Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09111


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Full Text

>
AMO XXIYI. HUMERO 160.
Por tres mezes adaiilados1><|OOt).
Por tres mezes vencidos 6$0ft0.
QUim FEIRA 12 DE JDLHO DE 1860.
Por anno adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
EXCARR GADOS DA^UBSCRIPCAO.",} NORTB*
Parahi 1a, o Sr. Antomq, Alexandrino de Lima;
Nat.il, o : ir, Antonio Marques da Silva; A*racaty, o
Sr. A. de Leraos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Ma anhao, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guim;res; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moraes Junior; rara, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazona o Sr. Jeronymo da Costa.
I
l'AKlllJA UVS LORKhlU.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horfs do dia.
Iguarjss, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanhuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingnzeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex nas quartas-feiras.
Cabo. Serinhaem, Rio Forraoso.Una. Barreiros.
Agua Preta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Todos 03 correios partem as 1Q horas da manha.
RTE OFFICIAL.
EPHEMERIDES DO MEZ DE JLHO.
3 La cheia a 1 hora e 47 mim tos da manha.
11 Ouarto minguante as 3 horas e 38 minutos
da manha.
18 La nova as 12 horas da mnnhaa.
25 Ouarto crescente as 3 horas e 20 minutos da
manha.
PREAMAR DE HOJE.
PrimeirD as 11 horas e
Segundo as 12 horas e
42minutos da manha.
6 minutos da tarde.
C overno da provincia.
O presidente da provincia, autorisado pela lei
provincial n. 450, de 12 de junho de 1858, re-
solyo crea' ncsta capital urna irmandade da Mi-
sericordia, cargo de quera ficar a administra-
do dos e; tabelecinienlos de caridade, e, tendo
ouvido o Exm. prelado diocesano, manda que a
mcsma irmandade se reja pelo seguinle
COJIPBO.vIISSO.
CAPITULO 1.
numero e qualidade dos irmos.
irmandade da Santa Casa da Mise-
D'admisst
Art. 1.
ricordia da]
ta sessao, fazendo nella mencac
sentado c lido o
mprorugavel de quinze Uias. Dada a resposta
pelos acensados, ou sem ella por nao a terem .
dado cm lempo, a junta confrontando as razoes! bros da junta presentes
Eil6?* dido.em suadffeza com os docu- far o registro no livro'.
votacao por depois
AUDINECIAS DOS TBIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas e quintas..
Relacao : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civil; qnartas e sabbados
meio dia.
a o
de que foi apre-
relatorio; assignando-a os mem
Erecebendo o relatorio
DAS DA SEMANA.
9 Segunda. S. Cyrllo b. m. ; S. Bricio b.
10 Terca. S. Januario e seus companheiros mm.
11 0'iarta. S. Sabino m. ; S. Sidronio m.
12 Quinta. S. Joo Giialberto ab. ; S. Nabor m.
13 Sexta. S Anacleto p. m.; S. Joel prof.
14 Sabbado. S. Boavenlura doulor serfico b.
15 Domingo. O Anjo Custodio do Imperio.
montos aecusatorios, proceder a
escrutinio secreto. Prevalecendo as
tas, os irmaos de que se tratar, sero
lista da irmandade se no fim de oito
que lhe for communicada a resblucao
nao tiverem interposto> appellacio para a presi-I Art. 36. Se forem reconduzidis norm
fiSaL^ETfi! S?m- S? "l'osmembros da junta. ZSSSmS AJE!?
recurso juramento determinado no art 30. ; e
' processo da posse com a conveniente
e- i materia ero discusso, fazendo sempre por esenp-
i- to com assignatura e data.
10. Art 58. Tendo fallado sobre a materia os
competente, archivando-o membros que quizerem, o provedor a pora em
2 rime *r.ni*c> limo r\twt vaI-aI. i i .
final ncsle caso, sem niais
a relgio calholica, apostlica,
morigerado de bous costumes e
rinte e cinco annos completos de
cidade do Recifc de Pernambuco
subsistir s >b a invocacao de N. S. do Paraizn,
que a advogada e padroeira da casa. Os lins
dairmandae consistera na pratica de obras pias
e de miseriordia, em favor e soccorro dos po-
bres e dos enfermos desvalidos.
Art. 2 O numero dos irmaos Ilimitado. Es-
li no caso de serem, como tacs, adniillidos na
irmandade, s pessoas, que tivertm as seguinlcs
qualidades :
1.* Prolessar
romana : se
caritativo.
2. Ter
idade.
3. Sabtjr 1er, escrevere contar.
neios de decente e segura subsis-
de notoria honradez e probidade.
bdas as qualidades constantes dos
do artigo antecedente devem veri-
essoa que fr recebida, sob pena de
admisso que fr deliberada pela
junta administrativa.
uando lignina pessoa quizer entrar
ade, dirigir junta administrativa
por escripto, na qual declarar o
pr inteiro, os de pal e mi, (se nao
lilos) a idade, a naturalidade, o em-
profisso, solicitando ser admittido
com as com ices deste compromisso; sendo a
dita peticJH escripia, e assignada pelo peticio-
nario. Quah uer irmo pode propor alguma pes-
no, fazendo na proposta iguaes de-
suppra referidas.
4. Ter
tencia, c ser
Art. 3. T
paragraphos
icar-se na |
ser milla a
Art. 4.
rosta irmand
urna petir.o
seu nome"
forem ineog
prego, ou a
soa para ir
claraces s
sentada e
provedor es
irmos que
se o petici
as esphe-
pprovao, as prelas regeilam.
thando-se que as esferas brancas
Art. o." Esta peticao ou proposla ser apre-
recebida em junta: feita a tallara, o
lolhera da lista da irmandade, dous
nao sejam mordomos, para syndicar
oario, ou proposto tem as qualida-
des exigidaslpor este compromisso.
Art. 6. Tendo os irmaos syndicantcs oblido
as nformacbcs necessarias, daro ao provedor
conheciroenjlo dellas, afira de que elle d parte
votacao scr4 por escrutinio secreto ;
ras brncas
Art. 7."
iio cheganj pelo menos s duas tercas partes
dos votos | reseules, iica entendido que o can-
didato, de c ue se trata, nao foi recebido por ir-
mao; e nao se tratar delle mais no lempo em
que servir i junta que o regeilou.
Art. 8." i' prohibida a discusso sobro as
qualidades < o peticionario, ou proposto.
Aj- 9-.^pArovado 0 candidato, o provedor mar-
cara o da. ekn que dovo ir prestar o juramento
em suas mata perante a junta administrativa':
apresentando-se no dia oprazado, o pondo'a
mao direita obre um livro dos Santos Evange-
lios prestar o seguinle juramento : For estes
bantos Evanf elhos em que ponho a minha mao
direita, juro servir nesta irmandade conforme o
compromisso delta; acudir esta Casa do Mise-
ricordia toda as vezes que ouvir a campa com a
insigna da ii mandado, ou fr chamado pelo pro-
vedor, quer m seu nome, quer em nome da
junta, para servir a Deus, e cumprir as obras da
misericordia, devendo obedecer ao que por elle
lorordenadoj salvo tendo causa legitima que
me escuse. Assira Deus me ajude amen.
Art. 10. llavcndo mais de um candidato a
prestar o juramento, cada um dar o seu de per
si e repetir fia palavras de todo o juramento. '
Art. 11. Em livro competente se lavrar o
termo de entrada do irmo, ou irmaos admit-
idos azendej-se expressa mengo de suas qua-
lidades, e sendo ossigtiado por elle e pela
junta.
Art. 12. Depois de ter prestado juramento,
e assignado o termo d'entrada, que o candi-
dato ser qualificado por irmao, e inscripto na
lista da irmandade.
CAPITULO II
Das obrigacoes dos irmaos.
Art. 13." Os irmaos sao obrigados :
S l. A aceeitar o desempenhar com zelo ,
actividade e assiduidade as oceupages, que Ihes
Jorem dadas : a acudir com promplido ao cha-
mado do provedor ou da junta.
2. A comparecer na Casa da Misericordia
as seguiutes vezes : 1. no dia da fesla da pa-
droeira ; 2." em quinta-fera da semana santa
para lazer quartos exposleo do Sacramento ;
acompanhar na sexta-feira ile noile a procisso
de enterro do Scnhor.
3." Assistir aos enlerros dos
allecerem.
4. A pagar como joia d'entrada a quantin
de vinte e cinco mil ris, pora o augmento dos
nens patrimoniaes da santa casa por urna
vez somentc.
Art. 14. Por via de regra os irmaos nao po-
dem servir a irmandade por salario : comludo
qualquer irmao pode ser nomeado para os em-
pregos, que vencen salarios, urna vez que elle
tenha as habillaces precisas, nao podendo en-
tretanto ser membro da junta durante o exerci-
co do emprego.
Art. 15. Os irmaos nos actos pblicos o re-
ligiosos usaro de capas pretas, indo vestidos de
laclo preto; tendo o provedor urna cruz de velu-
do azul claro no lado direito, e os mais membros
da junta a mesma cruz no lado esquerdo.
CAPITULO III
Das causas por que podem ser despedidos ,
os irmaos.
Art. 6." Os irmaos podem ser despedidos da
irmandade por qualquer das causas seguintes :
1. Serem de to spera condigo, que sir-
vara de perlurbacao ou discredito irman-
dade
2." Viverem entregues a vicios, tornndo-
se desmoralisados.
3. Dizcrem palavras injuriosas, e de escn-
dalo, estando em p-'to a irmandade.
4." Serem desobedientes ao provedor, ou
junta, nao cumprindoo que lhe fr ordenado,
sem legitima causa que o escuse.
5." Quebrarem o segredo, que fr exigido
em cousas de inleresse, ou importancia para a
santa casa, servindo de membro da junta.
6. Lancarem para si, ou para outros, nos
beiis da misericordia, que se venderem, >)ervin-
do de membro da junta.
S 7. No quererem dar contas, ou/ da-las
com dolo, dos dinheiros da misericordia a seu
cargo, te sob a sua guarda; ficarem aldancados
em suas contas ; dilapidarem as rendas] ou os
bens da santa casa. "
8." Serem condemnados s penas de gas,
de priso com trabalho, de pristi simples per
mais de um anno, e porcrimes de estupro, ou
rapto.
Art. 17. A junta administrativa mandar ouvir
por escripto os irmaos, que forem declarados por
queixaj ou denuncia, ou ex-oBcio incursos em
alguns dos casos dos 1., 2.*, 3., 4., 5." e 6."
do ortigo antecedeute.remetlendo-lhes s trasla-
do dos documentos com a declaracao do nome
decisSo
algum.
Art. 18. Quarido o irmao estiver incurso ho
8. do art. 16 ser riscado da lista da irmandade,
vista da cerlido da sentenca, sem recurso
algum.
Art. 19. E porque impossivel dar regras
parliculares.que especifiquen! todos os casos.que
podem occorrer, a junta ter sempre autoridade
para tratar e despedir qualquer irmao, que com-
melier excesso extraordinario, e que fique em
discredito com a irmandade; salvo
para presidencia na forma do art. 17.
Art 20. O irmo que for riscado pela forma,
carao.
Art. 37. Para o acto da pos:;e nao preciso
que se rena o numero de memliros exigido para
haver sessio da junta administr itiva, veriflcan-
do-se com o numero que estive- presente.
CAPITULO VI.
Da substiluiro e escusa dos membros da junta
58. Se na discusso algum membro fallar
a ordem e & civilidade, e o provedor nao o cha-
mar a ella, qualquer dos outros membros pode-
seguir o r requerer que o faca, e ho vendo duvida sobre
modit a resoluto do provedor a junta decidir
votos.
por
Art 60. Nenhura membro pede votar em ne-
gocio de seu inleresse particular, nem dos seus
ascendentes, descendentes, irmaos, cunhados.
tos e sobrinhos.
.Art. 61. As actas da junta administrativo, se-
rao escripias por extenso sem emendas.
Art 38. O presidente da provincia om.arf borras 'Kinha V^rmZJESS* X2
-ubsmu.os, escolhendo da lista sa que duvida faca ;' nellas se declararn as ma-
que tenham i(;uses qualidades tenas submeltidas discussio, as propostas as
e designar a | indicayes, os requerimenlos, as moes e' as
ouirosim oito substitutos,
o recurso aquelles irmaos,
s exigidas para os proprielarios
m nl\? ?-ueHn" Pa8arinlcSr,menle,' bros da junta accumularao os lu(;ares pela ordem '< parece
em parle a quantia de que trata o 4., do de sua designaco. Arl
' 13 dentro de doze mezes contados desde o Art. 39. Logo que qualquer nerabro da junta
TSLM ?ua,l,,Cd0 PrI'"130' S.er r?Ca- I SC "* imPedido4por motivo justo, dar imme-
irmandade; norm se depois de excluso diatamente parle ao provedor. Seo impedimento
que estiver devendo, poder for temporario, e nao exceder noventa dias.
ou
art. 13 dentro
dia em
do d
pagar a quanlia.
ser remtregado na irmandade Antes de"ser o I o provedor enc'arregar m" dos Diitros membros*
i'-ii', luir H'i''i'i i* -, t i -, .. i :_______ '
irmao nscado.se lhe far a intimaco por escrip- I das funecoes do impedido"
lo, para pagar dentro doquinze dias, e na dita
intimaco ir transcripto este artigo.
Art. 22. O irmo despedido por duas vezes,
ainda que por diversas causas, nao piie perlen-
cer mais irmandade.
Art. 40. Porm se o impedimento exceder de
noventa dias ; se fr em razc de morte ; por
sahida para fra da provincia, qie oimpossibili-
te de comparecer ; por abandono do lugar por
dous mezes ; se der escusa, e fr acceita pela
CAPITULO IV. junta, os membros respeito de quera se der
Da nomearao da junta administrativa, e das es,a oceurrencia, sero substildos pelos seus
qualidades que estes devem ter. substitutos.
Art. 23. O presidente da provincia nomear u'co. O provedor ser substituido pelo vice-
no 1. de maio de dous em dous annos a junta provedor; este e o ihesoureiro esmoler, pelo
administrativa, escolhendo da lista da irmanda- n^rdomos e estes pelosseussub.stitulos guardada
de aquelles irmaos que lhe parecerem reunirs a ordem numrica designada pelo presidente da
qualidades exig las por este compromisso c Provincia.
convenientes aos lugares respectivos. Expedin- Art. 41. O presidente da pro.-incia conhecer
do a junta em exercicio a respectiva portara, da ex-oDcio, ou por meio de qucixa assignada por
qual a mesma mandar tirar copias authenticas dez'"naos, dos crimes especiii:ados no7. do
para servirem de ttulos a cada um dos nomea- nrl- 16. quando forem commettilos por membro
dos.ficando o original archivado na secretaria. da junta.
Art. 24. A junta administrativa ser composta Art. 42. A queixa ser admit da smente por
oc u membros que sao1 provedor. 1 vice-pro- escripto, e contendo os documentos, que iustifi-
k' .llie,soure,ro esmoler, e 10 mordomos. 1uef> a existencia do crime ; as assignaturas dos
Art 2o. Para ser provedor, vice-provedor, 0cz irmaos serao reconhecidas tor tabellio
Uiesoureiro esmoller, preciso que o irmo te- Art. 43. Logo que se aprsente urna queixa
nna a idade de j annos, e para mordomos trinla com as formalidades prescriptas no artigo ante-
amos; uns e c utros deverao ser de notoria cedenle. o presidente da provincia ordenar por
probidade o intell.gencia. seu despscho, que os membro i aecusados res-
An. m. Us irmaos, que tiverem acceilado o Pondam por escriplo, no prazo improroaavcl de
nomejeno enviaro os seus ttulos ao escrivo quiuze dias. remettendo-se-lhe copia da queixa
aa ^a!lla Lasa da Misericordia at o dia 1. de e dos documentos.
junho; os que se escusarem apreseniaro no Arl. 44. Dada a resposta don aecusados ou
praso de oito das, ao presidente, da provincia os sem ella no caso do a nao ter dado era lempo o
motivos com que prelendem justificar a sua presidente da provincia ouvir a iunta adminis-
!f,h=Ha1;J-Ulga n,d0-UeiuiveiJ nomear em ^raliva. ,-danriliilf clara r incursos no crime pos
subSt..t,c.ao outros iiMm. j*iue foram eaw.io.., e mandar*, que sejam exo-
esenvao da Santa Casa far registrar os tilu--i erados dos lugares que oceupajam. e riscados
da listada irmandade.
irmaos
que
do acosador, iflm de que respondam do praso
los dos que acceitaram a nomeacao, e os convi-
dar a comparecer no dia 1.- de' julho para to-
mar posse e entrar em exercicio : no dia da posse
o esenvao apresentar, e entregar os ttulos que
devero estar registrados, ao provedor, para os
devolver a quern perlencer, depois de prestado o
juramento.
Art 27 Nerihum irmo poder ser nomeado
membro da junta, se nao depois de haver per-
lencido seis mezes irmandade, e se fr embre-
gado com vencimentos cm conformidade do
disposlo no art. 14, tambera nao poder se-lo em
quanto durar este emprego.
. Art. 28. Nao podem servir de membros da
junta conjunciamente no mesmo biennio. poi e
mcs, cunhados em quanto durar
to esobrinho.
CAPITULO V.
a posse da junta administrativa.
Art. 29. No dia 1." de julho do primero anno
oo biennio se reuniro os membros da junta
administrativa s oito horas da manhaa, tanto
os que estiverem ero exercicio, como os noruea-
dos de novo, na salla para este acto destinada ;
estando presentes os dous provedores tomaro
assento na cabeceira da meza em cadeiras de
espaldar; o provedor velho direita, e o novo
esquerda, os mordemos em exercicio no lado
direito da meza, e os novaraente nomcados
esquerda.
Art. 30. Assim reunidos uns, e outros, o pro-
vedor em exercicio, declarar instalada a junta
para a posse dos novos membros; defirir ao
novo provedor o seguinle juramento. Juro
cumprir era e fielmente os deveres de provedor,
que me sao marcados pelo compromisso. Depoi<
ao vice-provedor e aos mordomos cada um por
sua vez. Prometi guardar bem, verdadei'ra-
mente, com toda a inteireza. e fidelidade os
deveres que me sao impostos pelo com-
promisso.
Art. 31. Concluido o juramento, o provedor
antigo lera o relatorio em quo expor circuns-
tanciadamente os successos occorridos durante o
biennio e as medidas que foram adoptadas pera
os melhoraraentos dos difTerentes ramos
adminislracao depois do lido o entregar ao
novo provedor.
Na acta da sessao do dia da posse so far
nicamente menso de que o relatorio foi lido, e
que se prolicaram as solemnidades rccomme'n-
dadas nos artgos deste compromisso.
Este relatorio ser registrado em livro propro
e depois archivado na Santa Casa; se exlrahir
duas copias, una para o presidente da provincia
6 aUloa para- assemD'a legislativa provincial!
Art. 32. Feita a leitura e entrega do relatorio
levanlar-se-hao todos os mordomos; o antigo
provedor dirigindo-se solemnemente ao novo
lhe rara entrega do compromisso da irmandade
e se exprimir assira. Irmo provedor, estaos
empossado do vosso lugar, vos entrego esto
compromisso, para que guardis, e facais guardar
fielmente todas as suas piedosas disposicoes. Ze-
loi os bens dos pobres, desvelai-vos no alivio dos
infelizes enfermos, e o Deus de Misericordia
abencoar vossas aeces. O novo provedor
responder. O Deus de Misericordia me ins-
pire, e me ajude a cumprir to santos de-
veres.
E logo os dous provedores trocaro os lugares,
passando o da direita para a esquerda, o vice"
verso; lambem os modormos trocaro pela
mesma maneira os seus lugares, passando uns a
oceupar os dos outros.
Art 33. Lavrada immediatamenle, pelo escri-
vo, a acta da posse ser assignada por todos os
membros da junta presentes, sendo em primeiro
lugar os novos, e em segundo os antigos: mas
em grupos distmctos, de modo que elles passara
extremar-so primeira vista.
Art 34. Depois de assignada a acta dir o novo
provedor. Est concluida a posse. Ftcando
assim terminado o acto.
Art 35. Se o provedor
Art. 45. Quando 0 presidente da provincia
proceder ex-oficio. seguir a mesma or-
dem do processo, como dispoe a segunda parle
dos arts. 43 e 45.
Art. 46. Quando o membro da junta entender
que nao deve continuar no exerc co do seu lu-
gar dirigir junta a sua representago motiva-
da, pedindo a dispensa, ou escuia do lugar. O
provedor convocar sera demora a junta, esub-
meiter sua deciso a representaco, se ella
lor pela affirmaliva, tica dispensado ; 'mas se fr
pela negativa, obrigadoa continuar no mesmo
exercicio salvo o recurso que lhe cabera para o
presidente da provincia.
CAPITULO VII.
f "dministraro da Sarta Casa.
,.rV A administraco e gcvernp garanda
.anta Casa da Misericordia compete \ junt^ 1-
ministraliva ; o governo econmico dos esU
lecimentos aos mordomos, de aecrdo com os
maos superiores, onde os houver c com a s
nntendencia do provedor. A superior inspe
ao presidente da provincia, como irmo pr'
lor da irmandade.
Art. 48. A juntaadministratira, nSo pode adop-
tar resoluroes contrarias s disposicoes das leis
geraes e proviuciaes em vigor.
Art, 49. A junta adminislratira exercer as
suas funecoes por biennios : os seus membros
poderao ser rcconduzidos, em quanto bem ser-
Art. 50. A junta administrativa, que tomar
deliberacoes excepcionaes e contiarias aos inle-
resses da Santa Casa ser responsabilisada em
seus membros, que para isso emeorrerem com
os seus votos, indemnisando a Santa Casa dos
prejuizos que tiverem causado, pjgando-os exe-
cutivamente com seus bens nos termos de di-
reito.
CAPITULO VIII.
Das sessoes, ordem dos trabalhos modo de deli-
berar da junta administrativa.
Art. 51. A junta administrativa far a sessao
ordinaria nas quintas-feiras de cada semana
da sendo esta impedida, no dia segu.nle s
os
Sl^i
";
rd%
horas da tarde ; e extraordinaria, quando ccor-
rer algum caso urgente, por convccaco do pro-
vedor, ou do seu substituto era exercicio.
Arl. 52. Achoudo-se reunido o provedor ou
vice-provedor, thesoureiro esmoler, e tres mor-
domos, poderao deliberar ; sao i ullas todas as
deliberacoes tomadas com mencr numero de
membros ; e estes responsaveis pslos prejuizos
que causarem Santa Casa com deliberaces to-
madas em semelhantes reunie;;, pag'ando-os
executivaraonte. 6
Art. 53. A sessao doo noder ser levantada
i sessao doo poder
cm quanto nao fr vencida a discusso, e por isso
durar o lempo preciso, nao exceeendo comludo
de quatro horas, c ficando adiada para o da se-
guinle a discusso ds materia, qie nao pode fi-
car terminada nessa sessao.
Art. 54. Reunidos os membron da junta em
numero sufficierito, e hora desigiada, assenta-
do o provedor no topo da mesa, e os m.iis mem-
bros nos lados, sem distinego nem precedencia
dar principio sessao pelas segu.ntes palavras '
Como ha numero sufilciente abri-se a sessao.
Da mesma maneira terminada a dissusso, e nao
navendo mais que tratar, o provedor dir : Fe-
cha-se a sessao.
Arl. 55. Aberla a sessao ser lid a a acta discu-
tida e approvada a sua redaeco ; o provedor de-
clarar a materia, que est em discusso, man-
iendo nella a ordem, dando a palavra ao pri-
roeiro que a pedir; nao consent ido que cada
um falle mais de duas vezes, fazendo observara
decencia e a civilidade entre os membros.
Arl. 56. Se algurh membro nc quizer voltar
ordem, o provedor^fce retirar i palavra ; nao
e os oulros membros
os para servir outro
bienniQ, je rcunirao comludo no dia Io de julho
na sala destinada para os actos da nn inmr,_
da junta forem reconduzidos para servir ou.ro irmao de've ser 'imWmYi^Em7ZmZ
no da Io de julho
para os actos da posse, loman-
do o provedor assento na cabeceira da mes<
urna cadeira de espaldar, e os outros membros
indislinctamente nos lados da mesma, lera o re-
latorio, segundo o dlsposlo no art. 3.
0 escrivo lavrar immediatamente a acta des-
ver pela affirmaliva proceder-se-ha nos termos
deste compromisso para a eliminuco do nome
do irmao d'entre os da irmandade, ser chama-
do o substituto.
Art. 57 Qualquer membro. em desompenho
das suas allribuices, pode offoreoer propostas
mdicacdes, requerimentos, mocis, emendas, i
mo rom a declaracao dos nomes dos que com-
ram e dos que nao comparecern!.
Art. |B. Quando os membros da junta nao te-
nham comparecido em duas sesses seguidas em
numero sufficionte para haver sessao, ou nos ca-
sos era que se receie nao reunir-se o numero
sufuciente para haver a sessao que se flzer pre-
cisa pela urgencia ou importancia da materia, o
provedor chamartanlos substitutos quanto fo-
rem necess-rios para haver sessao.
Art. 64. Os substitutos chamados para servi-
rera na falta dos effectivos, cederao os lugares a
estes logo que se apresentem.
Art. 63. O presidente da provincia como irmo
protector, poder assistir s sessoes da junta ad-
ministrativa, quando qneira, tendo assento era
cadeira de espaldar direita do provedor ; po-
rm nao preside nem dirige os trabalhos, nem
assigna a acta ou outro qualquer documento;
,Jendo tomento voto consultivo. Ser recebido e
despedido por urna commisso de dous membros,
na porta da entrada da sala d Art. 66. Os facultativos, e os oulros emprega-
dos da Santa Casa, poderao comparecer s ses-
sas para requerer, ou dar informaces acerca
do quo estiverem encarregados : este compa-
reciraento obrigalorio sempre que a3sim lhe
fr ordenado para objecto do servido que lhe
esteja affeclo.
CAPITULO IX.
Da junta administrativa e suat allribuices.
Arl 67. A junta administrativa exerce s suas
attribuices doliberando e decidindo em sessao
por maioria relativa do votos ; no caso de empa-
te cabe ao provedor o voto de qualidade para o
desempate.
A' ella compete :
1. Administrar os bens que fazem o patri-
monio da Santa Casa, dos que eslo actualmente,
ou estiverem a cargo da mesma, e tudo o mais
que estiver sujeito ao governo econmico della.
8 2. Inspeccionar, por meio de urna commisso
nomeada d'entre si, os bens, e artigos ou objoc-
los de que trata o antecedente, quando o julgue
conveniente.
3. Fiscalisar so se arrecadam bera e devida-
mente os rditos; se se despende conforme as
rubricas de despezas designadas nos respectivos
orcameotos, ou autorisadas pelo presidente da
provincia.
4. Determinar que so reivindiquem pelos
meios legaes lodos os bens e valores do patrimo-
nio, ou a que este tenha direito.
5. Nomear os empregados da Santa Casa.
Estas noraeacoos sero feitas em ttulos assigna-
dos pela junta ; nao serlo cumpridas sem terem
pago a laxa do sello,__
6. Crear qjfmpregados quo julgar necessa-
rio ; suufmir os que forem desnecessarios, mar-
cando- s os seus vencimentos, e alterando as
suas fitcQes; subraettendo a approvago do
preside da provincia, que autorisar proviso-
r- st* os julgar necessarios, compelindo a
ja legislativa provincial a approvaco de-
iiiiiva".
7. Suspender os empregados de trinla dias
em diante, at tres mezes por correegao de erros
ou faltas, que tiverem commettido, havendo a
perda do ordenado correspondente ao lempo da
suspenso.
8. Conceder em cada anno compromissal aos
empregados ot dous mezes de licenca, por mo-
tivo justo ou molestia comprovada por atteslado
medico.
9. Demitlir os empregados quando tenham
perdido a conflanca, commettido erros ou faltas
graves em prejuizo dosinteresses da Santa Casa;
sido omissos e delexados em seus deveres : as
demisjses sero dadas por portaras assiguadas
pela junta.
Sero ouvidos previamente para produzir a sua
defeza com documentos, ou razoes, que con-
frontados com os documentos aecusatorios pos-
sam absolve-los, ou crimina-los. A demisso
ser sempre fundada najustca, e na prudencia,
com recurso dentro de oito dis para o presiden-
te da provincia. Gozara do recurso os mdicos
dos hospitaes, os capelles, o escrivo e o offi-
cial.
10. Propor ao presidente da provincia, e
assembla legislativa provincial, os melhora-
menios e as reformas que julgar necessarios.
11. Mandar levantar plantas de obras novas,
e faxer o respectivo orcamento ; propo-las
assembla legislativas provincial, e dar-lhes exe-
cuco depois de aulorisadas.
12. Celebrar 03 contratos que se tornarem
necessarios, submeltendo-os previamente ap-
provaco do presidente da provincia; proceder
arrcmaiaco do fornecimento do gneros, vveres,
materiaes para as obras, etc., ou aulorisar a res-
pectiva compra, quando nao convenha, ou possa
realisar-se a arreraataco.
13. Em casos omissos tomar as providencias,
ou resoluces, que entender convenientes aos in-
teresses da Santa Casa, e ao melhor desempenho
das anas attribuices, submellendo-as appro-
voqoo do presidente da provincia antes da exe-
cucao.
Art. 68. E' obrigido a ministrar ao presidente
da provincia, as informages que elle exigir; a
cumprir e a fazer cumprir as suas delerminaces,
representando ao mesmo com o acatamento de-
vido quando ellas forem contrarias s disposicoes
expressos deste compromisso, das leis geraes e
provinciaes. *
Art. 69. A junta, ou aquelles membros que
comparecerem, assisliro ao bataneo, que deve
dar-se no cofre, no ultimo dia de cada trimestre
do anno compromissal; poderao examinar a res-
pectiva escripturoco.
Art- 70 A junta, nos contratos que celebrar,
estabelecer contra os que faltarem s auas con-
dicoes, multas pecuniarias cobra veis pronptamen-
le, e a resciso immediata dos meamos eonlra-
gilados, e que em lodos e em cada um deltas li-
ca sempre obrigado, sem delles se poder valer,
nem os allegar em lempo, e para qualquer elfei-
to que seja ; que todos os seus socios prsenles
e futuros, e os que cora elles tiverem interesses,
fleam obngados cada um insolidum, todos por
um, e um por todos, posto que todos nao assig-
uem o contrato, porque a qualidade de interes-
sados os conslituem sempre fiadores legaes na
sobredila forma.
Art. 71. Discutir e deliberar sobre o ornamen-
to da receita, e lixajo da despeza para os annos
compromissaes ; verificar a exactido dos balan-
eos dos annos findos ; myralisar os algarismos e
exprimir em parecer o seu\uizo.
Art 72. Propor autoridade judiciaria compe-
tente a manumisso requerida pelos escravos
depois de concedida a autorisaco dar-lhes o va-
lor ; e passar a carta de manumisso.
Art. 73. Propdr ao poder legislativo provincial
a venda dos escravos, bens de raz, ou quaesquer
outros pertencentes ao patrimonio da Santa Casa,
sendo o seu producto convertido em apolices da'
divida publica; fazer proceder avaliaco judicial
e realisar a venda em hasta publica perante si ;
nao podendo com tudo fechar esta sem approva-
go. do presidente da provincia,
Arl. 74. Formar a lisia dos bens, que fazem o
patrimonio da Santa Casa, classificando-os ema-
lienaveis, e inalienaveis, para propora venda dos
primeiros no caso de nao convir a sua conserva-
cao, e arrendar ou alugar os segundos ; se for
preferivel a admimstraco.
Arl. 75. Autorizar, no decurso do anno com-
promissal, a troca de funecoes entre quaesquer
mordomos, couforme as suas circumslancias de
doaeidade, ou disponibilidade.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCO NO SUL,
Alagoas, o Sr. Claudino FalcSo Dias; Bahia.
Sr. Jos Martina Airea; Ri de Janeiro, o Sr
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario MaDoel Figuciroa da>
Fana.nasua livraria praca da Independencians.
'-------------------------------------._____________________________.___________
CAPITULO X.
qneira subjcilar-se esta ordem levantar a ses-
sao. A junta deliberar na sessao seguinle se o
claresa, nao se escrevendo palavras suscepliveis
de nletpetrages scientiQcs, e de inteligencias
dei doutores, das quaes rezultem quea*s% e du-
vidas forenses, o como taej incompalivew com a
simplicidade dos termos alodos clarse percep-
tiveis, que cm semelhantes contratos requer e
costuma a pralicar a boa f. Atrn das condic-
goes ajustadas procurar-se-ha estipular nos con-
tratos o aeguinte, que o contratinte renuncia
todos os caso fortuitos ordinarios ou extraordi-
narios, slito ou inslitos, cogitados qu nao cq-
Das atribuires dos membros da junla.
Do provedor.
Art. 76 O provedor ser pessoa de reconheci-
do ment, e de disliriccao, e caritativo. Exerce
as seguinlcs atribuices.
1." E' a primeira autoridade da irmandade, e
o seu orgo, especialmente da junla administra-
tiva : por seu intermedio e assignatura, que
corre a correspondencia official com as assem-
blas legislativas geral e provincial, governo su-
premo, presidente da provincia, e outras autori-
dades da mesma.
2. Executa e faz execular as disposicoes do
compromisso, dos regulamentos e das leis ; as
deliberacoes e decses da junta, expedindo or-
dens e inslruccoes adequadas i boa execuco do
que fica disposto.
3. Exerce a superior administrado cm to-
dos os estabelecimentos, o negocios da Santa Ca-
sa, zelando os interesses da mesma, velando pe-
la arrecadacao de seus crditos, e das dividas ac-
tivas, visitando e inspeccionando os estabeleci-
mentos a cargo de cada um dos mordomos, pro-
vendo as necessidades que o caso exigir, corri-
gindo as faltas o pralicas abuzivas que encontrar.
4 o Vela quo os outros membros cumpram
exactamente, e com fidelidade as obrigacoes
inherentes aos seus cargos, que cumpram as de-
liberarles da junla, e as ordens por elle dadas
para_execuco dessas decises, propondo junla
administrativa a admoestaco para aquelles mem-
bros que se nao empregare'm, como devem, no
exercicio das obrigacoes dos seus respectivos car-
gos e quando a junta assim o decida fazer a ad-
moestaco com termos moderados e civis, exor-
tando-os por servfoo de Deus, e da humanidade
a cumprir as suas obrigages.
5. Manda fazer eUeclivas, por despachos ou
portaras, as despezas designadas no respectivo
orcamento, o as que forem autorisadas pelo pre-
sidente da provincia.
6. Vela que os empregados exornan os seus
deveres, como devem ; aclivando-os com urba-
nldade ; suspendendo al 30 dias aquelles que
nao cumprirem com exactido as suas obriga-
ges, e sempre que sem motivo justificado falta-
rem no eslabelecimento por 8 dias, ou por 30
dentro do anno compromissal; advertindo-os nas
faltas era que encontrar, e dando parte junta
dos fados de raaior gravidade. para deliberar
como for de Justina.
8J* Profere os despachos para certides, ou
tendentes a exigir esclarecimentos e informaces
para o preparo d'aquelles negocios sobre que a
junta tiver de deliberar.
8. Dirige o expediente da administraco em
geral, observase a destribuigo dos tfabalh'os que
fizor o escrivo da Santa Casa pelos empregados
da secretarla da raesma, a conveniente ; exa-
mina frequentemente a escripturaco da mesma,
aiin de nao haver atrazo, d balan'co aos cofres,
quando Julgue necessario.
Aprsenla junta os balancetes raensaes, com
a relacao dos pagamentos feilos no mez anterior,
que sero laucados na acta.
9." Visita frequentemente os armazens do al-
moxarifado, d-lhes balango e Dscalisa os arti-
gos dos mesmos existentes. Examinar o estado
dos predios. Fiscalisa as obras novas e concer-
tos em andamento, providenciando como for con-
veniente e dando parte junta do que occorrer.
10. Defere o juramento e d posse aos em-
pregados noraeados.
11. Rubrica, abre e encerra todos
que tiverem de servir nas difTerentes
da Santa Casa.
12. Indica junta administrativa os pontos
do compromisso, dos regulamentos, das leis pro-
viuciaes e deliberacoes da mesma junta em que
encontrar deleito ou inconvenientes e iuexequi-
bilidade na pratica : propea mesraa as medidas
que julgar conducentes oo melhoraraento da ad-
miuistrago, ao raaior desenvolvimento, e a se-
vera arrecadacao dos rendimentos, com as razoes
em que fundar a sua opinio.
13. Procede arreraataco dos gneros e
consummo mensal dos estabelecimentos a cargo
da Santa Casa, com osdemais membros que com-
parecerem, ainda que nao haja numero legal pa-
ra haver sessao.
14. Exerce as attribuices que lhe forem
marcadas nas leis provinciaes e nos regulamen-
tos.
Do vice-provedor. ,
Art. 77. O vice-provedor substitue o provedor
era seus impedimentos temporarios, e em caso
de raorle, emquanlo nao for nomeado novo pro-
vedor. Entrando em exercicio assurae todas as
attribuiges do provedor, e fra delle faz parle
da junta e funecioua como qualquer oulro mem-
bro. E' substituido pelos mordomos na ordem
numrica designada pelo presidente da provincia.
Art. 78. O vice-provedor, independente de reu-
nio da junta, assumir as attribuiges do prove-
dor, logo que receber o ofCcio deste dando parte
que se acha legalmente impedido de exercer as
funeges do seu cargo; mas apresentar na pri-
meira sessao da junta administrativa o oflicio do
provedor, em que tiver communicado o seu im-
pedimento, sendo inserido na acta o dito oflicio,
e archivado depois na secretaria da Santa Casa.
Art. 79. Outro sim entrar logo no exercicio
de provedor, quando lhe constar a morte deste,
dando parle ao presidente da provincia e junta
administrativa, para se fazer mengo desta oc-
eurrencia na acta.
Do thesoureiro esmoler.
Art. 80. O thesoureiro deve ser um irmo de
reconhecida probidade, que tenha renda solida e
entenda de escripturago commercial.
Art. 81. Ao thesoureiro compele:
1. P.eceber e guardar todas as quantias per-
tenceni.es & Santa Casa da Misericordia, seja qual
fr a proveniencia dellas, sendo recolhidas em
um so cofre de tres chaves, das quaes ter? urna
o provedor, outra o escrivo e a terceir. flear
cm seu poder.
os Iivros
reparllges
2." Assignar com o ollicial no livro caixa os
arillos de receita.
3. Cumprir as ordens da junla c do prove-
dor que lhe forem apresenladas para entrega das
quantias que tiver de despender, as quaes s se-
rao pagas vista dos conhecimenlos em forma
assignados pelo official e pelas partes, rubricados
pelo provedor e tendo a nota de-correntedo
esenvao.
4." No principio de cada mez entregar ao
provedor o balancete do que tiver recebido e des-
pendido no mez anterior, para ser conferido e ao-
provado pela junta.
5. Este balancele ser examinado por urna
commisso de ires mordomos nomeados pelo-
provedor. *
S 6. A commisso depois de um escrupuloso
exame apresentar por escriplo o seu parecer i
vista do qual a junta deliberar se deve ser o
nao opprovodo.
| 7." No caso de ser approvada mandar o pro-
vedor que seja publicado pela imprensa, c no
caso contrario exigir do thesoureiro que indem-
nise o cofre do que inoevidamente tiver despen-
dido. '
8. Se no praso assignado o thesoureiro nao
iiver satisfeilo o que lhe for ordenado, verifican-
do-seque houve dilapidaco o provedor remet-
iera o mesmo balancete cm todos os documen-
tos 80 advogado da Santa Casa, que ser sempro
um irmao para que este faca proceder contra o
inesoureiro na conformidade das leis.
8 9. O thesoureiro em seus impedimentos se-
r substituido como dispe o nico do art. 4
deste compromisso.
Dos mordomos.
Art. 82. Os dez mordomos sero destribuidos
pela maneira seguinle: quatro para o grande
hospital de caridade, dous para o hospital dos
lazaros, dous para a casa dos expostos, um par*
cuidar na conservago da igreja, bem como na
edificacao e reparos dos predios, e um para cui-
dar nas pendencias judiciaes e andamento dos
processos dos presos pobres. As nomeaces se-
rao feitas pelo provedor, segundo as habilitages
dos mordomos, devendo alternar mensalmente os
dos hospitaes de caridade e lazaros, e os das ca-
sas dos expostos.
Arl. 83. Os mordomos, alm das obrigacoes
que lhe forem impostas pelas leis e regulamentos
em vigor, tem a seu cargo mais as seguinlcs obri-
gacoes :
1." Comparecer s sesses da junta adminis-
trativa, a quem daro cunta das oceurrencias que
se derem nos respectivos estabelecimentos quan-
do estiverem de mez ; pedindo as providencias
que Ihes parecerem convenientes para o bom
desempenho de suas funeges, e melhoramenlo
dos mesmos eslabelecimenlos.
2 A cada um dos mordomos individual-
mente compete a inspecgo dos estabelecimentos
que lhe carera sugeitos, mas deliberando do
commum accoido com o provedor sobre o me-
lhor modo de os dirigir ; e tendo em attengo o
contrato celebrado com as irmas de caridade se
nos eslabelecimenlos a seu cargo as houver.
S." Poderao suspender.ouvindo as respectivas
superioras, onde as houver, e dando parle ao
provedor at oito dias os empregados dos esla-
belecimenlos a seu cargo : proporo ao mesmo
o empregado que deve servir interinamente no
lugar do suspenso, quando nao haja disposigo
para a substiluico, e em quanto a junta admi-
nistrativa nao deliberar 5 este respeito.
4. Apenas tomaren! posse mandarao fazer o
inventario dos movis, alfaias, utensilios e tudo
o mais que perlencer aos eslabelecimenlos de sua
competencia. Este inventario ser conferido pe-
lo mordomo que sahe e pelo que entra de mez,
dando parte ao provedor das differengas que en-
contraren!.
5 Sempre que qualquer mordomo precisar
de alguma cousa que hoja no eslabelecimento a
cargo de outro dirigir a sua requisico ao prove-
dor que ordenar a entrega, se se conformar com
o pedido.
Art. 84. Os mordomos nomeados para os hos-
pitaes de caridade e lazaros, e para a casa dos ex-
postos, alm das obrigages dos paragraphos an-
tecedentes, visilaro, pelo menos, duas vezes por
semana os estabelecimentos seu cargo.
Arl. 85. O mordomo encarregado da conserva-
gao da igreja, e reparos dos predios ter mais a
seu cargo :
1." Cuidar da reedificago, conservago, e
aceio da igreja ; dirigir as festividades religiosas
e as procisses que forem feitas pela irman-
dade.
2. Inspeccionar, e examinar trimestralmen-
te os predios singados, ou para alugar; propor
em junta os concerlos e obras deque os mesmos
precisaren), quando a quanlia exceder de cincoen-
la mil ris, e ao provedor quando importar al
esla quanlia, c liscalisar a sua execuco.
3. Examinar se os arrematantes ou emproi-
leiros das obras nos edificios sugeitos sua ge-
rencia as fazem com a necessaria perfeico e se-
guranza e de conformidade com os condices dos
contratos que com elles se houverem feil ; dan-
do parte ao provedor d3s faltas que encontrar. v
Art. 86. Os mordomos encarregados das pen-
dencias, e andamento dos processos dos presos
pobres, activar ao advogado e solicitador nas
questes que perlencerem Santa Casa, dando
parte junta administrativa, quando aquelles em-
pregados forem omissos. ou negligentes no cum-
primento de seus deveres, e envidar tudo quan-
to estiver a seu alcance para que nao sejam de-
morados os processos dos presos pobres.
[Conlinuar-se-ha.)
EXPEDIENTE DO DIA 10 DE JILHO DE 1860.
Oflicio ao chefe de polica.Fica V. S. autori-
sado a mandar fazer o calamento das paredes das
prises da cadeia do termo de Olinda. conforme
requisita em seu oflicio de 9 do corrente, sob nu-
mero 915.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Por despacho desta dala prorogue por dous me-
zes improrogaveis o prazo que ao juiz municipal
do termo de Nazarelh, bacharel Joaquim Jos de
Oliveira Andrade, se havia marcado para apre
sentaco do seu ululo. O que communico a V.
S. para sua inlelligencia.
Dito ao mesmo.Nao havendo crdito, segun-
do consta de sua informago de 7 do corrente,
sob numero 679, para pagamento dos vencimen-
tos do prorrotor publico da comarca da Boa-Vis-
ta, bachaiel Agnello Jos Gonzaga, relativo aos-
raezes de maio e junho deste auno, autoriso a V.
S. a mandar effecluar esse p*gamenlo sob minha)
responsabilidad!1, por ser essa despeza concernen*
le a alimenlago de empregados pblicos que vi-
vem delusivamente de seus vencimentos.
Dito ao mesmo.Constando de sua informarlo
de houtem, sob numero 684, que nao ha crdito
para pagamento da quantia de 302&793 rs. eaa
que importam os vencimentos do juiz de direito
do Bonito, bacharel Francisco Antonio de Olivei-
ra Ribeiro, a contar de 14 de maio deste anno,
em que entrou em exercicio, at o ultimo de ju-
nho prximo findo. auloriso a V. s. a mandar
effcituar esse pagamenlo sob minha responsabili-
dade, v3to ser essa despeza concernente a ali-
menlago de empregados pblicos que viven) ex-
clusivamente de seus vencimentos.
Dito ao mesmo.Estando nos termos legaes o
pret junto em duplcala, mande V. S. pagar a Jo-
s Mara Ferreirada Cunha, conforme requisitou
o commandante superior da guarda nacional de
Nazarelh, em officio de 3 do corrente, sob nu-
mero 90, a quantia de S76&000 em que importam
os vencimentos relativos aomezde junho ulti-
mo, dos guardas nacionaes destacados naquella
cidade.Communicou-se ao commandautesupe-*
rior da guarda nacional de Naz-retu,

MUTILADO


(80
DURIO DE f EBSAMBVCg QUISTA FtlTlA W DE JLHO DE 1860.
rtsposta, auiea^a de M. Caruwtii
ao alistamcnlo
Dito ao mesmo.Era visla da folha inclusa,
mande V. S. pagar a importancia do aluguel, !cVl0S
vencido desdo Janeiro at junho deste anno, da ; Cll do "aPa :
asa que serve de secretaria do comruando su- certo, so alguma
pcrior da guarda nacional deste mumcipio.I S~K o governo lera ncoieslavelmcnteo dirci-
4;ommuoicou-se ao commandante superior do ,,0 de mlervir na questao, com ou sem a iniciali-
Recife, I va de M. Slewart. Dc/ixem a lei seguir o seu
d lrlaiijczes para o cxer-
lev foi violada ou Seva
Dito ao mesmo.Autoriso o V. S. a mandar' <--ursu nuresaL. Nao pedimos nada demais.e nao
temos TassfHiguma para esperar outra cousa. A
pagar, sob mioha responsabilidade, aquanlia de .
50*000 que se est* a dever aoiuii de urphaos legislacao Ingleza na Irlanda forsempre apphcada
seca, proveniente de seu ordenado do mez deju- os representantes da juslica na Irlanda achariam
nho prximo Ando, visto nao-ha-ver crdito para : <" .? duro o enxergar um eximo n um (acto
essa despeza e ser ella concerncnte a alimenta- | a0 legal e la* constitucional como a emigracao
rao de empregados pblicos, que vivem exclusi- ; "vrei ...
vamenle d scus vencimentos. So, ajguem obrar contra a le. nos o repcti-
Dito ao commandante superior de Nazareth. mes. deixem a le e scus representantes obrar
Mande V. S., conforme requisita o dicte de poli- COTItra esse alguem.
de por obsta- |x,'cs do .Sr. tiaro de Mau a resp'jHo da ui^au-
sa?o do tribunal do commercio-
Noentiari tambera na apr&o.ico da causa a
que se refere o mesmo souhor era sua exposico.
Nao conven trozer ao senado a di icussao de cau-
sas judiciarias ; reso iria exorcer pressao no ani-
mo dos magistrados, o seria um a .tentado contri
a harmona e independencia dos poderes do Es-
lado.
Nao sa>e-, porm, porqueTazio a parte ven-
cida e o correspondente inglez do Jornal do
Cxttitiitercie se julgam com direito a scoi-
raar de injusta a deciso do tribunal do com-
mercio. ,-
t)uan*o ao primoiro, com urna ralavra se res-
ponde : parle, o por conseguir seu juizo^
suspeito.
Quinto ao seguudo, poderia tan bem avtrb*-io
Francisca Liso du Espirito Sanio Cuelho e sua
ilha ; e 3% approvaudo a pensao annual de......
O Sr. marquez de (Miada, apezar de sna avam-a-
ralho -Pardal.
Lev-anta-se a sessao
da tarde.
0 horas e 3/4 da inauha o Sr^rcsidente de seis mil e ianros cornos. Wa quandohVi i,P. s,P-e a'?r ,"cu e d:vi
sessao, estando presentes SlK **#- | v.UgeVMP*> &^r... ^.V'iX^&T^o
conservar al segunda'ordem dcsla presiden-' 0s Irlandezes nao sao-servos russos .nosao | de suspeito por ser ingle*, e pur isso faverairc
Kia. o destacamento da suarda nacional existente edscripl glebce e nao padenam ser amxos a casa Mau Mac-Gregor Si Compac hia ; mas quer
nesa cidade cue por oflicio de 27 do me* passa- cm negns; nioguem poderiaimpedrrque sor justo, e reconhece que esse correspondente
do se mando dissolver -Communicou se ao che-1 elli;s se esfoicassem pnra se desenvolveren) pela discreto e sisudo, e que tem feto servicus ao
Co de polica -o a ihesourxria de fazenda. emigracao. Devoraos seriamente reparar nisto : paiz pela critica judiciosa que faz de nossas
ito aocomuiatidantc do corno de polica. I I'10 a cuhum de nossos compatriotas que volla- cousas.
Faca V. S. aprcsonUrr oipoitunamenle ao Br., raQ1 su>s vistas para a emigracao italiana, se per- ] O orador confessa que o correspondente diz a
rhcfe de polica, tres prac.as do corpo sob seu anilla a menor inraceo ei; preciso que < verdade ; moslra, porm, que s hypothese por
-ominando alim de cscollrcm dous desertores Pat'au como verdadeiros emigrantes tuo {: al a provincia da Praliyba, no primeiro vapor : livres de ledo o contrato, livres em adoptar a ; se trata, e portante as suas censuras sao injus-
xlacorapaulia Ternaiabucana que para a!l; par- profisao que lhes eouvier, al a honrosa carrei- j tas, e o orador nao pode deixar le vindicar aos
tir.Communicou-se ao chote de polica, provi- \ das armas. olhos do estrangeiro a honra djs tribuuaes do
tores.
Dito ao mesmo. Mande V. S. dar baixa do
sorvico ao soldado do corpo sob seu commando,
Antonio Correia Onca da Silva, o qi'al, segundo
inforraou V. S. em' sen oflicio de 9 do correntc,
sob numero 270, foi julgado incapaz de continuar ] ^"jf"
i servir por motivo de molestia. a.rba
Dito ao inspector da thesourar.a provincial. vloes 1ue e>"ar" encontrados em sua passagem :
Ti-ndo encarregado ao engeiiheiro Pedro de Al- so esse espirito cavalleiresco que, mais urna ve
a vaa -teiilativu de preuderem o cuco. Nos
tempos mais rigorosos da legislacao, o espirito
ro a chava muilo perigoso olfender os ga-
e
ez
cantara dos Cuuuaraes Peixolo a inspeccito da reanimaos coraces irlandezes, lo firme, tao
illun.inaco a gax desla cidade, durante o impe- f nce.r. tao enrgico, que o que projociou urna
lmenlo 'do oapitao Francisco aphacl de Mello : luz ta0 viva, durante tao pouco tempo, sobre os
llego ; assini o comiimnico a V. S. para sua in- f?slos ma's fnebres de nossosanuaes. podemos
diligencia Communicou-se a companhia da II- | f,arcon!!:'nclu0?^'? q<1f _vcol, lummacao a caz.
Emquanlo. perm, nao se infringir o le.o paiz lo gravemente offendida.
paamenK) omnipotente nao querer por obsU-l O Sr. barao de Mau julga o.i outros por si,
cutos ao nosso xodo irlandez, ou desvia- le da quando allribue ao desejo de eniiquecer-se o
vereda que approuvc a Providencia marcar-lhe. i (acto deenlregar-se o orador ao ejercicio da ad-
Mada-couseguirs, nos estamos betn cerlos, com vocacia depois de relirar-se do ministerio. Pro-
. da idae, geri o por longo lempo por si so os e-
;.T""i>.~C a D< Aima Marcellina de Car" 8cis da rep,a,iicao do imperio ; o mesmo Sr.
Ferraz ha pouco lempo leve a seu cargo as duas
urna hora e um quarto ,.astas as mais pesadas, a da fazenda e do impe-
| rio ; ista prova que a divisao proposta nao de
s r, 7"~~~~ absolijta, uccessidade.
SESSAO EM 20 DE JLKUO. i Al sso naoconvm dscaelar um to con-
rrcsidencia do br.Manocl Ignacio Cavalca*ti \ siderVpVaugmento de despeza; quando o, Sr.
i ni ~,,,LaCrd?- iPtesidajle do conselho nos arnuneia um delud
As 10 horas e 3/4 da mauha o '
abre a
res.
Lida a acta da anterior, approvada.
EXPEDIENTE. .;
O Sr. Io secretario l um oflicio do i secreta-
rio da cmara dosdputados, app/oraado a pen-
sao annual de 1:0803000, coneedid repartida-
mente a a D. Carolina Cecilia Campes de Olvei-
ra, e O. Adelia Caroliua de liveira, finta c fi-
Iha do chee de esquadra Pedro Ferreira de Oli-
veira.
Comparecem no decurso da sessao mais S Srs.
senadores.
* ORDEM DO DA.
Entra em 2a discusso o projecto do senado,
prohibindo as loteras e rifas de qualquer especie
nao autorisadas por le; e comeca-se pelo ait.
Io, que passa sem debate.
Segue-se a discusso do arl. 2.
O Sr. Marque: de blinda toma a palavra pa-
ra fazer duas observagOes. Ada muilo vaga a
Circular cjs juizes do direito.Ttecommenuo a
Vine, o mais urgente cumprimeuto da circular
expedida per esta presidencia em 19 de abril de
1858. afim de opportunamente satisfazer-se o
rae foi determinado por aviso do ministerio da
Justina de23 de marco do mesmo anno.
Diloao director interino do arsenal de guerra.
Mande Vmc. farnecer i repartico da polica.
vel, e quo chegar ao seu alvo, a despeilo da
mesquinha iutervenco r>e alguns cerebros escos-
sezes desarraigados,"ck-s salteadores sardos ou dos
revolucionarios sicilianos.
Podemos dizer a M. Cardwellque se ogover-
no resolveu-se a infringir a lei, a decretar violen-
tamente a que paizes nosso povo poder lvre-
menle dirigir-so, o para que regios nao deve te-
mer emigrar e eseolher um domicilio, podendo
conforme rcquisiia o respectivo chee, doze pares lizer-lhe que Irilha mo caminho.
se a malicia humana lomou a lirefa de procu-
rar um miio para tornar o governo to hoslil,
odioso e injusto quinto losse possivol aos olhos
de algemascora os competentes cadeados.Com-
municou-se ao chefe de polica.
Dito ao juiz municipal do termo de Iguarass.
Informe Vmc. acerca do oflicio do presidente
la cmara municipal de Iguarass, constante da
copia junta, declarando o motivo por que fuo- : naUa poderia ser melhor escolhido nesse intuito,
cionou o cuiiselho municipal de recurso antes de j d 1 ""' intervenco violenta na emigracao
. ... -..-.:.,...=. .i. r i para a llalli.
gao.
Oulra observaco
passar-sc para o poder execulivo a atlribuico
couceder loteras, attribuigo que j lhe com
idos Irlandezes, para fazer com que elle parecesse
: violar al os principios do direito o da moral.
tser-lho remettido o livro da qualilicaco da fre-
guezia de ltamarac.
Dilo ao director das obras publicas.Respon-
Jendo ao olficio de 8 de junho prximo lindo
ob n. 181, em que essa directora expondo nao
so as duvidas que lhe suscita o arl. 27 da lei do
iroamentn vigente, relativamente aos reparos e
conservarn das estradas que, como lhe pareep,
iever ser feilos exclusivamente com o producto
lo respectivo pedagio, iiisulliciente, como Vmc.
declara, para semelhanieservro ; mas lambem
a dilliculdade de descriminar em certas cncunis-
tanciaa o que reparo eo que seja restrictamen-
te conversacao, a tira de se poder estabelecer as
liases e condicoes do contrato para a arremata-
cao daquelle servico, pede-mo esclarecimentos
para poder propor o que lhe cumprc na execu
cao do predilo artigo, tenlio a dizer-llie quanlo
primeira parle do seu oflicio, que a disposi-
rho do ait. 27, a quo se refere, nao limita o
servico da conservado e reparos renda do pe-
dagio, porque neste caso licariam privadas deste
beneficio as estradas, era que nao ha presente-
mente barreiras, e que curtamente eslao excep-
tuadas da disposiro genrica do citado artigo.
Da inlelligencia dada por Vmc. resultara a
injnrevidencia do legislador em nao ducretir
meios para servico que ordena, o que fura ab-
surdo.
ortanto a applicaco especial do pedagio de-
ada lambem nu>; 47 do ait. 25 da citada lei,
e antes eniender-se una juslicai;o de sua
t relarjao, do que um limite ao servico dos re-
paros e conservacao das estradas, o qual con j
vcp quo seja feiio em todas quo o precisaren! ; |
se^do levada a consignarao do 5 3." do artigo 13
n&p s a despeza que se lizcr com as estradas |
juc nao teem barreiras, mas lambem o que foi"
necessario para supprir a insufficiencia do peda-1
gii naquellas que o tem. Quanlo dilliculdade j
Jeque irata Vmc. na ultima parlo do seu citado '
Bcio. nao me parece subsistente, por iM que
nojs contratos para a arrematado, exceptan-
lol-se os casos urgentes, ser fcil eslabo- (
leeer um principio que regule os dous ser-
vjeos,
lilitu ao mesmo.Informe Vmc. quaes as obras
que se acham em andamento em Olinda, decla-
rando-ine se sao oilas por idmiuistraco, sopor
empreza ou contrato, e quai a despeza mensal
que com ellas se faz.
Dilo ao provedor da Santa Casa da Misericordia
de Olinda.Ueraella-me Vmc. com urgencia urna
relacan de lodos os bens do patrimonio da Santa
Casa da Misericordia dessa cidade, com especifi-
carlo dos movis semovenles e de raiz e decla-
racao do estado em que se acharen c do des-
tino g.ue tiverura. Ueveri vir em separado a re-
lacao da prata, ouro e joiaa que liver a Sauta Ca-
sa com aquella declarado.
Porlaria.O presidente da provincia atienden-
do ao que requi.-ilou o inspector da lliesouraria
provincial em oflicio de liunlem, sob n. 282, re-
sojve nos termos do artigo 30 da lei provincial
ii. 173 de 5 de maio do anno prximo passado,
abrir um crdito supplomentar de 6:5439596 re.,
para pagamento nao s dos colxocs, camisas c
lencea fornecidos enfermara da casa de de-
lenico, mas tambera das despezasque uo trimes-
tre addiconal crrenle se realisarem por conia
da eonsiguacao volada no 2." art. 19 da ci-
tad.i lei.Remelteu-se copia i lliesouraria pro-
vincial.
Expediente do secretario da provincia.
Temos tal confianca no governo que nao
possivel que elle se arrisque astmelhauloscou-
sequencias.
Essa iutervenco s produ/.iria irritago, dcs-
ordem u m vonladc. O governo uaul'ragacia iu-
dubitavelmenle.
Se nossss jovens, ou mesmo nossos aueies
tem iuienc&O de partir para a Italia, a lei lhes
garanle esse direito, e mais anda ; porque.como
nenhuma lei prohibe a emigrago para esle ulti-
mo paiz mais do quo a emigracao para a Nova-
Irlanda, tao justo a judar e animar aquellos que
parlera para Toleutino, como aquellos que vo
para Auklaud.
Os emigrantes vo couslrangidos, Iludidos ou
sorprejdidos por alguem ? Se ha gente quo as-
sun obre, esperamos que sejam castigados. Masa
que vern isso. se assim nao ?
Os emigrados obrara iuleiramente livres e
sera o menor couslrangmcnto f E o exercicio
dessa liberdade e dessa inleira acquicscencia que
M. Cardwell quena impedir pela violencia e vea-
mos, a pedido do conde Cavour? E' pois o ex-
ercicio dessa liberdade e dessa arquiescencia,
alias perleramente legaes, que elle quera impe-
dir, mas smenle quando se tratar dos estados do
Papa e que est prompto para proteger em favor
de qualquer outro paiz do mundo Isso jusli-
Qa ?... Nos lhe diremos de novo que nao espera-
mos liconca sua para infringir a lei. visto que os
promotores da emigracao italiana nao procuram
senao una cousa perfetamenle legal, moral e
confessavel aos olhos do todos.
Procurar forcar a lei por urna animosidade
tao flagrante contra o soberano de Roma, e a pe-
dido do revolucionarios prfidos, s poderia ler
um resultado na Irlanda.
Protestamos contra seraclhantcs altentados.
O governo, se podesse ser lo mal inspirado
para isso. nos pode demandar e perseguir, mas I
nao poderia abalar o ardor dos nobres coraces '
dos calholicoa da Irlanda, que lorara os prinlci-I
rus que soltaran o grito de rebate contra ininii- '
testa contra tal proposico, e tambera nao ad-
raille que seja prohibida* a advoc icia aos ex-ml-
uistros; aos poderosos na legislacao anliga nun-
ca houve tal prohibico, e na auliga Roma essa
prosso era reservada aos patricios, aos pode-
rosos.
Nega que a sua influencia podesse exercer
prcsso alguma na deciso do trijunal. Protesta
contra o injusto juizo que forma o Sr. baro da
Mau de nossos magistrados, cuja independencia
e honradez o orador reconhece.
Repelle a atroz injuria que se 'ez ao?"advoga-
dos col locados em alta posico, q jando se disse
que elles contraan nao o seu .rabalho de ju-
risconsulto, mas a sua influencia.
Se o orador tem tido retribuyos vanlajosas,
isso devalo esponlaneidade das partes, e nao a
contratos, os quaes comludo nao julga lucilos
nem piohibidos, pois sao perrait idos em todas
as uaces.
Protesta tambera contra oque diz o Sr. Mau,
quando d a entender que o orador advogou
uessa causa por umitas de/enas d 5 conloa. Acei-
lou-a com muilo cristo por nao ter querido en-
carregar-so della o advogado que o fiador iridi-
en u, e acei(ou-a por 20.0009, sui .ma que nao
exagerada cm visla dos trabalhos nqnmiiioios,
compromeltimentos, que (aes caasa coslumam
acariciar.
Acha estranho e ridiculo que o Sr. baiu de j conliiiuaco desse syslema; o que
Mau se queira dar por fraco, e inculcar o ora- ;em grande escala en virlude da
demonio poderoso, quando o Sr. baro, chee de i honradez e probidade
urna associaco liquissma e podeosa, tem a seu loteras,
favor lanos motivos seductores, e dispe do d-
nheiro, que eludo uesta quadradj cubica e ma-
terialismo.
Nao quer enfadar por mais leuipo ao se-
nado.
ro, continuos, e correios de
to ao material, ser misler um edificio novo,mo-
bilas e oulras cousas que importaro em fortes
sommas.
Nao em lempos anormaesque se deve tralar
de aperfeigoar uai edificio quando pode manter-
se sera ruina. O orador nota alguns defeitos na
redaeco da lei. Nota alm disloque o pro-
jecto se refere a disposic,es do regulamcnlo que
reforma as diversas secretaras de estado, que
est atcelo s commissesda c&sa, e anda pen-
dente da approvacao do corpo legislativo. Essa
nova organisacao das secretarias foi mal aceita
no paiz ; muitas vezes se levantaran! contra ella
na cama.-a e nos enado. Pode ser que nao passe.
disposicao do artigo em discusso. Nao acha con-! ou soja alterada, e a disposiroo do artigo do pro-
veniente que fique a cargo do ministerio da fa- jecto ficar burlada
zenda designar as loterias que deven ser extra- Julga ler justificado o motivo porque vola
hidas. Sendo essas loteras de ordinario desli- contra o projecto '
nadas a couslrucco de raatrizes, a estabeleci- o Sr. Sin.mJ'(ministro dos negocios estran-
meutos pos, a auabosa empiezas particulares, | geros) est convencido da sinceridade da opi
etc., etc., parece ^ue o ministerio do imperio do orador que acaba de fallar ; nao acha
o mais competente para designar as loteras que procedencia, acha at incoherencia
de preferencia deven ser exirahidas, visto co- '
mo esses negocios corren todos por sua reparti-
esperar por lempos mais prsperos. Embora se
diga que essa nova reparticao nao trar augmen-
to de despezas,1nio nao possivel. Ha de ha-
ministro, etc. Quan-| se tenha da(Jo UBla ou ou,ra incoherencia i.as
tro, que os negocios dessa reparlico se achara
era alrazo.
Allega-so que os negocios a cargo dessa pasta
sao destacados e heterogneos. Quo complica-
dos, importantes e variados tio sao lambem os-
negocios do ministerio da juslica, da mariuha.
da guerra, e principalmente o da fazenda, quo
abrange ous ramos lo diatinctos, como a arre-
cadaeo e a distribuico, a receila o a despeza
Se, pois, pela importancia e diversidade das ma-
eve ser dividido,
razo milita em favor dos outros mi-
nisterios.
O orador repelle urna censura feila pelo Sr.
ministro do imperio em seu relatorio ao conse-
sobre a conveniencia de
ao de
pe-
na amigamente. Desojara que o projecto conti-' vers,., sto que a dviso intil
vesse tambera essa idea. Nd.. acha que pelas difliculdades de nossa si-
tuagofinanceira se deixe de otlender a esta ne-
uiao
porm
. as razes
por elle apresenladas. Reconhece elle a uli-
lidade do projecto. Entretanto diz que o fado
de ler sido essa pasta j administrada pelo Sr.
marque?, de Olinda, avancado era annos, e pelo
Sr. Ferraz, prova que n necessaria a divisao
da raesma pasla. Isto leva a urna concluso di-
0 Sr. Ferraz, [presidente doconselho) enlende
que nao procede a objecgo apresenlada pelo Sr.
marquez de Olinda ; por esse principio a fiscali-
saco desse ramo de servico deveria ser feita por
cada nm dos ministerios, conforme fosse o Um a
que se dcslinasse o producto dessas loteras ; urna
lotera, por exemplo, votada em favor da casa da
correceo, deveria correr sob aliscalisa.^o do mi-
nisterio da juslica ; a que fosse destinada aos lliea-
tros, seria fiscalizada pelo ministerio do imperio ;
cessidade do servico. A economa nao consisto
somonte em corlar por despezasque nao sao ab-
solutamente indispensaveis ; a perfeico e regu-
lardade do servico lambem um principio de
economa ; as despezas, que com isso se azeni,
sao compensadas com os bons resultados que se
colhem.
Pondera que a pasla do imperio est sobre-
carregada de negocios heterogneos, c negocios
Applaude raulo ao papel que quer representar
o Sr. baro de Mau, erguendo-si como o viikj-
correr urna lotera, deve dirigir sua requisicao ao
ministerio da fazenda, sob cuja inmediata ins-
dor das leis do paiz, da juslica, t da moralidade j peceo devo correr ludo quantu diz respeilo a ar-
publica ; mas devia extender o seu rigor a lodos recadaco de iuipostos.
se alguma COIresse em favor dos invlidos da ma- ja mais alta imporlaricia. Taes sao a agricullu-
rinlia, a scalisacao competera ao respectivo un- ra, a colonsacao, as obras publicas, que por
DUleriO. ] falla de um rrinislerio especial nao podem tero
orador mostra que por este modo a liscali- andamento desejavel.
saco nao poderia marchar com regularidade.; o orador rebate mais alguns tpicos do dis-
Lxpende os abusos que se poderiam dar com a curso do Sr. Das de Carvalho.
nao se dao Conclue declarando que o governo nao acha
reconhecida absolutamente indispcnsavel, porm de alta con-
de actual thesourciro das veninneja, a medida em discusso, e deseja que
sojn quanlo antes approvada.
1 ondera que a lotera e um imposto, e como tal o Sr. Souza Franco se pudesse, nao dir em-
deve seranecadado e liscalisado pela reparticao baracar, mas impedir a passagem do projecto
da fazenda ; nao competir a ella designar quaes fa-lo-hia ; mas como nao o pode, toma a pe-
as loteras que devora correr ; mas quando qual- larra para justificar e deixir consignado o seu
quer outio ministerio tiver necessidade de tazer voto.
gos covardes.
[Murning-Xcws.D. M.)
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
ASSEMCLA GERAL LEGISLATIVA
SENADO.
SESSAO EM 19 DE JCNIIO DE 1S00.
Presidencia ao Sr. Manuel Ignacio Cavalcanti
de Lacerda.
A's 10 3/ horas da maulia o Sr. presidente
abro a sessao, estando presentes 21
senadores.
I.ida a acta da anleror, approvada.
EXPEDIENTE.
O Sr. 1. gecretario l um offirio do ,.
secretario da cmara dos deputados, participan-
do que por aviso do ministerio dos negocios do
imperio de 5 do corrente mez conslou mesm.i
cmara quo S. M. o Imperador houve por bem
sanecionar a resoluco da assembla geral que
dispensa as leis de amortizars, aura de que
possa possuir bens de raz at o valor de
100:0005, a irmandade do Serihor dos Passos da
senliores
primeiro
Exm. Sr. presidente da provincia manda acensar
recebido o oflicio de 2 do correnle, n. 44, em
quo V. S. parlicpou ter concedido ao advogado
liento Jos de Albuquerque a dispensa que pe-
dio do cargo de promotor publico interino dessa
comarca, e nomeado para o substituir ao ba-
charel Sergio Diniz do Moura Mallos.Commu-
nicou-se ao presidente darela ria
de fazenda.
Despachos do dia O de j albo,
fcjueriinenlos.
725Bacharel Ernesto d'Aquino Fonceca, juz
de prphos da capital.Dirija-se a thesouraria do
fazenda.
726Bacharel Francisco Antonio de Oliveira
Ribeiro, juiz de direito da comarca do Bonito.
Dirija-se a thesourana de fazenda,
727Bacharel Francisco "do Araujo Barros,
juiz municipal da segunda vara.Remettido ao
-Sr. inspector da thesouraria de fazenda para
mandar pagar ao supplicante Isob miuha respon-
sabilidade.
728Padre Feliciano Pereira de Lira, vigaro
la freguezia da Varzea.-Iafoime o Sr. inspec-
tor da thesouraria de fazenda.
723- Joaquira Rodrigues de MouraRequera
o supplicante a lliesouraria provincial, visto nada
constar pelo corpo de polica.
730Bacharel Joaquira Jos de Oliveira An-
drade, juiz municipal do termo de Nazareth.
Concedo o prasc de 2 metes iroprorogav-eis.
731Joo de Moura Florencio, professor pu-
lilico na cidade da Victoria.Informe O Sr. di-
rector geral da instrueco publica.
732r-Jaciulho Klesbo e outros.Informe o
Sr. inspeetor da lliesouraria de fazenda.
73.^~Joao Jos Pereira de Faria, amanuense
di alfandega./nformej) Sr. inspector di thesou-
raria do fazenda.
734-Jos Bacegaliipe.Ao Sr. empresario do
theatro de Sania Isabel, para que a visla do seu
contracto, atienda o supplicante como lhe pare-
cer conveniente.
735Luiz Pedro das Neves..informe
inspector da thesouraria ile fazenda.
736Luiz Jos Gonzaga;iriia-se a thesou-
raria de fazenda.
o Sr.
737Manuel Cavalcanti de Lacerda Campello.
Informe o Sr. commandante superior da guarda
nacional drSanto Anlo.
0 Sr. Nabueo toma a palavra para propor urna
edida reclamada pela ulldade publica, e de
me
summa necessidade para a boi adniinislraco da
juslica.
Essa medida lera por fim reprimir o proced-
menlo inconveniente daquclles que leudo per-
dido suas causas nos Iribunaes do paiz, e estan-
do ellas ainda pendentes da deciso dos iribu-
naes superiores, veem A impreosa calumniaros
magistrados eostribunaes e altribuir a derrota
quesoffreram a meios immoraes.
Esse syslema que se tem introduzdo entre
nos, de discutr-se pela imprensa as causas ju-
diciarias, antes de seren decididas em ul-
tima instancia, um meio de que se tem hin-
cado mo para eollocar debaixo de cerla pres-
sao o poder jndiciario, ecoagi-lo era suasdeci-
soes.
a imprensa um meio de que fcilmente os
ricos podera prevalecer-se nestes casos. Inspira-
da pelos interesses particulares, a linguagem da
imprensa apaixonada, e nao hesita cm empre"ar
a diflamago para obler seu3 fins.
Ninsucm querer ser juiz em urna Ierra, onde
aquelle que forasss opulento para entreteruma
discusso pela imprensa, pode impunemente des-
pejar insultse calumnias contra os magistrados
quo o condemnarara. A dillaraaco loma impos-
sivel a pratica da juslica. O terror que ella incute
pr"du* Presso no animo dos magistrados, e nao
pode deixar de prejudicar a irnparcialidade de
suas decisdos. E por isso julga que o projecto que
aprsenla conlm urna medida imporlanssima
e de incontestavel necessidade.
io""*1*de le. exPendido os motivos iusliflca-
niin n." P^010,- or*dor Ped" licen?a ao se-
i^S/T "er.a.,u" observaces em refe-
rencia exposicao de motivos do proiecto
apresentado cerca de quinze dias pelo Sr ba-
lados Da Ci"n;)ra d08 "''res depu-
Acanha-se em entrar nessa discusso por ser
negocio que diz respeito pessoa do orador
entretanto o direito de defeza sagrado e o ora-
dor aproveitar-so-ha deste ensejo para repellir
as injurias que tjaquella exposico lhe sao irro-
e a si mesmo, e nao fulminar rnenle o re-
presentante da naco, que por au.ur da jus-
lica leve a infelicidade de oil'i lder scus inte-
resses.
Manda mesa o seguinle projecto :
A assembla geral decreta :
Arl. 1. E' prohibido s partes litigantes, ou
a qualquer outra pessoa, quaqjor publieaco
pela impreusa a respeilo das seultngas dos juizes
e Iribuuaes emquanlo esliverem jilas pendentes
de recurso, appelIacJo ou revista, sob a pena de
um a seis niezes de priso.
_ No caso de que trata esta lei competente a
accSo da juslica publica.
< Pago do senado, 18 de junho de 1860.Xa-
buco de Araujo.
Fca sobre a mesa.
Comparecem no decurso da sessao mais al-
guns Srs. senadores.
ORDEM DO DIA.
Entram cm Ia discusso, cada urna por sua
vez, o pessam para a 2" e desla para a 3", sem
debate, as seguinles propositos da cmara dos
deputados: Ia, approvando a puiso annual de
1:0003 cencedida viscondessa de Govanna ; 2a,
approvando a penso annual de 600} concedida
a D. Henriquea Esmera Nabueo e Carnelro ; 3",
approvando a pensao annual de ziO ccfiuedida
ab suarda nacional Ubaldo da Sil -a Brahdo.
Segue-se a I" discusso, e passa sem debate
para a 2a a proposico de dita amara fazendo
extensivos os privilegios do que zosam as opoli-
ces geraes s que forera emitlidas na provincia
do Rio d.e Janeiro para occorrer ao dficit exis-
tente e ao que se realisar at o fim do exercicio
de 1S59 a 1860, uraa vez que o valor de taes
apolces nao exceda a dous mil c quinhenlos
contos, o entrando logo em 2a discusso o arl. Ia,
passa sem debate.
Passa-se a discutir o-art. 2."
O Sr. Ferraz [presidente do co le/to ) decla-
ra-se contra o arl, T : nao entende que seja de
juslica. quo o favor feUcr--pfCviuda do Rio de
Janeiro se estenda a loias aa onwM
Conceder a todas esse privilegio seri",
lhes os meios de contnhirera dividas
denlos, o que antes curaprc cohibir.
Mostra as razes especiaes que a
essa medida en favor da provincia d R.
neiro.
Entende que esse 2o art. addiiivo foi apresen-
lado na cmara dos Srs. deputados como tctica,
para fazer baquear lambem o primeiro.
O Sr. Alanoel acha injusto j ar. Io, c votou
contra elle ; mas como passou, julga que tam-
bera de/e passar o 2", para haver igualdade. Nao
sabe se esse artigo foi lctica da cmara dos de-
putados; mas se o foi, entende que foi boa
Suppoe, porm, que nao foi Incita, mas leve
um lira e um pensamenlo poltico Conceder-se
um privilegio a urna provincia com exeluso de
outras. seria una lei odiosa. Comtudo, votar
contra o 2o artigo, como j votou contra o |.
O Sr. Ferraz [presidente do conselho ) abunda
ainda era novas consideraces para mostrar as
razes especiaes que justifican] este favor conce-
dido provincia do Rio ce Janeiro, e o incon-
niente que haveria em eslende-lc sera mais exa-
me a todas as outras provincias.
O Sr, D. Manoel replica ainda, e aprsenla
mais algumas reflexes em abone de sua opinio.
O Sr. ias de Carvalho accrescenta algumas
consideraces em apoio da opinio do Sr. presi-
dente do conselho.
Finda a discusso, rejeitado a art 2'; e sub-
meltida votac.io a proposico nssim emendada
para passar a 3 discusso. nao passa.
Tem lugar a Ia discusso da proposico da re-
letida cmara, declarando que a garanta de ju-
Por talla dcsla medida, por falta de urna fisca-
lisaco regular umitas vezes os productos das lo-
teras sao distialudos dos flus a que por leioram
destinados.
Moslra que a reparlico de fazenda, depuis das
1 uleis reformas porque lera passado, a uuica ha-
bilitada para esse ramo de servico.
Quanlo a idea despuntada pelo Sr. marquez de
Olinda, de conferir ao governo a atlribuicio de
conceder loterias, cunpre indagar se ha uisso
verdadeira vanlagem.
O orador respeila muilo as prerogalivas do po-
der legislativo, e uo deseja que o execulivo as
ernpolgue, julga, demais, que esse abuso de con-
ccsso de loteras que ltimamente se tem dado
procede mais da preferencia dos interesses locaes co de mais urna pasta.
Concorda cm ludo que expenden o Sr. Dias de
Carvalho ; ocha o [Hojelo iiicoveniente e desne-
cessario. ,
O Sr. ex-roinistro do imperio, que sempre re-
sidindo em paizes estrangeiros, apezar de ser h-
bil, pouco coriheciinento tinha das cousas do nps-
go paiz, foi quera leve a lembrtnca de iniciar na
cmara dos Srs. deputados a idea deste projerto,
para laucar de si melado do peso que senta ser
superior as suas Xorcas.
O orador reprodu/ rpidamente os argumentos
apresenlados pelo Sr. Dias de Carvalho.
Pondera mais quelesl as vistas do governo
alliviar independeiite'mente da sua divisao, o mi-
nisterio do imperio de muitas de suas allribui-
ces, como,por exemplo, muitas attribuices que
se vo passar aos presidentes de provincias, a
fiscalisacao das loterias e outras, o que mais
um motivo parase reputar desuecessana a ciea-
sobre os geraes, procede da doulrina do mandato
imperativo, resultado das eleic.es por pequeos
dislriclus. Nao duvidaria comtudo em aceitar a
delegado se ella viesse limitada por condices e
| regras estabelecidas, alias pede ao senado que nao
; entregue um prsenle tao funesto as raaos da
adniinislraco.
U Sr. Visco ndc de Uruguay sen le que o pro-
jeclo nao fosse remettido s comraisses compe-
! lentes, como se requerir ua casa : acho-o in-
c-ompleto, e sent que se nao aproveilasse a oc-
ftisio para iuiroduzr alguma ordemem uin.i ma -i
| teriaoude nao B^a nenhuma.
; Cr que j existe legislacao anterior regu-
lando a materia, cita e l diversas leis nesse sen-
tido.
julga que na parte penal a legislacao exis-
tente mais completa que o projecto en discus- [ quella pasta.
sao* De outro tpico do mesmo relalorio, em que
Observa que se ten concedido loteras para di- se diz que o pessoal da nova secretaria ser sup-
versos lins, e sem se ler em vista uraa regra de prido pelo da secretaria ja existeule, conclue que
gradaco de sua utilidaie, o que de misler re- ha nesta empregados superfluus.
ou'ar- Pondera que nao da falta de um ministro es-
pulga que seria mais conveniente conferir-so pecial que proven o era harneo que lem encontra-
do governo a faculdade de conceder loterias do- do a colonsacao, pois essa materia est incum-
baixo de certas condices, porque est convenc- bida a um estadista distincto e profissional.
do que o poder legislativo nao competente pa- | EspereAse pelo salvaterio, esperc-se que o paiz
ra conhecer de objectos de mero expediente, e nade em ouro, e ento crccm-sc quantos minis-
1ue, dcperidem de informaces uiiudas. le'-- .j quizer.
Nao pretende votar pelo arl. 2, porque en- erga por fim na medida mais urna i
leudo que a reparlico da fazenda vai pouco i is organisaedea mialaleriaes, mais
PW usureando as allribuicoes das outras, co- de desharmonia, mais una I'acilid.
Desde multo que e necessario arripiar carreira
no augmento das despezas em que pressivamenle
vamos; cada auno no orcamcnlo o algarismo das
despezas crescc coosideravelmonte. O goveruo
deve recuar uessa senda, so quizer conseguir o
melhoramento do meio circulante. O nico meio
para conseguir esse im a economa, diminuir
as despezas e melhorar as industrias, para que
se possa reslabelecer o equilibrio entre a impor-
tarn e a exportado.
Se o governo nao tem meios de administrar o
paiz sem auxmonlo de despezas, sem dirainui-Us
piesmo, ento o'estado do paiz horroroso*
O orador l un trecho do relatorio do Sr. mi-
nistro do imperio, em que se diz que alli o ser-
vico feilo com perfeico e celcridaJe ; da|iii
conclue o orador a dcsecessidade da divisao da-
o tem feilo chamando a si a administra
.dos bens de ausentes, a liquidaco dos nic/hs
s, a ndministraco dos terrenos
diaiHuti-
Jjlga que a materia deve ser considerada de-
baixo do um ponto de vista mais vasto, e que se
deve providenciar para que nao conste a nossa
legislacao de um grosso volunte, como a do anno
passado, contendo concessdes de loterias, de car-
ias de nalurnlisaco, de dispensas a esludanles
ele. etc.
O Sr. Ferraz (presidente do conselho) mostra
quo as legislacdea anteriormente existentes nao
sao suflicieiiles, nao s porque nao cousagram
urna medida genrica, como lambem porque
nao impem penalidade eflicaz.
Moslra que nao lem havido usurpaoo por par-
te da reparlico do Ihcsouro nos casos indicados
pelo orador que o precedeu ; e que esses nego-
cios devem por sua nalureza collocarem-se de-
baixo da adniinislraco do ministerio da fazenda.
Explana ainda diversos argumentos para mos-
trar a necessidade de centralisar na reparlico
da fazenda ludo quanlo diz respeilo arrecada-
cjio e fiscalisacao de dinheiros pblicos, nao s
por ser essa reparlico por sua nalureza a mais
propria para isso. como por se achar ella por
sua boa organisacao mais habilitada quo as oulras
para esse servico.
Concorda que seja attribuido ao ministerio o
direito de conceder loterias, urna vez que seja
ros addicionaes concedidas pelas assemblas pro- sujeito as regras determinadas.
.1."!8.,*8 cm_i;aDn''s organisailas para a cons- Nao se opporia a qualquer adiamanto para re-
irucco de estradas
ie
O Sr.
de ferro ser proporcional I metter o projecto s^commisss. mas rVceia que
que o governo tem concedido. ~* >'___-- "______>-___->-
esse adiamento lhe sirva de contuerto.
O Sr. Souza llamos, em vista da discusso
que lera havido, reconhece a necessidade de
Indo elle a urna s das
Souza e Mello demor stra conriergaa
consideraces que nao convm a ioplar-se o pro-
jecto em discusso, por ser elle um meio de que emendad o""projecto.
sequerlancar mao para desearregar sobre os comraisses, e cora recommendaco de urgencia,
nrr.^n,fae"o-,nn,gra P,arl? "m 0nus que as'Ju,Sa que se obvia ao inconvaniente quercceiao
Z 1 "earnlC tomavara sobre si, Sr. presidente do conselho. Como S. Exc. nao
rer Porta'"o. ocvem continuar a cncar- 'se oppoe ao adiamcnlo, pedir que o projeclo vi
l-., j a- I commisso de fazenda
Encerrada a discusso, e posta
porsico, rejeitada.
Nao entrar na apreciagSo dos motivos apre-
nlados pelo Sr. baro de Mau para justificar
o seu projecto relirivo ao tribunal do commer-
cio ; enlretanlo nota que existiodo esto tribunal
n oito acnos, at aqui ningucm lhe noloix defei-
tos ; e agora, porque oflenJeu os interesses de
urna ssociaQao rica e importante reputado .mi
e defeiluoso.
O Morninf Htm publica o seguale artigo em I O oradnr refuta como errooeae algumas asser-
Entram em Ia discusso, cada um por sua vez
e passam para a 2a, e desla parn a 3a sem deba-
te, as qualorze seguinles propositos da sobre-
dila cmara, aulorisando o governo para mandar
admittir matricula do 1 anuo das (acuidades
de direito e de medicina do imperio os esludan-
les Manoel de Andrade Martins Vallasques, E-
duardo Meirelles Alves Moreira, Carlos Thomp-
son Flores, Pedro Luiz Rodrigues Horta, Goncalo
de Aguiar Telles de Menezes, Francisco de Pa'ula
Cosa Junior, Manoel Rodrigues de Arruda C-
mara, Thoraaz Lourenco da Silva Piolo, Joo Pe-
reira da Silva Leile, Antonio Lourenco de Carva-
lho Serra,Rufino lavares de Alnieida,Sergio Jos
de Oliveira Santos, Dionysio de Oliveira Silveira
Filho, Fabio Siziao Basles da Si va e Jos Pereira
da Costa Mofla.
O Sr. presidente declara csostada a materia
da ordem do dia, e d para a da seguinle sessao:
2 discusso do projecto do senado, prohibindo
as loiertafvs rifas de qualquer especie nao auto-
risadas p ki; 3a discusso da cmara dos de-
putados, creando wms*nova secretaria de estado
com a denommaQo do secretaria de eslado dos
negocios da agricultura, commercio e obras pu-
blicas, 3 discusso das propusieres da jnesma
SSS? : ilPPr0Tando a >euso annual de....
l;Z0, concedida a O.Jixms. Luiza Horla Bar-
bosa e feus filaos ; 2*,>pprovando a peoto an-
nual de 8611!, concedVla reparadamente a D
. ; se nao passar esse re-
a votos o pro- querimento, pedir o addiamenlo por tres dias.
apoiado e approvado o seguinle requeri-
menlo :
Requeiro que o projecto v a cowmisssodc
fazenda para com urgencia interpor sobre elle
eeu parecer, sem prejuizo da V discusso.
Souza Ramos.
Terminada a discusso do art. 2o, e posto a
votos, passa bem como o projecto para a 3 ter-
ceira discusso, e remettido commisso de
fazenda.
O Sr. Visconde de Ilaborahy manda mesa
um parecer da commisso de fazenda sobre a
proposico da enmara dos deputados, acerca dos
bancos, esobre A emendas feitas pelo Sr. Fer-
raz, offerecendo a commisso novas emendas.
Vai a imprimir.
Tem lugar a terceira discusso da proposico da
dita cmara, creando urna nova secretaria de
estado com a denominaco de secretaria de esta-
do dos negocios da agricultura, commercio e obras
publicas.
O Sr. Dias ds Carvalho votou silencioso em
Ia e 2a discusso contra esto projecto, porque
nao quera que se dissesse que elle quera em-
barazar a marcha do governo. Mas como se es-
trnuhou o seu procediraento por ter elle ja oc-
cupado por alguns mezes a pasla do imperio,
julga-se no dever de lomar a palavra para justifi-
car o seu voto. Nao contesta a utilidade do
projeclo ; mas nega a sua oppotlunidade, ou a
sua necessidade, como est palele pelos lacios.
is cnses,
Vota con Ira o projeclo.
O Sr. D. Manoel abunda em largas considera-
ces para demonstrar a desnecessidade e iuop-
portiinidade do projeclo. Mostra quanlo in-
conveniente essa medida em urna poca era que
urna crise tremenda nos ameaca, c que o servico
a cargo da pasla do imperio nao superior as
forc.as de um humero, urna vez que este lenha
talento, applicaco, e amor ao trabalho.
Vola contra o projecto.
Dada a hora o Sr. presiJenle declara adiada a
discusso, e di para ordem do dia da seguinle
sessao a continuaco da discusso adiada e as
outras materias ja designadas.
Levanta-se a sessao s duas horas e 40 minu-
tos da larde.
MUTII Ano i
SESSAO EM 21 DE JUNHO DF 1S60.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanti
de Lacerda.
As 10 horas e 3| da manha, o Sr. presidente
abre a sessao, estando presentes 32 Srs. sena-
dores.
Lida a acia da anterior approvada.
Nao ha expediente.
Comparecem no decurso da sessao mais 8 Srs.
senadores :
ORDEM DO DIA.
Continua a discusso adiada pela hora na ses-
sao antecedente, da proposico da cmara dos
deputados, creando urna nova secretaria de esta-
do com a denominico de secretaria de estado
dos negocios da agricultura, commercio c obras
publicas.
O Sr. Marquez de Olinda comer por ponde-
rar que se tem denegado aos magistrados e a
outros emprtgados igualmente mal consultados
um pequeo augmento de ordenado, em razo do
mo estado de nossos recursos finaneciros; en-
lretanlo, nao se quer que essa razo prevaleca a
respeilo da creaco de um novo ministerio, cuja
necessidade nao est demonstrada.
Se o orador quizesse, podia socorrer-se da as-
serco do proprio Sr. ministro do imperio em
seu relatorio, para mostrar a desnecessidade da
creaco do novo ministerio. Ahi se diz que a
reparlico do imperio se acha perfetamenle ha-
bilitada para desempenhar com regularidade e
promptido lodos os importantes servicos a seu
cargo. Nao admitle, porm, como exacta essa
asserco. A nora organisacao dada sua secre-
taria em nada a melhorou ; ella ficoucorao esla-
va amigamente; o seu servico contina irregu-
lar e atrazado como sempre, a reforma que nella
se inlroduzio foi somente de estril apparato.
Enlretanlo, OS trabalhos dessa repartirn nao
sao lanos, c lo complicados, que um ministro
s nao possa dirigi-los, uraa vez que tenha a seu
lado auxiliares habis, e urna secretaria bem or-
ganisada, o que nao se d ua secretaria do im-
perio.
Outro erabaraco para o boa gestan dsquella
pasta a obrigaco em que est -> ministro de
oceupar-se dos insignificantes dealhes do servi-
co, que lhe ronbam o lempo que deveria empre-
gar no exame de negocios de alta importancia.
A deciso de muitos dos negocios que corren
por esla pasla devem ficar a cargo, j dos presi-
dentes de provincias, j dos chefes das diversas
reparlicoes subordinadas ao ministerio do impe-
rio.
E', perianto, por falta de urna organisacao
conveniente, e nao por falla de mais um minis-
s
decises desse corpo em razo da falta de urna
secretara regularmente organisada ; mas nao
isso razo para que se lance em presenta do par-
lamento ja. censura lo rave a essa" rorpora-
c5o. JuTsJJ "que, "pelo contrario, tem havido em
seus trabalhos mais neflp o coherencia do que so
pudia esperar, vistar dos embneos cora que
lem de lutar.'
O orador entra era algumas consideraces pa-
ra mostrar a inconveniencia do augmentar des-
pezas. Pondera o dispendio enorme que o esta-
do tem de carregar para melhoramentos sanita-
rios e niateriaes da capital, e outros melhora-
mentos moraes e nialeriaes da mais alta impor-
tancia para lodo o imperio, como divisao de pro-
vincias, obras publicas, etc., etc.
Achaque cora a simplificaco e boa organisa-
cao do servico publico pde-se dispensar a crea-
co de mais reparlicoes. Vota, por tanto, conlra
o projecto.
O Sr. Visconde de Uruguay pretende votar pelo
projecto, ainda que o julgue iraperfeito e careci-
do de emendas, pois o repula de alta conveni-
encia.
Julga o ministerio do iperio sobrecarregado do
trabalhos importantes e heterogenes, que um s
ministro nao pode gerir satisfactoriamente.
Pe do lado a questAo doaiiglneiilo de despe-
za ; enlende que consiste ello nicamente no or-
denado do novo ministro, c aimaa que mais fosse,
I votarla pela medida, por julgn-la de sumna uti-
lidade.
Na Frange os negocios de que scoecupa o nos-
so ministro do imperio sao objecto de cinco pas-
tas dille-remes.
E' verdade que as circumstancias de um e ou-
tro paiz nao sao as mesraas. Os ramos diversos
do servico publico nao tem auui o mesmo des^"
envolvirnen'o que naquelle paiz. Mas entre nos
os ministros nao lem auxiliares como l, c lera
alm disso de oceupar-se com minucias, o que l
nao acontece. Com a nova organisacao das se-
cretarias nao houve raelhoramenlo, houve mais
spparolo que realidade.
Julga conveniente que se conceda ao governo
o arbitrio de fazer como entender melhor a dis-
tribuico dos diversos ramos do servico publico
pelas secretarias do estado.
Todava, ainda que nao appareca emenda nes-
se sentido, nao deixar de votar pelo pro-
jecto.
Quanlo censura feita ao conselho de estado
no relatorio do Sr. ministro do imperio, a queso
referi o Sr. marque/, de Olinda, enlende que de
fado existem incoherencias, c at contradices
tas decises dc-sse corpo ; mas isto devido
m organisago e irregularidad.! do servico c nao
culpa dos conselheiros de eslado. Julga de ne-
cessidade que se tome urna medida para cen-
Iralisar, dar urna s cor, e harmonisar os tra-
balhos daquelle corpo.
O Sr. Yasconcellos observa que estamos na
quadra das reformas ; nao so esla que o ora so
discute no senado ; na cmara dos deputados se
discute a reforma elcitoral ; orvtros projectos re-
formistas esto apreseutados, c ainda nao discu-
tidos ; outros esto consignados na falla do
Ib roo.
Pergunla o orador, quem sao os conservadores ?
Sao esses quequerem reformar ludo precipiladi-
mtnle. ou sao aquelles que desejam somente as
reformas lentas, reflectidas e aconselhadas pela
experienoia "? Os reformistas exagerados querem
inculcar-se conservadores, e fazer passar os ver-
dadeiros conservadores por liberaes, e lalvezpoc
anarchislas.
O orador sempre leve a honra de pertencer i
escola da autoridade, por ser ella a nica que po-
de garantir a estabilidade e prosperidade do paiz.
Nao se estranhe, pois, que elle orador, que nao
sabe como qualificado seja na presente poca, se
opponha ao projeclo em discusso.
Depois da palavra grave e aulorisado do Sr.
marquez de Olinda, o orador se julga dispensado
de tomar parte no detade. Foi esse honrado se-
nador que asseverouque sea repartidlo dqirnpe-
r.iT nao marcha bem, nao por taita de mais um
nlinislro, mas por sua m organisacao.
O orador nota que o Sr. ministr dos negocios
estrangeiros, confessando a necessidade de aug-
mento de despeza na creaco da nova pasta, so
acha em coulradicco coro o Sr. ex-minislro do
imperio, que negou a necessidade desse augmen-
to era seus discursos proferidos o anno pas-
sado.
Moslra que nao possivel que se organise a
nova reparlico sem consideravel augmento do
despezas.
Pondera, domis, que esses ramos de servico,
que fazem parte da nova pasta, ainda nao tem ti-
do entre nos tal desenvolvimento que tornera ne-
cessaria a creaco do um minislero especial. E' es-
t o faci, a realidade, e nao acredita que o no-
o ministro s com o seu fat possa produzir de
um dia para oulro um grande melhoramento da
[agricultura e outras industrias.
Se se trata das difliculdades que se encontra na
aaminislraco da pasta do imperior, pergunla so
coim igu.ies difliculdades e trabalhos nao lem de
lu'lar o ministro da juslica.
Entre as nacos civilis'adas esta materia ob-
jecto das grandes leis o.ganicas ; entretanto es-
ta que se discute refere-se a um regulamento do
governo, ainda affecto s comraisses da casa o
pendente da approvacao do corpo legislativo. Po-
de acontecer que esse rc-gulamenlo nao seja ap-
provada, ou seja alterado, e a lei ficar nullifica-
da ou sera sentido.
ola mais o orador que as mais importantes
attribuices da pasla do imperio passam ao mi-
nistro novo, e o expediente mais suave, como
rauseus, lheatro3, etc., fica cora o ministro
reino.
Nao concorda que o Sr. ex-ministro do impe-
rio fosse levado por sua propria fr3queza a pro-
por essa medida: reconhece nelle talento e ap-
tido bastante para gerir os negocios dessa pas-
ta. Entende, sim, que esse senhor errou na no-
va organisacao de sua secretaria ; se lhe tivesse
dado oulra orgniisaco, modificara por cerlo
sua opinio a respeilo da necessidade da creaco
da neva pasta.
A idea da creaco da nova pasla j foi pro-
posta no lempo em que nao existiam oulras te-
parliyes subsidiarias, como a da instrueco pu-
blica, das obras publicas e oulras que "ellicaz-
menle hoje auxiliam o ministerio do imperio.
Perianto nao procede esse argumento.
esejaria, mas nao ousa pedir, que o projeclo
v a urna commisso. Vota contra elle.
O Sr, visconde de baet vola pelo projecto,
ainda que reconheca que pode ser apeifei-
oado!
Est persuadido que se deve dar ao governo o
arbitrio para distribuir o servico publico pelas
diversas secretarias de eslado. Esta idea nao
nova, j foi apresenlada era 1816. Nao julga
de necessidade que o projeclo v commisso;
se elle tem inconvenientes, podem ser sanados
por urna resoluco, que autorise o governo' a
fazer urna melhor distribuico dos servicos pelas
secretarias do eslado.
D seu apoio ao governo sera condico era
reserva ; e cono o julga baslanteneule illus-
trado e tien intencionado, no duvida em dar-
A
lhe essa autorisago.
O orador combale com varias considerares
as duas objecces que so levantam contra o pro-
jecto, quo sao, sua desnecessidade e o augmen-
to de despezas.
Protesta conlra o que avanrarara alguns Srs.
senadores, dizendo que o projecto era um recur-
so deque se valia a pouca pratica e inexperien-
cia do Sr. ex-ministro do imperio. Tanto nao
assim, que j outros estadistas provelos e expe-
rimentados lera reconhecido a sua necessidade.
Alm disso, existe um parecer da commisso do
fazenda assignado por Ilustres merabros do se-
nado, opinando que seria mais conveniente divi-
dir em dous o ministerio do imperio, do que dar-
Ihe nova organisacao.
O orador abunda ainda em consideraces *para
mostrar a utilidade e necessidade do preieclo
pelo qual votar. '
O Sr. Manoel nao se admira que o Sr. Abae-
l, merabro do transacto gabinete, defenda o pro-
jecto em discusso.
O orador jnlga nao ler dirigido uro ataque, nem
ler faltado s conveniencias, quando attribuio a
aprescnlacao do projeclo inexperiencia e falta
de pratica do Sr. ex-ministro do imperio. Re-
A


DIARIO DE yERNABMUCO. QUINTA F&RA 12 DE JVtfd DE mfi.
cciihecc nelle muita illustraco e tlenlo ; mas
achava-se mal collorado na pasta do imperio.
tomo todos reconheriam.
O .orador explana largas consideraroos, impug- |
naii.lo n necessidade do projecto Oppe s au-
toridades apresentadas pelo Sr. visronde de Abae-
t sdo Sr. marquez de Olinda e Dios do Carva-
llo, ambos mu competentes, porque j ferara
ministros do imperio.
Mustra a impossibilidade de estabelecor-se o'
inovo ministerio com a respectiva secretaria sem
augmento de despeza.
Enlendo que a administrarlo da pasla do im-
perio, com as repartirles auxiliares que a coad-
juvan, nao superior s forgas de um humera
que tenha pratica dos negocios pblicos, talento
c aclividade.
Vola contra o projecto.
O Sr. Ferreira Pena antes que se encerr o
o debate desoja explicar o seu voto. Adopta a
idea capital do projecto, a despeito do augmento
quo julga necessarias.
Nota o inconveniente de referir-se o projecto :
fi um regulamento que ainda est pendente da
upprovaco do senado, e que tem sido objecto
do vivas reclamacoos. E' este um inconveniente
qno nao sondo removido nao votar pelo pro- '
ject.
Nao pode concordar com a disposico de um
outro paragraplto que declara quo o haver
augmento nem as despejas, nem to numero de '.
embregados. N.io concebe como isso se possa
fazor, o nao pode votar por urna lei inexe-
prejuduul para a moas as parles iilig. mies, a
vantagem em roalidade semprc se ostenta Jogo a
primeira apreciacb dclle.
Sem que nos desfajamos em elogios S. Exc.
por esse seu acto, visto que ello proprio 6 o seu
raelhor encomio, c^mtudo nao abster-nos-hernos
de agradocer-lh'o como um beneficio feito po-
pulacho pernamburana carecedora desse refugio
aos males, que a affligem.
FERNAIYIBUCO.
REVISTA DIARIA-
Versan) os Ucbaies.
Proposlos ao jury de senlenca os quesitos so-
bre o facto e suas cireumetincisf, recollie-se o
conselho sala das conferencias .tecrelas, d'onde
volta urna hora da tarde.
Em vista das respostas do jury, o Dr. presi-
dente do jury condemna o reo- m grao mnimo
do art. 257 do cdigo criminal, i) Sr. Dr. pro-
motor publico appella da sentenc.
Sendo hora pouco adianlada, entra en Jjui-
gamonto o reo Joaquim MarceHo de Oliveira,
pronunciado no artigo 205 do cod go criminal, o
qual absolvido.
I.cvanta-se sesso s 7 horas lia neite.
3.a SESSAO' EM 11 DE JULHO DE 1860.
Presidencia do Sr. Dr. jnis de direito da pri-
meira vara criminal Bernardo Machado da
Costa Doria.
Promotor publico interino
Gusmo Lobo.
Sr Dr. F. L de
Compramos hoje a publirn5o ocompromis-
so da irmandado da Misericordia, que o Exm. Sr.
presidente acaba de crear nesta cidade
Em outro lugar oceupamo-nos mais de esparo
d'essa creaco, restando-nos addicionar aqui, que
a respectiva inslallaro lera lugar dentro em pou-
co com as pessoas, que assrgnaram o compro-
miso promovido pelo Sr. comraendador Jos Pi-
res Ferreira em 1855. I .. ,.
Em seguida serao transferidos os doentes reco- bh"i" S>' ntonto Jua1nxm Perexra de 0/l'
Ihidos ao hospital do caridade para urna dasses-!
soes do novo hospital Pedro II ; que S. Exc.' A's 10 e meia horas da manha, o escrivo
mandou apromptar cora instancia e sem embargo faz a chamada que responden] 41' jurados,
da deficiencia de mcios, de que resentiam-se 03' Sao declarados multados em liO&OOO os
cofres. I juizes de facto que nao compreccram aos
Hoje dovem ser julgadas pela junta da fa- balhos.
zenda provincial as habililacoes dos concurrentes E' coaduzido barra do tribunal o reo Jos
arrematarlo do imposto" provincial do 2J500 Francisco da Luz, preso desde oulubro de 1859,
Srs.
tra-
<-u nao ihega", ou penetrara tria sem uiesiuio
e sem forca.
Cumpria pois qco cota a urgencia que o caso
requera, 0 presidente da provincia, que ento
era o Sr. baro do Bom-Jardim, em salisfaco ho
espirito, publico que se achava vivo c profunda-
mente abalado, desse inmediatamente provi-
dencias enrgicas e acertada, para que naquellaa
remotas parogens brilhasse a luz da civil/sacao,
vmgasse o imperio- da lei, o peaaase sobre' os
delinquenles de todo o genero, sobre os crimi-
nosos de toda a espeeie, a espada da juslica alli
tao insultada c escarnecida; era preciso em fim
qe a revoV^te e sangrenta affronta feita, em
lace do paiz, ftiioraliiade publica e autoridades
constituidas tivessem o seu desagravo no mesmo
lugar do delicio, no mesmo theairo do crime.
Mas a quem serla commetlida essa ardua tarofa
ediciplina impressa ?
Onero possuiria todos os dotes precisos, lodos
os requisitos nocessarios para o bom xito de
urna delljgencia lo imprtame ?
Quem teria em grao loo conveniente a mode-
raco, a coragem, a arlividade, o zelo, o#tino, o
criterio, e a imparcialidade precisas, qne'o caso
exiga, e que convinha encontrar na pessoa
quem fosse commetlida 15o intrincada misso?
Nesie pomo cram dificeis dissolver as duvidas
da presidencia, que bem sabia, que sem a ioior
calma e reflexo a diligencia irremissivelmenlo
abortara.
Felizmente a escolha das pessoa3 nomcadas
foia melhor possivel.
Seguiram desla cidade com o delegado o Sr.
m
Corresponderas.
COMARCA DE SAMO AJv*0-
da
Srs. fedactores. A bem
nem-se Vmcs. inserir em seu mu
Diario, o presente abaixo assi
ao delegado suppleote em exeru_
de Santo Antio, o alferes Alexandie
landa Cavalcanti, pelos moradores
lermo:
diR-
'ado
lo
verdanv
lonceii
offereci
do termo
is de Hol-
do mesmo
Publica forma. m
Os abaixo assignados, moradores na eidade da
Victoria eseti termo, atlendcndo que o subdele-
gado do primeiro destriclo desta mesma cidade,
e ora delegado primeiro supplente em exercicio
do lermo, o Sr. alferes'Alexandre Jos de Ilol-
landa Cavalcanti calumniosamente aggredido,
o aecusado por malversarles, que incapaz de
as commellor. visto como" o conhecemos, j como
particular, e j como autoridade, sempre mere-|
cedor da estima e sympathias das pessoas sensa-
tas desle termo, viros peranle o publico dar um
desmentido solemne as calumnias irrogadas ae
referido jornal intitulado Ordem, de 19 do
corrente, nnmoro131, para que o publico respai-
la el conheca que essus calumnias somente po-
dein partir de um ou outro individuo despeilado
por ter esta auloridade cumprido com os deve-
res do cargo que honradamente oceupa.
Cidade da Victoria 22 de jonho de 1860.
Tiburtino Pinto ae Almeida, corouel reformado
da guarda nacional.
levanla-se para dar
ci'S impugnando o projecto.
Declara que a sua opposico ao projeto nao
importa urna hostidade ao gabinete. Quaudo qui-
zer declarar-so cm hoslilidade 00 gabinete cs-
colher outro qualquer objecto que do esl
na lei, inleiramenle estranha poltica.
(Juando vierem ao senado algumas das ques-
tof.s polticas que se agitara actualmente, enlao
ver se deve ou nao prestar o seu apoio ao ga-
binr-tn.
0 Sr. Visconde de Abaeli
olguiaa explica;6es.
Respondendo ao Sr. Ferreira Pena, diz que nao
se opporia emenda que aulorsasse o governo
a f.izer a distribui^o dos servidos das secretarias
de estado, se ella se apresentasse. Se, porm,
nao se aprcsenlar, julga de necessidade a reso-
luio de que falln.
Declara que apoia francamente o ministerio,
porm Resta qoesio seu voto nao de mero
ministerialismo, pois votara pelo projecto, ainda
quando estivesse cm opposigo
Dada a hora, o Sr. presidente declara adiada a
discnsso. o d para a da segoinle sesso, alera,
das materias j designadas : 3*discusso da pro-
posiclo da cmara dos dopulados, approvando a
perisao annual de 240* concedida a I). I'lorinda
Thcmira Jacques Ourique; l" e 2a discusso da
iToposico da mesma cmara, approvando a pen-
so annual de l:0h0j concedida reparlidamenle
a D. Carolina Cecilia Campos de Oliveira e sua
ji'lu.
Levantou-se a sesso s 2 horas e 3 quartos.
DIARIO DE PERNAMBCO-
Desde muilo que se resenta esta radltal de
urna providencia importante da ausencia de urna
contraria, que livesse sua incumbencia o al-
bergar e tratar da miseria e da orphatidade, que
entre, nos j se ostenta sob um carcter um pou-
co inconveniente para o nosso estado social, e
mais anda para os sentimentos de humanidade
da familia pernambucana.
E' verdade, que temos na provincia duas dessas
confraras, una na cidade de Olinda e outra na
de 1. i.iiiii.i ; e, segundo iaformacoes que nos
chocara ao conhecimenlo, ao pnssoqua esta mar-
cha com regularidad em suas operaQoes, aquel-
la parece que tem aberrado de seus tins. baven-
do sido o respectivo patrimonio escandalosamen-
te delapidado, de maneira que ha muito lempo
nao admit..' em seu hospital doentc algum, nijo
obstante a munificeoria imperial ter feito um do-
nativo de 2:0003^00 com o Um de ser este res-
taurado.
L' verdade anda, que temos una administra-
ro dos bens ou eslabelecmenlos de caridade,
administraco que, forca confesar, tem exer-
cido_jSeus deveres com u inteiro zelo e urna
dedrcro patriticamente recommendavet; natar
fllm do pequeo numero de que se ella comp
alm da exiguidade de suas propon-oes, a fon
da sua creaco sendo extremamente civil, iflo
: sistorio da igreja do Terco, matriz da mesma pa-
' rochia.
A companhia lyrica italiana do Santa Isa-
bel, d hoje o seu 6o espectculo, levando sce-
ni a excellentc opera a Traviata.
Por portara presidencial datada de hon-
tem, foi nomeado lento da terceira cadeira do
Curso Commercial desla provincia o Sr. Dr. Fran-
cisco Pinto Pessoa.
Nova expeoko ao intkrior da aviuca.
O Bombays Tymes annnncia a formaco de urna
segunda expedicao, quo se dirigir tombaim
N. E. da frica para alli seguir as descobertas o
as expedicoes dos capitaes Burln e Spake. M.
G. Konnely da marinha india, e secretario da so-
ciedade geographica de Bombaim, e M. Sivcstre
a dirgem. O primeiro segundo asseguram. um
astrnomo e meteorologista distincto, e o segun-
do um hydrographo e um naturalista de primei-
ra ordem. Elles pretendere dirgr-so primeira-
mente ao districto dos grandes lagos, e intentam
navegar por toda a parto dos lagos, que se ca-
lende para o norte.
Serafim Leite Pereira.
Plao Ferreira Calo.
Manoel Cocino Cintra.
los Francisco Ribeiro.
Joo de Castro de Oliveira Guiraa es.
pelo advogado do reo, os se-
So recusados
nhores :
Joo Manoel Itibeiro do Coulo.
Jos Cavalcanti Filgucira de tlnocies.
Dr. Joaquim Pires Machado Por'ella.
Dr. Joo da Cosa Ribeiro Machad}.
Augusto Pinto de Lemos.
Dr. Jos Sergio Ferreira.
Rodrigo Jacomc Marlins Pereira.
Cornpe-se o conselho dos seguintes Srs. jui-
zes de facto :
Agostinho Jos dos Santos.
Alexandrino Mximo Leal do Barros.
Jos Goncalo do Espirito-Santo.
Sabino Bruno do Rosario.
Genuino Jos lavares
Francisco Rodrigues Lima e Silva.
Silva.
Albiiquerquc.
Jos Hygino de Sonta Galvo.
Manoel Ignacio de Oliveira.
Francisco Pacheco Soares.
Jos Affonso Ferreira.
Deferido ao conselho o juramerto dos Santos
Evangelhos, o juiz procede ao interrogatorio
do reo.
Seguem-so os dbales.
Resumida a discusso, o Sr. Dr. presidente do
cali, as escavagoes nesse sentido sero suspensas ju-y olerecc ao conselho os ques tos da lei, c
suas circumstancias, e em vista das respostas do
pre-
-Abcheoloou.L-se no Uormng-Pot. Urna '.ra"c'!Cc0 K>8ue*
carta de Roma communica o segunte : os ope- d' Ferrei da ,Sl
rarios que trabalhavam ha alguns dias ern repa-M" S2!?,S?K.?f
rar as fundacoes de urna parle do palacio do da- i
que de Fiano, tiraram das escavacoes leitas por
esla occasio, alguns fragmentos nleressanles
dos numerosos templos ou edificios pblicos, que
no lempo dos romanos se eslenJiara por toda
aquella parto dos Cainpus Marlins. E fora de
duvida que, se conlinuarem as excavaces na
mesma direceo, se dever adiar restos anda |
mais preciosos, mas como o duque esl em Fras-
ala sua volta A marmores que se encontra-
ran!, apresentam a particularidade de que ambas
as suas faces esto ornadas de esculplnras e bai-
xos-releros, como devendo formar as superficies
interna e externa de alguma cmara ricamente
decorada.
PrOORESSO DA C1V1L1SACV0 NO JAPAO O
Xorning Herald publica a seg'uinte carta de Nan-
gasaki [Japol. O novo imperador est cada da
mais ateicoado aos europeus, e os maudarins das
provincias j nao os sujeilam, como n'oulro lem-
po, a toda a especie de 111 los traiamentos ; pelo
contrario actualmente os tratara com toda a at-
tenco. Os sabios estrangeiros sao muito pro-
curados pelos Japonenses, que manifesUm o i dem
maior desejo de se instruir, e sua intelligencia
superior a quanlo se pode imaginar. Se fosse
possivel estabelecer no Japo algumas escolas
europea?, estas regios gozariam, dentro de pon-
cotempo, dos beneficios da civilisaco occiden-
tal, o marcharan] lo rpidamente como a Euro-
pa no carainho do progresso. J eslo om eslu-
do mullos
jury absolve ao reo e
de as cusas.
condemna r municip.ilida-
Balancctc da receta e despeza da c-
mara municipal do Recifc no mez
de fevei'eii'o de 1860.
RECEITA.
Saldo cm 31 de Janeiro de 1850 .
Exercicio de 18">9 a 1860.
Imposto de cordeacos, n. 96 a 1 !1
dem de fogo artificial, n. 29 a 3C .
de cstabelecimenlos do Re-
cite, n. 7 a 87.......
dem de ditos de Santo Antonio ti.
3 a28...........................
Mem de ditos de S. Jos n. 1 a 7..
dem de ditos da Boa-vista n. 13 a
28................................
dem de ditos dos Afogados u. 1
a 2...............................
sas pelo fallecido marquez de Paran, quando
presidente desla provincia o qual tirio cessara de
elogal-o pelo perfeito cumprimenio e ptimo
desenrpsiiho das mesmas.
Portado a escolha, como lodos haviam
visto decidi do resultado do empreza.
Aos meios hbilmente combinados entre essa3
duas autoridades, e aos seus incessanles exforcos
superiores lodo o elogio, deve o governo a I
captura dos indigitados pela opinio publica!
como mandantes e mandatarios do brbaro
assassinalo do infeliz capilo Muuiz Rarrelo.
Intil o acresceniarmos, que os respectivos
processos forano sem perda de lempo instau-
rados.
licaremos aqui, e sem precisar os incidentes,
nem apreciar todas as peripecias desto drama
pavoroso^ e os relevantes servcos dessas duas
autoridaWs; passando ludo por alto diremos de
passagenr^jue as medidas lomadas pelo Sr ma-
jor Barros, e pelo Sr. Dr. Lucena, no vasto ter-
ritorio da vaslissima comarca do Ouricury, forera
laes que conhecendo as facinoras que todas as
arenidas se aeharam fechadas, todos os nonios
vigiados resolveram-se fiualmenle a cnlregar-se
a pnsao.
Alm das pessoas presas pelo assassi-
nalo do infeliz capilo Muniz Brrelo, foram
capturados mullos criminosos do morles pral-
cadas em difi'erenles pocas, alli, e em outros
pontos.
I.ouroresao Sr. Dr. Lucena, que se nao poupa
inconiuiodos quando o governo o chama em
seu auxilio ; louvorcs e mil louvores ao Sr. ma-
jor B.irros Falco, este bravo, que em S Jos
do Norte colheu urna corda de louros digna de
ornar a fronte altivo, e denodada de um
riciere, e capaz desatshzer a ambiguo
exigente ou a gloria mais sublimada.
Recite, 3 do fulho de 1860.
O Ouricuryense
leda guarda nacional do batalho n. 23
Joo Francisco da Cunha, alteres da guajda na-
cional do balalhan dem.
Joo Rodrigues Durolde l.yra, alteres da guar-
da nacional do balalhSoWjera.
Joaquiii de Barros CorrC-a de Queiroz; capilo
da 7a companhia do batalho dem.
Flix Cavalcanti de Albuquerque Mello.
Joaquim Manoel de Oliveira e Silva.
Jos Cavalcanti Perras de Atevcdo, coronel
chefe de estado-maior da guarda-nacional.
Manoel Cavalcanti do Albuquerque S, subde-
legado do 2o districto de Sanlo-Auto o propie-
tario do engenho Campo-Alegre.
Joaquim Coelho de Lima, major da cxlincla
guarda nacional.
Manoel Gomes Silverio.
Leandro Gomes Santiago.
Joo Vicente de Brilo Galvao.
Manoel do Nascimenlo Taveia.
autoridades que esto s..b miolia inspecco, iul-
guei conveniente nao dar resposla a esse Sr. An-
lonio Luiz, nao s porque entend que o mee*
procedimenlo como auloridade conhecido por
i:nh,*,.??m POr?Ue SOube ,08u feitaiam como instrumento para seus maligno*
Samo Zn ?CC8;r,a" .^m e oapanharam cora
o amor proprio ollend.do palo fato de ter sido
prtso pela pn|u-ia um seu irmo de nome Pelix
indicado em rnme de morte perpetrado na pe*-^
sea de Jooo Thenorio ; mas o Illm. Sr. Dr. cher
de polica escropuloso e recto como no cum-
plimento de seus deveres, proeurou, como era
natural, informar-se da exaclidao ou inexaclido.
de laes impnlagoes, e eu, se nao o t, pelo me-
nos lenho conscieneia de ter mostrado, tpie nao
concorri nem directa nem indirectamente, qur
para a proteeco de criminosos, qur par a fug
de presos, pois nao eslava no exercicio no trarp
em que toes fugas sederam, sendo qae os r^
fgidos haviam sido processados por raim cen-
tras autoridades deste municipio.
Agora, porm, leio bq Diario de 13do bb
prximo passado una correspondencia assignatt
por um Sr. G. em resposla a um commiinicado
do Sr. major Antonio Marques, em que esse Sr.
e., considerando-me responsavel pelos n-feridos
farlos. declara que o Sr. Dr Caslor se compro-
metteu a provar peranle o Sr. Dr. chefe de poli-
ca que eu sou responsavel por esses tactos, o que
ellas sao verdadeiros ; o por essa razo so* ini-
pellido a declarar ao Sr. G., que o Sr. I)r. Castor
em lempo algum poder convencer que sou cul-
pado por semelhanles factos.
E assim declara alto e bom som, que desejo do>
fundo do meu coraco que o Sr. Castor ou outi
qualquer ponda em execuco o seu desidertum,
cumprindo ocompromisso que contradio pe rauta
o mu digno Sr. Dr. chefe de polica ; do contra-
rio nem o Sr. Caslor, nem o seu amigo G. deve-
ro ser crides.
Eu quzera que o Sr. Caslor livesse assignado*
correspondencia que sabio com a firma de Anto-
nio I.uiz; porque ento teria chamado-o a res-
pousabilidade, e eataria convencido o Sr. G. que-
o Sr. Castor trilha um caminho falso quando pro-
cura desconceiluar-me. maguado por urna can-
didatura ruallograda, e do que nao fui o cau-
sador.
Prosiga, porm, o Sr. Dr. Castor a carreira en-
ect >da ; e eu appello para o publico que nos ha
de julgar com imparcialidade e reclido, na cer-
teza do que o Sr. Castor no fundo do seu coracaov
ha de recoiihccer que o seu despeito e rancorc*
tem levado a pralicar aquillo que se nao devera
esperar
E se nao est salisfeito recorra a mprensa o
desafoguo as suas paixoes, que aceilare a dis-
iso com mais salisfaco do que
com mais salisfaco do que se fallar s>
para si e aquelles que o ouvem.
Jos Marcelino de Mello, vereador da cmara J^Sr%?!.'f-^*ido"l?',IM
unicipal. se dignem de inserir estas toscas lidas no vossa-
conceiluado Diario.
Manoel Camello Pessoa Cavalcanti.
Buique, 16 de maio de 1860.
.aino-
mais
. rojectos de caminhos de ferro, o di-
tera, que logo que os planos forem approvados. dem de carros de aluguel n. 211 a
serao adjudicados a diversas corapanhias, que j I 250...............................
esto formadas para emprohenderem a sua exe-jjjldem de carrocas. n. lio a 116___
curo. O governo Icnciona cslnbelecer uiub fio/" dem de outros vehculos de c<>n-
tllha de navios encarregados do navogir rod^J duron. 89a90..............f. ..
dailha para estabelecer urna communicaeo ro- j Multas pelo fiscal do Recite, n. 20
"ar entro diversos portes. Tambem trata de I a 44
Elcicao em Sergipe.
[Circulo da Estancia).
K dever de todo o homem, que presa a sua dig-
3J3$i92 nidade e ama aos bros de sua patria, erguer-se
.- .mi(So ,neio do Pvo> Pdr;i com elle pedir a deleza
ll/ft7:0 de seus direitos.
45800. E livre ao lilho do povo, levanlar-se por cima
das consiJl-'racoes pessoaes. e pugnando pela cau-
290J1000 : sa da verdade, dizer ao mesmo povo : no eleico
que esl a garanta de todas as liberdades in-
96.3000 dividuaes, de lodos os direitos e todas as insli-
22J000 tuices.
I J se sabe por toda a provincia, quaes os can-
ogOO didatos futura eleico geral, j se conhecem os
habililacoes destes gladiadores do campo eleito-
-ijOOO ral, o ali como em toda a parle, vericam-se as
| influencias como que leudo um carcter donii-
143J0O0 i.ador.,
Sao rrydatos eleigo geral pelo circulo da
'...!........___... i -----' -----Io ~....i. .,...!.-.- muta, i aiouifin iraia oe ^..............................
! fSS| quecarac-'organjsar urna linha rogular a vapores entre Nan-i dem pelo dito de Sanio Antonio
12900>
123000
150J000


terisam as casas de misericordia, e que por isso
trazein para esses hospicios a confiauca publica
que as heneaos dos coracoes generosos," e as ed'u-
soes da gratido d'aquelles que nelles recebem
mu allivo miseria, que osepprimia.
No pensamenlo o de remediar essa falta, pois,
no pensamenlo de que as casas de misericordia
em lodos os lempos e em (odes os lugares, onde
ellas bao sido eregidas como um palladio da pe-
nuria,
1] 1 servicos reaes ao estado, o nosso corpo legis
lalivo provincial confeccionou a le 11o 430 consa-
grando a creaco de una irmandade de miseri
cordia nesta cidade, a cu jo cargo corresse a ad-
ministraco dos eslabelecmenlos de caridade
que, como fica di'o, tem at hoje supprido er
parte a lacuna dessa irmandade e prestado tam-
bem em parlesotAJos que llie sao peculiares ou I Luiz Francisco'"viiin
inherentes. ... ... nepleite albuminosa.
Mas essa consagracao legal, que dala de 12 d
juuho do 1858, que j corita conseq
nma existencia de dous annos, tem
al hoje sera ler-se procurado dar-lhe o impul-
so, de que ella careca para a produccao eectiva
dos seus [nietos ; e d'esse ocio que is-lhe matan-
do a seiva, o csteiilecendo as torcas vitaes, veio
o Exm. Sr. presidente Amluozio I.eito da Cu-
nha tira-la em boa hora, organisand o compro-
misso de creaco de una casa de misericordia
nesta cidade, que hoje comecamos a publicar
na pagina propria, e que j sn'bmelleu a appro-
vaco do diocesano na parte religiosa, que ihe
concernenle.
No fervor desenvolvido por S. Exc. para che-
garao fim que levou em vista, c que ou por tal
modo acha-se Iraduzido em (acto, nao olvidou
que, havendo de reverter o patrimonio dos esta-
beleciaienlns de caridade para essa nova creaco,
cumpria nao legar-lhe um cnlrave poderoso" na
iniciado de suas funecoes. E assim. antes de
inaugurar a sua obra, c'urou de terminar o longo
pleito existente entre a administrarn d'aquelles
estabeleciinenlos e os herdeiros do marquez do
Recite por meio de um cooimum accordo de am-
bas as parles ; e nosle sentido em 6 do pret-
rito me/ dirigio-se a referida administrado nos
termos seguirnos:
Era resposla ao officio que com data do Io
do corrente me dirigi a maioria dos membros
gasaki e Hong-Kong, o que Ser de grande uli-
lidade para o commercio do Japo ; porque, por
ora, as communicacoes com a China sao lentas,
irregulares e incerlas.
O hiato nacional Beberibe, sabido para o Ara-
caly, conduzio o seu bordo os passageros se-
guintes :
Antonio Ferreira Anlero, Jos Goocalves Tor-
res, Jos Al ves Teixeira, Joo Uathias da Costa,
1 produzjdo benficos efteilos e presta- j Candido Bernardino da Costa c seu criado.
Hatadocro publico: _
am-se no dia 11 do correntom-ara o
a cidade 10 rezes. ~
ioaor no da 11 do cohrentb:
Jo^ rdo. 6 mezas, hydropesa.
Innocencia Man de Jess, parda, caseda, -0
nos, gaslro inlerile. ^C
branco, 11 annos, urna
ila de 12 de ; Antonio, pardo, 3 mezes, dentico.
uentemente Mara, prela, 2 das, congesto pulmonar,
ah jazido Agostinho, pardo, 3 anuos, congesto cerebral.
Agrieio, branco, 7 anuos anazarca.
Ildefonso, branco, 6 mezes, espasmo.
Josefa Mara da Conceico, parda, solteira, 25 an-
uos, tubrculo pulmonar.
Manoel, pardo, 1 auno conrulcdos.
Hospital de caiiiuadb. Existem 61 ho-
mens e 59 inulheres, nacionaes ; 7 homeus es-
trangeiros, o 1 escravo, total 129.
Na tolalidade dos doentes cxislem 37 alienados,
sendo 30 mulhercs e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio
uto s7 3/i horas da manha, pelo Dr. Dornel-
is, s 7 horas c 1/2 da manha.
CHRONICA JUUICiARIA.
JURY DO RUCIFE.
3a SESS.lO EM 10 DE JULIIO DE 1860.
Presidencia do Sr. Dr. juiz de direito interino
da primeira vara criminal Francisco de Arau-
jo Barros.
Promotor publico o Sr. Dr. Francisco Leopoldi-
no de Gusmo Lobo.
dade, lenho a dizer-lhe que, allendendo ao que Escrivo interino o Sr. Antonio Joaquim Pe-
expende, e manifesla inconveniencia, que ha,
em tentar a mesma administraco, qur a accao
recisoria do accordao, que, era grao de revista,
obtiveram contra a mesma administraco os her-
deiros do marquez do Recife na questo, quo
trouxeram sobre bens pertencentes ao exlinclo
hospital do Paraso, qur a ordinaria de revindi-
ra^o dos mesmos bens, pleitos em que nao se
ir.elleria a administraco sem grandes despezas,
superiores aos seus recursos, e cora todas as pro-
babilidades do nao obler melhor resollado do
que aquelle que j colheu, no quo lenlou contra
os mesmos herdeiros ; resol vi determinar mes-
ma administraco, que, acceitando o accordo, a
que afiri.il chegaram os predilos herdeiros, em
roder-lhc o valor de ris nvenla e oilo conlos
(98:0003')00), nos bens e dinheiros constantes da
relaco que remello inclusa, assignada pelo se-
cretario interino da provincia, mande lavrar a
respectiva escriplura, e faja proceder a todos os
actos judiciaes da posse dos bens cedidos.
E posto que a maioria d'adminisira^o dei-
xasse de concordar na informaco acerca do re-
cebimento da igreja do Paraso, como parte da-
quelles bens, resolv todava faze-la incluir na
relaco junta, nao s por que a mesma igreja faz
parl do edificio cedido pelos herdeiros, e aceito
pela administraco, como porque nenhum outro
destino conveniente se poda dar-lhe, alm de
servir santa casa da misericordia desla cidade,
em cdja creaco cuido, nos termos da aulorisa-
co concedida pela lei provincial n450 de 12 de
junho de 1858.
A adminislraco dos eslabelecmenlos de ca-
ridade me dar co'nta de lodo o resultado do pre-
dito accordo.
O aelo de S. Exc., por conseguinte, offerece
um duplo carcter de importancia ; pois que,
qur seja elle encarado pelo lado da creaco da
irmandade, qur pelo da cessoco desse pleito
reir de Oliveira.
Por impedimento de molestia do Sr. Dr. juiz
do direito da primeira vara criminal, assume a
presidencia do jury o Sr. Dr. juu municipal da
segunda vara Francisco de Araujo Barros.
Procedendo chamada nominal, o escrivo
verifica eslarem prsenles 43 juizes de facto.
E' conduzido. barra do tribunal o reo Anto-
nio Braz da Silva, preso na casa de dnteDco
desde 1 de setembro de 1859, c pronunciado co-
mo incurso no arl. 257 do cdigo criminal.
Procedendo-se ao sorleio do conselho, sao re-
cusados pelo miuisterio publico, os seguintes Srs.
juizes de facto :
Alexandrino Mximo Leal de Barros.
Luiz Antonio de Siqueira.
Sabino Bruno do Rosario.
Manoel Ignacio de Oliveira. <
O advogado do reo o Sr. Dr. Manoel do Nasci-
menlo Machado Portella, nao faz recusaces.
O conselho de julgamento compoe-sc dos se-
guintes Srs. juizes de fado :
Francisco Vellozo da Silveira Telles.
Manoel Coelho Cintra.
Ago-linho Jos Ferreira dos Sanios.
Jos Joaquim da Silva Gui.nares.
Jos Hygino de Souza Galvao.
Francisco Pacheco Soares.
Genuino Jos Tavares.
Joo Jos da Cruz Muniz.
Serafira Leile Pereira.
Manuel Antonio Teixeira de Albuquerque.
Faustino Jos dos Sabios.
Claudino da Silva Ferreira.
Deferido ao conselho o juramento dos Sanios
Evangelhos, procede & juiz ao interrogatorio do
reo.
355000
4500
238J000
9$000
20000
2 i 55700
453000
9S200
975?000
n. 2 e 3....................... ..
Mera pelo dito da Boa-Vista n.'..
dem pelo chefe de polica n. 43 a
63................................
dem pela subdelegacia do Recife,
n 3 a 5............................
dem pe subdelegacia dos Afogados
n.2...............................
dem pelo cdigo 11. 3..............
dem pelo regulamento de 27 de
jullio de 1852, n. 4 a 8..........
Evtraorditiaria n. 1 a 3............. 2:067--i0OO
'.os porcenlo sobre depsitos n. 1
e 2...............................
Cemiterio publico.................\
Exercicio de 1858 a 1859.
Imposto de estabeleciinenlos do
Recife n. 330 o 331..............
dem de dilos de S. Jos, n 141 .
Mullas pelo regulamento de 26 do
agosto de 1851, n 280 e 282....
Exercicio de 1857 a 1858.
Imposto de estabelecracntos do
Recife n. 3S8 a 389..............
Mullas pcloTegulamento de 26 de
agosto de 185l,n. 300 a301......
Exerciciodt 1856 a '857.
Imposto de cstabelecimenlos do
Recife n. 392 a 393...............
Mullas pelo regulanienlo do 26 de
agosto de 1851, n. 23 e 235.. ..
Exercicio de 1855 a 1856.
Imposto de cstabelecimenlos do
Recife n. 390 a 395...............
Mullas pelo regulamento de 2 de
agosto He 1851, n. 314 e 315....
Exercicio de 1851 a 1855.
Imposto de estabelecimentos do
Recite n. 38S a 385..............
Mullas pelo reguhmenlo de 26 de
agoslode 1851 n. 408 a 409.....
6
20;
6J0OO
12*000
6S000
12$000
OJ00O
123000
65OOO
12JOOO
8:5885912
DT.SPEZA.
Folha dos ordenados do mez de Ja-
neiro prximo passado n.9e 10..
Jury e eleicoes, 11. 4 c 5............
Cusas criminaos n. t..............
I.impeza das ras, n. 89 a 104.....
Calcamcnto n. 44 a 49.............
Matadouro publico, n. 35 a 41......
Evenluaes, n. 32 a 36.............
Cemiterio publico..................
Extraordinaria autorisada pelo go-
verno da provincia n. 30 a 32...
Saldo em 29 de fevereiro de 18T0..
2:342*3 i5
54S480
39^275
620*100
172*480
3878875
87gl56
1:008*166
2099*200
1:7773865
8:5885942
Cmara municipal do Recife 5 de marco de
1860. O procurador, Jorgt Viclor Ferreira
Lopes.
Communicados.
L'm fado horroroso, um grande crime, nao ha
anda muito lempo ensanguer tou as campias
de Ouricury, o encheu de horror e espanto aos
seus habitantes, de cousternag) f|ps filhos desla
cidade, c de indignage e|ia provincia, e,
porventura no Brasil inteiro.
O facto a que alludimos, o assassinalo do
capilo Muniz Brrelo, delegado daquella comar-
ca, perpetrado pelo lenle-coronel Alvaro Er-
nesto de Carvalho Granga e alt;uns dos seus p-
renles e amigos, que foram seus comparsas cm
lo negro e hediondo crime !
A noticia desse acto de requentado canibalis-
mo, e apurada sclvageria, chej;ando a esla cida-
de algum tempo depois cabio como um raio no
dominio do publico, no qual crovocou urna ira-
presso lerrivel, tanto pelas cir:urastnncias agra-
vantes de que o crime so achava revestido, como
pelos boatos aterradores que grassou por esla
occasio entre a populnco. Je resistencia da
parle des criminosos que erara pessoas de gran-
de importancia, e reconhecido podero naquelles
longinquos lugares, ondiasalular acc,o da le
Estancia os Drs. Pedro de Calasans e Fiel Jos
de Carvalho o Oliveira, dous filhos do mesmo
circulo.
as lulas vertiginosas dos partidos polticos, os
homens dilaceravam-se, como em um combate
sobre os bros da nacionalidades ; esta poca pas-
sou felizmente e o pensador em p na roontanha
do presente, descobre as minas do passado, os
seus combates infructferos, e nao pode suppnr-
tar o bradq d maldico contra a geraco, que
abracou a idea errnea da exaltaco dos'partidos
polticos, que s pode dar odios e enfraqueci-
raenlos
A provincia do Sergipe soffreu, como as oulras
suas irruios estaufaga devastadora e como ellas
rchab#itou-:Sj^craiite a nacao, osquecendn esles
rancoi 1 odiosidades com que nao se podo au-
rir l ? resultados.
E pct.-into urna verdade que o povo, livre dos
ie>% dos partidos polticos, tem a lilierdade
, cmo a garanta mais ellicaz da defeza
^ direitos; na eleico que est a vida e
exaltamento de una naco'
O povo, que quer a defeza de seus direitos e que
delega este poder ao corpo legislativo, deve fa/er
a escolha dos seus representantes na pessoa do
mais digno, naquelle, que possa tomar parle nos
debates parlamentares e ah examinar as neces-
sidades do paiz e tratar de remove-las.
A intelligencia, portanlo, para o deputado a
eir qualntade, a inslrucco o anima, c a
ti

impej>
municip
Simplicio Lins de Sonta Fonte?, fiscal do mu-
nicipio.
Joaquim Jos de Sanl'Anna c Silva.
Julio C.oncalves Lima, subdelegado supplenle
do PT destriclo (>ni exercicio.
Antonio Goncalves da Silva.
Jos Francisco Pedroso Jnior.
Francisco Jos da Costa Germano.
Antonio Francisco Chaves.
Jos Patricio de Moura.
Thomaz de Aquino Oliveira.
Francisco Jos Alvares, major interino do ba-
talho numero 23.
Paulino Dias Ferreira.
Joo Francisco Coelho Bitlancourt, advogado.
Ignacio Teixeira de Farias, lenle reformado.
Manoel Francisco de Salles.
Francisco Antonio de Mello Luna.
Francisco Antonio de Souza.
Joo de Moura Florencio.
O vigirio interino Joaquim de Arago Ebla.
Joo de Fre tas Pinto e Souza.
Filippe Antonio Rodrigues da Costa.
Hermogenes Concalves Lima.
Adolpho Targino Accioli.
Geraldo de Barros Coelho, juiz de paz
meiro destricto da Victoria.
Flix Antonio de Luna.
Ignacio l.eixeira de Mello.
Antonio Jos Tiburcio, inspector do segundo
quarteiro.
Alexanlre Bernardino de Albuquerque.
Jos Pedro do Alcntara.
Jos Ignacio de Souza Albuquerque, rendero
do engenho Genipapo.
Izidro Dias da Silva.
Bernardino de Senta Teixeira Cavalcanti, pro-
p riela rio do engenho Ronca.
Joo Pedro da Anuuiiciaco.
Jos Francisco Pedroso, proprielario do enge-
nho Bom-Successo.
Joaquim Jos Alvares, alferes ajudante do ba-
talho numero 23.
Jos Speridio Xavier de Lime, proprielario do
engenho Prazores.
Joaquim Anreliano de Carvalho.
Jos Francisco de Mello.
Antonio de Alraelda Braga.
Jos Soares da Cruz.
Henriqne de Souza Delgado.
Joaquim Ignacio de Mmutonca.
Antonio Lnurenco de Albuquerque Coelho, ve-
reador da cmara."
Joo Eugenio da Trindade.
Manoel Jacob de Mello.
Joaquim .los da Rocha.
Angelo Borges Alvos.
Alteras Manoel Gomes do Rogo.
Sidroiu'o Joaquim do Reg Brrelo.
Virgulino Jos de Almeida.
Manoel Lidio Alvares dos Prazeres.
Manoel Joaquim das Trevas Marinho.
Jos Gomes Silverio.
Jos Caelano Mamaos de Carvalho.
Antonio Francisco de Carvalho.
Jos Francisco da Cunha Pedrosa.
Jos da Annunriaco Carvalho.
Joo Nepomuceno Xavier Jnior.
Hemetorio Anreliano Pereira de Carvalho.
Joo Candido Dias da Silva.
Marmol .los Goncalves.
Manoel Rodrigues Campello, rendero do en-
COMMERCIO.
Praca do Rccilc 11 de julho de i860.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cotaces ofllviaes.
Cambios sobre Londres 25 1|4 d. 90 d[v.
Descont de letras12 0|O ao anuo.
George PatchellPresidente.
DubourcqSecretario.
Gaiva lilial do banco do Brasil
cm Pe mam buco.
EM 10 DE JULHO DE 1860.
Directores da semana os Srs. :
Francisco Joo de Birros e Joo da Silva Ro-
gadas.
A caixa desconta letras a 10 O/ij, toma saques
sobre a praca do Rio de Janeiro e recebe dinhei-
do pn- ro ao premio, de 8 0, i) ao anno.
novo'banco
PERIVAMBUCO.
EM 10 DE JL'I.IIO DE 186o.
O Banco desconta na presente semana a 11 por
cento ao anno al o prazo de 4 mezes, e a 12 0/p)
at o de 6 mezes, e toma dinheiro cm contas
correles simples ou com juros pelo premio a
prazo que se convencionar.
Alfande^a.
Ruiidimcnto do da 1 a l. .
dem do da 11......
sua pnm
independencia t) eleva.
Quando, porm, por um erro o povo se esquece gcuho l'ambuai-meirim.
destas qualidades sublimes, destes dotes maravi- Filippe Rodrigues Campello, alferes.
lhosos, que adornam a pessoa do deputado, o
proprio povo quem sorTre, porque o seu repre-
sntame delle se esquece, contentando-se na ca- j rio do engenho Agua-cumprida.
mar em fazer o tristissimo papel de comparca^ Chrislovo Domingos de Barros,
que nao condigno, nem aos inlercsses do povo, I mado da exlincta guarda nacional.
Jos de Barros Correia
Manoel das Prazeres Barros Correia, proprieta-
major refor-
nem com a alia misso de representante do corpo
legislativo.
Fallemos das qualidades dos candidatos e do
mrito pessoal de cada um.
Nao ha quem desconheca na provincia de Ser-
gipe, que o Dr. Fiel est hoje ligado provinci-
da Bohia por inieresses polticos o de familia c
que ahi lem Qxado a sua residencia.
Ningucm desconhece tambera, que o Dr. Fiel
lem sido sempre deputado provincial em diversos danta da 8* companhia do batalho numero 23.
Alexandre Jos de Mello.
Manoel Theodoro da Cunha.
Joaquim Manoel Carneiro Leo.
Cosme Jos do Monte.
Ignacio da Silva Oiivoira.
Manoel Antonio Bnplista Correa Nunrs.
Raymundo Antonio da Cunha, rendero do en-
enho Arand-de-baixo.
Joaquim Manoel da Silva, capilo comman-
Filippe Nerv Ferreira e Azevedo.
Jos Pedro de Oliveira, lente da 8a compa-
nhia do batalho numero 24, e proprielario do en-
genho Taporema.
Lourenco Rodrigues Luna, proprielario da rac-
tade do engenho Aguas-Claras.
Jos Marques do Almeida, proprielario do en-
do
biennios pela provincia da Baha, muito antes da
apparico da le dos circuios e mesmo depois
della lem sido eleito pelo circulo doTocano.
Nao ha duvida nenhuma, que o Dr. Fiel com
estes precedentes polticos lem esquecido n pro-
vincia de Sergipe e nao se lem inleressado de nc-
nhutu-modo pela sua sorle, preferindo os inie-
resses da provincia da Babia, e esquecendo-se as- gonho Jaboato.
sim de sua provincia natal, que mais do que qual- Jos Francisco da Rocha Guedes, rendero
quer, precisa de impulso, para clevar-se a re- : engenho Uoa-So'rte.
presentar o brilhanie papel, que Ihe est desti-1 Alarcelliuo Guedes dos Santos Jnior,
nado. Benlo Jos de Albuquerque, advogado o pro-
Quando a lei da eleico por crculos manifes- i motor publico interinada comarca,
tou-nos os seus benficos resultados; quando esta! Manoel Antonio dos Santos,
lei realisou-secomo una verdade de grande alean- Joaquim Mauricio Wanderley, lente da guar-
ce poltico enlre nos, o Dr. Fiel lutando com estas d" nacional.
anlipalhias do povo, porque nunca defendeu os Angelo Alves Ferreira de Mendonea.
seus direitos, apresentou-se eleico geral pelo! Miguel Jos Taveira, lente quartel-raestre
circulo do Tucano e ahisuecumbio a" sua candida- j reformado,
tura, superando-a a do Dr. Manoel Dantas. Gervazio Eugenio Simes, capilo da guarda
O Dr. Fiel nao desanimando em conseguir urna nacional e proprielario.
MUTILADO
cadeira no corpo legislativo geral; depois de re-
jeitada a sua candidatura lemhrou-se ento da
provincia de Sergipe e do circulo da Estancia, e
para ahi dirigindo-se na vespera d3s eleicoes
apresentou se candidato, mas nao pode conse-
guir as honras das urnas eleitoraes.
E lanto verdade o que aqui aventuramos, que
o lir. Fiel diz, que deve a sua eleico ao Sr. Joao
Dantas.
A Estancia, dizemo-lo com conscencia e fran-
queza, deve preferir o Dr. Calasans.
O Dr. Calasans um mogo distincto, de unV
talento vigoroso e de bastante inslrucco e in-
dependencia. Sao eslas as verdadeiras qualida-
des para o honroso lugar dodepulado.
A Estancia, que a cidade principa* da pro-
vincia de Sergipe. civilisada como nao deve
consentir, queprefira a ur#Hlelo mohecido, o
r. riel a quem pouco conhece.
(T circulo da Estancia deve eompenetrar-se
desta verdad ; os lugares de honras- devem ser
dados as pesioa de mrito, por isso o Dr. Cala-
sans tem incontestavel direito s honras das ur-
nas eleiloraes, por elle, que o povo o os ho^
raens de senso iorero pjsgnar.
Um do povo.
97:412J9I7
11.926*830
109.339*747
.Vlovimentu da airamlo^ra
J23
33
Voluntes sabidos com fazendas
com gneros
Voliimesentrados com fazcndajfi
com gneros
------ 15i
112
499
611
Doscarresram lije 12 de julho.
Patacho ingle/.Reliefazendas.
Patacho diuamarquezMaradem.
Escuna inglezaBabthorp farinha de trigo.
Barca americanaBrasileira=farinha e esleirs.
Consulado geral.
Rendimento dodis l a 10. 11.155*122:
dem do dia 11....... 89866i
12:0525781
n
Diversas provincias,
Rendimento do dia 1 a 10. .
dem do dia 11.......
1:7475680
85J004
1:832684
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade no
dia 11 de julho de IHiiO
LisboaPatacho portuguez Maris da Gloria.
Bailar & Oliveira, 217 couros salgados ; Manoel
Ignacio de Oliveira & Filho, 60 saceos assucar
mascavado, 8 1|t barricas dito refinado ; Jos
dos Santos Pereira Jardim, 126 saceos assucar
masca vadj.
LiverpoolBarca ingleza Fleeting, Johnston.
Pater & C, 50 saccas algodo ; Kalkman &
Irmos. 498 cauros.
HavreBrgue Irancez Bellem, Tissel Freres-
600 couros.
Recehedoria de rentlas internas
geraes de Pernanihuco
Rendimento do dia 1 a 10. 15:395209
dem do dia 11.......4:8i7j072
20:2425287
Consulado provincial.
Rendimento do dia 1 a 10. 40.8035372
dem do dia 11....... 2 09ifS2G
42:8988198
Movimento do porto.
O Illm Sr. alferes Alcxandre Jos de Hollan-
da Cavalcanli, incapaz de soltar ladroes de ca-
vallos ou outro qualquer criminoso, por dinhei-
ro, pois quo o conheco de mullos annos, e eslou
cerlo quanto sua honra e probidade.
Engenho Po-Ferro 27 de junho de 1860.
Alexandre Bezerra de Albuquerque Barros.
Joo Eugenio Simoes, alferes da guarda na-
cional.
Miguel Joaquim de Souza Pinto, proprielario
Domingos Jos dos Santos. dem.
Adelo Antonio dos Santos, idem-
^ J'os Antonio da Silva Lyra, vereador .a-
rS*muniffipal. ^
Francisco Manoel Correia. ?
AiitonioH^aymundo de MeJo, prprietarie.
Bernardo^os Barbosa, dem.
(Eslava recofUK'tido e sellado.}
Senkere* rededores.Tendo Antonio Luiz de
Albuquerque, asaignado urna correspondencia que
foi'publicada no Diario de 21 de novembro do
anno prximo Ando, em que imputava nao s a
mim, mas a diversas autoridades deste termo,
tactos quo nao existirn), e outros quesfr-erTsii-
ram, nao foram pvaticades por mim /enem por
A noite nublada ede aguaceiros, vento SE, vea
para o terral e pouco depois rendou pelo S.
oscillacao da har.
Preamar as 10 h" 18' da manh3, altura 6.0 p*.
Baixamar a 4 h 30' da larde, altura 1.75 p.
Observatorio do arsenal de marinha 11 de ulho>
de 1860 YiECAS J'.-mom.
Navios entrado-' ne dia U.
Rio Grande do sul56 dias, escuna portuguein
Sybelle, de 100 toneladas, capit* Joo Anto-
nio Vidal, equipagera 8, carga carne ; a Gui-
Iherme Csrvalho 4C.
/
i ILEGVEL


(4)
Navios saludos no mesmo da.
Lisboabarca portugueza Vencedora, capitao Ig-
nacio Ventura Fernandos, carga assucar.
Aracatyhiale brasileiro Beberibe, capilao Ber-
nardino Jos Bandcira, carga varios gneros.
MARIO PE PERKAIUBOOQ QUINTA tm%. 12 DE 3ULHO DE 1860.
Editaes.
THEATRO
DE
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Cliristo, e
juiz Je direito especial do commercio desla ci-
dade do Recite de Pernambuco c seu termo,
por S. M. Imperial, que Dos guarde, etc.
Fago saber aos que o presente edilal virem,
c delle noticia liverem, cm como no dia 12 do cor-
rente se hao de arrematar por venda a quera mais
der. em praca publica deste juizo. na sala dos au-
ditorios, os bens soguintes : 18 macos de fita de
laa de diversas cores a 25 cada maco ; 43 ditos de
linha branca de novellos a 700 is!; 25 ditos de
ditas de cores a 700 rs. ; 12 pegas do bico de seda
com 288 jardas a 100 rs. a jarda ; 24 ditas de
tranca de seda vidrilho a ljj a pega ; os quaes
sao pertencenles a Marcolino da Costa Rapo-
so e llio foram penhorados por exocugao de
Francisco Antonio Alves Mascarenhas; e dei-
xarara de ser arrematados no dia 28 do mez de
junho, como antecedentemente a este dia fura
annunciado, por nao haver sido publicado o res-
pectivo edital ueste mesmo dia da arremataco,
e nao haveudo lancador que cubra o preg da
avaliagao, ser a arremataco feila pelo valor da
adjudieacfo, com o abatimento da Ici.
E para que cheguc ao conhecimento de todos,
mandei passar editaes que sero publicados pela
irnprensa e affixados nos lugares designados no
cdigo cominercial.
Dado e passado nesla cidade do Recife. nos 10
dias do mez do julho de 1860, 39. da indepen-
dencia e do imperio do Brasil.
Eu Manoel Mara Rodrigues do Nascimcnto, es-
crivo o subscrevi.
Anselmo Francisco Perelli.
SANTA ISABEL.
C0MPAMI11 LYRICA DE G. M4RIN1MLI
Hoje quinta-feira 12 de julho
Sexta recita de assignutora e terceira da segunda serie para os camarotes
RepresenUr-se-ha a o opera em 3 actos de Verdi :
TMVIATA.
A endem-se os bheles como de costume.
Os Srs. assignaotes serao preferidos al s 3 horas do dia 6.
Principiar s 8 horas era ponte.
Negocio vantajoso.
Deseja-se fallar ao Sr. Manoel Antonio do
Sanios a negocio que o mesmo senhor nao igno-
ra : na ra Direita n. 87.
O Sr. Honorato Jos de Olivoira Figuoired
Quem liver c quizer arrendar algura engenho
ao sul da cidade do Recife, que seja de muilo boa j dirijase a ra larga do Rosario n. 32, ou annun-
produccao, preferiodo-se d'agna, com porto de c'e su* morada,
embarque perlo ou junto da estrada de ferro,
Avisos martimos.
Leiloes;.
PARTIDAS DOBRADAS
LIC.OES PRATICAS
Duas vezes por semana
Quartas e sabbados s 7 horas da noite
RA NOVA SOBRADO N. 15.
M. Fouscca de Mcdeiros, continua a dar
ligues da referida materia era sua casa nos dias
e horas cima indicados. Tambem ir ensinar
nos estabelocimeiitos e escritorios daquelles se-
incluindo no arrendaraento alguns escravos, an-
nuncie que agradando se far negocio vantajoso;
Attenco.
Oh!quepechin-
cha !
Na ra do Queimado n. 44, vendettr-se chitas
ias francezas a 200, 240 e 260 rs. o covado;
i ni uu wuc uu iictuc ii. v-T, un menino de no- ii,e aM eA uubn
me Josd, que ter de dade 12annos oouco maiu ,'r q i -. a ,
- menos? Olho da cidade A.vV.SEt? 2 I. ~ X?!- 9 deP0S; d go do Livramen-
No dia 5 do correntc.desappareceu da Joja da fin \ ZZ3S I 8ML 1
ra da Cadcia do BecifeV 64. um menino de no- EtS^XfZ acaban
me Jos, que lera de idade 12 annos pouco mais .' Velao- o JVdm'Io i
ou menos, filho da cidade da Parahiba des- o? k r P Al'
conia-se que fosse seduzido por a euem rola- l0 "' Wi bo,m afreSuczado Para a, erra, vende-so
se pois as autoridades ou alguma Soa que do- f*K l* fundS T 'Cm 2 SCm eHe8' ,8to TOa"
_ j:.____. morador ; vendo-se por seu dnnn
ora a tratar de sua saud
Vende-se
refe-
pararem com o dito menino levarem-no
rida loja que muito se agradecer.
Quem precisar de um hornera de capacidade
pois j nao crianza e d fiador a sua conducta
nhores que desejarem assim aprender, nos dias para lomar conlade alguma taberna por balanco'
que convencionar. j ou outro qualquer negocio, ou emprego de co-
Alrwlrt i brana- Pis a tudo se sujeita, at mesmo para
UllIlUtl. esa de pasto, por ter pralica de cosinha : a Ira- I
lar na ra da Praia taberna do Martina n. 60.
un ~ rrecisa-se a,,'Zar urna escrava para o ser-
i salas, l'eabinete.4"auaVi." V hm^L^fn I 'o interno de urna casa de pouca familia, nao
se olha a proco e promelte-?e bom tratsmento !
iodo : qem preender, d'irija-se' alaterna cx.'3Dd-se 1ue Mja humilde e fiel, e '
' saiba fazer cora asscio o servir.o de cosinha : na
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
Declaraees.
Conselho administrativo
(l conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, em cumplimento ao arl.
22 do reglamento de 1 de dezembro de 1832,'
faz publico que foram aceitas as propostas dos
senhores abaixo declarados.
Tara fornecimento da enfermara do presidio de
remando de Noronha.
Luiz Leopoldo dos Guimares Peixoto :
Os medicamentos que foram requisitados pela
quantia de 65:)c00O.
Carneiro oV Irmao :
iO colxues de panno de linho e cheios de cnpini
a 38700; 50 travesseiros da mesma fazenda, tam-
bem cheios de capim a 600 ris ; 100 camisol las
de brim igual amostra que apresentou do la
luanhn que se cosluma fa/er para o hospital mi-
litar a USOO; lOOfronhas de igual brim para os
travesseiros pedidos a 560 rs.; 200 lences de 9
jinlmos de compriraenlo da mesma fazenda a
IjjbbO rs.
Jos Antonio dos Santos Coelho :
50 mantas grandes de laa a 1tt>30.
Para fornecimento do arsenal de guern.
Joao Joaquim Alves :
20 garrafas de tinta preta de escrever a 400 rs.,
duziasde lapis (inos a 210 rs.
O conselho avisa aos vendedores cima mencio-
nados, que deveni recolhur os objoctos comprados
no dia 13 do corrente mez, menos o vendedor
Carneiro k Irmiio, que obteve 30 das para en-
Iregar os seus objectos vendidos.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra 11 de i
julho de 1860.Francisco Joaquim 'ereira Lobo, I
coronel vogsl secretario interino.
i ribunal du commercio
Pela secrelaria do tribunal do commercio da
provincia de Pernambuco se faz publico, que na
data infra fui registrado o contrato de sociedade
em nome colleclivo que fizeram Joao Jos da
Cruz Muniz e Ignacio Pedro das Nevos, Rrasilei-
ros, e residentes nesta cidade do Recife, tendo
por im dita sociedade, que durar por lempo de
iros annos, a contar de 13 de junho ultimo, o es-
tabelecimento de urna loja de ferragens e'auin-
quilharias na ra do Uuoimado dcsta mesma ci-
dade, com o capital de 20:000$ forneeidos Hor
ambos os socios, aos quaes compete o uso da fir-
ma social de Muniz i Nevos.
O novo banco de
Pernambuco repele o avi-
so que fez para seren re-
col h idas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emissao do banco.
O conselho* administrativo do patrimonio
dos orphaes declara, que pora em hasta publica,
no dia 12 do corrente, pela ultima vez, as casas
e sitios abata) mencionados, pertencenles ao
mesmo patrimonio, por uro a tres annos, que |
kixarara de ser arrematadas no dia 28 do mez
findo, como foi aununciado, por falta de licitan- I
les, tendo principio a dita arrematago do 1. do
corrente, segundo oque dispoem osarla. 28 e 29
dos esletutos cm vigor; a saber:
Ra do Azeite de Peixo.
Ns.
63 Casa de um andar.
Uua da Cacimba.
C5 Casa terrea.
Ra do Encantamento.
74 Casa terrea.
75 dem ideru.
Sitios.
1 Dito na estrada do Parnamcirira.
3 Dito ua estrada do Rosarinho.
5 Dito do FomodaCal.
Os licitantes hajam de comparecer com seus
fiadores, na sala das sessoes do mesmo conselho,
As 10 horas da manha do mencionado dia 12 do
corrente.
Secretaria do conselho administrativo do pa-
trimonio dos orphaos, 2 de julho de 1860.Dr.
Vicente Pereira do Reg, secrelario.
A administraco geral dos estabelecimentos
de raridade manda fazer publico que no dia 12
do corrente mez, pelas 10 horas da manhaa, na
sala de suas sessoes, contina a arremataco da
renda das casas abaixo declaradas :
Rairro do Recife.
Ra do Pilar n. 74, becco da Lama n. 30, ra
la Moeda n. 31.
Bairro de Santo Antonio.
Ra do Queimado n. 15, ra do Padre Floria-
no n. 49, ra do Fagundes n 32, ra de Santa
Thereza n. 4, ra larga do Rosario n. 26. a saber
os tres andares da esquina da ra do Cabug e
as lojas ns. 26 e 26 A da mesma ra do Rosario,
c n. 1 A, 1 B. 1 C, e 1 D do lado do Cabug, ra
da Roda ns. 3 e 5, ra do Cabug n. 3, ra Nova
us. 43, 57, 59 e 48, lravcs3a do Carcereiro ns.
13el7.
Administragao geral dos estabelecimentos de
carjdade 5 de ulho de 1860. O escrivo inte-
rino, Joao Pinjot de Lemos Jnior.
I
PAQUETES A VAPOR.
Um dos vapores desla companhia, espera-so
dos portos do sul em seguimento paca os do
norte al 13 do corrente.
LEILO
Quinta-feira s 11 hoias
em ponto.
O agente Camargo fara' le'ilao por or-
dem de urna pessoa que se retira para
fora. no seu armazem li. 19
DE
Rcccbe-se desde ja passageiros, encomraendas Guarda roupas, guarda vestido, anara
e engaja-sc a carga que o vapor poder conduzir
sendo despachada com antecedencia at a ves- dores,
pera de sua chegada : agencia ra do Trapiche
n. 40, escriptorio de Thjmaz de Paria.
Para o Aracaty.
O hiale ' geiros ; a tratar com Caetano Cyriaco da C. M.,
no lado do Coipo Sanio n. 25, segundo andar.
w.>.w-.ai, utuu boaii tunca Mld f.u uiinua, na i
ra do Aljube ao voltar para a de S. Rento com
2 alas i ff-ihinaio i ,iL ? ," """ vigo interno de urna casa de
salas, 1 gabinete 4 quarlos, com fundos-para ; scv0iha a Drcco e nromelte c
o becco do Espmheiro, e chao proprio or nreoo se.. a prc- e !"
comraodo quem prelender, di ija-se alaberna "SW*" ^ue esfrava ,eJ" huraiIde
da ra Augusta n. 1. ou iravesVa do Dique n- &%?&* ?!* ? C0
mero 22, i rua das Cruzes n. 18, segundo andar.
um sobrado de dous andares na rua de S. Fran-
cisco n. 64 ; para examinar, o para Iratarna rua
do Pilar n. 46.
Vende-se
excellente taboado de pinho de ratina de todas as
grossuras e comprimento : na rua Nova de San-
la Rila, armazem de Manoel Jos Dantas.
Attenco
Antonio Gomes de Macedo morador na cidade
do Rio Formoso, faz scienle ao publico, que elle
l hoje senhor por titulo de compra de urna legua
e meia de trras a comecar no lii O proprielano da casa de pasto da rua das Cru- ; Cachoeira-Secra, na ribera do r o Una e s-
zesn 21, pnmeiro andar, avisa aos seus fregu- guindo pela ribeiri do rio Pirangy-Grando O
iq ,a'"da C" 'nUa a f0Hnee/ corald:,scora baixo assignado est promovemio^ acqufsico
lodo oace.o e pelo prego de 25; assim como desta sua propriedade pela juslica do te rao de
haver bous pel.scos qualquer hora do da ou Rarreiros. e protesta desde j no^ levar m n
^'A^E^ZX^^'^W.*"*^ 0bras T'e Ara emdianfe forero
sorvetc a 200 rs.. feto das melhores fruclas, e feitas era taes terrenos
nos domingos e das sautos mao de vacca a qual-
quer hora e feijoada ila racihor possivel.
real (mm\
Anglo-Luso-Brasileira.
O vapor Portugal, espera-se dos portos do sul
do dia 14 em dianle c depois da demora do cos-
tume seguir para os portos da Europa: para
passageiros Irala-secom os agentes Tasso lrraaos.
Para a Parahiba
segu cm poucos dias a barca americana Rrasi-
leira. recebe carga : a tralar com os consigna-
tarios Krabbe Whalely & C, na rua do Trapiche
numero 11.
Para o Aracaty
sahe o veleiro hiale Dous Irmaoss : para carga,
trata-se na rua da Madre de Dos n 2.
ATTENCO.
A barraca Coraran de Jess, de 85 toneladas
bem construida, de primeira marcha e muito ve-
leira, carrega para Macei, Alagoas, e Pilar : a
tratar na rua do Crespo n. 14, escriptorio de Jos
Gongalves Malveira.
guarda louca, camas, mesa
elstica, cadeiras avulsas, mesa de
pinho, jardineira e outros objectos
que se tornam desnecessarto men-
cionar.
LELO
PRECISA-SE ALUGAR
urna escrava,
c aproveitando a occa-
sio, o mesmo scienlifica aos Srs. Jos AlTonso
Ferreira, e Antonio AlTonso Ferreira, que actual-
Oes econo
te destes terrenos, que nos Iribunaes do paz se
discutem perfeitaraenle as questes e ali
para onde os convida o abaixo assignado que
podero mostrar claramente o seu direito a estes
terrenos, sondo quo este o proceder que lhes
compele. Rio-Formoso, 20 de junho de 1860.
Antonio Gomes de Macedo.
Furto.
Quem liver e quizer alugar urna escrava para
casa de familia que s tcm duas pessoas, e leu-
do as qualidades seguintcs, que saiba cozinhar
bem, que compre, que engomme alguma cousa,
que seja muito fiel e muito humilde, e que nao Furtaram de casa do abaixo assignado, na rua
soja vadia, dirija-se rua do Queimado, loja n., da Imperatriz n. 11, primeiro andar, domingo
46 para tratar, icando o senhor da mesma res- : prximo patudo, das 8 para as 9 horas pa ma-
ponsavel por estas condigOes, e apparecendo nao nha, um relogio de prata com urna corrente de
Q ululo fniin o 1 !,-__, se olha a prego, s se desoja que o senhor afian-ouro e um sinetc, cujo aro por estar um pouco
Ulllld~iCll el tlS II HU d!5 ce estas qualidades. gasto havia sido amarrado com linha : roga-se
Aluga-se urna escrava que sabe cozinhar, I aos senhores relojoeiros ou a qualquer pessoa a
engommar c lavar, porm com a condico de nao quem for offorocido o apprehcnda, c fazer o fa
sahir rua : a tratar na rua larga
em ponto.
O agente Camargo fara' leilao no seu
, armazem na ruado Vigario n. 19
DE
Um lindo cabriolet com arreios no
mencionado dia as 1 i horas em
ponto.
Coiiliiiiiaciii) ilo leilao
DE
Queijos flamengos
i
PELO AGENTE
rua : a tratar na rua larga do Rosario
n. 18. no terceiro andar.
O Dr. Ignacio Firmo Xavier, medico, tcm
fixado sua residencia nesta cidade, no pateo do
Paraizo n. 16, que faz quina com a travessa de
S. Francisco, e ahi offerece os seus sonrios me-
d'cos: as pessoas que se dignarem honrar com
sua confianga, tanto no interior como para fra
da cidade, e a qualquer hora.
1:000$ dereis
Precisa-se de 1.000$ com hypolheca em
escravo moco e sem vicios : a pessoa que quizer
fazer este negocio, annuncic para ser procurada.
Em Santo Amarinho, na casa onde fica o
ultimo lampio do gaz, ha para alugar-se um
raulatinho de 15 annos, que bom copeiro.
Aviso aos senhores dimos de sitios que ti- I
vor de levar mencionada casa, ou na mesma
rua, loja de calcado n. 8, que ser gratificado, e
muilo se lhc agradecer.
Antonio Rodrigues Pinto.
Quer-se alugar urna escrava preta, que sai-
ba cozinhar e engommar : na rua do Trapiche
n. 16, quarto andar.
Dcsappareceu no dia 5do corrente um me-
nino de nome Pergentino, pardo, de idade 11
annos, levando caiga branca e chapeo de feltro
, pardo : quem o pegar, leve rua das Aguas Ver-
um des n. 50, ou a seu pai Caetano Jos Ferreira, era
Santo Anto, que ser recompensado
Precisa-se alugar urna ama forra ou captiva
para o servico de urna casa de pouca familia :
ii3 rua da Cadeia esquina da Madre de Dos
.n. 45.
; Precisa-se alugar urna boa casa torrea que
verem formigas e quizoremficar h>res'delias"di- s.eJ?."0 bairro de Santo Antonio : quem a tiver
rijam-se rua da Guia n. 47. dinja-se a rua da Cadeia do Recife n. 40, a tra-
tar com o preleudenle.
CONSUCTORIO
MEDICO-CIRLRG1CO
D
_ rEB(*s
LEILAO
REAL COJIPAN lili
DE
Paquetes inglezes a vapor.
No dia 16 deste mez espera-sc do sul o vapor
Magdalena, comraandante Woodward, o qual de-
pois da demora do costume seguir para Sou-
thamploo, tocando nos portos de S. Vicente e
Lisboa : para passasens o carga trata-se com os
ageules Adamson Howie & C.a, rua do trapiche
Novo n. 42.
N. R.Os embrulhos s se recebem al duas
horas antes de so fecharera as malas, ou urna
hora, pagando um palaco alm do respectivo
frele.
A barca franceza Alfredo &
Cleier, i> tendo de seguir para o ,Hio de
Janeiro at o dia 14 do corrente,) roga-1 escrava com algumas
se a's pessoas que ti verem contas com a
mesma de apresenta-las at aquella da-
ta no escriptorio dos consignatarios, os
quaes depois da sabida do navio nao at-
lender5o a' reclamacao alguma. Per-
nambuco, 11 de julho de 1860.
O referido agente ara' leilao para
[ fechar contas, boje quinta-feira 12 do
corrente, as 10 horas da manhaa, na
porta do armazem do Sr. Annes, de-
fronte da alfandega
DE
20 caixas com queijos flamengos, os
melhores que ha no mercado .e des-
embarcados ltimamente.
\
corrente
DE
Urna escrava.
iei
O agente Camarco fara' iclao detuma
mo-
ario
Hr. Ignacio irmo Xavier
N. 16-PateodoPaiaizo--\. 16.
Consaltas todos os dias, das 6 llS horas s 11
horas da manhaa, e das 31i'2 s 5 1)2 da larde.
As pessoas pobres que se dignarem recorrer a
seus oUiclos serao aticndidos gratuitamente ; as-
sim como gratuitamente sc lhes dar muilos dos
remeJios precisos para o seu estabelecimenlo.
Maranhao e Pap.
O veleiro brigne escuna Graciosa, capilao u
pratico Joo Jos de Souza, deve seguir em pou-
cos dias aos poraos indicados ; recebe carga, pa-
ra o que trala-scom os consignatarios Almeida
Gomes, Alves & C, rua da Cruz n. s7.
micos.
Vendem-se foges econmicos de ferro balido
de differentes lamanhos, tendo cada um o sea
competente forno para assado, e caldeira para
mente se acham de posse indeVidamenTe de'na'r- sua 1,ue"le os melhores qno possivel encon-
o oaiz m rar* cnaPa.s Para fogocs, portas grelhas para
ditos, bolineles de balango para navios, urna
moenda para engenho de assucar, tudo por ba-
rato prego : na rua do Brum n. 66, armazem do
assucar.
Coral.
Vende-se verdadeiro coral de raiz, na rua lar-
ga do Rosario, passando a botica, a seaunda loja
de miudezas n. 3S, rap de Lisboa, e muitas
mais qualidades de rap ; assim como muitas
miudezas muito em conls ; e s vista do com-
prador se dir o prego de ludo.
Milho e farelo
a 4J500.
Vende-se na travessa do paleo do Paraizo n.
1G, casa pintada de amarello, com oilao para o
rua da Florentina.
Vende-se urna morada de casa terrea na rua
do Pharol n. 28 : a tratar na rua do Pilar nu-
mero 143.
P: Antonio da Costa e Silva Maduro, inven- $p
tante o lostauenteiro do finado sen pai s$)
o Sr. Miguel Antonio da Costa c Silva, @
@ sentem os seus crditos ua travessa do (9
@ '.otpo Santo, loja de cabos, alim de seren @
@ legalisados c incluidos no inventario no
@ prazo de 8 dias. O
Precisa-se de urna ama secca : no paleo do
Terco ii. 26.
O bilhete n. 3362 da ul-
y^f > tma Pa,te da oitavae primei-
fConsiillerio central homeopathico ra da nona lotera da matriz
mTBtihwamfmTit/n^ da Boa-Vista, premiado coma
i^iBldnJllii'ijJj, i I sor te de 10:000$ foi-rae apre-
Continua sob a mesma direcao da Ma- @!_ i i t-i t i\ ir-i
noel de Mallos Teixeira Lima.* professor .SCntadO peiO Si". JOSC UiaS Vll-
em homeopathia. As consullas como d'an- | Ielflj artsta Ja fabrica de COl-
xetes na rua do Jardim.
@
i
Botica central liomcopatliica
Du
DR. SABINO 0, L PIMO

i
P. J. Lavme.
.Novos modicamenloshomeopallcos en- _
viadosda Europa pelo Dr. Sabino. T ,g
Estes mcdicamanlos preparados espe- ^
cialmente segundo as necessidades da lio- ^
meopathia no Brasil, vende-se pelos pre-
eos conhecidos na botica central horneo- L.
palluca, rua de Santo Amaro (Mundo No- *
na-seprejudicial asau- ^^.,..,,,.....,,,^
4 liumidade nos ps or-
li tbilulad,
Qa : no seu armazem na rua do
n. 19, as 11 horas em ponto.
de, e para prevenir este
mal, ha na rua Direita,
esquina da travessa de
S. Pedro n. 16, urna grande fabrica de lamancos,
que cora urna pequea retribuirlo achara o ilus-
trado publico desta capital c de fura, o mais bello ^ *
e riquissimo sorlimcnlo de lamancos de lodas as 5 SJt
18
A
Avisos diversos.'
Ballhazar Cinto de Gou'cia, faz scienle |a o
respeilavel publico que dcixo j'de ser caixeiro do
Sr. Joaquim Pereira da Silva Santos, desde o dia
110 do corrente, e agradece ao mesmo senhor.o
' delicado e bom tratamenlo que lhe derara durante
uu, juuu i uju ue Lemos jnior.
Consulado de Por-
.
tugal.
No\di 16 do co"r>nle. pelas 11 horas da ma-
nha, \na chancellariaMjo consulado de Portugal,
se ha \e proceder definitivamente ao raleioDd
espolio de Manoel Jos Bernardo de Paiva. Os
credoresy portanlo, do mesmo eapolio, queiram
comparecer no dia, hora e local designados, com
os seus rditos devidamente aulorisados; na
certeza delflue nao ser admittida qualquer re-
clamacao rJipsterior.
Pela reCbcdoria de rendas internas geraes
se faz publico, qu no corrente mez que os de-
vedores do segundo semC^tre do exercicio cor-
rente de 15591860, relativo Jja.seguinle? -
pos: decima addicional de mao taottS '
de 20 por cento sobre lojas, e dito especial .
sobre casas de movis, roupas, perfumaras t
calgado fabricado em paiz estrangeiro teem de
paga-lo livre de multa. Reeebedoria de Pernam-
fcuco 1 de junho de 1860.O administrador, 3/o-
noei Carneiro de Souxa Laoerda
Pela subdelegada de Santo Antonio do Re-
cife se faz publico que se acha recolhido ao depo-
sito geral um cavallo melado que fora pegado por
andar sollo pelas ras da cidade em a noite de
6 do corrente : quem se julgar com direito ao
mesmo comparece neste juizo munido das com-
petentes provas. Subdelegacia da fregueeia de
Santo Antonio, 9 de julho de 1860.O subdele-
gado suppleoc, Joaquim Amonio Carneiro.
o lempo que esteve em sua c; sa.
Campos Carreiro fazem scienle a esta pra-
ga e muito especialmente ao respeilavel corpo do
commercio, que desde o dia l. do julho corren-
te, dissolveram amigavelmente a sociedade que
tinham na casa de negocio (a rua das Cruzes n.
; 21, icando a cargo do socio Joo da Costa Cam-
pello, lodo o activo c passivo da mesma e o socio
Miguel Ferreira Carneiro desonerado de toda a
I responsabilidade. Recife 12 de julho de 1860.
Na rua das Cruzes n. 21. precisa-se de um
caixeiro para tomar conta t,e urna taberna por
i balanco, ou tambera se d sociedade entrando
I com algurn capital; tambem e vende 2 bracos de
balancas, grandes.
Manoel Flix de Veras, faz scienle a quem
convier, que nao o inspector do quarleirao
n. 17 da rua dos Coelhos do 1. dislriclo da fre-
guezia da Boa-Vista, e sira do quarleirao n. 16,
da rua de S. Goncalo.
Na olaria de Marcelino Jos Lopes, na rua
Hiale Sergipano ja lem parle da carga, para a ^ Mondego, trocam-se lijlos de alvenaria bati-
da e de ladnlho, por taboas de assoalho e forro
de louro ; e vendera-se ps grandes de sapotas
em barris proprios para embarque.
Deseja-se fallar com a viuva ou filhos do
finado Marcolino Jos Ferreira, cmpregao que
Riode Janeiro,
pretende seguir at o fim da presente semana o
brigue nacional Eugenia, lem a seu bordo dous
tercos de seu carregamento : para o resto que
lhe falta, trala-sccom os seus consignatarios A-
zevedo & Mendes, no seu escriptorio na rua da
Cruz n. 1.
Para
^aaLJJaW
Aracaty
resto trata-se com Martius &
Madre de Dos n. 2.
Irmos : rua do
DAS
Messageries imperiales.
O vapor francez Navarfe, commandante Ve-
del, que deve ter partido de Bordeaux no dia 25
de junho prximo passado dever chegar a este
porto de 12 a 14 do corrente o qual depois da
demora do coslume seguir para o Rio de Janei-
ro tocando na Bahia. para passageiros etc. a tra-
lar na agencia rua do Trapiche n. 9.
A escuna Emilia segu com brevidade
para o Rio Grande do Sul com escala pelo Rio
de Janeiro: a carga para arabos os portos ser
Mada com o capilao. ou no escriptorio de Ma-
noncalves da Silva, rua da Cadeia do Re-
Cear
/'
Segu com mi4a brevidade o palhabeUe Santa
Cruz, capitao "JosTVnSlprino das News ; para o
resto da carga, Irata-sc c8-Caetano' Cyriaco da
C. M., no lado do Corpo Sanio n. 25.
PARA LISBOA
vai sahir com a possivel brevidade o patacho
portuguez Flor de Maria; recebe carga e pas-
sageiros aos quaes offereee excellenles commo-
dos
e nquissi
quajidades, que o proprietario da mesma esl re-
do a fazer urna inodificacao nos pregos, tan-
s m rctalho como era porcoes ; assim como
, Mpia desde j a fazer tamancos para horaem,
a Artugueza. A casa lera sempre urna factura
de (ma dous mil pares promplos para encom-
mendas do centro c de fra.
Vende-se um negro crioulo de idade de 18
a 20 annos, de boa figura e sem vicios, o diz-se
a razo por que se vende : quem o pj-elcndcr, di-
rija-se a rua da Boda n. 17, primeiro andar.
Vende-se urna taberna na rua de S. Miguel:
quem pretender, dirija-se a rua Direita dos Afo-
gados, taberna n. 20, que sc dir quem vende.
Na nova loja de fazendas
e roupa feita, de Joao
Francisco Paredes Porto ,
na rua da Imperatriz n. 48. junto a padaria fran-
ceza, vendem-se palelols de alpaca preta e de
cores a 45, ditos de brim a 45500, calcas de dito a
3j, 35500, 45, chitas para caberla do'cores xas
a 2C0 rs., chales de froco de bonitos goslos a 7,
saias a balao de diversas qualidades, cortes de
calcas escuras a lg, ditas de brim a I56OO e 2g,
chilas francezas de bonitos padioesa 260 rs., las
para vestidos de bonitos goslos a 410 rs., bra-
mante de 4 larguras, fazenda superior, a 25500 a
vara, meias para homem de diversas qualidades,
encorpadas, a 4| a dola, e outras muitas fazen-
das por preco commodo para acreditar a casa.
Rua Nova n. 18.
M. A. Caj & C. vendara, por ter grande porco
e querer acabar, meias para senhora a 240,280 e
foi do antigo erario, hoje the.'iouraria de fazenda, 32U rs.. ditas para meninos de ambos
ynrraa
-r DA
ROVINC.
A
Antonio Pereira de Souza agradece a lo-
dos os seus amigos que se dignaran acom-
panhar ao cemilerio publico o cadver de
sua chara esposa, e novamentc convida-os
para que se dignem assislirem a missa do
stimo dia. que tora lugar no dia 12 do
corrate s 6 horas da manhaa, na igreja
da veneravel Santa Rita de Cassin.
Litteratura.
a negocio de interesse ; na na estreila do Rosa-
rio n. 11.
Na rua Direila n. 84, precisa se tralar um
forneiro para una padaria na cidade da Victoria.
Aluga-se por preco coramodo um grande
armazem na rua do Brum n. 34: a tratar na rua
da Cadeia do Recife o 4.
Na rua da Cadeia do Recife n. 38, primeiro
andar, precisa-se fallar ao Sr. solllcitador Manoel
Pereira de Magalhes
A pessoa que em abril procurou comprar
urnas rodas, na rua Augusta, appareca para lhe
serem entregues pelo que otlireceu.
Offerece-se urna ama de leite sem filho :
quem pretender dirija-se raa da Roda n. 41.
Aluga-se urna boa sal e alcova, propria
para escriptorio : a tratar na rua da Moeda n 23.
Cozinha-se para casas particulares: quem
precisar dirija-se rua do Calabouce Velho n. 1.
Compra-se um escravo de 40 annos de ida-
de, pouco mais ou menos : no pateo de S. Pe-
dro n.3.
Vendem-se saceos com muito bom
arello de Lisboa com 96
sacco : na rua do
queira & Pereira.
os sexos a
libras, a .S' o
Crespo casa de Si-
Caixeiro.
Um moco de boa conducta deseja-se
arrumar tn tjuaiquer cstabeleciment,
' qual da* fiador de sua conducta
dos : trata-se com o seu consignatario Thomaz j __,, ... '
de Aquino Fonseca, ou com o capilao anj-raca Huem de 8eu pjttmo:qmzerutilisar,
do r.nmmprpin.. diriia-sp a'rna Duvita !H
do commercio,,
dirija-se a'rua Direita n, 68.
O Sr. thesourciro das loteras manda fazer pu-
blico que em consequencia dos grandes prejuizos
que tem sofl'rido com a exlracco das loteras
pelo plano actual obteve do Exm'. Sr. presidente
da provincia permissao para as ditas loteras se-
rem d'ora em dianle extrahidas pelo que abaixo
vai transcripto ; e nesta conforraidade se achara
expostos venda, todos os dias no escriptorio'
dasmesmas loteras na rua do Imperador n. 36,
e na praca da Independencia ns. 14 e 16 das 9
horas da manhaa as Oda tarde os bilhctes e meios
da terceira parte da quinta lotera do hospital
Pedro II, cujas rodas devero andar impreteri-
velmentc no dia 25 do corrente mez.
Thesouraria das loteras 16 de junho de 1860
./. ti, da Cruz, escrivo.
PLANO.
3200 bilhctes a 105000.......32:0005000 I
20 por cento.........6:4005000
Diccionario musical, obra muilo importanlo
e escencialmente para as pessoas que sao dedi-
cadas a lihguagem das armonias.por nelle se en-
.contrar completamente esclarecidas todos os ter-
'mos precisos c proprios a tal arte, vende-se na
rua da Cruz, Recife, livraria n. 52.
Precisa-se de um bom forneiro, na padaria
da rua larga do Rosario n. 6.
Ama.
2V.6005000
Precisa-se de una ama que seja mnito fiel e
que cozinhe bem, para casa de moco solleiro :
ua loja da rua da Imperatriz n. 82.
Na rua da Cadeia do Recife u. 38. primeiro
andar, precisa-se fallar ao Sr solicitador Manoel
Pereira de Magalhes.
Alguns esludautes do 5" anuo da l'acul-
dade de direito, mandando cantar, na
quinta-feira 12 do corrente, um memento
pela alma de seu collega e amigo Manoel
Francisco Cavalcauti de Albuquerque, ro-
gara a todos os Srs. acadmicos e aos pa-
rentese amigos do finado se dignem as-
sistiraquelle aelc. no referido da, s 9
iras da m>nha, no convento do Carmo.
1
1
1
2
4
8
14
962
993
2207
3200
Premio de IO-.OOOOOO
Dilode .... 4:0005000
Dito do
Ditos de
Ditos de
Ditos de
Ditos de
Dilos de
200g
100
50g
203
IOS
500*000
4(;05000
4OO50O0
4005000
2805000
9:6205000
Premiados.
Brancos.
-32.0005000
Thesouraria das loteras 30 de junho de 1860.
O thesourciro, Manoel Cimillo Pires Faleo.
Approvo. Palacio do governo de Pernambuco
20, 280 e 320, ditas para homem, de crese
brancas a 240, 280 e 320, las de differentes co-
oSsCa^tn4^PBalZSl,1^l^rg0 ,rPr.aSh-Para *eSl"'
* rUtifit' '' aS cam,f'nhas Par? T" 2 de ulho de 1860Lei.o da Cuan.,
nios a ZtoO, scdmlias para vestidos, de todas
as cores a 15 o covado, um grande e variado sor-
timento de fazendas e roupa feita, e calcado, pe-
lo mais commodo preco do que em ouira qual-
quer parte.
Marmelada
Na rua Direila n. 6, vende-se para liquidar a
l$a lata com 2 libras.
Aviso aos senhores pa-
deiros
Na rua do Queimado, loja de ferragens n. 49,
vendem-se peneiras de rame para padaria, por
prego muito commodo, por serem as melhores
que tem viudo ao mercado.
Queijos frescos
a 2#400.
Vende-se na Iravcssa do paleo do Paraizo n.
16, casa pintada de amarello, com oilo para a
rua da Florentina.
Couipram-se oncas e moedas de
ourode20$e 10$ : na rua do Trapi-
che n. 9.
O abaixo assignado faz scienle ao respeila-
vel publico que nesta data dcixou de ser caixeiro
do Sr. Manoel Alves Ferreira. lecilell de julho
de 1860.-jpa Flix de Almeida.
\
Conforme.Antonio Leite de Pinho,
Deseja-se fallar ao Sr. Manoel Antonio dos
Santos a negocio que o mesmo senhor nao ig-
nora : na run Direila n.87.
Fabrica de ourivesaria de pra-
ta, rua Duqueza de Bra-
ga oca n. 10 A. Porto.
Luiz Jos Nuucs, premiado com a primeira me-
dalna na exposico industrial portuense, e Ma-
noel Jos Goucalves reunirain em sociedade as
suas officinas de ourives de prata com o proposi-
to de fazer era um estabelecimenlo com todas as
condieces de urna bem monlada fabrica, para o
que tem e conlinuam a fazer acquisicSo de va-
rios e importantes utencilios fabricados no paiz
e no estrangeiro, com o auxilio dos quaes suas
obras se tornaro bem conhecidas por seu tra-
balho, bom gosto e consideravel diminnicao no
peso os annunciantes recebem e satisfazem
qualquer encommenda e as mandam a seus des-
tinos mesmo para o estrangeiro, sem por isso li-
ra re m commisso, suas obras serao marcadas
N. &G.
Urna pessoa de ptima conducta o reconhe-
cido crdito, offerece se para cobrancas de qual-
quer casa eororoercial ; o Sr. Joo Jos de Car-
valho Moraes dar as mais informaces que fo-
rem precisas.
Precisa-se alugar urna preta que cozinhe e
engomme perfectamente, para casa de pouca fa-
milia : na rua Novan. 49.
i ILEGVEL
Altiga-seo segundo e terceiro an-
dar ou soliio do sobrado n. 01 da rua
Nova, qualquer dos andares teem bas-
tantes comrr.odos e acham-se em tal es-
tado de asseio que dispensam fazer des-
pezas com pinturas e outros arranjos :
quem pois os quizer procure entender-
se com o abaixo assignado na mesma
casa ouera seu escriptorio no pateo do
Collegio ou praca de Pedro II.
Jos dos Anjos Vieira de Amorim.
Na rua do Queimado o.
9, loja de FraociscoPereira da
Silva [em frente do Sr. Pre-
guica] vendem-se cobertas de
chita para cama a 2$ cada
urna.
Precisa-se de urna
ama para cozinhar e com-
prar para urna pessoa:
na rua estreita do Rosario
n* 21, primeiro andar*
Attenco.
Offerece-se um rapaz para caixeiro de cobran-
5a ou armazem, o qual d fiador a sua conducta
e tem alguma pralica de alfandega ; quem delle*
se quizer utilisar, deixe csrta fechada com as
iniciaes J. M. C. A., na travessa das Cruzes, loja
de calcado n. i, indicando a sua morada.
V ""*
WPPPPW' :-.- :


DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRA 12 DE JULHO DE 1860.
C5)
Aviso aos thesoureiros e
chefes de irmandadc
Achando-se prximo o lempo de algumas
igrejas festejaren! osseus padroeiros, Jos Pau-
lino da Silva com fabrica de fogos coi un terreno
da ra Imperial, avisa a todas as irmandades e
contrarias religiosas, e a quem possa mais inle-
ressar.que tem efectivamente prompto um gran-
de sorlimento de (ogos do ar, tanto curo bombas
miudas como de bombas reaes, foguetoes para
salvas com bombas extraordinarias, os quaes
vendem-se em gyrandotas ou sollos, conforme o
goslo do comprador, mandandu-os conduzire
queimar como cosluma, por prego mais barato
do que o que se cosluma comprar. Esto esta-
beleciraenlo olferecc ao comprador muito maior
peitavel c~orpo coaimeVcraTe T'qoe'm "cov'fer., vaQta6em, nem s pela superioridade do fogo
que se ochara competentemente aulorisados Je hojegewlmeateconhecido, tanto nacapi-
effectuar quabjucr seguro. Ilal como no ceillr. completa coniraodidade do
prego e promptido, obrigando-se o annunciante
M%fc*fr6Sm 2J&&@-&&W3&$3li'm P?r I^V^t varia le possa harer, fazondoum
I. abate no prego, quaiuo por acaso nao saia como
Gompanhia de seguros
martimos
SEGURIDADE
NO
Hio de Janeiro.,
Agencia de Pemambuco
RUADO TORRES.
Guilherme Carvilho & C,
actuaes agentes desta companhia, avisara ao res-
Curso de rhelorica.
O acadmico Manotl Francisco de
Hoaorato/profesor particular autori-
sado pelo governo, tem aberto o seu
cuno deeloquencia e potica para ha-
bilitando dos estudantes que ^juizerem
prestar exame nestas materias no futu-
ro mez de ovembro, em casa de uas
residencia, ruaDireitan. 38, primeiro
andar.
'Irmaudade acadmica de N.
S. do Bom Conselho .
*SSS$@3>@@ @

i
i
Por ordem do nosso irmao juu sao avisados
| todos os nossos irmaos para comparecerem sab-
bado, 14 do correnle, s4 horas dalarde, no con-
sistorio desta irmaudade, aini de se tratar de ne-
08 segredos da calligraphia divulgados por lacios que muito mleressam.
VSilliam Scullv, a venda em casa do autor ra do' ,>,,.> ,. *ax*,vk<^ a. *-**,*,**
Imperador n. H, sobrado, ot o da 12 desle $?& ? ." S.
' i SO* Precisa-se fallar com o Sr. Jo.io @
^ | Valenlim Vilella Jnior, a
Eslelralffl.o mais completo que tem >nna_ nao ignora na ra da Cadeia do Recife
Borzeguins patale.
Lustre e bezerro
145 Rua Direita 45
mez.
Attencao.
O Dr. em medicina Joo Pinhciro de
Lemos tem esubelecido a sua residencia
na rua dosGisararapcs n. 64, onde ser
encontrado qualqeer hora do da ou
da noite pwa o exercicio de sua prolisso,
dando aos pobres consultas gratis e pres-
laudo-sc os mesmos cora toda a dedi--
caco.
prea que
dnharc fazer algumas compras na ra
na rna da Lingocta n. 2.
Muga-se urna boa casa
o afianza, declarando qucllcs que os quizer
: comprar em farndulas ou cm broqueis, dove-
. rao a\ isar tres di*s antes, se for em quantidade,
i para se preparar c armar, e sendo em pequea
I porc.o, avisar do vespwa ; c para mais facili-
' tar ao comprador, no caso do nao querer ir casa
, de sa residencia, peder enlendcr-se no largo
j do Parai-.o com o Sr. Jos Pinto de Magalhes, e
na rua Direita, loja'de cera confronte a sachris-
tia do Ierro do Sr. Dionizio Hylario Lopes.
L'VSV iJS(.-BR\SLElli,
a faiiar %y Goklen Square, Londres.
terrea em S. Jos i J- G- OLIV'EIRAtendo augmentado, cem to-
DENTES
S AIIT1FICIAES.
|Ruaestrcita do Ro sario n. 3|
Francisco Tinto Ozorio coll ica dentcs ar-
@ tificiaes pelos doussyslcmas VOIXANITF, $)
$* chapasde ouro ou platina, podendo ser
@ procurado na sobredita rut. a qualquer @
hora.
ygsS8gg @ $9@
Roga-se aos Srs. devedor es a firma social
de Leite & Gorreia em liqutd-cio, o obsequio
de mandar salda seus dbitos ta lo]a da ra do
Queimado n. 10.
= No dia 13 de fevoreire de 1860 fugio do en-
genho Moragi. freguezia do Rio Formoso, dous
escravos, seudo um mulato do nomc Bernardo,
e outro crioulo de nome Raymundo ; o primeiro
. tem appa-
recido sobro a arte calligraphlcs, contm todas n. 23.
as regras e uma colteccao de exemplarcs auto- ^@@
graphados, anropriados a habilitar qualquer pes-1 r. ,. j
soa, a adquirir pc.feic.6o nesla arte.' P I ~. b" gnado.
1 K feecao como deee constar
Attencao.
O 2. lente Jos Francisco deAzevedo, agen-
te do 4. balailiao de ariilliaria a pe do semestre
do Munguiuho, quasi defronte da igt^a : trata- ; mar a casa contigua, ampias c cxcellenl-js ac-
sc na rata do-Ecum n. 1G, armozem de >lanoeUo- I
s di 5 Areujo. '
Illia de S. Miguel.
Dsseja-se fallar com os filhos do fallecido .'oao
oc-s Soarcs de Medeitos, naterSl da liba c S.
Miguel, fallecido em outubra de SS3 em Pevnam-
fcuco, para que vealiain loar coiKa de unas en-
Manuel rio n. II.
** Uo^a-se ao Sr. Joaquhn 3os de
Sonta Serrano de a.pparecer na ra dos
Encantos casa terrea oom dova portoes
para tratar de egocia de muito seu in -
teresse.
" Prt CO de c*sa de pouca familia: a tetar na ra dn
Trcmpe, sitio 2, das 6 at 8 horas da nia-
r.ha.
'reciss-'SC de um menino de 12 alGannoc
de Liade pare caixeiro de taberna, que j tonta
alguna pcatica da mosma, c que seja esperte :
na tiborna da -ra lia Concordia H. 2G.
Aluge-sc urna casa terree grande, conv
quartos quinial'HHiretfo, cacimfcj, na ra Ahges-
ta n. 72 : quem a pretender xiirija-se ra-do
Vigarie, !oja Estas fennas de dilTcrcntes aualidades, sc fa-
brceadws dc-aeo do prnta refinada de primeira
tempera, e sao applicaveis a todo o tamanho de
lcltra. Freno 1$50U cada caira e pennas de ouro
pelo raesmo autor com ponia de diamante, que
teem a grande ventagem de nao oslar snjetUs a
crear ferrugem e conservando-se bem limpassao
de duracao infinita, deposite em casa des Srs.
Gucdot & atacado com o'ifiventor Gaillierme Scully, pro-
fesso: de c.illigrcpliia na ra do Imperador n.
1~>. sobrado.
f f & @ @>;S
? Ur. Carneiro Morrteiro aproveitando da J>
0$ prepon 5o q<;e tem p3ra mais fcilmente
9 acular OStrabalhos departo, e aconse- @
Ca Ihado pelo feliz resultado que lem obtido c
fl-CBi multiplicados pirtos laboriosos, tem J%
t> feite sua especialidade -sobre eete ramo
g para o que peder ser procurado a qual-
<;uer hora,' u;. ra do Rat:gel n 16. $s*
Cj9a @@@
commodtScs para muito ranicr numero de hos-
pedes (3t> novo se recommer:da ao favor e lem-
branca das seus amigos e dos Srs. viajantes que
visilemcsta capital; continua a prestar-lhesseus
serviles o bons offices guiando-os em todas as
couses que precisen cochecimerile pratico do
paic/etc.: alm do portti'guez e do -slez ialla-se
na casa o hespanliol c rancez.
ii:;eiii-i:i tos takricantcs america-
nos GrooTer & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnstun ra da Scnzalals'ova n. 52.
'3IS-56^t8MQiiSeeSSg 8KB
^Lices de francez M
Sempre solicito o proprietario deste
negocio que cstabelecimento em poupar a bolsa de
seusfregoezet, acaba @i@@ urna mina de borzeguins, que nao sen-
. encarrogado da desin- ^ Melles nem Suzer sao todava guaei
gao como deee constar aos senhores inspeelo- a estes no durar, tendo por nico (lelei-
Aos que residem fora da cidade da maior uli- res de quarteirao, pela circular do Illm. Sr. Dr. t0 serem poucos
lidade, pois, guiando-sc qualquer pessoa por,cnefe de polica aos senhores subdelegados, a
elle pode dispensar a presenta de um professor. 1ual datada de 10 de maio correute, faz scien-
i te aos senhores inspectores, que logo que se de-
Osyslema seguido nesle tratado tem merecido rem casos de angina, escarlatina e oulras moles-
a approvacao de milhares Je pessoas no Brasil e tias que grassam epidmicamente, avisem ao ,
Rio da Prala. do que pode o seu autor apresen- j mesmo abaixo assignado para mandar proceder i i"Jo. dolara que nada deve de otnecios rom-
lar muitose valiosos documentos. a desinfeccao como por ordem superior foi deler- prados para o mesmo balalhuo. nem tambera uo
Preodecadacolleccao 7g. I minado.Jos da Rocha Prannos. suas conlas particulares; porem se o,uem so
julgarseu credor, aprsenle suas contas no Re-
cife, a Nunes & Irmao, ou na cidade de Olinda,
armazem na ra de S. Denlo n. 16, que ser sa-
tisfeifo.
Pechincha
No armazam da ra da Madre de Dees n. 8,
vendem-so saceos cora feijao ha pouco chegado
do Forto, pelo barato proco de tS<'00 o sacco,
muilo novo, e regula cada" sacco 30 cuias.
Attencao.
VonJe-se um escravo mualo, bastante robas-
ha-
a
i8 a Ra do Queimado numero 18 a.
bo- rditos de casemira a 63S, ditos de velludo a 109 : e muitas cuiras fazendas, que se deixam de
mencionar, que e vendem por menos do que em outra qualquor P3rie. Loia de Jos Moreir l0. op'imo carreiro, com pratica de cfiado, o na
i < r.n : t> vendo prec:sao t.imb.'m coznha o diario de un:
Lopes, ra do (ueimado n. 18 A, esquina que volta para a ra estrella do Rosario. | casa ia rua i,n;ieral n. 169, segundo andar.
A este eslabelecimento chegou um grande e variado sorlimento de roupa feita, a qual so
vende por preco o mais commodo que imaginar-se podu 5 gondulas de panno preto snperior a
2S2& e 30, paletots de panno preto inissimos a 20, 299, 265 e 28, ditos de cor a 2()? e
ntes : de bea al tur al "pouca | ^* ditos de bombazina, e meiin preto, a 12, e 14, ditos de casomira, a 105, 125, e
barba, apenas urna suissa pequea por baixo do 255, ditos de alpaca preta a 45, e 4800, ditos dila de cor a 45, e 45800, ditos de brim de
queixo, cabellos garapiuhos, nariz afilado, olhos cor a 255800, 35600. e 4, calcas de casemira preta. e < cores a 105, ditas de brim branco
i^JSKXaK *+' a!,aS to. 't* 1500, 2, e 4, colletes de setim a, M500.
po, espndado,'pernas um pouco arqueadas,
nilos fes, bem fallante, porm urna falla mansa,
e qando lera pareao quer gaguejar, tem poucas
marcas de chcete as costas, foi armado e
mur'.o metlido a valentao, foi do Rio de S. Fran-
cisco, e o senhor que o possuio chamava-sc An-
tonio l'erreiro Lustosa ; o segundo com os sig-
naos spguintes : crioulo, alto, secco, m.'io fula,
'.em os pcitos para fura e o eslamago um pouco
para dentro, lem urna grande cicatriz de queiraa-
dura de fego que principia de baixo do queixo
e vera ule os peilos, bem fallante ; as inlences
de ambos seguirem para o centro dos serloes :
portauto pcQo a todos os capilac de campo c a
(odas as autoridades polrciaes que o appreheu-
dam e hvem ao dito engenho, ou no Recife ao
Sr. Mar.ocl Ruarque Macedo Lima, que ganhar
100 per cada um. Lemliro mais que qualquer
pessoc que pegar o dilo mulato teuha alguraa
cautila pois muito esperto.
Manoel B. de Gusmao Lima.
DEPOSITO DE PIANOS
FORTES
piano. |
kladar0iselle Clemence de Hannetot *^
We de Uamtetillecontinua a dar liedes fie a|
^ trances e piano na cid-ade e nos arrabal- 9
M des :t!art:a da Cruzu. 9, segundo ander. *
K9K9K ^$S8 816919 mS&WftR U
IParahiba do INort.
Rogamos aos senhores assignantes da Ordem,
moradores'na cidade c Parahiba, rae do Ha-
inauguBpe e na de (uarabira da mosma provin-
cia, o favor de mandaren pagar as suas signa-
turas vencidas at o fitn de junho prximo lindo,
Acanto cellos que desta dala em dianlc suspen-
demos nraums-sa do Jepcal para evitar nr."l maior.
Por era abslemo-nos de publicar os uomes des-
ses senheres, na espevanja do recebimenlo, que
*e seaao efi'ectuar at'C fim do prximo agosto,
p.i.sswoc- pelo di.ssabcrr de serem chamados pelos
seus no mes propnos-nas columnas desie Diario.
Ni'St Acensu nos merecer especial mensau o
Sr. Ferlcato I'erretTa da Silva Campos.
4viso urgente.
Itga-se ao Sr. Francisco Paulino Pereira de
Carvalho, que tenfefl a bondade de cpparecer na
rua da Kadre de ft-eer. n. 6, a negocie de seu in-
terefse.
No dia 17 do correnle fuda|a audiencia do Sr.
Dr. juiz municipal ta primeira vara ser arrema- urna pessoa disponivel para corlar es cabellos, e
DOS
Per m corte de cabello e
frisan, en te 500 rs.
Rua da Imperatriz n.7.
Lecomlq acaba de receber do Rio da Janeiro
primeiro contra-mostr da casa Augusto Clau-
dio, c um puteo vrr.do de Taris. Esta eslabele-
ciuienloest hoje as melhores condices que
tlpossivel para satisfezer as encommendas dos
cAjectos enj cabellos, no mais breve empo, co-
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECIWIENTO
DE
Vende-se a casa n. 3 da rua das Flores ; i.
tratar na rua Direita, casa n. 6.
Acha-30 fgido desde a noilc do dia 7 Jo
correnle o preto de njmc Joo, cora os siwcs
seguiotcs: altura regular, corpolenlo, pes curtos
o grossos, maos do mesmo modo, e bons denle?
cscravo muito ladino, habituado ao servico de
tirar cocos, dendo, c de enxada ; em suas fgidas
elle cosluma andar pela estrada do Joo de Ror-
ros, boceo do rombal, Sanio Amaro, Campo Gran-
de e mais proximidades: quem o apprehender,
leve casa do Sr. Joaquim Vieiaa Coelho, rua
do Crespo n. 10, ou nos Afilelos, deposito do
beeco do Espinhciro, que ser geuerosameate re-
compensado.
O abaixo assignado faz scietilc ao publico e
a quem interessnr pussa, que nada devendo i
esla dala, serao falsos quaesquer ttulos quer ?e-
ja ni letras, quer contadelivro ou papis de da-
eao que appare.ain com a sua assignalura. Enge-
nho Oitelro Alio 5 de abril de 1860.
Jos Francisco Diniz Machado.
Sodr & C. f.\z scicnte ao respeilajel pu-
blico, que o Sr. Joaquim Antonio de Ara ojo So j-
za deixou de ser seu caixeiro desde o dia 6 de
correnle mez.
o sejam : nrralas a l.uiz XV, -adeias de re:lo- ;>em construidos pianos de que lia noticia.
Rua Nova n. 23, esquina da Gamboa do Carmo.
Nesle esiabeleciinento acha-se um competo sorlimento dos melhores, mais elegantes e mais
cscrava que faja o
urna casa ; na rua
(los, braceles, cunis, rosetas, etc., ele, ca-
balleiras de toda a-especie, para homens e se-
cahoraa, lava-so igualmente a cabera a moda dos
^stados-Uuidos, sem deixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para salisfazer es preten'len-
es, os objectos ere cabello sero feitos em sua
presenea.se o desojarem, e achar-9e-ha senapre
tada .po: venda -i arrobas de carne salgada, 2 bar-
ricas cor.! bacalho e caixa com-saino, por ar-
resto fei'.o a requerinvenlo de Manoe! Alvos Fer-
Teira & Lima, con'ira Agosliiiho Jo9 Bezerra.
".Esctvc Motla.
Instrucco.
Sahio a-luz o o- orno ^.as >icpra-' c
iii "i l SWBPWCIO da C,rr. (Mi-.as-ae aiuns poetas, e ouros bo- -de imlruccao elementar do segundo grao d fre-
Bieni '.Ilustre ca provincia de Peraam-j rguezia'Ca Boa-Vista/ .-as horas vagas de seu ma-
Iul6, palocotnmendador Antonio Jo.- Kg^^c. ensina psrllculnrmeuto as maleiias dj
quiin de etiO. Conten as biograpliias 1iciltes : na rua da oria ns". 42 e 4i.
Mvga-se uma nulata de bonita igura, lava,
<"oziha o diario e sibe tratar de mer.inos : a tra-
tar BB'iua do Raogr! segundo andar n. 62.
Pordeu-se o hete intero n.4265 da 41
lotera em beneficio das obras da casr. de corre-
nlo, do-Rio de Jineiro, comprado pe'a Sr. Auto-
Dio Marcues de C'liveira, daquclla. cidade, por
conta de Joo Pereira Moutinho & C, de Per-
nambuac ^ previne-eeao Sr. Juo Pedro da Vei-
j?a, (JH'sourciio da dita oleria, que -haja de nao
pagar qualquer premio que sahir no le aouirc qualquer pessoa sem que-seja seu le-
timo dow.Joao-'Peneira Marliaiio Ci C..OU asna
brdeiB.
1 Dentista de Pais. "
I 1SRua Nova15
de Luiz Francisco .Je Carvalho Cauto,
Jeronymo de AlbuqueKue Maranhao,
Alvaro Teixeira de Macedo, e'idSo
Antonio Saltei de Mendonca ; vteos,
entre os quaes 30 odes anacrenticas, I
uma noticia interesate do levante de
Goanaa em 1821, e noventa "deus!
documentos nueditos. Por ora niao do autor.
O Dr. Joo Ferreira da Silva mudou-soa
rua do Raugol para a do l.ivramr.to n. 26. so-
brado do Sr. Manoel Ruarque de-Macedo, defrtt
to e sua atttiga habila^do. A grande prn
nusci:Uaco rsconhecida por quasi lodos o i
collegas des'.a cidade lorca-o rccommendac. ..
diagn-Mtico as molestias dos puluioce e dn corl-
cao ; assim como para verificar o edo de saJ-
de dos ecravos que se tiosejam comprar. Pele
crescids uumero ha feito com bc-m resultado em o ciercicio de
mais de 11 anuos, se julg habilitado.4;ara prati-
car toda e qualquer operaco cirurgica .por mais
delicada e djficuilesa aue seja.
Aluga-sc o primeiro antlar c arrafioens da
casa n. 15 da rua do Vigario : a tratar no caes do
Ramos n. 2. ecri,plc-rio, ou rua Auguslc o. 94,
cca Prxedes da -SiU-a Gusmc.
.pontear as senhoras cm casa particular.
E' cliegado- lo ja de Lccomte, aterro da
Boa-Vista n. 7, oexcellente leitr -virginal de ro-
sas branca para refrescar a pello, tirar pannos
Gardas e eepitihas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar e fazor creseer os cabello
assim como pos imperial de 1 y r i o de Florenca
para bortuejas c asperidades da pello, conser-
va a frescura e o avelludado di1 rprimavera da
vida i
Precisa-se de uma ama il leite : ni ruado
No mesmo estsbelecimento exislem, chegados hi pouco da Europa, alguns pianos de machi-
nismo do melhor goslo e de maior perfeicao do que (juaesquer ou tros, os quaes no smente se
prestam ^elo seu machinismo a toda as pessoas que sabetn msica, mais aindn quelles que igno-
ram esla arte.
Alm tSestes pianos existem'lainb?m no mesmo eslabelecimento, harmnicos ou Seraphina, os
quaes fazem-ama bella ligaco sendo tocado em cala com acompanhamento de piano, e lambem
produzem escelienies effeitos harmoaiozos em igreja ou capella, tambemlia meihodo e msicas
adquadas aodiloinslruraenlo. Espera-se que o respeilavel publico e os amantes de msica nao se
demorem em munirem-se delao encllenles inslrunienlos, cujo prego aliase razoavel, e de cuja per-
feicao inconlestavel.
Na mesma casa afinam-se e concertam-se pianos com a maior perfeiQuo possivel. Na mes-
ma casa existem chegados ha pouco da Europa lindas msicas do melhor gosto possivel e do melhor
compositor ija Europa.
{.'.osario da Eoa-Visla n.
BKt
9.
TYTYTrTTTTTTTT>;
-i
E DENTISTA FRAJICEZ.
P Paulo Gaignouj, dentista, rua das La- ^
)* raageiras 15. Na sesma casi tem agua
^ p denlifico. 2
^ AS.iii-AAAAii.Ai AAAA iiiiiAAA*
Rcga-se aos Srs. devedores o eslabele-
cimento do fallecido Jos ta Silva falo, o ob-
sequio dexaidareai seus dbitos na rua do Col-
eg venia o. 25 ou aa rua do Queimado luja
n. 10.
S Frcdcrico Gaulier. cirurgio dentkta, JS
^ faz (odas as opercec da sua arte e col- *
^j locadenn* ariificiacs.-'.udo com a .upo-
j^ rioridade-fl perfeicao qte as pessoas -ca- ^g
3S lendidai liie.rcconhecera. <0
^5 Tem agua e pos dcnliiricios ele. ^
OSr Francisco Aranha de Souza tem uma
carta no escriplorio de Manoe! Joaquim Ramos e
Silva, na rua da Cadeia do Rocife
O Sr. Luiz Hr-aorio Carneiro Leo tem uma
carta na rua do (JucLniado -T. le-ja de miudezas.
* Attencao.
lf Amelia Elodia Lavenere, ccmpelenle-
5J? mente licenciada icm aberlo na rua do
fl Livramenlo n. 19, segundo indar, uma
aula para o sexo feminino, onde ensina
primeirasJeiiras, rancez e e-rtas pren-
af das, bem orno coser, bordar etc., e pa-
JR ra commodo das pessoas que moram fora
Ie -ou mesmo dontro da cidade, recebe
cge alumnas internas, pendonistas e meio-
^ penciouisla.pclo prc^o que se -conven-
ce ciouar.
M^^^g^ ?*33i3 $&m%ismu
..ava-se eage-ramc-se com pe
rua Volha ;i. 113.
= rrancisco < guez, vai a Europa. 0 T
Xc dia 13 do correnle se hac de rretnatar
pelo juixo da primeira vara do civel, es'crivao
Baptista, na casa das audiencias, depois do mcio
dia, as ividas activas do finade Victroino de
Castro Moma, cujos nomos -e qinnlias do cada
um devedar constam do escripto em mo do por-
leiro dos auditorios Jos dos Santos Torras, e a
mesma arronmtar.o ser effectuada pela maior
quantia qu for" olferecida peLa tolalidadc das
mes mas dividas.
Sipop du
DrPORGT
JARABE DO FORGET.
Este jarope esl approvado pelos mais eminentes medice 3 de Pars,
Icomo sendo o melhor para curar consiipaeoes, tosse coovul;a -c outras,
afTeccoes dos broncios, ataques de peito, irritaeoes nervosas e ins&mnolencias: una colberada
pela rnaab, e outra noite sao suficientes. O eiteilo deste xceleufce xarope saika,: ao mesmo
lempo o doente e o medieo.
iO dspusito na rua larga do itesario, botica de Barlholomta Franeitco de Souza, n. 36.
m>\ m nssmm
Grande e novo sortimento d e fazendas d todas as qua-
lidades por bara.tissimos precus.
Do-se amohttras com penhor.
Precisa-se alugar uma
servico interno e externo de
Nova n. 8, leja.
A praca do engcuho Dous Irmaos Qcoq
Irausferida por dcliberacio do Sr. Or. juiz -i
orplios, para a primeira audiencia do mesiLO
juizo, sexla-feira 13 do correle mez.
Francisco Alfredo da Silva Castro vai ao
Rio Grande e Cear.
Vendem-se duas grandes carroras de dos
rodas, muito fortes, toja conslruccao de sicupi-
ra, sao novas e proprias para engenhos, e para
qualquer servico por pesado que seja, trabalha
com urna e mais juntas de bois, ptimas para
conduceo de lenha de fexes ou eapn, etc., po-
dem, bra a voulade, com "20 a ib saceos de as-
sucor, e ptima para conduceo dos assucarcs da
eslavo das Cinco Ponas para o Recife ; quem as
pretender, dlrija-se rua dos Pires, silio de Ma-
noel Joaquim Carneiro Leal, ou ao palco do Ter-
co, segundo andar, defronle do n. 40, que se fara
negocio.
Vende-scvinho bom da Figueira c do Tor-
io a 400 rs. a garrafa, c em caada a 3j000 ; :io
Recife. taberna n. 102 na rua da Smola Velba,
esquina do becco Largo.
Plaa decouve.
Vende-se porco de plaa de couvo da m> Ihoi
qualidade que ha no silio das almas, ao pe Ja
Ponlezinha de Belem, ou ao pe da fundicjto, ;a-
bema do meio, ue Jos Jaciniho de Carvalho.
Na rua Direita n. 78, comprara-so Diarios
em porco a 3j'200 arroba.
Compra-se nm globo terrestre em pon'' pe-
queo; que-m liver, dirija-so a praca da Inde-
pendencia ns. 7 o 9.
i.'lf-r'o : na cfc|av
f "'V-s P"
t wortu- Seda labrad
j* r Diialisa.pre
".ia do 2 saias
Ditas ditos de ditos de seda de cores
cera babados
DiUw ditos de ditos de gaze phantazia
de cores '
Rota^' e fil de seda preta bordadas
Vi" -rosdenaples preto bordadas
de cores com quadr.inhoa
FUNDI^AO
I III
Rua do Brum (passando o chafarte.)
No *\e\\o/Alo deste eslalieVeeiiaeiilo sempre lia grande sovlimenlo de me-
enanismo oara os engenuos de assuear a sawcv :
Machinas de vapor modernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoassento ;
Rodas d'agua de ferro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
Gmnos de ferro, e porUs d'aguanara ditas, e serrilhas para rodas de madeira*;
Moenlas inteirascom virgens muito fortes, e convenientes ;
MEjiat moandas com rodetas motoras >ara agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhoes deazs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares e bicas para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornalhas;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fot-nos para cozer farinlia ;
RoJetas dentadas de todos os tam.inhos para vapor, agua, cavallos oubois ;
Aguilhoes, bronzes e parafusos, arados, ixos e rodas para carroqas, formas galvanizadas para purgar etc., etc.
D.W. Bowman confia que!os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honrara, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela coutinuaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a Yontade de cada comprador, e defazer os concertos de que poderap necessiar.
L
preto e de cores, covado
a preta e branca, covado 1{*
.preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos dedvlos de caml-raia e seda, corte
Cambr.iias orlandys de cores, lindos pa-
dros, vara
Manguitos de cambraia .lisos e bordados
Tiras e ntremelos borddos
Mantas de blonde brancas e pretas
Ditas de fil de liuho pretas
Cutes de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linlio bordados
Ditoe de dita de algodo bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casenras idem idem idera
Collinhas de cambraia a
Chales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampada de (odas as qualidades
Eufeites de vidrlho francezes prelos e
de cores
Aberturas para camisa de liaho e algo-
do, brancas e de cores
Saias fcalao de varias qualidades
Tafet r*3xo, covado
Cliias tuncezas claras e escuras, co-
vado
Cassas fraocezas 4e .cores, vara
Co"arinhos de esguuo de linho mo-
dernos
U^> completo sortimento de roupa feita
9
l
I
1200
s
351000
1500
1OJ000
16JO0
ico 00
9
J>
9
9
I
900
I
9
$640
9
3|500
6000
$500
0280
500
S800
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colletes, calcas de muilas qualidades
de fazendas 9
Chapeos fraccezes finos, forma moderna fc;500
L'm 6orlimenlo completo de grvalas de
seda de todas as qualidades |
CamMs francezas, peilos de linho e de g
al^odao brancas e de cores )
Ditas de fusto brancas e de cores g
Ceroulas de linho e de algodo jtf
Capollas brancas para noivas muito finas g
Um completo sorlimento de fazendas
para vestido, sedas, laa e seda, cam-
braia e. seda tapadas e transparentes,
covado j
Meias cruas brancas e de cores para
meninos 9
Ditas de seda para menina, par 1S600
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino 30
Velludilho de cores, covado 1*200
Velbutina decores, covado J?"00
Pulseiras de velludo prelas e de co-
res, o par 2?CO0
Ditas de seda idem idem 1^000
um sorlimento completo de lu-'as de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades g
Cortes de coUele de gorguro de seda
de cores g
Ditos de velludo muito finos 9
Lencos de seda rxos para senhora 250
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora 9
Sapatinhosde merino bordados proprios
para baptisados, o par 2gn00
Casinetas de cores de duas largurasmui-
lo superiores, covado I5OOO
Setim preto,encarnado e azul, proprio
para forros, cci 4 palmos de largura,
fazenda nova covado 18600
Setim liso de todas as cores. covado 8
Lencos de gorguro de seda pretos s
Relogios e obras de ouro 8
Cortes de casemira de cores a 58000
hii.w df S"rCr0r nualidade, a bordo do
mate Sanio Amaro*: a tratar
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY
Deposito na botica franceza rua da Cruz n. 22.
CASA DE BA
Q
Vende-se
lade,
riaoodaCM.1noIad.^-c;n;o^ton!250'c:
gundo andar. '
I! O Dr. Casanova pode ser procurado a ffi
fe qualquer hora oro seu consultorio horneo- H
a palhico em Pernambuco d
< 30-RUA DAS CRL7.ES30 B
\ No mesmo consullorio acha-se sempre *h>
S^ grande sorlimento de medicamenlos em JK
|> Unturas e glbulos, os mais novos e bem S
fi P.r.cfarados' os elementos de homcoi.alhia M
COMPAWHIA
ALLIANC
Estabelecida cm Londres
M$m m mu
CAPITAL
tinte MilMes de li^r&s
esterlinas.
Saunders Brothers & C." tem a honra dc'.n-
ormar aes Srs. negociantes, proprietarios de
lasas, ea guem mais convier, que esto pieria-
mente autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que comiverem osmesmos edit ic-j
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qualqu "aljdade.
O bacharel A. R. de Torres Bandcira, advo-
ga no crime e civel, na sua residencia, rua larca
do Rosario n. 28, segundo andar.
X
SO
mi.
Assignatura de banhos frios, momos, de choque ou chuviscos (para uma pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,...... .
30 canoas para os ditos banhos tomados em qualquer lempo ;......
I5 Dilos dito dito dito .
7 ...:..
Banhos avulsos, aromticos, salgados esulphurosos aos prejoi annunciados.
Esta reduc^ao de presos facilitar ao respeilavel publico o gozo das vantagens que resultam
da requenciadeumeaubelecimenio de urna uiiliiade inconlettavel, mas que infelizmente nao
estando ero ngssps hbitos, anda pouco conhecida e preciada;
109000
159000
8000
4000
santos, medico operador e parleiro pode #
ser procurado na casa de sua residenciis
na rua do Rangel n. 16. <
fttntttiii mi << 5
Precisa-se de una ama para casa
de uma s pessoa, prefere-se escrava:
na rua da S#nza!la velha n. \ 80. pri-
meiro andar.
Attencao. 1
Curso-ptatico e theorfeo delingua fran-
cczTporumascnhor/franccza, para dez
mocas, segunda effinla-feira de cada se-
mana, daslO hora* at meio dia: quem
quizer aproveila pode dirigir-se amada A
SCruz n. 9, segund andar. Pagamentos
adianados. S
1
Mulatinho para alugar.
No caes do Ramos, segundo andar do sobrado
n.24, aluga-se um mulatinhodel3annos, muit
proprio para andar com enancas, e para os ser-
vidos de casa de familia, do q'ue tem muia pra-
lica.
ILEGfVEL I
[MUTILADO


_a
ASSOCIAQO
DOS
Artistas alfaialcs.
< S "3c 8i,ot'1,!"" J*s A"iiU! "hM"
Antonio Macario do Assis.
1." secretario.
--i .T.:~-^STP
DIARIO DE PERKAMjHJCO. QUISTA Ft-IRA 12 DE JULHO Cfc I60.
Meias para se-
nhora.
Chegou a l>ja da ra Drcila n. 87, un sorti-
metlo de ineias para seuhora, a duzia ka 2S500
-at 4 c 53 *
MARTINHO & OLIVEIRA
COS LOJA DE 1 AZi:\DAS FIWS
Bt.l DA CADEIA DO BECIFB H. 40.
,L. .Bngue S. Har.oel I.
lunnqae Jos dos Santos
Jos Martios Pinlioiro.
"pcebedor de T. P. R. S.-1 calza a orem.
cu"e,Q ""lJi'0S ****** eoiinsT98cn-
Barca Flor da Haia.
-';=,- Ferroira Cosa Novaos.
SfncosWo Jos Nones dos Res.
J ionio Joaqutm Perreira Porto.
mu ^ i n-. B,iSuc Tarujo I.
Hanoel Ribeiro do Camino.
Jacca-so para o Porto c Lisboa :
no escritorio de C trvalho, Noguera &
*-, ra -Jo Vigario n. 9, primeiro
anda
r.
Compras.
Grande sorliuienlo
de fazendas de seda,
la, linho, tanto pa-
ra hornera como pa-
ra senhora, chapeo.'
do lodas asqualida-
les
Perfumaras, obras
de ouro, malas para
viagem, veslimentos
para criancas e cal-
leado de todas as qua-
fidades.
ARMEN
DE
Fazendas baratas.
Ra do Queimado n. i9.
Chitas fraocezas miudinhas a 220 ra^o" corado.
II iberia.
Corles de hberla com 14 covados s 2$500 o
corle.
Cobertas,
Cobertas de chita chineza a 2g.
Laa a 520.
L5a para rostido, pelo baratissimo preco de 320* chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
15:000 ris,
cada una saia balao, o mais bem feilo e de mais
commodidade para asaenhoras: na roa do Cres-
po n 20 B.
Vende-se muito eui coMa raquetes de lus-
tre para carro : na ra da Imperatriz n. 78.
Pianos
Saunders Brothers & C. ism para render em
seu arinazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gesto, recentiraente
Conipram-fo dous carros para o sorvieo da
miro 5? "' "a r0fl RosarW da Boa-Vis* :iu-
Coflsfflleiitne
ron.pra-so, rende-so e '.roca-se esc.raros: na roa
Clieguem ao barato
O Pregu;a est rjueimando, em sua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pecas de bietanha 2?, casemira escura infestada pfopria para cai-
ga, collele epalitols a 900 rs. o corado, cambraia
organdy de muito bosn gosto a 430 rs. a vara,
dita liza transparente milito fina a 3$, 4J, H,
e 6? a p:rj, dita tapaifa, com 10 varas a 5$ e
6?? a peca, chitas largas iha molernos e escolhidos
padrocs a 240, 260 e 280 rs. o covado, riquis-
shaoa chales de merino estampado a 7f e 85?,
ditos-bordados coai duas pelmas, fazenda muito
delicada a 93 caJ un, ditos com urna so pal-
ma, maito finos a 355500, ditos Jizos com fran-
jas de seda o 5, leBcos de eassa com barra a
100, 120 e 160 oda un, meias muito finas pa-
ra senhora a 4?> a duzia, ditas de boa quslidade
a 3? c 3&5C0 a duzia, crias francezas de ricas
dci'enhos, psra coberl a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5000 a poc., e a lt>0 rs.
o covado, btim branco de puro linho a 1$,
ii .' '! 6,C, escriptoco de francisco Malinas 1^200 e 1JJ600 a va ra, dito prcto muito encor-
Pei fira Ou Costa. | parlo a 1$500 a rara, brilhamina azul a 400, rs.
Compra -se um carro do 4 rodas, americano I'-' colado, alpacas de di Arenlas cores a 360 rs. o
ou outro qualquer levo, que esteja ero i>om esta-
llo : a tratar na ra da CrU2 ::. 4.
Compram-se moodas da ouro de 203 e IO5
brasilciras, e do lt3 porluguezas : no cscriptorio
de Manoel Ignacio de Olireira drfronte do Corpo
Samo.
Compram-se es-
cravos.
Compram-se, vendem-se e trocam-so esera-
ros, na ra do Imperador n.|70, primeiro andar. jag
Compratn-so effecliramenta meias garrafa?,
que foram dechampanha : na ra larga do lio--
ario n. 30. botica.
Gompra-sc una burra.
Quem liver annuncic por osla fo'ha para sec
procurado.
Compra-so urna casa torrea no bairro a
Siiii) Antonio, que nao soja muito cura : a tril-
lar no pateo do Paraizo n. 12.
BOvado-, cesemiras prets finas a 29500, 37 e
SfJUO o covado, camb.tia prota e de salpicos a
iv.H) rs. a vara, e outrat muitas fazendas que se
far patete ao comprador, e de todas se darao
amostras com penhor.
-Camisas inglezas
Na loja de Gocs & Bastos, ra
do Quciiuado n. 46.
Acaba-se de receber um grande sortimenlo
verd^deiras camisas inglezas muito finas,
com pregas largas, peiios de linho, sendo estas
ullimas camisas de um gosio apurado, tanto
rs. o corado
Chales.
Chalos de merino estampados a 2f50O.
Cassa musselina.
Cassa musselina para babados, om ff> raras,
muito Unas (que se renda a 5JC0) por 4$ a peca,
setim de todas as cores.
Cl.ta miudinha.
Chitas raiudinhas, cores lisas, a 160 rs. o jo-
rado.
Ricos cortes de leda.
Corles de seda superiores, pretas e de cores, a*
60SUOO, cambraias pretas finas a 500 rs. a rara.
Lencos branco.
Lencos para algibeira a 2$ a duzia.
Bor e karata*.
Tende-se manteiga jnglez a 9C0 rs., e fran-
ecza-a 800 rs.
Bom e barstlo.
Vendo se manteiga ngleza a 800 e 96Tr. a
libra, di'.n franceza a 560 e 640, espermacete a
6(0 e 680; toucinho a 330, errilhas r 160, painco I
o 160, ceblas solas a l>28t o cent o, em tranca I
a 2.;000, barris com vinho muito bom para casas f
do
irricantes i. Broadwood &Sons de
L^nito DroDrios para este clima.
Londres,
mm-tmmwmm
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milharesde individuos de todas as nacr>es po-
dem testemunhar as virtudesdeste remedio in-
compararel e provar em aso nece3sario, que,
pelo uso que delle flzeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramenle saos depois de hareremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada prsoa
poder-se-haconvencer dessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relataa
lodos os dias ha muilos annos ; e a maior parte
della sao tao sor prndenles que admiran: o3
medico mais celebres. Quantas pessoas reco.
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e peritas, depcis de ter permanecido' lon-
go lempo nos hospitaes, onde de viam soliier t
amputara* I Dellas ha muilasque havendo dei-
xado esacs asylos de pari-eciiuenlos, para senio
subuietterem
essa operacao dolo-rosa foram
I n n.\ I 'S Curada3 completaracule, mediante ousodesse
i ( ClIIJinll SCII1 ISMI.S i preciosoremedit> Algumas das taes pessoa D,
- eafusao de seu recouhecimeato declararam e3
t resultados benficos diantj do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de mais auteuti-
carem sua lirraativa.
Ninguem desesperara do estsd3 de saude so-
tivessebastante confianca para erssiar esto re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentrata4o que ncressitasse a naturia do mht,
i cujo resu'.ado^eria prora rincontestarelmente
Oueludo cara.
O ungento e til, mais particu-
larmeme no se^uintes casos.
K71' Vendem-se superiores camisas de 5?
fustao editas de madapolao muito fino a !|
2*, cortes de casemira ingleza dequadri- ^
nhos de superior qaalidade a 4j>D0 e S?, ^
colietes feos de gorgurao de seda e ditos1 3
de fustao a 3^500 e 4j, calcas de brim de JS
3| cor a 4S. certes de saperor rege de se- SE
3 da a 20j e as-modernas rielaras de al- W
$ paca de seda para vestidos de senhora a 5J
3S "00 rs. o corado, tambera se rende saias
Jg balo muito boas de mucseltia e ditas do =&
9 madapolao a 4}5tOe 5S, gollinli-ss de li- *>
* r.lio a 640 rs., db todas eslas fazendas W;
^ c.-iste urna pequea porcoque ss vende i?
i| por esle proco para acabar : na sja de s|
^ Augusto & Perdigan ra da Gdeia do Re- S
45--Ra DireiIa-45
por
Milho perfeito.
de familia a 32$, dito inerior a 25 engarrafado' Vende-se no armazem nt 18 confronte ae- tra-
do Porto, fino, a 800 e 1*580 garra a, garrafesi Piclie do algodao.
com vinagre muito bom a 2^500 cada 1, doce de
.joiaba a 1} o caixo, genebra a 400 rs a botija,
banha'a 560 a-libra,farinha a 12# oalqueire.fare-
Ia-a 592OO osacco, chouricac-a 610a libra-, cha a
lftiM : na traress* do Paraizo d. 16, casa pinta-
da de amurellGccm oitao para-a rui da i'orea-
tica-
Semea
de superior qs:altdade, e muile-propria poroeff-
gordar animae3; em saceos gra;:des ; no- arma-'
Jim casa de Kabc Sclimetlan & zem de Antunes Guimaraes & G., no laro-da
C.,rua da Cadeia n. 57r vendem-ce Assembla n. 10:
elegantes pianos doafamad'O fabrican- Arados americanos e machinas
para lavarroupa : em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da SenzaJa n. 42.
Vcnde-se- um escTavo pardo, de bonita fi-
gura c de lodo o servido, moco : na ra do Ouei-
mado, esquina da Con'gregacao, loja-do lenente-
j coronel Hanoel Florencio Abes deMraes.
A^porcas
Cairobras
Callos.
ancen-s.
Cor'.Huuras.
Ooresdecabeca-,
jaj-costas.
dos membros.
fc-nlerrrdades da" CTitiS
em geral.
Oi'Js a&aaus.
Erupcdea e escort.-ti-'
cas.
Fstulas n abdomen.
Frialdade- ou falta de
calor cas extromidV
dos.
Frieiras.
Gengua escalda-las.
lnchacoes
lnflam"macl9dofigado.
te Traumann de Hamburgo-.
Peehinclia.
A 200 rs; o covado.
em j
pregas como emcoll>riivhorpoi8 decente tanto Armattm de fazeadas, rUT- fe QqC-
aos rapazescomo sesseabotcs de maior. porisso' mad n '1')
Cambraia d cor miudinha-mullo .'na, fazenda!
pechincha a 200 rs. o covado, para acabar. I
.. aunaMoai
Yendas
a.
de pr
Vcnde-se a raeia;3o do um mngesloso predio
m andar bem edificado, ha 'i para i annos,
lo em una das mais bellas ras dosta cida-
,:, concordia]: polcndo qualquer pretondeiite
examinar o mesnio predio na ra dn Concordia
, -. para tratar, La ra do I.ivramcnlo n. 27,
do calcado.
i
sondo ruuita a porcoque roeibcmos, deliberou-
se a vende-las por 38 a duzia, nesla bem conbe-
cida lo a de Goes dv Baste.
Vende-se um sitio muito grande, porto da
praca, con: casa de rivendo, core- paredes delira-
das e soio ; o nicsmo .-::n lein grandes baixas
de capim, que se cortam 100 feixes diarios de ve-
ro invern, terreno para raetas de leile o pa-
ra plunlacoos, bom coque.ral e jlguns arvoredos
de ructa ; rende-se a dinJ.ieir ou a prazo : a
tratar na na da Praia, serracia n. 55. Declara-
se n.ue o terreno proprio.
Taclias para eHgenho
FundiQo de ferro e bronze
DB
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tcm um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz econcerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
"pirm ?iiriirr n)W'
Alcatifa.
Inflammaco dafcexiga.
da matriz
Lepra.
Male* daspernas.
dos peitos.
de oihos.
Mordeduras de rep;
Picadura de mosqui'.i?,
Ptilme.
Queimadelas.
Sarna
Suparaco-a ptridas
Tinha, em jaalquer pz.T~
te rfue s*j.
Tremante aerros.
Ulceras :ta becca.
do fg.-.do.
das articula*oes.
dasnas-perii
5;000
6$000
5*000
o500
2.S500
500O
4$800
4.S0O
Vende-se este unguanlo no estab'-cimento
gpralde Locdres n. 224, Strand, e c-loja de
twlos os boticarios droguistas e au tras pessoas
eearregadas de sua renda em toda a America
do snl, ilavana e Hespanha.
Vende-se c800rs., cada bocetinha rsntm
aau instrucco ena prtuguez para o mi-do de
bacr uso deste ungento.
) I O deposito gi;ral em casa do Tr. >um,
' pliannaceutico. aa ra da Ovan. 2S; era Per-
Campos & L,ma, n.- raa do Crespo n. /p ; nnrtujfl.
Aos fabricantes do vetas de carnauba, ren-
Ass, de um sacco para cima a 9g .1 arroba, di-
nheiro visla : na travesza da Miulre- de Dos
numero 1S
Gneros novosr
Na rua do Codorniz n. 18 erre frente
a travsssa da Madre de Dos:
Feijaopreto muito novo saceos grandes.
Dito -tmarcll dito dito.
Milbo americano dito dito-
Dito de Mamanguape muito nova^
Farinha de mandioca muito fina para
mesa chegada hontem.
Farelo em saceos muito grandes, .
Charutos muito bon e baratos.
Arroz de casca novo saceos gvandies-i
Peles de cabra boa;
Tudo se vende barato no armazem
de Alanoel Joaquim de Olivera f>.
16, tem para vender alcatifa com 4 pal-
mos de largura de mu+ti boa qualidado ^
e propria para alcatifar, salas e igrejas a 360 rs. o covado, ditihetro- a visla. ^
Lazinhas para vestido a 320'
rs., e toalhis- de linho a
800 rs.
No ruado Queimado n. 19, rendem-se laazi-
nhas -muito linas para vestido, e para meninos,
pelo baratissimo prera de 320 js. o covado, loa-
lhas de linho a 800 ."a. cada ama, cobertas a chi-
nis, de chita muito una a tfa.
PotassadaRnssia
E CAL DE LISBOA.
No beca conhecide- e acre-ditado deposito da
ra ta Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potacsa da Bcssia e da do Rio de Janeiro, nova
e decuperior qualidade, assim como tambem
cal )irgmaeir podra: ludo j>or Broces- muito
razGvets
Este eslabelecimento oTerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento
precos conveniente, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes. .... 10,^000
Ditos aristocrticos- ...... 9,j000
Ditos burguezes........7j[000
Ditos democrticos. 6^000
Meio borzeguins patente. C$500
Sapates nobreza....., C.S'000
Ditos infantes....., 5#000
Ditos de inha (5 1|2 lnterias). C.S'000
Ditos fragata (sola dupla). .
Sapa tos de salto (do toro). .
Ditos de petimetre......
Ditos bailarinos.....r
Ditos impenneaveis. .....
Senhora.
Borzeguin primeira classe(sal-
to de quebrar).......
Ditos de segunda-classe (quebra
cambada). .,,...,.'
Ditos todos de merino (salto
dengoso).........
Meninos e meninas.
SipatSes de forra. ...... -5$00O
D!osdearranca. .-.....SjJoOO
Ozeguns resistencia- 4# e 3,s8O0
LOJA DO VAPOR.
Grande e variado sortimento de calendo fran-
cez, roupa feita, miudezas finas c perfumaras
ludo por menos do que em cutras partes : na lo-'
ja do rapar na-ra Nova n. 7.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
P1LULAS HOLl.V/OYA.
Este irreotimavel especifico, composto inteira-
mente de hervas saedicinacs, no-eontm mercu-
rio, nem slguma outra substancia delecteria.Be
Vrias torcidas au noda' nigno mr.is tenr infancia, e a ccrmpleigo mais
delicada igualmente prompto e seguro para
desarreigar o mal a compleico mais robusta ;
intoiraniestoinnocente em suas operaces e ef-
'eos; pois busea ejernove as docrie.83 dequal-
quer especie e grao-por mais antig e tenazes
qjesejam.
Entro milhares- de- jessoas curado com este
remedio, muias que-J4 estaram es- portas da
morte, preservando emseu uso: conseguiram
recobrar a saude e forc*s, depois de hwrer tenta-
do intilmente todos-os-outros remedios.
As mais aulistas-uas- ilevem entrc3*-se a de-
sesperaeao ; faca um ee-mpetente csalo dos
efficazes effoitos desta assombrosa medicina, e
prestesrecuporarao o beneficio da saude.
No se perca lempo em tomar este remedio
para qnaiquer daa segui,tes enfermidades :
Palkdecar-
naba-
i par Barato proco-, em por iniMM de Antunes Cuimares ^ .C, no largo
da A-ssembla n. 10.
Champaoha.
;
Campos & I.ima, na ra dr> Crespo n.
16-, tem paro vender urna porro de gi-
gas com chaaipanba de superior quaii-
dade a 209 o- gigo.
3fig
< i

Rccebeu-se novo sortimento de ^
bournus be'Jouine pava subida de "-!,
th ea tro la
Loja de marmore. g
l Vendem-se 4! bracas do rede d>> pescar :
ra Dircita dos Afogauos a. 20, taberna.
Vendem-se coquoiros para se plantar: na
ra das Trmcheiras n. ^'J.
i
OGBES
DE
(oopas
Chegou loja da ra Direila n. 17, um com-
sortimento decalcas do casemira de cor, o
se est rendondo muito barato a 7.-, e 7J500,
tu como palelots de brim a 3s e 8$500, spa-
los do borracha a 25500, grvalas finas de cor
i JOOO
"ova

<&
GRAXDE 30RT131EXTO !
Is,azeiiuas e obras fellasJ
"Loja eatmaiem
Fazendas finas
roupa feita,
Angusfo & Perdigft.
23

DE
1 UVUl l
Ra do Crespo, loja de
miudezas de tres por-
tas n. 7.
i.hegou a osla loja um completo sortimenlo do
, i.-.-iies de vidrilhos comalos de fila bordados a
vedrilho, o que ha de mais gosto, polo diminu-
to praco de 6 c SJOOO rs. cada um ; ditos tambem
de vidiilho sera ter lagos de fita a 4-J, 3$, e2>500:
na ra do Crespo, loja de miudezas de tres por-
tas n. 7.
Ricas litas de sarja de um dedo a 6, para
lacOi Binlos c enteiles de vestido e toucas; Jilos
de cascarrilhas para babados, visiidos, lacos
etc. a 2f[250 e 3j000 : na ra do Crespo, loja de
miudezas do tros portas n. 7
CHAPEOS DE SEDA E l.AA PARA MENINOS.
Um completo sortimenlo de chaposinhos de
seda c la para baptisados, paceios etc., pelo ba-
mlo proco de 4#, OS, o 83 rs. cada um : na ra
do Crespo, luja de miudezas de tres portas n. 7.
SEDA 1T.OXA l'ARA 11RAR.
Seda (rosa de todas as cores para bordar a
120 rs. cada miada; agoa de flor de laranja a
400 o frasco : na ruado Crespo,loja de miudezas
de tres portas u. 7.
G01.LIN1IAS.
Ricas gollinhas de punhos de puro de linho, o
delicado goslo, polo seu dezenho, o que ha de
mais moderno, pelo baraiissimo preco de 8# rs.
cada gollinha com par de punhos; ditas tambem
muito delicadas, a croch a 2)}500 e 2$000; ditas
ditas muito delicadas do algodo a 500 rs. cada
urna: na ra do Crespo, loja de miudezas de tres
portas n. 7.
Ha urn completo de miudezas comobem :
bicos de seda branco, prcto e de cores; ditos
francezes o mais fino que ha, tesouras muilo
finas para unhas e costuras, caivetes de todas as
qualidades, um completo sortimenlo de extrac-
tos, leos para cabellos, saboncles, ditos que
se vendern por menos preco de que em oulra
qualquer parte: na ra do Crespo loja de miu-
dezas de tres portas n. 7.
Veude-se um bom cavallo de sella com alguns
andares: na ra da Cadeia do Bccife, loja do
canto 11. 54.
Vcnde-se urna porco de pedra que esta
na ra do Lvrameuto : a tratar na obra quo se
est azocd na mesma ra.
Nesle armazem de molhados con-
linua-sc a vender os seguinles gneros abaxo mencianados do superiores qualidades 3 mais barato S
do queem outra qualquer parle, por screm a maior parle dellas recebidos era direitura por conta K
dos proprielarios. e*
Manteiga ingYcza c francezpi
pcrfeitamcnle flor a mais nova que tem vindo ao mercado de 610 a 800 rs. a libia e em barril K
so far algum abatimenlo.
QueAJos lamciigos
muilo noros recentemontc chogados no ultimo vapor da Europa de l$7O0 a 3} e a vista do gasic
que o freguez fuer se far mais algum abatimenlo.
Queijo pralo
os mais novos que existem no mercado a lf a libra, em porco se faci abatimento.
\.mevas francezas
em latas de 1 1(2 libra por 13500 rs., e era carapoloiras de vidro contendo- cada urna 3 libra
por 3-0O.
Mnslavaa ingleza e f cauceza
em frascos a 610 rs. c em potos franceza a 800 rs cada um.
Ver&a&eiro& figos de comadre
tu caixiuhas de 8 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a 1$600 rs.
Wolaeliinlia ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica com l arroba por 4$.
Pales \idrados *
de 1 a 8 libras proprias para manleiga ou outro qualquer liquido, de 400 a 1#000 rs. cada irtt.
Vmcndoas confeitadas nroprias nara sortes
de S 3 ovio
a 1$ a libra e cm frasquinhos, contendo 1 1$ libra por 2J.
Cha preto, hyson e perola
os melhores que ha nesle mercado de ljf600.25 e 2JJ500 a libra.
Macns em caixinhas de 8 libras
contendo cada uoia differentes qualidades a -!~5iX).
Palitos de denles liehados
em molhos cam 20 macinhos cada um ^>or 200 rs.
Tijolo francez
proprios para limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas c francezas
em latas e em frascos de differcnles qualidades.
Presnntos, elionrieas e palos
o mais novo que ha nesle genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
lalas de iiolachinha de soda
de differentes qualidades a l60O em porcao se far algum abatimento.
Tambora vendem-se os seguinles gneros ludo recentemente chegada e de uperio-
res qualidades presuntos a 480 rs. a libra, chounca muito nova, marraelada do mais afamado fa-
yes&Basto.
Na ra do Queimad > n.
46, frente amarella.
Grande e variado sortimento de sobre-
casacas e casacas de pannos finos prelos- 3J'-.'
o de cores a 26. 30$ e 35)}, palelots do* ^g c"
mosmos pannos prelos e de cores a 28j}^
205 225 e 250, ditos de casemira mescla-
dos dosuporioi gosto a 163 e 18j, ditos
raesmas- casemiras saceos modelo
para
lodas as qualidades,gora
mamullo fina, errilhas francezas, champagne das maia. acreditadas man-as, enrejas de ditas
spermacetebarato, licores francezos muilo finos, marrasqalno de zara, azeited'oce purificado azei'
tonas muito oras, banha deporco refinada e outros muito' gneros que encontrirao tendentes a
molhados.por isso prometiera os proprielarios rendorera por muito menos do qu>> outro qualquer
promelem mais tambem serrirem aquellas pessoas que mandarem por outras pouno pralicas como
e riessom pessoalraente ; rogara tambem a todos 03 sanhoresde engenho e senhoreslarradores
2U.er0ndir?^menUiftS enCOmraen,,aS D0 Wem Progresso que se lhes flUnca boa quaUdadee casa de Hanoel Ignacio de Oliraira & Filho," de-
a inglez 10,12S, 14 e 15. ditos de al-
io paca prota fina sccos a 4, ditos sobre-
i casa tambera de alpaca a 7$, S o 9, di-
9 tos de merino setim a 10a, dilos de me-
'M ri de cordao o 0, cabs pretas das
K mesmas fazendas a 5 c !, colleles pa-
ag ra luto da mesma fazenda,. palctots de
, brim trancado a .-, dilos pardos e de
y| fustao a 4 e 5$, calcas da casemira de
i cor e pretas a 7j, 85] 9 e 10, ditos das
2 mesmas casemiras para menino a 6g, 7
^ o 83, ditos de brim para homem a 3-5,
X 35500, 45 c 53, dilos brancos finos a 5,
* 6$ e 79, dilos de meia casemira a 4 e
f>$, colleles de casemiras prela e de co-
vp res a 53, e 65. dilos de gorgor jo de seda
ate brancos e de cores a 5 e 63, dilos de
I velludo prelo e de cores a 9$ e IOS, ditos
|f de brim branco e de cor a 33, 33500 e4S,
ca palitots de panno fino para menino a
}Jf 153, 165 e 183, ditos do casemira do cor
u# a 73,8 e 93, dilos do alpaca a 3 e 3g500,
jgj sobrecasacas de alpaca lambem pa.-a me-
tij nio a 5 e 65, camisas para os raesmos
1^ de cores q brancas a duzia 153, "'~ -{)0.
& meias crues o pintadas para menino de
l> todos os lmannos, calcas de brim psra
tos mesraos alg500 e3, colarinho de li-
nho a 6$000aduzia, toalhas de linho pa-
;iK ra raaos a 900 rs. cala urna, casaveques
% de cambraia muito fina e moderaos pelo
diminuto preco de 12, chapeos com abas |
S do luslre a 5, camisas para homem de *
H todas as qualidades, seroulas para ho- 3
5, mera al65, 20-5 e 255 a duzia, vestiraen-
* tas para menino de 3 a 8 annos, sendo |i
co calca, jaqueta e coletes ludo por 105, co- *>
^ borlas de fustao a 6, toalhas de linho
at para mesa grande a 7 e 85, camisas in- *>
fl glozas noramonte chegada a 36j a duzia. 3
Vende-se por commodo pre^o urn
fino apprelho de porcelana, mandado
vir de encommenda, constando de tres
ricos servidos para cha', almoco ejan-
tar : na ra djrHzn. 1, armazem.
Farelo -do Porto,
em saceos muito granrles, ullimamente chega-
dos vende-se na ra do Vigario n. 9, primeiro
anrlar, escriptorio de Carralho,Hogueira & Com-
panhia.
Vendem-se lirrai iteilinas em ouro : em
Com loja na ra da Cadeia do Recite n.
vendern c dao amostras as seguinles fazendas
Corles de vestidos de seda prelos e decores.
Co'' 'ditos de barege, da tarlalana e dega-
^ at soda.
X iiinlias p.i.-a saias, saias balao, de ciioa, ma-
olau o -.i.:..;.i-.
Loncos de labyrintho do Aracaty e francezes
Chapeos amazonas de palha o de seda para se-
nhoras e meninas.
Enfoites de froco, de rldrilho e de flores,
l'entes do tarlaroga, imperatriz e outros goslos.
Manguitos e golas, ponto inglez, frauaez e mis-
sanga.
Vestuarios de fustao, de la e de seda
crianza.
Hantcleles, taimas e peloiinas de diiorenles qua-
lidades.
ales de louquira, de msrin c de la de pona
redonda.
Lurasde pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de blond, mantas de dito, capellas c
flores sallas.
Sinturoes, camisas de linho e espartilhos para
senhora.
Perfumaras finas, saboncles e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas e paletots de panno prcto
e do cor.
Palolclsde alpaca, de seda e de linho.
Calcas de casemira de cor, pretas e de brim.
Camisas de madapolao, de linho inglez e de la.
Seroulas de linho e de meia.
Malas, saceos, apotris.>s para riagom.
Chancas para avernos, bolinas de Mell e outros
fabricantes.
Chapeos do Chyli, de massa e de fellro para ho-
mem.
Charutos manilha. hazaa. Rio de Janeiro e
Baha.
Amendoas confeitadas para sor-
tes de S. Antonio, S, Joao e S. Pedro e
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areiesjmalde).
Asthma.
Clicas
Convulsoes.
Oebidade ouext-inua-
cao.
DebiHdade ou falta de
forjas para qual^nai
cousa.
Dysinteria.
Dor do garganta,
de barriga,
nos rins.
Duro,:a no ventre.
Enfeimidadea no ranre.
Ditas nofigndo.
Dila.s renoreas.
'-jaqueca
. Jympela.
h,'Bro biliosas
tebreto intcrnitente.
Febreto da especie.
Cotia.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigostes.
Inflammacdee.
Ir r eg u la ridades
menstruac jp.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal i'o pedra.
Manchas na cutis.
Obslruccao darertre
Phtysica ou cansmp
pulmonar.
Retenco de crii.
Rheumalismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se eutaa pilulas no estabelecimento
goral de Londres n. 24, Straod, e na loja de
todos 03 boticarios droguistas e outraj pessoas
eneaegadas de sua renda em toda a America do
Sul.Kavana e Hespanha.
Veadem-se asbocelidhas a 800 rs. cada urna
dellas, contera urna instruecao em port-jguez pa-
ra erp'icar o modo de se usar destas plalas.
O deposito gerol en casa do Sr. Soum
pl-maceutico. ai ra da Cruz n. 22, em Per-
i Seguro contra Fogo
1 OMPANlIIA
;i
LONDRES
AGENTES
J. Astley & Companhia.
a
IG
1

para>
^
o acondicionamento.
fronte da greja do Corpo Santo no Recife,
Vende-se
Formas de ferro
purgar assucar.
I Estanho em barra.
Vern iz copal. 1
Vinhos Anos do Moselle. |
| Enchadas de ferro. g
| Brim de vela.
| Folhas de metal. |
5 Ferro sueco.
tamhcm pora presentes a 2.V o irasco,; \qq ]a Trieste
vende-se na loja de Leite & Irmao, ra
da Cadeia do Recife n. 48.
Grande novidade
no mercado.
Borzeguins para senhora sem defeito
ou avaria de qualidade alguma a ~)} o
pardinheirn a vista, vende se esta gran-
de pechincha nicamente na loja de
Leite & Irmao, na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48.
Machinas de Derosne pa-
ra destilado.
Na ollicina da ra larga do Rosario
n, 22 existem duas machinas de cobre
para destilar agurdente pelo sistema
de Derosne, as quaes alm da su per-
feicao, reunem a vantagem de serem
muito fornidas e destillarn urna pipa
em 16 horas. Estas machinas feitas pe-
lo n&U hbil artista conhecido as pro-
vincias do Douro e Minho vendem-se
por preco muito commodo por se espe-
rarem outras que ja se encommenda-
ram. O vendedor garante a peifeicolcasa deN. (>, BiebevA C. : ra daCrui
da ohfa. In. 4,
Pregos de composi^ao.
Lona ingleza : no arma-
zem de C. J, Astley & C.
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 3o, vende os seguinte medica-,
mentos:
Rob L'Affeeteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas regetaes.
Salsap.-irrilha Brislol.
Dita Sands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Rosque.
Pilulas americanas [contra febreij.
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidrosde boca larga com ro-laaa, de S oncas a
121ibras.
Assim como tem um grMde sortimenfo de pa-
pel para forro de sale^. o qual veude a mdico
Pree,a.
Vendero>e libras sterlinas, em
.. ".
MUTILADO,


DIARIO DE PERKAMBUCO. QUINT4 FE1RA 12 DB JLHO DE 1860.

DE
0
UU CLQEIi i FMDiqAO til IlfilS
Sila na ra Imperial n i 18 e i 20 junto a fabrica le sabao.
DE
Scbasiio 3. da Silva dirigida por Francisco Bclmiro da Cosa.
Neste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de differentesdimencoes
(de 300 a 3:000) simples e dobrados, para destilar agurdente, aparelhos destilatorios continos
para resillare destilar espirites cora graduaco at 40 graos (pula graduarlo deSellon Cartier) dos
melhores sysleraas hoje approvados e couhecidos nesta e otilras provincias do imporio bombas
d< bronze de iodas as dimences e (cilios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
fv-rro para rodas d agua,portas para fornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimences para encameulos. camas de ferro com arma<;o e sem ella, fugos de ferro potavcis e
econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras cocos
paraengenhofolha doFlandres, chumbo cm lenrol e barra, zir.co era lencole barra, ls'noes e' nnAc< arroz do Maranho, cera de carnauba,
arroellas de cobre, lentes de ferroo latao.ferro succia uiglez de lodas as diruenses, safras, lomos I L w i .,!,, ,, r.m.ha lu-
e folies para ferreiros etc.. e outros muitosartigos por menos proco do que om outra ^ualqrur i connnhos curt.dos, sola e pa,ha de carnauba. U
ferros de en-
gonimar
econmicos
a 5#000.
Isles magnficos fer-
ros achara-se a venda
no armazem de fazen-
d3. de Raymundo Car-
los Lcite k lrmao, ra
da Imperalriz n. 10.
Trapiche de depsitos, al-
fandegadon. 19.
Largo da assciwMa.
Ha continuamente para vender nesle trapiche
i saceos de teiao niulalinho rr.uito novo com 6 al-
1*
queires. farinha de mandioca de diversas quali-
dades, niilho, farelo superior em saceos muilo
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeioo j conhecida t3 por preons coinmodos e en grandes porcocs
e para commodidade dosfreguezes que so dignarem honrarem-nos com a sua confianca, acha- ou a retalho. conforme a vontade dos compra-
tao na ra Nova n. 37 loja de erragens pessoa habilitada para tomar nota das eucommendas dores*
Seus proprietanos offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico era geral, toda e
qualquer obra manufacturada em seu reconheeido cstabelecimento a saber: machinas de vapor de
lodos os taannos, rodas d'agua para engenlios lodas de ferro ou para cubos de madeira, nioen-
dase mcias moeudas, tachas de ferro balido e fundido de lodos os Umanhns, guindastes', guin-
chos e bombas, rodas, rodetes, aguilhcs e boceas para fornalha, machinas para amassa'i man-
dioca e para dcscarocar algodao, prencas para mandioca e oleo de ncini, portos gradara, co-
lumnas e monillos de vento, arados, culliva.lo.ies, puntes, -aldeiras e tanauos, boias, alvarengas. J"," marioquVm't'ino a 800
Na nova loja de miudcjas da ra Dircita n.
85, vrndem-se frascos d'agua de Colonia de Piver
' verdadeiroa 480 e 960 rs., estratos linos a 1J,
, e 19500, oleo de babosa Tiver a 640, pos para
dentes a 160, 15M para bordar, decorts, da mais
lina que ha a 75500.
! Na nova loja de miude;:as da ra Dircita n.
85, vendom-se luvas de seda enfeitadas para se-
nhova a 23, ditas de algodao para hornera a 320,
bonecas de chouro a 440, 5ofl, 640 c 800 rs., es-
, covas finas pare denles a 240, 400, 500 e 600 rs.,
' grozas de botos de osso a 240, ditos para carai-
I sas, de louca, bramos,
core* a 160, ditos de niadr
asw
MMMmmmmwy.^
me
tsyJJ
SVts
335*3
i^iiiililillll-llllllllliillllll'Grammatcan Ye.
GRANDE ARMAZE"
DE
; ',v:c
a de Ollendorff.
ssss
-C5
3->S
Ra Novan. 47Junto a igreja da Con-
cerni dos Militares.

Acha-se na directo da oflicina deste acreditado armazem o hbil
mk ^t'Sta Francisco de Assis Avellar, antigo contra-mestre do fallecido
Manoel Jos Ferreira. O respettavel publico continuara
Novo metl)odopi.ra aprender a lr,
a cscever e a fallar inglez em G mezes,
obra inteirainentc nova, para uso de
J^p toJos os estabelecimentos de instruccao,
|m pblicos e particulares. Rendse na
SK-S praca de Pedro II (antigo largo do Col-
^g legio) n. 37,
segundo andar.
38S&8
trar em dito armazem um
a cncon- Kggs
cobertos edescobertos, pequeos e grandes, de
ag ouro patente inglez, para homem
grande e variado sortiraento de ruupas
z$m etUis, como sejara: casacas, sobrecasncas, fraques, paletots de nanno -
9M uno, (btos de casemira de ccVes demertn, bombona, alpa^pr^ ^tt^SSSi-
lp e decores, ditos de bnm de bnbo branco, pardo e de cores, calcas ^ ;souihailMellor",kc. M
a seniora,
Liverpool,
em ca& o
g| decasemira preta e de cores, ditas de merino, de princeza, de bros |8
^g pardo, brancoe de cores, colletes de veliudo preto e decores, ditos de SSS
S5-? gorguiao, ditos de setim preto e branco, ditos de merino para luto I5JS
|^ d.tos de fustao branco e de cotes, paletots, casacas, jaquetas, calcas i;^
g^ ecolhetes para meninos de 6 a 12 annos, camisas, seroulas. chapeos :^
^ e grvalas pretas e de cores, libres para criados, faldamentos nara WH
^s a guarda nacional da capital edo interior. ^g
W* Aproraptam-se becas para desernbargadores, lentes, juizfs de di- f|
^| retto, municipaes e promotores, e vestidos para montaria. Nao agr- i-^I
g| dando ao comprador algumas das roupas eitas se apromptarao ou- &&&
as se apromptarao ou-
a no rs diios de ^ tras a seu gosto, epier com fazenda sua ou do armazem Dar o cute
Srul-aVaV! ^ teniescoll.idose habis officaes.dandc-se toda e qualquer roupa n
dia^convencionado. (
no
entender para qualquer obra.
Vinho de Bordeaux.
Era casa de Knlkmann lrmos& C, ra da
Cruz n. 10. enconlra-se o deposito das bera co-
nhecidas marca dos Srs. Drandenburg Frres.
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, em Bor-
deaux. Tcm as seguintes qualidades :
De Brandeaburg frres.
SI. Eslph.
St. Julien.
Margaux.
La rose.
ChAteau Loville.
Chtcau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
st, Julien.
St. Julien Mdoc.
Cliateau Loville.
Na mesina casa ha para
vender:
Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac cm barris qualidade Tina ,
Cognac em caixasqualidade inferior.
Ccrveja branca.
Galera de pin-
ras.
K Admiraveis remedios
americaiios,
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tros medicamentos com
os quaes se cura eficazmente as principaes mo-
lestias.
Pronipto alivio deRadway.
I cabo ile balanco, dous botoes, a 6^500, caivetes
__________________ ''""s lvCOO. "ditos a 2^800, f roas de pennas de
' uro a 1S, i $200 e 15 00, tinleiros proprios piara
Pli"ic li-n-if tic viageni a 320, obreias de cola a 100 rs.
icuiasuaiaias, Na U.ja de miudezas da ra Dircita n. 85,,
. vendem-se resmas de pape de quadrinhos a!
Joao Donnelly tendo contratado com o governo 4;5! 0, caixiohas de papel sorlidas em cores a 1,
da provincia, por intermedio do Illm. Sr. direc-i d'las de quadrinhos a 600 rs., folhas de papel ar-
tor das obras publicas o fomecimento de todns 1r^da',,l',!'1nv'''0l'es L!,i0-Jlas com nres a !
as podras cabidas da i.ha de Santo Alcixo. 'tTS^SX 8Sb. m. Direi.. n.
propnedade do annuncianle, para calcamenlo das b, vendem -se pontea de alis r, de balea, a 200,
ras desta cidade ; e como as mesmas obras 240, 280, 320 c 360 rs dilos para piolhosva 280,
publicas por emquanlo se achara poralysados, e E? ,ravifos P3" me"j'*> MJ. ditos de
,.h, pT *:. 3 massa para alar cabello a 900 rs., ditos virados
tema o Erm. presidente da provincia por d' spa- a imilacao de tartaruga a lit00, ditos dourados
cho de 18 deste mez concedido lieenca aomesmo a 1^800, dilos de alisar, de lorracha, a 600 rs.,'
annuncianle para dispor das mesmas podras, c dilos t,e l"1^1 branco a 500 rs.
por grande quanlidade que lera o aununciantc,' "J^-TL'l'u.t a^T^l S ^'^ D'
:, So, vendem-se caixns de linh; do caz branca a
no caes do Hamos, oflercce a quem intercssar, 800 e 1, preta a 900 rs miadas de nhas de1
em grande ou pequea porceo, que as vende peso a 120 rs., linhas para marca a 20 rs.
muito cm conta. O mesnio annuncianle enten- "~ p,a "ova 'a demiudezas da ra Direita n.
dendo-se com o Sr Itarm.a Imhil -irrl,ii,.in tm 83, vpdem-sn peras de bco c jm 10 varas a 800,'
cnnhP, ., n! ., i u "Chi,et0' be" 900. 15. lfilOO, l52, lfi300. 1S-00. 15500 e 2J i
conhciido nesta cidade, conhecedor das quali- Ipecas con, 10 varas de renda a 800, 1C200
dades de podras c lijlos, se tora admirado de 1WJO0, 1?00e IcOO, babados do Porto a 120,'
nao se ter empregado em aliccrces este material '^e ^"> mn ^e st'^a 'avrad.i, largura de 5 de-
,., as ^dras do annunciante como se prat^ d ^11 lBi'S flfti'JISl
na i.uropa, para evitar a hunudade lias paredes, vendem-se sapalinhos de merino proprios para i
imo Sr. Rampa tem cncoraniendado ao ; baplisados a I $200, borzeguiri;. de lia para me-'
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os poiores casos de rheumaiismo, dor de
cabera, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigostao, crup, dores nos ossos, contuscs,
queiraadura, erupcoes cutneas, angina, releo-
^^kSi^^^ ^^^^^^^^^^^^^^^^^i^^^^i^^^ '-0 ounna.etc, etc.
Solutivo renovador.
Progress.0 na cidade da Victoria
DE
tur
Recebcu-se grande porcao do bonitos qnadros,
entro ellos alguns sacros, por prcros mdicos :
na loja de marmore.
Vende-se um crioulo de idade 22 annos,
bonita figura, ofiieial de eirapina : na ra do
H09piei, em casa de Tliomaz de Aquina ron-
seca, das 7 s 9 horas da matihaa, e das 2 s C I
da tarde. J

Fa que ir o.
Vende-se um faqueiro de jirata cora cercado
mil oitavas, de lindo gosto, cliegado ltimamen-
te do Porto : na ra do Vigario n. 19, primeiro
andar.
Vendem-se 8escravas com habilidades e sem
ellas de 15 a 40 annos, de SOOJf a 1:5005, um es-
cravo de 30 anuos, bom cozinheiro, por 1.3009,
um mulato de 22 annos por 1:3003, e mais al-
guns escravos baratos que se vendem, lanto a
prazo como a dinheiro, na ra Dircita, no escrip-
lorie de Francisco Malinas Peceira da Costa.
Fazendasporbaixos precos
Ra do Qucimado^ loja
de i portas n. 10.
Air.da restam algumas fazendas para concluir
a liquidado da firma de Lcile& Correia, as quaes
se vendem por diminuto pre<;o, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, finas, a240e2C0.
Riscados franeczesde cores Oxas a 200 rs.
Cassasde cores, bous padroes, a 240.
Brim delinho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom, va-
ra, a 15000.'
Cortes de calca de meia casemlra a 2$.
Ditos de dita de casernira de cores a 5?*.
Panno preto fino a 35 e 45.
Meias de cores, finas, para homem, duziaa
15800.
Gravatasde seda de cores e prctas a lj}.
Meias brancas finas para senhora a 3g.
Ditas ditas muito finas a 4g.
Ditas cruas finas para homem a 4g.
Corles de colletes de gorgurao de seda a 25.
Cambraialisa fina transparente, peca, a 49.
Seda preta lavrada para vestido a I56OO c 2S.
Cortes de vestido de seda preta lavrada a I69
Lencos de chita a 100 rs.
Lia de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita fraaceza moderna, lingindo seda, covada
ra 400 rs.
Entremeios bordados a 200 rs.
Camisolas pira senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2g500.
Toalha3 de linho para mesa a 29 e 49.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pesclo de senhora o
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
cas a 55000.
Cortes de calca do casernira preta a 69.
Chales de merino com franja de seda a 59.
Cortes de calca de riscado de quadros a 800 rs-
Merino verde para vestido de montara, cova-
do, 19280.
LenQos brancos de cambraia, a duzia, 29.
Na nova loja de miudezas da ra Dircita n.
85,vendem-se toucadores de Jacaranda a 39, 35500
c 45v>00, gravalinhas a Pinaud a IgOO, alacado-
"res chatos de ilgodao a 60 rs., e rolicos a 100 rs.
Vende-se um excellenle cavall para carro
c cabriole!, muilo novo, grande o bonita cor :
em Santo Amaro, ao p di fundico, taberna do
rjK-io, de Jos Jacintho de Carvalho.
Vende-se um ou dous bol mancos, de car-
rosa o carro, assim como urna carroca : em San-
to Amaro, ao p da fundigo, taberna do meio de
Jos Jacintho de Carvalho.
Veude-se por preco commodo um eseravo
crioulo de boa figura", moco, com officio de
caiador : na ra dos Martyrios n. 4.
annuncianle 00 toneladas para esse im, dzen-
do que era obra sua jamis deitar tijollos cm
alicoree ; polo proco que tcm o annuncianle
vendido ao mesmo senlior lhe sabe mu mais
barato do que lijlo. O mesmo Sr. Rampa deu-
me lieenca para usar de seu norae no presente
annuncio. As pedras oscolhidas para armazens
ou cal.adas, a dez rail ris por cen palmos, dei-
tadas as pedras em qualquer parle desta cida-
de a cusa do annuncianle, cora toda aclividade
possivel, para o que lom as proporeea necessa-
rias; os pretendemos dirifam-so a ra da Praie,
escrifllorio do annuncianle.
P&FUME PARA SENHORAS.
Murray e Lanman
A ijue tcm adiado mais acolliimcnlo na
jwblico! Vcndc-sc 20,000 duzias
le frascos por anno.
Esta agua encantadora extrahe-se das d'u [
'tres que se encontrara no paiz onde Ponfo 01
..eon e Soulo iara procurar a fonle da juventudt
ctCrna.
Dbaos lencos um cheiro muito agr.-davet e
refrigerante, augmenta a belleza da culis, des-
truin!(o as sardas e mais manchas que de coslu-
meatcam o rosto. Aconselhamos as pessoas
debilijladas pelo calor do vero de usarem desta
agua em banhos, pois tem ella a virtude de fa-
zer /recuperar as foreas perdidas pela traosni-
raco. r
Para evitar ser engaado por falsificaces de-
ye-se procurar aAgua Florida de Murray e
Lanman, e averiguar-se so o envoltorio c rotulo
trazem o prefixo de Murray e Lanman.
E' fabricada esta agua nicamente polos pro-
pietarios D. T. Lanman e Kcmp droguistas por
atacado, 69 Water Street, e 36 Culd Street, No-
va-York.
Aclui-se venda em todas as boticas c lojas
de perfumaras do imperio, em Pernambuco loja
do Luiz Antonio de Siqueira, ra da Cadeia.
ninas a 800 e 900 rs.
CAL DE LISRCA,
nova e muilo bem acondiciona la : na ra da Ca-
deia do Recifc n. 38, primeiro andar.
Na ra de Aguas Verdes n. 5, vendem-se
por proco commodo livros cm branco, assim co-
mo registro de letra, abecedarios, e se encader-
na toda qualidade de livros com muila perfeicao.
por proco commodo.
Vende-se urna barcaca nova da primeira
viagem, muito bem construida e prompla de lu-
do para viajar, pega cm 60 cai::as : pora exami-
nar, na cscadinha da altandegn. c para ajusfar,
na ra do Qucimado, loja n. SI, ou na ra do
llangel, casa de Luiz Jos Ma-ques ; poder ser
vendija a dinheiro ou a prazo
pechincha sem
i igual.v
Na ra dasCruzes n. 51 A reco.eu-se ora d-
reitura um completo sortimenio de louca da Ba-
ha, assim como quarlinlias de todas as qualida-
des, copos para beber agua, moringucs grandes,
ditos pequeos, jarrees para conservar agua que
levam duas canecas, jarrinhas pequeas, ludo se
vende pelo prego da factura, qje nao possivel
vender-se em oulra qualquer parle por este
proco.
Britisli Beet.
Superior carne ingleza de porco, salgada, a
'"ti, a libra : no Bazar rcrnimbucano da ra
1 Imperador.
Tachas e moendas
Braga Silva 4 C.tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A,um grande sortimento
de tachase moendas para engenho, do muilo
acreditado fabricante Edwin Haw a tratar no
mesmo deppsito ou na ra do Trapiche n A.
toe-se
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peilosparacamisas,
Biscoutos.
Em casa de Arkwight 4 C,
Cruz n. 61.
ra da
o
Vendem-se na ra do Crespo n. 17, cortes de
seda de ricas cores de 2 saias o 3 babados a 50g
o corle.
Em frente a
matriz da Boa-Vista n. 8G.
Vendem-se o alugam-se bichas de Hamburgo
rccenlemenle chegadas: assim como so appli-
cam ventosas pela atlraccao do ar, sem precisar
de levar rogo.
Ra da Imperatriz
numero 40.
Na loja do fazendas do becco dos Ferreiros se
vendem por todo preco, para acabar, saceos de
feijao amarello, ditos de farelo, ludo islo vista
do comprador se far negocio por menos preco
que for possivel ; cheguem freguezes.
Graixaemuccliigasesebo
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wbeeler & Wson.
Neste estabeleci-
mento vendem-se as
machinas desles dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade c seguranca :
no armazem de fazendas
do Rymundo Carlos
Leile i Irrnaos ra da
Imperalriz n. 10, antigamento aterro da Boa-
Visla.
Vende-se urna negra fula, bonila figura,
moga, cozinha, engoraras soffrivolmente e costu-
ra, e lavadelra, e quem a comprar se dir o mo-
tivo por que se vende : na ra do Brum n. 16, ar-
mazem de Manoel Jos de S A;-aujo.
Aos Srs. propriearios e
capitaes de navios
Na loja do Preguica, na ra dD Queimado n. 2,
ha para vender fazenJa de la f ropria para ban-
deiras e signaos, pelo baratissirr.o preco de 300
rs. cada covado.
enco.
ha mu
ao p do arco de Sanio
Antonio.
vende-se, com um pequeo lojue de mofo, cha-
les de merino co*r palmas do seda, pelo diminu-
to precw dtf 3#cad3 um, ditos Iimposa5$b00 : a
elles, a s que se acabein.
RelogioS"
Suissos.
Em casa de Schafletlin & C, ra da Cruz n.
'38. vende-se ura grande e variado sortimento de
relogios de algibeira horisonlaes, patentes, chro-
! nometros, mcios chronometros, de ouro, prala
dourada efolheadosa ouro, sondo osles relogios
dosprimeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
detao por procos razoaveis.
Na nova loja de miudezas da ra Dircita n.
85, vendem-se papis de agulha a 10 rs caixas
de agulhas francezas finas a 200 e 240 rs.
Farinlia
Cura lodas as enferniidadesescrophulosas.chro-
nicas esyp Mticas; resobre os depusilos de Daos
humores, purifica o sangue, ronova o syslema;
prompto e radicalmente cura, cscrophulas.vcne-
' reo, tumores glandulares, ciencia, dores do os-
sos, tumores brancos,afeccoes do ligado e rins,
erisipelas, abeessos e ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, dilculdade das regras das
mulheres, hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para rcgularisar o syslema, equilibrar a circula-
cao do sangue, intoiramcnlc vegelaes favoraveis
cm todos os casos nunca occasiona nauzeas ne
dores de reir, dses de 1 a 3regularisam, de 4
a 8 purgan). Estas pilulas sao eOicazcs as ailec-
c,oes do figsdo, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digeslao, e em lodas as enfermidadea das mu-
lheres, a saber : irregularidades, fiuxo, retn-
coes, flors brancas, obstruccoes, histerismo, etc.,
so do mais promplo effeilo na escarlatina, febre
biliosa, iebre amarella, e em todas as fubres ma-
ignas.
Esles Ircs importantes medicamentos vera a-
companliados de instrucedes impressas que. mos-
tram com a maier minuciosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Eslao ga-
rantidos de falsificarlo por s havor venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leitn
,/.,,, ^ Irmo, na ra da Imperalriz n. 10, nicos
Vende-so um eseravo cabra, filho do ser- ,. ,
to. de idade 25 a 30 annos, forlc, robusto o sa- "8cntes em Pernambuco.
dio, para engenho ou sitio per estar acostumado Na fabrica decaldeireiro da ra Imperial,
ao servico do campo c saber lavrar a Ierra, fa- junio a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja do
zer qualquer plantaco, andar com gado, tratar erragens n. 37, ha una grande porriio de folhas
de cavallos, rarreiro, etc., por prego em couta : de zinco, j preparada para (ciliados, o pelo di-
quem o pretender, dirija-so loja de chapeos minuto proco de 10 is. a libra.
Vendem-se pes de larangeira de urobigo o
da China, ps de fructa-po, do sapoli, do limo
para cerca, c oulras qualidades de fruclas, por
preco commodo : na i'onio do Uchd, sitio da
viura de Joan Carroll
Vende-se um moleque do II annos, milo
Badio : na ra da Cruz n. 33.
* n.r^-Av.TKT.imr'-jr--1 .; ci"-- I I I IMt i
Escravos fusictos.
Francisco Xaxicr de Salles Cavalcaute de Almeida
NO
Pateo da cira.
O proprielario deste estabelecimento, como se acha com um grande o completo soni- B
ment, tendente a molhados, ferragens e miudezas convida porlanlo a lodos os moradoren H
desla cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores queiram mandar suas ^
enccmraendas no Progresso do pateo da Feita, pois s ahi encontrarao o bom e barato, ^
visto o proprielario estar resolvido a vender, tanto em grosso, como a.retalho, por menos s
do que era outra qualquer parte como sejam : >>*
Latas de marraelada de 1 2 libras a 1400, frascos com differentcs qualiJaJes de doce ^
por 23OOO, latas de soda contendo nove qualiJades a 29000, azeitonas muito novas. |5
passas de ditas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2r)00 rs, a garrafa, licores $P.
francezes de todas as qualidades, champanhe, conhaque ledit3s, louc,a fina, azul,pintada, ^
e branca de todos os padroes, ameixasera compateiras e era latas a lvOOO rs. a libra, &
a latasrle peixe de posto por 2000 rs., banha de porco refinada, araruta, falias, bolachi- l
f5 "lia ingleza, biscoilinlio, eoutras mais qualidades de massas finas, massa de tomate em
|| ltase a retalho, lelria, macarrao, talharim a 800 a libra, verdadeira gomna de arorula,
9 insenso de lodas as qualidades, espirito* de cravo, canda, ealfazema, verdaeiros pcnles ^
^ a imperalris, e de tartaruga de 9;}000 a lOSJOO cada um, tranca e franja de seda, fe- f*|?
t| chadoras de broca, pregos em quantiJade de todos os tamanuos e qualidades e outros |3
I muitos objectos que por se tomar enfadonho deixa de os mencionar, 5
mmmmmmwmw^mm
11 23, defronle do l'asseio Publico, que la 1 lio
dirao aonJe est o dito eseravo para cure aiuslar.
I Augusto & Perdido.
ofg SEC" Vendem camisas de linho inglezas to
^J muito finas por 403a duzia, ditas do fus ^
1| lio por 218. litas de musselina por 216,
ditas para menino per 28 c avulsa a
J| 3500 e 2$, chancas inglezas a 2;500 o
W bolinas de Melics a 123 : na sua loja da
33? ra da Cadeia do Recife n. 23.
se
AVISO
Farinha de mandioca.
mandioca, superior quali- e. dc ?*,a'ura reRular, o alguma cou-a desdenta-
do, pelo hiale Rosa c : Anda fgido um molalo escuro do nomo Fir-
mino, j idoso, barbas crescidas, em mangas de
! camisa e chapeo de palha. V.' grosso do
Vende-se farinha de
dado, viuda do Maranh
briguo escuna Graciosa : nos armaxens dc Ma-
chado & Dantas e Anlunes Guimaraes & C, no
Forte do Mallos, largo da Asscmbla.
corpo.
da ponte e do chafariz : roga-se aos pedestres de
eva-lo casa dc seu senlior, na rui do Trapi-
A 4000.
na
em paes eem rama, em porcocs e a rctalho
ra do Brum n. 16, armazem.
Com loque de averia
Na loja de Machado fe Santos.
Ra do Queimado n. 6, por baixo
da boneca.
Vende-se popelina de cor miudinha, propria
para vestidos de senhora e roupa de meninos,
6endo da largura de chita franceza, pelo diminu-
to preco de 240 rs. o covado, sapales inglezes,
proprios para o inveruo, obra muito forle, pelo
diminuto precede 3J800 o par, e um completo
sortimenlo do fazendas de diversas qualidades,
por menos preco do que em outra qualquer par-
te : do-se amostras cora penhor.
Farelo suoerior de Lisboa em saceos grandes,
vende-se a -j! a sacca na travesa da Madre de
Dos ns. 9 e 16 ; tambera se vende farinha de
mandioca de superior qualidade por preco com-
modo, tanto em porgao como a retalho.
Cemento.
No armazem de Jos Joaquim Das Fernandes
Iravessa da Madre de Dos n. 6i vende-se ce-
mente muilo novo a 5 a barrica.
E baralissi no.
Na loja do Preguica, roa *o>0eimado n. 2,
vende-se chaly e merino liso Ar todas as cores
proprios pira vestidos de seora e roupiohasd
meninos a 300 rs. o covado, ef alys matisados de
diversos e bellos padtes, o meis moderno possi-
vel a 640 rs. o covado, angelina de seda, de deli-
cados padroes a 720 M. covado, chales de lo
estampados a 2^500 mil um, opas do panna
azul muito fino, bstanle largas, proprhs para
viagens aleteada urna.
che, sobrado n. -i0, onde se pagir qualquer des-
peza.
Fugio o eseravo de nomo Cesaiio, idade do
vinle c lanos annos, pouco mais ou menos, es-
tatura mediana e reforrado, bons dentes c lima-
dos, cabra escuro quasi negro, barba na ponta do
queixo, olhos avermelhados, peinas ura pomo
arqueadas, lillio do .Sobral (Cear) ; portante-
roga-se aos capitaes de campo, s autoridaacs
policiaes, e qualquer pessoa que o possa encon-
trar, o apprebcndara eolevem a sua senhora, no
caes do Ramos, sobrado encarnado, que ser o
graliiicados ; e se protesta contra quem o livor
acontado em sua casa,
= Fugio no dia 4 do corronle mez, dos Afoga-
dos, um mualo de nome Jos, idade pouco mais
' ou menos 24 annos, com os signaes seffuinles:
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44 baixo, grosso, nariz um lano chalo, dentes lo-
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca- dos porfolios, cabellos crespos, levou vestido ca-
Relogios.
Vende-se em casa de Jo'.inston Palor 4 C, ra
do Vigario n. 3, ura bellosortimento de relogios
de ouro, patente iriglez, de um dos mais afa-
| mados fabricantes de Liverpool; tambom urna
variedade de bonitos trancclins para os mesmos.
Espirito de vinho com 44
graos.
de qualidade especial para mesa : no armazem
de Anlunes Guimaiaes & C, no largo da Assem-
bla n. 19.
Vende-se o verdadeiro doce dc goaba da
andas na ra larga do Rosario n. 36
misa de algodao dc listra e cerou'.a a?.ul; esto
mualo foi comprado ao Sr. Filippe Rodrigues
KllaaaSenzaIa^0Tan.i2,^':^f0^Lp/oesu,'le^e1ler fugid0 pir?Seri-
nhaem, a onue o natural: roga-se, porlauta, a
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va- todas as autoridades policiaes de apprehende-lo
quetas de lustre para carros, se'.lins esilhoesin- e lca-lo a seu senlior, abaixo assignado, nos
glezes, candeciros e castioaes bronzeados, lo- Afo8ados Ia* ser bem recompensado.
400#000, de gralificacao.
Achando-sa ncsla cidade vindo do Maranho
para ser vendido, o crioulo Faustino, drsnppare-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montaria, arreios para carro de um e dous caval.
os. e relogios d'ouro patente inalezes
!&@@@@@Sr@@@&2 e'u ante-hontem, 25 dc abril aomanhecer.de
I-Tri n'Ari \ r\ ^ lugar de Giqui para onde tinha ido a contento.
S l-ilJl_/illU. S Sua estatura alia, corpo regular, Iraz suissa
9, ,, *-^ ~ ... ** rapada no qoeixo, falla bem, conserva osem-
Vende-se o engenho Santa Lnzm.sito na @ freguezia de S. Lourenco da Malta, entre @ triz de una cutilada. Irililula-se forro Irnu-
Kil POf Kc\.muil cra conla : na rua I ? "ngenhos Penedo de Raixoe Ponedo de | cando o nome para Jos da Rocha cora o
llangel n. 62. No mesmo armazem venae-se 2 Cima : trata-se no mesmo engenho ou no |! servio no exerci.o em quan.o nao foi reroheci-
- engenho Mussambique com Felisbino de U do, dizendo sor natural de Mnrvon. Levou ves-
@ Carvalho Rapozo. g id0 calca do algodao sinzento, camisa branca,
#8S@@@g!g(e@ j chapeo de palha, e um cobertor do lia. Descon-
PARELLO.
Vende-so saceos com farelo a 4>u00 : na rua
do Rangel n. 62, armazem.
urna porco de courinhos de cabra cortidos, por
baratissimo preco, para acabar.
Vende-se feijao rajado a 320 rs. a cuia : no
armazem da rua do Rangel n. 62.
Escravos.
Gurgel Irmos teem para vender famosos es-
cravos, no seu escriptorio, rua da Cadeia do Re-
cife, primeiro andar n. 28. ___
Labyrinthos.
Gurgel Irmos vendem ricos lencos e loalhas
de labyrinlho.
Sola.
Gurgel Irmos vendem sola do Aracaty e So-
bral, e tambem a vonladc dos compradores sola
corlida a ingleza.
riINDICO L0W-M0Wf
Roa da Senzalattova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haverum
comapletosortimento de moendas e meias moen-
das para euSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos ostamanhos
Dar dt
Vende-se urna casa terrea QOm
Kr^ C.T0d0S e.em.U?aId*",e-|C.i praca do Corpo Santo, relogios do afama
luoresruasdafregueztadeS.Jos: na aricante Roskell, por preces commodos
ruadas Cinco Pontas n. 72, se dir L tambomtrancellins e cadeias paraos mesmos,
<[uem vende. Ueeicellent* gosto.
- loja
ao pe do arco de Santo
Antonio
vende-se casernira de quadros propria para cal-
cas e paletots. pelo diminuto proco de I3 o co-
vado, a fazenda superior: a ella, antes que se
acabe ; corles dc cassa chita a 2j> o corle.
Batatas e cebla
nova
Vendem-se batatas a 100 a libra, ceblas a^lgGOO;
e 2g o cunto ; na Iravessa do paleo
n. 16, casa pintada de amarello com
a rua da Florentina.
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Rrothers &
qa-se que seguisse para o norte da provincia : o
quem delledernoticia ou npprehonder, e condu-
zir rua da Cadeia do Recito n 38, primeiro on-
dar, ser recompensado com 200c000.
No dia 7 do corrente mez fugio o mulato es-
eravo de nome Jos, idade 40 a 45 annos, ca-
belles estirados, calvo, ps curios e largos, de
altura menos que regular, um lanto cheio do
corpo, vestido dc camisa c calca de algodao
azule chapeo de couro, cosluma" trabalhar nos
armazens e trapiche no Forte do Mallos e foi
visto no dia 6 no patio do Carmo. Com-
preio ao Sr. Thom Gomes da Silva que vei
vndelo por carta de ordem da Sr." viuva sua
mi D. Mara Gomes da Silva moradora cm Mo-
chlo F.sle eseravo tem filhas em Buique e Jar-
dim e mulher forra o mora com.urna das filhas,
muito natural que siga para esses lugares : ro-
go as autoridades eheflns bons dessas locali-
dades que o-itpprehedam e remettam osla
praca na Boa-Visia rua da Saudade seu senhor
o primeiro tenerte reformado Joaquim Ignacio
do Pa'raizo I ^e Barros Lima ou ao senhor coronel Joo Jos
oilo para u0 Gouveia, coro commorcio de fazendas na rua
do Queimado,que bem recompensar as despezas
que se fizerem e o trabalho. -
Fugio no da 3 do corrente mez a preta es-
crava, Iguaria, crioula, estatura regular, cheia
do corpo, rosto cora marca de quoimadura de
fogo, levou vestido de chita de lislras encarna-
das e brancas, chales encarnado de merino liso,
foi .buscar agua no chafariz da rua Imperial :
MUTILADO
m a apprehender, leve rua do Cabug n.
r .... m li.ryirln r\ 1 r\ \\ ma cor arati_
C, ou a rua Augusta n. 15 D,
ficade.
que sera graii-


()
DIARIO DE PERNAMBUCO. QUINTA FE1BA li DE JULHO DE 1860.
Litteratura.
A historia d'um brigue.
SEGUNDA PARTE.
/ Continuarao. )
Met amigo, diz olla, nlo tenho visto vosso
quarto desde que o habitaos; queris niostrar-
ir.'o esta tarde?
Parecera-lhe que Arraaod estova menos som-
'o. Ella tomou alguna coragem, gozando do
antemo da sorpresa que Ib? preparara.
Elle parece espantado coai effeito de ver ossas
11 tres dispostas com arle era dous granjs vasos
Ja Cliiua, que elle au couliecia.
Nao hoje vossa festa ? diz ella sorrindo.
Ella approximou-sc timidamente, e Ihe csten-
deu a fronte.
Arrnand abracou-a framente, mas senlio-se
oncoramodado juuto dossa mulhcr, cujo pensa-
munto nunca tinlia sem duvida rogado os abys-
mas, que elle havia descido ; levou-a para um
canap, sentou-se a seulado, sem todava ousar
fallir-lhe.
As vistas del.ucy cahirara sobre o cofre de ma-
deira das Antillias, com oqual ArmanJ Hie dis-
sra que semprc viajara, o onde eslavam encer-
radas as duas maos : a de marmore e acortada.
Quera ve-las, diz ella.
Ella obdecia um sentimcnlo do curiosidade
ospaolada, e talvez ao desejo de collocar-se, ella
e seu amigo, bem em face do passado, qualquer
que fosse adesgraca que podsso acontecer.
Armand consentio ;elle tinha sem duvida o
mesmo desojo. Ambos levantaran!-se. Armand
tirn primeiro do cofre a mo do marmore. Lucy
deixou escapar um grito de adrairaco.
Que primor d'arte diz ella.
Oepois elle apresentou-lhe a mo cortada. Ella
pegnunessa mao, que tinha sido sua, fez mover
todas as articularnos, tocou cm todas as phalan-
ges. Ao mosmo lempo olhou para Armand.
Este eslava muito paludo, mas nao movia-se.
Oh! murmurou ella enlao com um suspiro,
o lancanlo-lhc um ultimo olhar de urna clo-
qwencia desolada, verdadeiramente a mao de
una mora.
Ella se afastou quas desmaiada, emquanto Ar-
mand fechava o cofre.
O infeliz Armand era victima do urna excess-
va irritaco nervosa. As vis torturas, que elle
infliga Ssi proprio, traduziam-se por urna surda
colera contra si mesmo e contra Lucy. Mas ello
quera cumprir seu dever, como havia prometi-
do, e conlevc-sc.
E'muito cedo, diz elle, para veltarmos
Green-Caslle ; queris que vamos passeiar?
Era por fins de maio, e ainda era dia.
Ella nao respondeu, mas deitou o chale o o
chapu.
Dirigiram-se machinalmentc para o convento
das Carmelitas c entraram na capella, onde se
tinha trio. Pura SUstenlar-ae apertou convulsi-
vamente O braro de Armand.
Chegados Grecn-Castle, reliraram-se sem
se dizerem adeus como rostumavam.
Urna nica vez Armand leve vergonlia e odio
de si mesmo. Alm disto nao se senlio com
coragem para Qcar encerrado face face com seus
pensamentos, o durante toda a noite errou ao
acaso pelo campo e pelo parque.
Pela manilla foi Green-Cnsile. O velho Di-
ckson, sorprendido de o ver quiz susle-lo,
mas Armand o affastou com um gesto, subi r-
pidamente a oseada e penelrou at o quarto de
Lucy.
Ella nao se tinha deitado. Enconlrou-a cslen-
dida cm um camap, com o rosto alterado, com
os olhos cnthumescidos. Elle se precipitou a
seus pos.
Mioha amiga, diz ello, honlem tardo es-
tivo louco e mo ; osquecei tudo ; perdoai-me.
Eu vos perdo, respondeu ella branda -
mente.
Mas dizei-mc quo consents sempre em sor
rainha mulher.
Sabis quo eu vos perlenco. Sere vossa
mulher, se vos o exigs.
Se cu exigir I exelamou dolorosamenle Ar-
mand.
Lucy lovanlou-sc com urna sorle de exallacao,
o inclinou-se diantc dello.
Ah 1 meu amigo, diz ella, cu tambem tenho
urna supplica a fazer-vos, e fago-a de joelhos.
Se tendes compaixao de mira, nao exig que cu
seja vossa mulher agora. Demoremos esle casa-
mento. Tenho soffrido tanto, que quas perd
a f de urna amanto : eu s vos levara a dedica-
rlo estril e os prazeres da esposa.
Ah o que entao devemos fazer ?
Separar-nos, Armand, por alguns mezes,
por um anno talvez. Travamos com o pa3sado
um derradeiro combato, de que sabino* vence-
dores, mas licuaos bem feridos. Ueixemos ao
lempo a cura.
Armand curvou a cabera, beijou a mao de miss
: Stamby, o rctirou-se.
Elle voltou em breve, o disso com urna tocan-
te simplicdade.
Lucy, acabo de fazer meus preparativos.
Partirei hoje mesmo.
Passaram algumas horas i'uma protunda tris-
teza, porm sem tormentos.
lares, deseurolavam-se dame de si. Como ou-
ti'ora, retirara-se noite sen canarim, e, se-
guro de nao ser embaraado, usava com volup-
tuosidades crueis de seu dom de duplice vista :
e foi assim que a principio vic Lucy, que ouira
vez tomara seus vestidos de lito, lamentar-se e
chorar ; ella ia e vio ti a aos lugares que h aviara
percorrido juntos; porem s mais das vezes
fcava sentada em sua pollona ou se sjoe-
Ihava em seu genuflexorio, danto d'um quadro
da Senhora das Dores. --'
A lembranca desia pintura, d'ujwt cpncepco
ao mesmo lempo simples e sublime, fazia estre-
mecer Armand. Nao fra elle com effeito, cuja
mo barbara lin'.ia imbebido JU seto espadas no
coraco ensanguentado da joven Elle trema
cudando que ella comegava talvez a abandonar
toda a esperanca humana, e a procurar na reli-
gio um azylo contra seus pozar ;s. Pouco a pou-
co este pensamenlo donanou-o completamente,
e em breve nao vio miss Stamb." seno na capel-
la do convenio das Carmelitas, onde elle tinha
estado em p seu lado, com os bragos cruzados
e provocaudo o co. O co pucia-o dispulando-
Ih'a. Outras vezes perguntava si proprio
se ella nao tinha exigido que tile partisse aflm
do cumprir um sacrificio irrcparavel, edo collo-
car-se ao abrigo das suspeitas vergonhosas, que
elle lhe testemunhra e de que ella te-lo-hia en-
ternecido, le-lo-hia julgado incapaz de algura dia
sacudir o jugo. Elle nao deveria ter partido.
forra de amor e arrependimento, te-l-hia en-
ternecido le-la-hia reconquistado emquanto
quo ella provavelmento havia interpretado sus
resignarlo e sua prompta partida como um de-
zejo secreto de apartar-se della.
Assim, elle era fulminado por todos os lados,
e, na trevas de seus pensamentos opfoslos, s
tinha para eselarecer-so os duv dosos elares de
sua exallacao e do seus sonhos.
Esta maneirade vver de imaginaco, junto de
sua amiga ausente era de tal OHMIO maravilhosa,
quo ello quiz recorrer ao maravilhoso mesmo.
Elle havia julgado notar oulr'ora que as mos de
Lucy respondiam por mystorosas pressoes seus
desejos ou seus demores : tomou, pois, essas
maos nassuas, porem ellas calaram-se. O mar-
more nao foi mais do que marmore, e os ossos
dessecados nao foram mais do quo ossos. O ta-
lismn estava quebrado. Como miss Stamby ti-
nha dito, era bem verdadeiramer le a nao-de urna
Quando adverliram a Armand que o carro de morte.
posta o esperara, Lucy quiz acompanha-lo al a Ella, pois, estava mora para olle I Tnlia de-
porta. Ahi se aportaran), chorando, em um Ion- xado de lhe pertencer c nao lhe pertenceria mais
go abraco ; depois Armand lancou-se no carro,' nunca. Elle s tomou bem o peso desta idea quan-
cujos esvalloa parliram galope, emquanto que | do urna ultima viso lhe mostr u miss Stamby
Lucy cahia desmaiada nos bragos do velho Di- fazendo seu noviciado- de Carmelita, e approxi-
ckson.
VIII
Armand se impozera esta partida como urna
expiarlo ; alcm de que elle tinha comprehendi-
do, assim como miss Stamby, a necessidade de
urna nova ausencia. Nao fez mais do que atra-
terminava o officio da larde. Lucy ajoelhou-so vessar Paris- anm dc pi5r era ordcm seus nego-
e orou. Armand ficou em p, com os bracos ; cios> e dirgio-sc immedatamenle Brest, com
cruzados sobre o poito, como se eslivesse des-' inteDea de embarcar cm urna fragata, que, de-
cor.Qado do poder celeste, que lhe enviava taes nois de ler 'evado tropas s ilhas Marquezas,
proras. Depois sabirara por urna pequea por- dcvia vollac ao Porl- Era justamente, como el-
la, que deta para o cemilerio, c ahi erraram por i,0 desojara, um anno de ausencia. Conseguio
entre as tumbas, lendo as inscripces, evitando I fazer-sc admittir no estado maior, e desde ento
encontrarera-se, o entretanto secretamente at'.ra-
Ii'.dos um para o outro pela necessidade dc so
perdoarera ou de se fazerem soffrer mais.
Armand apoiou-se urna podra tumular. Lucy
voio ter com elle, tremendo e hesitando.
Armand, diz ella, vos pensis sempre nesse
liomom?
Sim, responden elle cm voz baixa.
Meu amigo, indigno oceultarmo-nos al-
guaia cousa. Dizei-ne o que sents no coraco,
cstou prompta a ouvir tudo.
Elle agarrou-lho no braco com urna certa vio-
lencia :
Pois bem, Lucy, jurai-me que s livesles por
tile odio c desgosto.
-- Se basta isto para tranquilisar-vos, diz ella
sorrindo, eu vo-lo juro.
Mas quas logo adevinhou asterriveis suspeitas
do mancebo.
-- Pobre infortunada que sou exelamou ella
lolcendo o braco.
Neste momento via-se desfilar urna urna nos
cotjrcdores do claustro as religiosas, que reco-
lh am-se ssuas celias.
' Felizes, suspirou Lucy, bem felizes essas
santas filhas, quo renunciaram a lodo o amor hu-
mano para se refugiarem no seio dc Deus!
E efleito de urna reprehensao. Elle tornou-sc
cruel.
Mais felizos ainda, diz ello, aquellos que
dormem sob esta podra 1
E cheo de colera ba'.eu com o p na lousa so-
mro, quo cubra a tumba, e quo emiltio um
som lgubre.
fez todos os volo3 pelo momento da partida ;
quera cntregar-se quanto antes aos grandes tra-
balhos do mar. Entretanto, vendo as costas da
Brclanha onvolverem-se na neblina, foi accom-
mettido de lo pungentes pozaros, que admirou-
' se. Pola priracira vez em sua vida, experimen-
tou cssa dor sera egual, que se sent quando te-
mos voluntariamente doixado aquellos, que ama-
mos, e quando nos temos collocado na impossi-
bilidade de retroceder.
em longas lilas, e no meio.no espaco deixado li-
vre, um esquife, coberto com un panno negro,
jazia no solo. Era neste esquife quo a nova Car-
melita devia deitar-sc em quanto rezassem sobro
ella o officio dos morios. Entretanto, antes que
ella se deitasse, era preciso que lhe cortassem os
cabellos. Junto de um escandio, en que ella
devia sentar-se, dous passos do esquife, urna
lancou-se nos bracos da superiora das Carmelitas,
balbuciando com suspiros.
Minha mi, minha mi, soccorrei-me, sal-
vai-me I
Armand esteve durante oto dias s portas da
morte. O velho Dickson cuidou delle, e nem um
s minuto o deixou. A convalescencia foi diffi-
cl; e desde que Armand pode levantar-se fez
sorcr servente, tendo na mao grandes thesouras,l collocar urna poltrona no terraro, d'ondc, duran-
eslava em p o esperara. I'e horas inteiras, olhava para o convento das
Eslava, pois, ludo promplo, o s faltava a reli-'. Carmelitas. Quando coraegou a caminhar quiz
giosa, queacabivam de despojar do seus vestidos!Ia ir- com ua,a tenacidade singular approxima-
mundanos, e quem acabavam sem duvida dc va*se todos os dias alguns passos, at que ten-
vestir o habito. Ella appareu finalmente. Os ca.- I do recobrado inteiramente as forras, installou-se
''ellos desprendidos flucluavam-lho sobre os mesmo J"nl das ve",as paredes, e s voltava
hombros e molduravam-llic o rosto paludo ecm-' casa Para ,on'ar a pressa alguma refeicao. Tinha
magrecido. Seu andar era vacillante, e seus |fonnado o proposito de viver debaixo da janclla
olhos azues estavam cheios de resignacao de tris-
teza.
Nem um, nem oulro proferirara mais urna pa-
la vr a. Miss Stamby sahio em primeiro lugar do
coniterio e Armand scguio-a^No^fin de alguns
P'issos, notou quo ella vacillava, e enlo, adi-
anlou-sc e deu-lhe o brajo. A joven tremii
por todos os membro?, o queixo balia-lhe, o ella
O vento pareceu-lhe soprar as velas com um
barulho snistro : maldissc as ondas que se ca-
vavara sob seus ps ; incolerisou-se do estar
bordo desse navio que lao longe dcvia leva-Io, e
cuja dorrla devia dirigir. Ah ello medio
cm toda sua extensao nao s a fe'.icidade que ti-
nha perdido, como ainda o mal que havia feilo
Os dias quo se passavam nao o consolaram, por
que mais que nunca sentio-se dotado da ter-
rivel faculdado dc viver fura de s mesmo e jun-
to daquella, quem abandonara. Era este o re-
sultado lgico dc suas desgracas e de seu amor.
Duranto os tres mezes que passra em Green-
Castlc, tinha do tal modo vivido da vida de miss
Stamby, quo chegra a adeviuhar por intui-
cao todos os movimentos d'alraa o todos os pen-
samentos da joven. Ao mesmo lempo sua ton-
ga viagera em procura do Argos tinhi desenvol-
vido nelle esse raro poder de deduego, que vai
do fado em fado e d'uma maneira quasi infalli-
vel, descoberta da verdade. Agora ello appli-
cava com urna adrairavel clareza de espirito es-
se poder dc dedueco analyso dos senlimenlos
successivos, quo deviam perturbar sua amiga,
scduzi-la e dcsencaminha-la. Alcm disto cm
consequencia do habito, que tinha contrahido de
viver s, e de transportar-so mentalmente pela
forea de seus desejos aos lugares, que Lucy ha-
bitava, s lhe baslava fechar os olhos para ve-la
em seu retiro tao distinclamenle como se esli
vesse seu lado. Elle cnlao assislio um dra-
ma intimo, cujas phases, com intervallos irregu-
mando-se de dia em dia do temo em- q,uo nao
existira para a trra. E nesse interira eilc- cor-
ra ao fim do mundo Finalmcftc, estava sem
noticia alguma; e nimias vezes nessas Iongin-I
quasviagens as cartas nae ebegan ao destino do
navio, seno quando ja elle tem partido, e s o
encontrara em sua volts- ao porto. Entao Armand
viveu apenas pela frgil esperanza de vollar
Europa muito em tempo- para oppr-se resolu-
cao de miss Stamby; o no- fim do anno desembar-
cou em Franca e foi logo para Inglaterra. Elle
tinha mais que o presenlimento, a conviccao de
nao enganr-se em seus terrores.
Chegou Glemgarten em urna manhaa do mez
do setembro. Para ir Greon-Castle era-preciso
que passasse junto do convento das Carmelitas,
cujos altos muros arruinados elle vio de longe.
Ao mesmo tempo ouvio o som festivo de todos os
sinos que repicavam. De repente pararan); mas
em breve moveram-se de no-va ; e desta vez foi
somonte para o dobro da urna ceremonia f-
nebre.
Armand fez parar a porta do convento. Elle
achou um grande concurso- do pe vo as portas cha
capella, e cora difculdade rompeu por entre a
multdo. Chegou assim at o coro, teem tar
quasi coosciencia do quo fazia, c ollio-u com es-
panto ao redor de si. Os assislentes oravam, mas
pareca haver algum in torva lio no servido quo se
celebrava. Todos os olhos estaram fixados so-
bre a grado que separava a capella do interior do
convento. Urna cortina verde estava estendida
por detraz desta grade, o impedia que se visse
alguma cousa. Segundo toda a probabilidad* es-
ta cortina acabava de serabaixada, e esperavam
que a levantassem outra vez.
Senhor, ^iz Armand im gentvlhomem
que eslava junto delle, poderei; dizer-me que
ceremonia esta?
urna profisso.
E quera que se faz religiosa ?
Nao sci. Habito muito loige d^ai
veniram-me e vira vfir. /
Armand perda a respiraco, mas nao
perguntar o que se havia passado.
A joven veio ha pouco ricamente vestida,
contitiuou seu visinho. Era lincMssima, mas es-
tava rauito paluda. A profisso urna ceremo-
nia imponente, mas sempre penivel de vr-se.
Nao pensis assim, senhor?
Armand nao respondeu. Pucharan cc-m effei-
to a cortina, e o joven va inteiramente o espec-
tculo, que se offerecia & seus olhos tttravez dos
raaos da grade.
De cada lado as religiosas t-stavam postadas
Lucy 1exelamou Armand estendendo os
olhos para ella ;e cahio desmaiado sobre as la-
gos da capella.
Quando recobrou os sentidos, estava deitado
cm urna cama, n'um quarto apenas esclarecido
polo clarao moribundo dc urna lampada, que lu-
tava com os primeiros o indecisos albores da ma-
nhaa. Ainda delirava, por que nao obstante uraa
excessiva animaoao de espirito, s com immensa
difficuldade concerlava suas Ideas. Entretan-
to pouco tardou em reconhecer o quarto que oc-
cupava oulr'ora em sua pequea casa junto de
Green-Castle; e enlo pode crer que nada tinha
mudado depois de um anno ; e esperiraentou es-
se bem-eslar misturado de algura espanto, que
segu o despertar depois de um mo sonho.
Entretanto sua imaginagao tracava-Ihe cora
urna rapidez febril todas as aventuras desse so-
nho, e ellas se cncadeiavam de urna maneira tao
lgica, que cedo pareceram-lhe oatras tantas
realidades. Alera disto afg-urava-se-lhe que o
quarto tinha um oulro aspecto :os vasos da
China nao estavam mais guarnecidos de Tres ;
nao rio mais sobre a mesa o livro que havia dei-
xado na vespera, ou a pagina qi>e tinha comecado.
Para melhor convencer-se aflistou o cortinado,
e vio miss Stamby, vestida de Carmelita, qu reb-
lara sua caboceira.
A memoria e o-sentimento da realidade lhe oc-
correram ao mesmo tempo.
Obf Lucy, e*claraou elle, vos 3qui I nao
pois um sonho que tive. Vos 1 vos f repetio el-
le por multas vezes.
Havia em sua voz m- tal accento >e dr e re-
prehensao, que Lucy, inteiramento trmula, nao
respondeu principio.
Sim, Armafld,. diz ella em fim, sou eu; eu,
que vim para cuidar em vos.
Vos, cuidar em mim I e com que direito ?
Quando fostes ros quem fez todo o mal; quando
rae sacrificarles Deis I
Nao Wasphemeis, Armand. Podem ouvir-
nos, e poderiam separar-nos.
E quera pode-lo-hia fazer ?
A superiori, que est no quarto visinho, e
que s por urna grara-especial permitto-ma vir
para junto dc vos.
Ah diz o desgracado raanoebo, vos nao me
tendes mais amor, e nem jamais-o livestes.
Armand exelamou Lucy.
Elle nao seilludio- esse grito do coraco.
Tu ainda me tons amor, dia elle. Pois bem,
uraa vez quo amas-me, vem, partamos juntos.
Fugiremo3-para o mais longe quo fr possivel, e
amar-nos-hemos por todo o mal que temos feito
um ao outro.
Tentou. erguer-se, mas eslava- muito fraco.
Nao posso, murmurou ella.
Lucy collocou sua mo gelada sobre a testa de
Armand, era quanto elle repeta baixinho :
Ah! ah I vos me sacrificastes.
Armand, disse ella, a felioidade para nos
era impossivel. Se tivesseis guardado essa du-
plico vista, quo oulr'ora possuiois, torieis segui-
do um !i um todiis os mous tormentos, s ce
ao exoesso deVieu soffrimeno, Nossa unio te-fl
ra sido insensala. A lembranca do passado ter-
se-hia posto entre nos, e cada urna de vossas
cariiias recordar-vos-hieis das delle. Eubemdellas
me lembro ; e esta Icmbranca, hoje ainda, me
queima como um ferro em brasa. Armand, para
vos- e para mim eu estava para, sempre deshon-
rada.
*
Tro-
de Lucy at que ella se decidisso a fugir com
elle. Nao seria ella teslemunha de seu arrepen-
dimento e de seu martyrio? O vento, o sol, e a
chura o achavam immovel no lugar que havia
escolhido. A' noite somento pulava os muros do
cemiterio o senlava-se junio da tumba, onde
prorira as fataes palavras, que o tinham sepa-
rado de sua amante. Mas tambem deste lugar
elle a via, no meio das outras religiosas, passar
no corredor do claustro para ir para sua celia.
Senhor, disse Dickson urna manhaa, se con-
tinuaes a viver assim, matareis a minha pobre
ama.
Oque dzes? ex-elatnou elle.
Digo que ella est bera doeDte; disse-me a
irma porteira.
Nesse dia justamente sm criado do convento
veo prevenir Armand que a superiora das Car-
melitas lhe pedia que fosse ter com ella. Elle
julgou alguma desgraca o sahio pressa.
A superiora recebeu a Armand em sen orato-
rio. Era urna senhora idosa, de urna appo-rcncia
fra o cheia de dijnidade ; mas- cujo olhar se fi-
xou sobre o mancebo com tan5a docura, cjuanta
compaixao.
Miss Stamby est morta I disse Armcnd
empallidecendo-.
- Nao, respondeu a religiosa ; a irmaa da ca-
ridade ainda nao-est morta, mas est quasi mo-
ribunda, e sois vos-que a matis.
Eu!
Tomai, lede, disse ella.
Ella lhe entregou um papel, cuja letra era de
miss Stamby, e queso contnha estas poucaspa-
lavras :
Armand, vossa presenca e o espectculo de
vossa tristeza mo fazera morrer lentamente. Em
uorae da esperanca que poderemos ler de nos^
encontrar um da, ausentai-ros, part I
E vos me juris, disse elle depois de ter
lido, que esta a livro ex-presso da vontade de
miss Stamby I
Aqui nao se mente, respondeu a superiora,
mostrando um Christo pendurado na parede.
Deus nos julga e nos-ve !
E se eu partir, poderei levar comigo aljuma
esperanza f disse elle juntando as maos.
Meu irmo, disse a religiosa, nao sondemos
os designios de Deus-. Elle pode em sua indul-
gencia infinita aceitar somente por um-tempo de
prova o coraco, qjio nao so deu inteiramento
elle. Elle pode relevar dos votos, que se lhe fi-
zeram.
Armand parti. Por muito tempo escreveu
regularmente superiora do convento cartas, que
ficaran sem resposta ; c s, lodos os annos, em
differentes pocas, elle tem reeebido em algum
lugar do mundo, onde por acaso chega, faada
pela viagera, mas guardando um doce perfume,
que lhe recorda Lucy cssa florzinha azul de
myosotis, que a imaginaru e a melancola de-
ram por legenda entre todos os-povos:
Nao me esquecas.
Estas-tres palavra-so para elle um poema in-
teiro de melancola. Nellas elle ve o combate
que travam, no coraco da Carmelita, seu amor
sempre rifo e a lembran^a, mitigada entretanto
pelo sentimento roligioso de suas antigs dores.
Elle tambem esperando o fim deste combate,
se resigna com a rontade de Deus, que deve res-
tiiuir-llio sua amante ou roubor-lha para sem-
pre-.. Mas tem f no futuro e espera sempre. j
11ln:u Riviere. f
{Revue- Contemporaine.S. Filho.)
que lhe tirassem a elle um dos olhos, e outro ao
filho criminoso '
Em Franca urna lei ordenara que aos inconfi-
dentes e reos de lesa mageslade, se rasassem os
olhos com um grande pouteiro de ferro.
Incorrendo neste crimo Bernardo irmo dcPi-
pino, e neto de Carlos Magno, alcancou a coromu-
tacao da pena em estar por muito estar por mui-
to lempo sempre com os olhos fitas em ama ba-
ca de ouro opposta aos raios do sol, at que ce-
gou com a venemencia das luz.
Queixando se a Thcodoiico rci dos Romanos,
urna riura de nomo Juvenal, de que dous ju-hes
lhe tinham, havia alguns annos certa causa sem
Ih'a despachar; chamou-os o rei, c ordenou-lke
que sentenciassem a causa daquella viuva. Assim
fizeram logo os juizes, e no dia seguinte sahio da
conrlusao a sentones a favor da litigante. Ao
recado do principe'vieram muipromplamente os
juizes suppondo que seriam peta deligencia pri-
meados, e perguntando aquello o motivo dc se
despachar a causa com tanta brevhade ; respon-
deram, que pela recommenda'.-o de soa ma-
geslade.
Pois eu, disse entao o rei, qoafldo ros puz
nesse officio nao roa commetti os negocios dejo-
dos os meus vassallos, especialmente dosorphos
e vuvns, para que os concluisseis eom breri-
E proferidas estas palavras, mando cortar *e
ambos as caberas!
dade?! -
Ah I que me importa, se eu nao me recor-
d mais disto ; que me importa que estejas des-
honrada, se eu to amo 1 Oh 1 eu te pego, nao me
abandones r
FOiLHETOl
mzz^i
ron
PAULO DE KOCK.
xu
Variantes para o desertor.Entrada em
Nemours.
Entre artistas, e principalmente entre cmi-
cos, a conversa nunca esfrta, quasi sempre ale-
gre, viva, animada, militas vezes picante o es-
pirituosa. Sera para admirar que quem tem vis-
to o feilo tanta cousa nada tenha para contar.
Ceriselle ouvia esse fogo rolante do pilherias,
anedoclas, epigrammas, citaQes, reflexes cmi-
cas, que haviam comecado desde que tinham en-
trado para o carro, eso eram interrompidas pe-
las cxclamaces dc madama Rambouro. A velha
ia com um medo de virar que so pellava ; a como
o caminhoera muilo mal tratado, os troncosnao
eram poucos.
Ah 1 Poussomard I mais devagarinho 1 mais
dovagarinho, se nao o carro vira. Toma sentido I
bem ests vendo que o carro s tom duas ro-
das !
| Mas as rodas sao boas.
Toma sentido, olha l. O Vrtigo d'aqui a
pouco loma o reio nos denles, e adeus minhas
encojo) mendas l
J Havia de amirar-mc muito ver o Vrtigo
fazer cssa proeza ? disse Cuchot.
j O corlo que elle vai "tanunhando melhor
do que costuma ; parece que o eire-jle M. Cha-
touill nao foi mo. ^>
i A proposito de fono, verdade.... VocesT-
entregaram a Angely aquello suspensorio quo el-
lo perdeu esta noite em cerlo lugar....
Ceriselle enou e abaixou oSfhapo para os
olhote. \
Aqui esl o tal suspensorio, asse Alberti-
na, foi Eloda que o reconheceu. \
J Dem-m'o c, disse Angely sorVindo ; eu
uraa olhadella para Cerisetle. principalmente
quando se leera lao bonitos euconlros....
Poussemard, poupa o cavallo para fazer-
mos urna entrada dc arromba era Nemours, disse
Desroseaux ; porque voces bem sabem, rapases,
que neste mundo tudo depende da prlmeira ira-
presso. So chegarmos em una cidade passo,
liavemos de soffrer pilheria velha ; dizem logo :
Quem vera ahi? Que sallimbancos I olhem que
rabeca! Parece que nao come haquiuze das....
E outras palavras....
Ejusdem farind, como diz o advogado Gran-
gerant. Agora so cnlrarmos na cidade trote
rasgado, gritando arreda! mesmo quando nao
haja viva alma na ra, lodos correrao s portas e
janellas o pensarlo que viajamos pela posta ;
principalmente so Cuchot locar trombta
Quando entraaos em Nemours tu tocars
trombta, Cuchot ?
Tocarei trombta, buzio, gaita, ludo quanto
voces quizerem.
Eu irei tocando a campainha que nos serve
dc sino.
Eu irei locande tambor; esl aqui atraz do
xmia,
Suas roaos seguravam os vestidos de Lucy o
pouco pouco elle a puxava para si, e em bre
el'^achou-se inclinada sobre elle. Armand
a^aT.ou pelos bracos ; mas logo Lucy espanta
stou-se,
o
Oh I meu Deus, perdoai-me! Adeus, Ar-
acrescentou ella erguendo-se.
Lucy, exelamou elle, se nunca mais vos
devo ver, matar-rae-hei.
Ella voltou para junto delle o olhou-o com
urna vvissima dr no coraco.
Pronunciaste votos eternos? perguntou
elle.
Nao, respondeu olla.
E fugo esta palavra para o quarto visinho, e
Variedades.
n-
f
ir^
SEVERIDADE DE PENAS.
Se os juizes nao sentenciaren] attendendo s
a Deus, e regulando-se s pelo co, roas dirigidos
pelas rcvelaces- da carne, e do sangue, muito
perigo correra as suas senteucas do nao serem
justas c verdadeiras..
Illudidos com estas falsas rcvelaces que lhe
prope o parentesco, o amor proprio,"o affeuto na-
tural, oo respeito humano, fcilmente cahiro
em gravissimes erros e faltarao conseguinteraen-
te rectida da justiga.
va de exemplo da juslca, e para lypodo j
->er, a inflexibilidade o rotiedo do impera.
Carlos V, que subscreveu o mandou execula
entrica de morte contra o principe Carlos seu
e dexou-sc cahir de joelhos, excla- -fri filho, justamente condeninado por fautor
de hereges e reo de lesa magostado I
O quanto foi iuexhoravel Erkcnbaldo do Borbon,
conde de Brabante, tirando com suas-proprias
maos a vida de um seu filho delinquenle, porque
elle empunhando a espada de Themis julgava
como juiz, e nao como pai.
A seyeridade de l.ycurgo : ordenando ello as
suas leis, que aos adlteros se tirassem em pena
os olhos ; aconteceu que infelizmdnte cahinde-
seu filho nesta culpa, mandou que se executasse
o castigo a despeito da qualidade de ser sou filho ;
mas resistindo o povo o cumprimenlo do tai or-
dcm, e nao querendo legislador incxoravel faltar
istica, nem attendor a respsilos, deterroinou
mim
Esta. E eu irei dando estalos com o chico-
te___ Fizemos tudo isso quando entramos em
Fontaincbleau ; voces lembram-sc do effeito que
produzimos 1
Sim, pois nao, disse madama Graltenboule.
Atiramos ao chao com o burro de urna leiteira e
cora a quitanda de uraa vendedora de macas.
E culo isso fez-nos mal ? Pelo contrario ;
reunio-se povo; era cada qual a dizer: E' urna
corapiuhia de cmicos que chega. Vem viajando
creio
nos
Ainda nao lhe toquei I Man nao sei que dia-
bo tom elle, que aiada nao o vi tao fogoso I
Meus filhos, disse Grangerant, Dcsroseaux
fallou ainda agora era cartazos chegada a oc-
casio de tratarnos muito serii mente disto para
os progarmos apenas chegarmos Nemours.
Grangerant tem razio. E' necessario deci-
dirlos que espectculo havemos dar.
Sim, sim, o que liavemos nos de represen-
tar em Nemours?
Camaradas.... parece-me que inaugurando
com o Tartufo....
Qual Tartufo! est doudc, Grangerant.
Nao nos quebros a cabeca com esse bi-
cho.
Peco que Grangerant rolle para a casa do
advogado, se abrir outra vez o bico respeito de
Tartufo.
Meus senhores, ultrajis Moliere. Fazeis-me
pena.
J le dissomos que venerarnos Moliere. Que
o representera em Paris, ou as cidades em que
ha urna companhia ti xa, vade.. Mas as que al-
gumas vezes nao representamos duas vezes na
mesma cidade, c que nao tenu s vontade de fazer
receitas de dous mil e tanto res, necessario que
excitemos a curiosidade com alguma cousa nova,
exquisita, alguma peca que esleja nos galarins da
fama.
Pois Tartufo nao esteve | muito em voga ?
Ora, que a3neira I Pois lu pensas que an-
da estaraos no tempo de LuizXV? Diaboi rae
levem se o hornera nao cuida quo ainda somos
governados pelo grande rei!
Eu bem o desojara I Felizes os que vive-
RECTIDAO DE JL'STICA.
Ha urna obrigaco inieclinarel da partir do
magistrado, e de julgar eom justica.
Homens, diz o propheta re, julgai conforme
as mximas ajustadas da rectido. Recta jmdi-
sale, filii hominum.
Bias, um dos sete s-ibios da Grecia, havendo
de condemnar morte ura reo, se poz chorar
a sua infeliz desgraca. Pergunlaram-lhe por-
que lamentava, pois o poda livrar della, e res-
pondeu : A' natureza J neeessaria a compai-
xao ; mas apartar da lei, e da justica cousa per-
niciosa : Kecessarrum quiiem est nalurw condo-
ler ; a lege aulent, et justitiw regula descender
perniciosum est.
Para os juizes e ministros serem rectos neste
ministerio devem considerar, que, quando jul-
gam as causas, esta vista de Deus, juiz su-
premo, o qual os ha de julgar. Por isso o rei
propheta- disse que Deus estava na synagoga dos
deuses, e que no meio-della os julgara.
Pela palavra Deus se l no texto- hebraico
Eloim, que significa Deus-Juiz. Pelos detwes en-
tendem os-cardeacs Cae'.ano e Bcllarmino os jui-
zes que no mundo julgam as causas do povo,
aos quaes Deus assiste presente, e vendo- como
julgam, para que, conforme ellos agora julgarem,
os julgar tambera depois como severo juiz.
Este Deus que pelo mesmo propheta protes-lou
hava de tomar lempo para julgar as justicas :
Cum accepero tempus, eo*>- justitias judieabo ;
tambem julgar as injusicas quo no seu ofllcio
lizerera os mos juizes. Importa logo muito, que
lodos traga m tixa na lembranca esta consi-
deracao, para nao cahirem no eormissimo ab-
surdo, do que j se queixava Cicero quaod'o da-
se, que os horaens mais julgavam por atftctos,
porpaixes, por conreniencia, que pela resdade,
e forma das leis.
Se os ministros no seu officio se renderom s
respeitos humanos do parentesco, da amizade,
da '.idalguia, do valimento, do amor, do odio, o-i
de alguma outra paixo, e atcelo dominante,
nao ha que esperar seno injusticas, desordens o
ininiidades.
firmados nestas verdades, os magistrados pa-
ra saron, e se conservaren! rectos, nao adlnit-
tian^aeceitago de pessas, procedendo sempre
seotas, e abslrahidos dc todas as viciosas-pro-
p enejes.
Publio Rutilio negou a um seu amigo certa
mero'- opposta 6 juslica. Indignado este lhe
disse : De que rae serve a vossa amizade, siue>
nao haveis de fazer o que eu oos pedir l de
que me serve a vossa [ respondeu-lhe logo Pu-
blio ), se me haveis de pedir o que eu sem*in-
juslica vos nao posso fazer ?
Olymptas, mi de Alexandre, allegou que o
trouxera no seu --entre por nove mezes, para o
mover a que tirasse a vida um homem inno-
cente ; porm o monarcha respondeu-lhe, que
lhe pedisse qualquer outra cousa que fosse jus-
ta ; porquanto a vida do homem por nada se po-
da compensar: Aliam, pare-m-ptima, dme
quamvis mercedtm justam posee ; /OMiinw enim
vita millo beneficio compensalur.
O poeta Siinoi;ides.supplicando de Teraistodes
um favor injusto, teve esta resposta : Nem vos
seris bom poeta, se nao observados a medida
dos versos que fazeis, era e bom juiz, se
por amiz.tdo nao observar as leis e juslioa, que
devo cumprir.
, Pj)r islo Aristteles Atlicnieose, por auwaoma-
isia o Justo, logo que tora eleUo juiz, no-tra-
tou mais cora seus amigos e companhetros, para
que a sua-amizade o tilo obrigasse .obrar con-
tra o rigor das leis, ou bem coromum da rep-
blica. O'mesrao praticou Clo, varo prudente ;
eleito juiz, convocou os amigos todos, dospe-
dio-se dellos, e a elles de si, dissolvendo a an-
tiaa amizade, para que esta lhe nao ocoaslooasse
obrar com injustica.
Tambem esses anligos juizes nao sa levaran
pelas dadivas e presentes, acorapanhando 1 al-
guns grandes escrpulos.
Mandann Thomaz Moro, insigne cancellairio
de Inglaterra, dous frascos de prata- estima-veis
pelo valor, e polo artificio : ordenou elle qu os
encheseem dc vinho o mais excellente quo ti-
nha, e remetteu-os mesma pessa, avisando-a,
que, se gostasse delle, poda mandar buscar
quanio quizesse, porque todo ficava. |.ajM or-
uem I
A' Eiales offereceram-lhe algans-anigos dez
tlenlos, e pergunlando-lhe porque os ao que-
ra aecctar. respondeu : porque esta talentos
me obrigaro ou ser injusto, se condescender
com todas as vossas supplicas, ou lerdei-me
por ingrato, se vos nao fizer o gpsto.
Conia-se que o bispo de Flocenca offereceu ao
cardeal Marlinho um cavallo famoso, para quo
elle vollasse Piza, onde enlo assistia o Papa.
Como, porm, i curia romana, tinba iquelle b:>
po urna pretengo, foi no da seguinte pedir o
seu favor ao cardeal, e penetrando este a inlen-
co do bispo lhe disse : Euganasies-m, ew nao
sabia que tinheis. negocio- na curia; tomai ou-
tra vez o vosso cavallo, une mhi est na escri-
bana.
como o venlo, porque nm deixara tempo gente rain nesse tempo !....
do se arredar! A noticia espalhou-se logo pela | Estamos afaslando-nos da questo, disso
cidado ; j fallavam era nos antes de termos j Ejodia. Nemours fica perto do meio-dia, essa
mandado pregar os caitszes. E' urna isca excel-j gente deve goslar de operas ; representemos ope-
lenlc, e o que nos cuslou? Ti na sidos dona ras.
que nao prohibido quo ura rnpaz'Ve perca
selleiros....
Qual prohibido I disse Montesuma deit^nJo
do burro, e dez sidos vendedora de macas ; e
ainda Picamos cora as maclas pisadas, que esta-
vam deliciosas.
Enlo, Poussemard, se ao cntrarmos na ci-
dade vires alguma futrica dessas armadas, toca
para cima I
~eixem-mo socegado, com os dabos, bra-
dou Poussemard ; estas cousas devem-so fazer
naturalmente.
E depois tu nao precisas que te ensinera o
recado, roussemard, disse Albertina. Estaremos
j porto do Nemours, mademoiselle Cerisetle ?
Oh! ainda nao I Estamos meio cam-
nho!
Safa I Pelo geito que o recado leva, as taes
leguas d'aqui sao de beico. Poussemard, nao re-
xes o Vrtigo.
E a orchestra ?
Entao nao ha de haver ;uriososna cidade?
Isso fica por conta d Poussenard.
Propooho Roberto do Liabo, disse Monto-
suma, fazendo eu o papel de Derlrao.
Para que escolhes logo urna opera lo diffi-
cil de montar? Precisa dccoiacoes, machinisrao.
E o passo das freirs?
Corta-se.
E o baile ?
Cdrla-se.
E os coros?
Fz-se a modo do costume ; os que nao es-
tao em scena cantam nos bastidores.
Nao contera comigo pata os coros, disse a
Graltenboule ; bem basta j servir de ponto. Nao
quero estragar mais a miuha voz, E Uepois havia
de Picar privada da minha pinguinha por oito dias
pelo menos.
Minha mi, Vrac. nao brigada a cantar;
todos sabem que apontar nao reprosentar.
Era vez da grande opera, demos urna opera
cmica.... Era primeiro lugar, nao tem dansa...
Proponho o Desertor.
Homem, e verdade. Essa pode ir. Est
ludo prompto ; Montesuma faz de Alexis ; Ange-
ly, Montauciel; eu aco de lio___Grangorante,
de Joao Luiz.
Nao sei esse papel, disse Grangerant meio
zangado, nao quero dar espichas.
E acrescentou entre denles :
Tenho pena destes pobres 1 Acham que o
Tartufo muito velho, e rao reprcs> ntar o Deser-
tor. Tenho pena I
E' o mesmo, disse Cuchot, consinlo cm fa-
zer de Joao Luiz, porque sei o papel....
Muito bem. E Luiza ?
Voces bem sabem que o meu papel, disso
Eloda.
Teu papel ? na Luiza nao ha volatas; nao
a primoira cantora que o deve representar.
Entao queres metter-le a fazer as parles
sentimentaes?
E porque nao ? E' muito mais fcil fazer
chorar do que fazer rir.
Esl bom, leva do dispulis, se nao vai tudo
mal. Eloda representar de Luisa, Zinzinelte do
Joanninha ; madama Ramboure dc ta. Rcstam
o carcerciro e Courchemin. Se Poussemard nao
dirigir a orchestra far do carcereiro e cortare-
mos Courchemin, menos que Albertina queira
vestir o uniforme de gendarme....
Muilo obrigada. Se fosse urna farda de hus-
sard, ainda podo sor___
Oh 1 minha filha fica lo bonita vestida de
hussard Que formas 1 E' de fazer vir agua
bocea!
Nos j sabemos de ludo isso, madama Gral-
tenboule.
Reprcsenlavas de hussard quando o princi-
pe Cherairakoff te deiloti o binculo pela primei-
ra voz, o mandou-rae dar pouche no cubiculo do
porteiro....
Ah 1 ella* te mandou poncho pelo porteiro do
thcatro ? Eu ignora va csso episodio I
Enlo porque? No cubiculo dos porleiros
de todos os theitros loma-se urna porco de
cousas? Eu mesmo nao sei o quo nao se toma.
Minhas senhoras, nos ainda nao nos en-
tendemos!
Ento se querem que represonle Courche-
min vestida do hussard, estou prompta !
- Pois nao I Queremos l Nao absolutamente
necessario para a intriga quo Courchemin seja
gendarme, e mesmo assim a peca Pica melhor.
Est entendido, representarei de Courche-
min, mas ha de ser vestida de hussard.
Cantars a aria O re-i ia passando ?
Quo duvida I Se eu nao cantasse, o papel
seria pouca cousa. Mas como nao sci essa msi-
ca, accommodo as palavras qualquer outra que
cu souber, c que servir para a minha voz___
Quera que tem a brochura do Desertor 1
Eu Ei-la aqui)
Agora preciso saber era que aria pode ir
O rei ia passando---- Tra-l, t, l, l, l. Pica
ptimo na aria Slulheres queris vos experimen-
Nao possivel!
Pois oucam l!
E Albertina coraegou a cantar sobre a aria cita-
da a aria do Desertor :
O rei ia passando
Rufavam tambores
Supprimonos campos.
Eis que una moca bonita
Rompe a filcira, corre ao rei
Esto para, a escuta aliento,
A razio diSso nao sei.
Ligeira variante ; contina.
Alsurion ficou calado.
Aqui transponho o verso
Viva, viva e viva o rei!
Quasi logo se ouve esse grito I
Bravo bravo !
Palavra que nao mal imaginado I
Nao ha ninguem como minha filha para ler
destas ideas!
E a continuarn da aria ?
Ora, arranjarei Sero duas coplas s, e
quanto basta.
Querem saber do urna cousa, rapazes? Pe-
lo meio imaginado por Albertina, pode-so pre-
parar urna sucia de operas sera fazer-so caso da
partitura.
E' verdade___ necessario experimentar.
Ah I Sim, disse Elodia eiguendo os hom-
bros, pois vo cantar em Roucn ou em Lyon a
grande aria de volatas do Pr aux Ciercs, ou a
de Monlam e Slephania.
E' amanha que o hyraeneu, sobre a aria do Tra-
l-l ou da Familia do Boticario, e vejara us ra-
malholes que lhe atiram 1
Quem que nao sabe que as grandes ci-
dades nao se deve fazer isso ? Mas Das pequeas
um pao por um olho. Emfira, est assantado
quo ha de ser o Desertor.
> Sim ; o Desertor s, muito curto, nao faz
effeito no cartaz.
Falla. Cuchot. tu que sempre acbas. ttulos
de estrondo, dizo l, o quo havemos de escre-
ver ?
Eu creo que tambem tenho acbado alguns.
ttulos famosos ? disso Montesuma.
Pois ento d-nos um para substituir o
Desertor.
Esperem esperera I oh sin, l vai oque
voces querem : O casamento falso, ou as costse-
quencias crueis de um erro. Hala ? oqudi/em
da lembranca ? D perfeitamen.e idea da peca !
Nao me agrada o titulo.... Lembro-mo a
Mulher innocente ou o Esposoaruel e brbaro.
Ento ache cousa melhor___A critica f-
cil, meus amigos 1
Descobri I bradou Cuchot balendona testa ;
o Amante fuiilado ou a jornada militar.
Bom I muilo bem I
Isso sim, que um titulo bonito 1
Bravo Esl adoptado I
Acham que um bom ttulo ? Mas falso
disse Montesuma ; porque o amante 6 perdoado
no fim, e nao vai ao fuzil.
Est adoptado o titulo ; passeraos secun-
da pega.... *
Peco que seja Frelillon, disse madama
Graltenboule.
E' impossivel, porque ainda nenhum de nos
represcnlou isso.
Excepto minha filha, que na Frelillon met-
te a Dcjazet n'um chinello.... Haviam de ter
urna endiente real.
Nem ao menos temos a brochurs.
Era melhor l-la do que andar com essas
cousas velhas !
E a segunda pega?
Oh meus rapazes, urna cousa bonita ; e
que faz cfieito, porque tem ladres, e roces sa-
bem que gostam muito das pegas de ladres; le-
vemos as Duas palavras, ou urna noite na flo-
rista.
Hum! pouco drerlido! disse Monte-
suma.
Porquo lu nao representas.
Quem que reprosenlaria do Rosa, que s
tem do dizer as duas palavras?
O papel nao muilo difficil do prender!
Enganas-te, Zinzinelte, todo de pantomi-
ma, preciso saber mimica.
Eu j o represenlei.
(Continuar-se-ha.)
TERN. -IYP. DE H. F. DE FABIA. 1S60
,


Full Text
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