Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09120


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Full Text
UM XXXYI. ROMERO 169.
mu
Por tres raezes adianlados 5000.
Por tres mezes vencidos 6$000.
W
SEGflDA FIRA 23 DE JLHO DE 1868.
Por anno adjuntado 19$000
Porte franco para o subscritor,
EN'JARREGADOS DA SUBSCRIPCAO' DO NORTE*
Parahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
N ital, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaly, o
Sr. A. de Lomos Draga; Cera, o Sr. J.Jos de Uli-
vcira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
jo Guimarcs; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
M oraos Jnior; Tara, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Joronvmo da Cosa.
f AK1IIJA DOS i.uiiiir,iu.->.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros,Bonito, Caruar, Attinhoe
Garanhnns as Ierras feiras.
Pao d'Alho, Nazarcth, Limooiro, Brejo, Pes-
queira, Ingizeira. Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quarlas-fcras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una, Barreiros,
Agua Prela, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos os corroios partera as 10 horas da manhaa.
EPIIEMEP.IDEs DO MEZ DE JLLI10.
3 La c.heia a 1 hora e 47 minutos ia manha.
11 Quario minguante as 3 horas e 38 minutos
da manhaa.
18 La nova as 12 horas da manhra.
25 Quario crescenle as 3 horas e !iO minutos da
manhaa.
PREAMAR DEHOJE.
Prmeiro as 9 horas e 18 minutos da manhaa.
Segundo as 9 horas o Ai minutos da tarde.
AODINECIAS DOS TBIBUNAESDA CAPITAL.
Tribunal do comraercio: segundas e quintas.
Retacao : terjas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Jmzo do comraercio : quintas ao mcio dia.
Di.o de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Pr'meira vara do civil: tercas c sextas ao meio dia
Se;unda rara do civil; quarlas e sabbados
meio dia.
a o
DAS DA SEMANA.
23 Segunda. S. Apollmario b. m. ; S. laboro.
24 Terca. S. Christitia v. m.; S. Francisco Solano.
25 Quarta. s. Tiagoap.; S. Chrislovo m.
26 Quima. Ss. Symphronio e Olimpio mm.
27 Sexta. S. Panlaleo medico ; S. Sergio m.
28 Sabbado. S. Innocencio p.; S. Nazario m.
29 Domingo. S. Anna Mal da Mai de Dos.
ENCAlU.FGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SUL-
Alagoas, o Sr. Claudino Falcio Dias; Berna,
Sr. Jos Martina Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do nur.io Manoel Figt;eiroa d
Farfe,nasua livraria praca da Independencia es.
o e 8.
PARTE GFFICIAL
^nlstcrii 1:i guerra.
EXPEDIENTE no DIA 8 DE JUN'UO HE 1860.
Circular.Bio de Janeiro. Ministerio dos
negocios da guerra, era 8 de junho de 1800.
Illin. e Exm. Sr.Convindo fazor cessar a pri-
tica de passnr-se as pracas escusas do servico do
exercito ttulos de divida por Ia o 2* *ia, afim
di' evitar-se duplcala de dospeza, expeca V. Exc.
ss necessarias ordens para que os commandantos
d*>s corpos estacionados nossa provincia comprara
Gelmcnte o que determina o arl. 65 das inslruc-
c '-i de 10 de Janeiro de 1853 e o aviso circular
de 5 de marro de 1817.
Dos guarde a V. Exc. Sebastian do Regn
V. irros.5r. presidente da provincia de....
Ao presidente da provincia de Pcrnambiicn,
para mandar fornecer ao 10" batalhao de infan-
tado o farJauenlo constante da nota que se llie
remelle organisada pela repaiticao doquartel-
mest re-general.
11
Circular aos presidentes das provincias.
I'.i-i. e Exm. Sr. Para obviar inconvenientes
que possam resultar de nao se pagaren aos cor-
| i do exereilo a etape c forragem, conforme o
valor que or filado pelas thesouranas de fazenda
cm cada semestre, declaro a V. Exc. q:;o as res-
pectivas tabellas nao devem sor alteradas sem
unitivo justificado e reconhecido por V. Exc
Deus guarde a V. Exc. Sebastin do fegn
Barros.Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco.
Ao do Para, declarando, em resposta ao seu
oflicio u. 81 do Io de maio ultimo, que fura ap-
I : aia a rosolucao que lomara de mandar pa-
gar as despezas foiUs por occasiio da visita feita
a diversas localidades da dita provincia, devendo
porm a parte distribuida ao ministerio da guer-
ra ser levada ao 12.Diversas despezas c even-
tuaes.
Ao do Amazonas, em resposta no seu oftieio
D. 50 de 10 de maio ultimo, quo fiara npprovada
?. resoluco que tomara de mandar enllocar entre
a villa de Silvoso a colonia de Ilacoatira, un
destacamento de linha, composlo de 0 pracas e 1
inferior da guarda nacional.
n. 290, que alguna os empregados uilimameo-
te noraeados para aquello arsenal nao apresen-
laram ainda os ttulos respectivos em consequen-
cia da falta de meios para obelos, tenho nesta
data resolrido que os mesmos empregados on-
trem logo era exercicio, ficaado obrigados porm
a exhibir os seus ttulos dentro do praso de trez
mezes, contados desla data Communicou-sc
ao inspector do arsenal de marinha.
Dito ao raesmo. Annuindo ao que mo requisi-
tou o chefe de polica em oficio do 18 do cor-
renle sob n. 980, recommendo a V. S. que man-
do pagar ao delegado do Ex, ou a pessoa por
elle autorisada a quanlia de quatro muris,
despendida rom a o aluguel de dous mezes. ven-
, i idos em 18 de maio ultimo, da casa que serve
all de quarlel guarda nacional. Communi-
cou-se aa chefe de polica.
Dito ao mesmo. Mande V. S. pagar a grali-
(cacao de de/, mil res diarios, a quo tcm direi-
divisao do
INTERIOR.
Para u Ue Barrenos.
Bacharel Felisbno de Mendonca Vasconcellos.
Para o de Villa-Bella.
Bacharel Marcos Correa da Cmara Tamarindos.
Pura o de Tac.aral.
Bacharel Francisco Goncalves da Rocha.Com-
municou-sc ao director geral da inslruceao pu-
blica.
Dita.O presidente da provincia, altendendo
ao que expoz Atistriclino da Costa S Barrelto,
lenle da 6" corapanhia do batalfao n. 46 da
guarda nacional do Rio Formoso em sua pelicSo,
sobre o que informou o respectivocommandanle
superior, em ofTicio de7 do corrente, e conside-
rando que o referido lente, depol'i do acto da
presidencia de 1- de selembro do anno passado,
pelo qual foi mantido no exercicio do seu posto ,
naquelle batalhao, nao incorreunrs disposices s. Paulo presentara o coronel
to o cirurgiao do divisad do cerpo de saude da
armada, doutor Jos l.uiz de Araujo Lima, a superior, resolve que fique sem effeilo a
contar do dia 6 de maio ao ultimo de junho doste do 21 de abril ultimo, pela qual foi o prc
anno, por se haver encarragad, romo commu-' ~
ministerio da fazenia.
EXPEDIENTE DO DIA 1" DE JIMIO 1>E 16G0.
Ao ministerio da juslica, declarando, que
para ser pago, como requisita em aviso de 3 de
narco do corrente anno, o ordenado do carcerei-
ro di villa da Escada, provincia de Pernambuco,
vencidodosde5 de marro da 1858, preciso que
soja presente ao thesouro requeriiuento inicial
di |iielle credor, processado na thesouraria de
fazenda da dita provincia, onde a divida tcm de
Ser liquidada, na couf irraidade das iiislrurccs
de 0 de agosto de 1847. .
Ao ministerio do imperio, declarando, em
resposta ao seu aviso de 8 do passado, que a nu-
lorisacao solicitada pelo director geral dos cor-
r ios, i>ara que o agente do mar do da corle pos-
sa ir, independenle do visita c a qualquer hora,
a bordo dos navios que cntrarein nest porto,
afm de receber aa malas e a correspondencia,
nao lem lugar pelas segunles razos : 1", por-
que nao lia necessidado indcclinavel de seme-
lhante necessidade, ou conveniencia publica que
a legitime ; 2", porque ella contraria aos regu-
lamenles sanitario e de polica, que nem mesmo
pe niittein aos empregados liscaes rommunica-
rem cun os navios sem que estes sejam desem-
barcados e declarados em livre prStica por parle
da rcpailicao sanitaria ; sendo certo que os pro
luios empregados desla s devoni visita-Ios as
horas que marca o respectivo regulamento, o
nunca de noite; 3", porque os interesses da fa-
zenda nacional nao estariam suffi-'ientomcnlo gi-
rantidos sempre que o empregado incumbido do
recebimento das malas, ordinariamente mnito su-
balterno, nao fosse do reconhecida moralidade;
A', Qnalmenle, porque a aulorisa^io pedida detxa
de sor necessaria, e o servido se far com a re-
gularidade e presteza despjnveis.se o dito agen-
te, logo que os empregados da repartirlo sanita-
ria forero para bordo dos navios eutrados no por-
to, dirigir-so immediatamente aos mesmos na-
vios, aQm de dar cumprimenlo s suas obriga-
eocs.
dos 2 o 3 do art. 65da lei n. 602 de 19 de" se-
lembro de 1850, como se evidencia das informa-
coes ministradas pelo respectivo rommandaole
a portara
. cdllo l-
ente privado do seu poslo.Commuuicou-se ao
nquel a essa reparticao em officio 5 o 7 do cita- ] cominaudantc superior da guarda nacional do
do raez de maio, da visita dos navios surtos no Rio Formoso.
auenradouro desla cidade, durante a epedemia i Dita.O presidente da provincia, altendendo
de febre amarello. j ao que requeren o 1" tabellio de nedas e escri-
Dito ao mesmo. Logo que haja crdito, man-' vao do termo de Pao d'Alho, Ignac.o Gomes de
de V. S. pagar as gr.iticacoes de 8cOOO a que, se-1 Souza, que havia sido suspenso pe3 respectivo
Rundo os atleslados juntos, teem direilo Manoel juiz municipal, em dala de 22 de junho prximo
Joaquim Moreira, pela apprchensao do desertor lindo, e ao resultado de exaroe e diligencias a
do 9" balal!4o de infanlaria, Antonio Ricardo Ri- que se procedeu em observancia do art." 4- c se-
bi-iro e o cabo de esquadra Salyro Pereira da i guiutes do decreto n. 129i de 16 de Je/.embro de r
Fonseca. por tambera haver apprl-hendido o de- 1853, resolve declarar aquello servenluaio ha- C!in"TTl0.doJiI.P.n.da.i0!,.ra8 PWCM-
sertor do mesmo batalhao, Manoel Pilippe da Sil- bil para servir os referidos oliicios, <. manda que
seja delles reenlregado.Commnnicju-se
CUIflJlR DOS SRS. DEPUTftOOS.
SESSO EM 5 DE JUNHO DE 1860.
/residencia do Sr. vizconde de Ctunarigibe,
j.bre-sc a sessao.
lida a acta da antecedente, approvada.
( Sr. i." Secretario d conia do seguinte
EXPEDIENTE.
tra oflicio do ministerio do imperio, enviando,
con o officio do presidente da provincia do Rio
de Janeiro, a planta e memoria descriptiva que
dos lmites entre esta provincia e a de
. de engenheiros
Oald.no Justiniano da Silva Pimenlel. A' com-
missio de estalis'.ca.
Lm requerimenio da ordem lerceira de S.
Francisco de asss, pedindo a concessao de oito
loteras para que possa com o seu producto le-
vantar urna nova capella. A' coramissao de fa-
zeiua.
flulro requerimento de Joaquim Antonio da
Silreira Jnior, solicitando que se autorise o go-
vemo a manda-lo admillir ao acto e matricula
dol anno da faculdade de medicina desla corle.
K commissao de inslruceao publica
uma representacao da cmara municipal res-
petiva, pedindo lira auxilio para a estrada de
Bon-Jardim c a de S. Joo d'EIrei a Goyaz. A'
Quereisalungar una vida de cooiradi^oes quan-
do, proclamando urna poltica nova, vos apresen-
tais cora os projeclos alhcios?
(juando nao apresentais um programma franco
e sera que anda tenha apparecido ii ma s
das medidas com que pretendis realizar vossas
ideas, exigis apoio sem condicoes? equando pro-'
clamis no vosso relatorio o direilo de tutella do I
estado, e quando as vesperas de urna cleicao
apresentais urna reforma eleiioral, cuja nica ex- i
pressiio o arbitrio ao goveruo?
Nesle ponto o orador demora-so em mostrar a
contradicho das ciiares de Ouizot c Rover Collard
de que se servir o Sr. Paranhos, e em' explicar o
vedadeiro sentido do expressaomandato impe-j
rativo, procuiando provar que os representan-
tes nao teem direilo de contrariar os piincipios I
de seus constituales; isso seria a liberdade da
traicao I
Terminando, o orador responde ainda ultima
pergiinla do Sr. presidente do conselho: o qoe
queris?
A constiluicao com todos os seus principios
apenas adrallindo reforma muito bem pensadas,
muito discutidas, como a reforma judiciaria e a
reforma hypothecaria ; a descenlralsacao. nao
como a que pretendo o Sr. ministro do imperio
no seu relatorio, mas que leva o seu verdaderode-
senvolviincnto s insliluiedes municipaes; a li-
berdade sagrada do credilo. Sobre e.slo ultimo
ponto o orador est disposto a comhater a uni-
dado naneara, quer directa, quer indirecta, em
deputado faz-la no parlamento com lauto de-
nudo ?
Onde achou tambem o nobre deputado acto do
governo que livesse por fim destruir os bancos
legalmente constituidos "?
Por ventura o nobre deputado, que se declara
a favor da liberdade regrada, pode por modo al-
gura adm.ttir o desregra.enla de emissoes do
notas, desregramento que necessariamente ha
de produzr. se alguma medida nao for tomada,
a continuacao ou maior abalimenlo dos cam-
bios, maior alca dos precos de lodos os gneros,
eemlim a pobreza e a ruina de muitos? ,'Apoia-
dos )
O relatorio do ministra da fazenda tem pa-
ginas perigosas disse o nobre deputado. Onde
esta o perigo das doulrinas que esse relatorio
contm ? E preciso que se determinen os pontos
da aecusaco para que possam ser respondidos
Nao so a vossa palavra que pode teros foros
de verdade ; nao sois privilegiado para que vos
julgueis dispensado de citaros fados em prova
daquillo que dzeis em desabono de homens cora
que mantendes as melhorea relacoes.
Senhores, 6 de admirar que o r.osso parla-
mento se diga que a expressao da verdade no
estado prsenle pode abalar o crdito do paz I
Se se examinar bem a chrouica do parlamento
inglez, ver-se-ha que nesse paiz nao se passa por
urna rrise, nao assoma ella no horisonte que nao
seja objecto de invesligacees muito minuciosas,
o dessas investigacoes ou '
projeclos de intc'rpfetacio o ciu regulamenlos de I vodfiea^'Trn'nh^in^ 'TTT SC ob,m a
euiaaeao e connccimcnto dos tactos, a sua ver-
va. Communicou-se ao commandanle das
anuas.
Dilo ao mesmo. Estando nos termos lgaos o
prct junto em duplcala, mande V. S. pagar sob
minlia responsabilidado os vencraenlos relativos
primeira quiuzcna desle mez dos guardas na-
cionaes aquarlelados do 3" batalhao de infantaria
desle municipio, visto nao ter ainda chegado o
crdito votado para esta provincia no correte
exercicio. Communicou-se ao respectivo com-
mandante superior.
Dito ao inspector da Ihesouraria provincial.
Mande V. S. pagar a Carlos Roberto Tott, quan-
do for possivel, a quanlia de 449280, despendida
nos mezes de abril a junho desle anno com o for-
neciinento de luz para a cadea de Barreiros, urna
vez que esteja nos termos legaesa conta junta,
que me foi remellida pelo chefe do polica em of-
licio de 18 do corrente sob n. 975. Comniun-
cou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo.Inteirado pelo officio que V.
S. me dirigi hontem, sob n. 305, de haver An-
tonio Malaquiai de Macedo Lima, dando por fia-
dor Jos Francisco Pereira da Silva, arrematado
com o abale do 5 por cento no valor do respec-
tivo orcamento os reparos do empedramento da
estrada da Victoria entre os marcos de seis a oi-
Jo mil bracas ; tenho a dizer em resposta que ap-
provo~osr",ii arremalaco.
Dito ao mesmo.Sendo possivel mande V. S.
d
. ao pre-
sidente da relaco, juiz de direilo e municipal da-
quelle termo.
Dita.O Sr. agente da companh a brasileira
lo paquetes a vapor, mande darpasiagem dees-
lado para a provincia da Babia no nrimeiro va-
por que seguir para o sul, a Jos Luiz da Costa,
empregado da Ihesouraria de fazenda, removido
para a daquella provincia, visto nc ter ajuda de
cusa.
Dita O Sr. agente da companhu brasileira de
paquetes a vapor, mande dar transarte para a
curte, por corita do ministerio da guerra, mu-
Iber e dous tilbos menores do cabo de esquadra
do 1- batalhao de infanlaria, Auto lio Joaquim
Germano, a que se refere a porlaria de hontem.
Communicou-se ao commandanle das armas.
Dita.O Sr. agente da companhia brasileira de
paquetes a vapor, mande dar transporte para a
curte no vapor Paran, em lugar destinado para
passageiros de estado, o Manoel Policarpo Mo-
reira de Azevedo, escrivo do arsenal do guerra
desta provincia.
Ji.rpedienle do secretario do overno.
Oflicio ao superintendente da estrada de ferro.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, manda
rcmeller a V. S. a inclusa copia aulhenlica da
ordera do thesouro nacional, que V. S. solicita
na communicacio que hontem mo d rigi.
Dilo a cmara municipal do Rio /ormoso.S.
pagar ao delegado do termo do Ex ou a pessoa Exc. o Sr presidente da provincia, manda decla-
por elle autorisada a quanlia de ljjOOO do alu- ; rar a cmara municipal do Rio Fornoso q*ue fica
guel de oito mezes de casa que serve all deca- inteirado do cometido do officio, que lhe dirigi
deia, ven sidos em 18 de maio ultimo, segundo a mesma cmara em 14 do corrente, e no qual
consta de oflicio do chefe de polica de 18 do cor- nao s communica que, em virtud*- das ordens
dado de voto.
Para sustentar taes prnripios o orador se
apressar a levantar-so niais dapressa ainda que
je para censurar o gabinete, oppondo-se a lo-
h
So lidos, postos em discussao c approvados
dois pareceres das commisses de constiluicao
c pideres e de pensos e ordenados, o prme'iro
anrullando a eleicao a que para eleilores ulti-
manenle se procedeu na freguezia de Santo An-
in do Pianc, 5o districto eleiioral da pro-
vin ia d Parahyba, e o segundo indelerindo o
reqterimento em que Josephina Zuarle Pestaa
peds como penso o meio sold de seu fallecido
mado, o capilao do 3o batalhao de artilbaria
Lu; Ferreira Pestaa, fcando-lhe entretanto
salvo o direilo de requerer do governo o favor
que Ora solicita da cmara
ORDEN DO DTA.
Primeira parle.
mirando em discussao as emendas ao projeclo
n .9 desle anno, approvado lionlem, adopta-
do :ora os artigos addtivns, indo entretanto
conmissao de redaccao, para redigi-lo na forma
do 'encido.
Segunda parte.
Contina a discussao do proj
falh do throno.
> Sr. Franco de Almeida,
can de esclarecer discussao. deixarla de "tomar I ,"am alu "la? 1''"" "<" maneira que pu-
a [alavra se urna declaracao solemne do Sr. pre- deSS0 Babmle. conhecer quaes-os seus amigos
sello.
O orador quer ainda a liberdade do industria, I
a completa liberdade navegacao de cabolagem el
a da navegacao do Amazonas para aquellas na-1
ces com que pudermos fazor tratados a respeito ;
a absoluta economa de bracos e de dinheiro, mas i s/
isso nao para que se enchilo as borras do thsou- \ ^P,m/ela-a_..ao pessoal ua sua "trecc.ao. mais
ro com descomes a pobres empregados; a lber-
dade.
Se o nobre deputado bem estudar esses inque-
rlos, se os investigar desde a primeira al a ul-
tima folha, acharl a demonslraco de muitos de-
feitose vicios no procedimenlb dos bancos, nao
das as medidas do governo que os contrariaren),
anda que nao seja senio para maior gloria do
gabineteesmagando o orador.
O Se. Ferraz (presidente do conselho) Nao
me repelido, Sr. presidente, le haver delarado
em nomo do gabinete de que faco parte, que nao
acetavamos apoios coedicionaes. Esta minha
declaracao linha um tim nico, e creio que osle
fim fui
ainda sua marcha.
Se islo verdade, por ventura o nobre depu-
1 lado poder levar a mal que se declare o que se
, achou. o que se vio, oque se examinou ? Nao
i essa i base sobro a qual se podem tomar as ne-
: cessarias medidas em um estado to melindroso e
| critico ?
Eu creio que sim. Como pode, pois, o nebro
; deputado exprobrar-nos nesle momento aquillo
I por que aos olhos dos homens impurciacs deve-
j mos ser elogiados?
Aeeusou o nobre deputado o relatorio do mi-
nistro da fazenda por encerrar ideas socialistas.
Ainda urna accusaeao infundada, o respeito da
sidmto do conselho o nao demovesse desse pro-
posto. O governo nao aceita apoios condicio-
quer conhecer francamente seus amigos
Governo da provincia,
r.xrr.ntENTE no da 20 de jilho de 1860.
Officio ao presidente da provincia da Parahiba,
Bemello inclusas a V Exa. copias do officio que
cm 9 do correle me dirigi o presidente do tri-
bunal da retacad, o da nota, que o acompanhot,
do solicitador da juslica, com referencia ao reo
Luiz Antonio Cabug, 'do que trata o officio de
V. K\c. de 20, a que tenho assim respondido.
Dito ao commandanle das armas interino-
Podo V. S. mandar abrir assentaraento de prdfh
ao paisauno Eugenio Nery da Rocha Pitia, que,
offerocendo-se voluntariamente para o servido
do exereilo. foi considerado apto, como consta
do termo de insoeceo, annexo ao seu officio de
hontem sob n. 767.
Dito ao mesmo. Faco apresenlar a V. S.,
para serem inspeccionados, os recrulas Cyrillo
Antonio Ferraz, Quintilano Francisco de Oli-
veira, Umbelino Jos Jaques de Oliveira, Theo-
doro Rodrigues da Cunha, Rufino de Souza Ra-
mos e Antonio Coutinho do Naseiuiento, cora-
municou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo. Faco apresentar a V S.
para serem inspeccionados os recrulas Luiz Leo-
cadio dos Santos e Joao da Molla da Cruz San-
tos. Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo. Fa$o apresentar a V. S. pa-
ra serena inspeccionados os recrulas Candido Jos
dos Prazeres e Antonio Luiz do Sant'Anna.
Gommunicou-se ao chefe de polica.
Dito ao inspector da tffezourana de fazenda.
Em visla dos prels untos, eslindo elles nos ter-
mos lgaos, mande V. S. pagar ao capitn Joa-
quim Cordciro Ribero de Campos a importancia
los i-encmenlos dos guardas nacionaes desta-
i los na cidade do Ro Formoso, conforme re-
quisilou o respectivo commandanlo supperior
em olficio de 11 do corrente.Communicou-se
a esto.
Dito ao mesmo. Urna vez que"esleja nos ter-
mos legaes a conta junta, mando V. S. pagar a
Carlos Roberto Totl, conforme lequisitou o chefe
de polica era officio de 18 do corrente sob n. 974
a quanlia de Irinta mil ris, em que importa um
semestre, vencido no ultimo de junho prximo
linio, do aluguel da casa que serve de quarlel
ao destacamento de guardas nacionaes em Bar-
reiros. Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo. Altendendo ao que me re-
quereram os vigarios das freguezias do Buiquo
Jos Teixeira de Mello d'AssumpQao, de Cabrob
Antonio Jos Firraino de Novaes, e de Ouricury
Francisco Pedro da Silva, autortso a V S. a man-
dar pagar sob minha responsabilidade as suas
congruas, vencidas nos mezes de abril a junho
desle anno, visto nao haver crdito para esse pa
gamenlo, que concernente a alimentaco dos
supplicantes.
Dilo ao mesmo. Em additameato ao meu
officio de 17 do correnle, tenho a declarar a V. S.
que o contracto celebrado pelo director das obras
militares cora Jos Pereira de Alcntara do O' e
de que dei sciencia a V. S. em o citado officio,
refere-se somento execugo dos concertos, cala-
dura etc precisos no quartel do 10 batalhao de
infantaria.
Dito ao mesmo. Ponderando-me o inspector
do arsenal de marinha em officio de hontem, sob
rente, sob n. 980.Communicou-se ao chefe de
polica.
Dilo ao mesmo.Quando for possivel, o oslan-
do nos termos legaes a conta junta, mande V. S.
pagara Manoel Francisco da Cruz, conforme rc-
quisitou o chefe de polica em off.-io do 18 do
corrente, sob n. 978, a quanlia de 308000. des-
pendida com o aluguel de um semestre vencido
no attimo de junho prximo lindo, da 'casa que
servado piiso na freguezia de Santo Amaro de
Jaboatao.
Dito ao mesmo.Acenso recebido o officio que
V. S. mo dirigi hontem, sob n. 30-f.communican-
do haver o Dr. Pilippe Nery Collaco, dando por
fiador Francisco Accioli de Gouvcia I.ins, arre-
matado por 1.4959000 a iipresso dos batneos
o ornamentos da receita c despeza provincial o
relatorio dessa inspectora com todos os docu-
mentos, qne devem acompanha-lo ; e em respos-
ta tenho a dizer que approvo esta arrema-
laco.
Dilo ao commandanle superior da guarda na-
cional de Ooianna. Sirva-se V. S. de expedir
as suas ordens, para que urna guarda de honra de
um dos corpos sob seu comraando superior esto-
ja postada em frente do convento do carmo da ci-
dade de Ooianna, as 3 horas da tarde do dia 15
de agosto prximo vindouro, afim do acompanhar
a procisso de Nossa Senhora da Boa-Morle.
Dito a cmara municipal do Recife. Scionte
do que me communica a cmara municipal do
Renfeem seu officio n. 68 de 18 do correnle, te-
nho a dizer-lhe, que approvo a deliberacao quo
tomn de cncarregar da inspeceo das rezes des-
tinadas ao consumo publico nesta cidade ao ci-
rurgiao de seu partido Francisco Jos da Silva,
atienta a maior economa, que disto resulta para
os cofres municipaes, devendo porm a mesma
cmara mandar pagar ao Dr. Augusto Carneiro
Monteiro da Silva Sa.itos o ordenado a que tem
direilo nos termos do g 3o do art. Io da lei do or-
Qamento municipal vigente, a contar do dia em
que por ordem desla presidencia comecou a exa-
minar as resos no maladouro, at aquello era que
esse servco passou a ser feito pelo cirurgiao Sil-
va, era vista da supradita deliberarlo da c-
mara.
Do ofTicio incluso por copia ver a cmara que
o referido Dr. Santos deve considerar-se desde
enlao dispensado dessa commissao, e por isso
sem direilo a vencimerfto algum.
Dito mesma.Recommendo cmara muni-
cipal do Recife a expediegao da suas ordens para
que os respectivos liscaes, cessando a colir m m a
que estilo fazendo do imposto de 2g500 rs. sobre
o gado vaceum, consumido as freguezias dos
Afogodos, Poco da Panella, S. Lourenco, Varzea.
Muribeca e Santo Amaro de Jaboatao, recolliaiii
ao cofre da thosouraria provincial o producto de
semelhante cobranca, ficando a mesma cmara
na iiilelligencia de que nesta dala auloriso o ins-
pector daqnella reparticao a mandar abortar aos
referidos liscaes a gratificaco de 10 por corito
desse producto.Commuuicou-se ao inspector da
thesouraria provincial.
Dito ao director das obras militares Approvo
o contrato que, segundo o seu olficio de hontem,
sob n. 60, celebrou Vmc. com Jos Pereira de
Alcntara do O, para a execuco dos reparos, cala-
dura etc. no quarlel do 10" batalhao de infan-
taria'
Dito ao director do arsenal de guerra.Mando
Vmc. fornecer ao batalhao n. 45 da guarda na-
cional da comarca do Ro Formoso, pessoa quo
pelo respectivo commandanle superior foi auto-
risada 25 granadeims com os competentes correa-
mes.Commuuicou-se ao supradito commandan-
le superior.
Dito ao mesmo.Mande Vmc. eliminar da
companhia dos aprend/es desse arsenal o menor
de nomc Joao Coelho d'Almcida, visto solfrera-
laques de epilepsia, como Vmc. declara em seu
oflicio de 19 do correnle, sob n. 214, fazendo a-
listar como cffeclivo, o mais antigo dos menores,
que esto addidos a mesma companhia.
Portara.O presidente da provincia, confor-
raando-se com a proposta do director geral da
inslruceao pnblica, datada a 19 do correnle, re-
solve nomear delegados dos dislrictos Iliterarios
abaixo declarado os cidados seguiutes:
Para o de Liraoeiro.
Jos Antonio da Silva Mello.
Para o da Escada.
Bacharel Luiz Antonio Pires.
desla presidencia, se achara jurameHados e em-
possados dos seus cargos quatro incmbrosda ca-
mar municipal de Barreiros, dous uizes de paz!
da freguezia do mesmo nomc edous da de Agua
Preta ; mas tambem pondera que, fe cntrou na !
apreciaco da legalidade ou illegaldide, cora que
se procedeu a eleicao de vereadores e juizes de
paz das freguezias do Barreiros e Agua Preta, e
referi o que nos respectivos actos enconlrou,
nao foi por auloridade propria, mas sim por lhe
ter sido ordenado pela presidencia em olficio de
30 de agosto, que por copia remetto a mesma
cmara com o seu citado officio.
Despachos do da 20 de jl:.ho.
Reqtterirnentos.
868Dr. Augusto Carneiro Montero da Silva
Santos.A cmara municipal lem ordem para
pagar ao supplicante os vencimenlus a que elle
livor direito.
869Antonio Jos Firraino de Novaes, vigario
da freguezia de Cabrob.Dirija-se i Ihesouraria
de fazenda, a quera se expede a crdem para o
pagamento.
870Ignacio Gomes de Souza, 1." tabellio o
escrivo do termo do Po-d'Alho.Deferido com
a portara desta data.
871Jos Teixeira de Mello, vigario da fregue-
zia do Buique.Dirija-se a Ihesouraia de fazen-
da a quem se expedo ordem para o pagamento
requerido.
872Dr. Jos Luiz de Azevedo Lima.Dirija-
se v thesouraria de fazenda.
873Bacharel Joaquim Barboza Lima.Como
pede.
874Jos Luiz de Souza Barros, tenente do
esquadrao de cavallaria da guarda nacional da
Villa Bella.Em visla da informacio do cora-
mandanle superior nao ha que defe'iir.
874Joao Hypolilo do Meira Lima.Informe o
Sr. director das obras publicas.
876Marlinho da Silva Costa.Nao tcm Ingar
o que que requerer o supplicante.
877Manoel Ferpera Accioli, como procurador
do vigario Francisco Pedro da Silva.Dirija-so a
thesouraria de fazenda, a quem se enpede ordem
para o pagamento.
878Bacharel Manoel Innocencio Pires de Fi-
gueiredo Camargo, promotor publicc de comarca
de Po-d'Alho.Passe-se portara concedendo a
lcenca na forma reqnerida.
COMANDO DAS ARMAS.
Qaartel do commando das armas
era Pernambuco, na cidade do
Recife, 18 de julho de 180,
ORDEM DO DIA N. 421.
O coronel commandanlo das armas interino,
declara para os fins convenientes, que no dia 10
do corrente foi examinado pralicamonte na res-
pectiva arma, o Sr. tenente do 8 batalhao de
infantaria Manoel Jos do Menezes, e approvado
plenamente as seguinles especialidades, manejo
d'arma, manobras do batalhao, exercicio de fogo,
delalhc, escripturaco e economas.
Assignado.Antonio Gomes Leal
Conforme. Pe tro Gomes d'Ohveira, alferes
aldante de ordens do comraando.
20
ORDEM DO DIA N. 422.
O coronel commandanle das amas interino,
faz publico para sciencia da guarn -ao e devido
effeito, que a presidencia concedeu por porlarii
de hontem datada, dous mezes de licenQa com
encimemos, nc forma da lei, ao Si. 2 tenente
do 4 batalhao de arllharia a p, los Antonio
Ribeiro de Freilas, para tratar de sua sade fra
desta capital.
Assignado.Antonio Gomes Leal.
Conforme. Pedro Gomes d'Oliveira, alferes
ajudanle de ordens do commando.
22
ORDEM DO DA N. 423.
O coronel commandante das armas interino,
determina que no dia 23 do correr te, pelas qua-
tro horas da tarde, esteja o batalhao 10 de in-
fantaria formado em linha no campo das Prince-
zas, afim de lhe passar revista.
Assignado.Antonio Gomes Lea'.
Conforme. Pedro Gomes d'Ohveira, alferes
ajudanle de ordens do commando.
n a e.1;
o sa'JS adversarios Guardar seilencio cm vista
de tima declaracao destas seria raais que fra-
qieza, sera cobarda ; seria fugir ao perigo antes
d. combato, isto principalmente da parto do
( mador, que um daquclles que ainda nao deses-
! pira da dignidade da primeira cmara lilha da
i le dos circuios.
Assim, procurar responder t peguntas ca-
' thegoricas que o Sr. presidente dirigi oppo-
sicao.
DoiJo viudos ?
De una longa peregrnaco, cora o fim de ad-
miraras nossas pyramides polticas e comparar
o briho que espalham ao longo com as ruinas
que meerram ; de urna longa peregrinaco, de
3coripanhar um Ilustre finado cora um nico
seninento, a melancola, que so apodera dos
espirtos guando nao podem deixar de chorar o
pstalo, apezar do pertencer elle aos pygmeus,
nem sentir enihusiasmo pelo prsenle, apezar de
perleicer a gigantes.
Quem sois"?
O iioffensivo sacerdote de seila absoroida ou
fintai; sacerdote que guarda na religio de
suas rencas seus bellos principios ; um philo-
sophc, um visionario, se quizerem, que tcm sau-
dades para o passado, gemidos para o presente e
espeoncas para o futuro.
Pira onde ides ?
Filio do povo, s nello pensando e para elle
vverdo, o orador nao considera grande senao a
que 'em do povo ; e, respondendo aquella per-
gunti, nao deixar sem serio reparo a evocaco
do S-. Paranhos ao ministerio para que se acau-
telase da populardade. E' mister que isto nao
passi desapercebido em urna cmara que o ora-
dor eslava persuadido que roprcseniava toda a
forca e toda a inlelligencia do povo. Contra e
popiJaridade, nao essa popularidade mestica, a
basWrdn com que na nossa trra tanla gente se i
lem querido abracar, mas contra a verdadeira
pnpilaridade, nao ha vlvulas do seguranca ;
ad lhe pode resistir. Temis a popularidade ?
Seja; mas nao calumniis urna santa, que, se
vos nao ama, vnsnaoodaia tambem.
Preferiris popularidade esse profundo des-
gosU suscitado pettis ultimas oceurrencias com
a conpanhia de paquetes, em consequencia das
ameicas que delta resultara para o principio da
navegacao, principalmente dos portos do norle !
Prefirireis o desgosto causado pelo procediraen-
to do governo com a companhia Mucury, pelo
qual se v atacado o grande principio de colon i-
sacad ? Preferiris o clamor dos empregados
pblicos quando o governo especula cora a sua
doeica, mandano-lhes fazor desconlos no dia
seguinte se adoecem no sabbado, ou no antece-
dente se na segunda-feira ? Preferiris a glora
daqijellcs que, quando solfeemos penuria e falla
de b-aeos, veem pedir mais dinheiro e mas sol-
dadas ? Preferiris a gloria do cantor das pa-
ginas do relatorio da fazenda, as quacs faz
urna pintura desgracada dos males que pesam
sobre o paiz em materia de crdito ? Pode al-
guem comprehender quo em oulro qualquer
paiz, depois de semelhantes paginas, fnasse em
p urna s inslilutgao de crdito ? Entre nos,
porm, taes instituices nao soffreram abalo, o
que prova o descrdito em que lera cabido a
palavra do governo I... Preferiris a glora da-
quclles que vem pedir aos filhos da le dos cir-
cuios a senlenca matricida dessa mesma lei,
quando se adiara oulras reformas j cstudadas
c de indcclinavel necessidade, como a judicia-
ria e a hypothccaria ? isto ainda quando. se
aquella lei nao livesse oulros resultados em seu
favor, baslar-lhe-hia a presenca na cmara de
um illustre parlamentar, o Sr, Salles Torres-
Hornera, que por certo aqui nao leria asseolo a
nao ser essa lei? quando aiada essa lei tem em
seu abono a liberdade com que se fizeram as
eleicoes do Rio de Janeiro e de oulras provincias?
Preferiris a gloria daquelles que invocara hojo
principios que atacara o direilo constitucional,
cujo resultado a discussao da coro a em todos
os seus importantes actos ? O ministerio decla-
rou que aceitava a responsabilidade dos actos do
poder moderador, mas que ella nao existe : d
como favor aquillo que de seu rigoroso dever
O nobre ministro do imperio, que acompa-
nhou Sua Magostado Imperial em sua viagera,
leve ocessio de ver de perlo a grandeza da po-
pularidade ; e o orador lhe perguntar o que
presenciou, e que s se pode alcancar quando ha
mrito real.
Usando do mesmo direito que autorisra as
perguntas do Sr. presidente do conselho o ora-
dor perguntar tambem ao governo : O que
queris ?
Queris apoio sem condicoes quando pintaos
to tristemente o estado de nossas flaneas e nos
ameacaescomum dficit,pedindo comiudo acrea-
c_ao de nijs repartieres ?
quaes os seus adversarios.
Colheu, Sr. presidente, o gabinete, colheu a c-
mara, colheu o paiz urna grande vanlagem; des-
fez-se o nevoeiro e surgi o gigante, a pyrarade
luminosa a que o nobre deputado se referia, e
apselleum lindo ramalhete de escolhidas flo-
res, um bouquel do eloquencia do maior esplen-
dor Se nao fosse esle meu passo, encerrado es-
lava anda este discurso que se acaba de ouvir
resultado dos brilhantes tlenlos e dos estudos
na arle oratoria de quera o pruferio.
Nao posso, porm, deixar de vivamente deplo-
rar que o nobre deputado nao exibisse um s tac-
to cora o qual pudesse justificar urna nica de
suas uecusaies, como lhe curapria, para obter o
apoio daquelles de seus amigos que latvez ainda
cora elle nao eslejam de accordo.
O que appreutou com effeito o nobre deputado ?
Accusacoes desliludasde fundameudo, como se-
jam a opposieo do gabindle navegacao a vapor
ao norte do imperio, a opposico do gabinete ao
principio da collonisaco, a op'posicao do gabine-
te aos bancos, e aiuda' mais (exime inaudito !),o
uso que o gabinete fez, peloorgao de um de seus
mcuibros no seu relatorio, das ordenarles, do di-
reilo romano em ceitas materias !
Semelhantes accusacoes s podiam ser aceitas
se o uobre deputado exhibiese as provas em que
ellas se fundavam.
Fui desencarar o direito romano e as orde-
nai-Oi.'s do reino ; mas para que? Para funda-
mentar aquillo que esta escrfplo na no.ssa legisla-
cao. Foi um argumento histrico para fudamen-
lar o direito que lem o governo de examinar, re-
ver, prover e dar outra direccio s companhias.
0 principio estabelecidd uo direito romano e as
ordenaeoes do reino, a que 0 nobre deputado se
refere, nao um principio escripto na nossa le-
gislacao moderna ? nao um principio escripto
em (odas as legislaces do mundo? En creio que
o nobre deputado 'apenas fez referencia a pala-
cras minhas para laucar sobre mim o seu ridicu-
lo : mas persuado-me que nao o conseguio : his-
trico como o noliro Hopnlndo, qnundn tratar
de investigar qualquer materia, quando procurar
as tontos e origens de qualquer materia, neces-
sariamente cabir no mesmo vicio que hoje me
exprobra.
Senhores, nos lempos modernos os juriscon-
sultos, os homens que conheccm as sciencias nao
desprezam a fonte histrica ; procuram-a, por'
meio della que militas vezes sao levados a co-
nbecer.nao s os principios que regulam cm legis-
lacao, mais ainda o fundamento de multas pro-
videncias, alias obsoletas. Nao ha hoje paiz ne-
nhura que nao admita as suas universidades
e academias urna cadeira de historia de legis-
larlo.
Uuanto ao direilo romano, elle a fonle da
Entretanto, eu pergunto : quacs os fados don- I no.ssa legislac.ao civil, bise de todas as legisla-
do pude concluir o nobre deputado que o gover- i ces do mundo ; tamuem urna legislaco subsi-
no so oppe navegacao do paiz o ao commcrcio ', diaria da do paiz, nunca pode ser abandonada
de cabolagem? O nobre depulado mesmo con-j por aquelles que se dedicara ao esludo do direi-
fessa que una das grandes vaiitagens que pode | lo, pelo legislador que tem de reformar o com-
dar-ise a bem do uosso desenvolvimenlo o ti- plexo das leis que forinam o corpo desse direito.
vrc commcrcio de cabolagem, e eutrelanto nao
leve olhos para ver na collecco das leis um
decreto do governo permiltindo-o por certo es-
paco a todas a erabarcaces, qualquer que seja a
sua bandeira 1
O nobre deputado, quo nos aecusa de sermos
' opposlos navegacao do norte, nao v que ha
pouco lempo, para a sua provincia e para a pro-
vincia do Amazonas, contratamos com a compa-
nhia semelhante servieo ca temos sustentado?
quedemos navegacao do Amazonas maior ex-
leiiQao do que j linha? o nobre depulado que
nos aecusa, nao v mesmo, nesse contrato a que
se referi e que foi celebrado medanle os meus
esforcos, que alu se alicndeu s necessidades
dessa navegacao concedondo-se favores, e favores
nao pegenos? [Apoiados.)
O nebro deputado uo v que por toda a parte
o governo, nao s tem applicado os fundos que
forara decretados, mas anda tem empregado lo-
dos os meios para obter o grande desidertum da
colonisaco ? O nobre deputado nao sabe que o
primeiro cuidado do governo foi acabar cora es-
ses contratos cora particulares, que s serviro
para desacreditar a colonisaco no imperio? (A-
poiados.\
Onde, quaes os tactos por meio dos quaes possa
o governo ser acoimido de avsso colonisaco?
Sero porventura as oceurrencias relativas a esse
eraprestirao decretado era favor da companhia do
Mucury? Mostr o nobre depulado em que que
o procediraeuto do governo leve por tira empecer
a marcha da colonisaco naquelle lugar. Onde,
quaes as provas? A inlelligencia dada a lei a tal
respeito nao era a inlelligencia que lodos os ho-
mens de boa f podiam dar ao acto do poder le-
gislativo ?....
O Sr. lartinho Campos:Nao apoiado.
O Sr. Presidente do Conselho : a inlelli-
gencia dada por lodos os homens quo podem ^en-
tender da materia, pelo conselho de estado, pelo I
proprio gabioete sem discrepancia alguma?
E se era urna inlelligencia errnea, donde por1
ventura veio mal companhia ou colonisaco?
O que raais disse o nobre depulado ? Accusou
o gabinete porque havia tomado a medida de
pagar aos empregados pblicos gralificaces cm
occasio de molestia. Sr. presidente, esta aecu-
saco est no caso de todas as outras, infunda-
da : ella s pode partir ou do mero desejo de ac-
ensar, ou do descuido do nobre depulado em in-
vestigar a legislaco actual de fazenda.
Desde 1850 pela legislaco do thesouro os era-
pregados doenles nao leem direito a nada mais
alm do que propriamenlo ordenado. Esle prin-
cipio nuuca foi destruido, nunra foi posto em du-
ida, lera sempre vigorado e/n todos os actos do
governo, e em lodos os actos do corpo legislati-
vo ; esl eslabelecido como regra que o empre-
gado em suas molestias, em suas faltas, nao tem
direilo gratificaco e outros -encimemos que so
do pro labore.
Precise o nobre deputado suas accusacoes,
aprsente os tactos, aponte a lei que se infringi,
porque cnto ter resposta cabal. De oulro modo
nao possivel saber qual o ponto a que o nobre
deputado atlinge, qual o ponto da discussao quo
quer estabelecer.
Mas accusou ainda o nobre deputado ao gover-
no de querer acabrunhar a classe dos empregados
pblicos porqucHho lhes d augmento de orde-
nados. O corpo ieglslativo, vista da penuria em
que nos acharaos, lomar a esle respeito a reso-
luco que entender conveniente. Que alcance
podem ter que fim podem visar cssas argilices
baldas de provas ? Ser par quo corram pelo
norle, seguindo-se nisso o exemplo de urna fo-
lha da capital que ainda hoje publicou que o go-
verno pretende levantar um imposto de 20 0,'oso-
bre os sidos da tropa e da marinha ? Ah !*senho-
res, que se lance mao de fados pouco averigua-
dos para se fazor opposico toleravel ; masque
de proposito se invente aquillo que impossivcl
dar-se, aquillo que nao passa pela imaginaco do
ninguera, em minha opinio vergonhoso, in-
digno qur da tribuna qur da imprensa (apoia-
dos), nao serve seno para levar o descontenta-
ment a certas classes afim de que as aguas
Nao eslava aberto o emprestimo? E estando'reu-i turvas cerlos espiritos pesquem, e pesquera de
urna maneira que o nobre depulado necessaria-.
mente deve reprovar----
O Sr. Franco de Almeida :lu creio que V.
Exc. est respondendo ao jornal a que so referi.
O Sr. Presidente do Conselho :Minhas pala-
vras sao precisas ; refiro-me ao jornal.
O Sr. Franco de Almeida -Bem.
O Sr. Presidente do Conselho :Ainda me fal-
la tratar de nm oulro ponto de accusaeao, e vem
a ser o piojeclo de le eleiioral que o anno pas-
sado foi apresentado nesta casa.
Sr. presidente, o nobre depulado sabe que como
merabro desta casa eu volei contra a-lei dos cir-
cuios ; o nobre deputado sabe que muitos dos
meus collegas nao acham boa, e por consequen-
cia em these pode conhecer a nossa opinio. Esta
opinio nao opinio de um partido, opinio
em que se dividem os membros desla casa, em
que se dividiram o anno passado.
O gabinete, Sr. presidegte, deseja que se abra
discussao sobre esta materia nesta cmara ; que
marche comcalma, que seja ouvida a opinio de
cada nm. Eu pedir! aos nobres deputados que
nao colloquem esta questo entre as questes do
partido, que nao nos obriguem a considera-la,
como de tW e morto para o gabinete; icUeo.
nido o parlamento, nao se poderia obter qualquer
medida no sentido que se deseja c nao se acha
docretado na lei ? Como por tal acto allribuir ao
governo inlences adversas colonisaco?
A colonisaco das margeos do Mucury eslava
no peior estado possivel, os colonos abandona-
ran! esses lugares em consequencia de differen-
tcs causas ; essa colonisaco achava-se desacre-
ditada, injustamente creio eu, em lodos os pon-
tos da Europa. (4poiacfo.)
Onde encontra o nobre deputado, alm dessa
arguico sobre o Mucury destituida de funda-
ment, um acto do governo contra a colonisa-
co ? ser era Santa Calharina, onde ella se lera
promovido, onde se leem creado novas colonias ?
ser no Espirito Santo, onde se acham era bom
andamento algumas deltas? ser em S. Pau-
lo, onde se teem tomado providencias conve-
nientes 1
Como aecusar o governo que tem contralado a
passagem de colonos, o governo que, lendo en-
contrado erabaracos da parte da Prossia por
causa dos seus regulamenlos, pode entretanto
conseguir cfho a sua aceao techa sido attenuada ?
Com que pravas fazer-se assim urna aecusaco
tal em publico 1 Com que direito reto a aobte
ILEGVEL
i ,.-
-
i


<)..
DIARIO DE PERTSAMBUCQ. SEGKDA FEIU 23 DE JULHO DE 1860.
que ella corra livremenle disctamela cora cal-1
na ; mas nao nos obriguem, repito, os nobres <
deputados em opposicao, tomando-a como ques-
tao de partido, collocando-a no p de questao de
gabinete, a considera -la como do vida e morle....
O Sr. Franco de Almeida : Nos que so-
mos os juizes de assira considera-la.
O Sr. Presidente rem neste terreno, o direilo de conservacao lam- ,
bem nos obrigara lomar urna posico muilo de-
finida___
O Sr. Franco de Almeida : E* justamente
sto que queremos.
O Sr. Presidente do Conselho : .Nos o que
desojamos urna discuso calma, urna discus-
sao refleclida, quo posssa fazer com que o juizo
da cmara se pronuncie de modo o mais conve-
niente ao paiz. (Apoiados.)
*ra disso porm, os tiobres deputados sabera
que o direilo de conservacao 6 precioso : o langa-
remos hijo desse direilo couforme todas as con-
veniencias parlamentarias, conforme todos os
principios do syslema representativo.
O Sr. F. Oclaviano d um aparte.
O Sr Presidente do Conselho : O uevociro
foi o nobre deputado que o creou ; nos nao pro-
curamos jamis nevociros, havemos de discutir
havemosde marchar todhs as questes uesla casa
ile accordo como a sua maioria. Quandose (rata
ideas devem ser attendidas
O Sr. F. Oclaviano : anda d um aparte.
O Sr. Presidente do Conselho : Quando o
armo passado se me iuterpellou a esse respeito
nesla casa, eu disse que nos acompanhariamos
a discussao, conforme os principios que por ven-
tura se apresentassera. Iloje, que o projeclo es-
t affeclo commisso respectiva, ainda repeti-
mos que esperamos que a discussao marche cal-
ma, que seja hoje urna discussao digna da cma-
ra ; que a sua maioria adopte aquillo que fr
mais conveniente.
Um Sr. Deputado d um parte.
U Sr. Prndente do Conselho:Oh! fui o
primeiro a dizer que os principios sao bons...
Mas quer o nobre deputado por ventura que con-
tinuemos oessa pratica immoral de transaccoes
escripias, de escripluras panadas ?....
O Sr. F. Oclaviano : V. Exe. [aria bem cm
dizer quaes sao. Talvez V. Ene. tenha de pedir
o voto desses, e por consoquencia diga quaes
sao.
O Sr. Presidente do Conselho : Suppoe o no-
bre deputado que com a franqueza que tenho me
importan essas cousas ? Trato do urna medida
que pJe cortar essa imuioralidadc, nao me redro
i pessoas. Mas pJe-se continuar, Sr. presidente
a falsear a cxpresso dos votantes por meto dessas
coalisaees no momento, ofidios de caprichos
que nao exprimem peusamculo poltico '?
Um Sr. Uepulado : Esta coalisaeao ha de
vir no alrelameiilo.
L'm Sr. Deputado d um aparte.
O Sr. Presidente do Conselho : Poderei es-
tar em contradigo com mcus principios, quau-
do sempre susleutei os raesmos, quando repro-
vei a idea dos ciiculos ?
Mas, Sr. presidente, toda a questao resurae-se
no seguinteser occasio opportuua ? E es-
ta minha pcrgunla encerra todas as difficuldadcs
do momento.
nobre deputado pela provincia do Para, que
respeilo como urna pessoa de alia intelligencia,
declararou-uos que una das maiores vantagens
que se podia altribuir ao systcma dos districtos
eleitoraes era a presenca aqui de um dos ruera-
bros mais inteligentes,' mais Ilustrados da casa ;
mas, quereudo fazer a apolheose de alguem, dis-
se quo esse uobre deputado devia a sua eleicao
vontade de um honiem. Quando o nobre de-
putado usou Jas palavras vonladade de um
tiomernexprimi completamente o seu pensa-
inento, porque quiz tornar essa eleic,o inicua-
mente dependente...
O Sr. Nebias : Do favor pessoal.
O Sr. Presidente do Conselho ... do favor
pessoal, como bem diz o nobre deputado por S.
Paulo. Talvez maisalguBM cousa pudesse o Sr.
deputado revelar; era o coraoo quo Ihe saina
pela boca, expriinindo francamente o que senta.
Mas o nobre deputado, ao mesmo^empo que
trouxe este argumento que me pareceu tufensvo,
a pessoa a quem elogiou...
O Sr. Murtinho Campos : Nao apoiado.
O Sr. Presidente do Conselho : ... nao se
esquoceu de dizer que as antigs eleigoes ero
dirigidas no Imperio por seis horneas." Entre os
seis homens tigurava, porm, essa vontade forte
a que se referi o nobre deputado. Nesse caso,
se linhamos euto aquella vontade forte ella an-
da mais forte se toruou com o novo syslema.
Mas nao me propouho a discutir este assump-
to ; quando se tratar delle, convido ao nobre de-
puta i ii-tiita tambera que Iheresponda agoraquan-
to ao mandato imperativo.
Senhores. o mandato imperativa nao pode ser
louvado por aquel lea que bem socompeoelrarera
dos males quo delle correm. O nobre deputado
(agio nao reconhecer a forja do mandato impe-
rativo, disse : senhores, como que se ooma
u:n homcm sem se conhocer qual o seu desti-
' '. quaes os seus precedentes, quaes as suas
ideas, quando so nao aprsenla peanle o corpa
eleiloral declarando qual o seu peusamculo, suas
opinioes, seus principios ?
Nao sabe o nobre deputado que o mandato im-
perativo consiste em prescreverein-se antecipa-
damente as regras polas quaes o cidado tem-de
aceitar esse mandato, obrigando-se a deixa-lo
immediatameole que nao cumprir risca os seus
Compromissos 1 O deputado que aceita o manda-
lo imperativo nao se pode cingir ao seu desem-
penho no desenvolvimento das questes e das
ideas.
As ideas permanecen! conforme o nosso jui-
zo, sao applicaJasa esta ou aquella questao.
Onde vio o nobre deputado o mandato impe-
rativo ? em que paiz ? no nosso ? J foi repro-
vado nesta mosma cmara.
O Sr F. Oalaciano :Mas o nobre deputado
repliou como enleode o mandato imperativo....
O Sr. Presidente do Conselho :Nao repisa n
mais, Sr. presidente, algumas expressos usadas
pelo nobre deputado. Lroi'.ar-me-hei a breves
ODservacdes sobre urna comparadlo por elle feila.
-Senhores, essa comparacao poderla caber a ou
tro quaiquer, mas nao ao gabinete actual.
Os morcegos que scrviram de termo do com-
paracao ao uobre deputado nao perseguem seno
os objectos do que podem tirar raaior proviso
para alimenlar-se.
Nos nao procuramos sugar aseiva, era o san-
gue de ninguem. Manlemo-nos em nossas posi-
coes francamente, declaramos quaes sao os nos-
nos principios.
(Juaes sao as victimas que perseguimos? O no-
bre deputado nao citou um s fado, nao passon
de declamar-oes quanto a tal respeito se digiiou
olterecer.
Nao somos morcegos, nao procuramos obter o
apoto de ninguem por meto desacricio das suas
opintoes. Nao mercadejaraos ; estamos no nosso
pasto, receberemos a adheso de lodos aquellos
quo podem da-la por seus principios, conforme
os taelos e palavras do governo. (Apoi
Nao a queremos de outro modo, nao <
Pergunio : o nobre deputado j apresentou fac-
tos? E se acha-os diga as raides que tcm para
estar em opposicao que queremos responder-lhe.
O Sr. Franco de Almeida : Ainda nao tive
tempo, agora principiei.
O Sr. Presidente do Conselho-:Eu esperava
quo o nobre deputado referisso os fados que de-
vem susdtar discussao. Como poderei responder
de improviso as consideraces geraes que troute,
o tratar de lodos os assumptos em que tocou?
Fosse qual fosse a (orea de raeus couhecimentos,
a forja de que me ho'uvesse dotado a natureza,
i nao poderia eu sem gravo esludo acompanha-lo
nesse terreno.
(Ha um aparte.)
Eu nao poderia cspalhar flores porque nao te-
nho jardim aonde as colha, nao poderia tecer
bouquets porque esta vida de ministro de tal
natureza que com acert dizia o grande Deraos-
thenes que prefera a va da morle da gover-
nanca...
O Sr. Migu-tl de Araujo:Mas tao desejada
O ortidor termina oeste potito, depois de mais
algumas oonsideracoes relativas 5 questao susci-
tada sobre a prerogativa absoluta da corda, con-
tra a qual se pronuncia.
O Sr. Minxslro de Hstranjeiros nao acha fun-
damento nos motivos apresentados pelo Sr. t.
Oclaviano para justificar sut separacSo do mi-
nisterio. O governo nada Ui qoe possa destruir
as esprenlas que sua ascennio ao poder pudera
despertar, eera mais prudente que o Sr. F. Oc-
laviano guardassesua manifestado para quando
fossem affectivasas arguiQoe3 que a tal respeito
se fazem so governo. Pelo que respeita ques-
tao capital de que se oceupeu o Sr. F. Oclaviano
a questao.eleitoral, nao s o orador como oulros
membros do gabinete so ha-iam sempro pronun-
ciado contra a idea dos circuios. Na discussao
que lia de ter lugar a respeito da reforma p'O-
jectada se mostrar quem s; o os verdadeiros li-
bertes.
O orador faz mais algumas consideraces
ma a obrigar-mo anegar o meu apoio, a descon-
fiar do gabinete actual.
N8o enlrarei, Sr. presidente, no exame de ou-
tras consideraces trazidas tribuna. Nao to-
marct nota do aue se tcm dito para explicar a
conducta daquelles que aftagam o pensameuto de
retocar a lei elciloral. O interesse publilico ou
a amizado neuhuma iuflueocia devem ternopro-
cedimento de meus honrados collegas que parti-
lham nesse poni a opinio do governo.
Quanto a mira, observarei apenas que a mioha
vida passada, a minha conducti presente e meu
procedimento futuro dirao ao paiz o que sou c o
que valho. Repito, nao me justificarei, os mcus
amigos nao necessitam de minha justificacao, os
meus odversarios nao me acreditaran). 'Apoia-
dos. l *
Assim, Sr. presidente, redigindo com raeus col-
legas a resposta falla throno, eu a assignei, eu
a defendo, nao somente como urna cortezia co-
, e rOa, mas porque no seu fundo, na sua redaccao
termina duendo que pelas volacoes da casa co- contera um peosamenlo do conQanca no gabinete
O Sr. Presidente do Conselho :Nao lio de- nhecer o governo os amigos com que pode con- actual. "
sejada como outras vidas, para as quaes se gaslojtar. Por ora nao pode dcixi.r de acreditar que I Tenho exposlo cmara "os motivos pelos
recursos, o so lanca mo de todos os raeios, e | lodos os Srs. deputados eslejam dispostos con- | quaes eu, ao contrario do nobre deputado pelo ;
: as quaes, quando nao se alcanca o quo se dese-
' ja, pretende-so apedrejar O sel" quo se julga ir
baixando no horisonle 1
O nobre deputado fez a exposicao dos seus
principios, mas sao tao velhos que nao podem
! deixar de ser seguidos por todos us ; nao sao de
| agora, ha muito lempo entrara no programma de
. todos os ministerios. O nobre deputado laucn
raao dessa palavra nevoeiro que alguns das faz
o nielo das conversaces: a uo ser sto, soc-
correu-se de lugares communs como principios;
trouxe como bandeira ideas que ninguem despie-
za, que sao proclamadas o seguidas pelos que
| lem adoptado os principios de um ou de outro
lado.
A dcscentralisagao ser por ventura urna idea
j propria do nobre deputado? a liberdade de in-
I dustria ser urna idea que lhe seja exclusiva?
Como estes sao os outros principios apresentados !
E ento como leva a mal que nos, que niio
1 avultamos no horisonle como piramydos, nos
j qne nao somos gigantes, sigamos aquclles princi-
I pios que outros jadoplaram, abracemos as ideas
que parecem mais aprovetavets, nao originaes,
mas bebidas naquulla fon le onde lodos nos bebe-
mos. jApoiados.)
Com esses principios vagos o nobre deputado
fez a censuro mais acerba que so pode dar "entre
pessoas que se estiman), que so sentam nos mes-
I mos bancos Porque laucou mo disso o nobre
; deputado? Seria porveutura
plausos do reverendo
I Cortamente, se este foi
! O gOStO.
Eu quererei antes os applausos da minha con-
; scieucia. (Aooiados.) Quererei antes a popularida-
j de que consiste em arroslar muilas vezes ideas
1 passageiras, ideas mal definidas, urna opinio falsa
que se inoculou de um momento para outro na
populacho, do que esses beneficios de urna pro-
, priedade sem base ephemera. JApoiados.)
Eu quero antes obter os louvores do futuro do
i que as gracas presentes desle ou daquelle part-
; do. (Apoiados.) Eu desojo antes ser victima de
urna opiniio mal segura, mal proclamada, ex-
plorada apenas como principio de medidas as
i vesperas de eleicoes, do que esses applausos, que
nao invejo, do que esses risos quo os nobres de-
putados almejam e (pie eu desprezo solemue-
I mente. (Apoiados, muito bem.)
A discussao lica adiada pela hora.
Dada a ordem do da, levanta-se a sessao s o"
horas e meia da larde.
correr para os verdadeiros iuteresses do paiz.
OSr. Saraiua : Sr. presi lente, nunca enlrci
cora raais acauhamento era um debato poltico ;
nao porque precise declarar-me francamente ni-
nisterialista; a cmara sale que em to.hs as
questes graves do paiz cu t.mho assumido sem-
pre a responsabilidade da posico que devo .o-
raar (apoiados]; mas porque, achaudo-me ;m
opposicao ao gabinete passado,e unido a algins
dos membros desla casa, meus amigos particu-
lares, e hoje contrarios ao gabinete actual, ps-
so ser forcado a entrar era cansideracoes quo os
olTenda, apezar de meus desejos e intenses.
Nutria esses receios, Sr. presidente ; o estiva
no proposito de deixar que oulros, isentos de
dilficuldades semelhaoles, lomassera a'pala'ra
em defeza da poltica ido gibinete, tanto rmis
quando pens que na discussao do voto de ga-
gas sao os ministros os jajs^proprios para r>s-
ponder as aecusoes de seul^adversarios. Mis,
desse proposito veio tirarcae o meu nobre ani-
go deputado pelo Rio de Jan ;iro, quando expi-
mio-se de modo que o paiz pode ver no silorcio
daquelles que acompanhar; m a opposicao do
auno passado urna prova de falla de indepen-
da e de mysterio ncompalivtl com a digoidide
Rio de Janeiro, estou disposlo a prestar ao gabi-'
neto um apoio franco e leal, o motivado a dcli-
beraco que a commisso de respostd falla do
throno lomou, redigindo-a como foi offrecida
aonsideraQo da cmara. (Muito bem !)
O Sr. Nebias enlende que a resposta falla do
throno nao importa para a commmissao um voto
anticipadamente obrigatorio a favor do gverno.
Era raister acompanhar a corda na manifestado
que esta fez da conveniencia de medidas eOlcazes
para remediar necessidados reconhecidas. A c-
mara nao podia deixar de declarar-se disposta a
coadjuvar tal pensaraento.
O procedimento do governo, declarando que
declinava fazer de certas questes questes de
gabinete e deixando toda a liberdade do discus-
sao a respeito, ainda o confirmo naquella opi-
nio.
Depois as manifcslaces do governo, quer
quanto questao bancaria, quer quanto refor-
ma elciloral, nao contrariara as ideas professadas
por elle e por seus amigos, e os fados confir-
mara a uecessidade e urgencia das medidas pro-,
lectadas.
O orador termina rospondendo a alguns tpi-
cos do disenrso do Sr Franco de Almeida e aos
e quaiquer dos membros da cmara dos depita-, reparos fetos pelo Sr. Paranhos no projeclo da
dos. (Apoiados.) commisso.
O Sr. Martinho Campos :Nao apoiado. O Sr. Miguel de Araujo, depois de fazer notar
O Sr. Saraiva:Permita o meu nobre amigla deferencia cora qne sempre tem tratado ao Sr.
entura para obter osap- que, usando da raesma franfpicza, eu descreva presidente do conselho, cslranha que S. Exc. nao
) deputado par Alagoas? ao paiz a minha posiao perante o governo, re- lhe tenha correspondido nesse ponto, c faz repa-
i o seu fim, nao lhe louvo lativamenle aos projectos quo teom de apreseutar ros sobre algumas expresses que em tom de
SESSAO EM 6 DE JUN 110 DE 1860.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
Abre-So a sessao com 8 Srs. deputados.
l.ida a acia da anterior, approvada.
O Sr. Primeiro Secretario d conla do se-
! guinte
EXPEDIENTE.
Dous otficios dos presidentes das provincias do
i Amazonas c do Paran, remetiendo os excmpla-
I res dos rotatorios cora que abriram as respoctivas
assemblas.A archivar-so.
Outro oQicio do Sr. Antonio Joaquim Cesar,
I deputado pelo stimo dislricto eleitorul da pro-
j viuda de Minas, loinmutiicando que por incom-
modos de saude nao polo comparecer presente
I sessao legislativa.lnleirada.
Rcquerimentos de Joo Jos Philigret, Marro-
lino Alves de Souza, Jos Machado Guimares,
Sergio Pereira da Silva, Maximiano Lourenr.o
Gomes e Manoel Joaqun) Garca, pedindo, o pri-
meiro que se lhe conceda o lugar privativo de
agente geral de leiles dependentes de despacho
judicial de rolaco a causas commerciaes, ou lo
I da volque se reclame o prego em hasta pu-
lid ra : e estes a conce.ssao de O loteras e ou-
lros favores em beneficio da empresa do raelho-
ramontos da agricultura, cuja testa se acham
A'scommissoesde jostica eivtl o de fazenda.
Dito de Carlos Antonio do Castro Paos e de An-
I Ionio Joo Martina de Araujo, pedindo aquelle
despensa do lapso do tempo para se ualuralisar
: Brasileiro, o este o logar de continuo desta ea-
niara. A's commissoes de constiluioiio c poderes
e do polica.
Diios da mesa da rmaodadc de Nossa Senhora
' do Bom-Successo da freguezia de San-Luiz, da
I villa de Guaralatuba, provincia do Paran, e da
ordem terceira do Bom-Jesus do Calvario o Via-
j Sacra desla corle, pedindo concesso para que
i possam posuir bons de raiz, aquella al 10:0003
: o esta al 200:OOOg.
Sao lidos, apoiados, postos em discussao o ap-
provados os pareceres da commisso de penses
o ordenados; indrferindo o requenmento em
que D. Anna Joaquina de Mariz l.orena pede que
seu fallecido pai, Joao Manoel M>.riz Sarniento,
era consequencia da nomeico de chefe de bri-
gada que pela junta provisional do governo supre-
mo do Porto lhe foi feila, seja considerado brrga-
deiro ; e resolvendo que sobro a prelencao de
i Joo BastkU de Carvalho, relativamente repa-
; raco de sua aposontadoria, seja ouvido o gover-
no, bem como sobre a preleneao dos eraprc-
! gados das Ihesourarias do diversas provincias do
imperio.
ORDEM DO DA.
a assembla geral.
O nobre deputado fundou a maior desconfiai-
ca que concebe do gabinete ii;i reforma eletoraj.
Neste ponto acho-ma de accordo com as opj-
nioes do ministerio. Votei contra a lei dos cir-
cuios em 1855, e deixci cnt) limadas mais in-
poriautes posi>;es do paiz, porque entend que a
reforma eleitorat nao era e non poda ser, cono
foi concebida, a satisfacao de urna grande neco-
sidade publica.
Dei esse passo, apezar da estima e do resp-
to que tributava ao nobre mirquez de Paran.
Sempre tive por vurdadeira a mximaJivicir
para reinar. Nunca pude coinprcheuder comoo
governo ora omnipoleute pan baler o partido la
opposicao arregimentada e corabatendo em toibs
os pontos de urna provincia, o fraco para viole*- j falla consequenle das promess
lar ou seduziros influentes de um pequeo ds- | que o governo havia feto.
ido elciloral. Nunca pude compreheoder, !r. | Termina depois lembrando ao governo
pressoes q
pouca consideradlo lhe tom S. Exc. lancado, e
principalmente sobre o modo porque term'inou o
seu ultimo discurso. de notar que aquellos
ludo dovem ao povo paregam hoje desprezar o
apoio sobre que se lirmnrra para elevar-se as
posiedes que oceupam..
Em seguida o orador insiste em algumas ar-
guii;es ja feilas ao governo, e a que, no seu en-
tender, o Sr. presidente do conselho nao lhe res-
ponded como lhecumpria relativamente ques-
tao naneara Tila as ultimas palavras do relato-1
rio, que mostrara Claramente que o governo, lon-
go da indicar o seu pensamenlo quinto solucao
do problema, deixa isso aos cuidados da cmara.
Falla de novo na questao dos desceios aos
empregados 'pblicos, na das accumular.es, e
do economa
presidente, como a liberdade do voto adquira
forcas e podia sustentar os ataques do goverio,
apoiada somonte na unio de poucos, quando il-
la nao podia resistir corrupto e s violenci.s,
defendida porcada um e por lodos reunidos-
A poltica dos partidos extremos havia estei-i
Usado os beneficios e as vant.-gens da antiga el
elciloral, eatlrbuido a essa mesrai lei o resil-
lado que se deplorava, a uotmimidade das ci-
maras.
A poltica de moderacao havia precedido 50
nascimento da lei dos circuios, e allribuiram-se
a esta lei os resultados benelhos daquolla pel-
lica.
Se a prosele lei eleitoral lossc execulala io
reinado das paixcs polticas lories, e quando is
ministerios eram chefes de partido, ella lera
produzdo resultados peiores lo quo a leianligi.
Apoiados e nao apoiados,'
que so
acautele contra triumphos ephemeros, porque
muilas vezes se morro quanJo menos so espera.
A ordem do dia para a votaco seguinte :
Volacao do projeclo de respo'sta falla do thro-
no, coja discussao ficou encerrada.
2a discussao da proposta do governo que fixa
as forjas de Ierra para o anno Gnanceiro de 18G1
a 1862, e, se houver lempo, as materias anterior-
mente designadas.
Levanla-se a sesso.
poltica de moderacao, chrisnada cora o
da conciliaco, e que alias h< de ser por
lempo, em meu humilde conceilo, urna necessi
dade e a maior necossidade da imperio.-
Esla poltica consiste em co locar-se o govern>
do
SESSAO E 8 DE JUNIIO DF_lSoO.
Presidencia do conde de Baependy.
Abre-se a sesso com 03 Srs.-deputados.
l.ida a acta da antecedente, 6 approvada.
O Sr. 1. secretaiio d conla do seguinte
EXPEDIENTE.
Ofcio do Sr. Aridr Bastos de Oliveira, de-
ara, comniunicando quo por incommodo de
i-sca saude nao pode comparecer prsenle sesso le-
nux> > gisla ti va.lnleirada.
Rcquerimentos do Jos Thoraaz de Frcitas,
Antonio Luiz da Cuoha lahiana e Jos Manoel
Garca, pedindo con:cssao, aquello para prestar
examo das materias do 1. anuo da faculdade
petado pelo circulo eleitoral do Cralo, provincia
l.ntretanto, ludo que se tez Je bom defere-S! a | j0 Cei '
essa lei, e ludo que houve de mo attribuo-sc
Contina a discussao do projeclo de rcsposla
falla do throno.
0 Sr. Francisco Oclaviano
mar parte no debate, sabendo
nunca renegu!, e em que sempre conlici, que
fundo a liberdade de voto, poique com clh es-
pero que o paiz p3ssa sem desorden) corrige os
vicios da administradlo e fazci valer os bons jiin-
cipios de um governo regular. (Muitos apoialos.)
J v a enmara que quem sempre pensou as-
sim, quem ainda pensa assim o cncontra nc ga-
binete homens novos, sectarios dessa poltica,
cujo fim nao fundar, o predominio de pisoa
alguma, nao lem razo para separar-se do mi-
nisterio por motivo da reforma eleitoral,
Outro ponto de divergencia para o meu nobre
amigo a queslAo bancaria.
Reconhcco que este assumpto offoreco gr.-udes
difficuldades. O anno passado, no comee) da
sesso, tive a honra de dizer ;o nobre ex-irnis-
tro da fazenda que o seu relalono fazia recetar a
aprosenlaco de medidas que, tendo em vhU a
regularisaco Jas emissoes, podiara dar cm re-
sultado a morle dos bancos provinciaes o i re-
surreico da unidade bancar.a combatida pelo
gabinete de do maio.
O Sr. Sergio: Nunca tn.lraos da unilado
bancaria, e sim da emisso.
0 Sr. Saraiva :Na discussao do projocti of-
ferecido pelo nobre ex-minisln opposicao nos-
trou-sc geralmcnlc recciosa dj que o resillado
nao pretenda lo-. ,1S medidas de S. Exc. fosse u mortc dos Bateos
- do valoro signi-1 P'ovinciaes de emisso. Reccnhe;o a sincera-
fjcao que se ligara de ordinario s respostas ao Je Jc l0j0S T"'. cm campos differentes, pro:u-
discurso da cora ; do que prova ainda a res- iram resolver as "
posla do anuo passado, que se avanlajoa talvez mil'a-
difficuldades da questao ccoio-
iados.)
. queremos
ausoiutamente um apoio sob condices. Deseja-
moso apoio franco daquelles que s diguam prc-
ta-lo em consequencia de suas convieces.
De oulra maneira nao o queremos." A nao so
dar sto, lanzaremos mao daquelles meios que
6.10 comezinhos no syslema rcpresenlalivo : ou
nos retiraremos, ou taremos o que em nossa con-
fidencia fr justo. Outros viro talvez substituir-
nos; talvez o nobre deputado seja feliz com ellos,
podar fazer o seu elogio, poder unir-se com os
neos coliegas que se achara cm igualdade de opi-
niae, neaaa intimidado por ora mysteriosa.
OSr. Miguel de Araujo :Por minha parle re-
pino.
illa mais oulros apartes.)
O Sr. Presidente do Conttlho :Nem sempre
foJemos usar do direilo a que um dos nobres
deputados se refere, porque o horisoiUe muilas
tazes aprsenla- alterac/ies que sao meramente
artificiaos.
O Sr. F. Oclaviano :Nao se pode engaar se
nao quem d muito pela miragem.
O Sr. Presidente do C^nstlho :Quando apre
sentei algumas perguntas ao nobre deputado pe-
lo Rio de Janeiro, um resposta ao que elle linha
aqui exposto, fi-lo debaixo da seguinte impres-
*ao : pareceu-mo que elle eslava separado dos
seus amigos, assim como eu julgava contar com
a adhesao do-nobre deputado pelo Para, que ti-
nha ao seu lado somente o reverendo deputado
pela provincia de Alag-as. Ento perguntei es-
tis su t que e dos vossos amigos de honlem ?
quaes sao os vossos principios? a que fim vos di-
rigs? N ahuma opposicao se aprsenla sema
exposicao dos seus principios para secomprehen-
der o que quer, o para subir ao poder mediante
osjeus esforcos em sustento-Ios. Explicai-vos
a actual em pureza da esiylo, nao lhe" ficou so-
, menos as cortezias ao governo. Isso, porm
. nao impedio que pouco depois so levantusse a'
, opposieao vigorosa com que o ministerio leve de
hilar.
: Foram os discursos do Sr. presidente do conse-
lio que obngaram ao orador a tomar a palavra.
as circumstancias e condices em que se rcali-
sou a combnalo de 10 de agosto nao havia con-
descendencia em apoia-lo, e o orador aconse-
lliou esse apoio, nao como urna esperanca aopar-
tido liberal, verdade, mas sim como urna espe-
ranca opposicao de 1859. Hoje, porm, a po-
sico verdadeira do ministerio est definida ;
elle quer apoio sem condices c tcm Bolidariedade!
, Nestas circumstancias o orador nao pode mais
i aconselbar o que antes aconselhra ; nao pode
mais dar-lhe nem o apoio do seu voto, era o
apoio do seu silencio E, raanifostando-se desta
forma presta o ultimo servioo que podo aos ami-
gos que conla no gabinelo, concorrondo para rea-
; Usar seus desejos quanto franqueza a que elle
aspira por parte de seus amigos e adversa-
rios.
O ministerio pensa, e pensa solidariamente,
, que1 actual rgimen eleiloral compromelte a
| verdade das cleices. e quer remover a possibili-
. dade do mandato roperalivo. O orador enlende
ao contrario que esse rgimen e
Creio, porm que, achandccse no minist;rio
alguos dos membros da oppos cao com quem mi-
as medidas de S. Exc. o Sr. eonsclheiro
til
Icrraz nao pode deixar de le muilo em visa a
necessidade de nao rnfraqueier os Bancos jro-
vindaes de forma nao pode rom clles salisfazer
sua missao relativamente s industrias a que
leera deservir.
O nobre presidente do conselho ja declaran pie
nao far dessa urna questao de gabinete. Ainda
neste ponto acho-me de accordo com S Exc, iois
que no anuo passado reparei liaver-so collocido,
a questao bancaria na ordem das de gabinete, nao que conl'n,lc c,n v'Sor para a seguinte logi-
porque doixasse de ser urna questao importante !Inlura o decreto n. 672 de 13 do setembro d
mas por noconvir dar-lhc uro carcter poltico!
e colloca-la em um terreno em que a calma dos
debates nao podesse presidir sua solu;o.
Um oulro nobre deputado pelo Rio de Jansiro
apresentou, como motivo lambem da sua deson-
fianoa ao gabinete actual, o modo do pensar do
Sr. ministro do imperio acerca das questes admi-
nistrativas. O nobre deputado disse que uao con-
ceba carreira administrativa.
O Sr. ilarlinho Campos : Da alta adminis-
tracao.
O Sr Saraiva:Eu torno a lemWaracamara
as minhas opinies manifestadas neste recinto e
em toda a parte. Sempre entend que devia ha-
e ,e. fmt o Jopu.i'ao arnTS" '^"~ T^* mpllluJe esclh.do. ptMl

apoio prestado ao ministerio Oliuda. i
! Falla-se nos temores que inspira""a"Ynflen"cia7o O^i'fJfW*-0.^^
ananario ; mas o que quo se pretende subs-
a essa influencia? Em vez d. ..mblas! mnade lalenlo permanece* aa carreira admi-
imente tido occasio d 'preciar a necessi-
numerosas, em vez de um s collegio onde essas i nistrativa
inuuencias se amortecem para dei
;o nobre deputado, fazendelro impor-
a rZularLL l, T Para de'Xi", Preva'ecer tanle da provincia do Rio do Janeiro...
oeru i om ^.nd-e"^ CrRa.r colle?lOS de8" Sr" ** Campos : Nao apoiado.
f.1 r^! ? u V,8t'ai ,0nde ? re" Sr- Sarai" raanlo da polilic
0ue* a seu egosmo, naa h.lVPr am ra ne a a trt_ --,______-.____,- ,
>ao poda por maneira nenhuma raerir-me
nobre deputado pelo Para, que aindanSo tin
-isseido na oppossio. Se por cerlo o nobre de-
piiiaao j tivesse oceupado os bancos da oppusJ-
ao, ouiraj seriam ai nossas pergunta.
gues a seu egosmo, nao haver e'ulre os eleito-
res outro lago seoo o do bairrsmo.
t mister fallar claro; quatro annos de dis-
cussao livre, de voto independenle, quatro an-
uos como os que se esto a passar pesara eomo |
quatro seculos I Esla quo a verdaae
ca as
cmaras, e sem oatro estimulo alem do seu pa-
triotismo, nao pode ter concebido perfeitamente
essa necessidade elevada de ordem e convenien-
cia publica.
V, portento a cmara, quo, lambem
a este
pois. o ministerio com ses" ;erdad"er"o7am& Z2E^ "J^ilf'aiS!!1 V^t" ** .
para quo lhe use
ipe o nevoeiro, ei
cidadella, nao se ache
I V ""-"O----~" w.,wti4 GUI
mas somente ac3utej7.."^.r^^T^^^.T''.^"'BUO, arra0Dla cora 8 P,Dloe8 f gabinete actual, .
ceda que. qd".d^ *l..l &*? 8 P1
de achar-ae eenhor da cidadella. nan m anh
prisioneiro no seu proprio redudo!
que os pontos de separaco, os pontos
nobves deputados que mifitaraiQ comigoem o an-
no prximo passado aposentan como motivo de
divergencia nao acluam do meu ospirito por or-
Ditos das irmandades do N. S. da Conceicao o
do S. Braz, pedindo se lhes dispense as lea de
amorlisaco para que possam possuir bens de
raz, aquello -H O.OUOJ e esla al iO:00'J. A
commisso de fazenda.
Dilos dos praticants da secretaria dos nego-
cios do imperio, pedindo quo se considere como
ordeuado urna parte dos vencimentos que per-
cebera como gratificado. A' commisso de
penses e ordenados.
Ditos de John M. Genity e Luiz Antonio Ma-
chado dos Reis. pedindo, aquelle dispensa do
tempo que lhe falta para se naturalisar brasilei-
ro, e esto pedindo o lugar de continuo desta
casa.As commissoes de constitu'o o poderes
e de pocia.
Sao lidas, postas cm discussao c approvadasi
as seguimos reJacces, quo approvam as pen-
sos de 12# rs. mensaes a Paulino Gomes da
Paix&o ea de 1:200$ annuaes ao tenenie-coro-
nel Francisco Xavier de Barros Galvo; e as que
approvam as matriculas de Sisino Bastos da
Silva no 1" anuo da faculdade de medicina dcsti
corte, o de Sergio Jos de Oliveira Santos.
Sao lidos, postos em discussao e aprovados os
Siguilos pareceres :
Da commisso de marinha e guerra, resolven-
do que sobro a prelencao de Daniel Pepro Muller
Chagas seja ouvido o governo, e sobre a do pa-
dre Jeronymo Mximo Rodrigues Cardim que
pelo ministerio da guerra sejara pedidas as ne-
cessarias inforraaces ;
Da commisso de fazenda, resolvendo quo so-
bre a prelencao de Amonio Zacaras de Barros
seja ouvido o governo, e iodeferndo a de Carlos
Luiz Godinho, visto nao ser das allribuioes da
cmara o objeclo sobre que versa o reque'rimen-
to do supplicaule.
Sendo julgados objectos de deliberadlo, vao a
imprimir para entrar na ordem dos tra'balhos os
seguimes pareceres :
Da commisso de fazenda, dispensando asleis
de amortizaco a diversas corporales de mao
mora ; e da de consiuico c poderes resoiven-
s-
. de
1852, relativamente ao subsidio e inderanisaco
das despezasde viagera para os deputados, ailo-
risando o governo a mandar pagar ao padre Gui-
1'"1'0 1>au' Dilmry o ordenado, razao de
40ti#, correspondente ao lempo que servio como
lente de inglez.
ORDEM DO DIA.
Procedcndo-se vola$o do projeclo da res-
posta falla Jo throno, approvado com a
emenda offerecida era sesso de 4 pelos Srs.
Cunha Figueiredo e Nebias, indo commisso
respectiva para redigi-lo na forma do vencido.
Enlra em 2" discnsso a proposta do governo
quo fixa as forcas do ierra para o auno financei-
ro de 1861 a 1862.
O Sr. Peixolo de Azevedo, nao tendo podido
as conferencias cora a commiso de que faz
parle convencer-se da improcedencia de razoes
que apresentou contra alguns pontos do projeclo
elaborado pela mesma commisso, recusou pres-
lar-lhe sua assignalura. So no anno passado, as-
sim como no primeiro da legislatura, subscreveu
o trabalho da commisso, que a proposla do
governo fora ento clara e conlinha disposires
precisas, que nao podiara ser alteradas a capri-
cho. Alm disso, tanto no ministerio de 4 de
maio, como no de 12 de dzembro, enconlrou
sempre desejos de aproveitar o concurso de lo-
dos, de nao desprezar, ao menos, a experiencia
daquelles que nao osleniam outros ttulos. Erro
ou verdade, o orador senle-se com torca de de-
cidir por si as questes que se refer'em sua
profissao, e, quer como cidadao, quer como sol-
dado, julga dever negar o seu voto a um pro-
jeclo que tende a dar ao governo um arbitrio in-
til e porventura prejudicial.
Passa a dar as razoes em q.ue funda esle seu
voto contrario.
Nao sabe o orador como se pretender alliar o
pedido de um excesso de 2,000 homens na forca
antecedentemente volada e a economa dos di-
nheiros pblicos, que se diz ha de resultar de se-
melhante excesso. Dcbalde se pretende argu-
mentar com a immoMtisa;ao da torca ; ninguem
peder provar que 18,000 mil homens cheguem
sufJcienlcmente para que so faca o servco mili-
tar do imperio, sem remoces," as circumstan-
cias de guerra estrangeira ou civil,.que sao aquel-
las em que ha necessidade de mobilisar-se a
forr;a. O que se v claramente que havemos
de tero augmento de hmense qne o movimen-
lo da Iropa ha de continuar como d'antes. Don-
de se conclue, nao a pretendida economa, mas
um excesso de despeza.
O projeclo falla na reorganisaco dos corpos
fixos. O orador sempre considerou lacs corpos
como urna excrescencia no nosso syslema mili-
lar, apezar de serem elles filhos predilectos do
Sr. ministro da guerra. J o anno passado mani-
feslou opinio semelhante em urna emenda que
apresentou. Votada, sim, pela reorganlsago, po-
rm sendo ella tal que esses corpos perdessem lodo
o carador de flxidade-. Entre outros argumentos
contra a actual organisaao o orador lembra o
nenhum servico que presta o corpo fixo de S.
Paulo, que tanto mais intil quanto essa pro-
vincia esl ha poucas horas de distancia da cor-
le. Alfe disso nao pode admitlir que os pedes-
tres se|am considerados Iropa de linha, e que ao
niesrBb lempo lenham commandanles paisanos,
que. nem conhecem os deveres militares."
Outro ponto em que discorda da commisso
aquello em que ella se refere perda do carcter'
de voluntarios e engajados por parte das pracas I
que em laes condices desertara. A commiss'o !
pretende que semelhante punico se eslenda a
potrea criraes. Nao sabe o orador que crimes se- I
jam esses. Se um soldado comraette um crime!
por falta que importa mais de um anno de pri- |
sao, est estatuido que perde por isso o lempo ; '
d baixa e entregue juslica civil.
Nao sabe lambem o orador comprehender a
disposico do 2." da arl. 5.. O que lhe parece
que a proposla quiz di^er foi que os engajados
e voluntarios que queiram continuar no servico
percebam, aquellos una gratificado de meio
sold, osles urna graflcaco de sold inleiro.
A nao ser isso, dar-se-ha o fado incompre-
hensivelde haverem voluntarios com gralilicaro
desold inleiro, e voluntarios em gratificarlo
de meio sold.
Depois destas ohservares o orador chega ao
artigo do engajamento de tropa estrangeira.
Neste ponto demora-so, contrariando aberta-
menlc semelhante autorisaso, que altas a com-
misso coufessa que j est conferida ao gover-
no. Nao se pode conformar o orador com a idea
de que no anno de 18G0 supponha-se anda que
o Brasil uao possa ter um exercilo nacional que
defenda a sua honra no exterior c que sustente
as suas nslilukes no interior ; nao se pode
conformar com a idea de querer-se confiar a de-|
feza da patria a armas mercenarias. E nao sel
ponse que se trata de l ou 200 homens : sao '
nada menos do que 5,000 horneas que se pe-!
dem I
O Sr. Cuna Maltas interrompe com um
aparte.
O orador responde que a provincia de Matto-
Grosso a que menos pode ser invocada a tal
respeito, porque desde qne fez parte do imperio
tem recebido apenas de 500 a 600 pracas, sus-
tentando-se serapr"com seus proprios recursos,
Em seguida mostra que Ilusoria a idea de
termos urna forca estrangeira niorigereda, em
balde se allegue a medida de naturalisaco no
hm de annos. Todo o eslrangeiro aprovclavel,
amante do trabalho e em condices de prestar
bons sarvicos, nao deixar sua' patria para vir
sujeit-ir-se s tristes condices do militar no Bra-
sil : semelhante sacrificio "a naeao s pode espe-
rar do patriotismo de seus prbprios lilhos. Os
estrangeiros que nos pdem vir, salvo excepres,
em que nao licito confiar, nao faro mais do
que trazer a nsubordinacio para o meio do nos-
so ejercito indo depois no momento critico cn-
grossar as fileiras do exercito tnimigo.
Para excmplo da pouca ulilldade de laes en-
gajamenlos, cila o orador o que succedeu com a
tropa engajada pelo proprio Sr, ministro da guer-
ra. O Ilustre general o Sr. baro de Porto-Ale-
ere, que est presente e para cujo teslemunho o
orador appella, poder referir o que occorreu na
jomada de Monm, que alias forneceu urna pagi-
na gloriosa aos nossos fastos militares. Um
rxemplo recente na ultima guerra europea con-
firma ainda as justas apprehenses que desper-
tara medidas desla ordem. Na balalha de Solfe-
rino 7,00 homens do exercilo austraco, passa-
ram-se para as fileiras dos defensores da Italia
li sabe a cmara porque ? Porque, em vez de
austracos, penenciam elles nacioualidade hn-
gara c a outres. Mesmo entre nos, so estes
exemplos nao baslam, temos o fado conhecido
dos Talavcras, no qual a tropa estrangeira quiz
dictar Icis ao Brasil.
Depois de mais algumas considerarles, o ora-
dor termina esle [ionio citando o trecho de um
discurso pronunriaJo pelo Ilustre Antonio Car-
tos em 1830, a proposito de urna medida idnti-
ca, o qual corrobora cora o peso daquella grande
auloridade .as opiuies que acaba de manifestar!
Continuando, o orador pronuncia-se contra
o modo por que foi comprchendida e execulada
a ultima lei de piomoces, quer pelo que respei-
la nos militares que haviam adquirido direilos
antes de 1851, quer subscquenlenienle. U Sr.
ministro da guerra, em vez do executar o que a
lei manda, e guardar cm cada promocao a pro-
pones marcada para o lempo de servico e para o
merecimenlo, cntendeu que dovia abrir una es-
pecia e conla corrento com o axercilo, prece-
diendo agora todas as vagas por anlguidade e
guardando para depois a promocao por mereci-
menlo.
Tamben) enlende o orador que S. Exc. dou um
grande elasterio actorisaco concedida quanto
escola militar. A lei apenas o aulorisou a mo-
dificar.
S. Exc. enlendeu que podia reformar at o
ponto de crear urna escola nova.
A proposito desta questao, o orador pede ao
Sr. miuistr da guerra que adocc o rigorismo
cora que S Exe. tem tratado a classe mi-
litar S. Exc. longo de procurar por quaiquer
medida lomar menos dura a sorte do exercito
brasileiro, nada prope que nao tenha por fim
collora-la em peiores circunstancias do que j
so acha.
Cita para comprovar esla asscrco diversas
medidas de S. Exc, e diz que esss meios nao
sao os que cumpre applicar para que lenhamos
exercito.
S. Exc. devia antes propor urna medida que o
aulorisasse a acudir aos officiaes amantes de suas
familias,e que com os escassos recursos de quedis-
pem nao podem sequer deixar-lhes quando mor-
rn) o beneficio de um monte-pio. S. Exc. devia
pugnar pelo augmento desold e por outras me-
didas desta ordem.
Proseguindo no exame da administradlo da
guerra, o orador especialisa sua provincia, e en-J
Iro outras cousas refere que depois de muitos
annos de preparativos bellicos ainda ha em Mat-
lo-Grosso batalhes que guardan) a frouleira e |
nos quaes se encontrara saldados que nao teera
Sequer urna arma Fazendo juslca ao governo,
nao se devem altribuir estas faltas seno ao pou- i
co zelo dos delegados que para l sao mandos.
lia ainda corpos, como o de arlilheria cujos offi-
ciaes esto eusentcs e nos quaes a indisciplina,
sobe a proporces escandalosas.
O dinheiro empregado em remessas para o for-
necimenlo da forca na provincia c dcsbaraiadc
em pura perda. Entre oulras cousas, caixes de
fardamenlo daqui mandados ha muilo tempo e
importando em uma-grossa quanla ainda hoje
estao, em porte destruidos e roubados, em um
rancho aberto margem do rio, sendo que alias
por alli passam dous vapores do governo, que
navegam entre Corumba e a capital. Esses va-
pores, porm, preferem prestar-se ao transporte
de mercadorias, cujo frote auferido pelos res-
pectivos commandanles, em vez de entraren) ao
menos para os cofres pblicos.
Depois de referir ainda a creaco de um ser-
vico para fernedmento de lenha aos vapores, no
qual sao empregados soldados do exercito, per-
cebendo quera corla a lenha lano como quem a
conta, o orador termina por sentir-se muito fati-
gado e esperando ter de novo occasio de tomar
a palavra.
O Sr. Yiriato responde ao Sr. Peixolo de Aze-
vedo. Procura mostrar a conveniencia do enga- I
jmenlo eslrangeiro, em vista das nossas circums- i
lancias, Lembra que as arguicas fetas ao go- ;
verno relativamente provincia de Malto-Grosso
devem antes serallribuidas s difficuldades na-
turaes, pelas circumstancias em que se acha a
provincia, do que falla de zelo por parle das
adminislraQes, c termina depois de raais algu-
mas consideraces.
A discussao Mea adiada pela hora.
A ordem do dia para a sessao seguinte :
Apresentaco e discussao de requerimentos, e,
se houver lempo, as materias anteriormente de-
signadas.
Levanla-se a sesso.
PERNAIYIBUCO.
RECIPE, 21 DE JULHO DE 1860.
As SEIS HORAS DA TARDE.
Retrospecto semanal.
No correr da semana que Onda hoje nao live-
mos noticias da Europa. Das provincias do sul
do imperio recebemos noticias de que foram
portadores os paquetes Madaglena da cora-
panhia ingleza de Southampton, e o Portu-
gal da campanlia anglu-luso-brasilcin.
Nada do nolavel havia occorrido as provin-
cias do sul. Na corte, trabalhavam as caaras
com regularidade, e as discus9oes proseguan)
sem violencia nem azedume. E' urna prova de
que a tribuna parlamentar vai adquirindo entre
nos a sua devida importancia.
A nova reforma eleiloral linha passado por
grande maioria na cmara dos deputados. Urna
emenda da opposicao, sobre incompatibilidades,
que esteve a poni de ser approvada, por lercm
a ella prestado o seu voto alguns dos deputados
da maioria, deu lugar a um incindentc dcsa-
gradavel, que lerminou felizmente do um modo
satisfactorio. O fado do apoio dado por alguns
membros da maioria a essa emenda da opposi-
cao, deu lugar a espalhar-se que esses deputados
uegavam o seu appoio ao governo. A emenda
ficara empalada em urna piimeira votaco. No
dia seguiote alguos dos depulados que por ella
tinham volado declararam que aquelle seu voto
oo imporlava recusa de appoio ao governo, e a
emenda foi em segunda volateo regeitada por
urna maioria de 8 votos.
Discutam-se na mesma cmara algumas das
leis aminas. O orcamenlo do imperio era o quo
eslava ltimamente na ordem do dia dos ira-
bal hos.
No senado, disculia-se o projeclo da cmara
dos deputados, que trata de fazer processar os
cidados brasiieiros, mesmo estando auzentes,
que commelterem crimes em paizes estran-
geiros.
Tambem se tratara alli de um projeclo de le:
interpretativa do art. 6o Io da conslitui^u -
cerca dos direitos de residencia.
Tinlia passado na mesma cmara era segunda
discussao as emendas addilivas da commisso de
fazenda proposta de lei bancaria da cmara dos
deputados, e foram lambem approvados os arts.
2o, 3o e 4o das emendas mesma proposta.
Na cmara dos deputados tinha-se proced-
do no da 12 eleicao da mesa para o .segun-
do mez da sesso. Sahiram reeleitos os rnesiuos
m osarios.
Nos diasque decorrcnmda partida do Madag-
lena do Portugal nenbum despacho publica-
ram os jornaes da corte.
Na Bahia nada havia occorrido digno de espe-
cial menco.
Temos noticias recentes de dilVerenles pontos
da provincia.
No alto serto havia escassez de gneros ali-
menticios. A farinha eslava por alto preco.
Fzeram-se em dillcreules pontos da provincia
rauitas prises de criminosos o desertores.
A seguranza e tranquillidade publica nao sol-
freu a menor alleraco. Deram-se, porm, al-
guns alternados contra a soguranga individual
u-
iii a
cujos autores cahiram pela maior parte em poder
da pocia.
Aqui no Recifc e viziohancas deram-se infeliz-
mente lambem alguns alternados contra a seg
ranea individual, sendo mais notaveis o de ui
mulher que tentava assassinar o marido propi-
nando-lhe veneno em pequeas doses, e o assas-
siualo do un cadete de cavallaria.
A estaco climatrica parece estar no seu pe-
riodo de declinacao. A mortalidade diaria vai
pouco a pouco diiuiuuindo.
Parece-nos todava que a cmara municipal
deverialomar algumas providencias para o aceio
da cidade _e esgotamculo d'esses extensos charcos
de que esto elidas as ras e as pracas.
Demandaran) o nosso porto, durante a se-
mana, 14 embarcaees mercantes, com a lotario
de 5.707 toneladas. Sahiiam, durante o mes-
mo espaco de lempo, 13 embarcaees mercantes
com a lotaco de 5,437 toneladas
Reoderara, durante a mesma semana: a
alfandega, 51:7865088 ris ; o consulado ge-
ral l:579-;929 ris ; a recebedoria das rendas
geraes internas, 7:579^272 ris ; o consulado
provincial, 7:270;180 ris.
O movimeiito geral da alfandega, duranlo
o ruesmo espaco de tempo, foi de 4,428 volumes,
a saber : volumes entrados com fazendas, 436;
com gneros, 885 : total dos volumes en-
trados, 1,3-21. Voluntes-sabidos com fazendas,
633 ; com gneros, 2,108 : tolal dos volu-
mes sabidos, 3,101.
REVISTA DIARIA-
Salularissima sera duvida a disposico do
aviso regio de 3 do marco de 1812, com rflaeo
a boa disciplina dos corpos militares. O precei-
lo que elle consagra de preceder, as queixas de
inferiores conlra superiores, urna licenca para
esse lira imptrala por aquelle que tem de da-la,
satisfaz ao mesmo passo e simultneamente aos
deveres da subordinado por um lado, e ao di-
reito da queixa da offensa por oulro.
Esta doulriua quo sa, e a que robustece o
disposlo na ordem do dia do quarlel-general do
exercilo sob n. 88, nao se pode preslar todava
urna exlenso, que nem esl na lelra, nem no
espirito de um e oulro preceilo legal, como o
arbitrio o quer.
Dessa legislacao o que obvio, por quaiquer la-
do quo acucare a hermenutica jurdica, que ne-
nhuma queixa seja dada por inferior contra o su-
perior sem impetradlo previa de licenca pora es-
so fim. Mas o arbitrio, coma j dissemo-lo, de-
duz d'ahi urna equipolencia sui generis, e quer
que. cerlidcs pedidas por urna queixa de infe-
rior, que deve ser dada contra superior, sejara o
mesmo que a propria queixa ; e por conseguinte,
como falta daquella condieo legal de previa li-
cenca, indefere o requerimenlo e preode o peti-
cionario I sto acaba de dar-se com o alteres Jo-
s Francisco da Silva Guimares.
Essa intelligencia, porm, carece de urna mo-
dificacao, quo restabeleca o verdadeiro espirito
do referido aviso regio,nao sopara quese nao con-
funda um lado com o ponto capital, como ainda
para que nao sejam postergados direilos alheios
com um simples quero individual.
|)usos taes, sophismaces da lei de seme-
llianlc grao, nao ha auloridade, nao ha posico
que os justifique ou aulorise, mormenle quando
chegam urna detenco de quem em nada offen-
deu a lei escripia, nem ainda a disciplina em seu
rigor.
Hoje ha lugar o concurso cadeira de liii-
gua franceza do gymnasio.
Os examinadores sao os mosmos que examina-
ran) no processo de habililaco, isto os Srs.
Dr. Candido Jos Casado Lima "o Luis Amavel Du-
boureq.
0 modo por que a respeito nos havemos j
pronunciado, exime-nos de repetir o que senti-
mos sobre sto ; e mais ainda porque estamos,
qne o mais habilitado colher o iructo dessa con-
dieo.
Em cumprimento do disposlo nos regula-
montos dos correios, no dia 2 d'agosto vindouro
pela manha lero de ser cousnmidas as carias
retardadas na repartido do correio, sendo o res-
pectivo consumo feilo porta da mesma repar-
tido. r
As competentes lisias j se acham afinadas.
onde em tempo o publico poder recouhecer as
redamacoes. que deva fazer.
Temos algumas queixas acerca da illumi-
nagao dos Afogados, a qual dizem-nos eslar mui-
to obscura. ,
Verificada a exaclidao disto, preciso que so
de remedio a esse mal.
Foi nomeado collectordas rendas geraps dc~
municipio do Rio-Formoso o Sr. Nicolao Vieira
da Silva.
As noticias da comarca de Flores chegam a
2 do crrenle mez.
No termo de Villa-Bella a ordem publica vai
sem alteracao. A eleicao j predomina os espi-
rito?. r
lia pouco linha cabido urna soflrivel chuve,
todava era problemtica a existencia do inver-
n ; porque, sem verde, d-se na secca, mor-
menle quando aquelle tende a declinar ou a de-
sapparecer.
Nao ha falta de gneros alimenticios felizmen-
te, e os pregos acham-se n'uma supportavcl es-
cala'
O alferes Malagueta, delegado de Ingazeira, i
havia ali chegado.
Algumas chuvas tinham cahido por aquellas
cabeceiras, e os gneros alimenticios estavam
por cusi nao mui excessivo.
Era Baixa-Verde as chuvas leem contiouado-
mais ou menos. Os gneros alimenticios ah
conservara um preco mdico, masdesuppor
que isto nao dure por muito lempo, cm conse-
quencia da sahida dos mesmos para outros pon-
tos.
Remetlem-os a seguinte noticia :
Sr. Redactor da Revista-Diaria. farece-
T"



DIARIO DE PERMAMKjCO. SEGINDA FE1RA 23 DE ./LBO DE 1W.
nos que ha urna postura muoicipal, que prohibe,
e al comraiua ppna aquellos que de noite do ti-
ros. Nao obstante, vemos quo no Rosario esens
arredores se pratica isso como por costume, fal-
tando-so dest'arte o respeito s leis que nos re-
gem, c muias vezes causando susto s pessas
limoratas e nervosas.
De quem, portanto, dimana cssa obstinado?
vejamos. Se ali houvcssc um inspector de quar-
teiro, que i noite salnsse com algumas pessas
de seu dislriclo e rondasse ; so esse inspector,
quandoouvisso um tiro, nraediamenle fosse ao
lugtr, e fizesse cora que quem o deu soffresse a
justa paga; so, llnalmonle, esse inspector cum-
prisso os deveres que lhe sao inherentes, por
certo que semclhante pratica nao estara to ar-
raigada no animo dos que costumara p-li em
acrao. Nao teriamos do lastimar que ura indi-
viduo fosse assassinade com um tiro horrivel, e o
sicario se pozesse a bora recado, como succedeu
com o infeliz cadete, cuja sorle deploramos I
Ainda agora ao fazermos estas liuhas (8 e 3/4
<3a noiti'), houve urna reprodueco do crimeque
conjuramos. Mas como tudono h i de assim
succeder, quando os sons de urna voz mal concer-
tada cora ura desatinado riolo. cousa que lhe
sVi beni ao ouvido Se a reunio de alguns ami-
gos que applaudem cssa orgia, quasi froqueule,
cousa tambera que deleita 1
Pinalmi nte se a entrada dos froguezes que,
o Sr. desembargador SilYeira, o recurso
crirao :
Recorrenlo, Joo Xavier do Reg Sarros : re-
corrido, o julzD.
A 1 hora da tarde encerrou-se a^seaso.
COULHEKCIO.
Alfandega.
Rendimento do dia 1 a 20. .
Idom do dia SI. .... .
191.691678
11.-743^531
203:4353209
Movlraento da alfandega
Volumes saludos com fazendas
com gneros
Volumeseutrados com fazendas
com gneros
39
317
------356
116
315
431
Descarregam hoje 23dejulho.
Bngue portuguezTarujo & l'ilhodiversos g-
neros.
I'.rigue' americanoBohoidem
Barca inglezaMargarelbacallio.
lliate americanoJoseph Gsuicfarinha e carne.
Importar0*
sempre f ..goaT,.: J*? S^llanS SSSSt
iS iprec,avcld-quo andar as des": &?* ? *ie:
Assim, pois, senhores redactores, se urna pro- i
videncia, partida do rauito Ilustre Sr. Dr Arari- i n-nHmi, V i;
pe. nao rieren continente por termo a tacs irre- : KlTni?d,dia l a 2l
giilandados, por certo que teremos de ver a re-: "
2,23o barricas com bacalho ; aos mesmos.
Consulado geral.
. 14:349997
. 3I7S365
produeao de taes actos.
Logo vollaremos, se ainda Vmc. nos conce-
der iira pequeo espaco em sua conceituada Re-
vista.
" S.>u constante leitor.B.
Como j o dissemos, niio nomearemos o
inspector de quera tratamos, pois que cora a pu-
blicacao bita procuramos apenas a sua emenda ;
no entretanto, porm, declaramos que a noticia
nao se entendo nom com o do Campo Verde, era ExpartacXto.
com o da ra do Cotovello, Jusliniano de Albu- Liverpool, brlgue nglcz Milticenle, de 373
querqne Bollo e l.uiz Jos Antunes. toneladas, conduzio o seguintc : 1.019 saccas
Tendo a cmara municipal feilo una pos- algodao, 250 saceos assucar, 56 ditos cera de car-
tina prohibindo que entrassera os carros por cer- nauba.
tas roas, c que sahissem por outras, c duendo a
14.6073362
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 20. 2:269a044
dem do dia 21....... 10886
2:279J930
poliuil effecttva essa prohibirlo, pondo em cada;
es nina das ras indicadas um pedestre, ne- i
cessarto que a mesma cmara mande concertar'
os ras por onde esse transito dos carros se tor-
nen obrigado, nrmenle as da Gloria e da Roda,
lias quaes lia buracos capazes de fazer quebrar as
m 'las do nais novo c forto vehculo, com o ris-
co o que ainda pcior, do quebrar o poscoro
'OS dotvos. Se a cmara nao curar quanlo antes
'>te* cenceos, podw obrigar 03 carros a pas-
s<- por tssasruas? Cremos quo nao, porque nao
baiei quV possa obrigar ura homem a quebrar o
se, pesco.
O.donosdus carros pagam um imposto sol) o
'OiidifnentovJus estragos, que estes fa/.em as
ras e -ideadas, e' justo, portanto, que se appli-
qoe ao concelo das ras a importancia d'esse
mpost, que 6ju e pequeo.
Poram rocahVidos casa de detengan nos
das 19 o 20 do toreen le 29 horneas, sondo 26 li-
vres o 3 escravo?, a saber : 23 ordera do Dr.
chufe de polica, 1 ordera do delegado do pri-
meiro dislncto desla termo. 2 ordetn do sub-
Recebedoria le rendas Internas
geraes de Pernambuco
Rendimento do dia 1 a 20. 30:8105482
dem do dia 21.......I:3i7g36
3:193788
Pecas de 68400 velhas16&50O 17$.
de4>-9300 a 9JJ40O.
Soberanos9&800 a 10$.
Patacocs brasilciros23 a 2S100
hespanhoes2j a 2&10C.
mexicanos1*989 a 2.
[Diario da Bahia).
Entraran de Pernambuco : a 14, o brigue in-
glez Zone, con 5 das de viagera, e a 17, o pa-
Ihabote Bom Amigo, com 5.
Achava-se carga para Pernambuco, o pata-
cho Amazona*.
Movimento do porto.
Navio entrado no dio 20.
Porlos do sul6 dias, vapor portuguez Portugal,
coromandante II. A. de Biron.
A'ot'io sahido rio mesm > dia
Macei e porlos intermediosVapor braiileiro
Persinunga, coramandante Manoel J. Lo-
bato.
Navios entrados no dia 21.
Barcelona45 dias, sumaca hesp;nhola Vio/an-
te, de 115 toneladas, capitao Boaventura Milet,
equipagom 10, carga vinho ; a Aranaga Hijo &
C. Scguio para os portos do sul.
Barcelona53 dias, patacho hespiinhol Paco, de
139 toneladas, capitao Giles Vil, equip'agem
10, carga vinho ; a N. O. Bieber &C. Seguio
para os portos dosul.
Liverpool58 dias, brigue inglez S. Fcente, de
275 toneladas, capitao Alexandre Collie. equ-
pagem 11, carga carvao de peer; a ostrn
Rooker & C.
Navios sahidos no mesme dia.
Liverpool e porlos intermediosVapor portuguez
Portugal, commandanle H. J. d: Bironl
ParahibaBrigue hespanhol Mari* Isabel, capi-
tao Pedro Garca, em lastro.
c
j.
BE
>
> c
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 20. 52:5S8681
dem do dia 21....... 6913266
53.2793950'
An-
delngado do Recife, 1 ordeni do de Santo
tomo o 2 ordetn do di. Boa-Vista.
Paoageirvs que rietan no vapor portuguez
Portugal, entrado dos portos do sul : Antonio
Jnse i! Moura, Conrada Mara da Soledade e Can-
di lo Antonio da Molla.
Passageirossabidos no vapor brasileiro Per-
cuningii, tara Macei e porlos intermedios:
Manoel Rodrigues Gamboa Secupira, Francisco
Xavier Vieira de S, Jos Antonio de Itrito Bas-
t'-, seus pais e sua familia, Antonio Poreiri lia-
racho, sua senhora o uraa criada, Jos Nunes
Guimaraes, Manoel Thom Cordeiro, l.uiz Gon-
calrcs Turros, Dr. Augusto I.amenha Lins, Ma-
noel Francisco de Moraes, Jos Percira de Miran-
da Cuuha, Mmocl de Almeida Nobre o 1 criado,
tcneote-uoronel Dionizio Rodrigues de Mello Cas
tro, Pedro de Alcntara Boarque, Antonio Caval-|
Canti de Albuquerqug, Antonio Joaquim do Li-
vranento, Jos Antonio do Reg. Francisco Jos
de Hagalhaea Bastos, Antonio Tcixeira Pinto,
Joao Jo* de Miranda, Antonio Augusto de_.\mo-
ri.il, Antonio Jos Vieira Sabugo, Theopho do
AlmeiJa Franca, NicolaoEugemanode Albaquer-
aue Sarment, Flix Octavio lluarque do Macdo,
Speridiu Barbota da Silva, Joaquim Jos Alvitn
ir, Joaquim da Natividade Res e Jos Joa-
quim de Castro Moura.
Passageiros sahidos no vapor portuguez
Portugal, para Liverpool c portos intermedios:
Helio loro Fe-mandes da Cruz e Jos Antonio da
Silva.
MOHT.U.IIUOE DO DIA 21 no CORRKKTB :
Auna Joaquina do Espirito Santo, parda, casada,
il innos : parto.
Joaquina Maria d'Assumpco, pirda, soltoira, 90
anuos ; diarrha
Gosnn Cabral, pardo, casado, 50
plexia.
Joaqun Jos dos Santos Jnior, branco, soltei-
ro, 13 annns ; escarlatina.
Manoel Joaquina de Lima, branco, casado, 50 an-
uos ; diarrha.
Manoel, proto, solleiro, 90 annns ; diarrha.
Josepha Maria do Nascimento, parda, viuva, c0
.unos; apoplezia.
Angelo Mendos da Fonseca, pardo, casado, 50 an-
uos ; catarrho.
apo-
CriRQNICAJUlCIARIA.
?
Fer-
Genebra --------
Manlega--------
Velas
Frelcs--------------
TRIBUNAL DARELACAfj.
Sl.SSAl) BU 21 !)E JLLIIODE 1860.
FRESIDEXCU DO EXM. SI. C0NSEL11EIR0 EIIMELIN'O
DE LE.iO.
As 10 horas da manhaa, achando-sc presen-
tes os Srs. desembargadores Figunira de Mello,
Villares, Silveira, Giliraoa, Lourenco Santiago,
Jilva Gomes, e Caclano Santiago, procurador
'a corda, foi aherta a sessao.
Tassidos os feitos e entregues os distribui-
0?, procedeu-se aos seguintes
JLG AMENTOS.
lUCURSOS CHIMES.
lecorrenle, o juizo ; recorrido, Manoel
rc-a de Gusmo t outro.
elator o Sr. desembargador Figueira de Mello.
irteados os Srs. desembargadores Gitirana,
c lurenco Santiago. a
lformou-sffasenlenca quanto ao reo Rezen-
de,- confirmou-se quanto ao reo Gusmo.
CARTA TF.STEMINIlWEI..
/gravante, Aleixo Jos da Luz ; aggravado,
o jiao.
Iitor o Sr. desembargador Lourenco San-
tio.
irteados os Srs. desembargadores Gitirana,
c Iveira.
ao toraarara conhecimonto.
oi proposlo o habeas-corpus por pelico de
Aonio Germano do Nascimento. Concederam
o>iu jioio sci u paciento aprespntado em sessao
dd4 do corrente, s 11 oras do dia.
APPELLACES CITIS.
s.ppclliole, Jos Francisco Pereira da Silva ;
arpilladci Manoel Pises Ferreira eoulros.
Mindot-se averiar Jt dizima.
Mindoii-so desear ao'Juizo a quo a appollaco
civel: \
Afpellnt'\ Jos\ Calsans da Silva Fragoso
-app^irfoj, os herdiiros lc Angelo Custodio da
SiUaFrajoso.
D1L1GF.KC1AS tlVElS.
ApeKiiilc, a preta JoserAa ; appellado, loo
Josdc fonte.
Crn vista ao Dr. curador.''
impelante, a viuva c heriros de Guilherme
Pal icio Bezerra ; appellado, Mnoel Pereira Ma-
ga h es.
>o Dr. curador geral.
ppellante, o juizo ; appellarj, Anna Maria
daConceco.
Ao Sr. desembargador procurad*- da corda:
DITAS CR1MF.S. ,
Com vista ao Sr. desembargador. Vomotor da
Justina, as appellacocs criraes : \
Ap'pdlante, Manoel Gomes Ribeiro JVior ; ap-
pellado, Manoel Jos Dantas. \
Appellanto, Marcelino Jos Ferreira ;Vppella-
do, o juizo. \
Appellanto, o juizo ; appellado, Serg, puri.
natio Baptista.
Assignou-se dia para julgamcnto dasseg.n(CS
appeUaces crimes :
Appellanle, Francisco Antonio das Ch?gas ;lp.
pelladn, n juizo.
Appellanle, Antonio Jos Al ves de Brito ; a-,.
pcado, o juizo.
DISTIUBIICES.
Ao Sr. desembargador Figueira de Mello, as Hanburgo
8ppeHaf5c8crines: ^ lUsboa
PRACADOKECIFE
SI DE Jl'LHODE 18GO-
AS 3 HORAS DA*t ARDE.
Revista Semanal.
Cambios- Sobre Londres saccou-sc a 25
e 25 1, 4 d por ljjOOO, sobre
Pars a 390 rs. por ir., sobre
Haraburgo a 730 rs. por M.B.,
sobre Lisboa a 115 J de pre-
mio, c sobro o Rio de Janeiro
de 1/2 a 1 *t de descont, sendo
de pouca importancia as trans-
saccocs desta semana.
Algodao-----------O superior vendeu-se de 7.;i00
a 73600, e o regular de 7*200
a 7}3i)0 por arroba.
Assucar-----------10 branco vendeu-se dejOOO a
6J000 por arroba, o somenos de
43400 a 4$600. mascavado pur-
gado de 3J200 a 33400, Ameri-
ca de 2;900 a 3$00. e Canal de
afGOO a 2u600, por arroba, sen-
do pequeo o deposito, por
quanlo a safra est Onda.
Agurdenle-------Vendeu-se de 105g a IIO3OOO
por pipa.
Couros Os seceos salgados venderam-sc
a 220 rs. por libra.
Arroz ----- As ultimas vendas effecluarara-
se de 35IOO a 3$300 por arroba,
havendo falla do superior do
Maranhao.
Azeite dce--------Vendeu-se a 2,^500 por galio.
Bacalhao- Era atacado negociou-so a ris
10$600 e a rotalhode 11 a V3$
por barrica. Picando era ser cer-
ca de 11,000 barricas.
Raalas---------"- Vendeu-se a 2$ rs. por arroba.
Caf------------------dem de 6^500 a 7^000 por ar-
rolla.
Cha------------------dem de 1600 a |*70 por li-
bra.
i Carne secca- Relclhou-sc de 3200 a 4$200
por arroba do Ro-Grande do I
Sul. e de2g700 a 3?200 por di- |
ti do Rio ila Prata, licando era
ser 32,000 arrobas da primeira
o 58,000 da segunda.
Cerveja--------------Vendeu-se de 1$600 a 1^700
por duzia de garrafas.
Facinho de trigo- Tirmosnosla semana um car-
regamento de New-York, com
o qual o deposito licou hoje
elevado a 17,900 barricas, sen-
do : 6.000 do Richmond, 9.000
de Trieste. 400 de Philadelphia,
200 de New-Orleans, 300 de
Raltimoro e 200 de New-York;
tendo-se retalhado de 19J000 a
20g da primeira de 205 a 23&000
da segunda, de 17-5000 a 19ft
da terceira, 185 a quarla I65
a quinta c 175 a ultima.
Dita de mandioca Vendeu-se a 5&000 a sacca.
Feijo--------------dem de 13280 a 2&000 por ar-
roba.
Ferro-----------------O inglez vendeu-so de 5#000 a
5g500 o quintal, e o do Sueca
de 85 a 8j}500 o dito.
Folha de andres Vendeu-se de 18JO0O a 215000
a caixa.
- dem a 270 rs. a botija, e ris
5g400 a frasqueira.
- A ingleza nova vendeu-se a
IJjlOO a libra, a velha a 1$000,
e a franceza de 520 a 530 rs ; fi-
cando em ser 1,500 barris.
Massas--------------Venderam-se a 5J500.
Queijos-----------Osflaraengos venderam-se de
2ft000 a 2500.
Toucnho-----------dem a 88000 por arroba.
Vinagre-----------dem a 1108 a pipa.
Vinho--------------dem de 200J a 2708 a pipa do
tinto.
As stearinas veDderam-se a
620 rs. a libra.
Desconlos Odinheiro ten sido menos pro-
curado, e os desconlos eflec-
tuarara-se ae 10 a 15 % ao an-
no, tendo a caixa filial descon-
tado cerca de 500 conlos de
res.
Do lastro a 12/6, e do algodao
a 7/16 por libra.
9> 0. S S ce en o. m 3 1 Bons
S w p: 8 S s CD 3. Atmospiiera.
-i W P3 Direcco. 2 -1 O
5tf * 0 w 9 Inlensidaie. 1
t) h9 es en I* 1 Centgrado. H Pl 0 r. O
O O o <-O b * Reaumvr.
-4 ce -1 -i C5 -i en ~- r . Fahrenh,:it
ce 0 Jlygrometr J.
~4 CC 0 ^1 ce -i 0 -! 3 CJI Baromilro l
x O
o 5=
O
t~
c
c
>
A noite nublada e chuvosa, vunlo variavel
licando no terral, ao amarillecer rondn polo S.
OSCILLACAO DA HAR.
Baixamar as 11 h 51' da manhaa, altura 1.0 p.
Pream3r as 6 h 6' da tarde, altura (.0 p.
Observatorio do arsenal de marinha 21 de julio
de 186Q Viegas Djmor.
Editaes.
NOTICIAS COMMERCIAES E MARTIMAS.
Rio de Janeiro.
Praca, 12 de julho de 1860.
Nao houve cotacoes ofticiaes.
O paquete Portugal deixa a nossa praca no es-
tado em que so achava partida do paquete in-
glez, nao se tendo realisado desde cssa recente
dala nenhuma Iraosacco avultada.
Os saques fechados para o Portugal limilaram-
se a 6 5,500 sobre Londres a 25 3/4 d. a 90 dias,
o 120,000 francos sobre Pars a 365 rs., e ao mes-
mo prazo.
O mercado de caf conserva-se calmo.
Hoje venderam-se aos precos anteriores 5,500
saceos, sendo 2,000 para os"Estados-Unidos e o
resto para a Europa.
Continuam a negar regularmente os snppri-
mentos do anterior, porm anda nees abundara
as qualidades inferiores.
Ha era ser actualmente 35,000 saceos.
(Jornal do Conimercio do Rio.)
Nao entrou ucm sahio embarcaco alguma para
Pernambuco. Achava-se carga nicamente a
barca Recife.
O Illm. Sr. inspector da Ihesnoraria de fa-
zenda desta provincia manda fa/.e publico, de
conformidade cem as ordens do thesouro nacio-
nal ns. 98 e 99 de 26 dejunho ultimo, que no
dia 10 de seterabro vindouro se far concurso
nosla thesouraria para preenchinn-nto de mais
urna vaga que ha de praticante na mesma, c ou-
Ira na recebedoria de rendas internas desta ca-
pital. Os quo pretenderem ser admitidos ao con-
curso, deverao apresentar nesta secretaria seus
requerimientos instruidos dos documentos que
provem : 1." terem 18 annos completos de dado :
2. estarem livrcs de culpa o pena : e 3." um
bom procedimenlo.
Os exames neste concurso versarlo sobre lei-
tura, analyse gramnialical, orthog-aphia, e ari-
thmetca, al a theoria das proporciies inclusiva-
mente.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 20 de julho de 1860. O oiTnial raaior
interino, Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimeuto da ordem do Exra. Sr.
presidente da provincia de 13 do corrente, manda
fazer publico que no dia 26 do mesmo vai nova-
mente praca para ser arrematado a quem mais
der o imposto d" 2-;300 sobre o gado vacum con-
sumido no municipio do Cabo, servindo de baso
para a arrematarn o offorecimento feilo pelo li-
citante Francisco Alves do Mirandi. Varejo da
quantia de 4:0008 por anno
A arrematarlo ser fcila por lempo de 3 an-
nos, a contar do Io de iullio do corrente anuo, a
30 de junho de 1863.
As pessoas que se quizerem propor a esta ar-
rematado, comparecim na sala dos sessoes da
mesma junla, no dia cima mencionado, pelo
rneio da, com suas proposlas era caria fechada,
devendo as habililacocs terem lugar no dia 21.
E para constar se'mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario,
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 16 de julho de 1860.O secretario, A.
F. da Annunriaco.
Capitana do porto
Por esta capianiase faz publico o aviso abaixo
da capitana do porto do Maranhao, relativamen-
te a subsltuico dos vidros brancos lo pharolele
do forte da barra, por oulros de cor -ubra.
Capitana do porto dePernarabucc, 6de julho
de 1860.O secretario. J. P. Brrelo de Mello
Reg.
CapVlama do Porto.
De ordem do Sr. chefe de diviso e caplo do
porto, faz-so publico, que o pharo ote existen-
te napontado forte da barra, que marca o orgar
para a mesma logo que descoberto pela quina
do forte, passa do 1 de julho proxi no vindouro
em diante a serem substituidos os vidros bran-
cos, por outros de cor encarnada, visto ser de
utilidade navegaco ; evilando-sc assim, que
conlinucm a confundir sua luz, con as dos na-
vios ancorados, da boia collocada na ponta da
restinga de S. Francisco para o N. R. Secreta-
ria de capitania do porto do Maranhao, 2 de ju-
nho de 1860.Raymundo Ildelfonso de Souza
Barradas, secretario.
A cmara municipal desla cidade, era obser-
vancia da ordem da presinencia desta provincia,
manda publicar, para conhetimento de seus rau-
nicipes, o aviso do ministerio da fazenda, abaixo
transcripto, mandando que principii a decorrer
em lodo o imperio do 1." de Janeiro do anno
prximo futuro o prazo de 10 mozos, fixado na
lei para o descont gradual de 10 O/o no valor
das untas de 15 c 53. aquellas da primeira e es-
las da terceira estampa, que se e.slo substi-
tuindo.
Paco da cmara municipal do Recile 18 de ju-
lho de 1860.Luiz Francisco de Barros Rogo,
pro-presidente.Manoel Ferreira Accioli, secre-
tario.
Ministerio dos negocios da fazenda.Ro de Ja-
neiro 28 dejunho de 1860.
Illm. e Exm. Sr.Convindo que o prazo de 10
mezes fixado na lei para o descont gradual de
lOO/o no valor das notas de 15 o 55000, aquellas
da 1.a, e estas da 3.a estampa, quo se esto subs-
tituido, principie a decorrer era todo o imperio
do 1. de Janeiro do anno prximo futuro, quei-
ra V. Exc para aquella effeito marcar este dia
em editaes publicados em lodos os municipios
dessa provincia.
Dos guarde a V. ExcAngelo Sloniz da Silva
Ferraz.Sr. presidente da provincia do;Per-
nambuco.
Directora geral da hislruccao
ica.
SecretwM. a jiisirtiucao publica de l'ernambu-
co, 18 de julho de 1860.O secretorio interino,
Salvador Henrique de Albuquerque.
O Dr. Ernesto de Aquino Fonseca, cavalliro da
ordem do Christo, juiz de orphaos do termo do
Recife, por S. M. o imperador, que Dos guar-
de, etc.
Faco saber aos que o presente edi'.al vrem,
que por este juizo lera de ser arrematado pr
venda a quem mais der. na porta da sala das au-
diencias, o lindos os dias da lei, os seguintes pro-
priedades :
Ura sitio de Ierras denominado Allemo, com
algumas frucieiras, extremando pela frente com
o silio Riacho da Estiva, pertencenle a viuva e
herdeiros de Jos do Monte Lima, pela parle do
nascenle na linha de sul a norte do marco da es
Irada at o riacho Passo da lbura e dito sitio Es-
tiva, e pela parle do norte, ao poente, com Ier-
ras do engenho Ucha, tendo 2,380 palmos de
frente e 4,000 de Tundo, cora duas casas do laipa !
cuberas de lelhas, avaliado por 5:0005000.
Ura terreno de maltas capoeiras, denominado
Cacimbas, no mesmo lugar da lbura, extremando
com ierras de Jos Rodrigues de Oltveira Lima,
avaliado por 1:5008.
Outro terreno de maltas capoeiras, denomina-
do Descanso, em dilo lugar da lbura, que exlre- !
ma com trra do mesmo Jos Rodrigues, avalia-
do por 1:500.
Outro terreno do mallas capoeiras. junto a la-
goa denominada Zumbi, no sobredito lugar da
lbura, o qual extrema com o sitio Estiva, c com
ierras de A (Ion so de Albuquerque, avaliado por
2003OO0 sendo o total do valor do sitio e terre-
nos armexos a quantia de 10.0005000 ; todas es-
las propriedades situadas na freguezia dos Afo-
gados ; sendo o dilo sitio e mais terrenos per-
teucenles a viuva c herdeiros do finado Antonio
A.ves Ferreira, e vai & praea por determinado
deste juizo, a rcquerimenlo" de Antonio Pereira
dcliveira Maia, credor hypothecario do referido
casal.
A primeira praca ora 31 do corrente, a segn- !
d.nfia em 3 de agosto, a terceira dita era 7 do |
, mismo pelas 11 horas da manhaa depols de fln-
I d* a audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos.
E para que chegne ao conhcciincnto de quera
j inleressar possa mandei lavrar o presente que
ser aUlxado no lugar do costume, e publicado '
pela ioiprensa.
Dado e passado nesta cdade do Recife, capital
da provincia de Pernambuco, sob meu signal e
\ sello desle juizo, que ante mira serve, ou ralba
' sem sello ex-causa, aos 6 dias do mez de julho do
anno do nascimento de Nosso Senhor Jess Chris-
j lo de 1860, 39" da independencia c do imperio
do Brasil.
u Joo Facundo da Silva Guimares, escrivo
o escrevi.
Ernesto de Aquino Fonseca.
Pela inspcc?o da alfandega se contracta
i por um anno o forneciinento de races para a
guarnicao da escuna Liniioia, a saber :
Pao.
Bolaixa.
Assucar branco.
Caf era grao.
Arroz do Maranhao.
Bacalho.
Carne-verde.
Dita secca.
Toucinho.
Farinha de mandioca.
Feijo.
Agurdente.
Azeite doce para comida.
Dito para luz.
Dilo de coco.
Vinagre.
Vellas de spermacele.
Ditas stearinas.
Ditas de carnauba.
Sal.
Lenha em achas.
As pessoas que se quizerem contratar o dito
forriecimento apresenleni as suas propostas em
carta fechada at e dia 25 do corrente.
Alfandega de Pernambuco, 14 de julho de 1860.
O inspector
Bento Jos Fernandes Barros.
Itithia.
Praca, 17 de julho de 1860.
CAMBIOS E MSTAES.
Londres 60 e 90 ds.25 1/4 a 251/2 d.
Pars 376 a 380 o fr.
y 715 a 720 m. b.
115 a 118 O/o-
Appellanle, Antonio dos Santos Palacao ; op-Ublcs hespanhes-31g a 318500.
pellado, Jos Barbosa de Araujo Pereira. 1 d palria-305500 a 318.
publi
Faco saber a quem convier, que tendo o Exm.
Sr. presidente da provincia, por portara de 11
do corrente, de conformidade com or. 3. 10.
n. 4 da lei n. 369 de 14 de maio de 1855, creado
4 cadeiras de instruego primaria para o sexo
masculino, uraa em Grvala, outra em Timbeaba,
outra em V(cenca e finalmente outra em S. Vi-
cente, o Illm. Sr. -rector geral manda fazer, pu-
blico, marcando o prazo de 30 dias a contar da
dala deste, para a inscripto e processo de habi-
iitacao dos oppositores na forma das inslruccoes
de l dejunho de 1859, nao s para estas nova-
mente creadas, como para as cadeira: do mesmo
sexo vagas do Pilar de Itamarac, Salgueiro,
Buique, freguezia de Una, Taquaritinga, Itapis-
suraa e Rio-Formoso, que tambem su acham a
concurso.
Deelaraces.
Na delegacia do 1." dislriclo desta cidado
existe depositado um sacco com farinha, que foi
apprehenddo no poder de um prelo que o"erecia
em venda, por baixo preco, pelo que suppoe-se
lersido furtado : quera "se juljar com direito ao
mesmo, compareca, que provando, lhe ser en-
tregue. Delegacia do polica do 1." dislricte des-
ta cidado do Recife 21 de julho de 1S60.Penna
Jun.or, delegado supplenle.
A administrando geral dos cstabelecimenlos
de taridade manda fazer publico que nao tecdo
haviio licuantes para as rendas das casas abaixo
declaradas, vo de novo praca as mesmas ren-
das ;om o abato da quinta parte, no dia 26 do
corrente, na sala de'suas sessoes, pelas 10 horas
da iiaulia.
Bairro do Recife.
Ra do Pilar n. 74.
Bairro de Sanio Antonio.
Ra do Padre Floriano n. 45, ra larga do Ro-
sario lojas ns. 26 e 26 A, ra do Cabug lujas ns.
1 0. 1 C, e 1 D, ra da Roda ns. 3 e 5, ra Nova
n. 59, ra do Fagundes n. 32, ra d<; Santa The-
reza n. 4.
Adminislraco geral dos eslabelecimentos de
carioade 19 de julho de 1860.O escrivo inte-
rino, Justino Pereira de Faria.
Conselho administrativo.
Oconselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lera de comprar os objec-
los seguintes :
Para a escola do 8." batalho de infanlaria
de linha
6 resmas de papel almaco ; 400 uennas de gao*
co ; 2 caivetes ; 72 lapis; 6 garrafas de tinta
proia para escrever ; 6 libras de areia preta : 20
eollceoesdo cartas para principiantes ; 20 taboa-
das 6 grammaticas portuguezas de Monte-Ver-
da, ultima edieo ; 6 compendios de arithmetica
por Avila, conforme o aviso de 12 dejunho do
18j2 ; 20 traslados de escripia ; 6 pautas ; 6 pe-
dras para escripia ; 24 lapis para as mesmas.
Para o 9. balalho de infanlaria de linha.
101 covados de hollanda de forro.
Para os sentenciados do 10. batalho de linha.
Lrim branco, ?aras 7 1/2 ; algodozinho, va-
ras? 1/2 ; esleirs 3 ; manta 1 ; chapeo 1.
Tara o raeio balalhao do cacadores da pro-
vincia da Parahiba.
5 cornetas de loque ; 1 cordo para as ditas ;
1 beceal para as ditas.
Para a corapanhia de cavallaria de linha.
70 pares de luvas de algodao. *
Pata a Ia corapanhia de pedestres da comarcada
Boa-Vista.
1 sncte com as armas imperaes e distico da
con.panhia.
Para o armazem do arsenal de guerra.
3 caixas com vidros de 18 a 20 pollegadas ; 2
rame de lato de n. 11.
Quera quizer vender taes objeclos aprsente as
suas proposlas em carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 27 do
corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 20 de
julho do 1860.
Zreno Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vojial secretario interino.
Conselbo administrativo*
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, era cumprimento ao art.
22 do regulamento de 14 de dezerabro de 1852,
faz publico que foram aceitas as propostas dos
senhores abaixo declarados.
Para o 9. e 10. de infanlaria, meio batalho do
Ccar e corapanhia lxas de arliiccs, cavallaria
e Rio Grande do Norte, relativos ao 2. semes-
tre do anno prximo passado e do Io semes-
tre do corrento anno.
Para o 9. c 10. batalho do infanlaria de
1.a linha
Joao Baptista Vieira Ribeiro :
2,672 1/2 varas de brim de n. 8 a 410 rs.
Augusto Jos Ferreira :
350 varas de algodozinho de n. 8 a 260 rs.
Antonio Joaquim Goncalves Fraga :
729 esleirs d6 palha de carnauba a 320 rs.
Manoel Antonio Camargo da Silva :
378 botos grandes de metal praleado com o
n. 9 dourado a 160 rs., 162 ditos pequeos do
mesmo metal tambera prateados cora o mesmo
o. 9 dourado rs.
Para fornecimento do arsenal de guerra.
Joo Jos da Silva :
3 arrobas de lato de n. 17 a 780 rs. a libra, 2
ditas de dilo de n. 18 a 780 rs. a libra, 3 arrobas
de zinco em barra a 180 rs. a libra, 3 caixas com
vidros do 15 a 17 pollegadas a 159 a caiva.
Joo Carlos Augusto da Silva :
dOo cunadas de azeiie tle carrowaVo, intuida no-
va a 1&950
Jos Baptista Braga :
1 arroba de rame de ferro- de n. 18 a 200 rs. a
libra.
Para a botica do hospital militar.
Joo Ignacio Ribeiro Roma :
Nos medicamentos pedidos pela quantia de
5905, sob a condieco de entrega-Ios no mesmo
hospital militar.
O conselho avisa aos mesmos enflores vende-
dores, que devem recolher os objectos compra-
dos no dia 23 do corrente mez, s 10 horas da ma-
nhaa na secretaria do mesmo conselho.
Sala das sessoes do eonselho administrativo
l ara fornecimento do arsenal de guerra, 9 de
julho de 1860.Francisco Joaquim Pereira Lobo.
coronel vojzal secretario interino.
Pela adminislraco do correio desla cidade
se faz publico para (ns convenientes, que em
virlude do disposto no art. 138 do reguiamento
dos crrelos de 21 de dezembro de 1844 e art. 9
do decreto n. 787 de maio de 1851, se proceder
a consumo das cartas existentes mata adminis-
lraco de julho de 1859 no dia 2 de agosto pr-
ximo, s 11 horas da manhaa, na porta du mes-
mo correio, c a respectiva lista se acha desde j
expnsta aos interessados. Correio de Pernambu-
co 20 de julho de 1860.O administrador,
Domingos dos Pasaos Miranda.
O abaixo assignado, laucador da recebedo-
ria de rendas internas geracs," em cumprimento
dos 2. e 3, do art. 37 do reguiamento de 17
de mareo prximo passa rentes ou procuradores de lojas, e mais casas
coranierciaes do bairro do Recife, que principia
a fazer o lanramento do imposto de 20 0|0 sobre
ditos eslabelecimentos no dia 23 do corrente
pelas ras da Cadeia e Cruz, para que lenham
promptos os seus recibos, papis de tratos, ou de
arrendamentos, para serem presentes e porelles
ser feilo o processo do mesmo lanramento como
dispe o arl. 5 do reguiamento de 15 de junho de
1844. Recebedoria de Pernambuco 19 de julho
de 1860.Jos Jeronymo do Souza I.imoeiro.
Caixa filial do banco do
Brasil.
De ordem do Sr. presidente interino
da caixa filial do banco do Brasil nesta
provincia, se faz publico para conlieci-
mento dos Srs. accionistas, rpie o the-
soureiro da mesma caixa esta' autorisa
do a pagar d'ora em diante o 15- di-
videndo relativo ao semestre (indo em
ou dejunho prximo passado, a razo
de 10.S* por accao, de conformidade
com as oidens recebidas da caixa cen-i
tral. Caixa fi'ial em Pernambuco 16:
de julho de 1860 O cliee da conta-
bilidade, Ignacio Nunes Correa.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para seren re-
colhidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emissao do banco-
Caixa filia! do banco do
Brasil
Resolveu a directora da caixa filial
que desetembro prximo em diante nao
serao admittidos a descont titulos, cujos
m
veneimentos e realisarem em urna mes-
ma data, quaodo o numero delle r
incompativel com a respectiva cobran-
ca em um s dia, o que manda fazer
publico para que o signatarios do con-
venio de 6 de fevereiro prximo passado
satisfazendo ao art. 5 do mesmo conve-
nio, tornera as providencias necessarias
em ordem a conciliar os prazos dos di-
tos titulos com o servico da mesma cai-
xa. Recite 13 de julho de 1860 O
chefe da contabilidade, Ignacio Nunes
Correa.
Collectoiia provincial de Olinda.
Pela collectoria provincial de Olinda se faz pu-
blico aos propietarios dos predios urbanos, e a
quem mais possa inleressar, que vai proceder-se
no lancamento da decima para o anno de 1860 a
1861, nos dias de segunda, quartas e sexlas-fei-
ras das semanas que se seguirem ; Picando os
outros dias para a continuaco da arrecadacao
da mesma dcima do correule exercicio de 185U
a 1860. Collectoria provincial de Olinda 16 de
julho de 1860.O escrivo,
Joao Goncalves Rodrigues Franca.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lera de comprar os objec-
los seguintes :
Para provimento dos armazens do arsenal
de guerra.
20 duzias de (aboas do pinho americano ; 10
duzias d (aboas de pinho de 3/4 de pollegada ; 10
toneladas de carvao de podra ; 5 arrobas de ra-
me grosso de ferro ; 5 grosas de de parafusos de
n.3 ; 5 grosas de parafusos n. 5.
Quem quizer vender taes objeclos aprsente as
uas propostas em carta fe diada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 23
do corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 14 de
julho de 1860.
Benro Jote Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Caixa filial do ban-
co do Brasil.
A directora da caixa filial, desejan-
do conciliar quanto soja possivel os in-
teresas do comirercio com os da mes-
ma caixa, roga novamente aos Srs.
commerciantes que iguram como socios
de firmas sociaes estabelecidas nesta e
n'outras pracas visinhas, que com esta
esto em immediatas relaces, sesirvam
mandar a referida caixa urna copia de
seu contrato social, extrahido do regis-
tro do tribunal do commercio, e na tai-
ta suas circulares, contendo nao j as-
signatura individual de cada socio e o
modo porque cada um assigna a razao
social, como a declaracao dosnomes dos
socios que podem fazer uso da mesma
firma ; assim de facilitar a apreciacao
dos titulos que Ibes forem oTerecidos a
descont, licando cortos os mesmos se-
nhores de que nao serao admittidos ti-
tulos com firmas collectivas, que nao
constarem pelo modo indicado. Rece
15 de iunhodel860.O chefe da con-
tabilidade, Ignacio Nunes Correa.
TBEAT
DE
SANTA ISABEL
COMPAMIIl LRICA DE G. MKINANGELi
Terca feiraSI de julho
a recita de assignalura c quinta da primeira serie para os camarote*
RepresenUr-se-ha a o opera em 3 actos de Verdi :
TRAVIATA.
Vendem-se os bheles como de coslurae.
Principiar s 8 horas era ponto.
Avisos martimos.
B
Riode Janeiro,
segu impreterivclraente no dia 25 o brigue na-
cional Eugenia ; os senhores passageiros que
no mesmo vo, queiram ir pagar suas passagens
at o da 23 ; o raesmo recomrnendaraos aquellas
pessoas quo fallaram para embarcar cscravos,
queiram lera bondade mandaros conheciroentos
dos mesmos no escriplorio de Azevedo &l Hien-
des, na ra da Cruz n. 1.
Para o Aracaly.
Pretende sabir nesles dias at o dia 22 do cor-
rele, o hiate Nicolao I, mostr Trajano An-
tunes da Costa ; para carga e passageiros, trata-
se coiu Prenlo Vianna S C, ra da Cadeia do
Recife n. 57.
Para o Aracaty
sahe o veleiro hiate Dous Irmos ; para carga,
trata-se na ra da Madre de Dos n 2.
Cear.
'/O palhabole Sania Cruz segu nesles dias ;
para o resto da carga, Irata-se com Caetano Cy-
riacoda C. M. aolado do Corpo Santo n. 25, pri-
meiro andar.
Aracaty.
O hiate Vdela recebe carga e passageiros :
a tratar coro Caetano Cyriaco da C. M. no lado
do Corpo Santo n. 25, priraeiro andar.
Rio de Janeiro.
Palhabole Piedade segu com muila brevi-
dade : para o resto da carga, trata-se cora Cae-
lano Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo Santo n.
25, priraeiro andar.
Rio Grande do Sul
e Porto-Alegre.
Segu cora toda a brevidade o patacho nacio-
nal Venus : para o resto da carga que lhe fal-
ta, trata-se na ruado Brum n. 16, armazem de
Manoel Jos de S Arauio.
REALCOMPANHIA
Anglo-Luso-Brasileira.
O vapor Brasil, espera-se da Europa ot o dia
20 do crrenle, e seguir para os portos do sul
depois da demora do costume, para passageiros
trata-sc com os agentes Tasso Irmos.
Leiioes.
I*ara
Aracaty
LEILO
Seguada-feira 23 do con ente.
O agento Carvalho far leilo no dia cima em
| uraa loja de trastes na ra Nova n. 65, sem re-
serva de preco, consistindo era mobilias comple-
tas e outras obras importantesqne s cora vis-
ta se apreciarn, o mesmo agente espera que o
referido leilo seja concorrido pois que os preeos
porque serio entregues convidara a assistencia
das pessoas que quizerem prover suas casas das
bera acabadas obras que exislem em a dita loja.
Principiar s 10 horas em ponto.
Hiate Scrgipana ja lera parle da carga, para o
resto Irala-se com Marlius & Irmos : ra do
Madre de Dos n. 2.
Maranhao e Para.
O veleiro brigue escuna Graciosa, capitao o
pratico Joo Jos de Souza, deve seguir era pou-
cos dias aos porlos indicados; recebe carga, pa-
ra o que trata-se com os consignatarios Almeida
Gomes. Alves & C, ra da Cruz n. s7.
Bahia.
No dia 24 do mei corrente sahe o hiate aSan-
to Amaro : para o resto da carga, traa-se com
Caetano Cyriaco da C. M, ao lado do Corpo Santo
n. 25, priraeiro andar.
Leilo
Terca-feira 24 do corrente.
AS 11 HORAS EM PONTO
O agente Uchoafsr leilo por ordem dos Srs.
Tasso & Irmos, na noria do armazem do Sr.
Annes confronte a alfandega
DE
Marca diamante B 100 barricas cora cerveja
vinda de Liverpool no brigue Catreifzth, o
qual ser vendido sem reserva de pree,o.
IILEGVEL


\ '
>-
r*l
MARIO DE PERNAIIBUCO *=- SFGUNDA FEIRA 23 D JIJLHO DE 1860.
LEILAO
DE
(QDMtDlTQi
A 24 do corrente.
O preposto do agente OHveiro far leilo por
^onla e risco de quem pertencer de porco de
amendcas, alpista, papel, champanha, muscatel,
cognac, licores, cerveja, bolachinlias, conservas
ele : terca-fdira 24 do corrente s 11 horas da
manha, no nrmozrm n. 18, ra da Madre de
Dos defronle do largo da alfandega.
LEILAO
DE
Superiores charutos de Simas ; vende Jos
Luiz de Oliveira Azevedo, no seu armazem na
travessa da Madre do Dos n. 5.
Urna casa terrea com
sold.
Vendc-se una casa terrea em chaos proprios,
sita cm l'ra de Portas, lado da rear grande,
ra do Pilar n 53 : a tratar na ra do P.run n.
16, armazem do Manoel Jos de Si Araujo.
Vende-se a armacao de m deposito, na
ra de Ilorlas ; a tratar no mesmo n. 39.
No dia 24 do corrente tcm de ser arremata-
do, linda a audiencia do Sr. juil de paz de S. Jo-
s, que ter lugar as 10 horas do dia, 20 caixas
com sabo, pesando liquido 610 libras, avallado
em 129 rs. a libra, penhorado a Francisco Afilia
Mendnnca por execuco de Ignacio de Souza Le.lo
Ve'ndem-sc tres moradas de casas terreas
confronte a casa do detenoao ns. 9, lie 13;
vende-se mnis un terreno coro 8 mei-agoas : a
tratar com Francisco Pnreira c?a Silva Santos, no
mesmo lugar, na liberna n. 17.
Os beus
da nossa sociedado em commandila, Srs. AMO-
RIM, FARIA e GUERRA, a'o sao roupa de fran-
cez; V raes, devem quanto anles mandar publi-
car por esle Diario, claramente, a conla da recei-
ta e despeza do activo da nossa sociedade-e mos-
trar como que, tondo entrado 40:0005tK0 na
caixa de liquidaoao, lem esta pago ou est para
Aos senhores de
engenho.
Jos Joaqulm da Castro Moura vai as pro-
vincias do sul.
Precisa-sede urna ama preferindo-se es-
crava : oa ra da Senzala Velba n. 50, se dir
quem precisa.
Precisa-se de um caixeiroportuguez que tc-
nha alguraa pratica de taberna : na ra Nova
41. 51.
Uro professorcom pralica de 6 annos prope-se
a ir ensinar em qualquer engenho desla provin-
cia, nao s as primeiras letras, como tambem
grammatica nacional e francez com toda a per-
pagar, somonte aos socios do capital pelas suas kico : quem precisar de seu prestirao, annuncie De uraa hora d> ,1rdc al 8 da noU hj
respectivas entradas, importando emtotum......| por esle Diario ou deixe caria fechsha nesta ly- sohrado n. 10 da ra da Calcada oara sorom
ris................. 33:S55000 pographia com as iniciaes A. B. | venuidos por menos do que em qualquer loja.
Vende-se por commodo preco um llvros novos so^a philosophia, historia, littera-
/___ ,. r i j lura e gcograplua.
Iinoapparelho de porcelana, mandado
vir de encoinmenda, constando de tres
ricos servirlos pata cha', almoco ejan-
tar : na ra da Cruz n. 61, armazem.
E de pretendido
por centoou..
lucro Eomenle 7
2:366?350
Total...... 36:171350
Tendo-se negado, contrato da jus-
lica e oquidade ao pagamcnlo
d cont i de rs. 3 362840 re-
clamada pelo socio de industria
onde que passou a differenca
do..............................
3.822JC50
Paulo Francisco Rozendo com auto-
visa cao de seus acredores e por inter-
venco do agente Camargo de todos os
gneros, armacao, dividas, de sua ta-
l)i.'rna na ra da Imper&tnz outr'ora
atoiro da Boa-Vista n. 5i, Iioje 23 do
corrente, as 11 horas da manbaa em
ponto.
Vende-se urna prcta moca, sadia e de S
t$ bonita figura, iie lava e cgomma bera : @
Paraprefazer os mesmos........ 40 000$000? na rua da Cruz n 27. segundo andar.
Na Capunga, casa defrunle do porlo do si- I@sj@'~
lio do Arantes, manda-s lavar roupa e lavar em '
casa de seus donos : quer precisar dirija-se a re-
ferida casa un annunrie.
> @s @&8@@@t
Precisa-se alugar um sitio com bstanlo
commodidades para familia por cslcs arrabaldes,
com cocheira e estribara: na rua Nova n. 37,
primeiro andar.
dio e terreno.
Vende-so a melaco do um magestoso predio
desembarazado, situado na rua da Concordia ha
3 para 4 anuos, com proporcoes para nelle levan-
lar-se segundo andar por j estar travejado para
esse fim ; c lambem venle-se a meiaco de um
terreno correspondente ao dilo sobrado que d
para nelle edilicar-so dnas ptimas casas, vislo
quepassa entre o terreno urna na ; para Iralar,
na rua do l.ivrarnenlo n. 27, loja de calcado.
Vende-se um cofre inglez de patente, pro-
va de logo, c urna secretaria de amarello, ludo
novo ; na rua larga do Rosario n. 50, segundo
aujjr.
Precisa-se de 200:000 a juros a prazo de
qualro mozos sobre penhores de ouro : quem
quizer dirija-se a rua da Moeda n. 23, se dir
quem quer.
William Cay, subdito brilaanico, rctira-se
para o Rio de Janeiro.
Um mogo que lem vonlade de seguir o
commercio, oferece-se para cai:;ciro de qualqicr
casa, o qual d conheciuieuto da sua conducta ;
quem de sen presumo se quizer ulilisar, diri.9
No sitio do Arraial, de Marcelino Jos Lo-
pes, ou em sua olaria na rua do Cotovello, alu-
ga-se urna escrava para o servico de casa.
Curso de rhetorica.
O acadmico Manoel Francisco de
Honorato, professor particular autori-
sado pelo governo, tem aberto o seu
'_ i curso de eloquencia e potica para ha-
se ao palco do Paraizo, taberna n. 14, que acia- bilitacao dos estudantes que quizerem
r com quem iraiar. prestar exame nestas materas nofutu-
Joao Mana de Moraes Navirro, '____ "___. ,
ro mez de novembro, em c.isa de sua
residencia, rua Direita n. 88, primeiro
andar.
Quaita-fcira 25 do corrente.
O agente Uchoa, fara' leilao em seu
armazem na rua do Vigario n. 15, de i
fardos de algodao da Babia proprio pa-
ra saceos, assim como tambem 9 ba-
lanzas com peso de 500 a 050 libras,
e mea mohilia de Jacaranda' em m-io
uso porem em muito bom estado. Tudo
sera'vendido ao correr do martello as
11 horas en ponto.
Je
J-4
&
cate.
O.
Avisos diversos.
LEHBBANCA.
O abaixo assignado, com quanto saiba que a
imprensa nao official de jusliea, que faca cila,-
oes a dovedores reinissos, e que pcranle os
Iribunaes que dove cada um exigir o que son,
acha-so todava tentado a vir mprensa pedir
ao Sr. J. R. da S. P., que se lembre de lhe pagar
aquellos 700 que S. S. com as lagrimas nos
olkps lhe pedio por oito dias, isto ha mais do
dous annos, c do que passou um documento. O
Sr. S. P. paroco estar to esquecido doste sen
amarguraiio transe, c de quem dellc o salvou.qne
tendo erogado ha pouro do Rio, e passando por
muilas vezes pelo abaixo assignado, nom se dig-
na ao monos oneara-lo. volta sempre o rosto pa-
ra o oulro lado I O abaixo assignado julga, pois.
que far um servico de mais ao Sr. S. P.. lem-
braiido-lhe aquella sua divida, e convidando-o a
rescatar o seu documento. Pensa, finalmente, o
abaixo assignado, que o Sr. S. P. nao precisar
do ver traducidas por extenso, em um segundo
aviso, as suas iniciaos, apressando-se cm acudir
a esla primeira adverleucia.
Pedro da Rocha Filgueiras.
Vendem-se 600 esleirs de palha de car-
nauba por barato proco: na rua do Vigario n. 5
Vcndc-se urna parda muito boa cozinheira e
nina negrinha deII annos, linda figura : na roa
Formosa, segunda casa terrea se dir quem ven-
de : na mosma casa se vende urna urna de jaca-
randa para ossos,
Vendera-se essencias para tirar nodoas do
gordura, cera, ele, ele, em panos de lia, sodas,
som alterar a cor nem o tecido : na loja de ca-
bos, no largo do Corpo Sanio n. 21, esquina da
rua do Eocanlaraenlo.
Animaes de roda.
Vende-se a dinheiro ou a prazo, e por proco
commodo, urna porco de bons animaes de roda,
proprios para a prxima safra : na rua Bella n.
35, esquina.
Milhoefarelo.
Vendo-so a bem afreguozada loja de calcado
da rua do l.ivrarnenlo n. 27, propria para qual-
quer principianle ; a iralar na mesma loja.
Vendc-se um sof, mesa redonda, 1 banca
para jugo e 1 marqua/.a, tudo de amarello o bem
conservado, 1 par de bancas de Jacaranda, 1 me-
sa de pinho c 3 caJciras americanas ; na rua lar-
ga do Rosario n. 50, segundo andar.
Vende-se urna loja com poneos fundos, de
calcado da torra, com boa armario, c loda envi-
dracadj, propria para qualquer uai cstibeleci-
menlo que so pretenda botar, por ser no niolhor
local da rua do l.ivramonto, osla muito afreguo-
zada ; o motivo por que se vendo por seu dono
pretender relrar-se da praca ; a Iralar na rua
do l.ivrarnenlo n. 33, loja.
Botinas de Milic.
Na loja do Burle Jnior & Marlins, na rua do
Cabula n. 16, exrsle um completo sortimento
desle calcado, recebidos polos ullimos navios do
Havre, assim como sapalos linos para dansa, do
mesmo fabricante, e oulros calcados grossos para
o invern, c muilo bous charutos da Babia.
Calcado francez
i
barato.
Bolinas de setim branco e prolos para senhora.
Ditas do lustre para homem a 7J000.
Dilas de dito para senhora a 33.
dilis de dito para menina a 2$50).
Hilas lodo de duraque para senhora a 2$.
Dilas do setim branco a 43-
Sapates inglezes de vaquela para homem a 5.
ilos do lustre com borracha para homem a .
Ditos de dito para menino a 33]
Ditos de Nanlcs de bezerro para homem a
33500 ; na rua do Cabug 11. 16
Pechincha.
Vonde-so no armazem de Silva & Molla, na
rua da Madre do Doos n. 4, fumo cm ro'.os a C$,
saceos grandes de milho muilo novo a 53, trelo
a 4, feijao amarello a 103, assim como oulros
muilos gneros por monos preco do que em ou-
Ira qualquer parle.
Precisa-se de 800$, dando-se hypolheca em
urna casa ; quem liver, annuncie para ser pro-
curado.
Alugam-se o segundo c lorcoiro andares da
casa n. 4da rua da Cadeia do Recito a Iralar
na loja da mesma.
DELICIOSAS EINFALLIVEIS.
de Moraes Navirro,
declara ao publico que mora em casa
de sua uii, rua do Hospicio junto ao
Illtn. Sr. l)r. Percira do llego.
Acha-se em negocio a casa terrea Aluga-seo segundo e terceiro an-
n. i sita na rua de S. Joo da cidadedejdarou sotao do sobrado n. 61 da rua
Olinda, se alguem se julgar com direito ixova> qualquer dos andares teem bas-
a mesma appareca na rua estreita do, tantes COmmodos e acham-se em tal es-
Rosario n. 15.cartorio do tabellio Cos tado de asseio que dispensara fazer des
ta Monteiro. pezas com pinturas e outros arranjos :
Y" UtO. quem pois os quizer procure entender-
Erna noito de 18 do corrente furlarao do Enge- se com o abaixo assignado na mesma
Selubal, no Cabo, ume avallo ruso, descarnado o
inteiro : lem a cara, beicos e os 4 ps brancos.e
na anca direita o seguinte ferro (1 V 11. Este ca-
ralloperlence aoempreileiroda Via-ferrca. Re-
commen.la-se a aclividaJe da polica ; assim ce-
rno d-sc urna gralilicaco quem o pegar o 1-
va-lo ao supradito engenho.
Augusto Elysio do Castro Fonseca mudou-
se da rua Augusta n. l'J, primein andar, e ach-
se residindo actualmente na freguezia do Poco ca !
Panella.
O abaixo assignado partecipa ao respeilavjl
publico e ao corpo do commercio, que lem jusb .
e contratado comprara taberna sila na Iravessj dado, por oxecucao'dc Francisco Alvos Montoiro
do Queiroadon. 1., por consequencia quem so jul- j Jnior contra Antonio Joaquim Pacheco Basto
gir com qualquer direito a dita laberna doclars a ultima praea.
Cora completa.
SEM RESGUARDO NEM INCOMMODO.
Irysipela n'uma perno.
Eu abaixo assignado declaro que tendo meu
filbo padecido de erysipel n'uma pema ha
muilos annos, por cuja causa eslava bastante
indiada, depois de ter feito varios remedios,
ltimamente com a applicacao dos chapas medi-
cinis do Sr Ricardo lrk," morador da rua do
Parto n 119, live o gosto de o ver inleiramente
bom : o que faco publico em signal do meu re-
conhecimento." Campo do Machado, Jos Pe-
aro Si m Oes.
Cura nuil dra.
SEM RESGUARDO NEM INCUVMODOs
Inflammato do baco e doren do peilo.
Eu abaixo assignado faco publico, em bene-
ficio da humauidade, cm como cu lendo solTrido
por espigo de um anuo e meio una forte in-
flammacao no boro, muilas dores no peilo, e o
mesmo luchado, procedido da mesma nflamma-
cao com um cansaco extraordinario, o lendo lo-
mado e applicado varios remedios, sem iicuhum
resultado favoravel, e me adiando quasi deses-
perado recorr finalmente as chapas medcinac.i
do Sr. Ricardo Kirk, morador na rua do Paito
n 119, as quaes trazendo cm supuraco os hu-
mores, em 29 dias me achei inleiramente livre
AO PUBLICO.
O lomo, que guia a saude sao as urinas; o sujo
dos intestinos communica-se bexiga, que tor-
nam as urinas turvas, formando na bexiga ura de-
posito de materias de varias cores, o que sem
duvida menos perigoso que a pedra. A pedra,
porra impede a circulaco, por isso preciso
conservar sempre ar urinas claras, para nao sof-
frerera o que o Sr. Joao Vicento de Brito soffrcu,
como se poder ver do alteslado abaixo. Tomar-
se-ha -i macos do pillas seguidos, 3 pilulas
noilc c 3 de "manha, seguindo a guia do livrinho
do C. P. Etchecoin. Para tnformaces, a meu
correspondente, no Rio de Janeiro, rua do Parlo
n. 119.
Attestado de curativo da molestia da bexiga
SolTri 11 annos urna molestia na bexiga, quo
nao podia verter agua sem soccorro de algalia ;
gastei muito dinheiro aqu c no Rio de Janeiro,
sompre procurando os mdicos do grande repa-
lacio ; o resollado foi sempre padecer, al ao da
om que tive a felicidade do procurar o autor das
Pilulas Paulistanas de C. P. Etchecoin, de San-
Paulo.
As pessoas que soffrerem o quo eu solTri jamis
consintam opericoos, ou oulro qualquer irala-
mento, podendo iralar-se com eslas pilulas, quo
tema virtude de limpar a bexiga com loda a
brandura c fazer recuperar a saude perdida.
S. Paulo, 17 de agosto de 185S.
Joo Vicente de Brito.
Fun-iicao de typos em
Lisboa.
A administraco goral da imprensa nacional do
Lisboa, proseguindo perseveranlemontc no em-
penho de dar o maior desenvolvimento sua
fundico de typos, veni apresentar hoje ao exa-
me cnsciencioso dos senhores lypographos do
imperio do Brasil um copioso siipplomonU) ao
Specimen publicado om principios de 1859.
Execulado com aquella perfeico e esmero quo
acreditaran] a primeira publicacao, a administra-
rlo lisonjoa-se de que esle supplemenlo ser
apreciad.1 nao s como um documento honroso
para a typograpliia porlugueza, mas tambem co-
mo um Icstemunho insuspeito dos esfurcos quo
ha feito com solicitude e boa vonlade para ele-
var a imprensa nacional de Lisboa calhogoria
desla Icnivel molestia, do que dou ao dilo se-
nhor os meus puros e sinceros agradeciraenlos. \ de um ostabelecimento tvpograonico de primei-
Rua do Espirilo Sanio n 45, Rio de Janeiro. ra ordem.
Amonio Lopes dos Santos Porto.
as
casa ou em seu escriptorio no pateo do ,
Collegio ou praca de Pedro II.
Jos dos Anjos Vieira de Amorim.
Aluga-so um moleque de 16 annos para
andar com carrocas, servente de pedreiro, oulll
para oulro qualquer servico; quem o pretender, q
procure na rua da Pcnha n 25, primeiro andar.' *|
Sexta-foira 27 do corrente, depois da au- 5^
diencia do Sr. Dr. jui/. municipal da primeira va- f
ra ser arrematada urna casa e sitio no caminho fie
novo da Solodado, j com abaliraento do valor j eOS
Vrende Jos Luiz de Oliveira Azevodo, no
armazem na travessa da Madre de Dcos 11. 5.
scu
porestosdias para nao havor neste caso ignorancia
llecifc 20 de julho de 1860.Joo Monoel da Cu- j
nlia Araujo.
(Js abaizo assignados fazem scicnle ao res-
pcitavel publico, c com especialidad^ ao corpo di
commercio, que no dia 30 de junbo p. p. dissol-
rram amigavelmenle a sociedade que linhan
no deposito do largo da ribeira do S. Jos n. 15
quo gyrava sob a firma de Joo Adriano do Melh
Dutra & n., ficando a cargo de socio Fulgencio
Jos de Oliveira a liquidaco do activo c possivo
da firma social, que Oca extinta, e ficando desone-
rado o socio Joo Adriano do Millo Dutra da ros-
ponsabilidade polo passivoda firma social que foi'
allendido no bataneo de liquidaoao. Recite 20
do julho de 1860.Joo Adriano" de M. Dutra,
Fulgencio Jos de Olivira.
Gabinete particular, aondo se ensinara in-
lerpoladaraeule as scioncias e bellas-artos se-
guiutes para o approveitamcnto da rrocidade, di-
rigido por I. P4chinetti, na rua Direita n. 89,
primoiro andar, cm lodos os dias uleis, das 6
lioras da tarde al as 10 da noile. Scioncias !
Iingaas italiana, grega c fraiceza, grammalical-
mente, 1er, escrevor, tradu7r e fallar. Bollas-
arles : piano e canloria italiana pelos melhorcs
methodos, rabeca com sua compotenle escola de
arco, violo, execulado imitaco do piano, con-
traponto severo com fugas e caones, cnsinar-se-
ha o modo de afinar a rabeca em differontes ma-
neiras paraos harmnicas, a uso Paganini, fte-
cebem-ae quaesquer composices a fazer, qur
ihealraes, qur ecclesiaslicas, c para qualjucr
iustrumenlo.
Queijos e doce.
(jueijos novos a 23240. doce do goiaba a 800
rs. o caixo : no largo do Paraizo, taberna da
estrella n. 14.
Precisa-sa alugar urna canoa aberta, de
carga de 1,200 a 1,400 lijlos : quem a tiver, di-
rija-se 00 paleo de S. Pedro n. 4.
Escripturaco mercantil.
Urna pessoa competentemente habilitada pela
loriga pralica de escripturaco mercantil por par-
tidas dobradas, e que tema seu cargo as de al-
guma3 casas commerciacs importantes dosta
praca, propoo se a tomar conla do mais duas
ou tres casas para prccnclier melhor o seu lem-
po, visto ter feito acquisico do um ptimo al-
dante para informacoes, trata-se em casa dos
Srs. Duarte Borges da Silva & C na loja da rua
da Imperatriz n. 18.
Pergunla-se a quem interessar, qual o mo-
tivo do vapor Persinunga sahir e entrar sem
io mandam os arts. 43, 44 e 45 do regulamento
de 28 de fevereiro de 1854.O vigilante.
Agencia de leiles.
Arphelim Jos da Costa Caivalho, tendo obtido
ci de agente de leiles, avisa ao rcspcitavel
:orpo do commercio desta cidade e a todos a
quem possa interessar, quo lem aberlo seu ar-
mazem na rua da Cruz n. 9, onde o acharo sem-
pre prompto para o deserapenho de suas func-
<_oes, esperando do mesmo corpo do commercio
amigos do annunciaale toda a proteceo, asse-
.gurando-lhes ser solicito no desemponho de seus
deveres. 0
Contina andar fgido o escravo Rufiano,
pardo, de idade 23 annos, official de carabina,
iioni:a figura, intitiila-se forro; este mualo foi
scravo de Jos Jacinlho da Silreira, e hoje de
Beolo Jos Ramos de Oliveira : a pessoa que o
pegar ou der noticia delle, leve rua da Impe-
ratriz, sobrado n. 15, onde ser bem recompen-
sado.
Quem precisar de urna ama para casa de
homem solleiro, ou para botar sentido a algum
silio, dirija-se a rua do Padre Floriano n. 63.
Aluga-se urna canoa para condcelo d'agoa,
eberta ou descocerla, por alguos mezes ; quem
iver e quizer alugar. dirija-se travessa do Po
cinho, a fallar com Henrique Jorge.
Os credores da loja do trastes de Manoel
Antonio dos Passos Oliveira & C, sao convida-
dos a apresenlarera seus ttulos yo escriptorio de
I. P. Adour & C, rua da Cruz n. 40, at o fim do
correle m*z para se proceder ao balanco.
Precisarse contratar um portnguez para fe-
tor de um engenho na freguezia de Scrinhco ;
na rua da Penha n. 6, loja.
Aluga-se o tereeiro andar do sobrado n. 47
da rua da Imperatriz e as lojas do mesmo ; no
Vende-se um escravo de bonita figi.ra e
ganha na rua : na rua da Concoico, quartacasa
depois do igroja do Rosario n. 56, se dir quem
vende.
Vende-se urna preta de idade de 26 amos,
sabendo cozinhar e lavar, e ao comprador se dir
a razo da venda : a tratar na rua do Queiaia-
do, loja n. 20.
Vendcm-sc casas na povoaco do Giqui,
que foram do D. Archania ; assim como urna ca-
noa quo pega cm 18400 lijlos a fallar com o
lenenle-coronol Manoel Joaquim do Rogo, ou
com o administrador do Giqui.
Milho a 5|500.
Vondo-se milho novo do Mamanguapc a 5J500
o sacco : no armazem de Francisco L. O. Azeve-
do, na rua da Madre de Dcos n 12.
Ftelo.
P/mtlh; Vfff'laoc lo K mr Vende-se superior farelo de Lisboa vindi no
i dbiuudb >u0x,LaesaeiA.emp ((Taru]0 a imo 0 saoco l]e 96Hbra3 110
COIltrd aS lOmbriSAS armazem de Francisco L. O. Azevedo, no scu
._ ._.. 1 r V < armazem na rua da Madre de Dos n. 12,
approvadas pela hxm.' lospeegio de esludo de Vendc-se o estabelocimenio da travesse do
Habana e por muilas outras juncias de hygieno 0 Rimado n. 1: a tratar no primeiro andar do
publica dos Eslados Unidos e mais paizes da A- mesmo. _
menea. Pechincha para principianle.
Garantidas como puramente vegetaes, agrada- I Vende-se urna loja de calcado com poucos fin-
daveisa vista, doces ao paladar, sao o remedio dos emuil afreguezada, tanto para a torra cemo
para o mato, sendo a sua localidado na ruada
Penha, um dos melhorcs lagares, para laos esla-
belecimentos : a tratar na mesma rua n. 6.
Relogios dos memores fa-
Precisa-se de urna ama capaz para Iralar
de urna senhora : no" boceo das Boias (Forte do
Mallos) n. 10, segundo andar.
O juiz de direito aposentado !.....c abaixo
assignado, prop5e-se (como ultimo recurso!....
denlro da esphera de suas habilacoes) excrcer
a nobre o sublime profisso de advogado ; ou
soja especialmente no foro o Iribunaes desta ca-
pital, ou seja no de qualquer dos termos e co-
marcas da provincia. As pessoas que se quize-
rem ulilisar de seos fracos prestimos, o poderlo
procurar era todos os dias que nao forem sanios
ou feriados, desde as 9 horas da mauha al as
3 da tarde, na casa de sua actual residencia, na
rua oulr'ora do Collegio e hoje denominada do
Imperador n.42,e, extraordinariamente, em oulro
qualquer da e hora : assegurando a todos quan-
tos se dignarem assim honra-lo e favorecer, nao
s loda diligencia e desvelo no desemponho de
lo importantes deveres, seno lambem umail-
limilada gralido. Oulro sim, (pormilla-sc-lhe
declarar mui explcitamente) que patrocinar
gratis a quem quer que nao esteja as circums-
taacias de remunerar seus sorvicos.
Jos Francisco Arrda da Camn.
Ura rapaz estrangeiro que falla a lngoa na-
cional e a ingleza porfeilamente. se ofl'erece para
criado ou feilor : quera o pretender, dirija-se
praca da Boa-Vista n. 26.
Precisa-se fallar cora o Sr. Jos Bernardno
Pereira de Brito, morador na^iaixa d'agoa, e
conservador da mesma ; na rua do Queimado,
loja n. 35.
ATTE\C40% ACTIVIDADE-
Justino Pereira Ramos,
tem a honra de participar 30 respeitavel publico
e particularmente aos seus freguezes, que lem
sua casa de negocio na rua da Praia n. 48, frcnlc
pintada do amarello.com frente ao becco do Carcc-
reiro, sortida cora todos os gneros pertencente
a molhados, como seja, vinho do Porlo engarra-
fado, dito da Figueira em pipa, dito de Lisboa
PRR muilo superior, queijo3 llamengos dos ulti-
Modista.
D. AnnaF.rmelnda de Arruda Machado
faz scion'e ao publico era geral e com
espocialidade a suas froguezas, que mu-
dou o seu estabelcciraenlo do modista
da rua Nova para a rua do Queimado n.
10, onde Irabalna com a maior presteza
possivel, assim como recebo por lodos os
vapores figulinos os mais modernos do
Pars, lauto para bailes como passeios e
tnealros, o bem assim declara quo aceita
cscravas de 12 annos para cima para en-
sinar sua prolisso.
Contera o supplemenlo que ora sahe 5 luz, em
! 13 paginas de folio, 48 difierenles caracteres or-
j dinarios e de phantasia desde corpo 6 al 592,
; urna collecco mui bolla de filetes de diverso do-;
! sonho (corpos 2, 4, 6, 8, 10,12 e 16), e urna priV
morosa serie do clcheles (140), gravodos >ey
i famoso Marcellin Logiand,c fundidos om 4 pop
tos, variando na largura cnlre 16 e 58 ponb*-
Quasi todos aquelles caracteres sao fnndvo*
l com esmero om matri/.os provenientes das a^e-
! ditadas olTieinns de Laurenl & Debern/ e lia'en-
berg, de Pars, Haennel, de Rerlim, e oul-as. o
Ialguns gravadosexpressamenle pan oslo osta-
belecimento, como por cxemplo. corpos 14 o
16, caracteres ordinarios, devidos ao buril do
Anbert, e os grandes tvpos para rartazos, corpos
I 368, 416 e 592, abertos por artistas portuguezes.
Na sua escolha. a que presiono um gosto seroro,
Slei88l3@l8 eiSdiS QBSSiSJBBBSiWI; '*- principalmente om rista salisfa7.er s ne-
_ .. ,. cessidadesda Ivpographia. Os clcheles e filotes
Iloga-se as autoridades policiaes c as pessoas ; systmalicos, alom da elegancia do seu desenlio,
sao de ura emprego ulilissimo, como se procu-
rou demonstrar em ama pequea exposicao
que vai ser distribuida por todas as officinas ly-
pographicas.
A administrado goral da imprensa nacional do
Lisboa, esperando que o supplemenlo ao seu
Specimen ir.oroca o elogio das pessoas cnlcndi-
. das, affianca que nao descansar, procurando in-
'. ccssanlemeulo altender a todas as exigencias que
- Francisco Antonio Tiscopo, subdito Italia- lcnham por alvo o progresso da arle.
que souberom, do approhender ura cavado mel-
lado claro, que no dia l do correle desappare-
ceu da cidade do Recife cora 2 arrobas de carne
do Ccar e cangalha, 2 saceos e mais gt eros
miudos ; a pessoa que souber, pode dar noticia
na rua Direita n. 95.
Januario Pereira, subdito
Aracaty.
ilalianor vai ao
no, vai ao Aracaty.
Aluga-se a excellenlo loja da casa da rua do
Imperador n. 75, lado do caes : tratar no pri-
meiro andar da mesma casa
Precisa-se de um coziuheiro : na rua do
Imperador n. 75.
Aluga-se uraa sala o dous quarlos do pri-
meiro andar da rua do Imperador ri. 75.
As condlcoes da venda sao as que repelidas
vezes so tecm annunciado, garanlindo-so loda a
promplido e regularidadc na satisfaco das on-
commendas. por mais artilladas que sojam.
Agentes da imnronsa nacional de Lisboa no im-
perio do Brasil, no Rio de Janeiro. Franciscc-
Toixeira Bastos ; 0111 Pernambuco, Amorim Ir-
maos ; na Bahia, F.spinheira & Companhia ; no
Maranho, viuva Rocha Santos & Filhos; no
Para, Marlins & Irmos.
infallivel contra as lombrigas. Nao causan:
nauseas, nem sensaces debilianles.
Teslemunho cxponlanco em abono das pasli-
lhas de Kemp.
Srs. D. T. Lanman e Kemp.Port By-
ron 12 do abril de 1859. Senhores. As pas-
tillas que Vmcs. fazem, curaram meu filho ; o
pobre rapaz padeca de lombrigas, exhalava um
cheiro fedito. linlia o estomago incitado e con-
clua dasherdeiras das Ierras denominadas Pi-
ranga e Regaladas, situadas outr'ora no termo de
Iguara.-s e hoje do Recifo, que foram do Jos
Oarneiro de Carvalho da Ciinha e que por merlo
do Henrique Poppe Giro lio dossa hcrdcira.cons-
liluissc tambem herdoira dossas trras, protesta
proceder judicialmente contra quaesquer obras
que por ventura se tenham feito nessas trras e
mesmo de madeiras que dellas se lenham lirado,
pois consta que para esta cidade j veio una
barcaca com travos, nao pensera que essa her-
deira est desapercebida, e bem assim dos lucros
que dessas trras lenha lirado quem dellas esl
entregue, visto que nao eslo divididas porque
ainda nao se lizeram as competentes partilhas.
Recife 18 de julho de 1860.
Procisa-sc de um sitio : a tratar na rua da
mperalriz n. 18.
Tenho justo e contratado a armarlo do de-
posito da rua do Livramento n. 39, pertencente
a firma de Bastos & C. ; quera se julgar com di-

el
A;
mos desembarcados do vapor fraucez. pelo proco < reil a Jlla armacao, appareca no prazo de Ircs
, das, contando da data dcsle. Recife 20 de julho
do 1360.Pedro Alexandrno do Amparo.
Vende-sel boi e 1 carro para o servico da
alfandega ; na rua do Trapiche, armazem n". 18.
br cantes, recebidos
em direitura.
Vendem-se relig'os de ouro patentes inglezes
e suissos, tanto de ouro como ce prata, raleados
tinua comichao no nariz, lao magro se poz, que c dourodos, patonlos eorzontats, de modelos os
eu tema perde-lo. Nestas circunstancias um vi- i mais bt0l,i'0S : na rua da Cruz no Recife n. 30.
prcla : a tratar na
sinho meu disso que as paslilhas de Kemp ti-i
nham curado suafilha. Logo que soube disso |
coraprei 2 vidros depastilhas e com ellas salvei a
vida de meu filho.
Sou de Vmcs. seu amo agradeciJo.
W. T. Floyr.
Preparadas no seu laboratorio n. 46 Gold
Street pelos nicosproprietarios D Lanman o
Kemp, droguistas por atacado em New York.
Ac.hara-se venda em lodas as boticas das
principaes cidadesdo imperio.
DEPSITOS
Rio de Janeiro na rua da Alfandega n. 89.
Bahia, Germano & C., rua Julio n 2.
Pernambuco, no armazem de drogas de J. Suum ;
i Companhia rua do Cruz n. 22.
O consulado suisso incumbido pe-
lo enviado extraordinario da confedera I
cao Suissa, nj Rio de Janeiro, com a
missao de tirar um contrato exacto de,
todos os cidados suissos residentes as!
Vende-se urna escrava
rua do Queimado n. 20.
Vendc-se um terreno na fabrica de tecidos
com um telhoiro : quem prelenJer, dirija-se ao
Campo Verde, segunda laberna, que se dir quem
vende.
Compra-se urna carrosa rova ou com al-
gum uso, para um boi: na rua da Senzala Nova
numero 38.
lima pessoa habilitada para caxeiro de rua,
I sendo de cobrancas, embarques e desembarques
; de qualquer casa eslrangeira, para o que tem
; bastante pratica. se olferece a qualquer casa que
1 precise, e d fiador a sua conducta ; quem pie- '
' cisar annuncie para ser procurado.
Antonio Bernardo de Aiaujo mudou seu 110-
me para Antonio Alves de Araujo em virtude de
' encontrar outro igual.
= Precisa-se fallar com os hrdeiros do falle-
cido Joo Jos Franco, nalural de S. Miguel, a
negocio do seu interesse ; na rua do Vigario nu-
mero 14.
Goncalo Rodrigues de Alrceida Leite agra-
dece cordialmente a todas as pessoas que digna-
ran-as acompanhar e assislirara as exequias e a
missa do selimo dia, na igreja de S. Pedro Apos-
tlo, do seu sempre chorado pai o 2. lenle
.Joaquim Rodrigues de Almeila, e ao mesmo
provincias deste distncto consular, sen- lempo podo desculpa a lodos os amigos de seu
do as de Pernambuco, Parahyba, Rio finado pai, quo nao foram convidados.
de 2^500, afianzados figos de fior, tanto a relalho
como em caixiuhas de 4 iibras, proprios para mi-
mos a 1^300 a caixa, ameixas muscatel a 320 rs.
a libra, em caixiuhas de 4 libras, proprias para
mimos, muilo enfeiladas, passas tanto a retalho
como em cauas. aletria muilo fina a 360 rs. a li-
bra, talharira a 320, chouricas muito novas a 640,
cerveja das melliores marcas que ha no morca-
do, conservas, licor fino de varias qualidades,
manleiga ingleza, dita franceza, btalas de Lisboa
muilo novas, vinagre do Lisboa, dilo branco mui-
lo superior, foijo amarello muito novo a 540 rs.
a cuia, cha da India de varias qualidades muito
superior, charutos das melliores marcas de S.
Flix, azeite para luz, em garrafas a 400 rs. e a
retalho a 480. Approveila a occasio para par-
ticipar s senhoras lazedeiras de po-dc-l, que
lera farinha do reino, arroz e assucar proprio
para este negocio, e ootros muilos mais gneros
quesera enfadonlio menciona-los ; qualquer se-
nhor poder mandar seus fmulos que sero des-
pachados com atlencao e aclividade, como se
fossern os proprios senhores.
Taberna da estrella,
no largo do Paraizo n. 14, vendc-se manleiga in-
gleza a 960 e 880 rs.. dita franceza a 640, cha
hysson a 2&, caf a 260. aletria a 400 rs., talha-
run a 320, toucinho a 320. arroz a 120, batatas a
100 rs., foijo amarello a 560 a cuia. milho a 240,
vinho do Porto fino chamisso a ljp280 a garrafa,
vinagre a 280, esperraacete a 6S0, queijos a 2^240,
palitos do gaz a 30 rs. a caixa.
Vendem-se duas casas na camboa do Car-
ino ; a tratar na rua Nova n. 37, primeiro andar.
Vendera-se ricos lencos de labyrinlhos do
grades e bordados, e outras muilas obras, assim
como as melhorcs rendas e bicos da Ierra da lar-
gura de I dedo al 1 palmo ; na rua da Msnguei*
ra n. 11.
Bichas hamburguezas.
Sodr & C.
Rua estreita do Rocano n. 11.
Avisa aos senhores barbeiros desla provincia o
das provincias visinhas, como sojam, Paralaba,
Rio Grande do Norlc, Cear e Alagoas, que no
seu cstabelocimento existo sempre um grande
deposito de bichas de llamburgo, e que vendera
por preco muito mdico, nao s a relalho como
por atacado.
Cobertas
Attenco.
Amelia Elodia Lavenre compoteplo- S
monle licenciada lom aborto na rua do S?
Livramento n. 19, segundo andar, urna
aula para o sexo fominino, onde cnsina
primoiras lellra, francez o cortas prendas
hora como coser, bordar ele, c para com- 3
modo das pessoas que morara fora ou |S
mesmo dentro da cidade, recebo alum- ^
as internas, pendonistas e meio pen- $*>
cionislas pelo proco que se convencionar. "3
msmmmm ^s^^ wmsmz
== Roga-so ao Illm. Sr. juiz municipal e de or-
phos da cidade do Rio Formoso, baja de chamar
acontas a Leandro Cavalcanti da Silva Guima-
ros, como tutor de seus irmos menorfs, para
prestar conta, pois consla quo o mesmo tem ex-
traviado alguraas cousas dos bens dos orphos.
Alugam-se 3 oscravos para servico de cam-
po : na rua dosMarlyrios n. 6, das 6 horas s 9
da manha.
Procisa-se de urna ama para todo servico
de casa do pouca familia e de portas a dentro:
na rua da Roda n. 54.
O abaixo assignado faz ver ao respeitavel
publico que o Sr. Joo Pies do Oliveira denia
de serscucaixcro de hoje 18 do julho de 1860.
Antonio Carnoiro Pinto.
Precisa-se de una ama secca : na rua Relia
n.31.
Prorisa-se fallar ao Sr. Baziliano Franrisc
Paos Brrelo : na villa di cscada armazem d
Franca.
f
bililado.
Francisco Percira da Silva vende cobertas de
chita para cama a2cada urna; 11.1 rua do Quei-
mado n. 9, loja em frente ao Preguica.
Constando agora ao abaixo assignado, que
na collccloria de Olinda fura ha poucos dias sel-
lada urna letra, que se diz firmada pelo mes-
mo abaixo assignado, aprossa-se esle a decla-
rar a quem convier, que nao tem assignado
letra alguraa a favor de alguem. e que por con- liar com"qnm tratar."
segrale protesta desde j contra a validade da
mesma, assim como de usar ds mciosque as lois
lhe facultara contra quera quer que liver assim
falsificado sua firma. Recifo 19 de julho do
1860.
Femando Affonso de Mello.
Sophia Preoble, tendo a infelicidade de
naufragar a o norte desla provincia na sua re-
cente viagera de Liverpool Melbourne (Australia)
aonde hia se oslabaleccr como modista e coslu-
reira, oll'erece-se em quanto se demorar nes-
la provincia os stus prestimos a o Ilustrado pu-
blico ou alguma Sra. modista no exercicio da
sua profisso; podo ser procurada na rua do
Trapiche por cima do consulado inglez.
OHeroce-se um pardo para criado lauto de
Proci?a-se de um cozinhei-o ou eozinhoii,
1 casa eslrangeira : quem se julgar >-
dirija-se rua do Trapiche n. 8, ira
Procisa-sc alugar urna casi torrea no Vir-
ro da^Boa-Vista. para pequea lamiMa e qu>te-
nha bom quintil, d.indo-se 400jj do alogiiepor
anno : na rua da Imperatriz, pedira do Sr.ios-
ta n. 41.
rrecisa-se do urna ama que compro rrna
para servir a duas pessoas : nesta typogralaa
se dir.
Aos Srs. logistas e veU
delhdes. 1
Constando ao ohaito assignado, que um Aiis-
no, que tem em sou podei. Ja nomo Monoel,lm
Grande do Norte e Ceara!, pede por is-
to a todos os suissos existentes as ditas
provincias de advertirem este consulado
dos seus nomes respectivos, idade, lu-
gar onde nasceram, dia da chegada
neste imperio, profisso e residencia
indi
Aluga-se urna casa em Apipucos com com-
modos para grande familia, eslr: Dara, casa para
prelos, etc. ; assim como outras mais pequeas
beira do rio com agoa de beber dentro do sitio,
e mais outras vanlagens : quem pretender, diri-
ja-se ao mesmo lugar, a fallar com a viuva
Villar.
Quem quizer alugar o primeiro andar do
sobrado n. 68, sito na rua de S Francisco, diri-
segundo andar, das 9 horas do dia s 3 da tarde, | O gerente do consulado, F, Linden.
, acompannados dos seus ttulos ja-so a casa terrea o. 29, defronle do porlo da
respectivos se tiveram, para lerem de-
vida mente registrados noslivros do con-
sulado.
Pernambuco 23 de julho de 1800.
igreja de Santa Thereza,
Terca-feira 24 do corrent, depois da au-
diencia do juizo de orphos (me o dia) ir pra-
ca por venda urna casa de taipa sita no becco do
Quiahe, freguezia do Poco da Paiella, pertencen-
te aos bees deixados pela fallecida D. Barbora
Mara Perxeira J.opes.
Precisa-se de urna pessoa que entenda de
escripia e cobrancas. e que d fiador a sua con-
ducta ; na rua estreita do Rosario n. 11.
Bonitos escravos venda
Ties moloques de idade de 13 a 18 annos, 1
negra de 30 annos excellenlo cozinheira, 2 ditas
com habilidades, 3 escravos, 1 mulatinho alfaia-
le de 18 a 35 annos de idade, e por precos razoa-
veis: na rua de Agoas-Verdes n. 46.
Vende-se um cavallo castanho, bem carnu-
do e carregador baixo, por prego commodo : na
rua do Queimado n. 63.
Vende-se ou permula-se por urna escrava
1 bonito moleque proprio para lodo e qualquer
servico : na rua da Prala, serrana d. 55.
cocheira. como outro servico, visto que de ludoim s*u nomo lomado em algias lojas [izenU,
'""os, doclarr aos \-
ecimcntosjue nata
ssas rasas ior ssi
bastar ou conpr|ral-
bilhete seu pofisso
a mnor roussqu* elle
Rocfe lgucj.,1110
'enho Araripe de Cim na
ile mez, dous cava'W'uiu
cabellos de rusilho, novo,
iro baixo at meio, oJjri-
lom bstame pralica quem precisar drija-se
rua da Prai n. 80, armazem de carne.
Fumo de rolos.
Rua do Cordoniz n. 8.
Vende-se fumo em rolos a 8g a arroba, sondo
sua qualidade muito boa, quer em grandes ou
pequeuas porcoes para fechar cotilas ; a elle, que
est se acabando.
cera .ligninas tabernas ge
nos, c caixoiios desses esta
tem mandado comprar r
Africano, e quando m,i
goma cousa per ello,
nao se rospnnsabisa p
lenha tomado em sov:
do 1860.Antonio E.
me
lo d Silva.
das por todo preco.
Rua do Queimado numero 51.
Corles de vesiido de duas saias bordados a 8$,
dilo de tres babados de cambraia bordados a
a 5c500, ditos de dous babados e de tres a 59,
cortes de casia chita lj800, roupas feas de to-
tas as qualidades, cheguem antes que se acabe.
JOIAS.
Seraphim & Irmo, -com lajas de ouri-
ves na rua do Cabug ns. 9 e 11, sorti-
das das mais bellas e delicadas obras de
ouro, prata e pedras preciosas ; vendetn
barato, trocam e receban para fazev-se
quaesquer joias com presteza, a vontade
dos pretendentes, e se responsabilisam pe-
las qualidades.
adei
inteiro e muilo carnudo ; oulro canifo-
escuro, poqueno, novo, sem estrada c-
Furlaram do*c
noile de 11 do corr
castanho com algu/s
bom tamanho, esl,
gado,
muito
nhuma e muito mudo ; este ultimo lem o feiro
scguinle E : ?.iem os pegar ou delles der no-
ticia corta naquelle engenho ou nesta praca a An-
tonio Jorge Gif rra, rua do Apollo n 32, ser ge-
ncrosamenle/ecom pensado.
NOVA (HA THE0R1C.4 E PRATICA
/ DOS
Juizes inunicipaes
/ phos.
Acaba de chegar do Rio de Janeiro esla
ressante obra, e vende-se na livraria econmica
ao t do arco de Santo Antonio.
essaht
o/d
ML
Precisa-se do urna ama para cozinhar e en-
gommar para casa de pouca familia ; na loja do
livros ao p do arco de Sanio Antonio.
Na rua da Aurora, em casa do Dr. Ferrcira
de Aguiar, precisa-se de ama boa ama de leite.
h
edeor-
inle-1
.
ILEGVEL


DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA fElRA 23 DE JULHO DE 1860
x *
m
Attencao.
Frecisa-sc alugar uin primeiro andar que le-
cha couimudos para urna familia, as seguintcs
ras : no bairro do Santo Antonio, ra das Cru-
zcs. largado Rosario, dita cslreila ; bairro da S.
Joso, ra de Sania Rila, II ngel, Direita, ou pa-
teo do Terco : queui tirer, dirija-so a ra do Drum i
n. 44, ou aunuucie por este Diario para ser pro-i
curado.
seguros
Gompanhia de I
maritimos
mo de Janeiro,
Agencia de Pernambuco
RUADO TOARES.
Guilhermc Carvilho & C.,|
actuaos agentes desta companhia, avisara ao res-
peitavel corpo comuicrcial e a quera convier,
que so acham compelunleinenlo aulorisados a
clectuar qualquer seguro.
Aluga-se uma boa casa "tenca em S. Jos
do Ifanguinho, qua^i defronle da groja : traa-
se na ra do Brum n. 1G, arm s de S Araujo.
($ Dr. Augusto Carni'iro Montuiro da Silva
($ Santos, medico operador e parteiro pode &
O ser procurado na casa Je sua residencia
03 na ra do Raogel n. 10.
)::: -..?'.:.- > *?,
Borzegiiins patente.
Lustre e bezerro
45 Ra Direita 45
Sempre solicito o propriotario deste
i estabelecmento em poupar a bolsa de
i seus freguezet, acaba de descobrir-llies
! uma mina de borzeguins, que nao sen-
1 do Mdi's nem Suzer. sao todava iguaes
\ a estes no durar, tendo por nico defei-
1 to sermpoueos.
Aviso aos thcsGureiros e
chefes de irmandade
-^- Na livraria n 6 e 8 da piaca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Manoel Antonio Esteves, que fo: almo-
xurife de Fernando.
O Sr. acadmico Joao Jas de
Aloura Magalhcs, tem uma carta, na
na das Cruzes n 42, segundo andar.
SgStS?'
r.
.-
Alus
b
fase
uma casa terrea na ra da Guia n. 1C, com uin
bom quintal que deila para a ra de Apollo, pro- I
pria para qualquer cslabelecimenio de qualquer
um dos lados, por ler a vantagem de (icar em
lugar de esquina; a pessoa que lhe convier. pode
dirigirse ao armazem Progrcsso, no largo da
l'cnha ii. t.
Attencao.
Curso pratico e theorico de lingua fran- fi
i
1
9
0

C3 quiset ajfoveilar pode dirigir-se a ra da
Cji Crui n. t, segund andar. Pagamentos
CJ adiaUadoy
Acliando-se prximo o lempo de algunas
igrejas fesleiarem osseus padroeiros, Jos Pau-
lino da Silva com fabrica de fogos cm um terreno
da ra Imperial, avia a todas as irmandades e
contrarias religiosas, e a quera possa tu ais inte-
reasar, que tem effactvamenle prompto um gran-
de soriimenlo de fogos do ar, tanto com bombas
miudas como de bombas reacs, foguetes para
salvas com bombas extraordinarias, os quaes
vendem-se em gyrandolas ou sollos, conforme o
goslo do comprador, nandaiido-os conduziro
queimar como costurna, por proco tnais barato
do que o que se cosluma comprar, tslo osla-
belecmento ofTerece ao comprador limito maior
vaulagem, nem s pela supetioridade do fogo
que boje geralmentc conliecido, lano na capi-
tal como no centro, completa commodidade. do
proco e promptidfio, obrigondo-se o aununciaiile
por qualquer avaria que possa baver, fazendoum
abale no proco, quanuo por acaso nao saia como
o afianza, declarando aquelles que os quizer
comprar cm pyrandolas ou em broquois. dove-
ro ausartres di?s antes, se for em quanlidade,
para se preparar c armar, c sendo em pequen*
porcao, avisar do vespera ; c para mais facili-
tar ao comprador, no caso de nao querer ir casa
de sua residencia, podei entender-se no largo
do Paraizo com o Sr. Jos Pinto de Uagalhes, e
ua ra Direita, loja de cera confronte a sachris-
lia do Terco do Sr. ionzio Hilario Lopes.
OSI LlISft-BLUSLElM*
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRA tendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e exccllenles ac-
APPKOVAlO E AUT0MSAC10
:'ffll rttP?!lL DE REDIC
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO MAGNTICAS EPISPATIC.AS
Para seren applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incoramodo.
u
no dia 16 do correle, s 7 huras da noile, do
beceo da Viracao al o pateo do Garnio, uma
pulceita de ouro tendo 6 conchas tendo ellas a
forma de um raelo sendo 3 de cada b nda e a
chapa da ataca com a forma de uma cobra, len-
do urnas floreszinhaa por cima : qnem a achou
lera-a ao beceo da Viracao u. 31, que ser gene-
rosamente recompensad".
No cscriplono de Domingos Alvos Malheos
desi'ja-se fallar ao Rvtn. Sr. padre Ilemiquc Ca-
mello de Mello Pacheco, capelln que fci de um
engenho as immeuaces da villa do Liraociro.
Aluga-se por preco commodo o arnazem n.
28, silo no caes 22 de Noveinbro : a 'atar om
casa do fallecido commeudador Luiz Gomes Fer-
reira, no Mondego. AS CHAPAS HEDICINAES sao muilo couhecidas no Rio de Janeiro c em todas a
Aviso aos senhores denos de sitie s que i- jcs(C imperio ha mais de 22 anuos. 8sao afamadas, pelas boas curas que so tem oblido n3s enfer-
verem formigas e quizorem ncar lares del as, di- \ mjades abixo escripias, o que se prora cotn innmeros allestados que existen) de pessoas capa-
njam-soa ra da Guia n. 47. zcs c de dislincces.
Precisa se de ura caixeiro de 12 a 14 annos,' cora estas Chafab-blectro-macketica-EPISPATICAS oblem se uma cura radical c intallivel em
e. que lenha pralica de taberna : ua ru. do Cor- t0jns os casos de inflaramacao [cansaco ou fulla de retpirago), sejam internas ou exlernas, como
doniz no lorie do Mallos n.u. ,j0 Qgado, bofes, estomago, bago, rins, ulero, peilo, palpitaco de coracao, garganta, olhos, ery-
0 arrematante do ni posto aeZJoOU por ca- ; sipi.las, rheumalismo, paralysia c todas as affecedes. nervosas, etc., ele." Igualmonie para as dif-
ferctiles especies do tumores, como lobinho*. escrfulas ele, seja qual fr o seu lamauho e pto-
fundeta, por meto dasuppurarao scro radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado por
habis e dislinetos facultativos
As enconimendas das provincias devem ser dirigidas por escriplo, leudo lodo o cuidado de
fazer as necessarias ezpIicaQoes, se as chapas sao para homtm, senhora ou criauca, declarando a
molestia em que parte i corpo existe, se ua cabeea, pescoco, braco, coxa, peras, p, ou tronco do
corpo, declarando a circunferencia : e sendo inchaco, [cridas ou ulceras, o molde do seu lama-
uho em um pedaco de papel c a declararao onde exislem, afim de que as chapas possam ser
hein applicadas no seu lugar.
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas sero acompanhaJas das com.petenlcs explicacoes e tambem de todos os accesso-
rios para a colloca^ao dolas.
Consullas a todas as pessoas que a dignaren) honrar com a sua confianca, em seu cscripto-
lio, que se achara aborto todos os das, sem excepcao, das ) horas da nianha s 2 da larde.
Letellier i C., tendo de vender a
loja da ra Direita n. 9, pettencenfe ao
Sr, Marcoliuo da Costa Ri.poso, em vir-
tude da autoi sacao que este passou pa-
ra pagamento de seus credores, Etvisam
a estes que at o dia 1 do correntc
apresentom os seus titulol de dividas no
ai tnazem dos mesmo* na roa da Cadeia
n. i -, tofa pena de ?cr vendida dita loja,
e atear-se seu producto pelos credoi es
que tiverem apiescntado cus titulo?,
iicando estes e os annunciantes desone-
rados de qualquer responsabilidade pa-
ra o futuro.
bc^a de gado voceum do termo de Dunda faz ne-
gocio cora a freguezia de Haranguape, relativa-
mente ao consumo daquelles districUs : quom
pretender, dirija-se a ra do \igaiio n. 11, uu ao
Varadouro, em Olinda, coebeira do Sr. capitao
Guedes.
= Aluga-se um escravo para lodo J servico :
na ra Imperial n. 169. segundo andar.
Roga se ao Sr. Andr Alves da Fonsec.a J-
nior queira ir concluir o negocio que nao ignora,
na ra Nova, loja n. 7.
ame*
i
S S > > w r>.

'* -; *^> f:7i 5^ ^^l
x3- \> s> -o- \ v
DENTES
ARTIflCIAE^.
i
s
|tluaestt*eila do Rosario n. 3
;; Francisco Pinlo Ozorio colloca de nles ar-
$ liciaes pelos JoussystemasVOLCANITE, @
@ chapas de ouro ou platina, pode ido ser @
procurado na sobiedila ra a qualquer @
j; hora.
^ v ;. -.> <-* >C* O. -V. ,^X *~.\
maior numero de bus-
?"?'"?" s 'ocas, segunda e quiula-fcira de cada so- na, das 10 horas al meio dia : quera pedesde. novo se recommenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos e dosSrs. viajantes que
visitera esta capital; continua a prestar-lhcsseus
^ servi'-ose bous ofcins guiando-os cm todas as
cousas que precisem conhccimenlo pratico do
paiz, etc.: alera do portoguez e do n^lez alla-se
na casa ohcspsnholn trances.
Ift-8R8
1 r> fl?; h Si >.-P> Aluga-se hes moradas de casas terreas re-
ceiilemcnle acaadts, no alarro, adianle da fa-
brica desabo, com os fundos para o caminho
de ierro : a tratar con Jos do Cruz Santos, na
ra Nova n. 51. '
PEKtfACr.ACQ
oe w.slLy
9ffi
S,Vc
'3 MU
-'ib-*-
icoes
de [ranee:
Lm
Estas pennas de differcnles cualidades, sao fa-
bricadas de aro do praia refinada de primeira
tempera, e sao applicavcis a lodo o tamanho do
letlra. PreQO l$50ti cada caixa e pennas de ouro
pelo mostno autor com pona de diamante, que
teem a grande vantagem de nao eslar sujeilas a
ciear ferrugem e conservando-se bem limpasso
de durac3o infinita, deposito em casa dos Srs.,
Guedej \ Gotiealves tua da Cadeia n. 7, e por
atacado com o inventor Guilhcrme Scully, pro-
fessor de calligrapbia na ra do Imperador n.
7 5, sobrado.
N0MMISI9 {-* @J?^St5@
C Dr. Carnetro Munleiro aprovi-itando da $
'-i propon-ao que tem para mais fcilmente
i executar os iraballios de parlo, o aconse- @
fi Miado pelo feliz resollado que lera oblido 5
g em multiplicados pirtos laboriosos, lera
feilo sua especialidade sobre esle ramo @
para o que poder ser procurado a qual-
A nuer hora, na ra do Rngel n 16.
Saino a luz o o- tomo as oiogra-
pluas de alguns poetas, e outros iio-,
incas Ilustre da provincia de Pernam-'
buco, pulo conmendador Antonio Joa-
quim de .Mello. Contin as biographias
de Luiz Francisco Je Carvalho Couto,
Jeronyino de Albiupienjue Maranhao,
Alvaro Teixeira de 3Iacedo,
Antonio Salter de MendonQa ; versos,
ntreos quaes 30 odes anacrenticas,!
uma noticia interetsate do levante de i
Goianna em 1821, e noventa e dousl
documentos inneditos. Por ora em
naiio do autor.
, O Dr. Joan Ferreir da Silva mudon-seda
rna do Rangel para a do l.ivramento n. 26, so-
brado do Sr. Manoel Buarque deMacedo, defron-
to de sua antiga habttaco. A grande pralica de
auscultaeao reconhecida por quasi todos os seus
collegas desta cidade lorna-o recommendado no
diagnostico das molestias dos pulmoes c do cora-
cao ; assira como para verificar o estado de sau-
de dos esetavos que se desejam comprar. Pelo
crescido numero e variedades de operaces que
Ta feilo com bom resultado em o exercicio de
mais de 20 annos, se julga habilitado para prati-
ca r loJa e qualquer operaco cirurgica por mais
delicada e dillicultosa iiue seja.
j piano.
9 Mademoiselle Clemence de Hannetot
H de Uannevrllecontinua a dar lires de
3 francez e piano na cidade o nos arrabal-
J des : na ra da Cruz n. 9
Precisa-sc ele uma
S<\ *Tk XT* --v *.\ *Tk r. ^T <-
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Correia em quidaqao, o obsequio
de mandar salda seus dbitos na loja da ra do
Queimado n. 10.
RIO
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
&7&
k U Mes 6S^
Esabcleciila em Lotlrcs
CAPITAL
esterlinas.
Saunders Erotliers & C. tem a honra ,: .n-
rmar aes Srs. negociantes, proprietai
rasas, eaguem mais convier, que. esto |
mente aulorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo pe-
dia, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que conliverem osmesmos ediciosi
quer consista em mobilia ou emfazend3s de
qualqu "adade.
abaixo assignado roga aos senhores aca-
dmicos ((ue conlrahiram dbitos em sua lal prna
e bilhar sito no lugar do Monteiro, bajara ie i:
ou mandar saiisfazer seus dbitos, isso no praiO
de 15 dias desla pub'.icaeo, do contrario seii
forjado a usar dos ineios que a lei lhe faculta.
Nicolao Machado Freir.
DA
para a cura radical da erysipcla, farcnJa nova e superior;
de Jos Leopoldo Bourgard
na ra da Cadeia do Uecife D. 15, loja
segundo andar.
ama para cozinbar c com-
prar para uma pessoa
na ra estreita do Rosario
n- 21, primeiro andar.
. Attencao
o
Na ra do Hospicio n. 32, contiuua-se a fornc-
cer comida para (ra com muilo sscio c promp-
tidao, sendo almoco e janlar para uma pessoa,
! que pode chegar para duas, pelo diminuto preco
de 303 mensaes ; assira como tambem se conti-
na a fazer mao do vacca todos os domingos e
dias sanios, e as horas da raanh.ia esl prompla.
l.ava-se e engomma-sc com loda a perfei-
eo o presteza ; na ra de Sanio Amaro n. 40.
tmem precisar de uma ama forra para co-
ser e engommar em casa de familia, ou para co-
zinbar c engommar cm casa de algum moco
solteiro, dirija-se a esta lypograpbia, oude se
Joo dir cora quera tralar.
Precisa-se de uma ama secca ; no paleo
do Trro n. 26.
Na ra da Cadeia do Reaifc n. 38, primeiro
andar, prcrisa-se fallar ao Sr solicitador Manoel
Pcreira de Magalliies.
Uuem precisar de uma ama captiva para o
servico interno e externo de uma casa de pouca
familia, dirija-se a ra Direila n. 5i, segundo
ilTIDXS 130BK4DAS
LICI-S PRATICAS
Eiuas vezes por semana
Quarlas c sabbadoss 7 horas, da noilc
ItUA.NOVASOUUADON. 15.
H. Folicea de !tIek'iros, coilinua a dar
Ucees da referida malcra cm sua casa nos dias
e horas cima indicados. Tamben ir ensinar
nos eslabelecimenlos e escritorios d iquelles se-
nhores que desojaren) assira aprender,
que convencionar.
CONSUCTORIO MEDICO-C1RL RG1CO
O Sr. tliesoureiro das loteras manda fazfr \ t-
blico que em conseqnencia dos grandes prej i o
que. lem soffrido com a exlraccio das lo ti na-
pelo plano actual oblevc do Kxm*. Sr. presi I nti
da provincia pcrmisso para as ditas loteras se-
ren d'ora em diante extrahitias polo que abaixo
vai transcripto; e nesta conformidade se acham
rxposlos venda, lodos os dias no esoriptorio
dasmesmas loteras na ra do Imperador n. G,
o na praca da Independencia ns.. II e 16 d.;3 i'
horas da manhaaas oda tarde osbilhelese motos
da lerceira parte da quinta lotera do hospital
Pedro II, cujas rodas devero andar impreteri-
velmenlo no dia 2j do correle mez.
Thesouraria das loteras 10 de junho de lfGO
./. M. da Cruz escrivo.
O dono do estabelecmento da ra da Cadeia do Recife n. 15, chama a allenco dos Sis. fu-
anles para o cmplelo sorlimenio de seu estabelecmento no que diz respeito a fumara, como se-
jam superiores charutos, tanto nacionaes como estrangeiros, soriimenlo completo de cigarros de
todas as qualidades, caximbos, bocaos para charutos, charulciras de couro e palha, fumo caporal
francez, mareland, virgino e fleur d'harlebeke, boba de relroz e chagrain, bocaos para cigarros o
no
nos dias uma inftuidade de arligos que s com vista se poder apreciar, tragam dinheiro c appare^am n0
entre
Hr
Ignacio Firme Xa\icv
N. G-Pateo do Paraizo-X. 1G.
Consullas todos os dios, das 6 1|2 horas s 11
horas da mauhaa, e das 3 \\i s 5 li-2 da tarde
As pessoas pobres que se dignaretu recorrer a
seus otlicios sero allendidos gialuit;.menle ; as-
sim como gratuitamente se Ibes dar muilos dos
remedios precisos para o seu estabe'ecimenlo.
O bacharel A. R. do Torres Batdoira, advo-
ga no crinie e civcl, na sua residencii, ra larga
do Rosario n. 28, segundo andar.
agencia los fabricantes america-
nos Grouver & Iaker.
Machinas de coser: em casa de SamuelP.
Johnston & ra d^i Senzala Nova n. 52.
commei
cial.
3200 bilheles a
20 por cenlo.
PLANO.
10:000.....
32:000(000
6:400SCOO
_ oacoo
u
14
902
993
rremio de
liilo de .
Dilo do .
Ditos de 200S
Ditos de IOjj
Ditos de 50$
Ditos de 20S
Ditos de lOg
IG'.OGOjWOO
4:000000
500(l()
-ii OiOOO
4OQ8000
.OOOOO
S8O000
9:620*000
m m
Ii WK
Premiados.
Brancos
-32.00Q;000
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissimos preeos.
Do-se amostras com penhor.
n
m
as
Dentista
15 Ra
Trederico Gauler,
de Pars.
Nova15
ne.
gg
i
5*
m
O '
I faz todas as operaces da si
o loca denles arlificiaes, ludo
aj
4
o-
cirurgiao dentista, ^
da sua arle e col- =^|
com a supo- q-j
rioridade e perfeico que as pessoas en- ^
tendidas lhe reconhecem.
Tem agua e pos dentifricios ele.
>m$&m?mmm motejas
= OSr Francisco Aranha de Souza tem una
i*
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- <
rangeiras 15 Na mesma casa tem agua e <
^ p dentilico. ^
floga-se aos Srs devedores do estabele-
cmento do fallecido Josda Silva Pinlo, o ob-
sequio de saldaren! seus dbitos na ra do Col-
eg venia n. 2^ ou na ra do Queiraado loja
n. 10.
*< carta no cscriplorio de Manoel Joaquim Ramos c
Silva, na ra da Cadeia do Recife
ty O lir. Casanova pode ser procurado a
*) qualquer hora cm seu consullorU Uonico-
palhico om Pernambuoo
30UL'A DAS CRL7.ESJO
No mesmo consullorio aoha-su sempre
grande soriimenlo de medcarainlos cm
tinturas e glbulos, os mais nov.is o bein
Rr? preparados, os olemcnlos de hon eopalhia
X9MBN^-eiHIMIMII9IMM SK
Mililo BorgCS Ucha, tendo sido nomcado
agente de Icilocs e esubeleceu seu oscriptorio o
arniazera na ra do Vigario n. 15, onde se aclia
desde s 9 horas do dia at s 5 horas da tardo,
prorapto a cumprir asordens dos que com ellas se
dignaremdcobscqnialo. O annuncii nte, 110 exer-
cicio do lujar cora que houve por bam noinea-lo
o merilissimo tiiliunal do conimcrtio desla pro-
vincia, nada poupat para bem corresponder sua
conflanca ; desompenharcom fidelidadec prora p-
dao os deveres inherente proflssao que adop-
tou ; ludo envidar emfim por firmar sua repu-
laco. e conquistar a sympalhia do publico, cuja
proteccao solicita.
Sirop du
DrPORGET
JARABE DO F0R6EX
Este xarope esl aptrovado polos mais eniimnles mdicos de Pars,
Icomo sendo o melhor para curar constipai;oes, tosse convulsa e ouirss,
aO'ecces dos bruncios, ataques de peito, irritu-oes nervosas c hisomnolencias: una colbera.la ,
pela raanti, e outra noile sito sullicitiiles. O ell'eilo desle excelente xarope satisfaz 10 mesmo
lempo o doente e o medico.
O dspos'Uo na ra larga do Rosario, botica de Bartholomco Francisco de Souza, n. 30.
Lindos cortes de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze pbantazia
de cores "
Romeiras de fil de seda prela bordadas
Visitas de grosdenaples prelo bordadas
com troco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dilo liso prelo e de cores, covado
Soda lavrada prela e branca, covado 12 e
Dita lisa prela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corte
Cambraias orlacdys de cores, lindos pa-
droes, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e ntremelos bordados
Mantas de blondo brancas e prelas
Ditas de fil de linho prelas
Chales de seda de lodas as cores
: Lencos de cambraia de linho bordados
. Ditos de dila de algodo bordados
l'anno prelo e de cures de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem idem dem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
_ lampados de lodas as qualidades
Enfeites de vidiilho franceses pretos e
de cores
i Aberturas para camisa de li-jho e algo-
do, brancas e de cores
Saias balo de varias qualidades
T/afet rxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vara
Collarinh's de esguiao de linho mo-
dernos
Um completo sorlimento de roupa feita
fto Ag
eU&aisg&o pata
Ma;'iins 1- vapor
Rodasd*agua Jefe
Ciatos le ferro, e
-Mjjnlis intcirascoi
Mitas mosudas com
llaa do Brum (passaado o chafariz.)
Uo ilesle cstale\ccimcuto sempre \ia grande swtUlfteiito Ae slc-
1&200
9
3JO0O
1S500
10000
1C;000
^ooo
I
&
9
I
s
S900

1
$640
I
3500
I
eoon
S500
Jp2S0
S500
S00
sendo casacas, sobrecasacas, palelots,
colletes, calcas de muitas qualidades_
de fazendas
Chapeos francez es finos, forma moderna
Ura soriimenlo completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peilos de linho e de
algodo brancas e do cores
Ditas de uslao brancas e do cores
Ceroulas de linho c de algodo
Capellas brancas para noivasmuito finas
Um completo sortimento de fazendas
para veslido, sedas, la c seda, cam-
braia c seda lapadas e transpateutes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino
Vclludilho de cores, covado
Vclhutina decores, covado
Pulseiras de velludo prelas e da co-
res, o par
Ditas de soda idem idem
Um sortimento completo de lu-'as de
seda bordadas, lisas, para senhores,
homens e menines, de todas as qua-
lidades
Corles de coetc de gorguro de seda
de cores
Ditos de velludo muilo finos
Lencos de seda roxos para senhora
Marquezilas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapalinhosde merino bordados proprios
para baplisados, o par
Casinetas de cores de duas largurasniui-
to superiores, covado
Sclim prelo,encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado
Selim liso de todas as cores, covado
Lencos de gorguro de seda pretos
Relogios e obras de ouro
Corles de casemira de cores a
S500
9
8
5
sotiraria das loteras 30 de junho de 1860.
o ihcsoureiro, Manoel Cantillo Tiros Falco.
Approvo. Palacio do poverno do Pernambuc
2 de julho de 1&C0.LcilSo da Cunhe.
Conforme.Antonio Leite de Pinho,
Aluga-se por commodo proco uma boa asa
sita na Passagem da Magdalena, ao norte da es-
trada, cutre a ponte grande c pequea do Chora-
menino, com proporocs para grande amilia,
collegio, ou ouiro qualquer estabelecmento que
demande grande aposento, constando de 4 salas,
8 quarlos coro vidracas para (ora, despensa e co-
zinha fra, quarlo para prolos, dilo para criado,
estribara para 4 cavallos e grande coebeira, nua
saletae um quarto. Alugam-se mais5 boas salas
inteiramente indepoiidoutesdo corpo da casi.so-
paradas ou englobadamente : as pessoas que pre-
iendorom, dinjara-se ao paleo do Paraizo u. 16,
a Irat.ir rom o Dr. Ignacio Firmo Xavier.
Uma pessoa com as habilitacea precisa.- se
ofTerece para guarda-livros do qualquer casa de
commercio : a ir?tar na ra Volha n. 127.
Aluga se um silio grande com
exceliente casa de vivenda, com todas as
coirmodidadis para familia, no lugar
da Cata Forte : a tralar com
prieta nos, N.O. Bit Ler & C.
Pceoisa-so alugar uma prela que sirva para
1 vender quitanda : na ra estreita do Rosario nu-
! mero 27.
fCoflsaltorio ccnlral howeopalhieos
.-J Continua sob a mesma drecrao da B
noel de Mattos Teixeira Lima, professi 1 ..-;
$$ em homeepalhia. As consullas conio d'i
& tes. f
S
9
lcGOO
J?3'i0
2S0O0
ljOOO
o? pro-

i
9
2550

i
I

Botica central homcopalliica
Do
DR- SABINO 0, L PIIMIO-
No vos medica menloshomeopalhicos er,-
viadosda Europa peloDr. Sabino.
Esles medicamanlos preparados espe-
cialmente segundo as necessidados da lio- ($
mcopaihia no Brasil, vende-se pelos pre- ^
gos conhecidos na botica central horneo- *a
palluca, ra de Santo Amaro (Mundo No- @
vo) n 6. ^
0*000 @S@@@@@@SPSS-3
2$O0O ; Q>
i
ljOOOl
15800

.
eage u\\os Ac assacar a saber
ademas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defaclimoassento :,
com cubos le mideira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
rts d'agua Jira litas, e serrilhas para rodas de madeira ;
irgeas muito fortes, e convenientes ;
lletas motoras,>ara agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguillioes dcazs ;
Tai xas de ferro funiid\c batido, e de cobre ;
Pares ebicas para o cald\o, crivos e portas de ferro para as fornallias;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Ro letas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos oubois ;
Aguilhoes, bromes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc., etc.
D. W. BowmancoaQaque'osseus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechauismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras% as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o lito fim,
assim como pela coutinuago da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que pdenlo necessar.
PRECISA-SE ALUGAR
urna eserava
1
so
.-mal 1.
Assignatura de banhos frios, momos, de choque ou chuviscos (para uma pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,...........
30 canoas paraos ditos banhos tomados em qualquer lempo.......
15 Ditos dilo dilo dito ......
7 ...;..
I Banhosavulsos, aromticos, salgados esulphurosos aos preeos annunciados.
Esta redcelo de procos facilitar ao respeilavel publico o gozo das vanlagens que resultan)
da frequencia de um estabeleciment de uma ulilidade incontestavel, mas que infelizmente nao
estando em nosso" babitos, ainda pouco conbecida e apreciada;
lOJrOOO
155000
8000
4*000
Qucm tiver e quizer alugar uma eserava para
casa de familia que s tem duas pessoas, e leu-
do as qualidades seguinles, que saiba cozinbar
bem, que compre, que ongomme alguma ousa,
que soja muilo fiel 0. muilo humilde, o jue nao
soja radia, dirija-se ra do Quoimniio, loja n.
46 para tratar. Tirando o sonhor da roesma res
ponsavel por estas rondicOos, e apparorpi,do nao
se olha a preco, s se desoja que o senhor .'lian-
ce estas qualidades.
O Dr. Ignacio Firmo Xavier, medico, tom
fixado sua residencia nesta cidade, no pateo do
I Paraizo n. 16, que faz quina com a Iravessa de
S. Francisco, e ah ollerece os seus servicos m-
dicos: as pessoas que se dignarem honrar cora
sua confianca, tanto no interior como para ra
da cidade, e a qualquer hora.
Ensino de msica.
Offerece-se para leccionar osolfejo, como lam-
bm a tocar varios instrumentos ; dando as li-
ces das 7 horas s 91 (2 da noile : a tratar na ra
larga do Rosario n. 9.
A pessoa que annunriou neste Diario ler
um escravo para alugar, tenho a bondade de di-
rigir-se i ra da Cadeia do Recife, escriptorio nu-
mero 50
Precisa-se de uma amado leite : na ruado
Hospicio, em casa do Sr. corocel Lamenha.
ILEGfVEL
.


(6)
No botequim da aguia
iTouro, ra estreita do
Rosario n. 23,
confronte a oslrada da ra das Larangeiras forne-
Coral.
Vende-se rerdadeiro coral de raz, na ra lar-
DIARIO DE PER UMBUCO. SEGUNDA FE1RA 3 DE JULHO DE 1860.
ga ao osario, passando a botica, a sesunda loja
de raiudezas n 38. rap de Lisboa, e muitas
ee-se alinoQo o jaiilar, mandando-sc levar em I f SM qualldal?es de raP ; assim como muitas
casa das pessoos que quizerem, por mdico prc- ',A Tu em conU : e Sti a Tisla do com-
60, de meio dia dia cm diante, assim como nos prad0r 8e dlrao Pre de ludo-
Fogfles econ-
micos.
Vendem-se fogoes econmicos de ferro balido
Je difiercntes lmannos, tendo cada um o seu
compelerlo forno para assado, e caldeira para
agua qiicnte, os melhores qno possivel encon-
trar, chapas para fogoes, portas e grelhas para
ditos, bolinetes de balando para navios, urna
moenda para engenho de assucar, ludo por ba-
rato prego : na ra do Brum n. 66, armnzcm de
assucar.
Cheguem ao barato
O P regula est queimando, em sua loia na
ruado Queimado n. 2.
Pegas debrelanha de rolo cora 10 varas a
2$, casemira escura infestada propria para cal-
a, colleie e palilots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muilo bom gosto a 480 rs. a vara,
dila liza transparente muilo fina a 39, 43P, B[
e 6$ a pega, dila lapada, com 10 varas a 55
69 a pesa, cliilas largas da modernos e escomidos
padrees a 210, 260 o 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a "9 e 85
ditos bordados com duas palmas, fazenda muilo
delicada a 9v> cadi um, ditos com urna s pal-
ma, muilo finos a 85500, ditos lizos com fran-
jas de seda a 58, lencos de cassa com barra a
100, 120 e lOOcjda um, meias muilo finas pa-
ra senbora a 45 a duzia, ditas de boa qualidade
a 35 o 3500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberu a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras nglezas a 5900 a poca, e a ttiO rs.
o covado, b'im branco do puro linho a 1,
15200 e 15600 a vara, dito preto muilo encor-
padoa 15500 a vara, briihaniinaazul a 4.00, rs.
ocovaJo, alpacas do differenles cores a 360 rs. o
domingos e dias santos haver a bem preparada
nao de racca, das 3 horas da manhaa cm dianle
a todos os dias das 7 horas da manhaa em dianle
haver papa de farinha do Maranhao o araruta ;
i sim como barer comida prompta a qualquer
hora quo se procure no estabelecimenlo.
Aluga-se um escrav de idade de 20 a 21
annos para todo o servico : quem qnizer annun-
eie por este Diario pira ser procurado.
Os abaixo assignados fazem scienle ao cor-
po do commercio que desde o dia 30 de junho do
crrenle dissolverara amigav .'mcnle a sociedade
que linham nalojadc ferragens da ra da Cadea
Jo llocife n. 53, que gyrava sob a razao de Pon-
!i 9 remandes, ficando a cargo do socio Jos
Alves l'ernandes o activo o passivo da mesma lo-
. Recita t~ de julho de 1860. Manoel de A-
zevedo Pontos, Jos Alves Fernandos.
Manoel Francisco de Moracs vai Porto i?c
P vira no vapor Persinunga* tratar de seus ne-
gocios.
Jos dos Arijos Vieira de Atnoiim
:j alou-se da ra Nova para o sobrado
n. 17 da ra do Hospicio era que es-
tveo collegio do Bom Constllio: as
passoas rjue o tiverem de procurar all
o acbarfio pela m.inhaa ateas 9 boras e
a tarde das 4 em cliante.
Quem precisar de urna pessoa par-
lar para cosinbar em sua casa, di-
rjase a aboboda da Penba, no fundo
iii taberna.
O abaixo assignado declara ao
pi blico que desde o dia 13 do corrente
deixou de ser prolessor de latim do col-
| o do Sr. Jeronvmo Pereira Villar.
Recife, 17 de Julho 1860.
Manoel Francisco Coelbo.
O abaixo assignado, encarroado da desin-
) como dove constar aos senhores inspecto-
ras de quarteirao, pela circular do Illm. Sr. Dr.
de polica aos senhores subdelegados, a
qual datada de 10 do maio correnle, faz scien-
te aos senhores inspectores, que logo que se de-
r o casos de angina, escarlatina e oulras moles-
Ihs que grassam epidemicamenle, avisem ao
mesmo abaixo assignado para mandar proceder covado, cesemiras prelas finas a 2Sr.f "Tf
i I siufeccao como por ordem superior foi deter- ^:,m ,,.. JLi..:. "."T^Y' 31 e
.i i lo.Jos da lloclia Paranhos.
Aluga-se a melado de um tercero andar
armazem
Veude-se muilo em coma raquetes do lus-
tre para carro : na ra da Imperalriz n. 78.
DE
Fazeiidas baratas.
Ra do QueiuKdo n. 4.
Chitas francezas miudinhis a 220 rs. o covado.
Fliberh.
Corles de hiberla com II corados a 2*500 o
corte.
Cobertig,
Cobertas de chita chineza a 2$.
Laa a 5:0.
La para vestido, pelo baratissimo preco de 320
rs. o covado.
Chalet.
Chales de merino estampidos a 2$500.
Cassa musieliua.
Cassa musselina para balados, C3m 10 vara, =
muito finas (que se venda a 5?C0) por 43 a peca, i '0
setim de todas as cores. |
Chita miuclinha.
Chilas miudinhas, cores lixas, a 160 rs. o co-' 5
vado.
Ricos cortes ele seda.
Cortes de seda superiores, pretas e de cores, a
60SU0O, cambraias prelas finas a 500 rs a vara.
Lencos brancos.
Lencos para algibeira a 2 a duzia.
Novas sementes de hor-
Pianos
para pequea familia honesta, por commodo pre-
e tambem se d morada de graca. a urna se-
... ra hnosla para fazer companhi a urna se-
ra casada : para tratar, na ra do Burgos n.
31, padaria.
c
ompras,
Compra-se um globo terrestre de lermo me-
dio, com os signios no horisonle, eponleiro para
i. car horas: proca da Independencia n. 7 e!>.
Coaslan temcnlc
!! pra-se, rende-so e Iroca-se escravos : na ra
Dir .la n. 66, oscriplorio de Francisco *Ialhias
Pereira da Cosa.
Compra-se urna prela de 16
- saiba eugominar, cozinhar e cozer, que se
il e sua conduele : na ra da Cruz, arma-
- un n. U.
Compra-se escravos de ambos os sexos de 12
i anno*. para fura da provincia, se liverem boa
figura e l'orom sadios, paga-so bem : na ra Dl-
reil i, no osrriptoiio do Francisco Malillas Pereira
da Costa n. 66.
Gonipram-se es-
cravos.
Compram-so, vendem-se e trocam-se escra-
na ra do Imperador n.|79, primeiro andar.
Compram-se pffecUramente meias garrafas
ram-d ichampanha : na ra larga do Ro-
i n. 36. botica.
35500 o covado, carabria prela e de salpicos a
500 rs. a vara, e oulras matas fazendas que se
far palenle ao comprador, e da todas se darao
amostras com penhr.
Camisas inglezas
Naloja de Gocs & Bastos, ra
do Queimado n. 46.
Acaba-se do receber um grande sorlimenlo
das verdadeiras camisas inglezas muilo finas,
com pregas largas, peilos de linho, sendo estas
ultimas camisas de um gosto apurado, tanto cm
pregas como em collerinhos, pois decente tanlo
aos rapazescomo aos senhores de maior. porisso
sendo milita a porcao que recebemos, deliberou-
, se a vende-las por 38j> a duzia, nesla bem conhe-
eida lo a de Gocs & Basto.
tal ice,
rindas no vapor Portugal chegado este mez:
vende-sa naloja de ferragens na ra da Cadeiado
Recife n. 56 A, de Vidal & Fastos.
Vende-se urna taberna com poucos fuios'
na freguezia dos Afogados, na ra de S. Miucl :
quem pretender, dirija-so -ua Diroita do Reci-
fe n. 9a ; tambem vende-se urna corroes co
boi. ludo por preco commodj.
mu um
Saunders Brothers & C. tem para render em
leu armazem, na praga do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons do Londres, a
muilo Drooriesoara este clima.
Batatas e ceblas.
Vendem-se batatas a 2g600 a arroba, ceblas a
-?oceo o ; na travessa do Paleo do Paraizo, ca-
sapintada do amarello n. 16.
Pecliiuclia sen iguall
. S^" Vendem-se superiores camisas de S
tustao editas de madapolo muito fino a *
., corles de casemira ingleza dequadri- 5$
nhos de superior qualidade a ftDO e 55 m
colleles felos de gorgnrSo de seda e ditos 5
de fustao a 3J500 e 4, calcas de brim de
cor a 48, cortes de superior barege de se- R
da a 20# e as modernas victorias de al- |B
-a de Seda para ve8los de senbora a Sft
/O rs. o covado, tambem se rende saias M
balao muito boas de mueselina o ditas do 3J?
madapolo a 4500 e 5g, gollinhas de li- *6
nho a 40 rs., de todas estas fazendas M
existe urna pequea porr-o que se vende S
por este preco para acabar: na loja de M
Augusto & Perdigao ra da Cideia do Re- S
cife n. 23 3c
Ohquepechin-
cha !
Na ra do Queimado n. 4f, vondem-se chilas
tinas francezas a 200, 210 e 260 rs. o covado
aellas, que se acabam.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. i2.
I Alcatifa. |
Campos i Lima, na ra do Crespo n. *B
16, tem para vender alcatifa com 4 pal- >
mos de largura de muito boa qualidade M
e propria para alcatifar, salas e grojas a S
o rs. o covado, dinheiro a vista. S
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos de todas as na$0es p9-
dem testemunhar as virtudes deste emedio in-
compararel e provar em caso necessario, quo,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramente saos depois de harer emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconrencerdessascura maravilhosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
della sao to sor prendentes que admiram os
medico mais celebres. Guantas pessoas reco
brarara com este soberano remedio o uso de seu
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitacs, onde de viam sofrcr *
amputacol Dellas ha muitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
subraelterem essa operarao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das tacs pessoa na
enfusao de seu reconhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord corree-
dor e outros magistrados, afim de maisaulenti"
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do eslsdo de saude sa
'iresse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindoalgum lempo o
menlratatoquenecessitassea nalureza doma,
cujo resullado seria prova riuconlestavelmente
Que tudocura.
O ungento e til, mais particu-
larmente nos seguintescasos.
Vendas.
Loj
Pechincha.
\ "ndem-se superiores enfeiles pretos e de co-
res com vidrilho a 2^800, ditos prclos muito finos
a \$, bonetsde palha e de panno muilo finos o
los de pcllucia, fazenda de apurado goslo, a
'. lequps Anos a 2#500, pentes de tartaruga a
rolriz a 9,?, loras de seda lisas e bordadas a
I$200 o par, rosarios de cornalina a 2$500 o
\ slampas grandes linas a 1J, ditas pequeas
i0o2-0rs., filas de sarja, franja de sed.i,
jas com vidrilho e seno vidrilho, e oulras
muilas miudozas que se venderao por preco com-
aido : na ra larga do Rosario, loja n. 33.
. NA NOVA
)ja de raiudezas na na
DireitaN.8%,
Tendim-se laas para bordar da mais fina quo ha
> i >di> a libra, furas de seda enfeiladas para se-
nnora a 2$, ditas de algodao para homem a 320,
: cas de choro a 440, 500, 610 e 800 rs., bo-
lo .le o?so a 210 a groza, ditos brancos de louca
a 10, ditos de cores a 160, bolsas pira meninas
Oe ^cola a 5-*500 e 6j, tesouras finas a 1 e
", facas oitavadas a 2*800, ditas cravadas a
. ditas de cabo de balanco. dous boloes.a 65o0,
afduzia, caniveles finos a 1J600, ditos a 2-?80,
grozas de penna do ac.o de langa a 1^200, ditas
de raanzinha alJjOO, tinteiros proprios para via-
gern a 320, obrcias do cola a 100 rs., resmas de
papel de quadrinbos a 4j300, caixinhas de oapel
sorli las em cores a lg, ditas de quadrinhos a
*)0 rs., folias de papel arrendado o anvelopes a
840, Jilas com flores a 160, pentes de alisar de
a a 210 e 280, ditos de borracha para bichos
a .10, ditos trjvessos para meninas a 650, ditos
de massa para alar cabello a 900 rs., ditos vira-
dos a milacao do tartaruga a lg600, ditos doura-
dos a 1 ,$300, ditos de alisar de borracha a 600 rs
d:'os do bfalo branco para bichos a 280, ditos
para alisar a 500 rs., linha do gaz branca a 800 e
^S.'''la prela a 900 rs., miada de linha de peso
', linha para marca a 20 rs., files com col-
9 a oOO rs. a vara, pega do galio de linho
C n 10 varas a S500, dita do bico com 10 varas
a 600, 800, I e IgOO, duasde renda a 600, 800,
')M o 15300, babados do Porto a 120, 140 e 180
a vara, pecas de tranca de laa do caroc a 60 rs.,
uljs de sedrt lavrada de largura de 5 dedos com
pinta de mofo a 320, ditas finas a 610 a vara, cai-
xmha com grampns a 60 rs., toucadores de jaca-
md i 2JO0, dilos a3?200 o 4$, vsperas a 900
rs., carias finas porlusuezas a 2700, dilas finas
ezas a 2800e 3g800 a duzia, anvelope sor-
1 280, lamparines para tres rae-
Escrava.
.,V.ende"se uma escrava moca com lodas as ha-
bilidades precisas, c rende-se'cmconta ; no pa-
teo do Terco, botica do Sr. Torres.
Vende-se
na na larga do Rosario n. 33 superiores cartei-
rasgrandes para dinheiro, dilas paralelas a 65
e 3#, ditas para alsibeira a 400, 720 e 800 rs.!'
ditas muilo finas a 8f, escoras para fado a 800 e
, ditas finas para cabello cem cabo do bfalo a
$, pmceis para barba a 160. eaixas de bfalo fi-
nas, dilas de tartaruga a 8 c 103, grvalas do
ESW* ecde coes a m li ilas f'ias a
lff&U, llores finas francezas or diminuto preco
para acabar. *
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 57, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
Pechiuclia.
A 200 rs. o covado.
Armazem de fazendas, ra do Quei-
mado n. 19.
Cambraia d cor miudinha muilo fina, fazenda
pechincha a 200 rs. o covado, para acabar.
A 4#500.
Vendem-se cadeiras de ferro a 45500, lalheres 30'^ "finos pailos para'de'nt'c* ^ndo""??*
cravados muito finos a 3j>, 3^200 e 3^500 a duzia, i enfeilados : na ra da ImpcralriV n 38 o
caniveles finos com cabo de madroperola, lesou- '"Ca.
ras finas do diversas qualidades, agullias france-'
zas a 200 o 240 rs. a caixa, dilas superiores a 280
tinta para desenlio a 240 a caixa, dila grande a
dO rs., agulhas cm carleira de marroquim cousa'
muito superior a 800 rs., peonas de ac finas a'.
Alporcas
Ca mbras
Callos.
anee res.
Cortadur'as.
Dores de cabeca.
'Jas costas.
dos membros.
fcnfcrmidades da cutis
em geral.
Ditas do anus.
Erupres e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fra Idade ou falta de
calor as extremida-
des.
Freiras.
Gengiva escaldadas.
Inchaces
Inflam'maco do ligado.
Milho e farelo
a 4,300 rs.
berna da estrella no largo do Paraizo nu-
Farelo.
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de olhws.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraces ptridas
Tinha, cm qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarticulacoes.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Na
mero
para engenho
Fundico de ferro e bronze
Francisco Antonio Correia CmIata \*$n- '"; espeTi.'para'p;
t .. \. Ld6Z0,: dito redondo de 9 caras a I56OO. .oucauores pro-
tem um grantle sortimento de dosno*cofo??'^100 e 2*800: na rn3 rsa
mJImSJ^S* Com fare, Pe, baratissimo
preco de_ goOO cada um ; assim como urna por-
os e
loja de
arede a 600 rs ,,
toucadores pro-y
PotassadaRssia
E CAL E LISBOA.
No bem condecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12
tachas de ferro fundido, assim I NOVA LOJA "m ROl'PA FEITA polaM da Russia e ^a do'Rt'de*^"^6^"
quer obra tanto de ferro fun- fei-a,0' valcl^. caicas e coiietes de diversas ra-
dido como batido.
cal virgem em
razoaveis
zondas o de goslo, mais barate do qu
qualquer parto : cheguem, freguezes,
[cha, antes quo so acabe.
em ouira
pechin-
ATO SO NOPROGRESSO
ende-se este ungento no estabeciraento
geral de Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outraspessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl.Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., C3da bocelinha contm
umainstruccao era prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na ra da Crun. 22. em Per-
nambu.io.
Vendem-se dous uniformes para 'o esqua-
drao decavallaria da guarda nacional do Recife,
sendo um de grande gala e oulro do servico or-
dinario, ambos completos ; na ra do Queimado,
loja da Roa Faina n. 35, do Guimaraes & Luz.
Queijos frescos
a 2#400.
\endo-se na Iravessa do paleo do Paraizo n.
16, rasa pinlada de amarello, com oitao para a
ra da Florentina.
I Champanha.
*P Campos & Lima, na ra do Crespo n. *P
rj| I", tem para vender uma porco de gi- ^
Ji gos com cliampanha de superior quali- S
as dado a 20-3 o gigo. sg
GRANDE SORTDIE^TO
DE
lazendase obras filasJ
KA
perfeilamonle fior a mais nova que tem vindo
se tari algum abalimenlo.
vidro contendo cada uma 3 libra
100 rs gravatinhas a Pinaud a 1400.
Arroz muito bom.
Vcnde-so arroz a 3g700 a arroba, e 120 rs. a
iwra : na taberna do paleo do Paraizo n. 10, casa
pintada do amarello com oitao para a ra da Flo-
:?nlina.
Marmelada
1 ra Direilan. 6, vende-se para liquidara
la lata com 2 libras.
Queijos frescaes do
Serid,
;ados estes dias de encommenda, os mclho-
. que podem haver ; rendem-so pelo barato
1 de 800 rs. a libra, na taberna do palacete
inarello, na ra da Praia n. 27, (a dinheiro a
JlUlr,
Neste armazem de molhados con-
io "quTem ttvJSSfiSfVX!^ -encianados de superiores qualdades e mais barato '<
dos propietarios. P P Serem a maior parle delIes recebidos em dinitura por conta
Mantciga ingleza c ranceza
mercado de 610 a 800 rs. a libra e cm barril1
Queijos llameni;os
Queiio prato
os mais novos que exislem no mercado a 1* a libra, em porco se far abalimenlo.
i ,,,,,, A.meixas raneczas
5?r 555! ll hb" Pr 1S50 rs- e era carapoteiras de
. ^l^starda ingleza c ranceza
era frascos a 610 rs. e era potes francesa a 800 rs cada um.
VerdaAciros figos de comadre
m caixinhas do 8 libras elegantemente enfeitadas propras para mimo a lg6JD rs.
Bolac\\inua ingleza
a mais nova que ha no mercado a 210 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4*.
Potes vidrados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou oulro qualquer liquido de 400 a I3OOO rs. cada um
Xmendoas coneiladas proprias para s>rles
alga libra e em frasquinhos, contendo 1 1(2 libra por 2j.
Cha preto, li\ son e perola
os melhores que ha neste morcado de 1S600, 2$ e 2500 a libra.
Macas em caixinhas de 8 lihras
contendo cada uma differenles qualidades a 4$500.
Palitos de dentes licuados
em molhos CDm 20 macnhos cada um por 200 rs.
Ti jlo raucez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas c francezas
em latas e em frascos de differenles qualidades.
Presuntos, chouricas c paios
o mais novo que ha nesle genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
L>atas de bolachinha de soda
de differenles qualidades a 1600 em porcao se far algum abalimenlo.
iam m venden>-se os seguinles gneros ludo
res qualidades presuntos a 480 rs. a libra, chou
recentemente chegado 3
uperto-
molhados or wnrmZti^''^"'''?"-'* uullu? ,nuil gneros que enconlraiao tendentes a
Loja e armazem
DE
[Ges&Basto.!
! Na ra do Queimad) n.
46, frente amarella.
j Grande e variado sorlimenlo de sobre-
| casacas e casacas de pannos finos pretos
i e de cores a 28j. 30 e 35g, paletots dos
| mesmos pannos prelos e do cores a 28$,
: 203 22J e 25, ditos de casemira racscla-
dos de superior gosto a 16g e 18, dilos
p das mesmas caserairas saceos modelo
inglez IOS, 125, 11 e 15. ditos de al-
i paca prela fina saceos a 4, ditos sobro-
i casa tambem de alpaca a 7S,8$c 9, di-
| tos de merino selim a 10, ditos do me-
! ri de cordao a 9$. calcas prelas das
; mesmas fazendas a 5 e 6g, colleles pa-
ra luto da mesma fazendi, paletots de
brim trancado a 5$, ditos pardos e de ;
fusto a 4 e 5$, caigas de casemira de !
cor e pretas a 7, 8, 9$ c 10J, ditos das '
mesmas casemins para menino a 6#, 7j I
e 8, ditos de brim para homem a' 3 '
3500. 4 e 5$, ditos brancos finos a 5,'
6$ o 7, ditos do meia casemira a 4 e
5, colleles de casemiras prela e do co-
res a 5, c 6, dilos do gorgurao de seda
brancos e de cores a 5 e 6g, dilos de
velludo prelo e de cores a 9$ e 10, ditos
de brim branco e de cor a 3, 3$500 e4,
palilots do panno fino para menino
15, 16 e 18, ditos de casemira do cor
a 7$, 8 e 93, dilos de alpaca a 3 o 3$500,
sobrecasacas de alpaca lambem pa.-a me-
nino a 5 o 6, camisas para os mesmos
de cores o brancos a duzia 15$, 16 e 20,
meias crues o pintadas para menino de
todos os lmannos, calcas de brim para
os mesmos a Sg500 e 3," colarinho de li-
nho a 6000aduzia, toalhas de linho pa-
ra maos a 900 rs. cala uma, casaveques
aw de cambraia muilo fina e moderaos pelo
diminuto preco de 12, chapeos com abas
, do lustre a 5, camisas para homem de
* todas as qualidades, seroulas para ho-
X mera a 16. 20 e 25 a duzia, veslimen-
H las para menino de 3 a 8 annos, sendo
calca, jaqueta e coletes ludo por 10, co-
bertas de fusto a 6, toalhas de linho
i para mesa grande a 7 e 8, camisas in-
21 glezas noramonte chegada a 36S a duzia .
utmzmmmii eneas mmismw$l&
Para acabar.
Vende-so froco fino a 400 rs., dito grosso a 500
rs. a peca, franja de laa com 8 varas a 480 a pe-
ca, dila com 14 varas a 640 e 800 rs., galo de
algodao branco e de cor a 120 e 160 a vara, dito
de la cousa moderna a 900 rs. a peca com 10
varas, enfiadores para esparlilhos a 80 rs. um,
duzia a 720, enOadores pretos de seda a 200 rs.,
gallo preto de laa e seda a 1200 a pega com 10
varas, cinluroes com borracha a 400 e 500 rs. :
na ra larga do Rosario, loja n. 33.
Vendem-se carneiros (gordos e baratos ; na
ra do Colovello, padaria do leo do norte.
Fazendas finas
roupa feita.
k
45-- Ra Direila---45
Este estabelecimeato oTerece ao pu-
blico um bello e rico sortiment por
preqos coavenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... lOOOO
Ditos aristocrticos....... 9^000
Ditos burguezes........ 7000
Ditos democrticos...... 6$000
Meio borzeguins patente. 6#500
Sapa toes nobreza....... 6.V00O
Ditos infantes......., 5000
Ditos de linha (3 1|2 bateras). 60000
Ditos fragata (sola dupla). 5{000
Sapatos de salto (do tom). 6$000
Ditos de petimetre...... 5/{000
Ditos bailadnos........ 3,?500
Ditos impermeaveis...... 2j30()
Senhora.
Borzeguins primeir classe (sal-
to de quebrar).......5{000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). ,...... 4iS800
Ditos todos de merino (sallo
dengoso).........4#500
Meninos e meninas.
Sapatoes de orca. ...... 4<000
Ditos de arranca........33500
Boi zeguins resistencia 4| e 5$800
LOJA DO VAPOR.
Grande e varalo sorlimenlo de calcado fran-
cez, roupa feita, miudozas finas o perfumaras
ludo por menos do que em nutras parles : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SISTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto inteira-
mente de berras medicinaos, nao contm mercu-
rio, nem alguma outra substancia delecteria. B'
Digno mais tenra infancia, e a compleiciio m/*
delicada igualmente prompto o segiro pira
desarraigar o mal na compleico mais robita ;
inteiramente innocente em suas opeocoe e ef-
feitos; pois busca e remove as doen.7.13 d qual-
quer especie egro por mais aniig.-s e icnazes
queseam.
Entre milhares de pessoas eur;das com esle
remedio, muilas que j estavaro as portas da
morte, preservando em ser uso : couseguiram
recobrar a saude e torcas, epois de haver tenta-
do intilmente todos os cutros remedios.
As mais allictas nao derem entregar-se a de-
sesperacao ; facam um competente ensaio dos
efllcazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperaro o beneficio da saude.
Nao se perca lempo era tomar este remedio
para qnaiquer das seguntes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
23
Com loja na ra da Cadeia do Tlocifc n.
rendem edao amostras as seguinles fazendas
Cortes de vestidos do seda prelos e decores.
Corles de dilos de barege, de larlalana e dega-
ze de seda.
Cambraias decores, brancas o organdys.
Anquinhas para saias, saias balao, de clina, ma-
dapolo e bordadas.
Lencos de labyrinlho do Aracaty e francezes
Chapeos amazonas de palha e de seda para se-
nhoras e meninas.
Enfeiles de froco, de vidrilho e de flores.
Pentes de tartaruga, imperalriz e oulros gostos.
Manguitos e golas, ponto inglez, francez e mis-
sanga.
Vestuarios de fustao, de la e de seda para
cnanga.
Manteletes, taimas o pelerinas de diflerenles qua-
lidades.
i Chales de louquim, de merino o de l de pona
1 redonda.
Luvasde pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de blond, manas de dilo, capellas e
flores solas.
Sinturoes, camisas de linho e esparlilhos para
senhora.
Perfumaras finas, sabonetes e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas e palelots de panno preto
e de cor. r
Paletots de alpaca, de seda e do linho.
Caigas de casemira do cor, pretas e do brim.
Camisas do madapolo, de linho iuglez e de la.
Seroulas de linho e de meia.
Malas, saceos, apetreixus para riagem.
Chancas para invenios, botinas de Mcli e outros
fabricantes.
Chapeos do Chyli, de massa e de feltro para ho-
mem.
Charutos manilha, harana. Rio de Janeiro e
Baha.
Arnendn.is rrmfeilnrtoc paro, cor-
tes de S. Antonio, S. Joo e S. Pedro e
tambem pora presentes a 2# o frasco,
vende-se na loja de Leite & Irmao, ra
da Cadeia do Recife n. 48.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bellosortimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem uma
rariedade de bonitos Irancelins para os mesmos.
Espirito de violto com 44
graos.
Vande-se espirito de vinho rerdadeirocom 44
Kros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas na ra larga do Rosario n. 36
Ra da Senzala Nova n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. ra-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
glezes, candeeros e castigaos bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de rea, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes
Farelo do Porto,
em saceos muito grandes, ltimamente chega-
dos vende-se na ra do Vigario n. 9, primeiro
andar, escriptorio de Carvalho Nogueira & Com-
panhi.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropcsia.
Ictericia.
Indigcsles.
Inflammaces.
Ir r eg u la ridades
menstruaco.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal do pedra.
Manchas na culis.
Obstrucco de ver Ir
Phtysica ou consimp -
pulmonar.
Retengao de ourit.
Bheuraatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimenlo
geral de Londres n.224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e oulras pessoas
encarregadas de sua renda em toda a America do
Sul.Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. esda nma
dellas, contm uma inslrucgao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 23, em Per-
namo o-
Arcias(malde).
Asthraa.
Clicas
Convulsoes.
Debutado ou exteuua-
gao.
Debilidade ou falta de
forjas para qualquer
cousa.
Dysiuteria.
rDor de garganta.
de barriga.
-oos rins.
Durea no rentre.
informidades no ventre.
Ras no ligado.
unas venreas.
tnxaqueca
Jerysipela.
rebre biliosas.
Febreto intermlonte.
Botica.
Barlholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36. rende os seguinte medica-
mentos:
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas regetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
.Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febresj.
Ungento Holloway.
Piluftsdo dito.
Ellizir anti-asmatbico.
Vidrosde boca larga com rolhaj, de S ongas i
12hbras *
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual rende a mdico
Pre o
st a-linas, em
: ua da Cruz
w
Vendem-se libras
casa dei\. O. BieberA C.
n- .
1 Seguro contra
COMa- as
J J
% LONDRES
AG^ ,TES
| G J. Astle/jfc Companhi. |
Formasde ferro
purg/r assucar.
Encharcas de ferro.
g Ferro sueco.
6 Ac de Trieste.
I Estanho em barra.
Pregos de composico. S
Brim de vela. 6
I Agurdente de Franca,
j Palhinhaparamarcineirori
| no armazem de C. J, As-I
| tley A C. I
taB^ecB9s aa ais9Bdfi
Vendem-se 160 espanadoresde n 1 a 5, lo-
dos bem feitos ; quem qnizer comprar, dira-sa
a ra do Sebo n. 33 ao p do sobrado.
0
para
~
ILEGVEL



FABRICA
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 43 DE JULHO DE 1860.
DE
mimm i mmm& u mnu.
Sita na ra Imperial n i 18 e 120 jaato a fabrica de sabo
DE
Scbaso J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro Ja Costa.
Ncste estabelecimento ha serapre prompios alambiques de cobre de differentes dimencoes
(de 300 a 3:000$) simples e dobrados,.para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios contno
para restilar e destilar espinlos com graduacao al 4Q graos (pela graduacao de Sellon Carlier] dos
melhores systemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do importo bombas
de todas as dimencoes, esperantes ede repucho tanto de cobre como de bronze e ferro tornetras
de bronze de iodas as dimencoes e felios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d agua.portas para fornalhas e envos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
taveis e
Ferros de en-
gommar
econmicos
a f $000.
Estes raagniicos fer-
ros acha n-se a venda
no armajem.de fazen-
dss de Riymundo Car-
los Leite a Irmio, rna
da Imperalriz n. 10.
Trapiche de depsitos, al-
fandegadon. 1.9.
Largo da asscmMfca,
Ha continuamente para vender neslc trapiche
saceos de feijio mulalinho muito novo com 6 al-
queires, farinha de mandioca de diversas quali


GRANDE ARMAZEM
en
i

DE
5>?
g^g cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
g^ggS i ouro patente inglez, para homem a lechera,
|^5S de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
gg I sisMaiilri cTele inglez: em case uc
8 Admiraveis remedios
SK
Ra Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceico dos Militares.

americanos,
s>m
5^ ; Todas as casas de famlia, senhores de enre-
/g nho. fazendeiros, etc., devera estar prevenid**
Aclm-enadireccaodaouicinadeste acreditado armazem o hbil Kc- com tes remedios. Sao tres medicamentos com
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armacao e sem ella, fuges de ferro poli
econmicos lachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos dades.-milho, arclo superior era saceos muito
para engenho, folln de Flandres, chumbo em lenrol e barra zinco em lenrnl p hm itIu.oc A. .
arroellas de cobre, lenees deferroa lato.ferro suecia inglez de todas as Smia^^^&l i *?++ !. "T" V^ *' "?'" '
e folies para fccreiros etc., e oulros muitosartigos por menos proco do que em utra qualquer C0uriull0S curtidos, sola e palha de carnauba, tu-
parte, desempeiihando se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeioao i conhecida do Por procos commodos e em grandes porces
epara commodidade dos freguezes que se dignarcm honrarcm-nos com a sua onfianea, acha-:' ou a relalh, conforme a vontade Jos compra-
rao na ra Nova u. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para lomar nota das encomiendas.! dores.
Kh Fazendas
baratas por todo preco.

Sgg3 artista Francisco de Assis Avellar, antigo contra-mestre do tullecido
3|g| Manoel Jos Ferrara. O respeitvel publico continuara' a encon- I
!|g| trar em dito armazem um grande e variado sortimento de roupas KS8E
3g3 'eita8 como seiam-.casacas, sobrecasacas, fraques, paletots de panno $M
SU a a- casetnlra. de cres- de merm, bombazina, alpaca preta R
os quaes se cura eficazmente as principaes mo-
lestias.
Projpto alivio deRadway.
Instantneamente alivia as mais acetbas dorer
escrophulosas.rhro-
depositos de mos
feo do estabelecimeiito Jos Joaquim da Costa Pereira, com quera
entender para qualquer obra.
os pretendentes se podem i las,a 3?> cllilas franczS 2S0
' inglezas
Vinlio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmiios&C., ra da
Cruz n. 10. cnconlra-se o deposito das Lem co-
ntiendas marca dos Srs. Brandenburg Frcres.
u dos Srs. Oldekop Mareilhac 4 C, em Bor-
deaux. Tem as seguidles qualidades :
De Braiideiiburg freres.
SI. Estph.
Si. Julicn.
Mr.rgaux.
L i rose.
Chleau I.coville.
Chaleau Margaux.
De Oldekop fe Mareilhac.
Si, Julicn.
si. Julicn Mdoc.
leau Loville.
Na incsina casa ha
vender:
-'. ny em barris.
ttadeira em barris.
Cognac em barris quadadc fina
tac em caixas qualidade inferior.
Ccrvcja branca.
i-Vendem-se 8cscravas com habilidades e sem
Has de 15 a 40 anuos, de 800* a 1:5009, um os-
' .mi de 30 minos, bom eozinheiro, por 1.3009,
mulato de 28 annos por l::)()0s, crois al-
gtins escravos baratos que se venden), lano a
razo como a dioheiro, na na Direila, no cscrip-
torio de Francisco Matbias Pereira da Costa.
para
o. 240 rs.. dilas
a 260, 20, 200, 160 c 120 rs.,
palelols branco de brim a 45000, brim de algodao
PERFUVfP. PARA crKnADte a 400 rs. o covaon, gollinhas!e manguilos a 2},
HORAS. CalCaS de brim de linho branra muito fina a 5J
j e 4^, calcas de casemira a 4?, lencos pintados
( com bico a 160 rs., colannhos de algodau a lg a
| duzia, palelols do ganga a ij500, chapeos de sc-
! da amazona a ;500, lencos do Porto para rap '
| a 200 rs., chales estampados a 3S, camisas finas '
de la a 2*200, dilas a J. meia de l para ho- I
mera e senhora, alpaca de cores para palelols a I
400 rs., cheguem a pecbiocha antes que se
atabe.
mvm
Progresso na cidade da Victoria
DE
Francisco Xaxier de Salles Cavalcante de Almeida
NO
Confeilos.
Vcnde-se confeitos de Lisboa, na <^
Loja de marmore.
a que lem adiado mais acolhiracnlonft Vende-seum moleque de idade
JlUhlico! Veil(le-se 20,OUU duzins a.e ?2 anuos, fconita (gura, com prln-
Murray e Lanman
m
m
de frascos por anuo.
cipios de oflicio de pedreiro, sadio e
Esta agua encantadora exlrahe-se das diversa'Rem ^"'"'OS : a trater na ra Real (Chora-
fZ?Jsf?-6"-".1" P"'.2 oneVonee de menino) casa n. o com porlao ao lado.
Manteiga ingleza.
Pateo da Feira.
Len e Soulo am procurar a fonte da iuventude
cierna.
D aos lencos um cheiro muito agrdavel c
refrigerante, augmenla a belleza da culis, dcs-
truindo as sardas e mais manchas que de coslu-
mealacam o rosto. Aconselliamos
debilitadas pelo calor do verao de
agua em banhos. nois tem olla a virlude de fa-
as as bolica e lojas
em Pernambuco loja
as pessoas
usarem desla
os, pois tem ella a virlude de fa-
zer recuperar as forcas perdidas pela transpi-
rara o. '
Para evitar ser engaado por fulsilicaces dc-
je-se procurar aAgua Florida de Murray e
Lanman, e averiguar-se se o envoltorio e rotulo
trazem o preDxo de Murray c Lanman.
E' fabricada osla agua nicamente pelos pro-
pnetanos D. T. Lanman e Keiup droguislas por
!f i atacado, 09 Waler Street, c 36 Gold Slreet, No-
azoiidaspor baixos precos -aa. i m*.. M
* ""de-perfumarias do imperio
Ra do Queimado, loja *^^^*j^^^c5C
de 4 ponas n. io. waixa em bcciigas esebo
Aina restam alguraas fazendas para concluir' oni p.5rs p om ramn. en? porrees e a retalho : na
a liq^iidacio da firma de Leite & Gorreia, asquaesj1
rfndem por diminuto preco, sendo entre ou-;
iras as seguintcs:
Las do cores escuras e claras, o covado
r 160 rs.
Hilas largas, franeczas, finas, a250c2CO.
Itiscados france/.esde cores Cxas a 200 rs.
Cassasde cores, bous padroes, a 210.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom, va-
ra, a ijOOO.
i', irles de eal^a de meia casemlra a 2$.
Hilos de dita de casemira de cores a G*.
Panno preto fino a 35 e 1#.
Meias do cores, finas, para homem, duziaa
1J800.
Grvalas Je seda de cores e prcias a lj.
Meias brancas linas para senhora a 3g.
Hilas dilas muilo finas a 4g.
Dilas croas finas para homem a 4g.
Cortes de colletcsde gorgurao de seda a 2$.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4J>.
Seda preta lavrada para vestido a l600 c 2S
Cortes de vestido de seda preta lavrada a Gg'
Lencos de chita a 100 rs.
Laa do quadros para veslido, covado, a 500.
Peilos para camisa, um, 320.
Chita francesa moderna, lingindo seda, covada
ra 400 rs.
ntremelos bordados a 200 rs.
C-imisetas P'ra senhora a 60 rs.
Hilas bordadas finas a 2J1500.
Toalhas de linho para mesa a 2j} e 4$.
Camisas de meia, urna 40 rs.
Lencos Ue seda para pescoco de senhora
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
cas a 56000.
Corles de calca de casemira preta a 6.
Chales de merino com franja de seda a 5JL
Cortes de calca de riscado de quadros a 800 rs-
Merino verde para vestido de montara, cova-
do. 1280.
Lenros brincos de cambraia, a duzia, 2L
Vende-se um escravo mo?o do 25 snnos,
ptimo meslre de assucar : na ra Direila no 68-
criptorio de Francisco Malhias Pereira da Costa
n. C6.
Nova fama
Ra do Crespo, loja demiude-
zasde l res portas n. 7.
Chcgou i esta loja um rico c completo sorti-
mento de illas para cintos de senhora e meninas,
o mclhor que lem viudo a este mercado, tanto
nos seus delicados deseuhos como a ni gosto, e
juntompnle livelas para os mesmos sinlos, ludo
por baralissimo preco risla da qualidade das
lilas ; na ra du Crespo, loja de miudezas de
tres portas n. 7.
ArrozdoMaranhaoa 3^700 a
arroba, e a 120 rs. a libra.
Vende-se no psteo do Terco n. 28, defronte da
fabrica de charutos, taberna nova.
un
Na ra das Cruzes n. 41 A, vende-so a 19 a li-
bra, dita fianceza a 60rs.
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Bccifen. 38, primeiro andar.
Cha da India.
Vende-se cha da India a 2080 a libra : no pa-
teo do Terco n. 28, deronle da fabrica de cha-
rutos, taberna nova.
Vendem-sc dous melros chegidos ha pou-
co do Porlo : na ra da Senzala Velha n. 50.
Vende-se um boi manso proprio para car-
raca por estar acoslumadoao pasto eservico des-
la ciilade quem o pretender, dirija-se a raves-
sa do Arsenal de Guerra n. 1, taberna-
Na ra da Cadeia do Recifc, primeiro andar
n. 28, vende-se :
Pelles de cabra coalidas.
Vaquetas de boa qualidade.
Couros de bezerro corlidos.
Sola franceza milito grossa.
Parlaba de mandioca.
No mesmo esmplorio vendem-se toalhas e
lencos de labyriiilhos, c charuteiras linissimas
de palha do Chile.
ELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama
do fabricante Roskell, por pregos commodos,
e tsmbemtrancellinse cadeias paraos mesmos,
deexcellente zosto.
Vendem-se saceos com muito bom
farelio de Lisboa cora 96 libras, a 5 o
83CCO : 11a ra do Crespo casa de Si-
queira &. Pereira.
Vende-se
sal do Ass de superior qualidade, a bordo do
iiiate 'Santo Amaro:
r Loja de marmore,
I Ra Nova.
*| Paria & C. avisam aos seus numerosos
| freguezes eao publico em geral, que re-
g> cebendo por todos os paquetes fazendas
Jfc de modas, acabam de receber entre mui-
^ los argos o seguinle :
M Vestidos ricos de blond para casamento.
P Ditos de gorgurao de cores, tecidos cora
velludo em alto rclevo=a duqueza de
Comberland.
Ditos brancos bordados para soire.
Uito6 ditos de cambraia.
Ditos de cores de phanlasia.
Ditos de cores de moiranlique.
Manteletes, diales ronds e peregrinas Sj
K de velludo egrosdenaple prelos.
Bournus de cachemira de cores e de se-
da de cores.
Chapolinasde palha de Italia e seda.
Calcado .para senhora do afamado fabri-
cante Jolly.
Hilo para meninos.
Casavcqiic de l para meninos de ambos
ae os sexos.
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial,
junio a fabrica_de sabao, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao de folhas
de znco, ja preparada para lelhados, e pelo di-
minlo preco de 140 ts. a libra.
. =,}cn^-se a *$ lala do biscoutos e bollos I
de sooa. ,20 rs. a libra de velas de espermacele,
a 1#280 a libra de manteiga ingleza ir j da
nova safra, vinho Bordeaux engarrafado o mais
tino que pode haver a 500 rs. a garrafa, ervilhas
muilo novas a 120 a libras presuntos a 400 rs.
a manteiga franceza a 600 rs. e oulros gneros que
tem vista do comprador e como sojam charutos
viudos em direilura da Bahia para e6te estabcle-
cimenlo o que se vende por menos do que em
nutra qualquer parte : na praga du Boa-Vista n.
16 A.
Vende-6C vinho bom da Figueira e de Pra-
les a 400 rs. a garrafa, c em caada a 3$000 ; no
Rccife. taberna n. 102 na ra da Senzala Velha,
esquina do becco Largo.
Vendem-se saceos de milho de 26 a 28
cuias a 5800, e a cnia a 280 ; no pateo do Terco
i\a villa do Cabo.
No armazem do Machado vende-se milho de
superior qualidade, em saceos de 2i cuias, pelo
commodo prcrode 850 sacco ; assira como car-
ne, bacallio e lodos os gneros de desponsa,
pelos mesmos precos do Recife.
Pechincha.
Vende-se manteiga muilo superior a 960 rs. a
libra, dila franceza a 720 a lib^a, loucinho de Lis-
boa a 360 a libra : na ra larga do Rosario n.
50, quina que rolla pan a ra eslreila do Ro-
sario,
Vendem-se
Relogios de ouro.)n .
Seliins instes.. .la,enlc-
Noescriploriodo agente Oliveira.
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos paracamisas,
Riscoutos.
Em casa de Arkwight & C, ra da
Cruz n. 61.
O proprietario deste estabelecimento, como se acha com um grande o completo sorti- W
ment, tendente 3 molhados, ferragens e miudezas convida porlanto a todos os moradores IP
desta cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores queiram mandar suas ^
encommendas no Progresso do pateo da Feira, pois s ah encontraro o liom e barato, fe
rg visto o proprietario estar resolvido a vender, tanto em grosso, como a retalho, por menos S
1^ do que em oulra qualquer parle como sejam : %
Latas de marmelada de 1 2 libras a 1400, fiascos com differentes qualidades de doce pf
por 2?000, latas de soda contendo nove qualidades a 29000, azeitonas muilo novas. |S|*
M j/assas de dilas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2.>000 rs. a garrafa, licores
jg francezes de lodas as qualidades, champanbe, conhaque de ditas, lou^a fina, azul,pintada,
m e branca de todos os padres, ameixas em compateiras e em latas a 157000 rs. a libra
t| latas de peixe de posto por 2#000 rs., banha de porco refinada, araruta, latas, blacbi-
K nha ingleza, biscoitinbo, eoulras mais qualidades de massas finas, massa de tomate em
H lalasea retalho, letria, macarrao, talliarim a 800 a libra, verdadeira gomma de araruta,
H| insenso de todas as qualidades, espiritov de cravo, canella, e alfazema, verdadeiros pentes
^ a iroperatris, e de tartaruga de 9;>000 a lStoOO cada um, tranca e franja de seda, fe-
M cbadoras de broca, pregos em quantidade de lodos os tamaitos e qualidades e oulros
B muilos objeclos que por se lomar enfadonbo deixa de os mencionar,
mmm
5^5 mulheies, hipocondra, venreo, etc.
Pilults reguladoras de Rad-
way
para regularsar o systema, equilibrar a circula-
Ciiodosangue, inicuamente vegelaes favorave.s
era todos os casos nunca occasiona nauzens ne
dores de reir, dses de 1 a 3 regnlarisaro, do *
a 8 purgan. Estas pilulas sao efficazes as afTec-
jocs do Bgado, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
H digestao, e era todas as enormidades das mo-
^ Hieres, a saber : irregularidades, fluxo, re!,:r-
g coes, flores brancas, obslruccoes, histerismo, ele,
g sao do mais promplo efTeilo na escarlatina, ebre
^0 biliosa, febre amarella, c em todas as febres ma-
^3 ignas.
& Estes tres importantes medicaraenlos vem a-
^ companhados de instrucrors impressas que mos-
ej tram com a maior minutiosidade a maneira de
^' applica los em qualquer enfermidade. Estao ga-
rantidos de falsificacao por s haver venda do
armazem de fazendas de Raynuindo Carlos Leite
& Irmio, na ra da Imperalriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco.
Sndalo.

Reccbcu-sc novo sorlimenlo de bonitos
lcques e braceletes de sndalo.
Loja de marmore.
Qiiarlinhas da
Bahia.

Tachas e moendas
Braga Silva & C.lera sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A.ura gran de sortimento
de tachase moendas para engenho, do mullo
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou narua do Trapiche n 4.
Grammalicaingie-
za de Ollendorff.
Novo melhodo para aprender a lr,
a cscrever e a fallar inglez em 6 mezes,
obra nteiramonte nova, para uso de]
todos os estahelecimentos de nstriiccao,
pblicos e particulares. Vende-se na!
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar."
Farinha de mandioca.
! Vendem-sc quarlinhas da Bahia a 8$ o cente, e
100 rs. cada urna, sem deleito : na ra das Cru-
zes n. 1 A
Vende-se farinha de mandioca, superior quali-
dade, viuda do Maranhao, pelo hiate Rosa* e
brigue escuna Graciosa : nos armaxens de Ma-
chado & Dantas e Antuncs Cuimaraes & C, no
Forte do Mallos. lar"0 da Asscmbln.
A 2^500.
Q"cijos flamengos muilo liescaes \indos pele
ultimo vapor fraucez, c vendem-se a 2<'Dli0 ni
praca da Boa-Vista n. 1C A.
Relogios
Suissos
AlleflfJo.
vende-se ^e-
rinlios dt su-
GRANDE SOBTIJEMO
Na ra de S. Jos taberna n. 2
eros muito baratos como sejam :
porteros qualidades a 560, 640, 800 e 1 a
rafa, presuntos a 480 rs: a libra, chouricas .-.
560 rs. a libra, manteiga ingleza flor a 1J2I
a libra, queijos muito no vos pelo proco do trapi-
che a 250l) cad-i um, superior assucar branco 3
180 rs. a libra e 5$300 rs. a arroba, dito masca-
vadoa 120 rs. a libra e 3gi00 rs. a arroba, doce
muilo tino do guiaba a 600 e a 1$ o caixao cl-
hvson e perola a 'isKO e 2#560, queijos do sor-
'ao muilo [rosco a 800 rs. a libra, e oulros raui-
tos gneros que ror enfadonbo se deixara de
mencionare mais baialo do i|ue em oulra ual-
quer parto.
Contina a vender-so queijos novos rindo!
; no vapor francez : no pateo do Terco n. 28, de-
fro'.le da fabrica de charutos, taberna nova".
Em casa de Schafleillin 4C. ra da Cruz n.
38, vende-seum grande e variado sorlimenlo de
relogios de algibeira horisonlaes, patentes, chro-
nometros, meios chronomclros, de -auro, prala
dourada cfolhoadosa ouro, sendo estes relogios
dos pnmeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
aeao por procos razoaveis.
Fazendas eVouna feila 4 lfh ari,il
j, ""< \ende-se continuadamente saceos com.
Vende-se_ continuadamente saceos com farel
milho e farinha de mandioca por preco mais cui
conla do que em oulra qualquer parle ; na ra
do Ftangel n. 62, armazem.
JOaqUim RodriglICS lavares de Mello Vende-ae doce de guiaba da casca, o q.e
pode haver de melhor nesle genero : na ra Ct
RA DO QL'EIMADO N. 39 i llongel n. 02, armazem.
Vende-se una porcao de rourinhos de ca-
fe
NA LOJA E ARMAZEM
PF.
EM SIA LOJA ni: QI'ATRO rOKIAS.
Em casa de N. O. llieer & C ,
successores, ra da Cruz n. 4, vende-se
Vinho Xerez em barris.
Ciampanba em caixa de 1 duzi
> bra cuilidos, por proco muito barato ; na ru9
Tem um completo sorlimenlo da roupa feila, "ngel n. 6-2, aimazem.
e convida a todos os seus freguezes e lodas as
pessoas quedesejarem ter um sobrecaseco bem
feito, ou um calc,a ou collele, de dirigirem-se a '
este estabelecimento que encontraro um hbil
artista, chegado ltimamente do Lisboa, para,
da I desempenhar as obras vontade dos freguezes.
te Santo Amaro: a tratar com Caetano Cy- 28 dofrnnVp a. f.hr a P.
naoo da C. M.. no lado do Corpo Santn. 25, se nov7' '" do chnrulM ,abefDa
. undo andar. lMW'
Atleaco.
Vendem-se doces seceos de caj, lirao, mara-
cuj e outras qualidades, e de calda, peto menos
preco, tambera se fazem bandejas com bolinhos
de armacao o rasas, do melhor gosto, quo servi!
ram no baile de Sua Magestade, fazem-se bolos,
pao-de-l, alfiuins, coroas, capellas, coraces
com lelreiros, flores para enfeites de bandejas e
bolos, arranjam-se comidas diarias para qualquer
.....-------- pessoa, por commodos precos, fazem-se ialas de
on J qi"n C"" L"!. ou ao paleo do Ter- substancia e dilas de arac ; no sobado da ra
negoefo Oandar,derOnUdOn'40'quesef3rt Pir-eila n- 33 defr0Dle apadaria do s-Jos
* I LUIZ.
Vendem-se duas grandes carrosas de duas
rodas, muito fortes, toda construeco de sicup-
ra, sao novas e proprias para engenhos, e para
qualquer servido por pesado que seja, trabalha
com urna e mais juntas de bois, oplimas para
conducQo de lenha de fonos ou caplm, etc., po-
dem, bem a vontade, com 20 a 25 saceos de as-
sucar, e ptima para condueco dos assucares da
estarn das Cinco Pontas para o Recife ; quem as
pretender, dlnja-se ra dos Pires, silio de Ma-
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C e Wheeler & Wilion.
Neste eshbeleci-
menlo vendem-se as
machinas destes dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, c responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranca :
no armazem de fazendas
do_ Raymundo Carlos
Leite & Irraos ra da
imperalriz n. 10, amigamente aterro da Boa-
Vista.
Vende-se urna negra fula, bonita figura,
moc9, coznha, engomma snflnvelmenle e costu-
ra, e lavadelra, e quem a comprar se dir o mo-
tivo por que se vende : na ra do Brum n. 16 ar-
mazem de Manoel Jos de S Araujo.
Aos Srs. propriearios e
capitaes de navios
Na loja do Prcguica, na rna do Quoimadon. 2
ha para vender fazenJa de laa propria para ban-
deiMs e signaos, pelo baralissimo preco de 300
rs. cada covado. "
E' baralissimo.
Na loja do Preguca, ra do Queiraado n. 2
vende-se chaly e merino liso de todas a* cores
prnprios para vestidos de senhora e roupinhasde
meninos a 300 rs. o covado, chalys matisndos de
diversos e bellos padroes, o mais moderno possi-
vel a 640 rs. o covado, angelina de seda, de deli-
cados padroes a 720 rs. o covado, chales de lo
estampados a 2500 cada um, capas de panna
azul muilo lino, bastante largas, propriis para i
vigaens a 16# cada urna. > v 9
de superior qualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
Vermouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Ac de VI115o
Brilhantes de todos os tamanhos.
Escrayos fgidos.
100^; de gratificado.
Fugio do poder dos abaixo asignados o seo
acreditada marca Farre S C-, vinho J tem um grande sortimento de palilots de ca- 0SCrdV0 crtoulo de nome Itomao, de 20 a 22 an-
semira cor de rap oulros oscuros que se ven-; J"*** L^TL^rf^JB'e'm
dema 1?5, oulros de casemira de quadrmhos, urna das macas do rosto, quando falla parece
da mais fina que ha no mercado a 165, ditos i rir-se, e tem as pomas um pouco arqueadas ; le-,
de merino stima 125, ditos de tlpaka muito j y,?u, cal-a de panno azul- cl'apo "de palha do
rm... di-r ..*;k*. m, i sasaasars srjss:
ditos de panno fino a 2(1, 2o>, e 30*. sobre- por ser boleeiro; provavel qne se refugi na
casacas francezas muito bem feilas a 35*, cal- povoacaodo Barro, onde j foi visto, e consia
cas feilas da mais fina casemira a IOS, dilas de q"e 8,,j ,em por coslum(' "iaitai urna mulhcr, a
brim e de fusio por PreCo commodo um grande [ T^o ^Xl^Ttr, ^TcV
sorlimenlo de colletes de casemira a 5v>, ditos de de seus senhores na ra da Cadeia do Recife nu-
oulras fazendas por prego commodo, um grande mero 12.Bailar & Oliveira.
sortimento de sapatos de tapete de gosto muito I Fugio no dia 15 do corrento urna preta de
apurado a 25?, ditos de borracha a 2JJ500, cha-1 na?r, Cosla- de nome Isabel, baixa, muilo preta,
! pos decaslor muitosuperiores .16. ditos de se- \ tT^nTAlS^o^L?^^T
Neste estabelecimento continua a haverum;"?' ds neltioresquetem vindo ao mercadp a 10, i vo cor de rosa, panno fino preto, tem sido vista
comapletosorlimento de moendas e meias moen- ,e so1- 'gIeZtS a '* ditos muilos bons a Pr a bandas da rlbeira e Pocinho : roga-e a
aatr.rSO9,i,n nv,;= h .-. 12?, ditos francezes a 65, ditos grandes de pan- ; 1ua,Tiei' pessoa, polica e pedestres a sppre-
a engenho, machinas de vapor e taixas no a ^ um ^^ ^J ^ ^.P^ l heda; e loro* roa* Cadeia Velha n. Pqe
roS ;.ti^nr"dM; 6 en?fe meS mU, F^ no oia 17 d0 correnle es"'" Im-
proprio para collennhos de meninos e Iravesse- moaldo, crtoulo, cor bem prela e idade 20 annos.
Para CanCa. ros por prego commodo, camisas bordadas que sem barba, cabello rapado de pouco e com a mu-
Vendem-se sapatinhos de 15a para cranca a servem Pra balisado de criangas e para passeio "beca da mo dtreita torta para denlro, caira de
listra e camisa de quadnnhcs roxo claro, chapeo

FJMHClO LOW-MOW,
Ra da Senzala Itova n. 42.
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para dt
Cevada nova.
Vende-se cevada muito ora chega-
da agora de Lisboa, por commodo pre-
ce
n.
de Dos.
Queijos do
do serto.
Vendem-se na ra do Caldereiro n. 91.
res qualidades a 1003?, que j se vender ra a
1501, capotinhos prelos e manteletes prelos de
ricos gosios a 20, 25$ e 8050, os mais superio-
: no armazem de Manoel Joaquim rescl'lesdecasemra estampados, muito finos, a
Oliveira & C, na ra do Codornz|8ea 10, loalhas delinho de vara e iresquar-
n. 18, em frente a traveia da Madre *V!2!LT? s"Perio/8S a **>/,las
A ni I Par? ros, .de lm,l a '* cimas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como dars a
| 2C0, 280, 320, 400 e-440 rs. o covado, ricas
casemiras para calca, colletes e palilots a 45> o co-
vado, e um completo sorlimenlo de ouiras fazen-
das, eludo so vende por preco baralo, e que nao
i possivel aqui se poder mencionar nem a quarta
parte detlas, no enlamo os freguezes ebegando e
1 qoerendo comprar nao rao sem fazenda.
reslinho de chales de loquim a 30, cortes de | nos, Sem barba alguma, estatura e corpo re,
vestido de seda de cores muilo lindas e superio- res, e tem gancho no pescoco, levou camisa e
calca de algodao azul, c um s'acco de bordo com
roupa; este cabra tinha fgido ha lempos, e foi
preso no mesmo dia em que tornou a fugir: pe-
de-se a lodas as autoridades policiaes e carilaes
de campo a sua apprehensao, e leva-lo ra da
Cruz n. 8, ou na Capunga, que ser bem recom-
pensado.
Fugio o escravo de nome Cesario, idade de
vinte e tantos annos, pouco mais ou menos, es-
tatura mediana e reforcado, bons denles c lima-
dos, cabra escuro quasi negro, barba na ponta de
queixo, olhos avermelhados. pernas um pouco
arqueadas, filho do .Sobral (Cear) ; porlanto
roga-se aos capitaes de campo, s autoridades
policiaes, e qualquer pessoa que o possa encon-
trar, o apprehcndam e o leven) a sua senhora, no
caes do Ramos, sobrado encarnado, que sero
gratificados ; e se protesta contra quem o livor
acoutado em sua casa,


(*)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FEIRA 23 DE JULHO DE 1860.
Liitcralura.
moio tle machinas, e instrumentos apropnados, |
que o progrcsso lem descoberlo, pode facilitar o
Irabalho, o por eonsegninlo multiplicar as plau-
laees, e colhcr-ihe com mais vantagem os fruc-
tos ; porm, estas machinas, e estes instrumen-
tos suppnro a (alta das ebuvas ? Ninguem du-
A fome.
i
D'entre todos os castigos com que Deus punej vida que os colonos podem augmentar numero
os peccados humanos, n fume o peior de todos,! dos agricultores ; mas tambem certo que antes
porque nffecta a lodos ; ninguem tica isenlo dos j delles colherem squillo que plantarem, lio de
terrireis etfeitos : a secca ou a falla chuyas' comer do pouco que tiverraos, o a fome augmeu-
v n que a ierra nada preduza; os fruclos ral- tara.
s cullieilas cessam, fome cresee, os vi- nao existem enlre nos tantos vagabundos,'
morrem ; os mesmos brutos animaes pe- ,lanos preguicosos, taas pessoas emflm ociosas,
o denham pela falta dos pastos: lano que podan) ser emprogadas na lavoura, mas que
ju-lo, quanlo o peccador; tanto faz ser un vivera mendigando pelas portas, c outrosda ;
eme como culpado ; todos experimentan) o rapia ? muilos desles, sao mocos e robuslos, c
flagello. i porque gozam da liecuca, nao procuran) su a sub-
A guerra un grande mi, mas ncm lodos sof- sistencia por um honesto irabalho ; quando to-
o sen estrago ; turnio peior que a guerra dos poJiamser obrigados por una polica rural el
le, mas neta todos participan) do seu conla- vigilante a plantar annualmenle as tarefas que
: nori'm a fome, ninguem, absolutamente niu-; Ibes fossem marcadas, de
guem deixa de experimentar o seu rigor
II
Lin todos os cantos do Brasil, s se ouvoru, ha
os esta parte, os clamores do povo pela
itia dos gneros alimenticios, pela escasees
d colheitas, pela secca que ludo devora ; ou por
"binas desproporcionadas, nao vindo ellas nos
s graos, ou legumes
apropriados aos terrenos, mediante algumas pe-
nas fulminadas aos que|nio cuniprissem essa obri-
gaco ; privilegiaudo-se oos Irabalhadores com
algumas garantas, como isonco de alguns tri-
butos ; eslipulando-se o razoavel quantitativo de
[rucios ; que deveriam dar aos dons e proprieta- :
nos dos terrenos que cullivassem. Urna lei nes- '
seus lempos regulares pois Deus, pela impieda-j le sentido, e que fosse fielmente exceulada, lal-
vez ronviesse ao Drasil, e poderia ser de muita
ue des homens, lano os castiga com o fogo_
;i falta da chova como cora a abundancia
dosia (t). Os governos, e os parlamentos go-
i a e provinciacs, lodos se oceuparn a ostudar as
is de lo grande nial, no intuito de remove-
u remedia-lo, ou remedia-lo : tem so atiri-
ulilidade.
Pois nao ser a preguica, e a occiosidade, que
fazein multiplicar os Crimea '? A islo sirva de
prova o que se observa pelas margens do rio S.
Francisco, cujos habitadores pobres, vivendo da
a taas causas quanlas sSo as opnies> pesca, desprezam cultivar aquello terreno, alias
di i. mena ; mas ludo baldado, porque a un-! iao frtil; (3) e como nao teem cm que se em-
ca e verdadeira causa, o poetado, e nao podem j peguera, estSo semprc predisposlos a rommeite-
os homens suspender os castigos da divindade, rem (aquelles que sao vadios) todas as sorles de
quando esses homens nao se humilham, nao re- crimes, contra os proprietarios e f.izendeiros da-
retrocedem de sen obrar, enem nicsmo reconhe- : quellas paragens, que nao pacluara con os Ti-
ce ra os acoules da divindade, para procuraron
ir a ira do co por nieio da contrieso, e
i.i verdadeira penitencia.
i a a fome os ricos ficam pobres ; os pobres
; miseraveis, o os miseraveis morrem ; sirva
de i rova os lugares onde a torne tem assolado ; e
cios desses preguicosos.
E os colonos sem esla polica rural, que os obri-
gue a Irabalhar, nao ficaro lambeni em um esta-
do de iDacc&o, seguindo o exemplo dos nossos
proprietarios? Se as nossas leis conceden) a pro-
-o a infeliz comarca do liio de Conlas ; cau- priedade do terreno devolulo aos colonos estran-
sa o'-, ouvir-se contar, e mais compungido sin- geiros, como nao estende omesmo favor aos na-
da, : |ucl!e que mesmo observa o v, os queixu- cionaes? muilos destes, vivera na miseria, nao
mi -, os gemidos o o pranlo de um povo affiicto,! possuindo um pequonino lugar cm que facam sua
. ido pela falta do alimentos, c-scm recursos ; ; morada.
esperando s o termo do sua existencia, visto que Essa liberdado tao decantada, que tudo ofiVrcce
nem lo los podem se emigrar, para onde possa 00s osirmhos, mullas vezes ingratos, nao querc-
Dnlarcom seu sustcnlo ; as providencias do go- rj librralisar-se com os indigentes nacionaes ?
o reconhecemos, e i Porm, talvez, que o favor aos colonos eslran-
porcm cssas pro-
lodos. S Deus
verr.o valem de muilo ; nos
II lanos sinceros louvores
vid ocias nao podem salvar
remediar o mal.
III
Os homens esludam a causa do mal, mas nao
m confessar que a justico divina pnnindo |
geiros seja por se rem elles anli-calbolicof,e per-
tencentes comraunho do scitas heterodoxas,
visto que os oossos polilicos lano propendem
para o protestantismo ; mas por islo mesmo que
pesa sobre nos o castigo da divindade.
Deus infinitamente usliceiro ; o se Elle nao
os c ssos peccados; o por isso lodo o seu traba-! deixa sem premio as boas obras ; tambem jamis
baldado-, porque : nao ha sabedoria. nao ha deixou sem ca.-ligo os povos que despresam sua
prudencia, nao lia conselhos contra as ordeus do, santa '
ir {2J. Di/.em uns, que as nossas semenlos-as*ira
. io degeneradas ; que nos faltam machinas eJ r
i.....Jo de lavrar a tena ; o por isso as colhei-
Is sao mesquinhas ; querondo que o mal prove-
nha deslascausas :dizem oulros, que a fome pro-
... '.i falta de bracos na lavoura, e por isso ac-
i i.i e aconsclham a colonisacao como medida
salvadora : cm contraposicao estes, dizem ou-
. 'iue necessaria a emigracao dos habitan-
tes desses lugares, onde a eslerilidade lem feito
le, c perseguem a sua eg
o atiesta : examinemos
reja. A historia
os nossos feilos,
(i Nao s no rio de S. Francisco, mas lambem
na comarcado Rio de Comas existem muilos pre-
guicosos : os bruaqueirossao distinctos dos lavra-
dores, assim como as larras diamantinas, sao
distinctos os capangueiros dos garympeiros. Os
garympciros exlrahem os diamantes, que sao
comprados pelos capangueiros quo os revenden)
por maior proco, o vivero, desteemprego : assim
oVseus etMlsrpoisUa gg1merac8o de povos" 0i bruaqueiros comprare, os maniimenlos dos la-
na 6 numero dos consumidores dos gene- | "*> para revendern de fon em fon, sem-
pre por alio preco, alera da diminuicao do peso,
ros alimenticios, o por conseguidle crosce a fo-
me o nem c nova essa idea de emigracao por
sa da fome, quando sabemos que na grande
rilidade havida no anuo 27O da creac&o do
mundo, e 1298 ailes do nascimenlo deJesus
Christo, Elimelech se vio obrigado a emigrar-se
i um toda sua familia, do Uelem para
1 icedemos ;>i<: certo ponto aquellas cu
c da medida de ludo, visto quo esles ociosos e
verdadeiros monopolistas nao tendo oulro nieio
de vida querem ganhar dinheiro a todo alcance,
e por isso vio do porta era porta dos lavradores
olYereconio sempre accrescimo no proco correnle
nii;i ,u-se : P s *
Moib (31 Para lere,n preferencia na compra dos gneros ; e
tusas co- da4u' provm a caroslia : quando se os lavrado-
mo'sewdariasi ms"quermos"qea causa pri- res expozessem seas gneros no mercado por sua
,1 sejam os nossos peccados. onl8- ",rt su os consumidores compraran) mais
Sentimos profundamente que ? inhabilidade de baral- com. e8?e8 sesmos lavradores nao sof-
-i |i mi,i, nao possa demonstrar cabalmente a
falla de conhecimcnlos, mas se cada um
que cntende, soja-nos permiltido tambora
d amos o que entendernos, confiados em que
;>s devem tur a paciencia e a prudencia do
frenara as linlaces de mullos bruaqueiros, que
ihes coenprara liado para nunca mais pagaren).
Nao precisaramos de colonos, se tantos bracos
ociosos que temos enlre nos, fossem obrigados a
Irabalhar na lavoura. pois o nosso terreno e to
ir aos ignoramos, para inslrui-los, e afasia-Ios '">. .UB podomos avancar sem receio de errar,
i en is.esclarecendo-oanos pomos em que el- I"6 a l,,;,nli":au de um so hornera, sustenta amis
- i confundem : portanto, comando com a in-'do cem : Pareer. agerado este calculo
. dos entendidos da raaleria, passamosa quem considerar que lodos os moradores da ci-
illir nossa humilde opiniao, no desojo de des- l dad0- v,llas, e P'V'0"-OS ,?ada Panla i aJ",n-
inar a verdadeira cansa da fome. i ,10,1'-se *** oJ"" '>iiheres c meninos ; to-
jy dos os negociantes ; e os que viven) de suas n-
Kinguem duvida que a cultura do terreno por d*,as. empregos e ofT.cios mecnicos, e cnlao
._________________;_______________________'__ ver-sc-ha o pequeo numero de bracos emprega-
I Sibedoria cap. 10. v. 1(. I dos na lavoura; oassira raesmo nos lempos rc-
2 Proverbios cap. 21. v. 30. guiares, ascolheitas chegam para a alimenlaco
Ruth. cao. i
que nos convenceremos das causas da colera di-
vina, e concluiremos que a fono effeito de sua
i uslica.
VI
, Quando nos antigos lempos os homens dcixa-
rara o cullo do verdadeiro Deis para cahirera na
idolatra, dislinguio-sc o Egyplo ras adoraces
de suas detestaveis divindades, Deus o castigou
cora aquella horrorosa fome, sobro a qual se ex-
prima o predilecto lilho de Jacob dizendo : quo
a eslerilidade faria esqueccr abundancia passa-
da ; que absorveria a grande)a da abundancia ; o
enlao aconselhou ao rei o estabelecimento de ins-
pectores era lodos os lugarts, que recolhcssera
nos celeiros pnblicos a quima parle dos fructos
nos annos abundantes, para poder na fome soc-
correr oo povo. (5)
Quando Acab reinando sobre Israel, nao se con- j
tentando s com cahir na idolatra, anda se ca-
sou com a impa Jesabel, a qual multo se alegra-1
va com mandar malar o estrangularos prophciasl
do Scnhor, favorecendo aos arievinhos e supers- :
liciosos seguidores de Belial, Deus casligou esse ,
reino, com urna eslerilidade tal, que a fome era
.extrema era Samara, e o mesmo rei, se vio obri-
gado a perigrinar cm procura de regatos, e her-
vas para ao menos salvar a vida de alguns dos
seus animaes ; visto que poi es paco de ires an-
nos e nieio, nao choveu urar. s gala de agua ;
(6) e se quizesse o grande Elias, lodos geral-
menle seriam morios pela fome, ou consumidos
pel'o fogo do co, assim cono o foram os falsos
prophelas.
A fome nao lem lci, nao conhecc virtudes, nao
ama a ninguem, e perverle )s raesmos insliuc-
tos da natureza.
Quando os Israelitas, depoii de seu capliveiro,
se viram oppriraidos da lome, poslo que tvessem
um governador providente e caritativo, assim
mesmo concertavara entre si : vendamos os nos-
sos Albos o Ulnas para podermos compar o ali-
mento afim de vvennos! liziam oulros : em-
penhemos os nossos campos, vinhas c casas para
lermos trigo durante a fome. 7) E que lernveis
cousas nos diz o Senhor por bocea do prophela
Ezequiel, quando repreheodendo as abominarles
do povo assim se exprime !:
Por isso os pas comoriio a seus filhos no
meio de ti, e os lilhos comerira a seus pas, e eu
exerecrei os meus uizos. (8)
Para nao amontoar cllaces, lembremo-nos,
.-uniente que durante os qualro mezes do sitio de
! Jcrusalem por Tilo no anuo do Nascimenlo de Je-
sus Christo, os viveros faltar.imde lal modo que
os habitantes da cidade depois de comerem as
, cousas maisimmundas, passaram a carne huma-
: na, e algpmas mies, para prolongar mais alguns
das de sa existencia, passarun a comer seus fi-
lhos E segundo Jozefo niorreram neslo sitio
mais de um milhao e rail Judoos, c o mesmo Tilo
I nao pode deixar de dizer :
Eu s tenho sido um mero executor das or-
! dens do co, contra um pove que c o objecto de
' sua colera.
Fallando da impiedade dos homens, contina o
raesmo Esoquiel: (9)
Um terco dos leus mnrror do peste, e ser
consumido de fome no meio de ti, o oulro terco
I dos leus cahir morlo ao lio da espada em tu
circuito': quanlo porm a outro terco que le res-
| tar, eu espalharci a todo ver.lo, e seguirei alraz
> delles com a espada desembainhada na mo.
Ora, porque causas castiga Heus desU forma to
; terrivel a seu povo ? A' islo responde o prophela
Aggeo :
E' porque est deserta a casa de Deus, e ca-
da um s cuida de sua propria casa : por isso
que foram prohibidos os eco; de darera orvalho
; sobre vos, e a Ierra foi proubida de dar o seu
I gormen : e characi a secca sobre a Ierra, que na-
da prodnzir, ele. etc. (10).
Ja muilo untes desle prophela, nos tinha ad-
I vertido o Senhor no Levilico : que guardasse-
1 mos os das santificados, e os seus preceilos, que
I Elle nos encheria de todos os bens; choveria nos
! de idos lempos ; a Ierra e as plantas dariam graos
; e fructos cora abundancia ; e nos defendera de
| todos os males : mas com a violacao de seus
j mandamentos, Ello mandara a indigencia, um
I calor abrazador que dessecass! tudo ; que dt-bal-
; de a torra seria semeada porque os graos c plan-
' tas nada produziriain. (11)
Deus indignado contra Jcrusalem, prometi
acabar o povo com a fome. com a pesie, e com
| a guerra, e diz que a Ierra licou desolada porque
nao vcio a cliuva. os lavrador.js so confundirn).
E adverle que nao valen) as supplicas e peniten-
cias ficticias. (12) Porque na verdade Deus sabe
do coracao de todos, e s lhe satisfaz as lagri-
mas do verdadeiro arrependimento, e o proposi-
to de servi-lo sinceramente. Estabelecidas e
demonstradas eslas causas por que Deus cosluma
castigar os vvenles, cora a guerra, com a peste
e com a fome, vejamos agora si nos temos me-
recido esses castigos do Senhor.
VII.
So entre nos tem Iiavdo, como j hoiivo na
Franja, deputado que no seio d'assembla aflir-
masse que nao contiena oulro Deus senao a sua
propria razo ; comtiido temos tido alguns, que
mostrando sua poucu f, sua tendencia para o
scisma o iunovaces religiosas, e sua m von-
lado, nao diremos odiosidade, contra a discipli-
na da egreja, leen) espalhado suas ideas anti-ca-
t'i'lici-, e infiltrado no coraco dos fiis pc3si-
nas doulrinas. Dcputados q'neafGrmam no par-
lamenlo, que a fome ea peste nao sao castigos
da divindade. Dcputados, que para mais avil-
lar e ridicularisar o clero, pretendern) lisongear-
Ihe, apoiado a proposla da extincco do seu ce-
libato ; como se tambem j estivesso exlincta
enlre ello a virtude da castidade, c por mais in-
felicidade accresce, quo muilos membros desse
clero, pareciam aspirar essa medida. Dcputa-
dos, que atlenlando os dircitos pontificios, pre-
lenderara que os bispos do Brasil fossem sagra-
dos, independento da confirmado do Papa, bas-
tando a eleicao do imperante. Dcputados que
para inlroduzir o protestantismo no Brasil se
lerabraram da idea favorita da colonisacao, dando
bons ordenados aos ministros desse culto dissi-
denle ; e logo depois privilegiando, e defeoden-
do a proposla dos casamentos civis, querendo
que estes, sejam equiparados aos casamentos dos
calbolicos, pondo assim no raesmo paralello o
publico amanecbamento cora o sacramento do
No- domingos o das saulilicadus os templos
estTio deSertos, e o povo com esla negligencia
nao s viola o preceito divino de guarda-Ios, e
santifica-los ; como o preceito da egreja de ouvir
missa com aquello calamento e devo;o que o
mesmo acto inspira : o preceito do jejura, depois
de quebrantado, est quasi desusado : a peniten-
cia intciramenle despresada : e o santo temor
de Deus que o principio de todas as sciencias,
e de todos os bens, como que esl exmelo. A'
vista, pois, desla alluvio de fallas publicas, alm
das multiplicadas, c dobradas faltas particulares
commeiiidas contra Deus, e contra o prximo,
poder-sc-ha ainda duvidar, que a mo de Deus
estambre nos, enviando-nos a peste, a fome, e
talvez a guerra queja esl amcacadano sul, pa-
ra expiaco de nossos peccados?
VIH
no meio da solido, nao se ouvindo mais que os
clamores, o pranto, o susto e o desprazer ludo
porque : transgrediram as leis, mudaram o di-
reito, romperam a allianca sempilerna.
O prophela descreve fielmente o que nos esl
acontecendo. E ser por acaso o lempo da con-
summaQo dos seculos? combinen) ainda o que
disse Jess Christo : Se levantar nacao con-
tra narao, c reino conlra reino, e haver Ierre-
molos por diversas partes, e fome. Eslas cousas
naoscro mais do que o principio das dores. (18)
O mundo se lia de acabar, porm esle dia e esla
hora ninguem sabe quando ha de ser, nem os
anjos do co. (19) O certo que por toda a parte
nao se v mais que o gemido, a tristeza, as la-
grimas, perseguidos uns dos inimigoa ; contami-
nados oulros da peste ; esfaimados oulros pela
falta do alimento ; Irazom tolos
,
I
T> >r o.,o,,. ,.,,.,.11 ...i <. r e -j ""lu "" 'imeuiu ; ira/.'-m luios impreSSOS, em
l, ^^ ha1"* ^eflcam'cfenaM. sous pa,liJos 0 descarnados semblantes, o iym-
l1!0"''61"0.1uS.C,C^: a'luell<,Vasl>Ss "o "npe- bolo da dr e da affliccao que os esmaga. Aq
rio, que a historia assim nos descreve. No ul-
timo anno da perseguico houvc urna lo grande
secca que causou fome'. Esle flagello foi segui-
do de urna doenca pestilencial, que accnmmeltia
particularmente "a vista, fazendo-a perder urna
iufinidade do homens, mulheres, c infantes. A
fome havia sido tao extrema, que urna pequea
medida de trigo, valia nbverentas e cincoenta li-
bras da raoeda de Franca. Muilos foram violen-
lados a vender aos ricos seus filhos, para dilatar
um poucu suas vidas ; oulros vendiam pouco a
_ cc,ao que os esmaga. Aquel-
le que de nlguma sorte poderla remediar a fome,
vacillando entre a compaixo do prximo, e o
susto de experimentar era si o raesmo mal, de-
' seja sinceramente, e quer, porm recusa ao
mesmo lempo estender a mo de candado... (20)
Talvez que alguns espiritos prevenidos e di-
vergenles, ainda nao queiram se persuadir que o
nosso padecer seja um castigo da divindade, e
por isso negarao a necessidade de reparar o mal,
que temos feilo, retrocedendo o caminho que te-
e por phaniasmas. Cahiam no meio das'pravas,
e ras, cobertas j de corpos morios, que ne'llas
ficavam por muilos dias iuleiramente ns, sem
que pessoa alguma os enterrasso. Os caes co-
raiain muilo de suas carnes, o aue obrigou a ma-
malrimomo ; calcando aos ps a raesma cons-! ta-los, com receio de que acosluraados carne
titiiico fundamental do imperio, a qual estabo-
lecendo a tolerancia das seilas religiosas, pro-
hibiu-lhes expressaraento a forma exterior de
templo ; c agora, os raesmos defensores, e zc-
ladores dessa constituido, que despresando esta
clara disposico dclla, agradanda-se das refor-
mas de Luthoro e do Calvino, querem solemne-
menle permittir e privilegiar no imperio o cullo
publico do protestantismo. Por outro lado, sao
leis, o regul.amenlos vexatorios das liberdades
catholicas, como essa perniciosa pralica de pro-
ceder-se s eleices seculares dentro das egrejas
matrizes, sendo o sanctuario profanado e desres-
peilado consiantemcnte, excitando cada vez mais
la colera de Deus : como aquelle celebre regula-
| monto dos baplismos e bitos, sujeitando estes
actos ecclesiasticos dependencia dos escrives
desjuizesde paz. As fabricas das egrejas que
foram estatuidas por dircito cannico, sao boje
regidas enlre nos, por leis to confusas c con-
tradictorias, cpie sempre oslo cm contlictos en-
lre si e as autoridades civis e ccclesiasticas : e
como a egreja se destingue pela mansido, de or-
dinario cede aos caprichos de juizes seculares
que s querem opprimir o clero, senio por ou-
Ira razBo, ao menos para mostraren) o seu po-
dero, c a sua superioridade.
Temos escriplores pblicos, que sem a menor
refiexo, se vangloriam de escrever sobro mate-
rias religiosas, provenindo aos incautos conlra o
misero clero, lirando-lhe a torca moral, caluro-
niando-o, e vilipiando-O, por todas as sortes de
sarcasmos, detracce?, e cuntijuielias ; avancan-
do que por merco de Deus fazein bom uso da" ra-
zio que o mesmo Deus Ibes deu para com ella
guiaren) suas aeces. Como se a razo por sis,
umana, se nao damnassem. Besle modo puni
Deus a injustica, cora que se haviam apoderado
dos bens dos christos, e do furor, que exercita-
ram sobre os martyrcs, ainda depois de morios,
plicamos-lhe os remedios appropriados.
7)igara-nus, portante, agora aquellos que nos
contestan) quaes os meios de fazer chover, ou
descubram a maneira da Ierra crear c produzir
fruclos sem ser regada : nos em apoio de nossa
| assercao apresentamos teslcmunhos irrefraga-
veis, exemplos inconteslaveis ; c com isto nos
persuadimos de fazer bom uso de nossa razio.
Mas os contrarios argumentara cora vas theo-
rias, com seus sophismas, e com suas Ideas op-
postas ao principio da verdade, e por isso nunca
smente arrebatados pela uiorlc, arompaiihada
de violentas dores. Por toda a parte s se ou-
yiam ais, c gemidos. O numero dos morios era
infinito, e viam-sc acabar as familias inleiras. (15
que
lencias :
preces e as peni-
E teem para si, que nos confundem,
quando, negando que a peste e a fome sejam casti-
gos da divindade, querem que nos temos a Deus
",",' ''""" """ "" ,J,11""S "' t'Jl por injusto, visto que experi raentam esses fla-ellos
Portanto. era lodos os lempos a impiedade dos j Panto o innocente como o culpado
homens foi castigada com a guerra, com a pesie vlfr .
[Confu tiar"-se-/ifl.
com a pesl
e com a fome, porm parece quo cm nenhum I
lempo se realisou mais que agora, os vaticinios ]
do prophela Izaias, (16) quando descrevendo o que
lilil; de acontecer no lim dos seculos, diz elle :
que Deus dissipando aterra, a farimproductiva,
iicando desfallecidos os seus cultores : que seus
habitadores seriam afilelos sera excepeo de urna
s pessoa, sem respeilo a estado, a sexo, e con-
dicao, porque tanto snlfreria o poderoso e rico,
que devoravam as plantas e fructos dos Egypcios,
e com essa rapia e destruico a fome em d
progredir. Ja a falla de recursos lao grande,
que rauitas o militas familias dos raesmos lavra-
dores, eslo se sustentando com a farinha feita
do amago dos coqueiros, especialmente da pal-
meira e do nicory ; e das raices da mocunan, do
}
inanlo 0 pobre e n.iseravei; tanto o forle, como I ?"a do mall-. da b"r,Tda/1 elc: clc-: co"
1 mem assemenles do taquanl, e lhe chamam r-
pela rapia, {Vi
po-
jara que o governo temporal seja separado do
espiritual Logo o despotismo est no espiri-
tual !!! Logo nenhum hornera pode ser liberal,
porque sendo o hornera composto do corpo que
. temporal, c d'alma que espiritual; segue-sc
osera a-revelacao podesse unilormisar o cuito |qi,e provalecendo aquelle principio, impossivel
devido a Deus, de maneira que insensivelmcnle,'haver iiberdade, visto que separada a alma do
era contraposicao ao albeismo, caliera no desmo, corpo o hornera deixa de existir. por tanto para
sendo uns o oulros verdadeiros hereges, blasphe- estcs bcraes, a liberdade verdaderamente urna
mos, c impos, que provocara a cholera da divin- chimera.
dade. (13)_______________________ (1.-5) Tambem presentemente entro nos, mui-
los quo tem fgido da comarca do Rio de Con-
(12) Jeremas cap. 14 c21. vv. 7. e 9.
de lodos.
alIETlll
ORIfilNkL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
WVI
Miio.O relalorio do Sr. ministro da niar-
nha.Discusso dos negocios desla reparlico
na cmara dosSrs. dcputados. Discursos do
Sr. Peixoto do A ce vedo, do Sr. ministro, e do
Sr. Francisco de Alraeida.
viva controversia lem havido entre uns e oulros
em lodos os paizes civilisados.
As duas potencias martimas de primoira or-
dera, a Franca e Inglaterra, segucm principios op-
poslos, c pode-so pois, argumentar com o exem-
F'MiI^ W1A iITT iWI/^ po deltas era favor de um onde oulro, conforme
L." t'i' SlifiD [fA^nUli l) I 111 fl ;se queira fazer pender a balanca para um ou ou-
lro lado.
Escriplores distinctos se hao oceupado dcste
assurapto cssencial organisaco militar, com
um tlenlo extraordinario, c coro urna lucidez
quo faz racillar o espirito em tomar urna ou ou-
Ira deciso.
o A anliguidadc. como lei fatal, quo basea o
direito apenas em urna dita, nao dove ser egual-
* i raenle aquinhoada com o merecimento, quo o
Em ura ramo do servico publico, lao importan-, assenta no talento, na illustraqo, o no devola-
te, ramo a marinha, que no Brasil, to pouca al- menio causa publica. Assim se exprime o Sr.
; ;3o lem merecido dos poderos do oslado ; em j mijiislro.
cuja dirccfio nao lia syslema, nem o concurso Em these assira ; nao ha conteslaco victo-,
profissional, nao do admirar que ludo exisla por \ riosa esta verdade ; mas os abusos e erros dos
r, era que caroca de reforma a maior parte governos em que fallou o Sr. Saraiva, quando mi-
li,!? poucas cousas que se leem feito. i iiislro, em seu luzido relalorio, abusos cerros
Segunde temos manifestado cm anleriores es-1 que infelizmente sao numerosos, apresentam ura
is, esta iniliffercnca que assignalamos nao!argumento forle, que muilo prejudica o principio
hoje : ella se remonta poca mais remota, exposlo, em si verdadeiro.
si- rcrella claramente aos olhos menos porspica- Tambem era Franca houvo poca em que os
em a sua origem no predominio do urna militares chegaram ao estado de desanimo que
sse sobre todas as oulras, qual cada dia vai, actualmente se nota no Brasil. O favor e o pa-
; lirindo maior importancia, e considerando-so I tronato eram as bases ndispensaveis as promo-
para tudo, embora nao lenha cortos conheci- Qes ; os oliciacs de mrito, que nao tinham pro-
p nlos indispensaveis, que lhe nao sao peculia-, teceo ficavam eslacionaiios ; os que tinham, cm-
;'-, e nena podem ser suppridos por ligcras no- hora sea neuhuma qualitlade recommendavel,
- do administraco em geral. : indignos inicuamente de urna dislincco, subiam
D'ahi naturalmente resulta a necessidade de': rpidamente ; o que fazia ura mal terrivel to-
nma serie nao inlerrompida de medida?, que dos.
(5) Gnesis cap. 41 vv. 30 a 31.
(6) Reis Liv. 3. cap. 1G a 1S Luc. cap. 4 v. 25,
Ep. Jacob, cap. 5. v. 17.
[71 Esdras L. 2. cap. 5.
[8j Ezequiel cap. 5'. v. 10.
(9 Ib. v. 12.
(10) Aggeo cap. 1. vv. 9 a '11.
(11) Levilico cap. 26.
13} Toda essa opprcsso que o catholicismo laJ pur causa da fome, nao lera escapado das se
solfre no Brasil, j 6 muilo ; porm ainda nao zcs, c da peste, que adquirem cm suas joma-
ludo : por motivo de brevidade, nao locamos nos- das-
sas quolidianas usurpaces que o nosso governo I (15) Elementos de Ilisl. Eccl. por urna socie-
lom feilo da jurisdicro episcopal por seus avisos, i dade_de lllcfalos do Pars, impresso do Porto
ordens, decretos, decisoes e leis: do predominio de 1793, loui. Io, socolo IV, pag. 337.
c gerencia que o mesmo governo quer ter sobre' ('&) Izaias cap. 25 pcrlotum.
os parochos em suas obrigaces cannicas- da I (17) Admira e faz confuso a todos ver o gran-
maneira inslita e desabrida com que o jornalis- j dc numero do ladros, que na comarca da Rio do
rao tem tratado os nossos bispos, por osles de- Contas executam fielmente a rapia de que falla por sua philantropia, compadecidos dos sffri-
fenderem os dreitos e as liberdades da egreja,!0 prophela: as poucas planlaces que resistirn) montos do prximo, leem soccorrido com suas
pugnando pela Bfia doutrina. etc.
por encanto grande quantidade de niel das abe-
lhas, dc sorle que vivera muilas familias disper-
sas pelos malos sustentando-se cm fruclos sil-
vestres, e com o mol das abclhas, poslo que es-
te alimento lenha causado enfermidades, como
a diarrhea que tem levado muilos sepultura.
IS) Marcos, cap. 13., v. 8.
19) Ibidem, y. 32., S. Malheus, cap. 24, v. 3G.
20) O governo tem dado boas providencias,
mandando soccorrer aos miseraveis da comarca
do Rio de Contas, onde a fome j tem feito mui-
tas victimas ; mas nem esses soccorros do go-
verno, nem a candado dos tieis podero alimen-
tar a lo grande numero do vvenles, porque
nao pode haver provideneia humana, que possa
remover o castigo de Deus. Portanto, s o mes-
mo Deus poder soccorrer s suas creaturas era
lo criticas circunstancias.
Com tudo, como semprc serve de algum leni-
tivo csse auxilio, permitan) os cos que o go-
verno contine em sua boa obra ; c uo se res-
frie o ardor da candado daquelles homens, que
E tal a mania c odiosidade quo muilos d'en-
tre nos lem egreja, que ao mesmo lempo, em
que os fiis do Brasil, lamentara os soffrimenlos
do Soberano Ponlilice, e dirigen) suas supplicas
ao co para que o supremo chefe da egreja nao
seja despojado do governo temporal de seus es-
tados, outros applaudem aos revolucionarios da
Italia, e dizem que por amor da liberdade, dese-
a secca, nao cliecaram a amadiirecer seus fruc-
tos : aiuda o milho o o feijo nao haviam desen-
volvido seus graos, j os rapias, roendo seme-
ntante aos ratos, tinham devorado al os carolins
e as vagens: a mandioca ainda sem raiz, est
sendo revolvida ; os gados dos criadores eslo sen-
regra da antiguidado ampian-ente seguida nellas ministro, que tem assim sua disposico urna
ainda peior, tem dado pessiraos resultados, pro-! arma para manejar contra qualquer official supe-
va o quadro actual, no qual se vem muilos offi- | rior ou general, que queira excluir da promooo,
ciaes que se esquivan) todo o servico do mar, ':
e ni prega ni-se smenle cm Ierra, e que, entre-
tanto, vio sendo promovidos, eraquanto que ou-
lros, quo continuamente trab.lham, nao podem
subir, porque ellos esli cima ; teem a sen fa-
vor esla falalidade do lempo, era que fallou o Sr.
lanamente reclamamos, de reformas, que
: cessar pedimos, que nao devem parecer
muilas quem com refiexo altender nossa si-
' ;5o, e que escreveraos sobre uraa reparlicao
q se ocha as circunstancias que esbocamos,
onde lia muilos erros corrigir.
Eslas palavras preliminares sao urna resposla
A quem nos chama insaeiaveis; porque pugna-
mos por urna cansa justa, nobro, c ulilissima ao
paiz, ao qual melhnr servimos assim.
J tocamos no ponto do relalorio do Sr. minis-
0 marechal Gouvion Saint-Cyr foi o primeiro
ministro da guerra que ousou por um paradeiro
esla torrente de inmoralidades, fazendo promul-
gar urna nova lei de prumocoes
Seguio-se-lho Soull, que, cm 1831, complelou
o pensainenlo dc seu antecessor. A lei de pro-
mocoes que elle expedio comprehendia ledas as
armas.
Para obviar esto inconveniente, o conde de
Rigny, ministro da marinha, promulgou a lei do i aproveitar o merecimento dos officiaes de mai-i-
ministro acta
O Sr. ministro Wanderley, ;m seu relalorio em
1856, fazia esta mesma cousiileraco s cmaras,
pcdindo-lhes que approvassein a lei proposta pe-
lo seu antecessor, com algumas emendas.
Se ha ocaesque fogem aos embarques, ha
oulros, em maior numero, qi o vivom continua-
mente no mar, com grande d; mno era sua sade,
sem que por isso adquiram vaior direito se-
ren contemplados as promecoes. Alguns c dos
mais habis, contam dezenovj annos no poslo de
Io lente, o essa difficuldade do accessos uraa
das causas de um tal ou quol desanimo, que se
observa era mocos chcios de vida e esperanzas.
Urna lei, que regule as promocoes em lem-
pos determinados, e piescrcva as suas condiijes,
dando preferencia a certos crvicos, 6 pois uraa
das primeiras necessidades da armada.
O projecto propo3to pjIo mcu antecessor!
prccuchc-la-ha, se for adoptado com algumas
pequeas ojiiondas Pelo menos cessaro muilas '
queixas e pretenc.es exageradas.'
0 Sr. ministro Saraiva, en 1858, pronuncia-se
tambem abertamenle em favor desle projecto:
O governo imperial semprc manifesiou ao
corpo legislativo o seu sincera desejo decslonder
marinha de guerra o beneicio das promocoes
animaos, de que gosa o exeicito: e pois, dea o
primeiro passo nesse caminho, com a segurancia
de que allendia urna das mais justas aspiracs
da briosa corporago da armada.
Em muilos dos relatnos do ministerio meu
cargo se tem escripto um protesto contra a de-
fectiva legislaco, que reg as promocoes. Essa
reclamaco enrgica, e que assignal.a um vicio
grave no modo de remunerar os servico*, e
navios de guerra, conforme se exigir para o ac-
cesso, urna ou outra destas condices, o lempo
que passarem as dilas comraisscs clc.
Com a emenda
cheles, porm, do
priraeira ordem contaro, se forem officiaes ge- I que, entretanto, nao avultar era orca-
neraes, como de commando dc torca, o lempo ment, como avullam despezas de luxo que'so
c como de comman-
se forem capilaes de
que nos inesmosservirem
dante do navio dc guerra,
mar e guerra.
Pela mesma forma o contaro
les dos corpos dc marinha.
Esla disposico eguala os servicos prestados
era Ierra cora os prestados no mar ; o que
os commandan-
uma injustica ; est em anlinomia com as bases raendamos a leitura de seu eloquenle discurso
em que se tunda o projecto ; demonstra urna in- todas as pessoas que leem sympathias
pela raarinha, c que, como elle, pensara
promocoes para os officiaes da armada, cm data
tro em que se falla na indispensavel providencia de 20 do abril de 1832, que ainda hoje vigora com
dc se augmentar os vencimeulos dos officiaes da as modiicac.es de 14 de maio de 1837, asaigna-
armada; agora analisaremos os diversos tpicos das pelo ento ministro da raarinha, vice-ami-
que se referem esla dislincta classe, epnnci-l anie Bosaracl.
piaremos pelo que diz S. Exc acerca de promo- Vinlo o tres annos de experiencia tem demons-
edes, poni melindroso, oque dove ser muilo me-
ditado.
trado a excellencia desla lei, em que se acharo
maravilhosaucnte combinados os dous principios
Do todas as materias que perlencem & admi- que se dispulam a preferencia.
nislracio da marinha de guerra, a que mais nos i O projecto quo actualmente se debate era nos-
"r.aQ.a, e cuja solugo cada dia nos parece sas cmaras, foi apresentado pelo Sr. conselheiro
mais dicil. Nosso pensamenlo so acauha sem-
pre que temos de escrever respeilo, receiando
exprimir urna opinio, que, embora baseada no
cs'.udo, e fortificada pela conviccao, seja ura pe-
rigo para a marinha, um germen funesto de in-
disciplina, de descontentamenlo, de dissolugo*
Tememos islo, sobretudo, em nosso paiz, onde
de ludo se abusa, onde es mais altos interesses
do oslado eslo subordinados aos interesses elci-
toraes. individuaos ; onde a bilola do mrito se
Paranhos, um dos bous ministros de que nos re-
cordamos com prazer, na sesso de 1855, o esl
moldado inteiramenle pela lei franceza.
Ello corresponda son pensamenlo manifesta-
do no relalorio de 1854 as seguintes pala-
vras:
Uraa lei de promocoes meu ver, urna
das primeiras necessidades da armada.
As disposices vigentes nao encerrara em si
os elementos dc estimulo, e as oulras condices
nha, esl sendo meditado pelo corpo legislativo
com um projeclo, quo pend; do exarae e deciso
do senado.
Sera enlrar nos delalhei desse projecto, que
me parece um Irabalho de muilo merecimento,
nao pode o governo imperi)l abslor-se do rnais
urna vez manifestar o deseje ardenle que lera de
o ver convertido era lei.
o E' diffioil decidir qual eos dous principios
anliguidade eescolhadeva predominar era urna
lei de promoco.
O primeiro sempre deifendido cora omara-
viihoso successo obtido sua sombra pela pri-
meiro nac.o martima dc mundo. A escolha,
que a garanta do nierecimenlo edis servicos,
impedindo o de completar as condices exigidas;
e perianto aconselha a razo, que alguma medi-
da se lome, que acautele este abuso
Ella poderia consistir na seguinte providencia,
ou oulra que preencha os mesmos flus :
Nenhuma coramisso de commando durar
mais de Ires annos, salvo se achar-se esgolada a
escala dos officiaes superiores, islo se lodos os
officiaes superiores tiverem commandado j mais
de dous annos, hypolhcse em que cnlo poder a
commisso prolongar-se.
a Os officiaes generaes e superiores que, den-
tro de tres annos, contar de sua ultima promo-
co, n3o tiverem sido nomoados para commandar
torcas navaes ou navios, podero requerer um
conselho de inquirico, no qual se reconheca os
motivos porque nao teem merecido esla no
meaco.
O ministro da marinha dar ao conselho to-
das as expllcaces nece-ssarias.
Os officiaes subalternos tambem gozarao da
mesma regala, toda a vez que no lim de egual
lempo nao tenham sido nomeados para embar-
car.
Com este artigo addilivo julgamos que ficaro
convenientemente resguardados os dreitos dos
officiaes da armada, e que o projeclo pode pas-
sar sem porigo de entregar as mos de ura s
hornera os deslinos de urna corporaco inteira,
to importante.
Ainda para mais garanta redigiriamos o artigo
2o da seguinte maneira : Nenhuma promoco
ser feita sem que seja ouvido o conselho naval,
nem nenhum official ser promovido por escolha
sem ser proposto pelo mesmo conselho, pelo me-
nos com o vol do dous tercos dc seus mcra-
bror\
Exceptan)-so desla disposico os que cstive-
rem ligados ao cstado-maior de Sua Magestade o
Imperador ou do ministro da marinha.
Tambem o ministro da marinha poder lem-
brar ao conselho, como dignos daquella distinc-
fo, os officiaes que prestaren) servicos extraor-
dinarios, e que se acharen) era misses especiaes
deimportaucia ; mas para serem escollados, de-
ver verificar-se nelles a condico de votarlo,
pela qual o conselho adople o candidato e reco-
nheca a importancia dos servicos dignos de to promoco annua, inconleslavelmenle de um tta-
particular rccommcndaoo. 'o raui salutar, como reconheceu o Sr. ministro
Em nossa opinio os' abusos ficaro assim, se da marinha, que bem coraprehendeu a siluaco,
nao totalmente extinctos, o que ditTicil conse- e indicou com conhecimento seguro que ella exi-
guir-se na sociedade humana, por mais bem go- ge o emprego de meios poderosos, que fallen) s
vernada que ella seja. ao menos mu restringidos, nobres aspirages, o ao nleresse legitimo do no-
mem, meios que por sem duvida consistem no
augmento dos vencimeulos de que se cuida, e
em urna boa lei de promocoes.
esmolas : chovam sobre elles as heneaos do co.
Se foi faminlo, ingrato, e csterilissimo o anno
de 1859, enlrou ainda o de 1860 com aspecto
mais horrivel, rebelde e cruelissimo, dando ao
serlo o fatal desengao de sua miseria e do seu
aniquilamento ; porquanto j se passaram os rae-
do comidos, e tudo destrocado e destruido desa-i zes de Janeiro e fevereiro sem cliuva alguma o
piedadamenle; de sorle que no geral. j se acre- alera da escassez dos gneros alimenticios ha
dita ser um castigo, e urna praga semelhanle s extraordinariamente falta de dinheiro.
No mesmo caso se acha a emenda apresenlada sou muilo esla classe, j inquieta com o oppur-
pelo_refo.ido Sr. visconde, que transforma o ar- tuno de S. Exc. a que nos referimos na Resenta
ligo /. assim concebido, no que abaixo transcrc- passada ; porque este compromisso lo solemne
vemos, a qual, se fr adoptado, mudara radical- smente deixar de realisar-se por culpa do co-
mente o pensamenlo do digno autor do projeclo, I verno, que lera urna grande maioria eu favor
que, por sem duvida nao poder recouhocer nelle | S uraa voz inlerrompeu o orador com dous apar-
suao.b"-TO | les senao hostia nossa causa, ao menos de-
Art. 7. Aos Olficiaes empregados nos arsc- i salfectos : foi a do Sr. Casimiro Madureira depu-
naes, corpos de marinha, capitanas dos portos e lado pela Baha, pergunlando pelo orcament c
quaesquer oulras commissoes, que nao sejam do dizendo que peiores circumslancias erara as 'do
servico naval activo contar-se-ha, por melade, | iraperio pela falta de dinheiro ; porm o orador
como lempo de embarque ou de commando em comhaleu-os perfeilamento com as scuintes ex-
Dressoes :
Esbanjamenlos dos dinheiros pblicos nunca
ha quando se trata de retribuir devidamente os
accrcscenia-se ao artigoos dignos funecionarios, como sao os officiaes de
vaos de | nossa armada. Ser productiva essa despeza
fazem com funecionarios, creados em virtude de
reformas nao pedidas pelas necessidades publi-
cas, e que depois serven) smente para a ephe-
mera gloria dos ministros que as lizeram, sera
atlender utilidadedo paiz.
Dando os agradecimentos, era norae da armada,
ao dislinclo orador, deputado pelo l'ar, recom-
coherencia em suas partes, que lira-lhe a har-
mona indispensavel para ter o presligio, a forca
moral, de que se deve adiar revestido como lei
do estado.
Por eslas consideraces desojamos que seja re-
jeitada tanto mais, quando pela limlaco de pra-
zos das commissoes, que se deve marcar, se ai-
tender perfeitamente ao tira que o Sr. visconde
linha cm vista.
Poderemos estar em erro ; mas parece-nos que
lemos indicado os m< ios proprios para destruir
os nicos argumentos que o principio de mereci-
mento tem conlra si, isto os errse abusos
possiveisdo governo.
Como mu bem disse o Sr. Saraiva,ainda o anno
que so com uraa marinha respeitavel, bem
organisada, anda que pequea, que podere-
mos ainda alargar as franquezas do nosso com-
mercio, e da nossa navegaco, necessidades, sem
cuja satisfaeco,o imperio nao poder marchar
conquista da prosperidade que todos desejamos.
O Sr. ministro, respondendo, compromelteu-sc
como dissemos, a fazer passar neste anno a ta-
bella de augmento de nossos vencimentos, e, re-
conhecendoajuslica de oulra reclamaco de ora-
dor, que pedia se lizesse extensiva marinha a
doutrina da circular do ministerio da guerra, que
concede passagem gratuita s familias dos offi-
ciaes do exercilo, que sao transferidos em servi-
passado, na cmara dos Srs. dcputados, O official co de urnas para oulras provincias, disse quo os
I .-. n i 1. ,. j*Anl>* >.. n m m o nvnl Avin^in i ii f 111> In. n tl -. '. -^ ~ -. Ja ^u. _'_I___________ _____ *
de marinha senle mais urna preterco do que to
dos os horrores de urna tempestado ; mas elle
lambem folga quando v o premio do mrito de-
vidamenie deslribuido, e isto por certo se con-
seguir com este projecto emendado pela forma
que indicamos
officiaes dc marinha tambem islo conseguan) pe-
dindo.
que ella seja
e arredado o perigo quo todos tomemos de am-
pliar o principio da escolha ou merecimeuto, cu-
ja superioridade sobre o da anligoidade incon-
teslavol. E mais proficua ainda ser esta provi-
dencia quando ao conselho naval se der urna or-
afere ostensivamente pela medida do patronato ;; essenciaes, quo podem gerantir os interesses do
Qdo, emfim, o arbitrio urna arma terrivel, estado, ao mesmo lempo que os direitos de seus
que lera feilo feridas publicas bem sensiveis, e briosos e valcntes defensores.
nos obriga descrer, cm momentos de abalmen-1 Urna lei de promocoes deve ser a escala sa-
to, das nossas mais bollas insliluiges. biaraenlc graduada da aptido theorica e prlica,
Quera escreve eslas 'inhas falla cora a triste a garanta de justa recompensa aos que bera
experiencia que tem adquirido ; nao um pcssi- cumprera os seus deveres, um incentivo cons-
misla que ludo deprime ; usa a linguagem fran-, tante ao merecimento.
ea do hornera do mar, que nao sabe subordinar al Se laes sao, senhores, os principios de urna
idea s conveniencias particulares; o fallando lei de accessos militares, inconteslavel que os
desle modo nao censura ninguem ; porque lo- ; decretos de 20 de oulubro de 1796, e 13 de no-
dos somos culpados desle estado. vembro de 1800 uo podem prcencher o seu im-
Despe la mos a ultencjio publica para isso; de- portante objecto.
sejamos que se rompa completamente com esle O arbitrio, ou a regra da antiguidade, sem
passado to funesto, incitamos os bros para que j outro limito que a rectido do governo, no pri-
comecemos urna nova existencia, em que no res- meiro caso, sem oulra condico que a de lempo,
peilo lei lodos enconlrcm urna garanta seus' uo segundo, po os destinos de tao importante
direitos. E' esta a educa^ao que nos falta ; ella i corpora$ao, o os inlcresses nacionaes que lhe es-
que convm plantar as mais altas, como as lo ligados, merc do poder, ou de
rnais inferiores regics sociaos, para podermo3
admittir, sem receio, principios incontestavcl-
nienle verdadeiros, indispensaveis felicidade
publica. .
Em materia de promoco dous principios se
disputan) entre si: o principio de antiguidade, e
o principio do merecimeolo. Aquelle tem devo-
uma cir-
curastanria, que muilas vezes coiucido cora ain-
capacidade ou o desmerito.
Quo o arbitrio deixado ao governo, sem algu-
ma salva-guarda importante, perigoso, provara
estas mesmas leis deficientes citadas ; pois que
no quarto dos officiaes que lhe cabe distinguir,
nem sempre tem feito urna justa escolha; pelo
tos dedicados, esle. sectarios renles, e a mais I contrario, se tem guiado pelo patronato que a
tem por si tudo e conlra s
erros dos governos.
O projecto de promoco, que alludo, nao
exclue nenhum dos dous, principios: d, po-
rm, escolha urna parte larga e importante.
Esse alvilre rae pareo o mais rasoavel, e o
nico talvez adoptavel cm um paiz como o nosso,
onde mister confessar que nao ha decidida
predilecco pela vida do taar.
No'poderaos jraais possuiruma marinha de
guerra forle. e digna desse norae, sem officiaes,
quo tenham todos os hab tos da vida de mari-
nheiro.
Essa vida nao so improvisa, o resultado dos
mais longos e penosos embarques.
Urna lei de promocoes, pois, que anime o es-
timule o desejo deservir no mar ; que mate e
anniquile mesmo as sollicilaces dc empregos
de Ierra, em quanlo o oficial du marinha nao
tiver atlingido urna patente superior, c fi mcu
ver, ura dos maiores beneficios, que o corpo
legislativo pode fazer ao ftturo grandioso de urna
marinha de guerra.
Temos escripto bastante, para se perceber sem
esforco que nos inclinamos tambem pelo projec-
to que se discute, embira cora npprehenscs
acerca da execucoque e.le ter, se fr conver-
tido em lci.
Que se eslabeleca acn iicao de commando por
cerlo lempo,caso indispe is'avel para a promoco
dos capilaes de fragata, e officiaes de oulras pa-
tentes superiores, 4 de toda a justica; mas de-
re-se aUeoder a que esle nomeac'ao Celta pelo
smente os abusos e ganisaco mais independenle.
Poucos, mui poucos campees leem na presen-
te sesso tomado parle na discusso dos nego-
A emenda proposta pelo Sr. visconde de Abao- | cios da marinha .- mas cm compensado, tambem
l ao paragrapho Io do arligo 6o, inconveniente cm poucas sessoes anteriores echoou no recinto
einacctavel; porque destruc pela base o projec-|do parlamento ura discurso mais sensato, mais
to.com oqualsetem principalmente cm vista
combatiera tendencia reconhecida nos officiaes
do seompregarem era Ierra. Esla emenda acres-
centada ao arligo d o seguinte resultado.
Podem ser promovidos por escolha :
1." Por actes de exlraordintria bravura, ou
servicos que provena dislincta c superior ntelli-
gencia, sendo laes feilos ou servicos devidamen-
te justificados, especificados em ordem do dia do
commandante em chefe das torcas era operaces
ou por aviso expedido pelo ministerio da ma-
rinha, quando o official esleja desembarcado, ou
empregado em trra.
Ora, podendo o ministro, por um simples aviso,
collocar um official desembarcado ou emprega-
do em trra as circumslancias de ser promovi-
do por escolha, nullitlca-se o estimulo que o pro-
jecto apresentava, dando urna justa preferencia
aos servigos do mar; abre-se a porta mil abusos
e converte-sea lei em uraa arma mais perigosa
do que a actual ; porque o ministro tem com el-
la um arbitrio duplo e triplo, e cortamente nao
prevalecer ao official quo assim for designado,
oulro qualquer, embora mais dislinclo e coberto
de servicos.
Com a" ndopco do artigo que cima escreve-
mos, a iniciativa do poder execulivo esli devi-
damente respettada e conseguem-se os mesmos
fin?, por meios que uo podem ser lo nocivos.
Sollicitamos venia para declarar S. Exc. que,
nem sempre islo assim. Alem do exemplo que
podemos apresenlar, sabemos de muilos officiaes,
j qual consagra o principio da removidos em servico, quo lem pago as passa-
gens de suas familias concedidas pelos presiden-
tes das provincias, e a conladoria de marinha
bem pude allcslar este facto, que alli consta com-
pletamente, e na propria secretaria.
A providencia reclamada, por mais dc urna vez
lem oceupado nossa altenco, e ainda ltima-
mente, na nossa decima oilava fesenha, fizemos
a mesma reclamaco.
Nao pode escopar perspicacia de S. xc. a
immensa distancia que vai de um direilo estabe-
lecido, com aquelle de que traa a citada circu-
lar, a um favor dependente de tantas circunstan-
cias, que s poder aproveilar ao official que par-
tir da curie, e so poder dirigir ao ministro.
Um outro orador, egualmente opposiciooisla.
oceupou-se largamente da marinha, foi o Sr. Pei-
xoto de Azevedo, deputado por Mallo Grosso :
seus discursos, porm, revelam mais a posico
quo oceupa na casa, do que inlenco nosso fa-
vor ; sao apaixonadas, c fcilmente foi combati-
da pelo Sr. ministro a maior parle de suas pro-
positos.
O digno deputado fez lo vehementes aecusa-
ces quasi todos os officiaes da armada que
servem em sua provincia, que realmente se en-
tra em duvida respeilo de suas inlencoes.
Nessa opinio que ha ahi muila exagerarn,
e que, em qualquer inquerito a quo o Sr. minis-
tro mande proceder.'o boto d'ancora nao sahir
mareado, pois que nao scro as aguas do rio Pa-
raguay e S. Lourenco que tero lio deleteria in-
fluencia sobre aquelles que, em toda a parle, se
guiara pela senda da honra c do dever.
Por amor verdade, comtudo, devemos
declarar que alguma cousa aproveilavel en-
contrar nesses discursos em relaca mari-
nha, quem, com olhar cxercilado, Qzer urna es-
colha, separando o trigo do joio.
justo, mais profissional do que p do Sr. deputa-
do Tifo Franco de Almeida pronunciado no dia 26
do mez passado !
A marinha est enthusiasraada por este discur-
so, era que sua causa foi perfeitamente defendi-
da ; cm que a justica delta brilhou como a luz
meridiana em um da sereno ; e o digno depu-
tado pode contar com a dedicaco, cora o respei-
lo egralido desta classe, cujos senliraentos sao
grandes como o elemento em que ella trabalha c
adquirc as suas maiores glorias !
' mais urna voz generosa que se elevou no-
bremente no seio do parlamento, e fez um pro-
testo soiemne cm nosso favor.
N'esse notavel discurso o opposicionista desap-
pareceu para dar lugar ao homem deestado, para
patenteara habilidade e illustraco do orador de-
dicado seu paiz,-ja apregoada e reconhecida.
Sorvindo-so dos dados comparativos que esta-
bclecemos nos ns. 1, ,5 6 c 8. do 3." volume di
Brasil Martimo,o Sr. Franco de Almoida.esma-
gou qualquer argumentaco em contrario com
essa lgica terrivel dos algarismos, a que nio
permiltido illudir-se.nem sophismar-se.
Obteve, pois, fazer profunda impresso na c-
mara, e urna deularaco, raui importante, do Sr.
ministro da marinha, de que no corrente anno
teriam os officiaes de marinha esle augmento de
vencimentos, S to prolelado ; o que tranquili-
. A.
PEKN. -TYP. DE M,VF. DE FARU. -1880
i

.
~r~r


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