Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09128


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Full Text
ARIO IIIYI. HOMERO, 177.
Por tres mezes adiantados 5$000.
Por tres mezes vencidos C$000.
QUIETA FEIRA I DE AGOSTO DE 1880.
Por anno adiaofado 19$000
Porte fraoco para o subscritor.

EMCARBEGADOS DA SUBSCRIPCAO' DO NORTE'
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Le mos Braga; Cera, p Sr. J. Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guimaries; Piauhy, o Sr. Joo Fernandes de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronvmo da Costa.
PARTIDA UUa lAHUlhlua.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goiaana e Paralaba as segundas
e sextas fciras.
S. Anlao, Becerros,Bonito, Caruar, Allinhoe
Gnranhuns as ierras fciras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
ricury e Ex as quarlas-feiras.
Cabo, Serinhiem, Rio Formoso.Una, Barreiros,
AguaPreta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios rjarlem as 10 horas da marthia.
EPHEMER1DES DO MEZ DE AGOSTO.
1 La cheia as 3 horas e 14 minutos da tarde.
9 Quarto minguante as 7 horas e I minutos da
tarde.
16 La nova as 8 horas da tarde.
23 Quarto crescenle as 8 horas e 16 minutos da
raanhia.
31 La cheia as 6 horas e 38 minuto:; da manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Priraeiro as 4 horas e 51 minutos da manhaa.
Segundo a.s ( horas e 30 minutos da tarde.
AUDINECIAS DOS TBIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas.
Relacao : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao meio dia.
Dito de orphaos: terreas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda Tara do civil; quartas e sabbados ao
meio dia.
I espedido peto ministerio da justiraeui lUdocur-
I rente.
Dito ao inspector do arsenal de marinha.
1 Tendo un consideraco o que pondera V. S. em
| seu offleio de 15 desie ruez, sob n. 307, acerca
da conveniencia de ser aterrado o lanco do caes
em construccao a ste da praga do palacio da
' presidencia, em frente do theatro publico, na
j exiensao de 12 bracas de frente e 20 de fundo, o
que foi previsto no" respectivo contrato, autoriso
PARTE 0FF1CIAL.
ministerio da justioa.
Decreto n. 2,610 de 4 de julho de 1860.
Crea um baiolhio de infamara da guarda nacio-
nal do servico activo, e urna companhio avulsa
da reserva no municipio da villa de Milagrea
da provincia do Cear.
Alteiidendo ao que me representou o presi-
dente da provincia do Cear, hei por bem deber- a v- niaDdar fazer, da maneira que for mais
tar o seguinte : conveniente e econmico, na forma das ordens
Art. 1." Ficam creados no municipio da villa era v>8r, o aterro que falta, e que deindecli-
navel necessidode e urgencia para seguronga da
obra j feita, e economa da fazenda publica,
que teria de despender muilo mais se esse ater-
ro se Qzcsse depois de fechado completamente o
caes.
Dito ao raesmo.Mande V. S. postar amanhaa
junto ao caos Vinle e dous de novembro urna
lancha equipada para transportar pora bordo do
vapor Iguarass 15 caixes com dilTereiites ob-
jeclos que o director do arscol de guerra tem
de remoller para a provincia do Cear.Cora -
municou-se ao director do arsenal de guerra.
Dito ao inspector da thesouraria pravincial.
Pode V. S. fazer rccolhcr a essa thesourjria o
diuheiro, deque trata era suainformaeo de 26
deste mez, dada com reforencia ao requerimento
de Antonio Rodrigues do Albuquerque, escriptu-
rario do consulado proviucial, devendo porm
DAS DA SEMANA.
30 Segunda. S. Rufino; Ss. Abdon e Seen rara.
31 Terga. S. Ignacio de Loyolla fundador.
1 Quarta. As cadeiras de S. Pedro apostlo,
2 Quinta. N. S. dosAnjos; S. Estevao p. m.
3 Sexta. Invengo do corpo deS. Estevo.
4 Sabbado. S. Domingos- de Gusroo fundador.
5 Domingo. Nossa Senhora das Neves.
..-., ......UUj raiuouu u acu nuiiu n preie
i do nome de familia, conseguirn) en.olver-s
expedigio Meuici. Erara dous espiis. Una
ti.; Milagrea, da provincia do Cear, e subordina-
dos ao commando superior da guarda nacional
da comarca do Crato da mesma provincia, urn
balalho de infamara de oito companhas, com
n designacao du trigsimo sexto do servico acti-
vo, e una companlua avulsa da reserva.
Art. 2." Os referidos corpos torio as suas pa-
radas nos lugares que Ibes forem marcados pelo
presidente da proviucia, na forma da lu.
Joo Lustosa da Cunlia Paranagu, do men
c >:i-;llio, ministro e secretario de estado dos ne-
gocios da juslica, assim o leona entendido e faga
executar.
Palacio do Rio de Janeiro, aos 4 de jullio de
1860, 3'J" da independencia e do imperio.Com
a rubrica de S. M. o Imperador. Joo Lustosa
i/ Cunha l'aranagu.
2:i seceo.Ministerio dos negocios da jusura, j ral
Kio de Janeiro 11 de julho de 1860.Illm. e : fregar esse dinh3ro ao arrematante do im-
L\m, senhor.A. S. M. o Imperador foi presen-! Posl de 2$500 deste municipio, urna vez que no-
te o ollicio dessa presidencia de 7 de fevereiro do "'""a duvida tem elle em reccbe-lo, corno as-
corrente anuo, cobrindo copia do que lhe dirigi severa V. S. em sua dita informacao.
o juiz de direilo de Guaralioguel, no qual con-
sultou se os promotores pblicos podiam passar
as ferias fura da comarca, em lugar d'onde po-
dessem regressor a ella em vinle e qualrc horas,
ao que a mesma presidencia respondeu negati-
vamente, em vista do art. 4" do decreto n. 1,285
do 30 do novembro de 1853, que s concede essa
faculdade aos juizes e o mesmo augusto se-
nhor, confurmando-se com o parecer da seccao
dejustica do conselhodo estado, houve por bem,
por sua imperial e immediata resolucao do 7
deste mez, approvar a sutorio dada, nao s por
aquella razao, como porque, sendo a principal
funecao dos promotores promover o andamento
severa
Dito ao director do.arsenal de guerra.Re-
mello a Vrac. para seu conhecimenlo e execugio
o incluso exnmplar da tabella approvada pelo
decreto n. 2606 de 23 de junho ultimo, e man-
dada por em obseivancia, a contar do 1. do cor-
rente, regulando o fornecimenlo das pechas de
fardnmento que se devem distribuir s pravas
dos dillorenles corpos do exercito, o declarando
os presos e lempo de duracio del'as Iguacs
exemplares se remelteram ao commandanle das
armas, e thesouraria de fazenda.
Dito ao mesmo.Sendo-me declarado em avi-
so do ministerio da guerra de 10 do correle
convr que a reparlicao do quarlel-mestre gene-
dos processos criminaes," denunciar na forma da Ira' tenha conhecirnento da plvora consumida
lei oscrimesquechegam ao seu conhecimenlo, e "as provincias, recommendo a Vmr.. a rcmessa
requercr a formaco de corpos de delicio, nao das rilas circunstanciadas da que se consumir
pdera laes emprogados ler ferias ou inlerruprio [ na forma determinada em aviso circular de
de servico. 11 de junho do 18.S8 .
Dos guarde a V. ExcJoo Luslosa da Cu-' l,i,u ao inspector da saude do porto.Trans-
nha l'aranagu.Sr. presidente da provincia de mill nor co!'ia a Vmc- Pra sou conhecimenlo o
S. Paulo
e cons lerad.i muilo importante parj os p irlida-
rios Garibaldinos.
Cagliari 19 de junho.
Dous officiaes, um dos quaes disse chamar-
se Angelo Creppa, e outro Givaui Boolista, e que
nao linham feito saber o seu nome ou prelendi-
se na
--piois. Urna cen-
tena da pretendidos voluntarios garibaldinos es-
tavam no mesmo caso. Furan lodos desembar-
cados e oniregues a disposicao das autoridades de
Cagliari.
Esta descoberta esclarcccu sobre a captura
do Utile e do clipper americano. A fjrga do ven-
to e o grosso do mar linham
navios da derrota de Cagliari, e trata va-so de sa-
ber onde devia verificar-se o desembarque.
Urna parte dos voluntarios pedio para se di-
lar um carrega meato pata a execucao do presen -
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL.
lagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Babia,
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBLCO.
O proprietario do diario Manoel Figuciroa de
Faria, nasua livraria praga da Independencia na.
6 e 8.
te decreto.
Palormo em 22 de junho do 1860 Assigna-
do Jos Garibaldi referendado Pisani, T.
Crisp.
(Jornal do Commercio, de Lisboa.)
de recrutas para cada freguezia, nao deve este ser
INTERIOR.
Rio de Janeiro
24 do Julho.
O senado approvou honlcra em lerceira dis-
afTastado' os" dous cussa0 projecto substitutivo proposigio ban-
caria da cmara dos Srs. deputados.
Continuando a discussao do projecto que re-
-'] ula Y1' 6 1 di*.cons,iluicao, oraram os
rigirem a Cagliari onde devia achar-se o coronel : n,- ,UC0- vl*cou,ae de Albuquerque, marquez
Medici, para que todos podessem depois navegar ,- *JUda e Manoel, ficando a discussao
de conserva ; os outros voluntarios, que sem du- ad,ada'
vida linham a sua razio, insistirn para que o ------
clipper e o Hile se dingissera separada o direc- camara dos ut'pulados approvou honlem em
tamenle costa de aples. Foi dura He este con- ,r.,ra.eira discussao o projecto quo dispensa as
leis le amortizarao em favor da ir
alterado por modo algum
Insiste tainbem na nomeago de recrutadores
especiaes, que, alheios s lulas polticas, podem
dar garantas de imparcialidade, c que por isso
mesmo tornarao o recrutamento ninis eflicaz.
Nao se oppoe a que sejam ouvidos os comman-
danles dos corpos quando se lenham de recrutar
guardas nacionaes, mas protesta contra o arbitrio
coA que as disposires existentes armam esses
, Hesmos commandanles c os presidentes de pro-
vincias.
Alm destes dous pontos, de que se oceupou no
seu ultimo discurso, renovar a pergunla que fez
a.S. Exc. a respeilo do numero de recrutas mar-
cado para o Para. Se nao se alterou a disposicao
anterior a provincia devia concorrer com 270 s'ol-
dados. De urna tabella, porm, que se encontra
flictoque foram tomados os dous navios.
Ha aqu as mais forles suspetas de que
aquellos falsos voluntarios, por meios que o fu-
turo far sem duvida conhecer, dario aviso do
que se passava s autoridades de Najles. E as-
sim que se explica a ordem que rep:nlinaraenle
recebeu a fragata napolitana quo fez a captura,
para abandonar aples, aim de dar cumprimeo-
to a urna uiisso importante*
Qualquer que seja o valor destas presump-
ces, aecessario ter cuidado tos rovos volun-
tarios. Recommendai pois aos membros da com-
missao encarregada do alistamento o do embar-
que, que empregarem a maior seveidade sobre
os ttulos e precedentes dos indivk uos que pe-
den, para se ligar ao exercito da independencia.
D'oulra maneira, crecra os homens honrados, e
os verdadairos defensores da liberdade. o risco
de sercm victimas de alguma Iraicao.
..mandade de
Santo Antonio dos Pobres o Nossa Senhora dos
Prazeres nesta corle, bem como das irmandades
da sania casa da Misericordia e do Sanlissimo
Sacramento da matriz do Nossa Senhora do Ro-
sario da cidadcdeGoianna, na provincia de Per-
nambuco.
Adoplou em seguida o projecto que autorisa
no relatorio do Sr. ministro se ve que ella con-
correu ltimamente com 210, isto apezar do es-
lado calamitoso do Para, isto alm dse julgar
que a guarda nacional pode all ser rccrulade
quando a provincia fronleira.
Nota em seguida urna lacuua na proposla ac-
tual, comparada com as propostas antecedentes
al 1852. Km todas estas.proposlas se consigna-
va a disposiQao de premiar-se com orna dala do
Ierra aos voluntarios que tivesscm cumprido o
_ seu lempo. Semclhanle vanlagem, que era alias
da maior importancia, desappareceu da proposla
0 actual. Nao pode o orador attribuir isso a des-
bcribe
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 30 DE JULHO DE 1860.
Ofllcio ao Exal, ministro plenipotenciario em
Londres.Tenho a honra de acensar a recepeo
do ollicio, que Y. Exc. me dirigi em 6 do cor-
rente ni"/, sol n. 8, e scieute do seu conleio,
cabe-me dizer a V. Exc. que nesta dala remello
i do mesmo ollieio ao Exm. Sr. ministro Ja
marinha para qie tenha do ludo inteiro conlie-
cimento.
Agradeco a V, Exc. o interesse e disvelado i
i i que lhe merecern, os pensionistas do .
orno, que foram esludar neste reino. mando-se com o que expoz
Ditoao Exm. presidente do Para.Tendo se-'om OUno de ido ".nenie, sob n. 1009,
Um jornal de Palermo publica a se;;uinle ordem
do dia, que moslra a firme inlenrao em que
est Garibaldi de continuar na sua obra.
Caradores dos Alpes.A Italia u,na e livre.
A poca do descanco ainda nao chegou.
Muitos dos nossos irruios permanecen) por
ora na escravidao, e nos juramos lib-rta-los.
Ha quarenta anuos, deixasles veis es rios da
Liguria, uio pelas vantaeons, ncm telas recom-
pensas, mas para vos baterdes a favir dos italia-
nos oppriinidos.
Soldados de Vrese e Como, o vosso sangue
aviso que me dirigi o Lxm. ministro do impe-; regou a trra da Sicilia, onde jaz um grande u-
o om 10 do correte, declarando que tendo de'-uto dos nossos companhenos, onde divaam
ser em breve adoptado um novo regulamento daJ muitos dos nossos mutilados, mas onde soam
inspeecao do saude dos porlos, parece mais re- i nos nossos vestigios os beneficios do maior nu-
gular que se adi as medidas reclamadas por: mero.
Ymc em seu ollirio do 25 de fevereiro deste au- j Tcndes laucado a Europa no m mo da admi-
no para a, reparlicao a seu cargo i rarao, em duas'batalhas contra sok'ados aguer-
JJiloA directora da companlua de Beberibe. | ridos.
Communico 'ilTreccao da companhia de Be-; A liberdade italiana tem por bisoasvossas
que, segundo constou-me de aviso di re- | lerriveis bayonetas, e cada um de v5s chama-
res, diga-se :Bspos, calhedraes, relario me-
Iropolilana, pwochos, vigarios geraes e provi-
sores, compreiendida a despeza com as ca-
lhedraes e calidos das dioceses do oyaz e
Cuyaba.
Augmenle-se a verbaSeminarios episco-
paescom a qi.anlia de .OOOg, que ser despen-
dida com os pcisionislas que os bispos do impe-
rio julgarem habilitados para esludar no semina-
rio americano sm Roma.
Enlrou por i ni em discussao o orcamento na
! parle relativa despeza do minislerio dos nego-
i cios estrangeiros.
Orou o Sr. reixolo de Azevedo, ficando a dis-
. cussio adiada.
partico do imperio de 11 do correntc o forneci- do a guiar'a mtidadeitaUera nor' comTaTes" \ 25
ment de agua felo no palacio do governo nao c a novas victorias. I u senado hentem approvou em p
deve continuar por conla da fazcuda publico, c As armas pois' Dentro era douco "osareis cussa. Projecto que regula o art.
sim da presidencia. I as docurasda vida, no meio dos .bracos daquel- 'T'i""^0', dep0IS do orarom s
Portara.O presidente da provincia, confor- les que vos sao caros, c das caricias'das vossas os esUanSeiros e visconde
governo para mandar passar caria de naturalisa- CUI(I- P01S 1ue anda o anno passado se fizeram
gao decidadio brisileiro ao subdito francez An- na camara reclamacoes muilo vivas contra a falta
dr Adolphc Dau. j 0e cumprmento a semclhanle promessa.
Foram apresenladas e approvadas varios emen-' P ?r~ } *'''a'0 inlerrompe dizendo que essa dis-
das eslendendo o mesmo favor a trnta o nove pos'a? Da0 vem consignada na proposla por ser
estrangeiros. \ uma disposicao permanente, e aflirma que na lei
Approvou lamlem, depois de orar o Sr. Can-'doanno P'ssado j nao apparecra.
dido Mendes, o pirecer da commissan de pode- 9 0ra res relativo s eleicos das freguezias de Santa sl-.ao vem inC'uida na lei do anno passado, cque
Rila da villa do Codo e de Nosa Senhora de Na- a'6,u disso "a ProPsta actual so acham inclui-
zareth da Tresidllada cidade de Caxias, perlen- ; os oulras medidos que podem tambem ser cot-
cenle ao quinto distrcto cletorol da provincia Sldera'is permanentes, como, por exemplo, a
do Haranno. j 'Jue e relativa ao tempo deservicos dos volunta-
Approvou ainla o orgamenlo na parte rc. Iriosc ""ecrutados. Observo ainda que, sendo o
lativa despez; do ministerio da juslica, com I "osso cxerc'lo mal pago principalmente quanto as
as emendas da commissao e mais as seguin- Praas de Prel e officiaes al capilao, nao sabe
tes : | C0iu que fundamenlo se ha de ainda abolir uma
Em lugar de bispos, calhedraes, relacao me-' d'sPoscao que tende o mclhorar a sorie dos vo-
tropolitana, porechos, vigarios geraes e proviso- I ,unl3r'os, c que pode mesmo ser de utilidade pa-
ra o paiz em geral visto como 6 mais uma facili-
dade
o um incentivo dado a agricultura, princi-
palmente de nosso riqueza.
Tendo no sessio antecedente referido alguns
abusos pralicadosna sua provincia em materia de
recrutamento, foi o orador contrariado pelo Sr.
Si e Albuqueniue, presidente daquella provincia,
que lhe ceutestou nao s os fados que referi',
como tt que o orador livesso publica e parli-
cularmenlo reclamado no occasiao contra seme-
Ihantes factos. Paro provar o engao deS. Exc.
o orador l o artigo de um jornal que redige na
provincia, em quo se d corita dessa violencia fa-
zendo-se a necessaria distincrao cnire os factos
em questao e ouiros com que S. Exc. os confun-
dir.
Autorisada assim a qncixa que apresenlro,
o 8"da Huaodooutro resultado se nao colha, o orador so
"... Cal^fiv onm o l.dlMul. <-....' ------- ______II .
rimeira dis-
chefe
Sr
de
; ira essa provincia o guarda da respecli-
ilfondcga, Pedro Burgos de Faria, a quem,
E ;a in lo ci lista do aviso innlq nnr pnp* i ie-
didu pelo niinisteri) ua fazenda, de 16 do cur-
t ule, foi prorogada por tres mozos, sem venci-
mentos, a licenca com que se ochavo nesla pro-
vincia tratando de seus neg"io; assim o com-
munico a V. Exc. rogando se digne de o fazer
constar ao mesmo guarda.
Dito ao coronel commandanle
Mande V. S. apresentar com urgencia ao juiz
municipal da segunda varo uma prora montada
para deligencios tendentes reunio do tribunal
do jury Conimanicou-se ao referido juiz.
Dito ao mesmo. Podo V. S. mandar abrir
assenlamenlo de proga ao paisano Bernardo Ra-
bello da silva Pereira que otrerecctido-sc vo-
luntariamente paro o servido do exercito, foi
para isso considerado apto, segundo se rfi do
termo do inspecrao annexo oo seu oflicio de 28
do correntc, sob n. 810.
Dilo oo mesmo.Communiro a V. S. que, se-
gundo consta-me de aviso expedido pelo minis-
terio da euerra em 21 do corrente, S. M. o Im-
perador houve por bom, por decreto d'aquella
dala, transferir do commando dos armas da pro-
viocia da Baha pora o desta o coronel de in-
i'inlaria, Jos Antonio da I'onseca Galvao, c no-
niear para substitu-lo n'aquelle commondo o
coronel ds mesmo armo Joaquim Jos Goncalves
Fontea.Commuuicou-se lombem thesotoria
de fazenda.
Dito ao l)r. chefe de polica. Transmuto por
copia o V. S. o oflicio quo me dirigi o enge-
nli'iro Bacal da estrada de ferro, a im de que
V. S., lomando conhecimenlo do fado de haver
s I i gravemente pisado, as proximidades da
tilia, por um wagn que conduzia maleriaes, o
menor Manoel Cimillo, me communiqne o re-
S'iltodo.Deo-se sciencia ao referido ongeuhei-
ro fiscal.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Devolvendo a V. S. o requerimento, a que se
refere, a sua informacao do 27 do crreme, sob
n. 161, o autoriso a mondar pagar, sob minha
rosponsabilidade, o ordenado que vencen nos
mezes de Janeiro o junho deste anno o carce-
roiro da cadoia de Serinhltem, Joaquim Jos do
AlmeidD, visto nao haver crdito para esse pa-
r nenio, que segundo allega o supplicante,
u- simado suo alimentario.
Dilo ao mesmo A' rquizir.ao dos vigarios
das freguezias de Toquuraling'a, Francisco das
Ciiagns Bezerra de A villar, de Sania Mara da
Boavista, Manoel Joaquim da Silva, e do Samo
Amaro de Jaboolao, Manoel Esperidiao Muniz,
autoriso o Y. S. a mandar pagar, sob minha
responsalildado, o que se Ihos eslver a dever
de suas congruas, visto rio haver crdito para
essi s pagamentos, cujas importancias considero
destinadas i alimenlaco dossupplicantos.
Dilo ao mesmoMan le V. S. pagar sob mi-
nti rosponsabilidade o ordenado que vencou no
mez de junho ultimo o juiz de direilo da comar-
ca do Limoeiro, bacharel Lourenco Francisco do
Alrneid'j Cotanho, quo assim nie requorou, al-
legando nao haver crdito para esse pagamento,
quo destinado sua alimentario.
Dito ao mesmo.Visto que,' segundo consta
de seu oflicio do 27 do corrente, sol n. 766, nao
leen] sido pagos os jumaca dos operarios do arse-
nal de marinho relativos ultima feria, por nio
haver ainda chegado a dislribuigao do crdito
para esta provincia no corrente exrcicio, o auto-
riso a mandar offecluar esse pagamento sob mi-
nha rosponsabilidade.Communicou-se ao ins-
P < tordo arsenal do marinha.
Dilo ao mesmo.Annuindo ao que me reqni-
silou o commandanle da divisao naval em ofli-
cio de 27 do corrente, sob n. 136, autoriso a
V. S. a mondorpagar sob minha responsabilida-
de, visto nio ler ainda chegado a distribuigio
do crdito para esta provincia no correnlc exr-
cicio, a quantia de cem mil res, por que foi con-
trolado na Babia um pralico para conduzir o va-
por Piroja al o porto desla capital, o qual lem
de desembarrar do mesmo vapor, segundo o seu
contrato.Communicou-se ao commandanle da
cstorao naval.
Dito ao mesmo.Remella-me V. S. com bre-
vidade a demonstragao da despeza quo se faz pe-
la verbaguarda nacionalcom a individuali-
sagoo exigida no aviso circular, junio por copio,
de policio
resol-
I ve considerar de nenhum efleito a portara de 30
; de novembro de 1850, pela qual se nomeou a Tho-
I m Lopes Ribeiro poro o cargo de subdelegado
d d^-ri.io de uungo, segundo da freguezia de
I Ouricury, e nomein para exercer esse cargo o
I ridadio Antonio Pereira Rodrigues Jnior.
I Communicou-se ao chofe de polica.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do se coto a proposta do chefe do polica de 27
,as _| Jo coi rente, sob n. 1030, resolve nomear o capi-
I Uo Jos de S Maranho poro o cargo de pri-
i n.'ciio supplenle do subdelegado do distrelo de
San-Francisco, (1 da freguezia de Serra-Talha-
da) e a Aulohio Alvos da Luz para o de segundo
supplenle do mesmo subdelegado.Coramuui-
cou-so ao chefe de polica.
f.rpediente do secretario do governo.
OflicioAo inspector do arsenal de marinha.
0 Exm. Sr. presidente da provincia manda do-
clarar a V. S., em rcsposla ao seu oflicio de 27
do corrente que as boias destinadas provincia
do Itio Grande do Norte devem ser postas dis-
poaigoo do agente daquella provincia, Jos Joa-
quim de Lima para as remoller no vapor Igua-
raastipara aquella provincia.Officiou-se tam-
bera oo copilio do porlo pora por disposrio
oo mesmo agente, para ter igual destino a pren-
sa, sello, boias c livros que se destinara aquella
provincia.
mims-
Maran-
Dilo Ao jniz de direilo do Bonito.S. Exc.
o Sr. presidente da provincia manda aecusar re-
cebido o olliciode 21 do crreme, em que V S.
participou ter entrado naquella dala no goso da
licenca de tres mezes, que lhe foi concedida,
passando o exrcicio do respectivo cargo ao juiz
municipal do termo do Bonito.
Dito.Pela secretorio do governo se participo
ao Sr. Jos Paulino de Albuquerque Sarment
que, segundo consto d eommunicocio da secre-
toria do estado dos negocios do imperio, dolada
de 13 do corrente, so faz preciso para ler anda-
mento a sua pretencio, pedndo o foro do lidal-
go cayallero, que Smc. aprsenle,: primeiro, o
proprio alvar do foro concedido a seu pai, ou
cerlidao desle documento cxlrahida dos livros da
morJomia-mr ; segundo, cerlidao do assenla-
menlo do seu baplismo; terceiro dita de casa-
mento do seus pas ; quarto, altostado de dous
vares filhados no mesmo foro em prova da no-
brezo da linhagom materna.
Despachos do du 30 de julho.
feqnerimentos.
995Alexandre dos Santos Barros.Informe
o Sr. capitio do porto.
996Albano Peres Correa Gomos.Apresen-
le-so no quartel do commando das armas para
ser inspeccionado.
997Cosme Jeronymo do Nascimcnlo.Infor-
me o Sr Dr. chefe de polica.
998Francisco das Chagas Bezerra d'Avellar,
vigario de Taquaretjnga.Dirija-se a thesoura-
ria de fazenda, a quem se expede ordem para o
pagamento requerido.
999 e 1000Feelden Brolhers, empresario da
lluminagao a goz.Informe o Sr. inspector da
thesouraria provincial.
1001Joaquim Jos Ferreira, ex-grumete do
vapor Viawo.D-se-lhe passagem de convz
om um dos lugares destinados para passogeiro do
estado.
1002Joaquim Lobato Ferreira.Informe o
Sr. inspector da thesouraria do fazenda.
1003Lourenco Francisco de Almeida Cala-
nlio, juiz de direilo do comarca do Limoeiro.
Dirija-se thesouraria de fazenda.
100{Manoel Jooquira da Silva, vigario da
freguezia de Santa Harto da Boa-Vista.Dirija-
se a thesouraria de fazenda.
1005Manoel Esperidiao Moniz, vigario da fre-
guezia de Jaboatio.Dirija-se a thesouraria de
fazenda.
1006O mesmo.Informe o Sr. inspector da
thesouraria provincial.
1007Manoel Figueira de Fara.Informe o
Sr. inspector da thesouraria provincial.
1008Maximiano Henriques da Silva San-
tiago.Sellado o documento n. 1, volte, que-
rendo.
mulheres.
s armas todos I soldados de Calatafini, e
preporomo-nos pora por tormo obra magnifica
quo emprchondomos.
Palermo, 13 de junho de 1860.
G. Garibaldi.
nego-
a-
Socie-
EXTERIOR.
De Genova communicam a seguinte carta que
O conde Miguel Amari, enearregado de ..
cios do governo provisorio da Sicilia junto do
bnele de Turim, dirigi a seguinte carta a So
dade nacional.
Turim, 21 de junho de 1860.
O goveruo provisorio da Sicilia, nomeando-
me seu enearregado do negocios juntj do gover-
no de S. M. sarda, recommendou-me particular-
monte que vigiasseque os somraos colhidos pora
soccorrera Sicilia lhe fossem promplamenle ex-
pedidas afm deoccorrer a todas as despezas ne-
cosssarias ao servico da Liba, quer em Torio,
quer em outra qualquer parte do reino.
Eu nao devo nem posso despresar esta im-
portante parte do meu mandado ; per.i-vos pois
iiistanlemenlo, conhecendo a promplidao com,
V'\. SS. leem sompre auxiliado a caisa do meu |
paiz, que nio outra couso raois do que o causa
italiana, queiram ter a bondado de raviar-me o
mais brevo possivel as sommas de que poderera
dispdr.
Conde Miguel Air.ari.
Escrevem do Genova :
Fallavu-se aqu ha algum tempe do projecto
que tinha Garibaldi de conlrahir um emprestimo
pora continuar a lucia patritica que havia cu-
mecado. Todos os jornaes da Italia receberara a
seaunle corto ;
Genova, 26 do junho.
Acabo de receber uma mensagen impoitan-
te de Palermo.
Esta mensagem exeila-me a app?llor do no-
vo e com energa para os italianos. Por conse-
quencio, digo eu : Neste momento a nica
torga viva, e animadora da guerra reside as es-
pecies sonantes.bGaribaldi que a personifica
Co da Italia militante, insiste pelo empreslinio,
o pede no entretanto diuheiro.
Que vergonha ser para nos se lhe for re-
cusado !
Deem poisdnhoro os italianos, i quem d o
seu sangue, e que lambem ha de dor sangue e
liberdade om Iroca de dinhero.
Os que o drem terao como recompensa, o
reconhecimenlo da patria.
Os que o eraprestarera o que ns enrgica-
mente pedimos, terao como garanta essa pala-
vra solemne do Goribaldi : Aqu, na Sicilia,
temos todos os meios de reembolsar o mundo in-
teiro.
Garibaldi nunca falla sua palavra.
Os meios a que elle alinde sobre as ruinas
de Palermo signilicam ura thesouro ; mas na ca-
pital bombardeada da Sicilia esse thesouro ainda
nao dinheiro proruplo e sonante.
Iucumbe aos italianos, solidarios, n'esla
luda inleiramente nacional, converlc-lo em di-
nheiro.
Esli lucia desojada e victoriosa foi iniciada
pelo povo. Aquelles que dispozerem de meios
nao lhe rclircm o seu apoio.
Nao se exponha italiano algum a que a sua
eonsciencia o censure um dia de haver recusada
o sou auxilio potria. No presente momento,
nicamente dinhero, paiaa Italia irmas, forca
e certeza na victoria.
D. Agoslino L'trtani.
guape.
A camara dos deput ados approvou hontcm i
satisfaz com a indignagio geral que semolhante
abuso lem causado.
A islo limita as consideraces que tinha a fa-
zer.
O Sr. /lego Barros ( ministro da guerra ) :
segunda discussao, depois de um pequeo debote ; Pe- desculpa ao nobre deputado de nao lhe ter
entro os Srs. Sampaio Vionua e Brandan, o pro- dad0 hontem essas inlormaroes, c sinto que o
jedo que autoiisa o governo a mandar admillirl n0re deputado nio me livesse lembrado, quan-
a despacho, liwes de direitos, todos
los e objeclos que forem precisos
incumbida do esgolo das aguas e osseio publico I
da cidade do Recito, contratado enito a pro-
vincia de Pornambuco e Chorlos Louis Com-
bronno.
Adoplou em seguida o projecto que autorisa o
governo para mandar matricular no primeiro au-
no da faculdade de medicina da Baha o estu-
dante Marcos Antonio Monleiro da Silva, c ad-
mitli-lo a fazer acto das materias do dilo atino,
moslrando-se para isso habilitado na forma da
legislacao em vigor.
Foram apresenladas e approvadas varias emen-
das extendendo o raesmo favor a mais vinlo es-
tudontes.
os utensi-j do acabei de fallar para da-las immedlatamenle.
empreza' .^r* Pfcsdonlc, eu nio posso dar uma informa-
cao minuciosa e cxocla sobre o primeiro ponto.
O governo distribue o numero de recrutos que
cada provincia deve dar, felo isto, os presidentes
fozem a designacio do numero que. cabe sdifle-
renles freguezias". V, porlonlo, o nobre depu-
tado que nao posso saber quonios recrulas tocou
a esla ou aquella freguezia dar ; mas eu onlen-
do, como o nobre deputado, que, una voz deter-
minado esse numero, nao deve ser elle alterado.
O Sr. Franco de Almeida : Muito obrigodo.
O Sr. Ministrada Guerra : Note, porm, o
nobre deputado, que todos estos inconvenientes
provm da maneira por que entre nos se faz o
recrutamento. Se houvessc a circumscripeoo ou
Approvou tambera, em uma s discussao, o' sol!teio'.nla0 providencias seriam dadas para
projecto que autorisa o governo a aposentar Sil- 1UG isl nao acontecesse. e lambem poro quo nio
vano Francisco Alves, com o ordenado que per- "conlecesse o fado de tnver om umo freguezia
cebe na qualidade de membro do junta vaccinieo "m individuo nos circunstancias de sor recrula-
Acompanha o Sr. Franco de Almeida ni con-
veniencia de restabelecer -se a disposigo relativo
dadiva de trras. O Sr. ministro promelle ac-
ceder aos pedidos que lhe foram fetos, mandan-
do distribuir as colonias militaics. Isto, po-
rm, reduzir a um favor aquillo que estova
consignado como direilo ; sondo que S. Exc. nio
pode garantir o futuro, e outro ministro vira que
nao tenha as disposicoes que elle nutre a serae-
Ihanle respeilo
O artigo approvado.
Entra em discussao o art. 6
O Sr. Teixeira Jnior, aulorisado pola recom-
mendarao que o Sr. presidente do conselho fez
no seu relatorio. tendente a evitar do corpo le-
gislativo a concessao de autorisaces indefinidas
que leem tido enlre nos resultados funestsi-
mos, propoe-se a aprcsenlor uma emenda, fazen-
do Iimilaroes autorisaco que pede so Sr. mi-
nistro do guerra para reformer diversas repart-
coea a seu cargo. Nossa emenda attender as
vistas econmicos do governo, pensando assim ir
em tudo de aecrdo com as dtsposigoes do "abi-
nele. Entretanto, est promplo-a reiirar a emen-
da, se o Sr. ministro enxergar nella alguma cou-
sa que o possa contrariar.
O Sr. Oclaviano diz em um aparte : Ncsse
coso desapparecc o espirito de economa....
E' lida e apoiada a seguinte emenda:
A aulorisagio de que irala o 1. do art. 9
vigorar at a prxima sessio legislativa, e na
sua execugo nao se excdela o pessoal ora exis-
tente nessas repartieres, nem se elevaro os or-
denados olm do quo percobcm os emprogados
de igual calhegoria do thesouro nocionol e do ar-
senal de marinha no que diz respeito aos arse-
naes de guerra.
O Sr. llego Barros (ministro da guerra) :Sr.
presidente, approvo a emenda em todas as suas
partes.
Quando pedi a autorisaco fui levado do pro-
posito sincero, como bem sobo a cmara, de con-
verte-la em roalidode.urao vez quemo fosse con-
ferida. Quem altender ao orcamento do ministe-
rio da guerra, ver que comprehonde diversas
reparlieoes cujos emprogados realmente estao
muito mal pagos, e nao lem a organsario ne-
cessaria ao descrapenho dos ins da sua' insli-
tuicoo.
Assim, julgo que a cuntadoria deve ser consi-
derada como uma dos directorios di secretoria
do estado do guerra, servindo esta do centro s
outros. Como esto oulras reformas sio indispen-
savi'is. r
Ouanlo condirao de se effecluarern antes de
comogar o futura legislatura tambera concordo
A cmaro sobe que pedndo eu'essa autoiisari
a declaro urgente ; c sendo urgente, e inmedia-
tamente cuidarei de po-la em execucao.
Quonlo ao pessoal, reconheco
lulorcom algumas difiieuldades
O jornal official de Palermo contera o seguinte
dectelo importante :
Italia e Vctor Emmanucl.
Considerando que enlre as provincias italia-
nas j reunidas, e que van reunir-se am uma si-
luagao unici sob o sceptro do magnnimo rei
Vctor Emmanuel, devem desapporecer essas an-
tigs barreiras levantadas no tempo da escravi-
dio comtuura, e das passadasdivisoes polticas ;
Arl. 1. consentido o principio te uma ple-
na liberdade de navegacao nos porlos e bahas
da Sicilia lano para as procedencia:! como para
os productos das possessoes italiano:! que csto
debaixo do sceptro do governo de S. M. el-rei
Vctor Emmanuel.
Art. 2." O secretario de estado tos negocios
estrangeiros e do commercio, e o secretario da
eslado da fazenda eslo encarregados de formu-
da corle.
Conlinuou por Pira a discussao do otromento
na parte relativa despeza do minislerio dos ne-
gocios estrangeiros. Oraram os Srs. Jaciiilho de
Mondonga e Franco de Almeida, ficando a dis-
cussio adiada.
[Jornal do Commercio do Rio.)
ASSEMBl A GERAL LEGISLATIVA
CMARA DOS SRS. OEPUTADOS.
SESSAO EM 1 DE JUNHO DE 1860.
Presidencia do Sr. conde de Baependg.
A's onze horas da manhaa, feita a chamada,
acha-se presente numero legal, de Srs. depu-
todos.
Lida a acta da anterior, approvada.
O Sr. Primeiro Secretario d conla do se-
guinte
EXPEDIENTE.
Um requerimenlo de Belarmino Jos Ferreira
da Silva, pediodo ser admtlido matricula e
do, e mudar-se para outra que j tivesse preen-
chido o numero de recrulas o dar.
O Sr. Franco de Almeida : E' por isso que
eu desojara que V. Exc. promovesse a reforma
da actual lei do recrutamento.
O Sr. Ministro da Guerra : E por isso que
eu roguei a V. Ex que apresentasse as suas
ideas a tal respeito.
Observou tambera o nobre deputado quo polo
mappa apresentado no meu relatorio havia um
excesso de 60 recrutas dados pela provincia do
Para, comparativamente com o numero q^ue dra
no anno anterior. Direi que esse o numero de
recrulas em relacio a um anuo e mais troz mezes
do armo seguinte : pode ser, pois, que osse ex-
cesso de 60 recrulas apporega por so comprehen-
der mais esse augmento de trez mezes.
O Sr. Franco de Almeida : Desoja va que V.
Ex, dissosse qual o numero que foi marcado pa-
ra o anno anterior.
O Sr. Ministro da Guerra : Sinto nao po-
der de promplo informar ao nobre deputado;
mas eu indagarei, e terei muilo goslo em dar-
exorae do primeiro onno do curso depharmacia.' lhe essa informacao.
A commissao de instruccao publica. Nio cntrarei, "Sr. presidonle, na quostao do
Outro de Melchor Carnoiro de Mendonca Fran- qnem deva recrutar, porque esse artigo que traa
co, otlicial da secretaria dosto camara "pedndo dessa materia j foi discutido e votado ; trolorei
que lhe seja conservado o mesmo lugar durante ; apenas do que est em discussao. Na proposta
o lempo era quo exercer o cargo do cnsul geral; do anno passado achava-se ese mesmo artigo
do imperio na Repblica do Uruguay, para o que determinado quo se dsse aos voluntarios que ti-
ocbo de ser nomeado.A' commissao de poli- vessem acabado o seu tempo de servico essa por-
cla- | eao de trros, e possou na le ; mos," senhores,
Outro de Victorino Cordoso de Araujo, major, na pratica tenho oncontrado grandes diQlcul-
da guarda nacional do Grao-Mogol, pedndo uma l dades.
pensao.A' conimissao de penses e ordena-
dos.
Outro da ordem lerceira de Nossa Senhora do
Monte do Carmo, erecta na imperial cidade do
Ouro-Prelo, provincia do Minas-Geraes, pedndo
a concessao do uso-fructo perpetuo de uma ban-
queta de prata que pertencia a confraria do Se-
nhor do Uomlirn.A' commissao de fazenda.
ORDEM DO DIA.
Fixaro das forras de trra.
Contina a discussao do'art. 4o da proposla do
governo que fixo as forgas de Ierra para o anno
lnanceiro de 18611862 com a emenda apoiada
da commissao.
Nao havendo quem pega a palavra, e indo pr-
se a votos, a cmara rejeila o requerimenlo do
Sr. Peixoto de Azevedo para que a volacao seja
nominal.
E' approvada a primeira parte do arl. 4o da
proposla, bem como o paragrapho substitutivo da
commissao, llcsndo por conseguinte prejudicado
o da proposla
Entra em discussao o art. 5.
O Sr. Franco de Almeida insiste em perguntar
ao Sr. ministro da guerra se a disposicao que
Primeiramente mui raros loem sido os solda-
dos que dando baixa hajam requerido essas tor-
ras apenas uma meia duzia ou dez as leem re-
querido, ceu lh'as mandoi dar. Em segundo lu-
gar a camara concebe bem que o ministerio da
guerra quem devo mandar medir essas trros,
e occorrer s despezas precisas para isso ; mas o
ministerio da guerra nio tem nonhuma verba
especial para somelhanles despezas. ( Apoiados).
De mois, como existom colonias militares, quan-
do qualquer militar que livor acabado o seu lem-
po de servico quzer alguma data de Ierras, nao
lera mais do que requerer ao governo, que sm
duvida lh'a mandar dar nessas mesmas colonias
militares ; para isso julguei nao ser necessario
que venha na lei.
O Sr. Franco de Almeida: Nesse caso depen-
der de favor do governo.
O Sr. Ministro da Guerra : Nio favor ;
ao contrario, tendo o governo necessidade de po-
voar essas colonias de individuos que j lenham
servido ao paiz, o individuo que neslas circuns-
tancias quizer laes torras e que far favor ao
governo ; assim o enlendo eu. Mas haver uma
disposigo de lei cuja execucao seja difficil, nao
monda distribuir por freguezias as provincias o me parece conveniente. (Apoiados) Eis poique
numero de recrutas com que cada uma tem de nao inclu esse artigo na minha proposta. (Muito
concorrer ou nao obrigatoria. Segundo alguns 6em. '
presidentes, inclusive o do Para, essa disposicao
mera illuso; elles teem usado della a seu ca-
pricho, designando taes freguezias para darem
mais que o numero marcado, taes para darem
menos, e algumas at para nao concorrerem com
contingente algnm. S. Exc. o Sr. ministro faria
um grande servigo declarando que a dislribuigao
obrigatoria, e que, uma vez marcado o numero
O Sr. Peixoto de A xevedo renova ao Sr. mi-
nistro da guerra o pedido que ja antecedente-
mente fizera a S. Exc. de determinar precisa-
mente as condigoes em que os voluntarios te-
nhan de perder essa qualidade. A principio s,
a perdiam por crime-de desercao ; hoje, porf m,
a capricho dos commandantesi podem per-j-l
pelo mais insignificante motivo.
que se tora de
s, mos nao neg
meu assonlimento a essa parto da emendo assim
como a respeilo dos ordenados, que devm sor
igualados aos dos outros secretorias, porque pro-
cedendo-se assim, nio sedar motivo do qu'eixa
Se porecerem insufficienles, resignem-se os era-
pregados ; os circunstancias do paiz nio permit-
iera mais ; e alm disto outras classos do func-
conanos tambera nio se acham avantajoda*
Portadlo, voto integralmente pela emenda.
O Sr. Prannos pergunla se ira autorisar'o quo
pede o Sr. ministro da guerra para reformar o
corpo de saude'do exercito pretende S. Exc. fazer
allerages em uma lei modernissima, ou ape-
nas pretende poder augmentar o pessoal daquclle
corpo, alias deficiente. Nao er que so reolise a
primeira hypolhose, e por isso desoja sabor qual
e a idea de S. Kxc. a lal respeito ; porque, a ai-
tender somente a um augmento do pessoal cCrii
conveniente uma emenda que limite nesse senti-
do a autorisaco.
O Sr. llego Barros (ministro da guerra) :__Sr
presidente, nmo das ideas que desojo ver realisa-
dos o augmento do numero dos officiaes do
corpo de saude ; porque o nobre deputado abe
que sao muitos os engojodos olm dos cirurgiOes
marcados no quadro do exercito.
Tambera desejava nio alterar a organsario do
corpo de saude; mas necessario fazer algumas
expheagoes e fixar certas bases para vencer dif-
iieuldades que ora existem, provenientes de re-
lucloticio de membros do corpo de saude.
Nio desojo tornar inlciromente oo que ante-
riormente so achava cstabelecido, isto perten-
cer cada ofiicial do corpo de saude a um corpo
determinado ; mas determinar que os officiaes do
corpo do saude nao possam estar mois que dous
ou tres orinos em cada provincia. Assim nio le-
rio lugar as transferencias de ura lugar para o
outro senio dentro de um tempo prefixo, nem,
quando se elTectuarem, hsver quem as altribua*
a vinganga e perseguigio do governo, ou a pa-
tronato e a afiihadagem.
Desta sorte um cirurgiao do exercito estar ag-
gregado a um corpo, ou servir era uma provin-
cia, por espago de dous annos : (indo este prazo,
poder sor enviado para outra que mais lhe con-
venho, ou onde tenho a sua familia. Seraelhon-
te medida dar garanta ao official, e ao mesmo
lempo livrar o governo dessas censuras, quando
se haja de ellectuar a mudanga de uma paia ou-
tra provincia.
O que eu desejo formar um principio que
cortar pela raiz certos abusos e dar lugar a que
nio succeda haverera muitos eirurgioes militares
em uma localidade, eraquanto em oulro senle-
se folla dellcs, e tambora a nao apparecerera
descontentamenlos quando o governo envia os
que sobram em uma provincia para outra que os
nio lem em sufficiente numero.
Quanto ao numero, bem sobe 0/ nobre deputa-
do que diminuto. E' necessario augmenla-lo,
j para algumas enfermaras e estabelecimentos]
j para algumas companhias destacadas cm pon-
tos longinquos. Creio tambero que o uumero em-
pregado nos hospitaes deve soffrer alguma olte-
rario.
Eis aqui as vistas que tenho, aeonsclhadas pe-
la experiencia do pouco tempo que estou no mi-
nisterio. Estou cerlo de que o nobro deputado
os nao rejeitari, o, caso queira ofierecer alguma
emenda que combine com o que acabo de expen-
der, nao terei duvida em aceita-la.
Poslos i rotosos ,inigos additivos, sio appro-
vados, bem como a emenda do Sr. Teixeira J-
nior ; e a proposta posso 3" discussao, indo no
cntanto respectiva commissao para redigir as
emendas em conformidade do vencido.
Aspirantes a guarda -marinha.
Entra em Ia discussao o projecto que manda
abrir nova praga de aspirante a guarda-raarmha
os alumnos do terceiro anno da escola de mari-
nha Luiz Barbalho Muniz Fiuza, Podro Pinto da
Voigo, Miguel Jooquim Pederneira, Antonio Se-
veriano Nunes e Francisco de Paula Tulles do
Menezes.
O Sr. Candido Mendes pede, e a camara con-
senlo que eslo projecto tenha uma s discussio
na qual enlra immedialamente.
Indo pOr-se a votos, reconhe-se nao haver ca-
sa, pelo que o Sr. presidente declara encerrada
a discussao, e manda proceder a chamada.
Dada a ordem do dia, levanla-se a sessio s
2 horas da tarde.
DIARIO DE PERNAMBUCO
Os jornaes, do que foi portador o vapor fran-
cez Navarre, apenas adiantam dous dias do
Rio de Janeiro, aos que nos trouxe o Tocan-
ttns.
Em outra parte encontrarlo os leltoresasuo-
1 (icias colhidas nellcs.
mijtii Ano I


(a)
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
*eua ilo Coulu, Antonio Franco, Manoel Fer-
rcira Querido, Rufino Suzo no Gayo de. Miranda,
Juan Ahre9, Andr* Nausr-r, Antonio Teixeira da
Silva Res, Manoel da Cn.nha Lobo, Jos Texei-
ra de Souza, Caraillo Jos Tinoco, Joao Ribeiro
Bemfurtaz.
Passageiros sabidos, desta provincia para Bor-
dame o porlos en'iermedios uo vapor francez
Navarro:
Luiz de Moraes Gomes Ferreira e sua familia.
PIARIQ BE PERSikMWJCO. QCXRT1 FE1TU 1 DE AGOSTO DE 1860.
Por poitaria da directora geral dainslruc-
co publica, de 3U do passado mez, (ni pasta coi
execucao a medida votada pelo conselho director
de ser" o exorcicio das aulas primarias urna s
vez por di.
As escolas designadas para esso ensaio sao as
seguintes: a do Rvd. padre Vicente Pcireira de .,
Siaueira Varejo e da senhora O. Alejandrina de : l e!er t,9le. Joao Wannel, Antonio Anayo, Joa-
Lirna e Albuquerque. nesta (reguezia de Santo 1u,in Lebacq o sua mullier.
Antonio ; a do Sr. Antonio Rufino de Andrade I "~ Matadoi-ro pca-uco. Malaram-se para o
Luna, na de S. Fr. Pedro Goncalves do Recito; i consumo da cidade no dia 31 do corretito t
o do Sr. Simplicio da Cruz Ribeiro, na da Boa- i"
Vista ; a do Sr. Joo Antonio da Costa Medeiros, I
em Olinda a do Sr. Claudino dos Santos Lopes'
Castello Branco, no Cabo; a do Sr. Gervazio Ely-
lexlo de ser essa deleza lida polo niusuio acen-
sado I
Que bello exemplo para as futuras administra-
res 1
Sou, por Unto, fotQado cintra a minha vonta-
de, a publicar a exposico uo me nao dnxararo
ler, trazendo assim ao contiecimento do publico
fados, que deviam ficar no seio da mesma fa-
milia. Saibam lodos os meus consocios, que
os actos da directora denittida
- foram prai-
liiiz AQionio de Siqueira, Manoel Ignacio de cados na iuteoco de be ni servir ao esUbelecimcn-
i sua familia, Rosa Emilia da Silva, | to, o es erres, se errosJioi ve dessa administra-
cao, sao de natureza tal, qte nao haver admi-
nislragao alguma, que os nao cotumella igual-
mente.
Recite 30 de jalho de 18<0.
Manoel Rihtiro Bastos.
Segu a exposico.
Senhores :
sio Bezcrra Cavalcatili, cm S. Lourenco da Maj-
ta ; e a do Sr. Manoel Antonio do Albuquerque
Machado, na Venda Grande.
O exercicio diario dever ler comeco s 9 ho-
ras da manha, eAndaras 'i da larde, sendo es-
sa medida praticada de hoje por dianle.
Por essa occasio o Sr. director recommcndou
aos delegados Iliterarios loda a inspeccRo possi-
vel nessas escolas, por meio de frequentcs visitas
para observarem e aprociarem s vantagens ou
inconvenienles resii.tantos da medida adoptada,
e informaren) ultcriormcnlo a directoria acerca
do que colherem nosse sentido.
Foi nomeado 5." supplente da delegada
deste termo o Sr. bacharel Amaro Joaquim Fon-
seca de Albuquerque.
Falleceu o amanuense do consulado geral,'
Luiz Francisco Moreira de Mondenca.
Informara-nos que no dia 23 do passado,
pelas cinco horas da tarde, indo Joo Caitos Vi-'
dal em procura de um boi, que rhe liavia fgido, |
penetrara no sitio em que mora o Sr. Meudes, na ;
estrada de Beberibo, com o llm do ver se ulli ba-
ria entrado o referido boi; mas succedeu que eu-
controu al dous filhos daquclle Sr. Mendes, que .
o feriram morUlmente com uaceladas na cabeca '
e duas ou tres facadas.
- A polica apenas leve conhecimento do fado, ;
tratou de dar providencias, cercando a casa dos |
offfnsorcs; mas nao logrou prcud-lus ; pois
que elles ja se tluham posto ao fresco, delta au-
senlnndo-se.
Esperamos porm que lodos os esforcos sejam
enviiiados para a elfecliva captura dos mesmos,
de maneira que esta oceurrencia tenha outro
xito, que nao liveram urnas facadas dadas u'um
Sr. Cazuqu.
Para intelligeneia das pessoas, a quem pos-
sa competir ou importar, publicamos o seguinte.
A advertencia caridosa, o nao de ve ser des-
piezada, pois que nao poder enlo aproveilar o
protesto de ignorancia da dposicao da lei.
o Sr. redactor da Revista Diaria.
<< Achando-se Vine, sempre pi 011411 i, como o
conheco, para prestar pelo orgao da impreasa,
servicos nossa ierra, tomo a franqueza de ro-
gar-llie o especial favor de transcrever na sua
Revista os artigos eni seguida mencionados, ex-
tractados da lei n. 631 do 18 de Miembro de
1851, alim de esclarecer aquellos que delle's
ignoran), beni como sejam os laberneirus que mo-
rara defronto dos quarteis, ou em a viziuhanca
dellcs, o que por isso possam ser punidos d'uin
crime sem iuteoco de o pralicar.
Art. Io....................................
4." Com a mesma pena de a 18 mezes de ;
priso simples, e com da multa do decuplo do !
valor dos objectos comprados, ser punido, o cri-1
me de comprar as praeas do exercito, polica, i
guarda nacional, o quaesqner oulras que tacara i
parte das forras do governo, pecas de armanien- i
lo, fardamento, equipamento, ou munices de '
guerra, se taes objectos liverem sido fornecidos
pelo governo.
rezos.
MOHTALIDADE BO OlA 31 '.
Jos, preto, escravo. sollcijo, 50 annos; hy-
dropesia.
Castrecia, parda, 7 annos; angina.
Benedicto, pardo, 3 mezes; hernia.
Luiz, preto, solteiro, escravo, 25 annos ; ti-
zica.
Benjamn, branco, 18 mezes; convelios.
Guilhermina Maria dos Praeeres, parda, sc4-
leira, 28 annos; gomma ulcerada.
Claudina Mara dos Prazeres, preta, casada,
44 annos; entente.
Feliciana, parda, 6 mezes ; convulcoes.
Manoel, pardo, 1 mez; entente.
Olivia da Cuuha e Figueiredo, branca, soltci-
ra, 18 anuos ; tubrculos pulmonares.
Maria de tal, preta, selteira, 80 annos; hy-
dropesia.
Amonio, prolo, escravo, 80 annos; hydro-
pesia.
Francisco, branco, 3 mezes; convulcoes.
Leolario, preto, escravo, solteiro, 40 annos;
debilidade.
Hospital de caridade.Existem 61 ho-
mens e o mullieres, nacionaes; 7 homens es-
trangeiros, e 1 escravo, lotal 123.
Na lotalidadu dos doeoles existem 37 alienados,
sendo 30 mulheres e 7 homens.
magnnimo, que nao Ihe era possivel, com pezar
seu, de satisfazer ao pedido da directora por fal-
ta de teropo; entreunto S. M. I. dignou-se de
honrar cora sua assignatura o lbum que ella lhe
presenlou, e accedeu supplica, que por essa
occasio Ihe dirigi, requerendo que S. M. I.
houvesse por bem de se declarar protector do Ga-
binete Portuguez ; grasa esta que a directotia
nao sabe se depois foi realisada.
Em consequencia do menos Dora procedimento
do guarda do Gabiote Alfredo Arthur da Silva que
a directoria havia nomeado, foi este exonerado,
e, posto o lugar a concurso, preferio-se o que ser-
ve actualmente, o qual parece ter preenchido os
seus deveres em conformidade cora as instruccoes
recebidas dos sens superiores.
Peas difficuldades, que a directoria havia en-
contrado em obter um guarda com certas quali-
cacoes, ella sollicitou e obleve do conselho de-
directoria eleita em 31 de julho de 1859, e liberativo a devida autorisaQo para assegurar ao
de 1:0005000 e 800&009 ao
eleita pelo voto espontaneo o livre de conselho
deliberativo, tomou coiita da gerencia do Gabi-
nete Portuguez de Leilura no 1. de agosto se-
guinte.
Nao possivel dexar passar em silencio que
s por pora acquiescencit s deliberares do
CGnselho e muita contemplado por alguns de
seus respeitaveis raembros, que todos os rneni-
bros da directoria aceitarain um encargo de tal
monta : j porque nao se senliam sullicienles
para satisfazer a quanlo de nandavam as necessi-
dades do Gabinete, j poique tinham talvcz o
guarda o ordenado
ajudante.
O anligo recebedor do Gabinete Thomaz de
Mattos Pereira Estima tambem fez sentir direc-
tora a necessidade de um augmento no seu or-
denado, e o conselho altendendo ao que alai res-
peito se Ihe reprcseniou, deferio pretencao da-
quelle empregado, como pedia a equidade", sen-
do-lhe tambem elevado o seu ordenado a ris
1.03000.
A directora discutio e fez aQxar as instruccoes
que deviam servir de base a ura rcgulamenlo'in-
presenlimenlo de que sua administradlo nao agr- lerno, e que interinamente servissem de
Foram visitadas is onfermarias pelocirurgiao
Pinto s 7 horas e "6 minutos da manha. pelo
Dr. Bornellas. s H horas da manha, pelo Dr.
Firmo as 6 horas da tarde de honlem.
CHRQNICAJICIARIA.
TRIBUNAL DI RELACAO.
SESSAO EM 31 f)E JULHO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. COSSELI1E1RO EREL1NO
DE LEO.
As 10 horas da manha, achando-se presen-
tes os Sis. desembargadores Figueira de Mello,
Silvfira, Gitirana, Guerra. Lourenco Santiago,
Silva Gomes, e Caclano Santiago, procurador
da corda, foi aheila a sesso.
Passidos os feitos e entregues os distribui-
do.*, procedeu-se aos seguintes
JULG AMENTOS.
RECLUSOS DE EI.EIC.OES.
Recorrente, Joo Paos de S Brrelo ; rocorri-
do, o conselho municipal.
Relator o Sr. deserabargador Figueira de Mello.
Sorteados os Srs. desembargadores Gitirana,
e Lourenco Santiago.
Negou-se proviinenlo.
Recorrente, Jos Francisco Carneiro ; recorr-
do, o conselho.
Relator o Sr. deserabargador Silveira.
Sorteados os Srs. desembargadores Gitirana
e Figueira de Mello.
Negaram previmeuto.
RF.crnsos chimes.
Recorrente, ojuizo ; recoindo, Manoel Fran-
cisco <11 Sil v 1 Albano.
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Lourenco
ornes.
ncisco Fer-
daria a todos.
E a nova directoria por ara momento hesilou
em encarregar-se de tal cornmisso ; mas leve
de ceder, porque nao quiz uet laxada do impres-
tavel, e anda menos de pouco delicada.
Acceilando, porem, o cargo que to honrosa-
mente Ihe ra confiado, entendeu quo devia ze-
lar como Ihe cumpria os ii.leresses do gabinete,
promovendo qu?nlo era si :oubessc o seu crdi-
to e procurando ludo quanto podesse conconer
para a estabilidade c futuro esplendor de urna
insliluico, que lem por titido O Gabinete Por-
Uiguez : e permilti, sniores, que esta deno-
minaco tenha sido para a directoria um estimu-
lo dos niais syrapathicos pira cumprir os seus
deveres.
Logo que a directora loraou posse, teve de
tratar da sesso magna, que em conformidade dos
estatutos, devia ter lugar ora 15 de agosto; 14
das apenas restavam directora, para preparar
sala de urna forma conveniente, e a sala se
nao eslava indecente, nao astava de forma ne-
nhuraa propria para nella S3 celebrar o anniver-
sario da insiallar.'io do Gabinete.
A directoria
regra
aos empregados do Gabinete, que at essa data
eram dirigidos por mero arbitrio.
Um projecto desse regulamento interno, assim
como a reforma dos estatutos eram objectos que
a directora tencionava subme'ler a esta Ilustre
assembla depois que fossem apreciados pelo
conselho deliberativo, e nesse intuito tinha colli-
gido as bases necessaras.
Em quanto pois a directora esperava pela con-
clusao do catalogo, cujaimpresso nao pode estar
prompta no lempo ajustado com os Srs. Guima-
res & Oliveira e sem o qual nao podia ella
racionalmente continuas 3 enriquecer a li-
vraria, alim de evitar que se contnuasso a com-
pnr obras, urnas insignificantes, outras caras em
duphc3ta e triplcala, leve ella do se rotirar em
virtude de urna determinado do conselho delibe-
raiiyo, que declarou na sua niaiora que ella nao
podia continuar a ereucia do Gabinete.
Compre notar de passagem, senhores, que a
directora antes do ser demiltida havia a pre-
sentado o seu balanceto do trimestre fin-
do em 31 de dezembro e que depois de ap-
| provado este unnimemente pelo conselho em
jutgados na forma da lei 11. 562 de'2 de julho de 1
1850(eis : Ari.'l0 Sero procssados pelos jui-1
zes munidpaes, t a pronuncia inclusivamente, i
ejulgados pelos jnizes do direito os seg i ules
crines, etc. ) Sendo porcia commeliidos por mi-1
litares, sero estes juigados pelos conselhos de I
guerra, e punidos rom as penas estabelecidas por !
esta lei, e pelo codito criminal, se as nao hou- i
ver especiaos nos regulamentos a leis milita- '
res. t
Sou seu constante leilorO.
Cuasia que est nomeado rapito do porto i
desld provincia, o Sr. thefe de divisao Jos Ma-
na Ferreira, que na provincia do Maranhao exer-
tia o mesmo emprego.
Foi nulliiicada a pottaria da nomeacaodo
Sr. Thoin Lopes Ribeiro para o cargo de s'ubie-
legado do dislricto de Utingo, do* termo de Ouri-
cury. sendo nomeado para esse lugar o Sr. An-
tonio Pereira RodrigueaJonior.
Foi nomeado o capilo Jos de S Mara-
nhao para Io supplente do subdelegado de dis-
triclu de S. Francisco da Sorra Talhada ; assim
como para V o Sr. Antonio Alves da Luz.
No dia 28 do correte pelas 5 1|2 horas da
larde, na freguezia da Boa Vista, distrido da Ca-
punga, foi gravemento Cerido com duas estoca-
das e algumas conlusoos, Joo Carlos Vital, sen-
do autores desle cruue Theodomiro Mendos de
Souza Ferreira e Pergentino Mendes de Souza
Ferreira, que se puztram em fuga apenas perpe-
traran) u delicio.
Foram fpcolhidos casa de delencaonosl
das 28,29 e 30 deste m 15 homens el mu-1
lher ; livres 8. cscravos 8, a saber : orden) do
Dr. chele de polica 1. do l)r. delegado do Io dis-:
trato 8, do subdelegado do Recife 3, do de S. Jo-'
s 3, do da Roa-Vista 2.
Descocerla de anliguidades na Assyra :
L-se no Globe : O correspondente" do Le-
van! Herald escrevo de Van na Assyra, partici-
pando que se descobrra urna verdadeira mina
de objectos d'arte, por occasio de se abrir urna
ralla as proximidades da cidade. Desde mui-
to que se SHspeitava da existencia de restos pro- I
ciosos naquelle lugar ; porem, nem Layard,
nem alguns dos poneos europeos, que lera \\i.\-
Udo esses lugares, liveram opportunidade paral
se certificaren] da legitimidade de suas suposi- :
ces.
Alem disto, o cime dos habitantes e das anclo- i
ndade erara obstculos invenciveis, que veda-
vara quaesquer indagaedes a este respeito; e foi I
somente ao acaso, que se deveu a invenco dos 1
tlicsouros da arle, que tanto podem concorrer'
r o Sr. deserabargador Lourenco San-
Silva Go-
maneira condigna, e foi to fe'iz na sua escolha,
quo honra seja feita a esses diilinctos merobros ,
ninguem podia melhor satiifaier aos desejos da
diiecloria.
A sesso magna celebrou-secom toda a pompa
e aparato do costme, e o gabinete recebeu mais
urna pruva de quanlo sua ilislltuico sympailii-
ca para os habitantes desta bcla'cidade.
Livre a directoria desle pi meiros cuidados
tratou logo de examinar cono aevia as existen-
cias do mesmo gabinete, nao s em livros como
em todo o resto do seu hacer. O Gabinete Ihe
havia sido entregue sem inventario ; foi dessa
materia que logo se tratou, lanrg para a directo-
ria couhecer qual a sua responsabidade, como
para se concluir o catalogo do Gabinete, deque
lano se careca, nao s porque j nao havia um
excmplhr do ultimo publcalo, nas porque o ga-
binete tinha augmentado m mais do dobro a
sua bibliolheca.
A directora antecessora hav\a annunciado
assembla geral
e
acto
catal
exa
con
III
sacn
Ira
conse
Relal
liago.
Sorteados os Srs. desembargadores
mes, Silveira e Figueira de Mello.
Negaram provimento.
Recorrente, Jos Antonio Lopes ; recorri-
do, ojuizo.
Relator o Sr. deserabargador Silca Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveiio e
Lourenco Santiago e Figueira de Mello.
Reformada a sentenca.
AC6RAV0 de iNsruf.Mi-N ro.
Aggravanle, a irmandade do Sacramento do
Cabo ; aggravado, Jos Luiz de Queiroz.
Relator o Sr. deserabargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Figueira
de Millo, e Silva Gomes.
Deram provimento.
APPKLUCOBS CHIMES.
Appellante, o juizo ; appellado, Joaquira Igna-
cio de Siqueira. *
A novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Rosa Maria da
Encaroacao.
A novo j'iry.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Rodrigues
Moraes.
A novo jury.
Appellante,o juizo; appellado, Joo deCalais.
Nullo o processo.
Appellante, Joo Teixeira Alves Pequeo ; ap- Jos Goncalves Villaverde, i; pan
pellndo, ojuizo. Ionio Zacaras d> Silva Coell.o.
A novo jury. A Nefaria, desde que tomos conla da geren-
Appellanle, o juizo : appellado, Manoel da Pe-, ca do gabinete, partilhou 11 opiniao de muilos
accionistas do mesmo relativamente a urna casa
grandecinieulo dos povos, tanto cencorrido pata
a civilisaco do seculo, em nossn paiz lem sido
urna verdadeira calamidad?, urna causa de inn-
meros males e miserias (em cojos delalhes nao
entro) mas quo em particular lera sido o llagello
dos proprietaros cujos terrenos ella corta.
Nao ha nenhum desses proprietaros que nao
tenhara soffrido prejuizos incalculaveis, cuja d-
crigo tambera nao ven ao caso fazer agora.
Alera de todos os prejuizos, de todos os Iranstor-
nos que soffrem estes proprietaros cora a presen-
ta dos trabalhadores, dos inglezes sempre ebrios
e insupportavcis, tera anda de soffrer a espolia-
So da COMPANIIIA DESAPROPRIADORA, sob
o titulo e a mascara de desappropriaco legal, es-
poliacao que sempre tem feito essa companhia
pela posigo e influencia das pessoas que a cora-
poem, que com bellas palavras c aparentes agra-
dos tem sempre suspensa sobro a garganta do po-
bre proprietario, o 0o de urna lamina que a com-
panhia mostra sempre com o dedo, ameacando
corlar o n da desappropriaco cora mais resolu-
$ao e audacia do que o grande conquistador de
lempos to remolos cortou o famoso fio.
Este fio a desappropriaco judicial ; o ju-
dicial. O judicial, com que depois de todas as
bellas palavras, acompanhia anieaca sempre a-
quelles que lhes nao quizerera entregar gratis
ou quasi gratis os melhores. os mais uecessarios
terrenos de suas propriedades.
O judicial com effeito urna espada e nao urna
garanta ; porque nesta Ierra, em regra o juizo
pouco garante : e para com a companhia muito
menos, ainda seno a ella propria. E' por isto
que o judicial era vez de ser um meio de tran-
quilisar ao proprietario, urna arma para an.ea-
?ar nas mos da compauhia, um meio de terror
e desfallecimento contra o proprietario que de-
pois de mil conferencias, a acaba sempre por en-
tregaren! duas propriedades pelo preco mu ri-
diculo, e modo porque a companhia quer. Ea
pro va nconlestavel que rara a desappropria-
?ao judicial que se tem feito para a estrada de fer-
ro desta provincia, e estas mesmas sao feilas
sempre por urna quantia muito mais ridicula do
que acompanhia offerecera anles amigavelmente
e tambem tera sido feita gratuitamente, como a
companhia tem conseguido com o seu judicial.
E que arma essa, que espada essa terrivel
einfallirel da companhia de desappropriiQao,
taoinfallivel que a companhia conla sempre cora
ella levar, como lem levado avante todos os seus
interesseiros caprichos ?
Por ventura a lei que garante era todo a sua
plenitudo a propriedade individual, teria dado
tao grande arbitrio S companhia. da estrada de
ferro, a quem alias paga juro vanlajoso, para ar-
rancar das garras dos propriedaros gratuitamen-
te as mais bellas porcoes de seus terrenos ? Nao
tal arbitrio nao ha.
Tom-se fallado rauilo nesle arbitrio que era
norae da companhia da estrada de ferro tem a
corapanhia desappropnadora : mas tal arbitrio
nao existe. Edooulromodo nao podia ser. A
le, como j alguera disse, om si sempre boa
na execucao quo est tudo. O governo e o po-
der legislativo nao tinham necessidade de dar
compinhia o poder de espoliar os proprietaros
para se ulilisar deste granjib beneficio da civili-
saco. nao careca de fazer victimas quasi de-
lerminadas do bem geral.
O governo pois ludo providenciou, e determi-
no!! meios, posto que suraraarissimos, mas sem-
pre garanlidores da propriedade, meios garanti-
eres para ambas as parles, da dcsapropriaco e
do desappropriado.
A forja, a valenta porm dos desapproprado-
res, a sua audacia funda-se sinente no desem-
pstador, porque pela posico das pessoas une
alguns desses cspecimons. que compoema companhia desappropriadora cotila ella
em materia de correspondencia ofllcal fizessera que ser sempre nomeada VsempafaJo uma
nr ao menos versado na lingua patria. I pessoa nao imparcial, mas uma pessoa de sua7s-
Lstava a cargo do priraeiro secretario a escolha colha 1 Hu.uai,s
c assignatura dos jornaes, era impossivel que a Contra o fio de tal espada, auera Doder reU
directora qu.zessse faltar considerado do seu | .ir? E' por isto que todos solera sSSef.iJo al
da
se
el-
desla
cora-
Qo foi apenas fnndamentada com as aecusacoes
seguinte?.
>< Ia.O nimio escrpulo da d-
te rectora na redacto das
suas pegas ofilciaes.
2a. O discuido em nao ter
< prestado toda atlenco na
renovaco das assigna-
turas dos jornaes.
3a.A falta da directora em
nao ler feilo compra de
novos livros.
A directora deve assembla geral uma ex-
plicacao franca e sincera. A directora nao de-
sejava que fossem tambem expedidos da secreta-
ria do Gabinete
ni
ira
Cezar
que depois por elle se faz a conferencia dos ele-
mentos do catalogo que a directora recebeu do
Sr. Querno d'Aguilar em 10 de nevembro. Por
este trabalho,bm como pela correcto de queca-
reciam esses elementos do catalogo julgou a di-
iecloria que se devia graliicar o Sr. Cezario de
Azevcdo com a quantia de oOjOOO, A asam-
blea geral dicidir conscienliosamente, se essa
quaniia deve licar a cargo Jos membros da di-
rectora ou se deve ser app ovada como pensa a
mesma directoria.
A directora achou o gabiiete apenas servido
pelo ajudante do guarda, que, sendo muito pco-
pno para esse lugar, nao l uha as habilita, oes
prensas para exercer as fumcej de guarda. Foi
por tanto necessario mandar por a concurso o
lugar de primeiro guarda ; concorreram difieren-
les preter lentes, sendo escolhido por unanitni-
dade, como o mais habilitado, Alfredo Arthur da
Silva, ancado pelo primeiro secretario o Sr.
nha.
A novo jury.
Appellante, o juizo; appellado, Francisco Al-
ves da Silva.
A novo jury.
Assignou-se dia para julgamcnto da seguinte
appellacao crime :
Appellanle, Pedro Francisco do Nascimento;
appellado, o juizo.
nisriUBUicES.
Ao Sr. deserabargador Figueira de Mello, as
appellaroes eiveis '
Appellante, Antonio Jos Alves Souto : appel-
lado, Silva Leo & Companhia.
Ao Sr. deserabargador Lourenco Santiago, as
appelldcdes eiveis :
Appellante, Domingos Francisco de Souza
Leo ; appellado, Rento Jos Laranha Lins.
Ao Sr.desembargador Gitirana, as oppellacoes
eiveis :
Appellanle, Luiz Ignacio da Rocha Juca ; ap-
Uenslidades de accio-
nistas ja vencidas___ 2561g000
116 recibos de subscrip-
tores................. 1:3925000
6 aecos emitidas...... 12050U
235J729
3:11550 5
4:073J000
7:18&>05
que rcunisse todas as cond.cocs necessaras ao
lun principal da insiiluico
Nao preciso ver grandes livrarias, nao seca-
rece visitaras salas que alguns particulares man-
dam arranjar para guardar os seus livros, basla
o coinmum para conhecer que a livraria
Quanto cscripturagao que eslava a cargo do
Sr. primeiro secretario, nao pede ter lugar a res-
pectiva entrega nessa occasia por estar elle au-
sente, o que prnvavelmenle effocluou, logo que
chegou a esta cidade.
Durautoo lempo da administrarlo da directo-
ria recebeo o Garando donativos de livros olferta-
dos por diversas pessoas; nao podo a directoria
dexar de fazer-vos especial menno desse faci,
e de consignar aqu em nome do Gabinete um
voto de reconhecimenlo.
Eis, senhores, a exposigo succinla dos fados;
a directoria, apezar do le'r a conscieucia de que
fez quanto eslava ao seu alcance para cumprir o
seu dever.no temo arrojo de julgar que seu pro-
cedimeato deva merecer a vossa approvaco; por
que suas iutenedes podam ser contrariadas pela
sua ignorancia, e por isso, senhores, ella vos pe-
de a desculpeis, se nao soube mais, c lalvez
juanto era inisler,
casa apro-
para a instrneco da historia o dos costumes de : pellada, Anna Joaquina de Albuquerque.
Serriramis e Nenovd.
Foi assim que se descobriram as ruinas de Ne-
uive, em consequencia da necessidade, que li-
veram os camponezes de se servir dos lijlos en-
terrados no solo.
Similhantemeate, segundo diz o correspon-
dente do Levant Herald, por occasio de se des-
enterrar urnas podras de uma foriilicaco. eu-
coniraram os trabalhadores duas placas do broa-
ze coberlas de inscripcoes cuneiformes iuterrom-
pidas por desenhos grosseiros de homens e ani-
maes.
Nao sabendo os camponezes o que aquillo
sigmflcava trataram immedialaraento de as
mandar cidade ;e logo a descoberla foi 6abida
pelo pacha, que na esperanca de encontrar, nao
objectos artsticos, mas melacs preciosos, orde-
nou a conlinuacoda exploraeSo comecada. Pou-
cos das depois os resultados "obtidos e'ram mag-
nficos : descobriu-se um touro soberbo com face
humana, todo de bronze e degrandesa natural;
uma grande agu- cora as asas levantadas, e
duas serpeles admiravdraenle modeladas, e do
man puro bronze. O pacha, como nao achasso
iicni ouro, ne praia, e inlendeu que os objectos
.descobe.rtos nao valiam seno o peso do metal ,
mandou parar com os trabalhos, impossbililand
assim a descoberla de muilos monumentos alias
preciosos para a historia antiga. Consta-que o
pacha mandara fundir vender pelo seu peso o
ouro. e tudo o mais que se achou de bronze.
Passageiros viudos do Aracaty para esta pro-
vincia no hiato brasilciro Inveneivel. :
1 escravo, Higidio Rodrigues
Jos da Cunha e
Alatli'
O recurso de eleicoes :
Recrreme, JuvencioDeOcleciano do Nascimen-
to ; recorrido, o conselho.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, o
aggravo de petico:
Aggravante, l). Virginia Amnela Bruce da Sil-
va ; aggravado, o juizo.
As 2 horas da urde encerrou-se a sesso.
RELAC.\0 dos doenles tratados na enfermara
de marinha desla provincia, no mez de juuho
deste anno.
Existiam.........44
Enlraram.........77
Somraa 121
Sahiram.........80
Falleceu.........1
Ezislem.........40
Somma 121
QbservwSo:
O fallecido foi de abeesso na coxa.
Enfermara de marinha de Pernambuco 31 de
julho de 1860.
Dr. Josi Joaquim de Souza,
encarregado interino.
Communicados
.....n~ ....,,, -, para preencher as vossas vis-
do Gabinete est n uma casa impropria em lodos las om beneficio de urna insiiluico que faz hou-
os sentidos. ra ao nomo portnguez.
A directora cncarou corad um dever a que
nao poda faltar, o emprego do todas as sol licita-
'.oes e diligencias pora obler uma
p riada.
Nao havendo predio prompto para se alosar e
constando-tilo que o Sr. Araujo, hoje Raro do
1 Lvramenlo, eslava construindo um edificio pr-
ximo ao gabinete, soliiiitou desle cavalleiro o
I aluguelde todo o pavimento nobre daquella edi-
ficacao, afira de all estabelecer o nosso gabinete
conformo as indicacoes exigidas para toes insli-
luicoes.
A resposla do proprietario s propostas da di-
rectora, foi como era de esperar; e de crer que
ja se tenha celebrado o respetivo contrato.
A visita de S. H o imperador esta provincia
nao poda ser 11ra fado indiilerenle associaco
do Gabinete Portuguez, a dircctoiia o recoulio-
ceu o julgou do seu dever nao s preparar a casa
de uma maneira decente, do riue alias absoluta-
mente se precisava, mas ainda de apresentarum
lesleraunho exterior e publico, que significasso a
esta cidade, e ao Augusto Irrperante, que a hon-
rava com 3 sua visita, que os Porluguezes aqu
estabelecidos folgavam igual nenio com os mu
obsequiosos hospedes pela cistinccao que lhes
fazia o seu monurcha.
Manoel Ribeiro Bastos.
0 general Jos Joaquini Coellio.
As aeces meritorias, e os relevantes servicos
prestados porqualquer ura cidado ao seu paiz
era arriscadsimas crises, ern que gente menos
pensadora, perturbando a paz publica chegou .1
desrespeitar s autoridades e por consegrante
lei, nao devem nunca ser apagadas da memo-
ria dos que sinceramente amam o doce nomo de
Patria.
Isto posto, tomamos a liberdade de lombrar
ao respeitavel corpo do -cammercio desta vasta
capital, e em geral aos seus habitantes, para
promovercm uma subscripto, cujo produelo de-
ver ser applicado compra d'um decente pre-
dio para moradia da Exra.a Sr.a Baroneza da
Victoria, que pela deficiencia dos meios, disto
parece necessitar. Seja no menos esse o premio
de to relevantes servicos de 3eu benemrito tna-
cssoa
uo a
. c
e-
rosas.
os,
an-
sapropriac.io a
uma pessoa-poderosa, sujeita-se ella s mni's al-
tas exigencias, paga ento caro 1 este, e diz de-
pois que desse tanto a fullano por que quiz; mas
a razao que a companhia nao desafia a estos
para o judicial, porque esses eoiuo poderosos po-
dem obter a nomeacao de um desempalador a sen
favor, e eulao anida mais derrotada esl a com-
panhia.
Nesta deliciosa carreira em quo lera do sem-
pre a comnanhia. compensando-so ezressivameo-
te demasiado com os traeos oas exlgno j.
poucos poderosos quo tem encontrado^ dous obs-
tculos Ihe surgiram quanlo menos esperavam,
quando liveram de fazer a dcsapropriaco de me
engenho Limoeiro sito nesle termo da Escada.
Foram estes dous embaracos : 1, que agora
nao tinham de desaproprinr somente terrenos e
caonea, mas sim uma zona de mar, agudo com-
prido e estrello, em toda a sua extenso, e de mo-
do que me priva do uma oilava parlo da agua
nelle depositado para moer o dito engenho, o
que lem de dar-ine um prejujzo de alguns ce-
ios de ris annualmente, nao tendo eu meio de
substituir aquella agua; 2o, o nao poder figurar
a companhia em juizo, em consequencia de nao
haver a companhia da estrada de ferio sellado o
sen contrato rom o governo, e quo s pode ser
rivalidado mediante a somma de mais de mil
conloa de res, acrescendo que nada pode reme-
diar esta falta almda revalidaco, apezar de to-
dos os meios illegaes o arbitrarios de que se pos-
so tancar mo.
Por isio ameacado eu ha mais do seis mezes
de me ver espoliado, tenho como ainda alguma
outra victima nao o fra, de minha propriedade,
o companhia apezar de me ter amcacadu tanto
rom a sua espada terrivelo judicial-tem leva-
do lodo este lempo sem meter roaos ebra. por
que o governo advertio que a companhia nao po-
da figurar em juizo por causa daquella falta.
Depois desta advertencia que vcio acordar as
que dorminm, por que ninguem pensava que a
companhia nao tivesse sollado o seu contrato, a
companhia lem feilo tudo o que hamaio,
mas nao legalmente possivel, para so apresenlar
era juizo, ao que tem resistido o digno itiiz mu-
nicipal desle termo da c-scaoVr.
Nao obstante, a ameaga ha tanto lempo pen-
dente sobro minha cabeca, vejo prestes a se des-
carregar agora I
E porque? Oque ter oblido do governo a
companhia para poder figurar cm juizo? Nada
que seja legal.
Nao sendo o seu contrato sellado, nao pode a
GABINETE PORTUGUEZ DE LEITURA EM
PERNAMBUCO.
Tendo comparecido sesso que honlem cele-
brou a assembla geral dos Srs. accionistas do
ra Ju"l"' "",i0 *r"ai Jos Goncalves Gabinete Porluguez"de Leilura. e sendo pelo!
Passageiros vindos do Rio de Janeiro para es-
ta provincia no vapor francez Navarre!
I. G. Coch, Albert G. Brenier, Magdalena Bru-
cone, G. I. Kreuler. Jestine Norat, Thomas
Teixeira Bastos c Antonio Brando.
Passageiros vindos do Porto para esla provin-
cia no bngue portnguez Amalia I-
A nomo das Dores, Adelade Guilhermina dos
sanios, Mana Goncalv
lalorios, lauto do conselho deliberativo, como da
directoria, e sobretodo da cornmisso de examc
de contas censurados alguns actos da directora
demittiila em 19 de Janeiro, da qual me honro de
haver feito parte, corrla-me a obrigaco de fazer
urna exposico exacta dos actos dessa adminis-
tradlo, fira de que a assembla, quando nao qni-
zesse desculpa-los inteiramenle, ao menos ate-
nuasse o pezo das aecusacoes feitas, nicamente
A II II ,, .-------------------- wv...-, a.uiivci U llllllll.l
ae Mello, Manoel dos Santos, Jos aodriguos' publico,
tanholo, An'onio Filippo, Joaquim Jorge Si- Tlve
moes. Antonio Xelario Lisboa, Joo Vieira,
porem, o desgoslo de ver-pela primeirj
--, ^o.jvez em uma assembla respeitavel recusar-se o
Joaqun Ferreira Coelho, Antonio Monteiro Tei-1 direito de defeio ao aecusado, com o frivolo pre-
Escrupulosa porem no dispendio dos fundos so-
ciaes nada quiz fazer sera pejir a devida permis-
sao ao conselho d'liberativo,,e por essa occasio
subroetleu alta sabedoria do mesmo conselho,,
, ou que se fizesse uma illuminacao cusa do co-' ral, daqu
lre da associaco, ou que te promovesse uma dilficil di
subsenpeao entre os socios para esse fim. Foi
adoptado o segundo arbitrio quanto a illumina-
cao ; e qnaulo aos arranjos da casa, que fosse
cusa do cofre do Gabinete.
A directora andou de porta em porta a pedir
uma suuscnpcao a todos os associados, e apezar
de ler concordado para com nodidade dos mes-
mos ser a contribuido do cada um a mdica
quantia de 5000, ainda assim nao loi to feliz
de 8OO9OOO, conlralou por 9E05XJOO com a compa-
nhia do gaz uma illuminacao cora alguma novi-
daoe e gosto, cora a intencao do que o excedente
mase I custa dos seus membros. A direceo da
dita companhia faliou ao ajuste, e apenas no se-
gundo da dos festejos pblicos, podo tpresenlar
uma pequea e ^significante parte do une havia
coulratado. *
Nao se tendo. por tanto, realisado a ntenco
da directora, ficou sera elfeilo a subscripcao son-
do restituida a importancia que de alsu'ns subs-
criptores se havia recebido.
A directora commetteu um erro, senhores mas
osle Qlho da sua falla de pralca nos estvls da
corle. J
Ella foi cumprmenlar S. M. o Imperador, por
parte do Gabinete; mas nio Ihesnpplicou logo a
graca de honrar o estabclectorento com a gua im-
perial visna. S tres das artes da partida do
mesmo senhor quelho nsiruarara quo S. M. I.
nao visitava os eslabelecimen los particulares sem
supplica anterior. Ainda ass m a directora foi
soJhcitar essa grag; mas S. H. I. Ihe declarou
cora as expreses propriag. de um monarcha
guc, o expoz sua vida em prol da nossa chira
patria, nas crises mais arriscadas.
Os olliciaes desta guarnico unsonos contri-
buiro com aquillo quo pod'erera dispensar de
seus minguados vcncimeiilos, em reconhecimen-
to do intrpido guerreiro que soube gauhir af-
fecoes e araizades de seus corapanheiros em ge-
elle que deixou no exercilo um vacuo
e preenther-se.
J nao existe o Exm. Sr. tenenle-general ba-
rao da Victoria, e por isso nao se poder enca-
rar esla pequea lembranca como adulac, por-
que quera aprsenla eslaida nem ao menos lem
a honra de couhecer
hroe, nem nada
palpilou-lhe para isso no corceo o sentimenlo
de patriotismo e gratido pelos servicos ao
paiz prestados por to denodado militar, pagan-
do-lhe assim um devido tributo ao seu grandi-
loquo mrito.
Em concluao nao nos possivel deixar do
prestar o nosso reconhecimento ao Illm. Sr.
commendador proprietario desle Diario, por
ter dado publicidade em sua bem conceituada
folha, estas curtas linhas, sera du'vida para
tambem por si concorrer na consideraco ge-
ralmente devida e amizade dedicada a vele-
rano da patria, honradsimo
dado.
a nobre familia daquelle
espera dos seus prenles, s
e intrpido sol-
Recife, 28 de jnlho de 1860.
Um subalterno.
Jtistrada de ferro.
I
Nesle paiz quasi tudo o que nos chega era
sentido contrario ao que se d em outras parles.
Iroita-se sempre ao eslrangeiro, mas ou se imita
somente no que mo, ou se imita lo mal, se
faz lo m apolicaco das liccps ma um rft c
applicaco das liccoes que nos d as
nacoes eatranhas quo quasi tudo nos redunda em
mal.
As vas frreas que em toda parte teera produ-
zido tao altos beneficios, que teem servido ao en-
a desapro-
, elle ainda
nao deferio, porque nao Ihe consta ainda offlcial-
menle que remedio seja este que o governo deu
para tornar legal oque irremediavelmenle Ile-
gal, a nao ser rivalidado o sello.
Levo, por tanto, ao conhecimento do publico,
emborado publico pouco caso faeam os podero-
sos, que se pretendo praticar com'igo uma exlor-
Qo, nao como as que se lem praticado com os
outros desapropriados, isto com as formalida-
des da lei, ma3 com o abuso do poder; porm
sim uma inteira, c completa arbilrariedade, e
com o auxilio da autoridade, do poder, que nao
competente para revogar em um caso, nem era
caso algum, as disposicoes legaes.
Mas embora os poderosos se nao importem
com o respeito publico, o digno magistrado
quem lem de ser a causa affecta, deve considerar
que o poder judicial est superior e independen-
te de toda a ordeuogo do poder administrativo,
e que nao deve portanto commetlcr uma iniqui-
dade, porque o poder quer favorecer aos pode-
rosos....
Em outro artigo exporei romo se tem procedi-
do para comigo desde que se pretendeudesapro-
prar no meu engenho, e ludo se tem praticado
para que a companhia ainda leve este grande
bocado bocea.
Iodo Dias Pereira de Mello.
Escada, 27 dejnlho de 1860.
Aracaty,
.4 de julho de 1860.
No oulro dia rocurei, cm primeiro lugar aos
amigos de Carainha & Filhos para vender-lhes
eslas letras, o Sr. Graca foi um dales, que me
respondeu, nao ter costume de descontar letras ;
procure) a oulros, mas nao achei quem as qui-
zesse: nestas circunisUncias, (serei franco era
oizer] lancei mao de ura expediente ficticio es-
perando crear bros, e dirig a seguinte carta :
Srs. Carainha & Filhos.Continuando mi-
nha preciso por dinheiro, para o fim que lhes
tenho coramunicado, nao me querendo Vmcs. pa-
gar as duas letras de sua firma, representando
4000J, e nem annuiudo aos arranjos, que j lhes
propuz, tratei de procurar descont as mesmas
letras, como lhes preveni em nossa ultima en-
trevista, e ichei um seu desaffeclo, que me offe-
receu 2:500* por elUs : apezar de to enorme
prajuizo vejo-me toreado a aceitar esto infeliz
negocio ; porm, antes de fecha-lo. anda vou
exgotar aquella bondade e atipnco, que me
possivel para com Vmcs., e^ssim dizer-lhes em
ultimo, quo lhes dou a preferencia, e no caso do
nao convir-lhes este desembolso na actualidadp,
ficaremos quites, se me derem ura documento do
responsabiliilade da firma de Santos cv Filhos
(cujo ebefo o Sr. Silvestre) por 3:500$ a prazo
de um anno, em vencer premio. Decidam, pois,
Vmcs., e quando annuam a algum destes nietos
de quitaco, deveri ser realisado ai ao meio dia,
porque desla hora em diante no me perlcnce-
rao mais as ditas letras. Aguardo a sua resposta
at lal hora.
Sou, etc.
Sua casa., 7 de Janeiro de 1860 .
Quera dir, que uma carta de tanta urgencia o
importancia deixasse de ser respondida no prazo
prefixo ? E uma verdade, assim aconleceu, e s6
em 5 horas da tarde foi que recebi a resposta se-
guinte :
Illm. Sr. Manoel Dias.Rccebemcs a sua
caria de hoje, a que respondemos. Nao temos di-
nheiro como j Ihe fizemos ver, tomos sim effei-
tos que sero reunidos a oulros que esperamos
do serto, quo serviro de garaute para lodos os
nossos credores. Nao pois, possivel, que pos-
sainos pagar a ura em prejuizo dos outros sera
grave responsabidade nossa, e mesmo assim te-
ria de entrar para a massa qualquer quantia quo
despendessemos era pagamentos, visto que nossa
casa com a falta de nosso chefe lem a infelicidado
de ser liquidada, para o que estamos tratando do
balando geral.
A-qualquer outra pessoa a quera V. S. autori-
sar o recebimenlo de nosso debito, havemos do
responder o mesmo e desta sorle provamos a
nossa boa f. Se porm V. S pudr ou quizer
esperar por este resultado nos far favor, e con-
tamos, quo nao Ihe havemos de dar prejuizo, o
bataneo o dir.
Sentimos profundamente os seus vechames se-
ren tantos, que chegam a ponto de vender as
nossas letras a inimiges nossos.
Agradecemos-lhe muito a sua atlenco pela
preferencia que nos d na venda de nossas letras,
e sentimos V. S. ter ura to grande prejuizo, quo
o nao ter com mais alguma demora. J Ihe ma-
nifestamos com a polavra de honra, que muito
apreciamos o nosso estado quanto a falla de dis
nlieiros, pois andamos pedindo pequeas quantia-
eraprestadas para satisfazermos fretes, ele ele-
Penalisamos sobre modo o pouco peso, que Ihe
merecen) as nossas palavras, o sim acredita 600-
tos mentirosos que nada mais apresentam se nao
dizeme nao que vi.
Cumpre-nos dizer-lhe que o negocio, que V.
S. nos prope seria de surama vanlagciu para
nos, so dous obstculos se nao offerecessem a sua
execucao primeiro nao termos dinheiro, como Ihe
temos asseverado, r segundo ficariamos evidente-
mente lidos de m f para com os nossos credores
e mteiramente deshonrados, ao que preferimos
qualquer oulro mal, que nos possa provr do nos-
so procedimento actual ; e de mais nossa in-
tencao procurarmos todos os meios para nodar-
mos prejuiso aos nossos credores.
Mostramos a carta de V. S. ao nosso lio o so-
gro e elle nos respondeo, que estara prompto a
ajudor nos no negocio, que V. S. nos prope so
por ventura o mesmo podesse fazer com os do
mais credores satisfazendo assini a todos.
Por tanto pJo V. S. fazer o que entender com
as letras de nossa firma, pois que sao suas e nos
somos devedores.
Temos assim respondido a sua carta, o que nao
fizemos na ora marcada por cccopaces.
De V. S. attenciosos veneradores o creadosCa-
rainha & Filhos era liquidado. 7 do janairo do
1860.
Tanta Scnhoria cnlo, hoje.... nem um s
Vine. 1
Mas estas senhorias, profusamente laucadas,
nao salisfaziam, e nem tranqtlisavam as 'espe-
rane.is, que do vez em quando se me dav.i nesta
caria, mas que fazer a vista de tantos moios esgo-
tados ? Restava-me ura recurso, a jusiico, mas
eu nao quera lancar mo delle, o assetei re-
cuar ; nesle designio djrigi a carta seguinte :
< Illm. Sis. Carainha i Filhos : Recebi a sua
caria de 7 do correte, em resposta a minha pa-
ra VV. SS. na mesnv data, e cerlo de quanto
disseram, respondo : resistirn VV. SS. a tudo,
as rainhas instancias e razos, e por ultimo al a
ameaca do rebater suas letras a quem achasse I
E' verdade, que achei um seu desafecto a quem
as ofiercci, o qual m'as quera comprar como Ihe
disse, mas fiz isio com o lim de os mover a soc-
correr-rae nos apuros, era que ainda roo acho.
m.o nunca com .. luMuyau uc uo bvllokai em lal
angustia.
Sim Srs.' Carainhas & Filhos nao venderei suas
letras, e obedecerei a meu destino com VV SS
eu confio muito em Dos, o que me acontecer
ser sua vonlade. Flcarei pois na expectativa o
inacco, como desejara.
Nao lhes narro o infeliz arranjo, que fiz com
Gurgel, porque com lal narradlo nada os cora-
moveria era meu beneficio, s sim lhes confusso,
que sacrilicaram-me, e preparar-me-hei para o
que a minha sorle me Irousser.
Sou de VV. SS. altencioso e venerador&. 0 do
jar.eiro de 1860.
Esta carta nao teve resposta, o para esclarecer
aos lelores diiei, que a urgencia por dinheiro
quo apresentava aos Srs. Caminhas & Filhos, era
por ler de pagar no dia 3 de Janeiro 1500*000
ao Sr. Gurgel, responsabilidado por oulro quo
abonei.
Depois de minha ultima carta de 9 deja neiro,
liquei em completa irresoluco, al que a 10 ou*
12 de fevereiro apareceu-ine em casa o Sr. Vi-
cente Carainha dieiidoque segua para Per-
nambuco, porque, cora a morle do chefe, era-
lhe conveniente eulcuder-se com os credores do
ali e anda mais, porque cousas haviam, que noo
se podam tratar por cartas ; alm disto, que ti-
nha de l eslabecer una nova casa social cora
um caixoiro, tinha na loja de Pernambuco a
qual deve girar com a nova firma de Camlia
lamo &C. porque a anliga firma ia ser liquida-
do e passava a ser Carainha & Filhos em liqui-
dacao de mais que se lhes tendo dado urna mo-
ratoria por dous annos, elle quera ver, se con-
segua maior prazo, pois que bem devia ver,
que o prazo de dous annos era muito peqneno*
e sem me dar idea alguma de rebato conduio a*
sua exposico ou verdadeiro enigma contradito<-
rio o mexlrincavel, disendo que se poderia de-
morar nesta vtagera dous mezes voltando vera
de que maneira melhor e poderia arranjar o meu
pagamento.
Eu respondi-lhe, que a meu ver o prazo que
Ihe deram cm Pernambuco ora um prazo ja mui-
to longo, com que elles deviam estar satisfeilos.
ao contrario pedissem logo perdo geral do de-
bito ; quanto porem a nova sociedade, eu nao
nao comprehendia, como os socios de Carainha
& Flho nao livessem meios para pagar a seus
credores na aclualdade, e os livessem para
sustentar uma nova sociedade ; a isto disse-rne
que era muito uzado esto procedimento para fa-
cilitar uma melhor liquidaco da firna antiga e
que adrairava-se eu isto estranhar Tornei' a
diser-lhe nao comprenho isto. Naquella occa-
sio pedi-lhe, que me desse uma idea do estado
da caza, moslrondo-se um pouco embaracado a-
penas disse-mc que estando o balanc.0 ultimado
nao se achava somaado, por que tinha ainda
cm sua passagern pelo Cear, de receber urnas
contas de venda, viudas de Liverpool, o
que s em Pernambuco o podia sommar o en-
lao saber do estado da casa ; por era quanlo 6
poda di/er, que a casa devia uns 700 conlos.
Que tal ? sabia do passivo, sem que o balanco
esiivesse fechado, e nao sabia do activo 1 A ra-
zao clara, convinha-lhes aterrar para melhor
conseguircra seus fins. Taivez dissessero, a casa
mostra assim dever muito, a seca ameaca, a
juslica so acha era nossa raaos : os credores
pois, aterrados com este quadro se contentara
com o que lhes quisermos dar. E deste ou do
outro modo as cousas se vo assim figurando ;
embora sirvam ao menos para um exerapb a
para que a illuzo desappareca.
Era fim despedio-se o Sr. Vicente Catavino*,
e pensando om tudo quanlo al ento me tinha
d)lo ; no incoguito, que apareca em suas torea-
das declaracoes ; na cobranca de grande aclivi-
dade, que a casa promova a qualro mezes pelo
cerlo, usando para isto de um grande pessoal ;
na negativa sempre de nenhum dinheiro rece-
ber, tudo me fez conhecer um plano occnlto,
quo de certo sena ruinozo para os credores de
Caminba & Filhos.
Sem duvida, diser que nao recebia dinheiro,
nina casa commercial, que disia ter 800 a 900
conlos espalhados no seno era escarnecer muito
la credulida ie publica, e tanto mais quanto to-
dos os commerciantes desla cidade sem eroprega-
rr


DIAMO DE PERS4BMUCCI QUARTA FEIRA 9E AGOSTO DE ffl.
rom tainanhos exforcos, rccebiam sempre por-
coes da dinheiros era reloco a sous fiados, e a
sensivel falta de moeJa pelos serios nesla pre-
sente situaco. Que Carainha & Filhos nao re-
cebessem. como dezejavam, concedo, a lodos os
mais te assim acontecido, porem que nada re-
cebessem como inculcavam, era na verdade urna
faccao mullo despeijada.
Avista de todas estas coisas; esgotados'os
meios de b?nevoloncia c attengao sem algum re- I
sullado feliz que mais me restava Je esperanca
ou recurso? A lei? Ah I todos sabem o que
o lei no Aracaly ; un lyrano, que nos opprimo
sem nos proteger, urna espada que so corta
para um lado em mal de Caminhas, em quem os'
erros polticos assim depositado para acutilar a
ronlade a maioria de nossa populaco ; um go- !
verno teremos, um dia espero, quo melhorco-j
nhecedor de nosso estado e do nos3os homens
emende o erro, e nos tiro desta vergonhosa op-)
pressao. Cabe aqu bem dizer s actual adrai- i
nisiracao; que muilo tem melhorado este estado1
de coisas, pelo que se tem tornado merece lores
de elogios na boca dos bomens sensatos desta ci-'
dad>, i delegacia t o recrutamento, passados do '
Sr. Riimundo Caminfla para urna mo imparcial, '
6 um acto da administrarlo do Exm Sr. Nunes
Gonsalves do todo apreco e grato reconhecimen-'
to dos habitantes do Aracaly : 6 um claro teste- '
munho nao so de sua previdencia, como de que
a sua adminislracSo nao quer apoio, alm dos:
rains da Justina.
l)examo-nos desta digressao, a que casna !
mente fui levado, e prodigamos; assim pois li-
quei sujeito a boa ou ra vonlade do Sr. Vicente
Ominlia quaodo lhe parecesso vollar de Per-
nambuco.
Alguna das, depois desta minlia ultima entre-
vista, me velo ao pensameuto que indo Per- i
Bambuco, c encontrando ali os Srs. Vicente!
e Manoel Caminhas, afaslados de seu conselhei-
ro, o em lugar onde n.'ni enconlravam a Justina'
do Aracaly, padease achar um raelbor dese- '
volvimento meus negocios com elle, e sem af
communicar este pensameuto, se nao a um pa-
rento e amigo, que o conservou em segredo em- '
barqueime para all.
Kis-me cliegado ao ponto, que raoveu-ran '
escrever esta longa historia, islo, por mostrar,!
quea miaba ida a l'ornawbueonao foi, como
disso esse falsario despeitado, no n. 4. da poca
o resultado de um plano dos inimigos de Cami-
nha & Filhos, mas sim utna rcsolue^o toda li-
Iha de mim o da illusao em pie me achava de
ainla esperar em Pernambuco algons brios en-
contrar naquelles socios.
Os nones odiosos e insultantes com que na-
quclla folha me cobrio o autor do artigo, pro-
prios de quem nao leve educaeao, nem lera mo-
ral; de quem 6 indigno de respetto e incapaz de
respeitar; sao finalmente razdes deqiiern nao tem
outras, para def-nder umi causa sem defeza, e
que de qualquer face, qne se olhe s se ve m
f 0 crime.
Com maisum numero ooncluirei.
.)/ Dtas.
4 caixas e 3 rolumes i.uenda Je atgodao, o
laa. pannis, calcado, peitos de camisa, ele- ; a
Uammnyer & Carneiro
5 volumes medicamentos ; a B. de Souza.
25 barris e 25 meios- manleiga ; a A. L. Ro-
drigues.
1 caixa agoa de flor de lannia ; a V. J. do
Brillo.
13 volumes vidros e medicamentos; a J. do
Almeida & C.
2caixas perfumara, bengalas, etc.; a Locomle.
1 dila perfumara ; a Cmara & Guimares.
3 caixas bixas, 48 volumes vidros, chapeos,
trastes, calcado, quinquilharia, marmoro, car-
toes, instrumentos de musita, ele. : a Adur
&C.
2 caixas gangas ; a A. J. F. Jnior.
2 ditas pianos ; a J. Vignes.
13 volumes e 5 caixas calcado, encerados, obras
de ago, bonels, sedas, chapeos, roupas, pentes,
etc.; a Amaral Alvos.
3 caixis fazenda de algodo e seda; a C. J.
Astley & C.
11 caixas fazendas 6 mercearia ; as Irtnas de
caridade.
1 caixa rame de ferro ; a A. Praderre.
2 barris vinho ; a J. Dcsmarleaus.
3 caixas perfumaras e fitas ; a Prenle Viauna
& C.
13 caixas chapeos ; a Oliveira Maia.
1 dila ditos ; a Chrisliani & Irmo.
1 dito calcado ; a A. dos Santos Porto.
3 dilas camas de ferro, bonets e miudezas ; a
Vz i Leal.
2 ditas marroquins e couros ; a C. Leclere
3 volumes quinquilharia e bombas ; a E. Bour-
geois.
32 dilose 3 caixas fazenda de algodo, de la
de soda, de linho o mixtas, roupa, calcados, ca-
misas, mcrc-aria, crystaes, arooes, couros, etc.;
a F. Souvagp & C.
2 caixas c5 volnos livros, papis, calcados,
ele. ; a Sevo<& Filhos.
6 caixas trastes, 1 dita quadros; a Ramos u-
pral & C.
7 volumes prensa e trastes ; a Barroca & He-
deiros.
6 saceos farelo ; a J. J. Montciro.
1 barril vinho, 2 caixas perfumaras, armaodes
de chapeos de sol: a Manoel.
toreitos ue 5 por cento-
na compra e renda das
embarcacocs. .
Direitos de 15 por ccnlo
das embarcaces es-
tr-angeiras que passam
a nticionaes......
Expediente da capatazia.
Multas. .V. .
Sello Oxo. .....
Dito proporcional. .
Feitio de ttulos de rai-
xciros despachante. .
Emolumentos de certi-
does.......
141*250
12JO00
476965
103*771
39IJ9O
53600
2#4C0
47JMG0
Diversas provincias.
Dizimo do assucar das
Alagoas......1:15-75981
Dito do algodo, assucar
e couros da Parahyba. 723J499
Dito de diversos geueros
da dita...... 178*875
Dito de diversos g-
neros do Rio Grande
do Norte...... 377&829
18:7953)515
l'ieituiar us 3 h 6' O* l.nf, alluru 7.2 y.
Observatorio do arsenal de manaba 31 de julho
de 1860 Vikoas J-jhior.
>
Navio entrado no dia 31.
Aracaly 10 diashiafMjrasileiro Invencivel,
de 35 toneladas, capillo Jos Joaqoim Alves
da Silva, equipagem 5, carga eouros mais g-
neros.
Rinde Janeiro e Baha 6 diasvapor francez
Navarre, > pe 1222 toneladas, commandanle
Flix Vedel, equipagem 109 pessoas.
Porto 32 diasbngue portuguez Amalia I, de
279 toneladas, capitao Jos de Souza Amellas,
equipagem 15, carga vinho e mais generes; a
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Navio sakido no mesmo dia.
Bordeaux e porlos intermedios vapor francez
Nivarre. commandanle Flix Vedel.
E pdru Une niegue ao COlibeciuiDlitu de lodos
mandei pausar editaes qne serio poWicados pela
mprensa e affixado nos lugares do coslume.
Cidade do Recite de Pernambuco, aos 26 de
julho de 1860, 39." da independencia e do impe-
rio do Brasil.
Objeclos.
Para o consumo do arsenal, e navios..
Brim da Russia 30 pecas.
Cobre de 20 a t O/o, com a compelerle prega-
dura 300 folln.
JS.Z22BS Rodriges d0 NasrimPDt0-e8- ^ee5a8i&:dera idem 20f0,has-
Annelmo Francino PereUi ,-'Tr9 n,8ppas 4'
Perante a cmara municipal desta ridade
irlo prac,a nos dias 6, 8 e 10 de agosto prximo
vindouro, para serem arrematados por um anno,
as seguintes rendas municipaes :
15 001*000
Editaes.
2:4383174
21:233g689
Mesa do consulado de Pernambuco 31 de julho
de 1860.Pelo escrivo, o primeiro escriptura-
rio Joo Francsco Regs Quintella.
llecebedoria de rendas internas
greraes de Pernambuco
Rendimento dodia 1 a 30. 61;340;S904
dem do dia 31....... l:0Mf9iO
623465814
Praea to Recife 31 de julho de 1860.
AS TRES HORAS D.v TARDE.
Cotace.s ofilniaes.
Cambio sobre Londres 25 l| d. 90 d|v.
George l'atcheltPresidente.
UabourcqSecretario.
Caixa filial do banco do
Brasil.
EM 31 DE JULHO DE 1860.
A caixa desconla letras a 10 0/q, loma saques
sobre a pra;a do Rio de Janeiro e recebe dinhei-
ro ao premio de 8 O/o ao anno.
Alfaiulega.
Rendimento do da 1 a 30. 27;t.72.")i}175
dem do dia 31....... 4:282*882
27800S057
Movimento da alfande^a
Volumes entrados com fazendas 132
com gneros 104
------236
*oIumes salados com fazendas 104
com gneros 97
------201
Descarregam hoje l. de agosto.
Barca francezaVille ae Boulogncfazendas.
Briguo inglezIsabellaidem.
Brigue portuguezSoberanodiversos gneros.
RENDIMENTO DA AI.FANDEtlA DE l'EK-
KA.MBLC NOMEZ DE JULHO DE
1860.
mportaro.
Direos de importarlo para con-
sumo ...............270: V2)i~9
Dilus de bildeac.no e reexpnrlaco
pira osportns do imperio '. 5?Si5
.Expediente dos eeneros eslrangeiros
navegados por cabolagem livre de
direilo de loiiioim........ 60J708
Dito do paiz...... ...... 5338036
Dltu livres.............. 14l3<)09
Arniazenagem das mercadorias 3:495^349
Dila da plvora........... 1:7079750
rremio de assignailos........ 4939937
Interior.
Mullas................ 2325018
Sello do papellixo......... 3lSiO
Dito itilii proporcional........ lOjOoo
Emolumentos de ceiiidoes...... 329600
278:008")7
Extraordinaria.
Sas seguintes especies.
Dinheiro 263:0669120
Assigiidos. 1i:9il937
278:008g037
Dtpotitot.
Iransfereucia da caixa do
exerticio de 1859 a 1860. 12:879*789
Entrados no carrele mez. 3:728*116
------------16:60S920.
Sabidos .............. 1:397897
Exisleules......... 15:210>308
Na seguales especies.
Dinheiro .... 3679549
Letras......14:842*795
Contribuirao de caridade.
Rendimento ueste mez......... 6549055
Alfandega de Pernambuco, 31 de julho de
1860.
O escrivo
Francclino Jos dos Santos.
ImporU/aao,
A barca franceza \Ule de Boulogne, viada de
Havre, manifeslou o seguinte :
50 caixas queixos; a B. a Brands.
100 barris e 100 meios manleiga, 9 caixas tras-
tes, 10 ditas chapeos de sol, calcado, quinquilha-
ria, etc. ; a N. 0. Biebcr A C.
100 caixas vinhos, 20 volumes drogas, vidros,
medicamentos, fumo, etc.; a Joao da Silva Paria.
12 caixas, 4 ditas absinthio e kirsk, 1 dita cha-
rutos, 22 ditas e 12 volumes fazenda de algodo,
bonets, calcado, filas de seda, chapeos de sol,
fazend.i de algodo e laa, de seda, etc.; a L.
Wild & C.
10 caixas fazendas de la, do seda e algodo,
2 barris vinho, 100 caixas vellas, 30 gigos cham-
panhe; a Schafhelllim.
2 caixas mercearia e chapeas; a Lopes & li-
maos.
25 volumes farello, 1 fardo ferro galvanisado ;
a Meuron.
20 caixas vinho. 13 volumes bonels, marro-
quins, porcelana, bicos, lilas, camas de ferro,
perfumara ; a ordem.
20 barris c 30 meios manleiga, 1 caixa fazenda
de algodo ; a J. A. n. & C.
15 barris e 15 meios manleiga, 25 caixas quei-
jo, 15 dilas fazendas de algodo, de la e seda,
calcado, etc.; a Kalkmann.
1 caixa cutellaria; a Litellier & C.
5 ditas c 3 volumes fazenda de seda e algodo,
de dita, modas, relogios, etc. ; a D. P. Wild & C.
10 volumes e 21 caixas fazenda de la, de dita
e alzodo, de la c seda, pannos, bonets, etc.,
1 barril sabo, 1 embrulho livros, 1 caixa pren-
sa, 1 dita espolela ; a Joo Cetlcr & C.
1 caixa livros; aJ. Francisco dos Santos & C.
21 volumes perfumara, calcado, modas, car-
tas, chapeos, miudezas; a Henrique & C.
9 volumes trastes, tapetes, relogios, marmo-
tas ; a S. Cavalante.
1 caixa marmore; a Sarment.
20 volumes candieiros e vidros; a Fragoso &C.
1 caixa perfumara ; a B. Fragoso.
2 ditas trastes ; a Siqueira.
1 dita botes de panno; a Monleiro & Lopes
2 caixas marroquins ; a R. & Bidoulac.
1 dita e 10 volumes medicamentos, drogas, vi-
dros, ele ; a Soum.
1 caixa fazenda de seda ; a J. Falque.
1 dita seda ; a L. A. Siqueira.
1 dita papel e quadros ; a Stahal & C.
9 ditas arreos, porcelana, phosphoros, etc ; a
Tysset Freres.
2 ditas vidros c espelhos ; a Alcoforado.
3 volumes objeclos para relogios; a J. J. de
Gouva.
10 volumes vidros, filas, perfumaras, miude-
zas ; a Leal.
1 caixa um retrato; Lawerre.
25 barris e 50 meios mantoiga, 1 caixa medica-
mentos ; a Bastos & L^mos.
3 caixas chapeos ; a Ferreira &. Araujo.
7 ditas calcado ; a Cals Freres.
5 ditas arcos, chrystaes, chicles, bicos, ele ;
a Roberto & Filhos.
1 caixa msicas e instrumentos ; a Doumonl.
ditas calcado e mercearia ; a Mello Lobo
& C.
4 volumes vinho, perfumara, livros, chicles,
fazenda de algodo, chapeos de sol; a C. Sau-
mior.
3 caixas mezas de marra >re ; a Buessard & C.
1 dita esporas e sapalos; a Raffauf.
10 ditas calcado mercearia, trastes, chapos,
etc.; a Caucanas & C.
4 ditas calcado e mercearia ; a C. O. Abrcu.
4 ditas papel ; a Manoel Figueira de Faria.
1 dito vidros de relogio ; a Gcrmann.
1 dilo mercearia ; a Vegelim.
1 dli> livros ; aG. Alves.
4 dilas ditos ; a Guimares & Oliveira,
2 ditas brinquedos ; a Jos Antonio.
1 dila trasles ; a Scolt Wilson & C.
20 volumes calcado, modas, mercearia, roupa,
quinquilharia, chapeos, etc.; a Burle & C.
1 malla roupa de uso ; a Ilarisinondes.
1 racca ; a A. M. Amorim.
Vapor nacional Tocantins, procedente do Rio
de Janeiro, manifeslou o seguinte :
50 barris ignora-so ; a Ferreiri & MarliOS.
2 caixas idem ; a R. C. I.eile Irmo.
1 caixoidem; a M. B. Alves Lima.
1 dilo idem ; a Jos Alves Lima.
2 ditos idem ; ordem.
1 dito dem ; a Jos Barboza de Mallo,
^t5TTTrrw--;--a-C^yoscuiifi Francisco lavares.
1 caixinha idem ; a JosPeroira Vianna.
2 citas idem ; a Amorim & Irmos.
3 volninesidem ; a Jlo Anglada Jnior.
2 ditos idem ; a Jos Jernimo Monleiro.
2 ditos idem ; a J. Keler le C.
2 ditos idem ; a Agostinho E. de Lelo.
1 dito idem; a J. Cuiz Goncalves Ferreira.
1 dito idem ; a Fjancisco d'e Gusmo Coeiho:
1 dito iJem ; a S. II. & C.
1 dito idem ; a F. L. Guimares.
1 dilo idem ; ao director do Novo Bancb.
1 dito idem ; a Luiz Pereira Sodr Jnior.
1 bocela idem : a Antonio Lopes Rodriguos'
Vapor inglez 7'yne, viudo da Europa, manifes-
lou o seguinte :
1 caixa rendas de seda e algodo, 2 volumes
amostras ; a Lindem Wild & C.
1 volume instrumentos de relojoeiro, 1 dilo
fazenda de seda, 1 caixa chapeos de sol de seda
e (lalos ; a Joo Keller R C.
50 barris manleiga, 1 caixa instrumentos, 2
embrulho amostras ; a Saunders Baothers
& C.
60 caixas queijns ; a Rrander a Brandis.
8 ditas manlimenlos, 2 mbrulhos amostras;
a Adamson Hoevie & C.
1 caixa moedas de ouro c 1 voiume amostras ;
a N. O. BioberA C.j
3 dilas joias e relogios ; a Rabe Schmellan
& C.
1 embrulho amostras ; a II. A. Cooper.
1 volume fazenda de algodo : a Schafheillim
& C.
1 lina bichas ; a Falque.
1 caixa chapeos de sol do seda ; a Manoel
Ain.
1 dita jotas ; a Ch Ilardy.
1 diU relogios ; ordem.
1 dita joias ; a J. P. Adour & C.
2 dilas ditas ; a S. Blum Lhman & C.
1 volme dinheiro ; a Southall Mellors & C.
1 caixa pecas de urna machina, 2 ditas provi-
soes ; a Bramak.
2 tinas bichas ; a I). A. Matheus.
3 volumes ditas ; a M. Joaqnim Ramos c
Silva.
1 volume amostras ; a Theodoi Jus.
1 caixa luvas; a A. L. Rodrigues.
1 embrulho amostras : a Barroca & Me-
deiros.
1 dilo ditas ; a Seve Filhos & C.
1 dito ditas ; a Kalkman & C.
2ombrulgosel caixa amostras ; a 11. Gib-
son.
1 dito amastras ; a C. J. Astley & C.
1 caixa fazendas de linho ; J. Oliver.
1 embrulho amostras; a Rrmes Rvder& C.
1 caixa roupa ; a Arthur Stuart.'
2 ditas objeclos de escriptorio ; o viuva Amo-
rim.
1 embrulho amostras ; a Ramos Duprat & C.
-1 caixa roupa ; a II, G. Matheus.
1 embrulho amostras ; a James Crabtree & C.
1 caixa ditas ; a J. B. G, Alcoforado.
2 ditas instrumentos ; a J. a. II Holmes.
1 dita amostras ; a A. R. Jones.
1 fardo peridicos ; a H. F. Riten.
1 'dito ditos ; a Antonio II. C. Soares.
1 caixa livros ; a Guimares A Oliveira.
30 ditas ceblas ; a Almeida Gomes Alves
& C.
1 caixa impressos ; a E J. dos Sanios An-
drade.
1 embrnlbo amostras ; a Joo C. Ayres.
1 dolume papis ; a Krabbe Whalley & C.
Hiate nacional Invencivel, vindo do Aracaly,
consignado a Jos Joaqura Alves da Silva, ma-
nifeslou o saguinte :
91 couros salgados, e 52 molhos com 810 pel-
lesde cabra ; a Prenle Vianna & C.
96 saceos farinha de mandioca; 233 meios de
sola, 36 molhos com 900 peles de cabra, 70 cou-
ros salgedos, 64 caixas velas de carnauba, 1 pa-
cote pennas ; ordem.
Consulado geral.
Rendimento do dia 1 a 30. 18:621#621
dem do dia 31....... 173894
RENDIMENTO DA BECEBEDORIA DE RENDAS
INTERNAS GERAES DE PEttNAMBUCO DO
MEZ DE JULHO, A SABER :
Rendas dos proprios nacionaes.. 3:553g750
Furos do terrenos do marinba .. 178g712
Laudemios....................... 755j>000
Siza dos bens do raiz............. 8.662g20
Decima addicional das corpora-
les de mo mora............. I:413fl98
Direitos novos e velhos c de
chancellara.................... 2:022J5 88
Ditos de patentes dos olkiajs da
guarda nacional................ 498J000
Diurna de chancellara........... 259J685
Mulla por infraccoes do regula-
mento........."................. 98J683
Sello do papel lixo................ 3:740{>680
Dito do .proporcional............. 14 9819722
Premio de depsitos pblicos.... 1209315
Imposto de Corrolores............ 7:208|008
Emolumentos ................. 1:222290
Imposto sobre lojas c casas de
descontos............ 13:470^916
Dilo sobre casas de movis, rou-
pas, etc. fabricados em paiz es-
trangeiro............ 1:640*000
Taxa de cscravos......... 564|000
Cobrauca da divida activa 1:539}271
Extraordinario.
Indemnisaces........... 149o9o
Receita eventual.................... 2765970
623 565814
Recebcdoria de Pernambuco 31 de julho de
1860,
O escrivo,
Manoel Antonio Simoes do Amoral.
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 30. 60:325*721
dem do dia 31....... 517SI23
60.873J1
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO PRO-
VINCIAL EMO MEZ DE JULHO DL" 1860.
Direitos de 90 rs. por (3) do as-
sucar exportado........ 9:180*326
Dito 2 Olfj dem do algodo expor- "
Dilo deYoio'dVmel." .' .' .' .' .' .' 38l%ll
dem idem de 5 idem dos mais
gneros exportados....... 269j65
Dito de 20 rs. por caada d'aguar-
dento, alcool etc................. 1:1479180
Dito de \i rs. por libra de couros
seceos, verdes e espichados..... 3.2345998
Capatazia de 320 rs. por sacca de
algodo exporlado ....... 335S360
Decima dos predios urbanos 31.787g2D>
Sello de herancasc legados. 5:311774
2 por ccnlo de meia siza de es-
"-oa. .......... 2:3913020
1U porcenlo de novse velhos di-
reitos dos empregados provin-
ciaes. .......... 225g399
Escravos despachados............ 1:56JSO0O
Imposto de 4 por cenlo sobre di-
versos estabelecimentos..... 965*360
Taxa da instrucQao publica....... 4'iSSOO
Dilo do 40JCJ00 por casa de perfu-
maas etc...................... 400*000
Emolumentos de polica..... 12G00
Multas por infraccoes ...... 236''18
uslas,---........*................ 368*292
Juros da decima.......... 13*814
60:873*144
J'esa do consulado provincial 31 de julho de
1860.
O escripturario,
Luiz de Azevedo Souza.
NOTICIAS COMMERCIAES E MARTIMAS.
Mo de Janeiro.
Traca, 20 de julho de 1860.
N3o hourc colac.es ofticiaes.
Consta-nos que houve hoje um saque de S
30,000 sobre Londres a 26 d.
Veuderam-se 4,509 saceos de caf.
{Jornal do Commercio do Rio )
Chegaram, procedentes de Pernambuco ma 13
o vapor de guerra Jequilinhonha, com 5"dias c
19 horas de viagem ; a 14, a polaca hespanhola
Raymundo, com 22 dias, e a barca ingleza Queen,
com 11 ; e a 19, o brigue 4i/niraii/e, com 10.
Sahiiam, com destino Pernambuco, a 22, a
barca Recife ; c a 15, com deslino ao Maranho,
o brigue portuguez Bom Successo.
Achava-se carga, o brigue Almirante.
Ituhia.
Praca, 26 de julho de 1860.
Cambios e metaes.
Londres 60 c 90 ds.25 3/4 a 26 d. a 90 d/v.
Paris 375 a 385 o fr.
Hamburgo 715 a 720 m. b.
Lisboa 115 a 118 0/0-
Doblos hespanhes30j}500 a 329 esc.
da patria31* a 31*500, idem.
Pegas de 6$40O velhas16*800 a 179-400, idem.
de 4*9*300 a 9J500, idem.
Soberanos9*600 a 10*. idem.
Patacoes brasileiros2* a 2gl00.
hespanhes2* a 2*100.
mexicanos1*989 a 2*.
(Diario da Baha).
Entraran], procedentes de Pernambuco : a 24,
o patacho dinamarquez Alaria, com 4 dias de
viagem, e a barca Snowdon, com 5.
Sabio, com deslino Pernambuco, a 24, o pa-
tacho Amazonas.
Moyimento do porto.
18.795*515
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 30. 2:4385174
dem do dia 31....... g
i
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s
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ce
la
XI
O
2:438*174
RENDIMENTO DA MESA DO
PERNAMBUCO EM TODO O
DE 1860.
Consul3dode5porcento. 16:398g779
Ancoragcm.....1164*750
CONSULADO DE
MEZ DE JULHO
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A noite clara com pequeosnevoe ros.veuto SE,
veio para o terral e assim amaoheceu.
OSCtLLAC>0 DA MXR.. ,
Baixamar as 8 h 42' da manhls, altura 0.75 p.
O Dr. Francisco Tcixelra de S, juiz municipal
da cmara do Pao d'Alho por S. M. 0 Impera-
dor, ele.
Fago saber aos que o presente edilal de 20 dias
1 de prego c tres pracas virem, que por esle ju-
I zo, Ondo que sejam" os ditos pregos c piacas,
(tem de ser arrematado a quem mais der e tnior
.lance offerecer, no dia 6 de agosto vindouro, ,1s
, 10 horas da roanhSa, em casa das audiencias, 82
bracas e meia de Ierra, do sitio de Lameiros, que
I foram penhoradas a Herminio Delphino do Nasci-
I ment Lima, era execucao que lhe move Manoel
] Ribeiro de Carvalho e Caelano Agapito de Souza,
cujabracas sao as constantes da respectiva ava-
liai;ao, existente era poder e cartorio do escrivo
que esta subscreve, a qual do theor s*guinle :
Nos ifctlso assignados, avaliadores juramenta-
dos em observancia do respectivo manilado do
liiin. Sr. Dr. juiz municipal de Pao d'Alho, e a
roquerimento de Manoel Ribeiro de Carvalho e
Caetano Agapito de Sauza por execucao que riio-
vera a Herminio Delphino do Nascimento Lima,
certificamos que fomos ao lugar de Lameiros paro
avaliarmos um silio nesle lugar com 553 bracas
de testada e meia legua de fundo, do qual lem o
mesmo lleimiuio una parte, e lhe damos o valor
de 8* rs. a braga. Villa de Pao d'Alho, 7 de ju-
lho de 1861.Alexandre Barbosa da Silva.Joo
Anasacio Camello Pessoa Jnior.
E assim sero as dilas bragas arrematadas a
quem mais der e maior lance offerecer no dia e
hora cima indicado.
E para que chegue a noticia de todos, mando
ao porleiro do juizo affixe o presente no lugar
do coslume, e que passo a respectiva certido.
Villa de Pao d'Alho. 10 de julho de 1860.Eu
Benedicto Manoel Carneiro da Cunha, escrivo no
impedimento do eserivSo RangM o escrevi.
Francisco Teixeira de S.
O Dr. Francisco de Araujn Barros, cavalleiro da
impenal ordem da Rosa e juiz municipal di
segunda vara do lermo do Recife, por S. M. o
Imperador, que Dos guarde, ele.
Fago saber que pelo Dr. Agostinho Ermelino
de Lelo Jonior, juiz de direito interino da se-
gunda vara criminal, me foi communicado haver
designado o da 2 de agosto prximo vindouro,
pelas 10 horas da manhaa, para abrir a quarta
sesso do jury, que trabilhar em dias consecu-
tivos, tendo precedido ao sorteio dos 48 jurados,
que leem de servir na mesma sesso e de con-
formidade com o art 326 do rcgulamento n. 12
de 31 de Janeiro de 1812, foram sorteados e de-
signados oscidados seguintes :
Freguezia de S. Fr. Pedro Guncalres,
Antonio Alexnndre Martins Corroa Bastos.
Antonio Joaqoim Seve.
Antonio Raimundo P,-.es Lima.
Francisco de Paula Pereira do Andradc.
lunocencio Garca Xavier.
Joo Francisco Pontos.
Jos Lourenco deSant'Anna Barros.
Manoel Jos da Silva
Jos de Carvalho da Costa..
Santo Antonio.
Antonio Bezerra de Menozes.
Dr. Filippe Nery Collago.
J oo do Rogo Pacheco.
Jos Lopes de Farias.
Jos Joaquim da Cunha.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro.
Severiano Jos de Souza.
San-Jos.
Henrique Augusto Milet.
Joao Jos Lins.
Francisco Antonio de Brto.
Angelo Custodio Rodrigues Franca.
Antonio de Souza Molla. *
Francisco Jos Duarle Camarso.
Boa-Vista.
Antonio Carneiro Machado Ros.
Francisco Antonio Cavalcanli Cosseiro.
Luiz Jos Nunes de Castro.
Joaquim Tavares Rodovalho.
Jos Joaquim de Miranda.
Francisco Itulino Correia de Mello.
Jos Nemesio de Olinda.
Afogados.
Luiz Joaquim de Albuquerque Carneiro.
Joaquim Ceelho Cintra.
Joo Antonio de Figueiredo.
Jos Florencio de Oliveira e Silva.
Poco da Panella.
Dr. Luiz Francisco Belem.
Sebastio Correia de Albuquerque.
Eugenio Marques de Amorim.
Vanea.
Jos Jacquos da Cosa Guimares.
Joo Baplisla da Silva.
Manoel Soares Mendos.
S. Lourenco.
Francisco de Paula Cavalcanli da Silveira.
Chrislovao Vieira e Mello.
Manoel Julioda Fonsoca Pinho.
Jaboato.
Francisco Antonio Borges.
Pedro Goncalves da Rocha.
Muribeca.
Manoel dos Sanios Oliveira Goncalves.
Bernardino Ferreira da Cruz.
Agostinho Rodriguos Campello.
A lodos os quaes c a cada um de per si, bem
como a todos os inleressados era geral se convi-
da para comp3reccrem no primeiro andar da
casa que foi cadeia, na sala das sesses do jury,
tanto no referido dia e hora, como nos mais dias
seguintes emquanlo durar a sesso, sob as penas
da lei se fallarem.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei nao s passar o presente que ser lido e
affixado nos lugares mais pblicos deste termo e
publicado pela imprensa, como remelter iguacs
aos subdelegados do lermo para publicaren] e
fazer as notilicacoes necessarias, aos jurados, aos
culpados e as lestemunhas que se acliarcm nos
seusdistriclos.
Cidadedo Recife 27 de julho delSOO.Eu Joa-
quim Francisco de Paula Estoves Clemente, es-
crivo do ury o subscrevi.
Fransisco de Araujo Barros.
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Chrislo, e
juiz de direilo especial do commercio nesla ci-
dade do Recite e seu termo, provincia de Per-
nambuco, por S M. o Imperador, a quem Dos
guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem, e
delle noticia liverem que no dia 18 de agosto
do corronte anno se ha de arrematar em praga
publica deste juizo e sala das audiencias os bens
seguintes : diversas pecas de obras de prata com
o peso de 2352 oitavas a 300 rs. a oilava, ris
750*600 ; 33 trancelins chatos com 200 oitavas a
59 a oitava. 1:000$; 2 rosarios cora 8 oitavas
ambos por 40*; lio anneis com pedras e sem el-
las pesando74 oitavas a 5$ a oitava, 370$; 15 pares
de argolas cortadas com 16 oilavas a 4* a oilava,
64*; 11 ditas de lilagran com 8 oitavas a 4$ a
oilava. 32*; 85 pares de argolas lisas com 18 oi-
tavis a 4*a oitava, 72$ ; 4 coroas de lilagran
com 22 oitavas a 5* a oitava, 110* ; 5 medalhas
com o peso de 7 oitavas a 4* a oitava, 28* ; 1
cruz para rosario com 2 oilavas por 8*; 3 casso-
letas com 6 oitavas a 6* a oitava, 36$ ; 4 varas
e meia de cordo com 32 oitavas a 4$ a oitava,
128,?; 5 varas e meia delrancelim com23oitavas
a 4* a oitava, 92*; 2 varas de collar com 7 oitavas
a 4$ a oitava. 28* ; 10 resplandores de ouro com
21 oitavas a 5$ a oilava, 1059; 6 cadeias de col-
lete com 39 oitavas a 5* a oitava, 195* ; 8 adere-
gos de ouro completos com 60 oitavas 59 a oi-
tava, 3409 ; 100 pares do rosetas com 118 oilavas
a 5* a oilava, 5909 ; 35 meios aderegos com o
peso do 139 oitavas a 5* a oilava, 6959 30 pul-
cciras sendo urna de coral cora 160 oitavas a 5*
a oitava, 8OO9; 15 pares de brincos cora 26 oitavas
a 4$ a oitava, 140$; importanto osmesaios objec-
los na quanlia da 5-542*600 ; 1 casa terrea sita
na ra das Larangeiras n. 19 da freguezia de Sno-
lo Antonio do Recife avaliada em 2:5009, os
quaes bens sao pertencenles a Joo Paulo de
Souza, e vo 9 praca por execugo que lhe enca-
minha Miguel Archanjo de Figueiredo e nao ha-
vendo langador que cubra o prego da avaliago,
sar a arrematago feila pelo erego da adjudica-
gao com o abate da le.
Imposto de afferices
dem de 500 rs. por cabera de ga4o
dem de medidas de farinha
dem sobre mscales e boceteiras
dem por p de coqueiro
Aluguel da cas da ra da Florentina
dem de tullios dos agougues
Os que preteodorem arrematar, n&y
licitar sem que tertharrt apresentado antes dos
indicados dias 89 habilitagoes dos seus fiadores.
Ditos pautados de 200 felhas 10.
Ditos ditos de 150 fulhas 15.
Ditos ditos de 100 ditas 20.
Dilos ditos de 50 ditas 20.
Lapis 12 duziss.
15:S0I$000 pa"* Jft: 2L,reU' do "* I Pecas.
1:7015000
20291100
518*233
5029000
9
podero
e lacre 50
Plvora grossa 40 arrobas.
Dita fina 10 arrobas.
Prawhes de pireba, polurouj, etauba, gusrab,
ip, macarandoba, coboraluba, jaujahy, sicu-
pira, lapunha.fcrapinhapuiiha, olandim, man-
golo e na falla de pao carga ou pao d'oleolOO.
P3ralusos de melal Trados ds 5, 6 e 7/8 20.
Paco da cmara municipal do Recife era sesso
30 de julho de 1860Manoel Joaquina do
9B tiarSSLP**-^ Per-! 55S SlB^c de ,0.
- Vergalhocs -erro dondo^e 4. 5 e 6/8 90.
12 arrobas cada una.
O llim. Sr. inspector da thesourana pro- pi,0 da rczina 1u ,> 0s
vincial. em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. I KSrM em
presidente da provincia de 28 do correnle, manda i0 g qqq
fazer publico, ^^g"*"** De igual forma lera o mesmo conse.ho de con-
cubos preparada para calgaroen-
objectos
Ararula. letria assucar branco refinado, bola-
bao as condigoes para a effectuago dos con-
tratos qnr acerca d acquisigao dos objectes do
material, como do forncciinenlo das dietas, su-
jeitarem-se os contratantes a multa de 50 O/o do
valor do que nao enlregarcm da qualidade c na
quantidade contratado, alm de carregarorn com
excesso do prego no mercado, se o houver, por
mol vrem estas fallas ahi recorrer-se e serem os
mesmas contratantes pagos da venda ou orneci-
mento do mez, logo no posterior. Acrescc, acer-
ca do fornecimento, que leem os contratantes da
apresentar fiadores, assignarem com elles os
contratos na mesma occaso.
Sala do eonselho de compras navaes, em 28 de
i P- iuasVosinfos-0 SeCr"lar' A,exandre Rodri-
Consellio administrativo.
O eonselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de comprar os objec-
nhem, servindo de base a-essa arremataco os
precos oflferecidos por Francisco A
Vaiejao,. islo 2
moso e Agua-Preta e 500* pelo de Serinhaem,
ludo annualmenle. devendo ter lugar as habilita-
(JOfl nos dias 2 e i do referido mez de agoslo.
A arremolagoser feita per lempo de tres an-
nos a contar- do 1." de julho do correnle anno a
30 dejunho de 1863.
As pessoa que se propozerem a esta arrema-
taco comparecam na sala das sesses d mesma
junta no dia cima mencionado pelo meio dia,
com suas propostas em cartas f ohadas
E para coualar so mandou nllixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 30 de julho de 1860 O secretario,
A. F. d'Anniinciaco.
vincial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 12 do corrento, e de
conformidad* com o 15 do arl. 26 da lei do or-
camenlo vigente, manda fazer publico que no dia
14 de agosto prximo futuro, perante a junta da
mesma thesouraria, se ha de arrematar a quem
por monos fizer, a obra a faxer-M na parte do
hospital Pedro II-. que tem de ser concluida, ava-
llada em 50:168*800.
A arremataco ser feila na forma da lei
tos seguintes
Para o 4. batalho de arlilharia a p.
1 banlera imperial, 1 parle para a dita, 1 has-
tia para a dita, 1 capa de brim para a dila.
Quem quizer vender laes objeclos aprsenle as
suas propostas em carta fechada, na secretaria
vincial n 343de 4de maio de 1854, e sob as'eau- j ^lCc?nse*' s 10 'iras da "** do di" 6 de
' agoslo prximo vindouro.
Sala das sesses do eonselho
sulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla asrema-
lago, comparecam na sala das sesses da mesma
junta, no da cima declarado, pelo meio dia, e
competentemente habilitadas.
E para constar se mandou afDxc.r o presente e
publicar polo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-1
naiubuco 23 de julho de 1860. O secretario, l
Antonio Ferreira d'Annunciago.
Clausulas especiaes para a arremataco.
1.a A obra ser principiada um mez depois da
arrematago, e concluida no prazo de 18 mozos.
2 a O arrematante ser obrigado a altender as
observares tendentes a boa execugo da obra,
feila pelo engenheiro encarregado da obra.
3.a Ser obrigado a receber para em pregar da
obra lodos os materiaes, portas e grades, etc.,
que existirem fetas, pertencente ao edificio, pa-
ra o que indagara quando leu lia de construir una
porta, caixilhos, giade de ferro, etc se laes ob-
jeclos existirem feitos.
4.a O pagamento ser dividido orn cinco pres-
lacoes iguas, correspondentes cada una a cada
quinto da obra que seja terminado.
5."
. edminislrativo,
para fornecimeoto do arsenal de guerra. 30 de
julho de 1660.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente-
francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Relacao dos oflicios de interesse parti-
cular, existentes n?. administracodo
oorrcio, que tem de pagar o porte
para seguirem os seus destinos.
Auna Francisca Leal de Castro.
Alfonso Ahcs do Reg Villela.
Arislides Balthasar da Silveira.
Antonio da Costa Mello Luna.
Antonio Jos Dias Nunes.
Antonio Mara de Castro Delgado.
Antonio Manoel Eslo.
Antonio Silveira S Brrelo.
Antonio Teixeira Peixoto.
Antonio Vctor de S Barrete.
Benlo Jos de Albuquerque.
Bernardo Jos Martins Pereira.
Bento Jos Lamenha Lins.
Desconiar-se-ha em cada prestacio que le-
nha de receber a importancia dos objeclos .que Bellarmino dos Santos Bulco.
por ventura lenha emprogado pertencente ao 1 Clemente Francilino Tavares.
edificio, tirados os precos de cada um delles, do Carlos Esteres Freilas Guimares.
orgamenlo junto, para"o que preceder ao paga- ; Fredorico Jos Verkenhagem
nieulo um altestado que scieulifiuc ao governo ', Francisco Alvos de Oliveira.
quaes os dilos objeclos que foram empregados i Francisco Eduardo Benjamn,
na parle a pagar. Francisco Manoel de Faria.
6.a Observar-so-ha para ludo o mais disposto Ildefonso Cavalcanli Billancourt de Lacerda.
Ignacio Fortunato do Espirito-Santo.
Justina Francisca de Jess.
Juvilo Arminio de Barros Correa.
Joaquim da Cruz Lima.
Joaquim Jos dos Santos Araujo (2).
Joaquim Jos Tavares de Souza.
Joo Eduardo Chauvin.
na le provincial, n. 286Conforme = O secre-
tario, Antonio Ferreira d'Annunciago.
O Illm. Sr. inspeclor da thesouraria de fa-
zenda desta provincia manda fazer publico, de
conformidade com as ordens do thesouro nacio-
nal ns. 98 e 99 de 26 dejunho ultimo, que no
da 10 de setembro vindouro se far concurso 1
nes.a Ihesouraria para proenchimon.o de I. ffi B^,^ ,lle,*
c'.ttW^^ S-lles o Xildenco Cicero
reqoerimentos instruidos dos documentos que
provem : 1." tf.rem 18 anuos completos do dado : !
2." eslarem livres de culpa e pena : e 3." um
bom procedimento
Os exames ueste concurso versarlo sobre lei-
tura, analy.se gramniatical, orlhograpbia, c ari-
Alencar Ararpe.
I Joo Paulo de M'randa.
; Joo do Rogo Barros.
Jos Anacilo do Nascimento.
Jos Cyriaco Ferreira.
Car-
de
Jo;- Faustino de Barros.
, Jos Joaiiuim de Almeida.
thmot.ca, al a theoria das pruporcoes inclusiva- \ Jc,s u.nvln,udo de Carvalho.
mente.
Secretaria da thesouraria de fazenda
nambuco 20 de julho do 1860. O ofHrial maior
interino Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
O Dr. Ernesto de Aquino Fonseca, cavalleiro da
ordem dc.Christo, juiz de orphos de termo do
Recife, por S. M. o Imperador, que Dos guar-
de, etc.
Fago saber aos que o presente edilal virem,
que por esle juizo lem de ser arrematado por
venda a quem mais dor, na porta da sala das au-
diencias, e lindos os dias da lei, as seguintes pro-
piedades :
Um sitio de trras denominado Allemo, com
alguraas frucleiras, extremando pola frente com
silio Riacho da Estiva,
. J"s Rodrigues Araujo Porto.
" Jos Rufino de Barros.
Jos Theodoro Azevedo.
Lino Augusto de Carvalho
Leoncio Jos Joaquim.
Mara Joaquina da l'tnha.
Miguel Alfonso Ferreira Capobre.
Marcolino Evangelista da Paixo.
Marcolino da Silva.
Manoel Joo Gomos.
Manoel Jos Goncalves-(2).
Manuel Lopes de Barros.
Manoel do Niscimcnio Segundo.
Manoel Paula Ferreira
Manoel Rodrigues da Costa.
hori.?. a 1 / fu' P".,pncen a Vluva,e Manoel Saturnino da Cunha.
nS 1 Z U rU parle d I Dr- redro do Attahvde Lobo Moscoso.
^2%?^ o' a I?'10 d0J?nrc?1dairs Roberto Pereira Darle.
rada at o nacho Passo da Ibura e dito sitio Es- f ib|)rcio 1Iilario da silva Tavares.
i. 'hP- -P?r0.di V .' a. Pa^n'C?m ter Vicencia Mara do Livramenlo.
ras do engenho Ucha, lendo 2,380 palmos de
frenle e 4,000 de fundo, com duas casas de laipa
coberUs de telhas, avaliado por 5:000000.
Ura terreno do mattas capoeiras, denominado
Cacimbas, no mesmo lugar da Ibura, extremando
com Ierras de Jos Rodrigues de Oliveira Lima,
avahado por 1:500*.
Outro terreno de maltas capoeiras, denomina-
do Descanso, em dito lugar da Ibura, que extre-
ma com torra do mesmo Jos Rodriguos, avaha-
do por 1:500*.
Outro terreno de mallas capoeiras, junto a la-
Caixa filial do ban-
co do Brasil.
A directora da caixa filial, desejan-
do conciliar quanto seja possivel os in-
teresas do commercio com os da mes-
ma caixa, roga novamente aos Srs.
commerciantes que figurara como soeos-
goa denominada Zumb, no sobrediio lugar da 1 ,. *.***_ 1 j .
Ibura, o qual extrema com o sitio Estiva, e com de firmas soctaes estabeleeidas nesta e
ierras de Alfonso de Albuquerque, avahado por I n'outras pracas visinlias, que com esta
2-OOOgOOO sendo o lolal.de, valor do, sitio>e: Ierre- I t5o em mmediatas relacoes, sesirvam
nos annexos a quanlia de 10 OOOfOOO : todas es-1 ,
las propriedades situadas na ireguezia dos Afo- i mandar a relenda caixa urna copia de
seu contrato social, extrahido do regis-
tro do tribunal do commercio, e na tai-
ta suas circulares, contendo no J as-
signatura individual de cada socio e o-
modo porque cada um assigna a razc*
social, como a declaracao dosnomes dos
socios que podem fazer uso da mesma
firma ; assim de facilitar a apreciacao-
dos ttulos que lh.es forem olerecidos a
descont, ficando certos os mesmos se-
nitores de que n5o sent admittidos t-
tulos com urinas collectivas, que nao
constarem pelo modo indicado. Recife
13 de iunho dt; 1860.O ebefe da con-
tabilidade, Ignacio Nunes Correa.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emisso do banco.
Vaccina publica,
Transmisso do fluido de braco a braco, as
quintas e domingos, no torreo da alfandega, c
nossabbados at as 11 horas da manha, na re-
sidencia do comraissario vaccinador, no segundo
andar do sobrado da ra estrella do Rosario nu-
mero 30.
gados; sendo o dilo silio e mais terrenos per-
tencenles a viuva c herdeiros do finado Antonio
Alves Ferreira, e vai praca por determinacao
deste juizo, a requerimento de Antonio Pereira
do Oliveira Maia. credor hypolhecario do referido
casal.
A primeira praca em 31 do correnle, a segun-
da|dita em 3 de agosto, a terceira dila em 7 do
mesmo pelas 11 horas da manhaa depois de On-
da a audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz deorphaos.
E para que chegue ao conhecimento de quem
intere-f.il- possa mandei lavrar o preseule que
ser affixado no lugar do costume, e publicado
pela imprensa.
Dado e passado nesta cidude do Recife, capital
da provincia de Pernambuco, sob mcu signal e
sello deste juizo, que ante mim serve, ou valha
sem sello ex-causa, aos 6 dias do mez de julho do
anno do nascimento de Nosso Senhor Jess Chris-
to de 1860, 30 da independencia e do imperio
do Brasil.
Eu Joo Facundo da Silva Guimares, escrivo
o escrevi.
Ernesto de Arjuino Fonseca.
Declaraces.
Subdelegada do Recife. 30 de julho de 1860.
Existe recolhido na casa de deleneao, um pre-
to de nome Pedro, que diz ser escravo de Jos de
Moracs Gomes Ferreira.
Ignacio Antonio Borges.
Couselbo de compras navaes.
Tendo de promover-so a acquisigao dos objec-
tos do material abaixo declarados, manda o eon-
selho fazer publico, que tratar dislo em sesso
de 4 do mez prximo, vista de propostas em
cartas fechadas, ar.ompanhadas das amostras do
quo couber na possibilidade, entregues nesse dia
al s H horas da manha.
\.




w
[
THEATRO
MARIO DE EERKAMBCO. QAftTA fElBA 1 DE AGOSTO DE 1860.'
DE
SANTA ISABEL.
COMPANHIi LRICA DE G. MARINANGELI
Quinta feira 2 de acost
Q'
12.a recita de
asignatura
sexta
guaiuiu e sexta para
Bepresentar-se-ha a opera em 2 actos de Rossini
os camarotes
da secunda serie
Vendem-se os biihetes como de costume.
m ^m\m
Preciso.
Precisa-se lugar duas esernvas de bons cosfu-
mes, que saibam lav,ar. engoromar e cziohar
para casa de pouca familia : a tratar na ra da
Cruz do Recife, armazem n. 63, junto aos fundos
da matriz do Corpo Santo.
Allencio a pechincha pa-
ra
i
PrinciDiar s 8 horas em ponto.
Avisos martimos.
COMPAMIIA PWIUIBUCAIU
DE
Navegado cosleira a vapor
O vapor Persinunga, commandanlc Lobato,
segu para os portos do sul de sua escala no dia
5 de agosto s 5 horas da tarde e recebe carga
at o dia 3 ao mcio dia ; passagens, encommen-
das edinheiro at odia da sabida no meio dia :
escripiorio no Forte do Maltos n. 1.
Para
Aracaty
Hiate Scrgipano ja lem parle da carga, para a
resto trala-se com Martius Irmqs : ra do
Madre de Dos n. 2. *
Para a Parahiba, a bareaca Dous de Julho,
.nestre Joo Pedro da Silva, a arrogar no trapi-
che do algodao : os carregaJores podem enlen-
der-se com Joao Jos da Cunha Lopes, na ra da
Cruz n. 15, segundo audar.
Aracaty.
O hiate Vdela recebe carga a frote e pas-
sageiros; a tratar com Caelam Cyriaco da C. II,
ao lado do Corpo Sanio n. 25, ^nnieiro andar.
COMPAMIIA PERYIMBI'CANA
Navega otio
Nao tendo
I)K
costeira a vapor
pparerido rga slguma parios]
portos de Acarac c Granja, para os quaes ha
dous mezes se acha proposlo o patacho Emxla-
ro, que vai sabir em pouco mais do lastro, re-
solveu o gerente da Companhia Pernambucana,
nao soguisse desta voz aqueiles porlos o vapor
Iguarasiii, como foi annunciado.
I'revine-se porcm, que sahir at
portos na prxima seguinte viagem.
daqui no dia 7 como de costume
juiz especial do comuiercio, o agente
Hyppoiito fara' leilo da taberna sita na
praca da Boa-Vista, pertencente ao au-
sente Manoel Luiz Coelho : quarta-feira
1- de agosto na referida taberna as 11
horas em ponto.
LEILAO
DE
Fenoparaanimaes
Quarta-fcira \- de agosto.
O agente Camargo fara' lei-
lao de urna porco de feno.us
11 horas i!o dia, na cocheira
que foi do Sr. Motta na ra do
Mundo Novo defronte do Sr.
Moura.
LEILO
Quinta-reir 2 de agosto.
O agente Carilargo far lei-
lo de urna porcao de barricas
de sardiuha.del'ronte da esca-
dinha arinazen do Sr. Annes,
no mencionado dia s 11 ho-
ras em ponto.
aquellos
largando
M
Riode Janeiro,
sahe na presente semana com a carga que lem
a bordo, o patacho nacional Venus : para o
resto, tratase na ruado Drum n. 16, ou na pra-
ra com Manoel Jos de S Arauio.
Rio de Janeiro.
0 palhaboto Artista segu com brevidade,
recebe carga a frote e passageiros; a tratar com
Caoiano Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo Sante
n. 25, priraeiro andar.
Baha.
O hiale Santo Amaro ainda pode roceber car-
ga; a tratarcora Caotaoo Cyriaco da C. M. ao
lado do Corpo Santo n. 25, priraeiro andar.
Acarac.
O palhaboteSobralensc racebe carga a frete
o passageiros ; a tratar com Caetano Cyriaco da
C. M. ao lado do Corpo Santo n. 25, priraeiro
andar.
Rio Grande do Sul
e Porto-Alegre.
Segu com toda a brevidade o patacho nacio-
nal Venus; para o rosto da carga que lhe fal-
ta, trata-se na ra do Brura n. 16, armazem de
Manoel Jos de S Araujo.
Para Lisboa
vai seguir viagem com a maior presteza, c:m a
carga que tiver a bordo, o brigue portuguez So-
berano-) ; os pretendentes carga e
dirijam-se ao consignatario Thoraaz
Fonseca, na ra do Vigario n. 10, primeiro
dar, ou ao capitao na praca.
Urna taberna.
PELO AGENTE
UOHOA
O referido agente autorisado pelo
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commer-
cio, e requerimento dos depositarios da 'de, ama <
;?> F.IKrl. h l.A !?..__: n~J... zinha foro
Carne salgada ingleza e americana a
160 rs a libra, e toucinho americano
pmeira qualidade a 200 rs. a libra e
aflianca-se a qualidade tanto de urna
como de outra e se pode procurar des-
de as 6 lioras da manliaa ate as 8 horas
da noile, deve durar pouco pelo barato
preco'que fe vende! no armazem de
Andr de Abreu Porto, na ra do Tra-
piche Novo n. 1 i.
Contra a gonorrliea.
Injecco Brou.
Em 6 das de iratamento, as vezes mais tarde,
muias mais cedo, se oblem urna cura segura sem
haver necessidado de recorrer ao emprogo do
todas essas preparaeoes monstruosas de que a
copahiba e as cobebas formara a base, as quaes
sao muitas_Yczes perigasas e sempre nojenlas ;
vende-se a 5 o franco : na praca ds Independen
cia n. 22.
O abaixo assignado tem justo e contratado
com o Sr. Joo da Costa Campos, a compra de
seu estabelecimeuto sito na rua das Cruzes n. 24,
por isso qualquer pessoa que lenha reclamaco a |
fazer soja no prazo de 3 dias, a contar da data
oeste. Recite 31 de julho de 1860.Joao Gon-
ealves.
Vende-se um terreno com um telheiro no
fundo : a tratar no Campo Verde, na segndala-
berna.
O abaixo assignado, pelo presente declara ao
publico ea quem convier, que sua sogra D. Isabel
Hara da Cunha, lem cassado os poderes confe-
ridos por procuracao bstanle a Albino Jos lfer-
reira da Cunha, para arrendar o engenho Dous
Bracos, situado no termo de Serinhem. perten-
cente ao seu casal, estando o mesmo abaixo as-
signado aulorisado pela mesma sua sogra, a con-
tratar qualquer negocio de anendamenlo com o
mesmo engenho. Serinhem 26 de julho de 1860.
Antonio Fernandos de Albuqucrquc Cmara.
ASSOCIACO
DE
Soccorros Mutuos c Lenta Emancipaco
dos Captivos.
DomingoS do correle devei ler lugar a reu-
niao da assembla geral da mosma sociedade,
como dispe Ojirl. 19 dos estatuios, de ordem do
Sr. presidente sao convidados lodos os senhores
socios para que se dignem de comparecer as 10
lioras do dia. Ignorando ainda o mesmo conse-
lho o motivo por que so lem entregue ao esque-
cimenio una inslituicao lo jtil, instalada de-
baixo dos melhores
proprh
familia,
a tratar
I
SOCIEDADE
Instituto Pi e Litterari o.
De ordem do Sr. presidente scienlifleo aos se-
nhores socios, que araanha, quinl-feira, have-
rsessao do conselho director as 3 horaa da lar-
de, depois da qual (as 4 horas) haver sesso da
assembla geral, eai continuacao da de quinla-
fera passada. "
Secretaria do Instituto Pi e Litlerario 1. de
agosto do 1860.
A. R. Piraenta.
., I..* secretario.
Aluga-se urna criada portuguez
para o servico interno de urna casa de
por saber cozinhar, lavar e engommar ;
na rua do Queiraado n. 44, loja.
a sociedade Orihodoxa o Litleraria
Amor a Caridade, agradece cordialmenle II
^| a todas as pessoas que se dignaram com- R
* parecer bencao do seu padroeiro, aug- 3s>
mentando assira o brilho della, e part- p
cularmente a todis as associacoes que M
g como irroas muito concorreram "para es- ,
3S se fim, a quem protesta a sua eterna gra- f|
tido.-0 provedor, Graciano Jos Ro- 3
ariques Ferreira. m
~ vciioe-sc um violo com um methodo de
LaruIIe ; na rua da Imperatriz n. 60, loja.
Fugio da padari? do Giqui um cscravo de
JomeSeveriDO, conhecido por corda de couro,
de40annosde dade, pouco mais ou menos,
criouloelevou vestido calida e camisa de algo-
dao azul e chapeo de palha'; pertenceu ao en-
genho S. Caetino, de propriedade do Sr. Manoel
uiympio Carneiro Leo roga-sc as autoridades
policiaes ou capitaes de campo o apprehendam e
evem dila podara, que serao bera gratificados.
I
'
&TlvfSP
a*
Amor a Caridade summamente penhora- ,
da pelos obsequios que recebeu do Rvmd. ^
Sr. padre mestre provincial do convento de B
Nossa Senhora do Carmo e ao tenentc g>
Jt coronel Francisco de Miranda Leal Seve, J
|g Dr. Antonio de Menezes Vasconcellos de ^
Drummonde major Jos Antonio Barbo- ff
^. sa agradece cordialmenle a estes senho- J,
^ res e a todas as rrmandades que se dig- *
X naram concorrer para o brilhantismo da Ji
52 bencao do seu padroeiro protostando-lhc *
^ a sua eterna gratido.O provedor, !gp
J) Graciano Jos Rodrigues Ferreira fe
HWJHm mzmzmmwl
U abaixo assignado lancadoj d3 recebedo-
na de rendas internas geraes" em cumprimento
dos $ 2 e 3 do art. 37 do regulamento de 17 de
marco desto armo, pelo presente avisa aos do-
nos, gerentes ou procuradores do lojas e mais
casas cjmmeuiaes do bairro do Recife, que con-
tinua a fazor o lancamento do imposto de 20 por
cont, pelas ras da Linguela, Torres, becco do
Abren, rua dos Tanoeiros, do Trapiche, praca do
commercio e rua do Vigario, para que lenham
promptos os seos recibos, papis de trato ou de
arrendameulos para serem prsenles e por ellos
sor fcito o procosso do mesmo lancamento na
forma doart. 5 do regulamenlo de 15 de junho
le 184. R-cobedoria do Pernambuco30 de ju-
lho de 1860.Jos Jeronymo de Sou:a Limoe'ro.
A cmara municipal desta cidade faz sessao
ordinaria no dia 6 de agosto prximo vindouro e
seguinles, at se complelarem 6 sessoes pelo rae-
Recife
mentoArt'(.^nMhncrnnS/elra,Sla american0 ao respeitavel publico que tem um completo sor-
JmSteTfir VmTSkl&** S Pde *M"I" como lira retratos pelos diminutos
b nfcMn, ^.^' T M ""P41"1" i" rua do Imperador onde tem a
hora araerlcana. raesrao tambera cnsina a tirar retratos podendo ser procurado a qualquer
massa f.lida de Jos Francisco Rodn
gtios da Costa, fara' leilao da dita taber-
na sito na rua Nova n. 6o,constando da
armacSo, gneros e movis: sexta-feira
o de agosto, as 10 horas da manhaa, na
mencionada taberna.
. auspicios, quando vemos que nos. Secretaria da cmara municioal do
alguns socios de reconhecido presumo e de gran- 30 de julho de 1860 -O secretario
de eapacidadc, depois da orginisaeao do novo
conselho, parece vollarem as costas," em um lem-
po que o conselho mais que nunca, lem desen-
volvido a proleccao caridosa a socios indigen-
tes, se aproxima o anniversario e temos de dar
cumprirnonto ao art. 59 do capitulo 12 : o mes-
mo Sr. presidente manda declarar, que em ses-
sao do conselho de 22 forara eiicolhidos o appro-
vados socios prolectores, de conformidade com o
art. 12 do regiment interno, os seguinles Srs. :
O Ulm. e Rvm. Sr. padre provisor do bispado,
Francisco Jos Tavares da Gami.
O Illm. Sr. coromendador e inspector da alfan-
dega de l'ernambuco Rento Jos Fernandes de
Ba rros.
O Illm. Sr. Domingos da Silva Guiraares.
O Illm Sr. Luiz da Veiga Pessoa.
Secretaria da Associacao de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipaco d"os Captivos ora 31 de
julho de 1860.
Albino do Jess Randeira,
1." secretario.
Aluga-se na Capunga, lu^ar da Raixa Ver-
casa terrea com i qua tos, 2 salas e co-
ra : quem a proionder, dfhja-se ao sitio
Manoel Ferreira Accioli.
Arsenal de guerra.
O arsenal de guerra precisa costurar as pecas
de fardaraenta, que abaixo seguem, quem pre-
tender pois, manufacturar ditas pecas de confor-
midade como aviso do ministerio da guerra de
17 de marco ultimo, aprsente suas propostas
em carta fechada na directora do mesmo arse-
nal no dia 6 de agosto prximo futuro pelas 10
lioras da manhaa, as quaes devem precisar o
menor proco do feito de cada pora de farda-
ment, bem como apresenlar fiador idneo,
-alcas de brim branco. ...... 1C69
Dilas de panno mesclado. ...!."." 27
Camisas de algodaozinho. ... '.
Arsenal de guerra de l'ernambuco 30 d
de 1860.O amanuense,
Joo Ricardo da Siha.
Em frente da alfantlega.
Sexta-teira 3Jocorrente.
O agente Antunes, far leilo no lugar cima
designado, sem reserva de pre^o de 12 barricas
comserveja, barra com exce'llenle. toucinho e
urna porcao de barricas com muito boas bolachi-
nnas inglezas Principiar s 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
Vaccas deleite e garrotes.
Sexta-feira3 do corrate.
O a gente Ca margo fara' leilao no seu
d^^S i armaZem naruado Vig;rio n. 19, de
an-! excellentes vaccas de leite e garrotes, as
1 horas em ponto. ^^
Leiles.
Quinta-feira 2
DE
LEILAO
de agosto.
Una loja de calcados
NA
Hua a Peu\\a.
O agente Antunes autorisado pelos credores
de Jos Casimiro de Gouveia, far leilo da ar-
ma'o, calcados, couros e mais pertences da
bem afreguezada loja de calcados, sila na roa
da Penlia n. 5, dando principio s 11 horas em
ponto.
j fara' leilo em seu armazem na rua do
Vigario n. 19, de diversas obras de mar-
: cineiria : sexta-feira 5 do correte, as
! 11 horas.
O provedor da sociedade Orthodoxa o
H dar lodos os socios para se reunirem
**> em assembla geral no dia Io de agosto
c| as 3 hor.is da tarde.O escrivo,
jf .Manoel Francisco de Rirr'os Reg. *
Rua Nova, em Bruxellas (Blgica),
SOB A UIRIO DE I klltUNO
Este hotel collocado no centro de urna das capilaes importantes da Europa, torna-sede grande
valor para os brasileiros e portuguezes, por seus bons cornmodos e confortavel. Sua posico
urna das melhores da cidade, por se achar nao s prximo s estacoes de caminhos de ferro, da
Alleraanhae Franca, como aor ter a dous minutos de si, todos os theatrose diverlimentos: e
alera disso, os mdicos precos convidara '
No hotel haserapre pessoas especiaes, fallando o francez, allemao, flamengo, inglez e por-
uguez, paraacompanharastouristas, qur em suas excurses na cidade, qur no reino, qur
emfim para toda a Europa, por precos que nunca excedem de 8 a 10 francos (3*200 45000)
por dia.
Durante o aspaco de oito a dez mezes, ahi residiram os Exras. Srs. conselheiro Silva Fer-
, rao, e seu filho o Dr. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal ) e os Drs. Felippe Lopes
140 Netto, Manoel deFigueira Faria, edesembargador Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e muitas ou-
julho tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os precos de todo o servido, por dia, regulam de 10 a 12 francos ( 45OOO 4*500.)
No holelencontram-seinformaces exactas acerca de tudo que pode precisar um esirangeiro.
Hotel Trovador.
44Rua larga do Rosario44
Aluga-se um quarlo na hotel Trovador, muilo
bom, bastante arejado. alumiado a gaz, da-se
tambero comida para fora e recebe-se assignan-
tes, tudo por um mdico preco e era qualquer
hora acha-se comida prompla "; no mesmo hotel
precisa-se de dous moleques paraconduzir labo-
loiros.
Avisos diversos.
Um eabriolel e cavallo.
O agente Hyppoiito, autorisado pelo
Sr. visconde de Lemont, tara' leilo do
seu cabriolet e cavallo com os compe-
tentes arreios, visto o mesmo senhor
ter-se mudado para o Recife e nao lhe
ser mais necessario.
O cabriolet esta' em perfeito estado e
quanto ao cavallo bastante conhecido :
quinta-feira 2 de agosto as 11 horas em
ponto na porta do seu armazem na rua
do Imperador n. 35.
LEILO
Por despacho do Illm. e Exm. Sr. Dr
- Na rua Velha n. 105 aluga-se um bom co-
zinheiro e copeiro.
Aos 20:000^.
Biihetes inteiros, moios e quartos da segunda
lotera que vai ser extrahida no Rio de Janeiro
para as obras da matriz de S. Jos de Pernambu-
co. chegados pelo vapor francez : vendem-se na
loja de fazendasde Leite & Irmao, rua da Cadeia
do Recife n. 48.
-7 A. Beranger; subdito francez, vai com a sua
familia ao sul do imperio, a tratar de sua saude.
Jpao da Costa Campos tem justo e contra-
lado com o Sr. Joo Goncahes a venda do seu
estabelecimenlo silo na rui das Cruzes n. 24.
Constando que se quer vender o engenho
Algoduaes, declaro pelo presente, que ninguem
faca negocio algum com o dito engenho, visto
que se acha em demanda. Islo pede um dos
Hordeiros.
7 Vendem-se duas escravas com
habilidades,bonitas figuras e muito mo-
cas : na rua Nova n. 52.
O Srs. Julio Gomes Villar e Jos
Leonardo Radiche, dirijam-se a loja n.>
2 B, da rua do Crespo, para o Um que
nao iguora.
de Joaquim Pereira Arantes, 011 na" praca da In-
dependencia ns. 13 e 15, que achara com quem
tratar.
Claudio Dubeajux, proprie:ario da empieza
de mnibus, scienlifica ao publico que sabbado
ido corronte, contina para J.boatao a carreira
do respectivo mnibus, s horas do costume.
Offerece-se urna parda para ama de leile, a
qual nao tem lilho, e tem muilo bom leile : na
rua do Pilar n. t, ao peda igrejj.
Antonio Francisco Dornellas declara que,
leudo fallecido o doo Dr. Prancisco Joaquim
dasChagas, de quera o anniinciantc e seus dous
maos Eleutcrio Francisco Dornellas e Marianna
Francisca da Conceicao, sao os nicos e legitimes
herdeiros, c prelendendo Francisca Rosa Augus-
ta Carneiro da Cunha ser a hodeira do mesmo
deao, por inslituicao em testamento nuncupati-
vo, para o que trata de habilitar-se no juizo mu-
nicipal de Olinda ; a islo se (em opposto o con-
tina a oppor-se, protestando pelo presento con-
tra qualquer aclo da mesma pretendida herdeira
em (al qualidade, ou como testamonleira, o que
faz para que ninguem contrate com ella ou com
qual'iuer outro sobre os bens do mesmo (nado
deao, tanto mais quanto lhe consta que minios
bens movis, o entre estes a maior parte da gran-
de livraria que o mesmo deo liona, lem sido
extraviados. O annunciante e seus irmaos jamis
consentem no esbulho de seus direitos heredita-
rios, cuja defosa livrat at ultima instancia, e
sendo millo qualquer contrato em laes circums-
lancias feito sobre os mcncionado:i bens ; o mes-
mo annunciante protesta assim fze-lo julgar, e
ir busca-Ios onde quer que elles se acharen).
Offerece-se um criado de ions costumes
para ras.ido familia ou de homem sulteiro: quem
precisar, procure na rua das Cruzes n. 37.
Na taberna sita na rua da
Imperatriz n. 1,
vende-se fumo novo doGararhun, em rolos ou
a rela-lho.bem como toda i quahiadc de gne-
ros, tudo por precos mais baratos que em outra
qualquer parle.
Veude-se um escravo por to cozinheiro,
moco, de bonita ligura e boa conducta, d-se a
contento ; na rua larga do ltosaric n. 21, segun-
do andar.
Precisa-se de um segundo andar, preferin-
do-so que seta no bairro do Recife : quem livor
para alugar, querendo, dirija-se para tratar
rua do Trapiche Novo n. 6.
Vende-se urna casa terrea censtruida do li- i
jlo, chaos proprios, que rende 12j por raez, no
lugar da Baixa Verde na Capunga quem ouizer
appareca na rua Nova, loja do selleiro n. .,, Para Campo Jas
so dir quom vende. Tle quem tratar.
Vende-se urna excellenlc cr-roa aberla, que! 4 \C r *Y% r *-\ \ c Atx
pega em 15500 lijlos de lveo.-i. grossa.em AOS allUllieS U^
muito bom estado : quom a pretender, dirija-se
a rua larga do Rosario, padaria n. 18, que se lhe
ir quem o dono.
Vende-se um escravo de moia idade. ro-
busto, de boa conduela, bom para qualquer ser-
vico de casa ou campo ; na praca da Boa-Vista
botica n. 22.
Camisas inglezas de algodao
riscado.
Na rua da Madre de Dos, loja n. 36 A, ven-
dem-se camisas inglezas de algodo riscado tran-
cado, muilo grandes e do superior fazenda, pro-
pnas para escravos a l500 cada urna.
Vende-se um moleque mogo de bonita figu-
ra, oplimo serrador e^canoeiro : a Iratar na ser-
rara da rua da Praia n. 59.
CONSULTOR
Loja de marmorej
Rua Nova. I
Faria & C. avisara aos seus numerosos 1
freguezas e ao publico em geral, que re-
cebendo por todos os paquetes fazendas
do moda9, acabara de receber entre mui-
los artigos o seguinte:
Vestidos ricos de blond para casamento.
Ditos de gorguro de cores, tecidos com
velludo em alto relevla duqueza de
Comberland.
Ditos brancos bordados para soire.
Ditos ditos de cambraia.
Ditos de cores de phanlasia.
Ditos de cores de moirantique.
Manteletes, chales ronds o peregrinas
de velludo egrosdenaple prelos.
Bournus de cachemira de cores e de se-
da de cores.
Bedouines para sahida de theatro.
Chapelinasde palha de Italia e seda.
Calcado para senhora do afamado fabri-
cante Jolly.
Dito para meninos.
Casaveque de l para meninos de ambos
os sexos.
Novo gosto.
Francisco Pereira da Silva na rua do Queiraa-
do n. 9, loja em frente ao Preguir, recebeu co-
berlas de novos padrees e vende a' 2J cada urna.
Lava-se c engomraa-se com promptido e
aceio, quem precisar procure por baixo do con-
vento de S.Francisco, loja da esquina que vira
Princezas, que achara com
boa ftimaea.
a
Na rua do Cabug n. 2B, ha um grande e va-
riado sorlimento de charutos, sendo os afamados
lanceiros, suspiros, saudades, havaneiros, gua-
nabara etc., pelo diminuto preco de 2jj00 por
cada caixinha conlcndo 50 charutos.
Sapatos de mar-
roquim.
Ha um grande e' variado sorlimente desta fa-
zenda que se vendo por diminuto preco, por
sdrem um pouco antigos.
DO
MUA DAGLOjlA,CA&AOOFIJ]f DJLO 3
Clnica por ambos os systcmas.
0 Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias pela manhaa e de tarde depois de 4 |fioras
Contrata partidos para curar annualmente nao s para a cidade como para os engenhos ou loutra
propnedades ruraes.
Os chamados devom ser dirigidos sua casa at as 10 horas da manhaa e em caso de ur-
gencia a outra qualquer hora do dia ou da uoite sendo por escripto em que se declare o nome da
pessoa, o darua e o uuraero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife podero re-
metter seus biihetes a botica do Sr. Joao Sounn & C. na ruada Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
Nogueira de Souza na rua do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnncianie achar-se-ha constantemen eos melhores medica-
nentoshomeopathicos ja bem conhecidos e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes, ...".......10S0OO
Ditos de 2 ditos..............i5gO0O
Ditos de 36 ditos. ,.........20*(090
Dito de 18 ditos............. \ 25S000
Ditos de 60 ditos.............'. 0j>000
Tubos avulsos cada um....... ...."." IgOOO
Frascos de tincturas........,...."" 2J000
M.inoal de medicina homeopa'.hica pelo Dr. Jahr traduzid'o
em portuguez cora o diccionario dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc............20000
Medicina domestica do Dr. Ifering, cora diccionario. 10J00O
Repertorio do Dr. Mello Moraes....... 6$000
DEPOSITO DE PIANOS
FORTES
DOS
200000.
Charutos suissos graudson n 4 ocento e 35j o milheiro. dilos veveysans a 4g o cont e 35
o milheiro, ditos vevey-flns a 4 o cenlo e 32$ o milheiro, ditos suissos a 4 o cento e 34 o mi-
lheiro, ditos fgaros c, Dgaros l 5 o cento e 45$ o milheiro : na rua da Cadeia do Recife nu-
mero 15, loja do
Centro commercial.
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECIMENTO
1.9. WB
Rua Nova n. 25, esquina da Gamboa do Carmo.
bem
Nesle eslabelecimenlo acha-se um completo sorlimento dos melhores, mais elegantes e mais
construidos pianos de que ha noticia.
No mesmo eslabelecimenlo exislem, chegados hipouco da Europa, alguns pianos de machi-
nismo do melhor gosto de maior perfeigao do que quaesquer oulros, os quaes nao gmente se
, prestara pelo seu machinismo a toda as pessoas que sabem msica, mais aindn quelles que igno-
rara esta arte.
Alm desies pianos existera tambera no mesmo estabeleci ment, harmnicos ou Seraphina, os
quaes fazem urna bella.ligaco sendo locado em sala com acompanhamento de piano, e tambem
produzem excellenies effeitos harmoniozos em igreja ou capella, tambera ha methodo e musica-
adquadas ao dito instrumento. Espera-se que o respeilavel publico e os anuntes de msica nao se
demoren em munirem-se de tao excellentes instrumentos, cujo preco alias razoavel, e de cuja pers
feico incontesiavel.
Na mesma casa-afinam-se e concertam-se pianos com a maior perfeicao possivel. Na mes-
ma casa existem chegados ha pouco da Europa lindas msicas do melhor gosto possivel e do melhor
compositor da EuropaJ



DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA i DE AGOSTO DE 1860.
Ensino de msica.
OTerece-se para leccionar o solfejo, como tam-
bera a tocar varios instrumentos dando as li-
ces das 7 horas s 9 1 [2 da noile : a tratar na rus
arga do Rosario n. 9.
COMFANHIA
ALLIANCE
Estabclecida em Londres
CAPITAL
Cinco milnftes de Un Tas
esterlinas.
Saunders Brothers & C." tem a honra deln-
rmar aes Srs. negociantes, proprietarios de
casas, e a guem mais convier, que esto plena-
companliia para
tijolo epe-
m
| Terceira parte da quinta lote-
ra do hospital Pedro II.
Nos elizes bilhetes rubricados pelo abaixo as-
signado foram vendidas as seguintes sorles :
2626 10:0003 Era 2 quarlos.
2037 40001 1 meio.
E muitos oulros premios de 200$, 100JJ e 50$
P. J, La y me.
Rio de Janeiro
mente autorisados pela dita
effeetnar seguros sobre edificios de
dra, cobertos de teiha e igualmente sobre o\praca da Independencia n. 22
objectos que contivercm os mesmos cdificiosi
quer consista era mobilia ou em fazendas de
qualqu "alidade.
urna casa terrea na ra da Guia n. 16, cora um
bom quintal que deila para a ra de Apollo, pro*
pria para qualquer estabelecimeuio de qualquer
umdos lados, por ter a vantagera de ticar era
lugar de esquina; a pessoa que lheconvier. pode
dirigir-se ao arraazem l'rogresso, no largo da
I'enha n. 8.
No sitio do Arraial, de Marcelino Jos Lo-
pes, ou em sua olaria na ra do Cotovello, alu-
ga-se umaescrava para o servico de casa.
I PENNA DEAC0
CE W.SCULLY
Estas pennas de difTorcntes qualidades, sao fa-
bricadas de ac de prala retinada de primeira
tempera, e sao applicaveis a todo o tamanho de
lctra. Preco 13'jO cada eaixa e pennas de ouro
pelo mesmo autor com pona de diamante, que
toem a grauJe vaniagera de nao estar sujeitas a
creai forrugem e conservndose bem limpassiio
de duracao infinita, deposito rm casa dos Srs.
Guedes i Goncalves ra da Cadeia n. 7.
+0 Dr. Carneiro Moiilciro aproveilando da S?
H propon-o quo tem para mais fcilmente @
9 executar ostrabalhos departo, c aconse- @
A Miado pelo feliz resultado que tem obtido $
J$ em multiplicados partos laboriosos, tem $*
: foito sua especialidade sobre este ramo @
j$ para o que poder ser procurado a qual- @
^ quer hora, na ruado Rangel n 16. @
* '? l-> > h '.< d-fc k *> ? ** -
> v5 w w -, sP ? <> s- 55 &
Desappareceu boje (25) di ra larga do Ro-
sario defroote da taberna d. 50, um cavallo cas-
t.inho, da frente aliTla, topeto pequeo, cauda
curta, novo e pequeo, sem signal nenhum de
[rida, com cangalha e cabresto : porlanlo ro-
ga-se a polica e aos Srs cocheiros que dellc
souberem leva-lo casa cima ou a seu dono
Joaquim Coelbo Leite, no engenho Bella Rosa
quesera gratificado.
Acham-se venda os bilhetes, mcios e quar-
tosda segunda lotera da matriz de S. Jos da
cidade do Recite, cuja lista se espera at o da
13 de agosto prximo vindouro.
Santos Vieira.
J. Luiz Rbciro, ex-ajudnnle do engenheiro
i da va frrea do Recife a S. Francisco, propc-se
I a demarcar trras e levantar plaa das mesmas,
j levantar engenho d'agua o tomada e toda e qual-
I quer obra liydtnulica tendente as mesmas : quera
quizer utilisar do seu presumo, dirija-sc ra
Imperial, casa da viuva de M. J. de S Braga,
n.|67.
Aviso aos Ihcsourciros e
chefes de irmandade
Achando-se prximo o lempo de algumas
igrejos festejaren) os seus padroeiros, Jos Pau-
lino d.-i Silva com fabrica de fogosem um terreno
da ra Imperial, avisa a todas as irmandudes e
contrarias religiosas, e a quem possa mais inle
ressar, que tem eflVctiva mente promplo um gran-
de sorlimento de fogos do ar, tanto com bombas
miudas como de bombas rcaes, fogucloes para
salvas com bombas extraordinarias, os quaes
vendem-se em gyrandoias ou sollos, conforme o
gosto do comprador, mandando-os conduzire
queimar como cosluma, por preco mais barato
do que o que se costuma comprar. Este esta-
belecimcnlo olferece ao comprador muilo mnior
vanlagem, nem s pela superioridade do fogo
que boje geralmenle conlieeido, lano na copi-
lal como no centro, completa commodidod do
preco e promplidao, obrignndo-so o annunciante
por'qualqner avaria que possa haver, fazendoum
abate no preco, quando por acaso nao saia como
o afianza, declarando aquellos que os quizer
comprar em gyrandoias ou em broqueis, dove-
ro avisar tres di-s antes, se for em quantidade,
para se preparar e armar, e sendo em pequea
porcao, avisar do vespera ; e para mais facili-
tar ao comprador, no caso dp nao querer ir casa
de sua residencia, poder entenderse no largo
do Paraizo com o Sr. Jos Pinto de Magalhes, e
na ra Direita, loja de cera confronte a sachris-
tia do Terco do Sr. Dionisio Hylaro Lopes.
OSl LLSO-BBASLEIRAo
2, Golden Square, Londres.
Rio de Janeiro.
Praca da Independencia n. 40.
Acham-se expostos venda os bilhetes da se-
gunda lotera da matriz de S. Jo:i de Pernam-
buco, cuja extracto deve ter sido em 28 do ju-
lho, vindoas lisias pelo vapor quo aqui se espe-
ra era 13 de agosto.
P. J. Layme.
Luiz Antonio Pinto
de sua saude.
vai ao Aracaty tratar
Lotera do Rio de Janeiro.
Primeira lotera da igreja de
N. S. da Conceico de Ara-
caj.
Eoi vendida a sorte de 20:000j> em
120 na praga da Independencia loja n.
P J. Layme.
JOIAS.
Julio Levy, subdito francez, rciira-se para o
Rio de Janeiro.
O solicitador do juizo declara em resposta
ao annuncio do Sr. Sebasliao Jos Gomes Peona,
que a casa da ra da Taima n. 27, enja venda era
praga se tem annunciado, pertencente ao eje-
cutado Jos Hygino de Miranda, e nao ao dito
Penna, pois que foi por aquelle devedor dada a
penhorn, e tem solao, enlrelanlo que a do dilo
Penna nao tem, segundo informara os otficiaes do
juizo. Recife, 30 de julho de 1860.
F. X. P. de Brito.
Os abaixo assignados comprado-
res da massa fallida de Claudhno Oli-
veira fazem sciente aos devedores de
coritas de livro e lettras vencidas da
mesrrja massa, de viretn satisfazer seus
dbitos na metma loja, no prozo de 15
dias, e esperam que ditos devedores llies
poupem o dissabor de recorrerem a
meios judiciaes. Red fe 23 de julho de
1860.Fgueiredo & Irmo.
Precisa-se alugarum sitio : a tratar na ra
do Crespo n. 25.
. Alaga se um sitio grande com
| excedente casa de vivenda, com todas as
auartos n. ^ommodidades para familia, no tugar
40. ida Cata Forte : a tratar com os pro-
prietarios, N.O. Bicber & C.
i Unta pvssua cnegada ha pouco da Luropa,
: offcreie-se para cozinheiro de qualquer casa : a
tratar no becco do Abren n. 4.
Lices
Seraphim & Irmo, com
ves na ra do Cabuya ns.
das das mais bellas e delicadas
ouro, prala e pedras preciosas
depiimeiras lettras. portuguez, latn, francez e
inglez, em casas particulares : na ra da matriz
da Boa-Vista n. 31.
Pede-se ao Sr. A. F. M. o favor de vjr sal-
dar nao s os 505 de troca por volta de um relo-
gio assim como o importe de miudezas compra-
das ni loja di boa fama ; se nao saldar os dbi-
tos uestes 4 das lera de ver seu i>orue por ex-
tenso e mais alguma cousa.....
No primeiro andar do sobrado da ra das
Gru/es n. 39, dasO as 8 horas da manhaa, achar-
se-ha o bom prato de cuscus de milho para com-
prar, assim camo lambem das 11 horas at o
meio dia o bom prato de alelria ; vende-se tam-
bera banha mulo fina para o cabello.
Precsa-se de urna ama para casa de pouca
familia, que saiba coxinhar e engoramar : a tra-
tar na praga do Corpo Santo n. 17, loja de cabos.
Precisi-sede urna ama secca : no pateo do
Terco n. 26.
O empreileiro da via-ferrea precisa, no cn-
genKo Setubal, de dous homens para vigiarem os
animaes durante a noite ; sendo porm respon-
saveis os mesmos vigas por qualquer fuito ou
extravio que haver possa com os mesmos ani-
maes offerece a paga do lg280 por noite a cada
vigia.
ynriia
DA
APP! 0VAC\0 E AITOBISAaO
DA
fccDfii mmmki si m
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO MAGNTICAS EPISPATICAS
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e exccllentes ac-
commodacoes para muito maor numero de hos-
Acha-se em negocio a casa terrea pfdcsJe novo se recommenda ao favor e lcm-
n. 7) sita na ra de S. Joao da cidade de
Olinda, se alguein se julgar com direito
a mesma appareca na ra estreita do
Rosario n. 15. cartorio do tabelliaoCos
ta Montetro.
Itaymundo Joaquim Rodrigues, subdito por-
luguez, relira-se para o Maranho.
O juiz de dreto aposentado.'...., e abaixo
nado, i>ropoe-se [cuino ultimo recurso!....
dentro da esphera de snas hahilacoes) exercer
a nobre o sublime protlssao de'advugado; ou
seja especialmente no furo o tribunaes desta ca-
pital, ou seja no de qualquer dos termo e co-
marcas da provincia. As pessoas que se quize-
reru utilisar de seus traeos prestimos, o podero
procurar em todos os dias que nao forera santos
ou feriados, desde as 9 horas da manhaa al as
3 da tarde, na casa do sua actual residencia, na
ra outr'ori do Collegio e boje denominada do
Imperador n.42,e, extraordinariamente, em oulro
qualquer da e hora : assegurando a lodos quan-
tns se dignaren] assim honra-lo c favorecer, nao
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitera esta capital; continua a preslar-lhesseus
sorvicose bons oGicios guiando-os era todas as
cousas que precisem conhecimento pratico do
paiz, etc.: alm do portuguez e do nslez alla-se
na casa o hesnanhole francez.
Precisa-se de urna
ama para cozinhar e com-
prar para urna pessoa*
na ra estreita do llosa rio
rr 21, primeiro andar.
Na na da Cadeia do Reafc n. 38, primeiro
andar, precisa-se fallar ao Sr solicitadur Manocl
Pereira de Magalhes.
O Sr. Antonio Aniceto da Silva, que esteve
no engenho l'imenteiras na freguezia da Escada,
qneira mandar.pagar urna letra da quaniia de
792j966, vencida em 10 de junho prximo pas-
semros.
Jos Francisco Arruda da Cmara.
O Dr. Joo Ferreira da Silva mudou-seda
ra do Rangel para a do Livraraento n. 26, so-
brado do Sr. Manuel Buarque do.Macedo, defron-
te de sua antiga habla^ao. A grande pratica de
auscultacao reconhecdi por quasi lodos os seus
collegas desta cidade lorua-o recommendado no
diagnostico das molestis dos pulraes e do cora-
r,So ; assim comop3ra verificar o estado de san-1
de dos escravos que sp desejam comprar. Pelo
crescido numero e variedades de operaces que
ha (eilo cum bom resultado em o exercicio de
mais de 20 anuos, se julga habilitado para priti-
car toda e qualquer operaco cirurgica por mais
delicada e dilFicultosa que seja.
t DENTISTA FRANCEZ. 5
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^
* rangeiraa 15. Na incsina casa tem agua e <
'* p dentifico. *j
XX*.4.AAAA.AAAAAA iUliliAi.XXy
Roga-se aos Srs devedores do estabele-
cirnento lo fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
S3'dio le salilareni seus dbitos na ra do Col-
eg
quarlos, propria para esetptorio, em una das
ras principaes do bairro de Sanio Antonio.
lijas de ouri-
'.) e II, sorti-
obras de
; vender
barato, trocam e recebem para fazer-se
quaesquer joias com presteza, a oontade
dos pretendentes, c se respo.isabilisam pe-
las '/nulidades.
Antonio Joaquim Vidal deseja fallar com os
ll'.ms. Prs. Jos Antonio Peroira, Joo Francisco
da Costa Barradas, Francisco da> Chagas Caval-
canti Pessoa, ou alguem que he perlencer, a
negocio de nossos inteiesses, queiram fazer o
favor procurnr-me na loja de ferragens n. 56 A
da ra da Cadeia do Recife, de Vidal 4 Bastos,
ou annunciem aonde se llics poder fallar.
O consulado suisso incumbido pe-
lo enviado extraordinario da confedera
cao Suissa, no Rio de Janeiro, com a
missao de tirar um contralo exacto de
todos os ctdados suissos residentes as
provincias deste districto consular, sen- tc nitmc xirninv.ro "i > j j
', d i 1 i>- CIIArAb MEDICINAES sao muito conhecidas no Hio de Janeiro e em todas as provincias
do as de rernambuco, rorahyua, Hio deste imperio ha mais de 22 annos, esao afamadas, pelas boas curas que se lera obtido as enfer-
Grande do Norte e Ceara', pede por is- midades aboixo escripias, o que se prova com innmeros alicstados que exislem de pessoas capo-
to a lodos os suissos existentes as ditas
O Sr. thosouriro das loteras manda fjzer pu-
blico que se achara renda todos os dias no es-
criplorio das mesmas loierias na ra do Impera-
dor n. 36, e na casa eommissionada pelo mtsmo
Sr. Ihesoureiro na pra^a da Independa n?. 11 e
16 os bilhetes e meios da quinta parle da guara
lotera do Gymnasio Pernaiuhucauo, cujas rodas
doverao andar impreterivclmeute no dia sabbado
11 de agosto prximo futuro
Thesouraria das loteras 25 de julho de 1860.
O es.rvao, J. U. da Cruz.
SConsiillorio central liomeopalhicofj
DE I
9
3)
IPEBMMiC.
Continua sob a mesma direcrao do Ma- ^
noel de Mallos Teixeira Lima, professo
^ em homeopalhia. As consultas como d"n-
g tes.

Botica central liomc-opatliica
DR- SABINO "o, L riMIO
Novos medicamenloshomeopathicos cl-
viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
Estes medicamonlos preparados espe-
cialmente segundo as necessidades da ho-
meopalhia no Rrasil, vende se pelos pre-
sos conhecdos na bolica central homeo-
pathica, ra de Santo Amaro (Mundo No-
vo) n 6.


i


af
Para seren applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
zcs c de disliucces.
Com estas Chafas-ELecTRO-HACNETiCA.-EPisrATiCAS obtem se urna cura radical c infallivel em
Iodos os casos de nllammacao [cansacoou falla de respirando), sejam internas ou exlernas, como
do ligado, bofes, estomago, baco, rins, ulero, peito, palplacao de coracao, garganta, olhos, ery-
sipelas, rheumatismo, paralysia e lodas as olTeccocs, nervosa's, ele, etc. Igualmente para as di-
ferentes especies de tumores, como lobinho-, escrfulas etc., seja qual for o seu tamanho e pro-
funde/a, por meio da suppuraeo sero radicalmente extirpados, sondo o seu uso aconsclhado por
habis e distinelos facultativos v
As encomroendas das provincias devem ser dirigidas por escripto, leudo lodo o cuidado de
fazer as necessarias explicacoes, seas chapas sao para homcm, senhora ou crianca, declarando a
vidamente registrados nos livros do con- molestia era que parle di corpo cxisle, se na cabera, pesclo, braco, coxa, perna.'p, ou tronco do
cUl., J0 corpo, declarando a circumferencia : e sendo inchac;s, feri'das ou'ulceras, o molde do seu tama-
. __ ,, "no em um pedaco de papel e a deelaraco onde existem, afim de que as chapas possam ser
'Crnambuco o de julho de 1 800___bem applicadas no seu lugar.
3 gerente do consulado, F. Linden. Pdc-se inundar vir de qualquer ponto do imperio to Brasil.
As chapassero acompanhadas das competentes explicacoes e lambem de todos os accesso-
lios para a collocacao dellas.
Consultas a lodas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, em seu cscriplo-
jo, que se achara aborto todos os dias, sem excepcao, das 9 horas da manhaa*s da tarde.
Precisa-sede 4a 5 contos de reis a prftmo
cora hypotheca em nmsobrado de doDrado valor .
qOem pretender dirija-se esta typographi:' para
saber quem '
faz esle negocio.
8 Dr. Augusto CarneiroMonleiro da Sil
U Santos, medico operador e parleiro podi ft
ser procurado na casa Je sua residencio
K na ra do Rangel n. 16. &
o ; <> i o vi*?s >cs & IS & @ -
provincias de advertirem este consulado
dos seus no mes respectivo?, idade, lu-
gar onde nasceram, dia da chegada
ueste imperio, prolissiio e residencia
actual, acempanbados do seus ti tu los
respectivos se tiveram, para serem de-
N>. ra da Saudade, -:asa de sotao
de unas janellas, lia para alugar um
moleque cosinbeiro.
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leile & Gorreia era liquiilcao, o obsequio
de mandar salda seus debites na loja da ruado
Queiraado n. lt).
ARTO ||9
<
Precisa-se de urna ama para casa de hc-mem
solieiro : na ra Direita n. 61.
Aluga-sc o segundo andar da casa n. 55,
na ra do Imperador, lem grande sala de frente
com portao para ooilo, alcatifada c orr d;, do
papel todo novo, lem 6 bons quarlos, sendo 2
com janellas para o oilao, tcni boa sala de jan-
lar, coznha e2 grandes quarlos para pretosoa
sobre-loja, tem cacimba e un pequeo quintal, a
casa est pintada de novo e com aceio preciso
a fallar com Candido Thuuiaz Tereira Dutra, na
ra de Apollo.
Quem precisar de urna ama que saiba cozi-
nhar e coser de portas deniro, dirija-se .i ra
da Cruz n. 18, segundo andar.
Attencao.
Qjem vcr direito as casas terreas da ra da
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.

sm#,
M

Denlisla de Faris.
15 Rita Nova15
92
o.
vala
10.
n. 25 oj na ra do Queimado loja
S
Frederico Gautier. cirurgiao dentista, ^p
faz todas as operaces da sua arte e col- ^'<
to loca denles artificiaos, ludo com a supe- gn
jf**| roridade c perfeico que as pessoas en- ffi
tendidas lhe reconhecem. &
Tem agua e pos denlfricios etc. rA
= O Sr Francisco Aranba de Souza tem urna
carta no escriplorio de Manocl Joaquim Ramos e
Silva, na ra da Cadeia do Recife
PARTIDAS D0BLUD4S
LIGUES PRATICAS
Duas vezes por semana
Quai'tas c sabbados s 7 he ras da noile
UUA NOVA SOBRADO N. 15.
M. Fonsccadc f!c lices da referida materia em su; rasa nos dias
e horas cima indicados. Tambera ir ensinar
nos estabelecimenlos e escritorios daquelles se-
nhores que desejarem assim aprender, nos dias
que ronvencionar.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & I! tKer.
Machinas de coser: em casi de SamuelP.
Johnston & ra da Senzala Nova n. 52.
3Ij O Dr. Casanova pode ser procurado a
fo qualquer hora em seu consultorio liomeo-
3 palhico em Pemambuco
SS 30ROA DAS CUUZE330
^" grande sorlimento de medicamentos em ^g
< unturas e glbulos, os mais novos e bem ca#
<( preparados, os elementos de lomeorjathia ijc
O juiz de paz do 2. dislr co da freguezia
de Santo Antonio da cidade do Recife faz ver so
publico, que elle mudou os dia: das audiencias
do mesmo juizo para as segundes c quintu-fei-
ras a 1 hoia da tarde, visto que o Dr. juiz de di-
reilo do comniercio trausferio as suas audiencias
para as quartas-feiras
m
Grande e novo sorlimento de fazendas de todas as (-via-
lidades por baratissimos preces.
Do-se amostras com penhor.
ai

SlFOp du
DrFORGT
JARABE DO FORGET.
Este \arope est approvado pelos mais cniiurntes mdicos de Paris,
Icumo sendo o melhor para curar consllpacoes, tosse conv lisa e outras,
aUecces dos bronebios, ataques de peito, nitaeOes nervosas c insomnolencbs: urna colberada
pela maulia, e outra noite sao sutlicienies. O effeilo desie exceleute xarope saiis.'az ao mesmo
lempo o doente e o medico.
O dsp'iso na ra larga do Rosario, botica de Barlholomeo Francisco de Souzi, n. 3C.
FI*V
Lindos cortes de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Dilos ditos de ditos de seda de cores
com babados
1 Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
; Romeiras de fil de seda preta bordadas
, Visitas de grosdenaples preto bordadas
com froco .
i Grosdenaples de cores com quadnnhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
' Seda lavrada preta e branca, covado lg e
' Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corle
Cambraioaorlandys de cores, lindos pa-
droes, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Manas de Monde brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodiio bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidadcs, covado
Casemiras dem idem idera
\ Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
j Dilos de merino bordados, lisos e es-
I tampados de lodas as qualidades
I Enfeites de vidrilho francezes pretos e
de cores
I Aberturas para camisa de iitiho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balo de varias qualidades
Tafet rxo, covado
i Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
, Cassas francezas de cores, vari
Collarinhos de esguio de linho mo-
dernos
Um completo sorlimento de ruupa feita
Ra do Brum (passando o chafariz.)
No iepozito Acstc csta\e\eciacti.lo seraje \ia gvanile sovtimea'i de me-
cVMbAsaM o um oseiigeuViosde assuear a saUv.
Vlac'itaas levapw modernas, de golpe cumprido, econmicas le combustivel, e de*acUimoassento ;
Rodas d'agua de ferro com cubos l madeira largas, leves, fortes, e bem bataneada* ;
Canos de ferro, e portas d'agua >ara ditas, e serrillias para rodas de madeira ;
Modada! nteiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
.YL-ias moendas com rodetasmotoras >ara agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhoes tlcazs ;
T.ivas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares ebicas para o caldo, crivose portas de ferro para asfornalhas ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinba ;
Roletas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua,cavallos oubois ;
Aguilhies, bronzes.e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para pt.rgar etc.,etc.
D. W. Bowman confia que'os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela coutinuacao da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer ^s concertos de que podero necessiiar.
sendo casacas, sobrecasacas, paletols,
colletes, caigas de rauitas qualidades
de fazendas"
Chapeos francezes finos, forma moderna
L'm sorlimento completo de grvalas de
*. seda de todas as qualidades
8 Camisas francezas, peitos de linho e de
algodao brancas e de cores
J> Ditas de fusto brancas e decores
Ceroulas de linho c dealgodao
1200 Capellas brancas para noivasmuito finas
8 l'm completo sorlimento de fazendas
3*000 para vestido, sedas, laa e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
15500 covado
Meias cruas brancas e de cores para
lOjOOO meninos
I61OOO Uasde seda para menina, par
LuvasdeGo de Escocia, pardas, para
ljOOO menino
9 Velludilho de cores, covado
8 Velbutina decores, covado
V Pulseiras de velludo pretas e de co-
C res, o par
$ I Pilas de seda iem idem
g L*m sorlimento completo de luvas de
g900 seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
9 lidades
9 Corles de collete de gorguro de seda
J6-0 de cores
9 Ditos de velludo muito finos
1 Lencos de seda rxos para senhora
9 Marquezitas ousombrinhas de seda com
molas para senhora
350OO ': Sapatinhos de merino bordados proprios
para baplisados, o par
9 Casinetas de cores de duas larguras mui-
6j}000 1 to superiores, covado
500 Setim preto,encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
J280 fazenda nova covado
t500 Setim liso de todas as cores covado
Lencos de gorguro de seda.pretos
$600 Belogios e obras de ouro
1 Corles de casemira de cores a
EAU IHIINERALE
NATURALLE I>E VICHY.
Deposito na bolica franceza ra da Cruz n. 22.
NO
Assignaiura da banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias conseculivos. ,........... 109000
30 carines para os dilos banhos tomados em qualquer lempo ;...... 155OOO
15 Ditos dito dito dilo .;.... 8*000
7 ...:.. 400O
Banhos avulsos, aromticos, salgados esulphurosos aosprecos annunciados.
Esta reduelo de procos facilitar ao respeitavel publico o gozo das vanlagens que resullam
da frequencis de um esiabeleciraenio de urna utilidade inconiestavel, mas que infelizmente nao
estando em nosso* hbitos, anda pouco conhecida e apreciada:
camboa do Carmo o. 32, e travessa das Flores n.
27, queira declarar por esle jornal no prazo de
8 dias, ou vir ra do Imperador n. 44, pois es-
lao justas para se comprar.
Aluga-se a loia do sobrado da ra do caes
que segu da casa de delenrao ao gazometro : a
tratar no mesmo sobrado.
Pelo juizo dos feitos da fazenda provincia^
se hao de arrematar em hasta publica, a quem
mais der, os beng scguintes :
Uma cosa terrea na ra do Bom Coso n. l'J,
freguezia dos Afogados, com 18 palmos de lenle
e5de fundos, com pequeo quintal cm aberlo,
e em chaos foreiros, avaliada em 50tf.
Outra dita na mesma ra, cora 18 palmos de
frente eO de fundos, com quintal em aberlo, e
em chaos fureiros, avaliada em 50g, cujas casas
foram penboradas por execnco da fazenda pro-
vincial contra os herdeiros de Joaquim Caetano
da Luz.
Urna casa de laica na ra de MotocoU mi ,
freguezia dos Afogados n. (i A, c< m 25 palmos
de frente e 32 de comprimenlo, com coznha na
saia de deniro, e eni chaos foieiros, em nio is-
tado, avaliada em 70$ ; cuja casa foi penhorada
por execucao da fazenda provincial contra los
Alves.
L'm terreno na Capunga, onde existi a casan.
1 M, com 46 1(2 palmos de frente e 223 dilos de
fundo, em abeilo, c sem beneficio algum, ava-
llado em 2005 ; cujo terreno foi penhoraJo por
execucao da fazenda provincial contra Justino
Alves da Cosa.
L'm terreno no lugar denominado Baixa Verde,
freguezia da Boa-Vista, onde existi a casa 11 lil
A, a qual tern 621)2 palmos de frente e 102 1|2
de fundos, com alguns arvoredos de fructos e ca-
cimba, cercada pelo norte, e a frente, avallado
em 200&; cujo terreno foi penhorado por execn-_
;5o da fazenda provincial contra a viuva de Ma-
nocl Domingues Moreira.
L'ma casa terrea na iiha do Remedio n. 21,
junto a da do viscende de fuassuna, com 30 pal-
mos de fenle e 61 1|2 de fundos, em solo pro-
prio, sem bemfeitorias, avaliada em 3:0008 ; cuja
casa foi penhorada por execucao da fazenda pro-
vincial contra Joao Bap'.ista Sohres, e boje per-
tencente ao Ex.n. visconde de Suassuna.
L'ma casa com um pqueno sitio na ra des
Possos n. 39, cora sufOcieiilc conimodo para pe-
quea familia, e em mo estado, avaliada a sua
renda annual em 72jj; cuja renda foi penhorada
por execucao da fazenda provincial conlra os
7('0* herdeiros de Joao Baplista dt- Sonza /.emos.
Um carro de 4 rodas com todos os seus prr-
tences n. -i, em bom estado, avaliado em 6009 ;
cujo carro foi penhorado porexecino da Fazenda
provincial contra Augusto Ficher.
Os pretendentes comparceam as 10 horas manhaa do di.* 2 do mez de agosto, na cosa das
audiencias, que a ullima prac.a.
Quem precisar do cem a trezentos mil ris
a juro com penhor de ouro dirija-se ra do Ro-
sario da Boa-Vista, casa n. 28, que ai hora com
quem tratar.
jBVBKHCSnEMBHSbTflHfilBBWHHkT7^
Leocadia Morda de MeuduiiQa e seus li-
lhos agradecem cordialmentc a lodas 3s pes-
soas, inclusive todos as pracas do primeiro
balaiho de infanlaria da guarda nacional
que voluntariamente composcram a guarda,
que se dignaram assistir aos ltimos suf-
fragos pela alma de seu mu presado lilho
e iiniao Luiz Francisco Moreira de Mondon-
ga, e aos que acompanharam o seu corpo
ao cemilerio, e pedem desculpa as pessoas
de sua amizsde que nicamente por es-
quecmento deixaram de ser convidadas.
Gabinete Porluguezde
Leilura.
Sao convidados os senhores rcembros Jo con-
selho deliberativo para se reunirem na sola das
sessoes quinla-feira 2 de agosto, as 6 horas da
larde, para o fim de empossar-se o novo conse-
lho eleito em sessao de 29 do corrcnle.
Secretara do Gabinete Portuguez de Leilura
em Pernambuco aos 30 de julho de 1860.
A. B. Noguira,
1. secretario.
V. Grandin,
RELOJOEIRO
agraciado com a medalha de bronze
na exposigouniversal de
Paris de 1855,
concerta rclogiosde todas as qualidades, princi-
palmente os chronomelros francezes, suissos, in-
glezes, por precos n ui rozoaveis; tamhem ven-
de relogios de ouro c pr3la, assim como obres de
ouro ; no seu estabelecimento da ra da Cadeia
do Recife n. 10, onde pode ser procurado.
Acha-se justa e contratada a venda da ta-
berna sita no largo do Paraizo n. 18, perlenccnte
a Custodio Colaco Pereira Jnior ; se alguem se
julgar com direito a impedir esle negocio, com-
pareca na mesma taberna, no prazo de 3 dias.
Reoife 28 de julho de 18C0.
5f50(
t
8
9
S
I
t
l600
*3i0
15200,
2$0('0
lOO
9
i
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2550
250001
lOOO
15600
9
I
*
55000


1 *
w
L1!
(6)
N i na rio Hospicio u. 32 continua-se a forno-
rc comida cora muilo accio e promplido, pelo
bai alo proco de 30$ mcnsacs, almoco e jantar pa-
r.i urna pesso que chega para duas ; e lodos os
domingos ha mi) de vacca.
rrecisa-se de urna ama para cozinhar e
comprar para urna casa de pouca familia : no ar-
nia,:em de Luiz Annes defroulc da porla da al-
faujcga.
Alnga-so na ra do destino n. 4, um mole-
que cozinheiro, copeiro, e tambem compra.
OiTeiece-sc una mulhcr para ama de casa
de pouca familia ou de hornero solteiro : a tratar
r.o ra do Tharol n. 6.
Nesli lypographia precisa-se fallar ao Sr.
Hl^uel Gomos de Figueiredo, que se mudou da
Iravessa de S Jos.
Q.iem precisar de urna criada, filha das
linas dos Acores, que ensaboa, engommaeco-
zinha, o faz lodo o servico de casa, dirija-se ra
da Emperatriz, luja do S'r. Puggi, a tratar com a
mesma.
Balando em litigio a propriedade do enge-
nho These, sita no termo do Bonito, e constando
que alguna moradores Iralam de fazer planlacoes
de cafetn Ierras da niesnia propriedade, para
qnc cm lempo algum nao possam allegar coi seu
favor a ignorancia, o abaixo assignado protesta
por este annuncio contra tal procedimento.
Mauocl Antonio Soares da Fonseca.
Armaco.
*
Vende-se urna armario com pouco uso, serve
para deposito de massas, e tera balco de amb-
rollo ; tambera se vende urna batanea de colum-
na de latao, propria para botica e outro qualquer
Cjtabolecimenlo ; na ra da Imperalriz n. 82.
Precisa-se de um caixeiro que tenha prali-
. a de t iberna e do fiador, a saa conducta : a tra-
tar na travessa do pateo do Paraizo n. 16.
Age acia de passaporle e folha
corrida.
i i lino do Rogo Lima tira passado para den-
tro c fura do imperio poi commodo preco o pres-
, na ra da Ptaia, primeiro andar n. 47.
Profiri diodos de Oliveira deixou de ser
eaixeiro do abaixo assignado desde o dia 27 do
crranlo.Joio Jacintho de M. Rez.'nde.
Precisa se de urna ama de leite (sem filho.l
' nar urna menina recenlemente nascida, e
SC hora pagamento ; a tratarnos Coelhos, casa
de portao com 2 leocs.
Precisa-se de um lio netn solteiro
que tenha pratici do fabrico.de vinagre,
para dirigir urna fabrica for.i da pro-
vi i Lia : quem se acbar nestas condicedes
[ii zer dirija-se a ra doPies junto e
caixa d'agua n. 46 A.
O abaixo assignado, cncarregado da desin-
> como dora constar aos aeohores inspecto-
r-e de quarteiro, pela circular do Illm. Sr. Dr.
de polica aos senhores subdelegados, a
qual datada de tO-de maio correnle, faz ocen-
le ios seiiliorcs inspectores, que logo que se de-
rin casos de angina, escarlatina e ouras moles-
tias que grassam epidmicamente, aviscm ao
n no abaixo assignado para mandar proceder
a lesiufeccao como por ordem superior foi deter-
iniuado.Jos da Rocha Paranhos.
Gabinete particular, aonde se ensinam in-
ladamenle as sciencias e bellas-arles se-
(a para o approveitamenlodj rrocidade, di-
rig lo por I. Pachinetli, na ra Direita n. 8'J,
l :..,io andar, cm lodos os das uteie, dis 6
horas da larde at as 10 da noite. Sciencias
lit!" as italiana, grega e fiaicoza, grammalical-
il irte, ler, escrever. traduzir c fallar. Bellas-
arle: : piano e can loria italiana pelos melhorcs
iu lliodos, rabeca com sua competente escola de
ai violo, oxceulado imilaco do piano, con-
li | mo severo com fugas e caones, enswar-se-
h i .-no-Jo de aliar a rabeca em differentes ma-
nen paraos harmnicos, a uso Paganini. Re-
cebem-se quaesquer composiedes a fazer, qur
raes, qur ecclesiaslicas, e psra aualquer
. umenlo
Quera livor um sitio pcrlo di praga com
ilar, arvoredo Je fruclo e pa-to para sus
;! OU i vacias annual, c o lueiio lug.ir,
di ja sea ra dj Apollo, casa n. 30, segund
andar.
Aluga-se una boa casa terrea em S. Jos
H'inguinho, quasi defronte da igreja: trata-
ruado H-rum n. 16, armazera de Manoel
li de S.i Araujo.
^ rendo-se annunciado que os das de [iraca
o dePemambuco n. 170 de 2 do correle]
ser arrematada a escrava Aquilina, porten-
ao casa! da tinada I). Mara ll'jsa d'Assump-
i3u os das 27 e 31 do correnle, e 3 de agos-
ximo rindouro; convem e de direiloque
dil escrava estoja presente nos mencionados
I o le que os pretendemos possam ajuzar
I v1 a qoo poderlo cliegar, visto ser o seu
val de 1.60(l.j,pi-ico pelo qual foi parlilhada.
Engomma-se e lava-se com per-
f< iro : na ra (fas Agas Verdes n. 96
Alugam-se 2 escravos para qualquer sorvi-
luraute o dia somenle : na ra doSeve, casa
unloao sobrado de cinco varandas.e vizi-
grande (asaque se est fazeado para o
ij | mu -.ii Provincial.
Descja-se saber de parentes ou familia de
lo iquim Jos Pereira de Torres, casado com Jo-
i Mara Rodrigues, qne residiam em Olinda,
annos de 1820 a 1822, livoram tres lilhos,
um foi para Portugal e os oulros licaram aqu ;
m se Pilippe um, e o outro Vicente, e for-
u im-se ambos em d-rcito : a pessoa que bou-
b fara" favor dir0'ir-sc ra do Queimado n.
1 loja de M. R. deCarvalho.
O arrematante das brreiras da Capunga e
zuinholem resolvido cobrar do 1. de julho
em diaiile, a laxa na occasiio em que por ellas
rem os animaos e vehculos (ida e volts),
faz i:do omento excepcio dos assignantes que
iii d /. lindo, e ajustaren) a assignatura dos se-
gu ntes.
No da 27 do correnle, pelas 6 horas da tar-
6 isapparecou da ra da Cadeia do Recite um
b o preto, carregado com 3 saceos de farnha :
qu no o livor pogido, far favor leva-lo ao cn-
o Camassary do Sr. Miguel Augusto de Oli-
vi ., a quem pertence. ou nesla praca a Manoel
Ig lacio de Oliveira & Filho, no largo do Corpo
Sa .lo n. 17, escriplorio.
Alerta!!!
rugi do quarteldecavalhria no dia
21 doco:reiiteraez, um cavallo alazfio,
pequeo, declinas grand s e marcado
d i quartoesquerdo comon, 23: quem
o tiver reti Jo em seu poder e quizer ler
a bon Jade Je remelle-lo aquelle lugar,
-' gratificado conscienciosamente.
O abaixo assignado declara ao
publico que desde o dia 15 do corrente
deixou de ser prof'essor de latim do col-
legio do Sr. Jeronjmo Pereira Villar.
Recife, 17 de Julho 1860.
Manoel Francisco Coe'.ho.
PRACA.
i lendo hiriJo audiencia do Illm. Sr. Dr.
jaiz dos feilos dnfazenda, no dia 26 do corrente,
flea transferida para a de 2 do prximo mez d
ag -lo, a venda da casa terrea com sutao sita na
ra da Palma n. 27, avahad* por 2:800, penho-
r.i !.. pela fazenda a Jos Hygino de Miranda,
como fiador do ox-collector da Boa-Vista Antonio
Geraldo deCarvalho. Recife 27 de julho del850.
O solicitador, F. X. P. de Brilo.
Na hvraria ns. 6 e 8 da praca da Iodepen-
d en :ia precisa-se fallar ao'Sr.alferes Thom Go-
mes \icira Lima.
A pessoa que annunciou encar-
regar-se le roupa para lavar em um si-
tio Ja Cipunpa defronte do Sr. Alan-
tes, queira dirigirse a ra das Cruzes
n. 20, segundo andar.
Compram-se quaesquer nmeros
do Diario de Pernambuco de 1825 a
1835, estejam ou n3o certas as c llec-
Qoes ou faltem nmeros : na livraria n.
6e8da praca da Independencia.
Compra-se ouro em moedas de 20$ brasi-
leiras, e 16& portoguezas : no escriplorio de Ma-
noel Ignacio de Oliveira & Filho no largo do Cor-
po Santo.
_ Compra-se um escravo de meia idade que
nao tenha vicios e achaque, e que sirva para o
servido externo de urna casa de familia : a tra-
tar na ra do caes que segn da casa de delen-
cao ao gazometro, na casa assobradada mar-
gem do rio.
Corapra-se um sobrado de um andar e so-
15o dous andares e sotao, sendo em boa ra da
freguezia de Santo Antonio, e tendo sufficientos
comroodose quintal trata-se na ra do Livra-
mento n.29, segundo andar.
Compram-se es-
cravos.
Compram-se, vendem-se e trocara-se escla-
vos, na ra do Imperador n.|79, prioieiro andar.
DIARIO DE PERWAMBUCO. QARTA FEIBA 1 DE AGOSTO DE 1860.
Vendas.
. M NOVA
Loja de miudezas na roa
Direita N. 8$,
vendem-se las para bordar da mais Ana que ha
a 7j500 a libra, luvas de aeda er feiladas para se-
Pianos
sem
Coral.
Vende-se verdadero coral de raiz, na ra lar-
ga do Rosario, passando a botica, a seaunda loja
de miudezas n 38, rap de Lisboa, e muilas
mais qualidades de rap ; assim como muilas
miodezaa muilo em conia ; o s vista do com-
prador se dir o preco de ludo.
Chegnem ao barato
O Pregula est queimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pec.as de brelanha de rolo cora 10 varas a
25?, casemira escura infestada propria para cal-
cha, collete e palitoU a 9G0 rs. o covado, cambraia
organdy de muilo bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muilo fina a 33>, 43>, 5,
e 63? a pera, dita lapada, com 10 varas a 5!> e
655 a peca, chitas largas de molernos e escomidos
padres a 240, 260 e 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino eslampado a "je 85,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 95 cadi um, dilos cora urna s pal-
ma, muilo finos a 8J500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 5*, lencos de cassa com barra a
100, 120e 160 c ida um, meias muilo finas pa-
ra senhora a 45? a duzia, ditas de boa quadade
a 3?? e 3#500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenlios, para coberu a 280 rs. o covado, du-
las escuras nglezas a 59900 a poga, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 13,
15200 e I3J600 a vara, dito proto muilo encor-
pado a 15P300 a vara, brilhantina azul a 4()0, rs.
o covado, alpacas de differentes cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretas finas a 29500, 3f e
35500 o covado, cambria prela e de slateos a
500 rs. a vara, e outras muilas fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
Veodo-se;uma negra fula, bonita figura,
moca, coznha, engomma sofTrivelnieute e costu-
ra, e lavadelra, o quera a comprar se dir o mo-
tivo por que se vende : na ra do Brum n. 16, ar-
mazem de Manoel Jos de S Araujo.
Tachas para engento
Fundigao de ferro e bronze
DB
Saunders Brothers & C. tera para vender em
seu armazem, na pra$a do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres.
nhora \ 2>7d"ilVs"de^goVaVp"r'h7mem"a^3b' I SL ESES Dara este clima.
bonecas de choro a 440. 500, 610 e 800 rs.. bo'- \ PQUMUMI BW6W W6SWCW9WW
loes de osso a 240 a groza, dlos brancos de louca '?
a 140, ditos de cores a 160, bolsas pira meninas
de escola a 5J500 e 65, lesojras finas a 1S e
28800. facas oitavadas a 2J800, ditas cravadas a
3J, ditas de cabo de balanco. dous botoes.a 6500,
a duzia, caivetes Dnos a lg60J, ditos a 2J800,
grozas de penna de ac de lamia a 1JJ200, ditas
de mozinha a 1^400, tinleiros iiroprios para via-|
gem a 320, obreias de cola a 100 rs., resmas de
papel de quadrinbos a 4^300, c.iixinhas de papel
sorlidas em cores a 1J, ditas de quadrinhos a
800 rs., fo'has de papel arrendado e anvelopes a
140, ditas com flores a 160, pcnles de alisar de
baleia a 240 e 280, dilos de borracha para bichos
a 440. ditos Irsvessos para meninas a 640, "ditos .
de massa para alar cabello a 90) rs., ditos vira-
dos a imitaco de tartaruga alj!600, ditos doura-''
dos a 1$800, ditos de alisar de borracha a 600 rs.,
dilos de bfalo branco para bichos a 280, ditos'
para alisar a 500 rs., linha do guz branca a 800 c !
1S, dita preta a 900 rs., miada de linha de peso
a 120, linha para marca a 20 rs fitas com col-1
cheles a 500 rs. a vara, pe^a dj galao de linho
com 10 varas a 1J500, dila de bico com
C7" Vendem-se superiores camisas de
fustrto edilas de madapolo muito fino a
2*. cortes de casemira ingleza de quadri-
nhos de superior quadade a 4fl;500 e 5#,
colletes fetos de gorgurao de seda e dilos
de fuslao a 3J500 e 4i, calcas de brim de
cor a 4J, cortes de superior barege de se-
da a 20j> e as modernas victorias de al-
paca de seda para vestidos de senhora a
700 rs. o covado, tambem se vende saias
balo muito boas de mucselina e ditas de
madapolo a 48500 e 58, gollinhas de li-
nho a 640 rs., de todas estas fazendas
existe urna pequea porcio que se vende
por este preco para acab'ar : na loja de
Augusto & Perdigao ra da Cdeia do Re-
cite n.23
n 10 varas ~""" Arados americanos e machinas
a 600, 800. U e 18400, ditas de renda a 600, 800,l Dara lavar rouriA cm r3n rt c D i~
900 e l3i>0, babados do Porio a 120, 140 e 180 T roupa em casa de S. P. Jo-
a vara, pecas de tranca de la de caroc a 60 rs.,
Dtai de seda tarrada de largura de 5 dedos com
pinta de mofo a 320, dilas finas 1 60 a vara, cai-
xnha com grampas a 60 rs., toreadores de Jaca-
randa a 2j>6u0, dilos a 3*200 o rs.. cartas finns porluguezas a 8700, dilas finas
francezas a 2g80e 38800 a duzia, anvelope sor-
lido era cores a 19280, lamparinas para tres me-
zes a 60 rs., ditas para seis meies a 100 rs., sa-
patinhos do merino proprios para baplisados a
1S200. borzeguins de la a 800 e 900 rs., ataca-
dores chatos de algodao a 60 rs., ditos rolicosa
100 rs gravatiuhas a Tinaud a 18400.
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
Alcatifa.
Campos & Lima, na ra do Crespo n.
16, tem para vender alcatifa com 4 pal-
mos de largura de muito boa quadade
e propria para alcatifar, salas e igrejas a
800 rs. o covado, dinheiro a vista.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos de lodas as nacoes po-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiraraente saos depois de haveremprega-
do intilmente oulros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencerdessascura maravillosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha inuilosannos; ea maior parte
della sao tao sor prndenles que admiran; os
medico mais celebres. Quantas pssoas reco_
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer a
amputacaol Dellas ha muilas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seuao
subraetterem essa operaco dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu recouhecimento declararam es
les resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti.
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
'ivesse bastante conflanca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
raentratatoquenecessitassea natureza domti.
cujo resultado seria prova rincontestavelmente
Que ludo cura.
O ungTHento e til, mais particu-
larmente nos seguales casos.
i
Chita

Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas deferro fundido, assim Novas sementcs de hor-
largas, francezas, riquis-
simos padres, a 240
rs. o covado,
tendo enlre ellas miudiuhas, e de quadros, de
mu lindo gosto ; na ra do Queimado, loja n.
18 A, esquina que volta para a ra estreita do
Rosario.
Bolinas de Mili.
A 13,^000
o par do botinas para homem, sendo do pellica,
cordavao, bezerro, e de pellica g;aspiado dc-cou-
ro de lustre : na la do Crespo, loja amarcHa
uumero 8.
Grande pechincha,
Para acabar.
Covado a 200, c 2<>0 rs.
No armazem da ra do Queimido n. 19, ven-
de-se chit francesa fiua, cores ;lxas, a 200 rs. o
covado, cambraia miudinha a 200 rs. o covado;
por a fazenda ser muito barata nio se dio amos-
tras ; venliam antes que se acabem.
Em casa de Rabe Sel mettan &
C, ra da Cadeia n. 57, vendem-se;
elegantes pianos doafamido fabrican-'
te Traumann de Hambur,;o.
Potassa da Russia
E GAL DE LISBOA
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e de uperior quadade, assim como tambem
cal virgem em pedra: ludo nor orecos muilo
razoaveis
GRANBE SORTIMENTO
DB
iFazendase obraseilas!
[GesBastOi
Alporcas
Caimbras
Callos.
anee res.
Cortaduras.
Dores decabeca.
das costas.
dos merabros.
t-nfermidades da cutis
em ge ral.
Ditas doanus.
Erupces e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas
tnchaces
Inflammaco doflgado.
InQammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Malos das pernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
l'ulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
dasarticulacoes.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a80O rs., cada bocelinha contdm
urna instrucco em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22. em Ter-
natbu.io.
NA
c armazem
DE
20
Champanha,
Campos & Lima, na ra do Crespo n.
16, tem para vender uraaporcao de gi-
gos com champanha de superior qua-
dade a 20 o gigo.
como se faz e concerta-se qual-
talice,
quer obra tanto de ferro fun-irindos no vap0r Portugal choga
(Hdo P.Omr hntidn vende-sa na toja de ferragens na ra da Cadeia do
I Recife n. 5G A, de Vidal & Raslos.
DE
c^
Neste armazem de molhados con-
i a
linua-se a vender os seguintes gneros abaixo mencianados de superiores qualidades e mais barato
LVroprieUriS.qU,lqUer Parl6' Pr S6rem 3 ma0r Parlft dellC reC0bd0S em dre?tura por com"
Manlciga ingleza c vauceza
t!lukSam!^fyS,o^n,laeU,nfaO aomercado de60a 800 rs- aIiLra cm barril
Quejos tlamengos
?,,Unln rnIS rcPcenlcm?nle chegados no ullimo vapor da Europa de 1700 a 3-3 e a vista do (tasto
que o freguez fuer se far mais algum abatiraenlo. g
Qucijo \valo
os mais, novos que existem no mercado ala libra, em porcao se far abalimento.
A.me\x.as vanecz^s
ponr1355)mlelll21brapOrlS50rS',eCm"^^ de vidr<0 contendo cad3 uma 3 bra
MuslarAa ingleza c franceza
em frascos a 60 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Vcr&aaeiros iigos de comadre
ai caixinhasde 8 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a 1$600 rs.
liulacViuYia ingleza
a mais nova que lia no mercado a 210 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4.
Potes vidrados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1#000 rs. cada
JVmeudoas confeiladas proprias nara sorles
de S tToao
alga libra e em frasquinhos, contendo 1 1[2 libra por 2fl.
Cha \iveu>, nyson e pcrola
os melhores que ha nosle mercado de I56OO, 2$ 2jj500 a libra.
liaeas em caixinhas de 8 libras
contendo cada urna dilTcrenles qualidades a 4$>00.
Palitos de denles iiehados
em molhos com 20 macinhos cada um por 200 rs.
Tijolo francez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e Vrancezas
em latas e em frascos de differentes quilidades.
Presnntos, clionri^as e naios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
lalas de bolachinha de soda
um.
Compras.
Compra-si es:ravos de ambos os sexos de 12
a 25 annoa.psra fra da provincia, se tiverera boa
figura e forera" sadios, paga-se bera : na ra Di-
reita, no escrpt.irio de Francisco Malinas Pereira
da Cost3 a. CC.
de differentes qualidades a lj500 em por^o se far algum abalimento.
Tambera vendem-se os seguinte's gneros ludo recenlemente chcado e de nnorin
res qualidades presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, marmelada do mais afamado u
bncante de Lisboa maca de tomate, pera secca. pascas, fructas ern calda, amenZs nozes f
com amendoascobertas. confeites, pastUhas de varias qualidades, vinagre branca. B( rdaiix nmnr?n
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, macas toSduLaStedX!?
mamullo fina, ervilhas francezas.champagne das mais acreditad","
spermacelebaralo, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeitedoce Scado azef-'
touas muilo novas, banha de porco refinada e outros muilo gneros que encoStra'ric lendeiltes a'
molhados, por isso prometlem os proprietarios venderem por muito menos ^ que outro qualquer
prometem mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem por outras pLc,prati2a como
e viessem pessoalmente ; rogara tambem a todos os sanhoresde engenho e sniores avrado^
o ndi"o"MVn enCOmmeadl,S a0 armaiem PrSresso 1ue se lhes *W la quTdade e
; Na ra do Queimad) n.
-46, frente aniarella
Grande e variado sorlimenlo de sobre-
f casacas e casacas de pannos finos prctos
| o de cores a 285. 305 e 35g. paletots dos
mosmos pannos prelos e de cores a 28g,
g 203 229 e 259, ditos de casemira mcscla-
g dos desuperioi gosto a 16j e 183, ditos
B das mesmas casemiras saceos modelo
| inglez 109,125, 14* e 15. dlos de al-
ia paca preta fina saceos a 49, ditos sobre-
I casa tambem de alpaca a 7jj,83e 99, di-
| tos de merino selim a 109, ditos de me-
| ri de cordo a 9j. calcas pretas das
fi mesmas fazendas a 59 e rjj, colleles pa-
| ra luto da mesraa fazenda, palciots de
brim trancado a 5$, dilos pardos e de
I fusto a 4 e 5$^ calc.is de casemira de
cor e pretas a 73, 89" 9$.c IOjJ, ditos das
I mesmas casemiras para menino a 6$, 79
Pe 89, ditos de brim para homem a 33,
i 39500. 43 e 53, dilos brancos finos a 53,
* 6$ e 73, dilos de meia casemira a 49 e
I 53, colletes de casemiras preta e de co-
res a 5$, e 69, dilos de gorgurao de seda
I brancos e decores a 53 e 6$. dilos de
velludo prelo e de cores a 9,{ e 103. ditos
I de brim branco e de cor a39, 3g500 e49,
patots de panno fino para menino a
I 159, I69 e 189, ditos de casemira de cor
* a 7J, 83 e 93, ditos de alpaca a 33 e 33500, .
^ sobrecasacas de alpaca tambem pa.-a me- ^
^ nio a 53 e 63, camisas para os meamos S
3S de cores e brancas a duzia 15$, lGj e 205, Jf>
^ meias cruss e pintadas para menino de eff
?P todos os lamanhos, calcas de brim para ?|
M os mesraos aS3500 e 33," colarinho de li- [8
nho a 65OOO a duzia, toalhas de linho pa- M ra mos a 900 rs. cala urna, casaveques 32
ff de cambraia muilo fina e modernos pelo JP
* diminuto preco de 129, chapeos com abas |g
S de lustre a 59, camisas para homem de 55
1| lodas as qualidades, seroulas para ho- ai
X mera al69, 203 c 253 a duzia, veslimen- S
j|| tas para menino de 3 a 8 annos, sendo j*
ar calca, jaquetae colotes ludo por IO3, co- ?
9 bertas de fustao a 63, toalhas de linho g
a para mesa grande n 7 e 83, camisas in- *
H glezas 110vamenle chegada a 36$ a duzia. fk
Na fabrica decaldeireiro da ra Imperial,
junto a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha uraa grande porcao de folhas
de zinco, j preparada para lelhados, c pelo di-
minuto preco de 1 0 is. a libra.
Sabao do deposito do Rio
de Janeiro.
Vendem por preco mdico, Almeida Comes,
Alves & C. na ra da Cruz n. 27.
Grande pechincha
Cassas muilo finas francezas, covado a 240 rs.,
assim como chitas francezas a 200, 240 e260 rs.:
na ra do Queimado n. 44 ; a ellas, que se
acabam.
Vendem-se essencias para tirar nodoas de
gordura, cera, etc., etc., em panos de la, sedas,
sem alterar a cor nem o lecido : na loja de ca-
bos, no largo do Corpo Sanio n 21, esquina da
ra do Encantamento.


enele-sc
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Teitosparacamisas.
Biscoutos.
Emcasa de Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
Vendem-se
Rclogios de onro.)n ,
Sellinsinglezes.. .j,alenle-
No escriprono do agente Oliveira.
Urna casa terrea com
sotao.
Vende-se urna casa torrea era chaos proprios,
sila cm Fra de Porlas, lado da mar grande!
ra do Pilar n 53 : a tratar na ra do Brum n
16, armazem do Mauoel Jos de S Araujo.
Fazendas finas e
roupa feita.
Angosto & Perdigao.
Com loja na ra da Cadeia do Recife n. 23
vendem e dao amostras as seguintes fazendas :
Corles de vestidos de seda prelos e decores.
Corles de ditos de barege, de tarlalana e de ga-
ze de seda.
Cambraias decores, brancaso organdys.
Anquinhas para saias, saias balo, de clina, ma-
dapolo e bordadas.
Lencos de lahyrintho do Aracaty e francezes.
Chapeos amazonas de palha e de seda para se-
nhoras e meninas.
Enfeiles de froco, de vidrilho e de flores.
Pentes de tartaruga, imperalriz e outros gostos.
Manguitos e golas, ponto inglez, francez e mis-
saega.
Vestuarios de fustao, de 15 e de seda para
crianca.
Manteletes, taimas e pelerinas de differentes qua-
lidades.
Chales de louquim, de merino e de la de pona
redonda.
Luvas de pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de bload, mantas de dito, capellas e
flores solas.
Sinturoes, camisas de linho e esparlilhos para
senhora.
Perfumaras finas, sabonetes e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas e palelots de panno preto
e de cor.
Palelots de alpaca, do seda e de linho.
Calcas de casemira de cor, prelas e de brim.
Camisas de madapolo, de linho inglez e de la.
! Seroulas de linho e de meia.
Malas, saceos, apetreixos para viagera.
Chancas para invernos, bolinas de Meli e outros
fall icantes.
Chapeos do Chy. de massa e de feltro para ho-
mem.
Charutos manilha. havana Rio de Janeiro c
Babia.
Ameadoas confeitadas para sor-
tes de S. Antonio, S, Joao e S. Pedro e
tambem pora presentes a 2$ o frasco,
vende-se na loja de Leite & Irmao, ra
da Cadeia do Hecife n. 48.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bellosorlimenlo de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesraos.
Espirito de viulio com M
graos.
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
(tros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas na ra larga do Rosario n. 36
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston 4 C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhoes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de yela, chicote para carros, e
montana, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relojzios d'ouro patente imjlezea
Vasos, figuras, pinnas e
globos de louca para
jardime portees.
Vendem-se por prejo commodo, na ra do A-
morim n. 41.
Para liquidar.
Na loja que foi de Claudia no Oliveira
na ra da Cadeia do Recife n. 55, ven-
de-se fazendas de muito bom gosto e por
menos de seu custo para liquidar-se, os
freguezes encontrarSo um bello sorti-
mento do que bom e barato.
45- Ra Di rala- 45
Esteeitabelecimento offerece ao pu-
blico um belfo e rico sortimento por
preqos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes...... 10,s000
Ditos aristocrticos...... 9#000
Ditos burguezes........ 1#000
Ditos democrticos...... 6000
Meio borzeguins patente. 6#500
Sapa toes nobreza....... 6000
Ditos infantes......., 5$000
Ditos de hnlia (3 Ii2 baterias). C$000
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapatos de salto (do tom). 6$000
Ditos de petimetre...... 5$000
Ditos bailarinos. ,...... ,~,s500
Ditos impermeavis...... 2$500
Senhora.
Borzeguins primeir classe (sal-
to de quebrar).......5#000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). .,,...,. 4'800
Ditos todos de merino (salto
dengoso).........IfSOO
Meninos e meninas.
Sapatoes de forra. ...... '000
Ditos de arranca........5^500
Boizeguins resistencia 4# e 5800
LOJA DO VAPOR-
Grande e vanado sorlimenlo de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas c perfumaras
ludo por menos do que era outras parles : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILTJLAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, compotjo lnteira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delectcria.Be
nigno mais lenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto o seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta ;
inteiraraente innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doenc,a3 de qual-
quer especie egro por mais antigs e tenazes
que seiara.
Eutre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muilas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso: conseguirn!
recobrar a saude eforcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devora entregar-se a de-
sesperado ; facara um corapetenle ensaio dos
efcazes efleitos desta assombrosa medicina, e
prestesrecuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias[raalde).
Aslhma.
Clicas
Convulses.
Debilidade ou eitenua-
cao.
Debilidade o u/falta de
forcas para qualquer
cousa. \
Dysinteria. '
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dur.eza no ventre.
Enfeimidades no ventre.
Diiusiio ligado.
B'las venreas.
Enxaqueca
Herysipea.
pebre biliosas
Febret internitonte.
Febrcto da especie.
Gotta.
Heniorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inilammacdes.
Irr eg u laridades
menstruacoo.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao devertre
Phlysica ou consin.p
pulmonar.
Retencao de ouru.
Rheuraatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. ada urna
dellas, coutem urna instruegao em portugu>z pa-
ra explicar o modo de se usar deslas piluW?
0 deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceulico. na ra da Cruz n. 25, em Per-
namb o-
Botica.
TJariholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguinte medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contrasezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DilaSands.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febreaj.
Ungento Hollway.
Pilulas do dito.
Ellixiranti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, do 2 oncas
121ibras.
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o aual vende a mdico
pre o
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de N. O. Bieber d C. : ra da Cruz
n. 4.
S Seguro contra Fogo |
( COMPAHHIA
BKUTHEiM
! LONDRES g
AGENTES |
| G J. Astley & Companhia.!
para
Vende-se
j Formas de ferro
I purgar assucar.
I Enchadas de ferro.
| Ferro sueco.
Ac de Trieste.
Estanho em barra.
| Pregosde composicao.
Brim de*vela.
! Agurdente de Franca,
I Palhinhaparamarcineiror
I no armazem de C. J. As-
| tley A C.
i
- Vendem-se carneiros gordos e baratos ; na
ra do Cotovello, padaria do lcao do norte.


PUMO DE PERNAMBUCO. QVkKVk FE1RA 1 DE AGOSTO DE 1860.
euGii&x&x
DE
Ilflii,
Sita na roa Imperial d 118 e 120 juato a fabrica de sabao
DE
Sebasliao J. da Silva dirigida por Francisco Belniiro da Cosa
NP
[de
para
mclhores
de tod
de
ferro para rodas d'agua,portas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de conre e" chumbo de'todas
as dimenooes para encmenlos camas de ferro cora armacao e sera ella, fugos de ferro potaveis e
econmicos lachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadciras, cocos
para engenho, folha de 1-landres, chumbo era lele barra, zinco em lenrol e barra lsices e
arroellasde cobre, Ienrous do ferro a laiao,ferro suecia inglezde todas asdimns5es

Trapiche de depsitos, al-
fandegadon. 19.
Largo da assembla.
Ha continuamente para vender nesle trapiche
saceos de feijao mulatinho muilo novo com 6 al-
queires, farinha de mandioca di diversas quali-
dades, millio, trelo superior em saceos muilo
grandes, arroz do Maranhao, cera de carnauba,
courinhos curtidos, sola e palhade carnauba, lu-
do por preces eommodos e em grandes porcoes i ^Si>3
ou a retalho, conforme a vonlade dos compra- j j|^
dores.
xnICA VER DAD EIRA E LEGI
TIMA.
llillilliillllllll-llllliilllllilllil^
GRANDE ARMAZEM
DE
C)



Rua Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicao dos Militares.
Acha-iena direccao daofficina deste acreditado armazem o Ii"b
3S artista Franciico de AssisAfellar, antigo contra-mestre do fallecido M
#| Manoel Jos Ferrara. O respe.tavel pabl.co continuara' a encon-
Grammalicaingle-
za de Ollendorff.
Novo metIiod: p,\ra aprender a lr,
a esc ever e a fallar nglez em 6 mezes,
p^ obra inteiramente nova, para uso de
'^ ,,0tlos s eitabeleciincntos de instriurf o,
Sgg pblicos e particulares. Vende-te na
8 I pra^a de Ptdro ll (anl!S largo do Col-
ige ,legio) n. 37, segundo andar.
!|1 trar em dito armazem
um grande e variado sortimento de
S<$
coberlos edescobertos, pequeos e granr-".. de
ouro patente inglez, para homeni a senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
nglez : em ca? de
noi iinuuui-c igcuiLuiiiis uu ciiiiiifiu ue mercurio ^-xxn> ,.
des >nhos ou moldes que para la Mira forem aprontados/* Reeebem-s ecmmedaV'ste esta- ulceras e erin cues que resultara da impureza do ^3 convencionado.
lelecimento na ruado rum n 28 A e na rua do Collegio hoje do Imperador n. GSinoradia do cai- sangue.
,e_\ro_ .u.c? A JiC-e.n-0-0_s.e Joacluim da Gosta l ereira, com .juera os orleudenles se podem
entender para qualquer obra.
CAUTELA.
D. T. Linman & Kemp, droguistas por ala-;
Fazcnilasporbaixos procos Graiva em beelii>as.escbo
Ra do yueimado, loja rS0tB!1i11,,*1,ii'ere por?5es e a rt,a,ho nhue l,0Jsc vende nesle imPerio ww*r;
de 4 porlas n. 10 'lodos 'iue~a>-lles os u,,i os r*"***! da re-
Anda rcslam algumas fazendas para concluir
a liquidaclo da firma de Leile& Concia, asqu3es
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as seguintcs:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
alGOrs.
Ditaslargas, francezas, linas, a 250 c 200.
Hijeados [raneczes de cores fixas a 200 rs.
Cassasde cores, bous padroes, a 2-SO.
Brim de liuho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim tranrado branco de linho muito bom, va-
a, a IJOOO!
Corles de caira de meia casemlra a 2g.
Ditos de dita de casomira de cores a 5J.
r.mno prcto fino a 3j} e 4#.
Sleias de cores, finas, para homcm, duziaa
icsoo.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1>.
Meias brancas linas para seuhora a 3g.
Hilas ditas muito finas a 4g.
Ditas erijas finas para hornera a ij.
Cortes de colletcsde gorguro de seda a 2.?.
Cambraia lisa fina Iransparcute, peca, a 45.
Seda [ireta lavrada para vestido a 15600 e 2g
C irlus d>! vestido de seda preta lavrada a 16-5
Lencos de chita a 100 rs.
Lia de 'iadros para vestido, covado, a 560.
I'eitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, lingindo seda, covada
ra 00 rs.
ntremelos bordados a 200 rs.
Camisetas pira.j>enhora 1 610 rs.
Ditas bordadas finas a 2g500.
libas de linho para mesa a 2 e 4JJ.
Camisas de meia, urna G0 rs.
Lencos ,: seda para pescoco de seuhora o
560 rs.
Vesti! i- brancos boriados para baplisar crian.
ras a 5j)O0O.
Cortes decalca de casemira preta a 6?.
I h os de merino cem franja de seda a 53.
I >9 de calca de riscododo quadros a 800 rs.
M.-ria verde para vestido de montara, cova-
do. 1^280.
Lencos brancos de cambraia, a duzia, Sf.
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recifen. l8, primeiro andar.
DELIQOSAS L irtFAiLIYEIS.
cado New Yoik, aegam-se obrigalos a prevenir
o resdeilavel publico para desconfiar de algumas
tenues iii.it.-icoes da Salsa Paitilha de Bristol,
a
Progresso na cidade da Victoria
DE
guuiiuar
ecoDomicos
a 5,$00.
Estes magnficos fer-
Francisco Xaxier de Salles Cavalcanle de Almeida
NO
Palco ta Feira.
armo ar. i06'13 d Dr- Brisl0' ''^do-liie comprado no 8D- |
enos uc en-node 185G. jg
Casa nenlnima mais ou pes.-oa alguma lem .^
direilo de fabricar a salsa pairilhadeBiisiol, por- 5
que o segredo de sua preparaja acha-se soraen- "^
le em poder d.s referidos Lanman & Kemp. "S^
Para evitar engaos com.le.-aprcciaveiscoinbi- ^
ros acharo-se a venda ns^cs (le dro s perpr0 UM pessoas que qui- ^ t .
no armasen, de fazen- zerem comFa=q % ^ ^as queqm g 0 propMelano deSle tjtobeleeimeiilo. como se scha com um granJe o complelo sorti-
los l.-ile & Irmo. ra osseguintes signaes, sera os quaes qualquer ou-' M T' f avmolhailos' fe;ragens e miudezas convida portanto a lodos os moradores
da lmperatriz n. 10. ; ira preparacao falsa: j M desla cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores queram mandar suas
As melhores machinas decns^r ria .U l- U envollo'io lIe fora e?l 8vado de urala-'l enr(0mmeniias o Progresso do pateo da Fei.a, pois s ahi encontraro o hora e baraio,
aTamdo. TtoZ Cv V L ,do sob u'"a J ^co, Hiendo ao p as ^ T **"?* T resclv,do a vendfi.r. lanI em g, como a retalho, por menos
aramacios autores de New-\01 k, I. l gunlos palavras K& 0 flue era oulra (lual(luer Par,e como sejam :
Latas de marmelada de 1 2 libras a 1-OO, frascos com differentcs qualidades de doce
j^. lis, indigestao, crup, dores nos ossos, conluses,
K-4.C queimadura, erupcoes cutneas, angina, releo-
o p. ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura odas as enfermidadespscrophulosas.i! ro-
nicas esyp Mticas; resolve os depsitos de .
ggj humores, purifica o sangue, renova o sysl
g promplo c radicalmente cura, escropliulas,' 1 -
^ reo, lumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, afecroes do ligado e rms,
m
erysipelas, abeessos e ulceras de loJasas
ciassej.
M. Singer & C e Wheeler & WiUon.
M
Neslo estabelrci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, mosteam-se n
qualquer hora do dia ou
da rioiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
quolidade e segursnea :
Imperulriz n. 10, antigamenlc
Vista.
). T. LANMAII & KEMP
SOL AGFP,"TS
N. 69 "WATER STREET.
lXc\v-\Torl.
2' O mesmo do outro lado tm um rolulo em
no armazem de fazendas papel azul claro cera a firma c rubrica dos pro-
do Baymundo Carlos ntanos. F
I.eile i Iriuaos ra dil ,. ,. ,
bobre a rolda aclia-se o rctralo e firma

aterro da Boa-
AlGUNCIA
Ha
L0W-K
Ra da Scuzala Xova n. 42.
Nesle estabi'lecimento continuas havorum.
comapletosortimento de moendase meias moi r-
das para en8euho, machinas de vapor etaixas
de ferro balido c coado. de todos os lmannos
Dar Jl
Gulla-pcrdia.
gg Recebeu-sc novo sortimenlo decapas,
perneiras e sapalos de gutla-percha vul-
do inventor C. C. Bristol em papel cor de rosa.
4" Que as direeces juntas cada garrafa
tem urna phenii semelliante a que vsi cima do
presente annuncio.
DEPSITOS.
Rio de Janeiro ra da Alfandega n. 89.
Baha Germano & C. ra Juliao n. 2.
iPernambuco no armazem de drogas de J. Soum
iC rua da Cruz n 22. '
s por 25000, latas de soda contendo nove qualidades a 20OO, azeiio'nas multo
^ passas de ditas, vinho de lodas as qualidades de 500 a 2000 rs. a garrafa, licores
rancezes de lodas as qualidades, champanbe, conhaque de ditas, lou^a fina, azul.pinlada,
j^ e branca de todos os padres, ameixas era compaleiras e era latas a lCOOO rs. a libra'
g latas de peixede posto por 2000 rs banha de porco refinada, ararula, fatias, bolachi-
i 0 nlia ingleza, biscoilinho, eoutras mais qualidades de massas finas, massa de lmate em
fe^ latas e a retalho, letria, macarrao, lalhaiim a 800 a libra, verdadeira gomma de aramia 1
^ insenso de lodas as qualidades, espiritov de cravo.canella, ealfazema, verdadeiros pente |
^ a imperatns, e de tartaruga de 9;>000 a 10C00 cada um, tranca e franja de seda, fe-
^ chadoras de broca, pregos em quantLlade de lodos os tamanhos e qualidades e o'utros g
p mu'los ojelos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar,
^ molestias d'olhos, difiiiuldade das regras
mnlhecs, hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o systema, equilibrar a Circula-
gao do sangue, inteiramente vegetaes favoraus
era todos os casos nunca occasiooa nauzcas ne
dores de ventre, dses de 1 a 3 regnlarisam, de 4
a 8 purgam. Estas pilulas .-5o efilcazes as a: ec-
Coes do figrdo, bilis, dor de cabera, icteri. ia, in-
digestao, e em todas as enfermidades das mu-
Iheres, a saber : irregularidades, fiuxo, relen-
res, lores brancas, obslroccdes, histerismo, c.,
sao do mais promplo effeito na escarlatina, :,
biliosa, febre amarella, e em lodas as febres uia-
ignas.
Estestres imporlautes medicamcnlos
a
vem a-
Taclias e moendas
Farinha de mandioca.
B companhados de instrocres in-pressas que bdos-
t^ tram com a maior miouciosidade a maneira do
applica los em qualquer enfermidade. Estao ga-
rantidos de falsiflcaco por s haver vi :: r o
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Liile
& Irmo, na ruada Iroperatrz n. lo, uniros
agentes em remambuco.
i VI

%J i

Pastilhas vegeiaesdeKemp
contra as lombrigas
approvadas pela Exm.* inspeccao de esludo de
Habana e por iiuitas oulras juncias de hygiene
publica dos Estados Unidos e mais paizes da A-
merica.
(--arantid.isccmo puramenie vegetaes, agrada-
daveUi vista, doces ao paladar, sao o remedio
infallivel contra as lombrigas. Nao causam
Dauseaa, nem seiisac;es debilitantes.
Tesleraunho exponlanco era abono das pasti-
lla s de Kemp.
i' Srs. D. T. Lar.man e Kemp. Port By-
ron 12 do abril de 8j9. Senhores. As pas-
lillias que Vmcs. fazem, curaram meu Cilio ; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava um
cheiro fedilo, linha o estomago inchado e con-
tinua comiebao no nariz, lao magro se poz, que
cu leraia perde-lo. Nestas circumslaneias um vi-
sinho meu disse que as pastilhas de Kemp ti-
siham curado suafilha. Logo que soube disso
comprei 2 vidros de pastilhas e com ellas salvei a
vi Ja Je meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradecido.
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. 6 Gold
Street pelos nicos proprietarios D. Lanman o
Kemp, droguistas por atacado era New York.
Acham-se venda em todas as boticas das
principaes ciJadesdo imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na rua da Alfandega n. 8>.
Babia, Germano & C, rua Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Suum
i Companhia rua do Cruz n. 22.
garmente borracha.
Loja de m armo re.
^mi*
Braga Silva 4 C.tera sempre no seu deposito
da rua da Moeda n. 3 A.uru grande sortimento
de tachase moeedas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na rua do Trapiche n 4.
Em casa de N. O. Bieer & C,
successores, rua da Cruz n. vende-se|
Vinlio Xerez em barris.
Cliampanha em caixas de 1 dlizi da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Conhiic em caixas de 1 duzia.
Vermoutii em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Aqo de Milao
Brilhanl.es de todos os tamanhes.
\ ende-se familia de mndioca, superior quali-. /(>------IVUl Di Otil
dade, vinda do Maranhao, pelo hiale Rosa c
briguo escuna Graciosa : nos armazens de Ma-
l diado & Dantas e Anlunes Guimar.'irs & C,
. Porte do Maltes, laro da Assembla.
'fi.
no
Relogios
Suissos
Em casade Schafleillin&C, rua .la Cruz n.
Vendem-sc livros mi branco com lodosos ris-
cos neceesarios para esc plur.-co por partidas
dobradas e simples, encardenaro franceza ham-
burguesa e nacional.
Diario e razio.
Borrador.
Cai xa.
Registro de Letras.
Abecedario.
Copiador de carias.
E um grande sortimento ie livros avulso, n
diversos tamanhos, cadernelas para lembrar! -
lima de lodas as coros, lapis, ennas fin
tetros, papel branco c azul de lodas as q.m
ditos de coros, dilo demala-bonao Imo
des.
PILULAS VEGETAES
ASSCARADAS
iNEW-YORK
G MELHOR REMEDIO COMIECIDO
Contra consiip,rct~:s, ictericia, n/fecres do figado,
febres biliosas, clicas, indigestes
enxaquteas.
Vendem-se barricas com bolarhinha ingle-
za a 2-5 a barrica ; no armazem de Luiz Antonio
Aunes Jacomc, defronle da porta da alfandega,
VunJo-se urna escrava de bonita figura que
engomraa, cozinha e lava; a tratar na rua do
Hospicio n. 3.
Vende-se um piano de. boas vozes, proprio
para ijuem quei aprender, e umagrande commo-
da de angico : na rua do Qucimado, loja n. 3,
se dir quera vende.
GBANDE SOBTIlHTt
DE
Fazendas e roupa feila
NA LOJA E ARMAZEM
HE
Joaqun IMHgaes lavares de Mello
ROA DO QLLIMADO N. 39
TU SUA LOJA UE QI'ATRO POKIAS.
Tem um completo sortimenlo de roupa feila, pequpni7amiiia,~e corei pJrfa~"e jefa,'no'oU5o llomef's e senhoraa, ludo por procos muio'ra-1
convida a lodosos seus freguezes e todas as, uo lado do nasceute, que olha para um terreno Z0IV'CW-
38. vende-se um grande e variado sortimenlo de hreias de lodas as qualidades, letras em branco
relogio9 de algibeira horisonlaes,patentes,chro- conls IDhographadas, cartas fnebres, anv ,-
nometros, meios chronometros, de ouro, prata Pes o todas as qualidades, e outros muitos ib-
jdourada efolheadosa ouro, sendo esles relogios jectos, o que tudo se vende Hor precos .
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ven- ""',,,s-
--o or presos razoaveis. j^@393@S-$lg$JSe8
>
Recebeu-se novo sortimento de boni-
co tos leques e braceletes de sndalo
ft LOJA liL MARHORE. J
Vende-se um terreno na rua Imperial rom
Almanak deCasti-
lho para 1861.
Acabara de chogar do Lisboa estes iutercss.in-
les almanaks, e vendm-se na livraria econmi-
ca ao p do arco de Santo Anlonio ; lambem se
m '-.... p ... i vjfivwi eral
Sndalo.
J tem um grande sonimento de paliiots de ca-
semira cor de rap e oulros oscuros, que se ven-'
dema 123>, outros do casemira de quadrinhos
da mais Fina que ha no mercado a 1G?, ditos
Vinlio de Bordcaux.
demeris stima 12, ditos de alpaka' muilo r Em "S(! de Kalkraann ornaos &C, rua da
fina a CD, ditos francezes sobrecasacados rUZ n" 10" encontra-se o deposito das bem co-
. "" a u-_-, iiuuj 11 .iiuxv.ts ;uuieca;acaids a 12S.
ilemorrhoidas, diarrhca, doencas da ditos de panno fino a 20, 25 e 30 sobre- ,Cldas marca dos Srs- "fdenburg Frres.
casacas francezas muito bem feilas a 35, cal- dS SiS- 0'^kop Mareilhae & C, em Bor.
cas feitas da mais fina casemira a 10, ditas de dcaU"; T^ aS seSuln,es 1^^es :
De Brandeaburg frres.
sortimenlo de colleles de casemira a 5, ditos de St. Estph.
oulras fazendas por preco coraraodo, um grande St. Julien.
sortimento de sapatas de tapeto de gosto muito Margaux.
aburado a 2, ditos de borracha a 2500, cha- Larose.
pelle, irupcoes, e todas as enfermidadeo,
PROVENIENTES 1>0 ESTADO I.MPI 110 no BAHOCB.
annuafmete1,XaSdele remeJio conscmraera-se brio
Rcmetlio da natureza.
App'rovado pela falcudade de medicina, e re-
comniendado como o mais valioso catrtico ve-
getal de lodos os conhecidos. Sendo estas niliu i
as puramen.evege.aes, nio conlejn ellas e- I ftMS k mo,tt)9uPe"f a ,6. *'** de se- Chaleau Loville.
nhura veneno mercurial era algura^utom/L da'J"s mf hcref 1^'^vindo aoraereadoa.O,
daos de sol inglezes a 10, ditos muilos hons a I De Oltlekon l MarPl har
12, ditos francezes a 8, ditos grandes de p.-o- : y umtKOP laieimac.
no a 49, um completo sortimenlo de gollinhas e I J.' jyUAA
manguitos, liras bordadas, e entre meios muito I V' ,?'
proprio para collerinhos de meninos e travessei- tnal"u Le0Tllle-
ros por preco comraodo, camisas bordadas que I ^a meS
servem- para batisado de crianzas e para passeio VCIlder '.
Marmelada
'tan. 6, vende-so par
2 libras.
Parahyba.
Na rua Direitan.6, vende-se para liquidara
13 a la'.a com 2 libras.
Vende-se o engenho Torrinha distan-
te d st cidade duas leguas por tena,
tem terreno para dous mil pSes or an-
no e boa casa de vivenda assobradada
boas obras, tem embarque no porto dis-
tante do engenho 1|2 quarto de legua
do rio Parahyba eem menos de 3 horas
sevem a cidade: quem o pretender di-
rija-se a Jo3o Jos de Medeiros Correia
i C que dir' quem o vende.
ral; eslao bera acondicionadas era caixas de folha
para resguardar-se da humidade.
Sao agradaveis ao paladar, seguras e elicazes
fm sua operaco, ura remedio poderoso para a
Juventude, puberdade e velhlee.
Lea-se ofolhelo que aeompanha cada caixa.
pelo qual se ficar conhecendo as muitas curas
milagrosas que lem effectusdo. D. T. Lanman
& Kemp, droguistas por atacado emiNew York,
sao os tnicos fabricantes e proprietarios.
Acham-se venda em lodas as bolicas das
principaes cidades do imperio,
DEPSITOS.
Fio de Janeiro, na rua Alfandega n. 89,
)Babia, Germano & C. rua Juliao n. 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Soum
& C., rua da Cruz n. 22.
Pechincha sem
igual.
Superiores cortes ee chita larga franceza com
muito lindos padroes, havendo entre ellas roiu-
dinhas e oulras de quadros muito modernas de
11 covados cada corle pelo baratissimo prego de
2fi500 : na loja do sobrado amarello nos quatro
cantos da rua do Queimado n. 29 de Jos Morei-
ra Lopes.
casa ha
de Haiiirgo*
Sodr & C.
Hua estveita do IVosavio
numero 11.
Aavisa-sc aos senhoros barbeiroz dcsta pro-
vincia e das provincias isinhas, como sejam Pa-
rahiba, Rio Grande do Norte, Cear c Alagoas,
que no seu estabelecimento cxislo sempre um
grande deposito de bichas de IIraburgo, e que
vendem-se por preco muito mdico nao s a re-
lamo como por atacado.
IPliEBM MILUS
MARCLNEIRO E MOLDEDOR.
Rua dos Guararapes n. GO,
(era oplimas raobilas para vender a prego com-
modo, e encarrega-se de qualquer encommenda
dos, cabra escuro quasi negro, barba na pona no
queixo, olhos avermelhados, pernas um tuco
arqueadas, filho do .Sobral (Cear); por lano
roga-se aos capiles de campo, as autoridades
policities, e qualquer pessoa que o possa rn on-
trar, o apprehcndam e o levem a sua seohora, no
caes do Ramos, sobrado cncirnado, que sero
gratificados ; e se protesta contra >;utm o liver
acoulado em sua casa,
Fugio honlcni 15 do corronle, pelas 8 h
da noite, do sobrado defronle do viveiro do Mn-
niz, a escrava parda de nome Raimunda, perien-
ccnle a Sr.a D. Isabel Raimunda dos Sanios Pi-
nheiro, com idade de 20 anuos, eslalura rrgulr,
levando vestido novo de rispado encarnado, r-
selas oas orelhas, sapalos de marroquim vrrdo
e urna trouxa com a sua roupa do uso Esla es-
crava viera do scrlo e fora comprada pela mis-
ma seuhora no comente anno ao corrector Fiipi-
namh : pede-se, pois, n policia ou a qualquer
oulra pessoa que della liver noticia, hajam de a
apprtndere leva-la ao sobrado da rua do Impe-
rador (enliga do Collegioj n. 81, no primeiro an-
dar, que ser recompensado o aprehensor.
Fugio no da 19 de junho prximo pn.ss.idi>,
do engenho Bom Successo do termo de Seri-
f f'u10.*/ l '^' r'C0S le"SS de Cambraia d8; shc"y em barris.
mho bordados para senhoras, ditos lisos para Madcira em barris.
hornera por prejo coramodo, saias bordada
3500, ditas muito fir.as a 5?>.
sa Cognac era barris qualidade fina.
Anda lera um Cognac em caixas qualidade inferior,
reslinho de chales de to-juim a 30, corles de cerveia branca
vestido de seda de cores muilo lindas e superio- i -rv
res qualidades a loor, que j se vender m a POl.aSSa linriOIinl
150, capotinhos prelos e manteletes pretosdej "tCl^a ^i^Cll .
ricos goslos a 20, 2555 e 305?, os mais sUDerio-1 Na "?a do v,8ario n- 9. Primeiro andar, vende-
z tf rr "j? vi' m"'" """ ssssssjss st u,s:i
b e a o, toalnas de linho de vara e tres quar- j a preco muito comraodo.
las, adamascadas, muilo superiores a SU, ditas' Ve"de-se ura sellim cora perlcnces, tudo
para rosto de linho a 19, chitas francezas de su- em- bom uso' para monlaria de meninos em car-
Oueijos uovos muilo fres-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
200, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
caserairas para calca, colleles e paliiots a 49 o co-
vado, e ura completo sortimenlo de outras fazen-
das, eludo se vende por pre^obaralo, e que nao C.pragado Corpo Santo, relogios do afa.
possivel aquise poder mencionar nem a quarta do fabricante Roakell, por prego eommodos,
neiro : na rua da Aurora, casa n. 48, taberna.
RELOGIOS.
Vende-se emeasa de Saunders Brothers &
ma
para (i ol'jeclos de seus officios, a qual ser execula- nl|em, o escravo Daniel, prcto fula, crioulo, o
da com delicadeza e promptidao. idade 20 annos, pouco mais ou menos, alio, sec-
; co, bem espigado, cabera pequea, feitoes regu-
lares, bem feito de corpo, ps c mo's seccas c
bera feilas. Este escravo proeurou no St. P. V.
Buletrou, rendeiro do engenho S. Joo do Cobo,
Cae ueSeniDarCiUOS agora. Para comprar, e nao querrndo o dono vende-
Nnnrmii7m JoH.-^i t i '> mandou busca lo, e na chegada dos portndo-
\0 armazem de Manoel Joaquim de; res. c escravo desappare.eu : julga-se que on-
uuveira Madre de Teos rua do Cordoniz n. 18 C8b) ou do wesmo ogeho S. Joo, ou do on-
*|i|i gvM'ho Barbalho, onde lem muilos conhrrido,
III lia ITIIIII, di I 0 UC IdSta G i Sr Jo Xavier da Ro 1,a Wandcrly. boje mo-'
Irador no engenho Serrana : Pede-so as auiori-
farDha a 280 rs. acuia dades de polioiad0,P,mo d0 Cab0 a"f"'" dfS_
M. i.h.m, a. n i vu, te escravo, e aos capiles de campo ou qualquer,
numero 14 W g Paraiz0 P"spa ^e o tonhe?a, de pega-lo c levar aoen-
_ Vo^ ___ genho Serrinha de Sernhaem a seu senhor Fran-
doM^l T.euraaescravf f'oula de 16 annos cisco Manoel Wanderley Lins, ou nesta cidade
'T:8*' engorama lavaecozoha, sa- f o Sr. Manoel Alves Ferreira, na rua da Moeda
V de b0,a "S"ra' garantindo-se a boa conduc- n. 3, segundo andar.
dn r.V i" G Aar gravJ'dV' a tra,ar na rua : ~ Fu8' "a noile "e 27 do correnle o negro
mPirn nq, gU6 k P8?a de delena "o &- Bonifacio, crioulo, baxo, grosso do corpo. pernos
leiro, na casa assobradada que existe margem inchadas, reprsenla ler para mais de 40 annos
do rio.
de idade, lem ofllcio de cocheiro, muilo regris-
> ende-se urna preta crioul, de idade 23 a ta, e intitulase de fazer feilico ; levou veslido
parte dellas, no entanto os freguezes chegando e e tamberatrancellins e cadeias para os mesmo da tul?: V" VaI r"5 de f 1k2 *.,5 anno2' p.a^' uma cala de >" velha e u
querendocomprar nao raosemfazenda. )deexcellente *oslo. '\i\ tSlZ d'Cade'ad ReC,fe "' 56' ,ejaI^.'"d?levado ^:S'
m paleto! do
e a quem o
Recite n. 64.


/
(8)
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FE1RA 1 DE AGOSTO DE 1860.
Li Itera tura.
O moribundo.
A existencia humana encerra dous fados tio
importantes, que nellcs sos se resume toda a'his-
loria *do homcm ; abrange duas pocas liodiffe-
renlos e opposlas, que cmquanto urna oerece ao
homem as maiores vanlagens, c bens imaginareis,
i Ira pe um paradeiro rrcsislivel s suas es-
;as, urna muralha immensa alm da qual
mais resta, do que oinsondavel ahysino da
lado : o nascinwnto ea morle, o berco e o
' '. verdades teniveis, que, hueanamcnle
ndo, me fazem arripiar de horror, o resfriar
. mdula dos meus 08SOS... I nascer pa:a mor-
rer. e morrer para una eternidade.. !
iiascimento confereao hornera um direito ?o
gozo de loJas os cousas creadas por Dous,
v por elle submettidas ao seu imperio desde a
origem do mundo ; mas o hornera, decahido da-
quclla allitude mageslosa e imponente, era que
tinha sido collerado, perdendo aquelle vislumbre
do divindade, que o elevava naturalmente cima
de tedo o creado, nivelou-se aos proprios ani-
: -.
Os passaros e as leras, os vermes c as serpen-
tes que Ihe rendiam as vassallagens decidas ao
rei da creaeao, se revoltaram contra
zemosd Magcslade de Deus, urna tcmendade sera branga de que nao nos d cu amos fascinar pelo
egual porque nos expomos ao perigo imminen- philosophismo e pela impiedade, que em vio
te de perder nossa alma, (3) nao nos predispon- bradam coutta as prclenges da egreja e suas
do para apparecer como convm, dianle d'aquel-'. exageracoes, aecusando-a de fanatismo o obscu-
lo, que as mesmas virtudes, e principado celes-! mutismo.
te nao ousam encarar.
Difiicil com eicito supportar esta idea mi-
nadora do principio vital, lio opposta como
nalureza do liomom, que repelle espontnea-
mente ludo o que coucerre para a sua destruigio,
e to incompativel com as suas tendencias : ella
arabrunha o espirito, e colloca a alma cm um
estado de completar inaco e abaliinento, o que
pa rerdade parece ir de encontr palavra de
Deus; (4) mas essa theoria, que incontestavcl-
mciile encerra um fundo de impiedade c irreli-
giio, nao se pode encontrar, seno um urna al-
ma imbcil, em um espirito fraco, que dado aos
prazeres e passalempns, c despido dos auxilios
sobreualur.ics da graca santificante, encara cora
horror o.momenlo, em que vai ser para sempre
desligado das creaturas, e dos bens temporaes,
e em consequencia trata de arredar de sua ima-
ginaeio ludo o que pode lisongei lo na carreira
dos vicios. O horaem justo porm que lera o
Reconhccendo a frsquoza de nossos recursos,
sem nenhura habito do escrevor, varillamos em
apparecer na imprensa, e este receio subi de
ponto quando soubemos que a Dpiniao do nosso
adversario j fdra enunciada po" um dos luzeiros
da Faculdade o Illm. Sr. I)r. Braz ; mas o dever
que coiitrahimos perante o iiossj arguenle c col-
legas, dissipou csse receio, animando-nos a en-
trar em tica, escudados tambera em autoridades
valiosas. U art. 5. de nossa constituigio consa-
grou urna religo de estado, religo nacional,
privilegiada, distincla, que o leg. cercou de maio-
res garantas e vanlagens que as dissidenlcs.
Ventilaremos j urna queslao importanto: De-
veria o nosso leg. prestar egual proteccao to-
dos os cultos, ou na phrase de Helio deveria
observar uejitralidadc a tal respeito, abrindo o
Cilar-me-hao, em contrario, o exemplo da
Franca, onde a immensa maioria da naci pro-
fessa a religiao catholica, e.os outros cultos sao
tolerados : anda mais, o legislador d'aquelle
paiz, iembrando-se da reaegao que Gzera a as-
sembla consliluinte, irapressionada pelas g'uer-
ras civis e perseguirles, que desolaram o seculo
XVI e XVII, proveniente da confusao dos dous
poderes da sociedade temporal e espiritual, de-
dlarou que ninguem ser perseguido por motivo
religioso. Doutrina esta qup tambera foi seguida
pelo nosso cdigo constitucional no artigo 17955,
onde diz que ningucra ser perseguido por mo-
tive religioso ; disposigao que foi extrabida da
declaragio dos direitos de 3 de seterabro de 1791
art. 10. A carta constitucional da Franca repro-
duziu os mesmos principios nestes ter-mos :
Cada um professa sua religiao com egual liber-
dado e lera para seu culto a mesma prolccgie.
V-se, pois, que o leg. const., aceitando aida
cardeal da legislacio franceza, que era garantir
a liberdade de consciencia, direito individual in-
Paaiheon para todos os deuses, tocando os cultos herente nalureza do homem, e que a lei civil
com o seu caduceo, oppondo-se exeluso e do- nao pode restringir sem absurdo e tyranna, mo-
hinio de cada um delles, abalcndo a cabeoa
teslcraunho irrefragavel de sua consciencia. con- d queUe que quizcr exceder ao nivel commum,
sidera a mortc como um meio de mais fcilmente retirando-se depois para o seu santuario, e dei-
unir-se ao seu Deus, exclamando em transportes X3a()0 mundo religioso girar sera que so decida
. elle. des-do ,
meutiram a sua autoridade, ncgarara-llie obedi- [prolongatus est ; mullan ncola {tul anima mea ;
encia (1). Entretanto esse ente, cujospassos uro- 1>S- 119)- 0u senao abramos a historia, c ad-
tavam a graga ca elegancia, cuja presenca lu- miremos a anglica resignacao de tantos rnarly-
do pareca sorrir e bemdizer o Supremo Autor de : res- a invicta paciencia, e constancia inabalavel
laes maravilhas, foi condemnado lular coui a I dos confessores ante os mais duros supplicios, e
sua nalureza, que como escandalisada com o seu n,*.1.2?Jl*c?*
p.rime, reaisou-lhe os seus dons ; a lular eornsi-
iDiur divino : ieu mihi ? quia incolatus meus Pr csll! ou a1,,eUe c'ut. ou deTe haver uma r0*
ligiao preferida, sendo as outras apenas tolera-
das? O nosso leg. const. decidio-so pelo primei-
5" que a religiao
f.n mesmo, isto 6, com as suas proprias paixocs,
que iricessantcmente Ihe declaram a guerra mais
na ; o alutaremfim com os horrores trenen-
dos de uma morle, cojo momento Ihe nao foi da-
to conhecer : Slalum est hominibus semel mor
Heu Deus! qnanlo scriam infelizes, se de-
pois depois de exaurida a malfadada urna dos
males, de que somos acoberlados, nao nos fieas-
separa conforto a robusta ancora da esperauca,
::: vos e smente em vos deparamos !?
necessario que o hornera morra, porque s
a mortc, que nao importa nada menos do
111 uma idea de rlernidadc, se peder bem ex-
;>!'. .ir os contrastes da presente \ida A morle,
o termo dos gozos e dos trabalhos, que
nos o fe rece um mundo de completas illuses e
mas, de uma mistuia contusa de prazer e
.de risos e lagrimas, de venturas e desca-
ras, c ao mesmo tempo o preludio de uma nova
, ou de crue'issimas torturas, ou de eter-
'.olicias. Esta idea s serla capaz de coaler
..em mais perverso na orbia de seus deve-
res ; ella que tora era grande parle povado os I
.-'.ros eos deseitos, onde tantos uirichorelas
-'dando ante otumullo do mundo,tem sabi-
ommunicar-se com o seu Deus nessas soli-
des, onde o silencio da nalureza, c o seu me-
lan olco sombro aspecto Ibes tem inspirado o
r do peccado, calando no fundo dos seus
- esse fogo divino que os extnzia na con-
p'lacao das eternas verdades. h se eslu-
:.-- mos porfeilamenlo o homcm sobre aterra,
. ntes se liv esse mos sempre diante dos olhos
duplo papel de grandeza e miseria, que elle
representa no mundo, como nao choraramos a
mi menta sobre lanos desvarios da nossa razio,
lauta cegueiri do nosso espirito ?
Lancemos as vistos para o seu nascimcnlo, e o
; vemos? Iiaver jamis espectculo que seja
apaz de magoar a nossa alma, c dilacerar o
-: coragao ? que mysterios nao involvc esto
u ri faci" da humana existencia'? porque essa
nud / porque esse vagido com que elle parece
ar a aurora de sua vida ?... Consideremos
1 o homcm no leilo da raorte o moribun-
do que scena inleriipcedora ? aqu o filho
: .. miado, o irmao predilecto, que vai dei-
xar ; ara sempre os t.'rnos penhores de suas af-
s ; all c o pai de familias, o ancio, que
.do de numerosa prole, sobre supportar os
_ res da mortc, tem de mais para martyrio seu
ssabor de ouir os carpidos dos innocentes
ios, que em breve fu nao reduzidos por-
ventura pobre orphandade; este o esposo aquel-
0 cidadao Iienemerito da patria, o varao ho-
aqui o hornera perverso, a al-
que ainda na Fida principia a omaoo. (Pro?. 1. 2. 21.
neslo e prudente
1:1.1 impenitente,
sentar os indicios da reprovaco, e dos eter-
- supplicios alli o homem justo, varao pie
, que desprendendo o seu espirito do ergas-
immundo, era que se acha encerrado, vai
.rao seu Deus na celeste raanso. A des-
velada m.ii no momento perigoso, em que d ao
ido mais uma existencia, nao plc ouvir sem
1 o penetrante vagido desle fructo das suas
..iilias. Entretanto osla primeira aeco do
lem ao ver a luz, quanLas considoraedes ofle-
ro O homem pensador, o verdadeiro philo-
1, niio a deixa passai desapercebida e indif-
mente ; elle a ve a contempla, nao pe-
sma de uma ra::ao civada do erro o da im-
I ide, mas pelos principios da religiao elle
luz verdades sobrenatoraes, c prostrado em
ra adora essa infinita magestade de um Deus,
i por actos lio requentes e ordinarios na eco-
ia ao genero humano nos indica a fraqueza
.mcm, estigmaiisando-o desde o bci:o com
E' assim que o moribundo, a quem nao foi es-
tranha a idea da morte, ou que conformou sem-
pre as suas acedes com a vontade de Deus era
ordera render-lhe um dia cotila de exacta e
restricta dos seus fcitos ; exhala plcidamente
as mos do seu Creador o ultimo supiro, com a
serenidade no rosto ; na sua fronte assim mo-
mo plida e fria transluz cu nao sei que de mis-
terioso, que encanta, c com as mos enllocadas
sobro o peito em forma de cruz parece indicar a
posse do summo bem, deixandointrever em seus
labios um doce sorriso... Foi para isto que elle
despresou todos os bens do mundo, aos quaes
preferiu uma vida obscura e descouhecida ; cem
efTeito o que ha ah de melhor uesse immenso
circulo, em que a tantos seculos gira de conti-
nuo a humana linhagein ? honras, fama, gloria, .
riquezas, e tantas outras pompas, c faustos mun-
danoS '? mas que nolavel dilerenca nao existe |
entre aquelles, que disto se fizerara o seu apa-
nagio, e os que o menospresaram ? aquelles
grangearam uma gloria, que evaporou-se cora a
morte; estes porm ciugiram uma cora, que
substituir alm do tmulo ; aquelles viram, Cal-
vez, no momeuio de sua morle levantarera-se
contra elles as suas paixes, os seus crimes. co-
mo outros tantos espectros horriveis para os de-
voraren) : estes porm liveram era torno de seu
leito una legio de arijos, que entoaram sonoros
liymnos ao Rei dos exercos. Mas, presciudindo
de ludo isto, pon lo de parle as differenl'es si-
tuaces do homem, o que vemos, depois do lodo
esse appatalo e estampido de mores illnsoes do
mundo? Um tmulo eis o cadinho, onde vai
ser depurado c genero humano, onde lodos vo
buscar a sua origeru ; eis a resolueo do grande
problema do homcm ; alli, vo
orgulhosas prelencoes, onde, alm de murados
e carcomidos os ossos, nada mais se distingue,
ludo se confunde no puro nada. E' assim que
desapparece da face da trra, e se esvaece cora o
fumo todas essas fosfricas c imaginarias gran-
dezas, que o mundo ostenta ; mas entre tantas
personogens, que so succedem no thealro do
mundo, entre tanta mullplicidade de cousas lio
varias e inconstantes, que assoiuain e desapoa-
recem neste vasto pelago, uma s subsiste, o per-
manece sempre a mesma, sem alguma altcraco,!
especial : fallo da religiao de Jess Cliristo, ou j
a verdade ensinada ao homem pela bocea do
mesmo Deus. Eterna como elle, que a sua
origem, que a mesma verdade no seu ser, ella
vem sobrevivendo aos seus maiores adversarios,
escarnecendo-os. quando moribundos, j na ulti-
ma parcella da vida, se confunde ni vista da
enormidade dos seus crimes: vocaviel neglegitis
me ; ego quoque in inleritu veslro ridebo et sub-
ro syslema ; declarando no art.
catholica continuara a ser a do estado, c as ou-
tras apenas toleradas, com scticullo privado. As-
sim obrando o leg. const. nao fez mais do que pro-
clamar uma religiao, que sendo a nica verda-
dera pela siiniidado de seus principios o carac-
teres, e absolutamente necessasia salvaco das
almas, era tambera a religiao revellada, a nica,
que offerecendo o fundamento da certeza, basca-
se na maior auloridade vizivel.
O leg. julgou repugnante e perigoso o pen-
saracnlo de Clemont, querendo que o corpo
social nao prescrovesse nem proscrevesse nenhura
culto ; pelo contrario eslava convicto de que
quaolo mais as ideas religiosas predominara, tan-
to mais os cidados sao venturosos, lvres, felizes
e pacficos.
O chrstianismo era a religiao de nossa mai-
palria, e dola bordamos com a sua ndole e toa-
dices ; cutio elle achava-se arraigado no cora-
ca de lodos os Brasileos; e o leg. consliluinte
proclamando-a religiao do estado nao fez mais
do que continuar a obra de Cal ral, do que ma-
nifestar os senlimentos religiosos do paiz. Entre
as dilTerentes seitas que se debaleni e disputara a
primazia, o leg. consliluinte nao devia cruzar os
bracos e deixar que o povo como uma raassa
inertee ignorante, so Iransviasse com os princi-
pios do uma religiao menos saa, toda sensual,
despida do toda a doutrina e Iti moral; de uma
religiao que s fallasse aos sentidos e imagina-
cao, prccipilando-o era abysmos nsondaveis. Ci-
cero d cuino causa da grandeza dos Romanos a
piedade ea rcligiao: por is:o, diz ello, que
nos os Romanos, inferiores aos Ilespanhoes era
numero, aos Cailhaginczes em astucia, e aos Gro-
gos uas arles, a lodos excedemos. Nio ignorara
o leg. const. que a religiao o termmetro
da civilisaco de um povo : Roma, de quem Ci-
cero havia dito ante o senado 'que era como que
perecer as suas i uma "a0 sc8ura l'or duas ancorasrcligiao e cos-
diQcou-a todava, nao concedendo egual prolec-
co a todos os cultos. Diz Raimes : Talvez al-
tribuam ao espirito do povo francez a tolerancia
que reina n'aquellc paiz. Nao ; no meu enten-
der, provm de que nenhura principio Qxo pre-
valece as regios do poder neste ; toda a poli-
tica exterrior e interior nao passa do uma con-
tinua transaego para sahir dos embarazos da
melhor maneira possivel : eis o que dizem os
fados; eis o que resulla das opinies b.em co-
ndecidas do pequeo numero de homens que ha
alguns annos esta parle, dispem do destino da
Franca.
Deus nos livre de censurar o poder publico,
diz o grande Ventura de Raulica, por tolerar o
que Deus tolera, c exigir que rena pela fonja as
oyelhas desgarradas do rebanho da egreja. Mas
ainda que aconselha a seguir de boa fe as regras
de uma tolerancia permittida as leis, nio se
pode adraittir sem restriegan a mxima : Que
o eslado dave egualmenle proteger todos os cul-
tos ; de outro modo que deve egualmenle pro-
teger a verdade e o erro. Esta doutrina impli-
cava a supposicao de que todos os cultos sao
Has, parece-nos que esta argumentado 6 impug-
nada pelo Sr. Fernandos de Oliveira pela manei-
ra seguinte : Ora, o legislador consliluinte no
art. 5 declarando ser a religiao catholica apos-
tlica romana a do estado, uma vez permitlindo-
se analyses rasoaveis nos seus principios ou ba-
ses, o que se busca com isto ?f.ertamenle que
sanecionor sua inallivel e necessaria destrui-
caq. A resposla este argumento parece-nos
fcil e segura. Em primeiro lugar, a faculdade
que concede o cdigo do fazer-seanalyses ra-
soaveisnao legitima o desrespeilo religiao,
harmonisando-se o art. 9 do 2 com o arl. 276
e seguinles do mesmo cdigo, c o art. 2 5 da
lei de 20 de selembro de 1830. Ve-se claramen-
te que a analysc tolerada, omquanto ubo Hen
der, nao desrespeilar a religiao do eslado, o que
resulta da palavrarasoaveis, que no art. 9 g i
se encontra, comprehende-se que as analyses
lem seus limites. A tolerancia religiosa, diz Sil-
va Ferrao, um dever rigoroso da sociedade para
cera o individuo, rauilo mais rigoroso esse de-
ver do individuo para com a sociedade ; e sem a
tolerancia recproca a paz irapossivel. Mas,
nem todas as analyses envolvem calumnia, inju-
ria e blasfemia ; e os injuriosos e blasfemadores
seto punidos.
Mas, ser exacto, como affnma o Sr. Fernan-
des de Oliveira, que facultar analyses rasoaveis
dos principios e usos religiosos sanecionar a in-
fallivel destruicao da nossa santa religiao ?
Respondemos com o seguinte dilemraa: ou a re-
ligiao de Jess Chrislo a nica, sant e verda-
dera, S religii de paz e de mysterios ; final-
mente verdadeira era toda sua puresa, e por
conseguinte nao deve fugirda discussio rasoavel,
porque soraente a falsidade c o erro que ternera
as indagacoes da inlelligencia ; ou eutao esta rc-
ligiao que foge o evita as bazes da discusso
falsa, e entao a analyse rasoavel que faculta o
cdigo criminal no arl. 9 2 longe de ser um
mal ura bem que tem por fim fazer desappa-
recer do nosso paiz uma religiao falsa e collo-
car no seu lugar urna religiao verdadeira e san-
ta, que possa fazer a nossa felieidade, nao s nes-
te mundo, mas ainda na vida de alemtmulo.
Longo de nos seraelhante conclusao. O art. 9
a expressio da confianca, que depositava o legis-
egualmente verdadeiros, o que absurdo, ou de lador criminal na noss santa religiao, elle esta-
que sao todos egualmenle falsos, o que uma va convicto de sua invencibilidade, e sabia que a
blasphemia. religiao de Jess Chrislo nao lome a discusso se-
Nenhum governo poderia seguir semelhanto lia e rasoavel. pelo contrario desoja ser conheci-
thooria, sem declarar de anle-mao que considera da e provada pela conlradiccao o combate, do
todos os cultos com a mesma indifferenca, envol- ; qual necessariamento resultar a raorte das fal-
vendo-os no mesmo despreso : nenhura governo sas religies ; pois que o erro sera duvida ser
afogadq as ondas de luz que desprende a verda-
de. Citaremos em nosso apoio a opinio dos
eminentes oradores e publicistas calholicos, o
grande Monte Alverne, e o grande genio Ventura
de Raulica. O primeiro era um dos seus elo-
suas ultimas consequencias, prelendessem rea- quentes discursos sob/e a incredulidade, diz : E'
lisa-la egualmenle na orden) social,obrando como -
se nada houvesse de verdadeiro e de justo no to-
cante poltica, obrando como se o poder nao
fosse se nao a partilha do mais hbil e do mais
forte; e como se o dircilo uo fosse senao uma
palavra condemnada a desapparecer na presenca
da razio da forea. Assim, pois, o legislador
brasileiro, acceilando a idea cardeal da legslacao
franceza sobre a proteccao do dircilo individual
seguira estj theoria sem dar a entender que
para elle nada ha de verdadeiro concernenle
religiao.
Mas, ento, cora que direito se armara o esta-
do contra aquelles que levando osla theoria s
nossa razio, epplicavel objectos desconhecidos
ou pertencentes a nalureza physica ou a natureza
moral; ainda v-se pela norao de mysterio que
era irapossivel o leg. crim. conceder analyses ra-
soaveisdos principios e usos religiosos, pois que
estes estao cima da razio individual...
A primeira vala parece producente a argumen-
tadlo do nosso antagonista, mas se elle reflectir
mais seriamente, ver que o leg. crim. nao con-
sagra os principios que sem duvida de boa f Ihe
foram emprestados. Disse o jurisconsulto Celso :
scire leges non est verba eorum tenere, sed vim
ac polestalem. (C. 1. 17 fl. de leg.)
Na verdade quando o cod. crim. permitte a
analyse dos principios religiosos, certamente nao
leve cm vista que se empregasse a analyse no
sentido de dccornpor um todo em suas parles,
para que chegnssemos ao conhecimento da ver-
dade ; pois nao ignorava o nosso sabio leg. que
um absurdo a decoraposicio dos dogmas ; mas
deve-se interpretar as pafavrasanalyses rasoa-
veis no sentido dede^monstraces rasoaveis ;
pois que a analyse tambem 4im meio de de-
monstrando: abra o Sr. Oliveira a dialctica de
Aristteles ; consulte Bernard no seucurso de
lgicaque sera duvida, desfeila a nuvem que o
impede de ver a verdade, interpretar differente-
mente o pensaraento contido no art. 9 2 do
nosso cod. crim. Contina o Sr. Oliveira, dizen-
do que o leg. crim. devia saber que os dogmas,
os myslerios estao cima da razio individual, c
concedendo-se analyses rasoaveis dos principios
religiosos, concede-se uma cousa irapossivel.
Entendemos que se deve deslinguir a tolerancia
civil ou poltica da dogmtica e religiosa : a dog-
mtica um iudilTerentismo absurdo admiltir-se
a possibilidade de transaceoes entre as differentes
opinies ; mas a poltica bu civil a condescen-
dencia da auloridade social que permitte, ou nio
pune o dissentimento manifestado por alguns de
seus membros em materia de religiao. Nao es
diga que o leg. crim. quiz siibmelter os dogmas,
os mysterios razio, porque elle nio ignorava
que esta faculdade somenle impotente para
chegar ao conhecimento de todas as verdades so-
brenaturaes ; nem tio pouco se afflrme com o
Sr. Oliveira que o art. 9 2 importa a concessio
delivre exame e do racionalismo ; porque
somenle o desejo iosaciavcl de coutrariar,poderia
ver consagrado no nosso cod. crim. doulrinas tao
funestas e perigosas. Sabia o nosso leg. que o
racionalismo, desprezando a luz sobrenatural da
f, annunciada pelo chrstianismo a lula da
razio contra a divindade, e que marchando elle
de conjectura em conjectura a ultima expressio
da devassido do espirito, manifestado pela bocea
de Proudhon ; a historia da philosophia que
deixando do marchar di razio para i fdestrue
a luz sob'enalural c chega ao alheismo euthro-
nisado sob o nome dadeusa Razio. Nio menos
funesta a doutrina opposla, que procurando in-
troduzir na egreja o fanatismo, nega razio na-
tural todo o poder para conhecer qualquer ver-
dade. Se despiezamos as luzes da f e consulta-
mos somenle a razio, nio poderemos marchar
senao por principios, e acompanharemos a syna-
1 goga que julga um escndalo a incarnacio e e
sabedona divina; produccao nascmento do Redemptor ; os Arianos suppondo
Poderoso, ella nao teme as jra,10ssvel a consubstancialidado do verbo ; os
da liberdade de consciencii, evitou a blaspho- ces da impiedade
sem duvida ura dos mais bellos caradores da di-
vindade da religo submeller-se s mais fortes
discusses, c nao temer as provas mais diuicieis
o as mais sublimes indagacoes. Filha da luz
increada, a religo de Jess Christo desceu do
seio do Eterno cora todo o bulbo c com toda a
magnificencia da
immortal do Tok
indagai.es da sabedoria humana e as conjura-
0 Xolictador Catholico.)
Commcnlario ao paragrapho 2. do art.
9. do codito criminal.
In captivilalem redigenles
omnem in lectura in obsequium
Christi.. .. lijlionabile obse-
quium vestrum(S. Paulo II
Cor. X 5o, Rom. 12 )
Accordez a lous la toleran-
ce civil, non en approuvant
tout comme indilTerent, mais
en souffrant avoc palience tout
ce que Dicu souffrc. (Fenclon)
Appareccmos na ira prensa para responder
Refulacio da don Lina sustentada pelo 2" do arl.
9" do cdigo criminalpublicada pelo Sr. Fer-
nandos de Oliveira ueste jornal, nio pelo desejo
do darmos uma prova dos nossos eminentes la-
luraes se tornara o foco dessa horrivel imraora-
lulade, de que nos deixaram 03 mais negros qu a-
dros os historiadores contemporneos, desde que
a religo e os costuraos principiara ra a ser ata-
cados pelo philosophismo e impiedade, que re-
vellaudo os seus tenebrosos mysterios, corrom-
pern! o coracao o o espirito ; e ahilando toda a
crenca, acanclaram a ruina desse povorei.
Se o fin do homem a felieidade, diz llobucs,
se elle nio pode encoutrala sen; o em Deus, tracar
o caminho de sua volla a elle, iconduzi-lo a bou
deslino, ter conhecido o prinnpio de suas leis.
Foi o que fez o leg. const., cert) que uma voz do
cose lizera ouvir,a voz fulminante da revella-
co que dora urna certeza infal ivel s verdades
religiosas e moraes; crento na infallibilidadc do
ensinoda egreja christia, proelamou-a como re-
ligo do estado, privilegiada, distincla, como a
religiao que na expressio de Montesquieu nao
se oceupa somenle com a felicida le da outra vida,
faz ainda a nossa tiesta ; e no dizer do Ilustre
jurisconsulto Mendes da Cuuha, o clnislianismo
nio faz nicamente sanios para o co, elle faz
corpos de cdadios ou de povos reconiraendaveis
pela forca e solidez de sua unio, e pureza era ca-
da um de seus raernbros.
Nao queremos o fanatismo, por que vera cahir
no alheismo, chegando a canonisar as persegui-
roes e atrocidades : evitemos as lgubres scenas
da diablica inquisicio com os seus carceres c
fogueiras, assassinando religiosamente miliiares
de victimas innocentes peloomcr de Deus.
mia e absurdo da egual proteccao a lodos os cul-
tos ; cumprio as palavras do immo'tal Feuelon :
Oue o eslado deve a todos tolerancia civil, nio
approvando tudo como indiffereute ; mas soffren-
do cora resignacio o paciencia tudo o que Deus
solre. Mas, porque o nosso leg. const, evitou a
blaspiemia e absurdo da coust. franc. de pro-
teger egualmeute a todos os cultos, porque elle
reconheceu que a religo do Jess Chrislo a
nica verdadeira e santa ; por ser ella a religo
nacional ; finalmente a do estado, segue-se que
o pensamento do leg. crim. no arl. 9 2o, seja
anli-religioso, anli-constitucional ? Analysanios
as razos cm que se fundam os nossos ad-
versarios para assim pensarem, c vejamos se
ellas resistera luz da discussio.
Pensa o Sr. Fernandos de Oliveira que a dis-
posicio contida no arl. 9? 2o anlilhetica
com os antecedentes e consecuentes da nossa
legislacio, qur polica, quer criminal, o que re-
sulta da confrontacao do arl. 5o da
com o art. 9o 2o do cod. crim.
Era primeiro lugar vejamos se possivel fazer
desapparocer a anlithese que nota o Sr. Fer-
nandes de Oliveira catre a constiluicio c o cod.
crim.
Nio nos exforcaretnos em defender o leg. crim.
quando permiti a analyse dos usos religiosos,
porque sendo esles, como sabemos, as exterio-
ridades da religo, as raanifestaces externas do
culto ; e acompanhando o mover dos lempo%
logares c civilisacio podem lornarera-se indig-
nas de una rcligiao seria e santa ; e assira esta
O segundo fallando no seu poler poltico sobre
os inconvenientes das discusses religiosas, diz :
Nao se traa das discusses senas sobre a reli-
go, por que nesse terreno ella nada teme, sa-
bendo que lem tudo a ganhar em ser conhecida
o provada pela conlradiccao e combale ; trata-se
da licenca, do insulto e da dilTamacio contra ludo
o que ha do mais sagrado para a consciencia pu-
blica. Pensamento este que acharaos consagra-
do na preciosa obra docalholicismo comparado
ao protestantismodo eminente publicista chris-
tio o padre Raimes, quando diz : Exigir a f, a
unidade na doutrina, e fomentar constantemente
a inslruccio, provocar a discussio sobre lodos os
assumptos; excitar, estimular o esludo, e o exa-
me dos proprios fuudameutos nos quaes desean-
ca a f ; interrogar por isso as linguas antigs,
os nioii,iinenlos dos mais remotos lempos, os do-
cumentos da historia, as descoberlas das scen-
cas de obsorvacao ; apresentar-se cora generosa
constituieio \ confianca cm lodo os grandes lycus, onde una
' sociedade rica de talentos e de saber concentra,
Nesloriamos acreditando irapossivel a unidade
de pessoas em Jesus-Chrislo, com a dcstincQio
das duas nalurezas ; os Pelagianos propagando
que o hornera para conseguir salvaco nio pre-
cisa senao de suas forjas, sendo a grca um dom
intil.
Entretanto se a egreja reprova como funesta e
perigosa a orgulhosa philosophia racionalista, c
pensa, como diz ura piedoso escriptor, que os Jti-
deus liuham na f ura meio mais seguro para des-
cubrir a verdade, do que os Gregos procurando-a
soraente cora auxilio da razio, tambem lem re-
provado a doutrina contraria que nega razio
uatuial todo o poder para conhecer qualquer ver-
dade. Repelli-a em Lulheroque negava tanlo a
razio naturai como o livre arbitrio ; em Calvino
que cnsiuava que todas as (acuidades de nossa
alma esli completamente infectadas pelo mal,
era Baio, Qucsoel, o ltimamente era Laminis.
O leg crira., pois, concedendo analyses rasoa-
veis nos principios religiosos, nio fez urna cousa
que nao podia conceder ; porque elle sabia que
a razio humana, esforcando-se, podia a custa do
Irabalho e cuidado descubrir mullas verdades na
ordena das cousas divinas, sendo que as verda-
des e ravsterios que so acharem coberlos
e mysterios que so acnarem cooertos com
e vemo-la toiavia perseverar um vudcbronze e que a razio nio pode des-
la f, e ua unidade de sua dou-jcorlinar, nao ha perigo que despresando-se o au-
xilio da f busque-se explica-las, pois que o nos-
0 i.cte da mortalidad.;, para que comprchen-l /cn0., conforme o convite do Sr. Oliveira
di a inconstancia o miseria desla vida precaria,
nicamente os seus olhos na grandeza c
rania dos seus desuno*. Esim: o liomom
u nascimnto chora, chora sobre a culpa,
[ue nasce investido, chora sobre aquellas.
nao
por sernios temerarios levantando a luva que foi
atirada iiidislinclanienle, senao porque a nossa
viuda imprensa iraporla a realisacao do desafio
que aceitamos, quando sendo chamado sabbati-
na pelo nosso Ilustrado c digno lente o Illm. Sr.
I.onge de nos as atrocidades de S. Barlholo- i analyse o censura que faculta o cod., longe de
meu era Franca, terriveis scenas de barbaria c ser ur rn*L ura bem que lem por fim harrao-
fanalisrao, ordenadas por Calhariya de Mediis elnisar'a verdalhsijos priucipios.com a seriedade e
Carlos IX.
Nao acreditamos que qualquer religiao, civada
de sensualismo, despida de tod i a doulriua, de
toda a le moral, possa conduzir o homern fe-
lieidade, seu destino, sua volla a Deus.
dignidade das forri
Mas, os adversarios re-Vque a negativa..
como nos focos da luz, tudo o que legarain os
lempos passados, o o que a custa de seus esforjos
lera podido collicr ; eis aqui a egreja lera felo, e
o que. faz ainda,
cora firmeza na su
trina.
Apreciemos agora as razes em que se basca o so leg. crira. previne que se faga o ti so da ra-
Sr. Fernandos de Oliveira para laxar o nosso leg. lio de ura modo intemperante, ilegitimo e con-
crirn. de schismaiico : Tendo o leg. const. re- icario sua prupria uatureza ; por qnanlo o leg.
conhecido, diz elle, uma religo, a qual se adop- crim. usando do vocabulorasoavel excluid
tou como a do eslado, e que esta religo como da analyse aquelles principios que o horaem nao
a verdado revelada, superior conseguinteniente pole comprehender nem explicar, o se a razio
razo, conceder que so faca analyses rasoaveis nao pode comprehender nem explicar dogmas,
egual ao dizer-se que a" aflirmaliva o mesmo I mysterios : logo o cod. nao permitte analyses
vollam-se, e justaraeule sobre esta ponto que
o Sr. Fernandos de Oliveira fez recahir mais for-
lemente as suas censuras, quando permitte o
leg. crira. a analyse rasoavel dos principios re-
1 rn asquees, talvez, ha de ofl'ender o seu Crea-, [)r. i>ui0, live de Litar cora minh.as debis for-
<
1 hora sobre tantos males, sobre tantos re-
- e infortunios porque ha de passar no curto
; iodo de sua vida, e na hora da morte ainda
lagrima se desliza pelas macilentas faces
.. iiihar-lhc o leito Felizes os que podc-
ri :. dizer com o Psal. : Lavabo per singulas 7ioc-
cima meiiu ; lacrymis meis slratum meum
./ sim, porque nao serio as suas lagrimas
um ;iuro cll'cito, que naturalmente se explique,
pi,. nomeno sujeito interpretaces mais ou rne-
. nidadas, mas o resultado de uma contriccio
.la, uma dor tio pungente, que estalando
1 intimo d'alma trausboide em abundantes
ntes de lagrimas.
A vida humana nao senio a vespera da raor-
le, e como tal deveria ser uma preparacao con-
tinua para ella Donde se vejque cada'dia, em
que nos deixamos de fazer alguma cousa que til
nossa salvacjio, mais um insulto que fa-
cas contra as armas do sophisnia, manejadas por
m campcao forte, tanlo mais forte, quanlo invo-
ca va cm seu favor o escodo
za dos 3autos principios d
as conjuraces da impiedade. Impiedade! Poi-
que entendemos que nao existe antinomia entro
o nosso cdigo criminal e a nossa constiluicio,
que o leg crira. perniillindo a analyse razoavel
dos principios e usos religiosos nio ferira aos
preceilos constitucionaes, e nem religiao catho-
licaella que na phrase- do apostlo S. Paulo,
a columna e o firmamento da verdado. Porque
entendemos que a analyse razoavel dos princi-
pios c usos religiosos que faculta o cod. crira., 6
urna consequencia necessaria da liberdade de
pensamento c consciencia que foram garantidos
no nosso pacto fundamental.
Se erramos servir-nos-ha de lenitivo a lem-
Enlio verifica-se o que disse ura critico res- ligiosos. No esludo de urna legislcaao nio de-
vemos acanhar o pensamento oilei; para que
uma lei atlinja ao seu lint, torna^se-necessario
que o seu pensamento nio seja desligado ;
preciso que seja iiileiramenle comprehendido
era loda a sua pureza por aquelles que se entre-
gara ao penoso esludo da jurisprudencia. Eutio,
diz ura eminente jurisconsulto, devenios trans-
portar-nos ao poni de vista do legislador, re-
peito dos Estados-Unidos, ondi os cidados nao
adoptam urna nica religo, scgiiein ludas. Nao
queremos prescrever a liberdadi de crenca, esta
tem por santuario a consciencia : e as prescrip-
ces do poder humano nio podem attingi-la,
Haja liberdade de consciencia, mas procute-sc
afugenlar do estado esses cultos que pela nalure-
za de suas predicas, pelas exageracoes de seus
preceilos e pongos de suas ceremonias accarrelem produzir artificialmente suas op^aees e recom-
darnnos sociedade. Nao seguimos a opiniao de por a lei pelo pensamento: sotenle assim
da religiao, e a defe- I Mirabcau do que o culto nio Ci.he na jurisdicg.io j que poderemos obter uma intuicioN^rta e corn-
il chrielianismo contra | da polica, nio obstante ero e Dominciniano pleta do que encerra a le.
tenhara entendido assira para prohibir o culto dos O legislador que no art'. 5o da constituirse, pro-
cluistios : preferimos o pensar de l'oucart cuten- j clamou una religo de estado, foi o que no\art.
deudo que quando a religo se manifest no ex- 179 5 garanti a liberdade de religo e de cn-n-
Icriur e leude se propagar pea predica, c se ea, e no 4 do mesmo art garanto a liberdade
constituir pelo culto, a auloridade pode nlerrirlde pensamento o publicacio e coramunicaeio do
para proteger o exercicio legitimo deste direlo,' mesmo : e pela maneira ampia por que se expri-
os abusos que possora sobrevir. Nio
(1) Genezis.
'2. Ilebr 19. 27
FOiLUETIM
(3) Qui amal periculum in illo peribit ( Eccl.
3. 27).
(-1) Jugum raeun suave est S. Mal. 11)._____
e reprimiros abusos que possom
ha inconsequencia alguma na reslriccao da li-
berdade de culto, porque este nio to counexo
com a liberdade de conscieiicit, para que o que
se diz dcsta se deva necessaii miente admillir a
respeito daquellc. La Ferrire, no seu curso de
direito administrativo, diz : A liberdade de
ve-so claramente que tambem li-
vre o pensamento religioso.
O legislador consliluinte para tornar efficaz se-
melliante disposicio, no arl. 277 do cdigo penal
coramina penas contra os que lizerem atrontas
qualquer culto que seja estabelecido no Brasil.
Facultando, pois, o nosso legislador consliluinte
culto j nio para no mundo interno, interesala liberdade do pensamento religioso e da puWi-
as vezes vivamente a sociedad?, a ordera publi- cacao e coramunicaeio do mesmo, o art. 9 S 2
ca ; c a consequencia que o eslado, zelador ofigc de ser antithetico e anli-religioso cora os
desla ordera publica livre de ."o ^ceder ou negar preceilos constitucionaes, uma consequencia
proteccao.____________________necessaria do espirito desta mesma legislacio.
Mas eu quero que lenhas criada....
rasoaveis sobre elles, e sendo assira nao posso
Por que o nosso leg. const. reconheceu que a re-, prescindir do laxar do injusta a interpretaca'u da-
ligo de Jesus-Chrislo, a verdade revelada, e da ao cod. pelo Sr. Femandes de Oliveira. E
voluntariamente obrigou-se a prestar adheso a
verdade ; finalmente porque eslava convicto que
Deus fallando egreja confiou-lhe o cnsino do
dogma e da moral, dizendo que fura della nio ha
salvaco, segue-se que o leg. crim. permittiodo
a analyse rasoavel desta religo merece o epi-
theto de schismalico? Era nosso pensar, certa-
monte,nio ; porque se o estajo deve obedecer era
tudo que tei%relaeao ao bera coramura da egreja,
e promover a verdade era relacio aos individuos,
deve faze-lo, sera todava violar urna legitima li-
berdade de consciencia ; deve faze-lo imitando a
Sociales que nao trepidou morrer sera resisten-
cia pela verdade, apesar de sua couviccio, e de
ser ella contraria ordem social era que viva
deve faze-lo segundo o locante exemplo do Divi-
no-Meslro, sacrificando-se por lodos, e reconi-
raendando a seus discpulos que pacificamente
espalhassera a verdade sera ferro e fogo.
Os marlyres da egreja uiorrerara pela verdade,
mas nio malaram por ella ; porque sabiam que
nio ha verdade que nos d o direito de malar.
Forca em pregar a razio para sabermos se a
nossa religo vem de Deus, e lugo que esliver-
mos convencido dessa verdade, necesario sub-
raeilermos a ella e crermos em lodos os demais
artigos de f. Abracar urna religo, ignorando
d'onde procede, sermos insensatos, e duvidar-
mos della sabendo que Deus autor, ser infiel.
Mas, contina o Sr. Oliveira a verdade mostrar-
se (demonstra-se) mas nao se analysa, pois como
enlendem e devem entender lodos os lgicos, a
analyse ura methodo. urna lei necessaria
Unto o leg. comprehendeu a oecessidade de fa-
zer-se o uso conveniente da razio curaudo-a
cm tudo que excede s suas torgas, segundo San-
to Agoslmho_ (ratto pervenens ad finem suum)
que no art. 278 cercea a liberdade de discutir so-
bre dous pontos espitaos iraraorlalidade da al-
ma e existencia de Deus sendo por consequen-
cia o materialismo e o alheismo punidos pela
nossa legslacao criminal. Harmonisando-se,
pois, o artigo 278 com o art. 9 2, ve-se que o
eg. crim. maniere a, concordia com o arl. 5. do
nosso pacto fundamental.
Eis as razes que me levaram a crer na dou-
\ trina do art. 9 S 2, do cod. crira. julgando-a em
vez do schisraatica, injusta, antithelica como
pensa o Sr. Oliveira, orthodoxa, legal, e harm-
nica com os principios consagrados no art. 5." da
nossa consliluicio.
Prescindimos de responder alguns argumen-
tos apresentados pelo Sr. Oliveira, nio s porque
em nada prejudicam a juslificagio do art. 9^2,
senao porquej foram convncientemenle refutados
pelo nosso hbil collcga o Sr. Montenegro em
sua Refulacio refutacao.
Pensamos ter satisfactoriamente respondido ao
Sr Fernandos de Oliveira, era defeza do nosso
cdigo criminal: cumpre-nos, terminando esto
desalinhado trabalho, pedir benevolencia ao
publico illustrado para o aprendiz, nio habitua-
do s lulas da imprensa.
Antonio de Paiua Pereira Pacheco.
um pouco alordoada cora as suas novas aventu- Mas qual ? Era Paris ha uma poreio delles. Ser-
L'ra quarlinho, uma cama, uma mesa, duas ras e talvez tambera cora a ciamp.ag.ne que ti-, ve-lhe o dos Principes ? o dos Embaixadores ou
POR
PAULO DE KOCK.
XX r
1 dama de ouros.
(Continuagao.)
Ah murmurou Ceiisetlc, a que estou eu des-
tinada Sem duvida o co ainda me pune I Eu
nio devia consentir em acompauha-lo, em crer
as suas promessas.... mas eu nao sabia que
me enganariam sempre Acredito no que me
dizom___ Foi a dama de ouros que causou lu-
do I Que necessidade liona eu do fallar em seme-
ihanle caria!
Accuse-mc, faca-me vergonha, disse Gaslio
beijando a no da moca. Sim, fallei aos meus
mentos e todava 'essa falta foi involuntaria..
cadeiras o que preciso ; depois eu sei cozer al-
guma cousa, bordar, nao muilo bem, mas em-
lini trabalhaudo aprende-sc e procurarci tra-
balho.
G3s!ao poz-se a rir c abragou do novo Ceriset-
tedizendo-lhe;
Para que rae fallas em Irabalho; deixa-te
dsso. O leu futuro Dea a meu cuidado. Eu sou
rico, minha amiga ; quero que d'ora cm dianle
la existencia seja fiada pelos amores c praze-
res. Quero que lodos os leus desejos scjain sa-
lisfeilos, que leus toilettes sejam encantadores.
Nio precisas disso para ser bonita, mas dar-mc-
lia ura alcgrfm ver-te eclypsando as mais boni-
tas mogas de Paris.... Mas emquauto nio chega
amanhaa, cuidemos do presente ; nao posso alu-
gar uma casa neste momento, porque sao quasi
dez horas c -rae absolutamente necessario appa-
recer em casa de meu tio___ Levar-te-ia pa-
ra minha casa, se uo receiasse encontrar l
gente....
Vosse tem genle cm casa tio larde?
Sim, vizlas---- Em Paris recebe-se vizilas
muilo tarde. Tudo bera considerado, varaos ar-
ranjar o negocio assim ; mando-te buscar um
carro que te levar a um hotel, onde passars a
noite, noque nio ha inconveniente algum. To-
ma dinheiro ; chega para amanhaa, e cutio araa-
nhia vem minha casa ao meio-dia para irmos
procurar um aposento ; toma tambem o meu
nha bebido, em pouco tempo se aehava naquelle
eslado que nio nem razio,nem embriaguez, em
que nio se pensa, porque a memoria est tio
sobrecarregada de cousas, mas era que nio se
tem niuita certeza de estar acerdado.
De repente appareceu-lhe tima lerabianca, c
ella exclamou :
Oh! raeu Deus! e minha roupa !___
Tinha-a deixado no carro que esta /a espera
de Gaslio na poila do botequim ; tranquillisou-
se pensando que o seu amigo a teria achado e
lh'a restiluiria no dia seguinle. A trouxa con-
linha apenas um vestido, urna saia, quatro cami-
sas, tres lencos c meias, mas era loda a guarda
roupa de Gerisetle ; e em qualquer outra cir-
i-uinstancia, ella sentira bastante essa perda.
Nesse momento em que aimia tinha em memo-
ria os bellos movis, os bellos toilettes que Gas-
lio Ihe prometiera, nao se loda inquietar por
perda lio pequea, e mesmo no caso em que a
trouxa nio fosse encontrara no carro, senta
na algbeira dirjheiro bastan e para substituir o
que perder. Gastao dera-lhe quarenla francos,
dizendo-lhe que chegava para o dia seguinte e a
moca pensava comsigo ;
Pois gasla-se quarenla francos por dia em
Paris? Oh nio possivel! Nesse caso, s gen-
te muto rica poderia morar iqui.
Ue repente parou o carro ; Ceriscltc julgou ter
dos HaricoW! (feijes?) Ah verdade que este
nao Ihe serve, parece-me que uma mulher que
h
Condu-
o mes-
aqui 'evo ; e verdide que nio estou
cerlo.... E' mulher ou homem?
Bera v que sou mulher, senlior
za-me ao hotel que quizer ; para mira
DO....
E a m ira Escolha l !
Um hotel modesto, que nio seja muilo
caro.....
Ah agora entendo o verso Toco para o
Marais. E' justamente o caranhtvdos raeus ani-
malejos.... E'-lhu indilTerenle ir para o Marais ?
Sem duvida, porque Ihe disse, que podia
ir para onde quizesse.
Diz.... diz... Eu mesmo nia sei o que vo-
co diz Toca, rapazes, galopo I
Tornou a partir o carro. Ceiisetle nao eslava
tranquillo ; assustava-a o eslado do seu conduc-
tor, c para augmc-ntar-lhc os sustos, o cocheiro
dava cbicotadas desesperadas nes cavallos ; os
pobres aninmes iam a toda a brida e s por mi-
lagro nio se esbarrava com os mnibus e car-
rocas.
Eslc homem boje faz alguma desgraga, disse
comsigo Cerisctte ; alira-mo ao chao decidida-
mente. E com esta carreira como ver elle os
ietlreiros para roeonhecer os botis... Ah que
ros que se advinhara de longe, e disputava cora
esses homens que s trabalham noite.
Ceriselle julgou-se morta, percebou emfim que
o carro apenas eslava euibaragado com oulro de
rauito que nao se podia soltar ; augmentaran! as pra-
assiin e continuou a examinar essa mulher que
era moca e bonita, mas cu jo olhar desaforado o
sorriso impdico nio provocavara confianca.
Entretanto a tal mulher continuou :
Pediram-te os meus signaes, para que es-
mirando-rae cem laraanha curiosidade ?
gas, c a despula foi-se esquenlando. os conduc- tejas miranao-me cera
lores de estreo charaaram logo de estupido e Queros que me volle para me veres de todos os
bebado ao cocheiro, que tendo caminho tio largo lados ?
fora esbarrar com elles : o cocheiro fui s nu-l Queira dasculpar-me, minha senhora, res-
vens, arneagou os seus adversarios, chamou-lhes pondeu Cerisetle, que comprehendendo a sua
um nome que esles mcrecem e que por essa ra- I posigio, esperava tirar proveito desse encontr e
zio nio qui/eram receber ; travon-se a luta e; continuou : Eu estou rauilo vexada, minhe senho-
Eu quiz respeitar o seu abandono mas, vos- I bilhete do visita em que est o numero da casa
lio bonita, tio seductora Os seus encantos
lornaroni-me a cabega o os sentidos*. Per-
de-me, c creia ao menos que nio a abandona-
tc, que empregarei lodos os meus cuidados em
faze-la feliz, em aformosear a sua existencia, e
que a torga de amor, procurarei merecer o seu.
Tera-se dito militas vezes que fcilmente
acreditamos aquillo que desojamos ; nio sou
absolutamente dessa opioiio, porque aquillo que
desojamos o que ordinariamente nao succede.
Mas Ceriselle pensava sem duvida de oulro mo-
do ; c depois o que tinha ella a fazer melhor
do que acreditar nesse mancebo que pareca re-
almente sentir ludo quanto dizia?
Logo amanhaa, disse Gaslio sentando-se
no p do Ceriselle e passando-lhe o braco pela
cintura, le alugarei um lindo aposento, naobilia-
lo-Iiei com elegancia Oh! nada to fallar,
ters criada s las ordens.
Nao vale a pena eslou acostumada a
servir-me a mira mesma.
'*) Vide o Diario n. 176.
e a ra cm que moro. Como n5o conheces Pa-
ris, amanhia ao sahires do hotel mettc-le em
um carro e vai minha casa. Est dito?
Sim, senhor; farei ludo quanto diz.
Senhor! Ainda me chamas senlior'. Mas na
realdade o nosso conhecimento foi tao brusco,
o meu procedimento tio indigno. Mas voss me
perdoar quando souber quanto o amo, e cnlio
me chamar Gaslio, nio assim ?
Sim, senhor Gastao.
O mancebo eharaou o criado do hotel, pagou
as despezas e pediu um carro para Ceriselle ;
depois, vendo que eram dez horas e meia dadas,
levou-a vivamente comsigo, o dando-lhe ainda
um abrago disse; at amanhaa, e meileu-se no
seu carro, emquanlo a moga, ajudada por um
mogo de recados suba para uma sege de aluguel
dizendo ao cocheiro:
Levc-me ahi para qualquer hotel; todos
me sao indifTercnles.
XXI
O cocheiro bebado.
O carro poz-se a caminho. Ceriselle ainda
ebegado a alguma eslalageci, mas o "cocheiro,! se nao fosse tio tarde, eu preflriiiair a p i
em vez de abrir-lhc a portiahola, ficou na bo-! Mas dahi a pouco parou de novo o carro. Co-
lea, e contentou-se com de lar a cabeca por um I risetle respirou, porque julgou terminadas as
dos vidros da frente, murm irando com voz avi- 1 suas penas ; mas o cocheiro tornou a encostar a
nliada ; I cara ao vidro dizendo ;
Entao ni t onde vamos nos ? Ha que tem- Isto s pelo diabo Nio vejo hotel nenhum
po Irolam os bichiuhos! Quero saber onde
mos ou se quer levar a noite de passeio.
Cerisctte conheceu logo que o cocheiro eslava
bebado ; leve susto e respondeu ;
Eu Ihe disse que me levasse uma esla-
lagem....
Qual estalagem En lio ha estalagens em
Paiis....
Um hotel
L isso sim, jutro cinlar. E' o que nio
falta, ha ahi sduzias talln-rae em estala-
gem, eu nio comprehendi, nem pitada___ Se
me dissesse logo hotel, j eu sabia como havia
de langer os pauzinhos.
Eu jlh'o tinha dito.
Sim ? Pois olhe, eu creio que nio.... E
eu nao eslou bebado, ou pelo menos nao eslou
tio bebado que nio entendi o que mo dizem
Quer enlio que a leve a um hotel I Mu'ip pea I
S ha por aqui uma sucia de mercieiros que es-
tao a fechar as lojas... Quer que eu pare alli
naquella venda de vinho, para perguntar*"onde ha
algum hotel, emquauto tomo um refresco ?
Oh nao senhor, eu Ihe pego que nio v
venda de vinho.... Leve-me mais de vagar, ver
melhor os Ietlreiros dos hoslels...
Entio achaque vamos depressa ? Ora uio
queremvro noivo a queixar-se de que a noiva
c bonila Entio nio sabe que os meus animaes-
zinhos I Ah I mil piparotcs I A galope I
O cocheiro era desses bebados embirraules ;
em vez de caminhar mais de vagar como Ihe
pediam, excilou o mais que pode os cavallos ;
o carro ia com urna velocidade desesperada. Ce-
riselle treinta como varas verdes ; dahi pouco
um furioso abalo atirou-a do lado opposto aquel-
lo em que eslava ; ouviram-se gritos e pragas ;
era o cocheiro. que esbarrra com um desses ca-
comecaram a chicolada uns nos outros. Ceriselle
trmula de modo, vendo os homens allacarem o
cocheiro, pensou que elles a tratariam do mesmo
modo que ao seu conductor ; s leve um desejo
fugir ; e abaixando um dos vidros do carro,con-
seguid abrir a norlinhola do lado que eslava li-
vre. Apenas abri a porlinhola, sallou para a
colgada, e safando-se dos carros, largou-se s
curreiras sem olhar para traz e al onda nao
pode mais ouvir a voz de | -ellos homens!
Entretanto foi obrigada a parar, porquo Ihe
faltava a respiragao ; olhou para traz, e deitou
o ouvido a escula ; reinava em torno de si o raaior
silencio. A carreira que dera fazia com que nio
receiasse ser encontrada : os transentes tor-
navam-se cada vez mais raros ; pensava que de-
via ser tarde e receiava nio achar mais hotel
aberla. Entretanto, gragas ao gaz que allumiava |
a ra em que liuha parado, nio sentio muilo
suslo por vr-se s, de noite, no meio de uma \
cidadeque nio conhecia, e tornou a caminhar1
dizendo comsigo ;
Ainda hei de achar lojas abertas o entio
perguntarei.
J tinha 3ndado algum tempo, estava em uma
ra larga, mas cujas Tojas todas eslaram fecha-
das, comegma a receiar nio achar mais uma
pousada para essa noite, quando passando por
ura corredor cuja porta eslava aberta, vio urna
luziuha fraca no fundo da casa. Parou pata
olhar; no mesmo instante, uma mulher em que
ella nio tinha reparado e que eslava na ra, al-
guns passos distante do tal corredor, aproximou-
su dizendo-lhe com tom deliberado :
Enlao, pequea, perdeu o seu amguinho
esla noite? Era todo o caso oflango-lho que nio
est era nossa casa... Nio sei o que que co-
mem os homens esta hora Trufas nio pode ser,
porquo o commercio est parado !
Ceriselle olhou para essa mulher que Ihe fal-
lava com tai familiaridade, admirou-se de ve la
elegantemente trajada e cara um vestido lio de-
cotado, que descubra inicuamente os hombros
e O col ; peqsou qqe em Taris secta usado (rajar
ra, mas se podesse indicar-me uma pousada ho-
nesta, um hotel para passar esta noite, pagando,
bem entendido, far-me-hia um grande favor, do
que eu Ihe seria rauito grata.
A moca ouvio a Ceriselle ; examinou-a com
mais altengio c disse-lhe :
Unio nao sabe onde ir dormir?Seus amos
despediram-na hoje noite ?
Nio teuho amos, minha senhora, posso fa-
zer o que quero.
D'onde vem entio ?
VrnhodeSevres, onde passei muitos dias...
mas antes j tinha viajado rauito.....
E entao chegou boje Paris?
Sim.jantei aqui com urna pessoa com quem
me devo encontrar amanhia ; mas no entauto
eslava procura de um hotel.... Eu ia n'um car-
ro ; o cocheiro esbarrou-se com uma carreta ; co-
megaram a brgar, e eu fugi. E a senhora pode
ensinar-rae uma estalagem, porque j rauilo
tarde ?
Que historia exquisita !
A tal moga reflcctio um instante e replicou :
Se nao sabe onde passar a noite, entre aqu,
que Ihe darao cama.
Oh muito obrigada, minha senhora, esta
casa hotel onde a gente pode dormir ?
E'; e creio mesmo que aqui s se faz dellar
e dormir
Eolio, quanto estimo te-la encontrado, mi-
nha senhora, e ter parado diante desta casa. Mas
nio vilettreiro na porta.
Em Paris nao se deita Ietlreiros as nossas
casas. Vinho bom nio precisa rotulo, como se
diz. Ora vamos, venha. Vou opresenta-la dona
do. .. notei.
Eu a sigo, minha senhora.
(Coni.'iuar-se-/ia.]
PERN. I*P. DE M. F. DE F/kRJA. 1S60

L -.


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