Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09110


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Full Text
MO XXXTI. HUMERO 159.
Por tres mezcs adianiados 5$000.
Por tres mezes vencidos 6000.
QiRTA FEIRA II DE JLHO DE 1865.
Por auno adianlado 19J000
Porte franco para o subscritor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO' DO NORTE-
Paralaba, o Sr. Antonio' Alexandrino de- Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araeaty, o
Sr. A. de Lemos Braga; Ccr, o Sr. J.Jos de Oli-
vcira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Ribei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandos de
JMoracs Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
1'ARl'lUA DOS CUKKEIU.S.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anto, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanhuns nas tercas feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, I.imoeiro, Brejo, Pes-
queira.Ingazeira. Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex nas quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una, Barreiros.
AguaPreta, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
(Tortns Q3Correiospartem as 10 horas da manha.
EPIIEMERIDE3 DO MEZ DE JULHO.
3 La cheia a 1 hora e 47 minutos da manha.
11 Quarlo minguante as 3 horas e 38 minutos
da manha.
18 La nova as 12 horas da manhia.
25 Quarto crescente as 3 horas e 20 minutos da
manha.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeiro as 10 horas e 5rminulos da manha.
Segundo as 11 horas e 18 minutrsda tarde.
PARTE OFFICIAL
Governo
da provincia
VAI-EMENTE DO DIA 9 DE JtLlIO DE 1860.
i Oflicio ao commandanto das armas interino.
Paro aprcsenlar a V. Exc. para serem
nados os rerrutas Francisco de Salles e Tttomaz
Antonio de Fanas.Communicou-se ao chefe de
polica.
Dito ao mesmo.Pode V. S. mandar abrir as-
.sentamento de praga ao paiza
Caslro Vianna, quo offerecendo
mente para servir no exorcito
para isso, como consta do termo de nspecc
ounexo ao scu oflicio de 7 do correute, sob
n. 737.
Dito ao mesmo. Inteirado pelo seu officio
desta data, de seachar V. S. aiiojaJo por haver
fallecido seu irrao o tenente-coronel Jos Co-
ins Leal, tenho resolvido desanoja-lo afim de
quo continu a prestar os seus serviros no exer-
cicio do emprego que oceupa
Dito ao commandante superior do Recifc.
Expeca V. S. as suas ordena para que
corpos da guarda nacional sob sou com
.superior, faca as honras fnebres do estyl
nado tenente-coronel commandante do bab
n. 1 da reserva deste municipio, Jo3 Gomes
J.eal, requisitando V. S. ao director do arsenal
de guerra, o carluxarae que for necessario para
esse fim.Offieiou-se ao director do arsenal de
guerra para fornecer o cartuxame preciso.
Dito ao mesmo.Mando V. S. dispensar do
do servico da guarda nacional
ADINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio: segundas e quintas.
Relago tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao meio dia.
Dito de orphaoa: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civil; qnartft e sabbados
meio dia.
ao
thesouraria provincial sobre a suhiraecao ae va- Pensamos, diz o Sun, que i dtTeT de le
nos documentos do respectivo archivo, alguns
dos quaes sao de importancia, e que sendo pro-
curados com toda a minuciosidade, nao s nos
os bons cidados respeitar e obedecjr As leis, at
submetter-so pacificamente a roubos legalisa'dos.
quando ha um correctivo, por mais distante que
massos. cm que deveriam existir, como nos ou- esleja. Mas quando as cousas che? am ao nonio
tros, nao foram encontrados, sem que tenha sido | de se venderem os cidados, e que seos maiore
possivel precisar pelas indagacoes, a que sepro- j interesses. assim como seus mais caros previle-
inapeccio-:codeu,! ua'.ou 1"acsdos entregados da mesma gios sao objeclos de um trafico sen. remunera-
reparligao tiveram parte naquelle crime, resolve cao nem correctivo.e isso para a-more aei-
suspender do exercicio de snas funeces, e man- '
dar responsabilisar, o cartorario, Antonio Jos
Duarte e o porteiro, Francisco Antonio da Silva
ta-se legitimamenle a queslo de saber se ha o-
brigacao de obedecer. O povo soberano, e se
a que trahido por seus servidores, o nao
metteu-sc por copia ao Dr. juiz de direito da i* I rupcoes aggressivas como aquellas de que ac-
vara e thesourana provincial. casada a legislatura ou entao nao ha mais segu-
Dila.U presidente da provincia, attendendo ranga na le- Se os fabricantes de lei podern vio-
ao que requeren Manoel Baptisla Barbosa, re- i lar impunemente seus juramentos calcar aos
i para ir para o presi- pes os interesces daquelles que lingem respeitar
lisar suai notas em nioeda
do portador.
DAS DA SEMANA.
9 Segunda. S. Cyrillo b. m. ; S. Bricio b.
10 Terca. S. Januario e seus companheiros mm.
11 Ouarta. S. Sabino m. ; S. Sidronio m.
12 Quinta. S. Joo Gualberto ab. ; S. Nabor m.
13 Sexta. S Anacleto p. m.; S. Joel prof.
14 Sabbado. S. Boaventura doulor serfico b.
15 Domingo. O Anjo Custodio do Imperio.
metallica vontade
ENGARREGADOS DA SUBSCRIPCO NO SUL..
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Bahia
Sr. Jos Mar.ins Airea; Rio de Jaaeiro-, 0 Sr.
Joao Pereira Marlins.
EM PEK3AMBUC0.
O pfoprielario do diario Manoel Figueima d
Fana,SU0 livraria praca-da Independencia ns.
j- f. r----" ...... -*... i----...%* ,,* Moi|uruta uuc unge ni lsucivar, i I2U3CS
dio^e Fernando, afim de tra.ar de eos neg-1 eolio. /J^^
O Sr. Ferrax (presidente do conselho) pede ao
senado uda a attenco e cuidado na discussao da
materia, e aoounch que na segunda discussao
apresentar emendas alterando coosideravelraen-
le as disosicoes do projecto.
O Sr. Souza Franco pondera que, se as emen-
das que o Sr. presidente do conselho tem de of-
lerecer aJleram e modifleam um projecto substi-
tutivo, nio conveniente que a primeira discus-
sao se ( sem que o senado tenha conhecimento
dessas emendas.
O orador ficou sorprendido quando vio na or-
dem do dii a discussao desla materia, e ella de
tal importancia que o orador, nao obstante os in-
coramodos proprios e de sua familia, correu ao
senado.
A questo importantissima : o annp passado
ella dividi o senado em duas parcialidadesquasi
honre lamben no paiz urna manifestaco
Expediente do secretario da provincia.
Officio ao inspector da thesouraria de fazenda.
ma de leis, lano raelhorser. Esperamos ainda
i que se ha do adiar algum meio de unir justa-
mais 53 dias improrogaveis para aprosenlaeode
seu titulo de oicial da repartiera especial das
torras publicas nesta provincia.
Despachos do dia 9 de jullio.
tquerimenlos.
10Andr d'Abreu Porloo terreno que pe-
do es-
em quanlo estiver
empregado no escriptorio da companhia da es- de o supplicante est destinado para uso
irada de ferro o furriel da quinta companhia do lado.
primeiro baialho da guarda nacional deste mu-
nicipio, Bellarmino Pinto de Paiva.Commu-
nicou-se ao superintendente.
Dito ao commandante superior de Garanhuns.
Ao seu officio de 20 do mez passado, sob n.
27, respondo dizendo que o pret, a que allude o j
seu citado officio, deve ser confeccionado decon-
formidade com a ordem expedida por esse com-
niando superior, que foi para 6 pracas e nao
mais.
Dito ao inspector da thesouraria de fazenda.
Em vista de sua informaco de 7 do corrento,
sob n. 678. autoriso a V. S. a mandar pagar sob
inhiba responsabilidade a graticago mensal de
f>0?, que venceu nos ltimos tres mezes do auno
financelro do 185!) a 1860, o chele de seccao des-
sa thesouraria Antonio Luiz do Aniaral 'e Silva,
na qualidade do merabro do conselho de compras
navaes, por ser essa despeza concerncnlo ali- i Sr Dr. chefe do polica,
mentacao de empregados pblicos, que vivem 718-Francisco t;omc
711 Antonio Luiz do Amaral c Silva.Dirja-
se ji thesouraria de fazenda.
712Antonio Teixeira d'Araujo.Apresenle-
se no quartel do commando das armas para ser
inspeccionado.
713Antonio de Santiago Ramos, lente do
batalhao n. 45 de infantaria da guarda nacional.
Requeira pelos canaes competentes.
714Padre Antonio da Cunha Figueiredo, ca-
pellao da reparlico ecclesiastica do exorcito.
Passe-se porlaria concedendo os 30 dias que
pede.
715Belarmino Alves d'Arocha Nao ha que
defirir a vista da informaco do consulado.
716Empregados da niesa do consulado pro-
vincial.Informe o Sr. inspector da thesouraria
provincial.
717Francisco da Rocha Fonlcs.Informe o
Iha.
es Velloso d'Albuquerqiic
ollicial da reparticao especial das (erras pu-
i.Concedo ao sun'pcante mais 53 dias im-
Lins, official da
blica
as-
exclusivameote de seus venciraenlos.
Dilo ao mesmo.Reitero a exigencia do offi-
cio desla presidencia do 13 do abril desle anuo, prorogaveis para apreseulai ao do titulo,
alim do que exponha V. S. com urgencia o que i 719Jos Nicacio da Sil'va.Requeira a
Ih occorrer acerca da demolicao do trapiche no-! semidea legislativa provincial,
vo dosta cidade, c possa eu dar solurao aos offi- 720Joaquitn Caldoso da osla capilo do 8o
nos do procurador fiscal dessa repartilo de 7 batalhao de infanlaria de linlia.Espere que ha-
ll aquello mez, o de 6 do correte, que por copia ja crdito,
vo inclusos. 721-Joi.o Francisco Carneiro dos Santos.O
Dito oo mesmo.Em vista da folha junta, os-
lando ella nos termos lgaos, mande V. S. pagar
a importancia da gralificarSo quo venceu nos me-
zes de Janeiro junho deste anno, o chefe do
estado-maior da guarda nacional do Olinda e
supplicante j foi inspeccionado
apU) para o servico.
722LeSo Dioz Machado Espere
crdito,
"2-'IManoel Poroo Campcllu J"Alincida.Au
e considerado
que hoja
1^'uara.ss, coronel Francisco Joaquitn Pereira ; Sr. inspeclor da thesouraria provincial para man- r. da f^ragem
i_i. n___......___-__. a___-# i finillii nvu. .1.
EXTERIOR.
Lobo Comniunicou-sc ao respectivo cominan- dar salisfazer logo que for possivel.
u.mif superior. 9!""" '" ">:< f:-~i-
Dilo ao mesmo.Respondendo ao officio, que
V. S. me dirigi em 7 do corrente, sob numero
676, tenho a dizer que pode mandar pagar sob a
ininha responsabilidade a folha dos serventes da
capatazia da alfandega desla capital, relativa
semana ltimamente finda, no importancia de
474*880.
Dito ao mesmo.Annuindo ao que me requi-
silou o commandante da diviso naval, no ofli-
cio constante da copia junta, recommendo a V.
S. que mande pagar sob muilia responsabilidade,
nos termos do i 12 art. 1" do decreto do 7 de
raaio de 1812, o que por ajuste de cotilas se es-
tiver a dever relativamente aos vencimentos do
724Mariano dos*Reis Espinla*.J est pro- normcs lucros que d'ahi resullam. Seg
vido o lugar que requer o supplicante. i a. *ne.n.c'0.na,"a ".cima urna somma
suras.
Adion-se em fim a legislatura! diz essa fo-
0 balsamo de consolarlo que suavisa todas
as afllicQoes terrestres terem ellas um Om. E
nao julgamos possivel que outro corpa tao des-
provido nao tem s de justica, mas ainda de de-
cencia, nao s lao corrompido, mais ainda tao
descarado, se rena em nossas salas legislativas
d aqu ha 10 annos...
Fallamos claramente, porque ser limos pro-
fundamente. O Estado foi vendido po: urna por-
cao de legisladores que elle escolheu c que em-
bolcaram o dinheo... E' possivel agora que a-
quelles que roubaram assim seus conslituinles,
lenham a imprudencia de se tornan m a apre-
senlar ao povo como candidatos de urna reelei-
Qao?
O Herald aprosenta a tarifa da cotrupcao le-
gislativa e mostra quo a cidade de New-York,
passando do rgimen dos aldermen ao das as-
semblas d'Albany, recebeu seis em vez de meia
duza :
O preco corrente de um alderman.iiz elle,
e urna queslau que foi nui discutid;! recenle-
menle, sem concluso definitiva, era censequen-
cia sera duvida da variedado dos precon em pro-
porgao a natureza do mercado. Alg'umas vezes
uru alderman pode valer at dous ou qualro con-
os de res. Em oulras occasies ser tao bara-
to como carne de cao. Mas em poca alguma
nada chegou a tao vil preco como um nombro da
assemblea na ultima legislatura. E' um tacto bem
averiguado que os votos dos membros ruracs es-
tiyeram fcilmente duranle a eslacao a oitenta
mu res, dinheiro a vista. A maior parlo dos jobs
considerareis que passaram, nocuslaram a seus
cniprezarios mais do que aquella somma quanlo
ao ludo dos partidos. Os machinistas 3 apoota-
dores recebe, bem entendido, alguma cousa
mais, c diz-se quo alguns de entre elles tiraram
grandes lucros da lotalidade das leis que passa-
ram na sessao. Os votos sobre os bilis eos cami-
nos do ferro, sobre o de Washington Market e
a tanto por centC' custam
pofie. attendeudo aos e-
~"iido a ta-
muilo mais do ,
Dizem que a repblica seria a melhor forma de
governo para anjos, o que nao impede que a
phalanges celestes se achem muilo bem no pa-
raso sob o rgimen da monarchia absoluta. Mas
os homens no sao anjos ; e por consequencia a
democracia degenera muias vezes para elles em
desorden! e anarchia.
Os fundadores da confederacao
americana, o-
correntc mez, ao grumeto Leandro Joaquim de Pcrar|d "as condiroes mais fa'voraveis, procura-
Santa Auna e aos marinheiros Jobu Giel e Andr "am s.egur duracao de sua obra e suas com-
Johustom, que leem de desembarcar com guia. < lnaCoi'S a esse respeito foram muitas vezes feli-
Dilo ao mesmo.Mande V. S. salisfazer, sob 7es' Vma '',ns mais satisfactorias, para repellir
niinha responsabilidade. a importancia da'folha os Per'oos das revolucoes, foi escolher as capi-
dos sentenciados recolhidos fortaleza do Itrum, laesf dos Estados particulares, bem como a capi-
relalivamento a ultima quinzena do Mez de juuho ,a.' federal, fora dos grandes centros de popula-
proximo lindo, por ser essa despeza da natureza i ao' al"m de 1"e o povo das cidades mais im-
d'aquellas, do que traa o 12 do art. Io do de- Prlanles nao exercesse urna pressao funesta so-
creio de 7 de maio de 1842.Communicou-se ao '
commandante das armas.
Dito ao mesmo.Visto que, segundo consta de
sua informaco de 7 do corrente, sob numero
677, ainda nio chegou a distribuicao dos crditos
consignados para as despozas dest'a provincia no
corrente anno financeiro, autoriso a V. S. a man-
dar salisfazer sob niinha responsabilidade, nos
lermos do Sj 12 do art. Io do decreto de 7 de
maio de 1842, as quantias constantes dos pedi-
do?, que devolvo, do brigue-barca Ilamarac
para pagamento de premios e gralificacoes s pra-
cas contratadas, compra de viveros, gralificacoes
aos apprehensores de desertores.Communicou-
se ao commandante da eslacao naval.
Dilo ao mesmo.Eslando'nos lermos legaes a
folha, relsco e preis junt0Si mando V. S. pagar
a Jos Antonio dos Santos Coclho a importancia
dos venciraenlos relativos no mez de abril ulti-
mo, do destacamento de guardas nacionaes de
Villa-Bella, conforme requisilou o respectivo
commandante superior interino em officio de 3 de
maio deste armoCommunicou-se ao supradito
commandante superior.
Dito ao inspector da thesouraria provincial.
Mande V. S. pagar ao alferes do 8. batalhao de
infanlaria, Arislides Balthazar da Silveira, a
quanlia de 40000, por elle dispendida quando
esleve destacado no interior da provincia, por ser
essa despeza feila com aluguel de casa para
aquarlelamento da tropa empregada em diligen-
cias policiaes.Communicou-se ao commandan-
te das armas.
Dilo ao mesmo.Transmillo a V. S., para seu
conhecimento e execuc.5o, a inclusa copia do re-
gulamenlo, dado por esta presidencia em 7 do
corrente, para execucao da lei provincial numero
'b>de 16 de maio deste anno.
Dito ao capilao do porto. Faco aprcsenlar a
Vine, para ser inspeccionado, recruta Jos
Raimundo da Costa. Communicou-se ao chefe
de polica.
Dito ao mesmo.Ao officio, que Vmc. me di-
rigi, sob numero 134, e datado de 6 do corrente,
respondo declarando, que pode mandar por cm
iiberdade o recruta Manoel Francisco, visto j tor
tido baixa do servico por incapaz, em 28 de ju-
Iho de 1858. comoprovou com f de officio.
Dilo ao juiz municipal do lermo de Pao d'Alho.
Respondo ao seu officio de 2 do corrente, de-
clarando-lho que acerca da materia de que elle
trata, deve o conselho municipal de recurso des-
so municipio proceder de conformidade com a
doutrina do aviso da repartico do imperio de 20
de junho ultimo.
i Dilo ao juiz de paz mais votado do districlo de
-(.irilae, Jos Alves de Siquoira. Cora a infor-
marlo por copia do Exm. bispo diocesano, res-
pondo ao seu officio de 19 de junho prximo fin-
do, declarando-lite que, emquanto se nao reali-
sar a transferencia da sede dessa freguezia para
a capella filial de Gerlac, de conformidade cora
a lei provincial numero 444 de 2 de junho de
1858. devem os trabalhos da qualiGcnco, e mais
actos ella relativos, ser feitos na igreja que
serve actualmente de matriz.
Portara.O presidente da provincia, atten-
dendo representado que Ihe eo o inspector da
bre as deliberacoes das assemblas legislativas.
Por isso que as metropoles commerciaes dos
Estados-Unidos taes como New-York, Philadel-
phie, Ballimore, Nova-Orleans, sao apenas cida-
des de provincias, ao passo que as capitaes dos
Estados sao relegadas em pequeas villas desco-
nhecidas na Europa, como Albauy, Harrisburg,
Annapolis ou Baln Ronge. lia oitenta anuos que
esse systema preserva evidentemente os Estados-
Unidos de muilas cathastrophes, e nossos reis o
pralicavara conservando a corte era S. Germano
ou em Verstiles. Porm os melhores inslilui-
ces humanas tem o seu lado fraco : e no temor
de por o paiz a merco da populaco das grandes
cidades, poz-se as grandes cidades a merc da
populaco dos campos
a novasituarao, creada pela troca dos papis
habituaes, sappareceu em toda a sua grandeza
osles ltimos annos, depois da organisaco do
partido do know-nolhings, sob a influencia dos
refugiados socialistas unitarios da Europa. An-
tes dessa poca nefasta nos annaes dos Estados-
Unidos, o rgimen do self-governmenl era prati-
cado na mais vasta escola : as grandes cidades se
govemavam e adminislravara por si mesraas, e o
Estado reduzindo sua auloridade a mais simples
expressho, s iniervinha raras vezes em quesles
de interesse geral.
O despotismo unitario que insuflen essas dou-
trinas funestas al na America, Irabalha ha dez
annos para destruir esse estado de cousas, para
Ihe substituir a omnipotencia do Eslado c o rei-
nado da eontralisacao O poder das municipali-
dades atacado violentamente pelo partido bnow
nothinjt, que repudiou esse nome, cheio de ini-
quidades, para se chamar o partido republicano,
o a lula principalmente ardenle para despojar
a cidade de New-York de todas as sua? preroga-
livas. Comprehende-se que os legisladorescam-
ponezes de Albany, desprezando a ceva, sejam
atlrahidas pelo engodo das esplendidas finangas
de New-York, e ha dous annos que o Estado ar-
rancou do conselho municipal dessa cidade im-
mensa as suas mais importantes attribuicoes para
se arrogar a si pmprio.
Os habitantes de New-York em vez de serem
mal governados por seus aldermen, sao peior go-
vernados ainda por urna assemblea de fazendei-
ros e advogados de aldeia que s veem no man-
dato legislativo urna occasiao de se euriqueccrem
a cusa do paiz.
A ultima sessao de Albany poz sobretudo em
evidencia o escndalo da corrup^o parlamentar,
e as emprezas mais desastrosas para New-York
foram concedidas aos capitalistas bstanle habis
para dar luvas aos membros da maioria. Magni-
ficas concesses que deveriam ser concedidas a
quem mais dsse pelo Estado ou pela cidade c
produzir rendas consideraveis foram dadas perpe-
tuamente e gratis, porque os industriaos que as
obliveram, souberam interessar em sua causa a
venalidade dos legisladores.
Em presenca dessa corrupeo colossal que aca-
ba de chegar ao seu apogu'em Albany, a im-
prensa inteira de New-York faz ouvir um clamor
de indignaco legitima, e todas as opinioes sao
unnimes tem profligar esses ladrees publicas.
Querem alguns eitractos de seus artigos.
a de vintc
i ouquarenla conios deve ter influido muito em
sua passagem nas duas cmaras .. Si os membros
da assemblea podem ser comprados pelo preco
das lestemunhas falsas nos Tombes, de rada ser-
ve entrar em demouslracoes e discussoes, visto
que e bstanles sommas'lo ridiculas para fallar
com urna eloquencia muito mais persuasiva.
U Correio dos Estados-Unidos deraontra muito
bem quo lodos os partidos que se lngara mutua-
mente pedra, estao igualmente contaminados
por essa grangrena de falta de probidade, e ter-
mina seu arligo nesies lermos:
Uuando os corvos descera a um eamio cheio
de sementes e destroera, com o grao, a esperan-
za de prxima ceifa, uo com um espantalho
que sao postos em fregida. Nao tardam em fami-
arisar-se com esse espantalho e acabar por pou-
sar em seus bsacos encruzados e polluir sua ca-
beca trmula. Assim as censuras da inprensa
lem-sc lomado mui indifferenle para os trafican-
tes que nao veera no mandato legislativo seno
um previlegio de impunidade para pilhagera dos
dmheiros pblicos. Si querem por um a sua de-
sastrosa imprudencia, preciso emprogar contra
elles mais do que arligos de jornaes c fazor cousa
diversn do quo queixar-se do um estado de cou-
sas que se anima, nao se remediando.
Si os nossos leitores quiserem considere r que o
quo se pralica um Albauy se repele cora ruaior
on menor escndalo nas irinla e qualro capitaes
dos Estados da Unio e quo sobreludo a capital
federal, Wanhinglon, v os disperdiciosde dinhei-
ro emprehendidos quolidianamente na maior es-
cala, formaram urna justa idea do estado moral
de urna repblica considerada como a obra prima
do protestantismo. Foi com effeito o protestan-
tismo quera produzio esses resultados veigonho-
sos para a humanidade. A heresia, desvairando
a f, a destroe pouco a pouco nos coragoes, e a
fe nica salva-guarda da probidade.Segundo
o seu costurae, os nossos jornaes inimigos da
igreja nao dizem urna palavra dessas gigantescas
malversaces e guardam toda a sua eloquencia
para as pretendidas reformas de que precisariam
os Estados Romanos.
[Le Monde.}L D.
INTERIOR.
RIO DE .I.WF.IRO,
SENADO.
SESSAO EM 9 DE JUNHO DE 1860.
Presidencia ao Sr. Manoel Ignacio Cav.ilcanti
de Lacerda.
A's 10 3/4 horas da manha o Sr. presidente
abre a sessao, estando presentes 30 senhores
senadores.
Lida a acia da anterior, approvada.
O Sr. Io. Secretario d conta do seguinle
EXPEDIENTE.
Um aviso do ministro dos negocios do irrperio,
remetiendo um dos autographos da resolucao d
assemblea geral approvando a peusao annual de
800 concedida repartidamenle s filhas do falle-
cido contador-geral, do thesouro nacional Anto-
nio Caetano da Silva ; na qual resolucao S. M. o
Imperador consente.
Fica o senado inteirado, e mandou-se commu-
nicar cmara dosdeputados.
Um requerimento de Ezequiel Alfredo dos San-
tos Ribeiro pedindo que por uro acto legislativo
se mande admitti-lo a exame de anatoma des-
criptiva antes da matricula do V anno da facul-
dade de medicina desta corle, logo que previa-
mente tiver prestado o exame de historia que Ihe
falta.A commisso de inslrucco publica.
Outro de Jos Francisco Barbosa, correio do se-
nado, pediudo augmento do venciraenlos.
commisso da mesa.
Coraparecem no decurso da sessao 13 senhores
senadores.
ORDEM DO DIA.
Entra era primeira discussao a proposito da
cmara dos deputados declarando que o Banco do
Brasil e suas caixas filiaes sao abrigados a rea-
les, o que occasionou a retirada do ministerio de
12 de dezembro.
O orador desmentira o seu ministeralismo se
votasse a favor do projecto, ainda mesmo na pri-
meira discussao, pois contra esse projecto se de-
clararam o anno passado os proprios Srs. minis-
tros, e osqno sao deputados votaram contra elle.
Por conseguinte presentemente o orador nao
pode, sem desmentir o seu passado, dar um voto
em favor do projecto em primeira discussao, ig-
norando quaes sao as modificages que o Sr. pre-
sidente do conselho se prope fazer.
Julga que a materia nao pode estar ainda es-
tudada, pois que ainda no dia anterior receb6ra
elle orador um folheto contendo importantes do-
cumentos relativos malcra, resultado dos tra-
balhos da commisso de inquerito; mal leve lem-
po de percorr-lo rpidamente, uo para ler, mas
para ver o que continha. O mesmo lera aconteci-
do aos outros Srs. senadores. Resulla, pois,
dahi, a necessidade de ser de novo esladada a
materia, nao pelo Sr. presidente do conselho,
que est por certo habilitadssimo para disculi-la
ja, mas pelos outros membros da casa ; e por-
tento julga conveniente que v o projecto com
as emendas commisso de fazenda. O Sr. pre-
sidente do conselho nada deve recear dessa com-
misso, pois nao existe nella membro nenhura
divergente da opinio de S. Exc-, depois que um
infeliz accaso fez cora que elle orador fosse della
excluido.
Julgar-se-hia desleal ao ministerio se votasse
era primeira discussao por um projecto que nao
sabe o que ficar sendo com as emendas que se-
ro apresentadas. Portanto pede ao Sr. presi-
dente do conselho que desdeja aprsente as suas
emendas ou o seu projecto substitutivo.
Manda mesa o seguinle requerimento :
Requeiroque o projecto v commisso de
fazenda para que, ouvindo o Sr. ministro da fa-
zenda, d seu parecer sobre elle.Soitia Franco.
E apoisdoe entra em discussao, suspensa cn-
Irelantoada materia principal.
O Sr. Ferraz (presidente do conselho) ja de-
clarou, quando ontrou para o ministerio, que em
alguns pontos diverga das ideas comidas no pro-
jecto de seu antecessor, e que tratara de fazer
eelle emendas e alteragoes. Nao julga porm
opporluno e regular que essas emendas sejam
apresentadas na primeira discussao, por ser isso
contrario o./i-^ uu ocuuu. n.\>\.U.-TJ. J:.
cussao deve versar sobre a utilidade do projecto;
e incontestavel, pois, que o projecto til, por-
que tem por fim melhorar o estado do meio cir-
culante.
Reconhece a necessidade de estuJar-se a ma-
teria; mas para isso nao julga necessario o adian-
tamento ; no intcrvallo entre a primeira e segun-
da discussao, o projecto ser reenviado com-
misso do fazenda, e entao ser reconsiderado.
Nao sabo se a commisso de fazenda estar de
accordo com as suas ideas, porque ainda nao po-
de conferenciar com ella, o que far em occasiao
opportuna, e senle profundamente que por um
deploravel motivo nao faga parte della o Sr. Sou-
za Franco, cujas luzes "na materia seriara de
grande auxilio.
O Sr. D. Manoel votar pelo requerimento do
Sr. Souza Franco para poder votar a favor dessa
medida do governo tendente a melhorar o nosso
meio circulante.
Sem deshonra nao poderia votar mesmo em
primeira discussao pelo projecto tal qual se
acha.
O orador lembra a opposigao vigorosa que sof-
freu esse projecto o anno passado na caraara e
na imprensa, o que essa opposico tambem echo-
ou no senado.
Se a idea passou, foi por uraa insignificante
maioria, devida aos volos dos ministros e de al-
guns empregados pblicos. Mostrou-se entre-
tanto aillegalidade e a ineficacia da medida. Em
muilas reunies em queso achou o orador e tam-
bem o actual Sr. presidente do conselho, tratou-
se de fazer opposigao a ella. Portanto nao pode
o Sr. presidente do conselho agora obriga-lo a
votar em seu favor.
Um meio havia pelo,qual o ministerio attrahi-
ria a si talvez a umanimidade da casa; era apre-
sentar um projecto novo. Na necessidade da
medida todos concordara ; a divergencia esl na
escolha dos raeios : quer-se urna lei, mas nao
essa, queassentaem urna base viciosa.
Nao concorda que a queslo naneara fosse a
causa da queda do gabinete Iransacto : a causa
foi os criraes, as prodigalidades desse gabinele
corruptor.
O Sr. Presidente nota ao orador que a palavra
corrupior excede a Iiberdade da tribuna.
O Sr. D. Manoel, continuando, mostra a ne-
cessidade do adiaraento, nao porque queira pro-
lelar a discussao, mas porque julga que faltara
sua honra se votasso por um projecto contra o
qual elle orador, as cmaras e o paiz, se leem
pronuciado.
O Sr. Carneiro de Campos entende que, se o
ministerio se conforma cora as ideas capitaes do
projecto, se nelle s tem de fazer modificages-
Ugeiras. o senado uo tem necessidade de conhe-
cer desde ja quaes as emendas que se vo offere-
cer; mas se o ministerio diverge quanlo base
do projecto, indispensavel quo o senado desde
ja lenha conhecimento das alterages que se pre-
tende fazer. Acha mui conveniente que se saiba
desde a primeira discussao em que sentido sero
as emendas apresentadas, para que a casa possa
melhor orientar-se, e na segunda discussao estar
habilitada para emendar e aperfeicoar a lei.
Julga tambera de necessidade a aprezenlagao
das emendas, afim de que a commisso possa ela-
borar a lei debaixo do ponto de vista de um sys-
tema completo. Alera disso, o paiz preoecupa-
so vivamente com esta questo, e convem que
elle saiba ja quaes sao as ideas econmicas do ga-
binete. Vola pelo adiamento pelas razes expen-
didas, e nao porque nao ache bom o projecto com
algumas modificages.
Diverge do Sr. D. Manoel quanto causa da
queda do gabinete de 12 de dezembvo ; em seu
entender, foi a questo bancaria quem fez cahir
esse ministerio, e nao o ser elle corruptor, pe-
cha que se costuraa laucar em rosto a todos os
governos.
0 Sr. Vieccov.dc de Marar.gnape, membro do
gabinete de 4 de maio, nao podia deixar de volar
pelo adiamento.
0^projecto tal qual se acha envolve a condem-
nago das medidas tom.adas por aquella gabinete,
e portanto o voto do orador ia deve ser conheci-
do. Volara pelas id as do Sr. presidente do con-
selho, se visse qr.e sao conveuientes, mas nao
pelo projecto becario do Sr. ex-minislro da fa-
zenda.
mente que as emendas sejam apresentadas na
primeira discussao, porque com isso terminava-se
a questao.
Se as emendas nao se apresentarem, nao po-
der deixar de votar contra nesta Ia discussao.
O regiment nao obsla a apresentagao dessas
emendas ; nada embaraga, pois, que o Sr. pre-
sidente do conselho as aprsente j, Demais a
opinio do gabinete nesta materia anciosame'n-
te desejada no paiz. Votar contra o projecto, se
nao vierem as emendas.
O Sr. Dias de Carvalho nao sabe por que ra-
zo o ministerio nao quer usar para cora o sena-
do da mesma generosidade de que usou o gabi-
nete de 4 de raaio quando se discuti o projaclo
de reforma judiciaria ; esse gabinele consentio
que o projecto fosse remetlido respectiva com-
misso com as emendas, para ser examinado de
novo. Se o regiment deixa ao Sr. presidente do
conselho o direito de uo apresentar essas emen-
das na Ia discussao, pede a generosidade que
elle as aprsente Poderia votar conlra o adia-
mento, se soubesse o que sao essas emendas :
mas ignorando, nao. Talvez essas emendas con-
tenham as mesraas medidas restrictivas propostas
o anno passado, e nesse caso nao merecem o seu
assenso.
Em abstracto a utilidade do projecto incon-
testavel, mas nao pelos meios nelle proposlos.
O orador, portanto, votar pelo adiamento, urna
vez que se recusa apresenlar j as emendas.
O Sr. Ferraz [presidente do conselho ) deseja
que a discussao seja franca, e nao faz mysterio
de suas opinioes. Suas ideas sao conhecidas por
muitos Srs. senadores. Nao apresentou as emen-
das om Ia discussao, porque julgou que isso nao
era regular. Entretanto, se quizerem saber qual
o pensamenlo do governo, elle o dir ; o que
o governo quer regularisar aquillo que se acha
irregular, melhorar o nosso meio circulante,
fortificar os bancos contra eventualidades a que
estao sujeitos ; evitar a ruina da forinna pu-
blica e particular. Na 2a discussao se oceupar
mais amplamente da queslo, vislo que na pri-
meira s se trata da sua utilidade em geral. Nao
pe duvida entretanto em offerecer desdo j as
emendas.
Manda mesa diversas emendas, j impressas,
que o Sr. presidente declara que s podero ser
lomadas em consideraco na 2a discussao da pro-
posico.
O Sr. Vasconcellos nao lomara a palavra de-
pois dos dicursos dos oradores que sustentara o
adiamento, se nao livesse necessidade de mani-
festar o seu voto cm materia lo importante.
Segundo se disse na casa, o Sr. presidente do
conselho j se pronunciou cm reunies contra as
ideas do projocto ; os seus collegas fallaran) e
votarara contra elle em Ia discussao ; pois de
esperar que em queslo de lana monta, que foi
a causa da retirada do ministerio transacto, os
Srs. ministros nao sejam incoherentes,
O orador mostra a necessidade do adiamento,
e observa que nao se deve receiar um extraordi-
nario prolongaraenlo da discussao, em vista da
ullima reforma do regiment mais ume razo
para so aproveilar a Ia discussao.
OSr.Sinimb [ministro de estrangeiro) com-
bate o adiamento por desnecessario. O gabinete
nao faz mysterio de suas ideas, e tanto assim
que o Sr. presidente do conselho apressou-se em
2P^^^a%*e?f^^nKt?4LbJ,Bd.
ment intil.
O Sr. Silveira da Molla vola contra o adia-
mento por julgar que esse expedienta nao se
presta ao que tem em vista os que o defendem.
Faz toda a jusliga ao procedimeulo do Sr, Sou-
za Franco ; so elle orador se achasse na mesma
posigo desse senador era relaco a esla questo,
procedera do mesmo modo, pois entende que o
primeiro dever do homem publico a coheren-
cia. Nao se admira, pois, quo o autor desta or-
ganisago desordenada do crdito, o responsavel
pelo mo estado do meio circulante, o homem
que proclamou o direito individual de emisso,
se opponha a esle projecto. Assim pensa a res-
peito dos outros membros do gabinele de 4 de
maio, quefizerara guerra nua e crua ao ministe-
rio do 12 de dezembro. Pondera que j estando
distribuidas na casa as emendas, nao subsiste
mais a razo do adiamento, conlra o qual vo-
tar.
O Sr. Souza Franco agradece ao Sr. Silveira
da Molla o conceilo que faz da coherencia do
orador, mas sent que esse elogio viesse agua-
rentado com arguigoes infundadas.
Acha que nao Ihe faz justica quando Ihe allri-
asqsUembl?'VUe f aberla a sessao orJina"a da
p.rImoblarach?voraeSraa **"*-* remetlido
nrI.H.i0bre!a. "?"" W examinada e ap-
do d,ha d SUbsdio dos Sr3- madores,
n o presente sessao.
irar.t'JSW1 -S*** recIama con-
tra algumas inexaclides que encontra no sen
discurso proferido na sessao de 6 do correute e
publicado bo Mercantil. crreme e
Comparecern! no decurso da sessao mais al-
guns senhores senadores
ORDEM DO DIA.
denlo do L? d4fc!ssao' adiad.a a sessao anteco-
il ,5*rt-3 da proposigao da cmara dos
nPtP.ad|'! mandand<> Processar. ainda que
sen os oV.Th"0' t julPr l0S (?ue Wrem pre-
senles, os cidados brasileiros quo perpetraren,
cer.os enmes era paizes estrangeiros. com s
emendas opoiadas nas sesscs de I e 8 deste
r,^ ^r\ Vasconcells deseja e3clarecimentos pa-
ra .orientar o seu voto, visto como acha inconve-
nienlea no art. 3 e nas emendas a elle ofreci-
das pelas coramisses. Nao pretenda tomar a
J'1" 0las como 'em havido larga discussao,
ecomosetemsnscitado duvidasquo ainda nao
foram resolv.das pelo Sr. relator das commissoes
nao pode consentir que se encerr nesse estado a
u)ACUSS30.
Julga que a discussao do art. 3 nao deve ser
genrica, mas limitar-se a cortos casos mais
A le como est concebida abrange al infrac-
goes de posturas municipaes. alcrimes policiaes
de mnima importancia, o qn de modo nenhura
e conveniente.
O argumento que se basea uo direito quo tem
tola a nagao de punir seus subditos em qualooer
parte que se achera, levara a consequencias, nao
aira absurdas, mas inconvenientes. Se esse prin-
cipio deve ler applicago absoluta, enio porque
se fazem limitages em outros arligos, e nesle
ella ampia e genrica ?.... Nao portanto o dt-
reito de punir, n c cr, que deve servir de rc-
gra na confeccao da lei cm discussao ; elle deve
ser sujeito a corlas condiges.
O orador responde a objeegao j feila na casa a
respeiio de certos criraes particulares de summa
graridale, que nao estando sujeitos a aeco offi-
cial, c so sendo processaveis em caso de"queixa,
escaparan] muilas vezes pungao no caso da
le. Julga que se resolvera a objeccao, man-
dando uina emenda, que sujeitasse tambem
acgo ollicial das autoridades do paiz 03 criraes
de homicidio, sua tentativa e o crime de contra-
bando.
Acha razoavel que se imito o exemplo da legis-
lagao franceza, cuja auloridade tem sido invoca-
da ; mas pondera, que se tem ido alm do que
dispoe essa legslago, a qual na especie de que
se trata limitada a certos casos graves, c nao
ampia. Nao repele o que j se tem dito na casa,
porque suppeque o nobre relator das commis-
soes, cujas explicos espera, j estar inteirado
das duvidas sueiladas.
O Sr. Pntenla Bueno julga de seu dever lo-
mar a palavra, visto que o arligo em discussao
envolve mais de uraa questo importante. A pri-
meira queslo saber-se se justo ou nao pu-
nir o enrao coramettido por Brasileiro conlra Bra-
sileiro em paiz cstrngeiro. As coramisses nao
mativa. O di reli'3e"pnir fi'Kf-se no"pnnc-
pio de jusliga universal e de moralidade, e nao
na localidade. O Brasil deve proteceo pessoa
e aos direitos do Brasileiro cm qua'lquer parte
que este se ache. De outra forma a vindicta
particular seria o nico recurso do cidadao em
casos laes.
O fado j allegado de termos passado al aqu
sem a presenfe lei, nada prora conlra a sua re-
conhecida necessidade.
Nao exacto tambem oque disse um nobre se-
nador, quando avanrou qne tanto mais perfeita
urna legslago, quanto menor fr o numero do
leis penaes ; concorda, que tanto mais perfeita
ser urna sociedade, quanto menor fr o numero
de deliclos nella commetlidos ; mas logo que se
do crimes, a melhor legslago a que a lodos
previne e a todos inflige a pona conveniente.
O orador rebate tambem as objeccoea fundadas
na difficuldade das provas e na possibilidade do
aecusaces calumniosas, por nao ollenderera o
principio fundamental da lei.
Asegunda queslo se convm punir em ge-
ral todos os crimes particulares, ou sraente os
. ...... m .- i-------------------- mais graves.
bue o desarranjo do meio circulante. Nega que O orador mostra que a commisso, nao fazendo
procarrasso o direito individual de emisso. \ limitacao, seguio o exemplo de quasi todas as
Julga que o nobre senador por Goyaz, que- \ legislaces das naces civilisadas, excepto da
ceutralisacao e o monopolio bancario, ao Irauceze e '
rendo a
lado da centralsago polilica e administrativa,
nao consulta melhor aos interesses do paiz do
que elle orador com asdoutrinas que professa.
Insiste na necessidade do adiamento, ao menos
at segunda-fera ; o tacto de ter-se distribuido
as emendas naquelle momento na casa nao dis-
pensa o adiamenlo ; essas emendas conleem ar-
ligos longos e complicados que demandara lempo
para serem examinados.
Depois de varas consideragoes para justificar
o adiamento, o orador declara que votar conlra
o projecto mesmo em Ia discussao, porque nelle
nada vo de til nem de bem.
O Sr. D. Manoel espera que o Sr. presidente
do conselho oo imitar ao seu antecessor de-
clarando esle projecto questo do gabinete,porque
assim collocar o senado em grande coaego.
Nao pode nem deve votar pela proposigo ;
isto para elle um ponto de honra. Abunda em
varias considerages para justificar o adiamenlo
requerido.
Findo o debate, o Sr. Souza Franco retira o
seu requerimento com conseutiraento do senado,
substituiodo-se pelo seguinle requerimento ;
Requeiro que a materia em discussao seja
adiada al seguuda-feira.Souza Franco.
E' apoiado e rejeilado sem debate.
Prosegue portanto a Ia discussao da sobredita
proposigo.
Dada por finda a Ia discussao, passa a propo-
sigo para a 2a, na qual entra logo, e entao vem
mesa o seguinle requerimento, que apoiado c
approvado:
Requeiro quo o projecto e emendas sejam
remellidos commisso de fazenda para dar seu
parecer com urgencia.Silva Ferraz.
Prosegue a discussao, adiada na sessao ante-
cedente, do art. 3o da proposigo da cmara dos
deputados mandando processar, ainda que au-
sentes do imperio, e julgar logo que forem pre-
sentes, os cidados brasileiros que perpetraren)
certos crimes em paizes estrangeiros, cora as
emendas apoiadas na dita sessao.
Vericando-se nao haver casa, o Sr. presiden-
te declara adiada a discussao, e d para a ordem
do dia da seguinle sessao : conlinuaco da dis-
cussao adiada, e as outras materias j desig-
nadas.
Levanta-se a sessao s duas horas da tarde.
SESSAO EM 11 DE JUNHO.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio CavalcanH
de Lacerda.
s 11 horas da manha o Sr. presidente
abre a sessao, estando presentes 30 Srs. senado-
res.
Lida a acta da anterior, approvada.
O Sr. 1. Secretario d conta do seguinte :
EXPEDIENTE,
O Sr. 1 Secretario le um oflicio do presidente
da provincia da Babia, em additamento ao de 22
do iiez passado, remetiendo um exemplar do
0 Sr, rw'jonde de Albuquerquc julga conye-ltelatario da thesouraria provincial appeoso
hollandeza. e expende as razoes em
que se fundou para assim proceder.
A lerceira queslo se convm admittir-se a
exlradicopara obier a punigo do culpado. O
orador pondera que em todas as nages, excepto
a hollandeza, s se admitte a punigo oestes ca-
sos, quando baja regresso espontaneo ; nao obs-
tante a commisso entendeu que devia adoptar
antes o exemplo da uaco hollandeza, era virlude
de nossas relaces terrlleraescom os Estados do
Prata.
Sob esle ponto de vista a lei nao ampia, pois
a extradicao est regulada per principios defini-
dos, e estipulada em tratados, e limila-se aos
crimes de certa gravidade.
O orador desenvolve por fim as razes em quo
se baseou a commisso para restringir a punigo
dos crimes particulares na especie da lei somon-
te aos casos de qucixa.
Nao admitte a opinio dos que pensara que se
deveria fazer a lei espeeial para as fronteiras-do
sul ; a lei assim sera uraa lei odiosa, e impor-
tara um grave erro era vista da acilidade de
commuoicacOes e approximaco das dislancias-
depoisda invenco do vapor.
O Sr. Viscon opinio a respeito do art. 3. ; mas nao tinlia
tocado na extradicao.
A extradigo, segundo o orador fundada no
direito de punir o crime coiumellidodeniro do
paiz, quando o autor esl era paiz estrangeiro ;
mas o projecto refere-se a crimes commetlidos
em paiz estrangeiro.
O orador ere que nenhum governo pode acce-
der a que se tire o criminoso do lugar em que
se perpetrou o crime, para puni-lo em outro
lugar.
Ainda mais difficuldade enxerga em obler-se
extradigo no caso em que o criminoso esleja,
noj no paiz em que commetleu o crime, mas-
em outro qualquer paiz estrangeiro. E nesse>
caso entende que o governo do paiz onde s
asyla o criminoso, s obrigado a extradi-l &
nago onde perpetrou o crime, e nao aquella de
que subdito.
O Sr. Pimenta Bueno faz breves consideraces
em resposla ao Sr. visconde do Maranguape ;
mostra que nao ha inconveniente em adn.ittir-se
para o caso da le a extradicao, a qual deve com
ludo ser estipulada! em tratados.
Nao concorda que, na hypolhcse figurada pelo
orador a quem responde, o estado era que se
acha o criminoso s deve cnlrega-io ao em que
commetleu o crime ; deve entregar o delinquen-
te quelle que o reclama, e nao ao que nao
tem reclamado. No comprehende como pode-
ria um governo entregar um criminoso a urna
nago om virlude de processo feito em ou
Ira nago.
Pondera que o principio deve ser sempre res-
pectado, embora se julgue conveniente fazer res-
triegues em sua applicago.
Dada por finda a discussao passa o art. 3. com
as emendas.
Eutra em discussao o art. 4. com a respectiva
\

II r-aOiv


(*>.
DIARIO DE PERKAMBUCO. tjUARTA FEIRA ll DE JULH DE 1860.
emenda das commissoes de legislado e tonsli- j wo ate aqu empreg
tuico que foi opoiada : e nao havendo debate l
passa o artigo com a emenda.
Teve lugar a discusso do art. o. com a res-
pectiva emenda das commissoes, a qual tui
apoiada, bem como a seguiste emenda :
Substilua-se a redaeco do art. 5," pelo
ados para Ojiubic essas
Al aqu cssas rifas teera s*.do consideradas
como abusivas, e teem sido 'reprimidas pela po-
lica em virlude de decretas que as prohibera.
Entretanto a presente \ei d a entender que a
aulorisaco legal para, cohibir e punir esse abu-
I so anda nao ixislia, c que por conseguinle o go-
SCUNo tenrros do art. 3. poderlo ser punidos roo reprimiodo-as lem exerbitado.
es crimes paniculareTcommetliJos por subditos _P Portan^ o projeclo de algura eiame.
*trangeir contra subditos brasileos; e tam- Pa veuflear-se a sua efficac.a. como
Lem por subditos brasileos contra subditos es- ; arabem para confronla-lo com a legislaco exis-
traogeiros, precedendo a convido que estabele- "*. afi d reconhoeer-se se ha ntcesndade
^^rinrnridadePimenla BuenoOucirox i d VtM-ond > deSaoucahv ^ue Procio seJa remettido a alguma das com- do como cc.ndicao para coueeasc de carta de na-
Naolnvendo debate passa o art. 5." com aslmissoes *a casa Para examina-lo nesse sentido.! tnralisacJto na forma da lei de 23 de outubro de
dii em'erij)as O orador faz algumas consideracoes para mos-
Teve logar a discusso do art. 6 com a cmeo-, l"r os abusos a que do lugar eseas rifas extra-
da das commissoes. e depois de apoiada passa hlda! 80mbra das loteras E aves s lole-
sem debtle o dito artigo com a emenda. I nas ra 8cral -. portanto nao pode deixar de
As vendas p*ra deulro do uiuniciuKj dd cor-
te continuam a estar sujeitasa meia raW,
Ficam revogadas as disposicoes em conlra-
rio.
Pago do senado, 18 de juho de 1860. 5.-
veira da Mola.
A assem'-la geral l'.gislativ i decreto :
Art. 1. O governo 'fica aulorisado a prorogar
por un anno as licer.cas ds entregados pbli-
cos para se tralaro'oi, dentro ou lora do imperio,
de enfermidades provadas competentemente.
Ait. -i- Fica tambera o gove roo autorsado a
conceder aos strangeiros qae quizerem natura-
lisar-se a dispensa do lapso de U ipo estaUeleci-
2928 uu soldado do
curpo de polica Hicerdo Jo-
Enlra em discusso o art. 7.c
com a emenda convicr na repressio destas
O Sr. Ferraz, [prndente do conselko) le as
a elle feita pelas referidas commissoes, apoiado. i
Sr. Silieira da hita Un algumas censide-1 posicoes que a este respailo existem em nossa
O
raroes ledenles a mostrar que a dispesico do
artigo em discusso superfina era vista da lei
<3e 2 de dezembeo de 1842, que tornou as acedes
minal.
O Sr. Pimenta Bueno mostra que cssa dispesi-
co um artigo declarativo, que julga de ne-
cessidade para prevenir du vidas, qae se poderiam
-suscitar.
Encerrada a discusso, passa o artige e a
emenda.
Pasea-so a discutir os rticos additfcros das
commissoes, que teem os nmeros de 6o, 7. 8"
1832.
Art. 3. Ficam revogadas as leis em coutra-
rio,
Pago do senado, 18 dejunho de 1860Si/-
veira da Motia.
Ficam sobre a mesa.
Comparecem no decurso da se: sao oais 10 Srs.
senadores.
ORDEH DO DA.
Conntinua a segunda discusso adiada na ses-
so de 8 de junho do anno passido, da proposi-
to da cmara dos deputados augmentando os
vencimenlos dos empregados da secretaria do su-
I premo tribunal de justtea, com c parecer e emen-
tegislar.o, e mostra que sao insuficientes para
reprimir o abuso deque se trata.
A falla de urna saneco penal efectiva tem
tornado ioeficaz a legislaco existente.
O orador faz algumas renexes sobre as ira-
moralidades, cspeculaces fraudulentas quere-
sullam da falla de refletao dess jogo fatal.
Julga que as penas nao devem recahir s so- das da commissa#>de legislaco.
bro os autores dessas rifas, mas tambera so- O Sr. Perras (presidente d) conselko) reco-
bre todos aquelles que para ellas contribu- nhece a necessidade do augmento de ordenado
rem. de certas classes de empregados pblicos; porra
Pondera que a primeira discusso consa-I julga que esla medida parcial ni o pode ser adop-
grada soraeule ao exame da utilidade em geral: tada sera ser acorapanhada de outras relativas a
s Francisco.In'.eirada.
0ulr0 lo mesmo secretario, participando que
o senado ado^tou, e vai dirigir saneceo impe-
rial, a reso.ugo permiltindo ao Dr. Ernesto Fer-
reira Fra'uca o defender ihese para poder oppr-
se a ^alquer das cadeiras da faculdade de direi-
to 'i'm requerimento de Antonio Jos Aires, pe-
dindo ser naturalisado cidadao brasileiro.A'
commisso de constiluico.
Sao lidas e approvadas sem debate as rodae-
ces : que dispensa as lois de amorlizagao era
favor da sania casa da Misericordia da cidade da
Constiluico, na provincia de S Paulo ; da ma-
triz de cidade de Rio-Claro, na mesma provin-
cia ; da irmandade de Nossa Senhora do Rosario
dos homens pretos da cidade de Sanios, na mes-
ma provincia ; do hospital de caridade da cidade
de Valen,a, na provincia da Babia ; da nova casa
da Misericordia da cidade da Victoria, na provin-
cia do Espirito-Santo da irmandade de capella
de Santo Autonio do Porto das Caixas, na provin-
cia do Rio de Janeiro ; da irmandade de Nossa
Senhora do Rosario dos homens pretos da cidade
do Penedo, na provincia das Alagas ; e appro-
vando as penses concedidas a D. Hentiqueta
Esmeria Nabuco e Carneiro, viscondessa de
Goiauna, o ao guarda nacional da 2.a companhia
de arlilharia da corta L'baldo da Silva Brando.
Pretenco de J. P. R. da Silva.
L-se e approvado sem debate o segdinte
parecer :
Foi presente commisso de fazenda o re-
querimento de Jos Pedro Rodrigues da Silva,
pedindo retirar outro que ha dous anuos apre-
estou aulorisado para duer mas uiuno natural, quencia que se cree alli um iuiz de direito do
que esse cidadao, o commeudados Silva Pinto, I commercio
empenhado uessa obra to til, veja arrefecer i a commisso, composta dos honrados mem-
seu empenhoe ardor, se nao fr acorogoado por bros os Srs. Dantas, conselheiro Barbosa e Fer-
esta cmara fazendo-lhe estas concessoes. Ora, reira de Aguiar, diz que, procedendo ao exame
cssas concessoes nao sao onerosas, unicaraento dos dados officiaes fornecidos pelos relatnos das
consistem na dispensa do pagamento desizas, de' repartioes da Justina e fazenda, conheceu que a
novos e volhos dircitoe, sso por urna vez. cp^i d0 Par se acha as circumsUncias de-
Quando f sses sacnficios nao sao de primeira or- possuir um juiz de direito especial para ascausas-
dem, nao sao onerosos ao estado, e sendo estes commerciaes que se agilam em primeira instau-
parauma obra to til, parece de justica devcr Cie no respectivo foro,
ser altendida tal pretenco ; e nestas circunstan-
cias eu julgava que a cmara faria um grande
beneficio acoror.oando esse cidadao a continuar
obra to meritoria, nao ficando sujeito a esse
onus, principalmente quando se trata de urna pe-
quena povoaco e nova : este precedente creio
que nao se pode appelidar como nocivo; o|ue
hajam taes precedentes eu julgo mui uteis para
lira to grande e importante como este.
A emenda approvada, e, adoptado o pro-
jecto assim emendado, vai commisso de re-
daceo.
Pretenrao de J. Dias Dicalho.
Entra em 2a discusso, e passa 3" sem deba-
te, o projeclo que manda pagar a Joaquina Dias
Dicalho, Inspector aposentado da lliesouraria da
provincia de Minas-Geraes, a differenca de orde-
nado que deixou do receber era virlude do me-
Ihoramenlo que obteve na sua aposentadora,
O Sr Alhayde pede, e a cmara consenle na
anoiat'os as- da ,ei 1uc C discul. e a "tldade deste pre- oulros empregados sobre os qui.es ja lia propos- ; sentara esta augusta cmara, solicitando o rae-
' ;lp a orfinfisi-! Jccl incontestavel. Julga, porlanlo, que pode tas em igual sentido, como por exemplo sobre os Ihoramento de seu ordenado como thesoureiro
sam todos sem debate ; e igualmente a proposi
rao. assim emendada, para a 3." discusso.
Vem mesa, o apoiado e approvado o se-.
guiute requerimento :
Rcqueiro que o projecio e suas emendas de-
pois lio passar em 2.a discusso va s commis- i
*oes de legislaco e conslituigo.Silva Ferraz. !
Verificando-se nao haver casa o Sr. presidenle
para ordem do dia da seguidle sesso o res-
tante das materias j designadas.
Levanta-se a sesso 1 hora e -3|4 da tardo.
passar em
primeira
dis-
sem inconveniente
cusso.
Reconhece que o projecto pode ser melhorado,
e nao repelle as emendas que selhequeira offe-
recer.
Entende que passada a primeira discusso
deve o projeclo ser remettido commisso
de legislaco para que esta o emende e aper-
feige.
SESSO EM IS DE JUNHO DF 1860.
f residencia do Sr. Manuel Ignacio Cavalcanti.
de Laoerda.
s 10 horas e 3|4 da mar.ha, o Sr. presidente dos !
abre a sesso com 30 senhores sanadores.
Lidas as actas de 11, 12,13 e 14 do presente .
tnezso approvadas.
O Sr. \" Secre'ario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
t>ualro avisos do ministerio dos negocios do im-1
perio, remetiendo um dos autograpnos de cada!
urna das resolu^es da assembla geral : Io,man-
empregados da relaro, os paro:hos eos magis-
trados. Nao sabe por que razj se ha de fazer
urna excepeo em favor dos en.pregados do su-
premo tribunal de justica, ficanio adiada a mes-
ma medida a respeito de outras classes de era-
pregados que teem mais direito a serea raelhor
| consultadas.
Pondera demais que, na reforma que se ope-
rou as divesrsas secretarias de estado, se sup-
primio aos empregados a percepeo dos emolu-
\ mentos, os quaes devem entrar jara os cofres pu-
Fiudo o debate, passa o projecto para a se-
gunda discusso.
Eutram em primeira discusso, cada urna por' blicos, o que nao se d na secretaria do supremo
sua vez, c passam para a segunda c dcsta para a tribunal de justiga, cujos empregados purccbeui
tcrceira, sem debate, as proposicocs da camare! emolumentos. Julga que se devo sobre este pon-
to uniformisar essa secretaria com as demais do
1.a pprovando a pensao annual de 1:2008000
ris concedida a D. Anua Luiza Horta Bar-
bosa ;
2.a pprovando a penso annual de 80S con-
cedida D. Francisca Lima do Espirito Santo
Coelho;
3.a pprovando a penso annual de 1:4 0$ projeclo cora quaesquer oulros relativ
concedida a D. Anna Marcelina do Carvalho Par- ment de vencimenlos dos magistrados
dal. | chos, conegos, secretarios de relaces, ele, para
imperio.
Portanto roquer que o projecto seja remettido
comisso de fazenJa para r^considera-lo sob
os pontos de vista por elle orador indicados.
Manda mesa o seguinte requerimento :
Requeiro que v a commisso de
aposentado da Ihesouraria de fazenda da pro-
vincia da Parahiba, o qual at agora nao obteve
deferimento.
A commisso nao enxergando inconveniente
no que o supplicanle solicita, de parecer que
se lhe delira, mandandn-se-lhe restituir o seu
rnquerimenlo com os documentos appensos, na
forma que requer.
< Sala des commissoes, 30 de maio de 1860
L. A. de Sampaio Vianna.Torres-llomem.A.
J. Henriques.
L-se, julga-se objecto de deliberaco e vai
a imprimir paia entrar na ordem dos traba-
llios o projecto com que conclue o seguinte pa-
recer :
Aposenladoria de S. F. Alces.
A commisso de pensoes e ordenados exa-
minou com altenco a petico era que Silvano
Francisco Alves, membro da junta vacciniea da
pectivo
O movimento commercial do Para no ultimo
exercicio demonstra o augmento progressivo
de suas rendas, seu desenvolvimenlo indus-
trial.
A commisso entende que o raesmo motivo
de utilidade publica que aconselhou a creacodo
ura juiz especial do commercio na capital do
Maranho, onde, alm de um tribunal de com-
mercio de 2.a instancia, existe urna relaco, de-
ver aduar para que a cmara adopte o projecto
em queslo
A commisso entendeu-se com o governa, nem
poderia deixar de faz-lo, porque convuiha o ac-
cordo compulsou todos os relatorios para colher
os dados estatisticos que meaconselhram a adop-
co da medida. A commisso convenceu-se,
pelos dados fornecidos pelo proprio governo, quo
a provincia do Para nao pedia realmente um fa-
vor ( preciso dizfi-lo franca c categricamente),
nao pedia um favor, exiga auuillo para que II.o
dio direito suas rendas, porque, como diz o Sr.
aispensa do intersiicio para que o projeclo entre : ministro da fazenda anda' no" relatorio deste an-
ogo era V discusso, na qual entrando adop- I no, lera saldo a seu favor, produz mais do quo
lado, e vai a commisso do_redacao. gasla. Por consequeucia tem direito a applicar
Juizesespeciaes do commercio na capital do Part, parle de suas rendas em satisfaco de nscessida-
Lnlra tambem em 2a discusso o projeclo que des reaes.
faz extensiva capital do Tara a disposico do | Sr. presidente, nao improviso quando pinto o
19 de 6desetembro de 185. estado linanceiro florescenle da provincia do
Vem mesa, lida, apoiada, e entra conjunc-
tamente em discusso, a seguinte emenda
Para. Para isto basta lembrar que, sendo o ren-
dimento medio da alfandega no quinquennio de
LES*!!.*? _palavras--a_ capital do Para-; 1847 a 1852 de 650 e tantos contos de ris. no
segundo quinquennio immediatamente posterior
a media foi de 1,370 e tantos contos ; basta lem-
brar que em 1848 a renda da alfandega foi ape-
nas de 400 e tantos contos, em 1858 do 1,370 e
tantos contos, islft em um decennio excedeu o
triplo, foi de 400 a mais de 1,3OO:0O0(K)0.
Se accrescentarmos ao rendirnento da alfande-
accrescente-se :e cidade do Rio Grande do
Snl.Bardo de Mau.Sampaio Ktanna.
O Sr. Joao Paulo: Sr. presidente, tenho
meus escrpulos em votar por este projeclo. A
ana disposico fazendo extensivo o art. 3o da lei
n. 799 de 16 de seterabro de 1854 capital da
provincia do Para nada menos importa do que
ura augmento de despeza correspondente ao or- ga o de outras reparlires de arreeadaco. ver-
denado que deve perceber esse empregado que
for nomeado para a comarca quo se preleude
crear, fazendo-o extensiva a disposico da lei re-
ferida. F
as circumstancias acluaes, quando o Sr. mi-
raislro da fazenda nos aprsenla no seu relatorio
um dficit de 6.000:000#, me parece quo nao se i co
mos que o movimento commercial do Para de
30,000:0008000.
Ora, urna capital que aprsenla um florcsci-
meuio semelhante, que tem um movimento com-
mercial de 30,0U0:O0!OuO, nao ter direito, j
que nao tem relaco, j que nao tem tribunal do
commercio, ao menos a um juiz de direito espe-
ini n.ira n con commercio? Nao o merecer a
Seguc-so a segunda discusso do projecto do inierpr seu parecer, ficando igualmente equipa-
misso que o supplicante applicou ltimamente capital do Para nao tal que exija a ereacao de
o pus vaccinieo populscio da villa de Mag um juiz especial para tratar dellas ; parecia-me
pal, pe-
uconve-
odas as
iribunaes
Em
Ricardo Jos Francisco ; e 4o. pprovando a pen- lo (lun nP.oiado c 'Provado.
sao mcnsal de 50 concedida ao capao da guarda i '<),l10C,.lelro 1"c Projecto soja
nacional lzaias Antonio Alves : as quaes roso- nlel ld? "f comni.ssoes que o apresentaram.
Incoes S. M. o Imperador consenlo.-Fica ose- i l-> de junho de 1800-V.anna.
nado inleirado e manda-se communicar cmara ? Sr\PrA^xdm^, dcc,ara ^Solada ? malcria da
dos deputados. i or,len, do da, e da para a da seguinte sesso :
.. coulinuar.io da segunda discusso da proposico
Um aviso do ministerio dos
zonda, remetiendo o mappa
cao do papel-moeda.A cora
Outro aviso do ministerio
guerra, em respostn ao officio do senado do 8,
este mez, participando l ere rn-se exigido da pro- o'o'"
videncia da provincia de S. Pedro, da repartieo fallecid
do ajudante-general, e da conladoria geral "da '
guerra, as inlormacoes exigidas no dito officio.
quem fez a requisicio.
Dous ollicios do Io secrelario da cmara dos
deputados, participando havercm sidosaneciona-
das as resoluces da assembla
de novo re- de fazenda deixou apreciacio do governo a op- taria de 28 de junho de 1832 admittido como
portunidade da medida. Nesse sentido, pois, nao membro da insliluico vacciniea sera gratilicaco
seoppor ao adiamento proposto. (documento n. 8) ; "que por decreto de 16 de u-
Nega que os empregados do supremo tribunal; tubro de 1823 foi nomeado vaccinador efieclivo
de justica percebam emolumer tos ; diz que osses da junta vacciniea com o ordenado de 800$ (do-
emolumentos sao destinados i,s despezas do ex-| cumento n. 10) ; que desde aquella dala tem
por por-] A julgar-se pelas causas que sobem aos Iribu-
naes superiores, eu, como membro do tribunal
provincia que aprsenla resulla-
bservam em outras, isto que
produz mais do que gasla, quando infelizmente
todas as outras apresentam um resultado con-
trario ?
Ser presieo mendjar da assembla geral uro.
augmento de despeza apenas de 2:40o$0O0, que
o que se ha de gastar de mais com o juiz especial
do commercio 1
Admira realmento que se sustento que urna
I provincia que se aprsenla prospera nao lem di-
proposicoos da mesma cmara : 1., autorisan-
overno para conceder aos herdeiios do
lo Alfonso Jos de Almcida Corto Real a
remisso de parle da divida provoniente do ar-
rendamento do Rinco do Saican ; 2 a, decla-
rando que a jubilacao concedida aos lentes da
antiga academia de raarinba, Jos de Paiva o
, Silva, e Jos Joaquim do Avila, d-lhes direilo
geral i ap- ao ordenado por inleiro que percebiam naquelle ainda sobre a necessidade de ailenler-sc ifrual*
provando a pensao concedida ao conego Joao leinpo ; e 3.a, aulorisando o governo para con-'
Baplislade F.gueiredo e a. concedendo loteras ceder um anno de licenca coraodos os scus ven-
as matnzes da vi lado Pilar da provincia da Pa- ; cm(.nlos ao juiz de 0vireii0 Pedro Anlonio da
rahiba, e das villas Leopoldina e Espirito Santo ; Costa Moreira, aflm de tratar de sua saude onde
da provincia do Mmas-Geraes, ; lhe C0Dvicr conIinuaua da lerceira discussao
Lm offlcio do mesmol" secretario participando da emenda substitutiva da proposico da dita ca-
V^^ZZtl'o 4ZoSSZoPreSC"' rar^ .'luc ;'u,orisa o governo paa mandar ad-|servico e sob a fiscalisaco do governo, sejam
Seis omems mesmn "".'iV ,a,r!cula e acM das ateras das fa- arrecadados para Una especiaos; por tanto bn-
ah&?r p^ V ^da-bro e pentodo
1. elerm.naudo que os exames preparatorios Mello e oulros, com a emenda do Sr. Dias de
lotos as [acuidades de direilo do imperio terao : Carralho ; primeira e segunda discusso da pro-
os, um- posico da referida cmara, mandando contar a
antiguidade dos officiaes da armad i c do respec-
tivo corpo de fazenda que liverem servido a bordo
dos navios de guerra nacionaes como pralican-
les e pilotos, desde a dala das rospeclivas o-
i cacos
. AtniM-ae a sessao ao meio da.
SESSO EM 18 DE Jl
Presidencia
I.IIO DE 1860.
Ce
viger durante o espago de
foanto pelos regulainonto"! do governo nao se
estabelecer o ensino simultanao as aulas pre-
paralorias dependentes das mesraas (acuidades
2.a Aulorisando o governo a mandar matricu-
lar no 1" anuo da faculdade do direilo de S. Pau-
lo o estudanle Lduardp Meinvllef. ';- ,V,?"f;-
o. i .miMHi .i Iflesnra cotiressao ao estudanle
Tedro l.uiz Rodrigues llorla ;
i.' Aulorisando o governo para mandar ma-
tricular e admillir a exame do I" anuo da facul-
dade do direito de S. Paulo a Carlos Thompson!
Floros;
5.a Fazendo a mesma conccsso na faculdade
de direito do Recite a Goncalo de Aguiar Telles
le Menezes ;
6." Aulorisando o governo a mandar matricu- ambas approvadas.
lar na iculdado de medicina da corle a Francis- EXPEDIENTE,
co de Paula Costa Jnior, e a exame do 1 orino i O Sr Io secretario le um requerimento de Er-
da faculdade de direilo do Recie a Manoel lio- neslo Julio Bandeira de Mello, padindo se lhe
drigues de Arruda Cmara ; conceda a permisso de fazer acto do 2" anno da
7.a Aulorisando o governo a mandar matricu- faculdade de direito do Recite, mostrando-se ha-
no primeiro anno da faculdade de medicina | bililado com as condicoes exigidas pelos estalu-
da relaco do Maranho, a cujo dislricto perteu-
ce a capital do t'ar, nao me record quo em lo-
do o tempo que alli tenho estado, seguramente
mais de seis annos, viesse do Para causa alguma
commercial por apellaco aquella relaco ; era
mesmo me consta que, depois da creanao do tri-
bunal de commercio do Maranho, tcuiara vindo
causas do Pai para esse tribunal decidir. O
que cerlo que dentro do anno passado foram
sobmeltidas ao seu conhecimenlo dezoito causas,
e julgaram-se seis. E note-se que o tribunal de
commercio do Maranho estende a sua iurisdic-
co a quatro provincias, que sao Maranho, Para,
Amazonas e Piauhy.
Daqui se v que nao ha no Para allluencia de
causas commerciaes que exija a creago de um
favor a circunstancia de ser casado, de ter a seu juiz especial. Se se dsse esta necessidade, para
cargo sete filhas e 4 lilhos (documento n. 17), de o Para, cnto dar-se-hia tambem para todas as
ser maior do 67 annos (documento n. 16), c c\ outras provincias onde nao ha tribunal de cuc-
se achar impossibilitado de Irabalhar por seus mercio.
padecimentos (documentos ns. 1 e 15). Por| Se ha alguma necessidade, a de se augraen-
ludo isto a commisso de paiecer que a poliro lar os ordeuados dos magistrados, e nao de creer
vez de entrarem para os cofres pblicos pare do supplicanle seja deferida, e para isso oflcrce lugares ; o eu chamo a altenco do governo para
serem distribuidos conforme js necessidades do ; considerago da cmara a seguinte resolugo : este ponto.
A assembla geral resolve :
Art. 1. Fica o governo aulorisado a
sentar Silvano Francisco Alves com o ordenado
que percebe na qualidade de membro dajuula
vacciniea da corte.
Art. 2." Ficam revogadas as disposicoes em
de alguma.
Se, porem, o Sr. presidenle do conselho en-
tende que os cofres pblicos nao coraportam ac-
tualmente esse augmento de despeza, ou que es-
sa medida deve ser acorapanliada de outras no
raesmo sentido a respeito de oulros empregados,
cnto nao duvidar votar pelo adiamento.
OSr. Ferraz (presidente do conselho) insiste
mente a ouiras classes de empregados, c na in-
conveniencia de fazer-se nina lei parcial em fa-
vor de uns, e com excluso de oulros.
Acha inconveniente que os emolumentos, em
que na quaura calamitosa aa leore amareiia
L prestou gratuitamente na enfermara do hospicio
de I). Pedro II, instituida provisoriamente para
o iraumenio das pessoas pobres atacadas dn .jud-
ia moleslia, bons servidos, sendo por isso leuda-
do pelo provedor da tanta casa da Misericordia,
o conselheiro Jos Clemente Pereira ^documento
n. 13 : que, alm de oulros serviros, tem a seu
apo-
deve "ser examinada pela cnmisso para har-
monisa-la com o que se pralica as outres re-
pariices.
E' approvado o requerimento.
Entrara em 3a. discusso, e sao approvadas
sera
propo
contrario.
Paro da cmara
.. dos deputados, 29 de maio
debate, para subir a snccao imperial as de ifico.-Si/eino CamlcaMi de Albuauer./ue
sicoes da dita cmara: Ia. aulorisandoi o -Antonio los Hachado.
A's dez horas e tres quartos da m.inha o Sr.
presideute abre a sesso, eslando presentes 30
Srs. senadores.
Lidas as actas de 15 e 16 do correnle mez, sao
da Babia a i'homaz Lourenco da Silva Pinto;
8." A exame do primeiro anno da faculdade de
direito do Recife a Manoel de Andrade Maitins
Vallasques;
9.a Aulorisando o governo a mandar matricu-
lar no primeiro anno da faculdade do direito do
llecfe a Joo Pereira da Silva Leite ;
10.a Fazendo a mesma concesso a Antonio
Lourenco de Carvalho Serra ;
11." Fazendo a mesma concesso a Rofiro Ta-
rares de Almeida ;
12.a Autorisando o governo para mandar ma-
tricular no piimeisoanno da faculdade de direito
de S. Paulo a Dionisio de Oliveira Silveira Filho ; -
13." Aulorisando o governo a mandar matricu- meio de leiloes
lar no primeiro anno da faculdade de medicina I tambem altendcr
ia corte a Sergio Jos de Oiiveira Sanios;
1 a Fazendo a mesma concesso a Fabio S:i-
i:o Bastos da Silva ;
15.a pprovando a pensao de 12# mensaes
concedida a Paulino Gomes da Paixo ;
16.a Elevando a 1.200 annuaes a penso que
percebia o lenente-coronel Francisco Xavier de
Barros Galvo ;
17.a Aulorisando o governo a mandar matricu-
governo para conceder aos 1 crdeiros do falle-
t'dp AO'')""" ,.',oA, '>, *A""M Corte, lie Favores
i.issdO de parle da divida proveniente do arren-1
i damento do Rinco do Saican ; 2a. declamado j
I que a jubilacao concedida aos lentes da.aptiga :
, rlllu, : academia de raarinha Jos de Paivae Silva, eJos,
delactrdl9 Cavalcanti. joaquim d.Avila da.lhes dlre!^ a0 ordenado por
inleiro qus percebiam naquelle tempo ; o 3a. au- i
lorisando ao governo para conceder um anno de
licenca com lodosos seus vencimenlos aojuiz
de direito Pedro Anlonio da Cosa Moreira, aiim
do tratar de sua saude onde lhe convier.
Continua a 3 a discusso adiada na sesso de 9
de selembro do anno passado, da emenda subs-
titutiva da proposico da dita -.amara, que auto-
risa o governo para mandar aimiltir matricula t3raar;' dos deputados, 14 de maio de 1860.
e actos das materias das facilidades de direilo e j.- fa csta Pl'n Slva
de medicina, o da escola central os esludanles j y Sr. Rocha Franco (pela ordem):Ped a
Lrneslo Julio Bandeira de Mello, e oulros, com a Palavra Pra aprcsenlar duas representaces
emenda do Sr. Dias de Carvalho, ai-oiada na cmara Jos Srs. depuiados, que lhe sao dirigidas,
dita sesso.
O Sr. Silveira da Molla faz algumas conside-
racoes contra a emenda suppressiva do Sr. Dias
de Carvalho, e em defeza da emenda substitutiva
;e a esse respeito intuitiva, e por todos P?r elle. oratlf apresenlada, ; approvada em 2.a
ecida. Para dar ideado cooledo do pro-idisu*sao".
e isencoes casa da Misericordia da
cidade de P- DmmSv,
I.e-se, julga-se o objecto de de deliberaco, c
v:>i a imprimir para entrar na ordem dos traba-
mos, o seguinte projeclo :
A assembla geral resolver
Art. 1." Ficam extensivos santa casa da
Misericordia da cidade de S. Paulo os favores e
sencuo que pelos arts. 1 e 2 da lein. 460 de 30
de agosto de 187 foram concedidos sania casa
da Misericordia da cidade do Rio de Janeiro.
Art. -2." Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.

Em verdadea magistratura entre nos est mul-
lo mal paga ; preciso que o governo lire os
magistrados da contingencia em que eslo de re-
correr a particulares para poderera viver, pre-
ciso que o
reito de exigir que so gaste com ella urna parte
nsignilicanle de suas proprias rondas I
Anda admira que o nobre deputado notasso
que dahi resultara augmento de despeza, quan-
do as actuaes circumstancias lembrou allis a
necessidade de augmentar-so o ordenado c gra-
lilicago de todos os magistrados, despeza por
certo muilo mais avultada do que esla outra.
Isio aulorisa-roe a perguntar ao nobre deputa-
do ; trala-se do augmento da despeza em si, ou
antes da necessidado do trrico?
(Juando se trata do augmento da despeza, e so
reprova pura e siraplesmenle esse augmento, re-
prova-se ipso fado o servico: se por causa ape-
nas do augmento de 2:4009000 a crcaco de um
juiz de direito nao merece approvaco, muilo
menos a merecer o accrescimo que trar o mc-
lhoramento de ordenados para todos os magis-
trados.
Portanto, pondo de parte esta forma de argu-
mentado, que nao poda estar na mente do uo-
bre deputado, de que se trata ? Trata-se antes
de ludo da justica ou injuslica, da conveniencia
ou inconveniencia do projecto.
Pergunta-se: o nobre deputado provou que
nao hav necessidade da medida iniciada no
projeclo"? Apenas meucionouo numero das cau-
sas ^presentadas na relaco do Maranho.
Sr. presidente, eu poderia eslender-me bas-
zoverno os ponha acoberto da depen- j lante nesta occasio ; puderia descrever o estado
dencia em que se acham para com os individuos! da provincia do Para, subordinada relaco do
cujas causas muitas vezes tem dejulgar, dando-. Maranho. Poderia dizer a V. Exc. que na pro-
Ines meios para se snslenlarera com u decencia I vincia do Tara receiam todos cuviar pleitos para
o dignidado que devem ter empregados desta serem decididos naquelle tribunal, porque o me-
o0?'. r- -j ^ "os que lhe acontece dormirem na poeira dos
.i;!Ilr(',lnn,. -Sr. Presidente, nao duvidare dar o carlorios por espaco de 4, 5 ou 6 annos. sem ob-
meu voto ao projecto en. aiscussao.se se me pro- ter deciso alguma".. anuos, si
var a necessidade da creaco que elle prope ; e O Sr. Joo Paulo Est engan.
como julgo que o governo est mais habilitado O Sr. Franco de Almeida-Ea
los.A' commisso de instruccao publica.
O Sr, Silvara da Mulla lem de apresentar
consideraco do senado um projeclo que julga
de suoima importancia s em obediencia ao que
prescreve regiment, vai dizer algumas patarras
em abono da sua idea, pois a necessidade de le-
gisla r-s
reconh
.. pro-
jeclo, principiar pela sua leilura.
Depois de ter lido o projeclo o orador passa a
expender algumas consideracoes para mostrar
que a sua medida tem por ti"m nao s prevenir
muilasscenas immoraes, indecentes e deshuma-
nas que se do com a venda de escravos por
em exhibico publica, como
a graves interesses de outra
ordem.
O Sr Dias de Carvalho EBlira a sua emenda
I cora o consenlimento do senado.
Encerrada a discusso approvado a emenda
i substitutiva, e remellida commisso de re-
; daceo.
Entre em 1.a discusso, e passa para a 2.a, e
' desta para a 3.a sem debato, a propasicao da re-
ferida cmara, mandando contar a a'ntiguidade
dos officiaes da armada e do respectivo corpo de
Tem ainda de olTerocer ao senado um outro '= 'azc,lda 11,e Uver8m servido bordo ds "vlos
projecto talvez de Sdade socndaria, mas"doI!i^rr!l.7!^?!!?.^m?i,^i"^.e Pilolos.
reconhecida necessidade para libertar o
. para uneriar o corpo
legislativo das importunages de certas peligocs
quolidianamente apresentadas, j de empregados
pedindo licencfas por algum tempo, j de estran-
geiros pedindo cartas de naluralisaro, afim de
desde a dala das resaeclivas nomeaces.
O Sr. presidenle declara esgolada a materia
na ordem do dia, o d para u da seguinte sesso:
Ia e 2a discusso das proposigocs da cmara dos
deputados: Ia, pprovando a penso annual de
1:000$ concedida viscondessa de Guianna : 2.
dos annacs do senado deste ir
relativos ao anno de 1859, e resolveu que se re-
tribuste a ollera enviando urna collecco das
acias da mesma cmara, a comecar do anno de
1848 ate 18o/ ; na inlelligencia de que as remes-
sasseroo coirtinvmdos & medida q..o forera sendo
mpressas as actas dos annos subsequentes. a
clferta recebida com especial agrado.
I B) requerimento era nome dos officiaes refor-
mados do excrcito, pedindo
a mesa os seguinles projeclos :
A assembla geral decreta :
Art. 1." Todas as vendas de escravos debai-
xo do prego, e em exposico publica ficam pro-
hibidas.
Os leiloes commerciaes de escravos ficam
prohibidos, sob pena do nullidailc de taes vendas,
e de multa de lOog a 300$ contra o leiloeiro por
cada escravo quo vender em leilo.
As pracas judiciaes, om virlude de execugao
mauos ao excrcito, pedindo a approvaco da re- nnr i*. .. 5- ,,? ..... ."*?""*"? "-^"vu c.
soluco relativa ao raPe.horar0en.oPde seusVoniol fifi I ^ ^ L !' S2
Fica reservado para ser tomado era considera-
ndo em lempo opporluno.
Outro de Luiz de Azeredo Coutinho de Duque-
Estrada, pedindo ser nomeado official da secreta-
ria domeado.A' eommlssao da mesa.
O Sr. Baptilla de Oiiveira, participa que a de-
pulacuo do enado se dirigir ao paco da cidade
e que sendo inlroduzida com as formalidades do
esiylo augusta presenta de S. M. o Imperador
xecilara como crador della a resposia (falla do
throno, tal quaJ fra approvada pelo senado, e
que S. M. o Imferador se dignara dar a seguin-
te resposta :
Agradeco ao senado o apoio que promcllc
ao governo ; assim poder este, como lhe com-
pre, continuar a promover o adiantamenlo da
fiicao. >
O Sr. presidente declara que a resposta de S
o rad mpt'rador era recefc'Ja cora rauilo especiai
Comparecem no decurso da sesso mais 11 Srs.
senadores.
ORDEH DO DIA.
Entra em 1 discusso o projecto do senado
prohimodo a loteras e rifas nao autorisadas por
O Sr. Silveira da Molla, reconhece, como to-
llos os raembro da casa, a inconveniencia das ri-
tas que se fazem correr sombra das loteras aulo-
r.sadas por le, rifas que o projecto em discusso
tem por fim cohibir ; entretanto nao pode dei-
xar de observar que esse projecto joga com a les-
gisiicao anterior sobre a mesma materia
use projecto importa um coudeamaco dos
na provincia da Rio de Janeiro para occoirer ao
dficit existente eao que se realisar at o iim do
exercicio de 1859 a 1860, urr a vez que o valor de
taes apolices nao exceda a 2,500:000$ ; e 2a
declarndole a garanta de juros addicionaes,
concedida pelas assemblas provinclaes s cora-
paiihias organlsadas para co struccao de estradas
de ferjoser proporcional que o governo tem
concedido ; Ia e2a discusso de vanas proposi-
ces da dila cmara, autorisando o governo
para mandar admillir mitricula do f. anno
do im-
Levanla-se
meio dia,
a sesso meia hora depois do
annunciando os juizes por editaes.'conlendo o P" dner"" esludanles'
nomes, idades, profissoes, avaliaces, em earac-
lenstices dos escravos quo teuh'am de ser arre-
matados.
Findo aquelle prazo de 30 dias do annuncio
judicial, o juiz poder renovar o annuncio por
novo prazo, publicando era audiencia as propos-
tas se forem insignificantes os procos ofterecidos
ou se forem impugnados por her'deiros, ou ere-
dores que requeiram adjudicaco por proco
maior.
Arl. 2. Em todas as vendas da escravos, ou
Eejam particulares, ou judiciaes, prohibido, sob
pena de nullidade, separar o marido da mulher, o
filho do pai, on mi, salvo sendo os filhos inaio-
res de 21 annos.
Art. 3." Nos inventarios em que nao forem in-
teressadoe como herdeiros, ascendentes ou des-
cendentes, e ficarem salvos por outros bens os di-
reilos dos credores, poder o juiz do inventario
conceder cartas de liberdadeos escravos inven-
tariados que exhibirem vista o proco do suas
avaliaces judiciaes.
Art. 4. No municipio da corte ficam isentos
do pagamento de meia sisa as vendas de escra-
vos que se izerem para o serweo da lavoura dos
muuicipiosdo interior.
O governo em regulamento estabelecer os
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
SESSO EM 30 DE MAIO DE 1860.
Presidencia do Sr. conde de Baependy.
As lt horas da manhia, feita a chamada,
achando-se numero legal de Srs. deputados,
lida e approvada a acta da antecedente.
O Sr. i." Secrelario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um offieio do ministerio do imperio, enviando
duas representaces da cmara municipal de, S.
Raymundo Nonato c do co'legio eleitoral da fre-
giezia do mesmo nome, pedindo o augmento do
numero de eleitores que d proseniemente a
mesma freguezia.A' commisso de constiluico.
Outro do mesmo ministerio, enviando a copia
do officio do presidente da provincia de Minas
Geraes de 21 do correnle, cobrindo o requeri-
mento era que alguns eleilores do Io dislricto
ejeitoral da dita provincia aedem que o mesmo
dislricto seja dividido em (ious collegios, e que,
verificada esla diviso. seja designada para sede
do novo collegio a villa do Arax.A' commis-
so deestatistiea
Oulro do 1 secretario de senado, participando
meios praucos de tornar efiecliva esla disposigo, que o mesmo senado adoplou e vai dirigir sanc-
podendo para isso impr multas at 500g sobre cao imperial as resoluces pprovando a aposen-
as rendas de escravos que continuare a ficari tadoria concedida a Joo Carlos Pereira Ibiapina,
neste municipio, nao tendo pago a respectiva juiz de direilo da comarca c o Principo Imperial,
meia srsa. I na provincia do Plaoliy, e i penso annual de
una pela mesa administrativa da santa casa de
Sabara, e a outra por dous herdeiros de Antonio
de Abreu Gufmaraes, administrador do vinculo
do Jaguar, ambas reclamando a reforma da lei
de l de oulubro de 1818. que extingui o mes-
mo vinculo ; e aproveitando a occasio peco a
V. Exc. se digne, quando lhe fr possivel.'dar
para a ordem do dia o projecto n. 107 relativo
ao mesmo objecto, afim de entrar era 2.a dis-
cusso.
O Sr. Presidente :As representaces ficam
sobre a mesa para serem tomadas era considera-
rao quando se tratar da discusso do projecto n.
107 de 1848, e tomarei em consideraco, o re-
querimento do Sr. deputado.
ORDEM DO DIA.
Pedido de ioforniares.
Procede-se votaco do requerimento de or-
dem do Sr. Vilella rvares, cuja discussa ficou
encerrada no ultima sesso. O requerimento
a(iprovado, e conseguintemente vai s commis-
soes de negocios ecclcsiasicos e constiluico e
poderes o requerimento do Sr. Miguel de A-
raujo.
O Sr. Miguel de Araujo :Sr. presidente, o
requerimento que acaba de ser approvado conlm
urna idea igual que eu linha ; mas, circums-
tancias se deram que o lizeram transformar, sen-
do submettido consideraco de duas commis-
soes ; mas, como esse reque'rimenio nao especia-
lisa os pontos, entendo mais curial apresentar
urna indicaco em que os especialise : se V. Exc.
me permute, eu a mandarei mesa.
O Sr. Presidente .Pode mandar a indicaco
A mesa para ser lida na sesso de amanha.
0 Sr. Miguel de Araujo :Eu somente tenho
em vista facilitar os trabal5os das commissoes ;
nosei se V. Exc. me comprehende___
OSr Presidente :Comprehendi o fim que
lera em visla o nobre deputado ; mas a sua in-
dicaco s pode ser lida amanhaa no tempo desti-
nado para o expediente.
O Sr. Miguel de Araujo:Bera ; mando-a a
mesa.
Dispensa das leis de amorlisaco.
Contina a discusso da 2.a emenda do senado
proposigo desta cmara que dispensa as leis
de amorlizagao para quo a irmandade do Santis-
simo Sacramento da villa de Caldas e outras
co'poraces de mo-morla possam possuir bens
de raz.
O Sr. Cerqueira Leite:Se. presidenle, oulro
dia nao ped a palavra para fazer algumas obser-
vaces ao meu amigo autor do adiamento, e mes-
rao pedir-lhe para que o retirasse, nio s porque
esse adiamento era de pequeo praso, como laro-
bem porque pedia certas iuformaces ao nobre
ministro da fazenda que eu por certo nao era o
mais habilitado para dar; como porm lem de
continuar a discusso, eu vejo-me na necessida-
de de dizer algumas palavras, fazendo ver c-
mara a necessidade que ha de altender ao pedido
no projecto.
Eoi fundado um hospital na cidade de Taray-
buna pelo comraendador Silva Pin lo: para isso
o seu fundador fez sacrificios comprando o terre-
no, e lem de continuar a fazer oulros sacrificios
comprando outros mais e fazendo algumas doa-
ces; mas para esso fim pede certas isencoes,
como o ficar livre do pagamento de sizas, novos
e velhos direitos.
Eu creio que, fazendo taes sacrificios, elle me-
rece que se lhe conceda taes isencoes. Eu nao
ado.
.necessidadV. OB^^m^pZrft^^X^i^
i requer- j nobre deputado de que os possuo. Provam elles
[que processos insignificantes, relativos a reos
ais- que foram absolvidos e jazem na cada, remelli-
l!(K rtilr inruil ni'n '> *^l a^Ti 1^ J^-i-Iai. *_"_ _____
neste sentido vou mandar mesa
ment para que seja ouvido o governo.
Vem mesa, 6 lido, apoiado, e entra em
TSiI't!!lJ : 0S Pr "PPel'aco rcla'cao do districto.'noTeern
queiro quo sobre a materia do projeclo lido deciso alguma.
seja ouvido o governo. Joao Panto'de~ Mi-
randa.
O Sr. Franco de Almeida :Sr. presidente,
na posso concordarno adiamento. Onobredepu-
lado que o propo/.teveem visla sem duvidaouvir
a opinio do governo, mas o governo tem nesta
casa varios raembros ; o Sr. ministro da justica
est prsenle, pode sem o menor inconveniente
dar sua opinio ; para que pois adiamento ?
Julgo que o nobre deputado nao far a injus-
lica de acreditar que o Sr. ministro da justica
nao possa dar j iramediatameulc a sua opinifio
sobro o projecto : nao se trata de materias que
necessiiam, que demandara grande rcllcxo e
muito esludo, c por consequeucia nao necessita
do adiamento.
Aborta a discussao, impugnado o projeclo, co-
mo o foi pelo illuslre depuldo, podemos obter
todos os esclarecimentos, sem comtudo diTicuI-
lar a adopgo de urna medida reclamada por to-
dos os principios de justica e de necessidade pu-
blica, como turei occasio de demonstrar, nao o
podendo desde j porque se oppe o regiment,
visto como s se discute o adiamento.
O Sr. Parauagu (ministro da juslica):Sr.
presidente, salisfazendo aos desejos do'honrado
membro, darci a minha opinio sobro o ponto
que se discute: nao pois necessario adia-
mento.
0 Sr. Juao Paulo :Declaro que nao insisto
no adiamento, urna vez que o Sr. ministro mos-
tra a desnessidade delle.
O Sr. Ministro da Juslica:Receio emmittir
ura juizo acerca dessas creaces isoladas, porque ponderou o nobre deputado/ Desejo unicame"n-
muilas vezes seremos levados a commelter urna te convencer a cmara que esses dados Mlaluti-
injusiica relativa : quizera antes que se tomasse eos nada concluem, porque os Iribunaes iio tra-
uma providencia geral, era que fossera attendi-| balho, o.os processos licam nos carlorios poc
' decidir.
eslo dormindo dcbaixo da
poeira e os inlercssados encarcerados.
ltimamente, passando eu pela provincia do
Maranho, queixei-me disto a alguns desembar-
dores daquella relaco : responderara-me que o
tribunal nao tem Irbalhado por falla de numero.
E' verdade ; entretanto as provincias do Par,
o Amazonas eslo subordinadas a tribunal onde-
os seus processos ficam esquecidos na poeira dos
carlorios, quer porque nao trabalha, quer por
qualquer outra razo.
Mas nao quero tratar largamente deste poni
agora, porque nao opporluno, nem trago conti-
go os ducunientos em que se firmara as minhas
pioposic.es. Apenas quiz mostrar que a razo
presentada pelo nubre deputado a respeito do
pequeo numero dos processos julgados na rola-
cao do Maranho noda prova as circumstancias
acluaes.
Perguntarei ainda : alguem duvidar da neces-
sidade de conservar-se o tribunal do commercio
do Peruarnbiico 1 duvidar alguem de que o seu
commercio c florescenle ? Entretanto, nola-sa
que era quanto ao tribunal do Maranho foram
romettidas 18 appellaces, aquelle tribunal ape-
nas recebara 21, decidindo smente 17.
Ora o commercio de Pernambuco, lo grando
e desenvolvido, como osabem todos os merabros
desla casa est em propongo com 17 jnlgamen-
tos ? Nao este ura numero summamenle in-
sufiicieule ? Quera dir por isso que o tribunal
do commercio de Peruambuco desnecessario i
(Ha um parle.)
Logo nada prova, em relaco ao Para, o quo
das as necessidades de mais outras provincias
que por ventura se adiassem as mesmas cir-
cumstancias da do Para. Entretanto reconheco
que provincias ha, onde esl eslabelecido o juizo
privativo do commercio e que nao se acham em
posico lo vantajosa, quanto a Iransacces com-
merciaes. como a do Para, que vai em progres-
sivo desenvolvimenlo.
O Sr. Franco de Almeida :Apoiado ; tem
saldo a seu 3vor, pode muilo bem pagar nra juiz
de direilo commercial.
OSr. Minisiroda Justica:Por outro lado as
circumstancia do thesouro nao devem deixar de
serallendidas quando se trata da creaco de des-
pezas, edespezas desta ordem principalmente,
attendendo-se sorle da magistratura quo me-
rece toda a solicitude, todo o favor do corpo le-
gislativo. (Ipoiados.) Euenlendoque.antesdecui-
darmosdoaugmenlodopessoal.coovmaquinhoa-
lo melhor; todava, nao sendo despeza avultada
aquella que lera do fazer esta creaco, nao serei
eu que me opponha, se a cmara era sua sabe-
doria entender que a satisfaco desla necessidade
nao pode ser preterida por mais tempo.
J ha o juizo de urna commisso da casa a este
respeito : com este juizo e as consideracoes que
acabo de fazer julgo que a cmara est habilitada
a emitlir um voto seguro sobre a materia do pro-
jecto.
O requerimento retirado a pedido do seu au-
tor, precedendo consenlimento da cmara.
OSr. Franco de Almeida:Salisfazendo ao
pedido do honrado deputado que se senta mi-
Ha outra razo para nao haver processos no
Para ; consiste no eslado em que se acha o foro
daquella provincia, para o que chamo a altenco
do Sr. ministro da justica.
Ha tres para quatro annos o juiz municipal,
moco de-inuita capacidade, illuslraco cinleirez.i
o Sr. Dr. Jos Araujo Rosa Danin, esl oceupando
a 2.a vara de direito, porque o juiz desla vara
o Sr. deputado pela provincia do Cear Dr. Fer-
nandes Vieira, que foi lomar posse do lugar, re-
tirou-se logo para l mais nao vollou. Era quan-
to o juiz municipal faz as vezes do juiz de direi-
lo, as causas civeis, crimes e commerciats eslo
entregues a supplentes, que, apezar da melhor
vonladede e de toda a probidade, nao podem bem
desempenhar funeges de tanta importancia e
que requerem habililares jurdicas. .
D'ahi resulta que mu'itos nao querem propOr
a aeces a que leem direilo, levando smente
aos Iribunaes os processos de fallencia, que de-
vendo ser decididos com presteza, comludo
setemisara com darano do commercio e prejui-
20 geral. A demora dos processos enviados para
Maranho, alli jazendo sob a poeira dos cari-
nos ; a falla de juizes no Para, porque, por me-
lhor vonlade que tenham os supplentes, que sao
Icigos, sendo empregados pblicos uoo podem
dedicar-se a funecesque uo lem retribuirlo ;
todas estas causas concorrem para aconselhar
que se nao proponho causas, at que hajam jui-
zes e Iribunaes regulares.
Calcule pois a cmara a somma de prejuizos
nceS PiXnntfiem0DStrar-aUilldade,alque SO,rro commercio do Para por ffeito d
necessidade indeclinavel da crea?ao de um juiz lodos esses troperos; calcule vice-versa quanto
de direito especial do commercio na capital do
Para.
Eu live a. honra de apresentar este projecto na
sessao do anno passado ; foi immediatamenle re-
mettido respectiva commisso, que deu parecer
favoravelmente.
A lei citada no projecto a que deterrainou a
creaco de juizes especiaes do commercio naquel-
las capitaes onde houvessera iribunaes de com-
mercio. Ora, nao estando o Para nestas circums-
tancias, islo nao lendo tribunal, flcou tambem
sem juiz de direito do commercio.
O projecto pede que se estenda o beneficio da
lei capital da minha provincia, eporconse-
prosperaria se fossem removidos males" taes,
quando apezar delles, a provincia apresenta-s
prospera.
O que nao seria, se livesse juizes alustrados
perpetuos e probos? *
A vista disto, Sr. presidente, ninguem duvida-
r de que a provincia do Para, que eminente-
mente commercial, que d urna renda baslante
elevada, e aprsenla um saldo a favor do thesou-
ro nacional, com um movimento de mais de.
30,000:0009. tem o direilo de ser dotada cora ur
juiz especial do commercio, para garanta de to-
dos os direitos, o para maior seguranza da jus-
.
[ I


PorlaoU espero que esiejam destruidas tudas
as duridas do illustre deputado pelo Maranhao,
o peco-lhe, como eollega ropresentanle daquel-
las regios govornadas pela relajo do que faz
parte, quo concorra para a approvaco deste
projecto, desde que de reconhecida ulilidade,
* para que o gorerno cuido da juslica que me-
Tcccm aquellos povos, mandando desembargado-
res que completem o numero preciso nos jul-
gamentos, aflm de quo nao contine o clamor, e
nao se vi perdendo a crenca no recurso aos tri-
buna es do paiz como o rerdadeiro meio de ga-
rantir lodos os direilos.
Por all hoje a juslica cega e silenciosa, dor-
me ; parece que nao pode continuar semelhaute
---
ilibUivo, resulta a neeessidude da coarclacao do
abuso notado; o quo de espenr que terina
lugar.
Deixou hontem de dar-se a arrematarlo dos
impostos de que tratamos anteriormente, poniue
nao reunio-se a unta da fazends.
- Foram suspensos do exercicio respectivo o
porleiro e o amanuense cartorario da thesouraria
provincial, por portara do Eira. Sr. presidente,
de 9 do corrente.
O amanuense Balduino Jos Tarares da Sils
va foi designado pela inspectora da thesouraria
provincial para exercer o lugar de cartorario, du-
rante o imped monto do compotento empreado.
O Rvm. coadjuctor da freguezfa de Maran-
estado. Pela miuha parle, apresentando e sus- guape, Manoel Jos do Nascimenlo, acha-se sus-
ndo osle projeclo, leuho consciencia que P^nso do exercicio das funeces do seu minste-
JMABIQ Di PEMiMU =. $iiit>v mRk 11 D JLHO DE 1860.
presto um relevante servico aos povos que rae
conferirn) a honra de velar pelos seus inters-
ses bem entendidos.
Tenho concluido.
U Sr. Joo Paulo : Ped a palavra, Sr. pre-
o era consequencia do le'r sido pronunciado
SSa an'?'lrai ^eral como ocurso nos arligos
231, 2S2 e 283 da constituido do bispado.
Foram recolhidos Soasa de delenco, nos
8 do crrenle, 26 homens o 2 niulheres,
a ordem
sidente, para responder smente 5 parle do dis- [spndo 22 livres o 6 escravo* a saber
curso do nobre depulado n que aecusa o rea- j ". Dr: chefo de polica 16,' do Dr. delegado do superficial feUo'"p'reVsa"'PVr" pessoa" nli
c.ao do Maranhao lo morosa no julgamenlo das Put d.slricto 1. do subdelegado do Recife 3. lada em taes ma^nrias qu^ se oo.lem c
de morosa
causas que vo do Para por appcilaco para I
aquello tribunal.
Declaro que mo nao oppuz nleiramenle ao
.projecto do nobre deputado ; o que eu disse foi
que me acliava embancado, ou que tinha es-
crpulo de volar pela creaco do lugar de juiz
do de S. Jos 3 c do da Bua-VisTa 5.
Foram recolhidos no da 9 do corrente, casa
de delenco, 13 homens e 1 mu!hr todos livres
a saber: 6 a ordem do Dr. delegado do primeir
districto, 5 a ordem do subdelegado do Recife 1
a ordem do de S. Jos. 1 a ordem do de Santo
reconliouer quo .' '"ui" mpreg3.Jo pola presiden-
cia da provincia, emuOra acons'flhado por pes-
soas habilitadas que foraia consultadas, insuf-
ficienle para fazer cosssra epidemia, porquanloa
carne verde oh ra por ser m.gra, aoque nao
poder dar remedio facultativo a gum, visto que
a magrem procede da falla de pesio, ou o por
achar-se allorada em consequencia de moles-
tias reconheciveis depois que ?ao esfoladas e
abertas as rezes, e para islo incompetente o
facultativo nomcaco, ou qualqi.er outro. pos
(juanas escolas de medicina do imperio em que
elle esludou, e as da Europa um que estuda-
rara cutres quo oxistem neeta cidado, se nao
ensina a veterinaria, e apreudendo-se as
materias que lhe sao relativas, que cm Franca,
onde ha tres escolas espociaes, exige quatro an-
nos de esludos regulares, o quo se podem co-
nhecer as alleragoes mrbidas c o gado bovino
que vai ao maladouro publico, e em verdade
nao com conjecturas e algumas semelhancas
que se decidem quesloes pathologicas do d'n-
no da Veterinaria, nem com um exame
ha bil -
luirs 10 O/O, loma sa-
' Ri?/LJaneiro e rect'be
dinheiro ao premio de 8v a0 anno-
A caixa descoma
ques sobre a praca do
Praca do Recife 10 de jn.M, de 1860
AS TRES HORAS DA TAtu^
ramw Jp*9*e"* ofBdao.
Cambios sobre Londres 25 Ii4 d. 90 di
Descont de letraslt 0|0 ao
iV m P -^Parecer ni) pa(.0 Uas
da mesraa cmara nos referidos das. Par-o da
cmara municipal da cid.de de Olinda em sessao
ordinaria de 6 de julho de 1860.-Joaqun, Ca-
valcanl. de Albuquorque, presidente. -Eduardo
Daniel Cavalcanli Vellez doGuiv.ra. sec.elario
- O film. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em compnmeoto da ordem do Exm. Sr.
ESe"fi Provici 2 do corrento, manda
?oBPBJSlV,-"!.n.dAaJ.?.d? P^ntemez. val
zenda manda fazer publico, de cdi
a ordem do tribuna, do Iho.SuTSi.TS
prximo findo, que no da 25 de
do 9 de maio
julho
anno..
George Patchetl-.?cmden\e. ^menie a praca para ser arrematada o'u I i a"nos comPu
/>uWC7_Secretario. I mtK der, o imposto de 2*500 sobre o gado qU deftp.ena e Culpa
prximo se fara concurs aLTb
para preenchmenlo das vagas q^eVS"!
cantes na mesma : aouelles nni n,.i J .p }l~
rem ser admi.tidos VSSttgm'gSZr
lar nesla secretaria seus requerrmenos nS"
8 annos completos de idade
Alfamlesa.
Rendimento do da 1 a 9
dem do di 10. .
"iBK .,,^:j w '*- M KUUU "lili*
for con',ra'd" na comarca de Santo Antao.no
especial do coniniercio por attender s circuras-! Antonio o 1 a ordem do da Boa-Vista.
tandas acluaes das financas do paiz, quando o
Sr. ministro da fazenda nos diz no seu relalorio I
esta pondoracao naoeontrarlei o projecto ; dini-i
dei apenas da opportunidade. O nobre deputado,
porm, julgando que eu me oppuz ao seu pro-
jecto, ar^'unienlou com a demoraos julgamen-i
toada relacio, que nada enlendo cm aerea-'
can do lugar que se pretende.
O nobre deputado disse que pleitos
remedidos para a
TltASLAlHCAO DASREMQriAS DE SANTO OlEX. A
lesta da trasladado das reliquias de Sanio Ouen
Oifoila ha poucos das na cidado de Ruao, com
toda a pompa e solemnidade.que o aelo exiga.
As nove horas da manhaa, e o raais bello sol
radiava felizmente nesse di*, o clero da parochia
de Santo O^ien dirigio-se processionalmeole ao
| arcebispado, para recober as preciosas reliquias
depostas na capella do palacio,
do Para "'all a procissao voltou
ra por entre ondas d
e
para a igreja padroei- j bridaJe o
. ------- conseguir
resultados salisfalorios; e quando seja suflioien-
le o exame da carne verde fornecida no mer-
cado, enlo basta dar-so execuco ao que dis-
pe o arligo 48 do rcgularaouto'q ie baixou cora
o decrelo n. 828 de 29 de seleiobro de 1851 J
modificado pelo quo determina c artiglo do
regulamenlo que fo approvado pelo decreto n.
2:052 de 12 de dezembro de 1857, para conso-
guir-so o lira desojado, sera quo os cofres mu-
nicipaes enrregera cora a despeta, visto que o
inspector da laude publica desla provincia per-
cebe urna gratificado dos cofres se raes.
Noduvido que pessoas raais habilitadas cm
materias relativas a salubridade publica do que
eu, que durante doze 3nnos occiijei o lugar de
president
90471*505
6.-9(19112
97:412917
MovlmenJo da alfandegra
Volumessahidos cora fazendas 98
com eeneros 23
cora gneros
Voiumes entrados com fazenitas
* cora gneros
121
631
. estarem livres
- r- e terem bom proiedimenin
c. -...u ,uo, no turaS ?',?" ,,e,to co"curso versaro sobre lei-
trfennio ^.ro de 1860 a 1863, servndo de ; Sme?Sy,1 erammatkal, orll.ograplii, e ar -
i>ase para ^.^ma.ayo o offerccimenlo feilo sSri h l1hK00nad Poporc*es inclueiv"
Soar'Hod^fe"ra^Provioc.l de Ter-
pe/o
feilo
da inj*
nambuco 8 de junho de 1860.
dos exlinclos conselho {;oral de salu-
para a relacao do Maranhao sao de- I Por entre ondas de poVo. Omknimi I prortncia". tSSSu&S^
morados all sera dec.sao por espaco de a 5 ou ?*o> da I-arochia, as meninas educadas pelas do desenvolviraento da esend tina o andinai 1
m:s annos, de_ mam-ira que elle, passando por 'jas do S. Vicente de Paulo, grande numero cerosa, e dizer n esrao 7* n i quand de da"
aquella prorincia. failou com alguna desembar- \ de donzellas das familias raais d.siinclas da oida- carne Cerne urna das causas que de ara ori^em
gadoresa tal reapello e veio a conhecer que a de. todas vestidas de branco. os alumnos do se- i essas alfecSes e as eMrtmr STSa^SSS
demora provem do uao havor numero sutlicientc """ano c da escola normal, reunidos a um clero nao podo ir minha ititolliencia' embori ai.i.
de,julze: TEST' andT,r.de Sant0 0uen leV3d Plos da Pl0 q "ei lido em minios I "ros ctenh
Permilta-me o nobre deputado duvidar um sacerdotes da parochia, rodeado de meninos cora conseguido cora a pralica de v te"irnos de
pouco dessa asseveraco porque csses desem- ounflamaa e elegantes lanlernas, .finalmente o
bargadoros sabem, como cu, que os proressos *rccbispo em vestes brancas e cora o bculo na
a raultidao, respetosamente
-lo passava com ordem e reco-
vida, porcm, aos juizes dos lugares, que nao H'mcnto pela na imperial, e deixava em lodos
os cspirilos as raais religiosas impressoes
A entrada da nobre baslica, o cura de Santo
Ouen dirigi ao arcebispo urna allocueao apro-
pnada, agraderendo-lhe o importante servido
vw.^auviva auurill, UUill l'll, JUO OS prOTOSSOS ",,-''<'|"J otn csiud
civeis do ParS nao lem soffrido dilacao. Se lera I .ru'io.> abencoando
havido, em relacio aos processos crimes; de- '"cunada, ludo ist(
vida, porcm, aos juizes dos lugares, que nao
ini os escrivaes a expedir as appellacdes
cm lempo compeleule.
O Sr. Franco de Almeida : Est engaado,
porque lenho causas appelladas, remedidas
Doscarregam hje 11 de julho.
Barca americanaRrasiloira=farinha de trigo
Patacho inglez-Belle fazendas.
1 alacho diuamarquezMaria-4dem.
Importar,
Escuna ingleza Bablhorp, vinda de Fiunne
consignada a N. O. Bieber & C.-manfestou o se-
guinle :
1,491 barricas larinha de trigo, 100 ditas bola-
xi n ha se biscoitos, 60 caxas papel de escrever
15cunhetes ac, 1 pacole amostras; aos mos-
Briguefrancez Delem, vindo do Havre, consi"-
.>Zxa >Ty**l fre,re3- manifeslou o seguinte :
OJO barris e 380 meios manleiga, 40 caisas
queijos, 200 Saceos farollo. 100 caxas serveja,
urna porcio de carvSo de pedra ; aos raesrnos
Consulado geral.
1 *a 9 10.3113261
...... 8481861
A F A.,8ecretirtf'
Rendimento do
dem do da 10
icilanle tt>Soel Barbosa da Silva
porta ocia de *:9ftH ^or.anno.
As pewoasque seqouere,n propor a esta ar-
rematact-, comparegim na sa'a das seaades da
mesma junta, no da cima ib.f'ncioEado, pelo
meio dia, competentemente Jiabllii'jdas; lendo
lugar as habililnrws no- dia 10 ."lo supra
E para constar se mandn afix^r o p
publicar pelo Diario. --------- i"^
Secretaria da thesouraria provincial Per-1 Sato mESELEV-S"! \8*ra **P+
nambuca, 5 de julho de 1860.- secretario, A.' S 0Qg SffYf 'JSTI da Vic,ri''- e-
F.^da Annunciago. g 5lo0 m" brac". avalada em
vncial, em%imVrimenlo%aeTdLSdST.^Sr"L**2"52S5ife*ici! na forma da ,e pro-
pres.den.e d, provincia, de 30 de junho ul mfl d.S "'!Ldc ^ d n.a.o de 1854, o sob a4
manda fazer publico, que no d.a 19 do corren e f Piaes abaixo copiadas.
As pessoas qe se quzerem propor a eslaarre-
atacaocomparecamnasaladasse--1 *--
jnada jsmta no dia cima indicad.:
V",*~ diac comPPentemeRfe habilitadas.
E para constar M
publicar pelo Diario.
lomo lerreira da Annunciacao. '
Clausulas espeaes para a arrematando.
j .,. r? .reP3ros dos empedramento3 da'cstn
da Victoria entre
feil
corrente,
ser arrematado a
vai novamente praca para
quem por menos lizer a npreasft' dos baiancos e ri!in$,*YJ'?ecm "* sal-a dss'essoes damer-
orcamento da thesouraria e do relator.o da ins- I a 1 } a ?v dia ar,ma "'dicado, pelo meio
pectoria com todos os documentos iw" o orn- dl? comPrtt>ntemeRfe habilitadas,
panham, pela quantia de 1 500? rs. i,iP,ara C?M2r s? mandou affixar o presente e
As pessoas que se propozerem a osla arrema-
taran, eomparecam
rter^H^ da, "'eSD'a ''"-'soura'ria.'V dia""nc.m
bfltadas n'C' c5mPelenle'"ente ha-
affix
ar o presente e
111518122
jmr mim no correio, qnc licara na relacao do l0" Por acuelle prelado na entrega das reliquias
HaranMo dormindo no esquecnienlo. i do Santo.
O Sr. Joo Paulo:Nao pode duvidar por- O arcebispo responden, que se considerara
que eu o aflirmo. Sou all promotor de juslica,' ',"'m feliz por vr, como seus predecessores,
fallo em todos os feilos crimes,
gados com brevidade : lera
alguma demora no endame
c eu por varias veres lenho-a notado, e chama-
do a alteneao do tribunal ; mas ella devida aos
; icrivaes, aconteceodo que multas causas sobem
ao conhecimento do tribunal dous e tres annos
depois de appelladas. Tambera os juizes de d-
reito sao culpados da nao fazerom os escrivaes
expedirn) as anpollafdes em lempo competente,
Como man la a le.
es, e ellos sao jul-] "lue-lla nobre baslica, o que eslava certo de qu
havido, 6 verdade,; a presenr.a das gloriosas reliquias seria para o
tilo dos processos, e| Ullui"0, assm para os ics da parochia e para o
pastor, como para toda a cidade, um penlior de
alia prole^cao e gracas assignaladas.
Tcndo-se colocado o andor debaixo de um rico
dor.el elevado atraz lo altar-mr, cantou-se urna
inissa com todas as solemnidades das grandes
fesias, olliciando o vgarn geral,
Depois doerangelho o arcebispo pronunciou
um oloquente patiegyrico do Santo Ouen, seu
O Sr. Franco de Almeida: Est engaado ; glorioso predecessor, mostrando os grandes ser-
teem-se expedido em lempo. vicos, que havia Coito ao mundo.
O Sr. ArauJD Lima : Apoiado ; de minha' Depois assignalou a admiravel dodicacao do
rea teem-se expedido diversas appellaces Santo pela provincia e pela cidade sustentando
crimes no devido lempo, as quaes teeui ficado em lo,ia a sua pureza a fu e a religiao.
:- ni dccso na relacao do Maranhao por 4 a 51 Fioalmenle depois de ter demonstrado quantn
annos. i era justo o culto tributado a Santo Ouen. lormi-
O Sr. Franco de Almeida : Eis ah Note-1 ou com as mais locantes palavras, pedindo a
so que a informacao que a cmara acaba de ouvir' Proleceao de seu predecessor p,.ra 'si, para os
dada por um nobre depulado que all juiz de! 'iois. 1ue o rodeavam, e para toda a' sua dio-
direto. I cese.
O Sr. Joo Paulo : Algumas vezes lem A' tan,o canlou-se ura Te-Deum com a maior
bando demora, torno a repelir ; mas nos carto-; solemnidade. dando o arcebispo a benco com o
ros dos escrivaes : e que culpa lem o tribunal' Santissimo Sacramento ; e terminou a'fesla com
da relacao relativamente a este fado ? Como ioulr* procissio igual que se Azora de manhae
promotor de juslica lenho procurado corrigir os Para recondu/.ir o arcebispo ao seu palacio.
escrivaes da relacao, mas no me cabo fazer | "ada felizmente faltpu para tornar esta* Cesta
com os juizes nao demorcm nem constnlam que ,ao brilhanto quanto se* poda despjar: um gran-
os i.-serivaes demorcm a expedtcao das appelia-
, de sortc que por varias vez'es tem o tribu-
nal delxado de tomar conhecimenlo dellas por'
serem apresenladcs fura de lempo.
Julgo, Sr. presidente, ter dito quinto basla i
acerca desla queslio.
O artigo nico do projecto approvado, bom
como a emenda.
L-se, apoia-se, o cnlra era dscusso, o se-
guinte arligo additlvo :
Fic creado na provincia de S. Paulo um
jiii/. especial dos feilos da fazenda, o outro na
provincia de Minas-Geraos./. O, Kelias.F.
A. Alhayde.Joao Mendes.A. da CoHa Piulo
Suca.Rocha Franco.Cruz Machado.
"i artigo approvado sein debato, e o projeclo
passa 3.' discussao, indo no entanio respec-
tiva commisso para o redigir de conformidade
com o vencido.
ESSA DE REST1TC1C.A AO CAI'ITA V. 1)0 R.
FARROS GALCAO.
Entra em 2.'1 discussao o projecto quo dispen-
sa o cepillo Francisco do llego Barros Falcao,
da restitucao da quantia de 771J rs. por elle
recebda na qualidade de recrulador na provin-
cia da Parahiba dn Norte.
Indo proceder-se votacao, reconhece-se nao ''as> as
haver casa ; pelo que o Sr. presdeme declara !
encerrada a discussao, c manda proceder cha-
mada : por ella se verifica lerem-se ausentado
cora participaco os Srs. Brandao e Baptista
N inteiro, osera ella os Srs. Barbosa da Cunda,
is Leite, Manoel l'ernandes, Joao Paulo,
(Jarcia d.' Almeida, Torres-Hornera, .Francisco
Dirigir os- Para recondu/ir o arcebispo ao
abe fazer I, *da f''lizmen(o fallpu para
'"o brilhanto quanto se podia i
s concurso, uma inteira dovocao.'um esplendoi
rfeltamente religioso, e, phnomeno raro hi
de
per
muito lempo, ura da ra liante e aprasivel.
Passageiro saludo para Maranhao pelo
1 ara no Inate brasileiro Rosa, Joao Alvcs de
Barros.
Matadouho publico :
Mataram-sc no da 10 do corrente
consumo desta cidade 9?> rezes.
4 ,"TiMo"-TAl>ADB oo da 10 do corrente:
Adolfo, branco, 5 anuos, febre perniciosa.
raulo, prelo, solteiro, escravo, 40 anuos, tvsica.
Itosa Mana da C'iiceicao, parda, soiteira, 25
anuos, tubrculo pulmonar.
para o
prclo.casado, 46 anuos,
branco, casado, 76
)m 61 ho-
i homens cs-
i FelppeSantiago, pardo, viuvo, 46 annos, lypho.
Januano Lopes de Lima
congeslao cerebral.
Manoel Jos da Silva Bra
annos, gaslrile.
Hospital de caridadk. Exislem 61 ho-
mens e 5i mulhercs, nacionaea
trangeiros, e 1 escravo, total V2'.
Na totalidadedosdoeolescxistem 37 alienados,
sendo 3j mulheres e 7 homens.
I Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio
Pintosl 1 'horas da manhaa, pelo Dr. Dornel-
1 tas, as i horas o 2 minutos da uiaiihaa.
________^_^__
CAM1RA MUNICIPAL 1)0 RECIFE.
| Illms. Srs.Em resposta ao offico, que Vs
1 Ss. se dignaram da dirigir-me com dala de 21 do
corrente, em que mo pedem que indique a Vs.
! Ss. a causa que deu desenvolvimento a epide-
Campos, Carrao. Paula Santos. Saraiva, Abelardo ; rnia reinante, e a entretera, passo a dizer o ene
de l.rito, Augusto deOliveira, e barao de Miu. abaixo vai escrpto
Dada a ordem do da, levantou-se a sessio s
horas menos um quarto.
FEBNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Por despacho do Exm. c Rvm. Sr. hispo dioce-
sano, foi revalidado, no dia 9 do correte me/., o
casamento irrito do Sr. Joao Ignacio da Costa
'lego Lima e da Sra. D. Joanna Alexandrina Di-
niz o Silva.
Queixara-se-nos de uma mulher que mora
na ra Imperial, de recente data, o que all vive
a insultar sempre a uma familia honesta que pa-
ra nao lomar-so com ella, ve-se forcada a stip-
portar ludo.
Nao devendo ser islo tolerado, chamamos a al-
I peo da auloridade competente para que, exa-
minado o faci, sobro ello sede alguma provi-
dencia.
As familias honestas nao devem eslar sugeilas
ao resoltado do cynismo dessas mulheres. cuja
vJasSo ura escarnio ao pudor publico e hon-
rj das familias ; s quaes dever-se-hia sempre
roubar seinelhanles espectculos.
Gomeea a manifestar-se j a repercussao do
fado de haver sido lancada ao mar grande por-
cao de carne fresca, por imputar-sc-lhe a quali-
dade de hyirophnbisaia pelo dente do cao ac-
commeltdo de hydrophobia. Este effiito era de
esperar, porque lendo com aquello fado perdido
o- que negocia vara em talhar a carne, mu natu-
ralmente se devera supporqueelles ptOOOrflasem
resarcir laes prejuizos com a alca do cusi della,
mal desapparecesse a impressao" quo dominava o
espirito publico.
Islo com effeito existe j traduzido em Cacto
com prejui/.o do consummidor de pequeos re-
cursos.
Ao mal da caresta, porm, addiccionam os pi-
cadores um outro mal tanto maior quanto faz a
caresta subir, quando nada, 33 por cento mais ;
visto que os pesos levam nunca menos de urna
terca parle de ossos ; ao passo que alguns pre-
dilectos tem os seus de carno rnassica u sera
ossos.
e sinlo nao ter podido fa-
ze-lo no prazo quo por Vs. Ss. mo foi marcado,
porque ponderosas razos a isto so oppozeram,
como comraiiniquei-o a Vs. Ss. era rauu ollkio
de 22 deste mez.
Nao me possivel dizer a Vs. Ss. com preci-
sao a causa que deu desenvolviraento eentrelom
a escarlatina e angina ulcerosa, que reinara epi-
dmicamente nesla cidade, e nao Qrmando-me
em conjecturas quo respondo a consultas desla
ordem. Em geral, se do como causas do de-
senvolvimenlo das epidemias as variacocs al-
mosphericas c alteraees do ar, o cscripiores es-
ttmaveis, em cujo numero liguram Eringle, Hof-
fman e outrus, consideram o calor excessivo da
atmosphera como urna das suas causas mais ac-
tivas ; c com etfeito a experiencia mostra que
tem razo os que sao desla opinio, e sabido
quo ardente foi o calor do sol, durante o vero o
parle do oulono.
E' verdade que, lendo no Diario de Per nam-
buco um olficio da presidencia da provincia, di-
rigido a V. S. com dala de 18 do corrente, nelle
vi mencionada como uma das causas do desen-
volvimento e cnlrelimenlo dessas alfeccocs, ni-
ca q je foi indicada, a m qualidade da carne ver-
de, fornecida ao consummo desta cidade ; mas,
sim duvidar de quo a ra qualidade das substan-
cias alimenticias influa perniciosamente sobre o
organismo das pessoas que dessas substancias fa-
zem consunto uso, nao sou do numero daque'.-
les que exageram a influencia da alimentaeo
sobre o desenvolvimento das .epidemias, o, se
isto pode ser admittdo al certo ponto, nao lem
por certo applcaco ao desenvolvimento e en-
tretimento da escarlatina c angina ulcerosa, que
reinsm actualmente, porquanto, nao a primei-
ra vez que a carno verde; que se vende nos acou-
gues desta cidade, de m qualidade, nem'que
concorrem as causas de insalubridade que se no-
tara presentemente, entretanto que o prraeira
vez que nestes ltimos 20 annos reinara aqu
epidmica e intensamente essas affecces, e, se
a m qualidade da carne verde fosse" uma das
causas do desenvolvimento e entrelimento da es-
carlatina e angina ulcerosa, to importante, que
raereceu ser indicada de preferencia pela presi-
dencia da provincia, enlo essas allccces nao
teriam reinado em diversos lugares da "Europa,
era que a m qualidade da carne verde no pode
Nao ignoramos que o bo comprado com os
ossos, e que sendo realhado, os pesos devora ser invocada, como se prova com o que"existe
participar de carne e osso ; mas sabemos tam-
i>em que slodcvo ser em suas justas proporgocs
c jamis como praticado, dando-se carne so-
mente para os predilectos, eos3os para os indi-
ferentes, aos quaes s rcsla ou calarera-se ou li-
carem sem carne, visto que osle abuso com-
mum lodos os picadores della
Uma providencia, porlanto, so faz preciso para
esse lado da situacSo, que alm disto nao bem
que se deixe ir nesse actual laissez-faire, sob que
se elli ahi slenla todas as vislas.
Na ra do Caldero existe um canno, pelo
qual coslumam vasar para a ra quanta agua im-
munda c ptrida tem em casa a pessea ou pes-
soas, que achara-se avesadas isto.
No titulo 2o, artigo 2o, das posturas munic-
paes de 18 9, no entretanto consagrada exprs-
smenle a prohibico da existencia de cannos de
despejos para as ras.
Desles fados positivos, por um lado a existen-
cia da infraccao, por outro o disposlo legal pro-
esenpto e pode ser lido na historia geral e par-
ticular das molestias epidmicas, contagiosas e
episooticas deOzanam, obra justamente estimada,
nem na capital do imperio, onde reinam, liaban-
nos, fazendo umitas victimas entre a popiilacao,
que se nao queixava da n qualidade da carne
verde, alera de que, se com elfeito esla fosso a
causa do desenvolvimenja^ enlrelimento da es-
carlatina e angina ulcerow que reinam ; enlo
essas aleccoes nao teriam eomocado em lempo,
em que a carne verde anda era" boa, e teriam
perdido sua inlensidade desde que se foi tornan-
do melhor, entretanto que con as chovas foram
declinando, e cora- os ltimos das de sol recru-
decendo, como prova o quadro mortuario.
Seeu, por nm momento, admitlisse que nao
s a m qualidade da carne verde tem concorri-
do para o desenvolvimento da escarlatina e an-
gina ulcerosa, e as entrelem, seno que s agora
que a populado desta cidade lem tido carne
verde de m qualidade, nao pedera deixar de
.....--------------ex-
ercicio prolissional, e creio quo nao custaria
muito combater a opinio dosses que esto per-
suados que o desenvolvimento e enteliraento da
escarlatiua e angina ulcerosa so ievem m
qualidade da carne verde, por quai lo, para por
em derrota essa opinio, que me parece s fun-
dada em conjecturas, basta o que se acha escrip-
to na obra supracilada e em outras, e se obser-
va constantemente nesta cidade, era que a car-
ine verde quasi sempre de m qualidade nos
I ltimos meses do eslo, e de boa nos ltimos
do invern, entretanto que s agn que rei-
nam epidmicamente essas affeceSeo.
As causas de insalubridade p'ub ica, que se
notara actualmente nesla cidade sao as que
erara notadas oulr'ora, c essas me-mas causas
exista ra nao s quando roinon aqu a febre ama-
relia em 1S50, e o cholera-morbis em 1856.
seno quando nao lem reinado epidemia algu-
ma, ou lera reidado alguma to benignamente
que deixou de preoecupar a popularo.
Se eu tivesso de responder rmndo-me em
conjecturas, rao parecera mais acertado dizer
que a causa do desenvolvimento da escarlatina e
angina ulcerosa se deve a esse navio que, em
lins do anno passado, arribou a nosso porto tra-
sendo contente do passageros, do3 q aes nimios
haviara soffrido durante a viagem dossas affec-
ces, de que succuinbirara diversos, indo para
o lazareto do Pina aqunlles que tinhum chegado
vivos, donde vinham aos batidos osla cidade
poudo-se era communicaco com a populaceo;
no que eu mo leria opposto, se ainda exerces-
se funeces publicas, porquanto a escarlatina e
angina sao reputadas molestias contigiosas, e
por mojo da communicaco que as affecces,
que O Sao, se desenvolver por vezen nos cen-
tros de populaces, o, constituido leos de in-
feceo, se propagara.
Creio ter dlo bastante para que Yv. Ss. sai-
bam o que pens a esle respeilo; e terminando
esta resposta, nao posso deixar de agradecer a
V v. Ss. a provado conlianca que rae derara.'
eus guarde a Vv. Ss.
Recife, 25 de junho de 1850.
Illms: Srs. presidente o vareadores da cma-
ro municipal do Recife.
Dr.Joaquim de quino Fonseca.
Diversas provincias.
Rendimento do da 1 a 9 1:730|242
dem do dia 10....... 17J43S
Correspondencias.
1:747*680
Despachos de exportacao pela me-
sa do constatado desta cidade n
dia lO de julho de 1860
Break-waterBarca ingleza D. Anna, S. Bro-
thers & C 851 saceos assucar mascavado.
usbeaPatacho portuguez Mara da doria.
Bailar & Oliveira. 100 couros salgados; Pal-
meira Beltro, 3,500 cocos com casca.
Expnrtacao.
Rio Grande do Sol, brigue nacional Firma
de 175 toneladas, conduzio o seguinte:200
saceos e 1,106 barricas assucar.
dem, patacho nacional Barros I, de 261 to-
neladas, conduzio o seguinte : 1,318 barricas
assucar, 8 pipas, 6 meias dilas e 15 barris agur-
dente, 1,500 cocos seceos.
Havre pelo Para, galera franceza Adelle, de
518 toneladas, conduzio o seguinto :3,617 cou-
ros salgados, 3,166 ditos verdes, 1,407 ditos es-
pichados, 136 saccas algodo, 1 barril aguarden-
te, 2 barricas caf, 30 cocos estrangeros.
Buenos-Ayfes. sumaca sarda Astralabo, de
175 toneladas, conduzio o seguinle : 10O pipas
cachaca, 467 barricas assucar.
Hecebedoria de rendas internas
Seraes de Pernambuc.
Rendimento do dia 1 a 9 13:5225776
dem do dia 10.......l:872g33
15:395#209
Consulado provincial-
Rendimento do dia 1 a 9 38:552i960
dem do dia 10....... 2250J412
40.803-3372
Moyimento doporto.
C hS

B
Horas
3 s
= !
Atmosphera.
Vi
Direcco.
53
o;
Inlensidade.
~1
Centgrado.
t3
o
h3
o
~ -1 hS
m 'X- lo
o o ^1
I
feau
mur.
Fahrenheit
C5
^1
V
I
co
_o
ca
o
I Hygrometro.
Barmetro.
> *
0 V.
1 S
p;
- H
o 5
c
r-
C
C.
V.
Srs. redactoresTendo ido essa capital tra-
tar de negocios do meu particular ir teresse era i
principios do mez prximo lindo, l soube que o !
Sr. Dr. Rodrigo Castor de Albuqueiquo Maranhao |
nao perda hora e occasio para fazer mputaces
falsas e difamatorias contra a repulaco do'Sr.
lenlo -coronel Manoel Camello Pes'-oa Caval-
canli, delegado deslo lermo, e ento julguei a
proposito manifestar ao respeitavel publico, qu
o melhor apreciador dos nossos actos, que o
Sr. Dr. Castor era levado a isso sem duvida por
desgoslos eieitoraes, ou antes por causa de uma
candidatura mallograda, visto quo o Sr. Dr. Cas-
tor sabe e sabia que o Sr. tenente-coronel Ca-
mello nao era c nem podia ser respe nsavel por
fado? que se deraiu neste lermo em lempo em
que nao se achava no exercicio do cargo de dele-
gado, e para os quaes nao concorreram as auto-
ridades policiaes de modo algum.
Julgando porm que o negocio eslivesse pas-
sado. c que ninguam se lembra de o revolver,
nao s por que o Sr. tenente-coronel Camello j
moslrou da maneira a mais convinccrle que era
ianoceule respeilo desses fados, que nao pas-
sarara de Tugas de Ires presos, um dos quaes j
se acha preso, e os oulros lem sido procurado
cuidadosamente, eis que vejo no Diario de Per-
nambuco de 13 do citado mez um communicado
de u:n Sr. G. censurando-me por nac ter men-
cionado os fados de que se vale o Sr. Dr. Castor
e os demais inimigos gratuitos do Si. Camello,
para o aecusarem, edizendo que o Sr. Castor nao
fora o autor da denuncia dada ao Illra. Sr. Dr.
chele do polica contra aquelle Sr.
Jeia?rM?K a.Pen."M cpmpromiilteu a pro-! raiterio publico da villa de Iguarass, aliadas
; oltnbuindoaindaoSr. G. o mci comniu-em 5:3S03.
A arreraataco ser feta na forma da le pro-
vincial n. 343 de de i de maio de 1854 e sob as
A niite clara com grandes nevooiros, vento SE
veio para o terral e assim amanheceu.
osciLLACAO da iatri.
Preamar as 9 h 42' da manhaa, altura 6 -'0 p
Baixamar a 3 h al' da larde, altura 1.50 p."
O cometa continua visivo! e segu de NO, SE
Observatorio do arsenal demarraba 10 de julho
_________ VlKGAS J'JNlOR.
de 186(1
Editaes.
0 Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, era cumplimento da ordem do Lxm. Sr.
presidente da provincia do 6 do corrente, manda
fazer publico, que no dia 26 do corrente, perante
ranle a junta da mesma thesouraria se ha de ar-
j&mello, e ; rematar a quera por menos lizer as obras do ce-
rneado a odios e despeilos para com a pessoa do
Sr. Castor.
Sr. G.. que ignoro quem seja, julgo-rae forcado E para constar se mandou affixar o presente e
a aceitar o desalo, e, de um modo franco e leal,' publicar pelo Diario.
insistir era declarar que se o Sr. Casto-se cora- Secretaria da ihesouraria provincial de Per-
promel'.cii a provar perante o Illm. Sr. Dr. chefe ; nambuco, 10 de julho de 1860.O secretario A
de polica que o Sr. delegido Camello era res- F. da Annunciacao.
ponsavel pelas facios em queslo, contrahio um
compromisso que jamis poder desenipcnhar e
do qual dilficilmente salrir-se-ha, pos que o Sr.
Castor sabe mu bem que o Sr. Caraellc nao es-
teve no exercicio por esse lempo, c que elle
Clausulas especiaes para a arrematando.
1- As obras do comiterio cima, priicpiarao
um mez depois de arrematadas o conclur-se-ho
no prazo de 12raezes.
0 arrematante ser obrizado durante "
auloridade justa c recia nocumprimenlo de seus: lempo da conslrucc.o da obra a'conservar limpo
deveres ; e essa a causa por que raais guerrea-
do vai sendo por seus gratuitos o mal intencio-
nados inimigos.
Nao se soccorra porm o Sr. Dr. Castor ou o
Sr. G., como vai parecendo, a uma corresponden-
cia assignada pelo Sr. Antonio Luiz de Albuquor-
que, em que fui lambem mordido pelo dente
venenoso da calumnia, pois quo o Sr. Castor co-
nhece a Antonio Luiz, e sabe ou deve :aber que
elle foi aproveitado em um momento de colera,
em que se julgava despeitado pela priso feita
em seu irmo Flix Cavalcanli indigitado como
ura dos autores do brbaro assassinalr de Joo
Tenorio, pelo Sr. tenente-coronel Thomaz de
Aquino Cavalcanli, que o genio do mal em re-
lacao a proteceo de criminosos malvados, etc.,
etc .. mas pessoa a quem o Sr. Castor ama, como
3eu primo legitimo.
Veja pois o Sr. Dr. Castor era que fice ; se quer
que pare aqui ou que vamos adiantc ; de qual-
quer modo eu o acompanharci; e cteio que o
Sr. Camello nao teme que o Sr. Dr. Castor pro-
cure revolver a sua vida publica e particular.
Cuncluo dizendo que o Sr. G. engana-se quan-
do affirma quo o Sr. Dr Castor pode provar qual-
quer fado que deponha contra a conducta civil e
moral do Sr. Camello, o pediudo aos Srs. redac-
tores que deem publicidade a estas toscas linhas
do seu assignanle.
Antonio Marques de Albuquerque Cavalcanli.
Buique, 16 de maio de 1860.
Caixa filial do banco do Brasil
em Pernambuco.
EM 10 DE JULHO DE 1860.
Directores da semana os Srs. :
Francisco Jo-ao de Barros e Joo da Silva Ro-
gadas.
a obra n0 prazo marcado, pagar uma mulla
por cento do valor da nrremataco, de
com o arl. 32 da lei provincial
de mato e de qnalqcr irnmundice o terreno cecu -
pado pelo cemiterio.
3. O arrematante ser obrgado a seguir na
execuco da obra as observacocs indicadas por
pessoa habilitada que para tal lira esleja aulorisada
pela cmara municipal de Iguarass, ou pelo go-
verno.
4.a O pagamento ser dividido em 4 presla-
roes iguaes, que devero ser pagas cada uma a
proporcao que se for terminando cada quario da
obra.
5.a f do
de
conformidade
n. 286.
Conforme.0 secretario, Antonio Ferrcira da
Annunciacao.
Manoel Joaquim Ferrcira Esleves, cavalheiro da
imperial ordem da Bosa, espito commandan-
te interino do 2. batalho de fusileiros da
guarda nacional da freguezia de S. Jos, o pre-
sidente do consclho de qualificaco da mesma
freguezia, ele.
Faz constar aos interessados, que no da 13 do
corrente, ter lugar a primeira sesso da segun-
da reuniao do referida conselho no consistorio i
igreja de N. s. do Terro que hora serve de ma-
triz da rcesma freguezia, onde os mesmos inte-
rassados devem presentar seus requermeolo de
recusa de novo documentados.
Perante a cmara municipal da cidade de
Olinda estaro novamente em praca nos das 13,
20 e27 do corrente mez para sere"m airematados
por venda por quera mais der, na forma do arti-
go 28 da le provincial n. 474 de 5 de maio do
anno prximo passado, o telheiro qoe serve de
matadouro publico, avahado em 4008, e o predio
contiguo a igrrja de S. Sebast:,o da mesma ci-
dade. com 62 palmos de frente, em chaos forei-
ros, avallado em 2:000. vis to nao terem appare-
cido licitantes as pracas dos dias 22 e 29 de sc-
terabro, 6 e 27 de outubro do dito anco : os pre-
E para constar se mandou
publicar pelo Diario.
Secretaria da ihesourarara provincial de Per-
nambuco, 4 de julho de 1860.-O secretario, A.
r. oa Annunciacao.
Domingos Alfonso Nery Kerreira, commendador
da imperial ordem da Rosa o da deChristn co-
ronel e commandante do primeir batalho de
luzleiros da guarda nacional, commandante
superior interino e presidente do concilio de
revista da guarda nacional deste
por S. M. o Imperador, ele.
Faco sabor que na terceira dominga do presen-
te mez [15 do corrente), so reunir o conselho de
revista da guarda nacional, como determina a se-
rado
os marcos de 6 a 8 mil bracas.
os de conformidade com o orcamento
lata approvado pela directora em conse-
serao
nesta
too e snbmettido approvaco do ExV"presiden"
2 r.r-!l"-.-'.n-a.n,p0rlanci.a de 6:312$ "
t
hh tr ^.arrenia,;"e coraecar as obraVo'prazo
U das, e as concluir no de 4 mozos, coitla-
o arl. 31 do rcgulamento das obras
municipio, rao SPr
gunda parle do arligo 25 do decreto numero 1130 i m tudo c Ds,la 'lue nr' csl'ver esp.
de 12 de marco de 1853, na sala das sessoes da "" orameo, c na prsenles clausula
cmara municipal desta cidade 10 horas da PeJ;,i,c51 se observar o que dispoe a le n.
manhaa
Irucces
alim" de
na conformidade do artigo 4 dasina-
numero 722 de 25 de outubro de 1850,
ornar conhecimento dos recursos qu
versarem sobre os casos do arligo 33, o que fu-
rom intorpostos pela maneira determinada no ar-
tigo do das dilas insiruceoes.
E para constar a
car pela imprensa.
- lV"U"lt' "'?, ccinmanlo superior interino, 7 de
julho de 1860.
Domingos AffonsoNery Ferreira.
Capitana lo porto
_ Por esta capitana se faz publico o aviso abaixo
oa capitana do porto do Maranhao. relativamen-
dos segundo
puDlicas
3 O pagamento da importancia da arremata-
ira- feto em 3 preslaces iguaes. sendo a
primeira quando liver feto um terco.da obra a
segunda quando houver feto dous tercos e a ul-
tima na entrega da obra.
4. ludo 0 mal mi nn ootia> CSDeCfi-
s es-
Lonrorme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciacao.
Sr. inspector da thesouraria pro-
manda fazer publico, que em consequeu-
O Illm.
vincial
ca do incotnmodo do Sr. Dr." procurador fiscal.
lica transferida para o dia 12 do corrente a arre-
queni convier mandei publi- mataeo do imposto de 2500 rs. sobre o "cdo do>
municipio do ltccife.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Per-
nambuco. 10 do julho de 1860 O secretario, A
r. da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria
RpSo. : nicipios de Goianna, Nazrelh e Santo Anlo de-
CaiHtaiiii Ao l*tVta vendo as habililares serem julgadas no dia 12.
n a l\ l* r,P'1ra no"slar se raa,,dou affi^" o presente e
l)e ordem do Sr. chefe de divisao e capilo do : Publicar pelo Ditrio.
porto, faz-se publico, que o pharolete existen- Secretaria da thesouraria provincial de Per-
le na pontado forle da barra, que marca o orear nambuco, 10 de julho do 1860 O secretario A
nesma logo que descaberlo pela quina l'- d'Annunciacao. '
O Dr. Ernesto de Aquino Fonseca, cavalheiro da
ordem de Christo, juiz de orpbaos do lermo do
Recite, por S. M. o Imperador, que Dos guar-
de, etc etc.
Faco saber aos que o presente edital viren
que por esle juizo, na pona da sala das audien-
cias e por Ires pracas successivas, tem de ser ar-
do ferie, passa do 1 de julho prximo vindouro
em diante a serem substituidos os vidros bran-
cos por oulros de cor encarnada, visto ser de
ulilidade navegaco; evilando-se assim que
conlinuom a confundir sua luz, cora as dos na-
vios ancorados, da hoia enllocada na pona da
restinga de S. Francisco para o N. E. Secreta-
ria de capitana do pono do Maranhao, 2 de ju- rematadas a quem'por ellas mais'der" BO dia" l~7
nho de 1860. Baymundo Udellonso de Sou/.a ; as seguimos dividas activas : *
B'rradas, secretario. Erna letra de Antonio Pedro de Fgueiredo
O Il!m. Sr. inspector da thesouraria provn- venda a 18 do abril do 18 6 principal, a quan-
Ctsl, era cumprimentoda ordem do Bxm. Sr. pro- I lia de ,21 rs.
sidente da provincia, de 2docorrente manda faz'er 0lllri' de Fulgencia Infante de Albnfcuerqoe
publico, que no dia 12 corrente vai novamente J'ollo, vencida em la de dezembro de 1851 priii-
pr.ifn pnrascrarrenial-ido o quem mais der, oim-lclP_al a 'luanlia de 200?
posto de 2?.)00 sobre o gado varcum que for consu-
mido na comarca de Nazareth, no triennio finan-
ceiro de 1860 a 1S63, servndo de base arre-
matado o olTerecimento feilo pelo licitante Ma-
noel.Thomaz de Albuquerque Maranhao, da
quanlio de 5*4339333 annualmente.
As pessoas que se propozerem a osla arrema-
lacao, corapareeam na sala das sessoes da mes-
ma junta, no dia cima declarado, pelo meio dia i ,0,;l
competentemente habilitadas ; leudo lugar a-:'
habilitacoes no dia 10 do corrente mez.
E para constar se mandou allixar o
publicar pelo Diario.
prsenle o
Tres letras de Joaqun! Antonio de Paria
Abren e Lima, sendo uma da quanlia de 20IX)s
de principal, vencida no 1. de fevereiro de 1853.
Oulra da quanlia de 708-3 de principal, em 3j
moedas de C$400 pelo valor ulico, vencida em
14 de outubro de 1852.
E a terceira da quanlia de 3:708$ de principal
vencida em 21 de fevereiro de 1S5!. sommandd
das Ires letras a quanlia de 6:41(>.s rs.
Tres letras de Manoel de llezende Reg Bar-
tos, sendo cada una dellas da quanlia de 143X820
de principal, ven- idas uma era 4 de fevereiro de
857, oulra em 4 de agosto do mesmo anno, ea
Secretaria de thesouraria provincial de Per- 'rceira a 4 de fevereiro de 1858, somi
nambuco, 5 de julho do 1860.-O secretario, A. das pll;is M^ ^ -131$ 10 : sendo as ditas le-
f. da Annunciacao. tras pertenrenles ao casal da tinada Di Joaquina
De ordem do Illm. Sr. inspector da lliesou- -l^ronima de Jess, e vo ser airematadas a re-
rana de fazenda desta provincia se faz publico, 'l'l(,ri'nenlo do Dr. procurador fiscal da fazenda
que arremalacao de una parle do sobrado de" : Provincial, e por virtude do inlerloculorio deslo
dous andares no valor de 1155*482,sito na ra J"ixo Parido nos autos do respectivo inventa-
da Guia, perlencente a fazenda nacional, em vr- rio em 2 do corrente mez e anno.
lude de adjudicarao, nao leve efleilo no dia an-
r.unciado por falla de licitantes, e por isso Oca
transferida para o da 1! do corrente mez.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 4 de julho de 1860. Servndo de of-
cial maior. Manoel Jos Pinto.
O Dr. Ernesto do Aquino Fonseca, cavalleiru da
ordem de Christo, juiz de orpbaos do termo do
llecie, por S. M. o Imperador, que Dos gur-
ele, etc.
de,
Faco saber aos que o presente edilal virem, que
findas Ires pracas desle juizo, ser arremata-
do de renda, no dia 10 do corrente, por lempo
de 6 annos, o engenho Dous limaos, sito em
Ierras de Apipucos, com lodas as suas obra*
casa de vivenda, utencilios e logradouros, sob
proco e condices que abaixo vo derlaradas.seu-
do a base para a erremalaco as seguintes avalia-
coes devidamenle feitas :
A colheita ou safra de capim annualmente na
quanlia de 4:000-3 rs.,e a "
E para que rhegue ao conhecimenlo de quera
inleressar, mandei passar o presente que ser af-
lixado no lugar no coslume e publicado pela im-
prensa.
Dado c passado nesla cidade do Recife capital
da provincia de Pernambuco, sob meu signal a
sello desle juizo que ante mira serve ou valba
sera sello ex-causa, aos 4 dias do mez de julho>
i do anuo do nascimenlo de Nosso Senhor Jess
: Cbiisto de 1860, 3'J. da independencia e do ira-
! peno do Brasil.Eu Joo Facundo da Silva Gui-
maraes, escrivo o subscrevi.
Ernesto de Aquino Fonseca.
Declarares.
O novo banco de
Ji'S!SiKff Pernambuco repeteo avi-
anco algum sobre cada uma das referidas renda *
cm separado, mas sim sobre arabas cumulativa- SO CIUC iCZ l)tiV& SPrCIll re-
mente. O pagamento da renda das baixas de ca-
p ra far-se-ha por quarteisda data em que o arre-
matante tornar posse dellas,a rio engenho,porm'
operar-se-ha de modo que cffectuaiido-se o pri-
meir era maio de 1862 e os demais era taes
mezes dos annos seguintes, vindo o uliimo a
realisar-se em o de 1867.
O arremalante ser obrgado a conservar as
obras do engenho de maneira a enlrrga-las em
perfeito eslado a seu successor que delle dever
receber o engenho moenlc e corrente, e com to-
dos os utencilios, que houver de receber do ac-
tual rendeiro, e constarn de relacao por ambos
assignada, a qual se juntar aos autos depois de
sellada e rubricada por estejuizo.
O arrematante ser mais obrigado a construir
uma casa de caldeira em lugar que nao o em que
se acha a actual, e que veriicou-se ser o menos
propno para^ella, lendo de entrega-la prompla a
seu successor sera inderanisacao alguma. e per-
der em beneficio da propriedade qualquer obra
que nella Dzer, sem previo consentimento desle
tuizo.
O arrematante tomar conla das baixas ou ter-
reno do plantaco de capim em o mez de julho
prximo, para cornecarlogo a usufrui-las ; e das
trras proprias para" plantaco de canoas inme-
diatamente depois da arreniataco, devendo en-
tregar unas e outras a quem scceder-lhe jjren-
dero ou propietarios] em maio de 1866.
Nao poder, porm,' tomar conta das casas da
propriedade seno em maio de 1861, sem ser for-
jado a enlrega-las seno no mesmo mez de 1867.
O arrematante na cultura de capim nao pode-
r extender-se alem das baixas que se acham
creadas.
Nenbnm licuante ser admittdo na praca nao
estando acompanhado de fiador chao e abonado,
que com elle se responsabilise pelo cabal cum-
priraento de lodas as condices da arremata-
colhitlas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emissao do banco,
O conselho administrativo do patrimonio
dos orphaos declara, q,ue pora em hasta publica,
no dia 12 do corrente, pela ultima vez, as casas
e silios abaixo mencionados, perlencenles ao
mesmo patrimonio, por um a lies annos, quo
dexaram de ser arrematadas no dia 28 do mez
findo, como foi annuuciado, por falta de licitan-
tes, tendo principio a dita arremataco do l." do.
corrente, segundo o que dispoera os'arts. 28 e 2Q>
dos esletutos em vigor ; a saber :
Ra do Azeite de Peixe.
Ns.
63 Casa de u>ai andar.
Ra da Cacimba.
65 Casa terrea.
Ra do Eoanlamcnto.
74 Casa terrea.
75 dem idem.
Sitios.
1 Dito na estrada do Pamamc-irim.
3 Dito na estrada do Rosoribo.
5 Dito do Forno da Cal.
Os licitantes hajam de comparecer eom seu
fiadores, na sala das sessoes do mesraa conselho
s 10 horas da manhaa do mencionado dia 12 do
corrente.
Secretaria do ronselho adminisivalvo do pa-
trimonio dos orphaos, 2 de julho de 1860.Dr.
Vicente Pereira do Reg, secretario.
A ndminislracao geral dos estabelocimenlos
de randado manda fazer publico que no dia 1%
do crrente mez, pelas 10 horas da manhaa, na
cao. Em virtude do meu inlerloculorio profer- sala de suas sessoes, contina a arremataco da
fifi rnc anie nn fnrontnnn /fi-viiv^finl^M.*.!*.^- _^__i_..*_____
do nos autos do Inventario do finado tenenle co-
ronel Antonio Lins Caldas, o respectivo escrivo
fez passar o presente edilal, o qual ser aflixado
nos lugares do costume e publicado pela im-
prensa.
Dado e passado nesla cidade do Recife, sob
meu signal e sello deste juizo, que ante mim ser-
ve ou valha sem sello ex-causa, aos 26 de ju-
nho do anno do nascimenlo de Nosso Senhor
Jess Ghrlsto de 1860, 39. da independencia e
do imperio do Brasil.Eu Joao Facundo da Sil-
va Guiraares, escrivo o subscrevi.
Ernesfo de Ajiu'no Fonseca.
0 Illm._ Sr. inspector da thesouraria de fa-
renda das casas abaixo declaradas
Bairro do Recife.
Ba do Pilar n. 74, becco da Lama n. 30, ra
da Mocda n. 31.
Bairro de Santo Antonio.
Ra do Queimado n. 15, ra do Padre Floria-
no n. 40, ra do Fagundes n 32, na de Sania
Thereza n. 4, ra larga do Rosario n. 26, a saber
os tres andares da esquina da ra do Cabug e
as lojas ns. 26 e 26 A da mesma ra do Rosario,
e n. 1 A, 1 B, 1 G, e 1 D do lado do Cabug, ra
da Roda ns. 3 e 5. ra do Cabug n. 3, na Nova
ns. 43, 57, 59 e 48, travessa do Carccreiro os.
I3el7.

#^i% r


_o)
MARIO DE PERNAMBCCjj quaRTA FEIRA 11 DE JULHO DE 1860^
Admioislragao geral dos eslabelecimentos de
caridade 5 de ulho de 1860. O escrivao inle-
riDO, Joo Pitijoi de Lemos Jnior.
Tela subdelegada de Santo Antonio do Re-
cite se faz publico que se acha recolhido so depo-
sito seral un cavallo melado que tora pegado por
andar solt pelas ras da cidade era a noile de
8 do torrente : quetn sejulgir com direito ao
mesmo comparece nesleiuizo munido das com-
petentes provas.* Subdelegada da freguezia de
Santo Antonio, 9 de jnlho de 1860.O subdele-
gado suppiento, Joaquim Antonio Carneiro.
Consulado de Por-
tugal .
No di 16 do corrente, pelas 11 horas da ma-
nha, na chancellara do consulado de Portugal,
se ha de proceder definitivamente ao raleio do
espolio de Manoel Jos Bernardo de Paira. Os
redores, portanto, do mesmo eapolio, queiram
comparecer no dia, hora e local designados, com
os seus crditos devidamente aulorisados; na
certeza de que nao ser admiltida qualquer re-
clamadlo posterior.
Pela recebodoria de rendas internas geraes
se faz publico, que 6 no corrente mez que -os de-
vedores do segundo semestre do exercicio cor-
rente de 15591860, relativo aos seguvnles im-
pos: dcima addicional de mao raorta ; imposto
de 20 por cento sobre lojas, e dito especial a 80j>
sobre casas de movis, roupas, perfumaras e
calcado fabricado cm paiz eslrangeiro teem de
paga-lo livre de multa. Recebedorin de Pernaw-
buco 1 de junho de 1860.O administrador, Ma-
noei Carneiro de Sania Lacerda
Conselho Administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
da arsenal de guerra, tcm de comprar os objec-
los seguinlcs :
Para fornecimento de luzos dos corpos do
exercito e fortalezas.
500 caadas de azeite de carrapato.
Para provimenlo dos armazens do arsenal
de guerra.
Lato cm lencl da grossura da amostra, arro-
Las 3 ; latao em lengol da grassura da outra amos-
tra, arrobas ; caixas com vidros de 15 a 17 pol-
legadas 3; caixas com vidros de n. 18 a 20 pol-
legadas 3; rame de ferro de n. 18, arroba 1
zinco em barra, arrobas 3.
Quem quizer vender taes ohjectos aprsente
as suas propostas cm carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manha do dia 16
do corrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal de guerra, 9 de
juliio de 1860.liento Jos Lamenha Litis, co-
ronel presidente.Francisco Joaquim Pereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
TIIEATRO
DE
Para
Aracaty
Hiale Scrgipano ja tem parte da carga, para 8
resto trata-se com Marlius & Irmos : ra do
Madre de Dos n. 2.
terrenos, sendo que e este oj roCeder que Ins
compete. Rio-Forraoso, ^ ,la junno e iggn.
Anlonir, Gome, dt /acedo.
"v
DAS
Messageries imperiales.
O vapor francez A'avarrt, rommandanle Ve-
dc-1, que deve ter partido de Bordeaux ns dia 25
de junho prximo passado devera djegar a este
porto de 12 a 14 do corrente o quaT depois da
demora do costme seguir para o Rio de Janei-
ro tocando na Baha, para passageiros etc. a tra-
tar na agencia ra do Trapiche n. 9.
A escuna Emilia segu com brevidade
para o Rio Grande do Sul cora escala polo Rio
de Janeiro : a carga para ambos os portos ser
tratada com o capito, ou no escriplorie de Ma-
noel Gongalves da Silva, ra da Cadeia do Re-
cife.
Cear.
Segu com muia brevidade o palhabele Santa
I Cruz, capillo Jos Victorino das Neves ; para o precisa-se de urna pessoa que se iucumba de la-
resto da carga, trata-se com Caetano Cyriaco da var e engommar roupa de un mogo solteiro: a
tratar das 5 s 6 horas da tarde.
O abaixo assignado faz silente a pessoa que
quer hypothecarum sobrado na ra do Vigario,
que appareca na ra de Hortas n. I2i.
Aluga-se una preta para o servigo interno
de casa de familia, que sali to/.inhar c engom-
mar com perfeico, com a condigo de nao sahir
a ra : quem precisar, dirija-se a ra da Praia,
armazem n. 18, ou a ra Direila n. 4.
P4RT1D4S DOBMMS
LICES PRAT CAS
Duas ve/.es por semana
Quartas e sabbados s 7 Iteras da noile
RA NOVA SOBRA 90 N. 15.
II. Feusecade vlcdclr. continua a dar
lices da referida materia em sua casa aos dias
e "horas cima indicados. Tsmbem ir ensinar
nos estubelecimentos e escritorios daquees se-
nhores que desejarem assim aprender, nos dias
que convencionar.
Jonh Donnelly tem de retirar-se desla pro-
vincia.
Precisa-se de urna ama para co-
s nhar e comprar para tima casa: na
ra estreita do Rosario n. 21, pri-
meiro andar.
Precisa-se alugar um moleque de bons cos-
tumes rara casa de homem eslrangeiro : a tratar
na ra da Cruz n. 11.
Joo Antonio do Reg, subdito Portuguez ,
vai a Macei a negocio de interesse
Na ra do Vigario n. 29, primeiro andar,
Negocio vaaajoso.
Quem livec e quizer arrendar algura engenho
ao sul da ciliado do Recita, qoe soja do muito boa
prodcelo, preferiodo-se d'agua, com porto de
embarque perto ou junto da estrada de ferro, e
incluindo no arrendaraerto alguns escravos, an-
nuncie que agradando se far negocio vantajoso.
Attenco.
No dia 5 do corrente desappareceu da loja da
tua da Cadeia do Recife n. 64, um menino de no-
me Jos, que lera de idade 12 annos pouco mais
oo menos, fitho da cidade da Parahiba, des-
confia-se quefosse seduzido por alguem : roga-
se pois as autoridades ou alguma pessoa que do-
pararem com o dito menino levarem-no a refe-
rida loja que muito se agradecer.
Quem precisar de um homem de capacidade
pois j nao crian ga e d fiador a sua conducta,
para tomar contade alguma taberna por balanco,
ou oatre qualquer negocio, ou emprego de co-
branca, pois a ludo se sujeila, al mesmo para
casa de pasto, por ter pralica de cosinha : a tra-
tar na ra da Praia taberna do Marlins n. 60.
Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
vico interno de urna casa de pouca familia, nao
se olha a proco e promette-se bom tratamento,
exigindo-se que a escrava seja humilde e fiel, e
saiba fazer cora asseio o servico de cosinha : na
ra das Cruzes n. 18, segundo" andar.
Um mogo portuguez que se acha abolela-
do no commercio, offecece-se para qualquer
ocupago, tanto cobrancas como outro qualquer
servigo, para os quaes 'tem as habelitagoes pre-
cisas, e d conhecimento a sua conducta; a
pessoa que do seu preslimo se quizer autorisar
decho carta fechada nesta iraprensa com as
letras P. C, ou annuncie a sua morada" para ser
procurado.
C. M., no lado do Corpo Santo n. 25.
PaRA LISBOA
vai sabir com a possivel brevidade o patacho
I portuguez Flor de Mara; recebe carga e pas-
sageiros aos quaes offoreee excelleotes commo-
dos : trata-se com o seu consignatario Thomnz
de Aquino Fonseca, ou com o capito na praga
: do commercio..
Furto.
a
Variado espectculo em beneficio^
actor R. J. de Aiaujo.
Dedicado ao Ilustrado corpo
acadmico.
^0 de'
mais
QUARTA-FEIRA 11 DE JULHO.
Finda una syniphonia de introduego, repre-
sentar-sc-ha a mulo espirituosa comedia em 2
actos, traduzida do francez :
A MULIIER
EN(M4 SEU MARIDO.
Na qual tomara parte os artistas Lima, Penan-
te, Raymundo e l). Maria I.uiza c Jesuina.
Finda a qnal seguir-sc-ha a comedia ei
ocio :
DOUS GENOS IGUAES
Em seguida, a eomedia em ura acto, ornada de
msica :
ern um
Leiloes.
LEILAO
DE
Cavallos e burros
DE
Montevideo.
O agente Jlyppoiito da Silva fara'
leilo por ordem dos Srs. Tisset-freres,
de 12-cavallos e 58 burros de Montevi-
deo chegados ltimamente, sendo o
lindo carregamento de animaes
que tem vindoa esta cidade: quarta
eira 11 do [corrente as 11 horas em
ponto na cocheira do Sr. Motta no lar-
go do capim.
LEILAO
Quinta-feira s 11 horas
em ponto.
O agente Camargo fara' Ie'ilao por or-
dem de urna pessoa que se retira para
fora, no seu armazem n. 19
DE
Guarda roupas, guarda vestido, apara-
dores, guarda louca, camas, mesa
elstica, cadeiras avulsas, mesa de
pinlio, jardineira e outros ohjectos
que se tornain desnecessarto men-
cionar.
POR
CAl SA
DE
UM ALARISKIO.
Na qual o beneficiado far o papel de sachristao.
Rematar o espectculo com a muito jocosa
aria-cmica, cantada pelo beneficiado :
SIMPLICIO BICIDO DA PAIX40.
Cora este espectculo espera o beneficiado a-
gradar ao respeilavel publico em geral, e aos
seus prolectores em particular, a quem desde j
antecipa os seus sinceros agradccirapnios ; assim
tambem a seus collegas que se prestara gratuita-
mente.
Os bilhetes acham-se no theatro.
ComeQar s 8 horas.
Avisos martimos.
COMPANHIA BRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
desta companhia, espera-se
em seguiraento para os do
L'm dos vapores
dos portos do sul
norte al 13 do correnle.
Recobe-se desdeja passageiros, encoramendas
e engaja-se a carga que o vapor poder conduzir
sendo despachada com antecedencia at a vea-
pera de sua chegada : agencia ra do Trapiche
n. 40, escriplorio de Thomaz de Faria.
O liiate Invencivel acha-se carregado pa-
ra sahir imprclerielraenle no dia 12 do corrente
psra o Aracaty, e recebe alguns passageiros :
quera quizer ir de passagem, dirija-so ra da
Senzalla Velha, por cima du escriplorio dos Srs.
Sampaio, Silva & C, segundo andar, a tratar coni
Jos Joaquim A Ivs da Silva.
Para o Aracaty.
O hiale Santo Amaro recebe carga e passa-
geiros ; a tratar com Caetano Cyriaco da C. M.,
no lado do Corpo Santo n. 25, segundo andar.
Augl
REAL COMPANHIA
flo-Loso-Brasileira.
O vapor Portugal, espera-se dos portos do sul
do da 14 em dianle o depois da demora do cos-
tume seguir para os portos da Europa: para
passageiros trata-se com os agentes Tasso Irraaos.
Para a Parahiba
segu cm poucos dias a barca americana Brasi-
lera, recebe carga : a tratar com os consigna-
tarios Krabbe Whately &C, na ra do Trapiche
numero 19.
Para o Aracaty
iro hiale Dous Irmos ;
ra da Madre de Dos n 2
ATTENC10.
sahe o veleiro hiale Dous Irmos ; para carga
trata-se na ra da Madre de Dos n 2.
A barca; Coraco de Jess, de 85 toneladas
bem construida, do primeira marcha e muito ve-
Jeira, carrega para Macei, Alagoas, e Pilar : a
tratar na ua do Crespo n, 14, escriplorio de Jos
v- 4i>fl$lyes Malvein.
No dia 17 do corrente findsja audiencia do Sr.
Dr. juiz municipal da primeira vara ser arrema-
tada por venda i arrobas de carne salgada, 2 bar-
ricas com bacalhoe 1 caixa com sabo, por ar-
resto feito a requerimento de Manoel Alves Fer-
reira & Lima, contra Agostinho Jos Bezerra.
Escrivao Molla.
Instrucco.
k
Simplicio da Cruz Ribeiro, professor publico
de instrucco elementar do sejundo grao da fre-
guezia da Boa-Vista, as horas vagas de seu ma-
gisterio, ensilla particularmen:e as materias de
sua prolisso. Tambera d lie Oes por casas par-
ticulares : na ra da Gloria os. 42 e 44.
Aluga-se urna muhta de 1 onita figura, lava,
cozinha o diario esabe tratar ce meninos: a tra-
tar na ra do Rangel segundo indar n. 62.
Perdeu-se o bilhete inteiro n. 4265 da 44
lotera em beneficio das obras da casa de corree-
cao, do Rio de Janeiro, compnido pelo Sr. Anto-
nio Marques de Oliveira, daquella cidade, por
conla de Joo Pereira Moulinho Si C, de Per-
nambuco ; previne-se ao Sr. Joo Pedro da Vei-
ga, thesoureiro da dila lotera, que haja de nao
pagar qualquer premio que sabir no dito uilhe-
to a outra qualquer pessoa sen que seja seu le-
gitimo dono.Joo Pereira Martinho & C.,ou asua
ordem.
DE
Lava-se e enzomnia-se com perfeico
ra Velha u. 113.
na
LO
Quinta-feira s 11 horas
em ponto.
O agente Camargo fara' leilo no seu
rmazemna ruado Vigario n. 19
DE
Um lindo cabriolet com arreios no
mencionado dia as 11 horas em
ponto.
mu
Quarta-feiras 11 horas
DE
Salido e eijan,
O agente Camargo fara' leilo por
conta e risco de quem pertencer no ar-
mazem do Sr. Annes, defronte da al-
fandega
DE
Una porcao de caixas de sabo.
50 saceos com feijao, sendo 25 saceos
amarel'o e25 rajados, no menciona-
do dia as 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
Queijosflamengos
PELO AGENTE
TAMJL
Quem precisar de urna ressoa para cozi-
nhare engommar, dirija-se ao becco do Lobato,
na loja por baixo do sobrado do veranda de fer-
ro, isento casa de familia.
= Francisco Connives Nettc, subdito portu-
guez, vai a Europa."
Parahiba do Norte.
Rogamos aos senhores assignantes da Ordem,
moradores na cidade da Parahiba, ra do Ma-
manguape e na de (uarabira da raesnia provin-
cia, o favor de mandarem pagar as suas assigna-
turas vencidas at o fim de junlio prximo lindo,
ficando certos que desla dala era diante suspen-
demos a remessa do jornal para evitar mal maior.
Por ora abslemo-nos de publicir os uomes des-
ses senhores, na esperanca do recebimenlo, que
se seno effectuar al o fim do prximo agosto,
passaro pelo dissabor de seren chamados pelos
seus nomes proprios as columnas deste Diario.
Nesss occasio nos merecer jspecial menso o
Sr. Fortunato Ferreira da Silva Campos.
Precisa-se alugar ura escravo para o servi-
co de casa de pouca familia: i tratar na ra da
Trempe, sitio n. 2, das 6 ato 8 horas da ma-
nh.
Aviso urgente.
Roga-se ao Sr. Francisco laulino Pereira de
Carvalho, que tenha a bondade de apparecer na
ra da Madre de Dos n. 6, aregocio de seu in-
teresse.
Precisa-se de ura menino de 12 a 16 annos
de idade para caixeiro de taberna, que j tenha
aiguma pralica da mosma, e que seja esperto :
na taberna da ra da Concordia n. 26.
Aluga-se urna casa tema grande, rom 6
quartos quintal murado, cacimba, na ra Augus-
ta n. 72 : quem a pretender dirija-se ra do
Vigario, loja de alfaiale, n.21.
Sociedadc dos Devotos do \ssa Senho-
ra da Cooccico da capclla da estra-
da de Joo de Barros.
Toado de se tratar negocios que dependera da
approvac.o da mesa directora da sociedade, o
socio secretario avisa aos membrosque compoem
dila mesa, para que no dia 11 lo corrente, pelas
6 e raeia horas da tarde, achem-se reunidos no
sobrado n. 4 do pateo de S. Pedro.
I.uiz Francisco do Paula Ramos,
Secretario.
Pinto de Souza & Bairo fazem scienle, que
as letras pelas quaes se acha a sua firma com-
prometida, sao duas, urna de 1:210$ e outra de
7320496 descontadas como sacadores c 4 ditas
aceitas a diversos,provenientes de banhas no va-
lor de5:695850,assim como nio se acha a mes-
raa firma debitada por conta alguma nesta iraca.
Quarta-feira 11 do corre.ite depois da au-
diencia do illustrissirao senho'doulor juiz mu-
nicipal da segunda vara, na sala das mesmas,
ser arrematado, por ser a ultima praca, o escra-
vo Jacintho, crioulo, idade 2f annos", perito of-
ficial do marcineiro, avaliado em 200g por ser
achacado de urna perna, o qual fai penhorado a
Joaquim Carneiro Leal por ececuco do Carlos
Frederico da Silva Pinto.Escrivao interino,
Oliveira.
GRANDE
Fazendas e roupa feita
NA LOJA E ARMAZEM
DE
Joaquim Rodrigues Tarares de Mello
RA DO QUEMADO N. 39
EM SLA LOJA DE QI'ATKO POR'IAS.
Tem ura completo soniraento de roupa eila,
e convida a lodos os seus freguezes e todas as
pessoas que desejarem ter um sobrecasaco bem
feito, ou urna calc,a ou collele, de dirigirem-se a
este eslabeleciraento que enconirarao um hbil
artista, chegado ltimamente de lTisboa, para
desempenhar as obras a vontade dos freguezes,
J lera um grande sortimento de palitots de ca-
semira cor de rap e outros escuros, que se ven-
den! a 129, outros de casemira de quadrinhos
da mais fina que ha no mercado a 163, ditos
de merino selira a 12?J, ditos de alpaka muito
fina a 65, ditos francezes sobrettasacados a 12Jf,
ditos de panno fino a 20#, 25U, e 30, sobre-
casacas francezas muito bem feitas a 359, cal-
cas feita? da mais fina casemira a 109, ditas de
brim ede fustao por preco coramodo, ura grande
sortimento de colleles de casemira a 59, ditos de
outras fazendas por preco commodo, um grande
sortimento de sapatos de tapeto de gosto muito
apurado a 29, ditos de borracha a 2#500, cha-
peos de castor muito superiores a 169, ditos de se-
da, dos melhores que tero, vindoao mercado a 109,
ditos de sol. inglezes a 109, ditos muitosbons a
129, ditos francezes a 89, ditos grandes de pan-
no a 49, ura completo sortimento de gollinhas e
manguitos, tiras bordadas, e entre meios muito
proprio para collerinhos de meninos e travessei-
ros por preco commodo, camisas bordadas que
serven para balisado de crianzas e para passeio
a 89, 109 e 129, ricos lencos de cambraia de
linho bordados para senhoras, ditos lisos para
hornera por preco coramodo, saias bordadas a
39500, ditas muito finas a 59. Anda tem um
reslinho de chales de toquim a 309, cortes de
vestido de seda de cores muito lindas e superio-
res qualidades a 1009, que j se venderm a
1509, capotinhos pretos e manteletes pretosdu
ricos goslos a 209, 259 e 309, os mais superio-
res chales de casemira eslampados, muito finos, a
89 e a 109, toalhas de linho de vara e tres quar-
las, adamascadas, muito superiores a 59, ditas
para rosto de linho a 19, chitas francezas de su-
perior qualidade, lano escuras como claras a
200, 280, .820, 400 e 440 rs. o covado, ricas
casemiras para caiga, colleles e palitots a 49 o co-
vado, e um completo sortimento de outras fazen-
das, e ludo se vende por preco barato, e que nao
em homeopathia. As consultas como d'an- possivel aqui se poder mencionar era a quarla
Mulaiinho para alugar.
No caes do Ramos, segundo andar do sobrado
n. 24, aluga-se um mulaiinho de 13 annos, muito
proprio para andar com enancas, e para os ser-
vicos de casa de familia, do que tem muita pra-
lica.
= No dia 13 de fevereiro de 1860 fugio do en-
genho Maragi, freguezia do Rio Formoso, dous
escravos, sendo um mulato do nome Bernardo,
e outro crioulo de nome Raymundo ; o primeiro-
com os signaos seguales : de boa altura, pouca
barba, apena9 urna suissa pequea por baixo do
queixo, cabellos garapiuhos, nariz afilado, olhos
bastante morios, urna pequea cicatriz de um ta-
ino em ama das sobrancelhas, reforjado do cor-
po, espadado, pernas um pouco arqueadas, bo-
nitos ps, bem fallante, porm una falla mansa,
e quando tem paixo quer gaguejar, tem poucas
marcas de chicote as costas, foi armado e
muito metlido a valento, foi do Rio de S. Fran-
cisco, e o senhor que o possuio chamava-se An-
tonio Ferreira Lustosa ; o segundo com os sig-
naesseguinles : crioulo, alto, secco, meio fula,
tem os pcitos para fura e o estomago um pouco
para dentro, tem urna grande cicatriz de queima-
dura de fogo que principia de baixo do queixo
e vem at os peitos, bem fallante ; as inlencocs
de ambos seguirem para o centro dos serles :
portanto pero a todos oscapites de campo e u
todas as autoridades policiaes que o apprehen-
dam e levem ao dilo engenho, ou no Recife ao
Sr. Manoel Ruarque Macedo Lima, que ganhar
I009 por cada um. Lembro mais que qualquer
pessoa que pegar o dito mulato tenha alguma
cautella pois muito esperto.
Manoel 15. deGusmo Lima.
Furtarara de casa do abaixo assignado, na ra
da Imperatriz n. 11, primeiro andar, domingo
prximo passado, das 8 para as 9 horas pa ma-
nha, um relogio de prata com urna corrente de
ouro e un sinete, cujo aro por estar um pouco
gasto havia sido amarrado com linha : roga-se
aos senhores relojoeiros ou a qualquer pessoa a
quera for offerecido o apprehenda, e fazer o fa
vor de levar mencionada casa, ou na raesraa
ra, loja de calcado n. 8, que ser gratificado, e
muito se lhe agradecer.
Antonio Rodrigues Pinto.
Quer-se alugar urna escrava preta, que sai-
ba cozinhar e engommar : na ra do Trapiche
n. 16, quarto andar.
Desappareceu no dia 5do correnle um me-
nino de nome Pergentino, pardo, do idade 11
annos, levando caiga branca e chapeo de fellro
pardo : quem o pegar, leve ra das Aguas Ver-
des n. 50, ou a seu pai Caetano Jos Ferreira, em
Santo Antao, que ser recompensado.
Guardalivros.
Precisa-ao de um guarda-livros para fazer urna
escripia por partidas dobradas, atrasada 4 me-
zes : quem pretender, dirija-so ra do Livra-
raento n. 27, que se dir quem precisa.
Precisa-se alugar urna ama forra 011 captiva
para o servico de urna casa de pouca familia :
na ra da Cadeia esquina da Madre de Dos
n. 45.
Precisa-se alugar urna boa casa terrea que
seja no bairro de Santo Antonio : quem a liver
dirija-se a ra da Cadeia do Recife n. 40, a tra-
tar com o prcleudenle.
MUIH 69 9999999999 I
O Sr. alferes Luiz de Quciroz Coutinho tem
urna carta para lhe ser entregue, vinda do Para :
na ra Nova n. 49.
Francisco Alfredo
Rio Grande e Cear.
da Silva Castro vai ao
Pecliincha
No arraazom da ra da Madre de Dos n. S,
vendem-se saceos com feijao ha pouco chegado
do Porto, pelo barato prego de 9J00 o sacco, 6
muilo novo, e regula cada" sacco 30 cuias.
Attenco.
Vende-so um escravo mulato, bastante robus-
to, ptimo carreiro, compratica de criado, c ha-
vendo preciso lambem cozinha o diario de urna
casa : na ra Imperial n. 169, segundo andar.
Vende-se a casa n. 3 da ra das Flores : a
tratar na ra Direita, casa n. 6.
01 inda.
Vende-so urna casa terrea sila em Olinda, na
ra do Aljube ao voltar para a de S. Bento, com
2 salas, 1 gabinete, 4 quartos. com fundos para
o becco do Espinheiro, e chao proprio, por prego
commodo ; quem prelonder, dirija-se a taberna
da ra Augusta n. 1, ou iravessa do Dique nu-
mero 22.
AenQo.
gConsultorio central homcopathicog
mirmibto. 1
Continua sob
noel de Mallos
a mesma direcgo do Mo-
Teixeira Lima, professor @
tes.
I Botica central homcopalhica
Do
i

parte dellas, no enlamo os freguezes chegando e
querendo comprar nao irao sem fazenda.
i
DR- SABINO 0, L PIMO I
Novos medicamentoshomeopalhicos en- Z ;
viadosda Europa pelo Dr. Sabino. a
Estes medicamontos preparados espe- @ j
jij cialmento segundo as necessidades da ho- a
^ meopalhia no Brasil, vende-se pelos pre- Z '
j gos conhecidos na botica central horneo- 2
a pathica, ra de Santo Amaro (Mundo No- S
vo) n 6. S
DA
referido agente ara' leilo por
conta e risco de quem pertencer, quar-1u"
ta-feira 1 l do corrente, as 10 horas da \jmx$*m^mm v^ggffl ^jaajaaAin**<
portado armazem do Sr. f o S^KullB^
reanima, na
Annes, defronte da alfandega
DE
40 caixas com queijos flamengos de-1
sembarcados nestes dias vindos pelo
ultimo vapor inglez.
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras manda fazer pu-
blico que em consequencia dos grandes prejuizos
que tem soffiido com a exlracgo das lolerias
pelo plano actual obteve do Exm". Sr. presidente
da provincia permisso para as ditas lolerias se-
ren d'ora em diante exlrahidas pelo que abaixo
vai transcripto ; c nesta conformidade se acham
exposlos venda, todos os dias no escriplorio
dasmesmas loteras na ra do Imperador n. 36,
e na praga da Independencia ns. 14 e 16 das 9
horas da manha as Oda tarde os bilhetes e meios
da terceira parle da quinta lotera do hospital
Pedro II, cujas rodas deverao andar impreteri-
velmentc no dia 25 do correnle mez.
Thesouraria das loteras 16 de junho de 1860
./. M. da Cruz, escrivao.
Antonio Pereira de Souza agradece a lo-
dos os seus amigos que se dignarara acom-
panhar ao ceraiterio publico o cadver de
sua chara esposa, e novamento convida-os
para que se dignem assistirem a missa do
selimo dia, que ter lugar no dia 12 do
corren'e s 6 horas da manha, na igreja
da veneravel Santa Rita de Cassia.
L literatura.
Diccionario musical, obra muilo importante
e escencialmente para as pessoas que sao dedi-
cadas a linguagem das armonas, por noile se en-
contrar completamente esclarecidas todos os ter-
mos precisos c proprios a tal arle, vende-se na
ra da Cruz, Recife, livraria 11. 52.
Precisa-se de um bom forneiro, ha padaria
da ra larga do Rosario n. 46.
Cosinheiro.
Quem precisar dirija-se, pa-a tratar, ra da
Penha n. 5, segundo andar.
Precisa-se contratar um Portuguez para
feitor de um engenho, procura-se um homem
esperto: a tratar r.a ra da Penha n. 6, loja.
3200 bilhetes
20 por cento.
PLANO.
a 10*000.....
32:000S000
6:4003000
25:600*000
Premio de lO.OOOgOOO
Dito de .... 4:0008000
Dito do
Ditos de
Ditos de
Ditos de
Ditos de
Ditos de
200S
1003
50g
20$
IOS
500|000
400*000
400000
400*000
280*000
9:620*000
Premiados.
Brancos.
-32.000*000
1
1
1
2
4
8
14
962
993
2207
3200
Thesouraria das loteras 30 de junho de 1860.
O thesoureiro, Manoel Camillo Pires Falco.
Approvo. Palacio do governo de Pernambuco
2 de julho de 1860.Leilo da Cunhe.
Conforme.Antonio I.eile de Pinho,
Deseja-so fallar ao Sr. Manoel Antonio dos
Santos a negocio que o mesmo senhor nao ig-
nora : na rus Direila n.87.
Alguns esiudaiiles do 5" anno da facul-
dade de direito, mandando cantar, na
quinta-feira 12 do corrente, um memento
pela alma de seu collega o amigo Manoel
Francisco Cavalcanti de Albuquerque, ro-
gara a lodos os Srs. acadmicos e aos pa-
rentes e amigos do finado se dignem as-
sistir aquelle aelc. no referido da, s 9
horas da roeoha, no convento do Carino.
O 2." lente Jos Francisco de Azcvedo, agen-
te do 4. batalho de artilharia a p no semestro
(indo, declara que nada devo de objectos com-
prados para o mesmo batalho, nem tambera de
suas contas particulares ; porm se alguem so
julgarseu credor, aprsenle suas contas no Re-
cife, a Nuncs & Iruio, ou na cidade de Olinda,
armazem na ra de S. Benlo n. 16, que ser sa-
tisfeifo.
ASSOCIACiO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
De ordem do Sr. director convido a todos os
membros eflectivos para cornparecerem a sesso
da assembla geral, que ha de ter lugar amaoha
(quarta-feira 11) s 7 horas da tarde.
Secretaria da Associar-o Popular de Soccorros
Mutuos 10 de julho de 1860.
Bernardno de Sena Ribeiro.
1." secretario.
Acha-se fgido desde a noile do dia 7 do
corrente o preto de nome Joo, cora os signaos
seguintes : altura regular, corpolenlo, ps curios
c grossos, raaos do mesmo modo, e bons dentcs :
escravo muito ladino, habituado ao servigo do
tirar cocos, dend, e de enxada ; em suas fgidas
elle costuma andar pela estrada de Joo de Bar-
ros, becco do Porabal, Santo Amaro, Campo Gran-
de e mais proximidades: quem o apprehendcr,
leve casa do Sr. Joaquim Vieiaa Coelho, ra
do Crespo n. 10, ou nos Afflictos, deposito do
becco do Espinheiro, que ser geuerosamente re-
compensado.
0 abaixo assignado faz sciente ao publico o
a quem inleressar possa, quo nada devendo ai
osla data, scro falsos quaesquer ttulos quer sc-
jam letras, quer conta delivro ou papis de doa-
cao que appareram cora a sua assignatura. Enge-
nho Oitelro Alio j de abril de 1860.
Jos Francisco Diniz Machado.
Sodr & C. faz sciente ao respeilavel pu-
blico, queoSr. Joaquim Antonio do Araujo Sou-
za deixou de ser seu caixeiro desde o dia 6 do
correnle mez.
Precisa-se alugar urna
servigo interno e externo de
Nova n. 8, loja.
escrava que faga o
urna casa ; na ra

Aluga-se o segundo e terceiro an-
dar ou solao do sobrado n. Gl da ra
Nova, qualquer dos andares teem bas-
tantes corarnodos e acham-se em tal es-
tado de asseio que dispensam fazer des-
pezas com pinturas e outros arranjos :
quem pois os quizer procure entender-
se com o abaixo assignado na mesma
casa ou em seu escriptorio no pateo do
Collegio ou praca de Pedro II.
Jos dos Anjos Vieira de Araorim.
Avisos diversos.
Antonio Gomes de Macedo morador na cidade
do Rio Formoso, faz sciente ao publico, que ello
hoje senhor por ttulo de compra de urna legua
e meia de trras a comegar no lugar denominado
Cachoeira-Secca, na ribeira do rio Una, e se-
guindo pela ribeiri do rio Pirangy-Grando. O
abaixo assignado est promovendo a acquisico
desta sua propriedade pela justica do lermo'de
Barreiros, e protesta desde j nrvlovar em con-
ta quaesquer obras que d'ora em dianle forem
feitas em taes terrenos ; e aproveilaodo a occa-
sio, o mesmo scientifica aos Srs. Jos AfTonso
Ferreira, e Antonio AfTonso Ferreira, que actual-
mente se acham de posse indevidameote de par-
te destes terrenos, que nos tribunaes do paiz se
discuiem perfeilamente as quesles e ali
para onde os convida o abaixo assignado quo
podero mostrar claramente o seu direito a estes
teraria Amor a Caiidade manda convidaros
3| Srs. socios da mesma para cornparecerem
3fc sao do dia 12 do corrento, pelas 10 horas
5g do dia, aQm de tralar-se do marcar o dia
j em que se deve effectuar a benco de
Jfi seu padroeiro.O escrivc, Manoel Fran-
H cisco de Barros Reg. ||
I* ew W% Vxi e-#H wSSotbS TTScCTBSflftpSCHI
Ama.
Precisa-se de urna ama que seja mnito Gel e
que cozii.'he bem, para casa de mogo solteiro :
na loja da ra da Imperatriz n. 82.
Na ra da Cadeia do Recife n. 38, primeiro
andar, precs.-se fallar ao Sr solicitador Manoel
Pereira de Ma^alhcs.
Vende-se
sal do Ass de superior qualidade, a bordo do
hiate Santo Amaro: a tratai com Caetano Cy-
riaco da C. M., no lado t/lo Corpa Santo o. 25, se-
gundo andar.
Na ra do Queimado 11.
9, loja deFranciscoPereira da
Silva [em fente do Sr. Pre-
Fabrica de ourivesana de pra-1 guQa] vendem-se coberlas de
chita para cama a 2$ cada
ta, ra Duqueza de Bra-
ganca n. 10 A.
Luiz Jos Nuues, premiado com a primeira me-
dalna na exposico industrial portuense, e Ma-
noel Jos Gongalves reuniram em sociedado as
suas officinas do ourives de praia com o proposi-
to de fazerem um estabelecimenlo com todas as
eondieges de urna bem montada fabrica, para o
que tem e continuara a fazer acquisigo de va-
rios e importantes utenclios fabricados no paiz
e no eslrangeiro, com o auxilio dos quaas suas
obras se tornaro bem conhecidas por seu tra-
baJho, bom gosto e consideravcl diminnigo no
preco, os annunciantes recebem e saiisfazera
qualquer encommenda e as mandam a seus des-
tinos mesmo para o eslrangeiro, sem por isso ti-
ra re m commisso, suas obras sero marcadas
N. 4G.
_ Urna pessoa de ptima conducta o reconhe-
cido crdito, offerece se para cobrancas de qual-
quer casa commercial ; o Sr. Joo Jos do Car-
valho Moraes dar as mais inormagoes que fo-
rem precisas.
Precisa-se alugar urna preta que cozinhe e
eogomme perfeilamente, para case ,-de pouca fa-
milia : na ra Novan. 49.
urna.
Precisa-se de urna
ama para cozinhar e com-
prar para urna pessoa*
na ra estreita do Rosario
n- 21, primeiro andar.
Attenco.
Offerece-se um rapaz para caixeiro de cobran-
ga ou armazem, o qual d fiador a sua conducta,
e tem alguma pralica de alfandega ; quem del le
se quizer ulilisar, deixe carta fechada com as
minaos J. M. C. A na Iravessa das Cruzes, loja
de calcado n. 2, indicando a sua morada.
Vende-se vinho bom da Figuera e do Por-
to a 400 rs. a garrafa, e em caada a 38000 ; no
Recife. taberna n.102 na ra da Senzala Velha,
esquina do becco Largo.
Planta de couve.
Vende-so porcao de planta de couve da melhor
qualidade que ha no sitio das almas, ao p da
i'ontezinha de 1U Km, ou ao p da fundigo, ta-
berna do meio, de Jos Jacintho de Carvalho.
Na ra Direita n. 78, comprara-se Diarios
cm porgo a 33200 a arroba.
Compra-so nra globo terrestre em ponto pe-
queo ; quem liver, dirija-se praca da Inde-
pendencia ns. 7 c 9.
A praga do engenho Dous Irmos ficou
transferida por deliberago do Sr. Dr. juiz de
orphos, para a primeira audiencia do mesmo
juizo, sexta-feira 13 do corrente mez.
Hoje, depois do meio dia, na sala das au-
diencias, perante o Sr. Dr. juiz municipal da se-
gunda vara, se ha de arrematar, por ser a ulti-
ma praga, de renda triennal, a casa de sobrado
de tres andares sila na ra do Livrameuto, per-
tencente aos herdeiros do finado Joaquim Leo-
cadio de Oliveira Guimares, por execugo do
Manoel Genlil da Costa Alves, e outros.
No dia 13 do corrente se ho de arrematar
pelo juizo da primeira vara do civel, escrivao
Baptista, na casa das audiencias, depois do meio
dia, as dividas activas do finado Viclroino de
Castro Moura, cujos nomes e quantias de cada
um devedor constara do escripto em mo do por-
teiro dos auditorios Jos dos Sanios Torres, e a
mesma arrematarn ser effeciuada pela maior
quantia que for offerecida pela totalidado das
mesmas dividas.
. Vendem-se duas grandes carrogas de duas
rodas, muito fortes, toda construegao de sicupi-
ra, sao novas e proprias para engenhos, e para
qualquer servico por pesado que seja, trabalha
com urna e mais juntas de Cois, ptimas para
conduego de lenha de fexes ou capim, etc., po-
dem, bem a vontade, com 20 a 25 saceos de as-
sucar, e ptima para condueco dos assucares da
estago das Cinco Ponas para o Recife; quem as
pretender, dirija-se ra dos Pires, sitio de Ma-
noel Joaquim Carneiro Leal, ou ao pateo do Ter-
go, segundo andar, defronte do n. 40, queso far
negocio.
II /"M\


DIARIO DE ESftNAMBUCO. QUARTA FF.lfU i DE JULHO DE 1860.
Compauliia de seguros
martimos
SEGUMDADE
?0
Hl de Janeiro,
Agencia de Pernambuco
RUADO TORRES.
Guilheriue Carvilho & C,
i O bacharel Juo A. de Souza Beltro de A-
i raujo Pcreira faz publico que o Sr. Jos Jo.iquim
Jorge esl eucarregarto de receber os alugueis de
suas casas e os foros dos seus terreos na Torre,
durante o impedimento do Sr. Caelano Aganito
de Souza, a quera o mesmo bacharel agradece
cordialrnenlc pelos bons servicos, promplidao e
j fidelidado cora que sempre so portou durante o
lempo emque fui gere-.ito dos seus negocios.
Aviso aos thesoureiros e
chefes de irmandade
Achando-se prximo o lempo de algumas
igrejas festeiarem os seus padroeiros, Jos Pau-
lino da Silva com fabrica de fogos em um terreno
t da ra Imperial, avisa a todas as irmandades e
actuaes agenles dcsta companhia, avisara ao res- confrarias religiosas, e a quera possa mais inte-
peitavel corpo commercial c a quem convier ressaiVlua lem efectivamente prompto um gran-
queseacham competenlemente autorisados a" de. sorlimcnl Je fogos do ar. tanto com bombas
ell'ecluar qualquer seguro. I miuoas como bombas reacs, foguetes para
salvas com bombas extraordinarias, os quaes
&&$&%&& ensie-sisMSSKaKii vc,i,denj-se cm gja^> o, conforme
J gosto do comprador, mandando-os conduzire
H queimar como costuma, por preco mais barato
t do que o quo se costuma comprar. Esto esta-
belecimcnlo offerece ao comprador muilo raaior
Allenco.
9 O Dr. era medicina Joao Pinheiro de W>
S| Leraos tem ostabolccido a sua residencia [J?
^ na ra dos Guararapes n. 61, onde ser "OS
* encontrado a qualquer hora do dia ou =21
X, da uoite para o exercicio de sua proflsso, S
jj| dando aos pobres consullas gratis e pros- *
* taudo-se aos mesmos cora loda a dedi- $J
gj carao. 3
mmmmm Precisa-se alugar um engenho com as con-
dicoos, que soja com alguraa fabrica e lenlia bons
parli.los, seja d'agua e que tenha os ulencios
uecessanos, paga-so bem, assim agrade o local,
c que nao seja muilo distante: no Passeio Pu-
blico, loja n. II, irata-se.
Precisase alugar urna prela que saiba co-
zinhare fazer algumas compras na ra : a fallar
na ra da Lingoela n. 2.
Aluga-seuma boa rasa terrea cm S. Jos
lo Manguind, quasi defronle da igreja : trata-
se na roa do Brura n. 1G, arme zora de Mauotl J-
se de S Araujo.
vaulagem, nem s pela superioridade do fogo
que boje geralmente conhecido, tanto na capi-
tal como no centro, completa commodidad*. do
preco e promplidao, obrigando-se o annunciante
por qualquer avaria que pussa haver, fazendoum
abalo no proco, quaudo por acaso nao saia como
o afiauca, declarando qucllea que os quizer
comprar em gyrandolas ou em broqueis. dove-
ro avisar tres dts antes, se for em quanlidade,
para se preparar e armar, e sendo em pequea
porcao, avisar do vespera ; e para mais facili-
tar ao comprador, no caso de nao querer ir casa
de sua residencia, poder rnlender-se no largo
do Paraizo com o Sr. Jos Pinto de Magallies, c
na ra Direila, loja de cera confronte a sachris-
tia do Terco do Sr. Dionizio Ilylario f.opes.
(JASA LDSO-BtUSLEIHA*
2, Goklen Square, Londres.
J. G. OLIVEIUAleudo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampias e excellentes ac-
j cummodaedes para muito raaior numero de hos-
DAaaU-ao r>ll c" mi ^"f V n i PtJde novo se recommenda ao favor e lera-
uoaeja-sc lanar com os filhos do fallecido Joao
Jos Soares de Medeiros, natural da Illia do S.
Miguel, fallecilo em outubro de 1823 em Pernam-
buco, para que venham lomar conta de urnas en-
comraendas viudas da mcsina Ilha : a tratar com
Manoel do llego Soares na rua,estrcita do Rosa-
rio n. 11.
Rof;a-se ao Sr. Joaquim Jos de
Souza Serrano de apparecer na ra dos
Encantos casa terrea com dous portdes
para tratar de negocio de muito seu in-
teresse.
Kngomma-so cora muito aceio e perfeico
do lugar denominado Sant'Anna (de dentro :
quera quizer dinja-se ao sitio que fui do fallecido
Nicolao, que so dir quem engom.na.
/PENNADEACO
l DE W. SCULLY
Estas pennas de differentes aualidades, sito fa-
bricadas do aro do prata refinada de primeira
tempera, e sao applicaveis a todo o tamanho do
lcltra. Preco 13500 cada caita c pennas de ouro
pelo mesmo autor com pona de diamante, que
tecm a grande vanla*gem de nao estar sujeitos a
i i ar ferrugem c conservando-so bem limpasso
de duracao infinita, deposito em casa dos Srs.
Guedes i Concalves na da Cadcia n. 7, e por
atacado com o inventor Guilherme Scully, pro-
fessor de calligraphia na ra do Imperador n.
75, sobrado.
.* t ':,* ':> '-.* ^ > ir,- i> -fA CX -O *.i .-fc #x r. H -V -' : *i> & si9 @
s l>r. Carneiro Moutatro aproveitando da H
proporcao que tem para mais fcilmente
execular ostrabalhos departo, e aconse-
litado pelo feliz resultado que lera oblido 5
@ em multiplicados partos laboriosos, lera $$
feito sua espeoialidade sobre este ramo
para o que poder ser procurado a qual- A
't'ir-i hora, na ruado Rangel n 16. S&
Saino a luz o 3- tomo uas biogra-
plnas de alguHS poetas, e outros ho-
provicia de Pernam-
bran^a dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitera esta capital; continua a preslar-lhcsseus
serviros o bons olcins guiando-os em todas as
cousas que preciscm couheciraeiito pratico do
paiz, etc. :-alm do portuguez e do nslez falla-fe
na casa o hespanhol e francez.
agencia los fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston & ra da Senzala Nova n. 52.
gLicoes de francez e:
I piano.
Maderaoiselle Clemence de Hannetot
^ Je Mannevillecontinua a dar liroes de Sf
^ francez piano na cidade e nos arrabal- c
|J3 des : na ra da Cruz n. 9, segundo andar. 3s
umm mm ^s^e wzmmm m
Antonio Francisco Martins de Miranda, tendo
de ir & villa de Barroros (onde tenciona resi-
dir a raaior parle di tempo), e bem assim ci-
dade do llio Fnrmor.0, villa d'Agua-prcla, e vil-
la do Paco de Camaragibe, a tratar de seus nego-
cios, deixa por seus procuradores, durante sua
ausencia, aos seus caxeires Antonio Augusto
Novaos Vieira e Antonio da Costa Reg Lima,
os quaes ficam autorisados a continuar suas
traiisacoes e todos os seus negocios.
de algn
inetis Ilustre d
buco, pelo cotnmendador Antonio Joa-
quim de Mello. Con tem as biogtaphins
de Luiz Franc'rsco de CarvaHio Cont,
Jeronymo de Albttquerque Maranlio,
Alvaro Teixeira de Macodo, e Joao
Antonio Salter de Mendonca ; versos,
entre os quaes 30 odes anacrenticas,
nina noticia interessate do levante de
(ioianna em 1821, e noventa e dous
documentos nneditos. Por ora
mao do autor.
era
^Liisaio Philosophico Per-ij
aambucano. 8
g> De ordem da presidencia convido os t!
^ Srs. socios comparecerem a sessao de ^
fquarla-feira 11 do corrente mez no lu- ^
gat ca hora do costme, afim de Ira- |
t lar-sede negocios urgentes, relavamen- q
S^ te ao bom andamento da sociedado. lie- 3f
4r cifo 7 de jullio de Ib.<> primeiro se- f
Jf;, crelario interino, O. Marques da Silva. fs
Nova fundico de ferro
e bronze.
Wna do \\vum i\. 1.
James E. B. Spears.
Fundidor machinista e engenbeiro encarrega-
sc de qualquer obra, assim como sentar vapores
de todas ai qualidades para serrara, refinaro,
fabrica de sabio, machinas para amassar pao,
para moer mandioca, ludo por preco commodo,
auscultaco recenhecida por quasi iodos os seus
collegas desta oidade torna-o recommendado no
diagnostico das molestias dos pulmoes e do cora-
cao ; assim como para verificar o estado do sau-
crescido numero e variedades de eperacoes que
ha feito com bota resultado em o cxereieio de
mais de 20 annos. se julga habilitado para prati-
car toda c qualquer operacao cirurgica por mais
delicada e dlcultosa que seja.
Aluga-se o primeiro andar e armazens da
i i n. 13 da ra do Vigario : a tratar no caes do
Hamos n. 2, escriplorio, ou ra Augusta n. 9,
cera Prxedes da Silva Gusmao.
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, dentista, ra das La- ^<
i* raugeiras 15. Na mesan casa tem agua e
^ p dentifleo. *<
Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
ciraento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio de saldareo seus dbitos na ra do Col-
eg venia n. 23 ou oa ra do Queimado loja
o. 10.
Denlisla de Paris.
|| 15 Ra Nova15
iy, Frederico Gatrer, ckurgiao denlisla, l
lM 'al ldas as operaedes da sua arte e col- |c
^p loca denles artificiaos, ludo com a supe- j
r rioridade e perfeico que as pessoas en- ^
a tendidas lite reconhecem.
3[B Tem agua e pos dontifricios etc. ?S
= OSr Francisco Aranha de Souza tem urna
carta no escriptorio de Manoel Joaquim Ramos e
Silva. n3 ra da r.adeia do Rocifo
O Sr. Luiz Honorio Carneiro Loao lem urna
carta na roa doOucimadu n. 27,lojade miudezas.
Curso de rhetoriea.
O acadmico Manoel Francisco de
Honorato, professor particular autori-
sado pelo governo, tem aberto o seu
curso de eloquencia e potica p.ira ha-
bilitacao dos estudantes que quizerem
prestar exame nestas materias no futu-
ro mez de novembro, em casa de uas
residencia, ra Direita n. 88, primeiro
andar.

Os segredos da calligraphia divulgados por
William Scully, a venda em casa do autor ra do
Imperador n. 75, sobrado,' at o dia 12 dest
mez.
Irmandade acadmica de N.
S. do Bom Coriselh.
Por ordem do nosso irraao jutz so avisados
todos os nossos irmaos para compareccrem sab-
bado, 14 do corrente, s 4 horas datarde, no con-
sistorio desta irmandade, afim de se tratar du ne-
; gocios que muilo nleressatn.
r-5)
S DENTES
1 ARTIflClAE;^
fUuaestreita do Rosario n.
@ Francisco Pinto Ozono colloca dentes ar- $)
$ tificiaes pelos Joussyslemas VOLCAN1TE, ig
chapas de ouro ou platina, pudendo ser
J$ procurado na sobredita ra a qualquer
5$ hora. a*
* 8# t@@ MftMM
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite &. Cor rea em liquida^o, c obsequio
de mandar salda seus delitos na loja la ra do
Queimado n. 10.
Por um corle de cabello e
i'risainenlo 500 rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomte acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, c um outro viudo de Paris. Esta estabele-
cimenlo esta hoje as mellares condices que
possivel para salisfazer as cncommendas dos
objectos era cabellos, no mais breve tempo, co-
mo sejara : marraras a Luiz XV, cadeia: de relo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
balleras de toda a especie, para homt-ns o se-
nlioras, lava-se igualmente a cabera a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na
cabera dos clientes, para salisfazer os p -etenden-
tes, os objectos em cabello serao feitos cm sua
presenca.se o desejarera, e achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
pontear as senhoras cm casa particular.
E' chegado loja de Lecomte, aterro da
Roa-Vista n. 7, o excellenle leite virgiral de ro-
sas branca para refrescar a pellc, tirar pannos
sardas c espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar c fazer crescer os cabello
assim como pos imperial de lyrio de Florenga
para bortuejas c asperidades da pelle. conser-
va a frescura e o avelludado da primavera da
vida
Attenco.
S2
Este tratado, o mais completo que lera app..-
recido sobro a arte calligraphica, contm todas $6 23-
as regras e urna collecgao de exemplares auto- i @fe' @ @^^
graphados, apropriados a habilitar qualquer pes-
soa, a adquirir perfeico nesla arte. #:"~Jr aDa'X0 flssigoado, encarregado da desin-
... raeco romo de?e constar aos senhores insperto-
Aos que residem fora da cidade da maior uli- res de quarteirao, pela circular do Illm. Sr. Dr
iidade, pois. guiando-se qualquer pessoa por.chefe de polica aos senhores subdelegado a
elle podo dispensar a presenta de um professor.; qual c datada de 10 de maio corrente, faz gcien-
OsvsiPmi ef.o;,in oi i... a tc *os senl,orc inspectores, que logo que se de-i ou tratar do alguma crianca, procure
a nS^SP^illS "SUS? Fera ca08 de a"8ina- escarlalina e outras moles- Cruz, casa n. 52, primeiro andar.
BoPSIp^ 2 Sfi^Slf-1^""? B0 BraMle t 1e grassam epidemicamenlc. avisera ao
.muin a'Jt q eaP0Ue,S?U aulor aPr"e"- mesmo abaixo assignndo para mandar proceder
P^eco de cada collLc" oU7mr,0S- f*^! fW ordcm SI"ll"ior BC
_rre^uuecauacoiieccao 7g._________I minado.Jos da Rocha Taranhos.
Borzegiiins patente.
Lustre e bezerro
45 Rua Direila 45
to o proprieta rio deste
to em poupar a bolsa de
euj freguezej, acaba de descobr-Ibes
urna mina de borzeguins, que nao sen-
do Meiis nem Suzer, sao todavia igtiaes
a estes no durar, tendo por nico deci-
to serempotteos.
Quem precisar de tima ama para cozinhar,
na rua da
i8 a- Rua do Queimado minero -18 a.
A esteestabeleciment chegou um grande e variado sonircento do roupa hita, -o qual se
vende por preco o mais commodo que imaginar-se pode ; gondulas de panno preto snperior a
1*9 e dC, paletots de panno preto linissimos a 20, 22, 2655 e 28, ditos de cor a 2035 e
24, ditos de bombazina, e merino preto, a 12, e H, ditos de casomira, a 10, 12, e
-I^aa ,teCapre,a a e4800' ditos dita decora 4, e 4S00, dilosdebrim de
cor a >V80, 3600. e 4, cal5as de casemira preta. e de cores a 103, das de brm bronco
fino a o, ditas dito pardo a 4, ditas dito de cor a 1500, 2, e 4, colletos de scli.n a 5500,
ditos de casem.ra a 6, diios de velludo a 10: e muitas cutras fazendas, que se deixam de
mencionar, que se vendem por menos do que em outra qualquer parle. Loja de Jos Moreira
Lopes, rua do Queimado n. 18 A, esquina que volta para a rua estreita do Rosario.
Ullinia parte da oilava c pri-
meira da nona da matriz
da Boa-Vista.
Nos felizes bilheles rubricados pelo abaixo as-
signado foram vendidas os seguintes sortes :
DEPOSITO DE PIANOS
FORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECIMENTO
DE
Rua Noca n. 25, esquina da Gamboa do Garmo.
Como consta que Francisco Elias Penetra Os-
min, procura vender um terreno sito na rua do
Lima em Santo Amaro, com 50 palmos le fren-
te, o qual se acha penhorado e se aclia a execu-
Cio ora andamento pelo juizo municipal da se- Neste estabelecimenlo acha-se um completo sorlimento dos mclhorcs, mais elegantes e mais
gunda vara, escrivao Cunha, se faz o prsenle i bem construidos pianos de que ha noticia.
^JSS-WSFi SSftSS f mr *M<* '. ** "^ > da Europa, algons pianos de machi-
ntsmo do melhor gosto e de maior perfeico do que quaesquer outros, os quaes nao somonte se
prestan) pelo seu machinismo a toda as pessoas que sabem msica, mais anda quelles que igno-
ram esta arte.
Alm destes pianos existem laralum no tnesino estabelecimenlo, harmnicos ou Seraphina, os
quaes fazem urna bella ligaco sendo tocado em sala com acompanliamento de piano, e tambero
produzem excelienles effeitos hartnoniozos em igreja ou capella, tambera ha melhodo e msicas
adquada3 ao dito instrumento. Espera-se que o respeitavel publico e os amantes de msica nao se
RecifeidejulhodelSCO. Rila dos Anio? Lcutier.
Manoel Xavier Corris Feilosa dcixs d ven-
der agurdente em sua taberna, na rua le Tygi-
pi, fiegueztJ dos Afogodos, por n5o 1 e fa/.er
conta pagar o imposto de 209. Tygipi 2 de ju-
Iho de S'O.
Jos Antonio da Silva, Portuguez, retira-
se para Portugal.
Na loja da rua Direita n. 7 existe urna car-
Na.3862 10:000 Bilhele.
28 1:0003 3 quartos.
1335 400 1 meio.
71 200g 3 quartos.
1597 200g 3 ditos.
11275 100S 1 meio.
1383 IDO 1 dito.
950 100 1 dito.
1040 1003 3 quartos.
3654 oog 1 meio.
3964 100 Bilhete.
419 5GJ 1 meio.
6o9 50 1 dito.
72S 50 1 dito.
1525 50 3 quartos.
1029 50 1 meio.
1926 50$ Bilhete.
28S2 50 1 meio
3031 50J 1 dito.
' 3!4 50 Bilhete.
;i8s 50 1 meio.
395 50 Bilhele.
3957 50S Dito.
2(iO 50 3 quarlos.
ta para o Sr. Miguel Arcanjo 'imcnlel, professor de.morem em munirera-se de lao excellentes instrumentos, cuj preco alias razoavel, e da cuja per-
de nrimoime i,.ir-.- ,t-, .ai, .i. r,.,j.' ... .__. fuicaO ft inconteslavnl.
de primeiras letras da villa da Escada, ou a pes-
soa q*jo se encarregue dos seus negocios nesta
pro ja.
rrecisa-se de urna ama de leite : na rua do
Rosario da Boa-Vista n. 9.
1 Attenco. |
5g Amelia Elodia Lavenerc, competente- w$
|f mente licenciada lem aberto na ruc do sr
9 Livramento n. 19, segundo andar, urna *|>
Sfc aula para o sexo feminino, onde ensina m
S primeiras lettras, francez e certas pren- 55
* das, bem como coser, bordar etc., e pa-
U ra commodo das pessoas que moram fora JE
=g= ou mesmo dentro da cidade, recebe JC
t*f alumnas internas, pendonistas e meio- 3
jg pencionistas pelo prejo que se conven- gj
/ cionar. Jos Ramallio da Souza vai n Parahiba
tratar de sues negocios deixa por seu bastante
procurador o Sr. Antonio Fernandos d< Castro.
Attenco
*
Furtaram da corredor da matriz de Sonto An-
tonio, no dia 7 do corrente, um adereco de ouro
com coral, constante de bracelete, rgoias e alu-
nle de peito ; a pessoa a quem for olferecidos
taes objectos, queira os apprehender, c por es-
pecial favor levar rua do Queimado r. 6, pri-
meiro andar, em casa de Jayme Eneas (ornes da
Silva, que ser recompensada, alem da gratido.
Hdame Jane Marmier parte para < sul,
i) bacharel A. R. de Torres Bandeira, pro-
fessor de geogrnphia e lrsioria ontiga no Cyra-
nasio desla provincia, tem resolvido brir um
novo corso deslas duas disciplinas, e b;m assim
um de rhetoriea c potica, partir do dia 15 do
corrente em diante : na sua residencia, rua lar-
ga do tlosario, sobrado n. 2S, segundo andar.
feijao i acn testa vel.
Na mesma casa afinam-se e coocertam-se piaoos com a maior perfeicQo possivel. Na mes-
ma casa existem chegados ha pouco da Europa lindas msicos do melhor gosto possivel e do melhor
compositor da Europa.
M w& w lili
Grande e novo sorlimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissimos preoos.
Do-se amostras com pcnlior.
Sirop du
msm
JARABE DO FORGET.
Este xarope est approvado pelos mais eminentes mdicos de Paris,
___Icomo sendo o melhor para curar constipa^oes, tosse convulsa e oitras,
a'eci,es dos lironcbios, ataques de peito, irritavo-es nervosas e insomnoicncias: unta colberada
pela manli, e outra noilc sao suilicienies. O tll'eito deste xceleute xatopc satisfac ao mesmo
lempo o doenle e o molico.
O dsposito na rua larga rio notario, botica de Derthoiomeo Franeuco de Soma, m.36.
FLTMM^AO
I Lindos cortes de vestidos de seda pretos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Romeiras de fil de seda preta bordadas
Visitas de grosdenaples preto bordadas
cora froco
Grosdenaples de cores com quadrinbos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado I| e
Dita lisa preta e de cores, cora 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e seda, corte
Cambraiasorlocdys de cores, lidos pa-
dres, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
Mantas de blondc broncas e pretas
Ditas de Al de linho pretas
Chales de 3eda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodo bordados
Panno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras idem idem idem
Gollinhas de cambraia a
Chales de touquira brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
lampados de todas as qualidades
Enfeites de vidrilho franceies pretos e
de cores
Aberturas para camisa de linho e algo-
dao, brancas e de cores
Saias balo de varias qualidades
Trela r6xo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, vari
Collannhos de esguio de linho mo-
dernos
L'm completo sortimento de rotipa leita
I III
Rua do Bruna (passando o chafariz.)
"No epozlto deste esta\e\eeimei\to sentare \ia gvanile sovUmento de me-
eVtikttisiao y&va os engeuVios de assuear a salier:
Machinas de vapor rao Jemas, de golpe curnprido, econmicas de combustivel, e defacillimoasseuto ;
Rodas d'agua de ferro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas;
Cuinos de ferro, e portas d'aguanar.i ditas, e serrilhas para rodas de madeira ;
Modadas inteiras cora virgens muito fortes, e convenientes ;
Meias moendas cora rodetas motoras,iara agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilhoes deazs ;
Taixat d ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pures ebicas para o caldo, crivos e portas de ferro para sfornalhas;
Alambiques de ferro, raoinhos de mandioca, fornos para cozer farinha ;
Rodetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos oubois ;
Aguilhoes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrocas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D.W.Bowman confia que'os seus freguezes acharo tudo digno da preferencia, com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, epelofacto de mandar construir pessoalmente as suas obra* as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela continuacao da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador, e de fazer os concert de que poderP necessiiar.
9
9
19200
I
39000
1500
10*000
16J0O0
1000
I
I
S
8900
I
S640
3500
M
6000
S500
280
9500
S800
sendo casacas, sobrecapacas, palelots,
colletes, calcas de multas qualidades
de fazendas
Chapeos fraccezesfinos, forma moderna
Um sortimenlo completo de grvalas de
seda de todas os qualidades
Camisas francezas, peitos de liuho e de
algodao brancas e de cores
Ditas de fuslau brancas o do cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivas muilo finas
Um completo sorlimento de fazendas
pora vestido, sedas, la e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos
Dilasde seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
menino
Velludilho de cores, covado
Velbutina decores, covado
Pulseiras de velludo prelas e d3 co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sorlimento completo de lu-'as do
seda bordadas, lisas, pora senhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Cortes de collelc de gorguto de seda
de cores
Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda rxos para senhora
Marquezitas ou sombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapalinhosde merino bordados proprios
para baptisados, o par
Casinetas de cores de duas lorgurasmui-
to superiores, covado
Setim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado
Setim liso de todos as cores. covado
Lencos de gorguro de seda pretos
Belogios e obras de ouro
Corles de casemira de cores a
8ff&00
t
9
ljCOO
*m
1J200
5?70
2$CO0
l0U
A garanta dos 8 por cento do imposto geral
pago na rua do Imperador n. 79.
T. J. I.ovme.
N. B. A soile de 10:000* foi vendida na pra$a
da Independencia u. 10, rubricado por Layrne t
Madureira.
Precisa-se le una ama para casa
de una s pessoa, preierc-sc escrava:
11a ruada Scuzalla vcllia n. 180. pri-
meiro andar.
Rua Estreita do Rosario,
n. 12 primeiro andar.
Acha-se de novo preparada osla casa, onJe a
rapaziada encontrar ludo qoanto ha de bom no
genero culinario ; abi se achar o bello caf com
leite, o lancho a qualquer hora do dia ou noile,
O deliiioso peixe frito, o saborosa mao de vacca,
os delicados vinhos : Lisboa, Porto e Figuelra ;
o forte cognac, a espumante cerreja, o muitas
outras bebidas e iguarias que serio enfadonho
mencionar ; assim como f'irnece olmoco, janlar
e ceia, quor momloiido & casa do as'signantc,
quer mandando buscar, por tal preco, quo se
lorna impossivel a oulro quolquer o fornecer pe-
lo mesmo preco, sendo ludo feito com a precisa
limpeza, como" c geralmente sabido ; erafira, tu-
do bom e muilo barato.
Quem quizer petiseo em conta
Ou lanche de mellior gosto,
lusque a rua do l'.osorio
(,'ue o dono nao d desgosto.
Achara janlar ou ceia
De comida s e pura.
E ser mais bem servido,
Se for por assignalura.
O caf todas as tardes,
Almoco de garfo e facca,
Sequilhos, vinho e cerveja,
L aos domingos mao de vacca.
Tudo isto com limpeza,
E por precio muilo om cotila ;
Mas traga o freguez os robres.
Uuc o dono nao julga afronta.
Tambera de Irocos miudos
E' mister vir prevenido,
(Jue do bom e do barato
Com pra?er ser servido.
Assim como baver todas as noiles sorvelcs e
fructas a 240 rs.
O Dr. Casanova pode ser procurado a l^R
qualquer hora um seu consultorio horneo- if>
f| pathico em Pernambuco tt
S 30KUA DAS CRZES90 M
?g> No mesmo consultorio acba-ee sempre gg
t g.rande sorlimento de medicamentos cm ^E
eg unturas e glbulos, os mais nevos e bem <
jl preparados, os elementos de homcopathia ^
GOMPJlNBIA
I
9
2-250
I
2$H)0
ljOOO
1SG00

I
5*000
S EAU MINERAL
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza rua da Cruz n. 22.
iS
CASA DE
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 das consecutivos. ,........... j 05000
30 csrles para os ditos banhos lomados em quarquer tempo ....
15 Ditos dito dito dito
f ...
Banhos avulsos, aromticos, salgados esulphurosos aos presos annunciados.
Esta reduecao de precos facilitar ao respeitavel publico o gozo das vanlagens que resultara
da frequenciadeumeslabelecimento de urna utilidade inconlestavel, mas que infelizmente nao
estando em nossos hbitos, ainda pouco conhecida e apreciada;
155OOO
8000
4l000
Estabelecida cm Londres
ffi) m mu.
CAPITAL
Cbco milVioes de VV^tcs
esterVDas.
Saunders r>rother.= & C." tem a honra deln-
ormar aes Srs. negociantes, propriclarics de
casas, eaguemraais convier, que eslo plena-
mente autorisados pela dita companhia pora
effectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobertos de telha e igualraenle sobre os
objectos que coiiverem osraesmos cditiciof
quer consista em niobilia ou em fazendas de
qualqu alidade.
O bacharel A. R. de Torres Bandeira, dro-
ga no crime e civel, na sua residencia, rua larga
do Rosario n. 28, segundo andar.
e o. ,(.&@ GIS ?@>@3
<3$ Dr. Augusto Carneiro Monleiro da Silva #p
@ Santos, medico operador e parteiro pode @
@ ser procurado na casa Je sua residencia
na rua do Rangel n. 16.
# MIIM #@@f'@
Jonh Donnclly declara aos seus devedo-
res que tendo de sabir desta provincia avisa acs
mesmos para virem saldar os seus dbitos no
especo de 8 das; e nao o fazendo, entregar ao
seu procurador judicial os crditos do cada um
para serem cobrados, cujo pagamento ser feito
to seu escriptorio na rua da Praia.
> @@@ @@@@
Attenco.
Curso pratico e theorico de lingua fran-
ceza por urna senhora franceza, para dez (8$
raocas, segunda e quinta-feira de cada se-
mana, das 10 horas at meio dia: quem
quizer aproveitar pode dirigir-se a rua da %
$@ @@ S#
Na botica da rua do Rangel n. 64 precisa-se
de um praticante de pharmacia.
Offerece-se urna ama para cozinhar : na
rua atrszda matriz da Boa-Vista n. 38.


(61
DIARIO DE PERIUMBUCO. QUARTA FEaA !1 DE JULHO DE 1860.
ASSOCUQAO
DOS
Artistas alfaiates.
De ordem do Sr. presidente convido aos so-
nhores socios eTeclivos para a sesso extraordi-
naria da assembla geral, que tora lugar no dia
15 do corrente peas 9 horas da manhaa.
Secretaria da Associago dos Artistas Alfaiates
9 de julho de 1860.
Autonio Macario de Assis.
1. secretario. *"
Cozinha-se particularmente com muita per-
feico : no boceo do Sarapatel n. 6.
Por se ignorar a residencia dos Srs. abaixo
mencionados, pcde-se-lhes que queiram mandar
pagar os frotes que derem, dos seguinles navios,
ruada Cadeia do Recito n. 38, primeiro andar,
escriptorio do consignatario.
Brigue S. Manoel I.
Henriqoe JnsdA Santos.
Jos Martina Pinheiro.
Rccebedor de T. P. R. S.1 caixa a ordem.
Dilo letreiro 2 ditas paletots e coxins e 108 ca-
li eiras.
Barca Flor da Maia.
Jos Ferroira Cosa Novacs.
Wenceslao JosNnnes dos Res.
Antonio Joaqun) Ferreira Porto.
Briguo Tarujo I.
Uaiiool Ribciro de Carvalho.
Sacca-se para o Porto c Lisboa :
ko escriptorio de Carvalho, Nogueira &
C, ra do Vigario D. 9, primeiro
r>ndar.
Meias para se-
nhora.
Chcgou loja da ra Direila n. 87, um sorli-
nieclo de meias para senhora, a duzia a 2J500
-at 4 c 53
MARTINHO & OLIVEIRA
COM LOJA. DE I A/IVDAS I IX VS
111A DA CADEIA DO REC1FE t. 40.
Grando sorliiuenlo
de fau-ndas de seda,
la, liiilio, tanto pa-
ra homem como pa-
ra senhora, chapeos
de todas anualida-
des
Perfumarias, obras
de ouro, raalts para
viagcm, vcstimenlos
p3ra crianzas e cal-
cado de todas asqua-
idades.
ARN4ZEH
DE
Compr
as.
Comprani-5e dous carros para o servico da
alfandega: na ra do Rosario da Boa-Vista uu-
mero 42.
Coaslaiilemeule
compra-so, vende-se c troca-se escravos : na ra
Direila n. 66, escriptorio de Francisco Malhias
Pereira da Costa.
Compra-se um carro de 4 rodas, americano
ou outro qualquor leve, iiue esteja em bom esta-
do : a traiar na ra da Cruz n. 4.
Compram-se moedas de ouro de 20-3 o 10#
brasileiras, o de 1G5 portuguezas : no escriptorio
de Manoel Ignacio de Olircira defronte do Corpo
Santo.
Compram-se es-
cravos.
Comprara-so, vendem-se e Iroram-se osrra-
vc?, na ra do Imperadorn.|79, primeiro andar.
Compram-se effectivemenlc meias garrafas
que foram do champanha : na ra larga do llo-
s< rio n. 36. botica.
Co!|ra-sc urna !)iirra.
Quera livor annuncie por esta follia para ser
. curado.
Compra-se urna casa terrea no bairro
uto Antonio, que i"io seja muito cara : a i
tar no pateo do Paraizon. 11
Vendas.
magestoso predio
ha 3 para 4 anuos,
Vende-se a meiac_io do um
de um andar bem edificado,
situado em urna das mais bellas ras dosla cida-
de Concordia) : podendo qualquer pretondenlr-
x ininai u mesmo predio na ra da Concordia
E.26 : para tratar, na ra do Lirramcnto n. 27,
loja do calcado.
gg
Gheguciu ao barato
O Preguija est quei mando, em sua loja na
ra do Queiniado n. 2.
Pecas de brelanha de rolo com 10 varas a
2$, casemira escura infestada pro^a para cal-
(a, collele e palitots a 960 rs. o covado, cambraia
organdy de muito bom gosto a 480 rs. a vara,
dita liza transparente muito fina a 33?, 4$, t>#,
e G? a pe^a, dita tapada, com 10 varas a 5J> e
65? a peca, chitas largas da molernos e escollados
padreas a 240, 260 e 2S0 rs. o covado, riqu-
simos cuales do merino eslampado a 7 e 89,
ditos bordados com duas palmas, fazenda muito
delicada a 9$ cadi um, ditos com urna s pal-
ma, muito finos a 8500, ditos lizos com fran-
jas de seda o 5, lencos de cassa com barra a
100, 1-20 e 1 COcida um, meias muito finas pa-
ra senhora a 4J a .luzia, ditas de boa qualidade
a 35> e 3$500 a duzia, chitas francezas de ricos
desenhos, para cobert a 280 rs. o covado, chi-
tas escuras inglezas a 5^900 a poca, e a 160 rs.
o covado, brim branco de puro linho a 1$,
1JJ200 e I$600 a vara, dilo preto muito encor-
pado a 15J500 a vara, brilhantina azul a 400, rs.
o covado, alpacas de differentes cores a 3G0 rs. o
covado, cesemiras prelas finas a 29500, 3f e
35500 o covado, cambria preta e de salpicos a
500 rs. a vara, e oulras umitas fazendas que se
far patente ao comprador, e de todas so darao
amostras com penhor.
Camisas inglezas
Na loja de Goes & Bastos, ra
do Queimado n. 4G.
Acaba-se de receber um grande sorlimenlo
das vtrdadeiras camisas inglezas muito linas,
com pregas largas, peitos de linho, sendo estas
ultimas camisas de um gosto apurado, lano em
pregas como em collerinhos, pois decente lano
aos rapases conio aossonhores de maior. porisso
sondo muita aporcan que recebemos, delibcrou-
se a vende-las por 38 a duzia, neslabem conhe-
cida lo a de Goes & Basto.
Yendo-se um sitio muito grando, perto da
ao praga, com casa do vivenda, com paredes dobra-
ra- das e sotao ; o mesmo sitio tem grandes baixas
de capim, que se corlam 100 feixes diarios de ve-
rao invern, terreno para vaccas de leile c pa-
la planlacoes, bom coqueirnl e alguns arvoredos
de fiucla ; vende-se 3 dinheiro ou a prazo : a
tratar na ra da Praia, serrara n. 55. Declara-
se .luwa para engenlio
Fundico de ferro e bronze
DI
Francisco Antonio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
fachas de forro fundido, assini
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
>
1( cebeu-se novo sortimento de 3
bournus bdouine para sahida de 3
v
theatro
Loja de marino re.

Vendem-se 4 bracas de rede do pescar
La ra Direila dos .Mugados n. liberna.
Vendem-se coqueiros para se plantar
ra das Trincheiras n. 2'J.
Roopasfeilas'
Chcgou i loja da la Direila n. 17,
sorlimenlo decalcas do casemira
qual se est vendondo muito barato a 7 e 7.-500,
assim como palotols de brim a 3-J e 33500, sepe-
l s de borracha a 2;500, grvalas linas de cor
A Nova Fama
na
coiu-
cr, o
Fazendas baratas.
Roa do Queimado n. \y.
Chitas francezas miudinhas a220 rs. o corado.
H iberia
Cortes de tubera cora 14 covados a 2J500 o
corte.
Coberta,
Cobertaj de chita chineza i 2$.
Lia a 523.
La para vestido, pelo bara issimo prego de 320
rs. o covado.
Chales.
Chales de merino estampa los a 29500.
Cassa musselina.
CTssa musselina para babados, com 10 varas,
muito Cnas (que se venda a 5J5C0) por 4)) a pega,
setim de todas as cores.
CUita miudi iba.
. Chitas miudinhas, cores has, a 160 rs. o co-
vado.
Ricos cortes de seda.
Corles de seda superiores, pretas e do cores, a
60SU0O, cambraias pretas finas a 500 rs a vara.
Lencos brancos.
Lencos para algibeira a 29 a duzia. #
Bom e barato.
Vende-se manteiga inglezt a 950 rs., e fran-
ecza a 800 rs.
Bom e barato.
Vende se manteiga ingleza a 800 o 960 rs. a
libra, dita franceza a 560 e 610, esperraacele a
G40 e 630. toucinho a 360, ervilhas a 160, painco
a 160, ceblas solas a 1#280 o cento, em tranga
a 29OOO, barris com vinho m lito bom para casas
de familia a 32g, dito inferior a 258, engarrafado
do Porto, fino, a 800ol280 > garrafa, garrafes
com vinagre muito bom a2gEO0 cada 1, doce de
goiaba a ljj o caixo, genebra a 400 rs a botija,
banha a 560 a libra,farinha a 12&oalqucire,fare-
lo a 59200 osacco, chouricas a 640 a libra, cha a
1J>920 : na travessa do Paraso n. 16, casa pinta-
da de amarelloconi oito para a ra da Floren-
tina.
Em casa de Rabo Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 57, vendem-se
elegantes pianos doafomado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
Pechinclia.
A 200 rs. o covado.
Arraazem de fazendas, ra do Quei-
mado n. 19.
Cambraia d > cor miudinha muito fina, fazenda
pechincha a 200 rs. o covade, para acabar.
Aos fabricantes do velas de carnauba, ven-
de-se cera de carnauba cheg ida ltimamente do
Ass, de um sacco para ca a 3 9g a arroba, di-
nheiro vista : na Iravesza da Madre dbeos
numero 18
Gneros hoyos.
Na ra do Codorniz n. 18 em frente
a travessa da Madre di Dos:
Feijao preto muito novo saceos grandes.
Dito mareilo dito dito.
Milbo americano dito dito-
Dito de Maraanguape muito nova.
Farinha de mandioca muito fina para
mesa ebegada Iionttm.
Farelo em saceos muito grandes,
Charutos muito bons e baratos.
Arroz de casca novo saceos grandes
Peles de cabra boas.
Tudo se vende brelo no armazcm
de Manoel Joaquim de Oliveirad C.
5:000 ris,
cada urna saia balao, o mais bem feilo e de mais
commodidade para assenhoras : na ra do Cres-
po n 20 B.
Vende-se muilo em conta vaqueles de lus-
tre para carro : na ra da Imperalriz n. 78.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
leu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
tlguns pianos do ultimo gosto, recentimenle
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Sons de Londres.
muito nroorios nara este clima.
sem igual.
C7" Vendem-se superiores camisas de
fustao editas de madapolao muito fino a
2.", cortes de casemira ingleza dequadri-
nhos do superior qualidade a 4fl530 e 59,
colloles felos de gorgurao de seda e ditos
de fusto a 39500 e 4, caigas de brim de
cor a 4$. cortes do superior barege de se-
da a 209 e as modernas victorias de al-
paca de seda para vestidos de senhora a
700 rs. o covado, tambera se vende saias
balio muilo boas de mueselina e ditas de
madapolao a 45O0 e 53. gollinhas de li-
nho a 640 rs., de todas estas fazendas
existe urna pequea porco que se vende
ssE por este prero para acabar : na loja de
3 Augusto & Perdigo ra da Cideia do Re-
g cife n. 23
* S.W B&K eW5J5W * Milho perfeito.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas as nacCes po-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem scu corpo e miem-
bros inteiramente saos depois de haver emprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
della sao tao sor prendentes que admirara os
medico mais celebres. Quantas pessoas reco_
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospilaes, onde de viam soffrer h
amputacao Dellas ha muilas que havendo dei-
xado esses asylos de padeeimentos, para senao
submetterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu recouhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautentr
carcm suafirmativa.
Ninguem desesporaria do cstsdo de saude sa
tivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algura tempo o
menlratatoquenecessitasse a natureza domti,
cujo resultado seria prova rincontestavelmente
i Quetudocura.
O ungento e ulil, mais particu-
larmente nos sesruintes casos.
@M*(gM)(E)
45Rn Direila-45
por
Vende-so no armazem
piche do algodao.
n. 18 confronte ao Ira-
Semea
de superior qualidade, e muito propria para en-
gordar animaes, em saceos grandes ; no arma-
zem de Aniones Guimaraes & C, no largo da
Assembla n. 19.
Arados americanos e machinas
par a lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
Vende-se um escravo pardo, de bonila fi-
gura o de todo o servico, moco : na ra do Quei-
mado, esquina da Congregaco, loia do tenente-
coronel Manoel Florencio Alves do Moraes.
ii*3?o* 6inCT 9W099
Alcatifa.
1 Campos & Lima, na ra do Crespo n.
I 16, tem para vender alcatifa com 4 pal-
l mos de largura de muito boa qualidade
I e propria para alcatifar, salas e grojas a
i 800 rs. o covado, dinheiro a vista
Alporcas
Caimbras
Callos.
anee res.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
hn|ermidades da cutis
em goral.
Ditas do a us.
Erupces e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Fnaldade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
Inchacoes.
Inflammacao doflgado.
Inflammaco dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de ohos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmocs.
Queimadelas.
Sarna
Supuracoes ptridas
Tinha, em qualquerpar-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulaces.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Laazinhas para vestido a 320
rs., e toalhis de linho a
800 rs.
Na ra do Queimado n. 19, vendem-se laazi-
nhas muito finas para vestido, e para meninos
pelo baratissimo preco de 320 rs. o covado, toa-
has de linho a 800 as. cada urna, coberlas a chi-
neza. de chita muito fina a 29.
Potassa da Russia
E CAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e desuperiorqualidade, assim como tambera
calvirgemem pedra: tudo cor arceos aiuito
razoaveis
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl.Havana o Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha contm
urna instruccao em prtuguez para o modo de
j fazer uso deste nguento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
11 pharmaceutico, na ra da Crun. 22. em Per-
nambu.10.
Palha de car-
wmmttmm &&$& mmmsmM
naba
por barato proco, em porgos ou a relalho : no
armazem de Anlunes Guimaraes t C, no largo
da Assembla n. 19.
Champanha.
m Campos & Lima, na ra
||g 16, tem para vender
gos cen champanha de superior quali-
dade a 203 o gigo.
do Crespo
urna porco do
n.
gi-
0N0PR0GRESS0
DE
c->

GRANDE SORTIJIEMO
DE
I 000.
Ra do Crespo, loja de
miudezas de (res por-
tas n. 7.
Chcgou a esta loja um completo soiliniento de
enfeitesde vidrilhos comlacosde fila bordados a
vedrilho, o que hade mais go?lo, pelo diminu-
to proco de C c 8000 rs. cada um ; ditos lambcm
do vidirlho sem ter lagos de Ola a 4$, 3$, e2$500:
na ra do Crespo, loja do miudezas de tres por-
tas n. 7.
Ricas litas de sarja de um dedo a G, para
laca, sinlos o enfeiles de vestido e toucas; ditos
de cascarrilhas para babados, vistidos, laeos
etc. a 2g50 c 3J0O0 : na ra do Crespo, loja'dc
miudezas de tres portas n. 7
CHAPEOS DE SEDA F. LA PARA MENINOS.
Lm completo sortimento de chaposinhos de
seda c la pare baplisados, paccios etc., pelo ba-
rato preco de 4jS, C?, e 8J rs. cada um : na ra
do Crespo, loja de miudezas de tres portas n. 7.
SEDA FBOXA PAltA RORDAR.
Seda frOxa de todas as cores para bordar a
120 rs. cada miada; agoa de flor de laranja a
400 o frasco : na ruado Crespo,loja de miudezas
de Ircs portas n. 7.
GOLLINHAS.
Ricas gollinhas de punhos de puro de linho, c
delicado gosto, polo seu dezenho, o que ha de
ruis moderno, pelo baralissimo preco de 8JJ rs.
cada gollinha com par de punhos; ditas tambem
muito delicadas, a croch a 2J500 e 2000; ditas
ditas muilo delicadas de algodao a .500 rs. cada
urna: na ra do Crespo, loja de miudezas de tres
portas n. 7.
Ha um completo de miudezas como bem :
Lieos de seda branco, prelo o de cores; ditos
rancezes o mais fino que ha, lesouras muito
linas para unhose costuras, caivetes de todas as
qualidades, um completo sortimento de extrac-
tos, leos para cabellos, saboncles, ditos que
se vendem por menos preco do que em oulra
qualquer parle: na ra do Crespo loja de miu-
dezas de tres porlas n. 7.
Veudese um bom cavallo de sella com alguns
na ra da Cadeia do Recife, loja do
NA
c armazem
DE
Nesle armazem de molhados con-
e mais barato
direitura por conta
a libra e cm barril
e a vista do gasto
andares
canto n. 54.
Vende-se urna porco de pedra que est
na ra do Livrameuto : a tratar na obra que se
esia fazendo na mesraa ra.
linua-se a vender os seguinles gneros abaixo mencianados de superiores qualidades
00 queein oulra qualquor parte, por serem a maior parte delles recebidos em direit
dos propnelanos.
Manteiga ingleza e franceza
perfeilamente flora mais nova que tem vindo ao mercado de 640 a 800 rs.
so tara aigun abalimeulo.
Quei jos flamen gos
muito novos recentemenlc chegados no ultimo vapor da Europa de 1700 a 3-*
que o freguez Azor se far mais algum abalimento.
Qucijo pvato
os mais novos que cxislem no mercado a 1 a libra, em porcao se far abalimento.
A.mcixas francezas
em latas de llt2 libra por lS500rs.,eemcampoteiras de vidro contendo cada urna 3 libra
por o^uuu.
Mnstarda ingleza e franceza
em frascos a 640 rs.*e em polos franceza a 800 rs cada um.
V criladeiros figos de comadre
n caixinhasde S libras elegantemente enfeiladas proprias para mimo a 1S600 rs.
Bolachinna ingleza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica com 1 arroba pir 4$.
Votes vidrados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1#000 rs. cada um'
iVmendoas confeitadas nronrias para sortes
de S 3oao
alga libra c em frasquinhos, conlcndo 1 1[2 libra por 2J.
Cha preto, hyson e perola
os melhores que ha neste mercado de I96OO. 2 e 2#500 a libra.
Macas em caixinhas de 8 libras
contendo cada urna differentes qualidades a 4$500.
Palitos de dentes lidiados
em muios C3m 20 macinhos cada um por 200 rs.
Ti jlo francez
propriospara limpar faca a 200 rs.
Conser\ as inglezas e francezas
em latas e em frascos de differentes quilidades.
Presnntos, chonrigas e paios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
lalas de bolachinha de soda
de differentes qualidades a 1^600 em porcao se far algura abalimento.
Tambem vendem-se os seguinles gneros tudo recentemenle chepado e de uoerio-
hrir?iBJ tfS\ PrcsunlS,a f80 rs- a libra. chourica muito nova, marmelada co mais afamado fa-
bricante de|Ln,boa, mana de tomate, pera secca, passs, fruclas em calda, amerdoas nozes frascos
cora amendoas coberlas, confeiles. pastilhas de varias qualidades, vinagre bran:o Bordeaux proprio
ma.rmn?taefin3,prh?Ir.UlOSrd08 ^eIhr?S fabricanl" de S"."* raaS8S 3 ^dasas quTld.des Tra-
ma muilo fina, etvilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas cerveias de ditos
spermacetcbarato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeiled'oce puriicado.azei"
mJIh fU[[0 n'*S' banha l36 p0rC rennada.e outros muil gneros que encontrado tendentes
lquer,
como
oto^icio^e^o3 enCOmiendaS D0 "m"- ^Z^V^sZk^Zr^l c. T.no^V^ffKr.ft '
. viuameuio. nnato n igreja do Corpo Santo no Recife.
IFazciiIas e
Loja
(Ges &Basto.|
| Na ruado Queimado n. ]
46, frente amarella.
I Grande e variado sortimento de sobre- e
i casacase casacas de pannos finos prelos J
l o de coresa28J. 30J e 33,1 paletots dos jj
mesmos pannos pretos e de cores a 28$,
t 203 22j)e 25, ditos de casemira mescla-
l dos de superior gosto a 16g e 18#, ditos
l das mesmas casemiras saceos modelo
l inglez 105,12j, 14 e 15*. ditos de al-
paca preta fina saceos a 43, ditos sobre-
l casa tambem de alpaca a 7g,8Sc 9#, di-
tos de merino setim a 10J, ditos de me-
rino de cordo a 9J, calcas pretas das
mesmas fazendas a 5$ c Cjj, colleles pa-
ra luto da mesma fazenda, paletots de
brim trancado a 5$, ditos pardos e de
fustao a 43 e 5$, caigas de casemira de
cor e pretas a 7, 83, 9J e lOg, ditos das
j&j mesmas casemiras para menino a 65, 73
*Sj e 83, ditos de brim para homem a 33,
| 33500. 43 e 5J, ditos brancos finos a 53,
5 6$ e 73, ditos de meia casemira a 43 e
* 53, colletes de casemiras preta e de co-
9c res a 5|, e 6-3, ditos de gorgurao de seda
|i brancos e de cores a 53 e 6$, ditos de
t velludo prelo e de cores a 93 e 103, ditos
|i de brim branco e de cor a3J, 3J500 e43,
o palitots de panno fino para menino a
^ 153, 163 e 183, ditos de casemira de cor f
O a 7$, 83 e 93, ditos de alpaca a 33 e 33500, 5)
^ sobrecasacas de alpaca tambem pa/-a me- Jp
oj> nio a 53 e 63, camisas para os mesmos ?gp
ffl de cores e brancas a duzia 153, 163 e 203, >
^ meias croes c pintadas para menino de ^
it> todos os lamanhos, valgas de brim psra
S? os mesmos a JS5O0 e33, colarinho de li- <$
|c ra nios a 900 rs. cada urna, casaveques 92
9 de cambraia muito fina e modernos pelo
II diminuto preco de 123, chapeos com abas |;
** de lustre a 53, camisas para homem de !c
todas as qualidades, seroulas para ho- tm
tg. mera a I63, 203 e 253 a duzia, vestimen- ?
^ tas para menino de 3 a 8 annos, sendo W
> calca, jaqueta e coleles ludo por 103, co- ^
j| bertas de fu3tao a 63, toalhas de linho 3K
para mesa grande a 7 e 83, camisas in- S
J| glezas novamentechegada a 36S a duzia. II
Vende-se por comrnodo precio um
fino apprelho de porcelana, mandado
vir de encommenda, constando de tres
ricos servidos para cha', almocq ejan-
tar : na ra da Cruz n. 61, armazem.
Farelo do Porto,
Fazendas finas e
roupa cita.
Augusto & Perdigo.
Com loja na ra da Cadeia do Recife n. 23
vendem e dao amostras os seguinles fazendas :
Cortos de vestidos de seda pelos e decores.
Cortes de ditos de barege, de tarlatana e de ga-
ze de seda.
Cambraias decores, brancas e organdys.
Anquinlias para saias, saias balao, de clina, ma-
dapolao e bordadas.
Lencos de labyrintho do Aracaty e francezes
Chapeos amazonas dejialha c de seda para sc-
nhoras e meninas.
Enfeiles do froco, de vidrho e de flores.
Pentesde tartaruga, imperalriz e outros goslos.
Manguitos e golas, ponto inglez, francez e mis-
sanga.
Vestuarios de fustao, de 15 e de seda para
crianca.
Manteletes, taimas e pelerinas de differentes qua-
lidades.
Chales de touquira, de merino e de l de ponta
redonda.
1 Luvosde pellica brancas, prelas e de cores.
i Vestidos de blond, manas de dilo, capellas e
fiores solas.
Sinturoes, camisas de linho e esparlilhos para
senhora.
Perfumarias finas, sabonetes e agua do colonia.
Casacas, sobrecasacas e paletots de panno preto
e de cor.
Paletolsde alpaca, de seda e de linho.
j Caigas de casemira de cor, prelas e de brim.
Camisas de madapolao, de linho iog'.oz e de la.
\ Seroulas de linho e de meia.
I Malas, saceos, apelreixos para viagem.
Chancas para invernos, bolinas de Meli e outros
fabricantes.
Chapeos do Chyli, de massa e de feltro para ho-
mem.
Charutos rnanilha. havana. Rio de Janeiro e
Babia.
Amendoas contentadas
em saceos multo grandes, ltimamente chega-
dos : vende-se na ra do Vigario n. 9, primeiro
andar, escriptorio de Carvalho Nogueira & Com-
panhia.
Vendem-se llvras slerlinas era ouro : era
de-
para sor-
tes de S. Antonio, S. Joo e S. Pedro e
tambem pora presentes a 2,? o irasco,
vende-se na loja de Leile & Irmao, vua
da Cadeia do Recife n. 48.
Grande novidade
no mercado.
Borzeguins para senhora sem defeito
ou avaria de qualidade alguma ao|o
par dinheiro a vista, vende se esta gran-
de pechincha nicamente na loja de
Leite& Irmao, na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48.
Machinas de Derosne pa-
ra destilacao.
Na ofhcina da ra larga do Rosario
n, 22 existem duas machinas de cobre
para destilar agurdente pelo systema
de Derosne, as quaes alm da sua per-
feicao, reunem a vantagem de serem
muito fornida e destillam urna pipa
em 6 horas. Estas machinas feitas pe-
lo mis hbil artista conhecido as pro-
vincias do Douro e Minho, vendem-se
por preco muito commodo por se espe-
rareis outras que ja se encommenda-
ram. O vendedor garante a peifeico
da obra.
5$000
4<800
Este estabelecimento offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento
precos convenientes, a saber :
Homem. .
Borzeguins mperiaes..... 10000
Ditos aristocrticos....... 9^000
Ditos burguezes........ 7g000
Ditos democrticos...... 6,^000
Meio borzeguins patente. C$500
SapatOes nobreza....... 6#000
Ditos infantes....., 5$000
Ditos de Iinha (5 lr2 bateras). C$000
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapatos de salto (do tom). C$000
Ditos de petimetre...... 5,3000
Ditos bailarinos. ....... o$500
Ditos impermeaveis...... 2,3500
Senhora.
Borzeguins primeir classe (sal-
to de quebrar).......
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). ..,...,.
Ditos todos de merino (salto
dengoso).........45500
Meninos e meninas.
SapatOes de orqa. ...... 4$000
Ditos de arranca........o$500
Boizeguins resistencia 4$ e 51800
L0J4 DO VAPOR.
Grande e variado sortimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas c perfumaras ,
'udo por menos do que em outras partes : na lo-
a do vapor na ra Nova n. 7.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAT.
PILL'LAS IIOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composlo inieira-
meute de hervas medicinaos, nao contm mercu-
rio, nein alguma outra substancia delecteria.Be
nigno mais tenra infancia, e a compleicao mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e remove as doencaa de qual-
quer especie egrao por mais antigs e ienazes
quesepm.
Entre milh.ires de pessoas curadas ^ora este
remedio, muitas que j estavara as portas da
rnorte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forras, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais aflictas nao devem entregar-se a de-
sesperaran ; facam um competente ensaio dos
efllcazes eTeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo embornar este remedio
para qnaiquer das seguinles enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febreto da especie
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas
Convulscs!
Debilidade ou extenua-
co.
Delulidade ou falta de
torgas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
borde garganta.
de barriga,
nos rins.
Dureza noventre.
Enfermidades no ventre.
fitas no fig.ido.
Hilas venreas.
Enxaqueca
H'Tysipola.
Pebre biliosas.
Febreto internitente.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammaces.
Ir r eg u laridades
menstruacao.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na culis.
Obstrnero devcrlre
rhtysica'ou consimp
pulmonar.
Retcn^ao de ourii.
Rheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada urna
dellas, conten urna instruccao em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O daposito geral era casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz n. 2S, em Per-
namb o.
1 Seguro contra Fogo 1
COMPANIIIA
T

S
3
l
LONDRES
AGENTES
| G J. Astley & Companhia.
| Vende-se
I Formas de ferro para !
purgar assucar.
i Estanho em barra.
Vern iz copal.
| Yinhos finos de Moselle.
5 Enchadas de ferro. Q
| Brim de vela.
I Folhas de melal.
I Ferro sueco.
I Ac de Trieste.
I Pregos de composicao.
| Lona ingleza: no arma-
1 zem de G. J. Astley & C.|
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguinte medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezes.
Ditas vegelaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez.
JTarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febret).
Ungento Holloway.
Pilula3do dito.
Ellixir anti-asmathico.
Vidros de boca larga com rolhas, de i oocas >
121ibras.
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
Prego.
Vendem-se libras sterlinas, em
casa deN. O. BieberA C. : ra da Gra
n. 4V
' *



FABRICA
DE
sise cMeem i romus si ietaii*
Sita oa ra Imperial n H8 e 120 junio a fabrica de salio
DE
Scbastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa
Ncste estabelecim'" u-------------------
(de 300
para resv
de tedas asdimenge, ^erantes e de pucho tanto de\S?S?2!L Jffi?^ bomb"
de bronzedeiodasasdfmencdese tritios para alajnMqu tanoue, rt SS.ft.S.^ V01"'
fetro para rodas d'aguo.por.as para fornalhas e crivos de frro" tubo* de cobTe chumbo ftS*.?
es dimencoes para encmenlos, camas de ferro com arrcacao e sem ella fZ\ric ?Z
econmicos, lachas e ta;hos de cobre, fundos de alambiques 8 F potaveis e
para engenho, folha de Flandres, chumbo em len "
mm_l PERNAMBUCO. QUARTA FR1RA ,1 n Jl]LH0 DE 1M0#
e pai
rao na ra Nova n.
II j
Ferros de en-
;ommar
econmicos
a 5#000.
Este;! magnficos fer-
ros acl ara-se a venda
no armazem de fazen-
das de Raymundo Car-
los Lcite & lrmio, ra
da lmpcratriz n. 10.
Trapiche de depsitos, al-
fandejgadon. 19.
Largo da asseiMa,
Ha continuamente para vender neste trapicho
saceos do feij'io mulatinho muito novo com 6 al-
queires, farinha de mandioca de liversas quali-
.Pa^sad_eicas, espumadeiras, cocos; dades, milho, farelo superior em saceos muito
de carnauba,
carnauba, lu-
andes porces
a vontade dos compra-
"sin

siW.*'
------------------_____________________(7)
InlM s ira &s o
GRANDE ARMAZESVI


FUNDIQAO
871* de l-^> Na nova loja de miudezas da ra Direita n.
85, vendem-so frascos d'agua de Colonia de Piver
verdadeiroa 480 e 960 rs., estratos finos a 1J),
e 1S500, oleo de babosa Piver a 540, pos para
denles a ICO, lias para bordar, de:orts, da mais
lina que ha a 7^500.
Na nova loja de miudezas da ra Direita n.
Scus preprietarioe bfferecein a seus numerosos reguezes e ao publico em geral, toda
! ada em seu reconhecido cstabelecimento a saber- mac
todos os lmannos, rodas d'agua para engeuhos todas de ferro ou para cubos de
:ias de ferro balido e fu*
chos e bombas, rodas, ro leles, rguilhes e boceas
nrfn 8?' veDdom-se 'u^s de seda enfeiladas para se-
qualquer obra manufacturada em seu reconocido estabelccimento a saber-machinasdeVaner i ,nhora a di,as de algodao para liomem a 320,
todos os tamanhos rodas d'agua para engeuhos todas de ferro ou para cubos de" madeira Cn I bo,,ec"s ,ie chouro a m< 5w0- 0 d 800 rs., es-
moendas, lacias de ferro balido e fundido de todos os lmannos guindastes" cora> f,ll3S para denles a 2<. 40. *< e rs.,
Rita Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ccicao dos Militares.
za de Ollendorff.
Novo methodo pera aprender a lr,
| ; a escrever e a fallar inglez em 6 mezes,
rSii^ioLla,nlcIramt,nfe uova' Para uso de
Jk^ it0(ios os estabelecimentos de instruceSo,
^ f; publico e particulares. Vende-je'

na
SI fcha-sena direccao da oficina deste acreditado armazem o hbil SS
| art,staFrac,scodeAsssAveIlar, antigo contra-naest do fall cido fi
O respeitavel publico continuara' a encon-
tm Paca de Pedro II (antigo largo do Col-
^s legio) n. 37, segundo andar.
-* /vC^:
s3> Manoel Jos Ferreira.

inao
^ trar em dito armazem um grande e vanado sortimento de ronnn^ ^ eobertos edescoberlos. pequeos e grandes, de
s^jj eitas, como sejam: casacas, sobrecasacas, fraques nafetotsdp nSI **& i"uro patenle inglez' Para homem a senhora,
^ e de cores, ditos de brun de bnho branco, patflo e de' cores CS
^ 'C rrra Pre? e.deca.^ de mei-inoTde princeza 1 b S W
^ pardo, branco e de cores, colletes de velludo preto e de cores ditos de !
m gorgurao ditos de setim preto e branco, ditos de
alpaca preta J ^ vindos pelo ultimo paquete inglez : em casa d
par.-manS.ol eoloo de^n^S^a^a^cS
lumnss e moinhos de vm tn r.nrtn rniiiv.i i.oc .-_ ..ij..-.:: "y11", i s groan, co-
", grozas de boioes de osso a 240, ditas para cami-
" sas, de louca, brancos, a 140 '."., ditos de
"ras
Vinlio de Bordeaux.
Irmaos&C, ra da
deposito das bera co-
Brndcnburg Frres.
Bor-
Em casa de Kalkmsnn
Cruz n. 10. encontra-se o
nhecidas marca dos Srs.
e dos Srs. Oldekop Marbilhac & C, em
dcaux. Tem as seguintes qualidades :
De BraQdeiiburg frres.
St. Eslph.
St. Julien.
Marganx.
I.arose.
Chteau Lovie.
Cluiteau Marganx.
De Oldekop 4 Mreilhac.
St, Julien.
St. Julien Mtdoc.
Chateau Loville.
Na me sin a
vender:
Sherry em barris.
Madcira em barris.
Ognac em barris quad defina.
< "'nac em caixasqu3lida Je iuferior.
Ceneja branca.
Galera
Pedras baratas.
Joao Donnelly tendo contratado com o govemo
da provincia, por intermedio do Illm. Sr. direc-
tor das obras publicas o fornecimento de todas
as pedras cxlrahidas da ilha de Santo Aleixo,
propriedade do annuncianle, para calamento das
ras desta cidade ; e como as mesmas obras
publicas por emquanto se acham poralysadas, e
tenha o Exm. presidente ds provincia por despa-
cho de 18 deste mez coucedido licenca ao mesmo
anunciante para dispor das mesmas pedras, c
por grande quantidadn que tem o aununciantc,
no caos do Ramos, ofFcrcce a quem interessar,
em grande ou pequea porco, que as vende
muilo em conla. o mesmo aiinuuciante calen-
de
-6JJ500, caivetes
tinos a IjO, ditos a 280, grozas de Dennas de
ac a lg, lg200 e 1400, tinleiros frop'rios para
viagem a 320, obreias de cola a 100 rs.
Na luja de miudezas da ra Eireila n. 85,
vendem-se resmas de papel de cuadrinhos a
hJ>-)(0, caixinhasde papel sorlidas em cores a i$
ditas de quadrinhosaSOO rs., folhas de papel ar-
rrudado e anvelopes a 210. ditas com flores a
IbO, estampas linas a 20 e 280.
Na nova loja de miudezas da na Direita n.
o, vendem -se pentes de alisar, de ba lea a 200
0, 280, 320 e 300 rs dilos para piolhos a 280^
pentes travessos para meninas a 610, ditos de'
massa para atar cabello a 900 rs., ditos virados
a imilacao de tartaruga a 1gG00, ditos dourados
a IfcSOO, ditos de alisar, de borrach, a 600 rs
dilos de buf.ilo branco a 500 rs.
Na nova loja de miudezas da ra Direita n.
od, vendem-se caixasde liuha do gu branca a
800 e 1*. nota a 900 rs., miadas de lionas de
peso a 120 rs., linhas para marca a 20 rs.
_ Na nova loja de miudezas da ru Direita n.
i i-, i, i ... n _.__ a_ __ ____
m ditos de fusto branco e de cores "mi tots ~ZZ. "I**6 F \Ut ^
^S .ik0._________r_ u,C(;oref'.Pa,etots, casacas, jaquetas, calqas Kg
S e colhetes para meninos de 6 a 12 annos, camisas, serculas. chapeos I
M S22T IT"t6 CreS %* Pard CladoS> f-'damentos ara
^5 guarda nacional da capital e do interior.

Soulall Mellorsi C.
Admirareis remedios
americanos,
Apromptam-te becas para desembargados!, lentes, la de di- P
S tas a seu gosto, quer com fazenda loa ou do armazem Jara o
m f colindo, e Lbeis officaes, dando-setoda e qua'uer "oupa
t? da convencionado. ^ wp
no &

turas.
Receheu-se grande pof o de bonitos cuadros
:ntre ellos alsnns sacros
na loja de marmore.
Vende-se vm criou
bonita figura, oflkial de
Icio, em casa de 1
seca, das 7 s 9 huras da
da larde.
de
qual as pedias do annuncianle, como se praiica I S e -00! ^Dtas dc m<,o a 32- dilas finas 640.
na Europa, para evitar a humidade as naredes ,^<, ja n,"ude,zas da lua n'rei'a n. 85
O mesmo Sr B,ro ""uaoe Das Pardes. vendem-se sapatinhos de merino proprios pan
u mismo Sr. Rampa tem cneomiocndado ao baplisados a 1S200, berzeguins de laa para he'
annuncianle 00 toneladas para esse fim dizen- ninas a so e a00 rs. V
pm-
por procos mdicos ;
o de idade 22 onnos,
orapina : na ra do
ibmaz de Aquina Fon-
manhaa, e das s 0
Vende-so um f:.-ueiro
mil oilavas, de lindo go
te do Porto : na ra do \
andar.
Faqucro.
de prata com cercado;
o, chegado ullimamen-|
igaiio n. 19, primeiro
Vendem-se 8 escrau
ellas de 15 a 40 anuos, d(
cravo de 30 annos, liom
um mulato de 22 annos
gnus cscravos baratos qil
prazo como a dioheiro, n;
lorio de Francisco Mathia
do que cm obra sua jamis deitar lijollos em
aucerce; pelo pre<-o que tem o annuncianle
vendido ao mesmo senhor lhe sahe mui m..is
barato do que lijlo. O mesmo Sr. Rampa deu-
melicenca para usar de seu nomo no presente
annuncio. As pedras escolhidas para armazens
ou calcadas, a dez mil ris por cen palmos, dei-
tadas as pedras em qualqucr parte desta cida-
de a costa do annuncianle, com toda actividade
possivel, para o que tem as proporres necessa-
nas; es pretendenles dirifam-sa a ra da Praie,
escripiorio do annuncianle.
PERFUME PARA SENHORAS.
J
; com habilidades o sem
800c a 1:500, um es-
cozinheiro.
. por-l;300,
t>or 1:300, c mais al-
so vendem, tonto a
ra lireila, no escrip-
I'ereira da Costa.
FizeodasporLaixos preeos
Roa do Quei mado, loja
de 4 portas ii. 10.
Aii.Ja restara algumas
azendas para concluir
; claras, o corado
finas, a 240 e 200.
a liquidafo da firma de I eito & Correia, asquaes
se vendem por diminuto ircro, sendo entre cu-
tras as seguintes:
Chitas de cores cscui
a ICO rs.
Ditas largas, franeczas,
Riscados franceses de cores fixas a 200 rs.
Cassasde cores, bons i adroes, a 240.
Brun delinho de quad|oc, covado, a 160 rs.
Rrim trancado branco e lioho muito bom, va-
ra, a 19O00.
Cortes de calca de mein casemira a 2g.
(Utos de dita do caserara de cores a 53.
Tanno preto finoa3jJ^ 49.
Meiaa de cores, finas, paw homem, duzia,
58OO. a
Grvalas de seda de cores e pretas a 1.
Meias brancas finas para senhora a 3g.'
Dilas ditas muito finas a 4.
Ditas cruas Unas para liomem a 4J.
Cortes de collelcsde gorgurao de seda a Sf.
Cambraia lisa fina transparente, peca, a 4.
Seda preta tarrada par& vestido a 1#600 e 2g.
Cortes de vestido de seda preta lavrada a lCj
Lencos de chita a 100 1 s.
Lia dequadros para vetido, covado, a 560.
Toitospara camisa, uml, 320.
Chita franceza moderna, lingindo seda, ovada
ra 400 rs.
F.ritremcios bordados a 200 rs.
Camisetas pira senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finasaBgOO.
Toilb.33 de linho para mesa a 2 e 4jf.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoro de senhora o
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
cas a 58000.
Cortes decalca do castmira preta a 6.
Chales de merino comj franja de seda a 5*.
Cortes de cale.a de risdado de quadros a 800 rs-
Merino verde para veilido de montara, cova-
do, 1$280.
Lengos brancos de caijibraia, a duzia, 2.
Na nova loja de tjiiudezas da ra Direila n.
f'Vrn m"se loucadorWs de Jacaranda a 3j, 3S500
e 49500, gravalinhas alinaud a IgiOO, atacado-
res chatos de lgodao a 50 rs., e rolicos a 100 rs.
yendo-so um exc< Ueute cavall para carro
c cabnolet. muilo nove, grande o bonita cor :
era Santo Amaro, ao p d< fundicao, taberna do
meio, de Jos Jacintholde Carval'ho.
Vendc-se um ou dous bois mangos, de car-
roca o carro, assim corri urna carroca : em San-
io Amaro, ao p da funoVao, taberna do meio de
Jos Jacintho de CarvalU.
Vende-so por pre o commodo um escravo
mogo, com ocio de
CAL DE LISBOA,
nova e muilo bem acondicionada : na ruadaCa-
deta do Recite n. 38, primeiro andar.
Na ra de Aguas Verdes n. 5, vendem-se
per proco commodo livros em branco, assim co-
mo registro de letra, abecedarios, e so cncader-
na toda qualidade de livros com muila perfekao
por preco commodo.
Vende-se urna barcaca nova da prrmeira
viagom, muilo bem construida, e prom:>la do tu-
do para viajar, pega ern 60 caixas : pera exami-
nar, na escadinha da altandega. e para justar
na ra do Queimado, loja 11. 41, ou na w do'
iiangel, casa deLoiz Jos Marques ; peder ser
vendida a dinheiro ou a prazo.
E pecbincba sem
Progresso na cidade da Victoria
DE
Francisco Xaxier de Salles Ca val can te de Almeitla
NO
Pateo Aa Feira.
0 procelario deste eslabeleciraento, como se acha com um grande o completo sorii-
mento, lendenle a moHiados, ferragens e miudezas convida portanto a todos os moradores
desta cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores queiram mandar suas
encommendas no Progresso do pateo da Feira, pois s alii encontrarn o bom e barato
visto o propr.elano estar resolvido a vender, tamo em grosso, como a retallio, por menos
do que em outra qualquer parle como sejam :
LSLdn marme'a por 23JOOO, Jalas de soda contendo novo qualidades a 2000, azeitonas muito novas,
passas ce ditas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2;?000 rs. a garrafa, licores
francens de todas as qualidades, champanha, conhaque de dilas, lou5a lina, azul.ninlada,
e branca de todos os padroes, ameixas era compateiras e era latas a lvOOO rs a libra
latas de pene de posto por 2000 rs., banha de porco refinada, araruta, fallas,'bolachi-
nha ingleza, biscoitinlio, eoulras mais qualidades de massas finas, massa de tmale era
ltase a retamo, leiria, raacarrao, talharim a 800 a libra, verdadeira gomma de aramia
insenso de todas as qualidades, espiritov de cravo, canella, e alateme, verdadeiros nenies
a imperatns, e de tartaruga de 9000 a 105000 cada um, Irania e franja de seda, fe-
dadoras de broca, pregos em quantidade de lodos os tamanhos o qualidades e o'utros ?.
m mtiitos objeclos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar, ^~
das
igual.
Murray e Lanman
A que (em adiado mais aeolliimcnlo m
publico! Vende-se 20,000 daziasl
de irascos por anuo.
Na na das Cruzcs n. M a recebeu-so em di-
reilura um completo sorlimenlo de lou'a da Ba-
ha, assim como quaninhas de todas ai, qualida-
des, copos para beber agua, moringues grandes
ditos pequeos, jarroes para conservar agua que
levam duas canecas, jarrinhas pequeas, tudo se
vende pelo prego da factura, que nao < possivel
vender-se em outra qualquer paito por este
prego. r
British Beet.
I Superior caree ingleza do porco, salgada, a
tsiaagua encanladora extrahe-se das diverjas ^ ,,rS- a lll)ra : no azar Pernambucanj da ra
llores que se enrontram no paiz onde Ponce de do lQ,Perador.
..e.." c So," iam Pairar a fonte dajuvenlude
eterna.
Da aos Icngos um cheiro muito agr.-davel o
relngeranle, augmenta a belleza da culis, des-
guindo as sardas e mais radichas que de costu-
SLhfmfSS ,r0Sl?- Aconselhamos as pessoas'
debilitadas pdo calor do verao de usaren desta
aua cm bandos, pois tem ella a virlude de fa-
Ker recuperar as forcas perdidas pela transpi- i
ra ao.
reas perdidas pela transpi-
rara evi'ir ser engaado por falsicacoes de-
e-se procurar aAgua Florida de Murray e
-anian, o avenguar-se se o envoltorio e rotulo
trazera o preixo de Murray e Lanman.
t fabricada esla agua nicamente pelos pro-
atr rto0ruw ', La"mau e Keu)P droguistas por
atacado, 09 Water Street, e 36 old
va-York.
No-
Slreet,
('/n';hr'r,';SeT*BJdapm lodas as bolica o lojae
do ??,??" dJ "^Peri- cm Pernambuco loja
de Luu Antonio de Siqueira, ra da Cadea.
Relogios patentes.
Kslopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitosparacamisas.
Biscoutos.
Emcasa de Arkwight &C, ruada
Cruz n. 6S.
Tachas e moendas
Braga Silva & C.tem sempre no seu deposito
da ra da Moeda n. 3 A.um gran de sortimento
de tachase moeedas para engenho, do muito
acreditado fabricante Edvin Maw a tratar do
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 4.
Attencao.
m uu
ao p arco de Sanio
vende-se, com um pequeo tojue de mofo, cha-
les de merino com palmas do seda, pelo diminu-
to preco de 3JJ cada um, dilos limos a SOO : a
elles, antes que se acabem.
lyrico.
Vendem-se na ra do Crespo n. 17. cortes de
*eda de ricas cores do 2 saias e 3 babados a 50g
o corte.
Em frente a
matriz da Boa-Vista n. 86.
Undem-se e alugam-se bichas de Hambur^o
recentemenle chegadas: assim como se appTi-
"e k7a? fogoS.Pela aUraCQa d Sm prec'sar
Ra da Imperatriz
numeroiO.
Na loja de fazendas do becco dos Ferreiros se
vendem por iodo preco, para acabar, saceos de
fcijao amarello, dilos de fardo, ludo islo vista
LT,prador s,e fa negocio Pr menos preco
que for possivel ; cheguem reguezes. "
Graixa em bechi^as e sebo
As melhores maclimas de coser dos mais
afamados autores de New York, I.
M. Singer & C e Wbeeler & WilfOB.
Neste eslabeleci-
raento venden-se as
machinas destes dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do dia ou
da noiie, e responsabili-
samo-nos por tua boa
qualidade e seg'iranca :
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leile & Irraos ra da
imperalnz n. 10, amigamente aterro da Boa-
Vista.
Vende-se urna negra fula, bonita figura
moca, coznha, engomma sofTrivelmente ( costu-
ra, e 6 Iavadeira, e quem a comprar se dir i o mo-
tivo por que se vende : na ra do Brum n. lt ar-
mazem de Manoel Jos de S Araujo.
Aos Srs, propriearios e
Relogios
Suisss.
Era casa de Schafleitlin&C, ra da Cruz n.
do. vende-se um grande e variado sortimento de
relogios de algibeira horisontaes, patentes, chro-
noraelros, meios chrooometros, do ouro, prata
dourada efolheadosa ouro, sendo estes relogios
dos pnmeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
aeao por precos razoaveis.
Na nova loja de miudezas da ra Direita n.
ho, vendem-se papis de agulha a 10 rs catxas
de agulhas francezas unas a 200 o 240 rs.
Farinha
Vende-se um escravo cabra, filho do ser-
tao, de idade 25 a 30 annos, forte, robusto c sa-
dio, para engeuho ou sitio por estar acosturando
ao servico do campo e saber lavrar a Ierra, fa-
zer qualquer plantacao, andar com
de cavalloa, carreiro, ele, po
quem o pretender, dinja-se
n 23, defronte do Paeseio Tublicb. que l lhe ,
dirao aonJecst o dito escravo para vre ajustar
Mn^iiMmMHinfiwew-fiM
| Augusto & Perdigao. I
ap so Vendem camisas de linho inglezas ?
^ muilo finas por 40? a duzia. dilas de fus ffl
|i tao por2i, dilas de musselina pr 2, u
W 3f500 e -2$, chancas inglezas a 2?500 e VP botinas de Helias a 12-5 : na sua loja da 0
M ra da Cadeia do Recite n. 23. A|
^^*siiftis *s#* geewseisl
Farinha de mandioca.
Vende-se farinha de mindioca, superior qual
dade, vinda do Maranhao, pelo hiate Rosa o
briguo escuna Graciosa : nos armaxens do Ma-
chado & Dantas o Antones Guimaraes
| Forte do Mattos, largo da Asserabla.
I
Todas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devem estar prevenidos
com estes remedios. Sao tres medicamentos com
os quacs se cura eficazmente as principaes mo-
lestias.
Prompto alivio deRadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
c cura os peiores casos de rheumatismo, dor de
ralgia.diarrtia, cmaras, clicas, bi-
crup, dores nos ossos, contusoe,
queimadura, eropedes cutneas, angina, relen-
| cao de ourina, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidadesescrophulosas.chro-
nicas esyp hliticas; resolve os depsitos de raaos
humores, purifica o snngun, renova o systema;
( promplo c radicalmente cura, escrophulas.vene-
I reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
. sos, tumores brancos, afeegoes do figado e rins,
| erysipelas, abeessos e ulceras de todas as classes,
[molestias d'olhos, difficuldade das regras
mulheies, hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
1 para regularisar o systema, equilibrar a circula-
; cao do sangue, nteiramenle vegetaes favoraveis
; em todos os casos nunca occasiona nauzeas ne
i dores de veutre. dses de 1 a 3 regubrisara, de
a 8 purgara. Estas pilulas sao cfficazes as affec-
j ges do figado, bilis, dor de cabeca, ictericia, i:i-
! digeslao, e cm lodas as enfermidades das mu-
( Hieres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
, edes, Oorcs brancas, obstrucces, histerismo, ele,
! sao do mais promplo effeito na escarlatina, febro
biliosa, febre amarella, e cm todas as febres ma-
' ignas.
Estos tros importantes medicamentos vera a-
companhados de instrueces impressas que mos-
, tram cora a maior roiiiuciosidade a maneira do
appca los em qualquer enfermidade. Eslao ga-
rantidos de falsificacao por sd haver a venda no
( armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leile
l & lrmio, na ra da lmpcratriz n. 10, nicos
agentes em Pernambuco.
i Na fabrica de caldeirciro da ra Imperial,
junto a fabrica do sabao, e na ra Nova, loja do
com gado, tratar ferragens n. 37, ha urna grande porrao de tolhas
>r proco em conla : de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
leja de chapeos minuto prego do 1 0 is. a libra
\endom-se ps de larangeira de umbigo o
da China, ps de fructa-pao, do sapoli, do limao
para cerca, e oulras qualidades de fructas, por
prego commodo : na for.tc de L'cha. sitio di
viuva d" Joo Carroll.
Vende-se um moleqne de 11 anuos, muilo
sadio : na ra da Cruz n. 33.
'"______-- > ._;_ : :;..
Escravos fgidos.
AVISO
Anda fgido um molato escuro de nomc Fi--
, mino, j idoso. barbas crescidas, em mangas do
! camisa o chopeo de ralba. L' grosso do corro
i- c do eslalura regular, c alguma cousa desdenia-
o: C, no
Relomos.
vI
do. Esl quasi sempre
da ponle e do chafariz
leva-lo A casa de seu senhor, .
che, sobrado n. .0, onde se pagar qualquer des-
na Boa-Visla, por junio
roga-so aos pedestres do
na rui do Trapi-
","M "c uuunua uuucciins para os mesmos.
Espirito de viohocom 44
capitaes de navios
Na loja do Preguica, na ra do Queiniado n 2
ha para vender fazenda de laa propria para ban-
.- r.-K. para
deiras e signaes, pelo baratissimo preco de
rs. cada covado.
300
A 4000.
crimilo
caiador
do boa figura
: na ra dos Martyris'n. 4.

Z rBrrn^l^a^/zemr3 ""^ : *'
Com toque de avaria
Na loja de Machado & Santos.
Ra do Queimado n. 6, por baixo
da boneca.
Vende-se popelina de cor miudinha, propria
para vestidos de senhora e roupa de meninos
sendo da largura de chita franceza, pelo diminu-
to prego de 240 rs. o covado, sapates inglezes
proprios para o inveruo, obra muilo forle, pelo
diminuto prego de 3$800 o par, e um completo
sorlimenlo de fazendas de diversas qualidades
por menos prego do que em oulra qualquer par-
te : dao-se amostras com penhor.
Farelo superior de Lisboa em saceos grandes
vende-se a 4 a sacca na Iravessa da Madre d
Dos ns. 9 o 16 ; tambero se vende farinha de
mandioca de superior qualidade por preca cora-
modo, tanto em porgao como a relalho. "
Cemento,
No armazem de Jos Joaquim Das Fer andes
travessa da Madre de Dos n. 64 vende-ne ce-
mente muilo novo a 5J a barrica.
E baratissimo.
Na loja do Preguiga, ra do Queimado n. 2
vende-se chaly e merino liso de todas as cores'
projmos para vestidos do senhora e roupinhasd
meninos a 300 rs. o covado, chalys matisados de
iers??e e los Padt5es. o vel a 640 rs. o covado, angelina de seda, do deli-
cados padroes a 720 rs. o covado, chales de lo
estampados a 2500 cada um, capas do oanna
azul muitoi lino, bstanle largas, propria:i para
uagens a 16 cada urna. v
DE
de qualidade especial para mesa : no armazem
Lla n 19S Guima,5t's & c> no larS da Assem-
Vende-se
rasca, por preco
Rangel n. 62."
urna porcao do ..
baratissimo preco, r.
Vende-se "feijSo rajado a 320 rs. a cuia i
armazem da ra do Rangel n. 62.
Escravos.
Gurgel Irmaos teem para vender famosos es-
cravos, no seu escriptorio, ra da Cadeia doRe-
cife, primeiro andar n. 28.
Labyrinthos.
Gurgel Irmaos vendem ricos lengos e toalhas
de labynntho.
Sola.
Gurgel Irmaos vendem sola do Aracaly e So-
bra ,e tambem a vonlado dos compradores sola
corlida a ingleza.
PUNDICiOLOWMOW,
Ra da Scnzala ova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapletosorlimento de moendas emeiasmoen-
das para engenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado, de todos ostamajihos
para di
Vende-se urna casa terrea com
fpandea commodos e em urna das me-
nores ra da freguezia de S. Joi : na
ra das Cinco Ponas n. 72, te dir'
quem vende.
Fugio o escravo de nomo Cosario, idade Vende-se em casa de Johnston Pater & C, ra ZSeJSn?S PU Tais lx ?cnos; es"
, do Vigario n. 3, um bello sorlimenlo de relogios des catf e* S'^J hT eDteS ""J-
deouro, patente inglez, de um dos mais afa- JScxo olhos ^rmlh^n8/0'barban" PnU do
:mados fabricantes de Liverpool* tambem urna ora. eadS ? nfhn ? ^fSf B?25 Um pouco
vanedade de bonitos trancelins para os mesmos. 7o a^^s^Saesdec^^L^ZZ
policiaes, e qualquer pessoa que o possa encon-
trar, o apprehcndam eolevem a sua senhora. no
caes do Ramos, sobrado encarnado, que serao
^^r gratiHcados ; e se protesta contra quem o tiver
0^PHiS \ acoo,ado .em sua casa,
j^ 1 Uwoi J Fugio no dia 4 do correnie mez, dos Afoga-
raes, chegado da Europa, as garrafas ou as ca- baixo, grosso, nariz ura lano chalo, denles lo-
andas na ra larga do Rosario n. 36. | dos Perfeilos, cabellos crespos, levou vestido ca-
Ra daSenzalaNovan.42 -3*SfSnUlS i,c^ BSy
Vende-seemcasadeS.P. .lonhston t^tS^tUSTSA^t iSjfc
quetas de lustre para carros, sellins esiliies in- lodas as autoridades policiaes de apprehende-'lo
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados lo- IoTa"''-seu senhor, abaixo assignado, nos
as inglezas, fio de vela, chicote para carros, e AfsadS' 1uc SC1U bem recompensado,
montana, arreios para carro de um e douscav'al. 400^000, de fiTatificaCO.
os. e relogios d'ouro patente inalezes ..i, ., V
@^'@K^^'}^^'----''-^':r,wa... Aciiando-sa nesla cidade vindo do Maranhao
w*ww^^3Wo.-.*^*o^,3 para ser vendido, o crioulo Faustino, desnpparc-
<& hinO'pnhfl i.feuan1lc"r.,!0'a?m- 25dc abril aomanhcceV, d3
lJlJ^CHIIU. lugar de Giqui para onde tinha ido a contento.
Vende-se o engenho Sania Luzia.sito na I -"*--'-"" al,a. orP. reSulflr. >' suissa
FARELLO.
Vende-so saceos com farelo a 4-J500 :
do Rangel n. 62, armazem.
na ra
la loja
ao p do arco de Santo
Antonio
vende-se casemira de quadros propria para cal-
gas e paletots, pelo diminuto prego de lj} o co-
vado, a fazenda superior: a ella, anles que se
acabe ; cortes de cassa chita a 2j| o corte.
Batatas e cebla
nova
Vendem-se btalas a 100 a libra, ceblas a 1R600
e 2g o cento ; na travessa do pateo do Paraizo
n. 16, casa pintada de amarello com oito para
a ra da Florentina.
RELOGIOS.
Vende-se emcasi de Saunders Brothers &
C, praga do Corpo Santo, relogios do afama
do fabricante Roskell, por pregos commodos,
e tambemtrancellins e cadeias para os mesmos,
deeicellenle gosto.
do, dizendo sor natural de Marvon. Levou ves-
tido calca de algodao sinzento, camisa branca
chapeo de palha, e um cobertor de laa. Descon-
qa-sc que seguisse para o norle da provincia ; o
quem delle der noticia ou apprchcnder, e condu-
zir a ra da Cadeia do Recife n 38, primeiro an-
dar, sera recompensado com 200JJO0O.
No dia 7 do corrente mez fugio o mulato es-
cravo de nomo Jos, idade 40 a 45 annos, ca-
bellos estirados, calvo, ps curtos e largos, de
altura menos que regular, um tanto cheio do
corpo, vestido de camisa e calca do algodao
azul e chapeo de couro, cosluma* trabalhar nos
armazens o trapiche no Forlo do Mattos. Cora-
preio ao Sr. Thom Gomes da Silva que veio
vende-lo por caria de ordem da Sr.a viuva sua
mai D. Mara Gomes da Silva moradora em Mo-
chlo. Este escravo tem filhas em Botone e Jar-
dim e mulher forra e mora com urna das filhas
muilo natural que siga para esses lugares ro-
go as autoridades e homens bons dessas locali-
dades que o apprehendam e remettam esta
praga na Boa-Vista ra da Saudade a seu senhor
0 primeiro lenle reformado Joaquim Ignacio
de Barros Lima ou ao senhor coronel Joao Jos
de Gouvea, com coramercio de fazendas na ra
do Queimado.que bem recompensar as despezas
que se fizerem e o trabalho.
Fugio no dia 3 do corrente mez a preta es-
crava, Iguacia, crioula, estatura regular, cheia
do corpo, rosto cora marca de queimadura do
rogo, levou vestido de chita de lislras encarna-
das e brancas, chales encarnado de merino liso,
foi buscar agua no chafariz da ra Imperial :
quem a apprehender, levo ra do Cabug n.
1 C ou a ra Augusta n. 15 D, que sera grati-


L
DIARIO DE PERNAMBCO, QUABtA ffclftA II DE jULHO D 186.
Li itera tura.
A historia d'um brigue.
SEGUNDA PARTE. _,
NV
/ Continuc^'o. )
Fti nsdo instante que, gemelhante ao anjo do
casligo o c
Jeito de loncos vestidos prctos,
quo
m so resahr sua espantosa pallidez, lliss
j de scu cauarm. Dotante un se-
via, tuiham concluido por sabor que a habitante
de Green-Castle chamaTa-se Mas Slanibv, que
vivera muito lempo na America e que liona so-
frido grandes desgranas.
Esla joven era com eTeilo Miss Stamby. De-
pois da ultima e terrivel scena. do brigue, Lucy
manifestara o desejo de volisr Inglaterra. Os
dous jovens tinham cnto passado muilos das
victimas de urna tristeza feroz, procurando-se e
cVitando-se alternativamente ; ellos tinham os
corneos ainda muito jovens para admiltirem que
um amor feliz podesse saliir d'uma to horiivel
ealaslrophe. Sepaiaram-se com a roorte na
ri::. i.
Lucy en;barcou-se em um paquete para rollar
J ui y sahi
guudo ell
direito cccullo no peit, mas cotn a' mo esquer- orde-ns do almirante, que commandara a eslago
i ficou em pe no soalho, com o braco Europa, n Armand foi por-se com o Argos s
da estendija, o uesignando com o dedo, eom um
indisirel lorror, o Brasileiro, que estorcia-so
seus pus. De repente recuou, apertou convulsi-
vamente a mo de Armand e desmaiou.
Armandl carregou-a nos bracos, depositou-a
em urna dama e senlou-sc sua'cabeceira. Elle
tinha enejarregado Lcdru e Charmon que lo-
missem rjs disposices que julgassem conve-
niente.
Sndenle, diz elle, nao loquis no Brasilei-
ro, deixan-o no convez no eslado em que est.
Algumas horas mais larde o Argos, que tinha
tomado a
dos n.ares do sul. CheMda Inglaterra, Miss
Stamby s tinha um projeclo lilla pretenda
cncerrar-se em urna completa solidao, onde es-
perara que Dcus a roubasse seus males, cha-
mando-a a si.Nao esperara viver muito lem-
po. Sabia que seu pai antes de partir para as
suas viagens coniira a mor parto de sua fortu-
na um dos seus amigos de infancia, um nego-
cianle da cidade ; foi procurar este amigo, c
elle que a julgra perdida chorou de alegra lor-
nando-n a ver. A mulher e as filhas do nego-
ciante cercaram-a ao raesmo lempo dos mais
escuna reboque, achav-se tranquillo : tocantes cuidados, e Lucy admirou-se de se sen-
milhasao largo. O maior sileucio rei- i,ir enternecida, porque ella tinhatJhegado es-
rdo. Tinham posto aterra urna parte | se egosmo das dores supremas, que nao lem
entro os quaes eslava mnis lagrimas e cmoccs seno para si mesmas.
os marinheiros da escuna, conserva- Entretanto esses lestemunhos de affeigo nao
rupados de ambos os lados proa do desriaram-a de seu projeclo. Recordara-se de
ande. I.edru e Charmon conversavam i uma residecina que ouli'ora flzera em Greco-
Je quarlo; e o Brasileiro, meio deita-1 Castle.cm casa de um gentilhomem.queconhecia
do no coirez, tinha as costas apoiadas contra a i a eu Pai- e pareceu-lhe que esla casa meta oc-
a muitas
nava bo
dos piratas, e os oulros,
Smilh c
va ni-se a
mastro gi
o banco
grande ocotlha.
Dcpois de lorigas conrulcoes.Lucy adormecer,
e desperlou por volla do meio dia. Vendo Ar-
mand o roslo so lhe cobriu dura ardente rubor,
e depois lornou-sc muito paluda.
Qucria levantar-rae, diz ella.
Subiram ao convez, c contra sua vontade pa-
raran! diante de dom Ramn, que tinha enlo os
olhos fechados. Eslava um direila, e o outro
culta debaixo do seus grandes arvoredos, conri-
ria perfectamente vida, que ella inlencionava
passar. Em consequencia pedio ao negociante
que a comprasse por qualquer prego que fosse ;
e ao uicsmo lempo fez procurar um anligo do-
mestico de sua familia, a qucni Sir Willinm jul-
gra muito idoso para levir America, e deixra
por lano em Londres, assegurando-lhe rucios de
existencia. Encontrou o velho Dickson e im-
esquerdado moribundo, que fez um movimen-i cumbio-o das mudangas que se tinham a fazer
to, abriu os olhos e olhou-os. Armand e Lucy', em Green-Castle.
estremecern) este olhar, c sem dizer una pa- Apenas a habilaco estere prompta para re-
lavra cad
pezo de
a bom-uoruo, o ouiro a esu-uorflo.
Seus semblantes cram sinistros, e seus passos mundo,
precipitados Os mesmos pozares, os mesmos i Nos primeiros dias senlio esse goslo amar-
presentimentos atrozes cnchiani-lhes os coracoes.: S. la0 charo aos infelizes, de poder nutrir-se
De lempos lempos observavam o Brasileiro IC0Da *ua pfopria dor, e chorar sem conslrangi-
iir-ccram u osle olhar, e sem dizer una pa- Apenas a nauiacao esieve prompta para re-
cada um delles.succumbindo sem duvida ao j cebe-la, despedio-se do negociante o de sua fa-
le suas emooes, pozer3tn-se a passeiar, um milia. Sua sollcilude pesava-lhe, e ella tinha
i-bordo, o ulro a esli-bordo. | pressa em roubar-sc todos os barulhos do
furtivamente. Seus traeos ferozes e contrahidos
pareciam aecusar este mesmo pensamento:
di vemos tal vez este houiem, que j nos fez
soffrer tanto, sofliimentos mais lerriveis ainda.
Dom Ramn, enlretaiilo, encostado eseo-
tillia, arquejava sob um sol abafador. As mos-
cas csvoaearam ao redor delle c sujavam-lhe
as feridas. Elle eslorcia-se, mas esforgando-se
por conservar um resto de vida. Impassivel e
sombro segua com a vista, leudo nos labios um
soniso sardnico, Armand e Luey. Ello lam-
bem cuidava que os tinha separado no futuro,
romo fizera no passado. Entretanto por inter-
vallos soltava a cabera e pareca procurar al-
guem.
Via a Smilh. c o chamou com uma voz traca.
Tu me trahisle, diz elle, mas eu te perdo.
Dj-me de beber.
No momento em que o Inglez se inclinava
dando-llie um copo, o Rrasilciro levanlou-se,
arrancou urna faca que Smilh Irazia cintura e
enibebeu-llfa no peito,
llouve um momento de emogo na equipagem ;
mas Armand c Lucy viram essa morle com fra
indiflercnca.
Vamos, acahem com elle, diz Armand.
I.edru, quo tinha previsto esta ordem, tinha
feito passar uma corda na pona da verga grande.
Collocaram o u corredo no pescoco do Brasi-
leiro, e trinta homens icarani-lhe o corpo.
Armand e Lucy contemplaran! poralgum tem-
pe o cadver, quo se bataneara nos ares.
Depois olliaram-sc. Mas nao poderam illu-
dir-se nem um nem outro sobre a terrivel con-
viego, qne adqu.riram ao mesmo lempo, porque
soltaram um mes'mo grilo de desespero.
V
A pequea cidade de Glemgarlen, no rico con-
dado de Keni, est situada no meio de um frtil e
verdejanic prado, ondeo Medway com suas aguas
larns c rpidas desenlia caprichosas sinuosida-
des. Colliuas ligeiramentc arqueadas, mas abri-
gando aqu e all algumas formosas villas sob
grandes arvores, aniniam o aspecto, lalvez um
pouco montono, dessa rica paisagem. A urna
ruilha pouco maisou menos da cidade, encontra-
se um convento de Carmelitas, um dos raros
conventos calholicos que exstem em luglatcrra.
O local desla casa religiosa 6 precisamente
aquello d'um antigo mosleiro, cujas veihas pare-
des, com torres c ameias, eslo cuberas do horas
e cahem hoje em ruinas; enlrelanlo ellas sao
ainda assaz extensas para envolverem quasi era
sou lodo as conslrucroes novas, e bastante altas
para rouba-las em partea vista. Assim oculto
catholico, que fz lentos, mas reaes progressos
entre os nossos vizinhos, parece viver o crescer
nesle delicioso retiro, ao abrigo de suas mais an-
tigs record aces.
As ras dc'Glcmgaiten sao largas o direilas, c
as casas, com seus toctos de ardosia, bem alinha- j
dos bri'iham com todo o luxo c aceio inglez. A
populacao ttm os mais doces e pacficos coslu-
nics, compondo-se quasi totalmente de pequeos
negociantes de Londres e Maidstone, que se rcli-
rararn dos negocios com uma fortuna modcsla.
Nao ha alm disto outro commercio que nao seja
o das'industrias procuradas para as necessidades
ordinarias da vida ; e assim, desde oto horas da
noile a calma profunda, e o silencio s per-
turbado accidentalmente pelo canto de algum be-
berro demorado. No invern, tarde, e as
bellas noites de esli, os habitantes nao tcem ou-
tra dislraceo a niio ser passearem as familias pe-
la estrada plantada de arvores, que conduz de
Glemgarlen ao convenio das Carmelitas.
Comprehende-se que para aspessoas habitua-
das uma vida lao regular, o menor aconteci-
uic-nlo lem grande importancia. Por conseguintc
toda a cidade, ha alguns anuos, alvoroeou-sp
com a noticia de quo liavia chegado um arebi-
teeto de Maidstone com operarios de todas as
mcnlo, seuielhante uma escrava recenlemente
livre de seus ferros, nao senliudo mais as horri-
veis torturas de sua vida passada. Por mais de-
solada que eslivesseachava-se livre. noitc so-
menlc, quindo sunlios sinistros, fdelissimos in-
terpretes do pensamento que roa-lhe o corceo,
coiiduzam-a ao passado, ella julgava estar an-
da em poder de Dom Ramn. Enlao desperlava
banhada de suor, c s depois de alguns instantes
que rehavia suas facilidades e seus sentidos ;
mas ora para saltar baixo de sua cama e para
agradecer Deus, de joelhos, que essa visao fos-
se apenas um sonho.
Touco pouco solidao e a calma reslitui-
rnm-Ihe o sentimento religioso, que o excesso
dos pezares lhe havia roubado.
Lucy era calholica, e algumas vezesa hrisa da
larde trazia-lhe o melanclico retiir dos sinos
do convento. Em suas horas do acabrunhamen-
to e de pezares, recordava-se das ceremonias
grandiosas e locantes da religiao ; va principal-
mente a egreja fracamente illuminada pelo c!a-
riio de alguns cyrios, ou pelos raios do sol, que
pcnelravam Iravez das vidrac.as ; e recordava-
se desse asylo de paz, onde a supplca, se exhala
dos labios, no recolhimcnto c no silencio.
Um dia, impellida por um secreto presenli-
menlo, ella foi ao convento das carmelitas. Cc-
lebrava-sc o ollicio da larde, e o orgao enchi
de harmona a capella iuleira. As vozes das
religiosas confuudiam-sc com os sons do instru-
mento, acompaiihavam-us em suas rnodulaces,
exallavam-se e morriam com elles. Essa sup-
pliea humana, enternecida e resignada, que li-
nha toda a magia da arte c todo o encanto da rea-
lidade, dominou a alma da joven ; e pela vez pri-
meira suas lagrimas nao lhe cahiram sobre-o co-
raco queiraando-o porem, semelhantes um
abundante o divino orvalho, refrescaram e dila-
laram-o. ficou prostrada na egreja muito lem-
po depois que os cnticos cessaram : al que em-
lim erguendo-sc com 3 fronte radiantel:
Oh 1 meu Deus, exclamou, bem si que nao
sou mais digna delle, mas parece-merquo anda
poderia sor feliz vivendo a seu lado pelo pensa-
mento c tomando minha parle era suas alegras
o penas.
Lucy acabara de confessar si propria que
scmpie amava a Armand ; c esle amor ennobre-
cido pela religiao, no qual ella se immolava, e
que deixava-lhe entrever os dolorosos, mas vi-
vos gozos do sacrificio, dou-lhe niio s torca pa-
ra viver, mas, por una propensao insensivel,
insprou-lhe longinquas esperances. Ella com-
sgo dizia que Armand nao podia ie-la esquecido,
e que tarde ou cedo, loria para com ella, em
falta de amor, algumas patarras de affeicao c de
bondade.
Esta esperanca dominara-a com tanta violen-
cia, que as risitas cada dia mais frequenles, que
fazia s Carmelitas, peda a Deus que a attendes-
se, e ella nunca entrara em Green-Castle sem
um bater de coraqo, porque esperava encontrar
uma carta de Armand.
Esta carta chegou finalmente : era uma carta
tmida e respeilosa. O mancebo annunciara
Miss Stamby que ia partir para uma viagem de
tres annos na China e na luda, e pedia-lhe que
pensasse nclle de quando em quando. Alguns
mezesmais tarde, Armand e Miss Stamby tinham
urna correspondencia regular. Nem um nem
outro fazia allusao seus sonhos de outr'ora,
mas pensavam que seriara felizes de tornarem-
se a ver un dia ; estavam ao correle dos me-
nores incidentes de suas vidas de seus habiloso
leilurns. Em tal da, tal hora, o mesmo livro
os tinha doce c noblemente commorido.
Algumas rezos qucixaram-se de seu destino,
mas sem amargura, corno se liressem compre-
heudido que esta sepaiaeo ora um mal necessa-
rio, c que seus coracoes, solVredores ainda, rare-
ciam della para sana'rem-se inicuamente. Essas
profisses para lornarem habilarel uma villa dos ca!'las elam poema de seu amor, que so tinha
arredores, abandonada hurta longos annos por
seu proprietario
Esla villa, que se chamara Green-Castle, es-
tova situada Da mais alta tollina c dominara todo
o lindo ralle do Medway. A transformaeo que
solTreu excilou principalmente a curiosidade. O I
arque que al enlo s tinha por limites sebes c j
jssos, foi cercado de muros ; a casa, que s liana
um raio, compunha-so agora de dous, unidos
entre si pela parle principal do edificio; e a par-
te do ledo, intermediaria esses dous raios, foi
convertida em um raslo lerraco. (Juanlo sins-
talla;des interiores, um velho criado, chegado ao
mesmo lempo que o architecto, velara para que
osscm extremamente simples.
Evidentemente, a pessoa que rinha habitar
Green-Castle nao se importara de modo algum
do conforlarcl, nem das superfluidades da rida.
O velho criado, consultado esle respeito, con-
servou-se Irielo o silencioso o conlcntou-sc com
sacudir a cabeca, recusando-sc toda a expli-
cado.
A curiosidade chegou a scu auge quando se
soube que ao anoileccr um carro de posla havia ;
parado porta da villa, e que uma mulher tinha i
delle descido. Finalmente, esta mulher viven
em um absoluto retiro, sahiudo somente nos do- !
julgado raorto, que sentia-se reviver c que en-
lrelanlo s com a linguagem da amizade onsava
exprimir seus vivos ardores e suas delicadezas
infinitas. O rogo da paixao fomenlava em cada
pagina como uma seiva poderosa o oceulta cir-
cula sob a casca de uma arrore, que a prima-
vera val cobrir de rebenlos c flores.
No fin de dous annos Lucy nao se resignara
mais como outr'ora a representar na rida de Ar-
mand o papel d'uma amiga dedicada; tinha a
ambic&O raais elevada de ser por ello amada. El-
la liuha posto, pouco pouco, neste desejo essa
exaltaco do coraeo quo nao ere mais nada im-
possvcl. Mas tambera o amor era toda a sua vi-
da 1 Tinha formado o projeclo de identificar-se
de tal modo com o honiem, a quera amava, que
quando elle a livesse achado, nao podesse mais
separar-se dxjla, como ninguera pode separar-se
de uma parletle si mesmo. Associando mental-
mente seu amigo todos os actos de sua vida,
figurava-sc i c\da instante que ello eslava
seu lado ; era elegante e coquelle para elle ; fal-
lava-lhe e respondia-lhe, c mcrgulhava-se em
voluntarios xtasis, em que o via sorrire cami-
nhar em sua frenke, c ctao cria era sua presen-
ta com o cnthusiismo de uma f quasi religio-
sa. Nao lhe devia Dcus essa recompensa suas
mingos para ouvirmissa na capella do convento. | lonSas dores?
Depois, ella ia mais frequentemente ao convento : De dia ella vagara pelo parque, sentara-se era
das Carmelitas, de preferencia larde, as horas um banco, sombra do bosque, perlo de uma
em que a capella eslava deserta, e em que as re- fonle de aguas saltilanles ; lia algum cont, al-
ligiosas estavam em suas celias. Viam-a, pois, guroa descripcao da China ou da ludia, c depois
passar peta estrada, accompanluda sempre de de ter lido, fechava os olhos, represeotando-se
scu domestico, que a seguia alguns passos de | os sitios e cidades de que Armand lhe fallava :
distancia. Ella oceultava o roslo sob um espesso
veo, e estara inrariarelmenle rostida de prelo;
noigf, quando as noites erara bellas, fieara no
terraeo ; nao se lembrava mais de que oulr'ora o
cntrclanlo notou-se que era muito linda, mas de! lizera construir afira de esquecer-se o mais pos-
unia pallidez extrema ; tinha um andar compas-
sado o gracioso e responda com lima dignidade
triste, s saudades que lhe dirigiam. Pica va
horas inleras na capella, de joelhos sobre o la-
gedo, orando e chorando.
sivel, luz o ar livre, do que cstivera cap-
tiva no estreilo camarim de um navio ; e apra-
zin-se agora por que via melhor desenvolver-se
seus pes uma admiravel paisagem, rica de ver-
dura, dectifase collinas, que repouzavam-lhe
quadros dos mesires que pretera, lindas ar-
mas, e uma bibliotheca romposta dos autores
seus favoritos; eapozar das diificuldades da em-
preza havia acclimatado om uma vasta estufa as
mais ricas e mais raras plantas da flora indiana.
Armand lhe dissera que as amava.
Assim, quando elle vollassc, arharia realisado
para elle, eom o mais delicado conhecimenlo de
seus desojes, esse sonho de luxo e de eleganeia,
que cada honiem tem na vida. Poderia ello con-
sentir em nao ser feliz, quand} para completar
esse sonho, vera seu lado una mulher, para a
qual fra durante tres annos o nico pensamen-
to, e que empregra esses tres annos em estudar
seu coracao, para S3tisfazcr-lht ccgamenle mais
larde todas as exigencias e tolos os caprichos?
Esta absorp^ao de Lucy eni uma esperanca
mica, o isolamento do sua vida, sua piedade
exaltada, sua belleza singular tinham feito della
um problema vivo para os pacil.cos habitantes de
Glemgarlen : o quando o velho Dickson, que ti-
nha em parte sorprendido o se-,redo de sua ama,
contava-lhe os boatos que coniara seu respei-
to, o acresceDtava s vezes con uma bonhomia
de velho que ella passava por ser um pouco
louca.
Sim, louca de esperar l responda sorrindo
miss Stamby com uma mistura de tristeza o ale-
gra.
Entretanto, qualquer que fosse a opiniao que
della formassero, amavam-a ; e os pobres que
s linham entrada em Green-Castle, abencoa-
vam-a como sua Providencia. Illa tinha feilo ri-
cas dadivas ao convento das Carmelitas, e as re-
ligiosas, assim como o esmoler lhe leslemunha-
vam uma respeilosa compaixo por suas desgra-
nas, que ella nao manifeslava Esta affeicao e
este respeito davam Lucy cor llanca no futuro ;
e cora ctfeito ella senta que nS) era raais a jo-
ven de outr'ora, coademnada e manchada por
desgracas irreparaveis, roas an es uma livre, in-
tclligenie e nobre crcalura.
Ao lermioar-se o terceiro anno, ella recebeu
de Armand uma ultima carta datada de Franca.
Comprehcndeu que elle havia ehegado, e estava
para vir, e abrio-a empallidectndo de felicidade
e de temor.
Eis-aqui o que lhe escrevia Armand :
Poucas horas depois que tiverdes rocebido
esta caria, estarc junto do vos. Creria eu isto
posslvel ha tres annos? I Mas tambera nao era-
mos jovens insensatos que duvidavam do amor I ?
E o amor opera milagrea. Huitas vezes nos es-
crevemos, contando nossas meiores acQes, nos-
sos mais futeis pensamenlos, mas nao sei porque
nao fizemos mais do que tmidas alluses pai-
xao que arda no fundo de nossas almas. Nunca
ousamos dizer que amavamo-ios.
Antes de tornar a ver-vos Lucy, quero ser
mais franco ; quero romper o veo que oceultou
nossos mais amargos pezares e nossas mais vivas
esppraneas ; c para que saibais se son enifim dig-
no de vos, quero escrever-vos a historia de meu
corac.o.
Tendo-vos dito adeus bjrdo do brigue, eu
parti desesperado. Nao contar i nunca mais vos
tornar a ver. Fui coliocar o .legos debaixo das
ordens do almirante, e elle o carregou-mc de e
rcconduzir Franca, onde o ministro me dirigi
algumas felicitaces bauaes. Esqueccm-se to
depressaas desgragas!Enlao achei-mes, sem
prenles, sem amigos, e tendo somente defronte
de mira uma carreira, que se me tornara indi-
ferente : entretanto quiz fugir minha tristeza,
ou antes lera-la eomigo to longo quanto me
fosse possirel. Esperava que tos e perigos des-
conhecidos poderiam dissipa-la ; o part para a
China.
Foi uma va esperanca! Quando achei-mc
no mar, sentiem mim um vacro terrivel, o re-
duzido a chorar esses dous anuos de horriveis
sorTiiuentos, durante os quaes com por vos to-
dos os acasos. Mas cases soifrioontos eram a lu-
la e a vida. Em cada instante enlo, eu cria pri-
meiro que ia enconlrar-vos e salvar-vos, e mais
tarde que ia vingar-me. Ah I a vingaaca, minha
amiga, embriaga o corceo cora uma alegra cruel,
mas o mata por muito lempo ; enche-o do des-
gosto de todas as cousas, e d'uma apathia mor-
tal, que parecem nunca deversanar; e o torna
impotente para amar, ou para odiar ainda.
Eu eslava assim. Duas ou tres vezes o navio
estere quasi a naufragar: cu sorria-mc ao tem-
poral. Contemplara com deli:ia os enormes va-
galhesdc um verde esbranquigado, que mugiam
impellidos pelo vente, e julga .-a uma voluptuosi-
dade profunda deixar-me enrolar por elles como
em um lencol. Mas tinha um dever a cumprir, e
ouvia dar e" dar por minha rez as ordens ne-
cessarias para lular contca a .cmpeslade, ate que
depois das horas de fadiga e de combale o bom
lempo voltava. Ah era peor ainda. Havia ura
sol brlhanle sobre as onda; azues, uma doce
brisa as vellas brancas, e romos alegros em tor-
no de mim. Quantas vezes dtsoi meu camarita
para que nao me vissem choiar! e quantas vezes
lancei-me sobre meu leito pira suspirar minha
vontade!
Charo bem, nao quero entristecer-vos por
mais lempo. Minha agona ia ter um termo. Meu
amor por vos, que eu tentia esquecer, que eu
julgava ter chegado a sulTocr, renascia do suas
cinzas, e cada dia me penetrara mais. Se acon-
teca que eu repetisse vosso neme cora gritos de
raiva, porque eu vos cria perdida para sompre
para mim, om outros instantes, eu o repela len-
tamente, e tinha eito uros docura ineffavel.
O lempo tinha concluido sua obra ; as sce-
nas horriveis, de que f a theatro o Argos, e
as quaes vosso pai e o meu, ros o eu tiuhamos
representado um papel, j nao se apresentavam
mais meu espinto como viros quadros de vio-
lencia e de morle : seus t'acos sanguinolentos,
oulr'ora to claramente indicados, se enfraque-
ciam e descoravam ; tornaram-se indecisos e
vagos ; e medida que dcsappareciam no pas-
sado, vossa imagem destac.ra-se radiante e pura
sobre essa noile de minhas lembranc,as. Eu nao
ros ra mais, como eslava habituado a ver-ros,
pallida e rostida de preto. com os cabellos em
desorden!, com o*scmblantc alterado, com um
sinislro sorriso nos labios; mas tal como nos
primeiros dias, em que ves conheci, resuda de
branco, com o olhar alege, cstendendo a mo
e dizendo-me :
Armand, queris ser m?u noro? a
Foi na arribada que fi :emos Bourbon, que
mo apparecesles assim pela primeira rez. Ti-
nha-me perdido no campe c caminhava ao aca-
so. De repente ros ri, e .ao grande foi a illu-
so, que fui rosso encoi tro abrindo os bracos.
S agarrei uma sombra, que desvaneceu-se
quando a toquei; mas se ili-me forte e conso-
lado. Voltei logo para bordo e escrevi-vos pe-
dindo que ros lembcasss algunas rezos do
raarinheiro, que eslava longo de vos. Vos me
respondesies, Lucy, e desde csso momento essas
pobres cartas, que cu inWiramente calumniara,
foram os confidentes eloquentes e tmidos de
nossas aspirares, o esque:imento de nosso pas-
sado funesto, o penhor de nossas esperancas fu-
turas. Se bem coraprehen lestes as minhas, de-
veis ter notado, sob as hesilace3 do pensa-
mento, sob as relicencias laspalvras, que lodo
o meu corago em mim palpilava o voava para
ros.
Minha amiga, promelti nada occultar-vos, e
agora lenho a faz.er-ros uma confisso eslranha,
fallando-ros de um tatisraan, charo e ao mesmo
lempo doloroso, que, no aieo de minhas pertur-
barles e desejos. de meus desnimos e prazeres,
nunca cessou, por sensaces incomprebensiveis,
quasi physicas, de couse"var-me em communi-
cago comvosco.
Muitas vezes fallei-vcs de Ledru,esse bra-
vo, que depois de ter lomado parle em minha
vida por esporo de dous annos, voltava eomigo
Franca. Eo solera muito, e elle tinha para eo-
migo a ternura de uma ni por seu hlho enfer-
mo. Nos ltimos dias do travessia vi-o inquieto
e preoecupado, parecendo-me que tinha alguma
cousa a dizer-me e que nao ousara. Entretanto
quando chegamos Bref t e que foi msler sepa-
rar-nos, elle abracou-me com uma eroocao ex-
traordinaria :
Meu amigo, diz olle cmGm, lembrais-vos
daquelle cofre de raadeira das Anlilhas, que o
inglez ros trouxe bordo ?
Por que me filiis delle ? respondi-lhe
empallidecendo. Nao sabis quo perdeu-sc, ou
que m'o roubaram no mesmo dia, em que o re-! coa. Ello
cebi ? I inundado
corro de pequeninas cllarnciras de praia. Es-
te ultimo trabalho era um horrivel primor
d'arte.
Ah I disee eu Ledru, dessecastes esta
pobre mo 1
N5o, respondeu elle, nao te-lo-hia ousado.
Guardei-a em meu camarim, e esperei que a
carne cahisse.
Abracei a Ledru com transporte.
Bem, bem, disseelle deixando-me; pois
que credes dever-me algum roconhecimento, s
vos pego que nao me osquecais completa-
mente.
Indo para Pars, levei eomigo o cofre, como
um avarer.to leva seu Ihesouro. Era uma lem-
branca de lulo e de lagrimas, mas que por isso
era para mim tanto raais preciosa. Muitas ve-
zes olhara para rossa mo dizendo : Eis
ludo quanto della me resta I E pensara no
que era essa mo quando a conheci viva, e que
apenara a minha. Enlo occorreu-me idea
de que um bom artista poderia fazer de mar-
more a elegante e fra imagem, e a levei Pra-
dicr.
Para que elle comprehendesso bem todo o
meu pensamento, e roalisasse meu intento, con-
lei-lhe uma parte de minha historia, e disse-lhe
que amara apaixonadamenle uma mulher, mor-
ta na flor da edade, c que essa mo em esqueleto
era o nico objeclo, que della conservara. Ac-
crescentei que outr'ora essa mo era alvissima,
soleada de veias azues ; quo tinha longos dedos
afilados, lindas unhas, c uma pequea covinha
entre o polegar e o index. Dando-lhe esta ultima
explicaco, puz-me a chorar, e Pradier coraccou
a trabalhar defronte de mim, guiado por minhas
indicaedes e sem duvda excitado por minha
emoco, que eu havia sabido commumcar-lhc ;
elle modelou uma mo admiravel. Somente,
no diaera que fui busca-la, elle m'a apresentou
cm uma almofada de velludo cor de granada.
Era urna coquetterie da arte, para fazer melhor
sobresahir a alvura e delicadeza da obra, mas
que para mim nao era boa. Essa almofada cor
de sangue me recordava (o quo Pradier nao sa-
bia) que eu tinha visto essa mo peta pri-
meira vez cortada com o punho ainda ver-
mclho.
_ Parti, pois, para a Cbina com essa3 duas
mos, duas santas reliquias desses lempos idos ;
e quando nao tinha servigo noile, fechava-me
em meu camarim, e tirava-a de minha secreta-
ria para contempla-las alternativamente. Ha
quem pretenda que quando, sob o imperio de
urna meditago profunda ou de idas supersti-
ciosas, olha-so por muito lempo e altentamenle
um retrato, elle acaba por olhar-nos e con-
versar comnosfo de uma marreira sobrenatu-
ral. Este phenomciH) da vista deve existir ogual-
mente para o tacto, porque essas duas mos, fa-
zendo-me soffrer sensaces differentes, aperta-
vam tambem a minlm. A mo raobil entrelagava
cora os meus seus dedos osseos, aporta va-me
com uma indefinirel expresso de tristeza e de
pezar, e pareca dizer-me um eterno adeus. Era
o passado todo inleiro, Lucy, que se ergua en-
tre ros e eu. E' rerdode que minha tristeza es-
tara ento em seu auge, pareca que nao po-
dia jamis saciar se repassando de si propria.
Ouanlo mo de marmore, lo insensivel
principio quanto a oulra era cruel, seu contacto
fazia correr era minhas veas um fro do morle
Mais tarde, porm,foi sera duvda na poca,
em que a esperanca comegou a desabrocharen!
mimella me parecen tomar um outro aspecto.
Algumas vezes, collocada sob os raios da mi-
nha lampada; ella se vesta de uma ligeira cor
do rosa, e dir-se-hia que um sangue verraclho
.corra sob a pello transparente. Se cu a tocava,
ella tornava-3e deliciosamente fresca e ceda
minha presso ; era amorosa e viva como a que
oulr'ora me abandonareis-; e desde esse mo-
mento cri de noro no futuro e na felicidade.
Vede, minha amiga, o que- a illuso do cora-
eo 1 Depois, quiz interrogar a mitra mo, a
primeira, a verdadeira, a vossa, emfim. Pois
bem, em vez de procurar como outr'ora desem-
baragar-se da minha, ella conservou-se feliz e
chca de cor.Canga. Ella aqu est, junto de
mim ; eu a lenho escrevendo-vos, e me parece
que desprende sympathicos efluvios, que me pe-
lerapo, porque eu nao lena torgas para respon-
der-vos.
Elle conlou-lhe sua chegada Franca, sui im-
paciencia atravessando o mar, e a emoeao que
senta cuidando que cada instante o approximava
della. Lucy eseulava-o sorrindo, ouoioterrom-
pia por alguma pergunla.
Agora fallai-rae de vos, disse elle, eda vida
que vamos passar.
Ella oenlreleve enlo sobre sua existencia so-
lada durante esses Ircs annos, e entretanto quasi
feliz, porque nao cessra de pensar nclle.
Agora, acrcscenlou ella, eis-nos reunidos ;
preparei-vos uma morada junto de mira, dez
minutos quando muilo de Green-Castle. Se vos
nao causar encommodo, vir-me-hois ver lodos os
dias tarde : jaularemos c passaremos juntos o
sero.
Separaram-sc meia noile. L'm criado, que
miss Stamby lhe escolhera. couduzio Armand
pequea casa que devia habitar. Ficou inleira-
mente sorprendido ao entrar em um lindo
quarlo de dormir, forrado de damasco verde, onde
estavam reunidas todas as elegantes bagalellas
da mobilia i(e um rapaz. Achou em uma mesa
as publicaces mais rcenles e cigarros, cm uma
caixa de po de roza. A mulher amante rcvela-
va-se em todas as suas particularidades. Armand
estava do tal modo dominado pelo encanto dessa
noile embriagadora que lhe foi impossivel ana-
lysar suas impresses. Adormcceu em um meio
extase, cora um desejo ardente de que chegasse o
dia scguinle.
Alguns dias mais larde os dous jovens tinham
regulado sua manoira de viver. A's tres ou
quatro horas da tarde Armand chregava Green-
Castle ; Lucy tinha-sc enfeitado para- rccebe-lo, e
ia ao seu encontr com o sorriso nes labios e com
o prazer no semblante. Passeiavam no parque,
ou passavam na estufa as horas, que os separa-
vam do jantar. Esta estufa estava embalsamada
dos activos cheiros das plantas exticas, ainda
muito friorentas para serem expostas ao ar livre.
Pouco pouco elles se entorpecan! em uma
contemplago rauda ura do outro ;talvcz tam-
bem Ibes occorressem pensamenlos, que nao ou-
savam patenlear.
Esses cinco annos de lula e de ausencia tinha-
os completamente mudado. Ambos tinham per-
dido a candida belleza da primeira mocidade :
Lucy amara muito o ea-raeter ao mesmo lempo
enrgico e pensativo da physionomia de Armcnd ;
mas elle, vendo as fontes de Lucy um pouco-di-
latadas, os cabellos mais bruscamente latinados
para traz, os-olhos radiando com uma viva "pai-
xao, porm mais pensativos, as formas mais
cheias c mais arredondadas, nao cncontrava in-
icuamente a joven que outr'ora conhecera.
Ah havia no fundo de sua mutua felicidade
uma sorte de constrangimeitoe melancola.
aleas sombras no bosque que rodeara o cas-
illo.
Emquanto aeguirara ai bordas do Medway, o
terreno bastante desigual nao lhes permiltiraca-
minhar um pouco apressado. Aqui ao contrario
um extenso espago livre se desenrolava seus
olhos. Armand propoz Lucy deitar o cavallo
gallope ; ella aceitou. Breve os cavallos esquen-
taram-se, c procuiaram passar um ao outro. A
rapidez desta carreira, a solidao que os eercava,
as perspectivas meio esclarecidas da floresta cau-
saran! Armand e Luey uma embriaguez cheia
de encantos ; alm disso, estava um to perto do
outro, que, quando por acaso diziam uma pata-
vra, seus hlitos se conftindiam. De repente eu-
cuutrararn um fosso que corlavao caminho ; sal-
taram-o ; mas Lucy cambateou sobre o selliai.
Armand com ura movimenlo to prorapto como
o pensamento, passou-lhe o braco peta cintura,
e, depois de alguns passos, por bruscas soffrea-
das, pode dominaros cavallos que estavam sobre
seus jarretes agitados. Neste momento Lucy
estava inteiramenle debrucada sobre elle.
Armand sorrio-se esse lindo rosto, que a
emogo fuera empallideccr, e depois, cedeno
um transporte irresistivel, esquecendo ao mesmo
lempo suas amarguras e duvidas, inclinou-se, e,
seus labios rocaram as faces da joven, que estre-
meceu, este beijo, por lodo o corpo-, indirei-
tou-se, e lancou Armand olhares scintillantes,
estendendo os bracos para elle.
Tu, pois, amas-me ? exclamou ella.
Se le amo! diz elle.
Durante alguns segundos contemplaram-se ar-
dentemente, depois seus coracoes se enternece-
rain, e seus olhos banhararn-so de lagrimas.
Apearam-se perto do caslello, e tendo amar-
rado os cavallos, arriscaram-se nos carninhos es-
carpados, quo eonduziam s ruinas. Armand ia
na frcnle, e nos lugares difficeis dava a mo
Lucy ; e assim chegaram, por meio das caligas,
nica torre anda em p, que dominava o cam-
po; e subiram ao seu cume por uma escada,
cujos degros abalados pelo tempo tromiara de-
baixo dos ps. Ento descortinaram um espec-
tculo magnifico envolvido nos vapores longin-
quos. S linha o co azotado por eima de suas
caberas e os rumores do mundo se perdiam para
elles- emum vago sussurro.
Lucy apontando para um ponto do horizonte :
P. est, diz ella, alli era baixo Green-
Castle.
Oh I querida, diz Armand apertando-a con-
tra o seu coracao, Green-Castle est aqt lodo
inleiro. Nao aqui que vos lornei a achar, que
tornei a-achar a mim mesmo?
Elles voltaram lentamente, fallando pouco, c
saboreando a perfeita cordiali.lade de suas al-
mas, inundadas dessa alegra soberana do amor,
que nos agita t* poderosamente.
.* ei*a *uu mvwm uaj lurinv. 'lie somos
A tarde, depois do jantar. para illudirem o tem-i untados crer no phenomeno d'uma nutra vida,
!,-5e-passava raP,do .u lenl.. se" S^do.iiosinuando-sc-nos as veias para misturar-se
com a nossa. J era noile quando chegaram.
Armand ajudou Lucy deseer do cavallo.-
elles raziara em coramura alguma leilura, c quan-
do acavabam nada mais linham a dizer. Era-
Ibes prohibido fallar do passado sob pena de rea-
brirem feridas raal-saradas. Elles osenlam, e
em suas conversoces como oulr'ora em suas car-
tas eritarara fazer alguma alluso aos solfrimen-
tos por quo hartara passado. lim despeito de
seus esforgos, nem sempre o conseguiam, repor-
lavam-se conla sua vontade aos primeiros lem-
pos, em que se linham amado, e muito tarde re-
paravamque essa'rol la s suas mais vivas e mais
radiosas alegras os encamnhava 'horrivel ealas-
lrophe que os seguir. Enlo as palavras com-
cgadas morriam-llve nos labios, calavam-se e
aflligiam-sn, por que conheciam a causa deste si-
lencio. Alm disio. que importara qoo se eallas-
sem ? A mo de miss Stamby, essa mo de pao e
aro, intilmente ocsulta em uma luva, alternati-
vamente iromorel ou fingindo lerrirclmente a
rida, quando a mora por meio de urna mola, nao
evocara sera cess&r esse passado ardente-, que
j eram impotentes para esquecer?
Durante os longos silencios, que tcstemun-ha-
vam a perturbaco de suas almas, Armand olha-
va muitas vezes para essa mo. Bastara que elle
a levasse aos labros para que o espectro que se
ergua- entre elles, se desvanecesse para-sempre :
esse beijo leria sido o perdo completo de uma
infelicidade, que Lucy se arga como uw crme ;
netram dos ps cabera.Em resultado, nao mas esse niorimenl to simples, elle nao o fo-
ella vos mesm? zia. Essa mo lhe recordava que a joven pertn-
Eis, pois, quaes tem sido, ha tres annos, as'cera a Dom Ramn ; .trema, levantava-se, dava
constantes coinpanheiras, que me teem alterni- j algumas rollas no quarlo, depcs tornara a sen-
ramenio acoihido e repellido,as phaclasticas j lar-se, e esforgava-se por sorrir-sc. Lucy sorria
sibyllas, que eu lenho interrogado e que me | tambem.
teem respondido. Se ha ou nao alguma realt-
dade no fundo desses sonhos embriagadores e
peniveis do espirito e dos sentidos, eu lhes de-
vo, por ludo- o que vos diz respeito. uma sorle
de segunda vida. Acaso tambem ser o isola-
mento absoluto, que permute viver este ponto
da vida de uma oulra pessoa ?
Muitas vezes antes de abr-las, adevinhei o
que contiuham vossaa cartas :li-as sorrndo.
como se percorre um lvro preferido, cujas pa-
ginas j sao familiares. Creio que se vos tivesse
acontecido alguma desgrana, eu leria sentido a
repercurso em meu coracao, no preprio mo-
mento em que ella vos tivesse succedido. Como
tudo islo se passa no mundo dos sen'.imentos,
nao de admirar que eu vos comprehenda, por
isso que- amevos. Porm materialmente esta
adevinhacao maior ainda. Quando me fallastes
da linda paisagem, que vos cerca, eu j a linha
visto : eu reconhecia as veihas paredes cobertas
do heras- desse convenio das Carmelitas, onde
um instante tire medo de que vos fizosseis reli-
giosa. Se em vossos raros accessos de alegra,
gracejaveis dos bons habitantes de Glenigarlcn,
eu os tinha visto em outra oecaso irem pro-
cessionalmentc ao passeio.
r.mim, quando eu penetrar os timbraos de
Green-Castle, lembrar-rae-hei de ter estremecido
vinte vezes da emoco, que enlao experimenlava.
Afiguro-me o velho" Dickson, de cabellos grisa-
lhos e arripiados, recebendo-me porta, o passa-
rei pela sala das armas e dos quadros, subirei a
escada da direila, e chegarei essa grande sata
do primeiro pavimento,contigua ao rosso quarlo,
e que rossa habitual, habitarn. Vejo d'aqui
essa grande sala cora suas obras de talha era
roedalhes do XVIII secuto, onde folgam pasto-
ras de rostidos de seda, guiando carneiros
lima nica vez elles tocaram no passado. Ar-
mand havia chegado, e elles passeiavam no par-
que. Tinha chovido poucos instantes antes, e
mil perolas liquidas rreraiara as pontas das fo-
lhas. t) sol saina ao raesmo lempo de-duos du-
vens grossas.
Lembrais-vos, Armand, diz miss Stamby,
que asgollasd'aguada pequea cscala de Guaya-
quil brilharam assim sobre asarreros?
Sim, responden Armand.
Ah I bem eonlnuou ella rindo-se como ou-
tr'ora.
E pegou n'um ramo de llaz cheio de flores, e
o sacodio sobre a froniodo Armand.
Armand rio-sa principio enxugando-se-, de-
pois empallideceu.
Lucy o rio mudar desemblante ecurvou a ca-
bega.
Oh I nao, murmurou ella, nao mais como
oulr'ora.
Elle nao respondeu uma s patarra, o eonclui-
ram o passeio-esminhando silenciosos um ao lado
do outro.
Fra desse passado lgubre, desse presente que
se inlrislecia. cada rt-z mais, roslara-llies o ftu-
ro. Esse futuro, no qual linham.entrevisto uma
unio cheia de encantos, tioha-lhes parecido to
cerlo no momento da rolla, (ue nao linha ii seu
respeilo harido questo entre ellos ; o agora,
presentindo que lhes escapara em parle, nao ou-
sara m mais fallar delle.
Entre'.anlo os dias passavam ainda ; elles sof-
Vou mudar do roupa, diz elle.
Andai depressa, respondeu ella.
Apenas chegou casa, Armand tomou-urna
folha do papel e escrereu :
Lucy, nao tenho coragem de esperar uma
hora para ros perguutar: Queris ser minha-
mulher ?
Locrou esto bilhete, o o mandou por seu do-
mestico.
Ne lim de uma hora, entrando na sala do pri-
meiro pavimento, ficou mais perturbado do quev
no dia de sua chegada. Miss Stamby estava seu-
tada no camap, nj se levantou masez'
sigrral Armand que se approximasse.
E' pois verdade, Armand, diz elta, consen-
ts en tomar-me por vossa mulher ?
Oh I murmurou elle com um lora do cen-
sura.
Por um movimento cheio de abandono ella,
apoicu a cabera sobre a espadua do mancebo.
Nao me reprehende, acerescentou ella em
voz baixa.
Sua voz tinha intonages internecidas, que ag-
tarara a Armand at o fundo d'alma. Durante o
jantar e o resto do sero, elles fizeram projec'.os'
a respeito do futuro, e Lucy perguntou quanto
lempo seria preciso para que He rocebesse do
ministre a permisso de casar-se. Ella julgou
tambem derG-lo iniciar no estado de sua fortu-
na, c ambos chegaram esses lados positivos da
rida coniraum, quo sao uma poesa de mais para
uma jorco familia.
Entretanto, eseutando miss Stamby, Armand
a considerara com um espanto alegre, mas ura
pouco inquieto, e nao se importara com a meta-
morphose, que nella se operara. Com effeito,
ella pareca expaodir-se sob essa felicidade com-
pleta e sbita, como uma flor, privada por mui-
lo tempo de ar, se desabrocha ao sol e ao orra-
Iho. Seus olhos derramarara umaluzcbeia.de
uncro e penetrante ; eeu peilo respirara mais
livremento ; e sua mo eslava.Ijgeirame&to hu-
medecida. Armand via assim .brilhar em sua
amiga, e com todo seu esplendor, essa rnudaaca
physica, de que outr'ora elle j tinha notado al-
guns symplomas. Lucy radiara de vida e bel-
leza ferainina, desembaragada do ccostrangi~
ment moral, que oulr'ora pesava sobro ella, ti-
nha em suas patarras, em seus gestos, alguma
cousa de temo, de expansivo e do ffecluosa-
mente animador. Apoderando-so de si propria^
testemunhara .\ Armand uma paixo profunda,
cheia de delicadeza e sollcilude, porcia cuja ax.-
presso nada linha de timido,
Quando olio quiz retirar-se, ella o conduzio
al a porta da salla, e ah disseram mu i las-ve-
zes adeus, mas sem poderera separar-se. Em-
fim, Lucy, por um salto gracioso, se afastou
dous-pasaos, roltou a cabera dizendo Armand,
com um gesto derradeiro :' At amanha. e
carainhou para a chamln.
Armand nao se retirou, e olhava paca, niiss
Stamby, ella conheceu que elle a seguia eovj os
olhos, porque toraou esse andar elegantemente
voluptuoso que a mulher, por raais casta o
friani. mas viara-se,! o amor nulria-se de seus! amante que seja, toma de proposito quando fe-
soffrimenlos como de seus prazeres.: somente, a
noile, cada um so achara s com o seu pensa-
mento ; e esto pensamento era unid tortura.
Durante horas inteiras, Armand percorria sen
quarlo passos lentos ou precipitados, devorado
amarrados de fitas,uma fantasa franceza, que ; de remorsos e de pozares,
a seria Inglaterra lera abracado.Toco as tape- Para que rim cxcl;
la pe-
ceas de linas fabricas, q-ue servom de roposteiro
e cortinas. Emfim, neste momento cm que ros
escrero, rejo-ros sentada ao p do fogo em rossa
grande poltrona de carvalho esculpido: vossos
pequeninos ps apoiam-se sobre os caes da cha-
mine, porque faz fro, ainda que estejamos na
primavera. Vos ledes e scismaes ; o claro da
lampada allumia vossos cabellos e esparge uma
sombra sobre vossa face, c as lindas flores da
chamiu e da mesa se inclinam sobre vos c vos
acariciam.
Eu vos disse ao comerar que quera antes de
toraar a ver-vos, vos escrever a historia de meu
coracao. Pobre louco que era Por ventura toda
a historia do corago nao est neslas tres pala-
vras, repetidas mil vezes e sob todas as formas
Eu vos amo?
Lucy, duvido que nao seja um sonho quando
pens que esla rarta nao preceder minha parti-
da menos de vinte e quatro horas. You por lano
vos loma' a ver!
Adeus, minha amiga, al amanha, pois que
lendes minhn carta as ataos e a ledes.
Armand
Abril 185...
Tendo lido esta carta com agilac.no extre-
ma, Lucy ergueu-sa e foi-se ajoelhar em seu ge-
nuflexorio.
Oh senhor, disse ella, elle ama-rae hoje,
e ama-me muilo. Permilti que continu a amar-
me quando livor tornardo a ver-me 1
VII
No fim de algum lempo soube-se seu respeito os olhos, fatigados de terem contemplado muito o
uma pailicutaridadc singular. Um dia, deseen-
do elta os degros da porta da entrada, esteve
ponto de cahir; e o esmoler do convento, que
estava junto della, adiantra-so para sustnta-
la e lhe pegara na mo. Mas esta mo linha-se
desprendido do brago da desconhecida c ficra na
do sacerdote. A joven ao principio soltara um
grilo dedr; depois, vendo o bom velho estupe-
facto :
Nao vos espantis, meu padre, lhe linha
ella dito, uma mo de pao.
Esla aventura dra lugar muitos commenia-
rios ; e quer o domestico da desconhecida tives-
se abandonado sua mudez habitual, quer os cu-
riosos de Glemgarlen tivessem chegado a sonse-
mar. O mar! Quando por acaso pronunciava esla
palavra, notara que ompallidocia. Armand tam-
bera deria olhar o mar durante suas horas de
quarto, c a vista das ondas quietas ou ameagado-
ras recordar-lhe-hia sem duvda os mais lerri-
veis acontecimentos de sua vida.
Entretanto esses momentos de desanimo eram
raros para elta, que tranquillisava-se langando os
olhos em torno de si. Nao linha ella feito de
Green-Castle, embellezando-a com todas as es-
colhas do luxo, uma morada encantadora, donde
o marnheiro, cangado de viagens e emogoes,
nao mais vera o ocano I ?
Com a locanto destreza da mulher quo ama,
elta interrogara os gostos de Armand, e tinha
guir algumas informagoes por qualquer oulra reunido nesta casa, que elle ura dia visitara, os
c Por conseguinle, vos lembrais, continuou
Ledru. Pois bem, ignoio se praliquei uma boa
acgo, ou se corameiti i ma sorle de sacrilegio ;
mas pensei que sempre amarieis a pobre mulher,
e quiz, parlindo, deixar-vos alguma cousa della,
que vo-la recordasse. liase cofre nao est per-
dido, vou busca-lo.
Foi precipitadamerteao seu camarim o trou-
xe o cofre que poz sobre uma mesa. Olhamos
ambos um instante sem toca-lo.
Foi Ledru quera o abri. E enlo, Lucy, no
mesmo travosseiro de lelim negro, jnda man-
chado de algumas veihas goltas de sangue de
um vermelho escuro, v. a vossa mo, ou antes
seu esqueleto. Ella estava com effeito despida
das carnes ; os ossos tinham a cor de marfim
orna relio; e as articula oes. te faziam com soc-
No seguinte dia tarde, como tinha annuncia-
do, Armand chegou a Grcen-Caslle. Acompa-
nhou ao velho Dickson que o introduzio na sala
do primeiro pavimento, e que o deixou s, dzen-
do-lhe :
Senhor, minha ama nao tarda a vir.
Armand esperou. O coracao batia-lho com
violencia, e seus olhos se "vollavam cheios de
anxiedado para o quarto de Lucy. De repente a
porta deste quarto abrio-se, c Lucy sahindo com
impetuosidade correu a lancar-se-lhe nos bra-
apenas vio-a, ficou inteiramenle
por uma onda do ternura magneti-
amava elle. Mas isto
mais forte do que eu : a lombranga desse hornera
nao medcixa ; eu soffrta menos quando elle es-
lava vivo, porque esperava que sua niorte me
desonibarararia delle O de sua memoria odiosa ;
elle nao existe, mas vejn-o sempre entre nos
dous. Amo Lucy rom todas as forgas de
meu coracao ; acho-a bella, desejo-a, e cada.vez
que della me approxrao, experimento um inven-
sivel sentimento de desgoslo. Elle tornou a.meu
amor impossivel !
Quanto miss Stamby, ella cahia em ura des-
animo mortal. Apenas Armand sahia de sua ca-
sa, comegava a chorar.
Ah dizio ella, ped a Deus a nica cousa,
que Elle nao quiz dar aos seres creados para sof-
frer a felicidade neste inundo. Armand ama-
me bastante para poder esquecer-so... e stanos
cos que ser nossa patria.
E orara sem que a resignago brotasse-lhe no
coraeo.
Arabos, entretanto, comprehondiaro qne esta
situaco nao podia prolongar-se, o era preciso
que IriumpUasscm da fatalidad, ou fossem por
ella vencidos.
Ilavia muito lempo que haviam formado
o projeclo de visitar as ruinas de um velho cas-
lello, que demorara a algumas railnas de Glem-
garlen.
Fixaram finalmente ura dia, e cada um de seu
lado promelteu aproveilar esta
arranca-los-hia seu genero de vida habitual,
para ler uma explicaco que se tinha tornado in-
dispensarel.
Partiram carallo, em urna madrugada de pr-
marera, e seguirn principio o curso do Med-
way. O co era sem nurens, e o ar momo e per-
fumado pelos primeiros odores das arvores e das
flores ; urna fresca brisa fazia correr tongas raja-
das sobre a agoa ; e os carelios rincharam le-
liz. Ah! Armand nao a olhava, obeervava-a.
De. repente veio-lhe um pensamento funesto,
porque elle fechou a porta, d.sceu raptdaincnle,
a escada, e enlrou correndo cm sua casa. Quan-
do so achou no quarto, formulou em uma
s phrase seu espanto inquieto da sero, seje
temores mal definidos, seus. presentimentos in-
decisos.
Nao mais urna donzclla, diz elle com-
sigo, uma murher.
Como se nada tivesse sabido I Mas, al
enlo, esla odiosa certeza, nao linha sido mais
do que uma abstraer do suas lembrancas e st
scu desespero, em quanto que acabara de ter a
revelarn, por assim dizer, material.
Enlo um lerrivel ciumo, um ciume de senti-
dos, feito da carne e osso.se apodercu. delle c o
precipitou no terreno fatal da analysn e da duvi-
da. De hora om hova leve horriveis. suspeilas.
pois possivol, dizia principio, que essa
transformaco, apparente e sensivcL, da donzclla
em mulher, que s amor deveria operar seja o
resultado de uma paixo brutal .'
Depois de novas angustias, ello dizia :
Se esta mulher nao tivesse jamis sentido
se nao uma invensivel repugnancia pelo homem
que abusou delta, esta transformacao nao se le-
ria operado ; ella nao leria lido esta noitea molla
languidez, que se apoderava della toda inteira.
Elle passou a noite em accessos de raiva louca
e rindo de si proprio, quando comparara 3ers
sofinmenlos de oulr'ora aos presentes. Julgn-
so riumenlo. Que itriso I nunca a hydra da
denles de chamma o morder assim no corago.
A manha o encontrou paludo, desfeito e pronun-
ciando essas palavras de uma resignaciio feroz
execursao, que j raais terrivel ainda que sua dr :
Prometti desposa-la, farei o meu dever.
Entretanto, elle linha sofTrido tanto, e Lucy
eslava to cheia de coulanca, que por muitos
dias nao nolou cousa alguma. Algumas vezes
somente elle tornava-se pensativo e absorto.
Vos estaos triste, Armand, dizia ella enlao.
O que tendes?
Noda, responda elle com couslrangimento.
pergnnta e esta resposta se renovaran!
Esta
vanlando a cabeca, e camiuhavam cora passo muilas rezes. al que miss Stamby comprehen-
ca; sentio a joven tremer e suspirar sobre
seu peito, e respirara o perfume de seus cabellos.
Em breve, os bracos que o apertavara, afl'rouxa-
ram-se, e Lucy curvou-se sobre si mesma. Ella
estava encommodada.
Armand levou-a para o camap, inclinou-se
para ella, e pegou-lhe em ambas as mos. Mas
a rapidez de sua acgo o impedir delembrar-se.
Apertando de improviso a mo de pao de sua
amiga, elle experimentou um sentimento de
hoiror e de piedade, do qual nao foi senhor ;
entretanto Lucy recobrava os sentidos, o olha-
va-o anda esmorecida.
Meu amigo, disse ella, perdoai-me ; a fe-
licidade quem me pe fraca esle poni.
Estis melhor? pprgunlou Armand.
*- Sim, mas falli-me, fallai-me por muito
gil sobre a aria da praia.
Armand e Lucy, dizendo um adeus derradeiro
ao amor e mocidade, senliam a influencia deste
bello dia ; admiravam-se de cslarem menos tris-
tes que do ordinario, e pareciam retardar de com-
mum accordo o instante fatal, era quo deriam in
lerrogar-se.
Armaud nunca linha rislo miss Stamby ca-
rallo. Elle admirava s furtadellasscu poril lo
fino c lo puro, a elegancia de sua estatura, e
sua graca um pouco altiva. Quanto ella, mos-
trara Armand de lempos a lempos com scu
chicotioho, e nomeava-lhe os novos sitios que se
lhes apresentavam,
No fim de tres horas drigrara-se para almo-
gar uma pequea herdade, que miss Stamby
conhecia, e ah se demoraram mais tempo do que
tinham intengo, porque tireram elles mesmos
de preparar em parte sua campestre refeigo ;
assim, s ao comerar da larde, e quando o sol
estara em toda sua inlensidade, que cou-
tinuaram seu caminho, Mas isto pouco impor-
tara, porque sv lindara & carainhar, sob grandes
deu que Armand se arrependia da promessa que
flzera. Ella tornou-se timorata. Ah I sua felici-
dade lo radiosa durante alguns horas, ennegre-
cia-se pouco pouco,semelhanle a um bello ceo
a principio offuscante de claridade, quo se cobro
insensirelmente de nuvens, que os relmpagos
sulcam aquie ali, e que cedo rai eacher-se de
Ireras e lempeslade. Entretanto, como a joven
nao podia aderinhar as teiris ideas de Ar-
mand, nao cessara de esperar, e conlava com um
segundo accaso, com uma nova emoco podero-
sa que os cutregasse um ao outro.
Chegou o da do annirersario do nascimento
de Armand, e segundo o coslume inglez, esle dia
era tambem o de sua fesla. Lucy aproveilou a
tarde, que elle passsra seu lado para mandar
levar casa do mancebo lindas flores que elta
mesma havia colindo. Depois esperou o fim do
jantar.
[Conlinuar-st-ha.)
PERN. TYP. DE II. F. DE FARU. 1860


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