Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09109


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Full Text
-Sc<--
AIH3 XIXYI. HUMERO 152.
Por tres mezes adianlados 5$000,
Por tres mezes vencidos C$000
TERCA FEIRA 10 DE JDLHO DE 1860.
Por anno adiantado 9$000
Porte fi-Mco para o subscritor.
CNCARREGADOS DA SUBSCRIPTO' DO NORTE-
Farahiba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lentos Braga; Cera, o Sr. J.Jos de li-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Marlins Rbci-
ro Guiraares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandes de
Momos Jnior; Para, o Sr. Justino J. Ramos;
Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
PAKI1UA LUS oUKKtlUa.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Antao, Bezcrros, Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhuns as ternas feiras.
Pao d'Alho, Nazarelh, I.imoeiro, Brcjo, Pes-
queira.lngazeira. Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex uas quartas-feras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.Una. Barreiros.
AguaPrela, Pimenteiras e Natal quintas feiras.
11'oJns os correios parlem aslOhorasda manha.
PARTE OFFiCIAL
EPHEMEUlES DO MEZ DE JULHO.
,? tua cncia a 1 licra e 47 minutos da manhaa.
11 Quarlo minguante as 3 horas e 38 minutos
da manhaa.
18 La nova as 12 horas da manhaa.
25 Quarlo creseeute as 3 horas e 20 minutos da
manhaa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiro as 10 horas e 6 minutos da manhaa.
segundo as 10 horas e 30 minutos da Urde.
AUDINEClfS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal doemmercio : segundas e quintas.
Relaco : lefcas feiras e sabbados.
Fazenda: tebas, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do co
Dito de orpl ios: trras e sextas as 10 horas.
Primeira va
Segunda vi a
meio di;
> do civjl: tercas o sextas ao meio dia
do civil; quartas e sabbado9 ao
ministerio do Imperio.
DECRETO K. 1,050 DE 9 DE JIMIO DE 1800.
TJinda que o Dr. Ernesto Ferreira Frarn-a seja
admitido a defender theses em qualquer das
/acuidades de direito do imperio.
JIfi por bom sanecionar e mandar que se exe-
cute a seguinle resoluco da assembla geral le-
gislativa :
.Art. 1." O cidadiio brasileiro Ernesto Ferreira
FranQa, doulor em direiio civil e canonicu pela
nniversidade de I.eipsig, ser admitlido a de-
fondor theses em qualquer das faculdades de di-
reito do imperio, afim de poder oppor-se s
cadeiras de qualqucr dolas.
Art. 2. Ficam revogadas para este efTeilo
quaesquer disposicoes em contrario.
Joo de Almeida Pereira Filho, do meu con-
solho, ministro e secretario de estado dos nego-
cios do imperio, assim o tenha entendido e faca
exocular. Palacio do Rio de Janeiro, em 7 de
abril de 1800, 39." da Independencia edo Impe-
rio. Com a rubrica de Sua Magestade o Impe-
rador. Joo de Almeida Pereira Filho.
Joao Lustosa da Canha Paranagu. Transi-
, tuu na chancellara do imperio, ero 16 de junho
de 1860. Josino do .\ascimento Silva. Ri-
gistrado. Publicado nesla secretaria de estado
dos negocios do Imperio, aos 20 de junho de
IbOO. Jos Bonifacio frasenles d'Azambuja.
DECRETO H. 1,051 DE 9 DB JIMIO DE 1860.
l>upensa as leis de amortizaco em favor da
ir manda de do Senhor dos Pa'ssos da cidade da
Parahybuna, da provincia de Minas Geraes, e
Menta de direitos as compras necesarias ao
hospital e capella que ali se pretende fundar.
llei por hem sanecionar e mandar que se ox-
ente a scguilnte resoluco da assembla geral le-
' gislaliVa :
Art. 1. Ficam dispensadas as leis de amorti-
zaco, para que a irmandade do Senhor dos Pas-
aos da cidade do Parahybuna, provincia de Mi-
nas-Coraos, possa possuir bens de raz at o va-
lor de 100:0005000.
Arl. 2." Sero isenlas da sisa, novos e velhos
o quaesquer outros imposlos geraes, as compras
dos terrenos necessaros ao hospital de Canda-
do, que o comnicndador Jos Antonio da Silva
Pinto pretende fundar sob a invocaco do Se-
nhor dos Passos na dila cidade, e na capella do
mosmo hospital e suas dependencias, bem como
as doaroos que o mencionado commendador, uu
oulras pessoas houvercm de fazer aquello pi os-
iabelecimento al o prolixad valor do 100.000.
Arl. ;t.1 Sao revogadas para este fim quaes-
quer disposicoes em contraria.
Joo de Almeida Pereira Filho, do meu con-
sollio, ministro c secretario de estado dos nego-
cios do imperio, assim o tenha entendido e faca
executar. Palacio do Rio de Janeiro, em 9 de
Junho do 1860, 39." d-i independencia e do im-
perio. Cora a rubrica de S. M. o Imperador.
Joo do Almoida Pereira Filho. Joo Lus-
tosa da Cunha Paranagu. Transitou na chan-
cellara do imperio, em 16 do junho de 1860.
Josino do Nascimento Silva Registrado. Pu-
blicado nesia geviriana a<- caiaoo dos negocios
do imperio aos 20 de junho de 1860. JosO Bo-
nifacio Nascentes de Azambuja.
DECRETO N. 1,052 DE 9 DE fCNHO DE 1860.
Concede 'uatro loteras, sendo ditas em beneficio
da obras da matriz da villa do Pilar, na
provincia da l'araliyba do Fiarte, e as outras
rm beneficio das obras da matriz da villa Leo-
poldina, e das dj Lqrilo Santo, na provin-
cia pe Minas-Geraes.
Coi por brm sanecionar e mandar que se ox-
ente a resoluc&o seguinle da assembla geral le-
gislativa :
Art. 1." Ficam concedidas duas loteras do
mesmo valor e .plano das da santa casa da Mise-
ricordia desta corle, onde soro extrahidas, em
beneficio das obras da igreja matriz da villa do
rilar, provincia da Parahiba do Norte.
Art. 2." Ficam igualmente-concedidas, com as
clausulas do artigo antecedente, duas loteras,
tima para concluso das obras da igreja matriz
d,i villa Leopoldina, e outra para as da malrizdo
Espirito Santo, no municipio do Mar de Hespa-
uha, provincia de Minis-Geraes.
Art. 3." Ficam revogadas as disposiooes em
contrario.
Joo de Almeida Fereira Filho, do meu conse-
lho, ministro c secretario de estado dos negocios
do imperio, assim o tenha entendido e faca exe-
cutar. Palacio do Rio de Janeiro, era o ju-
nho de 186(1, 39. da independencia e do impe-
rio. Com a rubrica de S. M. o Imperador.
Joo de Almeida Pereira Filho. Joo nustosa
la Cunha Paranagu. Transilou na chancella-
ra do imperio, em 16 de junho de 1860. Josi-
no do Nascimento Silva. Publicado nesta se-
cretaria de estado dos negocio de imperio, em 20
do junho de ls00.
DECHErO N. 1,503 DE 9 DE JIMIO DE 1860.
Appror.a a penso annual de 6OO5OOO, concedida
por decreto de 25 de agosto de 1858 ao conego
Joo Baptista de Figueiredo.
llei por bem sanecionar e mandar que so exo-
cule a resoluco seguime da assembla geral le-
gislativa :
Art. 1. Pica approvada a pensao annual do
r.00$OOO, concedida por decreto de 25 de agosto
de 1858, ao conego Joo Baplisla de Figueiredo,
vigario collado da freguezia de Santa Barbara'
da villa do mesmo nome, na provincia de Minas-
Goraes, correspondente congrua que percebe.
Art. 2. O agraciado nao gozar desta merc
antes do veriicar-se a resignaco do beneficio
cujas obrigares nao pode preenher.
Arl. 3." Sao revogadas as disposic
trario.
Joo do Almeida Pereira Filho, do meu conse-
lho, ministro e secretario de estado dos negocios
do imperio, assim o tenha entendido c faca exe-
cutar. Palacio do Rio de Janeiro, em 9 de ju-
nho de 1860, 39. da independencia e do impe-
rio.Com a rubrica de S. M. o Imperador.
Joo do Almeida Pereira Filho. Joao Lustosa
da Cunha Paranagu. Transitou na chancella-
ra do imperio, em 16 de junho de 1660. Josino
do Nascimenlo Silva. Registrado. Publica-
do nesta secretaria de estado dos negocios do
imperio, aos 20 de junho de 1860 Jos Boni-
facio Nascentes de Azambuja.
pechero n 1,054 de 9 DE jimio de 1860.
Approva a pensao annual de 8OO5OOO, concedida
por decreto de 26 de junho de 1858, repartida-
mente a D. Ikrnarda Catlana da Silva, D.
Ihereza Caelana da Silva, D. Antonia Caeta-
11a da Silva, D. Francisca Caelana da Silva,
D. Mara Caelana da Silva.
llei por bem sanecionar e mandar quo se exc-
-ciite a resoluco seguinle da assembla geral le-
gislativa .
Art. 1. E' approvada a pensao annual de .
SOOgOOO, concedida por decreto do 26 de junho
de 1858, ropartidameuto a D Bernarda Caetana
da Silva, D. Thereza Caetana da Silva, D. Anto-
nia Caetana da Silva, D. Francisca Caetana da
Silva e D. Mara Caetana da Silva, Clhas legiti-
mas do fallecido contador geral do thesouro na-
cional Antonio Caetano da Silva.
Art. 2." As agraciadas coniocaro a perceber a
dita merc da data do dereto que lh'a concedeu.
Art. 3. Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
Joo de Almeida Perefra Filho, do meu con-
selho, ministro e secrelario de estado dos nego-
cios do imperio, assim o tenha entendido e faga
executar. Palacio do Rio de Janeiro, cm 9 de
paraseu
abril prximo passado. declarar a \ uic.
cpnhccimenlo c executago :
1, que na redueco ou commutaco dis pe-
nas de multa, quando nao cstiver especialmente
regulada, se dever proceder na forma des arls.
55 e seguintes do cdigo crimiual com a mo-
dificacao do art. 291 do cdigo do processi e na
do lei criminal ;
2." Que para o reo poder ser recolhido pri-
junho de 1860, 39." da independencia e do ru-
peric.
Com a rubrica de S. M. o Imperador. Joo de
Almeida Pereira Filho. Joo Lustosa da Cu-
nha Paranagu. Transitou na chancellara do
imperio, em 16 de junho de 1860. Josino do
Nascimento Silva. Begistrado. Publicado nesla
secretaria de estado dos negocios do imperio, aos
20 de junho de 1860. Jos Bonifacio Nascentes
de Az tmbuja.
ministerio da Justina.
2.a seceso.Ministerio dos negocios dajuslica
~!nmd%JExmSr-i1 S (TfiiSL f ", lmno da '^ C0'"0 'ue e3teJa n.u.d.
nrZ, ,' ir' j ImPcrador foi i cm lempo corto de priso :
presente o oflicio dessa presidencia de 24 de de- 3.", filialmente, que para se proceder i refe
zerabro ultimo, cobnndo eopia do que Ihe diri- rida commutaco nao
gio o juiz municipal e de orphos de S. Joo
d'EI-Ro, no qual propoz as seguimos duvidas :
1. Ter effectusdo duas diligencias o juiz mu-
nicipal e de orphos, que em semelhanle acto
constando-lhe que um individuo esl.1 demente'
procede justiOcaro de demencia e depois, com
ou sem intervallo, ao examc medico ?
2.a No caso de transportar-se a um mesmo lu-
gar ou fazenda, e ahi por lhe ser requerido, pro-
ceder a um inventario, depois a urna habilitaro,
e por fim a urna diviso, relativas aos niesmos
bens inventariados, ter praticado tantas diligen-
cias quintos sao estes actos?
3.a Quantas diligencias ter foito, so sahir para
fazer divisoes em quatro ou mais fazendas sitas
em diversos lugares, embora pertenram aos mes-
mos socios ou herdoiros, sendo taes* divisoes fei-
tas urnas aps outros?
E o mesmo ougusto senhor manda declarar a
V. Ele. que, como o fim das duas primeiras ques-
loes saber quaes sao as cusas devidas ao juiz
e por quem devem ser pagas as diversas hvpo-
theses figuradas, compre ao contador, regulan-
do-se pelo regiment de cusas de 3 de margo de
18a5, ralearas da viagem pelos inleressados, di-
vidindo as da enfada em proporco da demora
que houver para o acto ou diligencia dos respec-
tivos inleressados ; nada importando que se con-
sideren] taes actos urna ou mais diligencias, por
que as cuelas s sao devidas pela viagem, esta-
da, e por aquellos actos para os quaes designa o
regiment cusas especiaes. c
Quanlo a terceira questo. que, se os que re-
uerem as divisos da fazendas cm diversos lu-
gares forem socios ou herdeiros igualmente inle-
ressados, nenhuma duvida offerece o art. 29 do
citado regiment, no qual somonte ha a prevenir
o caso de nao serem dos mosmos socios as ulti-
mas fazendas a dividir, caso em que as cusas do
raminho devero ser, nao j rateadas com gual-
dade por todos os inleressados na viagem do juiz,
mas sim repartidas em ordem a que o dono da'
primeira fazenda nao carreguo com as cusas da
viagem do juiz & ultima. O que communico a V.
Exc. para seu conhecimento e o fazer constar ao
mencionado juiz.
Dos guard
iuadora de qualquer das sobreditas
n lugar de um dos engenlieiros de
t. 2." das presentes instrucQes.
poder incumbir commisss espe-
do decelo ... 595 de 18 dV marco dcTsjV. qYer onde nlio^rsenal, Tempr^que Sa EBS
h* im; l.ais:!jn,m municIPaes, quer por inlraccao torne necesaria. V 4 se
Art. 8. !|s provincias ou porlosonde nao ha
provincias,
que falla o
Outrosim
cines o
mercio : quintas ao meio dia.
DAS DA SEMANA.
9 Segunda. S. Cyrillo b. m. ; S. Brida b.
10 Terga. S. Januario e seus companheiros mm.
11 Qoarta. S. Sabino m. ; S. Sidronio m.
12 Quinta. S. Joao Gualberto ab. ; S. Nabor m.
t3 Sexta. S Anaclelo p. m.; 3. Joel prof.
14 Sabbado. S. Boavenlura dontor serfico b.
15 Domingo. O Anio Custodio do Imperio.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCO NO SIL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias; Bahia,
Sr. Jos Marlins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joao Pereira Marlins.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa d
Farin.nasua livraria praca da Independencia ns.
t> o 8.
machinas d arsenal do marinha da corte, ou al-
gum outro i apregado idneo, faca parte da com-
misso exa "
eoo ou nella conservado a pioioxio do mi.Uo", 6
ndisponsnvcl nao smente que esta se achc li-
quidad e elle tenha sido intimado para paea-
a no termo da lei
necessario que o r :o pro-
ve nsolvabilidade, a qual sempre se presume
em seu favor, quando no processo nao se adiar
provado o contrario.
Dos guarde a Vme.Joo I.ustozada Zunha
Paranagu.Sr. juiz municipal da terceira vara
da corle.
2.a Secoo.Ministerio dos negocios da justi-
ca. Bio de Janeiro cm 6 de julho de 1860
Illm. e Exm. S.\A S. M. o imperador foi pre-
sente o officio dessa presidencia, datado de 3 de
Dril ultimo, ao qual acompanhou copia do que
lhe dirigi o conservador do commcrcio dessa
provincia, consullando quaes os emolumentos
que lhe deviam competir dentre os que se
acham designados na tabella que acompanhou
a portara de 4 de marco da 1852, ltenla a duvi-
da que lhe suscitara o art. 96 do decreto do 1 de
maiode 1855 ao qual se manda cobrar pira os
juizes c tnbunaes do commerrio os mesruo!, emo-
lumentos que se percebem no civcl.segundo o dis-
posto no decrnlo te 3 de marco do dito anuo, ao
que essa presidencia responde que aos conserva-
dores A
m
port
d
m
que se refere sao proprios das altribuioes judi-
cianas dos juizes e tribunacs do commcrcio, at-
tribuicoes que nao foram conferidas aos conser-
vadores, cujas funeces sao meramente adminis-
trativas. E o mesmo augusto senhor, ecufor-
mando-se com o voto do consultor interino do
negocios dj justica, houve por bem approv
la soluco, a qual se ada cm harmona
arsenal, o Itro destinado ao registro dos termos
do voslopOitas barcas d vupor do .,..o trslji or
art. 12 oo regulamento de 5 de fevereiro do
1854, flear a cargo da estacao que for incumbi-
da desseserveo, em conform'idade dasinstrueces
annexas ao drelo n. 1,551 de 10 de fevereiro
de 1855.
Art. 9, Ojnspeclores dos arsenaes, em cum-
primento do ue. prescreve o art. 24 do citado
regulamento e 5 de fevereiro de 1854, podero
incumbir alg,fci dos seus ajumantes, quando o
servico assim \ exigir, de rubricar os livros que
devem exislia bordo das bureas de vapor, cora
as declaracSes suas respectivas vestorias.
Onde nao ,"er arsenal, a sobredila forma-
lidade ser pridjchida pelo empregado que pre-
sidir commujao de vestoria, ou pelo que o pre-
sdeme da prriincia designar, quando aquello
nao fr iiiuihLm permanente da mesma commis-
so, confrmele prev no decreto e instruccoes
de 10 de feverairo de 1855,
Palacio do Bo de Janeiro, em 2 de junho de
1860.Francino Xavier Paes Barretlo.
Governo da provincia.
EXPEPIENTEDO DIA 7 DE JLLIIO DE 1860.
Officio ao Exni ministro do Brasil em Pariz.
Sendo de reconlocida necessidade a viuda de mais
urna irma de candado para a casa dos exposlos
desta provincia, orno me declarou a adrainislra-
quantiauevintu mil o duzenlo rea, despendida
nos mezes da abril e maio ltimos, com o sus-
tento dos presos pobres da respectiva cadeia.
Communicou-se ao chefo de polica.
Dito ao mesmo.Nos termos de sua informa-
cao de 5 do crrenle, sob n. 270, autoriso V.
S. a mandar contemplar
n- 473 de 5 de maio do anno prximo passado.
abrir um crdito supplemcntar do 122$240par3
pagamento das despezas feitas no mez de junh
ultimo, com o expediento da secretaria da direc-
| tona geral da instruccap publica.Transmittio-se
, s>q i Por cP'a thesouraria provincial,
como concedido pela lei do remenlo vimmte m"8'-Jpr?i,len!e da P1"?""" resol ve no-
os praticantes dessa thesouraria DhI^3K !T.2S5t l!7SfVSS a,fand
mano de Oliveira e Juvencio Temporal. I ?.de,SegUnHda Jos^Ma"a dc CaJU, Nune*' ? p"'
Dilo ao mcsmo.-Em addilamento ao meu '- 'SI 2 gunr?,a d te*ni* c,asse clJ*d5
ofRcio de honiem, eora referencia ao do "befo Se J?St?emt5tSL0 ""","? ^'^ U
polica dc 4 do corrento snti n wt iiprirnav una.-o sr. aerme da companbia pernnmhn-
S. que. ^Rl^ mSSHhel7l S? T,K,^e, "V""1" ar. *"*&* pa" a Pa-
policia m o'ffleo de5. sob n. 900 a o 2t Z^Z uSSjEE'l K '"T Al'
supplenle do Ouricury, Antonio Cezario Alvos de ^5"!rq,,e Marll"s Pereira. em lugar destinado,
r es-
aviso circular de 11 dc fevereiro"de'SoTque re-
gulou a materia. O que communico a V. Exc
para sua indiligencia e o fazer constar ao men-
cionado conservador.
Dos guarde a V. ExcJoao Lusloza da Cu-
nha Paranagu Sr. presidente da provincia da
Parahiba.
2' seceo.Ministerio dos negocios dajuslica
m eos guarde a V. Exc.-/0o Lustosa da Cunha -VmVeTxm' ^1VTo &lk?l I*0'
____ tevereiro ullimo, ao qua! acompanhou copla do
2." socro.Ministerio dos negocios dajuslica.
Rio do lanoiro, la Ue Juulio de lt60.
Illm. e Exm. Sr.Foram presentes a S. M. o
Imperador as seguintes duvidas, suscitadas pelo
promotor publico da comarca da Maiondade, e
ollorecidas por V. Exc consideracao do gover-
no mpeiial, cm officio n. 241 do nno paseado:
1. Se a sentoncade pronuncia, sendo revoga-
aa, deixa de inlerromper a prescripoo.
2.a Se a sabida momentnea dos'reos do ter-
mo do delicto pode influir para alterar o prazo
da prescripro.
3.a Se no decurso da formaco da culpa pro-
var-so que o reo sofTria de lienaro menlal
quando cometiou o delicio, pode o juiz apreciar
osla circunstancia para fundamentar a despro-
nuncia, eu se ella da exclusiva competencia do
jury : e o mesmo augusto senhor, tendo ouvido a
seceo de juslica do consenho de estado, houve
por bem mandar declarar a V. Exc, por sua im-
perial e immediata resoluco de 5 de maio ul-
timo.:
1. 0e a revogago da pronuncia faz cessar
com os outros cffeilos da sentenea o da interrup-
e.io da prescripoo, como o decidir V. Exc.
2. Que a sabida do reo do termo do delic-
io, ainda que momcnlanea, altera o prazo para
a prescripcao, porquo o art. 273 do regulamen-
to n. 120 de 31 do Janeiro de 1842 considera
a residencia sem interrupcao como condicao cs-
sencial para que o crime soja prescripto, "segun-
do o decidir igualmente V. Exc.
3." Que da exclusiva competoncia do jury a
apreciaco das circumstancias justificativas do
dolido, como foi explicado pelos avisos n. 46 da
J!!-o f,n'ereiro de 185f e n. 133 de 14 de abril do
1858, ainda quando se trate da loucura, e esta
s.ja dc notoriedade publica. O que communico
a V. Lxc. para sua intelligencia, e para o fazer
constar ao referido promotor.
Dos guarde a V. ExcJoo Lustosa da Cunha
Paranagu.Sr. presidente da provincia do Rio
Grande do Norte.
r-------_ copi_
que lhe dirigi ojuii de direito da comarca de
Campo-Maior, consullando-ae o decreto n. 2,43-j
de o de junho dn auna paseado rovogou ou alte-
rn as disposicoes do cdigo do processo c -egu-
lamenlo n. 120 de 31 de Janeiro de 1841 rcl.iliva-
mento ao numero de tesiemunhas para a fi rma-
co da culpa, ao que essa presidencia respe ndeu
nogalivamentc dizendo que o referido dicrelo
apenas regulou csso materia quanlo aos pnces-
sos de que trata o art 205do citado cdigo, dis-
pondo que s nesses processos c permiuid) in-
luerir lanas teslemunhas quantas forem preci-
sas para o descobrimento da verdade ; e o mes-
mo augusto senhor, tendo ouvido o cousulUr in-
terino dos negocios da juslica, manda approvar
semelhantc soluoao por eslar de conformidade
aos avisos de 14 de novembro e 3 dc janeir j ul-
timo.
Dos guarde a V. xc.Joo Lustosa da Cu-
nha Paranagu.Sr. presidente da provincia do
Piauhy.
as disposices em con-
2.a Seceo.Manda S. M. o imperador, em
conformidade da imperial resoluco de 30 de
abril prximo pretrito, declarar pela secretaria
de estado dos negocios da juslica ao tribunal do
ccmmercio da Baha, em soluco s seguintes
duvidas offerecidas sua alia 'consideracao pelo
presidente do mesmo tribunal :
1.a Se urna nota promissoria, assignada por
urn ou mais devedores nao commerciantes, por
valor recebido em dinheiro, e passada directa-
mente ordem de corapanhia bancaria ou de
banqueiio particular, da competencia do foro
ciHiimerci.il, conforme o disposlo no 2." do art.
19 do decreto n. 737 de 25 de novembro do 1850?
2.a Se urna nota promissoria assignada por um
ou mais devedores nao commerciantes, por valor
recebido em dinheiro ordem de pessoa tambera
nao commercianle, sendo negociada ou descon-
tada antes do venciracnto por companhia banca-
ria ou banqueiro particular, torna-se da compe-
tencia do foro comniercial pelo facto de ter havi-
do operaco de banco e cessao mercantil por via
de endosso ?
Quanlo 1.a, que, embora passada a nota pro-
missoria a favor do banco publico ou particular
por valor recebido em dinheiro, nao titulo mer-
cantil ; quanlo 2.*, que semelhanle nota as
circumstancias mencionadas, sendo negociada
pelo banco por endosso, anles de vencida torna-
se titulo mercantil nicamente para os endos-
so n les.
Palacio do Rio de Janeiro, em 15 dc junho de
1860.Joo Lustosa da CMnha Paranagu.
Ministerio dos negocios da juslica.Rio de Ja-
neiro cm 15*dc junho de 1860.Sendo presente a
S. II. o imperador diversas represenlacoes de Jo-
s Correa Mendes, conderanado ao pagamento de
multas por infraccoes de posturas o editacs da
Illma. cmara municipal, o as informacoes pres-
tadas por Vmc. a tal respeilo cm officios de 10 e
17 do setembro de 1857 el.0 de dezembro de
1859, e resultando destas que deu-se eftectiva-
mentc o fado irregular do ter sido aquello indi-
viduo recolhido priso e nella conservado des-
de 7 de oulubro de 1856 at 16 de marco de 1857
a pretexto de pagamento, liquidarlo e commuta-
Cao das referidas mullas, por nada ter requerido
al 18 de fevereiro de 1857, nem provado a im-
possibilidade de paga-las, manda o mesmo ou-
gusto senhor, tendo ouvido a seceo de jusliga
do conselho de estado, e conformndo-so cora o
seu parecer, por sua imperial resolujo de 2 de
Ministerio da IMarinha.
DECRETO N. 2,600 DE 2 D JLXI10 DE 1800.
D instrucres segundo as quaes deve ser (tilo
as provincias o exame das machinista das
barcas de vapor mercantes nacionaes.
Hei por bem que as provincias sejam obser-
vadas, no exame dos machinislas das barcas de
vapor mercantes nacionaes, as inslruccoe que
cora este baixao, assignadas por Fiancsco Xa-
vier I aes Barretlo. do meu conselho, ministro e
secretario do oslado dos negocios da maiinha
que assim o tenha entendido e faca executar.
iccAl0.iOn d0 Uio de Janeir. em 2 de Junho' de
UW, d. da Independencia e do Imperio.Com
a rubrica de S. M. o Imperador.Francisco Xa-
vier Paes Barretlo.
Instrucres a que se refere o decreto desta dala,
segundo as quaes as provincias deve ser feito
o exame dos machinista das barcas de ,:apt>r
mercantes nacionaes.
Art. 1. O exame dos machinislas das tarcas
de vapor mercantes nacionaes, de que trat
o Ululo 1." do regulamenlo que biixou
i o decreto n. 1,324 de 5 de fevereiro de
Bahia,
- pela maneira
que adiante se declara.
Art. 2o. A commisso examinadora compor-
se-ha do inspector do arsenal de marinha, como
presidente, que poder interrogar ou nao, mas
ter sempre voto, e dous engenheiros das cffici-
nas de machinas de vapor existentes no mesmo
arsenal.
Arl. 3. O exame ser feito em conformidade
iot;frlJ 3i re8"'amento do 5 de feverei-o de
1854, dando-se parte iramediatamentedoseu re-
sultado, nos termos do art. 4. do mesmo regula-
mento, ao presidente da provincia, que monda-
ra passar pela respectiva secretaria, conformo o
modelo junto, a carta de habilitaro do exami-
nado, se este liver sida approvado.
Art. 4. Os membros da commisso percehero
os emolumentos marcados no art. 5." do sobre-
dito regulamento, e a secretaria do governo da
provincia, como renda geral, os mesmos
percebia oa corle a secretaria de estado dos
gocios da marinha.
Arl. 5. Os machinislas que forem contralados
fora do imperio, ou se tenham habilitado em ou-
tros paizes, podero ser despensados da pro-a do
exame, se para esse fim exhibirem atestado do
requisicoes desta pre
sidencia. Ao r.isso ministro em' Londres poco
nesta dala qua idiante a quantia, quo V. Exc
julgar precisa, si porventura se realizar o con-
trato, como espeo. Prevaleco-me da opportu-
nidado para apacentar a V. Exc os protestos do
rainha subida 'slima e mui distincta conside-
racao,
Officiou-se ao$r. ministro em Londres para o
adiantamonto da^quautia precisa e communicou-
so a administrado geral dos estabelccimentos de
caridade. j
Dilo ao Exm-iresidcntc da Bahia.Levando a
presenca de V.rExc. os requerimenlos inclusos
apresentados pyo alteres Joaquim Jos Luiz de
Souza, que se ,jha respondendo conselho de
guerra nesla pyvincia, e bem assim copias das
informacoes, rr,nslrada8 acerca de sua preten-
co, solicito ilejV. Exc. a expedico de suasor-
dens nao s paja que cesse o abono da preslaco
de 24j) que o rJerido alteres consignou de seu
sold nossi provincia, mas tambera para que me
seja enviada, f.om a possivel brevidade, una guia
"'i cerucaij^i, em ta*u -o qual possam eor pa-
gos aoflt t-uh, .cjulandade os vencimentos desee
olicial. I
Dito ai commandante superior da guarda na-
cional d municipio do Rccife. Fico inleirado
do que erpoe e solicita V. S. cm seu olloio de
5 do crenle, sob n. 101, a que respondo, dizeu-
do-lheq'ieem data de houtera providenciei para
que a fipedico de ordena guarda nacional,
sob seupomraando seja feita ua forma do que
determina o aviso do ministerio da guerra de 28
de marct da 1859. Tendo eu porm resolvido
dispensar guarda nacional do servico do desta-
camento, e mandar lazer o de toda gua'ruicao desta
cidade por forca do linha, o que se realisar logo
que chequeo contingonle desta forca, que man-
dei recpuicr a capital, convm que "continu por
eniquajo o destacamento do Brura ; ainda mais
por quiJ noconvindo por motivos obvios que o
servieoa prac.a, que actualmente feito pela
pouca foqga de linha existente, o seia por solda-
dos des'., de mistura com guardas nacionaes, c
preferivel que o destacamento do Brum se faga
ainda com a guarda nacioual. Entretanto, po-
dendo sir reduzido o praso da durago daquellc
destacauunto, deve V. S. informar se ha algum
inconveniente em sor elle rendido de oilo em oito
dias.
Dito ac mesmo.Para se providenciar acerca
do conte^do dos seus officios de 6 do corrento,
Castro, deve ser paga a quantia de 743400 ris
despendida em oulubro do anno passado cora o
sustento dos presos pobres da cadeia da-
quelle termo.Comraunicou-se ao chefe de po-
lica.
Dito ao mesmo.Consla do participadlo do vi-
gario geral desta diocese do 3 do corrente, sob n.
58, que o coadjutor da freguezia de llaringuapo,
padre Manoel Jos do Nascimento, se acha pro-
nunciado e.suspenso do respectivo servico, como
incurso nos artigos281,282 e 283 da constitu-
Sao do bispado, o que communico a V. S. para
sua inteliigencia.
Dito ao director do arsenal de guerra.Ao
seu officio, n. 199. de 6 do corrente, respondo
declarando que podo mandar avaliar pelo mesire
da officina de alfaiales desse arsenal, os 135 co-
vadqs de panno mesclado, a que se refere o meu
officio de 13 de junho ullimo, alien de serem
carregados em receila ao alraoxarife respec-
tivo.
Dilo ao mesmo. Mande Vmc. fornecer re-
para passageiro de estado.
Expediente do secrelario da provincia.
Officio ao inspector do arsenal de marinha.
S. Exc o Sr. presidente da provincia, manda de-
volver a V. S. o requerimento, em que o ser-
vente desse arsenal, Joo Francisco da Silva, pe-
de soja elevado a 13400 o jornal que percebe,
alim de que o peticionario requeira, querendo.
ao governo imperial.
Dito ao director interino do arsenal de guerra.
S. Exc. o Sr. presidento da provincia, manda
arcuser recebido o officio de honiem, sob n. 200,
em que V. S. lhe comniunicou terem sido reco-
lliidns a esse arsenal os movis constantes da
relacao annexa ao citado officio, e que se ha-
viam fornecido commisso astronmica e hy-
drographica.
Despachos do dia 9 de julho.
Requerimentos.
686.Adriano Jos dos Santos.Informe o Sr.
director interino do arsenal dc guerra.
partico da polica 80 espadas, ou tercados/com l.,??7-~"An,onia.(!e Parros Luna.Nao havend
cenluroes, conforme requisitou o chefe de polica i *a.a "u comPa"h,a d aprendices do arsenal de
em officio de 5 do crreme, sob n" 899.- Com- H "?,> ejEPM?e"? orde,n' ncs,a dala Para !Pr
municou-se ao chefe de polica. I aarallt|do o tilho da supplicanto na do arsenal da
Dilo ao mesmo,- Mande Vmc, admiltir na *uerra- luyendo c lnvendo vaga, podendo apre-
companhia de aprendizes desse arsenal, no caso 2?.* a0 d,reclor nlenno daquee eslabelo-
do haver vaga, o menor Alfonso Ribero Pessoa, i rJla \ ., .
lilho de Antonio de Barros Lima, logo que lhe Antonio Joaquim da Cunha. Requeira
for aprssentado. b I aoP*ver ,mPenal-
Dilo ao mesmoApprovo o conlracto que pr^i"J *~Z.A[Semiro Pereira da Silveira.
Vmc. segundo o termo a que se refere o eu SS^SS c TuT^l S252 t
officio do 6 do corremo, sob n" 201. celobrou r'!""?,Pll?na1; Gald.mo tleuteno Tcixotra de
com Joaquim Dias de Azevedo para o transporto J"-' tjllCerl-( ?r8cntino da Silva Braga o 5
de 800 saccas do fjrnha de mandioca, quo tcm
do ser enviadas para o presidio de Fernando na
barca nacional Atrevida.- Communicou-se ao
chefe de polica.
Dito ao director geral da inslrueeo publica.
Declare Vmc para que sexo sao" as cadeiras,
cuja croaco propoe em seu officio de 5 do cor-
rente.
Dito ao commissario vaccinador. Remello a
Vmc urna caixinha contendo tubos de puz vac-
cinieo.
Dilo ao conselho administrativo do patrimonio
dos orphos. Recommendo ao conselho admi-
nistrativo do patrimonio dos orphos que mande
entregar viuva Clara Mara da Assumpgao a
sua filha de nome Joanna, que so acha rccolhida
ao collegio das orphas.
Portara. O presidente da provincia, usando
da attribuico. que lhe confore o art. 2i sj 4o da
lei de 12 do agoslo de 184, c para cxccucao da
da provincia u 488 de 16 de maio do correle
anno, arl. 31, resol ve :
Art. 1. Fica creada, e reconhecida como di-
vida publica fluctuante da provmcia de Pernam-
buco desdo o Io de julho corrente o capital do
300:O0OgOOO ris vencendo o juro annual dc nove
por cento, e amorlisavcl em cinco annos.
Art. 2. Este capital ser poslo em crculaco
por meio dc apolices de 50$000 ris cada urna,
cmillidas ao par em pagamento ; e a sua amor-
tisaco ser feila por urna annuidado de 60:0003
ris, alm dos juros.
Art. 3. Estas apolices sero a pagar ordem-
do primeiro possuidor, enumeradas em cinco
series, rubricadas pelo presidente da provincia,
assignadas pelo inspector, procurador fiscal,
Ihesoureiro da thesouraria provincial, c conte-
ro, alera da dala di fundaco desta divida, a
dala em que for posta na circulaco a apolice, o
capital, que representa, os juros," que venco por
semestre, a amortisaco annual no mez de julho,
conforme o modelo junto.
Arl. 4." A transferencia das apolices de um a
outro possuidor ser feila pela seguinle decla-
radlo no verso.-Fica perlencente ao Sr. F... a
presente apolice, datada e assignada pelo pos-
suidor. Alm desta declaraco da transferencia
guel Joaquim Machado Freir. J est~provido>
o lugar.
695.Cabido da cathedral de Olinda. Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria do fazenda.
696.Clara M.iria da Assumpco Dtrija-se ao
conselho administrativo do patrimonio dos or-
phos.
697.Domingos da Cunha Silva. Sellado o
documento n. 3, volte.
698 Feliciano Primo do Jess. Dirija-se
hesouraria provincial.
699.Heliodoro Fernandes da Cruz, 3" es-
cripturaiio da Ihesouraria do fazenda.Passe-se
portara concedendo a licenca requerida.
700.Joaquim Lucio Mon'teiro da Franca.In-
forme o Sr. Dr. chefe de polica
701.Joo Demetrio de Moraes Chaves.Pas-
se-se portara nomeando o supplicante psra o
lugar de guarda de segunda classe.
702.Joaquim Theotonio Soares de Avelar.
Nao tem lugar vista da informaco.
703.O mesmo. Deferido com despacho des-
ta data.
704.Joaquim Jos da Costa Barros. Apre-
sente-se no quartel do commando das armas pa-
rador inspeccionado.
705.Jos Franrisco Pinto Gumares, cirur-
gio do hospital de caridade.Nao tem lugar.
706.Joo Domingues da CruzInforme o Sr.
inspector da thesouraria do fazenda.
707.Manoel Baplisla Barboza.Passe-se por-
tara concedendo a permisso que pede.
708.Dr. Silvio Tarquiuio Villas-Boas.Diri-
ja-se thesouraria do fazenda, a quem se expe-
de a ordem para o pagamento.
709.Ulysses Justiniano de Oliveira c Juven-
cio Temporal, praticantes da thesouraria provin-
cial.A thesouraria provincial tem ordem para o
augmento que pedem.
C0MMAXD0 DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas
em Pernnmbuco, na cidade do
Becife, <; de julho de lHo.
ORDEM DO DIA N. 417.
Havendo-se concluido o praso de licenca que
sob n. 1(4 e lo. az-se necessano que \ S. de- prohibido escrever qualquer signal ou patarra I oblcve do governo imperial o Sr. pharmac'eulico
clare por que autor.dade foram recrulados os na apolice. I aleres do corpo de saude Domingos Comes Bor-
guardas aacionaes, a que allude naqualles oi- Arl. 5.u As apolices doste capital sero appli-! ges. empregado na botica do hospital militar des-
ic-t uc'-'c'<' i,o4 ue o ue levere
18o, poder ser feito as provincias da
Pernambuco. Para e Matlo-Grosso pela n
que
ne-
cios.
Dito ao chefe da diviso naval.Expeca V. S.
as suas ordens para que se d transporte para a
corle, no vapor de guerra Jequilinhonha ao Dr.
Amaro Cirneiro Bezerra Cavalcanti, deputada
assembla geral legislativa e a um criado.
Dilo ao inspector da thesouraria de fazenda.
jarlicipo a V. S., para seu conheciraenlo, que
segundiconsta do communicaco do medico en-
carregado do tratamenio dos doentes de febre
amarella. acha-se encerrado desde o dia 5 do
correnta o hospital da ilha do Pina, visto nao se
ler dado mais caso algum dquella epidemia a
bordo dos navios surtos no porlo desta cidade.
Dtoao mesmo.Em vista do que V. S. infor-
mou em officio dc honiem sob n. 671, e do que
novamenie reprsenla o commandante das armas
interino no officio constante da copia junta, o au-
toriso a mandar pagar sob rainha rosponsabilida-
do, nos tormos do 12, arl. Io do decreto de 7
de maio de 182 o que so estiver a devrale o
ullimo dc junho prximo indo aos corpos em
guarnico nesta provincia, e companhias so-
ladas relativamente gratificac.Ges de volunta-
rios, premios de engajados o diarias de calceta.
Cowmunicou-se ao commandante das armas.
Dilo ao mesmo.Nao havendo crdito para o
pagamento do sold que venecu nos mezes de
maio c junbo dcste anno, o capito de mar e
guerra Loureneo. da Silva Araujo Amazonas, se-
gundo V. S. declarou em sua informaco de hon-
iem, sob n. 669, o autoriso a mandar effecluar
esse pagamento, sob minha responsabilidade, nos
termos do art. l. 12 do decreto de 7 de maio
de 1842.
Dito ao mesmo.Podo V. S., como indica em
sua informa;o de hontem, sob n. 672, mandar
pagar, sob minha responsabilidade, o que se es-
tiver a dever aos empregados da recebdoria de
rendas internas, proveniente de gratificac,es e
porcenlagens que venceram nos me*es de maio
oni.rU aueleciraenlo acredictalo do! e junho prximos findos, e ordenados desle ul-
n?.*ift d-..I,!ac.h-ina?-de.vapor deslinadas limo mez, visto nao haver crdito para este pa-
gamento e ser essa despeza concerne.ile ali-
mentaco de empregados pblicos que vivem ex-
clusivamente de seus vencimentos.
Dito ao mesmo.O juiz municipal o do or-
phos do termo da Escada, Dr. Luiz Antonio Pi-
res parlicipou, que de volta desta capital, onde
foi chamado a servico, reassumio o exercicio do
seu cargo em 4 do corrente, o que communico
V. S. para sua intelligencia. Coramuui-
cou-se tambem ao conselheiro presidente da re-
laco.
Dilo ao inspector da thesouraria provincial.
De conformidade com a sua informaco do hon-
tem, sob n. 275, mando V. S. pagar a dote cujo
pagamento pede Feliciano Primo de Jess, por
haver casado com a exposta Elizia Maria da Con-
ceico.
Dito ao mesmo.Em vista da conta junta, es-
tando em termos legaes, mande V. S. pagar ao
delegado de polica do termo de Flores, ou ao
seu procurador, conforme requisitou o chefo do
polica em QCcio de 5 do toiteute. sob n. 901, a
.....^a u .iluminas ue vupur uusunauas a
Diannhd, ou qualquer outro documento que ins-
pire igual conlianca sobre sua aptido prolissio-
nal.
O dito attestado ou documento devar estar re-
conhecido pelo cnsul ou vicfj-consnl do Bra-
sil no lugar onde for passado.
A isengo do exame ser concedida na :rle
pelo governo, o uas provincias pelos presidiles
respectivos, ouvido o inspector do arsenrl de
rnarlnha, ou o capilo do porto onde nao houver
arsenal.
Art. 6. Os machinislas que se acharem no
ci30 do artigo antecedente nao podero passar
das barcas de Tapor do urna provincia para as
dc oulra, sem que nesta exhibo attestado de te-
rem alli prov ado praticamente a sua aptido, o
qual lhes ser dado pelo inspector do arsenal dc
marinha o u pelo capilo do porto.
A falta desle documento sujeitar o pretenden-
te ao er.ame que preslam os outros machir islas.
Art. 7. o governo determinar, quardo o
lu^ar conyenieulo, que um dos engenheiros dc
.. hospil
cadas nicamente ao pagamento dc contractos la provincia, e nao so lendo elle em lempo apre-
obras publicas j cffectuados, e que se effeclua- sentado, o coronel commandante das armas inle-
rcm no corrente exercicio, quando para esse [ rio, o declara ausente, e como tal nesta data
fim nao houver dinheiro disponivel no cofre da chamado por cdilal, na forma da lei. O mesmo
Ihesouraria proviucial.
Art. 6. Os juros semestraes sero pagos na
ihesouraria proviucial nos primeiros quinze dias
dos mezes de Janeiro a julho de cada anno, de-
vendo o pagamento ser feito, vista das proprias
apolices, ao portador, ou quem legalmentc o
representar, e realisado o pagamento, o possui-
dor, ou seu procurador, assignar no livro, ou
folha competente, o recibo dos juros, e eslam-
par-so-ha n'apohce um carimbo de paga na
casa para o juro de semeslre respectivo.
Art. 7. A amortisaco das apolices ser feita
animalmente pela quinta parte do valor, que re-
presenta, nos primeiros quinzo dias do mez de
julho na thesouraria provincial, guardadas as
mesraas regras do artigo antecedente.
Art 8." A guarda das apolices e os pagamen-
tos, que cora ellas se fizerem, ficaro cargo do
Ihesoureiro da thesouraria provincial, sendo em
livro especial e por portaras do inspector, debi-
tado pelas que receber, e creditado pelas que fo-
rem emittidas.
Arl. 9. Alm do livro mencionado no artigo
antecedente, haver outro denominadocaixa,
no qual ser debitado o Ihesoureiro pelas doU-
coes destinadas pata os juros e amortisaco da
divida, na conformidade das folhas ou relacoes
para esse fim organsadas, c creditado pelos pa-
gamentos, que na mesma conformidade cll'oc-
tuar.
Art. 10. Esl&s folhas dc juro e amortisaco se-
ro lanas quantas forem as series das apolices,
seguindo-se a mesma ordem donomeacSo.
Arl. 11. Os dous livros do que Iralam os arti-
g03 antecedentes serviro nicamente para o que
se acha mencionado no respectivo artigo, o sero
encerrados quando esliver amortisada toda a di-
vida fluctuante.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que requisitou o inspector da thesouraria pro-
vincial era officio de hontem, sob n. 273, resolve,
nos termos do art. 30 da lei provincial n. 473 de
5 de maio do anno prximo passado, abrir um
crdito suuplementar doll7j}418 para pagamento
dos salarios dos serventes da casa de deienco
no mez de junho prximo flndo. Remetteu-se
por copia & thesouraria provincial.
Dita. O presidente da provincia, attendendo
ao que requisitou o inspector da thosouraria pro-
vincial em officio de hontem, sob n. 272, resol-
ve, nos termos do art. 30 da loi provincial n. 473
de 5 de maio do anno prximo passado, abrir um
crdito suppiemenlar de 30&710 para com.ple'.ar
o pagamento das despezas feitas, no me/. nho prximo Qndo, com o expediente do. Gymna-
sio.Communicou-se thesc,uraria provincial,
remcttendo-se-llie copia dc-jia.
Dita.O presidente da provincia, attendendo
ao que requisitou o inspe ctor da thesouraria pro-
vincial em officio de 5 do corrente, sob n. 271,
resolve, nos termos "ao art. 30 da lei provincial
coronel determina que os Srs. cominanJantes de
corpos e companhias soladas, quando se dirigi-
rem ao Sr, delegado do cirurgio-mr doexercil
communicando-lhe que qualquer olicial se acha
doenle afim de ser visitado de saude, indiquem
na commtinicaco a freguezia, ra e numero da
casa do doenle, afim de ser procurado pelo fa-
cultativo incumbido da visita.
Assignado. Antonio Gomes Leal.
ED1TAL.
Antonio Gomes Leal, commandador da ordem Jo
Christo, olicial da imperial ordem da rosa, ca-
valleiro da de S. Bento de Aviz, condecorado,
com a raedalha do exercito cooperador da boa
ordem, coronel do corpo dc eslado-maior de 2*
classe c commandante das armas interino da
provincia de Pernambuco, etc., etc.
Faco saber ao Sr. pharmaceutico alteres do cor-
po de saude do exercito Domingos Gomes Borges,
em pregado no hospital militar desta guarnico. o
a todos aquellos que poderem e quizerera fazer crie-
gar ao seu conhecimeni, que nao tendo elle com-
parecido no dia Io de junho ullimo em que fioa-
lisou a prorogaco de licenca que obtivera do go-
verno para permanecer fora da provincia, foi
nesta data declarado ausente em ordem do dia
desta guarnico sob o n. 417, e chamado pelo,
presente edital para que se aprsenle dentro do
praso de dous mezes. a contar de hoje, sob pena
de proceder-se reepeito de sua falta de compa-
recimento nos termos da lei de 26 de maio d
1835.
E para que o- referido lhe conste, fiz lavrar o>
presente edital que assigaei e fiz sellar com o si
note das armas imponaos, o que ser publicad
as gazetas desta cidade.
Quartel do commando das armas da cidade do
Recife, era 6-de julho de 1860.
Assignado.Atiouw Coms Leal.
Conforme. Pedro Gomes d'Oliveira, alfores
ajudinte de ordens do commando.
*^^*
EXTERIOR.
Acerca da expedico de Garibaldi, o Journal
des Debis faz o seguinle juizo :
A partida do general Garibaldi para a Secilia
um acontecimento, cujo alcance, cujas proba-
bilidades diversas, e cujas conscqucncias polticas
sao, quanlo ao presente, incalculaveis. Par
nos, assim como para todos os amigos sinceros e
esclarecidos da causa italiana, urna aventura
cheia de acasos e perigos, urna temeridade que,
ao menos tem o inconveniente de tornar a pOr
em queslo os resultados adquiridos e de com-
pro raetter os destinos do novo reino italiano quo
acaba de conslituir-se sob o sceptro do cei Vctor
Emmanuel.
Sob esse ponto do vista, nao podemos appro-
var de maneira alguna a empreza do general Ga-
i\ sil itii Ar\r\
i
-II i ANI% *w


(2i
D1AKIQ DEJ^ERTam^^ n,RCA FEtttK 1-0 TO JULHC PE Tgap.
Tibaldi ; nos a reprehendemos
intempestiva, como prematura ;
lizer, de certo, que em nossa
prcza possa ser equiparada s expededes
livrresi jnlgn que contra este
liave-r o direito de processar
ao meaos como lescnmdao pessoas
o que nao quer | lambem coevem
opiniao essa em- \-ea-offa.o. .-;
iqu.uaraua us expededes que r" prevenir essas objeccoes julga convenien-
Walker tentn na America central, e que se pos- I l quese adoplassc urna emenda que depois as
sa applicar ao scncrol Garibaldi o nomo de ni- palavra-queixasseaccresccnt-se-ou ucnun-
liusteiro, ainda menos o do pirata e de eondote- | ca-para comprehender decano da ac^-ao oiliciat
re que apraz a alguns jornacsconceder-lhe. Qual- Iguns crsnies particulares de summa graviuauc
quer que seja o juizo que se faca sobro essa em- Tircza, considerando-a relativamente ao drcile *r- Miranda vola contra o projecto, nao
vublico europeu o ao direito das gentes, deve-$e porque desconheca a sua utilidade, mas porque
lin a lavoi Oa estrada do Bom-
missao de hienda.
JarJiui. \' cum-
pelo menos reconhecer, que o general Garibaldi
combate por urna idea generosa ; a carta que elle
publicou prova-o; o flihusteiro Walker, envadin.
o a Nicaragua, s linha em vistas o bom xito
de suas intrigas e de sua ambico particular.
Sob oulro ponto de vista que nao podeiiaser
indiffcreule para nos, -nos impossivet nao pre-'
ver e nao lamentar as complicaedes que esse au- |
dacioso projecto pode Irazer poltica europea.
Quanto ao governo piemonlez, sobre o qual
esto acoutecimento faz pesar urna responsabili-
ade tao grave, nada autorisa aseppor que ello
julga que a discusso nao lem ido bera orientada,
e que assim rio possivel que a lci que se dis-
cute saia digna da sabedoria do senado.
Depois de algumas consideracoes feitas contra
o projecto, o orador mostra a necessidade de
reenvia-lo s commissdes de legislarlo e cons-
tiluico afim de ser novamento estudado. Obser-
va que o nobre relator das commissdes e os ou-
Iros membros das mesmas, bem como o Sr. mi-
nistro dos negocios eslrangeiros, lera abandona-
do o campo da discusso ; se esses senhores, a
quem principalmente corre o dever de estudar e
discutir a queslo, nao se enpenliam nella, jul(?a
Outro de Manoel Monteiro do Barro nedin.ln
ser admiltito como oTicial da secretaria' do ac-
at quB haja va-
nado, servindo gratuitamente
ga.k' commissao da mesa.
O Sr. Presidente, diz que s vai oficiar ao Sr.
ministro do imperio para saber-se odia hora e
lugar em que S. M. o Impendor se ligar de
receber a depulaco quedeve ipresenUr ao mes-
roo augusto senhor a res posta Calla do
throno.
Em seguida sao sorteados para coroijdr a mes-
ma depulaco, conjunctamenle com o membros
da comroisso que redigio a rssposta, is Srs. Mi-
randa, baro de Quanim, Silveira di Molla, e
visconde de Maranguape.
O Sr. Miranda, motiva e ofTerece bseguinte
requerimento :
tenha dado aso s aecusaedes de conivencia e
coraplicidade que fazem rec'ahir sobre elle alguns 'lue e necessario adiar a discusso para que nao
ir^os da imprenta. sc vole unia 'cl impcrfeila c iudigna do senado.
'Segundo os boatos mais acreditados, vemos M3l,d_a m.esa seguntc requerimento
que o conde Cavour usara de toda a influen-
cia que exerce sobre Garibaldi para o desviar de
sua eropreza. Alm disso, assegnram que as ar-
mas depositadas em Genova e nos porlos visinhos
foram tomadas por ordem do governo, que o
porto de Genova e os deniais portos visinhos on-
Requeiro que volle o projecto s commis-
sdes para reconsidera-lo. Paco do senado, 6 de
junho de 16G0.J. A. de Miranda.
E' apoiado, denudo entretanto suspensa a dis-
cusso da materia principal.
O Sr. Mrquez de Olinda j expendeu a sua
le suppunha-se que Garibaldi devia embarcar- opiniao a respeito do artigo 3. quando tralrou
e, oram objecto de urna vigilancia rigorosa c do artigo 1. : nessa occasio mostrou a impos-
que os navios a vapor da marinlta sarda recebe- sibilidado da deesa do innocente que fosse n-
ratn ordem de cruzar vista da Secilia para ira- justamente processado por crime comracttido em
pedir o desembarque da expedico paz cstrangeiro, em razao da dilficuldade das
Assim, atchegarem mais'amplas informa- Provaf mostrou tambera a incoherencia que
rOes. queremos crere estamos persuadidos que a ha entre o artigo i. e o 3. Mas sendo necessa-
ouducta do governo sardo tcm sido decente, leal i cono acaba ..c Sr. presidente do
prudente ; na verdadeira accepcao da palavra, conselho, e como ja o declarou o Sr. ministro de
conforme ao principio do direito das gentes que eslrangeiros, que se lomera providencias a esse
nao permiti a neiihura catado favorecer e a.ii- respeilo por causa das repblicas vizinhas do
mar insurreiees no terrilorio de oulro estado sul u^3 <|ue lel deve se. limilar ('s >>yi>othe-
juo lu se ijuer prevenir ; que icit o
com que nao est em guerra.
A eese respeito, notamos cora prazer que al-
guns dos jornaes que desapprovam mais viva-
mente a empreza de Garibaldi, lizeram justica a
conducta c as intcnces do governo snrdo. De
fado, ninguem deve esquecor que Garibaldi nao
mais nem deputado ncm general do exercito
piemonlez, e o jornal nglc-z o Globe apprecia
inui justamente a situaoo do celebre patriota
italiano, dizendo que Garibaldi e seus amigos
vo i Secilia por sua conta e risco.
9 [Debats.Il. D.)
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
ASSEIBLA GERVL LEGISLATIVA
SENADO.
SESSO EM 6 DE JUNHO DE 1800.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanti
de Lacerda.
As 10 horas da manha o Sr. presidenta
abre a sessao, estando prsenles 30 Srs. senado-
res.
Lida a acta da anterior, approvada.
O Sr. 1." Secretario d conta do seguinte :
EX PE 111 ENTE.
e importancia da materia, e a inconveniencia. Ue
algumas das dispbsicoes do projeclo.
EBCc-rrado e debate, regeitado a requerimen-
to e presegtie a discusso do art. 3 da proposicao
com as emendes dascommissoes.
Vem a mesa a seguinte emenda :
No art, 3o, em vez das palavras que pre-
ceda queixa competente, diga-seque preceda
queixa ou denuncia nos termos das leis do Impe-
rio.Pimcnla Bueno.Visconde de Sapucahy.
Queiroz.
E' apoiada e entra conjuntamente era dis-
cusso.
O Sr. Souza Ramos julga que a materia est
esludada, o estudada de.mais. Ha duas questdes
a resolver na discusso do projecto, urna de di-
reito internacional, outra de direito criminal.
Era relaco a primeira concorda que a todas as
nacoes assiste o direito de punir fura do scu
terrilorio Quanto segunda, diverge da opi-
niao sustentada na casa ; julga que a presente
ORDEM DO DA.
pecial, u u&u genrica. iS.io importa que os de-
fensores do projecto digam no senado que a lei
leita especialmente para regular naquellcs es-
tados; as explicaroes da iiibuna nao servem de
regra no foro ; a lei gcral, e ser csteudida a
todos os casos. Vota contra todo o projeclo.
O Sr. Ferraz [presidente do conselho) oppe-se
ao adivnenlo proposto pelo Sr. senador Miranda.
A concluso lgica das consideracoes apresenla-
das contra o projecto nao o adiamenlo. O pro-
jeclo j foi discutido na cmara dos diputados,
as coiumisses do senado o estudram e lavr-
ram o seu parecer, a discusso no senado tem
sido lucida e profunda ; a nica objeccjio valio-
sa que 6 aprcsenlada contra o artigo em discus-
so, de licarem impunes Crimea particulares
de grande grSvidade, essa elle orador aceita, e
concorda em preveni-la.
Contesta a opiniao do Sr. marquez do Olinda,
quando opina que as dispoaicoes da lei em dis-
cusso deven limitar-se gmenle aos casos da-
dos as repblicas vizinhas ; se essa lei fun-
dada em um principio de justica, rio pode dei-
, xar de estender-sc todas as oulras nacoes.
A nossa vizinhanca e intimas relagoes com es-
: sas repblicas tornam mais palpitantes a neces-
| sidade da docrctaco da lei ; mas nao ha incon-
' veniente, e mesmo de justica que as suas dis-
posiedes sejam genricas.
O orador abunda em varias consideracoes para ---.~,-.-..-~~-~~-
Lra aviso do ministerio dos negocia do ira- moslr,ir a C0I1V0(,icllcia e urgenie necessidade do,denle- ,do requerimento do Sr. Hienda propondo
projecto, defende-o de algumas objec^oes con- ^V.01!6.?? .f??? de le,8fe\ f.C?n_Sl1"
"e suscitadas; julga que
Requeiro se pecam ao governo os seguintes
esclarecimentos.
1. Quantos calrangeiroj foram engajados' lei nao vai preencher lactina'alguma de nossa
em execuco das leis de 20 (e setembb de 1838 ; legislaQo ; rauilos dos crimes incluidos no pro-
c 2C dn setembro de 1839. Ijectojse acham previstos no nesso cdigo. Tra-
ta-se de urna reforma do cdigo de tornar exten-
sivo o direito de punir aos crimes praticados fra
do territorio brasileiro ; entretanto curapre exa-
minar se essa reforma prudente e justa.
Julga que nao necessario adoptar-se a legis-
laco dos povos da Europa sobre esse objecto em
relaco ao nosso paiz, que pelas circumslancias
geographicas, est em condenes rauilo diversas,
e nao se acha em coramunicaco activa e inme-
diata seno com os povos argentinos.
Repula o projeclo urna lei inulil e de mero
apparalo ; discorre largamente sobre os inconve-
nientes e imperfeicocs da lei, c sustenta que as
suas disposi^oes devem ser especiaes para os po-
vos limilrophes do aul, o Do genrica, como
est.
Vcrificando-se nao havercasa. o Sr. presidente
declara a discusso adiada, o d para ordem do
dia da seguinte sesso : Ia e 2a discusso da pro-
posito da cmara dos dopuiados declarando
que o banco do Brasil c anas caixas lili jos s.u
obligados a rcalisar suas notas em moeda met-
lica vootade do portador ; e as oulras materias
j designadas.
Levanla-se a sesso as duas horas da tarde.
2." Qtiaes ascondicoesde seiisengjamentos.
3." Que m liveram as pravas de se tra-
ta, isto se morreram, desellaran) ouWcbcrara
baixa.
4." Sc na guarda nacional servijra alguns
eslrangeiros engajados. _
5o Quantos cslrangeircs foramjngajados,
quer na Europa, quer no pa z, em cofequencia
da iuloriaac.o concedida ao governo ca lei n.
586 de 6 de setembro de 1850.
k 6." Quaes ascondicesdoseuaeng^araenlos.
7. Que Rm liveram as pracas^ que se
(rata, isto so morreram, deserlarao ou recc-
bcrara baixa.
8. Qual foi o procedimenlo da tripa deque
sc trata, que deu lugar ao af.istamenli de alguns
de seus officiaes, t puni^o de algins delin-
quentes.
Paco dn senado, 8 de junho de 1160.J. A.
de Miranda.
E' apoiado e approvado.
compareccm no uecurso da sessio mais 9
sniores senadores.
E para constar mandou ojuiz lavrare prsenle
termo em que assigno com o respoirdente.
Eu Francisco de Barros Correia, cscrivao que
o escrevi.Alencar Araripe.Manoel doa Santos.
Hoje sobe scena pela segunda vez, a ope-
ra a Traviala, pela conipanhia lyrica do Santa
Isabel.
O vapor de guerra inglez jtrdent, que se
acha actualmente em nosso porto, esl incumbi-
do de urna misso importante, pela qual se pode
bem avaliar que apreco d a Inglaterra aos seus
officiaes de marinha.'e nos incita imila-la.
A' seu bordo veio o comroandanle da fragata
Leopard, uayio almirante no Rio de Janeiro da
respectiva diviso, para proceder um rigoioso
inquerilo no consulado inglez, em consequencia,
segundo consta, das grandes despezas que fez em
nosso porto a galera Accrington, que aqu esteve
recenlemeule, e de outros factos da mceraa na-
lureza que exigiram a medida que noticiamos.
Por occasio de um processo de duellu apre-
sen lado no tribunal de 2a instancia de Bourdeaux,
publica VVaivn Ilustre as seguinles relle-
xes.
O duello um desses problemas, que se apre-
a wriude, o aborrece a esta, e lhe faz a oais de-
clarada guerra, visto a nao poder tornar estrave
de seus desvarios.
Quem estudasse o procedimenlo de Hcnriqua
VIII, rei de Inglaterra no principio do seu reina-
do, quem visse o seu apego rcligio catholira,
a sua inteira obediencia ao Pontfice romano, o
zio com que se poitou pugnando favor da san-
ia religio na publicaco de una obra, que foi e-
logiada mesmo em Rom, naqual combalia cora
erudico os eiros de Luthero edos outroa refor-
madores : quem visse e contiderasse, digo, ludo
isto pensara j mais no abysmo, cm que i=ie
monarcha veio a cahir desgracando-se a si e a to-
do um reino nsquella Umeutavel separaco, fe-
la qual se fez chefe de urna religio, cujos ali-
corees foram postos na soberba c na lasen i j ?
Aprendan) os hora^ns a nao coiifnr e submett-'r
o governo da suas consciencias s ptopriaa iocli-
nagoes desvairadas pela furia das pailita, K:n-
brando-sc que nao somos mais forte que Saiisar,
nem raais aantos que David, itera mais sabio- \ M
Salorao, os quaes se lornaram vis escravos d suas paixoes : aprendara a desconfiar de si mes-
Entra era 2.1 discusso a redaecoias emendas
e adieces feitas a alguns artigos dopgimenlo.
O Sr. Sitceira da Molla, observaque em um
dos artigos da lci cuja re lacro se disculo a
commissao de redacc.o ultiapassor,as raias de
suas altribuicoes, e inlroduz o umaemenda que
nao s de redaego, que roiilnvlteraco na
disposico que foi votada no sen o, e portento
manda mesa urna emenda
O Se. Visconde de Sapucahy, leclara que
cingio-se aoquese acha na neta rcsjecliva; le-a,
e mostra que a disposico de quofallou o Sr
senador por Goyaz se acha consiguda em urna
emenda da mesa que foi approvada
O Sr. Presidente, le o regiraeno da casa, e
mostra que nao lhe possitel aceibr a emenda
do Sr. Silveira da Molla, e jubmet-la a apela-
ra en lo.
O Sr. Vasconccllos, offerece o so;uinlc reque-
rimento :
Itequeiro o adiamenlo por 24horas, a fin
de ser impressa o redaeco.-Vascincellos.
E' apoiado e regeitado* sen dcbaD.
Dada por finda a discusso d redaeco, e
submettida votaco, approvada
Contina a discusso, adwda na.tesso antece-
PERNAIV1BUC0.
, mos, si que usara bem da propria razao e sj
sentara diante do legislador, cuja solugao, aiuda verdadeiramcnle lilhos da sania religio. cijos
a razao huruaua nao pode satisfactoriamente des- dogmas sao lo verdadeiro como oiuelle que os
cobnr d|tou_
Ouantos argumentos contra quantos pro! os Sentando-se em o throno de Inglaterra em o
ribunaes, os juizes, os jurisconsultos, os mora- anno de 1507 0 priIiCipe Henrique MU casado
listas eslao divididos em tlous campos, uns, que com Calharina de Arago, viuva de seu rama* Ar-
veem um crine no duello ; oulros una triste u1Ur, mas casado por aulorisacodo Papa, m-i.-
necessidade social, que cumpre regular, mas que dou examinar por pessoas habis, se eslava na
nao se pode destruir completamente. verdade casado valida e liciiaraeutc, no que lo-
E a cale respeilo nao se deve esquecor a opiniao Jos concordando, solemnemente e cora llena U-
de um dos mais distinctos o mais austeros escrip- ( bordado ratificou o rei o seu casamento. A ni-
tores, como e M.Guizot. | nha Cathariua linha scu serrico urna dama cha-
>ao so pode deixar de reconhecer como bom, raaJa Anua Bolena esla mu|hr 0liao h,i,
moral e salutar que haja umajurisdic?ao para lo- e astuta, com a forraosura c.ptriou o coraco de
dos os casos; e tao nmeros sao elles, que as ju- ; principe e com a astucia empree todos ee a
ridiccoes nao os podera comprehender. ; para lcr 0 lilulo de esposa 0 de raillha ue hin[i_
Ha devassos nTames e miseraveis, que entre- icrra
tanto nao podera ser punidos pelo cdigo. Todos i Henrique deixou-se dominar de pable por An-
os das a face dos magistrados se commettena na R0iea o esta o precipiten no al.vsmo. ) lei
:ma nQnidade de insultos, vexames, calumnias,. lnanda fazer de novo por habis jurisconsulto
um uieiiioriai, no qual so eapuataa as rntSa\ pe-
Iss quaes julgava-o que o seu casamento com Ca>
tharina era nullo ; e esla peca foi apresenlada ao
peo, remetiendo as actas das novas eleicoes I
primarias feitas as paroehias de SaiyiocAni'aro,
I.aga-Vermelha e Simio Dias, da prfivincia de
Sergipe, de conforoiidade cora a resoluco do se-
nado tomada em maio do anno passado.A' com-
missao de consliliiico.
(Julio do ministro dos negocios de fazenda, re-
metiendo um dos authographos da resoluco da
essembla geral, approvando a aposentac con-
cedida ao conselheiro Herculano Ferreira Penua
no emprego de inspeclor-geral dn caixa de araor-
lizaco, cora o vencimenlo que lhe competir ;
na qual resoluco S. M. o Imperador cousente:
rica o senado inteirado, e mauda-se comro'i-
nicar cmara dos deputados.
L'm requerimento das mesas transadas da
yanta casa da Misericordia da cidade de Porto-
Alcgre, provincia do S. Pedro, pedindo a con
cesso de doze loteras a favor do hospital da
mesma santa casa.A' commissao de fazenda.
E' lido e approvado o seguinte parecer :
A' commissao de leRielaco foi presente a
proposico da cmara dos deputados faze.udo ex-
va a dsposice do art. lu do decreto n. 23
de 30 do agosto de 1831 ao bachaiel formado pela
universidadc de Coimbra Jusd da Molla Azovedo
Correa, o c de parecer que a dita proposico en-
tre era discusso ; e se reserva para justifica-la
opporlunaniente.
Paco do senado, 4 de junho de 1860 Fran-
cisco Dioso l'ereira de Vasconccllos.Souza Ra-
mos.Silveira da Molla, vencido.
L-se e Oca sobre a mesa a redaeco das emen-
das e addcoes a alguns
Compareccm no decurso da sesso mais Srs.
senadores.
ORDEM DO DIA.
Contina a discusso, adiada na sesso antece-
dente do art. 1." da proposico da cmara dos
deputados mandando processar, ainda que au-
sentes do imperio, e julgar logo que forem pre-
sentes, os cidados brasileiros quo perpelrarem
eertos crimes cm paizes eslrangeiros, com as
emendas das commrsscs de legislago e consli-
tuico e do Sr. Nabuco de Araujo, apoiadas na
sesso do 1." desle mez, e do Sr. Vascoucellos,
apoiada em 5.
Dada por finda a discusso, rejeilado o art.
1." da proposico, e passam as emendas dascom-1
mssoes e do 8r. Nabuco de Araujo, cando pre-
judicada a do Sr. Vasconcellos.
Segue-se a discusso do art. 2." da proposico
com a emenda das commissdes ; e, nao haveido
deiate, passa o dito artigo com a emenda.
Entra era discusso o art. 3." cora a respectiva
emenda das commissdes.
O Sr. U. Manoel eslava dsposlo a nao proferir
mais urna palavra sobre o projecto em discusso,
e a votar contra todos os artigos, desde que pas-
souo inqualiflcavel arbitrio concedido ao gover-
no na palavra podero que se acha no art. 1..
Entretanto por desencargo de consciencia vai ex-
plicar as razoes por que vota contra o art. 3o, que
se acha cm discusso.
O parecer em separado merece-lhe lodo o
apoio. Acha eslranho que se inclussem no art.
1" smeute seis crimes pblicos, c no art. "to-
dos os crimes particulares sera excepcao alguraa.
A razo allegada de Do ser conveniente punir
crimes insignificantes cororaeltidos em paiz cs-
trangeiro, se tem applicaco aoart. 1." com mui-
to mais procedencia cabe no art. 3.". pois que se-
ria absurdo processar e punir crimes particula-
res naiguificantes, como por exc-mplo offenaaa
jihysicas, os quaes enlrelaulo se acham incluidos
na disposico do art. 1..
Nota ma'is, nao dir s incoherencia, mas at
absurdo no art. 3., quando deixa escapar ac-
codas leis penaes crimes particulares de summa
gravidade, como o homicidio, o parricidio e ou-
tros, quando por qualquer motivo que muitas ve-
zas podo dar-so nao haja quoixa coatra olios
O orador ere que a materia nao tem sido bem
estudada, e porlaolo andou mal avisado quando
se oppoz ao adiamenlo proposlo pelo Sr. Souza
Franco.
Estranha que passasse o art. 2." sem a menor'
discusso, e declara que de proposito nao pedio
a palavra para discuti-lo.
Acha lo absurda a disposico do art. 3o do
projecto, que nella nao se pode acreditar nem
ler-se. Crimes gravsimos, como o homicidio,
o parricidio, etc., corametlidos por brasileiros
em paiz eslrangeiro, ficaro impunes, urna vez
que nao haja parle contra elles.
O orador acha que deneceasidadecorrigir-se
este inconveniente da lei em discusso.
Acha o art 3 absurdo porque nao guarda cohe-
rencia alguraa cora o arl. Io. e absurdo alm
disso poique d lugar irapunidade de crimes
gravissimos.
O Sr. Ferras declara que a lei em discusso
nada tem de poltica, puramente de convenien-
cia administrativa.
O contacto immedalo e continuo em que esto
os Brasileiros habitantes da fronleira do sul do
imperio com os povos argentinos torna de ne-
cessidade a decrelacao da presente lei ; aconte-
ce coranosco o mesmo quo ji aconteceu entre a
Franja e a Suissa, nacoes limitrophee, sem urna
linha natural de separaco.
Julga indispensavcl 'lomar-so alguraa provi-
dencia a elsse respeito, e supprir-se a lacuna de
nossa legslajo, como j o leem tollo todas as
acescivillsadas.
A. nica lobjecgo forte apresentada pelo orador
que o precedeu escaparen) punicao, no caso
da lei, t/imes gravissimos, como o homicidio, o
parricidio, |etc. Concorda com essa objeceo, e
cha qudele ser preveniua. Alm desse crime,
ainda encoi trJ outro que deve fazer cxcepco'
disposico do projeclo ; o crime de reduzir
tra elle suscitadas; julga que a queslo acha-se
sufficientemcnle elucidada pelo estudo das com-
missdes c pela discusso que lem havido no se-
nado, e portadlo nao vola pelo adiameuto.
Protesta contra a proposico proferida pelo Sr.
senador Miranda, quando disseque o governo,
na falta de oulras medidas a propor, quer enlre-
ier o senado com a discusso desla materia :
proposiedes taes, diz S. Exc, sao um meio de
quo lanco mo aquellos que qjerem oppr
Iropecos a ludo quanto parte do governo.
O Sr. Miranda nao acompanhar a discusso
seno no que diz rospoito ao adiamenlo. Decla-
ra que nao lem razo o Sr. presidente do con-
selho quando enxergou as razoes cora que mo-
livou o seu requerimento de adiamenlo um pro-
grmala de opposico. Se livesse de declarar-se
em opposico, j o teria feilo por occasio da
discusso da resposla falla do Ihrono.
Nao quereria votar conira o projeclo, pois re-
conhece a necessidade que ha de legislar a esse
respeilo; mas desejava que o projecto fosso mais
bem elaborado.
Nega que dissosse que o governo na falta de
oulras medidas quera enlrelcr a allcncao do se-
nado com a discusso desla ; o que avancou foi
quo por falta de oulras medidas mais adecua-
das, mais cfllcazes para allengir ao fim, que a
lei tem em vista, nao devia o senado oceupar-
se com a discusso desta, cujos deeilos tcm
sido manifestados ta discusso.
Mostra que o projecto olTereco muitas duvi-
das, conlm muitos defeilos, e que nao lem sido
convenientemente discutido ncm estudado, e por
isso insiste em pedir o adiamenlo da discus-
so.
0 Sr. Visconde de Marangunpc de parecer que
o projeclo volle s coinraissdes de logislaco u
cpusutuieo, e por isso vola pelo adiamenlo re-
querido pelo Sr. Miranda. Este sen procedimen-
lo nao enzolve um voto de opposico ao gjbi-
note ; ce que assim, em vez de fazer-lhe op-
posico, presta-lhe um servico, cooperando para
que a lei seja mais perfeita e" bem elaborada.
Nao considera o projeclo como lei especial e
de circumslancia, mas sira como urna emenda
ao nosso cdigo do processo, como o preen-
chimenlo de una lacuna de nossa Icgislago, e
'por isso digno de ser ecludado com toda a al-
tencOi
que volle asco
luic.o, para reconsiderar, a propdico da cma-
ra dos deputados que manda pfcessar, ainda
O orador abunda em argumeiitos tendentes a
mostrar a importancia e gravidade da materia,
e as duvidas a que esl sujeita; pelo que jul-
ga de necessidade o idiamcnto requerido, pelo
qual vola.
O Sr. Mrquez de Olinda concorda em que o
projecto volle s commissdes do legislaQao e
constitoico ; faz ainda diversas consideracoes
sobre a materia, e declara que, se diverge" do
ministerio neala queslo, nao importa isso tim
voto de opposico.
O Sr. Vasconcellos nao votar pelo adiamenlo,
pois que os Srs. ministros tecra manifestado a
urgente necessidade que ha de volnr-se a me-
dida em discusso. Julga que as duvidas susci-
tadas no decurso da discusso sempre sao boas
para esclarecer a queslo ; pede ao Sr. D. Ma-
noel que nao se abslenha da palavra, que con-
Iribua com suas luzes para a boa confeceo do
projecto, pois suas observacoes podera calar no
animo do senado e ser-lho do grande auxilio.
Julga a materia importante, mas nao lo df-
ficil que nao se possa ir disculindo e emendando.
Nao considera a divergencia de opinioes como
um motivo para adiar-se a discusso; porque
nesse caso s se deixariam de adiar aquellas
materias sobre que se guardasso profundo si-
lencio, cm que lodos eslivessem de perfeito
accordo.
Como as razoes produzidas para motivar o
adiamenlo j lAm sida cabalmente respondida?,
nao se oceupar mais em refuta-las, e volar
contra o adiamenlo.
Verificando-se nao haver casa, o Sr. presiden-
te declarou adiada a discusso, e deu para or-
dem do dia, alm da mesraa j designada, a
discusso da redaego que licou sobre a mesa.
Levanlou-se a sesso uraa hora e tres quar-
tos da larde.
SESSO EM 8 DE JUNHO.
Presdencio do Sr. Manoel Ignacio Cavalcanti
de Lacerda.
A's 10 3/4 horas da manha o Sr. presidente
abre a sessao, estando presentes 31 senhores
senadores.
Lidas a acta da anterior, approvada.
O Sr. 1. Secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Um aviso do ministerio dos negocios da justica,
remetiendo uro dos autographos de cada urna
das resoluQes da assembla geral: i.", appro-
que ausentes do Imperio, e julgai logo que fo-
rem presentes, os cidados I rasilatos que perpe-
lrarem cprtos crimes em paizes erangeiros.
O Sr. Ferraz (presidente do coiselho] nao en-
tende que o sena Jo esleja in albb a respeito da
materia, como avancou o nobro senador que
propoz o adiamenlo.' Julga pelojontrario que a
materia acha-se completamente elucidada era
vista da discusso ampia e lumiiosa que sobre
ella so tem instituido, e dos estucos, e trabalhos
das commissdes que della se leerjoccupado.
E' porlanto de opiniao que esll 2.a discusso
pode continuar sem inconveniente; que as cor-
recedos e emendas cuja nei essidale sc demons-
trar nesla 2." discusso sero depds tomadas em
considerago pelas commissdes I apresentadas
na 3.1 discusso. Nao anime porlanto ao
adiamenlo
O Sr. Silveira da Mottil, nao se conforma
com o adiamenlo por julgar a materia de urgen-
te necessidade em razo de nossas placos espe-
ciaes cora os Estados da fronleira do saV; vai
alm disso o projecto prerreher \ms lacuna
niiiilo scnsivcl em nossa \e. islacu!. "v
Nao pele adijiillir que se diga que liana casa
falla de exame e de estudo sobre a matena.
Poucas discussdes leem lavido entre nos to
completas e luminosas como a que hoavo na
enmara dos depuladns a espeilo da ptesentc
lei; houveram Irabalhos Jas respectiva.1) com-
missdes antes e depois da discusso: delcorreu
um inlervallo de 6 annos, 3 no senado ela lera
sido esludada e discutida emplmente.
O estudo da materia muito fcil, j hlmuilo
Irabalho feilo sobre ella ; era 1852 esla ijtiesio
foi elucidada no corpo legislativo francei pelas
priraeiras Ilustrares daquello paiz.
Acha que al injurioso ao senado djzer-se
que elle nao tcm examinado com atlenel, nao
lem estudado o objecto da lei era discussat I
Julga regular o expediente lembrado pilo Sr.
presidente do conselho; depois da 2." dueuSsSo
o adiamenlo vira natnralmi nte, e ascoinnissdes
reconsiderando a materia, apresenlario as
emendas que julg.ircm nec:s?arias.
Vota contra o adiamenlo.
O Sr. Visconde de Maranguape toma a palavra
par explicar a razo porque, leudo orada e vo-
tado a favor do adiamenlo anteriormente pro-
poslo, agora vola conira es;e ; a isso o iiduz a
declaraco do nobre presidente do conselho de
que o p'rojecto seria reconsiderado e emeudado
depois de terminada a segunda discusso.'
O Sr. Marquez de Olinca pondera que os tres
adiamentos que lera sido re raeridosso amelhor
prova da importancia e di lieuldade da nialeria.
O intervalo de seis annos que ntedeia tnlre a
approvaco da oresente me lida na cmara dos
Srs. deputados e a sua discusso no senao nao
razo para dizer-se que a queslo esli sulD-
cienlemente esludada. Es es esiudos ha lano
lempo feitos devera esttr esquecidos ; julga de
mister ainda muito exarae para que niq saia
urna lei imperfeita, e nD acntela o mesmo
que sc deu a respeito da lei dos circuios, a
qual os raesmos que mais propugnaran) p >r sua
passagem hoje reconhecera defeitaosa e volada
sem exame. Julga que leve prcencher-se a
lacuna da nova legislaco, porm de molo ra-
zoavel ; teme que pass, tile qual se acha re-
digido, o art. 3, assim como j passaram os ou-
tros. Moslra que c precis(< especificar os crimes
que convem incluir na disposico do artigo, que
nao deve passar tal qual se acha; e portaulo
vota a favor do adiamenlo.
O Sr. Pimenta Dueo julga que o adiamenlo
requerido evidentemente prematuro. Do en-
contr das opinioes, do chique das ideas resul-
tarlo luzes para dirigir is commissdes; para
isso c mister que se discu.a, c nao que stradie :
na terceira discusso as commissdes, guiadas pela
discusso que se der sobre a materia, proporao
emendas e correcedes ; mas para isso preciso
que se discutam lodos os artigos: se o projeclo
fr adiado ellas nao poderiio saber qual o pen-
sanienlo do aenado sobre os artigos ainda nao
diacutidos. Vola conira c adiamenlo.
O Sr. D. Manoel votou contra o Io adiamento
proposlo pelo Sr. vscondt: de Maranguape pelas
razoes que ento enuncieu e que agora repele,
istoc, porque julga que c senado nao tem ne-
cessidade, para discutir esta materia, das luzes
do ministerio. Mas a grande divergencia de opi-
nioes prova a difficuldade da materia ; nao a jul-
ga suficientemente estucada, e por isso votar
para que volte s commi-soes.
O Sr. Sinimb (ministro de eslrangeiros) nao
annue ao adiamenlo, porjue nao acha pondero-
sas as razoes em que o quejera bascar. A lei
nao entrou de improviso em discusso, j de ha
longo lempo tem sido estudada. Pondera que a
doutrina da lei se acha alopiada as legislarles
Dar sus opiniao sobre cada
REVISTA DIARIA-
Ha dias que apparece sobre esla cidade, cm
direcQo do occidente, um cometa caudato, cuja
luz ainda mu obscura.
, Tambera a s>ia existencia na abobada celeste
ha sido de pouca durajo.
Hoje tem de realis.ir-se a arrematado do im-
posto de 25500 sobre o gado vaceura consumido
nesle municipio do Recife, relativo ao triennio
comprehendido do l" de julho desle anno ao ul-
timo de junho de 1863.
Servo de base essa arrematado a quanlia de
80:6003 por anno, que fdra ollerecida pelo lici-
tante Joaquim Salvador Possoa de Siqueira Ca-
valcanli.
Falleceu hontem o Sr. Jos Gomes Leal de
um ataque erysipelatoso, que provcio-lhe de urna
pancada que levara casualmente era uraa peina
ao passar pola ponte velha do Recife.
O finado era lenente-coroncl commandanlc do
batalhodo reserva da guarda nacional do Reci-
fe, e juiz de paz do Io districlo da freguezia de
S. Fr. Pedro Goncalves.
O imposto "de 2J500 sobre o gado vaceum
consumido na comarca de Goianna vai hoje a
praca, perante a junta da fazenda provincial, sob
a base de 7:000$000, que olorecera o licitante
Jos Augusto de Araujo.
A arremalacn comprehende o triennio finan-
ceiro de 1860' 1803.
Para quem qmzer marcar a differenea que
ha entre o
lyraniiius o oyoressoes uiioieraveis mi:,,..,,.., st;
nao houvesse, sempre que appareca um homem
de valor, umajusliga apreciadora dessas causas ;
justica que se levanta de repente diaule do iuso-
lente o do calumniador com uraa espada ou
uraa pistola namo.
Esta justica terrivel mantera a urbanidade das
rclacdes, eas conviencias sociacs, indepenles da
considerago de que ella tambera a salva-guar-
da da parle raais inviolavel c mais santa da hon-
ra das familias.
L-se no Australian Mail :
A populaco da Australia meridional, que em
1850 nao passava de 63.7UO almas, cm 1853 con-
lava 96:962, era 1856 era 10 {,708, o no Dn de
1858 passava de 1 IS.30, sendo a dilTerenja era
8 annos para raais de 51,610 habitantes, quasi o
o dobro dos que existiera era 1850.
Nao admira, por tanto, quo a agricultura da-
quelle paiz, que no mesmo anno de 1850 eslava
limitada a O,728 acres de trra, tinha-so esten-
dido em 1353 a 2G.4.62 acres, isto qualro vo-
zes mais.
Passageiros do hiale brasileiro Camaragibe,
vindo do Assti :
Francisco Lucas de Aineida e Francisco Joo de
Azevedo.
Matadolro piblico :
Mataiam-se no da 8 do corrente para o con-
sumo desta cidade 103 re/.es.
No dia 9 do mesmo 106 ditas.
Ponlillc6 Clemente Vil por embajadores espe-
ciaos, os quaes foram igualmente incumbidos do
scienlilicar so Papa, que no caso de nao lerem
despacho favoravel, o monarcha inglez se sepa-
rara de sua obediencia. Mas este negocio nao
era para ser decidido com brevidide.coraoqueri i
Henrique, inleiramente dominado da paixo con-
cebida por aquella dama.
Entretanto a raiuha Calharina animada por avi-
sos dos principes de sua fimilia desconfa rom
razo do infeliz esposo e appella para Roma : e
se nlindo por isso Henrique infraquecer-se cada
vez mais as esperanzas de seu divorcio, sem
considerar no mal, deque ia ser aulor casa-so
occullamenle com Auna Bolena, e em publico
a corda dando-lhe o titulo de esposa c de rai-
uha.
Sabendo-se porem cm Roma ludo que fuera o
monarcha inglez, no consistorio de 23 de mar-jo
de 1543 se proferio sentema a favor de Calharina
de Arago, e o Ponlitice oidenou a Ht nnque,
que vives;e com ella, e sc separasse de Anua
Bolena, annullindo ludo que se fez cm Ingla-
terra tom prejuizo da autoridade da Sania Se.
Sabendo o rei o que se passara em Roma rom-
peu em excessos de furor, e dispoz que o parla-
mento, que lhe rotosa a mais indigna escravi-
MORTALIOADR DO DIA 8 DO COHRESTR :
Antonio prelo, solteiro, 28 anuos ; congeslao ce- ram~ogVxnetOS e vendidas as
rebral. Henrique loma todas as riquezas
Uazitia Horrada de Souza, parda, viuva, 32 annos ;
hydropisia,
Prudenciana, parda, eserare, 2 meses ; inflam-
maco do intestino.
Allios Ioseph, branco, solteiro, 32 annos ; febre
araarella.
Leopoldo, branco. 2 annos ; convulsoes.
Manoel, pardo, 1 anno ; dentico.
que dissemos, e o que ahi nos oppo-
zeram lao chistosamente, offerecemos o seguinte Mauricio Jos Francisco, prelo," casado, 40annos ;
hernia estrangulada.
Joo Evangelista Lages, pardo, casado, 42 annos;
colite.
Luiz, prelo, casado, 30 annos ; bexigSS.
Manoel, pardo, 18 mezes ; i.-ifiammaco nos in-
testinos.
docuracnlo cuja aulhenticidade manifesta.
Termo de declaraco.
Aos 25 dias do mez de junho do anno do
nascimenlo de Nosso Senhor Jess Chiislo de
1860, nesta cidade do Recifo de Pernam'-uco, em
a secretaria de polica presente o chefe o Dr.
Trislo de Alencar Araripe, comigoescrivo abai- Thcreza Senhorinha de Jess, branca, solleira, 60
xo declarado, compareceu o sargento Eufrasio Jo-
s do Moura, e ahi declarou o seguinte que es-
tando na noilede 23 para 2 do corrente conver-
sando com Marcolino de Tal, Joo Goncalves Ma-
rinho e Joaquim de Tal sacrislo da igreja de
Santo Amaro ; chegou Manoel de Tal e de repen-
te atirou sobre elle respondenlc uraa estocada
que ferio a elle respondenlc no braco direito, j
presentando dous pequeos luros, Conde elle
re3pondenle conclueque o dito Manoel o quera i
turar com um compasso, senlindo elle responden-
te tima pancada no olho esquerdo de que resul-
loua a contuzo.que se ve.
Declarou mais que elle respondenlc nao vio
quando chegou o dito Manoel, e elle respondenle
podesse livrar do golpe, poique um menino de
nome Belarniino, que all eslava foi dizendo, olhe
que o homem lhe fura, e ento pdde elle respon-
denlc inetier o braco c aparar o golpe : declarou
raais que isto succedeu em Siilo Amaro entre a
igreja e a ra, sendo ja nm pouco tarde da noite.
e calcula elle rcapondente que seria mais de 10
horas da noite.
Declarou mais que o dilo Manoel apenas pra-
licou isso correu, saliando urna cerca, ou entran-
do por um porlo que all ha pode entrar em ca-
sa : mas como nesse entretanto chegou urna pa-
Irulha, pdde alli raesmo eiTectuar-se a priso do
dito Manoel.
E para constar mandou o juz lavrar este ter-
mo cm queso assgns com o declarante.
Eu Francisco de Barros Correa, escrvo que
o escrevi.Alencar Araripe.Eufrazio Jos de
Moura.
Termo de declaraco.
Aos 25 dias do mez de junho de 1860 nesta
cidade do Recife de Pernambuco, em a secreta-
ria da polica, presente o chefe o Dr. Trislo de
Alencar Araripe comigo escrvo abaixo declara-
do, compereceu Joaquim Gomes de Lima ; e de-
clarou que estando ante-hontem a noito conver-
sando com o sargento Eufrasio Jos de Moura
alli chegou Manoel de Tal, e repentinamente ati-
rou um golpe sobre o dito sargento, o qual sahio
com um ferimento no braco, euma coniuso na
maca do roato e como dito sargento corresae
atraz do seu agressor, elle declarante o segurou
para evites algum conlliclo, e o dito Manoel pode
entrar em casa, e onde d'ahi ha pouco foi preso
pela palrulha.
E para constar mandn o juz lavrar o pre-
sente termo em que assigna Agostinho Alves
Dias por nao saber 1er, cora o juiz.
Eu Francisco de Barros Correa, escrvo que
o escrevi.Alencar Araripe, e Agostinho Alves
Dias.
Em lempo declarou mais que o facto teve
lugaa junto ao pateo de Santo Amaro por volla
de meia noite pouco mais ou menos, e como a
noite era escura nao pode elle declarante ver a
qualdade do ferro que dito Manoel trazia, vendo
somenle elle levantar o braco e descarregar o
golpe correndo inmediatamente ; declarou mais
que a pancada do rosto o sargento mostrou logo,
anuos ; erysipella.
Jos, branco, 8 raezes ; dentico.
Manoel Antonio daCosla, preto, casado, 30annos ;
hypelrophia no coraco.
" 9
liargarida, pela, cscrava, solleira ; 40 annes in-
tente.
Jovina, branca, 3 annos ; angina.
Ernestina, branca, 3 annos ; escarlatina.
Mara Jos Lins Caldas, branca, solleira, 115 an-
nos ; febre intermitente.
Thomaz dos Santos Pcreira, branco, solteiro, 48
annos ; febre araarella.
Anua, pretn, 2 anuos ; anazarca.
Mana, prela, 4 annos ; dyarrhea.
Francisco de tal, recolhido ao hospital de carda-
de ; falleceu poucas horas depois da entrada.
Tencnte-coront'l Jos Gomes Leal, branco, casa-
do, 58 anuos; herysipella.
Joaquim, simi-branco, 2 aunos ; angina.
Mana, branca, 8 anuos ; eclampsia.
Jos, pelo, escravo ; 2 mezes ; nterite.
Manoel. branco, 2 raezes ; espasmo.
dito, eslabelccessc as bazes de urna nova religio,
daqual quera elle ser o chefe. Os mosleitos fo-
suas Ierras :
das igrej'-,
prata, os ornamentos, os cofres, dos quaes Uro':
grande somma de dinheiro e o parlamento appro-
va todas eslas usurpaedes.
Depois que declarou o scsma o re constiluin-
do-se o seu motor decreou, que lodo aquelle quo
lhe negasse este titulo fosse punido com a iner-
te : o Chanceller Mor Thomaz Moro e o cardeal
Joo Fischer, bspo de Rochcster, mestre que to-
ra do rei, v.ardes recommendaveis por suas vir-
tudes acabaran] em um cadafalso por nao pensa-
ren) como o principe em ludo que se oppunha i
verdadeira igreja.
Na verdade horrorisa mencionar as desgra-
nas, que este pedaco de ero causou naquelle lio
rente reino! basta"dizer com os autores da arle
de verificar as dalas:
(ue duas rainhas, dous cardeaes, tres arce-
bispos, dezoilo bispos, Ireze abades, quinhet:'.
priores, monges e sacerdotes, qualorre arcedia-
gos, sesaenla couegos, cincoenla doutore*. i
entre duques, marquezes ccondcscom smmftV-
Ihos, vinte nove bardes ecavalheims, trezen! >- :
trints c cinco pobres de menos disimccao, eral i
e tinte qualro cidados e cont e dez mulhci
couuicao. <>
Todas estas pessoas, exceptuadas as duas
rainhas, foram moras por nao approvar
scisrna.
Este homem dcsceu ao tmulo assim carreja-
do de crimes e separado da verdadeira igri;.i, i nt
cujo gremio se criara, mas que della se s> parou.
por altender mais a sua paixo, do que ao seu de-
ver ; e como soberano de urna na'.o de o scu paiz ; por quanto a maior infelicidad!'
pode pezar sobre um povo viver separado da
verdao e.
Os soberanos Pontfices empregaram lodo o
cuidado para acabar com esle scsma. afim de ira-
zer ao verdadeiro aprisco estas ovclhas, que delie
Hospital de caridade. Existem 62 ho- sc hnviam desgarrado ; o scisroa porm cntinuo.j
meras e 51 rautheres, nacionaes ; 7 homeus es- servindo-lhe de base os mesmos erros e Hmfct
trangeiros c 1 escravo, total 128. miasde Luthero. aquelle mesmo, a quem llenn-
i\a totalidado dos doeoles existem 3/ alienados, que tanto abominava.
sendo 30 mulheres e 7 horacns. Eduardo, llho e successor de Henrique VIII.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgiao m0rrc na idade de dezeseis annos, e Mara tilTu
inlos7 1/1 horas da manha, pelo Dr. Dornel- da rainha Calharina sobe ao ihror
las, s 8 horas da manha.
CHRONICAJUUICIARIA.
JIRY DO RECIFE.
3a SESSAO EM 9 DE JULHO DE 1860.
Presidencia do Sr. Dr. juiz de direito da pri-
meira vara criminal Bernardo Machado da
Costa Doria.
Promotor publico o Sr. Dr. Francisco Leopoldi-
no de Gusmo Lobo.
Escrvo interino o Sr. Antonio Joaquim Pe-
reira de Oliveira.
throno, era cujo |
verno poder-sc-hia esperar que os infelizes m-
glezes abjurassem o scisrna, visto que esla ;
ecza era verdadeira ralholica : a qual com eil- r.
muito fez a beneficio do povo. Porm mor:
Mara subi ao throno Isabel, que dealguir.i sor-
te linha bebido no vcnlrc de Anna Bolena o o :.
materno contra o vigario de Jess Chrislo.
Filha de lies progenitores Iratou Isabel de fir-
mar a pretendida reforma, obra verdadeiramcn-
le de sanguc e bem semilhante a dos lyrannos,
que cme)ulros seclos lano affligiram a igreja.
E nesle estado os Inglezes depois de lerem sido
calholicos e seysmaticos no reinado de llenriju.:
VIII, Lutheranos no de Eduardo VI e calholn nj
oulra vez no de Mara, no lempo de Isabel ie-
ram a formar urna religio nacional; a qnal ten-
do alguraa cousa de oulras doulrinas una mis-
tura extravagante de verdades e de erros.
Com effeito, do seio desla religio sahiram in-
finidades de seitas tendo cada urna sua douinna
mais ou menos absurda, mas ludas opposias a
pureza da nica verdadeira que se enstna em
ma ; motivando d'aqui lornar-se o reino 4a
A's 10 horas da manha, prsenles os Srs. Dr.
juiz de direito, Dr. promotor poblico e escrvo
interino, o escrvo procede a chamada e veri-
fica esta re m presentes 39 jurados.
Sao multados era 20j000 os seguinles Srs. jui- ji0
zes de facto que faltaram, e relevados das mu-- Inglaterra o asylo de iodas as seilas, ultimo es-
tas anteriores aquelles que comparecern) aos tado que a reforma devia necessanamente re-
trabalhos. j duzr ludo.
E' conduzido barra do tribunal o reo Benlo Membros mutilados, e aos olhos da f hedton-
Ferreira Remeso, preso desde 16 de julho de i dos expectros elles mesmos contessam que se se-
1859 e pronunciado como incurso no art. 205 do i pararam da igreja calholica : ora se elles te ae-
codigo crimina
Procedendo-se ao sorteio do conselho, sao re-
cusados pelo ministerio publico, os seguintes Srs.
juizes de fado :
.Tenente-coronel Joo Valentn) Villela.
mas o ferimento do braco s elle sentio depois Rufino Auguslo de A|meda.
de estar dito Manoel preso ; e foi quando elle de-
de todas )S nacoes
vando a aposentac concedida aojuiz de direito I um dos arligos quando cnlrarem em discusso.
Jos Gaspar dos Santos Lima, com o ordenado
correspondente ao lempo de aervico que lera na
magistratura; e 2 ', approvando a apposentaco
concedida ao juiz de direito o conselneiro Jos
Thomaz Nabuco de Araujo, com o ordenado de
1:3575; as quaes resolucoes S. M. o Imperador
consenle.Fica o senado inteirado, e manda-se
communicar cmara dos deputados.
Un olcio do presidente da provincii de S.
Paulo ; remetiendo um exemplar dos documen-
tos pertencenles ao relatorio apresenlado
agserabla- provincial no acto da inslallaco de
6ua sesso ordinaria desle anno.E' remeltdo
para o archiro.
Um requer ment da cmara municipal da
O Sr. D. Manoel explica urna sua proposico,
que diz ter sido mal interpretada pelo orador que
oprecedeu.
O Sr. Visconde de M< ranguape volara pelo
adiamenlo se o Sr. ptesilente do conselho nSo
afiancasse que depois da segunda discusso o pro-
jecto seria reconsiderado. Mostra as difficuldades
da materia, e que nSo basta o esludo dos livros
fraacezes e das legislarles de oulros povos para
habilitar o senado a dar um voto esclarecido. Ex-
pende afumas alteracs que julga necessario
azer na le; nao oflerec-) emendas porque nao
tcm esperanea que sejam adoptadas ; espera que
outros as offer*cam.
O Sr. Marques de Olinda faz algumas |obser-
cidade de Formina, pedindo um auxilio pecunia- vuees tendentes aipda a moslrar a dilDculdado
clarante vio.
Eu Francisco de Barros Correa, escrvo que
o escrevi.Alencar Araripe. Agostinho Alves
Dias.
Termo de declaraco.
E no mesmo dia mez e anno retro, declarado
prsenle Bclarmino Francisco Pessoa, declarou
que ouvindo vozes, dirigio-so para o lugar onde
eslava o sargento Eufrazio Jos do Moura cora
oulras pessoas, e quando alli chegou foi tambera
chegando Manoel dos Santos Fraga, o qual dsse,
boa occasio, o ao raesmo tempo levantou a
mo e descarregou um golpe sobre o dito sargen-
to, e logo correu, e por ser de noile elle decla-
rante nao vio que qualdade de ferro linha Ma-
noel dos Santos, mas vio elle fazer a raeiiQo de
puchar um ferro, e foi quando ello declarante
dsse para o sargento : olhe que elle o fura.
E para constar mandou o juiz lavrar o pr-
senle termo era que so assigna cora o offensor, e
pelo declarante por nao saber 1er. Agostinho
Jos Dias.
Eu Francisco de Barros Correa, escrivo que
o escrevi.Alencar Araripe. Agostinho Alves
Dias.Manoel dos Santos.
Termo de declaraco.
Em o mesmo dia, mez e anno recio declarado,
prsenle Manoel dos Santos Fraga, declarou que
verdade que ouvindo o sargento Ephrasio Jos
de Moura, estar em altercado com seu cunhado
Marcelliuo Jos de Carvalho, dirigio-se para o lu-
gar onde estavam.e como apchegaralli o sargento
deu-lhe urna chibalada, elle respondenle lhe deu
outra : e logo dito sargento correu atraz delle
declarante, que pode entrar em casa, aonde dahi
ha pouco fui preso por urna patrulha de cavalla-
ra, queempurrou a porta e a deitou abaixo; e
se esargento sahio ferido foi na occasio de em-
purra: a porta, ou no ferro que levava.
O advogado do reo Dr. Americo Nelto de Men-
don^a, nao faz recusaces.
O conselho de julgmento compoc-se dos se-
guintes Srs. juizes de facto :
Joo Chrysostomo de Albuquerque.
Faustino Jos dos Santos.
Joo Jos da Cruz Muniz.
Alexandrino Mximo Leal da Barros.
Joo de Castro de Oliveira Guiraares.
Joo de Sequeira Campello.
Manoel Polycarpo Moreira de Azevedo.
Sebaslio Lopes Guiraares Jnior.
Ovidio Ferreira da Silva.
Manoel Antonio Teixeira de Albuquerque.
Antonio Jos Pacheco e Silva.
Jos Francisco Ribeiro.
Deferido ao conselho o juramento dos Sanios
Evangelhos, procede o juiz ao interrogatorio do
reo.
Verssm os debates nao havendo replica nem
I replica.
O juiz prope quesilos ao conselho sobre o
pararam sao lilhos desobedientes, como lilhos de-
sobedientes merecen) castigo ; mas esle rasiigo
lo justamente merecido, este easligo digo de os
ter a igreja repellido do seu seio certameni
urna pena que cessar naquelle mesmo momet-
lo, em que confessando osprnprtos erros lhe i-
surem contritos : Nos pecames minha Mi.
{Comlimuar-te-km.)
Correspondencias.
Victoria XZ de junho de 184M.
Sr. tedaciores.V.m refens ao que fea publi-
car o Sr. Dr, Pedro Bellro na folha Lihtrml Per-
nambucano de 15 e 16 desle mez era relaco s
eleicoes primarias do anno da 1856; o no'veeoe
Diario do dia 21 ; nos sdmente para nao sermrs
tidos por calumniadores, c mentirosos, comu qu. :
o Sr. Doulor, vos rogamos, que lenhaes a bondado
de dar publicidade ao documento, que agora vis
transmitamos : pois assim sero coohecidos ts
factos, seus auctores, e cmplices.
Em quanto porm ao que dsse o Sr Doulor so-
bre ecmolas para festejos do orago desta cidaj.-r
e outros santos, que aqui se festeja*, e com-
quanto o Sr. Doulor fizesse publicar um reribo de
cem mil reis dados ao Sr. coronel Cavalcanti
Ferraz era 1853, como desmentido aoVentas;
fado e suas circumslancias, e em visli das res- todava deve estar lembrado, qne sendo sua Eim.
postas do jury absolve ao reo e conderona a mu- Sra. juiza de urna festa, da qual era thesoureir
ncipalidade as cusas. o Sr. Manoel da Costa Ventura, declarara na lc-
I ja desle em sua presenca, do sargento Jos Jo-
i quim Alves e de oulras pessoas, qne ahi seachi-
i raro, que nao aceitava o juisado, porque a njre-
. i ja nao tinha Iribunas, em que podrsse assistir a
0 SUUIIUO Pontfice e SeS fi|H0S CIU Je- f** fis n3 lhc ODT!nha mtrar ana Eims.
Communicados.
SH8 Christo.
V
O. tigre da Hircania menos furioso que o ho-
mem, quando este se deixa dominar das paixdes :
elle resiste aos brados da consciencia o atrepella
o justo o o honesto, a virtude torna-ce para elle
urna quimera : elle inecnsa o ricio como se fosse
Sra. com mulalss, e cabras ; e consta-nos alrn
disto, que responder ao Sr. alteres Julio Gon-
calves Lima, quando thesoureiro da fesia 4e S.
Scbaslio, que se diiigissse, a quem liana sido
cleito eleitores, e juizes de paz para lhe darem
esmolas para a festa.
Por estes, e outros factos foi que diese Veri-
tas que o Sr. Doulor nem ao menos cora a so* t>


queza contribua para
A doria.
a
os festejos dos sanios da r> Hermogeiies Coin-jives Lima, Aletaudre
Molla Canto, Francisco Thora de Paula.
Mande; eserever a prsenlo cni virludc da lei,
qual vai por mim concertada o assignada, nos-
la cidade da Victoria comarca de Sanio Anto
da provincia do Pernambuco, aos rale qualro
dias do mez de fevereiro de mil oitorentos e ses-
senta O secretario da cmara, Tiburlino Pinto
de Alinela.
MKTO PE PERK'BflKJCO. TERgA FEfRA 10 gg JCI.HO DE 1860.
Se o Sr. Doutor lem feito donativos; estes foram
cni proveito dos estabelecimenlos do Recife, oda
Una de S. Miguel, e nao da cidade da Vic-
toria, que al esta data est anda por ver um
s bencllcio seu.
Porlanlo concluiremos dizendo que o Sr Dr
rao pjlclor jus assimpalhias populares, mximo
pelo que rcspeila a cidade da Victoria.
Vos ser, Srs. Kedaclores, asss agradecido
por esta publicaco.
Vertas.
Tiburlino Tinto de Almcida cavalleiro das or-
dens de f.hrislo, e imperial d* roza, coronel
reformado da exiincla guarda nacional, e se-
cretario da cmara municipal do municipio da
cidade da Victoria por S. M. I. e Constitucio-
nal que Deus guarde &c.
Certifico, que revendo o vro das actas das
el- rOes de juizes de paz e vereddores da cmara
municipal desla cidade Ja mesma consta de fl. 1
;i ls. 3 r. a acta da furmacio da mesa parochial
a qual c da lorma, modo', c llieor seguinte :
Acta especial da organisaco da mesa parochial
desla freguezia de Sanio Anto romo abaixo se
declara.Anno do Nascimcnto de Nosso Senhor
Jezus Clirislo de mil oilo ceios o cincuenta o
seis aos sete dias do maz de setembro do dito
anno nesta cidade di Villora comarca de Santo
Anto da provincia de Pernambuco no corpo da
igreja matriz onde se achava o juiz de
Publicares a pedido.
1.WI1 I.SIO
AO SENADO.
Tendo lidona patte do expediente da camarp
vitalicia, em sessao do 1." de junlio ultimo, trans-
cripto no Diario de Pernambuco n. 141 de 19
deslc mesmo mez, em que se aecusa o recehi-
menlo do ofTicio do Io secretario da cmara tem-
poraria, concernenle confirmaco que all li-
vera a aposenlaco que me baria 'sido dada ou
concedida pelo poder executivo. cuja reeolocao
fOra approvada n'uma s discusso da mesma c-
mara, e tendo en, quando eslive o anno prximo
passado na corte, reclamado pessoalmenle do
actual ministro da juslica a reparaco de mais
esse acto do iniquidade que acaba va" de soffrer
na carreira da magistratura do paiz ; romo entao.
e al boje nao fosse attendido, nem me pdess
! demorar naquella corle a esperar que se
Carrito de madetaa, ...
Cera de carnauba er* pao
dem idem era velas.
Charutos bons ...... cento
dem ordinarios.....
dem regala.......
Chifres ........
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados libra
dem dem seceos espichados.
dem idem verdes.....
lj>6lu | cidu luaiinioa as Tai
M Jos na, zz u -j de so- do
8S500 |22M 27 de o os prc. n
sesses assi
13$000
SJ500
. i """""uu uno anno : i
deanmensma K2!XSLX W *-.""
cmara, nos referidos dias.
o-, (liencillos, ^u* bouve
e consVaro derelaeo por ambos
qual se jamar oos a'ulos depois de
Paco da mellada e rubricada por este juizo.
(J;
3j}000
53000
45OOO
O llm. Sr inspector da ibesouraria pro
em cumprimento
vncial
grvja matriz onde se achava o miz de paz raais hriawm U^^TT. KVlt T7m vmmv
volado do primero disiriclo o capilo Jos Ser- !!' ?J 5"ra "? PP?r ***** ncl0'
rio Cavalen.e de Albuquerque conmigo escrivo | f,"gJ,'nn simuladamente cohonestado rom
d seu cargo abaixo deparado c assignado para o a "SSJftZS. pe*\d. 5*Zl0e. J^ais e
assignado pa
Cm proceder as elnic&es de veriadores e juizes de
I izdo primeiro e segundo dislrictoque leem de
servir nos anuos de mil oilo ceios o cincuenta e
site a mil oilo ceios e sessenta em conformida-
des de ordens do Exm. Sr. presdeme da pro-
vincia por intermedio da cmara municipal, e of-
licio do mesmo Bxcm. Sr, presidente da provin-
cia, datado de sete de setembro corrente, e rc-
cebido a cinco do referido mez que manda-me
fazer a eleico eom os cidmlos qoaliiicados no
anno passado de mil oilo ceios e cincoenia e
uco por nao ler a qualificaco desle auno rnn-
cluido.com os Irabalhos do consolho municipal
de recurso queainda Irabalha, ahi pelas noveho-
1 is da raanha r.....lidus os eleitores c supplen-
tes que hariam sido convocados na forma do ar-
lio quartc e quinto da le numero trezenlos e
oilenta e sete dedezenore de agoso de mil oilo
centos e quarenla e seis lendo sido convocados
OS volantes do anno passado por diversos edilaes
com o prazo de quarenla e oilo horas fallando a
lix ir lista pelo pouco espacodo ordens do Exm
Sr. presidente da provincia em
ju .' de paz presidente di mesa lo
cabeceira della tendo a sua esquerda o escrivro,!
sppareceu o bacharel Podro Be/erra, Pereira del
Ar.iujo Beltro eum grupo de homens em roda
da mesa c opresenlou Henni Plinto de Borba Ca-
valcanlc um abaixo assignadj couteudo muilos ,
.;i lividuas sem serem quaheados pare que se I
1 -pacasse a elei(o por nao se ler dado publici-
1 lo di lisia dos qualicados e depois de uiuitas '
1 nlemicas decidua o juiz de paz presidente que 1
1 podio espacar em consequencia de ordens do!
Exm. presidente que s decorreram quarenla e
oilo horas lempo insiifficiente para so copiar a'
lista, c que se afixarara diversos editaos convo-
c.indo os eidadaos volantes do anno passado tan-
.' assim que a igreja estero cheia, c que funda-
do no avizo numeocem de vinte e oilo de agos-
to de mil oilo centos e quarenla e oilo proceda
a eleico. Inmediatamente relirou-se o bacha-
rel Beltro com varias pessoas dizendo
nieu povo que o juiz de paz nao quer
ci 111 a le.
; passando o juiz de paz presidente a dar prin-
cipio aos irabalhos, entrou pela igreja a dentro o
coronel .los,} Ctaudino Leile acompanhado de um
grupo de homens armados de careles c alguns
punhacs, e dirigindo-se aquelle ao presidenta da
xnesafra dizendo :nSo possivel que se faea
ek-ico hnje, nao consinto, a esta voz foram os
grupos circulando a mesa com gritosnao se faz,
fra guabirs, fra ladroes, acabn-se ludo, e
Janearam mo dos litros, linteirose lisias, ras-
gando e quebrando, e por mais que o presidente
< hamasse ordem, a nada se mporlaram, dando
assim voz de prisao aos Insubordinados, ao que.
nada attenderam, resultando disto pancadas, das!
quaes resultaram haver arranhes e conlusoes, i
no meio do que p issou o dito juiz de paz presi- !
denle a una casa du Sanlissiuio Sacramento, a
lado da matriz, onde mora o sachrislao da mesma
irmandade do Sanlissimo Sacramento, acompa-l
lo dos eleitores e supplenles o porco do po- '
vi de > n le pedir ao sub 'elega lo o auxilio, que '
Ihe mandara oilo pr.ieas e um sargento por nao
disp demaiseuem estar o delegado na
le, e vendo i> j -ii -i de paz presidente que a
torca era nsuciente para garantir a ordem,
visto que os turbulentos andavam pela ra alar-
deando de -eos crimes, assentou de oiliciar ao
Exm. presidente da provincia, pedindo as provi-
dencias |iie achasse acolladas, mandando jarrar
de desobediencia circunstanciadamente do
> para remoller a auloridade
lente.
aera, quer directa, qur indirectamente, comoem i
lempo opporiuno mostrarei.
Decidido a sustentar o dreito de perpeluidade !
que o pacto fundamental do imperio me garante,;
e que tem sido tambem para com oulros ma-
gistrados tao e tanto postergado, por ardis e ma-
nejos que paixes ms sempre suggerem a quem
quer abusar das alias fuuccoes publicas em que,
para flus mais legtimos, s acham pelos capri-
chos da sorle investidos : apresso-me em decla-
l rar peranle o mesmo senado especialmente, e a
i nacaoque, nem entao, nem presenlemcnte. es-
I ion resolvido a prestar o meu assenlimenlo a
. violencia e extorsao desse direilo tanto custo
adquirido e com lmannos sacrificios sustentado.
L, pois, fj|lccendo-me actualmente meios para
vollar acorte ao fim premelitado, c emquanlo
queme acho tambem impossibilitado de usar do
i direilo de peticSo, ante o mesmo senado, visto
como nao lenho all (na corle) procuradores cm
1 quem deposite Inleira connanea, faeo pelo vehi-
! culo da imprensa, eslo succiiilo manifest, alim
occasiao aue o 1"e PSS l'alladium Jas instituicoes do paiz e
omou assento na Th21 d t.'io> nf, Pste sUa sanecao
ou ralilique semelhanlo acto, manifeslamcnt-i t-
teh(torio desles mesmos direitos, e que nao me-
nos importa d'uma usurpaco e confusao intole-
rarel dos poderes polticos, seiio formal nulli-
licacao da cotistiluiro do imperio, nesta inte-
ressanlissima parte do mechanismo
poderes do estado.
Recito ds Pernambuco, 3 de julho de 18G0.
O juiz de direilo,
Joti Francisco Amida da Cmara.
: veja 111
cumprir
COHMEHGIO.
Praca do Kecife 9 de julho de 18G0.
AS TIIES HORAS DA TARDE.
Cotncotcs offieiaes.
Cambio sobre Londres25 d. 9dv.
George l'atchellPresidente.
DubourcqSecretario.
Alfamlc;
Rendimeoto do da 1 a 7 .
Idem do da !) .
dem de cabra corlidos .- um
dem de onca......
Doce de calda......libra
dem de Goiaba .....
dem seceos......
Espanadores grandes. um
dem pequeos......
Esleirs de preperi .... ima
Estoupa nacional..... irroba
Farinha de araruta ....
dem de mandioca .... a'.qucire
Feijao......... a queire
Fumo em folha bom .... arroba
dem idem ordinario ....
dem idem restolho ....
dem em rolo bom ...
dem idem ordinario. ...
(iomnia polvilho
ipecacanhua....... airoba
Lenha em achas grandes cont
dem idem pequeas. ...
dem em toros. ...
Madeiras cedro laboas de forro, u na
Louro pranchoes de 2 custados um
Cosladinho. ....... urna
Costado........
Forro.........
Soalho........ :
Varas aguilhadas..... :>
dem quiriz........>
Vrnhlico prnnclies de dous
custados....... um
dem idem custadinho de dito
dem taboas de costado de 35
a40p. de c. e 21/2 a 3 de
largura....... >
dem idem dito de dito uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito
dos mesmos .dem em obras cixos de secupi-
ra para carros..... par
dem idem rodas de dita para
ditas........
Mel. ... ..... caada
Milho......... alqueire
Podras de amolar. .... um;
dem do filtrar.....
dem roblos.....
Piassava em molhos .
Sabio........
Salsa parrilha .
Sebo em rama.....
Sola ou vaqueta (nicio) ,
Tapioca......,
Unhas de boi.....
Vinagre .......
260 ; presidente da provincia de 2 do' co7 en e? manda que X
130!"os,,;?T,ePraca P r arrematado a quem -
300 t\t L e 'mPst0 oe *500 sobre o gado que
l .r cons,m,do nacoma.-ca de Sanio Anlao.no
WjOOO rienmo nanceiro de 1860 a 1863, servind de
500 l,8f Pafa 1 arrematacao o offereciiiTento feito
. e que veriflrou-se ser o menos
propriopara ella, tendo de enirega-la promnta a
besourana pro- seu successor sem indemnaeau8aW,,m1 e oer
da ordem do Lxm. Sr. der em beneficio da propriedade qualqur ^brn
izer, sem previo couscnlimenlo desle
400
1J000
3g200
lg600
300
lg600
3J0O0
330OO
pelo liclante Manoel Barbosa Ma Silva, da im-
porlancu de 6:S84j por anno.
As pejsoasque se quizerem propor a esta ar-
rematar o, comparecen na sala das sesses da
mesma junta, no dia cima mencionado
meio di, compoientemenle habflii
lugir as,babilitaces no dia 10 do su
E para constar se mandou afixar
publicarpelo Diario.
Secretfria da thesouraria
O arrematante lomar conta das balxas ou ter-
reno do planUaco de capim em o mez de julho
prximo, para comerarlogo a usufrui-las e das
ierras propnas para planlaco de caimas imme-
aiaiamente depois da arrematacao. devendo en-
vegar urnas e outras a quem succeder-lhe fren-
deiro ou proprielarios) em majo de 1866.
. ^ao poder. porm. lomar conla das casas da
lor.ado. pelo ProPr' adas ; tendo i au. a "'rega-las senao*no mesmo mez de 1867
pradilomez. .v "na na cultura de capim nao pode-
o presente e ra exlender-se alem das baixas que se acham
so que fez para seren re-
colhidas desde j as notas
de 1 o,ooo c 2o,ooo da
emissao do banco.
=71 Pel, .reC(,bedora de rendas iniemas ornes
se faz publ.co. que no corrente mez qoe iZ
vedores do^se^i.ndo Veme^e" do^e'ckiTrw-
60. relativo aos segoiol* i a-
renle de 1559-
pos: decima addicional de m.io mora
l? P.r. ccn,. ** !-J". e dito especiar^
_ -------- i" *; ui|U
sobre casas de movis, roupas
73000 T,lrnbl,ca 5 u> julho
provincial de Per-
. de 186 '.0 secrelario, A.
. Aiduncia^ao.
n^nonl "" ?Vm# Sr" insPeclor a thesouraria pro-
9300" vincial, n cumprimento da ordem do Exm Sr
7g000 '
163000
63000
33200
253000:
23500
1J600i
123000. Ja fazen
33000
93000
creadas.
Nenhnm licilanle ser adn.iltido na praca nao
estando acompanhado de fiador chao e abonado
que com elle se responsabilice pelo cabal cum-
pnmento de lodas as condices da arrcn.3"-
n virlude do meu interlocutorio
pecio
lenb
ra Jom todos os documentos queoacon-l ,)a,,o c passado nesta rJade do I
panhara^cla quanlia de 1 500? rs. nieusignal e sello desle juizo.
As pesfias que se propozereni a esta arrema- ve ou voli,a sem 'se
lacao. cojiparecam na sala das sesses da junla nho do anno
cima
83000
65OOO
7!:327C81
16/143206
TltnS Pao brasil
90:4719505


um
libra
arroba

urna
arrb
cento
pipe
quiulal;
da mesma thesouraria, 110 dia .,
dec aradi pelo meio dia, competentemente Ha-
bilitadas.!
E paralonslar se mandou afixar o presento e
publicar |Mo Otario.
Secretea da ihesourararia provincial de Per-
5500 ; lBW, 'L'!; du ,-""' de -860O secretario. A.
#IBW r, da Mhunciacao.
43OOO : DominAAironso Nerv' Ferreira, commendador
2320 da imiW-ial ordem da osa e da de Christo, co-
ronel e ommandante do primeiro batalhao de
fuzileiros da guarda nacional, commandanle
superior .merino e presidente do conselho de
revista guarda nacional desle municipio,
por S. M.o Imperador, etc.
Faro sabt que na terceira dominga do presen-
te mez (15 it> corrente), se reunir o conselho de
revista da g'arda nacional, como determina a se-
gunda partido artigo 25 do decreto numero 1130
de 12 de rorro de 1853, na sala das sesses da
cmara muifcipal dcsla cidade. s 10 horas da
manhaa ; r* conformidade do artigo 4} dasins-
truecoes minoro 722 de 25 de onlubrode 1850,
alim de tonar conhecimenio dos recursos que
versarcm sore os casos do arligo 33, e que fo-
reminiei posos pela maneira determinada no ar-
tigo 38 das das inslrucces.
E para cotslar a quem convjer mondei publi-
car pea imfensa.
Quartel iftcommando superior interino. 7 de
julho de 186>.
Domingos Affonso .Very Ferreira.
npllanla lo porto
Por osla ca iiania se faz publico o aviso abaixo
da capilania 1 porto do Maranho, relativamen-
te a substiluitio dos vidros braucosdo pharolele ,
do forle da har, por oulros de cor rubra.
Capitana o> porto de Pernambuco, 6 de julho
Jess Ghrlslo
1S600
2IS000
14SOO0
45S000
I63OOO i
53000
1O3OO0
103000 '
303000
280 j
235O0
800 ,
93000
13120
200
120 1
253000
que ante mim ser-
0 ex-causa, aos 26 de ju-
do nascunenlo de Nosso Senhor
de 1860, 39.u da independencia e
do imperio do Brasil.-Bu Joao Facundo da S-
*a Ouimaraes, csrrivao o subscrevi.
Ernesto de Agitina Fonseca.
,BZ?HlmA ^ ,8Pe* "a thesouraria de fa-
\ ", aa'da ',zer p"bliro- d" fonformidade com
.1.. o A ''""\ a" IfcMWI ...i,| ro
oes de maio prximo lindo. quu i> ua 20 de
julho prximo se far concurso nesta thesouraria
para preenchimenio das rogas qne ha de prati-
canles na mesma : aquellos pois que pretende-
ren! ser admiiiidos ao concurso devem apresen-
lar nesla secretaria seos reqoerimentoa Instru-
aos 0111 os documentos que provem : Io terem
18 annos completos de idade : ". eslniem livres
de pena e culpa c 3o terem bom procedimento.
Us exames ueste concurso versoro sobre lei-
, tura, analyse granuualical, orihographia e aij-
ihemelica al a llieoriadas proporces inclusive
j secretaria da thesouraria provincial de Per-
, nambuco 8 de junho de 1860.
O secretario.
A. F. da Annunciaco.
inspector da thesouraria prc-
em cumprimenlo da ordem do Fxm Sr
presidente c'a provincia de 23 do correle, manda
razar publico, que no da 19 de julho prximo
uturo, yai notamente praca para ser arrema-
tad ado a quem por menos izer, a obra dos repa-
ros do empedramenlo da estrada da Victoria en-
a os marcos de 0 a S mil bracas, a va liada em
O
vncial.
Illm. Sr.
lei pro-
e sob as
1sooo;del860.-Oscretario. J. P. Barrete de *to\ 6-5l2;00O.
A arrematacao ser faifa na forma da
vncial n. 3 i3 de 4 de maio de 1854
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se quizerem propor a osla arre-
matacao comparecam na sala das sesses da men-
cionada junta no dia cima indicado, pelo meio
paga-lohvre de mulla. Rrcebedorfa ?' *
nU.? VdC J"nl'Jde 1860 ""Bi,iradof?3L
noe Carnetro de Souza Laeerda
,lo~o A ?dminis,ra,.'-" eral dos eslalelerimenln,
de candade manda fazer publico que no dia l
do corrente mez, pelas 10horas da' IZZZ
re ,h. h UM "??* conlinua a arremaia-io dj
renda das casas abaixo declaradas :
n j Rairro du Recife.
daXdan.,"in-74'b,CCd;,,-amaD-3,>-~
Bairro de Santo Antonio.
non. 4, ra do Fagundes n 32, roa de Sa-u
os res andares da esquina da ra do Caburtl
as lojas ns 26 e 26 A da mesma ra tv25
S. L:1 "1 = e 1"d0 ,ado do fabugi ,;
13c?7. 'rav,Sa d0 Carcereiro m.
,J%!2?kV. Mgrral dns cstabelecimenlos 4.
caridad. 5 de ulho de 1860. O escrivo int-
nno, Joao Pinjol de l.emos Jnior
-- O conselho administrativo do patrimonio
no UM? i'data- qU Pr em "* 35
no da 12 do correle, pela ultima vez, as cas
e sinos abaixo mencionados, rTlllllilai a
gwSicalSiSS
indo como foi annunciado. poi falla de licitan-
tes, tendo principio a dila arrematacao do 1." do
corren e segundo o que dispem Marta. 2 a 23
dos estetulos em vigor; a saber : ***
Ra do Azeile de l'eixe
Ns.
63 Casa de um andar.
. Ra da Cacimba.
00 tasa terrea.
Ra do Encaniamenio.
i* Lasa terrea.
75 dem idem.
. Si 1 ios.
1 ito na estrada do Pamameirim.
r !' "a ,:.Slr1d1 d0 "sarinho.
o Hilo do torno da Cal.
fi1rt1lcla"",Sll,a.;'m d'' *"Tm rom seu
5s 1 I ;, I0'3 da1 ?''SSeS l'-^'-n.oconselha.
corrente. ^ mcncio"ad S 12 S
Secretaria do conselho admini>tralivo do Pa-
tr 1,, dos orphaos, t de jul0 d(. j^o.Tr.
\ cente Pereira do Dcgo, secrelario.
coiumereio J^
33200
3^520
3300
50j?000
10*000
Reg.
CaY>Vai\Va Ao Povlo.
He ordem daSr. chefe de diviso e capitao do
porlo, faz-se pblico, que o pharolele existeii-
0 prsenle e
cumpo-
Movimento da alfaiidesa
Volumes sabidos com fazendas 171
com gneros 101
------272
Doscarregam lije 10 de julho.
Escuna inglezaBellfazendas.
Patacho dinamarquezidem.
Barca americanaBrasleira=farnha de trigo.
Imporla^fto.
Hiafs nacional Sanio Amaro, viudo de Maceo,
consignado a C C. da Cosa Moreira. manieslou
33 Couros salgados; a Jos Ribeiro Guima-
raes.
427 Alqueres sal, 20 couros salgados. 21
SacCOS COIll 50 .irrobaw d> oarn...ib, H> ii.ollw..
eourinhos, 33 meios de sola ; a ordem.
Iliate nacional Sicolo'I. viudo doASS, mani-
feslou o seguinte :
200 Alqueres sal, 200 eourinhos curtidos, 20
couros salgados ; a ordem.
Consulado gcral,
Rendimento :1o Jia 1 a 7 .
Idem do dia 0.......
Movimento do porto.
E para constar se mandou allixar
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Ter-
, nambuco, 26dejunho de 1860.-Osecretario, An-
tonio Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
e julho prximo vindouro I da Viao'riaK ESS*T" ""^
em oanle a srem substitu los os vidros bran- serao feilos
eos, por ou('o| de cor encarnada, visto ser de i nesta data
te na pona do'orle da barra, que marca o orear 1
para a mesma ogo que descoberto pela quina |
do foiu
- a 8 mil bracas,
de conformidade com o orcamento
approvado pela directora em' conse-
submetido approvarao do Exm presiden-
te da provincia, na importancia de 6:51 rs
2.J O arrematante
10 e
ulilidade ivl-gacao ; eulando-se assim, que
conlinuem ai'oiifiindir sua luz, com as dos na-
Cd. hJ^ brl '-r'r i a az vios """. da boia collonada na pona da
assii10 o as, niale orase ro Nicolao I. do 48 m.-iin. i- ? \.-
toneladas, capitao 1 .ajano Antones da Costa! SffiLnUa^S! ?.'u! K* i
le comerara as obras no prazo
de lo das, e as concluir no de 4 me/es, coula-
I". passando o mencionado juiz de paz presiden-
te a lomar em consideraban a conlinuaeo dos
Irabalhos da eleieao, fra deopino nao" tornar
a igreja pelos boatos assusladores que continua-
vaui, resolvendo-se a formar a mesa na referida
casi cima mencionada; o depois de precedidas,
liras do titulo quarto e titulo segundo do1
capitulo primeiro, do titulo primeiro, e a diviso'
do artigo quarenla e dous da referida le das 1
;es proceden a chamada dos eleitores, o se
adundo presentes os segnintes: o coronel Jas!
Cavalcanli Ferraz de Azevedo com novecentos e1
onze votos ; Joaquim Pedro do llego Brrelo com
oilocntose vinte ; Joaquim Pedro do llego Bar-1
reto com oilocntose vinte; Manoel Cavalcanli |
dre da Uotla Canto setecentos e setenta ; Alexan-1
dre Bezerra de Albuquerque lanos setecenlos e
quarenla ; Antonio Loronlo de Albuqnerque!
Colho setecentos e vinte ; Ignacio da Silva Cou-
seiscentos e setenta ; Francisco Antonio de
Sobral seiscenlos e cincoenta o qualro; Manoel,
Joaquim Moreira seiscenlos; nao entrando os
eleitores Jos Severino Cavalcanli de Albuquer- ,
'i- por ser o presidente da mesa, (cando assim
0 numero impar de nove, sendo excluido o elei- ;
lOC Jos'; Cavalcanli Ferraz de Azevedo ficou o
numero par de oito, e depois de lida a lista pu- :
'. ra o numero dos eleitores prescutes, passan-
do a dividi-los em duas turmas iguaes raconhe- \
ser o ultimo da primeira turma Alexan- '
dre Bezerra do Albuquerque Barros, e o primeiro
runda Antonio l.ourenco de Albuquerque
C ''. al).
V. passando a fazer a chamada dos supplenles,
enmpareceram os seguales: .Geraldo de Barros
1 lio cem quatrocenlos e vinte cinco ; Julin
Goncalves Lima sessenta e oilo ; Joo Florentino
de Ges Cavalcanli trinla e qualro ; Francisco
Ihomde Paula vinte e seis, deixando de ser
incluido Lucio Prudente de Nazinzeno por ser
escrivo do paz; e publicada a lista dos supplen-
les passando a dividi-las cm duas turmas iguaes
por ser o numero par de qualro verificou-se ser
o ullimo da primeira turma Julio Gooealves Li-
ma,- e o primeiro da segunda Joo Florentino de
Gcs Cavalcanli, designado assim os membros
da mesa, convidou-os o presidente para toma-
v:n assento, declarando estar iustallada a assem-
bla parochial, fallando o eleitores supplenles
segnintes : Joaquim Mauricio Wanderley, Ale-
zandre Jos oe llollanda Cavalcanli, Joo Fran-
cisco de Araujo, Manoel de Crilo Salgueiro, Ma-
no. 1 i) larte d.i Cesta, Filippe Cavalcanli do Albu-
querque, Eustaquio Jos de AlmeiJa Lisboa,
Antonio de S Cavalcanli Jnior, Joaquim Correa
Sarniento Lima, Sebaslio Antonio de Albuquer-
; Joao Eugenio da Trindade, Caelano Jos
Ribeiro, Jos Francisco Pedresa, Francisco Rer-
nardo da Cunha, deixando de meacioDar os mais
por se acharcm, uns mudados e oulros morios,
e foram dispensados da mulla pelos motivos jus-
tos que apresenlaram.
E passando oju?. de paz presidente a propor a
mesa as razos cima occorridas e do nao haver
listas para fazer a chamada de volantes por ha-
verem rasgado lodosos papis e linos, deliberou
a mesa que se paraiysasse com os Irabalhos da
eleico, e o seu presdeme, ofiiciasse ao Exm.
Sr. presidente da provincia alim de dar as pro-
videncias que fossem justas, pedindo-se copia da
qualificaco do anno passado para poder-se con-
tinuar cem os Irabalhos; do que para constar
mandou lavrar a presente acta em que assignou
o presdeme, mumbros da mesa, e os eleitores o
supplenles
E cu, Lucio Prudente do Nazianzeno, escrivo
de Paz o escrevi.Jos Severino Cavalcanli de
Albuquerque, presidente da mesa parochial, An-
tonio l.ourenco do Albuquerque Coelho, Juliao
Concalvci Lima, Alexandra Bezerra de Albuquer-
que Barros, Joao Florentino de Ges Ctvalcanli,
Manoel Cavalcanli de Albuquerque S5, Jos Ca-
valcanti Ferraz de Azevedo, Ignacio da Silva
Coulinho, Joaquim Pedio do Reg Brrelo, Fran-
cisco Antonio de Sobral, Manoel Joaquim Morei-
6.781?6
8:5263797
10:3119261
Diversas provincias,
Rendimento do dia 1 a 7 .
Idcni do dia 9.......
I:350f7<3
3793499
1:7303212
Despachos de exportaco pela me-
sa do consulado desta cidade n -
da i* de j.illm de 1S(><)
LiverpoolBarca ingleza Fleeling, S. Brolhers I
& C, 191 saccas algodo; 58 saceos cera de
carnauba.
BreakwalerBarca ingleza 1). Auna, S. Rro- '
therS(S C 1,777 saceos assucar mascavado.
F>uenos-AyresBrigue nacional Mentor, Ma- j
noel A. Guerra. 300 barricas assucar branco.
Rio da PrataPolaca nacional Marinho, Basto
6 Lomos, 600 barricas assucar branco.
Lisboa Patacho portuguez cal aria da Gloria,
A. Irnios, 20 saccas a'godo ; Manoel I. de
Oliveira, 50 couros salgados.
LisboaBarca portugueza Vencedora, C. No-
gueira C 30 saceos assucar mascavado, 19
couros salgados ; J. B. da Fonseca Jnior, 183 w
saceos farinha ; F. A. de Brito & C, 20 saceos
aesucar mascavado I M-
Recebedoria de rendas internas [ r-
geraes de Pernambuco | ~-
Rendimento do dia 1 a 7 10.763jl59lp
dem do da 9.......2:759$617
69 toneladas, capitao Jos Manoel Rodrigues,
oquipagem 7, carga sal; a C. C. da C. Moreira.
Parahiba5 dias, hiato brasileiro Flor do Bra-
sil, de 28 toneladas capilo Manoel Pereira da
Silva, cquipagern 4, carga lenha ; a Joo Fran-
cisco Mirlins.
! Ass10 dias, hiato brasileiro Camaraaibe do
33 roneaais; capitao rirgimo justi itaou iius
Sanios, equipagem 4, carga sal ; a Podro C.
de Siqueira.
Navios entrados no dia 9.
Calcuana58 das, barca americana Anaconda,
de 383 toneladas capilo Samuel J. Cramer, e
quipagem 31, carga azeitc do pcxe; ao capi-
lo, veio refrescar e seguio para New Bed-
ford.
Terra Nova31 dias, brigue inglcz Zona, de
172 toneladas crpitao F. II. Prioste, equipa-
gem 9, carga 2733 barricas com bacalho; a
Saundcrs Broilers & C, seguio para Ilahia.
HanverO48 dias, patacho duiamarque.: Maria,
138 toneladas, capitao Brandt, equipagem 8,
carga mercaduras ; a Rolho Bidoulac,
Macei2 dias, brigue brasileiro Alfreda, de 206
toneladas, capilo Antonio Jos Rodrigues,
equipagem 11, lastro; a Teixeira Basto S
& C.
Fume_27 dias, escuna ingleza faltkorp, de
16! toneladas, capilo Tilomas Royal, equipa-
gem 7, carga 1096 barricas com farinhs de tri-
go ; a N. O. Bieber & C,
c
01
I
5
Horas
2 I
E I
f I
pa
Atmosphera.
Direcco.
es
o
D
53
05
I
Intensidade.
en
03
Centgrado.
1
' ce"
I
Reaumur.
13:5223776; 5 rf~5
I Fahrenheit
S C ~
Consulado
Rendimenlo do dia 1 a
fdem do dia 9 .
provincial.
7 36.035:555
.... 2 517.3 05
-i
~4
-1
-4
-l
OS
Hygrometro.
^3
Barmetro.
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o
c-
c
c
r.
>
v.
3S 552*960
Paula dos precos dos principacs gene-
ros c producedes nacionacs,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
de 9 a 14 de julho de 1860.
Agurdenle alcool ou espirito
de agurdente ....
dem caxaca......
dem de cana.....
dem genebra.....
dem idem
dem licor
caada

1

botija
caada
dem idem...... garrafa
dem restilada e do reino caada
Algodao em pluma 1.a sorte arroba
dem idem 2.a dita ....
Idenr idem 3.a dita ....
dem cm enroco .....
Arroz pilado...... arroba
dem com casca..... alqueire
Assucar branco novo arroba
dem mascavado idem ...
Azeite de mamona .... caada
dem de mendoim e de cOco.
Borracha Ana...... arroba
dem grossa.......
Caf em grao bom..... arroba
dem idem restolho ....
dem idem com casca ...
dem moide......,
Carne seca.......
900
500
640
800
280
960
320
800
7$40O
63400!
5S400I
1 $850 j
3J500:
3$600 I
4g8001
25*650
A noite nublada e chuvosa, vento SE, c assim
amanheceu.
OSCII.I.\C\0 DA HAR.
Preamar as 8 h 54' da manhaa, altura 6.S5 p.
Baixamar a 3 h 6' da tarde, altura 1.50 p.
No dia 7 foi o cometa visto c observado icrfei-
tamento pelas 7 horas, em que sua posic..:o era
entre o planeta Venus o a estrella Alpha dj Leao
ou Regulo um pouco mais para o norte, sun gran-
deza a de urna estrella de primeira magnilude,
porm menos brilhante, e sua cauda voltaria para'
leste, inclinando-so para o norte com exlenso
de 8 alO graos anlepunha-se nessa occasiao a
estrella Ella da mesma conslellaco, stravez da
qnal se va nublosa; o seu ocas'o foi as 8 h 15'
prximamente.
No dia 8 nao foi observado por oslar a noite
nublada.
Observatorio do arsenal de marinha 9 de julho
de 186U Viegas Jnior.
Editaes.
Manoel Joaquim Ferreira Esleves, cavalheiio da
imperial ordem da Rosa, capilo commandan-
le interino do 2. batalhao de fusileiros da
guarda nacional da freguezia de S. Jos, c pre-
sidente do conselho de qualificaco da aesma
freguezia, etc.
Faz constar aos interessados, que no da '.'3 do
corrente, lera lugar a primeira sesso da segun-
da reunio do refecjdo conselho no consistorio di
igreja de N. S. do Terro que hora serve de ma-
triz da mesma freguezia, onde os mesmos inle-
1 rassados devem npresentar seus requerimento do
T52OO I recusa de novo documentados.
2J0OOI Peranle a cmara municipal da ciflade de
73OOO ''n(ia estarao novamente em praca nos dias 13,
4S00O 20 e27 do co"enle mez para serem airemaiados
; por venda por quera mais der, na forma do arli-
I go 28 da lei provincial n. 474 de 5 de ma o do
anno prximo passado, o telheiro que sene de
matadouro publico, avaliado em 4O#, e op-edio
contiguo a igreja de S. Sebaslio da mesma ci-
dade, com 62 palmos de frente, era chaos f jrei-
ros, avaliado em 2:000?, visto nao terem appare-
7g500
43509
5S000
93600
5gC00
' O Il-m. ir. inspector da thesouraria provin-
cial, em cuimrimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da prerincia, de 2 do crrante manda fazer
publico, que fio dia 12 corrente vai novamente
praca para srr arrematado a quem mais der, oim-
posio.Je2**U0 sobre o gado vaccuin que for consu-
n:ida,na marr-i de Nn/.-irolti no Irienriio finan-
ceinjar.-tsGO a 1863. servindo de base arro-
j malario o olTerecimento feito pelo licitante Ma-
1 noelfriiomaz de Albuquerque Maranho, da
quarjia de 5 4333333 annualmente.
Afpessoaa que se propozerem a esta arrema-
tacao comparecam na sala das sesses da mes-
ma jinta, no dia cima declarado, pelo meio da,
coinpieniemenie habilitadas ; leudo lugar as
habiliaeoes no dia 10 do trrenle mez.
1: jara constar se mandou allixar o prsenlo e
publi.ar pelo Diario.
Sec-elari.i de thesouraria provincial de Per-
nambico, 5 de. julho de 1860.O secretario, A.
F. da Annunciaco.
I _0 Iilm. Sr. inspector da thesouraria pro-
1 rinda, cm cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presiente da provincia do 2 do oriente, manda
tazer jubileo, que no da 10 do corrente, vai 110-
1 vameile prar.a para ser arrematado a quem
mais upr, o imposto de 2^500 sobre o gado vaceum,
1 consu lido no municipio do Recife, no Iriennio fl-
i nance o de 1861) a 18C3, servindo de base ar-
I reinal ;o o olVerecimeulo feito pelo lictame
Joaqn i) Salvador Fessoa de Siqueira Cavalcanli,
da quiflia de 80:6005, por anno.
As ssoas que so propozerem a esta arrema-
tacao limpareram na sala das sesses da mesma
junta, jpo da cima declarado, pelo meio dia
comppfcnlcmcnle habilitadas, tendo lugar as ha-
bilitabais no da 7 do corrente.
E p.-la constar se mandou affixar o presente e
puqlic pelo Diario.
Secrjtario da thesouraria provincial de Per-
nambuio, 4 de julho de 1860.O secretario, A.
j F. da annunciaco.
C'lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
, vncial, em cumprimento das ordens do Exm. Sr.
i presidente da provincia de 3 do corrente, man-
ida faztr publico, que no dia 10 do corrente, vai
novamente 5 praca para ser arrematado a quem
mais cor, o imposto de 2J500 sobre o gado vac-
eum oiisumido na comarca deGoianna, no trien-
no fnjanceiro de 1860 a 1863, servindo de base
a arrematacao o offerecimento feito pelo licuan-
te Jos Augusto ue Araujo, da quanlia de 7:0003,
por ano.
As pjesoas que se propozerem a estas arre-
mtalo'
m
di
1
E pi constar se mandou allixar o presente e
publica! pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambucf, 4 de julho de 1860 O secretario, A.
F. d'Aniinciaco.
Dr ordom do Illm. Sr. inspector do thesou-
raria de fazenda desta provincia se faz publico,
que arrematacao de urna parle do sobrado de
dous andires" no valor de 1:1553482, silo na ra
da Guia, pertcncenle a fazenda nacional, em vir-
lude de adjudicaco, nao leve cfTeilo no dia an-
nunciado por falla de licitantes, o por isso flca
transferid! para o da 14 do correle mez.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 4 de julho de 1860. Servindo de of-
cial maior, Manoel Jos Pinto.
O Dr. Irnesto de Aquino Fonseca, cavalleiro da
ordem de Christo, juiz de orphaos do termo do
Recife, por S. M. o Imperador, que Dos guar-
de, etc.. etc.
Faco saber aos que o presente cdilal virem, que
(Indas tres pracas desle juizo, ser arremata-
do de renda, no dia 10 do corrente, por lempo
de 6 annos, o engenho Dous Irmos, sito em
Ierras de Apipucos, com todas as suas obras,
casade vivenda, utencilios e logradouros, sob o
preci e condices que abaixo vodeclaradas.sen-
do a base para a erremataco as seguintes avalia-
coes Uevidamente feitas :"
A colheilj ou safra de capim annualmente Da
quant'ia de 4:0003 rs.,e a' de cannss.por igual es-
paco de lempo na l:8003,nao so admittindo porm
ancoalgum sobre cada urna das referidas rendas
em separado, mas sim sobre ambas cumulativa-
mente. O pagamento da renda das baixas de ca-
pim far-se-ha por quarteis da dala em que o arre-
matante tomar posse dellas.a do engeoho,porm'
o'perar-se-ha de modo que effectuando-se o pri-
meiro em maio de 1862 e os demais em taes
mezes dos annos seguintes, vindo o ullimo a
realisar-se em o de 1867.
O arrematante ser obrigado a conservar as
obras do engenho de maneira a entrega-las em
perfeito estado a seu successor que delle dever
receber o eugenho mocte e corrente, e com to-
punlicas
8*0 pagamento da importancia da arremnla-
Cao sera feito em- 3 preslages iguaes, sendo a
primeira quando livor feilo um Ierro da obra, a
segunda quando houver feilo dous tercos c a ul-
tima na entrega da obra.
4.a Em ludo c
cado no orcamento
mais que nao estiver especifi-
e as prsenles clausulas es-
peciaes, se observar o quo diopoe i. ato.
Confort., o ooo*-o.>i>, Autuitju x"rin.iia ua
Annunciaco.
Declaraco
*.-
.
O novo banco de
Pernambuco repele o av-
Tribunal I coiumereio
tela secretaria do tribunal d
nes7a'd!u,J:' 'TTbucn S faz pub,i('. 1"e
nesta dala reg.slrado o contrato de soci. dade Ce-
lebrado em Sde junho prximo passado. por Jo
Mbiiro Gu.maiaes e Joaqun Mmoes dos San-
tos, Portugueses, esiabele, dos nesta cidade. sob
ni \TdVfid'"- w ,'rini,"" ici"' com -
pilal de 6. ,.,0t96em gneros, arma, uleu-
si ios edmdas. perlencenles ao dito tuimares;
duendo a mesn a sociedade, que tem pot lim *
compra o yendo de genero, de estiva, por gro<-
? H "i0-1 n' durar ,,or **W de an,">s ron-
ur do 1 de Janeiro do torrente anno.
Secretaria do tribunal do commercio de Per-
nambuco, 9 de julho de 1860. Julio Guima-
raes. oicial maior.
Tela Subdelegada de Santo Anlonio do to-
clla se faz publico que se acha recolhido ao depo-
sito cera umr.T.flo melado que fora pegado por
andar sollo pelas ras da cidade em a noite de
b do correte : quem sejulg.r coa direilo a
mesmo compareea ueste juizo munido das com-
petentes proras. Subdelegara da freguezia du
Sanio Amonio. 9 de julho de 1S60.O subdele-
gado sunplente. Joaquim Antonio Carneiro.
Consulado de Por-
tugal.
No dia 16 do correte, pelas 11 horas da ma-
nhaa, na chancellara do consulado de Portugal
se.hade prnced.r definilivamenle ao ratemd
espolio de Manoel Jos Rernardo de Pava. Os
credores, portante, do mesmo eapolio, queirarn
comparecer no dia, hora e local designados com
os seus crditos vidamente aulorisados; na
certeza de que nao ser adinillida qualqucr re-
clamacao posterior.
THE
DE
COMPARHIA LYRICA
DE
SABEL
Terca-feiralOdejulho
Quinta recita de assigntira e terceira da primeira serie para os camarotes
Reprcsentar-se-ha a o opera em 3 actos de Vcrdi :
TRAVIATA.
Vendem-seos biiheles como de costme.
Os Srs. assignanles sero preferidos at s 3 horas do dia 6.
__________________________ Principiar s 8 horas
em ponto.
Avisos martimos.
COiYIPANHIABRASILEIRA
DE
PAQUETES A VAPOR.
Um dos vapores desta companhia, espera-se
dos portos do sul em seguimento para os do
nortate 13 do corrente.
Recebe-sc desde ja passageiros, encomraendas
e engaja-se a carga que o vapor poder conduzir
sendo despachada com antecedencia at a ves-
pera de sua chegada : agencia ra do Trapiche
n. 40, escriplorio de Thomaz de Faria.
REAL COMPANHIA
Angio-L uso-B rasilei ra.
O vapor Portugal, espera-se dos portos do sul
do dia 14 em diante o depois da demora do cos-
lume seguir para os portos da Europa: para
passageiros trala-secom os agentes Tasso Irmaos.
Para a Parahiba
segu em poucos dias a barca americana Brasi-
leira. recebe carga : a tralar cora os consigna-
tarios Krabbe Whalely &C, na ra do Trapiche
numero 19.
Para o Aracaty
ATTEiN'CaO.
A barraca Coraran de Jess, de 85 toneladas
bem construida, de primeira marcha e muito re-
mira, carrega para Macei, Alagoas, e Pilar : a
tratar na ra do Crespo n. 14, escriplorio do Josa
Concalves Malveira.
Para
Aracaty
Iliate Scrgipano ja lem parte da carga, para 9-
resto trata-se com Marlius & Irmos : ra do-
Madre de Dos n. 2.
-'
wammh
DAS
Messageries imperiales.
O vapor francez Navarre, commandanle Fe-
del, que deve ter partido de Bordeaui no dia
de junho prximo passado dever chegar a este
porto de 12 a 14 do corrente o qual depois da
demora do costume seguir para o Rio de Janei-
ro locando ha Rahia, para passageiros etc. a tra-
tar na agencia ra do Trapiche n. 9.
A escuna Emilia segu com brevidade
para o Rio Grande do Sul cora escala pelo Rio.
de Janeiro : o carga para ambos os portos ser:
tratada com o capilo, ou no escriplorio de Ma-
saho o voleiro hiate Dous Irmaos ; para carga, noel Goncalves da Silva, ra da Cadeia do Re-
trata-se na ra da Madre de Dos n 2. | cife.
II
r*i\
1


w
MARIO DE PBRHAMBCO TETIC* fEIRA 1 DE JULHO DE 4860.
Cear
I sucio do industria Duprat, como se v do proles-
.; lo inserto por He neste jornal.
Qual a taino porque tendo-sc pago no anuo
Segu coro muitabrevidade o palhabote Santa vua a razao .porque , uz. capi.o Jos Victorino das Neves ; para o Pasado o pnmeiro dividendo*33.80JOOO p-
ate da carga, trata-sc com Caetano Cyriaco da J r**^J^*E2!2jg*i3<
u u.i h r, S.-...IA n qs secundo dividendo de eOIWsoOO inclusive esle.
Cruz
reslo
G. M., no lado do Corpo Santo n. 25.
PaRA LISBOA
Tai sahir com a possivel brevidade o patacho
portuguez Flor de Hara; recebe carga e pas-
sageiros aos quaes offeree excellentes commo-
dos : trata-sc com o seu consignatario Thomaz
de Aquino Fonseca, ou com o capito na praca
do ccmmercio..
MARTINHO & OLIVIS
COM IO.I V DE 1VZI\D\S FINAS
A DA CADEIA DO UEIFES. 40.
segundo dividendo de lt>-'JU:$500
2." Que deslino deram, ou pretendem dar oc
resto do activo da mesma sociedade ?
UM
Leiloes.
LEILAO
P4RTIDVS BOBRMAS
LICES PIUTICAS
(junde sorlimeiilu
de fa/.endas de seda,
laa, linho, tanto pa-
ra homem como pa-
ra senhora, chapeos
le todas asqualida-
Perfumaras, obra.*
do ouro, malas para
viagem, ve .lmenlo?
para criautas e cal-
cado de locas asqua-
idades.
Chguem ao barato
O P regui.;a est queimando, em ua loja na
ra do Queimado n. 2.
Pecas de bretanha de rolo com 10 varas a
25f, casemira escura infestada proprii para caU
ca, collele e palitoU a 960 rs. o covado, carabraia
organdy de niuito bom goslu a 480 ib. a vara,
dita liza transparente mmlo fina a 37), 49, a3,
e 6$ a pe$a, dita lapada, com 10 vaias a 55? e
Duas vezes por semana
Quartas e sabbados s 7 horas da noitc
IIA NOVA SOBRADO N. 15. ^-^ ^^ mo,erno5eeSfolhJS
Esplendido leilao de movis cons.st.ndo | ta^felMtfm *"*"* \ >adroes a 240. 960 e 280 rs. o covad). riquis-
em uma magnifica mobilia de jaca- e'i,or;13 cima indicados. Tambera ira ensiiiar. simos chales de merino eslampado a /Je 85,
randa' a LuiZ XIV, um piano de bel- nos ealabelecimenlos e cscriiorios daquelles se-
las vozes, camas de Jacaranda', guar.|>orea que desojaren) assim aprender, nos
dias
: que ronvt-nciouar.
da roupas de mogno, metas de ama- pr,>cjsa-se de um criado: na ra da Lruz
relio e moreno, commodas de acaran-1 o. 21, segundo andar.
J i "^. .'itJ ,;... Aa\ Candido Bernardino da Costa, retira-sc pa-
da lavatorios, toilets. cadeiras de I ra fo*dB incia trMar de sua Saude.
apparado- Quem precisar do urna ama para servico de
uma casa de homem solleiro : dirija-se ra de
Santo Amaro n. 16.
Ocseia-se saber onde reside a Sra. I). 5>e-
verina Pereira de I.yra e o Sr. Claudino Pereira
de l.vra, islo negocio de seu inlercsse.
Na ra Velha n. 38 existe uma mulher pa-
ra ser ama. a qual eozinha pcreilamenlc c lam-
bera compra na ra.
Juuli Uuiiucltj Icuiilc icliror-oc dcolo pro
vincia.
Precisase de uma ama para co-
'sinhar e comprar para urna casa: na
'ra estreita do Rosario n. 21, pri-
! ineiro andar.
' r 1 ,r O W
ceregeia, mesa clstica,
res, guarda louca, crystaes, appare-
llios de poicelana, candelabros, ser-
pentinas, uma espingarda para caca
e um jogo de pistolas.
O agente HyppolitO da Silva tara'
leilo por conta de uma pessoa retica para Kuropa dos olijprrns anima
declarados, para o *|ue convida as pes
soas de gosto apurado a comparecerem
terca-feii'a 10 do corrente'as 11 horas em
ponto na ra do Imperador n. 58, se-
gundo andar.
dito? bordados com duas palmas, fa;.e(da rauito
delicada a 95 cadi um, diios com un* s pal-
ma, muilo finos a 855500, ditos lizustom fran-
jas de seda a 5$, lencos de cassa coa barra a
100, 120 e 160 cada um, meias nvfu finas pa-
ra senhora a 455 a doria, ditas de biaflualidade
a 35J e 3#500 a duzia, chitas fomenta de ricos
desenlias, para coberl a 280 rs. o ciado, chi-
tas escuras inglezas a 5900 a poca ca 160 rs.
o covado, brim branco de puro lirio a 18,
15200 e I $600 a vara, dito preto mito encor-
pado a 155500 a vara, brilhantina azul 400, rs.
o covado, alpacas de differenles cores afe60 rs. o
covado, cesemiras prelas finas a St^lO, 35 e
355a00 o covado, carnbiia prela e / .lpicos a
OO rs. a vara, e ouiras muilas fai/ndas que se
fat.i patente ao comprador, e de tilas so daro
amostras com penlior.
LEILAO
DE
Cavallos e burros
'r'
m
om-tom.
/f)
lX
DE
:(
ftSSOCIAQAO
DOS
Artistas alfaiates.
De ordem do Sr, presidente convido aos se-
nliores socios eireclivos para a sesso exlraordi-
oariada assembla geral, que ter lugar no dia
15 do corrente petas 9 horas da manha.
Secretaria da Associacao dos Artistas Alfaiates
9 do julho de 1860.
Antonio Macario de Assis.
1. secretario.
Cozinha-se particularmente com muila per-
l'cicao : no boceo do Sarapalel n. 6.
Por se ignorar a residencia dos Srs. abaixo
mencionados, pcde-sc-lhes que queiram mandar
pagar os freles que devem, dos seguintes navios,
ra da Cadeia do Recite n. 38, primeiro andar,
escriplorio do consignatario.
Tingue S. Manoel I.
Ilenrique Jos dos Santos.
Jos Martina Pinheiro.
Recebedor de T. P. R. S.1 caixa a ordem.
Dito lelreiro 2ditaspaletots e co-'iise 108ca-
deiras.
Barca Flor da Maia.
Jos Ferreira Costa Novaos.
Wenceslao JosNnncs dos Res.
Antonio Joaquim Ferreira Porto.
Briguo Tarujo I.
Manoel Riboiro de Cirvalho.
Hoje (10) ao meio dia, na ra do Apollo,
no sobrado n. 9, em presenca do Sr. Dr. juiz de
ausentes, se ha de arrematar o reslo do espolio
do ausento Francisco de Paula Figueira de Sa-
boia, j com nova avaliaQo.
[Negocio vantajoso.
Quem tiver e quizer arrendar algura engenho
ao sul da cidade do Recife, que seja de muilo boa
producto, preferindo-se d'agua, com porto de
embarque porto ou junio da estrada de ferro, e
incUjindo no arreudamenlo alguns escravos, an-
nuncie que agradando se far negocio vantajoso.
PERFUME PARA, SENHORAS.
Ra Nova, em Bruxellas (Blgica),
A NUGC.I DE E- KltVANB
O agente .Hyppolito da Silva fara
leilao por ordem dos Srs. TUset-freres,
de 12 cavallos e 58 burros de Montevi-!
de'o chegados ltimamente, sendo o
rnais lindo carregamento de animaes'
eira 11 do [corrente as 11 horas em
ponto na cocheira do Sr. Motta no lar-
go do capim.
LEILAO
Quinta-feiras 11 horas
em poni.
O agente Camargo fara' leilao por or-
dem de uma pessoa que se retira para
fora, no seu armazem n. 19
DE
Guarda roupas, guarda vestido, apara-
dores, guarda louca, camas, mesa
elstica, cu detrs avulsas, mesa de
pinlio, jardineira e outros objectos
(jue se tornam desnecessano raen-
rionar.
?m
LO
-Quinla-feira s 11 horas
em ponto.
O agente Camargo fara' leilao no seu
armazem na ruado Vigario n. 19
DE
Um lindo cabriolet com arreios no
mencionado dia as 11 horas em
ponto.
EIUD
Quarta-feiras 11 horas
DE
Sabo e lepo,
O agente Camargo tara' leilo por
conta e risco de que-m pertencer no ar-
mazem do Sr. Annes, defronte da al-
fandega
DE
Uma porcao de calvas e sabao.
50 saceos com feijao, sendo 25 saceos
amarel'o e25 rajados, no menciona-
do dia as 11 horas em ponto.
LEILAO
DE
ueijos flamengos
Q
PELO AGENTE
TAMA.
O referido agente fara' leilao por
conta e risco de quem pertencer, quar-
ta-feira 11 do corrente, as 10 horas da
manha, na porta do armazem do Sr.
Annes, defronte da alfandeg
DE
40 caixas com queijos flamengos de-
sembarcados nestes dias vindos pelo
ultimo vapor ingtez.
Avisos diversos.
Convida-se
Aos senhores liquidatarios da extincta firma
Amorim, Faria, Guerra & Companhia, para que
publiquem a liquidagao que lera feito e o balanco
que lera apresentado aos socios presentes na reu-
nio de 26 de junho prximo lindo, esclarecerlo
o seguinle :
%.* Sendo o total das prestacoes rea-
lisadas............................ 33 805*000
Sendo o producto do sitio vendido pe*
los senhores liquidatarios........ 33:593|414
e tendo elles recebido do caixa
primitivo da sociedade a quantia
d0................................ 6:415g258
Recebeu-se novo sortimento de
,, bournus be'Jouine para sabida de
l theatro
Loja tic mar more.
Precisa-so alugar um moleque de bous cos-
I lomes rara casa do homtm estrangeiro : a tralar
na ra da Cruz n. 11.
Joo Antonio do Rogo, subdito Portuguez ,
vai a Macei a negocio ue interesse
- Na ra do Vigario n. 1'J, primeiro andar,
precisa-se de urna pessoa que se incumba de la-
var o pngnmmar roupa de um moco solleiro: a
tratar das 5 s 6 horas da larde.
O abaixo assignado faz scienle a pessoa que
quer hypolhecar um sobrado na ra do Vigario,
quo apparc.'a na na de Bortas n. 12.
Aluga-se urna preta para o servico interno
de casa de familia, que sabo co/inhar eongom-
mar com peifeico, com a condico de nao sabir
a ra : quem precisar, dirija-se a ra da Praia,
armazem n. 18, ou a ra Direila n. 4.
Vendem-86 44 bragas de rede de pescar:
na ra Direila dos A fugados n. 20, liberna.
Compra-so urna casa terrea no bairro da
Sanio Antonio, que nao seja muilo cara : aira-
lar no pjteo do Paraizo n. 12.
E' hralissimo.
Na loja do Preguica, ra do Queimado n. 2,
vende-se clialy c marin lis de todas as cores,
prnprios para vestidos de senhora c roupinhasde
meninos a 30 rs. o covado, chalys malisados de
diversos e bellos padres, ornis moderno possi-
vel a 050 rs. o covado, angelina de seda, de deli-
cados padrocs a 720 rs. o^covado, chales de lo
eslamoados a 2:500 cada um, capas de panna
-=..i > 11..0, bstanla i .,..- iicaprliiR para
viagens alOjcada uma.
Vende-se um excellenle cavallo para carro
c cabriolet, muilo novo, grande e bonita cor :
era Sanio Amaro, ao p di fundico, taberna do
meio, de Jos Jaiinlho do Carvalho.
Vende-se um ou dous bois mangos, do car-
rosa o carro, assim como uma carroca : em San-
io Amaro, ao p da fundico, taberna do meio de
Jos Jacinlho de Carvalho.
Aviso urgente.
Roga-se ao Sr. Francisco Paulino Pereira de
Carvalho, que tcnlia a bondade de apparecer na
ra da Madre de Dos n. 6, a negocio de seu in-
teresse.
Precisa-se de um menino de 12 altiannos
de idade para caixeiro de taberna, que j tenha
alguma pralica da mesma, oque seja esperto :
j na taberna da ra da Concordia n. 26.
Aluga-se uma casa terrea gran le, com 6
, quartos quintal murado, cacimba, na ra Augus-
, la n. 11 : quem a pretender dirija-se ra do
Vigario, loja de alfaiatc, n.21.
Sociedade dos Devotos de \ossa Senho-
ra da CoDccicao da capella da estra-
da de Joo de Barros.
Tendo de so tratar negocios que dependem da
approvacao da mesa directora da sociedade, o
socio secretario avisa aos membrosque compoem
dila mesa, para que no dia 11 do corrente. pelas
6 e meia horas da larde, achera-se reunidos no
sobrado n. 4 do paleo de S. Pedro
I.uiz Francisco de Paula Ramos,
Secretario.
Pinto de Souza & Bairao fazem sciente, que
as letras pelas quaes se acha a sua tirina com-
prometida, sao duas,. uma de 1:210$ e oulra de
732^196 descontadas como sacadores c i ditas
aceitas a diversos,provenientes de banhas no va-
lor de 5:6958830,assim como nao se acha a mes-
ma firma debitada por conta alguma cesta praca.
Quarta-feira 11 do correnle depois da au-
diencia do illustrissirao senhor doulor juiz mu-
nicipal da segunda vara, na sala das mesmas,
ser arrematado, por ser a ultima praca, o escra-
vo Jacinlho, crioulo, idade 2b annos, perito of-
ficial de marcineiro, avaliado em 200JJ por ser
achacado de uma perna, o qual fai penhorado a
Joaquim Carneiro Leal por execucao de Carlos
Frederico da Silva Pinto. KscriVi.o interino,
Oliveira.
John Donnelly lem de retirar-se desta pro-
vincia.
jjg O provedor da sociedade Orlhodoxa e Lit-
* teraria Amor a Caridade manda convidaros
Srs. socios da mesma para comparecerem
no convento de N. S. do Carmo para a ss-
il sao do dia 12 do corrente, pelas 10 horas
S do dia, afira de tralar-se de marcar o dia
* em que so deve effectuar a bencao de
(j, seu padroeiro.O escrivo, Manoel Fran-
H cisco de Barros Reg.
Ama.
Precisa-se de uma ama que seja mnilo fiel e
que cozinhe bem, para casa de mogo solleiro
na loja da ra da Imperatriz n. 82.
Vende-se a mciaco de um mostoso predio
de um andar bem edificado, ha 3 tara i annos,
situado em uma das mais bellas rus desla cida-
{de (Concordia) : podendo qualque protendente
examinar o mesnio predio na ra da Concordia
n. 20 : para tratar, La ra do Livraiento n. 27,
loja de calcado.
noupas fi'ilr
Chogou loja da ra Direila ni!.7, um com-
pleto sortimento de caigas de caserira de cor, o
qual se est vendendo tnuito barao a 7g c7}500,
.ssini como paletots de brim a 3je HgSOO, 88pa-
tos de borracha a 2-3500, grvala tinas de cor
a 1J0C0.
Meias para se-
nhora
Este hotel collocado no centro de uma das capitaes importantes da Europa, torna-se de grande
I valor paraos brasileiros e portugueses, por seus bons coramodos e confortavel. Sua posigao
' urna das raelhores da cidade, por se achar nao s prximo s estaques de caminhos de ferro, da
i Allemanha e Franca, como por lera dous minutos de si, todos os theatrose divenimentes; e,
alm disso, os mdicos presos convidara
No hotel hasempre pessoas especiaes, fallando o francez, allcmao, flamengo, ingtez e por-
uguez, paraacompanhar as touristas, qur em suas excurses na cidade, qur no rein, qur
emfim para toda a Europa, por presos que nunca excedem de 8 a 10 francos (39200 49000 )
por dia.
Durante o espaco de oito a dez raezes, ahi residiram os Exms. Srs. conselheiro Silva Fer-
i rao, e seufilhoo r. Pedro Augusto da Silva Ferrao, ( de Portugal) e os Drs. Fehppe Lopes
i N'etto, Manoel deFigueira Faria, edesembargaJor Pontes Visgueiro ( do Brasil, ) e muilas ou-
; tras pessoas tanto de um, como de outro paiz.
Os presos de todo o servico, por dia, regulam de 10 a 12 francos ( 45000 4$500.)
No hotel encontrara-se inforniaces exactas acerca de ludo que pode precisar um estrangeiro.
CONSULTORIO
I*. A. h
oseoso,
o que prefaz a somma de.
40:0085672
- E nao tendo-se pago a quanlia de 3;36z|840 ao
Maria Francisca de Oliveira Anlunes
viuva e filhos do finado Manoel Antonio da
Silva Antunes, agr^decem corcialmenle a
todas as pessoas que toraaram parte nos
trabalhos e amarguras, porque passaram
durante a molestia, e que se dignaram
acompanhar o fretro de seu mui presado
esposo e pai, esperam da bumanidade de
todos os amisos e prenles do finado, quo
assistam a missa do stimo dia que se ha
de celebrar pelo seu eterno deseanco na
igreja matriz do Corpo Santo as 5 12 ho-
ras do dia de quarta-feira 11 do corrente.
Na ra da Cadeia do Recife o. 38. primeiro
andar, precisa-ae fallar ao Sr. solkitador Maao]
Pereira deMagalhacs,
Chcgou loja da ra Direila 4 87, um sorti-
mocto de meias para senhora,fciluzia a 2g500
-at 43 c 53 \
Deseja-sa fallar ao Sr. Man:"' Antonio dos
Santos a negocio que o mesmo s hor nao ig-
nora : na ra Direila n. 87.
4 Nova Fana
Ra do Crespo,! loja de
miudezas de tns por-
tas n. 7.
Chegou a esta loja um completo fjitinvrato de
ot.fi.ilo Ho rlrfrilKna <...-.. I ,...,.-. GihoT^adoS a
vedrilho, o que ha de mais go.ilo, pcnr*oniiiii-
lo praco do 6 e 8000 rs. cada um ; ditos imbom
de vidirlho sera ter tacos de fita a 49, 3$, i2j>500:
na ra do Crespo, loja do miudezas de tr.s por-
tas ti. 7.
Ricas tilas de sarja de un dedo a (, para
laca, sintos c enfeiles de vestido e louca.; ditos
de cascarrilhas para babados, rustidos lacos
etc. a 2$250 e 39000
miudezas de tros po
CHAPEOS DF. SL
Um completo sortimento do chaposiihos de
seda o l para baptisados, pace os ele, pilo ba-
rato proco de (% 6J, e 8J rs. cada um : na ra
do Crespo, loja de miudezas di tres porlis n. 7.
SEDA FROXA PARA RORDAR.
Sed-a froxa de todas as cotes para brdar a
120 rs. cada miada; agoa de flor de laranja a
400 o frasco : na ra do Crespo, loja de niudezas
de tres portas n. 7.
GOI.LINHAS.
Ricasgollinhas de punhos de puro delinho, e
delicado gosto, polo seu deze >ho, o qc ha de
mais moderno, pelo baralissirro preco ie 8$ rs.
cada gollinha com par de punios; ditastamhem
muito delicadas, a croch a 23500 e 200); ditas
ditas muilo delicadas de algodao a,' Ors. cada
uma: na ra do Crespo, loja dj miudezs de tres
porlas n. 7.
Ha um completo de miidczas conobera :
bicos de seda branco, preto o de cqjjs; ditos
francezes o mais fino quo h, tesouns muilo
finas para unhase costuras, caivetes di todas as
qualidades, um completo sormenlo d; extrac-
tos, leos para cabellos, sa loneles, citos que
se vendem por menos proco do que en oulra
qualquer parle: na ra do Crespo loja de miu-
dezas de iros porlas n. 7.
Prccisa-se contratar um Portuguez para fei-
tor de um engenho, procura-se um lionera es-
perto : a tratar na ra da Peni a loja n. <.
Precisa-se alugar um escravo para o servi-
co de casa de pouca familia: a tratar ni ra da
Trerape, sitio n. 2, das 6 al 8 horas da ma-
nila.
Veude-sc um bom cavallo le sella com alguns
andares : ua ra da Cadeia do Recite, loja do
canto n. 51.
Vende-se urna porcao de pedra que est
na ra do Livramento : a tratar na obra quo se
est fazendo na mesma ra.
Vendo-se por prego conmodo un escravo
crioulo de boa figura, moca, com cilicio de
caiador : na ra dos Martyris n. 4.
Vendem-se duas pequeas casas terreas,
cujos alugueis corresponden) n 10 OuO do seu va-
lor quem piclrndci, dirja-sc a esla vrpogra-
phia, que se dar informacoen.
Paralaba do Norte.
Rogamos aos senhores assignantes da Ordem
moradores na cidade da Parahiba, ra do Ma-
manguape e na de Guarabira da mesrna1 provin-
cia, o favor de mandarem pagar as suas asigna-
turas vencidas al o ira de jenho proxitrio lindo,
ficando certos que desla dala em dianle suspen-
demos a remessa do jornal pa a evitar mal maior.
Por ora abstemo-nos de pubicar os uomes des-
ses senhores, na esperanza do recebimento, que
se seno effectuar at o fim do prximo agosto,
passarao pelo dissabor de seren chamados pelos
seus nomes proprios as columnas deste Diario.
Nessa occasiao nos merece especial menso o
Sr. Fortunato Ferreira da Si.va Campos. ,
Nasegunda-feira, 2 de julho de 1880, no
tribunal do jury do Recife, no lugar das galeras,
apezar da polica do tribunal, furtou acompanhh
doliroalguns chapeos de sol custosos de dia.
Na evista Diaria do dia 5 houve engao,
onde diz que a fallecida Benvinda Alexandrina
das Chagas era solleira, poi'i ella casou a 8 de
outubro de 1853 com Aiitotii) Maia Hardman, e
tem a certido na matriz de S. Jos.
Lava-se e engomma-st com perfelcao : na
ra Velha n. 113.
Gratifica-so a quem athou e quizer restituir
um chicote preto com cabo de rame do prata,
perdido no sabbado, 7 do corrente, entre a ra
Imperatriz e Soledadc : na ra do Crespo n."2,
casa do meio.
Quem precisar de uma pessoa para coz-
,'ihar e engommar, dirija-se ao becco do Lobato,
na loja por baixo do sobrada de varanda de fer-
ro, ^ento casa de familia.
zz Francisco Goncalves Nello, subdito portu-
guez, ra f Europa.
DE
Murray e Lanman
A que lem adiado mais acolliimculo ua
publico! Vciulc-sc 20,000 dazias
de frascos por anuo.
Esta agua encantadora exlrahc-so das diversas
flores que se encontrara no paiz onde Ponce de
Len e Sonto iam procurar a fonle da juvenlude
eterna.
D aos lencos um cheiro muito agrdavel e
refrigerante, augmenta a belleza da culis, dcs-
truindo as sardas e mais manchas que de coslu-
rae atacara o roslo. Aconselhamos as pessoas
debilitadas pelo calor do vero de usarcm desta
agua em banhos, pois tem ella a virtude de fa-
zer recuperar as forcas perdidas pela transpi-
raco.
Para evitar ser engaado por falsificaces de-
ve-sc procurar aAgua Florida de Murray e
Lanman, e averiguar-se so o envoltorio e rotulo
trazem o prefixo de Murray c Lanman.
E' fabricada esta agua nicamente pelos pro-
pietarios D. T. Lanman e Kemp droguistas por!
atacado, 6'J Water Street, e 36 Gold Slreet, No-
va-York.
Acha-se venda era todas as botica c lojas
de perfumaras do imperio, em Pcrnambuco loja
de Luiz Antonio de Siqueira, ra da Cadeia.
Attenco.
No dia 5 do corrento desapparucou da loja da
ra da Cadeia do Hccifc n. 6 um meniuo de np-
me Jos, que tora de idade 12 annos pouco mais
ou menos, fillm d.i andada d.i Parahiba, rtos.
confia-se que f>sse seduzido por alguem : roga-
se pois as autoridades ou alguma pessoa quo do-
pararem com o dito menino levarem-no a refe-
rida loja que muito se agradecer.
O abaixo assignado declara que concluio a
compra da taberna do Sr. Jos Leo de Mello,
sita na ra do Alecrim conforme faz publico por
osle Diario, a qual por esta compra fica livre c
wmim HlIUM B inUBML
ft HUA DAGL.ORIA9A^ADOFUHDO 3
Cliniea por ambos os systemas.
pela manha e de tardedepos dt, 4 hores.
a cidade como para os engenhos ou outras
as 10 horas da manha e em caso de ur-
por escripto em que se declare o nome da
O Dr. Lobo Moscoso d consultas todos os dias
Contrata partidos para curar annualmente nao s para
propriedades ruraes.
Os chamados devem ser dirigidos asua casa at
gencia a oulra qualquer hora do dia ou da noite sendo
pessoa, o darua e o uumero da casa.
Nos casos que nao forem de urgencia, as pessoas residentes no bairro do Recife podero re-
tnetter seus bilhetes a botica do Sr. Joo Sounn & C. na ruada Cruz ou loja de livros do Sr. Jos
Sogueira de Souza na ra do Crespo ao p da ponte velha.
Nessa loja e na casa do annnnciaiite achar-sc-ha constantement e os melhores medica-
nentoshomeopathicos ja bom conhecidus e pelos precos seguintes:
Botica de 12 tubos grandes, ...".......10J000
Ditos de 24 ditos...............15$000
Dilos de 36 ditos..............20^090
Dilo de 48 ditos...............25jj000
Dilos de 60 ditos...............0>000
Tubos avulsos cada um....... .....ljJOO
Frascos de linduras............. ." $000
Manoal de medicina horaeopa'.hica pelo Dr. Jahr traduzido
em portuguez cora o diccionaiio dos termos de medi-
cina, cirurgia etc.. etc............20$000
Medicina domestica do Dr. Hering, com diccionario. OJOOO
Repertorio do Dr. Mello Moracs......... 6J00O
0: na ra d> Crespo, toja de desembarcada de qualquer transaeco anterior
orlas n. 7. conforme foi annunciado. Recife 9"de iulho de
SOA E LAA TARA MENNOS. 1860..Wat/tas dos Santos Braga.
Quem precisar de um homem de capacidale
pois j nao crianca e d (ador a sua conducta,
para tomar conta de alguma taberna por balanco,
ou outro qualquer negocio, ou emprego de co-
branza, pois a ludo se sujoita, al mesmo para
casa de pasto, por ter pralica de cosinha : a tra-
tar na ra da Praia taberna do Marlinsn. 60.
Precisa-se alugar uma cscrava para o ser-
vico interno de tima casa de pouoa familia, nao
se olha a proco e promette-se bom tratamento,
exigindo-se que a escrava soja humilde e fiel, c
saiba lazer cora asscio o servico de cosinha : na
ra das Cruzea n. 18, segundo andar.
No dia 7 do corrente mez fugio o mulato es-
cravo de nomo Jos, idade 40 a 45 annos, ca-
bellos estirados, calvo, ps curtos e largos, de
altura menos que regular, um tanto cheio do
corpo, vestido de camisa e caiga de algodao
azule chapeo de couro, cosluma trabalhar nos
armazens e trapicho no Forte do Mallos. Com-
preioaoSr. Thom Gomes da Silva que veio
vende-lo por carta de ordem da Sr.a viuva sua
mi D. Maria Gomes da Silva moradora em Mo-
chlo Este escravo lera filhas era Buique e Jar-
dim e mulher forra o mora com uma das filhas,
muilo natural que siga para esses lugares : ro-
go as autoridades e homons bons dessas locali-
dades que o apprehendam e remetan) esta
Aos Srs. proprietarios e
capitaes de navios
Na loja do Preguica, na ra do Queimado n. 2,
ha para vender fazen la de la propria para ban-
deiras o signaos, pelo baratissimo proco de 300
rs. cada covado.
Perdeu-se o bilhete inteiro n. 265 da i i
lotera cm beneficio das obras da casa de correc-
Qo, do Rio de Janeiro, comprado pelo Sr. Anto-
nio Marques de Oliveira, daquclla cidade, por
conta de Joo Pereira Moutiniio & C, de Per-
nnmbuco ; prevne-se ao Sr. Joo Pedro da Vei-
ga, Ihesourciro da dita lotera, que baja de nao
pagar qualquer premio que sahir no dito bilhe-
te a outra qualquer pessoa sem que seja seu le-
gitimo dono,Joo Pereira Martinho &
ordem.
O abaixo assignado declara a quem inleres-
sar, que desde o anno de 1S55 assigna-se por
Goncalo Rodrigues de Almoida Leilo e nao Gon-
calo de Almeida Leite, o que faz scienle nesta
data. Recite 9 do julho do 1S60.
Goncalo Rodrigues de Almeida Leite.
Instrucco.
*
Simplicio da Cruz Ribeiro, professor publico
de instrucco elementar do segundo grao da fre-
guezia da Boa-Vista, as horas vagas do seu ma-
gisterio, ensioa particularmente as matetas de
sua profisso. Tambera d lices por casas par-
ticulares '. na ra da Gloria ns. 42 e 44.
Aluga-se uma mulita de bonita figura, lava,
coziuha o diario e sabe tratar de meninos : a tra-
tar ua ra do Rangel segundo andar n. 02.
A 4,000.
Farelo superior de Lisboa em saceos grandes,
vende-se a 45 a sacca na Iravessa da Madre de
Dos ns. 9 o 16 ; tambera se vende farinha de
mandioca de superior qualidade por preco cora-
modo, tanto em porcao como a retalho."
Cemento.
No armazem de Jos Joaquim Dias Fernandes
Iravessa da Madre de Dos n. 6 vende-se ce-
Fumantes econ-
micos.
Charutos da Bahia a lg a caixa de 100, com
principio de furo : na ra das Cruzes n. 41, de-
posito.
Precisase alugar um ?itio ; quem tiver di-
rija-se ra do Crespo n. 25.
Palitos de fogo.
Na fabrica dafBoa-Vista, na ra do Tambi n.
10, vendem-so palitos de fogo a lg o cento dos
. macos embrulhados, de qualidade muilo boa pa-
* ra resistir o invern.
Pechincha.
Na loja do Arantes vendem-se borzeguins to-
do do camurca para homem a 7g o par, borze-
guins de verniz para hornera a 8S, ditos com pel-
lica de cor a 7g000.
A 4,800 rs. a peca
Vende-se esguiao de algodao muito fino cora
13 jardas a ;800 a peca : na ra da Madre do
Dos, loja n. 36 A.
ao pedo arco de Santo
Antonio
praca na Boa-Visia ra da Saudade a seu senhor I mente muilo novo a 5g a barrica,
o primeiro teuenle reformado Joaquim Ignacio! No dia 17 do corrente linda a audiencia do Sr.
de Barros Lemos ou ao senhor coronel Joo Jos Dr- Juiz municipal da primeira vara sera arrema-
de Gouveia, com commercio de fa/.endas na ra tada Por venda 4 arrobas de carne salgada, 2 bar-
do Queimado,que bem recorapeusar as despezas rcascom bacalho c 1 caixa com sabo, por ar-
que se fizerem eolrabalho. resl fe'10 a requerimento de Manoel Alves Fer-
Fugio no dia 3 do corrente mez a preta es- reira Lima, contra Agoslinho Jos Bezerra.
crava. Iguaria, crioula, estatura regular, cheia Escrivo Motta.
do corpo, rosto cora marca de queimadura de
fogo, levou vestido de chita de hslras encarna-
das e brancas, chales encarnado de merino liso,
foi buscar agua no chafarit da ra Imperial :
quem a apprehender, leve ra do Cabug n.
1 C, ou a ra Augusta n. 15 D, que ser grati-
ficado.
contnua-se a vender bicos e rendas da Ierra,
assim como lencos de labyrintho os mais ricos
que lem vindo ao mercado, ricas caixinhas do
marisco proprias para costura de senhora, pen-
les de tartaruga, gosto inleiramenle moderno,
ricos coeiros de casemira bordados para crianca?,
ditos j debrunhados com ricas filas, bonets'de
velludo para menino, cnapeos para baplisados,
assim como todos os preparos para baplisado, c
toalha de labynnlho.
Vende-fe uma negrota de 18 annos, che-
gada ha pouco do mato, e por preco muilo com-
modo : na ra da Roda n. 54.
Vende-se uma porcao de raadeiras proprias
para queimar-se, das ruinas da igreja da Sania
Cruz : quem as pretender, dirija-se casa do ihe-
soureiro, na ra do Arago n 43.
Novena de t\. S. do Carmo
Furto.
Eu abaixo assignado declaro, que vendo aos
Srs. Jos amio de Souza e Mello e Antonio
Machado Sanios, a parto que me pertence no de- ?}?* ^e"d" !J"r^?a LrmplP,- e rdlg-'?a'
psito silo no paleo do Carmo, desta cidade n. TffLSS^IS^SS2.G!rme,i,da *"
43. responsabilisando-me desde a data deste ao ?A!?^!2^^.^ I, etc..
' o tambera a exposicao do excapullano, na ra do
rador n 15.
Roga-se ao Sr. Hennque da Fonseca Coi-
Purtaram do casa do abaixo assignado, na ra
da Imperatriz n. 11, primeiro andar, domingo
prximo passado, das 8 para as 9 horas pa ma-
nha, um relogio do prata cora uraa corrente de
ouro e um sincte, cujo aro por estar um pouco
gasto hava sido amarrado com linha : roga-se
aos senhores relojoeiros ou a qualquer pessoa a
quem for offerecido o apprehenda, o fazer o fa
vor de levar mencionada casa, ou na mesma
ra, loja de calcado n. 8, que ser gratificado, e
muito se lhe agradecer.
Antonio Rodrigues Pinto.
Quer-se alugar uma scrava preta, que sai-
ba cozinhar e engommar : na ra do Trapiche
n. 16, quarto andar.
Desappareceu no dia 5do corrente um me-
nino de nome Pergentino, pardo, do idade 11
annos, levando calca branca e chapeo do fellro
pardo : quem o pegar, leve ra das Aguas Ver-
des n. 50, ou a seu pai Caetano Jos Ferreira, em
Sanio Anlao, que ser recompensado.
Guarda-livros.
Precisa-ae de um guarda-livros para fazer urna
escripia por partidas dobradas, atrasada 4 rae-
zes : quem pretender, dirija-so ra do Livra-
mento n. 27, que se dir quem precisa.
Precisa-se alugar uma ama forra ou captiva
para o servico de uma casa de pouca familia :
na ra da Cadeia esquina da Madre de Dos
n. 45.
Precia-se alugar uma boa casa terrea que
seja no bairro de Santo Antonio : quem a tiver
dirija-se a ra da Cadeia do Recife n. 40, a tra-
lar cota o preteudenle.
responsabilisando-mc
ultimo annuncio, por qualquer Iransaccoouonus imperador"^
que por ventura possa haver sobre a mesma, | n2a.s
allm de que os mesraos compradores fiquem
verdaderamente garantidos e livres de qual-
I quer cousa quo possa apparecer. Recife 4 de ju-
lho de 1860.Francisco Cesario Branco.
| Deseja-se fallar ao Sr. S e Souza, na ra
i larga do Rosario, fabrica de charutos do Sr. Reis,
a negocio que lhe dizrespeito.
Precisa-se de uma ama para casa
I de uma pessoa, prefere se escrava :
! na ra da Senzala Velha n. 108.
= Vende-se o engenho Quiaombo, na fregue-
I zia de Santo Amaro de Jaboato : quem o pre-
I tender, dirija-se a ra Nova, no primeiro andar
do sobrado n. 65.
Fugio no da 1." do corrente Mez a preta
escrava Maria, crioula, um pouco fula, estatura
regular, cheia do corpo. rosto curto, com bonitos
dentes, e fallo pausada, sahio a vender bolos,
trajando vestido de qualros, o panno preto :
quem a apprehender, leve ra Augusta, em
casa de Jos Carlos de Souza Lobo, sobrado n.
21, que ser gratificado. Protesta-se contra quera
a tiver acoutada.
A 16,000 e 6,000
rs* a duzia.
Vendem-se camisas franceza3 brancas o do co-
res a 16g000 a duzia, ditas de meias afiJWOOa
duzia : ua ra da Madre de Dos, loja n. 36 A.
A 2,800.
Paletots francezes de brinzinhos escuros a rs.
2>800 cada ura, laazinha de quadros para vesli-
j dos a 280 rs. o covado : vende-sc na ra da Ma-
JdredeDeos, loja n.36 A.
linho, morador do engenho Una, o favor de ap-
parecer na ra larga do Rosario n 33, para S. S.
ultimar aquelle negocio que muito deveria ter
ultimado.
Coral.
Vende-se verdadeiro coral de raiz, muilo em
conta, na ra largado Rosario, passando a boti-
ca do Sr. Bartholomeu, a seaunda loja de miu-
dezas n 38. Na mesma loja vendem-se trancas
brancas delinho de caracol, ditas de cores muito
baratas, oso vista se dir o preco de tudo ; e
muitas miudezas em conta.
Bicos e rendas de Croch
Anda se contina a vender na loja do Rama-
lho, na ra Direila n 83, o superior bico e ren-
das de Croch, chegados ltimamente da Ilha,
por prego muilo commodo ; (do-se amostras .
Tramoia.
Anda contina-se a vender a superior tra-
moia ou babado do Porto, pelo diminuto preco
de 80, e 100 rs. a vara: na ra Direila n. 83,
lojado Ramalho.
Vende-se vin o bom da Figueira ou de Pra-
tes a 400 rs. a garrafa, e em caada a 3j : no
Recife, ra da Senzala Velha, taberna n. 102.
esquina do becco Largo.
Vende-se uma negrinha de 18 annos do
idade com todas as qualidades para uma excel-
lenle ama de casa de qualquer pessoa de trata-
ment : irala-se na Iravessa da ra Bella n. 6.
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iSEGITJRIDADE
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twt nATAnnrn A<=han,1o-.se prximo o lempo de algumas
RIJA DO TORRES. I 8reJa.s Majaren! os seus padroeiros. Jos Pau-
GniltiAm>. r*.rIU^ A, r< I ^lno da.s,lTa.C0,m tal)rica de ogos cm um terreno
UllnerUIC tarvalhO & CM da rua ?mPe.l. v a todas as irmandades e
actuaos agentes desta compauhia, avisam ao res- I co1frarias religiosas, e a quem possa mais inle-
peitavel rorpo commercial e a quem convier,' re efectivamente prompto um gran-
que se achara competentemente autorisados a Sl>rtiment0 e fogos do ar, tanto com bombas
c!V...'lLilr .i.nUnnp m.. T I1HI1U3S COft!"! dp hmntni rf:,cc FrtimnfXM ...
i O tiacharel Joao A. Uo iouza BAlKo e A-
I raujo Tereira faz publico quo o Sr. Jos Joaquim
Jorge est cncarregado de receber os alugueis de
sujs casas e os foros dos seus terrenos na Torre
duranto o impedimento do Sr. Caelano Agamia
de Sotiza, a quem o mesiuo bacha-cl agradece
cordialmente pelos l.ons servicos. promptido e
iidciidade com que sempre se portou durante o
lempo era que oi gerento dos seus negocios.
Aviso aos thesoureiros e
DIARIO DE HSRNJ MBUCO. TERCA FE1RA 10 DE JL'LHO DE 1860.
que se acham compel...
elfectuar qualquer seguro.
mm-mmmmn
ittenco.

fe Lomos tcm eslabelecido a sua residencia
j* na ra dos Guarrapes n. 61, onde ser
| encontrado a qualquer hora do dia ou
^ da noite pita o exercicio de sua prosso,
|s dando aos pobres consultas gratis e pres-
,> tando-so aos mesmos cora toda a dedi-
fe carao.
miuaas como de bombas rea es, fogueles para
salvas com bombas extraordinarias, os quaes
vendem-se em gyrandoias ou sollos, conforme o
gosto do comprador, mandando-os conduzire
queimar como cosluma, por preco mais barato
do que o que se costutaa comprar. Este esta-
belecimenlo offerece no comprador inuito maior
vanlagem, nem s pela superioridade do fogo
que l.oje gcralmente conhecido, taiilo na capi-
tal como no centro, completa commodidad-t do
preco e promptido, obrigando-se o annunc ante
^ I por qualquer avaria que possa haver, fazrnd) um
3jS | abate no preco, quan jo por acaso nao saia como
l: o aflanca, declarando aquellos que os quizer
comprar em gyrandolas ou em broqueis, dove-
rao avisar tres di-s antes, se for em quanlidade,
para se preparar o armar, e sendo cm pequea
Curso de rhetorica.
O acadmico Manoel Francisco de
Honorato, professor particular a uto ri-
sa do pelo governo, tem aberto o seu
curso de eloquencia e pottica para ha-
bilitac.o dos estuiantes que quizerem
prestar exame nestas mtenos no futu-
ro mez de novembeo, em casa de uas
residencia, ra Oireita n. 88, primeiro
andar.
a@8- &$s
I GENTES |
8 ARTIFICIAOS. |
T Pre.c34-Sc alugar uuia prcla que saiba co-
zinhare fazer algumas compras na ra : a fallar
lia ra da Lingoela n. 2.
vluga-se urna boa casa terrea em S. Jos
do Mangumho, quasi defrouie da groja : trata-
se na ra do Drura n. 1G, arra. zotn de Manuel Jo-
s du S Aiaujo.
Um dos melhorcs e mais acreditados esta-
beleciraootos de fazendas francezas, sito em urna
excedente localidade da ra Nova desta cidade,
expem-se a venda, e faz-so negocio sobre con-
dicoes favoraveis ao comprador, como seja livre
de dividse de qualquer compromelimeuio que
o dono do mesmo lenha para com a praca; quom
pretender dirija-se a ra da Cruz doRecife, ar-
masen) dos Srs. Izidoro llalliday & C. que acha-
ra com quem tratar.
AMA DE LEITE.
Na ra do Sr. Bom Jess das Crioulas, loja do
sobrado onJc mora o padre salvador; quem pre-
cisar dinja-se a esta casa que achara com quem
tratar.
Illia de S. Miguel.
Deseja-se fallar com os filhos do fallecido Joo
Jos Soaresde Medeiros, natural da Ilha de S.
Miguel, fallecido em outubro do 1823 em Permm-
buco, para que veuham tomar conla de urnas en-
commenuas viudas da mesma Illn : a tratar com
.Manuel do llego Soarcs na ra estreila do llosa-
rio d. 11.
Joaquim los Silveira, inventariante do ca-
sil do finado Marcolino de Borja Geraldes, avisa
a quem inleressar, que o Sr. Jos Goncalvcs Pe-
reira se ada aulorisado a receber as dividas do
mosmo casal. Recite 3 dejulho de 1SG0
@ $l
<4> Desoja-se tillar ao Sr. Genuino Corio-
lao dos Prazeres na ra da Cadeia do He- @
cife n. 21, loja de Augusto Pordigo. 5
;:: 93
irecisa-sc de urna ama forra do meta idada
para coznhar e fazer compras, smenlo carne
na acougue, para duas pessoas : na na de San-
to Amaro n. 28. taberna.
na ra Dircita, loja de cera confronte a sachris-
tia do Terco do Sr. Dionizio Hylario Lopes.
CASI LUSO-BfciSLEIRA,
% Golden Square, Londres.
i. G. OLIVEIRAtendo augmenlado. com lo-
mar a casa contigua, ampias e exccllentes ac-
commodaedes para rauito maior numero de hos-
pedesJe novo se recoramenda ao favor e lem-
branca dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitmosla capital; continua a preslar-lhesseus
serviros e bous O {Bros guiando-os em todas as
cousas que precisem conhecimento pralico do
paiz, etc.; alm do portuguez e do n^lez ialla-se
na casa o hespanhol e fraticez.
tgeaela los fabricantes amerlca-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston & ra da Senzala Nova n. 52.
Na ra da Cadeia do Recite n. 38, primeiro
andar, precsa-se fallar ao Sr. solicitador Manoel
Pereira de Hagalhes.
g wfrmammmmgmmm ais
WLicoes de francez em
piano.
Madcmoiselle Clemence de Hannetot
3| de Mannevillecontinua a dar lices de ^
^j, francez e piano na cidade e nos arrabal- ^
g des : na ra da Cruz ti. 9, segundo andar, afe
ABC
. a3S9 SS&^S? ?J?3 5$^ g/B 3K U
Antonio Francisco Muuiz de Miranda, tendo
de ir i villa de Barr.dros (oDde lenciona resi-
dir a maior parle dj lempo], e bera assim ci-
dade do Rio Formozo, villa d'Agua-preta, e vil-
la do Paro de Camaiagibe, a halar do seus nego-
cios, deixa por seus procuradores, durante sua
ausencia, aos seus caxeiros Antonio Augusto
Novaos Vieira o Antonio da Cosa llego Lima,
os qnaes ficam autorisados a continuar suas
@aaaa:a* "* o,.,^1 I:> 'I"aVs I,ca "onsauos a con
a nffSu. 3wi transacoes c todos os seus negocios.
<,-$ Dr. Carnciro Monieiro aproveilando da | o"1-""-
@ proponao que tem pjra mais fcilmente @ Anlonio Duarle Carnciro Vlanr
r.^A .IV .i ,-. t i- ,,.- t ...vi. .i i. .i., ...___. ;-f i ...
CJ proponao que tem pira mais fcilmente | Anlonio Duarle Carnciro Vlanna faz scienle
0Vt^ular os lrab,illios de parlo, c aconse- @ | a osla praca que comprou os debilos do Sr. Joa-
CiO loado pelo feliz resultado que tem obtido quim Fernandos de Oliveira, com loja na ra l)i-
em multiplicados partos laboriosos, tem @ reita n. (li nnr mntnn rnnsuncn Ho in.tn* <>
feito sua especialidade sobre ele ramo @
@ para o que podor ser procurado a qual-
@ quer hora, na ruado Rangel n l(j.

Saino a luz o 3- tomo cas iiogra-
phias de alguns poetas, e outros ho-
inens Ilustre da provincia de Pernam-
buco, peloco.nmendador Antonio Joa
quim de .Mello. Contem as biographias
de Luiz Francisco Je Carvalho Cuuto,
Jeronymo de ALbuquerque Maranhao,
Alvaro Teiveira de Maccdo, e Joao
Antonio Salter de MendonQa ; versos,
entre OS quaes 30 odes anacrenticas,
urna noticia intersate do levante de
Goianna em 1821, e noventa e dous
documentos inneditos. Por ora em
rao do autor.
O Dr. Joao Ferreira da Silva mudou-seda
ra do Rangel para a do Livraraenlo n. 26, 80-
reila n. G4 por mutuo consenso de todos os se-
nhores credores do mesmo Oliveira, e faz publi-
co a quem mais nleressar, que quem se julg.nr
prejudicado faca sua reelamacao no prazo de tres
dias uleis, cornados desta dala ; na ra Nova n.
20. Depois do que nao se admilte reclamacao
alguma, por a loja pertencer ao annunciaute."
Recite 5 deiulho de lbGO.
Nova fundido de ferro
e
Hua do Btuih n, %
James E. B. Spears.
Fundidor machinisla eengenheiro encarrega-
se de qualquer obra, assim como sentar vapores
de todas as qualidades para serrara, refloacao,
fabrica de sabo, machinas para amassar pio,
para moer mandioca, ludo por prero commodo,
e concerla alvarenges, bombas, vapores, e toda e
qualquer obra.
brado do Sr! Manoel Buarque do Maccdo.'d'e'fron- HllUlfififiSW *SSftSi?*S56;*ii?
te de sua anliga habitacao. A grande pratica de -
auscultacao reconhecid por quasi todos os seus
collegas desta cidade torna-o rccomniendado no
diagnostico das molestias dos pulmi.es c do cora-
c.iio ; assim como para verificar o estado de sau-
dc dos escravos que se desejam comprar. Pelo
crescido numero e variedades de operarOes que
ha feito com bom resultado em o exercicio de
mais de 20 anuos, se julga habilitado para prali-
car toda e qualquer operacao cirurgica por mais
delicada c dilTicultosa que seja.
Aluga-se o primeiro andar e armazens da
casa n. 13 da ra do Vigario : a tratar no caes do
Ramos n. 2, es"criplorio, ou ra Augusta n. 94
com Prxedes da Silva Gusmao.
gTTTTTTfVrrrS'rTTTTTTTrrrTTTT*
E DENTISTA FRANCEZ. 5
U Paulo Ga^gnoux, dentista, ra das La- 2
rangeiras 15. Na mesma casa tem agua e -<
p dcnlifico. *<
s AAAAAi.AAi.Ai. *. floga-se aos Srs. devedores do esiabele-
cimento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio de saldaren) seus dbitos na ra do Col-
eg vala n. 25 ou na ra do Queimado loja
n. 10.
Denlisla de Paris.
g loRa Nova15
Jy, Frederico Gautier, cirurgiao dentista, ^
^ faz todas as operarOes da sua arle e col- &
3)> loca denles ariificiaes, ludo com a supe- y
^ rioridade e perfeieao que as pessoas en- ^
^j tendidas Ihe reconheccra. >
eQ Tem agua e pos denlifricios ele. K
mmmg&smm mmmwm
= OSr Francisco Aranhu de Soiua tem urna
caria no escriplorio de Manoel Joaquim Ramos e
Silva, na ra da Cadeia do Recife
O Sr. Luiz Honorio Carneiro Leo tem urna
caria na ra do Queimado n. 27,loja de miudezas.
ARTIFICIAOS.
Ruaestreita do Rosario n.3
@ Francisco Pinto Ozono colloca denles ar- @
;J lificiaes pelos doussystemas VOLCAN1TE, ^
chapas de ouro ou platina, podendo ser
5 procurado na sobredita ra a qualquer >$
m hora. a|
Koga-se aos Srs. devedoies a firma social
de Leite & Gorreia em liquul.ic.ao, o obsequio
de mandar salda seus debilos i a loja da ruado
Queimado n. 10.
Por um corte de cabello e
frisamento 500 rs.
Ra da Imperalriz n. 7.
Lecomtc acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-mestre da casi Auguslo Clau-
dio, c um oulro vindo de Paris. Esta estabele-
cimenloesta hoja as melhores condicoes que
possivel para salisfazer as cncommendas dos
objectos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejam : marrafas a Luiz XV, cadeias de rclo-
gios, bracclelcs, armis, rselas ele, etc., ca-
bolleiras de toda a especie, para homens o sc-
nhoras, lava-se igualmente a calega a moda dos
Estados-Unidos, sern deixar urna pelcula na
cabeca dos clientes, para salisfazer os pretenden-
tes, os objectos em cabello sero feilos cm sua
presenra, se o desejarem, e achai-sc-ha sempre
urna pessoa disponivel para corla os cabellos, e
pentear as senhoras em casa particular.
E' chegado loja de Lecotote, aterro da
Boa-Vista n. 7, o excellenle leite virginal de ro-
sas branca para refrescar a pellc, tirar pannos
sardase espionas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar c fazer crescer os cabello
assim como pos imperial de lyria de Florencs
para borluejas e asperidades da pello, conser-
va a frescura e o avelludado da primavera da
vida
Irmaiidade acadmica de N.
S. do Bom Conselho.
Por ordem do ngsso irmao juiz so avisados
ortos os nossos irmaos para comparecerem sab-
nado, 14 do correle, s-i horas da tarde, no con-
sislono desta irmandade, afim de se tratar de ne-
gocios que muito nlcressam.
Engomma-se com muito aceio o perfeirao
no lugar denominado Sent'Anna (de denlrl
NicoT',!!'nZ,ff f1"^3",80 a Si,i0 lue foi d0 falleJo
Nicolao, que se dir quem engom.na.
Attenco.
Como consla quo Francisco Elias Ferreira Os-
min, procura vender um lerreno sito na ra do
Lima em Santo Amaro, com 50 palmos de fren-
te, o qual so acha penhorado e se acha a execu-
cao era andamento pelo juizo municipal da se-
gunda vara, escrivao Cui.ha, se faz o presente
aviso para que nineguem faca Iransaccao alguma,
sobpena depois nao se chamarem a'ignorancia.
Recife i dejulho de 1860Rita dos Amos Leutier
|.sv'^se sp w&ummm*
P r GCP Prensa-se follar com o Sr: Joao $?*
Valentim Vilella Jnior, a negocio que I @ nao ignora '. na ra da Cadeia do Recife i
; 1 23-
Precisa-so de um caixeiro para taberna,
Kstas;pennas de difTerenles calidades sao fa-; ?Ue f!ador.a su:l conJuc'a ; a Iratar n ra
ipan.li Ha n a*. ___ ..-/. inipenul n. 4I.
fs)
pennadeac0
de w.sclLy
iPm" dC"-O del.P"l Aada de primeira
niTr o C sa,"' aPPicaveis a todo o tamanho de
le ira. freco ||60 cada caixa e peonas de ouro
pelo emsmo autor com poma de diamante, que
teem a grande vanlagem de nao estar sujeitas a
ciear ferrugeme conservndose bem limpusao
cJi.Tr ,nfi"'la' Jeposilo em casa dos Srs.
ni^J?. 0n-alvL'sruadi' Cade'a 7, epor
!5,SsoUado!l,SraplUa "arUa I-iSlff-.
P-ecisa-se de urna escrava paro o serviro
| de^casa^e pouca familia : na ruaPdc Hor.as u-
f7-.0ab'1ix? assgnado, encarregado da desin-
e.C le fe dC-Ve C1Slar aos senhor "P? o-
Ze ,,ar,e'rao' Pela c,rf do lllm. Sr. Dr.
a Vi A,l0,hC}a ,n0S "Boros subdelegados, a
qual ojalada de 10 de maio corrrnle. faz scin-
mcan''Wr? ,nsPerlor. q" logo que sede-
th? n. 2 S"la' cs,carlali"a e outras moles-
Has qu> grassam epidem camenle avUem ->n
rnesmoabaixo assignado para manda? poceder
^tZT-r^T" P0r rdem superior fodeter
minadoJos da Rocha Paranhos.
T
9* SPSrcdos da calligraphid divulgados por
\\ tillara Scully, a venda em casa do aulornn do
Imperador n. 75, sobrado, al o dia 12 dcsle
mez.
Este tralado, o mais completo que tem appa-
recido sobre a arte calligraphica, conim todas
as regras c urna colleccao de exeraplares auto-
graphados, apropriados a habilitar qualquer pes-
soa, a adquirir perfeirao nesla arte.
Aos que residem fora da ciJade- da maior uli-
lidade, pois, guiando-se qualquer pessoa por
elle podo dispensar a presenoa de um professor.
O systema seguido neste tratado tem merecido
ai approvacao de milhares Je pessoas no Brasil e
llio da Prala, do que pode o seu autor apresen-
lar minise valiosos documentos.
Proco de cada colleccao 7g.
Jorih Donnolly declam aos seus devedo-
res que lendo de sahirjlesla provincia avisa ao
mesmos para viiem saldar os seus dbiles no
espu.;o de 8 dias; e nao o fazendo, entregar ao
seu procurador judicial os credilos do cada um
para serem cobrados, cijo pagamento ser ;-e
no seu esenptorio na ruada Praio.
Carolina Vaudayna. subdita italiana, rer-,.
se para o Rio do Janeiro, levando um lho
menor.
~i fk?'*0 assignado faz scienle ao respei-
tavel publico que al boje nao oppareceu pes-
soa que se uiliiulava credor do deposito co na
ra do Rangel n. G. como annunciou nos Dia-
rios ns. 102, 103 e 181.
Jos Jacinlho Pacheco.
Alnga so urna preta escrava: na ruado
imperador, loja de louca n. 22.
Preeisa-se de urna boa ama de leile- na
ruad Aurora, casa do Dr. Ferreira de Aguiar.
II. O. ibson, o Alfredo Gibson. retiram-
sc para Europa.
Ja
OTffim
Ultima paite da oitava e pri-
meira da nona da matriz
da Boa-Vista.
No3 felizos bilheles rubricados pelo abaixo as-
signado foram vendidas as seguintes sortes :
DEPOSITO DE POS
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECiWENTO
DE
Ra Nova n. 23, esquina da Gamboa do Carmo.
i*

Neste Ubeleoimemo ael^a-seumcom.deto sorlimenlo dos melhores, mais elegantes e mais
bem consiruioos pianos de que ha noticia.
j No memo estabeleciraenio exislem, obejjados Inpouco da Europa, al^uns pianos de machi-
, n.smo do mellur gosto a de maior parfeicao do que quaesquer oulros. os quaes nao somonte se
;, prestam pelo su machinismo a loda as pessoas quo sabem msica, mais anda aquellas que igno-
> ram esta arle.
Alm distes pianos exislem tnnl)3m no mesmo eslabeleci ment, harmnicos ou Seraphina, os
quaes fazem urna bella ligacao sendo tocado em sala com acompanhamenlo de piano, o tambem
produzem (xtellentes efTcitos hannoniozos em igreja ou capella, tambem ha meihodo e musirs
adquadas acdito inslrumenlo. Espera-se que o espeilavel publico e os amantes de msica nao se
demoran en mumrem-se de tao excellenles instrumentos, cui j preco alias razoavel, e de cuia per-
eicao imoniesiavel. r
!?oiAn/!afi a nanim Pnfa Na "na casa afinam-se econcertam-se pianos com a maior perfeicHo possivel. Na mes-
f ll/llluS ( lOUllil IClltt raa CaS- eX,aem cheados ha Pouc<> da Europa '"das msicas do melhor goslo possivel e do mellior
1 coraposiior ia Europa.
POR MEDIDA.
Na lojaearmazemde.Toaquim
Rodrigues T. de Mello.
Ra Ao Queimado u. 39,
cm sua loja Ac 4 portas.
Tcm um completo sorlimenlo de roupas feilas
e por medida a vontade dos fregueses : caigas de
casemira e de brim, colleles de diversas quali-
des, sobrecasacas de muito bom go.'.lo, um sor-
limenlo de paletots de panno e de casemira, al-
paca, laazinha, riscadinhos e de brim, que ludo ,:nj,____, ... ,
r Linios cortes de vestidos de seda prelos
se vende por preco commodo ; um completo sor-
limenlo de chapeos prelos de seda para hornera,
de superior qualidade a IOS, ditos de castor mui-
to superiores a 1C$, chapeos de sol de seda in-
glezes dos melhores que lem vindo ao mercado,
dilosfraneczes de diversas qnalidades, dilos de
panno grandes e pequeos, cortes de veslidos de
seda de variados gostos para diversos procos, um
completo sorlimenlo de bordados o entre-raeios,
golinhase manguitos, ludo por pre;o commodo ;
clialy de seda e la de gosto mais apurado que
tem apparecido a 15280 o covado, chitas france-
zas muito superiores de 260 al 41) rs. o covado
de gostos muilo delicados: um grande sorlimen-
lo de fazendas francezas c inglczas c allomas que
seria impossivol aqui se poder mencionar com
procos, assevera-se aos freguezes que ludo se
vende mais era conta que cm oulia parte sendo
a dinheiro.
Grande e novo sorlimenlo de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissimos precos.
Do-se amostras com penlior.
Sirop du
JARABE DO F011GET.
Ifi
Este xarope esla approvado pelos mais eniinrntos mdicos de Paris,
Jcomo sendo o mellior para curar constipacoes, tosse convuls e ouirss,
ccoes dos brooctuos, ataques de peilo, irrilaeies nervosas e insomnolencias: urna colherada
manlia, e outra a noite sao sufOcenles. O elleito desle exceleule xaropc satisfaz ao mesmo
111(1 o diipntp f. n mailipn
aire
pela _
tempo o doente e o medico.
O dsposito i na ra larga do notario, botica de Barholomeo Francisco de Souta, n. 3G.
FUN
(e 2 saias g
Dibs ditos de dilos de seda de cores
com babados ?
Dius ditos de ditos de gaze phantazia
e cores 9
Ro^eiras de fil de seda preta bordadas 9
Vistas de grosdcnuples prcto bordadas
com troco 3
Grokdenaplus de cores com quadriuhos
cUado 1200
OiU liso preto e de cores, covado g
Seda lavrada preta e branca, covado ljf e 3^000
Dit/lisa preta e de cores, com 4 palmos
(te largura, propria para forros 1J500
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
pirenles 10*000
Ditis de ditos de cambraia e seda, corte 16)000
Caabraias orlandys de cores, lindos pa-
droos, vara liiOO
Maiguilos de cambraia lisos e bordados 9
Tir;s e ntremelos bordados 0
Maras de blonde brancas e pretas o
Dils de fil de linho pretas 9
Chales de seda de todas as cores 9
Longos de cambraia de linho bordados g
Dibs de dila de algodiio bordados 900
Parno preto e de cores de todas as qua-
lidades, covado 9
Casemirasidem idem idem 9
Go linhas de cambraia a 640
Chales de touquim brancos 9
Dilos de merino bordados, lisos e es-
lampados de todas as qualidades 9
Enfeitea de vidrilho francezes pretos e
decores 33500
Aberturas para camisa de liaho e algo-
dio, brancas e de cores 9
Saiasbalao de varias qualidades 6000
'areta rxo, covado 5500
uutay francezas claras e escuras, co-
r,I*d0. 280
as francezas de cores, van $500
^oiiannhos de esguiao de linho mo-
apruos J800
Ln completo sortimento de ronpa feita
IB I
Ra do Brum (passando o chafariz.)
Sio AcpoxVto dcsle cstaliclccimeulo semure ua graudc sortiiucuto de me*
eliaulsmo pava os cngcnlios de assucav a saA>ev:
Sfachinas ie vapor mo lernas, de golpe cumplido, econmicas de combustivel, e defaclllimoassento ;
Rodas d'agja de ferro com cubo de madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas;
Ginnos de ferro, e portas d'aguapara ditas, e serrilhas para rodas de madeira';
Moaa Ixt iateiras com virgens muito fortes, e convenientes;
M ias moenda com roietasmotorasoara agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilliCcs dcazs ;
Tai vas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pare ebicasparao callo, crivose portas de ferro para as fornalhas ;
Alaubiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer farinha
Rojetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos oubois'-
Aguilhaes, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas paracarrocas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D.W.Bowman confia que'osseus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela eoutiauaco da sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade 4e cada comprador, e de fazer os concertos de que podero necessitar,,
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colleles, calcas de muitas qualidades
de fazendas
Chapeos fraccezes finos, forma moderiia
Um sorlimenlo complelo de grvalas do
soda de todas as qualidades
Camisas francezas, peilos de linho e de
algodao brancas e de cores
Ditas de fusio brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivas muito finas
Um completo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, la e seda, cam-
braia e seda lapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos
Dilasde seda para menina, par
Luvas de lio de liscocia, pardas, para
menino
Vclludilho'de coros, covado
Velbulina decores, covado
Pulsciras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
m sortimento completo de lu-'as de
seda bordadas, lisas, para renhoras,
homens e meninos, de todas as qua-
lidades
Corles de colJete de gorgurao de seda
de cores
Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda rxos para senhora
Marquezilas ousombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapatinhosde merino bordados proprios
para baplisados, o par
C8sinelas de cores de duas largurasmui-
to superiores, covado
Setim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado
Setim liso de todas as cores, covado
Lencos de gorgurao de seda pretos
Relogios e obras de ouro
Corles de casemira de cores a
&5J5O
9
S
8
9
8
Ns3362 10:0003 Bilhcto.
285 l.-OOOg 3 quarios.
1335 400 1 moio.
71 200t 3 quoilos.
1597 200S 3 dilos.
3275 1003 1 meio.
1383 1003 1 dito.
950 1003 1 dilo.
1040 lOOg 3 quarios.
00C4 oog t meio*
3964 11K13 Billieie.
419 50jJ 1 meio.
639 503 1 dilo.
728 50 1 dito.
1525 50 3 quarios.
1(!9 503 1 meio.
192S 50$ Bilhele.
2SS2 503 1 meio
303} 50$ 1 dilo.
344 503 Billieto.
3848 503 1 meio.
3956 503 Bilhele.
3957 50$ Dilo.
260 503 3 quarios.
15600
3320
13200
3700
2S0O0
icooo
A garanlia dos 8 por cenlo do irapo";lo gor.i
pago na ra do Imperador n. 79.
P. J. Layme.
V B. A sorle de 10:0003 foi vendida na praca
da Independencia n. 40, rubricado poi Layn i
Madureira.
Prccisa-sc de urna ama para casa
tic urna so pessoa, preferc-sc escrava :
11a ra da Scuzalla yclha u.lSU. pri-
meiro andar.
Ra Estreita do Rosario,
n. 12 primeiro andar.
Acha-se de novo preparada osla casa, onde a
rapaziada encontrar tudo quanlo ha de bom no
genero culinario ; ah se achara o bello caf com
leile, o lanche a qualquer hora do dia ou 11 lite,
o delicioso peixe frito, o saborosa mo de meca,
os delicados vinhos : Lisboa, Porto e Figuclra ;
o forte cognac, a espumante cerveja, o muitas
oulras bebidas c iguarias que seria enfadonho
mencionar ; assim como fornecc almoco, janlar
c ceia, quer mandando casa do assignanle.
quer mandando buscar, por tal preco, que so
lorna iupossivel o oulro qualquer o fornecer pe-
lo mesmo preco, sendo ludo feito com a precisa
limpeza, como geralmente sabido; cmfim, lu-
do bom e muilo barato.
vjuem quizer pelisco em conta
Ou lanche de melhor goslo,
Busque a ra do Rosario
Que o dono nao d desgoslo.
Achara1 janlar ou ceia
De comida sa c pura.
E ser mais bem servido,
Se IOr por assignalura.
O cate louns as lardes.
Almoco do gaifo e lacea,
Sequifhos, vinho e cerveja,
E aos domingos mo de varea.
Tudo islo com limpeza,
E por pre^o muilo em conla ;
Mas Iraga o freguez os cobres,
Ouc o dono nao julga afronta.
Tambem de Irocos liudos
E' mistor vir prevonido.
Que do bom e do barato
Cora prarcr ser servido.
Assim como haver todas as noitcs sorvles e
huelas a 250 rs.
0 Dr. Casanova podo ser procurado a 5
qualquer hora em seu coiisullorio horneo- fR
9 pathico cm Pernambuco
aR 30RA DAS CRUZES30 a
^ No mesmo consultorio acha-se sempre A>
^ grande sortimento de medicamentos cm r^
ae linluras e glbulos, os mais novos e bem g>
^ preparados, os elementos de homeopalh
3*\ ctts POTmWv ctws eWsi eWs entra ctt *- c *y f;
9
3
2^50
9
2gO00
15000
13600
i
5O0O
ALA
Estabelccida em Londres
EAU MINERALE
NATRALLE DE VICHY.
Deposito na bolica franceza ra da Cruz n. 22.
I<
m
ASA DE BANHOS
NO
Assignatura de banhos frios, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias consecutivos. ,....... 109000
30 cartoes para os ditos banhos tomados efn qualquer lempo ;...... 1535000
13 D',os dito dito dilo .;.... 8*000
7 ...:.. 4)000
Banhos avulsos, aromticos, salgados esulphurosos aos precos annunciados.
Estareduecao de precos facilitar ao respeitavel publico o gozo das vantagens que resultara
da frequencia de um estabeleciment de urna utilidade inconlesiavel, mas que infelizmente nao
estando em nossos hbitos, anda pouco conhecida e apreciada;
CAPITAL
Cinc mllkocs de lites
esterlinas.
Saunders Brotlicrsct C." tem ahonra de'.n-
ormar acs Srs. negociantes, proprietarios de
casas, e a guem mais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobie os
objectos que contiverem os mesmos edificios!
quer consista em mobilia ou emfazens de
qualqu alidade.
O bacharel A. R. de Torres Bandcira, ad^o-
ga no crirac e civel, na sua residencia, ra larga
do Rosario 11. '28, segundo andar.
@ Dr. Augusto Carneiro Monteiro da Silva 3
@ Santos, medico operador e parleiro pode f
@ ser procurado na casa Je sua residencia @
na ra do Rangel n. 16.
@ O bacharel Luiz de Albuquerquc
Martins Pereira, ao retirar-se para a
provincia da Parahiba, faz suas despe-
didas, offerece al seus serviecs e pede
a seus amigos desta cidade desculpa da
falta que commetteu de nao despedir se
pessoalmente.
@@@@ SSQP.v?'
I Attenco. |
Curso pratico e theorico de lingua fran-
ceza por urna senhora franceza, para dez
mocas, segunda e quinta-feira de cada se- #
maa, das 10 horas at meio dia: quem
9 quizer aproveilar pode dirigir-se a ra da jl
Cruz n. 9, segund andar. Pagamentos
adiantados. ;-y
Na botica da ra do Rangel n. C i precisase
de um pralicante depharmacia.
OfTerece-se uraa ama para cozinhar : na
ra atrazda matriz da Boa-Vista n, 38,


(?)
DIARIO DE PERIUMBUCO. TERCA FEIRA 10 DE JULHO DE 1860.
Borzeguins pateule.
Lustre e bezerro
45 Ra Direita 45
Sempre solicito o proprietai io de&te
estabeleciraento em poupar a bolsa de
leas freguezci, acaba de descobnr-lhes
urna inina de borzeguins, que nao sen-
do Me lies nem Suzer, sao todavia iguaet
a Cites no durar, tendo por nico defei-
to serem poneos.
Manocl Xavier Corrcia Fclosa deixa de ven-
der agurdenle em sua taberna, r.a ra de Tygi-
pi6, regnczii dos Afogodos, por nao llie fazer
eonta pagar o imposto de 203. Tygipi 2 de ju-
IhodclSiO.
Jos Antonio da Silva, Portuguez, retira-
se para Portugal.
Na loja da ra Dirci'a n. 7 existe urna car-
ta para o Sr. Miguel Arcanjo Pimcnlel, professor
de primeiras Ultras da villa da Escada, ou a pes-
soa que se encarregue dos seus negocios nesla
praea.
Prccisa-se de una ama de leite : di ra do
Rosario da Boa-Vista o. U.
Compras.
i
Vltenco
l'urtaram da corredor da matriz de Santo An-
tonio, no dia 7 do correnle, um aderece de ouro
com coral, constante de bracelete, argolas c alfi-
ncle do j'oito ; a possoa a quem for olTerecidos
laes oj)jecl08, quoira os apprehender, e por es-
pecial favor levar ra do Queimado n. 6, pri-
meiro andar, em casa de Jayme. Eneas Gomes da
Sil '. que ser recompensada, alero da gratido.
Quero precisar de urna ama para cozinhar,
ou tratar d.,- alguma enanca, procure na ra da
l.lUi. casa n :>''., primeiro andar.
Hdame Jane Marmlcr parte pava osul,
Eu absixo assignado faro sc'cnle ao respei-
lavel publico, com especialidade ao corpo do
commercio, que tendo dssolvido amigavelronete
iedade que lioha na taberna sita na praea
i-\ isla ii. 15, que oulr'ora gyrava na tirina
de Manoel Joaquim da Cunha & Irmao, d'ora em
diaute gyra na lirma de Jos Domingues da Cu-
nha, ficando o mesmo pelo activo e passivo da
n: -ma tauerna. Recife9 dejullio de 1860.Ma-
noel Joaquim da Cunha.
0 bacharel A. R. de Torres Bondcira, pro-
fcssi r de geographia e historia antiga no Gym-
nasio desta provincia, lem resolvido abrir um
novo curso-destas duas disciplinas, e bem assim
un de rhelorica e potica, partir do dia 15 do
frrente em diante : na sua residencia, ra lar-
ga do Rosario, sobrado n. 26, segundo andar.
^Consultorio central horacopathicog
! HXSMMm. I
t; Continua sob a mesma direeco da Ma- OS
le noel de Maltes Teixeira Lima, professor ^
i homeopalhia. As consultas como d'an-
> tes.
------ 9
J Botica central liomeopalhica g
; SR- SABINO "o, L PIMO
Novos medicamentoshomeopitl.icos en- ^
,- viadosda Europa pelo Dr. Sabino. 2
j Estes medicamantos preparados espe- @
}' ialmeHto segundo as necessidades da he-@
a mcopathia no Brasil, vende-so pelos pre-@
3> ;os conhecidos na botica central horneo- &>
'Inca, ra de Santo Amaro (Mundo No- &*
I v" 6- $
%@m*9&9%m
Sacca-e para o Porto e Lisboa :
no escriptorio de Carvalho, N'ogueiru
G., ra do Vigario n. primeiro
a.; dar.
Compram-so dous carros para o sorvico da
alfandega: na ra do Rosario da-Boa-Vista'nu-
mero 42.
Constantemente
compra-se, vende-se e troca-se escraves : na ra
Direita n. 66, escriptorio de Francisco Mathias
Pereira da Cosa.
Compram-se moedas de 2 # : na
ra da Cideia, loja de cambio n. 58,
- Corapram-sepatacoes hespanhes:
na ra da Cadeia, loja de cambio u. 58.
Compra se um carro de 4 rodas, americano
ou oulro qualquer leve, que esleja em bom esta-
do : a tratar na ra da Cruz n. 4.
Compram-se moedas de ouro de 20j! e 10$
brasileiras, c de-16-5 porluguezas : no escriptorio
de Manoel Ignacio de Oliveiradefroole do Corpo
Santo.
Compram-se es-
cravos.
Compram-se, vendem-se e trocam-se esers-
vos, na ra do Imperador n.|79, primeiro andar.
Compram-se effectivamente meias garrafas
que furam do champanha : na ra larga do Ro-
sario n. 36, botica.
ARMAZEM
DE
Compra-se
o guarda livros moderno ou curso com-
nleto de instruccoe elemantares sobre
as operaefiesdo commercio, por Manoel
Teixeira Cabral de Mendonca : na pra-
ea da Independencia livraria n. 6 c 8.
Compra-se una burra.
(Juem livor annuncie por esta folha para ser
procurado.
Vendas.
.;.:':? *sa<
encao.
9
;

Amelia Btodia l.a venere, competente-
mente licenciada lem abarlo na ma do
Livr lento n. 19, segunda-andar, urna
raos to fominino, onde ensina
primeiras leltras, trances e cortas pren-
das, bem como eos<>r, bordar etc., e pa-
ra i modo das pessoas que moram [Ora
i amo, dentro da r.idade, recebe
alumnas internas, pendonistas e racio-
nistas pelo preco que se conven-
cionar.
Camisas inglezas
Na loja de Gocs & Bastos, ra
do Queimado n. 40.
Acaba-sc de receber um grande sortimenlo
das verdadeiras camisas inglezas muito finas,
com piegas largas, pcitos de linho, sendo estas
ultimas camisas de um goslo apurado, tanto em
pregas como em collermhos, pols decente tanto
aos rapazes como 30S seifbores de maior. por isso
sendo muila a poreao que recebemos, deliberou-
se a vende-las por 383 a duzia, nesla bem conhc-
cida lo a de Gocs & Raslo.
*- Vcndc-sc urna taberna em boa localidade
da freguo/ia de S. Jos; a tratar na ra da Praia
n. 82, taberna.
Vende-se um sitio muilo grande, perto da
[rara, com casa de vivenda, oni paredes dobra-
das e solio ; o mesmo sitio tem grandes baixas
de capim, que se cotlam 100 feixes diarios de ve-
rao invern, terreno para vaccas de leite e pa-
| la plantaces, bom coqueiral e alguns arvoredos
de fructa ; vende-se a dinheiro ou a prazo : a
tratar na ra da Piaia, serrara n. 55. Declara-
se que o terreno proprio.
Tadias para engenlio
Fimdico de ferro e bronze
DB
Francisco Antonio Corrcia Cardozo,
tem um grande sortimento de
taclias de ferio fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quor obra tanto de forro fun-
dido como batido.
Fazendas baratas.
Ra ilo Queimado n. \\).
Chitas francezas miudinhas a 220 rs. c( covado.
Hiberia.
Corles do hiberla com 14 covados a 2$500 o
corte.
Cobertas,
Coberlus de chita chiucza a :j.
Laa a 520.
L5a para vestido, pelo baralissimo precj de 320
rs. o covado.
Chales.
Chales de merino estampados a 2$500.
Gassa musselina.
Cassa musselina para babad(s. ciro 10 varas,'
muito finas (que se venda a 5$3C0) por 41 a pe^a,
setim de todas as cores.
Chita miudinlia.
Chitas miudinhas, cores fixa.i, a 160 B. o co-
vado.
Ricos cortes de seda.
Cortes de seda superiores, pelas e decores, a
OOgUOO, cambraias pretas finas a 500 rs a vara.
Lencos branca.
Lencos para algibeira a 2$ a luzia.
Bom e harato.
Vende-se manleiga ingleza a 950 rs., c fran-
ceza a 800 rs.
Bom e barato.
Vende se manteiga ingleza a S00 e 910 rs. a
libra, dita franceza a 5(i e 60, espcriiacete a
CiOe 680, (oucinho a 300, ervilhas a 165, paincoj
a 160, ceblas solas a 1$280 c cento, em tranca
a 2-5000, barris com vinho muito bompara casas i
de familia a 32$, dito inferior 3 25$, -ngarrafado
do Porto, fino, a 800 c 15280 a sarrafi, garraes
com vinagre muilo bom a 2$50) cadal, doce de
goiaba a 1,$ o caixao, genebra a 400 s a botija,
banha a 560 a libra,farinha a 12 o aliueire,tre-
lo a 5^200 o sacco, chouricas a 640 a ibra, cha a i
13920 : na travessa do Paraizo n. 16 casa pinta-
da de amurelloccm oilao para a ruada Floren-
5:000 ris,
cada urna sais balao, o mais bem feilo e de mais
commodidade para assenhora : na ra do Cres-
po n 20 B.
Vende-se muito em conla vaqueles de lus-
tre para carro : na ra da Imperatriz n. 78.
Pianos
Saunders Brothers & Cr tem para vender em
eu armazem, na praea do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo goslo, recentiraente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes i. Broadwood ASons de Londres, o
muito proorios para este clima.
iPecliincha sem igual.!
i VT* Vendem-se superiores camisas de
l fustao editas de madapolo muilo fino a -|
8 2.*, cortes de casemira ingleza dequadri-
> nhos do superiorqualidade a i5:)0 e o-,
! colleles Celios de gi'rgurao de seda e ditos
de fuslo a 3^500 e '}, calcas de brim de
I cor a 4$. cortes de superior barege de se-
da a 203 e as modernas victorias de al-
paca de seda para vestidos de senhora a
* 700 rs. o covado, tambem se vende saias
g balao muito boas de mueselina e ditas de
I madapolo a 4S500e 5g, gollnhas de li-
| nho a 640 rs., de todas estas fazendas
5 existe una pequea poreao que se vende
E por este preco para acabar: na loja de
6 Augusto & Perdigan ra da C-ideia do Re-
cife n. 23
Milho perfeito.
REMEDIO IrlCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas as nacOes po-
den testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle Gzeram tem seu corpo e mem-
brosinteiraraente saos depois de haveremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencer dessascura maravilhosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
lodos os das Ira inuitos annos ; e a maior parte
della sao to sor prndenles que admiran; o
medieo mais celebres. Quantas pessoas reco_
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pomas, depois de ter permanecido "ion-
45--Rua
go lempo nos hospitaes, onde de viam soflrer a Meio borzeguins patente.
A II T II t *1 1 ~lf I r\allflB \\a m lilil mm 1. n.. -._ .1 n .4 ~: L?____tn.^ ___l__-._.
Vende-so no armazem
piche do algodo.
n. 18 confronte ao Ira-
Semea
lina.
Em casa de Rabe Sclmettan &
C, ra da Cadeia n. 57, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
Pcchinelia.
A 200 rs. o covado.
Armazem de fazendas, ra do Quei-
mado 11.19.
i de superior qualidade, c muito propria para en-
' gordar animaos, em saceos grandes ; no arma-
zem de Anlunes Cuimaraes S C, no largo da
Assembla n. 19.
Arados americanos e machinas
para lavar roupa: em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 12.
Vende-se um escravo pardo, de bonita fi-
gura c de todo o sorvico, moco : na ra do Quei-
mado, esquina da Congregarlo, loja do lenente-
coronel Manoel Florencio Aves de Moraes.
amputacao I Dellas ha muitas que havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submetterem essa operacao dolurosa foram
curadas completamente, mediante o uso desse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu recouhecimento declararam es
tes resultados benficos dianle do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de niaisauteutr
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do cstsdo de saude sa
'ivesse bstanle conianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindoalgum lempo o
mentratatoquenecessitasse a natureza do mai.
cuj'o resultado seria prova riucoutestavelmente
Quetudocura.
O unsueuto e til, mais particu-
larmente nos seguintes casos.
Inflammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pomas.
dos petos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna
Supuracocs ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
dasarliculacoes.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Esteestabelecimento offerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperlaes.....10>000
Ditos aristecratico*......9^'UOO
Ditos burguezes........7,s000
Ditos democrticos......6.^000
G>500
! Alporcas
Caimbras
1 Callos,
'.anee ros.
;Cortadur'aS.
Dores decabeca.
das costas.
doS mombros.
knfermidades da cutis
emgeral.
Ditas do antis.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Pistolas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
Inchaeoes
Inlammacao do figado.

Alcatia.
Cambraiad cor miudinha muitt fina, fazenda
pechincha a 200 rs. o covado, pan acabar.
Gneros nows.
Xa ra do Codorniz a. 18 em frente
a travessa da Madre de Dos:
Feijao preto muito novo s acecs grandes.
Dito ^marello dito dito.
Milho americano dito dito.
Dito de Mamangtiape muito nova.
Farinha de mandioca muito fina para
mesa chegada hontem.
Fardo em saceos muito grandes,
Charutos muito bons e barates.
Arroz de casca novo saceos grandes '
Polca ciccobi n boas.
Tudo se vende barato no armatem
de Manoel Joaquim de Oliveira & C.
Campos & Lima, na ra do Crespo n. .
16, lem para vender alcatifa com 4 pal- q[
mos de largura de muito boa qualidado J
Aos fabricantes do velas de carnauba, ven-1 3 e propria para alcatifar, salas e igrejas a el
de-se cera de carnauba chegada ltimamenle do 7& 800 rs. o covado, dinheiro a vista. ^
Ass, de um sacco para cima !$ a arroba, di- M5^^ISS^^-^^-8IMIBaW
nheiro a vista : na travesza ca Madre de Heos;
Laazinhas para vestido a 320
rs., c toalhis de linho a
800 rs.
Na ra do Queimado n. 19, vendem-se laazi-
nhas muilo finas para vestido, o para meninos,
pelo baralissimo preco de 320 rs. o covado, loa-
Ibas de linho 3 8l>0 js. cada urna, cobertas a chi-
ncza. de chita muito fina a 2$.
Potassa da Russia
E GAL DE LISBOA.
No bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Kecife n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do rio de Janeiro, nova
e desuperiorqualidade, assim como tambem
cal virgom em podra: ludo x>or .precos muito
razoaveis
Vende-se este ungento no estabecimento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarroadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespar.ha.
Vende-se a800 rs., cada bocetinha co#m
urna lnstruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceulico. na ra da Grita. 22. em Per-
nambu.io.
Palha de car-
naba
por barato preco, em porces ou a relalho : no
armazem de Aritunes Guim'araes & C, uo largo
da Assembla n. 19.
| Champanha.
S Campos & Lima, na ra do Crespo
d9 10, lem para vender urna porriio do
Sapatoes nobreza....... Cs'000
Ditos infantes......., 5,s'00O
Ditos de linha (5 1|2 bateras). CjjOOO
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapatos de salto (do tom). C3OOO
Ditos de petimetre...... 5s000
Ditos bailarinos........ 5.S00
Ditos impermeaveis...... 2^300
Senhora.
Borzeguins primeir classe(sal-
to de quebrar).......5<000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). .,,...,." 4^800
Ditos todos de merino (salto
dengoso)......... 4$"500
Meninos e meninas.
Sapatoes de forra. ...... -i.'fOOO
Ditos de arranca........o[300
Boizeguins resistencia .y e o^'SOO
LOJA DO VAPOR.
Grande e vanado sortimenlo de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas c perfumaras,
ludo por menos do que em outras parles : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SYSTEHA MEDICO DE II0LL0WAY.
PILUI.AS HOLI/WOYA.
Este inestimavel especifico, composto inteira-
mente de horras medicinaes, nao conten mercu-
rio, nein alguma outra substancia delecteria.Be
nignomais tenra infancia, eacomplecao mais
delicada igualmente prompto o seguro para
desarreigar o mal na compleicao mais robusta ;
nteiranienle innocente em suas operacos e ef-
feitos; pois busca e remove as doenea3 de qual-
quer especie egro por mais antigs e ienazes
que sepm.
Eutre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a de-
sesperaeao ; facam um competente ensaio dos
efikazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestes recuperarlo o beneficio da saude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguntes enfermidades :
[loga>se 00 Sr. Joaquim Jase de
,: 1 Serrano de apparcer na ra dos
Encantos casa terrea com dous portoeS
para tratt de negocio de muito seu in-
te sse.
Jos Ramalho da Souza vai a Parahiba
lar do sucs negocios deixa por seu bastante
urador o Sr Antonio Fernandos de Castro.
^Ensaio 'hilosophico Per-S
^ nambucano.
tu Do ordem da presidencia convido os i
Y? Srs. socios coniparecerem a sesso de 3|
Jt)
n.
Ji-
gos com champanha de superior quali-
dade a 20.3 o gigo.
uare
O quarla-fcira 11 iT correnle niez no tu- .
I gar canora do costme, afim de Ira- if
, lar-se de negocios urgentes, rclativamen- *
;' leao bom andamento da sociedade.
lu-
Re-
om cii'e 7 dejulho de IhGl).o primeiro se- ag
-* crelario interino, O. Marques da Silva. fft
en
GRANDE SORTIMENTO
DE
Fazendas e obrasfei las .1
NA
a e armazem
DE
DA
O Sr. Ihesoureiro Jas loteras manda fazer pu-
blico que em consequencia dos grandes prejuizos
Que lem soffrido com a cxlraccjo das loteras
pc'.o |)lno actual oblcvc o V.xui". Sr. presidente
c ; r ivincia permissao para as ditas loteras se-
i'ora em diante cxlrahdas pelo que abaixo
vai transcripto; e nesla conformidade se acham
expostos venda, todos os dias no escriptorio
dasmesmas loteras na ra do Imperador n. 36,
e :..i praea da Independencia ns. 14 e 16 das 9
horas da manha as Oda tarde os bilheles o meios
da lerceira parte da quinta lotera do hospital
Pedro II, cujas rolas devero andar impreteri-
velmenle no dia 23 do correnle mez.
Thesouraria das loteras 16 de junhode 1S60
I. M. da Cruz, escrivo.
PLANO.
3200 bilhetes a 10*000.
20 por cento. .
32:0003000
6:4005000
2.j:600>000
1 Premio do 10:0OOS000
l Dito de .... 4:0005000
1 Dito de
2 Ditos de 200$
4 Dos de 100
8 Ditos de Og
H Ditas de 203
'JG2 Ditos de IOS
993 Premiados.
2207 Brancos.
5O0J00O
4U0S00O
400000
4005000
2805000
9:6205000
-32.000;000
3200
Thesouraria das loteras 30 de junho de 1860.
O ihesoureiro, Manoel Camillo Pires Falco.
Approvo. Palacio do governo de Pernambuco
2 Je jnlhode 1660.LeiUo da Cunhe.
Cunfjrmo.Antonio Leile de Piano,
e ti vista do gasto
Neste armazem de molhados con-
linua-sc a vender os seguinles gneros abaito mencianados de superiores qualidad:s c mais bsralo '
do que em outra qualquer parte, por serem a maior parle delles rocebidos em dircilura por conta
dos proprietaros.
Manleiga ingleza c franceza
perfetamenle flora mais nova que tem vindo ao mercado de 640 a 800 rs. a libra e em larril
se Cara algum abatimcnlo.
Qucijos lamcngos
muilo novos reccntemenle chegados no ultimo vapor da Europa do 1S700 a 3J
que o freguez lizer se far mais algum abatimento.
Qncijo pvalo
os mais novos que existem no mercado a 1| a libra, em porco se far abatimento.
A.meixas raneczas
em latas del 1[2 libra por 13500 rs., e cm campoteiras de vdro contendo cada urna 3 libra
por 3|000.
Mustav&a ingleza c ranceza
em frascos a 60 rs. e era potes franceza a 800 rs. cada um.
YerilaAeiros figos de comadre
tu caixinhas de % libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a 1$600 rs
Bolacliinlva ingleza
a mais nova que ha no mercado a 210 rs. a libra o em barrica com 1 arroba por 4!.
Poles v'ulvailos
de 1 a 8 tihras propriao para mantoiga ou oulro qualquer liquido do 4O o lltfOOO ra. catja um
iVmeniloas conleilailas nropvias nara sorles
(le S At>;vo
a 1S a libra e cm frasquinhos, contendo 1 lr2 libra por 2>.
IA\;\ yivelOal\\soi\ enerla
os melhores que ha neste mercado de 1600,2?) e 2500 a libra.
Ma^as em caixinias Ae fc lil>ras
conlendo cada urna diflcrenles qualidades a 45500.
Palilos de denles lidiados
em molhos com 20 macinhos cada um por 200 rs.
Tijoio Vvanccz
proprospara limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e Irancezas
em latas e em frascos de differentes qualidades.
Presnnlos, clionri^as e naios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
lalas de lioladiinlia de soda
de dfferenlcs qualidades a i#600 em poreao se far algum abatimento.
Tambem vendem-se os seguntes gneros ludo recentemonte chegado e de
iGes &Basto J
& Na ra do Queimad) n. 9
8 46, frente amarella.
jk Grande e variado sortimenlo de sobre- s
a casacas e casacas de pannos linos protos t
p c de cores a 285. 30,J e 35$, paletots dos ^
^ mesmos pannos pretos e de cores a 283, ?l
tjfc 20 225 e 235, ditos de casemira msela- j|
^ dos dosuperioi goslo a 16 e 185, ditos 4
^ das mesmas casemiras saceos modelo ^
jingle/. 105,125, 14 e 158. ditos de al- iS paca preta fina saceos a 45, dilos sobre- S
| casa tambem de alpaca a 7$,8Se 95, di- S&
^ los de merino selim a 103, ditos de me-
a| ri de eordiio a 9$, calcas prelas das %
^ mesmas fazendas a 55 e 63, colleles pa- |e ra luto da mesraa fazend3, paletots de M
^ brim trancado a 53, dilos pardos e de S
* fustao a 4 e 5$, calcas de casemira de yfe
1 cor e pretas a 75, 85 9$ e 103, dit-^s das
5 mesmas casemiras para menino 363, 75 *
9 e 8#r>ditos de brim para homem a 3-5, 1
af 3(900, 45 e 53, ditos brancos finos a 05, |
9. 03 e 75, ditos de meia casemira a 45 e 8>
^ 55, colletes de casemiras preta e de co- S
resa 53, c 6$, ditos de gorgurao do setia *^
brancos e de cores a 5'S e 63, dilos de S|
s velludo preto e de cores a 93 e 105. ditos K
de brim braneo e de cor a35, 3g50 e45, gg
fpalitols de panno fino para menino a K
155, 165 e 18-5, dilos de casemira de cor jlf
a a 7S, 85 e 93, ditos de alpaca a 3e 3$500, 2J
^ sobrecasacas de alpaca tambem pa.-a me- grj
cUj! nio a 55 e 65, camisas para os mesmos x>
S de cores e brancas a duzia 153, 165 e 205. *
6 meias crues c pintadas para menino de (O
?R todos os tamaitos, caigas de brim psra f|
3| os mesmos a1$500 e 35, colarinho de li-
9 nho a 650OOaduzid, toalhas de linho pa- K
|c ra mos a 900 rs. cala urna, casaveques S|
9 de rambraia muito fina e modernos pelo
* diminuto preco de 125, chapeos com abas *
^ de lustre a 5, camisas para homem de 2!
* todas as'qualdades, seroulas para ho- i
it mem a 165, 20-5 e 255 a duzia, vestimen- ^
* tas para menino de 3 a 8 annos, sendo l
ni calca, jaqueta e coletos tudo por 10-5, co- S
! bertas de fustao a 65, toalhas de lolio fS
cu> para mesa grande a 75 e 85, camisas in- 55>
JE glezas novamentc chegada a 36J a duzia. ft
?-?-rm^r iTTi^ rrxvw o.S ^nffm JdM o/tiV J.flW 5!f% lT?rm *f|
Vende-se por comrnodo prero um
lino apprelho de porcelana, mandado
vir de encommenda, constando de tres
1.1.u'..11 icuuuiii-sa us h|whm getteres iuuo reconteraenie cnegauo e ae uperio- 1 ,
res qualidades.presuntosa 480 rs. a libra, chourica muito nova, marmeiada do mais afamado fa- nc08 erv tar : na ra da Cruz n. 61, armazem.
Farelo do Porto,
em saceos muilo grandes, ltimamente chega-
dos vende-se na ra do Vigarin n. 9, primeiro
andar, escriptorio de Carvalho Nogucira t Com-
panhia.
Vendem-so livras slerlinas em ouro : em
bncantede Lisboa, maca de tomate, pera secca,pasas, fruclas em calda, amendoas, nozes frascos
com amendoas cobertas, confeitps, pasllhas de varas.qualidades, vinagre branco Bordeaux'proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, macas de todas as qjaldades "ra-
ma muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas-marcas, cei vejas de ditas
spermacete barato, licores francezes muito finos, marrasquino de zara, azeitedoce purificado azei'
lonas muito novas, banha de porco refinada e outros muito gneros que encootrarao tendentes a
molhados, por isso prometiera os proprielarios venderem por muito menos do que oulro qualquer,
promelem mais tambem servirem aquellas pessoas que mandaren) por outras pouco prsticas como
lllrm ,Pt!f,2e,in0nte ; r8am.lambem a lod08n0S sanhores de SO""?, senhores lavradotes !
1 ,in5s-7. .- t* encommendas no armazem Progresso que se Ibes affianja a boa qualidade o casa de Manoel Ignacio de Oliveira &. Filho de-
0 aconduiouamento. I ront(J Qa Q Q SaQlQ j Recif
Fazendas finas e
roupa feita.
Augusto & Perdigo.
Com loja na ra da Cadeia do Recite n. 23
vendem edfio amostras as seguinles fazendas :
Cortes de vestidos de seda pretos e decores.
Cortes de ditos de barege, de tarlalana e de ga-
ze do seda.
Cambraias decores, brancase organdys.
Anquinhas para saias, saias balao, de clina, ma-
dapolo e bordadas.
Lencos de labyrintho do Aracaly c francezes
Chapeos amazonas de palha e de seda para sc-
nhoras e meninas.
Enfeles de troco, de vidrilho e de flores.
l'entes de tartaruga, imperatriz e outros gostos.
Manguitos e golas, ponto inglez, francez e mis-
sanga.
Vestuarios de fustao, do la e de seda para
enanca.
! Manteletes, taimas e pelerinas de dilTerenles qua-
lidades.
Chales de touquim, de merino c de l de pona
redonda.
Luvasde pellica brancas, prelas e de cores.
Vestidos de blond, mantas de dito, capellas e
flores solas.
Sinlures, camisas de linho e esparlilhos para
senhora.
Perfumaras finas, sabonetes c agua de colonia.
i Casacas, sobrecasacas e paletots de panno preto
e do cor.
Palelolsde alpaca, de seda e de linho.
Caigas de casemira do cor, prelas o de brim.
Camisas de madapolo, de linho inglez e de 15a.
Seroulas de linho e de meia.
Malas, saceos, apetreixos para viagem.
I Chancas para invernos, botinas de Mel e oulros
fabricantes.
1 Chapeos do Chyli, de massa e de fellro para ho-
mem.
' Charutos manilha, havana. Rio de Janeiro e
Baha.
Amendoas confeitadas para sor-
tes de S. Antonio, S. Joao e S. Pedro e
tambem pora presentes a 2J o frasco,
vende-se na loja de Leite & Irmao, vua
da Cadeia do Recife n. 48.-
Grande novidade
no mercado.
Borzeguins para senhora sem defeito
ou avara de qualidade alguma a o o
par dinheiro a vista, vende se esta gran-
de pechincha nicamente na loja de
Leite & Irmao, na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48.
Machinas de Derosne pa-
ra destilacao.
Na olicina da ra larga do Rosario-
n, 22 existem duas machinas de cobre
para destilar agurdente pelo systema
de Derosne, as quaes alm da sua per-
feicao, reunem a vantagem de serem
muito fornidas e destillam urna pipa
em 16 horas. Estas machinas feitas pe-
lo ra; is hbil artista conhecido as pro-
vincias do Douro e Mi nho, vendem-se
por pre rarem outras que ja se encommenda-
rara. O vendedor garante a peifeicao
da obra.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asth na.
Clicas
Convulsdes.
Debilidade ouextenua-
co.
Debilidade ou falta de
forjas para qualquer
eousa.
flysinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza noventre.
Enfermidades noventre.
Dilas no figado.
'Jilas venreas.
I-i'xaqueca
Hprysipela.
Pebre biliosas.
Febroto inlemitente.
3
!"
MTT5)
LONDRES
AGENTES
i G J. Astley & Companhia.
para
/
V
Febreto da especie.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflammacoes.
Ir r eg u la ridades
menslruaco.
Lombrigasd'e toda es-
pecie.
Mal de podra.
Manchas na cutis.
Obstrucco deventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retene.o de ourina.
Hheuraatismo.
Symplomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabeleeimenlo
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada urna
dellas, coHlem urna instrueco em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar deslas pilulas.
O doposito geral em casa do Sr. Soum
pharmaceulico. na ra da Cruz n. 2S. em Per-
namb o.
500 flr!>:JlffOOll!jBraCDOC>>'
Seguro contraFogo S
comimlXul'v
Vende-se
I Formas de ferro
purgar assucar.
I Estanho em barra.
i Veril z copal.
I Vinhos fino de Moselle.
Enchadas de ferro.
I Brim de vela.
I Folhas de metal.
% Ferro sueco.
f Ac de Trieste.
m Prego? de composicfio.
Lona ingleza : no arma-
3 zem de C. J. Astlev & C.i
?ctoiia>."if b Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguate medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DilaSands.
- Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway,
Pilulas do dito.
Ellxiranti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de S oncas a
121ibras.
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de- sala, o qual vende a sdico
preco.
- Vendem-se libras sterlinal, em
casa de &.. O- Bieber & C.: rua da Gr.u2
n. 4...


FABRIC
DIARIO DE PERWAMBCO. TER^A FE1RA JO DE JIJLHO DE 1860.
DE
um iLQiri i ftriergie u inriifc
Sita na roa Imperial n 118 c 120 junto a fabrica desabao
DE
Scbastio J. da Silva dirigida por Francisco Beliniro da Costa.
., Ncsteostabelecimfnto hasempre promptos ambiques de cobre de difieren tes "dimences
(de 3009 a 3:000* simples o dobrados.para destilar agurdente, aparclhos destilaos 3no*
para resillar e destilar espirites com graduacao ale 40 graos (pela graduaro de Sellon Cartier] dos
mehoressyslemashojeapprovadoseconliccidosnesta e outras provincias do imporio, bombas
de tudas as dimences esperantes e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, tornclras
de bronze de odas as d.mcneocse eil.os para alambiques, tanques ele, parafusos de bronze e
ferro para rodas d agua.porlas para fornalhas eenvos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
trros de en-
goinmar
econmicos
a 5,'JOOO.
Esles magnficos fer-
ros achair-se a venda
no armazem de fazen-
das de Kaytnundo Car-
los I.eite i lrmao, ra
da Impere Irz n. 10.
Trapiche de depsitos, al-
fandegadon. 19.
L.argo da assem\\a.
Ha continuamente para vender neste trapiche
saceos de felpo mulatinho muito no"'o com 6 al-
inglez de todas as dimensocs, safras, tornos '
., e oulros muitosarligos por menos preco do que ero outra qualquer,
toda e qualquer encommenda com presteza e perfeicao i conhecida
epara eoramodidade dos freguezes que se dignarem honrarem-nos com a sua onfianea acha-'
to na ra Nova n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada pata tomar nota das encomiendas
e folies para ferreiros etc.,
parte, desempenliaudo-se
courinhos curtidos, sola e palhae carnauba, lu-
do por procos cummodos e em grandes porces
ou a retalho, couforrae a vontade dos compra-
dores.
_ Na nova loja de miudezas da na Dircita n.
85, vendem-se frascos d'agua de Colonia de Piver
verdadeiro a. 480 e 960 rs., estrato linos a 19,
e lsOO, oleo de babosa l'iver a 040, pos para
denles a 160, l.ias para bordar, deco'ts, da mais
lina que ha a 79500.
Seus propriclarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e !85~ ed^se'ivadTseda'enfi.^^ara^
qualquer obra manufacturada em seu reconocido estabelecimento a saber: machinas d.e Vapor de Sor.a ^cS'X^nJ"3W,
FNDICAO DAURORA.
todos os tamanhos rodas d agua para engcuhos todas de ferro ou para cubos de madeira, inoen- I bonecas d
das e meias moendas, tachas de ferro batido e fundido de lodos os tamandoa, guindastes, ruin- covas ff
thos e bombas, rodas, rodetes, aguilhoes e boceas para fornalha, machinas para amassar man- I 2ro
d-oca e para descargar aigodo, prencas para mandioca e oleo de ricini. portes gradara, co- sas, do louoa brancos
lumnas e ino.i.hosde Tent,,&, cultiva Joies, puntes, aldeiras e tanoues, boias, alvarengas. | co.'cs a 100, d?. osdemadreperol" a". c.rfciras
es-
nas para denles a 240, 400, 500 e 000 rs.,
grozas de boles de osso a 240, ditos para cami-
lis!
SVSSS
ffgft'
^33/9
-<\VV1
-wa
KSS
GRANDE ARMAZEM
DE
33?
33*'
S2S
55S
55S
Ra Novan. 47, junto a groja da Con-
ccicao dos Militares.
Grammalicaingle-
za de Oilendorff.
Novo methodopsra aprender a lr,
a cscrever e a fallar inglez em G mezes,
1^ : 0^ra'nteiramente "ova, para uso de
i^Cs toJo3 os estabelecimentos de nstruccSo,
||g pblicos e particulares. Vende-se' na
I= prara de Pedro II (mitigo largo do Col-
segundo andar.
ff legio)
n. i
g| Acha-se na direccao da offic.na deste acreditado armazem o hbil
jgg tut.sta Francisco de AssisAvelIar, antigo contra-mestre do fallecido
Manoel Jos Ferreira. O respeitavel publico continuara
trar em dito armazem um grande e variado

g trar em dito armazem um grande e variado sortimento de roupa, *<^
ggg fitas como seiam: casacas sobrecasacas, fraques, paletots de panno g
W ^c^^Zmdf^^^'^^^' aPaCaP^a Sivindospe.o ultimo paquete ingle, : em ca'sa d
s> e ae cores, itos de brim de I.nho branco, pardo e de cores, calcas &G& Southall Mellorsi c.'
m de casem.ra preta e de cores, ditas de merino, de princeza, de brins ^
H| pardo, brancoe de cores, colletes de velludo preto e decores, ditos de RS
5>>> gorgurao, ditos;de settm preto e branco, ditos de merino para luto
HJ d.tos de fustao brancoe de cores, paletots, casacas, aqueta, calcas IS
?M e col-'ietes para meninos de a 12 annos, camisas, seroulas. chapeos ^
^ e grvalas pretase de cores, libres para criados, fardamentos para S
^ a guarda nacional da capital e do interior. ^|
coberos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem a senhora,
de um dosmelhores -.ibricantes de Liverrool,
Admiraveis remedios
americanos.
Todas as casas do familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele, devera estar prevenidos
botes e todas as obras de machinisrao. Executa-se qualquer obra seja qual fr sua natureza ocios
des linos ou moldes que para tal tlm forem apresenlados. Recebem-se encoramendas neste esla-
belecimento na ruado Brum n. 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperador o. Gmoradia do cai-
teiro do estabeleciraento Jos Joaquim da Costa Pereira, com quem os oretendentes se uodem
entender para qualquer obra. F
Yinlio de Bordeaux.
Em casa de Kalkmann lrmaos&C, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres.
e dos Srs. Oldckop Marcilhac & C, em Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades :
De Brandenburg frres.
St. Estcph.
St. Julicn.
Margaux.
Larose.
Chteau Loville.
Cliiiteau Margaux.
De Oldckop & Mareilhac.
St. Julien.
St. Julien Mdoc.
Cliaeau Loville.
Na mesma casa ha para
vender:
#Sherry em barris.
Madeira em barris.
Cognac em barris quadadc fina.
Cognac em caxasqualidade inferior.
Ceneja branca.
Galera de pin-
turas.
Recebeu-se grande porco de bonitos quadros,
mi re el les alguns sacros, por procos mdicos:
no leja de mannore.
Vende-se um crioolo de idade 22 annos,
bonita figura, ollicial de enrapina : na ra do
Hospicio, em casa de Thomaz de Aauina Fon-
seca, das 7 s U horas da uauha, c das 2 s 0
da larde.
Pedras baratas.
Joao Donnclly lendo contratado com o governo
da provincia, por intermedio do lllm. Sr. direc-
tor das obras publicas o fornecimento de todas
as pedras exlrahidas da lha de Santo Alcixo,
do marroquiru fino a 5(> rs., bolsas a 650.
Na nova loja de miudezas da ra Direita n.
85. vendem-se lesouras tinas a 1g e 2g, facas oi-
lavadas i 2jS0O, ditas cravadaa a*3;j, ditas de
cabo de balanco, dous boldes. a 6^500, caivetes
finos a 15G00, "ditos 89800, groias de uennas de
ac a1g, 1.-.200 e l.*<00, linteiros proprios para
viagem a 320, obreias de cola a 100 rs.
Faqueiro.
tenha o Exm. presidente da provincia por despa-
cho de 18 deste mez concedido licenca ao niesmo
annuncanle para dispor das mesmas pedras, c
por grande quanldade que tem o aununciante,
no es do Ramos, offereco a quem interessar,
em grande ou pequea porco, que as vende
mulo em conta. O mesmo annunciante enlen-
dendo-se com o Sr. Rampa, hbil archileto, bem
conherido nesta cidade, conhecedor das quali-
dades de pedras e lijlos, so tem admirado de
d3o se ter empregado em alicerces osle material,
qual as pedras do annuncanle, como se pralica
na Europa, para evitar a humidade as paredes.
O mesmo Sr. Rampa lem encommendado ao
annunciante -iOO toneladas para esse fim, dizen-
do que em obra sua jamis deitar tijollos em
alicoree ; pelo preco que tem o annuncanle
vendido ao mesmo senhor lhe sahe mui raiis
barato do que lijlo. O mesmo Sr. Rampa deu-
me licenca para usar de seu nome no presente
annuncio. As pedras cscolhidas para armazens
ou calcadas, a dez mil rcis por cem palmos, dal-
ladas as pedras em qualquer parte desta cida-
de a custa do annunciante, com toda actividade
possivel, para o que lem as proporgoes necessa-
rias; os pretendemos dirifam-so a ra da Praic
escriptorio do annuncanle.
LOTERAS
Vende-se um faqueiro de prata com cerca de
mil oitavas, de lindo goslo, chegado ultimamen-i
te do Porto : na ra do Vigaiio 11. 19, primeiro
andar.
Vendem-se 8escravascom habilidades c sem
ellas de 15 a 40 annos, de800;; a 1:5009, um es-
cravo de 30 annos, bom cozinheiro, por 1.3009,
um mulato de 22 annos por 1:3009, e mais al-
guns escravos baratos que se vendem, tanto a
prazo como a dinheiro, na ra Direita, no escrp-
torio de Fraucisco Mathas l'ereira da Costa.
Fazendasporbaixos precos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Anda restam algumas fazendas para concluir
a liquidaco da firma de LetcS Correia, asquaes
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, franeczas, finas, a 240 e 260.
Rscados francezesde cores fixas a 200 rs.
Cassasde cores, bons padres, a 240.
Briin delinho de quadros, covado, a 160 rs.
Irim trancado branco de linho muitobom, va-
ra, a 15000.
Cortes de calca de meia casemlra a 2g.
Ditos de dita de casemira de cores a 59.
Tanno preto fino a 3# e 49.
Meias de cores, finas, pora homem, duziaa
11800.
Grvalas de seda de cores e pretas a 19.
Meias brancas finas para senhora a 3J.
Ditas ditas muito finas a 43.
Ditas erijas finas para homem a 4g.
Cortes de colletes de gorgurao de seda a 29.
Cambraia lisa fina transparente, pega, a 49.
Seda prela lavrada para vestido a I96OO e 2g.
Cortes de vestido de seda preta lavrada a I69
Lengos de chita a 100 rs.-
Laa de quadros para vestido, covado, a 560.
Petos para camisa, um, 320.
Chita fraaceza moderna, llngindo seda, corada
ra 400 rs.
ntremelos bordados a 200 rs.
Camisetas pira senhora a 640 rs.
Ditas bordadas linas a 2$500.
Toalhas de linho para mesa a 29 e 49.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora o
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
cas a 5J000.
Cortes decalca de casemira preta a 69.
Chales de merino com franja de seda a 59.
Cortes de calca de riscado de quadros a 800 rs-
Merino verde para vestido de montara, cova-
do, 19280.
Lencos brancos de cambraia, a duzia, 29.
Na loja do miudezas da ra Direita n. 85,
vendem-se resmas de papel do quadriiihos a
48510, caixinhsde papel sortidas em cores a 1$,
ditas de quadrinhos a 800 rs., folhas ds papel ar-
propriedade do annunciante, para calcamento das &$&** 240 MF ^
ras desta cidade ; e como as mesmas obras Na nova loja de miudezas da ra Direita n
publicas por emquanto se acham poralysadas, e 85, vendem-se pentes de alisar, de bal na, a 200,
20, 280, 320 e 300 rs diios para piolhos a 280,
penles travessos para meninas a 640, dilos de
massa para alar cabello a 900 rs., diUs virados
a imitaco de tartaruga a lfBOO, ditos dourados
a 18800, ditos de alisar, de borracha, a 600 rs.,
ditos de bfalo branco a 500 rs.
Na nova loja de miudezas da ra Direita n.
85, vendem-se caixas de linha do ga:: branca a
800 e 19, pula a 900 rs., miadas de linhas de
peso a 120 rs., linhas para marca a 20 rs.
_ Na nova loja de miudezas da ra Direita ~T\.!
; 85, vendem-se pecas de bico com 10 varas a 800 i
I 00, 18, l$10O, 18200, lg300. IfiiOO. I350O e 2g,'
pecas com 10 varos de renda a 800, 18, 1J200, :
18300, 18400 e lj.500, babados do Porto a 120,!
140 e 180, fila de seda lavrada, largura de 5 de- 1
dos e com pintas de mofo a 320, ditas linas a 640. j
Na loja de miudezas da ma Direita n. 85
vendem-se sapatinhos de merino proprios para
baplisadns a 1JJ200, borzeguins do laa pata me-
ninas a 800 e 900 rs.
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
deia do Becife n. 38, primeiro andar.
Vende-se una carrafa de vender igua e nm
boi : na ra Direita dos A'fogados n. 20, taberna.
Na ra de Aguas Verdes n. 5, vendem-se
por preco commodo livros em branco, assim co-
mo registro de letra, abecedarios, e se encader-
na toda qualidade de livros com muita perfeicao.
por preco commodo.
Vende-se urna barcaca nova da primeira
viagem, muito bem construida, e prompta du lu-
do para viajar, pega em 60 caixas : pora exami-
nar, na rscadinha da altandcga, e paia ajuslar,
na ra do Queimado, loja n. 41, ou na ra do
Kaogel, casa de Luiz Jos Marques ; poder ser
vendida a dinheiro ou a prazo.
E peehincha sem
igual.
Na ra das Cruzes n. 41 A recebeu-so em d-
reitura um completo sortimento de loui a da Ba-
ha, assim como quarliahas do todas as qualida-
des, copos para beber agua, moringues grandes,
ditos pequeos, jarros para conservar agua que
levam duas canecas, jarrtnhas pequeas, tudo se
vende pelo preco da factura, que nao i possivel
vender-se em outra qualquer parle por este
prego.
Um moco portuguez que se acha abolela-
do no commercio, offecece-se para qualquer
ocupaco, tanto cobrancas como outro qualquer
servico, para os quaes lem as habelitaces pre-
cisas, e d.'i conhecimenlo a sua contucla; a
pessoa que do seu prcslimo se quizer aulorisar
dechc carta fechada nesta imprensa com as
letras P. C, ou annuncie a sua morada para ser
procurado.
mrnmmmmmm
i Progresso na cidade da Victoria 1
DE
Francisco Xaxier de Salles Cavalcantc de Alraeida
NO
Pateo da Fcira.
O prtprielario desie estabclecimenio, como se acha com um grande o completo soni- fP
ment, endent a motados, ferragens e miudezas convida portanto a Iodos os moradores ?
desta cilae da Victoria, senhores de engenho e lavradores queiram mandar suas P
encommaidas no Progresso do pateo da Feira, pois s ah enconlraro o bom e barato, |^
visto o pnpriclario estar resol vi do a vender, tanto em grosso, como a retalho, por menos j|j
do que en outra qualquer parle como sejam :
Latas di marraelada de 1 2 libras a 1400, frascos com differentcs qualidades de doce B
por 25?OOf, latas de soda contendo nove qualidades a 29000, azeitonas muito novas. 3
passas deditas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2;>000 rs. a garrafa, licores ^
francezes d3 lodosas qualidades, champanhe, conhaque de ditas, louga fina, azul,pinlada, @f
e branca de todos os padroes, ameixas era compateiras e em latas a 1?000 rs. a libra, ^
latas de peiw de posto por 29000 rs banha de porco refinada, araruta, fatias, bolachi- N
nha ingleza biscoilinho, e outras mais qualidades de massas finas, massa de tomate em !ff
ltase a reulho, letria, macarrao, talharim a 800 a libra, verdadeira gomma de aramia, SSs
insenso de das as qualidades, espirito* u cravo, canella, e alfazema, verdadeiros pentes !$t
a imperalris, e de tartaruga de 9000 a 1O30O0 cada um, tranga e franja de seJa, fe- g
chadoras de broca, pregos em quantidade de lodos os tamanhos e quaidades e oulros ^
muitos objectos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar, gg
DO
Rio de Janeiro.
SORTES GRANDES
lOlVH^SiKH). -UV.OOOS.
4:000$ c ^-.000$.
Leitr & lrmao na ra da Cadeia do
Recife n. 48 loja de fazendas de 4 por-
tas, vendem legalmcnte rubricados pe-
los annunciantes billietes nteiros, meios
e quartos das loteras do Rio de Janeiro,
presentemente tem exposto a venda os
bilhetes da 45 lotera a beneficio das
casas de correccao da corte, recebidos
hoje pelo vapor francez La Guienne.
BM
lyrico.
Veudem-sena ra do Crespo n. 17, cortes de
seda de ricas cores de 2 saias e 3 babados a 50g
o corte.
Em frente a
Ao barato.
Na ra da Imperatrz, loja da esquina do bec-
i co dos Ferreiros, vendem-se corles de riscado
I francez para vestidos a '29, chitas de cores fixas
e finas a 200 rs. o covado.
Mili a 45000, fardo a
4S500.
Tachas e moendas
Vende-se um escravo cabra, filho do ser-
tao, de idade 25 a 30 annos, forle, robusto e sa-
dio, para engenho ou sitio por estar acostumado
Braga biiva 4 c.,lem serapre no seu deposito ao servico do campo e saber lavrar a Ierra, fa-
da ra da Mceda n. 3 A.ura grande sortimento I zer qualquer plantaco. andar com gado, tratar
de Uehase moendas para engenho, do muito j*10
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 4.
ggggg ; e cura os peiores casos de rheumasmo, dor de
I cabcQa, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, ndigestio, crup, dores nos ossos, contosoes
! queimad'.ira, erupcocs cutneas, angina, reten-
'.'ao Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidadesescrophulosas ehro-
; nicas esyp hlilicas; resolvo os depsitos de'moa
; humores, purifica o sangue, renova o sysiema;
J prompto e radicalmente cura, escrpphulas.vtne-
j reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
jSOS, tumores brancos, afeccoes do ligado e rins,
j erysipelas, abeessos o ulceras do todas as classes,
' molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mulhcies, hipocondria, venreo, etc.
Plalas reguladoras de Rad-
way
para regularisar o sjstema, equilibrar a circula-
cao do sangue, nteiramenle vegelaes favoraveis
em lodosos casos nunca occasiona nauseas ne
. dores do venlre, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a 8 purgara. Lslas pilulas siio efiica/.cs as a:Tec-
1 sites do figsdo, bilis, dor de cabeca, ictericia, In-
;digesiao, e em todas as enfermidades das .*La-
, Hieres, a saber : irregularidades, fluxo, reien-
; ces, flores brancas, obslruccoes, histerismo, ele,
1 sao do mais prompto efleito na escarlatina, iebre
, biliosa, febro amarella, e em todas as febres ma-
! ignas.
Estes tres importantes medicamentos vem a-
; companhalos de inslrucces impressas que mos-
(tram com a maior minuciosidade a maneira de
( appca los era qualquer enfermidade. Eslo ga-
; ranlidos de falsilicacao por s haver renda DO
armazem de fazendas de liaymundo Carlos Lene
I & lrmao, na ruada Imperairiz n. 10, nicos
I agentes em Pernambuco.
Na fabrica decaldeirciro da ra Imperial,
junio a fabrica de sabo, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porco de folhas
K I IMiMUrt' llU, CIIIUUI \,Uiii .,.11'.', < I ., 11 "
3, carreiro. ele, por preco em cotila : dc. z"'co' J PrfPa.r^a ''ara le!!'ados, e pelo di-
retender, dirija-se toja de chapeos i ""' pre;o do 1*0 s. a libra.
Attenco.
m mu
ao |ic do arco de Santo
Aulonio
vende-se, cora um pequeo lojuc de mofo, cha-
les 2 merino com palmas de seda, pelo diminu-
to preco de 39 cada um, ditos limpos a 5;800 : a
elles, antes que se acooein.
Relogios
quem o pretender
111 23, defronte do Passeio Publico, que
irjo auuJe Ml o Jilo osorivo pura vr o ajiisl.ir.
JS afc>^aia'!a&afcStiKi5*i*'-'a*'tf
I Augusto & Perdigao.
^ muito finas por 40; a duzia, ditas de fus
g* to por 249, ditas de musselina por 219,
1 ditas para menino por 219 e avulsa a
S| 395OO e 2g, chancas inglezas a 2*500 e
3S> bolinas de Melia a 123 : na sua luja da
3 ra da Cadeia do Recife n. 23.
I he As melhores macliinas de coser dos mais
ahimaclos autores de New-York, I.
M. Singor & C. e Wlieelcr &Wlson.
Neste estabel i
monto vendem-se a?
machinas dosles dous
autores, mustram-se a
qualquer hora do din ou
da noiie, e responsabili-
Bamo-iroa por sua boa
qualidade e seguranza :
no armazem de fazendas
do liaymundo Carlos
Lelte & Irmios ra da
amigamente alerro da ioa-
. Imperalriz n. 10,
Farinha de mandioca. ivisla\. ,
Vende-se farinha de mandioca, superior quali- I ~ ^" Zm?'t &iP 'U3'
dade. rinda do Maraohao, polo hia.e Rosa e -"vV vidolr-,^ m n ci'^'C5iU"
briue escuna Graciosa : Pno. armaxens do Ma- ^r^^ Ver na"Z?X*1'
raazem de Manoel Jos de S Araujo.
Vendem-se ps de larangeira do umbigo
da China, ps de tructa-po, de sapoli, de limo
para cerca, c outras qualidades de fructas, por
preco commodo : na Ponto de" Ucha, sitio da
cliado & Dantas e Antunes Guimaracs & C, no
Forte do Mallos, largo da Asscmbla.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, ra viuva de Joao Carroll.
raatriz da Boa-Vista n. 86.
Vendera-sc c alugam-se bichas de Hamburgo
recentemente chegadas: assim como so app'.i-
cara ventosas pela altraccao do ar, sem precisar
de levar fogo.
AOVA LOJA DE ROIPA FEITA.
N. 98. Ra Direita N. 98.
Nesta loja vende-se roupa feila com toda per-
fecao, paletots, calcas e colletes de diversas fa- '
zendas e de goslo. mais barato do que em outra
qualquer parte : cheguem, freguezes, a peehin-
cha antes que se acabe.
Ra da lmperatriz
numeroso.
Na loja de fazendas do becco dos Ferreiros se
vendem por lodo preQo, para acabar, saceos de
fejao amarello, ditos de trelo, tudo isto vista
do comprador se far negocio por menos preco
que for possivel; cheguem freguezes.
Vendem-se coqueiros para se plantar : na
ra das Trincheiras n. 29.
Ea taberna da estrella no
mero 14.
argo do Paraso nu-
Receheu-so pelo ultimo paquete Bonr-
us, para sahida de theatro vestidos dc
ijf$ seda de crese outros artigos para senho-
ra, tudo do ultimo goslo a duqoeza de
@ Comberland @
Loja de marmorc. g
Na nova loja de miudezas da ra Direita n.
S5,vendem-8e toucadores de jacarando a 39,39500
c 49500, gravalinhas a Pnaud a 10400, atacado-
res chatos de ilgodo a 60r., e rlleos a W rs,
Graixaenibechigasesebo
em paes e em rama, em porces e a retalho : na
ra do Brum n. 16, armazem.
Leite puro.
Da segunda-feira ero diante achar-se-ha ven-
da'.lciie puro a 320 rs. a garrafa : na escada da
ra Nova n. 15, casa de Antonio Roberto & Filho.
Com (oque de avaria
Na loja de Machado & Santos.
Ra do Queimado n. 6, por baixo
da boneca.
Vende-se popelina de cor miudinha, propria
para vestidos de senhora e roupa de meninos,
sendo da largura de chita franceza, pelo diminu-
to preco de 240 rs. o covado, sapales inglezes,
proprios para o invern, obra muito forte, pelo
diminuto preco de 39800 o par, e um completo
sortimenlo de fazendas de diversas qualidades,
por menos prego do que em outra qualquer par-
te : dao-se amostras com penhor.
British Beet.
Superior carne ingleza de porco, salgada, a
240 rs. a libra : no Bazar Ternambucano da ra
do Imperador.
Cordas para \io-
lo.
Chegou loja do Baraalho, na ra Direita n.
83, um grande sortimento das mais superiores
cordas de tripa de pona encarnada, e cordao
para violao, mais barato do que em outra parte,
a dinheiro.
Manguitos e goilas.
Chegou loja do Ramalho, na ra Direita n.
83, um grande sortimento de manguios finos a
2S, gollinhas muito Cnas a 640, 800 e 19, ditas
! finas do traspasso a 19 (a dinheiro].
mmmm-m-wmmm
Veude-sel
Relogios patentes.
Estopa!.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos para camisas.
Biscoutos.
Em casa de Arkwight & C., run da
Cruz n. 61.
Suissos.
Ea casa de Schafleillin & C, ra da Cruz n.
38. vende-se um grande e variado sortimenlo de
relogios de algibeira horisonlaes, patentes, chro-
nometros, meios chronomelros, de ouro, prata
dourada efolheadosa ouro, sendo estes relogios
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
deao por precos razoaveis.
Na nova loja de miudezas da ra Direita n.
85, vendem-se papis de agulha a 10 rs caixas
de agulhas francezas finas a 200 e 240 rs.
Farinha
DE
&
Trancas.
Chegou loja do Ramalho, na na Direita, um
grande sortimento de trancas de linho nuito bo-
nitas, pega com 25 varas a 19200, ditas com 12
varas a 640 rs., ditas de seda muito superior a
140 rs. a vara a dinheiroj.
de qualidade especial para mesa : no armazem
de Amones Guimaiies & C, no largo da Assem-
bla n. 19.
Vende-se o verdadeiro doce dc goiaba da
casca, por preco muito em conta : na ra do
Rangel n. 62. No mesmo armazem vende-se
urna porco de courinhos de cabra cortidos, por
baratsimo preco, para acabar.
Vende-se feijao rajado a 320 rs. a cuia : no
armazem da ra do Rangel n. 62.
Escravos.
Gurgel Irmos teera para vender famosos es-
cravos, no seu escriptorio, ra da Cadeia do Re-
cife, primeiro andar n. 28.
Labyrinthos.
Gurgel Irmos vendem ricos lencos e toalhas
de labyrintho.
Sola.
Gurgel Irmos vendem sola do Aracaly e So-
bral, e tarabem a vontade dos compradores sola
corlida a ingleza.
AG^C1Y
FUNDIDO LOW-MOW,
Roa da Seniala Nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a haver um
comapletosortimento de moendas e meiasmoen-
daspara enSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para di
Vende-Se urna casa terrea com
grandes commodos e em urna das me-
lhores ras da teguezia de S. Jos : na
ra das Cinco Ponas n. 72, se dir'
rjuem vende.
Vende-se um moleque de 11 annos, miito
sadio : na ra da Cruz n. 33.
Escravos fgidos.
AVISO
Anda fgido um molato escuro de nome Fir-
mino, j idoso, barbas crescidas, em mangas de
camisa e chapeo de palha. E' grosso do corpo,
e de estatura regular, c alguma cousa desdenia-
do Vigario n. 3, um bello sortimenlo de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambera urna
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Espirito de vinlio com 44
graos.
Vende-se espirito de vinho verdadeiro com 44
graos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-do. Est quasi sem prc na Boa-Vista, por junto
andas na ra larga do Rosario n. 36- I ^ P0,nte c do chafaiiz : roga-se aos pedesiresde
. leva-lo casa de seu senhor, na rui do l'rapi-
Rua daSenzala Nova n. 42 che Mbr*d0 n-m 0Dde M p:,S3r (iua|,iuer *-
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-1
quetas de lustre para carros, scllins esilhes in-
glezes, candeeiros e caslicaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montaa, arreios para carro de um e dous cval-
os, e relogios d'ouro patente inalezes
i Engenho.
C$ Vende-se o engenho Santa Luzia,sito na $9
^ freguezia de S. Lourenco da Malla, entre @
os engenhos Pencdo de Baixo e Penedo de 51
Cima : trata-se no mesmo engenho ou no .-
@ engenho Mussambique com Felisbino de (
Carvallio Bapozo.
FARELLO.
Vende-se saceos com farelo
do Rangel n. 62, armazem.
a 455OO : na ra
la loja
ao p do arco de Santo
Antonio
vende-se casemira de quadros propria para cal-
gas e paletots. pelo diminuto preco de 19 o co-
vado, a fazenda superior: a ella, antes que se
acabe ; cortes de cassa chita a 2< o corte.
Batatas e cebla
nova
Vendem-se batatas a 100 a libra, ceblas a 1(600
e 2$ o cento ; na travessa do pateo do Paraizo
n. 16, casa pintada dc amarello cora oito para
a ruada Florentina.
RELOGIOS.
Vende-se em cas* de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama
do fabricante Roskell, por pregos commodos,
I e tambemtrancellins e cadeias para os mesmos,
deezcellente gosto.
Fugio o escravo de nome Cosario, idaJc de
vinte e lautos anuos, pouco mais ou menos, es-
tatura mediana e reforcado, bons denles e lima-
dos, cabra escuro quasi negro, barba na pona do
queixo, olhos avermelhados, pernas um pouco
arqueadas, filho do .Sobral (Cear) ; portanto
roga-se aos capiles de campo, s autoridades
polciaes, e qualquer pessoa que o possa encon-
trar, o apprehcndam eolevem a sua senhora, no
caes do Ramos, sobrado encarnado, que seriio
gratificados ; o se prolesta contra quem o tLer
acoutado em sua casa,
= Fugio no dia 4 do correnle mez, dos Alega-
dos, um mualo de nome Jos, idade pouco mais
ou menos24 annos, com os signaes seguintes.
baixo, grosso, nariz um tanto chalo, denles lo-
dos perfeilos, cabellos crespos, levou vestido ca-
misa de aigodo de listra e ceroula azul; esie
mualo foi comprado ao Sr. Filippc Bodrigues
Santiago, o presume-se ter fgido para Seri-
nhera, d'onde natural: roga-se, portanlo, a
todas as autoridades polciaes de apprehende-lo
c leva-lo a seu senhor, abaixo assignado, nos
Afogados, que ser bem recompensado.
400#000, de gratificacao.
Achando-sa nesta cidade vindo do Maranhao
para ser vendido, o crioulo Faustino, desappare-
ceu ante-hontem, 25 de abril ao manhecer, d
lugar de Giqui para onde linha ido a conlento.
Sua estatura alta, corpo regular, traz suissa
rapada no queixo, falla bem, conserva o sem-
blante triste, e tem no cotovello direilo a cica-
triz de urna culilada. Intilula-se forro, trou-
cando o nome para Jos da Rocha, cora o qual
servio no exercito em qunlo nao foi reccfnheci-
do, dizendo sor natural de Marvon. Levou ves-
tido calca de aigodo sinzento, camisa branca,
chapeo de palha, e um cobertor de la. Dcscon-
qa-se que seguisse para o norte da provincia: o
quem delle der noticia ou apprehender, e condu-
zir ra da Cadeia do Recife n 38, primeiro an-
dar, ser recompensado com 200$O0O.
Desappareccu em fins de novembro do anno
passado a pardo de nomo Virginio, que aqu se
achara para ser vendido, e suppoe-se que toma-
ra o caminho da villa do Saboeiro. Este escra-
vo de estatura menos que regular, magro, pi-
cado de bexigas eraal encarado. Quem o appre-
hender ou delle der noticia na ra da Cadeia do
Recife n. 38, primeiro andar, ser recompensado
com 200fi00.


r)
DIARIO DE PERNAMBUCO. TRBCA FEIRA 10 DE JULHO DE 1880.
Lilteratura.
A historia d'um bripe.
SEGVNDA PARTE.
III
( Contimiarao. )
Armand aceilou. Kilo estar rcsolvdo a seguir
ase) nos do caala> I.edru. A's sois horas,
no momento de ana chogada, o Brasileiro o in-
id izin na salla Jo juntar. A meza era rica-
.servida, c nella viaru-sc tres talheres.
Para que o janlar seja um pouco mais ale-
re, diz dom llamn, faco-vos jantar com a joven
'!' cu liontera noitc acompanliava no baile.
Esta rapariga era bella, o Armaud suspirou
vendo-a : ella parecia-se vagamente com Miss
Slamby, de quera linha o porte esbelto e os
abundantes cabellos negros. Ello corueu pouco,
'.' nao tomou parte na conversado seno corr es-
orros. Quanto dora Ramn elle era perfeita-
meale feliz c beba muito. Na occasiao da so-
bre-meza, ello reclinou-se em urna poltrona.
Beni / diz elle, urna bella vida a de ca-
pito coramercianle, quando se a sabe levar.
Urna boa meza, lindas raparigas, aventuras e ria-
gens! E' a verdadeira existencia, Iutar com os
elementos c a fortuna, quando se pode trium-
phai do uns e tornar a oulra favoravel. E' rer-
uade quo ha as rezes algum risco a correr ; nem
semprc se fazem viagens como esta, cm que levei
aos habitantes de S. Francisco o dinheiro amoo-
dado, que me entregaram em barras. E' ruis
d.licil delerminar os Mexicanos a deixar sabir de
seu paiz suas piastras em columnas. Mas, tenho
urna equipagem suberba, e quero que a vejis.
U caf ainda nao veio, c vos tereis
u um agradavel espectculo.
Armand c o Brasileiro passaram da salla de
rimar ao convez. Trinla homens de lodosos'
paizes, de um nota re vigor o lodos armados, es-
'avam postados em duas filias. Armand levo a
curiosidade de ver suas armas : erara de fabrica
iogleza e de primeira qualidade.
Kis aqui, diz o Brasileiro, o que lao bom
mostrar seus amigos como seus inimigos.
Mas boje e era Valparaso, s tenho amigos
trescentou ello rindo-se.
Fizeram a volta do navio c lornaram a cnlrar
na salla de jantar.
Nao sei na verdade, Mr. Dormond. diz rin-
a sorpreza
I\o lira >le uina semana, a tarde, o capuo Le-
dru aconselhou-o que fosse trra passear.
Vos cmraagreceis olhos vistos.lhe diz elle;
o cxcrcicio vos far bem; nao temis cousa al-
guma, cu vellarei.
Armand nao foi cidade. Elle se fez conduzir
Almendral, e durante duas horas caminhouao
longo da costa. Chegado perto de Villa del Mar,
senlou-se em um rochedo, que d'um lado do-
mina o mar, e d'oulro o ctminho arenoso, que
segu a praia. Ah eslava abysmedo em suas
refloxoes, quando viu approximar-se um carro,
ulhou-o a principio machinalmcnte, depoiscom
urna anxcdade profunda. Elle experimentava
cssecstremecimcnto inlerior, quo ja linha urna
vez sentido subndo bordo do brigue-barca,
em S. Francisco.
Quando o carro estove perto do rochedo, elle
ergueu-se para mclhor ver.
Nesle momento urna mulher se precipilou at
a cintura pela portinhola c ostendeu-lhe os bra-
cos. Essc segundo grito, quo elle tinha em rao
esperado a bordo do brigui-barca, fez-se ouvir
com um accenlo de indsivel agona. Urna voz
bradou-lhe:
Arraand, sou eu. Soccorro 1
Armand saltn do rochedo, e lancou-se ao en-
calco do carro, que corra veloz. Gracas pro-
digiosos esforc.osalcancou-o, conseguiu saltar no
degrau e segurou-se na portinhola. Viu Lucy
inanimada as almofadas e achou-se face face
com o Brasileiro. Mas eslava lo arquejante e
esbaforido que s leve forras para ver. Enlo
dora Ramn machucou-lhe com socos a cabera
c as mos, e o infeliz Armand recebia as pan-
cadas sera soltar-sc. Por fim seus ouvidos zu-
niram, urna nuvera sanguinolenta passou-lhe
sobre os olhos e ello cahiu de costas no p do
caminho.
Quando voltou si do desmaio, anda era noi-
te. Eslava to fraco quo foram precisas quasi
duas horas para rollar ao escaler. Chegando
junto da escuna, nao comprchendeu o quo ah
se passava. Ella estava embaracada com um
outro navio, e o capilo Lcdru praguejava com
todas as torcas.
O que ha, I.edru ? pergunlou Armand.
Este navio fundeou sobre nossas correutes,
e o brigue-barca pz-se relia !
De manh a escuna eslava desem baraga-
da, e poz-sc ao largo ; mas cm parto alguma.
i i-se dom Ramn, que idea foi a de mostrar-vos j no horisonte, nao pode vero Argos. Armand at
mcu brigue-barca ; esqueci-mo que o visilastes' enlo se conservara silencioso.
de alto j baixo cm S. Francisco, e mais dclalha- j Coragcm, raeu amigo, diz elle Ledru com
demente; Contessai que linheis cnlao algumas
su.speitas respailo do negocio que eu fazia.
Tinha-as, diz Armand, que, a esta brus-
ca pergunla, nao pode dissimular sua emocao ;
e se nao tivesso visto em S. Salvador o acto de
urna grande forga de espirito ; o Brasileiro nao
ir Europa, nem ousar subir para o norte ;
portanlo nao llie resta seno a Caledonia. Vamos
para ahi I
Esta devia ser sua ultima viagem. Chegado
v.-uJa, conlinuou elle olhando lixaraente o Bra-I Tl1'li> recebeu d'um navio inglez urna vola-
sileiro, jurara ainda que este navio o Argos mosa carta, cujo sobrescripto era do punho de
Senl.or, respondeu com gravidade dom Ra-
mn, conheco e respeilo a desgrara que vos suc-
Cedeu. E" natural que um fllho, que procura seu
pai e nra amante, que procura sua noira, tenha
suspeitas ; mas cu nao querera que vos as ti-
vesseis nuteis. A' partir de hoje, meu navio
vos est aberto ; vindo qualquer hora que for ;
osiuadrinhai-o; interrogai os meus marinheiros.
Eu screi o primeiro a soccorrer-vos era vossns
invesligaedes.
\ ieram advertir Armand que seu escaler o
esperava.-
O infeliz mancebo nao sabia mais o que pen-
sar : elle deixou-se conduzir por dom Ramn
al a escada, onde o capilo lho estendeu a mo.
Machinalmcnte ia loma-la, quando um grito ter-
rirel, um grito do appellaro suprema e deses-
perada sahiu das profundezas do navio e chegon
seus ouvidos. Armand estreracecu da cabeca
aos ps, como por um choque elctrico.
Quem grilou ? diz elle.
Com effeilo, balbuciou o capilo, que linha
perdido lodo o sanguo trio, quo liomon pOdo
i assira ?
Nesle momento o conlra-mcstre opparcceu na
cscolilha.
Nao nada, capilo, diz elle, Hernndez
que lovou urna pancada na perna quebrada.
Capilo, diz Armand com um tura que nao
admillia recusa, tenho alguns conhecimonlo.,-i
'icos; desejava ver vosso ferido.
E' fcil, respondeu dora Ramn. Dai-ros o
incommodo de descer.
Seu olliar eslava tao ameacador, que Armand
temeu una emboscada. Elle se inclinou para
.-:.; escalen
Esperai-mc, diz elle seus marinheiros,
cu j rollo.
Elle desccu e conduziram-o ao leito do feri-
do. Este hornero tinha com eflelo a perna frac-
lurada em dous lugares e so lameulava gemen-
do. Arraand fingiu examinar a chaga c fez mu-
dar os atilhos : mas na realidade elle escutava,
esperando um segundo grito. Este grito nao foi
:'do, e o navio ficou silencioso.
Vistes ludo ? diz o Brasileiro.
Sim, respondeu Armand.
Lucy.
Armand :
Ha oito das que o carecreiro, cuja guar-
da eslou confiada, se apiedou de mira, e deu-
rac os raeios de escrever-vos. Ainda que eu sof-
frahamulo lempo lo horrivclmenle, quanto
pode soffrer urna crcatura humana, e devesse
ter-me resiguado dor, foi somenle hoje, de-
pois do ter comecado e rompido riute cartas,
que obriguci meu coraco a nao expandr-se em
gritos incoherentes de desespero, e que forcei
minha rao a ser asss calma para tragar carac-
teres que podesseis 1er.
Hesilo ainda era comecar a terrivel narra-
rao que tenho a fazer-vos: entretanto mister
que eu tenha coragera. Escrevendo-vos, nao
mais ao meu noiro, nao mais um amigo que
me dirijo, raeu vingador ; e preciso que
esso vingador nao ignore cousa alguma do
que passou-se, afim do que elle seja irapla-
cavel.
Sabis, Armand, com que funestos presen-
timentos no3 deixamos. Dcpois de ler-vosdito
adeus, vosso pai veio ter conmosco ; c esse ho-
rneo), na apparencia lo fri, eslava com os olhos
chcios do lagrimas, e deixou-se cahir cm urna
poltrona murmurando :
Meu pobre lilho, nao re-lo-hei mais!
I Tentamos cousoia-lo, mas eu estava tao triste
Parliu, mas nao dormiu a noite. A' cada ins-
tante cria ouvir o grito fnebre, que, elle nao
du vida va era Lucy quem linha dado, Lucy,
encerrada era algum lugar occullo e qucodviuhra
sua presenca. Elle se inlerrogou o que ia fazer,
c rao poda imaginar altacar o brigue-barca em
porto neutro e principalmente na posiro, que
lomara, dcbaixo do fogo da fragata chilena.
Cuidou em baler-se com o brasileiro; mas po-
da ser morlo e o que seria ento da infeliz
mora, e quando vera ella o fim de sua horrivel
escravido ? Decidiu-se a instruir o cnsul de
tudo o que saba, contando cora a eloquencia da
dr para determina-lo a tentar urna aceo da
parle das autoridades chilenas. Infelizmenlc,
orno o linha dito Ledru, nao tinha mais do que
presumpeocs, e nenhuma prova. Os proprios
factos que allegasse podiam ser explicados em
fa o do BrMciro.
O cnsul recebcu-o com muita deferencia,
mas docemenle lraiou-o de visionario.
O almirante da estago, diz elle a Armand,
nao pode tardar a chegar: esperai-o. Quanto
mira, eu na la obteria contra um navio que na-
vega cora o pavilhao dos Estados-Unidos, e s
o que posso fazer conduzir-vos casa do cn-
sul americano.
Com effeilo o levou, e o consu! americano,
ainda que fosse um hornera fleugmatico, senta-
se commovido.
Senhor, diz elle Armand, vamos bordo
do brigue-barca, e se acharaos a joven, de
quem fallis, cu porei embargos ao navio : pro-
mclici-me somenle que esla risita se far sem
escndalo e que nao provocareis ao capilao.
Foram bordo e visitaram o navio cm seus
menores recantos ; nao enconlraram indicio al-
gum que revelasse a prezenca de Miss Slamby; e
riram somenle ahespanhola, com quem Armand
janlrana vespra, mui naturalmeuto inslallida
junto de dom Ramn.
Ah diz Armand cora desespero, elle a
ter feilo dcsapparecer desde esta noile.
O pobre rapaz esl louco de tristeza, diz
baixinho o cnsul americano ao cnsul frarrcez.
Na cidade uinguem aecusou ao Brasileiro; las-
timaran) a Armand e corren o boato de que elle
eslava um pouco vario. Quanlo elle, nao sa-
bia mais de sua escuna, e linha noile e dia os
olhos obstinadamente rollados para o brigue-
barca.
como elle, e as expresses morriam-mc nos la-
bios.
Entretanto, no fim de alguns das Uve al-
guma confian no futuro, c formara projectos
de felicidade, quo meu pai escutava com bon-
dade. Eu vosamava muilo, Armand, o vos acha-
va tal como as mocas sonham o esposo do seu
coraco, generoso e dedicado. Procurava recor-
dar-me de vosso plhar c de vosso sorriso, eniui-
tas vezes, no raeio dessas lembrancas, notava-rae
corada c confusa.
L'm dia estava eu reclinada sobre a borda do
navio, c olhava para o mar que nesse momento
era lo puro como um bello lago reflcclindo o
co. Pensara cm vos, c comigo dizia que eris
lalvez embalado pelas mesmas esperanras que
bu, o senlia-me docemenle feliz : entretanto por
muitas vezes admire-rac de ver correndo pela
coberla, com um ar preoecupado, o doulor o os
enfermeros. Os marinheiros reuniam-se cm
grupos, e dir-se-hia que passava-se algum acon-
lecimcnto myslerioso, que uinguem ousava di-
zc-lo seno no ouvido. No jantar soube o que
tinha succedido :a febre araarella linha reap-
parecdo.
Vosso pai eslava inquieto, porque o doutor
nolhe occullra que a imaginario dos mari-
nheiros, abalada pela ultima epidemia, entrega-
va-os sem deeza ao flagello : e com effeilo, el-
los morreram cm grande numero, e com urna
rapidez espantosa.
a A' noile, de meu leilo, ouvia o barulho dos
cadveres, que eram Lineados ao mar ; ergua-
me, e de joclhos, com as mos poslas, agradeca
Deus, Armand, do que cstivesseis o longe, e
de que de nos dous fosse eu a nica exposta ao
perigo.
Ao mesmo tempo as tempestades desenca-
dearam-se conlra nos, e estando a equipagem
muito iraca para manobrar, decidi vosso pai ar-
ribar Trujillo. Infelizmente por causa de nossos
doenles, nao nos deixaram entrar no porlo e po-
zeram-nos em quarenlena na bahia dos Herre-
ros duas leguas da cidade. '
Bem vedes que fallo em todas as particula-
ridades, afim de que ellas possam guiar-ros em
vossas pesquizas. Ahi encontramos urna grande
escuna encalhada entre dous rochedos, e a equi-
pagem naufragada habitara em trra em urna
grande barraca : o capilo era Brasileiro, echa-
ra a va-se dom Ramn Cabrera.Ah I espera,
Armand, acabo de escrever o nomo desse ho-
rnera, mas creio que o sangue se me estag-
nou as veias, porque sinlo-rae paluda e gel-
lada.
Elle reio bordo sem medo da febre ama-
relia, c quando rosso pai fallou-lhe do perigo
que scexpunha, cncolhcu os hombros c pedio-
lhc a permissao de tratar dos doentes. Curou-os
com effeilo com remedios muito simples, ou
porque a epidemia estivesse j concluindo-se,
ou porque a vista desse homem, cheio de saude,
rindo-so do mal quo os aterrava, tivesse resti-
tuido aos marinheiros a forga e a coragera, de
que tinham principalmente necessidado.
Foi cnlao que vosso pai propoz-lhe receber
no Argos i. elle o seus corapanheiros; elle aceilou
o partimos. Em breve elle adquiri sobre lodos
bordo o maior ascendente, e cus companhei-
ros cram-lhe dedicados como os cmplices o sao
seu chefe. O marinheiros do Argos considera-
vani-o como seu salvador, e rosso pai deposi-
tava nelle toda a confianca. Quanto i mina, des-
de o primeiro instante elle inspirou-me urna
repugnancia inrencivel.e julga do meu espanto
quando percebi quo elle me tonquistava. fe-
mis ello nao ra'o oceultou, c pedio-mo a minha
mo. Recusando eu ouvi-lo, fui fallar meu
pai. Vos sabis como meu pai Arraand. Em
primeiio logar respondeu-lhe que cu j vos es-
lava prometlida, c depois, coma o capilo in-
sista fallando das grandes riquezas que possuia,
disse-lhc que o-conhecia por un aventureiro, e
que nao era isto ura titulo suff cente para des-
pozar Miss Slamby.
/ Desde esse dia dom Ramn nao me fallou
mais, porm muitas vezes sorpienda suas vistas
ixadas sobre mim com urna exr resso singular.
Elle estava muilo sombro e tinha longos conci-
libulos cora seus marinheiros, e principalmente
cora seu antigo contrn-mestre un Inglez, d? quem
ao depois fallar-vos-hei.
O calor era excessivo, e nos linhamos o ha-
bito de dormir sesta tardo Um dia quo eu
me relirava como de ordinario,*He saudoi-me e
disse :
Desejo-vos folizes sonhos, maemoi-
selle.
a Nao sci porque nao ousei cescerao neu ca-
marim, o fiz collocar o meu catre na cunara.
Apenas linha adormecido, quando fui despertada
por um grande rumor de baler de ps e rocife-
rajes surdas, como se urna parle da equipa-
gem, encerrada no interior do navio, .ivesse
intilmente tentado subir (oberta. Abr os
olhos: meu pai e o commandanle dorra/tavam
nos camaps. De repente levantaram-se pres-
sa e foram para a porta. Ao mesmo :cmpo al-
guns homens corriam gritando : Ha urna re-
volla !
Saltei do catre e laneci-mc atra: de meu
pai e do commandanle. No momento em que ia
toca-Ios, vi-os cahir morios per dous Uros. Vi
tambem o Brasileiro que se dirigia mira com
osbrajos abortos, e cora o semblante rcsplandc-
cento de urna horrivel alegra.
Eu bem sabia, dizia elle, qie seriis
minha.
S pensei em fugir o preciplei-De no mar.
Quasi logo ouvi a agua rourmur;r-mec< ouvido,
e senli que as ondas se (echaran sob-e mim, e
perd os sentidos.
Quando vollei mim, estava deilida sm mi-
nha cama e deshonrada. Nao sou mafe urna mu-
lher, sou a propriedade e a escrav desse ho-
mem. Ah I de corlo preciso queeu nao seja
mais urna mulher para ousar escrever-vo ilo,
para ousar dizer-vos que eu, a iion:ella de ou-
tr'ora, a joven de vosso amor e (o vossos-so-
nhos, estou feila o ludibrio vil des.'O homem, do
assassino do vosso pai e do mju. Chorai, meu
amigo, se tendea lagrimas; ei nao choro
mais. Nao sei mais orar, e s> difilcilmcnle
posso suster a blasphema, qut nesobe do co-
raco aos labios. Eu pergunto i Deus por que
castigou-rao ;o que lhe fiz ? Devo desesperar
de sua juslica ? nao me livrar Elle nunca ?
Nesle lugar da caria de Lucy, Armand sentio
saliarem-lhe dos olhos essas lagrimas raras e ar-
denles, que nao sao as da dor, mas da colera e
da impotencia. Collocou a eabera nlrc amb3s
as raaos, e aperlou o lenco entre os icntes, afim
de nao romper em gritos esusp.ros. Elle queria
leral o fim.
Escreri isto hontem. Armar d, e nao Uve for-
jas para proseguir. Eu vos vejo d'aqui; vos me
desprezais talvez, e exclamis qi e eu teria podido
matar-me. E' verdade ; bastar-rae-hia eslourat a
cabera de encontr um raovel; mas nao qiiii.
Mora eu, o crime desse horneo teria ficado im-
pune, e a vinganca ter-rae-hia eseapado. Caua-
vos sorpreza sera duvida rer-me racionar assin :
que o odio e o desespero quasi suffocarra
cm meu coraco todo outro ienlimento. Meus
soffrimentos teem sido tao longos, que nem por
instantes me do dclles. Assia, veris que am
de ser clara em minha narraco, esforco-mc s
vczes por fallar de mira, eorno so se tratasse de
urna oulra mulher. E depois, Armand, e io-
pos... perdoai-me se nao maiei-me ; nao qts-
ro mnrrer sem vos tornar a ver I
v Eu continuo, pois.
Elle fez degolar barbarameale adousofficiaes
quo restavam e alguns marinheiros francezjs,
em quem depositava pouca confianca. Depcis,
com urna infernal habilidade, effecluou divereas
raudangas bordo, e d-eu ao Argos a apparen-
cia do brigue-barca que conheceis. Mas nacos
deixeis engaar, Armand ; esse brigue-barca
o proprio Argos.
O Brasileiro tomou precauces infinitas.para
encobrir esta mudanra e oceultarseu crime : ad-
quiri ttulos comprando ao gobern do S. Salva-
dor um brigue de guerra, que depois metteu a
pique, e como podia ser inquietado pelos cruzei-
ros inglezes, aproveilou a guerra quo os.Estados-
Unidos acabava de declarar ao Mxico para
mudar de pavilhao. Foi ao Panam,, o alcancou
carta de corso do gorerno americano. Entretanto
seu projeclo nao era fazer o corso, o s recente-
mente o por urna circunstancia ha muito lempo
por elle esperada, foi que ello (te sou bordo as
pecas que rereis.
urna cruz de pao era sua sepultura. Nao gosto
que alguma cousa indique minha passagem.
Em S. Francisco foi oulra cousa. Estou cerla
quo entre dous seres unidos em um mesmo pen-
samenlo de desespero e vinganga, ha myslcriosas
affinidados, que revolam um a presenca do ou-
tro. Quando erravels ao longo do bordo, como
mais tardo soube, eu experimenlava urna emo-
go extraordinaria, cuja causa adevinhava. Quan-
do linheis de rir com o commandanle do Vigi-
lante, e que elle, prevenido por seus espides,
quiz retirar-me de bordo, instinctiramenle re-
sist com todas as minhas forjas, o s poderam
desccr-mo para o escaler sem falla e indefeza.
Eu comprehendia qu e urna possibilidade de sal-
varlo me era roubada. De noile soube o que se
linha passado da maneira a mais simples e admi-
rare!.
Ilein ? diz elle ao Inglez.
Esle hesitara era responder c me olhaTa.
a Podes fallar dianle della, conlinuou elle.
O que nos priva? No dia em quo tudo se descu-
brir ella morrer dianle de nos. Visitaram elles
bem o navio?
Foram por toda a parte.
Mostrasles-lhes tudo o que qaiseratn rer?
a Sm.
E retraram-se conrencidos?
Nao o rapaz, que nao podia decdir-se a
partir, e olhara ao redor de si com ar desespe-
rado.
Ah 1 tempo rir em que poderei obrar
francamente ; mas at l preciso dissimular.
Smith, partiremos esta noite ; mas anles temos
de lomar nossas precauces conlra o despenseiro,
quo deve denunciar-nos nosla mesma noile.
O que se passou nessa noite vos o sabis sem
duvida, Arraand, porque nos seguales. Elle sen-
ta nao sei que prazer vendo-vos sua pista. O
carcter deste homem um composlo singular
de temerdade e astucia : a lula o altrahe, e nel-
la enconlra o attractivo do jogo e o prazer do or-
gulho salisfeilo. Foi esse duplo senlimento quo o
dclcrminou comedia de Valparaizo.
Elle linha preparado seu theatro. Sabia que
nesla cidade o honraran) porque tinha ouro, e o
adrairavam pelo fausto de sua vida; e quanto
aos seus marinhoiros, eslava seguro de nao ser
por elles irahido. Elles viarr nelle um ser sobre-
natural, c chegou a fazer-lrres crer que no da
cm que morrer elles morrero comsigo. Ello
esperava representar lo bem seu papel, que se
desembarazara para sompre de vossas susportas ;
e quasi o conseguio. Fzera occnllar osantxos
mariuheiros do Argos que poderieis reconhecer ;
c a presenta dessa mulher com quera vos fez jan-
tar ros explicara, como um luxo banal para o
uso da primeira que se encontr, os-moveis e o
vestidos que notasles era S. Francisco. Elle vos
linha confessado eem bonhoraia, era urna em-
briaguez fingida, que era quasi um corsario.
Do obscuro recinto, onde eu eslava encerra-
da, adevinhava as duvidas que tinheis ; eu sabia
que estaris bordo, e de alguma sorto vos
va. Eu nao ignorava de quanto era elle capaz, e
com que arle urdir seu trama.
Quando senli que vos retiraveis, minha voz
abri urna passagem o pozar da raordaca,eu es-
tava acaimada, Armand IQue horrivel grito, que
dei 1 elle devera ter retiido" em vosso coraco.
Mas nao pude dar um segundo : liquei serai-
raorta. noite elle me conduzia trra e raza-
me guardar -vista. Entretanto a esperanra nao
me abandonava, e me pareeia que approximava-
se a hora da vinganca, e que,, emquanto nao U-
vesseraos deixado o ancoradouro, eu seria livre.
Puz-me a orar Deus.
Do alguma maneira Elle me atlcndeal No
momento supremo, meia noile, quando meu
algoz me tirava do meu retiro para lovar-oe de
novo para bordo, eu ros vi do longe : vos esta-
ves sentado, com a cabera npoiada as mos.
da juslrga ordinaria, se eucarregasse de punir,
esse homem teria vinte vezes lempo de esca-
par-se.
v Tomai, sefr possivel, partido pela Bolivia,
mas cu vos conjuro, nao vos deixeis levar por
consideraco alguma. Contai minha rida por me-
nos que nada.
Cuidai sraente cm rosso pai assassinado, e
em vossa noiva para seropre perdida para vos.
vingai-nos, vngai-mo, vingai a vos mesmo, por-
que a final de ludo, Arraand, meu irmo, meu
migo, tu que eras meu noiro. deves odiar esse
homem, tanto qurrnlo eu propria oodcio...
Esla carta parte, Armand. Al logo Espe-
ro era Deus c em ros.
IV
Durante a leitura desta longa caria, lodas as
paixes se debaliam no corago de Armand ; ups
quando concluio-a, por urna reaccSo singular
lornou-se calmo e quasi fri, experimentando o
allirio das anciedades horriveis : a certeza. Che-
gava finalmente ao termo de sualamentavelodys
sea, e sabia que em um numero de das, que po-
da contar, lularia corpo corpo com seu inimi-
go, at ento impossvel do agarrar. A' este pen-
samento senlio mais do quo odesejo de urna vin-
ganca iraplacavV, e saboreou-o por muito
terapo.
Na mesma occasiao e conlra sua vontade cui-
dara era Lucy, e a va alternativamente radiante
como nos pnmeiros das de sua arTeigao, quando
aporada em seu braco, ella corra rindo-se por
sob as grandes arvores, c depois, paluda e
abatida, oceulta em longos vestidos, e nao sahin-
do mais de urna impassibilidade moma. Esla du-
pla imagem alm disto fluctuava cm suas lem-
brangas confusa e sera contornos fixos. A' tanto
lempo nao via a joven 1
Ainda que elle comsigo repetisse que ella esla-
va perdida para elle, e que s devia oceupar-se
do vioga-la, tinha ento movimenlos convulsivos
do amor o de odio. Armand orrancou-se violen-
tamente este scismar doloroso, que retardara
para elle o momento de obrar, c fez imraediata-
raenle suas disposiges para partir para a Bo-
lina.
A noticia desta ultima campanha foi acolhida
cora alegria bordo da escuna. A equipagem,
com effeilo, linha acabado por associar-se ses-
perangas, s decepces e tristezas de seu chefe.
Quando o navio fez-se de rea, o capilo I.edru
apertou a mo do Armand cora urna vira erao-
gao, como se aperta a mo de ura amigo no ins-
tante de um duellode morte.
A guerra que o Equador acabava de declarar
Bolivia era um desses conflictos, que rompem
muitas vezes entre os republicanos da America do
sul. Os presidentes dos dous paizes conduzem
fronleira seus exercitos, compostos de alguns mi-
niares de soldados, e ahi se mala um pequeo
numero de homens de ambas as partes. E' para
arabos os lados ur.ia occasiao de pilhagem. e pri.T
crpalmente um pretexto para levantar imposlos:
No mar a lula menos seria ainda, porque a
marmha das duas parles belligeranies 86 compc
ao muito de alguus pequeos vasos-: e essas guer-
ras nao mereceran) ser notada? se nao dssem
lugar algumas vezes actos solados de ferocida-
de inaudita, que mostrara era seos- autores pai-
xes selvagens, eflelo sem duvida da mistura do
sangue indio com o hespanhol.
Dora Ramn fez um grande servico ao governo
do Equador, offereccndo-lhe seu brigue cwnple-
tamenle armado ; e em troca do soccorro q,i*elra-
zia, prometieran) dar-lho no fim das hostilidades
um vasto terreno no interior do paiz. 3ra tudo
cuando elle desejava, porque depois dosacowle-
ciraonlos de Valparaso, nao cria mais poderes-
capar no mar perseguigo de Arraand. O'are-
tureiro anralbara como desfecho de seu crime a |
e a riqueza
urna pequea enseada ailm de reparar ohi suas
araras, e o brigue-barca, lendo cruzado ao largo
urna parte do dia, s desappareccu ao anoitecer.
A ferida de Arrasnd era grave, mas nao era
mortal. A baila penetrara baixo do pescoro e
sahira atraz da espadua sem fazer leso alguma
importante, e a conralescenri foi at muilo
prompta.
No m de quinte das, Armand, ainda que ura
pooco fraco, almocava com I.edru o o capilo
Charmon. Acabavam do adverlir-lhc que o Bra-
sileiro tundeara o Argos um dia de distancia
quando muito na bahia de Las Nieblas, sob a pro-
tecgo de um pequeo forte de quatro boceas de
fogo. Os tres homens disrutiarn os mcios de sor-
prender o navio, mas estavam cuidadosos e in-
quietos, porque nao dissimulavam as difficulda-
des da empreza.
Nestc momento annunciaram Armand que
um barco de pescar chegra escuna, e que o
patro desse barco pedia para fallar-lhe. Elle deu
ordem que o introduzissera.
Quando este homem entrou, Armand e seus
companheiros nao poderam oceultar seu espanto:
era o Inglez Smfth, o contra-mestre do Argos.
Elle trazia na rao urna boceta de um p de altu-
ra, cujos Indos estavam grosseiramente reunidos.
Deposilou-a no soalho, e saudou rudemenlo.
O quo rindes aqui fazer? pergunlou-lhc
Armand
Commandanle, respondeu o Inglez, renho
cumprrr urna comraissao de meu capilo. Tra-
go-ros esla bocela e una caria. Eis aqui em
primeiro lugir a carta, accrescentou ello entre-
gando um papel ao mancebo.
Armand leu em roz alta :
Senhor.
Para dar-ros urna idea da maneira, por que
enlendo a disciplina meu bordo, errvio-vos a
cabega do homem, que aconselhou miss Slam-
by a vos escrever. Julgareis por ahi tambem do
quo serei eu capaz era caso de necessidade.
Smith liroua lampa da bocca.elevanlon pelos
cabellos urna cabera lvida e errsanguentada.
Eis-aqui a ca'bega diz elle siroplcsmente.
Os tres espectadores desta scerra estavam s-ib-
mersos fin tal eslupefaego, que nenhura pro-
rrunciou urna s palavra.
Em breve e entretanto o capillo Ledru ergueu-
se em sua cadeira e tocou a campainha. Um
marinheiro entrou.
Preparen), diz elle, um cabo na pona da
verga grande.
Oh diz Smith com tranquillidade, antea de
fazer-nw enforcar, deixai-rae entregar um segun-
do bilhete ao commandanle.
Este bilhete era de Lucy, conlendo apenas al-
gumas linhas de um escriplo indeciso, e mal
irarado.
Arraand, dizia Lucy, frai-vos inteiramente
nesse homem, por que s- elle pode salvar-nos.
Crede na triste lembranga que o encarrege de
vos levar, rainha pobre mo que cortaran) depois
de minha ferida. a que vos estendi no di Jo
oosso noivado, e morta como esl hoje, creio cao
estremecer ainda quando a vossa o tocar.
Onde est ella ? pergunlou Arraand.
Enlo, mas tremendo um pouco desta vez,
Smith tirou do bolso de seu capote um cofre de
mndeira das Antilhas, de cantos de prata, e o
apresentou ao mancebo.
Armand abrio-o, e, em urna almofada do se-
tim prelo, vio, cercado de berras aromticas,
urna mo de mulher de una alvura patuda, mas
j ligeiramente azulada. O punho cortado vertl-
calmeole era de um vermelho escuro, e em um
dos dedos brilhava um annel de diamantes, que
Armand conhecra.
O infeliz nao ficou desesperado; mas duas
Ap-
e depositou nella
imparidad* e a riqueza. Senhor absoluto esa Dro'i"*0S8P"n"' f/ZThis "
sous vastos dominios, poderia ahi torturar su* ^V"Z l 9 '
vontade a joven, a quera linra roubado.eeur* MT ,, ,
corpo s lhe pertencia. Algumas vezecriaH LgTCfj'fe'&*V*m ****
um castello singular, imaginando que Miss-SLim-: glCZ' Zf! ,ol,hQou *???* c .d!"e L ,, ,!t
by. perdendo toda a esperanca de ser livre,-aca-i ~^T1 f ,^ue' !>uando fust0 lullaem f"u,to,u
baria por snbraelter-se sua^sorle. Elle a ama-: f "'" 1 ^ escrever-me a carlav que me col-
va maneira desses arim.es crueis. que lenta- "l"l**0' 'ra?09' ,.f espertas de leu capi-
mente despedagam sua preza antes de mata-la,. ,a0 nd1n^"r"5m Sob ,? k
rar-se achando nos oro- i .~ \*Z*?\ K"!4*" sobre um outro. por-
e nao podia della separar
prios soffrimentos, que lhe iulligia, speras ro-
luptuosidadessempre renascenles.
Assim,irritava-se com a duragao do umaguer-
ra ridicula, o procurava quando era seu poder ca-
ba, termina-la. Elle-tinha tomado duas escunas
Bolivia, e arruinara seu commcrcio cruzando
sobre a costa.
Em urna raanha vio no horisonte a escuna de
Armand. O sol linha apenas nascido, e ella
se destacara era ponto negro sobre o co cor de
npsa. Estremeceu reconuecendo-a, porque cria
na fatalidede como todos os homens de acro,
s teem um
que s lecm um passo-a dar para locar o fim, e
Ao clarao da !ua vosso pcrlil se desenliara noj lemia suecumbir nessa lula, que el!t linha mui-
aiul brilhante do co. Eu tomia enganar-DM ;las vezes- al ento esperado; entretanto prepa-
sustinha a resjiraco, e cria em alguma illuso rava"se P3ra o combate.
Tranquilizado nesla nova posico, que lhe
garanta a protecgo do poderoso estado, cujas
cores basteara, foi atrevidamente Valparaizo,
carregou e parti para a California.
Ha dous das, Armand, quo nao ros tenho es-
criplo ; creio que ello suspeila, porque nao me
leradeixsdo. Oh I que luto Fico em sua presen-
ga, iraraovel e muda, mais fra do que urna estatu
de marmore. Mas era outros momentos minha
fraqueza o arrasia. Eu tenho uedo. Vos nao sa-
bis oque c o medo, que allicgca causa, quo
verlgcns d! Elle rae ateraorisa lano, que nao
ouso erguer os olhos em sua presenga, o muitas
vezes, mal ouro o barulho do seus passos tre-
mo, perco inleiramenle a vontade e nao sei mais
como leo. Algumas vezes, sonhando, tenho ex-
perimentado urna sensago semelhante, vendo fi-
xados cm mim os olhos iuftaramados de algum
animal feroz :quer-se gritir; quer-se fugir;
mas a voz nao articula som algum, e os ps fi-
cam pregados Ierra. Faz tanto mal ter medo !
Eis poisem que terrores passo a vida, cu,
lo feliz oulr'ora!..,. o nao tenho mais de violo
annos, edade, era que a mogas pertencom
aquello, que ellas amam, c ibengoam o co por
t-las posto no muudo Eu raaldirei o da, em
que nasci.
Nao ros admiris, Armand, se ros escrevo
taes cousas. Necessito recordar-me da trela, que
rao impuz. Euifim, ficarei sem duvida idiota ou
louca, porque succede muitas rezes quo repito
fartar a mesma palarra, at que o sentido della
me tenha completamente escapado.
Foi durante essa traressia de Valparaizo
S. Francisco, que desconfiei pela primeira rez
que seguieis os nossos tragn. Na larde de urna
arribada & Acapulco, olio rol.ou preoecupado, e
disse ao seu contra-mestre :
Malraios parlara os supersticiosos! quizo-
rara por todos os modos enterrar esse imbcil,
quo deixou-se matar pelo tubaro, e collocar
dos meus sentidos : mas j todo o meu ser roava
para vos, que olhaveis o carro c tinheis erguido
a .cabera. Ah como rae pareosles grande quan-
do vos pozestes emp sobre o rochedo I Mal corar
prehendi que e-reis realmente vos, reconhecendo
vossos tragos, que tanto amei, senti por alguns
instantes urna ineffarel felicidade, rapidacomo
o relmpago, mas offuscaulo como elle. Precipi-
loi-mee ester.di os bragas, gritando pelo rosso no-
mo. Estao senli a mao pesada de meu oppressor
cahir sobre mim e desmaiei.....
Elle nada esquecera. Pensara que o altaca-
reies no momento da partida, e assira foi por
una circunstancia que elle tinha preparada que
um nsrio se embararou com vossa escuna quan-
do esta se fazia de relia. Ah apezar da tudo,
Armand, vivi menos sombra e menos desespe-
rada. Vos sabieis qua eu exista, que o/Lrjosnao
linha naufragado ;. e se a vinganca doria.ser im-
possvel, eu eslava cerla ao menos de qpe seria
tentada. E depois, Deus, de quem cu duviddia,
corno vos disse,porque quiz contar-vos os dif-
ferentes- estados porque passou minha.alma,
Deus finalmente so mostrou misericordioso.
Smith, esse-Ingles que eslava encarregado
do rae guardar, do vellar os meus menores mo-
vimenlos, as rcinhas menores patarras, enrer-
gonhou-se desse ofllcio de espio. Foi especial-
mente depois que vos vio em Valparaizo que elle
comprchendeu toda a extenso de sou crime. Por
ventura tena ello tambem medo d'uma expiaco
prxima ?O algca, o cmplice o a victima teem
o presentiraento de que esso horrivel drama vai
ter um desfecho, qualquer que seja.
Desdo algum tempo esso Smith olhava-me
cora olhos menos ferozes, e rae fallara cora una
voz menos dura, at que um dia pergunlou-me
seeu poderia perdoar-lho todo o mal que me f-
zera.
De sua parte a escuna fr-vista do Argos, tirba-
se cobertu de pannos Armand arribara Boli-
via para saber era quo lugar eslava Dom Ramn,,
e o preveoisa que ia- correr sobre elle como so-
bre um pirata. Apenas tmha-se rsforgado cor*
vinto soldados indgenas, commandados por ura
capilo chamado Charmon, antigo a'.eres franeez
ao servigo da Bolivia, e que, ha quareula annos,
s possuia a capa e a espada.
O mar era lindo e a brisa fresqusima. Duran-
te algum lempo os dous- nanos, que singravam
contra-bordo, tentaran) collocar-se barlavcnto,
dando alguns Uros ds pera. O Argcs-melhor e-
leiro que a escuna, o conseguio, pedendo che-
gar muilo perto.
Aprovailando este incidente enviou sua ba-
tera do-cinco peras, cuja descarga foi mortfera
para a escuna, quo perdeu o niastro graudo.
Dom Ramn temendo que elia lhe escapasse-,. a-
zendo-se de vento ptai e lanrando-se para a
costa, quiz chegar a.um tira. Elle doixou alcan-
gar, e abordou-a. Mas. elle presumir muilcmai
do enthusiasmo da seos homens. Elles Uve rana
sua frente a equipagem de Armand, e osviute
soldados bolivianos, e licaram desengaados.
Foi enlo que co travou a lula sobre o rnnrtra
dlho dp Argos, e os marinheiros francezas-eram
sustentados por um fogo bem vivo de raosquotaria
dirigido pelo capilao Charmon, e.ganhavam ter-
reno.
que elle com effeilo julgou um instante que o po-
da ler Irahido.
E te eocarregando da horrivel misso que
desempenhasle entrando, julgou elle que eu te
deixaria voltar sao e salro ?
Elle somenle confio-me o cuidado de fazer
ehegar ros essa cabeca. Eu quiz rer-ros a
vos, como miss Slamby vos cscreve.
Pois bem I lens algum projecto? O que
devemos tentar?
Meu capilo cncarregou-ruc de recrular, se
fosse possivel, cinco a seis homens decididos pa-
ra substituirem aos que perdn. Esses homens,
se o consents, serao vos e cinco dos vossos com-
panheiros. Partiris comigo e chegarernos du-
rante noile bordo do brigue-barca. Dom Ra-
mn s se informar de vos amnnha pela ma-
nha, c ala enlo cu vos oeultarei em meu cama-
rim. Nesla interm vossa escuna ter-se-ha feito
de vela, e. com o vento que faz, poder estar na
baha ao toakpes da aurora. Ella so approxima-
r sem ser notado, per que os marinheiros do
vigia desla noite sao-me todos uevclados ; alera
disto eu te-Hho ganho urna grande parle da equi-
pagem. Vosso contra-raeslre, ou aquello quem
tiverdes confiado o commando do vosso navio,
atacar lego, c quando dom Ramn, sahir de seu.
camarim para correr co inimigo, sahireis do meu
ecollocari-vos-lieis com, os vossos companheiros
de maneira o separa-lo de seu aposento e do de
miss Slamby. Eis o principal, por que, do con-
trario, no momento em que se vir vencido ello
rollar e assssina-la-ha infallrelmente. Qaan-
lo ao forte, como ainda estar lusco-fusco, elle
atirar mal. Acceilaes ?
L bem arriscado I diz Charmon.
E se for um laso diz Ledru.
Nao rejo, dia elle Smith, amars vossa
dedicaro
Estou rico, e estou enfadado da vida que
passo, Depois, em um accesso de desconfianra,
elle pode malar-rae.; e finalmente, continuou
Smith, abaixando a roz, a cor.sciencia torna-so
muito pobre companbeira quando comeca, a cen-
surar-nos do noite os crimescommeliidos du-
rau'.e o dia.
Eu, lho diz, nem mesmo Uve agora o pen-
lo de punir-te, e era te fiz jamis mal
Porque me fazeis esta pergnnta ? rjspon-
di-lhe.
Porque eu tenlaria repara-lo, Sou um
mo hornera, acresceiitou elle com una, especie
de ardor; mas na comprcheudo que so faca sof-
frer tanto urna mulher...
Armand, fiei-me em sou arrependimento e
em seu arrependimento e era seus temores. E'
elle quem me procura algumas horas de solidan
e liberdado, e gracas elle escapo algumas vezes
minha horrivel escravido, quando pode per-
suadir meu senhor que estou doento ; elle
quem me deu o meio de escrever, o quera guar-
dou at aqui esta carta vinte vezes interrompida.
Ei-la acabada, elle vai vo-la enviar.
Quando a liverdes recebido, tereis as mos
a prova de um crime, que nao lem egual. Mos-
trai-a affoitamcnte. Nao tenho mais honra a
guardar, o s cuido em ser vingada. Vos podis
cora esla denuncia, assignada por urna das victi-
mas, exigir o soccorro do lodo o homem honra-
rado. Nao hesitis, Armand, c recordai-vos do
que nao tendes pessoa alguma a salvar, mas um*
culpado a punir...
Que felicidado que esta ainda nao tenha par-
tido 1 Posso fazer-vos saber o quo so vai dar
comnosco Hontem houve um prazer louco. Elle
vai execular esse projecto que deve garanti-lo de
toda a perseguigo no futuro. Elle repeli por
muitas vezes quo esta circumslancia quo espera-
va tao impacientemente, linha emfira chega-
do. A guerra est declarada entre o Equador e
Bolivia, e elle vai por pegas era seu navio, e oflo-
rece-lo ao Equador, a quera conta prestar gran-
Reconquistaste fcilmente a confianca do
us Brasileiros sabendo de antemao quasenam leu capilo ?
Oh I diz o Inglez cmpallidecendo ; fai eu
quem cortou a- cabeca do hornera^ qua lhe desi-
gnei.
Armand dirigiu-se ao Inglos e tomoa-lhe o
braco.
Eu.
samen!
algum. Lucy diz que eu me fio cm t: quero
cre-la. De mais, sua vida e a minha nao valem
mais a pasma de sersm.tanta lempo disputadas.
Acceito.
Armand escolheu para acompanha-lo, ao ca-
pito Charmon e quatro homens experimeatados.
e dcixuu o commando da escuna Ledru. O pla-
no do Inglez foi seguido inleiraraente. A' meia
noile subiram bordo do brigue-barca, condu-
zidos por Smith, que osenperrou em sou cama-
rim Ahi conservaram-se silenciosos, sentados
em bancos, cxrepco de Armand, que se Oei-
tratados como corsarios, defendiam-se com a co-
ragom do desespero. Dom Ramn eslava .'. sua
frente, e ainda que seu porte hercleo o designas-
se aos tiros de seus inimigos, s harta rece-
bido ligeiras feridas. Armar.d e elleK separados
at ento pelos acasos da confuso, acharam-se
em presenca um do outro, um pouco atraz do.
maslro grande, alguns passos da caberla de ta,-
bois.. Vendo sous chotes prestes a vicem s raaos,
os combatentes estacaram. Baria para elles,.o
duello dos. dous homens, todo o irJeresse de um
drama, cujas peripecias tinham seguido, e que,
chegado a seu desfecho, os apaixonava, e osi-
nha aquejantes e silenciosos.
Armaud e dom Ramond apettavara com os de-
dos axrepiados o punho de suas espadas exami-
navam-se. Cada um delles tinha na mo. esquer-
da urna pistola, mas nenhum cuidava em empre-
ga-la : lalvez desdenhando esse meio muito
promplo de terminar urna luta. que ha tanto lera- lra na cama. To perto do um perigo mortal
po desojaran*. Elles seiam urna alegra pro- passou as horas que delle o separavam em reca-
..': _C_m. Pe.ns,ar que iam baler-so e senliam seu | pitular sua vida com um amarga tristeza. Sua
vinganca, prestes a ser satisfeila, dcixava-o in-
dilTerenle : e com erTeito, qual cea o fim de seus
esforcos, pois que nssa hora suprema, em que
elle vcllava e em que espeava, a mulher quo
por espaco de Ires annos ello orocurav.i cin..
odio cnvolv-los. iuleiramentc. Seus coragoes
palpitavam duplas pulsaces, elles nao se
viam j seno atrarea de ura veo de sangue.
De repente a porta da coberla de laboas se
abre, e Lu.cy. coni seus vestidos compridos em por espaco de Ires annos ello procurara
desorden), louca de esperanra e de terror, preci- sera duvida, dous passos de distancia os bra-
pilou-so sobre o lombad.lhr. cos Je seu mais cruel inimigo? Un sver
--Armand I exclamou ella. porta so abriu : -era Smith quem entrara. Ello
O Brasileiro voltou-se com nolencia, mas nes-1 inclinou-se ao ouvido de Armand murmuro
to momento a pistola que elle linha na mo es- lhe estas palavras.
querda disparou, e a baila iraspassou o punho Ella est szinha em seu camarim e sofra
de Lucy que cah.o desfallecida de costas, em muito da ferida. Nao foi preciso que ei dissesso
2ht" 2, g',!mK5. PUChaVa Para 'raZ PU" 1,ie es,aTeis a urna grande perlurbago, que senlira.
nha-lhe a rao na bocea.
Armand linha dado ura grito de raiva, como se
a bala tivesse ferido elle proprio.
Sim, sou en, diz elle.
nveslio, mas escorregando sobro o tombadi-
lho, pode apenas ferir levemente dora Romn
com urna culillada. Dom Ramn onlo por um
salto rpido collocou-se de lado, arrancou da
mo de un de seus marinheiros urna espingarda
carregada, o anles que Armand tivesse podido
erguer-so Ih'a disparou no pelo.
Armand, gravemente ferido, cabio sem sendos
nos bragos de Ledru c do capilo Charmon. O
combate, suspenso um instanto por este duello,
que pareca dever pr-lhe fim, conlinuou com
um encarnigamento novo. Os Francezes por sua
vez bateram-se em retirada, e recuaram em-ba
des serviros, em recompensa dos quaes pedir i ordem para bordo da escuna, para onde apressa-
uma concesso de terreno no interior, onde nao
lera mais nada a temer, porque lera sempre o re-
curso da fgida.
Se chegardes antes do fim da guorra, elle
poder lutar comvoJco torgas eguaes o obrar
francamente como disse, Pois bem I seja ;
essc combale, que eu espero, que s me pode
salvar.
Correi, pois, e nao moslrai mais minha carta.
Se algum outro que nao vos, com as morosidades
rara-se cm transportar o corpo de seu infeliz
commandanle.
Dom Ramn, que linha perdido muila gente,
nao se julgou assaz forte para ousar persegui-los;
pelo contrario dispoz suas reas ao rento, em
quanto as da escuna estavam ainda enroladas ; e
os dous navios, irapellidos em sentido inverso,
rompam fcilmente os fracos lagos de cabos e
ferro que os prendiam um ao outro.
*A escuna fez proa para a costa, e fundeou em
.i
por
Estas palavras. quo"erm urna consolagao ines-
perada, respondiam to bem ao pensamento do
Armand, que elle debulhou-se em lagrimas.
Obrigado, murrnurou elle por sua vez.
Estere quasi a aportar a mo desse homem
quera entretanto devia melado de suas des-
gragas.
A's quatro horas da manhaa Armand e seus
companheiros ouviram muitos tiros, e um grande
Unir de armas. Ao mesmo tempo abriu-se a
porta, c elles se precipua raro no tombadlho.
Aos primeros clares da aurora, o ao fuzilar dos
tiros viram o capilo Ledru c os marinheiros da
escuna, que saltavnm sobre a proa do brigue-
barca. Dom Ramn, seguido de alguns marinhei-
ros, que lhe tinham ficado fiis, corra a encon-
tra-los. Armand collocou-se de maneira a cor-
tar-lhe a retirada e ordenou aos seus que flzes-
sem fogo sobre a equipagem do Argos. A' esla
diverso imprevista a mor parte dos piratas de-
pozeram as armas e entregaram-se. Quanto ao
Brasileiro, rendo a Armand, comprchendeu ludo ;
bramiu de raira e saltou ai> meio dos cinco fran-
cezes, mas quasi logo cahiu coberto de feridas*
(Coniintiar-se./ia.)
PERN. IYP. DE M. F. DE FARIA. ^ \^
II
\ #1


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