Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09118


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Full Text
AMO XXX?I. NUMERO 167,
Por Ires mezes adianlados o$000.
ror tres mczes vencidos (i$0.
W*
\
MITA FEIRA 20 DE JIHO DE 186J.
Pop anno adiantado iWf--;
Poilcfraileo pai-usubscVior.
EXCA.RREG.VDOS DA SUBSCRIPTO' DO NORTE"
Paralaba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemos Traga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Haranho, o Sr. Manoel J03C Marlins Ribei-
ro GuimareS; Piauliy, o Sr. Joo Fernandes de
Momos Jnior ; Para, o Sr. Justino J. Hamos ;
Amazonas, o Sr. Jornnvmn da Cosa.
PaKTida dus corumus.
Olind todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Paralaba as segundas
e sextas feiras.
S. Anluo, Bezerros, Bonito, Caruar, Altinlioe
Garanhuns as tercas feiras.
Pao d'AIho, Nazareth, Liraoeiro, Brejo, Pes-
qucra.lngazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Orcury e Ex as quarlas-fciras.
Cabo.Serinhem, Rio Formoso.Una, Barreiros,
AguaPreta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
Todos os corroios parlorn as 10 horas da manhaa.
EPHEMERIDES DO MEZ DE JUL1IO.
3 La cheia a 1 hora e 47 minutos da manhaa.
11 Quarto minguante as 3 horas e 38 minutos
da manha.
18 La nova as 12 horas da manhaa.
25 Quarto crescente as 3 horas e 20 minutos da
manhaa.
PREAMAR DEIIOJE.
Primeiro as 6 horas e 54 minutos d; manhaa.
Segundo as 7 horas o 18 minutos da tarde.
PARTE FFICIAL
Ministerio ta jastlca.
Ilinistcrio dos DCgocios da justica.Rio de Ja-
neiro em li dejuoho de 1800. llin. e Exm.Sr.
Sendo presente a S. M. o Imperador o officio
do V. Exc. datado de 12 de maio do anno prxi-
mo passado, ora que consulta se na passagem dos
olficiaes da guarda nacional de uns para oulros
toriios ou conipanhias, eccessario que proceda
requerlraentu delh?.?, ou so o govemo goral e pro-
vincial, bascados no ari. 5 da lei de l'J de se-
lembro da 1850 ; podem ordena-la, sempre que
assim convonlia bou ordera e disciplina dos
torpos, ouvindo os respectivos chotos ; o uiesmo
Angosto Senhor.conformando-se com parecer da
S'xo.'io de juslica do consellio de estado, houvo
por bem decidir pela sua imperial resolueo de
"2 i do marco ultimo, que a passagem de un para
oulrocorp, companhia ou secofio decompanhia,
OU S"ja do guarda nacional ou 'de olfiria!, s po-
do ler lugar a requerimenlo da patle. em vista
d.i litleral disposico do citado arl. 54. O que
comraunico a V. Exc. para seu conhecimentu e
em resposta aosupradilo officio.
I>eus guarde a V. Ex.Joao LuMnsa da Cunha
Paianagu. Sr. presidente da provincia do Rio
de Jauciro.
Govcrno da provinciat
EXPEDIENTE 00 1HV 19 DE JIMIO DE 1860.
Cilicio ao commandante das armas.Qucira V.
S. informar se Francisco Eduardo Benjamn, a
que se roferem os papis inclusos,pdeser engaja-
do ? para o servijo militar da colonia de Pimen-
teiras.
Dito an mesmo.Pode V. S. mandar abrir as-
scntamenlo de prara ao paisano Francisco de
Paula Mariano Ribeiro, que offerecendo-se volun-
tariamente para o servico do exercilo, foi consi-
derado apto para isso, como consta do lurmo de
inspeceo annexo ao seu ollicio de 16 do corren-
te, sob n. 75!.
Dito ao mesmo Expeea V. S. as suas ordens
para que seja recebido e conservado em segu-
ranza n'unia das prises militares, o reo crimino-
so do morte Joao Alvos de Siqueira Barbosa, co-
nhecido por Joao Velloso, o qual 6 tenenle da
pnrda nacional, e lhe ser aprosentado por paite
do Dr. chote de polica.Communicou-se ao cni-
fe de polica.
Dito ao mesmo Pode V. S. mandar abrir as-
senlamento de praca ao recruta Avelino Matlieos
cxercilp, cofOo;consta do termo de inspecgan-
noxo ao seu'officio de liontem, sob n. 759, o
mande pdrem liberdade o do nome Ilenrique Joao
Gustavo.
Dito ao commandante superior da guarda na-
cional do Recite. Na conformidade do que ver-
balmente me pondorou o commandante das ar-
mas, expela V.S. suas ordens para que se retire
0 destacamento da guarda nacional, que faz o
servico na fortaleza do Brum logo que all se
aprsente a guarda diaria lirada da torca da
guarnico da praca, e que deve d'ora em dianle
azer aquello servico. Ofliciou-se ueste sentido
Circular a os com i a a Q a nY&s superiores.i rans-
ffiilto por copia a V. S., para seu conhocimonlo
. execuco, o aviso expedido pelo ministerio da
juslica ao presidente da provincia do Rio de Ja-
neiro em solueo 5 duvida por elle proposla se
para a passagem de ofliciaes da guarda nacional
de uns para outros corpos, ou companhias, nc-
cessario que preceda requerimenlo delles, nu o
g corno podo ordena-la, sempre que assim con-
Vbiiha boa ordem o disciplina dos mesmos
corpos.
Dito ao inspector da lliesouraria de fazenda.
Annuindoao que rae requereu Simplicio Jos de
Mello, na qualidade de procurador do delegado
do Brejo, autoriso a V.S. a mandar pagar sob
minha responsabilidade, nos termos do 12 art.
1 do decreto de 7 do maio de 182, a qu'autia de
12c000, em que importara as diarias abonadas ao
recruta da armada Jos Bezerra do ascimenlo,
que com outros foi remedido daquelle termo pa-
ra esta capital, visto nao haver crdito para esse
pagamento, que foi ordenado por despacho de
7 de fevereiro desle anno.
Dito ao mesmo. Em vista do que me requisi-
tou o commandante da divisao naval em otlicio
de hontem, sob n. 185, autoriso a V. S. a mandar
pagar sob miona responsabilidade, por nao ter
Jinda chegado a distribuico do crdito para esta
provincia, o que por ajuste do eonlas se estiver
a dever ao creado Balbino Joo Francisco dos
Santos c ao grumete Thomaz Hale, que leem de
desembarcar do vapor Camacua por nao quere-
rem continuar a servir.Commuuicou-so ao com-
niandanle da estaco Daval.
Dilo ao mesmo." Para ser pago quando hou-
ver crdito, transmiti a V. S o incluso atlcsta-
(lo em virtndc do qual o pedestre Hermenegildo
Nepomoccno >ie Jess tem de haver nessa lliesou-
raria a gratificarlo de 8JO00 rs., pela apprehen-
s.lo do desertor do 9'' batalhao do infantaria, Joa-
quira Josde Carvalho.Communicou-se no cora-
mandante das armas.
Dito ao mesmo. Annuindo ao que mo reque-
mara o vigario collado da.freguezia da Boa-Vista
nosta capital, Manoel Joaquim Xavier Sobreira e
vigario encommendado da de S. Jos deBezerros,
na comarca do Bonito, Trajano de Figuciredo Li-
ma, aulorso a V. S. a mandar pagarsob minha
responsabilidade as congruas por elles vencidas
nos mezes de abril a junho deste anno. visto nao
haver crdito para esse pagamento, do qual lem
necessidade os suppliciinles.
Ditoao mesmo. Restituindoos do:umenlos,
que acompanharam o seu oTicio delt do corren-
to, sob n. 695, lenbo a dizer-lhe quo, nao obs-
tante as reflexes nellc comidas, providencio V
S., como se lhe ordenou em 4 do cOrrcnte, acer-
ca do pagamento de luz ao destacamento de Pao
d'Alhoe cousia dos,mesmos documentos.
Dito ao mesmo. Em vista de sua informacao
de hontem, sob n. 720, autoriso a V. S. a man-
dar pagar, sob minha responsabilidade, a Manoel
Antonio de Jess, a quanlia de l:225fl057 rs., pro-
veniente de pao por elle fornecido ao arsenal de
marinha, visto naojhaverquola para essadespeza,
e ser ella de nalureza daqucllas de que trata o
12 art. Io do decreto de 7 de maio de 1842.
Dito ao mesmo Allendendoao que me expozo
commandante das armas no officio junto por co-
pia, recommendo a V. S. que mando pagarsob
minha responsabilidade, nos termos do 12 art.
Io do decreto de 7 de maio de 1842, nao s a im-
portancia dos prets dos corpos desta guarnido,
relativos a 1a e i" quinzenas deste mez, mas tam-
bero as diarias dos sentenciados existentes na
fortaleza do Brum o nos mesmos corpos. os ven-
cimenlos dos recrutas, os premios deengajamco-
tos, as gratificaces de voluntarios, e as folhas
dos empregados no hospital militar enaa fortale-
zas, ludoconcernenieao presenteraez.Comrau-
nicou-se ao comraandanto das das armas.
Dilo ao inspector da thesouraria provincial.
Mande V. S. pagar ao alteres Francisco Borges
Leal a quanlia de 12J000 despendida no mez de
junho ultimo cora o foruecimenio de luz e agua
para o quartel da seccao de pedestres de fregue-
zia de S. Jos destacada em Olinda, como se ve
da conta junta em duplcala, que roe foi remetli-
da pelo chote de polica com otlicio de hontem
sob 970.Communicou-se ao chefe de polica.
lo ao inspector po arsenal de marinha.De-
vendo correr por conta do ministerio da juslica a
despeza Teita com o concert do telegrapho da
torre do Collegio, V. S. devolvo as contas que
acompanharam o seu officio de 17 do correte
para serem reformadas naquelle sentido.
Dilo ao director do arsenal de guerra. Res-
pondo ao otlicio que V me. me dirigi em 16 do
corrento, sob n. 210, declarando que devem ser
guardados, at que possara ler o conveniente des-
tino, os objectos mandados apromptar nesse ar-
senal para a primeira companhia de pedestres da
comarca da Boa-Vista.
Dito ao mesmo.Mando Vmc. fornecer ao Dr.
chefe de polica seis barras de madeira para a
dormida dos pedestres da seccao da freguezia do
Recife.Communicou-se ao chefe de polica.
Dito ao director das obras militares.Mande
Vmc tapar com a possivel brevidade, um porti-
Iho, que ha na parto inferior da fortaleza das
Cinco-Pontas, com a frente para a estacao da
estrada de ferro, onde, segundo me informou o
chele de polica se acoutam homens c mulheres
de pessima conducta, e ale desertores, c praticarn
repetidas rixas e desordens.
Dito aojuiz municipal de Pao d'AlhoSegun-
da o disposto no arl. Io do decreto n. 1294 de
16 de dezembro de 1853 e 2o do arl. 6" do de-
creto n. 817 do 30 de agosto do 1851, os escri-
vaes elabelliaes do judicial nos casos de impedi-
mento temporario devem ser substituidos uns
pelos oulros. E quando por avultado trabalho
nao podem laes substitutos accumnlar os dous
cargos reunidos, deve a nomeacao ser feta de
conformidade rom a ultima parl do art. Io do
citado decreto de 16 de dezembro de 1853.
"Compre, pois, que Vmc. observe restrictamen-
te aquelles decretos na substiluicao do segundo
tabellifo e escrivo Francisco Antonio Brayner
de Souza Rangel que pelo juiz de dirclo da co-
marca foi suspenso por faltas do sen otlicio.
Dito ao juiz de paz mais volado de Agua-Preta.
Tundo Vmc. prestado juramento e achando-se
j no exercicio do seu cargo, como me commu-
nica em officio do 13 do corrente, cumpro que
nos tormos do art. 4o da lei regulamcntar das
eleicoes convoque a junta de qnalificacao dessa
freguezia para reunir-so no dia 26 de agosto pr-
ximo vindouro, devendo Vmc. mandar affixar os
editaos e azer as notilicacoes precisas cora a an-
tecedencia de um mez designada na lei.
E como fosse milla pelo poder competente a
ultima eleicao de eleitores dessa parochia, deve
Vmc. para a formaro da respectiva junta quali-
(icadora convocaros oito cidadaos que lhe fica-
rcm immedialos em votos, como se determina
no aviso de 11 de agosto de 1848 g 3o.
Nesta data otlicio cmara municipal de Bar-
reiros para que expeca as ordens necessarias para
a predila reuniao, e observe a esse respeito o
mais que lhe incumbe na forma da le.Otlici-
Oil-se acamara municipal de Barreiros.
Dito a administrarlo goral dos eslabelecimen-
tosdecaridade.Remello por copia a adranis-
traco geral dos eslabelecimentos de caridade o
officio que em 16 do corrente. sotT n. 293, me di-
rigi o inspector do arsenal de marinha, era que
pondera nao ser conveniente moralidade das
exposlas adultas a troca das duas Africanas li-
vros, empregadas actualmente no servico da-
quelle estabelecimento, conforme solicitou a
mesma adminislracao em officio de 12, a quem
por esta occasao eabe-me declarar que se, nao
obstante cssa informacao, convier a troca das
Africanas em questao, poder ser ella realisada,
licaudo assim respondido o seu citado officio.
-Remello"por c'pia a"Tm7."'p3ranre"onnec'-
rio do imperio" de 9 do corrente, no qual se de-
clara, em vista do otlicio do Vine, em o Io de ju-
nho ultimo, que a companhia Pernambucana pode
levar seus vaporosa qualquer dos portos a que
se refere no citado officio, e destes para os de seu
privilegio, ou para outro que nao csteja corapre-
hendido no da companhia Maranhcnse, bem co-
mo fazer navegar os seus vapores entre um e ou-
tro porto do privilegio desta companhia, coman-
lo que neste caso nao transporto passageiros e
carga.
Portara.O presidente da provincia, atienden-
do ao que expoz o chefe de polica em oicio de
16 do corrente, sob n. 962, resolve crear um no-
vo lermo policial na comarca do Rio-Formoso
com a denominacao de lermo de Agua-Preta,
tendo por limites os do municipio da villa do
mesmo nome, creada pela le provincial n. 460
de 2de maio do anno prximo passado.Trans-
mitlio-se copia desla ao chefe de policia.
Dita.=0 presideute da provincia, altandendo
ao que expoz o chefe de policia em otlicio de 14
do corrente, sob n. 954, resolve conceder ao te-
nente-coroncl I.uizde Albuquerque Maranhao a
exoneraco que pedio, do cargo do subde!e8ado
da freguezia do' Pao d'Alho.Communicou-se ao
chefe de policia.
Dita O presidente da provincia, allendcndo
ao quo lhe requereu o escrivo do arsenal de
guerra, Manoel Polycarpo Moreira de Azevedo,
resolve conceder-lhe dous mezes do licenca com
vencimenlos, na forma da lei, para ir a Rio de
Janeiro tratar de sua saude.Communicou-se ao
director do arsenal de guerra.
Expediente do secretario do governo.
Officio ao commandante das arma interino.
De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da provin-
cia, declaro a V. S., em resposta ao seu otlicio
de 13 do corrente, sob n. 747, que foi indefirido
era vista da informarlo do inspector da thesou-
raria de fazenda junta por copia, o requerimenlo
em que o alferes do 10 batalhao de infantaria
Joaquim Jos Pereira Vianna, pede pagamento
da gralificacao de commando do destacamento da I
fortaleza do Brum, e que veio annexo ao seu ci-'
lado officio.
Dilo ao inspector do arsenal de marinhaS.
Exc, o Sr. presidente da provincia manda de-
declarar a V. S., em resposla ao seu officio de 9
do correnle, sob n. 218, que por falta de crdito
para o pagemento do que se est a dever ao ba-
rio do Livraraento, proveniento do carvo de
podra por elle fornecido a esse arsenal, autori-
sou o insoeelnr da thesouraria oe bnwmta > man.
dar effectuar esse pagamento quando hoover
quola.
Dito aojuiz de direilo de Goianna.S. Exc. o
Sr. presidente da*provincia manda acensar rece-
bido o officio de 9 do corrente, em que V. S.
partteipou ler entrado em 27 do mez passado no
goso de licenca de um mez, que na mesraa data
lhe foi concedida e que renunciando o resto da
referida licenga reassumio o exercio do seu car-
go em 9 do corrente.Communicou-se ao presi-
dente da relaco e a thosouraria do fazenda.
Dilo aojuiz'municipal pe Goianna Joo Hirca"
no Altea Maciel.S Exc. o Sr. presidente da
provincia manda aecusar recebidos os officios de
27 de junho o 9 do corrente, era que V. S. par-
ticipa que na primeira daqucllas datas assumio
o exercicio interioo do cargo de juiz de direilo
da respectiva comarca no impedimento do efec-
tivo, e reassumira as de juiz municipal era 9 do
corrente.Communicou-se ao presidente da re-
laco e a.thesouraria de fazenda.
Despachos do dia 18 de julho.
fequerimentos.
824 Augusto Paulo Colombier e Eduardo
Firmino Colombier. Informe o Sr. comman-
dante superior interino da guarda nacional do
municipio do Recife.
825 Claudino Jos Carneiro, carcereiro da
cideia do Brejo. Informe o Sr. Dr. chefe de
policia.
826 Francisco Antonio Correa CardseEs-
pere que haja crdito.
827 Feliciano do Reg Barros.O supplican-
te ser attendido quando o permiltirem os cofres.
828 Herculano Duarte de Miranda Henri-
ques. Informe o Sr. Dr. juiz^de direito espe-
cial do commerciOi
AJDLNECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Vibunal docomroercio : segundas e quintas.
Re/aco : tercas feiras e sabbados.
Faze.^da: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juo i/o commerco : quintas ao meio dia.
Dit de o.'phos: tercas e sextas as 10 horas.
Prineira TiWa do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda var.i do civil; quartas e sabbados
meio dia.
a o
829 Joaquim Jos Pereira Viaoua, alferes do
10 batalhao de infantaria. Nao tem lugar.
830Joo Vicente Ferrcira Passos.porleiro da
repartico das obras publicas.Informe o Sr. di-
rector interino das obras pblicos.
831 Jos Antonio Ribeiro de Freitas, 2o l-
enle do 4 batalhao de artilharia a p. Pase-
se portara concedendo a licencia, v'slo ler sido
regularmente inspeccionado e eslai provada a
necessidade do Iratamento do peliccionario.
832 LuizGonzaga de Senna, guarda da mesa
do consulado. Informo o Sr. inspector da the-
souraria de fazenda, ouvindo o administrador do
consulado.
833 Manoel Antonio de Jess. Dirija-se a
thesouraria de fazenda, a quem se expede a or-
dem para o pagamento requerido.
834 Manoel da Fonscca de Medeiros.Como
pede, na forma do cstylo.
835 Manoel Joaquim da Silva Ribeiro. In-
forme o Sr. Dr. juiz de direito especial do com-
merco.
836 Manoel Joaquim Chavier Sobreira, viga-
rio da freguezia da Boa-Vista. Dirija-so'a the-
souraria de fazenda, a qual se expede ordem para
o pagamento requerido.
837 Marcelino Jos Lopes. Infirme o Sr.
commandante superior interino da gnarda nacio-
nal do municipio do Recife
828 Simplicio Jos de Mello. De-sc-lhc.
pnssando recibo.
839O mesmo.Dirija-se a thesouraria de
fazenda, a qual se expede ordem para o paga-
menlo reiuerido,
840 Senhonnha Maria da Concckao. Infor-
mo o Sr. Dr. chefe de policia.
8ITrajano de Figuciredo Lima, vigario da
freguezia de Bezcrro.Dirija-se a lliesouraria de
fazenda, a qual se expede ordem para o paga-
mento.
DAS DA SEMANA.
16 Segunda. Nossa Senhora do Carmo.
17 Terca. S. Aleixo; Ss. Victorianno e oulros mm.
1S Qoarta. S. Marinha v. m. ; S. Rufino b.
19 Quinta. S. Vicente de Paula, f. das rs. de c.
20 Sexta. S. Jeronymo Emiliano ; S. Elias prof.
21 Sabbado. S. Prxedes v ; S. Claudio m.
22 Domingo. S. Maria Magdalena; S. Monolo m.
INTERIOR.
ASSEMBLEA GERAL LEGISLATIVA
SENADO.
SESSAO EM 27 DE JUNIIO DE 1860.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanli
de Lacerda.
A's 10 3/horas da manha o Sr. presidente
abre a sessao, estando presentes 31 senhores
senadores.
Lida a acta da anterior, approvadi.
O Sr. i." Secretario d conta do saguiote
EXPEDIENTE.
O Sr. Io Secreario le um officio lo Io secre-
tario da cmara dos deputados, acompanhando
as emendas foitas pela mesma cmara propo-
sicao do senado que aulorisa o governo para
mandar passar carta de naturalisaco de cidado
brazileiro ao subdito porluguez An onio Maxi-
miano de Figueiredo.Vo a imprimir no jornal
que publica os trabalhos do senado.
Comparocem no decurso da sesso mais oito
Srs. senadores.
ORDEM DO DIA.
maCsBMsa H\discusa ad'da pela hora na ulli-
fazenda a proposieo da cmara dor deputados
que eleva a 24 o numero das loteras j conce-
didas ao thealro lyrico desla cidade.
Dada por finda a discusso do requorimento, e
posto a votos rejeitado.
Prosegue portanto a Ia discusso da referida
proposieo.
O Sr. D. Manoel pondera que a tala do thro,
dirigida esto anno s duas casas hgslativas,
nao Ihes recommendou que se oceupassem de
loteras ; chamou a sua attcnco pa a materias
muito mais graves, para reformas importantes e
necessarias.
Entende que a designarlo do proje:lo em dis-
cusso para a ordem do" dia com preterico de
oulras materias da mais subida importancia,
um verdadeiro epigramma contra i poca em
que vivemos.
Sent um grande pezar pela fatal direceo
que as cousas vo tendo entre nos Lamenta
que o senado brazileiro, em vez de oceupar-se
de assumptos serios e graves, (rale de votarlo-
lenas para encher a barriga de me a duzia de
tratantes que especulam com o theal.o lyrico, e
de alguns orasteiros que veem ao paiz enrique-
cer-se custa do suor do povo.
L ainda o trecho do relolorio do Sr. presi-
dente do conselho, em que S. Exc. se declara
contra as loteras.
S. Exc. nao devia limitar-se a cssis pabvras
consignadas em seu relalorio; devia erguer sua
voz contra o projeclo em discusso. Sent que
S. Exc. votasso contra o requerimentj do adia-
menlo aprosentado pelo orador, se f. Exc. vo-
lasse a favor, tal voz ficasse empatada a volaco,
pois que o seu requerimenlo foi njelado por
maioriade um ou dous votos. Comludo conside-
ra j como um grande triumpho este resultado, e
portanto nao desanima, e continuar a combater
o projecto cora lodasas torcas de qun pode dis-
por.
Trata-se em primeira discusso da t.lildade do
projeclo. E como pode ser utit um projecto que
tem por fim animar a paixo do jogo, produzir a
ruina de muilas familias, arrancar o pao ao po-
bre, fomentar o luxo asitico de alguns maros,
que ah oslentam escandalosamente sua opulen-
cia mal adquirida aos olhos de todo o mundo, e
dar lugar a que so levante no paiz un justo cla-
mor contra os poderes do estado que protegem
to abominaveis escndalos ?
Que proveilo pode dahi resultar ao paiz ? Al-
gum dvertimento ao publico ; mas esse to ca-
ro que s nos ricos poda aproveilar esses que
se divirtam sua propria custa. e nio venham
para seu cteite procurar extorquir por meio de
loteras os poucos recursos dos pobres. E se
acaso nao oodera manter suas proprias espen-
sas essas casas de espectculos prescindamdellas.
Seria mais conveniente que os poderes do es-
tado dessem proteceo aos theatros dramticos.
Esses podem ser de proveilo ao paiz, sendo bem
montados e fisclisados, pois sao um grande ma-
nancial de instrueco moral e Hilera ia.
Qual porm a" moralidade e instrueco que
pode resultar do thealro lyrico? Por ventura a
msica tem feito progressos entre nis por causa
desse thealro? E entretanto esse thealro vai cus-
lar ao estado 260:0009 annuaes !
Dizera entretanto que esse thealro nao se acha
em eslado muito prospero ; que j rao ha muita
frequencia ; que estas sommas, que agora se so-
lcilam ao poder legislativo, j esto consumi-
das, e quo os milhafres do thealro recorrera s
loleriis para obviar ao estado embarazoso em
que se collocaram em razo de suas dissipaces.
Nao s a corte que contribue para a opule'ncia
e luxo desses milhafres; tambem p;las provin-
cias se distribuem milhares de bilhetes de lote-
ras.
Entretanto na corte pagam-se por esse meio
cantoras a doze e treze contos por mez, quan-
do as provincias sao ossoladas pela'miseria e
pela tome.
Nao sem justica que as provi acias so ele-
vam clamores contra a corle ; paiece quo se
quer accumular materiaes, que j abundara, para
produzirera urna terrivel exploso. Admira-se
do silencio do senado nesta eccasio sobre mate-
ria lo importante, que em oulras nacoes teem
oceupado a attengo dos governos, d is corpos le-
gislativos, dos escriptores ; admira-se sobraiudo
desse silencio, quasdo v que o Sr. presidente
do conselho em seu relalorio falla Us funestas
cousequeiicias do jogo das loteras. Anda, que s
so esforcar poroppr urna barreira a essa immo-
ralidade.
Os legisladores que sanecionam o imposto !
das loteras, volam todos os annos um cprlo nu-
mero de rounosa suicidios, diz J B. Say.
0 Sr. presidente do conselho em seu "relalorio
coi firma esta opinio do economista tnglez.
0 orador entra em largas consideraces sobre
as (uncslas consequencas da paixo pelos jogos
aleatorios. Se o governo quizesse mandar pro-
ceder a inqueritos sobre tal materia, veria que
gratte numero de desgranas so originara dessa
paixo.
Mas fecha-seos olhos immoralidado das lo-
teras, porque se quer alimentar a nao menos
escandalosa immorolidado do Ihealro.lyrico.
V-so um homem atravessando as ras em nra
rico coK/x?, ostentando a sua opulencia, cora un
grande charuto na bocea, coberlo de magnficos
brilhantes, pergunla-sequem ? o dominador
do thealro lyrico, o sultn do barraco.E
quem esse homem ? E' o mesmo que j este-
ve na casa de detenco qor so achar envolvido
na gramle ladroeira do testaraeoto do visconde
de Villa-Nova do Miuho.
E esje mesmo homem que foi enviado como
embaixa(or s cortes da Europa, com pingues
vencimeitos e com extraordinaria oslentaco,
para enejar contoras! E nao se pense que sse
homem leixa de ter seu sequilo ; ha algumas
excellendas quo presam a sua companhia, e
parece qn se honram com a sua amizade !
Esse mjro fazia, como publico, dous con-
tratos con] as contoras que engajava ; um osten-
sivo, pelt qual as conlralava por 12:0003 ou
13:0O03 mtnsaes ; oulro secreto, pelo qual ellas
so obrigavlm a dar-lhe urna preslaco -e 1:000
ou 2:000-3mensaes.
E o ssnao querer concorrer para esse furto,
approvand estas loteras ? Querer enriquocor
um tratante, cuja morada devia ser a casa da
correceo.'
Na Franca c em outros paizes, os grandes thea-
tros lricos sao o resultado da civilsaco e da
opulencia. Mas que o Brasil, que apenas conta
trinta i tantos annos de existencia poltica, que-
ia gozr a esse respeito das mesmas vintagens
que esas nacoes obliverara depois de sceulos e
seculoi de experiencia, urna ridicula insen-
satez.
O Bbs devia contenlar-se com um thealro
modoso econipatvelcom as suas circunstancias,
como fazem oulras nacoes que igualmente nao
dispen de grandes recursos.
Enlnlanto anda queremos levar a adiantera
as grardes corles da Europa, as quacs s leem
os theatros abortos durante certa estaco do
anno, ao passo que nos o lemos aberlo quasi
lodo oanno.
Notademais o orador, que a Europa goza das
eelebriiades artsticas, quando ainda esto na
Mor da idade e em tode o vigor de seu talento,
e que ios s as lemos depois de velhas e can-
sada.
Alarga-se em considerandos para mostrar que
o theatro lyrico, alera de ser um foco de inmo-
ralidades, conduz ruina e miseria muilas fa-
milias, fomentando um luxo insensato.
Moslra que alera disso urna casa de especu-
lacOpVto-BvMvin.nl. e-auo_tudar> nne allj se oas-
O orador, sentndo-se fatigado, pede licenga
para fallar sentado, o que o senado lhe con-
cede.
Julg de seu dever, prolongando a discusso,
espadar a volaco, para que o senado tenha lem-
po de refleclir sobre assumplo lo grave.
Pondera que ainda existem na secretaria do
senado 100 projectos contendo concesso de 500
e tantas loleria3, com a400j autorisadas sao
cerca de mil loteras. O senado approvando as
de que agora se trata, nao pode deixar de ap-
provar as oulras destinadas a fins uleis e pos;
calcula-so em 20 annos o lempo necessario para
quo sejam extrahidas todas. E ser conveniente
que continu por tanto lempo o jogo inmoral
das loteras ?
Estcerlo que serara extrahida3 de pereren-
cia as que sao destinadas casa da profanaco,
da prostituieo, e da especulago em prejuizo das
que sao consagradas aos lempos de Deus.
Espera quo o senado d um grande exoraplo
de moralidade reprovando de urna vez sempre
as loteras, e fazendo ver a esses milhafres do
thealro, que tratera de se oceupar em industrias
mais honestas para viverem seno na opulencia
ao menos decentemente.
Dadaa hora o Sr. presidente declara adiada a
discusso, e d4 para a ordem do dia da seguinte
sessao : 2.a discusso da proposijo da cmara
dos deputados, declarando qu6 o banco do Bra-
sil e suas caixas fiiaes sao obrigados a realizar
suas notas em moeda metlica, vontade do
portador, com o parecer da coramisso de fazen-
da ; e as oulras materias j designadas.
I.evanta-se a sessao s z horas o 50 raiiiutos
da tarde.
ENCAltREGADOS DA SUBSCRIPCO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Das; Baha,
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Marlins.
EM PEIINAMBLCO.
O proprielario do rumo Manoel Figueiroa dt
Faria.nasua livrara praca da Independencia na.
o e o.
incito se pecara ao governo, pelos calaos com-
petentes, as informales de que carece.
Sala das comraisses, 2 de junho de 1860.__
Silvino Cavalcanli de Albuquerque. Antonio
Jos Machado.
Prelenrao do coronel I. A. de G. E. e Silva.
A coramisso de pensoes e ordenados, tendo
lido o requenmento em que o coronel Ignacio
i Accioli de Cerquoira-e Silva pede que se lhe au-
j mente de 100$ rs. mensaes para 1005 a gralifica-
cao quo percebe pelo trabalho de escrever a his-
toria contempornea do imperio, de que se acha
encarregado ; o nao podendo enunciar juizo al-
gum em vista da informacao nimiamente lacni-
ca do governo, de parecer que seja esle nova-
mente ouvido sobre os seguinles :pontns : 1.
desde quando est o supplicanle encarregado d
escrever a historia
i per-
a que
Sr. presidente,dividindo o seu discurso em ras-
tro partes, tralar das que julgar mais dignas da
discusso. cxhibiudo cmara os senliment*
que animam o governo e os principios que o di-
rigem. n
O discurso do nobre depulado pode, como di-
se dividir-ae em quatro partes : a Ia, histrica
a 2 poltica ; a 3a. administrativa a 4
miita-se-me a expresso ), humorstica
nao responderei.
O Sr. Martinho Campos : Nao me desagrada,
ate agradeeo. '
O Sr. presidente do conselho : Da parlo his-
trica, so examinare! aquillo que contiver a nia-
ntteslacao ou a apreciado dos principios do no-
bre depulado.
O Sr Martinho Campos: Apoiado.
contempornea do imperio ; Sr. presidente do con sel Lo : Dcixarei r>
. so lem mostrado zelo no desempenho d'a-: rcsto ronsideraoo dos litteralos doschroni.sias
e dever, preparando trabalhos que possaiu porque parecc-ra que a chronica que (ornecea
os dados hisioricos ao nobro depulado nao
prepa
aproveilar historia do paiz ; 3., se de justica
que se conceda o augmento pedido ou olguin
augmento ; 4 se se fez contrato com o suppli-
canle ; 5., finalmente, se houvo aulorisacao do
corpo legislativo para esse Irabalho.
Paco da cmara dos deputados, em 2 de ju-
nho de 1860. Silvino Cavalcanti de Albuquer-
que. Antonio Jos Machado.
I'relencao de R. da S. dos Santos Pereira.
A coramisso de pensos e ordenados, lendo
examinado o requerimeuto cf quo Roberto da
Silva dos Santos Pereira, official aposentado da
secretaria dos negocios estrangeiros, pede a esla
cmara que seja igualado o seu ordenado de apo-
sentado ao dos olluaes da mesraa secretara,
que f o rain aposentados era virtude da ultima re-
forma, e que por sua mortc seja concedida urna
penso a suas tilhas e netas, como compensaco
dos prejuizos que lem tido pola aposentadora
arbitraria que se lhe dou ; e dos servicos ordi-
narios e extraordinarios feitos i indepe'ndeucia,
passa a expor a cmara as razos que lem, pelas
quaes nao pdc ser tavoravel ao supplicanle.
Em 1842 foi o supplicanle aposentado com o
ordenado por inteiro, come olTidal da secretaria
dos negocios estrangeiros, por ter mais de 25 an-
nos de servico, c se achar o governo aulorisado
a reformar aquella secretaria. Sera anmalo
conceder-so ao supplicanle melhoramenlo de
aposenladoria, tendo-se era consideraco urna
poca muito posterior aquella aposenladoria.
Quanto penso requerida, esta cmara nao
competente para decreta-la, icando ao governo
o arbitrio de concede-la em lempo, se entender
de justica.
A' vista do exposto, a cmara de parecer
quo o requerimenlo do supplicante seja indeferi-
do, restando-lhe o direito de supplica ao gover-
no imperial.
Sala das comraisses, 2 de junho de 1860.
Silvino Cavalcanti de Albuquerque. Auto-
uio Jos Machado.
FIANCA NOS HECLIISOS DE REVISTA.
repre-
verdadera, nao a mais exacta. r
O Sr. Martinho Campos: Nao apoiado- Oa
mais perfeita do imperio.
O Sr presidente do conselho : A exprselo
nica de que toraei nota foi a seguinte : O par-
ido liberal morreu com a revoluco do Pernam-
buco.
O Sr. Martinho Campos : Apoiado ; ainda >
repito
O Sr. presidente de conselho : Se isto ver-
dade, o nobre depulado presenla-se aqu como
o representante de um finado. (Risadas) VV.
representa as forcas vivas da sociedade,
senla apenas algumas lembrancas.
O Sr. Martinho Campos : E' verdade.
0 Sr, presidente do conselho Como que
o nobre depulado se levanta em opposico sem
attenders conveniencias, aoa conselhos daquel-
les quera sempre estove alliado ?
O Sr. MarfinAo Campos: D um aparte.
O Sr. presidente do conselho ; Se o nobre
depulado se referiese s idees que sempre teem
dominado ueste paiz, parece que nunca dira qu_-
representara um fiuado ; porque essas ideas niii-i
ou menos esto espalhadas na popularlo.
Mas o nobre depulado falla com couscieuj,
falla com o corceo as mos.
O Sr. Martinlio Campos : Apoiado.
O Sr. presidente do conselho : Nao exisle o
partido a que o nobre depulado se refere, porque
nao existem opiuioes, ou estas se aeham emma-
ranhadas. Os quo se agrupam debaixo da ban-
deira que ahi levantara nao respeitam os princi-
pios que dizem professar.
No entanto pergunlare com que titulo o nobra
depulado se apresenta separado de todos os seus
amigos.
O Sr. Martinho Campos : Quem o disse a
V. Ex. ?
O Sr. presidente do conselho : Se o nobro
depulado comparece perante o parlamento em
discordancia com o governo, em discordancia
com aquelles com quem tinta vivido em ulma
O Sr. Bardo de Mau diz que, apresentando o communhao, perguntar-lhe-hei com todo o di-
projecto que se segu, tem em vista dar garan- Iroito (porqup as opposiQes devem apresentar-so
lias s partes litigantes, quando vencidas nos ao parlamento com os principios que pretendan]
pleitos que tiverem recurso de revista, podendo real'f subindo ao poder) quaes sao os vossos
ir que a parte vencedora preste fiauca idnea principios ? donde vlndes ? para onde ides e com
;ichnr rt *-. i-i.l ..,. .. .1... _,._____ MtiiMii 'i *
para recetor o producto das execuces*
lica rnntcnria spiiiU nolr Irihnnxl An r A pra-
ixmmorpn
um caso recente, podo acarretar as mais funes-
tas consequencas, pondo em risco a proprieda-
de, a fortuna dos cidadaos brasilciros. que nao
devem estar sujeitas ao juizo de tres homens.
Se nao houver um remedio efficaz a semelhante
estado de cousas, muilas pessoas e capilaes po-
dem ser levados a emigrar de um paiz onde a
fortuna do cada um est assim to mal acaute-
lada.
A assembla goral legislativa resolve :
Art. 1." A manifeslaeo do recurso de re-
vista nao lera effeito suspensivo, nos termos da
legislaco em vigor; mas facultado aos recur-
rentes exigir que a parte vencedore preste Sanca
idnea, se quzer levantar ou receber o producto
ou bens das execuges.
Art. 2." A preslaco desta flanea ser re-
querida ao juiz da execuco, que a deferir sem-
pre que se lhe aprsenle certido de ter sido
manifestado o recurso de revista.
Art. 3. Picara revogadas as disposiees em
contrario.
Pedido deinformacoes
O Sr. Abelardo de Dritto : Sr. presidente,
para nao prejudicar a discusso do projeclo de
resposta falla do Ihrono, prescindo da exposi-
co dos motivos que me levam a efferecer um
requerimenlo pedindo normaces. Limito-me,
pois. a envia-la mesa.
Depois que vieren os informaces dire a res-
peito o que entender.
Vem mesa, lido c approvado sem dobale o
seguinte requeri;ento:
Requeiro que se peca pelo ministerio do im-
perio a seguinte informacao :
O emprezario de navegaco a vapor entre os
portos do Rio de Janeiro e Santa Catharina lem
cumprido as condices de seu contrato com o
governo imperial ?
No caso negativo, quaes as providencias lo-
madas para regularisar-se esse servico ? Abe-
lardo de Brito.
ORDEM DO DIA.
Resposta falla do Ihrono.
Contina a discusso do projeclo de resposla
falla do Ihrono.
O Sr. Ferros ( presidente do conselho): A
discusso do voto de gracas offerece vasto campo
para a apreciaco dos principios polticos que se-
guern os gabinetes. Pelos estylos da casa, desla
discusso sempre se separa ludo quanto pode
importar minucias e malcras ou quesles de pe-
(IlIPn mnnla. vorinnnn alia oepocial o quasi ov-
elusivamente sobre a poltica interior ou exterior
(Apoiados.)
A sofreguido do nobre depulado pelo dstriclo
de Vassouras deu-uos a esperanza de que iria
collocar a discusso na devida altura, e de que
desse ponto elevado nao desceria por maneira
alguma. O nobre depulado annuncira desde
muito o desejo mais vivo e mais ardente de pro-
fligar a marcha do gabinele, e extempornea-
mente, peta ordem, trouxe casa cousas que
poderiam ficar para algum sabbado, dia destina-
do semppo aos objectos que nao se julgam de
transcendencia.
Essa man estaco fez crer que o dbale toma-
ra o alcance que devamos esperar de suas luzes
e de sua habilidade, e o nobre depulado appa-
receu na tribuna debaixo dessa impresso. Pa-
rece mesmo que muilas pessoas corrern) s ga-
leras, altrahidas por esta noticia, como para um
espectculo que devia ser grandioso, como o me-
reca a materia que se ia discutir.
O Sr. Martinho Campos : Tal qual hoje,
exactamente.
O Sr. presidente do canselho : Entretanto a
cmara testemunhou que o nobre depulado nao
seguio os estylos adoptados. O nobro deputado
procurou, valendo-se da habilidade que todos nos
lhe reconhecemos, ora apresentar-nos em face
uns dos outros, ora em face de differentes repre-
sentantes, esmiuoando em todos os meus discur-
ses palavras e exprosse-es que poderiam ter esca-
pado no ardor da discusso.
O Sr. Martinho Campos : Nao apoiado.
0 Sr. presidente do conselho : Nesse. terreno
lubrico e resvaladio nao acompanharei o nobr
depulado.
O Sr. Martinho Campos : Sem xluvida Be-
CAMARA DOS SRS- DEPUTADOS.
SESSAO EM 2 DE JUNHO DE 1860.
Presidencia-do Sr. conde de Daependy.
Achaodo-se presente numero legal de Srs. dc-
pulados, lida e approvada a acta da antece-
dente.
O Sr. 1. secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do 1. secretario do senado, parti-
cipando que o mesmo senado adoplou e vai di-
rigir 5 sanegao imperial duas resoluces ; urna,
approvando a aposenladoria concedida ao juiz de
direito conselheiro Jos Thomaz Nabuco de Arau-
jo com as honras de desembargedor e o ordena-
jv> .unuiii jo .ooTjow, ouu.i, auuiuvauOu u
aposenladoria concedida ao conselheiro Hercu-
lano Ferreira Penna no emprego de inspector ge-
ral da caxa da amortisaQo, com o ordenado que
lhe competir. Inleirada.
Outro do mesmo secretario, participando que o
senado adoptou, c vai dirigir sanecao imperial
tres representaQoes ; urna, approvando a penso
annual de 300$ concedida repartidamente s fi-
lhas legitimas do fallecido contador geral do Ihe-
souro nacional Antonio Caetano da Silva ; outra,
approvando a penso mensal de 50J> concedida
ao capito da guarda nacional da provincia de S.
Pedro do Rio-Grande do Sul, Isaas Antonio Al-
ves ; e a ultima, approvando a aposenladoria
concedida ao juiz de direito Jos Gaspar dos San-
tos Lima, com o ordenado correspondente ao
lempo de servigo quo tem na magistratura.
Inteirada.
Um requerimenlo de Francisco da Silva e S
Bandcira, pedindo o lugar de guarda das galeras
desla cmara, offerecendo-se desde j a servir
sem vencimento. A* commisso de polica.
1' lida e approvada sem debate a redaeco do
projecto que approva a aposenladoria concedida
aojuiz de direito Joao Mauricio Wanderley, ba-
ro de Cotigipe, em um lugar de desembargador
com o ordanado correspondente ao lempo que
tem de servico.
Sao lidos e apprevados sem debate os sigui-
les pareceres :
Prelenco dos empregados da thesouraria da fa-
zenda de Minas Geraes.
< A commisso de pensos c ordenados, lendo
examinado o requerimenlo em que os emprega-
dos da thesouraria da fazenda da provincia de Mi-
nas-Geraes podem que os seus ordenados sejam
igualados aos das oulras thesourarias de primeira I nhuma.
ordem, uo pode dar seu parecer sera que pri-1 0 Sr. pretidente io covselko ; Proeurarei,
quera? qual o vosso Um ?"
Sr. presidente, nestes ltimos lempos tem-so
co exagerada : representar acaso o nobre de-
putado essa opinio, que a ludo quer fazer re-
sistencia, e sobre todos os pontos pleitear, sem
cscolha de meios e de armas, o al com princi-
pios revolucionarios?
O Sr. Martinho Campos : Nunca pertenci a
essa escola.
O Sr. presidente do conselho: O nobre de-
pulado acaso reprsenla a opinio de certo grupo
que apparece ante o paiz querendo por em du-
vida, querendo discutir as bases principaes do
syslema representativo ?
O Sr. Martinho Campos : Suppouho que
o ministerio de V. Ex. o leprcseutaule dessa es-
cola.
O Sr. presidente do conselho: Se o nobre
depulado est separado de todos os seus amigos,
e apresenla-se em opposigo s ideas do gabine-
te, torca que exhiba os principios que preten-
de sustentar, e por meio dos quaes quer subir ao
poder: E' isto obrigago de todas as opposiocs ;
foi desla maneira que coraecei a minha vida par-
lamentar nesta casa.
O Sr. Martinho Campos: Tenho-os apresen-
lado, e anda os apresentare.
O Sr. Presidente do Conselho :Quacs sao es-
tes principios? sero acaso aquelles que o nobro
depulado ha poucos dias exibio nesta casa? Nin-
guein os couhece o por issa ninguem os pode
aquilatar I E em verdade, por mais que eu pres-
crute as razos da manifeslaeo do nobre depu-
lado, s posso descobrir urna nica, e vem a sor
a posco em que nos adiamos colloccdos em
consecuencia dos vicios de cerla lei que lem de
ser objecto de discusso na casa, e que nos obri-
ga a estar sempro debaixo da pressao de um
mandato imperativo.
O Sr. F. Oclaviano :Nao apoiado.
O Sr. Martinho Campos:O Sr. presidente do
conselho nunca ha de ver neste paiz semelhante
cousa.
O Sr.F. Octaviano :E desse mandato impe-
rativo nasccu o actual governo.
O Sr Presidente do Conselho :Eu nao me
retiro, senhores, com a expresso que erapreguei,
seno aquelles que se separara das ideas polticas
que linham, que deixam de commungar os mes-
mos principios, quo nao ouvem os conselhos de
seus amigos, que se apresentam isolados em op-
posico ostensiva, com aspirarnos que| muitas
vezes sao determinadas por um mandato impe-
rativo.
O Sr. Martinho Campos :Paramim nao exis-
te, pois nao tenho amo riera patro.
n .Sr Prasidtntm do Pnntrlhn Sr. presidian-
te. V. Exc. v que eu lenho usado da maior de-
ferencia para com o nobre deputado, deixando-o
alargar o seu discurso sob a capa de apartes ; mas
creio quo tenho direito a que o nobre deputado.
quo a cada passo rao osla inlerrompendo, me d>;
alguns momentos de folga, para quo a minha voz
seja ouvida em deesa das aecusacoes que me fo-
rana feitas.
O Sr. Martinho Campos :Apoiado.
O Sr. Presidente do Conselho: Senhores,
deixarei parte historiea, re parle poltica.
Toda a poltica se divide, pode se dizer, em
duas partes: poltica exlerna, e poltica interna.
A respeito da poltica exlerna, o que dsse o
nobre deputado? Levanlou-se, olhou para o meo,
collega, ministro dos negocios estrangeiros, e dsse
estas palavras: Nada digo quanto a poltica ex-
terna, porque ella te sido bem dirigida pele in-
lellgcncia superior do nobre ministro dos nego-
cios estrangeiros......
O Sr. Martinho Campos :Nao me prosunciei
assim, mas esse o incu pensamento.
O Sr. Presidente do Conselho:......fa*o
delle um alto conceito, e mesmo quaado hou-
vesse alguma cousa que me desagradasse, a sua
pessoa influe taoto sobre mim que eu nao ousa-
ria, jamis, nem ao menos murmurar.
O Sr. Martinho Campos :Nao apoiado ; o que
eu disse foi que a natureza dos negocios a seu
cargo me imporia reserva.
O. Sr. Presidente do Conselho : Entretanto,
como concluio o nobre deputado ? O ministerio,
em consequenuia da politice seguida pelo presi-
dente do conselho, nao merece o meu apoto, e
principalmente por que esta poltica dirigida
pelo director do ministerio, o ministro do impe-
rio I Eu desconheco, Sr. presidente, os princi-
pios da escola do nobre deputado I Pode elle con-
ceber ao syslema representativo un mioisteao
ILEGVEL


tiL
Mario de pef bambuco. -- sexta feira m de JLHo de jg*.
jiO.
solidario? pode elle
gabinete urna poltica que nao
tjue nao seja
conceber no cu direito, leem a liberdade mais ampia de
desse gabinete
Eu me ma
mas estou apr
se vai levanta
pulado chegou
te, nai
eLdi
'M
"Roen
Mol
scniimenlo de lodos t)S raembros do Di.eMOga-
binele? urna poltica que soja C nm nico imera-
bro do gabinete, nao compartilhada, p\l menos,
quando no scuLdiclada pelos outros meTT*8* ,
ipuiados.) I
lio de semelhante principio,
endo ; urna escola nova que
E al que poni o nobre de-
com esle seu principio? Apoto
nobro ministro dos negocios eslrangeiros pelas
suas qualidades; apoio os nobres ministros da
da marinha, da juslica, e da guerra, porque fo-
ram roeus companlieiros anda hontcm....
O Sr. Marlinho (Lampos :Nao disse isso.
O Sr. Presidente do Conselho:..........e
porque relacoes de amisade nao se quebrara as-
si m.
O Sr. Marlinho Campos : Nao disse nada
dina.
Sr. Presidente do Conselho :Opponho-me
porm ao actual presidente do conselho, e ao ac-
tual director do gabinete, o Sr. ministro do im-
peli, e farei ludo quanlo for possivel para os ver
fura do poder.
O Sr. Marlinho Cainnos :Nao ecnunciei tees
contraria do poder di muanle, e e sto uui
pCialra do s-(dar-nos ou negar-nos seu vol.... grave mal.
O Sr Mor/infto Cotnpos : E' o favor que pe-' O Sr. F. Octavxano : Sera duvjda. O que
50 a V. Exc, esla liberdade. quer dizer corpo eleiloral de una provincia,
O Sr. Miguel de Araujo : E cu nao o pego tendo duas cores ?
porque j lenho cssa liberdade. O Sr. Predenle do Coiselho : Dessa argu-
0 Sr. ["residente do Conselho : Sim... neste nienlaeao ainda se pode reduzir, em relaco aos
miz **" liberdade de discutir todos os negocios ; demais pargrafos da onstituico, oulra opi-
la a'iberu?de de arraslar todas as repulaces ; niao contraria a todos os principios e conveni-
neln rr.nap* cois immundos da difamarse, cncias polticas.
pX imurenca' fahC-'fi niais do que deve, I O Sr. F. Oclaviano & um aparte.
IS-se ata longc^." E ainda se diz que nao | O Sr. PrerdeiHe do Conselho : Asan, nao
ha liberdade?! Em quepan so poderia go- nodcrc fallar. Eu nao estrsrSVf~,,u*-,testo
zar mais dessa liberdade 5 1ue nesl K5 1 L0.0.*.0.'.5"0 ond? es,ava oSr- Matlinho'Cimpos).
presses lo acerbas entre hoiucns
respeilar ?
O Sr Marlinho Campos d
O Sr. presidente do conselr
nesla cadeira cm conseq'
muilo competente ; ainc'
que me impem o as?
quo se devora
rio, onde ludo licito, onde a condesen.-^l...
vai muito longe, onde a lolerancia inaudita?
(AppuiadosJ
O Sr. Martinho Campos d anda um aparte.
O Sr. Vresidente do Conselho : E' agora que
se explora esla mina, depois que o despeito
procurou explora-la...
O Sr. Marlinho Campos : lslo aconteceu
n'ouiro lempo.
O Sr. Miguel" de Atavio : Qual despeilo 1
O Sr. Presidente do Conselho : Fique certo
o Sr. Uepulado que, empregando a palavra des-
peito, nuuca me lembro do nobre deputado.
Mas, proseguindo, senhores, pcrgunUrci: quaes
sao os fados que os nobre deputados allegam
contra o ministerio a respeilo da poltica inter-
na ? onde, qual o acto de persegmeio que o mi-
proposiQoes,
O Sr. Presidente do Conselho:Pois no texto
do seu discurso nao scencontra esle pensamen-
to? O uobre deputado nao deslocou todo o mi- ,
nistciio para faztr a apolheosu de alguns niinis- i "isleo letn pratieado at hoje i qual a pertur-
tros, e deixar cahir o peso de suas acres censu- que tem havido no processo eleiloral, por
ras e aecusaces nicamente sobre o pesiden-
te do conselho c sobre o Sr. ministro do im-
perio?
O Sr. Martinho Campos :No apoiado ; ne-
guei o meu apoio a todos.
O Sr. Presidente do Conselho :Pode o nobre !
depulado ter a corleza de que nao ha no gabinc- :
te um s moiubro que no seja solidario com os
;iu-n collegas.
Todos os Sis. Ministros :Apoiados.
O Sr. Presidente do Conselho :Nao ha nclle 1
poltica particular de nenhum ministro ; a politi- ;
ca de lodos os membros do gabinete.
Todos os Sr. Ministros:Apoiado.
O Sr. Marlinho Campos :Se assim razio
de mais para nao dar o meu apoio a nenhum.
O Sr. Presidente do Conselho :Ainda agora
disse o nobre depulado : Nao, nao leudes ra-
zo ; eu me opponho a lodo o gabinete, darei
porm o meu voto a alguns dos ministros.
onde se possa aecusar o minisleiio de urna iriter-
veneo indebla ? onde se acha um acto que
possa autorisar o dizer-se que o gabinete quer
arrogar a si poderes que nao Ihecompelcm ? on-
de esses fados de perseguiro a partidos, de per-
scguico por opinies ? quando procurnro-nos
desfazer de nossas all'eicocs amtigas ? quando pro-
curamos segregar a quelles que se acham unidos,
ou por meio da benevolencia ou por moio da in-
triga ? Procnr-ai a chronica de lodas as provin-
cias, aponlai um s acto dosso d'onde se possa
inferir a intcnco, por parte do gabinete, contra-
lia aos principios adoptados, contrario ennsti-
I tuicao do Estado, contraria s les da paiz...
N^ao o encontrareis I
A ausencia de aecusacoes nesses pontos da po-
! litica interna, a mais importante do paiz, 0 que
j denota ? l'allencia de razos...
OSr. Marlinho Campos : Apoiado !
O Sr. Presidente do Conselho : .... ou pre-
;_: ;'.:::"c:r. oos os osiacuios, mas...
O Sr. Martinho Campos : D-se apartes ao
orador a quem se presla altonrao.
O Sr. Presidente do Conselho : Dizia cuque
d'ahi poderia provir um obstculo ao exerccio
das do'mais aribuicrs conferidas pela consti-
tuico, por exemplo a do adiamento, na dissolu-
ciio da cmara dos deput idos, ele.
Mas, senhores, para que discutir principi s
quo a constituidlo reconhece, seguidos scr.pre
al boje som *a menor )pposciio, reconhecidos
por todos ?
O Sr. Marlinho Campos : Nao apoiado.
Contesto.
O Sr. Presidente do Ccnselho : o pa:z in-
leiro, sabo que dos ministros que '.ccru tido a
honra de senlar-se nos (onseihos da coti ne-
nhum deixou nem dcixant de acyitar toda res-
ponsabilidadc qtre Ihe enmpre. (Apoiados.' Ne-
nhum dos ministros passados nem dos actuacs
deixar de o fazer.
L'nm Voz : Resporsabilidade moral, mas
nao legal.
O Sr. Presidente do Conselho : Mas ddide,
senhores, procedeu o reteio de absolutismo, que
assoberbou o nobre depulado de um momento
para oulro ? Qual a vic laco d le, e da cons-
lituicao ? quem a pralicou"?
do
itn aparte.
.0: Estou sentado
jencia de urna escolha
-a'nao rsqueci os deveres
A casa b'em v qi- "P10 ">u? a(u ,enho--
minhas resposlas. nao.,enho Bldo. asPerci nos
conveniencia 1ue na0 commelti urna so in-
pulado nem a-ue "ao desrespeilei o nobre de-
eu abando d quaqluer oulro. E* possivel quo
denuUiin <>e ""i- ue defeza? Quer o nobre
- que cu me conserve na posicao de en-
"os f 'uv'"d0 ,utl0 sera responder ? t.' um Z-
n n h f ''' <'ue no ca'lp aos caracterl's dignos que
.. re deputado deve respeltar.
- jtrarei na parle administrativa do discurso
nobre depulado.
O nobre depulado fez-me merc de declarar
juc eu nio linha ideas fixas. Nao recuso o con-
ceito do nobre depulado ; nao lerei ideas fixas
pela razao, s porcm conhecem da qualidade das
podras os lapidarios ; nao lerei.ideas fixas por-
que nao posso ser romprehendido pelo nobre
depulado. Creio, porm, que aquellos que com
altancao tiverem 1 ido o nieu rotatorio tero en-
contrado nclle quanlo sufflcienle para formar
urna opiniao segura a respeilo das ideas e dos
principios que segu o gabinete.
O nobre deputado parece querer que o minis-
tro seu de certas formulas, e pensa que s essas
formulas pdem dar idea das medidas dos prin-
cipios dos minislros. Se eu discorresse para ou-
tros que nao fossem os representantes da nacio,
cuja sabedoria se deve sempre acatar, seria ne-
cessario capitular principio por principio, oropo-
sicao por proposicao ; mas para aquellos que
emenden), como os nobres diputados, quaes sao
os principios da sciencia, qnacs sao as materias
sobre que versam as reflexes do minislro, nao
raister essas proposices capituladas, esses Ihe-
; mas, isso que o nobre deputado deseja ; e eu
Revolvcia nossa legislacao. Podis acha: ah; faria por corlo urna otfensa muito grande
incomprebensivel o procodimento do nobre do- ; cipilaeo da parle do nobre depulado, ou o de'seio
: utado ; e ello nao pode de maneira olguma ser >
juslilicado senao pela poltica pessoal que S. Ex<.
segu...... Nao posso deixar do notar cmara
o proccdiinenlo do nobre deputado: nao ha urna
s palavra miriha que elle nao acompanhe de um
aparte, nao ha urna s expressao que nao faca
seguir de urna daquellas ragas cujo pico todos
lie recouhcccm, ou do obsurvaces que podem
triralm do que elle deseja.
Se o nobre deputado se quizesse conter um
pouco, dcixaria livre a discusso para aquello
de enlear o presidente do conselho com os seus
collegas, quando na verdade todos se acham
abr eados pelos lacos indissoluveis da aleico,
da amisade a mais'cordeal.
O Sr. Marlinho Campo* d un aparte
O Sr. Presdeme do Conselho : E' sempre
Sr. presidente, a estrategia a que recorre o no-
bre deputado. Faz-me lembrar o que se dizia
do Thucydides e de Periclcs : na lula Thucydi-
des venca sern^fc a Periclcs, mas Pericles com
,asua cloquencta sempre fazia persuadir que fura
ue responde ; c senao pelo propno dever, ao 1____
i o vencedor,
menos porque os aecusadores, depois daacccu- i ()
sar, devern ouvira defesa. [/(potados.)
O Sr. Marlinho Campos :Se recebe em mal, '
nao conlinuarci a dar aparles.
O Sr. Presidente do Conselho :A poltica do
ministerio nebulosa, disse o nobre deputado a
primeira vez que fallou nesta casa : a poltica do
ministerio, anie-honlenio disse clara, ca vista !
della nao posso prestar adheso genio a alguns
dos ministros'
Sr. Marlinho Campos : Ao menos V.
Ec. mata agradavelmenlo ; faz goslo rnorrer as
suas mos (Riso).
O Sr. Presidente do Conselho : O nobre de-
putado produzio um facto, de cujo alcance nao
posso prescindir em relaco nossa poltica in-
terna ; disse elle : dcniiltistcs presidentes.... o
Antes do tudo, sobre odircilo de demissaocu nao
posso conceder a minima discusso. Usando das
nterpretaces dadas a onstiluicao de urna ma-
neira que offende o boui senso" publico ; acha-
ris nella aclos do poder execulivo que \$a of-
fendido gravemente o diicito eleiloral.
Na quadra do maior liberalismo coartuu-se o
direito de volar, exigndo-sc para o uso do voto,
nao a renda de lg em moeda corrente, mas
cm moeda de prala.
O Sr. Martinho Camoos : Marcada pela
constituico.
O Sr. Presidente do Conselho : A constitui-
dlo marcou essa quanli; em moeda crreme.
Eu combat aqu essa idi palmo a palmo e nao
foi a razio quem venceu.
O Sr. Marlinho Campos : Porque is conser-
vadores gosiam de ideas constituimos.
O Sr. Presidene do Conselho : F> o inte-
resse de excluir corla elasse de individuos que
se julgava muito intensa os inleressesauc cnlo
dominaram.
O Sr. Martinho Campos : Nao apiado.
OSr. Oclaviano : So ha lei que pea honra
aos seus autores, a le de agosto do1846.
O Sr. Presdeme do Conelho : Sedhores, nao
ha cousa que nao tenha s do elogiado: j se fez
o elogio das couves, e al o da pestf
O Sr. Oclaviano ; A le de 184G no fo
urna pesie.
O Sr. Presidente do Coiselho ; Nao me re-
firo lei de 166: fallo di ferida fci(a na conti-
luicao. (Muilos apoiados.)
Ainda ha pouco lempo vo-sc o faci de se
lelligencla do nobre deputado se o quizesse col-
locar em semelhante posicao.
Mas quaes sao os principios que nao segu o
gabinete visla do reUtorio do minislro da fa-
zenda ? Onde eslao ellos? Parece-me que cabo
a prova ao que aecusa, e nao ao que se defende.
(Apoiados). Se o nobre deputado extremasse
/aquijlo que julga, 011 reputa lacuna. e dissesse :
Nao fallasles sobro este ponto de grande
transcendencia, nao disscsles qual o vosso pen-
samenlo a respeilo desta ou daquella materia
eu estara obrigado a acceilar o seu convite para
declarar qual era o pensamento do governo.
O Sr. Martinho Campos d nm aparte.
O Sr. presidente do conselho :Ninguem pode
com o nobre depulado Quando 6 atacado de
um lado fo?e para oulro, e com um redondillio
que a sua Iiabilidade sempre Ihe fornecc, quer
fazer acreditar que fallece a ra2o a seus adver-
sarios O que quer o nobre deputado ? De que
se queixou ?
Sr. Martinho Campos :Nao quero nada.
rece.
..isle-
o. Accusou-o, creio, do nao haver o ministerio
dito logo a marcha que tfuha de seguir, quaes os
seus principios a respeilo da quesio turneara.
E' mais urna aecusacao sera fundamento razoa-
vcl, da parle do nobre depulado, porque deixou
de alionder ,'is palavras que enuncie; na sesso
passada, e quoria que cu afroolssse, logo que
puz o p na barca do estado, urna opiniao que se
ia levantado-, sera primelramenlu comparar os
f>r. Martinho Campos :11 urna verdadeira
anxiedade ncsle poni.
O Sr. Presidente do Conselho :Recorra o no-
bie denu^o aos homens entendidos ; cites Ihe
dirau^^HPvisla do rrlalorio nao tem a menor
dlvida sobre as ideas que pretendo propor. (Mui-
O^^fl^Pn^Te Aravjo :Tenho cuvido a di-
[ versos quo tcm lido o seu relatorio, e nem todos
sao accordes no que V. Exc. pretende ; ha duvida
a esle respeilo.
O Sr. Presidente do Conselho :Ha alguma cou-
sa, por mais justa, por mais sania que seja, que
.. niTercca motivo de duvida ?....
' "O Sr M'iouel de Aravio ;-f_C^ c;aro.
O Sr. Vresidente do Conselho:Ah meu caro
padree senhor! a vossa biblia, o vosso evange-
Iho nao lem sido molivo de lana conleslaco ?
(Risadas).
I O Sr. Miguel de Araujo :A comparacao nSo
' nada feliz.
O Sr. Vresidente do Conselho :O nosso procc-
j dimento, por mais santo que seja, nao objeclo
de censura ? nao por moio de censuras que ga-
: nhamos o reino do co ? (Risadas).
O Sr. Martinho Campos :A biblia do nobre
: ministro nao a mesma do nobre depulado !
O Sr. Presidente do Conselho : preciso que
j o pobre orador se volte para toda a parle Sendo
vos minislro da religio quo professo, dizendo eu
vossa biblianao digoa minha biblia?Ah I
j senhores O espirito de scepticsmo se tem ino-
1 culado por toda a parte I E' esse espirito quo se
apossou do nobre deputado, que faz cora que elle
' veja urna uffensa onde nao a ha !
lelo menos, disse o nobre depulado, o meu
i digno anlocessor foi mais franco ; e porque ?
, Porque pedio ao corpo legislativo urna medida
j para melhorar o meio circulante, e eu a lemei
por mim mesmo.
E' a conlradicro mais palpavel que se pode
Os nobres depulados nao sabem ainda quaes
dar
hio de certo salo, correu por todas as parles, c I ''" c "" T Se!'"aa SPm ,a m??r dlscr.ePna
o nobre depulado a repeli porque como que !!*/SLd0*eB*0. ,e8,8,,l'T0 La0 J'-0uve
se mira no esnellio uue ll.e (J,rL .,.. T ?.uc r'ao uffresso demissao, se nao a pedirn).
.0 cspclho que llicforneccm certas ps-r.T 1 UC""5S,,' f "7 a, r00'""1
sao avssas as ministerio. E-"'lc ?8lf razao' P08*0 "obrc ^P^^ p6dt
soos que
O nobre depulado pelas Alagoas lambem disse
que a poltica do gabinete nebulosa ; mas ao
mesmo lempo declarou que o programma do ga-
binete linha theses. Todo o mundo sabe
que nao recu-
lando ha Iheses. nao pode deixar de haver pro-' mos .'dos os presidentes que se aehavam no-
posc5es claras e definidas, e a vista dessas pro- "'?do que se ochava"' em exerccio quando
posices claras e definidas parece que as adhc- ^a^x'^ m""8leno- r
es podem muilo bem se dar, salvar as pre- Sr" Marll"ko Campos : -
venenes.
O'Sr. Miguel oe Araujo j um aparlc.
O Sr. Vresidente do Conselho : Enigmas e
l!:ists sao cousas lao conlradiloiias que nao sei
1111,0 sto escapa perspicacia do Rvd. Sr. depu-
lado.
enigmtico*. "
Sr Vresidente do Conselho-q nobre depu-
tado pela provincia do Rio de Janeiro que
xna. honra com a sua amisade lambem parec u
levantar duvidas quando hontem disse que asta va
na especlaliva, e que esperava pelos actos do
ministerio.
O nobre deputado foi mesmo mais longe, por-
que declarou que, se o ministerio fizesse passar
una ou oulra medida do seu agrado, Ihe dajia
apoio
Trago esta observadlo inicamenle pira mos-
trar que do vosso lado, ni vossa sera, lia mui-
lo bicho damniriho que a ^slrague
O Sr. Marlinho Campos : O aulor agrade-
cer a V. Exc.
O Sr. Vresidente do Ccnselho : Oiem s^r
o autor da le ? Foi um; commisso di cmara
dos depulados ..
O Martinho Campos : O aulor do cuno torea-
do da moeda inglesa.
OSr. Vresidente do Conselho :Trouxecsse ex-
saram. cinplo smente para chaar vossa allenco.
O Sr. Presidente do Conselho:E que nao senhores, para esla verdadeque muilos dos
recusaran), porque no podemos por maneira al-1 actos illegacs ou contrarbs constituido leem
ainda plollgar o ministerio ?....
O Sr. Marlinho Campos : Sirn, senhor.
O Sr. Presidente do Conselho : Mas qual o
molivo ? em que fouios nos infelizns ? Aecila-
v- o,, .i/u 1 m mt'i i. iiijuts -,\no quero aua.
O Sr. presidente do conselho ;Assim pare
Nao lem base as aecusaces que faz ao minis
giima violentar aquelles que nao querem se-
guir o ministerio. A demissao nesle caso nao
parti , porlio mosmo daqoelli'S que. cm
sua ronsciencia, eniendiam que no'podidm pres-
lai orvl<.no ,n r.piT Hnrniila n npf mniwnria.. <1
vaiei sempre a esses caradores leaos, que as-
Sido promulgados por aquellos que so couside-
ram os seus mais extremados defensores.
O Sr. F, Oclaviano : Apoiado. Nislo con-
cordo.
O S- \\nr.l\.l>s>SJ>J'aonA conceber um homem poltico perleuccnlo a un
sirn se apresentam ante o paiz, ante o corpo lo- pa.tido som uniio com os seus clievcs ? Mas
1110 digo ? O nobre d(
gislalivo.
Mas qual oulra razao, so r.o a queja dei,para
essas demissdes ? Seria por ventura porque du-
rante a viagem de S. M. o Imperador se obscr-
vasse que esses presidentes linham procedido de
um modo inconveniente? Creio que o poder exe-
culivo deinorislrou por 11111 aclo bem significati-
vo o pensamcnlo contrario.
E onde
conslituico, garantido por todas as leis de con-
yeniencie, por todas as leis de interesse pu-
por
Senhores. occasiao em que me devo pronun- ,\n" '' """re depulado com o principio
dar por um modo claro a respeilo das adhesocs Jt V coa1rclor """"o-ia escolha do pode,
dos membros desta casa. "?!._s0.a.u de (lual.,l"er poder, garantido pela
No pensamento que vou manisfestar tenho o
vol de loiios os meua collegas ; nos nao aceita-
mos por modo algum apotos condicionaos. As
nossas opinies so achara manifeslas ou pelos
lacios que se leem dado, pelos nossos aclos du-
rante otempo de nossa adminisiraco c que pro-
va m nossas otenedes, ou pelas medidas que te-
mos iniciado ou pretendemos iniciar.
Sobre estas bases aceitamos as adheses, acei-
tamos o apoio que nos quizerem conceder ; nao
podemos admiltir, porm, apotos condicionaos ;
desojamos nicamente apotos bem definidos.
O Sr. Marlinho Campos : Impe e nao re-
cebe mandato imperativo.
O Sr. Presidente do Conselho : Como pode-
rei responder a esle aparteimpe e au aceita
mandato imperativo ?Registre-sc o aparte ape-
nas, porque elle mesmo encerra em s a sua res-
posta, a sua completa refulacao.
O Sr. Marlinho Campos : Muito bem 1
O Sr. Presidente do Conselho : Senhores, se
os jiossos principios sao conhecidos, so sao 1ra-
duzidos em nossos actos, se se acham manifes-
tados em nosso relatorio
blico ?
O Sr. Martinho Campos:Apregoado
mim no meu discurso.
O Sr. Vresidente do Conselho : Paroce-mc,
pois, que sobre esto ponto no pode o nobre
deputado sustentar urna opiniao contraria aos
rileresscs de seu paiz.
Ainda oulro molivo de discordancia, ou oulro
fundamento da opposico do nobre depulado, foi
o lacio da escolha de um senador.
Entendeu o nobre depulado que a patria esl
em perigo, que. nao Calilina, mas o absolutismo,
esla as portas de Roma por nao se ler feito essa
escolha conformo o seu goslo : e jolgou dever
Irazer para esle poni a discusso da competen-
cia do poder moderador na Jvre nonieacao de
senadores, assim como a do livre exercicio de
oulra qualqucr das faeuldades quo Ihe so allri-
buidas pelo paci fundamental.
Senhores, cm lliese, se se Iralasse do jure
com duendo, se se Iralasse de fazor urna consli-
luico, nao sobre as bases em que assenta a
em nosso relatorio o na falla do tlirono, nossa. eu poderia admiltir ludo quanlo o nobre
nr. .niLnc6 a M '* q,,f VI0Zramma 1u *- depulado quizesso eslabelecer, poderia adrnitlir
ementamos urna verdadeira mysliftoaco ? todos os seus principios, toda a sua argumenta-
cao. Mas, em vista da leltra da constituico.
aqueltosque opinara de um modo conlrario" ao
nobre deputado. acham o maior fundamento para
sua opiniao, fundamenlo constitucional, deduzi- |
como se pode dizer que a nossa poltica nebu-
losa ?
Haver poltica nebulosa ; mas essa nao a
que seguimos, sim a daquelles que nos aecu-
sao de havermo-la adoptado. Onde csso ento-
rna Aponle-se... Mas nao ; os nobre deputa-
dos apenas proferem as palavras enigma poltica
nebulosa, eno se digno produzr asprovas, dar
as rasoes dessas quanficacocs...
O Sr. Miguel de Araujo : As provas achara-
se no discurso de V. Exc. quando veto explicar o
eeu programma : moslrou que a sua poltica se
cilrava uas relacoes pessoaes.
O Sr. Presidente do Conselho : Por caridade
evanglica mostr V. Exc.. indique um s ponto
dessa poltica nebulosa, desse (fnigraa.
O Sr. Miguel de Araujo : Respondendo aqu
a um nobre depula.lo V. Exc. fez consistir o seu
i>rograruraa as afTeces, as amiztdes pessoaes.
O Sr. Presidente do Conselho: lia cousas
que nao se pode comprehender I..
O Sr. Miguel de Araujo : lslo esl no seu
discurso.
O Sr. Presidente do Conselho : Leia o meu
discurso. O nobre depulado pelo Cear, que hoje
chegou, mas que nao esl actualmente na casa
(o Sr. Jaguaiibe), aecusava aquelles que acompa-
iihavo a nossa poltica, que apoiavo o ministe-
rio, leudo ainda, havia pouco lempo, combatido
es principios que o niiuislerto actualwadoplra :
que nao obstante islo, o apoiavo por motivos de
amizade. O que llie respond eu eulao ? isse
que em todos os lempos as affeices e a amizade
preponderavom na poltica, c'preponderavam
muito. Eis as minhas palavras; ellas ahi es-
lam...
Um Sr. Deputado : E disse urna verdade.
O sr. Miguel de Araujo : Infelizmente leem
preponderado, mas urn grande mal.
O Sr. Prestdene do Conselho : E' inconles-
lavel que as affeices prepondero, assim como
as ntraiadeg e os despeilos.
Onde pois, repitirei ainda, essa poltica nebu-
losa? Ouereriau os nobres deputados quo de cor-
ancasse-mos cm seus bracos, ou,
mas do espirito da mesma
po e
por oulro lado, adoplassemos ideas que r po-
damos aeeitarpor incon?enienls ou porinonpor-
tunas ? Nao, senhores; quando enunciamos nes-
la casa a nossa poltica, o promeltemos segui-la
uo tiremos em animo nem illudir a uns nem
oulros ; dissemos aquillo que desejamos fazer
quillo que julgamos que conveniente, aquill
que vai de acord com o nossos principios e com
ojosso fin, tsiao es noferes depuudoi m iodo
do, nao s da letra
constituico.
O Sr. Martinho Campos '. Nao apoiado.
O Sr. Vresidente do Conselho '. O nobre de-
putado sabe muito bem quo a constituico do
imperio, quando trata do poder moderador, o
colloca em urna esphera superior aos oulros po-
deres polticos do estado ; considera-o como
chave de todos os poderes, considera-o sobre-
rolda de todos os poderes polticos, para harrno-
nisa-los, para chama-Ios a um centro, afira de
quo possam bem runeelonar todas as rodas da
machina social.
Quando a constituico do imperio no art. 8
diz que o poder moderador a chave de toda | a
organisneo poltica delegado primitiva mente
ao imperador ; quando no artigo a respeilo do
poder execulivo declara que o imperador o
chefedesle poder e o exercila pelos seus minis-
tros de estado parece que lodas as objececs e
argumenlos 1 m contrario produzidos peto" nobre
deputado e ^ que por ventura queira ainda
apresentar, ao todo se quebram arito a vonlade
explcita c clara do legislador consliluinte. |
(Ha um aparto do Sr. Oclaviano)
E' o effeilo dos principios que encerra a obra
de Benjamn Conslant, que nesse e em muilos
pontos servio de hase ao nosso pacto poltico.
O Sr. F. Oclaviano: Enlrefanlo, quando foi
chamado por Napoleo para ajudar a fazer um
pacto conslilucional, nao se lembron Benjamn
Constnnt da sua obra.
O Sr. Vresidente do Conselho : Nao traamos
agora de jure conslituendo.
O Sr. F Oclaviano d um aparte.
O Sr. Vresideuie do Conselho : Drei ao no-
bre depulado que, se reflectirmos bem, segundo
a organisaco do senado, dessa faculdade vira
mais proveito s opinies polticas em que se di-
vidir o paiz, do que da opiniao contraria. Se do
minar urna poltica sustentada por um ministe-
rio e por seus successores, de seguir-se o prin-
cipio conlrario, resultar quo no senado sero
uoicsmenle adraitlidos individuos de urna s
epioio.
O Sr. F. Qctaviano : Esl vislo.
O Sr. Marlinho Campos : Como tem acon-
tecido, muilo conslituciorialmerile.
O Sr. Presidente do Conselho : Ento ja-
mis poder ler entrada no senado ua opiniao
, utado represe'ila um
tinado, e ponanlo nao pode ler solidiriedade
com companheiros que ni o exislem.
Permita agora o nobre Jepulado que cu resu-
ma os outros argumentos seus relativos parte
poltica do seu discurso.
O nobre depulado nao combate o gabinete por
sua poltica externa, porcue approva c aiaen-
deosa.
O Sr. HartnAo Campos sto nao exacto.
O Sr. Vrasidcnte do Conselho Pelo menos
eleva o meu nobre colleja e o julga digno de
de loda a veneradlo, de lodo o respeilo. Apoia-
dos.) Talvez assim fizesse o nobre depulado por
csso espirito que descubre em lodas as suas pa-
lavras, isto amesquinhr os companheiros de
S. Exc.
OSr. Marlinho Campal : Eu repulo qual-
quer insinuacao que se possa conter nessas pa-
lavras que nao ouvi bem.
O Sr. Presidente do Comelho : O nobre de-
pulado elogiou apoltica eiterna ...
O Sr. HartnAo Campos : No elogiei.
O Sr. Presidente do Comelho : No aecusa
apoltica interna, no produz um s fado que
sirva do fundamento a urna aecusacao: entre-
tanto voltando-se para o ministerio diz, nao sei
se de accordo com a sua consciencia : Nao vos
apoio, porquo os nobres ministros da marinha'
da guerra e da juslica foram at ha pouco lem-
po meus companheiros, nitus alliados o no se
quebram assim de repente as heos da amizade ;
nao vos apoio porque o presidente do conselho
e o autor de tudo quanlo de mo se lem feito,
e o autor de urna polilia nebulosa, de urn
myscismo que ninguem pode comprehonder
nao vos apoio porque o gabinete dirigido pel
Sr. minislro do imperio, que o diredor de
ludo e cujas ideas so ms.>-
O Sr. Marlinho Campos .Eu sempre apre-
sontei alguns males.
O Sr. presidente doconse'.ho :Ser o priraei-
ro exemplo dado na historie dos parlamentos de
negar-se apoio a um gabinete, porque se tem
aleico amatoria dclle, pirque a sua poltica
externa nao ollVrcce motivos para censurar-se
porque em sua poltica interna se nao depara
um fado para fundamenlo tic ume aecusacao le-
gitima ; e smenle porque o presdeme do con-
selho de repente subi posicao que oceupa ;
porque o ministro do imperio um joven ; por-
que o presidenlc do conselho usou das palavras
ralos de. lentilhas. merr.ador de verduras 1
Assim o nobre deputado pelo districto de Vas-
soiiras, varrendo os armazens do passado s con-
seguid Irazer de l algunias leas de aranha
para laucar sobre a farda co presidente do con-
selho.
Senhores, j que se me o Tereco urna occasiao
opporluiia, drei relativamente ao servico que me
cabe a honra de desempenhir na casa'imperal
oque disse em 1819 pela imprensa ; repillo (oda
e qualquer insinuadlo nesso sentido ; declaro
que ellas sao lilhas de urna caneca ardente, des-
tituidas de lodo o fundamento, e" alheias ver-
dade.
O mesmo repelire a respeilo de urna oulra
aecusacao na qual se pretende que eu pedir um
augmento de ordenado para sustentar 22 boceas
que linha a meu cargo, be ceas que nunca exis-
tirn).
O Sr. Marliuho Campos ;Ser bom nao re-
ferir-se a mim para nao provocar seenas que nao
desejo ; e por isso que nao repillo V. Exc.
como bem o merece.
O Sr. presidente do conselho :Nao sei como
o que acabo de dizer envoha urna provocacao
digna dessas seenas com que o nobre deputado
me ameaca I Tenho-o tratado sera allenco, sem
deferencia ? em que tenho ofl'endido sua d'igni-
dade ? em quo tenho ferido o seu melindre ?
O Sr. Martinho Campos ; Em cousa ne-
nhuma.
O Sr. presidente do conselho : Ser por ler
retorquido s suas aecusaces sempre speras ?
Ser porque uso da voz natural que me foi dada,
que nao posso modificar, pois que o que a nalu-
reza d s a tumba leva ? Pira que pois es9as
expresses ? Porque ha de o nobre deputado
servir-6e da ameaca que acaba de formular?
OSr. Martinho Campo :Nao Oz ameacas.
O Sr. presidente do conselho .Para que ex-
preciso que o lempo i/.osse com que o nobre de-
pulado recoriheccsse qual o verdadero caminho
que se deveria seguir.
O Sr. Marlinho Campos d um aparte.
OSr. presidente do cons-lho :Pnra muilas
pessoas o esludo nada, a escola dos tactos no
serve senao para cnlamear os caracteres mais
distinclos.
O Sr. Martiulio Campos : Quanlo a cnla-
mear, V. Exc. deve ser professor nesse processo ;
eu nada posso responder a ^sle respeilo.
O Sr. presidente do conselho :Quando o no-
bre deputado permiilir que eu fallo, continuar
o meu discurso.
O Sr. Mailinho Campos :Pelo regiment le-
nho o direito do protestar contra expresses
ofi'ensivas.
...i. tavwagrt! ijlLarr'it.-i/ito-rTTrf?il)!?i5e 'i'00"-
0 Sr. Marlinho Campos :Repillo injurias.
O Sr. F. Oclaviano. :N'.io ; nao se pode en-
xcrgar injuria
em
en
urna cousa que poderia ser
lambem injuriosa ao Sr. ministro da Justina.
O Sr. presidente do conselho :Eu quero sem-
pre quo minhas palavras sejam entendidas clara-
mente. De que traa va en? Mostrara quo os
fados erara procurados por muilos para cnla-
mear caracteres nobres ; acaso o meu collega o
Sr. ministro da juslica estar nesle caso ? Creio
que o nobre depulado quo me deu oullimo apar-
te achava-se muilo prevenido.
O Sr. F. Oclaviano : Em abono da verdade
estou alguma cousa prevenido desde quo V. Exc.
fallou em mndalos imperativos.
O Sr. presidente ds conselho : Fallei agora
como fallei sempre, como fillei em outras po-
cas, e o nobre depulado conhece bem minha
opiniao.
Mas emfim.... conseguio-se o desojo do nobre
deputado, desvici-me do caminho que tri-
Ihava....
(Uepois de alguma pausa).
Quaes sao os pontos em que o nobre deputado
acha divergencia entre o nosso coraporlamento
passado o o actual, entre nossas palavras profe-
ridas em agoslo de 1659 e aquellas de que nos ser-
vimos boje ?
O Sr. Miguel de Araujo d um aparle.
O Sr. Presidente do Conselho :A discusso
esl aberta, combinen) as minhas palavras de
hoje com as do armo passado, e os nobres depu-
tados reconhecerao homogeneidades de principios
e de vistas. E nesle terreno que a discusso deve
ser vanlajosa ; qual a aecusacao que os nobres
deputados nos fazem ?At" hoje anda nao
apresentasles o projecto sobre as quesles nan-
earas.
O Sr. Miguel de Araujo .Nao sei como V.
Exc. se pode entender sobre esle assumpto com
os seus collegas da marinha, da juslica e da
guerra.
O Sr. Presidente do Conselho :Ifavemos de
ter occasio opportuua para eulrar nesla questao.
(Ha alguns apartes, e o Sr. presidente reclama
a allenco).
Senhores, urna fatuidade humana suppor al-
guein que possa dar lices ao mundo, que possa
servir de raestre aquelles que nao seguem as suas
ideas.
Promelli o auno passado iniciar medidas na
prxima sesso do corpo legislativo, e nao as ini-
cie! ainda .
Sr. presidente, a historia do nosso parlamento
mostra que antes da resposla falla do throno
nao se iniciara uieuiuas ue ana monta ; e mister
primeiramente que o gabinete, por meio da ap-
provaco do voto de gracas, conheca se a sua
posicao segura para poder iniciar aquillo que
desoja. (Apoiados).
E esta a historia do nosso parlamento, e nao
nos devenios apartar dos esiylos dos nossos
mostree.
Tenciono apresentar no senado, onde se acha
pendente o projecto relativo s materias econ-
micas que foi aqu objeclo de discusso na sesso
passada, is ideas que julgo conveniente para o
melhoramento do nosso meio circulante e dos
bancos.
A esse trabalho deve preceder a apresentaco
do parecer da commisso de inquerilo que ihe
tem de servir de base. Esle parecer creio que
terca ou quarla-feira deve ser dado como promp-
to pela imprens3, e ter de ser distribuido n3
cmara dos Srs. depulados e na dos Srs. sena-
dores.
Procedendo assim, creio que tenho cumprdo a
promessa que contrahi___
O Sr. Marlinho Campos.Vem um pouco lar-
de sendo negocio de tanta importancia.
OSr. Presidente do Conselho :Um pouco lar-
do, quando agora discutimos o voto de gracas?
quando nao contamos seoo muito poucos das de
sesso ? quando os nossos bancos nao esto preen-
chidos por lodos os membros que pertencem s
difiranles deputaces ? quando ninguem ignora
que princiamos os nossos trabalhos com poucos
desses membros, e que as nossas sesses lem
sido interrumpidas por falla de numero ?
Maso que querem oa nobres deputados? querem
saber quaes sao as ideas que encerra o projeclo
que tenho de propr em substiluico daquelle
que passou nesla cosa e que pende da discusso
o senado ?
sao as minhas ideas a respeilo do meio circulan-
te, e ao mesmo lempo declarara que eu j lomei
medidas sobre este objeclo___
O Sr. Mig:icl de Araujo ;Conderunamos a ma-
neira por que V. Exc. as tomou.
O Sr. Presidente do Conselho :E' preciso sc-
guirmos o fio da discusso. separar da materia
tudo quanlo Ihe inteiramente extranho, para
que nos possamos entender, para que possamos
fazer um juizo seguro.
Qual foi a medida que lomci que por ventura
l importe substituirlo da que foi proposla poto meu
1 Ilustrado antecessor ? Usando da autorisaco
j concedida pela lei de 1855, alterei a taxa do sel-
lo a respeilo da emiss.io miuda dos bancos.
Quo importa islo ? Dizcm os nobres depulados
I restricto do crdito, ataque liberdade ban-
, caria.
Mas, senhores, para que possamos discorrer
sobre este ponto, importa que os nobres deputa-
! dos declarem o queenlcndem como restriceolo
. crdito, o que emenden) por liberdade ban'caria ;
porque de oulro modo, repilo, nao nos cargare-
mos a entender.
A medida, j o disse no senado e ninguem po-
jde contestar, lem por fim substituirs notas de
pequeo valor que ficticiamente, e digo mesmo
clandestinamente, erara enjillidas onde pela lei
nao podan) circular.
Essa medida levo por lira ainda desviar o in-
tento do dous bancos que queran) fazer ohama-
das para reunir capitaes ficticios, e sobre esla
base laucar ainda ni circolac.io urna grande
quanlidade dessas notas, que permanecen) por
muito lempo ras mos dos consumidores como
substituas da moeda do governo, livrando-os
assim dos sustos, dos temores, dos refluxos que
so podem dar quaudo o pnico abala todas as for-
tunas.
Ora, era esla, a medida que o nobre deputado
polo circulo de liagualiv, raeu Ilustrado anle-
cassor, propoz nesla cmara ? O homem de born
senso, de simples Intelligoncia, quo ler o pro-
jecto apresentado pelo meu anlocessor e o de-
creto a que o nobre deputado se refere conhece-
r que esse parallelo, essa homngeneidade, ou
essa idenlidade que o nobre depulado procura,
nao se podo dar absoluta mente senao para se
levantaren), na carencia do razos, aecusaces,
e aecusaces infundadas...
O Sr. Marlinho Campos :Nao procurei iden-
lidade ; moslrei a dilleronca que havia entre urn
c oulro acto. Parece que nao tomou nota do meu
discurso.
OSr Presidente do Conselho:Nao lomci no-
la do seu discurso; mas nao se acha elle publi-
cado nos jornaes do da nao ouvi aqui o nobre
deputado dizer que no fui franco, que lancei
mo, por um meio clandestino, llega), daquillo
que o meu Ilustrado antecessor linha pedido ao
U Sr! nanlnlio Campos O inda um aparte.
""' iicstaeitte ao v/nscino :IV a habiliJa-
do do nobre deputado : diz e desdiz, e sempre
esl com a razao de seu lado I
Creei um imposto qual o irnposlo quo creei ?
Eu disse e repito que alterei a lei do sello, os
regulamenlos respectivos, fundado na autorisa-
co do poder legislativo ; demonstreto-o ante o
senado.
O nobre depulado repeli aqui palavras mi-
nhas ; cabia-lhe refutar as razos por mira pro-
duzcas em minha defeza. A questao simples :
entre o nobre deputado na discusso sobre' esle
ponto, achar-me-ha sempre defeudendo a minha
obra ; nao lerei de arrepender-mc daquillo que
liz conforme as minhas convieces.
Appellou o nobre deputado para o conselho de
estado ; disse que eu deveria sujeilar ao couse-
esiado esla queslao...
O Sr. Martiuho Campos :Estimara muito.
O Sr. Presidente do Conselho :=0 nobre depu-
lado amante do syslema representativo, o nobre
depulado com um assento nesla camaia* o nobre
deputado que goza de toda a liberdade da tribu-
na, nao quer sujeilar a questao cmara dos de-
putados, procura o conselho de eslada Qual a
razao disto ? para que despiezamos aquillo que
de melhor nos fornece o syslema representativo,
o procuramos dar peso a isso que se diz petos
corredores, a esses meios eslraiihos ao mesmo
syslema ?
E' a primeira vez quo vejo um representante
da nacao nao ter f na cmara a que pertence!...
O Sr. Marrin/10 Campos :Tenho ; mas quera
ouvir a opiniao do conselho de estado.
O r, Vresidente do Conselho : Senhores, eu
emprazo o nobre deputado para esta discusso;
varaos a ella...
Sr. Mar(tn/to Campos :Eu a provoquei.
O Sr. Vresidente do Conselho :Eslimarei mui-
lo que entremos nesse debate, porque se o no-
bre depulado ti ver boas inlenccs sobre este pon-
i, salar convencido da sua injustlca.
O Sr. Marlinho Campos: Estimara muito
isto ; entrarei nelle cora a maior boa f.
Nao sois ministro econmico, filiis vossa
promessa.Porque ? Porque queris a orga-
nisaco de um novo ministerio ; porque queris
urna carroira administrativa, porque queris... '
O Sr. Martinho Campos :O augmento do con-
selho de estado.
O Sr. Presidente do Conselho :.... o augmen-
to do conselho de estado? Esta razo nova...
E porqne mais?
O Sr. Martinho Campos:Bastam estes ilens.
O Sr. Vresideale do Conselho: Pois seja : va-
mos por partes.
u A oroocao da um novo minitprin nhj.'clo
que traz muito mal ao riaz, em consequencia de
augmentar a sua despeza.
Senhores, a economa em um paiz nao consis-
te cm gastar pouco, mas em gastar convenien-
temente (muilos apoiados), de modo que se pos-
sa ober vanlagem no servico publico. [Apoiados
geraes.)
(fia um aparlc.)
Nao lugar coramum, um principio de eter-
na verdade de que so no pode prescindir.
O Sr. Miguel de Araujo:Quem contesta isto?
O Sr. Martinho Campos:E um principio lo
velho como o Padre Eterno.
O Sr. Presidente do Conselho:Os principios
nunca morrem, por mais velhos que sejam.
Senhores, o ministerio do imperio, lenho disto
a maior conviccao, nao pode continuar no estado
em que se acha. O trabalho accumulado que exis-
te a seu cargo, a sua variedade e importancia, as
difierentes materias a que tem de prover e que
demandan) eslndos difierentes, indubitavelmente
nao podem ser altcndidas por urna nica pessoa.
Dahi resulta que os interesses mais vitaes do paiz,
especialmente os inleressrs materiaes, nao po-
dem ser devidameate tratados, nao podem ler o
desenvolvimenlo que requer o bem do paiz.
Note o nobre deputado os objectos cora que se
oceupa aquelle ministerio. Temos em primeiro
lugar a saude publica e tudo o que Ihe respeila.
O Sr. Marlinho Campos : Est muito bem
regulada.
O Sr. Presidente do Conselho :Est muito mal
regulada por ora, pois o ultimo regulamento ain-
da nao se acha em vigor por falta de pessoal con-
veniente.
Temos em segundo lugar o movimento poltico
do imperio., qya s por s) ba3ta para oceupar a
mais vasta imeTligencia.
O Sr. Martinho Lampos :E o nico servi-
co que deve estar a cargo do minislro do in- 4
porro.
O Sr. Presidente do Conselho :Se confessa is-
lo, a que vem as suas obsrvameos ? O nobre de-
pulado nada demonstra, anda sallilanJo de ramo
em ramo ; a nada Monde, S d?f"Ma rortar-me 1
fio do discurso ; tenha paciencia, ao menos dei-
xe-me proseguir e defender-me.
O Sr. Martinho Campos diz a'guraas palavras
que no ouvimos.
O Sr. Presidente do Comelho :W um j^" ""
i li;'o104scm. estipulacau de >:os HUe m.c V S'v.o-
urpuiaao.
1 O Sr. Marlinho Campos :E' juslica, nao preciso
' pagamento.
I O Sr. Presidente do Conselho O ministerio do
imperio tem ainda a seu cargo a colonisarao, quo
exige conhecimenlos variados especiaos. "
O Sr. Martinho Campos :Eu suppunha q:e
eslava a cargo do hispo das Ierras publicas.
O Sr. Presidente doConselho :Pertencein-I!.:
i as obras publicas, que demandara conliecimentos
profundos, e occasionam um Irabalho insano.
Tem emfim a seu cargo muilos oulros afcjatieo
incompaliveis com osesludos ordinarios de qual-
qucr individuo.
Oque resulla dahi ? O desservico pnbln o. a
i abandono de esludo de muilas cousas que
1 gem grande alten .jo, e, em vez de economu,
desperdicios.
A reforma administrativa.
Sr. presidente, a adminislraco noobjer>
j ao alcance de todos ; depende de cstudos, do U-
, rocinio, de pralica. Conforme o syslema ale I -
je seguido, a falta dessa remira produz Masare
o mal das experiencias, o mal do novicia k, e
por consequencia o emmaranhamcnln de amitos
I negocios, a falla de solnco de grandes medidas
! que as provincias demandara, que os nter'-- s
geraes exigein.
E' misler nos que se cree urna carreira cm
1 que so adquiram habilitaees para bem serwr,
1 mas ainda que se assegure o futuro dos adminis-
tradores ; alias nao polerao as pessoas habilita-
das cniregar-se a semelhantes esludos.
O conselho de estado, como se acha actual-
mente constituida essa corporaco, nao pode dc->-
cinpcnhar o seu fim ; nao tem'nexo nem centro,
est limitada a poucos membros, e, no aaaUale
os esforQos dos membros acluaes, pouco M*fa fa-
zer. Aquelles que lem estado testa da admi-
nistradlo confirman) esta verdade.
Se estas medidas tendera lodas a aaarfcicoar a
adminislraco. se dcllas resultar isrisiia-
te proveito para o servico publico, onJcc.-.i a
falla de economa ?
Demais, a falla de economa da parle do Mi-
nisterio s pode ser levada a mal quando depen-
de de fados seus ; mas, quando depende de
didas proposlas ao poder legislativo, ao poder le-
gislativo pertence examinar a convenien' ia do
laes medidas, o diiar os principios que ttsss.
aceilar.
Accusou-me especialmente o nobre deputado
de haver tomado por cmpreslimo e-ti.ei 1 do
ferro de Pedro II a quamia de 1.20 conlos.
O Sr Martinho Campos : Perguntci apenas,
nao aecusei.
O Sr. Prndente do Conselho :Perdoe-me ; o
nobre depulado j nao se lernbra de que disse.
l'ormutou uraa accusaeo dizendo Jquc contra 3
lei, sem aulorisaeao do corpo legislativo,ha.
tomado esse cmpreslimo.
O Sr. Martinho Campos: Fo urna prg'inla.
OSr. Vresidente do Conselho:Nao foi un.?
simples pergunla. Se o nobre deputado u>-r
momento quer redigir o tpico do seu disiin- 1
sob a formula de urna pergunla, relirarei aaaal
linha de dizer.
OSr. Marlinho Campos ;Sempre bom di-
zer: ver o meu discurso depois de mpresso.
O Sr. Vresidenle do Conselho :Pois diret. O
nobre depulado sabe bem, porque se dignou di-
ze-Io urn dos seus rollegas que se assenta a asta
banco, que o governo linha o direito de contra-
! hit uraa divida flucluante de S,OOO9.
OSr. Marlinho Campos :J sabia disto, |
1 que sou tambern um pouco abelhude.
O Sr. Presidente do Conselho:(I que quer di-
zer contrahir divida (lacreante, senao reatrahii
cmpreslimo flucluante? Como repara o nobro
depulado nessa expressao ?
O Sr. Marlinho Campos :Nao reptrei em coa-
sa alguma.
O Sr. Vresidente do Conselho :Como 1
perguntou se cu linha aulorisaeao para eaalfakic
esse empreslimo ?
O Sr. Martinho Campos : Pareccu-mc ajM
era permanente ; nao sei os termos em que o
contra hio.
O Sr. Vresidente do Conselho :Como aio sa-
aquella que foi conluiluda pelo ministerio do "^r.
; marquez do Ulind.i cora a mesma couipan.'.u m
; importancia de 1,}UO.OOO.
Oulra aecusacao, Sr. presidente, sobre o tapiro
das economias, feila pelo nobre depulado, raa a
; ser que o ministerio actual pedio mais do que os
ministerios transados. O nobre deputado atten-
deu smente s cifras pedidas, e sobre isso (ar-
mo u a sua arguraentaro.
Poder-lhe-hia nesse poni lembrar a ancdota
do pai de faruilia que, explicando a seu liba cer-
tas noces de geographia, c dizendo-lbo que a
trra era urna bola, elle retorquio-liic :rearo
pode ser urna bola, se a vejo loda plana, se nada
tem de convexa ?
O nobre depulado apreciou somonte o 71^111/1/1/
dos algarismos, mas nao examinou a razu por
que elle se linha augmentado. Leu por alto a
tabella, nao examinou as suas difierentes partes
e as explicaces que omem.
O Sr. Vresidente do Conselho :Mas o nobro
deputado assim procedeu, nao porque desconlie-
ca as cousas, mas levado smenle do desejo do
aecusar. Se tivesse examinado as tabellas rela-
tivas a esto assumpto, leria vislo a razu porque
se pedio maior quanlia do que no anno anterior.
A primeira razo tero ministerio actual que-
rido quo nao continucm os creditus supplcmen-
lares ; a segunda razo, especialmente pelo quo
toca ao ministerio da fazonda, o augroenio do
2,001) coritos para fazer face ao resgate das nulas
do governo, quo est a cargo do banco do Brasil
(m virludc da lei da sua creaco. Islo verifica-
r o nobre deputadu ora cada'uma dessas tabel-
las, que posso olTerecer ao seu aecurado aseare.
O Sr. Martinho Campos : Hei de lar todo o
relatorio de V. Exc.
O Sr. Presidente do Conselho :Se o nobro de-
pulado quizer, dar-lho-hei lodas as explicaces,
porque desejo que falle sempre com conheciren-
lo de causa.
Ver o nobre depulado que no ministerio do
Imperio se d um augmento em consequencia de
cnipenhos contrahidos em virtude da lei (apoia-
dos), j a respeilo das estradas de ferro, j a res-
peilo das companhias do navegaco, j a respei-
lo de muitas outras cousas.
Os augmenlos relativos aos ministerios da jus-
lica, da marinha, e dos negocios eslrangeiros ex-
plicam-se pelo mesmo modo, como verificar das
tabellas relativas.
O nobre deputado, cujo patriotismo en reeo-
nheco, nao pode de modo algum censurar o aug-
mento que se d no ministerio da guerra. E' cou-
sa indispensavel. E a tal respeilo perrritta-ruo
que nesle potito nao me demore, por conhecer
que dahi pode resultar algum inconveniente
Urna vez, senhores, que anonredeputado.se
dirigi smente ao presidente do conselho, lam-
bem peco venia para diznr-lhe que os 2,000KMM
que sao deslinados ao pagamento do resgate que
se lem de fazer no anno em que tem de vigorar
a lei doorcamento proposla nao podem sofTrerdi-
minuico.
O ministerio da fazonda o que menos podo
exigir para grandes gastos que nao sejam deter-
minados, porque all tudo esl marcado. Somon-
te nao ser assim para obras; mas para io
mesmo ha contratos, crditos votados pelo corpo
legislativo.
Deduza o nobro deputado esses 2,000:0005000
e ver que ha na realidade diminuico do "des-
peza.
E nesle poni observarei ao nobro depulado
que o ministerio actual lano deseja cortar o ar-
bitrio de creaces de despezas nao aulorisadas.
que pedio nos seus relalorios ao corpo legislativo
que acabasse com todas as aulorisaces o inscre-
vesse na lei do o rea ni en lo lodas as despezas cora
cada um dos servicos por ellas previstos.
Parece, pois, que quem d urna pruva do sin-
cero desejo que tem de cconomisar, quem pedo
que se vedem aulorisaces que possam Irazer
despezas nao convenientes, antes merece elogios
que vituperios, antes deveria ter o nobre depu-
tado do seu lado do que em opposico.
O ministerio deseja que a influencia que no
syslema representativo devem ler as cmaras so-
bro os negocios do estado seja urna realidade, e
porissopede que se revoguem, todas as aulorisa-
ces que sempre leem sido prorogadas as leis dos
oresmentos.
Nole mais o nobre deputado que nos proprios
regulamenlos feilos pelo ministerio por aulorisa-
ces dadas pelo corpo legislativo, quando alias
elle linha o direito de raircar permanentemente
ILEGVEL


DIARIO DE PERNABMUCO. SEXTA FEIRA 20 DE JULHO Df
os veucimenlos dos empregados, de fixa-los em
artigo especial,deixou-os dependentes da approva-
^o docorpo legislativo.
Noto mais que, encontrando o ministerio varias
feparticoes em exercicio sem quo os empregados
tivesseru vencimentos fixos approva'*os pelo cor-
po legislativo, e oo conlra'io dependentes de por-
taras dos ministros, nao duvidou declara-lo,
solicitando para as suas disposices a tal respei-
to a approvaco respectiva.
O Sr. Mariinho Campos : Est repetindo o
quo eu j tenho dito rnuitas vezes que approvo
O Sr. Presidente do conselho :Estou repetid -
do aquillo que o nobre deputado approva, e no
entanto o nobre deputado riega o seu opoio ad-
miiiislraco porque faz aquillo que elle desoja I
fiega-lhe o seu apoio porque nao acha um s pon-
to do aecusagao quanto a politica interna, porque
approva a sua poltica externa, porque tem qua-
tro amigos no ministerio, e s vota ogerisa ao
presidente do conselho e ao digno ministro do im-
perio !___
O Sr. Mariinho Campos : O Sr. ministro do
imperio sabe perfectamente o contrario.
O Sr. Presidente do Conselho : Urn general
francez, em um dos combales da Crimea, em que
cntrou a sus a cavallaria ingleza, depois de admi-
rar o denodo dessa tropa votada a um sacrilicio
intil, disse :Nao assim que se t a guerra.
Eu diroi lambem, vista do piocedimonlo do
nobre deputado :Nao assim que se faz polti-
ca ; nao assim que se faz opposioo.
Sr. presidente, acho-me fatigado. Tenho abu-
sado muilo da altenco da cmara (nao apoiados)
c vou terminar, felicitando-me por ver abracados
os ljns nobres deputados que se esguardam nos
bancos da opposieo ; descjo-lhes vida folgada e
feliz, sempre arredados de nos e longo da cabe-
coira do gabinete a que tenho a honra de per-
tencer.
O Sr Mariinho Campos :Agradeco cordeal-
mente a felicitacio de V. Exc, mas nao posso
comprehender o seu alcance.
11 Sr. Presidente : Tem a palavra o Sr. Sa-
raiva.
O Sr. Saraiva : Em hora tao adiaotado nao
posso fallar.
Sr. Presidente :Maseu nao posso levantar
a sesso antes do lempo.
Sr. StntmM (ministro de eslrangeiros) :
Teco a palavra,
Sr. Presidente :Tem a palavra o Sr. minis-
tro de eslrangeiros.
O Sr. Cansanso de Si/u'mb ministro de es-
lrangeiros) responde ao Sr. Prannos as obser-
varon! que fez sobre o estado de nossas relaeoes
com o l'iata. Depois de fazer o historien das cau-
sas que ofcasonaram a situacao actual dessas
relaeoes com os visinhos dique lie lado do impe-
rio, pelo quo se moslra que o Brasil procede para
com ellos com toda a loaldade e generosidade,
declara que essa situacao nao sendo de rordeali-
dade, como era para desojar, nao lambem a de
hostilidades abortas. O Brasil nao quer guer-
ra, porque sabe apreciar o sangue deseos lilhos,
e posa as consequencias funestas de scmelhante
tncio.
Entretanto rumpre fazer sentir que lambem
nao quer a paz a todo o transe, que nao a que-
rer.i nunca com quebra de seus direilos e digni-
dado. (Apoiados.) Esgolados os meios regulares,
o gorerno do Brasil nao Juvidar ouvir a- expli-
cados que Ihe queirain dar os governos do Tra-
ta ; mas nao Mo cumpre agora entrar em solic-
taces a scmelhanlc respeito. O Brasil empre-
goil todos os meios para evitar a situacao a que
tomos chegado ; mas nao hoje por ella respon-
savel.
A disenssao fica adiada pela hora.
A ordem do dia para a sesso seguinte :
Primeira parle.
Prmoira discusso dos projectosque aulorisam
o goverao i mandar matricular o esjudante Fa-
bio Sizino Bastos da Silva ca passar carta de na-
turalisaco de cidado brasileiro a diversos os-
tra nuciros.
Segunda dita do projeclo do senado que manda
passar cart de naturalisacao de cidadao brasi-
leiro a Antonio Maximiauo de Figueiredo.
Segunda parle.
Cnnlinuaco da discusso do projeclo de ros-
posta j falla do llirono.
Levanta-sca sesso.
rem nesla cidado por algum teinpo, reliruram-su
para a cidado de Olinda onde permanecen).
Adoecendo Arsenio em 24 do mer. passado,
comecou sua mnlher, qual urna o uta Borgia,
doles, servin-
os, que
Wy'l Wli st.t Hir.-aww
D
ERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Ilontem doixamos publicada a exposioo
foi'.a pelo Sr. Salvador llenriquc de Albuqucrq'ue
de Olinda, exposicao 'que voo"frazcr",fiqirur6 quo aioda.ha pouco dissemos sobre a materia, v
corroborar a concluso que haramos tirado da
neressldade de ser ella fu-jdida na que oa se acha
installada nesla cidado.
Quando em corpo colleclivo tem sido accom-
Dioliido do esphacelo por tal modo quando as
propriedades vitaos desse corpo lem cm partes
sido perdidas nleramenlc, deve elle ser corlado
para poder-se roubar dissolucaoa parle sa que
possa anda nello existir. Na ordem physica
um principio capital este que ahi aponamos, na
moral por assirailaco tem elle a maior virtua-
lidade.
Chamamos por tanto a atlcnco do publico pa-
ra a referida exposicao, que reclama a mais sriu
consideraco em seus menores enunciados.
Acha-s-' aberla ainscripeo para o proces-
so de habilitadlo dos individuos que pretendim
entrar no concurso para o provimento das cadei-
ras inslruccao elementar de Grvala, Timbaha,
Vicencia, S. Vicente, Pilar de Itamarac, Sal-
gueiro, Buique, Una, Taquaritinga. Itapissuma e
Bio-Formoso.
B A mesa eleila ltimamente para a diroeco
da Santa Casa da Misericordia de Olinda, nao en-
trn anda em exercicio por incommodos do res-
pectivo provedor.
Iriformam-nos que o conselheiro ha rao de Ve-
ra-Cruz nao era irmao daquella Saula Casa, para
que'foi eleito provedor.
Foi exonerado da subdelegacia do Pao do
Alho, seu pedido, o lenenle-coronel Luii do
Albuquerque Maranhao.
Acha-se creado um novo termo policial na
comarca do Bio-Formoso, com denominaco de
tormo de Agua Preta.
SSo-lhe assignados por limites os do munici-
pio da villa desse nome, que foi creada pela lei
n. 60 de 2 de maio de 1859.
F.ssa pessoa de um sobrado da ra da Cruz,
que toma caf janella, e que leva a sua amabi-
lidade cavalleirosa no ponto de olferecer as vizi-
nhas o seu moka, deve ser menos franco e libe-
ral.
A liberdede excessiva prejudicial, c por isso
tamben) pode vir a ser-lhe nociva, e causar-lhe
desgostos.
K urna advertencia fralerni.
As noticias que recebemos da cidade do Ico,
cliegam a 26 do passado, econfirmam as que ti-
remos aulertormento.
Dolas fazemos, os seguinles extractos :
Nada de novo apparece realmente.
Ilontem evadiram-se da cadeia por arromba-
mento dola, tres prsos, sendo um criminoso de
rnorte, salvo o engao. No do tempo alferes Pinto
Bandoira nao se deram nunca desses fados, no
enianto agora ja l vo duas fugas.
As eleicfjes absorvem ludo.
Os rhefes do partido nonos chimangos ou
rochelistassao iucansaveis cm cabalar ; mas
militas cartas suas pedindo votos, tem sido de-
volvidas intactas, fechadas, grabas ao escrpulo
populi nostri 1 ,
O commandanle superior Francisco Manoel
nao apresenla-se este anuo por sua indisposico
contra o candidato l)r. Baimundo, que algum
suppoe ser guerreado ab alto. Eu nao creio nes-
sa charada. O maior Jos Das Fructuoso porm
esta em campo, c em combinaco com o tenente-
coronel Casimiro
O Sr. Philadelpho Augusto Ferreira Lima,
de quem honlam tratamos primeiro lente de
engenheiros, e nao segundo lente de aililharia,
como por engao dissemos.
Ilontem pelas 7 horas e meia da manha,
foi baplisado na capella do Grande Hospital de
Caridnde, o Alloman Carlos Buchores de 33 an-
uos de idade. Aehando-se ha quasi um anno em
traismento naquelle hospital, elle, depois do ins-
truido suicieiitemente, pedio ser recebido no
gremio da religiao calholica apostlica romana,
o que Ihe foi concedido, sondo seu padrinho o
Sr. regenie do mesmo eslabelecimenlo, e teslc-
niunha do acloo Sr. Dr. Pedro Dornellas Pessoa.
Por poitaria de 18 do correnle, foi concedida
ao lenenle-coronel l.uiz d'Albuquerque Mara-
nhao a exoneracao que pedio do cargo de subde-
legado da freguezia de Pao d'Alho.
Au delegado de polica do termo de Olinda se
deve nao se jer realizado um critne grave, que
j eslava era principio do execucao : eis o facto :
Arsenio Antonio Carneiro da Cunha Miranda,
moco um pouco leviano, realizou um cazamenlo
infeliz, com urna senbora de nome itosa de tal,
hoje Rosa da Cunha Miranda. Depois de residi-
propinar-lhe veneno em pequeas
do de vehculo a slimcntagao
carinhosamente Ihe ministrav
Rcalizou-se porm o
Quidqnid lalel, apparebit:
Iftl inullum remanebit.
Chegando ao conhccimenlo do delegado qual
o estado do doente, e que suspeitas bem funda-
das existan) de que um crime se eslava ejecu-
tando, dirigo-se este no dia 17 do correnle ca-
sa do mencionado Arsenio, e o encontrou em
um leilo, onde pouco a pouco se inava : e man-
dando-se examinar pelos douloresem medicina
Francisco Goncalves de Moran o Estevam Ca-
valcante d'Albuquerque, declararan) elles que a
molestia era produzida por pequeas dses de
veneno dadas diariamente nos alimentos e be-
bibas.
Em vista dessa declaraco dos mediros, e de
oulras circumstancias, foi pfesa a mulher do dilo
Arsenio e inslnurou-so o processo.
Furam recolhidos casa de dolenco, no
dia 18 do correnle, 3 homens livres e 1 escravo,
sendo 3 ordem do Dr. chefe de polica, e 1
ordem do subdelegado do districlo de Sanio An-
tonio.
Alfredo Gr.vnde. Nao sei, disse Voltai-
re. so nunca houve no mundo um homem mais
digno do respeito da posleridade do que Alfredo
Grande. A historia, que nao Ihe encentra nem
defeitos, nem fraquezas, o colloca na primeira
ordem dos hroes uteis ao genero hnraano, que,
sem osses homens exUaordiuanos, nao lena pas-
sada de urna reuniaofle animaos selvagons.
Alfredo merece estes elogios. Elle foi ao mes-
mo lempo hbil capilo c sabio legislador, liber-
tando sua patria antes de lho dar lois.
Nascido em 8-i'J, este principe apenas centava
23 anuos, quando inesperadamente succedeu
seu irmao mais ralbo, morto com as armas na
mao combatendo contra os Dinamarquczes.
O novo re voltava do urna peiogrnagem
Boma; nao tinha ainda experiencia ; e por isso
logo principio nao suslentou com vaalagem a
lula dos Auglo-Saxoens da heplarchia contra os
piratas do norte, que nao ora nada menos do que
a lula da civiluacao chrislaa contra a barbaria e
o culto do Odin. Para melhor orgnnisar a defeza,
ello se occullou em trajes de pastor na cabana de
um criador de Sornersetschire, no meio das pla-
nicies pantanosas quo guarnecen) as agms do
Tone e do Parrel. D'ali por inleivencao do conde
de Devon, comniunicava com os seus partidistas
e combinavn expedicoes. sem quo se podesso
descubrir a mao que as hara dirigido.
Os Dinamarquczes linham um campo forniida-
vel em Eddinglon, ao noroeste de Salisburg. Al-
fredo loma os trajes o a harpa de um desses bar-
dos, cojos cnticos dislrahiain o ocio ou anima-
vero o valor dos guerreiros ; elle entra afoila-
mento no campo inimigo, canta dianle dos cho-
tes, bebe o hjdromel com elles, esluda as suas
posicos e seus projeclos. Eru seguida esta ar-
riscada visita, Alfredo alcancou u.na victoria as-
signalada, em cuja memoria se esculpi n'ura
rochedo um cavallo, que ainda hoje existe.
Pouco lempo-depois, os Dinamarqueses foram
expulsos do Londres, capitularam, deixararo a
Graa-Brotanha, ou foram baplisados. Trunquil-
lisado o reino, Alfredo tralou de o organisar,
dando ao jury urna forma, quo se tem sempre
conservado, e regularisou os Witlenagomot, ou
assembla dos anciaos.
Ello intitulava-se rei por graca do Deus, e
cousenlimento dos senhores e do pvo.~-Seguin-
do os consol los do bispo Asser, preceptor de seus
fillios, fundou a univorsidado de Oxford, man-
dando vir de Roma urna bibliotheca. Elle gosta-
va de inspeccionar as escolas publicas, inteiro-
gando ososludanles, e fazendo-lhes desenvolver
a sua iulelligencia e moralidade. Era um rti sa-
bio : elle tuduzio em anglo-saxon a Historia
ecclcsiastica dos Inglezes, livro curioso escriplo
em lalim pelo veneravel Beda, fallecido em 7:15.
Alfredo traduzio lambem, para uso dos Anglo-
Saxens, muitos psalmos, e muitas oulras obras
compostas por Anicins Manlius.
Torquatus, que Theodorico, rei dos Visigodos
mandava malar.
Alfredo Grande morrou cm 902 cora 59 anuos
de idado ; ello daixou um testamento poltico, no
qual condemna a instiiuic.ao dos feudos, c for-
mula esta mximaOs lglozes devem ser lau
livres como seu pensamento.
Passageiro sabido no hiato brasileiro JV.
.9. da Paz, para a Paralaba : llcrmino Jos dos
m^rpSiTM'VliLSS ^JlaVcoiTr,?,5^1^^
Brasilino dos Santos.
Passagoiros sabidos ni barca brasileira
Atrevida, para a ilha de Fernando: Mara An-
glica do Carvalho e 1 lilho de nomo Sedronio,
Francisca Maria de Jesus e 1 ilho menor de no-
mo Joao, Claudino Jos Conea, urna torga de 11
pracas commandnda polo 1" cadete Jos Hara
Bonjamim de Assis, c 25 presos militares e 1 dilo
do jusliea, Joao Concalves Pereira, Manoel Tilo-
ma/, dos Santos, Innocencia Maria do Bosario,
Manoel Baptista Barbara, Manoel Saturnino da
Silva Noves, Antonio Valerio da Silva Noves,
Sabino Luiz de Araujo e suas escravas, Cypriana
e 1 (ilha da mesma, Theodora com um filho do
nomo Vicente. Francisco, escravo, a entregar ao
preso Manoel Peregrino de Almeida o Albuquer-
que, Joaqun) Rodrigues Maia, Joao ias de Aze-
vedo.
Matadocro publico :
Mataram-se no dia 19 do correnle para o con-
sumo desta cidado C7 rezes.
MORTALIDAUE DO DIA 19 00 CBRENTE:
Sorinando, branco, 3 das ; hyrnorrliogia.
Alberto, branco, 7 annos ; hydropimonidia.
Joaqum, preto, escravo, solleiro, 36 annos ;
erysipela.
Flaviano, pardo, 5 mezes ; congeslo cerebral.
Antonio, simi-branco, 10 mezos ; anygdulile.
Prescilla, brinca, 11 dias; espasmo.
Malina, branca, 3 annos ; convulses.
Claudina, parda, escrava, 4 mezes; anazarca.
Izidoro, branco, 7 annos, croup.
Una crianca que foi adiada ua porta da igreja
matriz da Boa-Visla.
Nedina Luiza do Espirito Sanio, parda, casida,
22 annos; angina.
Manoel Joao de Souza, pardo, casado, 90 annos;
infla mmaco.
Hospital de caridade. Existem 61 ho-
mens e 57 mulheres, nacionaes ; 7 homens es-
lrangeiros, c 1 escravo, total 127.
Na totalidadedo3doentes existem 37 alienados,
sendo 30 mulheres e 7 homens.
l'oram visitadas as enfermaras pelo cirurgiao
Pinto s 7 horas o l|i da manhaa. polo Dr. Dor-
nellas, as 7 horas e 1(4 da manha.
Oufro dos mesmos, pedinuo decl ue-se o uso
sobre a commisso de afrttainentos ce navios.
Informe a junta do correlores qual o costume
sobre a coramisso dos aITretamentn e como se
rea lisa essa coramissao.
Nao havendo nada mais a tratar, o Sr. presi-
dente encerrou a sesso.
SESSO JDICIARIA EM 19 DE JULHO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EX. SR. DESEMBARGADOR
SOIZA.
Secretario, Julio Guimares.
Um quarlo de hora depois do meio-dia.achan-
do-se presentes o sennor desembargador Sil-
va Guimares, e os senheres deputados Reg,
Lemos, Basto eSilvera, o senhor presidente de-
clarou aborta a sesso ; c foi lida e approvada
a acta da anterior.
Nao leudo comparecido os Srs". deseiLuargado-
res Villares e Guerra, nao pode ha ver julga-
menlos.
O Sr. presidente nao tomn conhecimento do
aggravo rindo do juizo de Serinhem, entre
partas :
Aggrabante, Gaspar de Menezes Vasconcellos
de Drummond ; aggravalos. os herdeiros e viu-
va de Joo Henriques da Silva.
E nada havendo a lratar-se, o Sr presidente
encerrou a sesso.
CHRDNICA JDICIARIA.
TRIBUNAL DO C0MMERCI0.
SESSO ADMINISTRATIVA EM 19 DE JULHO
DE 1860. "
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DESEMBARGADOR
SOLZA.
As 10 horas da manha, achando-se presentes
os Srs. deputados Reg, Basto, Lemo9c Silveira,
o Sr. presidente declarou aborta a sesso.
Foi lida e approvada a acta da antecedente.
Leu-se o seguinle
EXPEDIENTE.
Foi presento o mappa semestral do trapicho
Ramos.
DESPACHOS.
Um requerimento de Joo Jos Innocencio Po-
gi, pedindo o registro da procuraeo quo apr-
senla.Regstre-se.
Outro do agente de leiloes Jos Maria Pestaa,
pedindo o registro do conhecimento do pagamen-
to do imposto de seu oflicio. Regiitre-se.
Outro de Evaristo Mendos da Cunha Azevedo,
pedindo a nomeaQo de agente de leiloes.Haja.
vista ao Sr. desembargador fiscal.
Outro do corrctorgeral George Patchet, pedin-
do o registro do conhccimenlo do pagamento do
imposto de seu officio.Rpgislre-se.
Outro de Mitito Borges Ucha, pedindo o co-
iihecimculo de decima que ajunlou sua petico
doixando a respectiva copia.Como requer.
Outro do harao do i.ivramento, pedindo o re-
gistro de seu conlralo que ajunta.Registre-se.
Outro de Francisco de Miranda Leal Seve, pe-
dindo titulo de corretor geral, visto ter prestado
a respectiva Banca.Como requer.
Outro de Jos Cypriano Antones, pedindo o re-
gistro do conhecimento do pagamento do imposto
de. seu oflicio de agente de leiloes. Como re-
quer.
Outro de Almeida Gomes, Alvos & Companhia,
informado pela Associaco Commercial Benefi-
cente, pedindo deelare-se qual o uso da praca so-
bre seguros que nao orem o^pjpjpjfgs. Nao ha
que deferir.
JURY DO RECIFL
TERCE1RA SESSO JUDICIA1UA.
Presidencia do Sr. Dr. jui: de dir'.ilo da pri-
meira vara criminal bernardo Machado da
Costa Doria.
Promotor publico interino o Sr. Dr. Francis-
cisco Leopoldino de Ousmo Lobo.
Kscrivo interino o Sr. Antonio Jovquim Pe-
reira de Oliveira.
Durante a terceira sesso judiciaria, que se en-
cerrou no da 17 do correlo, foram ulgados os
scguint2s processos, em todos os quaos foi auto-
ra a jusliea publica :
Reos.
Jos do Reg Barros.Absolvido.
Grigorio, escravo de Domingos Jos da Costa
Guimares.Condemnado peua de quinhcnlos
acoules.
Manoel dos Santos.Condemnado i 12 anuos
de priso com trabalho.
Joo, escravo de Antonio Joaquim dos Sanios.
Absolvido e appellado.
Antonio de Lima Absolvido.
Joo, escravo de Antonio Henriques.Absol-
vido.
Alexandre Jos de Souza.Absolvido.
Manoel, escravo de Francisco Jos de Campos
Pamplona.Absolvido.
Rento Ferreira Beinoso.Absolvido.
Antonio Braz da Silva.Absolvido.
Jos Francisco da Luz.Condemnado no grao
mnimo do art. 257 do cdigo criminal.Appel-
lado.
Jos Joaquim do Sant'Anna.Absolvido.
Joo Jos de Santiago.Absolvido.
Pedro Antonio dos Sanios.Absolvido.
Joaquim Marcello de Oliveira.Absilvido.
.Manuel de Souza Pereira.Absolvido.
Joaquim Antonio de M. galhaes.Ccndemnado
no grao medio do arl. 167 do cdigo criminal.
Appellado.
Palatino Augusto de Barbalho Ucha.Con-
demnado no grao medio do art. 257 do cudigo
criminal, combinado com o art. 34, t no grao
medio do art. 264, g Io do mesmo cdigo.
Em nosso humilde juizo, as decises do jury
foram era geral equitativas, sendo tahez porde-
rxais rigorosas em rolaco aos reos Jo iquim An-
tonio de Magalhaos e Palatino Augusto Barbalho
Uchda.
Esta severidade do nosso jury parece protestar
contra aquellos que o considerara como uina ins-
tiluico em decadencia.
Urna causa geral, e reconhecidamente aceita,
explica o grande numero de absolvieses decre-
tadas pelo jury respeito dos process'os submel-
tidos son julgamento. A circunstancia atton-
diycl do anillos mozos de. priso preventiva foi
esenipre considerada pelo jury come urna pu-
nicao dos pequeos dolidos afl'eclos ao seu co-
uhecimenlo, cojo mximo da pona muitas vezes
inferior dotenco que ha sofTrido o reo.
Fazemos votos para que a adminislraQao da
jusliea criminal tenha a neeessaria celoridade,
corlando-se pelo uso pernicioso de conservron-
se os cartorios pejadus de processos de ncnhuiu
valor, para os quaes ordinariamente se faz injus-
liea retardando-se a devida jusliea.
Resta-nos ainda desejar que, havendo ahi
grande numero de processos prepralos, o Sr.
vado de um justo zelo, procure para lego convo-
car a iminej,;ii sesso do jury.
tras
Publicacoes a pedido.
DE TARDE.
A' R... S...
F.mbalei-lo urna larde nos meus braca*,
as reivas de um vergel,
Aos meus aperlos, os leus olhos lassos
Piocuravam prazeres nos meus bracos.
Nova quadra de niel!"
Embalei-le com threnos de ventura.
De renlas, de illuses,
Eras a fada dos meus sonhos pura,
Com os rseos labios dizer ventura,
A luz as cerraces I
Eu embalei-te lonco c delirante
De um delirio feroz.
Nos meus bracos dormindo, neste inslinle
Eras um anjo em onda delirante,
Eras anjo sem vos....
Eadormecesto sem pensar na morte,
Sem medos do perigo...
Te lavrra o deslino amena sorte,
E nao poda deslumbrar-te a morte
Nos bracos de um amigo !
E batia-lo o pello pressuroso
as vagas do prazer,
Deixando as faces ter signaos de goso...
E ura riso nos leus labios pressuroso
Desmaiar-se e raorrer!
Nos exc?ssos de amor pedi-le boijos,
E tlouca Idormas.. .
As faces tuas me oflerlaram pcijos,
E a molle bocea me oiferlava beijo3
Com virgens melodas!
Bebi aromas as madeixas bastas.
Que eram negras al,
Respiravam de amor essencias castas
As niveas formas de leu corpo bastas,
E a branquido do p 1
Desmaiava nos co3 a franja de ouro
Engastado no sol,
E um raio deste astro bello e louro
Deixava em la face a lita de ouro,
Pureza no crysol!
Rosadas nuvens para o occaso andar n
Corren do sem tropel,
E na morle do sol se rocrsulhavam,
E nos seus bracos de saphira andavarr,
Formando um capitel I
Dizia a brisa seus mais doces hymnos,
Em lasciva indolencia,
E alagando leus dedos to traquinos.
Ello, beijando-os, murmurava hymnos.
Te mirava a innocencia.
Te julgava urna santa em suas aras,
A' luz do um co formoio,
Te idolatrava as abusos mais caras,
Madona esbelta das douradas aras,
Sobre um nincho saudoso I
E bebi destes labios tao vermelhos
A pureza de virgem,
I.embrei-me qu'inda pouco, em teus joelhos,
Teus labios eu pedir asss vermelho,
Em transporte e verligeio I
E o sol no occaso descreva as raias
Da diurna existencia,
Mal reluzia sobre a onda e praias,
E t dormas n'um dormir sem raias,
Em divina indolencia...
O mundo aigemas nao le dava aos bracos,
E linhss liberdade.
Doce volupia nos teus olhos lassos,
E jaspea alvura nos selineos bracos,
Amor na uocidade 1
a virgeui que cu souliaru em sonhos
Nos templos da ventura,
Ave dos lempos de prazer risonhos.
Pela manhaa, decantar eus sonhos,
Pintando a foruiosura!.
Eras a lagrima que pender sania
Dos cilios do Senhor,
Harpa divina que nos cos decana
A languidez mais virginal e santa,
A amphora de amor I
Das minhas illuses eram alma.
Saudade e meloda.
Chora de ouro que as paixes acalma.
De urna hora de desgraca ardor e alma,
Oraco doce e pia I
E a la nasce derramando os raios,
De luz clara e suave.
Ora oceulta seu brilho em mil desmaios.
Ora afogueia a relva com seus raios,
Sem o canto d'uma ave !
E ella vio-te e te espargio no rosto
Docnra e languidez,
Figira a fita de ouro do sol poslo,
E agora a la te branqueia o rosto,
Em mystica nudez.
Mis accordarle cora os cabellos sollos,
Desvairada de ardor.
Cera es olhos as pupilas bem revoltos,
De sua languidez constante sollos,
Louca, louca de amor!...
um
urna



1860.
Muniz Tacares.
PERGUNTA-SE,
podera ura delegado de polica exercor as suas
fonec/jes, sendo candidato a una das as assem-
bieas, al as vesperas das eleicgos? Nao abu-
sara essa autoridade de seu cargo para forcas,
por meio de antearas de priso, processos' ou
perseguicao os seus dislriclanos salisfazerera
seus desejos? Podero as autoridade supe-
riores da localidades consentir no exercicio de
sua sobordinada, leudo sciencia das inleiico
declarada por palavras e actos, vista do '20
do art 1 do decrelo n. 8 2, do 19 de selembro
de 1855?
Ipecacunhua. ..... arroba
Lenha em achas grandes cenlo
dem idem pequeas. ... >
dem em toros. ...
Madeiras cedro taboas de forro, urna
Louro pranches de 2 custados
Costadinho. .......
Costado........
Forro.........
Soalho........
Varas aguilhadas.....
dem quiriz.......
Virnhtico pranches de dous
custados.......um
dem idem custadinlio de dito >
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e21/2 a 3 de
largura.......
dem idem dito de dilo uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito .
dem em obras eixos de secupi-
ra para carros.....par
dem idem rodas de dita para
ditas........
Mei.......
Milho.......
Pedias de amolar. .
dem de filtrar. .
dem rebolos ....
Piassava em rn.olb.os ,
Sabo.........iii)ra
Salsa parrilha .
Sebo em rama.....
Sola ou vaqueta (meio) ,
Tapioca......
Unhas de boi......cento
Vinagre........pipc
Pao brasil. .
foeo
2$500
ISoOO
12j00
3S000
93000
8000
6&000
fazer
rant
Pr
i p.u-blU;0',que D0 ? "o conenie, porania
le a junta da mesma inaaourario e ha de ?
rematar a quem por menos fher as obras do c- *
Ta 5n390 *111" deJ8n*"ss, araliad^s
.A arrematado ser Icita na forma da lei pro-
vincia n. 343 de de 4 de .3*0 de 1854 e soba,
clausulas espcciaes abairo caladas.
As pessoas que so, propozl%m a esta arrema-
tarao comparecen) na sala das sesses da mesma
23500 ; junta, no d:a .cima declarado.
/
-i
43OOO j COpPP,,.enilmc.nle habilitadas.
pelo meio dia
na .-para co,ns,,ir s mandou af!5xar o presente e
-<>- publicar pelo Diario.
1J600 Secretaria da thesouraria provincial de Per-
; narabuco, 10 de julho de 1860.-0 secretario, A.
r. da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematado.
1. As obras do cemiterio cima, principiara*
um mez depois de arrematadas e concluir-se-h<>
2S000
143000
caada
alqueire
una

um
arroba

urna
arrba
453000
no prazo de 12 mezes.
2.a O arrematante ser
obrigado durante o-
lempo da conslrurrao da obra a c tnpo
103DOO
a p y\ aa ----------T~5~w w v*" m vvTK-r;ii(i[ I l lli l/L
ioj>wu de mato e de qualqucr iraraundice o terreno cecu-
53000 Pado pelq,ceniilerio.
3.* O arrematante ser obrigado a seguir na
execucao da obra as observaroes indicadas por
.n. PefS03 hbilitada que para tai lim estoja aulorisada
103000 pela cmara municipal de Iguarass, ou pelo 20-
; verno.
4.a O pagamento ser dividido em 4 presta-
roes iguaes, que dererio ser pagas cada urna .-
proporrao que se for terminando cada quarto da
obra.
5.a No caso de nao ter o arrematante termina-
do a obra no prazo marcado, pigar urna multj
de 10 por cont do valor da arremataco, de-
conformidade com o arl. 32 da lei provincial
n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira d.i
Annunciaco.
303000
280 '
23500
800
93000
13120
200
120 !
253000 j
103000'
quintal
g3t0
505000
lOfcOO
Digam os mestres. Amen.
ERRATA.
Na xposirao hontem publicada sobre a sania
casa d misericordia de Olinda, onde diz
guma conscioncia menos escrupulosa que se
aprovcjiasse dessa serraco para provar as suas
necessjlades;lea-so dessa cerrado paia pro-
ver as suas neccssKIades.
Movimento do porto.
COMMERCIO.
A ortos eurados no dia. 19.
Torra-Nove- 30 das, briguc inglez Margarilh
san a nadley (, 22o tone||adas> cap j, Brnvn .
\T :~ I V' ca^''', 2--00 l>arJ'cas com bacalho ; Saun-
ders Brothers & C.
l\avios sahidos no mesmo dia.
Parahiba Hiato brasileiro N S. da Paz, cap.
Francisco Lopes dos Santos, carga dillerontes
gneros
Penedo Hiato brasileiro Camaranibe, cap.
Virginio Josl'uiiaiio dos Sartas, carga carnee
iraca do Recifc 19 de julho de 4860.
AS TRES HORAS Da TARDE.
''"tacos offlciaes.
Couros seceos salgados-220 rs. por libra.
George PatchellPresidente.
nbourcqSecretario.
Capitana do porto
Por esta capiania se faz publico o aviso abai*o
33OCO da capiania do porto do Maranhao. relavameu-
83200 !,c af s,,,'slituicao dos vid ros brancos do pharolete
do forte da barra, por oulros de cor rubra.
Capiania do porto de Pernambuco, 6 de julho
de 18C0.O secretario. J. P. Brrelo de Mello
Reg.
Capitana do Porto.
De ordem do Sr. chefe de dirisio e capilo do
porlo, faz-so publico, que o pharolete existen-
j le na ponta do forte da barra, que merca o orear
i para a mesma lo^-o que descoberto pela quina
! do forte, passa do 1 de julho prximo vindouro
em diante a serem subsiituidos os vidros bran-
cos, por mitres de cor encarnada, visto ser do
utilidade navegaco ; cviando-se assim, que
coniinuem a confundir sua luz, com as dos na-
vios ancorados, da boia collocada na pona da
restinga de S. Francisco para o N. E. Secreta-
ria de capitana do porto do Maranhao, 2 de ju-
nho do 18G0.-Raymundo Ildelfonso de Souza
Barradas, secretario.
Alfaiwlega.
Rendimento do dia 1 a 18. .
dem do dia 19.....
165:4223102
15.643S08
"X\mTalacho din^m-.,..,, ,. ""/** "cipaldeltatUtAt,em obser-
BrS^rn?u%al!^7?ISS t 'P' "ncia da ordem d" Presinencia desla provincia,
1 n de Fo?nran o PZL ZZ ^i "'?0' Publirar- ,ara conhecimento de 80US mu-
sileira Arecida, \ nicipcs, o aviso do ministerio da teten do, aboixo
transcripto, mandando que principie a derorrer
cap. Claudino Jos Rapuzo, carga forinha e mais
gneros.
rv iC h* o Ot |
a. o. " 1 Bo ras
* f* 5" w a i
en 5 n i
181:0683210 | | g
Hovlmento da aUaude
Voluiies sahidos cora fazendas .
i com gneros .
Volnr.es entrados com fazendas
a com gneros
_a
.62
53
------115
C/5
tr.
Atmosphera.
Direcco.
60
182
53
o
03
212
Descarregam hoje 20 de julho.
Palacio inglezAtrevidoo resto.
Escura inglezaRelie ferro e carvo.
Brigua portuguezTarujo & Filhofarelo.
Palacio brasileiroArtistadiversos gneros.
Consulado geral.
Rendimento do da 1 a 18. 14:159s740
dem do dia 19....... 5Oa990


I Intensidade.
I
c
es
j.
c*
pt
<
_ >
- <-.
* c
i y.
05
.!
Centgrado.
o
o
oc"
Reaumur.
o o
-1
o
00
-~l
es

w
-I
o
14.2109730
m

Fahrenheit
Hygrometro.
Barmetro.
em lodo o imperio do de Janeiro do anno
prximo futuro o prazo de 10 mozos, fixado na
lei para o descont gradual de 10 O/y no valor
das notas de l a 5jt, aquellas da primeira e es-
tas da terceira estampa, que se eslo subsli-
luindo. |
Paco da cmara municipal do Recite 18
lho de 1860. Luiz Francisco de Rarros
pro-presidente.Manoel Ferreira Acciol,
taro.
Ministerio dos negocios da fazenda.Rro de Ja-
neiro 28 dojonho de 18&U
Illm. e Exm. Sr.Convindo que o prazo de 10
5 s mezes fixado na lei para o descont gradual do
j. | 10 O/y no valor das notas de 1$ e 5;o00, aquellas
? rs da 1.*", e estas da 3. estampa, que se esto subs-
3 S tituindo, principie a decorrer em todo o imperio
do ju-
Rogo.
secre-
Diver.sas provincias.
Rendimento do dia 1 a 18. .
dem do dia 19.......
2:195<19i9
i
:195ft949
A noite nublada o de aguaceiros. vento S,
J veio para o terral eao amanheccr rondou pelo s!
I 0SC1LLACX0 DA MAR.
! Baixamar as 10 h 18' da manha, altura 0 60 p
Preamar as 4 h 30' da lardo, altura 7.50 p.
Observatorio do arsenal de marinha l'Jdeiulhc
Je l8('u Vikgas J.jsior.
principie a aecorrer em todo o inper
do 1." de Janeiro do anno prximo futuro, quei-
ra V. Exc para aquello elloilo marcar este dia
em editaes publicados em todo3 os municipios
dessa provincia.
Dos guarde a V. ExcAngelo Moniz da Silva
Ferros.Sr. presidente da provincia de Per-
nambuco.
Becebedoria de renoni OtGSTBiSS
geraes de Pernambuco.
Rendimento do dia 1 a 18. 29:59?420
dem do dia 19......
30:295-137
Consulado provincial-
Rendimento do dia 1 a 18.
dem do dia 19.
50:819*181
1:03'852
51.850#338
O Dr. Anselmo Francisco Perelli, commondador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz de dircilo especial do conimercio nesla ci-
dade do Recife e seu termo, provincia de Per-
"nambuco, por S. M. o Imperador, a quem Dos
guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edilal virem, e
delle noticia tiverem, em como Marcelino Jos
Lopes me dirigi a petieo J" nn>" o^0-.i...>. .
CO. Diz O capitn Marcelino Jos Lopes, que
tocando em partilhas mulher do supplicante,
por heran$a de seu fallecido lio Henrique Poppe
tiiro, a melade das letras mencionadas ua rela-
n7s"iT''T^^r'.r.J".'r,", u* I tao ">* as qoaes eram perlenconlos ao dito
por S. M. o Imperador, que Dos guar- fcjfc ; e como anda os herdeiros dos devedores
... I primitivos dossis letras ainda todos nao pagaram
"' ao supplicante as partes que eslo obligados com
respectivos juros.
jLmillieiS.
745S717 nr- Ernesto de Aquino Fonsoca,
__________| ordem do Christo, juiz de orphn
Pauta dos precos dos priucipaes gne-
ros e produeces nacionaes,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
de 16 a 21 de julho de 1860.
Agurdente alcool ou espirito
de agurdente ..... caada
dem caxaca.......
dem de cana...... >
dem genebra......
dem idem....... botija
dem licor....... caada
dem idem....... garrafa
dem resillada e do reino caada
Algodao em pluma 1.a sorte arroba
dem idem 2." dita ....
dem idem 3.a dita ....
dem em caroco.....
Arroz pilado ...... arrba
dem com casca alqueire
Assucar branco novo arroba
dem mascavado idem ...
Azeite de mamona .... caada
dem de mendoim e de coco.
Borracha Gna...... arroba
dem grossa.......
Caf em grao bom..... arroba
dem idem restolho .... >
dem idem com casca ...
dem moide.......
Carne secca......
Carvo de madeira ....
Cera de carnauba era pao
dem idem em velas. ...
Charutos bons...... cento
dem ordinarios.....
dem regala.......
Chifres........
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados libra
dem idem seceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra corlidos um
dem de onca......
Doce de calda...... libra *
dem de Coiaba .....
dem seceos......
Espanadores grandes. um
dem pequeos......
Esleirs de preperi .... urna
Estoupa nacional..... arroba
Farinha de araruta ....
dem de mandioca .... alqueire
Feijo......... alqueire
Fumo em folha bom .... arroba
dem idem ordinario ....
dem idem restolho ....
dem em rolo bom ....
dem idem ordinario. ...
tiomma polvilho.....
900
500
610
800
280
960
320
cavalleiro da
... os do tormo do
Recife,
de. etc.
Faeo saber aos que o presento
venda a quera man der. na porta da sala das au-
diencias, e lindos os dias da lei, as seguinles pro-
priedades :
Un silio de trras denominado Allemao, com
algumas fructeiras, extremando pela frente com
o sitio Riacho da Estiva, pertencente a viuva o
herdeiros de Jos do Monte Lima, pola parle do
tscenle na linha de sul a norle do mateo da es
Irada al o riacho Passo da Ibura e dito sitio Es-
tiva, o pola parte do norle, ao poente', com Ier-
ras do engenho Ucha, lendo 2,380 palmos de
frente e4,000 de fundo, cora duas casas de taina
cobeitas de lelhas, avallado por 5:000jt)00.
Um terreno de maltas capoeras, denominado
Cacimbas, no mesmo lugar da Ibura, extremando
com torras de Jos Rodrigues de Oliveira Lima,
avaliado por 1:500a.
Outro terreno de maltas capoeras, denomina-
do Descanso, em dilo lugar da Ibura, que exlre-
ma com Ierra do mesmo Jos Rodrigues, avalia-
do por 1:500. '
Outro terreno de maltas capoeras, junto a la-
goa denominada Zumbi, no sobrodiio lugar da
Ibura, o qual extrema com o silio Estiva, c com
i Ierras de Alfonso de Albuquerque, avaliado por
2 OOOgOOO sendo o lotal do valor do silio e terre-
800 nos annexos a quanlia de lO.OOOcOOO ; todas 68-
7g400
63400
5g400
1S850
3g500
3g600 I
tas propriedades situadas na freguezia dos Ale-
gados ; sendo o dito sitio e mais terrenos per-
tencentes a viuva o herdeiros do finado Antonio
Alves Ferreira, e vai praca por deferminaco
deste juizo, a requerimento' de Antonio Pereira
de Oliveira Maia, credor hypothecario do referido
casal.
A primeira praca em 31 do correnle, a segun-
43900 : da dita cm 3 de agosto, a lerceira dita em 7 do
mesmo pelas 11 horas da manha depois de In-
di a audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz deorphos.
E para que chegue ao conhecimento de quem
interessar possa mandei lavrar o presente que
ser afxado no lugar do costume, e publicado
pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recifo, capital
da provincia de Pernambuco, sob meu signal e
sello deste juizo, que ante mim serve, ou vallia
sem sello ex-causa, aos 6 dias do mez de julho do
j i anno do nasctmeulo de Nosso Senhor Jesus Chris-
to de 1860, 39 da independencia c do imperio
do Rrasil.
Eu Joo Facundo da Silva Guimares, cscrivo
o escrevi.
Ernesto de Aquino Fonseca.
2jC50
UjOOO
2g000
7g000
43000
73500
4J500
53000
03 respectivos juros, c bem assim sendo devedor
ao supplicante : Antonio de Albuquerque Mara-
nhao Cavalcanli, daquautia de una letra e seus
juros respectivos, tamben) mencionada cm dita
relaco; e nao tondo agora o supplicante noticia
corla das moradts dos mesmos devedores, por
que sao moradores (era da provincia e desta cida-
de, e n3o querendo o supplicante perder o seu
direito, segundo o que dispon o arl. 45 3." do
cdigo commercial, requera V. Exc, que man-
dando lomar por tormo o seu protesto, e proce-
dendo este, cm termos legaes, se passe caria de
edites para serem intimados do mesmo protesto,
e verrm correr de novo a prescripeo: nestos
termos pede a V. Exc. Illm. e Exm. Sr. Dr juiz
do commercio, Ihe delira.E R. M Marcelino
Jos Lopes.
E mais se nao continha em dita pelico aqui
transcripta, ua qual dei o despacho do theor se-
guinle :
Distribuida. Lavre-se o competente termo, e
justifique o supplicante a ausencia dos supplica-
dos. Recife 21 de abril de 1860.Anselmo Fran-
cisco Peretti.
E mais se nao conlinha em dita despacho aqui
transcripta, em rlrludo do qual (ora a mesma
distribuida ao cscrivo deste juizo Manoel Maria
Rodrigues do Nascimento, que lavrou o termo de
protesto do theor seguinle :
Aos 11 de maio de 1860, nesta cidade do Reci-
fe, em meu carlorio, appareceu o supplicante
Marcelino Jos Lopes, o disse perante mim e as
testemuuhas infra assignadas, que reduzia pro-
testo a sua petico retro, a qual offereccu, como
parle do prsenle, que fica sendo : e de como as-
sim o dissa e protestou, lavrei este termo, em o
qual se asslgnou cora as ditas tcslemuuhas eu
Manoel Maria Rodrigues do Nascimento, escrirao
o escrevi.Marcelino Jos Lopes.Adolpho Li-
berato Pereira de Oliveira,Antonio AnnesJj-
come Pires.
4S0OO
13600
93000
133000
23500
IgOOO
330CO
53000
43OOO
240
400
150
300
103000
500
400
13000
33200
1360
30
lg60
33000
23500
73000
153000
93000
73000
16300o
6|000
33200
Pela inspeceo da alfandega se contracta
por um anno o fornecimento de races para a
guarnico da escuna Limioia, a saber :
Pao."
Bolaixa.
Assucar branco.
Caf em grao.
Arroz do Maranhao.
Bacalho.
Carne-verde.
Dita secca.
Toucinho.
Farinha de mandioca.
Feijo.
Agurdente.
Azeite doce para comida.
Dio para luz.
Dito de coco.
Vinagro.
Vellas do spermacete.
Ditas slcarinas.
Ditas de carnauba.
Sal.
Leuha em achas.
As pessoas que se quizerem contratar o dito
fornecimento apresenlem as suas proposlas em
caria fechada at c dia 25 do correttte.
Alfandega de Ternambuco, 14 de julho de 1860.
O inspector
Bento fos Fernanda Barros.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumplimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 6 do correnle, manda
F. mais se nao conlinha em dilo tormo aqui
1 transcripto ; e o theor da relaco de que (rala o
] mesmo snpplicante eiu sua pelico da forma,
i modo e maueira seguinte :
Relac.o das letras, que o abaixo assignado passa
a protestar para correr a nova prescripeo, a
saber:
Letra do 255j070, vencida em 5 de fevereiro de
1840, devedor Aleixo Bandeira deAlbcrtum ; ga-
rante Francisco Pereira de Abreu, vencendo 2 0/o
ao mez.
Letra de 3:730;060, vencida em 24 de outubro
de 1837, devedor Jos Carvalho da Cunha.
Letra de 7599030, vencida a 30 de agosto de
1846, devedor Bernardino Candido da Cunha
Uchoa, vencendo os juros de 2 0/o ao mez.
Letra de 300, vencida era 30 de junho de 1841.
devedor Joaquim Francisco do Reg, vencendo
os juros de 2 O/y ao mez,
Leira de 300$, devedor Antonio de Albuquer-
que Maranhao,vencida a 15 de maio de 1857, ven-
cendo os juros 1 1/2 0/o ao mez.
Recife 19 de abril de 1860.Marcelino Jos
Lopes.
tteconheco.Manoel Maria.
E mais se nao conlinha e nem alguma oulra
rousa se doclarava em a dita relaco aqui trans-
cripta ; e lendo o supplicante produzido as suas
losloiiiunhas que justiiiearam a ausencia dos re-
feridos devedores; e subindo os mesmos mi-
aba concluso nelles dei e profer a seutenca do
theor seguinte :
A' vista da inqniricoo do fis. 5 a fls. 6, julgo
provada ausencia dos justificados em lugsresno
sabidos : pelo que mando lhes soja intimado o
protesto de Os- 4 por meio de edilus passando-
se a respectiva carta com o prazo de um mez :
pagas pelo justificante as cusas Recife 27 de
junho de 1860.Anselmo Francisco Perelli.
E mais se nao continha em dita sentenga aqui
transcripta, em cumprimenlo da qual o respec-
tivo cscrivo fez passar a prsenle caria com o pra-
zo de 30 das, pelo theor da qual chamo, intimo e
hti por animado do conteudo da peiico e termo
ILEGVEL


OTARIO DE PERT de protesto aqu '""'triplos aos referidos de-
vrJores.
E para do cotilo;,,Q0 aa presente terem 03 mes-
rnosdevcdores'.ntp^ffl conhecimento, poder toda
c qualquer p'ssoa fazc-los sciento do que cima
fica eipos'.o( pSr o que mandei passar editaos,
que sevo publicados pela imprensa e sffixado
nos \ugares do c*tume.
Cdade do RnH de Pernambuco, aos 17 de
ullio de 1860, 39. da independencia e do impe-
li do Brasil.
Eu Manoel Maria Rodrigues do Nascimenlo, es-
'crivo o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelli.
Declarares.
Pela subdelrgacia da freguezia dos Afola-
dos so tai publico, que se acha depositado uro
avallo castanho rusilho : quera se julgar com
lireito ao niosnio, corapareQa, que provandole-
anlmente Ihe ser entregue. Afogados 16 do u-
llu de 1800Jos Roberto de lloraos c Silva".
O corpo de polica compra 600*covados de
panno azul para capotes, 350 ditos de baela, e
500 varas de brim : quem tiver e quizer fornecer
aprsente as amostras c sua proposta cm carta
fechada, na secretaria do mesmo corpo, ao meio
dia do 20 do corrente. Luiz Jeronyrco Ignacio
dos Santos, lente secretario.
Pela capitana do Porto se faz publico, que
no dia 1!) do correnle tero de ser queimado no
jiurto dcsla cidade, junto aos arrecifes,o casco da
barca americana Medord* Capitana do Porto
de Pernambuco 17 do julho de 1800 O secre-
tario, J. P. R. de Mello Rogo
Caixa filial do banco do
Brasil.
De ordem do Sr. presidente interino
provincia, se az publico para conlieci-
mento dos Srs. accionistas, que o the-
soureiro da mestna caixa esta' autorisa
loa pagar d'ora em diante o l- di
videndo relativo ao semestre (indo era
~> i dejunho prximo passado, a razao
de 10$ por accao, de conbrmidade
com as O) dens rece bielas da caixa cen-
tral. C;i\a li'ial em Pernambuco 16
bilidade, Ignacio Nunes Correa.
Tela adniinislracao do correio desla cidade
80 faz publico para fins convenientes, que em
virlude do disposlo no art. 138 do rogulamento
do decreto n. 787 de maio de 1851, se proceder
a consumo das cartas existentes nesta adminis-
(racao de julho de 1859 no da 2 de agosto pr-
ximo, s ti horas da manha, na porta do mes-
mu correio, c a respectiva lista se acha desde j
exposta aos interessados. Correio de Pernanibii-
(0 de julho de 1800. administrador,
Domingos dos Pasaos Miranda.
Directora geral da instruc^ao
publica.
Paco saber a quem roru-ier, que tendo o Exm.
Sr. presidente da provincia, por portara de 11
da correle, de contormidade com arl. 3." g 10/'
n. 4 da le n. 309 do 14 de maio de 1855, creado
4 cadeiras de instrucc.o primaria para o sexo
masculino, urna ero Grvala, nutra em Timbaba,
unir cm Vicencia e filialmente outra em S. Vi-
me, o lllm. Sr. -rector geral manda taier, pu-
blico, marcando o prazo de 30 das a contar da
data deste, para a inscripeo e.processo de habi-
lilaro dos oppositores na forma das inslruccoes
de 11 dejunho de 1859, nao s para estas nova-
mente creadas, como para as cadeiras do mesmo
sexo vagas do Pilar de Haraarac, Salgueiro,
Buique, freguezia de Una, Taquarilnga, ttapis-
suma e Rio-Formoso, que larabem so achara a
concurso.
Secretaria dainstrucco publica de Pernambu-
co, 18 do julho de 1800 O secretario interino,
Salvador llciiriquo de Albuquerque.
Caixa filial do banco do
signatura individual de cada socio e o
modo porque cada um assigna a razao
social, com.o a declaracao dos nomes dos
socios que podem facer uso da mesraa
firma ; assim de facilitar a apreciadlo
dos titulos que Ibes forem oerecidos a
descont, ficando cortos os mesmos se-
nhores de que nao serao sdrmttidos ti-
tulos com irmas collectivas, que nao
constarem pelo modo indicado. Recile
13 de iunhodel860.O che fe da con-
tabilidade, Ignacio Nunes Correa.
Avisos martimos.
Para o Anoto.
Pretende sabir nostes das at o dia 22 do cor-
rente, o hiale Nicolao I, mostr Trajano An-
lunes da Cosa ; para carga e passageiros, trata-
se cora Prenle Viamin C, ra du Cadeia do
Recife n. 57.
Cear.
O palhabote Sania Cruz segu nrslos das '.
para o rosto da carga, Irata-se com Cactano Cy-
riaco da C. M. ao lado do Corpo Santo n. 25, pri-
meiro andar.
Aracaty.
O hiate Vdela > recebe carga e passageiros :
a tratar coro Caetano Cyriaco da C. M. no lado
do Corpo Sanio n. 25, priraeiro andar.
referido leilo seja i-ouc'jmdo pois que. os precos
porque serao enlregur.3 convidara a assislenca
das pessoas que quizerem pro\er suas casa3 das
bem acabadas obras que existen era a dita loja.
Principiar* as 10. horas em ionio.
Avisos diversos.
Tcnho justo e contratado a armarlo do de-
posito da ra do Livramento li. 39, p'ertenccnte
a firma de Bastos & C. ; quem s*julgar com di-
reilo a dita armacao, appareca no prazo de tres
das, contando da data desle." Recife 20 de julho
de 1300.Pedro Alexandrino do Amparo.
O abaixo assignado, lancador da recebedo-
ra de rendas internas goraes, era cumnrimenlo
dos 2. e 3. do art. 37 do r?gulamento de 17
de marco prximo passado, av sa aos donos, go-
| rentes ou procuradores de lojas, e mais casas
coramerciaes do bairro do Recife, que principia
a fazer o lancamenlo do impos.o de 20 0|0 sobre
ditos eslabelecimentos no da 23 do correrlo,
i polas ras da Cadeia o Cruz, para que lenhan
, promptos os seus recibos, pape.s de tratos, ou de
. arremiamenlos, para serem presentes e por ellos
ser feito o processo do mesmo lancamenlo como
: dispe o arl. 5 do regulamento le 15 de junhade
1844. Recebedoria do Pernan buco 19 de julho
'. de 1800.Jos Jeronymo do Souza I.imociro.
Jos Jacinlho Monleiro vai cidade da Pa-
rahiba e leva era sua companhia o seu molecuo
Antonio ; e faz ver pela quarta vez a todas as
pessoas que lem penhores em seu poder, quo os
venhara buscar no prazo do 8 c las, senao os ven-
der para seu pagamento de pnncip.it c juros.
Recife 20 de julho de 1800.
mm
das por todo preco.
Ra do Queimado numero 51.
Corles de vesldo de duas saias bordados a 8J,
dito de tres babados de cambraia bordados a
a 5:500, ditos de dous babados e do iros a 5?,
corles de cassa chita 1800, roupas feitas de to-
tas as qualidades, cheguera antes que se acabe.
- Pede-se ao Sr. IVIarinangeli, cm-
prezario da companhia lyrica, se digne
fazer subir a'.scena alinda operaRi-
goleto,ouqu ao menos, vare o seu
repertorio, alim de que se nao d no
Santa Isabel o mesmo que em um thea-
tio de Lisboa, aondepara variarse
dava tod^s as noites a Lotera do Diabo.
O amigo do lyrico.
JOIAS.
Altenco
REAL COMPANHIA
Anglo-Loso-Brasilcira.
O vapor Brasil, espera-seda Europa al o dia
20 do crrente, e seguir para os porlos do sul
depois da demora do cosiume, para passageiros
Irala-sc com os agentes Tasso Irmos.
Ajacaty
Hiale Scrgipano ja lera parte da carga, para o
resto Irata-se cora Hartis ci limaos : ra do
Madre de Dos n. 2.
Para o Aracaty
sahe o veleiro hiale Dous Irmaos ; para carga,
Irata-se na ra da Madre de Dos n 2.
Na ra do Hospicio n. 32, continua-sc a forne-
cer comida para fura cora miiill asseioe prorap-
lidao, sendo almoco e janlar para urna pessoa,
que pode chegar para duas, pe o diminuto preco
de 303 raensaes ; assira como ambem se conii-
Inaa fazer mau do vacca lodos os domingos e
dias sanios, e as -i horas da mar haa est prompla
Quem precisar de urna an a forra para co-
ser engoramar em casa de fanilia, ou para co-
zinhar c cngomraar em casa de algura moco
1 soltoiro, dirija-se a esta typcgraphia, oade se
', dir com quem tratar.
Precisa-sc de urna ama secca ; no paleo
do Torco n. 20.
Lava-se e engomma-se cora tola a perfei-
co c presteza ; na ra de Sai lo Amaro n, 40
NOVA GUIA THE0R1CA E MTICA
DOS
Juizes municipacs edeor-
phaos.
Acaba do chegar do Rio de ,'aneiro eslri inte-
ressante obra, evende-se na livraria econmica
ao p do arco de Santo Antonia.
COMPAMIA PERMHBCCAM
DE
Brasil.
Resobren a direcloria da caixa ilial
que de setembro prximo em diante nao
set o adraittidos a descont titulos, cujos
vencimientos se realisarem em urna mes-
ma data, quando o numero delles fr
incompativel com a respectiva cobran-
ca em um s dia, o que manda fazer
publico para que os signatarios do con-
venio de 6 de feverero prximo passado
satisfazendo ao art. 5 do mesmo conve-
nio, tomem as providencias necessarias
cm ordem a conciliar os prazos dos di-
tos titulos com o servico da mesma cai-
xa. Recife 13 de julho de 1860. O
chele da contabilidade, Ignacio Nunes
Correa.
Collectoiia provincial de Olinda.
rcla collectora provincial de Olinda se faz pu-
blico aos proprietarios dos predios urbanos, e a
quem mais possa inleressar, que vai preceder-se
no lancamenlo da decima para o anno de 1860 a
1801, nos dias de segunda, quartas e sexlas-fei-
ras das semanas que se seguirem ; ficando os
outros dias para a contnuacao da arrecadacao
da mesma decima do corrent'e exercicio de 159
a 1600. Collectora provincial de Olinda 16 de
julho de 1860.O cscrivo,
Joao Goncalves Rodrigues Franja.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para forneciraento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tos seguintes :
Para provimenlo dos armazens do arsenal
de guerra.
20 duzias de tabeas do pinho americano ; 10
duzias d taboas de pinho de 3/4 de pollpgada ; 10
toneladas de carvo de pedra ; 5 arrobas de ra-
me grosso de ferro ; 5 grosas de de parafusos de
D.3 ; 5 grosas de parafusos n. 5.
Quem quizer vender taes objeclos aprsente as
suas propostas era caris fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 23
do correte mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 14 de
julho de 1860.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emissao do banco.
Caixa filial do ban-
co do Brasil.
A directora da caixa filial, desejan-
do conciliar quanto seja possivel os in-
terestes do commerco com os da mes-
ma caixa, roga novamente aos Srs.
commerciantes que figuram como socios
de firmas sociaes estabelecidas nesta e
n'outras pracas visinhas, que com esta
cstao em inmediatas relac/jes, sesirvam
mandar a referida caixa urna copia de
seu contrato social, extrahido do regis
tro do tribunal do commerco, e natal
ta suas circulares, contendo nao as
ILEGVEL
avegaco cosleira a vapor
O vapor Pernunga, commandanle Manoel
Joaquim Lobato, sogue viagem para os porlos do
| sul de sua escala em 20 do crreme mez s 5
I horas.
Uecebe-se carga para Macei al o dia 19 ao
muio dia, passagens e encommendas al o dia
da sahida al hora ; escriptorio no Forte do Mal-
tos ij, I,
TARA LISBOA
vai sabir com a possivel brevdade o patacho
porluguez Flor de Mara; recebe carga c pas-
sageiros aos quaes olTereee excelentes coiomo-
dos : Irata-se cora o seu consignatario Thomaz
de Aquino Fonseca, ou com o capilao na praea
do ccmmercio.. *
Para o Aracaty.
O hiale Sanio Amaro recebe carga s passa-
geiros; a tratar com Caetano Cyriaco da C. M.
no lado do Coipo Santo n. 25, segundo andar.
MML.
Prccisa-se de urna ama pira cozinhar c cn-
gommar para casa de pouca familia ; n| loja de
livros ao p do arco de Santo Antonio.
Na ra da Aurora, ora casa do Dr. Permita
de Aguiar, precisa-se do urna i oa ama de leile.
Vende-sel boi e 1 carro para o servido da
alaudc-ga ; na ra do Trapich), armazem ti. 18.
Cobcrtas
Francisco Pereira da Silva "onde cobcrtis de
chita para cama a2gcad.i ura; ; na ra doQuei-
mado n. 'J, loja em frente ao Preguca.
Aos Srs. logistas e ven-
de! hoes.
Constando ao abaixo assignado, que um Africa-
no, que lem em seu poder, de nomo Monoel, tem
em seu nomc tomado em algumas lojas faz;ndas,
cera algumas tabernas geneos, declara aos do-
nos, c caixeros desses estabelociraenlos que nada
lera mandado comprar nessas casas poi esse
Africano, c quando manda buscar ou compiaral-
guma cousa per ello, cora bilhele seu ; por isso
nao se responsabisa pela menor cousa qu elle
lenha tomado em seu nomc. Recife 18 de julho
de 1860.Antonio Egidio da Silva.
REAL MlMlli
Anglo-Luso-Brasileira.
O vapor Portugal, espera-se dos portos do sul
do dia 20 em diante c depois da demora do cos-
tume seguir para os portos da Europa: para
passageiros trata-se cora os agentes Tasso Irmaos.
Maranhao e Para.
O veleiro brigue escuna Graciosa, capilao e
pratico Joao Jos de Souza, deve seguir em pou-
cos dias aos porlos indicados ; recebe carga, pa-
ra o que trala-se com os consignatarios Alneida
Goraes. Alves & C, ra da Cruz n. s7.
ag Acna-se a carga para os porlos do norte tf
C ou sul a barcaca Santa Rita, de lote de 8
| 600 saceos, nova, da priraeira viagem, pa- 32
9 ra tratar com o mestre na escadnha da 3fc alfandea ou na ra do Queimado n. 41. mt
Rio Grande do Sul
e Porto-Alegre.
Segu cora toda a brevidade o patacho nacio-
nal Venus : para o resto da carga que Ihe fal-
ta, Irata-se na ra do Brum n. 16, armazem de
Manoel Jos de S Araujo.
Rio de Janeiro.
Palhabote Piedade segu com mula brevi-
dade : para o resto da carga, trala-se com Cae-
tano Cyriaco da C, M. ao lado do Corpo Sanio n
25, primeiro andar.
Bahia.
No da 24 do mez correte sahe o hiate San-
to Amaro : para o resto da carga, Irata-se com
Caetano Cyriaco da C. M. ao lado do Corpo Santo
n. 25, priraeiro andar.
Amelia Augusta da Costa convida aos
amigos de seu fallecido rairido Jos Do-
mingos da Cosa, a assislirora a missa do
stimo dia pelas 5 horas da manha do
dia 20 no convento do C;rmo, o espera
que daro mais essa prova de caridadc e
desde j agradece a todcs aquelles que
honrarcra com sua presenc.i esse acto po.
Leiles.
LEILAO
Sexta-feira 20 do corrsnte,
AS 11 HORAS EM PONTO
DE
lu negro fonieiro.
O agente Ca margo fara' leilao por
despacho do Exm. Sr. r. juiz especial
do commerco e a requeriraento dos de-
positarios da massa fallida de Manoel
Jos Ferreira de Gusmao de um excel-
lente escravo bom forneiro, no seu ar-
mazem na ra do Vigario n. 19.
LEILAO
Segunda-feira 23 do con ente.
O agento Carvalho fara leil5o*no dia cima em
urna loja de Irasles na ra Nova n. 65, sera re-
serva de preco, consistindo era mobiljas comple-
tas e outras ebras importantes que s cora vis-
ta se apreciarse, o mismo agente espera que o
Furtaram do engenho Aiaripe de Cima, na
noile do 11 do corrente mez, dous cavollos, um
castanho com alguna cabellos de rusilho, novo,
bom lamanho, estradeiro baiio at moo, obri-
gado, inteiro e muito carnudo ; oulro cardao
muito escuro, pequeo, novo, sem estrada ne-
nbuma c muito carnudo ; este ultimo tem o ferro
segunte E : quem os pogai ou delles der no-
ticia certa naquelle engenho o j nesta praja a An-
tonio Jorge Guerra, ra do Apollo n 32, ser ge-
nerosamente recompensado.
O escripturario da companhia do
Beberbe, Marcolino Josa Pupe, anda
continua a agenciar a compra e venda
de apolces da mesma companhia, po-
dendo ser procurado no escriptorio ra
d Cabuga' n. 1G.
Acha-se justo e contri lado ura terreno e
bemfeitoria sito na travessa di ra Real, perten-
cenle a viuvae herdeiros de Vicente Ferreira dos
Santos : quem se julgar com direito a elle por
qualquer onus, dinja-se a ira' essa das Cruzes o.
14, no prazo de 3 dias.
Constando agora ao abaixo assignado, que
na collectora de Olinda fra ha poucos dias sel-
lada uma letra, que se diz lrraada pelo mes-
mo abaixo assignado, apressi-se este a decla-
rar a quera convier, que n io lera assignado
letra alguma a favor de algu;ra, e queporcon-
seguinlc protesta desde j contra a validade da
mesraa, assira como de usar ds meos que as leis
Ihe facullam contra quem qi er que tiver assira
falsificado sua firma. Recife 19 do julho do
1860.
Fernando Alonso de Mello.
(JmiftmhucAttA.
Domingo, 15 do corrente. s 10 horas do da,,
haver sessao extraordinaria d ) conselho director,
no lugar do costufno.
Secretaria da Assocaco Typographica Per-
nambucana, 19 de julho'de 1360.
/. L. Dor icllas Cmara,
Io secretario.
PRACA
A praca dos escravos Mathi.is e Pedro avalla-
dos por 300#000 cada um penhorados & Joaquim
Cavalcante de Albuquerque, f cou transferida pa-
ra sabbado 21 do correte Recife 20 de julho
de 1860 O solicitador. F. II. P. de Brito.
Sophia Preeble, lendo a infelicidade de
. naufragar a o norte desla provincia na sua re-
cente vifgetn de Liverpool Mdbourne (Australia)
aonde hia se estabalocercomo modista e coslu-
I reir, oTcrece-se cm quanlo se demorar nes-
la provincia os seus prestimos a o illustrado pu-
! blico ou alguma Sra. modisti no exercicio da
sua profissao ; podo ser procurada na ra do
Trapiche por cima do consulalo inglez.
()fferece-sc um pardo pora criado lano de
cocheira, como nutro servico. visto que deludo
lera bstame pralica quera p"ecizar dirija-se a
ra da Prai n. 80, armazem de carne.
Fumo de rolos.
Ra do Gordoniz n. 8.
Vende-se fumo em rolos a a arroba, sendo
sua qualidade muito boa, quer em grandes ou
pequeuas porches para techar talas ; i elle, que
est se acabando.
Seraphim & rmao, com lojas de ouri-
ces na ra do Cabuya ns. 9 e 11, sort-
das das mais bellas e delicadas obras de
ouroj prata e peoras preciosas; vendem
barato, trocam e receban para fazev-sc
quaesquer joias com presteza, a contade
d->.< pretcndenles, c se responsabilisam pe-
las qualidades.
Altenco.
Hoja 20 de julho. linda a audiencia do Sr. Dr-
juiz municipal da priraeira vara; ca arrematacao
da carne salgada, bacalho, e sabao, aiinuncia-
da para o dia 17 que nao leve lugar.
Sexta-feira 27 do corrente, depois da au-
diencia do Sr. Dr. juiz municipal da priraeira va-
ra ser arrematada uma casa e silio no camnho
novo da Soledade, j com abatimento do valor
dado, por execuco do Francisco Alvos Monleiro
Jnior contra Antonio Joaquim Pacheco Basto :
a ultima praca.
ASSOCIACiO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Do ordem da direcloria convido aos membros
do conselho para a sessan extraordinaria da mes-
ma, que ter lugar amanhaa 20 do corrente, s 7
horas da uoile.
Secretara da Assocaco Popular de Soccorros
Muluos 19 do julho de 1860.
Bernardino de Sena Ribero.
1. secrelario.
Procisa-so de uma ama capaz para tratar
do uma senhora : no boceo das Boias (Forte do
Mallos) n 10, segundo andar.
O juiz de direito aposentado !...., e abaixo
assignado, prope-se (como ultimo recurso!....
dentro da esphera do suas habitacoes) oxercer
a nobre c sublime profissao de 'advogado ; ou
seja especialmente no foro Rlribunaes dcsta ca-
pital, ou soja no de qualquer dos termos e co-
marcas da provincia. As pessoas que se quize-
rera utilisar de seus traeos prestimos, o podero
procurar era todos os dias que nao forera santos
ou feriados, desdo as 9 horas da mauha al as
3 da tarde, na casa de sua actual residencia, na
ra oulr'ora do Collegio e hoje denominada do
Imperador n. 42, e extraordinariamente em oulro
qualquer da e hora : assegurando a todos quan-
los se dignarem assim honra-lo e favorecer, nao
s toda diligencia c disvello no desempenho de
to importantes deveres, senao lainbem uma il-
limitada gratido. Oulro sir, (permilta-se-lhe
declarar raui explcitamente) que patrocinar
.gratis a quera quer que nao esteja as circums-
tancas de remunerar seus servicoa.
Jos Francisco Arrda da Cmara.
Ura rapaz estrangeiro que falla a lDgoa na-
cional e a ingleza perfeitamenle, se ofTorpee para
criado oiffeilor : quera o prelender, ditija-se
['iH-^.. Un Itv.i VLjiu u. SO.
Precisa-so fallar cora o Sr. Jos Bernardino
Pereira de Brito, morador na caixa d'agoa, e
conservador da mesma; na ra do Queimado,
loja n. 35.
ATTE\CV0% ACTIVIDADE.
Justino Pereira Ramos,
tem a honra do participar ao respeilavel publico
e particularmente aos sous freguezes, que tem
sua casa de negocio na ra da Praia n. 48, frente
pintada de amarello.cora frente ao becco do Carce-
reiro, sorlida cora todos os gneros pertencente
a molhados, como seja, vinho do Porto engarra-
fado, dlo da Figueira era pipa, dito de Lisboa
PRR rauilo superior, queijos flamengos dos lti-
mos desembarcados do vapor francez, pelo preco
de 2J500, afiancados figos de flor, lanto a retallio
como em caixinhas de 4 iibras, proprios para ra-
mos a 1J300 a caixa, ameixas rauscalel a 320 rs.
a libra, em caixinhas de 4 libras, proprias para
mimos, muito enfeitadas, passas tanto a rotalho
como era caixas, aletria muito fina a 360 rs. a li-
bra, talharim a 320, chourcas muito novas a 640,
cerveja das melhores marcas que ha no merca-
do, conservas, licor fino do varias qualidades,
manleiga ingleza, dita francezs, batatas de Lisboa
muito novas, vinagre de Lisboa, dito branco raui-
lo superior, feijao amarello muito novo a 540 rs.
a cuia, cha da India de varias qualidades muito
superior, charutos das melhores marcas de S.
Flix, azete para luz, em garrafas a 400 rs. e a
retalho a 480. Approveita a occasiao para par-
ticipar s seuhoras fazedeiras de pao-de-l, que
tem farinha do reino, arroz e assucar proprio
para este negocio, e outros muitos mais gneros
. quesera enfadonho menciona-los ; qualquer se-
I nhor poder mandar seus fmulos que serao des-
lachados com altenco e actividade, como se
ossem os proprios sen h o res.
Taberna da estrella,
no largo do Paraizo n. 14, vende-se manleiga in-
gleza a 960 e 880 rs., dita franceza a 640, cha
hysson a 2. caf a 260. aletria a 400 rs., lalha-
rira a 320, toucinho a 320. arroz a 120, batatas a
100 rs., feijao amarello a 560 a cuia, milho a 240,
vinho do Porto fino chamisso a 19280 a.garrafa,
vinagre a 280, espermacete a 680, queijos a 2$240,
palitos do gaz a 30 rs. a caixa.
Veudem-se duas casas na camboa do Car-
mo ; a tratar na ra Nova n. 37, primeiro andar.
Vendem-se ricos longos de labyrinlhos de
grades e bordados, e outras muilas obras, assim
como as melhores rendas e bicos da ierra da lar-
gura de 1 dedo al 1 palmo ; na ra da M-,ngue>
ra d. 11.
Bichas hamburguezas.
Sodr &C.
Ra estreita do Roeario n. 11.
Avisa aos senhores barbeiros desla provincia e
das provincias visinhas, como sojam, Parahiba,
Rio Grande do Norte, Cear e Alagoas, que no
seu estabeleciraento existe sempre um grande
deposito de bichas de Hamburgo, e que vendem
por prego muito mdico, nao s a retalho como
por atacado.
Precsa-se de uma pessoa que entenda de
escripia e cobrane.a3. e que d fiador a sua con-
ducta ; na ra estreita do Rosario n. 11.
Bonitos escravos venda
Tres moloques de dado de 13 a 18 annos, 1
negra de 30 annos encllente cozinheira, 2 ditas
com habilidades, 3 escravos, 1 mulalinho alfaia-
le de 18 a 35 annos do idade, e por precos razoa-
veis; na ra do Agoas-Verdes n. 46.
Vende-se um ravallo castanho, bem carnu-
do e carregador baixo, por preco commodo : na
ra do Queimado n. C3.
Vende-se ou permula-so por uma eseran
1 bonito raoleque proprio para lodo e qualquer
serrico : na ra da Praia, serrara n. 55.
Irmandade de Sant'Anna
dajgreda da Madre de
o s'^i^l^^hdo escrlvoda actual mesa re-
gedora da irmandade da gloriosa senhora Sania
Anna administradora da igreja da Madre de Dos,
em nome da mesma pelo presente convida a todos
os irmos da dita irmandade se dignem compare-
cer no nosso consistorio domingo 22 do corrente
pelas 9 horas da manha, alim de eleger a nova
mesaregedora para o auno seguidlo.Manoel
Jos do Nascimenlo c Silva, escrvo.
Jos Joaquim da Castro Moura vai as pro-
vincias do sul.
Precisa-sede uma ama preferndo-se es-
crava : na ra da Scnzala Vclha n. 50, se dir
quem precisa.
Precisa-se de um caizeiro portuguez que le-
nha alguma pratca de taberna: na ra Nova
n. 51.
De uma hora da tarde al 8 da noile ha no
sobrado n. 10 da ra da Calcada para serem
vendidos por menos do quo cni qualquer loja,
livrosnovos sobre phosophia, historia, littera-
tura o geographia.
Sociedade
VjnUtoBcncf&ecnte los Co-
cheiros em Pernambuco.
Por ordem do Sr. presidente convido a todos
os senhores socios efioctivos para sexta-feira 20
do corrente, ao meio dia % ponto, a reunrem-
se no luar do costume para o conselho eleilo
tomar posse.
Sccrelaria da sociedade L'uniao Bcneficenlc
dos Cocheiros em Pernambuco 18 de julho de
1SC0.Damasio Miranda de Souza Coulo,
1." secretario.
Precisa-se alugar um sitio com bstanle
commodidades para familia por estes arrabaldes,
com cocheira e estribara : na ra Nova n. 37,
primeiro andar.
Cura completa.
SF.M RESGUARDO NEK 1NCOMMODO.
Irysipela n'uma perna.
Eu abaixo assignado declaro que tendo racu
filho padecido de erysipela n'uma perna ha
mu los annos, por cuja causa eslava bastante
incitada, depois de ter teilo varios remedios,
ltimamente com a applicacao dos chapas medi-
cinaes do Sri Ricardo Kirk," morador da ra do
Parto n 119, tve o gosto do o ver inicuamente
bom ; o que taco publico era signal do raeu re-
conhecmento. Campo do Machado, Jos Pe-
dro Simes.
Cura completa.
SEM RESGUARDO NF.M INCOMMODOs
Iii/lammaio do baro e dores do peito.
Eu abaixo nssignad faco publico, era bene-
ficio da humanidade, pin como ou lendo soll'rido
por esp.ico de um anuo c meio uma forte in-
(lammaco no boro, muitas dores no peito, eo
mesmo luchado, procedido da mesraa uiftamma-
co com um cansara extraordinario, o lendo lo-
mado e applicado varios remedios, sem nenhum
resullado avoravel, e me adiando quasi deses-
perado recorr finalmente as chapas medeinaes
do Sr. Ricardo Kirk, morador na ra do Parlo
n 119, ns quaes trazendo cm supuracao os hu-
mores, em 29 das me achei inloiramenle livre
desta lerrivel molestia, do que dou ao dito se-
nhur os meus puros e sinceros agradecimcnlos.
Ra do Espirito Santo n 45, Rio de Janeiro
Antonia hipes das Santos Porto
Modista.
* D. Anna Erraelinda de Arroda Machado *-
|| faz scien'e ao publico era geral e com H
^ especialidade a suas freguezas, que mu- 9
* dou o seu estabeleciraento de modista i
X da ra Nova para a ra do Queimado n. ^
* 10, onde traballia com a maior presteza ^
?ta possivel, assim como recebo por lodos os X
^ vapores figurinos os mais modernos do $e
dS Paris, lano para bailes como passeios e ar
^ theatros, e bem assim declara que aceila |
cscravas de 12 annos para cima para en-
sinar sua profissao. 5|
wmmmm mtm mmmmm
lloga-se as autoridades policiaes c s pessoas
que souberem, de apprehender um cavado mel-
lado claro, que no dia 10 do corrente desappare-
ceu da cidade do Recife com 2 arrobas do carne
do Ou--. o onngaiin, ..n. i
na ra Direita n. 9.
i cnohpr, pode dar nulioio
ASSOCIAgAO
DE
Soccorros Mutuos c Lenta Emancipaco
dos Captivos.
A raesma sociedade, desejosa de conlcr cm seu
seio caracteres dislinclos por sua philantropia e
candado, o reconhecendo nos cidados abaixo
mencionados, esses dotes tao recoramenda veis,
toraou a deliberacao em sessao do conselho de
8 do correnle nomear e approvar seus socios
protectores, c conferir-Ibes diplomas, na forma
do art. 12 do regiment interno.
Exm. Sr. coramandaufe superior Denlo Jos Al- |
ves Vianna.
Illm. Sr. lenente-coronel Pedro Pessoa de Siquei- '
ra Campos.
Exm. Bario do Livramento Jos Antonio de A- I
najo
Illm. Sr. Dr. c commendador Alvaro Barbalho
de Uchoa Cavalcanli.
Illm. Sr. commendador Antonio Marques d6 A- I
raorira.
Illm. Sr. coronel Joao Jos de Gonvea.
Illm. Sr. tenenle-coronel Rodolpho Joo Barata
dcAlmeida.
Illm. Sr. capilao Joaquim de Albuquerque e
Mello.
Illm. Sr. Manoel Buarque de Macedo.
Exm. Sr. Dr Joaquim Pires Machado Porlella.
Illm. Sr. Dr. Pedro de Athaide I.obo Moscoso.
Illm. Sr. lente coronel Joo Valentm Vilella.
Illm. Sr. capilao Jos Thomaz Pires Machado
Porlella.
Illm. Sr. ex-provincial do convenio do Carino e
pregador da capella imperial Fr. Joao d'As-
sumpeo Moura.
Illra. Sr. ex-provincial Er. Jorge de Sant'Anna
Locio.
lllm. Sr. Dr. Manoel Figueroa de Fara.
Illra. Sr. commendador Antonio Carlos de Pinho
Borges.
Illm. Sr. commendador Luiz de Carvalho Paes de
Andrade.
Illm. Sr. major Jos Joaquim Anluncs.
lllm. Sr. commendador Joaquim Francisco Franco
Illm. Sr. Ludgerio Teixeira Lopes.
Illra. Sr. Luiz Goraes Ferreira.
Secretaria da Assocaco de Soccorros Mutuos
e Lenta Emancipaco (ios Captivos cm 18 de
julho de 18t>0.
Albino de Jess Bandeira,
1. secretario.
Januario Pereira, subdito italiano, vai ao
Aracaly.
Francisco Antonio Piscopo, subdito italia-
no, vai ao Aracaty.
AttenQao.
Quem precisar de uma ama secca para todo o
servico de uraa casa de portas dentro, dirija-se
a travessa dos Expostos (atraz da matriz de Santo
Antonio) n. 18, primeiro andar, que achara com
quera tratar a toda hoia do da.
Aluga-se a excedente loja da casa da ra do
Imperador n. 75, lado do caes: a tratar no pri-
raeiro andar da mesraa casa
Precisa-se de um cozinheiro : na ra do
Imperador n.75.
- Aluga-se uma sala e dous quarlos do pri-
iro andar da ra do Imperador u. 75.
AO PUBLICO.
0 lernc que gua a saude s5o as urinas ; o sujo
dos intestinos comraunica-se bexiga, que tor-
nara as urinas turvas, formando na bexiga um de-
posito de materias de varias cores, o que sem
duvida menos perigoso que a pedra. A pedra,
porra impede a circulado, por isso preciso-
conservar sempre ar urinas claras, para naosof-
frercra o que o Sr. Joo Vccnto de Brito soffrcii,
como se poder ver do alteslado abaixo. Tomar-
se-ha -i macos do pilulas seguidos, 3 pilulas
noite e 3 de manha, seguiudo a guia do livrnlio
de C. P. Elchecoin. Para informaces, a raeu
correspondenle.no Rio de Janeiro, rui do Patio
n. 119.
Attestado de curativo da molestia da bexiga
I SolTri 11 annos uraa molestia na bexiga. que
nao poda verler agua sem soccorro de algalia ;
gastei muito dinheiro aqui e no Rio de Janeiro,
sompre procurando os mdicos do grande repu-
laco ; o resullado foi sempre padecer, at ao da
ora que tve a felicidade de procurar o autor das
Pilulas Paulistnnas de C. P. Elchecoin, de San-
Paulo.
As pessoas que soffrerera o quo ou soffri jamis
censinlam opences, ou oulro qualquer Irata-
menlo, pudendo Iratar-so cora oslas pilulas, que
lera a virtude de limpar a bexiga com loda a
brandiira c fazer recuperar a saude perdida.
S. Paulo, 17 de agosto de 185S.
Joo Vicente de Brito.
Funlicao de typos em
Lisboa.
A admnistraco geral da imprensa nacional do
i Lisboa, prosoguindo perseveranlemente no em-
pento de dar o maior desenvolviraento sua
fundicao de typos, vem apresentar hoje ao exa-
rae consciencioso dos senhores tvpographos do
imperio do Brasil um copioso spplemento ao
I Specunen publicado em principios de 1859.
Executado cora aquella perfeico e esmero quo
I acreditaran] a priraeira publicarlo, a administra-
, cao lisonjea-se do que esle supplemcnio ser
i apreciado nao s como ura documento honroso
! para a lypographia portugueza, mas tambem co-
moura lestemunho insuspeilo dos estoicos quo .
lia feito cora soliciluue e boa vonlado para ele-
| var a iraprensa nacional de Lisboa calhegoria
de um eslabelccimenlo typograonico de primei-
j ra ordem.
I Contera o supplcmenlo que ora sahe luz, cm
13 paginas de folio, 8 dilTerentcs caracteres or-
dinaiiose de phanlasia desde corpo 6 at 59
uma collecco mu bella do filetes de diverso de-
senlio icorpos 2. 4, 6, 8, 10,12 e 16), e uraa pri-
morosa serio do clcheles (UlU, gravodos pelo
famoso Marcellio Legrand, e fundidos era -i pon-
tos, variando na largura entre 16 c 58 pontos.
Quasi todos aquelles caracteres sao fundidos
cora esmero em malrzes provenientes das acre-
ditadas oflicinas de Laurenl & Deberny e Batlen-
bcrg, de Pars, Haennel, de Berlim, e oulras, o
aiguns gravados expreasamente para este esia-
belocimonlo, como por excmplo, os corpos 1 o
16, caracteres ordinarios, devidos ao buril do
uia,t\'e6 S#rande* 'yPs P,M rte, corpos
io. 116 e 592, aberlos por artistas porluguezos.
Na sua escolha, a que presidio um gosto severo,
levo-se principalmente em vista satisfazer s ne-
cessidades da lypographia. Os clcheles e (leles
syslmaucos, leo da elegancia do seu desenlio,
sao de ura emprego ulilissmo, uorao se procu-
ro u demonstrar em uma pequea exposico
que vai sor distribuida por todas as otlicinas ty-
pographicas.
A admioistracao geral da iraprensa nacional do
Lisboa, esperando quo o suppleraento ao seu
Speetmen merec o elogio das pessoas entendi-
dos, afiianca que nao descansar, procurando in-
cessantemente attender a ludas as exigencias qua
tenhara por*alvo o progresso da arle.
As condic.oes da venda sao as que repetidas
vetea so tcem aonunciado, garanlindo-se toda a
proraptido e regularidade na satisfaco das en-
commendas, por mais artilladas quo sojam.
Agentes da iraprensa nacional de Lisboa no im-
perio do Brasil, no Rio de Janeiro, Francisco
Teixeira Bastos ; ora Pernambuco, Amorira Ir-
mos ; na Bahia. Espinheira & Companhia ; no-
Maranhao, viuva Rocha Sanios ,! Filhos; no
Para, Martins & Irmos.
Mili
Permula-se ura engenho sito na demarcacuo
das freguezias de L'na e Agoa-Preta, por ura pre-
dio ncsla praca, e tambera se vende todo a pra-
zo com boas firmas : a tratar na ra de Apolle
li. 2i, segundo andar.
-----=- o o.. -..,.v..i rfunquirn uc touto e Castro
i^nha a bondade de apparecer na ra do C.bu"
n. 1 B, a negocio que Ihe intereasa.
Attenco. jjf
4 ,
Amelia Elodia I.avenre competente-"
mente licenciada tem aborto na ra do
l.ivrameulo n. 19, segundo andar, uma
aula para o sexo feminino, onde ensina
primeiras lellras, francez e cerlas prendas
bem como coser, bordar ele, e para com-
modo das pessoas que moram fora ou
mesmo dcnlro da cidade, recebe alum-
as internas, pendonistas o moiopen-
[I cionislas pelo preco que se convencionar.
_ 5 fr? s^= =ra^ wmm "^^ WBW>>%
_ Koga-s phos da cidade do Kio Formoso, hala de chamar
a coplas a Leandro Cavalcanli da Silva Guima-
res, como lulor de seus irmaos menores, para
prestar conla. pois consta que o mesmo tem ex-
traviado algumas cousas dos bens dos orphaos.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 14 rnnes
de idade, dos chegados ltimamente do Porto,
dando fiador a sua conducta : na ra da Praia
n. 80.
Alugam-sc 2 escravos para servico de cam-
po : oa ra dos.Martyros n. 6. das 6 horas s 9
da manha.
Precsa-se de 7 a 8:0O0jj000 por lempo do
6 mszes ou pelo lempo que se convencionar, dan-
do-se por garanta predios trreos novos, livres
o desembarazados, quanlos forem precisos para
garantir a referida quanlia : a quem convier este,
negocio, dirja-sc a esta lypographia qne se Ihe
dir quera pretende, ou annuncie por este Diaria
Aos senhores de
engenho-
mei
Aviso.
Uraa dasherdeiras das trras denominadas Ti-
rangae Regaladas, situadas oulr'ora no termo de
Iguarass e hoje do Recife, quo foram de Jos
Carnero de Carvalho da Cunha o que por merlo
de HenriquePoppe Girao lio dessa hcrdeira.cons-
tiluisse tambem herdeira dessas trras, protesta
proceder judicialmeF.tc conira quaes/juer obras
que porvenlura se tenhara felo nessas Ierras e
mesmo de madeiras que dellas se lenham lirado,
-pois consta que para esla cidade ji veio una
barcaca com travos, nao ponscm que essa her-
deira esldesapercebida, e bem assim dos lucros
que dessas Ierras lenha tirado quem dellas est
entregue, visto que nao estao divididas porque
anda nao se fizeram as competentes parlilhas.
Recife 18 de julho de 1860.
i'n i'isa^a^pftni silio : i tratar r.n ra da
mperalnz n
Um professorcom pialca de 6annospropoe-.se
a ir ensinar cm qualquer engenho desla provin-
cia, nao s as primciras letras, como tambem
grammatica nacional e francez cara toJa a per-
feico : quera precisar de seu presumo, annuncie
por este Diario ou deixe carta fechaba nesta ly-
pographia com as iniciaos A. B
No da 20, as 11 horas, na sala das audien-
cias, depois de finda a do Sr. Dr. juiz de ausen-
tes, se ha de arrematar o espolio do finado capl-
to Domingos Alves Branco Muniz Brrelo.
Na ra de Calderero n. 16, lava-se e en-
gomma-se com perfeico : quem precisar, diri-
ja-se ;i mHIM, quo achara com quom lialar.
Paulo Francisco de Rezende, de coramnra
accordo o conscnlimenio de todos os seus credo-
res, far leilao a dinheiro ou a prazo pequeo
com garante de sua taberna muito acreditada o
de poucos fundos, sila na ra da Imperairiz n.
o, cuja venda ser feila por intervenco do
agente Camargo, sexU-feira 20 do correnle. s
10 horas do dia.
Precisa-se de uma ama para lodo servico
de casa de pouca familia o de portas a dentro :
na ruada Roda n. 54.
O abaixo assignado faz ver ao respct.ivel
publico que o Sr. Joao Paes de Olivera deixou
de ser seu caixeiro de hoje 18 de julho de 1860.
. Antonio Carnero Pnlo.
1 recisa-se de uma ama secca : na ra Bella
n. di.
Precisa-se fallar ao Sr. Baziliano Francisco
i ues Brrelo : na villa da escada armazem da
Franca.
Precsa-se de um cozinheiro ou cozinheira.
para urna casa eslrangeira : quem se julgar ha-
bilitado, dirija-se ra do Trapiche n. 8, que
achara com quem Iralar.
*T ^cisa-se alugar uma casa leirea no bair-
ro da Boa-\isla, para pequea familia c que le-
nha bom quintal, dando-se 400g de aluguel poc
anno: na ra da Imperalriz, padarra do Sr Cos-
a n. 41.
Precisa-se de urna ama que compre na roa
para servir a duas pessoas : nesta typogranliia
se dir. JV v
Precisa-so do uma ama livre'ou escrava
que soja de boa conducta e jde idade, que saiba
fazer lodo o servico de una casa ; no paleo do
Tere,o n. IY2.
Aluga-se um sobrado de um andar na ra
da Boda n. 48 ; a iralar na praca da Independeu-
Icia n. -31, loja de chapeos.
I MUTILADO


DIARIO DE ERNAMBCO. SEXTA FEIRA 20 DE JULHO DE 1860.
Attenco.
Trecisa-se alugar um pritneiro andar que le-,
nha comtuodos para urna familia, as seguales!
ras : no bairro de Santo Antonio, ra dasCru- f 110|_A -.
2cs. larga do Rosario, dita cstreila ; bairro da S.! %j 113 LI %Tj fj
Jos, ra de Santa Bita, Rangel, Direita, ou pa-
teodo Terco : quem tiver, dirija-se a ra do lirum
n. i ou annuticic por este Diario para ser pro-
curado.
Borzeguins patente.
, 45 Rua Direita 45
Compaiihia de seguros |JfiBU2fca?ttt
i seus freguezet, acaba de descobnr-lhes
urna mina de borzeguins, que nao sen-
! do Melie's nem Suzer, sao todava iguaei
a estes no durar, tendo por nico deei-
to serem poifcos.
Aviso aos thesoureiros e
chefes de irmandade
martimos
SEGITR1DABE
NO
Hio i\c Jan*A\*o,
Agencia de Pernambuco
RUADO TORRES.
Guilhcrme Carvilho & C,
se'unes agentes desta companhia, avisara ao res-
peilavel corpo comracrcial c a quem convicr,
'ue se adiara ccmpelcntetnenlc autorisados a
efietuar qualquer seguro.
Aluga-se uma boa casa terrea cm S. Josa
do Hanguiaho, qua-i defronte da groja : trata-
Achando-se prximo o lempo de algunas
igrejas festeiarem osseus pndroeiros. Jos Pau-
lino da Silva com fabrica de fogoscm um terreno
da ra Imperial, avisa a todas as irrnandades e
contrarias religiosis, e a qncm possa ruis inte
ressar, que lem effecliv a rente prompto um gran-
de sorlimente de fogos do ar, tanto com bombas
miudas como de bombas reaes, foguetes para
salvas com bombas extraordinarias, os quaes
- Na livraria n. 6e S da praca da
Independencia precisa-se faltar ao Sr.
Manoel Antonio Esteves, que foi almo-
xarife de Fernando.
O Sr. acadmico Joac Jos de
Moura Magallies, tem urna oarta, na
ra das Cruzes n. 42, segn lo andar.
(5)
APPHOVACiO E AIT0RISA(1\0
DA
ACADEMIA MPRAL DE MEDICINA
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
s da S ir,: arm 1 goslo do comprador, mandando-os conduzire
. Aluga-se
Vitos casa terrea na ra da Guia n. 16, cmto um
Don quintal que delta para a ra de Apello, pro-
pric para qualquer cstabeleeimenlo do qualquer
UB3 dos lados, por ter a vanlagem de ticar Pin
rugar de esquina; a pessoa que thecoavier. pode
irigir-se ao avrcszera Progresso. rc 1ofjo da
[enha n. 8.
##@ @g@@@ @g@
Attenco. |
.i Curse pratico theorico de engira fran- @
Q ;eza per uma senhora francesa, para dez
mocas, scgunSa e quinta-feita de coda se-
<$ mana. Jas 10 horas at mcio dia : quem
Cruz n. 9, segund andar. Pagamentos.
.j,f.J.x ^.s o^),.>. *# prece e promplidao, obrigaudo-se o annunciante
por qanlquer avaria que possa haver, fazendoum
abale no prejo, quande por acaso nao saia cerno
o afianga, declarando quclles que os qsizer
comprar ca gyranddas ou coi broqueis, dove-
lo avisa; tres das antes, se for em quaM'ldade,
para se preparar e armar, e sendo em pequea
porrao, tvisar do vospera ; upara mais facili-
tar ao comprados, no caso de nao querer ir casa
de sua residencia, poder entenderse no largo
do Paraizo com o Sr. Jos Pinto de Magalhes, c
na ra Direita, toja de cera confronte a sachris-
tia do Trro de Sr. Uionizio liviano Lopes.
CASA LlSft-BiSIMA,
2, Goiden Square, Londres.
J. G. OLIVF.IRAtendo augmentado, cora to-
mar a casa contigua, ampias e excedentes ac-
coramodarcs para rauito maior numero de hos-
pedesde. novo se recomineoda ao favor e lem-
branra das seus amigos e dosSrs. viajantes que
visitera esta capital; continua a prestar-Ihosseus
servir-ese boris olicias guiando-os em todas as
cousas que preeisem eonbecimento rralico do
paiz, etc.: alm do pertuguez e do nlez alla-se
na caoa o hesnatih-ol e francez.
!Lices de framez
piano.
Madc3 de Manncvilte continua a dar licoes de
francez -e piano na cidade c nss arrabal-
des : na; rea da Cruz u. 9, segundo andar.
no dia 16 do correle, as 7 horas d; noite, do
boceo da Viracho al o pateo do Canco, uma
pulceira de ouro tendo 6 conchas lindo ellas a
forma de um mclao sendo 3 de cad; binda c a
chapa da ataca com a forma de uma cobra, ten-
do urnas florcsziuhas por cima : quera a achou
leve-a ao beceo da Viraro n. 31, que ser gene-
rosamente recompensado.
No escriplorio de Domingos Alvos Malheos
deseja-se fallar ao Rvm. Sr. padre Henrique Ca-
mello de Mello Pacheco, capello qu i foi "de un
engnnho as mmediacoes da villa lo Limociro.
Aluga-sc por proco commodo o armazc-m n.
23, silo no caes 22 de Novcrabro : a tratar om
casa do fallecido commeudador Luiz Gomos Per-
reira, no Mondogo.
Aviso aos senhores donos de
verem formigas e quizerem ficar livr :s del'
rijamsc ra da Guia n. 47.
Precisa se de um calxeiro de l a 14 annes,
e quo lenha pratica de taberna : na ra do Gor-
douiz no l'orlc do Mallos e.G.
t>eca
gocio
menlc
pretender, dirija-
Varadouro, em liude, cocheira do Sr.
Guedes.
= Aiuga-sc um escravo para ted) o servico :
na ra Imperial n. 169. segundo andar.
Roga-se ae Sr. Andr Alvos di Fonseca J-
nior queira ir concluir o negocio nao ignora,
na ra Nova, loa n. 7.
ELECTRO- MAGNTICAS EPISPATICAS
Para seren applicadas s partes affectadas
sem resguardo nem incommodo.
AS CHAPAS HEDICINAES sao muitaconhecidas no Rio de Janeiro e em todas as provincias
dse imperio ha mais de 22 annos, e sao afamadas, pelas boas curas que so teo obtido as enfor-
midadcs abaixo escripias, o que se prora coro innmeros allcstados que existem de pessoas capa-
ses e de dislir.c^oes.
Cora estas GHArAa-HBCTftO-U.GK&titifc-tilrlsr&TlCAS oblem-se uma cura radical e infallivel em
todos os casos de iiillammacta {cansacoim falta e respiracao), sejam internas ou exlernas, como
Letellier <5 C., tendo de vender a
loja da ra Direita n. 9-, pertencente ao
Sr, Marcoliuo da Costa Raposo, em vir-
tude da autorisacao que este passou pa-
ra pagamento de seus credores, avisnm
a estes que ate' o dia -1 do crtente
apresentom os seus titulos de dividas no
ai raazem dos mesmos na ra la Cadeiu
n. 1 -, sob pena de ser vendida dita loja ,
e tatear-se seu producto pelos credores
que tiverem aptesentado seus ttulos,
ficando estes e os annunciantes desene-
rados de qualquer responsabilidade pa-
ra o futuro.
GOMPAMIOA
As encomraendas das provincias devem sor dirigidas por cscripto, leudo todo o cuidado de
i fazer as uecessarias explicai;oes, se as chapas sao para hornera, senhora ou enanca, declarando a
. m, senhora ou enanca, .
molestia era que parle do corpo existo, ce na cabeca, pescoco, braco, coxa, perna.'p, ou tronco do i j..
cerpo, declarando a circumfercncia : e sendo inchac5)S, feri'das on"ulceras, o molde do seu tama-
bo em um pedaco de papel e a declaracao onde existem, afira de que as chapas possam ser
'ni applicadas no seu lugar.
Eslabclccida em Londres
imp m mu.
CAPITAL
Cinco mi\ues de UfftS
esterlinas.
Saundors Brothers & C." tem a honra de :-
rmar aos Srs. negociantes, proprietarios de
asas, eaguem niais convicr, que estao pl i -
monte aulorisados pola dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo o pe-
cobertos de tclha e igualmente sobre os
objectos que contirerem os mesmos edificios!
quer consista em mobilia ouemfazenda; ,i-
Ptlc-sc mandar vir do qualquer ponto do imperio do Brasil. au!^o baS*****
9


;@s
C:j adiantados.
i
;:; @ rn^nr* @@@*^
A!uga-sc tres moradas de cases torreas re-
oxnterr.onle acabadas, no a tarro, adianle da fa-
brica de safeo, com os fundos pura o can.nho
rro : a tratar com JosC da Cruz Santos, na
ruaNOva c. ol.
DEMTES 1
ARTIFICIADA ti
iRuaestreita do Rosario n.3|
@ Frarcisco Tinto O;orio colloca denles ar- @
tificises pelos JoirssystemasYO.CA'NlTE,
chapss de ouro ou platina, podendo ser
M prc?urado na scLredita ra a qualquer @
hora. @
#
Roga-se acs Srs. devedores a firma social
de Leite i Correia em liquida^ao, o obsequio
de mandar salda seus dbiles p.a loja da ru do
Qemado ru 1').
As chapas serao acompanhadas das compelentes explicacoes e tambera de todos os accesso-
nos para a collocaco dolas.
Consultas a tedas as pessoas que a dignarem honrar com a sua conftaaca, em seu oscripto-
jo, q- se achara *crto lodosos dias, sem excepcao, das 9 horas da manliaa s da tarde.
||9 Rua do Parto ||9
PERTO DO LARGO DA CARIOCA.
^^^ &ym t
i\o assignado roga aos senhores aca-
dmicos quo conlrahiram dbitos m sua taberna
e buhar sito no lugar do Mon'.eiro, hsjam de ;r
ou mandar satisfazer seus dbitos, isso no ; 120
de 15 dias desta pubcacio, do contrario ser
forrado a usar dos moios que a le lho faculta.
Nicolao Hachado Freir.
Fs'.as peonas de dtffarentes aualidades, sao fa-
bricada de aro de prata refinada do primeira iZ'&e.x'-
tempe, i, e sao applicaveis a todo o tarnanho de **^
leltra. Preco 1*500 cada caixa e peotias de ouro
pelo rr.esmo autor com penta de diamante, que i
teera a grande vanlagem de nao oslar sujeitas a
crear forrugom e conservndose berc limpassao'
de duracao infinita, deposito cm casa dos Srs. '
Guedes i Goncalves rua da Cadcia r. 7, c por :
atacado com o inventor Guilhenue Scully, pro-
ordec.lligraphia na rua do Imperador o.! Q 1*113 eSrClla iO liOSaflO
/ sobrade
.ft9 @ J5>/
Precisa-se de una
ama para cozinbar e com-
prar para uma pessoa*
HHEIAS DE BOR
para a cuf%radical da erysipela, fazenda nova e superior; na rua da Cadeia do Rccife n. 15, loja
de Jos Leopoldo Bourgard

propor^ao que tem pi.
j exeoutar oslrabalhcs departo, o aconse- @
Ci laado pelo feliz resultado que-'em obtido ;'*
^ em multiplicados partos laboriosos, lem
( mito sua especialidade sobre este ramo *p
$i parao que po-Jer-ser procurado a quat- a
( nicr hora, na rumio H.-insel r 16 tp-
@@^@ >?; $5@@@@s@
Saino a tus o o- 101120 taj Drojjra-
plnas c aigune poetas, e outros ho-
iiieiis j-lr-stre iln provincia de Percaai-
buCO, pa'.o comaiendador Antonio Jaa
quim de Mello. Conte'm es biograptas
-t.,- n* 2, primeiro andar.
bVssociaeao Cniao Be-i
o
nefeente Martima.
br. Carneiro Montero .proeilando da agaMasK nnaiJITM
ra mais fcilmente @ S'SBSBSSwaWWWWBfliS Wf*?*S*$*S
De otdcm do Sr. presidente
uuuviilun luJuj uj iuum cllooli-
vos para comparecerrtn a sessao
da assemblea geral,que ha de ter
lagar sertta-feira 20 as 7 horas da
tai-de rua do Trapiche n. 13.
Secretaria da Associacao Uniao
Beneicciite Martima 16 de ju-
Jcronymo de A&uquerque Maratililo, 'M- ",0 de 1360.Jos Sabino Lis-
Aivatx> Tei\eira de Macedo, e Joyo ^ !*aa, primeirosecretario.
Antonio Saltcr de MeRonQa ; vercos, U^^mm ^^ ^m^m^mM
i'r.IteOS quaes ^0 Odes anacreoaticas, Na ruada Cadeia do Keaife n. 8,. primeiro
unta noticia intersate do levante de IM,af pwc|sa-se fallar ao Sr solicitador Manoel
1821,
'ioianna em
documentos
mSn de autor.
O Dr. oao Penreira
Pereir de Magal-iios.
e noventa ?dstis| <.)nem precisar de uma c-ma captiva para o
iiiiiixliios. Por ora .em ferviro inlerr.o-o externo de uma casa ds pouca
-:.:.!-- a rua Direita n. 51, segundo
familia,
andar.
rua -z Rangel para -a do l.ivrameuto 11. 6, "so- Ig^f^^^*^*1 8iMpMI89B8R9l8g[
brado do Sr. Manoel luarque de Macedo, fron-
te de sua artiga habitacao. A grande pratica de
ausculiacaoToconhecida por quasi todos osseus
collegae dasta cidadelorna-o rocommendade no
diagnostiico das molestias dos pulmoes e do cera-
rao ; assim como psrc verificar o estado do ssu-
de dos e&eravcs que se desojara comprar. Pelo
crescido auraero e varidadcs de operacoes que
ha feito &sm bom resultado era o exercicio de
oais de 20 annos, -se julga habilitado para prati-
cir toda c qualquer operaco cirurgica por aicis
delicada e dV.c-jllosa fjue soja.
g DENTISTA FRAKCEZ.
j Paulo Gaigcoux, dentista, rua das La- ^
> rangeiras 15, Na mesma casa tem agua e <
^ j doatilico. *
Roga-se aos Srs devedoras do estabele-
cimenU do fallecido Jos da Silva Pinto, o ob-
oequio eg vetvia n. 25 ou oa rua do Queiruado loja j
n. 10.
m DenlMa de Paris. ^
I 15Rua Nova15 S
jjb Frederico Gautier. cirurgiao dentista, ^
^ fas todas as operaroos da sua arto e eil- ^
loca denles arlificiaes, tudo-com a supe xjp
^ rioridado e. perCeioao que as pessoas eo- ^
tendidas Ihe roconhecera. gg
Tem agua e.ps dontifricics ele. Jna
= O Sr Francisco Aran i,a deouza tem uma
carta no escriptoriode Manoel Joaquim Ramos e
Silva, na rua da Cadeia do Itecife
TIDAS DOBIAMS
LICES PRATICA&
3Doas ve/esjwr semana
Quarifs c s;tbIa UA NOVA SOBRADO H. 15.
M. ( iiiscc! dr itledeEros, continua a dar
licoes da referios materia em sua -asa nos dias
e horas cima indicados. Tambera ir onsinar
nos -estubelecimentos o scrilorios dequelles se-
nhores que desojarem assim aprender, nos dias
que cenvencionar.
CONSL'CTOKIO MtniCO-CIRLUGlCO
DO
Utr. Iguaei Vvmo Xavier
f. 16-fetMtit Paiaiz*-X. I(J.
Gcnsultas todos os dias. das 6 1;2 horas as 11
boiesda maafwa, e das 3t|2 s 51|9 da tarde.
a pessoas r>a*ires sroa unidos serao .u.. unios giinu: ament ; as-
sim como gratetamcKte se lhes dsra mnitos dos
remedios procioes jiora o seu eslabelecimento.
- O bacfcwel A. T.. de TorresBsndoiro, d<*o-
ga no crime civel, na sua reside-cea, jua larga
dcillosario n. 28, segundo andar.
Agencia nos Grocvcr & Bater,
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
CiUiston v rua da Senzala Ne'a n. 52.
0 Sr. thesouroiro das loteras manda fazer | i-
bilco que em consequencia dos grandes prejuizos
que lem soirido com a extraccao das loteras
pelo plano actual obteve do Exm. Sr. presidente
da provincia permissao para as ditas loteras se-
ren d'ora em dianle cxlrahidas prlo que abaiio
vai transcripto ; o ucsla conformidade se achan
oxpostos a venda, todos os dias no escriplorio
damesmas loteras a rua do Imperador n. ''6,
e na praca da Independencia ns. 1- e 10 >;
horas da manhaa as Gda larde os bilheles e meios
da lerceira parte da quinta lotera do hospital
Pedro II, cujas rodas deverao andar Impreten-
vclmentc no dia 25 do corrate mez.
Thesouraria das loteras lCde junhode 1860
./. S. da Cruz esirivo.
O dono do estabclerimento da rua da Cadeia do Recfe n. 15, chama a attenco dos Srs. fu-
mante paca o cmplelo sorlmenio de seu cstabelecimenlo uo que di respeto a fumara, como se-
jam superiores charutos, lano naeionaos como estrangeiros, sortimeolo completo de cigarros de
todas as 'ualigados, caximbos, bocaes para charutos, charuteras de couro e palha, fumo caporcl
(raneez, tnarcland, virginc e fleur d'harloboke, bolea de relroz e chagraio, bocaes para cigarros e
uu>a hfuiidade de arligos que s com vista se podera apreciar, tragam dinheiro e apparefam no
Centro com inercia 1.
PLANO.
3200 bilheles a lOjOOO.
20 por cento. .
*
Grande-e novo sortimento de fazendas de todas as tona-
lidades por baratissimos preces.
Mo-se amostras com penhor.
Lindos cortes de vestidos de seda pre'.os
; de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babador
Ditos ditos de ditos de gaze phaotazia
de cores
Romeiras de fil de seda preta bordadas
, Visitas de grosdenaples preto bordadas
I cora froco
, Grosdenaples de cores com quadrinhos
Milita* Bocges L'civja, tecdo ido nomeado i ni. u-_ ____ A A
Kenle de tloes e estabeleceu seu escriplorio e "''0' s** *f hres- covado .
beda Iavrada preta e branca, covado 1J( e
i
O l>r.-Cosanota pode ser pc:urado a
qualquer hera em seu consultorio iiomeo-
palhicn -eraVornambuco
30RUA OA-S CRUZES--30
No msmo cofisultorio aclia-e sempre
grande sortknenlo de med tinturas glbulos, os mais nov>s e bom
preparados, os elementos de hoHieopathia
arixazem na rua-do Vigcrio n. 15. cede so acha ,
deode s 9 inoras do da al s 5 hars da tarde. 0l%\?r^* f*f?:.c?*.tV*lmoa
;>ninplo a cumprir asopdens dos qie com ellas se
digitaremdeobseqoia-lo. O annuaciaote.no exer-
cioio do lug*r cora que heuve por iiem uomea-lo
mt ritissiii; viiielo, nada poupa^rA para Lera corresponder sua
de largura, propria para forro6
Garles de vestido de 6eda de gaze trorjs-
parentes
I>tlos de ditos de cambraia e seda, corte
^aenbraiasorlacdys de cores, lindos pa-
coaCanea ; desempenharicom fidelidsdec prorap- u-?f,' J^,ra ,- ,
dio es deveres inherente profissao uae adop- j ?"f uitos,de ea.mb"** e bordados
loa ; ludo envidara mfiai por firm.ir sua repu- \SSA 5"'!?es bordado 5
ta^e. e conquistar a sympalhia do pubiieo, cuja iftfttSLP"1"
proteorjo solicita.
Sipop du
DrFORGTI
JARABE DO FORGET.
Este xaMpe .est .approvado .tos mais mnenles medicos t.e fiaris,
imo semli. o melhor para curar onctipacoes, tosse convulsa i! ouir ,
aileci;es dos bronchios, ataques de peito, irritai.-Ws nervosas e iusoihnolencis: urna cocherada
pela manila, e outra noite sao sutGvientes. -O < licito desta exceteute xarope saiisfas ao mesn.0
lempo o doente e o medico.
O dspotito na rtut larga do Rowrio,,botioa de Bertholomeo F'rautUeo de Sonta,.ti. 36.
FUNDICAO
DO
II.
I Rua do Bruna (passando o chafariz.)
No Aepoiito deste eslaiieleeimento sempre ba grande sorlimeiito le me-
eWaaismo para os eage a\\os ae assuear a saber:
Hachina de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoasseno ;
odas d'agua de ierro com cubos le mideira largas, leves, fortes, e bem bataneadas;
Cuinos de ferro, e portas d'agua nara litas, e serrilhas para rodas de madeira ;
*;?nlis inteiras com virgens inuito (ortes, e convenientes ;
Mitas moendas com rodetas motoras >ara agua, cavallos, ou bois, acunhadas em aguilhdes d(
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
loazas
Pares ebicas para o caldo, crivos e portas de ferro para s fornalhas;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinba
Rojetas dentadas de todos os tamaitos para vapor, agua, cavallos oubois -
AguHliGei, bronzes e parausos, arados, eixos e rodas para carroc,as, formas galvanizadas para purgar etc.eto.
D. W. Bowman confia que'os seus fregnezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honrara, pela longa experiencia qu elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagera annual para o dito fim,
assim como pela continuacao da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os coneertos de que poderp necessiar.
irt.*G de fil de lioho pretae
Cha.'es de seda de todas as cores
Lenr.os de carobraia do He ha bordadla
Oitos de dita de algodo bordados
Panno ,preto e de cores de todas as que-
lidaries, covado
Casemrras idem idem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales 4e touquim brancos
Ditos (le /crin' bordados, lieos e es-
lampadas de todas asqualidades
Enfeilcs de vidrilho francetes nretos e
de cores
Aberturas para ca.itisa de Unto algo-
do, brancas e der cores
Satas balo de .varias- jualidadea
lafou rxo, carado
Chitas francezas claras e escara*, co-
rado
Cassas fraccezas.de cores, rars
umarinbos de esguiao de linho mo-
co m os
L'ra completo sonlimeoto de rvupa feita
9

18200
8
3*000
5o0U
iQaooo
16J000
l5.:U
9
I
I
|
900;

9
$640
9
9
S&500
9
66fl0
S5B0
9386
9500
;soo
sendo casacas, sobrecasacas, palclols,
colletes, caigas de muitas qualidades
de fazendas
Chapeos fraccezesfinos, forma moderna
Um sorlmenio completo de gravatas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho de
algodo bracease de cores
Ditas de fusto brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodo
Capellas brancas paranoivasmuito finas
L':n completo sorlimento de fazendas
para vestido, sedas, la e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
mecios
Ditasde seda para menina, par
Luvae de lio de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbutina decores, covado
Pulseiras de velludo prelas e de co-
res, o par
Ditas de6eda idem idem
Um sorlimento completo de lu^as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
hornees e meninos, de todas as qua-
lidades
C3rtes de coUete de gorguro de seda
de cores
ilos de velludo muito fieos
Li;50s de seda rxos para senhora
larquezitas ousombrinhas de seda com
tocias para senhora
Sapatiahos de meri bordados proprios
par* baplisados, o.par
Casioclas de cores ded-aas largurasmui-
to superiores, covado
Setim ptoto, encarnados azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda cova covado
Setim lLso de todas &scoras, covado
f-enros de gorguro de sedt prclos
ilelogios cooras de ouro
Cortes de casemira de cores a
9
bc500
9
9
9
$
9
8
.....32.000SOOC
.... 6:4005000
J.V.60l'G0O
10:0008000
tmojooo
50000f>
ii 05000
4005000
4009000
2809000
. 9:6205000
--------------32.000:000
15600
53'20
15200
700
2gOOO
icooo
1 Tremi de
1 Dito de .
1 Dito de .
i Ditos de 200g
4 Ditos de 1008
8 Ditos de 501
14 Ditos de 20$
962 Ditos de 10$
993 Premiados.
2207 Braceos
3200
Thesouraria das loteras 30 de junho de 1860.
O Ihcsoureiro, Manoel Camillo Pires Falcan.
Approvo. Palacio do governo de Pernambuco
2 de julho de 1860.Lenao da Cutiln?.
Conforme.Antonio Lcile de Pinho,
Aluga-se por commodo prcro uma boa casa
sila na Passagem da Magdalena, a'o corte da es-
trada, entre a ponte graode e pequeca do Chora-
menino, com proporces para grande familia,
collegio, ou oulro qualquer eslabelecimento quo
demande grande aposento, constando de 4 salas.
8 finarlos com vidracas para fra, despensa c co-
zicha lora, quarto para prelos, dito para criado,
eslribaria para 4 cavallos e grande cocheira, uma
saleta e um quarto. Alugaru-se mais 5 boas salas
inteiramcnle indepeiidcnles do corpo da casa,se-
paradas ou enelobadamenle : as pessoas que pre-
tendi-rcm, dinjam-se eo paleo do Parai/.o n. iC,
a tratar com o Dr. igoacio Firmo Xavier.
Uma pessoa com as habilitacts precisas se
ol'erece para guarda-livros de qualquer casa de
commercio : a tratar na rua Velha D. 127.
Aluga-se nm sitio grande com
excedente casa de vi venda, comtoda?as
corrmodidades para familia, no lugar
da Caa Forte : a tratar com os pro-
prietarios, N.O. Bieber & C.
Pcecisa-se alugar uma prela que sirva pare
vender quitanda : ua rua estreita do Rosario nu-
mero 27.
nsultorio cenlral homcopalhioog
9
9
250
9
2SO0O
18060
18600
9
9
5J000
mHaBam-B-EIHKK8tt
EAU MINERALE
Deposi
WATURALLE DE VICHY.
na botica franceza rua da Cruz n.22.
NO
Assignaiura de hanhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para uma pessoa)
tomados em o dias conseculivos. ,........... 105?000
30 c8rioes paraos ditos '.'Dhos lomados em qualquer lempo....... 15?000
15 Dilos dito dito dito .:.... 8J0OO
J ',, B ...... 49000
bachos avulsos, aromticos, salgados 5u,Pnuross aosprecns annunciados.
Esta reducrao de presos facilitar ao rt^peilavel publico o gozo das vantagens que resultam
da frequencia de um eslabelecimento de uma'ui.'Udade incontestavel, mas que infelizmente nao
eslando em nossp habito?, anda pouco conbeeida apreciada;
@ Continua sob a mesma direc^ao do Ma-
@ noel de Maltes Teixeira Lima, professor
em hornee pathia. As consultas como d";;.- Q
tes.
Botica central homcopathica g
1 DR- SABINO "o, L PINHO 1
^ Novos medicamenloshomeopathicos ec- ^
Z viadosda Europa pelo Dr. Sabino. ^
^ Estes medicamantos preparados espe- ^
@ calmeete segundo as necessidades da ho- ^
meopathia no Brasil, veude-se pelos pre- S
eos coohecidos oa botica central horneo- s*
e) palluca, rua de Santo Amaro (Mundo No-
#> v)n 6- s
j PRECISA-SE ALL5AR
ma escrava,
Quem tiver e quizer alugar uma escraTa r,an
casa de familia que s tem duas pos ?r*
do as qualidades seguinles, que saiba' coziiiha
bem, que compre, que engomme alguma cona
que geja mu.to fiel e mullo humilde, equeaao*
seja radia, dinja-se rua do Oueimado. ll n
4b para tratar, ficando o senhor da me=ma -es
ponsavelpor oslas condicOes, e apparecendo'no
se olha a proco, s se desoja que o senhor afian-
ce estas qualidades.
- O Dr. Ignacio Firmo Xavier, medico :em
fldo sua residencia nesta cidade no pateo do
Paraizo n. 16, que faz quina com a travessa uc
S. Francisco, e ah oflerece os seus servicos me-
d-cos: as pessoas que se dignarem honrar com
sua confianca, tanto no ioterior como para era
da cidade, e a qualquer hora.
Ensino de msica.
OITerece-se para lecciooar osolfejo, como tam-
bera a locar varios instrumentos ; dando as 'i-
coes das 7 horas s 9 1)2 da noile : a Iralar na rua
larga do Rosario n. 9.
A pesspa que aonunciou nesle Diario :er
um escravo para alugar, lenha a bondade de di-
rigir-se i rua da Cadeia do liedle, escriplorio ,-
mero 50.
Precisa-se de uma ama Je leie : najip Jo
Hospicio, em cosa do Sr. coror.o: :.3n:o:itia.

ILEGVEL
-


C6)
DIARIO DE PERFAMBUCO. SEXTA FE1RA O DE JULHO DE 1860.
No botequim da aguia
d'ouro, ra estreita do
Rosario n. 23,
confronte a estrada da ra das Larangeiras forno-
ce-se almoQo 9 jantar, mnndando-sc levar em
casa das pessoas que quizercm, por mdico prc-
i;o, do mcio din dia cm dianle, assim como nos
domingos e das sanios haver a bem preparada
mi de vacca. das 3 horas da inaohaa em diante
o todos os dias das 7 horas da tnanha em diante i
haver papa de farinha do Marnnhao e araruta ; I
assim como haver comida prompta a qualquer
hora que se procuro no estabclecimcnto.
A',uga-se um escravo de idade de 20 a 21
anr.os para todo o servico : quem qnizcr annun-
cie por este Diario pira ser procurado.
Os abaizo assignados fazern scienlo ao cor-
po do couiniercio que desde o dia 30 de junho do
correle dissolreram amigaveluiente a sociedade
que tinham na loja de ferragens da ra da Cadea
do Recite d. 53, que gyrava sob a razo de Pon-
tea & remandes, (cuido a cargo do socio Jos
.Vives l-'ernandes o activo e passivo da mesina lo-
. itecife 17 de julho de 1860. Manocl de A-
zevedo I'ontes. Jos Aires Fernandos.
Manoel Francisco de Moraes vai Porto de
Pedra do rapor aPersinang tratar de seus ne-
gocio?.
Jos dos Anos Vieira de Ainorim
iiidou-se da ra Nova para o sobrado
n. 17 da ra do Hospicio em que es-
teveo collegio do Boin Conselho: as
n soas que o tiverera de procurar alli
o acliarao pela raanha ateas 9 horas e
a tarde das 4 em diante.
Quem precisar de urna pessoa par-
ticular paro cosinhar em sua casa, di-
rjase a aboboda da Penlia, no fundo
da taberna.
O abaivo assignado declara ao
publico que desde o dia 13 do corrento
deixou de ser proessor de latim do col-
legio do Sr. Jeroivymo Pereira Villar.
Recife, 17 de Julho 18G0.
Manocl Francisco Coelho.
O abaixo assignado, cncarregado da desin-
fecto como deve constar aos serihores inspecto-
res de quarterao, pela circular do Illm. Sr. I)r.
i de polica aos seohores subdelegados, a
qual 6 datada de 10 de maio corrente, faz scien-
tc aos seohores inspectores, que logo que se de-
r !io casos de angina, escarlatina c oulras moles-
..- que grassam epidmicamente, avisem ao
mo abaixo assignado para mandar proceder
i sinfeceo como por ordem superior foi deter-
minado.Jos da Rocha Paranhos.
Aluga-se a melado de um lercei-o andar
p.iii pequea familia honesta, por commodo pre-
y ; e tambero so d morada de grana a urna se-
nhora honesta para fazer companhia a urna se-
a tasada : para tratar, na ra do Burgos n.
Jl, padaria.
Comoras.
que se
arma-
Compra-se um globo terrestre de termo me-
dio, com os signios no horisonle, eponteiro para
mai :ar horas: praca da Independencia n. 7 e 9.
Cosliinleiiiele
ftra-se, vende-se o troca-so escravo8 : na ra
Oh ita u. tO, escriplorio de Francisco Mathias
Pereira da Costa.
Compra-so urna prela de 16 a 20 annos,
que saiba eugomraar, cozinhar o co/.er
c sua conducta : na ra da Cruz,
ecui n. 33.
Compra-se eseravos do ambos os sexos de 12
i2j annos, para fra da provincia, se liverem boa
ug ira e forem sadios, paga-so bem : na ra Dl-
ita, no escriplorio de Fraocisco Mathias Peieira
jj Costa n. (JO.
Compram-se es-
cravos.
C impram-se, vondera-sc e trocam-so escra-
na roa do Imperador n.J79, primeiro andar.
Compram-se effectivamenle meias garrafas
ram de uhampanha : na ra larga do Ro-
... n. 30. boli.-a.
jn-.K-g.nriM i iiii a
Vendas.
Coral.
Vende-so verdadeiro coral de raz, na ra lar-
ga do Rosario, passando a botica, a segunda loja
de miudezas n 38, rap de Lisboa, e muitas
mais qualidades de rap ; assim como muitas
miudezas muito em conta ; o s vista do com-
prador se dir o preco de ludo.
Fogoes econ-
micos.
Vendcm-se fogoes econmicos de ferro batido
de diflerentes tamanhos, tendo cada um o seu
competente forno para assado, e caldeira para
agua quente, os melhores qno possivel encon-
trar, chapas para fogoes, portas e grelhas para
ditos, bolineles de balanco para navios, urna
moenda para engenho de assucar, ludo por ba-
rato preco : na ra do Bruno n. 66, armazem de
assucar.
Gheguem ao barato
O Preguica est queiroando, em sua loja na
ruado Queimado n. 2.
Pecas Je Lretanha re rolo com 10 varas a
255, casemira escura infestada propria para cal-
a, collete e palilols a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 33?, 4$, bJ>i
e 65* a pe$a, dita lapada, com 10 varas a 5$ e
6$ a peca, editas largas da modernos e escomidos
padrOes a 240, 200 o 280 rs. o covado, riqu-
simos chales de merino estampado a ? e 85
ditos bordados rom duas palmas, fazenda muilo
delicada a 95 cadi um, ditos cora urna s pal-
ma, muito finos a 85500, ditos lizog com fran-
jas de seda o 5*, lencos de cassa com barra a
100, 120 e JOOcjda um, meias muito finas pa-
ra senhora a 45 a duzia, ditas de boa qualidade
a 35 o 3*500 a duzia, chitas franeczas de ricos
desenhos, para coberu a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras nglezas a 5*900 a poca, e a lt>0 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 1
15200 e I5G0O a vara, dito prelo muilo encor-
pailoa 15500 a vara, brilhaniinaazul a 400 rs.
o covado, alpacas dSdilTerente3 cores a 300 r's. o
covado, cesemiras prelas finas a 2*500 3? e
35500 o covado, cambtia preta e de salpicos a
500 rs. a vara, e oulras muilas fazendas que se
faid patente ao comprador, e de todas se daro
amostras com penhr.
Camisas inglezas
Na loja de Gocs & Bastos, ra
do Queimado n. 4G.
Acaba-se de receber um grande sorlimento
das verdadeiras camisas inglezas muilo finas,
com pregas largas, peitos de linho, sendo estas
ultimas camisas de um gosto apurado, tanto em
pregas como em collerinhos, pois decente tanto
aos rapazescorao aossenhores de maior. porisso
sendo muita a porco que recebemos, delberou-
se a vende-las por 38 a duzia, ncslabeni conhe-
cida lo a de Goes & Basto.
Tachas para engenho
Fundico de ferro e brouze
Francisco Antonio orreia Cardszo,
tem um grande sorlimento de
tachas de ferro fundido, assirn
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
ARMAffill
DE
Vende-se inuiio em coma vaquetes de lus-
tre para carro : na ra da Imperatriz n. 78.
Fazendas baratas.
Ra do Queimado n.-Vj.
Chitas francezas miudinhas a 220 rs. o covado.
Hiberia.
Cortes de hiberia com 14 (ovados a 2J500 o
corte.
Cobertas,
Coberlas de chita chineza a 2-J.
Laa a 520.
Laa para vestido, pelo baratissimo prego de 320 sa
rs. o covado.
Chales.
Chales deanerin estampados a 25500.
Cassa musselina.
Cassa musselina para babados, cjm 10 vara?,
muito finas (que se vendia a 5?5C0) por 4) a peca,
setim de todas as cores.
Cbita miudinha.
Chitas miudinhas, core3 fix.is, a 160 rs. o co-
vado.
Ricos cortes de seda.
Corles de seda superiores, prelas e de cores, a
G0$000, canibraias pretas finas, a 500 rs. a vara.
Lencos braricos.
Lencos para algibeira a 2$ a duzia.
Novas sementes de hor-
Pianos
Saunders Brothers & C. lera para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo o. 11,
s'8UQs pianos do ultimo gosto, recentimente
chegado?, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de Londres,
muilo nrormos para este clima.
tal ice,
viudas no vapor Portugal (hegado eslemez:i
vende-sa na loja de ferragens na ra da Cadeia do !
Itecife n. 56 A, de Vidal & Bastos.
Vende-se urna taberna com poucos fundos!
na freguezia dos Afolados, na ra de S. Miguel:
quem pretender, dirija-sc & ra Direila do Rcci-!
fe n. 95 ; tambem vende-se urna carroa cem Um
ooi. ludo por preco couimodo.
Escrava.
Batatas e ceblas.
Vendem-se batatas a 2?600 a arroba, ceblas a
2# o cento ; na Iravessa do Paleo do Paraizo, ca-
sa pintada de ainarello n. 16.
seni igoal.l
&-.f Vcndem-se superiores camisas de |K
fust.io editas de madapolo muo fino a af
2", cortes de casemira ingleza dequadri- a*
nhos de superior qualidade a 43500 e5tl, ^
collcles fettos de gorguro de seda e ditos SS
de fusto a 33500 e 49, calcas de brim de 3>
cor a 4$, cortes de superior barege de se- W
da a 205 e os modernas victorias de al- ?|>
^ paca de seda para vestidos de senhora a M
g TOO rs. o covado, tambero se vende saias a
aj balao muito boas de raueselina e ditas de |j
^ madapolo a 4S500 e 5g, gollinhas de l- ^
m nlio a 610 rs., de todas estas fazendas m
existe urna pequea- porcio que se vende 9
por esle preco para acabar: na loja de m
, Augusto & Perdigao ra da &deia do Re- K
3j cie n. 23 iK
umwivmm m mwmmmsBm
Oh!quepechm-
cha !
Na rundo Queimado n. 4 i, vendem-as chitas
finas fracc2as a 200, 210 c 260 rs. o covado ;
a ellas, que se acabam.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P. Jo-
bnston & C. ra da Senzala n. 42.
REMEDIO INLIYIPARAVfcL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos de lodas as nacoes p9-
d.-m U'^^^^s virtudes drsie remedio in-
conlPar^^^^^P^ar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
brosinteiramenlesaosdepois de hareremprega-
do intilmente oulros trataraentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencer dessascura maravilhosas
pela Ieitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos annos; e a maior parte
della sao to sor prendentes que admiran; os
medico mais celebres. Quantas pessoas reco_
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ler permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam sofTrer *
amputacaol Dellas ha muilas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para seno
submetterem essa operace- dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das ta-s pessoa na
enfuso de seu reconhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lerd correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti-
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de seude sa
tiresse bastante ccnfianra para eusaiar este re-
medio constantemente segaindo algum empo o
raentratatoquenecessitassea natureza tiomi,
cujo resultado seria prova riaconleslaveliD2nte
Que ludo cura.
O uu^aento e wtil, mais parttea-
larraeute nos se^uintes casos.
-:Y-
\-p
V'ende-sc urna escrava moca com tocia as ha-
bilidades precisas, e vende-se' m conta ; no pa-
leo do Terco, botica do Sr. Toires.
Vende-se
na ra larga do osario n. 33 superiores ctrlei-
ras grandes para dinheiro, ditas para letras a 3,
7 e 33, ditas para alKibcira a 410, 720 e 800 rs.,
ditas muito finas a 8J, escovas para faci a 800 e
19, ditas linas para cabello com cabo de bfalo a'
O, pinceis para barba a 160, caixas de bfalo G Va
as, ditas de tartaruga a 8S e 10$, grvalas de Pig
seda prelas e de cores a 800 e 1I. ditas finas a *>
lCO, flores finas francezas por diminuto pre<:9 %
para acabar. *>
Em casa de Rabe Scbmetan & t8^l&888iSgS8 988886 flg<3
C, ra da Cadeia n. 37, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
Campos k Lima, no ra do Crespo n.
16, tem para vender alcatifa com 4 pal- Alporcas
Cmmbras
Callos.
anceres.
Cortaduras.
Dores de cafcera.
dteoslas.
dos inembrw.
tn|eraidades da cutis
em geral.
Ditas doanus.
ErupcOts- e escorbti-
cas.
Fislulasno abdomen.
rialdade cu falta de
calor nes extreEida-
dcs.
Frieiras.
Gengiva escaldada.
Inchacoes
Inflammarao-dofigade-.
Pechiueha.
A 200 rs. o covado.
Armazem de fazcmfas, ra do Quei-
Alcatifa.
: I.ima, no ra do C
(M vender alcatifa cor
mos de largura de muito boa qualid'ado 81 ImtirrilTi r n..TT.*T '^i' "<,,
e propria para alcatifar, salas e igreias a S?t,do Lonres 22^. Stl
80 rs. o covado, dinheiro a visla ^ I 'dos os boticarios droguista
lo e farelo
a JiO rs.
Inflammarao dabexjja.
da matriz
fj'pra.
Males das pernas.
dos peitos.
d* oilios.
Mordeduras-de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queinnidclas.
Sarna
Supuraeoes puridas
Tinha, em qualquer par-
te qus seja.
Tremor c nrvea.
jJJkeras r.o bocea.
dn ligado.
dasartieulaeoes.
Veias torcidas ou aoda-
dasnaspsrnas.
Na-taberna da es:relia no larjjo do Para;;> nu-
mero 14.
Farelo.
mado n. 19.
Cambraia d cor miudinha nuito fina, fazenda '' Ve::riem-se sacccs-com farelop*lo baratissimo
pechincha a 200 rs. o covado, para acabar. | PrcC de 4So00 cada um ; assim como urna por-
i ri~t\f\ ca da finos palitos para denles, sendo liso-e
A 4^hJU. i enfer.ados : na ra da Impcrat.-:?, n. 38, loja de
Vendem-se coeiras de ferro a -i500, talheres louC3'
cravados muito finos a 3-3, 3J200 c 3j500 a duzia, T\ "3 T
caivetes linos com cabo de madreperola, lesou- jT OtaSS^ Cci XlllSSl ^
Vende-se esle ungaento no es'.Ebecimento
trand, e na loja de
s e outras pessoas
cncarregadas de sun venda em toda aAmerica
do snl.Havanae llespanha.
Vende-se aCOO rs., cada bocelinha contera
una instrueco em prtug->ez para o modo de
fa;er uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Cmn. 22. em Pcr-
narsbu.io.
Vendem-se dous uniformes para o esqua-
dro decavallaria da guarda nacional do Recite,
sendo um de grande gala e outro do servieo or-
dinario, ambos completos ; na roa do Queimado,
loja da Boa Faina n. 35, de Guimaraes & Luz,
ras finas de diversas qualidades, agulhas franco
zas a 200 e 210 rs. a caixa, ditas superiores a 280.
tinta para desenho a 240 a caixa, dita grande a
500 re, agulhas em carteira de marroquim ecusa
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecid e acreditado deposito da
NOVA LOJA DE ROIPA FEFTA.
N. 98. Ra ireita N. 08.! f
!N_e3la loja venue-se roupa teita cora toda per- yg
feirao, raletots, calcas e colletes do diversas fa- i 3V
zondas o do gosto, mais barato do quo em-ostra J>
qual;juer parle : cheguem. fregueses, peeliin-' 3>
cha, antes-que se acabe.
razoaveis
Queijos frescos
a 2^/iOO.
Vende-se na Iravessa do pateo do Paraizo n-.
16, rasa pintada de cmarello, eom oito para a
ra da Florentina.
mMSfmmmm-mmm smwm
Champanha
45 Roa Direila-45
Este estabelecimento offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins impenaos..... 10^000
itos aristocrtico-...... 9,000
Ditos burguezes........ 7j{000
Ditos democrticos...... (tyOOO
Meio borzeguins patente. 600
SapatOes nobreza....... 6,sOOO
Ditos infantes. ...,.,. 5,^000
Ditos de bnba (3 12 bateras). .sOOQ
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapatos de salto (do tom). r 6^000
Ditos de petimetre...... 5$000
Ditos bailarinos........ 3^500
Ditos im|)ermeavei...... 2,s*500
Senhora.
Borzeguins primeir classe(sal-
to de quebrar).......S.fOOO
Ditos de segunda claue (quebra
cambada). .,,...,. 4^800
Ditos todos de merino (salto
dengoso).........4^300
Meninos e meninas.
Sapatoes de forra. ...... 4$00O
Ditos de arranca. .......3^500
Botzeguios resistencia 4$ e 3^'80O
LOJA DO VAPOR. '
Grande e vanado sorlimento de calcado fran-
cez, roupa feila, miudezas finas c perfumaras
10*30 por menos do que em outraspartes : na lo-
ja do vapor na ra Nova n-. 7.
SYSTE.HA 31EDC0 DE IIOLtOWAY.
PILUI.AS 1I0M.W0YA.
Es'.c inestimavel especifico, compos'.o inteira-
mente de hervas medicinaos, nao conten mercu-
rio, era alguma outra substancia delecteria.Be
nignomais tenra infancia, eacompleicao mais
delicada igualmente prompto c segjro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta ;
inteiramente innocente em snas operacoes e ef-
feitos; pois busca e reraove as-doenca3 de qual-
quer especio egrao por mais cntigas e enazes
quesoiam.
Eutre militares de pessoas curadas com este
remedio-, muilas que ji estava: as portas da
morte, preservando era seu us>: conseguirn!
recobrar a saude e forras, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros rc-medios.
As mais .-.Hictas-nao devem eatiegar-se ade-
sesperacoo ; facam um competente ensaio dos
efficazes eft-itos desta assombresa medicina, e
prestes rceuperarao o beneficio di saude.
Nio se perca lempo cm tomar este reme;lio
para qnaiqner das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febreto da especie.
SK
Campos & I.ima, na roa n Crespo n.
16, tem para vender urna porcao do gi-
gos com champanha de superior quali-
dade a 205 o gigo.
Pechiueha.
i odem-s superiores enfeiies prelos c de co-
j >m vidrilho a 2jS0, ditos prelos muito finos
a ij. bonetsde palha e de panno muilo finesa
i?, ditos de pellucia, fazenda de apurado gosto, a
69, loques linos a 2c0, penles de tartaruga a
imperatriz a 9, luvas de seda lisas c bordadas a
l i l$200 o par, rosarios de cornalina a 25500 e
.~ i -lampas grandes linas a 15, ditas pequenas
>e Ors., filas de s.irja, franja de seda,
.as com vidrilho e sera vidrilho, e outras
n illas miudezas que se venderao por preco coai-
:' l0 : "ia ra larga do Rosario, loja n. i.
M NOVA
Loja de miudezas na ra
MrcitaN.W,
t'M.Jem-se lias para bordar da mais fina que ha
a T-oO a libra, luvas de 3eda enfeiladas para se-
nhora a '25, ditas de algodao para homem a 3*20,
as de choro a 440, 500. 640 e 800 rs., bo-
'.oi s de osso a 240 a groza, ditos brancos de louca
a 140, ditos de cores a ICO, bolsas pira meninas
cl i-scola a 55500 e 6j>, tesouras finas a 1S e
2S00, facas oilavadas a 2$800, ditas cravadas a
. ditas de rabo de balanco, dous botoes.a 6-5500,
ajluzia, caivetes finos a lg600, ditos a 2?800,
grozas de penua de ac do lanca a 15200, ditas
de maozinha al5400,"linteiros proprios para via-
gi'in a 320, obreias de cola a 100 rs., resmas de
papel de quadrinbos a 4#300, caixinhas de papel
sorlidas em cores a Ig, ditas de quadrinbos a
S[) rs., fo'.has de papel arrendado e anvelopes a
21'), ditas com flores a 160, penles de alisar de
bt ia a 210 o 280, ditos de borracha para bichos
:i i 10, ditos Irivessos para meninas a 640, ditos
ui massa para atar cabello a 900 rs., ditos vira-
d is a imitaeao de tartaruga alg600, diios doura-
dos a Ig800, dilos de alisar de borracha a 600 rs.,
u 9 de bfalo branco para bichos a 280, dilos
para alisar a 500 rs., linha do gaz branca a 800 e
Ij, dita prela a 000 rs., miada de linha de peso
a 120, linha para marca a 20 rs., fitas com col-
chetesa 500 rs. a vara, peca de galo de linho
com 10 varas a 1S500, dila de bico com 10 varas
a OJO, 800, 15 e 1$400, ditas de renda a 600, 800,
000 e 15300, babados do Porto a 120, 110 e 180
a vara, pecas de tranca de laa de caroc a 60 rs.,
filas de seda lavrada de largura de 5 dedos com
pinta de mofo a 320, ditas finas a 610 a vara, rai-
x.i.lia com grampas a 60 rs., loucadores de Jaca-
randa i Otilio, dilos a3j200 e 4g. vtsporas a 900
rs., cartas finas porluguezas a 25700, ditas finas
francezas a 2$800e 3g800 a duzia, anvelope sor-
tido em cores a 15280, lamparinas para tres me-
zes a 60 rs., ditas para seis mezes a 100 rs., sa-
oitinhos do merino proprios para baptisados a
g200, borzeguins de laa a 800 e 900 rs., ataca-
dores chatos de algodo a 60 rs., ditos rolicosa
100 rs., gravalinhas a Pinaud a 1JM00.
Arroz muito bom.
Vende-se arroz a 3g700 a arroba, e 120 rs. a
libra : na taberna do paleo do Paraizo n. 16, casa
pintada de amarello com oilo para a ra da Flo-
rentina.
Marmelada
GRAMrfi SORTHMO
DK
?azciks e obrasfeitas.!
HA
Ka ra Direita n. 6, vende-se
1,- a lata com 2 libras.
Queijos frescaes do
Serid,
ehegad03 estes dias de encommenda, os melho-
res que podem haver ; vendem-se polo barato
preco de 800 is. a libra, na taberna do palacete
amarello, na ra i Praia o. 27, (a dinheiro a
vista].
Neste armazem de molhados con-
tinua-sc a vender os seguintes gneros abaixo mercianadosde superiores qualidades e nwis barate i
do queem outra quilqiter parte, por seren a maior parte delles recehidos em dircitura por conta
dos proprtetanos. *
Mantciga ingleza e francesa
perfeilamente flora mais nova que tem vindo co mercado de 610 a 800 rs, a libra e em bail
se tara algum abatimenlo.
Queijos riainengos
muilo novos recentcmenle chegades no ultimo vapof da Europa de 1B70O a 35 e a vista do gasto
que o freguez fizer so far mais algum abatimenlo.
QttcA\o \>vaVo
os mais novos que exislera no mercado a 15 a libra, em porgo se far abatimenfce.
A.meixas ifauccias
em ,atas5e ^ 1l21ibra por 13500 rs., e em campeleiras de vidro conlendo cada urna. 3 libra
por 3j000.
Mustav&a ingleza e f raneeza
em frascos a 640 rs. e em potes franceza a 800 rs. cada um.
"Vevdaueiros figos de comadre
ra caixinhasde 8 libras elegantemente enfeiladas proprias para mimo a 1$600 rs.
Rolacninna ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra c em barrica com 1 arroba por 4J.
Potes vulvauos
de 1 a 8 libras proprios para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1&000 rs. cada um
Ymendoas confeitaas nroprias ^aa sortes
de S loao
a lg a libra e em frasquinhos, conlendo 1 lgi libra por 2J.
Cnreto,nyson e nevla
os melhores que ha neste mercado de 1 600,2-5 e 25500 a libra.
Macas cm caixinhas Ac 8 libras
conlendo cada urna diflerentes qualidades a 45500.
Palitos de dentes licuados
em molhos cam 20 macinhos cada um por 200 rs.
Tijolo i'rancez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas c francezas
em latas e em frascos de diflerentes quilidades.
Presuntos, enouricas enaios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
Lia tas de nolaclnlva de soda
de differentes qualidades a I56OO em porcao se far algum abatimento.
Tambem vendem-se os seguintes gneros ludo recentemente chegado e 6 uoerio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, marmelada do mais afamado fa-
bricante de Lisboa, maca de tomate, pera secca, pasas, fructas em calda, ameaoas nozes frascos
cora amendoas cobertas, confeites, paslilhas de varias qualidades, vinagre Irrancc Bo'rdeaux'proprio
f>
tendentes a
er,
viessem pessoalmente ; rogara tambem a"lodos. os'7ar7hoTcs*de"engeihoM ^enhores'iavwdores
raecond\cTouameflUtaS encommendas no arma'-;ui Progresso que se lhes afliana a boa qualidade e
molhados, por sso promettem os propnelarios vendererr, por muito menos do cue outroqualqu
promelera mais tambera servirem aquellas pessoas n;je mandarem por outras puco praticas co
luoja e armazem
DE
Ges&Basto.
Na ra do Queimad) n.
46, frente amarella.
Crando e variado sortimenlo do sobre-
casacas e casacas de pannos finos prelos-
o de cores a 285.30g e 35J. paletots dos
raesmos pannos prelos e de cores a 283,
203 22J> e 255, ditos de casomira mescla-
dos de superior gosto a 16g e I85, ditos
das raesmas caserniras saceos modelo
ingle* 105,12S, 145 el5JK ditos de al-
paca preta fiua saceos a 45, ditos sobro-
casa tambem de alpaca a 7g, 8g e 95, di-.
tes de merino setim a 10J, ditos de me-
rino de eofdao a 9j. calcas pretas das
mesmas fazendas a 5f e 6g, colletes pa-
ra luto da mesma fazenda, paletots de
brim trancado a 5g, ditos pardos e de
fusto a 45 e 5g, calcas de casemira de
cor e pretas a 75. 85] 9g e 10g, ditos das
raesmas caserniras para menino a 6g, 75
e 89, ditos de brim para homem a 35,
35500. 45 e 5g, ditos brancos finos a 5,
6g e 75, ditos de meia casemira a 45 e
58, colletes de caserniras prela e de co-
res a 5g, e 65, ditos de gorguro de seda
brancos e de cores a 55 e 6g, dilos de
velludo prelo e de cores iMt 10s, ditos
* de brim branco e de cor a35, 3g500 e45,
J| 155, 163 e I85, ditos de casemira de cor
c a 7g, 8? e 9g, dilos de alpaca a 35 e 3g500,
jg sobrecasacas de alpaca tambem pa.-a me-
O nio a 55 e 65, camisas para os raesmos
i de cores o brancas a duzia 15g, 16} e 205,
||! meias cruss e pintadas para menino de
?5> todos os tamanhos.'calcas de brim para
^ os mesmos a1g500 o 35, colarinho de li-
9$ nho a 65OOO a duzia, toalhas de linho pa-
| ra mao9 a 900 rs. cada urna, casaveques
*|j de cambraia muito fina e moderaos pelo
b diminuto preco de 125, chapeos com abas
S de lustre a 59. camisas para homem de
* todas as qualidades, seroulas para ho-
S mem a 16S, 205 e 255 a duzia, vestiraen-
| tas para menino de 3 a 8 anno3, sendo
a calca, jaquela e coleles ludo por IO5, co- ffi
l bertas de fusto a 6J, loalhas de linho ^
u para mesa grande a 75 e 89, camisas in- S
^ glezas novamentc chegada a 36g a duzia J
Vende-se por commodo preco uro
lino apprelho de porcelana, mandado
vir de encommenda, constando de tres
ricos servidos para cha', almoco ejan-
tar : na na da Cruz n. 61, armazem.
Para acabar.
Vende-se troco fino a 400 rs.. dito grosso a 500
rs. a pega, franja do laa com 8 varas a 480 a pe-
ga, dila com 14 varas a 640 e 800 rs., galao do
algodao branco e de cor a 120 e 160 a vara, -dito
dela cousa moderna a 900 rs a peca com 10
varas, enliadores para esparlilhos a 80 rs. um,
duzia s 720, enfladoros prelos de seda a 200 rs.,
gallao prelo de lia e seda a 1|S00 a peca com 10
varas, cinluroes com borracha a 400 500 rs. :
na ra larga do Rosario, loja n. 33.
Vendem-se carneiros gordos e baratos ; na
ra do Colovcllo, padaria do leo do norle.
Fazendas finas
roupa Icita.
Augusto & Perdigao.
e
Alporcas.
Ampolas.
Armas (nial <}.
Asthma.
Clicas
Convulsoes.
Debilidade ouextecua-
cao.
Debilidade cu falla de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinleria.
Dor de garganta.
de barriga.
-nos rins.
Dureza noventre.
Enfermidades n^-vtre.
"uas no ligado.
[>'tas venreas.
t'ixaqueca
HerysipeL.
robre biliosas
Febreto intermitente.
Cotta.
Ilemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammacoes.
Ir r eg u laridades
menstruaco.
Lombrig.-.sde toda es-
pecie.
Mal de padra.
Manchas na cutis.
Obstruerao de veutre
Phtysica au consin.p -
pulmonar.
Releiu'ao de ourii.
Rtioiimar'imrt
Symptomss tecunda-
rios
Tumores.
Tiro doloroso.
Ulceras.
Venreo mal)
23
Com loja na ra da Cadeia do Recife n.
vendem e do amostras as seguintes fazendas
Cortes de vestidos de seda prelos e decores.
Corles de ditos de barege, de tarlalana e de ga-
ze de seda.
Cambraias decires, brancas c crgandys.
Anquinhas para saias, saias baio, de clina, ma-
dapolo e bordadas.
f.encosde labyrinlho do Aracay e trancezes-
Chapeos amazonas de palha e de seda para se-
nhoras e meninas.
Enfcitesde froco, de vidrilho e de flores.
Pentesde tartaruga, imperatriz e outros goste.
Manguitos e golas, ponto inglez, fraucez e mis-
sanga.
Vestuarios de fustao, de 15 e de seda para
crianca.
Manteletes, talmao e pelerinas de differentes qua-
lidades.
Chales de louquim, de merino e de la de ponta
redonda.
: Luvas de pellica brancas, pretas e de cores.
I Vestidos de blcod, mantas de dito, capellas e
llores solas.
Stnturoes, camisas de linho e espartilhos para
senhora.
Perfumaras finas, sabonetas e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas e paletots de panno preto
e de cor.
Paletolsde alpaca, de seda e de linho.
Caigas de casemira de cor, pretas e de brim.
Camisas de madapolo, de linho iag'.ez o de 15a.
Seroulas da linho c de meia.
Malas, saceos, apetreixos para viagera.
Chancas para in vernos, botinas de Meli e outros
fabricantes.
Chapeos do Chyli, de massa Me feltra-para ho-
mem.
Charutos manilha, havana. Rio de Janeiro e
Baha.
Amendoas conteitadas para sor-
tes de S. Antonio, S. Joao e S. Pedro e
tambem pora presentes a 2$ o frasco,
vende-se na loja de Leite & Irmao, vua
da Cadeia do Recife n. 48.
Relogios.
Vende-seem casa de Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bellosortimcnto de relogios
deouro, patenteinglez, deum dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Espirito de viulio com 44
graos.
Vonde-se espirito de vinho verdadeiro com 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas na ra larga do Rosario n. 36
Ra daSenzala Nova n. 42
Vende-seem casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins e silhes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes
Farelo do Porto,
em saceos muito grandes, ltimamente chega-
dos vende-se.na ra do Vigario n. 9, primeiro
andar, eseriptorib de Carralho Nogucira & Com-
panhia.
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Ilavana e llespanha.
Vendcm-se asbocelidhas a800rs. oda urna
dellas, conten urna instrueco em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar desias pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharraaceutico. na ra da Cruz 3. 25, em Per-
namb o-
Botica.
Bartholorasu Francisco de 3ouza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguinte medica-
mentos :
Rob L'AfTacteur.
Pilulas centra sezes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita S.-inds.
Vermfugo inglez.
Xarope do Bosque.
Pilulas americanas (conra>lebrel),
ungento Hollway.
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico.
Vidros-de boca larga cca rolhas, de frOBCM
12 libras.
Assim como tem um grande sortimanfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
Pre o.
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de H. O. Bichero C. : ra da Cruz
n. 4.
g^MTJ tt9 I ?,: fl.m 53 O "S> C9C9S9C3 *
Seguro conlra Fogo i
COMPAHHIA 1
3
LONDRES
AGENTES J.
|C J. Astley & Companhia. I
Vende-se

para
Formas de ferro
purgar assucar.
I Enchadas de ferro.
1 Ferro sueco.
5 Ac de Trieste.
3 Estauho em barra.
I Pregos de composigao.
Brim de vela.
2 Agurdente de Franca,
Palhinha para marcineiro
As-1
no armazem de C. J.
tlev & C.
\ endem-sc 100 espanadores den 1 a 5. to-
dos bem fetos ; quem quizer comprar, dia-S3
a ra do Sebo n. 33 ao pedo sobrado.
ILEGVEL



PUMO DE PERNAMBUCO. SEXTA EEUU 40 DE JULHO DE 1860.
N-r

DE
suslftiKi i mrnmu u iif ni.
Sita na ra Imperial n i 18 c 120 junto a fabrica de sable.
DE
Scliastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Cosa.
Neste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de difieren tes dimencoes
(de 300 a 3:000$) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios contiaos
para restilar e destilar espiritos com graduaeiio at 40 graos (pela graduaco deSellon Cartier) dos
melhores syslemas boje approvados e eonhecidos nesta e outras provincias do imnario. bombas
HHHI
Ferros de ea-
gonimar
econemicos
a 5^ 000.
Estes magnficos fer-
ros acharo-se a venda
no armazn de fazen-
das de Rayinundo Car-
los Lcile & lrmao, ra
da Impcral.iz n. 10.
Trapiche de depsitos, al-
fandegadon. *9.
!ioje approvados e conneciuos nesta e outras provincias do imparta, bombas LJMPgO tt& aSSeUmulCa.
de todas as dimencoes, asperanlaa e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, tornciras > iia continuamente para vender nenie trapicho
de bronze de iodas as dimencoes e uilios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e '_____, f ,..ui;.,i,,* ,..;ia nov-. mm fi il.
ferro para rodas d'agua.portas para fornalhas e crivos de ferVd, tubos de cobre e chumbo de todas accos do feSo mBlatl1*0 rau l0 "0" com 6 _
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armac&o e sem ella, fugues de ferro potaveis e -queires, farinha de mandioca de diversas qualt -
econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos dades, milho, trelo superior em sa:cos muito
para en
arroelU
e folies

(?)
59273
asa
S3S
m
5JS
GRANDE ABMAZEM
DE
g-gjg eobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
3^= \ uro patente, iuglez, para homem 9 seahora,
S : de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez : em cas?-oe
g Southall Hellors& C*
Admiraveis remedios
k&
Ra Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicco dos Militares.
SfSSS
rigenho, folha de Flandrcs, chumbo em lencol e barra, zinco era lencol e barra, lsnoes e candes arroz do Maronho, cera de carnauba,
las de cobre, lences de ferro o latao,ferro suecia inglez de todas as dimensoes, safras, tornos llr_|.IQ ,,,,.,:., Bi, 0 nalhnde carnauba lu-
...jspara ferreiros etc., e oulros muitosarligos por menos preco do que em outra qualquer counnhos ciiilidos, sola c palhafle carnauba, lu
parte, desenipenhando-se toda e qualquer en com raen da com presteza e perfcioo j conhecida d por procos commoJos e em grandes porcoes
e para commodidade dos freguezes que se dignorem honrarera-nos com a sua confianca. cha-! ou a relallio, conforme a vontade dDS compr-
is ___v---- 17 u:, ,irt f........~~.. .-..,.. ... i. i ;i;,..i ..____ ______..,__ __.__
ro na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tornar nota das encommendas.
dores.
Seus proprictarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
qualquer obra manufacturada era scu reconhecido estabelecimento a saber: machinas de vapor de i
todos os tamaitos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, nioen-
das e meias muendas, tachas de ferro batido e fundido do todos os Unannos, guindasles, guin- I
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhes e boceas para fornalha, machinas para araassar man-
baratas por todo preco.
Ria do f)Herniado ni. 51.
Corle de cnsemira a 3i800 rs., chaly de qua-
americanos,
Tojas as casas de familia, senhores de enge-
<<<<= I Dho fazendciros, etc.. devera eslar prevenidos
Aclia-se na directo da olhcina deste acreditado armazera o hbil f artista Francisco de Assis Avcllar, antigo contra-mestre do fallecido ||g|f os quacs se cura eficazmente as principaes mo-
Ifanoel Jos Ftrreira. O respeitavel publico continuara* a encon- "<1P ,es,as-
. grande e vanado sedimento de Hipas |j Prompto alivio (le Radwav.
=| lino, ditos de casemira de cores, de merm, bmb'azina'aoacai Dreta SU htataiMWi alivia as mais acerbas dores
P e cura os peioros casos de rheumalismo, dor de
cabera, ncvralgia, darrha, cmaras, clicas, bi-
-^ lis, indigeslao, crup, dores nos ossos, eontuso


5>S jeitas, como sejam: casacas, sobrecasaoas, fraques, paletots de panno M
|p Uno, ditos de cbsemira de cores, de merm, bombazina alpaca preta K^C-
e>l e ^)3 de casemira preta e de cores, ditas de merino, de princeza, de brins fg
9 partl0' brancoe de c6re%, colUtes de velludo preto e decores, ditos de
s>3 gorgurao, ditos de setim preto e branco, ditos de merino para luto
S55-K ditos de fusto branco e de cores, paletots, casacas, jaquetas, calcas
^| e collietes para meninos de 6 a 12 annos, camisas, seroulas, chapeos
S53 e gravatas pretas e de cores, libres par criados, faldamentos para
^S a guarda nacional da capital e do interior.
Apromptam.se becas para desembargadores, lentes, juizes de di-
im reito, municipacs e promotores, e vestidos para montana. Nao agr- ||=
%'
queimadura, orupces cutneas, angina, releo-
Cao de Odrina,etc., ele.
Solutivo renovador.
Cura todas as enferraidadesescrophulosas.i. V-
nicas esyp hliticas; resolve os depsitos de raaos
humores, purifica o sangue, renova o systena;
prompto e radicalmenle cura, escrophulas,ven-
reo, tumores glandulares, iclerieia, dores de os-
~ sos, tumores brancos, afercoes do ligado
Vinho de Bordeaux.
Era casa de Kalkmann lrmosAC, ra da
Cruz n. 10. enconlro-se o deposito das bern co-
nhecidas marca dos Srs. liraudenburg Frres.
e dos Srs. Oldekop Mareilliac & C, em Bor-
dgaux. Tem as seguintes qualidades :
DcBratulcuburg frres.
si. Estph.
St. Julien.
Hargauz.
Larose.
Chleau Loville.
Chaleau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
SI, Julien.
St. Julien Mdoc.
Cbateau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Rherry em larris.
Madeira em barris.
Cognac em barris qualidadc fina.
Cognac em caixas qualidadc inferior.
Ceneja branca.
\ondera-se 8oscravas com habilidades e sera
ellas de 15 a ll anuos, de SO!;; a 1:5003, um os-
craro de 30 anuos, boro cozinheiro, por 1.30(15,
um mulato de 22 annos por 1:300, ornis al-
gunsescravos baratos que se *endem, tanto a
prazo como a dinkeiro, na ra Direita, no escrip-
torio de Francisco Ualfaias l'ereira da Costa.
Fazcndasporbaivos precos
Ra do Queimado, loja
de i portas i). 10.
PERFUME PARA SENHORAS.
palelots branco de brim a G0O,
a 400 rs. n covauo, gollinhaste mang ilos a 2j,
j calcas de brim de linho branca muito fina a 5
e4j0, calcas de casemira a 4?, teneos piolados
j com bien a 160 rs., colannhos de algo !o a 1$ a
j duzia, paletots de ganga a -cDO, chapeos de se-
j da amazona a 4:500, lencos do Porto para rp
a 200 rs., chales estampados a 3-3, camisas finas
de la a 25200, ditas a 2-3, meia de l para ho-
rnera e senhora, alpaca de cores para paletots a
400 rs., chegucm a pechincha antis que se
msMwmm
Murray e Lanman
Cimleilos.
ItSt
Progresso na cidade da Victoria
m
DE
Francisco Xaxier de Salles Cavaleante de Almeida
NO
Vende-so confeilos de Lisboa, na
Loja de marmore.
.....m$8mgm 9&m mm%e
A que Icni adiado maisacolliinieiilonc Vende-seum moleque ce
publico! Vcndc-SC 20,000 (luzias'a.e ,2 anuos. '>onta igura, coaa
de fraseos por auno. cipio deoffico de pedreiro, sadio e
Esta agua encantadora exirahe-so das diversas'sem vrios : a trater Da ra Heal (Chora-
flores que se encontrara no paiz onde Ponce de menino) Casa n. 3 COm OOrlO ao lado.
Len e Sonto tam procurar a fonte dajuvenlude! mv -
Manteiga ngieza.
para rogularisar o systema, equilibrar a circula-
cao do sangue, inleiramenie vegetaes favoraveis
em todos os casos nunca occasiboa nauzo.os r.e
f dores de reir, dses de t a 3 regularisam, l< i
pf a 8 purgara. Estas pilulas sito eTicazcs as a fec-
|g vocs do Qgedo, bilis, dor de cabeea, ictericia, in-
K| digeslao, e em todas as enfermidades das mu-
egi Hieres, a saber : irregularidades, fluxo, relen-
^ eOes, fiores brancas, obsiruccoes, histerismo, ce,
i sao do mais prompto effeilo na escarlatina, :', bro
biliosa, febre amarella, e em todas as febre? ma-
ignas.
Esles tros imporlanles medicamentos vera a-
eterna.
Di aos lencos um cheiro muito agrodavel e
refrigerante, augmenta a belleza da culis, dcs-
Iruindo as sardas o mais manchas que de costu-
moalacam o roslo. Acons bamos as pessoas
debilitadas polo calor do vero de usarora desla
agua em banhos, pois lora ella a virlude de fa-
zer recuperar as (oreas perdidas pela transpi-
rado.
Para evitar ser engaado por falsiflcacdes de-
vc-se procurar aAgua Florida de Murray e
Lanman, e averiguar-se se o envoltorio e rolulo
(razera o prefixo de Murray e Lanman.
E' fabricada esla agua nicamente pelos pro-
prictarios I). T. Lanman o Korap droguistas por
atacado, CU Water Slrcet.e 3G (od Slreel, No-
.va-York.
Aclu-se venda em Indas as boticas c lojas
de perfumaras do imperio, em Pornambuco loja
de Lu/. Antonio de Biqueira, vua do Cadcia.
Graixa em hecbii>*as esebo
a 'ijirms fazendas para concluir1 pm p.;'?-e rm ri,m.'1 pm porroes e a rtlalho :
ELOGIOS.
Vend-se em cass de S^unders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e t.imbem trancellias e cadeias para o mesmos,
deexcellente osto^
Vendem-se saceos coro muito bom
farello de Lisboa com 96 libras, a 5? o
sacco : na ra do Crespo casa de Si-
queira & Pe reir.
Nova fama
Ra do Crespo, loja demiudo-
zas de tres portas n. 7.
Chegou !\ esta loja um rico e completo sorti-
menlo de litas para cintos de senhora e meninas,
o raelhor que tora vindo a este mercado, tanto
nos seus delicados deseuhos como am gosto, e
juntomenlc (velas pira os mesmos sinlos, ludo
por bara'.issirao proco vista da qualidadc das
tilas ; na ra do Crespo, loja de nnudezas de
tres portas n. 7.
Arroz do Maranhao a 3000 a
arroba, e a 120 rs. a libra.
Vendo-se no pateo do Terco n. 28, defronte da
fabrica de charutos, taberna nova.
car
a liquidaco da firma de Leiio Cofrera, as"q:tiVe"sr"a ,io l!rum lt- armazi'm.
se vendem por diminuto prego, sendo entre ou-j
tras as seguintes: i
Chitas de cores escuras e claras, o covado'.
al60rs.
Ditas largas, francezas, finas, a2(0e2G0.
Riscados franeczesde cores fixas a 200 rs.
Cassasde cores, bons padrees, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muilobon, va-
ra, a l{s000.
Cortes de calca de meia casemira a 2j?.
Ditos de dita de casemira de cores a 5$.
Par.no prelo fino a 3g e 4J).
"" as de cores, finas, para homem, duzia a
1|8M.
Grvalas de seda de cores e prela's a JL
.Muas brancas linas para sechora a 3jJ.
Ditas ditas muito finas a 4g.
Ditas cruas finas para hornera a 4J.
Corles de colletesdc gorguro de seda e 2$.
Carabraialisa fina transparente, peca, a .
Seda preta lavrada para vestido a 1JJ600 e 2g
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 1G#
Lencos de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a&SO.
Pcitcs para camisa, um, 359.
Chita franceza moderna, lingindo seda, cevada
ra 400 rs.
Entremeios bordados a 200 rs.
Cardisetas pira senhora a C 0 rs.
Ditas bordadas finas a 2S500.
Toalhas de linho.para mesa a 2{f e 4J(.
Camisa* de meia, urna C40 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora
&C0 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar cran-
ras a 5J0G0.
Cortes decalca de casemira preta a 6.
Chales de merino cora franja de seda a SL
Cortes de caiga de riscado de quadros a 800 rs-
Merino verde para vestido de montara, cova-
do, 1280.
Lencos brancoS de cambraia, a duzia, 2J}.
Vende-ec um oscravo moco de 25 annos,
ptimo mostre de ossucar : na ra Direila no os-
criptorio de francisco Malinas Pereira da Costa,
n. C6.
na
Vende-se
sal do Ass de superior qualidade, a bordo do
hiate (Santo Amaro: a tratar com Caetano Cy-
riajo da C. M., no lado do Corpo Santo n. 25, sc-
undo andar.
Vendem-se duas grandes carrosas de duas
rodas, muito fortes, toda constroccoo de sicupi-
ra, sao novas e proprias para engenhos, e para
qualquer servico por pegado que aoja, trabalha
com urna e mais juntas de bois, ptimas para
condcelo de lenha de eixes ou capim, etc., po-
dem, bem a vontade, com 20 a 25 saceos de as-
sucar, e ptima para conduccao dos assucares da
estacao das Cinco Ponas para o Recite ; quem as
pretender, dlrija-se ra dos Pires, sitio de Ma-
noel Joaquim Carneiro Leal, ou ao pateo do Ter-
o segundo andar, defronte do n, 40, que se far>
egocio.
Loja de marmorej
| Ra Nova.
B Paria & C. avisam aos seus numerosos
| freuezes e ao publico em geral, que re- ^

a de modas, acabam de receber entre mui-
*^ tos arligos o scguinle :
* Vestidos ricos de blond para casamento.
Ditos de gorguro de coros, lecidos cora
velludo era alto relevo=a duqueza de
Combcrland.
jgg Ditos brancos bordados para soire. |
> Ditos dilos de cambraia.
^g Ditos de cores de phanlasia. *m
9* Ditos de cores de moironlique.
B Manteletes, chales runds o peregrinas fg
R de velludo cgrosdenaple pretos. ?
Bournus de cachemira de cores e de se- /fe
da de cores. *H
Chapelinasde pallia da Italia e seda. ^
Calcado para senhora do afamado fabri- S
cante Jolly. Jv
Dito para meninos.
Casavequc de la pora meninos de ambos <5>
os sexos. S
M^s?sgie m?m msmsBmmm
Na-fabrica decaldeiroiro da ra Imperial,
junio a fabrica de sabao, e na ra Nova, leja de
ferragens n. 37, ha urna grande porc.lo de folhas
de zinco, j preparada para lelhados, e pelo di-
minuto proco de 140 is. a libra.
= Vende-se a 13 a lata do biscoulos e bellos
de soda, 7:20 rs. a libra do velas de esperraacete,
* l#2SO a libra de manteiga ngieza flor ja da
nova safra, vinho Bordeaux engarrafado o mais
fino que pode havor a 500 rs. a garrafa, ervilhas
muilo novas a 120 a libras presuntos a 400 rs.
a manteiga fracceza a 600 rs. e oulros gneros que
tom visia do comprador e como sejam charutos
vindos em direilura da Babia para este eslabcle-
cimenl o que se vende por menos do que em
outra qualquer parle : na praga da Boa-Vista n.
16 A
Vende-se vinho bom da Figuera e de Pra-
fes a 400 rs. a garrafa, e em caada a 3000 ; no
Uecife. taberna n. 102 na ra da SenzaU Velha,
esquinado becco Largo.
Vendem-se saceos de milho de 26 a 28
cuias a 5&800, e a cnia a 280 ; no pateo do Terco
n. 28, defronte da fabrica de charutos, taberna
nova.
Attenco.
Vendem-se doces seceos do caj, lirao, mara-
euj e outras qualidades, e de calda, peto menos
preco, tambera se fazera bandejas com bolinhos,
dearmago e rasas, do melhorgosio, que serv-
ram no baile de Sua Magestade, fazem-se bolos,
pao-de-l, alfinins, coroas, capellas, coraces
com letreiros, flores para enfeiteg de bandejas e
bolos, arranjam-se comidas diarias para qualquer
pessoa, por commodos precos, fazem-se jaleas de
substancia e ditas de arac ; no sobrado da ra
Direila n. 33, defronle da padaria do Sr. Jos
Luir.
Na ra das Cruzes n. 41 A, vende-sc a Ig a li-
bra, dila franceza a CIO rs.
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Itecife n. 38, primeiro andar.
Cha da India.
Vende-se cha da India a 20S0 a libra : no pa-
leo do Torco n. 28, defronle da fabrica de cha-
rutos, taberna nova.
Vendem-se dous melros chegidos ha pou-
co do Porlo : na ra da Senzala Velha n. 50.
Vende-se um boi manso proprio para car-
roca por estar acostumado ao pasto e servico des-
ta cidade : quem o pretender, dirija-se a iraves-
sa do Arsenal de Guerra n. 1, taberna.
Na ra da Caeia do Becife, primeiro andar
n. 28, vende-se :
Pellos de cabra coatdas.
Vaquetas do boa qualidade.
Couros de bozerro cortidos.
Sola franceza tutiilo grossa.
garfMhw o mnmviu.----------..^__
No mesmo oscriptorio venJem-so toalhas e
loncos do labyrinthos, c charuleiras finissimas
de palha do Chile.
Barateiro.
Na villa do Cabo.
No armazem do Machado vende-so milho de
superior qualidade, em saceos de 2 c.iias, pelo
coramodo proco de 8$ o sacco ; assim como car-
ne, bacalho o lodos os gneros de desponsa,
pelos mesmos precos do Recife.
Pechincha.
Vende-se manteiga muito superior (i 960 rs. a
libra, dila franceza a 720 a libra, loucinho de Lis-
boa a 360 a libra : na ra larga do Hosario n.
50, quina que volta para a ra estrella do Ro-
sario.
Vendem-se
Rclogios de onro.)D, ,
SclliSs ingle.. .}Patcnle-
No cscriptorio do agente Oliveira.
9
B
Palco da Fcira.
0 nroprietario desie estabelecimento, como se acha com um grande o completo sorti- ;
memo, tendenle a molhados, ferragens e raimlezas convida portanto a lodos os moradores f0lPan"adM de '^ruceos impressas queraos-
j.. .:j-i. j. v::. ...u.. j._____u. .i.....i- P<'i tram com a maior nniiuciosidade a maneira c'e
applica los em qualquer enferraidade. Ealao ga-
rantidos do falsificado por so haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos .<::e
& Irraao, na ruada Imperolriz n. 10, uaicos
agentes em Pornambuco.
s Sndalo. |
yg Rocebeu-sc novo sorlimeto de bonitos -
jg leques e braceletes de sndalo. $j
S Loja de marmore. S
mmimmm mam memmmm
I Quartinhas da
Babia.
Vendem-se quartinhas da ]ahiaaSj3 o rento, c
100 rs. c.-.da urna, sem defeilo : na ra das Cru-
zes n. 41 A
A 2f 500.
Qtieijos flamengos muio fi oseaos vindos pelo
ultimo vapor francez, e vendem-se a 2$50O : na
praca da Boa-Vista n. C A.
desta cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores queirarn mandar suas _
idade |^ enrommendas no Progresso do pateo da Feira, pois s ah enconiraro o hom e barato, I
pi'in-l^ visto o proprielario estar resolvido a vender, tanto em grosso, como a retalho, por menos s
do que em outra qualquer parle como sejam :
Latas de marmelada de 1 2 libras a 1400, frascos com differenles qualidades de doce p?
'? por 2^000, latas de soda con temi nove qualidades a 2JJ0OO, azeitonas muito novas. jB
| [.assas de ditas, vinho de todas as qualidades de 50fl a 2,->000 rs. a garrafa, licores t??
^ francezes de lodas as qualidades, champanhe, conhaque de ditas, louca fina, azul,pintada, ^
SK e branca de todos os padroes, ameixas era compaleiras e em latas a 1 v 000 rs. a libra, %Q
^ latas de peixe de posto por 2$fJ00 rs banha de porco refinada, araruta, (alias, bulachi- S
nha ingleza, biscoitinho, eoulras mais qualidades de massas finas, massa de tomate em ^
ltase a retalho, letria, mac.irrao, lalharim a 800 a libra, verdade'tra gomma de araruta, I
insenso de ledas as qualidades, espirito* de cravo, canella, e alfazema, verdadeiros penles
a imperatris, e de tartaruga de 9:>000 a 105SOOO cada um, tranca e franja de seda, te-
chadoras de broca, pregos em quantiJade de todos os tamaitos e qualidades e oulros
rauilos objeclos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar,
wMMmmmmmmmmmmmm
m
Tachas e moendas
Braga Silva & C.tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A,um gran do sorlimeto
de tachas e moeedas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo de osito ou na ra do Trapiche n 4.
Grammalieftiftgle-
za de Oliendorff.
Novo methodo para aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez era G mezes,
obra inteiramenfe nova, para uso de
todos os estabelecimentos de instruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro 11 (ant'igo largo do Col-
legio) n. 57, segundo andar.
Farinha de mandioca.
Vende-se farinha de nnndioca, superior quali- |
dado, viuda do Maranhao, pelo hiato Rosa e
brigue escuna Graciosa : nos armaxens de Ma-
chado & Dantas c Anlunes Guiraares & C, no
Forte do Maltes, largo da Asserobla.
Aencao.
Relogos patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilosperacamisas,
Biscoulos.
Em casa de Arkwight & C,
Cruz n. 61.
As melhores machinas de^oser dos mais
afamados autores de Ncw-V'ork. I.
M. Singer & C e Wheeler i Wilson.
Neste cstabeleci-
menlo venilem-se as
machinas d;stes dous
autores, montram-se a
qualquer hor do dia ou
da noiie, e rcsponsabili-
sarao-nos por sua boa
qualidade e eguranca :
no armazem o> fazendas
do Itaymuiido Carlos
I.eite & Irmios ra da
Imperalriz n. 10, anligameute aterro da Boa-
Vista.
Vende-se urna negra fula, bonita figura,
moca, cozinha, engomma soffrivelmeate e costu-
ra, e lavadelra. e quema comprar sj dir o mo-
tivo por que se vende : na ra do Brum n. 16, ar-
mazera de Maooel Jos de S Araujo.
Aos Srs, propriearios e
capitaes de navios
Na loja do Preguica, na ra do Queimadon. 2,
ha para vender fazonla de la propri para ban-
doiras o signaes, pelo baratissirao pnco de 300
rs. cada covado.
E' baralissimo.
Na loja do Preguica, ra doQueimado n. 2,
vende-se chaly e merino liso de todas as cores,
prnpnos para vestidos de senhora e roupiohasde
meninos a 300 rs. o covado, chalys n alisados de
diversos e bellos padres, o mais moderno possi-
vel a 640 rs. o covado, angelina de seda, de deli-
cados padroes a 720 rs. o covado, chales de lao
estampados a 2jf500 cada um, capan do panna
azul muito lino, bastante largas, proprias para
vigaens a 16?> cada urna.
Relogios
Suissos.
S#U- -sWc _&r_-
GRANDE SORTIHESTO
DE
Em casa de Schafleillin & C, ra da Cruz n.
38, vende-se um grande e variado sorlimeto de
relogios de algibeira horisonlaes, patentes, chro-
nometros, meios chronoraelros, de ouro, prata
dourada efolhoadosa ouro, sendo esles relogios
dosprimeiros fnbricanlesda Suissa, que se ven-
deio por precos razoaveis.
Em casa de N. O. Bieer & C. ,
Fazendas o roiipa fiila
NA LOJA E ARMAZEM
DB
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RL'A DO QUEIMADO N. 39
EH SLA LOJ.V DE QIATRO P0R7AS.
Tem um completo sorlimeto de roupa feila,
e convida a todos os seus freguezes e lodas as I
| pesseas que desejarera ter um sobrecasaco bem
feito, ou umi caiga ou collelc, de dirigirem-se a |
va
Ni rita de S. Jos taberna n. 2, vende-so co-
rteros nmiio bnralos como sojnm : vinhc? it-r-=i-..
perioresqualidades a 5U0, G-10,N00 o 1 agar-
rafa, presuntos a 180 rs: a libra, chouri -
560 rs. a libra, manteiga ingleza or a 1<:0(! rs.
a libra, quoijos muilo novos pelo preco do trapi-
che a 2J500 cad't um, superior assucar branco u
180 rs. a libra c 5J5ll rs. a arroba, dito masca-
vado a 120 rs. a libra o 3j!00 rs. a arroba, doce
muilo fino de goiaba a S00 e ,1 1} o caixao, ch
hyson c pcrola a 2-5400 e 2-J560, qneijos do sor-
lo muilo fresco a 800 rs. a libra, e oulros mai-
tos gneros que por enfadonho se deixam do
mencionare mais barato do que era oulra qual-
quer porte.
Contina a vender-se qneijos novos vindos
no vapor francez : no pateo do Terco n. 28, de-
fronle da fabrica do charutos, taberna nova.
Fardo, milho, familia
Vende-se continuadamente saceos com trele,
milho e farinha de mandioca por preco mais em
conta do que em outra qualquer parte; na ra
do Rangel n. 62, armazem.
Vende-se doce de goiaba da casca, o que
pode liavcr de melhor nesle genero : na ra o
Rangel n. 02, armazem.
Vende-se umaporco de courinhos de ca-
bra curtidos, por preco muilo barato ; na tud de
Rangel n. 62, aimazem.
uccessores, ra da Cruz n. -i, vende-se esle estabelecimento que enconiraro um l.abil
Vinho Xerezem barris. arlsla> chegado ltimamente do Lisboa, para
Champanha em caixas de 1 duzia
Escravos fgidos.
da
vinho
acreditada marca Farre & C-
de superior qualidade.
Conhac em caixas de 1 duzia.
Vermouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Ac de Mi lao
Brilhantes de todos os tamannos.
FTOICiO LOWMOW,
desempenhar as obras a vontade dos freguezes.
J tem um grande sorlimeto de palitots de ca-
semira cor de rap e oulros escuros, que se ven-
100$ de gratiicacao.
Fugio do poder dos abatxo aisignados o seu
oscravo crioulo de nome Romo, de 20 a 22 an-
nos de idade; cabra oscuro, estatura regular,
lera cabello carapinho, um pequeo talho em
dema!255, oulros de casemira de quadrinhos' urna das mscas do rosto, quando falla parece
da mais fina que ha no mercado a 169, ditos
rir-se, e lera as pernos um pouco arqueadas ; le-
vou calca de panno azul, chapeo de palha do
de merino setim a 129t ditos de aipaka muilo chily co'in illa prelo, jaqucla branca com piulas
fina a 6$, ditos francezes sobrerasacados a 12$, I razas, capas de borracha, o talvez ande calcado
ditos de panno fino a 20$, 255, e 303, sobre- Pr ser boleeiro; provavel qno se refugi na
casacas francezas muito bem feilas a 35, cal-. povoaraodo Barro, sondo j fui visto, e consta
e. ,nm ,.' que all tem por costurae \1s1tar urna niulhor, a
gas feilas da mais fina casemira a 10, ditas de, (uera d5o 0 nome deTotonia : roga-se portarno
brim ede fuslao por preqo commodo, um grande
sorlimeto de colleles de casemira a 55?, ditos de
outras fazendas por preco commodo, um grande
sorlimeto de sapalos de tpele de gosto muito
a quem o opprehender, o faca conduzir 1 casa
de seus senhores na ra da Cadei3 do Recife nu-
mero 12.Bailar & Oliveira.
Fugio ro dia 15 do correnle urna prela do
Ra da Senzala lVova n. 42.
,.. .... ,. da, dos melhores que lera vindo ao mercado al 0#,
Neste estabelecimento continua a haver um | .,..'__ .,_ ,__, ,M ,.______.....
r.omapletosortimento de moendas emeiasmoen
das para eu8enho, machinas de vapor e taixas
de ferro balido e coado. de todos ostamanhos
para d
naco Costa, de nome Isabel, baixa, muilo preta,
apurado a 25), ditos de borracha a 2500, cha- be.vgosa, falta de 2 denles na fronte, representa
pos decaslor muilo superiores a 16J, dilos de se-; ter 35 annos de idade, levou vestido de chita no-
vo cor de rosa, panno fino prelo, tem sido vista
Paracrianca.
Vendem-se sapalinhos de la para crianca a
400 e 500 rs. o par, botins de laa a 640 e 800'rs.,
ditos do merino muito finos a l?)50O. loucas de
a a 500 rs., ditas finas para senhora a 3$, ma-
_ ditos de sol. inglezes a 105?, ditos muitos bons a
' 125?, ditos francezes a 85?, ditos grandes de pan-
| no a 45?, um completo sorlimeto de gollinlias e
manguitos, tiras bordadas, e enire meios muito
proprio para collerinhos de meninos e travessei-
ros por preco commodo, camisas bordadas que
seera para batisado de crianzas e para passeio
para as bandas da rlbeira e Pocinho ." roga-se a.
qualquer pessoa, & polica c pedestres a appro-
hendam e levem ra da Cadeia Velha n. 1, que
ser pago o seu Irabalho.
Fugio no oia 17 do corrente o escravo Ro-
moaldo, crioulo, cOr bem preta e idade 20 annos,
sem barba, cabello rapado de pouco e cora o mu-
nheca da rano direita torta para dentro, calca de
istra e camisa de quadrinhos rxo claro, chapeo
a 89, 108 e 125?, ricos lencos de cambraia da I de baeta fino, pardo e j velho : quera o pegar c
linho bordados para senhoras, ditos lisos para'leTar a scu senhor na ra cstreita do Rosarla n.
homem por preco commodo, saias bordadas a
racsde metal fino para menino a 60 : na ra .. V,..
larga do Rosario n. 33. d500, ditas muito finas a 55?. Anda tem um
reslinho de chales de toquim a 30, cortes de
vestido de seda de cores muito lindas e superio-
Cevada nova,
Vende-se cevada muito nova chega-
da agora de Lisboa, por commodo pre-
co : no armazem de Manoel Joaquim
de Oliveira & C, na ra do Codorniz
n. 18, em frente a travesja da Madre
de Dos.
Qneijos do
do serto.
Vendem-se na ra do Caldereiro n. 94.'
47, ser recompensado.
AVISO
And3 fgido um niolalo escuro de nome Fir-
mlno, j idoso, barbas crescidas, em mangas de
Crimififl O oliinA. An .. ,,11.. 17' .
res qualidades a 1005?, que j se vender ra a camisa e chapeo de palha. E' grosso do corpo
150, capotinhos pretos e manteletes pretos de de e^[a}UT3 rendar, e alguma cousa desdenla-'
ricos gestos a 20. 255? e30^, os mais superio- t^XiBOT: Sl'KS
res chales de casemira estampados, muito finos, a '
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar-
las, adamascadas, muito superiores a 55?, dilas
para rosto de linho a 15?, chitas francezas de su-
perior qualidade, tamo escuras como claras a
200, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
caserairas para caiga, colleles e palitots a 45? o co-
vado, e ura completo sorlimeto de outras fazen-
das, e ludo se vende por preco barato, e que nao
possivel aqui se poder mencionar era a quarta
partedellas, no enlamo os freguezes chegando e
querendo comprar nao iraosera fazenda.
- pedestres de
leva-lo u casa de seu senhor, na ra do Trapi-
che, sobrado n. 40, onde se pagar qualquer des-
peza.
Fugio o escravo de nome Cesaiio, idade da
vinte e tantos annos, pouco mais ou menos, es-
tatura mediana e reforcado, bons denles e lima-
dos, cabra escuro quasi negro, barba na pona de
queixo, olhos avermclhados, pernas um pouco
arqueadas, ilho do .Sobral (Cear) ; portanto
roga-se aos capitaes de campo, s autoridades
policiaes, e qualquer pessoa que o possa eneon-
trar, o apprebcndam e o levem a sua senhora, no
caes do Ramos, sobrado encarnado, que serao
gratificados ; se protesta contra quem o livor
acoutado em sua casa.
ILEGVEL i


...
')
Littcratura.
A Russia julgada por si mcsnia.
Urna pubhcaco do grande inleresse, devida
coragem e patriotismo verdadeiro de urna notabi.
ldade moscovita, acaba de espargir urna nova luz
sobre a situado da Russia. Graves relaces c
oonfisses importantes sao devidas ao principe
Dclgoroukow, autor do livro : A verdade
a Itussia. Era preciso col!oci-se cima
Je lanos prejuizos inveterados neste paiz. c pro-
curar com dedicaro e enorgia un remedio con-1
PUMO DE PEENaMBUCO. fa SEXTA FEftA DE JLH DE i ameagarem, d'aqui i poucos anuos, o estado de
urna banca-rola ; o islo em un paiz dolado de re-
cursos inexgolaveis.
Ha sceulos, em 862, os Esclavonios do norle
enviaran) embajadores Rurico e aseus irmos
para dizerem-lhes: Nosso paiz vasto e frtil,
mas nelle reina a anarchia ; vinde livrar-nos
desse flagcllo Depois de urna existencia mille-
naria, depois de csgoladas todas as formas do
despotismo, acha-se a Russia s bordas de um
abysmo, e dizemos ao imperador .Alexandre :
Senhor, nosso paiz 6 vaslo e frtil, mas o arbi-
trio e a vcnalidjde nelle reinan] ; livrai-nos des-
gangrona social, quo o devora, ^ara'ousar!**' n'SelIos concedei-nos um governo fundado
tffrontar na finco* i.ni,. Mi.,.....'i...-.:i:j-. sobre as leis, c conforme com as necessidadesda
i lar na Russia tantas coleras e hostilidades,
e para submcUer.se um voluntario exilio. ipoca *
O autor pertence urna das mais antigs e
eminentes familias desle paiz, e c conliccido como '
j Polonia, e do modo porque julga os actos do go-
i verno russo neste paiz.
O principe olgoroukow, tendo dado proras de
fallar agora dos senlimcnlos gene-
j rosos e da imparcialidade do autor para com a
autor de urna grande obra genealgica, a que li-
sera preceder um livro publicado em Paris sob o
pseudnimo d'Almagro e intitulado : Kolicia so-
bre asprimeiras familias da Russia. umi grande imparcialidade em seu livroA ver
Neste, elle demonstra que a imperial familia da(le sol>re <* /fu-ssia,condemna em termos os
extincla dos Romanow nao pode ser considerada mais enrgicos o proceder do governo de seu paiz! como se Prceda ;
a mais anliga, nem a mais illustre de seu paiz ; | respeilo da Polonia, a qual recouhece o direito ou abaslad. e h
que depois da guerra da independencia da Russia j de ser independente, considerando como recon-
contra a Polonia no XVII sceulo, e da tentativa 7 "ijadas pela Russia niuilas de suas provin-
relia para iuslallarem Moscowuma dymnaslia po-
laca, o poder imperial foi muilo limitado pela
constituicio imposta em 1613 dymnaslia dos Ro-
manow ; que sua elevago ao tbrono foi devida
cmara dos Boyarda [senadores] e doscommuns
c que at Pedro I todos os ukases tiuham a for-
mula : Porordem do Czar e por deciso dos
hoyars.
Estes aponlamentos histricos altraliiram sobre
o principe Dolgoroukow a colera do imperador
So. que o destorrou para os confins da Rus-
cias.
Fazendo juslica a indignarlo lo legitima, pro-
vocada pelo martyrio da Polonia, sentimos que
elle se conslilua o echo de urna pretengo in-
justificavel, qual a de considerar como recon-
quistadas as provincias, quo formaran) durante
seculos urna parle integrante da Polonia, cujos
habitantes se destinguem por seu ardente patrio-
tismo e pelo senlimcnlo profundo do sua nacio-
nalidade. Pondo de parte essn erro conccrncnle
aos direilos imprescriptiveis da Polonia inleira,
a urpo.s do ler em rao tentado azc-lo passar associamo-nos ao autor para fulminaros actos de
r tonco, i-oi neste exilio, que durou al subir espoliaco, corrupcao, venalidade, intolerancia c
aLtTrdlTnnadraCtU,alHqUC0PrinCpe,n0-barbara' pratCadS P^goveruo moscovita na
ai.ou na decadencia moral de seu paiz, e que Polonia.
pieparou os elementos da obra lida hoie com tao r ,i
grande inleresse I "" Ca,harin. dlz a^r, commetleu a falla
Por em quanto nao entraremos na analyse deste ? *" ^T ** ?l0ia' ^ qU anda
DOtarel Irabalho limifndn aanai>*e cs,e foi mais agg-arada por seu neto Alexandre 1, o
de pensar a respeilo do goTerno russo na Po-
nais dos vezes nos provine as do oeste c uo rei-
no de Polonia. *
Ordenava-se a dous tspies que flzcssem
urna denuncia, em virtude da qual eram agarra-
dos e lancados na prisa o i icos ou abastados, de
antc-mao designados. Este $ desgranados deviam
optar entro o pagamento de um resgate conside-
rovel e o mais horrivel fuluro. Se recusavam
pagar, viam-se carregados de cadeias, trazidos
inlerrogalorio, entregues s mais'espanlosas tor-
turas, al que a dr arrancava-lhes um $im falal
um inquerilo insidiosamente dirigido ; enlo
eram de novo conduzidos Drso, com osmem-
bros deslocados ; chamara-:o um medico para
minislrar-lhes cuidados, c as vezes prcpara-los
para soffrerem nova tortura. Eram mandados
para a Siberia ; e se erara Russos, seus bens pas-
savara scus herdeiros legilimos ; mas se erara
Polacos, eram elles confisca los, ficando suas fa-
milias reduzidas miseria.
... Em Varsoria, principalmente nos annos pos-
teriores rerclucao de 1831, todo o reino de Po-
lonia soffrera innmeras (xaeges. Eis aqui
era agarrado un homem rico
lancado era urna prisao ; um
agente de polica, delegado para este fim, vicha
ler com elle em seu carcere :
De que me aecusam ? perguntara o in-
parece-me quo nao er que laes instituicoes le-'

nham feito grande beneficio riesle muodo, e nem
elle se admirara de seu actual descredilo. Sen-
do porm liberal, faz remontar a tradiego da li-
berdade em Franca urna poca muilo mais an-
liga que 89 ; desapprova inteiramente a raonar-
chia do 88, que. era apenas urna decadencia ; mas
nao parece peDsar que 89 fosse o rcnascimonlo
feliz da liberdade. Nao devo querer mal Mr.
Fresncau por procurar envclhecer a liberdade em
nosso paiz; eu,conten(o-me que ella dalo de
1'89, conlanlo que a sociedade franceza saiba
conservarou renovar os direilos, que recebcu des-
do osla grande data.
Voltemos obra de Mr. Fresneau.
bino quando em
vio yi^u ssis !mra- '
Elle
i,
qua,, iduuiuw u nassio o actual reino de Polo-
nia, amarrou aos ps aquella urna bala, quo a
impede de marchar para o progresso : e desriou
sua atlenoo da Asia, onde est sua rerdadeira
r os hncos da RuJf. 'I' P" q"C We^ P,Uc9' nde ella P,wce deslinada pela
a aX, tol m T 3 6 a bUr0- *<"****<** trar^mittir e in.roduzir os benefi-
i, aranas isolam o mneradnr dn mb ia. .-. ... vnc
toda reforma seria CssTrefe arSaUm < ^ T' T* T"""" a'gUn,aS
ado nara n ahv,mn raP0saIvU- c ar"staD1 vezes algozes, fomos abrigados a ficar escravos...
o estado para o abysmo.
Eis a opinio do aulor sobre o imperador Nico-
lao esobre a situaeao presente da Russia :
< O imperador Nicolao, dotado dB urna intelli-
gencia mediocre c de um orgullio desmedido.
O profundo desgoslo inspirado pela lerabraoca do
revoltonle despotismo de Paulo, as ideas liberaes
espalhadas na Europa, a estada dos ofllciaes rus-
sos na Allemanha e Franca em 1813, 181-i c 1815
inspiraram mocidade russa o desejo de sabir
feliz.
De teres lomado parte na ultima revo-
luco.
Mas eu nao lomei parle no movimento po-
ltico.
Tanlo melhor, ser-r(s--a fcil justificar
tendo soffrido um ou dous imerrogatorios.
Ouando serei interrogado ?
Cada um o por suu rez, pela data de
sua cncarceraco.
-jleu se-lo-hei cedo ?
Um I ha mais de mil pessoas encancera-
das antes de vos ; podo bem ser que Oqueis preso
dous ou tres annos.
Vendo o efTeito qm urna tal declararlo pro-
duzia. o ogenle de polica iusinuava ao dolido
que umasomma de dinheiro riis ou menos con-
sideravel, conforme o estado ce sua fortuna, elle
obteria iramediatamente a litordado. O jr'ijio-
nciro pagara, e desde logo era sollo.
as prorincias occidentajs os propietarios
eram obrigados pagamentos permanentes eac-
nuaes era favor de toda a sorb de funecioaarios:
Os recalcitrantes linham ante os olhos a Siberia
e a ruina.
Uuo deviam pensar os desgrasados Polacos,
conduzidos ao exilio, ao pasiarer em Ifoseow
d:s=imula os males o abusos do governo pontifi-:
cal moderno; mas nao os atlribuo ao Papa nem
ao governo ccclesiastico. O mal ao conlrario
provm do desvio que fez o governo ecclesiasli-
co de seus antigos costumes e hbitos ; elle
quiz imitar os governos modernos, e tomou por
modelo sua administracSo.
Accusa-se o governo da Santa S de nao sabe""
governar por ser excessivamento ccclesiastico, c
aconselham-o a secularisar sua adminitraco o
mais que poder: dever-se-hia antes accusa-lo de
j nao ser bstanle ccclesiatrco, de querer gover-
nar segundo as mximas do direito administrati-
vo moderno, de ler-se deixado levar como todos
diata da sania s depois da estinccSo da famila
do la Rovere.
Quiz expor as ideas de Mr. Fresneau sobre a
Constitu^>olitica do estado da egreja. Adop-
larei e^^^^^s? Nao : nao sou muilo incli-
nado cenlralisao de 1800 ; entretanto dSo
creio quo se lho deva imputar lodos os abusos
do governo romano, por quanto o proprio Mr.
Fresneau reconhece que este governo j liba-
se gravemente alterado anles de 1789.
Nao quero emira discutir sobre este ponto, e
como creio quo era todas as questoes difficeis c
_ graves, deve-se procurar os pontos de reunio
> primeiro que os de dir rgoncia, os meios de Iran-
sacc&o primeiros que os de lula e querella, final- j
monle primeiro os expedientes do que as diffi-
culdades, peco Mr. Frasneau a permissao para
fazer-lhe urna observaeao.
Ou o gorerno pontificio actual lenha-se vicia-
do pela mitagao do direito administrativo moder-
no, ou os abusos que lhe lancam em rosto pro-
venham de sua natureza, em todo ocaso necessi-
Asstm que o grande pontifico comegou a col-
hgir na Sua pilla o C:!ft plncio as obra8 Pri"
mas, quo o rerdadeiros entendedores, ?* sua
direegao, podiam descobrir, logo lodos os prin-
cipes italianos Imitando o monarcha gran-
dioso, empregaram todas as diligencias para o
imilar.
Comeearam enlo as cxcavaees e as explora-
Coes ; e os suburbios romanos e lodos os luge-
rc-s onde existiam ruinas, d'ondo se suppiinha ter
desapparecido urna povoaro, foram pontos de
exearaedes o de cuslosos trabalhos. Mas o re-
sultado coroou lodos os sacrificios, e do seio da
Ierra brotaran as riquezas creadas pela civili-
sacao dos Cezares, o que a sehageria dos barbaros
baria escondido debaixo das ruinas.
O goslo pelas eollecroes artsticas generasou-
se por toda a Europa, e os descendentes dos an-
tigos barbaros excavarara as ruinas feitas por
seus anlepassados, o rccolheram piedosamente as
preciosidades que poderam encontrar.
Infelizmente s o antigo mereca as aspira-
. ----- .--------- ------------ Mw l.i,..c.. iucibtia aa aspira-
la de reforma. Ora, nslo resume-se a questo- Coes da poca; a arte da edade media, se nao
ltimamente fallando do discurso pronuncia- | era desprezada, nao liaba considerarlo : a arle
IPmTi>rmmn4t.:n..l ___J. mu 1.________ *
do cm Turim era 1849 pelo conde Balbo, cu es-
perava que o Papa Pi IX voltaria pouco a pou-
co essas reformas de 1847, que illuslraram seu
pe ntificado, e que podera ainda restabelecer sua
os governos europeos mania da eealfaHs.Clo. VmW. ir TT^ZUl* ?"***"" *"*
e ter finalmente querido ser um estad, n.nd/rnn graadeza;. Mr- Fr""u demonstra quanto ellas
e ler finalmente querido ser um estado moderno
cm vez de conservar o antigo espirito da Santa
S.
Sao para admirar tacs ideas, e tesm um ar de
paradoxo que faz dellas desconfiar ; razio por que
Mr. Fresneau nao deixa de appoia-las cora pro-
vas o considerad-Oes que injusto seria nao exami-
nar.
Mr. Fresneau reconhece quo a alteracao do
antigo governo pontifical nao dala nicamente de
nosso seculo e da reunio de Roma ao imperio
francez. O antigo rgimen, diz elle na pagina
178, tinha pouco & pouco desnaturado o governo
pontifical, enxertando cm sua forte e severa or-
ganisacao a pompa estril de urna prelada de
corte. Durante oilo annos foi Roma administra-
da por prefi-itos frsncezes : c roltndo a seus es-
tados, o pa;;ado nuiles encontrn nosso manda-
eram italianas pelo espirito c pela nalureza, e
quanto erara conformes ao antigo governo ponti-
ficio.
E urna razao de mais, que temos para desejar
sua rolla.
As melhores reformas-sao as que procedem do
passado e que preparara o fuluro.
S.iJVT- M.tRC-filRARDIX.
[Journal des Dtbats. Souza Pilho.)
Variedades.
A1 propriedade.
(Conclusao.)
contempornea egualracnle, excepto as radiosas
excepces dos grandes artistas-, cujas obras se
collgiam cuidadosamente, nao era coroprehen-
dida. E comludo o lempo marchara, uh> seculo
succedia outro, urna civilisaco outra civili-
saga, ura eslylo outro estyio, mas nada disto
exprima a arte em lodas as pocas.
Finalmente a rerolucao invadi e os conventos, e riquezas imraensas foram pa-
tentes aos olhos de todos. Foi urna rerdadeira
revelacao ;e aconvenco, decretando o esfabe-
tecimenlo le um museu nacional, deu o impuljo
supremo essas colleccdes arlisticas. que sero
a honra do seculo dezenore. Quadros de todo<
os lempos, de todas as cseolas.-medaK-as ou
moedas de lodas os epocas.-armas ofIens:vas e
defensivas de todos os poros.-marmores c esta-
tuas, desde os baixos-relovos do Acropolo ac as
sph.ynges do deserto, u momia contemporneas
do Mycennus e os- hieroglyphos dos sacerdotes
l ISIS, ludo oque interrogado pode fazer fallar os
Isto-'quo ropeilar a propriedade Seo bas- -----------
L*t eSan CObra.r 10 "' n1nnua,!Bene do rendi- i seculos e esclarecer a historia, lato foi mlllaM*
rinado revolucionario ( a nossa burocracia) func- i Z cad L"2l "Ji" & T *"***, de 6 "J e clas^0.
'; en> caco urna das mutocoes de proprielarios ;
Clonando, como sempre, com essa seductora fa-| ainda lhe necessario poder em um da deter-
cilidadee falsas appare-ncias de forra, que sem-l nado, esbulhar o proprietario I
pre seria perig.;so aossorernos co'r.fiar-se (pag.! Qoao tenge estamos *> lempo em que um -
A Allemanha, depoirda Franca, fofo paiz on-
de mais museos ae eaMmseeram e os de Dres-
de, Munich, Vienna e Brlirt atleslam o -rosto e
ZZrZ. ^iT5=2*re -- *? =1"3 7SL
europea, sera renunciar s enormidades de sc
poder asitico, continuando a administrar seu
paiz como um pachalik. Quera fazer produzr
rucios europeus urna arvore asiticamente en-
seriada c tratada I Era iraposstvcl; o esta im-
possibilidade irritava-o. O dualismo que existo
do governo russo desde os cinco annos do reina-
do do novo monarcha; essa lula permanente en-
tre as intenses cxcclleules do soberano e as ten-
dencias da burocracia e da camarilla, reproduz-se
na questo de liberdade de consciencia como as
oulras.
O autor, oppondo o poder supremo, que ocha-
se nominalmente as maosdo imperador ao oue q S elemcn,os du l
do facto est as da burocracia e da camarilla 'ant0 UTOr0m t0mad "
diz que a primeira cobrio o paiz com sua fu- '
nesla redwv saqucia a Russia como as hordas moti-
lles a saquearan] no seculo Xllf, e converleu
ca. O imperador Alexandre nao eaibararava esse
movimento, e no discurso pronunciado era 1818
na obertura da Dieta do reino de Polonia, elle
disse :
Pondo em pratica os principios dessas inslr
iuieoes liberaes, que nunca deixaram de ser o
objecto de minha sollicitude, e cuja salutar in-
fluencia espero, com o soccorro de Deus-, es-
tender todos os paizes. que a Providencia
confiou & meas cuidados, ros me ofiereceslcs
os meios de mostrar 5 patria o que ha muilo
lempo para ella preparo, e o que obter ainda,
quando os elementos de urna obra tao impor-
ecessario dosenvolvi-
Aqui o autor comecando a tracar os abusos do
poder, as exaccoes e as perseguirles de lodo- o
em ramos do renda seu proveito pessoal todas Senero- oxercidas na Polonia, diz :
as necessidades da vida social c administrativa.
Laucando os olhos sobre esse vasto imperio
da Russia, que oceupa a nossa parle do globo ter-
restre, o que vemos? Nenhuma juslica ; neces-
sario alravcssar dez instancias successivas, s
-jnais das fezes com a bolsa na nio, para chegar
enlim & undcima, ao bel prazer imperial, o
bel prazer do imperador Alexandro II o senti-
mento equitativo d'um principe de bem, mas
Alexandre II. por mais excellenle que seja, um
homem como nos todos, e nao necessilamos re-
montar-nos urna poca, era que o bel prazer do
soberano, esse alpha c omega de nosso governo,
era apenas o capricho de um lyranno 1
No quo respeila ao clero russo, vemos a mor
parle dos bispos converlerem-so em obsequiosos
corlczaos para cora o poder, lyrannos para com
seus subordinados. O clero inferior, pobre, hu-
niilhado, supplantado, chora era silencio, e sup-
plica a Deus quo o lire da oppressao em que vive.
A liberdade de consciencia calcada aos ps. A
imprensa encadeiada por urna censura, que
procede por prevencoes e caprichos, e cujo nico
resultado favoravel Russia foi o estabelecimen-
to de muitas imprensas russas no estrangeiro,
imprensas estabelecidas fura do paiz por causa da
severidade da censura na Russia. A nobreza
viclima do mais vivo desconlenlamento, e deseja
substituir por iiistiluicocs serias osses pretendidos
privilegios, que o poder lo fcilmente calca aos
Ps A burguezia, constantemente humilhada
pela burocracia, suspira por una ordem do cou-
sas, baseada na legalidade. Os escravos esperara
a cmancpacao com impaciencia. No exercito,
os soldados, mal tratados, mal nutridos, o sub-
mcltidos a chbala, suspiram por melhor sorle.
Finalmente, as finanzas, gragas impericia da
administracj, teem sido esbanjadas ponto de
Em cada provincia baria um coronel de gen-
darmes, encarregado da polica poltica, e a Rus-
sia eslava dividida era circuios, tendo cada ura
sua frenlc um Quicial general de polica. Estes
officiaes generaes e coronis eram obrigados a pa-
gar lodos os annos ao official general, de auo le-
ntos tallado, um trbulo por elle fixado, e que va-
riava seguudo a importancia da provincia e sua
posiQo poltica.
As provincias do oesle, d'anles provincias po-
lacas, eram para a polica poltica urna verdadei-
ra California. Nella quasi todos os proprietarios
polacos eram laxados, e segundo a somma de sua
fortuna deviam pagar um tributo annual, o des-
granado do que so mostrasse mo pagador I agar-
rado noile, lancado em urna prisao, submetlido
um interrogatorio secreto, elle devia para in-
deranisar sua falta pagar polica urna multa
consideravel sob pena de ser exilado para a Sibe-
ria, condemnado por crime poltico.
Ora, nessas provincias o exilio para a Siberia
por crimes polticos trazia a confiscaco dos bejs,
e por conseguinle a ruina das familias.
Catharina II na Russia, tinha sido constantemen-
179.
O Papa Pe VII censervou esta atlmi
, cao eentralisadora. O primeiro acte do tar
ante o monumento de Minioe, o d principe Po- Consalvi foi confiscar era proveito o estado I L ^JKSSl! 'S0 ; "^l m?rrea i FSSUem uma ^''cao artstica, se-
jarski, esses dous illuslres hroes. ea lembran- imi.^o da convencao, a melhor parte Z% I SE 'Ot instsfio TmSr TSSSS ZZSZZl [T* '* *"*" "a-
monio das communas. Seguio-se a suppresao "n moulin es d moi comme la l'russcsslau roi. I ,. 1ume'Dr a3 "que:ns-h.loricas que es-
dos privilegios municipaeo! funccioGari-w nomea-1''' ^ fllD' continua,ldo "insistencia, e transfor-
j. j- mando-se eoameaca :Sim sse o mo'eiro ter-
dos-lomaram a d.recrao dessas pequeos repu- minando o conflicto, sim.se 5o tWesTemos ju-
jarski, esses dous illuslres hcioes, cuja lembran-
ca reneravel e venerada nunca se extinguir na
Russia, justamente porque poderam. fazer por
nosso paiz o que pelo seu tintara esses desgra-
cados querido fazer; desgranados, qa* allrajados,
torturados, arruinados, passavam com trros aos
pesante esse monumento parairerasoffrer na
Siberia ura exilio, que s doria tomfaNl com a
vida
O autor nao deixa de lembrar nesla casiao
um acto de crueldadc inaudit do imperador Ni-
colao, que condemnou o joven principe polaco
Sanguszko, por ter tomado parte na guerra da
independencia em 18*1, a sor lerado- Siberia
como forrado, p, e atado clcela d for-
rados.
Mais adianle cita as parlicmaridades.-da. terri-
vol perseguieo, negada imp nemenle pelos r-
gaos russos, o exercida era 18:.8 conlros talbo-
licos de Dzierznowicze.
Eis como elle explica a opporlunidade desla
citaco :
Para mostrar, diz ello, qianto pde^i buro-
cracia e seu instrumento, a-policia poliiica,at em
urna poca, na qual o governo russo trabalna
pelaemancipacao dos captivos, e na qual osjor-
naes ouropeus esto prenhes-le elogios feitos-g
suas tendencias liberaes.
csies exiracro? uasiara paiv DPrCCic sriii-
mento generoso, a equidade e imparcialidade do
aulor do lirro A verdacsebre o- Russia. Dedi-
cando comoo faz causa da juslica e da Lumani-
dade com coragem e nobre perseveran^, faz-lhe-
ha um grande servigo, o aprestar o mrcenlo da
regeneraco de sua propria patria.
[Le Sonde. SouzaFilho.)
Mr. Arm. Fresneau publicou ltimamente um
curiosissimo escriplo intitulad.) : Da Constituo
politica dos Estados da Egreja. O autor um
desses mancebos de coragem e espirito, que se
fizeram conhecidos durante o curto periodo da
assembla conslituinle e da assembla legislati-
va, cujos nomes, servicos-e fuluro inlerrompido a
Franca nao doro esquecor. Para aquelles,
. que
como eu nao leem nem quercm ter oulias pre-
A confiscaco. essa pena odiosa, abolida por tenC6es, que nao sejam a de observa e apreciar
inrin.i TT nn nncia linha cHn ^An.-t ...i......... .
'mparcialmente as cousas e os hornera},. ha ura
dk-------j------ -i-...^w .a i|uv um .^, -*-, .whswu9 'iciij e Denlo
espoticocobicando, para alargar a sua quinta, intelliirenrin .,. .^a,___ .
.inislra- m peqimao moinho qie lhe Ticarara prximo !,' ', Pr?-d,ra a "a CWagio. E
cardeal ,roc,,r')u se*'ir o raoloiro, que Ih'o vendesse. o p q,,e ,oca JS **pequeas, ao quaes
_ recebeu em respostanjo vendo ; aqui morrea, 1uasi 'o^s possuera urna colle3cao arlNixa e
siaoo, a ; meu pai ; aqut nasceu meo ilho ; aqui hei de eu ria necessaria a naripnri. d ,."k... .:".' '
menle conservada as provincias do oesle e no prazer cheio de desinterssada esperanca.era al-
FOLUETOl
reino de Polonia, e uestes ltimos ainda hoje nao
se acha abrogada.
No reslo do imperio nao eram os bens con-
fiscados, mas erara os individuos resgalados.
Quando prenderam-nos cm 18(3, um certo
Marcos, criado do official general em questo, veio
dzer-nos que seriamos mmediatamcnte postos
era liberdade, se quizessemos pagar 23,000 ru-
blos (100,000 fr.) ; o quo sendo recusado, fomos
poucos dias depois excilados para Wiaika.
De lempos lempos a polica politica invon-
tavauraa sociedade, secreta principalmente, e s
trahir a altenco sobre os joNens, que cooieca-
rara a fazer-se conhecidos de 1848 a 1851:
Quorerei cora isso dizer que sin'.o-me particu-
larmente attrahido para as op ntoesoscntimenlos
de Mr. Fresneau? Nao. EU; pertence urna
escola d llrenla da minha, essa escola meio le-
gilimista meto religiosa, mes altamente liberal,
que possue talvez mais chefes eloquentes e ha-
bis, mais capiles ardentes e distinetca que sol-
dados, porm.cujas ideas aprnz-me parlilhar pe-
lo amor da liberdade. Mr. Eresnea nao tem
muilo goslo pelas inslituiges-e mximas de 89;
blicas Ddependen'es, que antes da oceupajao
cscolhiam seus chefes e eonsolhciros, adminis-
trevam as rendas, e de fado goveruavaro-se
sos, sob a auloridade de ura- poder, que qoa-
si cada Ibes pedia. A imitacao da energa im-
perial nao parou ahi.
A duplexidade, se assim podemos exprimi-nos,
da pessoa do Papa, a reparco effecliva do poder
soberano entre corposdislinctos-eindependontes,
islo em realidade, a divisio- dos poderes, a
muliplicidade das vistas, a diversidade e eflca-
cia dos equilibrios, todos esses elementos- esseti-
ciaesda monarchia, sem duvida a mais ponde-
rada que houve, nunca vieram perder-se com a
garantas que conlinham na omnipotencia solita-
ria e muda de um principal seeretario de astado
(pag. 186181).
Ao ciesmo lempo quo Mr. Fresocau lamenta' a
alteracao operada no nnligo systema pontifical,
tal qual linha sido estabelecido pelo grande Pa-
pa Xisto V, exforca-oe por demonstrar qua a re-
forma amprehendidapor Fio IX *m 18i6-e 1847
era urna volta ao antigo espirito,.
Em 1314 o eoverno romano coMSlituira-so ad-
luiiiisl jU'iu, uo consultivo que era por mm na-
tureza Pi IX retomara o principio da consul-
ta, e per conseguinle da independencia local e
coramucal. Como Soberano Pontfice, e como
Italiano, Pi IX mostrava urna admirare! intel-
ligencia das tradiccoes histricas -do pentificodo
e de sua patria, quando com saas reformas- ten-
da a fr.ser de seus estados urna-reunio de cida-
des lirre, c da Italia urna assoeiaco de estados
unidos, porm indap-endentes,.. Pela mor parte
Italianoe, os Papa nunca deseonheceram nem
offeudaram o patriotismo rauaicipal italia.... t
Sao ellas os mais habis orgauisadorss-e os me- priadres.
lhores creadores de municipalidades. dir-s*-hia
quasi de repblicas, que se eaconlram na histo-
ria dcs-tompos modernos... As anaGxac^es ao
dominio de S. Pedro, no lempo era quo ellas se
fizeram forara rerdadeirasliberlar-ies. Quando
Julio II livrou Perouse da tyranna dosBagliani,
seu primeiro a.to foi restabelecer a pacifica
magistratura des priores ; depois rooonstituio a
universidade, e deixoumunicipalidade amis
ampia auloridade.
Omesmo *apa consalidou as iaslitattoes mu-
nicipAes de Bolonha, qae depois Gontinuou a go-
vernar-se pelos seus estatutos A cidade levan-
tara seus impostes, entretinha a. foica publica,
pagava na pessoa do cardcal-Iegada i aulocidadc
protectora de sua independeacia. (Pag. 226 e
2B7).
Clemeate VIII pralicou o mesas o para cem
Rerrara depois da mortc de Aiphooso d'Estc. O
mesnio succedeu larabem com o ducado de Ur-
1L2TE2
jETnr^:.
POR
PAULO DE KOCK.
XIV
O espectculo.Um ramalhete.
(Conlinuaco.)
O Desertor foi indo como Deus quiz at o ter-
ceiro acto; mas cntiio, e durante urna scena to-
cante entre Luiza e Alexis, os tres tambores que
eslavam dormindo acordaram, de repente, e ven-
do o ihealro cheio de gente e illuminado, per-
suadiram-se que deviam locar tambor para recu-
perar o lempo perdido ; pegaram as vaquetas e
tomegaram ; um locara retirada, outro um do-
Lrado, e o terceiro a generala.
Esse ruido inesperado impedio que se ouvisse
urna s palavra que se dizia no thealro; debalde
Poussemard fazia signal aos msicos para se ca-
larem, estes lomaram os moriraenlos do regente
da orcheslra por ordens para continuar; o pu-
blico azoado gritaraFra os tambores A pla-
tea batia com os ps, a galeria assoviava, a tor-
rinha canlava urna porco de arias conhecidss.
Essa balburda durou at que Poussemard aju-
dado por Cuchol e Desroseaux conseguiram por
os tres tambores para fura da orchestra, c ali lhe
pediram que nao voltassera mais, porque um s
bastara para a meloda.
Terminada essa operaco, continuou o espec-
tculo ; Albertina apresenlou-se de hussard e can-
lou o rei passava
O publico applaudio o pedazo transformado em
romance; as formas bem desenhadas do hus-
sard, scus modos lestos, seu ar faceiro produzi-
ram urna impressao favorarel sobre os aprecia-
dores de Nemours. Serpolet quando Albertina
acahou de cantar o romance, exclamou :
Decididamente creio que me engaara, nao
o Desertor, nao cantaram essa aria mas
cmlira parece-se muilo.
O.Vide o Diario a. 195.
Emquanto a filha canlava, madama Gratten-
boule, que comecava a desembebedar-se sopra-
ra-lhe a cada instante :
O camarote esquerda.... elle lera urna
flor na casaca, um homem como so quer___
Emprega lodos os teus meios.... elle vai alirar-
te Prepara-te o recebe-lo.... Se rierera rer-
sos l-os logo.
Mas terminou a primeira pega e o caixeirono
alirou ramalhete nenhum Albertina ; madama
Gratcnboule quo continuou o seu servico, rolln
para vestir as damas, e ento disso filha :
Ello quer rcscrva-lo para a ultima pc^o,
mas fica cerlo que nao podo fallar.
E o quo lhe faz presumir, terna mizinha,
que aquello senhor me queira alirar um rama-
lhete?
Como s tola I Pos elle jno raedoclarou
os seussentimenlos leu respeilo? Tu lhe fizas-
te impressao. Oque que admira nisso?
E' muilo feio o lal sujeito quo Vmc. acha
bonito ; parece ura negro.
Ora faze-te de boa I E' um individuo que
sabe rirer s bebe rinhos linos.
Ah Vmc. emborrachou-se com elle___ L4
zes-em Rerlim.E o rei desptico applaudio a
respesto. lloje o moleiro seria expropriado; dar-
sc-lhe-ia o valor de seu moinho, estimado na ra-
zo do imposto annual, islo dar-se-lhc-ia vin-
le rezes o aluguel sobre qu-se havia calculado
o imposto ; e os juizes de Derlim nao lhe vale-
nao 3*nao para manda-lo para a cadeia, se por
ventura nao se curvasse, e se lembrasse do abrigo
cm que morrra seu pai, cm que nascera seu
filho.
Urna das mais bellas paginas da escriptura a
em que nos narra a violencia etta a Naboth, e o
castigo que por ella soffreu a perversa Jesabet.
Naboth possuia urna vinha prxima ao palacio
de Achab: rei de Samara.
E Achab disse-lheD-me lo vinha, para que
eu faca um jardim ; pois est ella prxima de
meu palacio; e eu le darei ouira rinha melhor,
ou, se prefirires, dar-te-hei em dinheiro o preeo
que ella vale. '.
NaboUi lhe respendeuPreserre-me Deus de
vender a heranna la meus pais.
E_ Achab voltou para seu palacio irritado e
cheio de furor. E Jesabel, sua mulher, o conso-
lou. lembrando-lhe loda a grandeza de sua auto-
ridado, aaseverando-lho quo lhe havia de dar
a rmha de Nabnth.
Com cffeito por tracas dessa- mulher infame,
Naboth, calumniosamente aecusado de blasphe-
rai contra Deus o contra o rei, foi apedrejado.
E Achab tomou logaposse da tinha.
E o Senhor raardou ao rei o propheta Elias
ana-iinoiar-lhe, que em castigo de seu roubo, se-
ria elle derorado pelas aves do ce, se morresse
no campo, pelos caes,-se morresse na cidade, e
que o sangue de Jesabel seria lambido por caes
esaimados na mesroa rinha do Naboth.
fferecemos esse exemplo doprocedimento de
Frederice da Prussia, lo bellamente narrado pe-
lo poeta, francez Acdrieux ; eflorecemos essa ro-
cordocoda rinhc e Nabolh- aos nossos expro-
(0 Regenerador*)
Os
OS MUSEL'S-
museus neo sao de crearlo moderna.; a
honra desta instiluico pertence exclusivamente
no seculo dos Mediis.
Cosme I foi quena se lembrou de procurar os
objectos antigos,-e crear o primeiro museu no
seu palacio de Florenra.
Ainda nao exista o museu do Vaticano, que
lo celebre hoje, e aisda Roma nao tinha mais
que seis estatuas antigs, e a capital a Toscana
j possuia urna colleceo ds> obras primas da an-
tiguidade.
E ainda assim, a moda dos museos nao che-
gou ao sou apogeo antes que Leao X, o maior
dos Mediis subase ao throno pontificio. Pode-so
dizer, sem receio de errar, que a arte esperava
por um grande nomo para chegar ao termo, a
que, naquelle lempo, pedia aspirar.
me pareca.
Foi o calor que rao fez mal, porque apenas
toquei cora os beicos no copo.
Minha mi, trate de Ceriselle, porquo foi
quem cozeu a minha calca___
O quo queros que cu faca essa pequea I
Ella muilo delgadinha, vste-se s. Tu eslavas
magnfica vestida de hussard I
De veras! Vmc. j sabe que temos urna re-
ceila pessima?
J le lenho dilo que esls n'uma compa-
nhia m, que nao sabo fazer valor os teus tlen-
los. Eu no leu lugar, aproveitaria a primeira oc-
casio e....
Ora ramos, madama Grattenboule, v para
o seu lugar I gritou Poussemerd ; rai-so comecar
a segunda peca.
Est born Jrou para o meu lugar I Pro-
cura moderar os teus tambores. Ah I tratantes!
houre um momento em quo julguei que o thea-
tro rinha abaixo.
J puz Ires no olho da ra. Yoc procure
apontar melhor.
Enlo queras que me estiresse diverlindo
a aponlar emquanto aquellos bichos rufaram?
ter-me n'um rogimento, hei ao marchar ao lado,
das vivanderas.
Ceriselle J estava prompta; est em cabellos,
com o restidinho de riscas-; porm a emogo, o
medo que tinha tornavam-a ainda mais bonita.
A mora nao quera por car-mim o rosto, porque
dizia que afeiava ; foi necessario que seu amante
lhe dissesse que isso era absolutamente necessa-
rio, c que os actores devera ser como as decora-
ces que fazem mais effeito de longo do. que de
perto.
Coragem disse ainda Angely Gersette.
Voc est encantadora, o sen s aspecto seduzir
o publico, e quanloao papel sao apenas duas pa-
lavns e nao deve recelar pordfi-ias. da memo-
ria.
Meu Deus I como sir.gularo thealro! dis-
se a moca extremamente commorla no momen-
to de debutar. Visto de perto, islo ludo me pa-
rece tao difllcil Olhc, meu amigo, dcixe-me
ir ombora, nao lenho vocacov...
Ir-seembora? Eo que fariamns nos sem
roc? No carta i foi annuuriado em leltras gor-
daslima moca que nunca appareccu em thealro
algum, eslrear na iluda que falla, fazendo o
papel de Rosa
Para que escrererara isso ?
Para que o publico seja mais indulgente
com roc?
Entretanto, nao possircl, sera njuslica, dei-
xar era silencio o museu de umocidade'secun-
datia da Silesia prussisna, L'i*2niiz,. situada na
confluencia do Scbwartzwarsser o o KaUbach.
Este cidade possue no seu museu Munitoli duas
col'.eeees : urna da edade media, c outra que tal-
vez seja difllcil encontrar em Franca, no eslylo
bastardo em moda no lempo de Luir *T, e ao
qual se deu o noiae rococ.
Na-verdade, os antigos duques d Liegnilz e
de Briegt, da casa de Piast, extracta em 1675.
poderiam tornar a rere arraar-se nesla sala per-
feilamenle gothica, que nada lhes faltara :
suas armaduras, suas espadas, suas- lanras,
suas achas d'armas, seus capacetes, todo esl
prompto.
A'.par dossas armas ellos achariam lambem os
seus moris mais eslimados : suas cadeiras, suas
mesas, seus bahus, tudoenfeilado do flores, do
figuras, e como poderla requerer a dama mais
exigeale daquelles tempes.
MOSAICO.
"iti^iB piarMa Lisiz ca com a pr:ce-
za Wiltgenstoin.
O porlo de Saigon, na Cochinchina, est
aberlo j ao commercio unirersal.. Os nanos s
pagara sua chegada 4 duros por tonolada.
Estabeleceu -se ollimamente o lelegrapho
eletrico por loda acostada Finlandia, desdoS.
Petersburgo at Uloaborg.
Un jornalen* chamado Valles erai/jrou
para a Australia, a em Ires acnos ganhou 182
mil lib...st. Ullimamenle chegarara Inglaterra
20 mil lib st. que mandou de prsenle a deus-ir-
mos pobres que alli deixra.
O rei de Dinamarca fez ltimamente acon-
cesso de um carainhe- de ferro directo da Ham-
burgo a Lubeck.
As acees do banco da Saboya, que corriam
pelo valor de 1,200 francos ha algum lempo, su-
birn) em pouco lempo a 1.7C6 francos^ em con-
sequencia da probabilidade da urna fuoao com o
banco de Franca.
Em Molinada Rei, segundo diz El Reino,
existe um vclho que tem 124 annos, a-quo ainda
se emprega no serriro do campo.
O abbade Duqucsney,.que este auno pregou
oesermos.da quaresma as Tulharto&y vai ser
nomeado bispot partihn! c director .dos- esiabo-
lecimentos dos exposlos.
-O obbade Maro, professor de tocologa na
Sorbona e um dos mais enthusiastos defensores
das libordades galicanas, o eleito pelo gorer-
no francez para a cadeira episcopal de Vanaes.
______^^^^^ IZommercio dx> Vorto).
w '
Ento ramos, j que est lancada a sorto !
Poussemard j tiiina di do as tres palmas, e
vollra orchestra. Reslabeleceu-se o socego na
platea, e s se ouvia a ro.: do Sr. Serpolet d-
zendo madama I.altendri:
nagem que reprasentava ; seu lindo rosto, acabou
de dispor o publico era seu. favor.
Seus modos, rexados, seus geslos um pouco
forjados foram tomados pelos espectadores por
uina perfeila imitacoo da rordado. O bello cai-
xeiro viajante, que soltou uraa exclamaco de
prazer, apenas vio a moqa apparecer, deu "o sig-
nal dos applausos. Toda a platea imitou-o. Ce-
riselle, teda admirada de tal Irlumpho, pareca
perguntar aoscamaradas se era elia.que se di-
riga m us bravos dos espectadores.
Encantadora deliciosa 1 adoravcl I grilava
era vosas altas b'roiraonl, que conservava o bi-
nculo consuntomento asseslada. sobre Ceri-
selle..
Essas exclamaces offenderam o melindre de
madama Grallenboulc, qno mu:raurou do seu lu-
gar :
Como que aquello SBJclo esl se des-
guclando por essa bicha I
Depois inclinou-se o faz signaos ao caixei-
ro, gritando-lhc :
D'aqui ha pouco.... ella representa na ul-
tima peca.... v-la-ha...... Ella estava bem ves-
tida de homem, mas de mulher ninguem pode
competir com Albertina.
Froimonl nao lhe dava allenro, e nao lirara
o binculo do Ceriselle. Emfim, no meio da pd-
$a, julgando favoravel o momento para testemu-
nhar a sua adraraco, lirou debaixo do seu ban-
co um magnifica ramalhete, que alirou ao palco
c cahio aos ps de Ceriselle.
A moca ficou interdicta com essa homenagem
IQ \ i 1 fl f f. 1 -1 ... 1 I 1 i" -1 1 i i i \ cu .1*^.1. ^ .n.i.li".
-' lllVlll IILliU I1I1U1UI1.1U VUIU COOll UUUICUdKCIII
uuu u luoucuia umanm que lhe faziam ; ainda uo se atreva a apanhar
Tenho muila curios!lade de saber oque l o ramalhete, o o publico comecou a applaudir,
Sabo quando do repente sahio do buraco do ponto urna
r.ihpllnira A 1 1117 \ I Y rimis lincas 0 nnvt rmn A
----- >^....u >uu... w.w ^ un 3JUI-1 U
quo elles enlendera pela Mida que falla....
qual a minha idea, mad una I.altendri?
Nao : e o senhor tea urna idea?
Que julgo luminosa; urna muda ventri-
loqua. .
Ah
De cerlo A senhon comprehende, muda
na lingua, mas falla com o venlre.... pode ser
interessaotc ; ha muilo bellas situagoes !
Silencio na platea I
Comegou a pega. O tan br que reslara rece-
beu ordem de moderar-se enlendiam os actores,
mesmo quando cahlaram, o que lisongeara o pu-
blico, pouco acostumado isso ; emfim appare-
ceu Ceriselle. Entrando ca scena, seu andar era
embarazado, pareca ler ntedo de avanqar; mas
a opuiiioi ouiquanio aqueues menos rutaramr emuaracauo, pareca icr nieao ae avanzar; ma
Quercs que eu aponte a retirada? Emito yqu et- ludo isso servia ruaravillii smente para a perso
cabelleira Luiz XIV, dous bragos se pozeram
gesticular, a arac-acar o sujeito do comarote, e
urna voz gritou :
O que que esl fazendo, meu amigo ? Nao
ella.... voc nao v bem quando deita bino-
culo. Nao minha filha Eoganou-se....
E madama Gralteobaule virando-so para o pu-
blico, disse :
Meus senhore3 o 3enhoras. cumprequo sai-
bais que este senhor se enganou.... O ramalhete
era destinado minha filha, que os setihores ba
pouco viram vestida de hussard.... e que lorna-
ro a ver
A mi de Albertina nao pede dizer mais pala-
vra ; as risadas provocadas pela sua pessoa e es-
lupeitdacnboUeira,cobiiram-lhe a voz; de todos
os lados ouviam-so assorios e balidellas de ps,
emquanto Froiraont dizia para Cerisette:
Nao d ouridos reina, mademoiselle!
Esse ramalhete seu, que o raereeeu bem I
Angely quo estava em scena apanhou o rama-
lhete e oil'ereceu-o Cerisotle, que o aceitou.
Ento.as paltnas redobraram. Mas madama Grat-
tenboule estava furiosa, rocifecava para p. publi-
co ; emfim, nao sabendo como ringar se, lirou a
cabelleira e alirou-a as rautas dopetil-.kaire-ulo
camarote, dizendo-lhe : y
Toma l, meu cara, do cachorrinlio dogue,
isto para lo cnsinar a fazeros atTronlas minha
filha 1'
E madama Graltcnbaulo dcsapparaceu do seu
lugar sem so importar como acabara a. pega sem
poni. Felizmente s resta vara tros scenas, e
Poussemard, a quem. os caraaradas tnham feito
signal, disse aos tambores que sustentassem um
rufozinho, que nao permittia que o publico ou-
visse o quo diziara os actores. Gracas esse en-
genhoso processo, cada qual improvisou o papel
a seu gosto ; a pega terminou no meio de ap-
plausos geraes. Ceriselle foi chamada sconaTe
Angely fez apparecer; o caixeiro viajante ali-
rou a rosa da casa da casaca, o madama Latten-
dri, cedendo.ao cnthusiasmo gem, lirou a flor
dos scus cabellos e jogou-a as reatas de Pous-
semard.
Cerisette ainda estara atordoada com seme-
Ihanle ovago; recebia as felictagoes dos cama-
radas, mas s dos homeos ; as mulhcres estavara-
se Testindo para as ntrevistas burguesas. En-'
tretanto Poussemard, que andar com agilago.
cima e abaixo, v<ou dizer aos artistas, todo
desesperado:
E' impossivel enconlra-las.... forjm-.se I
Quem?
Albertina e a mai I
Qual! nao podo ser I Que madama Gratten-
boule v-se nao faz mal, licamos livres d'aquella
peste....
Mas Albertina quo representa na ultima
pega....
Dere eslar na estalagem.
l. estireram e tomaram o que era seu ; ia
passando um carro em que hiviam dnus lugares
vagos na imperial entre dous militares, ellas su-
biram, e toca para diantc cocheiro!
0 callo digno de Albertina e de sua au-
gusta mi!
Vamos, rapazes, disse Desroseaux ; riada do
deixar o publico adevinhar as. nossas atrapa'.ha-
ces.
Nao, nao, dsso Grangarant; Domestica,
facta, a rnupa suja lava-se aiu familia.
A nossa nova compaxdioira Ceriset o subs-
tituir Albertina no papel do Julia....
Mas nao sabo nom urna palana, nao tete
sequer idea da pega 1___
Isso nao quar dizer nada ; Rolembeau re-
pr?sentava bem quando improvisava ; Cerisette
querida do publico, e quanto basta. Representa-
ra o papel em pantomima ; logo qua esliver em
scena, Poussemard mandar rufar os tambores,
Censetlo abrir a bocea e. todos peosaro aue 83-
ta cantando.
E o ponto?
Madama Ramboura que nao representa,
nos far esse servico. Fiquera tzaiiquillas, sou cj
quem faz daJasmim, e prometto-lhesrtuo as sce-
nas com Julia nao ho de ser compridas.
Censelte ficou muilo admir-ada quando lhe dis-
sera m que representava na ultima pee*; quiz so
recusar.... Grangerant atirou-se-lbe aos ps em
nome da companhia, e Angely disse-lbe :
fu es a nossa ancora de salrago !___
A moga nao resisti mais e prometteu fazer o
que quizessem. Emquanto lhepunham uraa ton-
ca e ura venial, Angely procurara dar-lheno-
eoes do papel que ia representar.
Mas tantos cuidados eram desnecessario3. Des-
do que Cerisette poz os ps em scena, o tambor
pnncipiou a rular. Poussemard locara na rabe-
ca quanta msica lhe rinha cabega, e o pu-
blico rendo a moga fazer a mimica do seu papel
pcrsuadio-.se de que a terceira peca nao era mais
do que a conlmuago da segunda', o que a actriz
continuara a sua porsonagem de Ouas palavras
ou Lmanoile em urna, floresta virgem.
Os actores nao procuraram desengaar o pu-
blico. Acabaram-s'o as Entrevistas burguesas ;
felizmente o Sr% Serpolet nao as linha risto re-
presentar em M.arselha. Nao aconteca o mesmo
com 1 rotmo'.it, quo conhecia a peca ; mas, s so
oceupando com Cerisette, pouco lhe importava o
que rep'.esentavam. Cahio o panno, o publico
sahio, mediocremente satisfeito, e Serpolet disse
1 madama I.altendri:
A continuago nao rale a pega ; quasi sem-
br assim no ihealro ; era melhor que dessem
pegas sem conlinuago. (Continuar-se-ha.)
PERN. TYP. DE H. F. DE FAR1A.J.l

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TT
ILEGVELl
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Full Text
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