina do punhal ou da cxploso do bacamar-
to ; il'de, implora o supplica-the por ludo : ao
contrario, scienle deque escravo, elle recusar
o exercicio leste seu sanio direito.
Asim atteodido cgarantido o povo de Sobral,
eu prophelisodesde j, que o seu depuiado c o
l)r. Juo Felippe da Cnnha Bandeira de Mello.
O sobrlense.
Se a gratidao nao uma chimera, e sim urna
das qiialidades mais eslimaveis do homem so-
cial, um dos prinieiros deveres de quem sabe
aquilatar a? acedes emanadas de um carcter]
elevado,a que eu sempre chiraarei i verdadeira
nohreza, corre-me o imperioso dever de mani-
festar, do molo que me e possivel, o meu-extre-
ma lu agradecimento ao Exm. Sr. Dr. Anselma
Francisco Perelti.fpela urbanidade, benevolencia
e subida estima enm que sempre distingui ao meu
presado lilho Francisco Ignacio de Torres Bm-
deira, hoje fallecido, que pelo lempo de cinco
aun vs incompletos leve a honra de servir de es-
crivao do juizo do commercio desla cidade, re-
cobendo ranstantemenle de S. Exc as mais li-
songeiras proras de estima o confianca.
\ igo esse offlcio, pelo fallecimenlo do meu
adorado fillio, oignou-se S. Exc. de notnear in-
terinamente, para exerc.ero dito emprego.a oulro
meu lilho Joao Vicente de Torres Bandeira, que
j en por S. Exc. conhecido, pois escrevia no
cartorio.
A este segundo filho dignou-sc S. Exc. de con-
tinuar a honra-lo com a maior consideradlo e
confianza.
Acontece, porm. que esto pela sua dbil com-
pleQo nao podesse continuar era seraelhante I
em prego, sem immincnle perigo de vida !
Depois de liaver teilo o seu examc, em cajo j
acto, assim como no expediente do cartorio, con-
firmou este meu lilho a idea que delle [azis s.
Exc pelii a sua demissao, que S. Exc. se dig-'
non conceder-lhe, convencido de que em verda-
de elle nao podi.i continuar.
Pa minha siluacio, soffri em poucos mezes as
n ns peos is perdas.
N correr destes duplicados motivos de pade-
cimenlos e desgostos indiziveis, tive mais esta
,'io deconhecer o que c esle muido!
r i onlroi o indifferontlsmo, o egosmo, a Irai-
go mesmo, onde esperava dedicar"
(lile, equidadeebenevolencia ; porm, em com-
;.....sajan larabem achei, tanto nesta cidade como
mesmo na corle de Kio de Janeiro, importantes
amigos e conhecidos que de coraeao e com a
mais generosa solicilnde invidassera tolos os
tneios lcitos ao seu alcance a prol do beneficio,
que eu impellido pela desgraca soliritava
Aos primeiros, pois, eu de coraeao desculpo,
por|U'' sei que O inuiir-realisnio co egoiamn stao
na ordem do dia: desejo-lhes que sempre nave-
guem em mar de rosas e em mares bennosos.
Aos segundos do fundo d'alma Ihes voto cier-
na grali lo.
Estou resignado como calholico : sei que sao
imprescrutaveis os decretos da Providencia, que
nunca me abandonou e rae tem consolado as
mai< res sficces.
Na obscnri.il I. e mesmo no profundo abysmo
da desgraca tambera se encontrara consol n-oes,
quando o espirito se remonta e procura o prin-
cipio de ludo qnanto existe.
Isto posto, digne-so o L\m. Sr. Dr. Anselmo
Francisco Poreltl de receber esta raanifeslafao
como uui testemunho indelovel do profundo res-
peito e extremada gratidao que sinceramente
tributo s suas rcconliecidas virtudes e emi-
nentes qunlidadt s.
Antonio Ignacio de Torres Bandeira.
panlna desapropriadora confiada nesta arma,
zomba de todos do que pretende expoliar sua
propriedade, quando qualquer tem o arrojo de
nao se temer da^ameaca que ella faz do desapro-
pria-las judicialmente ; j vimos como a compa-
nhia esbarrou na desapropriaco em meu dilo
engenlio, porque leve pejo em fazer do modo
que cosluina imquamente, porque assim. ah se-
ria um grande mandato, como ella anda nao leve
de platicar.
l'.nlo sabia eu que a desappropriacao judicial
j havia sido requerida, mas nunca pensci que a
companhia transformasse sem pejo o grande
escndalo que acaba de pralicar.
A companhia desappropriadora, agora o sei,
que acabo de ser mitineado para receberpor
urna grande exlenso de terreno lavradio, ma-
neado, preparado, de partido e cercado prximo
ao engenho, por algumas casas, o o que mais, o
que espanta por a largura queoecupa a estrada
em toda a extenso de meu longo e eslreito acu-
de, deslocando-so d'elle a oitava parle de suas
aguas, aguas lodas necessarias, o insulli-
cientes para tirar as minhis safras, o que me
causa pulanlo um prejuizo de mais de duzenlos
pars de asscar por auno, a companhia digo, te-
ve o arrojo a..... de nolificar-me para receber
por tudo isto..... quem o crer dous conlos de
ris !....
Mas na sua respectiva petco a companhia
diz que nao poje tratar coraigo amigavelraente
(como a lei o A companhia nao allega verdade ; ella nao
oll'ereceu cousa alguma pela desappropriacao da
linlt'i no afude, nem se dignou pergunlar quanlo
eu quera. Exporei como se passou a niinlia ne-
gociacao com a companhia desappropriadora, e
como ella sempre legiversou, ladiou, procurou
lodos os subterfugios e empalhacdes para nao
tratar da negociacb da lmba frrea no acude
Antes disto porein* tratememos da questo" pri-
mordial, e vamos ver sea companhia pode figu-
rar em juizo.
J disse que a companhia nao poda figurar
em juizo, porque nao navendo sellado o seu con-
trato, nao est legalmente constituida, e por islo
desceu a portada do govorno que avisou desta
falta as autoridades competentes, falla que se
gnorava (pelo que as artes-judiciaes da compa-
nhia...... U nico remedio que linha a compa-
nhia, no en ten del dos imparctae<, seria revalidar
o sello pagando urna grande mulla. Mis a com-
panhia achou remedio mais seguro : o mesmo
governo que avisou que a comp-iiihia nao poda
figurar em juizo, relecou-a da m
^aprys-'-"^*-iirtH4U_se iulga habilitada
juizo. No entaiilj para demonstrar o contrario
parece-me que nao se carece de grande forca de
raciocinio.
Determina a le que o juiz nao admita algura
titulo sem o competente sello, ou sua revalida-
cao pelo pagamento da mulla, quando elle nao
sellado em lempo competente.
O titulo pelo qual a companhia pode figurar
ni joi/o, o seu contrato com o governo ; ora a
companhia nao seliou nem revalidou o sello,
I logo nao pode ligorar em juizo, porque nao tem
i titulo pelo qual se aprsenle.
' cepeo alguma ; o sello o
smente que permute a qualquer titulo para ser
ladmiiiido em juizo. A le bem exprossa ; c a
rel cacao de mulla, nao revalidaban. Releva-
cao <: a doaco ou o perdiio que o governo fez
companhia da multa que ella devia pagar. Ora,
lei alguma d ao governo o poder de relevar al-
guem ou alguma compararn de urna multa por
(alta de sello ; logo essa relevacao foi um arbitrio
do governo (sera duvjda na melhor vontade e in-
lenco) nios urna medida evidentemente illegal.
Repito, o governo nao tem o poder, nao tem a
faculdade do relevar da mulla por falta de sello ;
nenbuma lei Itie d esta faculdade ; o governo
s pode fazer o que aulorisado por lei. Ao con-
trario, a le do sello bem sxpressa : ou sello
Pernambuco, 1" de agosto de 1860.
Jos Ledo Pereira de Mello.
Inauguracao da irmanilaiie da Hit
serier Srs. Redactores. Mal pensava eu, que esle
meu coraeao ja resfriado pela idade, o pelo con-
tinuo lidar das uecessidades Servava aplido para se deixar commover pro-1
fundamente por nsprae,oes da mais pura sensibt-
lidade.
Se na raocidade' os arrebalaraentos de Taima
em Scylla, e oulras tragedias me fizeram arque-
jar de horror, e tapar os ouvidos a sons, que,
forca de serera terriveis, o como que verladei-
ros. j nao podia mais supportar ; se a voz era
ludo sublime, incoraparavel, e arrebatadora da
imiuortal Malibran, o seu geslo correlo, e vehe-
mente me sobresatlaram desmedidamente, e
por vezes me fizeram virar o rosto, porque j se
chava exhausta a dse de sensibilidade, de que
eu podia dispor ; o que enlao era mero cITeito
do illusoes mundanas admiravelmenle produzi-
das, foi hoje sentido por mim em grao idntico,
ou superior agora ao lindar da vida, j perto da
sepultura.
Nao era o artificio do genio humano, que as-
sim me commovia profundamente; nao ero
sublimes, mas fallases apparoneias de paixes
terrestres ; era aallianca das fortunas contra os
infortunios, era o amplexo fraterno das posses
i dos abastados com as dores dos infelizes, era o
grandioso espectculo da caridade chrisla cm
, todo o seu esplendor, era a inauguraran da ir-
mandade da Misericordia da cidade do Recife.
Davam apenas onzo horas, quando o Exm.
presidente, abrndo a sesso, pronunciou o dis-
curso de uiaugiiraco. Ao oavi-lo pronunciar,
nao sabia o que mais havia de admirar, se a cor-
receo da pronuncia verdaderamente verncula,
que me recorlava os annns de Coi m bra, sea pu-
reza hoje lo rara do estylo, se a elevaco dos
peiisamentos, se o sedimento do dever, q'ue dic-
lava aquellos pensamentos em pro das classes
mais indigentes da nossa cidade. Curto, como
convinha que fosse esle discurso, em ires pagi-
nas vero os entendidos a realidade da minha
narracio.
liona apenas findalo de fallar o Exm. presi-
dente, eis que se levanta o dignissimo provedor
da Santa Casa, o integerrimo Sr. Dr. Perelli, c de
bracos erguidos para o,co, em patente commo-
eo, invoca a graca, e a luz do Omnipotente pa-
ilta, e assim jul-1 ra 'l" esetarera, e o guie na ardua, e pes-.da
para'figurar era ''"''1. (' latvio de lautas desgracas, larefa, que
lhe imposta, de que nao conseguio ser eximido,
e a que s os develes de christo o fizeram resi-
gnar-so.
Fra prociso descrcr dos sentimentos religio-
sos, e al humanitarios d'dquelle de seus ouvin-
les. cojo coraeao nao esiremeeesse, e nao se
achasse, como que aperlado, ao presenciar lo
i solemne n inlernecedora scena. Nao eram patarras
lesludadtis, e engaadoras para iu obrir a falta,
| ou disfarcar a flaqueza do sentimento, era o pro-
prio sentimento, todo elle, vivo, inteiro, encarna -
Diversas provincias.
Rendimento do da 1.....
dem do dia 2.......
Brasil, ileiinha e morre na cidade do Recife aos
19 dias do mez do junho passado.
Morreo e sobre sou tmulo curvam-se muitos
mudares de Brasileros, chorando o passamento
do Ilustre ronselheiro de guerra Jos Joaquina
Cocidoliara o da Victoria.
A popul.ic.ao pernambucana sempre livre, mas
sempre reconhecida, deu urna demonstracio es-
pontanea e unnime de seus sentimentos, cercan-
do o mausoleo do general Coellio de louros ele-
grimas; a Baha deu-lhe o magestoso e derra-
rciro adeus de que fallamos em um dos nossos
anteriores nmeros, eo Ro de Janeiro mesmo
nao foi extranho esse fatal acontecimento.
0 povo fez por tanto o quo lhe caba fazer, re-
' conheceu que cora o general Coelho se lindara
i um hornera de um mrito pouco vulgar, derra-
mando lagrimas de dor o reconhecimento sobre
sua campa, punhados de louros sobre a gloriosa
espada quo elle empunhra por espaco de -6au- Rendimento do dia 1
nos em favor da ordem, da razo o d juslica. Idera do dia 2 .
Pelo que diz porm respeito ao governo impe-
rial ; fazendo tudo durante a vida do general,
elevando-o do primeiro ao ultimo grao militar,
cobrindo de rondecoraces seu peilo crivado de
Despachos de exportacao pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia S de agosto de 18CSO
Havre Brigue fraucez Bellera, Tisset Freres,
435 couros salgados.
LiverpoolPatacho inglez Atrevido, James ro de a musir.
Marca P & C, 3 molhns de fulbas do loureiro,
pesando 166 libras, a 400 rs a libra663400.
Marca P & C, 10 condenas le vimos, sortidas para
costura, pesando %i libras, a ljOOO rs. a libra
-22*000.
Marca diamante JC. 1 raixinha com 19 potes
. de louca com ovas de peixe preporadas, pesando
' liquido 8 libras, a 400 a libra3>i0.
Marca AC, 1 barril vatio, valor1*000.
Marca AC, 1 peso de ferro de meia arroba
25OOO.
Sem marca. 1 s'quinho contendo deamoslras 1
libra de velas stearinas cora a varia e alguns pre-
go, valor500.
Marca 1-treiro, 2 caxas de pinho razias, usa-
das, (quasi todas turadas) urna 160 rs.320.
Marca PC, 1 caxs pequea com amostras de
louca branca com algumas pecas quebrad js, va-
lor-23000.
Marca A, 1 caixa de pinho vazia, usada, valor
mmoSev.
Marca IV, 7 caixinhis de pinho vazias, muito
arruinadas, urna 40 rs 280.
Marca JV, I condec.a pequea de virac, para
costura, usada, valor160.
Artnazem n. 10.
Marca JV. 1 embrnlho com 10 ps de ferro, pe-
zando 4"> libras a 200 rs. a libra 9$0O0,
Armazem n. 11.
Sem mares, 30 ancoretas com azeitonas pre-
tas, com pequea ovara, pezando liquido 330t>
libras a 800 rs. a libra 24l>$000.
Sem marca, 1 sacio com folhas de loureiro, pe-
zando 6 libras a 400 rs. a libra 250O
Marca OS triangulo, 1 pipa vazia valn-5fjO00.
Marca MMG, 12 barricas contendo 198 garrafas
de ccrvej.a vazias devidro ordinario escuro pe-
.,.., zando 396 libras a 67 rs. Mt&a e 236 botijas
,2 pezaudo 11 arroba a 2c000 22*)00.
Arxazem n. 8.
Marca JCF, 1 barril com cerveja oro nido es-
tado.
Marca SG, 2 caixas com marmelada era latas,
era pessimo estado.
Armttsein n. 9.
Marra F.B&C, 1 pacole com amostras.
Marca B C, 1 embrnlho com amostras.
Marca B, 1 cesto com 1 garrafa de vidro escu-
6955361
i:43tlJ643|
2.117;fMH
469-378!
Ryder & C, 502 saccas algodo.
Recebedoria de rontlas interna
creraes de Pernambuco
"41$230
865597
1.527.-87
cicalrizes, nao compleou ainda sua misso e nem Rendimento do dia 1
Consulado provincial
e larde ainda.
Depois do grando cidado fiea ordinariamente
a familia, representante de sua gloriosa e honra-
da memoria, e para com ella que o governo
tem ainda deveres a cumprir, a ella que diz res-
peito a ultima palavra do reconhecimento, o ul-
timo ocio do gratidao.
Esquecer isto sena esmagar todos os senti-
mentos oobres do cidado amante do seu pail,
mostrando ao funecionario honrado o fiel, que o
governo indiforenle a respeito do proceder de
seus agentes, quo nao aprecia honra, probidade,
dedicaco e lealdade ; e se uenhura governo acei-
ta semelhanle rcsponsabilidade. estamos cortos
que o actual governo brasileiro far sem duvid 1 o
que lhe compete fazer.
I.embramos pois aos poderes do estado a fami-
lia do Ilustre linado, temos por nossa parte com-
pletado a nossa misso, pagando, quanlo em nos
rabia, a divida que linhamos para com o falleci-
do general como cidadao.se admiradores de seus
feitos, que sumos.
(Oario da Baha.
mwn i.iiiiiw ^nm 1111 *vwn^er^mmw
COMMERCIO.
dem do dia 2
1:3573105
1215S118
~2 72223
Movimento do porto.
Navios entrados 110 dia 31.
Baha8 das, patacho brasileiro 4asonar, de
11 toneladas, capilao Manoel Estevo Lopes,
equipagem 9, carga varios gneros, a Azevedo
Mondes.
Terra Nova36 (lias, brisrue inglez Creciam, de
Maro letrelho. 1 embrnlho a moslras.
Marca triangulo D &C, 1 iffia pequea a mostra.
Mirca JCL, caixa pequea arruinada.
Sem marca, 8 esleir, delaseradas.
Marcas CCJ, 1 barril com cerveja.
Sem marca, 1 sacco com favas.
Marca AR, 6 barricas com castanhas.
Armazem n. 10
MarcaOB, 18 barricas grandes com bolaxa or-
dinaria.
Armaze> 11. 11.
Marca TI, 10 barricas com castauhas.
Marca letreiro, 1 condeca com nozes.
Marca B. ;ji) canaslras em ino estado.
Marca l)K.\. 2 ditas
Marca IE, 1 dita
Alfandeg de Pernambuco, 31 dejulhode*lS60.
O inspector, Bcnto Jos Fernande Barros.
0 Dr. Francisco de Araujo Barros, cavalleiro da
imperial ordem da Rosa e juiz municipal da
segunda vara do termo do Recife, por S. M. o
Imperador, que Dos guarde, etc.
Faco saber que pelo l>r. Agoslinho Ermelir.o
de l.eao Jnior, juiz de direito interino da se-
gunda vara criminal, me foi communicado haver
Piaca doiiecifc 2 de agosto de 1860.
AS TRE.-s HORAS DA TARDE.
Cotaces officiaes.
Cambio sobre Londres 25 l|i d. 90 d|v.
George PatchellPresidente.
ubourcqSecretario.
Caixa filial do banco do
Brasil.
EM 31 DE JULHO DE 1860.
A caixa deseonla letras a 10 O/o, toma saques
sobre a praca do Rio de Janeiro e recebe dinhei-
ro ao premio de 8 O/y ao anno.
140 toneladas. cspitoPhUippe L Gros.equi- j designado o da 20 de agoslo prximo vindouro,
pelas 10 horas da manha, para abrir a quarta
sesso do jury, que tiab illiar em dias consecu-
tivos, lendo precedido ao sorteio dos 4S jurados,
que leem de servir na mesma sesso e de con
toneladas, equipagem 8, carga vinho e mais ge- ; frmidade com o art 326 do regulamento n. 12
pagem 8. carga 2112 barricas com bacalho a
Kratibe Foster & Ca, seguio para os porlos do
sul.
Genova51 dias. escuna sarda Anessione, de 107
eros, a Bastos & l.emos.
Rio Grande do Sul22 dias, brigue nacional Ve-
loz, de 200 toneladas, capitn Manoel Ferrei-
ra l.eite, equipagem 10, carga 900 arrobas de
carne, n Billar & Olivcira,
Araraty17 dias, Mate nacional '.valaciio, de
37 toneladas, capitn Antonio Manuel Afonso,
equipagem 5, carga cera de carnauba c mais
gneros a Gnrgel Irmos.
Para e porlos intermedios, 9 dias vapor nacional
Oyapock. commandantc capitao-tenente A. de
S. Barbara.
NOVO BANCO
A lei nao faz ex- S"sl. na ** semblante do christiamssi-
a sua revalidarlo mo Provelor-
ESTRADA DE FERRO.
II
Nesta trra dos escndalos, nao ha escndalos
mais que assombre, e nem ao menos que ad-
mire ; ii'ste seculo do ouro, e mais anda nesta
tena da impudencia, a vergonha quasi que se
reduz a um nico objeelo, falta do dinheiro.
Quera 0 tem por tanto, nada mais tem que te-
mer, cous.a alguma, o maior escndalo, a mais
crua inquidade llio far corar as taces. As ox-
jes sao raras e heroicas virtudes, que nao
brilliam por que fijara oceultas na obseurdade a
que a condemnam, ou por que sao qualQcadas
com os epiheios que os lempos degenerados
Costumam rondemna-las Entre nos s os fracos
te mera-se de ludo, de muito tem necessidade de
envorgonharem-se. Nao obstante aleo a minha
fraca voz contra os fortes, contra os" poderosos,
Mas, eis qne esla scena suecede oulra ainda
mais tocante. Vai cel-brar-se o Te-Denm em
acedes de graca por to benfica nstttui^ao.
tra-se na egreja ; nao se ouvem sinos, o nem lo-
geles, nem cousa alguma mundana. t> templo
est pobre, e pobrissimaraente ornado, e l en-
trara contritos quasi todos os ricos da trra Nao
se descobrem instrumentos, nao se enxergam mu-
sfcrjs, uera cantores; o coro parece deserto, nao se
ou/e o menor rumor ; reina por toda a parle si-
Iwicio absoluto Eis que vai ser etposto o des-
Irkiuldor de todas as misericordias, o Deus Ora-
nipolenle, que por misericordia nos deu a pro-
pria vida.
N'esse mmenlo, inesperadamente, c de re-
pente dospren le-se do coro a voz d
Pl]IIHMMBiTCO.
EM 1." DE AGOSTO DE 1860.
O Banco deseonla na presente semana a 10 por
cenio ao anno at o prazn de 4 mezes, e a 12 (I n
al o de 6 mezes, e toma dinheiro em cenias
En- correntes simples ou com juros pelo premio e
prazo que se convencion.ar.
NOVO BANCO DE PERNAMBUCO.
Ralanco lo Novo Raneo le Per-
namniico
cm l le julho lo l^ftO.
DEBITO
Garanta de emisso. .
Naftas sahido no mesmo dia.
Bahahiate brasileiro Samo Amaro, capilao
Jos Antonio Fernandos, carga dill'erenles g-
neros.
Rio Grande do Nortebrigue americano Boho,
capilao Dosial Bartlelt em lastro.
Depsitos. .
Letras depositadas
Acedes depositadas
Joias depositadas.
I.'Iras caucionadas.
ou revnlidacao e multa. Logo o governo fez o que j Pon,e d"spren ie-se dn coro ,i voz de Innla vir-
nao podia, logo a relevacao foi illegal. Estou certa S^ns renegadas por mais perversas, mas acari- Letras descontadas.
nhadas por mais esprituaes, e quasi celestes, e
eonfundem-se as vozes do rais, e l 1 lias em sons
que foi um acto de equidade.seja emhora, na in-
tencao de animar o protegers noasas emprezas :
tender a alguma protecc&o. O poder judicial s
pode e s deve allender ao que legal. O juiz
nio pode nem deve obedecer a algura poder se-
no no que legal. Se obedece ou allende ao
que illegal. saho fra de sua atlribuico, ni
lingnageni de nosso cdigo criminal, 'preva-
rica.
Assim se a companhia
juizo leudo rivalidado seu titulo pela mulla, nao
pode ser admittida; se se aprsenla com a tal
relevacao, est illugolmente em juizo, e o juiz de
sua rigorosa obrigac.o nao deve allend-la.
No enlanto, o senhor juiz municipal da Escada
despachou a pelieo da companhia, pela qual fui
que pcm-me 0 p ao pescoco, e arrancara-me citado pela razo'desU relevacao; sem duvida
mas o poder judicial nao pode proteger, nem al- barmonicos, que girando pelas rejies clhereas
com a mao um artera que rae alimenta a vida
to necessaria existencia e ao futuro de minha
familia ; clamo e revello pela imprensa um
grande escndalo, urna grande inquidade, por-
que no desespero de minha silunco, nao acho
garanta na lei, porque com o maior descara-
porqu nao reflectio neslas consderaces, que
tenho a honra de offcrecer-lhe com o maior res-
peito, para cm lempo, se quizer, retroceder do
passo dado.
Se por ventura nao houvesse parte que alle-
asse esla falta, como o governo o quer, nesie
l o ofTercer ao Omnipotente, entre alegras
infantes, o mais puro tributo de gratidao pelos
bens, que esperara de to santa insUtuico.
Ah fra preciso ler alma inacce5ive todo o
sentimento de ternura, e de hurianidade, fra
de mistar ler abjurado at os instinctos antmaes
de pae, o de lilho, para nao sentir humedecer
nao se aprsenla em os u'hos ao contemplar aquellas infelizes abando-
nadas, melodiando no Senhor cnticos de louvor
pelo novo amparo, que cm sua infinito bondade
Ibes manda'a. Para descrever taes impressoes
cumpre nao os sentir'em loda a sua ener-
ga, porque entre o peilo arfando, e a mo tr-
mula curio o espaco para atavies liller.arios.
Termino, pois, dizendo que o distinti orador,
caridoso Rvm
ment se calca aos pfs. ou prelende-se com se- I caso o juiz nao faria injuslica a alguera admitlin
rnt-.i,... ,.,.....',...., .' 1.. .. .... .,!.,.., .1. ...... r J......._;lt__ .
guranca e confianca faze-lo, e se abusa de sua
inlenco para se' rae fazer urna grande expo-
liaio
Clamo, porque, embora nao espere remedio da
revelacao de mais um escndalo, entre tantos
que todos os das se publicara, os clamores de
iniiiios um dia chegaro mu alto, e um dia serio
ouvidos por quem ludo ou muilo pode, e nin-
guem sabe quando comecr o remedio, que nem
sempre, nos males chroneos depois de nrna
grande crise ; porque depois de cheia a medida,
iio se podeudo acresecntar mais uma gota, nao
se pule mais desfarcar a verdade assim patente.
Clamo por que h inquidade de que sou vic-
ma^est na porta de cada um cidado, ora ba-
tenHo hoje n'uma. ora anianha n'outra, ora
Desse genero e de um modo, ora naquelle e de
modo differenle, porm sempre inquidade. Nao
juigo, portanto, oceupar em vo a attonco do
publico, oceupando-o com um objecto que me
diz smenle respeito ; porque lodos tem o p do
gigante sobre os peilos, a mo prestes a so lhe
enterrar as eiitrauhas ; lodos sentem o fio da
espada sobre a garganta, a clava levantada sobre
a cabeca, ludo a espreita da occasto meihor de
esmagar o fraco, para com os .'eos despojos se
multiplicareis as forras dos fortes. Todos digo,
todos o fracos, porque, quanlo aos fortes, entre
si elles se entendem. E em taes circumslancias,
quem nao tremer vendo a juslica na porta do
visinlio!
A juslica IV da juslica que eu me temo, da
juslica que todos tremem, lodos os que senteai
atacados seus direitos, porque o infractor entre
nos, quasi sempre o (orle, ou o protegido ou
instrumento do forte ; porque entre nos a juslica
s tem de juslica o nome, a capa com que se
cobre a inquidade. quando nao o instrumento
descarado de todas as iniquidades.
N'oulras parles ou n'oulros lempos, sao os
reos, os infractores que tremem dn juslica ; en-
tre nos inie daquelle que t o seu direito de-
pendente da imtica. A verdadeira juslica, se
nao excepcao, 'por que ha contendas o fra-
cos contra fracos, por que nessas lulas nao ha
quem se fie nella, e recorre aos meios exlra-ju-
diciaes de obte-la. Quando porm a lula do
Letras protestadas
Letras a receber......
Aluguel de casa.......
Foriiecimenlo.......
Jos Antonio de Fi gueiredo Jnior
Banco da Babia S/'C.....
Juros..........
Remessas........
Despezas goracs ......
Caixa...... .
Reis.
CRDITO.
Capital..........
Emisso.........
Depsitos da direoco .
Letras por dinheiro recebido a
juros .........
Tiliilosem cauco.....
Knowles & Fosler .
Bai..... da Baha N/C
Dividendos .
do uma illegalidade ; mas uma vez que tenho de
me oppr competencia da companhia para re-
querer a desappropriacao de raeu engenho,
claro' que o senhor juiz da Escada nao pode coji-
metier esta falta, esla illegalidade, sem commet-
ler uma Injusticia, sera ser o meio de se commet-
ler a grande inquidade d/i cspoliac.o que que-
rem fazer de minha propriedade.
Ora, o juiz mnnicipal da Escada lem gozado de
urna repulaco muilo merecida, de grande pro-
bidade e inlelligencia. Nao ha de ser com um
s acto de grando escndalo que deva manchar
sua carreira brilhanlc.
Porque razo as lulas da companhia da com-
panhia desappropriadora contra qualquer (fraco
se entende que fortes uo leva a companhia ao
judicial) porque razo nestas lulas desse cologo
ou gigante contra qualquer pigmeu, os juizesho
de tender sempro em favorecer companhia ?
Nao fallo de qualquer juiz, porm sim dos me-
liiores!
Porque a companhia perlenco a estrada do fer-
ro, e esta um bera publico, c do grandes van-
tagens.
Mas porque nao reflecten] taes juizos que o bem
publico nao carece [nem justo nem legal) de
sacrificar o bem particular ? Por ventura nao es-
t u companhia mais que garantida e. protegida
pelos oulros poderes ?
J nao o processo da desappropriacao para as
estradas de ferro to vilenlo ? Ja nao basta o
poder collocal da companhia contra qualquer fra-
co cidado ? Nao seria qualquer assim mais dig
no da protecQo do juizo, fazendo esle tudo o que
a seu alcance eslivesse para a companhia nao
abusar do seu poder contra os fracos? Parece
que estas consideradnos devera ser atlendidas pe-
lo muito probo e integro senhor juiz municipal
e caridoso Rvm Fr. Joaquim do Espirito Santo
fez uma allocuco, que a lodos parece obra dig- \ Cuntas correles com juros
na do sacerdote que rene vastos conhecimcn- Fundo d reserva,
los das cousas sagradas e profanas, o oslo depu-
rado. Lndicou rpidamente com muila verdade,
e nao menos elegancia, os bens que de. lo san-
ta inslituico ho de auferir, quer os infelizes [ Saques _. .
deshordados da fortuna, quer a sociodade em ge- Juros da garanta d'emisso .
ral. e particularmente os proprios membros da i Premios de saques e remessas.
santa Irmandade, que em suas con ciencias acha- Descontos........
rao a primeira recompensa, e a quero promelle Lucros e perdas......
ontras maiores, e ate infinitas o Divino Autor
de todas as misericordias.
Prouvera Deus que eu podesse exprimir ao
todo o que real, e profundamente senli em lo
simples, quo magestosa solemni jade, e que lo-
cando de egual ternura, e subsequente zelo, o
meu leitor, lhe incutisse no animo o vehemente
desejo, a vonlade ardenlo de contribuir para o
esplendor da sania casa, e para o allivio de lan-
as e to reaes miserias, santificando a un lem-
po sua alma, o cotilribuindo pan o bem com-
nium.
Recife,' 29 de julho de 1860.
O mais indigno o'os irmos.
782:191*377
80:I)IHI;II0II
li:86(l>WS
8:370*000
5:7:155280
18:6Htl$0 0
2,496:198ff88t
22:974*500
2:tui0:0(i0
1:5759000
7:7660485
2:684*266
3l:474S89f
2.6615135
82:4005114
9:2703270
6S2:661$725
4,l93;ao4S327
2,000:000$000
1,490:00)$000
80:0008000
64:399S714
28:965$678
226:081-5264
27:4149290
5:7593989
22.0633277
89690:10
61:0153153
5:069:344
66*780
181:4689519
27 5289
a. 0 OS O. tu 3 1 Horas 1 )
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1* ^1 ce 1^. O 1 Reaumvr. c c >
-^ OO O -1 O ce a . | Fahrenlieit
os OO tu OS GO b tygrometr
-1 en S OS ce ^1 en os Barmetro i
A noiie ciara com grandes nevoeirns,ventoSSE,
veio para o terral e.assim amanheceu.
OSCII.LACAO DA HAR.
Maixamar as 10 li 18' da manha, altura 0.25 p.
Preamar as 4 h 30' da tarde, altura 8.50 p
Observatorio do arsenal do marinha 2 de agosto
de 186Q Viscas Jnior.
Editaes.
Publicacoes a pedido.
Ris. 4,191:5013327
Dcmonstra^o do estado da eaiva.
Ou r o ( garanlia de
emisso) .... 12:742#000
olas do Ihesouro,
dito......376:333o0O0
Ditas desteban-!
co. .3
de 2009 18:8009
de 1009 10:200*'
de 509 l:15n,3
de 203 2:9809
de 10j 13:6509
------ 359:0753000
Dilas da caixa filial
Brasil.....
Prata c cobre .
------------46:780*000
do Banco do
187:8905000
9165725
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, era campamento da resoluco da junta da
fazenda, manda fazer publico, qu a arrematado
da obra do cemlerio publico da villa de Iguaras-
s foi transferida para o dia 16 do corrente.
E para constar se mandn afiliar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 1. de agosto de 1860.O secretario,
A, F. da Annunciaco.
Pela inspeceo da alfandega se faz publico
que no dia 6 de agosto vindouro, depois do meio
dia, se ho do arrematar em hasta publica, sen-
do a arrematarlo livre de direitos ao arrema-
tante, ns seguinles mercadotias j annunciadas
em edital de 30 das.
0 bariio da Victoria.
A ?3 de abril do 1814 um mancebo de 17 annos
de edade, lilho da Metropole, se Hou praca como
voluntario no Io balalho do fuzileiros da guar-
nico do Rio-do Janeiro, desss cidade, que sendo
enlao uma das mais importantes da colonia por-
tugueza, devia um dia ser a capital do imperio
da Santa Cruz.
Fazendo parle da expedico qae em 1817 so-
guio do Rio de Janeiro para Pernambuco, esse
mancebo apparecia depois com o Io balalho de
cncadores ao lado do governo provisorio, que
em Goianna se organisava semelhanca do que j
Ris. 624:661725
Demonstrando da emisssio.
Notas de 200*1" serio 83 16:600g
2a y
enlradas por su-
bsttluico nesle mez.
Notos de 100* Ia serie
2a
nesla provincia se havia inslallaco em 10 de fe-
da Esc ida, e quanlo mais que nao lhe peeo oulro veroiro do 1821. Desde essa poia a enanca por-
3,305 3,388 661:0003 677:600*
200 3,588 40:000S
242 3,420 3,662 2:200g
favor seno o do olhar smenle e pralicar na nos
sa causa o que legal, sem considrrticao aos fa-
vores fora da lei que oulro poder lenha feilo
companhia.
o senhor juiz da Escsda tem muila dignidado
o independencia pnra se importar pouro de des-
agradar a quera quer que seja quando cumpr6
a lei.
tugueza declamo que o homem era Brasileiro,
desde enlao o Brasil contou entre seus lilhos um
homem de coraeao que, uoso tornando inimigo
de sua trra natal, havia coraprehendido que lo-
dos os povos sao irmos, que sem deixar de ser
uma naco livre e independente, Portugal podia
acordar em que foase tambera uraa sua colonia,
que por lodas as razoes nao podia florescer afas-
50*. 3,220
20*
retiradas por su-
bstituirlo nesle mez.
10f
4,000 600 3,400 80:0003 12:000*
20,520 205:200*
Armazem n. 8.
Benlo Jos de Miranda. 7 caixa com 2 chapeos
de fellro enlre-fiuos, para homens, um 5OOO rs.
89000.
Marca FJC, 1 cax.a n. 1, con. 21 violas,
instrumento de msica, uma IO9OOO rs 409.
Marca FJC 1 dila n. 2, com 2 guitar-
ras, insrumento de msica, uma IO3OOO rs.
203OOO.
marca FJC. 2 violos, instrumento de mu-
sica, um 203000 rs.409000.
Sem marca, 4 saceos com folhas de loureiro,
pesando liquido 378 libras, a 400 rs. a liora
151 $200.
Marca COR, 1 barril vazio. valor I^OOO.
Marca TA, 1 dilo idem idem19000.
Marca TA. 370 garruchos de madeira, um
600 rs2223000.
Marca BS & C, 4 caxas com poulas de pariz.
de ferro, al 2 polegadas. pesando liquido 1643
libras, a 134 rs. a libra 220jl62.
Marca TC, 8 barricas com 720 vidros com
agua de soda, pesando liquido 648 libras, a 1*000
rs. a libra-6183000.
Marca SS, 100 caxas com velas stearinas, com
2135 libras, a 500 rs. a libra1:217*500.
Mnica DPC, 3 cestos grossosj usados, um 320
rs.960.
717:600* Marca BP, 2eaxas de pinho pequeas, vazias,
uma 320rs.-640.
Armasem n. 9.
Sem marca, 6 potes cora passas miudas um pou-
co avariadas, pesando liquido 176 libras, a 33
366:200* rs. o pote18eO00.
Marca letreiro, 1 erubrulho contendo uma du-
161:000]) zia de camisas de raadapolo ordinario para lio
mera, com peilos de linho, valor 233000 rs., o
duas camisas entre-linas de ponto do meia de
algodo, uma 87518750 rs.total 249750.
Marca BS & C, 1 gigo pequeo com amoslras
de louca, n. 3, pesando liquido 20 libras, a 200
68-000* rs1. a libra49000.
Marca P & C, 6 pellos inteiras de sola, pesan-
do 102 libras, 680 rs. a libra69*360.
lo31 de Janeiro de 182, foram sorteados e de-
signados oscidados seguinles :
Preguezia de S. Fr. PedroGoncalves.
Antonio Alexsodre Martina Corroa Bastos.
Antonio Joaquim Seve.
Antonio Raimundo P#es Lima.
Francisco de Paula Pereira de Andrade.
Innocencio Garca Xavier.
Joao Francisco Puntes.
Jos Loureuco de Sanl'Anna Barros.
Manoel Jos da Silva
Jos de Carvalho da Costa.
Santo Antonio.
Antonio Bezerra de Menezes.
Dr. Filippe Nerv Collaco.
Joao do llego Pacheco.
Jos Lopes de Farias.
Jos Joaquim da Cunda,
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro.
Severiano Jos de Souza.
San-Jos.
Henrique Augusto Milet.
Joao Jos Lius.
Francisco Antonio de Brilo.
Angelo Custodio Rodrigues Franca.
Antonio de Souza Molla.
Francisco Jos Duarte Camarso.
Boa-Vista.
Antonio Carneiro Hachado Rios.
Fsancisco Antonio Cavalcanti Cosseiro.
Lu/ Jos Nunes de Castro.
v I Joaquim lavares Rodova'.ho.
Jos Joaquim de Miranda.
Francisco Rufino Correia de Mello.
Jos Nemesio de Olinda.
Afogados.
I.iiiz Joaquim de Albuquerque Carneiro.
Joaquim Ceelho Cintra.
Joao Antonio de Pigueiredo.
Jos Florencio ae Olivcira e Silva.
Poco da Panella.
Mr. I.uiz Francisco Helero.
Sebastio Correia de Alt.oquorque.
Eugenio Marques de A mor m.
Varna.
Jos Jaeqties da Costa Guimares.
Joo Baratista da Silva.
Manoel Soares Mendes.
S. I.tiureneo.
Francisco de Paula Cavalcanti da Si'.velra.
Chiisiovo Vjeira e Mello.
Manuel Juliaoda Fonsera Pinho.
Jaboalo.
Prantiseo Anlonio Borges.
Pedro Gonralvrs da Rocha.
Munbeca.
Manoel dos Sanios Olivcira Goncalvcs.
Bernardino Ferreira da Cruz.
Agoslinho Rodrigos Campello.
A todos os quaes e a cada um de per si. bem
como a todos os inleressados era geral se convi-
da para comparecerem no pimeiro andar da
casa que foi cadeia, na sala das sesses do jury,
lano no referido dia e hora, como nos mais dias
seguinles eniquanlo durar a sesso, sob as penas
da lei se fallaren).
E para que chegue ao conhecimento de todos
roandei nao s passar o presente que ser ldo e
afiliado nos lugares mais pblicos tiesto termo e
publicado pela imprensa, como remetler ganes
aos subdelegados do termo para publicaren) e
fazer as noticacoes necessarias, aos jurados, aos
culpados e as le'slemunhas que se acharem nos
seus distrelos.
Cidade do Recife 27 do julho de 1860.Eu Joa-
quim Francisco de Paula Estoves Clemente, es-
crivao do jury osubscrevi.
0 Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, manda faier publico, que do dia 2 do cor-
rele por dianle pagam-sc os ordenados dos
enipregados provinciaes, vencidos no mez de ju-
lho prximo lindo.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 1. do agosto de 1860.O secretorio.
A. F. da Annunciaco.
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, o
juiz de direilo especial do commercio nesta ci-
dade do Hecfe e seu termo, provincia de Per-
nambuco, por S H. o Imperador, a quem Dos
guarde, etc.
Fuco saber aos que o presente edital viten, 6
delle" noticia tiverem quo no dia 18 de agosto
do corrento anno se ha de arrematar cm praca
publica deste juizo e sala das audiencias os bens
seguinles : diversas pecas de obras de prata cum
o peso de 2352 oilavas'a 300 rs. .1 oitava, ris
750-600 ; 33 trancelins chatos co... -JO oilavas a
5* o oitava, l:0OCg: 2 rosarios com 8 oilavas
ambos por 40* ; 110 anneis com pedras o sem el-
las pesando7-t oilavas a 5$ a oitava, 370$; 15 pares
de argas cortadas com 16 oilavas a 4-5a oitava,
64j}; 11 ditas de filagran com 8 oilavas a 4$ a
oitava. 32*; 85 pares de argolas lisas com 18 oi-
tavas a 4j>a oitava, 72g ; 4 coreas de filagran
com 22 oilavas a 5J a oilava, 110* ; 5 medalhas
com o peso de 7 oitavas a 4* a oilava, 28* ; 1
cruz para rosario com 2 oilavas por 8j; 3 casso-
letos com 6 oitavas a 6* a oilava, 363 '. 4 *"
e meia de cordo cora 32 oilavas a 43 a oilava,
1283 ; 5 varas e meia delrancelira com 23<>ilavas
a 4* a oitava, 929; 2 varas de collar com 7 oitavas
a oitava. 28* ; 10 resplandores de ouro com
21 oitavas a 5g a oilava, 105; 6 cadeias de col-
lele com 39 oitavas a 5 a oilava, 195* ; 8 dere-
cos de ouio completos com 60 oilavas a 5* a oi-
tava 340J ; 100 pares de rosetas cora 118 oitavas
a 53'a oitava, 590; 35 meios adrenos com o
-

T V

: ;


(*)
peso de 139 oilavas a 5 a oilava. 695* ; 30 pul- d progo e ires pracas. vireru, que pur esle-ilM-
ceiras seudo uma de coral com 160 oilavas a 5$ z0. unu, que sejaei os ditos prcges e piacas
a oilava, 8003; 15 pares de brincos cora 26 oilavas ; tem dc ser arrematado a qiiom mais der e maior
a A% a oilava, 140g; importanto os mesmos objec- : ',1lice ollerccer, no dia 6 do agosto vindouro s
tos na quantia da 5:542*600 ; 1 casa terrea sita \ horas da manhaa, era casa das audiencias^ 82
na ra das l.arangeiras n. 19 da freguezia dc San-, brabas e meia dc trra, do sitio de Lameiros, que
to Antonio do Rccifo avaliada cm 2:5009, os j foram penhoradas a Herminio Delphino do Nasci-
quaes bens sao perlencenles a Joo P jIo do ment Lima, era execucao que Ihe move Manoel
Souza, e \5o a praca por execucao que lhe enea- Ribeiro do Carvalho e Caetano Agapito de Souza,
reicha Migad Archanjo de Figuiredo e nao ha- ruias bracas sao as constantes da respectiva ava-
vendo lanzador que cubra o preco da avahado, liacao, existente era poder e carlorio do escrivo
sar a arcemalaco (cita pelo proco da adjudica- ao com o abato da lci. Nos ahaixo assignados, avaliadores juramenla-
2a 1U0 ohegue ao conhecimento de todos ""s em observancia do respectivo mandado do
maiiaei passar editaos que serao publicados pela Il'ra. Sr. Dr. juiz municipal de Pao d'Alho, e a
mpreosa e afllxados nos lugares do coslume. requcriraenlo de Manoel Ribciro de Carvalho e
'Cidadc do Recife de Pernambuco, aos 26 de Caetano Agapito do Sauza por execucao que mo-
jiilho de 1860, 39. da independencia c doimpe- i vem a Herminio Delphino do Nascimento Lima,
np i .'.. certificamos que fomos ao lugar de Lameiros para
lu Manoel Mana Rodrigues do Nascimcnto, es- ; avaliarmos ura sitio neste lugar com 553 bracas
envao o subscrevi. de testada e meia legua de fundo, do qual lera o
Anselmo Francisco Peretti. mesmo Heiminio urna parte, e lhe damos o valor
. ~~ Pcranlc a cmara municipal desta cidade! de &> rs. a braca. Villa de Pao d'Alho, 7 de ju-
rao praja nos das 6, 8 e 10 de agosto prximo "'o de 1869.Aloxandre Barbosa da Silva.Joo
vindouro, para sercm arrematados por um anno, | Anoslacio Camello Pessoa Jnior.
tiARlO t)E PRSAMEUCO. ^- SEXTA fElRA 3 DE AGOSTA i DE ig60>
15 0019000
l.V50l$000
1:701.-000
202.21 '00
518923:1
502*01)0
*
nao podero
anles dos
L' assim serao as ditas bracas arrematadas a
quera mais der e maior lanceofferecer 110 dia e |
hora cima indicado.
E para que cht-gue a noticia de todos, mando
ao porteiro do juizo aflixe o presente no lugar
do coslume, c que passo a respectiva certido.
Villa de Po d'Alho. 10 de jiilho de 1860.En
Benedicto Manoel Carneiro da Cunha, escrivo no
impedimento do escrivo Kangel o escrevi.
Francisco Teixeira de S.
Beeiaraces.
as segrales rendas monicipacs :
Imposto de afleiices
dem de 500 rs. por cabera dc gado
dem de medidas de familia
dem sobre mscales e boceteiras
dem por |i de coqueiro
Aluguel da casa da ra da Florentina
dem de tullios dos acougues
Os que pretenderem arrematar,
licitar sera que tenham aprcseiitado
indicados das as habilitaces dos seus fiadores.
Paco da cmara municipal do Recife era sessao
de 30 de julho de 1860.Manoel Joaquim do
Rogo e Albuqucrque, presidente.Manoel l'cr-
reira Accioli, secretario.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, era curoprimenlo da ordem do Esra. Sr
presidente da provincia de 28 do correntc. manda
lazer publico, que no dia 9 de agosto prximo lu-
luro, peranto a junta da mesina thesouraria se
hade arrematar a quera mais der, o imposto dc
doOO, sobre cabera de gado vaceum que fr con-
sumido durante o liiennio de 1800 a 1863, nos
municipios do Rio Formoso, Agua-Prela e Scri-
nhdem, servindo de base a essa arrenialsco os
presos offerecidos por Francisco Alves de Miranda Brim da Russia 30 peras'
\owjao, ist.ie. 2:000, pelo imposto do Rio For- Cobre do 20 a 2 O/a *
moso e Agua-Preta e 500 pelo de Serinhaem. dura 300olhas.
ludo animalmente .devendo ler logar as habilita- Dilo de 20 a 30 0/0, dem dem 200 folhas
8 nos das 2 c 4 do referido mez de agosto. Fio dc vela 50 libras.
A arremaldcao sera feila por lempo de tres an- '
Peraute a cmara municipal da ciflade de
Olinda estaro novamente em pregao nos dias 3,
10 e 17 do mez de agosto prximo vindouro., para
serem arrematados por venda, na forma do arti-
go 28 da lei provincial n. 474 de 5 de maio do
anno de 1859, o lelheiro quo serve de matadouro
publico, avahado em 400, o o predio contiguo a
igreja de S. Sebaslio da musma cidadc, com 62
palmos de frento, em chao foreiros, avallado
em 2:000, visto nao torem jpparecido licitantes
as pracas dos dias 22 c 29 de selerabro, 6 e 27
de outubro do dito anno: o. pretendentes podem
comparecer no paco das scsiOesda mesraa cma-
ra nos referidos dias.
Paco da cmara municipa. da cidade de Olinda
em sessao ordinaria de 27 te julho de 1860.
Joaquim Cavalca ti de Albuqucrque,
Presiilente.
Eduardo Daniel Cavalcanli Vellez do Guivara,
Secn lario.
Crrelo gural.
Relafo das cartas segu-as, vindas do norte,
e das existentes na administ -aro do correio des-
la cidade para os senhoreg ib'aixo declarados :
Anlonio Duarlc Carneiro Vicua.
Antonio de Moraes Gomes Ferreira.
I Antonio Ribeiro Paz de Avilla.
Baruab Elias da Rocha Cal eiros.
Carlos Justiniano Rodrigues.
Candido da Silva Penante:
Dr. Leodoro Ulpiano Coelhc Catanho.
Elias Frederico Almeida e Albuqucrque.
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira,
Dr. Francisco Pinto Pessoa.
Goucalo da Silva Forte.
Gnilherme da Silva Guiraares.
Joaquim Antonio de Faria Birbosa (2)
Joaquim Vilella de Barros.
Jos Anlonio dc Figuiredo.
ju Lima (2).
Jos Rabello Guiraares.
Manoel Ildefonstj de So
Scverino Pinto.
SimSbVMh1IiS"r' Ludero de Pinh0-
Simao Velhode Quti Coutinho (2).
as malas, que tem de condu2r
*Oyapock fiara os portos do
hoje (3) 4 1 hora da tarde.
meto da.
o vapor
sul serao fechadas
os seguros at o
Caixa Gliai do banco do
Brasil.
Resolveu a direcloria da caixa filial
que desetembro prximo em diante nao
serao admittidos a descont ttulos, cujos
vencimentos se realisarem em uma mes-
ma data, quando o numero delles fr
incompativel com a respectiva cobran-
ca em um s dia, o que manda fazer
publico para que os signatarios do con- oras em Pon,-
venio de 6 de fevereiro prximo passado
satisfazendo ao art. 3 do raesmo conve-
nio, tomem as providencias necessarias
era ordem a conciliar os prazos dos di-
tos ttulos com o servico da mesma cai-
xa. Recife 13 de julho de 1860. O
chefeda contabilidade, Ignacio Nunes
Correa.
vestido, mesas, banca, cadeiras, la-
vatorios, espelhos grandes, candela-
bros, cama, louca de porcelana para
jantar, relogios e outros objec tos que
se tornam enfadonho mencionar : na
ra do Pilar ultima casa amarella
pertencente ao arsenal, defronte do
Sr. inspectode marinha.
LEILAO
DE
Vaccas de leite e garrotes.
Sexta-feira 3 do corrente.
O agente Camargo lara' leilao no seu
armazem na ra do Vigf.rio n. 19, de
excellentes vaccas de leite e garrotes, as
Consclho de compras navaes.
Tendo de promover-ae a acquiaicao dos objec-
| los do material abaixo derlarados, "manda o con-
silho fazer publico, que tratar dislo em sessao
de do mez prximo, vista de propostas em
carias fechadas, arompanhadns das amostras de
que conber na possibilidade, enlregues nesse dia
ate s 11 horas da manlia.
Objectos.
Pan o consumo do arsenal
e navios..
com a competente prega-
presente e
nos a contar do 1." de julho do correte anno a
30 dejunho de 1863.
As pessoas que se propozerern a esta arrema-
tado comparecam na sala das sessoes da mesma
junta no dia cima mencionado pelo meio dia
com suas proposias em cartas f-chadas.
E para constar so niandou affixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
oambuco 30 de julho de 1860 -O secretario,
A. F. d'Anuunciacio.
O Illm. Sr. inspector da thesoura'ria pro- '
i!, cm cuinprinioiito da ordem do Fxra. Sr
presidente da provincia de 12 do correnlo, e de '
conformidad* com o 15 do art. 26 da lci do or- '
menlo vigente, manda fazer publico que no dia
11 de agosto prximo futuro, perantc a junta da
mesma thesouraria, se ha de arrematar a quera
por menos lizer, a obra a fazer-se na parte do
hospital Pedro II, que tem dc ser concluida, ava-
llada era 50:lG8j)500.
A arremataco ser frita na forma da lei pro- I
i racial n 313 de I de maio de 1834, e sob as clau-
sulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerern a esta asrema-
ljao, comparerara na sala das sessoes da mesma
junta, no da acuna declarado, ocio meio dia e
competentemente habilitadas.
E para constar se raandou affixar o
publicar pelo Diario.
Societaria da thesouraria provincial dc Per-
nambuco 23 de julho de 1860. O secretario,
Aulonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaos para a arrematado.
I. A obra ser principiada um mez depois da
arremaiacao, e concluida no prazo de 18 raezes
- O arrematante ser obrigado a altrnder as
rva;oes lendcnles a boa execucao da obra
leila pelo engenheiro encarregado d'a obra.
3.d Ser obrigado a receber para empregar aa
todos os materiaes, portas c grados, ele
que exisurou fritas, pertcncenie ao edificio pa-
ra o que indagara quando tenha de construir'uma
! rtn, caiMlhos, stadede ferro, etc setaesob-
jectos cxistirem teitos.
i- 'O pagamento ser dividido em cinco pres-
S iguaes, correspondentes cada uma a cada
quinto da obra que seja lerruinado.
Descontar-se-ha cm cada prestarjo que le-
!..ia de receber a importancia dos objectos que
ventura tenha empregado perlencente ao
bdilicio, tirados os preros de cada um delles do
orcamento junto, para o que preceder ao p'a-a- '
inrnlo um alleslado que scientiique ao governo '
luaes os ditos objectos que foram empregados
na parle a pagar.
6.a Observar-se-ha para ludo o mais disposlo
na le provincial, n. 286Conforme = O secre-
tano, Antonio Ferreira d'Annunciarao".
I.ivros mappas .
Ditos pautados 4e 200 felhas 10.
Ditos ditos do 150 fulhas 15.
ilos ditos dc 100 ditas 20.
Ditos ditus de 30 ditas 20.
Lapis 12 duzias.
I.ona ingleza, estrella, dc ns. 1 a 4 100 eras.
Paos de lacre 50. '
Plvora grossa 40 arrobas.
Dita fina 10 arrobas.
Pranchcs de piroba, potumuj, clauba, guarab,
ip, macaranduba, coborahiba, jatajahy, sicu-
pira, lapunhaa, grapinhapunha, olandim, raan-
go o o na falla dc pao carga ou pao d'oleolOO.
I araliisos de metal de 1 a 3 pollegadas lOgrosas.
Irados du 5, 6 e 7/8 20.
Vergalhes de ferro redondo, de i, 5 e 6/S 90.
I Tara as obras do porto.
, Cemento claro do Boloiiha 1,000 barricas dc 10 a
12 arrobas rada uma.
Pinho do rezina 10,000 ps.
Podras era cubos preparada para calramea-
lo 6,000.
De igual forma tem o mesmo consclho de con-
tratar cm dita sessao o fornecin.ento, por lempo
a decorrer al O liui desetembro prximo, de
dietas para os navios da armada c cslabelccirten-
tos dc inarinlia, sendo composlas dos seguinles
objectos :
Aramia, Iclria, assucar braiico refinado, bola-
chinha, cevadinha. th, gallinha, manleiga, ta-
pioca, vinho de Lisboa.
Sao as condicocs para a cffectuacao dos con-
tratos qnr acerca da acquisiciio dos" objeclcs do
material, como do uriiocimelo das dietas, su-
jeilarem-se os contratantes a mulla dc 50 0/n do
valor do que nao entregaren) da qualidade e na
quanlidadc contratados, alm dc carrrgarem com
excesso do preco no mercado, se o houvrr, por
motivaren estas faltas ah recorrer-se e serem os
mesmos contratantes pagos da venda ou orneci-
raento do mez, logo no posterior. Acrescc, acer-
ca do fornecimento, que tcem os contratantes de I
aprescniar fiadores, assignarem com elles os '
contratos na mesma occasio.
Sala do consclho dc compras navaes, em 28 de
julho de 1860.O secretario, Alcxandre Rodri-
guos dos Aojos
Conseliio administrativo.
0 consclho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, leui de comprar os objec-
tos seguintes :
Para o 4." balalho de artilharia a p.
1 bandeira imperial, 1 porte para a dita, 1 has-
tia para a dita, 1 capa de brim rara a dita.
THEATRO
DE
SANTA ISABEL
COJIPAMIIl LRICA DE G. MIRINANGELI
Sabbado 4 de agosto
RECITA EXTRAORDINARIA.
Representar-se-ha a opera de Verdi :
TRAVIATA.
\GENTE
CAMARGO
tara leilao em seu armazem na ra do
Vigaro n. 19, de diversas obras de mar-
cineiria : sexta-feira o do corrente as
11 horas.
eilao
SEM LIMITES.
Purre Palis, desejando acaba com
sua oflicina de marcineiro, fara' leilao
por intervencao do agente Costa Carva-
lho, de todas as mobilias e Ferramentas
D-so 23S000
pelo aluguel de uma escrava que saiba comprar
e coznhar o diario de uma casa depequena fami-
lia : na roa do Imperador, livraria n. 79.
Vinho a 480 e 400 res a
garrafa,
manleiga ingleza a 960 e 880. franceza a 600 rs.,
queijos a 2^240, doce a 803 rs., batatas a 80 rs. a
libra, arroz a 120, talharim a 320,aletria a 400 rs.,
toucinho a 360, espermacete a 680, bolachinha
ingleza a 240, milho e arroz a 280 s cuia,- azeite
de Lisboa a 640, vinagre a 280 rs. a garrafa, cha
a 2#: no largo do Paraizo, taberna da estrella n. 14.
Batatas a 80 rs, a
libra.
Vendera-sc batatas a 80 rs.: na travessa do pi-
teo do Paraizo n. 16, casa piulada do amarello.
John Hodgson e sua senhora, subdilos iu-
glezes, retina se para o Rio de Janeiro.
O abaixo assigoado, vendeu a parte que l-
Dha na taberna sita uo pateo do Terco n. 23 io
Sr. Manoel da Silva, a qual gyravasob a firma
social de Cunha & Pereira, a qual ficar sendo
Manoel da Silva & Compauhia, ficando o socio Ma-
noel da Silva obngtdo por todo activo e passivo
da parte quo me pertencia da amiga firma o
paia que cheguc ao conhecimento das pessoas
que possaraintcressar iiz aprsenle publicaco.
Recife, 2 de agosto do 1860.
Joaquim Jos Pereira da Cunha.
Aluga-se um terceiro andar c soto cora
grandes coramodos: a ifatar na ra da Proia nu-
mero 59.
Vende-sc uma armarjo de ura deposito na
roa de Dorias : quera quizer Iralar dirija-se ao
mesmo numero 39.
Charutos baratos.
psito da ra das Cruzes n. 41. uu no "
Precisa-se arrendar
na
para
ra da
feira o de agosto as 11 horas
na ra dos Guararapes n. 00.
Avisos martimos.
Principiar s 8 horas em ponto"
Rio Grande do Sul e Porlo
Alegre.
C01PANBIA TERJAMBUCANA
segu com toda a brevidade o patacho nacio-
nal Venus : para o-resto da carga que lhe fal-
j ta, Irata-se na ra do Brum n. 16, armazera de
Manoel Jos de S Araujo.
CE
que no
concurso
inciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria dc fa-
zenda desta provincia manda fazer publico de
coniormidade ccm as ordens do thesouro nacio-
'I % ? e d,: (i de JUDho ul'irao,
da 10 dc selerabro vindouro se far
nesla thesouraria para preenchimenlo de n
uma vaga que ha de praticanle na mesraa, e ou-
tra na reeebcdoria dc rendas inlernas desta ca-
nal. Os que pretenderem ser admittidos ao can-
i, deverau apresentar nesta secretaria seus
icqiicnraontos instruidos dos documentos que i
provem : 1." terera 18 annos completos de idade '
z. estarem Iivrcs de culpa e pena : e 3. um
I ora procedimcnlo.
Os exames neste concurso
tura, analyse
ihmlica, at
pena
versarao sobre lei-, COlhd S desde 8S IlOtaS
graramalical, orlhographia, e ari- la ^
imiie a iheoria das proporcoes inclusiva-jC 10,000 e ZO^OOO da
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per
nambuco 20 dc julho de 1860. O olkial maior
Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
Navega?o cosleira a vapor
O vapor Persinunga, conimandanle Lobato,
segu para os portos do sul de sua escala no dia
5 de agosto s 5 horas da tarle e recebe carga
at o dia 3 ao meio dia ; pass.igens, cncommen-
das edinheiro at odia da sa lida ao meio dia ;
escripiorio no Forte do Mallos n. 1.
Para a Parahiba, a barcaca Dous de Julho,
| .riestre Joo Pedro da Silva, a carregar no trapi-
che do algodo : os carregadores podem cnten-
der-se com Joo Jos da Cunha Lopes, na ra da
Cruz u. 15, segundo audar.
Aracaly.
O hiale Vdela recebe rarga a frote e pas-
sageiros ; a tratar com Caetano Cyriaco da C. M
ao lado do Corpo Santo n. 25, primeiro andar.
Rio de Janeiro.
Opalhabotc Artista segu com brevidade,
Quem quizer vender tacs objectos aprsente as [,ccebe C,rSa a frete e passageiros ; a Iralar cora
suas proposlas em carta fechada, na secretaria Caelano Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo Sanie
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 6 de "- 2j- primeiro andar,
agosto prximo vindouro. R'lhil
Sala das sessoes do conselho administrativo, n k;,i c "auia\
para fornecimento do arsenal de "uerra 30 d.' sanio Amaro anda podo rocebercar-
julhode 1860. S-1.' a tratar cora Caetano Cyr'aco da C. M. ao
Denlo Jos Lamenha Lint. do Corpo Sant0 n- 23 Pf'meiro andar.
Acaraci.
0 palhabole Sobralense racebe carga a frete
e passageiros ; a Iralar cora Ci.clano Cyriaco da
C. M. ao lado do Corpo Santo n. 23, primeiro
andar.
Para Lisboa
vai seguir riageni com a maior presteza, cjm a
SO flllf*, IP7 T>arn CPPPm PA iu'lrS'1 quP llvcr a bordQ- bri3,,e porluguez So-
^\J V|UC ItA pdld SCrClD re- ,berano,> ; os pretendemos c; rg e passagens,
dinjara-se ao consignatario Thomaz de Aquino
Fonseca, na ra do Vigario n. 10, primeiro an-
dar, ou ao capilo na praca.
Leiies.
LEILAO
Coronel presidente
Francisco Joaquim PereiraLobo,
Coronel vosal secretario interino.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
interino
O Dr. Ernesto de Aquino Fonseca, cavallfiro da
rdera de Christo, juiz de orphaos do termo do
por S. M. o Imperador, que Dos guar-
: emissao do banco.
Vaccina publica.
Em frente da alfandega.
O agente Anlunes far leilao hoje cm frente
da alfundega dos seguinles gneros :
6 duziasde vermouth.
90 caixascom charutos delfavana.
6 quartolas com vinagro.
90 du/.ias conhac;em carxas.1
2 barris de dilo.
4 dilos do vinho Sherrv.
1 barril com genebra ingleza.
Principiar s 11 horas em ponto.
LEIL
Quinla-feira 2 de
O agente Carilargo far lei-
lao de uma porcao de barricas
de sardiuha, defronte da esca-
dioha armazem do Sr.
no mencionado dia s
ras em ponto.
Avisos diversos.
um sitio que
tenha boa casa de morada, baixa
capime pasto para jado
e mais utencilios de sua oflicina : sexta-1 Praia armazem n. G.
em ponto
Candido Nunes de Mello & C ,
amigavelmentepede a seus freguezes de'
contas de Itvros, para que venham sal-
Jar suas contas ate o Ora do corrente
mez, sob pena de declarar os nomes dos
devedoies por estenso mostrando as da-
tas em que foram ellas contrahidas.
Xa ra da Cadeia do Recife n. 53, terceiro
anoar, so dir quem vende uma escrava cabra de
18 annos de idade, que sabecozinhar, engommar
c iuV3r.
-- Declaro que o annuncio que tem sabido nes-
: lo Otario cm letras iniciaos de A. F. de M. nao
se emende cora o Sr. Anlonio Ferreira Monteiro
e sim com outra pessoa.
Precisa-se deumeaixeiro de 14 a 18 annos.
para taberna, que tenha pralica da inesmi : na
ra do Caldcrciro n. 60, se dir quem precisa.
liento Gonralves vai ao llio de Janeiro.
A. Garnier vai ao Cear a negocio.
Precisa-se alugar um sitio : quera o livar
! dirija-se a ra do Crespo n. 25 A.
Prccisa-sc de um caixeiro portuguez de 1
a 20 annos para Irabalhar em uma fabrica de
las dc carnauba : quem quizer v
, casa n. 59.
Olfercce-se
que sabe bem descmocnliar sua arlo :
pcrteilaraente de macas e doces; quem precisar
do seu presumo, dirija-se ra
Novo n. 28.
Corapram-se
P*m*mhm*tm.
Sao convidados os senhores socios cffectivos
para comparecerem domingo 5 do corren." a 10
horas da manhaa, aim de reunidos era ssem-
Htegml empossarem o consclho alSSSSe
Secrelara da Associaro Tvpograpliica Per-
nambucana, 2 de agosto de 18 J. L. Dornctlas Cmara,
Io secretario.
ve-
a ra Direila,
i ura bom cozinheiro estrangeiro
iesemoenhar sua arle : cninm!
entonde
agosto.
Annes,
11 ho-
A ofTiicialidade do primeiro batslho de
intantam da guarda nacional deste muni-
cipio, ainda repassada de dr, pela prema-
tura morlc de seu presado o eslimado rol-
lega o capito Luiz Francisco Moreira de
Mendonra, prevalece-se da occasio para
agradecer cordialraenle aos Illms. Srs
cheles o ofiiciacs do primeiro bat-ilho de
arlilliaria, segundo e terceiro de iiifanlaria
e mais amigos que se dignaram assistir os
exequias d'aquelle finido, caridade rom
que se. prestaran) a dar to significante
prova de amizade ao seu irmao d'armas, e
bem assim os convida para assis'irem' a
missa do stimo dia pelas 7 horas da ma-
nhaa que tei lugar sabbado 4 do corrente
no convento do Carmo.
I). Josepha t.uthalia P;ssoa Machado
agradece nao briosa oliicialidade do
primeiro balalho do fuzileiros da guarda
nacional e a mu digna Associacao de Soc-
ros Mutuos c Lenta Emancipac dos Cap-
tivos, o auxilio que prcsiarar ao seu fal-
lecido marido Manoel da Hora Machado
duranto a sua enfrrmidade, mas tambem
as possoas que se dignarara
ferrlro at o cerrfiterio.
acompanhar o
Nova n :l.
do Trapiche
raoedas de 205000 :
na na
P.fnlo Xivior Concalves Vicira, subdito poj-
tuguez, segu pata a Europa. v
A pessoa queannunciou precisar de OOO"
a juros sobre hypothcca. dtra-ae j ra da Con-
ro.oooda noa-vista. casa dc Ires porias a pri_
meira do ladodireilo em que mora o Sr. Ca in-
do Ferreira Clao,que ahi saber quera d o di-
nhciro. *
Ao E\m. commandaQte das
i
Pede-se a S. Exc. d providencias aGm do oue
as pracas de prct dos corpos desta guarnicSo, quo
nao torem cadetes, nao andera vestidos paisa-
J prejudicial a disciplina e
Hecife,
de. etc.
Faro saber
aos que o presente edilal vircm
venda a quera mais der, na porta da sala das au- .
diencias, e lidos os dias da lei, as seguintes Pro- i In*Pe*V <**> arsenal de marinha.
recisando a rompanhia de aprendizes artfices
Transmissao do fluido de braco a braco, as
quinlas e domingos, no torreo'da alfan'de'ga e
nos sabbados al as II horas da manhaa, na re-
sidencia do commissario vaccinador, no secundo
andar do sobrado da ra estrella do Rosario nu-
mero 30.
Lima,
dcslc arsenal, de um cozinheir'o e dous serven-
tes convida o Illm Sr. inspector a quera queira
assim servir tendo a precisa idoneidaJe, a apre-
senlar-sc-lhe cora a maior brevidade ; sendo o
!flmo"n--i;ozi.nheiro3o9n,ensaes e dos ser-
- de Pernam-
, era 2 de agosio de 1860 O secretario. Ale-
re Hodrigues dos Anios
priedades
L'm sitio de trras denominado Allemao. com
algumas rructeiras, exlremando Pela frcnle cora
o sitio Riacho da Estiva, pt-rlencenle a vuva e
herde.ros de Jos do Monte Lima, pela parle do
nascente na linha de sul a norte do marco da es ,
irada ale o nacho Passo da Ibura e dito sitio Es-' venles 800 rs- dar'os.
Uva e pela parte do norte, ao poente, cora ter-, InsPec,:-a do arsenal de marinha
ras doengenho Ucha, tendo 2,380 palmos de buco' em 2 '
irenle e 4.000 de fundo, com duas casas de taina xandre Rodrigues dos Anjos
coberlDs de telhas, avaliado por 5:0005000.
ripimhren d mal!8s caPeiras. denominado
f'i't1'1.7 m,esmo'g da Ibura, exlremando
cora ierras de Jos Rodrigues de Oliveira
avahado por 1:500*. "'eir
do^c'scanTerai.o1 u!^0??"' denoroina- i ,e"de; Pois- ^^nrnViiS'p^is deTon
Outro terreno de maltas capoeiras. junto a la-
oa denominada Zumbi, no sobredito lugar da
- ira, o qual extrema com o sitio Estiva, e com
in^irMS d.e A,lbuq"erque, avaliado por
-./.KigOOO sendo o total do valor do silio e terre-
nos annexos a quantia de O.OOOSOOO ; lodas es-
vas propriedades situadas na freguezia dos Afo
gados ; sendo o dito sitio e mais terrenos per-
tenccnles a v.uva e herdeiros do finado Antonio
Alves Fcrrcra, e vai praca por determinar"
tr\l JUIZ0'ua re1"erimento de Anlonio Pereira
de O iveira Maia. credor hypothecario do referido
Arsenal de guerra.
O arsenal de
;uem, quem
LILAO
DE
COHPAMIA BRASILEIRi
DE
fIlETO itlltl.
O vapor Oyapock, commandante ocapitaotc-
nente Santa Barbara, espera-se dos porlos do
norte al o da 10 do corrente mez, quando de-
ve seguir para Macei, Baha e Rio de Janeiro
Recebe-se desde j passageiros e engaja-se a
carga c encommandas que o vapor poder condu-
zir, sendo despachada cora an ecedencia al a
-espera de sua chegada : agencia ra do Trapi-
che o. 40, escripiorio de Thomaz do Faria.
Urna taberna.
guerra precisa costurar as pecas
ae lardamenla. que abaixo se
17 de marco
pre-
for-
D-erra de
ultimo, aprsenlo suas propostas
em carta fechada na directora do mesmo arse-
nal no da 6 de agosto prximo futuro pelas 10
Horas da manhaa, as quaes devem precisar o
menor preco do feit'o de cada peca de farda-
mento, bem como apresentar fiador* idneo.
alcas de brim branco......ic69
Ditas de panno mesclado. ..." -yj
Camisas de algodozinho. ..'."' 140
>8E* de2ue,ra de Pernambuco 30 de julho
ue looO.O amanuense,
Joao Ricardo da Silva.
.; t) abaixo assignado lancadoj da recebedn-
nesino oe\J l K.A l'KV-n ,d"a. em 7 do dos 2 e 3 do ari. 37 do reclmenlo de 17 de
l-\m.Z?!J\hn0?.3 da manhaa depois de fin- marco deste anno, pelo presente avisa aos do- conherid ^
do Illm. Sr. Dr. juix de orphaos. nos. gerentes ou procuradores dr lojas e mais iCOnnecidd barca Recite, a qual
interessar
GOMPAHIU PERYiMI.lCAM
nF.
Navegagao costeira a vapor.
O vapor Iguarass, commandante o segundo-
n^iM- Alv,es Moreira, segu viagem para os
portos do norte de sua escala at o Cear no
da 7 do agosto s 5 horas da larde.
Recebe carga para o Cear al o dif 2, para o
ia.^ d 3. Ass. Natal e Parahiba nos '
t* \f ?, a, mC, dia- Escripiorio no For- :
te do Mallos n. 1.
Para o llio de Jmoiro. ^
Vai seguir com toda*a brevidade com
a carga que bouver, ra velerra e bem
se
PELO AGENTE
JOHOA
I O referido agente autorisado pelo
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commer-
, ci, e requerimento dos depositarios da
massa fallida de Jos Francisco Rodri-
gues da Costa, fara' leilao da dita taber-
na sito na ra Nova n. 65,constando da
armacao, gneros e movis: sexta-feira
3 de agosto, as 10 boras da manhaa, na
mencionada taberna.
Oflercce-sc tira moco para caixeiro de co-
branra nao so na cidade como fura della, dndo-
se bom liiador : dirija-se a ra dc S. Jos n. 6'
Na ra do Destino n. 4, ha para alugar um
moleque cozmheiro copeiro, e que tamnem
compra.
|\em sempre se|
i encontra.
^ EC? Chitas largas'.francezas cores fixas
fU padroes escurase de boa qualidade a 240
rs. o covado, do-se amostras e vendera- i
se na loja nova da ra da Cadeia do Re-
B (,'fe n. 23 confronte ao becco largo, do %
Augusto & Perdigo. M
-MHK9K9KSH
muito era voga a* guirnir.o
desta cidade o
Veterano.
Attenco
Precisa-se de urna ama para cozinhar,
engommar : na ra Nova n. 20.
lavar e
Attenco.
Ouilherme Ette, artista de Berln, chagado re-
centemente nesta praca, o eslabelecido na roa
das Larangeiras n. 13, primeiro andar, olereco-
se para concertar pianos, e tambem afinar, pelo
diminuto preco dc 5?.
M i ~ ^""''reee-se uma senhora com uma molcca
(j, ue iaade 13 annos. para ser ama de casa de pou-
jgsica lamilla ou honiem soltero, porcm sendo para
;o malo, para engommar, cozinhar e lavar, pois
3; a res peito ao prero todo o negocio far : a pro-
curar na Capunga, sitio que foi do Fr. Cap/slrano.
La.
esta'
.-.p.""_q,ia..-che8ue 9? .conhecimento do"quii I casas c9mmerDaesdo"bairro"do_RecTfe7que con- I a e8pera a todos os momentos do Rio di
._( _. I i n.i -t f Can rt !* i T ..* lt_. ~ \J \A\,
r o presente que
do coslume, e publicado
possa mandei lavra
ser aOixado no lugar
pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife, capital
da provincia de Pernambuco, sob raeu signa e
sello deslc juno, que ante mira serve, ou va ha
sera sello ex-causa, aos 6 dias do mez de julho do
anno do nascimenlo de Nosso Senhor Jess rhris
uo Brasil60' ^ ^ indePenJenci iraperi
Eu Joo Facundo da Silva Cuimares. escrivo
o escrevi. '
Errlesto de Aquino Fonseca.
O Dr. Francisco Teixeira de S, juiz municipal
^comarca do Pi d'Alho por S.M. o Irapea-
Fajo saber aos que o prsenle edilal de 20 dias I
linua a fazer o langamento do imposto de 20 por Janeiro
cento, pelas ras da Linguela, Torres, becco do
Abreu, ra dos Tanoeiros, do Trapiche, praca do
coramercio e ra do Vigario, para quo lenham
promptos os seus recibos, papis de trato ou de
arrendamentos para serem presentes e por elles
ser fe'o o processo do mesmo lancamento na
mmuj '5dVegulamen, del5 de Junho
thn a- Va? r d0/la d0 Pernambuco 30 de ju-
lho de 1860.-/ose- Jeronymo de Souza Limoeiro.
Z A.can,ar.a municipal desla cidade faz sessao
ordinana no da 6 de agosto prximo vindouro e
seguintes, atse completarem6 sessoes pelorae-
Sftrf- ?frerifof.ca5,ra muoc>P8l do Recife
30 de julho de 1860 O secretario,
Manott Ferreira ccioli.
a tratar com o consignatario
Manoel Francisco da Silva Carrico. ra
do Vigario n. 17, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro
nacional Cleraentina, a sahir com
para o resto da carga e passageiros, a
& C, ra do
Em frente da alfandega.
Sexta-reira 3 do corrente.
O agente Anlunes, far leilao no lugar cima
designado, sem reserva de prero de 12 barricas
com serveja, barris cora exccllente toucinho e
uma porcao de barricas com muilo boas bolachi-
nlias inglezas Principiar s 11 horas em ponto.
LEILAO
vende-se lia de diversas cores a 3g a libra :
no Bazar Prrnambucano da ra do Imperador.
Aluga-se uma casa terrea na freguezia de
Santo Anlonio, na trazessa dos Quarteis n. 21
a tratar na ra das Cruzes n. 22.
I
I). Francisca das Dores remandes Fon-
Ins, Mara Henriqucta Fontes Paiva, Joa-
quina Amelia Fonles, Francelna Leopol-
dina Fontes, Agostinho Ferreira Fontes,
Joaquim Ferreira Fontes Jnior, Jos Fer-
reira Fontes, viuva, ulnas, filhos e genros
cordialmenle agradecen) a lodas aquellas
pessoas que assisliram ao enterro do seu
presado marido, pai e sogro Joaquim Fer-
reira Fontes, igualmente agradecem a lo-
das aquellas pessoas que so prestaram com
seus serviros durante a molestia e depois
da morte ) mesmo finado.
Os mesmos convidara
e do fallecido
aos seus amigos
para assislirem a missa do
stimo dia, cuja lera lugar segunda-feira
6 de agoslo na matriz do Corpo Santo s 7
horas da manhaa.
j\io graca.
Leandro Cavalcanli da Silveira Cuimares em
resposta aos pedidos fcilos por este Diario ao
I.Ira Sr. juiz municipal e de orphaos do Rio For-
ao mame ca-
lles annuncos.
rphaos do Rio For
moso nos annuncos publicados por este Diario
cm 18 c 19 do corrente, declara ao infam
lummador, e miseravel autor de
que pela alma do finado Pimentel e
nome. e deixando de parte o-oois constaes-
pecifique quaes os bens por ello extraviado do
seus irmaos menores, para melhormento resolver
o problema dosfrangos magros e as malver-
sares das duas tulellas.
A abaixo assignada, viuva do finado Jos
Domingues da Costa, repele o annuncio fcito a
lodas as pessoas quo se conciderarem credorasdo
seu tinado marido, cujo annuncio j sabio ha 8
das, e concede de novanienle o prazo (outra vez)
de 8 das para prasentarem suas contas corren-
tes, afim de serem juntadas ao inventario que se
vai proceder, findos os quaes tora cada um do
justifica-perantc o juizo, nao ficando a annun-
ciante sujeilas desperas que cada um bouver
de lazer, vislo que o nao tem querido fazer nmi-
gavelmenle, e desde j protesta se oppor a lod,
H ,T," q"C D.a ?H 'estmente direila avista
dos lanramentos felos e recibos passados
ten es em seu poder, assim como nao pagar
la alguma aue nao tiver irtn r^.1^,
cxis-
no p
que nao tiver sido conferida
mesmos assentos Pernambuco 1. de agosto do
ELZXAX* *++ da ^ Costa.
A barca
brevidade;
tratar com
Torres.
Guilhermc Carvalho
Para Wingiriba.
O veleiro e bem conhecido patacho nacional
. Amazonas, pretende seguir nestts 8 dias- para
carga Irata-se com os seus consignatarios Azeve-
aoA Mendes, no seu escriptorio, ru j da Cruz n 1
Sabbado 4 do corrente.
RA
KHAlH filar.
AS 11 HORAS.
O agente Camargo fara' leilao por
autorisaqao de uma familia que retira-se
para lora da provincia, do seguate :
Uma naobilia, guarda roupa, dito de
Domingos Jos Avilla.
to"TnIC,DfilT"Se C8\5es de docc de goiaba raui-
to bom a 640 rs.. vinho do Porto verdadeiro en-
!&rH*.r"drf 'V8280' dit0 de dil de Pipa"T"da
\alSfLES? a,4,8,?' P"s" ainais novas
2 arfh, K a8d0 ?.i a 1bra- b8t3, a 2560
. 55. loja de miude.as a o rs.' o luiros "' g'lrrafa d aze'C dC
Barato que ad-
mira.
de Jos de Azevedo Maia o Silva," vendem-se cai-
xas de agulhas francezas a 120 rs., clcheles em
carlo a 40 rs., era caixa a 60 rs.. caivetes de
aparar penna a 120 rs., caixas de folha com phos-
phoros a 160 rs., s a caixa val o dinheiro, sa-
patos de tranca a 1280 e lg600, macassar perola
a 200 rs. o frasco, charutos muito bens a 2. >
Vende-se
ura carro novo, do 4 rodas com os competentes
arreos para 2 cavallos, por prego razoavel para
yero tratar, no sitio do leao junto acapella'de S
Jos do Hanguinho, das 7 s 9 horas da manhaa
e das 5 horas da tarde em dianle, todos os dias.
do comprador
muitos objeclos que visla
no pateo do Terco n. 28, defron-
te da fabrica de charutos.
,. UMA PRETA;
Vende-se uma prela de nacao Congo, ainda
raoca, do servico de ra e ordinario de casa por
preco cmmodo : a tratar no pateo de S. Pedro
casa do lado da Viraco n. 13. '
Aviso aos estudaoles.
Tendo chegado a este estabelecimento da rus
Nova n. 20. amigo deposito dos afamados can-
dieiros econmicos de gaz hyrogenio, avisa de
novamente a lodos os seus freguezes para se sor-
tirem, tanto de candieiros como de prepares que
necessitarem para consumo : na ra Nova n. 20,
loja do Vianna.



DIARIO DE PERNAMBICO. SEXTA FEIRA 3 DE AGOSTO DE 1860.
Precisa-se de uraa ama de leile : na ra do i ~~ Olleieco-se urna tnulher para ama de casa
Jardim junto a fabrica de clcheles. de pouca familia ou de homem solteiro : a tratar
Aluga-se na Capunga, lugar da Baixa Ver- Da rua do rharo1 6-
de, urna casa torrea cora i quartos, 2 salas e co-
zinha fra : quem a pretender, dirija-se ao sitio
de Joaquim Pereira Arantes, ou na praca da In-
dependencia ns. 13 e 15, que achara com quem
tratar.
Ensino de msica.
Preciso.
Precisa-se alugar duas escravas do bons cosfu-
mcs, que soibam lavar, engoramar e cozinhar
para casa de pouca familia : 4 tratar na rua da
Cruz do Recife, armazem n. 63, junto aos fundos
da matriz do Corpo Santo.
O abaixo assignado lem justo e contratado
COMPANHIA
ALLIAC
Estabclecida cm Londres
CAPITAL
Ci^e aVaocs de U1ti\&
esterlinas.
Stundcrs Brothers & C* tem a honra deln-
rraar aes Srs. negociantes, proprietarios de
:asas, eagucm mais convier, que esta o plena-
mente autorisados pela dita companliia para
sffectuAi seguros sobre edificios de lijlo epe-
ira, cobertcs de lolha e igualmente sobre os
objeclos que coutiverem os mesmos edificios:
uer consista era mobilia ou emfazendas da
jualqu "alidade.
desle. Recife 31 de julho de 1860. Joao Gon-
calves.
Joo da Costa Campos tem justo e contra -
lado com o Sr. Joao Goncalves a venda do scu
estabelecimento silo na ru das Cruies n. 24.
Frontispicio
DO
f PEf.SA DE AC
L D V/^SCULLY
Estas pennas de differentes finalidades, sao fa-
CARMO.
No dia 5 do correnle mez lera lugar a fasta de
Nossa Adorada Mai Sanlissima Senhora do Car-
modo_l"ronlispicio, pela maneira srguinte :
As 5 lwras da tarde do dia 3 benzer-sc-ha a
imagem, e ncsle mesmo dia as 7 horas da noile
se levantar a bandeira.
Na vespera ao mel dia duas bandas dd msi-
cas locaru diversas pecas, compostas pelos ha-
bis proessores e mesres das mostnas.
Havcr vesperas, festa e To-Deura, sendo os
oradores o pregador da capella imperial o Illm.
Rvm. padre mestre Lino do Monte Carmello, e o
aclual prior do convenio o Rvm. Sr. Fr. Manoel
de Sam'Anna. Finalisando o acto com um lindo
e variado fogo de vista. Rogase a todos os s-
nhores l'iizcs, thesourciro, o a quem competir,
que para tornar mais solemne o acto, queirarh
mandirrcpirar as igrejas cm que exercercm es-
propni
familia,
a tratar
crear errugem e conservndose bein limpasso
de duracao infinita, deposito era casa dos Srs.
iuedes & Goncalves rua da Cadcia n. 7.
Desoja-se saber de prenles ou familia de
Joaquim Jos Pereira de Torres, casado cora Jo-
sepha llana Rodrigues, qne residiam em Olinda,
pelos anuos do 1S20 a 1822, liveram tres lilhos,'
ura foi para Portugal e os oulros licaram aqu ;
chaman) so Filippc um, e o oulro Vicente, e for-
maram-se ambos em dreilo : a pessoa que sou-
ber far tavor dirigir-se i rua do Qucimado n.
18, loja de II. R. deCarvalho.
Aluga-se una criada porlugueza
par o serrico interno de urna casa de
porasaber cozinhar, lavar c engommar ;
na rua do Queimado n. loja.
Hotel Trovador.
iiRua largadoRosarioA't
Aluga-se um quarlo no hotel Trovador, muilo
bom, bastante arejado, alumiado a gsx, da-se
tambera comida para fnra e recebe-se assignan-
tes, tudo por um mdico preco e em qualquer
hora acha-se comida prompla ; no mesmo hotel
precisa se de dous fcoleques para conduzir labo-
leiros.
O jui de direilo aposentado.'..... e abaixo
assiguado, propoe-se (como ultimo recurso!....
dentro da esphera de su as habitacoes] exercer
a nobre e sublime proQssao de'advogado; ou
seja especialmente no furo o tribunaes desta ca-
pital, ou soja no de qualquer dos termos e co-
marcas da provincia. As pessoas que se quize-
reni utilisar de seos fraco^ prestimos, o poderao
procurar em lodos os das que nao torera santos
ou feriados, desde as a huras da mauhaa at as
3 da tarJe, na casa de sua actual residencia na :
roa ou'.r'ora do Col\eio e boje denuminada do :
Imperador n.2,e, extraordinariamente, em outro
qualquer da e hora : assegurando a todos quan-
los so di^nari-m assim honra-lo e favorecer, nao
s toda diligencia c desvelo no desempen'ho de
tao importantes deveres, sen.io tainbem urna il-
imitada gralido. Oulro sim, (permiiia-se-lhe
declarar mui explcitamente) que patrocinar
gratis a quem quer que nao estoja as circuas-
iaccias de remunerar scus servicos.
Jos Francisco Arruda da Cmara.
U Dr. Joao Ferreira aa Silva raudou-seda
rua do Rangel para a do l.ivraraento n. 26, so-
Brado do Sr. Manuel Buarque de Macodo, defron-
janeltas com colchas
no domingo.
PRAGA.
Nao tendo havido audiencia do Illm. Sr. Dr.
juiz dos feitos da fazenda, no dia 26 do correnle,
tica transferida para a do 2 do prximo mez de
agosto, a venda da casa terrea com sutao sita na
rua da Palma n. 27, avaliada por 2:800, penho-
rada pela fazenda a Jos Hygino de Miranda
como fiador do ex-collector da Boa-Vista Antonio
Geraldo de Carvalho. Recife 27 de julho de 1850
Q solicitador, F. \. P. de Brito.
- Na rua Velha n. 105 aluga-se um bom co-
zinheiro c copciro.
O* Srs. Julio Gotees Villar e Jos
Leonardo Ra cuche, di rija me a loja n.
20 B, da rua do Crcpo, par o lim que
nao iguora.
Claudio Dubeaux, propietario da empieza
de mnibus, scientifka ao publicc que sabbado
4 do frrente, contina para Jaboatao a carreira
do respectivo mnibus, s horas do costume.
Antonio Francisco Dornellas declara que,
tendo fallecido o deao Dr. Francisco Joaquim
dasChagas, de quem o annuocianle e seus dous
irmos Eleuterio Francisco Dornell is e Marianna
Francisca da Conceico, sao os nicos e legtimos
herdeiros, e prclend'endo Francisca Rosa Augus-
ta Caroeiro da Cunha ser a hcrdelra do mesmo
de3o, por instituico em leslamen o nuncupali-
vo, para o que trata de habilitar-se no juizo mu-
nicipal de Olinda
U abaixo assignado declara ao
publico que desde o dia 15 do corrente
deixou de ser prol'essor de latim do col-
legio do Sr. Jeronymo Pereira Villar.
Recife, 17 de Julho 1860.
Manoel Francisco Co'ho.
A. Beranger, subdilo franco/., vai com a sua
familia ao sul do imperio, a tratar de sua saude.
(r)
Miiila illeiico.
JOIAS.
a slo se lem opposlo c con-
iioaaaoppor.se. protestando pelo WKtpvon-tquaesquer joios com presteza, a vontade
nerdoir-a ,i ,>..,i,. .. _._.______i-i- ...
Seraphim & ftmao, com fojas de otiri-
ves na rua do Cabugd ns. 9 e U, sorti-
das das mais bellas e delicadas obras de
ouro, prata e pedras preciosas ; vendem
barato, trocam c recebem para- fazer-se
Ira qualquer acto da mesraa prelenlida hcrdcjp ',Z"H"f" i V l"^*"# wuc
em tal qualidade. ou como tstamenteira. cTue llos Pretffaetitet e se responsabihsam pe-
las qualidades.
Nt rua da Saudade, casa de sotao
de duas janellas, lia para alugar um
moleque cosinheiro.
Aluga-se um sitio grande com
excellente casa de vivenda, com todas as
commodidades para familia, no lu
da Cara Forte : a tratar com
prietanos, N.O. Bieber & C.
gar
os pro-
immm
DA
O Srs. academices e mais pessoas
que teem contas na taberna que fot do
Sr. Paulo Francisco Uezende sita na rua
da Imperatriz n. 54, o arrematante da '
dita taberna faz ver pela segunda vez |
aos Srs. devedores da mesma que se nSo
vierem saldar as suas contas ate o dia 4' L8 'ha8W"'ir0 ,das 'ferias manda fazer pj-
. !i. i "tico que se acham a venda todos os das no cs-
do corrente que serao publicados os
seus nomes por este jornal e recebida
judicialmente.
PROVINCIA.
Lices
de primeiras lellras. portuguez, laiim, francez e
inglez, em casas particulares : na rua da matriz
da Boa-\isla n. 3.
No primeiro andar do sobrado da rua das
Cruzes n. 39. das 6 s 8 horas da manha, achar-
se-ha o bom pralo de cuscos de inilho para com-
prar, assim camo tambem das 11 horas al o
meio dia o bom prato de aletria ; vende-se tam-
bem banha muito fina para o cabello.
Na livraria ns. G e 8 da praca da Indepen-
dencia precisa-se fallar ao Sr. alferes Thom Go-
mes Vieira Lima.
APPFOVACiO E AlTOBISAC.\0
DA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO MAGNTICAS EPISPATICAS
Centro
SPOSIT
FORTES
faz para que ninguem contrate com ella ou com
qualquer outro sobre os bens do mesmo finado
deao, lano mais quaulo lhe const.i que muilos
bens movis, c entre estes a maior parte da gran-
de livraria que o mesmo deao tinha, tem sido
extraviados. 0 annunciante c scus irmaos jumis
consentem no esbulho de scus direitos heredita-
rios, cuja defesa livrai at ultima instancia, e
sendo nullo qualquer contrato em taes circuns-
tancias feito sobre os mencionados bens; o mes-
mo annuucianle protesta assim fazj-lo julgar, c
ir busca los onde quer que elles se acharem.
Precisa-se Je urna ams. : no pateo
de S. .P"dro, segundo andar, por cima
da loja de marcineiro.
^ A pessoa que annunciou precisar
de 800.S a juros sob hypotheca em urna
casa, diiija-se a esta typogi-aphia que
se dir' cjuem deseja fazer e:;te negocio.
Em um dos dias da semana prxima passa-
da, um prelo euiregou urna porco de louga na
rua de Itorlas n. 31, dizendo que era mandada
porum outro prelo cscravo dessa casa, e saben-
do-se na chegada do referido escravo que nao
tinha sido elle, esperou-sc aigun dias alim de
verseavinham buscar, e como ule o presente
ninguem a lenha exigido, por isso so faz o pre-
sente annuncio, para quem for scu dono, dirigir-
se a referida casa, tomar corita da mesme louca.
Ollercce-se um rapaz para ciixeiro, dando
fiador a sua conducta : a tratar na rua da Mocda
n. 23, ou na rua da Imperatriz n. ;>3, loja.
Aluga-se urna loja no principio da rua de
llorlas : a tratar na rua do Imperador n. 67.
Precisa-so de um caixeiro para taberna,
que lenha bstanle pratica o de fia lora sua con-
ducta : na loia de cera da praca di Boa-Vista se
dir quem precisa.
Aluga-se una escrava pnra cozinhar e com-
prar para casa de pouca familia1 i tratar na rua1 iI .ASU.IA Ab EOICINAESsio muilo conhecidas no Ro de Janeiro e em todas as provincias
Direita n 82 piimeiro andar deslb imperio ha mais de 22 annos, esao afamadas, pelas boas curas que se lem oblido as enfer-
Precisa-se de um segundo andar, preferin- Td5* dS'ine^^ qU6 Se pr0T* Cra inn,,meros "Ucstados que cxislem de pessoas capa-
do-sc que sea no bairro do Recife : quem tiverl / rA r '. ^
para alugar, q.icrendo, dirija-sc pira tratar ,nL Ceom "s,a,s ^fl!"*iI'A??0"aAGSETIC'fPIS,PAT1CA? obUmse una cura radical e infallivel cm
rua do Trapiche Novo n 6 I ?S ? C3f? de "*0 {cansara ou falla de respirado), sejam internas ou externas, como
----------------------------------------- d0 "gado, boles, estomago, baeo, rins, ulero, peilo, palpitarlo de corariio, garganta, olhos, cry-
I sipelas, rheuniatisrao, paralysia c todas as affccoes, nervosas, ele., etc. Igualmente para as dif-
| ferentes especies de tumores, como lobiiiho-, escrfulas ele, seja qual for o seu lamanho e pro-
fundera, por meio da suppuracao serio radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado por
i habis edislinclos facultativos
I As enconimcndas das provincias devem ser dirigidas por escripto, leado todo o cuidado de
! fazer as necessanas explica.oes, se as chapas sao para homcm, senhora ou enanca, declarando a
: molestia em que parle di corpo existe, se na enlieca, pescoco, braco, coxa, perna.'p, ou tronco do
corpo, declarando a circunferencia : e sendo inchacojs, feri'das ou'ulceras, o molde do scu tama-
i iiho em um pedaco de papel e a declararao onde exislem, afira de que as chapas possam ser
' bein applicadas no seu lugar.
Podo-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serio acompanhadas das competentes cxplicaeoes e tambem de todos os accesso-
rios para a collocac.ao deltas.
Consultas a todas as pessoas que a dignarem'honrar com a sua confianca, cm seu cscripto-
Jra, que se achara aborto todos os dias, sera excepto, das 9 horas da raanha's 2 da larde.
. os das no es
cnplorio das mesmas loteras na rua do Impera-
dor n. 36, c na casa eommissionada pelo mesraa
Sr. thesoureiro na praca da Indepencia ns. 11 c
16 os bilhelese meios da quinta parte da quarta
lotera do Gymnasio Pernaiubucano, cujas rodos
deverao andar impreterivelmenle no dia sabbado
11 de agosto prximo futuro
Thesouraria das loteras 25 de julho de 1860.
O estrivao, J. Al. da Crur.
-fCoDsnllorio central homeopatbicog
I IPSIR1I81(G. 1
.:-; Continua sob a mesma direccao do Ha-
@ noel do Mallos Teixeira l.ima," professrr ij*
sji em homeopalhia. As consultas como dan- j
tes.


i
Para seren applicadas s partes affectadas
sem resguardo ncn incommodo.
com mi
rcial.
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
------- ESTABELECIMENTO
DO
1RTO ||9
PERTO DO LAUCO DA CARIOCA.
fO'A
Rua Nova n. 25, esquina da Gamboa do Carino.
m w& m wnmm
Neste esiabelecimenlo acha-se um compelo sortimento dos melliorcs, mais elegantes e mais
Lem construidos pianos de que ha noticia.
No mesmo estabelecimento existem, chegados Inpouco da Europa, alguns pianos de machi-
A grande pratica de nismo do melhor gosto e de maior perfe'w-ao do que quaesquer oulros, os quaes rao somonte e
diagnostico das molestias dos pulniOes e do cora^ .,. j .
Alera destes pianos existem tambem no mesmo estabelecimento, harmnicos ou Seraphina, os Lindos cortes de vestidos de seda pretos
qu3es fazem urna bella ligacao sendo tocado om sala com acompanhamento de pi; no, e tambem de 2 saias
produzem excellentes effeilos harmoniozos om igreja ou capella, tambem ha mell.odo e musica-
adquadas ao dito instrumento. Espera-se que o respeitavel publico e os amantes de msica nao se; Di,
demorem em mumrem-se de lao e\cellentes inslrumenlos, cojo preco alias razoavel, e de cuja pers i de cores
feicao inconlestavel. Romeiras de fil de seda prela bordadas
Ka mesma casa afinam-se e concertam-se pianos com a maior perfeicao possi el. Ka mes- i Visilas de-grosdenaples prcto bordadas
ma casa existem chegados hapoucoda Europa lindas msicas do melhor gosto possiree do melhor; Grosdenapks de cores com quadrinhos
covado
Grande e novo sor lmenlo de fazendas de todas as sa-
udades por baratissinios precos.
Botica central homeopathica
Do
DR. SVBIXO 0, L PIIMIO-
Novos medicamentoshomoopathicos en-
^ viadosda Europa pelo Dr. Sabino. S
$ Estes medicamontos preparados espe- S
^ ciatmente segundo as necessidades da ho- -j,
@ mcopaihia no Brasil, vende-se pelos pro- *
^ eos conhocidos na botica cenli.il horneo-
@ palluca, rua de Santo Amaro (Mundo No- Z
@ T) n 6- Z
Aluga-se urna boa casa terrea era S. Jos
do Manguinho, quasi defronte da igreja : trata-
se na rua do Brum n. 16, armazera de Manoel
Jos de S Araujo.
$ Dr. Augusto Carneiro Monleiro da Silva $
Santos, medico operador e parleiro podi *
,@ ser procurado na casa Je sua residencia a
# na rua do Rangel n. 16. 5
Quem precisar de urna ama que saiba cozi-
nhar e coser de portas adentro, dirija-sc a :m
da Cruz n. 18, segundo andar.
Aluga-se a loia do sobrado da rua do aes
que segu da casa de detenciio ao gazometro : a
tratar no roesmo sobrado.
V. Grandin,
RELOJOtlIlO
agraciad* cora a mctlallta de broiize,
na exposieao universal de
Pars de 1855,
concerta relogiosde todas as qualidades, princi-
palmente os chronometros francezes, suissos, in-
glezes, por precos n ui rozoaveis ; lamhem ven-
de relogios de ouro o prata, assim como obras de
ouro ; no seu esiabelecimenlo da rua da Cadcia
do Recife u. 10, onde pode ser procurado.
Alerta!!!
Fugiodo quarteldecavallaria no dia
21 do corrente raez, um cavallo slaz.o,
pequeo, de crinas grandes e marcado
no quarto esquerdo coui on, 23: qu. ra
o tiver retido ora seu poder e quizer t:
a bondade de remette-lo aquc-He lugar,
sera' gratiicado conscienciorainente.
Engoinma-se e lave-se com per-
feicao : na rua das Agcas Verdes n. 9.
agencia los fabricantes america-
nos Grouver & Ilaker.
Machinas de coser Tem casa de Samu; P.
Johnston A; rua da Senzala Nova n. 52
J2 O lr. Casanova pode ser procurado a |
m qualquer hora cm scu consultorio horneo- iS>
3 palhico em Prrnambuco t
3S 30RUA DAS CilUZF.S30 _V3p No mesmo consultorio acha-se seropre n
^1 grande sortimcnlo de medicamentos cm !
g tinturas e glbulos, os mais novos e brm
puinioes e uo cora
ao ; assim como para verilicar o oslado de sau-
de dos escravos que so desejam comprar. Pelo
crescido numero e variedades de operaedes que
ha feito com bom resultado era o exercicio de
mais de 20 annos, se julga habilitado para prati-
ca r toda e qualquer operac.io cirurgica por mais
delicada c ditTicullosa que seja.
y. x r r r tt yttt r tt *v tttttttyt ttk
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, rua das La- ^
rangeuas 15. Na mesma casa tem agua e -H
* p denlifico. H
K '. *. 4.A.4.AJ.AAAAAX t.XX'U.X'Li.li.i.i.iXy
Ocorretor Tupinamb
ofl'ercce-se ao respeitavel publico para tirar pas-
saportes para os escravos que forem Irsnsporta-
dos para fora da provincia, declara que os referi-
dos escravos ficarao desembarazados de qualquer
circumstancia quo possa apparecer visto se achar
habilitado : quem de seu preslimo precisar, pro-
cure na praea da Indepen iencia n. SO.
Do-se amostras com penhor.
Ditos ditos de ditos de seda de cores
cora bailados
compositor da Europa
Aviso
loa jnim Antones da Silva, inventariante dos
bens do casal do finado Antonio Jos Maciel, avi-
sa a todos os credotes do dito casal, para tratar
do seu dircito no juizo de orphos. Recife 2 de
agosto de 1860.
Charutos suissos grairjson a -5 ocenlo e 353 o milheiro, ditos veveysans a 4j o cento e 35J(
o milheiro, ditos vevey-lins a -J> o cento e 32$ o milheiro, ditos suissos a 4$ o cento e 34$ o mi-
lheiro, ditos fgaros e, fgaros la a 5# o cento e 5g o milheiro : n3 rua da Cadeia do Recife nu-
mero 15, loja do ______
Sipop du
dTORGET
JARABE DO FORGET.
Este xarope esi approvado pelos mais eniintntes medieo de Paris,
Icomo sendo o mellior para curar constipai;oes, tesse convulsa e ouiras,
alecces dos bronchios, ataques de peito, irrilaoftes nervosas e iiisomnolencias: urna colherada
pela manha, e oulra noite o sullicieiues. O elicito deste exceleute xarope satisfaz ao mesmo
lempo o doente e o medico.
O dsposilo na rua larga do Rosario, botica de liartholomco Francisco de Souza, r.. 36.
FUN
I Dito liso prelo e de cores, covado
I Seda tarrada prela e branca, covado 15 e
Dita lisa prela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda degaze trans-
parentes
Ditos de di(os de cambraia e seda, corte
Cambr.iias orlaniiys do cores, lindos pa-
dres, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entreraeios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem ide-m idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Eufeites de vidrilho francezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de litiho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias baliio de varias qualidades
Tafel rxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vara
Collarinhos de esguio de linho mo-
dernos
L'm completo eorlimento de ronpa feita
Rua do Brum (passando ochafariz.)
?o Aepoxito (leste estabelccimeiito sempve lia graude sortimento dme
e:\-\aWviu3 ^o\ra os eagen\vos de assuear a saber:
Macliiais de vapor rao lernas, de golpe curaprido, econmicas de combustivel, e dePacillimoassento ;
Roias d'agua de ierro cora cubos le madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas;
Cinnos de ferro, e portas d'agua oara ditas, e serrilhas para rodas de madeira*;
Moendas inteiras com virgens muito ortes, e convenientes ;
Metas moendas com rodetas motoras >ara agua, caballos, ou bois, acunbadas em aguilhoes deazs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares ebicat para o caldo, crivos e portas de ferro para sfornalhas ;
Ala nbiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Ro letas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua.'cavallos ou bois ;
Aguilhoes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrocas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D. W. Bowman confla que'os seus fregueses acharo tudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela con ti nuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o m<3chanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podero neoessilar.
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
S colletcs, calcas de muitas qualidades
de fazendas $
Chapeos francezes finos. fOrma moderna bo500
Um sortimento completo de grvalas de
* seda de todas as qualidades
8 Camisas francezas, peilos de linho e de >
algodao brancase de cores t
8 Ditas de fostao brancas e de cores 8
Ceroulas de linho e de algodao Jt
15200 Capellas brancas para noivasmuito finas
8 L'm completo sortimento de fazendas
3;00 para vestido, sedas, laa e seda, cam-
braia e seda lapadas e transparentes,
18500 covado
Meias cruas brancas e de cores para
10J000 meninos
16}000 Ditasde seda para menina, par I96OO
Luvas de lio de Escocia, pardas, para
lftOOO menino 5320
JS Velludilho de cores, covado 15200
J> Velbutina decores, covado ^U
V Pulseiras de velludo pretas e de co-
5 res, o par
5 I Ditas de seda idem idem
g L'm sortimento completo de lu-'as de
900 seda bordadas, lisas, para renhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
9 lidades 9
9 Cortes de collete de gorguro de seda
S640 de cores 9
9 Ditos de velludo muito finos 5
Lencos de seda rxos para senhora 2}50
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
35500 Sapatinhosde merino bordados proprios
para baplisados, o par
9 i Casinetas de cores de duas largurasmui-
CjOOO I to superiores, covado
g500( Setim preto,encarnado e azul, proprio
i para forros, com 4 palmos de largura,
52801 fazenda nova covado
5500 i Setim liso de todas ascores covado
I Lencos de gorguro de seda pretos
$800 Relogios c obras de ouro
I Cortes de casemira de cores a
igooo
soot
25000
15000
, preparados, os elementos de homeopalhia ,l
O juiz de paz do 2. distiieto da freguezia
de Santo Antonio da cidade do Itecifc faz ver so
publico, que elle mudou os dias das audicnMar
do mesmo juizo para as segundas e quinUt-fei-
ras a 1 hora da larde, visto que o Dr. juiz de di-
mito do commercio transfeiio as suas audiencias
para as fiuartas-feiras.
Aviso aos thesourciros c
chefes de irmandade*
Acbando-sc prximo o lempo de algumas
igrejas fesleiarem osseus padroeiros, Jos Paj-
uno da Silva com fabrica de fogos cm um terreno
da rua Imperial, avisa a todas as irmandades (
contrarias religiosas, e a quem possa mais ii
ressar.qne lem effeclivamente promplo um gran-
de sortimento de fogos do sr, tanto com bombas
miudas como de bombas rcaes, foguetocs para
salvas com bombas extraordinarias, os quaes
vendem-se em gyrandoias ou sollos, ronforn e o
gosto do comprador, mandando-os conduzij e
queirnar como costuma, por preco mais barato
do que o que se costuna comprar. Este esta-
belecimento offerece ao comprador muilo roaiot
vantagem, nem s pela superioridade do fago
que boje geralmtnte conliecido, tanlo na capi-
tal como no centro, completa commodidade do
proco e promptidao, obrigando-se o annunciante
por qualquer averia que possa havrr, fazondo un
abate no preco, quanUo por acaso niio saia c^ino
o afiaiif.a, declarando aquellos que os quinr
comprar em gyrandolas ou cm broqueis, do--e-
rao a\ isar tres di; s anles, se for em quanlidat'e,
para se preparar c aimar, c sendo em pequea
porc.io, avisar do vespera ; e para mais facili-
tar ao comprador, no caso de niio querer ir j rasa
de sua residencia, poder enlender-se no largo
do Parelzo rcm o Sr. Jos Tinlo de Hsgalhaes, e
na rua Direila, loja de cera confronte a sacbns-
tia do Terco do Sr. Dionizio Hilario Lopes.
15600
9
i'^imn
INERALE
NATRALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza rua da Cruz n. 22.
CASI LlSO-BlUSLEiRA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, ron lo-
55000 mar a casa contigua, ampias e exccllentes ac-
commodacGcs para muito maior numero de '
pedesJe novo se recommenda ao favor e
branca dos scus amigos e dosSrs. viajantes que
visitemesta capital; continua a prestar-lhessi j:;
servicos e bons ofcins guiando-os em lois a?
cousas que precisem conhecimento pralico do
paiz, etc.: alm do portuguez e do nslez Calla-si
na casa o hespanhol e francez.
Precisa-se de urna
ama para cozinhar e com-
prar para urna pessoa*
na rua estreita do Rosario
n- 21, primeiro andar.
NO
Assignatura de banhos frios, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,........... 109000
30 canoas para os ditos banhos tomados em qualquer tempo....... 155OOO
15 Ditos dito dito dito .;..,. 89000
J ...;.. 4*000
tannos avulsos, aromticos, salgados esulphurosos aos presos annanciados.
Esta reduerjo de precos facilitar ao respeitavel publico o gozo das vantagens que resultam
da frequencia de um estabelecimento de urna utilidade incontestavel, mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco conhecida e apreciada:
Denlisla de Paris.
15 Rua Nova15
Frederico Gautier, cirurgiao dentisia,
faz lodas as operaroesda sua arte e col- *
loca denles artificies, tudo com a supe o,
rioridade e perfeicao que as pessoas ez- X
tendidas lhe reconhecem.
Tem agua e pos denlifricios etc.
= OSr Francisco Aranha de Souza tem urna
carta no escriptorio de Manoel Joaquim Romos e
Silva, na rua da Cadeia do Recife


B.
DIARIO DE PERWAMBCCO. SEATA FEIRA 3 DE AGOSTO DE 1860.
W
5

Francisca Solano Ferrein de Carvalho, parti-
cipa au publico, que ningucm fa^a negocio cora
mei-agua no principio do aterro dos Afogados,
que annunriaram para vender e a tratar no Pas-
s.tio publico n. 7, sen se entender com a annun-
eiantc, pois perlencc-lhe a melado da dita mei-
agua, pordeixa de sua tia.
Lava-so e cngomraa-se com promptidao e
aceio, qum precisar procure por baixo do con-
vento de S. Francisco, loja da esquina que vira
para o Campo das Priucezas, que achara com
jiiem Walar.
Jeremas de Carvalho Brando, subdito por-
tuguez, retira-se para o Rio do Janeiro.
0Turece-sc urna mulhcr porlugueza para
ama de casa de pouca familia : a tratar na ra
do Itosario da Boa-Vista n. 27, sobrado.
Precisase de urna ama para cozinhar e
comprar para urna casa de pouca familia : no ar-
ma/., ni de Luiz Aunes defronlc da porta da al-
ian lega.
Eslando em litigio a propriedade do enge-
Bho These, sita no termo do Bonito, e constando
que alguno moradores Iraiam de fazer plantacocs
de eafcm Ierras da mesma propriedade, para
qne cm lempo algum n.io possam allegar cm seu
favor 8 ignorancia, o abati assignado protesta
por este annunciocontra tal procedimento.
Manoel Amonio Soares da Fonseca.
Agencia de passaporle e folha
corrida.
Claudino do Itego Lima tira passado para den-
h i e fra do imperio poi commodo preco e pres-
teza ; na ra ua Praia, primeiro andar n. 47.
O abaixo assignado, encarregado da desin-
feceo como de^e constar aos senhores inspecto-
res de quarteirSo, pela circular do Illm. Sr. Dr.
de polica aos senhores subdelegados, a
qual datada de 10 de ruaio crrente, faz scion-
te aos senhores inspectores, que logo que se de-
rem casos de angina, escarlatina e oulras moles-
tias que grassam epidmicamente, avisera ao
mestno abaixo assignado para mandar proceder
,'i 'sinfeceo como por ordem superior foi deter-
mina lo.Jos da Bocha Paranhos.
?*9W~\ -.'je
Compras.
Compram-sc quiesquer numero
lo Diario de Pernambuco le 1825 a
1815, estejara ou nao certas as c llec-
ou faltem nmeros : na livraria n.
0 8 da praca da Independencia.
Compra-se nm escravo de meia idade que
n 'nha vicios e achaque, e que sirva para o
Ico externo de una casa de familia : a ira -
lai na ra do caes que segu da casa do delen-
i gazomelro, na casa assobradada mar-
gen; do rio.
Coropra-se um sobrado de. urn andar c so-
ISo i doas andares e solio, sendo em boa ra da
: zia de Santo Antonio, e leudo sufBcientcs
lose quintal: trala-sc na ruado Livra-
mentn n.29, segundo andar.
Compra-se um moleque peca, prefere-se
'|e' sajba cozinhar: na ra da Praia n. 5.
Na taberna sita na ra da,
lmperatriz n. 2,
vende-se fumo novo deGararhuns, em rolos ou
a reta lho. bera como toda a qualidade de gene-
ros, tudo por preces mais baratos que em outra
qualqucr parte.
Vende-se um escravo de meia idade. ro-
busto, de boa conducta, bom para qualquer ser-
vico de casa ou campo ; na praca da Boa-Vista,
botica n. 22.
Camisas inglezas de algodo
riscado.
Na ra da Madre de Dos, loja n. 36 A ven-
dem-se ramisas inglezas de algodo riscado tran-
cado, muilo grandes e de superior fazenda, pro-
prias para escravos a 13500 cada urna.
Vndese um moleqne moco de bonila figu-
ra, ptimo serrador e canoeiro :*a tratar na ser-
rara da ra da Praia n. 59.
Vende-se um violo com um molhodo de
Garullo ; na ra da lmperatriz n. 60, loja.
Novo gosto.
Francisco Pcreira da Silva na rus do Queima-
do a. 9, loja em frente ao Preguka, recebeu co-
berlasde novos padroese vende a' 2) cada urna.
Vendas.
s fazendas por todo preco.
\o roa do Qneimado n. ol.
i -i- linas a 240 rs. o covado, ditas muilo
fin J 140 rs., chaly de cores lino e lavrado a
Bill) i -. o covado, lenco cora bico lino a lj, dilo
Bliaisoa 500 rs. dito a H0 rs.. casemia
lada de -1 larguras a 800 o ct vado, corte de
na i [auca de duas salas e 3 babados a 5?,
dilo .1, larlatana bordado do branco a 55(M), d-
. las saias linos a 8?, chita fran :cza lina a
'.i1' rs. o covado, casemira para calen a 'i;.
- a 50200, cortes d* brima 1$700, man-
;-' n punhos o goyinhns a 2?, larlatana de
B 10 rs., calcas brancas de brim de linho
l ditas a 50c mais que o comprador pro-
lia de ochar por muilo diminuto preco.
J
' para vestido, com 11 corados cada
ai
nq \endo-se verdadeiro coral de raz, na ra lar-
gado Bosario, passando a botica, a se-junda loja
de mludezas n 38, rap de Lisboa, e muilas
mais qualidadcs de rap ; assim como muitas
miudezas muilo em conta ; o s vista do com-
prador se dir o prejo de tudo.
Cheguem ao barato
O Pregui.;a est queiraando, em sua loja na
ra do Qneimado n. 2.
Pecas de bretanha de rolo cora 10 varas a
2S>, casemira escura infestada propria para cai-
ga, collete e palitots a 9G0 rs. o covado, carabraia
organdy de muilo bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muilo fina a 3$, 4$, 5!
e 65 a pega, dita tapada, cora 10 varas a 55> e
655 a peca, chitas largas da molernos e escomidos
Mdroes a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a 7$ e 85
ditos bordados com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 9? cada um, ditos cora urna s pal-
ma, muilo finos a 85500, ditos lizos com fran-
jas de se.la a 5, lencos de cassa com barra a
100, 120 e 160 cida um, meias muilo finas pa-
ra senhora a 45 a duzia, Hilas de boa qualidade
a 35 e 35500 a duzia, chitas franeczas de ricos
desenlies, para coberU a 280 rs. o covado, chi-
, tas escuras inglezas a 5# j o covado, b-im branco de puro linho a 1
; 15200 e 15600 a vara, dito preto muilo encor-
I palo a 1500 a vara, brilhanuna azul a 400, rs.
o covado, alpacas de diferentes cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretas finas a 2&500, 35 e
35500 o covado, cambria prela e desalpicos a
500 rs. a vara, e oulras muitas fazendas que se
far patente ao comprador, e de lodas se daro
i amostras com penhr.
. Vende-se,urna negra fula, bonila figura
moca, cozinha, engumma soffrivelmenle e costu-
ra, e lavadeira, e quem a comprar se dir o mo-
tivo por que se vende : na ra do Brum n. 1C ar-
uiazem de Manoel Jos de S Araujo.
Tachas para engenho
Fuudicao de ferro e brouze
Francisco Antonio Correia Cardozo
tera um grande sorlimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra lauto de ferro fun-
dido como batido.
. M NOVA
Loja de miudezas na ra
DireitaN.SS,
vendem-se las para bordar da mais fina que ha
a 7$500 a libra, luvas de seda enfeiladas para se-
nhora a 2$, ditas de algodio para homem a 320,
borneas de choro a 440, 500, 640 e 800 rs., bo-
les de osso a 240 a groza, ditos brancos de louga
a 140, ditos de cores a 160, bolsas pira meninas
de escola a 5J>500 e 65, lesouras finas a lg e
21800, facas oilavadas a 2800, ditas cravadas a
3j, ditas de cabo de balanco, dous botdes.a 6#5o0,
a duzia, caivetes finos a 1J600, ditos a 2j?800,
grozas de penua de ago de langa a 1^200, ditas
de maozinha a 1$400, linteiros proprios para via-
gera a 320, obreias de cola a 100 rs., resmas de
papel de quadrinbos a 4j>300, caixinhas de uapel
sorlidas em cores a lg, ditas de quadrinhos a
800 rs., fo'has de papel arrendado e anvelopes a
240, ditas com flores a 160, penles de alisar de
baleia a 210 e 280, ditos de borracha para bichos
a 410, ditos tnvessos para meninas a 610, ditos
de massa para alar cabello a 900 rs., dilos vira-
dos a imitacao de tartaruga a lg600, ditos doura-
dos a Ig800, ditos de alisar de borracha a 600 rs.,
ditos de bfalo branco para ldios a 280, dilos
para alisar a 500 rs., linha do gaz branca a 800 e
lg, dita prela a 900 rs., miada do linha de peso
a 120, linha para marca a 20 is., fitas com cl-
cheles a 500 rs. a vara, pega de galo de linho
cora 10 varas a 1#500, dita de bico com 10 varas
a 600, 8>0, 1 e 1g400. d'lasde renda a 600, 800,
900 e L&300, babados do Porto a 120, 140 e 180
a vara, pecas de tranca de la do caroc a 60 rs.,
fitas de seda lavrada de largura de 5 dedos cora
pinla de mofo a 320, ditas finas a OSO a vara, cai-
xiuha com grampas a 60 rs., toucadores de Jaca-
randa a 2ou0, dilos a 3*200 e 4g. vsperas a 900
rs., cartas finas portusuezas a 23700, dilas finas
francezas a 2g800 e 3g800 a duzia, anvelope sor-
lido cm cores a lj>28l, lamparillas para tres me-
zes a 60 rs., ditas para seis mezes a 100 rs., sa-
paiinhos de merino proprios para baplisados a
lg200. borzeguins do lia a 800 e 900 rs., ataca-
dores chatos de algodo a 60 rs., dilos roligos a
100 rs gravalinbas a Pinaud a lj400.
Pianos
Saunders Brothers & C. tero para Tender em
seu armazem, na praga do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ullimo gosto, recentimenle
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres, e
muito oroDrios para este clima.
IPechQcha sm ipalj
R C7" Vcndem-e superiores camisas de
) fusto editas de madapolo muito fino a [|
2;, cortes de casemira ingleza dequadri- $)
nhos de superior qualidade a 4fl>30 e Sg, ffi
W colleles fetos degnrguro de seda e dilos 3$
1[S de fuslo a 30500 e 49, caigas de brim de
|| cor a 43, corles de superior bnrege de se-
9 da a 203 e as modernas victorias de al-
as paca de seda para vestidos de senhora a
J 700 rs. o covado, tambera se vende saias
$S balo muito boas de mucsclina e dilas de
^ madapolao a 4g500e 5g. gollinhas de li-
W nho a 610 rs., de todas eslas fazendas
existe urna pequea porc.o que se vende
por este preco para acabar : na loja de
M Augusto & Perdigo ra da Cadeia do Re-
cite n. 23
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa deS. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
I Alcatifa.
Campos & Lima, na ra do Crespo n. 2
16, tem para vender alcatifa com 4 pal- (^
mos de largura de muilo boa qualidade &
y> e propria pan alcatifar, salas e igrejas a m
800 rs. o covado, diuheiro a vista.
REMEDIO INCUMPAKAVLL.
UNGENTO HOLLOWAI.
Milharesde individuos de todas as nacOes pp-
dem lestemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
brosinteiramenlesosdepois de haveremprega-
do intilmente outrps tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
lodos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
della sao to sor prendentes que admiran; Os
medico mais celebres. Guantas pessoas reco_
braram com esle soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permauecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viamsoffteri
amputacaol Dellas ha muitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submetter&m i essa operaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfuso de seu recouhecimento declararam es
te resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti.
carem suafirmativa.
Nmguem desesperara do estsdo de saude sa
'ivesse bastante confianca para ensaiar esle re-
medio constantemente seguindo algum lempo o
mentratatoquenecessitassea natureza doma.,
cujo resultado seria prova rinconlestavelmente
Que tudocura.
O ungento e til, mais particu-
larmente nos segu 11 les casos
Chitas
largas, francezas, riquis-
simos padrees, a 240
rs. o covado,
tendo entre ellas miudinhas, e de quadros, de
mui lindo gosto ; na ra do Queimado, loja n.
18 A, esquina que volla para a ra estrella do
Itosario.
Bolinas de Dlili.
A 13#000
o par do bolinas para homem, sendo de pellica,
cordavae, bezerro, c de pellica gaspiado decou-
ro de lustre : na la do Crespo, luja amarea
numero 8.
Grande pechineha.
Para acabar.
Covado a 200, c 200 rs.
No armazem da rus do Queimado n. 19, ven-
de-se chit;. franceza (ua, cores has, a 200 rs. o
covado, cambraia miudinha a 200 rs. o covado;
por a fazenda ser muito barata nao se do amos-
tras ; veuham antes que se acabem.
m casa de Rabe ScLmettan &
C, ra da Cadeia n. 57, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
Novas sementes de bor-
la I ice,
vindas no vapor Portugal chegado esle mez:
vende-sa nalojn de ferragens na ra da Cadeia do
Recile n. 56 A, do Vidal & Bastos.
Potass&daRssia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Rccife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de uperior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra : tudo jior creeos muito
razoaveis
Alporcas
Caim bras
Callos.
anee res.
Cortaduras.
Dores de cabega.
das costas.
dos membros.
fc-ufermidades da cutis
emgeral.
Ditas do anus.
ErupcOes e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fnaldade ou falla de
calor uas extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
Inchacoes
Inflammago do flgado.
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Oueimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulacoes.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas
GR.-WDE SORTIflEMO
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl.Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bpcetinha contm
urna instrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
! pharmaceutico, na ra da Crun. 22, em l'er-
nambu.io.
Fazendas e obras feilasJfP
NA
e armazein
DE
Champanha |
5 ^ Campos & Lima, na ra do Crespo n.
3 at 10, lem para vender urna pnrco de gi-
f S Ros com champan
em-so na ra do Qneimado, loja n. ISA.
| Vende-se um piano cm conta ; na ra do
: i-l.ir n. C7
- Vende-se urna escrava com 10 annos de
na ra nova do Pires n. 1, em trente do
tal niilfHar.
Na ro i da Guia, (ahorna n. 9, vende-se. um
pie com ofGcio de calafate, sem vicios nem
; '* .S.
id i
.
l)RuaDireta116.
Palitos do gaz,
en; massos; vende-se muilo barato, tanto em
; cmo a retalho.
jiproveilem a occasiao.
ido loja da diligencia, na ra do Quei-
mod !.. I:">, um grande sortimenlo de balaios,
>, lories e barato para compras, para cos-
i para guardar roupa : assim como muito
lindas cestinhas para meninas Irazerem no braco,
d parn se mandar prsenles, dilas para se le-
ra : rom fiuclascm mesa, dilas para tallieres, e
- muilas obras que com vista os compra-
i) i verao ; na ra do Queimado,. loja da dili-
a n. 05.
Veinie-se gesso cr e preparado, de lodas
idades: em Sanio Amaro das Salinas,
)Ui lo a.i sobrado do Sr. Cardoso
\ ende-se um escravo perilo cozinhoiro,
. de bonila Ggura e boa conducta, da-se a
Ci ltenlo ; ua ra larga do Rosario n. 24, segun-
). in lar
Neste armazem de iiolhados con-
dum^em ^in^r rato
por conta
r Loja de marmore,
Ra Nova.
Paria & C. avisara aos seus numerosos
frc.riie7.es e ao publico em geral, que re-
. ln'iido por todos os paquetes fazendas
de modas, acaban de receber entre mui-
los artigos o seguinte :
Vestidos ricos de blond para casamento.
Dilos de gorgurao do cores, lec.idos com
velludo em alio relevo=a duqueza de
Comberland.
Ditos brancos bordados para soire.
Dios ditos de cambraia.
Ditos de cores de phanlasia.
Dilos de cores de moiranlique.
Manteletes, chales ronds o peregrinas
do velludo egrosdenaple prelos.
Rournus de cachemira de cores e de se-
da de cores.
Bedouioespara sabida de thealro.
hapelinasde p-lhd de Italia e seda.
Calgado para senhora do afamado fabri-
cante Jolly.
Di'.o para meninos.
Casaveque de la para meninos de ambos,
os sexos
^ 2_'rS S
Aos amantes da
boa fumaca.
Na ra do Cabug n. 2 B. ha um grande e va-
riado sortimenlo de charutos, sendo os afamados
tanceiros, suspiros, saudades, havaneiros, gua-
nabara ele, pelo diminuto pre?o de 2g500 por
cada caixinha conlendo 50 charutos.
Sapatos de mar-
roquim.
Hi um grando e variado sortimente desla fa-
zenda que se vendo por diminuto preco, por
slrcm um pouco ar.ijgos.
MaiUciga ingleza e franeexa
SlS[^raqUelCffl?nd0 amerCad de643 80 "1^ barrit
Qucjos iamongos
Qucijo prato
os mais novos que exislem no mercado &U a libra, em porco se far abalimenlo.
\meixas raueczas
poVa 1 ^^^ de vidro conlendo "** 3 libra
Mustaraa ingleza e franceza
em frascos a 640 rs. e era potes franceza a 800 rs cada um.
"VerAa&eiros figos de comadre
ra caixinhas de 8 libras elegantemente enfeiladas proprias para mimo a lg600 rs.
Bolachinlia ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e en barrica com 1 arroba por 4]J.
Potes vidrados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1&000 rs cada um
iVmendoas concitadas propinas para sortes
de S 3oao
a 1$ a libra e em frasquinhos, conlendo 1 1|2 libra por 2J.
Cha preto, liyson e pcrola
os melhores que ha neste mercado de l{p600.2 e 2g500 a libra.
Ma^as em caixinhas de 8 lihras
contendo cada uma differentes qualidades a 4&500.
Palitos de dentes llenados
em molhos cota 20 macinhos cada um por 200 rs.
Ti jlo rancez
proprios para mpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas c rancezas
em latas e em frascos de differentes qualidades.
Presuntos, chonrias e paios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
aLatas de nolacninha de soda
de differentes qualidades a 1j}600 em porcao se far algum abalimento.
... .Tf!" vendem-se os seguintes gneros ludo recentemente chegado e de uoerio-
res quahdades presuntos a 480 rs. a libra, ehourica muito nova, raarmelada do mais afamado fa-
bricante de Lisboa, maca de tomate, pera secca. pasas, fructas em calda, amendoas. nozes frascos
com amendoas cobertas, centelles, pastilhasde varias qualidades, vinagre branco Bordea.ix'orondo
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, maCs de todas as qualidades om-
raa muilo fina, ervilhas francezas,champagne das mais acreditadas marcas, cerveias de'diUs
spermacelebarato, licores francezes muito Anos, marrasquino de zara, azeitedoce purificado azei-
touos minio novas, banha de porco refinada e outros muito gneros que encontrado tendentes a
moihados.porisso prometiera os proprielarios vendnrem por muito menos do que outrooualauer
promete mais tamben servirem aquellas pessoas que mandaren por outras pouco orticas como
e viessnm pessoalmente ; rogara tambem a lodos os sanhoresde engenho e senhores lavradores
queiram mandarsuas encommendas no armazem Progresso que se lhes affianca a boa oualidadea
o acondiciouamento T Hua"uauee
Na ra do Queiinad) 11. S
46, frente amarea.
jg Grande e variado sorlimento de sobre- jS
32 casacase casa.'.as de pannos linos prelos
^ e de cores a 28>. 30$ e 35}?. paletots dos ^
a mesmos pannos pretos e de cores a 28$, ua
^ 205 229 e 253. ditos de casemira msela- j
$j> dos desuperioi gosto a 163 e 18#, dilos S
"J& das mesmas casemiras saceos modelo jg
^ inglez 109,129, 149 e 153. dilos de al- &
ow paca prdta fina saceos a 49, ditos sobro- 3K
]S casa tambera de alpaca a 75.8!c 99, di- ^
*P tos de merino selira a 10J, ditos de me- ttf
yf rimS de cor.lao a 9}, calcas pretas das f
*i mesmas fazendas a 59 o 6$, colleles pa- *E
al ra luto da mesma fazendi, paletots de ^
i? brim trancado a 5$, dilos pardos e de J
j| fustao a 4 e 5$, calcas de casemira de wk
i cor e pretas a 79, 89! 93 c 10$, ditos das S
S mesmas casemiras para menino a 6$, 7-9 |*
^ e 89, ditos de brim para homem a 39, 1 '
1* :(9500. 49 e 58, dilos brancos finos a 59, :3}
g 6$ e 79, ditos de meia casemira a 49 e TO
b<| 59, colleles de casemiras prela e de co- |2
" res a 5$, e 69, ditos de gorgurao de seda 9
brancos e de cores a 5$ e 0$, dilos de 3?
> velludo preto e de cores a 9$ e!0#, ditos
Jg de brim brauco e de cor a39, 3500 e4#,
M palitots de panno fino para menino a j?
19. 16j e I89, dilos do casemira de cor gs
y> a 73,83 e 9, ditos de alpaca a 39e 3S50II, 5
^ sobrecnsacas de alpaca tambera pa.-a me- ^|
$ nio a 59 e 69, camisas para os mesmos 31
aS decores e brancas a du/.ia 15$, 169e209, ^
^ meias cruas c pintadas para menino de vO
P todos os lmannos, calcas de brim para SJ
os mesmos a J$50 e 3a.' colarinho de li- gU|
5 nho a 69000 a duzia, toalhas de linho pa- C
^fe ra maos a 900 rs. cala uma, casaveques |
*S de cambraia muilo fina e modernos pelo |
jie diminuto preco de 129, chapeos com abas |gj
2 de lustre a 5-j, camisas para homem de *5
H todas as qualidades, seroulas para ho- ^k
S, mera a l>9, 209 e 259 a duzia, vestimen- !
j (aspara menino de. 3 a 8 annos, sendo *
calca, jaquela e coletes ludo por 10J, co- ^
bertas de fustn a (9, toilhas de linho |f
af> para mesa grande n 7-9 e 89. camisas in- S
5 glebas uovamenie chegada a 363 a duzia. Jg
Na fabrica decaldeireiro da ra Imperial,
junto a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha uma grande pnrcSo defolhas
gos com champanha de superior quali- S
y dade a 209 o gigo. m
Venda de urna casa em
Olinda.
Vende-se a casa terrea da ra do Amparo n.
42, bem construida de pedra c cal, assobradada
para traz, tem 2 salas e 2 quartos, e quintal :
vende-so muito barata a tratar na ra de Santa
Rila n. 61.
Aos 20:000&
BilheteS inteiros, meios O quarlos da segunda
loleria que vai serexlrahida no Rio de Janeiro
para as obras da matriz de S. Jos de Pernambu-
co, chegados pelo vapor [rancez : vendem-se na
loja de fazendas de l.eite & Irmao, ra da Cadeia
do Recite n. 48.
4llencao a pechineha pa-
ra acabar.
Carne salga da ingleza e americana a
160 n a libra, e toucinlio americano
piimeira qualidade a 200 rs. a libra e
allianca-se a qualidade tanto de urna
com) de outra e se pode procurar des-
de as G lioras da manliaa ate as 8 horas
da noite, deve durar pouco pelo barato
preijo'que se vende! no armazem de
Andre de Abreu Porto, na ra do Tra-
piche Novo n. 14.
Conra a gonorrliea.
Injecco Brou.
Em 6 dias de tralamento, as vezes mais tarde,
muilas mais cede, se obtem uma cura segura sem
haver necessidade de recorrer ao emprego de
todas essas preparacoes monstruosas de que a
copabiba e as cobebas furmam a base, as quacs
sao muilas vezes perigasas e sempre njenlas
vende-se a 59 o frasco; na praca d3 Independen-
cia n. 22.
Arneadoas confeitadas para sor-
tes de S. Antonio, S. Joao e S. Pedro e
de zinco, j preparada para temados*, c pelo di- iteS S- Antn,. J030 e S. Pedro e
minuto preco de 140 rs. a libra. tambem pora presentes a 2$ o irasco,
Sabao do deposito do Rio X&Z*SlS!fmt ,,m5o*rua
de Janeiro.
Vendem por proco mdico, Alrr.eida Gomes,
Alvos & C. na ra da Cruz n. 27.
Grande pechineha
Cassas muito finas francezas, covado a 240 rs.,
assim como chitas francezas a 200, 240 e 260 rs.:
na ra do Queimado n. 44 ; a ellas, que se
acabara.
Vendem-se essenrias para tirar nndoas de
gordura, cera, etc., ele, em panos de laa, sedas,
sem alterar a cor nem o lculo : na loja de ca-
bos, no largo do Corpo Santo n 21, esquina da
ra do Encantamento.
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Teitos paracamisas,
Biscoutos.
Emcasa de Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
Vendem-se
Patele.
Relogios de oro.
Sellins inglezes..
Noescriptoriodo agente Oliveira.
Uma- casa terrea com
so to.
Vende-se uma casa terrea em chaos proDrios,
sila em Pora de Porlas, lado da mar grande,
roa do Pilar n 53 : a tratar na ra do Brum a.
16, armazem do Manoel Jos de S Araujo.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bellosortimenlo de relogios
deouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem uma
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Espirito de iohocom \\
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as c-
andas na ra larga do Rosario n. 36
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se emcasa de S. P. Jonhston 4 C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
glezes, candeeiros e castic.aes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes
Vasos, figuras, pinnas e
globos de louca para
jardimeportes.
Vendem-se por preco commodo, na ra do A-
moiim n. 41.
Para liquidar.
Na loja que foi de Claudiano Oliveira
na ra da Cadeia do Recife n. 55, ven-
de-se faze*ndasde muito bom gosto epor
menos de seu custo para liquidar-se, os
freguezes encontrarao um bello sorli-
mento do que bom e barato.
45-Ra Direila-45
Este estabereciment oTerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... 10,^000
Ditos aristocrticos!...... 9$000
Ditos burguezes........ 7#000
Ditos democrticos...... 6000
Meio borzeguins patente. 6^i00
Sapa toes nobreza....... 6^000
Uitos infantes......., 5jjf000
Ditos de linha (3 1|2 bateras). Ci'000
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapatos de salto (do tom). 6#000
Ditos de petimetre...... 5#000
Ditos bailarinos........ 5>500
Ditos impermeaveis...... 2^500
Senhora.
Borzeguins primar classe (sal-
to de quebrar).......5$000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). ..,...,. 4800
Ditos todos de merino (salto
dengoso). v.....4#500
Meninos e meninas.
Sapatoes de loica. ...... IgOOO
Ditos de arranca........ 3^500
Boizeguins resistencia 4^ e 5,s800
loja do vapor:
Grande e variado sorlimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas c perfumaras
ludo por menos do que em oulras parles : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SYSTEMA MEDICO DE H0LL0WAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto Inteira-
menle de berras medicinaos, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria.Be
nigno mais tenra infancia, e a compleieao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleieao mais robusta ;
inteirarente innocente em suas operaroes e ef-
feitos; pois busca e remore as doenca3 de qual-
quer especie e grao por mais antigs e ienazes
queseam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que jS estavam as portas da
morte, preservando em seu uso: conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais aflictas nao derem entregar-se a de-
sesperacao ; facam um competente ensaio dos
efflcazes effeitos desla assombrosa medicina, e
prestes recuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febreto da especie.
Alporcas.
Ampolas.
Arcias(malde).
Aslhma.
Clicas
Convulses.
Oebilidade ou extenua-
cao.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Dysinleria.
Dor de garganta,
de barriga,
-nos rins.
Dureza no ventre.
Lnfeimidades no ventre.
Di'as no figndo.
Ditas venreas.
tnxaquocn
Herysipela.
Pobre biliosas
Febret internitente.
Vendem-se estas pilulas no estabeecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul.Harana e Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada uma
dellas, contm uma instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O doposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 22, em Per-
nsmb o-
Botica.
Barlholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, rende os seguinte medica-
mentos :
Rob L'AfTecteur.
Pilulas contrasezes.
Dilas regetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de 2 oncas a
121ibras.
Assim como tera um grande sorlimento de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
Pre o
Ven-iem-se libras sterlinas, eiu
casa de N. O. Bieberi C. : ra da Cruz
n. 4.
9MVSJB HHKJim C3ftCBirmfiTaariarirf<^)B>aB
1 Seguro contra Fogo |
COMPAHHIA 1
Gotta.
Hemorrhoidas.
llydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammaces.
Ir r eg u la ridades
menstrua cao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obgtrucco devertre
Phtjsica ou consiu.p -
pulmonar.
Retencao de ourii.
Rheumatismo.
Symptumas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (malj.
S
LONDRES
AGENTES
G J. Astley & Companhia.
r
Vende-se
i
i
para
| Formas de ferro
purgar assucar.
Enchadas de ferro.
Ferro sueco.
i Ac de Trieste.
Estanho em barra.
Prego* de couiposico.
* Brim de vela.
: Agurdente de Franca,
I Palhinhparamarcineiro
| no armazem de C. J. As
| tley A C.
> cdq9*i*b9 rnimrwjgi
Vendem-secarneiros gordos e baratos;
ra do Cotovello, padaria do leao do norte.
I
I
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-8
na


/
DIARIO OE PERNAMBUCO. SEXTA FEIRA 3 DE AGOSTO DE 1860.
en
tlEMLKifcf-A
DE
ai utm.
Sila na ra Imperial n 118 e 120 justo a fabrica de sabo.
DE
Scbastiao J. da Silva dirigida por Francisco Bcliuiro da Costa.
Neste estabelecimenio ha sempre prorapios alambiques de cobre de dilTerentcs dimencoes
(de 300 a 3:000*) simples e dobrados.para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios cominos
para resillar e destilar espirites com graduado at 40 gios (pela graduacito de Sellon Cartier) dos
melhores systcmas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do inipario, bombas
de todas as dimencoes, asperanles e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, tornetras
de bronze de iodas as dimonrdes e feilios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas para fornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armaiao e sem ella, fugoes de ferro potnveis e
econmicos, lachas e tachos de cobre, fund* de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, fulha de Flandres, chumbo V/n lencole barra, zinco era lencol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, lences deferroa lato,ferro suecia inglez de todas as diraenses, s-ifras, tornos
e folies para feri oros etc., e oulros mullos ailigos por menos proco do que ein outra qualquer
parte, desenipenhando se toda e qualquet encommenda com presteza e perfeicao j couliecida
e para commodidade dos freguezes que sel dignarcm honrarem-nos com a sua conlianca, acha-
.ao na ra Nova n. 37 loja de terragens p\essoa habilitada para tomar nota das encormendas.
Trapiche de depsitos, al-
fandegadon. 19.
"Largo da assembla.
Ha continuamente para vender neste trapiche
saceos de feijao mulalinUo muilo novo com 6 al-
queires, farinha de mandioca de diversas quali-
dades, miiho, farclo superior ero saceos muilo
grandes, arroz do Maranho, cera de carnauba,
courinhos curtidos, sola e palhade carnauba, lu-
do por precos commodos e em grandes porcoes
ou a relalho, conforme a vonlade dos compra-
dores.
U&ICA VERDADEIRA E LEGI
TIMA.
11
reviso


iiiiliiiiilliiiil-i
GRANDE ARMAZEM
3*W
Ra Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicao dos 31 i litares.
Acha-sena direceao da oficina deste acreditado armazem o hbil f^S
^^ artista Francisco de ssis Avcllar, antigo contra-mestre do fallecido w;
s$> Manoel Jos Ferreira. O respeitavel publico continuara' a encon- ^rjgs

Grammaticaiiifile-
JH za de OlIendorT.
? ^3= a cscrever e a fallar inglez ein G mezet,
!; obra inteirameafre nova, para uso de
:{L= todos os estabelecimento* de insti eo^o
^^ i publico e particulares. Vende-te na
i^ praca de Pedro 11 (antigo largo do Col-
:^ legio) n. 37, segundo andar.
:<
variado
sortiuicnto de
SALSA BAIUULOA
cobertos edescobertos, pequeos e grand. s, de
ouro patente inglez, para hornera a senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos polo ultimo paquete inglez : em casa do
Southall Mollor 4 C.
Adniraveis remedios
americanos.
Seus propietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em gcral, toda e
qualquer obra manufacturada em seu reconhecido estabelecimento a sabor: machinas de vapor de
todos ostamanhos, rodas d'agua para engenhos lodas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
muendas, tachas'de ferro balido efundido de todos os Umanhos, guindastes, guin- ,livel Parfa curar eicrophulas, cancros, rheumalis- 15|g| dando ao comprador alfjunius dasroupas leitas se apromptarao ou-
JZZ2 tras a scu gosto, qur cora fazenda sua ou do armazem para o que gSsg-
vhos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para tornalba, machinas para amassai man- mo, enfermidades do figado, dytpepsis, debilida-
diocae para descantear algodo, prencas para mandioca e oloo de ricini, porioes gradara, co- da.le geral, febre biliosa e intermitiente, enfer-
lumnas e muanos d vento, arados, cullivadoies, pontos, -aldeiras e tanques, boias, alvarengas.' miJaje
botes eludas as obras de macliinisrao. Executa-se qualquer obra soja qual fr sua natureza pelos
tes-nhos ou moldes que para tal lira forera presentados. Recebem-se e
. mulo na ruado Brum n. 28 A e na ra do Collegio hoje do Impe
ierro do estabelecimento Jos Joaquim da Costa l'ereira, com quem os Dreleudentes se pod
entender i>ara qualquer obra.
5^>>| trar em dito armazem um grande e variauo torilmente ae roupas _
I J*| eitas, como sejam : casacas, sorjecasncas, fraques, paletots de panno /^l
S&$ (no, ditos de catemira de cores, de merino, bombazoa alpaca preta Ks
W$% e le cores, ditos de brim de lmho branco, pai-do e de cores, calcas C&%
3j^3 de casemira preta e de cores, ditas de merino, de princeza, de brins yqgz
33>3 pardo, brancoe de cores, collttes de velludo preto e decores, ditosde *&
|<^ 3^3 ditos de fusto branco e de cores, paletots, casacas, jat[ueta$, calcas $@S Todas as casas de fani'lia, senhores de enge-
! =>* e colhetes para meninos de a 12 anuos, camisas, seroulas, chapeos ^^ i nho, faiendeiros, ele, devera esiar prevenidos
?f|? e gravatas pretal e de cores, libres para criados, fardamentos para ^^ ; com estes remedios. Sito tres medicamentos < a
z& a suarda nacional da capital e do interior. k-^ \ os 1uaes se cura "cazmente as principaes mo-
.. ^sec leslias.
Prompto alivio deRadway.
Instanlaiieainenle alivia as mais accibas dores
e cura os peiores casos de rheumasnio, doi de
eabea, nerralgia,diarrha, cmaras, coliras, !!-
lis, indigestao, crup, dores nos ossos, coi!;:; oes,
-K$ queimadura, erupcoes cutneas, angina, reten-
Remedio sem igual, sendo retonhecidos pelos| X recoriliccidos
mediros, os mais niinentes romo remedio nfal-|^^ reito, municipaes e promotores, e vestidos para montarla. Nao agr- ,:<$
^73 dando ao comprador alyumas das roupas leitas se apro
!j tras a scu gosto, que'r cora fazenda sua ou do armazem
3vi tem escolliidos e habis oflictacs, dande-setoda e qualquer roupa i

resultantes do emprego de mercurio, ^| jja convencionado.
^ZZZZTl'oZ ESr, ulceras e en.icoes que resuliam da impureza do ;>? convencin o que.mauura, erupcoes cu
encomniendas nele esta- '" l "" ?' .fit!aMMMI rador n. G5moradia do cal- mangue. ^^^IM1MIM- 1I1II1I111I^^S S'- I i
DKlendenies se pudim CAUTELA. 5^4?wM#WRW*MS R*Ma?K^af^M*W5S SullltlVO l'C
Fazcndas por baixos precos Graixa em bectgas esebo
Ra do Queimado^ loja
de 4 portas n. 10.
Anda reslam al-guiuas fa/.endas para concluir
a liquidaco da Urina de Leite 4 Correia, asquies
se vendem por diminuto pre>;o, sendo cutre ou-
tras as seguales:
Chitas de cores escuras e claras, o corado
alGOrs.
Ditas largas, fraacezas, linas, a 240 e SCO.
Biscados [rancezesde cores Dxas a 200 rs.
Cassasde cores, boas padrees, a 2-iO.
llrim de tinao de quadros, eovado, a 160 rs.
l'.iim trancado branco de liabo muilo bom, va-
a, a lHO.
C irles do calca de meta casemira a 2 Ditos de dita de casemira de cores a jj.
Panno prelo lino a 33 o \-;.
1 das de cores, linas, para homem, duziaa
1J600.
ravalasde suda de cores e pretas a 1S.
Meias brancas linas para senhora a 3g.
Ditas ditas muilo finas a <1.
Ditas crqas linas para homem a 4$.
Cortes de colletcsde gorguro de seda a 2.
Cambraialisa Qna transparente, poca, a 45.
Seda preta lavrada para vestido a lcOO e 2S
Les de vestido de seda prela lavrada a 10.J
Leo :os de chita a 100 rs.
Lia do. [uadros para vestido, eovado, a5C0.
Peilos para camisa, um, 320.
1 i inceza moderna, liugiado seda, covada
rJ (00 rs.
ntremelos bordados a 200 r?.
r. iin setas pira senhora 1 G40 rs.
Ditas b trdadas Dnas a 2g50O.
TosUias de linho para mesa a 2J e 4S.
1 imisas de inda, urna GOrs.
is de seda para pescoco de senhora o
560 rs.
! is brancos bordados para baptisarcrian.
- .1 5000.
Corles decalca do casemira preta a 6.
CHales de merino com franja de seda a 59.
C irte le cal5a de riscado de quadros a 800 rs-
Uerin verat. 0ara vestido de montana, eova-
do. 12280.
Leo jos brancos de camiiiift|a fluzia, 2J.
CA. DE LISBOA,
nova e muilobemacondicionada : na ru daCa-
deia do Reciten. 38, primeiro andar.
DELICIOSAS EI.NFALI-IYEIS.
oni pes e em rama, en? porcoes e a relalho : na
ra do Brum n. 16, armazem.
C3
Ferros de en-
goniiuar
econmicos
^5,$000.
Esles magnficos fer-
ros acham-se a venda
no armazem de fazou-
dis de Raymundo Car- j
D. T. Lanman & Kemp, droguistas por ata-
cado New Yoik, aegam-se oblgalos a prevenir
o resdeilavel publico para desronfiar de slgumas ^
lenucs iiiiilicoes da Salsa Panilha de Brisiul,'. j^
que hoje se ^einle neste imperio, declarando a
lodos que sao elles os un os proprielarios da re-1
ceila do Dr. Bristol ,tendo-lhe comprado no an-|
no de 1 S5.
Casa nenliuma mais ou pessoa al^uma tem
direilo de fabricar a salsa pairilhadeBiisiol, por-
que o segredo de sua prepararlo acha-se somen-
te em poder d- s referidos Lanman c\: Kemp.
Tara evitar engaos com desaprecia veis combi-
na ces de drogas pernicio as,as pe?soas que qui-
Izerera comprar o verdadeiro devem bem ob$er\ar.
Progresso na cidade da Victoria
DE
Francisco Xaxier de Salles Cavalcante de Alnie'ula
NO

Palco da eiva.
m
:liii
dos
M. Singer & C. e Wneeler & Wilson
Neste estabeleci-
atento vendom-se as |
machinas desles duus
autores, mos,lram-se a
qualquer hora do da ou '
da noie, e responsabili- j
samo-nos por sua boa
qu; no armazem de fa/.endas
do Raymundo Cario
Leile ei limaos ra da :
Imperatriz n. 10, anligamenle aterro da Boa-
Vista.
Ia O envoltorio de fora est ^ravailo de um la-
sob uma ebap
guales palavras
As melhores machinas de coser dos man do sob uma ehapa J(J ac0> (|.azenJo ao as Mj g
afamados autores de Ne\v-\oik, I
N.
ID
iLOWl
Uua da Senzala \ova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
eomspletosortimento de moendas e moiasmoen-
dasparaeuSenho, machinas de vapor etaixas
de ferro batido o coado, le todos ostamanhos
para '
| Gila-percha.
oye r.occbeu-sc aovo soilimealo decapas,
K pernoiras e sapatos de guita-percha [vul-
ij garmeute borracha.
S Loja de niarmore.
- ejBe^^eKee
&J583*!*
O proprietario desle estabeleci memo, como se a cha com um grande o completo soiti- S
ment, tendente a molhados, ferragens e miudezas cor,vida portanto a lodos os moradores s
os Leitei "lrm5o.~rua!os quintes signaes, sana os quaes qualquer ou-1 ^ desla cidade. da Victoria, senhores de engenho e lavradores queirara mandar sas M
la Imperatriz n. 10. [ Ira preparaban falsa; ^ encommendas no Progresso do paleo da Fe'na, pois s ah enconliaro o bom e barato, Coj
visto o proprietario estar resolvido a vender, tanto em grosso, como a relalho, por menos g^
do que em oulra qualquer parle como sejam : agj
Latas de marraelada de 1 2 libras a 1400, frascos com differentcs qualidades de doce ^
por 25000, latas de soda contendo nove qualiJades a 2*000, azeilonas muilo novas. ^
passas de ilitas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2,-iuOO rs. a garrafa, licor s j5s
franeezes de todas as qualidades, chamianha, conhaque de ditas, lonca fina, azul,piolada, |j
e branca de lodos os padres, ameixas cm compateiras e em latas a 15000 rs. a libra, grj
latas de peixe de poslo por 2*000 ts banha de poico refinada, amula, fatias, bolachi- g
aba ingleza, hiscoitinho, e outras mais qualidades de massas finas, massa de tmale em
I ltase a relalho, letria, macarrao, talharim a 800 a libra, verdadeira gomma de aramia,
^ insenso de tudas as qualidades, espiritov de cravo, canella, ealfazema, verdadeiros pentes M
"g-5 a imperaris, e de tartaruga de 9-S000 a 109(100 cada um, mnea e franja de seda, fe- M
.^. chadoras de broca, pregos em quantilade de todos ostamanhos e qualiJades e oulros g|
do inventor I islol em papel cor de rosa, i M niuil0S bJeCl0S qUe Pr M l0rnar enfaJ"h0 deixa ,le 0S mencionar' S
4Qua as direccOes jumas a cada garrafa ^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^S^^^
tem urna pbenu semelliante a que vai cima do._____________________._____________
prsenle annuncio.
depsitos. Tachas e moendas
llio de Janeiro ra da Alfandoga ti. 89.
). T. LAN MAM $ KEMP
SOL A.GEKTS
69 WATER STREET.
New-lfol.
2' O menino do entro laJo ti'm um rotulo em
papel azul claro cem a firma e rubrica dos pro-
picanos.
\ Sobre a rolda aclia-se o retrato e firma
4gS
J^S
S3
novador.
Cura lodas as enfermidadeseseropholosas.chro-
>/, nicas esyp Mticas; resolve os depsitos de n i .-.
humores, purifica o saogue, renova o syslema
f?. promplo e radicalmente cura, escropbuias,vene-
ga reo, lumures glandulares, ictericia, dores do os-
?ig sos, tumores brancos, afercoes do figado o rins,
^5 erysipelas, abeessos e ulceras de todas as ca!
B molestias d'olhos, diir.culdade das regras das
^? mulheies, hipocondra, venreo, etc.
| Pilulas reguladoras de Bad-
way
para regularisar o syslema, equilibrar a circula-
cao do sangue, iuleiramenle vegelaes fovoraves
em lodos os casos nunca occasionu au/ as ne
dores de ventre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a 8 purgam. Estas pilulas sao elcazes as al 11 -
jdes do Dgado, bis, dor de caboca, ictericia, in-
digeslao, e em todas as enfermidades das ma-
nieres, a saber : irregularidades, fluxo, n leo-
coes, flores brancas, obslruccoes, histerismo, etc.,
sao do mais promplo effeito na escarlatina, febre
biliosa, febre amarella, e em lodas as tebres ma-
ignas.
Esles tres importantes medicamonios vera a-
companhados de inslrucroes impressas qi -
tram com a maicr mionciosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Eslao ga-
rantidos de falsficacao por s haver venda no
armazem de tazendas de Raymundo Carlos Li i'i
& Lrmao, na ra da Imperatriz u. 10, unicoc
agentes em Pernambuco.

9
Babia Germano & C. ra Juliao n. 2.
Pernambuco no armazem de diogasdej. Soum,
C, ra da Cruz n 22.
,------
Farinha de mandioca.
1VI

Braga Silva & C.tera sempre no seu deposito
da ra Ja Uoeda n. 3 A.ura grande orlimecto
de tachase moendas para engenho, do muilo
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesrao de osilo ou na ra do Traniche n 4.
Km casa de N. O. liieer & C.,
succcssorcs, ra da Cruz n. i, vende-se
Vinho Xerez cm barris.
Cfiampaiiha em caixas de 1 duzia da
acreditada marca l'arre <& C-, vinho
de superior quahdade.
Conh.ic em caixas de 1 duzia.
Vermouth em ditas de ditas.
i Ferro da Suecia.
F Ac de Milao
Brillianlesde todos os tamanhes.
^bUtoriSlMH 76 Rita Di; cita 76.
dade, vinda do Maranho, polo h
brigue escuna (Graciosas : nos armasen- de Ma-
chado & Dantas o Antunes Guimares J C, no
Forte do Maltes, largo da Assembla.
1
:-;>
Pastilhiis vegetaesdeKemp
contra as lombrigas
approvadas pela Exm.1 inspeccao de estudc de
Habana e por muilas outras juncias de hygiene
publica dos Estados UniJos e mais paizes da A-
meriea.
Garantid.is como puramente vegetaes, agrada-
daveis vista, doces ao paladar, sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causam
nauseaa, nein seiisaces debilitantes.
Te-ieiniinho expoulaneo em abono das pasti-
llas do Kemp.
u Srs. D. T. Lanman eKemp.Port Ry-
ron 12 de abril de 1859. Senhores. As pas-
tilhas que Vmcs. fazcm, curaram meu filho ; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exlialava um
cheiro fedito, linha o estomago inchado e con-
tinua comichao no nariz, lao magro se poz, que
eu lemia perde-lo. Nestas circumstancias umvi-
sinho meu disse que as paslilhas de Kemp li-
nhain curado sua lilha Logo que soube disso
(KEMP NDEVjaomv)
PILUL6S VEGETAES
ASSUCARAAS
G1SASBE SORTIIIEMO
UE
Fazendas e roupa fcila
Vcndem-se barricas com bolachinha ingle-
za a 2) a barrica : no armazem de Luu Antonio
Aunes Jacome,defronte da porta da alfandoga,
Vcndem-se duas cabras de leile, que coslu-
mam criar meninos ; cm Sanio Amaro das Sali-
nas, rasa junto ao sobrado do Sr. Caldoso.
Vandc-se uma casa terrea de podra e cal,
de porta e janella, na ra dos Poasos a.-21, fre-
guezia dos A togados, toado commodos para urna
pequea familia, e com porta e aaella no oilao
do lado do nascente, que olha para um terreno
pertencente a mesmacasa, que pude dar una ca-
sinha. Pendo o quintal perto de 300 palmos de
fundo, pagando um fura diminuto, livre e desem-
barazad, lano em foro e dcimas, como emliy-
pothoca : quem a pretender, Uirija-se aos Alo-
gados, na la de S. Miguel n. 86, que achara com
quem tratar.
Yifilio de Bordeaux.
Vendom-so livros em brai.co com lod. s os ris-
cos necessa ros para escriplnrrcao por partid
dobradas esimples, encardenacao franceza, han-
burgueza c nacional.
I'i.iiio e razio.
Borrador.
Cala.
Registro de letras.
Abecedario.
Copiador do carias.
I. uni grande sorlimenlo de livros avulso, cr..
diversos tamaitos, cademc-las para lembr
tinta de lodas as coros, lapis, penosa Qnas, n-
zul de todas as qaalida-
da mata-borrao, I ere,
relogioa oe algibeira horisontaes, patentes, chro- obreias de todas as qualidaios, letras em branro,
nomoiros, meios chronomelros, de ouro, prala cantas liihographadas, carias fnebres, anvelo-
dourada efolheadosa ouro, sendo osles relogios pos de todas as qualidades, o outros muilcs nb-
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ven- jeclos, o que ludo se vendo |.or presos r m-
dero por precos razoaveis. modos.
Sndalo.
Recebeu-se novo sortimemo de boni-
P los leques e braceletes de sndalo
LOJA DE HARMORE.
Relogios
Suissos.
Em casado Sohafloillin & C, ruada Cruz n. leiros, papel blanco caz<
38. vende-so um grande e variado sorlimenlo de dos. ditos de coros, dilo
lho para 1861. i
4
Acabam de ebegar de Lisboa osles interessan-
tes almanaks, e vend*m-se na vraria econmi-
ca ao p do arco de Santo Antonio ; lambem se
vendem cullercoes completas dos mcsnios, a pre-
os commodos, na mosma livrarra.
- Vende-seum terreno na ra Imperial com
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joatjuim [lodrigoes Tavarcs de Mello
RA DO QUEMADO N. 39
EM SL.V LUJA DE QI\TUO PORIAS. ,
Tem um completo sonimonto de roupa feita,
e convida a lolos os seus freguezes e lodas as
| pesseas que desejarera ter um soarerasneo bem
feito, ou umt calca ou collele, de dirigirem se a
esta estabelecimento que encontrarao um hbil
artista, thegado ltimamente de Lisboa, para
desempeahar as obras a vontade dos freguezes. Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co- 02, armazem.
J tem um grande sorlimenlo de palilots de ca- ohccidas marca dos Srs. Brandenburg Freres. TPTl^TTPTff TPM ^
semira cor de rnpe outros escaros, que se ven- e dos Sis. Oldekop Mareilhac 4 C, cm Bor. rjUiJQiBtt AT^JJ^^ _^
lema I23>, outros de casemira de quaJrinhos de*- Tem as seguintes qualidades : 31AHCllMl.lIuJ L MULDhU
da mais fina que ha no mercado a 16?, ditos| )( Brailtieiiburg VreS.
12$, ditos de djibka
Publicacao litteraria.
A monarchia ronsltucional eos lili I
110 palmos de fenlo, pioprio e promp'o a edli- rir. A. Havid Vasroncellos C. navarro, re :
car-so, com lodos os fundos ou parle como con-
venha ao comprador, propro para qualquer es-
tabelecimento ou fabrica.com porlo atraz, muilo
boa vista : a fallar rom Victorino Francisco dos
i Santos, na mosma, casa onvidracada com fenle
azul ao p do norlo de ferro.
Vendem se saceos com farinha ce
mandioca, ditos com farelo de Lisboa e
milho, per menos prceo que se vende
Em casa de Kalkmann lrruaos&C., ra da em outra parle: na ra do llang'1 n. Agoas Verdes n. 46.
na livraria ns. C e 8 da praca dalndipci.i. acia
a 1;00 cada exemplar.
Sinceridade.
Um moleque poca, boleeiro e alfaiatc, de
de 28 annos, 1 dilo de 13 anuos, 1 escraro pe o
de 27 annos, cozinheiro e bem marinlieiro,^
dilo? para engenho, de idade ue 5 a 30 ani
ambos per LrjOOj, 1 escravn boa eozinheira
90i'9, 3ditas, sendo uma por 650-J ; nn ra d >
NEW-YORK
0 MELHOR REMEDIO CONHEC1DO
Conlra eonstipaede, ictericia, a/fecoesdo figado,,
febres biliosas, clica, indigetloes de merm stima 12??, ditos de f.lp.ka muilo S[ Eslh>
en.xaquecas. fina a G5, ditos franeezes sobrerasacados a I2jf,
lemotrlioidas, diarrhea, doencas da
Na loja do Arantes vendem-se borzeguins
de lustre a (i.
Batatas a SOrs.a libra, e arroba a 15920
na laberna da estrella no largo di Parai/.o 11. 1
.
ditos de panno fino a 20, 255?, o 30. sobre- M" ux>'
casacas francezas muilo bem feilas a 35, cal-
ditas de;
Larose.
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. MG Gold
Street pelos nicosproprietarios D Lanman a
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes ciJades.lo imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na ra da Alfandega n. 80.
Baha, Germino & C, ra Juliao n 2.
Pernambuco, no armazem dedrogas de J. Suura
& Companhia ra do Cruz n. 22.
Vendem-se duas escravas com
habilidades,bonitas figuras e muito mo-
rs : na ra Nova n. 52.
Parahyba.
Vende-se o engenho Torrinha distan-
te d sta cidade duas leguas por tena,
tem terreno para dous mil pes or an-
no e bDa casa de vi venda assobradada
boas obras, tem embarque no porto dis-
tante do engenho l|2 quarto de legua
do rio Parahyba eem menos de 3 horas
se vein a cidade; quem o pretender di-
rija-se a Joao Jos de Medeiros Correia
fc C que dir' quem o vende.
pe le, ru pees, e todas as enfermidades,
P&0YEHK5TB8 DO ESTADO IMPURO DO S.VNCl'E.
75,000 caixas desle remedio consommem-se
animalmente 1'
Remedio da natureza.
Approvado pela faleudada de medicina, e re-
commendado corroo mais valioso catrtico ve- aplirado a 25, ditos de borracha a 250O, cha- St. Julien Mdoc.
sitia casa ha para
Ra dos Gitreropes n. 00,
tem ptimas mobilias para vender a prero com-
modo.^e encarrega-se de qualquer encommenda
, de objeclos de seus cilicios, a qual sera executa-
' da com delicadeza e promptidao.
scra\os fgidos.
ras feitas da mais fina casemira a 10, i uo .
brim ede fusiao por preqo commodo, um grande ch;llc'au Maraj'.
sorlimenlo de colletes de casemira a 55, ditosde! l Atl I Sr \X *lVQr
ouiras fazendas por preco commod), um grande! De UluekOp sortirrento de sapatos de tpelo ile gosto muilo ; St, Julien.
coropre 2 vidros de paslilhas e com ellas salvei a \gctat de todos os conhecidos. Sendo estas pila- pos decaslor muilosuperiores a 1G, ditos dse- Chateau Lcoville.
vida de meu filho. las puramente \egeiaes, nio contem ellas ne- da, dos melhorcs que tem vindoao mercado al 0, Na llieSl
Sou de Vmcs. su amo agradecido. nhum veneno mercurial nem algum outromine- ,],os je S|. nglezes a 105, ditos muitosbons a von,i0. .
Tupio da padaria do Giqo um escravo de
nome Severino, conhecido por corda de couro.
de-iO annos de idade, pouco mais ou menos,
crioulo, clevou vestido caira e camisa di
do azul c chapeo de palha ; pertenreu ao en-
grnho S. Caetano, de propri^dado do Sr. Uanoel
cno* ilPSPmharfR(T)S aSOra Olyropio Corneiro Loan rffga-se as autoridades
LdLS UCSeUllliU L UlC & ti^,ui a. p,lliliaes ou cailiacs de campo o pprehendam e
No armazem de Manotl Joaquim de evem oila psdaria. que serao bem gratifica los.
Olivtira & C., ^m frente a traversa da, Fugio honicni 15 do corrale, pelas 8 horas
Madre de Peos ra do Cordoniz n. 18.. <> noilp. do sobrado defronte do *ieiro do Mu-
Queijos novos milito fres-
ral; eslo bem acondicionadas era caixas de fulha
para resguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e efticazes
<"m sua operario, um remedio poderoso para a
juventude, puberdade e Velhice.
vender'.
125, ditos franeezes a 85, ditos grandes de pan-
no a 45, um completo soitimenlo de gollinhas e Sher7 em barris:,
manguitos, tiras bordadas, e entre meios muito Madeira em barris.
propro para collerinhos de meninos e travessei-. CoSnac cm barns 1ua,-ldade fin*:
ros por prero commodo, camisas bordadas que
Cognac em caixas qualidade inferior.
Lea-se o folhelo que acompaaha cada caixa.' servem "para batisado d crianzas e para pass'e-o i Cerveia branca-
pelo qual se ficar conhecendo as muitas curas a gj> ]q-
milagrosas que lem eflectusdo. D. T. Lanman [ ludio'bo
& Kemp, droguistas por atacado em New York, homem
Vende-se uma eserava crioula de 16 annos
de idade, cose, rngomma, lava e rozuha, sa-
dia c de boa figura, garanlindo-se a boa conduc-
ta e advertindo-se estar grvida ; a tratar na ra
do caes que segu da casa de delenrao ao gazo-
melro, na casa assobradada que existe niargem
do rio.
Vende-se urna preta criouls, de idade 23 a
ni/, a eserava parda de nome Raimunda, perien-
ctnl a Sr." D. Isabel Raimunda dos Santos Pi-
nliciro, com idade de 20 annos, estatura regalar,
levando vestido novo (ft- risrado encarnado, r-
selas as orelhns, sapalos de marroqum verde
e uma Ironxa com a sua roupa do uso Esta es-
erava viera do serio e fura comprada pila mis-
ma senhora no corrrente atino ao corrector Tii| i-
sao os nicos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venda em lodas as boticas das
principaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Ro de Janeiro, na ra Alfandega n. 89,
Babia, Germano & C. ra Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C. ra da Cruz n. 22.
Pechincha sem
igual.
Superiores cortes ee chita larga franceza com
muito lindos padrees, havendo entre ellas miu-
ilinhds e outras de quadros muilo modernas de
11 rovados cada corle pelo barutissimo prero de
2$500: na loja do sobrado amarello nos qualro
cantos da ra do Quemado o. 29 de Jos Morei-
ra Lopes.
vPnae-se uma preta rrinuii. aeniaaewa ,,. de.SP pols po|icia ou a:iiler
24 annos. com una cria de .. 1,2 a 5 annos. par- ,ye" no,icia> h1j3'm de
da clara; na ra da Cadea do Recite n. 56, leja appr(nVr P u^va-la ao sobrado da na do Impc-
09 e 125, ricos lencos ile canibraia da DrvOCCQ linPinilll lPrras''ns- rador (amiga do Collegioi n. 81, no primeiro an-
rdados para senhoras, d.os lisos para fid!55>a IMl/lUilflI H. ^ Jft kflHlOillAQ ^^ZW^ SSS&-.
por preSo commodo, saias bordadasa| Na ra do Vigarion. 9. pnme.ro andar, vende I HI^VJ 1 UIUILJ U\j Ul IlktllllVO ^ pnp^h0 Bom Suceesse do lerme de Seri-
38500, ditas muito fu as a 55.
RELOGIOS.
ros de Pars.
19Ra do Imperador19.
Anda ternura se muito superior potassa chegada ha poucos n Bm-ka inalh^i iem, o"scavo Dunicl. preto fula, crioulo, ce
restinho de chales de toauira a 30, corles de dias do Rio.de Jane.ro ern barris de 4 arrobas, e Dre>US& SoUCllOlS, JOaLhei- (]a(lp 0 aM p ,DS ou me s ![0> >ec.
a preco muilo commodo. tviCIp Paria co, 1 em espigado, cabera pequea, fenoes regu-
lares, brm feilo de corpo, ps e mos serras c
bem feitas. Este escravo procurou ao Sr. P. V.
P Teem a honra de participar ao respeitavel pu-I P o eSw*l"'? ?}q"'T^A i?A?
bino desla cidade, que chegaram com um neo e 'o, mandn busca lo, e na chegada dos portado-
Collares res- c escravo desappare.-eu ; julga-se que an-
dar o dito escravo as visinhancas da villa do
Cabo, ou do mesmo engenho S. Joao, ou do en-
Stc7brtbMteX~C^^^ Barbalho onde tem muitos ''t"''"'',^?'.
das ele ele pois que frequenlava esses lugares quando foi ac
u.is. eie cu.. Xavier da Bo.-ha Wanderley, hoje mo-
Correntes sultanas, modernas, para ^^ egenho Serrana : Pede-so as oteri
senhora.
vestido de seda de cores muilo lindas e superio- i
res qualidades a 1005, que j se venderam a i
150Jf, capotinhos prelos e manteletes pretosde!
ricos gostos a 20, 255 e 305, os mais superio-; Vende-se emeasa de Saunders Brothers &
res chales de Casemira eslampados, muito finos, a C, praca do Corpo Santo, relogios do afama
8ea 10, toalhas de linho de va rae tres quar-'do fabricante Roskell, por precos commodos, | variado sorlimenlo de joias modernas. Collares
, _- ',., I ', de brilhanles, aderecos, pulseiras, alfint-tes, ar-
tas, adamascadas, muito superiores a 55, ditas | e tambem'.rancelhns e cadeas para os mesmos. gp|aSi cruzcs com f,08 de perolas, anneis, etc.,
para rosto de linho a 15, chitas fiancezas desu-; deexcellente itosto.
perior qualidade, lano escuras ;omo claras a Vende-se uma casa terrea construida de li-
200 280 aiO 400440rs r rnvado rc.s jo'o, chaos proprios, que rende 12$ pormez.no
OU, *9&t V, 4UU e 44U rs. c eovado ricas ,.gar da ^.^ Vcrde*na Capunga quem quizer.
casemiras para cal^a, colleles epalitotsa 45?oco- apparcca na ra Nova, loja do selleiro n. 41, que
vado, e um completo sorlimenlo ds outras fazen- se dir quom vende.
das, eludo se vende por preco barato, e que nao Vende-se uma excellenlo ernoa aberla. que
i possive, aqui se poder mencin,, nem a quarta ; SZ^^^^^^
i dades de polioia do termo do Cabo a captura des-
i te escravo, o aoscapilaesde campo ou qualquer
i pe3Soa que o cooheca, de pega-lo e levar ao en-
! genho Serrnha de Serinhaeni a seu senhor Fran-
s de todas as qualidades, ouro e dourados para cisco Manoel Wanderley Lins, fu nesta cidade
parte dellas, no entanto os freguezes chegando e* a rua iarga 0 Rosario, padaria n. 18, que se lhe j homens e senhora3, ludo por precos muilo ra-, ?o Sr. Manoel Alves Ferreira, na ra aa aioeaa
querendo comprar nao rao sem faz;nJa. I ir quem o dono. I zoaveis. n. 3, segundo andar.
Relogios


W
Agricultura.
Arroz.
A o.icia acerca das semenles dearroi que a socie-
dade fez distribuir ha pouco lempo. Consi-
deraces sobre a cultura do arroz commum ou
dos terrenos hmidos^ e a do arroz dos terre-
nos seceos ou arroz de montanha.
A segiiintc noticia acerca ib cullura e da quan-
Luliurado arro: das erras aixus e hmidas,
ou arroz commum.
(Oryza sativa.)
us nielnores terrenos para a cultura desta es-
pecie de arroz sao, em primeiro lugar os terrenos
alagados das margens dos ros perto da sua em-
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FE1RA 3 DE AGOSTO DE 1860.
bocadura com o mar, sobretudo nos lugares onde
a mare repreza as aguas do rio e produ2 innun-
dagoes
dadas
Ierran
laidas, tero muita importancia, nao smente pelo nalura
interesas que olTerece o proprio vegetal, vegetal a8>'.e
dagoes ; o segundo as margens dos rio innun-
_ dadas na occasiao das enchcntcs ; terceiro, os
dada du arroz, rujas semenles leni sido dlslri- terrenos encharcados. Nos oulros terrenos, nao
mente hmidos, necessario ter srroprc
em abundancia para incundar os arrozaes ;
nutre lalvez os dous tergos do genero huma- Para ,sso preferem-se as planicies junto s mon-
uo. como pela ana especie particular. ] lanhas c procura-se por meio de diques e para-
Nao e mui commum encontrar terrenos apro- Peilos reunir as- aguas que vem de- suas verlen-
priados cultura do arroz vulgar, entretanto quo les- Orando estes diques eslo cheios, abrem-se
as mrros seceos, principalmente as das"collinas e as Portas, que se conslruem de distancia em dis-
ilanhas. Sio niuilo menos raras. Comprelien-i Cla rega-seo arrozal,
dc-sc por tanto a conveniencia de poder-se cul- Nos Antilhas prepara-seo terreno depois das
tivarem torras seccas e arenosas um grao que Srandes chuvas de junho a selembro, abrem-se
serve de alimenlarao geral, nao fallando na in- va,elas separadas entre si, de 14 a 16 pollegadas
sai ti lindado bom conhecida dos arrosaes das ter- i em CUJ fundo se deposita com cuidado a semen-
i as pantanosas. j te, que depois se cobre com duas pollegadas de
I ara esgolarmos o que diz respeito cullura ,erra-
do arroz, julgamos dever acrescentar esta noli- : As ,ros quarlas parles de um sacco basta para
:a algumas considerarles sobre a planlacao de urna geira. Terminada esta operaco
abrem-se as portas dos diques, e derrama-s
agua, de sorle que cubra o terreno Logo que
percebe a germinado do arroz, fecham-se as por-
ambas as especies.
Cullura do arroz dos terrenos seceos.
(Oryza Mulica.)
Tem-so ostendido tanto a cullura desle arroz nos
1 > I : I I I? I .. 1 __ .._ -11- *
tas dos diques e nao se rega seno no fim de 4
dislriclos do Friul, que alli se nao enconlram ou 8 dias. Logo que a planta se eleva, supVime-
ma s arrosaes do arroz commum. se a regra al quo ella chega at a altura de al-
O arroz mutica nao est sujeilo molestia de gimas pollegadas ; ento limpa-se a Ierra das
outras plaas, como est muitas vezes o oulro! nmas inuleis, e revelve-se ligeiramente os es-
arroz principalmente em terreno muilo lerlil. PaCos intermedios, dcixando os sulcos seceos du-
De ordinario chega a amadurecer completamen-!ranle dous ou tres dias, para que essas hervas
le em Bus do mez de agosto, ou ao mais tardar; m"am pela forca do sol. Depois disto faz-se
em principios de setembro : quando pelo con- correr a agua pela lerceira vez, c deixa-se o ter-
nario o arroz commum nao amadurece seno era Ireno "inundado por urna semana ou 10 dias po-
?,r'mCIiPljS t oulul'r. sendo semeado na primei- de sorte que a cultura da agua nao eiccda
ra motada de maio depois de mcller-so agua no de 3 a 4 pollegadas, isto que dexe ver a exlre-
lCUf": midade das plantas. No fim desle lempo torna-
^ fcssa sua preciosa quahdade de amadurecer lo I so a deixar sahir a agua, e depois que a Ierra li-
.epressa. o livra de ser arrasado pela geada, pelas ver secado bem, cvese de novo nos intervallos
;s e borrascas, que muilas vezes appa- : das vlelas, limpaodo bem as hervas. Limpo des-
z de setembro, c que destruem o ar- le modo o terreno, recebera agua pelaquarta vez
pela quarta vez,
possivei, at 4 ou cinco dias
recem no mez
. roz rommuro. ; o a contera se fr r
-Meni disto o lempo em fins de agosto de or- I an'es da colheila, a qual se far no momelo em
d.t.ario menos chuvoso no que em fina de seleni-: oro, e por Isso de pode dcbulhar em lempo en- comeara a vourar-sc.
.uto, de mancira que mais fcilmente pode guar-1 Na China e era algumas parles da Italia para
dar-se a palha que serve ento para os animaos I "S" s arrozaes esporam que os rios transbor-
comerem, em lugar de servir do cama para os dem. ou guardara agua em grandes tanques ou
nefmos. depsitos, que reservara para quando forneces-
<) arroz mulica excede minio ao arroz commum f'"10- Na Italia arara e gradara a Ierra e embe-
era tecundidade, de maneira que de dous campos : Le,m em pouca agua e seiam mo. se'm deixar
egualmenle productivos um de arroz commum c : sabir a agua al que o arroz esteja em eslado'de
o Giro de arroz mulica, o primeiro dar dez al- : s" colindo ; por conseguinle todas as operar-oes
tes o osegundo quinzo ; havendo ainda urna de cavar, etc., se fazem, lendo o lavrador os'i-s
n itavel diffcrenga de peso entre oalqueire deuru """''"" -'-
e oe oulro. e queem vantagem do mulica. Um
at.juoire desle ultimo pesa cerca de 128 libras
quando o do commum pesa cerca de cera. '
l'raa to notavel difierenea no peso entre as
deas especies de arroz provru de nao serem os
;: s egualmenle conformados. Os do arroz com-
m tn lem na pona de una de suas extremidades
um pellozinho, e os do mulica nao o lem, pelo
quo esle oceupa na medida menos espaco que
acabamos de dizer nao admille duvida.'pois lem-
se conliecido
Irurcao e da lenha, a^laniacSo as arvores, ou
a nao deslruico dos bosques e florala, ao ma-
nos no amo das monlanh is e collinaa, da mais
notoria uiilidade ; porque ellas saneam a trra a
a perservam de icaroarniDada pelas torrentes,
diminuem a violencia dos ventos, e, finalmente,
tornara mais salubre o nr de todo o pair, de-
compondo os gazes carbonados paludeanos (hy-
drogeneo carbonado, arico carbnico, etc), que
misturados com o ar conslituem urna poderosa
causare insalubridade.
O agrnomo Lavergne de parecer que a
deslruico das florestas leiu inconvenientes pou-
co graves nos paizes frios, mas que extrema-
mente nociva nos paizes qjenles ; que faz menos
mal as planicies do que as montanhas. Em
toda p3rlc, diz elle, quer o clima seja fiio, quer
quente, sao desastrosos os edeilos que resultara
em desguarnecer de arvores as montanlias, e
mesmo as colliuas e as inclinaroes escarpadas.
Os lugares onde oulr'ora florescenm muitas na-
coes eslao hoje reduzidos a desertos inhspitos
pelo simples fado do derrubamento das florestas.
A falla de madeiras tem ebrigado a formar flo-
restas arlificiaes, o pode-se dizer que a Europa
se replanta de arvores : e essa cullura, que forma
noje um ramo particular da agricultura, come-
eou pelos paizes os mais fr os do norte da Euro-
pa, que actualmente fazem um aclivissimo com-
merciocom as florestas trlificiaes, plantadas e
replantadas, e cuidadosamente tratadas.
^_________( Agricultor Paulislano ).
Variedades.
metlidos n agua al aos lornozellos, modo mui
encommodo e insalubre. Na China, durante o
o desenvolvimenlo do arroz, que primeiramenle
se semea em viveiros e depois se Iransplania
para vlelas ou sulcos separados de 10 a 12 pol-
legadas entre si, os arrozaes conservom sempre
molhidos quando c possivei ter sempre agua em
quantidade suliciente. Os terraplenos ao p dos
do declive das montanhas se abaslecem coma
agua que vem das mesmas montanhas, ou dos
terrenos cujo nivel mais alto do que os dos
por experiencias felas ha rauilos !rlos u dos canaes, e se regam por meio da noria
atinos entre as duas especies de arroz. | geralmente empregada em todos os pontos do
O ..rr..z mulica verdadeiro tem urna cor mais Pa "ndo nao se pode obter acua de oulro mo-
ra que a commum e porisso no mesmo mer- d<>- Uesle modo os arrozaes eslao sempre inun-
cado tem um preco inferior esle ultimo ; mas, dados, al quo o grao se ache quasi naduro e
.SLfflK'l dll,erena da vaior para menos "ao precise mais d'agua. No vero necessario
j..calcula\el quando se confrontara todas as ou- '
tras vantagens que concorrera no primeiro por-
essa difforcn' d valor desappare:er quan-
se convenceren)
que
O* os consumidores
ero necessario
capinar urna ou duas vezes os arrozaes.
O conhecimenlo dos trabalhos e cuidados a
necessidado indispensavel de muita agua, que
exige a cultun do arroz vu"
n h>n ,,r SC con7encc""> I"* o arroz >ge a cultun do arroz vulgar, far melhrappre-
n.. e a ,3 "0 ??b0r a0arr02 commum,! ciar as vantagens da cullura da oryza mulica cu-
e que sendo cosido tem elle a vantagem de eres- I Jas semenles se acabam do deslribuir
<^r mais em volume do que o outro. e por Uso '
6 mais econmico para o uso das familias do que
o arroz commum.
O arroz mulica pode cujlivar-se na
quintidadc de terreno que o commum, e
ta mesma asna que o outro.
mesma
precisa
Uuando depois de quatro a seis anuos, o arro-
l ja nao proJuz tanto preciso deixar-se o ter-
o em
para o
no milho,
alimento de
repouso por tres ou mais annos, e po-
dara semear-se entrelanto nesse Ierre
Igo, aveia e oulrais hervas
animaes.
1" armo.Colhido o arroz do ultimo anno no
mez de novombro, faz-se eslender cora a encha-
da o barro de dentro dos canteiros do arrozal e
I i depois (se o tompo permillir ou durante o
-.no -
Saneamento. le um paiz pela
planlacao de arvores.
Desunos da grande vegetaco nos phenomenos
meteorolgicos Os que lem esludado a physio-
logia vegetal sabem que as arvoros absorvem a
agua por meio de suas raizes e a expcllem pelas
folhas. Destas duas qualidades de absorpeo e
evaporai-ao, resulta, que possucm vegelaes,' que
em lodos os lugares onde existen) muilas arvo-
res nao existem pantanos, e vice-versa. Conce-
be-se bem isto refleclindo-se no duplo modo de
funccionar das arvores. quo absorvem polas
suas raizes a humidade comida na trra o a res-
tituera atmosphera por una especio de trans-
pirado insensivel de suas folhas
. essa agua, in-
err.WT.r.o/7^ na a-mospliera. leva-
Lomprehcnde-se, porlanlo, fcilmente que'o
meluor meio de dessecar um terreno planta-io
com arvores; porra nao de maneira que elle
tiquc completamente e sempre ao abrigo dos
garea_mais baixos formam-se as vallas para es- Comprelcnde-sc
g< lo das aguas chuvosas. Nos principios de maio ? '
at novo se grada, semea-sc o milho e faz-se arar.
- atino. No oulomno que se segu colhe-soo
nenie na floresta, cujas arvores esto mui juntas
a ponto de interceptarem os raios do sol e o ar
das carnadas superiores da atmosphara.
Regularisaco das chuvas.Durante a cstaco
cnuvosa, e era nlervallos mais ou menos prxi-
mos as chuvas torrenciaes cahera sobre a trra
adelucm demasiadamente e fizem muitas vezes
apodrecer as cementes ; essas chuvas fazem
egualmenle engrossar as torrentes que descem das
niontanhas, innundam.'as planicies e dao Iuar a
formagao de pantanos, qne seccando mais tarde
pela accao do calor solar, dcixam escapar esses
mlluvios tao-pengosos, que resultara das materias
vegetaes subjacentes. Um oulro inconvenienle
que resulla dessas chuvas a interrupeo forra-
da dascommunicires, iuterrupcoquc'trazco'm.
sigo as mais deploraveis consequencias.
Durante a estarao secca, os campos ficam sec-
eos e as culturas solTrera muito, se nao existem
meios de fazer irrigaces arlificiaes pcrmanenies
ou por meio de reservatorios subterrneos, taes
como os poros, etc.
Era una regio de florestas a humidade almos-
?nca se condensa em torno das arvores. e
nuvens, donde cahe a agua em chuvas do
benficas. Em lugar de correrem impe-
mento era forma de trrenle, essas chuvas
serao em grande parte absorvidas pelas arvores
fornecidas] lentamente as planicies, para onde
levarao pouco a-pouco todos os detritus ferlil-
sadores, que resultara das proprias arvores
Os bosques diminucm a violencia dos ventos
As arvores lem ainda a grande -ulilidade de
amortecerem a violencia dos venios, e nunca em
um paiz plantado de arvores reinaro, esses ventos
impetuosos que produzem muitas vezes desas-
trosos elTeilos.
Resumo.Deixando de parte a mui importan-
te queslao da producro das madeiras de cons-
. n'um prado arti-
[J ll I,
"' 3o anuo.Prado artificial.
4o anno.Prado artificial,
o." anuo.No invern tornam-sc a fazer os
canteiros, enchc-se de novo as valas, c na prima-
ira se faz lavrar a trra com a enchado o prado
artificial, derrubando-sc por esle modo o trevo
q:e deve ter nessa poca crescido mais de um
I Imo : terminada essa oporaco da enchada, tor-
n.im-sc a fazer os canteiros para sustentar a
agua que se nlroduz no arrozal, e na priineira
ii etade do maio se semeia o arroz.
Este raethodo ferlilisa de novo o terreno que
pela primara cullura de arroz linha ficado por
caneado estril, e por trez quatro e mesmo cinco
annos d elle boas colheilas como houve na pri-
mara vez que o arroz foi semeado em trra
v irgem.
inalmente, esta especie de arroz produz um
bello grao as eminencias arenosas esteris, o nao
vegeta nos terrenos baixos e hmidos. A'primei-
ro vista pouca dilTerenea faz do arroz commum
i saliva), senao em que a sua altura pouco
excedo de um palmo ou palmo e meio. Scmea-se
g ramenle em pequeos buracos, separados 18 i Forma
f'.'llegadas uns dos uniros, que se cobrem logo ees e
.i anchada ou com p. B | luosai
as Antilhas o semeiam durante o mez do maio
e da soca e ressoca do ordinario ; para isso basta
corta-Io, na occasiao da eolheita. raso com a tr-
ra. Alguns preferem semea-lo mo c ao acaso
c bri-lo com trra, e depois recobri-lo com a pal
Iha relha do roesmo arroz, al aliura de duas
pollegadas. porque assim se evita o crescimento
da_s mas hervas, e se nutre ao mosmo lempo o
grao, que se ferlilisa pela sua propria palha A
sdima parte do um sacco sufficienle para sc-
mear-sc urna geira de trra ; e as Ierras alias
ello produz 1,000 libras por geira.
FOJLHETOl
i JCSSTT" rMPJKElm.
POR
PAULO DE KOCK.
XXII
Urna casa infame.
(Continuaco.)
Pois vocs nao quererh ver o Trinca-dentes,
ti m faro o tratante Olhcm como est se fazen-
do engrarapo ao p da moca 1
Esta" enroscando a cauda I disse urna a rir.
Est se vendo que fui eu o meslre deste maga-
no, disse Minos levantando-so para ir alagar o
cao ; tem todo ogeilodc um animal distincto.
Tu devias agora fazer-te professor de caes,
limos!
Dar-se-ha caso que esla menina seja muda?
replicou Minos chegando-se para Ceriseltc. Ain-
da nao ouvi o seu timbre.... espero que na ceia
seja mais loquaz.
Senhora, eu nao ceio, disse a moca pertur-
badissiraa pelas palavras do dandy estampado,
que quasi encostou o vcrmelho nariz no seu ros-
to e que exclaraou enlao :
Como pois nao ceia ? Com a breca isso
havia de ter sua grac,a I Saiba que em qualquer
circumstancia da vida sempre scela... Aqu
onde me v, tenho tido vinte duelos, tenho lal-
vez morlo trinta insolentes na minha vida...
Um e meio por duelo? murmurou elle.
Cala a bocea, tagarclla I Pois nunca ceiei
tao bem como na vespera de um desses negocios.
E que o diga a senhora Tancredo, sua estimavel
hospedeira, que j vio para quanto presto.
Oh siro, l quanto a comer, aliras soTri-
velmente... Engoles qualquer galinha com qua-
ro dentadas o bebes como urna esponja... Ora
C) Vide o Diario n. 178. "~
Carla do viscoid<: de Kikiriki
a' sua esposa
viseomiessa do mesmo titulo.
I
Agora sira, viscondessa,
Quo estou mettido n'um sino ;
Nao julguei que en. lao fino,
Dem dizia o lio Leile,
Meu sobrinho bebe azeito.
II
Tanlo dei aos calcar hares,
Tanto fiz e lano andei,
Que afinal descorlinei
O fio da tal tratada,
Da moeda adulterada.
III
Masdeu-me agua pela barba,
Andei a passo do cao,
E fazendo de furo,
Consegu na sexla-ftira
Tenelnrna coelheita.
IV
No ventre d'um muro velho,
Achei lies mil docunenlos :
Carregavam dous jimentos,
J se sabe do muleiio,
Quo valem pouco dinheiro.
V
Iiquesabendo a prininha.
Que estes documentos sao,
Em papel mata-borrao,
E com lottra contraftita,
O que induz maior suspcila.
. VI
Suei para solelrar
Osnomes dos taes ra oes,
Que juigo sao igurOcs,
l'ois pela leltra se vi,i
Nao sabiam orlhogra )hia.
VII
Ha certos nomes em off
Que julgo sao russianos :
Ha-os tambem Caslelrianos,
O que se conhece bem,
Pelo dom que lodos tem.
VIII
Esta lbre est corrida.
Pelo que me diz resputo ;
Espero que este meu Feito
Ha-de ficarem memoria,
Nos annaesdaluza hhloria.
IX
Veremos como o gove no
Comigo agora se porla :
Se elle d carreira torta,
Cerrando os ouvidos seus
Aos grandes servidos meus.
X
Se mo despacha, que ospere
Assim como por demais,
Pelas medidas geraes,
Ento atiro-me aos mires,
E vai ludo pelos ares.
XI
Aparo a penna, o ver
Como em leltras garralaes,
Hao-de estourar nos jornaes,
Nos quaes de certo eu encaixo,
Artigos de bola abaixo.
XII
Desles artigos, que prenhes
D'estrondosos palavrden.
Nos bolequins, nos salees,
Fazem echo assustador
E sao lidos com furor.
XIII
Ver, priminha, que loza.
Que grande toza Ihc don :
Por bem, urna ovelha sou,
Mas por mal, vou s do cabo,
E sou o vivo diabo.
XIV
Eu nao quero a rccompjnsa
Das carnizas que suei,
E dos bules que estraguei.
Que precisara desta vez
De mcias solas lalvez.
XV
Eu nao Ihe quero fallar
Da doenca que npanhei:
Por Ires vezes constipei,
Tusso muito, ando roucc,
Com faslio e como pouco,
XVI
Eu s quero que se lembre
Do servico sem egual.
Que preslei a Portugal,
Queja podo ergucr a frcr.le
Sem vergonha c da geni;.
XVII
E dizer ao novo mundo
Mella a viola no sicco;
Pazemos falso tabaco,
Isso sim, isso d'embirra
Porm, uolas falsas, irra.
XVIII
Mas se o governo deixar
Qu'eu malta de noilo e dia
O meu focinho na pia,
Neste caso, creatura.
Muda a cousa de figura.

Gosio de lodosos animaes, disso Cerisette
animando o animalzinho.
Isso faz o seu elogio, disse Mines fazendo
piruetas pelo quarto, mas, pela alma de minha
av tenho urna vontade desesperada de masli-
gar qualquer cousa.
O quarto da moca est preparado I gritou a
criada da porta da sala.
Est bom, la Juanisse, vai leva-la.
Cerisctle levantou-se logo e dispoz-se a se-
guir criada; mais Minos delave-a pegando-a
pela cintura.
Ora qual 1 vamos ceiar Esla pequea nao
pode dormir de estomago vasiol Senta-la-hei
a meu ladoe tratara delta.
Basta de conversas! gritou a senhora Tan-
credo. ,
E com um pescocao vigoroso atirou com o fi-
lustre Minos sobre algumas das suas pensionis-
tas.
Est se vendo que a menina precisa de des-
canco, nao a demoremos mais.. Boa noite, me-
nina, duruia at as horas que quizer... e se dese-
jar almocar na cama o almoco l ir.
Agradeno muito, minha' senhora.
Ceriselle fez um profundo cumprimenlo cora-
panhia, e seguio a horrivel criada quo foi trepan-
do pela oseada cima com um castic,alna mo.
Apenas Cerisette sabio da sala, o senhor Minos
dirigindo-se a senhora Tancredo, disse-lhe pe-
gando-lhe no queixo.
Pode-so ganhar muilo com esla pequea,
nova, bonitinha. elegante. E papa-fina 1 Se dei-
xares o passarinho voar, retirle a minha es-
lima...
Olha o parvo I pois pensas que eu preciso
l dos leus conselhos... Queres ensinar o padre
nosso ao vigario .. olha: ests vendo isto?
E a corpulenta matrona mostrou ao seu digno
socio um bilhete de visita que cahira da algibei-
ra de Ceriselle quando esta tirou os cinco fran-
cos.
O |que isso ? algum bilhete de visita ?
Sim, o endereco do seductor della, do su-
jeito que a trouxe a Paris e a quem conla ir pro-
curar amanha ; mas historias, perdido o ende-
rejo, ser-lhe-ha impossivel dar com o eu aman-
as raparigas com
Dizendo isto a respeitavel matrona chegou-se
a urna vella e queimou o bilhete de visita di-
zendo :
Prompto O reslo Dea por minha conla.
Ora vamos sigani-me ceia.
Vamos ceiar gritaram
vozes discordantes.
Trinca-denlos ?ahio rompendo a marcha. Se-
guio-lhe-Minos dando o braco senhora Tancre-
do, quo era to gorda, que arrastava as pernas
em vez de andar. As raparigas vSo por ultimo
XXIII
Um quarto mo eum mo'v'zinho.
A criada Jaenisse s parou no quirto andar
inlroduzo Cerisette em um quartinlo semelhan-
te aos que ha as peiores estalagem, e qne s sao
oceupados nos dias extraordinarios. Ilavia al
um-a cama com cortinados de fazenda ordinaria
os movis indiSpensaveis e nada mais. Mas isso
basta va 6 .viajante ; eslava cangadissima c douda
por deilar-se.
A criada poz a luz sobre urna chainin, dizendo
com tom brusco :
Aqu est o seu quarto. Pu;: lences e fiz
a cama. Espero que me de alguoia cousa neln
meu trabalho... K
Sira, deixc estar, amanha an'.cs de partir
nao me esquecerei; respondeu a moca proparan-
do-se para despir-se.
Amanha, antes de partir, murmurou a Jau-
nise, abanando a cabega... Heim, resta saber se
amanha... Em fim isso nao comigo...
O que quer dizer ?
Nada, nada. Quer amanha almocar caf
com leite...
Sim...
Aqui lem urna campanhia que corresponde
ao pataraal de baixo: toque quando precisar.
Obrigada.
Boa noile.
E a criada retirou-se. Ceriselle despindo-se, foi
examinando o quarto que achou jujo e a mo-
bilia que lhc pareceu mesquinha.
Julgava que as estalagens eram rnelhores
em Paris, disse comsigo a rapariga, deitando um
olhar tmido em torno de si. Em casa de Cha-
touilleos quartos sao mais bem tratados e todava
easa wulher pedio-me cinco francos por me dar
xlx---------------"
Porci nos cornos da la
Os actos niinisteriaes ;
Sobre inleresses maleriaes,
Escreverei mo ebeia
Artigos de legua c meia.
xx
Hei de arrumar um canto
A Dora Gustavo Badanas,
Que entre as nossas ralazanas,
Carolas minisleriaes,
E' quera brilha e cscreve mais.
XXI
Osinvejosos diro
Qu'eu a casaca viral,
Quando mesa me assentei
Do orcamenlo: priminha,
Hislorias da carochinha.
XXII
Hoje a moda, o grande lom,
Eolre a social caterva,
E' ter caras de reserva :
E' caturra e melle d
Quem lem urna cara s.
XXIII
Hoje a panca quem dirija
A consciencia, o pudor ;
Quem veste d'uma s cor,
E que nao dizque m'imporla?
Nao passa de cepa torta.
XXIV
Hoje, prima, os catavenlos
Andam de sege ou coup ;
S calca as ras a p,
O que vive no seu posto
Pelosuordo seu rosto.
XXV
Assim como assim, senhora,
Desenganemo-nos disto:
Por tudo que tenho visto,
E que hel de ver, Portugal
Soffre molestia mortal.
XXVI
E morre, louvado Deus,
Com fu macas de janota,
Quando sempre leve a nota
De serum velho sizudo,
L mui rico sobretudo.
XXVII
Como nao sou curandeiro,
Nem sou ministro d'cstado,
Nena sou rci, nem deputado,
Deixo-meir, e nao me importa
Quera afinal fecha porla.
XXVIII
E a priminha faca o mesmo,
Se Ihe appetecc ir vivendo,
V-lhe comando e bebendo,
Bons peliscos, bom maduro,
E nao Ihe importe o futuro.
XXIX
Nao se assustc, viscondessa,
Com cerla galga mui m.
Que corre agora por c ;
Ha quem diz que D. Hespanha
Qualquer da nos apanha.
XXX
E nos annexa s Castilhas,
J se sabe por appenso !
Quaudo seriamente pens
Neste arranjinho francez,
Julgo ser um enlreraez.
XXXI
Que a naco fuziladora
Traga isto no loutico.
Nao me espanta nada disso,
Pois segundo ura Iliterato,
O gato naraora o rato.
XXXII
Mas que entre nos haja quera
Achincalhe Portugal
Com unio to fatal,
Tal idea s teria
Em Rilhafolles valia.
XXXIII
Se nos meus das tal vejo
Ponho-me logo a andar,
Don s trancas sera parar,
Proclamando la, aosol,
Antes Mouro que Hespanhol.
XXXIV
Visto que neste paiz
O meu pai me fabricou,
Visto que Portuguez sou,
Quero morrer Portuguez,
E adeus alcoutra vez.
(Draz Tisana.)
CARLOS HERRMANN.
presenta de urna selecta rcuuiao da melhor so-
ciedade lisbonense.
Uerrmann d'uma liberalidade sera limites a
d'uma generosidade excepcional para cora os
desvalidos. Todos os asylos de beneficencia das
trras por onde elle passa, recordara o seu nome
como urna doce lembranga. E' o nico artista
clebre, que se faz amar tanto pelos dolos da
alma como admirar pelos da intelligencia.
Mr. Herrmann casou-se duas vezes : a pri-
meira com urna clebre cantora alleraa : a se-
gunda, ha apenas 4 mezes, em Gibraltar, com
urna joven pianista franceza, mademoisellc Ro
salie Levy.
Os pas do illuslre professor ainda vivera em
Paris ; o prestigiador o mais velho de seus 17
irmaos.
brandura e da modestia. No entanto, a Italia,
entregue si mesma, consolar-se-ha pouco a
pouco do mal, que Ihe temos feito, e o nosso fi-
lho bem amado, o rei da Sardenha, curado do
raio que lancei contra elle, prover, como d'an-
les, em suas funeces naturaes. Amen !
O auditorio, quasi a chorar, admirava aqnello
grande acto de renuncia evanglica einesperada.
Mas o joven imperador da Austria levantou-se
da cadera cora urna vivacidado bem natural
sua edade. Acceilo, diz, a heranca do Sanio
Padre na Italia. Acceito tambem a successo
do sulto Elle vio que o imperador Napoleo
sorria maliciosamente, (orcendo os bigodes, e
com um lom mais reservado : Se todava a Eu-
ropa descj3sse impedi-Io, eu nao acceilaria nada
absolutamente, porque meus negocios esto era
Depois de percorrer Iriumphantemenle a Hes- SLX PSS "* Pel" frCa impr
panha, e a ilha de Cuba.Carlos Herrmann voltar
a Portugal.
Abril, 1860.
Pasquino.
[Commercio do Porto).
Um congresso singular.
Um congresso, como nunca d'anles fra
um congresso de testas coroadas
no 1 de abril era um salo do hotel
em Paris.
visto,
reunio-se
do Louvre,
As cartas de convite tinham sido mandadas
pelo sulto Abdul-Medjid, chele dos renles
Quasi todos os soberanos das grandes potencias
responderam de proprio punho, sem dizer nada
a seus ministros e deixarara as respectivas capi-
taes no maior segredo.
Compareceram S. M. o imperador dos France-
zes. que parece destinado a presidir todas as as-
semblas geraes da Europa ; S. M. a rainha
nossa graciosa allada todas as vezes que lera
medo ou necessidade de nos ; S .M. o imperador
mperador da Austria, S. A. o
minhas vontades.
- My dear child, Ihe disse sua graciosa ma-
geslade a rainha de Inglaterra, consent que urna
mi de familia vos d ura sabio cnselho. Meu
povo nao vos quer bem, nem mal, e provou-o as-
ss abstendo-sc de atacar-vos ou de defender-
vos. A Inglaterra deixou-vos cora osl'rancezes e.
os Italianos: era ura acto de boa poltica. Com
esta condigo, ficamos alliados da Franca, pro-
ectores da lberdade italiana e vossos amigos ;
sem quo nos tvesse aislado um s homem, um
s schilling. O bom cnselho, que vos dou, nem
comprometi meu budget, nem minha neulrali-
dade Credc-me, mf dear child, nao procuris
engrandecer-vos. O furor das annexarOes per-
deu a casa da Austria ; como a mana da pro-
priedade arruinou o nosso grande e excellenle
Lamartine. Lamartine e vos estaos embaracados
era vossos negocios, apezar ou antes por causa
da extensao de vossas possesses terriloriaes.
Que faz Lamartine ? adjudica suas torras para
pagar suas dividas como homem honrado. Apro- '
veite-vos esle cxeraplo Se nao tomarJes um
grande partido, cedo ou larde reinareis prximo
de Clichy : a Revue des Deux Mondes provou-o
em seu numero de 15 de margo. Apressai-vos,
daRuss.a.S.M.oir-.,,.
principe regente da Prussia, S. M. o rei da Sarde- em W SU"S PCdagos de terreno,
nha, S. M. o rei de aples, Sua Santidade -! Para [cvanlaT as h>'Plhecas que pesara sobro o
Tapa Pi IX, rei de algumas provincias italia-
nas, S. M. o sulto Abdul-Medjid.
Nenhumslenographo, nenhura secretario assis-
Ua s deliberacoes. Os pormenores, que temos
a ventura de transmittir ao publico, foram-nos
fornecidos por um criado do hotel, surdo-mudo
de nascenra, que preparara os copos de
com assucar.
agua
S. M. o sullo, depois de ter bocejado tres ve-
zes, tomou a palavra com um tora firme e
brando.
Declarou que o estado de suis financas nao
Ihe permittia mais pagar um exercilo, que seus
soldados sem pao e sem sapatos, recusavam-se
a defeode-lo conlra seus iuiraigos internse ex-
ternos
| resto dos vossos estados. Vcndoi Veneza aos Ita-
lianos, a Hungra aos Hngaros, a Gallisa aos Pu-
lonezes. melhor vender araigavelmente, do
que por meio de expropriaco. Pagas todas vos-
sas dividas, ficar-vos-rho alguns lindos milhoes
em prata : cmprega-lo-heis, se fordes sabio, no~
melboramenlo do pequeo dominio que vos ficar.
O joven imperador nem respondeu sim nem
nao, segundo o uso da diplomacia austraca. A-
gradeceu bella e generosa conselheira, que li-
nha fallado lo bem, e perguntou timidamentes e
aValachia e a Moldavia nao Ihe seriara dadas em
premio de sua sabedoria. Estas duas provincias
iam achar-se sem dono.
J o tem, respondeu S. II. o imperador dos
Francezes : o povo moldo-valachio. J l se foi
qutos Gregos em grande numero do ira- o lempo em que as nagesdeviam pertencer al-
peiio otlomano c era maioria em muitas provin- I gera, sob pena de scrcra presas como vagabun-
das, revoltam-se de todos os '-'"- -
maior parte das ragas conquistada
lados
que a das. J nao mais peccar contra o direilo das
gentes pertencer-se a si mesmo. Assim racioci-
nara o povo francez e a naco ingleza, e a mais
nobre melado da Italia e o pequeo povo moldo-
valachio. Talvez que um dia este principio seja
reconhecido em toda a Europa, como o em toda
a America do norto. Nao desespero de ver todos
os povos civilsados proclamar a soberana do
povo e escolher livreraente seus magistrados su-
A'ot icia biographica.
(ConclusoJ
Em Lisboa, urna noile. appareceu Herrmann
no Passeio Publico, acompanhado por alguns in-
dividuos com quem travra conhecimenlo. Pas-
scou alguns minutos. Todos queriHm v-lo. Ali
vai o bruxoE' o verdadeiro Hume, ello em
pessoa.O mgico lim peHeilo moco. Era o
que se ouvia por lodos~tWados ; e com cffeito,
Mr. Herrmann rene urna physonomia intelli-
gente e sympathica, urna figura elegante.
Sentou-se o prestigiador a urna mesa do caf-
concerto, mandou vir cognac para si e para as
pessoas que eslavam com elle, e comegou urna
alegre palestra, contando varias ancdotas da sua
vida. De repente volta-se para um dos que es-
lavam e diz : Vou extrahir-lhe alguns ovos
de gallinha. Um sorriso de incredulidade voou
pelos labios de lodos. Passado um segundo, a
admirago subsltuio o escarneo; Herrmann, com ,
espantosa ligeireza, arregagra as mangas da so-i minhas
bre-casaca, e exlrahira, a que se afigurou, al-
guns ovos de gallinha, das pernas de um indivi-
duo que Ihe ficava prximo.
E' grande o lalenlo de Carlos Herrmann como
prestigiador, assim no-lo confirma o que se aca-
ba de 1er, e tambem um magnetisador dis-
tincto.
- por Mahomet
I e seus successores reclamavam imperiosamen-
e o dimito de se governar, que um inmigo po-
deroso, repellido com grande custo, ha alguns
annos pelas forgas da Franga, da Inglaterra a do
Piemonte, dspunha-sea recomegar a guerra e
impelliacom actirfdade as linhas de seus cami-
nhos de ferro para a drecgo da Turqua ; que
em presenc.a daquelles embaragos e d'aquelles : P"mos, como a Franga me escolheu.
pengos, convinha reconhecercomsubmisso urna
irresistivel fatalidade. Por conseguinle, o chefe
dos renles, chefe espiritual e temporal de tan-
tos milhes de homens, tinha resolvido abdicar o
, temporal e relirar-se para a cidade santa da
Mecca.com urna centena de mulhcres, o oulros
i tantos criados, para l exercer em paz a aulori-
dade religiosa, deixando o mais i disposicao da
Europa. \
Levantou-so por sua vez o Santo Padre e fez
ver assembla Ihesouros de brandura e pacien-
cia, que ha muilo lempo economisava Meus
charos ilhos, disse elle, oexemplodaquelle infiel
tocou-me at o fundo docoraro.' Nao se diga
que um Turco moslrou-se ma'is razoavcl e mais
humano que ura Papa. A razo fez-me compre-
hender apezar do aviso era contrario do cardea,
Anlonelli, que os dous poderes reunidos
Na vespera de dar urna sesso" no palacio real
de Madrid, foi ali afira de comegar os seus pre-
parativos, e um dos saldes encootrou o augusto
esposo da rainha D. Isabel. Dirigio-lhc a pala-
vra S. M., e depois d'oulras cousas, disse :
No que eu nao creio no magnetismo.
Pois se V. M. m'opermiilsse, cu o conven-
cera agora mesmo de que existe.
De que modo ?
Magnelisando V. M.
Pois bem, permitto-o. Comecemos.
Antes, preciso que V. II. me diga do que
lado quer cahir neste soph.
Nao quero cahir de nenhura.
Poucos momentos depois, el-rei comple-
araenlc magnelisado, cahio de costas sobre o
soph.
Em Cintra, tambera urna donzella, de nome
illuslre, c de nao vulgar belleza, se deixou com-
pletamente magnetisar pelo feliz Herrmann, na
cama por hoje Como tudo caro em Paris I Nao
sei porque desagrada-me essa casa 1... Todas es-
sas mulhercs quo vi l em baixo tinham um ar
singular quando olhavam para mim... Sem duvi-
da, eslavam me chamando ridicula, mal vestida...
E certo que nao tenho roupa como a dellas ....
Einlim, ainda fui muilo feliz em encontrar esle
hotel, porque poderia dormir na ra, e quem
sabe se nao loria mais encontr... Urna noite de-
pressa so passa e amanha, apenas fr meio dia.
irei procurar Gaslo. Aquello mancebo pareca
amar-me de veras. Meu Deus quando pens
em tudo quanto me lem succedido hoje ; parece-
me um sonho, nao posso acreditar I
Cerisette deilou-se, e a fadiga nao lardou a e-
char-lhe as palpcbras. Mas seu sorano foi peno-
so, e agitado ; sonhos lerriveis a atormentaran);
muilas vezes accordou pergunlando onde eslava)
e quando readquria msis um pouco de calma,
tornava a adormecer, mas sempre cora os mea-
rnos sonhos penosos.
Ser o somno urna segunda visla, ou lereraos
dormindo presentimentos, como quando gozamos
de todas as nossas faruldades !..
Cerisette Dcou conlcnlissima aover raiar odia.
Nao ouvia bulla iienhnma na casa e porisso nao
se atreven a chamar ninguem ; emfim ouvindo
passos na escada tocou a campanhia. AJaunisse
appareceu com a cara aborrecida e enfarruscada
que Ihe era habitual e disse :
Oh j acordada como madrugadeira !
Pois todas as outras ainda estao dormindo som-
no sollo. Aqui nao se levantamcedo, por que
trabalham al tarde.
Tem a bondade dme trazer o almogo?
Almogo I Seeu ainda nao fui ver leite, ain-
da nao sao oilo horas.
Ento em Paris coslume almocar-se lar-
de ?
E' conforme... Espere um bocadnho. Aqui
s se almoga quando a patri d as suas ordens.
Que estalagem exquisita! disse comsigo Ce-
risette quando a Jaunisse sanio. Parece que aqui
os viajantes nao leem o direilo de fazer o que
quercm, ao passo que \& no Veado sem chifris,
nos que estavamos s raeus delles.
Ceriselle esperou com paciencia algura lempo
ainda ; depois levantou-se, veslio-se, abri urna
janella que dava para a ra. Mas como ficava
sobre o telhado s se yia bem para as janellas
era
maos destruiara-se mutuamente. A
experiencia provou-rae por tres milhoM de ho-
mens, submssos a meu poder, obedeciam pelo
constrangimento. A necessidade das restaura-
ges violentas e das oceupages estrangeiras fez-
rae sentir que um Papa nao podia mais reinar
por suas proprias forras.
Emquanto se espera, proseguio S. M, o im-
perador da Russia, os estados do sullo esto
privados de seu soberano. Longe de mira o psn-
samenlo de humilhar os subditos de nosso irmSo
circumcisol mas todo o mundo convirque elles
nao tem ainda a edade de se governarem. um
trabalho de que rae encarrego de boa vontade, se
a Europa acha-o em regra....
A humanldade exproba-me duas vezes por
dia o sangue que se tem derramado para se me
restituir e conservar a cora. Por isso, chariss-
mos ilhos, quero voltar augusta simplcdade
do apostlo Pedro e reinar modestamente sobre
139 milhes de almas, sera mandar estrangular
ninguem. Construi-me urna cabana cm Jerusa-
lm.com um quarto para o meu querido Anlo-
nelli. Quanto menor fr a casa, como dizia o
primeiro jornalista de nossa poca, maior ser o
pontfice. Alli, livre dos cuidados da Ierra, dar-
nos-hemos em paz aos inleresses dos cuidados
esprituaes, que tem soffrido seu tanto por nos-
sa culpa. O Sr. Dupanloup vr ver-nos de tem-
pos em lempos para fortificar-se na pratica da
de defronle. Nao havia muito lempo que Ceri-
sette olhava, quando ura homem maduro appa-
receu na sacada de urna casa que ficava era fren-
te, no dcsalinho de um empregado que anda
nao tomou a casaca.
Esse sujeito examinou primeiro o co que lem-
po haveria e com que panno cobrria as suas ti-
bias ; depois deitando os olhos para a ra dea
com Cerisette. Immedistamenle poz-se a fazer-
lhe gestos, mandando-lho beijos, dansando o
canean e no fogo da dansa desarranjou comple-
tamen to o seu irajar.
Cerisette fechou vivamente a janella inqiierindo
de si se era assim que os visinhos se diziam os
bons dias em Paris. Essa maneira de
mentar pareceu-lhe
tornara a si quando
dizendo-lhe:
Esle pensamenlo, ainda que nao fosse inespe-
rado, sublevou um debae ruidoso. A!guma'i>es-
soas fallaram com violencia. Chogara" al a di-
zer que a Russia, como a Hespanha de Philippe H
e a Franga de Luiz XIV, aspirava raonarchia
universal. Cora 'uo. como se tinham reunido
cora princ'f'us de jusliga e moderaco e tinham
depot-'J as armas no vestbulo, concordaran! em
.econhecer que lodos os soberanos da Ru3sia,
desde Pedro o Grande, tinham servido mui util-
mente causa do progresso. Tinham creado jun-
to a si e propagado, por meio de conquista, urna
ordem de cousas entre a barbaria e a civilsaco.
Era servir os inleresses da humandade arrastar
os selvagcns do Caucaso e do rio Amour para
a crrenle da vida europea. A Russia tinha vindo
buscar nossas artes escancias para introduzi-las,
assim, a tiros do pegas as povoagoes mais obs-
tinadas. Seria injusto querer-lhe mal por isso.
S. M. o imperador Alexandre expoz, com urna
eloquonle simplicidad e, a historia das conquistas
da Russia. Nao Ihe foi dilicil provarque o colos-
so do norle nao marchava sobre a Europa, mas
pela Europa, que o alvo de sua ambigo, tantas
vezes calumniada, era a conquista do oriente br-
baro ; que abra a nossas ideas e nossos gene-
ras caminhos dcsconhecidos, e que podiam con-
siderado como quarlel-mestre de cavallaria da
oivlisagao.
IConttnuar-se-ha).
compn-
lo ousada, que ainda nao
a criada lhc trouxe almogo
Aqui est o que pedio. A patra pedelhc
que desga depois que tiver almogado porque Ihe
quer fallar. Ella ainda est detada, roas isso
nao import'i.
Basta. Nao me rei embora sera ir compri-
menla-la.
A Jaunisse relirou-se murmurando entre den-
les phrases que Ceriselle naocoraprchendeu bem,
e s quaes alias nao julgou necessario ligar im-
portancia. Almogou pressa ; quizera quo j
fosse hora de partir para ir procurar o seu novo
protector; mas nao havia relogio no quarto c
ella tambem nao o linha. Para engaar o lem-
po, poz-se a procurar na algibeira na qual eslava
o seu dinheiro dizendo comsigo :
to deve estar l embaixo na sala. Vamos de-
pressa procura-lo.
Cerisette abri a porta c desceu a escada rpi-
damente ; enconlrou em caraiuho algumas das
raparigas que vira na vespera, a conversar as
portas no mesmo traje do visinhn que dansava o
canean ; mas a moga eslava muito preoecupada
para prestar atleng'o desse detalhe, echegou ao
primeiro andar. A porta eslava fechada, bateu
nao Ihe abriram ; mas duas raparigas que esta-
vam no andar superior inclinaram-se no corri-
mo dizendo :
Que barulho esse ?
O que quer, pequea ? Para que esl balen-
do ah?
Perdao, minhassenhoras, eu...
Olha a pilheriaminhas senhoras! recebe
a minha bengo, lilhinba !
Perdi um bilhete de vsla na sala era quo
enlrei hontera a noile. Quera ir l para ver se
achava o que perdi.
As duas raparigas Irocaram um olhar c urna
dellas respondeu :
Amorzinho, bala na outra porta defronte
no quarlo da senhora celia Ihe responder 1
Mas, mademoisell, honlem eu nao enlrei
alli, enlrei do lado de c, e por tanlo aqui que
devo procurar o bilhete de visita que me caho
da algibeira.
Pois bata no quarto da senhora. Como
bronca esta provinciana 1
Cerisette decidio-sc a fazer o que Ihe diziam.
Baleu na outra porta. Ao cabo de alguns iiu-
Ora vamos a ver o indereco que elle me den, I tantea veio o Sr. Minos abrir, de ceroulas e cham-
Por,?ue_elle_tem oulro nome alm de Gaslo, que | bre. Endireitou-se lodo ao ver que en Cerisette
disse-me, mas nao me lembro.
Cerisette achou suas moedas de cinco francos
mas debalde procurou toda a algibeira ; nao achou
mais o bilhete de visita de Gaslo.
A moga correo ao lugar em que se despira ;
examinou, procurou, catou tudo, al a cama eni
que'dormira ; nao eslava l o precioso bilhete de
visita.
Oh I meus Deus onde o leria eu perdido 1
disse Ccriselto comsigo, prevendo j que essa
perda seria para ella origem de grandes males.
Ah no carro contei o meu dkheiro. Teria ca-
hido 16. Mas parece-me que o senli na algibeira.
Nao seria honlem quando dei os cem sidos
dona da casa ? Oh sim, deve ter sido. Mas en-
e disse :
Ola, a nossa joven pensionista ; a nossa
viajantezinha Ora muilos bons dias, meu angi-
nho !
Em quanto esla procurava ver-se livre desse
figuro que quera por forja dar-lhe um abraco,
ouvo-se de um quarto vsnho a voz da Sra. Tan-
credo, mugindo estas palavras ;
Ola, o que que eslo fazendo? Minos, se
nao tomares juizo, supprimo-te o biflsteck agora
de manha. E voc pequea, entre por aqui.
(Coninuar-s-na.)
PERN. -TVP. DE U. F. DE FAMA. |&tt


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