Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09116


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Full Text
'
ANUO XXIYI. NUMERO 165.
' "Mil
Pop tres mezes adianlados 5S000.
Pr lies niezcs vencidos G$OO.
QDiRTA FEIHA 18 DE JDLHO DE 1869.'
Por anuo adianlado 19$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO' DO NORTE"
Tarahiba, o Sr. Antonio Atexandrino de Lima;
Nal.il, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lomos Draga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranh.io, o Sr. Manoel Jos utios Ribei-
ro Guiraares; Piauliy, o Sr. Joo Fernandos do
Aloraos Jnior; Tara, o Sr. Justino J. Ramos ;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
PARTIDA un UUttttblUs.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarjs.su, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anlo, Bezcrros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as ten-as feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, I.imoeiro, Brejo, Pes-
queira.lngazera. Flores. Villa Bolla, Boa-Vista,
Oricury e Ex ras quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una. Barrciros.
Agua Prela, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos oscorreiosparlom as 10 horas da manha.
EPIIEMERIDES DO MEZ DE JULHO.
3 La cheia a 1 hora e 47 minutos (la manha.
11 Quarto minguante as 3 horas" n 38 minutos
da manha.
18 La nova as 12 horas da manht.
25 Quario crescente as 3 horas e 2') minutos da
manha.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 5 horas e 18 minutos da manha.
Segundo as 5 horas n 42 minutos da tarde.
*>
PARTE OFFICIAL.
ministerio do Imperio.
Decreto n. 2.C09 de 3 de junho de 18C0.
Providencia a respeilo dos casos em quo urn len-
te, a quem compete preencher o lugar do di-
rector interino de urna dos faculdaddus, recu-
so faze-lo por qualquor motivo, continuando
comtudono exercicio de lente, e em que nao
queira tomar o seu issenlo de ordem.
Hei por bem, do conformdado com o arl. 1.
do decreto n. 714 de 19 do seleinbro do 1853.
decretar o seguintc :
Art. 1. no caso de quo o lente a quem tocar
a substituto do director recuse por molestia ou
Iior oulro qualquor motivo, oxcrco-la, conti-
nuando porcm ao mesnio lempo no exercicio das
funeces do lonle, o director, ou o quo fizer as
suas vezes, convocando immcdialamcntc a con-
gregacao, llie subnielier o motivo allegado para
ella tomar conhocmcnlo. Se a congregarlo nao
0 admitlir, o director, ou quem suas veze's fizer,
assim lho participar, inlimando-lhe que entre
em exercicio dentro de 24 horas ; se o lente re-
cusar, se obrar na conformidad dos arls. 144 e
1 5 dos estatutos.
Art. 2." O lente quo era congregacao, ou em
qualquor acto acadmico om que estoja marcado
o ordem dos assentos, nao tomar o que lhe com-
pete, ser convidado pelo director ou pelo que
presidir ao acto para o fazer ; se o lente recusar,
o director ou o presidente do aclo, tomando no-
ta disso, nao o considerar como presente, c
mandar marcar-lhe urna falta, na conformidade
do arl. 133 dos estatutos. So o lente em aulro
aclo acadmico reincidir na mesma falla, ser
immediatamente suspenso por um Diez, so o arlo
ur pratirado em congregacao ou em aclo parti-
cular entre os lentes, e por dous mezes se tur
em publico.
Joo de Almeida Tcrcira Filho, do mcu con-
solho. ministro e secretario de estado dos nego-
cios' do imperio, assim o tenha entendido e faca
executar.
Palacio do Rio de Janeiro, aos 30 de junho
do loG, 39." da independencia e do imperio.
m a rubrica de S. M. o Imperador. Joo de
Almeida Percira l'ilho.
ministerio la justiea.
Ministerio dos negocios da justica ltio do Ja-
neiro em 4 de junho de 1860.
Hlm. c Exm. Sr.Fui presente S. M. o Im-
perador o ollicio de V. Rxc. datado de 27 de fe-
vereiro ultimo, sobn.65, arompanhando por co-
pia o do commandanle superior da guarda na-
cional da capital deesa provincia, en< queconsul-
la, se o cidado que for nomoado official, o nao
itar a respectiva patente, ou nao se aprc-!
scdlar fardado no praze da le, podra obter pas-
sagem do servico activo para o da reserva, e o
tuesmo augusto senhor, lendoouvidoo consultor
interino dos negocios da juslira, o conformando-
se i om o sen parecer, manda'declarar a V. Exc.
para seu conhecimento, e,em soluco, a dunda
proposla, que, em quanlo nao bixar a ordem
motivada de que trata o art. G5 da le do 19 re
setembro de 1?50, o oficial remisso nao priva-
do do respectivo posto, e por consequenna pode
obter aquella passagem, quando estoja as con-
d ir oes lgaos.
Uros guardo a V. Exc.Joo Luslosa da Cu-
li ha l'arnnagu.Sr. presidente do provincia de
S. Paulo.
Govcrno da provincia.
EXPEDIENTE UO DIA 16 DE JIMIO DE 1860.
Ofiicio aoExm. presidente da Parahiba.Pas-
sando 5s maos de V. Exc. as informaces minis-
tradas polo commandanle das armas e do corpo de
polica, das quaos nao consta que soja desertor
dos corposcm guarnicao nesla provincia, nem do
dfl polica. Joo Fernndes da Silva, que se ocha
preso como iccrula, julgo ler salisfeito oque V.
Exc. exigi no seu officio n. 87 de 2 de junho
ultimo.
Hito ao coronel commandanle das armas inte-
Faro apresenlar a V. S. para ser inspeccio-
AUDINECIAS DOS T11IBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao meio dia.
Dilo de orphos: trras e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civil; qtiartas e sabbados ao
meio dia.
Escreveules das ollicinas.
Antonio Carlos de Lemos uarte.
Marcelino Jos Ferreira.
Porleiro do arsenal.
Antonio Jos de Souza.
Diio Recommcndo ao coseio ; omiuisirati-
vodo patrimonio dos otphos que taca rocolhor
ao rollegiodas orphas a menor Mara que com
este llie ser apresentada, o que, por se ochar
era completo abandono, romo dcil rou o chefe
do polica cm officio de 1 do corronle, por tor
perdido seos pais no lempo do cholera-morbus,
mandada conduzir minlia
DAS DA SEMANA.
16 Segunda. Nossa Senhora do Carme.
17 Terra. S. Aleixo; Ss. Viclorianno eoutrosmra.
18 Quarta. S. Marinha v. m. ; S. Rufino b.
19 Quinta. S. Visate de Paula, f. das irs. do c.
20 Sexta. S. Jeronymo Emiliano-; S. Elias prof.
21 Sabbado. S. Prxedes v ; S. Claudio m.
22 Domingo. S. Mara Magdalena; S. Menelo m.
foi
elidida a ana supplica, e por isso ollerece cou-
sideracao desla augusta cmara a seguinte reso-
lur.ao.
A assembla geral legislativo resolve:
Artigo nico. O governo aulorisado a man-
dar passar caria de cidado brasileiro ao subdito
porluguez Manoel Jos Vieira Mouro Braga, re-
ENCARREGADOS DA SUBSCh.'PCAO NO SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Dia"; Baha,
Sr. Jos Martina Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figucroa d
Farm, nasua livraria praga da Independencia ns.
Secretaria do governo de Pernambuco, 16 de
julho da 1860.Joo Rodrigues Chaves, recre-
ihn dS-KW m ottie0 1 d0 correnI.! Portara. O presidente da provincia, allen-
ob n 9o8, afim de que estando ella nos termos dendo ao que rcproseniou o inspector da heson-
legaes, soja paga a F.lippe Cavalcanli de Albu- raria provincial sobre o art. 7- da i-orla a do 7
querquo, a quantia de 5$720rs., despendida no ^ocorrenle. expodida para execucao do art 31
que tepre-
sentam e por series, nos primeiros quinze dias do
mez do julho na thesouraria
das
provine al, guardi-
conhecimenlo e devida exerueao, quo com aviso
do ministerio da fazenda de 2 do crrenle me foi
remeltido o decreto de 30 de junho ultimo, pelo das as mesmas rearas do arl 'onlocec ente Ito I dirtTa"r'"K?.,"Ti'' '.'" l"."'"T"u '
qual nomeado o bacharel Antonio Epaminondas molto.i-se copia desta or aria i sm.ri .Tihf i h.-i.i Co,mbra- i,lho legitimado do ci
de Mello para o logar de curador gcral das he- I souraria P supradita the- brasileiro, po.s que sendo reconhecido no ai
raneas jacontcs e ben* de ausentes do municipio Dila.-O presidente da provincia, attendendo
da
de
DI
__a
qil"
mandar continuar a pagar na razo de | Expediente do secretario da proiincia.
Officio ao director geral da reporlico da jus-
lira.O Exm. Sr. presidente da provincia man-
da aecusar recebida a communiraco de V. Exc.
datada de 4 do corronle, da qual consta que, por
docrelode23 do junho ultimo, houve S. M. o
Imperador remover o iuiz de rlirnlin ir,-,,u..m
de t.ravot, Tilo de Barros Correia, o quo se lho ; de Paula Possoa de Lacl-rda/da con rea da Z
SS SbTi. SUd f?ngrUa rClalVa aS me- VS!a- neSl" Pr0TBC P 232 no 5a-
/es de abril o junho dosie auno, visto assim me ranhao.Fez-so respeilo de tal
o haver requerido o mesmo vigario. podiente do costme.
Dito ao mesmo.Estando as termos lgaos a Dila ao rommendador Manoel Jos
folha e prets junios cm duplcala, mande V. S. I De ordem do S. Ex
pagar ao alferes Carlos Robert Tolt, a importan- cia. passo s maos de V, S." a nota des direilc
c.adosvonc.menlos do dostacamonlo de guardas sello e emolumentos que lera V S do oa'arT Sondo
nacionaes do termo mei de
5003 diarios a elapc das praras d- Ia linda, que
compem a forcaem diligencia no tormo de Ou-
ricury, e s da cotnpanhia de pedestres do mes-
mo termo.
Dilo do mesmo.Mande V. S. pagar sob minha
responsabilidade ao vicario encommendado de
a *J^0fla camara ds deputados, 1o de junho
.?, ,?0,r"/- J- Teix^ra Junior.-L. Pedreira.-
i ttetla lavares.
A' commissao de conslituifao c poderes foi
prsenle o requerimenlo do padre Flix Mara do
rreiias Albuqueique, capello do imperial colle-
gio do Pedro II, solicitando da assembla geral
egislaliva que o mande reconhecer como cidado
brasileiro, ltenlos os motivos que pondera.
O supplirante prova cabalmente que nascido
em 1824. na freguezia de S. Barlholoraeu na ci-
dado
.. acto de
laplismo por filho natural do desembargador
Francisco Maria de Freitas e Albuquerque, natu-
ral da provincia da Bahia, enlo estudanle na
uniyersidade daquella cidade, veio para o Brasil
na idade de 2 annos, e foi mais tardo solemne-
menle legitimado por cscriptura publica na for-
ma dai le de 2 de setembro de 1817.
Nestas circumslancias tem estado na posse
de lodos os direitos civis e polticos outorgados
pela constituico poltica do imperio aos cidados
brasilriros; e nesse gozo professou na ordem
Benedictina, onde por lei provincial nao eram
admillidos seno brasileiros ; tomou ordens sa-
cras nesta corle sem precisar demissorias, fez
concurso igreja do Iraj, e foi nella apresen-
lado e collocado por carta imperial de II do de-
zembro de 1849 e confirmaco episcopal de 17 do
mesmo mez e armo, cojo cargo renuuciou poste-
Costa. nrmenle po- sua propria iniciativa ; e tem si
dd cura sao
s lacios apuntados no uiscuiiu
os seguales.
Os traiado de permuta de territorios, celebra-
do, ao mesmo lempo que o de commercio e na-
vegarn de i de setembro de 1857, com a Rep-
blica Oriental do Uruguay, nao foi anda appro-
vado pelo poder legislativo daquelle Estado, nao
obstante ler sido condicional a Ireca das ralifi-
eoQoes do tratado de commercio, islo nao obs-
tante lor sido feila sob promessa de que aquelle
lratado(o de permuta delerrilorios) sena ratifica-
do pelo governo oriental.
O tratado definitivo de paz, complementar da
do a pr.sao. Ambas as allogaroes nao esio-
comprovadas. e o desastre a quo so allribuc a
primeira niorle nao verosmil. E tanto mais
suspeilh este caso, quanlo corto que o fallecido
era conduzdo para depor como testeraunia em
um processo instaurado no departamento Oo Sal-
lo contra agentes pociaos indiciados como assas-
sinos de oulro subdito brasileiro.
No departamento deTaquarcmb um de nossos
compainotas all residentes foi esbulhado do saa
propricdade, sondo arrasados os seus edificios o
vendidos os campos aosseus proprios inimigos.
e d
reniocao o cx-
no
C oStx presidente da provin- 11 oleitof. e como tal gozando dos
convenci de 27 de agosto de 18, assinado : r?,,lf,,0|il!!ln0 ,fcmp "m acl de "'-ncia
nesta curte a 2 de Janeiro do anno passado, nao I uB, ,, M
foi anda submellido ao congresso argentino, e i rid%d?i. L^i S'lss,1S9l""M,e violencias contra
foi ha pouco rejeitado por um dos ramos do po- "? f aS"f!le,.ros ,,a ynpanha do estado orion-
der legislativo daTlepublica Orienlal do Uruguay.
Os Iraclados do exlradico o de limites, celebra-
dos em 14 de dezembro" de 1857 coro a Confede-
rado Argentina, estando j approvados pelo
congresso argentino, nao (orara ainda ratificados IST^TlSSm Z
pelo seu governo. I r..,.., .=. ,es .
Conjunlamenlecom a Franca e a Inglaterra, c
cm vuiude de convite destas potencias, a que
promlaraento se prestou o governo imperial, uf-
ferecou a nossa mediaco na guerra que infeliz-
mente sobreveio entre a Confederarlo Argentina
e Buenos-Aiyres. Nossa mediaco'foi aceita por
urna das parles, mas nao foi bem acolhida pela
oulra ; e o relatorio do nobre
lal nao sao infelizmente fados quo datera de
iionlem ; mas os que ltimamente liveram lug.r
sao dignos da seria allenco de ambos os govei-
nos, nao s pola filiacoque lera com oulros da
mesma naloreza, mas tambera pelas circumstan-
quealgunsse acham revis-
Udos. tratando de apreciar a siluago em .me-
nos adiamos para com esse estado, crcio que
laes tactos nao podem ser postos de parle, que
pelo contrario devera ser lidos na maior consido-
rarao,
O estado das relacoes entre o imperio e a con-
federarao arxenUna parocc-mo tambora mais
ne-'?,rM e d qU.fC Pd5"PPf a vista somonte dos
lacios opoutados na falla do throno.
gocios estrangeiros accresrouta que o governo da a .!. a
Confederaro Argentina foi quem recusou KL^re^?..*!**!?*. '
Sil-
po-
I
'
nado, o reeruta Henrique Joo Gustavo da
va. Communicou-se ao r. chefe de
liria.
Dilo ao mesmo.Expeoa V. S. as suas ordens
para que a forca do Hnha'quc se acha cm Ouri-
< ury, sob o commando do major Joo do Reg
Barros Palco, recolha-se esta capital, apenas
receber os presos quo llie forera entregues pelo
delegado de polica daquelle termo.Commu-
nicou-se ao chefe de polica.
Dito ao mesmo.Remello por copia a Vmc,
para seu ronhecimento, o aviso circular expedi-
do pela reparhro da guerra cm 8 do junho ul-
timo, mandando cessar a pralica de passar-se s
pracas escusas do servico do exercito, ttulos de
divida para primelra e segunda vias, afim d evi-
tar-se duplcala do despeza.
Dilo ao chefe de polica Para qoe eu possa
resolver acerca do que V. S. solicita em seu offi-
cio n. 956 de 14 do corrente, convra que mo de-
clare quantos presos existem na cadeia do termo
de Caruar.
Dilo ao mesmo.Para que possa esta presi-
dencia deliberar acerca da providencia, que com
mais proveilo se deva tomar, afim de quo se
roalise sempreem tempo, c com regularidade, o
pagamento das diarias dos presos pobres das ca-
llejas do interior da provincia, convm que .V. S.
informe, calculando a despeza provavel, que se
tora do fazer com esse supprimenlo em cada
urna das localidades, era quo nao lia collecto-
rias provinciaos, ou em que a lenda deslas
for insufficiente para occorrer mesma des-
pez.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
liemollendo a V. S. para seu conhecimento a
lelo-aodos individuos nomeados para differenles
empregos do arsenal do marinha desta provincia,
tenho a recommendar-lhe a expedido das con-
venientes ordens, para que soja arrecadada na
recebedoria de rendas internas a importancia dos
direitos e emolumentos que eslao a dever os
contemplados as notas juntas por copia.
Jlelaro dos individuos nomeados para diferen-
tes empregos do arsenal de marinha.
Inspector do arsenal do marinha.
Capito de mar e guerra Elisiario Anlouio dos
Santos.
Ajudante do inspector.
Capito de fragata Joo Baplista de Oliveira
Guimares
Secretario da nspecqo.
Alexandre Rodrigues dos Anjos
Diroclor das conslruccoes navaes.
Trajano Augusto do Carvalho.
Ksrrivo das oficinas.
Horacio de Gusmao Coelho.
Palro-mr.
Gonralo Joo da Silva Fortes.
Amanuenses da secretaria da inspeccao.
Jeronymo Emiliano de Miranda Castro."
Jovino EpiphauiodaCunha.
Porleiro da secretaria.
Francisco Marinho de Miranda Castro.
Capello.
Tadre Primo Feliciano Tavares.
Aponlador.
Francisco Xavier Cavalcanti de Albuquerque.
Escrevenle da direceo das conslruccoes
navaes.
Manoel da Silva Mendonca.
Escrevenle da direceo das officinas de ma-
chinas.
Joaquim Clemente de Lemos Duarte.
Escrevenle do palro-mr.
Miguel Taulo de Souza JAungel.
nocido Nascimonlo Pacheco Modeiros, c para o roes de
de oiTiri.il a P.raz Lopes. concedidas a companhia
Dilo ao inspector do arsenal de marinha.Ex- regacao cosleira. I-ua
PC'a VS' ;IS S"'1S ordt'"S para que o agente com- I theso'uraria de fazenda.
tirador dease arsenal, presto cotilas, como requi-
sita o inspector da thesouraria de fazenda no of-
ficio iunlo por copia, da quanlia de 1:000$ que
rerebou para compra de verduras etc. no exerci-
cio do 1859 a 1C0.
Dilo ao mesmo.Transmiti por copia a V. S.
para ler a devida execucao o aviso de 11 de ju-
nho nlimo, em que o. Exm. Sr. ministro da mari-
nha, reforindo-se ao ofiicio n. 1298, om que o
encarregado do qnartel general da marinha lho
com mu ii i rou nao ae ter anda participado ao com-
mandante da esiacio naval desta
sultado da vcsloria
ulho'o'-u.nL7^!"^ rClaVa ',S sbvci- Pilcante imparar urna derislo da'assembla
islo do anno prximo passado, ral leaislativ.
pornambuc na de na-
copia se emelleu
Despachos do dia 1C de j tilho.
Ilequerimentos.
S06.Francisco Cocklos Teixcira da Aratijo e
Silva.Informe com urgencia o Sr. commau-
dantt- superior da guarda nacional dos munici-
pios de Olinda o Iguarass.
807.Joo Francisco Carnoiro dos Santos__
Concodo quinze das improrogaveis.
808Jos Anastacio de Albuquerque.Infor-
mo ao Sr. inspector da thesouraria de fazenda
UUVIlldo O .1 J ...... I l,-n -I .,- Ho ^ .,.,|,K. '
quando rogresou or- I c ?~Lauri"no ,Jos de .Medeiros. Informe o
dona que em casos iden.icoase comm'm ,u'e oo | *iff2^2!2! "S S"- ',
sobred.to commandanle o resultado dos nsloriasl ,uf Uu>Ml ,ranciiC0 dc Si'"es. Nao tem
811.Marcolino Francisco
provini'in
Parahibano,
a quo se procedeu no hiale !
._ visloras
aum de que elle possa lor scioncia do estado dos
navios da mesma estarlo.
Dito ao inspector d ihosouraria provincial.
Era vista da cotila junta, mande Vmc. pagar a
Simplicio Jos de Mello, segundo tequisitou o
ehefe de polica em ollicio do 14 do corrente, sob
n. 959, a quanlia de 123}700 rs. despendida no
mez do junho ultimo com o sustento dos presos
pobres da cadeia do Brojo.
Dilo ao mesmo. Mande V. S., em vista da
conta junta, pigar a Antonio Domingucs de Al-
meida Pocas, a quanlia de 885200, dispendida no
mez do junho ultimo com o sustento dos presos
pobres da cadeia de Santo Anlo, segundo consta
de ollicio do chefe de polica do 14 do corrente,
sob n. 955. Deu-se scioncia ao mesmo chefe.
Dito ao commandanle superior do Recite.Em
cumprimento da circular do ministerio da juslira
de 8 de junho prximo findo, transmiti por co-
pia a V. S. para seu couhecimonlo, o aviso de 4
do mesmo mez, dirigido ao presidente da provin-
cia do S. Paulo, solvondo a duvida por ello pro-
postase o cidado que for nomeado official, e
nao sollicilar patente, ou nao apresenlar-se far-
da Luz. -- Concedo
quinze dias iniproprogaveis
812.Padre Tilo deBarros Correa. Dirija-se
thesouraria de fazenda, a quera se oxpede or-
dem para o pagamento requerido.
INTERIOR.
daiin nn nr, l,i ..a ..> ........... A s onza oras oa mannaa, tena a
t SEJX?1: lH(dlr..bler^nSragcm d0 arhando-so prsenle numero legal de S
ASSEHBLE.4 GERAL LEGISLATIVA
CMARA DOS SRS- DEPUTADOS.
SESSAO EM Io DE JUNHO DE 1860.
Presidenciado Sr. conde de Baependy.
Si mmario.Expediente.Prelenro dos lentos do
seminario episcopal do Para.Naluialisacoos.
Ordem do dia.Penso a P. Gomes da Pai-
xo.Adopro.Penso ao tenento-i.oronel F.
X. de B. Galvo.Adopco.Corpo Dolicial da
provincia do Rio de Janeiro. Votario.Iles-
posla a falla do throno. Discursos do.i Srs. P-
rannos e Miguel de Araujo.
- onze horas da manha, feila a chamada,
A's
A commsso enconlra pleno apoio prelen-
lonco do sipplicante na disposico do art. 6
2" da constiluigo poltica do imperio, que de-
clara cidado brasileiro os filhos de pai brasilei-
ro, e os illegilimos de mi brasiloira, nascidos
em paz estrangeiro, que vicrcm estabelecer do-
micilio no importo.
o Nao havendo a constituico excopluado os
lilhos legitimados do favor que exprossamente
concedeu aos filhos de pais brasileiros, nao po-
dem ellos sei excluidos tanto mais quanlo evi-
dente que a constituico estabeleceu a origom
brasiloira como causa nica e sufficienle do tal
favor, reconhecendo como cidados brasileiros os
cuja hyporhese se ignora a progenio paterna,
que entretanto a origen) principal.
Provaa, porlanlo, a origem brasileiro, esa-
lisfeita a disposico citada, nenhuma duvida pode haver
acerca dos individuos que tal origora demonstra-
ren). Nem excepeo alguma se pode dar ao prin-
cipio claramente expresso pela consliluic.o quan-
do estabeleceu tal favor aos filhos de pais brasilei-
ro, por sjo que para have-la seria preciso quo
expressaniente fosse feila.
Assim, julgando a commissao que nenhuma
duvida pode haver no rcconhecimenlo solicitado
pelo supplicanle, por isso de parecer que seja
adoptada a soguinte resoluco :
A assembla geral legislativa resolve:
Artigo nico. Fica reconhecido cidado bra-
sileiro o padre Flix Maria de Freitas Albuque-j
que, filho legitimado do desembargador Francis-
co Maria de Freitas Albuquerque, que como lal
est comprchendldo na disposico do arl. 6o 2
da constituico poltica do imperio, e tem gozado
de lodos os direitos civis e polticos que llie com-
peten), cuja posse ser-lhc-ha mantida em ledos
os seus oleilos.
Paco da camara dos deputados. Io do junho
dei 1860.J, J. Teixeira Jnior.L. Pedreira.
f'ilella Tavares.
servico activo para o da reserva. Ofiiciou-sc no
mosmo llieor aos de mais commaudaulcs supe-
riores da provincia.
Dito ao mesmo.Para evitar duvidas no paga-
mento dos direitos calculados para as patentes
dos officiacs de differenles postos da guarda na-
cional, convm que d'ora om dianto nenhuma
proposta soja apresentada por esse commando
superior, sem que nella se declare quaes os pos-
loa, snbalternos, que os proposlos oceuparam na
mesma guarda nacional, conforme foi recommen-
dado por aviso de 22 do mez pretrito.Officiou-
se tambera nestesentido aos de mais comman-
danles superiores da provincia.
Dito ao juit de direito de Pao d'Alho.Era so-
lucao ao quo consulta Vmc. cm seu officio de 4
desle mez, conformando-mc com o parecer do s repartices flsces.A' commissao dejustra
rs. depu-
tados, lida e approvada a acta da antecedente.
O Sr. 1." Secretario d conta do seguinle
EXPEDIENTE.
Um officio do ministerio da fazenda. enviando
as consultas da secro do fazenda do ctnselho de
estado, constantes da relacao junta, relativas a
impostos creados pelas as'seroblas provinciaos
com manifesta violaro do acto addiciDiial e om
projuizo das imposic'es geraes do Estado. A'a
commissoes de assemblas provinciaes.
Oulro do mosmo ministerio, enviando a reso-
luco de consulta das secces de fazenda e do
imperio do consclho de estado sobre a quosto
de deverem ser consideradas Ierras do.olutas os
terrenos das extioctas aldeas dos Indios, ou como
proprios nocionoes, cuja administrarn compele
Exm. Sr. conselheiro presidente da relaro, te-
nho a dizer-lhe, que vista do que dispe o art.
343 do cdigo do processo, o regiment de cusas
judiciarias de 3 de marro de 1855, quo especifi-
cando no titulo 1 capitulo 2o as cusas que per-
tencem aos juizos do direilos, nao faz mencao do
processo de habeas-corpus, nada devem perceber
civil.
Oulro do ministerio da guerra, transmittndo o
requerimento em que os empregados da conta-
doria geral da guerra pedem melhor.imento de
seus vencimenlos.A' commissao de pensoes e
ordenados.
Urna representarlo dos eleitores do froguozia
os referidos juizes pelos actos, que praticarem do Agua-P, provincia de Minas Gerae. oedindo
em laes processos, sem que una urna disposico
especial de lei o permita, prlica esta que tm
sido sempre observada pelo tribunal da rela-
Dilo camara municipal de Iguarass. Re-
mello por copia cmara municipal de Iguaras-
s para seu conhecimento, o aviso expedido pelo
ministerio do imperio em 6 do corrente, commu-
nicando haver a camara dos deputados onnullado
a eleico dos quatro c-leilores daquella parochia,
perlencente ao 3o districto eleiloral desta provin-
cia, Francisco Xavier do Andradc Jnior, Anto-
nio Martins d'Assumpco, Pedro Celestino de
Souza Pimentel o Sergio Clemenlino Souto-
Maior.
Dito mesma.Remello camara municipal
de Iguarass, afim de que Ihe d a necessarid
publicidade o edilal constante dos impressos jun-
tos, mandando que principie a decorrer em lodo
o imperio do Io le Janeiro do anno prximo fu-
turo o prazo de dez mezes lixado na lei para o
descont gradual do 10 por cont no valor das no-
tas lie 1> e 5-3, aquellas da primeia e estos da
lerceira eslampa, que se eslo substiluindo.
Iguaes impressos foram enviados para o mesmo
liin s demeis municipalidades da provincia.
Dilo ao capilo do porlo interino. Mande
Vmc. aprescniar ao Dr. chelo de polica, para
dar-lhe o destino convenienlo, visto ter sido jul-
gado incapaz do servido em inspoc^o de saude,
o rccrula Jos Raymundo da Cosa," do que trata
o seu ofiicio de 13 do corrente,sobn. 136.Com-
raunicou-se ao chefe de polica.
Dito G. Marinangeli. Altendendo ao que
pondera Vmc. em seu officio de 13 deste mez,
tenho a dizer que pode Vmc. conceder a Jos Bac-
cigalup o tbeatro de Santa Isabel para dar um
concert musical, quando lhe for possivcl, e sem
que cause essa concessao embarao algum ao fiel
cumprimento das obrigaces do su coutrato pa-
ra com o governo da provincia.
a annexaco da freguezia do Agua-P i o 14 ds-
triclo eleiloral da provincia de Minas.A' com-
missao de estatistica.
Um requerimento da irmandade de Santo An-
tonio dos Pobres e Nossa Senhora dos Prazcres,
pedindo dispensa das leis de amortisaro para
possnirem bens de raz al o valor de 10:0009.
A' commissao do fazenda.
Oulro de Narciso Gomes de Barcellos, pedindo
o lugar de continuo desta cmara.A' ;ommisso
de polica.
Prelenco dos lentes do seminario escopal do
Para.
L-sc, e approvado sera dbale, o seguinte
parecer:
A commissao do pensoes e ordenados, nao
tendo dados sufficientes para bem aquilatar o re-
querimenlo em que os lentes do semhario epis-
copal da provincia do Para pedem que esta c-
mara haja de decretar um augmento risoavel aos
ordenados que actualmente perceben, de pa-
recer que sobre este objeclo seja ouvido o gover-
no com a precisa brovidade.
Saladas commissoes, Io de junho de 1860.
Silvino Cavalcanli de Albuquerque. Antonio
Josi Machado.
fia tur alisa coes.
Leem-se, julgam-se objeclos de deliberado, e
vo a imprimir para entrarem na ordem dostra-
balhos, os projectos com que concluem os se-
guintes pareceres:
A commissao de constiluigo e poderes exa-
minou o requerimento do subdito porluguez Ma-
noel Jos Vieira Mouro Braga, residente nesta
corte, no qual pede dispensa do lapso de tempo
que falta decorrer para que possa obiei carta de
cidado brasileiro; e altendendo a commissao
aos documentos apresenlados pelo supplicanle,
bem como aos precedeotcs estabelec dos sobre
pretendes idnticas, de parecer que soja at-
bons officios,
Como se v, os fados aponlados sao relativos,
uns Confederaro Argentina, e oulros ao Esta-
do Oriental do Uruguay. Pareee-mo, pois, que
o lopico do discurso da cora que ha pouco li
nao exprimo precisamente o pensamenio do go-
verno imperial ; entro em duvida se por acaso
nossas relaroos com o Estado Oriental do Uru-
guay lambem sollieram ou nao alguma altera-
co.
Consultando o relalorio do nobre ministro dos
negocios estrangeiros, osla duvida toma mais
vulto em met espirito. E' sabida a desinlelli-
gencia que leve lugar entre a legacJo imperial
em Montevideo e o governo o ricnlal, durante
os ltimos aconlecimenlosdo Rio da Piala. En-
conlraram-se no porlo de Montevideo os duas
osquadrilhas, a argenliua e a de I'.iienos-Av- I
res. Estove inminente um conflicto entre "asi
duas forras conflicto importara que a vio-1
aro do territorio e soberana do F.stado Ori-
cuta! o perigo para as pessoas e propriedades
dos neutros. Solicilou-se o concurso do minis- i
tro do Brasil para evitar-so essa conjuncin, o.'
mediante os bous officios do nosso agento diplo-
mtico naqnella Repblica, foi celebrado um ac-
cordo, cmvirtude do qual devio os duas osqua-
drilhas relirar-sc urna aps oulra. Relirou-se a
de Buenos-Avres, e consorvou-se no porlo de
Monlivido a da Confederaco Argentina.
O nosso ministro, vendo-se por osle modo
inesperadamente collocado om una posiro quo
o tornava suspeito de deslealdade para 'com o
epublica oriental do Uruguay' preten-
dern) que o governo imperial devia obrigar o
do Bucnos-Ayres a desarmar a ilha de Marlira
Garca, ca torna-la neutra durante a ultima guer-
ra argentina Ogovernoimperi.il recusou-se a
osla exigencia, de corlo iususlenlavcl cm face
das cstipulacoes vigentes : islo o governo im-
perial nao reconheceu a obrigaro. que se lho
ollnbuia por parte da repblica oriental do Uru-
guay e da confederaco argentina, de impellir-
pela Torca o governo de Buenos-Avres u desar-
mar a ilha e a torna-la neutro.
Declinando, porra, urna obrigaro a que nao
eslava ligado, que nao a que so 'acha consa-
grada nos pactos vigentes, o governo Imperial
i presiou-se a erapregar os meios pacficos que
esliyesscm ao seu alcance para conseguir o mes-
| mo flm,visto que a neutrslidade da ilha principio
| reconhecido e estipulado pelo imperio, e inte-
; ressava a lodos os neutros.
Era quanlo se podia rosoavelmentc exigir do
um governo amigo, quo se hara declarado neu-
tro as questes internas da Conrederao Ar-
gentina.
Todava a legaco argentina nesla cftrle, quan-
do agilou essa questo, fez ao governo imperial
as seguintea dcclaraces, cora a dala de 1 do
agoslo ultimo :
, O governo argentino ordena oo abaixo as-
signado que declare :
I. Quo reputar a tolerancia do armamento
era guerra da ilha do Mariim-Garcia como um
abandono da obrigaco conlrahida no artigo ls
governo de Buenos-Ayres ou para com o com- d() mencionado tratado [o de 7 de marco de 18561
l t rt .1 :ni!.. dr\ a.ta n>n..^.l.-.ll.^ ruIa. ri:H... O li.1 fr.ir.iftti i ,...n m. n..i:....! .-. if'f ir
mandante da sua esquadrilha. portou-sc digna-
mente (appoiados), dando aviso do occorrido ao
governo de Buenos-Ayres ou ao seu agente, e
declarando ao mesmo lempo islo mesmo ao go-
verno nri.ii.l:.l l.'-m fnrvr* me ^nc^n Anfln II..
reiirava o apoio do Brasil, que o governo ori-
ental conlinuava a solicitar, se por ventura des-
se fado proviessem hostilidades da porlo do go-
verno de Bucnos-Ayres conlra a repblica.
O governo oriental allegava\ para esse seu
inesperado procedimenlo, os termos que dizia
offensivos, cm que o commandanle da esquadri-
lha argentina dera parle daquella oceurrencia oo
sou governo, ea presso da opinio publica do
seu paz, que pronunciara-so forlementc conlra
a relirada forrada da esquadrilha argentina.
O nosso ministro, nao aceitando as razos al-
legadas polo governo oriental, depois do feila a
declararo que j refer, sahio de Monle-Vido e
veio a esta corle pata dar conta de ludo ao go-
verno imperial.
Aqui celebrou-so um accordo entre o governo
imperial c a legaco da repblica orienlal do Uru-
guay, accordo destinado a compor a differenra
assim havida entre a nossa legaco e o governo
oriental.
Voliando o nosso ministro com este accordo,
nao recebeu o ossentimento que era de esperar
do governo oriental, allegando-se que o accordo
assentava om circumslancias que haviam varia-
do. Esta recusa lambem nao foi aceila pclore-
presenlanlo do Brasil, que em rosposla declarou
que conlinuava suspensa a concessao de nosso
j.o. -., apoio repblica, dado ocaso de hostilidades
uiLiKA i ah b DA UllDLM DO DIA. da parte de uuenos-Ayres conlra ella
Penso A. P. Comes da Paixo. Em virlude dosla declararo do ministro do
Loira em 1.a discusso o projeclo quo approva Sua Magestadc, o governo oriental dirigi ao seu
pensao annual de 12 mensaes concedida a representante nesta corto um despacho que nao
taulino Gomes da Paixo, prara referraada do foi comniunicado officialmente ao governo impe-
corpo do imperiaes marinheiros. rial, mas que se acha no dominio do publico.
U Sr. Sampaio Vianna pede, e a camara con- Desse documento o relatorio do nobre ministro
sent que este projeclo lenha urna s discusso, dos negocios estrangeiros nos d conhacimento:
na qual entra iromcdiatamcnle. Assim se exprime o relatorio de S. Exc. :
t lida e apoiada a seguinte emenda: Soguio-se a essa declaraco um aclo impor-
Accrescente-se : Sendo paga a penso des- tante do governo oriental, que chegou ao conho-
ae a data do decreto.Pereira Pinto. cimento do de Sua Magoslade por meio de publi-
osio a votos o projeclo, approvado, bem carao feita om um dos diarios de Monte-Video.
como a emenda, e sendo adoptado, rametlido Em data de 2 de novembro dirigi o Sr. mi-
a commissao de redaegao. nistro de relacoes exteriores ao enviado da repu-
tensao ao tenente-coronel F. X. de B. Galco. blica nesla corte um officio em que, reforindo-se
tnlra lambem em 1.a discusso o projeclo que expedico do acuerdo quo nao roalisara. disso
approva n elevacao de 1:200 da pensao de 600g o seguinte : Estas razos o as que o abaixo as-
concemda ao tenentc-coronel Francisco Xavier signado adianlou em carta particular de 30 do
i 2f*5 mez PrXmo passado, induziram ao Exm. Sr.
O Sr. Garca de Almeida pede, e a camara presidente da repblica a nao aceitar o arranjo
consente que esle projeclo tenha urna sO discus- proposlo pelo imperio : e, se este urna condi-
so, em qualquer immediatamente. cao para manter-se ocompromisso conlrahido de
Vem mesa, lida e apoiada a seguinte e- apoia-lo na sustentarlo da inlegridadee indepen-
raonda : doncia deste estado, desde j renuncia a este apoio
Enlenda-se desde a data do decreto.P. Mo- que viria a ser-lhc imposto cusa de sua digni-
**'* : dade e do seu bom direito.
Posto a votos o projecto, approvado, bem a Declare-o V. Exc. assim ao governo imperial,
como a emenda, e sendo adoptado, vai commis- manifestando-lhe que o da repblica confiar de
sao de redacro. hoje cm diante a defeza dos direitos e inleiesses
Carpos policiaes das provincias. nacionaes smenle ao esforco e concurso dos
Entra mais em 1.a discusso, e passa 2.a sera bons cidados, com os quaes'j os salvou urna
debate o projeclo que faz extensivas as disposi- vez das garras da anarchia e das insidias de um
ces dos aris 9 10 el3 do regulamento de 16 de governo estrangeiro.
Janeiro de 1858 aos corpos policiaes dss provin- A estes fados acrescem outros que, posto nao
ciasde do oraanlsaco semclhante ao da corte. sejam infelizmente sem cxemplo, todava alientas
SEGUNDA PABTE DA ORDEM DO DA. as circunstancias, so tornara nolaveis, e nao de-
Resposla falla do throno. vo calar neste momento. Refiro-me a novas
Continua a discusso do projecto de resposta violencias e a ndvos assassinatos commeltidos
falla do throno. contra subditos brasileiros residentes no estado
O Sr. Paranhos :Quando o discurso da co- orienlal do Uruguay, c aimpunidade dessesede
ra chama de um modo lo positivo a nossa al- outros allentados da mesma natureza.
tenco para o estado das relacoes do imperio O relalorio do nobre ministro dos negocios es-
com as repblicas do Prata, pareceu-me que o trangeiros nos d a couhecer que dous cidados
silencio absoluto da camara, nem ao menos pe- brasileiros eslabelecidos em Paisand foram pre-
dindo algumas explicacoes ao gabinete, poderia sos e estaqueados, e depois conduzidos amarra-
ser mal interpretado, e nao corresponder es- dos presenca do commandanle militar que ot-
peclaco da cora e do paz. Proponho-me, le- donara a pris'o. Conseguio um delles ser poslo
vado por esla grave considerado, suscitar as roa- em llberdade sem condtco alguma, mas o outro
nifcslaces qne o gabinete julgue conveniente foi de novo amarrado e levado para urna prisao
fazer camara, o receber desla, a respeilo dos incommunicavel, por nao ter podido pagar de
successos que occorrgam em nossas relacoes promplo um titulo de divida que o ohngaram a
com aquelles Estados. assignar, na importancia de 400 pataces.
O discurso da corda se expressa sobre este as- Oulro cidado brasileiro, desconhecendo-se o
sumplo nos seguintes termos : As relages de seu documento de naciouolidado, a pretexto de'
boa intelligencia e araizade entre o imperio e recrulamento. foi mametade, praochado e o*>-
quas todas as potencias estrangeiros nao teera duzido torga para o acampamento i v*- '""
experimentado alteragao, e a cordialidade cora militar da repblica. -*1 chefe
que sero mantidas sempre se alliar dignida- Na fronteira do Quarahim foi u,
de nacional. nal brasileiro assassinado pos r guarda nacio-
Dopois de enumerar alguma fados, conclue : ca da repblica. Dous oul>- caD? ae P|j-
Dos fados aponlados resultou alguma altera- acompanhados por agoa os brasileiros, sendo
qho as relacoes an^gaveis que existio entre o blica, ficarara merlo -es policiaes da repu-
imperio e a Co^ederacao Argentina ; sendo psra um fura vlctirn d cm camtnho. Diz-se que
senlirquf. n|0 ToUena cedo ^euantig0 estado. \provocara a.- um desastre, e que o outro
* -a morle tentando fugtr e reaisUn-
o da garanta que essa cstpulacao d' livre a-
vegaco dos afiluentes do Rio da Prata ;
-" Que o governo argontuo considera, como
e do direito, indivisives as eslipulaios do mes-
mMjti'Apj w,fajtmwi8*p* ** "-
3. Que, se pelo abandono da referida cstipu-
lacao e do concurso a que ella lhe da va direito,.
e que sem duvida bastara para que fosse paci-
ficamente neutralisada a dita ilia, fosse obri-
gado a alaca-la como ponto militar, e a oceupa-
la a proco de sangue, se considerara aulorisado
a conserva-la e a servir-se dola livremente.
como melhor julgar conveniontu.
A nota deslas declarares tem a data de 9 do
agoslo, vespera da minha relirada do ministerio;
mas so live conhecimento della pelo relalorio de
S. Exc. Foi sem duvida entregue com alguma
demora.
Os passos dados pelo cnsul do Brazil cm Bue-
nos-Ayres, om cumprimento de ordens do go-
verno imperial, que nao foram bem co aprehen-
didas pelo da Confederaco Argentina, dorara
lugar a vehementes queixas da parte desle go-
verno.
Em a nota que legafo imperial do Paran
dirigi o ministro das retacos da Confederaro,
o Sr. 1). Baldomero Garca, temos urna decla-
raro da mesmo nalureza c gravidade das quo
ha pouco live a honra de lr cmara. Conclue
esse documento, que de 5 de outubro do anno
passado, deste modo :
O vice-presidenle me prevenio de que nao
devia concluir sera dizer a V. Exc. que, se o go-
verno imperial nao procurar por todos os meios
a prompla c completa neulralisaro da ilha' esla
omissao arcrescenlada s rasos expostas na ola
desle ministerio de 14 do junho lhe tirariam de-
fiuilivamcnte toda a esperanza de apoio na opi-
nio publica para obter a aulorisaro que nao
esl em suas (acuidades, para a troca das ratifi-
cares dos tratados do 14 do dezembro de 1857
sob/e limites e extraJicco de oscravos, nem lo
pouco poderia delor-se em considerar o tratado
de 2 dejaneiro do corrente anno.
Se o prolixo empenho, e. seja perraitlido
accrescenlar, se a affectuosa condescendencia
cora que o governo argentino tem-so esmerado
cm cumprir suas obrigaces para com o Brazil
nao fossem motivo para que o governo impe-
rial, ao menos cm momentos solemnes, usasse
de reciprocidade, natural seria presumir que o
Rrazil nao d grande importancia a seus trata-
dos com a Confederaco e era tal caso seria um
desacert oceupar-se esta desses e outros ajus-
tes que lhe serian) pelo menos inulcls.
Sinto que esla nota nao apparega no relalorio
do nobre ministro dos negocios estrangeiros com
a conlesiacao que sem duvida lhe dar ou ter
dado o governo imperial.
O Sr. Augusto de Oliveira : Apoiado.
O Sr. Paranhos : Ella moslra a gravidado
da situago em que parece ler-se collocado o
governo da Confederaco Argentina para com o
do imperio.
A' vista, pois, dos factos sobre que chamei a
ltenlo da camara, c dos que apona o discurso
da cora, sou levado a pergunlar ao gabinete so
nossas relacoes amigaveis esto ou nao alleadas
pelo que toca Repblica Oriental do Uruguay ;
e se as alleraces occorridas relativamente a
esse Estado, ou a Confederaco Argentina, sao
lo graves como parecera ; por outros termos,
qual o carcter que ellas teem aos olhos do go-
verno imperial, e qual o procedimenlo que em
consequencia dossas alleraces lom tido ou pre-
tende ter o governo imperial (tanto quanlo o
possa desde j manifestar cmara) para desva-
necer esse estado de cousas, e collocar as rela-
coes entre o imperio e aquelles paizes no p de
cordialidade que muilo para desejar.
Constara do relatorio do nobre ministro dos
negocios estrangeiros >s razes com que o go-
verno da Confedera'*^ motiva a demora que
tem havido na tro;,.., das raiiicac5es dos tratados
de limites o <^e extradicao ; nao consta porra.
quaes a 'i8Z5es que o leham determinado a nao
, "".etler approvaco do seu congresso legis-
.ativo, al dala das ultimas noticias, o tratado
definitivo de paz de 2 do Janeiro do anno pas-
sado. ... ...
A respeilo dos tratados de extradicao e de li-
mites, o governo argentino allega que, vencen-
do-se o prazo estipulado para a troca das liti-
caces, a prorogacao desse prazo depende de
novo acto do congresso argentino, e que nao^
julgou opportuno solicita-To. Mas, quan'- >0
tratado definitivo de paz. nada sabe- jjj
as intencocs daquello govern^ Cw ^ na(U
ILEGVEL
-I----7T


(a)
- JffAlMo UL fKRBAMBCO. QUAhTA FElft U DE JL > 1860.
musa ao enverno itnucrial. norune nenliuui i luas"" posso seguir u seu cuuselliu. Segundo Z?~t "*"* ------ .
.Z.l^L0.;;.?J V i!4i h ello, nossas relacoes rom os Faiado* rio Pm, a. l"'lu *vemu argentino, coma pelo ORMlUt,
.'"i omento opparece no
iiistro dos negocios eslrangeiros conlcndo decla-
rclatorio do nobre mi- e,1. nossas relaces com os Estados do Prala d
vem ser pumnicnte commerciaes.
.<
O Sr. ilarlinho Campos : Apoiado
OSr. Paranhos : Anda quaod' '* ... .
me o nobre deputado que cu di-' ,' ll'llla-
recer p o contesto 1 ainda on- .-f,"i* "10 Seu Pa~
o contesto ainda qn- J-*'TJ aD seu li-
ados do Prala n<- "H i<>sSe ccrl 1?'
races ou explicaces da parle do governo ar-
gentino a esso respeilo
Nao posso persuadir-me de que o governo da
fnnfcderaco deixo do aceitar definitivamente os |
tratados de trodiro e de limites, que foram os Efiados ...
oblidos median'e urna discusso prolongada c "J"0"* c^ nossas re-
bela couvicco de que elUMCODsuU.ranio.ta-1 Jg^jjOft _>-o p^prUfR ^^ ^JJ^
quando b<- porque sao as relaces polticas,
_-in cultivadas, que asseguram a paz ca
sem
tivodepaz possa ueixar oe ser approvauu por : i- _, Svjm ami'zadc. sem benevolencia reciproca,
esse governo. O trotado de Unitivo de paz e o pe _,rs i,l1ercs8rs commerciaes soTrem como os
nhor di solucao amigavcl a que chegara' j
icresscs rcripiocus e eram inlerraracnte confor- '
mes oos direitos de um e outro paiz.
ii-o ira une...-o .... .....------------r r imiii." -0< vuuivaaas, que asseguram a pal
Tarabem nao posso crcr que o tratado defin- ; "" ^ dl)S ovos e ao&\tw g0vernos. E
ivodepaz possa deixar de ser approvado por : V ,, SVm amizade, sem benevolencia recipr
ious governosdepois de urna lula pr
em 1828. E' o
pensavel, dss e
tratado de 7 de marco de "4tS^"
-ti os
.alongada,
interesses de qualquer oulra ordem.
dos.)
Apoia-
componte nec^=.
estipulado. consagradas I10
, niarcode ^ reialmenle ao
Estado Oriental lo.'.jpuy.
Allcndendo, po;en)j importancia desse acto
internacional > ati0 qUCi coniu a disse, tem por
liru a rea,,c8e;i0 do compromisso que contrahi-
ram tn 1828" os dous governos, de respeitar e
dblender aindependencia c integridade do Esta-
co Oriental do Uruguay, nao posso deixar de
ponderar ao gabinete quauto conven: que elle
alba quacs sao as n'.ences do governo argen-
tino a respeilo da sorte deste tratado.
A rcjeco desle mesmo tratado por um dos ra-
mos do poder legislativo da repblica oriental do
tJruguay nao me sorprendeu, posto que essas es-
tipulacoes tossem solicitadas com muito empe-
uho, como era natural, pelo governo ericnlal, e
posto que sejam ellas o complemento indedina-
vcl do estipulacoes preexistente., estabelecidas
no interesse da repblica c de suas retacos com
os estados lniitrophes, o Brasil e a cunfederaelo
Argentina.
Infelizmente vi que se deu com este tratado o
mesmo que hara acontecido com o de comnier-
cio c navegaoo de 4 de selembro de 1857. O ,
proprio governo oriental, contra suas inlcnces, s"1 lossp> "e corlo, o n
u paiz d'sse I ra?.io em P">fl'gar a pe
para consguirmos esse fira, empregaudo a torga,
fce fosse preciso.
Mas o que certo que o nosso cnsul em Ruc-
nos-Ayres nao foi encarrega lo de ajuste alguui
com o governo daqnella provincia.
O Sr. Ministro dos Xegocios Eslrangeiros:
Nem V. Exc. acha no relalorio semelhantt; cousa.
O Sr. Paranhot:Nao est no relatorio de V.
Exc, fui o pritneiro a dize-lc ; titas, como aquel-
las palavras de V. Exc. nao sao asss ox[ilicias,
eseacbam reproduzidas en outros tpicos do
seu relatorio, reccio que sej ira mal entendidas ;
e por isso poco licen^a ao nobre ministro para
dar estas explicaces, que si tem por fira resal-
var a letldade do governo imperial.
Eu dei conhecimcnlo da commisso de que foi
deixou que a opiuiao publica no seu paiz
ao tratado de 2 de Janeiro urna intcUigcncia el
alcance que nao lem seguramente; e essa intel- |
ligencia errnea, que a letra do tratado repelle i
.ibsolutamenle, concorreu umbem para que na
<;onfederaro Argentina essa no^ociacao fosse mal |
recebida. "
Em 1837 o governo oriental julgou convenien-
te, sem publicar o tratado de commercio c nave-
gaco de -i Ue selembro desse auno, annunciara
su conclusao a todos os cheles poltico, da re-
publica, declarano-lhes que o tratado abria um
uiercado privilegiadssimo a repblica, que lhe
traria irnmensas vanlagens.
Apreseulou-sc o tratado como urna prova sa-
liente do zelo c liabilidado do governo airn de
com elle influir na upiriiao publica em favor do
ministerio.
proposicao, verdadeira.
O Sr. Paranhot: Se, pois, o nobro deputa-
do tivesse razao, ainda quando uossos interesses
com aquellos Estados fossem puramente com-
merciaes, linhamos necessidade de urna polili-j
i ca ; essa poltica cliamarse-hia essencial e ex-
I elusivamente commercial, mas sempre seria po-l
i lilica.
O Sr. Marlinho Campos : Se a questao
de iiome, aceito a proposico de V. Exc.
O Sr. l'aranhos : Peco, porem, ao nobre
' deputado que lance os olhos sobre a carta geo-
j grapliica do imperio e dos estados vizinlios [apoia-
I dos) ; que atienda s relaces intimas em que se
! acham esses povos e os sus governos; e entao
. o nobre deputado ver, que alem dos interesses
commerciaes, temos aln inleresses muito impor-
tantes de oulra ordem, inleresses de seguranca,
' de paz, de prolecco aos subditos brasileiros e's
suas propriedades.
Coudcmnou o nobre deputado a poltica segu-
, da pelo governo imperial para com aquellos es-
, lados partir de 1851 ; disse-nos que essa poli-
i tica Italia sido una poltica de ingerencia nos
negocios domsticos de nossos vizinlios. Se as-
obrcdepulode teria mula
poltica que allude ; mas,
O Sr. Marlinho Campos : Emillida assim a encarregado o Sr ioo Caries Pereira Pinto le-
gacao oriental nesla curte, e remclli cotia de suas
iustruccoes aos nossos agen.es em Montevideo o I
Paran, para que prestasscia as explicacOes que |
governos junio aos
Eis o motivo do mcu
se tornassem precisas aos
quaes estavam acreditados,
receio.
A commisso dada ao nDSso cnsul, que re-
gressuva para o seu posto, t:ve por objeclo prio-
cipal 1er ao governo de Bunos-Ayres um dcs-
Sabemos que na nos estados do Prala espritus
prevenidos 6 exaltados contra nos ; receio que
este tpico sirva de thema a algumas declama-
coes; que so vtja nestas nossas palavras motivo
para dizor que nos regostarnos com as guerras
fratricidas dos ntssos visinhos, o que por isso
mesmo chamamos as suas batalhassoluges paci-
ficas. Creio que o pensamento pode ser expresso
quasi pelas mesmas palavras, evitando-se o in-
conveniente que aponto.
A falla do throno diz- E' urgente fixar a ver-
dadeira intellgencia do art 6 1 da constitu- j
ao. A nobre commisso responden assim a I
este topicu : A camaia dos depulados lancar
rao dos meios convenientes para chamar a dis-1
cusso sobre a iulelligencia do art. 6 1 da cons-
lituicao.
A tulla do throno ndica a nocessidade de al-
guma medida legislativa cotn a qual o governo
imperial fique habilitado para por termo s ques-
tes pendentes que dizem respeilo a interesses
de menores nasudos no imperio de pais eslran-
geiros. A nobre commisso promette apenas
chamar a discusso sobre este assumplo ; nao re-
couhece a necessidade de urna medida.
A nobre commisso, seguindo os nossos osly-
08, paraphiaseou em sua re.po.ta a falla do
__
A ileic nao menos disputada, mas muito
menos nacional!...
Partamos pois dosle ponto : que as reu-
nios cleitoraes devem ser assaz numerosas para
que as considerarles individuaos nao as domi-
nem faciltente.
para o Brasil, em consequencta dq facto grana
dieso da coroaco e sagracao de S. M. o Impe-
rador, que realisou-se o dia 18 de julho de
1841, cora extraordinario enthusiasmo de todo
esto vasto Imperia.
milh r a?Ph0S' 6dar raa'Sde Por este faustoso motivo esto os navios do
fc?.i mlvr i8, 1", a rC S^rra nacionoose fortalezas ombandeiradosesal
Scipplop^ndo*;. qUe lCVe Gm V'Sla Se" "". -otMilH nossa festa o
Passarei agora opinio de Boyer Collard,
adversario permanente, c desdeuhador apaixo-
nado da forca e do numero, como o chama Du-
vergier d'llauranne
vapor de guerra luglez Ardeh!,o. o cnsules de to-
das as naces, cujas bandeiras fluctuara gallar-
damente.
Consta-nos que se acha nomeado capilo do
iuspeclor do arsenal do marinha
pacho do governo imperial, que Uve a honra de throno; fe, porm, urna excepeo no tpico que
qc.;n.,nr ya ,i. :..ii,a a ........ ,..,^-.-,.1.. j,..!;. ninhn .1.. i.. rr.^ __; ...?*. .. .
assiguar em 30 de julho do anuo passado, desti-
nado a evitar hostilidade da uile de Uuenos-Ay-
res contra a Repblica Oriental do Uruguay, em
consequencia dos receios qm; o governo oriental
nos manifeslava, c pelos quaes nos quera induzir
a precaucoes dispendiosas.
Alem disto o governo imp;rial incumbi a esse
cnsul de recordar ao gover 10 de Ruenos-Ayres
as estipulacoes assignadas p;lo Brasil com a Re-
pblica Oriental e a Confederado Argentina a
respeilo da neutralidade da ilha de Marlim-Garcia,
ponderando ao mesmo lempo os inconvenientes
que poderiam resultar e os prejuizos queja sof-
friam os neutros com o amanenlo da ilha e o
seu emprego para fins bellicos.
O nosso cnsul procedeu como lhe tinba sido
de 1er. Nao sei qual o pensamento da
commisso; pela minha parte concordo
acabo
nobre
nteiramenle com o governo no reeonhocimento \
da necessidade de urna medida legislativa que re-
guie a exeeuco do art. 6 da consliluico, nao
so no seu 1, mas tambem no seu que
concernente aos filhos de Brasileiros, nasudos
fora do imperio.
Reconheccndo, pois, que temos necessidade de
urna lei regulamentar deste artigo da conslilui-
co, desejava que a nobre commisso fosse mai.
positiva em sua n-sposla, que, pelo menos, ueste
tpico seguisse o cslylo que guardou em todos os
outros.
A falla do throno nos indica a necessidade de
ser melhorada a lei de promocoes da armada. A
felizmente para o governo imperial o nobre depu
lado nao lem razo alguma na censura que fez...
O Sr. Marlinho Campos : Estimarla muito.
O Sr. Paranhos ; O governo do Drasil nun-
ca pretenden ingerir-se nos negocios peculiares
dos scus vstanos. O nobre df utado lem disto
urna prova no procedimento que observamos, e
observamos escrupulosamente, em 1852, depois
de urna victoria obtida com o concurso das ar- era induzir o governo de B lenos-Ayres a dccla-
consu
prescript, fez observaces uesse sentido ao go-1 nobre commisso, quaiido se"trata dos projctos
verno da Bucnos-Ayrcs. Foi o governo fe Bue- Ida reforma hypolhecaria, c da crcaco de um
nos- \yros quem se onticipou a declarar por es- : novo ministerio, refero se s resoluecs j toma-
cripto, era olas officiacs, a.i disposicocs ein que das pela cmara, e que ora pendcm'da approva-
eslara sobro o objeclo do r ossas observaces. O i gao do senado ; nSo faz, porm, menco, oues-
consul do imperio nao entreu em ajuste, reiebeu j queceu-se do projeelo de promocoes doslliciaes
as declaraces do governo de Bucnos-Ayres e as i da armada que foi ha muito rcinllido desta para
iransmittio ao conliecimento do nosso ministro { a oulra cmara. Esse projeelo passou aqui por
em Montevideo e do governo imperial" Nosso Din ; longa discusso, e foi recommendado mais de-
ms, da diplomacia e dos recursos linanceiros do
imperio. Conseguido o fira que nos era cora-
ranm, reliranio-nos, nao quizemos lomar a me-
nor parte na organisaco interna da Confedera-
i;5o Argentina, e do mesmo modo procedemos
para com o T.stado Oriental do Uruguay.
O nobre deputado tem tambera urna prova de
que injusto para com o governo do nosso paiz
Tanto baslou para que os adversarios do gover- i l!:sse. ,ratado le 2 de Janeiro do anno passado.
no tornassem essa circular como una arma eloito-i la1m.bf,'u fura d '"'Peno, aquelles em quem nao
ral, porque estavam em vesperas de eloicoes. n \\ 'P"a, como no nobre deputado, um corac.o
procurasscm tornar o tratado odioso
lado os inleresses cslrangciros, com a noticia de
na arma etoilo-i "."" u hujum", ui{ui:ii9 nn i
de cloices, elPa'PJ*a como no nobre deputado, um
so. Por outro i uras'le'r. diziam que a poltica do ir
mercado previlegadissmo, entre o Brasil e a re-
publica oriental do Uruguay, tambem se preve-
niram centra o tratado. IVahi resultou o que sa-
be a cmara : o tratado de commercio c na rega-
ceo do -i de scltmbro de 1657, que hoje se acha
ni vigor, servio euto de bandeira a urna revo-
lucSo, ou pelo menos causou profunda agitaco
m loda a repblica.
Disse-se que elle era urna arma preparada pela
diplomacia brasileira para absorver o estado
oriental.
O tratado de 2 de Janeiro do anno passado foi
atinunciado as gazelas de Montevideo, mesmo
por algumas que passo por ofliciaes, com o titu-
lo de tratado de neitfralisacion. Nao pude
comprehender a principio o que isto sigoifleava ;
depois vira a sabe-lo
mperio l-
niia o pensamento occultu o fixo de exercer lulc-
la, e de afina! absorver o Estado Oriental. Pois
bem ; o governo imperial respondeu de urna vez
para sempre a osla aecusacao com u celebraco
do tratado definitivo de paz', em que confirma-
mos e ratificamos promessa de nosso apoio
independencia e integridade daquelle Estado, e
admittimos que nutras nacoes sejam chamadas a
garantir essa mesma independencia e integri-
dade.
One a poltica do ovemo gno 6 essa poltica
loucameule interventora que condemua o nobre
deputado, lem elle urna prova era a neutralida-
de que o governo impeiial se impoz na recente
lula cutre a Confederadlo Argentina e Bueuos-
Ayres.
U Sr. Marlinho Campos : Desojo niuilo evi-
tar esta discusso : so entrarei nella com ac-
i 'Os vino a sabe-lo ria-se uessetratado a base .
de urna nova poltica, que ia encelar a repblica ; (l".'l'sccncia do Sr. ministro dos negocios cslrau-
onenlal do Uruguay, procurando declarar-se ueu- eiios*. .
ira e ser.reconhecida neutra para com todos ; por! .. 1,Ar# "!""s'ro as negocios estrangeiros :
isso chamou-se a csse actotratado de neutra-1 v Klcc' pode discutir como entender conve-
lidade,quando prcprianienlc devia sc-r chama- i "lpi",.v
dotratado delmitivo da paz entre o imperio, el u 6r' Paranhos : Quaesquer que sejam as
o repblica oriental do Uruguay e a Coufederaco i resoivas a que o nobre: depulado alinde no seu
Argentina. aparte, o faci 6 oslefomr.s neutros,
Na Coufederaco Argentina, por estas aprecia-
cocs da imprensa de Montevideo, muilosespiilos
se persuadirn! de que o novo tratado obrigava a
repblica oriental do Uruguay a ser neutra na
guerra j declarada entre a Coufederaco e Bue-
nos-Ayres.
A cmara porm sabe, pelo conhecimeuto que
tem desse documento, que elle do forma alguma
obrigaria a repblica oriental do Uruguay a ser
neutra, se ella nao oquizesse ser, na questao
pendente entre a Coufederaco Buenos-Ayres.
, A neutralidade estipulada uesse tratado c
a neutralidade da repblica as desintelligencias
que pofsam sobrevir entre a Coufederaco Ar-
gentina e o imperio. Som duvida que, cousti-
luindo-se o impeli ca Coufederaco Argentina
na obrigacao de irotegerem a independencia e
a integridade da repblica oriental do Uruguay,
lliando-se repblica com esse lim, nao era
possivel admittir que a repblica pudesseser ai-
liada do impeiio contra a Confederadlo ou da
Confeperaco contra o imperio.
O que acabo de dizer se comprehendendo per-
feitamenle, examinando o projeelo que foi .pre-
sentado nas cmaras orientaos a respeilo da neu-
tralidade absoluta e universal da repblica. Es-
tas e oulras causas produziram ufado que falla
o discurso da cora, a rejeiclo do tratado dilini-
tvo de paz pelo proprio senado da repblica
oriental.
E un snecesso grave, bem que csse tratado
importe mais repblica do que ao imperio ; o
em taes circunstancias creio que o governo im-
perial deve fazer sentir ao governo oriental a po-
sico em que elle se collocou o ao imperio, nao
podendo evitar a rejeiclo do Iralado de 2 de Ja-
neiro pelo senado da repblica.
Iloje quaes sao as estipulacoes que subsisten)
entre o imperio c d repblica, a respeilo da de-
fe., da sua independencia e integridade?
A convenco preliminar de paz de de 27 de
agosto de 1828 foi celebrada entre o imperio e
Coufederaco; a repblica, que cnilo uasceu
nao leve paite nella.
O Iralado de allianca de 12 de cutubro de 1851
., escrupu-
losamente neutros...
O Sr. Marlinho Campos: Pomos e nao to-
mos.
O Sr. Paranhos : .,..- moslramo-nos lo
amigos quanio podamos ser da Confederaclu
Argentina, mas sem fallamos lealdade devida
ao oulro bclligorantc, sera lomarmos a menor
pule activa ou ofensiva nessa lula interna da
familia argentina.
O Sr, Ntbias: Como explica exuberante-
mente o honrado S.-. ministro de eslrangeiros no
seu relatorio.
di/:or^iNe"n>o-deven|-slc7.P,!!a'rronoLpo'S,;^
sos, nossa paz, nossa prosperidade ao bem-estar
e prosperidade de nossos vstanos, ninguem
deixar de concordar com o nobre depulado :
mas, quem que j sustentou entre nos seme-
Ihanle poltica ? O nobre depulado ha do reco-
nlieccr romigo que to dcsarrazoado seria aquel-
lo que disse.se inlervencao sempre, subsidios
sempre, como aquello que asseverassonunca
devenios intervir, nunca devomos prestar auxilio
a governo algura. O governo imperial, inler-
rindo alguma vez, -lo por interesses essenciaes
do imperio, com inteira abstengio, porem, pelo
que loca aos negocios domsticos desses esta-
dos.
As ntervencoes sao necessidade. a que
sempre os governos se podern recusar.
urna vez assembla geral em discursos da co-
teja. Pego, pois, nobre commisso que se digne
supprir osla lacuna do seu projeelo de respoata,
leconhecendo, como ella de certo reconlieco, que
urna nova lei de promocoes 6 necessidade urgen-
te da armada. [Apoiado's )
O discurso da cora nos indica limitas e impor-
tantes necessidades. A maior parle das medidas
que o governo recommenda especialmente at-
tenclo do poder legislativo, foram tambem rc-
commendadis pelo gabinete passado ; perianto
nao posso deixar do prc.tar-lhe o concurso de
meus osforcos para que essas medidas sejam le-
vadas a effeilo. De oulras, porm, coube a ini-
ciativa ao gabinete actual; e a meu ver tambera
estas significara interesses imprtanles do paiz, a
que devenios o mais prompiamente possivel at-
tonder. Estando disposlo a prestar meu fraco o
desiulcressado apoio ao gabinete, aguardo a apre-
sentaclo dosseus projctos, para verse porven-
tura na applicaco dos meios estamos tambera
inicuamente de accordo.
O Sr. Sergio de Macedo :Apoiado.
O Sr. Paranhos :Nao possivel, c segura-
mente o governo imperial nao pedera tor isto
em vista, que a assembla geral resolva na pre-
sente sesso lodas as questdes que se recoramen-
dam no discurso da cora; mas sem duvida que
algurna cousa podemos fazer. E na escolha das
medidas de que nos devenios oceupar cora pre-
ferencia, peco licenca para observar ao gabinete
que me pareceos indispensaveis a medida relativa
ao estado do nosso meio circulante e a reforma
da ultima lei eleitoral.
O Sr. Sergio de Macedo :Apoiado.
O Sr. Paranhos:O estado o nosso moio cir-
culante, como ninguem melhor do que o nobre
ministro da fazenda, presidente do conselho, o
tem demonstrado, reclama providencias. A de-
mora dessas providencias assusta e comprometi
a missio que lhe marcada no estado, quanto
maior r a confianca de que ella soja rodeada ;
c nao menos evidento que estu confianca ser
lano mais ampia, quauto mais consideravel fr
o numero daquelles que lh'a liverem dado. Nao
, pois, iudifferente que o numero dos eleitores
dos doputados soja maior on menor, pois que a
auloridade moral da cmara, que em lo gran-
de partea sua auloridade poltica, e sua aptido
para as funecoes conslitucionaes que lhe incum-
ben), rresccm e decrescem na raesma proporco
Concluo, pcis, que, se o gabinete promover a
adopelo dessas duas medidas na presente sesso
legislativo, e se as conseguir, tora prestado re-
levanle servico ao paiz, e concorrido, quanlo
est da sua parte, para que as cmaras corres-
pondan) s esperarlas da cora c da naci.
O Sr. Padre Miguel de Araujn, levado pelo
oslado duvdoso om que nos adiamos c pela pou-
ca discriminaco de principios, que actualmente
se nota, anima-sc a tomar a pulavra para dzer o
que pensa da siluaco. Anle3 de ludo refere-so ao
aspeclo da cmara, e declara que nao sabe sn
elle annuncia urna uoanimidade a favor do go-
verno, ou se um manejo, urna lachea nova que
se quer inlroduzr no syslema parlamentar. Des-
de a subida do actual ministerio, vivemos em
trovas. O programma aprosentado no fim da
sesso antecedente pelo Sr. presidente do con-
selho nao passou de um enigma. S. Exc. deda-
da
hostili.l.'iilo a n a vina .li Rijan na- *i
governo imperial so t;ve conhecimcnlo -
existencia desses dous navios no porto Jo Rio de
Janeiro ; quando um delles foi impedido sabi-
da, por suppr-se que era navio de guerra, e
quando a bordo do outro turara descoberlos dous
desertores da armada imperial, roquisitados pelo
ministerio da marinha. A fortaleza de Viliegai-
gnon impedio, como disse, a sahida de um des-
sesses navios, suppondo-o de guerra. Mas veri-
ficou-se que nao eslava arlilhado e sim nas con-
dieoes de navio mercante ; e que, se lorava mu-
nices de guerra, as lran.port.va como mercado
rias. Nao estando prohibida a exportadlo de ar-
tigo, bellicos dos portos do imperio para a Cun-
federaco Argentina, o gaverno imperial delermi-
noii que esse navio fesse desembarazado.
Ha, pois, urna grande dif'erenca de nalureza e
procedimento algumas vezes aconsclhado ede-l Pr"P'""Coes entre um e outio facto.
terminado indecliuavelmenle por grandes inte- "* pretendo sensurar o
rar a ilha noulra por umac.o seu c espontaneo
e no caso contraro conhece:' as dificuldadcs que
essa medida encontrara da sua parle.
Assim, pois, nen> mesmo se deu o facto, que
serve de base s queixas do governo argentino,
de ter sido o nosso cnsul f nearregado de entiai
em ajustes cora O governo da provincia dissi-
denle.
Nessa mesma nota a que mo retiro, do Sr. D.
Baldomcro Garca, ha urna queixa por caula da
leilura do despacho do governo imperial ao de
Buenos-Ayres, ou autes por causa das declaraces
coudas nesse despacho. Sorprcndeu-nie ssa
oslranheza do governo argentino ; porque era
1858 o governo imperial linha procedido de um
modo aualogo e com applamio do mcsuio governo
argentino.
O nobro visconde de Maranguape encarregou o
nosso cnsul em Buenos-Ayres de fazer Inlima-
cOes officiaes ao governo diquella provincia, in-
limaees no mesmo sentido das declaraces que
se contnham no despacho le 30 de julho do an-
no passado. O governo do Paran jonbe desse
laclo e o apreciou cora satisiaco. Portanlo, ne-
uiiuma razo linha para levar a mal que o go-
verno imperial fizesse em 1359 o mesmo ou ain-
da menos do que praticra em 1858.
Em urna nota da legaclo irgenun nesta corte,
dirigida ao nobre ministro dos ncgicios eslran-
geiros, vi urna compareci que me sorprendeu.
Ah pretende-se justificar o procedinento do go-
verno oriental para com a esquadrilLa rrgentina
no porto de Montevideo com o facto de lercm si-
do aqui comprados c equipados dous navios que
sahiram para o Rio da Prata sob a bandeira ar-
gentina.
Nao ha paridade alguma Mitre um c outro fac-
i. O vapor Hercules c o lergantm Argos, que
sao os dous navios a que allude o representante
da Confederato Argentina nesta corte, nao sa- j interesses importantes do paiz.
hiram do porto do Rio de Jineiro amados ; sa- o Sr. Sergio de Macedo Muito bem.
hirara como navios mercal los, Uuhtu que aira- O Si: Paranhos : Eu pois espero que o <-a-
ressaro ocano, entrar no llio da Piala, e subir bnete nao deixar do apressar quanlo --teja da
o Paran. Em lodo este trajelo podiam sor per- sua parte a solucao deste grave assumpto.
seguidos e capturados pelo:i cruzadores de Bue- Neste ponto dero render minha* homenagens
nos-Ayres. ao nobre ministro da fazenda, presidente do con-
Lstc facto nao lera coraparaco possivel com sellio. S. Exc. a este respeilo sem duvida dig-
o da esquadnlha que so preparn 10 porto de no dos elogios de lodos os homons imparciacs.
Montevideo ; ah foi armada, e ah touservou-se [Apoiados e nao apoiados.) Regeitou urna popu-
por muito lempo, sahindo por vezes para fazer lacidade ficticia e ephemera, que lhe era o (Te re-
do Para, sendo
alli substituido, em virlude de exigir o novo re-
gulamcnlo que esta autjridadc soja confiada
um capilo do fragata, ou a outro olfical de pa-
j tente superior, peloSr. capillo de mar e gucrri
graduado Pedro da Cunha.
Eslimaremos que esia noticia se roalisc ; por-
qne o Sr. capilo-teuente Hermenegildo Barbo-
za um dos officiaes mais distinclose illustrados
de nossa marinha, c far esta provincia, nesso
novo cargo, importantes servicos, como prostou
no Para, segundo os honrosos*elogios que mcre-
ceu dos F.xms. presidentes daquella provincia,
que os poderam apreciar. '
Em a noile de 7 do corrente mes deniro da
villa de Barreiros foram brbaramente espanca-
das, e acutiladss duas pobres mulhcres por dous
pardos, sondo um delles, o esrravo Benedicto,
de Francisco de Vasconcellos l.ins, senhor do cn-
genho Paran da freguoziade Una.
Foi preso o negociante daquella villa Misad
da Rocha Carral fio, como indigitado mandante!
desse espancamenlo.
Foi preso pelo delegado do Cabo no dia 12
do corrente o criminoso de morte Manoel Taca-
res de Araujo, conhecido por Tavares fanhoso, o
que naqiiello termo andava cora o norac de Fran-
cisco Ta veres.
Foram recolhidos casa do delendo no dia
rou que nao era continuador"de poltica alguma. 15 I,0-43"eH"lVT,('ni 'r''T e "^'3y\ t8en"
O orador pede a S. lixc. que tire o paiz dessas Mahsalla.-E' urna cidade martima deSi-
duvidas, lembrando que mesmo na questao do : cilio, situada a 156" kilmetros de Palermo junto
credi o, que suscilou urna opposico to injusta do cabo Boco. Depende da provincia de Trapa-
e violenta contra o ministerio passado e na qual i, que se eslende, como a provincia de Petar-
se distinguirn alguus dos actuaos membros do mo e de Mcssina pelo prolongamenlo do litloial
governo, o Sr. presidente do conselho procedeu I ao norte da ilha.
com a mesma falla de franqueza que om ludo oj Marsella faz um grande commercio em vinho
os. b. f.xc. talln, verdado, em mandar pro-1 branco o vinho tinto, e a ambos deu ella o seu
nem
Esse
resses do Estado. Se o nobre depulado quizer
examinar, com a imparcialidade de que capaz,
as intervencocsdo imperio, os auxilios presiados
pelo nosso governo, ver que esses actos foram
aconselhados por ponderosos motivos, por inte-
resses indeclfnavcis do nosso paiz.
nao
pro-
0 Sr. Marlinho Campos:Infelizmente
[ tenho esta convieco.
O Sr. Paranhos:Pomos, certo, muilo ge-
nerosos nesse procedimento ; mas, se nosso pro-
cedimenlo lem muilo de generoso, nada lem de
prodigo ; nao deixamos de consultar nossas
prias conveniencias.
senonosseusprimeirosquaUoVr^.elf^SHo0 C<"n'"5s-F'com isso "^
ligos e em virtudo de solcilaces do governo i o Sr. Paranhos ;-0
orien al, em proto. olio assignadu nesta corle a 3 do me levara longe
de setombro de 1857, declarou-so que esses qua-
tra arligos de Iralado de allianca de 12 de ouiu-
bro de 1851 subsistituiam s em'principio ; islo,
que a allianca de qu ellos fallara depende, para
ser levada aefleito, do novas estipulacoes.
Por conseguinte, emquanto esse tratado de 2
sr I evitar tae.een.uras ser preciso que elle ceda
sempre ao estrangeiro.
pe-
aparle do nobre deputa-
peco-lhe que recorra s
nossas discusses, nos nossos relatorio., e ver
que temos conseguido alguma cousa.
Se o nobre depulado quer julgar da poltica do
governo imperial pelas desintelligencias que le-
nham occorndo ou possam occorrer entre elle e
"jtins dos governos vizinhos, atienda o nobre
vado polo governo oriental, e muilo mais agora
que elle foi rejelado por um dos rajaos do poder
legislativo da repblica, nao linha nem tem a
. perfeila em que eslea constituido
para com ella.
Vejo as nossas relaces com os estados do
trata sob um aspeclo muilo dasagradavel ; ma*
quanto me dado julgar, pois que s o governo
imperial, que acempanhou pari passu os aconte-
cimentos, e possue documentos que nao oslo ao
alcance de todos, pode formar juizo seguro
quanto me dado julgar, digo eu, creio que nao
estamos sob a imminencia de um perigo de guer-
ra. Sem duvida chegariamos depressa a ess'a ex-
iremidade, so por ventura os tres governos *c-
guissera a poltica dolaissez faire, laisstz al-
Icr, se por ventura os tres povos fossem deixa-
dos aos instinctos das rivalidades de raca que
herdaram de suas metropoles, e aos conselhos
das paixes e iuleresses individuaes. Espero
porm, que assim nao acontecer ; que o gover-
no imperial proceder, uo s com o lino e ener-
va que lhe recommenda a nobre commisso do
voto de grecas, mas tambero com a sabedoria e
prudencia de que tem dado sempre proras; con-
fin tinhnm >m M.^n ...__ 1
le lo triste conjunttura.
Nao o Brasil quem mais deve temer urna
guerra com os Estados do Prata [aponaos] : mas
por isso que mesmo temos conscincia d noss
forca, podemos ser moderados, benvolos e at
generosos, lanto quanlo esses senlimentos forem
oompaliveis com a dignidade nacional e cora os
arenos e grandes interesses do imperio. [Apoia-
As victorias militares sao algumas vezes ara-
nosas, teem tambem algnmaa vezes suas vanta-
en. especiaes ; mas eu preferir! erapre os
tnumphos da paz, quando elles pos.sa.nYseiPenal-
mente honrosos. [Muilo bem.) **
ria^nW1? ao.nobra. Reputado pela provin-
cia do Ro de Janeiro mu merecidos elogios a S
Aeo,n-.nLmjn,sl0 0J nc20c'os estrangeirosi
Acompanho o nobre depulado neses elogios) j
pode
da
gra-
dareis entre dous governos quaesquer, por mais
bem cimentadas quo eslejam suas boas relaces.
O Sr. Marlinho Campos :Disto nao oceusei
o governo.
O Sr. Paranhos : por isso que as theorias do
abbade Saint Piorre, de Rousseau o de Benlham
sobre a paz perpetua universal sempre foram c
sempre serlo lidas apenas como bellas ntopias.
O nobre ministro dos negocios eslrangeiros me
permiliir que addite algumas palavras a certa
passagera do seu relatorio.
Roferindo-se o nobre ministro as procedireon-
to do nosso cnsul em Buenos-Ayres, diz o se-
grale :
Duas commisses foram confiadas quelle se-
nhor, urna referia-se neutraljsacao da Uha de
Martim Garca, de que trato em artigo separado,
o a oulra linha por objecto evilar as hostilidades
de que o governo da repblica se raoslrava re-
ceioso .
Nao contesto a exaclido das palavras do nobre
ministro, mas receio que ellas, por pouco expl-
citas, possam ser mal interpretadas.
S. Exc. sabe que o procedimento do nosso cn-
sul em Buenos-Ayres foi mal vislo, posto que
sem razo, pelo governo argentino ; que servio
de motivos a vehementes reclamacoes daquelle
governo. O governo argentino enlendeu que o
agento consular do imperio linha sido encarrega-
do de ajustes com o governo do Buenos-Ayres
relativamente ilha do Martim-Garcia ; dahi as
suas reclamacoes constantes da nota de 5 de ou-
tubro ultimo.
Sustento que o governo imperial poda ter dado
aquello seu agente consular a commisso que
presuppz o governo da Confederarlo ; do e-
Muma sorte faltara aos compromissos contrahi-
dos com o governo argenlino, nos deveres da sua
amizade, sua lealdade, se por ventura encarre-
gasse o seu cnsul em Cuenos-Ayres de enten-
der-se com e.te govorno sobre o desarmamonlo e
Umno ^m m,fa0e\n1flr-,!m1":arf-ia '' e to0 ao ,ros rnartitaos, "m"que'eoVreu wpgne e perde-
wmpo em que erajnps solicitados vfyijmeple, as- lram-smujtas Tida. '
governo oriental;
mas aecessario restabelecer a verdade dos tac-
tos. Etou convencido de que o governo orien-
tal desejava ser neutro, pe 'filamente neutro en-
tre a Coofedcraclo Argntica e Buenos-Avres :
08 seus interesses lheaconselliavam este proce-
dimento, e elle espontneamente veiocoraproraet-
ter-separa cora o governo imperial a observa-lo.
Mas o governo oriental, tambera certo, re-
ceiava desagradar ao governo agentino, se'u al-
liado, seu amigo, que lhe linha valido em mais .
de urna oceasilo, e recciava-se do trumplio de [Apoiados.
cida e scsuiido os dictams de sua conscincia.
obcuecendo as inspiraroes do seu patriotismo,
poz na babanca, em favor dos verdadeiros princi-
pios, dos vordadeiros interesses nactonaes, inte-
resses do presente o do futuro, o poso de sua iu-
lelligencia superior o do seu consummado saber.
[Apoiados e nao apoiados )
O nobre depulado pela provincia do Rio de Ja-
neiro que precedeu-me neslo debate, contestn
a necessidade de ser modificada a le oleiloral.
O nobre deputado nos disse quo essa lei um
padreo de gloria do gabinete de 6 de selembro de
1853. Soj nm daquelles que votaran) por essa
lei, e coube-me tambem a honra, de que mo
desvaneco, de ter eito parte do gabinete presi-
dido pelo Ilustre marquez de Paran ; mas en-
tendo, ao contrario do honrado membro, depu-
lado pelo Rio de Janeiro, que medida muilo
conveniente verdade do syslema representati-
vo, o que nem de levediminue o mrito daquelle
gabinete, que modifiquemos a lei oleiloral de
11 do selembro de 1855. (Apoiados e nao a-
poiados.)
O Sr. Franco de Almeida : Esl alrando
pedra sua propria obra.
O Sr. Paranhos : Nao pretendemos desvir-
tuar o principio fundamental dessa lei ; queie-
mos inolhora-lo om sua applicaco. O principio
fundamental dessa lei a elcico por dlslric-
tos; ninhuem pretende atacar este principio.
ceder a inquerilos ; o que fado, porm que,
sera esperar por cousa alguma, promulgou a lei
; do sello, tomando a si a auloridade de crear im-
poslos.
O orador se admira como depois dessa medida
I ainda permanecern! no .gabinete os Srs. minis-
tros da guerra, inarinlia e justic.a.
I Passando depois a outros pontos, lamenta o
abandono da poltica de conciliario, e censura o
governo por uo attender s necessidades da
agricultura, c or nao prover s urgencias da fo-
i mo que Qagella a populacao menos abastada do
imperio. Fallando das prometlida.
do governo, lembra que ellas se leera limitado
suppresseo degraliOcacoea de alauns pobres ein-
pregados do thesouro, ao passoqueso conservam
nccumulaccs escandalosas e que se cram con-
sultores, cousa para que o governo nao eslava
autorisado.
Terminando, o orador refere-so ao discurso
pronunciado em urna das sesses antecedentes
pelo Sr. ministro da justica, em um dos trechos
do qual lan^ou S. Exc. algumas alluses que pa-
recer m possoaes a elle orador.
Para dar urna prova da moderaco que o ani-
ma, o orador antes de responder a essas allu-
ses pergunta a S. Exc. se com olfeilo erara a
elle que se dirigiam as palavras a que se refere.
O Sr. ministro da justira declara que fallara
em geral, mas quenada retira va da expresso do
seu pensamento.
A' vista disto, o orador responde hypothelica-
mente s alluses de S. Exc protestando que
nao lhe cabo de modo algum o epithelo de soli-
citador importuno; o, quanto moralidade,
appella para o lestemunho do Sr. ministro do
imperio e do Sr. deputado Pedreira. De ambos
estes senhores tem elle alleslados em seu 3bono,
sendo que no do Sr. ministro do imperio pas-
sado quando S. EXC era presdanlo do Rio de Ja-
neiro S. Ese. declara que nao chegra seu
I conhecimeuto fado algura contra o proceder" do
orador.
I O Sr. Miaislro do imperio confirma estas al-
legces.
A discusso fica adiada pela hora.
A ordem do dia designada para amanha (2) :
Aprosenlaco e discusso de requerimentos, o,
se houver lempo, contiluaco da discusso do
projpclo do resposta falla do throno.
Levanta a sesso.
norae ; faz tambem um commercio consideravel
I era trigo, laranjas, limes, algodlo e sal.
Sna papulaclo consta de vinle rail habilantos.
i A cidade tem tambem um grande numero de ca-
j sas de commercio estrangeiras, e as mais impor-
tantes sao ingle/.as.
Mamila foi una cidade florcscentisma no lem-
po dos Romanos, e suslentou sua grande prospe-
ridade al o socolo XV. Mas om 1532 Carlos V
mondou cnlulhnr o seu porto, para impedir quil-
as frotas de Solimo II nao se assenhoreassom
delle. At agora anda nao foi possivel desentu-
economas | Iha-lo, Picando por esta forma impralicavcl para
' navios de alto bordo.
O ataque de Mamila feilo por Garibaldi dosco-
bre o plano atrevido deste hbil guerreiro. Elle
encetou a lula nas costas do norte, porque all
que esto as prscas fortes da ilha ; tomados os
pontos cstralogicos mais dihcies, esl senhor de
outros, cuja possesso lhe d os mais decisivos
resultados. Sua expedirlo por tanto foi conce-
bida enm um ioconlcstavcl espirito militar, e as
particularidades da execuelo tem sido dirigidas
com grande vigor.
E o exercilo napolitano pelo lado contrario,
preparou-se para una defesa enrgica ; ello pos-
guia todos os meios de que pode dispor um exor-
dio bem organisado, eslava prevenido para r>
ataque ; una estrada calcada, pralicavcl pola ar-
tilharia comniunica cora odas as cidados do lit-
loral, desde Mcssina at Girgenli, passando por
Palermo, Trapani e Mamila, e permute s Iro-
pas a prompla execueo de quaesquer marchas,
movimenlos e concenlraccs, que um general
hbil pretenda electuar con) rapidez.
A barca nacional Americana, sahida para
a Parahyba, conduzio a seu bordo o passageiro
seguinle :
Williara H. OiTensandt.
Matadocro pi'er.ico :
Mataram-se no dia 17 do corrente para o con-
sumo desta cidade 98 rezes.
- MoiiTALinADE no DIA 17 no corrente:
Maria Scnhorinha de Almeida, branca, casada
30 snnos, entorile. '
Manoel Joaqun) da Silva Lisboa, pardo, solleiro
30 arinos, liydropesia. '
Marianna Paz Brrelo da Silva, branca, viuva, 10(
anuos, enlerito chronica.
Clementina de Lima Carvalbo.
gaatro hepatite.
Victorino Jos Nuncs, pardo, solteiro, 50 nm
tsico. *
Luiz, pardo, escravo, 24 annos, solleiro, fet-ro
am.rella.
BenedicU, preta/escrava, 60 annos, solleira le-
sao orgnica do coraco.
Joanna Paula do Sacraiento, parda, solleira. 20
Segunda-foira prxima lem lugar o concurso a"""s- lisica'
cadeira de francez do Gymnasio Provincial en- i -nlnni0.i exposto, pardo, 1 mez, convulces.
tre aquelles individuos, que foram julg.nlosap-i Ar'lulmima, branca, 14 meses, bydropes'ia.
los noprocosso de habilitarlo, procedido na for- iV"01""1 l'ar,Jo> G meivs, convulces.
Mana, pela, solleira, escrava, 20 annos antozrw.
Clemente nenriane de Rarros Wandorloy, bran-
REVISTA DIARIA-
branca, 10 annos.
Buenos-Ayres, cora quem se acha desando ha
muilo lempo.
Seus inleresses, seus compromissos espont-
neos para com o governo imperial o iropellian
para a neutralidade ; mas suas relaces cora o
governo argentino, suas desavengas com Buenos-
Ayres, e as allindadcs dos partidos da Repblica
com os da Confederaco irapelliam-o para a al-
lianca com esta.
Semelhanle posco nao podia deixar de ser
dillicil c embaracosa : ella explica as queixas
que o governo oriental molivou, nao sem funda-
mento, contra o seu procedimento. Se, porm,
a posico do governo oriental era embaracusa]
como disse, e se ha circumstancias que tte-
nuara o seu procedimento ; cumpria todava
que elle tomasse resolutamente um de dous par-
tidos : ou ser neutro, ou ser alliado da Coufede-
raco. O governo imperial nao lhe impeda que
fosse alliado da Coufederaco urna vez que se su-
jcitasse s consequencias pcssveis desse proce-
dimento.
Urna das queixas manifestadas era a ola do Sr.
D. Baldomcro Garca que o governo imperial
quer exercer tutella sobre o Estado Oriental, to-
lbendo-o de tomar parte nas questes internas
da Confederaco Argentina.
O governo "oriental oscolhcu a neutralidade
como a poltica que eslava nos seus intereses
Querendo proceder de accordo, cora o governo
imperial, no intuito de assegurar-se do nosso
apoio, dado o caso do hostilidades por parte de
algum dos dous belligerantes, deu couhecimento
dessas suas disposicocs ao governo imperial. Nos
nao podamos deixar de accnselhar quelle go-
verno limilrophe e amigo o procedimento que
elle espontneamente desejava ler, e que, por-
certo era o mais conforme conservaco da sua
paz.
Nesse sentido foi a respesta do governo impe-
rial ao da repblica. Coaseguintemonte nesta
parte, como em todas as oulras, sao infundadas
as aprecaces do governo lo Paran.
A nobre commisso devoto de grecas me per-
mittr agora que eu lhe dirija brevos reparos so-
bre o seu trabalho. No projeelo de resnosla se
le o seguinle:
Muito se compnz a cmara dos deputados
de que tlvessc urna solucao pacifica a questao
que motivou a guerra entre Buenos-Ayres e a
Confederaco Argentina, assim como que fosse
fielmente manlida a neutralidade que o governo
br.sileiro, em sua poltica sincera e generosa ba-
ria adoptado.
Nao e urna questao de forma quo vou suscitar;
a nobre commisso ver que icnlio motivos seiios
para fazer o meu reparo, e ella o tomar na con-
siderarlo que !he merecer. Ha de certo antino-
mia cutre o era prego das palavrasguerra c so-
lucao pacifica. Nao pdenos dizer com proprie-
dado que foi pacifica urna goluclo precedida por
urna batalha sanguinolenta, e por varios recon-
0 Sr. Marlinho Campos : Pretende-so ape-
nas Iludir.
OSr. Paranhos :Mas reconlicce-se como um
defeito da lei, quo passou por circumstancias que
nao vem agora ao caso referir, a limilaeo des ac-
tuaes dislrictos eleiloraes, districtos lo circums-
criplos que nao podeni dar urna eleiclo....
OSr. Marlinho Campos:Eavoravelmenle
ao governo.
O Sr. Paranhos : como o exige a ver-
dadeira representadlo nacional. (Apoiados e nao
apoiados )
Peco aos nobre3 depulados que ponham de
paite suas appreheuses contra olygarchas e con-
tra conservadores, que metam a ralo em suas
conscicncias, e me digara, se porventora no actual
syslema eleitoral as candidaturas esto ou nao re-
baixadas, (apoiados e nao apoiados), pela depen-
dencia em que esl o candidato de dous ou tres
individuos. Esses individuos podera ser influ-
encias muito legilimos, honestas e patriticas,
mas podom tambera degenerar desses senlimen-
tos, e em alguns lugares do imperio ser homens
que nlo eslejam era condices lio dignas de apre-
co e confianca.
O Sr. Marlinho Campos : Alais indigno
quem quer ser procurador delles.
O Sr. Paranhos .Nao quero entrar agora no
desenvolvimenlo desta questao ; vou autorsar a
minha opinio sobro os actuaos districtos que
servem de base eleiclo dos representantes do
Drasil com duas opinies insuspeitas.
O Sr. Marlinho Campos :Do Sr. Paula Sou-
za? responderei com a do ministerio de Vossa
Exc.
O Sr. Paranhos :Nlo, slo opinies de auto-
ridades estrangeiras ; a opinio de Guizot acei-
ta por autor insuspeilo, Duvergier d'llauranne ;
a opinio de Royer Collard.
O Sr. Franco de Almeida :Entretanto a glo-
ria do parlamento francez foi de 1830 a 1848,
quando existiam os districtos eletoraes.
0 Sr. Paranhos ; E quem contesta a eleico
por districtos ? quera qur voltar eleico por
provincias ? Nlo queiram os uobros depulados
lomar odiosa e pessoal urna questao to impor-
tante, em que s devemos combater com a razo
e cora os principios.
Mas dizia o Sr. Guisot era 1826 :
Stipponho fra de contestado, que pare
desejar que em geral a eleiclo dos depulados
nao soja a exprsalo de um pequeo numero de
eleitores. Quando os reunies eleiloraes slo mui-
to circumscriplas, nlo s a eleigao destituida
desse movimento e dessa energia que enlrelem
na sociedade a vida politica, e de que em parle
ao menos se deriva a forca do depulado, mas
al os interesres geraes, as ideas elevadas os
sentimenlos pnblicos deixam de ser o seu movel
eseu regulador.
Formam-se pandilhas em vez de partidos
polticos ; era lugar de lulas polticas teem-se
intrigas pessoaes ; a lula se trava entre interes-
ses, sentimentos e jelocoes (juisi individuaes.
raa da le
Desta segundo cadinho que tora do sabir o
verdadeira mente snfflciente para o referido ma-
gisterio, que por certo reclama conhecimentos
i mais que os ordinarios de urna verslo commiim.
i A quera aprende, ludo 6 dispensare! ; mas a
quem ensuia, a ignorancia ou a superficiali-
dade nas materias quo profesa, o peior de lu-
do, o nenhuraa dcsculpa pode ter.
Alm disto, necessario que se nao prescinda
j nesse concurso do conhecimeuto da lingua ver-
j nacula, na compareci dola com aquella outra
I sobre que tem de versar o mesmo concurso ;
visto que nlo tera-se de ensnar francez a Fran-
j eczes, mas a Rrasileiros ; do que docorre sem
' declinadlo razoavelraenle possivel a necessidade
! de conhecerom-sc os idiotismos de ambas as
; linguas, a syntnxe respectiva, para magislral-
j mente poder jogar o professor com esses dados
| om provoito dos discpulos.
Acha-se aberta a inscripelo* dos oppositores
! yaga de lente substituto da" Faculdade da D-
j reito, deixada em consequencia do falleeimeuto
' do Dr. Nuno.
Por decreto de 30 de junho prximo pas-
sado foi nomeado o Sr. Dr. Antonio Epamiuon-
das de Mello para o lugar de curador geral das
herancas jacentes o bens de ausentes do munici-
pio desta capital.
Deve ir novamente prnoa o imposto de
2^500 sobre cabeca de gado vaceum do muni-
cipio do Cabo, segundo resoluco da presi-
dencia.
Serve dbase ella a quanlia de 12:0005000,
quo fra offerecida por Francisco Alves de Mi-
randa Varejo.
Foi nomeado agente de Iciles desta praca
o Sr. Jos Cypriano Antunes.
Achain-se em exercicio de correlores ge-
raes os Srs. Joo da Cruz Macedo e Frederico
Lopes Guimarles ; c de agentes deleillo os Srs.
Arphelim Jos da Costa Carvalbo e Millo Bor-
ges l'chfja.
Foram nomoadas todas essas pessoas ltima-
mente para esses lugares.
Hontem foi encontrado, para bandas da
pontezinha de Santo Amaro, assassinado o ca-
dete de cavallaria Clemente Henrique de Barros
Wandorloy.
Ainda nao se sabo exactamente a procedencia
da morte, que lhe foi dada com um tiro, cuja
balacmpregou-se corteira no peito esquerdo da
victima ; mas a polica trata de entrar por suas
pesquizas nos rastos desse nefando crime, calcu-
lada e friamonte executado.
Dizem-nos que o morto leve como que pre-1
sentimenlos do seu fim naquelle dia, pois que
isto dissera poucas horas antes a umseu primo,
com quem eslivera parle daquelle mesmo dia,
e que nao podo dissuadi-lo de ir por aquel-
la estrada, onde foi encontrada assassinado.
Infprmam-nos igualmente que. por obra das 8
horas da noile da segunda-felra, ouvira-se o es-
tampido do tiro ; assim como que alguem, que
passou pela estrada, vendo o corpo estendido
por trra, fra ter*se com o inspector de quar-
teirlo, a quem inleirou da existencia delle na-
quelle lugar, sem que esse inspector fosse ve-
rificar o facto ; porque suppunha ser al-
gum ebrio, que curtia em pleno ar a hebe-
deira.
Fazem hoje 19 annos que por effeilo de urna
ievoluclo pacifics' e salutar, raiou urna nova era
de Jess, branca, viuva, 60
iveira Baduera, branca.
co, solteiro, 20 anuos, forimentos do fogo.
Alexandre, preto, escravo, solteiro, 40 annos,
molestia interior.
Francisca Itomana
annos, diarrlis..
Joaquina, parda, escrava, 5 mezes, urn tumor.
Ivo, cabra, 8 raozes, escravo, escarlatina.
Francolina Joaquina de Oliveir
casada, 25 anuos, parto.
Jos, branco, 6 dias, espasmo,
Hospital pe caridad-e. F.xistera 61 ho-
mens e 57 mulheres, nacionaos; 7 homens es-
lrangeiros, e 1 escravo, total 126.
Na totalidadedosdoentesexistem 37 alienados,
sendo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo crurgilo
Pinto s 8 horas da manbaa. pelo l)r. ornellas
s 8 horas e 10 minutos da manha.
CHRONICAJUICIARU.
TRIBUNAL DaRELAClo.
SESSO EM 17 DE JULHO DE 1860.
PRESIDENCIA D EXM. SR. C0NSELUE1R0 ER1IEII50
DE LEAO.
As 10 horas da manha, achando-sepresen-
tes os Srs. descrabargadores Figueira de Mello,
Silveira, Gitirana, Loureuco Santiago, Villares,
Silva Gomes, e Caelano Santiago, procurador
da cora, foi aberta a sesso.
Passidos os feilos e entregues os distribui-
dos, procedeu-se aos seguinles
JULGAMENTOS
RECURSOS DE ELEICOES.
Recorrenle, Ladislao Acrisio" de Almeida For-
tuna ; recorrido, o conselho.
Relator o Sr. desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. descrabargadores Silva Go-
mes e Lourenco Santiago.
Ncgarara prvinienlo.
Recrreme, Joo Pires Ferreira ; recorrido, c
conselho.
Relator o Sr. desembargador Figueira de Mello.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira,
Lourenco Santiago.
Deram provimcnlo.
Recorrenle, Joo Rodrigues Sarment ; recor-
rida, ajunla.
Relator o Sr. desembargador Gitirana.
Sorteados os Srs. desembargadores Silveira
e Silva Gomos.
Dorara provimento.
Recrreme, Fenelon Bonulcar da Cunha ; re-
corrida, a junta.
Relator o Sr. desembargador Lourenco San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Gitirana,
e Silva Gomes.
Deram provimento.
Recorrenle, Joao Rodrigues Sarment ; recor-
rido, o conselho.
Relator o Sr. desembargador Lourenco San-
tiago.
Sorteados os Srs. desembargadores Gitirana
e Figueira de Mello.
Deram provimento.
Recrreme, Luiz Jos de S Barreta ; recei-
do, o conselho.



..
ILEGVEL


Lourenco San-
Figueira
Relaior o Sr. desomhargadoi
llago.
Sorteados os Srs. desembargadores
ac Mello, e Silva Gomes.
fieram provimento.
Recorrento, Jos Paulino de Figueiredo
orrido, o conselho.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
re-
o dejunlio de lbei), \oiadu pelos txcus! est-tii-
bargadore3 Silva Gomes, Figuoira do Mello, Sil-
veiro, Gitirana o Bastos de Uliveira :
Accordao era relaro. ele,Que, relatados e
discutidos estes autos, soja o appellai.te Palatino
Augusto Barbalho Uehda submeltido novo jul-
DIABIO DE PERlfABMUCO. CfUMX fERA 18 DE JLHO DE i
ftft?.
gamento, vista das resposlas eontradiclorias de
lis. oo, que mais se preslam absolvilo do raes-
u V dl>?em'>argadores Figueira de appellado. do que sua condemnacao. Man-
Mello e Lourenco Santiago. dam, porlanlo, que seje o
recor-
rieran) provimento.
Recrreme, Joo Paes de S Brrelo ;
ndo, o conselho.
Relator o Sr. desembargador Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desombargadores Figueira
de Mello, e Silveira.
Deram provimento.
nEClUSOS CB1MES.
Recorrente, o juizo ; recomi. Jacintho S-
moes de Almeida.
Itelator o Sr. desembargador Lourenco San-
tiago.
Sorteados os Srs. desombargadores Silva Go-
mes, Silveira c Figueira de Mello.
Negoto-se provimento.
processo devolvido ao
Condeninam a municipa-
Juizo d'oode emanou.
lidade as cusas.
Entrando o reo em novo julgamento, procede-
seao sortera do conselho de sentenca, sao recu-
sados pelo ministerio publico os seguintes Srs.
juizes de faci :
Antonio Jos Pacheco e Silva.
Tenente-coronel Florencio Jos Carneiro Mon-
teiro.
Sabino Druno do Rosario.
Claudino da Silva Ferreira.
Serallra Leile Pereira.
Sao
recusados pelo advogado do reo, o Sr
I acadmico Americo Nello de Mendonca os so-
Recorrenle, ojuizo; recorridos, Caminha, Ir- gumlos Srs. juizes de facto
inaos & Companhia. i_
Itelator o Sr. desembargador Silva Gomes i, "0,,' Cos,a Ribeiro Machado.
Sorteados os So. desembargado, es Lourenco 1'"nsoca dc edeiros.
Santiago, Figueira de Mello e Silveira.
Nao se conheceu do recurso.
Deram provimenlo ao aggravo depelicaode
Marmol dc Souza Tavares, adiado em scs'o de
3 i do corrente.
AUGRAVO DE PF.TICO.
Agravante, Jos Januario d Carvalho Paes de
Andrade ; aggravado, o juizo
Relator o Sr- desembargador Silveira.
Sorteados os Srs. desombargadores Silva Go-
mes, e Lourenco Santiago.
Negaran) provimento.
Aggravanle, Deodoro L'lpiano Coclho Catanho-
aggravado, o juizo.
Relator o Sr. desembargador Figueira de Mello
Sorteados os Srs. desombargadores Silva Go-
mes, e Gitirana.
Ncgaratn provimento.
APPELLACOES CIVEIS.
Appellante, Pedro Pereira da Silva Guimaraes
appellado, Hanoel Flix de Azevodo.
Coafirmaran a sentenca.
DILIGENCIAS CROES.
'Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justica, as appellacoes crimes :
Appellante, ojuizo; appellado, Antonio Pinto
fleirelies.
Assignou-se dia para julgamento das seguintes
appellacoes crimes:
appellado, Joaquim Igna-
Appellante, o juizo
ci je Siquaira.
Appoilanle, o juizo
Moraes.
Appellante
Encarnadlo.
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco Al-;
ves da Silva.
Appellante, Joao Teixeira Alves Pequeo
pellado, o juizo.
appellado, Jos Rodrigues
o juizo ; appellado, Rosa Maria da
Francisco
ap-
appellado, Manoel daPc-!nad-, que fora'ra furtadW, sabendo "que
i foram ? H "
appellado Joao Calais. | 5-0 reo comprou objectos furlados. devei.do
appellado, Pedro Jos i saber que o foram, em razao da qualidade e con-
' dicao da
appel-
Appellante, o juizo :
nha.
Appellante, o juizo ;
Appoilanle, o juizo
de Uliveira.
As appellacoes civeis :
Appellante, Antonio Claudino Pessoa
lado, Antonio Thomaz Teixeira Galvao.
Julgou-se a habilitaco dos berdeiros de D. Ma-
ria Anglica Carneiro de Sampaio, na appellacao
com o coronel Dent Jos dc Lamenlia Lina e
sua mulher
DISTRIBUICOES.
Ao Sr. desembargador Figueira de Mello, as
appellacoes civeis :
Appellante, Manoel Cavalcanti de Albuquer-
que : appellado, Alexandre Jos Rodrigues.
AoSr. desembargador Silveira, as appellacoes
civeis :
Appellante, a viuva dc Guilherme Palacio P.e-
zerra Cavalcanti; appellado, Manoel Pereira Ma-
ga I ha es.
Ao Sr.desembargador Gitirana, as appellacoes
civeis
O conselho de julgamento corape-se dos se-
guintes Srs. juizes de fado :
Jos Baptisla do Castro e Silva.
Alexandnno Maximino Leal do Barros.
Antonio Jos Conrado.
Jos Affonso Ferreira.
Sebasliio Lopes Guimaraes Jnior.
Jos Concillo do Espirito-Santo.
Francisco Borgcs Leal.
Francisco Vellozo da Silveira TcIIes.
Domingos Nones Ferreira.
Francisco Pacheco Soares.
Manoel Antonio Teixeira de Albuqucrque.
Faustino Jos dos Santos.
eJ^SIu0 a cnsell' Juramento dos Santos
Lvangolhos, o ju.z procede ao interrogatorio
do reo, que protesta haver comprado
tos que Ihe foram apprchendidos
uenjamim de tal.
Oli;nir1"ie?rr,mf"le ,Prcr-css P?lo escrivao
Mti .dpfenda a Pal ao aecusador pu-
blico, que faz com energa o seu dever.
,1o irv'r da rpp,ic,a c ,reP1". Dr. presidente
?,?r 7 ." ">"n,hMC da discussao, e prope ao
jurj de sentenca os seguintes quesitos :
\~ o0 Pala,""> Augusto Barbalho L'clioa
no da 8 do fevereiro do 1858, na ra Direita des-
ta ciciaue, tirn para si urna pulseira, duas cas-
soletas e quatro anelloes contra a vonlde de seu
dono oounvesTI.eoJoro de Sant'Anna Pessoa
o d ?S J'aS aPProhcndidBS cm P>der do ac-
2oO reo, no mesmo dia mencionado, para cf-
o,','ar., .1,lrlu foz violencia urna labolela ?
O reo venden urna pulseira alheia
rives Antonio Joaquim de Sant'Anna
losse sua ?
4oO reo comprou os objectos cima mencio-
os ol.jcc-
ura corlo
consignada a Henrj Cison uiai ile.sluu o ^e-
guinle :
50gigos louga, 1 caixa amostra, 18 ditas e6
6 fardos fazenda de algodao, ao consignatario.
52 foxes e 8 folhos ferro, 14 farlos i 14 caixas
fazei.da de algodao ; a Baajoca & Medeiros.
1 barril cerveja ; a J. Artfiold.
2 caixas fazenda de algodao; a J. Crabtree & C.
ditas dita de dito ; a Johnston Pater & C
t 3 pegas de ferro ; a Gpatelutt.
4 caixas fundos de cobre ; a N. O. Rieber & C
200 saceos arroz, 52 caixas e 47 fardos fazenda
dc algodao ; C J. Astlcy & C.
49 toneladas carvo de pedra, 51 caixas e 26
fardos fazenda de algodao, 6 caixas chapeos de
sol 1 dita relogio. 1 barril mantiraenlos ; a Sou-
thall Mellors & C.
1 caixa fazenda de algodao ; a Pinto de Souza
& Bairao.
21 volumes fazenda de algodao, c:e seda e ele
a Augusto Cezar de Abreu.
4 barricas missangas, 1 dita facca.s ; a Jos An-
tonio M. Dias.
5 caixas palitos de fogo ; a Ferro.ra Marlins.
1 dita queijos, 2 ditas presuntos, 1 dita e 16
barricas conservas, 2 barris cerveja ; a J. M fan.
Calves da Fonte.
40 latas linhaca ; a ordem.
10 fardos e 4 caixas fazenda de a'godao 3 far-
dos dita de lia ; a Adamson Howic & C.
4 caixas fazenda de algodao e dt laa' 1 dita
tapetes ; a Joo Keller& C.
7 caixas e 53 fardos fazenda
Saunders Brothers & C.
1 barrica ferrageos ; a Prenle Vianna & C.
1 caixa fazenda do la, 1 dita esleirs ; Kalk-
man Irmaos & C.
1 caiza pilula ; a Henrique & Azcvedo
2 ditas lmha de algodao: a Rabe Schmelan & C.
ti lardos fazenda de algodao ; a J. II vder & C.
Consulado ge ral. *
Kendimentododia 1 a 16. 13:069^877
dem do du 17....... 562S867
V innure
Pao brasil
Pipe
quintal
ouwu
10*000
Movimento do porto.
As pevoas que se propu/.erem a esta arreoia-
la-cwcamp^recam na sala das sessea d* mesma
junta rio dia cima mencionado pelo m.Pio dia
com subs propostos em carias f. chadas, devend
ai habiliiacoCT lerem lugar no dia 2!.
E para constar so mandou
publicar pelo Diarie.
Secretaria da lliesouraria provincial
nflxar o presente e
nei'rl'^'f-dlTV^ da feuda.-n.o de Ja-
neiro ti dejunho de 18C0
fxado na le para o descont gradual ,i,
Pa-era ni"' ""i"30 Jndr Carrao' ^ A" F" 'Annundaro.
pagero 13. carga sal ; a Aranaga Hijo & C,' ,
vejo largar o pralico c seguio para Paran-' Tribunal rio Commercio.
Asfi 7 ,t;-,c i I secretaria do tribunal do commercio da
as, h ale brasileiro So6ro/e, de 37 E^ffS de ernambuco se faz publico, que na
ivro de
na quali-
lunciaaas, capitao Francisco Jos da Silva Rat- i data infra fora inserirlo no compelenle livro de
t =. equipagera 6, carga sal; a C. C. da C. ma,"cu|j o Sr. Militan T
llore ira.
n uu Navios sahidos no mesmo dia
tarambabarca americana Brasileira
i. B. Baxter, em lastro.
Montevideo-polaca franceza Famtux, capilo
Bois, em lastro.
Rio
capito
Borges Uchoa,
I dade de agentas de lciles desla praca.
Secrelaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco 16de maio de 1860.-Julio Guimaraes,
OfUcial-maior.
1 ela inspeccao da alfandega se contrae!
uno o foniecimenio de races para a
f- Ja,neirba^a franceza lfred Clair, ca- g'rnicao da escuua Linoia, a saber
pitao Beauseer, em lastro. Pao.
de algedo ; a
* "

Horas
m
c
5
5!
P3
I
Jltmosphgra.
Oirecao.
Intensidade.
c
r
>
C.1
ce co
Centgrado.
o
13.6325744
o
i-
Reau
Mr,
3 o 2
ao ou-
como se
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 16. .
dem do dia 17.......

1
es
Fahrenheit
oo
2:190jl29 S
-SOJ u
i
ss3
o
I JJygrometro.
Barmetro.
> c
s 3
de ISfiU
Despachos le exportacao pela me-
sa do consulado desla cidaden-
dia9 de julho de 1SGO
Rio da Prata Brigue nacional Me itor, Fran-
cisco de A. Pinto & C, 300 barreas assucar
mascavado.
lteceherioria de rendas internas
geraes de Pernambu co
Rendimento do dia 1 a 16. 26:92 Wl28 n n >
-bo1-,,.. U Dr. Ansel
...... o69jol
2l9i94 z-raonmi ^ licando no lerr*) e ao amanhecer rondou pelo ti.
' 0SC1LLACA0 DA HAR.
Baixamar as 8 h 5' da manhaa, altura 0.75 d
Preamar as 3 h 6' da larde, altura 6 75 p
.bse.rTalor'o do arsenal de marinha 17 de julhj
Vikgas Jnior.
Sditae:
dem do dia 17.
Bolatia.
Assucar branco.
Caf em grao.
Arroz do Maranhao.
Racalhco.
Carne-verde.
Dita Meca.
Toucinho.
r-arinha de mandioca.
Feijao.
Agurdente.
Azeile doce para comida.
Dito para luz.
Di i o de coco.
Vinagre.
Vellas de spermaecte.
Dilas slearinas.
Ditas de carnauba.
Sal.
Lenh.i em achas.
As pessoas que se quizerem contratar o dito
lornecimenio apresenlem as suas propostas em
carta fechada at e dia 25 do corrente.
Alfandega de Pernambuco. 14 de julho de 1860.
O inspector
mu o* De"t0 ,os Fern"<'des Barros
Ulllm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda manda fazer publico, de conormidade com
11 ordem do tribunal do Ihesouro nacional n. 69
de 9 de maio prximo findo, que no dia 25 de
julho prximo se far concurso nesta thesouraria
I para prooni himenlo das vagas que ha de prali-
I cantes na mesma : aquellos pois q>ie prelende-
; ren ser admitlidos ao concurso deveni apresen-
; lar nesta secretaria seus requerimentos instrui-
! dos om os documenlos que provem : Io. tercm
118 annos completos de idade :
niezes .,.. ,, lw para 0 aesconlo u ,
10 O/o no valor das notas de 15 e 550OfJ. S
imJ M M.d? 3"''9'. queseesio.ub.-
IIlindo .principie. decorrer em todo o .mpe,
do 1. de Janeiro do anno prximo futuro, quei-
Im^10'par?.i"1"e"e ^,Tci,0 rear este di i
de1Sse.dp,?oevSinPcUia,.,CadOS 'dS 3 "*L
pj* gu1rde a V: ***-***b Moniz da S,lc*
'mbu'coT PreS,dC'n,C a "rTncia d0 *-
&X ffieT? SC?reUn0 d ""<"">- Jo
Capitana do porto
I or esta capitana se faz publico o aviso abaixr.
da capitana do porto do Maranhio. relativamen-
te a substituirn dos vidros brancos do pharolete
do forte da barra, por outros de cor rubra
dnCwiani?i d P.rl d Per"ambuco. 6 de julho
de 1860O secretario. J. P. Brrelo de Mellu
Capitana do PotIo.
De ordem do Sr. rhefe de divi.o c capilo do
pono, Taz-se publico, ane o pharolele cxislen-
te na pontado forte d#barra, que marca o on-ar
para a mesma logo que descoberlo pela anua
doforie passa do 1 de julho ^mTlSZSt
em diante a serem substituidos os vidros bran-
cos ror oulros de cor encarnada, visto ser d*
util.dade a navegacao ; evilando-se assim. qu
continucm a confundir sa luz. .ni as dos a-
restinga de S. Francisco para o N. E. Secreta-
ria de capitana do porto do Maranhao, 2 de i-
"ho de 1860Baymundo lldelfonso de Souza
Barradas, secretario.
27:4935579
Consulado provincisil.
Rendimento do dia 1 a 16. 47:535S29
dem do dia 17....... 1-939(147
49.475976
fa-
conferencias sccre-
por 7 votos.
pessoa que Ihe vendeu ?
baF.xistem circunstancias allenuantes
vor do reo ?
Recolhnido-se sala das
tas, o conselho responde ao
Io quesilo :Nao
2o quesilo :Prejudicado.
3" quesilo ;Sim ; por unanimidade
4 quesilo :-Sim ; por 8 votos.
5o quesilo :-Sim ; por 8 votos.
6" quesilo :Nao ; por 8 votos.
Em vala das resposlas do jury o
ireilo Ir
tribunal
Km vista
' Dr. iuiz de
3ito lavra a seguinte sentenca que publicouao
das resposlas do jury sobre o faci
pune pal suas circumstancias, constantes dos
nVrX,luT-s,-s' eslu r0 P''",ino Auoslo
narnaino Uchoa incurso nosarls. 26 S Io do co
^.,o p-1 St-TteS,: Ras sfr. Tse*-?
demiio soffrer
pellado. Jos Lopes Rosa c outros.
Appellante, Antonio do Bogo Pacheco ; appel-
lado, Joaquim Ribeiro Vieira.
Appellante, ojuizo; appellado, Anna Maria
da Conceicao.
Ao Sr. desembargador Lourenco Santiago, as
appellacoes civeis :
Appellante, a prcla Josepha ; appellado, Joo
Jos de Fonte.
Appellante, Manoel Themnteo de Moraes ; ap-i
pellado, l.uiz Antonio dos Santos.
Appellante, Antonio Cordeiro de Mcsscno ; ap-1
pellada, a prela Juliana.
Ao Sr. desembargador Silva Gomes, as appel-
laces civeis :
Appellante, a cmara municipal
Trajano Antones de Oliveira
Appellante, Joao Baptisla Pereira Lobo ;
pollado. Joaquim da Silva Pereira.
Appellante, Francisco Jos Regalo Braga ; ap-
pellado, Thomaz de Aquino Fonseca.
Ao Sr. desembargador Gitirana, a appellacao :
Civel :
Appellante, o iuizo ; appellado, Jos Romao
dos Santos Randcira.
A 1 hora da larde encerrou-se a sessiio.
_ apenauo priado com trabalho
por 4 annos, rnezes c viole dias, o pagar a
multa de vinte por cenlo do valor dos obTealos
, sobre que versou o furto e estellionalo, c as
i cusas do processo.
: Dissolvido o conselho. o Dr. juiz de dircito
propoe ao jury a prorogacao dos trabalhos,
e recusada por maioria absoluta do votos.
Levanta-se a terceira sessao judiciana
que
Publicacoes a pedido.
Paula tos procos dosprincipaes gene-
ros e produccoes naciona.es,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
de 16 a 21 de julho de 186').
Agurdente alcool ou espirito
de agurdente..... caada
dem caxaca.......
dem de cana......
dem genebra......
dem idem....... botija
dem licor....... caada
dem idem....... garrafa
900
500
610
e iu.ue : >". esiarem livres
mo Francisco Peretti. commendador de Pe,la e culpa o 3o lerem bom proc.edimento
ua imperial ordem da Rosa e da de Christo, e! 0s a'nes neste concurso versa rio sobre lei-
jb do dlreito especial do commercio desla ci- i,ura- analyse grammalical, orlhognphia e ari-
ihemelica al a theoria das proporcoes inclusive.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco 8 de junlio de 1860.
O secretario.
.1. F. da Annuncia;o.
dade do Recife de Pernambuco c seu termo I
por S. Al. Imperial, que Dos guarde, etc |
rajo saber pelo presente, que a requerimento
de Daniel P. Wild & C. e Kalkmam Irmaos
A L se acha abena a faller.cia de Ignacio Nery
ferreira da Silva Lopes, commerciante eslabele- '
cnio com loja de miudezas na travessa do Livra-
mento desla cidado n. 2, pela sentenca do llieor
seguinte.
vista dos titnlos de folhas 5, folhas 8, e cer-
tidao de folhas 15, hei por justificado o embargo
requerido edecretado folhas 2 v., o effectuad
a folhas 14 v. ; e como quer que com a r
desse embargo esteja provada a cessacSo de pa-
gamentos ce Ignacio Nery Ferseira da" Silva Lo-
pes, commerciante estabelecido com loja de miu- A arrematacao sera feita na forma da
dezas na travessa do l.ivramenlo n. 2, declaro Vlncial 3i3 de 4 de maio de 1851,
o dito commercinnte em estado de quebr e tixo clausulas especiaos abaixo copiadas,
o termo legal da existencia desta a contar do dia | As pessoas que se quizerem propor a esta arre-
o de junho prximo passado. Nomeio curadores | raatacao tomparecam na sala dassessoes da men-
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr
presidente da provincia de 23 do corrente, manda
fazer publico, que no dia 19 de julho prximo
futuro, vai novaineiile praca para ser arrema-
Jo tadado a quem por menos fuer, a obra dos repa-
va i ros do Pinpedrameiiio da estrada da Victoria en-
tre os marcos de 6 a 8 mil bracas
6 512s000.
f17^mi,0,rlem d Exm Sr- d'for interino so
faz publico por esta secretaria, que em Matare.
fifia-I vr1*hnm al,P,,ada'. "
lallasdosesiudantes, dadas no mez de maio e
S nh\lZ"m i* na to"crPgaco mensalde
junho, como u dadas no mesmo mez de junln,
con aa excepcoes seguintes : '
1. anno.Agostinho Fernandes de Quciroz II
ncusive sandalinas na primeira cadein e t
inclusive 3 sabatinas na segunda; Joaqu'm d
cSua?'.'^ ",cl^Ve 4 "latina, em ambos
continua a fallar ; Sevenanu Lucio de Faria 10
inclusive 1 sabbalinana segunda ; Francisce Fer-
reira Pacheco do Mello 6 inclusive I sabbalina na
ssrft?Ayres de A,a,eida Fr"i,as 5 n >-
si ve 1 sabbjlina na segunda ; Joao Ferreira da
-undT V T' ,,Ll"SV Mba'""" -
gonda. Iorlino AmancioGomalves inclusivo
na segunda":' ^^ '' ***** l^t
Terceiro anno.-Jos Joaquim de S e Benevi-
des continua a fallar em ambas as cade
Ionio Pinto de Mendonca
na primeira ; Jos
Filho 6 inclusive
ras; An-
9 inclusive 1 saobatiua
Bernardo Galvao Alcoforado
i sabbalina na primeira; Manoel
Francisco de Mallos roclina a faltar; Cien da
Barros Mendonca 6 inclusive 1 sabbalina na pri-
Augusto de Oliveira 3 na pri-
Kduardo
. en
avaliada em
le pro-
c sob as
tlscaes da (alinela aos credores Dinicl P. Wild
& C, e deposilarios interinos aos credores Kalk-
mam Irmaos & C c prestado pelos primeiros o
g I juramento Jo estylo. e pelos segundos ass^gnado
2en I L-r-m- de. ePsiu. escrivao remetiera copia
960
dem resillada c do reino ,
Algodao em pluma 1.a sorte
dem idem 2." dita .
dem idem 3.a dita .
dem em carolo ....
Arroz pilado
caada
arroba



arroba
320
800
desta sentenca ao juiz de paz compelenle para a
appusicao ve sellos, que ordeno se ponham em
dem com casca.....alqudre
appellado.
ap-
JIRY DO RECIPE.
SESSO EM 17 DE JULHO DE 1860.
Presidencia do Sr. Dr. juiz de direito da pri-
meira vara criminal Bernardo Machado da
Costa Doria.
Promotor publico o Sr. Dr. Francisco Leopoldi-
no de Gusmo Lobo.
Hicrivo interino o Sr.
reir de Oliveira.
Antonio Joaquim Pe-
As onze horas da manlifa, prsenles o Dr.
juiz do direito, Dr. promotor publico e escrivao
interino Oliveira, este procede a chamada nomi-
nal dos Srs. jurados, e verifica estarem presentes
3/ juizes de facto.
Sao multados em 20g000 os Srs. juizes de facto
que nao compareccram a sesso, e relevados de
todas as mullas anteriores os que assistem aos
trabslhos do dia.
E' conduzido barra do tribunal o reo Pa-
latino Augusto Barbalho Uehda, preso desde 8
de fevereiro de 1858 na casa de detenco, e pro-
nunciado como incurso no art. 269 "do cdigo
criminal em 6 de seicmbro, sendo sustentada a
pronuncia em 15 do mesmo mez e anno.
Palatino Augusto, aecusado de haver roubado
alguns objectos Theodoro de Sant'Anna Pessoa.
responder sessao do jury de 7 dc dezembro de
1858, om que fdra condemnado pena de 3 an-
nos, nove mezos e quinze dias de prisao simples,
como incurso no grao medio do art. 264 do cdi-
go criminal.
Foram por esta occasiao propostos ao jury de
sentenca, pelo presidente do jury, Dr. Francisco
da Araujo Barros, os seguintes quesitos:
IoO reo Palatino Augusto Barbalho Ucha,
no dia 8 de fevereiro do corrente anno, tirou para
si ou para outrem, conlra a vontade de Theodoro
de Sant'Anna Pessoa, urna pulseira, quatro anel-
les e duas cassoletas de ouro, pertencentes ao
mesmo Theodoro Pessoa ?
2oPara commetter o facto criminoso, o reo
nrrombou a tiboleta em que estavam os objectos
mencionados ?
3oPara fazer-se o arrombamento da dita ta-
bolcta, empregou-sealguma forc.a ou instrumen-
tos, removendo-se por esse mci'o os obstculos
que se oppunham a lirada dos mesmos objectos
da referida labolela ?
4oExistem circumslancias attcnuanles favor
do reo ?
5oO reo, no supracitado dia 8 de fevereiro,
vendeu a pulseira de que se Irala, aoourives An-
tonio Joaquim, morador no aterrada Boa-Vista?
6oNos autos, existe prova, ou resultou dos
debates a convierto e certeza de que o reo com-
prara a Benjamim de tal Teixeira a referida pnl-
seira e demais objectos j mencionados 1
7*Exislem circumslancias attcnuanles favor
<3o reo ?
O jury desentenca respondCra, cm sesso do
7 de dezembro de 1858, aos quesitos seguintes:
IoNao ; por 8 votos.
2oNao ; por 9 votos.
3oSim ; por unanimidade de votos.
4oNao ; por unanimidade de votos.
5oSim ; por unanimidade de votos.
6oNao ; por 7 votos.
7oNao ; por 9 votos.
Sendo condemnado como incurso no grao me-
dio do arligo 264, Io do cdigo criminal, o reo
Palatino Augusto appellira da sentenca do jury
para o superior tribunal da relacao, que deu pro-
vimenlo appellagao pelo seguinte accordao de
MONODIA
Pela scntiilissiina morte lo segun-
do lenle .1 armada .loaqu im
Rodrigues "Almeida, seu Iris
te lilii, o Sr, Gonealo 15. de A.
Chegou-lhe era (im a hora da partida !
Apenas poude murmurar : Adeoa !
Aclara o corpo o cyrio do ataJo,
A alma illumiua a lampada dos cos.
Lulou bastante, o balito da campa
Poude somonte desbotar-lhe a fronte.
Da morte o gello a espada Ihe enferruja,
E amortalha-lhe em trevas o horisonle.
Cabio de exhausto, as lulas o cansaran! I
Agora fri corpo macilento
Que os vermes do sepulcho despedacam
Hiantcs de materia e de alliraenlo.
E'lrisle a tna sina oh humanidade
(Jue riso h'ahi que nao desfaca o pranto ?
Que msica de festa que nao calc-se
Dos psalmos sepulchraes do negro canto?
Nao chores, meu amigo, pela morte
E' que a alma se ala aos ps de Deus.
Oh por que bavernos de chorar aquello
Que deixa a Ierra p'ra viver nos cos ?
Nao devemos chorar o que fallece,
Que somno mais tranquillo quo o do raorlo ?
So acaso a alma ao co va ferida
A' vista do Senhor bebe o conforto.
E tu fri cadver que descansas
Da sepultura no macio leito
Recebe o adeos da despedida eterna
Oue pelos labios raurmurou meu peito.
A. R.Lima.
arrola
caada

arroba

arrola


Illm. Sr. Redador.Cumpre-me deciarar, que
a sepultura em que, foi enterrado o corpo do
coronel Francisco Jacinto Pereira que por
mim, e a minha custa foi preparada, e nao o
jazigo onde se acham depositados os seus res-
tos, pois como lodos sabem, foi mandado fazer
pela cmara municipal do Recife.
Recife 17 de julho de 1860.
Seu venerador e obrigado
Monoel Luis Vira.
COMitlEHCI.
Caixa filial do baaco do Brasil
em Pernambuco.
EM 17 DE JULHO DE 1860.
Directores da semana os Srs. :
Francisco Joao deBmos e Jos Jernimo Mon-
teiro,
A caixa desconla letras a 10 O/o, toma saques
sobre a praca do Rio de Janeiro c recebe dinhei-
ro ao premio de 8 O/o ao anno.
Alfandeera.
Rendimento do dia 1 a 16. .
dem do dia 17. ... .
143:634*595
6:470*326
150:1045921
Movimento da alfandega
Volumes sahidos cora fazendas 93
> com gneros 20
Volumes entrados com fazendas 73
com gneros 318
113
391
Descarregam hoje 18dejulho.
Barca inglezaSlellabacalho.
Patacho inglezBelleferro e carv3o.
Escuna inglezaBalthoroo resto.
Patacho inglezAtrevidomercadorias.
Brigue portuguezTarujo 4 Filho ceblas e
batatas.
Patacho brasileiroArtistadiversos gneros.
Importcao,
Escuna ingleza Atrevida, Anda de Liverpool,
Assucar branco novo .
dem mascavado idem .
Azeite de mamona ....
dem de mendoim e dc coco.
Borracha fina......
dem grossa.......
Caf em grao bom.....
dem idem restolho ....
dem idem com casca .
dem moidd.......
Carne secca. ...
Carvo de madeira ....
Cera de carnauba em pao .
dem idem em velas. ...
Charutos bons......cento
dem ordinarios.....
dem regala.......
Chifres........
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados libra
dem idem seceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra corlidos um
dem de onca......
Doce de calda......libra
dem de Goiaba.....
dem seceos......
Espanadores grandes. um
dem pequeos......
Esleirs de preperi .... urna
Estoupa nacional.....arrobt
lodosos bens, livros e papis do fallido.
Depois di qtiee publicada presente nos termos
dos arts. 812 do cdigo commercial e 129 do re-
7g400 gulamento n. 738 se darao as ulteriores provi-
dencias, qi:e o dilo cdigo e regulamenlo pres-
crovern. Bfcife 12 de julho de 1860.Anselmo
Francisco Peretti.
Em cumprimento desta sentenca. convoco a
lodos os credores presentes do dilo" fallido, para
que no dia 19 do correnle mez, as 10 horas da
manhaa comparegam na sala dos auditorios, afim
de se proceder a nomeaeao de depositario ou de-
[tn'l*rtoe.
E para que cheguo noticia a todos os credores,
maudei passar editaos queserao aiBxados nos lu-
gares do cosluroe e publicados pela imprensa.
Dado e passado nesta cidado do Recife, aos 17
de julho de 1860.Eu Joo Vicente de Torres
Bandeir, escrivao interino do juizo especial do
commercio o flz escrever.
Anselmo Francisco Peretti.
Farinha de araruta .
dem de mandioca .
Feijo......
Fumo em folha bom .
dem idem ordinario.
dem idem restolho .
dem em rolo bom .
dem idem ordinario.
Gomma polvilho

alquei:e
alqueire
arrob.



ipecacanhua....... arroba
Lenha em achas grandes cento
dem idem pequeas. ...
dem em toros.....
Madeiras cedro taboas de forro, urna
Louro pranches de 2 custados um
Cosladinho. ...*... urna
Costado........
Forro.........
Soalho........
Varas aguilhadas.....
dem quiriz.......
Virahtico pranches de dous
custados....... um
dem idem cusladinho.^ dito >
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a "8 de
largura.......
dem idem dito de dito uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito
dem em obras eixos de secupi-
ra para carros..... par
dem idem rodas de dita para
ditas........
Mcl. ... ..... caada
Milho......... alqueii-e
Pedras de amolar. urna
dem de filtrar......
dem rebolo;......
Piassava em molhos um
Sabo......... libra
Salsa parrilha ..... arroba
Sebo em rama. .....
Sola ou vaqueta (meio) urna
Tapioca........ arrba
Unhas de boi cento
6g400
51J400
l$85
3500
3g600
4g800
2650
1*600
2g000
7JO00
4#000
7#500
4p00
5g000
9g600
4J000
1$600
9g00
13$000
23500
ljJOOO
3S000
5JJ000
4g000
240
400
150
300
IO3OOO
500
400
I3OOO
332OO
1S600
300
1J600
33000
2g50O
7g000
15800o
93000
7g000
16800o
6300
38200
25g000
23500
1J600
123000
38000
93OOO
8S000
6*000
235OO
4g000
23240
13000
243000
143000
O nr. Ernesto de Aquino Fonseca. cavalliiro da
ordem de Christo, juiz de orphos do termo do
Clonada junta no dia cima indicado, pelo meic
dia^competentemciite habilitadas.
E para constar se mandou aOixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 26 de junho de 18(10.O societario, An-
tonio Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especiues para a arrematacao.
M Os reparos dos empedramentos da'estrada
da \ doria entre os manos de 6 a S mil bracas,
sero feitos de conformidade com o orraraenlo
nesta dala appravado pela directora em' conse-
lho e siibmetiido approvaco do Exm presiden-
te da provincia, na importancia dc 6:512* rs.
2.a O arrematante enmoeara as obras no prazo
de 15 dias, e as concluir o de 4 mezes, conta-
dos segundo o art. 31 do regulamenlo das obras
publicas.
3" O pagamento da importancia da arremata-
cao ser eilo em 3 prestaces ruucs. sendo a
piiiiienu m.i..ii,i uer leito "um iCrro da ui.i, a
segunda quando bouver feito dous tercos e a ul-
tima na entrega da obra.
4.a Em ludo o mais que nao estiver especifi-
cado no orcamento e as prsenles clausulas es-
peciaes, se observar o quo dispoe a lei n. 286.
Conforme.O secretario,' Antonio Ferreira da
Annunciaco.
I
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vinciiil. cm cumplimento da ordem do Exm. Sr.
meira ;
meira.
Quarto anno.Leoncio deS Cavalcanti de Al-
buqucrque contina a fallar.
(."unto anno. Nao se abonaram as fallas da
primeira e terceira cadeiras por nao lerem com-
parendo os respectivos lenes, e as seguintes da
segunda cade.ra Miguel Comes de S Brrelo 1 -
Jos Marciano de Campos 2 ; Henrique de Souza*
Lima 4 ; luir Ion Cesar Builamaque 5. Perde-
ram o anno por lerem dado 40 fallas : no 2.u an-
no Jos de Hollanda Cavalranli de Albuquerque
e padre Jos Aveliiu. Monleiro de Lima; no quin-
to anno Manoel Francisco Cavalcanti de Albu-
puerque.
Secretara da FacoMade de Direito do Recifa
S de julho de 1860.-0 secretario,
Jos II. ezerra d Menezes.
Declara^oca.
Recife, por S. M. o Imperador, que Dos guar- I presidente da provincia do 6 do corrente. manda
de. etc. 1' -.!- .
453000
168000
53000
OSOOO
103000
303000
280
25500
800
98000
I312O
200
120
258000
OSOOO
38000
3*200
S3C0
Faro saber aos quo o presente edital vircm,
queporeslo juizo lem de ser arrematado por
venda a quem mail der, na porta da sala das au-
diencias, e findos os dias da lei, as seguintes pro-
pnedades :
Um sitio de Ierras denominado Allemao, com
algumas fructeiras, extremando pela frente com
o sitio Biacho da Estiva, pertencento a viuva e
berdeiros de Jos do Monte Lima, pela parle do
nascente na linha de sul a norle do marco da es
Irada at o riacho Passo da Ibura e dito sitio Es-
Uva, epela parlo do norle, ao poente, com Ier-
ras do engenho Uehda, leudo 2,380 palmos de
trente e 4,000 de Tundo, com duas casas do taina
cobertss do telhas, avallado por 5:000*000.
Um terreno de mallas capoeiras, denominado
Cacimbas, no mesmo lugar da Ibura, extremando
com ierras de Jos llodrigues de Oliveira Lima,
avahado por 1:500*.
Outro terreno de maltas capoeiras, denomina-
do Descanso, em dilo lugar da Ibura, que extre-
ma com Ierra do mesmo Jos Rodrigues, avaha-
do por 1:500*.
Outro terreno do mallas capoeiras, junto a la-
goa denominada Zumb, no sobredito lugar da
Ibura, o qual extrema com o sitio Estiva, o com
2& A"*0"80 de Albuquerque, avahado por
-:O003000 sendo o lolal do valor do sitio e terre-
nos annexos a quantia de 10.0003000 ; todas es-
las propriedades situadas na rreguezia dos Afo-
gados; sendo o dilo sitio f. mais terrenos per-
lencentes a viuva c berdeiros do finado Antonio
Alves Ferreira, c vai praca por dolerniinaco
ueste juizo, a requerimento de Antonio Pereira
de UhvQira Maia, credor hypolbecario do referido
A primeira praca em 31 do correnle, a segun-
da dita em 3 de agosto, a terceira dila era 7 do
mesmo pelas 11 horas da manhaa depois de (in-
di a audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz de orphos.
E para que chegue ao conhecimenlo de quera
intercssar possa mandei lavrar o prsenle que
ser aflixado no lugar do costume, e publicado
pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife, capital
da provincia de Pernambuco, sob meu signa! e
sello deste juizo, que ante mim serve, ou valha
sem sello ex-causa, aos 6 dias do mez de julho do
anno do nascimento de Nosso Senhor Jess Chris-
to de 1860, 39 da independencia e do imperio
do Brasil. v
Eu Joo Facundo da Silva Guimaraes, escrivao
o escrevi.
Ernesto de Aquino Fonseca,
Directora geral da instrueco
publica.
Faco saber aos interessados que o Illm. Sr. di-
rector geral, do conformidade com as inslruccoes
de 11 de junho de 1859, lem designado o dia 23
do corrente, pelas 10 horas da manhaa, para ter
lvgar o concurso cadeira da lingoa franceza do
Gymnasio Provincial : sao pois convidados os
senhoresque se acham hamUtados, a comparecer
nesta secretaria em o refeiido dia c hora.
Secretaria da inslrucgo publica de Pernambu-
co 16 de julho de 1860. O secretario interino,
Salvador Henrique dc Albuquerque.
. O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 13 do corrente, manda
fazer publico que no dia 26 do mesmo vai nova-
mente praca para ser arrematado a quem mais
der o imposto de 2*500 sobre o gado vacum con-
sumido no municipio do Cabo, servindo de base
para a arrematacao o offerecimento feito pelo li-
citante Francisco Alves de Miranda Varejo da
quantia de 4:000* por anno.
A arremataeo ser feita por lempo de 3 an-
nos, a contar do 1." de julho do corrente auno a
30 de junho de 1863,
fazer publico, que no dia 26 do corrente, peranle
ranle a junta da mesma thesouraria se ha de ar-
rematar a quem por menos lizer as obras do ce-
miierio publico da villa de Iguarass. avaliadas
cm 5:980$.
A arremalaco ser teita na forma da lei pro-
vincial n. 313 de de 4 de maio de 1854 e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tacao comparecam na sala das sesses da mesma
junta, no da cima declarado, pelo meio dia
competentemente habilitadas.
E para constar se mandou afiixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 10 de julho de 1860.O secretario, A
F. da Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arremalaco.
1.a As obras do cemilero cima, principiarao
um mez depois de arrematadas e concluir-se-ho
no prazo de 12 mezes.
2.a O arrematante ser obrigado durante o
lempo da conslrucco da obra a conservar limpo
do mato e de qualquer immundice o terreno oceu-
pado pelo cemilerio.
3.a O arrematante ser obrigado a seguir na
execuco da obra as observacoes indicadas por
pessoa habilitada que paratalllm espeja aulorisada
pela cmara municipal de Iguarass, ou pelo go-
verno.
4.a O pagamento ser dividido em 4 presta-
ces ignaes, que devero ser pagas cada urna a
proporcSo que se for terminando cada quarto da
obra.
5.a No caso de nao ter o arrematante termina-
do a obra no prazo marcado, pagar urna multa
de 10 por cento do valor da arrematacao, de
conformidade com o art. 32 da lei provincial
n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciaco.
Perante a cmara municipal da ciade de
Olinda estaro novamenle era praca nos dias 13,
20 e27 do corrente mez para sere'm ajrematades
por venda por quem mais der. na forma do arti-
go 28 da lei provincial n. 474 de 5 de maio do
anno prximo passado, o telhciro que serve de
maladouro publico, avahado cm 4C0*. e o predio
contiguo a igreja. de S. Sebastiao da mesma ci-
dade. com 62 palmos de frenle, em chaos forei-
ros, avahado era 2:000*. visto nao terem appare-
cido licitantes as pracas dos dias 22 e 29 de sc-
lerabro,6 e 27 de outubrodo dito anno : os pre-
tendemos podern comparecer no paco das sesses
da mesma cmara nos referidos das. Paco da
cmara municipal da cidade de Olinda em sesso
ordinaria de 6 de julho de 1860.Joaquim Ca-
valcanti de Albuquerque, presidente. Eduardo
Daniel Cavalcanti VelezdeGuivara, secietario.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, era cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia, de 30 dejunho ullmo,
manda fazer publico, que no dia 19 do corrente,
vai novamenle praca para ser arrematado a
quem por menos lizer a impressao dos batneos c
orcamento da thesouraria o do rctalono da'ins-
pectora com todos os documentos que o acom-
panham, pela quantia de 1:500* rs.
As pesseas que se propozerem a esta arrema-
tacao, comparecam na saladas sesses da junta
da fazenda da mesma thesouraria, no dia cima
declarado, pelo meio dia, competentemente ha-
bilitadas.
E para constar se mandou afiixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesourararia provincial de Per-
nambuco, 4 de julho de 1860.O secretario, A.
F. da Annunciaco.
S. Exc, o Sr. presidente da provincia, man-
da publicar para conhecimenlo dc quem possa
iuteressar, o seguinte aviso :
Coitco gem.
Relago das cartas seguras existentes na admi-
nistradlo do correio desta cidade para os sen lio-
I res abaixo declarados :
I Antonio Joaquim de Souza Paraizo.
Antonio Ribeiro Pacheco de Avila.
Bernardo Antonio de Miranda.
l\o_mmgos Otero de Carvalho.
Major Francisco Jos Silveira.
Dr. Joaquim de Oliveira c Souza.
Joaquim Antonio dc Magalhes Cuslro.
Jos Piulo Freir.
P. C. Von Sobsteii (cnsul de S. M. o rei dos
Paizes Baixos.)
Exislem recolhidos na casa dedelencoos
seguintes escravos : Nicolao, prelo, cscravo do
\ cente Guedes, senhor do engenho Cru, na ci-
dade de Goianna ; Matheus, preto, fgido ha
mais de um anno do lugar denominado Nazarelh
e que confessa ser escravo de Antonio Bernardo
Tngueiro. Subdelegada da freguezia do Re-
cife, 18 do julho de 1800. Ignacio Antonio
Borges.
Caixa filial do ban-
co do Brasil.
A directora da caixa filial, desejan-
do conciliar quanto soja possivel os in-
teresas do commercio com os da mei-
ma caixa, roga novamente aos Srs.
commerciantes que figurara como socios
de firmas sociaes estabelecidas nesta e
n'outras pracas visinliaj, que com esta
estao em inmediatas retaques', sesirvam
mandar a referida caixa urna copia de
seu contrato social, extrahido do regis-
tro do tribunal do commercio, e natal-
la suas circulares, contendo nao as-
signatura individual de cada socio e o>
modo porque cada um assigna a razao
social, como a declararan dos nomes dos
socios que podem fazer uso da mesma
firma ; assim de facilitar a apreciacao
dos titulos que lhes f'orem oflerecidos a
descont, ficando certos os mesmos se-
nhores de que nao serao admittidos t-
tulos com firmas collectivas, que nao
constarem pelo modo indicado. Recife
13 de iunho de 1860.O ebefe da con-
tabilidade, Ignacio Nunes Correa.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 10,000 e 2o.,ooo da
emisso do banco.
Conselho administrativo*
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, lem de comprar os objec-
tos seguintes :
Para provimento dos armazens do arsenal
de guerra.
20 duzias de taboas de pinhoamericano; 10
duitias d taboas do pinho de 3/4 de pollegada ; 10
toneladas de carvo de pedra ; 5 arrobas de ra-
me grosso de ferro : 5 grosas de de parafusos dc
n.3; 5 grosas de parafusos n. 5.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas era caria fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 23
do corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativa
para fornecimento do arsenal de guerra 14 da
julho de 1860.
Bento Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente,
Francisco Jcaqmm Friro Lobo,
Cojoiel vojal secretario interino.

II FGX/FI1


(4)
MARIOJNEJHftMNBUCO QUAUTA fWRk -\% PE TULffO DE 1860.
A administradlo geni dos cstabelecinientos tral. Caixa li'ial em Pernambuco 16
de oaridade manda fazer publico que no dia 19 j de julho de 1860.O chele -<5a conta-
do crreme mez, pelas 10 horas da manhaa, na l-i;j f........ir. lff W1wi,,
sala de suas sessoes. contina a arrematado di t bi"ade, Ignacio Nnnes'VXTifrea.
renda das casas abaixo declaradas : >^^^^^^^^
Bairro do Recite.
Ra do rilar n. 74, ra da Moeda ti. 31.
Bairro de Santo Antonio.
Ra larga do Rosario lojas ns. 26 e 26 A, ra i
do Cabug lojas ns. A. 1 B, 1 C, e 1 D, e o sobra- !
do do tres andares n. 3 com duas lojas, ruado
Santa Thereza n. 4, ra da Roda ns. 3 e 5, ra
Nova ns. 43, 48 e 59.
Administrado geral dos eslabelecimrntos de |
caridade 12 de julho de 1860.O escrivao inte-
rino. Joo Piulo de Lemos Jnior.
Caixa filial do banco to
Brasil.
Avisos martimos.
Para o \racaty.
Pretende sabir nestesdias at o dia 22 do cr-
reme, o hiate Nicolao I, mestre Trajano An-
tunes da Costa ; para carga e passogeiros, trata-
se coiu Prente Vianna & C, ra da Cndeia do
Recite n. 57.
Para
Aracaty
Madre de Dos n. 2.
Para o Aracaty
sahe o veleiro hiate Dous Irmaos
trata-so na ra da Madre de Dos n
para carga,
2.
r?
il
M
Riode Janeiro,
pretende seguir at o fim da prsenle semana o
briguc nacional Fugfnia, lema sed bordo dous
trros de seu carregamento : para o reslo que
Ihe falta, Irala-socom os sous consignatarios A-
zevedo & Mendos, no sou escriptorio na ra da
Cruz n. 1.
COMIUNIIA
PHIUIBUGAI
DE
Navegado cosleira a vapor
O vapor Persinunga, commandante Manool
Joaquim Lobato, segu viagem para os portos do
sul de sua escala em 20 do correntc mez s 5
horas.
Itecebe-se carga para Macci at o dia 19 ao
meio dia, passagens o encommendas at o dia
da sabida a 1 hora ; oscriplorio no Forte do Mal-
los ii, I.
Resolvcu a directora da caira filial
que de sc-tembro prximo em diante nao j
serao admittidos a descont ttulos, cujos rosto irata-se com Marlius & Irmaos : ra do
vencimentos se realisarem em umames-
ma data, quando ofnumero delles fr
incompativcl com a respectiva cobran-
za em u.n so dia, o cjue manda fazer
publico para que os signatarios do con-
venio de 6 de fevereiro prximo pausado
satUfazendo ao art. o do raesmo conve-
nio, tomem as providencias necessarias i
cm orJcm a conciliar os prazos dos di-1
tos ttulos com o serv'co da mesma cai-
xa. Recite 13 de julho de 18(j0 O
chefe da contabilidade, Ignacio Nunes
Correa.
Conselho administrativo
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tcm de comprar os objee-
los seguales :
Para foniccimento de luzos dos corpos do
ejercito o fortalezas.
500 caadas de azeite de carrapato.
Para provimento dos nrmazens do arsenal
de guerra.
Lalo orn lencl da grossura da amostra, arro-
bas 3 ; lati om* Icncol da grassura da oulra amos-
tra, arrobas 2 ; caixas com vidros de 15 a 17 pol-
legadas 3 ; caixas com vidros de u. 18 a 20 pol-
legadas 3; rame de ferro de n. 18, arroba 1 ;
lineo em barra, arrobas 3
Quera quizer vender taes olijectos aprsente
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 18
do correntc mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para foriieciraento do arsenal de guerra, 9 de
julho de 1860.lenlo Jos Lamenha Lint, co-
ronel presidente.Francisco Joaquim Pereiro
Lobo, coronel vogal jecrclario interino.
Cuit-sellto uluiiiiislrutivo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, teiu de comprar os ohjec-
tos seguimos :
Para o 9." e 10." batalhao de infantaria, meio
batalhao do Cear, companhia ixa do artfices,
cavallaria e Rio Grande do Norte.
Botos grandes de metal praleados rom 0 n. 9
doma.tos 378 ; botos pequeos di* metal pralea-
dos com o mesmo n.9 dourados 1(>2 ; brim bran-
co, varas 2672 1 [2; nlgodiinzinho, varas 350;
esleirs 729 ; luvas de algodo, pares 70.
Para o meio batalhao do car.nlores da provincia
da P .inhiba o os sentenciados do 10." batalhao
de infantaria.
5 cornetas de toque ; 1 cordao para as ditas ;
1 bocal para corneta.
Sentenciados do 10." batalhao.
Brim branco, varis71|2; algodozinlio 7 1|2;
esleirs 3 ; manta 1 ; chapeo 1.
Quem quizer vender taos objectos aprsente as
suas propostas cm carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 18 do
corronte mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para furncrimculo do arsenal de guerra, 11 de
julho do 1860.
Denlo Jos Lamenha Lint,
Coronel presidente.
Franciteo Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo
O conselho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal do guerra, teni de comprar os objectos
seguimos :
Para a pharmacia do hospital da guarnirlo do
Pernambuco.
Azeite de donde, libras 16 ; acido ctrico, libras
32; agua ingloza de Lisboa, garrafas 20 ; acido
sulphurido, libras 32 ; aniz estrellado, libras 4 ;
brax, libras 2 ; banha de porco, libras 32 : chlo-
rureto de zinco, oncas 8; extracto de Valcnanno,
oncas 4; extracto miumendro, oncas 2; espon-
ja tina, libras 4; flores de boiragns, libras 8 ;
llores de violas, libras 8 ; glycarina, libra 1 ;
iodurcto de amonio, oncas 4; impecao de Fian-
ges, vidros 20 ; iodoformio, oncas 4; madapolao
de James n. 3, pecas 20; mol de abclhas, libras
16 ; mercurio soluvel de hanhema, oncas 8 ;
leo de amendoas, libras 32 ; papel alrnaco' pau-
tado meia resma ; pillas de Blonecas, libras 2 ;
pastas de nade, caixas 30 ; perxido de manga-
nos, libras 32 ; papel de fellro, resma t; rotlos
para os vasos de botica 600; sulphurito decalno
secco, oncas 8 ; latalo de ferro, oncas 8 ; xaropc
fiofp, vidros 50 ; xarope peitoral inglez, garrafas
25 ; xarope de lamaurunx, garrafas 50.
Quera quizer vender taes objectos, aprsenle
as suas propostas em carta fechada na secretaria
do crreme mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornocimeuto do arsenal 11 de guerra, de
julho de 1860.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario interino.
REAL COMPAMIIV
Anglo-Lnso-Brasileira.
O vapor Portugal, ospera-se dos porlos do sul
do dia 20 cm dianie c dopois da demora do cos-
tume seguir para os portos da Europa: para
passageiros trata-secom os agentes Tasso Irmaos.
Maranho e Para.
O veleiro brigue escuna Graciosa, capilao o
pralico JoaoJos de Souza, deve seguir em pou-
cos dias nos portos indicados ; recebe carga, pa-
ra o que trata-se com os consignatarios Almeida
Gomes, Alvcs & C, ra da Cruz n. s7.
para i.isroa
vai sabir com a possivel brevidade o patacho
portuguez Flor de liara; recebe carga c pas-
sageiros aos quaes olereee excedentes comino-
dos : trala-se com o seu consignatario Thomaz
do Aquino Ponseca, ou com o capitao na praca
doccmmercio..
rara o Aracaty.
O hiate Santo Amaro recebe carga e passa-
geiros ; a tratar com Caetano Cyriaco da C. M.,
no lado do Corpo Santo n. 25, segundo andar.
Rio Grande do Sul
c Porto-Alegre.
Segu com toda a brevidade o patacho nacio-
nal Venus : para o rosto da carga que lhc fal-
ta, trala-so na ruado Rrura n. 16, armazem de
Manoel Jos de S Araujo.
Ulin. Sr. Nos abaixo assignados, pas-
sageiros bordo do vapor real Magdalena ,
do, Brasil para SoulhampU n desojamos pe-
, lo prsenle 'lesteraunhar a incansavel attencao de
iV. S. mars olliriaes no desmpenho de seus
deveres, assim como a ahumante proviso da
mesa, ampio servido dos criad se lambem as SU-
periaresiiuaUdadesqueessc v; por ofterece pas-
sageiros.
Bordo do vapor Magdalena 3 de maiode 1860.
Ao Illm. Sr. Robert Wolwnrd, commandante.
Gust Brunninghauseu.
Daniel Gifford.
C. Slarr.
0. Palmer.
Aug. Ed. Huhn.
A. Schlappoir.
A A llopman.
1. Smilh.
Me. Dormell.
Wil'.iam W. Broad.
A. Schefflor.
G. I. Boehlel.
Thomas Iapp-
Fred Grundsoig.
11. Hoard Erskin.
Edwd. D. Johnson.
W". Charllon.
Em. Didior.
lleim. Drenlshahn.
llonry A. Peen.
M. l'usfarcbcre.
D. Erumbrgtt.
E. Schwind.
Charles Wcisle.
Ch. Chcnand.
I.uiz l'diilodczaosil.
B. Gemmermare-
W. Schullz.
Edm. S. Helt.
David \VU1. Bowmar.
Desar Gaseo.
Rurtolnmcoreiroie.
Francia Suriv.
Smile Rauso.
Frederich Box.
James llogg.
Fernamio P. de Can alho.
Henry Rudd.
W. loliumiiher.
Thomas Rainey.
Nos abaixo assignados pas^agcirosdo vr.por
inglez Magdalena em sua viagem de Soulhamp-
ton para o Rio de Janeiro, cjma maior satisfagao
tributamos ao lllm. Sr. Robert Woolward (com-
mandante do mesmo) os noisos sinceros agrade-
cimanlos pelas manoiras atienciosas com que se
dignou tratar-nos e os constantes esforcos que
empregou para o nosso beia estar, seguranca o
boin accommodamento durante a viagem.
Assim, pois, esperaraos| que o mesmo Sr. se
dignar acceilar osla pequea prova de reconhe-
cimento que lo justamente lhc votamos.
Paulino de Souza.
B. Marlins dos Santos.
Antonio Soares de Modeiros.
Joao C. Claussen.
Francisco P. A. da Cunha.
Lui/. S. da Ponseca.
Jos P. A. da Cunha.
John. M..GIovcs.
L. P. de Tarr.
W" B. Barboni.
Alfrcdo,l.(ieke!t.
Anlonio Galaliu.
W". Wilson.
Francisco de IIerr;ro.
Wm. Blocketr.
I. S. Drummond.
I.. C. S. Casset.
L. Lcr'ine.
Madama R. Leib .
P. Bucbal.
J. W. L. C. Tulkband.
R'isseth Shaw.
Walter Uausel.
J. llenrycolas.
C JaCobi.
Eliza J. Taikcr.
J. A. Doblco.
L. Degout.
E. Sohier.
A. Bussmeycr.
May Bohier.
I). Accioli de Azovcdo.
Caroliue W. Palcirau*
Manscle l.ofebie.
John Moyan.
G. Frenies.
Francisco R. de Mello Reo.
Francisco 1'. de Ostro.
I. Isaac.
I. G. Marlins.
Antonio 1. Rico.
Attencao.
Desencaminhou-# no dia 10 de malo deste
anno urn cavallo mellado claro com cangalha, le-
vando as cangalhas duas arrobas de carne do
Cear, dous saceos vasios, uro (landre cheio de
raanteiga e um cento do charutos ; o cavallo^
cambilo das mos : quem souber, ou dcllc tiver
noticia, annuncic por este Diario, ou dirija-se
ao Barro em casa de Domingos Pinto, que ser
generosamente recompensado.
A pessoa que achou urna carta com o subs-
cripto a Sra. D. Rosa Hardy, querendo restitui-la
pessoa que a perdeu, que pobre, leve-a ra
Nova n. 34.
AO PUBLICO.
O leroo que guia a saude sao as urinas; o sujo
dos intestinos communica-se bexiga, que tor-
nam ns urinas turvas, formando na bexiga um de-
posito de materias de varias cores, o que sera
duvida menos perigoso que a pedra. A pedra,
porra impede a circulacao, por isso 6 preciso
conservar sempre ar urinas claras, para naosof-
frerera oque o Sr. Joo Vicento do Brito soffrcu,
como se poder ver do altestado abaixo. Tomar-
se-ha 4 manos do pillas seguidos, 3 pilulas
noite e3 de manhaa, soguiudo a guia do livrinlio
de C. P. Elchecoin. Para informacos, a meu
corrcspondenle.no Riode Janeiro, rui do Parto
u. 119.
Altestado de curativo da molestia da be.viga
Soffri 11 annos urna molestia na bexiga. que
nao podia verter agua sem soccorro do algalia ;
gastei muito dinheiro aqui e no Rio de Janeiro,
sompre procurando os mdicos da grande repu-
taco ; o resultado foi sempre padecer, al ao da
em que Uve a felicidade de procurar o autor das
Pilulas Paulislanas de C. P. Elchecoin, de San-
Paulo.
As pessoas que soffrerem o quo ou soffri jmais
consiutam oponcoos, ou outro qualquer trata-
monto, podendo tralar-se com oslas pilulas, que
tom a virtudo de limpar a bexiga com toda a
brandura o fazer recuperar a saude perdida.
S. Paulo, 17 do agosto de 1858.
Joo Vicente de Brito.
Aiha-se a cafga para os portos do norte ig
ou sul a barcaca Santa Hita, do lote de 2
600 saceos, nova, da priraeira viagem, pa- j3
ra tratar com o mestre na escadinha da alfandosa ou na ra do Queimado o. 41. *
4PPI!OVA(liOEAl]TORISV(!3tO
DA
Mil IMPERIAL SI MEDICIH/l
E JUNTA CENTRAL DE HYGIENE PUBLICA
ELECTRO- MAGNTICAS EPISPTICAS
De Ricardo Kirk
Para seren applicadas s partes affectadas
sem resguardo neni incommodo.
AS CHAPAS MEDICINAES sao muito eonhecidas no Riode Janeiro e>om todas as provincias
deste imperio ha mais de 22 anuos, o sao afamadas, pelas boas curas que so tcm obtido nis enfor-
midades abaixo escripias, o que se prova cora innmeros atiostados que existem do pessoas capa-
zos e de distinecoos.
Com estas Ch&fas-blbctro-hagnetica-episp&iicis obtem se urna cura radical o infallivel era
lodos os casos de inflammaco [cansacoou falla de rcspirac.ao), sejam internas ou externas, como
do figado, bofos, estomago, baco, ria, ulero, poito, palpit'aco de COCacJo, garganta, olhos, ery-
sipelas, rheumatismo, paralysia e todas as allecees, nervosas, etc., etc. Igualmente para as de-
ferentes especies de tumores, como lobinho-, escrfulas ote:, soja qual fr o seu lamanho e pro-
fndela, por meio da suppuraeo serao radicalmente extirpados, sendo o seu uso aconselhado por
habis e dislinctos facultativos
As encomraendas das provincias dovem ser dirigidas por cscripto, leudo lodo o cuidado Jo
fazer as necessarias explicaces, se as chapas sao para hornera, senhora ou crianca, declarando a
molestia em que parto di corpo existe, se na cabeca. pescogo, braco, coxa, poma,'p, ou tronco do
corpo, declarando a circunferencia : e sendo inchacou, feridas 011 ulceras, o molda do sou lama-
nho em 11ra pedaco de papel c a declaradlo onde existem, aim de que as chapas possam ser
bera applicadas no seu lugar.
Pde-se mandar vir de qualquer ponto do imperio do Brasil.
As chapas serao acompanha las das competentes explicaces e tambem do todos os accesso-
rios para a collm-aco dolas.
Consultas a tolas as pessoas que a dignarem honrar com a sua confianca, em son oscriplo-
,que se achara aborto lodosos dias, sera oxeepeo, das 9 horas da manhaa'as 2 da larde.
||9 Ruado Parto ||9
Domingos dos Santos Main.
I.uiz Prata.
Fundicao de typos em
Lisboa.
A admioislracio geral da imprensa nacional de
Lisboa, proseguindo perscveraiilemontc no ein-
penhodedar o maior desonvolvimento sua
fundicao de typos, vera apresontar Iioje ao exa-
nte conscicncioso dos senhores lypographos do
imperio do Brasil um copioso supplmonto ao
Specimen publicado era principios de 1859.
Lxeculado com aquella perl'eico e esmero que
acreditaran) a primeira publicacao, a adminialra-
co lisonjea-so de quo este supplemcnto ser
apreciado nao s como ura documento honroso
para a typographia portugueza, mas lambem co-
mo um testemunho insuspoito dos esforcos quo
ha foito com solicilude e boa vonlade para ele-
var a iraprensa nacional de Lisboa calhogoria
do um ostabelecimenlo typograonico de primei-
ra ordora.
Contera o supplcmenlo que ora saho luz, om
13 paginas de folio, 48 dillVrentes caracteres or-
dinarios e de phantasia desde corpo 6 al 592,
una collecco mui bella do filetes de diverso do- |
senlio (corpos 2, 4, 6, 8, 10,12 o 16), e urna
morosa
famoso Marcellin Legrand, e fundidos om 4 pon-
tos, variando na largura entre 16 e 584 pontos.
Quasi todos aquellos caracteres sao fundidos
cora esmero om matrizes provenientes das acre-
ditadas officinas do Laurent .S: Deberny e Ballon-
borg, do Pars, Haennel, do Borlira, o outras, e
alguns gravados expressaraenle para esto esta-
beleciraento, como por excmplo, os corpos 14 e
16, caracteres ordinarios, devidos ao buril de
Anbort. e os grandes lypos para carlazes, corpos i
368, 416 e 592, abertos por artistas porluguozes.
Na sua cscolha, a que presidio ura gosto severo, |
leve-se principatmente em vista salisfazor s 110-
cessidadesda typographia.
syslmaticos, alem da elegancia do sou desenho.
sao de ura em prego oliliasimo, como se procu-
rou demonslror em nina pequea exposico
DO LARGO DA CARIOCA.
SAM
MEIAS DE BORRACHA
para a cura radical da ervsipela, fa'cnda nova e superior
do Jos Leopoldo Bourgaid
na ra da Cadeia do Recite n. 15, loja
M31EEOM
^4a
O dono do ostabelocimonlo da ra da Cadeia do Recite n. 15, chama a altenco dos Srs. fu-
mes para o completo sortimenio de seu eslabelecimento no que. di/ respoilo a fumaca, como se-
: jam superiores charutos, tanto nacionaes como estrangeiros,
* w }?^ ;SiS^.s^1ioS^r^s:ru,,,scharu'
urna inliuidadc do arligos que s com
sortimenio completo de cigarros do
teiras do couro e palha, fumo caporfl
bolea do retroz c chagrain, bocaos para cigarros o
vista se poder apreciar, tragara dinheiro c appareram no
Centro eo m inercia I
Batatas e ceblas.
Vondom-se batatas a 2,>000 a arroba, ceblas a
29 o cent.1 ; na Iravessa do Pateo do Paraizo, ca-
Os clcheles e filetes sa pintada do araarello 11.16.
V'endom-se 160 espana lores do n 1 a 5, to-
dos hem feilos ; quem quizor comprar, dirija-so
a ra d.i Sebo 11. S,l ao pi do sobrado.
Leiloes.
LEILAO
Antonio
Robert Baiclay.
D, A. de Barros.
Bordo do vapor .l/a;(ia/ciia 5 Je julho do 1860,!
Attencao.
Amelia Elodia I.avenre competente-
^ mente licenciada tom aberto na ra do S
g l.ivramento n. 19, segundo andar, urna S
* aula para o sexo femini.no, onde ensina ^
X primeiras leltras, francoze cortas prendas *J}
^ bem como coser, bord;rete, e para com- ^
y, modo das pessoas qui morara tora ou ^
H mesmo dentro da cidade, recebe alona- *
, as internas, pencionistas e meio-pen- ^
^ cionistas polo preco que so convencionar. W
Cura completa.
SEM RESGUARDO NEM INCOMMODO.
Irysipela n'uma peru,a. .
Eu abaixo assignado leclaro quetendo meu
filho padecido de erysipila n'uma perna ha
muitos annos, por cuja causa eslava bastante
Lourenco Pimentel, tendu de se ret- i"!lada- d,tpois de lef- eto varios remedios,
p 1 1 -i 1 ltimamente com a applicicao dos cAapas meii-
rarpara ioia da cidade, tara leilao por uinaes do Sri Ricardo Kirk," morador da ra do
ntervencao do agente Hyppolito de to- Part0 n11!). live o Ss'o do o ver inleiramcntc
da sua mobilia. cons'.stindo em mobilia LTJS^cEJ" :m Sg"al d meU re'
de Jacaranda', objectos avulsos de morj-
no e Jacaranda', porcelar, crystaes
etc., etc.: quartf.-eira 18 do correntc
as 11 horas em ponto, na ra Nova n,
19, terceiro an lar.
Collectoria provincial de Olinda.
Pela collectoria provincial de Olinda se faz pu-
blico aos proprietarios dos predios urbanos, e a
quem mais possa interessar, que vai preceder-se
no lancamenlo da decima para o anno de 1860 a
1861, nos dias de segunda, quartas e sextas-fei-
ras das semanas que se seguirem ; Picando os
utros dias para a continuaco da arrecadaco
da mesma dcima do correle exercicio de 1859
a 1860. Collectoria provincial de Olinda 16 de
julho de 1860.O escrivao,
Joo Goncalvcs Rodrigues Franca.
Pela subdelegacia da freguezia dos Aboga-
dos se faz publico, que se acha depositado um
avallo castanho rusilho : quem se iulgar com ;
direilo ao mesmo, compareca, que provando le- a5 activa8 do mesmo estabetecunento.e
galmente Ihe ser entregue.' Afogados 16 de ju- bem assim de um escravo denacao sen-
Iho de 1860 Jos Roberto de Moraes e Silva.
O corpo de polica compra 600 covados da
panno azul para capotes, 350 ditos de biela, o
500 varas de brim : quem tiver e quizer fomecer
aprsente as amostras e sua proposla era carta
fechada, na secretaria do mesmo corpo, ao meio
dia de 20 do corrente. Luiz Jeronymo Ignacio
dos Santos, tenento secretario.
CORREIO.
Pela adminslracao do correio desta provincia
se faz publico que as malas que deve couduzir o
vapor costeiro Persinunga cora destino a Ta-
mandar e provincia de Maceio. fecham-se no
dia 20 do correute as 3 horas da tarde om ponto.
Pela capitana do Porto se faz publico, que
no dia 19 do corrente lera de ser queimado no
porto desta cidade, junto aos arrecifes,o casco da
barca americana Medford Capitana do Porto
de Pernambuco 17 de julho de 1860 O secre-
tao, J. P. R. de Mello Rogo
LEILAO
O agente Hyppolito autorisado pelo
lllm. Sr. Dr. juiz municioal da segun-
da vara e a requerimento dos berdeiros
do fallecido Marcolino Ludgero da Fon-
seca Candi, fara* leilao da botica sita
no pateo do Carrao, e de todas as divi-
do tudo vendido em 3 lotes: terca-feira
17 do corrente, as 11 horas em ponto
no pateo do Carmo n.3-
LEILAO
que taco publico :m sign
conhecimento. Campo de Machado, Jos Pe-
dro Simes.
(ura completa.
SEM RESGUARDO NEM INCOMMODOs
Inflammaco do bar.o e dores do peito.
Eu abaixo assignado taco publico, era bene-
ficio da humanidade, em como cu tendo sofl'ndo
por espuco de um anuo e meio urna forte in-
flammacao no boro, muilas dores no peito, e O
mesmo inchado, procedido da mesma ullamma-
co com wm cansaco extrsordinario, e tendo to-
mado e applicado varios remedios, sem nenhum
resultado favoravel, e mo achando quasi deses-
perado recorr finalraento as chapas medeinaes
do Sr. Ricardo Kirk, morador na ra do Parto
n 119, as quaes trazendo em supuraco os hu-
mores, em 29 dias me aehei inieiramenle livre
desla terrivol molestia, o que dou ao dito se-
nhor os meus puros e sinceros agradecimenlos.
Ra do Espirito Santo n 45, Rio de Janeiro.
Anlonio Lopes dos Santos Porto.
No sitio do Arraial de Marcelino Jos Lopes,
aluga-se urna boa scrava qnitandeira.
W. Elle e sua mul'icr, retirara-se para a
Europa.
Severna Pereira da Lira annunca a sua
morada na ra da Soledade, sitio com 2 portos
n. 9, proprietario Francisco Maciel da Silva.
Modista.
Quinia-feira 19 do corrente.
O agonle Uchoa, autorisado pelos Srs. Tasso
Si Irmaos, tara leilao no dia cima designado ao
meio dia em ponto c sem reserva de proco al-
gura de urna porco de taboado de sedrochegado
do Cear, cuja venda ser effeetnada no arma-
zem dos mesmos senhores na prac.a da Ponte-
No va
Avisos diversos.
Caixa filial do banco do
Brasil.
De ordem do Sr. presidente interino
da caixa filial do banco do Brasil nesta j
provincia, se faz publico para conheci-j
ment dos Srs. accionistas, que o the-1
oureiro da mesma caixa esta' autorisa- j no dia 16 do crreme, s 7 [horas da noite, do
do a pagar d'ora em diante o 13- di- beceo da Viracao al o pateo do Carmo, urna
videndo relativo ao semestre findo em FfidV^
ou de junho prximo passado, a razao chapa da ataca cora a forma de urna cobra, len-
de 10# por accao, de
conformidade!do umas florC8z'nl,a9 por "1" quero a achou
cesm o r,: -j_ j leve-a ao beceo da ViracSo n, 31, que ser gene-
COl asoldeos recebidas da caixa cen-1 rosamente recompensado.
1). AnnaErmelind; deArruda Machado 9
|fc faz scien'e ao publ eo em geral e com *
'* especialidade a suas freguezas, que rail- 5
* don o seu estabeledmeulo de modista :
^ da ra Nova para a ra do Queimado n. *
ae 10, onde trabalha co n a maior presteza |l
jm possivel, assim come recebo por todos os g
jjj vapores flgurinos os mais modernos de JE
q Paris, tanto para bailes como passeios e aj
j^ theatros, o bem assim declara que aceita Jf
cscravas de 12 annos para cima para en- sinar sua profissao. ^
wmemm mmmmimmu
No dia '20 do correrle, em praca do Dr. juiz
municipal da primeira vii'n, na cas das audien-
cias, depois de meio dia, so ha de arrematar por
venda urna casa terrea n 40, na ra da Calcada,
penhorada a Norberto Muniz Toixeira Guimares
e sua raulher, porexecueao de Manoel Joaquim
Baptisla, escrivao Santos'.
Compra-se um globo terrestre de termo mo-
dio, com os sinos no horisonte, e pomeiro para
marcar horas: na praca da independencia n 79.
Procisa-se de urna ima que compre na ra
para servir a duas pessoas nesta typographia
se dir.
Precisa-se alugar urna boa casa omum dos
arrabaldes mais prximos da cidade, tendo bom
quintal, e nao excedendo o aluguel de 1'Xl5 an-
cual : narua do Amorsi o. 33.
que vai sor distribuida por todas as ollicinas ly-
pogropIlicOS.
A administracao geral da imprensa nacional do
Lisboa, esperando que o supplcnieuto ao seu
Specimen merec o elogio das pessoas entendi-
das, allianca que nao descansar, procurando in-
cessanlemoulc allender a todas as exigencias quo
teuliam por alvo o progresso da arto.
As condic.es da venda sao as que repetidas
vezes so tecni annunciado, garanlindo-so toda a
promptido e rcgularidade na satisfae.o das en-
commendas, por mais avultadas que sejam.
Agentes da imprensa nacional de Lisboa no im-
perio do Brasil, no Rio de Janeiro, Francisco
Toixeira Bastos ; em Pernambuco, Amorim Ir- i pao-de-l, allinius,
maos ; na Baha. Espinheira & Companhia ; no com lctreiros, flores
Precisa-SO do urna ama livre ou cscrava
qviosoj.i ,ti> lio.i conducta c jde dado, quo saiba
fazer todo o servio. do urna casa ; no pateo do
Terc.0 n. 32.
Aluga-so um sobrado do um andar na na
d3 Roda n. 42 ; a tratar na praca da tndopendeu-
ca n. 3, loj
Maranho, viuva Rocha Sanios & Filhos
Para, Marlins & Irmaos.
Vonde-se urna taberna com poucos fundos
do chapeos
Attencao.
Vendem-se doces seceos do caj, limo, mara-
cuj e outras cualidades, c do calda, polo monos
preco, tambem se fazem bandejas cora bonhos,
de armaco e rasas, do melhor gosto, quo servi-
r m no baile de Sua Magostado, fazera-so bolos,
coroas, capellas, coraces
para enfoites de bandejas
na fregue/.ia dos Afogados. na ra de S. Migue
quem pretender, dirija-se ra Direita do Roci-
fe n. 95 ; lambem vende-se urna carroea com um
boi.tudo por proco cmmodu.
Millio e farelo
a 4,500 rs.
Na taberna da estrella no largo do Paraizo nu-
mero 14,
Farelo.
Vondem-so saceos com farelo pelo baratssimo
preco do 45500 cada um ; assim como urna por-
co de finos palitos para dente?, sondo lisos e
enfeilados : na ra da Impcratriz n. 38, loja de
louca.
Novas gementes de hor-
talice,
vindas no vapor Portugal chegado este mez:
vende-sa na loja de forragens na ra da Cadeia do
Recife n. 56 A, do Vidal k Bastos.
Aluga-se ura escravo de idade do 20 a 21
annos para lodo o servico : quem qnizor annun-
cie por este Diario para ser procurado.
Os abaixo assignados fazem scienlo ao cor-
po do coramercio que desde o da 30 de junho do
corrente dssolverara amigavelmenic a sociedade
que linham na loja de forragens da ra da Cadeia
do Recife n. 53, que gyrava nob a razao do Pon-
tes & Fernandos, Picando a cargo du socio Jos
Alves Fernandos o activo e passivo da mesma lo-
ja. Recite 17 do julho de 1860. Manoel do A-
zevedo Pontos. Jos Alves Fernandos.
Manoel Francisco do Moraes vai Porto do
Pedra uo vapor aPersinunga tratar de seus ne-
gocios.
Alugam-se 2 escravos para servico de cam-
po : na ra dos Martyrios n. 6, das 6 horas s 9
da manhaa.
Precisa-se de 7 a 8:000$)00 por terapo de
'6 mszes ou pelo lempo que so convencionar, dan
do-se por garanta predios terreos novos, livres
c desembarazados, quanlos forera precisos para
I garantir a referida quanlia : a quem convier este
negocio, dirija-so a esta typographia qne se Ihe
dir quera pretende, ou annuncie por este Diario
Aos senhores de
engenho.
Um professorcom pralica de 6 annos propoe-se
a ir ensinar era qualquer engenho desta provin-
cia, nao s as pnraeiras letras, como tambera
grammatica nacional e francez com toda a per-
feico : quem precisar de seu prestimo, annuncie
por este Diario ou deixo carta fechaba nesta ty-
pographia com asiniciaes A. B
No dia 20, as 11 horas, na sala, das audien-
cias, depois de finda a do Sr. Dr. juiz de ausen-
tes, se ha de arrematar o espolio do finado capi-
tao Domingos Alves Branco Muniz Brrelo.
Vendo-se una cscrava crioula que faz flo-
res, espanadores, cozinha e ensaboa perfeitamen-
to : quem quizer. dirija-so a ra da Praia, se-
gundo andar n. 29, que vista do omprador se
dir o motivo da venda.
uo bolos, arranjam-se comidas diarias para qualquer
i pessoa, porconunodos precos, fazem-se jaleas de
substancia e ditas de arac ; no sobrado da ra
Direita n. 33, defronte da padaria do Sr. Jos
Luiz.
Acha-so justo c contratado ura terreno o
bomfelona silo na Iravessa da ra Real, perlen-
cenle a viuva e herdoiros de Vicente Ferreirados
Santos : quem se julgar com direito a elle por
qualquer onus, dirija-se a Iravessa das Cruzes n
1 no prazo de 3 dias.
O arrematante do imposto do 2,7500 por ca-
beca de gado voceura do termo de Ulinda az ne-
gocio cora a froguezia de Maranguape, relativa-
mente ao consumo daqnelles dislriclos : quem
pretender, dirija-se a ra do Vigario n. 1!, ou ao
Varadouro, em Olinda, cocheira do Sr. capilo
Gucdes.
Os dous senhores que pediram a preferen-
cia de urna das casinhas da ra do Progresso,
quoiram apparecomo mesmo armazem da rui da
Praia de carne c farinha.
Permuta-se um engenho silo na demnreacao
das freguezias de Una e Agoa-Prela, por ura pre-
dio nesta praca, e tarabem se vende tudo a pra-
zo cora boas firmas : a tratar na ra de Apollo
u. 2i, segundo andar.
= O Sr. Antonio Joaquim de Cont e Castro
tenha a bondade de appareccr na ra do Cibug
n. 2 B, a negocio que ihe intoressa.
Roga-se as autoridades policiaes o s pessoas
que souberem, de apprehender um cavallo mel-
lado claro, que no dia 10 do corrente desappare-
ceu da cidade do Becife com 2 arrobas de carne
do Cear e cangalha, 2 saceos e m3s gneros
miudos ; a pessoa que souber, pode dar noticia
na ra Direita n. 95.
= Roga-s* ao lllm. Sr. juiz municipal e de or
phios da cidade do Rio Formoso, haja de chamar
a contas a Leandro Cavalcant da Silva Guima-
res, como tutor de sous irmaos menores, para
prestar conla, pois consta que o mesmo lera ex-
traviado algumas cousas dos bons dos orphos.
Precisa-se de um caxoiro do 12 a 14 annos
de idada, dos chegados ltimamente do Porto,
dando fiador a sua conducta : na ra da Praia
n. 80.
= Aluga-se um escravo para todo o servico :
na ra Imperial n. 169, segundo andar.
Roga-se ao Sr. Andr Alves da Fonseca J-
nior queira ir concluir o negocio que nio ignora,
na ra Nova, loja n. 7.
Na ra do Caldereiro n. 16, lava-so e en-
gomma-se com perfeico : quera precisar, diri-
ja-se mesma, que achara cora quem tratar.
Paulo Francisco de Rczonde, de commnm
accordo e consculiniento de lodos os seus credo-
ros, far lvilo a dinheiro ou a prazo pequeo
com garante de sua taberna muito acreditada e
de poucos fundos, sita na ra da Imperatriz n.
5i, cuja venda ser feit por intervencao do
agente Camargo, sextu-foira 20 do corrente, s
10 horas do dia.
Vendem-se dous uniformes para o osqua-
dro de cavallaria da guarda nacional do Recife,
sendo um de grande gala e outro do servico or-
dinario, ambos completos ; na ra do Queimado,
loja da Boa Fama o. 35, de Guimares & Luz,
O Dr. Joao Jos de Moura Maga-
lhaes, tem urna carta, na ra das Cru-
zes n. i-2, segundo andar.
mm Quem precisar de urna ama captiva para o
servico interno e externo de urna casa de pouca
familia, dirija-se a ra Direita n. 51, segundo
andar.
-- Na livraria n. 6e 8 da praca da
Independencia precisa-se fallar ao Sr.
Manoel AntonioEsteves, que foi almo-
xurife de Fernando.
O escriptorio da companhia do
Beberibe, Marcolino Jos Pape, anda
continua a agenciar a compra e venda
de apolices da mesma companhia, po-
dendo ser procurado no escriptorio ra
do Cabuga' n. 1G.
Letellier & C, tendo de vender a
loja da ra Direita n. 9, pertencente ao
Sr. Marcolino da Costa Raposo, em vir-
tude da autotisacao que este passou pa-
ra pagamento de seus credores, avisam
a estes que at o dia l do crtente
apresentom os seus ttulos de dividas no
ai mazem dos mesmo? na rua da Cadeia
n. i i, sob perra de ser vendida dita loja,
e atear-seseu producto pelos credores
que tverem apresentado seus ttulos,
ic-indo estes e os anntinciantes desone-
rados de qualquer responsabilidade pa-
ra o futuro.
Jos dos Aojos Vieira de Amorim
mudou-se da rua Nova para o sobrado
n. 17 da rua do Hospicio era que es-
teve o collegio do Bom Conselho : as
pessoas que o tverem de procurar all
oacharao pela manhaa ateas 9 horas e
a tarde das 4 em dante.
Quem precisar de urna pessoa par-
ticular pare cosinhar em sua casa, di-
rjase a aboboda da Penha, no fundo
da taberna.
O abaixo assignado declara ao
publico que desde o da 5 do corrente
deisou de ser profssor de latm do col-
legio do Sr. Jeronymo Pereira Villar.
Recife, 17 de Julho 1860.
Manoel Francisco Cocino.
P.ela recebedoria de rendas internas geraes
se faz publico, que no corrente mez que os de-
vedores do segundo semestro do exercicio cor-
rente de 15591860, relativo aos seguintes im-
pos: decima addicional de mo mora ; imposto
de 20 por cento sobre lojas, e dito especial a 80$
sobre casas de movis, roupas, perfumaras e
calcado fabricado em paiz estrangeiro leera de
paga-lo livre de multa. Recebedoria de Pernam-
buco 1 de junho do 1860.O administrador, Ma-
noei Carneiro de Souza Lacerda
Aluga-se o segundo e terceiro an-
dar ou soto do sobrado n. 61 da rua
Nova, qualquer dos andares teem bas-
tantes comrnodos e acham-se em tal es-
tado de asseio que dispensam fazer des-
pean cora pinturas e outros arranjos :
quem pois os quizer procure entender-
se com o abaixo assignado na mesma
casa ouera seu escriptorio no pateo do
Collegio ou praca de Pedro II.
Jos dos Anjos Vieira de Amorim.
Curso de rhetorica.
O acadmico Manoel Francisco de
Honorato, profssor particuiar autori-
sado pelo governo, tem aberto o seu
curso deeloquenca e potica para ha-
bilitacao dos estudantes que quizerem.
prestar exame nestas materips no futu-
ro mez de novembro, em casa de uas
residencia, rua Direita n. 88, primeiro
andar.
Attencao.
Precisa-se alugar urna preta que faca os servie
eos de casa como na rua, c quo entenda algum-
cousa de lavar roupa : quem a tiver, dirija-se a
rua Nova n. 50. taberna que faz quina para a rua
de Santo Amaro,
-rtv
ILEGVEL



DIARIO DE PER.NAMBUOO. QUARTA FfclRA 18 DE JLHO DE 1860.
Attenco.
Precisa-sc alugar um primeiro anJar que le- '
nha coromodos para urna familia, as seguirnos I
ras : no bairro de Santo Antonio, ra dasCru-'
cs. largado Rosario, dita cslrcita ; bairro da S.!
Jos, ra de Santa Rita, Rangel, Direila, ou pa-j
too do Trro : quem livor, dirija-se a ra do Bruta
n. 4, ou uunuiicie por este Diario para ser pro-!
curado.
Gompanhia de seguros
martimos
SEGURIDADE
NO
TU Ac Juwvo.
Agencia de Pernanibuco
RUADO TORRES.
Guilherme Carvalho & C,
actuaes agenics desta companhia, avisam ao res-
poilav'el corpo commercial c a quem convicr,
que se achara competentemente autorisados a
effectuar qualquer seguro.
Aluga-se urna boa casa tenca ern S. Jos
do Manguinho, qua;i defrontc da igrpja : traa-
se na ra do Bruna n. 10, armazera de Manuel Jo-
s de S Araujo.
Dr. Augusto CarneiroMonteiro da Silva A
6 Santos, medico operador e parleiro pode fe
Q ser procurado na casa Je sua resideucia 5
@ na ra do Uangel n. lfi. @
Borzeguios patente.
Lustre e bezerro
\ 6$000.
45 fina Direila 45
Sempre solicito o propietario deste
i estabelecimento em poupar a bolsa de
i seusfregueze?, acaba de dcscobrir-llies
urna mina de borzeguins, que nao sen-
do Melis era Suzer. s5o todava iguaes
a estes no durar, tendo por nico defei-
! to serena poucos.
Aviso aos thesoureiros e
chefes de ir mandado
Ac.hando-se prximo o lempo de algumas
igrejas festeiarem osseus padroeiros, Jos Pau-
lino da Silva cora faUfica de fogoscm um terreno
da ra Imperial, avisa a todas as irmandades e
contrarias religiosis, e a quem possa mais itile-
ressar, que lem efloclivamente prompto um gran-
de soriimrnto de fogos do ar, tanto com bombas
miudas como de bombas reaes, fogueles para
Be* *~ -r *r> o <
'-* \> vi > *
ee a ##*<
Aluga-se
urna casa terrea na na da Guia n. 10, com um
boin quintal que deia para a ra de Apollo, pro-
pria para qualquer estabelcrimenio de qualquer
um dos lados, por ler a vanlagcm do licar era
lugar de esquina; a pessoa que Ihcconvicr. pode
dirigir-se ao armazem Progresso, no largo da
Pcnha n. 8.
<>' vj i^r '.> ^* *-"*
Altenco.
m
8
Curso pratico e theorico de lingua fran- @
ceza por urna senhora franceza, para dez m
@ moras, segundae quinta-feira de cada se-
}$ mana, daslO horas al meio dia : quera
quizet aproveitar pode dirigir-se a ra da jg>
A Cruz n. 9, segund andar. Pagamentos
@ adiantados. **
#o @@ 1
Aluga-sc tres moradas de casas terreas re-
cenlemente acabadas, no atarro, odiante da fa-
brica de sabo, com os fundes para o raminho
du ferro : a tratar com Jos Ja Cruz Santos, na
ra Nova n. 51.
PENNA OEACO
de W.SCUL.Y.
%-
vendem-se em gyrandolas ou sollos, conforme o
goslo do comprador, n;andando-os conduzirc
queimar como costuma, por preco mais barato
do que o que se costuma comprar. Este esta-
belecimenlo offerece ao comprador muito maior
vanlagcro, riem pela superioridade do fogo
que boje geralmenle conhecido, lano na capi-
tal como no cenlro, completa commodidad- do
proco c promptidao, obrigando-se o annuncianle
por iiualquer arara que possa haver, fazendoum
abale no preco, quamio por acaso nao saia como
o aflanca, declarando aquellos que os quizer
comprar era gyrandolas ou em broqueis. dove-
rao alisar tres di'S antes, se for em quantidade,
para se preparar e armar, c sondo em pequea
porcao, avisar do vespera ; e para mais Facili-
tar ao comprador, no caso de nao querer ir casa
de sua residencia, peder entenderse no largo
do Paraizo rom o Sr. Jos Pinto de Uagalbes, e
na na Direila, luja de cera confronto a sachris-
tia do Terco do Sr. Dionizio Ilylarin Lopes.
LASA LES0-1RASLEH\,
2, Golden Square, Londres.
J. ff. OLIVEIRAtendo augmentado, cora to-
mar a casa contigua, ampias e exccllenU-s ac-
coramodacocs para muito maior numero de hos-
pedesJe. novo so rccomincuda ao favor e lcni-
branca dos seus amigos o dos Sis. viajantes que
visitem esta capital; continua a prcstar-lhesseus
serviros e bous oficios guiando-os em todas as
cousas que precisen) conliccimcnlo pratico do
paiz, etc.; alm do portuguez e do nslez alla-se
na casa o hespanhol c francez.
laiiUMiaaasygflMg
xLico*
I
DO
Rio de Janeiro
P'mca da Independencia n. 22
Acham-se oxposto^a venda os fcilhetcs, meios
e quartos da 34a lotera da empreza lyrica cujj
lista se espera ne di i 20 do crrenle pelo vapor
Portugal e a Ia de N. S. de Aracaju no Qm deste
mez.
Sanios Vieira.
Quem precisar de urna ma para casa de
homem solleiro ou casa de familia, qual lava e
engomma com muila perfeicao, sendo no caso
que nao durnia na mesnia casa, dirijvse a cam-
boa do Carino n. 40.
m
Attencao
O abaixo assignado faz scif ntc ao Sr Luiz Jos
I Marques, arrematante do imposto de 20|O sobre
--Pede-so a pessoa que anuunciou um silio o consumo de espirilos de produccao brsiteira,
na Casa torle, a hondade de designar o lugar que deixa do vender dito espirito em sua taberna
onde se deve tratar, ou dirija-se a ra do No- sita as Cinco Ponas n. 82, desde o 1. do cor-
gueira n. 21. | rente, e como ja esleja prcveniJo o dito arrema-
A. 1. Ribeiro de Carvalho, retira-se para a tante, pocJsso, para nao se chamar a -ignorancia,
Eu'Pa. o faz lamben) pela imprensa. Recife lude jullio
Aluga-se o lerceiro andar da casa n. 47 da dcl86'.Alexandrino Mnximo Leal de Barros.
ra da Imperaliiz : conlrata-se no segundo da
mesrra, das 9 horas do dia s 2 da larde.
Quera precisar de urna ama para casa de
homem solleiro, dirija-se a ra do Padre Flo-
riano n. 03.
|BS@@ @@@@@
jL/ieoes de gcogva\rt\ia.
f$ Do de agosto em dianlc se acha
Ao publico.
p'arMcipado'lo^nSnTe:
Itade discpulos nao podia continuar a aula de I um mo "Mtdo. Os senhuresque se da Cadcw -0 ?"Si! r
esenhu, que o annuncianle dirig;, ha iros inc-f T'^erem matricular dirijam-se com lem- g PeiliJo a polica.
es, esse o motivo por que oraesmo deixou ,jP I Ef l'u ;' rua da Soledadc n. 33 das s 5 Ao amarillecer do da 10 do correnlc furtan
ASSOCIAQfiO
DOS
Artistas alfaiates.
De ordem do Sr. presidente convido a (odas
as pessoas que se alistaran) como socios ellectivos
desta Associacao, c mesmo os que leem dadoal-
gum dinheiro |ior conla, que venliam prestar ju-
ramenlo al o dia 18 do correnlc ; litando lodo
andar, precisa-se fallar ao Sr solicitador Manuel 1 dotf estatutos.
Secretaria da Associacao dos Artistas Alfaiates
13 de julho de 1860.
Antonio Macario de Assis.
Io. secretario.
Na ra da Cadeia do Me.iife n. 88, primeiro
Pereiri de Magalhes.
Prccisa-se ao um caixeiro portuguez ou bra-
sileiro, que seja fiel e morigerado para urna loja
de calcado francez, tendo pralica de commercio,
e dando fiador a sua capacidade : a tratar na ra
Nova n. I, loja.
Aluga-se por preco commodo um grande
ra do Brum n. 31: a trotar na ra
monda.
Em um silio nos suburbios da cidade de i
Olnda existe para sor negociado, cm um s ou
com bombas extraordinarias, os^ quaes -diversos lotes, porcao de gado,muito proprio para
crescer por ser lodo do pasto, send > : garrotes,
novilhas e vaccas, entre estas algum; s com crias :
a tratar no segundo andar dosobriJo n. 53 da
ra da Cruz.
Estabclccitla cmLoBtlres
Tendo o Illm. Sr. director do collegio do Bom
Conselln
fal
descnl
leccianar no dilo collegio, no qual .-erebeu sem- fii^^^o > e"R"hn ^'h0'1 um rto caslanho amarel-
pre di paite de lodos, e principalsimo do Illm. I @@ @ lo. pescoco tino, carrega bailo obligado, e galo-
direcior o melhnr e o nuis delicado Iratamenlo. Aluga-se o segundo andar da casa n 13 da Pa.m,nl0 hcro \ es, MH M do corpo do ca-
..,,.a. jUlh. ..-..-.....! jjjj. vrs,ri:. u fti^"^ n: ^:^:^^:-z:;^ti
- No escriplorio de Domingos Alves Malhcos ?* foc'lmi'"l r^nhecdo quem o pegar e CAPITAL
Stttsa^JHaS^-S?^???"" o ui\Vi8 de libraa
engenho as immediagoes da villa do l.imoeiro. Antonio da Silva Gusmao. Q*0UniQ
Aluga-se por preco commodo o armazem n. -^v -m CSlCriUldS
2?, silo no caes 22 de'Novembro : a tratar am i-'O IP-U Saunflers Brothers & 0." tem a honra deln-
!indr!lhu,tUn"nC"llad0CLuiGuln0Sl?Ct- rCUC 30 ormar aesSrs. negociantes, proprietarios de
r^ Mine W| -Aviso aos senhoresdonos de si.ios que li- OO Sl\ Manoel G.ill$alveS Tul- -^as, eaguem mats convier, que es.ao plena-
Utll I LO verem formigasequizerem ficar livresdel'as, di-lec n flVOI* (lp aiHiflrOPP- ,,n men,e autor,sa(l03 PeIa ,ll,a companhia para
* A WlTTiflE'iTnM *ll?fcl rijamse ra da Gu,a n. 47. '.. FFa40V0- j elTectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
$ m.M l\AMSk.K&m 91 PrerisasedeumcaJseirodeiaaU^ QegO-jdra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que coii'iverem osrr.csmos ediliciost
quer consista em mohilia ou eio fazendas de
qualqu "alidade.
O absiso assignado roga aos srnhores aca-
dmicos que contrahirara delitos em sua taberna
e bilhar sito no lugar do Monleiro, hajam de ir
ou mandar sasa/.er seus debilos, sao no prazo
de 15 das ilesla publica^o, do contraro ser
toreado a usar dos meios que a lci lhe faculta.
Nicolao Machado Freir.
rJS
de francez e\
Estas peonas de difi'erenles cualidades, sao fa-
bricadas de aro de prala refinada de prirneira
tempera, e sao applicaveis a todo o tamanho de ,
lellra. Preco 1&J0O cada caixa e pennas de o uro i
pelo mesmo autor com pona de diamante, que
teem a grande va'nlagem de nao eslar sujeitas a \
crear ferrugem e conservandose hora limpassao
de durn^io infinila, deposito em casa dos Srs.
Quedes & Goncalres ra da Cadeia n. 7, c por
atacado com o inventor Guilherme Scully, pro-i
l'essor do calliaraphia na ra do Imperador n.
7 5, sobrado.
C'-i Dr. Carnoiro Munteiro aproveitando da- i?-
O proporcao que tem para mais fcilmente 6
C'-O executar os'lrabalhos departo, o aconse-
Ihado pelo feliz resultado que tem obtido $}
"^ em multiplicados pirtos laboriosos, tem S
@ fcito sua especialidade sobre este ramo @
)$ para o que podor ser procurado a qual- @
@ quer hora, na ruado llangel n 16. S
S S>#^
Sabio a luz o 3' iomo cas Diogra-
pinas (ie alguns poetas, e outros lio-,
mens Ilustre da provincia de Pernam-
buco, pelo commendador Antonio Joa- i
quim de Mello. Contem as biograpliias.
ile Luiz, Francisco Je Carvalho Couto, i
Jeronymo de Albuquerque HaranhSo,
Alvaro Teixeira de Maccdo, e Xo5o
piano. |
f Mademoiselle C.lemencc de Hannetot *P
; de Mainievillecontinua a dar licoes de Sg
francez e piano na cidade c nos arrabal- ^
= des : na ra da Cruz u. 9, segundo andar, m
Precisa-se de urna
ama para cozinhar c com-
prar para urna pessoa-
na ra estreita do Rosario
n- 21, primeiro andar.
iAssociacao nio Be-1
I neicente Martima. |
8 De ordem do Sr. presidente 2f>
M convido a lodosos socios elfecti- M
y vos para compareceirm a sessao s|
^ da assemblea geral.que ha de ter ^
^ Ligar sexta-feira 20 as t horas da j
* tarde rua do Trapiche n. i 3. 3|j
Secretaria da Associacao Uniao a
Benciceutc Martima t de ju- |P
IhodeISGO.Jos Sabino Lis- ^
boa, primeiro secretario. |j|


Antonio Salter de MendonQa ; versos, %|5jiS
entre os tpiaes 30 odes anacrenticas,! Em resposta ao annuncio |da pessoa que
uma noticia intersate do levante de! T10!- alugar um primeiro andar con, cozinha,
., .,,. quoira dingir-sc rua da Cadeia dolRccife, casa
oianna era 1821, e noventa < tlous n. 11, que achara cora quem tratar.
documentos inneditos. Por ora em' ,N silio do Salgadinho de Olinda, do Sr.
mao do autor Carvalho Siqueira, ha um homem solleiro que se
..,.*. .. oll'erece para qualquer servico.
O Ilr. Joao Ferreira da Silva mudou-seda
rua do llangel para a do Livramento n. 6, so-
da Silva mudou-seda &&^&^ ^&f&&9&&^&
JRuaestreita do Rosario n.SJ 0ornoDFord?lit,otr.: Da ru" doCor'lcio que nao ignora.
;;> Francisco Pinlo Ozorio colloca denles ar-
{$ tiliciaes pelos doussystemas VOI.CAN1TF., fe
j$ chapas de ouro ou platina, podendo ser J.'
@ procurado na sobredila rua a qualquer -t
5$ hora. m
##@S-3 ,<
Iloga-se aos Srs. devedores a firma social
Je Leite & Correia era liquidar^.ao, o obsequio
de mandar salda seus dbitos na leja da ruado
Queimado n. 10.
Os abaixo assignados participara ao respei-
tavel publico c com especialidade ao corpo do
commercio, que ncsti dala dissolvcram a miga-
vilmente a sociedade que linham na casa de ne-
gocio sita na rua Uireita n. 21, sob a firma de
Magalhes iS; irmao, icando o socio Antonio Pin-
lo de Magalhes do pesse do eslab.'leci
encarregado da liquidaco do active ep
exiincla lirnia. lleciie 13 de juihodu- 1SC0.An-
tonio Pinlo de Magalhes, Francisco Piulo de Me-
calhaes.
FORTES
DOS
11 l tii i uc
to!De Mais afamados fabricantes da Europa.
ass.ivo da I.
ESTftBELECimENTO
DE
PARTIDAS DOBMDAS
Rua Nova n. 25, esquina da Camban do Carmo.
Neste estabelecimento acha-sc um completo soi lmenlo dos melhores, mais elegantes c mais
I irfiF^ PH VTIfV^ ')em constril','os pianos de ()ue ha noticia.
_ No iiic-ino estabelecimento existom, chegailos Inpouco da Europa, alsiuns pianos de machi-
Uuis vezes por sciiiana r r .
ftii'ii'f-)- a clh-iln- 6e 7 I I- lft|_ ismo do mellior goslo e de maior perfeicao do que quaesquer outros, os quaes nao smenle se
linarias e SaUpaUOSaS / lloras ta IlOllt prelam pe|0 seu m3Chinismo a toda as pssoas que s&bem msica, mais aindn quelles que igno-
RUA NOVA SOBRADON. 15. r,m esta arte. 11
II. CoBseca le fflcdciroM, continua a dar j /\!m destes pianos exi>tem tainbm no mesmo estabelecimento, harmnicos ou Serapbina, os
eWasaacim"1u,,tXr'Tamben'f^ hel,a ** f"do *-* ?, acompanhamenlo de piano, e tambera
dos estabelecimentos e escritorios cquelles se- produzem excellentes ellenos harmoniozos em igreja ou capelb, tambera ha meihodo e msicas
nhores que desejarem assim aprender, nos dias adquadas ao ditoinslrumento. Espera-se que o respeiiavel publico e os menles de musir nao se
que convencionar. demorem em mur.irera-se de lao excellenles instrumentos, cuja preco aliase razoavel, e de cuja per-
CONSUCTOR10 MEDICO-CIRIRC1CO feicao inconlestavel.
Na mesma cssa afinam-se econcertam-se pianos com a maior perfeicao possivel. Na mes-
I ma casa exislem ebegados ha pouco da Europa lindas msicas do melhor goslo possivel e do nit-llior
O Sr. Ihesoureiro das oleras manda fazer pu-
blico que em consecuencia dos grandes prejuizos
que lem soffrido com a exlracco das loteras
pelo plano actual obteve do Bxm. Sr. presdeme
da provincia permissiopara asdias loteras se-
ren d'ora em diante exlrahidas pelo que abaixo
raitranscripto; e nesla conformidade se acham
expostos a venda, lodos os dias no escriplorio
dasmesraas loteras na rua do Imperador n. ?C,
e na praca da Independencia ns. 14 e 16 das 9
horas da manha a oda larde os bilhetes e meios
da lerceira parte da quinta lotera do hospital
Pedro II, cujas rolas deveio andar impreter-
velmentc no dia 2~> do crrenle mez.
Thesouraria das loteras lude juuhode 1S60
./. M. da Cruz, escrivao.
PLANO.
3200 bilhetes a lOcOO.....
-0 por ceolo. ......
32.000J000
6:4005000
25:600?J(00
no
Hr. Ignacio ivmo Xavier
N. IG-Patco do Paraizo-N. 16.
Consullas lodos os dias. das 6 1|2 horas s 11
horas da manhaa, c das 31i2 as 5 1(2 da lardo.
As pessoas pobres que se dignarem recorrer a
seus olficios serio altcndidos graluil; mente ; as-
sim como gratuitamente se Ihes dar muitos dos
remedios precisos para o seu estabelecimento.
O bacharel A. R. de Torres Bandeira, advo- |
ga no crime c civel, na sua residencia, rua larga
do Rosario n. 28, segundo andar.
agencia dos fabricantes iimerlca-
nos Grouver & Bak>cr.
Machinas de coser: em casa d^ SamuelP.
Jobuston & rua da Senzala Nova n. 52.
compositor da Europa.
1 Premio de
1 hilo de .
1 Dilo do .
2 llilos de 200$
4 Uilos de 100
8 Ditos de r.0g
li Ditos de S0|
962 Ditos de ltljj
093 Premiados.
-2"7 Crneo s
10:000$COO
4:000c000
500000
4<0t00li
400(IOO
(0-5000
2800000
9:620aOOO
-32.00Oi0C
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissinios precos.
Q^^Do-se amostras com penlior.
brado do Sr. Manoel Buarque de Macedo, defron-| ^ fiJlUtiwf'1 l PlI'IC
quasi todos os seu
collegas desta cidade torna-o recommendado
te de sua antiga habilaciio". A grande pralica de
auscultado reconhecida por quasi todos os seus i ^
__ii.___ i__.:<... i___:. .. __________>.i i W
i
diagnostico das molestias dos pulmes e do cora-:
cao ; assim como para verificar o estado de sau- 1 yY
15 Rua Nova15
Frederico Gaulier. cirurgiao dentista,
SE
de dos escravos que se desejam comprar. Pelo
crescido numero e variedades de operacoes que
ha l'eito com bdm resultado em o exefeicio de
mais de 20 anuos, se julga habilitado para prali-''
car loda c qualquer operaco cirurgica por mais
delicada e diikultosa que'seja.
g DENTISTA FRANCEZ. 3
i Paulo Gaignoux, dentista, rua das La- ^
>* rangeiraa 15. Na mesma casa tem agua e M
^ p denlifico. *j
loga-se aos Srs devedores do estabele-
cimento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio de saldaren) seus dbitos na rua do Col-
eg venia n. 25 ou na rua do Queimado loja
D. 10.
tt> ',1z louls os operacoes da sua arle e col-
*ip loca dentes artificiaos, ludo com a supe- m
Jj rioridade e perfeicao que as pessoas en- ^
tendidas lhe rcconheccm. gg
Tem agua e pus dentifricios de. oa
= OSr Francisco Aranha de Souza tem uma
caria no escriplorio de Manoel Joaqun) Ramos e
Silva, na rua da Cadeia do Recife
9> O Dr. Casanova pode ser procurado a AJj
?Ji qualquer hora era seu consultorio horneo- *)
& paihico em Pernambuco M
30RUA DAS CRUZESO
o No mesmo consultorio acha-se sempre ^
Jj grande sorlimenlo de medicamentos em ^
tinturas e glbulos, os mais noves e bem OJ|
preparados, os elementos de hom?opathia ^
Mililo Uorges Uchoa, tendo sido nomeado
agente de leilocs c esiabeleceu seu escriplorio e
armazem na rua do Vicario n. 15, oide se acha
Lindos cortes de vestidos de seda prelos
de 2 saias
Ditos dilos de ditos de seda de cores
com babados
Dilos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
i Roraeiras de fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdcnaples preto bordadas
com froco
Grosdcnaples de cores com quadriohos
covado
Dilo liso prelo e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado 18 e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
desde s 9 horas do dia al s 5 horas da larde,
prompto a cumprir asordens dos que com ellas se I r "f'a,ura',P
dignarem de obsequalo. Oa.inunciaate.no exer- Corles de vestido de seda de gaze trans
cicio do lugar com que houvc por bem nomca-lo
o meritissimo tribunal do commercio desta pro-
vincia, nada poupai para bem corresponder sua i
de largura, propria para forros
orles de vi
patentes
Dilos de dilos de cambraia e seda, corte
Cambraias orlaodys de cores, lindos pa-
(onfiaiica ; desempenhar com (idelidade o promp-|.f '"''? Tara v.j.j_
dao os deveres iiflierenle a profisseo que^dop-I^^L^tr.6 brd3dS
tou ; ludo en
laco, e con
proiecco solicita.
iros inherente profisseo que^ adop-1 ?Z*T1Z-Taa\
mvidarS cmfim por Crm)r sua repu-' ['"? e entrtocios bordados
quistar a sympathia do publico, cuja : J a.n'as. a%"onde brancas e preta
{-.. J r Ditas de fil de hnho nretas
Sirop du
DrPORGT
,L\RABE DO FORGET.
Este xarope esl approvado pelos mais eminentes mdicos Je Paris,
Icomo sendo o melhor para curar constipai;oPS, tosse convulsa e oulras,
attecces dos broncliios, ataques de peito, irrilac.6es nervosas e insomnolencias: uma :olherada
pela maulla, e oulra noite sao suliicienies. O etieilo desic excelente xarope satisfaz a> mesmo
lempo o doente e o medico.
dsposito na rua larga do Rosario, botica de fartholomeo Francisco de Souia, n. 16.
UINDIQAO
tas de fil de linho prelas
I Chales de seda de todas as cores
i Lencos de cambraia de linho bordados
j Ditos de dita de algodao bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem idera idera
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos '
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Enfeites de vidrilho trnceles pretos e
de cores
Aberturas para camisa de linho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balo de varias qualidades
Tafet rxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, var
Collarinhos de esguiao de linho mo-
dernos
Um completo sorlimenlo de roupa feita
I II I
Rua do Brum (passando o chafariz.)
l^o &epoz.Uo Acsc esiaViclecimeuto sem\\ve \ia grande sovUmento de me-
t\t vk',sikv> pava os eugeulvos de assucar a saber:
.Ma^hiais de vapor mo lernas, de golpe cumprido, econmicas de corabustivel, e defacillimoassento ;
llodas d'agua de ierro com cubos le madetra largas, leves, fortes, e bem balancadas;
Ginnos de ferro, e portis d'agua para ditas, e semillas para rodas de madeira ;
UosaJat inteirascom virgens muito fortes, e convenientes ;
Miias moendas com roletas motoras^ara agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhoes deazs ;
T.iitas de ferro unlido e batido, e de cobre ;
Pares ebicas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornallias;
Alambiques de ierro, moiiihos de mandioca, Fornos para cozer favinha ;
Ro letas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos oubois ;
Aguilhoes, bronzes e parafusos, arados, exos e rodas para carrocas, formas galvanizadas para purgar etc.. etc.
D. W. Bowman confia que'os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o houram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz Yiagem annual para o dito fim,
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
ino a voutade de cada comprador, e de fazer os concertos de que podero necessiar.

9
$
1*200
8
35000
1500
10*000
16J000
13000
9
9
9
9
9
8
$900
9
9
S640
9
9
39500
9
6JS000
8500
9280
9500
S800
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colletcs, calcas de muilas qualidades
de fazendas
Chapees francezesGnos, furnia moderna
Um sorlimenlo completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, pellos de linho e de
algodao brancas e de cores
Ditas de fusiao brancas e de cores
Ceroulaa de linho e de algodao
Capellas brancas para noivasmuito finas
Um completo sorlimenlo de fazendas
para vestido, sedas, 15a e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de. cores para
meninos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de lio de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbutina decores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sorlimento completo de lu^as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Cortes de collete de gorgurao de seda
de cores
Dilos de velludo muito finos
Lencos de seda rxos para senhora
Marquezitas ousombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapatinhos de merino bordados proprios
para baplisados, o par
Casinetas de coresdeduas largurasmui-
to superiores, covado
Setim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado
Setim liso de todas as cores. covado
Lencos de gorgurao de seda pretos
Relogios e obras de ouro
Cortes de casemira de cores a
3
895OO
9
9
9
8
*
8
19600
9320
1*200
9700
2g000
I5OOO
9
9
3
2*50
9
25000
13000
13600
9
I
%
53000
3200
Thesouraria das loteras 30 de junho de 1860.
O ihosouri'iro, Manoel Cauillo Pires Falcan.
Approvo. Palacio do governo de Pernambuco
2 de julho de 1860.Leiao da Cunhe.
Conforme.Antonio Leite de Pinho,
Aluga-se por commodo preco uma boa casa
sita na Pass'gem da Magdalena, ao norte da es-
trada, entre o ponto grande e pequea do Chora-
menino, com preporces para grande familia,
collegio, 011 outro qualquer estabelecimento r,uo
demande grande aposento, constando de 4 salas,
8 quarlos com vidracas p;>ra Mra, despensa e co-
zinha tora, quailo para pretos, dito para criado,
cslribaria para cavallos e grandecorheira, urna
saleta e um quailo. Alugam-se nais5 boas salas
inleiramente independenlesdo corpo da rasa,se-
paradas ou en^lobadamente : as pessoas que pre-
enderem, dinjam-se ao pateo do Paraizon. 10,
a tratar rom o Dr. ignacio Firmo Xavier.
Agencia de passaporle c folha
corrida.
Chudino do Reg l.ima lira passaporle para
dentro e fr3 do imperio por commodo preco e
presteza : na rua da Praia. primeiro*andar n. 43.
Urna pessoa tom as liabilitocoes precisos se
offerece rara guarda-livros de qualquer casa de
commercio : a trotar na rua Velha n. 127.
Manoei Carneiro dos Santos cum fabrica de
charutos em S. Flix, c deposito na cidade de
Maragogipe, provincia da Babia, scienlinVa a lo-
das as pessoas desla cidade quegostarcm do seus
charutos, que. lhe nao convindo mandar maischa-
iuIos 5 commisso sem ser por rncommendas,
em vista das conlas de venda que recebeu pouco
satisfactorias, por isso previne 5s pessoas que
goslarem de sua fazenda, que podem dirigir-se
ao annunciante na cidade de Maragogipe, onde se
ocha prompto a cumplir qualquer encommenda,
responsab;lisiido-sc pela boa qualidade de sua
fazenda, para o que tem grande soilimento de
fumos escolhidos, etc., etc.
Pcecisa-se alugar uma preta que sirva para
vender quitanda : ua rua estreita do Rosario nu-
mero 27.
{Consultorio central homeopalhi(-o
1 roiiMB. i
Continua sob a mesma direccao do Ma- &
^ noel do Mallos Teixeira Lima, professor $f
em homeopalhia. As consultas como d'an- $
1 les.
EAU MINERAL
NATURALLE DE VICIIY.
Deposilo na botica franceza rua da Cruz n. 22.
so
Assignatura de banhos frios, momos, de choque ou chuviscos (para uma pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,.....,"..... lOtfOOO
30 car loes para os ditos banhos tomados em qualquer lempo....... 155000
19 Ditos dito dito dilo ...... 89000
J B ...;.. 4|000
banhos avulsos, aromticos, salgados esulphurosos aos presos annunciailos.
Esla reducro de precos facilitar ao respeitavel publico o gozo das vanlagens que resullara
da frequencia de um eslabelecimento de uma utilidade incontesiavel, mas que infelizmente nao
estando em nosso hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada;
f Botica central homeopalliica
I Do I
DR. SABINO 0, L PIKIIO-1
Novos medicamentoshomeopalhicos en- S
^ viadosda Europa pelo Dr. Sabino.
Estes medicaraanlos preparados espe- @j
cialmentespgnndoas necessidadesda ho- f
meopaihia no Brasil, vende se pelos pre-
qos conhecidos na bolita central horneo- q
palluca, rua de Santo Amaro (Mundo No- ^
vo) n 6. $p
PRECISA-SE ALUGAR
uma escrava.
Quem tiver e quizer alugar urna escrava para
casa de familia que s tem duas pessoas, e leu-
do as qualidades segninles, que Saina cozinhar
bero, que compre, que engomme alguma cousa.
que stja muito fiel e multo humilde, e que nao
seja vadia, dirija-so rua do Queimado, loja n.
46 para tratar, tirando o senhor da mesma res-
ponsavel por estas rondicoes, e apparecendo nao
se olha a preco, s se desoja que o senhor afian-
ce estas qualidades.
O Dr. Ignacio Firmo Xavier, medico, lem
fixado sua residencia nesla cidade, no pateo do
Paraizo n. 16, que faz quina com a Iravessa de
S. Francisco, e ah offerece os seus serviros me-
d'cos : as pessoas que se dignarem honrar com
sua confianca, lano no interior como para fra
da cidade, e a qualquer hora.


(6)
Ama de leite.
Preoisa-se de urna ama de leite : na
ra de Santa Rita n. 91.
Aluga-se uui sitio grande cora
excellente casa de vivenda, comtodasas
corcmodidadcs para familia, no
da Ca-:a Forte : a tratar cora
prietartos, N.O- Bieber & C.
Oliera prensar de urna negrinha propria
para oa de meninos, dirija se a ra do Hospicio
ugar
os pro-
36.
Guarda-livros
OITerece-so um moco com ptaticn do commer-
e!0 c eom boa letra para caixciro de escripia d
qualquer eslabolecimontn quem do seu prcsli-
ino se quizer ulilisar, dirija-se a ra do Passeio
Publico n. 11, loja do fazendas.
O abaixo assignado, encarroado da desin-
focro como deve constar aos senhores inspecto-
res de quarteirao, pela circular do Illm. Sr. I)r.
ehefe de polica aos senhores subdelegados, a
q'ial datada de 10 de maio comnte, faz mien-
te aos senhores inspectora, que logo que se do-
re m casos de angina, escarlatina e outras moles-
lias que grassam epidmicamente, avisom no
mesmo abajxo assignado para mandar proceder
a destufeceo como por ordem superior foi deter-
ruinado.Jos da Rocha- Prannos.
O Sr. Antonio Aniceto da Silva que estove
no i-ngeuho Piuienteiras da reguezia da E.-cada,
qMoira mandar pagar tima letra da quantia d
702*966 vencida no dia 10 de junlio prximo pos-
sido ; e por se ignorar sua residencia faz-so os-
le pedido : para o (irn cima, dirija se a ra do
Oueimado u. lS, loja do Jlanocl Ribtiro de Car-
falho.
Aluga-se a meiade de um lercei-o andar
para pequea familia honesta, por commodo pre-
;o ; e Umbem se d morada do graca a urna se-
nhora honesta para fazer companhi a una 86-
n.iora casada : para tratar, na ra do Burgos n.
31, padaria.
No bolequm da aguia
d'ooro, ra estreita do
Rosario n. 23,
confronte a estrada da ra das I.arangeiras forne-
ee-ie almoco o jantar, maodando-se levar em
casa das pessoas que quizerem, por mdico pro-
co, do meio dia dia cni dianle, as.-im como nos
domingos c dias sanios haver a bem preparada
nao de varea, das :! huras da manlia.i Fin diante
e todos os dias das 7 horas da manhaa em diante
haver papa de farinha do Haranhao e ararula ;
assim como haver comida prompla a qualquer
hora que se procure no c-stabclcc-imcnlo.
Compra-scuma mulata
per feila costureira ; n tratar
tadeia do Recite n. 6.
oh negra que soja
na loja da ra da
Compra se um buhar em hora es-
tado : na ra da Cruz n. o.
(OBSIanlemciie
com pra-se, vende-se e lroca-se nscravoS: na ra
Dtreita n. 66, cscriplorio de Francisco Malhiaa
Pereira da Costa.
Compra -se urna preta de 16 a 20 anuos
que saina eugommar, coztuhar e cozc
alame sua conduele: na na da Cru
zem n. ''.
Compra-se escravos de ambos os sexos de 12
a:l!,-a,"lt!,,para o.ra da provincia, se liverem boa
so bem : na ra l)i-
lsco Matl.ias Pereira
Coral.
Vende-so verdadeirn coral de raiz, na ra lar-
ga do Rosario, passando a botica, a segunda loja
de miudezas D 38, rap de Lisboa, e muilas
mais qualidades de rap ; assim como multas
miudezas muito em conla ; e s vista do com-
prador se dir o proco do ludo.
Vendera-se por proco commodo duas vac-
cas, urna solteira e outra com cria e leite, as
quaes servem para criar ou para o acougue ; no
sitio do Sr. Francisco Antonio de CarvalhoSi-
quoira, no Salgadinho de linda.
_ Vende-se um escravo de bonita figura ega-
iiha na roa ; na ra do Rosario da Roa-Vista n
j6, se dir quem vende.
Mannelada
Na roa Direitan.6, vende-so para liquidara
1Ja lata com 2 libras.
Cliegueiii ao barato
O Preguica esta queimanJo, em sua loja na
na do Queimado n. 2.
Pecas de bretanlia de rolo com 10 varas a
25?, casemira escura infestada propria para cal-
ca, collete e palitots a 960 rs. o corado, cambraia '
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente minio fina a 33?, 49, tiH>]
e 65 a pega, dita lapada, com 10 varas a 53 e
G5> a peca, chitas largas da mojemos e escomidos
padroes a 210, 260 o 280 rs. o covado, riquis-
simos chales do merino estampado a ?f e 835
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 9$ cadi um, ditos com urna s pal-
ma, muito finos a 8-?500, ditos lizos com fran-
jas de seda o 5, lencos de cassa com barra a
100, 120e 100 dda um, metas muito finas pa-
ra senhora a 43? a duzia, ditas de boa qualidade
a 33? e 33500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para coberli a '280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 53900 a poga, e a 100 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 13
135200 e 135000 a vara, dito prclo muito encor-
pado a 135500 a vara brilhaniina azul a diO, rs.
o corado, alpacas de difierentes cores a 360 rs. o
covado, cesemiras pretas finas a 23500, 315 e
33500 o covado, cambija preta e de salpicos a
''00 rs. a vara, e outras muilas fazendas que se
fai patente ao comprador, e de todas so daio
amostras com penbr.
Camisas inglezas
Na loja de Gocs & Bastos, ra
do Queimado n. 4G.
Acaba-se de receber um
i das verd.ideiras camisas iu
com pregas largas, poilos de linho, sendo eslas
DIARIO DE PERIUMBCO. QUARTA FE1RA 18 DE JULHO DE 1860.
ARMAZEM
DE
Fazendas baratas.
Ra do Queimado n. i.
Chitas francezas miudinhas s 220 rs. o covado.
II iberia.
Cortes de hiberla com 14 covados a 21500 o
corle.
Cobertas,
Cobcrtas de chita chineza a 23.
Laa a 320.
La para vestido, pelo baratissimo preco de 320
rs. o covado.
Chales.
Chales de merino estampados a 23500.
Cassa musselina.
Cassa musselina para babadjs. com 10 varas,
muito finas (que s vendia a 5j5C0) por 49 a peca,
selim de todas as cores.
Chita miudinha.
Chitas miudinhas, cores fixas, a 160 rs. o co-1'
vado.
Ricos cortes de seda.
Corles de seda superiores, pelas e de cores, a
60UOO, cambraias protas finas a 500 rs a vara.
Lencos brancas.
Lencos para algibeira a 23 a duzia.
Camas de ierro.
Grande sortimenlo de camas do forro batido e
Tundido para urna e duas pessoas, ditas para me-
ninos, e bercos, tudo da ultima moda da Europa,
que se rendero por prego commodo. tanto em
porcao como a relAhn : no deposito de camas de
trro na ra da Impcratriz n. 75.
Vende-se muilo em conla vaquetes de lus-
tre para carro : na ra da Imperalriz n. 78.
Piano
Saunders Brothers & C. tera para vender em
leu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimenle
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood ASons de
muito Drorjrios o ara este clima.
Londres,
Literatura.
Diccionario musical, obra muilo importante
e escencialmente para as pessois que sao dedi-
cadas a hnguagem das armonas, por nolle se en-
contrar completamente esclare:idas lodos os ter-
mos precisos o proprios a tal irte, vende-se na
ra da Cruz Recifo, livraria n. 52.
S^* Vcndem-se superiores camisas de
fustao editas de madapolao muito fino a 1
**, cortes de casemira ingleza dequadri- S$
nhos do superior qualidade a 4fl;500 e 53,
! rolletes fetos de gorguro de seda e ditos SB
J de fustao a 33500 e 43, calcas de brim de ~j$
II cor a 4g. cortes de superior barege de se- 20
da a 203 e as modernas victorias de al- 3$
?* do Sl'da Para vestidos de senhora a S
3 00 rs. o covado, tambera se vende saias S
:g balao muito boas de raueselina e ditas do 8
9 madapolao a 48500 c 5$, gollinhas de li- *3>
jg nlio a 640 rs., de todas estas fazendas M
existe una pequea porcao que se vende 9
por este proco para acabar : na loja de M
a, Augusto t Perdigao ra da Cideia do Re- S
H cife u. 23 32
Piano.
Vende-se um excellente piano de mesa, muilo
bom de vozes, proprio para Iguma senbora
aprender, e por muito mdico pre
Impcratriz, loja n. 82
preco ; na ra da
grande sorlimento
lozas muilo finas,
flgura o forem sadios, paga-so bsm : na ra lli-
reita, no escriptorio de Francia
da Costa 11. CG.
Coip
ultimas camisas de um gosto apurado, tanto f m
pregas comoomcollerinhos, pois decenio tanto
aos rapazescomo aos senhores de maior. porisso
sendo muita a porcao que recebemos, deliberou-
se a vende-las por 383 a duzia, nesta bem conhe-
cida lo a de Goes i!\t Baslo.
Vende-se um sitio muito grande, porto da
zer, que s S5"1 c?-m casa dc rTend. com paredes dobra-
u<, arma- s ^lao : mesmi1 *'"'"> 'em grandes baixas
do capim, que se coiiam 100 feixos diarios de ve-
tao i invern, terreno para vaccas de leite c pa-
raplantacoe, bom coqueiral e alguns arvoredos
de lrucla ; vende-se 3 dinheiro ou a prazo a
tratar na ra da Praia, serrara u. 55. Declara-
se que o lerieno proprio.
ram-se es-
3ravos.
Compram-se, vendem-se e iroc.im-so escra-
vo, na ra do Imperador nJ79, primeiro andar.
Compram-se oreciivamcnie meias garrafas
que foran dechampanha : na ra larga do Ro-
sano n. .50. botica.
Tachas para engeo
Fundiyiio de ferro e bronze
Bom-tom.
Recebeu-se novo sortimento de
bournu bdouine para sabida de
theatro
Loja de marmorc.
Olilquepechin-
cha !
Na ra do Queimado n. 41, vendem-sc chitas
i finas francezas a 200, 2 O e 260 rs. o covado
; a ollas, que so acabam. '
!| Milho e farelo
I a 4^500.
Vende-se na iravessa do pateo do Paraizo n.
16, casa pintada de amarello, com oilao
; ra da Florentina.
para u
^S3-
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa : emcasadeS. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzalan. 42.
------. ^, &s,w >nBwosBVinvrMBnrM
hm casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 57, vendem-se
elegantes pianos doafarrado fabrican-
te Trauuiann deHaraburgo.
Pchinclia.
A200rs. o covado.
Armazem dc fazendas, ra do Quei-
mado n. 19.
P-^.'aA^i^^iJ^ Laazinhas para vestido a 320
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos de todas as nacoes p9-
dem teslemunhar as virtudesdeste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tcm seu corpo e mem-
brosinteiramentesaosdepois de haveremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencer dessascura maravilhosas
pela leiluro dos peridicos, que Ih'as relatam
todos os dias ha muitosannos; ea maior parte
della sao tao sor prndenles que admiran; os
medico mais celebres. Quantas pessoas reco
braram cora este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaos, onde de viam sofTrer s
amputacao I Dellas ha muilas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimenlos, para senao
submetterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusaode seu reconhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisauteutr
caremsuafirmativa.
Ninguem descsperariadooslsdo de saude sa
iivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindoalgum lempo o
mentratatoquenecessitassea nalufeza doms,
enjo resultado seria prora rincoiitestavelmcnte
Que ludo cura.
O izusiiento e til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Iuflammaro dabexiga.
da matriz
Lepra.
Malos das pernas.
dos peitos.
de ollios.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraroes ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
dasarticulaces.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
1
,1
Alporcas
Caimbras
Callos.
ancores.
Cortaduras.
uoresdecnbeca.
"as costas.
dos membros.
t-nferniidados da cutis
emgeral.
Olas do anus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fnaldade ou falta do
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas,
lnchacoes
Inflam'macaodoflgado.
Vende-se este ungento no estabocimenlo
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl.avana e Ilespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contera
j urna instruccao em prtuguez para o modo de
| fazer uso deste ungento.
ti O deposito geral em casa do Sr. Soum,
! pharmacoutico. na ra da Crun. 22. era Pcr-
( llamli'i.io.
mos dc largura de muito boa^uad'a'do" "l^~ \ende-se nma mulatinha deidade 6 annos.
e Propria para alcatifar, salas e grojas a
800 rs. o covado. dinheiro a vista.
5.S-000
5S500
250Q
4^800
Alcatifa.
Campos & Lima, na ra do Crespo n.
Ib, lem para vender alcatifa co
g&
6H9-f
DB
Yendas.
MylrizdaLuz.
ltoga-se ao Sr. Antonio Izidoro Gomes da Sil-
va o racor do se dirigir pad.iria da ra dos Pi-
res n. 44.
Peclii'nclia.
\ endem-se superiores enfeiles pretos o de co-
rescom vidrilho a 2^800, ditos pretos muito finos
MJ, bonclsde palha e de panno muilo finos a
J. ditos de pellucia, azenda de apurado gosto, a
05, leques linos a 2j500, pentcs de tartaruga a
imperalriz a 9g, luvas do seda lisas e bordadas a
1 o 1S200 o par, rosarios de cornalina a 25500 e
J, estampas grandes linas a lj, ditas pequeas
alG0e240rs., fitas de sarja, franja de seda,
trancas com vidrilho o sem viilrillio, e outras
multas miudezas que so venderao por proco com-
modo : na ra larga do Rosario, loja n. d.
A 4#500.
Vendem-se cadeiras de ferro a 4&500, lalheres
rravados muilo finos a 3^. 25200 o ;j500 a duzia,
caivetes linos com cabo de madreperola, lesou-
ras linas de diversas qualidades, agulhas france-
zas a 200 o 210 rs. a caixa, ditas superiores a 280,
tinta para desenlio a 2i0 a caixa, dita grande a
lUrs., agulhas em carteira de marrouuim cousa
muito superior a 800 rs., pennas de ac finas a
WO rs. a esiu. cspelho para parede a 600 rs.,
dilo redondo de 9 caras a 1560!). toucadores pro-
les e braneos a 25, 25100 c 25SOO: na rna larga
do Rosario, loja n.33.
Escrava.
Vcnde-sc urna escrava moca com todas as ha-
bilidades precisas, e vende-se em cotila ; no pa-
teo do Terco, botica do Sr. Torres.
Vende-se
na ra larga do Rosario n. 33 superiores cartel-
ras grandes para dinheiro, dilas para letras a 65,
Francisco Antonio Correia Cardozo
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Lingoas,
Vendem-se lingoas muito novas rocenlemente
chegadas do Rio Grande, por barato proco : na
aborna da ra do Imperador n. 83, de Leite &
Molla.
Pechincha
No armazom da ra da Madre de Dos n. 8,
vendem-se saceos rom feijao ha pouco chegad
do Porto, pelo barato preco de 7g000 o sacco,
muilo novo, e regula cada sacco 30 cuias.
AOVA LOJA DE ROIPA FEITA
N 08 P r*;~* ai k No bem conhecido e acreditado deposito da
i>. JS. ----- Klia Oireita----- IV 98. | ru da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender
Nesta loja vende-se roupa feila com toda per-1 P.tassa da.R"ssia e da do Rio de Janeiro, nova
fecao, paletou, calcas p colletes dc diversas fa- e e?uPeriorqua'idade, assim como tambem
zondas c de goslo, mais barato do que om oulra T'gem em pedra: tudo uor Breos muito
qualquer parte : cheguem, fre.;uezes, pechin- razoaveis
cha, antes que se acabe.
rs., e toalhis de linho a
800 rs.
Na ra do Queimado n. 19, vendem-se laazi-
nhas muito finas para vestido, e para meninos,
pelo baratissimo proco dc 320 rs. o covado, tos-
Ibas de linho a 800 js. cada urna, coberlas a chi-
neza. de chita muito fina a 29.
PotassadaRiissia
E CAL DE LISBOA.
j muito bonita, elegante figura, robusta, servindo
ja a mesa, propria para presente, ou a ser ap-
! pilcada costura ; 6 pechincha pelo proco : na
ra da Imperalriz n. 3, segundo andar.
Queijos frescos
a Sf400.
^ende-se na Iravossa do pateo do Paraizo n.
16, casa pintada de amarello, com oitao para a
ra da Florentina.
K^wiMBOiMgii eaios mmm
1 Champanha. 1
Campos & Lima, na ra do Crespo n. ^
IB 16, tem para vender urna porcao de gi- al;
^5 gos com champanha de superior quali- ?$
|j| dade a 209 o gigo. gg
mmtmtmm
0 SO VOPROGRESSO
ssasa ?*?^5igSig
GRANDE SORTIMENTO
DE
Fazendas e obras feiasJ
HA
Neste armazem de molhados con-
oaqe en. u^iSslSoSf rVS* me.ndnafo Periores qualidades e mais barato
dos propriclarios P P e a ma,0r parle delles recobids em diicitura por conla
Mantciga ingleza e vancoza
Mfar'lTm n.nr,a ma1isnova i 'en, viudo ao mercado
se uid algum abatimenlo.
luoja e armazem
DE
Ges&Bastoi
Fazendas finas
roupa fcita.
Auguslo & Perdigao.
Com loja na ra da Cadeia do Recife n.
vendem e dao amostras as soguintes fazendas
Cortes de vestidos de seda pretos e decores
Corles de ditos de barege, de larlalana e de ga-
ze de seda.
45 Ra Direila~4d
Este estabelecimento offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... 10x000
Ditos aristocrticos....... 9x000
Ditos burguezes........ 7^000
Ditos democrticos...... 6#000
Meio borzeguins patente. GjfoOO
Sapa toes nobreza....... Cs'OOO
Ditos infantes......... 5#000
Ditos de ltnlia (3 1|2 bateras). GxOOO
Ditos fragata (sola dupla). 5'000
Sapatos de salto (do tom). C$000
Ditos de petimetre. .
Ditos bailadnos.....
Ditos impermeaveis. .
Senhora.
Borzeguins priraeir classe(sal-
to de quebrar).......5, Ditos de segunda classe (quebra
cambada).......,
Ditos todos de merino (salto
dengoso)^........4|500
Meninos e meninas.
Supatoes de lorca. ...... 4^000
Ditos de arranca........o$500
Boizcguins resistencia 5 e 5^800
LOJA DO VAPOR.
Grande e vanado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feila, miudezas finas c perfumaras
ludo por menos do que era outras partes : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SYSTEJIA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILUI.AS IIOLLWOYA.
Este inestimavcl especifico, composto inteira-
mente dc berras medicinaes, nao contcm mercu-
rio, ncm algum a outra substancia delccteria.Be
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 de qual-
quer especie egro por mais antigs e, ienazes
quesoiam.
Entro milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguirn!
rccobrar'a saude c forcas, depois de haver tenta-
do inulilmente todos os outros remedios.
As mais aUliclas nao devem entregar-?e a de-
sosperacao ; facam um competente ensaio dos
cfficazes eToilos desta assombrosa medicina, e
prestesrecuperarao o beneficio da saude.
N;.o se perca tempo era tomar este remedio
para qnaiquer das soguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Anilas.
Areias(malde).
Asthina.
Clicas
Conyulses.
Debilidade ou extenua-
co.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
edusa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
fcufermidades no ventre.
Ditas no figado.
Ollas venreas.
tnxaqueca
Herysipela.
Febre biliosas
Febretointernilente.
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammacoes.
Ir reg u laridades
menstruacao.
Lombrigasd'e toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstrncco de ver (re
Phtysica ou consin.p
pulmonar.
Retencao de ourii*
rtheumalismo.
Symptomas ecunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
23
clina, ma-
de 640 a 800 rs. a libra b em barril
e a vista do gasto
Qaeijos (lamentos
Se' o f"euezrTSfStS Sffft n SE ".PM da E^a de *** a 3
i nt0utz uztr se tara mais algum abatimeuto.
Queijo prato
os mais noves que existero no mercado ai| a libra, em porgao se fari abalimentc.
A.meixas traucezas
7 ebjj, ditas para alsibeira a 400, 720 e 800 rs.,Um latas del li2 libra por 1S500 rs o em n,mMioir Aa -A
ditas muito linas a 8, estovas para fado a 800 e por 3-50. V l 1SUU e em campoteiras de vidro. contendo cala urna 3 libra
1#. dits linas para cabello com cabo de bfalo a mK_ i
lUustarda mglezae rauceza
em frascos a 640 rs. e om potes franceza a 800 rs cada um.
Verdadeiros figos de comadre
m caixinhas de 3 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a lg600 ti.
BolachinYia ingleza
a ma nova que ha no mercado a 240 rs. a libra c em barrica com 1 arroba por .|f.
Potes vtdrados
T" .----:------f.ii-.ycmi wuill i-KUU ue Duiaio a
2, pinceis para barba a 160, cairas de bfalo fi-
nas, ditas de tartaruga a 8 e 105, grvalas do
?tl,rnla3epeC0,,',;s a800 c !* dilas nasa
15-jUO, nares linas francezas por diminuto nreco
para acauar. r
Vendem-se errilhas novas que cozinham
muilo bem a 160 rs. a libra, em porcao mais
em cunta regula o preco do feijo, sebdo mais
apreciavel : na rna do Imperador n.28.
Fogfles econ-
micos.
Vendem-se fogoes econmicos de ferro batido
de dilferonlos tamanhos, lendo cada um o seu
competente forno para assado, e caldeira para
agua quenle, os molhoros qno possivel encon-
trar, chapas par3 fogos, portas e greltias para
ditos, bolineles de balanco para navios, urna
moenda para engenho de assucar, tudo por ba-
rato preco : na ra do Brum n. 66, armazem de
assucar.
Para acabar.
Vende-so troco fino a 400 rs., ditogrosso a 500
rs. a pega, frama de laa com 8 varas a 480 a pe-
ga, dita com 14 varas a 640 e 800 rs., aalao de
algodao branco e de cor a 120 e 160 a vara dito
de laa cousa moderna a 900 rs. a peca com 10
varas, enfiadores para esparlilhos a 8% rs. um
duzia a 720, enfiadores pretos de seda.a-200 rs '
gallo prelo do laa e seda a I52OO a pecfccom
varas, cinlurons cora borracha a 400 e 500 rs
na ra larga do Rosario, loja n. 33. 1'
Arroz muito bom.
Vende-se arroz a 3$70e a arroba, e 120 rs. a
libra : na taberna do paleo do Paraizo n. 16, casa
pin ada de amarello com oilao para a ra da Fio-
flvOlUMi
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1*000 rs. cada un
A^mendoas contestadas nronrias pava nortes
M ,, *e S Joao
a lg a libra e em frasquinhos, contendo 1 1[2 libra por 2*.
Cu nveto, \i\son e pcrola
os melhores que ha neste mercado de 1*600.2* e 2*500 a libra
Macas em caixinnas de 8 libras
contendo cada urna dilTercntes qualidades a 4*500.
Palitos de denles licitados
em molhos com 20 macinhos cada um por 200 rs.
Tijolo francez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
em latas e em frascos de difierentes qualidades.
Presnntos, clionvicas c palos
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
Latas de boiacliinlia de soda
de difierentes qualidades a 1*600 em porcao se far algum abatimento
Na ra do Queimado n.
46,frenteamarella.
Grande e variado sorlimento de sobre-
casacas e casacas de pannos finos pretos
e de cores a 28*. 30* e 35g, paletots dos
mesmos pannos pretos e de cores a 283
203 22* e 25, ditos de casemira mcscla-
dos de superior gosto a 163 e 18*. ditos
das mesmas casemiras saceos modelo
inglez 10*. 123,14* e 15*. ditos de al-
paca preta fina saceos a 4, ditos sobre-
casa tambem de alpaca a 7g,8Se 9*, di-
tos de merino selim a 10;}, ditos de me-
rino de cordao a 93, calcas pretas das
mesmas fazendas a 5* e 63, colletes pa-
ra luto da mesma fazenda, paletots de
brim trangadoa 53, ditos pardos e de
fustao a 4* e 5$, calcas de casemira de
cor e pretas a 7*. 8*. 9g e lOg, ditos das
mesmas casemiras para menino a 6g, 7*
e 8*. ditos de brim para homem a 3$,
3*500, 4* e 5J, ditos brancos finos a 5*.
6g e 7*. ditos de meia casemira a 4* e
5*. colletes de casemiras preta e de co-
res a 53, e 6*, ditos de gorguriio de seda
brancos e de cores a 5* e 6g, ditos de
velludo prelo e de cores a 93 e 103, ditos
de brim branco e de cor a 3*, 33500 e4*,
palitots de panno Bno para menino a
15*, 16* e 18*. ditos de casemira do cor
a7g,8* e9g, ditos de atpacaa3*e3g50,
sobrecasacas de alpaca tambera pa.-a me-
nino a 5* e 6*. camisas para os mesmos
de cores e brancas a duzia 15g, 16* e 20*.
meias crugs o pintadas para menino d
lodos os tamanhos, caigas de brim psra
os mesmos a5g5O0 e3*. colarinho de li-
nho a 6*000 a duzia, toalhas de linho pa-
ra maos a 900 rs. cada urna, casaveques
de cambraia muito fina e moderaos pelo
diminuto prego de 12*, chapeos com abas
de lustre a 5*. camisas para homem de
todas as qualidades, seroulas para ho-
rnera a 16*. 20* e 25* a duzia, veslimen-
tas para menino de 3 a 8 annos, sendo ||
caiga, jaqueta e coleles ludo por 10*. co- S
bertas de fustao a 6*. toalhas de linho
para mesa grande a 7* e 8*. camisas in- 5
glezas novamontechegada a 363 a duzia
Vende-se por commodo prego um
fino apprelho de porcelana, mandado
vir de en cora metida, constando de tres
ricos serviQos para cha', almoco ejan-
tar : na ra da Cruz n. 1, armazem.
Farelo do Porto,
em saceos muito grandes, ltimamente chega-
dos : vende-se na ra do Vigario n. 9, primeiro
andar, escriptorio dc Carvalho Nogueira 4 Com-
panhi.
Vende-se na ra de Hortas urna ormagao de
um deposito : quem quizer tratar, dirila-se ao
mesnio n. 39.
de cores,
dito, capcllas e
Cambraias decores, brancase organdys.
Anquinhas para saias, saias balao, de cli
dapolao e bordadas.
Lencos de labyrinlho do Aracaty e francezes.
Chapeos amazonas de palha e de seda para se-
nhoras e meninas.
F.nfeites de froco, de vidrilho e de flores.
Pentesde tartaruga, imperalriz e outros gostos.
Manguitos e golas, ponto inglez, francez e mis-
sanga.
Vestuarios de fustao, de la e de seda para
enanca. r
Manteletes, taimas e pelerinas dc difierentes qua-
lidades.
Chales de touquira, de merino c de l de ponta
redonda.
Luvas de pellica brancas, pretas e
Vestidos de blond, mantas de di
flores solas.
Sinturoes, camisas de linho e esparlilhos para
senhora. r
Perfumaras finas, sabonetes e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas e paletots de panno preto
e de cor.
Paletolsde alpaca, de seda e do linho.
Caigas de casemira de cor, prelas e de brim.
1 Camisas de madapolao, de linho inglez e de la.
I Seroulas de linho e de meia.
Malas, saceos, apelreixos para viagem.
Chancas para avernos, bolinas de Meli e outros
fabricantes.
Chapeos do Chyli. de massa e de fellro para ho-
mem.
Charutos manilha. havana. Rio de Janeiro e
Baha.
Ameadoas confeitadas para sor-
tes de S. Antonio, S. Joao e S. Pedro e
tambem pora presentes a 2$ o frasco,
vende-se na loja de Leite & Irmao, ra
da Cadeia do Recife n. 48.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Paler & C, ra
do Vigario n. 3, um bellosortimenlo de relogios
deouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
vanedade de bonitos trncenos para os mesmos.
Espirito de vinhocom 44
graos.
Vende-se espirito de vinho verdadeirocom 44
Rros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andaa na ra larga do Rosario n. 36.
RuadaSenzaIaNovan.42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
glezes, candeeiros e castigues bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montaa, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes
Vaquetas envernisadas
Vendem-se encllenles Taquetas de lustre pro-
prias para coberlas de carros; na ra da Crua
armazem n. 20. '
Vendem-se careeiros gordos e baratos; na
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Slrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocelidhas a 800 rs. cada ma
dellas, contem urna instruccao em portuguez"pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 2S. 8m Per-
ama o-
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguinte medica-
mentos :
Rob L'AfTecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febresj.
Ungento Holloway,
Pilula3do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de S oncee t
12hbras. *
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
pre o
Vendem-se libras sterlinas, em
casa de N. O. BieberA C. : ra da Cr
n. 4.
uz
Seguro contra Fogo
COMPAJ1HIA
^ "tP fin np r

LONDRES
| AGENTES
gC J. Astley & Companhi.
e
--------e

para 6
i
[ Vende-se
j Formas de ferro
I purgar assucar.
3 Enchadas de ferro,
j Ferro sueco.
0 Ac de Trieste.
I Estanho em barra.
Pregosde composico.
Brim de vela.
1 Agurdente de Franca,
I Palhinhaparamarcineiro:!
i
9 no armazem de C. J, As-'
I tley & C.
5
fOr7Vri?^'S0.Un,,0,p0r^a0 de barris 'asios que
ruado ColOTeUo,p^^r"4^1c^oVoor7, ""Iwrio n 36 "^'V : larga do Ro-
':.


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA 18 DE JULHO DE 1860.1
DE
uutuuk i tumm 61 MUU.
Sita na raa Imperial n i 18 e i 20 janlo a.fakica de salmo.
DE
Ferros, de en-
gommar
econmicos
a 5J000.
Esles magnficos fer-
ros, achani-se a venda
no armazm de fazen-
das de Rayinundo Car-
los Leite .S Irmo, ra
da Imperilriz n. 10.
(?)
Trapiche de depsitos, al-
fandegadon. 19.
Vi&vgo da asscmblfea.
Ha continuamente para vender neste trapiche
saceos do felino mulalinUo muilo novo com 6 al-
Scbastio J. da Silva dirigida por Francisco Bclniiro da Cosa.
Nesle estabelecimento ha sernpre proroptos alambiques de cobre de differentcs dimencoes
(de 3009 a 3 000j) simples e dobrados.para destilar agurdenle, aparelhos destilatorios cominos
para resillar e destilar espiritos com graduaran at 40 graos (pela graduaoo deSellon Cartier) dos
melhores syslr.mas hoje approvados e conhecdos nesla e outras provincias do imporio, bombas
le todas as dimencoes, asperanlea ede repudio tanto de cobre como de bronze e forro, tomeiras
de bronze de iodas as dimuncese feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronzee
ierro para rodas d'ugua,portas para forualhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
es diuienrcs para encmenlos, camas de ferro com armaco e sem ella, fugos de ferro potaveis e cires. fannha de manoioca ae ai icrtas quan-
economics, lachas e lachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos | dudes, milho, [arrio superior era caceos muilo
para engenho, folha de Flaudres, chumbo era lcncol e. barra, zirico em lenrol e barra, lsuces e i "randes arroz do Maranho, cera de carnauba,
arroellas de cobre, lcnccs do ferro a lato,ferro suecia inglez de todas as dimenses, safras, tornos courinhs curtidos ola c palha de :arnauba, tu-
e folies para forreiros etc., e outros muitosartigos por menos proco do que em oulra qualquer, ,
parte, desempcnliando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeicao j conhecida o por precos commortos e em granaos porcoes
e para commodidade dosfreguc/.cs que se dignarem honrarera-nos com a sua onfianca, acha-l ou a rclalho, conforme a vontade dos compra-
ido na ra Nova u. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encomraendas. dores.
azendas
baratas por todo prego.
Seus propietarios oiTerecem a seus numerosos fregnezes e ao publico em geral, toda e! fft 1 A 1 MI
qualquer obra manufacturada em seu reconhncido estabelecimento a saber: machinas de vapor de K HQ /lA || ItAJ1'|/ A ^\1
todos os tamanhos, rodas d'agua para engenhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen- | Bu IfvJ \ llvIIIIlU" Hi IFI
dase meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de todos os tamanhos, guindastes, guin- r om fc,i_ j. ,
chos e bombas, rodas, rodetes, .guilhocs o boceas para fornalha, machinas para amassar\m-\MZT^'J&S^ 50uXs. cortes
dioca e para descarocar algodo, prencas para mandioca e oleo de ricini, portoes gradara, co- '
lumnas e moinhos d vento, arados, culiivaJojes, pontes, 'ahieiras e tanques, boias, alvarengas.
botes e todas as obras de machinisrao. Executa-se qualquer obra soja qual Mr sua nalureza pelos
des'nhos ou moldes que para tal fim forem apresenlados Recehem-se encomme.ndas neste esta-
Dtlecimenlo na ruado Rrura n. 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperador o. Omoradia do cai-
eiro o estabelecimento Jos Joaquina da Costa l'ereira, cora quera os pretendenles se podem
entender para qualquer obra.
$m
35a
SS3
illlilll
GRANDE mtmi
DE
mm
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, te
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
vindos pelo ultimo paquete inglez : emeas da
Southall Mellorsr G-
Adiuiravcis remedios
americanos.
Todas as casas de faru'lia, scuhores de eng.-
'^j^ nho, fazendeiros, etc., devera estar prevenidos
Acha-senadireceaodaoflicina deste acreditado armazem o hbil <<: com estes remedios. Sao tres medicamentos cora
Ra Nova n. 47, jimio a igreja da Con-
ccico dos Militares.
gS6s
f r-
S<^C I
artista Francisco de Assis Avt;llar, aotigo contra-mestre do fallecido
iManoel Jos Ferreira. O respeitavel publico continuara- a encon-
ee roitpas
K^3
vs
os quaes se cura
lestias.
eficazmente as principaes mo-
trar em dito armaiem um grande e variado sortiraento
feitas, como sejam casacas, sobrecasacas, fraques, pali tots de panno
5^; fino, ditos de catemira de cores, de merm, borabazina( alpaca preta
^P e decores, ditos de brim de bnho branco, pardo e de' cores, cairas
35>5 de casemira preta e de cores, ditas de merino, de princeza, de brms
W pardo' bran.coe de c".res colletes de velludo preto e decores, ditos de
!|p gorgurSo, ditos de setlm preto e branco, ditos de merino para luto
itos de fusto branco e de cores, paletots, casacas, jaquetas, calcas p
colhetes para meninos de G a 12 annos, camisas, seroulas, chapeos ::;;
Vinlio de Bordcaux.
Em casa de Kalkmann lrmaos&C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bera co-
nliecidas marca dos Srs. Brandenburg l'rcres.
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
st. Estph.
SI. Julien.
Margaux.
Larose. .
Cl.teau Loville.
Cluiteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien.
St. Julien Mdoc.
Chateiu Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac cm barris quadade fina
Cognac cm caixas quadade inferior.
Cerris branca.
Vcndem-se 8cscravas com habilidades o sem
ellas de 15 a 40 annos, de 8(105 a 1:500, um es-
travo de 30 annos, bom cozinhriro, por 1.3009,
um mulato de 22 annos por 1:3009, o mais al-
guns escravqs baratos que se vender, tanto a
prazo como a dinheiro, na ra Direita, no cscrip-
torio de l-'rancisco Hathias Pereira di Costa.
I PERFUME PARA SENHORAS.
_ j dros a COO rs., cassas pintadas a
de velludo a 59, cambraia de cores a 240 rs. o
covado, verbutina a 800 rs. o covado, cortes de
brim do cores a ljgoO, meias casemiras infestada
a 800 rs., calcas de brim delinho linas a 49, di-
tas a 39, chitas fiancezas a 280 o 210 rs.. ditas
inglezas a 260, 240, 200, 160 e 120 rs.,
paletots branco de brim a 4$G0O, brin de algodo
a 400 rs. o covaan, gollinhasEo marguitos a 29,
calcas de brim de linho branca milito fina a 5g
e 49, calcas de casemira a 49. lencos pintados
com bico' a ICO rs., colarinhos de algodao alga
duzia. paletots de ganga a 4c500, chapeos de se-
da amazona a 4;500, lencos do Porto para rap
a 200 rs., chales estampados a 39. camisas finas
de la a 29200, ditas a 29, meia de l para ho-
rnera e senhora, alpaca de cores para paletots a
400 rs., cheguem a pechincha ntes que se
;> "icas CSJ'P llliIicas'. resolve os depsitos de dos
'{v^ humores, purifica o sangue, renova o syslema;
g< prora po e radicalmente cura, cscrophulas.vene-
g^S reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
sos, tumores brancos, aferedes do figado e rins.

Gonfeilos.
*r Vende-so confeilos de Lisboa, na
Loja de warmore.
Vende-se
urna commoda de Jacaranda'nova, vm-
Fazenilaspor kxos preces "fis..
I I de perfumana
Ra do Qucimado, loja
de i portas u. 10.
Murray e Lanman
A (pie (en adiado mais acolliimcnlo nc
pulilico! Vende-se 20,000 duzias
de (Vascos por auno.
Esta agua encantadora exlrahe-so das diversas da do Porto por encommenda : na ra
flores que se encontram no paiz onde Ponce de
I.eon e Sonto iam procurar a fonte da juventude
eterna.
H aos loncos um clieiro muilo agrdavel e
refrigerante, augmenta a belleza da culis, des-
Iruindo as sardas e mais manchas que de costu-
me atacara o rosto. Aconselhanios as pessoas
debilitadas pelo calor do vero de usarcra desta
agua em banhos, pois tem olla a virludo de fa-
icr recuperar as forras perdidas pela trauspi-
raco.
Para evitar ser engaado por falsificaces dc-
ve-se procurar aAgua Florida de Murray e
Lanman, e averiguar-se so o envoltorio e rotulo
trazem o prefixo de Murray e Lanman.
E' fabricada esla agua nicamente pelos pro-
prietarios 1). T. Lanman e Kemp droguistas por
atacado, 69 Water Street, c 36 Gold Street, No-
onda em todas as botica c lojas
as do imperio, em Pernambuco loja
de l.ui/. Antonio de Siqueira, ra da Cadeia.
S Enffenho. 1
Carvalho Rapozo.
@;@;giSS@5@@S#
Graixa em bechigas esebo
em paos e em rama, em porcoes e a rclalho : na
ra do Brum n. 16, armazem.
Bombas dejapy
Anda restara algumas fazendas para concluir I @ Vende-se o engenho Santa I.uzia,silo na m
a li iuidarao da firma de Leite* Correia, as quaes 9 fl0Kuezia de S. Lourenco da Malla, entre @:
se vender por diminuto prceo, sendo entre ou-! J5 "ff*?? Pcnedo de Baixoe pfnpdo de g
... >ciiu^.u v i ^ Cin)a |rata.sc ,l0 n,esmo engenho ou no .
iras as seguintes: @ engenho Mussambique com Felisbino de Si
Chitas de cores escuras e claras, o covado
8 160 rs.
Ditas largas, franeczas, finas, a 240 c 200.
tiscados france/.usde cores fixas a 200 rs.
Cassas de cores, bous padroes, a 240.
Brim delinho de quadros, covado, a 160 rs.
!rim traneado branco de linho muito bom, va-
ra, a IjOOO."
G irles de calca do meia casemira a 2.
Ditos de dita de casemira de cores a 5.
Panno preto fino a 3?} e 4?.
Meias de cores, tinas, para homem, duzia a
15500.
Gravatssde seda de cores c prctas a lj.
Meias brancas finas para senhora a 3j.
Ditas ditas muilo finas a 4$.
Ditas cruas finas para homem a 4g.
Cortes de colletes de gorguro de seda a 25.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4$.
Seda prela lavrada para vestido a 18600 c 2
. Cortes de vestido de seda preta lavrada a 103
Lencos de chita a 100 rs.
La de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, lingindo seda, covada
ra 400 rs.
F.nlremeios bordados a 200 rs.
Camisetas pira senhora a 610 rs.
Ditas bordadas finas a 2S500.
Toalha3 de linho para mesa a 2J e 4$.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pesclo de senhora o
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
ras a 5J000.
Cortes decalca do casemira preta a 63.
Chales de merino com franja de seda a 5$.
Cortes de cal^ade riscado de quadros a 800 rs-
Merino verde para vestido de montara, cova-
do, 1280.
Lencos brancos de cambraia, a duzia, 2J>.
' Vende-se um escravo moco de ^5 annos,
ptimo mostr de assucar : na ra Direita no es-
criplorio de Francisco Malhias Pereira da Costa,
n. 66. t
ML06I0S.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, reiogios do afama
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambemtrancellins e cadeias para os mesmos,
deexcellente (costo.
Vendem-se saceos com muito bom
fa re lo de Lisboa com 96 libras, a 5|f O
sacco : na ra do Crespo casa de Si-
queira & Pereira.
Vende-se
sal do Ass de superior quadade, a bordo do
hiate Santo Amaro: a tratar com Caetano Cy-
riaco da C. M., no lado do Corpo Santo n. 25, se-
undo andar.
Vendem-se duas grandes carrocas de duas
rodas, muilo fortes, toda construeco de sicupi-
ra, sao novas e proprias para engenhos, e para
qualquer servico por pesado que seja, trabalhs
com urna e mais juntas de bois, ptimas para
condueco de lenha do fexes ou capim, etc., po-
dem, bem a vontade, com 20 a 25 saceos de as-
aucar. e ptima para conduccao dos assucares da
estadio das Cinco Poetas para o Recife ; quera ai
pretender, dlrija-se ra dos Pires, sitio de Ma-
noel Joaquim Carueiro Leal, ou ao pateo do Ter-
co, segundo andar, defronte do n. 40, que se far
negocio.
do Apollo armaz' m n. 26.
Ven>ie-*e um moleque de idade
ae 12 annos. bonita figura, com prin-
cipios de olicio de pedreirD, sadio e
sem vicios : a trater na ra Real (Chora-
menino) casa n. 5 com porteo ao lado.
Mantciga inglleza.|
Na ra das Cruzes n. 41 A, vende-so a lf a li-
bra, dita franceza a 640 rs.
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Recife n. 38, primeiro andar.
Na loja da Expesico
Ha ludo quanto bom.
Me lae% finos.
Riquissimo sorlimento do mlaofl chegados ul-
Umauenlc pelo ultimo paquete Ua Euiopu, luti
imitando prata, dos melhores fabricantes quo ha
neste genero, assim como sejam, 3| parelhos com-
pletos para almoco, ditos para jantar, e outras
pecas avulsas,4icni como, salvas ce todos os ta-
manhos, sosias para fructas, galheleiros grandes
e pequeos, porta-concervas, colhtrcs para sopa,
ditas de cha, ditas de terrina, ditas de assucar,
ditas para arroz, ditas para peixe. (astiles finis-
simos com mangas do vidro, buillcs do lodos os
tamanhos, sendo de duas a dezeseis chicaras, de
riquissimos modelos e por baratsimos precos,
riquissimo sorlimento de talheres para mesa, do
mais fino al o mais ordinario. Balaios para
compras, baldes econmicos para quartos, louca
de porcelana e outras muilas culi arias que por
Riquissimo sorlimento de bombas de japy de | goslo se podem comprar. Camas de ferro com
todos os tamanhos, cora perlences e canos de \ lona e para colcho, para solloins e casados,
chumbo avulso, que muito devero agradar aos ; lavatorios de ferro, preparos para os mesmos,
fregueies ; na ra Nova n. 20, loja do Vianna, ; bolsas para viagens, chicotes para carros, arreios
I completos para cavallo, tornos de bandeijas mui-
1 to linas imitando charo, ditas avulsas de todos
I os tamanhos, rotoeiras de rame para pegar ra-
los sabios e tolos, fugues econmicos para ferros
de engommar, ferros de cngomraar vapor a S|
rs. : na ra Nova n. 20. loja do Vi.inna
Prompto alivio deRadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
o cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
cabera, nevralga, diarrhea, cmaras, coliras, bi-
;--vyr lis, indigestao, crup, dores nos ossos, contuses,
f)^ queimadura, crupces cutneas, angina, releu-
89$| ftuigurau, uituaucacum prcio e Dranco, aitos ae merino para luto *L%? <$o de ouriua.etc, etc.
3> ditos de fusto branco e decores, paletots, casacas, aquetas, calcas kH Gli:..^ j
!f e colhetes para meninos de 6 a 12 annos, camisas, seoulus. clu.n.'os &] SoIutn O renovador.
^ e grvalas pretas e de core?, libres para criados, 'ardamentos para odasas enfermidadesescrophnlosas.chro-
S2w| a guarda nacional da capital e do interior.
|Sp Apromptam-se becas para desembargadores, lentes, juizf s de di
i^k reito, municipaes e promotores, e vestidos para montara. Noagra-
s$M dando ao comprador algumas dasroupas eitas se apromptarao 011-
gv>s, trasa seu gosto, quer com fazenda sua ou do armazem para o que g^ eiysipclas, abeessos e ulceras de todas as classes,
jggg tem escolliidos e habis officiaes, dando-se toda e qualquer roupa 110 B^g molestias d'olhos, difficuldode das regras das
3^! dia convencionado. Sr mulheies, hipocondra, venreo, etc.
Piluias reguladoras de Rad-
way
$^mmnmMM$?M^M \ t"***, o Systems, equilibrar a circula-
cao do sangue, nleuamenle vegelaes favoraveis
! em todos os casos nunca occasiona nauzeas ne
dores do vetitre, dses de a 3 regularisam, de 4
, a 8 purgam. Estas piluias ao efficazes as alTec-
! jes do igrdo, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
l digesto, e em todas as enfermidades das mu-
j Iheres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
! coes, flores brancas, obslruccoes, histerismo, ele.,
i sao do mais prompto effeito na escarlatina, febre
! biliosa, febre amarella, e em todas as Cebras ma-
' ignas.
Estes tres importantes medicamentos vera a-
] companhados de instruccoes impressas que mos-
| tram com a maior minuciosidade a raaneira de
1 applica los cm qualquer enfermidade. Eslao ga-
! rantidos de falsilicaco por s haver a venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leile
I & Irmao, na ruada Iraperattiz n. 10, nicos
: agentes em Pernambuco.
Sndalo. 1
Progresso na cidade da Victoria
6SS
DE
Francisco Xaxier de Salles Cavalcante de Almeida
NO
Paleo Aa cira.
I
I
O proprielatio (leste estabelecimento, como se lefaa com um grande o completo sorti- 9
memo, tendente a molhados, ferragens e miudezas convida portanto a lodos os moradores En
desta cidae da Victoria, senhores de engenho e lavradores queiram mandar suas ^
encommendas no Progresso do pateo da Fena, pois s ahi encontrarao o hom e barato, ^
visto o proprietario eslar resolvidoa vender, tanto em grosso, como a rclalho, por menos la
do que era oulra qualquer parle como sejam : ^
Latas de marmelada de 1 2 libras a 1400, frascos com differentcs qualidaJes de doce ^
por 2#000, talas de soda contendo nove qualidades a 29000, azeitonas muito novas. S?
passas de ditas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2>o00 rs a garrafa, licores t-j
francezes de Iodas as qualidades, cbampanhe, conhaque de ditas, louca Pina, azul,piulada, ,'-
e branca de todos os padroes, ameixasem compateiras e era latas a ivTOOO rs. a libra, ^
latas de peixe de posto por 2S000 rs., banha de porco refinada, araruta, fatias, bulachi- ^
nha Dgleza, biscoilinho, e outras mais qualidades de massas finas, msssa de tomate em >=%
ltase a retalho, lelria, macirrao, lalharim a 800 a libra, verdadeira gomma de aramia, >^
insenso de todas as qualidades, espirilov de cravo, canella, e alfazema, vardadeiros pentes k
a imperatri3, e de tartaruga de 9;>000 a 105000 cada um, iranca e franja do seda, fe- ^
chadoras de broca, pregos em quantidade de todos os tamanhos e qualidades e outros ^
muitos objectos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar, gp
1
i JfV
sg Icqucs o braceletes de ndalo.
Recebeu-sp novo sorlimento de bonitos
Espingardas tron-
xadas,
Riquissimo sorlimento de espingardas tronxa-
das tic 1 e 2 canos, do mais fino at o mais ordi-
nario, por pre;e muito barato: na ra Nova n.
20, loja do Vianna.
{r Loja de raariiiore,
i Ra Nova.
0j Faria tSt C. avisara aos seus numerosos
J5 freguezeg eao publico em geral, que re-
B cebendo por todos os paquetes fazendas
B de modas, acabara de receber enlrc mui-
& tos artigos o seguinte :
Vestidos ricos Ue blond para casamento.
W Ditos de gorguriio de cores, tecidos com
velludo em alto relevo=a duqueza de
K Comberland.
g Ditos brancos bordados para soire.
?V Ditos ditos de cambraia.
|g Ditos de cores de phantasia.
ge Ditos do cores de moirantique.
, Manteletes, chales ronds o peregrinas
de velludo o grosdenaplc prelos.
Bournus de cachemira de cores e de se-
da de cores.
Chapelinasde palha de Italia e seda.
Calcado para senhora do afamado fabri-
cante Jolly. Di
Dilo para meninos. 3;
Casavequc de la para meninos de ambos **
?lfe os sexos tj||
Na fabrica decaldeireiro da ra Imperial,
junto a fabrica de sabao, c na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porcao de folhas
de zin'co, j preparada para telhados, e pelo di-
minuto proco de 140 rs. a libra.
= Vende-se a 1# a lata de biscoutos e bollos
de soda. 720 rs. a libra de velas de espermacete,
a l2SO a libra de raanteiga inglcza flor j da
nova safra, vinho Bordeaux engarrafado o mais
fino que pode haver a 500 rs. a garrafa, ervilhas
muito novas a 120 a libras presuntos a 400 rs.
a manleiga franceza a 600 rs. e outros gneros que
lem a vista do comprador e como sejam charutos
vindos em direilura da Baha para este estabele-
cimento o que se vende por menos do que em
Loutra qualquer parlo : na praja da Boa-Vista n.
16 A.
Vende-se vinho bom da Figueira e do Por-
to a 400 rs. a garrafa, e em caada a 3$000 ; no
Recife. taberna n. 102 na ra da Senzala Velha,
esquina do becco Largo.
Vendem-se saceos de milho de 26 a 28
cuias a 5&800, e caf a 29800 ; no pateo do Terco
n. 28. defronte da fabrica de charutos, taberna
nova.
Vendem-se duas partea do sobrado do dous
indares o soto sito no largo do Imperador n. 6:
a tratar na ra estreita do Rosario, loja n. 26, ou
na ra do Queimado n. 29.
Vende-se urna casa terrea sobradada, em
Fra de Portas na ra do Pilar n. 124: quem
pretender, dirVui-sea mesma.
Vendem-se
Reiogios de ouro.) l(
Sellins inglezes.. .jldlcnlc
No escriplorio do agente Oliveira.
mm
se
Tachas e moendas
Braga Silva & C.,tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A,um gran de sorlimento
de tachase moendas para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin IIaw a trUfcr no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 4.
Grammaticaingle-
za de Ollendorfif.
Novo metliodo para aprender a lr,
a cscrever e a fallar inglez em G mezes,
obra inteiramente nova, para uso de
todos os estabelecimentos de nstruccao,
pblicos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
Farfulla o mandioca.
Vende-se farinha de muuiio^i, superior qual-
dado, vinda do Haranhao, pelo hiato llosa e
briguo escuna Graciosa : nos armaxens do Ma-
chado o Dantas c Anlunes Guimares 6: C, no
Forte do Mallos, largo da Assembla.
Reiogios
Suissos.
GRANDE SORTIMESTO
DE
Fazendas e roupa feia
0Mie

Reiogios patentes.
Estopas. s
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas,
Biscoutos.
Emcasa de Arkwight & C, ruada
Cruz n. 61.
I
As melhores machinas de coser dos mais
atamados autores de New-York, I.
M. Singer & C e Wheeler SiWilson
Neste estabeleci-
mento vtndem-se as
machinas destes dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e rcsponsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade e seguranca :
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leite & Irraos ra da
Imperatriz n. 10, amigamente aterro da Boa-
Vista.
Vende-se urna negra fula, 'jonita figura,
moga, cozinha, engomma soffrivclmenle e costu-
ra, e lavadelra, e quem a comprar se dir o mo-
tivo por que se vende : na ra do Brum n. 16, ar-
mazem de Manoel Jos de S Araujo.
Aos Srs, propriearios e
capitaes de navios
Na loja do Preguica, na ra do Q eimadon. 2,
ha para vender fazerida de laa propria para ban-
deiras o signaes, pelo baratissimo ;)reco de 300
rs. cada covado.
E' baratissimo.
Na loja do Preguica, ra do Queimado n. 2,
vende-se chaly e merino liso de iodas as cores,
proprios para vestidos de senhora roupiabasde
meninos a 300 rs. o covado, chalys matisados de
diversos e bellos padroes, o mais moderno possi-
vel a 640 rs. o covado, angelina de seda, de deli-
cados padroes a 720 rs. o covado, chalas de lao
estampados a 25500 cada um, copasbde paona
azul muito tino, bastante largas, proprias para
vigaens albjcada urna.
NA LOJA E ARMAZEM
.1 :\llitil Rtll'i Emcasa de Schafieitlin &C, ra da Cruz D.J0M\mm KMll.Hl IMUM L -^";p,I0S 3Vulso para as mesmas: na ra Nova
Loja de mar m o re. U
Quartinhas da
Babia.
Vendem-se quartinhas da Bahiaa8J o cento, e
100 is. cada uuia, sem deleito : na ra das Cru-
zes u. -l A
A 2^;50v0.
Queijos flanicngos mu'o frescacs vindos pelo
ultimo vapor francs, e vendem-se a 2g500 : na .
praca da lina-Vista n. 10 A.
Vende-se o engenho
Quiaombo na freguezia deSan-
f~- to Amaro Jaboato: na ra
Nova D. 05 ou no engenho
; Pintos.
.?wrelo, milho, fariolia
Vende-se continuadamente saceos rom farelo,
milho e farinha de mandioca por preco mais em
conta do que em oulra qualquer parlo ; na rea
do Rangel n. 02, armazem.
Vende-se doce de goiaba da casca, o que
pode haver de molhor nesle genero : na ra de
Rangel n. 62, armazem.
Vende-se umaporco de courinhs de ca-
bra cuitdos, por preto muito barato ; na ra do
Rangel n. 62, armazem.
Cafe a vapor.
Riquissimo sorlimenlo de machinas para fazci
caf a vapor tm um quaito do hora, approTad.'s
| na ultima exposco do Taris, tanto em paladar
j que d ao cal tomo em seus bonitos modollos.
RA DO QUEIMADO N. 39
i;.M St'A LOJA DE QUATRO PORTAS.
Tem um completo sorlimento d* roupa fuila,
38, vende-se um grande e variado sorlimento de i
reiogios ae algibeira horisontacs, patentes, chro-
nometros, meios ehronometros, de ouro, prala
dourada efolheadosa ouro, sendo esles reiogios j
dos primeires fabricantes da Suissa, queso ven-. e convida a l0lios os 5eus fregnezes e todas as
aeao por precos razoaveis. .
r. st *% n- n pesseas que desejarem ter um sobrecassro bem
Em casa de N. O. Uieer & C. fe|0> ou nm| ca,3 ou collelC) de dirigirem se ,
successores, ra da Cruz n. 4, Vende-te | esle esUlbeleciment que encontrarao um hbil
artista, chegado ultimamenle de Lisboa, para
desempenhar as obras a vontade- dos freguezos.
J tem um grande sorlimento de palitols de ca-
semira cor de rap e outros escuros, que se ven-
dem a 1255, outros de casemira do quaJrinlios
da mais fina que ha no mercado a 105, ditos
de merino setim a 125, ditos de bl[>^ka muito
P!
20.
iOJa do Vianna.
Vinho Xerez em barris.
Champanha cm caixas de 1 duzia da
acreditada marca Farre & C-, vinho
de superior qualidade.
Gonhac em caixas de 1 duzia.
Vermouth em ditas de ditas.
Ferro da Suecia.
Ac de Milao
Briihantes de todos os tamanhos.
FUNDIDO LOWMOW,
Ra da Scnzala Ttova d. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapletosortimento de moendas e meias moen.
das para eu9enho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
cara dt
de gralicaeao.
Eseravos fgidos.
og"
Fugio do poder dos abano assignados o seu
escravo crioulo de nnme Romo, de 20 a 22 an-
uos de idade ; cabra escuro, estatura regular,
lem cabello carapinho, um pequeo lalho em
oina das inscaas do rosto, quando falla parece
rr-se, e turnas pernasum pouco arquea.tas ; le-
vou calca de panno azul, chapeo de palha do
.hily co'm fita'preta, jaquela branca com pintas
rozas, capas de borracha, e talvez ande calcado
por ser boleeiro ; proTavel qne se refugie na
povoacaodo Oarro, acude j foi visto, e consla
Mi tem por costme visitar urna mulher, a
fina a 65?, ditos francezes sobrerasacados a 129, quem dao o nome de Totonia : roga-se portanto
Para crianca.
ditos de panno fino a 20, 25S>, e 30, sobre-
casacas francezas muito bem feitas a 35, cal-
gas feitas da mais fina casemira a IOS, ditas de
brim ede fusto por prceo commodo, um grande
sorlimento de colletes de casemira a 59, ditos de
outras fazendas por preco commodo, um grande
sorlimento de sapatos de tapete de goslo muilo
apurado a 25?, ditos de borracha a 2500, cha-
peos de castor muito superiores a 108, ditos de se- Q uma tronza com a sua roupa do uso. Esla es-
a quem o opprehendcr, o faca conduzir a casa
te seus senhores na ra da Cadeia do Recife nu-
mero 12.Bailar & Oliveira.
Fugio hnnlem 15 do correnle, pelas 8 horas
da noite, do sobrado defronle do viveiro do Mo-
nis, a escrava p*rda de nome Rayrounda, per-
toiicenle a Sra. D. Isabel Raymunda dos Santos
Pinhciro, com idade de 20 annos, estatura regu-
lar, |t>vando vestido novo de riscado encarnado,
rosetas uas orelhas, sapatos de raarroquim verde
da, dos melhores que tem vindo aomen-adoalO,
ditos do sol. inglezes a 105?, ditos muitos bons a
12$, ditos francezes a S, ditos grandes da pan-
no a 45, um completo sorlimento de gollinhas e
manguitos, liras bordadas, e entre meios muito
proprio para collerinhos de meninos e iravessei-
ros por preco commodo, camisas bordadas que
vendem-se sapat.nhos de_laa para enanca a ^ j-r ^^ dtJcrianQas e para paseio
400 o 500 rs. o par, bolins do la a 640 e 800 rs.,
ditos de merino muito finos a 1-5500. toucas de
la a 500 rs., ditas finas para seohora a 3j), ma-
racas de metal fino para menino a 640 : na ra
larga do Rosario o. 33.
Caf muido a vapor.
Riquissimo sortiraento de moinhos para moer
caf com a maior facilidade que se pode encon-
trar, tanto em barateza como em duraco ; na
ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Feijo preto.
feijao preto
grandes, ,
Farinha fini&sima
grandes.
Vende- se no armazem de Manoel Joa-
quim de Oliveira & C, na ra do Co-
dorniz n. 18, em frente da travesa da
Madre de Dos.
muito bom em saceos
para
mesa saceos
a 8>, 10 e 12??, ricos lencos de cambraia da
linho bordados para senhoras, ditos lisos para
hornera por preco commodo, saias bordadas a
3500, ditas muito finas a 55>. Ainda tem um
restinho de chales de toquim a 309, corles de
vestido de seda de cores muito lindas e superio-
res qualidades a 100$, que j se venderm a
150f, capotinhos prelos e manteletes p'etosde
ricos gestos a 20, 2595 e 305, os mais superio-
res chales de casemira estampados, muito finos, a
89 e a 109, loalhas de linho de vara e tres quar-
las, adamascadas, muito superiores a 55, ditas
para rosto de linho a 15, chitas francezas de su-
perior qualidade, tanto escuras como claras a
200, 280, 320, 400 e 440 rs. o covado, ricas
caserairas para caiga, colletes e palitols a 45 o co-
vado, e um completo sorjimenlo de oul'as fazen-
das, e ludo se vende por prego barato, e que nao
possivel aqui se poder mencionar nem a quarts
parte deltas, no enlanto os freguezes rhegando e
qnerendo comprar nao iro sem fazenda.
erara viera do scrlo e fra comprada pela mes-
ma senhora no corrente auno ao corrector Tnpi-
namb: pede-se, pois, a polica ou a qualquer
ontra pessoa quo della tiver noticia, najara de a
apprehender eleva-la ao sobrado da ra do Im-
perador (amiga do Collegio) n. 81, no primeiro
andar, que ser recompensado o apprehensor.
Contina estar ausente desdo ol." do cr-
reme o pardo Rutiano, ofcial de carapina, ida-
de 23 anuo?, anda calcado, traja paletot pardo,
sem barba, com principio de bigode, alto e
grosso, inculca-se forro : quero o pegar, leve-o
a ra da Aurora n. 44, que ser recompensado.
AVISO
Anda fgido um niolalo escuro de nome Fir-
mlno, j idoso, barbas crescidas, em mangas de
camisa e chapeo de palha. E' grosso do corpo,
e de estatura regular, e alguma cousa desdenta-
do. Est quasi sempre na Roa-Vista, por junto
da ponte e do chaariz : roga-se aos pedestres de
leva-lo casa de seu senhor, na ru* do Trapi-
che, sobrado d. 40. onde se pagar qualquer des-
peza.
Fugio o escravo de nome Cosario, idade de
viste e tantos annos, pouco mais ou menos, es-
tatura mediana e reforcado, bons denles e lima-
dos, cabra escuro quasi negro, barba ua ponta do
queixo, olhos avermelhndos. pernas um pouco
arqueadas, Dlho do .Sobral (Coar) ; portanto
roga-se aos capitaes de campo, s autoridades
policiaes, e qualquer pessoa que o possa encon-
trar, o apprebcndam e olevem a sua senhora, no
caes do Ramos, sobrado encarnado, que sero
gratificados ; e se protesta contra quem o livet
acoutado em sua casa,
'LI--- --T7


()
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUaRTA FEIRA 18 DE JULHO DE 1860.
Litteratura.
Conferencias de Nossa Senhora de
Par.
Pelo H. P. Flix.
Sexta e ultima conferencia.
A auloridade o emblema providencial, a pre-
rogaiiva do pai na Lmilia, o o i teretcio do po-
der 6 della consequencia; porqu.iulo a autorida-
de |iairrri.i exige o poder por sua dignidade, por
suas allriluicdes, pi r >ua responsablidade ; o
rxige-o lalqual a Piowdencia lh'o tem destinado,
isto i, revestido co trplice di reito de instruir,
governar, e punir: poder to lorie o eflkaz para
ronservacao das sociedades, q':e muitos povos
lhe deveram, apesar dos seus virios, gozar da
longovidade promellda pela cscriplurj.
Nao e pode negar que esse poder paterna!.
so curarn : e esta cousj permilti-me que vo-lo
diga sem rrdeios, o amor! queda aquella pa-
lavra o perfume que a embalsama ; porquanto
na ordem meramente humana impossivcl attri-
buir-se-lhe um sentimento mais legitimo, mais
puro e mais sagrado do que este, que lhc offere-
cc o nosso assumplo.
A mili; na ierra a mais suave personifka-
co do amor. Seno sen semblante se reflecte o
mais bello BOrriso, no seu coraco se aninha o
mais rico lliesouro ; porque "no coraco ma-
terno que se origina o amor. O libo, que nove
mwi'S ella (onduz en suas enlranhas, dnrme no-
ve mezes sobre o seu coracao, e se vai formando
pouco a pouce sol a iiifiuencia vital que il'ahi so
derrama sobre elle com o sangue e o amor, co-
mo de urna foute que iiliico so esgota ; os pul-
sarrios dc-s.-o coracao materno so o primeiro
impulso dado i vida des-e fillio, que so lia vivi-
i quando elle sabe do somno fecundo, em que a
bastante necessano ao progresso da familia e da|sua vja se ,,,m desenvolvido no seio da vida ma-
sociedade, tem encontrado profunda rivalidado
na a tendencias crtenles do sceulo actual; ideas,
cosluraes e litteratura, al raesmo legislaces, lu-
do lhc tem feito opposico mais ou menos; e a
diminuirn da autoridade e do poder paternal c
causa do augmento cada vez mais progressivo
niio s do divorcio entre os esposos, romo tam-
bem da desunio entre os irruios. Eis o que tem
produzido o seculo.
Nao assim o chrisliauis no, o qual, sanecionon-
do loda e qualquer auloridade legitima, d ainda
maior saneco, e grandeza mais especial a aquello
poler, por isso que, cercando a palernidade de
nina especie do veneraco sacerdotal e dignidade
real, liga ao nomo de pac urna gloria incompo-
ravel.
F. tal 6, senhores, o poder paternal. Nao fallo
nuda ao solfrimenlo, porque c o seu destino pro-
crear e reproduzir a vida.
primeira vista parece que essa funeco da
procrescao s deveria conlt r mysierios de ine-
favel alegra ; porquanto, ssim como Deus ex-
perimenta urna felicidado infinita reproduzindo
sua imagem substancial, assim tamben) a vida
humana deveria encontrar i a lei que a reproduz,
urna alegra pura, sem mesda do dor. Isto seria
tal vez se o oslado dn innocencia tivesse perse-
verado na Ierra ; porm derois da queda do ho-
mem D- us fez dependente CU doro naseimenlo o
a formoco do nosso ser, o o submclteu para
semprc lei do sacrificio ; ( o sacrificio, cm vir-
lude dessa queda, lornou-se a lei da vida e da
fecundidade ; nada de gramo, de bello, e de po-
deroso se produz sobre a Ierra, que nao estoja
sujeito a abplicacio mais ou menos completa
dessa lei soberana. Nao insisto mais sobre este
Qcado no seu calor, que so ha animado do mo- ponto fundamental, que resumo loda a economa
viinento as profunde/as da maternidade ; e' do chrislanismo, e lodas as harmonas di vida
humana, c da vida social.
Ora, se o sacrificio na ordem de lodas as
cousas urna condico essencial da fecundidade,
fcil de compreheider-so qie na familia est el-
le cima de ludo o mais. Segundo a lei geral que
rege a nossa natureza decahida, os sacrificios es-
to em rclacao s creaces, e estas cm relaco
aquellos : e d'aqui so v que, se, para quaquer
cousa existir, viver e desen>olver-se sobre a tr-
ra, exige um sacrificio egu;l a si mesma, ma-
nifest que na ordein puranenle humana nada
pode exigir um sacrificio maior que a funeco de
lerna ; quando a natureza, obedecendo lei di-
vina, despedaza o vinculo que una as duas vi-
das n'unia s, ainda assim esses dous entes nao
cessam de inclioar-se muluamenie um ao outro
por essa atlraccao irresislivel, cujo segredo s as
mis ccinhecem, c nos apenas sentimos, sem nada
coinprehender, o enlevo que elle era si contem ;
ainda assim essas duas vidas, a me e o filho, se
approximam medanle a forca do amor como que
para fundircm-se uovamenic na sua primitiva
unidade, unidade misteriosa que pcrnanece e se' produzir c crear o homem ; porquanlo na crea-
senln at na dualJado da vida segregada. gao nada ha mais elevado de que o mesmo ho-
Assim, quando a mSe pela primeira vez rece-' mem ; e quando elle se acha formado e apparc-
bc nos seus bracos esse pequeo ser.nascdo das! ce no seu estado de re da mesma creacao, 10-
| suas enlranhas como irradiaco da propria exis-1 dcado de toda a grandeza, de toda a torga e bel-
: leneia, quando devorando-o com insaciavels olha-
res ella se extasa na contemplarlo da sua ima-
do mo uso que delle so pJe fazer, porquanlo a ; gem dla s0 cn)briaga ncs perfumes do seu cora-
mmha questao do objeclo cm si, e nao deabu- i cao cnl8o seDhores, essa me sent em Indo o
sos, que estes soem haver em lodas as cousas. seu sor um poder lnVsirrioso que a faz inclinar-
No eintanto ser bom semprc dizer-vos, antes do so par1 cssc fil||0 0 ; anda dep-.is de sua se-
cntrar na materia no presente discurso, que de ; pqlaiao se conserva el"
,_ _---------------ella ligado por lacos invi-
r siveis que niio possivol romper; enlao", nao sei
o que c que diz no fundo do coraco dessa mo
necessidade de existencia lhc apparece cercada
de um brilho que nada ha capaz do obscurecer ;
[rucios ; assim lambem a alloco da mi parte!
do seu coraco e se di (Tunde para acabar de for-
mar esse ente encantador, que deve ser um dia a '
mais bella dor d? sua vida, e o mais bello fiucto '
Je seu amor. Ah exclama ella ; como (levo
ou amar este filho A razio lhc di? que um
dever; o corarao lhc dizque urna necessidade;
0 todo o seu ser nadando no goso do mais nefta-
vel jubilo repele : urna felicidade !
Vede, pois, senhores, como a m3i deve amar
diro ; porque quanio a mim, cotillero-mo com
ma e coraco capazos de adevinhar lguma cou-
sa desse suave mysterio, massinloque nao lenho
expresses com que wo-lo possa exprimir, a mo-
nos que nao soja repelndo sempre esta phrase
que diz ludo e vale mais que un discursomi-
nlia mi 1
I'or ennse
que seeu attrubi por alguns momenlos a vossa
alien mu para a Conlcmplacio dessa maravilha,
nao fot uncaui-nte poiu icr <. prazer de pintar-
los um phenomejio dn vida, cujo encamo e maior
e mais poderoso que o de qualquer outro.
Esse amorfoi depositado no coracao de nossas
ma's para um li.u espacial; c nao foi creado so-
i. ....o ;.Qiu de que servisse de um mero senti-
mento c goso. Se a ii;ji enterra no seu coraco
a necessidade do amar como urna inclinaco na-
duas ni lucirs se pode fazer mo uso do
paternal : ou pela exageraco, ou pela abdica-
co ; pela exngcrjo, quaudo se cahe no despo-
tismo para com a me daamilia ; pela abdica-
cao, quando se cahe na ncapacidade de reger os SR sem os seus cuidados, da mesma forma por-
"',"'' ., q'-e al all lem vivido da vida do seu coraco, c
F. pois evidente que, estabelecendo eu e dos- do movimentO das suas enlranhas.
envolvenilo na vossa presenta, com lodos os seus I nessa occasiao que urna grande revelaco a
t.lulos aulhenl.cos, o poder que Deus vos conforto sorprende no miis intimo das suas alegras*. A
no governo das rossas familias, nao procuio com
isto aulorisar-ves a levar esse poder ao poni de
despotismo, lomando-vos lyrannos para com as
Tossss miilheres. Pelo contrario, aconselho-vos
iodo o cuidado ; porque tal a natureza do ho-
mem que aconscicncia da sua autoridade facil-
uien11- o inclina autocracia, e o poJer sem o
amor approxima-se inuito do despotismo. re-
medio est por consegiiintc cm vossas mos :
procurui com o amor contrabalancear a autoridade,
e mitigar o poder; fazei o que diz S. Paulo : ao
passo que vossas molheres vos sao submellidas
como a egreja o a Jess Cbrislo, amai-as vos
de vossa parlo como Jess Chrislo ama a sua
egreja.
Se um grande mal a exagerarlo do poder pa-
ternal para com a mi da familia, ainda maior c
o da abdicacao do mesmo p.idcr em relaco aos
lhos, o qui muilo grassa nos nossos lempos.
Vem a proposito apresentar-vos aqui um pensa-
mcnlo que por olvido omilli no meu ultimo dis-
curso, omissao esta para mim bstanle, grave.
Enlre os ospcclaculos ronlcmporaneos que mos-
(raro o aviltamento progressivo da palernidade,
o mais afflicliro ver-se que a propria fraqueza
paleitiil conspira, deaccordo com as revollas li-
aes, para enflaquecer o realeza domestica, pa-i al
recendocada vez mais querer abdica-la. A' esle
respeito lenlio presenciado o'que ha mais triste
de conlemplar-se nao s na sociedade donieslica
como lambem na sociedade publica ; lenho visto
a soberana conspirando contra a soberana, o
pas rcbaixando a propria palernidade. Pais ce-
gos, que procuram com o amor assumiroseu
poder, espirando encentrar na ternura chei.i de
irreverencia urna compensaco ao despiezo da
auloridade Irahiua por sua [raque/a ; que dcixam !
asna realeza abaler-so por todas as formas;
pele abandona o mais ncompativel com a sua
dignidade, pelas caricias em que o sensualismo
e o insliiiclo se revela ni mais que o respeito e u
amor, finalmente o sobre ludo por essa estupida
lil> rdade legada f. familia moderna pela gyria da
pgualdadc demaggica, to anlipalhica 6 lingua
quanlo aos cosumes da nossa Franca Pais in-
sensatos, que psqnecein esio mxima lao ele-
mentar : a familiaridad." com poiioi, que lem
liiiiiii) ao respeito, produz a crucldade, muilas
vezes a aspereza, r sempre o egosmo !
liu poderla, senhores, citar-vos sobre tal ponto
exemplos que revoTtam a ronsciencia rhrstaa e
a propna natureza ; vericis com espanto que de
gresserias, que de impurezas, especialmente que
de barbara crucldade occasiona esse desprezo da
auloridade paternal, o qual vai de mais a mais
Crescendo as familias, e com pnriieularidulc
naquellas que ho regeilado o chrislanismo :
pais j idosns, curvados ao peso du trabalho c da
edade, arruinados antes de lempo poi causa de
urna ternura improvidente,e cruelmenie abando-
nados pelos filiios enriquecidos com o seu suoi,
e com os seus sotTi i meatos ; lillios ricos fazendo
alarde do seu luxo ao passo que seus pais, po-
nos, occnllam na sombra a vergonha de sua mi-
seria ; outros felizes, contentes, orgulhosos al
no escndalo dos seus vicios, c os pais enfermos,
triste?, e humilhados no meio dos seus sacrifi-
cios !
Nao continuo, senhores ; os fact09 ah eslo,
clles fallam irais alto que as palavras.
! pois de vos ler mostrado o popel providen-
cial do pai na familia, passo nesla conferencia a
mostrar-vos o carcter e as allribuicocs da ma-
ternidade na mesma familia.
No plano divino da ordem c constiluico do-
mesticas, assim como o pai a natural personi-
fireco do poder, assim lambem a mi personi-
fica naturalmente a dedicaro. Se a obediencia
pance abale-la, a dedicaco a eleva, e lhc d na
familia um imocrio c urna auloridade moral que
nada l^m a invejar ao poder e auloridade ma-
lital. Urna mtilher pode-se sentir humilhada
pela necessidade de obedecer,
la necessidade de dodicar-se porquanto a de-
dicaco foi, e ser sempre a sua grandeza es-
pecial, o seu papel providencial na familia.
Seja por roiiseguintc o plano deslo meu ulti-
mo discurso descubrir na natureza das cousas a
mo desse ministerio sublime, e mostrar a obra
do chrislanismo para elevar a mi altura da
sua uiisso providencial.'
1
Senhores, para certificar e demonstrar que a
dedicaco na familia o carcter providencial da
maternidade,bastara appellar para o coraco das
mes ; porem ifim de que esta verdado penetre
igualmente em vossos coraroes uo fra de pro-
posiio quo entremos na analyse desse segredo
importante, e csquadnnhemos as suas profundi-
dades, sem receto de peidermo-nos em vagse
incomprehensiveis pcnsamenlos.
Fsia palavra niae, que nossos labios co-
niegam a balbuciar antes mesmo de conhece-la,
na lingua de todos os povos a exprsalo do pri-
meiro almlo do coraco humano. Aquellos que
se do ao trabalho de explorar os mysierios das
linguas envolvidos nos diversos gemidos de tor-
mos os mais simples d/.em sobre essa palavra
cousas maravilhosas, e que seria longo enume-
rar-vos
O certo que a magia, a dogura que encerra
-em si esta cxpressominka me I tem para
o coracao um encanto que se nao define. O ho-
mem pode ser turdo a qualquer palavra, insen-
sivel a qualquer expresso : ha posrm urna pala-
vra a quo elle sempre allende, urna expresso que
o comniuve sempreminha me!Elle pode es-
queccr-se at mesmo Deus, nunca porem se es-
qurce de sua mi; c as maiores decepcoes,
porquo passa o seu coraco, sempre aquella
imagem querida que ahi se conserva firme e
inalleravel. Quando especialmente no correr dos
annos vai-se ella esvanecendo com a vida que
pende para o seu occaso ; muitas vezes anda
nessa espessa sombra cm que mal se deslingun o
passado de urna existencia prestes a concluir-se,
o homem parece divisar essa imagem, que os
annos embellecen) a medida que o separamdel-
la, erguer-se coroada de pura aureola ; e enlao
elie cnlevado no xtasis do una recordaco sem-
prc nova,sorprende no mais recndito d seu co-
raco esla cxclamago minha me Oh !
OhJ sim, minha me !
esse respeito o nosso coraco .parece encon-
trar na sua vigilia perpetua perpetuo remoca-
mento, o nossas recordares envolvidas no se-
gredo intimo da nossa existencia, conservam um
encanto que se prolonga, e cresce proporc.o
que crescem os dias.
D'oude provem, senhores, esse mgico cTeito
que se liga palavrame ?D'onde esse en-
cantamento maravilhoso e iuconTparavel, que so-
brevive a ludo o que morro com a vida, por is-
so que da sua natureza nao morrer ? Provem
de que essa palavra a expresso mais viva e
mais natural de urna cousa sem igual para o nos-
leza, traz patente nessa belleza, forca c grandeza
o triplico signal de amor quo as lem. produzido
por suas dores, e focundade por 3eus sacrificios.
Deus quiz elle proprio proclamar essa lei de
loda a (ecundidade humana ; o na hora solemne
em que a natureza e o homem estremecam ain-
da sob o golpe da primeira queda, elle disse ao
homem :
Tu comers o pao que janhares com o suor
a sua lei.Ecce sic benedtctlur homo que liviel
Dominum. (Ps. 127.) Seus fllhos no lar domes-
tico sero contados como outras tantas benro
de Deus. Teslemunhas evidentes do compri-
mento da vonlade divina, que pura esse fim ins-
liluiu um sacramento lodo expresso, elles sao
ao mesmo lempo a elicidade e a benco da fami-
lia, dos prenles, e at mesmo da patria I
_ Multiplicar-So da vida dos seus paos, os filhos
sao lambem para elles a mulliplicaeo do bem :
porquanlo impondo-lhes deveres sempre cm
augmcnlo, impoem egualmenle por assim dizer
todas as virtudes, e fchame porta, do lar to-
dos os vicios. O respeilo que se deve ler para
com os filhos, arompanhado de reserva, digni-
dade, conveniencia, conselhos e exemplos; e o
exerekio do poder sebre elles deve ser modera-
do, pariente, brando na
e coiidemnam-se ao opprobrlo da eslenlidace.
O sorriso dos innocentes Dlhos nenhuro encanlo
e sedueco lem para os seus coraroes ; o lar pa-
rece-lhes Iristonho como urna priso, e ahi nao
podem por muilo lempo conservar-se: o ca-
samento lhes peza como urna escravidao, e pro-
curam delle lvrar-se; a familia, finalmente,
lhes peza como um grande lardo, c pois mysler
descnibaracor-se delle. Aborrecida do sen lar,
repellindo toda a idea de procrearn, arruinando
o seu proprio domicilio, enlregue' exlinco cri-
minal da rara,adorando o prazer, e Ichez o pitre-
nes! da vuluptuosidade, e por cumulo de des-
graca ostentando impudencia no meio dos seus
opprobrios ; eis aqu na familia a mulher deca-
hida da graca de Jess Christo, tal qual podis
encontrar no sceulo actual.
conecQo. A candurai Como pude a mulher que baplisada chegar a
da sua edade, a simplicidade do seu corarlo, e o'scmelbanle gru de opprobrio 1 L como pos-
sorrizo da sua innocencia sao o mais doce perfu- I sivel tanta bailesa no seo de urna religio to
medevirtude quo respiram as almas de seus'grande, e de urna civilisaco que se proclama
pas ; c se estes se conservam fiis 6. sua voca- \ to illuslre ? Urna s palavra explica ludo : Des-
cao, a niultiplicaco dos seus filhos torna-se o i herdada voluntariamente de Jess Chrislo, a
progresso al mesmo da sua perfeico. Esses fi- I mulher perde a revelaco do sacrificio ; o egos-
mos, que sao a benco e felicidade de seus pais,! mo penetra no seu corarao, e chegada a esle
o sao tambera muluamenie uns para os oulros ponto, nada mais nalura'l do que essa abdica-
que aquello filho sabido de si propria nao poder do teu rosto e disse n ulher : Tu produ-
viversem o seu amor, nao podera desenvolver- zirs na dor, e eu multip carei os leus soffri-
menlos com os leus partos.
Por tanto, segundo a lei que condemna de um
lado o homem aos trabalhos ede oulro a mulher
procreaco dolorosa, assiri como a Ierra nao
ser fecunda sem o suor do homm, assim lam-
bem a vida nao fecundar sem o soffrimenlo da
. mulher. Eva, islo a mi los vvenles, foi sub-
e ella comprehende a rjzo por que Deus creou mettida ainda mais que o homem ao imperio do
no seu coraco to profundo receptculo de amor, '' soffrimenlo, lei do sacrificio, porque mais do
a razao porque nclle encertou to rico lliesouro ; que ollc foi eila a origem vi-a da humanidade, e
e ella apprende dessa necessidade de existencia, se me posso bera exprimir, a mola real dessa
da fraqueza do sen filho, e das sympathias que obra prima de Deus, quo 8-3 chamao homem.
os conservam ligados um ao oulro, que amar a j E sondo taes as condicoes da vida humana, a
lei e-pecial da sua vida. mulher se acha enllocada nesta alternativa : ou
Assim como a seiva partindo do centro dn ar- I abracar o soffrimenlo e o sacrificio com risco de
vorc se espalda por leda a sua folhagem para de-' sua propria existencia, ou cunderanar eslorli-
sabrochar depois em flores, que preparara os dade a origem da mesma vida humana.
A mi para preencher suas funcc.oes, anda as
mais vulgares, deve submetter-se
mlnislerios, que por assim cizer formara um s :
produzir, alimentar, e educrseos filhos ; trpli-
ce funcro cm que a dr se multiplica pela dor,
o sacrificio pelo sacrificio.
Produzir a primeira cor diro ; a mulher s
se revesle da dignidade de ni a parlir do mo-
meijto do seu primeiro parto ; esse parto ser do-
"orso como lodos os que s; lhe seguirem ; e o
este pequeo ser; cm quena ella propria se sen- pequeo ser nascido dessas primeirus dores an-
te vivere estremecer! E semelhor o queris com-' nunciar sua rinda ao muido por um gemido
| prohender, perguutai-o vossas mis, ellas vo-lo ; egual a lodos que se seguir t. Ainda mesmo que
a arle forra de engenhosas invencoes chegue
ao ponto de diminuir em cortos casos o solfrimen-
lo da maternid ide, o principio da dor se acha li-
gado vida, e oppor cien menle ao poder da
arte resistencias insuperaveis; porquanto nao
dado ao homem anuullar nra decreto de Deus,
nem s invencoes do genio supprimir de todo
uiule oque faz o encanto sem egual; urna lei da natureza.
um bem que se comraunicam reciprocamente,
sem mesmo o saberem no grandioso effeto da
fralerndado.
Salvo algumas excepc;oes, que nao neg, o fi-
lho que se re s no lar resente-se em todo o seu
ser, esobretudo na sua educaco, de urna falla
orcasionada pelo mal da sold ; e por isso diffi-
clmente se educa. Acostumad? a verse o nico
centro de todas as afieicoes, o objeclo nico de
lodas as preocenparoes, nao lendo em sua com-
panhii irmos ou irmaas, com quero partilhar os
sorrisos, as caricias, o os cuidados da palcrnida-
de e malernidadc, lorna-se egoisla e pessoal ;
nao se desenvolvem nclle os generosos inslinctos
fralernaes ; e ainda muilo feliz se estes secon-
centram para dar lugar somente ao egosmo o
independencia. Pelo conlrario, o filho que nao
s na Tamilia se educa lano mclhor, quanto
maior 6 o numero de irraos com quem partilha
os beneficios da fralcrnidade o as solicitudes da
palernidade. Acostumado comraunicacao, a
geuerosidade nelle sendo natural, se rai cornos
oulros dosenvolvendo no desinteres3e, na hon-
dada e delicadeza, na obediencia a seus pais e
afifeico a seus irmos, em sumraa na graca de
Deus.
Por conseguinte os pas, as mis, os filhos, lo-
da a familia, so resenlem do beneficio sagrado
dj fecundidade multiplicada pelo sacrificio. At
mesmo a patria em honra sua, gloria e torcas,
participa dessas felicidades do lar domestico!
Quem serve mclhor patriaaquellos, que por>
egosmo, por clculo, e por fraqueza, deixam li- i
car o lar domestico, estril e deserto, como o
campo que nunca vio o trabalho nem o suor do
homem ; ou aquelles que frca de abnegaco,
de sacrificio e de coragera, fazm crescer sb o
lar filhos generosos, que um dia iro ao campo
da honra afrontar todos os perigos, e morrer pela
patria, filhos dedicados que por seu turno con-
5 res c?rrcra0 tambera para multiplicar a vida, e o que
ainda mais bello, para curar de todas as cha-
gas, e para morrer pela desgraca ?
Eis aqu, senhores, a benco de Deus sobre a
familia ; eis aqui a glora desla, sua belleza, sua
grandeza, ostia heranra mais esplendida ; por-
quo oulra heranra mais rica, mais magnificase
padoconceber para a familia do que a heranc;a
que ella possuc da vida humana? E a quem na
mesma familia assenlam mclhor essa honra, essa
gloria, essa grandeza?
Depois de vos haver mostrado a vossa prcro-
gaiiva e o vossa dignidade, permitli-rae que
tambem vos moslre a honra e a dignidade de
vossas mis
Essa multiplicarlo da vida, essa felicidade c
benco, preludio de tantas outras, depende es-
pecialmente da mi abencoada do co eda trra, i aogeni"d"o"ma'ue" nibita slgriMM,'
luir.MU n OI-i -x ........ -, i.... i, .. I ^ l.. I I? :...., .... '. *
porque ella a propria fecundidade F. isto
que tem dado s mais do familia urna dignidade
que
qao da dignidade, c da gloria maternal. Por isso
mesmo que a mulher encerra no amago do seu
coraco um rico thesouro de amor, e a vocaco
da mais sublime dedicaco, lorna-se com muita
facildade egoisla ao ultimo ponto, desviando-se
desse amor, e despresando essa vocaco. O
egoisrao nao suppe no corarao a impassiblidade
de amar, suppe sitn a desodem no amor; o no
corarao, cm que o amor mais profundo, mais
vasto, e mais dedicado, pde-se desenvolver um
egosmo mais monstruoso pela perverso desse
amor. O egosmo no coragao nao 6 pois um rio
que vasa, deixando de correr as suas aguas, um
rio que se desvia do seu curso, 6 una lorrenle
que trasborda. E eis o que explica nos coraroes
to ricos de amor, e lo capazes de dedicaco, as
desordens, que anniqullara a familia, que des-
houram a malernidadc.
Tendes visto o que vera a ser a mulher mun-
dana, que renega a Jess Chiisto, e so desha-
bita do sacrificio. Esse amor que devia, se-
guindo suas legitimas inclinaces, sahir de si
mesmo para ser empregado era outrem, volve
sobre si, e se emprega cm si nicamente ; elle
quo devia espraiar-se para fecundar a vida, en-
cerra-se na sua origem, tomando-se caprichoso,
voluvel, interessado, sensual, algumas vezes cri-
minoso, sempre estril, por que tem apagado
com o egosmo o fogo sagrado, c a chamraa fe-
cunda do sacrificio.
Para crear e augmentar a familia j vos disse
que sao precisas tres funecoes dolorosas : pro-
duzir, alimentar, e educar; trplice creaco da
maternidade em que um sofTrimento succede a
oulro, em que un sacrificio exige outro. A mu-
lher mundana uo se sujeta ao soffrimenlo, evi-
ta os partos dolorosos, e afiecla para lodo o sa-
crificio um despreso cheio de orgulho. Nao quer,
nem desoja por em prova a sua dedicaco, nao
quer era desoja quo alguem lhe e'xija um
snerificio ; zomba do sacerdote c da egreja, que
lhe clamara que salisfaca ao voto da natureza,
ao p'ano da Providencio, e vocaco da sua
malernidadc Quera lhe der ouvids, julgar
que ate mesmo a Providencia se enganou nesse
plano ; porquanto ella acha que ludo mal feito
na humanidade, que o casamento urna escra-
vidao, e que o triplico sofTrimento, que constitue
a ra, urna trplice tyrannia que nem o ho-
rnera, nem a sociedade, nem o cu lem o direito
de irapr-lhe. Ella suppe sabedoria de Deus
os culculos do seu egoisrao, e santa austeri-
dad e da lei divina a fraqueza do seu coraco ;
procura impudentemente saber se cm nonio do
dever se lhe pode impor a tyrannia : e diz que,
sendo assim, invocar Salanaz e exigir delle
algumas invencoes diablicas pata arredar os
designios de Deus : essas invencoes nao fallara
res-
desla palavra mi o amor, do qual 6 ella a mais! A mi, que lem soffiido para produzir, devc1uo lhes permiti inclinarem-se peranlo o ho-
natural e mais suave expresso. Mas para que anda soffrer para alimentar. A alimenlaco do j |lcm sem nada perder dessa magestade que lem
esse amor ? Qual a razo providencial dessa [ filho pela mil consequencia da maternidade. Por corpa seus proprios illios, e por aureola o
creacao prodigiosa, que i otn os seus Ihesouros de urna lei geral da Providencia; a conlinuaco j sacrificio que os multiplica.
afTeicao Deus collocou no ciraro da mi ? o i da crinco, da formaro dello nessa fonle prepa- II
que passo demonstrar ; por que deveis saber rada para o dosenvoivimcnto da sua vida, junio Acabis de ver, senhores, como ludo se liga e
mesmo do corarao d'onde ella parti. Alimentan-1 se harmonisa nessa admiravel crearoa mi :
do o iillio, a mi contina a riassar para o corpo seu nome, que possue um encanto s'cn egual na
dosle O sangue das suas veias, a sua carne, e a nalureja, a expresso do amor, de que o seu
sua subsistencia ; ella so torna mi cada vez corarao o receptculo ; esse amor tem por vo-
mais. r.sa emliico de transiiillir-se o mais pos- cacao o sacrificio, e o sacrificio garante a fecun-
sivel para um ser que a sua imagem, a sua vi- '
da, me parece ao mesmo tenpo lo natural, lo
legitima, e lo santo, queeu, a ser mi, csgolaria
al as^ulfimas forras na reprodueco de .mim
rrrB'ri'oulro cnlo difTercnle.
mes!
Nunca a mi
lural da vida, porque a mesma vida lem por lei to bella como quando lem nisseus bracos unido
soberana urna cousa sublime, fecunda o difiicil, i 80 seu seo o Cilio, cuja vida alimenta cora o seu
que so nao p le consumar seno forra de amor loile malriente, assim como a criou rom o oou
e afTeicao ; essa cousa a dedtearo. sangue gerador. Eu nao sel se posssra haver rao-
A maternidade se revela a si p'roprh or suas ; livos legtimos que dispenscni as mis desse mis-
dres tanto ou mais do que por suas alegras ; e
nessa combinnrao mysteriosa da dr e do pra-
zer, isto ila dr que provem do parto e do pra-
zer do ser mi, que se revela mulher estas duas
leisdo amor e do sacrificio ; n'uma palavra a
mi conhece c sent que predestinada ao amor,
assim como ao sacrificio ; porquanlo aquelle lhe
foi dado para que esle podesse ser preenchdo.
Eis 0 que faz a gloria incomparavel da mai na
familia, e mesmo om loda a humanidade ; a de-
dicacao a sua vocaco especial. O pai recebeu
a auloridade para exercer o poder, a mi recebeu
o amor para exercer a dedicaco, o que ha do
mais sublimo e de maisdilficil sobre a Ierra. Co-
nheco que nao esta occasiao propria de desen-
volver a idea sobro a grandeza da dedicaco ;
mas permilli-me sempre que vos diga que nada
ha to elevado no nosso pcosamento ; se no nos-
so reino nos oprazemos em collocar sobro tur-
nos invisiveis grandezas que ha adquirido dirc-
tos nossa admiraco, fora de loda a duvida
que no primeiro dsses thronos figura a dedica-
co, e que com ella a obediencia nos parece su-
perior ao dominio acompauhado do egosmo.
D'onde vem essa eslima excepcional, essa admi-
raco sem egual que tributamos a ludo quanlo se
dedica, a ludo quinto se sacrifica ? Sem duvida
porem nunca pe- vem de que a dedicaco, supplanlando o egos-
mo, nos aprsenla o espectculo mais grandioso,
por isso que se nos revela como a cousa mais ar-
dua e mais verdaderamente heroica.
Ora, a mulher que mi, senlc era si a neces-
sidade nativa dessa grandeza lo admirada c df-
liril por sua natureza ; possue o instinclo dello,
nao digo bem, senle porcjja como que urna es-
pecie do paixo ; lano que, fallando-lhe a dedi-
caco, falla-lhe um elemento da sua vida; esta
lorna-se-lhe pesa-Ja, e dineis que se vai ella de-
linhaiulo al desapparerer de lodo.
Mas onde ocha a mulher o valor preciso para
abracar e supportar urna cousa lo custosa, sem
a qual uo podo al viver?
ler de aliiiientar|; nao ha duvida que a alimenla-
co nao como a produeco, urna condico es-
sencial para a malernididc ; mas, pergunto eu,
como possivel que urna niiii lenha lo pouca
estima de si propria naquil.o que ella tem de
i mais sublime, a poni de nao preencher, podeu-
' do, em loda a sua plenitudo as funecoes inIteren-
! tes maternidade ? Ora, se lo pode haver par-
i lo sem dr, lambem diflicil quo o alimenlaco
se efiectue sera trabalho ; para quo a mi che-
gue a alimentar o filho, tem de passar por um
enfraquecimenlo momentneo, cnfruqneciinenlo
! myslerioso, que multiplica a vida sem jamis
i seccar de lodo a sua origtm, e reproduz com
' una usura, de que so regocija a Providencia,
aquillo que a mi d com imor, e de que lam-
bem deve un dia regosijar-se ella propria.
Iidade que a prosperidad e a honra da fami-
lia. Tudo, pois, se prende essa nica cousa,
razo do amor o causa da fecundidade, islo o
sacrificio, o qual na nossa humanidade decahida
o sello de todas as causas : na ordem moral
elle pouco mais ou mflbs o mesmo que o genio
na ordem inlellectuaa smplificacao para o
m.iiQ rtlln pnrlor.
Aquelle que conhece o sacrificio effectivo e ,
permanente, conhece o segredo de todas as cou-
sas na familia.
Tratemos agora do examinar onde cncontram
as nossas mis as forcas e o poder de supportar
em loda a sua plenitudo, com toda a sua auste-
ridade, essa lei do sacrificio que Wnde para a
fecundidade da vida, e para a prosperidade da fa-
milia.
Mo hesito um momento em declarar que no
estado actual de decadencia, e sobretudo com os
nossos costumes curopeus, s a doutrna e pra-
tica christas sao bastante poderosas para ele-
vara mulher altura dos seus destinos.
Bem resumidas as consas, nao se apresentom
pora o caso mais que duas doutrinas principaes :
urna que riega o sacrificio, outra que o aOirma e
o impe
poudcndo-lhe. pela bocea de um mo letrado, de
iim marido sensual, ou do um amigo perverso ;
applicando oudociosamente ao cumprimento da
lei aquillo que s lhe serve de vioheo ; c di-
zendo-lhc : Se lu vieres a ser mi, tu soffre-
ras ; porque nao s os leus partos sero dolo-
rosos, como c delerminaco do Deus, mas lam-
bem corrers o nsco do vida : assim pois pro-
segue no prazer e na volupluosidade, goso de
lodos os seus requintes. E' desla sorle que
Salanaz corresponde ao voto da mulber que nao
seguo a Jess Chrislo E' desla forma que o
egosmo, para matar a vida, se enlloca no centro
mesmo de onde Deus a vaz brolar, islo no co-
racao de nossos mis.
Alm disto o luxo conspira com o prazer para
: roubar mulher mundana a corda da malerni-
dade. O luxo desptico, c a mulher mundana
| escrava do luxo : e por que nao ha de ella
| obedecer-lhe. se o lem collocado em logar de
Jess Christo no aliar das suas adoraros? Esse
do mundo tem exigencias que devern su-
perar no coraco da mulher os deveres da ma-
lernidade. O goslo de so ver cercada de ternes
filhos crescendo sob os seus cuidados, pode l
ser comparado ao prazer de se ver ataviada com
os ornatos do una rainha ? E a felicidade de lo-
mar parle nos jogos infantil, nos pra/.eres o as
feslas desses filhinhos o quo vera a ser a par da
sonhada felicidade de rivolisor na arena de lodas
as vaidades com outras mulhercs possuidas da
mesma loucura ; de triumphar nossas lulas de
desposas insensatas, belleza ficticia, era que se
aspira como urna gloria a honra de egualir no
luxo a lodas as princezas, eraboro se posso pela
hurailico de ser veucida no decoro por simples
cortezas ?
E de mais.de que servira essa mulher verse
J vos disse, senhores, que Deus deu o amor
mulher o amor, porque sefazem grandes cousas,
e que tem por complemento natural a dedicaco.
Oque Deus faz bem feito ; porm enlr aes ma-
ravjlhassahidas da sua mo a que constitue a
mois bella harmona do universo esta : onde
quer que se encontr una funeco ou ministe-
rio dilficil, Deus ah collocou o amor para lomar
essa funcrao ou m:nislerio mais supporlavel. E
com effeito o amor um grande e poderoso agen-
te ; elle minora o peso do fardo, suavisa a amar-
gura da vida; elle se pe enlre o homem e o dif-
ficuldade; torna brando aquillo que a natureza
tem feito spero : e a sua vantagem inimila-
vel consiste em realisar como por encanlo o que
a razo c a natureza de accordo acclamamim-
possivcl !
O que d forra e poder ao sabio para abrir no
campo da sciencia profundo e trabalhoso sulco ?
O amor da verdade. O que d coragera ao ar-
listo para, na creaco da sua obra prima, prose-
guir ero arduo ftabalho capaz de quebrantar to-
das as forras do homem ? O amor do bello, a
paixo pelo ideal. O que faz nasccr no coracao
do gnerreiro essa inspiraro de um herosmo que
parece acuna da nossa fraqueza humana ? O
amor da patria, a paixo pela gloria.
Ainda nao ludo, senhores ; at mesmo na
crearan puramente animal o amorinslinctivo pro-
duz maravilhas : elle que conserva por longos
dias sobre o seu ninho o passaro que voluvel
por natureza ; ello que prende o animal junto
seus filhos com urna solicilude inexplicavcl.
Por conseguinle podemos ler como lei univer-
sal da creacao esse principio que nos explica a
funeco, e o sublime aeslino da mulher, quo
mi, isto, que onde Deus depositar um grande
amor o predestinou para grandes sacrificios.
Porm, me pcrgunlares vos, se verdado que
a mi encerr em si esse thesouro de amor, por
isso que possue a vocaco para o sacrificio, como
o de que modo se explica essa vocaco? Oque
lhe impe esse ministerio de dedicaco, a que a
Providencia lera predestinado, dando-lho ao
coraco lanto poder de amar? Eu vos responde-
rei: a propria maternidade. A mi possue a
vocaco para o sacrificio, porque ella na fa-
milia a vocaco da fecundidade ; ella predesti-
Aobra que a primeira dessas doutrinas, appli-
cada nos suas derradeiras consequencias, tem po-
0 larceiro ministerio exige da mai anda moio- dido imaginar de melhor no seculo presente para
res sacrificios c dedicaco. Educar o filho, depois; o progresso do mundo, a que se appellidou
do have-lo procreado cora o seu sangue, eali-jCoru lanl0 afan_a wu//ier ;.re proc|amada
mentado com o seu lene, e produzir urna lercn-1 com ,odas as frcas pe,S rcfrniado'reS desvai-
r vez, c o complemento la maternidade. A rados.
mi que por fi mesma nao educa o filho, nao c, Ora. a mulher livre, evocada como urna crea-
mal eni toda a extensao da palavra porque ella ra0 do presente, urna prolestaco contra o pas-
nao acaba a sua obra piim.i, anda imperfeila, sad0( c umn redempeodo fulu'ro, nao seno a
dando-lho o complemento d.i suri belleza, da sua nina de Eva, envelhecida as suas longos cor-
grandeza e da sua furca. N;o fallo aqu com es- rupc6cs. c que bem longe de poder promover a
pecialtdado de urna educaco sublime o perfetta, regeneracao do mundo, necessita de ser ella
mas aprsenlo de passagem aquella que est as mesmo regenerada ; a mulher que elles dizem
rehabilitada, nao seno a mulher entregue ao
ignobil imperio da carne, em: urna palavrao
mulher paga. Ella, a que lambem chamara li-
vre, se desembaraca gloriosamente de ludo ;
nao quer aceitar nem a obediena de filha, nem
a dependencia de esposa, nem'a nobre escravi-
dao de mi; ella tololmenle livre, livre de
qualquer obrigaco, livre da obediencia, livre da
sujeico, finalmente livre da lei do sacrificio, e
por conseguinte despojada da cproa da honra, e
da aureolo da maternidade.
Foi a este estado que o paganismo reduzira
mulher no seio da sua civilisar
corruptora ; loroou-a sensual,
deshonrada, prcclpilou-a com
sua vida para a antiga escravid
de Jess Chrislo. Esla enconlra at mesmo na
nica intpiraco da natureza admiraveis predis-
pcsici-s para a dedicaco da maternidade; e
quando tem passado pelas sanias transfiguracoes
da cruz, quando lem purificado a sua alma nos
aguas fecundas do sacrificio, enconlra, se bem
posso dizer, a for^a de rerlisar cm si o mais bello,
o mais perfeilo e ideal; e o Deus do Calvario pa-
rece dar-lhe neslc ponto o poder do milagre.
Ainda joven, sem que ainda um sopro impuro,
haja desvirginado seu corajo, temj lodavia
nelle identificado e harmonissdo estas duas cou-
sas que nao fazem mais que urna : o chrisliauis-
mo c o sacrificio.
A religio penetrou na sua vida como a revela-
co- divina da dedicaco; sua piedade se lem
desenvolvido soba influencia do Cordeiro immo-
lado para a salvaro de todos ; c quando pela
primeira vez ella abre o seu co'afo puro como
ura tabernculo de ouro esse Cordeiro Divino,
quando lhe faz a homenagem de um amor todo
cheio de pudor, de graca c de caslidade, ento
ninguera pode imaginar que rcvelaces faz a essa
virgem chrisla o Deus de sacrificios!
Ento, olrovez das alegras dessas primeiras
nupcias com o Cordeiro Divino, ella entreve e as-
pira o sacrificio como amis alta vocaco,o mais
celeste ideal da sua vida terrestre I
Assim, pois, desde o momento em que a jo-
ven christaa, a quem Deus nao tem predestinado
para o herosmo da virgindade, procura dcscobrir
no foluro o seu destino ; desde quo a sua ima-
ginaco, precipitando as ideas e adevinhando o
segredo da Providencia, lhe mostra n'um lempo
mais ou menos prximo o casamento abencoado
pela egreja e por Deus como centro dessa vida
terrestre, se essa joven forma sonhos [c quem nao
os forma aos desoito annos ? !) sio elles sonhos
lodos de dedicaco.
Por enlre as nuvens sombras, que occullam
ainda sua alma de onjo urna parle dos seus aus-
teros deveres, ella v bnlhar como astro de es-
peranza a gloria da maternidade ; lera um mari-
do eternamente amado em Jess Christo ; ver
os filhiuhos reconhece-la pelo sorrir ; ouvilos-ha
responder sua voz, e chama-la pelo doce nome
de me; e no meio de ludo isto ser reliz por se
haver proporcionado a alegra custa dos seus
sofTrimenlos, a ventura custa dos seus sacri-
ficios I
E apenas o lempo houver preenchido o destino
da joven christaa, quando ella esliver prxima
hora da maternidade, quantas vezes concentran-
do no seu coraco o Cordeiro Divino pelo myste-
rio da communho, ella sentir o fructo das suas
enlranhas exultar ao contado do Chrislo, quan-
tas vezes nao exclamar como Santa Isabel no
seu xtasi divino : Exultavit infans in ulero !
li sabis vos quaessejam enlao ossonhos dourados
os deliciosos presentimentos, c as aspiracocs ge-
nerosas dessa mulher transfigurada pelo Chrislo?
Ella diz consigo mesma : Eis prximo o momento
do sacrificio ; mais alguns dias, e minha vida vai
lornar-se n'uma dedicaco perpetua ; oh I como
nao deverei eu ornar a esse innoccntinlio que
sinto viver nos minhos enlranhas, e repousar
sobre o meu coraco Come nao deverei dedi-
car-rae por elle nccumula-lo nao s das mi-
nhos ternuras, mas tambem das minhos logrimos ;
nao s das minhas caricias, mas larrrbem dos
mcus sacrificios!
Sao estes, senhores, os sonhos da mulher
christaa em vesperas da sua primeira malerni-
dadc ; sonhos encantados, que se desenham an-
tes na sua imaginaco, c que permanecem na
sua memoria depois que se lornam reolidodcs
mais sublimes, mais tocantes anda Ah I se-
nhores ; o que essa me, modelando as suas oc-
ces pelos diclames do Chrislo, enconlra de for-
qa, de corogera, de abnegocio nessa religio,
que a domino; o que o mesnib Christo lhe faz pe-
netrar no intimo do coraco, especialmente na
hora solemne e mysteriosa da communho ; o
que ella, ajoelhada aos ps do altar, ganha de
inexhaurivcl dedicaco para o cumprimento to-
tal dos deveres da sua maternidade ; o quo no
meio dos seus sacrificios a faz sallar de prazer e
de alegra, seria preciso para comprehende-lo, c
para manifesta-lo ter a voz de um anjo, e 0 co-
raco de una mi! E nos nao temos era una,
nem outra cousa. Pelo menos nos possivel
comprehender, c affirmar, que assim como o
egosmo faz a mulher mundana decahir de toda
a honra, de toda a dignidade, e do loda a gloria
das verdadeiras mis, o sacrificio eleva a mulher
chrisla ao sentimento das suas funecoes, s pu-
ras alegras que para ella nascem do cumpri-
mento dos seus deveres.
A mulher mundana lem medo de soffrer, e por
sso procura evitar os parios em si dolorosos ; a
mulher chrisla nunca se sacia da gloria de ser
mai, scmelban te aquellas mulhercs que ainda
boje se enconlra muilo as populaccs chrislas
do Canad, os quaes julgam que dez ou doze fi-
lhos nao sao anda bstanles poro honra e ale-
gra da sua maternidade : com quanto a filha de
Fv3 prevaricadora, lodavia instruida nasliyesdo
Christo reparador, ella se submette sem murmu-
rar lei proclamada sobre o nosso berco, e
forra de coragem para affroutar a raortej e de
dedicaro para dar a vida, corresponde por lodos
os seus partos a todos os appellos de Deus. E
se alguma vez, encarando o futuro, se commovo
pela surte dos seus llus, e senlc o temor inva-
dir-lite o corarao, eleva ento as vistas ao co,
e so lembra do que existe ahi urna Providencia,
que nao se esquece nem raesmo dos pequeos
passaros ; e confiada e tranquilla diz : Foi Deus
quem m'os deu, elles osabenroar.
Se a mulher chrisla corajosa, e dedicada
para dar o vida a seus filhos, anda mais o
rodeoda de oito ou dez filhos ? Suppondo mesmo Para olimenla-los e educa-los. Em quanlo se
frcas da malernidadc e as suas attribuires co-
mo a concluso necessaria d; sua obra, como
a mais completa manifeslacD da lei do sacrifi-
cio, que o dever e a gloria do nossas mis To-
dos aquelles que se teem dado ao trabalho in-
comparavel de educar meninos, ou sejarn mis,
ou aias, ou preceptores, nao pdem ignorar que
de lodos os sacrificios que consliluem a malerni-
dadc nao este o menos pesado nem o menos
doloroso. A flor cresce o se desabrocha sob o
suor de jardineiio que a reg c cultiva ; o meni-
no cresce e se desenvolve sob os soflmenlos da
mi que o aperfeicoa e educa. Felizes as mis
que teem muilo slTrido, e derramado copiosas
lagrimas para educar seus filhos; porque essas
lagrimas fecundaro cahinde sobre os coraces
que nao lhes fallassc urna heranra, suppondo
quefosse seguro o seu fuluro, como ella os ali-
mentaria com o seu leite, como os cercara dos
seus cuidados, c os protegera com a sua solici-
lude ? Como lhes despensaria nao s as suas fa-
digas do dia, como as suas vigilias da noile, se
noile o baile a espera com lodos os seus altrac-
nao apresentar a prova de um perigo certo, ella
guarda para s a ambico mullo natural a toda a
mi de nutrir alimentar seus filhos, porquanto
tem repugnancia em ver passar para as veas
dcsles, em ver misturado com o seu sangue in-
entio o sangue mercenario ; se a sua natureza
se vai enfraquecendo, se as forcas so esgotam
tivos, e ella nao "pode deixar de ir ali figurar, i nesse mysler, ainda assim so julga muilo feliz
trocando pelos seus vergonhosos iriumpbos as uma vez que o seu sacrificio produza a vida, a
suas vigilias c fadigas? Para que fallar-lhe de forro, e a belleza dos seus filhos. Porm as quo
familia, c o que podem ler de commum nesse c"a aspira com mais ambiro, o que emprehen-
aiuda lenros, como o orvall.o do co cahindo! livre, sonhada pelo genio de innovado,
sobre as (lores ; porque esse orvalho de lagrimas, | infelizmente uma exageraco ; jesse typo
essa irradiaco do amor, que parte sem cessar do
coraco da ra, lornar-se ho um dia a vida, a
belleza, a grandaza dos filhos na familia, e es-
ses filhos, fruclos abencoadof do amor pelo sa-
crificio, sero lambem gloria, a honra e a pros-
peridpde de suas mis.
Alguns economistas sem f, que da humanida-
de apenas cnxergam o lado mo e superficial, di-
zem ter encontrado contra a fecundidade da fa-
milia razes que elles appellidam profundas ; a
palavra chrisla nao poderia sem pejo penetrar
neslas profundidades; lodavia talvez tenhamos
mais larde occasiao de examinar esse objeclo,
que meu ver loca ao lado mais nfimo das cou-
sas humanas; ento pesaremos na batanea, que
lhes compete, as razes da economa moderna
contra esle preceito eslabelecido no comeco do
mundo : a Crescei e multiplicax-vos. Quaes-
quer que sejara estas razes, a egreja tambera
lem as suas para crer que a sabedoria humana
nao mais profunda que a sabedoria de Deus, e
Bo corrompida e
estril, egosta,
lodo o peso da
o. Essa mulher
uo
existe
que o mal o
sombra o da
no nosso seculo XIX na mulher que deixa de ser
chrisla !
Porlanlo, senhores, por isso
relevo do bem, assim como a
luz, antes de mostrar vos de que maneira a ra
enconlra na origem do sacrificio chrislo a ener-
ga da dedicaco, e na dedicaco o segredo glo-
rioso da fecundidade, vou apresenlor-vos o typo
da mulher paga tal qual podereis encontrar
mesmo no chrislanismo ; porque cumpre con-
fessa-lo, ero sempre a mulher chrisla realisa
esse ideal da maternidade que foi revelado ao
mundo na transfiguraco do Calvario : e isto
provem de que ella muitas vezes nao aceita, ou
aceita s em parle a lei do sacrificio; abraca
um simulacro do chrislanismo em vez do verda-
deiro chrislanismo : separada assim do Chrislo,
que nico a sua gloria, por isso quo nico a
sua forja, em face com os deveres da materni-
dade, sem o auxilio do chrislanismo, e dominada
pela fraqueza e impotencia que lhe sao naturaes,
que esse preceito cabido sobre nossos primeiros; e|is perde com a dignidade, que o Christo con-
pais nao como uma maldic.o, mas como uma
benco da nossa raro, nao uma simples il-
lus'o.
Tanlo na linguagem daegteja, como na das es-
cripluras, lanto perante a revelaco e a f, como
ierante a razo e a natureza, a fecundidade na
amilia considerada uma benco de Deus:e
assim romo a maldic.o ving idora da lei divina
ultrajada, pesa de ordinario sobre o lar domesti-
co que o egosmo e o criroc lornam solitario,
assim lambem desee a benco do co sobre as fa-
milias em que o sacrificio e u virtude se encon-
lra m para fecundar a vida. O' homem, vossa es-
posa multiplica em lorno de si os renovos da sua
e da vossa vida ; e Deus vou diz pela bocea de
um propheta: Sois feliz, e seris abencoado
Bealus es, et beni Ubi erit. Vossos filhos cresce-
ro e se desenvolrero sob vossos olhos, colloca-
dos ao redor da vossa mesa como os pequeos
ramos da oliveiraFilii tui sicnl novella oliea-
rum in circuitu mensa sud. Assim ser aben-
coado o homem que temer c Senhor e observar
coraco egoisla as emoces do baile e suas deli-
cias sensuaes cora as emoces da maternidade, e
as caricias da infancia ?
Quando mesmo o egosmo, cedendo lei da Pro-
videncia, deixe escapar-se a vida alravez das in-
dustrias da inorte, quando mesmo Deus permit-
a essa mulher a gloria nao merecida de pro-
crear filhos, c de seus labios ouvir esla expresso
mtnAa me, que em s contera tanta honra, ain-
da assim o seu coracao aberto oulros aspirores,
nao acha encoulo no surrir de seus filhos, nao
acha felicidado na alegra e na innocencia destes;
de sua maternidade Toreada apenas sent o jugo
que a prende, e se julga" como eslrangeira entre
os renovos da sua vida.
No centro das realidades que sao lo suaves
quando Iransformadas pelo sacrificio, elb sonha
com a imagem de felicidades romanescas, que
procura buscando novos amores ; e essa mulher,
rejeilando a sua dignidade e o seu ministerio, en-
trega em mos mercenarias os filhos, que s lhe
servem de um obstculo. Para ella, me sem
dedicaco, sem sacrificio, e sem generosidade, j
muilo trabalho o procrear; por conseguinte nao
preencher as outras duas funecoes, alimentare
educar ; nao lera essa ambicio maternal de
transmittir a seus filhos o mais que lhe for pos-
sivel a sua alma eo seu sangue ; e antes madras-
ta do que me. lanzar ao prazer a corda aviltada
da maternidade.
Acaso essa mulher, inimiga da familia, me a
seu pezar, que busca a felicidade fra da sua es-
phera, a conseguir ? Nao ; ella nunca poder
de, e no que prosegue com mais dedicoco, de-
pois do ter transmillido para a carne de'seus fi-
lhos a sua propria substancia no seu loile, Irans-
mtllir a sua alma para n alma delles, o seu cora-
co para o coraco delles, por meio do trabalho
da educaco. Educar o filho, aperfeicoa-lo, e
custa de irabalho, cuidados e fadigas,a'pproxima-
lo o mais possivel semelhanca do Christo, a
mais sublime vocaco da mi christaa ; e para
preenche-la que herosmo de dedicaco nao ser
preciso E essa mi, compenetrada do fundo do
seu coraco dos deveres que lhe impe a reli-
gio chrisla, e a propria natureza, pensa e as-
sim diz : Adeus, espectculos ; adeus, prazeres ;
adeus, testas : meu espectculo mirar-me nos
meus filhos ; meu prazer abraca-tos ; minha
festa assislir a seus jogos ; e minha alegra,
dedcar-me loda a elles. Nao quero oceupar-rae
com o mundo ; nao quero que elle me roubc os
momentos preciosos que inteiros devo felicida-
do dos meus innocentes filhinhos. Nao soja eu
feliz se roubar-lhes pelo prazer esses momelos
do sacrificio ; nao seja eu feliz se nao erapregar
loda a minha dedicaco nesses filhos que Deus
aprouve sahssora do meu vcnlre, como a mais
bella dadiva do seu amor.
E depois que ella assim pensa ver que cui-
dados, que vigilias, que trabalhos. qno fadigas,
que gemidos e que lagrimas se impe esso ver
dadeiro coraco de mi na formaco dos seus fi-
Ihos !
Por coneguinle a mi christaa se eleva polo
sacrificio allura, e al mesm cima dos seus
mais austeros deveros : e quaudo a mi de fami-
ser feliz ; porquanlo lanzada fra da ordem por! Ha lem preenchido o seu destino, e o decreto da
seu egosmo, condemna-sc a si propria ao vacuo: provdeneia, produzindo na dr, alimentando
com a sua substancia, o educando por jacio do
sacrificio, como bello, cora sublimo e locan-
cede mulher que o adora, a honra da mater-
nidade chrisla ; e chega a realisar um typo de
mulher bem diverso, o qual al mesmo se en-
contr no christienismo do seculo actual, e oo
qual eu darei uma denominaco pouco agradavel
typo de mulber mundana.
Ha infelizmcnle no meio da nossa sociedade
contempornea, no centro dochrislianismo, mu-
lheres que formara um vivo contraste com o
ideal da maternidade chrisla. Essas mulheres
sao baplisadas, preencheram a sua primeira
communho, c ainda que em raros intervaltos,
ellas apparccem todava nos nossos templos;
porm nao sao praticaroente chrislas, sao a re-
produeco moderna mais ou menos das mulhe-
res romanas dos mos dias; com a differenca de
que ellas, cahindo da graca do Chrislo, mais
profunda se torna a sua queda, por isso que vem
do mais alio.
Ora entro os vicios provenientes dessa queda,
ho um do que muilo se resenle a familia, e a
sociedad.!); essas mulheres aborrcete a familia,
da alma, trisleza do coraco, & aridez da vida ;
fugindo do sacrificio para evitar o soffrimenlo, nao
deixa de soffrer c muilo no seio do egosmo. O
lar, em que habita, figura-se-lhe uma priso ; o
casamento, a que obrigada, lhe como que
uma escravidao ; trisle se lem filhos, porque es-
tes lhe servem de fardo ; mais tristo ainda se os
Ojo lem, porque sent o seu coraco vazio de to-
da a offeico ; sua vocajo a opprimr, o tedio se
lhe desperta, faz morada no lar, e penetra-lhe al
o amago do coraco para amargurar-llie a vida.
E porque um mal sempre procura oulro, o tedio
filho da desordem, origina novas desordens, a
objuraco dos deveres da maternidade redundo
por uma inclinaco fatal na. abjuracoda fideli-
dade, e aquella que nao sabe ser me dedicada,
nao sabe tambem ser esposa fiel .. Ah se-
nhores, voltemos o rosto desse espectculo deso-
lador ; deixai essa mulher que nao soube guar-
dar a sua honra, que desprezou a alegra da sua
maternidade; sim deixai-a passar entregue ao
vosso desprezo., e sob o. lardo das suas vergonhas,
quero dizer, sob o opprobrio dos seus adulterios!
Ou antes, estendei-lhe vossa mo, abr-lhe vosso
coraco para rehabilita-la do tseu aviliamenlo ;
aponlai-lhe, a fim do anima-la, o que poderia ter
ella sido, o que poder ainda vir a ser, dejando
o sacrificio penetrar no seu coraco.
Fallemos agora da me que se possue. do amor
le, ve-la rodeada da virosa rnocidade da.sua cas-
ta geraco t?iom putehra est casta generatio
cum claritate 1 Mais tella do que a palraeira,
que allaneira se eleva coberla da sua esplendida
folhagem : mais bella do que a oliveira abundo
ao color vivificante do sol es. seus boles em
flor ; mois bella do que a loza desabrochando
porenlre os ses espinhos ; mais bella do quo
ludo, islo a mi chrisla aa dilataco da sua
vida ; rosa resplandecenle, coroada de lodas as
suas folhas, ornada de loda a sua belleza, bri-
lhanle de toda a sua frescura, e do seu esplen-
dor natural l Ah senhores, vos fallis de belle-
za, o os vossos coraces fcilmente se como-
vomao seu aspecto : pois bem ; sabei que a mi
nunca to bella como quando nos apparece no
lar domestico, rodeada de seus filhos, ennobreci-
da com as suas dores, c trazendo eslampados so-
bre a sua fronte a ruga do soffrimenlo, e o estig-
ma do sacrificio, esse complemento da belleza
humana, esse typo do sua perfeico, que nenhu-
ma filha de Eva pode trazer na fronte, em que a
dr nao deixou ainda gravado o seu sinele I
{Conlinuar-se-ha.]
PERN. TYP. DE H. F. Dfc. PARIA. 186Q,"


MUTILADO
-


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