Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09112


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Full Text
ANUO IH?I. HOMERO 161,
Por tres mczes atontados 5$000.
Por tres mezes vencidos C$OO.
SXTA TUU 13 DE JLHO DE 1860.
Por uno ndianfado 19$000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGAJDOS DA SUB5CRIPCAO' DO NORTE-
ParaWba, ^> Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. dr Le 103 Braga; Cera, o Sr. .'.Jos do 0I-
veira; Uaranl ao, o Sr. Manoel Jos Martins P.ibei-
ro Gnimarei; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraos Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymn da Costa.
rkmtiA. uus cuuubiud. .
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goianna e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezcrros, Ronito, Caruar, Allinhoe
Garanhuns nas torras feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, Limoeiro, Brejo, Pc-
queira, lngazera, Flores. Villa Bella, Boa-Vista
Oncury c E.\ nas quarlas-fciras.
Cabo.Serinhem, Rio Pormoso.L'na. Barreiros
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras
[Toflftg os correios partera as 10 horas da manhaa
PARTE OFFICIAL.
Govprno da provincia.
CO.HVRO.HISSO
lH.VAMi.WH: DA MISERICORDIA.
(Conclusao.)
CAPITULO XI.
Vos (Minos compromissaes, dos orramentos da
receila e fixicao da despeza, da escripluraro
c difpo$tdet ditersas.
Ari. 87. A leccita ser oreada o a despeza fi-
x.'da por um c remenlo, como C disposlo no ar-
tigo seguirte.
Arl. fc8. O oreamento na parte da receila de-
vera con ter aspeguinlcs columnas verlicacs 1 "
para a drnomii acao das rendas ; 2.a cara a Ici
ou ordem da sua creaco ; 3.a, *. c 5 pora o
arrecadado nos ltimos tres annos; 6 a para o
oreamento do anuo futuro ; 7.a para obserracao
era que se mcncionaro todas as circunstancias
precisas para o verdadeiro eonherimeiilo do
augmento ou ilimiouicao de cada urna das ren-
das : na parte da despeza, cinco columnas ver-
tiraos : 1." pan a despeza, 2 J para a lei ou or-
dem que a au orisou ; 3.a para a parcial ; ..a
para o total de cada um dos eslabelcciraentos ;
5. para o ixado para oanno anterior, motivan-
do-se a proveniencia do augmento ou diminuidlo
que houver. Ti uto a receita como a despeza so-
rao miudamenli desenvolvidas.
Arl. 8'J. No jltimo trimestre do auno com-
promissalo escuvo far com o official, debati
da direceo do provedor, o oreamento da receita
C a luarao da despeza para o anuo futuro, sendo
nado pelo poredor no lado esquerdo, e pelo
escrivao no direito.
Arl. 'J. Pica adoptado o systema de escrip-
luracao e conlalidade por anuos compromis-
saes, com um trimeslro addicional; para sso se
observar o seguinle:
S 1." O auno tompromissal contado do 1.
e julho de um anuo civil a 30 de junho do an-
so reger pela lei do oreamento
no seguinle, que
ern vigor.
2 O trimes!
tre addicionai do anno compro-
nnssal ultmame ite lindo somente destinado
pira se arircada
a i predilo anuo,
se liquidar e psj
lisfeilos dentro d
A escriplurar]
eita nos mesmo:
do anno lindo.
S '' As desp
do que existir em1
missal, e com a
no trimestre adc|
pago no trimestre!
da
o resto da receita pertencente
que licou por arrecadar e para I
ar os serviros feilos c nao sa-!
o no .-o.o auno.
o do trimestre addicionai ser
livroscm que se escriplurou a
zas que cstivprem no caso do
dos e doaedes deixados deulru do anuo, a ,-
pa do inventario dos objeclos que existiam
no tira do anno compromissal no olmoxari-
fado.
CAPITULO XII.
Dos batneos aa receita e despeza, e da tomada
de contas.
Arl. 103. Findo o trimeslro addicionai, o es-
crivao preparar o balanco da receila e despeza
do anno findo ; os quadros das dividas activas e
passiva ; a relajo dos legados, o a copia dos
objeclos existentes no almoxarifado no fin do
anuo compromissal.
O balanco ser explicado, e organisado com a
maior clareza, e desenvolvimento possivel, mos-
trando desenglobadamente as diferentes verbas
da receita e despeza, para seconheeer o que ren-
den, o o que despendeu cada um dos cstabeleci-
menlos cargo da Santa Casa, contendo as se-
guintes columnas vertieses Denominarlo da
receila Lei ou ordem que a aulorsou Des-
peza do anno do balando A de aiinos (indos
A Diada A que ficou por pagar O augmen-
to ou a diminuido. Este bataneo dover ser con-
venientemente elassificado, o conforme a nomen-
clatura do respectivo oreamento; as verbas sero
numeradas, [mudamente desenvolvidas, e obser-
vadas mostrando o saldo existente, as snas espe-
cies e venrimentos.
O qnadro da divida activa especificar o que
cobravel, duvidoso. e incobravel ; o da divida
passiva o que e exigivel, einextgivel.
A relaro dos legados, c das doaroes declarar
o nonio do doador, a importancia d'a doarao, e a
aala em que se ha de vencer ou rccpber."
Arl. 101. Organisado o balanco, assignado pelo
escrivao. c rubricado pelo provedor no alto de
cada lulha, ser entregue commissode cx.ime
para verificar a sua exactidio com os livros e do-
cumentos comprobatorios, moralisar os algaris-
mos c exprimir em um relalorio o juizo que li-
ver formado, e dar o scu parecer com fidelidaJe,
eniregando-o ao provedor.
Art. I3. A eommissao de exame composta
d ministra-
os tres
membros escolherao d'entre si o seo presidente c
o relator ; sao obngados a accilar a nomescao e
nao Ibes c admissivel escusa, se nao a que f'or
fundada em motivos justos, que junta pertence
receber por attendveis.
EPHEMERIDE8 DO MEZ DE JULHO.
3 La cheia a 1 hora e 47 minutos da manhaa
11 Ouarto minguante as 3 horas e 38 minutos
da manhaa.
t kua "0Vil *"* horas da manhaa.
25 Ouarto crescente as 3 horas e 50 minutos da
manhaa.
PREAMAR DEHOJE.
Primeira aos 5i minutos da roanhea.
Segundo aos 3(1 minutos da larde.
AUDINECIAS DOS TRIBU.NAESDA CAPITAL.
Tribunal docommercio: segundas e quintas.
Re!acao f tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao meio dia.
Dito de orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Pnmeirs vara do civil: tercas c sextas o meio dia
Segunda vara do civil; quarlas e sabbados ao
meio dia.
>!o

lu- Fazer publicar pelos jornaet
1,0 balancete mensal
za do mez anterior; 2. um extracto das arlas
ern que, se declaren] as medidas ord .nadas o reso-
lucoesiMHdn pela juma. Ajustar a despeza
que for precisa, s qual ser levada verba do ex-
pediente da secretaria ; o documen.o desta des-
peza sera a conla do dono ou encariegado da ty-
l'Ographia em que se declararao as peras publi-
cadas, em que dia, mezo anno. c en
ue jornal, e a importancia de
pecas.
II. Organsar no tempo marcado neste com-
prom.sso ou le, provincial, com o oficial, o orea-
ment, o balanco e os dous quadros la divida c-
tiva e passiva.
desta cidd- i dos ueste
DAS DA SEMANA.
9 Segunda. S. Cyrillo b. m. ; S. Bricio b.
10 Terca. S. Januprio e seus companheiros mm.
11 Cuarta. S. Sabino m. ; S. Sidronio m.
12 Quinta, fe Joo Gualberto ab. ; S. Nabar m.
13 Sexta. S Adelo p. m.; S. Joel prof.
1 i Sabbado. S. Boavenlura doutor serfico b.
15 Domingo. O Arijo Custodio do Imperio.
- compromisso terao suas allribuiroes
U ? a desp0" raarcad,s n"3 respectivos regulamcntos.
"Mrocio das ocios i
CAPITULO XVI
Do pagamento dos vencimenlos dos empregados.
Arl. 128. Os vencimenlos dos empregados da
S-inla Casa sao os mesmos designados pelas lcis
provinclaes c regulamcnto de 25 de fevereiro de !
1817. Sera prestar juramento de bem servir
i que numero | nenhum empregado entrar em exercicio ; aquel-
la urna das les, porm.qucj esliverem em exercicio antes da
EXCAKRECADOS DA SUBSClilPg.vO NO SOL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Babia
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr
Joao Percira Martins.
EM PERXAMBCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa de
Fam.nasua livraria prega da Independencia ns.
ca
rf, l*\ Dar. d'recco e expedieo s ordena e cor-
respondencia do provedor.
I. Far mais aquclle servico qi e Ihe fr or-
pelo provertor ou junta adm
detiado
l i va.
14. Pagar execulivamenle pelos seus bens os
preju.zos que causar Santa Casa, o ao thesu-
cu^n^(T1^!,d,Pr0VC"1,a," dt errS 3U ^ganos
culposos que tiver commetlido.
Do ollicial.
Arl. ii4. Ao Offidal, como cncarrt-gado da es-
cripluraro e conlabilidade, compele
1 Escriplurar diariamente os l.vros diario
mestre e os auxiliares respectivos ; o caixa e ni
-?..?" Co.nforir. examinar lodos os documentos
Sui "- rCCe"a c desfza 1uc lhu orcm dados
*" 1UJ- eommissao de exame c
le tres membros nomeadns pela junta ad
Uva, cscolhidos d'ente os mordomos.
pelo escrivao.
M| 3 organsar os balancetcs semanaes e men-
Liquidar a divida activa e passiva es-
cnpiura-las em l.vros auxiliares
execucao do prsenle compromisso, servirao de-
baixo do mesmo juramento.
As fallas dos empregados serao julgidas jui-
zo do provedor
Art. 129. Os vencimenlos dos empregados da
Sania Casa serao pagos mensalmente vista de
rolhas processadas pelo escrivao em livros pro- -
inUtr0/" rPnmS,n L"".8 ^S030 as verua* de pagamento,! idneo; alm de prompto pag
inistra- com o mesmo escrivao ; e apresentarao atiesta- que for fizado, se obligar a,.
aos ou pontos dos cncarregados dos cslabeleci-
monlos era que servirem, rubricados pelo pro-
vedor. K '
Art. 130. Pcrcebero os seus vencimenlos,
quindo doenles, justificando as fallas cora altes-
do do medico que o assistir ; se a molestia pas-
sar de quarenta dias. Ibes ser descontada a .
quinta parle, que reverter em beneficio de quem cargo da Santa Casa
os substituir.
Art. 131. Perderao c quando
rem sus-
vi era be-
; neficio do cofre da Santa Casa.
CAPITULO XVII
Disposiroes diversas acerca dos empregados.
Art. 132. Quando os empregados da Santa Ca-
sa precisarem de licenca, por mais de dous mc-
zes, devero requerer a presidente da provincia.
ADa Ii't'I.
ou.ros livros dei reccii^ e d'csp z^do the^^eir?,3 t?' *" Perde5 ?S ^"cimen.os,
naodeixaodo assento algn, m trazi do m h? ^,,arem "" MtiDcado, ou fui
para outro. dc utn d,a j Pens?a administrativamente, reverlendo
aahioaau mordon.o eiicarr.gado jj cuns-rvacau
e reparos dos predios, o qual examinar imnie-
diaiamente. os predios que tiverem de ser desoc-
cupados, para verificar se os dilos inquilinos os
enlregam no estado de conservaro e aceio p
com os pertences que receberam.senda entregues
as chaves ao mesmo mordomo, o dando este
parle das oceurrencias que houver encontrado.
Art..103. O mordomo entregar as chave ao
escrivao em cojo poder eslaro em quanlo nao
rorem atusados os respectivos predios.
Art. 154. Os aleguis dos predios urbanos po-
ucrao ser arrematados em hasta publica perantc
a jimia aJraiuislraliva.de um al tres anos pre-
cedeudo annuncio de oito dias nos peridicos
desta cidade.
Art. 155. O arrendatario assignar com a junta
administrativa o competente termo, dando fiador
ment, no praso
conservar o predio
no estado de aceio em que receber, e a enircar
as chaves com ludo o mais que liver recebi.to0
Art. 156. Se nao convier arrematados alugueis
poderao ser ajustado convenicnlcmontc nos ter-
mos dos artigos antecedentes.
Art. 157. A junta administrativa organisar
menlos internos para os eslabelerimentos
Em quanlo o nao fizer se
regularao os mesmos est ibelecimenlos pelo re-
glamento de 25 de fevereiro de 18S7, na parte
que Ibes fr applicavd, e que. nao contrare as
disposiroes do presente compromisso.
Art. 158. Tendo de crear-sc a irmandade da
misericordia, e deexecutar-se este compromisso
o presidente da provincia far as noroeacoes d
que trata o art. "23, logo que fOr publicado o
compromisso, nao exigindo a condicao do
arl 2/.
Dito
- ao j ilz municipal da 1.a vara.-D conor-
midadu com o d,Sposto no 8 5 do art. 43 do dec.
n. ,22 de 2, deoutul.ro de850,designei a Vmc
para fazer parle doconsclho de revista da g. rl
la nacional desle municipio. CjareuniioXe
te lugar no da 15 do corrento, o que lhe con-
mumeo para sua inteHIgeiicia.-Communicou-M
aorommandante superior do Recife """""tuu -se
Dito ao conselho administrativo do i.atrimoni
dos orphaos -Informe o conselho ad i a, -
vo do patrimonio ds orphaos se est completo o
ron-i --0 Pre8ldenteda provincia, leudo
conMderarao o que propoz o director da instri
?..^Wicf:m omcios de 5 e 10 do corre fe
co
c
s.112 o 113,
arl. 52 da
resolve.
em
ruc-
correnlp, sob
de conformidadecom o
e provincial n. 369 do 14 de inaio de
!Si2i-' 4 Cadeiras d(' Pr"'-"s leltras do se-
xo masculino nas povoaS6es de Grvala Timban
ba. Vicencia, e S. Vicente perteacenles primetr,
o municipio do Bonito a segunda SWSSE
na. o as nltimas ao de Nazareth.-FizeramtaeiM
precisas communicacoes. ""-ram se as
>'laO presidoote da provincia, usando n 48RMf ,^2Crda a"- 6 da pro'inciaT
n.-iss, de 16 de marco deste anno resolve
de profesor da cade.ra de economa poltica dl
curso comraercial -Communicou-se Ihesonr.!
nabProvw,aal e ao direc.or gera. da SSjS
Dita.- O presidente da provincia, tendo cm
uataoque requeren Carlos Augusto Li'nsdeSoo
paragrapho antecedente, serao pagas com o sal-
caixa no fim do anno eompro-
erella que se for arrecadando
icional. () que nao liver si.Jo
addicionai, ser pago pelo cre-
correnle. precedindo aulorisaco
provincia.
A escrip'uracao da receila e despeza
isa serla feila'em jugos de livros n-
dito do anno
do presidente
Arl. 91. A
da Santa (
nuaes ; haver dilatio, meslreou razio, e os au-
xiliares respectivo ; para a escriptnracao da re-
ceita e despeza e despeza do Ihesour'eiro. lla-
vera o livrocaixio de folhasde ordenados, o
de lalo e os malj que exigirem as operaces do
cofre.
Arl. 92. A reedita do livro caixa ser frita
vista de guias, portaras ou ordens, e assignadas
pelo thesoureiroQ pelo empregado enrarregado
da scripturaeao: a despeza ser escripturada
vista de folbas ai nuaes processadas em livro
proprio de pedido i c conhecimentos de recibo
ni forma, autnris! da pelo provedor por porta-
ras e despachos, passando o escrivao a certidao
de pagamento, c assiguando-a elle escrivao e a
pessoa que for paja.
Art. 93. Nao so lanrar despeza alguma, sem
qne para ella baja crdito filado na lei do orea-
mento ou autorisado pelo presidente da pro-
vincia.
Art. 9 i. Organisado o oreamento, ser remet-
1i'!o a cada um dos membros da junta, para o
examinar e cstudar, nao podendo cada um rc-
ter em sen poder mais do quarenta e oito horas ;
examinado e visto por todos ser dado para or-
dem dos trabalhosjdi sessao, rom conherimento
previo dos mesmos; solfrer urna discussao so-
mente c ser votado por parles.
Art. 95. O oreamento assim preparado ser
remettido pe! provedor ao presidente da pro-
vincia nos termos do art. 102, para ser apresen-
tado annualmente assembla legislativa pro-
vincial, quem compele decretar a respectiva
lei.orrando a receita e fixando a despeza da Santa
Casa da Misericordia.
Art. 96. Ouando as quantias votadas na lei do
oreamento pira as differentes verbas de despeza
nao forero sufficientes, a junta administrativa po-i
der solicitar do presidente da provincia o aug-
mento de crdito que se fizer preciso.
A' vista da emita demnnstraliva e motivada,
que o presideete autorisar o augmenio das quan-
tias decretadas.
Art. 97. Se a receila oreada nao ebegar para a
despeza (ixada a junta administrativa autorisada
pelo presidente da provincia, em virlude d pro-
posta que a junta deve dirigir, podera suspen-
der execuro daqoellas verbas do despeza, que
forem menos urgentes, a fim de que nao appa-
reea dficit.
Arl. 98. A junta administrativa s poder des-
pender as sommas que foiem fixsdas na lei do
oreamento, ou autorisadas pelo presidente da
provincia ; por isso fica inhibida de despender
mais das sommas autorisadas cm cada anno pa-
ra as differentes vertas de despeza, sob a reg-
p nsabilidade de cada um dos membros, qne se-
rao obngados a restituir execulivamenle as om-
inas, que excederem as autorisadas ou fi-
xauas.
Art. 99. Se a assembla legislativa provincial
nao decretar a lei do oreamento que liver sido
submetlida sua approvacao, continuar a vi-
gorar a que esiiver regedo, e eroquanlo nao
1 r publicada a aova lei. O presidente da pro-
vincia poder aulorisar a junta administrativa,
E ib proposta motivada, que a elle deve dirigir,
para despender as sommas que foram incluidas
Ti oreamento submettido approvaeo da as-
sembla legislativa provincial, mas nao decre-
tsdo, e que nao existem fixadas na lei que
continua a vigorar, sendo urgente e deutili-
dade as despezas para que se destinam essas
sommas.
Arl. 100. Nenliuma verba de rpceita e des-
pezi que nao for escripturada e legalisada pela
forma disposta nesle compromisso, e.nos regu-
lamentos ser reeonhecida pela Santa Casa, e
pela auloridade judicial competente.
Art. 101. As letras a receber poderao ser ne-
gociadas pela junta administrativa, precedendo
annuncios nos peridicos oito dias anles ; ha-
vendo-se Desta operacao com o maior escrpulo
e seguranca, c conforme for o descont, que
nao exceder o que eslver regulado pela caixa
filial do Banco do Brasil. Dar-se-ha entrada na
caixa da importancia lotal da letra, e se lan-
rar cm despeza a importancia do descont sob
o titulodescont de letras, por urna porta-
ria de carga assignada pelos membros da junta,
c comprovada com a copia da acia da respectiva
sessao.
Art. 102. O
Art. 106. Esta comilisso se reunir nos dias
e iioras cm que os seus membros combinarem
enlresi ; concluidos os seus trabalhos, se enten-
der dissolvida.
CAPITULO XIII.
Do processo das contas peranle ojuiz de (apella
e dos residuos.
minL. >"' F)pois de lPI"-ov.-,.Jo pela junta ad-
ni.nistrauva o parecer da eommissao deexame.o
provedor enviar ollicialmenle ao juizde capellas
0 dos residuos, a copia do parecer c relalorio da
eommissao, a .arte da acta a respeilo, o balanco
ua. receita e despeza, e a conta da receita e des-
peza dos cstabtlecimcnlos em forma
cantil.
mer-
provedor enviar improrogavel-
menle ate o dia 15 de Janeiro de cada anno, ao
presidente da provincia, para sercm presentes
assembla legislativa provincial : o balanco do
anno findo, o ornamento da receila e despeza
para o anno compromissal seguiote, os quadros
das dividas activa e passiva ; a relaco dos lega-
Ait. IOS. O juizde capellas ede residuos man-
dar auloar pelo escrivao, auc houver designado
em sen despacho, as pPfas rjma declaradas 8
prolinra a sua sentenca como for de direito. '
Art. 109. Sentenciados estes autos de comas ...
escrivao da Santa Casa far termo de encerra-
raento nos competentes livros, o qual ser assig-
nado pela junta administrativa, dando ex-oflieio
a quilaco ao thesoureiro, se nao liver sido reco-
nhecido algum alcance.
Arl. 110. Se pela liquidaco da conla ficar al-
caneado olhesoureiro, ser'avisado por olTicio do
provedor para dentro de vinte e quatro horas im-
proragav'eis entregar nos cofres da Santa Casa a
importancia do scu alcance ; e quando dexe de
o fazer, se extrahir conta crreme do seu alcan-
ce para ser remedida ao presidente da provincia
com o traslado de aulos de contas, e da senten-
ca, e com a certidao do escrivao de nao haver
em.ado com a Importancia de tal alcance, alim de
que elle mande proceder pela auloridade compe-
tente, execulivamenle, na forma das leis e dos re-
gulamcnlosdc fazenda.
CAPITULO XIV.
Da secretaria da Santa Casa.
Art. 111. A secretaria encarregada de todo o
expediente e da correspondencia da junta admi-
nistrativa, e do provedor; da escripluraro c con-
labilidade da receita e despcrfo.
E' directamente sojeita ao provedor.
Ter um escrivao, um ollicial e um continuo.
Art. 112. O trabalho da secretaria destribuido
e dirigido pelo escrivao, como chefe da repar-
licao.
Do escrivao.
Art. 113. O escrivao o rhcfeda secretaria ; a
elle sao subordinados os outros empregados da
mesma.
Compele-lhe :
S 1 Ter \ seu cargo, c sob a sua guarda a
sala das sessoes e o archivo da irmandade.
5 2 "Assistir s sesses da junta administrati-
va ; ahi 1er c ministrar os papis que lhe fu rem
pedidos ; lomar as notas competentes para as
actas, redigi-las c lanea-las cm livro pro-
prio.
3. Passar sob despacho do provedor as cer-
lides requeridas.
4. Fiscalisar e examinar so a escripluraro
feila convenientemente, corrigindo as faltas,
emendando os erros que encontrar, admoeslando
o empregado que della esiiver encarregado, e
dando pane ao provedor das oceurrencias de
maior gravidade.
5. Ter um livro de protocolo, em que lanra-
r por termos de recibos os livros e papis con-
cernentes administrarlo da Santa Casa, que
houverom de sahir da "secretaria e do archivo,
tazendo asstgnar os respectivos termos de reci-
bos spessoas, que os receberem ; nao permil-
lindo sabir sem ordem escripia do provedor. E'
absolutamente prohibido sahir os livros diario,
mestre c caixa, se nao para serem presentes
junta administrativa, e ao juizem coircicaoepelo
mesmo escrivao, que os far voltar para a secre-
taria, porm sempre debaixo de suas vistas ; ou
quando algum delles liver de ir presenc) do
presidente da provincia, em virlude de ordem do
mesmo ao provedor, sendo os livros arompanha-
dos pelo escrivao. Quando o presidente os de-
volver os far arompanbar com o officio ao prove-
dor ; tanto este officio, como 3 ordem para a rc-
messa dos livros, serao apresentados junta ad-
ministrativa, e laneados na acta.
6. Examinar todos os documentos, tanto da
receita romo da despeza, antes de serem hinca-
dos pelo official.
7 Dar as informarles verbaes ou por es-
cripto, que lhe forera exigidas pela junta admi-
nistrativa, e pelo provedor; observando respei-
tosamente ao provedor, quando mandar fazer al-
gum pagamento em contrario aos interesses da
Sania Casa, e s disposiroes das leis e regula-
menlos.
8 Nao submetter ao despacho do provedor
conta ou documento do despeza, sem lhe por a
nota de crrante, c dc que ha crdito, devendo
por isso examinar primeramente pelos livros au-
xiliares as contas do crdito votado, e ver se ha
anda alguma quantia para o pagamento da des-
peza de que se tratar, fazendo expressa men-
co desta circumstancia na informaro ou nota
de conferencia, que lancar no documento; fi-
cando responsnvel pelo excesso do credilo que
houver, urna vez que nao o declare era dito do-
cumento.
9o Dar parte ao provedor da ponlualidade,
fallencia ou fallecimento dos devedores; da ex-
piracao dos contratos, e de outras quaesquer oc-
eurrencias que lhe constar.
Fazer qualquer outro servico, que lhe fr
oidenado pelo provedor ou escrivao.
Do continuo.
a i Ao cn'"'nud compele :
g 1 Cuidar da limpeza da sala das sessoes e
iZn"F\ 16 S6US "'0VCS e mai3 Objeclos.
lo a do deludo conta por inventario ; res-
pond el pela sua guarda sb a direcciio do CS-
leenLn nr r '^ S Pr,;,S da "SI, s horas
de comerr e Andar o trabalho.
S 2U Levar ao seu deslino a
papis do expediente.
es-
correspondencia c
3" Cumprir as ordens do provedor e do
:nvao, relativas ao servico dj repartico.
Do archivo.
Art. 116 O archivo da Santa Casa ser eslabe-
ectdo era lugar seguro, c accommodado do edi-
ficio; ficar a cargo c sob a guarda do escrivao
que por elle o responsavel.
Art. 117. Nelle se guardarao toJ" ';
i>i>m Ha a>arSi__.--. ~ v.u nonios de
qualquer nalureza que sejara pcrlencciites San-
ta Casa ; estao postos por ordem c classifica-
re, havendo para isso os precisos armarios ou
papeleiras, c a mobilia sem luxo.
Arl. 118. Aos irmfios da Sania Casa franquear
o escrivao, no archivo, a leilura c o exame dos
vros e papis que pedirem para tomar o conhe-
envao.
Art. 136. Alm do disposto no g 6. do arl. 76,
quando os empregados commetterem crmes de
outras especies, sero responsabilisados, como o
sao os das reparticocs publicas, ou julaados cri-
minalmente, sendo caso disso.
Arl. 137. O empregado da Santa Casa, que li-
vor bom corr.porlameuto o bons coslumes ; exer-
cer o seu eroprego com zelo, assiduidade.'e sem
nota ou erro de officio, e que se adiar impossi-
bihtado physica ou moralmenle dc continuar no
exercicio de seu emprego, poder ser aposenlado
pelo presidente da provincia, sob proposta da
junta administrativa, com o ordenado por "
leiro, tendo trinta annos ou mais de e^'ticio.
Art. 138. O escrivao subs|i"J'do cm scu im-
pedimento pelo official -
CAPITULO XVIII.
DisposicSes qeraes
i_, <- '-"uu a invo
n de noeta Senhoro -lo Po
de agosto de cada anno a f.--i,,,',,!
e transitorias.
ocaco desta irmandade
*. haver no dia 15
i ra, comparecendo os irmos, como dispe o" 2?''
j do art. li ; se o dia da feslividade cahir em dia
i til, ser transferida esla para o domingo se
i guinlc.
Art. 140. Alm da escripturacao da receila e
despeza cstabelecida no art. 91] haver mais os
junho do 1860. Ambrozio Leito da Cunha.
Approvamos o presente compromisso na parte
religiosa sem prejuizo dos dreitos parochiaes
Ouanlo aodia da feslividade deve ser designa-
do para ser por nos approvado. Palacio da
Soledade, 10 de junho de 1860.
(Assignado) Joo, hispo de Pernambuco.
iMneoy-r",CJhCS C0D.vier' nl >es sendo permil- livros'para a receila e despeza'de cada um dos
tido levar para suas casas
CAPITULO XV.
Das qualidades dos outros empregidos da
Santa Casa.
Art. 119. llavera mais os seguintos empre-
gados :
Um almoxarife.
Um capelln da irmandade.
Um sachristo.
Os mdicos para os dous liospilaes, ] os outros
empregados para os mesmos, creados pelos regu-
lamenlos e leis provinciaes.
Os empregados da casa dos cxposlo, segundo
o respectivo regulamenlo.
Do almoxarife.
eslabelecimentos cargo da Santa Casa, para o
registro da correspondencia, dos termos de con-
trato ; d'arrendamento dos predios; das actas
das sesses da junta ; registro dos despachos pro-
feridos pela junta, e provedor nas pelices das
parles, e quaesquer outros que se fizerem preci-
sos ; devendo estes ser proposlos pelo provedor
e adoptados pela junta
F.XPEHIEN-TE Do DIA 11 DE JULHO DE 1860.
Officio ao commandante das armas Sirva-se
*-S.de providenciar para que a forlaleza do
mSTiJSL^!U Mhir a bjrca icional Atrevida,
sem ordem expresea desta presidencia.
Dito ao chefe de polica.-itemelio por copia a
ollimo, que era 10 do correnle me dirigi
o riigeiineiru oa estrada 3e ierro, para aue em
vista do seu conledo. V. S. providencie como
melhor convicr.-Communicou-se ao engenheiro
Dilo ao mesmo.Permiltindo que o guarda
nacional, Ernesto de Mello Albuquerque e S,
V.non,pJ!l0JsPecU)r de quartelro, conforme
sob ii. 864. expego ortfe'n^'li^itl0 JV17 p&S^-
seja elle dispensado do servico do batalhao a que
perlence, logo que se mostie competentemente
titulado.Oiliciou-se ao commandante superior
para a dispensa do servico ao guarda nacional de
que se trata.
Dito ao mesmo DpvoIvo a V. S. as contas da
despeza com o sustento dos presos pobres da ca-
da do termo do Ouricury, sobre que versa o seu
ollicio, n. 893, de 4 do correnle. aGra de que
mande supprir a falta de aulhenlicidade notada
pelo inspector da thesouraria provincial, no offi-
cio juntu por (opia.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
senjado. par, o boro rgimen. 7^^S^^.
deas desta provincia, de conformid ,de com o
eSirot isV-11C d0 "* I* de 31 de?a-
leiro de 1812.- Communicou-se ao chefe de ,o-
Despaehos do da n dejalato.
_., /tfQiiprimentos.
ca;,^ra^aSU'bUlrU--rrOVCOSUPP'-
dos orpl
trativo do patrimonio
ios orpriaos. ......
,.7,!)H~A"l0n0 clauu"<> Monleiro. (i soppli-
ai te deve procedemos termos do art. 6" do re-
ulameoto de 30 de Janeiro de 1834
irme o Sr. ins-
ca
g _
741.Antonio Jos Campello, i
cadcia da cidade de Nazareth.-Infor
pector da thesouraria de fazenda
S&SBT, SSfJSaftilt
"WiHfcUK..
se
Art. 120. O almoxarife
moxarifado da Santa Casa
se com pora dos
se d3r entrada
deve observar o seguinle
lem seu .argo o al-
da Misericordia.
quo |
e rescindido o contrato.
ulilisar-sede bens movis, semoventes p de rais,
perlencentes Santa Casa, sob pena de pagar
armazens precisos para nc-llcsuma multa arbitrada pelo presidente da provin-
s e mantimentos, e cia. e incorrer nas que forera de direilo, segundo
I as circumstancias.
8 I. Cunipnr e fazer cumpnr as ordens que Art. 142. No dia seguinle aoda posse da nova
lhe loreni dadas pelo provedor, ou mordomo que junta, os membros que tiverem seu cargo os
< l r mcz ,- diversos eslabelecimentos da Santa Casa, farao
5 ter sob sua guarda e mmediata respon-
sabilidade os gneros e vveres que forera reco-
Ihidos aos armazens do almoxarifado.
S 3 Dar entrada c saluda aos ge eros e vi-
veres em livros proprios. A entrada ;;er feila
vista da nota do vendedor; ou de ordem do
mordomo que esiiver de mez, ou dc provedor.
A sabida em vista dos pedidos dos encarregados
dos dilTercnlcs eslabelecimentos.
4." Ter a seu cargo a escriplurar "o do livro
d'entradas c sabidas, lanto dos doeiiUs que pa-
gara casa, como dos mendigos.
5. Coadjuvar a irma superiora do hospital
de caridade.na conservaco da ordem ( disciplina
que deve reinar no mesmo hospital, quando ella
por si s nao o possa conseguir.
6." Alera das obrigacoes presen
compromisso cumplir as que lhe
las pelas leis e regolamenlos provinciaes
Do capellao.
Art. 121. O capellao ser um sacerdote de
probidade, e bons costumes, e de idade maior de
irinla e cinco annos; exercer com exemplar
zelo, paciencia e randado os aclos religiosos.
Arl. 122. Exccutar as ordens da junta admi-
nistrativa, do provedor, e do mordomo da igreja.
A' elle compete :
1. Acompaohar a irmandade em todos os
pos, e religiosos, c nos enterros dos ir-
celebrar todas as feslividade; da Sania
aclos
nios
Casa.
2. Assistir aos^os condemnados apena
ultima,no s dias em qiie sao auxiliado;, e soccor-
ridos pela Sania Casa.
g 3. Ter seu cargo a igreja de N. S. do Pa-
raso, requisilando os objeclos necesarios ao
culto ; dzer nesta igreja, ou em quaiquer outra
parle onde for determinado pela junta, missa
nos domingos e dias santos.
Art. I3 a elle subordinado o sachristo,
ou qualquer outro empregado da igre a.
Do sachristo.
Arl. 121 O sachristo deve ser ura homcm
probo e zeloso, compete-lhe
Paraizo, e da conservaco e guarda des objeclos,
e paramentos perlencentes mesma i;reja.
2 Fazer varrer a igreja, urna vez em cada
semana : e limpa-la de mez em mez.
|? 3 Acomoanhar, vestido de roup<- azul, com
campa ou matraca a irmandade nos a 'tos pios, e
religiosos, e nos enterros dos irmaos ; avisar por
ordem do provedor os membros da junta, para
as sessoes.
Art. 125. llavera ura ljivro para se lancar o
inventario- dos objeclos da igreja, assignado'pelo
mor.lomo respectivo, escrivao e sachristo, e ru-
bricado pelo provedor.
Arl. 126. Dar-se-ha annualraen e balanco
aos objeclos sob sua guarda ; dando-s: consumo
ao que esiiver inutilisado, para descargo do sa-
christo, e conhecer-se se ha algum exiravio para
o responsabilisar.
Art. 127. Os empregados nao CGtnpreuendi-
Art. lil. Nenhum membro da junta poder Sob iiiiuha responsabilidade. como me fui reque-
r fiador nos contratos, que houverem com a | rido pelo cabido de Olinda, mande V. S. fazer a
Santa Casa, qualquer que seja a sua natuieza ; despeza necessaria com o pagamento dos empre-
en! entrar em iransaeco alguma, em que seja gados, e fabrica da respectiva cathedral, no mez
interessada a Santa Casa, por si. por procurador dc junho ultimo, visto nao haver credilo para
e por interposta pessda, sob pena de ficar nullo essa despeza, segundo consta de 3fla informaro
ou a transacQo ; nem de 9 do correnle, sob n. 686. e ser a maior parte
dos contemplados na folha, pessoas nimiamente
pobres, que vivera de seus ruinguados ordenados,
esem outro qualquer meio de subsistencia.
Dilo ao mesmo.Anuuindo ao que me reque-
ren o promotor publico interino desta capital ba-
charel Francisco Leopoldino de Gusmo Lobo, e
tendo em visla a sua infurmacao de 9 do correnle
sob n. 685, autonso a V. S. a mandar pagar sob
minha responsabilidade a quantia de 83f333, que
se lhe esl a dover, proveniente de seus venci-
menlos do mez de junho prximo lindo, visto nao
haver quola para essa despeza, e ser ella conecr-
nenlc alimentario de funecionarios pblicos.
Dilo ao mesmo".Tomando era consideraco o
que me eipoz o inspector da sa le do porto, no
ollicio, a que se refero a sua informaro de 9 do
correnle, sob n. 687, auloriso a V. s! a mandar
pagar sob minha responsabilidade o que se esiiver
adeverao mesmo inspeclor.de seus vencimen-
los relativos aos mezes de abril a junho desle
anno, e aos domis empregados daquella repar-
tico nos dous ltimos dos citados mezes, bem
como as diarias dos remadores da respectiva ba-
leeira no de junho prximo findo, visto nao ha
ver credilo para taes pagamenlos, e serem elles
concernentes aliraentarao de pessoas, que vi-
vera de seus vencimenlos Communicou-se ao
inspector da sadedo porto.
Diloao mesmo.Attendendo ao que solicita o
commandante da estarao naval em otlieio de 9
desle mez, determino a V. S. quo mande abonar
sob minha responsabilidade ao agente compra-
dor do arsenal do mariuha desta provincia a
quantia precisa para occorrer a despeza com a
compra de verduras que, segundo a tabella n 5,
que baixou com o decreto de 11 de abril de 1857,
se deve destribuir s guarnicoes dos navios da
mesma esta^o durante o correnle moz.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Tendo sido abonadas peioadminislrador da casa
de detenro as fallas que deu em 21 dias o guar-
da Joo Pires Ferreira, sobre quem versa a sua
informaro de 9 do correnle, haja V. S. de man-
dar pagar-lhe, de conformidade com o offi-
cio de 17 de marco desle auno como requisilou
o chefe da polica cm data de 15 de junho ulti-
mo, a importancia dos vencimenlos aquelles
dias.Communicou-se ao chefe de polica.
Dilo ao mesmo.Tendo fallecido o teuente-co-
ronel Jos Gomes Leal, um dos fiadores do eco-
nomo do gymnasio provincial faz-se preciso que
V. S. exija'desse empregado um novo fiador, con-
forme indica oregedordo mesmo gymnasio, em
officio de hontem.Communicou-se ao referido
regedor.
Dito ao mesmo.Devolveodo a V. S. o reque-
rimento a que se refere a sua informacao de hon-
tem, sob n. 884, no qual o director da sociedade
das Arles Mechanicas, pede que com preferencia
.i outros pagamentos, seja entregue ao'respcctivo
Ihesoureiro a quantia de ris l:000?j000 com que
foi a mesma sociedade subvencionada na lei do
oreamento provincial do 1859 a 1860, o auloriso
a mandar etlectuar essa entrega, quando o per-
mitiirem os cofres provinciaes.
Dito ao director do arsenal de guerra.Mande
Vmc. admiltir temporariamente a companhia de
aprendzes desse arsenal o menor Antonio Barbo-
sa dos Santos, sobre que veca c. seu officio de 9
do correnle, o qual lhe ser a^resenlado por par-
te da administrado dos vsUbelecimenlos de ca-
ridade.Commuiiicou-F,e a esta.
entrega delles aos seus successDres; neste aclo
cada um delles lera o relalorio especial da sua
repartico. Estes relatorios serao registrados em
livro competente,c os originaes ficaro archivados
no archivo da Santa Casa.
Art. 143. Os irmos da Misericordia tero
sepultura gratis dada pela irmandade.
Art. ;4i. Organisada a irmandade ser publi-
cada a lisia dos irmos no peridico que publicar
os actos officiaes fazendo-se iguil publicacao dos
que entraren) d'ahi por diante
Art. 1 5. o processo e alliquidacao dos docu-
mentos da despeza ser official; nao sendo para
isso necessario requerimento das parles, evitan-
do-se quanto fr possivel as dependencias que
I costumain haver em taes operaroes; e nao sendo
escripias neste permitido a nenhum membro da junla, ou em-
forera trapos- pregado da Cania Casa.fazer officio de procurador
das parles.
Art. lio. Os gneros e manlimentos para o
consumo dos hospitaes, e mais estabelecim-nlos
da Santa Casa, serao arrematados por semeslre
pessoas que mclhores vanlagens offerecerem,
vista das amostras, perante a junta administrati-
va era sessao, como dispe o 13 do arl. 76,
precedendo annuncio nos peridicos.
Art. 147. A junta administrativa nao poder
acceitar testamentaria alguma, nem receber doa-
roes e legados sob condicQes futuras, e pensio-
nadas; sendo-lhe nicamente permiltido accei-
tar doaroes e legados pecuniarios, de bens mo-
vis, semoventes e de raiz, com o fim do serem
empregados em beneficio da Santa Casa sem
outra condicao.
Art. 158. As autoridades quem competir a
abertura dos testamentos, tomaro a seu cargo o
de ver de coramunicar officialmente junta
administrativa sempreque nos mesmos testamentos
houver alguma deixa em beneficio da Santa
Casa.
Arl. 149 No fim de cada anno compromissal,o
provedor com o escrivao examinar o inventario
geral de todos os bens da Santa Casa, procedondo
inspeceo e conferencia dos movis, utencilios.
g 1. Cuidar do aceio da igreja de N. S. rj> -irrraas, c
mais objectos pertenccnlcs mesma
Santa Casa, designando os que devem ter consu-
mo, para descarga de quem competir, (cando os
valores respectivos a todos os objeclos, que se
acharen) depreciados, mal avaliados c por ava-
liar, chamando para isso peritos se o julgar
necessario.
Arl. 150. O cofre dover eslar em o lugar mais
seguro do edificio, ou o em que esiiver o archi-
vo da Sania Casa, ou poder ser guardado na
casa forte da thesouraria provincial; ser cha-
peado dc ferro, e lera tres chaves differentes;
sendo urna para o provedor, outra para o Ihe-
soureiro, e outra para o escrivao; ser sempre
aberlo na presenca dos clavicularlos.
Art. 151. Sendo o Ihesoureiro responsavel pelo
cofre,poder rcquisitar lodas as providencias que
entender necessarias para a sua seguranca.
Art. 152;. Os iaquilinos, ou alugadores dos
predios, daro parte com auleco^deocia da sua
disposto no nrt. 28 das
instrueces de 31 de Ja-
neiro de 1831, nao lera lugar o querequer osup-
Tio.taiuuo .. t.
se a thesouraria de fazenda.' J" 0,inda. Dir".ja-
746.Francisco Botelho de Andrade,Infurne
o Sr inspector da thesouraria do fazenda.
747.Francisco Xavier Alvos de Quintal
presenle-se ao commando das armas para Bu-
inspeccionado.
748.Padre Joo Baptisla Soares, rigariotfe
freguezia de Barreiros. Informe o Sr. direcbr
interino das obras publicas.
749.Joaqun. Lobato Ferreira, Informe ->
Sr^mspcctor da thesouraria de fazenda.
7o0.Jos d'Assis Guimares. Apresenle-se
no quarlel do commando das armas para ser ins-
peccionado.
751.Jos Iligino de Miranda, ItemelliJo ao
Sr. inspector da thesouraria da fazenda,
752.Jos Maria Ferreira da Cunha.Passe-se
patente.
753. Jos Ribeiro Ribas. Indefcrido vista
da informacao.
754.Major Jos Rodrigues de Moraes.Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria provincial,
735.Manoel Joaquim de Oliveira Maciel.
Passe-se.
750.Manoel Gomes de Mello Brrelo.A vis-
la da informaro do Dr. chefe de polica, nao lem
lugar o que requero suplicante.
757.Maria Francisca de Assis Pinhciro.In-
forme o Sr. inspector da thesouraria de fa-
zend a.
753.Palatino Augusto Rarbalho Uchda.Re-
mettido ao Sr. juiz municipal da 2a vara para al-
lender ao pedido do supplicanle, conforme for
de le.
759.Virtuosa Maria da Conceieo.Informe o
Sr. Dr. chefe de polica.
IRRATA.
No ortiga 82 do compromisso, onde se l as
nomoaces serao feitas- deve lr-se dislribui-
eo ser feila.
INTERIOR.
15 lO DE .1 \ MI 15II.
ASSEMBL1 GEIUL LEGISLATIVA
SENADO.
SESSAO F.M 22 DE JUNHO DE 1860.
Presidencia ao Sr. Afanoel Ignacio Caraleanti
de Lacerda.
A's 10 3/4 horas da manhaa o Sr. presidente
abre a sessao, estando presentes 30 senhores
senadores.
Lida a acta da anterior, approvada.
EXPEDIENTE.
O Sr. 1. Secretario le um officio do primeiro
secretario da cmara dos deputados acompanhan-
do a proposieo da mesma cmara autorisandoo
governo para reintegrar na prara de aspirante a
guarda-marinhs, aos alumnos do terceiro anno
da escola do marinha l.uiz Barbalho Muniz Fiusa,
Pedro Pinto da Veiga, Miguel Joaquim Peder-
neira, Antonio Severiano Nunes, c Francisco
de Paula Telles de Menezes. Va a impri-
mir no jornal que publica os trabalhos do se-
nado.
Comparecem no decurso da sessao mais 9 Srs.
senadores.
ORDEM DO DIA.
Continua discussao adiada pela hora na
sessao antecedente, da proposieo da cmara dos
deputados, creando urna nova secretaria de es-
tado cora a denorainapo de secretaria de estado
dos negocios da agricultura, commercio e obras
publicas.
OSr. Viseando de Abaet' attendendo s ra-
zes ponderosas apresentadas na sessao antece-
dente pelo Sr. Vasconcellos, manda mesa a se-
guinle emenda substitutiva:
Substitua-se o 2. do art. 1. pelo se-
guinle :
Fica pertencendo ao governo a faculdade de
distribuir pelos differentes ministerios as atlri-
bui$es que devam a cada um delles per-
tencer.
Paco do senado, 22 de junho de 1860.Vig-
conde de Abaet. ..
ILEGVEL


(*)
DIARIO DE PEUAMBUCO. SEXTA FEtRA. 13 DE JUU10 DE 1860.
---------"------------. ,:.. ,iv,rt-,o ai,, poieni dciu precisadas ; ettassau uecessartas pa-
O Sr. Souza liamos MrinmKN duwdusam, V v administrativo. Nao con-
cia sobre o projeclo, e por isso nao poae aeixar ._ .------,
dever de manifestares-
do lfc.ler-
da naco corre-llie o
fos duvidas, e pede por alguns momentos a at-
ttncao do senado e do Sr. prcsiitoute do con-
selho.
Cora a emenda oft'erecida pelo Sr. visconde de
Abaet a discussao colloca-se tm um terreno rs- i
senrialmcnle diverso. Al aqu a queslo era,
se baslam os seis ministros existentes para a boa
gcslo dos negocios pnblicos, ou se preciso i
Diais um. Com a emendo trala-se de saber quaes
as funeces que devem ser exercidas pelos diver-1
sos ministerios.
Nao julga o objecto da emenda de tal necessi- |
dade que leve o senado a conceder cssa aulori-
sacao, quando o ministerio com lanta franqueza
c fealdade declara que nao osla disposto a acei-
tar aulorisazes. Receia da-las, subretudo depois
da ultima que se conccdcu para a reforma das
secretarias de estado, e que Itm sido lo geral-
nientc censurada.
Ueinais, nao sabe qual seja o objeclo da emen-
da pela sua generalidad* ; urna aulorisoro
muilo lata, um projeclo vago, em cuja discussao
o orador nao pude entrar por nao saber qual o
seu objeclo.
Vai, pois, tratar do projeclo, prescindindo da
emenda, e encara-lo primeiramente p*-lo lado do
augmento de despeza Nao votar por modo ne-
nliun pelo augmenlo de imposices, c seria illo-
gico. se votasse por esle projeclo, que, creando
novas despezas, toma necessario o augmento de
imposlos.
Nao concebe como possa crcar-se urna nova
reparlieo sem consideravel augmenlo de des-
bezas, 'o admira-so de quo o governo aceile
esle projecto com a condico do nao fazer des-
pezas.
Esle projeclo vai chamar a allenco da impor-
tante e numerosa elasse dos trabalhadores, e vai
crear esperanzas, que nao podero ser satia-
feitas.
O ministerio da agricultura lera de exigir mul-
los mcios, e verbas consideraveis no ornamento ;
corda com as observares fcitas pelo roesmo Sr.
senador contra o projecto ; s aceita a idea que
aventn de aulorisar o governo a passar de urnas
para outras o ptssoal das secretarias conforme as
necessidades do seiviro.
O arcrescimo de despeza consistir apenas em
16 au 20 contos, despeza, que ainda Acara re-
duzida se houvcr a autorisaco a que acaba de al-
ludir 1
Concluindo, felicita o senado pela discussao
luminosa que lem instituido sobre a materia.
O Sr. Silveirada Molla pede a palavra para
explicar o seu voto. Volou contra o projecto em
Ia e 2a discussao poracha-lo defeituoso, lal qual
se atha radigido.
F.slranlia que um projeclo lao defeituoso pas-
sasse em Ia e 2a discussao sem a mnima obscr-
varao, e entrelaoto em 3a discussao se suscitas-
se'uma lao larga discussao sobro sua ulilidade.
objecto que deveria ler sido examinado em Ia
discussao.
A discussao, que tem havido, lende a moslrar
que os defeitos do projeclo sao radicaes ; o Sr.
marquez de Olinda.^cuja opinio o orador esprei-
lava com muila curiosidade, rto disse que o pro-
jecto deve ser emendado, mas regcilado por in-
til. Ja linha lobrigadio muilas das considerares
apresentadas pelo misino Sr. marquez para votar
contra. /
Votar entretanto em favor da emenda substi-
tutiva com algumas alteracoes, que expender, c
paco uu senado,. oe jiiho
reir Penna.
SSo apoiadas e entrara em discussao conjunc-
tamente com a malcra princ'pal.
O Sr. Sinimb (ministro ros negocios cslran-
geiros) defende o projecto das ohjeccoes contra
ello formuladas na sesso aulcccdente pelo Sr.
Souza Hamos. ... ...
Concorda em absoluto com o principio do lats-
sez aire, ou da nao intervrnco dos governos
to desenvolvimcnlo industr al do paiz; julga,
porm, que csse principio au pode ler inleira
applica^ao no Brasil. O Brasil, paiz novo e em
circumstaniiascxcepcionaes, deve fazer excepto
a essa regra ; assim como a tutela necessaria
aos menores, assim a iutervun^o do governo se
torna indispensavel no dse ivolvimenlo de urna
sociedade anda na infancia.
Combate igualmente a cousideraco aposen-
tada pelo mesmo Sr. senador, quando mostra
pouca confianza nos benficos rcsultados.que po-
de irazer a creaco da nova reparlieo, e quando
julga perigoso aumentar esperanzas que nao po-
inounal do tlu'souro, organisaeo inteirameuie
opposta ndole de nossas insliluizes, e s pro-
pria de um governo absoluto.
Vola pelo adiamento.
O Sr. Carneiro de Campos pensa que lodos cs-
13o concordes em que os trabalhos da pasta do
imperio sao superiores s torcas de um homem.
Expende diversos argumentos" para demonstrar a
necessidado de sua diviso.
Nao acha razao no Sr. Souza Franco, quando
Acha-se sobre a mesa e til commissao res-I
pedir a seguinlo indicacio do Sr. Miguel de
Araujo, cuja leilura se reservara na sesso de
30 para a de 31:
1. Se 6 curial e conforme as leis em vigor
o modo pratico pelo qual se conccdcm liccnjas
aos parochos pelo poder lempcral sem audien-
cia previa do poder espiritual ?
2." Se igualmcnlo curial o conformo s
mesmas leis que na apresenlacao dos beneficios
censura o Sr. ministro do imperio por se oceupar! parochiaes o poder temporal possa, usando do
de reformas administrativas, abandonando outros1 direilo de padreado, apresenlar em qualquer be-
negocios do alia importancia. Pondera que noticio o sa cerdole uo proposlo pelo respectivo
mesmo em bem dos inleresses da agricultura e diocesano ?
de outras industrias que o ministerio trata de 3." Finalmente, a responder-se pela nega-
crear urna nova pasta. Quanto reforma elei- tiva aos mencionados quesilos, qual a medida
toral, essa urna necessidado reconhacida que que convm adoptar-so que como aresto fique
no caso de merecer approvaco, Ibes delta um R
na urna :
Parece que as nossas faculdades oulr'ora so
esludava mais do que lioje. Esses grandes ta-
lentos que vamos vo costando a apparecer. A
reforma fez alguma cousa de bom, mas nao cor-
rigio muitos defeitos que ainda snbsislem e cum-
pre corrigir.
A nossa mocidade, salvas honrosas exceptes,
quer ganhar lempo ; o que vemos, o quo
observamos. Ha quem em um s auno queira
fazer o acto do 4o anuo e do 5o, bacharelar-se,
doulorar-se logo 1 Ha esludaute que se consi-
dera um homem encyclopedico, sabe do ludo 1
B* necessario que a cmara reluca e reflicla
muilo, que veja que nao desla maneira que po-
demos dar um passo seguro, quo podemos cami-
cumpre quanlo antes salisfazer, para quo nao se j eslabelecida e firmada para regular laes ques- i n|,ar pe|a estrada do progresso, promovendo
repitam na eleico, que este anno vai ter lugar, '
na
os mesmos abusos c inconvenientes da passada.
O Sr. Vasconcellcs nota que o orador que o
precedeu, em vez de cingir-se discussao do
adiamento, Iratou smenlc da malcra do pro-
dero sersatisfciUs. O orator argumentara di j jeelo. Portanto espera que tambem Ihe ser per-
mesma maneira se nao tives.ie confianza na me- I m
loes, afim de evilar-se o conflicto que era viilu-
de dolas poder lalvez suscilar-se cnlre aquel-
es dous poderes.
ORDEM 00 OA.
Primeira parle.
F.ntra em 2" discussao o projeclo n. 57 do anno
dida que se discuto, se a repulasse de mero ap-
parato. Mas assim nao accmecer; o governo
confia que o projecto trar em resultado vanta-
gens reaes para o paiz, e que as esperanzas por
ello alimentadas nao sero mallogradas.
O orador moslra as vanlagens do ensino pro-
fissional, c a necessidado q e dellc lem a nossa
muilas
classe agrcola, a qual, tcnd:> muitas vezes urna
vai dar os motivos porque volou contra o projee- cultura qualquer em outro; ramos dos conh
to em Ia e 2a discussao, c porque vola pela
emenda.
A necessidado de dividir o minisierio do impe-
rio reconhecida por todos os horaens de estado;
o orador apella
Olinda ; a sua red
equivoca.
O orador, depois de
do regulamenlo da sec
elle se refere, moslra q
celos quo deviam estar incluidos na nova pasta
lica incmplela, deixando de compreheiidcr ob-
racoes a respeito da sede de reformas de que o
governo se acha possuido, interrompido pelo
Sr. presidente, que o adverte a que se cinja
discussao do adiamento.
O orador reclama contra a parcialidade do Sr.
presidente, que nao chamou ordera o Sr. Car-
neiro de Campos, que orou largamente sobre a
memos, "nao "possue nenhum dos conheciiiicntos I materia, e tratou at do trabalhos pblicos, e de
uecessarios sua profisso. ; reformas eleitoraessem dizer urna palavra sobre
O principio de aisses faire applicavel em o adiamento.
sociedades adianladas, onde os conhecimentos O Sr. presidente declara que se nao chamou
ordera o Sr. Carneiro de Campos, foi porque este
senhor responda a consideraces fcitas pelo Sr.
Souze Franco,. Nao mais de seu dever nao
jiuido, por occasio ae discutir o adiamento, passado, encerrado em sessao de 30, dispensan- aos estucantes........ fazem muili
ntrar tambera pela materia do projeclo. \ do ao rapilo Francisco do Rogo Barros a quan- j ku comprehendo que se possa
O orador, comecando a fazer algumas ponde- j lia de 771 i quo percebra como recrutador na 10S a todos em certas circumslai
mesmo para o Sr. marquez de obtidos pelos horaens da .'ciencia se derramara
daceo porm pessima, e at ; com facilidade por todas asi classes da socieda-,
I de ; mas nao era uraa sooitdade nascente, onde i
ler o projecto e os arligos I os meios moracs e maleriaes de desenvolvimenlo consentir que a discussao corra irregular; nao
retara do imperio, a queso acham era completo atra:o. parcial, e nao faz mais do que cumpnr o seu
aue a classificacao dos ob-l Nao admilte, que se deva deixar ludo aegao dever.
mt ieclos que por sua naluieza ahi deveriam estar,
c o orador duvida que essas despezas possam ser ^ ^ l ^ considera,oes sobre a [aa de sys-
proficuas.
Nao a creaco d
tema que ha na distribuido dos servidos pelas
i diversas secretarias, e mostra a necessidade de
a-gr!f"l!^^/!.".":. Ai"8 P".?"" : metl.odisar melhor essa disl.ibuico.
Nao pode sympathisar com o projecto, que con-
sagra anda uraa lao m distribuico de servidos,
posto que adopte o seu pensamento capital.
Nao acha muilo propria a denominacao que se-
que se d no projeclo ao novo ministerio ; julga-
ria melhor que o iulilulassem ministerio dos 1ra-
balhos pblicos, por ser esle o ramo mais impor-
tante dos servidos a seu caigo, ainda que nao
contesta a importancia dos oulros._ Acha pouco
teihnica a denominacao, porque niocomprehen-
do a industria fabril, a qual, se ainda nao lem
grande iacremeuto no paiz, pode ainda vir a tolo.
Votar pela emenda substitutiva com um me-
Ihoramenlo, que entende necessario, o vera a
ser tornar extensiva i aulorsac&o ao governo
para todas as secretarias, e nao SO para a do im-
perio. Est seiuprc proinplo a conceder autori-
sacoes em materias como esta, puramente admi-
nistrativas ; mas nunca em materia legislativa,
embora tomem sua negativa como falla de con-
fianza.
Nao acha peso algura no argumento do aug-
mento de despeza, o qual ser mu pequeo ; o
um ministerio especial,
que a
cessidade" 6 nao ser vezada por impostos o
transporte barato e a facilidade de vias de
communicaro. Tudo quanto o governo pode
directamente fazer em bem da agricultura os-
la eilo ; o mais que indirectamente pode fazer,
nao exige a creaco de urna reparlizo espe-
cial.
Contesta que as escolas de sciencias agron-
micas, recommendadas no rcl.ilorio do Sr. minis-
tro do imperio possam trazer beneficios nossa i
lavoura.
Entretanto prev que o eslabelecimenlo dessas
escolas sei um dos primeiros cuidados do novo
ministerio; sei mais urna despeza improficua,
como a do instituto commercial.
lia urna questao muilo grave, que at aqu lera
sido tratada mu ligeiramenle, e por incidente, e
consisto em saber ale que ponto se deve esten-
der a asphera da acro do governo no desenvol- |
rmenlo industrial do paiz. O orador nao julga
que o governo deva ser considerado como o
principal agente, o primeiro promotor dos me-
lhorameolos do paiz.
Aingercncia directa e pornnneule do governo
as industrias do paiz amortece a aclividade par-
ticular, a qual por seu proprio inleresse e por
dispor de mais meios esl mais habilitada para I
promover o seu inelhorameiilo. Por outro Indo i
essa ingerencia faz com que ludo se espere do |
governo, c ludo se altribua ao governo ; donde
lheprovmuma respousabilidade, que Ihe nao
cabe, e que o prejudica U alrazo da agricultura
provm de causas superiores ac^o do gover-
no, c que s o lempo pude remover A inler-
veneo do governo nossas cousas um sacrificio
improficuo.
O orador invoca em apoio destadoutrina a au-
toridade do padre Ventura, que diz que o go
verno mais forle e ruis leliz nao aquelle que
quer fazer ludo mas aquello que deixa fazer lu-
do. O mal de mullos paizes da Europa provm
de governos inconsiderados, que pretenden! le
urna ingerencia directa em lodos o ramos do
desenvolvimenlo social, que querem fazer ludo
por si mesmos. Nao quer, pois, que os governos
se ostenteni como a nica forja activa da socie-
dade.
Todos os (lias apparucem queixas no paiz, al-I
tribuindo ao governo a culpa da caresta dos ge-
nero, e isso porque o governo quer por sua in-
gerencia lomar a si essa responsabilidade. Me-
lhor seria que dissesse ;nao podemos remediar
nr9>yi?t>$jtil$4m0a est "governo do poder
com -i loi que so discute fazer muilo em favor da
agricultura c outros melhor3mecnJlniranVa-|--jQ
, "^ "". l',Uil'"s;.-eilas e preparar una do-
orisa decepzao aos lavradores.
/) orador, deixando as reftexoes geraes, com-
bde o projcc'o|em suas disposices especiaos.
iul^a quo a autorisaco cuntida na emenda su-
(siluliva deve ser mais ampia, o exlender-se a
udas as unirs secretarias de estado. Acha me-
|ior que o ministerio, que nao inieiou nem pre-
larou n projecto, e portanto nao fez delle esludo
specal, ade a materia afira de propr urna re-
forma geral mais completa e systemnlica. Esl
prompio a conceder ao governo autorisaco nes-
se sentido, limitada a um anno, para que nao fi-
que em esquocimento,
O Sr. Ferras [presidente do conselho), depois
de algumas cunsidoraces (]UL' tio pudemos bem
ouvir, entra na demonstraco da necessidado da
crenzo da nova pasta. IJesde o lempo do mi-
nisterio do Sr. Souza llamos, que o orador a-
poiou, o governo reconheceu a necessidade da
do lempo ; concorda que stm o lempo nadase
pJe conseguir ; mas deve-se auxiliar e accele-
rar a aeco do lampo.
J coibecia a opinio do Sr. visconde do Al-
buquerque sobro a necessicade, nao de dividir,
mas, pelo contrario, de concentrar o sorvico do
estado em menor numero do pastas. Concorda
que isso seja conveniente em uraa monarchia
absoluta, onde se procura sobretodo a unidade
do pensamento. Mas as monarchias represen- j
tativas, onde lodos os inteiesses sao representa-
dos pelo corpo legislativo, a diviso do trabalho
lorna-se necessaria.
A's autoridades produzblas pelos oppositorcs
do projeclo oppa a do Sr couselheiro Pedreira,
que por largo lempo gerio a pasta do imperio
cura infaiigavel aclividade. e que entretanto raos-
irou de um modo evidente a necessidade de sua
diviso.
O excinplo dos Estados- Unidos que s tem 3
ministerios, nao podo ser invocado com vanta-
gem em razo das circunstancias excepcionaes
daquelle paiz. All nao se d a centralisaco ad-
ministrativa que se d enire nos.
O orador combate a objeceo do inconsliluco-
nalidade produzida contra a emenda substitutiva,
primeiramente porque o artigo da conslituico
invocado nao trata de materia de importancia
verdadciramenle constitucional, e em segundo
lugar porque j tem havido exemplo de delega-
pongo vira da tentarlo qne lera o ministro 4eI edes dessa nalureza, come por exemplo aquella
exigir gratules verbas no orcamento para o serv- m virtude da qual foi creado o tribunal do Hie-
ro a seu cargo ; mas nesse caso a responsabili- I SOuro. Pondera alm disso quo nao se traa da
dade do senado; nao Ih'as d.
Minia a mesa as seguinles emendas :
Ao arl.l." Em lugar da secretaria deagricullura
ele.diga-seSecretaria de estado dosirabaltios
pblicos C negocios industriaos. Silvcira da
Molla.
Ao3. Depois da palavraImperiodiga-se
e das outras secretarias.O mais como est
no artigo.Silvcira da Molla.
Sao apoiadas c entrara em discussao conjunta-
mente com a prnposieo.
O Sr. Viteonde de Albuquerque sent repug-
nancia em fallar sobre a malcra por se adiar em
desacord com os ministros da cora, a quera
desejaria apuiar.
Nao encherga necessidade alguma da creaco
do novo ministerio, julga mais quo sufficienlc o
numero dos ministros existentes
O orador iom ,-, upado por vezes duas o u<.,
pastas a um lempo e nunca as achou pesadas,
achou sim pesados os ministros seus collegas
Km vi./ iie oiimniar jale* inohamis razao
para 0 diminuir o numero dos ministros.
Opina tambera, quo nao seria inconveniente
que o seu numero fosse variavel ao arbitrio da
icora, e que houvessem mesmo ministros snm
! pasla quando a corda so quizosso rodear de mais
algum conselheiro.
Nada Ihe parece maisit\ltf(ri1Sdo"*da\ftspeza',
mis o orador nao receia dficits, mais porque
longo de auxiliar a adrainislraco, cssa secretaria
; s ir embaraza-la.
Entende, que s > desejo de augmentar o nu-
mero de pcssoas.em quem a cora.devodepositar
sua confianza, podiu dar lugar apresenlacao
i deste projeclo
Ilaveria necessidade de augmentar o numero
dos ministros, se livessemos um parlamento nu-
| moroso de 400 ou 500 membros, porque as reta-
rdes continuos que c misler m.inler entro os dous
poderes, nao poderiam ser enirelidas por poucos
ministros.
Julga de muito mais urgente necessidade
augmentar o ordenado da magistratura to mal
consultada, e crear para o conselho de estado
urna secretaria, cuja falta lo scnsivel.
Mostra que a autorisaco l"e so quer conce-
der ao governo contraria disposigo expressa
do um artigla conslituico, que o orador le.
creaco de novos ramos ie servido publico, mas
de urna nova dislribuii;o dos j existentes.
Posto que rccor.heza o grande auxilio que tem
prestado o conselho "d estado administraco,
comtudo os ministros nao licam por isso dispen-
sados de examinar por si mesmos lodos os nego-
cios em vista da grande c [inmediata respousa-
bilidade que sobre elles pesa.
Declara que o ministerio nao se julga contra-
riado com as discussoes, antes as estima, quando
correra calmas e desapabonadas como esta.
Aceita a emenda olerecida pelo Sr. viscoude |
de Abaet.
O Sr.visconic de Ma-amonape nao contesta
era these a ulilidade do provecto ; mas julga que
em relaco ao Brazil essa medida deve ser adia-
da para mais larde.
Votou em Ia discussao a favor do projecto era
...o de reconhecer em Iheze a sua ulilidade ;
em -i" uii...J^0 a0 qUj} iniciar debate, para que
nao se atlribuissc scu procedimento a desejo de
ombaracar o gabinete. 4{ora, em 3* discussao,
quando se tem instituid} un largo debate sobre
a materia, nao pode diixar de motivar o seu
vol.
da na emenda substitutiva. c,^nslona
Julga o nroioei. nma tmilacao de paizes cs-
>iuiigciri)s, por or dispensavel entre nos.
O Sr. Vasconcellos declara que, se alera das
medidas regimenlaes, que viera01 acauhar as
discussoes do senado, ainda se procede por esta
maneira para tolhcr a palavra aos oradores em
cppesizo, enlo nao so oceupar mais nunca
em fallar no senado.
O Sr. presidente ; Pode fallar, conlanto que
se cinja ao adiamento.
O Sr. Vasconcellus: Mas V. Exc. s chama
ordera o Sr. Sou/a Franco e a mira, c deixa
fallar fura do ordem o nobre senador por S.
Paulo. Se V. Exc. s qur ouvir a voz sonora
dos que defendem o projeclo, cnto desisto de
fallar.
O Sr. presedenle : Isso nao lera resposta.
0 Sr. Vasconcellos : Se V. Exc. nao d
resposta por quo sonto o peso do minlies ob-
servaces.
Eravisla disto o orador nao tomar mais lem-
po ao senado ; vola pelo adiamento.
O Sr. D. Manoel principia por contestar o que
disse o Sr. Carneiro de Campos quando asseve-
rou que a necessidade do projeclo reconhecida
por lodos ou quasi todos os membros do senado.
Mostra que a maior parle dos que oraram contra
0 projeclo maslraram a sua desuccessidado.
Expende varias considerandos para demonstrar
a necessidade de enviar o projecto a urna cora-
misso quo o estude, c em vista da discussao
ampia e luminosa que sobre ello tem havido o
emende e aperfeizoe.
Julgado discutido o requcrimenlo e posto a vo-
tos rejeilado, o dada por Duda a discussao da
malcra, e submetiida a rotaco as emendas, pas-
sam as do Sr. viconde de Abaet, e Silvcira da
Molla ao 3. ficando projudicada a do Sr. Por-
reta Penna, e sendo reijeilada a emenda do Sr.
Silvcira da Motla ao art. 1".
O Sr. presidente dis que as emendas novas tc-
ro a ultima discussao na seguinlo sessao, Pi-
cando reservada para depois de sua approvaco
ou rejeieo a volaco final sobro a approvaco
da ptoposieo
instrueco publica. Eu a considero cm ms con-
dzes, quer a nstruccio primaria, quer a se-
cundaria1 e superior. Os mestres em geral sao
muilo mal pagos ; por consequencia, salvas as
devidas eicepcoes, nao podemos achai bons mes-
tres [apoiados) ; eos favores........e as dispensas
ilo mal.
a conceder favo-
ucias, em certas
provincia da Paralaba, c passa a terceira dis- ; condizes ; mas favor de dizer que sabe quera,
cusso. I nao sabe : favor do poder legislativo, delermi-
Entrando em Ia discussao o projeclo n. 59 do naudo que Pedro ou Paulo sabe, quando esl
anno passado, approvando a aposentadora con- provado que nao sabe ; que esl habilitado para
cedida ao juiz de direilo Joo Mauricio W.an- se matricular no Io auno das faculdades de direi-
derley, a requcrimenlo do Sr. Candido Alendes t0 ou de medicina do imperio, quando esl pro-
tera uraa s discussao. vad0 que fui reprovada era inglez, francez, em
Entrairdo em primeira discussao o projecto n. lgica ou outros preparatorios, etc etc., nao
2 de 1859, aulorisando a ordem terceira de S. comprehendo, nem posso compreheuder. (Apoia-
Francisco da cidade de Campos dos Goylacazes, dos).
no Rio de Janeiro, a possuir bens al o valor do j por tacs consideraces vol contra as emendas
200:0003, passa segunda discussao, bem como' apresentadas, assim como contra o projeclo.
os projectos ns. 30 e 66 do mesmo anno, aquel- | q ,eu amigo o Sr. r. Aguiar, deputado por
le aulorisando a irmandade do Santissimo Sacra- Pcrnambuco, lalvez para cortar as dilliculdades
ment da freguezia de Baepeba, na provincia da q,le sc jpresentam lodos os anuos cmara dos
Babia, a possuir beos at o valor de 6:0003, o deputados, redigio urna emenda ueste sentido;
este a capellc de N. S. dos Humildes, erecta na Fca 0 governo aulorisado a mandar malricu-
fazenda Paulista, na provincia do Piauhy, pira' ;ar as faculdades de direilo e de medicina do
que continu a possuir como seo patrimonio a imperio a lodos quantos Ihe requererem. (Oh !)
parle dos terrenos da fazenda llaizinho.
Entra em terceira discussao o projecto n. 36
do auno passado, com as emendas ti. do sena-
Talrez fosso melhor dizer
qoizerem ser matriculados
do, mandando admitlir a Ramiro Jos de Asss
Athaide matricula do Io anno da iaculdade de
S. Paulo, o Francisco Basilio Duque do 1"
anno da iaculdade do medicina desla corle e
Jos Marciano da Silva Pontes do i" anuo da
mesilla faculdade.
Sendo otlerccidas diversas emendas, sao
apoiadas c entrara em discussao, excepto urna
do Sr. Aguiar que a seu requerimento reti-
rada.
O Sr. Villela Tarares ;Sr. presidente, do
lodas as rommissoes Humeadas pela casa para da-
rem o seu parecer a respeito das materias sujoi-
las sua deliberaco, sem duvida a que lem mais
trabalho a COOimisso de insliuceo publica :
mas, pena que este traballio quasi sempie ver-
se sobro a prelenco do estudantes que, nao se
adiando as condices eslabelecidas pelas leis,
regnlainontos ou estatuios que regem as nossas
faculdades, se querem nellas matricular cora dis-
pensa dessas leis.
A principio a cmara comecou, a requerimen-
to do alguus estudantes, a conceder dispensa do
lempo em que se deviam matricular, porque al- falla j0 Himno.
a todos quaulos
riso) ; lalvez fosse
conveniente mesmo dispensar-se os esludos pre-
paratorios : c porque nao '.' O individuo queso
quizer matricular, ter ura pergaminlio, ter urna
carta de hachare! ou de doulor, seja matriculado
d-se-lhe a caria, porque o ambico de con-
seguir essa earta, de ter esse titulo : a ambico
nao do saber, porque aquelle que lera ambico
do saber, aquelle que quer aprender, nao vem
requerer eslas dispensas, nao quer tra nove me-
zcs estudar quatro ou cinco materias: sujeila-so
as condices dos eslalutus, vai esludar o esludar
com raeihodo ; procuia occasio de fazer o seu
exame, nao prucura padrinhos, nao quer favores.
[Apoiados).
Vol, repito, contra tudo isto, contra o pro-
jecto, contra todas as emendas; acamara far o
j que entender em sua sabedoiia. Muilo bem).
O Sr. Ferreir de Aguiar pede o a cmara con-
senle na retirada do sua emenda.
Pondo-se a votos, sao approvadas as duas pri-
meiras emendas, e rejeitadas todas as outras.
Submettido o projecto a adopeo regcilado.
Segunda parte.
Entra em discussao o projecto de resposta a
jins allegavam, cora razio, forca raaior ; por
exemplo, que a matricula se fechara no dia 15
de abril, e elles chegaram 110 dia 10, pela demo-
ra do vapor, etc., etc. E, na vtrdade, pareca
equitativo que nestas circumstancias se permit-
lisse ao sludante matricular-sc : a differen(a de
um ou dous dias nao vinha nada para o caso,
nao que o atrasava nos esludos.
Depois, j nao se cuntcnlavara com isso, que-
dara dispensa do um preparatorio, fazendo exa-
me antes do acto, etc. porque nao linham sido
chamados a lempo para fozer esse exame antes
do cncerramento da matricula : allegavam isto,
! provavam como podiam, e a cmara tambera
Entrara e'ra 3a discussao, cada una por sua vez,! conceda tal dispensa.
c sao approvadas sem dbale para subir saneco
imperial, as seguinles resuluces da cmara dos 1
deputados, approvando as penses: Ia. do 1:2003
anuuaes concedida a 1). Antonia Luiza Hurla
Barbosa c seus lilhos ; 2.a de 86i3 annuacs con-
cedida partidamente a D. Francisca Lina do
Esprito-Sanlo Coelho e sua ilha ; 3a. del:4i03
anuuaes, concedida reparadamente a Anua
Marcelina, de Carvalho Pardal e sua tilha ; e
-". de 2iOJ> anuuaes concedida a I) Florinda
Themira Jacques Ourique. Unca ; mas outros tem a c
Vericfiands-se nao haver casa, o Sr. presidenta
da para ordem do dia da soguinte sesso ; ullima
discussao das emendas novas feilas proposico
da Zfl'/W1^'1 ^os ''"putados, creando uraa nova
' ri.iiri ?u!'%M\tt"iA'I, a doaominocao de so-
cietaria uo Catauo uos ii^-^ubiuu un ugiicuiiura,
1 commercio c obras publica5-p*la, e 2a. discussao
Receia conceder autoiisaccs era vista do mo da proposico*da cmara dos dcpulalos appco-l Alelregu
resollado da que foi concedida para a reorgaoi-1 vando a pe'nsao animal de 1:080-3 concedida re-!'I"e "inguen
' parlidamonlc a 1). Carolina Cecilia Campos de '
O Sr. Marlinho Campos nao eroitle opimao
propria sobre o litigio que reiua na opinio pu-
blica a respeito da poltica do Sr. presidente do
conselho, litigio em que se achaca discordantes
at os proprios jornaes de S. Exc, que piulara
por diverso modo a situaco. O que parece ser
verdade, porcm, que a direceo da poltica do
gabinete nao cabe ao Sr. presidente do conselho,
e sim ao Sr. ministro do imperio, cujas ideas sao
ultra-conservadoras, como se deduz do seu pro-
prio relatorio. Entretanto julga dever a S. Exc.
aos seus collegas e ao paiz a manifesUcao do
seu voto. Nao Ihe possivel prestar apoio ao
gabinete, e nao Ihe resta pot isso o menor pezar.
de
A consciencia o nao aecusa de que sua oppo-
Hoje, porm, Sr. presidente, aprescnlam-se20 signo possa ser imputada a molivosmenos coutes-
ou 3 estudantes, alguns dos quaes, ou a maior saveis. Nunca foi aspirante, nao sotl'reu a me-
parle dos quaes l'uram reprovados nos prepara- uor contrariedade, era por si, era por pessoas
torios que Ihe fallara, e querem que a cmara os j que n,e gejam altelas. A opposicao que faz nao
dispenso destps preparatorios, raandando-os na- I se inspira senao da discordancia poltica em quo
Iricular no primeiro anno das faculdades de di-1 ge acha para com S. Exc. O que diz, porm,
rcitode S. Paulo ou do Recite, no das faculda-1 j0 Sr. presidente do conselho nao o diz a res-
des de medicina do Rio de Janeiro ou da Babia I pcto dos outros ministros. O Sr. ministro do
E nolai, senhores, que, desles estudantes que estrangairos sabe, por exemplo, o pezar que II
foram reprovados, alguus occullara esla circums-; cusa fazer opposicao a um minisierio de que el
Unca ; mas outros tem a coragem de dizer que (,,z parte.
Ihe
pposicao a um minisierio ue que ello
Ouanl aos outros ministros, ainda o
por meo m modo desnude foram reprovados. lie I anuo passado eslava o orador ligado a elles, e
sorle que quem esl doenle pode allegar a rao- I nao se rompom com facilidade relaces polticas
saber as malcras f 0ni pessoas de tanto mcrecimeuto.
Desse lempo pa- Su?*00 PW" 9mtUkU> '0U> Cu"lra
O Sr. Marques de Olinda tem de responder
ao Sr. Silveira da Molla quanlo conleslou a op-
porlunidade de Iratar-se da ulilidade do projecto
em 3,'' discussao; julga que nao vai a discussao I
lora da ordera, pois que se a 1.a discussao l
destinada smenlo ao exame da ulilidade do i
objeclo, comtudo nao se segu d'ahi que na 2.a e
y.a nao so possa tratar delta.
Julga tambem, como o orador que o preceden,
quo a autorisaco que se quer dar ao governo
para designar os servicos da nova secretaria,
inconstitucional.
Pronunciou-se ainda contra a necessidade da
creaco do novo ministerio, e expende algumas
consideraces em apoio da sua opinio.
O Sr. Ferreira Penna acha a emenda offereci-
da pelo Sr. Silveira da Molla sobre a deuominacao
do novo ministerio preferivel eo quo est "no
proclo; mas ainda nao a julga satisfactoria.
Expende ns duvidas que j apresentou na
sesso anterior a respeito de projecto, as quaes
ainda 11D0 foram resolvidas e persislera no seu
espirito.
Vola contra a autorisaco consignada na
emenda substitutiva por ser inconstitucional,
como o provou o Sr. visconde de Albuquerque.
Dada a hora, o Sr. presidente declara a dis-
cussao adiada, e d para a ordem do dia da
soguinte sesso, alm das materias j designa-
das, a CC-ntinuaco da discussao do requcrimenlo
do Sr. 1). Manoel propondo que seja remettido
commissao de fazenda, a proposicoo da cmara
dos deputados que eleva a 2 o numero das lote-
ras j concedidas ao iheatro lyrico.
I.evanta-se a sesso s duas horas e tres
q uartos.
ra c os trabalhos a cargo dessa pasta leiu-se du-
plicado. O orador pode afianzar por urna dolo-
rosa experiencia, que impossivel a ura homem
s, ainda que seja dolado de torcas hercleas sus-
tentar o peso do trabalhos da pasta do imperio.
O mesmo nao se pode dizer das outras pastas ; a
cupam, nao sao os mesmos : Accrescc que a
administraco nao tem auxiliares que Iho facili-
ten^ os trabalhos.
S as obras publicas e as demais vias de com-
municacao, que tamanlio incremento vo loman-
do no paiz, lornariam necessaria a creaco da
nova repatlieo
Julga-se, porm, dispensado de mostrar a na^
cessidade dessa medida, pois que o proprio ora-
dor, a que responde, a reconhece, quando julga
coaveniente daruma autorisaco ao governo para
urna reforma nesse sentido.
Quanto ao receto manifestado pelo mesmo Sr.
senador de que os nossus agriculteros vo ali-
mentar esperaneas vias, e depositar confianca
nos esforcos do governo enlcnue que essa confi-
anca elles a devem ter, porque o governo tem ri-
goroso dever de dar proteccao a todas as indus-
trias, de auxilia-las de remover os obstculos que
podem empecer a sua marcha. Nao se guiar
pela doulrina professada pelo padre Ventura. Sem
duvida ser mais feliz o governo que nao precise
do fazer ludo: mas no Brasil, paiz novo,
onde as torcas vitaos da sociedado ainda eslo
era embrio, misler que o governo provoque
directamente o seu desenvolvimenlo.
De que precisa a agricultura entre nos ? prin-
cipalmente de crdito ; e o governo quem pode
dui-la com os estabelecimentos de crdito, do
que lano necessila. Precisa tambera de brazos ;
e quera melhor do que o governo pode cha-
ni-los ao paiz? quem seno elle pode remover
os obstculos que se oppoem colunisarao ? po-
de-se por ventura condemnar nislo a i'nterven-
eo do governo ?
Nao admilte tambera a opinio do mesmo ora-
dor, quando nao reconhece ulilidade da ins-
truecc agronmica. O orador prova a ulilidade
com o exemplo de Cuba e da Franca, onde o en-
cino protissional dessas materias lem dado van-
tajosos resultados. A agricultura rcsenle-se
tambem da falta de estradas, da difiieuldade de
transportes; isto mais urna prova da necessi-
dade de una pasta, quo trate especialmeulo des-
le objeclo, que tem to inlima connexo com a
agricultura.
llavera augmenlo de despeza sem duvida, mas
cssa despeza ser productiva. Gasta-senos mis-
teres da agricultura lodos os anuos dous mil e
quinhentos contos, e quasi sem proveito por fal-
la de sufficiente ftscalHMCo. A culpa nao dos
Sis. ministros, que tcem servido na pasla do im-
perio, a cujos talentos e habilitaces rende elo-
gios, mas procede da impoesibili'dade em que se
achara de bem gerir esses negocios.
Para alliviar os lavradores das despezas que
siipporlam, compre principalmente livra-los do
onusdos transportes, melhorandoas viasdecom-
muniraco ; com islo muilo ganhar a agricultu-
saco das secretarias te estado. Julga que o
melhor expediente do que se pode lanzar mo,
enviar o projeclo a alguma commissao do sena-
do a Qm de emenda-lo. Nao votar pelo projsc-
to, pois que o proprio 5r. visconde do Abaet,
que foi chufe do gabinete que o inieiou, o acha
defeituoso. Vota contri a emenda por ser in-
constitucional.
O Sr. Dias de Carvaho volla tribuna era ra-
zao da face nova que loniou a quoslo cm visla
da emenda apresentada pelo Sr. visconde de
Abaet. Nao se trata smente do organisar urna
nova secretaria, mas de dar nova organisaeo a
todas, o que pela consti:uzo competo ao poder
legislativo. Pronuncia se contra as autorisaces
em geral, e receia que esla nao lenha de ser
acompanhada de oulrai muitas que se tomaram
uccessarias.
Nao julga insignilicaiilc o augmenlo de despe-
za a que vai dar lugar 11 creaco da nova pasla ;
s com o eslabelecimenlo de escolas de ensino
protissional lem de so despender grandes sotu-
rnas, e por muilo tenpo ainda sem proveito
algum.
J disse que nao podia conceber a clausula
consignada no projecto de nao augmentar a des-
peza ; votar por lal dis osigo era votar uraa in-
verdade.
Se o orador oxageron, quando calculou o aug-
mento de despeza era 8J a 100 contos, tambem o
Sr. presidente do conselho exagerou cm sentido
inverso, quando declarou, que nao excedera a 10
ou 20 conlos.
Sobre a denominazo do novo ministerio nao
acha bom o projecto, n-m a emenda do Sr. Sil-
veira da Molla. Dar-lhe-hia antes o nome Ue
minisierio da industria, denominaco que aran-
geria lodos os negocios 1 cargo desse ministerio.
Adopta a emenda oltaecida polo mesmo Sr.
Silveira da Molla ao I", pois entende que a au-
torisaco, caso seja dada, deve ser ampia.
Quizera que o projecto tosse a alguma comms-
a
Oliveira e sua ilha ; conlinuacao da discussao
do requerimento do Sr. D. Manoel. propondo que
ej.i remcltida commissao de fazenda a pro-
posico de cmara dos deputados, quo eleva a
2! o numero das loteras j concedidas ao thea-
ro Lyrico desla cidade ; Ia. e 2a. discussao da
proposizo da mesmo cmara aulorisando o go-
verno para reintegrar na praca do aspirante a
guarda-marinha OS alumnos do3. anno da es-
rola de marinha Luiz Barbalho Huniz Piuza, e
oulros.
Continnacio da Ia. discussao da proposico da
cmara, fazendo exleusiva ao hachare! formado
pela universidade do Coimbra Jos do Motla de
Azevcdo Corre-, a disposico do art. 1" do de-
creto n. 23 de 30 de agosto de ISf; 2a. discus-
sao da propusicao da referida cmara, aulorisan-
do o governo para mandar admitlir matricula e
exame do 1. anno das faculdades de direilo, e
de medicina do imperio a diversos estudantes.
Levanla-sc a sesso s duas horas da tarde.
CMARA DOS SRS> DEPUTADOS.
SESSO EM 31 DE MAR) DE 1S60.
Presidencia do Sr. conde de Uaepcndij.
Abre-se a sesso cora 73 Srs. deputados.
I.ida a acta da antecedente, approvada.
O Sr. 1." Secretario d conta do seguiute
EXPEDIENTE.
lestia como motivo para nao
em ffut; i examinado I
I os oe propai-atorios do quo se trata, para a
matricula daa faeuldadeq ilo Hirilo do imperio,
sao considerados necessarics.
amentar dcstas faculdades determina
rase possa nellas matricular sem que
previamente lenha eilo exame desses prepara-
dnos, e mostr cerlidao de ter sido nelles ap-
provado. Mas, do todos files, os quo, considero
mais necessarios, os indispensaveis. sao o latim,
o francez, a phlosophia racional e moral, c a
historia. Nao sei mesmo como que um eslu-
daute que se matricula 110 primeiro anno da fa-
culdade de direilo pdedeixarde saber o francez,
pie desconheccr o latim, pode ignorar os prin-
cipios lijviaes da lgica, e nao ter noticia da his-
toria. E entretanto pedem dispensa destos ma-
terias para fazer exame deltas no fin do anno,
coiijuiictamentc com o exame do primeiro anno
das faculdades de direilo I
Vejamos quaes sao os estudos que formam o
primeiro anno das facilidades de direilo entre
nos. Sao : direito natural, direilo publico o di-
reilo romano ; ires materias imporlantissimas e
difficeis, tres malcras para cojo conhecimento
indispensavel o laliui, o francez o a lgica. Mas
aqui se nos vem pedir
tes preparatorios !
Dir-me-heis :os que pedem sc compromet-
iera a fazer exame deslas materias no Qm do pri-
meiro anno, ou sc comprometiera a faze-lo pre-
viamente, etc. Mas, como que um cstudanle
que era marzo, c mesmo era abril, reprovado
em ura ou dous preparatorios, pude agora fazer
exame delles para ser habilitado matricula do
1" anno das faculdades ?
justainenlo dispensa des-
cionaes.A' commissao de jusliza civi
Um requerimento de Sergio Jos do Oliveira
Santos, solicitando concesso para se malricu-
lar 110 1 auno da faculdade de meoicina desla
; corto, prestando previamente exame de nialhe-
j maticas.A' commissao de instrueco publica.
Outro requerimento de Jos Ignacio Borges
I Machado, pedindo que por urna resoluco legis-
1 laliva se Ihe conceda admisso
sao, para que esla o es :oimasse dos defeitos nel'""!" -se '"e""''", aumnwwi a praca de aspi-
>" -'>- .....-- ranto a Kuarda-raarinha.A commissao do nia-
ra, e ficar habilitada para supporlarsem vexame Visconde de Abaet.'
o onus dos imposlos.
Enganou-se o Sr. Souza Ramos quando disse
que o ministerio nao accei'a autorisaces ; acei-
ta-as todas, mas no as quer vagas e "indeliuidas,
SESSAO EM 23 DE JNIIO DF 1860.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanti
de Lacerda.
As 10 horas e 3|4 da manha, o Sr. presidente
abre a sesso, oslando presentes 32 Srs. sena-
dores.
I.ida a acta da anterior c approvada.
Nao ha expediento.
E' apoiado. e vai a imprimir o projecto de le
do Sr. Nabuco do Araujo, que havia ticado sobre
a mesa na sesso de 19 do corrente mez.
Comparecem no decurso da sessao mais tres
Srs. senadores.
ORDEM DO DIA.
Contina a discussao, adiada pela hora na ses-
so anlecedento, da proposizo da cmara dos de-
putados, creando urna nova'secrelaria do eslado
com a denominaco de secretaria de eslado dos
| negocios da agricultura, commercio e obras pu-
1 blicas, com as emendas dos Si*, visconde de
Abaele Silveira da Motla, apoiadas na sobredito
sesso.
Sao oferecidas as seguinles sub-emendas:
1.a Em lugar das palavrasFica perlonren-
do ao governo a faculdadediga-seFica o go-
verno aulorisado para, etc.
Pago do sonado, em23 dejunho de 1860.
2." Em lugar das palavraspelos differen-
les ministerios, da emenda do Sr. visconde de
Abaet, diga-sepeto ministerio do imperio e o
novaracDlo creado.
leem sido notados, c apresenlasse ura trabaiho
digno da sabeioria do senado.
Manda mesa o segrale requerimento :
Rcqueiro que o projecto cora as emendas
seja remetiido s commisses a quem esl af-
feclo o exame das reformas das secretarias do
estado, para proporem o que fr conveniente.
Rio, 23 de junho de 1800.Dias de Caroatho.
E' apoiado o entra em discussao. ficando en-
tretanto suspensa 1 da materia principal.
O Sr. Sinimb (ministro de eslrangeiros) nao
pode aceitar o adiameulo proposto pelo orador,
que acaba de fallar, porque o ministerio j de-
clarou a conveniencia da proropta approvaco
desta medida.
Expende algumas considerazes moslrando
que o projeclo nao tem os inconvenientes, nem
as difliculdades praticas, que o Sr. Dias de Car-
valho pretendeu nelle cnxergar.
Sent que o mesmo Sr. senador nao teoha
confianca bastante no gabinete para dar-lhe a
aulorisacoo de que se ti ata. Se pela razo que
allegou, de nao saber qaera sero os executores'
dessa aulorisazo, e orador, posto que nao saiba
advinhar o futuro, com tudo declara que o mi-
nisterio esl disposlo a viver, e era aceilaria to
importantes aulorisacoos seno tivesse f robus-
la na sua duraco.
Explana ainda algumas consideraces para de-
monstrar a necessidade do projecto," no qual nao
enconlra era a prelerdida inconstilucionalida-
de, nem difliculdades praticas.
O Sr. Souza Franco apoia cora diversas con-
siderazes o requerimento do Sr. Das de Car-
valho.
Eslranha, que o Sr. ministro do imperio, que
lera tomado a dianteira enlre os seus collegas,
que o nico que carahha e que est em scena
abandono objeclos lo importantes, e quo tanto
reelamam os seuscudidos; como a agricultura,
Pois de marzo ou ab-i.,
para c, um ou dous mozos apenas, jaso tem es-! ,-esses ron
Uraoffic.o do ministerio dajuslica, enviando a se esiudante rehabilitado no conhecimento das'
copia da consulta da seceo do juslica do con- materias em que foi reprovado ?
ado iobro a tocino; de servicos na- Supponhamos, porm, que acamara concede
dispensa para que laes estudantes facam estes
exames no Pira do primeiro anno, pcrg'unto eu
qual o talento superior, senhores qual cssa
intelligencia sublime, que pode dentro de 9 mo-
zos estudar esses preparatorios cm que fui repio-
vado, o esludar o direito romano, o direilo pu-
blico eo direitc natural Eu nao comprehendo.
[Apoiados.]
Acho que j urna difiieuldade a vencer, e
difiieuldade muilo grande para um esiudante do
1 anno, aprender, procurar sabercomo ne-
cessario, como se deve sabor,o direito natural,
o direilo publico, o direilo romano, buje de to
vasto desenvolvimenlo. Como, pois a eslas ma-
terias queremos annexar o esludo de preparato-
rio?, cm que o esludanlc que pretende a dispen-
sa foi reprovado, para fazer conjunclamenle com
elles o exame do primeiro anno ?
As prelences exagoradas dos estudantes a esle
respeito lera chegado a ponto que ura delles quer
quo o mndenlos martricular no-i* anno, queso
Ihe permita fazer acto das materias desse anno,
e que ao mesmo lempo mandemo-lo matricular
no 5 anno, e fazer acto desse anno, para, sem
duvida, se lhc conceder a carta de bacharel for-
mado I
Ora, senhores, as materias do 4 anno sao :
direito civil, materia muito dilficil ; direilo com-
mercial, materia, na minha opinio, hoje ainda
mais difficil que o direito civil. Digo hoje, com
a nossa legislaco cora a immeusidade de avisos
que lemos, do regulamenlos, etc.
Espera entretanto que Ss. Exea, nao cslraulicn
a posicoque toma, visla dos motivos que o
mover.
Desdo alguns annos o estado do paiz lera
soll'rido modilicaces importantes. A revolucao
de Pernambuco deu aos conservadores ura "lo
absoluto predominio que nao reslou aos liberaos
seno o partido que tomaram, que foi o da abs-
lenco. A omnipotencia dos chelea daquelle
primeira partido chegou ao ponto de pezar so-
bre os seus proprios correligionarios, e a execs-
siva centralisaco lornou-se nsuporlavel.
Esla situaco devia trazer consequenctas quo
se nao fi/.eram esperar. A reforma judiciaria do
Sr. Nabuco apressou ainda essas consequencias.
Um anuo depois delia o ministerio Paran fez
adoptar a le dos dislrictos.
Na opinio do orador, essa le pode ser con-
siderada como o raaior aconlcciinciito do reina-
do de D. Pedro II ; elle a julga mesmo um fado
lo importante como a promulgaco da consli-
tuico cu 182!. As eleicoes entro nos tinhatn-
se lomado ura negocio em que a populacao do
linha mais inieresse algura. Islo era a regia pa-
ra ambos os partidos. A reforma eleiloral velo,
pois, crear urna situaco. Succedeu, porm,com,
ella o que sempre succcdc com reformas de se-
meihanle ordem. O direilo de eleget, arranca-
do aos ministros c aos presidentes de provincia,
e entregue aos eleilores, nao poda deixar do
causar urna verdadeira revolucao na uossa ad-
minislraco. A populacao era chamada a uter-
lervir eni negocios em que nao linha parle desdo
muito lempo : islo ail'ectou os partidos : so o li-
beral nao linha que queixar-se, porque nao exis-
tia ; os conservadores, porm, virio seus inle-
rinha e guerra.
Dous rcquerimenlos de Joaqnim Antonio de
Miranda o Joo Jos Franca, pedindo, aquelle o
lugar de guarda das galeras, c esle o de conti-
nuo desla cmara.A' commissao de pocia.
Dous de Joaquim Alvcs Conti e do padre Je-
ronymo Mximo Cardim, solicitando, aquello
que por meio de urna resoluzo legislativa seja
admitidlo a exame das materias do 1." anno da
faculdade juridica do Recite, alim do o frequen-
tar como ouvinte, visto que por motivos do mo-
lestia nao pode malricular-se a lempo, o esle pe-
dindo a condecorazo -do habito da ordem de
S. Bento do Aviz.A's commisses respectivas.
Sendo julgados objeclos de deliberazo, vo a
imprimir para entrar na ordem dos trabalhos os
pareceres da commissao de conslituico e pode-
res que mandara passar carta de naturalisaco a
Antonio Jos Alvcs, residente nesta corle, e ao
padre Raymundo Barbosa de Andrade Piulo Bran-
do, residente no Rio Grande do Sul.
Sao lidas, postas em discussao c approvadas
as redaeces dos projectos : que aulorisn o go-
verno a pagar A Joaquim Dias Bicalho, inspector
aposentado da thtsouraria de Minas, a diffe-
renza de ordenado de 1:200$ com que foi apo-
sentado ; e dispensando as leis de amortisazo
para que a irmandade do Senhor dos Passos do
Parahybuna provincia de Minas-Geraes pos-
sa possuir bens de raiz ai 100:000$.
E' lido e approvado o seguinle requerimento
do Sr. Sampaio Vianna:
Requeiro que pela secretaria do imperio se
pecao ao governo as seguinles informazes :
_ 1.a Quanlo se lera despendido com subven-
Zoes e indemnisazoes companhia de navega-
cao e commercio do Amazonas desde o exercicio
de 1857 a 1858, incluindo at hoje ;
2.a A quanto monta actualmente a subven-
, 1 zao annual que a dita companhia recebo do the-
a cotomsacao e outros, para tratar soraeole de | souro, em virtudo do decreto ultimo que augmen-
is. Bem razo linha o lou-a com a mensaldade de 9:000$
Sr. Vasconcellos para dsconhecer o partido con-
servador visla do furor de reformas de que se
moslra possuido.
Expende mais algumns razos da convenien-
cia do adiamento. Pronuneia-se conlra as aulo-
risacoe, e rejeila o exemplo dt organisaeo do
3.a Quaes os servmos directos que ao esta-
do presta a mesma companhia por contratos fir-
mados com' o governo o em compensado dos
sacrificios que ao thesouro custa ;
4.a Quaes os resultados obtidos daquclla
empresa em relaco ao paiz.
Foi debaixo dcslj Situaco que se elegeu a ac-
tual legislatura, que ainda assim deu aos con-
servadores uraa maiona de tres quartas parles
da cmara.
Enlo as divergencias econmicas qno se sus-
citaran!, deram origem a ',uma diviso da maio-
ria, occasiouaudo na cmara a formaco do tres
grupos, era natural, o grupo dos liberaes unio-se ao dus
conservadores moderados, e assim se formou a
opposicao, que linha por base as divergencias
econmicas.
No intervallo da sessao organisou-se o novo
gabinete lirado da opposicao dacamar.
A'vista dislo, parece que a dissoluzo da le-
gislatura era a consequencia. O Sr. presidente
do conselho, porm, capacilou-se de que era
possivel mystiearas cmaras e o paiz, e inven-
tar um syslema econmico para conciliar ludo,
cora esquocimento al das opinies claramente
manifestadas na casa por alguns de seus collegas.
S Exc. emenden mesmo que podia resolver por
si a queslo de que as cmaras sc haviam cora
lano empeuhooccupado, esquecido at do modo
por que antecedentemente se havia pronunciado
no senado.
No 5 anuo temos a cadena de direito admi-
nistrativo, do economa poltica, de pratica a do
processo, tres cadeiras tambem muilo difiieeis,
E como assim cm 9 mezes o esludanlc ha de sa-
ber e ser examinado era direito commercial, ci-
vil, administrativo, pratica do processo e econo-
ma poltica ? Qual esse talento, qual cssa
capacidade que tanto pode fazer ? Nao so v que
semelhante pretenzo sumraameule exagerada?
E quaes as habilitaces ? quaes sao os docu-
mentos que se aprsenla para que a cmara faca
tal concesso tao extraordinaria aos pretende-
tes ? Nao v a cmara que assim vai abriudo a
porta aos abusos '? (Apoiados.)
Senhores, eutre os males que corrompem a
nossa sociedade, um dos maiores a falla de
inslrucco (Apoiados). A nstruczo que a
nossa mocidade hoje vai adqunndo, "em regra,
, dexei-me assira dizer, urna nstruczo su-
perficial (apoiados); contenta-se apenas com urna
ou outra cousa ; de tudo quer ter urna ida,ain-|
da que imperfeita ; nao aprofunda as materias ;
I no lim de 5 annos todos querem urna caria de
bacharel formado, e ainda mais, querem ser dou-
lores, e icam muito contrariados quando um
lente consciencioso, enlendcndo que nao eslo
A conslituico atlribue cmara dos deputa-
dos a iniciativa na creaco de imposlos. Mas
S. Exc. nao se embarazou com teas dcarauha, o
promulgou o scu regufamento do sello.
liis a nossa siloscao I exclama o orador neslo
ponto ; eis a situazo daquelles que ainda acre-
ditara que o paiz so rege pelo syslema represen-
tativo E ser isto urna situazo digna do parla-
mento ? O ministerio passado", querendo promul-
gar o scu projeclo de reforma bancara, reudeu a
homenagem devida ao parlamento. Esle exem-
plo, porm, nao aproveilou ao ministerio actual.
Apezar das explicazes dadas successivamente,
o orador ainda nao pode compreheuder o regula-
menlo do sello. S. Exc. affirraa que nao restrin-
gi com elle a emisso bancara, que apenas fez
substituir notas pequeas por notas maiores. Nao
sabe, pois, o orador a quo fim atiingio S. Exc, o
invoca ueste poulo o auxilio do Sr. ministro da
jusliza.
Passando a oceupar-se de oulros actos do mi-
nisierio, o orador refero-se ao empreslirao lti-
mamente feilo, o diz que nao sabe com que au-
lorisazo o Sr. presidente do conselho lanrou mo
de semelhante medida.
O Sr. presidente do conselho inlerrompo, ob-
servando que o governo esl aulorisado a reali-
sar anlecipazes de renda at 8,000:0008.
O orador responde que lem conhecimento dis-
so, mas que sao cousas diflerentes, e que em
lodo o caso ainda nao era conhecido o contrato
do empresiimo.
O Sr. presidente do conselho : Qui polcst
capero capiat.

ji; ni'
*m
: *,..'
ILEGVEL


DIARIO DE PERNABHUCO. SEXTA FEIRA 13 DE JULHO DK
SO.
O orador nao tendo percebido bcm o aparto,
per^unla o que c que havia dito S. Exc
O Sr. presidente do conselho responde que
qualquer que eiitendesse da materia dira o
mesmo.
O orador observa que est aprendendo, como
S. Exc aprendeu, se c que oprendeu, porque
realmente a respeilo de eerlos pontos uo se
mostra muilo sabido. E por esta occasiao lem-
bra a S Exc. o exemplo de seus collegas da ma-
rinlia e da guerra, que quando respondera s ac-
cusaces que Ihes sao dirigidas o azem sem se
csnueccrem de que sao ministros. S. F.xc procede
-cados de 12o rs. a linha nos jornaes, ora que
S. Exc. di que os que o chamara de guarda-rou-
pa o fazem por assira se Ibes haver mandado,
sem se lembrar de contar as letras cora que se
escreve a palavra guarda-roupa. E' mister que
S. Ere. na* respostas que quizer dar na cmara
nao se es juera de que todos ail eslao no pede
pnrfeila igualdadc, mesmo porgue, se se Qzerom
pois que smenlo rutiaiuum as Gucuinaianclas
ump adaplaco ellas.
_E pois, estamos que os Srs. negociantes obvia-
ra o por sua p.irle esse inronvenienle, sanando
essa perda de que se arreceia o commcrcio i re-
tallio por meio de medida equivalente ao stalu
quo, como, por exemplo, a concessdo de quinze
ou rate dias da compra ao saque, das que se
reputarlo de cortesa, como davam-se as letras
vmdas de paiz estrangeiro ; e desla forma ica-
rao os vencimentos alternados, c desapparecer
o translornoda aclualid ule, finando simultnea-
mente de accordo ambos os agentes da operaran
commercial, e concillado o movimcnlo dos esla-
belecimentos bancarios com o curso das letras
nelles descontadas.
Tanto val por certo comprar a 10, sacar a 30,
quanlu comprar a 2, 3, 20 o 30, e sacar a 22,
23,10 e 20 dos mezes.
~~ Porante a junta da fazenda provincial ce-
lebrada hontcm, foi arrematado o imposto de
ZfaOO por cabera de gado vaceum consumido
nao sero de modo alguna des-; n's'e municipio do Recfe; deixando de serem- >
1 n'o o relativo s comarcas de Goianna, Santo
Antao c Nasareth, por falta de licitantes.
O proco olfrrecido pelo arrematante do pri-
metro fui o du 80:0005 rs islo 3.000} rs. |
menos do que produzio esse imposto animal-
mente no trienio pnssado.
Foi designado o Sr. Dr. juiz municipal da
primeira vara para fazer parte do conselho de'
revista da guarda nacional deste municipio, na !
conformidade do 5 do artigo 43 do decreto de i
2o de nutubro de 1850.
Sobre proposla do Sr. director geral da
nstrucco publica, resolveu o Eim. Sr. presi-l
denle crear quatro cadeiras de instrucrao ele- j
mentar do sexo masculino as povojcesde Gr-
vala, Timbauba, S Vicente e Vicencia.
Foi approvado pela presidencia o rcgula-
[uem sao os conservado- j raenl confeccionado pelo Sr. Dr. cuete de po-
archia do sul. ou os li-j ''apara o rgimen c inspeccSo das prises da
iguaidadc,
comparaef>es, ellas
avoraveis ao orador
l'rosoguindo, o orador observa que a falla do
tlirono indica a necessidade de reformar ludo no
pnz. Entretanto, de balde se busca saber qual
o espirito! do ministerio a respeilo de laes refor-
mas. Neru mesmo quanto s quesloes econmi-
cas sao conhocidas as opinioes de governo. O ni-
co ponto sobre que se pronuncia S. Exc. a or-
gainsacao do jui/.odus feitos da fazenda
Nao havia quesloes politicos no paiz, c o go-
verno, pelo Sr. minisiro do imperio, teslamen- |
teiro do ministerio passado, siiscilou a questjo
di reforma etcitoral. Kssa reforma de mu lei,
que foi pira o orador e para muilos brasileiros
tima verdadeira carta de naturalisacao, poder
ser adoptada ; mas encontrar de sua' parle toja
quanta resistencia poder elle emprogar. Essa
re irnja vera mostrar
res, se os chefes di oly
beraes,
abril, e
que govermraui posteriormente a 7 de I Pro_THa.
que depois leem apparecido de passagem ~ra "."la providencia que ha muilo reclamara
do governo, deixanlo serapre vestigios i1 '''"Sao, porque em verdade pelo systema at
impossivel urna boa liscalisa-
trapulies LuuUa u AlldUUoga Venia, o ilo aruia-
zem de deposito de Manocl Autcnio Ribeiro, do
semestre lindo.
Foi presente a colacao oficial dos procos cor-
rentes da praca, relativa a sem.ina linda.
Nada mais houvc.
SESSAO JDICIARIA EM 12 DE JULHO DE 1860.
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DES! MBARGADOR
SOZA.
Secretario, Julio Guimaraes.
Uin quarto de hora depois do moio-dia, aehan-
do-se presentes os Srs. deserabargadores Villa-
res e Silva Guimaraes, e os Srs. depulados Re-
g, Lemos, Basto eSilveira. o Sr presidente de-
clarou aborta a sossao ; e foi lida e approvada
a acta da anterior.
Foi assignado o accordao proferido na appel-
c8o era que sao :
Appellante, Vicente Jos de I rilo ; appella-
dos, D. Maria Isabel de Jess Mtraes, e outrjs.
PISTRlBlir.ES.
Ao Sr. desembargador Silva Guimaraes, a ap-
pollacfio entre partes :
Appellante, Manocl Francisco Paredes ; appel-
lados, Tasso & Irmos, curadores da massa fal-
lida de Novaesti C.
Ao Sr. desembargador Villares, a appellaco
entre parles:
Appellante, Manocl Jos Ferreia de Gusmo :
appellados, os administradores d. massa fallida
do Novaos & C.
DIMCENCIAS.
Appellante, Manocl Jos Leile-; appcllado, Lo-
pes & Irmos.
Seja ouvido o Dr. curador geral.
Appellantes, Braga Antunes; appcllado,
Ilenrique Gibson.
Vista as partes.
Appellante. Clandino Benicio Machado ; ap-
pellados, Militio Borges Ucha e oulros.
Vista as partes.
E nada mais havendo a tratar-se, o Sr. presi-
dente encerrou a sossao.
Joe Gom.Mti. uo tspinlo-Sanlii. '
Joao Jos da Cruz iliiniz.
Jos Hygino de Soma Gal vio.
Manoel Ignacio de Oliveira.
. Seralm Leile Pereira.
Francisco Rudrigues Lima o Silva.
Defer ido ao conselho o juramento dos Sanios
toreo 'U'Z procede a0 Jn'crrcgatoiro
Seguem-so os debates,
Proposlos os quesilos, depois do resumida a
iscusao, o conselho recolhe-se sala das con-
ferencias secretas, d'onde volla com pouco res-
ponpendo negativamente por uuanimidade de vo-
tos a respeilo do fado principal.
Lm vista das respostas do jury, o juiz lavra a
sentenca absolvendo a o reo e condemnando a
mnnicipalidade as cusas.
Levanta-se sossao s 7 horas da noile.
O reo Jos Franci.-co da Luz submetlido a jul-
gamenlo na sesso de 11 do crreme, leve por
advogado o Dr. Americo Netlo de Mondonga,
sondo absolvido o incontinente posto cm liber-
dade.
ae s"i| respeilo as insliiuigoes.
C uno desde certo lempo a populncao ral mos-
IranJo pouca docilidado na obediencia, Irata-se
de prescindir d'ella em materia do eleices.
o mesmo espirito se manifosla cm todas asou-
tras reformSs. A dcsceiitralisacao que se pro-
meta liinilar-se-ha a alguna cargos de pequeo
alcance, o nao proJuzir resultado algum. Na
liio do orador, melhor elfeilu loria um se\
boje seguido era
cao as cadeias.
Aclia-se vedada a sbila da barca nacio-
nal Atrevida-, nao pudendo deixar este porto,
sem previ i e expressa determinaco do governo.
Faz 13 annos a serenissima Seuhora Prin-
ceza D. Leopoldina. Por este motivo eslo em-
bandeiradas as fortalezas e navios de guerra na-
eionaes, eo vapor da guerra inglez Ardeni.
_ ive-
ro cuidado no omprego d.is rendas geraes, que 'I"e,s,! ac,|a em oosso porto.
uaosederem consumir com o excrcilu e mari- A'ama hora darlo os primeiros a salva do
i, o de tal maneira que quaado se recorre ao es|yi|--
auxiliodeslas classes tem elle seapre fallado. Foram recolhidoa casa de dolenco, na
O Sr. l'ei.vuto de Azevedo e oulros senhorosl l*}^ docorronte, 1 hornera livre e l escraros,
protestam contra asta ultima proposico. I *en<"0 1 a ordem do Dr. chefe d. polica, 3 a or-
0 orador explica o seu pcnsamenio, dizendo | 'Jtm ^ )r- delegado do 1'' dislrielo deste termo
que o que affJrraa que essas classes au leen
o^ meios de prestar os servicos que podiain.
Continuando, o orador insiste em que o pansa-
ment geral das reformas impedir que a opi-
niao publica lenha nos negocios a interferencia
que llie compele. Semelhanle tendencia clara-
mente se inauifesta quando se pretende que o m-
para o
e 1 a ordem do subdelegado do Recife.
Mataooiro publico :
Mataram-se no dia 12 do correnlo
consumo desla cidade O rezes.
MORT.M.IOADE DO DIA t I>0 CORnKNTE:
Olivia, branca, 15 mezes; encephalilo.
Juao Francisco da Rocha, pardo, solleiro, 18
nisterio nao soja responsavei pelos actos do po-' a""s; tsica
dermoderador, doulrina alias desmentida por A"1?"'0' Prolo, escravo, solleiro, 40 anuos;
3o" annos di praiiea, por declaraces solemnes e] ^'cqSo tuberculosa.
pelo que ordena a constiluico. Guilhermina Maria da Conceico, parda, sol-
Passaodo destas questes aos actos puramente' 'Clr;'. <"' anuos; absorpeo purulenta.
Iministrativos do governo, o orador pergunla se i Lourenco Jos de Souza, pardo, viuvo. an-
1 nos; colite.
Sebaslio, branco, 4 annos; escarlatina.
Uaphalda Maria da Conceico, parda, solteira
35 anuo; gastro hepalile este.
Bernardina de tal, parda, casada, 20 annos-
escarlatina maligna.
mia ou redoccio, a fazer as despezas publicas. I Poncianna Maria da Conceico, branca, viuva,
Ao contrario, l rala-se de crear a carreira admi- '''' annos; paralcsia
istrativa, que ser um bom prato de (entunas, I Miguel Correia, pardo, solleiro, 45 annos ; ata-
is nunca um meio de cortar despezas Vai 11ne cerebral.
augmentar-seo numero de depulados c senado-1 Maria Luiza de Conceico, branca, *solteirn,35 !
res ; Ira la-so do ministerio do fomento, que ha i 1r">,>s; coirgA>stao cerebral,
de ser um bom ninho para acrommodar muita j Mara, preta, escrava, 8 annos ; apostema.
gente. Tudo islo, porm, nao sao meios de sup-1 Hospital de caridahe. Existem 61 ho- '
prirodeflcil. Entretanto, no meio de tudo, s a I n,ens e 59 mulheres, nacionaes; 7 homens cs-
nngislratura, cuja sorte lo lamentavel que o j 'rangeiros, e 1 escravo, total 129.
o;ador nao aefla um termo para qualiHca-la, ficaj ^;1 lotalidadedosdoeotesexistem 37 alienados,
ISO sao ellos de n dureza a demove-lo do seu
proposito do opposicao. Pelo que respeila Os-
ea lisacao e economa, esperava que o fossem,
c anda o espeta, apezar de que o relalorio do Sr.
presidente do conselho nao o anima muilo neslas
esperancas. S. Exc. nao indica nenbuma econo-
esquecido e nada tem a esperar, porque convm
mante-la no oslado em que se aeha.
O orador occiipa-so depois com a viagem im-
perial, observando que um d is resultados que
della se collieu foi a demissao de lodosos presi-
dentes que serviram por essa occasiao, o que pro-
va que o ministerio iijo havia feilo boa escolha
lias suas nomeacoes. I.menla entretanto que o
Sr. ministro du imperio, que acompanhou Sua
Magostado, inda dissesse a respeilo das necessi-
dades que observen e que cumpre remediar.
Depois de mais algutnas consideracc'ies. o ora-
dor termina comparando o "remenlo do despeza
to ministerio passado com o du actual, e mos-
irando os excessos que encontr tiesto, como pro-
va de poucu espirito de economa que domina o
gabinete.
o orador promet* anda volttr discusso.
A discusso adiada pela hora.
A ordem do dia para a sesso de amanlia (Io
de junho] ;
Primara parte.
1.* discusso do projeclo n. II deste anuo,
que approva a penso do 12 a Piulino Gomos
a l'aixo, praca reformada do corpo de imperiaos
marinheiros ; "
dem do projeclo n. 1 do mesmn anno, que
approva a elevaco a 1:200; da penso concedi-
da ao lente-coronel Francisco Xavier de Barros
Galcao ;
dem do projeclo n. 75 do mesmo anno, que
faz extensivas as disposicoes dos ar'.s. !), 10 e 11
do regula ment de 16 dejaneiro de 1858 aos cor-
pos policiaea das provincias do organisaco se-i
melhanle ao da corle.
Segunda parte.
Conlinnaco da discusso do projocl de res-
posla falla do llirono.
Levanta-se a sesso.
sendo 3u mulheres e 7 homena.
Forana visitadas as enfermaras pelo cirurgio
Pinto s 7 horas e 55 minutos da manha, pelo Dr. '
Doradlas, s 7 horas o 3/4 da manha. Fallecen '
urna inulher de paralisia.
CHRONICfl JUUlCiAfilft.
SESSAO
TRIBUNAL DO COifllflERCIO.
12 DEJULHO
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Por uso antigo de nossa praca, na compra
de fazendas costuma-sc, qualquer que seja o dia
em que se ella realisou, a sacarem-se as letras
na data de 30 dos mezes, accumulando-.se con-
sequentomenlc os vencimentos n'ura mesmo dia.
Ora, esse fado que al certo lempo nao sabia da
ordem natural, boje, por circumslancias dadas,
della se aparta e oll'ereee suas dilculdadcs mu
serias ; dilkul Jados que nao so manifestavam
em quanlo os espectivos recebimeulos eram
feitos pelos proprios sacca.lores directamente.
Com effoilo, a face actual das causase diversa.
Com o dosenvolvimonto da cspeculaco entro
nos, apoiado na expanso que tomou o crdito
as nossasrelanescommerciaes.as casas impor-
tadoras adiando facilidade de obter dinheiro
una laxa regular, levan suas letras aos ealaoe-
lccimenlos de credilo, onde as dcsconlam logo
que ollas Reara a prazo de seis mozos, mxime
porque sao admiltidas all descont. Islo pos-
to, obvio quo ha agglomcracao dolas nosesta-
belecimentos bancarios ; e que tendo de vence-
rera-se todas conjunclamente n'um mesrao dia,
offerece urna impossibilidade material, urna difl-
culdade pbysica coniinuaco da permanencia
do referido uso, que forja modificar, nao em
sentido restricto do favor n'elle comido, mas
acommodando-o phase por quo passaro as
nossasretacos commerciaes.
Segundo no-lo informara, ha na caixa filial
cerca de quinhenlas o noventa letras all descon-
tadas, as quaes representara um valor de res
600:0009000, e tem de vencer-se no dia 30. Ora,
tendo a caixa de funecionar das 9 horas da mi-
riha s 5 da tarde, isto oilo hora's, decorrre
d.ilu que em cada minuto deve ser contada a
quantia de 1:2599060 por Ires vezes successivas,
isto a primeira pelo pagador, a segunda polo
rocebedor, e a tercoira finalmente pela caixa ; o
queso nao inteiraraenteinexeqnivel,parece se-lo
ao menos, e efectivamente o pela demonstra-
rn da pratica, tanto assim que nos consta haver
a direccao da referida caixa adoptado a medida
de nfioadmitltr descont, de setembro prxi-
mo por dianto, grande copia de letras venciveis
n'um mesmo dia.
Essa medida j all foi aventada em feveroiro,
licando enlo a respectiva adopcao espacada,
para quo o esludo das circumslancias e a pratica
da S'tuaco viessem mais de espado provaro ur-
gencia della.
A' primeira vista parece, que ella na execuco
vira a prejudicar o nosso pequeo commercio, ao
rommercio a retalho ; porque gozando este, pelo
uso antigo da praca, dos dias que decorrera
do da compra aodia 30, em que al boje lem-se
realisado o saque das letras, assim poniera d'ora
avanto esse beneficio. E' esse o effeito pratico,
que parece resultar naturalmente d'aquella me-
dida ; mas, como j dissemos, a modificacao nao
poda enera deve ter um carcter restrictivo ,
ADMINISTRATIVA EM
DE 1860.
rrvr.3iDr.Ti.i.\ .u na. SR. UESEMSARC.aDOR
SOUZA.
As 10 horas da manha, achando-sepresentes
os senhores depulados llego, Basto, e Lemos,
o Sr. presidente declaren abulia a sesso.
Foi lida o approvada a acia da antecedente.
DESPACHOS.
L"m requerimonlo de Hilto Borges Uolida,
que tendu prestado (anca para o lugar de agente
de leudes, pedo o respectivo titulo Passe-se ti-
tulo.
Oulro do Julio Alsino do Cislro Olveira, po-
dindo por cerlido o recolhimento da carta de
registro do brigue Leo, propriodado da viuva
Gaudiuo & l'ilho.Como requer.
Outro do I.uiz Filippe Cavalcanli de Albuquer-
quo, pediudo ser nomcado agente de leudes des-
la praca.llaja vista ao sonlior desembargador
fiscal.
Oulro de Antonio Bolelho Piulo de llesquita
Jnior, o.uc tendo salisfeilo o despacho do 14 do
maio ultimo, pede o competente titulo.l'asso-se
titulo.
Oulro de Manocl Rento Alvos do Macedo, vis-
to pelo senbor desembargador fiscal, replicando,
que cora os documentos que aprsenla, mostra
ter completado 25 annos de idade, e residir nes-
ta cidade ha mais de um anno.Na forma do pa-
recer fiscal.
Outro de Francisco Pereira Reis, lambem visto
pelo senhor desembargador fiscal, pedindo o lu-
gar de agente de leudes.Na forma do parecer
fiscal.
Oulro de Ballhar & Oliveira, propriclarios do
brigue Olinda, replicando do despacho do tribu-
nal de 8 do junho ultimo, c pedindo carta de re-
gistro para o mesrao brigue. Prestado o jura-
mento e assignado o termo do responsabihdado
de que trata o artigo 463 do cdigo commercial,
registre-so.
Oulro do Prudencio Marques do Araorim, por
sou proposto, pedindo o registro do conhecimen-
to do pagamento do imposto annuo do seu oflioio.
Regislre-se.
Outro de Francisco Hamede do Almeida, pedin-
do o registro de igual coiibecimciilo. Regis-
lre-se.
Oulro do Fro'derco Lopes Guimaraes, pediudo
tambera o resislro de igual coiihecimeiito. Re-
gistre-so.
Oulro de I.uiz Amavel Dubourque Jnior, pe-
dindo o registro de igual conheciraento.Regis-
tro-se.
Oulro de Frederico Robiliard, pedindo tam-
bera o registro de igual conhccimenlo. Regis-
Iro-sc.
Oulro de Ilenrique Guilherme Steople, pedindo
tambora o registro de igual couhecimcnlo.Ite-
gistre-sa.
Oulro de Arphelim Jos da Costa Carvalho.
que lendo prestado flanea pata o lugar de agente
de loild'es, pede quo se Ihe d o competente titu-
lo.Passe-se titulo.
Oulro de Amorim, Fragozo, Sanios & Com pa-
nela, pedind'qre se lhes do porcerlido, se es-
t registrado o seu contrato do socedade, e qual
o capital eslabelecido no mesmo contrato.Co-
mo requer.
Outro de Snmpaio Silva do o registro do alleraco que (izeram ao seu
contrato social.Como requerem.
Outro de Joo da Cruz Macedo, que tendo pres-
tado fianiju para o lugar de corrector, pede que
seja admiltido aprestar juramento, afim de po-
der exercer o mesmo emprego. Passe-so ti-
tulo.
Outro de Tiiset-Freres, pedindo o registro do
seu contrato social.Haja vista ao Sr. dosembar-
dor fiscal.
Oulro de Candido Nones de Mello, informado
pelo senhor desembargador fiscal, pedindo ma-
tricular-se.Mostr que est nos termos do arti-
go 15 do regulamento numero 735 de 25 de no-
vembro de 1850.
Outro de Emilio Laurence, por seus procura-
dores, pedindo o registro de urna procuraeo.
Como requer.
Oulro de Joo Eugenio Tissel e Joao Guslaro
Tisset, formando sociedade commercial sob a fir-
ma Tissct-l'reres, pedindo matricular a mesma
firma. Vista ao Sr. desembargador fiscal.
Voltando informado o requerimento do Tisset-
Freres, pedindo o registro do seu contrato, leve
por despacho Salisfacam o parecer fiscal.
Foram presentes os mnppas do moviraento dos
JURY DO RECffli.
SESSO EM 12 DE JJJLIIO DE 1S60.
Presidencia do Sr. Ur. juiz de aireito interino
da primeira varu criminal Francisco de Arau-
jo Barros.
Promotor publico o Sr. Dr. Francisco Leopoldi-
na de Gusmo Lobo.
Eserivo interino o Sr. Antonio Joaquim Pe-
reira de Oliveira.
A's 11 horas da manha o Sr. Or. Francisco
de Araujo Barros, nssumindo a r residencia do
tribunal por impedimento do Sr. Dr. juiz do di-
rci Bernardo Machado da Costa Coria, declara
aborta a sesso, depois de verificar se pela cha-
mada eslarom prsenles 43 juizes de facto.
Sao declarados multados em 205000 os Srs.
juizes de faci que nao compreceiam aos tra-
bdlllOS.
Sao relevados das mullas em que incorreram
em dias anteriores, os Srs. Jos Cvalcanli Fil-
gueira do Metiezes. Jos Maria Sc\c o Antonio
Comes de Miranda Leal.
E' dispensado deservir na sesso deste o Sr.
Dr. Rufino Augusto de Almeida.
E' -.onduzido barra do tribuna, o reo Joa-
quim Antonio de Magaliies, preso desde 20 de
agosto de 1850 na casa de detcnoao, pronun-
ciado por crime do falsliade con incurso no
arl. 167 do cdigo criminal.
Declarando o reo ter 17 para 18 anuos, o *Sr.
Dr. juiz de direito nomeia curador ao Sr. Dr.
Francisco Luiz Correia de Oliveira Andrade,
quem defero o juramento dos S.antos Evan-
golhos.
Procedendo-se ao sorteio do conselho. sao re-
cusados pelo ministerio publico, os seguintes Srs.
juizes de facto :
Serafim Leile Pereira.
Jos Francisco Ribeiro.
Sao recusados pela defeza, os Srs. jurados:
Francisco Borges Lea!.
Dr. Jos Sergio Ferreira.
Dr. Joo da Costa Ribeiro Machado.
Compoe-sc o conselho dos seguintes Srs. jui-
zes de furto :
Mauocl Polycarpo Moreira de Azevedo.
Ago'ttnho Jos Ferreira dos Santos.
Jos Joaquim da Silva Guimaraes.
Joao Chrysoslomo de Albuquerque.
Manoel Fonseca do Modeiros.
Ovidio Ferreira da Silva.
Genuino Jos lavares
Miguel Archanjo de Fisiin'-v?''!
i9v .iv atatrifue uiiveira Guimaraes.
Jos Baplista de Castro e Silva.
Glaudino da Silva Ferreira.
Domingos Nunes Ferreira.
Deferido ao conselho o juramento dos Sanios
Evangelhos, procede o juiz ao interrogatorio do
reo.
O.ministerio publico faz a acensado c segue-
se a defeza.
Resumidos os debates com lucidez, sao pro-
poslos aojury do sentenca os seguintes que-
silos :
IoO reo Joaquim Antonio de Migalhes fa-
bricou os bilbeles de fls. 7 e fls. 10, remetiendo
varias caixas de charutos diversos consumido-
res desse genero tiesta cidade, send j os ditos bi-
Ihetcs assignados pela firma de Antonio Luiz de
Oliveira Aicvedo '?
2O sobredilo Antonio Luiz de Oliveira Aze-
vedo conveio, ou leve scienria do fabrico e re-
messa dos ditos bilbeles o charutos '?
3"O reo commelteu o fado criminoso, tendo
decorrido entre o designio do delicio e sua reali-
saco mais de vinte e quatro horas?
4"O roo eommutteu o fado crimi loso, tendo
procedido com fraude?
5oExistem circumslancias attennantes a fa-
vor do reo ?
D jury, dopois do haver por maioria absoluta
de votos eleito o seu presidente e secretario por
escrutinio secreto, responde aos quesilos :
IoSim ; por 10 votos.
2"Nao ; por iiuaiiimidadc de vo^os.
3"Sim ; por i) votos.
4oNao ; por unanimidade de votos.
5"Sim ; por unanimidade de votos. O reo
menor de vinie e um annos.
Em vista das respostas do jury de sentenca, o
Sr. Dr. presidente do jury publica ao tribunal a
sentenca concebida nos seguintes temos:
Em conformidade das decisoes Jo-Jury, jul-
gando o reo incurso no grao medio do arl.
167 do cdigo criminal, e altendenda ao dis-
posto no arl. 49 do mesmo cdigo, o iondem-
no sotfrer dous annos, cinco me;:es c cinco
dias do priso na casa do detcnco desta cida-
de, o na multa de doze e meio por cont do
damno causado, e as cusas.
Pedindo a palavra, o advogado do reo appella
da sentenca para o superior tribunal da relacao,
ordenando o juiz que se loufasse por termo a
appellago.
Entra em julgamentoo reo Pedro Antonio dos
Santos, septuagenario e preso desde setembro do
1859, por haver ferido sua mnlhcr, pelo quo
fura pronunciado como incurso no aligo 201 do
cdigo criminal.
Procedendo-se ao sorteio sao recusados pelo
ministerio publico os seguintes Srs. juizes de
facto :
Miguel Archanjo de Figueiredo.
Joo Ferreira da Cosa.
Agostinhn Jos dos Santos.
Joo de Castro de Oliveira Guimaraes.
Flaviq Ferreira Clao.
Clandino da Silva Ferreira.
Jos Alfonso Ferreira.
Antonio Jos Pacheco e Silva.
Jos Francisco Ribeiro
Maximiano Francisco Duarte Reguera.
Manoel Polycarpo Moreira de Azevedo.
Genuino Jos Tarares.
Sao recusapos pelo advogado do reo, o Sr.
Elios Frederic de Almeida Albuquerque, os se-
guintes Sr. Urizes de tacto :
Joo Manoel Ribeiro do Coulo.
Jos Baplista do Castro e Silva.
Ovidio Ferreira da Silva.
Manoel Coelho Cintra.
Manoel Fonseca de Medeiros.
Domingos Nunes Ferreira.
O conselho de julgsmento compoc-se dos se-
guintes Srs. juizes de faci :
Faustino Jos dos Santos.
Francisco Vellozo da Silveira Telles.
Sabino Bruno do Rosario.
Alexnndrino Maximino Leal de Barros.
Joao Ferreira da Costa.
Dr. Joo da Costa Ribeiro Machado.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
SESSAO EXTRAORDINARIA AOS 2 DE JULHO
DE 1860.
Presidencia do Sr. Reg.
Presentes os Srs. Barata, uliveira, Mello, Ga-
raeiro e Pinta, faltando com causa o Sr. Reg e
Albuquerque, e sera ella os mais Srs., abiio-se a
sesso, e f0i lida c approvada a acta da an-
tecedente.
Foi lido o seguinlo
EXPEDIENTE :
Lm officio do Exm. presidente, declarando
que, seni embargo das considerar-oes que esta ca-!
mar Ihe fizera em officio de 18"do mez ultimo
se oevia cumprir a sua deciso, visto que o pon- ;
sanenlo administrativo com que mandara so-
bi estar na nova diviso dos districtos de paz da
reguezia do Poco da Panella, em relacao aos
iraDalhos eleitoracs, quo torao lugar no corrento [
anno, nao poda ser elidido polas razos, que
ponderou a cmara, cuja lorca moral que a pre-
sidencia se empenhava em niantor, exiga mes-
mo que subsislisse a deciso que dera. Inlei- '
rada, e que se communicasse aos juizes do paz
era excrcicio daquella reguezia.
Oulro do mesmo. recommendando que, nao
havendo inconveniente, mandasse a cmara co-
brar por seus tiscecs o imposto de 2-3500 rs. so- i
bre carnes verdes as freguezias dos Alegados,
b. Amaro de Jaboatao, Muriheca, Poco da Pa- '
nella, e Vanea, al ser o mesmo imposto arre- |
matado peranto a Ihesouraria provincial, visto '
nao ter esta agentes, quem possa encarregar da '
arrecadacao. a cmara resolvcu ofiieiar aos
iiscaes das referidas freguezias, incumbindo-os:
da cobranca do imposto, e recommendando-lhcs :
o Iizessem com aclividade e zelo, dando conla do
que arrecadassem ao inspector da ihesouraria,
e com elle se enlendcudo sobro qualquer duvido
que podesse occorrer
CXitro do mesmo, respondendo ao desta cma-
ra do X5 de junho ultimo, sob n. 65, relativo ao
exame as rezes lalhadas para o consumo desla
cidade^ pelo Dr. Augusto Carneiro Monleiro da
Silva Santos. Posto em discuss&o, a cmara fi-1
couinleirada ; mas como a presidencia declarasse j
em dita resposla quo, se a cmara entendesse '
que o dito Dr. Santos nao Ihe merecia confianca,
porqualquer motivo, podia encarregar do exame
das rezes, que se houvesso do matar pata o con-
sumo, a outro medico, julgando assim necessa-
iio esse exame, nao obstante as razdes que se
lije ponderaran! em contrario, a cmara resolveu
otliciar ao seu cirurgio do partido, encarroan-
do -o de semelhante commisso. Quando se Ira- i
lava de tfScolher medico para a inspeceo das
rezes, o Sr. Barata nao loraou parte na "discus-i
sao. era voten.
Outio do Dr. chelo de polica, dizendo que,
dando-se alguns embaracos na execlico des!
posturas munic.ipaes delo'de novembro de 185 i
que trata da Iimpeza da cidade, por isso que sel
nao teem al o presente construido os torreos!
communs, de que trata o art. 18 das mesraas
posturas, julgara conveniente trazer este as-
sumplo ao conhccimenlo da cmara, c BOltcilar
as providencias necessarias, para que se proee-
uesse a essa construeco, por ser de palpitante
necessidade ao coramodo publico. Adiado A
requerimento do Sr. Reg.
Oulro do engeribrro cordoador. remetiendo o
Ornamento da reconslrucco fazer da pontezi-
nha do I.uca, na fregueza* dos Afogados, impor-
tando em 5720000 rs. Que fosse em praca nos
dias 6, 7 e 9 do crreme.
IV^T- J*..". iT-S'1 ''mondo sobre O requeri-
mentoquelhefra opre.-cm.do p, dar cordea-
cao, de Joao Ignacio d'Avila, para edificar caSJ
terrea no lugar da Capunga, estrada quo vai pa-
la o sitio da fallecida D. Florinda, dizendo que
nao era possivel concedor-se ao supplicanto li-
cenca para tal edifleacao, sem primeiro tratar-se
de fazer a desappropriacao necessaiia no mesmo
sitio, e no que Ihe Oca visinho, pois a nao sor
assim. a casa que se pretende edificar tapara a
estrada ora existente. A' commisso de edili-
cacoes.
Oulro do mesmo, tratando d'un.a casa que so
reedificara na povoacao dos AptpuCOS, a qual,
segunda a planta respectiva, devia ser cortada
oblicuamente. A' mesma commisso
Outro do fiscal dos Afogados, infirmando que
o lugar em quo pretendo Claudina Candida do
Itezende oslabeiecer casa do vender plvora, n*
estrada Nova, acha-se distante de visinhos 50
Dragas. Que voliassc ao fiscal para ser mais
preciso na inlormace. declarando so o lugar os-
la as condicoes das posturas ltimamente ap-
provadas. '
Outro do fiscal do Poco da Panella, remolien-
do a ola das rezes que so malaram para o con-
sumo Maquila freguezia nos dous mezes ltimos
de mato c junho (255). Ao archivo.
A cmara indeferio a petico, cm que o Dr.
Augusto Carneiro Monleiro da Silva Santos re-
quera Ihe passasso ella titulo de medico do nn-
ladouro, por o haver o governo da provincia re-
integrado n'este lugar.
A' requerimento do Sr. Mello, passou que fi-
cassem reduzidos a dous o serventes da conser-
vado das estradas da freguezia do Poco.
Despacharara-se as pclices do bacharel Er-
nesto d'Aquino Fonceca, bacharel Francisco de
Araujo Barros, Guilhermina Maria da Conceico,
Joao dos Santos Rodrigues da Costa, lgncz Briles
: do Rogo Barros, Joo Carneiro da Costa, Manoel
| Bernardino da Silva, Manoel Peres Campello de
! Almeida, Miguel Jos Mves, Thomaz Pavne, e
! levantou-se a sossao.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario, a es-
crevi. Barros Reg, pro-procurador. Rogo.
Franca, Oliveira. Mello. Gameiro.
Batanete mara municipal do Recife no mez
de marco de 1860.
KFCEITA.
Saldo em 29 de fevereiro de 1860.. 1:7775365
'.rercicio de 1859 a 1860.
Imposto de mscales, n. 2 50^500
dem de afericoes, n.2 3.750p50
dem de medidas, n. 2 4258250
Imposto de cordeaedos e Hcencas,
n.l22at.7l....... 260*480
dem de 500 ris por cabeca de gado
n-2 -{;>. ..'.... 3:S75250
dem de ciuWm de planta, n.2 6529000
dem sobrefogo artificial,n. 31 a 32 45800
dem de, eslabolecimentos ds fre-
guezia de Recito, n. 88 a 260. 600*000
dem de ditos de Santo Antonio n.
29 a 377......................... 1:1643000
dem de ditos de S. Jos n. 80 a89 262000
dem de ditos da Boa-vista n. 29 a
116............................... 456S000
dem de ditos do Poco. n. 1 a 3 63OOO
dem de ditosdos Afogados 11. 3a 12 30J000
dem de carros de passcio n. 251 a
253............................... 425000
dem de carroess, 11. 117.......... 6-3000
dem de oulros vehculos n. 91 a 95 30gO0O
Multas pelo fiscal do Recfe, n. 25
a 56.............................. 290*000
dem pelo dito de Santo Antonio
n. 4al9.......................... 120*000
dem pelo dito de S. Jos, n. 3 a 17 148tOO
dem pelo dito da Boa-Vistan. 3 a8 43(000
dem pelo dito dos Afogados, n. 1.. 125800
dem pela secretaria de polica n. 64
a 74.............................. 88*000
dem pela subdelegada do Recife,
n6a7............................ 6J0O0
dem pela dita de S. Jos, n. 5 3J000
dem pela dita da Boa-Vista n. 1 e 2 9j000
dem pela Id do Io de oulubro de
1828, 11.1........ 10*000
dem pelo regulamento de 27 de
julho de 1852, n. 9 a 11.......... 14$000
Predio a 111.1 Ja rtorentiiia, n. 2..
Ribcira da freguezia da Bca-Visla
n. 8 a 11........................'
IMla de S. Jos, n. 10 a 17 ........
Tnlho dos acougucs, 11. 13 a 24 .
Dous por cento sobre depsitos n. 3
a 6...............................
Predio da ra lmpejial. n. 2
Cemileno publico.................. 1:238$(00
Eocercicio Ve 1858 a 1859.
Imposlos de eslabeleciuientos da
freguezia do Recife, n. 332 a 359
dem de ditos de Sanio Antonio, n.
553 a 561........
dem de ditos de S. Jos, 11. 142 a
Wem de ditos da Boa-Vista, n 207
a 209 ........
dem de ditos dos Afosados, n. 2!'.
Exercicio de 1S57 o 1858.
Imposto de estabeleciuientos do
Recife n. 380 a 397..............
dem de ditos de Santo Antonio
n.599............................
dem de ditos do S. Jos, ns. 140
dem do ditos da Boa-Vista n. 202
Mullas pelo regulamento de 26 do
agosto de 1&51, 11 302 e313....
Ejercicio de 1856 a 1857.
Imposto de eslabclecimeiiTos do
Recife n. 391 a 397..............
dem de ditos de S. Jos n. 139 ..
Mullas polo regulamento de 26 do
agosto de 1651, n. 238 a240......
Jixerciciode 1855 u 1856.
Imposto de estalielecinientos do
Recife n. 392 a 394..............
dem dilos deS. Jos n.153........
Mullas pelo regulamento de 26 de
agosto do 1851, n. 316 e 319.. ..
Exerc Imposlo de esUbdecimcnlos do
Recife n. 386 a :!S8...............
Multas pelo regulamento de 26 de
agosto Exercicio de 1853 a 1851.
Imposto do eslabelecimentos do
Recife 11. {28 a 29..............
dem da Boa-Vista, n. 216 .
Mullas pelo regulamento de 26 de
agosto de 1851 n. 827 a 829.....
Exercicio de 1852 a 1853.
Imposto do eslabelecimentos do
Recite ns. 421 a 422..............
Mullas pelo regulamento de 26 de
agosto de 1851 11. SIS a 919......
m
1|WI a probidad* e a religlo. Depois de legar ao>
7 VH%tt*9 rla Mde J,,nho f,IR0 dos bros de su* E*m.a
19in?fft r,m,llB c Iranspondo a in.mensidado do espac.o.
'.ziuciwfsoa alma regressou ao seio do Creador, d'on'da
91-nnn cwaDI3 deixando aquelles do cujos bracos fu-
l^nm glra> c iul,,ameille seus nmeros amigos, ear-
' pind as lagrimas de amor e de saudade.
A torra Ihe seja leve.
/.. de Barros.
|00 Recife 5 de julho de 1860.
34*000
S*000
65000'
2^000'
221000 ftma.
OfTerecida a nteu aiiii^o Nelquia-
43000'
esooo
25000
6S000'
10*000
2*000
249OOO
8$000
2^J0O
20SO0O
10;000
2OJ000I
690CO
2^0001
16;000
DESPEZA.
Folha dos ordenados 11. 11 e 12 .
Com o tribunal do jury e eleices, 11.
6 a 15...........,.......'.......
Com a limpeza das ruas.n. 105 a 121
Com a conservaco do calamento,
e estradas, 11/50 a60 .* .
Maladouro publico, 11. 52 a 49......
Eveiiluaes, 11. 37 a 43..............
Extraordinaria auiorisada polo go-
verno ik 33 a 36................
Com luzes para as pnses,
Extraordinaria decretada na
le2........
Com cemiterio publico..............
Saldo em 31 de marco de 1850..
11.
le
6000
12000
21:691*127
2:356*986
2455700
620*100;
383#080'
1:2815140
1225320 i
3 337*030
55520J
des .llanocl .los San-
tos Lima, por occasiao do 11
maturo passamento
de seu presado inufto.
Como a tulipa murcha ao fri vento,
Ao forte furaco,
Assira murchou ao vento do sepulchro
L'm joven coraco !
E o sentimcnlo foi parausado....
E o corpo descafilo !
A cabeca curvou-se ao peilo, que honlem
Pal pito u e semio !
Era moco sorria com prazeres
Os perfumes da vida !
Deus sabe que saudades o magoaram
Na dura despedida!
Cobrio-lhc o rosto a mascara da roerle,
... E lingiia disse : leos
rvada mais e seus olbos na agona
Fallaran) bem aos seus !
A familia prantoou-o commovida...
... Quo lagrimas I que amor!
.^ao virara que o mortal como a planta,
E morre como a flor 1
Hoje saudoso so ajoelha um triste
Aula o emblema da louzaA
.I7111 jaz.... diz a podra; e diz o amigo
Aqu ello repouza ....
Sua alma, nao f0 um puro incens
. Para os ceos remontando !
Aqu somonte, o corpo no sudario,
Que os vermes vio. tragando
E a cruz que abre os braeos-silenciosa
Guarda da sepultura !
L o amigo bsnhandoo triste lemma
Co'uma lagrima pura !
I'm amic.o.
COMIUEHGIO.
7:2065306
2:7699442
3:0985573
21:6918427
Cmara municipal do Recife 5 de abril de
1860. O procurador, Jirge Vctor Ferreira
Lopes.
Caiva filial do banco de Brasil
em Pcrnambuco.
EM 10 DF. JLLHO DE lsO.
Directores da semana os Srs. :
! ?raoc8C0 Joao de B"'"os e Joao da Silva Re-
A caixa descea letras a 10 0/0. toma saques
! sobro a praca do Rio de Janeiro o recebe dinhoi-
1 ro ao premio de 8 0,0 ao anno.
Alfanrlega.
Rendimento do dia 1 a 11.
dem do dia 12.
A' nioile de Custodio dos Sanios. (")
A sua ineonsolavcl familia.
E-loo mancebo que sonhra glorias
as doudas quadras de importuna vida,
Prezou do mundo asiramorlaes victorias,
Manto de louco oncbafiirdou na lida !
Sangue do genio Ihe aquecia as veias,
E o pcito Ihe aquecia o sentimcnlo,
Retervta-Ihe a febeo oas ideas,
Brancas visos creara de momento.
Ei-loo mancebo do abusos fervenle,
De leuca gloria o ledo favorito :
Perpassou-lhe a vertigem pola monto,
E arrancou-lho o derradeiro crilo !
Na amphora do amor libara amores.
Nos cantos de sua almao seiitimcnto,
Prezou as illusoes prezando as dores.
Da fronte a fobro Ihe findou o alent !
Como o cedro rojado pelos ventos,
A morte o despenhouna mocidade :
Foi-lhe a vida harmonas de momentos,
Desprendidas nos odios da saudade!
Foi-lhe a vida de doce e amena harpa
Ondas de amor, o ondas de harmonas....
Que louco existe que, na lousa, carpa
De quem morrou abreviados dias?....
Mas eu vou pranlear, na sepultura,
Mancebo, ten sonhar de adorador ;
Gravou-te Dos no ceu sol de ventura,
E t, na Ierra, nos gravaste amor!
E morresle, mancebo Luz sombra
Te ennegreccu futuro do esperancas;
Pordesle a vida 110 correr do um'dia,
Rompcsle o livro do vitaos lembranc,as!
I'qu'inda pouco para nos surras,
P'ra sepultura nos deixasle agora?
Fatal espada culilou-te os dias,
Raio de lego le crestou a aurora !
Agora cu calo. Minha lyra queda
Cossou de lastimar tua lombranca....
Da sepultura na fatal vereda
Talvez q'eu amanlia rasque a csp'ranca !
1860.
iluniz Tacares.
NECROLOGA.
A' uvorlc do cai/ilo Antonio de S Uoriz.
O mo morre antes de ressar
do viver ; e o hornera de bcm
vive anda dopois do sua morte
Has ros.
Que gemidos sao estes quo lio unsonos vem
ferir os meus ouvidos? Que lagrimas sao oslas
que eu vejo se desusar pelas faces descoradas
de urna familia lnteira? Que melancola esta
que eu vejo estampada no semblante macilento
de tanta gente '.' Que dor fi osla que me oppri-
nie o peilo? Qual a causa de tanta angustia e
de tanta consternarlo? Amorte?.'... Oh!
sim!... Amorte!!... Essa iniraiga implacare!
da humanidade que com sua inexoravol (ouce
acaba de ceifar urna das vidas mais precisas dos
sertoes da provincia, o capitao Antonio do Si
Roriz!... Proprielario abastada, laborioso e ac-
tivo, amonte de sua familia e de s^usseraelhan-
les, symbolo da prudencia e da moderacao, o il-
lustro finado era a gloria e o orgulho de sua nu-
merosa familia, c o protector eximio das classes
pobres o desvalidas que implorando a sua pieda-
dc encontraram serapre riol j um doce lenitivo a
seus infortunios.
Como esposo, como pai, como irmo, como
amigo e.como cidado em summa o illuslre fi-
nad j nao ceda paira ao esposo o mais disve-
lado, ao pai,o mais extremoso, ao irmao o mais
carinhoso, ao amigo o mais devotado, c ao ci-
dado o mais prestante e amante de seus pais.
Em urna palavra, sua vida era ntido espelho
aonde constantemente se miravam lodos aquelles
que liverra a fortuna do o frequenfar, os quaes
viam nelle o typo da austeridade dos costumes,
o molde da singela e o emblema da virtude hu-
mana sob as suas mais bellas formasa honra,
(*) O autor destes versos merece urna descul-
pa. A' morte do Sr. Custodio dos Santos nao
do agora, remonta-se um ou dous mezes. Ha-
vendo erapreliendido urna viagem e chegando ha
poucos dias nesta cidade, o autor desta nenia s
agora pdeprantcar sua morte, porque so agora
o soube. Nao ligava amizado este mogo, mas
ligava respeilo e veneragao, por que havia reco-
nhecido em sua fronte o reluzir da talento e
genio.
Era meu dever prantea-lo !
Muir, tarares.
16t>
113
109.339747
11 9373522
121.277g269
Movlmento la alfande^a
Voluraos sabidos com fazendas 112
com gneros 54
Voiuraesentrados com fazendas .
com gneros .
Descarregam lije 13 de julho.
Barca americanaBrasileira=mercadorias.
Patacho inglezBellodem.
Escuna inglezaBathorpfarinha.
Patacho dinamarquezMariamercadorias.
Importaco.
Escuna portugueza Cybelle, rinda do Rio-
Grande do Sul, consignada a Guilherme de C'oi
CV, o., Hionlitntiii ^Ca..:... .
"X7.-, arrobas do chariue, 89 ditas do ana
n barns, JO couros vaceuris; ao m,r..r
Consulado geral.
Rondimenlo du a I a 11. 12:052f784
dem do dia 12....... 4823(>2
I2.;.;o3os7
Diversas provincias.
RendiniPiito do d'ra 1 a 11. 1:8331684
dem do dia 12....... 338820
2:1715504
0111
Despaclios ile exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade nv
dia 1S le julho do 1SOO
HavreBrigue francez Bellem, Tisset Freres,
700 couros verde?.
Becebedoria de rendas internas
age raes de Pernambneo
Roudimer.to dodia 1 a 11. 20:242f28I
dem do dia la......2:275636
22:5175917
Consulado provincial.
Rendimento dodia 1 a 11. 42:8983198
dem do dia 12....... 1:371539a.
44-2729593
Moviaiento do porto.
Na viossahidos no dia 12.
Babiahiato brasileiro Bom Amigo, capitao M.
J. Pereira Uarinho, carga farinha de mandioca
c mais gneros.
Assbrigue brasileiro Seis Irmos, capilo Bel-
miro Baplista de Souza, em lastro.
Anlilhasbarca franceza St. Luiz. capitao E.
Rurnel, em lastro.
Aracatyhiato brasileiro Invencivel, capitao Jo-
s Joaquim Alvos da Silva, caiga varios g-
neros.
Demerarapatacho inglez Cordeia, capitao G.
B. Le I.iever, cm lastro.
Liverpool barc ingleza Fleluing, capitao R.
Knigbt, carga assucare algodo.
Delawere Broakwaterbarca ingleza D. Annar
capitao John Coh, em lastro.
w 0. o c 5 c c * a. 0 a. BJ 5 1 Horas 1
* w O -n CA 5 en VI Atmosphera.
Sf Direccao. < H H O
a 55 n 05 1 Intensidade.
OS 1^ O '0. ti ~l na l CJI ep ' Centgrado. -i O B rr. 9 O
SI >-* O Reaumur.
-i s en GO 00 -4 -4 O ~1 00 -4 -41 tn 1 ^ . Fahrenheit
-4 03 CD Hggrometr ).
c 00 b CJ3 0 Barmetro 1
s
%
> o
M CA

o pa
O
r-
O
en
A noite nublada edeaguceiros,vento SE, vea
para o terral e assim amanheceu.
0SC1LLACV0 O.i HAR.
Preamar as 11 h 6' da manha, altura 6.25 p.
Baixaraar a 5 h 18' da larde, altura 1.50 p.
Observatorio do arsenal de marraha 12 de julho
de 1860 Viecas Jv;tOR.
Editaes.
De ordem do 111 ra. Sr. inspector da Ihesou-
raria de fazenda desta provincia se faz publico,.
ILEGVELl
x*


w
MIMO PE reRNAMBUGft SEXTA FETRA 13 DE JULHO DE 1860.
dous andares' no valor de 1:1559482, sito na ra
da Guia, perlenccnte a fazenda nacin;.!, cm vir-
tudc de adjudicaco, nao leve effeilo no dia an-
cunriado por (alia de licitantes, c por isso flea
transferida para o da 11 do correnle mcz.
Secretaria da lliesouraria de fazenda do Per-
nambuco I de julho de 1860. Scrvindo de of-
cial maior. Munoel Jos Pinto.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda manda fazer publico, de conformidado cora
a ordem do tribunal do thesouro nacional n. 09
lo 9 de maio prximo lindo, que no dia 25 de
julho prximo se far concurso nesta thesouraria
para prccnchimenlo das vagas que ha de prati-
car.tes na mesma : aquclles pois que pretende-
rem ser admiltidos ao concurso deven) apresen-
tar nesta secretaria seus requerimenlos instrui-
dos Cira os documentos que provena : Io. terem
18 anuos completos de idade : 2". eslarem livres
de pena e culpa e 3o terem bom proeedimento.
Os exames ueste concurso versaro sobre lei-
lura, analyse grammatiral, orihographia e ari-
thmetica al a theoria das proporeocs inclusive.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
naubuco 8 de junho de ISO.
O secretario,
A. F. da Annunciaco.
f O Illm. Sr. inspector da thesouraria pre-
vi icial. em curnpriuicnlo da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 23 do rorrentc, manda
fa ;er publico, que no dia 19 de julho prximo
fu.uro, vai novamcnle praca para ser arrema-
ta lado quera por menos Qzer, a obra dos repa-
res do cnipedraiuento da estrada da Victoria, en-
os mucos de G a 8 mil bracas, avaliada em
O2g000.
A arrematado ser feita na forma da lei pro-
ncial n. 3 3 de de mato de 185 o sob as
clausulas speciaes abaixo copiadas.
As pessoas que se quizerem propor a esta arre-
mataba o i ompan ram na sala das sesses da men-
qionada junta no dia cima indicado, pelo mcio
i a, competentemente habilitadas.
E para constar se maudou allixar o presente e
jiublicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
lambuco, 26de junho de 1860.-0 secretario, An-
tonio Per reir da Annunciaco.
Clausulas speciaes para a arrematando.
." Oa'repanos dos empedramentos o a estrada
da Victoria entre os marcos de 0 a S mil bracas,
scro fcitos de conformidade com o orcamenlo
novia data approvado pan directora em consc-
Ibo e Bubmeltido appibvaco do Exm. presiden-
te da provincia, na importancia de 6:5123 rs.
'2.a o arrematante enmecari as olircs no prazo
de 15 dias.o as concluir no de 4 mezes, conta-
dos segunda o art. 31 do rcgulameuto das obras
publicas-.'
-' t) pagamento da importancia da arremala-
ser fetto em 3 prestages iguacs, sendo a
primeira quando liver frito mil terco da otra, a
si gunda quando houver feito dous tercos e a ul-
tima na entrega da obra.
4.J Em ludo n mais que nao esliver especifi-
cado no orcamenlo e as presentes clausulas s-
peciaes, se observar o que dispc a lei n. 2bd.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da |
Annunciaco.
i
O 111ra. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial mana fazer publico, que em consrqueu-
ca do iucommodo do Sr. llr. procurador fiscal, I
Oca transferida para o dia 12 do correnle a arre- I
malaro do imposto de 2}500 rs. sobre ogedo do
municipio do Recife.
E para constar se inandou allixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Per-
nanibuco, 10 de julho de 1S00.O secretario, A.
P. da Aouunciacao.
O lllm. Sr. inspector da thescuraria pro-;
vincial, n anda fazer publico, que em consequen- i
fiad.i incomn odo do Sr. Dr. procurador fiscal, fica
transferida para o da 14 do correnle as arroma-
tardes do imposto de 2;500 sobre o gado dos rau-
nicipii s de Goiar.na, Nazrelh e Santo Anto, de-
vendo as babitilaccs seren julgadas no dia 12.
E para constar se maudou allixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per- -
nambuco, 10 de julho de 1800 O secretario, A.
F. d'Annunciaco.
o lllm. Sr. inspector da lliesouraria pro-
vincial, em cumplimento da ordem do Exm. Sr.
pn sidente da provincia do 6 do crenle, manda
[azi i publico, que no dia 26 do concille, peranle
ranle a juntada niestna thesouraria se ha do ar-
rematar a quem por menos lizer as obras do ce-
milerio publico da villa de Iguarass, avalladas
em 5 380J3
A arrenialaco ser feita na forma da lei pro-
vincial n. 313 de de de maio de 1854 e sob as
clausulas speciaes abaixo copiadas.
A i-ss.i.s ilil SO nrnnr7nri>m a.I. -.--o.*
taco cumpa recara na sala das sesses da mot"'
uiii "* viuw ueciarado, pelo meio dia
competentemente habilitadas. -
E para constar se maudou afDxar o presente e
publicar pelo Diario. ,
Secretario da thesouraria provincial de Per-
uambuco, 10 de julho de 18G0.O secretario, A.
!". da Annunciaco.
Clausulas speciaes para a arremataco.
1.' As obras do cemilerio cima, principiaro
um mczdepoisde arrematadas o concluir-se-ho
no prazo de 12 mezes.
2." O arrematante ser obrigado durante o
lempo da cooslrucco da obra a conservar limpo
de malo e de qualqucr imniundice o terreno oceu-
pado pelo cemilerio.
3.'' O arrematante ser obrigado a seguir na
eiecuco da obra as observacoes indicadas por
pessoa habilitada que para tal lira esleja aulorisada
pela cmara municipal de Iguarass, ou pelo go-
verno.
4.a O pagamento ser dividido em 4 presta-
roes iguaes, que devero ser pagas cada urna a
proporco que se or terminando cada quario da
obra.
5.a No caso de nao ler o arrematante termina-
do a obra no prazo marcado, pagar urna mulla
de 10 por cenlo do valor da arremataco, de
conformidade com o art. 32 da lei provincial
n. 2>6.
Conforme.O secretario
Annunciaco.
Manoel Joaquim Ferreira Esleves, cavalheiro da
imperial ordem da Rosa, espito commandan-
te interino do 2." batalho de fusileiros da
guarda nacional da freguezia de S. Jos, c pre-
sidente do couselho de qualificaco da mesma
freguezia, etc.
Paz constar aos interessados, que no dia 13 do
correnle, lera lugar a primeira sesso da segun-
da reuniao do referido conselho no consistorio di
igreja de N. S. do Terco que hora serve de ma-
triz da mesma freguezia, onde os mesmos inte-
rassaJos deveui apresentar seus requerimento de
recusa de novo documentados.
Perante a cmara municipal da cidade de
Olmda estaro novamente era praca nos das 13,
20 e 27 do correnle mez para sere"m ajrcmatados
por venda por quem mais der, na forma do arti-
go 28 da lei provincial n. 474 de 5 de rraio do
anuo prximo passado, o telheiro que serve de
matadouro publico, avallado em 400, e o predio
contiguo a igreja de S. Sebaslio da mesma ci-
dade. com 02 palmos de frenle, era chaos forei-
ros, avaliado em 2:000*, Tislonao lerem appnre-
cido liciUnles as pracas dos dias 22 e 29 de sc-
tembro, 6 e 27 de outubro do dilo anno : os prc-
tendentes podem comparecer no paco das sesses
da mesma cmara nos referidos das. Paco da
cmara municipal da cid'ide de Olinda em sesso
ordinaria de 6 de julho de 1860.Joaquim Ca-
valcanti de Albuquerque, presidente. Eduardo
Daniel Cavalcanti Vellez dcGuivara, secielario.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumpnmenlo da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia, de 30 de junho ultimo,
manda fazer publico, que no dia 19 do correnle,
vai novamente praga para ser arrematado a
remenlo da thesouraria e do relatono da'ins-
pectora com todos os documentos que o acom-
panham, pela quanlia de 1.500# rs.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
taco, comparecam na sala das sesses dajunla
da fazenda da mesma thesouraria, no dia cima
declarado, pelo meio dia, competentemente ha-
bilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesourararia provincial de Per-
nambuco, 4 de julho de 1860.O secretario, A.
F. da Annunciaco.
Capitana do porto
Por esta_capitana se faz publico o aviso abaixo
da capitana do porto do Maranho, relativamen-
te a siibstituico dos vidros brancosdo pharolele
do forte da barra, por oulros de cor rubra.
Capilania do porto de Pernambuco, 6 de julho
de 1860.O secretario. J. P. Brrelo de Mello
Reg.
' porto, faz-se publico, que o pharolele existeu-
! te na ponta do forte da barra, que marca o-orear
! para ,> mesma logo que descoberto pela quina
(do forte, passa do 1 de julho prximo vindouro
| era dtanle a sercm substituidos os vidros ran-
eos, por oulros de edr encarnada, v9io ser de
I utilidade navegacao ; evilando-se sssim, que
conlinucra a confundir sua luz, com as dos na-
vios ancorados, da boia collocada na pona da
restinga de S. Francisco* para o N. E. Secreta-
ria de capitana do porto do Maranho, 2 de ju-
nho de 1860.Raymundo Udelfonso de Souza
Barradas, secretario.
O Dr. Anselmo Francisco Peretii, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz de direito especial do commercio nesta (i-
dade do Kecife e seu tormo, provincia de Per-
nambuco, por S M. o Imperador, aquem Dos
guarde, ele.
Fago saber que no dia 15 do novembro prxi-
mo viudouro, pelas 10 horas da manhaa, na sala
dos auditorios ter tugara reuniao dos credores da
massa fallida do Eduardo Hibert Wvatt, na con-
formidade do art. 135 do regulamento n. 738 de
25 do novembro de 1850 ; afim do que reunidos
lodos os credores em minha presenga verifiquem
os seus crditos, concedan) ou negucm a concor-
data ou fi>rmem o contralo de reuniao e proce-
dan) a nomeaco dos administradores do3 bensda
referida massa fallida, advertindo, que nenhum
credor, sei admillido por procurador, se este
nao liver poderes speciaes para o acto, e que a
proeuracSo nao pode ser dada a pessoa que sej3
devedora aos fallidos nem um mesmo procura-
dor representar por dous ou mais diversos cre-
dores.
Em cumprimenlo do que, todos os credores da
referida massa fallida comparecam em o dito dia,
hora c lugar designados, sob pena de se proceder
as suas revellas.
E para que chegue ao conhecimenlo de todos
mandei passar o presente edital que ser sfflxado
nos logares do coslume c publicados pela im-
prensa.
Dada'c passada nesla cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 11 de julho de 1800. Eu Joo Vi-
cente de Torres Bandeira, escrivao interino do
juizo especial docommcrcio o Qzescrever.
Anse/mo Francisco l'eretti.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para seren re-
colhidas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o^ooo da
emissao do banco,
i
Pela recebodoria de rendas internas geraes
se faz publico, que no correnle mez que os de-
vedores do segundo semestre do exercicio cor-
rele de 15591800, relativo aos seguintes im-
pos : decima addicional de man morta ; ajnposlo
de 20 por cenlo sobre lojas, e dilo especial a 80j)
sobre casas de movis, roupas, perfumaras e
calcado fabricado em paiz eslrangeiro teeni de
paga-lo livre de mulla. Recebedoria do Pernam-
buco 1 de junho de 1SG0.O administrador, Ma-
non Carneiro de .Souza Lacada
Pela subdelegada de Sanio Antonio do Re-
cife se faz publico que se acha rerolhido no depo-
sito or;il um cavallo melado que fura pegado por
andar solt pelas ras da cidade em a noite de
8 do rorrete : quera sejulg mesmo comprela neslejuizo munido das com-
petentes pravas. Subdelegacia da freguezia de
Sanio Antonio, 9 de julho de 1860.O subdele-
gado sunplente, Joaquim Antonio Carneiro.
Conselbo adiiiiiiis ralivo.
O conselho administrativo, para fornecimee*o
do arsenal de guerra, tcm de camprar os objec-
tos seguintes :
Para fornecimenlo de luws dos corpos de
exercito e fcrlale;as.
500 caadas de azeite de carrapato.
Para provimento dos arma/.ens do arsenal
de guerra.
Lato em lengl da grossura ta amostra, arro-
bas 3 ; latao era lengorda grassura da nutra amos-
tra, arrobas 2 ; caixas com vidros de 15 a 17 pol-
legadas 3 ; caixas com vidros de n. 18 a 20 pol-
legadas 3 ; rame de ferro de n. 18, arroba 1 ;
xinco em barra, arrobas 3
Quera quizer vender taes obyectos aprsente
as suas propostas em carta fech da na secre'-aria
do conselho, s 10 horas da miuba do dia 18
do correnle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
java fornecimenlo do arsenal de guerra, 9 de
julho de 1860.liento os Lamenha Lins, co-
ronol presidente.Francisco oaquim Pereiro
Lobo, coronel vogal secretario interino.
Conselho administrativo
O conselho administrativo, para fornecimenlo
do arsenal de guerra, tem de comprar os objectos
seguintes :
Para a pharmacia do hospital da guatnicao de
Pernambuco.
Azeite de dend, libns 16 ; acido ctrico, libras
32; agua ingleza de Lisboa, garrafas SO: acido
sulphurido, libras 32 ; aniz eslr liado, libras 4 ;
brax, libras 2 ; banha de porco, libras 32 ; chlo-
rureto dezinco, ongas 8; exlracl3 de Valenanno,
oncas 4 ; extracto miumendro, ongas 2 ; espon-
ja lina, libras 4; flores de boriagens, libras 8 ;
llores de violas, libras 8; gl}carina, libra 1 ;
iodureto de amonio, oncas 4 ; inpcco" de Fian-
ges, vidros 20; iodoformio, ongas 4"; madapolo
de James n. 3, pecas 20; mel d") abelhas, libras
16; mercurio soluvel do liar hema, ongas 8;
oleo tic amendoas, libras 32 ; papel almago' pau-
tadoinicia resma ; plalas de BI.mecas, libras 2 ;
pastas de naff, caixas 30 ; perxido de mnga-
nos, fibras 32 ; papel de foltro, resma 1 ; rotlos
pralos vasos de botica 600; siilphurito decalno
seccp, ongas 8 ; latalo de ferro, ongas 8 ; xaropc
nofpi. vidros 50 ; xaropc peitocil inglez, garrafas
Maranho e Para.
O veleiro brgue escuna Graciosa, capilao o
pralico Joo Jos de Souza, deve seguir em pou-
cos dias aos portos indicados ; recebe carga, pa-
ra o que trata-se com os consignatarios Almeida
Gomes, Alvos & C, ra da Cruz n. s7.
PaRA LISBOA
vai sahir com a possivel brevidade o patacho
porluguez Flor de Mara; recebe carga e pas- i gxrn i -.
sageiros aos quacs ollereee exrellenles comino- H 4 W TI f i & C \\ A 1)1) i \ i C
dos : trata-se com o seu consignatario Thomaz 1 HL|l|l|.'tkJ V UDUill VkJ
de Aquino Fonseca, ou com o capilao na prara
LICES PRATICAS
Duas vezes por semana
ii'tas c sabbadoss 7 horas da uoilc
RA NOVA bOBRAOO N. 15.
ill. Fonseca de Yledeiros, continua a dar
I ligues da referida materia era sua casa nos das
e horas cima indicados. Tambera ir ensinar
; nos esl-jbelerimenl03 e escritorios daquelles se-
iihores que desejarem assim aprender, nos dias
que convencionar.
Para o Aracaty.
O hiale Santo Amaro recebe carga e passa-
geiros ; a tratar com Caetano Cyriaco da C. M.,
no lado do Corpo Santo n. 25, segundo andar.
Leiloes.
Quai
LEILAO
i
Attenco
DE
^
g
xarope de lamaurunx, garafas 50.
par;
lem quizer vender taes objectos, aprsente
as s-ias propostas em carta fechada na secretaria
do (jonselho, s 10 horas da nianha do tila 18
do correnle mez.
Sala das sesses do conselho administrativo,
r fornecimenlo do arsenal 11 de guerra, de
julho de 1860.
Denlo Jos Lawenha Lins,
Coronel presidente.
Ftancisco Joaquim lereira Lobo,
Co'onel vogal se:retario interino.
Conselho adniinisirativo.
conselho administrativo, para fornecimento
rsenal de guerra, lem de oinprar os objec-
0
Jo
tos Beguinles
Par o 9." o 10." batalho de infanlaria, meio
batalho do Cear, compahbia lixa de artfices,
c; vallara e Ro Grande do Norte.
B)I0S grandes de metal praleados com o n. 9
ados 37s ; boioes pequenot de metal pratea-
com o mesmo o. 9 dourados 162 ; brim bran-
varas 2672 1 [2; algodozinho, varas 350;
iras 729 ; luvas de algodo. pares 70.
Pai i o meio batalho do cacadores da provincia
dli Parahiba e os sentenciado: do 10." batalho
dp infanlaria.
jcoi netas de loqu
1 bocal para cmela.
Senlpliriut.-ii
don
dos
co,
esti
1 cordio para as ditas ;
Sentenciados do 10. batalho.
Brim branco, varas71(2; algjdozinho 7 li2;
esleirs 3 ; manta 1 ; chapeo 1.
Quera quizer vender laes objectos aprsenle as
suas proposias em caria fecha, a, na secretaria
do conselho. s 10 horas da manha do dia 18 do
contente mcz.
SMa das sesses do conselho administrativo,
para fiirncrimento do arsenal de guerra 11 de
jull|odo 1860.
Denlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretaiio interino.
THE
DE
ISABEL.
COMlMinlll LYRICA DE G. MMUNANGELI
Sabiado II de julho
RECITA EXTRAORDINARIA.
BeprcsenUr-se-ha a o opera em 3 actos de Verdi :
TRAVIATA.
Vendem-se os biihetes como de costme.
Os Srs. assignanles sero preferidos at s 3 horas do dia 13.
Principiar s 8 hor;
horas em ponto.
Antonio Ferreira da
CAS POPULAR
NO
M AGESTO SO SALA O
DO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sabbado, 14 de julho.
Indubilavelmente haverd baile neste dia, fon-
do dcixado de haver no da 7, por altendiveis ra-
zoes ; ser como sempre manlida a boa ordem e
harmona e observado o regulamento approvado
pelo lllm. Sr. Dr. chefe de polica.
Entrada para damas gratis, cavalheiros 2#.
A barca fiancezt. Alfredo &
Cleier, tendo de seguir para o Rio de
Janeiro ate o dia li do eorrente, roga-
se a's pessoas que tivercm coritas com a
mesma deapresenta-las at aquella da-
la no escriptono dos consignatarios, os
quaes depois da sabida do navio nao at-
lenderSo a' reclamacao alguma. Per-
nambuco, II de julho c!e 1860.
B
I
M
Avisos martimos.
Para
; w
Aracaty
Hiale Sergtpano ja lem parle da carga, para a
resto Irala-se cora Martius & Irmaos : ra do
Madre dffDcos n. 2.
-,.- -- ^---
cwpjrarM
DAS
Capitana do Porto.
De ordem do Sr, chefe de diviso e capilao do
iHessageries imperiales.
O vajior francez Navarre, commandante Ve-
del.que deve ter partido de Bordeauz no dia 25
de junho prximo passado dever chegar a este
porto de 12 a 14 do correnle o qual depois da
demora do coslume seguir para o Rio de Janei-
ro tocando na Babia, para passageiros etc. a tra-
tar na agencia ra do Trapiche n. 9.
A escuna Emilia segu com brevidade
para o Rio Grande do Sol com escala pelo Rio
de Janeiro: a carga para ambos os portos ser
tratada com o capilao. ou no escriplorio de Ma-
noel Goncalves da Silva, roa da Cadeia do Re-
cife.
Para o Araeaty
sahe o veleiro hiale Dous IrmSos ; a c.vg
trata-se na ra da Madre de Dos n i.
Riode Janeiro,
pretende seguir at o fira da presente semana o
briguc nacional Eugenia, tem a seu bordo dous
tercos de seu carregamento : para o resto que
Ihe falta, trala-secom os seus consignatarios \-
zevedo & Mendos, no seu eseriplorio na ruada
Cruz n. 1.
jis&:
REALC0JP4PHJA
Paquetes inglczes a vapor.
No dia 16 doste mez espen-se do sul o vapor
Magdalena, commandante Wjodward, o qual de-
pois da demora do costume seguir para Sou-
tharaplon, tocando nos portos do S. Viccnto e
Lisboa : para passazens e carga irata-se com os
agentes Adamson Howie & (',.', ra do trapiche
Novo n. 42. *
N. B.Os embrulhos s se recebom at duas
horas antes de se fecharera as malas, ou Uma
hora, pagando um pataco dra do respectivo
frete.
REAL COHPHHIA
Aoglo-Luso-Brasileira.
O vapor Portugal, espera-se dos portos do sul
do da 14 era dlante o depois da demora do cos-
tume seguir para os portos da Europa para
passasejros trata-se coraos agsn.lesT.isso Irmaos.
O proprietario da casa de pasto da ra das Cru-
zesn. 21, primeira andar, avisa aos seus freguc-
zes, que ainda contina a fornecer comidas com
todo o aceio e pelo proco de 255 ; assim como
haver bous peliscos qualqucr hura do dia ou
da noile, bom como principia hoje 12 a ler o bello
jsorvele a 200 rs., feito das melhores fruelas, e
, nos domingos e dias santos m3o de vacca aqual-
quer hora e feijoada da meihor possivel.
PRECISA-SE ALUGAR
urna escrava,
Ouem livor e quizer alugar uma escrava para
', casa de familia que s tem duas pessoas, e leu-
do as qualidades seguintes, que saiba cozinhar
bem, que compre, que engomme alguma cousa.
que seja muito fiel e muito humilde, c que nao
si-ja radia, dirjase ra do Qurimado, loja n.
ib' para tratar, licando o senhor da mesma res-
ponsavel por estas condcoes, e apparecendo nao
se olha a prego, s se deseja que o senhor afian-
ce estas qualidades.
Aluga-se uma escrava que sabe cozinhar,
engommar e lavar, porm com a condico de nao
sabir ra : a tratar na tua larga d Rosario
n. 18. no terceiro andar.
O llr. Ignacio Firmo Xavier, medico, (cm
Urna taberna.
O agente Camargo fara' leilao lioje
por despacho do Exm. Sr. Dr. juiz es-
pecial do commeicio e a requerimento
de .Manoel Antonio da Silva Moreira
DA
Taberna pertencente ao fallecido Ma-
noel do N'ascimento, sita no lugar da
Cabanga, constando a mesma de di-
versos gneros e armaro, no men-
cionado da as 11 horas em ponto.
Avisos diversos.
lloga-se a certO "acliaci-pansudo,
logista da ra da Emperatriz, baja de
moderar um pouco os assomos de sua ,
l_..___:ii r r\ i usado sua residencia nesla cidade, no pateo do
bossa pilherica. Quem passa pela ra Paraizo n. 16,que faz quina coni a travessa de
nao se importa que sua corpulenta pts-
soa tenlia ou nao feito caminho para sita
casa por cima da lama. Fique saliendo.
Feijo prelo.
Feijao preto muito bnra em saceos
grandes,
Farinha inisshna para mesa saceos
grandes.
Vende se no armazem de Manoel Joa-
quim de Olivcir & C, na ra do Co-
dorniz n. 18,era fenle da travessa da
Madre de Dos.
Jos Manoel Alvos dos Santos, subdito Por-
luguez, relira-so para o Rio de Janeiro.
R. C. P. Annetl, subdito brilaunico, retira-
se para a Kuropa.
E. II. Col, subdito brilannico, retra-so
para a Europa.
= l)-se 30S pelo aluguel de um primeiro ou
segundo andar, que tenha cozinha, e seja no
bairro do Recife : quem liver peder annunciar
para ser procurado.
A mesa regedora da irmandade do Senhor
Bom Jess dos Afilelos, erecta na igreja de S.
Jos do Riba-Mar, sob a directo dos pescadores,
convida a todos os irmaos para a eleieo da nova
mesa no dia 15 do correnle, s II horas da na
nhSa Joao Machado de Mallos Oliveira, es-
crivao.
Na loja da Exposicao
Ha ludo quanto bom.
MftLias ilOS.
Riquissimo sortiraenlo do metaes chegados l-
timamente pelo ultimo paquete da Europa, ludo
imitando prata, dos melhores fabricantes que ha
neste genero, assim como sejam, spparclhos com-
pletos psra almoQO, ditos para jantar, e oulras
pecas avulsas, bem como, salvas de todos os l-
mannos, sosias para Inicias, galheteiros grandes
e pequeos, porla-concervas, colheres para sopa,
ditas de cha, ditas de terrina, dlas de assucar,
dilas para arroz, dilas para peixe. casliraes finis-
simos com mangas de vidro, builles d indos os
lmannos, sendo de duas dezeseis chicaras, de
riquissimos modelos e por baratissimos procos,
riquissimo sorlimenlo de talberes para mesa," do
mais fino al o mais ordinario. Balaios para
compras, baldes econmicos para quarlos, louea
de porcelana e oulras militas entilaras que por
gosto se podem comprar. Camas de ferro com
lona e para colchao, para solteiros e casados,
lavatorios de ferro, preparos para os mesmos,
bolsas para viagens, chicotes para carros, arreios
completos para cavallo, temos de bandeijas mili-
to linas imando charo, dilas avulsas de todos
os lamanhos, rntoeiras de rame para pegar ra-
tos sabios e tolos, fuges econmicos para ferros
de engommar, ferros de engommar vapor a 5j
rs. : na ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Preei#a-se de dous porluguzes para traba-
lliarem com carroras de boi e que tenha pratica
desle trabalho : o que pretender dirija-se ao si-
tio co lugar dos Remedios, a tratar com Seralim
I.eite Pereira, ou com o filho Antonio Leite Pe-
reira.
Pede-se ao Sr. Jos Goncalves Telles o fa-
vor deapparecer na ra do Vigario n. 19.
Ouem precisar de umfetor para algum si-
tio, ou para outro qualiuer servieo, dirija-se ao
paleo da Ribeira, esquina de Santa Rita, taberna
n. 1.
Gravarr-so letras deliradas em marmore, a
100 rs. cada uma, o aluga-se o segundo andar da
casa n.32, sita na ra estreita do Rosario : a
tratar na loja da mesma, ou na ra da Caixa
d'Agua n. 52.
Guarda-livros
Offerece-se um tno^o com pratica de commer-
cio e com boa letra para raueiro de escripia de
qualqucr eslabelecimento ; quem do seu presu-
mo se quizer ulilisar, dirija-se a ra do Passeio
Publico n. II. loja de fazendas.
NOVA LOJA DE ROIPA FEITA.
N. 98. Ra Direita N 98.
Nesta loja vende-se roupa feita cora toda per-
feico, palctols, caleas e colleles de diversas fa-
zendas e de gosto, mais barato do que em oulra
qualquer parte : cheguem, freguezes, pechin-
cha, anlesquc se acabe.
Caf a vapor.
Riquissimo sorlimenlo de machinas para fazer
caf a vapor era um quarto do hora, approradas
na ullima exposicao do Pars, lano em paladar
que d ao caf como em seus bonitos modellos,
propria at para ornar mesas, assim como pre-
paros avulso para as raesmas ; na ra Nova n.
20, loja do Vianna.
Caf muido a vapor.
Riquissimo sorlimenlo de moinhos para moer
caf com a maior facilidado que se pode encon-
trar, tanto era ba-aleza como em duraco ; na
ra Nova n. 20, loja do Vianna.
Bombas de japy
Riquissimo sorlimenlo de bombas de japyde
todos os lmannos, com pertences e canos de
chumbo avulso, que muito deverao agradar aos
fregueies ; na ra Nova n. 20, loyi do Vianna,
Espingardas tron-
xadas,
Riquissimo sortiraenlo de espingardas trooxa-
das de 1 e 2 canos, do mais fino at o mais ordi-
nario, por prese muito barato ; na ra Nova n.
20, loja do Venina.
S. Francisco, o ah offerece os seus servicos me-
dicas: as pessoas que se dignaren) honrar com
sua eonfianca, tanto no interior como para lora
da cidade, e a qualquer hora.
1.0001 de res
Preeisa-se de 1.0009 com hypolheca em um
escravo moco* e sera vicios : a' pessoa que quizer
fazer este negocio, annuncie para ser procurada.
Em Santo Amarinlio, na casa onde lica o
ultimo lampio do gaz, lia para alugar-se um
inulatinho de 15 anuos, que bom copeiro.
Aviso aos senhores donos de sitios que ti-
verem ormigas e quizerem Qcar livres del*as, di-
rijam-se i ra da Guia n. 17.
CONSDCTORIO MEDICO-CIRIRGIC
D
H*. Ignacio Firmo Xavier
X. 1 (i-Palco do Paraizo-X. 16.
Consullas todos os dias. das 6 1[2 horas s 11
horas da manhaa, e das 3 1(2 s 5 1|2 da tarde.
As pessoas pobres que se dignaren) recorrer a
seus ollictos serao allenddos gratuitamente ; as-
sim como gratuitamente se Ihes dar muilos dos
remedios precisos para o seu eslabelecimento.
iV Iiumidade nos ps or-
na-scprejudicial a sau-
de,epara prc\cnireste
mal, ha na ra Direita,
esquina da travessa de
S. Pedro n. 16. urna grande fabrica de .imneos,
que com uma pequea retribuicSo achara o Ilus-
trado p'iuiieo desia capital o de fura, o mais bello
e riquissimo sorlimenlo de tamanros ne todas as
qualidades, que o proprietario da mesma est re-
volvido a fazer uma modifleacao nos presos, lan-
o em rctalho romo era porVoes ; assim como
principia desde j a fazer (amneos para homem,
a portugueza. A casa tem sempre uma factura
de una dous mil pares promptos para cncora-
raendas do centro e de (ora,
Na ra Direita n. 8!, precisa-se tratar um
fornciro para uma padara na cidade da Victoria.
Aluga-se por proco coro modo um grande
armazem na ra do Itruiii n. 34: a tratar na rila
da Cadeia do Recife n .
Na ra aa Cadeia do Recife n. 38, primeiro
andar, precisa-se fallar ao Sr. solllcitador Manoel
Pereira de Magalhaes.
A pessoa que em abril 'procurou comprar
unas rodas, na ra Augusta, apparera para Ihe
screm entregues pelo que offereceu.
Offerece-se urna ama de leln sem filho :
quem pretender dirija-se ra da Roda n. l.
Aluga-se uma boa sala e alcova, propria
para eseriplorio : a tratar na ra da Moe.la n 23.
Coziuh-vse para casas particulares : quom
precisar dirija-se ra do Calabouce Velho n. I.
Caixeiro.
Um moro de boa conducta deseja-se
arrumar em qualquer estabelcciment,
o qual da' i.tdor de sua conducta :
quem de seu presumo se quizer utilisar,
dirija-se a'ra Direita n. G8.
Balthazar Pinto de Gouvcia, faz scienle ^ao
respeilavel publico que deixod'de ser caixeiro do
Sr. Joaquim Pereira da Silva Santo', desde o dia
10 do crrante, e agradece ao mesmo. senhor o
delicado e bom tralamenlo que Ihe der durante
o lempo que esteva em sua rasa.
Campos & Carreiro fazem scienle a esta pra-
ca e muito especialmente ao respeilavel corpo do
commercio, que desde o dia |. de julho torren-
te, dissolveram amigavclmente a sociedade que
linham na casa de negocio da ra das Cruzcs n.
21, licando a cargo do socio Joao da Costa Cam-
pello, lodo o activo e passivo da mesma e o socio
Miguel Ferreira Carneiro desonerado de Inda a
responsabilidade. Recife 12 de julho de 1860.
Na ra das Cruzes n. 21, precisa-se de um
caixeiro para tomar conta de uma taberna por
bataneo, ou tambera se d sociedade entrando
com algum capital; tarabem se vende 2 bracos de
bataneas, grandes.
Na olaria de Marcelino Jos Lopes, na ra
do Mondego, trocam-se lijlos de nlvenaria bati-
da e de ladrillio, por taboas de assoalho e forro
de louro ; e vendem-se ps grandes de sapotas
ern barris proprios para embarque.
Deseja-se fallar com a viuva ou filhos do
finado Marcolino Jos Ferreira, empregado que
foi do anligo erario, hoje Ihesourara de fazenda,
a negocio de inleresse ; na ra estreita do Rosa-
rio n. 11.
Vaquetas envernisadas
Y'endera-se excellenles vaquetas de lustre pro-
prias para cobertas de carros ; na ra da Cruz,
armazem n. 20.
Vendem-se carneiros gordos e baratos; na
ra do Cotovello, padaria do leao do norte.
_ Vende se nm escravo crioulo. do idade de
35 anuos, pouco mais ou menos, cozinheiro o
sapateiro, pelo baralo pre^o de 6003 : quem o
pretender, dirija-se a ra d Livramcnto n. 20,
que achara com quem tratar.
Altenco.
i
Vendem-se uns arrotos promptos para carraca,
por preco muito commodo; na ra Nova n. 20,
loja de selleiro n. il.
Engomma-se roupa com promplidao e as-
seio ; na ra de Apollo n. 26, primeiro andar.
Joo Pereira da Costa Lima vai ao Cear.
O Sr. Amonio Aniceto da Silva que esteve
no engenho Pimenteiras da freguezia da Escada,
queira mandar pagar urna lelra da quanlia de
792J966 vencida no da 10 de junho prximo pas-
sado ; o por se ignorar sua residencia faz-se es-
te pedido : para o lira cima, dirija se a ra do
Oueimado o. 18, loja de Manoel Ribeiro de Car-
ralho.
Negocio vaiilajoso.
Quem liver o quizer arrendar algum engenho
ao sul da cidade do Recife, que seja de muito boa
produeco, preferindo-so d'agua, com porto de
embarque porto ou junto da estrada de ferro, e
incluindo no arrendamenlo alguns escravos, an-
riuncie que agradando se far negocio vanlajosi>.
| Precisa-se alugat uma escrava para o ser-
vico interno de uma casa de.pouca familia, nao
se olha a preco e promelle-se bom tralamenlo,
exigindo-se que a escrava seja humilde e fiel, o
saiba fazer cora asseio o servieo de cosinha : na
ra das Cruzes n. 18, segundo andar.
--Antonio Gomes de Macedo morador na cidade
do Rio Formoso, faz scienle ao publico, que ello
hoje senhor por ttulo de compra de uma legua
e mea de Ierras a comecar no lugar denominado
Cachoeira-Sccea, na ribeira do rio Una, e se-
guindo pela ribeiri do rio Pirangy-Grando. O
abaixo assignado esl promovendo a acqusic,o
desta sua propriedado pela justica do lerrao de
Barreiros, e protesta desde j nao levar era cun-
ta quaesquer obras que d'ora em diaute forea
felas em laes terrenos : c aproveitando a occa-
siio, o mesmo scientilica aos Srs. Jos Alfonso
Ferreira, e Antonio Affonso Ferreira, que actual-
mente se achara de posse indevidamenle de par-
to destes terreno?, que nos tribunaes do paiz S'i
discutem perfeilamenle as questoes e ali
para onde os convida o abaixo assignado quo
podero mostrar claramente o seu'direilo a estos
terrenos, sendo que este o proceder que lhes
compete. Rio-Formoso, 20 de junho de 1860.
Antonio Gomes de Macedo.
rrceisa-sc alugar uma boa casa terrea quo
seja no bairro de Santo Antonio : quem a lirec
dirija-se a ra da Cadeia do Recife n. 10, a tra-
tar com o prelendente.
Aluga-se
uma casa terrea na ra da Guia n. 16, cora um
bom quintal que deita para a ra de Apollo, pro-
pria para qualquer estabelecimenio do qualquer
um dos lados, por ler a vantagem de ficar em
lujiar de esquina; a pessoa que Iheconvier, podo
dirigir-so ao armazem Progresso, no largo da
Penha n. 8.
Aluga-se por commodo prero uma boa casa
sita na Passagem da Magdalena, a'o norte da es-
trede, entro a ponle grande e pequea do Chora-
menino, com proporcoes para grande familia,
rollegio, ou outro qualquer eslabelecimento quo
demande grande spofento, ronslando de 4 salas,
8 quarlos com vidraca3 para fra, despensa e co-
zinha fra, quarto para prelos, dito paia criado,
estribara para -i cavallos e grandecocheira, urra
slela e um quarto. Alugam-se mais 5 boas salas
inleraini ule independeiitesdo corpo da casa,se-
paradas ou englobadamente : as pessoas que p're-
ienderem, dinjam-se ao pateo do Paraizo n. 16,
a tratar rom o Pr. Ignacio Firmo Xavier.
Offerece-se um rapaz pardo, com idade 28
anuos, para criado, o completo cozinhero :
quem de seu presumo se quizer ulilisar, ven ha
tratar na taberna de Jos Barbudo, na travesea
da ra das Cruzes n. 12.
Agencia de passaportc c folha
corrida.
Cliudino do Rogo Lima tira passaportc para
dentro e lora do imperio por commodo prego o
presteza : na ra da Praia, primeiro andar n. 48.
No boceo do Lobato, loja do sobrado de va-
ran la de ferro, ha uma ama que cozinha e en-
gomma, para servir a uma familia pequea.
Aluga-se o armazem do sobrado n. 9 da ra
da Cruz do bairro do Recife : i tratar com o sen
proprietario o leiieule-coronel Florencio Jos
Carneiro Uonteiro.
Lina pessoa com as habililaees precisas sa
olTercco para guarda-livros de qualquer casa de
commercio : a tratar na ra Velha n. 127.
Manoel Joaquim Gomes esl autorisado a
permutar uma casa nesla cidade por tetras na
ilha de S. Miguel : a quem convier este negocio,
dirija-se a ra do Imperador n. 26.
ASSOCIACAO
DE
Soccorros Muluos c Lerda Eiuancipaeao
dos Ca pinos.
Por deliberaeiio do ronselho, em sesso de 8
do correnle, foram transferidas as sesses do
mesmo conselho para os domingos, as 10 horas
da machia ; e para que ebegue ao conhecimen-
to dos senhores conselheiros, so mandou fazer a
sectale publicaefio.
Secretaria da Associato de Soccorros Mutuos
e l.-nta Emancipado dos Cautivos 12 de julho
de l860.Albino do Jess Bandeira, 1." secretario
100# de gratifica$o.
Fugio do poder dos abaixo aisig'nados o seu
escravo crioulo de nomo Romo, de 20 a 22 an-
uos de idade; cabra escuro, estatura regular
lem cabello carapinho, um pequeo lalho en
urna das magias do rosto, quando falla pajcce
nr-se, e tem as pernasura pouco aroxiea.fas ; le-
vou caiga de panno azul, chapeo de palha do
Cluly com lila preta, jaqueta branca com piulas
roas, capas de borracha, e talvez ande calcado
por ser boleeiro ; provavel qne se refugi na
povoaeaodo Barro, nonio j Coi visto, o consta
que all ivn.1 por costume visitar uma mulher, a
quem dao o nome deTolonia : roga- a quem oapprehendcr, o Taca conduzir i casa
de seus senhores na ra da Cadeia do Recife nu-
mero 12.Hallar & Oli>eira.
. Terca-feira, 17 do coercate. Qnda a audien-
cia do Sr. Dr. juiz municipal" da primeira vara
ir prara a Vnda annnal do sobrado de tres
andares n. S8 da ra Direita, o qual lera bous
com.no.los, por tres anuos, sob o preco do 1:200*"
a requerirnenlo do consenhor.
-Hoje [131 depois da audiencia do raizo do
orphrs, lera lugar a praca da renda do engenho
Dous Irmaos, que licou suspensa na audiencia
passada.
Venda
DE
predio.
Vende-se a mciaco de um magosloso predio
do urn andar, bem edificado, ha 3 para annos,
situado em urna das mais bellas ras desia cida-
de Concordia) : podendo qualquer pretendenlo
examinar o mesmo predio na ra da Concordia
n. 20 : para tratar, na ra do Livramcnto n. 27
loja de calcado.
Vende-se manteiga ingleza a 1$280 a libra,
dita franceza a 600 rs., chouricas de Lisboa mui-
to novas a 610 rs. a libra, velas de espermacele a
720, vinho da Figueira muito bom a 560 a garra-
fa, dilo de Bordeaos a lj>. quarlos de sardinhas
de Nanles a 410, dilos 1(2 la las a 720. alelria
muilo nova a 440 a libra, macarrao a 410, caf
do Rio muilo novo a 280, qneijos vindos pelo
vapor inglez muilo novos a 26o0, azeite doce a
400 a garrafa, vinagre de Lisboa a 300 rs.. banha
de porco a 560 a libra, charutos de varias quali-
dades, e outros muitos objectos que s vista do-
comprador : no pateo do Terco n. 28, defronle
da fabrica de charutos, na taberna nova.
Vendem-se superiores fundas a 2#, ditas mui-
lo finas a IS; na ra larga do Rosario, loja uu-
rucro 33.
Camas de Ierro.
Grande sortimenlo de camas de ferro balido e
fund)do par3 uma e duas pessoas, dilas para me-
ninos, e bercos, ludo da ullima moda da Europa,
que se vendero por pre$o commodo, tanto em
porcao como a retalho : no deposito de camas de
ferro na ra da Imperalriz n. 75.
Ervadoce.
Na ra das Cruzes n. 41 A, vende-se superior
ervadoce, tanto era arrobas como em libras.
Joaquim Pereira da Silva Santos faz constar
que deixou de ser seu caixeiro o Sr. Ballhasar
Pinto deGouveia desde o dia 10 do correnle mez
de julho.
Attenco.
Ouem precisar de uma pessoa para cobranca na
praca ou foia della, pois pratica dsso tem, me-
danle a porcentagera que se convencionar, dan-
do ador, dirija-se a ra da Praia n. 80, armazem.
-y

ILEGVEL


Gonpanhia de seguros
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FElfU 13 DE JULHO DE 1860.
mar
SEGtiltlDilDE
NO
IVio Ac Janeiro,
Agencia de Pernambuco
Aviso aos thesoureiros e
chefes de irmandade"
Achando-se prximo o lempo de algunas
grejes festeiarom os seus padroeirosj Jos Pau-
! lino Ja Silva com fabrica de fogoscm um lerreno
da ra Imperial, avisa a todas as irmandudes e
! contrarias religiosas, e a qnem possa mais inte-
t ressar.que tem cfTeclivamentc prompto um gmn-
! de sortimenlo de togas do ar, lano com bombas
: miudas como de bumbas reaes, fogueles para
isviivui i [i *"* com bombas exlraordinarias, os quaes
nii, T>r. TAnn a i nJem-so era mandolas ou sollos conforme o
IvLADU KJlllvhS. ROSlo do comprador, mandando-os conduzire
ftilrhoi>mo roi.in.lkA e, n 1""nai'como cosluma. por preco mais barato
ullllticimc LarV'UDO & C, doque^o quo se costuma comprar, liste esta-
actuaes agentes desta corapanliia, avisara ao res-
peitavel corpo comraercial e a quem convier,
queso acliam competentemente "autorisados
cuectuar qualquer seguro.
| Attenco. I
|S O Dr. em medicina Joo Pioheiro do W
* Lomos lera estabelecido a saa residencia &
|*} na rua dosGuararapes n. 61, onde ser *
^ encontrado a qualquer hora du da ou ja
da noite para o ejercicio do sua prossao "T*
/..,, ..ti..___.;_ '?
*= daodo aos pobres cons
\\ laudo-so aos mesmos
3% cacao.
belecimeiilo oirerece ao comprador rauilo maior
vanlagem, nem s pela suporioridade do fogo
que liojc geralmente conhecido, tanto na capi-
tal como no centro, completa commodidad- do
preco e promplidao, obrigando-SO o annunciante
por qualquer avaria que possa haver, fazendoum
abale no preco, quan Jo por acaso nao saia como
o aflanca, declarando iiuellcs que os quizer
comisar em gyrandolas ou em broqueis, dove-
ro avisar tres drs antes, se for em quantidade,
para se preparar carinar, e sendo em pequea'
porc.io, avisar do vespera ; o para mais facili-
tar ao comprador, no caso de nao querer ir casa
isullas gratis e ores- $& ^ sua residencia, peder entenderse do largo
com loda a cli *l do Parauo com Sr" Jus Pint0 dc Mglbaes, 0
. com loda a ded.- na ru1 Direil4lt lojn do Cfira CoIlfrolo asachris-
%** s esmasesems nS ,;a d0 Terso d0 "Sr"Dionizio ,lylari0 LopM-
zinbare fazer algunas compras na roa: a fallar U10.1 LUMI Dl\\aLUu\i
na ra da Litigela n. 2. 2 (oltliMl SmiiPP Tnnilroc
-Aluga-se urna boa casa terrea em S. Jos UU1Uel ^lUal e L.OQUreS.
do Manguinho, quasi dcfronle da igreja : trata-, -1-G. OLI\ EIRAlendo augmentado, com to-
se na ra do Itrum n. 10, araii zem do Manuel Jo- mar a casa contigua, ampias e escolenles ac-
se de S Araujo. '...-, ....... i,.-._. _... _...:,; _._
Alio
Offerece-se um rapaz para caiieirodo cobran-
ra un armazem, o qual d fiadora sua conducta,
i a I guia pralica de alfandesa ; quem dole
se quizer utilisar, deixe cuta fecha la com as
es l. M. C. \., na travessa das Cruzes, luja
do cakado n. 2, indicando a sua murada.
&000CAC0 l>pO0CA|JUC,1
{JevnamhucAtta,
Domingo, 15 do corren le, s II horas dodia,
eaver sesso do consclho director, no lunar do
ame.
Secretaria da Associaco Tvpographica Pcr-
icono, 12 de julho de leliO.
J. L. Donielhis Cmara,
Io secretario.
Lina pessoa de ptima conduca e reconhe-
udo crdito, offerece se para cobrancas de qual-
quer casa comraeicial o Sr. Joo Jos de Car-
vallo Moraes dar as mais inforraacoes que fo-
rem precisas.
Precisa-se alngar urna prcta que cozinhc e
mmo perfeitamente, para casa de pouca fa-
milia : na ra Nova|o. 'J.
Precisa-se alugar um escravo para o servi-
CO de cas., de pouca familia: a tratar na ra da
rrenpe, sitio n. 2, das G at 8 horas da ma-
una.
commodacoes para muilo maior numero de hos-
pedesJe novo se lecommenda ao favor e lem-
branga dos seus jniigos e dosrs. viajantes que
visilem esta capital; continua a prestar- lhesseus
serviros o bous oCQcios guiando-os em todas as
cousas que precisen) cunheciuienlo pralico do
pais, ele.: alm do porloguez c do nslez falla-se
na casa o hespaiihol e francez.
*;.Y*m'< nos Groa ver & Balcer<
Machinas do coser: em casa de Samuel P.
/ohnston ; na da Senzala .Nova n. 52.
Licss de francez e%
w
pumo.
Madcmoiselle Clenicncc de Hannetot J?
Curso de rhetorica.
O cadetnico Manoel Francisco de
Honorato, pro&sso' particaiar autori-
sado pelo governo, tcm abeito o seu
curso de eloquencia e poetisa para lia-
bilitacao dos estuJantes qn quizerem
prestar exame nestas mateiips no futu-
ro mez de novembro, em casa de uas
residencia, ruaDireita n. 8 8, primeiro
andar.
DENTES |
ARTIFICIALES. I
|Uiiiestreitado Rosario n.3
Irmatidade ac de ratea de W.
S. do Bom Consclho.
Por ordem do nosso irmo juiz sao avisados
lodos os nossos irmos para comparecerem sab-
bado, lido crtenle, asi horas datarde, no con-
sistorio desta irmandade, ifim de se Iralar de ne-
fls spro,in h, ,..n- l- ,- gocios que muilo nteressain.
\vufi,m h igraphia divulgados por i .
wiuiambcully, a venda em casa ao autor ra do ,,. b0Jre ^- faz scienle ao rrspcilavel pu-
Imperador u. 75, sobrado, at o dia 12 deste D',c<>..Pl_oSr Joaqoim Antonio do Araujo Soti-
mcz. : za deixou de ser seu caixeiro desde o dia G do
correle mez.
Lste tratado, o mais completo que tem appa- i>ra,o. i
recidosobrea arle calligraphira, comra todas' ~- r.ec""-sc aluKar -""ja escrava que faca o
asregraseumacollecgao8 d'e exenpTarc auto- ^"^ "2,"V? 6 "le,no C ula casa na rua
graphados, apropriados a habilitar qualqucr pes- J '
soa, a adquirir perfeicao ncsla arle. i ~ abaixo assignado, encarroado da desin-
, ; fee<;ao como deve cunst.ir aos senhores inspeclo-
aos que residem fora da cidade da maior uli- res de qnarleirSo, pela circular do Illrn. Sr. Dr.
uo, pois, giiinndo-so.qualquer pessoa por -'hefe_ de polica aos senhores subd;1
r&)
de Leite & Corroa em liquidado, o obsequio
de mauilarsalda seus dbitos na oja da ruado
Queimado n. 10.
Por din corle de cabello e,
frisamento 500 rs.
18 a--- Sua do QuehnuoDiisiero
A este estobeleriment chegou um granJe e
a.
. variado sortifttnlo Jo roupa feita, a qual
.ende por preco a mais commodo que raaginar-se pode ; gndolas de
.281e 3OS,
se
<, o------.....- panno preto superior a
aZ ir 1Fa.,e,0,s de Panno Prct0 '"lissimos a 20-5, 225, 269 e 28, ditos de ccr a 20$ e
M, ditos do bombazina, e merino preto, a 12, e M, ditos de casimira, a 109, 12?, e
1 AL fca Pre,a a ** e 4*800' di!0s di,a Je f"r a *. e 43800, ditos de brim de
Rua da ImperatriZ II. 7. ~r a 280?. 3W.0O. e 4, calCas de casemira preta. e de cores a 10, ditas de brin. branco
Lecomle acaba dc receber do Bio de Janeiro i I"'0 3 dllas dlt0 i*r a 4. ditas dito de cor a lf J00, 2, e 4.?, colleles de setiin a 55500,
oprimeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-| caserilira a b'?> ditos de velludo a IOS: e militas outras lateadas, que s deixam do
dio, c um oulro vindo de Paris. listo estabele- i menCl0nar' '\"e 5e vendem por menos do que em outra qualqucr parle. Loja de Jos Moreira -
cimento esl hoja as melhores :ondices que i Lopes rua do Vueimado n. 18 A, esquina que .olla para a rua estreila do Rosario.
possivel para satisfazer as enc ramendas dos
olijecios cm cabellos, no mais breve lempo, co-
BorzegDins patente.
Lustre e bezerro
i5uaDireita 45
Senprcsolcito o propietario desto
estabeleeimento em poupar a bolsa de
seus fregueze*, acaba urna mina de berzeguins, que nao seri-
llo Melis nem Suzer, sao todava i[j:;
a estes no durar, tendo por nico deei-
fo seren poneos.
W% aa Wm 't JTI a
Estabeieeida cm Losdres
iiffo) m mu.
CAPITAL
CBC6 suillL&es de lil-raa
esicriinafi.
/ PENNA DE AC
1 pj W.SCUL.Y
V-'T-'V.---" ---
Estas pennas de dulcientes tualidadcs sao fa-
bricadas de ac de*prata refinada de primeira
ti opera, e sao applicareis a todo o tamanho de
letlra. Preso 1-UU cada eaixa e peonas de ouro
pelo mesmo autor com pona de diamante, que
leem a grande vanlagem de nao estar sujeitas a
crear ferrugem c conservndose bein limpassao
Oe duracao infinita, deposito cm casa dos Srs.
uuedes Sl oon
atacado com o
- ir de calligraphia
75, sobrado.
w ir. uarneiro Montciro aproveitando da "
oporcao que tem pira mais fcilmente "::
,--j oxecular os trabalhos de parto, o aconse- a
W 'hado pelo feliz resultado que tem oblido '-'
3 em multiplicados partos laboriosos, tem 1
ito sua especialidade sobre este ramo "'" '
9 para o que poder ser procurado a qual- :-'
@ quer hora, na ruado Rngel n 10. ";
Subi a luz o o- .oiuo --< biogra-
phtas de aiguns poetas, e outros bo-j
oiens Ilustre da provincia de Pernam-
buco, pelocommendador Antonio Joa-
pairt ile Mello. Con tem as biograpliias
de Luiz Francisco -le C.irvallio Cont,
Jeronymo de Albu
Alvaro

e Maiinevillecontinua a dar licoes de
francez e piano na cidade e nos arrabal-
des : na rua da Cruz n. 9, segundo andar.
->.^
a."",5i..fVV". W
m
Na rua da Cadeia do i'.ecife n. :i3, primeiro
andar, precisa-se fallar ao Sr solicitador Manocl
Pereira de Magalh es.
Aluga-seo segundo e tercero an-
clar ou solao do sobrado n.
Gi du
rua
Xova, qualquer dos andares teem bs-
tanles commodos e acham-se em tul es-
I lado de asseio que dispensam fazer des-
peas com pinturas e outros arranjos :
quem pois os quizer procure entender-
se cun o ubaixo assignado na mesma
casa ou em seu escriptorio no pateo do
Collegio ou praca de Pedro II.
Jos dos Anjos Vicira de Amorim.
Precisa-se de urna
uves rua da Cadeia n 7 e enr i
o inventor Guilherme Scully, po- ailia fXVVi (0/1111101* C COIU-
i rua do Imperador r.
prar para una pessoa*
i YA
DOS
mo sejam : marrafas a Luiz XV, cadeias de rclo-
gios, braceletes, aunis, rosetas, etc., etc., ca-
ballciras de toda a especie, para homens o se-
nhoras, lava-se igualmente a cabeca i moda dos
Estados-Unidos, sem deisar urna so pelcula na
abe<;a dos clientes, para satisfazer os pretenden-
ees, os objectos cm cabello serao fittis em sua
presenca.se o desejarem, c achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para corlar os cabellos, e
pontear as senhoras em casa particular.
E' cliegado loja de Lrcomte, alerro d
Boa-Vista n. 7, o excelleote leite virginal dc ro
sas branca para refrescar a pello, tirar pannos
sardasc espinlias, e igualmente o afamado ole0
babosa para limpar c fazer cresccr os cabelloi
assim como pos imperial de lyric de Florenca
para bortuejas e asperidades da pello, conser-
va a frescura e o avelludado da primavera da
vida
A praca do engcuho Dous Irmaos icou
transferida por delibcra;ao do Sr. Dr. juiz de
orphaos, para a primeira audiencia do mesmo
juizo, sexta-feira 13 do corren le me/.
Francisco Alfredo da Silva Castro vai ao
Kio Grande c Cear.
Dr. casanova podo ser pn curado a |0^ i \esie estatielecunenio acha-se um com. lelo sortimenlo dos melhores, mais elegantes e mai.
/.Vi qualqucr hora cm seu consultorio horneo- irS bem construidos pianos de que ha noticia.
pathico em Pernambuco
-Mais afamados fabricantes da Enrona.
lS 1
ESTfiBELECIMENTO
DE
Rua Nova n. 25, esquina da Camba do Carmo.

30RUA DAS r.p.L'ZKS-30
na rua estreita do Rosario
n* 21, primeiro andar.
Aviso urgente.
Roga-se ao Sr. Francisco Paulino Pereira d
Csrvalno, que tenha a bondade de apparecer na
rua du lladie .Je lieos u. 0, a negocie de seu 111-
lerespe.
No dia 17 do corretefnda'a audiencia do Sr.
Dr. juiz municipal da primeira vara ser arrema-
tada por venda i arrobas de carne salsada, 2 bar-
ricas com bacalhio e 1 caixa com sabo, por ar-
| resto feilo a requeiimento de Manoel Alves l'er-
reira & Lima, contra Agoslinho Jos Uezerra.
queraue Maranha, Escr5o Molla,
reixqira de Maccdo, e Joo i,.
Antonio Salter de Mendonqa ; versos, inStrilCClO.
entre OS quaes 30 odes anacrenticas,) Simpliciodar.ru/. Ribeiro, professor publico
uma noticia intereisate Goanna em 1821, c noventa dou*' g?ezi* da Boa-Vista, as horas vagas de seu ma-
c'ocuirietitos innedit
do autor.
s
em
tisleiio, ensina particularmente as materias de
sua prossao. Tamben d Ib oes por casas par-
licolares : na rua da Gloria ns. 42 c 41.
ra da Silva mudou-se da KfiSgi8SS8^ giSS88888861681811
o Lirraraenlo n. -2C> so-136 B^ t* I i& S
Deiiisla de Pars.
15 Rua Nova15
.-j Frederico Gautier, cirurgio dentista, *v
-^ faz todas as operacoes da sua arle e col- j8j
& loca .lentes artificiaos, ludo com a supe- \>>
5 riorjdade e perfeicao que as pessoas en- ^
ios. Por ora
mao
O Dr. Joan Ferrei
rua do Rangel para a d
brado do Sr. Manoel Ruarque de acedo, dVfron-
te de sua antiga habilacao. A grande pralica de-
auscultacao reconhecida por quasi lodos os cus
collegas desta cidade larna-o recommendado no
diagnostico das molestias dos pulmOes c do cora-
cao ; assiru como para verificar o estado de sau-
de dos escravos que se desejam comprar. Pelo
crescido numero e variedades de operacoes que
ha leito com bom resultado em o Biercieio de
mais de 20 annos, se julga habilitado para prali-
car tola e qualquer operario cirurgica por mais
de.icada e dilTicultosa que soja
*****Jf$vj'vjmfVT*'t 'Vytttyvttyj>;.
>
f>
> rangeiraa 13. Na mesma casa tem agua e -
;j denlieo. m
lUa-se aos Srs. devedores .lo estabele-
cimenlo lo fallecido Jos da Silva Tinto, o ob-
sequio Je saUarem seus dbitos na rua do Col-
egi .enla n. 23 ou na rua Jo Queimado loja
D. 10.
le machi-
mente ?e
WMBM m
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, rua das I.a-
<9 tendidas I lio reconhecem.
?Ik Tem agua e pos dentifricios etc.
iee8iesieMei3 smsmmzmm
~ OSr Francisco Aranha de Souza tem urna
caria no escriptorio de Mnnoel Joaquim llamos e
Silva, na rua da Cadeia do Itecife
pianos de q
No mesmo estahelecimento exisiem, ehegaJos hi pouca da Europa, aiguns pianos d
No mesmo consultorio acha-se sempre xy, "ism0 do mellior gosto e de maior perfeicao do que quaesquer outros, os quaes nao s....
. v grande sortimenlo de medicamentos em ^j; prelam pelo seu machinismo a toda as pessoas que sabem msica, mais anda quelles quo igno-
linluras > glbulos, os mais noros c bem cj i ram e^ta arle.
-: :' '' ^-'':"-'.' ;'V iwfpJL8 aL.^S.SS'ip", g Alm des les pianos esistem tambam no mesmo oslabelecimento, barmonicosou Seraphina, os
_ Sacca^seoara T^rtoeLiSoa- q"f f,Min UBW b6,,a MSaQao sendo tocado em sala com acompanhamento de piano, e tambero
iinItIYi,,rnv,ll,n v ,: v" Prodllzem excellentes effeilos harmoniozos em igreja ou capella, tambemln medilo e msicas
no esc. .po, .o de Ln saldo > ogue.ra A j ad,|Uada3 a0 dil0 nslruillenl0. Espera.se ,,ue 0 t^iuv] public; e 03 Dnunl0i Jo musca -0 se
t.., n co Mguno n. J, pnmeiro .demorem era munirera-se de to excedentes instrumentos cuj prego alias razoavel, e de cuja per-
ndar- | feigao inconlestavel.
Oabaizo assignado faz sciente ao respaila- | Pa mesma casa afinam-se econceilam-se pianos coma maior perfeicao possivel Ka mes-
11C taffAlw P^?"f. SfaSSS cTJ858,"1?6 ? ChCi5ad0S ',a PUC0 da Furpa 'nJaS "1USCaS d melhr Sl PSVcl C d **
de 18GO._Jos Flix de Almeida. nposilor da Luropa.
O Sr. Honorato Jos de Olivoira Figueiredo
dirija-se a rua larga do Rosario n. 3.!. ou annun-
cie a sua morada.
:::;,-.iS# 9%9 m f $i>@@S
.i Antonio da Costa e Silva Maduro, inven- U
t t^ri.-inlo i irtsl.i.oni,iu Uo nildOo aeu pul t?,
; o Sr. Miguel Antonio da Cosli e Silva,
.> convida aos credores deste, para que apre- @
S sentem OS seus crditos na tra/essa do ;
J:-;- Guipo Santo, loja de cabos, aflu de seren Jg
' legalisados e incluidos no inventario no v
* prazo de 8 dias. &.
::::::.mn qw ^@S c->@@^
Precisa-se de urna ama secca : no pateo do
bilhete n. 33G2 da ul-
tima paite da oilavae primei-
ra da nona lotera da matriz
da Boa-Vista, premiado coma
sorle de 10:000$ foi-me npre-
sentado pelo Sr. Jos Dias Vil-
lela, artista da fabrica de col-
xetes na rua do Jardim.
P. J. Laycae.
No dia 13 do'corrente se bao de arrematar
polo juizo da primeira vara do civel, escrivo
Baptista, na casa das audiencias, depois do tncio
dia, as dividas activas do tinado Viclroino de
Castro Moura, cojos nomes e quaolias de cada
um devedor constam do escriploem mao do por-
leiro dos auditorios Jos dos Santos Torres, c a
mesma arrematado ser elVectuada pela maior
quanlia que for olferecida pela toialidadc das
mesmas dividas.
3aunders Brolhers& C" tcm a honra deir.-
ormar i Si i. goci inl <, proprii lar;< de
eaguem mais convier, que estao pl. : a-
mente autorisados pela dita companhia ira
effectuar seguros sobre edificios de lijlo pc-
Ira, c bertos de telha e igualmente sobre os
8- gao omamp <\
i
Grande e novo sortimenlo de fazendas de todas as qua-
lidades por baralissimos precos.
Do-se amostras com penhor.
i i contiverem os mesmos editlciosi
. : i sista em mobilia ou em fazcedes .'e
qualqu "lidade
'achare! A. U. de Torres Baodcira, dvo-
ga no crime e civel, na sua residencia, rua larga
- i Rosario n. 28, segundo andar.
| ,,:^' ,:..::::-@
;' f>r. Augusto CarneiroMonteiro da Silva
.> Sanios, medico operador e parteiro pode
:: ser procurado na casa Je sua residencia 9
na rua do Rangel n. lo.
-> '; ;-- mm %w*
1 iecisa-sc de urna nina para casa
de urna s pessoa, prefere-se escrava:
na ruada Sen zalla velha a. 108. pri-
meiro andar.
AUenco.
$ Curso pralico e theorico de lingua fran- 5g
m oca por urna senhora franceza, para de? m
8 moas, segunda e quinta-feira de cada se-
mana, das 10 horas at meio dia: quero v-C
quizer aproveitarpode dirigir-so a rua d i #
Cruz n. 9, segund andar. Pagamentos
5 aoiantados.
Mnlaliulio para alugar.
No caes do Ramos, segundo andar do sobrado
n.24, aluga-se um mulatinho de 13 annos, muito
propriopara andar com crianzas, o para os ;"r-
v c is de casa de familia, do que tcm muij ur-
lica. '"
Attenco.
n 2." lenle Jos francisco doAzevedo, ag li-
te do 4." balalbao de ariilharia a pe no semestre
lindo, declara que nada deve de objectos cora-
prados para o n esmo batalhao, nem lambt m de
sois contas particulares ; porm se slguem so
julgarseu credor, aprsente soas contas no Pe-
cif", a Nunes i Irmao, ou na cidade de Olinda
armazem na rua dc S. Rento n. 10, oue ser -
lisfeifo.
o abaixo assignado faz scienle ao publico e
a quem interessar possa, que nada devendo at
esta data, serao falsos quaesquer ttulos quer se-
jam .'iras, quer conta de livro ou papis de doa-
gao que appareeam com a sua assienalura 'o-
nbo iteiro Alio j.~> de abril de 18C0.
Jos Francisco Diiii/ Hachado.
Sirop du
DrFORGT
JARABE DO FOKGET.
Kste xarope esl approvado jielos mais emininles mdicos de Taris,
ii aconto sendo o melhor para curar conslpa<;oest tosse convulsa >. ouiras,
affecc&ea dos bronclnos, ataques de peilo, irrUcAes nervosas e iusomnolencias: urna colherada !
pela maulla, e o.itra noiie r-ao suflicienies. O ilcito dette excelente xarope satisfaz ac mesmo I
lempo o doente e o medico.
O dsposito na rua larga do Rosario, bolita de Itarholomeo Francisco de Soaza, n. '.G.
Rua do Brum (passando achafariz.)
No depozito deste cstaYielccimento sempve lia grande sormento de me-
ekaaisiao ^ava os engen\\os de assucar a saYicr:
MapViais de vapor moieraa*. de (jolpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoassento ;
lilas 4 aga de ierro com cubos le madetra largas, leves, fortes, e bei
_jm balancadas;
Urino de trro, e portis d aguaoara ditas, e sernlhas para rodas de madeira ;
Mo^a [\i iateiras com virgens muito fortes, e convenientes ;
Mj.15 moevias com roletas motoras nra agua, cavallos, ou bois, acunhadas em apui
Taitas de ferro unJido e batido, e de cobre ;
Parpes ebicas para o caldo, crvose portas de ferro para sfornalhas;
Ihoes deazs ;
Lindos cortes de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Romeiras de fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdenaples preto bordadas
com froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e decores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado lg e
Dila lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Corles de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corle
Cambnias orlaudys de cores, lindos pa-
drdes, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entreraeios bordados
Mantas de blonde brancas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as oores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dila de algodao bordados
I anno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemirasidem idem idera
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
lampados de todas asquadades
tnieiles de vidrilho fraucezes pretos e
de cotes
Aberturas para camisa de liuho e algo-
aao, brancas e de cores
Sai balo de varias qualidades
laicia roxo, covado
Cintas francezas claras e escuras, co-
vado
Cascas francezas de cores, vara
ooitannhos de esguiao de linho mo-
dernos
L'ra completo sortimenlo de roupa feita
I
I
*
1*200
S
3JO00
1#500
ogooo
icjooo
sooo
9
9
9
9
9
8
S900
9
9
S640
9
9
3J500
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colleles, calcas de muitas qualidades
de fazendas
Chapeos fraccezes finos, forma moderna
Cm sorlimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Cau;isas_francezas, putos de liulio e do
algodao brancas e dc cores
Ditas de fusto brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas paranoivasmuito finas
Dm completo sorlimento de fazendas
para vestido, sedas, 15a e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
_ menino
Vclludilho de cores, covado
Velbutina decores, covado
Pulseiras de velludo pretas e
res, o par
!3 C0-
63000
g500
280
?5(l(l
S800
Ditas de seda idem idem
L:m sortimenlo completo de lu-'as do
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e menines, de todas as qua-
lidades
Cortes de collete de gorguro de seda
de cores
Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda rxos para senhora
Harquezilas ousombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapatinhosde merino bordados proprios
para baptisados, o par
Casinetas de cores de duas largurasmui-
to superiores, covado
Selim preto, encarnado c azul, proprio
para forros, com 4 palmos dc largura,
fazenda nova covado
Selim liso de todas as cores, covado
Lencos de gorguro de seda pretos
Relogios cobras de ouro
Corles do casemira de cores a
850D
5
i
5

a
i
$
9
18600
$30
1200
5J70U
200(i
12000
Compras.
9
9
2c50
9
25000
lsoon
UoiiaSan toiiienle
compra-sc, vende-se c Iroca-se escravos: na roa
Direita n. CG, escriptorio de Francisco Watbias
Pereira da Costa.
Compram-se moedas de ouro dc 20 e 105
brasileiras, e de 16 portuguezas : no escriptorio
de Manocl Ignacio deoliveiradefronte do Circo
Slito. f
Compram-se es-
cravos.
Compram-se, vendem-se e iroram-se escra-
vos, na rua do Imperador n.|79, primeiro andar.
Compram-se effeciivamenle meias garrafas
que foram dechampanha : na rua larga do l'o-
sario n. 36. botica.
Compra-so urna casa terrea no bairro do
Santo Anlonio, que nao seja muilo cara : a ira-
lar no pateo do Paraizo n. 12.
Compra-se um escravo dc 40 annos de ida-
de, pouco mais ou menos : no pateo dc S. re-
dro n.3.
Compram-se onras e moedas de
ouro de 20^ e 10.? : na rua do Trapi-
che n. 9.
Na rea Direila n. 78, compram-sc Diarios
cm poreao a 3>^00 a arroba.
Compra-se nm globo terresfre em ponto pe-
queo ; quem liver, dirija-so praca da Inde-
pendencia ns. 7 c !.
Vendas.
Olinda.
15600
9
9
yz
55000
i EAU MINERAL
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza rua da Cruz n.22.
AIam!>if{ues de ferro, raoinhos de mandioca, fornos para cozer farinha
Ro letas dentadas de todos os tamanho para vapor, agua, cavallos oubois-
AgmUioes, broazes e parausos, arados, eixos e rodas para carroqas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D.W. Bowman confia que'osseus freguezes acharo tuclo digno da preferencia com
que o honrara, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concertos de que peder? neoessiar.
Til
X0
Assignatura de banhos frios, momos, de choque ou chuviscos para urna pessoa)
tomados em 30 das conseculivos............ 1O3000
30 canoas para os diios banhos tomados em qualquer lempo .'.'...' 15?000
" ~ dl{0 d|; dito .;.... 8000
Banhosavulsos, aromticos, salgados esulphurosos aos precos anunciados.' 4*0
d, uSSSr. de Pr?08.faeililara ao respeilavel publico o gozo das vantagens que resollara
aSorSooXhTi^T10 deuraaKuliiJadei^on^'avel, mas queinfelizmene nao
estando em nosos hbitos, anda pouco conhecida e apreciada:
Vende-se urna casa terrea sita em Olinda, na
rua do Aljube ao voliar para a de S. Benlo, com
2 salas, 1 gabinete, 4 quarlos. com fundos para
o becco do Espinheiro, e chao proprio, por preco
commodo ; quem prelender, dirjase a taberna
da rua Augusta n. 1, ou a iravessa do Dique nu-
mero 22.
Pechincha
No arraazam da rua da Madre de Dees n 8
vendem-sc saceos com feijao ha pouco chegd
do Porto, pelo barata preco de 9S0OO o sacco,
muilo novo, e regula cada sacco 30 calas.
Vende-se
SaldoAss de superior qualidade, a bordo do
mate Santo Amaro* : a tratar com Caelnno Ci-
raco da C. M., no lado do Corpo Santo n. 25, se-
gundo andar.
Vendem-se duas grandes carrosas de du.13
rodas, muilo forles, toda construcao de sicupi-
ra, sao novas e proprias para engenhos, e para
qualquer servico por pesado que seja. trabalhi
com urna e mais juntas dc bois, npiimas n,1ra
conduccao de lenha de fcues ou capim, etc. po-
den), bem a vontade, com 20 a 23 saceos de a-
sucar, e ptima para conduccao dos assucarcs da
estacao das Cinco Ponas para o Recife ; quem as
pretender, dlnja-se rua dos Pires, sitio de Ma-
nocl Joaquim Carneiro Leal, ou ao paleo do Tor_-
co, segundo andar, defronte do n. \o, que se far
negocio.
Vende-se vinho bom da Figueira e do Por-
to a 400 rs. a garrafa, e em caada a 3J000; no
Recife. taberna n. 102 na rua da Somalu Velha,
esquina do becco Largo.
Planta de couve.
Vende-so porco de planta de couve da melhor
qualidade que ha no sitio das almas, ao p da
Pontezinha de Bolera, ou ao p da fundico, ta-
berna do meio, de Jos Jacnlho dc Carvlho.


(ni
DIARIO DE PERKAMBCO. SEXTA FKIRA 13 DF. JCLHO DP. 1860.
AUcncuo.
Vimde-sc um cscravo mualo, bastite robus-
to, o)linio carroiro, com pralioa do criado, c ha-
vendo prccisao tambt'Ui cezinha o diario de urna
casa : na roa Imperial u. 1G9, segundo andar.
Vende-so a casa n. 5 da ra das Flores : a
tratar na ra Direila, casa n. 6.
llua Nova n. 18.
M. A. Caj & C. vendara, por ter grande porcao
o querer acabar, meins para senhora a 210,280 o
'i(i rs.. ditas para meninos de ambos ns sexo? a
240, 2SO e 320, dilas para hornera, de coroso
brancas a 210, 280 e 320, lias de diflerentcs cu-
res com i palmos de largo, proprias para vesti-
dos a 500 rs., golliuhas com comisionas para me-
ninos a 2;500, sedinlias para vestidos, de todas
a? cores a l) o covado, um grande e variado sor-
timento de azendas ejoupa folla, c calcado, pe-
lo inais coniniodo proco do que ern outra qual-
quer parte
Vendo-se verdadeiro coral de raiz, na ra lar-
ga do Rosario, pnssando a botica, a secunda loja
de miiidezas n 38, rap de Lisboa, c muitas
inais qualidades do rap ; assim como muitas
miudezas muio cm corita ; e s 6 vista do com-
prador se dir o preco de ludo.
ItURTINHO & CLIVEIRA
COn LOJA DE :A/.1.M>\> l'I\AS
Ill'A DA CADEIA DO RECIFE H. 40.
-Na ra Direila n. 6, vende-se
l$a ala rom 2 libras.
Marmelada
para liquidar a
Aviso aos sonhores pa-
deiros
Na ra do Quoimado, loja de ferragens n. -59,
vendem-so peneiras de rame para padaria, por
i o muito commodo, por serem as mc-lhores
que lera viudo ao mercado.
Queijos Irescos
a2#400.
Vondc-se na Iravcssa do pateo do Parazo n.
16, casa pintada de auiareilo, com oilo para a
Gradesorlimenla
de (agendas de seda,
la, linho, tanto pa-
ra homein como pa-
ra senhora, chapeos
do todas as qualida-
des
Perfumaras, obras
le ouro, malas para
risgem, vestimentos
13ra criancas e cal-
cado de todas as qua-
ladea.
mam
DE
Fazendas baratas.
Cheguem ao barato
O Pregui/a est rjueiraanJo, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
rcqas do brelanha i'e rolo cora 10 varas a
2$?, caseratra escura infestada propria para cai-
ga, collete e palilols a 9G0 rs. o covado, cambraia
organdy do muito bom gost.) a 480 rs. a vara,
dita liza transparente mullo fina a 33?, >, 59,
e 69 a poja, dita lapada, com 10 varas a 59 e
G3 a peca, chitas largas d.i molernos e cscolhidos
padrdes a 240, 2G0 o 280 rs. o covado, riqu-
simos diales de merino estampado a ?| e 89,
altos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 9D cadi um, Jilos com urna s pal-
ruada Florentina. 1Q rao, muito finos a 8?500, ditos lizos com fran-
\ eude-se um negro crioulo do idade del8|-j___,. ,, ,._ ',
a 20 aonos, de boa figura escm vicios, c diz-se
a razo por que se vende : quera o pretender, di-
1 ja-Jsc a rua da Roda n. 17, primeiro andar.
Vende se urna taberna na rua de S. Miguel:
queU pretender, dirija-se a rua Direila dos Afo-
r los, taberna n. 20, que so dir quera vende.
Rua do Qufinia lo n. \\k
Chitas francezas miudinhas a 220 rs. o covado.
Hiberia.
Corles do hiberia com 14 corados a 2-J500 o
corte.
Cobertiis,
Cobertas de chita chineza a 2}.
Laa a 3:!0.
I.a para vestido, pelo* baritissimo prego de 320
rs. o covado.
Chales.
Chales de merino eslamp idos a 2j500.
Cassa musselina.
Cassa mussellna para babados, com 10 varas,
muito finas (que se venda a 5;5C0] por 4-5 a peca,
setim do todas as cores.
Cbita miudinha.
Chitas miudinhas, cores fxas, a 160 rs. o co-
vado.
Ricos cortes de seda.
Corles de seda superiores, pretas e do cores, a
60gU0O, cambraias pretas r as a 500 rs a vara. | i
Lencos brancos.
Lencos para algibeira a 2j> a duzia.
Bom e barato.
Vende-se manteiga ingle;.a a 950 rs., c fran-
ceza a 800 rs.
5:000 ris,
cada urna saia balo, o mais bem feilo e de mais
commodidade para assenhoras : na rua do Cres-
po 11 20 B.
Vende-se muito em conta vaquetas de lus-
tre para carro : na rua da Imperalriz n. 78.
Saunders Brothers & C. lera para vender em
seu armazn), ua praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes i. Broadwood ASons de Londres, e
tnuito proprios nara este clima.
REMEDIO INC0MPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Ifilharesde individuos de todas as nacOcs po-
dem lestcmunliaras virtudesdeste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e nicni-
brosiuteiramentesaosdepois de haveremprega-
do intilmente oulros tralamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascura maravilhosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os dias ha muito anuos ; e a maior pacte
della sao lio sor prndenles que admiran: Os
medico maja celebres. Quantas pessoas reco_
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depoisde ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de rian soffrer h
amputaeao I Dolas ha muitas que ha
por
Esteestabelecimento oflerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento
precos convenientes, a saber :
Ilomein.
Dorzeguins uoperiacs.....10,<{000
Ditos aristocrticos....... 9#000
Ditos burgueses........7,s000
Ditos democrticos......6$0OO
Heio borzegains patente. Cs'500
havendo dei- Sapatfics nobreza.......CsOOO
xado esses asylos de padecimentos, para seuio Utos infantes......., 5^000

m
Na nova loja de fazendas
c roupa fe Ha, de Joao
Francisco Paredes Porlo ,
na rua da Imperalriz n. 43, junio a padaria fran-
ceza, vendem-so palelots de alpaca prela o de
cores a i^, ditos de brim a 4$500, calcas de dito a
S, 35500, ?, chitas para cubera do*cores fixas
a CO rs., chales de froco de bonitos gostos a 7->,
saias a balo do diversas qualidades, corles de
calcas escuras a 1$, ditas de brim a 1S600 e 2!,
1 hilas "rancozas de bonitos padrdes a 2G0 rs., laas
para vestidos de bonitos gostos a 410 rs., bra-
mante de i larguras, fazenda superior, a 2;5 o
ara, meias para homem de diversas qualidades,
rncorpadas, a 4a duzia, c outrss inuilas fazen-
das por preco commodo para acreditar a casa.
Na rua do Queimado n.
9, loja de FranciscoPereira da
Silva [cm frente do Sr. Pre-
jasde seda o 53, lencos de cassa com barra a
100, 120 e 100 oda um, meias muito finas pa-
ra senhora a 'i9 a duzia, ditas de boa qualidade
a 39 e 39,500 a duzia, (hilas francezas de ricos
desenlies, para coberta a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglesas a 5^900 a poca, c a ttiO rs.
o covado, brim branco de puro linho a 19,
I 192O0 e I9G00 a vara, Jilo preto muito cncor-
pado a 19500 a vara, brilhantina azul a -K), rs.
o covado, alpacas do diflerentcs cures a 3GO rs. o
co\8do, cesemiras pretas finas a 25(M), 39 e
39^000covado, cambiia prela e desalpicos a
.''()() rs. a vara, c ouiras muitas fazendas que se
far patento ao comprador, e de todos so daro
amostras com penhr.
Camisas inglezas -
Na loja de Gocs & Bastos, rua
do Queimado n. 40.
Acaba-so de receber um grande sortimento
das verdadeiras camisas inglezas muito finas,
com pregas largas, peitos de linho, sendo estas
ultimas camisas de um gosto apurado, lano em
guica
chita
urna.
mos precisos <
11: i da Cruz, R
[iregas como em collerinlios, pois c decente lano
VendeiH-SC CObertaS dc|ao8raPaze.scomo sossenhoresdemaioT. porisso
sendo niuila a porcao que recebemos, delibcrou-
sea vende-las por389 a duzia, nestabem conhe-
cida lo a de Goes \ Basto.
Vende-se um sitio muito grande, porto da
praca, com casa de vive-ida, enm' paredes (obra-
das e solio ; o mesmo sido tem grandes baixas
: de capim, que so corlara 100 feixes diarios de ve-
rao ;\ invern, terreno para vaccas de leite c pa-
ra plantacdes, bom coquciral e alguns arvoredos
de frucla vende-se 3 dinheiro ou a prazo : a
tintar na rua da Prala, serrara n. 55. Declara-
se que o terreno proprio.
para cama a 2# cada
Litteratura.
Diccionario musical, obra muito importante
e escencialmcnte para as pessoas que sao dedi-
- a lioguagem das armonas, por nellc se en-
contrar completamente esclarecidas todos oster-
proprios a tal arte,
cife, liviana n. 52.
vende-sc na
Miio efarelo
a 4|500.
Vende-se na iravcssa do pateo do Parazo n.
16, casa pintada de araarello, cora oilo para d
iua da florentina.
Vendc-se
escolente laboado de pinho de rezina de tolas as
-uras o coraprimouto : na rua Nova de San-
ta Hila, armazem de Manocl Jos Dantas.
econo
Taclias para engento
Fundico de ferro e bronze
DB
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dillo como batido.
Bom e barato.
Vende se manteiga inglcaa a SOO o 960 rs. a
libra, dila franceza a 500 o 60, esperraaecte a
60 a C80, toucinho a 300, ervilhas a 160, painco
a 160, ceblas solas a 1#20 o cenlo, em tranca
a 2$000, barris com vinho muito bom para casas
de familia a 323, dito inferior a 258, engarrafado
do Porlo, fino, a 800 e 15280 a garrafa, garrafes
com vinagre muito bom a2:;5O0 cada 1, doce de
guiaba algo caixo, genebra a 400 rs a botija,
banha a 560 a libra,farnha a lSjJoalqueire.fare-
lo a 55200 osacco, chourica.i a6i0a libra, cha a
1^920 : na travessa do Parazo n. 16, casa pinta-
da de amarellocom oilao pira a rua da floren-
lina.
Em casa de Rr.be ScLmettan &
C, rua da Cadeia n. 57, vendem-sc
elegantes pianos don fuado fabrican-
te Traumann de Ilamburgo.
Pechinelia.
A 200 rs. o covado.
Armazem de fazendas, rua do Quei-
mado n. 19.
Cambraia d cor miudinha rauto fina, fazenda
pechincha a 200 rs. o covaco, para acabar.
Aos fabricantes do velas de carnauba, ven-
de-se cora de carnauba che;ada ltimamente do
Ass, de um sacco para cima a 9$ a arroba, di- \
nheiro a vista : na travcszi da Madre de Dos
numero 18
Gneros novos.
Na rua do Codorniz n. 18 em frente
a travessa da Madre de Dos:
Feijao preto muito novo saceos grandes.
Dito maretto dito dito.
Milbo americano dito dito.
Dito de Vlamauguape muito nova.
Farinha de mandioca muito fina para
mesa cliegada Iiontem.
Fareio em saceos muito grandes,
Charutos muito bons e baratos.
Arroz de casca novo saceos grandes.
Peles de cabra boa.
Tudp se vende barato no armazem
de Manoel Joaquim da Oliveira & C.
iPecliiiieha sem igual.
SS?" Veudem-ao superiores camisas de
fuslao edilas de madapolao muito fino a
2", corles de casomira inglesa dequadri-
nhos de superior qualidade a 5530 e 5;j,
colleles feios degorgurio do seda c ditos
de fuslao a 33500 e j, calcas de brim de
cor a ig, cortes de superior barege de se-,
g da a 205 c as modernas victorias de al-
r paca do seda para vestidos de senhora a
TOO rs. o covado, tambem se vende saias
balo muito boas de murselina e ditas de
_ madapolao a 4>500 e 5g. gollinhas de li-
g nbo a 650 rs., do todas estas fazendas ^
S existe urna pequea porcao que se vende J^
?# por este proco para acabar: na loja de 3fe
(a Augusto & Perdigao rua da C ideia do Re- Sf
|| cife n.23 m
Mmmmtm aw mmmmmm
Oh! que pechin-
cha !
Na rua do Queimado n. 4 i, vendeni-sc chitas
finas francezas a 200, 2i0 c 260 rs. o covado;
a ellas, que so acabam.
submcttercn essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante o uso dosse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu recouliecimenlo declararam es
tes resultados benficos diante do lord corrego-
dor e outros magistrados, afim de mais autenti-
caren! suarmativa.
Ninguem desesperariado estsdo do saude sa
tivosse bastante conlianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentralatoquenccessitassc a natureza domai.
cujo resultado seria prova rincoutestavelmente
Que ludo cura.
uusuenio o til, mais particu-
larmente nos scg'uintes casos.
Semea
do superior qualidade, e muito propria para en-
gordar animaos, oni saceos grandes ; no arma-
zem de Antones Guimaraes & C, no largo da
Asscmbla n. 19.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa : em casa de S. P. Jo-
linston & C. rua da Senzala n. 42.
Alcatifa.
Alporcas
Caimbras
Callos.
ancores.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos niembros.
L">ermidades da cutis
.emgeral.
Ditas do anus.
Erupcdes e escorbti-
cas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
(engira escldalas.
Inchacoes
Inilauimaco do flgado.
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de oluos.
Mordeduras de rrptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadel&s.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha.em qudlquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articulaces.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Campos & Lima, na rua do Crespo n. T
16, tem para vender alcatifa com 4 pal- >\j
mos de largura de muito boa qualidade |j
S o propria para alcatifar, salas e grojas a 0*
^ 800 rs. o covado, dinheiro a vista. ^
Vende-se este ungento no estabecirnonto
geralde Londres n. 22 J, cStrand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarroadas de sua venda ein toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna instruccao em prtuguez para o modo de
fazor uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na rua da Crun. 22. em Per-
nambu.io.
^S*
^mg^-?mm-mzmmm \
ia de car-
micos

Vendem-so foges econmicos de ferro balido
d. difTerentos lamanhos, londo rada un o sen
competente forno para assado, o caldeira para
agua quente, os nielliores qne possivel encon-
'.:r, chapas para fogdes, portas e grellias para
ti'n*, bolineles de bataneo para navio?, una
moonda para ongcnho de assucar, ludo por ba-
rato proco : na rua do Brum n. CG, armazem de
assucar.
Iayh
Lazinhas para vcsliilo a 320
rs., e toalhis de linho a
800 rs.
Na rua do Queimado n. 19, vendem-se lazi-
nhas muito finas para vestido, e para meninos,
pelo baralissimo proco de 320 rs. o covado, toa-
lbas de linho a 800 is. cada urna, coberlas'a chi-
neza, de chita muito fina a 2#.
PolassadaRussia
E CAL DE LISBOA.
No bom conhecldo o acreditado deposito da
rua da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e desuperior qualidade, assim como tambem
cal virgem em podra: tudo x>or .procos niuit'>
razoarcis
&mmmm &m ^?m^mm
naba
por barato proco, em porces ou a retalho
Ditos de linlia (o 1|2 bateras). CjjOOO
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapatos de salto (do tom). C$000
Ditos de petimetre...... 5<{000
Ditos bailurinos........ 5$500
Ditos impermsaveis...... 2$500
Senhora.
Borzeguint primeir ciaste (sal-
to de quebrar).......5S0OO
Ditos de segunda clatse (quebra
cambada). ..,...,. 4,s300
Ditos todos de merino (sallo
dengoso).........4#00
Meninos c meninas.
Sapatdet de forra. ...... 4^000
Ditos de arranca........ JoOf)
Boizeguins resistencia 'i^ e 5,^800
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
co/., roupa feita, miudezas finas e perfumaras,
ludo por menos do que em oulras partes : na lo-
ja do vapor na rua Nova n. 7.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
PILUI.AS IIOLI.WOYA.
Este nestimavcl especifico, composlo inteira-
mente de hervas medicinaos, nao contm mercu-
rio, nein algum a outra substancia deloctoria.Be
nigno mais tenra infancia, c a compleicao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarraigar o nial na compleicao mais robusta ;
6 intoiramentc innocente em suas operacoes e ef-
feitos; pois busca e remove as doenca3 dequal-
quor especie c grao por mais antigs e ienazes
quesepm.
Eutre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que ja eslavam as portas d.i
morto, preservando em sou uso : conseguiram
recobrar a saude o torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais adlidas nao dovom cntregar-se ade-
sesperaco ; faoam um competente ensaio dos
efficazea eCfeitos desta assombrosa medicina, e
prestesrecuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca lempo em lomar este remedio
para rrnaiquer das soguintos Vfermidades :
armazem de Antuncs Guimaraes & C,
da Assembla n. 19.
no
no
largo
| Chanipaoha |
^S Campos & Lima, na rua do Crespo n. *>
* 16, tem para vender urna porcao de gi- as;
W gns com rhampanha de superior quali- &
*; dado a 20o 0 gigo. jg
GRANDE SORTIMENTO
i' i;
Fazendas c obras feilasi
Fazendas finas
roupa fcita.
Angosto
k
gao.
23
KA
a
Recebeu-se novo sortimento de
bournus be louine para sabida de
tlierttro
A
Loja
ue marmore.

I
55
Bi
laoja carmaxem
DE
Neste armazem de molhados con-
linua-se a vender ns seguintes gneros abaixo moncianados de superiores qualidades e mais barato S
V' 1,loeiM oaln qualquer parte, por serem a maior parle delles recebidos era direilura por conta
dos propnelanos. r ,
Manteiga \ng\cza e franceza
perfeitamenle flor a mais nova que (em vindo ao mercado de 60 a 800 rs. a libra e cm barril
se fara algum abatnenlo.
Vendem-se coqueiros para se plantar : na
rua das Trincbciras n. 29.
A Nova Fama
Rua do Crespo, loja de
miudezas de (res por-
tas n. 7.
Chegou a esta loja um completo soilimcnto de
enfeites do vidrilhos comlacosdc fita bordados a
vedrilho, o que hade mais gusto, pelodiminu-
to proco de Ce 8*000 rs. cada um ; ditos tambem | caixinhas de S libras elegantemente enfeiladaTproprias para mimo a 1S600 rs.
e a vista do gasto
Qucijos flamencos
muito novos recentemonle chegados no ultimo vapor da Europa de 1S"00 a 33
que o freguez fizer se far mais algum abalimenlo.
Qncijo \iralo
os mais novos que exislem no mercado a 1 a libra, em porcao se far abata ento.
A.n\eVxas francezas
?m 1?.tilsj!c l 1l2libra Por 1S500 rs., e cm campoleiras de vidro contende cada urna 3 libra
por 3^000.
Mnstaraa ingleza c fvanceza
em frascos a (150 rs. e oro potes franceza a 800 rs cada um.
VerAadeitos figos de comadre
para
ponta
de vidirlho sem ter lacos de fita a 4>, 3$, e2S500:
na rua do Crespo, loja do miudezas de tres por-
tas n. 7.
l'.ir.as litas do snrja do um dedo a G, para
laca, sintos c enfeites de vestido e toucas; ditos
de cascarrilhas para babados, visdos, lacos
ce. a 2$^50 e 3j000 : na rua do Crespo, loja de
miudezas do Iros porlas n. 7
CHAPEOS DE SEDA E LAA PARA MENINOS.
Um completo sortimento de chapcosinhos do
seda c la paro baptisados, paceios etc., pelo ba-
rato proco de 4>, 6j, e 8S rs. cada um : no rua
do Crespo, loja de miudezas de tres portas n. 7.
SEDA l'ROXA PARA RORDAH.
Seda frxa de lodss as cores para bordar a
120 rs. cada miada; agoa de flor de laranja a
400 o frasco : na rua do Crespo, loja do miudezas
de tres porlas n. 7.
GOLLINHAS.
Ricas gollinhas de punhos de puro de linho, e
delicado gosto, polo seu dezenho, o que ha de
mais moderno, pelo baralissimo preco de 83 rs.
cada golnlia com par de punhos; ditas tambem
muito delicadas, a croch a 2500 e 2000; ditas
ditas muito delicadas de algodao a 500 rs. cada
urna: na rua do Crespo, loja de miudezas de tres
portas n. 7.
Haum completo de miudezas comobem :
Lieos de seda branco, preto e de cores; ditos
francezes o mais fino que ha, tesouras muito
finas pora unhase costuras, caivetes de loda3 as
qualidades, um completo sortimento de extrac-
tos, leos para cabellos, sabonctes, ditos que
se vendem por menos preco do que em oulra
qualquer parte: na rua do Crespo loja de miu-
dezas de tres portas n. 7.
HolachnYia ingYcza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por i$.
Potes vidvados
de 1 a S Ubras proprias para manteiga ou oulro qualquer liquido de 400 a 1&000 rs. cada um
iVmendoas confeiladas proprias para sorles
de S Joao
a lg a libra c em frasquinhos, contendo 1 1[2 libra por 2$.
Cha preto, \i\son e perola
os melhores que ha ncsle mercado de I56OO, 2 e 2#500 a libra.
Magas cm caixinnas de 8 libras
contendo cada urna differentes qualidades a 4500.
Palitos de dentes Vichados
em molhos cam 20 macinhos cada um por 200 rs.
Tijolo francez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e francezas
em latas e em frascos de differentes qualidades.
Presnntos, chonricas c paios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
l^atas de holachinha de soda
de differentes qualidades a ij600 em porcao se far algum abalimento. *
Tambem vendem-se os seguintes gneros ludo recentemente chegado e de uoerio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muito nova, marmelada do mais afamado fa-
brcame de Lisboa, maQade tomate, pera secca,pasas, fructas em calda, ammdoas. nozes frascos
com amendoas cobertas, confeUes,.pas.tilhj>s de varias qualidades, vinagre brtnco Bordeaux'oronrio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de todjsas qualidades eora-
ma muito tina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcis cerveios do ditas
spermacetcbarato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeitedoce purificado azei'
tonas muito novas, banba de porco refinada e outros muito gneros que encontrarao tendentes a
molhados, porisso prometiera os propietarios venderem por muito menos do queoutroaualouer
promelem mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem por outrau pouco pralicas como
e viessera pessoalmente ; rogara tambem a lodos os senhoresde engenho e senhores lavradores
queirara mandar suas eneommendis no armazem Progresso que se Ihos afjjanca a boa aualidadee
o acondicionameno. Hu"uauee
Com loja na rua da Cadeia do Recife n.
vendem e dio amostras os seguintes fazendas
Corles de vestidos de soda pelos e decores.
Corles do ditos de barege, de tailalana e de ga-
ze de seda.
Cambraias decores, brancase organdys.
Anquinhas para saias, saias balito, de" clina, ma-
dapolao o bordadas.
Lencos de labyrinlho do Araoaty c francezes-
Chapeos amazonas de palha e de soda para sc-
nhoras e meninas.
Tnfeites de froco, de vidrilho e de flores.
Pentesdo tartaruga, imperalriz e outros goslns.
Manguitos e golas, ponto inglez, francez e mis-
sar.ga.
Vestuarios de fusto, de la e de seda
crianca.
Manteletes, taimas e pelerinas de dilTerentes qua-
lidades.
j Chales de touquim, de merino c de la de
i redonda.
1 Luvasde pellica brancas, pretas e de cores.
| Vestidos de blond, mantas de dito, capellas c
flores solas.
jSinturoes, camisas de linho c esparlilhos para
senhora.
i Perfumaras finas, sabonctes e agua de colonia.
! Casaras, sobrecasacas e paletots de panno preto
c de cor.
j Palelolsde alpaca, de seda e de linho.
Calcas de casemira de cor, pretas e do brim.
Camisas de madapolao, de linho inglez e de lia.
i Seroulas de liuho o de meia.
Malas, saceos,apclreixis para viagom.
Chancas para invern, botinas de Meli e oulros
fabricantes.
Chapeos do Chyli, de massa e de feltro para ho-
mem.
Charutos manilha, havana. Rio de Janeiro e
Baha.
Ameado.TS confeitadas para sor-
tes de S. Antonio, S. Joao e S. Pedro e
tambem pora presentes a2| o irasco,
vende-se na loja de Leite & Irmo, vua
da Cadeia do Recife n. 48.
Na rua do Queimad) n.
40, frente ama relia.
g Grande e variado sortimento de sobre-
t casacasc casacas de pannos finos prclos
| c de cores a 283, 30J e 35,?, paletots dos
g rnesmos pannos pretos e de cores a 2Sj,
E 203 2>e 259,ditos de casomira mescla-
g dos de superior gosto a 163 e 185, ditos
B das mosmas casemiras saceos modelo
| inglez 105,12>, 148 e 15. ditos de al-
paca preta fina saceos a 43, ditos sobre-
casa tambera de alpaca a.7g,8$c 9-5, di-
tos de merino selim a OJ, ditos de me-
rino de cordio a 9J. calcas pretas das
mesmas fazendas a 55 e ti. colleles pa-
ra luto da mesma fazends, paletots de
brim trancado a 5g, ditos pardos e de
fustao a 4 e 53. calcas de casemra de
cor e prelas a 73, 83 9! c 103, ditos das
mesmas casemiras para menino a 6$, 7j
e 85, ditos de brim para homem a 35,
80600, 45 e 53, dilos brancos finos a 55,
6$ e 75, ditos de meia casomira a 43 e
55, colleles de casemiras preta e de co-
res a 53, e 63, ditos de gorgurao do seda
brancos e de coros a 55 e 63, ditos de
velludo preto e de cores a 93 e 108, ditos
de brim branco e de cor a 3$, 3g500 e45,
palilols do pitnno fino para menino a
15-3, 105 e 18, ditos do casemira de cor
a 73, 85 e 93, ditos de alpaca a 35 e 33500,
sobrecasacas de alpaca tambem pa.-a me-
nino a 55 e 63, camisas para os raesmos
de cores c brancas a duzia 15g, I65 e 205,
meias crues c pintadas para menino de
todos os lamanhos, caigas de brim para
os mesraos a JgOO e 35," colarinlio de li-
nho a 65000 a duzia, toalhas de linho pa-
ra raaos a 900 rs. cada urna, casaveques
de cambraia muito fina e modernos pelo
diminuto preco de 125, chapeos com abas
de lustre a 55, camisas para homem de
todas as qualidades, seroulas para ho-
mem a 165, 205 o 253 a duzia, vestimen-
tas para menino de 3 a 8 annos, sendo
caiga, jaqueta e coletos tudo por IO5, co-
bertas de fuslao a 65, toalhas de linho
para mesa grande a 79 e 85, camisas in-
glezas novamontechegada a 363 a duzia. |g Vande-se espirito de vinho verdadeiro com 44
S6J!S8f*8S 33313 3$33&^^3ft *ros, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
Vende-se por commodo preQO um andas na rua larga do Rosario n. 36.
Rua da Senzala Nova n. 42
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A iplas.
Areas (mal de).
Asthma.
Clicas
Convu!*5es.
Debilidade ou extenua-
ba o.
Dcbilidade ou falta de
torcas para qualquer
eousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Durexa no vcnlre.
Informidades no ventre.
Ojias no ligado.
r)itas venreas.
Enxaqueca
Herysipela.
Febre biliosas.
Febreto iiiternitonte.
Febroto da especie.
Gotta.
Homorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammages.
Ir r cg u la ridades
monslruaco.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao devortro
Phtysica ou consimp
pulmonar.
Retencao de ouriu
Rhouraatismo.
Symptomas ecunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
goral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
to.ios os boticarios droguistas e oulras pessoa?
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocclidhas a 800 rs. cada ama
deas, contm urna instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceutico. na rua da Cruz n. 2S, em Per-
nansb o.
1 > ""!3misiio.'?it:s*:
Seguro contra Fogo
COMPANHIA
MBTIBEI
LONDRES
AGENTES
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Paler & C, rua
do Vigario n. 3,um bellosorlimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Espirito de vinho com 44
graos.
fino apprelho de porcelana, mandado
vir de encommenda, constando de tres
ricos servidos para cha', almoco ejan-
tar : na rua da Cruz n. 61, armazem.
Farelo do Porto,
em saceos muito grandes, ltimamente chega-
dos : vende-se na rua do Vigario n. 9, primeiro
andar, escriplorio de Carvalho Nogucira & Corn-
panhia.
Vendem-se livras slerlinas era ouro : em
casa de Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, de-
fronle da igreja do Corpo Santo no Recife.
Vende-se em casa de S. P. Jonhston 4 C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhdes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montaa, arreios para carro de um e dous caval.
os. e relogios d'ouro patente inalezes
Vende-se
um sobrado de dous andares na rua de S. Fran-
cisco n. 64 ; para examinar, e para tratar na tua
do Pilar n. 46..
i C J. Astley & Companhia. 2
Vende-se I
3
para
'3
j{ Formas de ferro
purgar assucar.
; Estanho em barra.
| Verniz copal. |
| Vinhos fiuos de Moselle.
3 Elidiadas de ferro. |
| Brim de vela. |
i Folhas de melal. $
I Ferro sueco. 3
? Ac de Trieste.
| Pregosde composicuo.
3 Lona ingleza: no arma-
i zemdeC.J, Astley & C.5
MMaVHMaMaMaV ra noicCC82>Ci*
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, rua larga
do Rosario n. 36, vende os seguinte medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezSes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febreij.
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
EUuir anti-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de i oncas a
121ibras.
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual veude a mdico
Preco
Vendem-se libras sterlinas, em
casa deN. O. BieberJ C. : rua da Cruz
n. 4,
/
?
H*
aqa


DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FE1RA 13 DE JULHO DE 1860.
DE
uu mmk i mmim si wum.
S la na ra Imperial n 118 e 120 junto a fabrica de sabao
DE
ScljastioJ. da Silva dirigida por Francisco Bclmiro da Costa.
Neste c$tabelecimento ha sempre prompios alambiques de cobre de di lie re-----**"-
(de 3003 a 3:000$) simples e dobrados.para destilar agurdenle aparelhos dclila
parai resillar edestilar espintos com graduarlo at 40 graos (pe'la greduarao de Sel
melhoressystouias hoie approvados e conhecido* neia ni... ......,::.. 4.
atorios continos
llon Cartier) dos
berros de en-
gemmar
econmicos
a s ooo.
Estes magnficos fer-
ros iclia.n-se a venda
no armazem de fazen-
das de Rayinundo Car-
los Lcite & lrmao, ra
da Ioipealriz d. 10.
Trapiche de depsitos, al-
fandegadon. 19.
l*argo da asscinMca,
lia continuamente para vender jesle trapicho
saceos do feijao mulaliuho muilo navo com 6 al-
! queires, farioha do mandioca de diversas quali-
rocos dades, ruillio, farulo superior em saceos milito
5es e I grandes, arroz do Uaranho, cera Je carnauba,
ilauS cur>unos curtidos, sola e palha de carnauba, lu-
. presteza e pcrfeieao i conhecida o Por procos commodos e cm grandes poreoes
om ruTova n SIZaTV2l,f d'n^.,!y>'>rarera-r.os com a sua conlianca, acha-; ou a retalho, conforme a von.ade dos compra-
no na ra Nova n. 37 loja de fenagens pessoa habilitada para lomar nota das encomiendas, i dores.
Na nova loja de miudezas da ra Dircita n.
85, vendem-se frascos d'agua de Colonia de Piver
verdadeiroa iSO e 960 rs., estratos tinos a 1,
e ljoOO, oleo de babosa Piver a 60, pos para
denles a 1G0, lias para borda-, de corts, da niais
tina que ha a 7^500.
Na nova lo de miudezas da ma Dircita n.
fi-
as dimencoes para encmenlos, camas de ferro com armado e se
:
Ztss
SW'
GRANDE k
DE
s>3
Ws i cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
<$$= ,ouro patento inglcz, para homem o senhora,
d|f de um llos mtliinrfs fabricantes de Liverpool,
2 viados p<-!o ultimo paquete inelez : cm casa de
Southall Mellor.-;t C.
^51 L!

Ra Nova n. 47, junio a icjrcja da Con-
ceicclo dos Militares.
K3Se
SS)
S8
idsiiraveis remedios
americanos.
Todas as casas de familia, senhores de pnge-
="a au__ n- Sfe n'10' f'1zcndtiro-, ele, dercm estar orevenidna
^artstp^o^StS^5,,na<^ ac'^tado armazem o hbil H '-remedios. ^ tres medicamento^
g^ aittsta francisco de Assis AvcIIar, anti
=g/7 Manoel Jos Ferreira. O respeitve
81 r?r em dit0 armazem um grande e variado soi t uto de
e^> citas, como sejam: casacas, sobrecasacas, fraques, paletots de
H ?' !t0S df- cam'ra. de cures, de merm, bombazma alpaca preta m "siantaneamente alivia as mais ace.bas dores
s) c e core.s dlt08 de """ de linbo branco, pardo e de' cutes, calcas '<*& e cura os Peio,PS casos dc rheumaiismo, dor de
~Wi casemira Preta e de cores, ditas de merino, de princeza ce bros i cabes*' ne"*,e. diarm., cmaras, clicas, bi-
Hg pardo, brancoe de cures, colletes de velludo preto e decores ditos de ^ II3' nd8estsVn,p'dorc8 "s ossos, conluses,
gorgurao, ditos de setim preto e branco, ditos de merm lira luto 1^ ^,oimnd,,r?. aproes cutneas, angina, relen-
m ditos de fustao branco e de cores, paletots, casacas, jac|UcE JZ -*'???"'
^ ecolhetes para meninos de 6 a 12 annos, camisas, seroula*. cbaoeos -- SoIutlV'O renovador.
3S8 e grava
mi a gua
atigo contra-mestre do fallecido ffgg os 1"ars SP cur* efleazmente as principaes mo-
j publico continuara' a encon- ^p!,estas-
PMjg Prompto alivio deRadway.
Inslantanoamentc alivia as
ii ;' r~^ mi j.-ciutias, caicas .:;;<"
colhetes para meninos de Gal 2 annos, camisas, seroula*. chancos
grvalas pretase de cores libis para criados, filamentos ara W
guarda nacional da capital e do interior. '.
Cura todas as enferraidadesescropnoloss.chro-
^ I "lciS esyP 'Hticas; resolve os depsitos Je mos
Vialio de fiordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmos&C, ra da
Cruz n. 10. cnconlra-se o deposito das bem co-
nhccidas marca dos Srs. Brandenburg l'rcres.
o Jos Srs. Oldckop Mareilhac 4 C, em Bor-
1,_ v. Tem as seguintes qualidades :
De Braadeiiburg frres.
St. Fstph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chteau Loville.
Chti au Margaux.
De Oldckop St, Julien.
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na mes
vender:
Sherry em barr
casa ha para
ns.
Madcira em birri.
Cognac em ba:ris quaiidade fina.
Cognac em calas quaiidade inferior.
Cerveja branco.
Vende-SB um crioulo de idade 22 annos,
a liguraJ ofllcial de csrapina : na ra do
Hospicio, eralcasa de Thomaz de Aquina Fon-
, das 7 s'J horas da manhia, odas 2 sC
da tarde.
a<;o a 1g, IS200 e lg, linleiros piopnos para
Pcli'-c |,.||.nlnL. vingcm a 320, obreias de cola a 10(1 is.
I Lili b UJI aiaS. Nalojade miudezas da ra Direila n. 85,
i-i n vendem-se resmas de papel do quadrinhos a
Jo.io Donnelly tendo contratado com o governo 4c5(0, caixinhas de papel sor lid as cm cores a Ig,
da provincia, por intermedio do Illm. Sr. direc- dilasde quadrinhos a 800 rs., folhas ile papel ar-
tor das obras publicas o fornecimento de todas ,r?.,l'ln,io e anT,0Pes a 20. ditas com llores a
as podras extrahidas da ilha de Santo Alcixo ^!aml,as,fi!'" 2! f b0-
. A,L1X". -Na nova luja de miudezas da ra ireita n
propriedade do annuncianle, para calramenlo das fea, vendem-se pentes de alisar, deba lea, a 200.
ras desta cidade ; e como as inesmas obras -'> 2^0, 320 c 3G0 rs ditos parapiolhos a- 28(l[
put.licas por ensquaulo se arham poralysndas e Pen,es Iravessos para meninas a 6!", ditos de
.h.. --m r.tad. p,,,;;, asacrass; s: -artsssi
ctio ce ib deste mez concedido hcenca ao mc-suio a ljSOO, ditos de alisar, de borracha, a CU0 rs.,
annunciante para dispor das mesmas podras, c ditos de butilo branco a 500 rs.
por grande quantidado que tem o aununciantc c- "j nova '"J:I d,; nii,lll('; nnnmiini!,.^ ir. u- vcr|dem- se caixas de linha do caz branca a
no caes do Ramos, offerece a quem intercssar, 800 e 1, preta a 000 rs miadas de linhas de
tm Dra:iae ou pequea porcao, que as vende peso a 120 rs., linhas para marca a 20 rs.
muito em conta. o uicsmo annunciante enlen- r ^a "ova '"J;l de miudezas da ru;. Dircita n.
dendo-se com o Sr. Rampa, hbil archileto bem 5. v';''dem-sc pecas de bico com 10 \aras a 800.
-* ii sr^ Sass, ?wr&
I300, l-i()0e U500, babados do l'oilo a 120^
1 iOe 180, lita de seda lavrada, largura de 5de-
Progresso na cidade da Victoria
\9Ay/^\rA4^tVY/M \ p.ara rcgulansar o systema, equilibrar a circula-
cao do sangue, inteiramenle "egetoes avoraveis
m
^; em lodos os casos nunca occasiona nauzeas ne
|g dores de venlre, dses de I a 3 regularisam, Je
DE
Ipurgaiii. Estas pilulas
l
Francisco Xaxier de Salles Cavalcaiile de Ai incida
NO
Paleo Aa Feira.
0 proprietario dosle eslabeleciraento, como se acha
lg| i o...... ..oi.o pumas auo eiucazcs lias aiec-
^ roes do Cgedo, bilis, dor de cabera, ictericia, in-
^ digesto, e cm todas as enfermidades das niu-
^ Ihcres, a saber : irregularidades, fluxo, retea-
r> Ses, flores brancas, obstruccoes, histerismo, etc.,
^ sao do mais prompto eilVito na escarlatina, febre
'iosa, febre aman lia, c em todas as febres ma-
ignas.
cora um granJe o
m
i
:e, conlicccdor das quali-
dades de pedias c lijlos, se tem admirado de
nao se ler empregado em alicorees este material,
qual as pedias do annunciante, como se praiica i s c v'"! ''"''f do.m?r a 32- dilas ">: .Europa par. evitar a humidade ~^\^JFXi^^SS&'&
v mesmo br. Rampa lera eneoiumendado ao baplisados a ljj200, borzeguins d. '
annunciante 00 toneladas para esse fim, dizen- ninas a S(, e a0 rs-
le laa para me-
Vende-se uin faqueiro de prata com cerca de
jado ultimamen-
n. 19, prmeiro
um mulato Jo
guns escravos
io.i/o como a
Faqueiro.
na ra do Vigario
iiiil oilavas, ce lindo gosto, che
te do l'orlo
andar.
\cndem-e 8escravas com habilidades e sem
de 15 a 0 annos, de 800c a 1:5003, um es-
cravo de 30 a inos, boto cozinhetro, por 1.300J,
22 annos por 1:300#, e mais ai-'
baratos que se vendem, tanto a
uiiilu'iin, na ra Direita, no escrip-'
do que em obra sua jamis deilar lijollos em
alicerce ; pelo proco que tem o annunciante
vendido ao mesmo senhor lhe slio raui mais
barato do que lijlo. O mesmo Sr. Rampa deu-
me licenca para usar de seu nome no presente
annuncio. As pedras escolbidas para armazens
ou calcadas, a de/, mil ris por cen palmos, dei-
ladas as pedras em quslquer parte desla cida-
de a cusa do annunciante, com toda actividade
possivel, para o que tem as proponaos necessa-
rias; os pretendenfes dirifam-sa a ra da Prai,
escriiilorio do annunciante.
PERFUME PA-L/L SENHORAS.
i '':. ">.,
CAL DE LISBOA.
. completo sorti- S* I I-;K'slr;S importantes medicamentos vera a-
mento, lonJente a molhados, ferragens e miudezas convida portanto a tojos os raoradore* Cl,1I'anliaJos de instruccoes impressas que mos-
| desta cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores (jueirara man.lar suas i'v.
| encommendas no Progresso do pateo da Feia, pois s ahi encontrario o bom e barato,
I visto o proprietario estar resolvidoa vender, tanto em grosso, como a retalho, por menos Wt
a do que era oulra qualquer parle como sejam : j
| Latas de marraelada de 1 2 libras a 1400, frascos cora diferentes qualidaJes de doce S
i por 23POOO, latas de soda contendo nove qualidades a 20O0, azeitonas muito novas. 6^
I passas de ditas, vinho de todas as qualidades-de 500 a 9^000 rs. a garrafa, licores ^
| francezes de todas as qualidades, champanhe, conhaque de ditas, louca fina, azul,pintada, b-'
| e branca de todos os padres, ameixascra corapateiras e era latas a 1~000 rs! a libra',
i latasdepeixede posto por 2*000 rs banha de porco refinada, aramia, fallas, bolachi-
I nha ingleza, biscoilinlio, eoulras mais qualidades de massas finas, ma?sa de tmale em i> Veutle-se um moleque de II annos, muilo
J lalasearelalhojetria.raacarrap.ialhariraa 800 a libra, verdadeira gomma de ararola, 1 S- Wnde^sVum/moLSe casa terrea na ra
V-
ram com a maior minuciosidade a maneira Je
applica los em qualquer enfermidade. Esli ga-
rantidos de falsificado por s haver venda no
armazem Je fazendos de Raymundo Carlos Leite
i lrmo, na ra da Imperatriz n. 10, nicos
agentes eiu Pernambuco.
Na fabrica decaldeirciro da ra Imperial,
junto a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja Je
ferragens n. 37, ha urna grande porcao de folhas
de zi.-no, j proparada para lelhados, o pelo di-
minulo prego de 1 0 rs. a libra.
Veude-s
to,\\7l%XZC "" d Ca- i 1 nSCnS de UYS *****9g* J 'O. -*i ", verdaderos pen.es
Vendo-se o deposito do largo Jo i.ivramen- '@ a^mpcralns.^e de tartaruga de 9)000 a 109000 cada um, tranca e franja do seda, fe-
to o. 39, bem afrjpguezado para a Ierra, vende-se
com os fundos que tem ou sem elles, Uto a voli-
tado do comprador ; vendo-se por sej donse
retirar para fura la tratar de sua saude.
\ ende-se utna barcaca nova da primeira
viagem, muilo bt ni construida, e prompla do lu-
do para viajar, pega em CO caixas : pora exami-
nar, na escadin
na ra do Qucim
Rangcl, casa de I
lorio de francisco Malhias Pereira da Costa.
Fazcadasporbaixos precos
Ra do Qucimado, loja
de i portas n. 10.
rendida a dinbei'o
i da altandega, e para ajuslar,
ido, loja n. 41, ou na ra do
uiz los Marques ; podera ser
ou a prazo
lili
urray c Lanman
E pechincha sem
iguaL
Xa ra das Crines n. 41 A recebeu-e cm di-
reilura um completo sorlimento de louca da Ba-
j hia, assini como ^uartinhss de todas ss qualida-
I dos, copos para beber agua, moringuc-, grandes,
j ditos pequeos, jarros para conserval agua que
| levara duas canecas, iarrtnhas pequeas, tudo se
vende pelo preco da factura, que nao possivel
vender-ac em'oulra qualquer paite por este
prc^o.
Ainda restam algumas fa/.endas para concluir
a liquidaclo da firma de Leite & Correia, asqines
ae vendem pocj diminuto proco, sendo entre ou- A (|UC tCIU ac!;ul() HKlis UCOlIlilSlClllO UC
pablico! Vende-se 2o,OUO dnziasl
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 100 rs.
Hitas largas, francezas, finas, a240e2C0.
liiscadus fra ice/.esde cores tixas a 200 rs.
Cassasde cores, bous padrocs, a 240.
Briin de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom, va-
ra, a 15000-
Cuites de calca de meia casemlra a 2$.
Ditos de dita de casemira de cores a 5#.
Panno preto fino a 3{J c 4$.
Meias de cores, finas, para homem, duziaa
SOO.
Gravatasde seda de cores e pretas a 1$.
Meias brancas tinas para senhora a 3g.
Ditas ditas muito fi-nas a -i.
Uas cruas finas para homem a 4g.
Cortes de colletes de gorgurao de seda a 2?.
Cambraia lisa lina transparente, peca, a i>.
S da preta la virada para vestido a 1&60 e 2g
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16#'
Lencos de chita a 100 rs.
Lia de quadros para vestido, covado, a 560.
Paitos para camisa, um, 320.
j Superior carne ingleza de porco, salgada, a
|20 rs. a libra : r)o Bazar Pcrnaiubuca 10 da ra
do Imperador.
le frascos por anuo.
lista agua eiicanladora extraho-se das diversas
llores que se encontram no paiz onde I'once de
Len e Sonto iam procurar a fonle da juventude
eterna.
I) aos loncos um cheiro muito agrodavel e
refrigerante, augmenta a belleza da culis, dcs-
IruinJo as sardas c mais manchas que de coslu-
meatacam o rosto. Aconsclhamos as pessoas
debilitadas pelo calor do vero de usarem desla
agua cm baohos, pois tem ella a virtude de fa-
zer recuperar as forras perdidas pela Irauspi-
racao.
Para evitar ser engaado por falsilicacoes dc-
ye-se procurar aAgua Florida de Murrav e
Lanman, e averiguar-se se o envoltorio c rotulo
Irazem o prefixo de Murray c Lanman.
y: fabricada esta agua nicamente polos pro- i SgSfSSS*/-' @M| HHH1HR
nelanosD. r. Lanman o Kemp drogistas_por HW^^i':^"^""^Ij^lSgi..
As mclhores machinas de coser dos mais
I chadoras de broca, pregos em quanlidade de lodos os laraanlios e qualidades c outros
8 muitos objeclos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar,
do l'liarol n. 28
H| mero 143.
a tralar na ra do Pilar nu-
'.- vru--
,--:-- 's---::'
Escravos fgidos.
mmmmm^ ^m Al.a.M fugld0 Je.
5';
Tachas e moendas
Braga Silva &C.,lem sempre no scu deposilo
do na Ha \looda a. 3 A,um gran de sorlimento
de tachase moendas para engcnli.o, do muilo
acreditado fabricante Edwin Maw" a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 4..
Gramialicaingle-
za de Ollendorff.
Novo methodoptra aprende^iN^, lr,
a cscrever e a fallar nglez em 6 mezes,
obra inteirarde/nte nova, para uso de
todos os estabelecimentos de nstruc#!ao, -w
pblicos e particulares. Vende-se na j
praca de Pedro II (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
sde a noile do da 7 Jo
---------------------------------------------------------j correte o proto de nome Joao, com os signa es
F,. -i i i. seguintes: altura regular, corpolcnto, p.js curtos
drilina (le manillOCa. G grossos, maos do mesmo modo, e bous denles;
Vende-se farinha de mindioM, superior quali- dade,#vnda do Uaranho, polo hiato Ilusa o i>-r cocos, dend, e deenxadn ; em suas fgidas
. briguo escuna Graciosa : nos armaxens de Ma- e"c tosiunia andar pela estrada de Joao de IW-
chado 4 Dantas e Aiilunes GuIraarSes & C, o i ros, boceo do Pombal, ganio Amaro, Campo Gran-
argo da Asscmbla.
Relogios
Suissos
' '


i ;lezas.
Peitosparacamisas,
Biscoutos.
Emcasa de Arkwighl & C, ra da
Cruz n. 61.
atacado, OU Water Street, e 36 (Jold Sreet, o-
va-York.
Achd-se venda em todas as bolicas e lojas
de perfumaras do imperio, em Pernambuco loja
de Luiz Antonio de Siqueira, ra da Cadeia.
moderna, tingindo seda, covada
dita franceza
ra 400 rs.
Eutreraeios bolrdados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 r;
Ditas bordadas finas a 2g500.
Toalhas de linho para esa a 2# e 4g.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora o
560 rs.
Vestidos branoos bordados para baptisar crian-
ras a 5a000.
Cortes decalca do casemira preta a 6$.
Chales de merino com franja de seda a 5$.
Cortes de calca d riscado de quadros a 800 rs.
Merino verde para vestido de monlaria, cova_
do, 15280.
Lencos braocos de cambraia, a duzia, 2j.
Na nova loja de miudezas da ra Direita n.
85,vendem-se loucadores de Jacaranda a 3$, 3#500
c 5500, gravatinhas a Pinaud a IgiOO, atacado-
res chatos de ilgodo a 60 rs., e rolic.os a 100 rs.
Vende-se m excellenle cavall para carro
o cabriolet. muito novo, grande e bonita cor :
cm Santo Amaro, ao p di fundicao, taberna do
miio, de Jos Jatinlho de Carvafho.
Vende-se Um ou dous bois mancos, de car-
roja e carro, nssiira como urna carroca*: em San -
lo Amaro, ao p |la fundicao, taberna do nieio d e
Jos Jacintho de Carvalho.
kJa
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama
do fabricante Roskell, por preces commodos,
e tambora rancrll:ns e cadeias para os mesmos,
deexcelleote Kosto.
Vendem-se saceos com muito bom
far ello de Lisboa com 9G libras, a oS o
sac co : na ra do Crespo casa de Si-
lyrico.
Vendem-se na ra do Crespo n. 17, corles de
seda de ricas cores do i saias c 3 babados a 50S
o corte.
Em frente a
matriz da Boa-Vista n. 80.
Vendem-se e alugam-se bichas de Hamburgo
reccutemeiilc chegadas : assim como se appli-
ca m ventosas pela attrac(;ao do ar, sem precisar
de levar fogo.
; jywysss@ts@
Engenho.
afamados atlores de New-York, I.
M. Singer &|C e Wbeelcr Wilson.
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, moslram-se a
qualquer hora do dia ou
d3 noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
quelidade c :seguranra :
no armazem ie fazendas
do Raymundo Carlos
Leito & Irroios ra da
Imperatriz n. 10, antigamenlo aleo da Boa-
Visla.
Vendo-se urna negra fula, bonita figura,
moc3, cozinha, engomma solTrivelmenle e costu-
ra, e lavadelra, c quem a comprar se dir o dio-
livo por que se vende : na ra do Brum n. 16, ar-
mazem de Hanoel Jos de S Araujo.
Aos Srs, proprietarios e
capities de navios
Na loja do Preguica, na ra do Queimadon. 2,
ha para vender faztiida de laa proprir para ban-
deiras e signaos, pelo baralissimo preco de 300
A 4,000.
m Vende-se o engenho Sania I.uzia,sito na
tt freguezia de S. Lourenco da Malla, entre @ its' caua covado.
os engenhos Penedo de Baixoc Penedo de @
Q Cima : trata-se no mesmo engenho ou no *
;-jJ engenho Mussambique com Felisbino de S
Sift^L'??^?;,^^^^^^ .^^ Farcl s,,fe"" de Lisboa era saceos grandes,
<*oe-.^^-'vj^@@@@@@@ vende-se a 4 a sacca na Iravessa ds Madre de
Dos ns. 9 o 16 ; tambem so vende farinha de
mandioca de superior quaiidade por preco cora-
modo, lano em porcao como a retalho. *
Cemento.
No armazem de Jos Joaquim Dias Fernandes
Iravessa da Madre e Dos n. 64 vcnde-se ce-
mente muilo novo a 5g a barrica.,
E' baralissimo.
Na loja do Preguica, ra do Queiraado n. 2,
vende-se chaly oimerin liso de todis'as coresi
proprios para vestidos do senhora e rcupinhasde
meninos a 300 rs. o covado, chalys malisados de
diversos e bellos padioes, o nia3 modi;rno possi-
vel a 640 rs. o covado, angelina de seda, de deli-
cados padroes a 720 rs. o covado, chales de 15o
estampados a 2j500 cada um, capas de panna
azul muilo lino, baslanlo largas, propms para
viagens al6#cada urna.
Grai\a em bechigas e sebo
em paes o em rama, era porces e a retalho : na
ra do Brum n. 16, armazem.
Com toque de avaria
Na loja de Machado & Santos.
Ra do Queimado n. 6, por baixo
da boneca.
Vende-se popelina de cor miudinha, propria
para vestidos de senhora e roupa de meninos,
I sendo da largura de chito franceza, pelo diminu-
to proco dc240rs. o covado, sapates inglezes,
proprios para o invern, obra muilo forte, pelo
diminuto preco de 3S800 o par, e um completo
sorlimento de fazendas de diversas qualidades,
por monos proco do que em outra qualquer par-
te : do-se amostras com penhor.
Emcasa de Schafleillin&C, ra da Cruz n.
i. vende-se um grande e variado sortimentode
relogios de algibeira horisoulaes, patentes, chro-
nomelros, meios chronomelros, de ouro, prata
dourada efolheadosa ouro, sendo estes relogios
dospiimeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
deio por precos razoaveis.
Na nova loja de miudezas da ra Direila n.
85, vendem-se papis de agulha a 10 rs caixas
de agulhas francezas finas a 200 e 240 rs.
Farinha
DE
de quaiidade especial para mesa : no armazem
de Aiitunes Guimaies & C, no largo da Assem-
bla n. 19.
Vende-so o verdadeiro doce de goiaba da
casca, por preco muilo cm conla : na ra do
llangel n. 62. No mesmo armazem vende-se
urna porcao de courinhos de cabra cortidos, por
baralissimo preco, para acabar.
Vende-se feijao rajado a 320 rs. a cuia : no
armazem da ra do Bangel n. 62.
PUNDiCiOLOW-MOW,
Ra da Senzala Vova n. 42.
Neste estabelecimenlo continua a haver um
comapletosortimento de moendas e meiasmoen-
dasparaeuenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os lmannos
Dar i
Vende-se urna casa terrea com
grandes commodos e em urna das me-
lhores ras da freguezia de S. Jos : na
ra das Cinco Pontas n. 72, se dir'
quem vende.
FARELLO.
Vende-so saceos com farelo a 4S500 : na ra
do Rangel n. 62, armazem.
Batatas e cebla
nova
Vendem-se batatas a 100 a libra, ceblas a l$60O
e 2g o cento ; na Iravessa do pateo do Paraizo
' GRANDE SORTISEXTO
DE
Fazeiukis e roupa feia
de mais proximidades: quem o apprchendci,
leve casa do Sr. Joaquim Viciaa Coelho, ra'
do Crespo n. III, ou nos Afilelos, deposito do
boceo ,o Espinheiro, que ser generosamente re-
compensado.
= No dia 13 do forereiro de 1860 fugio do en-
genho Maragi, freguezia do Rio Pormoso, dous
lo um mulato de nome Bernardo,
ulr i I .i de ionio Hay mundo : o prmeiro
03! ;iiaes seguintes : de boa altura, pouca
I rba, apenas urna suissa pequea por baixo da
queixo, cabellos garapinhos, nariz afilado, ol
bastanto morios, urna pequea cicatriz de um ta-
ino em urna das sobrancelhas, reforcado do cor-
po, espadado, pernas um pouco arqueadas, bo-
nitos ps, bem fallante, porm urna falla mansa,
eqoando lem paixao qu^r gaguejar, tem poucas
mares do chicote as costas. Coi armado e
muito mellido a valentao, foi do Bio de S. Fran-
1 isco, e o senhor que o jiossuio chamava-se An-
; Ionio Ferreira Luslosa ; o segn Jo com os sig-
naos seguintes : crioulo, alto,'socco, meio fula,
lem os peitos para l'ra e o estomago um pouco
para dentro, lem urna grande cicatriz de queima-
dura de fogo que principia de baixo do queixo
e vera al os peitos, bct-i fallante ; as intoncos
do anillos seguirem para o centro dos serios :
portanto peco a todos os capillos de campo ca
todas as auioridailes policiaes que o spprehen-
dam o levem ao dito engenbo, ou no Rccife ao
.Sr. Manocl Busrque Macedo Lima, que ganhar
IOO3 por cada um. Lembro mais que qualquer
pessoa que pegar o dito mulato tcnlia alguma
caulella pois muilo esperto.
Manad li. do Gosmao Lima.
NA I.OJA E ARMAZEM
he
Joaquim Redrigaes Tarares de Helio
RA DO QUEIMADO \. 39
EM SLA LOJA DE Qt'ATRO POR1AS.
Tem ura completo sorlimento de roupa feila, \VI^O
e conviJa a tojos os seus freguezes 0 todas as
pesseas nue deseiarem ter um sobrecos co bem Anda fgido ura niolalo escuro de nome Fir-
faim ,. m. 11.1 1 i- mino, ja idoso, barbas crcscidas, cm mangas do
fe lo, ou um calca ou colletc, da dtngirem se a camisa c chapeo de palha. E' grosso do corpo,
este estabelecimenlo que encontrara) um hbil e do estatura regular, e alguma cousa desdenla-
um pouco
; portanto
autoridades
semira cor de rap e outros e?ouros, que se ven- peza.
dem a 125, outros de casemira de quadrinhos Fugio o escravo de nome Cesaiio, idade do
da raais fina que ha no mercado a 16, ditos "nlee la"1,os ai,n08f PT T* ? TJtT'r I"
,, ,. lalura mediana e reforcado, bons denlos c lima-
de mermo setira a 12??, ditos de ilpaka muilo j0s. cabra oscuro quasi negro, barba na pona
fina a 05^, ditos francezes sobrecasacados a. 12, queixo, olhos nvermelhados, pomas
ditos de panno fino a 20, 255, e 30, sobre- arqueadas, filho do .Sobral (Cear)
casacas francezas rauilo bem feila. .35, ^JgSi^SSS, oss^P Tpossa encon-
cas lenas da mais fina cnseimra a 10, ditas de i trar, o apprehondam e o levem a sua senhora, no
brim ede fuslao por preco commodo, um grande, caes do Ramos, sobrado encamado, que serio
sorlimento de colletes de casemira a 65?, ditos de, gratificados ; o se protesta contra quem o tiver
oulras fazendas por preco commodo, um grande "'"/ftnimMn"8?^ ,-p
sorlimento de sapalos de tpele de goslo muilo 4UUj>UUl), UC grallUCa^lO.
apurado a 2S>, ditos de borracha a 2?D00, cha- Achando-sa r.csta cidade vindo do Maranhao
pos decaslor muito superiores a 10, ditos de se-! ^"'"','1 ser ^n0'11, o crioulo Faustino, desappare-
da, dos me.horesque.era viudo aoraercadoa.O, S^^^^^^ra^nuetii./^Tcon^^
dilos de sol. inglezes a 1 O?, ditos ramios bons a ( Sua estatura talla, corpo regular, Iraz suissa
125?, dilos francezes a 8?, ditos grandes do pan- rapada no qaeixo, falla bem, conserva osom-
no a 4??, ura completo sorlimento de gollinhas e b,.anitris,c' e lf no colovello direito a cica-
rn.og.iu, tiras bordadas e en.re meios rauilo ; l'^o^^ioXt^^ o'S
proprio para collerinhos de meninos e travessei- servio no eiercito em quanlo nao foi reconheci-
ros por prego comraodo, camisas bordadas que d> dizendo sor natural de Marrn. I.evou ves-
servem para batisado de enancas e para passem : li,')o '1? deli3'gO'|3o siozenlo, camisa uranca,
q-^i in n <** .;,.- i,A l... 1 1 1 chapeo de palha, c um cobertor de laa. Descon-
a 8??, 10 e 12??, ricos lencos de cambraia de qa4 que 'srguissc para o norte da provincia : o
linho bordados para senhoras, dilos lisos para quem dellc dor noticia ou apprehendcr, e condu-
homera por preco commodo, saias bordadas a 7U a ra da Cadeia do Recife n 38, primeiro ai-
3S00, ditas muito fi.nas a 55. Ainda tem um d;,r' so'-' recompensado com 2OO3OOO.
, Z..j k 1 j onu ,' No da < do corrente mez fugio o mulato cs-
restinho de chales de toquim a 30, cortes de Cravo de nomo Jos, idade AO a 45 annos, ca-
vestido de seda de cores muito lindas e superio- bellos eslirados, calvo, ps curtos e largos, de
res qualidades a 1005?, que j se venderara a altura menos que regular, um lano cheio do
150, capoiinbos prelcs e manteletes pretosdo 1 !T' ;osti.uo.de can,is!' c, cala, df algodao
nn. r** o azul e chapeo de couro, cosluma trabalhar nos
ricos gosios a 20, 255 e 305?, OS mais superio- armazens e trapicho no Forte do Mallos e foi
res chales de casemira eslampados, muilo finos, a visto no dia 0 no patio do Carmo. Com-
8 e a 10, toalhas de linho de vara e tres quar- l Preio ao Sr- Thom Gomes da Silva que veio
las adamascadas mniln sunfirinr las, adamascadas, ramio superior., a o?, ditas 5i D Mat1 Comc8 da silva raoradora em Mo_
para rosto de linho a 15?, chitas francezas de su- I choto Este escravo lem filhas em Buique e Jar-
perior quaiidade, tanto escuras como claras a! dim e mulher forra c mora com urna das filhas,
200, 280, 320, 400 e440rs. o covado. ricas muilo natural que siga para esses lugares :ro-
,c;rno ^.n i. ^ii,i, ...1:.... i< ; go as autoridades e homens bons dessas locan-
caserairas para calca, colletes epalilolsa 455 o co- de. que o apprehendara e remellan a esta
vado, e ura completo sorlimento de oulras fazen- praca na Boa-Vista ra da Saudade a seu senhor
das, e ludo se vende por preco barato, e que nao. o primeiro toneute reformado Joaquim Ignacio
possivel anu se poder mencionar netn a nu.ru d,e Sarros. Lima ou ao sen.n0!l c?roncLJ0oanJ!
-j......-. ------ k--v -.. 5.. r, de Gouvea, com coramercio de fazeDdas na ra
n. 16, casa pintada de amarello com oilo para Parle Jella! no enlamo 03 freguezes chegando e do QUeimado,que bem recompensar as despezas
a ra da Florentina. I querendo comprar nao irao sera fazenda. que se fizerem e o trabalho.


m
DIARIO DE PERJiAMBCO. SEXTA FEIR iS DE JULHO DE 1860.
Li llera tura.
A impi'cnsa.
Colcmbo vinha de accresccntar un homis-
vam a licencia c a nnpiedadc encravando os be- inal, qucm responde o Sr. conselheiro rimeiiia ijuizo do poro e o da razo ; ni ira os brados do
neficos dardos do alheismo e racionalismo oco-
raco da humanidadc, e ferindo de morlo as cons-
ciencias inexpertas.
A nossa mprensa livre, como neuhuma, c por
Bueno, sao innmeros e incommensuraveis. E j parlamento e os da imprensa, que.na bella ex- lo livre, talvezj prejudicial, lem o seu assenlo
ella qucm tem promovido a civilisacao, desen-1 presso de Cormcnim, sentada do limiar da chou-
volvido as faculdades humar as, forlilisado os co- pana do cidado defende-lhe a onlrada ao arbi-
0 canto de gloria leve porem de fazer-secho- nhecimenlos, o trabalho, a industria e a riqueza. trio do poder, e postada nos degraos do palacio
I nr ; Jesus-Chrislo disse El porta infer non Seu echo propala as invencies apeBas descober-: perturba o somno ao ministro provaricador.
pierio & outro hemispherio Guliemberg aceres- prevalebunt adversus cam : csse canto foi ouvi-j las, noticia os processos de todas as artes escicn-
tambem um mundo boto ao enligo mundo, do do lado da verdade; e esta cingida da ureo- cas; urna foute perenne de luz, e conseguin-
rerso inlelleclual se engrandece ni mes- |a da doria, lendo o vencido ao supedneo dolemenle de bem ser social.
o que o universo pliysico. (!) Pen- seu Ihrouo, declara em voz alti-potente, que a | E nao ainda o seu ultiiro papel; o seu tra-
E C1 ro' sexpressi, mprensa jamis comportar o erro ; que a sua balho ainda vai maislonge.
IV
Finalmente, o poder judiciario, indcpendenle,
no arl. 179 g 4 da Consl. Pol. do Imperio, que
assim se exprime : Todos podem communicar
os seus pensamentos por palavras ou por cscrip-
loe publica-los pela imprensa sem dependencia
de censura, comanlo que hajam de responder

do nasciracnto da civirisecao moderna, ao q,,eda ludo demonstra; que o erro e o vicio,
dia onniversario, negros vampiros nocturnos, s buscara a solido
evarooseu e as trovas ; e que a imprensa, sendo o sol das
ica dcs-
., am lodos
m o n si cacao que o sehdinca. j os lPnipos e portodos os olhares.
Em seu favor fallam areligiiio, as sciencias, as
1........ '...... .v. c as irevas ; e que a imprensa, seuio o s<
(I irece-lo ; urque um protesto uni- |a8i J p6de ro|1,,c,lr na vcruadei a unic
deludo o de todos e a mais solemne de- tiuaja a ser oncaraja, em loda parte, em
arles, es goveruos c os indiduos.
II.
A palavra de Deus leve de ser transmitida, e
A imprensa, nascida para o chrislianismo, e
pelo chrislianismo, talvez, foi hostil ao mesmo
chrislianismo; desconhoccrara-lho a misso o
sacriOcaram-na. Nascida para o chrislianismo, c
Emfim, contina o Sr. lmenla Bueno, ainda
que indirectamente, ella oncorre com grande
forca para a liberJade dos homens; porque nao
podo haver escravidao, desde que o espirito do
povo tem conseguido illustrago : a escravidao
s se maniera no assenlo da gnorancia. (7*
Os povos sao livres, so 6 que alguru livre ha,
o seu libertador foi a imprensa.
Nenhuma repugnancia temos em di-lo.
cinamovvel, pensador e profundo, expericnte e: pelos abusos que commellerem
0 foi primeiro oralmente: pregada por Jess- pc0 chrislianismo, talvez, um chefe do christia- imprensa devem ellos a sua illuslraco, impren-
Chrilo aos apostlos, discpulos e povo, era suf- ismo foi tambera-um dos primeirea que raal-
Baeolo.no cotueco do cefbolicismo, a predica tractaram-a. Gregorio III prohibi fornialraen-
nj templo, as pracas ou nos retiros ; pregada' ic a3 gazetas, que em alguraas cidades da Italia, I nao 'suiDcientemeute sab.o. urna mxima
polos apastlos depois da asceusao do Homem ; em seu lempo, comeeavam apparecer. lillia das nossas serias conwccocs, inconleslavel
era anida sufficicnte, nos primeiros passos o fanatismo religioso, que no chrislianismo
do clirislianismo, a predica no templo, as pracas
ou nos retiros.
Has a imruorlaliJadc depois da queda do lio
mem deixou de ser o selo da vida terrestre, e
homens, que hoje cnsinavim a vida d'alm t-
mulo, ainanha o tmulo indicara suas vidas.
1) tmulo elevado ante a vida por corto faria ou
mesmo foi origem de grandes males, nao deixou,
sem duvida, de ter iugerencia para justificar essa
prohibirn. A analysc verdadeira, coutida, e ra-
soavel dos principios religiosos, era em ludo pro-
hibida ; a religiao e o seu cortejo de verdades.
doulrinas, usos c ceremonias eram indeleveis, a
propria razio Ilustrada sem receios nao as po-
isquecer as verdades d'alem tmulo, (da eteroi- Uia encarar; tudo parlccipava da nalureza do
lade.j ou perdft-las na viagem de lanos seculos, dogma, sem ser dogma. Foram laes considera-
la na frgil barca da tradico humana. Logo roes, por ventura, que levaram esse Papa ve-
I i de mistar, que o echo repercussor das verda-' dar a publicaco das gazetas.
des do calholicismo se smplifleasse, desenvol- ror outro lado, ostenlando-se lo poderoso o
ve:?, c se espalhasse : era de misler, que o tu- dominio da imprensa, algum risco se correra em
turo recebesse indeleveis c purascssas verdades, se ,. .implicar, assentindo-se, que por ella im-
equo a tradico achasse urna correceo a sua mediatamente corressem todas as verdades. Se
ipeo; e a escripia foi tida como a mais 0 mundo eslava imbuido no erro, a revoiuro
i deposita riada patarra de De us. E Jess- que o destruira, seria porigosissima ; seria a
Chrislo mandou-a oscrever, e ella foi escripia. completa subverso do estado das cousas, em
A escripU linha sido inventada 1500 anuos au- que talvez gemesse o muilo se desse a humani-
!:, da nnda de Jesjs-Christo, e a imprensa appa-' rjade. Essa revelar-So se foi procedendo paulali-
receu quasi' 1500 depois (2) mente, e supposto que assim se a fizesse, bem
A mprensa vem dar palavra divina o echo,! lerriveis foram as suas representares : todava
que a universalisa, a voz, que se ouve em toda : peiores poderiam ter sido.
parle, o amento, que tudo explica, e a vida' A imprrnsa.'esla exploso continua dos pon-
que sempre a relembra. E a primeira obra que : smenlos liumauos, Hra paraos povos como urna
sane dos Prolos do (Jullemberg e Fusl 6 una bi- segunda revelacao, falla Lamartine. Emprcga-
b.ia latina, chama la : As quarcnla e duas li- da, primeiro, exclusivamente pela egreja na vul-
nhas, ou segundo outros, Hazarina. [ garisaco das ideas reinantes, eomecou bem de-
Desarrumadas pela imprensa eEsas=grandes Li- [ pressa solapa-las. Os dogmas do'poder tem-
bli Ihecas e archivos ecclesiasticos lao trabalho-1 poral e poder espiritual, combatidos incessanle-
samenle arranjados de escriplos adiados ou com-1 mente por cssas ondas de
prados as ruinas vasculhadas de Bysancio c de '
luz, nao podiara tardar
em sor abalados, primeiro, nos espirilos, c, em
seguida as cousas.
tGultemberg, sem o saber, fura o mechanico de
um mundo novo. Creando a communicacao das
A 'uas pelo grande Papa, que d>'u o seu nomo
ao seculo lo preconisado pelo abbado Barlhele-
my; substituidos os caracteres manuscriptos,
jrosso precioso da arle sobre o? hyeroglihpos' ideas,assegurou a independencia da razio.' Cad
da anligoidade, c que tanto eram monoposa- \ leltra d'esle alphabeto que sabia de sob os seus
dos, pelos mprcssos; proscripto o padrio de glo-: dedos, conlinha em si mais torea que os exercilos
na Gutteraberg do paiz das liberdades, e azi- dos reia, eque os raios dos pooliices. Era ain-
Iddo sob as armas do pescador de Galilea : u;ua telligencia quem elle ormava com o palavra.
ral melhora o mundo ; a imprensa re- Estas duas forjas sao as dominadoras do homem,
as verdades por excellencia, e fallando lo-
osdialectos communica-se com lodas as ra-
is; amenisa-lbos os coslumes, e lornassc o echo
d revclacio explicada pela razSo esclarecida.
Por este lado, alcancado o melhor meio de
IransmissSo e universalisaclo do pcnsamenlo di-
vino: poroulro elle avillado. A impiedade,
indo o seo pavho, seu turno, tambem
emp ga, o a enunciajao do erro tambora corre
ii i- rolos da imprensa. A impiedad?, abando-
ii indo o circulo limitado da conversado, em que
rosa divulgava as suas mximas, pissa cs-
crove-las no silencio do gabinete, e pela im-
ip iisi sao ellas enituneiadas, espalhadase coui-
municadas. O novo apostlalo da civilisagao
delirante clouco passa evangelisar as palavras
d.r inferno.
deviams-lo mais lirde da humanidadc. O mun-
do inlelleclual nascera de urna invenclo mate-
rial, e hava promptamente engrattdecido-se. A
reforma religiosa appareceu.* (1).
A imprensa, pois, exerecu um papel imporlan-
lissimo no deslino da religiao.
III
A imprensa, disse um pensador porluguez, c
a arlheria do pcnsamenlo. (5).
A conquista do pensa ment ascienda; apre-
ciai, pois, as conquistas que pela imprensa lem nos quo os parameotacam
feilo o pcnsamenlo, e rcspondei quo vamigens
trouxe ella s sciencias.
Os livros formara o material do grande edificio
e.inconlestada, e que j cxirimimo-la em algu-
ma publicaco nossa,
A poltica, a scencia dos governos, a arle de
dirigir a marcha de urna maca-animada, com
vonlade propria, com Qus diclarados, nao era, a
principio, seno um compendio de negros carac-
teres onde se caludava a tyrannia pelo absolutis-
mo, ou pela olygarchia, ecuforme o goveroo se
ochava as uios de um s, ou de alguns privi-
legiados e immunes, ou a tirbulencia c anarchia
pelo republicanismo, quando ao mesmo lempo
eram todos governanles e governades. Depois
da imprensa, porm, a sciencia poltica lomou
a sua verdadeira posieo ; ileuio as suas mxi-
mas, conheceu o seu trra no, e regulou a sua
marcha; c se ainda nao che.iou sua raaior per-
feico, todava ella lem feilo muilo, e a harmo-
na dos deus principios de ordem e liberdade,
que lano affaslam, o povd do re e vice-versa,
c o seu bello sonho meio rcalisado na rcouarchia
constitucional representativn.so echos ni-o equ-
vocos dos seus estorbos e lauris. A sciencia po-
ltica j uonseguic realisar o piisainenlo de ura
antigo pensador, a chmela, que elle suppoz :
< Em todas as naces o povo ou os nobres, ou
um s quem governa : umi forma de governo
que se compozesse, ac mesmo lempo, das tres
ordena o una brlbanle chimera. (8).
No estado passado das corsas, disse Ivamartioe:
O primeiro tiro do canhao disparado em nome
dos direilos do homem devia de abalar t-odos os
llironos. (9).
De feilo ello soou, e rntembou horrivel ; a
descarga foi preparada pela ireprensa, e os lliro-
nos se. nao derroearara-se, abalaram-se ; e do
abalo sohio a rcalidade do sonho de Tcito.
As revolques da Americi e da Franca, se nao
devem imprensa a sua vida, devem o seu ani-
mo ; c se luctuosas foram na sua marcha, aben-
coadas icem sido nos seus effeitos.
Assim como houve un soberano, cscreveu
um escrplor, que pensava nada ter feilo, cm-
quanto lhe restava a'.guma cousa fazer ; a ira-
prensa, por mais que-irauilhe, pensar sempre
nao ter conseguido nada,, emquan'.o i>ao vir acli-
matada por toda a partea liberdade
A imprensa a palavra cncadeada infinita-
mente por sem numero de odios, o echo repe-
tido por militaros de aoaosi a nave que iucanca-
vel atravessa tantos seculos., c que os-comniuni
ca, os avisinha e compara, que de todos ver
carregando para o presente os mais ricos ador-
a impreasa, a po-
leiiie viroQo jijio oro. claro dia nos rvtctla a
sciencia, o argos infatigael da inleJligencia, ,
tapa bem, aguarda avancad i, inexpuguavtl e deu-
das sciencias ; apreciai scienlifico e Iliterario doitrmrria d.a liberdade.
Ouereis-ver fVdeixai que ella folie a um pove
hoje, e comparai-o com o mundo de poucos secu-
vede, acabado o monopolio dos copiadores.
Lcvanla-se a lula entre a verdade e o erro ; o 1 e falla ^ livros, substituida pela abundancia,
c imbale 6 infrone, c este, naluralmenle pouco j'l'ie do mestresno nascem da mprensa para lec-
resistente, bem denuncia, que a mprensa nao clonar-nos era todas as sciencias, em todas as.ar-
foi creada era seu auxilio. As negras e nogen- i les, em tolas as letlras,porqu3utias diminutas, e
las paginas da Eucyclopedia, o aborto miseravcl quasi inapreciaveis?
dos Voltiire, d'Alcmberl, e iderot, as celebres
proposicosdoabbad&de Prades, a origem dos
conhecimenlos humanos de Condillac, os escrip-
; ;>erigosos de Carlos Mauricio Taillerand, o
tratado da moral dos padres de Barbeyrac, os
pensamentos de increduliade (aneados no dic-
cionario hiitorico e crilico de Bayle, as suas res-
j islas fts proposi.oes do um provincial, e lanos
oulros lomos impregnados do halilo iufernal, e
ris pimphlclos, que titulo de definir os verda-
deiros foros da liberdade e da razao, proelamu-
(I) Helo-Du regime conslHutiouel.
[i] Os Dice, de Trcvoux c Morin f.izem ver a
: rusa como de nveneo chinoza [ars typo-
graphica] repellida pelos estados barbaros, e Ira-
la c aiirrfi'ii.'oada para a Europa por Mente! ou
Gutlcmberg. Massejaounochineza,o que cer-
to 6 que o seu coniccimenlo e uso datara de
1 i JO.
(:'. I.uz XII nao se tanca de elogiar aimpren-
l'sla invciirao, diz elle, que paroco ser
mais divina do que humana ; qual, gracas
Deus, foi inventada c adiada no nosso lempo
I elo meio c industria dos ditos livrciros ; pela
', i.! a nossa sania fe calholica foi graudemenle
i gmentada e corroborada, e o servido divino
i ;ais honesta o curiosamente feilo, dilo e cele-
brado. Cazar Cantu, liv. XIII, lora. 7, p. 214.
<.< luiagina-se fcilmente, diz Cantu, qu'e;"03 li-
vros escriptos nio, e sobre urna aialc'ria de'ura
lo alio preQO, deviam importar em somraas enor-
mes. Xas cidades onde haviam escolas*, havia
copistas. No sceulo XIII, Milo postula cincoen*
la ; Taris c Orleans cliegaram depois ter dez
iiii!; Oxford, Cambridge e Londres, mis de se6
mil; e todava era cusi, que podiam" satiSfa-
zcr o goslo crescenle dos cstudos e das contro-
versias. fi).
oppresso ; deixai, que- lhe ella repita pelas suas
mil vociferantes boceas : < tu s livre, mas te
fazem escravo, te asscme'ham bttstaque car-
rega para o seu senhor ; reivindica os foros de
tua naq|||za ; a escravidao* um homicidio o-
ra! ; deves'.'qu'ebrar os grilhcs que te prendem :
deves l*b defender. E esse* povo entrando ara
sitme um esforro mais quoVlumano, nsvos
Char^aginezos defandosa a Ierra do seu bar^o,
outres Fr%ncezes balem-sc pelo- dolo da libc-rda-
de, eguaes aos Americanos suecurabem aos lti-
mos arrancos da furia, co.onial, tiles serna, in-
veqciveis, delirantes procuraro a viso, qua Ihes
sorria e clles vencero.
A. voz da mprensa o mundo passa per urna
transforoiago. As c8nslituios^redigem-se, os
Coraporai agora esses limitados copistas, Ira- | paramentos%e oslabelecim, .e estes sao.do po-
balhando tanto produziiem rao pouco, manli-! o, o novo.delibera pelos delegados ; as suas
dos sacrificios innmeros com esses tninares ^cis sao promulgadas, e a mprensa, que- dictou i
de typographias, que so icem espalhado por todos
os povoados, que escrevera em urna s hora o
que um copist.1 escreva em um moz, e em um felicilou.os fructos amadur*cidos dossa continuo
anno, talvez; edasquaesurna s capaz de fazer vozear.
o trabalho de lodos ellos ao mesmo lempo, c di- Por outro lado o pod^r execulivo necessarlo,
zei; que papel lem a mprensa represenlado no inviolavel na pessoa do seu chefe mas respon-
essas assemblas populares, regozija-se depois ^"n depondo aos ouvidos do mesmo povo,. qucm
I^sLMETOl,-,
cr^ sz:a. is."a:rsBi!LS'"jir" "jarm^*.
mundo scienlifico c litlerario?
Os beneficios da imprensa lilleraria e indns-
(i) Lamartine.Historia dos Girondinos.
(oj Consolheiro Bastos.Pens. e mximas.
G) C. Cantu ilisl. Univ. I.iv. XlU.lom.7,
P. 209.
savel pelas seus agentes, regular o cerlo canii-
nha receioso e medilalro entre a censura do
poder legislativo o a da opinio publica, entre o
7) Pimenta Bueno. Dir.Pub. Brasi.
8) Taoilo.Annaes, lora. 4.c, 33.
9 llisloria dos Girondinos.
encanecido, probo e zeloso, receira o novo juiz,
que lodos repele os seus 3dos, que os julga
antes de lodos, o que persuasivo sabe guiar o
tribunal inexoravel da opinio publica.
Transcreveraos aqui ura bello trecho de um es-
criplo de A. Marrasl.rccoliiido no diccionario po-
lilico de Pags :
Ensaiai, com effeilo, a organisaco de ura
governo, cm que em granJc conta seja lido o
vol nacional ; estabelecei eleices, cmaras,
discussoes ; lomai, se vos aprouver. a forma
dos Esiailos Unidos : se supprimirdes a impren-
sa, vossa obra Picar sem nome, vossa organisa-
co sem garanta, vossa vida sem moviraenlo.
Vossos ministros proporo excellentes medidas ;
e ellas perecero ignoradas. Vossas elecjes se-
rio modelos de cscolha livres o esclarecidas por
consciencias honestas ; mas o exercicio de to
uteis virtudes Picar circumscriplo urna estrel-
la localidade, c perdido ser para a patria. Ana-
lysai, emfim, decoraponde todas as machinas
desle mechanismo social e poltico, que se cha-
ma um governo : no cirao, no centro c na base
elle tocar na publicidaie : e o que a publici-
dade seno a imprensa ?
A necessidade de urna imprensa livre pois,
essencial toda a organisaco social, onde o pu-
blico conta com alguma cousa. urna verdade
sobro quo lodos esli de accordo. Sieyes dizia
ha ciocoenta annos, que a liberdade da imprensa
era um sexto sentido dado aos povos modernos.
Despnjem-nos, se quizerem, de todas as onlras
liberdades, exclamava um orador inglez, com-
anlo que nos deixem a liberdade de'imprensa, no
que convenho ; com ella em pouco tiremos re-
conquistado lodas as oulras.A imprensa o
qaarlo poder do estado, disseram em Franca, c
Canning foi ainda mais longe, quando pronun-
cou em Liverpool estas nc-laveis palavras : Km-
quanlo o parlamento est aberlo, com elle que
nos governamos: ellt dura seis mezes; durante
os oulros sfiis mezes o enverno passa para a im-
prensa. (10)
V
Mas qual o meio porq-ue a imprensa instrue,
ou adverte, louvaou censura, anima ou comba-
te? qual o orgo por que o publico falla ao publi-
co, porque divulga as suasiias, os-seus princi-
pios e opiniocs?
Esse meio e esse ergio sio es joroces : esse
grande livro, de que em todos os dios e em toda
a parte so escreve um tomo ; esse tomo to con-
traslado cInP.tiilamenl variado, que diariamen-
te visita o mundo desda os profundos arigos da
Presse al a alluvo de nnnuncios do Ifew-Herald,
ou desde os brincos da Marmota a'. as profundas
observares das .lea ereditorum da Allemanha
As primeiras gazetas que viram luz foram
as Ac'.its Diarias dos Romanos (Acta- Diaria). De-
pois dostas um longo periodo decorreu sem que
urna s5 folha apparecesse destinada s noticias
dos negocios pblicos, quando na mesma Italia,
em 158, em Veneza, cuja pavo eii-trelinha a
mais cucarnicada guerra cera a Turqua, repro-
duzio-se-o antigc eoslume doa Romanos, para
parlicpor-se ao povo quaes- as suas operocoes
bellieas, vantagens-e dosvanlagfns. Essas folhas
compravasi-se por um dir.heir, que sechonaa-
vagaze'.a, nome que depois pasasu sigeificar as
mesma3 folhas.
Nessa poca j o invento de Cutlemberg roe-
dravacenvespnito; mas etre foi negado > esses
noticiarios, pelo reecio Veneza, de que es papis polticos corr-jssom e
se multiplicassem.. Esta pfohibicao, porm, re-
Uxou-se e os Venealanos foram o primairos .'i
imprimir folhas noticiosas e polticas.
Em seguida, era 1583, a-ppareceu na Inglaterra
o Mercurio Inglez destine-Jo s-nimar o povo dos
sustos que lhe eausava a armada que Pheppe II
mandara preparar para a conquista da Brelanha.
Na Franca, em 1632 o medico Bcnaudol para
fazer distrahir aos seus doenles-, imprima as no-
ticias que ColbjBy elhes maudava ; para c que al-
can^cu.uin privilegia exclusivo^.
nolovcl, que a mprensa jo-rnalislica na Fran-
ca e na Ingjatetta, tenio urna origem to diffe-
ren'.e, sendo dedicadas fius lo diversos, trocas-
sera os seus r.apeis. No com-eco a imprensa jor-
nnlistica da Inglaterra era re-ais poltica que no-
ticiosa, e vice-versa, a da Franca era ossencial-
i'.ienlc noticiosa ; hoje a d'aquella parece quasi
alimentar-se do noticias, entretanto, que a
desla principalmente da poltica.
Era Portugal, o jemal, que, merecedor deste
foi o Mercurio, em
1663, que redigido por Antonio de Souza Maccdo,
na sin introdcelo laslimavaa nao.existencia del-
les; entretanto J^o Pedro Uibeiro cita un decreto
del6, em que se prohibem os peridicos, pela
pouca verdade de muilos o o cstylo de lodos.
No Brasil, o. nosso deslino ligado ao de Portu-
gal, a nossa existencia propria s.coroerou depois
da nossa independedtia; os jomaos brasileiros.su
drahi quo dataos, os anlerioreseram Porlugue-
zes, c outro nome nao poderr. ter.
(10) Dice. Pol. do Garnier Pagos, voc. frttte.
no excercicio
Variedades.]
PIIOTOGRAPUIA.
A memoria sobre a luz de Mr. Niepce de Saint-
Victor, e as descobertas que se seguiram, causou
um grito geral de admirarlo ; todava alguns ex-
perimentadores poucos destros proclaraaram os
novos processos incompletos, c ne correspon
desle direilo, nos casos e pela forma que a le i denles s esperanzas que linha m feilo conceber.
determinar.
Esla lei reguladora dos deudos por abuso da
liberdade de imprensa era a de 20 do selembro
de 1830, que foi revogada e alterada pelo Cdigo
Criminal na parlo relativa s penas.
O systeraa punitivo de tacs crimes, que oCod.
estabelece nos arls. 7, 8 e9, garante, por cerlo,
muilo a liberdade de pensar ; mas a imprensa
livre de mais, conlra os principios reguladores
da crimiualidade, formando urna excepeo, por-
ventura odiosa, esem razo, aulorisa a irapuni-
dade, servo de salva-guarda muitas injustas
odiosidades, nojentos caprichos, e armas lemi-
veis manejadas por invisiveis mos.
O homem honrado nao acha no sanctuario da
lei urna defeza s invases da calumnia; porque a
propria lei pelo systeraa de represso, que esta-
belece, desarma-o, quando elle appellando para a
responsabilidade do seu calumniador, surge um
testa de ferro, como denorniuam-sc esses vis assa-
lanados da necessidade, a quem o calumniador
s pode impor a compaixo.
Nao ha no Brasil quem a coberlo viva de tacs
ciladas, e basta a propria poltica, que a sua
vida, o seu espirito e o seu termino, para forgi-
ca-Ias.
No Brasil entre es partidos quasi que so sanc-
ciona o principio : Quem nao por mim,
contra mim, c eis urna causa, um motivo para a
calumnia ; eis a probidade e a honra sera baluar.
les ao3 embales traicoeiros do primeiro 07enlu-
reiro.
O Brasil, que ainda agora que sabe do bereo
infantil, ja lo poltico como a verba Franca, e
como ella lio exaltado: o leile na edade de crean-
ca bebe-se impregnado de poltica ; os primeiros
sons se proferem eraprestando-lhe o som a pol-
tica ; os primeiros passos se guiam aos seus ani-
mados brados; os nossos paisr do-nos o exera-
plo de urna cega dedicarao 'um partido, que
vence ou vencido ; as nossas ruios nos emba-
lara aos sons dessas canres epigmmmalisas", que
Ihes repete a poltica...
A poltica no berco, na infancia, na juvenlttde,
na virilidad e at na decrepilude !... O vOlho
ainda sola a sua cor.vuja gargalhodada ao noti-
ciar-sc-lhe a queda de om gabinete ; anda ar-
rasta os seus pesados passos, o seu corpo veiga*
do ao tmulo, para rcclina-lo na galera de um
parlamento, e ouvir um discurso de opposicio,
1>AI;L0 DE KOCI
v.
XII
Variantes pira o desertor.Entrada em
Nemours.
(Conlinuaco.]
Sim, porm tu, Albertina, cm vez de di-
zeres duas palavras, di/.ias urna duzia, e nao t-
i.l.as mais vonlade de acabar
Ora, aborrecia-inc oslar calada durante lo-
da a pera. E depois melhor eserever Quinze
palavras rm vez de duas ; que que lem sso?
Eulo era melhor annunciar a Muda que
falla, porque Dea mais inleressaiilc.
Carneradas, disse Angely, que ainda nio
havia tomado parle na discussio geral, porque
stava fallando ao ouvido de Ccnselle, se voces
quizessem, a nossa nova cantarada eslrear nes-
s papel, queso lem duas palavras; a memoria
nao lhe poder fazer falta ; cnsiuar-llic-hei a
pantomima, q ie deve fazer a personagem que rc-
presenla, e isso a ii habituando secna.
Depois de urna deliberarlo muilo curta, acce-
dern! todos 4 proposirao de Angely, que se en-
carregOU do |iapcl do joven Fiancez. Madama
liambourc deve representar de eslalajadeira,
Desroseaux de criado; Poussemard, Cuchot e
Crangeraht consentem em representar de bandi-
dos. Monlesuma recusa-se porque nio adopla-
ram o titulo que elle dera para o Desertor.
I'arece-me, murmurou Grangcrant, que as
Etperlexas de Scapin
Ah 1 para a casa do adrogado, Grange-
ranl!
E' incorrigivel!
Devenios acabar com um vaudeville!
Se quizerem representar o Surdo ou a Rt*
talagem clteia, minha filha sabe o papel de Te-
lrooilha.
Doixe-nos socegados, madama Graiienbou-
le ; voc nio representa, nao lem quo vftrcom o
repertorio.
Eu proponho Azemia ou as Sclvagens.
I'.' uma opera em tres actos.
E s lera uma mulher.
Mas isso o mesmo. Punha-sc no carlaz :
todas as damas da companhia represenlero de
sclvagens, e rendera cobres.
A idea nao m, mas lia de ser para oulra
peca, porque nao sabemos Azemia, c nio temos
lempo de aprende-la.
Proponho a Grisctte e o Caixeiro.
Isso muilo conhecido ; em toda a parle
em que ha Ihualro reprnseirta-so isso.
Va cntiio a Itamalheleira dos Campos F.ly-
sios,
E' e_m tres actos, Pica muitu coniprido.
Enlo nio ha remedio seno lornarmos i
Entrevista burguesa. E' muilo alegre, j esl
prompta, c sempre causa prazer___
Enlo v a Entrevista burgueza ; apenase
necessario por outro titulo.
Sim, esse multo___ buiguez.
Ouem d um ttulo ?
Eu nio, disse Moulesuma; recusaran! o
mcu Casamento falso, que valia cem vezes mais
Cuchot agarrou n'uma Irombcta, semelhanle
aquellas de que usam os vendedores d'agua de
Colonia, para annunciarera. a sua chsgada em al-
guma prac.a ; Desroseaux agarrou n'uma cam-
painha enorme que soav. como un sino ; Ange-
ly virou-se para um tambor pesdurado no lado
do carro e agarrou na vanula ; Albertina pegou
cm um triangulo; Mintcsuma eu um esialo com
o chicle, que era o signa! da msica ; comc^ou
o charivari. Era uma bu ha infernal do caixa de
guerra, sino c (combla.
A gente quo ia pela estrada parou ; alguns
mais medrosos pozeram-se ao fresco, perisando
que Ibes vinha pelas costas um exercilo inimigo;
algumas camponezas po/.cram-se de joelhos. Qsi
lavradores chamam-so uns aos oulros; os me-
ninos grilam, as crianca:; choram, e quanlo mais
perlo ficam de Nemours, mais curiosos atlraho a
msica infernal do carro.
Emfim entram na cidade. Estimulado pelo chi-
cote, pelo sonidos instrumentos, pela brida que
Poussemard sacode com vigor, Vrtigo anima-so
de nobro ardor ; galopa, cousa que de lempo im-
ineraoral nio lhe succede. Poussemard ignora
quecaminho deve lomar ; mas apresenia-se una
ra grande que deve ccnduzir ao centro da cida-
de- dcixa Vrtigo enlrir por essa ra, cujosha-
ou uaia defeza de um minislro, lyrarmico s ve-
jes.
A imprensfr jornalistica bnsileira criada e
animada por essas insprameos ; teda poltica.
E se uma ou oulra folha de difi'erenle program-
ma apparece, uma estrella que surge breve pa-
ra morrer logo ; uma b?isa aromada qw passa,
e que nos deixa no calor abrasador das agitaedes
dos espintos, ou no caneasso c marasmo que suc-
cedera peleja.-Nessas folhas, lindos rcftfl/iefes
feitrsdc olenles-e vistosas flores militas vezes
tambera desfigura-os o goivo RMMbre da poltica;
e esla tyranna, que tudo invade, lem-nos sob
seut9rreo dominio; este demonio, que tudo sub-
juga-ser o nosso exterminio.
O Brasil se acha reta Un lo era duas c* mais
fracnoes, c as follios-da corle ou das provincias
sao os orgos que os animas. Entre tudo no-
lavel o seu caractar : essas ftihos, com pcacas e
honrosas excepeces, nao se ppircara discussao
de idea c principios; a sua disousso de ho-
meiiSi da vida partitolar e ir.tirBa, muitas ve-
zes.
Iafcliamcnle 6 tambem islo ue so observa n.i
provincia de Sergipe, a quem tem-ss a*honra de
perencer. Ahi rao ha edade poltica discutida,
a pessoa o alvo dos partidos ; o fraterno, quo
entre as duas imprensas opposias eaminha re-
ceioso e cauto, '.em necessidade- do sustentar
uma,. para garantir os seus actos, para lvra-los
da desvirtuarlo que suem produair os caprichos.
O governo tambera tera urna iesoroasa, a qual
a menos hostil ; porque so linyla rais defeza
do que aggresao, e> como justificadora de seus
actos administrativos^ tambera a mais doutrina;
ra-.
Se apparece uma c-ii oulra feihacsm program-
midilforcnle 6 pobro,descuidada esem enfeites;
nao s ha pouco interesse dos seii3 rodadores,
que zelam a plan linha que zeraaa germinar ;
mas ainda dos apreciadores, que a encontrara
inodoras e sera encantos.
Se de longe uma no nutra-demanda a luz do
dia, sem oulra poltica mais do que o bem so-
cial ; uma oulra que saudade, petos principacs
jomaos do imperio, e por umou outro da mesma
provincia, em cujr servcn eroprega-ss ; que
entre os-emboros dos amantes do progresso, bus-
ca continuar a vida, um canto solado, o talvez
esquecido do nosso Sergipe procura dispersar c-
grupo, que so forma, e que se tnsaia com.vant-
gem, a chega al o seu arrojo a impor dissolu-
eo.
Mas.a civ:lis3cao prorr.c-llcnos novas das, el-
la guiar nielh'or nossns passos, e a imprensa
desvirtuada e acabrunheda de hoje brilhar ui.lt-
da na victoria dos seus esbirros.
IlecifeS.de julho ds 1860.'
M. L. de \Azevedo Arcittjo.
Conforme, porm, Mr. de Brochisson.oprocesso de
Mr. Niepce merece a preferencia, pela facilidade
das preparares, pela promplide das manipula-
coes, da solidez e do vigor das provas que forne-
ce. Eis como procede esse photographo.
Elle se serve de papel mi fino e molha loda
folha cm um banlio conlendo 12 grammas de
azolalo de maneo, dissohidas era 100 grammaa
d'agua dislillada. Logo que a folha est embebi-
da, lra-se do banho c se suspende por um dos
ngulos, at que fique secca. Um minuto de im-
merco suflicienle para impregnar a folha.
Quando o papel se acha bem secco, guarda-se
em uma baceta de papclo abrigo da luz, e po-
de-se guardar nesle estado sem inconveniente
durante muilos dias. Quando se quer servir delta
para a reproducoo e depois de segura na matriz,
ella exige uma insolaco mais longa do que
aquella que lem lugar com o papel embebido em
chlorureto de prata. Tira-se do caixilho quan-
do a iraagem comer a apparecer e quando as
sombras se destacara dos claros. A imagem
to pouco pronunciada, que necessario ter al-
gum habito para conhecer o moracnlo preciso em
quo se deve fazer parar a insolaco.
Para completar a prova, mergulha-sc cm um
banho revelador, composlo de 3 grammas de az-
talo de prata dissolvido em 100 gramraas d'agua
deslillada. Esle banho pode servir al exsotar-
se. A imagera se mostra immediatamenle, e al-
canca em poucos minutos loda a sua intensida-
de. Convm lava-la bem e por muitas vesos, c
depois mcrgulha-la cm uma soluro fraca do
chlorureto de ouro. O tora primeiramente ar-
ronxeado da imagem substituido por uma cor
violcea. Esta iramerso nao deve durar mais
de 2 a 3 minutos, sob pena de diminuicio mui
sensivel da nitidez da imagem, o que igualmen-
te acontecera empregando o chlorureto de ouro
coi foile dse.
Para fixar a prova, necessario deixa-la du-
rante 3 ou -i minutos de molho em 6 ou 8 por
cento de hyposulfilo. E' necessario vigiar esta
operaco c faze-la parar antes que as meias tin-
tas sojam atacadas; c este effeilo do hyposulfilo
seria ainda mais de temer se a prova nio est-
vesse protegida pelo chlorureto de ouro. Ter-
mina-se a operaco por lavagens repelidas, e fa-
zendo seccar a prova pelo calor do foga ; o calor
contribuc para dar inlensidade imagem.
Tem-se observado que os vdros omorellos,
conservando apparentemenle a sua cor, perdera
todava a sua qu-.lidade de neulralidade, c occa-
sionam muilas vezes novoas sobre as imag^ns.
E' portante essencial mudar muitas vezes esses
vidros ou ao monos preserva-los da lu directa
emqtranto r.io servem.
Mr. Gaussin indica um procesoo para obter essas
provas lio uiaravilhosas de positivos stereos-
copicos transparentes; O emprego da albmina
longo e difficil, e por isso elle lhe sufcstilue o
cellodiiim ordinario,o mais velho c o mais espesso
possivel, que elle reforja com uma addicao de
atgodo azolico. O licor filtrado e espalhado
sobro o espelho e pousam no banho de prata: O
ncrativo, que se quer reproduzirj e que sempre
deve ser envemisado, posto sobre o espelho
sensivel e collocado sobre o caixilho de repro-
dcelo, depois exposto rpidamente luz do co
durnnle um quarto de segundo, durante o dia,
um ou dous segundes antes do por do sol. Ilo
feilo, deslaca-so, a prova com a unha ou com uma
cunlia-de madeira o applica-se o aeido perogal-
lieo. O negativo deve ser levado e enehugado
com cuidado.
Grallcnbouln dava urros horriveis. Viren do ca-
IramMas no barril de melaco, e nao pdde mais
sahir ; tres pessoas sao necessarias para pii-la de
p. Enlopresenciam es assistentes ura especia-
culo, singular ; a mi fe. Albertina lendo deixado
no niel a tonca e a cabelleira, sahe do barril
com uma cnbeca rapado e inleinmente cocerla
de melaco Nopriraeiro momento, muilas risa-
das se ouvcm do envolta com cxclamacocs de
sorpreza :
Que negra magnifica! exclamou Cuchot;
olhem, rapases, como Pica bem o mol cm uui
rosto!___
Deixem-se de fallar, enrhuguem-nie, pelo
amor de Deus I gritava madama Grallenboule ;
voces querem que as moscas me comam ; j sin-
lo duas ou tres a me darem ferroadas !
Sosegu, minha mil, disse Albertina. Sr.
mercieiro, d-nos alguma cousa para tirarmos
esta massa
do que o luanle fuzilado; procuren!, que eu hilantes apparecem s ;anellas e portas todoscs-
Vide o Diario n. 100.
nao quebr mais a minha eabeca___
Esperem, lerabro-mede umapc so de campo do vendedor de lenha ?
Pode ir, mas nio muilo divertido.
Ah l vai uma : Os ladroespor gracejo ou
amor e medo.
Nao mo1
E' engracado___
Esl adoptado 1
- Kniio est feilo o espectculo ; o Amante
fuzilado ou a jornada militar ; a Muda que fal-
1 la ou l'mo noie n'uma floresta virgein, e para
terminar Os ladroes por gracejo ou amor e
medo.
E' necessario que nao esquecam do por no
cartaz, que, uma moQa que nunca appareccu era
llieatro algum, eslrear na i,ida no papel de
Rosa.
Justo 1 e acrescenlarei mesmo : papel crea-
do por mademoisclle Mars ; nao podo fazer mal.
Mademoiselle Mars nunca representou opo-
ra cmica.
Razo de mais.
Estamos perlo de Nemours, disse Ceri-
selte.
Ah diabo I Eulo toca a msica 1
panlados. Encontrara ura carroceiro conduzindo
um carro de laipaes. Poussemard uao sabe se
alirar o carro ao chao, ou se dar pissagem.
Mas aqui nao era uma modesta qmlandeira de
macaas ou uma leiteira de burro. O carrinho es-
lava chelo de ripas ; o o carroceiro linha cara de
poucos amigos Pousscnard quer lomar dirci-
la, Vrtigo que ia correr, quer galopar para
cima ao carro, o carroceiro vendo islo deu-lhe
chicotada velha na cab.-ca. Vrtigo pouco acos-
tumado essas correegees vilenlas, fica furioso ;
volta-se, mas para galopar com mais vigor. Esse
nobre impulso nao durou, fallaram-lhe as per-
nas c o pobre animal :ahio defronte da loja de
um mercieiro ; o carro lomba, quebra-so um dos
varaes, o madama GrUtenboulo c Grangeranl,
que estavam sentados ao lado de Poussemard,
saltara por cima do ca alio o vio cahir um sobre
urnas ameixas passadas, o o outro sobre nm
barril de melado, posto all para allrahir os fre-
guezes.
A principio grilam lodos ; s se ouvem lamon-
tos e pragas ; mas emfi.n aquellos que nao loram
Esperem, minbas senhoras, esperem, disse
o merrieiro fazendo um signal nlguns gnrtos
que linham parado na ra; estes rapazes mor-
iera por niel; quando compram aqui, lamliera
cinquanto o diabo esfrega um olho. Se a senho-
ra quizer em um minuto ellos limpam lodo o que
ha no seu roslo.
Boa idea! disso Desroseaux. Dize l, Gral-
lenboule, queres dexaros rapazes te lamberem a
cabera ?
"Tudo o que voces quizerem, comanlo que
me livrem dislo faz um calor horrivcl!
Os garolos chamados pelo mercieiro conipre-
henderam immediatamenle o que linham a fazer,
. e regalaram-sc de mel na eabeca de madama
Grallenboule; d'ahi ha pouco vieram outros me-
ninos ajuda-los. Era poucos momentos a mai do
Albertina vio em torno de si toda a meninada do
lugar; alguns J comecavam aos soceos para re-
pellir os cantaradas, soceos de que madama Gral-
lenboule parlicipou por tabella, e que obrigou-a
a Ihes ir administrando algumas cazoletas. Em-
fim Albertina chegou com um balde d'agua e uma
esponja em auxilio de sua mi; com a esponja
limpou-lhe o cabera ; com o reslo d'agua do bal-
de poz em debandada os gar/Mos.
Eraqnanlo se passou isso, algumas pessoas in-
dicaram aos cmicos a melhor eslalagem do lu-
gar quo ficava no fim da ra. Conseguiram com al-
gum trabalho levantar Vrtigo ; Grangeranl con-
S!i para elle e a familia ; depois encaminbaram-
lc para a eslalagem.
Mas madama Grallenboule nao podia consolar-
se da perda de sua cabelleira eda suatouca que,
linham sido tiradis do barril de niel era ura es-
tado lo deploravel, que ttvoram de deixa-bs na
ra, e ia dizendo pelo caminho:
Nio lem duvida.... foi fresca a nossa en-.
Irada em Nemours! Em primeiro lugar bao do
substituir a minha cabelleira I Naosei se aqu Ta-
remos dinheiro.... mas o tal chamariz foi do pa-
lenle I
All
L'ir.a cahelleira.Ensaio. Tambores.
Os cmicos acharara aposento com facUlade ;
alera de ser grande, a eslalagem nao eslava
ebeia.
Desroseaux e Monlesuma sahiram var o lliea-
tro, para depois irem ler com o maire, porque
nao se representan! comedias sem cenca no
ihealro; mas fura delle, a comedia representa-se
em loda a parle. Todos neslo mundo fazera o
sen papel sem pedirem lieenca ao delegado
Poussemard antes de tudo trnlo-u de Vrtigo ;
depois largou-so cala de curiosos para com por
a orcheslra.
Grangeranl, queja eslivera em casa de um ad-
vocado, naluralmenle, encarregado de compr
o cartaz, leva-lo imprensa c corrigir as pro-
vas.
As damas Iralam dos seus loileles.
Angely e Cerisetlo fatam no seu amor; (o
nova a sua paixo quo ainda tem multa cousa
que contar.
TF.I.EGRAP1IIA ELCTRICA.
M-. Ilipp, hbil director da^oflicinas-telegra-
phicas de Bale, na Suissa, fo: convidat! para vir
ensatar em Franca os seus eaeellentcs appare-
IhoSi As experiencias, que tiveram lugar nos l-
timos mezes do anno passado, obtiveram o mais
completo successo, communicando directamente
de Paa a Bale, cem a interposirio de estaces
intermediarias nem pilhas loaaes," e por meio" de
ura nico elemento.
Prolongando a linha de Pars Bale de um So,
c oppondo correle elctrica a mesma resisten-
cia que uma linha do 1000 kilmetros (com a do
250 leguas) de comprmenlo-, pode-se communi-
car directamente com Bal rom ajada de quatro
elementos o sem interpositao de estacos. Ei-
ecu, portanto, demonstrado que, augmentando o
numero dos elementos, a correspcndencia.se po-
doria estabelecer com Vienna, per exemplo, ou
mesmo com Gonstantincpla, sera Eaver ueeossi-
dade de estaroes intermediarias.
A DRAINAGE APPLICADA CONSERNACAO
DOS MONUMENTOS.
A applicacio desla invenco moderna 5 uma
ogreja cm-Franca con o mais-pleno- sujeesso,
lera feilo nascer a idea de applica-la egualmento
3os monumentos, como um grande meio de hy-
gienc publica. Ella pode contribuir cosn effeito
para salvar muitos monumentos aagos, que,
pela acfo ordinaria do lempo, tem mudado de
nivel. Kdrainage eombater ulilisoule essa hu-
midado perniciosa para o edificio e para as pes-
soas, contribuir para a cor.servarAo das egrejas,
e para a sade publica, so ella for applicada s
casas de morada, sobreludo as sidades e luga-
res hmidos.
a estalajadeir rerebe-o muilo br m ; mas as--
sociada com uma quadrilha da ladros qua cos-
to mam matar e roubar todos os viajantes que o
acaso leva h. essa eslalagem......
Oh mcu Deus o o pobre mancebo ?
Para salra-lo s ha all uma moca quam
prohibem do fallar ao viajante. E' o leu papel.
' Eu farei de viajante...... Tu mo fazos signaos.
procuras fazer-me comprcbcndei os perigos que
me cercam
Ah muitu bem !
E depois c;ta notM hei de dar-te aigamas
lices
" Mas o traje?
0 que tens serve ; uma efiada ii, eslala-
gem.
F.' verdade, nao precisa mudar.
t- E bes de ler uma ovaco cstrondosa, por
que s muilo mais bonita do que lodas eslas bi-
chas, o que as faz Picar furiosas___ Oh I se cu
nao estimase aqui nao le deixariam representar;
mas nio lenhas cuidado, eu le farei anda' pa'i
dianle
E eonlinuars a arcai-mc?
De cerlo c tu?
Eu, tambem, creio que sim.
Enlo nao tens certeza?
E' que ludo o que me succede tem-se feilo
lo depnssa, que ainda nao eslou bem persua-
dida de que ludo islo seja real.
Minha querida Ccriselto, na vida as resolu-
to os promplas sao sempre as melhofes; o primei-
ro movimento o bora___
Sim, mas todavia se vocc nao tivesse ido
co colicu, eu nio o teria acor
mpanhado.
' Corisolte ainda atordoada com sua nova posi- ~, P'.1!50 rc"d, V^ P"- ler-te segui-
co, julga estar sob o imperio de um sonho; mas d0 ole' E tu estas zangada por isso?
.* j. .___i_____. ii______s. ... j... De nue
ao chao com o tranco, tpam-sc para soccorrer seguio lirara ameixa passada que lhe lanava o
os oulros. Grangeranl apenas linha uma ameixa olho esquerdo ; indemnisaram o mercieiro, oe-
passada mellida no ollm esquerdo ; mas madama | roceado-lhe uma eotrada de graca no especlacu-
um beijo de Angely prova-lhe que nao est dor-
mindo.
E hei de representar amanhaa? pergunlou a
moca toda commovida.
Sim, minha querida amiga, representars
um napel muilo inieressanle.
J Mas cu nao sei.... nao posso sab-lo at' "eccsssrio segu.r a trrenle... tomar o lempo
amanhaa I como vem.... aproveilar a mocidade e ceder s
' -S tens quo dizer duas palavras Meia r-clinaces do corado...... E'assim quese
nOiM e sempre.
Meia noite esempre?
Parece-me que se pode muilo bem decorar
iss.
Se isso s....
E mais nada. Quanlo peca, um mance-
bo que chega uma eslalagem siluada em uma
floresta, trazepdo surtiente comsigo o seu criado;
feliz.
Ests cerlo disso ?
Em rcsposla Angely d um beijo em Ccriselto,
que diz comsigo :
t* Deus queira que o soldado nio tenha ra-
zo.
(Con/inuar-se-na.;.
PERN. IYP. DE M. t. DE FARIA. Tlbtfu. "
/
De que servira agora?
E" porque cu quuera ver-to mais alegre
mais feliz
Ainda nao live lempo do indagar so era fe-
liz I
Menina, nunca devemos indagar isso. E' i
V
*+
i
ILEGVEL
"S"


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