Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09108


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Full Text
1HI0 XXXVI. NUMERO 157.
Por tres mczes adianlafos >$QOO.
Por tres mezes vencidas 63OOO.
SEGHDA FEIRA 9 DE JLHO DE 1860.
Por anuo adiantado 19$000
Porte franco para o subscritor.
EN'CARREGADOS DA SUBSCRIPCAO' DO NORTE-
Parahiba, o Sr. Antonio Alexandrino de Lima;
Natal, oSr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Le ni os Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Marauhuo, o Sr. Manoel Jos Martins Rbei-
ro Guimares; Piauhy, o Sr. Joao Fernandes de
Moraes Jnior; Para, o Sr. Justino J. llamos;
Amazonas, o Sr. Jeronvmo da Costa.
PAHIIUA UUb UJHKLIU.
Olinda todos os das as 9 1/2 horas do da.
Iguarjs.su, Goiaaoa e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Anlo, Bezerros, Bonito, Caruar, Allinhoe
Garanliuns as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazare'.h, l.imoeiro, Brejo, Pes-
queira, lngazeira, Flores. Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex Das quartas-feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso.Una, Barrciros,
Agua Preta, Pimenteiras c Natal quintas feiras.
(Todos os corrcios parlem as 10 horas da manha.
EPHEMERIDES DO MEZ DE JULHO.
3 I.ua cheia a 1 hora e 47 minutos da manha.
11 Quarto minguante as 3 horas 13 38 minutos
da manha.
18 La nova as 12 horas da manha.
25 Quarto crescente as 3 horas e 10 minutos da
manha.
PREAMAR DE HOJE..
PriraeirD as 9 horas e 18 minutos da manha.
Segundo as 9 horas e 42 minutos da tarde.
PART 0FFIC1AL
Ministerio da jastlca.
2a seccao.Ministerio dos negocios da juslica.
Rio de Janeiro, 5 de junho de 1SG0.lllm." e
Exm. Sr.Tcuho presen* o oflicio que V. fxc.
me dirigi sob n. 48, c da* de 9 de marco ulti-
mo, participando que, send> os dous labelliaes
do termo de Itabaianinha, AUonio Moreira Gui-
mares e Ricardo Moreira Guiqares Moniargll,
primos cantaos, filhos de dous rmos, mandara
que o respectivo juiz de dircito cijiiprisse o ^ 45
do til 79 da od. liv. Io; equo poi!-m o mesmo
juiz declarara queso achava embarcado na ex-
pressaoprimos co-irmaosde que uja a mesma
ord., por lhe parecer que o legislado- no q\iiz
prohibir que no mesmo juizo servisseni nqucllrs
jcio fosseui primos simpk'smente.mas sim a (ni-
tros que alm de primos fosseni ambeni irnios,
por exemplo, a lillios do mesmo jai ou mi com
lio en lia, pedindo V. Exc. a soligao de seme-
Ibantc duvia.
S. M. o Imperador, a enjo conhcimento levei
o scu citado officio, depois de terdivido o con-
sultor interino dos negocios da estica, menta
declarar a V. Exc. que a mencionada brdenaro,
tr*iando de primos co-irmos, se reierc a filios
de dous irmaos, c por conseguidlo nenhum fun-
damento lem a duvida do juiz de direito O que
V. Exc. far constar ao referido juiz, afim de
cumprir a ordein que por essa presidencia lhe
fui dada. ^^^
Deus guarde a V. Exc Joan idKki Cu-
tihti Paranagu.St. presidenta "a provincia de
Sergipe. -
Govcroo da provincia
BXPEDIENTE DO DA 6 DE JIL1I0 PE 1860.
Officio ao Exm.0 o Revm.0 hispo diocesano.
Tara que eu possa resolver acerca do que sol-
ala o juiz de paz mais votado da povoacao de
Gmuc, no olfitio, por copia incluso, faz-so ne-
cessario que V. Exc. dgne-se de declarar-me se
lem providenciado para que se efTeetue a trans-
f- rencia da sede da freguezia de Nossa Senhora
da Conceicao da Alagoa de Baixo para a capel-
la iilial daquolla povoarao, de conformidado
c< alc provincial n. 451 de 2 de Janeiro de
Dito aoi cuiomindanle das armas interino.De
ADINECIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do comraercio: segundas e quintas.
Relaco : tersas feiras e sabbados.
Fazenda: trras, quintas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : quintas ao raeio dia.
Dito do orphaos: tercas e sextas as 10 horas.
Primeira rara do civil: tercas e sextas ao meio dia
Segunda vara do civil; quartas e sabbados ao
meio dia.
ainarella, porteiiecntes iripolaco dos mesmos
navios, afim de que mande proceder necessaria
cobranea.
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagar com ur-
gencia a oflicialidado e prar.as do vapor Giquiti-
uhonha, que lem de seguir* amanha para o Rio
de Janeiro, os vencimentos que lhes forem de-
vidos.
Dito ao mesmo.Estando nos tormos legaes a
folha e prel juntos em duplcala, quo me foram
remedidos pelo commandante superior da guar-
da nacional deste municipio com officio de hon-
le.D, sob n. 102, mande V. S. pagar os *cnc-
menlos relativos ao mez de junho ultimo, dos
oliciaes c guardas aquarlelladus do 3o batalho
de infamara.Communicou-se ao commandante
superior do Recifc.
Dito ao mesmo.Transmillo a V. S., para o
lim convedicnte, as inclusas folhas, que me fo-
ram remeltidns pelo inspector da saiide do porto
com ollicio de 2 do correle, relativos s dspo-
tas feitas com o hospital provisorio da i!ha do
Pina, na ullima quifrzena do mez de junho pr-
ximo lindo. Comuiuiiicou-se ao inspector da
sade do porto.
DAS DA SEMANA.
9 Segunda. S. Cyrillo b. m. ; S. Bricio b.
10 Terga. S. Januario e seus companheiros mm.
11 Quarta. S. Sabino m. ; S. Sidronio m.
12 Quinta. S. Joo Gualberto ab. ; S. Nabor m.
13 Sexla. S Anacleto p. m.; S. Jotl prof.
14 Sabbado. S. Boaventura doulor serfico b.
15 Domingo. O Anjo Custodio do Imperio.
querque.liitorme o Sr. inspector da Ihesourana
de fazenda.
INTERIOR.
RELATORIO
do -Ministerio da fazenda apmentado
assembla feral legislativa na 4.a. 3
scsso da dcima legislatura.
( Concluso. ]
Mas nao pode ser licito, e nao o 6 a vista da
constituico e das leis, exercer a industria do
emiltir moeda, ou o que equivalente, de subs-
tituir do Estado por oulra sua, bancada nica-
mente no seu crdito particular : porquanlo,
alm de ser ailribuii.ao privativa di assembla
geral legislativo determinar o peso e medida, va-
lor, inscripeo, lypo e denominaco das moedas
(9 1/ do art. 15 da conslituifo), demais tal in-
dustria da classe daquellas, que nao podem ser
Dito ao commandante da diviso naval.Man-1 Wicidas sem exame, e aulorisacao Jos poderes
de V. S. receber a bordo do vapor Jcquilinho- suPrcmos do Estado, oni vi lude do disposto no
nha, os presos c recrutas que lhe forem apresen- 24 do art. 179 da consliluicfo.
lados por parte do commandante das armas in- A serCao pois, conforma'ndo-sc com a mcdi-
rino, os quaes lem de seguir para a corte no re- i "a lembrada pelo conselheiro director da
ferido vapor.OfTJciou-se ao commandante das odida quo poderia ser augmentada
quanto quantia, nao pode desconhecer a oppor-
tunidade da inlcrvenso da autoridade policial,
; lembrada pelo conselheiro director geral do con-
itar um tal abuso, e prevenir
arrojo ao ponto de. especula-
rem sobre interesses (o graves do paiz.
O conselheiro director da despeza lemhrava a
la da remessa de notas de 1$ e 2> para a
armas para a remessa dos recrutas e presos.
Dilo ao mesmo.Respondo ao seu officio, n.
115, de 5 do correle, declarando que pode V.
S. dar as providencias para que seja transportada 'encioso. Om de ev
para a corte no vapor Jequitinhouh", a familia os 'lue levara o seu i
do commandante do vapor Gamacu.
Dilo ao nipen'o.Inteirado de quanto V. S.
informou em seu officio n. 113, de 3 do corrente,
com referencia ao requerimento de Joaquina Ma- I provincia do Cear, c o conselheiro director geral
ria da Conceieao, casada com Joaquim Jos de do contencioso opinou que, nao se podendo re-
para a
Sania Auna desertor da armada; tenho a decla-
rar-lhe que deve ser elle enviado sem falla
corte na primeira opporlunidade.
Dita ao inspector da thesouraria provincial.
Em vista doorcainenlo e clausula, constantes das
copias juntas, mande V. S. por em hasta publica !
putar legal tal emissao, c sendo necessario por
cobro a tao grande abuso, pelos perigos que o
aconipanham, se devia ordenar autoridade po-
licial que mandasse intimar os aulires desses
fados para que recolhesscm os bilheles, ose
abslivessem de continuar em semelhanle proce-
as obras do cemilerio public da villa de Iguaras- i d'mento, com a comrainar.ao da pena de'dcso-
su,cuja planta tambein remello, dando-me de-' Ul"diencia, que se deveria fazer ellecliva no caso
pois coma do resultado dessa arreraalaco. do contravengo.
Dilo ao mesmo Em vista do competente eer- No principio do corrente atino foi novamenle
' ou villa
AWes Branco Muniz Brrelo ter sido entregue ao
uizdo ausentes do termo de Ouricury, onde fal-
leceu esse capilo. afim de que, sendo deposi-
tado e inventariado conforme ns leis existentes,
: so posteriormente entregue aos herdeiros que
erante elle se habililassem. Sendo, porm, es-
ses bens, anda que irregularmente, eondu/.idos
para osla capital, onde se acham, devia V. S.
mandar apresenle-los, nao ao juiz municipal da
segunda vara, o qual com razao se negou a re-
ccbe-Ios, e sim ao juiz de ausentes deste ter-
mo, nico com pelate pora lhe dar o destino
il, c convm que quanto antes as3im pro-
tilla.
Dito ao mesmo.Convm que aexpeiii'o das
ordens desse comniando de armas guarda na-
ci' nal seja 'mprc feila na forma do que deter-
mina o aviso do ministerio da guerra de
^ de man.-o de 1859 : o que recommondo (\
Dito ao mesmoFaro apresentar a V. S., pa-
ra ser inspeccionado,' o recruta Benedicto da
t.ruz Moreira Marques.Communicou-so ao chc-
fe de polica.
Dito ao mesmo.Faro apresentar a V. S., pa-
ra ser inspeccionado, o recruta Joo Francisco
Garneiro dos Sanios.Communicou-se ao chefe
ile polica.
Dilo ao mesmo.Pode V. S. mandar abrir as-
sentamento de prat;a aos recrutas Serafina Pe-
i N'unes e Damio Gomes de Oliveira, que
foram considerados aptos iara o servico do exer-
cilo, como consta do termo de inspeco annexo
ao seu ollicio de 5 do corrente. sob n* 720, pro-
videnciando V. S. para que ellos sejam vacci-
nados.
Dilo ao mesmo.Expeca V. S. as suas ordens,
para que sejam recebidas em deposito em algu-
ma das fortalezas desla capital, a plvora e balas
Ocas, quo actualmente exislem a bordo do vapor
ttamSo, declarando V. S. ao commandante da
' 58o naval qual a fortaleza designada para es-
te lim.-Communicou-se ao commandante da
eslaeao naval.
Dito ao mesmo.De V. S. as providencias que
julgar necessanas, alim de ser transpartado pa-
ra o presidio de Fernando, na barca nacional
Atrevida, o sentenciado Manuel Caetano do Nas-
rimenlo eSouza, que ser posto disposiro de
>. S. pelo juiz municipal da primeira vara desla
cidade.Olliciou-sc ao juiz municipal da pri-
meira vara para a npreseniaeao do senten-
ciado.
Dito ao conselheiro presidente da relaco.
Sirva-se V. S. de informar sobro o incluso re-
querimento de Arcelina Maria da Conceiro, a
marca do l.imoeiro.
pitoao chefe de polica.Por aviso expedido
pelo ministerio dos negocias estrangeiros em 20
cartas preatorias destinadas paizes estrangei-
ros nao devem ser directamente enviadas s res-
petivas legacoes do imperio, c sim poriniermc-
tio daquelle ministeff djpois de competente-
mente legalizadas : salvles casos de extrema
urgencia, em que a remessa poder veritiear-sc
por intermedio da presidencia : o quo commu-
iuco a V. S. para seu conhecimento.Iguacs
ao juiz dos feilos da fazenda, oo juiz especial do
commercio, aos juizes de direito e municipaes
lia provincia.
Dilo ao commandante superior da guarda na-
cional do municipio do Olinda e Iguarass.
i i ndo-se dado um grande conflicto na greia do
Coracao de Jess na villa de Jguarass, entre as
msicas do balalhao da guarda nacional da mes-
ma villa, e urna outra de particulares, do qual
resudaran! at varios ferimentos, e leudo to
desagradave] oceurrencia produzido resultados
rao menus desagradareis, quaes os conflictos de
jurisdico, que se loem dado entre ns autorida-
des criminaos e policiaes do termo da formacao
do summario instaurado por aquelle successor,
maniendo um estado de irrilaco do nimos que
pode, de um momento para ou'lro, fazer reprodu-
cir conflictos de igual nalurezo, por terem aquel-
las msicas esposado a causa das parcialidades
polticas, que all lutam ; e convindo por termo,
por una medida peremptoria, a to desagradavel
estado do cousas, que do mais traza allcncao da
presidencia destrahida continuamente pare as re-
prcscnlacoes, que sobre semelhante assumpto se
lhe lem feilo : determino a V. S. que mande dis-
olver immediatamedle aquella msica, corto do
que providencie em ordem, a que nao se consin-
ta que por ora se rena em publico a oulra m-
sica, que lomara parte un conflicto, prestando-so
ogora a alterar acalma de espirito, que neces-
sario que reine o nica aquelles habitantes. Ofl-
ciou-se ao chefa do\ polica para execugo da
parle que lhe diz respeilo.
Dito ao inspectora thesouraria de fazenda.
Transmiti a V. S. as inclusas dontas das despe-
zas que teem de pagar diversos consignatarios de
navios pelo tralamento no hospital provisorio da
ilha do Pina de pessoas accommetlidas da febre
sob n,
bras pu-
tificado, mande \. S. pagar a quantia de 6OO:,0C0
a que tem direito Joo de Carvalho Raposo, por
na ver concluido, de conformidado com o seu con-
trato celebrado na directora das obras publicas
a construeco do 20 bracas correntes da estrada
, do norte entre o oit.v,, e principio do nono lan-
dorSsnSt*^'' ffrd*i consta de officio
1 Sr. '. director datado de tiotem e
blk-'aT mmUn'C0U"!,c D" direclor d"o'
Dito ao mesmo.Mande V. S. pagar a Jos
Augusto de Araujo a importancia dos reparos fei-
los na ponte do Bujary.
Dito ao director interino do arsenal de guerra.
Ao officio quo Vme. mu dirigi em 5 do cor-
rele sob n. 196, respondo declarando que deve
ser paga integralmente a importancia da despeza
fcita com o curativo do Africano livro Thowaz
quo esleve recothido no hospital de Candado.
Dito ao mesmo.Respon'deiido ao seu oflicio
n. 195, de 4 do crreme declarando que vista
do -':
a mesma seceo sobre este assumpto, e
igualmente as seccons de justicia, e do imperio ;
e, conforme seu parecer, a materia dte ser ob-
jecto de providencias legislativas na parle relati-
va as medidas coercitivas para reprimirem seme-
Ihantcs abusos ; o que verificareis avista das
proprias consultas que acompanham o presente
reatorio.
Segundo os principios exposlos pelas secoes
do conselho de Es*ado, iuconteslavel que a
obieciaoMe bllhe!es a vista cao portador nao
vidua epor'ce?,!,10 .cSrcul da '"crdade indi-
roi, ririn ,.?n, L ". ""5uem poder ;iuslcntar o
con rano com certeza de i.Wmnho Os ban-
queros assim como os negocian? r ,o diz um
economista] obteem lucros do emprego producto
vo de seus capttaes. ou dos que ihev.ao confia-
dos por emprestiino, ouporoutro qualquer meio
A moeda papel nao porm capital, c, menos'
una propriedade do banqueiro, do negociante
u de seus chontes. Nao igualmnn.e produc-
seu indevido uso as Otaos de pessoas s vezes
ignaras, que nao ofTerecem garandas, lalvcz frau-
dulentas, livres de toda a iscalisarao, que de
um dia para outro se arvoram em bnqueiros pe
la forrea de sua simples vonlade, confiadas na
crodulidade daquelles que compoem as classes
pouco illustradas e menos abastadas da socieda-
do ? A rcsoluco que cumpre tomar em face do
laes inconvenientes nao podo serduvidosa. Con-
| ceda-se pormjpor momentos, c meramente por
mor da argumentarlo, que essa faculdado esl
entro do circulo da liberdade individual ; ainda
ueste terreno o trlumpho n.io pode pertencer a
essa classe de interesses.
Aos poderes supremos do estado, nao s pelo
principio de conservaco, de ordem c do segu-
ranza, como pelo dever de prevenir ludo quanto
possa retardar ou impecer a prosperidade do
paiz, e ainda mais pela tutela que exerce em fa-
vor das differentes classes da sociodade, cumpele
limitar e regularisar o exercicio dessa libeidade.
Deste principio corre a ligilim'idade de lodos
os actos, que regulara o exercicio de certas in*J
dustrias, o profisses, que o inhibem.-a pessoas
quo nao teem certas habilitncoes, qle'limitam o
mesmo uso da propriedade.'queprohibem a im-
portarlo e liyre circulago e commercio de mer-
caderas nocivas saude ordem e seguranca
publica [constituico artigo 17924).
Desla natureza", ninguem o contestar, a fa-
culdade de ernisso de bilhetes vista, c ao
portador.
Nossa situaco actual, em relaQo materia,
que faz objecto do presente, e do capitulo ante-
rior, requer seria allenco, e providencias id-
neas para mclhora-la." A extenco, que toma-
ram de certa poca para c as opraces de cr-
dito, deu grande expanso ao espirito* de especu-
lado, creou emprezas mal calculadas, exagerou
as possesdos consumidores, excitou o luxo, deu
novas torgas e grande intenso ambicio geral
de enriquecer, e augraeutou as necessidades de
todas as classes. Nessc movimento febril, que
se nolou em nosso paiz, as despezas publicas
augmentaran! sobre modo a parte das rendas que
nham tomado nao pequeo incremento ; gran-
de parte de nosso capital iluctuantc se imraobi-
lisou ; as torcas productivas, porm, por causas
naturaes, e especialmente por falta de braros,
se foram enfraquecendo ; o tempo nao tem coij
rido bem.pora a nossa lavoura, principal fonle
de nossa riqueza : a hora do desengao soou
para mudas emprezas, c como succede. s aguas
quo sahem de seu curso, a forr.a das transaeces
se foi quebrando, estas procurram seu ledo na-
tural, e por differeiites causas foram escassean-
do, osapertos e apuros commerciaes surgirn),
e se redobrararo c*m a repercusso da crise
commercial da America do Norte, oda Europa ;
a circulaco do papel moeda quasi linha dupli-
cado ; a moeda metallica, cosmopolita como c,
seguio caminho de outros mercados ; o cambio
cabio de um modo que nao pode ainda ser res-
tnurado, nao obstante os meios que multimente
se empregaram ; muilas casas a pique do fall
rem addiaram a cusa da enormes sacrificios e
era pura perda sua liquidacao, e afinal se firfU-
lisaran com grande damno do seus credores ;
quebra4,,ort0nlc;, verificorom.e, como con-
sequcncia natural, 0 diminuta somma de ca-
ti seinulilisou ; d;v<>rQ Pmnre7as ou abor-
ENCARREGADOS DA SBSCRIPQAO NO SL.
Alagoas, o Sr. Claudino FalcSo Dias; Baha,
Sr. Jos Martins Alves; Rio de Janeiro, o Sr.
Joo Pereira Martins.
EM TERNAMBUCO.
O proprietario do diario Manoel Figueiroa de>
Farin.nasuo livraria praga da Independencia ns>.
o disposto no aviso da reparlico da guerra de l do traballio, ou mercadoria cuia suoerabun- e ou P8rd('rnrn1 ou 8e abalaram, e uesiu
lo denovembro do auno passado, essa directora
so deve remetter por ora companhia fixa de c-
vallana do Rio-Grande do Norto os artigos de
ardamento telativos ao prmeiro semestre do an-
no crreme. Picando para serem enviados depois
os quo se mandaran! fornecer por conta do seeun-
po semestre.
Dito.Auloriso ao conselho administrativo a
comprar para fornecimcnlo do arsenal de guerra
os objeclos mencionados nos pedidos inclusos,
sob os. 48 o 49.Communicou-sc thesoururia
de fazenda.
Dito cmara municipal da Boa-vista.Infor-
me a cmara municipal de Boa-vista com toda
a urgencia sobre a materia do oflicio junte por
copia, que em 10 do mez passado, me dirigi o
pnmeiro supplenlo do juiz municipal desse ter-
mo, de vendo a mesma cmara, no caso de julgar
de indeclinavel necessididade, o pedido nelle
contido, propr quaes os gneros a remetter, e
por que via Chegario mais fcilmente a seu des-
lino. -^Igual informaeo pedio-se ao respectivo
juiz de direito
Portara.O presidente da provincia, alten-
dendo as que reqnereu o bacharcl Luiz Carlos de
Magalhes Breves, professor da lingua grega do
gzmnasio provincial, resolve conceder-lhe um
mez de licenra com vencimentos, para tratar de
sua saude.
Expediente do secretario da provincia.
Officio ao commandante das armas S. Exc. o
Sr. presidente da provincia, manda declarar a V.
-Vcm rsposla ao seu officio de honlem sob n.
115, que fica sciente de que vai ser recolhido ao
hospital militar o recruta Joao Sabino dos Santos
por soffrer de syphilis.
Dito ao mesmoO Exm. Sr. presidente da pro-
vincia manda communicar a V. S. que nesta dala
proferto no requerimenlo de Francisco Marinho
bspindolasobre que versa a informaco desse
commando, de 7 de maio ultimo, o despacho se-
gutnle:Espere que haja crdito para o paga-
monto que pede.
Dito ao mesmoO Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, manda communicar a V. S. que nesta data
profeno no requerimento de Joaquim Rodrigues
de Moura, sobre que V. S. informou em officio
dea do corrente o despacho do theor seguinle :
Remeliido ao Sr. '.commandante do corpo de
pohcia ahm de que atieste o que constar.
Dito ao mesmoS. Exc. o Sr. presidente da
provincia manda reclamara V. S. que, para se
resolver acerca do pagamento que pede no in-
cluso requerimento o tenente Henrique Eduardo
da Costa Gama, faz-se necessario que elle apr-
sente os documentos comprovando o despeza, co-
mo exige acontadoria de fazenda, na informaco
constante da copia jnnta.
Despachos do dia C de jullio.
ilequerimentos.
6/5Antonio da Costa e Silva Maduro.A des-
peza de que pede pagamento o supplicante, nao
das que podem ser autorisadas sob responsabi-
Itdadeda presidencia.
676 Padre Francisco Verissirao Bandera A*
v's,a do disposlo no aviso de 27 de fevereiro de
187 nao pode passar-se a cerlido que pede o
supplicante.
677 Francisco Marinho Espiodola. Espere
que haja crdito para o pagamento que pede
678Ignacio Bento de Loyolla.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
679Jos Soares de Azevedo, professor da ca-
deira de lingua nacional do Gvmnasio. Como
pedo.
680Joaquim Rodrigues de Moura.Remeti-
do ao Sr. commandaute do corpo de polica para
adestar o que constar.
681Joaquina Maria da Conceico.Nao tem
lugar avista da informarlo do commandaute da
est3cao naval.
682Miguel Cunegundes Cavalcanti de Albu-
querque Informe o Sr. inspector da thesouraria
de fazenda ouvindo o da alfandega.
683Manoel Melchiades Guilherme.Informe
o Sr. inspector da thasourana de fazenda.
684Vicente Ferroira da Costa Miranda.In-
forme o Sr. director interino das obras pu-
blicas.
685Vicenta Umbelino Cavalcanti do Albu-
dancia possa interessar sociedad'e. Represen-
tante da moeda metallica nao se deve aspirar
como a respeito dos productos da lavoura, c de
outras industrias, a urna quanlidade qie modere
ou avilte seu proco, mas que, sobre a confiau-
?a que inspirara as qualidades de sei oraissor,
poder conservar seu valor nominal a pardo va-
lor do metal que representa.
Interessaa moeda-papel tanto ore em publi-
ca, como proprja moeda metallica, cujo repre-
sentante e se esta, pela propria conservaco
do Estado, nao pode por modo algum Dcar'no
circulo das operacoes da industria de cada indi-
viduo, nao obstante em si mesmo con.er um vaf
lor seguro, e urna garanda eflicaz, como valer o
principio contrario em favor do que nenhum va-
lor em si mesmo encerra, e depende da inteire-
za, probtdade, c solvabilidade do seu emissor,
qualidades estas que escapam, c nao jodem ser
ateridas, ou reconhectdas por todos os cidados
de um paiz, por cujas mos tem de pasear em
troco do producto do scu traballio ?
As perdas resudantes do uso de um: tal liber-
tado seriara falaes fortuna publica, c particu-
lar, e como immediata consequencia i ;ariam em
ultima analyse a cargo do Estado, a quem cum-
pre prevenir, ou prover sobre to gran Jes males,
tm todos os desastres bancarios c o Es ado quera
mais os supporla, e o governo quem deve pro-
curar removo-los, ouadenuar os soffrimentos do
poro.
Estes principios sc tao solidos c verdadeiros
que em geral servem de base legislaco dos
paizes mais bem regidos.
A concesso da faculdade de emiltir notas ou
bilhetes vista e ao portador, sobra ter sido
sempre considerada umverdadeiro privilegio e
favor, por produzir para alguns um. renda,
sempre acompanhada desalutares rest-iccoes j
quanto ao modo do seu uso, como quanlidade
dos bilhetes, e igualmente de medidas de solida
garanta ; e leis tem sido promulgidas nesto
sentido, ainda a respeito dos que delli eslao de
posse.
A historia do proprio paiz isto demonstra Sem
recorrermos do 1. banco instiluido em 1808,
encontraremos provas deste acert nos estatuios
dos bancos fundados depois do 1837, que nao go-
saram dessa faculdade.
A lci n. 683 < principio. A le n. 688 de 15 de julho do mesmo
auno, de conformidado com elle, no artigo 2."
concedeu o privilegio de emissao de bilhetes
vista e ao portador, para o qual o governo nao
se julgava aulorisado, aos bancos existentes ties-
ta corle.
Do exposto rasalta a necessidado df armar a
administrarlo com os meios coercitivos necessario
para atalhar osmalesde que leemsido vidimasou
trospovos; e lisongeio-me de estar neste ponto de
accordo, como j refer, com todos os meus il-
lustrados antecessores.
Entre nos, como tem succedido en outros
paizes, do abuso ou da tolerancia de sjmelhan-
le procedimenlo se tiram argumentos oara fun-
damentar a legttimidade da posse e gozo dessa
raculdade, que se reputa um direito imprescrip-
ttvel. r *
E' muito natural que interesses se offendam
com providencias no sentido do vedar meios de
lucrar, alias to perigosos, c que proctrem cre-
ar proselylos, apparentando urna opinio a que
desejam conferir os foros de conceito publico,
mas que se limita a um pequeo numero de pes-
soas interessadas nesses abusos, c a urna pe-
quena clientela, que momentneamente em der-
redor delles tumulta, como succedt sempre
que se do queixas, e clamores, ainda que indi-
viduaes.
E' mister portanlo que ante os verdade:,ros
principios, se quebrem e inulilisem as forcas de
laes abusos ; alias nem o plano da no.'sa actual
legislagao sobre o resgale do papel moda, nsm
qualquer outro por melhor combinado que seia
poder adingirseu flm.
Os bancos de circulas!, quando bom cois-
truidos e dirigidos, prestatr, eminentes servicos ;
tas exercem um privilegio, cujo abuso fuots-
to a industria, e propria sociedade. Ese este
privilegio exercido com garantas, por pessias
que devem ser habis, e gozar de intei-esa, sob
a inspecao do 'overno, pode ser fatal indis-
ina e a socie.dade, o que se dever& esperar de
algumas, como arrimo poderoso, recorreram aos
cofres da fazenda publica ; mudos negocios es-
morecern!, o espirito de cspeculaco afrouxou ;
o commercio se abateu, seno so slagnou ; os
recursos dos bancos se lornaram escassos, c a
ronda publica, como resultado inevitavcl, dc-
cresceu...
Nesta situaco melindrosa sao de ver as quei-
xas pela falta de meio circulante, sem altender-
se a que o papel havia penetrado por todos os
canags da circulaco, e quo o que nos faltavs
era capital, que estavamos rcduzidos posieo
do hornera rico que havia contrahido empenlios
superiores a seus bens. Tudo corre bem em um
paiz, que logra conservar a proporeo necessa-
ria entre o capital fixo o o capital fluctuante.
Se porm urna porco qualquer deste desviada
do seu natural desiino, faltando assim o alimen-
to indispensavel da produeco, o perturbada a
relaco necessaria entre estas duas especies de
capital, a consequencia inevitavel a situaco a
que nos referimos, a qual s pode ser melh'ora-
da com o tempo, ou com a iraporlaco de novos
capttaes, beneficio que nicamente poder al-
cancar-se quando o meio circulante vollar sua
natural condico.
Nao difficil computar-se a parle do capita
fluctuante que so mraobilisou por differentes
causas, e esle calculo reslabelccer a verdade
dos tactos.
Do que tenho a honra de manifeslar-vos re-
sulla a necessidade de medidas, que pelo menos
alalhem o progresso do mal, ou o attenuem.
A vos compete applicar-lhe o verdadeiro andi-
doto, conforme vossa sabedoria julgar acertada,
nao tanto pelo presente, como pelo futuro,
non solum calamitalc, sed etiam calamitalis
metu.
MOEDA DE COBRE.
Nesta parte tratarei de outra materia connexa
a anterior, 'em a ser a moeda de cobre.
As moedas de cobre, que actualmente circulara,
sao dos seguintes valores e pesos :
de 40 res com 1 onca.
de 20 4 oilvas.
de 10 2
Calculando o valor da materia prima pelo pro-
co do mercado de 800 rs. por cada libra, verifi-
ca-se que o intrnseco valor da Ia deslas moedas
50 rs., o da 2a 25 rs. e o da 3a 12 1|2 rs.
Daquise v que ha lucro da parte de seus pos-
suidores em converto-las em qualquer oulro
uso.
Do exame que se fez em cinconta moedas de 40
ris, resuliou o reconhecimento de que cssas moe-
das variam infinitamente no seu peso, havendo
algumas que pesavam mais de onca, grande par-
le de 7 olavas e 3 graos al 7 oita'vas o 68 gios,
e outras de 6 olavas e 54 graos.
Nao se pode calcular sua quanlidade era cir-
culaco.
Em 1830 era estimada em 18.000000J, sendo
3,000:00009 de moeda falsa.
Eml83l em 20,0000009, sendo para mais de
5,000:0005 de falsificada.
Em 1832 cessou o cunho, e nao ha documen-
tos que certifiquem a quanlidade resgatada ou
pancada.
O certo que sente-se necessidade desta moe-
da de troco, e os presidentes de algumas provin-
cias tem reclamado sua remessa, qje se ha effec-
tuado em pequea escala.
A escassez da moeda de troco torna impossi-
veis as pequeas transaeces diarias dos consu-
midores, as quaes se faze'm visla. Os pagamen-
tos dos jornaes se difficultam ; os mestres de
obras ou at)rem comas correntes com os operarios,
ou pagam os jornaes por turmas para que elles
ao depois facam os trucos e se paguem, ou por
vales.
No primeiro caso o operario soffre ; no segun-
do a partilha est sujeila s mesmas difficulda-
des, e surgem, como sua consequencia entre os
operarios, os orros, s fraude, e a desordem ; no
terceiro d-se a illegalidade, e inconveniencia
dos vales.
Accresce que nos pagamentos, pela sua escas-
sez as fraccoes se perdem era proveito. dos paga-
dores.
Operigode sua [alsilicacao cessou com a alca
do prego do metal; mas os demais inconveni-
entes, a que esl sujeila, permanecem. O cobre
sujeito a decomposieno pela accao do ar hmi-
do, e ao azinhavre ; e ainda que nao ceda
temperatura moderada, tem um sabor nausebun-
do, que muito se desenvolve logo que loca, ou
passa pelas mos hmidas emvirtude do Iraba-
lho, ou do calor.
O uso da moeda de troco nao se confina nos
escriptorios. casas de commercio c officinas: sua
circulaco geral, e se entende s estradas, aos
portos, aos mercados, ^e a iodos os lunares, por-
que a moeda do uso do pequeo commercio,
do operario, do consumidor, emfim a moeda do
povo; e portanlo deve pelo seu preslimo acarear
a solicitude dos poderes do estado.
Por estas razes nao posso deixar de reclamar
a yqssa adenco sobre a necessidade da substi-
tuieo da actual por outra do menor qualidado.
Um dos meus antecessores, reconhecendo esta
necessidade, propoz na cmara dos Srs. senado-
res sua subslituijo por oulra de bronze. Este
projecto nao leve andamento.
Antes de entrar as questoes, que podem sus-
citar-se na sua apreciaco, releva examinar qual
a somma que se deve emitlir na operaco da pro-
jeclada ou antes reclamada substituirlo. E' esta
un queslo que nao pode ser priori decidida
na penuria de dados em que laboramos.
Alguns economistas francezes, e entre elles J.
B. Say, enlendem que a quanlidade de moeda de
cobre deve ser igual ao numero de individuos,
na razo de 2 francos porxa'oeca.
Sobre esta basa parece evidente que no nosso
paiz serla sufficiente urna emissao de cerca de
2,800:000.
Sendo porm o juiz da quantidado as necessi-
dades da circulaco, vista da extenco de nosso
territorio, e da disperso de nossas povoaces
especialmente as contraes, no se pode encontrar
a base segura para semelhante calculo.
Feila esta considerarlo cabe em seguida exa-
minar, em relago ao projeto a que me retiro, as
seguintes questoes: Quees as differentes espe-
cies, eseu valor, o peso de cada especie, a ma-
teria, ou liga ? Qual a senhoriagem e modulo ?
Qual finalmente a quanlidade em que deve ser
recebida em pagamento ?
Julgo que as especies e valores actuaos devem
ser conservados. Ha porm pessoas, cuja opi-
nio muito acato, que opinio pela suhstduicao
da especie de 40 ris pela de 50 ris ; temo po-
rm que esta alleraco produza alca nos presos
das mercadorias er que for empregada, pare-
cendo mais acertado que cada peca seja era valor
nominal o dobro da inferior. porque o peso
deve ser determinado pelo valor da materia, pe-
los gastos do fabrico, e pela senhoriagem, destes
objeclos cumpre primeiro tratar.
Em geral o metal monetario um composlo.ou
urna liga binara ; a moeda de troco da rnaior
parte dos paizes da Europa, e da America de
cobre. Era alguns estados porm se tem julgado
necessario, pelas raides que cima expuz, o era-
prego de outra materia que ollerefa menos lucro,
facilidadc falsificaco.
de troco a liga de cobre, "nikel
mente conhecida pela denominarlo maillecho
argentan, qual addicionou urna di
nao menos ponderosos, e eu nao posso deixar do-
opinar pela de argentan, ou de similor. Era
ultimo resultado, nao obstante as refiexos que-
sobre este ponto acodem, conforme os estudo
que s fizerem, a liga de cobre e estanho tal vez.
possa ser preferida ; o verdadeiro perigo porm.
quer em urna quer em oulra liga ou materia,
a falsificaco, e sua prevenco exclusivamente
depende da dilterenQa entre seu v^or real c o-
uominal, ou da senhoriagem, o da perfeico da
mutra, ou typo e do modulo.
A Suissa noquizrecolher renda alguma des-
to arligo ; sacriCcou os proventos que d.-ihi podia
obter por amor da economa de despezas futuras
que poda trazer a falsificaco e des damnos qu
a sociedade em viitude della podia soffrer.
Em raioha opinio a senhoriagem nao deve ex-
ceder de 10 a 15 %. Quando fallo da senhoria-
gem nao comprehendo nem os gastos de fabrica-
cuo, nem o valor da materia prima.
Nao arei reflexio alguma sobro a modulo
inscripeo da projeclada moeda, pois que impor-
ta para difficultar sua falsicago que rena a
belleza perfeico.
O seu deslino* o exige : o oslado tem duplo n-
leresse, e at necissidade real do envidar os
maiores esforeos e cuidados para conseguir essa
perfeico e belleza. Por demais, sao as moedas
e medalhas fabricadas de metaes ou iiga de pon-
co valor mais proprias para alravessar os secu-
los, e levar & posleridode os tactos notaveis de-
uni paiz, ou da historia de sua industria.
De todas as precaucoes, que se devera tomar
contra a fasificacao, urna ha que essencial. o
sobre modo proficua, e vem a ser marcar a quan-
tia que em cada pagamento pude ser a moeda
admittida. A raen vec deve limitar-so ao valor
de 200 ris, que oda primeira especio da nos-
sa moeda auxiliar.
Sao estas as consideraedes que me eabe fazer
sobre esto ponto.
CAIXAS ECONMICAS, SOCIEDADE DE SOC-
CORROS MUTUOS, CASAS DE EMPRESTI-
MOS SOBRE PENHORES E MONTES ;DE SOC-
CORRO. '
Nossa legislaco, seguindo o impulso das opi-
nies reinantes, se lera limitado a regular c dar
proleccao s iustituices, que leera por fim soc-
correr os enfermos c'os infelizes em suas dores,
agonas e penas; em nossa sociedade, porm, so
sent um vacuo que cumpre ptecucher. por
certo melhor prevenir o mal que applicar-lhe o
remedio, por mais eflicaz que este seja porque,
sempre pelo cmiinho por onde nos desusamos o
cahimosnos antros da miseria, doixamos ou per-
demos bens que quasi nunca se podem rehaver,
e adquirimos enfermidadas c vicios pava os quaes
a mor parte das vezes nao ha remedio ou cura,
L mister inquerir as causas da miseria, para que,
quando se nao possa encadearao lodo sua aceo.
se logre pelo menos sopear seu progresso e cor-
tar lhe as forcas.
A creaco das caixas econmicas, das socieda-
des de Succorros Mutuos c dos Monte-Pios ura
dos mais poderosos meios preventivos de que os
povos civilisados lancam mo para um tal fim.
As nossas caixas'econmicas teem perecido
A Suissa em 1850 adoplou para a sua moeda ,
- Bzinco. vulgar- ?n,fal,fde0..n 1l1":.T.,c.5.erc?mJS0,8ura ga"
muiula por-
qual
Sao np. praia
Esta composico reprovada por pessoa pro-
tisstonaes, considerando a introditcco.da prata
na ga urna verdadeira perda de valor sem uti-
ttdade alguma. A commissao, nomeada em 1859
pelo governo da Blgica para o exame de diffe-
rentes questoes relativas ao sysloma monetario,
julgou acertada sua excluso ; motivando-a'
affirraou que a sua existencia nao mudara o as-
pecto da moeda ; que era completamente intil
para augmentar o preco do metal, e ainda mais
0 era para fazer distinguir as moedas verdadeiras
das falsas, e nicamente se prestara hvpolhese
de urna dupla circumslancia de reprodujo per-
feita do cunho, o de suppresso do metal precio-
so, que requeresse analyses chimicas.
Por estes e outros motivos preferio-so na Bl-
gica o argentan ou maillechor. Esta liga tem
vanlagens, e inconvenientes. A sua rigidez tor-
na a fabriracao difficil, e d s moedas grande
forca de resistencia,. qualidado por certa precio-
sa, ltenlo o gasto que o uso era gerjl acarreta
as outras especies ; mas em compensaco torna
imperfeilo o cunho, e requer machinas' podero-
sas e varias despezas. Por outro lado, menos
sujeila ao vicio da oxydacao, que ataca a de co-
bre, e a de bronze ; finalmente a experiencia de
mais do 10 anuos da Suissa tem sido em favor
dessa nova creaco.
Tem-se tratado em algumas partes da adopeo
do aluminio no syslema monetario; mas pelo
inconveniente resultante da sua rpida altera-
cao com o contacto de substancias salinas, o por
alguns outros que largamente expendem pessoas
professionaes, ainda nao foi empregado neste
mister em paiz algum.
A Franca adoplou em 1852 o bronze, compos-
lo do 85 parles de cobac, de 4 de estanho, e de
1 de zinco, que o que os fundidores preparar
para as joas falsas. Alguns escriplores. como
Frichol, reprovam esta liga : 1." porque, tendo
nella parte tres metaes, em lugar de dous im-
porta urna excepeo da regra monetaria ; 2. por-
que essencial fabric6o da moeda urna liga
refractaria, e pe [ledamente homognea, afim de
que os bocados, que se devem recozer, e depu-
rar resistam melhor acro do fogo e dos cidos,
e o bronze francez nao rene estas qualidades,
3." porque com os tres metaes escolhidos im-
possivel obter urna liga perfeilaraente regular,
visto que o estanho, que muito oxydavel, entra
em fuso a 230 graos centgrados, o znco, que
muito voltil, nao fundivcl seno a 340 graos,
eo cobre que muito mais refractario, naoco-
meca a correr seno a 1,090 graos ; 4. porque
na fundiso dos metaes ura grao de calor mais
ou menos forte faz mudar o seu titulo, e se isto
succede, ainda quando a liga se compoe de ele-
mentos da mesma nutureza, cora mude- mais ra-
zo acontecer se fr o producto do mudos me-
taes que se oxydam c volatilisam, e por demais
a pratica ensina que nenhum fundidor pode es-
tar convencido de obter o titulo desejado com
urna tal mistura, c menos pode responder que os
de muitas operacoes successivas sejam entre si
idnticos ; 5. finalmente porque as novas moe-
das francezas de bronze em poucos mezes por
seu mo aspecto e deformidade teem ido alem
de todas as previses.
A Blgica nao admitlio o bronze francez pelo
temor da introducro de quanlidades enormes*
deste numerario no seu territorio, o que por cer-
to lhe acarrataria serios embaracos.
Ha quera com razos ponderosas opine pela
adopeo de eutra composico de bronze, e indi-
cara a da cobre com o estanho, entrando este ul-
timo na razo de 6 por cento.
Parece porem a outros que osla liga traz o in-
conveniente do tornar pela sua rigidez difficil, e
por consequencia defeiluoso o cunho : e estes
sao de opinio que so deve diminuir na razo
da melado a proporso em que o estanho entrar
na sua composico, como a da moeda denomi-
nada sido, cunhada em Franca em 1795, que
pouco perdeu em seu curso ou uso:
Entretanto a commissao da Blgica, a que j
me refer, reputoii o bronze inferior ao argentan
e ao proprio cobre para o uso monetario.
No projeciodeum de meus antecessores adop-
tou-se o bronze francez, e a seceo do conselho
de estado se decidi pela mesma composico ou
3-
A muir e o cunho de nossas moedas de cobre,
sobre irregulares, sao imperfeilos, e sente-so j. Receio a i-ntroducSo da moeda clandestina de
desfalque em seu poso, ocecasiooado pelo go bronze fabricada no estrangeiro. A Blgica a
que tem tido, | excluio sob um tal fundamento, alm de outros
randa de sua existencia e prosperidade, ou so
teem convertido em verdadeiros brncos de des-
contos e emprstanos Paizes li3, cojos gover-
nos tomam seus fundos a titulo de deposito, as-
segurando ios depositantes um juro certo e ra-
soavel. Este systema tem sobre outras a vanta-
gem de estreilar ou de ligar os interesses do es-
tado com os das classes operaras.
As sociedades de Soccorros Mutuos e os Mon-
te-Pos, a par das caixas econmicas, amparara o
tuluro das familias, e altenuam os rigores da ne-
cessidado e da desgraja, seno os suavisam.
Entre nos ou nao existem, ou existem sem pro-
leccao, e sem regularidade estas insdtuisoes; o
o seu progresso, se se d, sobremodo lento ou
imperceptivel. Este estado de cousas nao pode
ser indtenle ao legislador, e por esta razo
que solicito de vos a adopeo de algumas provi-
dencias que sobre semelhaute materia teem sido
lomadas por differentes paizes.
O emprestimo sobre penhores o recurso co-
mesinho para satisfazer os necessidades das clas-
ses pobres, especialmente dos infelizes, que
cheiosde pudor procuram cncobrir suas desgra-
sas. Nos grandes centros de popnlaco, ou nos
lugares em que a industria levanta seus eslabe-
lecimentos, o emprego de capitaes em suas ope-
racoes nao pode deixar de ser certo e lucrativo ;
e tanto mais quanto no momento da preciso e
da afflcco se n|o olha para o sacrificio, c como
que, perturbada a razo, esquecemo-nos do fu-
turo E' principalmente nestes districtos que in-
dividuos vidos de riquezas, favorecidos pelas-
instancias da necessidade vo especular com a
infelicidade, com a miseria e at.... com o cri-
me. As casas em que esses homens iutrataveis
assenlam sua industria sao de ordinario urna
causa activa de desmoralisaco o de perdiso. O
silencio e a discripso de suas victimas lhes" asse-
guram sempro a impunidade. Biquezas colos-
saes deste modo por torga da fraudo se teem er-
guido. A chronica dessas casas delata urna inli-
nidade de torpezas e de desgrasas.
A legislaco penal dos povos mais cultos lhes
lem posto freio, exigindo autorisaso adminis-
trativa para que possam fundar-se, e igualmente
a liscalisaco de sua escripturacao, feila confor-
me os modelos que lhes sao fornecidos. Os cdi-
gos penaes da Franca, da Blgica, das Duas Si-
cilias, da Sardenha, da Hespanha, de Portugal, e
de outros povos conlm preceitos sobre esta ma-
teria dignos de serem imitados. As leis da In-
glaterra, da Escossia, da Irlanda, e dos Estados-
Unidos acerca dos Pawnbrockers se basearam,
nos mesmos principios
Nao obstante as salulares disposiroes destns lc-
islasoes, os seus etleitos seriara tenues, sem a
fundaso de estabelecimentos de crdito que pro-
porcionassem recursos s classes pobres. Este
o nico meio eflicaz de anniquillar esses bn-
queiros clandestinos, quo arrastam a urna ine-
vitavcl ruina, a miseria, c muitasrezes ao crime
os que por qualquer circumslancia, ou por fata-
lidade, se vem privados dos meios de vida.
Os montes de soccorro tem sido sempre objec-
to de grande solicitude dos supremos poderes de
todos os Estados. Sua necessidade entre nos 6
reconhecida ; regulai sua cxis'.encia, concedcU
lhes vossa proteeso, o por medidas efficazes ex-
tirpai um sem numero de casas de emprestimo*
sobro penhores, que mercanciam misteriosa-
mente sobro tudo. e sao um verdadeiro abysmo
era que se precipitara o operario, o enfermo, o
erapiegado publico o as familias desfavorecidas
da fortuna.
Estas sao as infrmaseos, que
ora dar ; quaesquer outras, que
rias para vosso esclarecimenlo,
das pela reparlico a raen cargo.
Rio de Janeiro, 8 de maio de 1860.
Angelo Monis da Silva Ferraz.
Esbozo histrico sobre a provincia
do Cear pelo Dr. Theberge.
. (Confinuaco do n. 153.)
Em quanto se consummavam no interior da
provincia os fados que acabamos de narrar, ou-
tros nao menos importantes se davam na capital.
Tristo de Alencar Araripe, homem de convic-
Sao firme, e.de vontade forte, tendo assumido as
redeas do governo, na qualidade de presidente
provisorio, em nome da Repblica do Equador
empregou todos os seus esforcos para preparar e
fazer seguir a expediso que determinara mandar
em auxilio de Pernambuco. Tirou um empresti-
mo forsado era toda a provincia para acudir s
despezas, reuni todas as tropas q,ue pude, re-
vos posso por
forem nocessa-
sero miuistra-


O)
MAMO DE PEftEAMBLCO. SEGUNDA FEIIU 9 DE julho de ieo.
jusitou. contingentes de milicias de '.oda a parle
ordc-iiando-lhes que se dirigissem para oCariri,
s ordens de Pilgen as, o qual Ciomeou general
commandanie da expedieo, (loando cm subsli-
tuigo delle, no cornmandodas armas da provin-
cia, o tenente-coronel Aniouio Bezerra do Souza
Menezes, nomeado para este euiprego por carta
imperial.
Perseguio a todo o transe os dcsaffectos da tal
Tcjjublica, prendeu lodosos Portuguezes selteiros
le nao se arrolaram na expedkao ; erain) em-
Viegou todos ns meios, por mais rigorosos que
ossera, para Armar na provincia as opinies re-
publicanas que nao cram acceitas com o enthu-
siasmo c a unanimidad $ue elle desejava : a
grande maioria da provincia era imperialista, e
muitas pessoas nao o mauiestavara, smenle por
temer Trislo.
No Jardim. no Ico, no Aracaly, na serra da
les pessuas ticas e influentes, que cummandavair..
igualmente os diversos csquadrOes deste corpo,
reunisse o gente que podesse para eagrossar. as
fi?iras do scu exercilo. Manocl da Cunha, po-
rm, informado do estado das cousas c das ms
circunstancias da Confederado do Equador,
achou pouco prudente continuar a compromcl-
ler-se mais por urna cousa perdida ; e por islo
de adrede se ausenlou de casa no dia que Ttistao
lhe assigura para nella espcra-lo ; de modo que
precisamente nesse dia aprazado chegando este, e
adiando a.casa deserta, fcou iudiguado do pro-
cedimento do scu amigo; lomou como injuria
feita sua pessoa e causa quo representava, a
accao de Mauoel d Cunha ; e em vindicta man-
dou incendiar a rasa e ludo quanlo nella havia,
seguindo immediatamente por diante. Mas, Cu-
nha, despeilado por tal aconlecimento, rene
genle a toda a pressa, e manda-a as ordens de
neiro. A niprensa do paiz se leiu levantado em
peso para protestar contra o pensamento que
presidio a publicago d'aquclle negregado es-
cripto.
Na corle teem apparecido tres respostas ao fo-
lheto revolucionario. Urna de.^sas respostas, e a
que maiores Iriutnphos alcangou, foi a que este
Diario transcreveu nos nmeros de quima o de
sexta-(eir desta semana. I.ecommrnJamos a
sua leitura aos uossos assignaotes. Alii acharo,
nao urna simples resposta ao pamphletista do-
magogo, mas urna justa aprecaco da nossa si-
tuaco poltica e urna censura a"lodosos/i>erda-
deiros e demagogos do nosso poiz.
Honra a lodos os que se levantaran) para pro-
testar em nonio da nago contra o escnplor de-
magogo, iniroigo do throno e da liberdade cons-
titucional ; honra ao digno pernambucano, que i
tomou a si a defeza das instituicoes do paiz, e
duproduzr nos seus arrabales, as gailinhas Ut-
licadas e succmlcnlas, que Bresse anda hoje en-
va para os centros do luxo e da gula.
Com urna mistura de farinha de trigo mouris-
co, e milho branco que as c3mponezasde Bresse
engordamos suas gailinhas.
Bolos riloa de urna massa composla daquellas
ditas substancias, mas em eslado de crise, sao da-
dos as gailinhas todos os das demanhaa o de
larde; depois fazem-lhes beber um pouco de
leite e agua, que lhe introduzem pelo bico abai-
xo. Conservam as aves na mais profunda obs-
cundade, e quasi n'uma perfeita immoblidade
pela disposico das capoeiras. Todo o Iralamen-
lo, porm, feitocom o maior aceio, assim como
escrupulosamente limpo o local em que esto
as gailinhas.
Aa criadora applica todo o cuidado, quando
i malar qualquer deslas aves, o que faz
Lruburctama o cm Sobral os imperialistas iam- i um seu filho de uome Jos Leo da Cunha em se- deu urna prova de que esta nobre e heroica pro- com mujla habilidade sancrando-a no aladar
vincia lio: amiga da liberdade como do au- j sen. lhe deixar cicatriz' sensivcl; depois depen-
se rcunindo e fortificando espera de urna occa-
siao opportuna para se declararem. Trislo. pois,
-couiprehendeu quo era preciso castigar um desles
lugares, para intimidar os oulros ; e assim esco-
lheu o Aracaly.
O lenle de primeira linha Luiz Rodrigues
Chaves, por elle improvisado sargonto-mr, foi
mandado como, emissario do governo republica-
guimento de Trislo.
Esie chegou a Santa Rosa, povoacao situaba 20
leguas ao norte do Ico, no dia 30 de oulubrb, e
ahi vendo seu exercilo extremamente rcduzido
gusto principe, que rege os destinos da naco
brasileira.
As noticias do interior da provincia sao, em
pela desergoincessante das tropas, rene os o IR- ge ral, lito pouco importantes como as ultimas
ciaes em conselho para deliberar sobre o que
convinha fazer em laes conjuncturas, e todos fo-
ram de parecer que se deveria proseguir na
no do Cear ao governo lambem republicano de marcha. Todava, sabendo da approximago das
rernambuco, para se cntenderera ambos sobre ;'ropas do Ico e das parles circumvizinhas, que
cortos pontos ; mas, quando chegou ao Recife.j marcharan ao seu encoulro s ordens de Manoei
achou a cdade restaurada. Antonio de Araorim, o conselho uovamente porcl-
Preso em flagrante delicio de rebelli.io, nao foi ,c consultado, foi de parecer que se dsse batalha
diffieil persu8direm-o que regressase pro- i as 'ropas de Amorim onde quer que se as encon-
viucia com o !im detentar a restauraco, para | l,''lsSl>m- Nesladisposirao.no amarillecer do dia
desl'arlo azer esquecera sua adhesao 'Confede-: 31 de outubro, Trislo dispo ludo para seguir
radio do Equador. Aceitou.com prazer.csla cora-i a marcha ; mas ao sabir da povoacao de Saula-
znissao, e tralnu immedialamente de vr dar-lhe; uosa ilfscobre, das 7 para as 8 horas do dia, as
execugo, entendendo-se esto respeilo com o 'ropas de Araorim sobre um alto em frente, e
almirante lord Cockrane, que, depois da pacifl- i "visado para logo da chegada pela sua rolaguar-
cagio de Pernambuco eslava de sabida para blo- da das o"0 Jos Leo da Cunha.
na-a sera urna s esfoladella.
Mora x ave, e ainda quente 6 embrulhada e
cosida n'um panno branco muito lavado e mo-
lhadoem leile, ficando com urna forma oval de-
pois de prorapta. De ordinario continuara a co-
merar a engordar as gailinhas, quando ellas sao
precoces, cm julho e agoslo ; mas a poca mais
propna para vender
mbro. Ojor-
donde sao
semanas.
O Sr. Dr. Lucena, delegado de polica do Ou-
ricuiy, lem conseguido capturar mullos crimi-
nosos. O lente coronel Alvaio E. de Carvalho
Granja resolveu-se tinalmenle a apresentar-se ao I mezes de oulubro, nocembro e deze
Sr. Dr. Lucena e enlregar-se a priso, e com elle nal agrcola intitulado la .ature
apreseniaram-se mais dous indignados como' extrahidas eslas particularidades, 'assevera qu
cmplices no crime.de morle perpetrado na pes- no departamento do Ain nao se exportara menos
SMdo capilao Muniz Brrelo. de 382.000 gailinhas annualmente, o que produz
As condieoes almospliencas nao teem vanado, urna importancia nao pequea para
no interior da provincia. Ha tugaras onde j nao vincia.
resta mais esperanga do invern ; era
chavas, posto que parcas e sera res
pro-
oulras as Lista dos baptisados e casamentos, havidos
ularidade,, na freguezia da Boa-Vista do 1 a 7 de julho do
quear o Cear,(ft de quera recebeu promessa de
j>romplos e numerosos soccorros. Isto posto,
Chaves embarcou para o Cear, e veio nos pri-
meiros das de oulubro aportar em Mulamba, do-
ie legoas ao nasccnlc do Aracaly, e all tratou de
reunir sent para marchar sobre esta villa.
posto que parcas e sera
vo sustentando as plar.laros. | correnle.
A Iranquilldado publica ;ora-se conservado I Mara, branca, com 2 mezes de nascida, lilha le-
~ inaiieravcl. A seguranca mdividual soll'reu poucos i gilima de Maximino da Silva o Anna Montero
.Nesae local, portauto eslacciona e dispoe-se a alaques, e de pouco momento. I Leoncio, pardo, nascido a 15 de iunho filho na tul
Nai primeira descarga perde logo dous I Aqu na capital uada ten occorrido de no-| ral de Antonia escrava o.uiuonaiu
a ao capilao Koberlo, comraan-| lavel. jury encetou os stus Irabalhos pelo Ircna, crioula, nascida a 27 de junho doorren-
te, filha natural de Florencia, escrava.
appeao, Jos Eranuis-
appella-
ancisco
appel-
baler-se
homens.
dante d'arlilharia, que faca fogo ao inimigo ; mas
esle capilo no principio do conflicto querendo
passar para as linhas contrarias, foi a pouca dis-
Tristao, informado na capital da defeceo de lal|ca traspassado por urna bala vinda das Unirs e habilidade. O Sr. Jos"do~ lleg Barros foi ab-
Chaves, de sua vinda para o Aracaly, edeseus "e Araorim ; entao manda carregar as pecas por i solvido.
designios, resolve irsoccorrer esta villa ; e nesle um soldado, e conimanda o fogo ; c como ntn- Demandaran o nosso porlu, durante a se-
sentfdo nao s manda um emissario prevenir os Sucm quizesse a tirar, elle proprio langou roo do mana, 19 embarcacoes merca les, com a loiarao
murrio c locou fogo s pecas; mas, reconhecen- de 11.214 toneladas. Entraniram alm tisso'os
do afina'
julgamente do Sr. Jos do Rago Barros, de "cuja
defeza se havia encarragade o Sr. Dr. A. Lpa-
minondas de Mello, que a deduzio com lalenlo
Aracalycnsesdd sua resolucao eexcila-los re-
sistencia, como rene as tropas e muniroes que
pudo arranjar, e com duas pegas de artilharia,
poz-se de marcha ; mas como as forcas que li-
nba reqisitado, cuslavam a se lhe reunir, derao-
rou-so muitos das no meio docaminho, no ria-
cho Fundo, perto de urna legoa ao SE do Casca-
vel, unde esporou pela junecao dos Indios que li-
nha chamado, o pela voll'a do emissario
mandara sondar as inlencoes de Chaves.
que
que nao era secundado no seu esforgo
pelos companheiros, que pelo contrario em gran-
de parte abandonavam o campo de batalha, saco-
de encolcrisado o murrao por trra c exclama
com illusao s bandeiras improvisadas que o
inimigo Irazia :
J que o querem, culreguem-so a bandeiri-
oha de San-Goncalo, porque eu o nao farei.
Diio islo, tira algum dinheiro do que Irazia pa-
Esle emissario enlendeu-sc com o major Ao- 'ra a expedigo, monta cavallo, e encaminha-se
tonio Ricardo Bravo Sussuarana, que comnian-
dava a praga ; e em seguida reunem ambas ao
pequeo destacamento ahi existente de urna com-
pauhia disciplinada do batalhao de milicias da vil-
la, e com esta forra marchara contra Chaves at
o alto da Clieia, urna legua distante da villa, on-
de Sussuarana, deixando sua genle,vai em pessoa mas encontrando urna ribanceira alta e ingre
parlamentar com elle que se achava na distancia I'or mais que Qzesse, nao pode conseguir qu
'I
te urna lesna, no Lorrego do Coronel, com um
puuhado de homens, c com os imperialistas e
descontentes que haviam abandonado a villa ese
tinham refugiado nos limites da provincia cora a
do Rio Crande do Norte, fazendo juneco afina!
cora Chaves. Esto nioslra-se inabalave'l no seu
jiroposilo e amcaga de marchar contra o Ara-
caly, e de forgar a villa, se ella nao se declarasse
n favor do governo imperial, annunciando simul-
tneamente a prxima chegada do lord Cockrane
com umadivisao naval de blo^ueio, e numerosas
tropas de desembarque, que diz esperar encon-
trar no Aracaly.
Sussuarana volla l'orlemenle abalado pelas
ameagas de Chaves, c todo suspeilo, dizendo
ue seria temeridade oppor-sc s forras impo-
noi,tes de que dispunha o sargenlo-mr!
Desanimada por esta noticii, c traspassada por
una grande chuva, que molhra e inutilizara as
muniQoes, atropa retrocede paras villa, onde
conheceodo a defeegao do scu commandanie Sus-
na. o lente da companhia de milicias
para o povoado do Frade, do riacho do Sangue.
N'essa retirada alravessa o rio, o n'uma lha si-
tuada no meio delle, deixa o caminho por urna
vereda de gado, que o condui ao outro brago do
rio, o qual igualmente alravessa em direceo
um serrote, pouco distante da inargein opp'osta,
remo,
- que o
cavallo subisse; por isso apea-se, abanJona o
cavallo e procura evailir-se pelo mato, querido
Jos Leao e alguns soldados seus, que vinham
pelo leilo do rio cima, indagando por Trislao, e
Ih'o mostrando alguem na margen) occidental do
rio, pem-se cm seguimento delle e o alcaneam
a pouca distancia, cinaranhado de um lado" da
vareda em um fechado de arvores d'espinhos, on-
de o malaram queima-roupa os primeiros que
chegaram, aps os quaes vindo lugo Jos Leo,
e adiando a victima nos paroxismos da morle,
pucha pela espada que o moribundo Irazia cin-
ta, e com ella fere-o em muilas parles, alim de
saciar ainda depois da morle a sua sede de vin-
ganca.
O cadver foi despido, c nao s ignobilmenta
mutilado, como ultrajado por estes cannibaes ;
eura dedo separado da mao servio de um tro-
pheo de victoria com o qual
Aracaly a pessoa que levou a
vasos de guerra :Jequilinhimhn, nacional ;
Beaumanoir, trance/. ;o Aracul, ingles. Sa-
hiiam, durante mesmo e-pago de lempo, 11
embarcages mercantes, com a ltago de 5.37S
toneladas, c o vaso de guerra francez lieauma-
noir.
Rendcrara, durante a mesma semana: a
alfandega, 71:9225033 ruis; o consulado ge-
ral 6:2i.$9G7 ris ; a recebedoria das rendas
geraes internas, 17:15263ris ; o consulado
provincial, 34:729S5 ris.
O movimeuto geral da alfandoga, durante
o mesmo espago de tempo, foi de 3,999 voluntes,
a saber : volumes entrados cora hiendas, 577 ;
com gneros, 1,403 : tula) dos volumes en-
trados, 1,980. Volumes gaidos com fazend.as,
0G1 ; com gneros, 1,358 : total dos volu-
mes sabidos, 8,019.
Fallecern! durante a semana 77 pessoas,
sendo : 17 homens,21 mulheres e 2S paivulos Ii-
vres : 6 homens, 3 mulheres e 2 prvulos cscra-
vos: lotal 77.
REVISTA DIARIA-
O Rvm, vigario da freguez a de Sanios Cosme
c Damio de Iguarass com o respectivo coadjuc-
tor acharase suspensos dos seus lugares cccle-
siaslieos.
Esses dous reverendos forain pronunciados pe-
la vigararia geral do bispndo como incursos nos
arts. 281, 282 e 283 da con:iiluico diocesana,
cm consequencia de um casameiito'alli celebrado,
segundo no-lo informara.
No primeiro deste mez foram subsiituidos
apresenlou-se no os vidros brancos por outro de cor encarnada do
noticia do combate I pbarocte, que existe na pon'a do forte da barra
e da morte do presidente da repblica. O cadver do- Maranho, com que marcado o orear
permanecen nesse local por muito lempo inse- mesma.
para i
i-uiz Ignacio de Azevedo deixa com ella a villa e Pult0 e exposto aos ultrajes dos seus barbaros Esta medida de utilidade para a navegadio
vai-se reunir a Trislao no riacho Fundo. \ nimigos, at que, consumidas as carnes, depen- d'aquella costa, pois que evita a confusao da rs-
Chaves entra no dia 13 do oulubro no Aracaiv i d!lrari"" esqueleto um ramo de arvore, onde pectiva luz com as dos navion ancorados da boia
sera encontrar resistencia alguma, convoca a ca- Vlram-se-ll'(! os ossos alvejantes.balangados pelos collocada na pona da rostin.ja de S. Francisco
mar, proclama o governo imperial, cuja bandei-
ra arvora para logo, procede eleigo de um go-
VL-rno teraporario, que foi composlo do vigario
*o Cear Amonio Jos Moreira presidente, Jos
de Castro o Silva secretario, padre Jos Freir de
Caslro, Joaqun) de Paula Galvao, Jos da Cosa
Barros, Manoei Pcreira de Souza, Flix Antonio
de Gusmo e Mello, sendo elle no en.reanlo en-
carregado do civel c militar, em quanlo nao lo-
masse posse o referido governo ; c poi Qtu oa na
.i lord Cockrane, dando-lhe, parle do occorrido c
instando por sua chegada ao Cear.
venios por longo espago. Dizera que" ningueni para o nordeste.
so atreveu a dar-lhe sepultura, seno o seu pri- Tendo de seguir no Igtiarass, que saboa-j
meiro oppositor Luiz Rodrigues Chaves, que : Jo sahia para os portos do uorte, o secretario da
mais candoso, indo destacar no centro e passan- presidencia da provincia da Parahiba, Dr> Luiz
Jo por estes sitios, prestou-lhe o ultimo servigo de Albuquerque Martina Per ira, deixou-o de fa-
de alguns punhados de Ierra em una losca se- zu-lo, por haver siJo accomauitdu da umuiiaque
pullura.
Assim pereceu esle vario, cujas convic-
gCS, bravura O COIlStarici.i cram eroJoraj du
uia ui(.menos lastimosa, fristao foi iiomem
de voulade forte o inabahvei ; fantico pila
berdado, era capaz de grandes
sa pela qual se sacrificou.
Tristao, informado do que se passava no Ara-1
caty.pe-se de marcha L. tona a pressa do -- SZ%rTi, ^T^so'.
pela li-
cousas, so a cau-
no fosse desde os
as tropas repu-
riacho Fundo, e na maubaa do dia 1CI apparece ,, u|,l,ls UJ Pa"iua ae 'r,siao' as lroPas rcPu- """^'S q" ao e conveni.mie
vista davia. cstaciuumdo dolado oouosto do bllca,ias,0" so dispersaran) ou ent.egaram-se nos; aos abusos, para cuja cessacao ha
de oulubro Tristao parti
da capital para o Araraty, designou para subsli-
lui-lo na presidencia, durante a sua ausencia, a
Jos Telles de Azevedo e S, e para licar ud com-
mando das armas Anlonio Bezerra de Souza Me-
nezes.que, por caria imperial, fora nomeado para absolvido.
substituir Filgueiras, c fora aceito por Trislao 3- M
vista da villa, estacioinudo dolado opposto do
rio, que ahi largo e funio. com forcas avalia- '""P"-'!. depondo os armas ; 0 alguns dos
das em mais do 2,000 homens. Nao lhe foi pos- i U,efcs "'uenf fo"ii W" o remeltidos
nivel nesle dia tentar a passagem, por isso que, para Arat:a'y. loiide conseculivaraenle seguiram
Chaves havia mandado relirar todas as embarca- para ,a "f"'11' a bor,do do mesmo bngue Lexforl,
roes capazos de servir para tentar a passagem.. qu,e1 ll"Tm **V}***-
Nesle mesmo dia 10 de oulubro reune-se a ca- (Juan.do.ei principio
ruara, a qual resolve que, a vista da chegada do
inimigo, nao couvinha erapossaro governo tem-
porario ; mas sim nomear urna commisso mili-
lar, cuja eleigo procedeu-se incontinente, sen-
do Chaves eleito presidente, e Joaqnim da Guer-
ra Passos, vigario Aulonio Jos Moreira, majo-
res Antonio Ricardo Bravo Sussuarana e Jos de
Caslro e Silva, vogaes:
Nesta sltiiago dispe-se ella resistencia, le-
vanta triucheiras com saccas de algodao, e lid-
ias assestando qualro pegas de ferro, provenien-
tes de urna sumaca, atira sobro as tropas repu-
blicanas. Tristao raandou tambara fazer fogo
comas duas pegas quetrazia; mas vendo que lodos
os Uros se perdan), fui mesmo dirigir a portara,
e tanlo acertou que logo derriboa alguns muros. C.
respondeudassuastrincheirascom balas em quan-
to as leve, e depois com pesos de ferro e oulros pro-
jectis, que logo lhe fallaran). Nodia seguinle, co-
nhecendo que dillicilmente poderia resistir
forcas lao superiores e conservar a villa, era-
cuou-a pela madrugada, c retirou-se para Mu-
tamba, sendo nisto imilado aor grande parte dos
habitantes.
de aslhroa.
Inforraam-nns aun nn vianguinho ha lima
cumia, que lem-se constituido o club de quanlo
beberro ha por all, uvultanJo ntreosles, gran-
de numero de escravos ; todos os quaes formam
um concert de palavroes que oll'endem aos ou-
vidos meuos suscepliveis anda.
Lembramos a auloridade policial d'aquella lo-
calidade, quo nao conveniente a tolerancia de
disposico na
lei.
Escrevem-nos de Caruar em data de 2 do
correnle :
Terminaram-se os trabilhos do jury no dia
19, lomando o Dr. juiz de Cireilo a presidencia
no dia 11
reos :
1. Joo daCruzSizudo, crime de morle ab-
solvido.
2. Jacinlho Manoei d: llora Mendes, dilo
sendo qne (orara julgados os seguiu-
Tnslao no mesmo dia passou o rio, tomou pos-
se da praga e foi estabelecer seu quarlel gene-
ral em casa do negociante Joo Tiburcio Pam-
plona, cujas portas mandou forgar. Houve ain-
da outrosarrombamentos, mas elle sustou-os in-
continente, ameagando fuzihr a quera altenlassc
contra a propriedade ; c ao passo que oceupou a
residencia do tenente-coronel Pamplona, os er-
mazens desle o foram pelos officiaas, que repar-
tirn! entre si eseus soldados parte das fazendas,
que ah encontraram.
_ No porto da villa eslava entao surto um brigue
inglez o Lexfort, vindo consignacao do mesmo
I amplona, que na supposigo de ser respeilado o
pavilhao eslrangeiro, mandara levar para bordo
os valores que linha em casa ; mas Trislao raan-
oou-o assaltar por urna escolla com mandada pe-
lo major Tamandu, o qual nao obstante a resis-
tencia e os protestos do capilo conlra semelhan-
teatlentado, abri as escotilhas, arrombou os
caixoes de fazenda o conduzio os valores que nel-
les enconlrou. De quatorze contos de reis era
moeda que foram subtrahidos portal modo, ape-
nas vieram s raaos de Trislo de 7 a 8 contos
segundo referem pessoas por elle mandadas para
ossistir e leslemunhar a contagem desse dinhei-
ro, por occasiao de cujo recebimenlo exclamou
elle: com este dinheiro queriam fazerme a guerra
pois com elle mesmo eu a farei aos inimigos d
repblica.
Dominado por laes seolimenlQs, e cheio dessa
conhanca se achava, quando chegou provincia^
a uoticia da restaurago do Pernambuco, o da
prxima chegada de Cockrane capital; noticia
esta que produzm um grande desanimo no exer-
cito, a ponto de no dia seguinle conhecer-se um
consideravel desfalque as fileiras, originado pe-
los desergoes em grande escala. A' vista disto
Tristao rene seus officiaes em cooselho, e pro-
poe-lhes adisperso do exercilo. pretendendo
al mesmo rclirar-se n'uma jangada ; mas sendo
o conselho de oniniao que so seguisse para o
centro para renlisar a junegao com o corno de
Filgueiras, sahio do Aracaly na tarde do dia 20
de outubro, ero direcgo ao Oariri, levando ape-
nas a melado da gente quo o linha acompanha-
oo, porque s de mais havia abandonado as filei-
ras. Mal Tristao deixra a villa, Chaves
occupa-la novamente.
Tristao, de caminho, mandou avisar a Manoei
da Cunha^jico fazendeiro morador no Boqueirao,
que fica cneia viagem do Aracaly ao Ico,
cora o qual nlretinha relages de amizade, que
lie la de marcha para o interior, e que n'um dia
que he designou, passar-lhe-ia pela casa, pedin-
oo-me que, como commandanie da cavallaria das
varzeas do Jaguanbe, e aparentado com diHeren-
por ser republicano decidido. Isto posto, pouco i olvida,
depois daquella partida, veio a rioticia de que os
habitantes da Imperalriz, povoago da serra da
Uruburctama, situada a 30 leguas ao pculo da
capital, haviam-se revollado conlra o governo
republicano, e arvorado a bandeira imperial.
Ora, em lal conjunctura, resolveu-se que o cora-
mandante das armas marchasse contra elles.afira
de casliga-los por sua detecgo o do restabelecer
o governo republicano; Antonio Bezerra por-
lanlo reuni pressa algumas tropas e marchou
contra os revoltosos ; aos quaes baleu edispersou
finalmente, eslabelccendo no en:anlo o seu
acampamento ua serra, afim de conler e puniros
dissidenles.
Nesla posigao foi informado de que a villa de
Sobral, situada 60 leguas ao oeste da capital, ha-
via tambem a 23 de outubro restabelecido o gover-
no imperial e nomeado um governo temporario ; e
quando dispunha-se a marchar contra ella com
suas Iropas, foi avisado dos successos da capital,
successos que o deliveram na espcctaliva.almde
reger sua conduela pelas ulteriores oceurrencias,
unto mais quanlo ao partift-ds capild, que deixava
Maa da Conccico, crime de morle ab-
4." Manoei Rodrigues Ciquiry. morte, gales
perpetuas. .
5." Manoei Francisco de Hollauda Cavakan-
ti, morle, gales perpetuas.
6 Manoei Muniz, morte. gales perpetuas.
7. Manoei Flix do Nascimento, (urto de
cavallos, coudemuado no mximo das penas cor-
respondentes.
8 Joao Miguel dos Alijos, idem.
9." Pedro Alvos da Cos a, crime roubo, que
foi condemnado no mnimo das penas respecti-
vas.
Das tres primeiras absolviges houve appel-
lago da promoloria, e das condemnages gales
houve appeliago dos reos.
O furto de cavallos lem diminuido, deviJo a
actividade da polica, que entre oulros prendeu
acert individuo, conhccic'o porBebe-Agua,
que consta deixou de assassinar a certa aulorida-
de por nao ler recebido(a paggrigorina] 100
mil ris por quanlo tlnha justo arrancar a vida de
um pai do familia.
As chuvas continuam, o que lem feito subir
sera forgas, reuni ao seBiaireilo e conipellio-as a o prego da farinha, que he ctualmente um cuia
marchar comsigo as pessoas influentes suspeilas 800 ris, e a carne verde vendeu-se a "JOOO a ar-
de adhesao ao governo imperial, em cujo numero roba,
enlrou o coronel Machado, o PorluguezMartins e
oulros mais de importancia
LConiinuar-se-ha).
PERNAMBUCO.
RECIFE, 7 DE JULHO DE 1860.
S SEIS HORAS DA TARDE.
Retrospecto semanal.
Durante a semana, que hoje expira, nenhumas
noticias recebemos da Europa, nenhumas da cor-' *lue Cavalcanti.
Consla que est sendo instaurado o processo
por causa do liro dado na casa da residencia do
Dr. M. Correia Lima, ex-juiz de direito desta co-
marca, no qnal j depozeram tesleraunhas que
fazem carga ao escrivo de orphos Gregorio
Francisco de Trrese Vasconcellos, que segundo
me dizem quer dar urna denuncia conlra urna
pessoa respeitavel dosla citiade, para ver se as-
sim consegue intrometter a desordem e aprovei-
tar: costume vclho.
Foi preso pelo delegado de polica do ter-
mo de Garanhuns o crminaso de morte na pro-
vincia de Sergipe, Antonio Tenorio d'Albuquer-
Casawenlos.
Vicente de Paula Oliveira Villas-Boas, cora Mar-
colina Duarle de Menezes, brancos.
Jos Antonio Gonzaga de Oliveira, com Deolinda
Mello Marques, brancos.
Passageiros do vapor nacional Persiimnga,
sahidos paro Macei : Joo Leopoldo do Reg Vil-
lar, Dr. Antonio Justino de Souza, Joo Francis-
co da Silva Braga, sua senhora e urna criada, Pe-
dro Ignacio da Silva, Domingos da Silva Torres,
Joo Antonio do Reg, Joaquim dos Santos,
Hunrique da Cunha Rodrigues, Joaquim Marinho
da Silva, Antonio Jos Gongalves de Azevedo,
Francisco Esleves Arres, Silvestre Lins de Bar-
ros. Lourengo Jos das Neves, urna netia, urna
criada e Ires escravos, Antonio Francisco Mar-
tina de Miranda. Joo Jos da Cunha Lages e 1 ,
criada, Manod Vicente Lins de barros, Damio :
Juslniano de Souza Lins, Ignacio Marques da!
Silva, Manoei de Mesquita, capilo Antonio Jos '
Siqueira Valenle, Antonio Ferreira Lins, Luiz
Solano de Mallo, Custodio de Oliveira Canha, An-
tonio Carlos Pereira de Burgos, Manoei Joc.-' do
Nascimento, Agostinho Ferreira Jnior, Aulonio
Joaquim da Silva Vilella.
Passageiros do vapor brasileiro Iguarass,'.
saludo para o Ce3r e porlos intermedios : Ma-
nod Gomes de Oliveira, sua cunhada e 1 criada,
Antonio Eugenio da Fonccca, Jos E. Milho,. Tra-
jano Leocadio de Medeiros Mura, Anua Maria da
Cooceicao Souza, Joaquim Jos Cabial, Aniouio
Francisco Gomes, padre Antonio de Oliveira An
lunes, Anna Francisca da Conceicao, Joo Fran-
cisco de Souza, Romo Nunes da Costa, Anlonio
de Almeida Quintella, Petronillo los Fernandos,
Francisco Jos Collu-, Henry Forster, Adolpho
do Espirito Santo, Jos Lucas Ferreira, Antonio
Monleiro de Mello, Maria Rosa, Theodor Jusl,
Jos Aniouio da Silva Jnior, Anlonio Ignacio
de Medeiros, e sua senhora, Francisco Freir do
Moraes, a senhora do Sr. commandanie e sua fa-
nula.
Matadolro publico :
Mataram-se no dia 7 do correnle
consumo desta cidado 100 rezes.
MORTALIDADE DO DIA 7 DO CORREMB :
Francisca Bigida da Trindade, parda, solleira,
50 annos ; desinteria.
Joo Piltre, branco, solteiro, 36 annos r"ie
amarella.
Maria, parda, 6 dias ; T-smo.
Maria, parda, 3 mos; bronchile.
Pedro, branco, 3 annos ; congeslo cerebral.
Thereza de Jcsys Simos Campos, branca, ca-
sad.i, 19 annos ; nler-colite.
Muihias da Costa, preto, solteiro, 40 annos ;
angina. _
Antonio, prclo, solteiro, escravo, 75 annos ;
phthysico.
Joanna. parda, 8 mezes ; menengite.
Paula Francisca do Livramcnto, cabra, soltei-
ra, 35 annos ; phthysca.
Antonio, branco, 3 mezes ; convulses.
Antonia, branca, 6 annos ; pneumona.
Joaquim Ferreira dos Anjos, preto, solteiro,
20 annos ; inflammago interna.
Joaquina Maria doEspirito Santo, branca, viu-
va, 90 annos ; velhice.
Leandra Mara da Conceicao, parda, solleira,
50 annos ; colile-chrouica.
Appellanle, o juizo
30 Lavra.
Appellanle, Flix Antonio da Silva
do, o juizo.
Appellanle, o promotor; appcllado, Francisco
Isaac Lins de Macedo.
Appellanle, Manoei Bezerra das Neves
lado, o juizo.
Appellanle, o juizo ; appellado, Domingos Pe-
reira da Silva.
Appellanle, Antonio Cyrillo de Queiroz ap-
pellada, a jusliga.
Appellanle, o juizo ; appellado, Luiz Teixeira.
Appellaote, o juizo ; appellado, Antonio Pinto
Appellanle, o juizo ; appellado, Francisco Mo-
reira dos Santos.
Appellanle, o juizo ; appellado, Joao Moreira
de l.ernos Pindoba.
Appellanle, o juizo ; appellado, Wenceslao Tel-
les de Oliveira.
Assignou-se dia para julgamcntodasseguinles
appdlaces crimes :
Appellanle, o juizo ; appellado, Leonardo Jos
da Fonseca.
DISTRlBLigOES.
Ao Sr. deserabargador Figueira de Mello, o
oggravo de pelico :
Aggravanle, j'os Januario de Carvalho Paesde
Audrade ; aggravado.xi juizo.
O recurso do eleicoes :
Recurrente, Antonio'Gongalves da Silva ; re-
corrida, a junta.
Ao Sr. deserabargador Silveira, o recurso
de qualificago :
Recrreme, Manoei Joaquim de Souza Vascon-
celos ; recorrida, a junta de qualificago.
Ao Senlior deserabargador Gilirana.'o aggravo
de pelico :
Aggrvadto, Manad de Souza Tavares ; aggra-
vado, o juizo.
0 recurso crime :
Recorrenle, Dr. Luiz Rodrigues Villares
corrido, o chefe de polica.
O recurso de eleigo :
Recorrcnte, Jeronymo Jos Figueira de Mello;
recorrido, o conselho de recorso.
Ao Sr. deserabargador Silva Gomes, o ag-
gravo de peticao :
Aggravanle", Isabel Ferreira Bailar ; aggravado,
o juizo.
As 2,'i horas encerrou-se a sesso.

re-
Communicados.
para o
veio
te do imperio o das repblicas visinhas, e pou-
cas, c essas mesmas destituidas de todo o inte-
resse, das provincias do norte e do sul, em que
tocam os vapores costeiros da companhia per-
nambucana.
Assim, pois, era tamanha deficiencia de novas,
teriamos de limitar o nosso trabalho resenta
das poucas e insignificantes oceurreucias da pro-
vincia, se a Iranscripgo que fez este Diario de
um folhelo escripto publicado na corto por um
pernambucano, sob o titulo.Os anarchistas e a
civilisagonos nao fornecesse assumpto para
algumas refiexes.
A viagem de S. M. o Imperadora algumas pro-
vincias do rio re do Brazil, o cordeal c entu-
sistico recebimento que em lodas teve o augus-
to Chefe da nago, as ovages de que se vio cer-
cado por toda a parle, c para as quaes contri-
buio lodo o nevo das provincias visitadas,as
esmolas que S. M. so dignou mondar deslribuir
pelos necessilados,os donativos quo fez a mui-
tos estabelecimenlos pblicos o a muitas insti-
tuicoes pbilanlropicas ;e por ultimo as honras,
condecoragoes e merces com que se dignou re-
tribuir aquelles que mois solcitos se mostraram
em testemunhar-lhe affeclo, respeito e venera-
gao : ludo isto dou motivo a que um espirito
vertiginoso e atrabiliario escrevesse urupamphle-
lo virulento censurando o monorcha pela via-
gem qua fez, ao povo pelo enthusiasmo com que
o recebeu, e aos cortezaos pelas provas de affec-
lo, que o e9criptor chama calculadas, que ellos
mostraram ao augusto chefe da nago.
Foi um grito de louco desespero, que smente
achou echo as paginas do Diario do Rio de Ja-
Fuglo da cadeia do B>nito em a noite do Io
do correnle, Pedro Alexandrino de Barros Lins,
senhor do engenho na comarca do Rio Formoso,
que se achava preso por oslar pronunciado em
crime de eslellionalo.
A caixa filial do Banco nesta provincia re-
cebeu pelo ultimo paquete de Southampton, oi-
tenta mil libras sterlinas em moeda de ouro, com
o que campletou o deposi.o de dous mil contos
de ris ua referida especie : deste modo Oca ga-
rantida a emisso na referida moeda, o que as-
ss lisongeiro para aquello estabdecimenlo.
Foram rccolhidos casa do detengo nos
dias 5 e 6 do correute 2-1 homens e 1 tnulher,
sendo livres 21, escravos 4 a saber: a orJem do
Dr. chefe de polica 11. d) delegado do primeiro
districlo 5, do subdelegado do Recito 6, do de
Santo Antonio 1, do da Loa-Vista 1 e do de S.
Jos 1.
As CALLIMHAS DA BRESSE. Desdo muOS
lempos que urna das industrias, que oceupa as
camponezas da Bresse (departamento do Ain)
a de engordar as gailinhas.
Segundo a tradiego, parece quo Voltairc, ad-
mirando as boas gailinhas que craro mandadas
daquella provincia, o querendo que na sua co-
lonia do Ferney se oblivesse urna criacao igual
chamara um certo numero de camponezas da
Bresse, c pozera a sua disposico as mais bellas
especies de pintos.
Mas os esforgos do philosopho foram baldados;
aquellas mulheres escoll idas entre os mais ha-
bis na especialidade nc puderam rivalisar em
suas corapanheires, que haviam ficado na pro-
vincia, e Genebra leve de renunciar esperanga
CHRONICA JUUICIAR1A.
TRIBUNAL DARELACiO.
SESSAO EM 7 DE JULHO DE 1860.
fRESIDESCIA DO I. SR. C0NSEL11E1R0 BMBUKO
DE LE.O.
As 10 horas da manha, achando-se prsen-
les os Srs. desembargadores Figueira de Mello,
Silreira, Glirana, Guerra, Silva Gomes, e Can-
lano Santiago, procurador da cora, faltando
cora causa o Sr. deserabargador Lourengo San-
tiago, foi acera a sesso.
Passados os feitos e entregues os distribui-
do?, procedeu-se aos seguintes
JULGAMENTOS.
RBCCBSOS DE ELEigES.
Recorrenle, Jos Antonio d Silva Mello : re-
corrida, a junta de qualificago.
Relator o Sr. d ese m barga do r Silva Gomes.
Sorteados os Srs. desembargadores Gilirano,
o Silveira.
Deram provimento.
APPELI.ACES CRIMES.
Appellanle, Jos Maximiauo Soares de Avelar;
appellado, Euzebio Pinto.
Confirmada a scnlcnca.
Appellanle, o juizo ;" appellado, Jos Marques
da Costa.
novo jury.
Appellanle, o juizo ; appellado, Vicente Fer-
reira Vianna.
A novo jury.
Appellanle, Joaquim Ferreira Pires ; appclla-
da, a jusliga.
A novo jury.
Appellanle, o juizo; oppel'ado, Bonifacio Pe-
reira de Araujo.
A novo jury.
Appellanle, Christovo Gomes de Siqueira; ap-
pellado, o juizo.
Reformada a sentenca.
Appellanle, o juizo ;* appellado, Joo Francis-
co de Albuquerque e outro.
A novo jury.
Appellanle, Anlonio Jos de Simas ; appel-
lado, o juizo.
Confirniaram a sentenga.
Appellanle, o promotor ; appellado, Sirao de
Siqueira Brando.
A novo jury.
Appellanle, o juizo ; appellado, Luiz Carnei-
ro da Silva.
Confirraaram a sentenga.
DIL1G ENCAS CRIMES.
Com vista ao Sr. desembargador promotor da
justiga, as appellages ctimes :
Appellanle, Jo MaricasdcOliveira ; appella-
appellado, Joaquim Fran-
appellado, Faustino
do, o juizo.
Appellanle, o juizo
cisco Cavalcanti.
Appellanle, o promotor
Jos dos Santos.
Appellanle, o juizo ; appellado, Silvestre Fer-
reira de Mello.
Appellanle, o juizo ; appellado, Ignacio Jos
da Silva o outro.
Appellanle, Heniique Fereira da Costa ; ap-
pellado, o juizo.
Appcllante, Manocl Rodrigues da Silva ; oppel-
Udo, o iuizo.
Appellanle, Joaquim Dias de Moraes ; appella-
do, o juizo.
Appellanle, o juizo ; appellado, Manoei da Sil-
va CHStro.
Appellanle, Lourengo Cavalcanti de Albuquer-
que ; appellado, o juizo.
Appellanle, o juizo ; appellado, Jos Gomes
Tolentino.
Appellanle, o juizo ; appellado, Agostinho Jo-
s de Sant'Auna.
TIIEATRO LYRICO.
A Traviata. X Sra. Ucltrainini.
O espiilo reproduz ludo quanlo senlo o cora-
go. diz um escriptor.
Nao ; a penna nao se dobra, nao so presta a
pintar as'variadas emoges do corar-o, quando
una voz seductora nos prende a alterrgao, nos ar-
rebata, nos faz esqueccr as miserias d trra para
lembrarmo-nos dasdoguras do co.
J a v que queremos fallar na pcrola da com-
panhia lyrica, ><> Molo a que o povo todo j tri-
buta os seus mcensos; na iuoU>r que o perdo
completo e absoluto das faltas do Si. Mariuan-
geli, na Sra. Bdlramini, enilini.
Quem nao conhece o bello romance de A. Du-
mas filho a Dama das Camelias, de ouc o libre-
tista italianoextrahio a sua Traviata!
Como se sabe, esse drama e essa opera, sao a
narragao dos amores infelizes de urna Manon
Lescaut do seculo XIX, de una mulherque jul-
gou que um amor puro, verdadeiro, tanlo pode-
ria rcsgalar as faltas de um passado de per-
dicao.
Engao Para as mulheres, daquclle jaez, nao
lia rehabilitagio possivel. O mundo ahi vem,
serapre com sua voz impiedosa, lerabrar-lhe os
erros do p3ssado, censurar-llie o nao terern sa-
bido cobrir os seus desvarios com o manto infalli-
vd das conveniencias.
E haver porventura ddr comparavol dessa
infeliz que fizera desse amor a alma da sua vida,
que concenlrra toda a sa fclicidade nessa aflei-
ro exclusiva e p a um hornera a n"on;. po-
deria d7er tomo a Manon Dclvrme de Vctor
Hugo.Ton soufle '* faU une seconde virgi-
O mundo nao se importa com isso. Quem ca-
bio urna vez cabe serapre, a sua mxima lorri-
vel. A falta dessas mulheres, victimas mesmo
das suas proprias seduegoes como a nodoa de
sangue de Macbelh que nao havia agua do oca-
no quo a podesso lavar ; um estigma indelevel.
Mas, para que fallar no que lodos sabem, no
que todos conhecem I
Deixemos de parte o drama e a opera. Falle-
mos na voz suave, pura, melodiosa, arrebatado-
ra da Sra Beltramini; tallemos no seu jogo sce-
nico, na expresso que d a scu papel, nos es-
forgos que faz para agradar.
E couseguio plenamente.
Eu creio que a victoria de Cesar nao foi mais r-
pida. A Sra. Beltramini veio, viu e venceu. As-
sim o disseram essas palmas, e bravos unnimes
cora que a vicloriaram, triumpho de que deve
orgulhar-se, tanto mais quanlo foi lodo esponta-
neo, isento inleiramente de capricho.
Mas nao quero que os que me lecra, acreJilem
que falla um partidista apaixonado e parcial; nao
quero que jurem na fe do echo.
Ide ao Ihealro. Ide ouvir cantar a Traviata.
Ide ver a Traviata transformada, idealisada, a
Vaina das Camelias como o sonhou A. Dumas
Ii[ho. Ido e dizei-me ao depois se vossos olhos
nao se orvalharam de lagrimas ao presenciardes
a rpida decadencia daquella belleza, o sbito
erapallidecer daquelle astro, o ullimo solugar
daquella vida as bolas suaves, doces, harmonlo-
sissiraas da voz da Sra. Beltramini, dizei-me se as
vossas ruaos ficaram tranquillas, e se n'um seu
arroubo de enthusiasmo artislico nao depozestes
aos ps dj insigne cantora as vossas horaenogens,
palmas, brados, flores!
Alcvon.
MAXIFfcSTO.
AO SENADO.
Tondo lido na parte do expediente da cmara
vitalicia, cm sesssodol."de junho ultimo, trans-
cripto no Ziario de Pernambuco n. 141 de 19
deste mesmo mez, era que se aecusa o recebi-
menlo do ofGcio do 1. secretario da cmara tem-
poraria, concernente a confirmago que all Uve-
ra a aposentado que me havia sido dada ou con-
cedida pelo poder execulivo, cuja resolugo fura
approvada u'uraa s discusso da mesma tmara,
e tendo cu, quando eslive o anno prximo pas-|
sado na corte, reclamando pessoalmentc do mi-
nislro da justiga a reparago de mais esse acto de |
iniquidade que acababa de soffrer na carreira da
magistratura do paz; como cnto, e at hoje nao |
fosse altendido, nem me podesse mais demo-
rar naquella corte a esperar que se abrissem as
cmaras para rae oppor essa acto, engaoso ou
simuladamente cohoncslcdo com um supposto
a pedido meu que jamis se dra, quer di-
riecta, quer indirectsmcnle, como era tempo op-
porluno moslrarei.
Decidido a sustentar o direito de perpcluidade
que o paci fuudanienlal do imperio me garante,
c que tom sido tambem para com oulros magis-
trados to e tanto postergado, por ardiz e mane-
jos que paixoes ms seuipro suggerem a quem
quer abusar das altas fuucges publicas em que,
para lins mais legtimos, se achara pelos caprichos
da sorte investidos: apresso-rae em declarar pe-
anle o'mesmo senado especialmente, e a nago
que, era entao, era presentemente, eslou re-
solvido a prestar o meu assenlimento a violen-
cia e exlorso desse direito tanlo custo adqui-
rido e cora timadlos sacrificios sustentado.
E, pois, fallecendo-me actualmente meios para
voltar corte ao fim premcdilado, c emquanlo
que rae acho tambem impossibilitado de usar do
direito de peligo, ante o mesmo senado, visto
como nao teuho all (na curte) procuradoies cm
quera deposite inleira conianga, fago pelo veh-
culo da imprensa, esle succinto manifest, afim
de que esse palladium d3s inslituiges do paiz c
dos direilos do cidado, nao presle sua sanego
ou ratifique semelhante aeto, manifeslameule
attentalorio desles mesmos direitos, e que nao
menos importa d'uma usurpago e confusao in-
toleravel dos poderes polticos, seno formal nui-
lificago da constiluigo do imperio, nesla inle-
ressantissima parte do mechanismo dos mesmos
poderes do eslado.
Recife de Pernambuco, 3 de julho de 1860.
O juiz de direito,
Jos Francisco da Arruda Cmara.
coe esperamos que elle'nao desmentir o con-
ceito de que gosa, e que pelo contrario continua-
ra a esforgar-se para corresponder a expectati-
va de quanlos o conhecem.
Difilculdades que ainda nao poderam ser ven-
cidas, lem impossibilitado a que o raesmo Sr.
Geraldo d principios aos seus trabalhos, e entre
ellas a maior ou principal o nao haver elln
aiuda conseguido una casa para esle fim. e nin-
guem ha que hoje ignore quanto sao ellas difli-
ceis entre nos.
O Sr. Dr. inspector do sande a quera foi apo-
sentado o titulo do Sr. Geraldo, nenhuma tiuvi-
da poz em reconhece-lo habilitado para curar
homeopalhicamente nesta cdade, ou no interior
da provincia, em face do aviso n. 220 de 18 do
juuho de 1856; c nem o contrario era de espe-
rar do zelo e illuslrngo do Illm. Sr. Dr. Firmo-
Xavier.
Saudamos, pois. ao Sr. Geraldo Correia Lima,
eao publico desta cdade que j pJe conlar
com mais este amigo dedicado.
* ?
Correspondencias.
Senhores redactores.O irracional reconhece a
mo benfica, que lhe prodigalisa o bem ; o ra-
cional dolado de ampias faculdades para melhor
o reconhecer, cora maioridade de razo deve
mostrar-se grato a seu benclicente : eis o quo
veuho fazer cora a presente.
Achava-me gravemente iufermo por una pun-
gente dr de dente, e seguindo ocunselho de um
charlato appliquei era grande quanlidadevi-
tiiolo azul vulgo pedra lipss; ura semelhante
procedimento causou-rae terrivel invenenamen-
lo, a ponto de passar 57 diss, era gritos por pun-
gentes drese lerrivel lluxiodc face. Meu estlido
precedimento filho do deejado alivio, rcsultou-mo
un mal excrophuloso a pontos de no fim de j mencionado tempo, li-
rar por soccorro d?santa e poderosa hrneo'pa-
thia urna parto doosso que curopOe a mesma do
tamanho de duaf pollegadas a tres; com dedo o
meio de largur--, havendo cahido portauto 4 den-
tes que ornav.-m a mesma mandbula.
En lio pendis dores, que indti/.iram a crerser
chegado o momento fatalconstiluisii trminos
ejus qui polerire non poterunt. Dirigi-me a ura
o qual absolutamente medesenganou da presen-
te vida de que gozo gragas a sania e poderosa
homeopathia !
Minha crenga, senhores, repugnava um pouco
com oRes non ferialo solemnemente pre-
causado pela l.omeopathia ; mas fazer o que !
quando parecia-me ouvir por sobre meu cadver
ptrido desde a vida, esle canto fnebre com quo
a igreja por vr>z sonora obsequeia aos morios
SuOienxte Snete Ueus. Meu quarto reduzido ap-
tido meu leilo podrido.
I^udescugadoeesvaindo-meem podrido,dirigi-
me ao Rvd. Galindo Firmo da Silveira Cavalcan-
ti. sacerdote caridoso, a quem nao faltam babi-
lilages em lionieopalhia, tanto pelas maravilho-
sas_curas^^tan feilo, como haver-se dedicado
li^Hs^rmestudo a beneficio de seus ami-
gse da pobreza, a quem cura gratis, e as mais
das vezes sustentado a esta can o necessario ali-
mento ale ivslabelece-la ; Tomo j se presin
durante a poca cholenca, na qual a caridade exi-
mia lu/.ia de suas raaos, promovenuo despezas a
sua cusa era beneficio de seu prximo,'a cujo
beneficio e para cuja salvago OStaUou um hos-
pital, no qua'i se desvellava como medico, inor-
nieiio. serventuario para restituir como tez o pai
a sua familia, o esposo a esposa, lilhos aos pais
que geuiiuui sob o desamparo das vistas do go-
verno.
Deixarei cerlas recommendages do Rvd. Ga-
liudo nosso capello ; pois que ellas se tornara
mais recommendaveis pela publicidade, com quo
seuscaridosos actos sao praticados ; e seguiremos
o principio meio e fim do que rae dedico ;
agradecer a sua mo benfica, o beneficio que
me fez de restituir-ine |juo de minha lacrimo-
sa mulher..n- perfeila sade, como me acho,
tundo perdido apenas aquelles mencionados dou-
tes e osso cariado, que por memoria possuo, o
outro mmediato, que tambera foi subtrahido para
minha operago; mas em metade no tamanho-
do primeiro.
Curapre-mc pois dizer, que os ecos prodigali-
sera cora o Rvd. Galindo, quanto merece por suas
apreciareis obras filhas do Evangelho, que bem
tem sabido comprehender nessa parte a raeu ver
amor a caridade :deve ser a primeira lanler-
na que deve portar ao sacerdote, em suas raaos,
e juntamente o que lem feito o mencionado
Rvd., o qualdispendendo crescidas somraas supe-
riores as suas pobbcs, mane-so de medicamentos
para soccorro da pobreza, promoveudo as vezes
subscripces para ser-lhe proficua quando por
si nao pode fazer. Centenares de curas tem feilo
esle sacerdote aqui a dous annos que resido nao
constando que receba paga de alguma pessjM ;
anles quando por ventura alguem lhe ofiereco
responde que sua profisso de medico espiri-
tual e como talrecebe esmolas, como subvemio a
sua vida e por curas corporaes ; cuja salisn-o
nenhum titulo o garante a menos que nao sej'a a
caridade sem prego.
J disse muito e nada disse por nao ter dito
anda que existo pelo poder da sania o poderosa
homeopathia applicada pelas mos benficas do
Rvm. Galindo Firmo da Silveira Cavalcanti.
Deem, senhores redactores, publicidade
prsenles trechos que muito lhe ser grato.
Lourenco Comes Procopio.
aos
O nosso patricio so Sr. Geraldo Correia Lima,
chegado ha pouco da certe, pode all obter um
titulo do instituto homeopalhico que o habilita a
curar por este syslema, e consla-nos que breve
lera de abrir um consultorio nesta cdade.
Os servigos j prestados por esto nosso patri-
cio, nao s nesla capital como no centro da pro-
vincia, a sua dedicagao ao syslema homeopa-
lhico, sao ttulos que o recommendam ao publi-
Em urna correspondencia que leve publicago
ueste Diario no Io da do mez prximo passado,
pedimos ao respeitavel publico, que suspendesso
o seu juizo respeito de certos fados, que em
urna correspondencia publicada no Liberal Per-
nambucano, dizia o Sr. Joo Vicente de Brlo
Galvo se terem passado entre elle, e o Exm. Sr.
conego Joaquim Pinto de Campos, relalivamenlo
a negocios de termo de Ingazeira, e que foram
reblados por ura modo desairoso ao carcter des-
te senhor.
Enio disseraos, que estavamos convencidos,
de que o Exm. Sr. conego Campos, apenas ti-
vesse noticia da correspondencia do Sr. Joo
Viceute, dar-lhe-ia conveniente resposta o rela-
tara us fados como na realidade se passaram.
Pois bem: o nosso pedido nao foi um subter-
fugio, que nos quizessemos soccorrer (como
moita genle boa soo fazer) para modificar a ini-
presso menos favoravcl, que podesse causar a
leitura da correspondencia do Sr. Joo Vicente.
A carta infra, que se diguou dirigir-nos o Exm.
Sr. conegq Campos, a prova da sinceridade do
nosso pedido.
Nesta caria esto perleramente explicados os
fados, que adrede foram adulterados pelo Sr.
Joo Vicente, que desta vez Dcou completamente
confundido. i
Nao ser cora mesquinhas intrigas, cJjYi alci-
vos e falsas impulages que so conseguir des-
conceiluar o Exm. Sr. conego Campos, e arre-
da-lo da amizade do Sr-.-fi-ncutecoronel Fran-
cisco Miguel de SiquJRa, de outras pessoas
importantes de Ingazeira, que certaraente sabe-
rao dar o devido descont 33 loucuras do Sr.
Joo Vicente, que 13o mal se presta ser instru-
mento de vis e mesquinhos inimigos do Exm.
conego Campos.
Temos tido occasiao de por em dura provanga
o Exm. conego Campos como amigo, e podemos
afiangar, que ninguem o excede em leoldade,
franqueza e sinceridade.
Sabe ser amigo e amigo capaz de grandes sa-
crificios pelo seu amigo.
Por muitas vezes temo-lo visto por em pralica
o proverbioancua certus in re incerta cer~
nitur.
Perde lempo e trabalho todo aquelle que julga
prejudica-lo, attribuindo-lhe as qualidades do
mo e falso amigo.
Por esle lado elle invulneravel.
Accusagcs da ordem das que fez o Sr. Joo
Vicente somenle servera para dar lugar mais
um triumpho ao Exm. Sr. conego Campos sobre
seus inimigos, e a que suas boas qualidades o
virtudes sejam apreciadas.
Com a publicago deslao da carta infra muito
obrigaro Vmcs. ao seu constante leilor
a. y.
Recife 2 de julho.
Meu amigoRio de Janeiro23 de junho de 1860.
Reccbi sua eslimada carta do Io do correnle,
acompanhada de ura numero do Liberal Pemam-
bucano, a cujas columnas fui alado e horrivel-
raenle zurzido pela sanha de Joo Vicente de
Brilo Galvo, mediante o pronvpto auxilio de
seu amigo e aliado, o redactor principal dessa
folha, cuja generosidade para comigo e sobeja-
menle coiihecidx dentro e fora da provincia 1
Joo Vicente de Brilo Galvo, a quem nunca
offendi, nem por pensamento, despeitando-so
conlra mim porque lhe nao alcancei um emprego
que por vezes me pedio, assentou de conveler-
se em meu inimigo gratuito, e de introduzir a
intriga entre mim a alguns prenles do termo de
Ingazeira, dos quass, na sua opinio teem depen-
.4 ir-

1% #1


dido 03 ucjessjs polticos de tuinha vida, escn
0 apoio dos quaes nao poderei marchar descm-
pccadamenle na carreiraque encetei !
Nao pretenda embargar o passo s aggrossoes
injustas,e deseo: lezos desse homcm insidioso,
que por duas veze. me lem ferido pelas costas ;
nas como Vmc. me pedo que explique oa fados
invertidos por elle, fallo-hei com muilo gosto,
al porque mais urna occasiao que proporcio-
na ao publico de conhecer a m fe e deslealdade,
tora que lenho silo constantemente atacado por
un individuo, que, or< por si, ora por outros
*iao cessa de uiolestar-me com injurias o ca-
lumnias !
ruis que assim necessario, entrarei na ex-
posico el do ludo quanto.se tcm passado co-
roigo, em relacoaos ltimos acontecimentos do
Ingazeira, e coulo desde ji com a juslica e bom
acolhiinento de todos os homens honesios e il-
parciacs de minha provincia : atleudam elles.
Em fns de ab"ril do auno passado, tres ou qua>
tro dias antes da minha partida para esta cuite,
appareceu-mo Joo Vicente de Brito Galvo com
urna carta do tenentu-coronel Francisco Miguel
de Siqueira, direndo-mc que se baria dcscober-
tu ser o capilao Domingos e seus fiihos os aulo-
rea do brbaro assassinato do lenerile-corouul
Prado Ferreira: sorprendido com semelliante no-
ticia, disse a Joao Vicente, que me pareca in-
crivL'I que taes individuos tivcssem tido o arrojo
e perversidadc de mandarem assassinar um ho-
tnom to dislincto, que nunca Ihes offendera. e
que do mais era seu prente so, porm, se
j.rovasse com evidencia que elles eran os verda-
deros culpados, eu seria o primeiro a concorrer
Dar sua legtima punico, embora fossera elles
aparentados con um dos meus raos.
meu amigo Dr. Castor, que presente so acha-
va, disio que, em face dos enibracos de minha
posicao, nao so poda exigir de miu pronuiicia-
niento mais explcito Nessa occasiao pedio-me
Juo Vicente que fossenios ao presidente da pro-
vincia expr-lhe o estado das cousas de Ingazei-
ra mas, pela impropredade da hora, nao o z,
lizcmio-llic todava, que no da seguinle me ap-
parocesse para irmos a palacio.
Succedeu, porm, que na imite dosse da me
encontrarse com o presidente, que era oSr. con-
selboiro saraiva. Provalecendo-mc da occasiao
1 .e relatei ludo quotito acabava desabor, e Ihe
I di que lizesso eoadjuvar com todo o inleresso
os exorcos do lenle coronel Francisco Miguel,
na puoi(ao do assassinato de seu irmo fotsem
quaes fossem os seus autores.
O Si. presidente me alTiaucou que, apezar de
se adiar em vespora de partida, expedira inne-
di llmente ordens ao commandanle superior do
Flores, e ao respectivo juiz do dircito, para que
seguissem paia ingazeira a lomarem conhec-
menlo do fado, infectivamente o fez como de-
vo constar da secretaria do governo da provin-
cia.
Ao separar-me de S. Exc, Ihe dis'se, que no
da seguate o leria de procurar oulra vez com
um prenlo do lente coronel Francisco Miguel,
jara Ihe fallar sobre o mesmo objeclo ; mas S.
Exc. me respondru, que nao era isso preciso, pos
que j eslava ao alcance de tudo.
$ docuiuenlo que a esta acompanha, o que Ihe
rogo mande tamben publicar prova exuberante-
meiite o que tica exposlo.
Apparecendo-me depois Joo Vicente, cu Ihe
dsse que j nao era necessario que fossemos ao
presidente, e que todas as providencias iam ser
dadas. Mas essa homcm insidioso, que j tra-
zia n'alma o veneno da maldade e da intriga, in-
verlendo esta minha resposta, o aproveilando-se
de minha ausencia (como agora o fez !) escreveu
ao lente coronel Francisco Miguel, duendo-lhe,
que elle eslava trahido por mim, sendo a prova
isso o nao lor eu querido ir com elle ao prosi-
ta nle! Accrescenlava que, fallando com o cltefe
O polica interino, que era enlo o digno Sr. Dr.
>n,i, este Ihe dissera, que nao contiassem em
Diiin, puis que eu era o maior protector do capi-
lao Domiua o dos lilhos Como seenvolve as-
sim o nomo de urna pesco., respeilavol cm lio ne-
gra urdidor.)! r
Achara-no muilo tranquillo n'esta corte, ^,n-
du recebi cartas de alguna amigos do Flores, uar-
rando-me as Intrigas que Joao Vicente hara as-
soalhado em Ingazeira, e que a respeito d'ellas
mehouvesse de explicar com o leuenle coronel
Francisco Miguel, que alias so raostrava algum
lamo impres.sionido.
Olido de surpreza c indignadlo por ver a a-
Cilidade com que o Sr. Francisco Miguel aceita-
ra taes embustes contra um hoinem, cuja lealda-
do devia conhecer, hesitei em escrcver-lhe, dei-
xando que o lempo o conveucesse da njuslica da
isago. Novas instancias lizeram-me os meus
amigos de Flores, interessados sem duvida pola
minha plena jusliticacao. Alinal cscrevi ao te-
Iicnle coronel francisco Miguel cm termos mu
graves, lamentando que ello, que me devia co-
nhecer ha tantos anuos, se doxasse levar pelas
iggestes de seu sobrinbo Joao Vicente, o que
me forcasse a defenJer-me de to indignas ca-
lumnias! E cuino soubesso que o meu amigo o
Sr. baro de Vera-Cruz eslava de viagem para
aquello termo, lhc remelti d'aqui a minha carta,
oiiin de que com mais seguran;* ehegasse s
Daos do lenle coronel Francisco Miguel. (Jue
cu nada pedi ao dito Sr. baro no sentido do a-
patiguar o lencole coronel Francisco Miguel, dou
por abono a palavra honrada de lodislindo ca-
valieiro ; e quem me conhecc de perio sabe que
a bajulaO nao cutrou nunca nos meus expe-
dienies. U que eu Dio obtver pelos meios dignos
e honestos, nao conseguir! por opposlos, e de-
sairosos.
Correram os dias, c eis seno quando recebi a
resposla do lente coronel Franscisco Miguel,
confessando-mc a leveza com que al corlo pon-
to se eixara dominar das historias do seu sobri-
Dl i, mas que licasse eu corto de que jamis po-
ria em duvida a seguranca do minha amisado,
pedindo-me al que riscasse da lembranra csse
Inste incidente que se havia dado ntrenos.
Dcfeito, rollando provincia conlinuei as
mesmas relscoes de amisado cora o lente co-
ronel Francisco Miguel, do quem recebi varias
cartas, cncarrcgando-nc de negocios, a que dei
sompre a soluco conveniente. De urna d'essas
cartas, correndo o mez de dezembro, foi porlador
seu sobrinhj) egenroo Sr. Joo do Prado Xavier,
na qual pedia-meque o apreseulasse S. M. o
Imperador, aim de implorar juslica contra os as-
sassinos de seu pai. Com a nielhor boa vontade,
preslci-me a isso, e nao satisfeilo de apresenla-
lo ao monarcha, apresentei-o tambera ao pres-
deme, e ao chcfo de polica, dos quaes obteve to-
das as providencias que pedio. E ser crivel que
O Sr. Prado Xavier deixe de confossar a maneira
sincera e leal porque rae portei com ello n'essa
occasiao ? Nao o creo.
Saib3 mais que cm Janeiro do correnle appa.
receu no Recite a mulher do capilao Domingos,
aeorapanhada de meu irino, seu genro, a qual
no apresentar-se-mc, declarou que nao exiga de
mim o menor sacrificio em favor de seu sogro,
p lis que sabia das minlias retasos cora os seus
II versarlos. A dita Sr." hospedeu-so era caza do
honrado Sr. Mendonca que mora no bairro da
Boa-Vista. Procurando-a para fazer-lhe os meus
coinpriinenlos, llie niaiiiiestei, peranto toda n
familia do Sr. Mendonca o pezar que mo ncom-
panhava do Ihe nao poder ser til nos negocios
de Seu marido pelos rasos que todos sabiara.
Alera dessa visita, que nao oxcedeu a tres minu-
tos uno vi mas aquella Sr.a
Ora, diita-me, quem assim lem constantemen-
te procedido pode ser aecusado de deslealdade ?
A presente esse calumniador urna s carti. mi-
nha, ou una s pessoa, a quem houvesse eu fal-
lado em sentido contrario a esta minha exposi-
Sao, que rae darei por convencido de desleal ;
assim como seo nao fizer, ser tido pelo homcm
mais insidioso e intrigante que pisa sobre a tr-
ra !
Muitas cousas liona cu anda que addusir em
minha defeza ; mas nao o farei por ora, tanto
mais quanlo estou inteiramente convencido de
que o Sr. lenente-coronel Francisco Miguel
completamente eslranho esses manejos indig-
nos de quc'seu sobrinhosc lera servido, para in-
dispor-nos. Todava acho que o Sr. lenente-co-
rouel Francisco Miguel por honra de seu bello
carcter, se deve apresentar pelas folhas publi-
cas adizer o que pensa sobre esta provocado que
me acaba de fazer seu sobrinho. E' negocio de
honra para nos ambos; pois que o publico lera
riecossidade de saber, se algum de us traidor
ou si Joao Vicente calumniador, e intrigante.
Creo que tenho dito de mais; entretanto Ihe
assevero que, apesar de olliar j com ledio para
discussoes d'esta ordera, estou disposto a vender
<:ara a victoria a esse injusto aggressor.
A' minha custa nao hade colherlouros &.
A deus Seu amigo corto.
Pinto de Campos.
Exm. amigo Sr. consclheiro Jos Antonio Sa-
raiva.Rio de Janeiro 11 de junho 1860. Ton-
do perdido urna carta que V. Esc. o anno passa-
do me dirijio, cerca da conferencia que live-
mos em flns de abril daquclle anno, relativamen-
te aos negocios do termo de Ingazeira, quasi
as vesperas de nossa partida para esta corte ; e
achando-me na tristo necessidade de defender-
DIARIO DE PERRABMl'CO. ~JT CUNDA FEIR O DE JL'LHO DE t$66j
mo de injustas aecusa^tes, suscitadas pela ma-
levolencia do um Individuo, que a todo o transe
me quer fazer passar por menos leal, e sincero,
venho rogar a V. Exc, que, sem nenliunia consi-
derado pela nossa amisade, se digne responder
com toda a franquesa aos seguintes qtiesitos : 1.
se ou nao verdade que, athaodo-me cora V.
Exc. urna noite era casa de um amigo nossa, de
quem arabos nos foramos despedir no Recife,
Ihe refer minuciosamente as graves circunstan-
cias do termo de lngaseira, fazendo-lhe ao mes-
rao lempo sentir a necessidade em que se acha-
va o governo de auxiliar ao lenente-coronel
Francisco Miguel de Siqueira na justa punico do
assassinalo de seu irmo tenenic-coronel Joo
do Prado Ferreira ? 2." se disendo eu a V. Exc.
que no da seguinle voltaria a palacio com um
prenle do assassinado, para de novo fallar-lhe
sobre o mesmo objecto, V. Exc. me nao respon-
der, que nao era isso preciso, visto queso acha-
va scientc de tudo, e que passtrin a dar todas as
providencias que o caso exiga ? 3. finalmente,
so se nao records da maneira sempre favoravel
com que Ihe fallei a respeito do lenente-coronel
Francisco Miguel ?
Obtendo a resposta aos mencionados quesitos,
me permltir fazer della o uso que me convier.
Son com eslma de V. Exc. amigo aflectuoso e
creado.
Pinto de Campos.
Exm. amigo e Sr. conego Pinto de Campos.
Respondendo a carta, que V. Exc. dirigio-me
n'esta data, se me eiferece a dizer o seguidle ;
Que perfeilamenle exacto tudo quanlo V. Exc.
refere. I.crabro-me muilo me de ter V. Exc. fallado
n aquella occasiao com o maior inleresse a cerca
da necessidade de seren punidos os autores do
assassinato do lenente-coronel Joo do Prado, e
de haver por mais de urna vez em minha prc-
senca elogiado o lenente-coronel Francisco Mi-
guel de Siqueira, como um dos cidados mais
prestantes e morigerados do munpio da Inga-
zeira.
Sou com eslma de V. Exc. amigo atiento e
criado.
J. A. Saraiva.
ltio 12 de junho de 1860.
P. S. Pode fazer d'esta resposta o uso que
quizer.
4j4UO a SWO. .nascafado pur-
gado de 3fer a 3*400, Ameri-
ca de 2j800 a zi,K, e Canal de
29400 a 2J50O, nor arroba.
Agurdente- Vendeu-se de lOOf a 105^000
Sor ipa.
ao houveram --endas, c sao
offerecidos a 230 rs por libra.
Arroz ----- Vendeu-se a 3J3J0 por arroba.
Azeilo doce-------dem a 2)700 po galo.
Bacalhfio- Km atacado vcndeu-se o 12# ;
e a retalho de 12$ al4$000, tt-
cando em deposito cerca de
9.000 barricas.
loviientodoporlo.
piesideiile ua provincia ue do correllto, manda
faz-r publico, que no da 10 do cor.'ente.
=______iL
Kavios saludo no dia 5.
portos intermediosVapor
Manoe
j ramc.'ile i praca para ser arremata*."0 a 'juera
I uio'sdef, o iu
consiimidt no municipio do Recife, o-trien
. nanceiro de 1860 a 1863, servindo de
como Manoel Antonio da Silva Moreira coi
ciante matriculado e eslabelectdo
com casa do
nacional
-,;.; nsssjsgSfftSfb sass
iguarassu, coramandante 2o lente Joaquim
Alvos Moreira.
=
a.
a
i
Horas

j Atmosphera.
2 M
p:
Vi
Direcfo.
03
O
3
S3
O
03
Intensidadt.
he
te
OS
K
I;
Centgrado.
o
00
os
Reaumur.
Fahrenheit
8
--I
-
Publicares a pedido.
DOIS DE Jl'LHO.
Ao meu amigo o Sr. Epiphaoio Rilteucourt
Co'os nobres fiihos do torro.do Norte
Fundam-se os lilhos do torrando Sul,
Quaes se embaralharn dous giganteos ros
Do mar sereno no regaco azul.
FUANkLlN DORIA.
Como de galas so enriquece a Ierra,
Como um povo se alegra em communsrao,
E' que dojulho na segunda aurora
Pralicou a Baha um herosmo.
Eu amo a liberdadebrasileiro.
Que o Brasil s em sium povo encerra ;
L morre Byron pela Grecia livre,
En litro niorrerei por minha torra!
Era o luzo que escravos nos quzera,
Mas a Baha subjuga o luzo.
No orgulho de serlivrenao tolera
Que de leis ao Brasil ura povo inlrusoJ
Irmos, um voto legaremos todos
A' nossa patria desde o Sul ao Norte ;
Livres sejamos, ou morramos antes,
Seja a divisaliberdade ou morte !
Seja rdante e sincero o onthusiasmo,
E com elle se cseo nosso orgulho,
'ue o Brasil enrqueca a nossa historia,
K a bisiorU immorta'lseo dous de julho!
Eu amo a liberdadebrasileiro,
Que o Brasil s em si um povo encerra
L morro Byron pela Grecia livro,
Eulivremorrerci por minha trra I
Juviniano Manteiro.
COJHIERGIO.
Pi-aa dollccifc 7 (Te julho de 18G0.
AS TP.LS HORAS DA TARDE.
l'otiinu's officiaes
Cambios sobre Londres 2 e2")l[! d. 90 div.
Descont do letras11 0|0 ao anno.
George PatcheltPresidente.
ii bourcqSecretario.
Alfandega.
Rendimcnto do da 1 a 6 62.236*906
dem do dia 7.......12.0905935
74 327841
Movlmcnto da alfandega
42
286
Volamos entrados com fazendas
com gneros
Volumessabidos cora fazendas
com gneros
------328
110
362
------472
Descarregam hje 9 de julho.
Barca americanaBaasileira = diversos gneros.
Patacho americanoCordeliabacalho.
Escuna inglezaBellmercedorias.
Brigue francezBolleracarvo.
Consulado gerali
Rendiraento do dia 1 a 6 .
dem do dia 7......
6:2305*967
553JI97
6.78S16
ao
o
Ilygrometro.
c
9
tr.
M
<
>
O
9
f;
H

c
r
C
a
i
y.
lisia.
Navios sahidos no dia. 7.
Ro de JaneiroHiate nacional Olivtira II, ca-
pilao Jos de Oliveira Leitc, carga sal.
Batatas-------------Venderam-se de l$600 a 2S00 Ce*rii e Prios intermediosVapor nacional
por arroba.
Bolachinha-------dem a 2^800 a barrquinha.
Carvo de pedra- Sem transacc,ocs.
Carne secca- O mercado est bem supprido,
por quanlo possuo hoje 42,000
do Rio-Grande, e 60,000 do Rio
da Prata. lendo-s> vendido de
3500 a 4J500 da priraeira, e
de2f800 a 3J500 por arroba
Cha----------------Venderam-se cerca de 57 1/2
caixas a 1J600 par libra, do
hyson.
Caf----------------dem de 65900 a 7-J200 por ar-
rooa.
Farinho de trigo- Tvcmos um carregamento de
Richmond c Baltinoro, com os
quaes o deposite montou a
17,900 barricas, seado 7,000 de
Richmond, 1,200 de Philadel-; SS
phia, 8,600Triesto 500 de Bal-! p
tiraore, e 600 de N:\v-Orleans ;! 2L__:
tendo-se vendido da 183 a 20$; o 3
da primeira e segunda, de 20# a 5E
22J> da terceira, 16*000 a quar- *=
ta, e de 18j> a 19JO00 a quinta, j g .'
| Dita de mandioca Vendeu-se de 5^003 a 65000 a 0
sacca.
Feijo-------------Vendeu-se de lg280 a I58OO
por arroba.
Genebra-----------dem a 270, a botija.
Louca-------------A ingleza vendeu-se com 280
% de premio
Mantcga----------A que veio do Harte pelo De-
lem est por vender, c os pos-
suidores pedem 650 rs. por li-
bra. A nova ingleza vendeu-se
a IjlOO ; ticando no morcado
1,700 barrsde ambos
Qucijos----------Venderam-se a 2$600 os fla-
raengos a retlho.
Toucnho-------Vendeu-se aJJtfOOO por arroba.
Vinagre----------Vendeu-se d&llOft a 115^000
a pipa. '?'
Velas--------------As slearinas regulaiam de 6C0
620 rs. a libra.
Descontos O rebate de leltras rogulou de
11 a 15 ;, ao anno, iendo a
caixa filial descontado cerca
de 300 contos de rn, por falla
de concurrentes.
Fieles--------------Para o Canal a 25, nominal,
para Liverpool a 12/6 e 7/16
pelo algodo.
Macei e
Persiniiiiga, commandanle
Lobato. '-i""-ircmatacao o otTerecimento feito pelo licitante 1 ;cdor ,
Bio de Janeiro-Crvela a vapor nacional Jeaui- i J"q"im.:!a I"f.-aSS80" de Si',l,eira Caralcanii,, contantes de u
imhonha, commandanle primeiro lente Bap- da .q,U "J1* ,d* *?*lrP>'""> I da qua.' j havia
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
o licuante I ; eunr ao snnn irni., j._____..-. .,___
Barmetro.
laro comprelam na sala das sesses da mesma
junta, no da cima declarado, p*lo meio dia
comppteutemente habilitadas, tendo lugar as ha-
bililacoes 110 dia 7 do corrente.
E para constar se mandn aluzar o presente e
puqlicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
narabuco, 4 de julho de 1860.O secretario, A.
F. da Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento das ordens do Exm. Sr.
ao supplcar.te da quanlia de 6lC2So"
lies de urna letra que juntava. por conta'
3uai J hara recebido 227. era dirersas pres-
lacoef ; e como quer que nao conste, que o dito-
finado deixasse herdeiros de qualidade algoma
queeonslasse ao supplicante; por isso me requera
que fossem citados por carta de ediles com o
prazo de 15 das, os herdeiros do referido e os
Drs. procurador fiscal da fazenda provincial ecuu-
radoT geral, para fallarem aos termos de urna
ocelo ordinaria, na qual pede o supplicante a
pagamento do saldo da predita letra, juros o
costas, sob pena de rereiia na fotma da lei: cuja
peticio sendo-me apresentada, profer o mea
presidente da provincia de 3 do corrente, man- ^Innfe^SS^ :
da fazer publico, que no da l do corren'le, ra ode unho de S T*?** W* 25 da
novamenle prara para ser arrematado a quem T SJEX*.?- /' PT1"- -
: mais der, o imposto de 2J500 sobre o gado vac- JS c"n"P".e> d? meu despacho assim pro-
l cum consumido na comarca de Goianna.no trien-1 ''',? Sff? a^lX0 decl,rad<>. fez P**" a
! nio financeiro de 1S60 a 1863, servindo de base \ ll".J deed"os con' P.raz0 a,i dias.
i a arrematado o oflerecimento feilo pelo licitan- CT-^! f Se, "'/?'' f1'0.8 .01 P,r cili,,,os s
I le Jos Augusto ue Aranjo, da quanlia do7:0a ,,^'* d sobrd,1 finado Manoel do Nasci-
por anuo. ment, para que dentro do referido prazo com-
As pessoas que se propozerem a estas arre-" ^'nV"1* *u"0' "f" de allo8arem oseudi-
1 matacoes. comparecen na san das sesses da 'T'V'tTS"1 S?-WW"
mesma junta, no dia cima declarado, pelo n.eio pafi-f. 1 n?Jcnesue(J?0,'cia a lodo,s mandei passar
dia, competentemente habilitadas, leudo lugar as ; tm p'.u.Mir.T? > habilitaroes 110 dia 8 do corrente. i ,um.e, c,p ad"? pel lm*,ai a'
I Cidade do Reoife. aos 2 de julho de 1860.Eu
i Joao \ cenlo de Torres Bandeira, escrivao inieri-
! no o fiz escrever.
Diversas provincias.
Rondimento do da 1 a 6 1:2233780
dem do dia 7....... 1269G3
1:3505713
Despachos de exportacao pela me-
sa do consulado desta cidade n >
dia 7 de julho de I86O
LiverpoolBarca ingleza Fleclorncz, Saunders
Brothers O C, 95 saccas algodo.
Lisboa Barca porlugueza Vencedora, Do-
mingos Rodroues de Andrade, 500 meios va-
quetas ; J. B da Fonseca Jnior 377 saceos
farnha de mandioca.
Rio da PrataBrigue nacional Mentor, Jos da
Silva Loyo & C, 100 saceos assucar masca-
vado.
Exportac&o.
Barcellona, brigue hespanhol Temoteo, de
247 toneladas, conduzio o seguinle : 42 saccas
algodo, 495 couros salgados.
Liverpool, galera ingleza Herraione, de 591
toneladas, conduzio o seguinle : 2.448 saceos
assucar, 1,501 saccas algodo, 1,266 couros sal-
gados, 570 saceos cera do^carnauba, 308 quintaos
de pao brasil. y\f j
Itecebedoria decencias internas
gttfaes de Pernatnbueo.
Rendimento dodia 1 a 6'. 10:1185023
dem do dia 7 ....... 645J136
10:7635159
Consulado provincial.
Rendiraento do dia 1 a 6 32:4793415
dem do dia 7....... 35565140
36.0353555
PRACA DO RECIFE
7 DE JULHO DE 1860*
AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista Semanal.
Cambios-----------Saccou-se sobre Londres a 25
25 1/4, e 25 1/8, sobre Pars a
385 rs. por fr., sobre Hambur-
go a 730 rs. por M. B., sobre
Lisboa a 112 % do premio, e
sobre o Rio de Janeiro de 1/2
a 2 % de descont, subindo a
70,000 5 os saques negociados
nesta semana.
Algodo O 'uperior vendeu-se de 7J400
a 7JW00 por arroba, e o regular
de 79200 a 7g400.
Assucar------------O branco rendeu-se de BfOM a
6JO00 por arroba, somenos de
e chuvosa,
A noite completamente nublada
vento SSE, e assim amanheceu.
oscillacvo da a.vnS.
Preamar as 7 h 18' da manhaa, altura 6.75 p.
Baixamar a 1 h 80' da Urde, altura 1.25 p.
Observatorio do arsenal de narioha 7 de julho
de 1860 Vibgas Juwoa.
Editaes.
900:
CO
800
280
960
320
800
7$400
6g4O0
5${00
15850
Pauta dos precos dos principaes gene-
pos e prodnecoes nacionaes,
que se despacham pela mesa do consu-
lado na semana de
de 9 o 14 de julho de 1860.
Agurdente alcool ou espirito
de agurdenle ..... caada
dem caxara.......
dem de cana......
dem genebra......
dem idem....... botija
dem licor....... caad.
dem idem....... garrafa
dem reslilada e do reino caada
Algodo empluma 1.a sorte arroba
dem idem 2." dita ....
dem idem 3.a dita ....
dem cm enroco ....
Arroz pilado...... arroba
dem com casca..... alqueirs
Assucar uranco novo arroba
dem mascavado idem ...
Azeile de mamona .... caada
dem de mendoim e de coco.
Borraclia fina...... arroba
dem grossa.......
Caf em grao bom..... arroba
dem idem restolho ....
dem idem cora casca ...
dem moido. '......
Carne secca. ...
Carvo de madeira ....
Cera de carnauba era pao
dem idem em velas. ...
Charutos bons...... cento
dem ordinarios.....
dem regalia.......
Chifres........
Cocos seceos.......
Couros de boi salgados libra
dem idem seceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra cortidos um
dem de onca......
Doce de calda...... libra
dem de Goiaba
dem seceos......
Espanadores grandes. um
dem pequeos......
Esleirs de preperi .... urna
Estoupa nacional..... arroba
Fariulia de ararula ....
Manoel Joaquim Ferreira Esleves, cavalheiro da
imperial ordem da Rosa, capilao commandan-
le interino do 2. batalhao de fusileiros da
guarda nacional da fregueza de S. Jos, c pro-
sideale do consclho de qualiCcacao da mesma
fregueza, etc.
Faz constar aos interessados, que no dia 13 do !
corrente, lera lugar a primeira sessao da segn- <
da reuniao do referido conselho no consistorio da
groja de N. S. do Trro que hora serve de ma- i
triz oa mesma freguezln, onde os mesmos inie-
rassados devem apresentar seus requerimonto do
recusa de novo docuraeolados.
Manoel Joaquim Ferreira Esteves, cavalheiro da
imperial ordem da Rosa, o capitao comman-
danle interino do 2. balalho de infantera,
presidente do conselho de qualiticacao da
guarda nacional da fregueza de S. Jos do
municipio do Recife, por S. M. o imperador,
que Dos guarde etc.
Faro constar que neta dala foram encerrados
os Irabalhos da qualiflcarao e revisao da guarda
nacional, cujas lisias cara na forma da le,
alxados na groja que serve de matriz, e bem
assim que ten designado o dia 13 do corrente '
pra novamenle rcunir-se o conselho, afira de1
tomar em consideraran as reclamacoes que tire- i
rom de fuer os interessados. c recber os recur-
sos que tiverem de interpor peranto este conse- j
Uto para o de revista. O que se faz publico para '
I 1 conlieciraeuto de quera convier. Sala das sos-1
E para constar se manduu allixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 4 de julho de 18600 secretario, A.
F. d'Annunciaco.
De ordem do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desta provincia se faz publico,
que arremalacao de urna parte do sobrado de'
dous audares* no valor de 1:1553182, silo na ra
da Guia, pertencenle a fazenda nacional, em vir-
tud do djudicacao, nao leve cffeilo no dia an-
r.unciado por falla de licitantes, e por isso fica
transferida para o da 14 do corrento mez.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
naubuco 4 de julho de 1800. Servindo de of-
cial maior, Manuel Jos Pinto.
Per^nte a cmara municipal desta cidade,
estar cm prara nos dias 6, 7 e 9 do corrente a
reconslrucco da pontezinlia do Lessa, na fregue-
za dos Afogados, oreada em 572J.
Pae,o da cmara municipal do Recife, cm ses- !
sao de 2 de julho de 1S60.Gustaro Jos do
Reg, pro-presidente.Manoel Ferreira Accioli,
secretario.
O Dr. Ernesto de Aquino Fonseca, cavalleiru da
ordem de Chrisln, juiz de orphos do termo do
Recife, por S. M. o Imperador, que Dos guar-
de, etc.. etc.
Anselmo Francisco Perelli.
Declaracoes.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, em cumprimento ao art.
22 do resulamenlo de 14 de dezembro de 1852
faz publico que foram neeilas as propostas dos
senhores abaixo declarados.
Para a primeira corapanhia de pedestres de linha
da comarca da Boa-Vista.
Antonio Joaquim'Goncalves Fraga :
77 esleirs de palha de carnauba a 400 rs.
Carneiro Irmo :
56 grvalas de sola de lustre a 850 rs.
Guimares & Oliveira :
6 livros para diferentes registros a &30O.
Para lornecimento do arsenal de guerra
Guimares Oliveira :
livro oolongo pautado com 30 folhas por 12'
10 ditos dito com 100 folhas com dsticos impres"-
sos a 15S, 5 dilosde papel paulado rom 100 fo-
Faco saber aos que o presente edita] virem, que '. ? c*da um (,e furmato pequeo a 3^., sob a con-
fuidas ires pracas desle juizo, ser arremata- ; dlCao de entrega-Ios promplos no dia 29 do cor-
do de renda, no dia 10 do crreme, por lempo ren' mez
de 6 annos, o engenho Dous limaos, sito em 1 ,Para Presidio do Fernando de Noronha.
Joao Carlos Augusto da Silva :
soes do conselho 28 de junho de 1860. Manoel
trras de Apipucos, com lodas as suas obra*
casa de virenda, utencilios e logradouros, sob o
prero e condedes que abaixo vo declaradas,seu-
do a base para a erremalaco as seguintes avalia-
res devidameule eilas :
A colheita ou safra de capim annualmeole na
quantia do 4:000$ rs.,e a de caimas,por igual es-
paco de lempo na 1:800;,nao se adniilliudo poric
ango algum sobre cada nina das referidas rendas
em separado, mas sim sobre ambas cumulativa-
mente. O pagamento da renda das baixasde ta-
pial far-se-ha por quarteis da data em que o arre-
matante lomar posso dellas.a do engeulio,porm*
operar-se-ha de modo que elTectuando-se o pri-
meiro em maio de 1802. e os domis em taes
mezes dos anuos seguintes, viudo o ultimo a
renlisar-se em o de 1867.
O arrematante ser obrigado o conservar as
obras do er.gcnio de maneira a entrega-las em
successor que delle devora i do~arsena
800 alqueires de farnha de mandioca, medida
vclha, e postos a bordo a 75900, sob a condicc
de ser ensacada a farnha em fazenda de algodo
manufacturado na Baha.
Para a primeira corapanhia de pedestres de pri-
meira linha da Boa-Vista.
Joo Joaquim Alvos :
77 manas de la a 2$00O.
O conselho avisa aos mesmos vendedores, quo
deven recolher os objectos comprados na secre-
taria do mesmo conselho, slO horas da manhc
no dia 9 do corrente mez.
Sala das sesso-s do conselho administrativo.
para fornecimenlo do arsenal de guerra, 4 der
julho de 1800.Francisco Joaquim Per eir Loba
coronel vogal secretario interino.
3$600
4S800
2o650
13)200
2$00
7S000
4000
5S000
9$600
SgOOO
para seren ajrcmatados
por venda por quem mais der, na forma do arti-
go 28 da lei provincial n. 474 de 5 de maio do
anno prximo passado, o telheiro quo serve de
maladouro publico, avallado em 400#, e o predio
contiguo a igreja de S. Sebastio da mesma ci-
dade. com 62 palmos de frente, em chaos forei-
ros, avallado em 2:000$. visto nao terem appare-
cido licUules_uas pracas dos dias 22 e 29 de se-
os prc-
fawi terabro, 6 e 27 de oulubro do dito anno .
tendentes podem comparecer no paco das sesses
da mesma cmara nos referidos das, l'aro da
cmara municipal da cid:ide de Oliuda em sessao
ordinaria de de julho do 18GO.Joaquim Cn-
valcanli de Albuquerque, presidente. Eduardo
Daniel Cavalcan Vellez deGuivara, societario
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr.
, presidente da provincia de 2 do corrente, manda
7500 I fazer publico, que no dia 12 do presente mez, vai
4g500 novamenle praca para ser arrematado a quem
mais der, o imposto de 2j?500 sobre o gado que
for consumido na comarca de Santo Anto, no
trienno liuanceiro de 1S60alS63, servindo de
base para a arremalacao o ofTerecimenlo feito
1$600 I"-'' lidiante Manoel Barbosa da Silva, da im-
8<500 i)0rlancia de 6:884c por anno.
**' As pessoas que sequizerem propor a esta ar-
13j)000 remataro, comparecam na sala das sesses da
S|500
1S000
3^000
5$000
45000
2C0
400
150
300
10$000
500
400
1S000
Conselho administrativo.
0 conselho administrativo, para forneciment
tVs7eSguin.eJse:8Uerra' ,CU1 de comPrar ^ objec-
Para o arsenal de guerra.
1 arroba e 20 libras de plvora grossa.
Para proviraenlo do arraaz.am do mesmo
arsenal.
1 lugar que rio o en que t$Y$? d liola preU dc escrever; 6 du-
Ouem quizer vender taes objectos aprsente as
suas proposlas em caria fechada, na secretaria
Jo conselho, s 10 horas da manhaa do dia 9 dc
houver de receber do ac-
tual rendeiro, e constaro de relaro por ambos
assignada, a qual se juntara aos autos depois de
sellada e rubricada por este juizo.
O arrematante ser mais obrigado a construir
urna casa de caldeira cm
se acha a actual, e que
propriopara ella, leudo de entrega-la prompta a
seu successor sem indemnisaru alguma, e per-
IU1ZO.
O arrematante tomara coma das baixas ou ter-
reno do plantado dc capitn em o mez de julho
prximo, pnrn comer.ir logo a usufrui-Ias ; e das
ierras proprias para plaDlaco de caimas iiiune-
diaiamenle depois da arremalacao, devendo en-
tregar urnas e outras a quem succeder-lhe (ren-
deiro ou propietarios) em maio de 1866.
Nao poder, porm, tomar conta das casas da
propriedade seno era maio de 1861, sem ser for-
jado a enlrega-las seno no mesmo mez de 1807.
O arrematante na cultura dc capim nao pode-
r exiender-se alera das baixas que se achara
creadas.
Nenhnm licitante ser admiltido na prara nao
estando acompanhado de fiador chao e abonado,
que com elle se responsabilizo pelo cabal cum-
( primelo de todas as condires da arremal.i-
mesma junta, no dia cima mencionado, pelo I cao. Em virlude do meu interlocutorio proferi-
meio dia, competentemente habilitadas; tendo do nos autos do inventario do finado lenle co-
lugar as habiliacoes no dia 10 do supradilo mez. ronel Antonio Lins Caldas, o respectivo escrivao j
fez passar o preseute edital,
der em beneficio da propriedade qualquer obra ; ;u|hf) proximo vindouro
que uella fizer, sem previo couscnumculo desle Sala das gcssues do cnnselho 8dminis,rativo<>
para fornecimeolo do arsenal de guerra, 30 de
juuho de 1SG0.Denlo Jos Lamenha Lins', coro-
nel presidente.Francisco Joaquim Pereira Lo-
bo, coronel vo^al secretario interino.
O novo banco de
Pcrnambuco repeteo avi-
so que fez pan* mtemre-
colhidas desde j as notas
de 10,000 e 2o,ooo da
emissao do banco.
E para constar se mandou aixar o prsenle o
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial dc Per-
nambuca, 5 de julho dc 1860.O secretario, A.
F. da Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordera do Exm. Sr.
;>rcsidenle da provincia, de30dcjunho ultimo,
nos lugares do coslumc e publicado p
prensa.
Dado e passado nesta ridade do Becife, sob
meu signal e sello deste juizo, que ante mim ser-
ve ou valha sem sello et-causa, aos 26 de ju-
nho do anno do nascmenlo do Nosso Senhor
Jess Ghrlslo dc 1860, 39." da independencia e
manda fazer publico, que no dia 19 do corrente, i do imperio do Brasil.Eu Joo Facundo da Sil-
Idem de mandioca .... alqueire
Feijo......... alqueire
Fumo em folha bom .... arroba
dem idem ordinario ....
dem idem restolho ....
dem era rolo bom ....
dem idem ordinario. ...
Gorama polvilho.....
Ipecacanhua....... arroba
Lenha era achas grandes cento
dem idem pequeas. ...
dem em toros. ...
Madeiras cedro taboas de forro, urna
Louro pranchocs de 2 custados um
Costadioho. ...'... urna
Costado.......
Forro.........
Soalho........
Varas aguilhadas.....
dem quiriz.......
Virnhtico pranches de dous
custados....... um
dem idem custadinho dc dito
dem taboas de costado de 35
a 40 p. dc c. e 21/2 a 3 de
largura ....... >
dem idem dito de dito uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito
dem em obras eixos de secupi-
ra para carros..... par
dem idem rodas de dita para
ditas ,......
Mel. ... ..... caada
Milho......... alqueire
Pedras de amolar. urna
dem de filtrar......
dem rebolos......
Piassava em molhos um
Sabo......... libra
Salsa parrilha ..... arroba
Sebo em rama......
Sola ou vaqueta (meio) ama '
Tapioca........ arrba
Unhas de boi...... cento
Vinagre ........ pipe
Pao brasil ,....., quintal
vai novamente 5 prara para ser arrematado a
quem por menos lizer imprcsso dos batneos o
ornamento da thesouraria o do relalorio da'ins-
pectora com todos os documentos que o acom-
3g200 panham, pela quanlia de 1:500$ rs.
1S600 ^s Pessoas que se propozerem a esta arrema-
q lajSo, comparecam na sala das sesses da junta
i da fazenda da mesma thesouraria, no da cima
lj600 j declarado, pelo meio dia, competeutemenlc ha-
bilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesourararia provincial de Per-
nambuco, 4 de julho de 1860.O secretario, A.
F. da Annunciaco.
Domingos Alfonso Ncry Ferreira, commendador
da imperial ordem da Rosa c da deChristo, co-
ronel e commandanle do primeiro balalho de
fuzileiros da guarda nacional, commandanle
superior interino c presidente do conselho de
revista da guarda nacional desto municipio,
pot S. M. o Imperador, etc.
Faro saber que na terceira dominga do presen-
te mez (15 do corrente), so reunir o conselho de
revista da guarda nacional, como determina a se-
gunda parlo do artigo 25 do decreto numero 1130
de 12 de marco de 1853, na sala das sesses da
cmara municipal desta cidade, s 10 horas da
manhaa ; na conformidade do artigo 44 das ins-
lrucco.es numero 722 de 25 de outubro de 1850,
afira dc lomar conhecimenio dos recursos que
vers3rcm sobre os casos do artigo 33, e quo fo-
reminterpostos pela maneira determraada no ar-
tigo 38 das ditas instrucres.
E para constar a quem convier mandei publi-
car pela imprensa.
Ouartel do commando superior interino, 7 de
julho de 1860.
Domingos Affonso Nery Ferreira.
Capitana do porto
Por esta capitana se faz publico o aviso abaixo
da capitana do porto do Maranhao, relativamen-
te a subslituicao dos vidros broncos do pharolele
do forte da barra, por oulros de cor rubra.
Capitana do porto de Pernarabuco, 6 de julho
de 1860.O secretario, J. P. Brrelo de Mello
Reg.
Ollltn. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, de 2 do corrente manda fazer
publico, que no da 12 corrente vai novamenle
praga para ser arrematado a quem mais de^, o im-
posto d 2$J00 sobre o gado varcum que for consu-
mido oa comarca de Nazareth, no trienno finan-
ceiro de 1560 a 1863. servindo de base arre-
matado t> ofTerccimento feito pelo licitante Ma-
noel Thomaz de Albuquerque Maranhao, da
quanlia do 5433$333 annualmenle.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tado, comparecam na sala das sesses da mes-
ma junta, no da adma declarado, pelo meio dia,
competentemente habilitadas; tendo lugar as
habilitaces no dia 10 do correte mez.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria de thesouraria provincial de Per-
nambuco, 5 de julho de 1860.O secretario, A.
3$000
33O00
7g000
15SO0O
93000
7S000
16SOO0
6g000
3S200
:25JJ000
2g500
1600
12$000
33000
9$000
8S000
6*000
235OO
4$000
23240
1S600
24S000
143000
45$O00
16S0O0
53000
103000
103000
S03000
280
:$500
800
{'$000
13120
200
120
2!$000
103000
3200
519520
$300
505000
IO9OOO
Pela recebedoria de rendas iniernas geraes
se faz publico, que no corrente mcziue os de-
0 qual ser aflixado vedores do segundo semestre do exercicio cor-
mblicado pela im- r(>n'e de 15591860, relativo aos seguintes im-
pos : decima addicional de mo morta ; imposto
de 20por cento sobre tojas, e dito especial a 8O3
sobrecasas de movis, roupas, perfumaras e
cacado fabticado em paiz eslrangeiro teem de
pfga-lo livre de multa. Itecebedoria de Pernara-
buco 1 de junho do 1860.O administrador, Ma-
no\i Carneiro de Souza Lacerda
Conselho adminstrate o.
O conselho administrativo, para fornecimenlo-
do aysdnal de guerra, lera de comprar os objec-
toS'Wgpijles :
Pata a botica do presidio de Fernando.
Ac/falo de potassa, 2 libras ; acido sulphurico.
8 libras ; acantinas, 1 oitava ; alcool grao 36, 20>
para prcenchimento das vagas que ha de prat- garrafas; assucar refinado, 8 arrobas ; banha de
cantes na mesma : aquelles pois que pretende- porcol 1 arroba; cassarola do ferro forrada da
porcelana 3 ; curato de magnesia, 4 libras ; ba-
va Guimares, escrivao o subscrevi.
Ernesto de Aquino Fonseca.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda manda fazer publico, de conformidade com
a ordera do tribunal do thesouro nacional n. 69
de 9 de raaio prximo lindo, que no dia 25 de
julho proximo se far coocurso nesta thesouraria
F. da Annunciaco.
. O Illm. Sr". inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
rem ser admitlidos ao concurso devem apresen-
lar nesla secretar eus reuuerimenlos instrui-
dos cara os documentos que provera : 1. terem
18 annos completos de idade : 2o. oslaren livres
de pena e culpa e 3o terem bom procedimento.
Os exames neste concurso versaro sobre lei-
lura, analyse grammalical, orihographia e ari-
themetca al a theoriadas proporcoes inclusive.
Secretaria da tli^^uxaria provincial de Pcr-
nambuco 8 dc jurfl M60.
M V O secretario,
^^^T. F. da Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 23 do corrente, manda
fazer publico, que no dia 19 de julho proximo
futuro, vai novamenle prac^a para ser arrema-
tadado quem por menos fizer, a obra dos repa-
ros do empedramento da estrada da Victoria, enr
tre os marcos de 6 a 8 mil bracas, avallada era
6-512-5000.
A arremalacao ser fcita na forma da lei pro-
vincial n. 343* de 4 de mato dc 1854, c sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se quizerera propor a esta arre-
malacao comparecam na sala das sesses da men-
cionada junta no dia cima indicado, pelo meio
dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o prsenle e
publicar pelo Diario-.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
natnbueo, 26 de junho de 1860.O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arrematando.
1.a Os reparos dos em podra montos da estrada
da Victoria entre os marcos de 6 a 8 mil bracas,
sero fcitos de conformidade com o orcamento
nesta data approrado pela directora em* conse-
lho c submeltido a approvaco do Exm. presiden-
te da provincia, na importancia de 6:512# rs.
2.a O arrematante enmecar as obras no prazo
de 15 dias, e as concluir o de 4 mezes, conta-
dos segundo o art. 31 do regulamento das obras
pdicas
3 O pagamento da importancia da arremata-
cao ser feilo era 3 prestages iguacs, sendo a
primeira quando tiver feito um torco da obra, a
segunda quando houver feito dous te'rcos c a ul-
tima na entrega da obra,.
4.a Em tudo o mais que nao estiver especifi-
cado no orcamento e as presentes clausulas es-
peciaes, se observar o que dispoe o lei n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciaco.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti. commendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo, e
juiz de direito especial do commercio desta ci-
dade do Recife, capital da provincia de Per-
narabuco e seu termo, por S. H. Imperial, que
Deus guarde, ele.
Faro saber pela presente carta de ediios, em
\
lanw de columna 1 ; batanea granataria 1 ; es-
perin>cele, 16 libras; extrato de bella-dona, 1
libra ; exlrato de ruibardo, 4 oncas ; extrato de
opio gommoso, 4 oncas ; espanador pequeo 1 ;
formulario do Arnovis 1 ; gral de pedra grande 1;
iodorelo de polassa, 2 libras ; iodorelo dc ferro,
4 onras ; iodorelo de enxofar, 2 011533; supulo,
2 lihras ; malvas, 1 arroba ; mel de abelhas, 12
libras ; massa caustica de tiillo, 4 libras ; nitra-
to dc prata fundido, 4 oncas ; oleo de oliveira, 2
arrobas; oleo vermefuges 2i vidros ; oleo de
amendoas doces, 16 libras ; papel de embrulho,
2 resmas ; pos de Rog, 12 vidros ; peneiras da
seda 4 ; peneiras de cabello 4 ; gerassia, 2 libras ;
rassiras dc sassaflas, 2 libras ; resina de batata,
8 oucas ; rolhas de cortica 1,000; sanguecugas
600; scilla, 1 libra ; salsa parrilha, 1 arroba;
sulphato de magnesia. 1 arroba ; seringas de
borradla sortidas 50 ; seringas de vidro 4 ; sabo
medicinal, 4 libras ; valerianalo de zinco, 2 oita-
vas ; ririho branco generoso, 20 garrafas ; rina-
gre forte, 20 garrafas ; xarope de Lamouru, 12
garrafas ; xarope de afie, 12 vidros ; xarope de
ponas de espargo, 12 garrafa^^Jp de ricino, 2
arrobas. f'p
Para a enfermaria do rDemo presidio.
Barras de madeira com ps de ferro 50 ; col-
ches50; camisolas de brim 100; fronhasdebrim
100; travcsseiros50; mantas do la 50 ; lenre*
de brim 200.
Quem quizer vender taes objectos aprsente
?suas propostas em carta fechada na secretaria
do conselho, s 10 horas da manba do dia 9*
do^orrente mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
(tara fornecimenlo do arsenal de guerra, i da
julho de 1860. liento ios Lamenha Lins, co-
ronel presidente.Francisco Joaquim Peretr
.060. coronel vojral secretario interino.
A Idministraro geral dos eslabelcciraenlos-
de caridade manda fazer publico que no da 12
do corrente mez, pelas 10 horas da manhaa, oa
sala de suas sesses, contina a arremalacao da
renda das casas abaixo declaradas :
Bairro do Recife.
Ra do Pilar n. 74, becco da Lama n. 30, ra
da Moeda n. 31.
Bairro de Santo Antonio.
Roa do Queimado n. 15, ra do Padre Floria-
no n. 49, ra do Fagundes n 32, ra de Santa
Tliereza n. 4, ra larga do Rosaran. 26, a saber -
os tres andaros da esquina da rita do Cabug e.
as tojas ns. 26 e 26 A da mesma ra do Rosario,
e h. 1 A, 1 B, 1 C, e 1 D do lado do Caiug, ra.
da Roda ns. 3 e 5, Tua do Cabug t^Hrua Nova
ns. 43, 57, 59 e 48, travessa do Wcereiro ns.
13el7. ^
Admioislracjto geral dos estabelecimentos da
caridade 5 da ulbode 1860. O escrivao inte-
rio, Joao ftojot de Lemos Jnior,




(*)
MARIO DE PERNAMBUCO SEGUNDA FEKlA 9 B' JliLHO DE 1863.
THEAT
DE
SANTA ISABEL
COMPANHIA LYRIGA
nm i
lyrico
DE
Terca-feira 10 de iulho
^Quinta rccila de assignalura c terecira da primeira serie para os camarotes
Representar-se-ha o o opera era 3 actos de Vcrdi :
TRAVIATA.
Vendem-seos biihetes como de costurne.
Os Srs. assgnantes serao preferidos at s 3 horas do dia 6.
Principiar s 8 horas em ponto.
o que prefaz asomraa de.......... 40:008$672
Avisos mar i timos.
PARA LISBOA
"vai sahir corr a possivel brevidado o patacho
portuguez Flor de liara; recebe carga e pas-
sageirns eos quacs oll'ercee excellcnles commo-
dos : trata-se com o seu consignatario Thomaz
do Aquino Fonsecu, ou com o capitao na praca segundo dividendo de 16 )02500
do comrnercio..
A escuna Emilia segu
para c Rio Grande do Sul com
de Janeiro: a carga para
com brevidade
escala polo Rio
ambos os portos ser
tratada com o oapitio, ou no escriptorio de Ma-
noel Goncalves da Silva, ra da Cadeia do Ke-
cife.
Para
Aracaty
Hiate Sergipano ja tem parle da carga, para o
"resto trata-se com Martitis Ai Irmaos : ra do
Madre de Dos n. 2.
Cear.
Segu com muita brevidade o palhabote Santa
Cruz, capitao Jos Victorino das Neves ; para o
Testo da carga, trata-se com Caetano Cyriaco da
C. M-, no lado do Corpo Santo u. 25.
Rio de Janeiro,
O brigue Fluminense segu para o Rio de
Janeiro em poucos dias : para o resto da carga,
trata-se com Tasso Irmaos, ou com o capitao Jos
Joaquim Beruardes.
GMDPAmnA
DAS
genes iinper
O vapor (rancez Naoarre, commandante Ve-
di, [ne deve ter partido de Bordeaux no dia 25
de junho prximo passado dever chegar a este
porto de 12a l do corrente o qual depois da
demora docoslume seguir para o Rio de Janei-
ro tocando na Babia, para passageiros etc. a tra-
tar na agencia ra do Trapiche n. 9.
Para a Parahiba
segu em poucos dias a barca americana Brasi-
lcira. recebe carga : a tratar com os consigna-
tarios Krabbe Whalely &C, na ra do Trapiche
numero 19.
Para o Aracaty
sahe o veleiro hiate Dous Irmaos ; para carga,
lrata-c na ra da Madre de Dos n 2.
E nao tendo-se pago a quaDtia de 3:362s840 ao
socio de industria Duprat, como se v do protes-
to inserto por elle neste jornal.
Qual a razo porque lendo-se pago no anno I
passado o primeiro dividendo de 33.805$000, ho-
jo prelendem pagar smente 7 porcento sobre o i
gundo dividendo de 16)02500 inclusive esto.
2. Que deslino deram, ou prelendem dar oe
resto do activo da mesma sociedade ?
NOVA LOJA DE ROtPA FEITA.
N. 98.Ra DireitaN. 98.
Nesta loja vende-se roupa feita com toda per-
feigo, palelots, calcas e colletes de diversas fa-
sendas e de gosto. mais barato do qu em outra |
qualqucr parte: chogucm, freguezes, a pechin-
cha antes que se acabe.
Ra da Imperatriz
numero 40.
Na loa de fazendas do becco dos Ferreiros se
vendem por todo preco, para acabar, saceos de
fcijo araarello, dilos'de (arelo, ludo is(o vista
do comprador se far negocio por menos preo
que for possivel ; cheguem freguezes.
Vi'ndem-se coqueiros para se plantar : na
ra das Trincheiras n. 29.
Grui\a em hechizas esebo
em paos e em rama, en? porrocs e a relalho : na
ra do Brum n. 1G, armazem.
Compram-se dous carros para o gervico da
alfandfga : na ra do Rosario da Boa-Vista" nu-
mero 2.
Scientfica-se ao Sr. Joo Dolli que se nao
pode retirar para Cora da provincia, como annun-!
ciou no Diario de sabbado, sera que v pagar-
os 1G-J000 que deve na loja de calca Jo da ra da
Cruz n. 35, que se lhc fez,
iVerece-se urna ama para cozinhar.: nal
ra atraz da matriz da Boa-Vista n 33.
O bachsrel Joo A. de Souza Bellro de A-1
raujo Pcreira faz publico que o Sr. Jos Joaquim
Jorge est encarregado de receher os alugueis de
suas casas e os foros dos seus terrenos na Torre,
durante o impedimento do Sr. Caetano Agapito
de Sou/a, a quem o mesrao baclia-el agradece i
cordialmcnte pelos bons servicos, promptido e I
fidelidade com que sempre se portn durante o!
lempo eiuquc foi gereulo dos seus negocios.
Manoel Xavier Correia Fcilosa deixa de ven-
der agurdente em sua taberna, na ra de Tygi- >
pi, freguezia dos Afogodos, por nao lhe fazer
conla pagar o imposto de 203. Tygi pi 2 de j
lho de 1860.
Jos Antonio da Silva, Portugus, retira-
se para Portugal.
Na loja da ra Direito n. 7 existe tima car-
ta pata o Sr. Miguel Arcanjo Pimenlel, professor
de primeiras letras da villa da Becada, ou a pes-
soa que se cncarregue dos seus negocios nesta
praca.
Prccisa-se de urna ama da leite ; ni ra do
Rosario da Boa-Vista n. 9.
rt,
Veudcm-se na ra do Crespo n. 17, cortes de
seda de ricas cores do 2 saias e 3 balados a 503
o corte.
Em frente a
matriz da Boa-Vista n. 86.
Vendem-se o aluxam-se bichan de Haraburgo
recentemenle chegadas: assim como se appli-
cam ventosas pela attracQo do nr, sem precisar
de levar fogo.
Companhia de seguros
maduraos
SEGIRIDIOE
SO
lo Ac Sane Ayo,
Agencia de Pernambuco
RUADO TORRES.
Guilherme Garvilho & C,
actuaes agentes dcsta companhia, avisara ao res-
pcilavel corpo commercial c a quem convier,
quo se achara competentemente autorisados a
effectuar qualquer seguro. -
v
Attencao.
a
O 0r. em medicina Joc Finhciro de
Lemos tem estabelecido a fiua residencia
na ra dosGuararapes n. i>4, onde ser
encontrado a qualquer hora do dia ou
da iioilc para o exerciciode sua prolsso,
dando aos pobres consultas gratis e pres-
taudo-se aos mesmos cora toda a dedi-
caco.
Engomma-se cora muito aceio c perfeico
no lugar denominado Sanl'Aina (de deutro) :
quem quizer dirija-se ao sitio que foi do fallecido
Nicolao, que se dir quem engim.na.
Ni botica da ra do Rangel n. 6*4 precisa-se
de um pralicante de pharmacia.
Irmandade acadmica de N.
S. do Bom Conselho.
Tor ordeni do nosso irmao jutz sao avisados
para comparecerem sa
PARTIDAS DOSRADAS
ligues praticas
Oaas vezes por seiuan S
Quarlas c sauhados s 7 horas da noite
RA NOVA bOBRADO N. 15.
II. Fonsecn de Mcdclros. continua a dar
licoes da referida materia era sua casa nos dias
e horas cima indicados. Tambera ir ensinar
nos estabelecimenlos e escritorios daquelles se-
nhores que desejarem assim aprender, nos dias
que convencional
Precisa-se de um criado : na ra da Cruz
n. 21, segundo andar.
Candido Bernardino da Costa, retira-se pa-
ra fora da provincia a tratar de sua saude.
Quem precisar de urna ama para servico de
urna casa de hornera soltciro : dirija-se ra de
Sanio Amaro n. 16.
Deseja-se saber onde reside a Sra. D. Se-
verina Pereira de Lyra e o Sr. Claudino Pereira
de Lyra, isto negocio do seu inleresse.
Na ra Velha n. 38 existe urna mulher pa-
ra ser ama. a qual cozinha perfeitarnentc o tam-
bero compra na ra.
Jonh Donnelly tem de retirar-se desla pro-
vincia.
Jonh Donnelly decan aos seus devedo-
res que lendo de sahir desta proviucia avisa aos
mesmos para viiem saldar os seus dbitos no
espero de 8 dias; e nao o fazendo, entregar o
seu procurador judicial os crditos do cada um
para screm cobrados, cujo pagamento ser feito
uo seu cscriptorio na ra da Praia.
Carolina Vaudayna, subdita italiana, retira-
se para o Bio do Janeiro, levando um tilho
menor.
O abaixo assignado faz scienle so respei-
tavel publico que at hoje nao appareceu pes-
soa que se inlitulava creJor do deposito cito na
ra do Bangel n. 6. como annunciou nos Dia-
rios ns. 102, 103 e 184.
Jos Jacintho Pacheco.
Aluga-se urna prela escrava: na ra do
Imperador, loja de louca n. 22.
Precisa-se de urna boa ama de leite: na
ra d'Aurora, casa do Dr. Ferreira do Aguiar.
H. O. Gibson, e Alfredo Gibson, retiram-
se para Europa.
O bachare Luiz de Albuquerque
u bacharel A. u. de "forres Baudeira, pro-
fessor de gcographia e historia antiga no Gyra-
nasio desla provincia, lera resolvido abrir um
novo curso destas duas disciplinas, e bem assim
um de rhetorica e potica, partir de dia 15 do
corrente em dianle : na sua residencia, ra lar-
ga do Rosario, sobrado n. 28, segundo andar.
^Consultorio central homeopalliico|
1 paiBfltoc. 1
Continua sob a mesma direccio da Ma- 0
9 noel de Mattos Teixeira Lima, professor @
D em homeopalhia. As consultas como d'an- @
tes. @
Botica central uomcopathica
DA
i
Do
I DR- SABINO 0, L P1PH8-1
| Novos medicamenloshomcopalhicos en-
Z viadosda Europa pelo Dr. Sabino. ^
g Estes medicamantos preparados espe- @
a cialmento segundo as necessidades da lio- *
a meopathia no Brasil, vende-se pelos pre- S
^ eos conhecidos na botica central horneo- 4$
* palluca, ra de Santo Amaro [Mundo No- .
vo) a 6.
Faqueiro.
Vende-se um faqueiro de prata com cerca de
mil oitavas, de lindo goslo, chegado ltimamen-
te do Porlo : na ra do Vigario n. 19, primeiro
andar.
Attencao. I
Amelia Elodia Lavenere, competente-
mente licenciada tem aberto na ra do |E
Livraraenlo n. 19, segundo andar, urna *g
aula paraosexo feminino, onde ensina a
primeiras lettras, francs e certas pren- *
das, bem como coser, bordar etc., e pa- jjg
ra commodo das pessoas que morara fora E
ou mesmo dentro da ridade, recebe *
alumnas internas, pencionistas e meio-
pencionistas pelo pre^o que so conven- 3g
cionar. tr
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras manda fazer pu-
blico quo em consequencia dos grandes prejuizos
que lem soffrido com\ a exlrac^o das loteras
pelo plano actual obtev do Eira. Sr. presidente
da provincia permisso para as ditas loteras se-
ren d'ora em diante extrahidas pelo que abaixo
S| va i transcripto; e nesta conforraidade se acham
S exposlos venda, lodos os dias no escriplorio
t> ; dasmesmas loteras na ra do Imperador n. 36.
e na praga da Independencia ns. 14 e 16 das 9
horas da manha as 6da tarde os biihetes e raeios
da lerceira parte da quinta lotera do hospital
, Pedro II, cujas rodas devero andar impreteri-
I velmente no dia 25 do corrente mez.
Thesouraria das loteras 16 de junho de 1860
J. ti. da Cruz, escrivo.
3200 biihetes
20 por cento.
PLANO.
a lOOOO.....
32:0005000
6:400$OO
25-.60OJO0O
Premio de lO.OOOgOOO
Dilodc .... 4:000000
Dito do
Ditos de
Ditos de
Ditos de
Ditos de
Ditos de
2003
lOOj}
50$
20g
10j[
1
1
1
2

8
lt
962
I 993
2207
1______
3200
Thesouraria das loteras 30 do junho de 1860.
O thesoureiro, Manoel Camillo Tires Falco.
Approvo. Palacio do governo de Pernambuco-
2 de julho de 1860.Le'uo da Cunhe.
Conforme.Antonio Leite de Pinho.
Premiados.
Brancos.
5001000
4C0S00O
4003000
4005000
2805000
9:620^000
-------------32.000-OOO
Roga-se ao Sr. Joaquim Jos de _
Souza Serrano de apparecer na ra dos "" s?ccase Pal'a Lisboa :
Encantos casa terrea com dous porteles i escnPtor, deCarvalho, Nogueira &
para tratar de negocio de muito seu n-1 L\ ru& do V,Sar, n- 9 primeiro
Martins Pereira, ao retirar-se para a teresse.
provincia da Parahiba, faz suas despe-
todos os nossos irmaos para comparecer! sab! j **. olerece alli seus servicos e pede
bado, 14 do corrente. s 4 horas da tarde, no con-1 a seus amigos desta cidade desculpa da
sistoro desla rmandado, afim de se tratar do ne-
gocios que muito interessam.
Leiioes.
ATTE\C\0.
LEILAO
MOVIS.
Esplendido leilao de movis consistindo
em urna magnifica mobiiia de jaca-
randa' a Luiz XIV, um piano de bel-
las vozes, camas de Jacaranda', guar-
da roupas de mogno, metas de ama-
relio emogno,commodas de Jacaran-
da', lavatorios, toilets, cadeiras de
ceregeira, mesa elstica, apparado-
res, guarda louca, crystaes, appare-
llios de porcelana, candelabros, ser-
pentinas, urna espingarda para caca
e um jogo de pistolas.
O agente Hyppolito da Silva fara'
leilao por conta de urna pessoa que se
retira para Europa dos objectos cima
declarados, para o que convida as pes
soas de gosto apurado a comparecerem
terca-feira 10 do correntejas 11 horas em
ponto na ra do Imperador n. 58, se-
gundo andar,
LEILAO
DE
Cavallos e burros
^ DE
HWevido.
O agente ,Hyppolito da Silva fara'
leilao por ordem dos Srs. Tisset-freres,
de 12 cavallos e 58 burros de Montevi-
deo chegados ltimamente, sendo #
mais lindo carregamento de animes
que tem vindoa esta cidade: quarta-
feira 11 do (corrente as 1 horas em
ponto na cocheira do Sr. .Mol ta no lar-
go do capim._____________
Avisos diversos.
Pergunta-sc ao Sr. Marinangelli porque annun-
ciou pelo iDiario de 6 do corrente quo os assig-
nanles erara preferido? at os 3 horas da larde
do mesmo dia? pois varios assgnantes, indo
antes daquella hora pedir os seus respectivos bi- 1
Hieles, toi-lb.es respondido que j linhara sido
veudidos. Mulo digno de censura este proce-
dimento do Sr. Marinangelli, que nao sabemos
qualificar, pois deste modo tira esto senhor aos
assgnantes o nico previlegio que lhes restava.
Um assigaante.
Leite puro.
Da segunda-fera em diante achar-se-ha ven-
daleite puro a 320 rs. a garrafa : na escada da
ra Nova n. 15, casa de Antonio Roberto & Filho.
Vende-se urna carrora de vender agua o ntn
boi : na ra Direila dos Afogados n. 20, taberna.
Os segredos da calligraphia divulgados por
William Scully, a venda em cusa do autor ra do
Imperador n. 75, sobrado, al i o dia 12 deste
mez.
Este tratado, o mais completo que tem appa-
recido sobre a arle calligraphica, contera todas
as regras e urna collecgao de excmplarcs aulo-
graphados, apropriados a hab itar qualqucr pes-
soa, a adquirir perfeico nesta arte.
Aos que residera fora da cid ide da raaior uti-
lidade, pois, guiando-se qualquer pessoa por
elle pode dispensar a presenc..- de um professor.
O systcma seguido neste tratado tem merecido
a approvaro do militares de essoas no Brasil e
Rio da Prala, do que pode o seu autor apresen-
tar multse valiosos documentos.
Preco de cada collecco 7g.
U_ Ra Estreita do Rosario,
n. 12 primeiro andar.
Acha-se de novo preparada osla casa, onde a
rapaziada encontrar ludo quanlo ha de bom nu
genero culinario ; ah se achara o bello caf com
: leite. o lonche a qualquer hera do dia ou noite,
o delicioso peixe frito, o saborosa mo de vacca,
os delicados vinhos : Lisboa. Porto e l'iguetra ;
'; o forte cognac, a espumante cerveja, e rauilas
outras bebidas e iguarias quj seria enfadonho
I mencionar; assitn corao forrece al moco, janlar
' e ceia, quer mandando casa do assignante,
quer mandando buscar, pot tal proco, que se
lorna impossivel a outro qualquer o fornecer pe-
lo mesrao preco, sendo ludo feito com a precisa
limpeza, como c geralmento sabido ; craQm, lu-
do bom e muito barato.
Convida-se
Aos senhores liquidatarios da extincta firma
Amorim, Faria, Guerra & Companhia, para que
publiquen] a liquidaco que tem feito e o balanco
xtiao de 26 de ^inho prximo Qndo, esclarecendo
o seguinte : -*
1. Sendo o total das preataces rea*-
usadas............................ 33 805000
Sendo o prA^lo do sitio ve ndido pe-
los senfr^fc liquidatarios........ 33:593; 11
e tendo enes recebido do caixa
primitivo da sociedade a qua.'>'''
(Jo........................,......., 6:4155258
Com toque de auria
Na loja de Machado & Santos.
Ra do Qudmdo n. 6, por baixo
da boneca.
Vende-se popelina de cor niiudinhn, propria
para vestidos do senhora e roupa do meninos,
sendo da largura de chita franceza, pelo diminu-
to pre$o de 240 rs. o covado, tapates inglezes,
proprios para o nveruo, obra muito forte, pe*]
diminuto preco de 3{>800 o par, e um cmprelo
sortimento de" fazendas de diversas Dualidades,
por menos preco do que em outra qualquer par-
te : do-sc amostras cora penhor.
Na ra de Aguas Jffl|^p> 5, vendem-se
por preco commodo livfl raneo, assim co-
mo registro de letra, abwWWos, e se encader-
na toda qualidade de livros com muita perfeico.
por preco commodo.
Vende-se urna barcaca nova da primera
vagem, muito bem construida, c prompta do tu-
do para viajar, pega em 60 caixas : pora exami-
nar, na escadinha da altandega, o para ajuslar,
na ra do Qucimado, loja n. 41, ou na ra do
Rangel, casa de Luiz los Marques ; poder ser
venrtida a dinheiro ou a prazo.
E pechincha sem
igual.
Na ra das Cruzes n. 41 A recebeu-se em di-
reitura um completo sortimento de louca da Ba-
ha, assim como quartinhas de todas as qualida-
des, copos para beber agua, moringues grandes,
ditos pequeos, jarrees para conservar agua que
levam duas canecas, arriabas pequeas, tudo se
vende pelo preco da factura, que nao possivel
vender-so em outra qualquer parte por este
preco.
Attencao
*
Furtaram da sachrstia da matriz de Santo An-
tonio, no dia 7 do corrente, um adereco do otiro
cora coral, constante de bracelete, argas e alu-
nle de peito ; a pessoa a quem for offerecidos
taes objectos, queira os apprchender, e por es-
pecial favor levar ra do Queimado n. 6, pri-
meiro andar, em casa de Jayme Eneas Gomes da
Silva, que ser recompensada, alen, da gratido.
Quem precisar de urna ama para cozinhar,
ou tratar de alguma crianza, procure na ra da
Cruz, casa n. 52, primeiro andar.
Madame Jane Marmier parte para o sul,
Eu abaixo assignado faco sc'ente ao respei-
tavel publico, com especialidade ao corpo do
comrnercio, quo tendo dissolvido araigavelmnete
a sociedade que tinha na taberna sita na praca
di Boa-Vista n. 15, que oulr'ora gyrava na firma
de Manoel Joaquim da Cunha & Im ao, d'ora em
diaute gyra na firma de Jos Dominguea, da Cu-
nha, ficando o mesmo pilo activo e passivo da
mesma tnoerna. Recife 9 dt; julno de 1860.Ma-
noel Joaquim da Cunha.
Quera quizer pelisco em conta
Ou lanche de melhor gosto,
Basque a ra do Rosario
Que o dono nao da cesgoslo.
Achara jantar ou ceii
De comida sa e pura.
E ser mais bem ser ido,
Se for por assignaluia.
O caf todas as tardes,
Alraoco de garfo e f.-cca,
Sequilhos, vinho e cerveja,
E aos domingos mao de vacca.
Tudo islo com limpeta,
E por preco muito era conta ;
Mas traga o fregnez os cobres.
Que o dono nao tulg.i afronta.
falta que commetteu de nao despedir se
pessoa 1 mente.
0 Dr. Casanova pode ser procurado a as
qualquer hora era seu consultorio horneo- 3I>
pathico era Pernambuco 3
30-RUA DAS CRUZES30 P
jl3 No mesmo consultorio acha-se sempre ;>
* grande sortimento de medicamentos em ^g
jU tinturas e glbulos, os mais novos e bem ;4
^ preparados, os elementos de homeopathia $
Attencao.
Como consta que Francisco Elias Ferreira Os-
mio, procura vender um terreno sito na ra do
Lima em Santo Amaro, com 50 palmos de fren-
te, o qual se acha penhorado c se acha a execu-
cjio era andamento pelo juizo municipal da se-
gunda vara, escrivo Cunha, se faz o presente
aviso para que nineguem faca transaccao alguma,
sob pena depois nao se chmarem a ignorancia.
Recife 4 do julho de 18G0.Rita dos Anjos Loutier.
g@ ##,*>,{
CO Precisa-se fallar cora o Sr. Joao
f$ Valenlim Vilella Jnior, a negocio que
nao ignora '. na ra da Cadeia do Recife %
$e n. 23.
@;S@ MM @@ "
- r-recisa-sc de um caixeiro para taberna,
quedO fiador a sua conducta ; a tratar n ra
Imperial n. 41.
Borzeguins patete.
Lustre e bezerro
V SOOO.
45 Ra Direita 45
Sempre solicito o proprietario deste
estabelecimento em poupar a bolsa de
seus freguezes acaba de descobrir-Ilies
urna mina\le borzeguins, que nSo sen-
do Melis era Suzer, s5o todava iguaes
a estes no durar, tendo por nico deei-
to serem poucos.
Constantemente
compra-se, vende-se e troca-se cscravos : na ra
Direita n. 66, escriplorio de Francisco Mathias
Pereira da Costa.
3>@@ & @@@
I Attencao. I
Tambem de trocos miudos
E' mister vir prevonido.
Que do bom e do batato
Cora prazer ser servido.
ssim como haver todas as noitcs sorvOtes e
rucias a 2'i0 rs.
1tuc
Ns.3362 10:000
285 1:0003
1335 400
71 2108
1597 230$
3275 100S
1383 l 950 130
1040 130g
3654 lOOg
3964 t)0
419 50g
639 50
728 503
1525 50g
1629 50
1926 503
2832 50
3031 508
314 50
3848 50
3956 50
3957 503
2604 50
. mnmuL
PROVINCIA.
Ultima parte da oitava e pri-
meira da nona da matriz
da Boa-Vista.
Nos felizes biihetes rubricados pelo abaixo as-
signado turara vendidas as se$;uinles sortes :
Bilhcte.
3 quartos.
1 meio.
3 quartos.
3 ditos.
1 meio.
1 dito.
1 dito.
3 quartos.
1 meio.
Bilhetc.
1 meio.
l|dilo.
1 dito.
3 quartos.
1 meio.
Bilhete.
1 meio.
1 dito.
Bilhete.
1 meio.
Bilhete.
Dito.
3 quartos.
A garanta dos 8 por cento do imposto geral
pago na ra do Imperador n. 79.
P. J. Laymc.
N. B. A sorte de 10:000 foi vendida na praca
da Independencia n. (40, rubricado por La) rae &
Madureira.
Precisa-se de una ama para casa
de ornas pessoa, prefere-se escrava:
na ra da Sen zalla velha n. 180. pri-
meiro andar.
-~- Compram-se patacees hespanhes:
na ra da Cadeia, lo;a @ Curso pratico e theorico de lingua fran- i
Q ceza por urna senhora franceza, para dez i
mocas, segunda e quinta-feira de cada se-<
^ maa, das 10 horas at meio dia : quem <
^ quizer aproveilar pode dirigir-se a ra da i
Cruz n. 9, segund andar. Pagamentos i
&fe adiantados. i
8@@ @S3 @@ *$#
COllPAliniA
ALLIANCE
Estabelecida em Londres
Vendem-se 8 escravas com habilidades e sem
ellas de 15 a 40 anuos, de 800j a 1:500, um es-
cravo de 30 annos, bom cozinheiro, por 1.300,
um mulato de 22 annos por 1:300, e mais al-
gunsescravos baratos que se vendem, tanto a
prazo como a dinheiro, na ra Direita, no escrip-
lorio de Francisco Mathias Pereira da Costa.
Fazendasporbaixos precos
Ra do Queimado, loja
de 4 portas n. 10.
Ainda restam algumas fazendas para concluir
a liquidado da firma de Lcile & Correia, as quaes
se vendem por diminuto preco, sendo entre ou-
tras as seguitiles:
Chitas de cores escuras e claras, o covado
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 e 260.
Riscados francezesde cores f*as a 200 rs.
Cassasde core', bons padroes, a 240.
Brm dclinho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom, va-
ra, a 1000.
Cortes de cal^a de mcia cascmlra a 2$.
Ditos de dita de casemira de cores a 5.
Panno prclo fino a 3 e I.
Meias de cores, unas, para hornera, duziaa
ljfSOO.
Grvalas de seda de cores e prctas a 1$.
Meias brancas finas para senhora a 3.
Dilas ditas muito finas a 4$.
Ditas cruas finas para homem a 4S-
Cortes de colletes de gorguro de seda a 2.
Cambraialisa fina transparente, peca, a 4.
Seda preta tarrada para vestido a 1600 e 2g.
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16-
Lengos de chita a 100 rs.
Lia de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitospara camisa, um, 320.
Chitafranceza moderna, lingindo seda, corada
ra 400 rs.
ntremelos bordados a 200 r?.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2g500.
Toalh33 de linho para mesa a 2 e 4.
Camisas de mcia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pescoco de senhora o
560 rs.
Vestidos brancos bordados para baptisar crian-
cas a 5J0O0.
Cortes de calca do casemira preta a 6.
Chales deraerin com franja de seda a 5.
Cortes de calca de riscado de quadros a 800 rs"
Merino verde para vestido de montana, cora-
do, 1280.
Lencos brancos de cambraia, a duzia, 2.
andar.
Fumantes econ-
micos.
Charutos da Bahia a lg a caia de 100, com
principio de furo : na ra das Cruzes n. 41, de-
posito.
Vende-se urna porco de madeiras proprias
para queimar-se, das ruinas da igreja da Santa
Cruz : quem as pretender, dirija-se casa do tha-
soureiro, na ra do Aragao n 43.
la lof a
ao pe do arco Antonio
conlinua-sc a vender" bicos e rendas da torra,
assim como leos de labyrinlho os mais ricoa
que lem vindo ao mercado, ricas caixinhas do
marisco proprias para costura de senhora, pen-
les de 'arlaruga, goslo inleiramenle moderno,
ricos coeiros de casemira bordados para criancas,
ditos j debrunhados com ricas filas, bonets" de
velludo para menino, ctiapcos para baptisados,
assim como todos os preparos para baptisado, o
toalha de labyrinlho.
Vende-: e urna negrota de 18 annos, chc-
gada ha pouco do mato, e por preco muito com-
modo : na rui da Roda a. 54.
LOTERAS
DO
i&w si mu.
CAPITAL
Cinco miUvoes de Unras
esterlinas.
Saunders Brothers & C* tem a honra deln-
ormar aes Srs. negociantes, proprietarios de
:asas, e a guem raais convier, que esto plena-
mente autorisados pela dita companhia para
effectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que coutiverem os mesmos edificios!
quer consista em mobiiia ou em fazendas de
qualqu saudade.
O bacharel A. R. de Torres Bandeira, dvo-
ga no crime e civel, na sua residencia, ra larga
do Rosario n. 28, segundo andar.
Roga-se ao Sr. Hecirique da Fonseca Coi-
tinho, morador do engenho Una, o favor de ap-
parecer na ra larga do Rosario n. 33, para S. S
ultimar aquclle negocio que a muito deveria ter
ultimado.
@g&@ $3
Dr. Augusto Carneiro Monteiro da Silva
Santos, medico aperador e parteiro pode
ser procurado na casi Je sua residencia
na ra do Rangel n. 16.
Rio de Janeiro,
Palelots francezes de brinzinhos escuros a t?.
|2;800 cada um, lazinha de quadros para vesti-
i dos a 260 rs. o corado : vende-sc na ra da Ma-
dre da Dos, loja u.36 A.
A 4,800 rs. a peca
Vende-se esguiao de algodo muito fino com
13 jardas a (5800 a peca : na ra da Madre de
Dos, loja n. 36 A.
A 16,000 c 6,000
rs a duzia,
Vendem-se camisas francezas brancas o de co-
res a 16g000 a duzia, ditas de meias a 6000 a
duzia : na ra da Madre de Dos, loja n. 36 A.
Palitos de fogo.
Na fabrica da Boa-Vista, na ra do Tarabi o.
10, vendem-se palitos de fogo a lg o cento dos
magos embrulhados, de qualidade muito boa pa-
ra resistir o invern.
Pechincha.
Na loja do Arantes vendem-se borzeguins to-
do de camurca para homem a 7g o par, borze-
f;uins de verniz para hornera a 8g, ditos com pel-
ica de cor a 7g000.
Irmandade de S. Jos da
Agona.
SORTES GRANDES
2.0:000$000, 10:000$,
4:000$ e 1:000$.
Leite & Irmao na ra da Cadeia do
Recife n. 48 loja de tazendas de V por-
tas, vendem legalmente rubricados pe-
los annunciantes biihetes inteiros, meios
e quartos das loteras do Rio de Janeiro,
presentemente tem exposto a venda os
biihetes da 45 lotera a beneficio das
casas de correcca da corte, recebidos
hoje pelo vapor francez La Guienne,
Novena d N. S. do Carmo
Acha-se i venda a novena completa eredigida,
segundo usam os reverendos Carmelitas da cida-
de do Becife, assim como os versos, salve, etc.,
o tambem a exposico do excapullario, na ra do
Imperador a 15.

Receheu-sc pelo ultimo paquete Bonr- @
us, para sahida de thcatro vestidos de g
seda de crese outrosarligos para senho- g-
ra, ludo do ultimo gosto a duqueza de
Comberland @
Loja de marmorc. i
Jos Ramalho do Souza vai a Parahiba
tratar do sues negocios deixa por seu bastante
procurador o Sr. Antonio Fernandes de Castro.
vam a.ga-ai fJBfl ^lVVS IrStfaS fttffl. fciW. fcfr.3 g^^ A'rSS ^fafaS ^WK
IfEnsaio Philosophico Per-m
H nambucano. S
De ordem da presidencia convido os g>
Srs. socios comparecerem a sesso de jj|
quarta-feira 11 do corrente mez no lu- ^
gareahorado costume, afira de Ira- H
tar-se de negocios urgentes, relativamen-
te ao bom andamento da sociedade. Re-
cife 7 de julho de 1860.O primeiro se-
cretario interino, O. Marques da Silva.
.tro ^A>**i tlKfl *~~i'iaia ^ifl *ttafi''* *~UfJ AQlAasa&cnA
Compram-se moedas de 2i $ -, na
ra da Cadeia, loja de cambio n. 58,
O secretario da irmandade de S. Jos d'Agonia
conTida a todos os seus caros irmaos a compare-
cer no consistorio da irmandade, domingo 8 do
corrente, pelas 9 horas da manhaa, para reuni-
dos em mesa geral proceder-se a eleicao da nova
mesa que lem de reger a irmandade no anno de
1860 a 1861.
O arrematante dasbarreiras da Capunga o
Manguinho, pedo a cada um dos senhores que
pagam mentalmente a taxa de ditas barreirss, o
favor de entregar ao cobrador dolas urna nota
escripia e assignada, em que declare qual 6 a
sua mensalidade, e porque animal ou vehculo a
paga.
Precisa-se alugsr um sitio ; quem tiver di-
rija-se ra do Crespo n. ib.
Eu abaixo assignado declaro, que vendo aos
Srs. Jos Damio de Souza e Mello e Antonio
Machado Santos, a parte que me pertence no de-
posito sito no pateo do Carmo, desta cidade n.
43, respoosabilisando-me desde a data deste ao
ultimo annuncio, por qualquer transaccao ou onus
que por ventura possa haver sobre a mesma,
alim de que os mesmos compradores iquerrt
verdaderamente garantidos e livres de qual-
quer cousa que possa apparecer. Recife 4 de ju-
lho de 1860.Francisco Cesario Branco.
Deseja-se fallar ao Sr. S e Souza, na ra
larga do Rosario, fabrica de charutos do Sr. Re?,
a negocio que lhe diz respeito.
Precisa-se de urna ama para casa
de urna t pessoa, prefere-se escrava :
na ra da Senzala Velha n. 108.
= Vende-sc o engenho Quiaombo, na fregue-
zia de Santo Amaro de Jaboalo : quem o pre-
tender, dirija-se a ra Nova, no primeiro an^ar
do sobrado n. 65.
Fugio no dia 1." do crrrenle Mez a prela
escrava Mara, crioula, um pouco fula, estatura
regular, cheia do corpo, rosto curio, com bonitos
dentes, e falla pausad), sabio a vender bolos,
lrajando vestido de quadros, e panno preto :
quem a apprehender, leve ra Augusta, em
casa de Jos Carlos de Souza Lobo, sobrado n.
21, quesera gratificado. Protesta-sc contra quem
a livor acontada.


- -----.
. Precisa-se alugar um engenho com as con-
uicos, que seja coru alguna fabrica e tenlia bous
. V* Rrel,'"dehles casa terrea, na r^gueid
----- .ae 5>-Jos, ]iodom dirigir-se ra Nova : a fal-
parlidost seja d agua c que tenha os utcuci:ios "" c"> o Sr. Braga, loja de selleiro
PUMO DE fERNAMBUCa ~ SfriflttnA rfttrt 6 DE Jt'LHO DE 1860.
va^p. Fncisco Lopes, cldado brasileiro,
vai a Europa tratar do sua saude, lovaudo era
sua compai.hu sua criada Mara Jos.
Aviso aos thesoureiros e
chefes de iimandade
Achando-se
necessanos, paga-se bem, assim agrade o loca.,
e que niio seja muito distante : do Passeio Pu-
blico, loja n. II, trata-se.
Precisa-se alugar una preta que saiba co-
zinnare fazer alguraas compras na ra : a fallar
na ra da Lingoela n. 2.
Aluga-seuraa boa casa terrea em S. Jos I
lo Manguinho, quasi defronio da igreja: trata-i
se na ra do Brum n. 16, armazem de Manoel Jo-;;, ?a?"se Droximo o lempo de alguraas
se de S Araujo. i rejas festeiarcm osseus padroeiros, Jos Pau-
Precisa-se de urna ama forra de meia -.dada' !u2 d."lva.coiIl> fabrica de fugoscm um terreno
para coziuhar e fazer compras, somonte raruc'S "-"1 pe? ,a,lsl a luda ;,s '"nandades e
no acougue, para duas pessoas : ua ra de San-1 :f!ar,as rello10"3. .e T'era possa mais nie-
lo Amaro n. 2*8, taberna. ressar.que tem efectivamente prorapto um gran-
AlloiiP-ln de sortimento de fogos do ar, tanto com bombas
AtleilQUO. | miuoas coma de bombas reaes. foguelos para
Pcrdcu-sc um quarto da lotera da matriz da salvas com bombas extraordinarias, os quacs
Boa-Vista n. 74, assignado por Augusto FeiTCra*rc"dem,"se om gyrandoias ou soltos. conforme o
de Carvalho, e previne-sc ao Sr. thesou
comprador, mandando-os conduzire
Curso de rhetorica.
O acadmico Manoel Francisco de
Hoaorato, piofesso- particular autori-
sado pelo governo, tem aserto o seu
curso deeloquenciae potica para lia-
oilita^o dos estu Jantes que quizerem
prestar e\ame nestas materas no futu-
ro mez de novemb.o, em oasa de uas
residencia, iiiaireita n. 83, primeiro
andar.
DENTES |
AEITIFICIAES.
Domingo 8 do correnle ser celebrada na q", l,oje 8eral jgrej de N. S. do Trro a festa de S. Manuel da al c,)"10 no c,i,ltro. completa commodidai- do
lacienua.scndo orador o reverendo padre mes-i pre e,PrmpDdao, obrigando-se o annunoiaute
;o pregado* da capcHa imperial Fr. Joaquim do I Por,lua,,l" avaria que possa haver. fazendo um
Pinjo santo. : abate no preco, quanJo por acaso nao saia como
1-ugio no da 4 do correnle mez, dos Vfo"a- a"anSa. declarando aquellos que os auizer
dos, um mualo de Home Jos, ida le pouco ufis "
ou menos 21 annos, com os signaes seguinles-
Daixo, grosso, variz um tanto chato, denles lo-
dos perfctlos. cabellos crespos, levou veslido ca-
misa de algodao do listra e ceroula azul esie
^ comprar em gyrandolas ou era broqueis. dove-
seguinles : 'r0 avlsar tres d|ns anl0?. sc fur em quanlidade
. parase preparar c armar, e sondo em pequea
| poreao, avisar do vespera ; e para mais facili-
;, lar ao comprador, no caso de nao querer ir casa
Bodrigues; sDua residencia, poder entenderse no largo
Santiago, e presume-se ter fgido pira Seri- do Paraizo como Sr. Jos Pinto de Hagalfaaes, e
i
|Ruaestreita do Rosario n.3
5$ Francisco Pinto Ozorio collocn deutes ar- @
,^ tiliciaes pelos doussystcmas VOLCANITE, @
chapas de ouro ou platina, podendo ser @
procurado na sobredita ra i qualquer 2
5 hora.
Capitana do Porto.
H)
&&&& S@ # Estas pennas de differenles auadades, sao fa-
bricadas de aro de prata refinada de primeira
tempera, e sao applicaveis a todo o tamanho de
ledra. l'reco 150 cada caixa e pennas de ouro
pelo mesmoaulor cora pona de diamante, que
teem. a grande vanlagem de nao estar sujetas a
crear lorrugem e conservando se bem limpassao
de duracao infinita, deposito om casa dos Srs.
Guedes & Goncalvesrua da Cadcia n. 7, e por
atacado com o inventor Guilherite Scully, pro-
fessor de calligraphia na ra do Imperador d.
/5, sobrado.
Precisa-se de urna escrava para o serv
de casa de pouca familia : na ra de Horlas n-
mero 16.
Joao Antonio do Reg, subdito Porluguez
vai a Mace a negocio de interesso
O abaixo assiguado, cncarregado da desin-
megao como de?e constar aos senhores inspecto-
res de quarleirao, pela circular do Illm. Sr. Dr.
de polica aos senhores subdelegados, a l ^'zTc
De ordem do Sr. chefe de ditifSo e capilao do
pono, faz-so publico, que o pharokte exislen-
te na pona do forte da barra, que marca o or<-ar
para a mesma logo que descoberlo pela quina
do forte, passa do 1 de julho prximo vindouro
em dianle a serem substituidos os vidros bran-
cos por outros de cor encarnada, visto ser do
ulilidado a navegarao; evilando-se assim que
coniinuem a confundir sua luz. com as dos na-
vios ancoradosrda boia collocada na pona Ja
restinga de S. Francisco para o N. E. Secreta-
rla de capitana do porto do M.iranhao 2 do i-
nhode 18G0.-Raymundo lldelfonso de Souza
Barradas, secretario.
Compras.

400^000, de gratificacao.
i Aebando-M nesla cdade vindo do Maranho
| para ser vendido, o crioulo Faustino, desappare-
ceu ante-hontem, 25 do abril ao mauherer, do
i lugar de Giqui para onde linha ido a contento
, Sua estatura alta, corpo regular, traz suissa
rapada no queixo, falla bem, conserva o sem-
plante triste, o tem no cotovello dreilo a ciea-
uma cuidada. Inllula-se forro.
uot moco portugaez que so acha aboleta-
o no commercio, oil'ecece-se p
para qualqucr
ocupnrao, tanto cobrancas como outro qualquer
:>, para us quars tem as habelitaroes prc-
usas, e da couhecimento a sua conducta; a
F^ssoa quo do seu picslimo so quzer autorisar
fc-oio caria lechada cesta imprensa com as
ic.ras 1. L., ou annuncie
procurado.
h.iLuf .S ?,c.lhores o mais acreditados esta-
oelec montos de fazendasfrancezas, sito era urna
excedente tocalidade da ra Nova dcsta cidade
exBoeiB-se a venda, c faz-se negocio sobre con-
diCMi favoraYea ao comprador, como sejalivre
le divdase do qualquer compromclimenlo que
nr?w ,n,':StR0 tenl,a para com a PTaca- em
pretender dir.ja-se a ra da Cruz do Ke'cif,- ar-
mazem dos Sr.. Izidoro llalliday 4 C. quo acha-
ra mi quem tratar. J C
v AMA DE LEITE.
anV,1. i"'1 d, Sr Bom imaa das Crioulas, loja do
SOMado onde mora o padre salvador; quem pre-
cisar dinjt-se a esla casa que achara com <,,..
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVE1RAleudo augmentado, cora to-
mar a casa contigua, ampias e excedentes ac-
coramodaces para muito maior numero de hos-
pedesJe. novo se recommeuda ao favor e lera-
sua morada para ser! branca dos seus amigos e dosSrs. viajantes que
| visitera esta Capital; continua a prcstar-lhesseus
serviros e bons ofcins guiando-os em todas as
cousas que precisem conhecimento pratico do
paiz, etc.: alm do porluguez e do nalez alla-se
na casa o hcspanhol e francez.
agencia dos fabricantes america-
nos Grouver & Kakcr.
Machinas de coser: era casa de SamuelP.
Jonnston ra da Senzala Nova n. 52.
Na ra da Cadcia do Recife n. 38, primeiro
que achara com quer
Ilha de S. Miguel.
M%;llAt C,!n os C1,,os d0 '"ido Joao
2 n CC,Jo en! oulubro de 1S23 em Pernam-
ra^?d.q^ rtm tomar cenia de urnas en-
M.i di^^'J'^damesraallha: a tratar com
rio-a. 11 g cs na rua eslrcita d0 Rosa-
sJ7lnJfiMlU.mJ0s ?.ilveir. invcnlarianlc do ca-
equlm n n Ma,cohno d reirn T, ?rcSsar- quc Jos Connives Pe-
wa s< acha aulonsado a receber as di
SSSSJSti: Uocile 3 o jullio de 1860.
andar, precisa-se fallar ao Sr. solicitador. Manoe
Pereira de Magalhaes.
Liges de francez el
plano.
Madem'oiselle Clemence de Hametot 5
de Manncvillccontinua a dar licoet de $
francez e piano na cidade c nos arrabal- I*
des : na rua da Cruzn. 9, segundo andar. M
Por uui corle de cabello e
fiisamenlo 500 rs.
Rua da Emperatriz n. 7.
Lecorate acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-raestre da casa Augusto Clau-
dio, e um outro vindo de Pars. Esta estabele-
craenlo esta hojo as melhores condcesque
possivel para satisfazer as encoiamendas dos
objectos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejara : marrafas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, armis, rosetas, (te., etc., ca-
balleras de toda a especie, para lnniens e se-
nhoras, lava-se igualmente a cabega a moda dos
Estados-Unidos, sem dcixar urna s pelcula na
cabega dos clientes, para satisfazer os preteiid.-n-
tes, os objeclosem cabello scrao fetos em sua
presenca.se o desejarem, e achar-so-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar 0:1 cabellos, e
pontear as senhoras em casa parlicu'ar.
E'chegado loja de Lecomlf, aterro da
Boa-Vista n. 7, o excedente leite virginal de ro
sas branca para refrescar a pello, lirar pannos
sardas9 espinhas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar e fazer crescer os cabelloi
assim como pos imperial de lyrio de Florenca
para bortuejas e asperidades da pello, conser-
va a frescura e o avelludado da primavera da
trou-
al
ci-
es-
nca,
scon-
- provincia; e
quem dedo der noticia ou apprehender, e condu-
prCci^Lt^^a^^^^l:\f&^ -"del. do XSS^TS:
.vareengornraarroupa de^m moco solleiro a ***** recompensado com 200*000.
I datar da, 5 As 6 horas da tarde. Desappareceu em Ons de novembro do anno
u aDaixo assignado faz scienlc a pessoa quo Pa$sado a pardo de nomo Virginiornue aqui se
ier hypolhecarum sobrado na rua do Vicario chav............,:'-
quer nypoinecar um sobrado na rua do Vigario,! chava para ser vendido, c supuoe-se"que toraa-
que apparega na rua de Hortas n. 124. I o caminbo da villa do Saboeiro. Este escra-
Aluga-se urna preta para o servco interno vo e de estatura menos quo regular, ma"ro o-
ue casa de familia, que sabo cozinhar'eengom- cado de bexigas c mal encarado. Ouem o aure-
mar cora perfeicao. com a condicao do nao sahir l'ende- -
a rua
quem precisar, dirija-se a rua
armazem n. 18, ou a rua Direila n. 4.
da Praia,
er ou delle der noticia na rua da Cadeia do
Recife 11. 38, primeiro andar, ser recompensado
cora 200.
Compren um carro de 4 rodas, americano
ou outro qualquer leve, que esteja em bom esta
do : a tratar na rua da Cruz n. 4.
Compram-se raoedas de ouro do 20S e ION
Sla,el*.'ie d165 P!u8u : <> escripioni,
de Manoel Ignacio de Ohveira defronte do Coreo
Compram-se es-
cravos.
Coraprara-se, vendera-se e trocam-se esrrs-
vos, na rua do Imperador n.|79, primeiro andar.
Compram-se cfleciivamente meias garrafas
que toram dechampanha : na rua larga du Ro-
sario n. do. botica.
Compia-se
o guarda livros moderno ou curso com-
oletO de iustrucroes eljinantares sobre-
ai operaqesdo commercio, por Manoel
TeixeitaCabral de Mendonca : na pr-
ca da Independencia hvraria n. 6 e 8.
Corapra-se tima borra.
folha
para ser
. Quera liver annuncie por esta
procurado.
Compra-se urna carleira para escriplorio
ja meia usada: na rua da Cruz n. 11.
Vendas.
DEPOSITO DE PIANOS
FORTES
DOS
!|Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECIWENTO
vida
de ir a vida de Barrciros (onde lenciona res-
vidas do dir a maior parle da lempo), e bera assira i ci-
' dado do Rio Eormozo, villa d'Agua-prela, e vil-
m Dr. carneiro Mouleiro aprovcila?do da f 1u
Q propon-ao que tem para mais facilme
@ execular oslrabalhos departo, o, acn
Q) Ihado pelo feliz resultado que tem obli
* em multiplicados pirtos laboriosos, lera @ I 1'rejuuicaao laca sua reclamacao no prazo de tres
sua especialidade sobre osle ramo
1 ; ira o que poder ser procurado a qual- $
@ feito
vi
quor hora, na ruado Itangel n. 16.
e 9d#9 @@ @@@@@@@
Saino a luz o 3- tomo cas biogra-
phias co alSucw |joetas, e outros ho-
icns i/lustre da provincia de Pernam-
,'juco, pelo co.nmendador Antonio Joa-
quim de Mello. Contem as biographias
de La Francisco de Carvalho Couto,
leronywo de Albuquerque Maranho,
vivare Teixerra de Maccdo, e Jo5o
Antonio Salter de MendonQa ; verses,
das uteis, contados desta data ; na rua Nova n
20. Depois do que nao so adradle reclamacao
alguma, por a loja perlcncer ao aunuuciaiite
Recife 5 de julho de lbGO.
Nova fondifo de ferro
e bronze.
IVua Ao Brum n. %.
James E. B. Spears.
Fundidor macliinista eengenheiro encarrega-
se de qualquer obra, assim corao sentar vapores
DE
SORTBBTO
entre a quaes 30 odes anacrenticas,! de >?* a quididades para" serrara","refinaciio,'
tuna lOticia niteretsate do levante de i .ab-nca de s^ba0,! machinas para amassar poj
noventa ? dous
Por ora em
Goiano em 1821, e
docurEntos inneditos.
mo o autor.
- O r. Joao Ferreira da Silva mudou-seJa
rua do Ingel para a do Livraraento n. 26 se-
brado d6r. Manoel Buarque de Macedo, defron-
te de suant.ga habitacao. A grande pralica de
euscultao rcconhecida por quasi lodos os seus
collogasesta cidade torna-o recommendado n<
diagnosodas mclestias dos pulraes e do cora-
cao ; asn como para verificar o estado de au-
de dos travos que se desejam comprar. Pelo
CNSCidoumero e variedades de operacoes que
ha fcitoom bom resultado em o ejercicio do
mais del aimos, se julga habilitado para prati-
carodaqualquer operaeo cirurgica por mais
delicadcdilTicullosa iiue seja.
- Ali-se o primeiro andar e armazens da
casa n. ;Ia rua do Vigario: a tratar no caes do
Ramos L escriptorio,011 rua Augusta o. 94,
com Praies da Silva Gusmao
I LNTISTA FRANCEZ. S
Hv P Gaignoux, dentista, rua das La- 3
>* ranfas lo. Na mesma casa tem agua e 3
r p difico. -^1
- R-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio ildarem seus dbitos na rua do Col-
i\ venj. 23 ou na rua do Queimado loja
n. 10.
para moer mandioca, ludo por prego commodo,
e concerta alvarengss, bombas, vepores, e toda
qualquer obra.
i Deiisla de Paris. i
I 15Rua Nova15 3
Frederico Gaulier, cirurgiao dentista, ^
faz todas as operjrijes da sua arle e col- '*
u loca denles artificiaos, ludo com a supe- 2
ff rioridade e perfeir.io que as pessoas en- $
< tendidas Ihe reconhecem. ^
if Tetn agua e pos dcndfricios etc. H
= OSr. Francisco Aranna de Souza tem urna
carta no escriploriode Manoel Joaquim Ramos
Silva, na rua da Cadcia do Recife
O Sr. Luiz Honorio Carneiro Leo tem urna
carta na rua do Oucimedo n.27,lojade miudezas.
Precisa-se alugar um moleque de bons cos-
tumes para casado hornera estrangeiro : a tratar
na rua da Cruz n. 11.
Fazendas e roupa fcila
I>OR MEDIDA.
Na loja c armazem de Joaquim
Rodrigues T. de Mello.
Hua i\o Queimado n. S9,
em sua \o$a de 4 poicas.
Tem um completo sorlimento de roupas feitas
e por medida a vonlade dos freguezes : caigas de
casemira o do brim, colletes de diverjas quali-
des, sobre-casacas de muito bom goslo, um sor-
tmenlo de paletots de panno, e de casemira, al-
paca, liiazinlia, riscadinhos e de brim: que ludo
se vende por preco commodo ; um coa: pelo sor-
limento de chapos pretosde seda par hornera,
de superior qualidade a 109, ditos de castor mui-
to superiores a 16$, chapeos de sol de seda in-
glezes dos melhores que tem vindo ao mercado,
ditos francozes de diversas qnalidades, ditos de
panno grandes e pequeos, cortes de vestidos de
seda de variados gostos para diversos precos, um
complelosorlimento de bordados e enirc-meios,
golinhase mangudos, ludo por precooramodo ;
chaly de seda e laa de. goslo mais apurado que
tem apparecido a 1280 o covado, chit3! france-
zas muito superiores de 260 at 440 rs. o covado
de gostos muito delicados: um grande sorlimen-
to de fazendas francezas c Inglesas e al'ems que
sera imposaivel aqui se poder mencionar cora
precos, assevera-se aos freguezes que tudo se
vende mais era conta que em oulra parte sendo
i Rua Nova 1. 25, esquina da Gamboa do Carmo.
Nesle estabeleciinenlo acha-se um completo sorlimento dos melhores, mais elegantes e mais
. bem construidos pianos de que ha noticia.
No mesmo estabelccimento existem, ehegados In pouco da Europa, alguns pianos de machi-
nismo do melnor goslo e de maior perfeicao do que quaesquer ouiros, os quaes nao smeute se
^=^5 prestara pelo seu maclunismo a toja as pessoas que sabem msica, mais aindn qudles que isno-
ram esta arta.
Al des tes pianos existem tamh3m no mesmo estabelccimento, harmnicos ou Seraphina, os
^ quaes fazem uma bella ligocao sendo tocado em sala com acompanhamento de piano, e tambera
produzem excellentes effeitos harraoniozos era igreja ou capelb, tarnberaha meihodo e msicas
3 adquadas ao dito instrumento. Espera-se que o respeitavel publico e os amanes de msica nao se
i demoren em munirem-se de lo excellentes instrumentos, cujo preco alias razoavel, e de cuia per-
leisuo e inconleslavel. r
I Na mesma casa afinam-se econcertam-se pianos com a maior perfeicao possivel. Na mes-
ma casa existem ehegados ha pouco da Europa lindas msicas do melhor goslo possivel e do raelhor
i compositor da Europa.
Ao barato.
Na rua da Imperatriz, loja da esquina do bee-
CO dos Fcrrelnw, vendem-so cortes de rifado
Irancez para vestidos a 2, chitas de cores lisas -
c unas a 200 rs. o covado. .
Jilo a 4S000, fardo a
4SS00.
Ea taberna da estrella no largo do Paraizo bu-
ritish Beet.
Superior carne ingleza de porco, salgada, a
240 rs. a libra : no Bazar Pernambucano da rua
do Imperador.
Gordas para \io-
lOo
Cbegou loja do Ramall.o, na rua Direita u
, ura grande sorlimento das mais superiores
coras de tripa de pona encarnada, o cordao
para violao, mais barato do q.ue em outra p-rte.
a dinheiro. '
Manguitos c golfas.
f.hegou loja do Ramalho, na rua Direita a.
J, ura grande sorlimenlo de manguitos finosa
J. gollinhas raudo finas a 640, 800 c 1S litas
linas de traspasso a 1} (a dinheiro).


rlc
m a m pisu wexd m
Grande e novo sortimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratis&imos precos.
KlDo-se amostras com penhor.
a dinheiro.
Sirop du
DjrPORGET
JARABE DO FORGET.
Este xarope esi approvado pelos mais eminentes mdicos de Paris,
_jomo sendo o melhor para curar constinacoec to^ O dsposao na rua larga do Rosario, botica de Bartholomeo Francaco de Sauz*, n. 36.
FUND
Lindos corles de vestidos de seda prelos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Rorrieiras de Ci de seda preta bordadas
Visitas de grosdcnaples prelo bordadas
cum froco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Dito liso preto e de cores, covado
Seda lavrada preta e branca, covado ljf e
dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de veslido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambraia e.seda, corle
Carabraiasorlacdys de cores, lindos pa-
droes, vara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e ntremelos bordados
Manas de blonde brancas e pretas
Ddas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lencos de cambraia de linho bordados
"dos de dita de algodao bordados
I anno preto e de cores de todas as qua-
ddades, covado
Casemiras idem dem idem
oodinhas de cambraia a
Chales de touqum brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
tampados de todas asqualidades
Liiieites de vidrilho fraucezes prelos e
Abe.rturos para camisa de linho e algo-
aao, brancas e de cores
t!? J*0 de varias qualidades
Tafeti rxo, covado
ni francezas claras e escuras, co-
Cassas francezas de cores, vara
e-oiiarmhos de esguiao de linho mo-
dernos
Um cmprelo sortimento de roupa feita
I
0
t
1S200
8
3JSO00
1500
10*000
I65000
SOOO
9
I
9
8
8900
I

8640
I
9
3>500
9
6S000
8500
9280
500
8800
Rua do Brum (passando o chafariz.)
\o Ae^ozlo Aeste estalielecimeuto sempre lia grande sortimento de me-
eUaniso para os engen\\os de assaear a saber;
Jlaaas Je vapor molernas de golpe cumplido, econmicas de combustivel, e defacillimoassento :
fto d agua de ferro com cubos Je madeira largas, leves, fortes, e bem bataneadas:
lats de ferro, e portas d aguapara ditas, e serrilhas para rodas de madeira*
Motas tnteivas com vtrgens muito ortes, e convenientes ; '
M.imoendas com rodetasmotoras.iara agua, cavaltos, ou bois, acunhadas em aguilhoes deazs ;
Tat e ferro fundido e batido, e de cobre ; '
Pan eoiats para o caldo, crivos e portas de ferro para as fornalhas;
Alaricnes de ferro, raoinhos de mandioca, fornos para cozer fari'nha
Rodis tentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavaltos oubois'-
Aguiet,bronzes e parausos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc., etc.
D.^owman confia q'ue^osseus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
o non m, peIa longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio oara os atrriciil-
sendo casacas, sobrecasacas, paletots,
colletes, caigas de muitas qualidades
de fazendas
Chapeos fraccezesfinos, forma moderna
Um sorlimento completo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas_francezas, pedos de linho e do
algodao brancas e de cores
Ditas de fusto brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Captllas brancas para noivas muito finas
Lu completo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, laa e seda, cam-
braia e seda lapadas e transparentes,
covado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
_ menino
Velludilho de cores, covado
velbutina decores, covado
Pulseiras de velludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idej^lem
Um sortimenjajfl Meto de lu^as de
seda bordaaa^BBi, para senhoras,
horaens e msWnos, de todas as qua-
lidades
Corles de collele de gorgurao de seda
de cores
Ditos de velludo muilo finos
Lencos de seda ripjsoara senhora
Marquezitas ou soasbrirthas de seda com
molas para senhora
Sapatinhosde merino bordados proprios
para baptisados, o par
Casinetas de cores de dus largurasmui-
to superiores, covado
Setim prelo, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova covado
Setim liso de todas as cores, covado
Lencos de gorgurao de seda prelos
elogios e obras de ouro
Cortes de casemira de cores a
9
890OO
9
S
9
EAU MINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Bepotilo na boiiea franceza rua da Cruz n.22.
9
18600
cilio
1*200
Jj700
2$000
lOOO
9
9
9
2j50
9
SgOOO
1$000
1S600
i

9
5J00O
Chegou a loja do Ramalho, na rua Drcilj, :.:,
glande sortimento de trancas de linho muilo bo-
lillas, peca com 23 varas a ljaOO, ditas com 11
aras a 640 rs., ditas de seda muilo superior a
11O rs. a vara [a dinheiro].
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Pedos paracamisas.
Ciscoutos.
Emcasa de Arkwight & C,
Cruz n. 61.
rua da
U M4
Attenco.
m mu
ao p do arco de Santo
Antonio
vende-se, cora ura pequeo 1011:0 de mofo, cha-
es de menino com palmas de seda, pelo diminu-
to prende 33 cada um. ditos linipcs a 5;.%0 : a
ellos, antes que sc acabem.
Suissos
Era casa de Schaflelln &C. rua da Cru
z n.
vendo-seum grande e variado Borttmenlode'
ogios de algibeira horisonlaes, patentes, Lhrn-
38.
reh
noraetros, meos chronometroV," de c
dourada efolheadosa ouro, sendo estes relogios
dospnmeiros fabriraniesda Suissa, que se ven-
aeao por precos razoaveis.
Na r.ova loja de miudezas da rua Direila n.
85, vendem-se papis de agulWlo rs r.aiXas
uc agulhas francezas finas ag Hg.10 rs
Coral.
Vende-se verdadeiro coral de raz, muito em
conta, na rua largado Rosario, passando a boti-
ca do Sr. Bartholomeu, a segunda loja de miu-
dezas n 38. Na mesma loja vendem-sc trancas
brancas de linho de caracol. d>tfLde core -1
baratas, o so vista se dir o precr
mudas miudezas em conla.
co de tudo
nudo
que
proprio para os agncul-
tores esUrovincia, epelofaeto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acretadas fabricas da Inglaterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim
assim compela continuado da suajafcrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vonte de cada comprador, e dfazeir o concertos de que poderao necessitar.
CASA DE BltNHQS
Farinha
xo
vrz
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para uma Desso
tomados em 30 das consecutivos. ..... P '
s para os ditos banhos tomados em qualquer lempo !!.'.' '. J?5
15 Diios
7
Banh
dito
dito
a
dito

os avulsos, aromticos^ salgados e sulphurosos aos precos annunciados.
Esta reduccao de precos facilitar ao respeilavel publico o gozo das r
squencia de ura estabelecimento de uma utilidade incontes
I estando em nossos hbitos, anda pouco conbecida e apreciada:
89000
I00O
mas que infelizmente nao
DE
ILMM(gJk
de qualidade especial para mesa.no armazem
SiaTff ""a,Ses & c-no lareda 35S!
L.7 Vende-se o verdadeiro doce de goaba da
R1."elPnr6P2e-VmU,OCm COn,a :
tangel n. 62. No mesmo armazem vende se
uma porcao de courinhos do cabra cortida
baralissimo preco, para acabar. ~
- Vende-se feijao rajado a 320 rs. a cuia
armazem da rua do Rangel n. 62.
Escravos.
,G"gel Irm3s 'em para vender famosos es-
cravos.no seu escnptorio, rua da Cadeia do Re-
cife, primeiro andar n. 28.
Labyrintriat.
Gurgel Irmaos vendem ricos lencas
de labynntho.
Sola.
Gurgel Irmaos vendem sola do Aracaly e So-
orat e tambera a vontado dos compradores sola
cortina a ingleza.
por
no
e toalhas


(6)
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGl NDA FEIRA 9 DE JULHO DE 1861).
FINDIfjMOW MOW,
Ra da Senzala Hova d. 42.
Neste estabclecimenlo continua a haverum
pletosorlimcnto de moendas emeias moen-
das para euSenho, machinas de vapor e taixas
de forro balido e coado. de todos os tamanhos
para i
Vende-se urna casa terrea com
glandes commodos e em urna das me-
II,ores ras da freguezia de S. Jos : na
ruadas Cinco Pontas n. 72, se dir'
quem vende
Vende-sc muilo cm conla vaqueles de lus-
tr< t ara carro : na ra da Imperatriz n.78.
BARATO S^OPROGRESSO Pianos
DE
c^
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood &Soos de Londres,
muilo uroprios Dar este clima.
| Augusto & Perdiga.
<; 8C3 Vcndem camisas de linlio inglezas
X muilo finas por 103 a duzia, ditas de fus-
| tCu por 2i9, ditas de musselina por 24*.
fi ditas para menino por 249 e avulsa a
3jf500 o 2S, chancas inglezas a 2500 e
??> bolinas de Halles a 12?) : na sua loja da
| ra da Cadeia do Recite n. 23. 3tj
Farinha de mandioca.
Vende-SC farinha de mindioca, superior quali-
dade, vinda do Maranho, pelo hiato Rosa e
L igue escuna Graciosa : nos armaxens de Ma-
ido & Dantas c Antones Guimaracs & C, no
Forte do Mallos, largo daAssembla.
Relogios.
Vende-se em casa de Johnston Pater & C, ra
d V'igario n. 3, um bcllosorlimeulo de relogios
deouro, patente inglez, de um dos mais afa-
r ios fabricantes de Liverpool; lanibcni urna
variedade de bonitos traucelins para os mesmos.
Espirito de vinho com 44
%
Vande-se espirito de vinho verdadeirocom 44
p is, chegado da Europa, as garrafas ouas ca-
l las ca ra larga do Rosario n. 36
Ra daSenzala Nova n. 42
Vende-sc em casado S. P. Jonhston & C. va-
q >tas de lustre para carros, sellins esilhoes in-
g zes, candeciros e caslicaes bronzeados, lo-
r inglezas, lio do vela, chicote para carros, e
: laa, arreios para carro de um edouscaval.
os. e relnsios 'ouro patente injtlezcs
9
Engenho.
9
-largo da Pcnha-
Neste armazem de molhados con-
linua-se a vender os seguintes gneros abaixo mencianados de superiores qualidades c mais barato
do queem outra quilquer parte, por serem a maior parte delles recebidos em dircilura por conta
dos proprietarios.
Manteiga ingleza e franceza
perfeilamente flor a mais nova que tem vindo ao mercado de 640 3 800 is. a libn e cm barril
se far algum abalimento.
Qnejos Vlamengos
muito novos rocentemente chegados no ultimo vapor da Europa de 1S700 a 33 e a vista do gasto
que o freguez fizer se far mais algum alalimento.
Qnejo nvato
os mais novos que exislcm no mercado a 13 a libra, em porcao se far abalimento.
\meivas fvaneczas
em latas de 1 1[2 libra por lg500 rs., e em campoteiras de vidro contendo cada urna 3 libra
por 3-J0OO.
M.ustavila ingleza e franceza
em frascos a 640 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Ver&aaeiros figos de comadre
m caixinhas de S libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a 1$600 rs.
UolaclaUa ingleza"
a mais nova que ha no mercado a 250 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4$.
Potes vid vados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou oulro qualquer liquido de 400 a 1&000 rs. cada um.
Amcniloas confeiladas nronvias pava so-Yles
de S Joao
a 1> a libra c em frasquinhos, contendo 1 1^2 libra por 2}.
Cn nreto, nyson e perola
os melhores que lia neste mercado de 15600, 23 e 23500 a libra.
Macas ein caixinlias de 8 lilras
contendo cada urna dilferentes qualidades a 43500.
Palitos de denles lidiados
era molhos com 20 macinhos cada um por 200 rs.
Ti jlo rancez
propriospora limpar faca a 200 rs.
Conservas inglezas e vaneczas
em latas e cm frascos de differentes qualidades.
Pvcsnntos, cnom*ias c naios
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
Latas de ltolacliinlia de soda
Milho.
Vendem-se saceos com milho a 4$600: na ra
da Cadeia do Reciten. 3.
Vende-se urna negrinha de 18 annos de
idadecom todas as qualidades para urna excel-
lente ama de casa de qualquer pessoa de trata-
menlo : trata-se na travessa da ra Bella n. 6.
6 Vende-se o engenho Santa Luzia,sito na @
; freguezia de S. Lourenco da Malla, entre $j
- engenhos Poncdo de Baixoc Peuedo de ig.
fe. Cima : trata-se no mesmo engenho ou no $
igenho Mnssambique com Felisbino de ji
% Carvalho Rapozo. e
Vende-se saceos com farelo a 4?500 : na ra
.1 itngel n. G2, arma/ern.
la loja
ao p do arco de Sanio
Antonio
v r.do-se casemira de quadros propria para cal-
;:= o palelots, pelo diminuto prec,u de 13 o co-
vado, a fazenda superior: a ella, autos que se
e ; corles de cassa chila a 2$ o corlo.
Adniiraveis
O I!
ll
gPecliiiiclia sem igual.;
SE?- Vendem-se superiores camisas de
fuslao editas de madapolao muito fino a
2?, cortes de casemira ingleza de quadri-
nhos de superior qualidade a 4$500 e 53, JJJ
1 colleles fetos de gorgurao de seda e ditos Q>
Je de fustao a 33500 e 4j, calcas de brim de 7$
I cor a 4j, cortes de superior na rege de se- ^
S da a 203 e as modernas victorias de al- SS
paca de seda para vestidos de senhora a 9
* 700 rs. o covado, tambem se vende saias balao muito boas de raueselina e ditas de 3
g madapolao a 4g500e 5g, gollinhas de li-
e nho a 640 rs., de todas estas fazendas 8
5 existe urna pequea porcao que se vende 9
I por este prec.o para acab'ar : na loia de 3|
L Auguslo&P'erdigao ra da Cideiado Re- S,
| cife n. 23 *
Milho perfeito.
REMEDIO IrUOMPAK.mL.
UNGENTO IIOLLOWAT.
Milharesdc individuos de todas as naiJes pj-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavcl e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle Qzeram tem seu corpo e mem-
bros inteiramenle saos depois de haveremprega-
do intilmente ou tros Iralamentos. Cada pesoa
poder-se-ha convencer dessascura maravillosas
pela leitura dos peridicos, que lh'as relatam
todos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
della sao to sor prndenles que admiran; 0$
medico mais celebres. Quantas pessoas reco_
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viam soffrer ^Meio borzeguins patente
amputaeao Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padeciraentos, para seno
submetterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu recouhecimento deelararam e3
les resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisauteuti-
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratatoquenecessitasse a natureza domti,
cujo resultado seria prova rincoutestavelmente ;
Que ludo cura.
O ungento e til, mais particu-
larmente nos sesuintes casos.
Vende-so no armazem
piche do algodao.
n. 1S confronte ao Ira-
Semea
de superior qualidade, e muilo propria para en-
gordar animaos, em saceos grandes ; no arma-
zem de Antunes Guimaracs & C, no largo da
Assembla n. 19.
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa : em casa de S. P. Jo-
hnston & C. ra da Senzala n. 42.
Vende-sc um escravo pardo, de bonita fi-
gura e de todo o servico, moco : na ra do Quei-
mado, esquina da Congregac'o, loia do tenenle-
coronel Munoel Florencio Abes de" Moraes.
Alcatifa,
Alporcas
Caimbras
Callos.
anee res.
Cortaduras.
Dores de cabera.
das costas.
"TJos membros.
fc-nfermidades da cutis
em geral.
Dilas doanus.
Eruproes e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
Inchaces
Inflammaeo do flgado.
Indammaeio dabexiga.
da malriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna
Supuraeoes ptridas
Tinha, em qualquer par-
te que soja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
dasarticulacoes.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
45---Ra
Dircila4S
Esteestabelecimento oilerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento por
preqos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... ICsOOO
Ditos aristocrticos...... 9000
Ditos burguezes........ 7$000
Ditos democrticos...... 6jf000
SapatOes nobreza.
Ditos infantes. ....,.,.
Ditos de hnha (3 lj2 bateras).
Ditos fragata (sola dupla). .
Sapatos de salto (do tom).
C/1500
G.sOl)
5#00O
C^OOO
gjooo
Campos & Lima, na ra do Crespo n.
16, tem para vender alcatifa com 4 pal-
mos de largura de muito boa qualidado
e propria para alcatifar, salas e igrejas a
800 rs. o covado, dinheiro a vista.
de differcnles qualidades a 1^600 em porcao se far algum abalimento.
Tambem vendem-se os seguintes gneros ludo recenlemenlc chegado e da perfo-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muilo nova, marmelada do ni; is afamado fa-
bricante.de Lisboa, maca de tomate, pera secca, pascas, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos
com amendoas coberlas, confeiles, paslilhas de varias qualidades, vinagre branco Br rdeaux.proprio M5^^^rfl@^^i-fS^t-if^
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, macas de todas as qualidads,gom-!
ma muito fina, ervilhas francezas, champagne das mais acreditadas marcas, ceivejas de ditas,
spermacele barato, licores francezes muilo linos, marrasquino de zara, nzeitedoce purificado,azei
tonas muito novas, banha de porco refinada o outros muito gneros que encontraiao tendentes a
molhados, por isso promettem os proprietarios venderem por muito menos do que oulro qualquer,
prometom mais tambem servirem aquellas pessoas que mandarem por outras pouco praticas como
e viessem pessoalmenle ; rogara tambem a todos os sonhorc3 de engenho e seuhores lavradores
queiram mandar suas encommendas no armazem Progresso que se lhes alanra a l>oa qualidade o
o acondi'cionamcnto.
S:
ris, ARMAZEM
Tudas as casas de familia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, etc., devora estar prevenidos
ci ::i esics remedios. Sao tres medicamentos com
os quaes se cura eficazmente as priucipaes mo-
stias.
Promplo alivio deRadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
- cura 08 peiores casos de rheuraalismo, dor de
cabe lis, indigesto, crup, dores nos ossos, contuscs,
1 ciraadura, eruproes cutneas, angina, rclcn-
;' o de ourina, ele, etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as cnferniidadcsescrophulosas.chro-
i. cus esyp bliticas; resolve os depsitos de maos
humores, purifica o sangue, renova o systema;
promplo c radicalmente cura, escrophulas.venc-
reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
s, tumores brancos, afceces do figado c rins,
erisipelas, abeessos c ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mulhetes. hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-
way
para rcgularisar o sjstema, equilibrar a circula-
c5o do sangue, inteiramenle vegelaes favoraveis
ex todos os casos nunca occasiona nauzeas ne
dores do venlre, dses de 1 a 3 regularisaro, de 4
a 8 purgara. Estas pilulas sao eflicazes as afce-
r .es do figodo, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digeslo, e cm lodas 13 enfermidades das mu-
Iheres, a saber : irregularidades, fluxo, reten-
i."cs, flores b^^i^pbslruccoes, histerismo, ele,
lomis profl^cleiU) na escarlalna, febre
biliosa, febre amarella, e em lodas as febres ma-
i?nas.
F.slcs tres importantes medicamentos vem a-
compauhados de instruccoesimpressas quemos-
ttam cora a maior minuciosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Eslo g-
cada umasaia balao, o mais bem felo e de mais f
commodidade para assonlm" > >"" uu oren
(ju 11. 2U H.
VenJe-sc urna negra fula, bonila figura,
moca, cozinha, engomma sofTrivclmenlc c costu-
ra, "c lavadelra, e quera a comprar se dir o mo-
livo por que se vende : na ra do Brura n. 16, ar-
mazem de Hanoel Jos de SS Araujo.
Vi'iidem-so ps de larangeira de unibigo o
da China, pos do fructa-pao, de sapoli, de limao
para cerca, o outras qualidades de fructas, por
preco commodo : na Ponte de Ucha, sitio da
viuva di: Joao Carroll.
Vende-se ura moleque de 11 annos, muilo
sadio : na ra da Cruz 11. 83.
DE
Fazendas baratas.
Camisas inglezas
Na loja de Goes & Bastos, ra
do Queimado n. 4G.
Acaba-se de receber ura grande sorlimento
das verdadeiras camisas inglezas muilo finas,
com pregas largas, peilos de linho, sendo eslas
ultimas camisas de um gosto apurado, tanto cm
pregas como cm collerinhos, pois 6 decente tanto
aos rppazescomo sos senhores de maior, por isso
sendo muila a porcao que recebemos, deliberou-
se a vende-las por 380 a duzia, nesla bem conhe-
cida lea de Goes & Baslo.
Vende-se una taberna em boa localidade
da freguezia de S. Jos; a tratar na ra da Praia
n. 82, taberna.
Vende-se um sitio muito grande, pcrlo da
praca, com casa de vi venda, com paredes dobra-
das'e solao ; o mesmo siiio lera grandes baixas
de capim, que se coilam 100 feixes diarios de ve-
rao invern, terreno para^vaccas de leile c pa-
ta planlacoes, bom coqudflj wkuus irvoredos
de ructa ; vende-sc a drH Bi a prazo : a
Halar na ra da Traa, som^PK 55. Declara-
se que o terreno proprio.
Tachas para engenho
Fuudico de ferro e bronze
DI
Francisco Antonio Corrcia Cardozo
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Hidos de falsificaco por s6 haver a venda no de7 Aos fbricantes do velas de carnauba, ven-
ormazem de fazendas de fiaymundo Carlos Leile
c lrmao, na ra da Imperatriz n. 10, nicos
ag.'nlcs cm Pcrnambuco.
Batatas e cebla
nova
Vendem-se batatas a 100 a libra, ceblas a 1600
o 23 o cont ; na travessa do pateo do Paraizo
n. 16, casa pintada de amarello com oito para
a ra da Florentina.
Bicos e rendas de Croch
Ainda se contina a vender na loja do llama-
]l.o, na ra Direita n 83, o superior bico o ren-
das deCroch. chegados ltimamente da llha,
rorpT%o muito commodo ; (do-se amostras).
se cera de carnauba chegada ltimamente do
Ass, de um sacco para cima 3 9j} a arroba, di-
nheiro/ vista : na travesza da Madre de Dos
numero 18.
Tramoia.
BEL0G10S.
Vende-se em casa de Saunders Brothers &
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama
do fabricante Roskell, por presos commodos,
e tsmbemtrancfflBpsecadeias paraos mesmos,
deexcellente (tost.
Na fabrica de cldeirciro da ra Imperial,
junio a fabrica de sabio, ena ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna gratjde porcao de folhas
de zinco, j preparada para tlhados, e pelo di-
ruinuto prejo de 140 is. a libra.
Anda conlinua-sc a vender a superior 1ra-
moia ou babado do Porto, pelo diminuto preco
de 80, e 100 rs. a vara : na ra Direita n. 83,
loja do Ramalho.
Vende-so vinho bom da Figueira oudePra-
tes a 400 rs. a garrafa, e era caada a 3$ : no
Recife, ra da Senzaia Velha, taberna n. 102,
esquina do becco Largo.
As melhores machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Singer & C. e Wheeler & Wilson.
Nesla eslabeleci-
mento vendem-se as
machinas destes dous
autores, mostram-se .a
qualquer hora do da ou
da noii, e responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade o seguranca :
no armazem de fazendas
do Raymundo Carlos
Leile & Irmaos ra da
Imperatriz n. 10, anligamente aterro da Boa-
Vista.
Ra do Queimado n. \\t.
Chitas francesas miudinhas a 2:!0 rs. o covado.
II iberia.
Corles de hiberla cora 14 corados a 2J500 o
corto.
Cobertas,
Cobertas de chita chineza a 29
Laa a 520.
La para vestido, pelo baratissiino prego de 320
rs. o covado.
Chales.
Chales de merino estampados j 2J5O0.
Cassa musselim.
Cassa musselina para babados. om 10 varas,
muito finas (que se venda a 55C3) por-49 a peca, j al
setim de todas as cores. ; |
Chita miudinha.
Chitas miudinhas, cores fixas, a 130 rs. o co- 1 j
vado. Uj
Ricos cortes de sjda.
Corles de seda superioras, pretas e de cores, a |
OOSOOO, cambraias pretas finas a 500 rs a vara.
Lencos brancos.
Lencos para algibeira a-2$ a duzia.
Bom e harito.
Vende-se manleiga ingleza a 960 rs., e fran-
ceza a 800 rs.
Bom e barato.
Vende se manteiga ingleza a 500 e 960 rs. a'
libra, dita franceza a 500 e 640, espermaecte a
M0e 080, toucinhoa360, erviliasa 160, painco-j
a 160, ceblas solas a lg280 o aenio, em tranca.';
a 2;000, barris com vinho mu:) bom para casas]
de familia a 32$, dito inferior a 259, engarrafado!
do Porto, fino, a 800 e 19280 a {.arrafa, garrafoes
com vinagre muito bom a 29560 cada 1, doce de
goiaba a IS o caixao, genebra ;. 400 rs a botija,
banha a 560 a libra,farinha a l!9oalquere,fare-!
lo a52O0 o sacco, chouricas a 540a libra, cha a
19920 : r.a travessa do Paraizo n. 16, casa pinta-
da de amarello cera oito para a ra da Floren-
tina.
Em casa de Rabe Scbmettan &
C, ra da Cadeia n. 27, vendem-se
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
Pechiiiclia. *
A 200 rs. o covado.
Armazem de fazendas, ra do Quei-
mado n. l!l.
Cambraia d cor miudinha muilo fina, fazenda
pechncha a 20 rs..o covado, para acabar.
Em casa de Rabe Scbmettau &
C, ra da Cadeia n. VTI, vendem-se
vidrospara espelhos de todos os tama-
nhos e a preqos mdicos.
Laazinhas para vestido a 320
rs., e toalhas de linho a
800 rs.
Na ra do Queimado n. 19, vendera-se laazi-
nhas muilo finos para vestido, e para meainos,
pelo baratissimo proco de 320 rs. o covado, toa-
lhas de linho a SOO js. cada urna, cobertas a chi-
neza, de chila muito fina a 29.
Potassa da Rassia
E CAL DE LISBOA.
No bem c.n"u*"*l'to.; 0-.rff**criVdo deposit*ii
.... a., cadeia do Recife n. 12, ha para vender
potassa da Russia 3 da n Rio rio mnaim, nr.va
j fe desuperior qualidade, assim como tambem
ealvirgemem ped-a: tudo Dor Dracos muito
razoaveis
Vende-se este ungento no estabecimenlo
geral de Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl, Havana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., C3da bocetinha contm
urna instruccao em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico. na ra da Crun. 22, em Per-
nambuao.
Palha de car-
naba
por barato preco, em porgos ou a ret'alho : no
armazem de Antunes Guimaraes & C, no largo
da Assembla n. 19.
I Champanha. I
?*> Campos & Lima, na ra do Crespo n. ffi
^S 1G, tem para vender urna poreo de gi- ^
9 gos cem champanha de superior quali- S
^t; dada a 20-3 o gigo. g
mmmmm mm se
mmz $fmmm(3
GRA\D SORTIMENTO
DE
lazendase obras feitas.!
A
Ditos de petimetre......5fs"000
Ditos bailarinos........5#500
Ditos impermeaveis......2^500
Senhora.
Borzeguins primeir classe (sal-
to de quebrar).......5|000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada). .,,...,. 4&'800
Ditos todos de merino (salto
dengoso)......, ijfOO
Meninos e meninas.
SapatOes de orca....... -5$000
Ditos de arranca........5^500
Boizeguins resistencia 4$ e ,>,800
L0J4D0WP0R.
Grande e vanado sorlimento de calcado fran-
cez, roupa feita, miudezas finas e perfumaras,
ludo por menos do que em outras partes : na lu-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SISTEMA MEDICO DE II0LL0WAY.
PILULAS HOLLWOYA.
Este Inestimavel especifico, composlo inieira-
mente de hervas medicinaes, nao contm mercu-
rio, era algum a outra substancia delccteria.Ba
nigno mais tenra infancia, e a compleirao mais
delicada igualmente promplo e seguro para
desarreigar o mal na compleirao mais lobusla ;
inteiramentc innocente em suas operaces e ef-
feitos; pois busca e reraove as doencas de qual-
quer especie egrao por mais antigs e leazos
quesejam.
Eutre milhares de psssoas curadas com este
remedio, muitas que ja estavam as portas da
morte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e torcas, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se ade-
sesperarab ; fa^am um competente ensaio do3
efBtazes effeitos desta assombrosa medicina, e
prestesrecuperaro o beneficio da s-aude.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febreto da especie.
Gneros novos.
Na ra do Codorniz n. 18 em frente
a travessa da Madre de Dos:
Fejao preto muito novo>accosprandes.
Dito amarello dito dito.
Milho americano dito dii.o-
Dito de Mamanguape muito nova.
Farinha de mandioca muito fina para
mesa chegada hootem.
Farelo em saceos muito grandes,
Charutos muito bons e baratos.
Arroz de casca novo sacx>s grandes
Peles de cabra boas.
Tudo se vende barata no armazem
de Manoel Joaquim de Oliveira <5 C.
luoja e armazem
DE !
Ges&Basto.
[ Na ra do Queimad) n.
46, frente amarella.
g Grande e variado sortimento de sobro-
f casacase casacas-de pannos linos pretos-
I o de cores a 289. 30j e 35$, paletols dos ]
mesmos pannos- pretos e de cores a 28$, <
20S 29e 253, ditos de casemira moscla-
dos de superior gosto a 16g o I89, dilos 1
das mesmas casemiras saceos modelo
inglez 109,129v 149 e 159. ditos de al-1
paca preta fina saceos a 49, (Jilos sobre-
casa tambem de alpaca a 7$, 8ge 99, di- :
tos de merino-setim a 109, ditos de me- 1
ri de cordao a 9j, calcas piolas das !
mesmas faaendas a 59 o 6$, colleles pa-
ra luto da mesma fazenda, palelots de '
brim trancado a 5$, ditos pardos e de
fustao a 4 e 5$, calcas de casemira de I
cor o pretas a 79. 89, 9j[ e 10$, ditos das '
mesmas casemiras para menino a 6g, 79
e 89, dilos de brim para homem a 39,
I* 39500. 49 e 53, dilos brancos finos a 59,
*j 6g e 79, ditos de meia casemira a 49 e
S| 59, colleles de casemiras prela e de co-
?S res a 5$, e 69, dilos de gorgurao de seda
* brancos e de cores a 59 e 6$, dilos de
i velludo preto e de cores a 9$ e 109, dilos
| de brim branco e de cor a 39, 3g500 e-9,
a/ pallots de panno fino para menino a
| 159, I69 e I89, ditos de casemira de cor
a* a 73,89 e 9$, ditos de alpaca a 39 e 3g500,
JQJj sobrecasacas de alpaca lambem para me-
nino a 59 e 69, camisas para os mesmos
de cores o brancas a duzia 153,169 e 209,
I meias crus c pintadas para menino de
$> todos os tamanhos, caigas de brim para
H! os mesmos a)$500 e39, colarinho de li-
^ nho a 69OOO a duzia, toalhs de linbo pa-
|i ra maos a 900 rs. cada urna, casaveques
lj de cambraia muito fina e modernos pelo
* diminuto preco de 129, chapeos com abas
Q do lustre a 5, camisas para homem de
* todas as qualidades, seroulas para ho-
K mera a 169, 209 o 259 a duzia, veslimen-
fm las para menino de 3 a 8 annos, sendo
a caiga, jaqueta e coleles ludo por 109, co-
j| bertas de fuslao a 69, loalhas de linho ^
cgg para raesa grande a 79 e 89, camisas in-
X glezas novamente chegada a 36$ a duzia. X
7f>* ^li% i*W?m r.mm =/.n WJIWSTsw o5WTnT?sVF1?m
Vende-se por commodo prec,o um
fino apprelho de porcelana, mandado
vir de encommenda, constando de tres
ricos servicos para cha', almoco ejan-
tar : na ra da Cruz n. 61, armazem.
Farelo. do Porto,
em saceos muito grandes, ltimamente chega-
dos : velide-se na ra do Vigario n. 9, prmeiro
andar, escriptorio de Carvalho Nogucira & Com-
panhia.
Vendem-se lvras slerlinas em ouro : era
casa de Manoel Ignacio de Oliveira & Filho, de-
ronle da igreja do Corpo Santo no Recife,
Fazendas finas e
roupa feita.
Angosto & Perdiga*.
Com loja na ra da Cadeia do Recife n. 23
vendem e doo amostras os seguintes fazendas :
Corles de vestidos de seda-pretos e decores.
Cortes de ditos de barege, de tarlalana e de ga-
ze de seda.
Cambraias decores, brancase organdys.
Anquinhas para saias, saias balao, de cuna, ma-
dapolao e bordadas.
Lencos de labyrinlho do Aracaly e francezes-
Chapeos amazonas de palha c de seda para se-
nlidYas e meninas.
Enfeiles de troco, de vidrilho e de flores.
Pentesde tartaruga, imperatriz e outros goslos.
Manguitos-e golas, ponto inglez, fraocoz e mis-
sanga.
Vestuarios- de fuslao, de 15 e de seda para
crianca.
Alporcas.
A npulas.
Areias (mal del.
Asifima.
clicas
Convulses.
Debildade ou extenua-
cao.
Debilidade ou falta de
forcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta,
de barriga,
nos rins.
Dureza noventre.
t-nreimidades no venlre.
Ditas do figado.
Ditas venreas.
F-nxaqueca
Herysipela.
Febre biliosas.
Febrc-o internitonle.
Gotta.
Jcmorrh odas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammacoes.
Ir r eg u la ridades
menstruaco.
Lombrigas d'e toda es-
pecie.
Mal do pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao deventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retencao de ourina.
llieuiliatisiuu.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal/.
Manteletes, taimas e paletinas de diuerentes qua-
lidades.
Chales de touquim, de merino o de 15 de pona
redonda.
Luvasde pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de blond, mantas de dito, capellas e
flores sol tas.
SinlurC-es, camisas do linho e esparlilhos para
senhora.
Perfumaras finas, sabonetes e agua de colonia.
Casacas, sobrecasacas-e paletols de paDDO prelo
e de cor.
Palelolsde alpaca, do seda e de linho.
Calcas de casemira de edr, pretas e de brim.
Camisas de madapolao, de linho inglez e de la.
Seroulas de linbo- o de meia.
Malas, saceos, apt-troix-.s para viagem.
Chancas para invernos, bolinas de Meli c outros
fabricantes.
Chapeos do Chyli, de massa e de feltro para ho-
mem.
Charutos manilha, havana. Rio de Janeiro e
Baha.
Amendoas conteitadas para sor-
tes de S. Antonio, S, Joao e S. Pedro e
tambem pora presentes a 2$ o irasco,
vende-se na loja de Leite & lrmao, vua
da Cadeia do Recife n. 48.
Grande novidade
no mercado.
Borzeguins para senhora sem defeito
ou avaria de qualidade alguma a5|o
par dinheiro a vista, vende se esta gran-
de pechincha nicamente na loja de
Leite & Irmo, na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48.
Machinas de Derosne pa-
ra destilado.
Na oficina da ra larga do Rosario
n, 22 existem duas machinas de cobre
para destilar agurdente pelo systera
de Derosne, as quaes alem da sua per-
feicao, reunem a vantagem de serem
muito fornidas e destillam urna pipa
em 16 horas. Estas machinas feita?, pe-
lo nuis hbil artista conhecido as pro-
vincias do Douro e Minho, vendem-se
por prego muito commodo por se espe-
raren! outras que ja se encommenda
Vendem-se estas pilulas no esiabelecimento
geral de Loudres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America do
Sul, Havana e Hesp3nha.
Vendem-se as bocetidhas a 800 rs. cada urna
dellas, contm urna iostrueco em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O deposito geral em casa da Sr. Soum
pharmaceutico. na ra da Cruz n. 22, em Per-
namb o.
I Seguro contra Fog
COSIPANHIA
juli
LONDRES
AGENTES
G J. Astley & Companhia. |
*
para
i
9
8
Vende-se
I Formas de ferro
purgar assucar.
I Estanho em barra.
I Verniz copal.
I Vinhos finos de Moselle.
I Enchadas de ferro. g
Brim de vela.
Folhas de metal.
i Ferro sueco.
Ac de Trieste.
Pregosde composicao.
Loua ingleza: no arma-
zemde C. J, Astley A c.i
Botica.
.*:
conn J3
ram. O vendedor garanto a petfeicao casa deN. O. Bieber& C.
da obra. 'n. 4t
Bartholomeu Francisco Le Soma, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguinte medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
DitaSands.
Vermfugo inglez. j
Xarope do Bosque.
Pilulas ameriesnas (co'lra febre).
Ungento Hollowaj. *
Pilulas do dito.
Ellixir anli-asmathico. j
Vidrosde boca lafga com r^bas, de l onja a
Wlibras. V
Assim como tem um grande jortimenfo de pa-
pel para forro de sala. qual veude a mdico
prejo.
Vendem-se libras stei linas, em
: ra da Cruz
'%
T
III FfiVFI \.

Mi iTii Ar\r\
.


DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FE1RA 9 DE JULHO DE 1860.
FABRICA
DE
86 MtGI I fMBflft DI lETifS,
Sita na roa Imperial n 118 e \ 20 junto a fabrica de sabao.
DE
Scbastio J. da Silva dirigida por Francisco Beluiiro da Costa.
Keste estabelecimento ha sempre promplos alambiques de cobre de difereutes dimencoes
(d S30 a 3:000) simples e dobrados, para destilar agurdenle, aparclhos destilatorios continos
para veslilar e destilar espirilos com graduaQo at 40 graos (pela graduacao de Sellon Cartier) dos
melhores syslemas hoje approvados e conhecidos nesta e outras provincias do imperio, bombas
c*e todas as dimencoes, asperantcs e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, tornelras
de bronze de iodas as dimencoes o fcitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
para enger.ho, folha de Flandrcs, chumbo em lencol e barra, zinco em lencol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, lenecs de ferro a lato,ferro suecia ingtezde todas as dimnses, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e outros muitos arligos por monos proco do que em outra qualquer
parte, desempenhaudo-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeicao j conhecida
e para comniodidade dos fregue-es que se dignarem honrarem-nos com a sua confianca, acha-
tao na na Nova n. 37 loja do ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encoimendas.
FUNDIQAO D'AURORA.
Seus propietarios offerecem a smis numerosos freguezes e ao publico era geral, toda e
qualquer otra manufacturada em seu rccenhccido estabelecimento a saber; machinas de vapor de
todos es tamanlios, rodas d'agua paca ngeuhos todas de ferro ou para cubos de madeira, moen-
e
lumn-s e moinhos de vento, arados,-cultivado-es, pontes, '-aldeiras e tanques, boias, alvarengas.
Lotes c tedas as obras de machinisrae. E-ecuta-se qualquer obra soja qal fr sua uatureza pelos
des'nhos ou moldes que para tal lim ferem apresenlados. Recebem-se encoramendas neste esta-
it-'.eciraeulo na ra do Brum n. 28 A c a ra do Collegio neje do Imperador n. 65moradia do cai-
LOTERA
DO
Rio de Janeiro,
Pracada Independencia n. 40.
Acham-se expostos a venda ou bilhetes e meios
da 45 lotera das casas de corr>c3o, que deve
ser e.trahida uodia G ou 7 do correnle.
P. 1. Laynie.
Ferros de en-
igommar
econmicos
a5J000.
Estes magnficos fer-
ros a.hau-se a venda
no armazem de fazen-
d:is di lio)mundo Car-
los Lito c lrmo. ra
da liuperalriz n. 10.
Trapiche de depsitos, al-
fandegado n. 19.
"Largo i\a assemA\fea.
Ha continuamente para vender neste trapiche
saceos de feijao mulalinho muit j novo com 6 al-
queires, fariuha de mandioca dt: diversas quali-
dades, milho, farelo superior em saceos muito
grandes, arroz do Marouhao, cera de carnauba,
couiinhos curtidos, sola c palha de carnauba, lu-
do por procos commodos e em grandes porcocs
ou a retalho, conforme a vontade* dos compra-
dores.
i7)

sesea
^_k__t^^_^^^^^S>^s?n>sJ?n'S?\> &$
GRANDE ARMAZEM
DE
2^S
535
.VSS-C
wsee
ssssss
snsss
Grammaticaingle-
za de Ollcndorff.
aaw
Ra Nova n. 47, junio a jrcja da Con-
ceicao dos Militares.
me
ge

Acha-senadireccaodaolTicinadeste acreditado armazem o hbil S8
g^ artista Francisco de Assis Avellar, antigo contra-mestre do fallecido WM
=&&$ Manoel Jos Ferreira. O respeitavel publico continuara* a encon- |H
gg| trar em dito armazem um grande e variado sortimento de roupas ff|S
=3^ feitas, como sejam: casacas, sobrecasacas, fraques, paletots de panno f5|j
ggg liuo, ditos de casemira de cores, de merm, bombazina< alpaca preta -8SS
s^ e decore? ditos de brira de ltnho branco, pardo e de' cores, calcas W*
5>^ de casemira preta e decores, ditas de merino, de princeza, de bros |^| pardo, brancoe de cores, colletes de velludo preto e decores, ditos de S8S
^^g gorgurao, ditos de setim preto e branco, ditos de merino para luto !J>S
s^ ditos de fusto branco e de cores, paletots, casacas, aquetas, calcas H
Na nova loja de miudezas da ra Direita n.
85, vendem-so frascos d'agua de Colonia de Piver
-tiro do estabelecimesto Jos Joa^urm da Costa Perec MVue~o"Vreleadentei"s" p"odm T\t^Z '' 4^hCh9M ?". cslra'srtUD0? a 1.
entender nara q.ialquer obra. -* pouem c IjaOO, oleo de babosa Piver a 6<0, pos para
----------------------------------------------------------------------------------------________________________________ dentes a ICO, laas para bordar, decores, da mais
Jg e colhetes para meninos de 6 a 12 annos, camisas, seroulas, chapeos /'*
5>^ e gravatas pretas e de cores, libres par* criados, fardamentos para S
^p a guarda nacional da capital e do interior. i4
gg Apromptam-se becas para desembargadores, lentes, juizes de di- ^
SSgf reit. municipaes e promotores, e vestidos para montana. Nao agr g^
g| dando ao comprador algumas das roupas feitas se apromptarao ou- fc
s5 tras a 8CU {osto fluer com fazenda sua ou do armazem para o que _fg
I ^-S tem escolbidos e habis oiciaes, dande-se toda e qualquer roupa no i^e
i ^^ dia convencionado. M(fi.
Vinlio de Bordcaux.
Lm casa de K.V.kmann IrmosAC, ra da
Cruz n. 10. encontra-se o deposito das bomoo-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres.
e iIcs Srs. ldetop Mareilhac & C, em Bsc-
deeux. Tem as seguinles qualidad-es :
De Bratideiiburg frres.
st. rsti-ph.
St. Julien.
Uargaux.
1.a rose.
Chateau Loville.
Cl.iiteau Margaui.
De Oldekop & Mareilhac.
Si, Julien.
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Ka inesma casa ha para
vender:
Shcrry cm barris.
Madeira cm barris.
IC em barris qualidade fin*.
Cognac em caSxuqwalidade inferior.
Ceneja branca.
Galera do pin-
turas.
Pedras baratas.
lina que ha a 79900.
_ Na nova loja de miudezas da ra Direita n.
85, vendem-se luvas de seda enditadas para se-
ss/ & & '> '> _S S t- s S -s
illlllllllSllllllll-
lllllllillia
>-_N^
ado cem o gove j J-, *^1Sl$tfS?% 1 \
da prormeia, porintermedio do Illm. Sr. diroc-jcovas finas para dentes a'-W^Oo", 500"e 600 rs.,.
lor das obras pubhcas o foniecimento de todas Brozas de botoes de osso a 240, ditos para cami- I
as pedras cxlrahidas da ilha de Santo Aleixo, sas' de.J?u mmmmimm
Novo methodo para aprender a lr,
a escrever e a fallar inglez em C mezes,
obra inteiramente nova, para uso Je
*JS itodos os estabelecimentos de instraccSo,
^S pblicos e particulares. \rende-se na
praca de Pedro 11 (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segundo andar.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem a sci! ra,
de um dos melhores fabricantes do Liver; '.,
vindes pelo ultimo paquete inglez : em casa Je
Southall Mellor. C*
Vcude-se azeite de carrapato a 3j840 a ca-
nada, e a garrafa a 560 rs. : na taberna da r_u
dos Cruzesn. _2.
Dinheiro em
cobre.
Vendc-se na ra d.i Penha. sobrado n. \0, e
na ra do Brum, casa n. 6, por menos pre 3 a
que cm outra qualquer parle.
Progresso na cidade da Victoria
proprK>dade do anaunc.an.o, para calcamen.o das I ES&Stil ttR&L *&?""
ras oesta cidade ; e corao os mesmas bras Na nova loja de miudezas ia ra Direita n,
publices por emquanto se acham poralysodas, e 85, vendem-se tesouras finas a lg e 2$, facas oi-
tenha o Exm. presidente da provincia or desoa-1 lavn-ns a 2<00, ditas cravadas a 3^, ditos de
21
DE
Francisco Xaxier de Salles Cavalcantc de Almeida
NO
no cars do Ramos, olToreco o quem inleressar,
em grande ou pequea porcao, que as vende
muilo em conta. O mes-mo annunciante onten-
dendo-se com c 5r. Rampa, hbil archileto, bem
Na loja de miudezas da ru.i Direita n. 85,
vendem-se resmas de papel de quadrinhos a
41-5(0, caixinhas de papel sorlidas em cores a 1g,
ditas de quadrinhos a 800 rs., folias de papel ar-
conhecido neste cidade, conhecedor das aali- rp,IUi"10 e nvelopes a 240. dits cora flores a
dados de pedras e lijlos, se tem admirado de i 6" (l*lamPas/'P" 240 e 280
; __ ,. uiiiauu u_| y,Jt nova ]0,a ,j0 fl)ludez;,s a ra D reitn n
nao se ler empregado em alicerces este material, 85, vendem-se pentea de alisar, de balda, a 200
qual es pedras o annunciante, como se pratica ; i'lQi 2^0. 330 e 360 rs ditos par.i piolhos a S80J
na Europa, para evitar a humidade as paredes neKtcs travessos para meninas ,i 640, ditos d
O lucerno Sr. Rampa tem encommendado .', m?ssa raraal',r cal>ello a 900 rs.. ditos virados
do que cm obra sua jameis deitar tijollos cm dits de bfalo branco a 500 rs.
alicoree ; pelo preco que (em o annunciante J0r Nn nova loJa dc miudezs ra Direita n.
vendido ao mesmo senhor lhe sal m,,i .i. Sa v.ePfen>-8 caa* linha d< gaz branca a
lhe salte raui rsais
barato do que ljalo. O mesmo Sr. Rampa deu-
me licenca para usar de sea nomo no presente
800 <; 1J>. preta a 900 rs., miadas de linhas de
peso a 120 rs., linhas para marca a 20 rs.
Palco da cira.
O proprietario (leste eslabeleciment, como se acha com um grande o completo soni-
I ment, tendente a molhados, ferragens e miudezas convida porlanto a lodos os moradores
desta cidade da Victoria, senhores de engenho e lavradores queiram mandar suas
Sa& encommendas no Progrcsso do pateo da Feira, poia s ahi enconlraro o bom e barato,
^ visto o proprietario estar resolvido a vender, tanto em grosso, como a retalho, por menos
jj|c do que era oulra qualquer parte como sejam :
Latas de marmelada de 1 2 libras a 1400, frascos com differenlcs qualidades de doce
9 por 25OOO, latas de soda conlendo nove qualidades a 2#000, azeitonas muilo novas.
fj ptssss de ditas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2#000 rs. a garrafa, licores
|H rancezes de todas as qualidades, champanbe, conhaque de ditas, louc,a fina, azul.pinlada,
^ c branca de todos os padres, ameixas era coinpateiras e em latas a 1^000 rs. a libra,
||| latas de pei\e de posto por 2#000 ra, banlia de poreo refinada, aramia, faltas, bolachi-
; ha ingleza, biscoilinho, e outras mais qualidades de massas finas, massa de tomate em
fi|s ltase a retalho, letria, macarrao, lalharim a 800 a libra, verdadeira gomraa de aramia,
^ insenso de tudas as qualidades, spiritov de cravo, canella, ealfazema, verdadeiros penles
a imperalris, e de tartaruga de 9r>000 a I0?000 cada um, tranca e franja de seda, fe-
Kc'Cebeu-se grande por^o de bonitos quadros,
catre tiles slguns sacros, por precos mdicos:
na loja de marmore.
Vende-ee um crioulo de idad 22 annos,
bonita figura, oflicial de carapina : na ra do
Hospicio, em casa de Thomaz de Aquina Fon-
seca, dos 7 s lj horas da manha, e das 2 sti
u'.i larde.
annuncio. As podras escolhidas para armazetis ^v."dem"sc PeCasdebico com 10 varas a 80o[
u calcadas, a de_ mil ris por coJP7l^Z S?!.*1!1 I200'. 'S300." "ft 1*500. M
'"tas as pedras em qualquer parte desta'cida-
de a ou... Hn anu.nciaule, eom toda ctividade
possivel, para o que tem _a ^.por0,-ies necessa-
nas ; os pr-elendeules dirifam-sa a ra da l'rau,
escriptorio do annunciante.
iudezas da ra Direita n.! ^ cludoras de broca, pregos em quantidado de lodos os lmannos e qualidades e outros
t muitos objectos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar,
Na nova loja de miudezas da ra Direita n
85,vendem-6e toucadores de jacarando a 3g, 35500
e 40500, gravanhas aPinaud a S-O. atacado-
pecas com 10 varas de ronda a iW, 1?, 1>200
1S30G, 1?400e 15500, bailados do Porto a 120,'
140e 180, lita de seda lavrada, largura de 5 de-
dos e com pintas dc mofo a 320, ditas finas a 640.
Na loja de miudezas da tua Direita n. 85
K^Ii;nVbe''S?i.Dhos dc merino proprios para
baplisados a lg2(Ki, _o,x0^uinS de Isa nara L-
n as a 600 e 900 rs. r rae
iiiiiis arinauu a 1K4UU. alocado-; nava e muilo bem acondicionada : na ra daCa-
J res cJiaios de ilgoaao a. ou rs., e rolicns o 100 r3. J d'""
CAL DE LISBOA,
em acondicionada : ..
lea do Kccue n. 33, primeiro ondar.
Ssj
tocm
Tachase moendaslro-
Vrnde-se um cscravo cabra, filho do scr-
I mu) de idade 25 a 30 annos, forte, robusto c sa-
iL--,. c-i t. n t3io' para engenho ou sitio por estar ocosturaodo
raga silva a u, lem eempre no seu deposito | ao servico do campo c saber lavrar a tena, fa-
da ra da Moeda n. 3 A, um grande sortimento i 7-er qualquer plantacao, andar rom gado, traiar
de tachase naoeod*. para engenho, do muito, cavallos. carreiro, etc., por preco cm conta:
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no ^23 0dePfrronTededr,-1 92?v \ v^ de *&??
mosmo deposito ou na ra do Traoiche n S-S' def,ron,f do l'asseio Tublico que 16 lhe
uoirapicnen i. 'dirao aonde eslA oditoescravo para tereajuatar.
Escrayos fgidos.
AVISO
Ando fgido um nioloto escuro do nonio Fir-
mino, ji idoso, barbos crescidas, em mang :
camisa e chapeo de palha. E* grosso do corj o,
j e do estatura regular, e alguma cou.-a desde. -
ido. Est quasi sem pre Da Boa-Vista, por junto
da ponte e do chaariz : roga-sc aos pedestres do
leva-lo casa de seu senhor, na ra do Trapi-
chc, sobrado n. 40, onde se pagar qualquer cs-
peza.
No 1. do correnle ausenton-so o pardo Ru-
finiano, official dc carapina, idode 23 annos, on-
da calrado, troja paletot pardo, noo tem barba,
tem principio de bigode, alto e grosso, inculca-
se forro : quem o pegar, leve-o ra da Aurora
o. 44, que ser gratificado.
Fugio o cscravo de nomo Cesaiio, idade de
finta e tontos annos, pouco mais ou menos, es-
tatura mediana e reforeado, bons dentes e lima-
dos, cabra escuro quasi nrgro, barba na pona lo
queixo, olhos avermelhadOS, pernos um pouco
orqueodas, 6 filho do .Sobral Cear) ; perianto
roga-se aos capitaes dc campo, s autoridades
policiaes, e qualquer pessoa que o possa ei
trar, o apprchcndam e o levem a sua senhora, no
caes do Ramos, sobrado encarnado, que serao
gratificados ; c se protesta contra quem o ... .r
acoulado em sua casa,
400^000 de grutificarao.
Ainda contina a estar fgido o pelo" Niccl.'o,
cscravo de Francisco Antonio Cabral de Helio,
senhor do engenho Tabocas do freguezia do Luz ;
este preto alto, cheio do corpo, representa ; 22 a 24 aunes de idade, lem nos costos algumas
caicos de castigos, c tem alguns principios Jo
officio dc carapina. Ha algun.as suspeilas q ib
elle tenha procurado os sertoes em demanda i a
provincia do Maranhao, d'undc veio ser vendido
no Itecifc. A sua apprehcnso e entrega, quer
no referido engenho, u seu senhor, quer no I
fe, ao Sr. Monoel Antonio Gciicolve?, sci s: -
ficada com a quantia cima, de'-OOS.
Na madrugada de 24 do renle fugiiam o
engenho Monjope dous mulatos, um de n me
Agostinho, cheio do corpo. idade de 25 annos,
acaboclado, ps grossos. cohollos cotridos, e sem
barba ; c oulro chamado lzidro, seceo, mi alto,
cabellos crespos e coitodos muito rente, lendo
umo cicatriz no alto do testo, e buco de baria ;
levaram 2cavallos, um melado raposo e rol" e
oulro alaso, um pouco magro quem os appie-
hender, levando-os ao referido engenho Uor pe
ser gneros miente recompensado.
Dos premios da ultima parle da oilava da primeira da nona lotera, concedida a beneficio da matriz da in^
_________________Vista, e_arahida em 7 de julho de 1860.
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70
74
77
79
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83
PREMS.
10
NS. PREMS IHS. PR
3650 109 3839
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10
20
10
20
10
20
10
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33
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10
J
10
100
105
10oJ
10
Pernambw:Typ. de M, F. de Faria.18G0.
ti


(*)
Littcratura.
A historia d'um briguc.
I'IU.MEinA PARTE.
II
/ Continuarao. )
* Ser preciso, pois, admittr que esse Inglez
s Brosileiros, que cu vi, o seus enmaradas.
o navio auo t
As jnnellas
no locara valsas c conlradansas.
aberlas deixaram entrar os perfumes rescenden-
tes do jardim, e permilliam ver um co bello sc-
meado de estrellas.
Meio occullo alraz de urna corlini, Armand
uspirou vendo os pares alegies que passavarn e
rollearara seu lado. Elle pensara nessa oulra
joven, lo pura, to bella, e cujo destino, horri-
vel lalvez, era para elle um myslerio.
Quando os convidados saliiram, o governador
MARIO Dfi PEHNAMBUCO. -* SEGUNDA FEIRA 9 bt JLH E ,S60.
ssem abandonado o navio que tripolavam l0 Procui';|-1o. pareceu locado de si a tristeza e
i d, se le re ni apoderado do Argos, 011 ti- PerS"nlou-lhe a causa.
feilo preccdcniemenle parte d-- su'a : "~ Senlior -
tile tinha o insto
in felo preccdcniemenle parte d- sua cqui- ~~ Senhor governador, diz Armaod, ha um an-
u! no ando a procura de meu pai, que desappareceu
E muiio improvavel, e sem duvida discor-;Cum se, Bavio fcm 1uo se saiba positiva ment
'i i jnnito. L que rumo tomou esse br.gue-bar- s11I"aulS'Ju. o eu vinba pedir-vos noticias
( donando a enscada? delle.
O de norte. I Senhor, respondeu o governador, ja" vosdis-
U lando Armand voliou bordo, tendo deixado so quc vosso I131 eslavc 8"lui D ai>n passado ;
Ani nio Prez, nao sabia o que ia fazer. Esta-i ,n-'au scu "av10 r9<>i. se me nao engao
va convencido sem saber precisamente d'onde inha V,m grand'ssimo numero de casos de febre
nio vinlia esta couvcfo que o Argos nao ti-! amarella. c lt de saude nao quiz que elle
una naufragado, mas que tinha sido rcubado de ",rassf cm TruJ'110.foi Psl<> em quarentena na
um modo mcomprehcnsivel. Continuando pro-i "a '-os "-'"cros, duas leguas daqui pou-
Alra de que, sem duvida
cura-Io, dcvia buscar encontrar nlguns traeos
oesse brigue-barca, que tinha em ultimo lugar
i'Jo noticias do brigue. Armand decidio-se
suoir ao norte e visitar os principaes pontos da
robla ale Monlerey : e o que o determinou, alera
no, u seguir esla derrota, foi que elle nao po-
co mais ou menos.
ah, que ancoraste, porque nao
porto.
Com cffeilo, diz Armand.
parti o Argos?
Ah 6 isto urna historia
vi vosso navio no
E em que estado
Talvoz que no-
dia explicar como o Argos, que se destinava ao ,ass.eis na baha, onde ancorasles o casco de um
Mxico, tivesse podido naufragar lao adianle no n""o naufragado.
S'JL Sim, sub mesmo bordo, e segundo a ds-
uranle dous ou Ires dias,
logo em temporal I TV "l"" "u'J.ei,s' t" inpuiavaro, a mor par-
nao podendo mais conservar-se ca- rasileiros, fiviam em urna barraca borda do
M em um mar excessivamenlc cavado ooz-se mar' Como Pa6vam exactamente todos
'pt i'om vcnlo pipa. empregava
<' Armand
pa
!
. olhar, i muda melancola
desses homens accomraettides por urna docnca
mortal, e nao se illudom a respeito de seu esta-
do ; suns forcas o abandonavem de dia em dia :
as mais das vezes ficava na ciberia, sentado em
urna grande poltrona, contemplando a montona
mmensidade das ondas, e as vezes chorara sem
procurar de oceultar as lagrimrs.
O capitao Ledru, quom tinha feito suas con-
fidencias, tenia va de balde cor sola-lo, e censura-
va-lho o oslado cm que o va,
Que queris? responden Armand. Eslou
caneado, e nao Icnho mnis o: cas para solfrer
Oulras vezesainda elle acreicenlava :
De qualquc* modo, nao ?sl ella irrevoga-
vclmenle perdida para mim ?
Mas vosso pai I Nao cuidis maisnello ?*rc-
torquia Ledru.
Oh ficai tranquillo, meu amigo, dizia Ar-
mand com urna voz baixa c surda ; eu vinga-lo-
nei. Nao morrerei sem ler cumprido o meu
dever.
Um dia, o capitao tove urna inspiracao feliz.
Ah lendes os rapazes, eiclamou elle, sem-
pre prcoecupados nicamente com seus amores,
e imaginando que ha apena.-; urna mulher no
mundo 1 Oh quera vos diz qi e o Brasileiro se-
houvesse apaixonado por Misa Lucy 1 Um homem,
que pralicou todos os oflicios, que foi negreiro e
pirata, desejar urna mulher do mais ou do menos!
Roubando o Ar^os, eslou ccrlo disso, elle nao
leve oulro desejo mais do cue*alcancar boas
pranchas para por os ps, miniccs e armas. E
para um negociante arruinado de sua especie nao
c j urna especulaco to m. Elle mesmo nao
se ter dado ao trabalho de r.alar a alguem ; le-
ra depositado o commandante Dormond, Sir Wil-
liam e sua filha em qualquer ponto da costa, ou
simplesmenle em um youyou cam biscoitos e um
barril d'agua, o ter continuada sua derrola
cuj cova en cavada jostameMe no lugar, em
que o acaso da travessia fazia a Armand arribar,
linha sido um marinheiro do brigue. Esse navio
que vioha do sul poda ser o proprio Argos.
Armand fez piedosamente cobrir novamentede
Pitaes coramorcianies levavnra mulhercs d S.
do navio, que seguir a revelado do dtspo-
neaue- i ESeiro Dao- era mais do 1uo um simples acaso,
n ai-m i mo5ao extraor(,'naria que elle sentir
itira era
rrancisco, c as sustentavam com grande luxo.
O Inglez linha aberlo a gaveta de urna peq
na banca, e apresenlra ao commandante o acto ,
Sy^vais. tWfcrisSS aF^^ast '-. srsst i ^.^=*SU. *
Tudo est cm regra, diz
Vigilante & Armand, e nada
linear vossss suspeitas.
nhar as vme e quatro horas de
Espernva g
avanro que o
pregav
suspeila assomou ao espirito de
. lempeslade, que s lla0' diz ellc> "ao era umjlnglcz de
rara lo do chfre, una revelaro provi- I uns1,iarcnla annos, de cabillos e barbas ruivas?
dencial. Navegando n'uma poca smelhanlc ^j1'10. cra um Brasileiro como elles, um ho-
d< uno, o Argos, ao partir do Guayaquil, niio ,mem !flnla e cmco anno?. olio, robusto, bar-
' ler sido forrado romo a escuna fu^ir I e caucllos dc u"' negro de azevichc. e que li-
o vento em popa? De mais, alguna oufra ", uma Ph>'S'onomia muilo expressiva ; vi-o
58, tal como o enfraquecimento ou diminu- alSun]as vczos na cidade. Elle eslava procuran-
te sua equipogem, nao IC-io-hia decidido coniPr.n1r Ufu navio, quando vosso pai, que li-
relrocedcr ? | nha perdido quasi a metade de seus marinheiros,
nens.
m esta nova cqui-
No momento em que fazia esta reflevo Ar- E'[!),,oz r.ecec-10 a boiJo. a ellee seus homens.'
rio no corariio. Tensou na febre aceitn, c o Argos parti co
o Argos,
' levo fr
amarella, que to cruelmente decimra
O q ... podia ter reapparcrido.
Este ponsamento, comiudo, lhe alravcssou o
rilo como um lerrivel traco de luz, c elle re-
solveu arribar justamente no poni em que o lem-
porai cessasse de ohriga-lo a fugir.
O mi lempo durou tres diase tres noites e
iioabrandou bastante para permiltir cscu-
10 -rtroccder mais do que at a altura do ca-
uo raneo, um pouco cima de Trujillo
Era de manhaa ; e como fosse preciso para
t u Trujillo que a escuna bordejasse quasi
'i '- da inieiro, e Armand nao quizesse abalicr
[uipagcm, j muilo fatigada, deixou sim-
piosmente arribar uma enscada milito bem abn-
gaa, que demora lies leguas ao sul da cidade :
o chegou tarde.
Entretanto ello era inaccessivel fadiga, e na
i dolorosa a que se impozera censurou si o
erdido uma hora. Veio, pois, trra es-
cando achar um cavallo em alguma das cabanas
IV f!ZWB?. e decidido, caso nao achasse. ira
i' at Irujillo.
la desembarcar quando vio pouca d.slancia
raa, entre os dous rochedos o casco de um
navio naufragado. Sua curiosidade de martimo
ilou-se, c elle fez conduzircm-no em seu
cocaicr a burdo desse navio meio quebrado re-
eceu uma escuna pouro mais ou menos da
._ sem
que | mais com elles incommodar-s(. V6s recebereis
me esla.amem regra seus papis, nao noticias delles, ou encontra-los-heis saos o sal-
vos no momento ero que menos o esperardes.
Armand ergueu-se com vivacidade.e, apellan-
do em suas maos emmagrecds o braco do ca-
pilao :
Por vossa honra, Ledru, evclamou elle, cre-
des vos na possibilidade do que acabis dc di-
zer-me?
Tor Deus respondeu o ca lilao com o admi-
ravel bom senso do coracao, porque comprehen-
deu que esso joven desolado s procurava pren-
der-se uma esperanza, por mais frgil que
fosse.
Parcceu com cffeilo Arman J que uma venda
cahia-lhedos olhos. Passeiando com rapidez de
um extremo no oulro, concebeu apenas comopo-
dera al enlaoilludir-sc assim. Nao era nalural
que s a cobica livesse impeldo o Brasileiro a
roubar o Argos ? Cheio deste pensaraento, quasi
perdoa-llic, e, se livesse afelicidade deencontra-
lo logo, nao o ameacaria de enliega-lo Justina ;
mas forca de rogos e preco Je oaro delermi-
na-lo-hia a dizer-lhe o que'diera s suas vic-
brigue-bjrca tinha sobro elle, mas seus esforcos
foram nutcis c foi sem o ler alcancado que \r-
mand chegou S. Francisco.
O ancoradouro eslava cheio do navios, c a ci-
dade so compunha d'.ima multidao de casas de
madeira. Uma immcns popularao cosmopolita
de mannheiios, negociantes o aventurciroa en-
chiam as ras. Todos os homens pela maior par-
te armados, lraziara nos rostes os traeos das
mais ardcnlcs paixoes, resumidas em ums a
fel.rc do miro. Armand, que se diriga casa'do
cnsul, olhava-os com uma curiosidade inquieta
e cada passo julgava encontrar o Brasileiro.
cnsul npeuas tinha a simples noticia do naufra-
gio do brigue ; Armand pd-lo ao torrente do que
so passava.
Se o brgue-barea, lhe diz elle, est aqu,
provavel que nlguns dos seus marinheiros deser-
ten]. Eu vos rogara pois que fllxasseis um aviso
prometiendo uma forte recompensa quem der
noticias do Argos.
O cnsul prometleu-lhe e fez ver que o Vigi-
lante eslava no ancoradouro. Armand foi logo
procurar o commandante. Este ofllcial linha feilo
infructuosas buscas e pareca persuadido do nau-
'ragio do Argos. Por isso nao tinha deixado de-
pois de alguna meses S. Francisco, onde tinha or-
oem de ficar em estaco.
Eolao, sem desanimar, Armand resolveu-so a
examinar um por um os numerosos navios do
pono ; passou todos os seus das no escaler, sen-
o a cada instante renascer uma esperanca, o
o commandante
vejo que possa
ps?om.
Lsia conversaco com o governador disipou
todas as duvidas de Armand.
Deslo modo o Argos, apenas sabido dc Guaya-
quil, linha sido decimado de novo pela febre
amarella, e a tempestado o toreara a arribar
baha de Los Herreros, onde recrlra uma equi-
pagem de piratas.
Erara estes os fados positivos
, depois disto, o .
que se tinha passado? i timas.
Segundo toda a probabilidado elle se tinha pos-' Creodo aportar j nos bracos su pai e sua noi-
lo a taminho para Montercy, e linha sido rouba- i Ta> recobrou promptamente a 3audc, a coragem
I do alguns das depois de ter passado alem do e quasi a al?ria-
Guayaquil. Enlo, para oceultar seu erime, o ,"'s,as >"us6es iam ser do curia vida, mas Ar-
Brasileiro tralou de desnaturar o Argos, lano I mand esteva salvo. De ento cm diante ello nao
| eslava em seu poder, e espalhar o boato de seu i deveria ler mais desnimos,
naufragio : elle, pois, o transformara cm brigue No meio da Iravessa pouco oais ou menos a
barca, acrcsccnlando-lhe um maslro de popa, lan-: escuna arnbou Acapulco. Esla grande enscada,
! cando as peras ao mar o conslruindo-lhc uma ondetocavam outr'ora osgalees hespanhes, es-
pOpa redonda. Era com este navio mercante im- lava ento deserta, e o mar azul e transparanlt
provisado, que guardava ainda as apparencias de! vinna morrer em pequeas ondas dc prata sobre
m -ma grandeza da sua, e quasi de to exccllen-
nstruejao. O poro era muilo largo ; mas o
ue o d Imirou foi ver dos dous lados da quilha
ni lUL'ar onde o nnvin ndiniiin >.. .. i,_i
, -.,..,-,_.,., ut; |iuid pona ; csie os
''gura lempo com a mo, depois mergul
sernndo-se de um delles como de um lio cjnd
lugar onde o navio inclinado entre os fochc-
- saHSa do mar, longos varaes <\- ferro syroe-
ncamenle postos: fez entrar n'agua um dos seus
oros alun de saber se esses varaes dc ferro
i de pona pona ; esle os se-
jlliou
.~.idac-
Appareceu quasi logo, mas irazendo com-
argoias do ferro, que cnconirou naezlremi-
tstas argolas eram era tudo semclhantes
io se emprega para por alguem a ferros. Um
auo que linda no poro taesapetrechos nao po-
Uj deixar de ser um negreiro.
i luolaramente essa escuna naufragada Irou-
i pensamenlo de Armand os homens ta cha-
lupa ilu bligue-barca, cuja tez queimada e phy-
.. nomia feroz Antonio Prez linha notado.
Sua dor e seu desejo de vinganea tinliara de
modo necessidade de una certeza, que elle
i>.;..10 quasi um movimenlo dc alegra. I'are-
ceu-lhe ter dado um passo na senda mysteiiosa,
em que se liavia empenhado.
Fez voltar o escaler, c, tendo intilmente pro-
lo um cavallo e mesmo um hab lauto as
....."as da costa, que parecan! abandonadas, di-
i-se Trujillo onde chegou ao anoitecer.
lito inquieto com a descoberta do navio ne-
greiro, Armand, em lugar dc ir ver o simples
consular que a Franca conserva era Tru-
j foi ter casa do governador. Fez-lho en-
li gar seu bilhele de visita e foi immediatamente
introducido.
Senhor, diz o governador vindo-lho ao n-
eo i.tro com nflabilidade, tive j algumas rela^es
com o senhor vosso pai. Elle aqui esleve o au-
no passado.
Armand perturbou-sc c ardenles questes vie-
ram-lBeaos labios; mas o governador tinha rcu-
cm casa nessa noite, e devia de fazer as
fr>::ras nos convidados. Armand coraprehendeu
que a conversaco que vinha sollicitar, nao po-
di i ler lugar durante a festa e resignou-se a es-
perar.
Lslavam na sala algumas lindas jovons elegan-
nte vestidas, uma das quaes sentada ao pia-
FOL1IGT1M
ORIGINAL DO DIARIO DE PERNAMBUCO-
um nano de guerra, que elle arribara costa e
dra a Antonio Prez a primeira noti-fra desse
temporal mginario, cmque elle tinha visto, como
idizia, uro bngne de guerra desarverado de am-
ibos os mostros, c quasi a naufragar.
Emflm, para melhor fazer crcr em um siuistro,
i na mesma noite em que deixra Punta, laucara
|ao mar o quadro dc popa do Argos, calculando
I que a correnlc o arremecaria praia.
I)e indueco ero induego Armand reconslruia,
| pois. em seu cerebro, o drama que devera ter-se
i passado, e s reslava-lhe um nonio a regular:
Oual linln sido o motivo do roubo do Argos?
Para o infeliz mancebo havia um s : a violencia
c brutal paizio do Brasileiro por Miss Lucy. Mas
nosie caso ; que fim levara? Qual tinha sido a
sorle de Sir 'NVilliam e do cor.imar.daute Dor-
mond.
Armand, que voltava loda a pressa, mea
noite, baha de Los Herreros, va tlammejarna
escurdadao a secna de sangue, que seus pres-
soiitmentos lhe linham j mostrado. Chegou
bordo, victima de urna sombra desesperanza ;
mas concentrando com uma singular lucidez"de
espirito todos os seus pensamentosem um s fim,
o de procurar o brigue barca, ainda que devesse.
fazc-lo duraiito anuos iuleiros e at ao lim do
mundo, redectio que anda que Antonio Prez o
livesse visto dirigir-so para o norte, o brasileiro
nao o havia de ler conduzdo s paragens, onde
se esperava o Argos. Besolveu conseguialemen-
le desccr a costa ate Valparaso, pesquisando os
menores pontos.
Eslas investigacocs, proseguidos com uma pa-
ciencia sobrehumana, porque cra-lhe necessario
vencer o desanimo, que o accomettia em cada mo
xito, c applacar o tumulto de sua alma, foram
sem resultado.
Tarecia que a sorte, avara de seus tristes favo-
res, recusava acrescentar revelaeos novas s pri-
meiras que lhe fizera. Em Valparaizo mesmo elle
nao soubc cousa alguma ; nicamente o cnsul
inslou com elle que fosse a S. Francisco, onde a
sede do ouro attrahia ento os avenlureiros ds to-
dos os paizes.
Armand parti : mas to longas emocoes -
nham-o gasto. Em presenea de urna travessia
de sessenta dias e sem nlgum incidente provavel,
cihioTm uma grande prostraco. Que esperan-
ca com ell'eilo tinha elle diantc de si, a nao ser
dquerir a ccrleza dc uma horrivel desgrar.a. O
pensamento mesmo dc que aquella que elle ado-
rava, podia ser victima de um bandido, nao lhe
oxcitava mais transportes de indignaco e de
raiva, mas sim o proslava e consuma lenta-
mente.
%mmk> iMifiA.
a rea fina da praia.
Armand para fazer um pouco de exerccio,
ancorara com a embarcado, o qual mandara
fazer aguada ; e passeiava na praia quitado vio
um fosso aberlo de fresco, onde se ergua uma
cruz de pao negro. Nesla cruz havia estas sim-
ples palavras : Aqui jaz Pedro, e por baixo
essas tres grossas lagrimas brancas, nheiros juntam sinscripc.es luuulares. Desde
que eslava procura do Argos, Armand se habi-
tuara a dar importancia aos meares incidentes.
Esle nome francez de Pedro o alalou.
Estavamao redor delle militas negros, a q.uem
a vista da embarcaco altrahira.
O que isto? lhcs perguntou mostrando o
jazgo.
Ah 1 diz um delles, honlem chegou nm
grande navio. Um marinheiro banhava-so bor-
da do mar, e foi corlado em duas parles por um
tubaro. Seus camaradas o cnterraram aqui.
F. que forma tinha esse na/io?
. Era um navio grande, que chegava do su-1 ;
tinha Ircs mastros e uma popa r;donda.
So esto homem fosse um marinheiro do
Argot I disse coDisigo Armand. E' preciso aue
eu o saiba.
A escuna lluvia poi-str a partida foi mudada para o da s noite o joven oficial veio & Ierra rom o capitao
Ledru e dous marinheiros, que traziara ps e uma
lanterna. A noite estava negra o sem la, e heu-
ve alguma difliculdade era encontrar o fosso. Es-
tes homens cstavam impvidos, pensando no qu
iam fazer.
Vamos diz Armand,
Traram a trra com precaueo, masnotive-
ram necessidade de cavar muit'o; dou^ ou Ircs
ps de profundidade acharara corpri, sobre o
qual Armand dirigi os raios- da lampada. O re-
ir eslava aberto por uma larg' ferida ; fallava
uma perna, e a oulra eslava mea arrancada do
tronco. O cadver estava vestide coro uro paleto
semelhante ao que so traz nos navios de guerra,
e sobre os bolees estava escripto :Kqnipages de
ligne.O rosto trgueiro estova um pouco palu-
do, e as convjlscs da agona inham-o doloro-
samente conlrahido. Bem que immovol e fri el-
le pareca solrer ainda.
Armand acocorado junto do cadver o olhava
altentamente, e parecia-lhc ter visto este homem
bordo do brigue ; mas suas lembrancas nao ] ferantes cores,' sem talho, e nao guardando fr-
eraro precisas, o a mora, que elle iulerrogava,
nao lhe revelava seus segredos. Tove onto a
idea de rc-gacar uma d8S-mangn:>, e vio.no braco,
marcado em azul, uro cora cao .ufiaromiado e es-
tas duas palavras:PedroArtos.
Assim esse homem morto po- um tubaro, c
cada instante vendo-sc contrariado.
Finalmente um dia i'escobrio um navio, no
qual julgou reconhecer o brigue ; este navio li-
nha todos os signaes do brigue-barca : um roas-
tro de popa adrescentado, urna coberla de taboas
u r e uma popa redonda, o entretanto a quilha
lina e comprida de um navio de guerra. O cora-
cao de Armand pnlpitou-lhe no peito. Teniendo
ser nolado, relirou-se, mas vollou na mesma
noite, e rontava aprovetar a ponca vigilancia
quoi ha de ordinario nos navios de commercio
subir bordo sem ser visto ; mas apenas poz o
p na eseada, quando urna voz ameacadora lhe
bradou :
Quem est ahi ?
Euganei-rae, respondeu Armand, que se
afastoo.
L"m servico to bem feilo o espantou, confir-
mnndo-ointeiramenle em suas suspeitas. Elle
eslava agitado de tantas emocoes diversas, que
nao sabia como reaalver-se: o' pensamento, que
liyera durante a travessia, do comprar do Brasi-
leiro preco de ouro a revelaco de scucrime
lhe parcceu em boa razo uma'loucura, e tendo
muilo lempo reflecttdo, decidio-se a pedir ao
commandante do Vigilante que o acompanhasse
bordo do brigue-barca, onde podiam fazer a pes-
quiza, que Ibes agradasse.
Esse brigue-barca, lo-bem guardado durante
a noite, o era muilo pouco durante o dia. Quan-
do o capitao e Armand subiram, liver3in alguma
difliculdade em encontrar um marinheiro; esle
chamou o contra-meslre, que estava oceupado
cm arrumar mercaduras no poro : este ullimo
subi, e Armand eslremecen vondo-o; era um
inglez de cabellos e burba ruiva. Elle julgou ver
o homem, que Antonio Prez lhe pintara ; en-
tretanto Armand parcceu con-lrariadocom a phy-
sonomia honrada e calma do contra-meslre. "
Desejava ver, diz o commandnnle do Vigi-
lanefo capilo do navio.
O capitao nao est bordo; parti com a
chalupa, e nao estar de volla scno noite.
Tenho duvidas, continuou o commaudanto,
sobre a nacionalidade de vosso brigue-barca.
Quera verificar vossos papis.
O conlra-mestre levou o commandanlc c Ar-
mand coberla de popa. Os papis cstavam em
regra o brigue-barca navegava rom o pavilho
da America central, e tinha partido dous mezes
antes de Valparaso com um canegameuto de roa-
deira e utensilios de toda a especie.
Agora vamos visitar o navio. Coadun-
os.
O Inglez nao fez objeceo; parecia-lhe. intil
protestar contra o direilo'dc visita que se arro-
gava o commandante ; fez levantar lod"* o-
cotilhas e abrir todos os arma'-'0' *juc Iho foram
designados. Em nenhuina parle havia armas, e
nenhura objeclo linha o cunho d'um arsenal de
guerra. E"' '"'", es'e navio, cuja tombaoilho
Fura cortada para temar maior a entrada do poro,
cuias.viuas eram rnnsnlidnilas nor curvas de [erp>.
nao tinha apparencias d'um navio de commercio,
c o commandante do Vigilante nolou nislo".
No de admirar, diz o Inglez, foi eflecti-
vamenU; conslruido para ser um brigue de guer-
ra. O governo de Guatemala o linha encommon-
dado em Bordeaux ; mas, tendo-o feitu vr, nao
leve bastante dinheiro para arma-lo e o vendeu
no capilo.
Poderieis mostrar-mc o acto de venda?
Sim, se o achar nos aposentos do capitao.
Estes aposentos eram a nica#pario do navio,
que os-ofQciaes francezes nao tinbam sinda-risU
lado. Armand ahi entrn com uma agitaco ex-
trema. Elle julgou por o p no pequeo salo do
Arpes, era a mesma disposico, mas as paredes
eslavam cobertar d'um rico estojo. O exame dos
movis e alguns objeclos Irahiam a presenca
d'uma mulher ; entretanto ade.inhava-se que-el-
la devia mor bordo como uma eslrangeira :
suaindividualidade nao eslava impressa cm par-
te nleuma, e esse luxo era Irisle.
Armand empiirrou uma porta, c vio pendura-
dcs em um repsrlimento longos roupes do dii-
Ser preciso ver o capitao e essa mulher
Tois bem, v-los-hcmos, mas de outivez-
estuti oceupadissimo lodos esles das.
Armand nao ousou insistir com ocommandon-
le do 1 igxlonle, e calou-sc; alm de que a de-
cepcao por que acabara de passar era lo cruel
que nao sabia mais so sonhava, ou se clava'
acordado. Agilacoes inlerores d'uma violencia
extrema c misturadas de calafrios, abalavam-lhe
lodo o corpo. Uma voz bradava-lhe quo era o
ygos. e parecia-lhe que o navio estremecia-'lhe
oeuaixo dos ps como se livesse querido fazer-se
delle conhecer. Entretanto nao haviam proras
alguns marinheiros. que nao eram nem Francezes
nem Brasileiros olhavam-o com ar tranquillo e o
efle""."?"16 CSperava- Erfl ni'ster parl'ir, e
nJ&ega2 lerra' Armand apenas lnha-so des-
pedido do commandante do Vigilante, quando
encontrou um criado do cnsul, que o procura-
va e disse-lhe que seu amo desejava vc-loquanto
antes. O cnsul redebeu n Armand com umeerto
mystcrio e oconduzio ao seu gabinete.
Eis aqu, diz elle, a carta que acabo de rc-
Armand leu o que sosegu :
Se o Sr. Armand Dormond desoja ler noti-
cias do Argos, dinja-se mea noite ao Muirte
da ra del Tesoro. Ahi eslarci no fundo da
sata aojado direito ; somente convm que tome
preeaucoes, porque provavelmcnto seremos vi-
giados.
A' meia noifr Armarrd dirigio-se ao Monte. O
liel Ledru o tinha acompanhado, mas lcra na
porta. No Monte eslavam arranjadas mesas co-
berlas de ouro. Jogava-sc bebendo. O maior nu-
mero dos hospedes desla casa de jogo tinha seus
revglKtrs junto de si. A' direila, eomo dzia a
carta Armand vio um homem, em quem logo
reconheceu o ontigo dispenseiro do Argos. In-
felizmente esse hornero, que lhe fez muilos si"-
naes de nlelligencia estava quasi completamen-
te bebado. Elle bancava o bacearat, e os que jo-
gavaro com elle se agrupavam em torno da me-
sa, de maneira que impedan quo se lhe po-
desse approxiraar. Armand suspeilou algum la-
co : e cora effeito, de repente um jogadoraecu-
sou o dispenseiro de ter trapaceado. Este le-
vanlou-se cambaleando. Enlo logo o cercaram,
empurraram-o pela sala e arrastarani-o para i'J-
ra. Armand lai.cou-se entre elles; mas leve
difliculdade em romper a multidao, e nao che-
gou porta seno para ouvir um Uro e ver tres
homens que fugiara. O dispenseiro ferido eslava
estendido por ierra.
Armand e Ledru, que se linham approximado, I
o lomaram nos bracos e deposilaram-o em uma
das mesas do Monte.
A chegada do ferido fez pouca imprssso nos
jogadores, alguns dos quaes smente voltaram o
cabeca.
Oh dizia o desgranado, elles nao me er-
rarara ; mas eu revelarei o que sei. Primeira-
menlc elles rao Valparaizo ; e depois, esse po-
bre commandante, elles o___elles o.....
O que perguntou Armand inclinndose
sobre o moribundo.
Uma espuma vermelha subi aos labios des-
te ; leve um estremecimento convulsivo, c ex-
pirou.
Armand e Ledru deixaram ahi o cadver. Le-
dru vollou para bordo da escuna, e Armand foi
ler com o commandante do Vigilante.
Era longe do Monte ao porto, e alm disto o-
vento so linha enfurecido e o mar eslava agita-
do. O escaler foi lento ero fazer o trajelo dc
lerra bordo : depois foi preciso que Armand
.------------------------------ rvaawvwv^ lili" Jl ill.l
a razao prestes a abandona-lo, experimentara
[enlao um furioso desejo de chegar Valparaso
i.is I P"a Ver ,CeS9ar '* ncerlea to horrivel que
l,s nao se julgava capaz de supporta-'.a por mais
do
-^pporla-!a por
lempo. r
SEOINDA TAnTE.
III
Foi n'uma segunda-feira de manhaa m Ar-
mand chegou Valparaso. O brigui -bal
estava no ancoradouro, c Arn.and lemeu sement
que elle nao livesse lomado a partir. Cousa sin-
gular! confiando as palavras do despense::
ribundo, nao duridira que o brigur-barra ji ;. -
vase chegado ou cbegMM brevp. Foi portan
a lerra visitar alguns negociantes seus amigos ata
esperanca de que conheceriam o Brasileiro e po-
uenam dar-lhe inforroacoes a seu respeito.
D. Ramn Cabrera l'diz o primeiro interroga-
elle estava aqu ha alguns das : M fazer
uma pequea viagem s has Chrrha, e dere
estar de volla esta tarde para o baile ~asqvi do
thealro.
Conheces-lo ha muito lempo ?
Ha alguns doze annos.
E o que delle pensaes?
E' uro intrpido martimo, me:o aventuroir'o,
meio negociante ; grande oro negocios e rassa
uma rida dc principe : ao mesmo'empo MB-
lao e armador de seu navio. Crco lmbem q'ur
taz algum contrabando, e dizem me-no que an
negreiro. Verdsde que a frica est bem lon-
go, e depois, desle lado do atlntico, nao s<-
abolicionista ; sao peccadinhos. No oficio que
exerce, muda mulas vezes de navio e l'c pavi-
lho, roas permanecendo na legalidade.
As oulras pessoas. a quero Armand M Lirijrio,
deram-Ihe informacoes idnticas. Donde i
tara que a moralidade do Brasileiro era n
duvidosa, mas que elle era muilo amado [,,.>
"50dc sua vida, c muito considerado por too
leoldadc em toda a iransaccu cornnurcial.
Eram quatro horas, e Armand acabara ata dj-
parte ao capitao Ledru do que se tinha paaaaata,
quando o brigue-barca enlrou no porto, Iraz.-nd.)
desta vez o pavilho americano, e passou i al-
guma distancia da escuna, indo fundear perto da
ruolhe,
Oque pensaes de tudo isto? diz Arman J
Ter-nos-hiaroos engaado ?
Nao, respondeu Ledru, depois de ler tatoc-
tido alguns insianles. Nao para nada fw ta-
mos ha tres mena insomnias c felnts. nanlo
a mim este navio justamente o Arfar, e somon-
te lendes dehaver-voscom um parigOM lafiiu.
Lile est eancado de proeurar enganar-vos s
travar comvosco uma ultima lula do oudaria p
astucia, na qual espera destruir voseas su.-;
e se fr possivcl, faze-las desvanecer.
Que partido devenios a tomar? perguntoi \r-
mand. E' dizer que nao ha navio de guorra no
porto I Se eu o denunciasse ao cnsul, ou i .13-
tor:dades chibnas!
Isto de nada servira, porque nro o d.' -
riam por simples prcsuropcCes. Sou praprio pre-
ceder prora que nada ler teme por fio M
preciso, pois, servir-vos contra elb ,ie aan
proprias armas, lutar com astucia e cem auda-
cia. E' misler que podosseis fornocer de sea
crime uma prora irrefularel. quer prorocanJo
denuncia de um de seus cmplices, qmr ve* j~-
segurando por cxemplo do qne Kas Stau.bv est
bordo.
Credos, pois, qi--> ella est ora suas & 1 '
murraurou Armand eslremeccndo. Cre iM fae
meu pai e Sir William foram assassinados
Eu o lomo, diz o capilo, e se outr'ora vas
disse o conlrario.era para anana asa i un. ea-
varde abatimento.
Ledru, diz surdamente Armand, tenho I
sejos de ir apoderar-mc do brigue-baroi.
E se nessa viazero, quo acb acordasse ocommandanle.contasse-lhe o quo se j tomou suas preeaucoes se Mi^staroby m.....
do de nosso juizo respeito da cxccllencia da ; tanto mais valiosas, porque sao um rocurso
reforma, apresenlaremos, sua consideraco, os quadra mais precaria da existencia humana.
na
XXIV
).O rclatorio do Sr. ministro da mar-
rojecto do Sr. depulado, chefe do divi-
so Lamego, augmentando o numero dos oQi-
ciacs superiores da armada, c diminuindo o
-dos subalternos.
HAH10.
nha.Pro
is do haver fallado das intendencias, o re-
lalorio da marinha, trata dos arsenaes, oceupan-
do-se primeiro de^sua orgaoisaco geral, e espe-
cialisando-os enrle|o,ida.
leve ah naturalmente o Sr. ministro da ma-
rinha oc.ca.siao de communicar asserabla gera]
que, usando da aculdade conferida no artigo 17
da le n. J39 de 26 de soiembro dc 1357, e de
coiiformidadc cora as disposices nella comidas,
o governo reorganisou os arsenaes de marinha
d imperio, promulgando o regulamento annexo
ao decreto n. 2,588 de 30 de abril ullimo ; quo
vem appcnso ao mesmo rclatorio, explicando
q;.al a alterado radical deste plano, os melhora-
mculos que a reforma realisou, as lacunis que
preeacheu, os defeilos que corrigio, as garantas
\as concedidas aos operarios c suas fami-
lias etc.
Alem disto diz S. Exc. que espera que esta re-
forma, para a gnal consullou os eonhecimentos
pralicos do conselho naval, sendo conveniente-
mi :ile executada, produztrbons resultados, com
q tanto possa encontrar embaracos, raormente na
parte que diz respeito s rolacoes das oicinas
com o almoxarifado, em consequencia do miou-
cioso processo fiscal que anda vigora as com-
pras e fornccimenlos, embora ja muito simplifi-
cado pelo regulamento que baixou com o decreto
n. 2,545 de 3 de marco do crrente.
Tensando bem no regulamenlo expedido por
S. Exc, estudando-o com reflexo, estamos egual-
mente convencidos quo elle produzir os bons
insultados que S. Ex. antev.
Nclle se atienden pcrfeilamenle s necessida-
dcs publicas ; os deveres e direilos de todos os
empregados : chefes o subordinados, esto
claramente-definidos, como de vantagem ; me-
Ihorou-se muilo a sorte dos operarios, ciris e
militares queserrirem nos arsenaes, em fim, po-
do S. Exc. ter orgulho de que ez uma reforma
utilissiraa, que lhe cstabelece uma reputadlo in-
vejarel.
Sao trabalhos desta ordem, que trazem Impres-
6os o cunho dos eonhecimentos profissionaes que
os dctaram, que muilo e muilo carecemos em
diversos ramos do servico da marinha para sua
prosperidade, sem augmento dos encargos do
thesouro.
Para que o Ilustrado publico aprecie a exacti-
seus arligos mais importantes.
Os trabalhos dos arsenaes do marinha do impe-
rio sao destnbuidos operarios cffectivos, c mi-
litares.
Os cffectivos constaro dos JaAcassarios ao ser-
vico ordinario, que se obriguem 'servir ao esta-
do por espaen de tres anuos, ao menos, sendo ro-
bustos e proprios para o servicoS que se destinam,
e tendo aptido sufficicntc para alguma das clas-
ses era que possam ser admittidos, nicas condi-
Ces exigidas.
Os extra-numerarios, com esla dcsignaco d
perceber, sao os que forera chamados extraordi-
nariamente cm quanlo houver necessidade deseus
servicos.
As artfices millares, formara duas compa-
nhias arregimenladas 11a corle, sugeitas ao regu-
lamento o arligos dc guerra de infantaria do
exercto, e sao ou tirados das companhias do
aprendizes arlices, ou alistados voluntaria-
mente.
Opporlunamente crear o governo uma oulra
companhia, cm ludo egual aquellas, nos outros
arsenaes cm que seja isso conveniente.
Os salarios variam conforme os oflicios, as clas-
ses e as provincias, mas sao razoaveis, e, se por
ventura nao podem competir ainda com os que
pagam os particulares, comtudo deve-se conside-
rar a posico do operario no servico da marinha
de guerra muilo mais vantajosa pelas garantas
que tem, como vamos mostrar.
Nos estaleiros particulares o operario nao tem
futuro algum : quando a edade ou as molestias o
privarem de trabalhar, elle e a familia ficam ex-
postos miseria, sem recurso seno na caridade
publica. No servico do estado nao assim ; me-
diante a mdica cotribuico de um da de jornal
em cada mez, assegura o governo qualquer
uma das tres classes uma penso, que ser egual
terca parte do jornal de sua classe ou da ante-
rior, se nao conlar naquella um anno dc exerc-
cio, depois de vintc annos de servido ; egual
dous tercos, depois de trinla annos, e egual
to.do o jornal depois de 35 annos.
Alem disso, os artfices militares podem ser
tratados nos hospitaes da armada, quando
adoecercm, abonando-se aos que forem casados,
ou livorem familia a seu cargo, metade dos jor-
naes respectivos, gosando os seus vencimentos,
nao s nos dias uleis, como nos domingos e das
santos, quando fizerem o servido militar deguar-;
nico.
Ura, sendo o jornal de um carpintoiro de pri-
meira classe nesta provincia I56O ou cerca de
48&000 mensacs, segue-se que no fim de vinle
annos de servido oblcr elle uma pensao de 16$,
que representa uma economa de 1:6000 juros
de um por cento ; no fim de trinta annos de
32005, ou a cconomia do dobro, e no fim de tri-
la e cinco annos dc 48(000 ou a economia de
4:800000, que nunca operario algum far na ser-
vico particular, onde as vanlagens do prsenle
de'forma alguma podem equiparar-se a aquellas,
OU alguma daquelia, que os linha vestido.
O capilo navega pois com sua mulher? di/.
.'-.-maiid com uma voz trmula.
Ou com sua amasia, respondo o iramedtato
com cslrondosa risada.
Nao havia nisto cousa de admirar. Muilc-s ca-
linita passado, e o delerminasso a apoderar-so
immediatamente do brigue-barca. Foi ao rom-
per do dia que elles descoram embnrcaoo, que
devia condu/.i-los. c quando chegararo ao lugar
onde o navio suspeilo estava ancorado vespera,
nao o viram mais
Armand deu um grito de riof>^ciu.
Ah I rtoiio simando-no eacaler de sua es-
ouiid, que aeompanhra o do Vigilante, elle nao
deve ainda estar longe 1
Em alguns minutos a escuna fez-se & vela, e
quando puz-se fra do ancoradouro, Armand vio
com ctTelto o brigue-barca, que corita com ven-
to, popa e segua caminha do sul. Seguio-lhc
ns traeos t durante muilos dias perdeu-o de
vista e q avistou alternativamente. Parec quo
esto navio, cuja marcha era evidentemente su-
perior da escuna, consenta em deixar-se per-
seguir.
Armand n'.o cuidara mais cm scu pai, nem em
sua noiva.um dos quaes sem duvida estava morto
e a oulra deshonrada ; senta na alma somen'.e
os selvagens instinctos do carador.
Entretanto na altura de S. Salvador, o bri-
gue-barca, continuando a seguir rumo do sul,
desapparecou definitivamente.
Armand, quo conlava enconlra-loem Valpara-
so, e que estava seguro de reconhece-lo dalii em
diantc entre mil navios, nao desanimou, e leve
ate a curiosidade de ancorar durante algumas
horas em S. Salvador para accrcscenlar uma pro-
va authentica s que elle j cria ter do roub* do
Argos ; porque elle nao duvidava um s instante
que o acto de venda apresentado pelo coalra-
meslrc do brigue-barca ao commandante do Ttov
lante fosse falso. Ueste modo seu espanto foi
extremo quando soubc que esta venda toi real.
O acto tinha passado pelas mos do cnsul bra-
sileiro que lhe assegurou que conheca dc rauito
lempo a I). llamn Cabrera como um homem mui-
to honrado.
Armand ficou devorado de uma inquiela^o
horrivel. Ter-se-hia elle, pcis, engaado res-
peito do brigue-barca, c s loria sido levado por
um ceg instinclo do odio? Assim esta fgida
Nole-se ainda, quo alem de.;se jornal, vence
lal operario mais 900 rs. diarios de gratificado);
o que faz uro total dc 2J500, salario por cerlo
mu bom, e que lhe forma urr presente agra-
da re.
_ pois, fcil de prever-se qu ; os operarios r.a-
cionaes convidados por estas vanlagens, procura-
rao o servico do estado, e que nao nos veremos
obrigados ir rocrutar no estrangeiro un pes-
soal que possumos, com gran les sacriliaios, c
expondo-nos muitas decepcoos, como succedeu
com o contrato dos que vien m para o arsenal
desla provincia, alguns dos quaes, segundo nos
consta, nunca soubcram o oflicio cm que vinliam
classficados.
Permitta-nos S. Exc. o Sr. nr.nistro da marinha
que, com a nossa franqueza habitual fea tacamos
uma reflexo que tem atjai todo o cabimento, e
que S Exc. dar o peso que lhe parecer.
Assim como se eslabeleceu que os artfices mi-
litares podero ser traanlos nos hospitaes da ar-
mada quando adoecerc-m, abonando-so aos que
forem casados ou tiverem familia scu cargo,
metade dos jornaes respectivos, por que nao se
fez extensiva esta disposico aas operarios effec-
livos, com o mesmo carcter fai.-ultativa?
Nao adiamos inconveniente algum para isso,
e apreciando muito semelhante disposico, 5 nos-
so ver uma das mais uleis gan nlias concedidas,
desejavamos que ella livesse todo o seu desen-
bordo Vos vos perdis nesta tontaina, i
cortamente se opporia a fraga 1.1 chilena: lana
serlam contra vos, e ser-vos-lua noces-ario fl 1-
conta de vn". i-'ucedamoirlo, c nesse iiitei.ru
pilo parraras e nao lana lo-Mata a ver.
Mas se elle ainda escapar 1
Oh ficai tranquillo I Reata mesma 1
eu fundesrei a escuna na bocra do anrora.:
e se elle quizesse sabir sem ajM rinda ti
mus descobcrlo cousa alguma, o pararamos en-
to na passagem, aeontecesse o que pud.i.v
acontecer.
De. noite Armand fot ao baile Por ratta i
mea noite leve lugar um tarta rr.mor. n
o Iliasileiro que rni:n>. Ksto .'mmrm, I
vigoroso, era uma especie de colosso ; (. .
los compridos cahiam-lhe sobre aaaapadaa,
uma admirarel barba era robria-lhe a 1,
do rosto ; s>u trajar era d'uma tiSUBSiia a-
losa eseotha. Elle dcstribuia.passanrto, 1
aperlos de mo, e dava o bra>o uma aaalbw
domin negro.
Armand estremeceu a vista esta mu'.her, e
julgou recouhi-cor aun estatura a andar. I.j
suppondo que fosse da. ter-se-hia. pai resig-
nado f Lile rompeu a multidao para ox-.min;.-h
dc mais parto ; mas pareca que o Brtleirn ri-
nha satiafuat Iha os desojos. Liie se aLaaou
com o lenco, e pociu essa mulher m ti: i-.
a mascara: Ella lirou, e Arraar.d respirou : a*
era Miss Stamby.
No dia seguitc ello se linha levantado tardo,
o acabava de almocar quando ll.e annunc:.-.-
viaita do Brasileiro.
Senhor, lhe diz este, sou ultima ih
ao porto, c vcuho apresentar-ros os nicus de-
veres.
Elles canrersarata em cnusas indilcrentos, c
Armand mostrou sua escuna.
E' um lindo navio, diz o Brasileiro. Mr..
esi erai ; fazemos mu conheciar.oii-.o assim. en
pleno dia. Fazoi-me a honra de ir esl
jantar 6 rocu borlo.
[Yntinu'ir-se hi.'
taes estabelecimentos militares. Elles- sao com-
petentes nara applicar varias penas disciplinares,
0 que Ibes d independencia e prerogativa3, es-
scnciaos lodo o poder constituido.
Todava, somos de opinio que um grande ar-
bitrio Ihos foi concedido na segunda parle do
2," o art. 190 do regulamenlo, que os auto-
risa despedir do servica do arsenal os opera-
rios quo nao contera mais de vinle annos do ser-
vico, nem |>erlcncam s companhias dc artfices
isto s sulficionte para inutilisar toda a im-
presso favoravel que produz o regulamento,
quando so moslra to interessado em garantir o
futuro dos operarios, que, por urna linha s, se
colloca as mss de uro homem, que, embora
chefe, e por coaseguinte digno desta posico,
nem por isso se pode considerar isenlo dos de-
foilos inherentes sua organisaco, nem pdoli-
vrar-se de um arrcbalamento.'dc uma irritaco
momcnlauea, de um capricho que o leve & pla-
ticar urna injusliga.
Somos oficial de marinha, poderemos ainda
um dia ser inspector de algum arsenal de ma-
rinha, e- eonfessamo-lo ingenuamente, bem que
i seja natural querenuos estar enlo armado com
1 lodos os poderes para obrar, com tudo temos
medo desla faculdade perigosa ; porque temos
modo do arbitrio em qualquer parle que elle cs-
teja, nao ser as mos de Deus.
E' a espada dc Damocles sempre suspensa so-
bre a cabera dos operarios : no dia em que com-
pletaren! os seus vinle. annos ds sorvico inda es-
to sujeilos ella ; preciso, pelo menos, que
para se
volvimento, e completa applicico.
E' verdado que, por isso esmo que se im- vinle e quatro horas se escem ainda
poe mais onus aos artfices militares, devem considerarem garantidos de seus golpes,
elles gozar de mais prerogati ras ; porm, ainda
assim, olles conservarlo outms que lhe sao pe-
culiares, c incitaro a vonlade de pertencer
ellos.
Para isto basla pr-se o art. 115 do regula
ment para os hospitaes da .miada, que baixou
Uma penaldado cujos elTeilos forem direilos
desla ordem, nao se pode considerar disciplinar,
para ser opplicada ex-o/icio, sem estar sujeita
csos previstos, e portanlo, nos inclinamos
crer quo ella deve ser reconsiderada, e limitada
semelhante faculdade um prazo de dez,annos,
com o decreto n. 1104 de 1853, em bar-1 salvo se o culpado fr julgado incorrigvel em
moiiia com aquella disposico, attendendo-se um tribunal competente, depois da applica^o
do outros castigos.
que, em quanlo os officiaes da armada, c das
differentes classes, concorren para o seu trala-
menlo com o correspondente metade de seus
Notamos que, ao par e passo quo S. Exc. crea
no arsenal de marinha da Bahia uma aula de
respectivos sidos, os officiat* de proa e outros, | geometra applicada s artes, fecha a que exista
que como taes sao consideracos com os mesroos no desta provincia, c que lo bem funecionava
meios sidos, nao justo que os artistas e outros dirigida pelo Sr. 2. tenente Manoel Antonio
do servico do arsenal contribuam com os jor- Viegas Jnior, da qual j se colheu o fruclo de
naes, ou" rencmenlos que perceberem, como ; ficarera habilitados dous aprendizes artfices pa-
nollo se eslabeleceu ; o que na pralica importa ra irem Europa estudar machinas do vapor,
em pagar um carpinleiro de 1.' classe 75J0OO rs. alm de outros menores que teem lido aprovei-
estudarera-se os meios de se obtt-r com que as
obras follas as officinas nacionaes aao sejara
sempre mais caras e mais ordinarias do que nos
estabelecimentos particulares, como quasi sem-
pre succede.
E' misler tambera quo nos nossos arsenaes so
comprehenda, que a vordadeirH economia nao
consiste em forcear despezas reconhecidaraento
necessaras, e que, adiadas, npparecera d'ahi
pouco lempo extraordinariamente augmentadas,
provando que com aquello procedmento se fez
um esbanjamento.
Ser, por ventura, economa, fabricar un na-
vio de guerra ero um arsenal, gaslar-se ne'le
uma somma importante, ser dado por prompto,
armar,sahir para urna provincia visinha, e ah
reconhecer-se que nao est oro estado de nave-
gar som novo fabrico, nao tendo soffrido, na
curta viagom a mais insignificaute contrarie-
dade?
Ser zelar os dinberos pblicos, forrar-se par-
le dc uro navio novo, no estaleiro, com cobre
uzado, de sorle quo que nofira de anno ao dous
se obrigado vira-lo de quetena ?
E os concerlos do pequeos objectos dos na-
vios demorados as officinas por um lempo in-
dllienido, como por exemploalgumas espadas ou
espingardas, que vollam para bordo depois dc
seis mezes c mais, cheias de ferrugem, comple-
tamente estragadas, cora os chcios do punho de
pinho ou madeiri semelhante, sem nenhum ar-
ranjo, que as torno diguas de apparecer em uma
praca d'armas?
Entretanto, tudo isto se observa, tudo islo est
reclamar providencias, que daro em resultado
uma vanlojqsa redueco as despezas dareparti-
co dc marinha.
Depois, Halaremos dos arsenaes separada-
mente.
* *
Quando lodos os das diezmos que os males
que affligom nossa marinha de guerra, provena da
falta do elemento prosfisional no governo e as
cmaras, exprimimos uma verdade que.em nos,
e na corporac,o, se tem fortalecido, pela convic-
go resuitanl dos fados que lodos os dias obser-
vamos.
Temos agora uma prora desta asserco.
Tisou um offical de marinha nest anno na
cmara dos Srs. deputados, referimo-nos ao Sr.
mensaes para tratar-se em um hospital de mari-
nha, isto alguma cousa ros ainda do quo pa-
gara ura chote de diviso que ahi fosse aco-
lhido 1
Este mesmo oporario, se estirar embarcado,
concorrer com 35g000 rs. 1
Cremos que nao precisamos accrescentar nada
mais estes algarismos
A reforma ainda se recommenda por oulras
consideraQoes. Os inspectoies dos arsenaes li-
veram importantes attribuices, com o fim de
manter a disciplina geral que deve existir em
lamento nesle ramo. E' rasoavel, pois, que S.
Exc. mando continuar esta aula.
Do que temos exposto se conclue, que, em mui
poucos pontos secundarios divergimos do plano
da organisaco geral dos nossos arsenaes, adop-
tado pelo Sr. ministro da marinha, quem
acompanhomos tambero no receio dos embara-
cos que podem surgir as relaces das officinas
om o almoxarifado.
Nao obstante, esles embaragos podem ser re-
movidos, havendo conslancia e vontade firme de
corta-Ios; assim como de loda a necessidade
chefe de diviso Lamego, e j naquelle recinto
cchoou na sesso do dia 16 de junho lindo um
projecto dc bstanle utilidadepara ella, que sen-
do realisado, concorrer por sua parte a reanimar
esta mocidade esperanzosa, que hoje abatida, nao
tem conanca no futuro, o procura abandonar o
servico.
As ideas porque constantemente temos comba-
tido, depois de acceitas pelo Sr. ministro da ma-
rinha cm seu luminoso rclatorio, apparecem ago-
ra na cmara dos Srs. deputados discusso, e
Deus os inspire para as traduzir em fados, como
preciso para reconslrucao de nossa marinha.
O projecto que' alludimos, o seguinle :
A asssembla geral resolve;
Arl. 1." Fica o governo autorisado a allliai
o quadro dos ofriciaes da armada ca parle rotati-
va s classaa de capitaes de mar e guerra, caf
taes de fragatas, capites.-lcner.tos, 1. t 1.
tenentes.
Io O numero dc officiaes suprriores das referi-
das classes ser elevado a mais quatro capitao de
mar e guerra, dez capitaes de fragata, e vtnt j ca-
pites-tene.iles.
O numero dos 1.' el0' tenentes ser
rcduzido. Sipprimindo-sc dez l.os tenentes e no-
venta %,.
Art. 2. Fcaro revogadas as disposires ero
contrario.
Paco da cmara dos deputados, eu 16 de ju-
nho de 1860.Jesuino Lamego Costa, a
Como se ve, contm elle uma malcra impor-
tantissima, c. da forma cm que. es'- concebido.
diminue as despezas do ministerio da marinha
em cerca de 15:000g000 por anno, como e fcil
verflcar-sc pelos seguntes calculas.
Mais quatro capitaes de mar c guerra por anno
augmenta a despeza annual em 5:76t^iX/J d.a
capitaes de fragala em ll:520jCrO ; e vnto api-
laos tenentes em 20:tl0?0t'O Iota! 87 U0?OOO.
porm a dimiauico de dez 1." c de noventa 2.
importa em 52:56l'aU0.
Somos de opinio, que as bass3 do projecto ds-
veriam ser ampliadas, augmentando-se tambem
mais un vice-almiranle, dous chefes dc osqua-
dra e qualro dc diviso, o que creara a desrvza
annua de 14:1125000, o que faria ainda lace re-
dueco cima notada.
Calcule-se a influencia que deve ter esla deli-
berado nos destinos de nossa marinha, e veja-
se se temos ou nao razio de insistir por ella.
Accreditemos que o digno autor do najaala
est, como nos, convencido da necessidade dest::
ampliaco que propomos ; mas utlicial general
da armada, e nao quiz parecer interessado pts-
soalmenlena queslo, delicadeza que muilo apre-
ciamos, mas que nao deve prejudicar a ae-
dida.
Elle co melhoramcnto nesta sesso dos venci-
mentos dos officiaes da armada,deque pende uma
tabella no senado, que j devia estar cm d;scussao,
mutuamenteconcorreropara alimentar osjorens
officiaes da armada ; scrao estimules suliiente
para nutrir a vocaco pela vida do mar, para p-
dennos dizer affoulamenle guerra.
Assim coadjuve a assembla geral os patriti-
cos esforcos do Sr. ministro' da marinha e do Sr.
chefe Lamego, e contar com a dedica ;o desta
forca, com actos de herosmo que ella h de pra-
licar para gloria e prosperidade da naco. se fr
chamada, como a esperar, cortar o n gordio
dc certas complicaedes, que a ingralido dc nos-
sos visirmos vai faz'endo surgir.
E.A.
PERN. TYP. DE 11. F. DE FARIA. l50
"- '**- "
1 I kTiOIXAtri


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