Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09107


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Full Text
AMO XXXYI. HOMBRO 156,
Por tros mezes adianlados o$000.
Por tres raczes vencidos C$000.
SIB8AD0 7 DE JBLHO DE 1866.
m va
Pop anno adiantado 19$000 -
Porte franco para o subscritor.
E.NCARREGADOS DA SUBSCRIPQAO' DO NORTE-
Paralaba, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Araeaty, o
Sr. A. de Lcnios Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Oli-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribci-
ro Cuimarcs; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos do
Maraes Jnior Para, o Sr. Justino J llamos;
Amazonas, o Sr. Joronvmo ra Costa.
I'AUI'IUA DOS CUltlltlUS.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do dia.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.-
S. Antao, Bezcrros,Bonito, Caruar, Altinhoe
Garanhtins as trras feiras.
Pao d'Alho, Nazareth, I.imoeiro, Brejo, Pos-
queira, lngazeira, Flores, Villa Bella, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhem, Rio Formoso.L'na, Barreiros,
Agua Preta, Pimenteiras c Natal quintas feiras.
Todos os correios partem as 10 horas da manha.
EPHEMERIDES DO MEZ DE JULHO.
3 La cheia a 1 hora e 47 minutos da manha.
11 Quarto minguante as 3 horas e !8 minutos
da manha.
18 La nova as 12 horas da manha.
25 Quarto crescenle as 3 horas e 20 minutos da
manha.
PREAMAR DE BOJE.
Primeira as 7 horas e 42 minutos da manha.
egundo as 8 horas e 6 minutos da tardo.
AUDNECIAS DOS TRIBUNAESDA CAPITAL.
Tribunal docommercio: segundas e quintas.
Relaco : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
J tizo do commercio : quintas ao meio dia.
Dito de orphos: tercas e sextas as 10 horas.
Primein vara do civil: tercas o sextas ao meio di
Sjgunda vara do civil; quarlas e sabbados ao
meio dia.
DAS DA SEMANA.
2 Seg. Vsilaco de N. S. a Santa Isabel.
3 Terca. S. Jacitlio m. ; S. Heliodoro b.
4 Quarta. Santa Isabel Rainha de Poilugal f.
5 Quinta. S. Phclomcna v.; S. Tryfina m.
C Sexta. S Domingas v. m.; S. Romulo b.
7 Sabhado. S. Pulquera v., mperatriz.
8 Doningo S. Proropio m. ; S. Auspicio b.
Govcrno da provincia.
BXPBDIBHTB DO DIA 5 I)K .11 I.IIO DE 18G0.
OfTicio ao Exm. hispo diocesano.Remello por
copia V. Exc. Rpvm.a o officio que, om 1H de
junho prximo passado dirigi esla presiden-
cia o subdelegado da freguezia de Alagoa de
Baixo, nfim de que V.Exc. Ilevm. se digne pro-
videnciar a respeilo como for conveniente e
justo.
Dito ao commandanto das armas.De V. S. o
seu parecer sobre a prelenco de I). Hara Joa-
quina de Siqueira Scuna, viuva do alferes Joa-
qun) Jos Goncalves, constante do incluso re-
qnerimento, quo dirigi ao govrno impe-
rial.
Hilo ao inspector da thesouraria de fazenda.
Transmiti V. S. para os convenanles exames
as copias das aclis do conselho administrativo
para fi.rnccimento do arsenal de guerra, datado
de 0 e3de junho prximo (indo.
Dito ao mesmo.Pica V. S. autorisado a man-
dar psssar titulo do aforamenlo do terreno de
marnha pedido por Innocencio Garca Chaves,
no requermenlo sobre que versa a sua informa-
cao de 2 do correnle, urna vez que o suppli-
cante pague os direilos do Ululo que se deveria
passar a D. Mara 'das Dores Fernandes Ei-
ras.
Dito'ao mesmo.Constando de participaeo
do reverendo viga ro geral desle bispado, que o
vigario da freguezia de Iguarass Jos Joaqun)
Lobo de Albertim, e o coadjutor da freguezia de
Uaranguspe, Manoel Jos do Nascimenlo se
arham pronunciados como incursos nos artigos
281, 28ze 283 da consliluicao diocesana, e por
i;o suspensos o primeiro do respectivo benefi-
cio, e o segundo do exercicio da coadjuto-
ra assim q communico a V. S. para sua inlel-
ligencia.
Dito no mesmo.Transmuto a V. S. os in-
clusos recibos, aim deque mande indemnisar o
oitavo balalho do infatuara da quauta de
40^000 ris. despendida com o enterro do tenen-
ajudanle Carlos de Siqueira Chaves, que. so-
l
gundo consta de officio 'io commandante' das ar-
mas de hontem, sob n. 800, falleceu em pobreza,
lendo sido o excedente da despoza que se fez
com o mesmo enterro pago expensas doscom-
panheiros desse offlcial.Conimunicou-se ao
commandante das armas.
Dito ao mesmo.Em vista do officio e relaco
junla por copia, mando V. S. pagar sob miriha
responsabilidade, se nao houver crdito, somen-
te as despezas miudas feitas pelo agente com-
prador do arsenal de marnha no mez de maio
ultimo por serem estas despezas da natureza 'se nesla data as providencias "que
daquellas.de que trata o 12 art.l. do docreto I plicantc.
de 'J de maio 0c 182 ; informando
requerimenlus e Manoel Jos l'inlo e Francisco
de Paula da Conceico.
Portara. O presidente da provincia, tendo
ouvido o inspector da thesouraria de fazenda,
resolve conceder n demisso quo pedio o guarda
do 1.a classe da alfandega dcsta provincia, I'ran-
klin Jos de Moura Poggi.
Dita. O presidente da provincia resolve con-
ceder ao Dr. Luiz de Albuqucrque Martins Pe-
reira a exoneraeo, que pedio do cargo de pro-
motor publico da comarca do Bonito, e norncia
para o mesmo cargo o Dr. Jesuino Claro dos San-
tos c Silva. Communicou-se ao couselheiro
presidente da relaeo, as thesourarias de fjzenda
c provincial, ao juii de dircito respectivo, ao
exonerado c ao nomcado.
Dita. O Sr. gerente da companhia pernam-
bucana de vapores mande darpassagem para o
Cer, no vapor Iguarott, a Antonio de Al-
nieida Quintclla em lugar destinado para passa -
geiro de oslado.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do-so com a proposla do chele de polica de 4 do
correnle, sob numero 890, resolve nomear a
Joaqun) de lfollanda Cavnlcanli para o cargo de
subdelegado do districlo de Sorra Branca, 3. da
freguezia do Ouricury, e o tenente Antonio Ft r-
reira Lima para o de primeiro supplcnle do mes-
mo subdelegado. Communicou-se ao chefe de
polica.
Expediente do secretario da provincia.
OfTicio ao director do arsenal de guerra.Ten-
do o Exm. Sr. presidente da provincia approvado
a qejiberaco, que V. S. loinou, segundo o sou
officio de "4 do correnle, sob numero 280, de
mandar fomecer ao vapor Giquitinhonha os
mantimenlos sobresalenles, c carvSo de podra pa-
ra a viagem que vai fazer ao Rio de Janeiro ; as-
sim o manda communicar a V. S. para seu co-
nhecimenlo.
Dito ao director interino da repartico das
obras publicas.S. Exc. o Sr. presidente "da pro-
vincia, manda acensar recebido o officio do hon-
tem, sob numero 209, em que V. s. participa te-
rcm sido recebidos provisoriamente os 3o, 4o, 5o
c 6o lances da estrada de Pao d'Alho e Nazareth,
e entregue por essa occasio ao empreiteiro res-
pectivo o certificado da quantia de 63.240$ que
lem elle direito.
at> mesmo
lempo se assim pode ser considerado o paga-
mento que pede 0 inspector daqueilc arsenal no
final do citado olficio.Communicou-se ao ins-
p clor do arsenal de marnha.
Dito ao mesmo.Alientas as razos expedidas
pelo ajudanle da 1' companhia de pedestres da
comarca da Boa-Vista, Antonio Hara de S011/.1
Lobo, no rcqucriinciitii junio, recommendo a V.
S.' quo mande pagar-Ule, sob minha responsabi-
lidade, 0 quantitalivo marcado para forragens de
urna besla que conduzio a sua bagagem da Villa
do Ouricury para osla capital, como se ve dos
documentos snnexos ao mesmo requimento.
Hilo ao mesmo.Devolvendo a V.S. o pedido,
'> que se refere o seu ofTicio n. 658 de 4 do cor-
rente, o aulorso a effectuarsob minha responsa-
bilidade, nos termos do 12 art. 1 do decreto de
7 de maio de ls2, o adianlamenlo do un cont
de ris, que mandei fazer em 3 desle mez, para
occorrer ao pagamento das despezas do hospital
militar, visto nao haver crdito para taos des-
pezas.
Dito ao commandante suierior da guarda na-
cional do Recife. Mande V. S. fazer as honras
fnebres do estylo ao finado capilo do 1. bala-
lho de reserva da guarda nacional desle mum-
cipio Manoel Antonio da Silva Anlunes, requisi-
ta nd o ao director do ffsenal de guerra o cartu-
xa rae sem balas, que para isso for preciso.Ofii-
ciou-se ao arsenal de guerra para fornecero car-
luxame preciso.
Dito ao commandante superior da guarda na-
cional de G.iranhuns.Informe V. S. com urgen-
cia sobre o que pede o capilo da5" companhia I
flo balalho de guarda nacional desse municipio
Francisco Vaz de Albuqucrque, no incluso re- i
quorimenlo, que dirigi a S. M. o Imperador.
Dilo ao inspector da thesouraria provincial.__I
Em vista da conta junla, mande V. S. pagar, con-
forme requisilou o chefe do polica em ofiicio do '
hontem, sob n. 894, a Vicente de Paula Oliveira
Villas Boas, procurador do delegado do termo de
Ouricury,
dida con
Despachos lo dia 6 de jullio,
Itequerimenlos.
662.Antonio Luiz do Amaral o Silva, chefe
dojseccao da thesouraria de fazenda informe
o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
663.Antonio Lourenco de Albuqucrque Coe-
llio.Informe o Sr. Dr. juiz municipal do teimo
de Sanio Anlo.
60.Domingos Alvos de Siqueira.Expedem-
s providencias que requero'sup-
plicantc.
663.Domingos Luiz de Albuqucrque.Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria provincial.
666.Bacharel Ernesto de Aquiuo Fonseca,
juiz de orphos dosla cidade. Informo o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
667.Francisco Aires de Miranda Varejo.
Informe o Sr. inspector do thesouraria provin-
cial.
OOS Francisco Cavalcanle de Albuqucrque.
Informe o Sr. inspector da thesouraria provin-
cial.
(if>!l.Francisco de Paula da Conceico. Di-
rija-so no conselho administrativo do patrimonio
dos orphos.
670.Jocquim Leocadio de Freilas. Oppor-
lumente ser atlendido.
671.Luiz Jos Gonzaga.Informe o Sr. ins-
pector da thesouraria de fazenda.
672.Bacharel Luiz do Albuqucrque Martins
Poreira, promotor publico da coniarc do Bonito.
Passe-sc portara exonerando o gupplicante.
673.Malaquias de Lagos Forreira Costa.
informe o Sr. capilo interino do porto.
674D. Phladelphia Honoria da Silveira Rc-
bello,Informe o Sr. inspector da thesouraria de
fazenda.
INTERIOR.
REL.VTORIO
do ministerio da fazenda apresentado
assembla geral legislativa na 4."
sessao da dcima legislatura.
/ Continuaro. )
JUIZO DOS FEITOS.
O andamento das causas da fazenda publica
nao satisfactorio, nem poder melhorar-so o
_ servico em quauto alguma providencia nao fr
!i.^.)0.r!^ncJia.dc llb3'00.rs- despen-I dada pelo corpo legislativo. Diferentes causas
sobn.893, aojdelegado do termo de Ouricury, ououlros lugares, e algumas incoherencias entro
h;' Procurad0- ,a 1ua'"'a d" 325*120 rs.. des- as disposices amigas do processo e as disposi-
?."1 c ,". suslenl dos presos pobres da res- ; coes modernas.
Os inspectores e os procuradores fiscacs recla-
am escrives e ofciaes de iustica privativos.
pectiva cadeia nos mezes de outubro e dfzerabro
do auno prximo passado, e Janeiro e fevereiro
do correnle. Communicou-se ao chefe de po-
lica. r
Dito ao mesmo.Em [vista da conta junla, es-
tando nos termos legaes, mande. V. S. pagar ao
orcereiro da cadeia da villa do Cabo, Estevao
dos Arijos da Porciuncula, conforme requisilou o
chefe de polica em olficio de hontem, sob n. 895
j quantia de 1103200, despendida com o sustento
dos presos pobres da respectiva cadeia, nos mezes
de maio e junho ltimos. Communicou-se ao
Chefe de polica.
Dito ao director do arsenal de guerra. Man-
de Vmc. substituir por "outras, com bayonetas,
bandoleiras o corrame, as cinco granadeiras em
mo estado, que serao recolhidas a esse arsenal
por parle do chefe do polica. Communicou-se
ao chefe de polica.
Dilo ao mesmo. Pode Vmc. contratar com
Joaquim Dias de Azevodo, como propoz, no seu
officio de n. 193, e data de 4 do correnle, a con-
lueoao da farinha dastinada para o presidio de
Femando.
Dito ao juiz de direito de S. Anto. Para
que se possa salisfazer o que determina o aviso
expedido pela repartico da justica em 10 de
maio ullimo, compre que Vmc. informo cora a
inaior brevidade possivel, e circumstanciada-
mente, sobre oque refere Manoel Francisco-da
Silva Guimares no incluso requerimento, que
dirigi co governo imperial.
Dito ao juiz de lucilo de Garanhuns. De-
volvo a Vmc. o requerimento do sentenciado
Hathias Jos Rodrigues da Silva, afim do ser ins-
truido pela forma determinada no decreto n. 1458
de 14 do outubro de 1854, ou decreto D. 2566 de
28 de marco desle anno, segundo a pena que
tiver sido condemnado.
Dilo ao director das obras militares. Appro-
vo o contracto que Vmc, segundo declarou era
officio de 3 do correnle, celebrou com Jos Pe-
reira do Alcntara do O' para a execugo das
pinturas, que mandei fazer as portas e janellas
do quanel do 4." balalho de artilharia a p.
Communicou-se thesouraria de fazenda.
Dilo ao conselho administrativo do patrimonio
dos orphos. Auionso o conselho administra-
tivo do patrimonio dos orphos a mandar admit-
tir no collegio dos orphos os menores Victor
e-Antonio, sobre bre queversam a informaco do
mesmo conselho datada de 4 do correnle e os
mam esenvaes e oiuciaes de justica pri. _
E' urna necessidade demonstrada pela experien-
cia ; & excepeo da Corte, Babia c Pernambnco,
os escrives e ofciaes de justica em todos os
outros lugares sao os do foro commura, sobre-
carregadosde trabalho, pouco dedicados, pres-
tando-se com reluctancia as servico da fazenda.
E' sabido que a lodos estes a fazenda faga os
emolumentos e salarios do regiment : esla des-
peza exceder em breve o que se teria de dar
como ordenado aos esenvo c ofciaes de jusii-
fca. Estou portante, CDnrcnciflo de que prefe-
nvel rollar ao systema anligo, pelo menos em
alguns lugares, abonando ordenados, ne porm
aos escrivo do foro commura no sim a ofciaes
privativos da fazenda de quera tudo se possa e-
xigir. Os mesmos ordenados da le de 20 de
novembro de 18il talvez sejam sufficieiiies, al-
lendondo-se a que leram de vencer, alm delles,
os emolumentos das partes vencidas.
Nos lugares em que ha escrives privativos lu-
tam elles com a dificuldade proviniente da ord.
Iiv. 1., til. 97, 10 e le de 22 de sotembro do
1828. Art. 2., 1." in fine, que s lhes per-
melle ter um escrevenle juramentado, A auto-
risaco para lerem mais de um escrevenle em
nada prejudica os interesses pblicos, e outra
medida de ha rouilo reclamada.
O regnlamento da distribuigo do servico en-
tre o ajudanle e o procurador da fazenda expedi-
do por meo illustrado antecessor ero 30 de abril
do anno lindo melhorou algum tanto o servico ;
isto mesmo confirma a necessidade da suppres-
so do lugar de ajudanle e a creaco de oulro
lugar de procurador dos feitos na corte para e-
xacta e constante defeza dos inieresse da fazen-
da em lo Jos os juizos, a que nao pode bastar um
s empregados, necessidade esla que j vos foi
ponderada. Estes empregados, conveniente au-
xiliados por outro de inferior categora, como
amanuenses ou escrevenles, s assim podero
desempenhar satisfactoriamente os seus deveres,
O decreto n. 2:343 de 29 de Janeiro do ann
passado nojntuilo de melhorara o servico a car-
go das secces do contencioso as thesourarias
de fazenda determinou que as thesourarias em
que, pela importancia dos servigos a cargo des-
sas seccoes, o governo Domeasse ajudautes dos
procuradores dos feitos da fazenda, como permu-
te a le n. 242 de 29 de novembro de 1841, as
ditas estacoes seriam regidas pelos ajudantes
conformo as nslruccdes e ordens dos procurado-
res fiscaes. Com os mdicos vencimenlos que a
taos ctnpregvJos concede o art. 16, 1." da lei
citada [e outros nao Ihcs doslinou o decreto de
29 de Janeiro ), nao possivel adiar pessoas ha-
bilitadas para preenchor taos empregos, alm
de que mais proficua me parece a crcag.io de pro-
curadores dos feitos em algumas prov ncias, 86-
parando-se, assim as fueces que actualmente
pesim sobro os procuradores fiscaes, cujos en-
cargos sao sobremodo onerosos no expediente
administrativo, sem fallar no especia, do juizo
dos foilos, e reserv3ndo-sc aquella autorisaco
para outras provincias.
Accresce ao que acabo de expr-vos a neces-
sidade urgente do maior numero de ofciaes de
justica para o juizo dos feilos da c6rtr, e lalvez
de algumas outras provincias, instantemente re-
clamado pe!o raesmo juizo e pelo procurador da
fazenda.
Tudo isto diz respeilo & organisacc de juizo,
cuja reforma depende de autorisaco legisla-
tiva.
Quanto competencia, parlilho ni jiramente
a idea daquclles que opinam pela coiserraco
do juizo privativo para as causas da f.zcnd'a ;
quando argumentos poderosos nao tpoiassem
essa idea, tinhamos, j nao digo para orrobora-
la, mas para destruir completamente a opinio
contraria, a triste experiencia do periodo decor-
rido de 1831 a 181 cm quo as execucojs da fa-
zenda correrao mal, no forocommum.
Hum projeclo que pende actualmente de dis-
cusso nesla cmara, consagra esse principio,
verdade, mas allribue a jurisdieco de julgar os
feilos da fazenda aos juizes de direito das co-
marcas, sendo agentes judiciarios do thesouro os
promotores pblicos.
E'-me scnsvel nao poder aceitar ssta parle
do projeclo; o systema prnposto conslitue agen-
tes judiciaros do thesouro empregadrs subor-
dinados a oulro ministerio, de nenhuma per-
manencia nos lugares, dlstrahidoS com outras
funecoes proprias do-seu cargo. A descentralisa-
Co, que resultara da divida, sera .lilamente
prejudicial sua iscalisaco.
Conviria antes conservar os agentes da fazenda
como seus fiscacs natos e agentes judiciarios do
thesouro as localidades, e commelter a cobran-
ca dos impostos aos juizos municipaes, revesti-
dos para esse im da necessaria jurisiico de
juizos dos feilos da fazenda.
Desla forma nao so descculralisa a divida, sua
fiscilisaco exorcida cflicazmontc .obre as
eerlidoes enviadas aos collectores, como ora
acontece rom os precaloros; e as repraliedes
fiscaes tomarara cont^s das eerlidoes remettidas
a esses agentes. Supprime se dest'arte jm gran-
de numero de precaloros expedidos para o in-
lerior das provincias com voxamo para os deve-
dores o com grave despeza para a fazeiida, por
que as mais das vezes sao as dividas (Httisfeitas
amigavelmenle pelos devedores A experiencia
me lem ensillado quo mister fazer ludo para
supprimir-se a despeza coiii os precaloros; ella
tendea croscer, e ainda vera augmenta-la a ne-
cessidade do transito pela chancellara, que po-
der ser dispensado, como j o foi para is cansas
commorciaes.
A jurisdico dos juizes municipaes para co-
nbocerem das dividas de impostos de pequea
importancia cm geral nao prejudicaria n compe-
tencia des juizes privativos das capitaos, que -
caria desta forma smente restricta nesta parle,
e extensiva, a respeilo dos mais devedores resi-
dentes na capital, s causas mais importantes
da fazenda, em que esla for antera ou r, ou
que versaren) sobre dividas provenrejiles da res-
ponsabilidade do emprego, ou de contratos com
a fazenda publica, e a lodos os oulros processos
nao especificados.
A medida, tambem contida no projecto. de
Iransportar-se o juizo dos feitos para qualquer
lugar da provincia, por ordem do thesouro, para
all exercer as suas funecoes, me parece conveni-
ente e til aos interesses da fazenda. Mais (Je
urna execuco teria tido rpido e regular anda-
mentos, se de ha muilo essa providencia cstivesse
consagrada na legislarlo.
Rosta a forma do processo.
A forma do processo, segundo a legis aco vi-
gente, summaria, c bem summaria; ox'al se
observassem rigorosamenle cm lodos os juizes
as disposices que lhe sao concernentes.
Algumas niodicacos todava se lomam nc-
cessarias.
As cenias correles pela le de 22 de dezembro
de 1761 s linham forca de escriptura publica para
estabelecer em favor da fazenda nacional sua
intencao fundada e liquidada de faci e de di-
reito,_ sem necessidade de neuhuma proi'a mais,
e por isso, remettidas as ditas cotilas para o jui-
zo, eram os devedores notificados para solveren)
o seu debito ou juntaron) documentos de quila-
co c paga dentro de 10 dias, que nos termos da
mesma lei se lhes as3ignavam, e smenie lindos
ellos que se proferia asenlenca, o qual era ain-
da intimada ao devedorcomo prazo de cnco dias
contados da hora da inlimago para poder pas-
sar cm julgado c formar-se cnlo o pro;esso da
execuco ; mas como hojo as sobrcdilas contas
corremos, na conformidade do art. 2., 3" do
decreto n. 736 de 20 de novembro do 1850, e de-
creto n. 2343 de 29 de Janeiro do 1859, sao jul-
gadas pelo tribunal do thesouro, vao coi seguin-
temente para o poder judciario com forca de
senlonca e execuco opparelhada ; o processo,
portanto, que curapre seguir-se no juizo dever
limilai-se penhora, avaliago, arrcmalitaco e
mais termos ulteriores.
Quando mesmo so enlenda assaz summario es-
te procedimento judicial, e se queira continuar na
pralica seguida de accordo com a lei c tada de
1716, ainda assim algumas alteraces sD indis-
peusaveis para por de accordo as disposices aa-
tigas com as modernas que acabo de apon-
lar-vos.
Tanto mais necessario me parece por om har-
mona o processo das causas da fazenda com as
prescripees de uossas leis actuaos, quanto muitas
vezes a applicaQo destas se torna, seno intpos-
sivel, pelo menos diflicil em certos casos e espe-
cialmente nos de conflictos.
Assim o demonstrarei cora o raso que ultima-
mente se deu na provincia de Minas-Genes.
Em urna execuQo da fazenda por laxa de es-
cravos odevedor oppoz embargos, e o juiz dos
feilos interino julgou nullo o processo, e a fazen-
da publica carecedora da aeco, porque o collec-
lor das rendas geres nao observara no lanca-
mcnlo do imposto o decreto de 11 do abrifdc
1842.
Estando firmada por direito a incompeiencia do
poder judciario para conhecer e decidir de ma-
teria pertencente ao contencioso administrativo,
qual sem duvida alguma a do lancamenlo dos
impostos, como expresso em nossas disposices
autigas e modernas, assim o declarei ao presi-
dente da provincia em aviso de 3 do outibro ul-
timo.
Releva notar que a causa caba na algada, e um
nico meio se offerecia para levantar o conflicto,
que era o do immitlir novamente a guosto na
tela judiciaria por meio de embargos ; podia
acontecer, porm, quo se delle se livesss lanca-
do mo, e que so houvesse proferido sontenca,
nenhum recurso reslava a fazenda publica, ex-
cepto e duvidoso do recursojde revista em fase das
instruccoes de 12 de Janeiro de 1842, o regula-
menlo de 31 de marco desse raesmo anno.
Felizmente nao se tinha proferido ainda a sen-
tenga, quando chegara o aviso do governo ponde-
rando a conveniencia de levanlar-se o onfliclo
na hypothese cima indicada, e o juiz des feitos,
vista do officio do presidente, reconhecera a
procedoncia das razes em que a autoridade ad-
ENCARREGADOS DA S-BSCR-IPgAO No SUL.
Alagoas, o Sr. Claudino Falco Da?; Baha,
Sr. Jos Martins Alves; Kio de Janeiro, o Sr,
Joo Pereira Martins.
EM PERNAMBLCO.
O proprietario do minio Manoel Figoefraa de
Faria.nasua livraria praca da Independencia ns.
6 o 8.
ii'iinsirativa scapoiava par reivindicar a sua ui-
ccnlestavel ronipetencia.
Alguma modificaco exige poiso processo oxe-
cutvo fiscal, conciliando-sesuispromptas e bre-
ves formalidades com o exercicio legitimo dos di-
/eitcs da adminislraco.
Cimpre-se dizer-v'os que, se pngnei pela com-
petencia adminislraliva to modo que vos expuz,
dei crdens terminantes ao inspector da thesoura-
ria pira que tomasse conhecimenlo da reclama-
co qo colleclado devedor e mandasse proceder
rcspoisabilidade do colleclor, se do exame da
preteDjo resultasse que houvera erro de lanca-
menlo, do qual tivesse provindo prejuizo ao col-
leclado, alim de se evitara repeti(;o de taes fac- !
los, que, alm de nocivos aos interesses das par- '
les, provocara desagradaveis conflictos entre as
autoridades constituidas.
Assim, parecia-me conveniente aulotisar-se o
governo para alterar a lei de 29 de novembro de
1811 sob as segunles bases :
1. foro s quoslis entre o thesouro c os deve-
dores fallidos, qiaesquer que ellos sejam, nao
sendo applicaveB cm tal caso as regras do cdi-
go com inercia!, 3U que se d toda interferencia
em laes processts aos agentes fiscaes, conformo
foi outr'ora profosto pela commisso de fazenda
da cmara dos "S. depulados,
2." (Jue sode;lare que nao procede a respeito
das execuces fiscaes o 24 do alvar de 20 de
junho de 1774.
4. (Jue, raoiendo-so em juso quaesquerques-
les do compelmcia dos juizos e tribunaos admi-
nistrativos, sob'esleja-sc no feito al que em jui-
zo se apresentin as decises dos referidos juizos
e iribunaes, sendo applicavel ao caso a disposi-
co do art. 15 i" do regulamenlo de 15 de mar-
co de 182 paraobter-so a reforma das decises
judiciarias, e (romover-se ulteriornienle, caso
nao se oblcnha. o conllic.lo de allrbui^o nos ter-
mos da legislado em vigor.
. Que as appellac.es ex-officio, em qualquer
estado da caus, tenham sempre ambos os cll'ei-
tos; e que o nesmo se conceda s partes quan-
do juntem conhecimenlo do doposilo da quaulia
pedida, ou equivalente ao valor do objeelo de-
mandado, sendo no caso contrario recebidos no
elleito devolitivo smenle
5." Que imtrposla a revista por parte da fa-
zenda nacional, presto cauco idnea a parle
vencedora, que se propozer a* continuar a execu-
co contra a niesma fazenda.
6. Que nos processos da fazenda nacional pro-
siga a execug'io nos propnos autos iudependenlc
da exlraccao de sentencas.
7." Que as senlencas| precaloros e outros ins-
irumeniossjam dispensados dolransilo da chan-
cellara.
8." Que ra corte seja o ajudanle do procura-
dor da fazeida equiparado cm caihegoria e ven-
cimenlos a procurador da fazenda, fazeudo-se o
irabalho a su cargo por dislribuico pela mauei-
ra que fr determinada pelo governo ; e que as
provincias, onde o expediente do juizo dos feilos
avultado, possa nomear o governo procurado-
res especiaos dos feitos para desempenho dos tra-
balhos a seu cargo.
9." Que os escrives e ofciaes de justica nos
lugares em que o governo entender conveniente ,
sejam privativos, e aquellos anioviveis, e vencam
ordenado e porcentageus, percebendo das partes
os salarios c emolumentos que lhes compelirem
na forma do regiment.
10. Que os escrives dos juizos dos feitos pos-
sam :er mais de um ajudanle ou escrevenle ju-
ramenlado, sob proposta e approvaco dos mes-
mos .uizos.
11. Que o governo fique autorisado para aug-
menltr o numero dos olliciaes de justica, tendo
em a.tenco as localidades o a exleuco respecti-
va de foro.
12. Que fique autorisado para nomear at 2
empregados que os coadjuvem o servico dos pra-
turadores especias de Ia instancia, a'rbilrando-
llies gratificaces razoaveis.
DAS COMPaNHIAS E SOCIEDADES ANO-
NYMAS.
Com o direito romano passou para a nossa le-
gslagiio. assim como para a de muitos povos, o
principio de que a fundaco, ou incorporaco de
urna companhia, collegio, corporaco, ou, como
modernamente se ha denominado, sociedado ano-
nyrna, nao puderia ter lugar sem autorisaco e
approvaco dos seus estatuto?, concedida pelo
governo." Militaran) por corlo para a adopeo
dest medida interesses de alta monta que se
prendera ordem publica, e aos principios de
luiella e inspeceo que competem aos supremos
poderes do estado.
Forestas razes, segundo os documentos que
encrra o corpo de nossa legislaco, cm lodos os
lempos a creaco de laes corporaces e socieda-
des, c approvaco de seus estatutos, ainda que
religiosas, pias scientificas e industriaes, fossem
sem allenco sua natureza, ou ao seu iim, es-
tiverarn dependentes do governo.
O ahar de 30 de marco de 1818, c o decreto
de 12 de agosto de 1825 sao nesla materia to
positivos e claros que desvanecem qualquer du-
vida, que o espirito de independencia por ventura
murmurasse.
O ptmeiro desses documentos exprime-se des-
le moco : nao sendo baslantes os meios correc-
cionaes com que se tem at agora procedido se-
gundo as leis do reino que prohiben) qualquer
sociedade, congregaco. ou associaco de pessoas
com alguns estatuios, sem que ellas sejam pri-
meramente por mim autorisadas o os seus es-
tatutos approvados, ote.
O segundo contm no 5. a seguinte dispo-
sico : que qualquer que seja a sociedade que se
creo, eslabeleca para esto imperio sem preceder
previa, e especial licenca minha, nao s ser
inadmissivel, mas seus socios licaro desde logo
por aquello seu proprio faci, inhibidos do rae
dirigirem supplicas para a coucesso e autorisa-
co da sociedade.
O cdigo do commercio, na parte excepcional so
breque assenta seus preceitos, confimou a adop-
eo desle principio no art. 295, seguindo a le-
gislaco dos povos civilisados, que antes de sua
promulgaco vogava no Brasil como legislaco
subsidiaria.
To salutares disposices, desamparadas em vir-
lude da nossa legislaco moderna da indispensa-
vel saneco penal, tem sido despresados ; e no
imperio se ha observado o espectculo do func-
cionarem sociedades anonymas. cujos fins, e ope-
racoes muito interessam a ordem publica, sem
autorisaco e com estatutos nao approvados, em
quanto as que sao submissas asleisque sereslri-
gem ao circulo que lhes foi trajado pelo governo
de sua reluctancia teem lirado as outras o privi-
legio de operarem como bem lhes parece.
Algumas ha que, nao tendo obtido approva-
co de seus estatutos, foram por diante em sua
vida irregular; outras, sem respeito s regras
de sua propria constiluico procedem como
lhes apraz. e al se lem dado o fado de com-
panhias de seguro applicarem seu fundo de
garanta em operaces de empreslimo e de des-
cont.
Nesle estado de cousas mister urna provi-
dencia que as conleuha na rbita dos seus de-
veres.
Raro o paiz, cuja legislaco nao estabelega
medidas sobre este assumpto.
Nos Estados-Unidos da America do Norte esto
principio seguido risca na legislaco de to-
dos os estados, e o poder legislativo se reserva
sempro, quando concede autorisaco para sua1
incorporaco, o direito de en qualquer po-
ca rever, e emendar os estatutos, e at o
de suspender, ou revog*ar o acto de autori-
saco.
o nosso cdigo do comnir
peita as sociedades ann
vinos wmmcrciaeV V"1 C"C C0"'cf- em ""a-papel d 8ver-
nenhuma disposieJo 000^^^^ *<
abuso. Acautela apenas o prejuizo de lerceiros. I SK?!J!!! Kfi 3SKL1."!!*?. ,le
ma inscripto, asquaes.se autorisadas ou appro- HKmKoE!2 S'S?-^ I**"
vadas pelos accionistas antes do referido regs- mSKJd?. fi fSSfHT **"-
tro, deven, rogular-se pelas regras do mandato, *V"f chamadi "" Cp"
ZHJSSSSS" ",0relli'3resPnsave30S! .1 no.orio aue as entradas dos accionistas de
" l^-mol^orunto. justificada nece,- | S&S""J&*^&!& {^m
iocimentos a
""""i u<- uua ut.i.aai>iu pnsaiai o meo uuin granue quaniidane de arcos de differenlfs
ho, a um nquorilo sobro o estado dos emprezas, e Bancos andam, ou esto depositadas
O resultado de seus trabalhos vos ser raseos cofres, desde sua emisso em cauco da
apresentado, e os documentos colligi- I suas operaces.
tt.*f,mcri" ""," csl ^-^|SSS,-BAT$"^e,:
su"l|>10- por oulros de igual nalureza.
DOS BANCOS E DO MEIO CMCULANTF. as suas carteiras lem Bgurado titulo* na m-
Procedeu-se por meio de urna commisso do porlancia de mais de 6,000:0003, provenientes de
pessoas de illustraco, a cujo zelo e merecimento agios de aceces.
nao posso deixar do nosta occasio prestar o mou : Urna grande quantidade de arcos de diTorentf s
leslemunlio -
Bancos,
em breve
dos, o reunidos sobre diversos pontos, vos faci- Em diversos Rancos ainda se do algumas irre-
lilaro o esludo de importantes quesles, que gularidades, que foram reveladas pe1acommiso
muilo inleressan ao paiz. de oxamo.
Esta obra nao se acha completa, por fallocerem A analyso do procoJimenlo de corlas inslitui-
dados sobre algumas provincias ; e sinto dizervos ccs bancarias faz resaltar a vordade de que.guia-
que assim aconteceu nao obstante todos os es- das pelo amor do lucro, e desprezando todos 03
forcos empregados, e as mais positivas recom- avisos da experiencia, e da scicncia, pouco ou
mendacos. nada curam dos interesses geraes.
O Banco do Brasil, no oslado em que o eolio- Discorrondn sobre esle poni um illuslradone-
cou a facilidade com que at certa poca desen- gociante desta praca, cujo lestemunho se acha
volveu suas operaces, sem altondor sua ndole, inserlo noinquerto, faz algumas reflexes, quo
natureza e im, e necessidade, que depois lhe julgo dever aqui offerecer-vos :
sobreveio de contrali-las, se vio quasi reluzido Admiti quo una abundante colheita. a1a-
a opciacesde reformar oslilulos de seus deve- ma diminuico de luxo, ou um complexo de ma-
dores, sem poder auxiliar o commercio as pro- didas salutares, emanadas dos allos poderes da
prias operaces de olfoitos essencialmenle cam-I estado, podem conduzir-nos a estado normal;
mercacs. j mas seja-ine licito no confiar na estabilidad
E de esperar quo a marcha cautelosa, que ora de tal desidertum, omqnanto predominaren!
parece seguir, o habilito a conquistar a posico nos eslabclecimenlos bancarios, com cspeciali-
normal, quo lhe foi marcada pelas seus estatutos.' dado no banco do Brasil ( especialiso esle banco
Esle Banco solicilou do governo em cilicio de I por ser aquello ao qual allribuo maior con ve-
30 de setembro do anno de 1858 o seguinte
1." Autorisaco para na caixa de amortisaco
serom trocadas por notas novas dos valores de
l.jOOO c 53OOO as do thesouro nacional que re-
metlesso.
2. Substituidlo de urna ou mais classes de
olas do governo, afim de que podesse salisfazer
os deveres impostes pelo ari. 56 dos seus esta-
tutos, e augmentar o seu fundo disponivel.
3." G iraniia de 3 mil conlos em Londres, alm
da quo lhe foi prestada equivalente aos dous mil
cotilos de papel moeda j esgatado, e aos mil
conlos, que devia entregar cm outubro do anno
passado.
4. Que essa garanta fosse prestada nos mes-
nlencia, o mais rigoroso dover de dar bous
exemplos, e de corrigir lauto quanto for possi-
vel, os excessos c as imprudencias dos outros
bancos) as falsas ideas, os principios errneos, e
os inleresses individuaos qua nello se acastella-
rau), ameacando ludo, c lodos quo se lhes op-
pem, ou quo lamentan) lo completa iuversao
dos mais incontroversos principios econmicos.
Bancos do emisso com carteiras reformaveis, 6
a maior de lodas as anomalas, urna vcrJadei-
ra extravagancia I O simples instinclo da pro-
pria conveniencia e segu-anca repelle a idea de
immobilisar capital por.prazos indefinidos a quem
dello pode carecer inesperadamento, a cada mo-
mento, para sol-er seus compromjssos, e para
mos termos da que se acha concedida para os pri- conservacao do proprio crdito. E lo essenciat
meiros 4 mil conlos. i atlender donoidade das garantas, como rea-
Ouvida .1 seceo de nizonda de conselho de os- lisac.o dellas em prazo lixo e nao longo. Da
lado, o governo resolveu, quanto ao primeiro condemnavel pralica consagrada pelos bancos
pedido, salisfaze-lo ; quando ao segundo, nao j desla praca, de deixar ao devedor a commoda
pode annuir pelos inconvenientes que poda acar- posico de escolher a poca do diminuir 011 li-
retar circuiscao das provincias ; quanto aos quidar suas responsabilidades, c ainda a de pro-
tercero e quarto finalmente, na conformidade trahir indefiuidamentc o reembolso do seu debi-
do art. 3 da lei n. 683 de 5 de julho de 1853, se lo, resulta o contra-sonso, se nao a mmoralida-
lhe mandou abrir um crdito na praca do Londres de, de que, ao passo que assim sao tratados os
nos slrictos lermos da referida lei. devedores impontnacs e desordenados no mane-
Em 28 de outubro do mesmo auno de 1859 so-I jo de suas operaces (acorocoando, por esle nio-
licilou mais o referido Banco a faculdado de ex- i do, desrogr-unonlos que covern evitar), cono-
cedor o duplo do seu fundo disponivel. De ac- cara-seos bancos na impossiliilidadc de auxiliar
cordo com o parecer das secces reunidas do o negociante prudente que occasionalmenta pre-
imperio, justica e fizenda, nao lhe pode o gover-
no conceder esse favor, porque ainda actam as
inesmas razes que a lizeram cassar.
Era 9 de fevereiro do correnle anuo solicilou o
mesmo Banco a intorvenrao, o garanta do go-
verno para levantar na praca de Londres um em-
preslimo equivaleuto ao crdito concedido em
virtude do art. 3 da lei n. 683 de 5 de julho de
1853, e de accordo com o parccer#da seceo de
fazenda do conselho de oslado o governo nao
se suppoz para isso autorisado, nao s a vista
da cilada le, como porque na forma da consti-
luico depende este favor de medida legislativa.
Os demais Bancos se acham as mesmas cir-
cunstancias ; c por demais sobro elles acta a
necessidade da immnbilisaco de seus capilaes
na forma dos respectivos estatutos.
Ser difcil descobrir ncslos ltimos lempos,
na totatidado de suas operaces, algumas tran-
sacees que nao se baseassem na falla do paga-
mento de ttulos de prxima, ou remota data, e
so nao todos do mesmo, pelo menos de oulros
eslabeleciracutos de igual natureza.
Grande parte, se nao a tolalidade dos devedo-
res dos diversos Bancos do mesmo lugar, tem
em geral nos respectivos cadastros crditos muito
superiores aos seus hareres ; c nao possivel 011
ao menos nao se tem dado combinaco entre si
sobre um assumpto de to grande importancia c
gravidade, que pode retardar, ou difcullar sua
prosperidade, seno minar sua seguranca.
Contado o que era suas operaces allende
ao estado do cambio, e do nosso meio circulante.
O amor do lucro obscurece a razo de seus ge-
rentes.
Procuram substituir por meio de suas notas,
cisa anlecipar valores etl'eclivos para a reprodu-
co de novos valores. Dirci em concluso que o
fatalssimo uso ou abuso da reforma indefinida
dos ttulos de caiteira dos bancos de emisso, o
acolhimento que nosses bancos encontrara os t-
tulos de valores reconhecidamcnle ficticios, o
iiiirennc desidertum de proporcionar grossos di-
videndos aos accionistas, o acorocoamento di-
recto e indirecto ao jogo de accoes, c ainda,
urna circulaco de papel irrealisavel, e, de mis
a mais, superabundante ha de iufallivelmenle
continuar a suscitar porlurbaces nesta praca, e
constantes c prejudicialissiias luctuaces de
valores.
Nao dissimularei quo em parle a marcha irre-
gular de alguns bancos devida inexperien-%
cia de seus gerentes, e escassez de pessoas pro-
fissionaes. Este inconveniente partilharam a
Inglaterra, a Irlanda c os Estados-Unidos da
America do Norte, c sempro se aggrava pela 111
escolha do3 directores, para cujos lugares lodos
se julgam idneos : nao sendo o mesquinho nu-
mero dos entendidos, que por ventura se conhe-
ce, em geral aprovcilailo.
A escolha, sendo quasi sempre feita pelas as-
semblas dos accionistas sera allenco s con-
dices necessarias para o boni desempenho do
funecoes lo importantes, produz graves damnos.
Os eleilos, oceupados nos seus negocios particu-
lares, nao se podem dedicar, como couvm,
geslo do crdito publico, n"m prestar-lhe a al-
lenco, que requer sua boa direceo. Muilas
vezes os seus interesses se collocam era verda-
deiro conflicto com os dos bancos ; c esta situa-
010 delicada, que os faz passar pelas mais rudos
proras, deve necessariamenle tirar aos seus actos
que devem exclusivamente ser applicadas s o carcter de imparcialidade essencial qualt-
suas operaces, o papol-moeda do governo, afim
de augmentarem o fundo de garanta de sua
emisso.
Quando a nossa situaco, segundo lodosos avi-
sos di lados pola experiencia, requera a contrac-
cao de crdito, eo Banco do Brasil se votava a
manutenco do taes principios, os demais Ban-
cos amplavam a circulaco de seus bilheles
Pactos ha que nao podem deixar do ser refe-
ridos. At 14 de dezembro de 1858 um dos
Bancos retinha em seus cofres a quanlia de ris..
62:304^360 em moeda de ouro. Era natural que
nessa qpadra procurasse, se nao augmentar, pelo
menos conservar esse fundo metlico : o contra-
rio porm succedeu ; no l."de fevereiro de 1859
vendou 12:307^000 destes valores, e era 5 do
mesmo mez 49:9973360, realisando um lucro
de 3:5453650.
Pelos estatutos do dito Banco as caixas filiaes
deviam funecionar com capilaes fornecidos pela
caixa matriz. Os aue porra foram por ella en-
tregues s caixas filiaos consisliram quasi exclu-
sivamente em suas notas, de valor nominal de
103, liradas do talo, com urna assignalura, e
essas notas vieram sem uso, e talvez no mesmo
momento, augmentar a circulaco desla corte,
onde, na forma dos cilados estatutos, nao podem
ter curso.
Ao passo que desle modo se consideravam taes
notas emillidas pela caixa matriz nao obstante
seus valores, emittam-se por conta desla outras
notas sob as mesmas garantas, e nao se conside-
ravam cmiitidas as que permaneciam nos cofres
das caixas filiaes. Assim que por um lado, para
cerlo flm, reputava-se a emisso feila pela caixa
matriz, por outro, para o im de augmentar a
emisso de suas notas em circulaco, considera-
va-se a referida emisso particular das caixas fi-
liaes, edaqui o excesso que se nota as tabellas
queacompanham o relatorio da commisso do
exame.
Affirmei que os capilaes fornecidos s caixas
filiaes consistiam quasi exclusivamente em notas
para esse fim liradas dos livros de talo ; porque
I em urna, alm desta especie, na importancia de
seiscentos conlos de res, s foram fornecidos
dado do gestor. Sua dependencia, resultante de
sua posico commercial, acta muito sobre seu
proccdimenlo era relaco aos interesses quo Iho
cabe zelar e defender ;" sua mobilidado, e o na-
tural desojo de sua recloico affectam de um mo-
do intenso o seu animo, e os lomam flexiveis a
prelences que devera ser repellidas ; e por de-
mais essa limilaco do lempo de suas funecoes
entibia, se nao xcluo o zelo e a experiencia.
Por outro lado as deliberaces sujeilas ao acaso
das maiorias movis translornam os melhores
planos da boa geslo.
Muilos factos, que nao sao oceultos, delatara
que o inieresse pessoal determina muilas vezes
a procura da posico de director ou gerente de
um banco. Em certo lugar se deu o de crearcm-
se companhias, que fazem operaces bancarias,
com o nico filo da creaco de empregos rendo-
sos para certas e determinadas pessoas destitui-
das de conhccimcntos professionaes, e da expe-
riencia necessaria.
Os bancos, procurando substituir na circular
suas notas pelo papel moeda do governo, e moo-
da de pratade troco, alim de dar maior elaslL-
dade sua emisso, o fazem por meio de notas-
de pequeo valor. Daqui, he fcil conceber, re-
sultan) nao pequeos damnos.
A necessidade e procura das moedas de troco
se tem aggravado. A par deste facto, oulro se
d que entorpece a marcha das transaeces em
alguns pontos do imperio. cerlo que havondo
grande falta do moeda metallica, e estando a
circulaco em algumas provincias oberada pela
grande massa de suas notas, os dircitos se nao
podem salisfazer, o os pagamentos se difncuUam,
porque as notas de urna nao tm curso em
outras.
O extenso commercio de gado muar, que so
faz na provincia de S Pedro do Sul, resente-se
deste mal. as provincias de Minas Geraes o
Goyaz, da parle dd9 agentes fiscaes, se lem dado
representares nesle sentido, e o presidente da
provincia do Rio Graude do Norlo communicou
que por esta causa, na arrecaiiacao dos direilos
do consumo se observara esse obstculo. Se-
gundo as ultimas noticias, chegadas da piimeira
4*^1% *'





(*)
DIARIO DE EERSAbSCO. .UBBADO )E JLHO DE 1860.
\
^i
dcstas proviocias, os cmbaracos do coramercio \
proveniente desla fonlc muito se senlem, e as
notas sao aceitas com rebate de 3 a 4 por cccAo.
Os bilhetes, ou notas dos banco sao era regra
destinados para facilitar as Iransaccoes dos ne-
gociantes de grosso trato entre si, ou as que se
peram entre estes c os de retalho. Esta 6 a
sua missao, este o circulo cm que devein exer-
cer suas funecocs ; mas no calculo dos seus lu-
pu'em assim a experiencia dos lempos anor-
raaes.
Alera dsso, o principio de immediala conver-
sibilidade seguido por todos os theoricos e pra-
ticosem geral, qualquer que seja a sua osela,
ou systema, conslituindo a nica seguranza da
circulado da moeda-papel, nao admiti, uem de-
mora de pagamento, nem o troco em onlra es-
pecie que nao seja moeda melallica ; c toda a
Entre nos a conversibilidade se prende ao pa-
pel-moeda do governo. Esta 6 em geral a es-
pecie quo serve de garantan emissao, accrescen-
do que a de alguns eslabelecimcnlos assenla so-
bre a de litulos da divida^publica, o aceoes de
cortipanhias, que gozan de garanta de juro cm
cros os bancos nao prescindem do uso desses! applicaco que de outro modo so pretenda fazer
bilhetes ou netas de pequeo valor, que quasi' Pecca Pela sua baso-
exclusivamente sao suplicados entre os com- i
neniantes de retalho e os consumidores, o que
mui proveitoso lhes embora coro sacrificio de
interesses de maior moala.
Estes bilhetes giradtgBc continuo pelas maos I
das classcs menos abastadas da sociedade ; eem-i
pregados nos pagamentos diarios, as compras e j relajo a urna parle de seu capital, marcada nos
vendas das cousas neccssarias vida, teem urna respectivos estatutos.
circulacao mais rpida do que os de maiore3 va-1 es,c nid. sendo evidente que o papel-moe-
lores, nao voltam com facilidade ao troco c sao, '. por esta razo, mais sujeitos accidentas que os l *' conbanca, s pude guardar um valor igual ao
podem destruir ou inutilisar. e susceptiveis de i da moeda metallica, quando em limitada quan-
perdas diarias. Estas condicrs sao seductoras, "dado, compativel com o servico de pagamento
c fortiOcam os clculos dus accionisjas. A par I do ""postos, e das despezas publicas e semelhan-
dcstasvantagens nenhuma perda ou risco podera les- c 1ue. mal se lauca pelo excesso do sua
receiar, excepto o da falsiflcico quo entre nos quantidade tora deste circulo, se desprecia ;
anda ou se nao deu, ou se lem dado cm peque- i tamem fcil do reconhecer que toda a emissao
e evada
oceupan-
ticularcs. j do exclusivamente lodos os canacs da circulacao,
Alm do inconveniente da falsificaco. quo arralar infallivelmente, alm do depreciado,
mais se d nos bilhetes quo teui esse destino os mesmosdamnos, que o papel-raoeda.
pela ignorancia das pessoas por cujas maos fre- D a1m a al'Ja do Pret da moeda metallica em
qucnteuieiilc passam, occorre o da expulsao, ou i re'acao ao pape! ; o cambio, como corollano ne-
uo permanencia na circulacao da moeda me-1 cetario, desfavoravel ; a emigracao da moeda
lallica. i "e uro para paizes eslrangeiros ; e a par destes
urna necessidade para os governos, e para os' malcs encareciraento relativo de lodos os ob-
banco,' que na circulado permaneca urna certa I jectos, a saluda de capitacs, e a cstagnac,ao
anda ou se nao deu, ou se lem dado cm peque- i ,an>uem 'acn uo recounecer que toua a
na escala, devendo por demuis nesle caso a per- ; do8 bancos soh tal base, multiplica a
da proveniente dessa fonte para os bancos ser di- i quanlidade do papel inconversivel, o que
minuta, cm relaeao a que recalar sobre os rar- i csla nlm. uos seus 'railes naturaes, e c
de
quanlidade de moeda melallica, que nos casos
imprevistos e extraordinarios pouparu a estas
penas c despezas, e fornecer aquellos os meios
indispensaveis para prover-se do que o servico
publico requerer.
Em toda a parle 03 bilhetes do pequeuo va-
lor, por outro lado, lecm excitado os particulares
proisso clandestina de banqueiros, c cnchido
a circulacao do vales ou bilhetes vista c ao por-
tador dos mais diminuios valores sem garanta
alguma.
Nos paizes onde o papel-moeda existe, seu
curso se torna facillimo entre as pessoas das ul-
timas classcs da sociedade, que nao podem dis-
tinguir a ola do governo da dos particulares, i
Daqni a frequencia das fraudes c das banca-
rotas, semprc laes aos operarios e aoseonsurami-
dores.
as occasioes de pnico, ou as crises, o mal
sobro grave se loma intenso, e pode allerar a or-
dem 011 a tranquillidada publica.
O ponto, 011 a {silencia de um banco abala,
como a experiencia o mostra, a conlianca nos bi-
Ihites c notas de lodos. Na alia esphera com- j versao'em lempos anormaes, ou a descont
mercialem que gyram as notas de valores supe-[letras, que se vito reformando, e qua pela
sua imporlacao, oqne em paizes uovos perda
de grande monta e alcance.
No-aprcco destes resultados, os espirilos se des-
vairn), e se encontrara os conceitos rauitas ve-
zes pela concomitancia de diversas causas eiu
coilas rpocas; mas nao se pode contestar quo
de lo perniciosa fonte manara nao s estes como
mullos outros damnos, e que males do mor gra-
vidade se podem dar.
Os bancos de circularlo, modernamenie crea-
dos ende nos quasquer que fossem os beneficios
oplimas intences e patriticos desejos do seus
fundadores, nao se achara constituidos de um
modo lao seguro, e forte que possam resistir nem
ao menos ao primeiro impelo, ou arrojo das
tempestades commerciaes.
Seu capital, pela economa particular dos es-
tatuios, como favos disso, se immobilisa era
grande parte por meio da acquisico do ttulos
da divida publica geral, ou provincial e de ac-
edes da empresas, que gnzam de garanta de ju-
ros prestada pelo governo. O resto ou appli-
cado a empreslimos, sob hypolhecas de morosa
satisfaeo, o de diTicl, se nao irapossivel, con-
das
sua
ores, estes abalos pouca sensaco produzera: I novaco peridica se tornara de longo prazo.
i classe dos coraraercianles dolada do lino ne-
cessario para prever o perigo e ronjura-lo ; e
tem meios idneos para remover os males emi-
nentes, ou quando inevilaveis, de supporta-los '
com calma.
Ao extenso circulo dos consummidores fallam
eslas condiroes, o golpe se destecha, sem poder1
ser apercebido pelas suas victimas.
Do espectculo, que era corlas pocas lera of-
Icrecido a Gra-Bretaaha e os Estados-Unidos da
Amerita do Norte em virtude de taes desordens
devoraos fugir.
O homem do povo nesse ultimo paiz por mul-
tas vezes, em taes conjuncliiras, se vi*; na neces-
sidade do andar diariamente prvido do jornal
que noticia os diferentes relales que sollrem as
notas de cada banco para poder guiar-se na ac-
quisico dos objeclos que lhes sao precisos, c na
preslco de seus irabalhos.
Nossas lois commerciaes, nao obstante equipa- ,
rarem as notas promissorias s letras de cambio,
na classilicacao e graduacao dos ttulos de credi-
lo para o processo das falencias, as collocam em
posicao inuto infeliz.
Nesles termos a- diflieuldado do reembolso de
ttulos, iue se devera considerar de real deposi-
to, senao a perda de seo valor, privando o ope-
rario, o artista, era geral, os consumidores e as
classcs menos abastadas, do produelo do seu
trabalhn, que rauitas vezes appncado s neces-
sidades diarias do alimcnlacao e subsistencia,
km ainda do fruclo de suas economas, votado a
fazer face s precisos da velhice, ou das enfer-1 ems>o dos proprips lempos normaos entre nos
midades, deve por sem daVida excitar clamor, IsSo ** "ftlcil venda, e em toda a parte ein po-
seno desespero; c a iramiuillidadc publica, ICM ^ crise nao achara sabida,
conforme a iijiru.siJaJo do Ju/uno, pjc sor gjm
veniente perturbada.
O desespero em laes rircumstanrias cosluma
sempre despenar o odio das elapsos menos abas-
tadas contra a classe rico; e a invoja corroendo
n coraco bae os sentimentos de urna alVecio ,
mutua, e da caridade chrislaa que deve unir lo- Pra5?8 do ""indo cm taes occasioes sao tambera
dos os liomens ,le difflcil venda, c sua olferta sempre <5 grande
Para evitar lao funestas consequenci-is, a Es- : nos aP",ros 'I,1C produzem os pnicos o crises, e
cnssia era cerla poca prohibi os bilheles de 10|fn.lre "s anda os proprios litlos da divida pu-
0 o shillings, como referem
lores, obtendo em resultado a reapparie
especies metlicas: de longos praos, costumam ento ser em geral
A tr-Bretaiiha prohibi tambem as de valor; elle'los uunsi '""teis, e assim-08 ttulos de era-
menor de 5 prestimos sobre hypolhecas.
A Franca nao admilte os de valor menor de' u lacl da.venda dos tilulos da divida publica,
100 francos, depois de rauitas tentativas mallo- cra l,les conjuncluras, s por si augmentar o
gradas, em virtude da opposiciio das juntas de ^escrediio do banco, que a lizor, e o cullocar
excrcer todo o seu poder contia os incautos, 0u
contra os ignorantes.
Qual o garanta de semeihante emissao? Ne-
nhuma.
Na Inglaterra c na Irlanda tf es abusos e desis-
tres se deram. Homens ignorantes entregaram-
sc (como diz um tcstemunho lo suspeito) a um
systema brbaro e extravagante de empreslimos
por meio de seus bilhetes, e o resultado foi que,
apenas suas notas Ihe foram apresentadas para
pagamento, transformaram-se em outros tantos
banca-roteiros sem cousa alguna que podessem
offerecer aos seus credores senio litulos sera
valor.
Na Franca o mesmo se observou : alm dos
bons denominados da caixa de pequeos valores,
de que usaram cortos eslabelecimentos, corriera
clandestinamente em algumas cidades e villas
da3 provincias bilhetes do valor de um sold.
Nos Estados-Unidos corporaees, funecionarios
pblicos, eslabelecimentos par iculares, e al in-
dividuos cmiltiam bilheles de soramas muito di-
minutas, mesmo de cinco centesimos, na espe-
ranza de quo sua dilaceraco ou perda se realisu-
ria "antes c os importunafem os portadores pelo
seu Iroco ; e este abuso se estendeu de 1814 a
1817.
Os portadores, sobre todos es outros inconve-
nientes, teem dilTiculdade, ntc podem mesmo
distinguiros que sao emttidos por este ou aquel-
lo individuo; a esta consideracao accresce a da
incerteza de sua inorada e a d.i"facilidade do sua
mudanca por amor da fraude; e de ordinario por
estas e'ouiras raze3 cara n,i posse de litulos
irrealisaveis.
A' imagom desses paizes, no nosso se ha mei-
to desenvolvido nos particulares a mana de em.l-
tir papel-moeda.
Os banqueiros desla corte emillem vales do lo-
dos os valores, vista e ao portador. Igualmen-
te emissao de vales de pequeos valores as cisas
de empreslimo sobre penhorej, que nesles ilii-
mos lempos muito se ho propagado para infe-
licidade das classcs menos abastadas da socifda-
do, ealgumas companhias do vehculo de :on-
duccao e de barcas de passagem. Certa, casa
commercial fundada nesta corle, como veris do
relatorio da commissao de nquerito, em 1857
mandou imprimir bilhetes de 50T' rs., 9 o 29 rs.
Em Campo Alegre certo fezeadeiro o mesmo
pralicou, e como este outros, alguns dos quaes
emilliram bilheles desde o valor de 500 rs., al o
de 10*.
Eram esses bilhetes dcslinaadcs ao pagamento
de servico dos seus escravos, ou brnecidos para
que este's houvessem raantiraentos para sua sub-
sistencia.
Na cidade da Diamantina, c na de Itraganca o
mosmo se deu.
Na freguoza de Remposta
ciedade bancaria composla
contrato ou estatutos nao fo'am registrados o
tribunal do coramercio com o raesno lim.
Na provincia do Maranho, sib pretexto de
falta de moeda de troco, vanos negocian les o
mesmo praticaram, emillindo bilhoes al de 200
e de 160 ris : ea mania so rropa;ou de modo
que at os vendedores de loogalancaram nado
deslo recurso.
Esle exeraplo foi seguide na rovncia do
Cear.
Uraa thesouraria provincial tasbem emillio
vales de mui pequeos valores.
Modernamenie, cra certo lugar d una provin-
cia, se emiliiio cheques de cm do: bancos desta
! corlo, que depois de lerera rearar ai menor cur-
ngos.
todos os nieus antecessores reprenarara semo-
lhante procediinenlo, e loraaio metidas a osle
rospeito, resultando dellas o resgale da emissao
oficisl de um* administraco provincial : e o
aviso de 11 de agosto de 1S57, ron L'mnando-o,
encerra os mais correctos e saos principios.
A nossa legislarlo civil nao auloria a emissao
de notas promissorias, ou vales vista ou ao por-
tador. A dis'posicao da Ord. L, -i\ T. 50, 1."
ociara c positiva, quando exige qjo se de ao
devedor o prazo de dex dias para pagamento da
cousa lomada por empreslimo, o se nao deve entender logo, porque ieria rao, e
.e
ilo
findou urna so-
0 socios, cojo
Occorre, logo no primeiro lance d'olhos, ante
osla verdica exposico, ao humera versado as
materias bancadas a conviccio de que sua frara
conslruceo, nao podendo supportar ou resistir
ao primeiro embale da um furacao commercial,
por mais oassageiro que seja, Irar. como coslu-
ma acontecer, a pos si o pnico, c como incvila-
veis consequencias, o abalo, ou os deslrocos de
eslabelecimentos de igual natureza, e de" casas
commerciaes em contacto com elles, o cortejo so foram apresenlados.para sorcm
de lodos os males inherentes s crises, nos pai-'
zes em que a circulacao das notas de pequeo
valor exlensa, c graves padecimentos ao artis-
ta, ao operario e a lodas as classes menos abas-
tadas da sociodade.
Os bancos de circulacao sao insliluices para
empreslimos a curto prazo ; sera esta condico
nao podem offerecer segurauca alguma aos par-
ladores de seus bilhetes. Os eslabelecimentos
dosle genero que lem feilo operacoes a longo
prazo quer tratando com o cstedo, quercom em-
prezas de industria, ou cora os proprielarios da
Ierras, cm geral leem suecumbido, Assim o at-
teslam os annacs da Inglaterra, da Blgica e dos
listados-L'nidos da America do Norte.
O fundo disponvel dos mesraos bancos, ou
a garanta consistente em moeda melallica ou
em papel moeda nao poder em laes pocas ser
bastante para supportar o refluxo das suas notas;
o como realisa-las?
As acedes de companhias.-que constituem par-
te do seu fundo disponivel, ou do garanta da
Aos tilulos da divida publica provincial o raes-' cunso"' ('e Estado, houvo ella de opinar pelo
! rao ora geral deve succeder, attendendo-se uo seguinle inodo : E' lcito .> cada um ust do
; s ao estado das Atrancas das provincias, mas seu crdito no exercicio de seu commercio e in-
: ainda porque ninguem se aventura em taes cir-1 dustria, o em ve de moeda dar papis Qducn-
: cuiustaucius a bave-losseno por miseraveispro-1r'os sei,s, que lepresenlem saldos, ou valoresde
: eos. Os da divida publica fundada em todas as
maucira que vendo-se as tropas aggressuras ac-
commeltidas pela frente e reclaguarda, debanda-
ram-se no todo primeira descarga, e foram
perseguidas tao turadamenlo que nao poderara
mais reunir-se, ficando por conseguinle o Ico
merc dos imperialistas, que temerosos da pro-
ximidodeda cxpedico, nao regressaram anda
para a villa, ma3 deslaearam gente para juntar-
se s forcas do rio do Teixe e oppor-se marcha
de l'ilguciras.
Por occasiao da passagem deste para o Ico, a
24 de setembro pelo meio-dia, deu-se ahi um le-
vanlamenlo da tropa de linha, promovido pelo
sargento-mr Joao Nepomuceno Canguss e
outros, que recusaram continuar a marchar a
pretexto de falta de pagamento de sold, que o
referido Canguss j havia recebido. O general
mandou cercar o quartel, e prendeu a Canguss
e seus cmplices, a todos os quaes exaulorou dos
respectivos poslos como indignos do servirem
patria ; e depois, como paisanos, remelteu-os
jurisdieco do juiz ordinario alferes Antonio da
Rocha, pan proceder-se competente devassa,
e punir-so a rebelda d'elles. Foi tirada a de-
vassa, a tropa accomraodou-se e seguio a sua
marcha para o Crato.
Depois de chegado esla villa, Filgueiras diri-
ge-senol.de outubro contra o Jardim ondo
bale os imperialistas, toma-a, o exerce contra
os habitanles represalias atrozes ; c logo aps
poo-se do marcha para Pernambuco frente das
tropas, que se haviara reunido no Cariri.
Esla expedicao era commandada ostensiva-
mente por Filgueiras, improvisado general pelo
presidente da repblica, mas na realidade s o
era pelo padre Jos Marliniano de Alencar, que
o acompanhava e aconselhava-o era todos os
pasaos importantes. Com ella seguiam lambem
osji referidos deputados junta federativa da
repblica do Equador, que se devia reunir em
Pernambuco: os quaes haviara sido nao seise
eleitos pelo povo, ou se nomeados pelo governo.
A supra mencionada expedicao compunha-se
de tropas regulares e de corpos" de milicias for-
necidos pelos diversos pontos da provincia, cujo
numero exceda dous mil homens, armados
unsde armas de fogo e outros de arcse frechas,
langas e outras armas brancas. Todos os dias
anda chegavam novos reforcos, que se reuniam
ao grosso do exercito quedesceu pelas margensdo
rio Salgado at perto de Lavras, onde abando-
nou-o para se dirigir pelo Umari em direceo ao
rio do Peixe. PoR posicao o general Filguei-
ras dividi a sip tropa era diversos corpos vo-
lantes, destitiadnss baler o paiz situado ao lon-
go da estrada de Pernambuco, afira de cobrir a
marcha do seu exercito, sendo um desles corpos
confiado Maximiano Rodrigues dos Santos, vul-
garmente chamado Maxi, para observar o Ico,
dispersar os presidios do rio do Peixe, que esla-
cionavam em Santa Mara, e contor os imperia-
listas reunidos no Pereiro ; cento e oilenta ho-
mens compunham esla ala esquerda do exerci-
to, os quaes foram achar a destruioao na appre-
henso quellzeram em Santa Mara d'uma carga
d'aguardonle.
Filgueiras ligava gr.mde nlcresse cm conser-
var o Ico como praca importante no caso de uraa
retirada : mas pouco segura era esta villa por
nella avultarem os imperialistas e os Porlugue-
zes, que na ocsasio da sua viuda da capital,
como cima dissemos, tinham-o abandonado
para se irera juntar Araorini na serra do Pe-
reiro.
O Rio do Peixe, villa do centro da provincia
da Parahyha.e cujo termo confina com os do Ico
o Cariri, lendo principio adoptado a repblica
do Equarior.ento j havia sido restaurado e vol-
vido obediencia do governo imperial ; c pois,
conhecidos alli os grandes preparativos quo se
laziam no Cariri, enlrou-sc a reunir gente arma-
da sordons de Jos Dantas Rolheia e AgOStioho
Jas Yhomazd'Aqiiinn; aos quaes veio ainda ag-
gregar-se Joaquina Pinto Madeira leste dos
imperialistas do Jardim. que eram acossados
pelas tropas de Filgueiras.
Oicuparam por meio de presidios todas as
entradas da provincia do Cear para a daParahy-
ba, com o llm de obstaren) marcha da expedi-
do o a passagem das boiadas que seguiam
A acta lavrada nesta sessao, declara, que
quando acclamarara ejuraram a repblica do
Equador, o fizeram cedendo i coaccao e ao
temor da morte.
Nesla mesma sessao foi eleito um governo
temporario, composlo do vigario Francisco Be-
era urna verdade at certo ponto, pois que ha-
viara 100 bragas junto ao marco 7,000 que csta-
vam muito arruinadas, e mais 260 bracas na var-
zea do Soccorro, que estavam arruinando-sc con-
sideravelraente ; acho de juslira e equidade que
. I p^das^asV^^
S!?^T,n^Ai,2A 'T^tl^lLl I! ?S? Ponto'., nico, arruinados na ^
podendo empedra-lo
mo lempo, como por-
o que seu orcamento an-
1 da em praca, tomou igualmente a medida de co-
.t.. o n8,^ndad0 raarch8I C01 l.od" brir cora urna carnada de areia ditos lugares,
niS nns.\r^ eo^nCSfe-reanir' C0Blrl Tn>1*0 amando assim urna porcao ou illa no centro d
P Ora o,P ^ .^mSa, nHSU" m"ChtV es,rada. ^0 ''"i" nenhuA ir.commodo offerece,
abandonado o \ ,1. publcanos ini0 ^ uma Jlinha decarros est establecida
aDanonado o Boqueirao, regressa villa com e 0 DUh|ico oueo aitcste
ln{LJW!\t^^^^ 2 dejulho do
1860.O ajudante de engenheiros, Feliciano Ro-
1 earo Heonque de Almeida, Joao Andr Teixeira Hprir-'an esse^ nonin* nni
SSiAffl ADlonnO ,de, Amo"mV. corao ^ td d. vfcorPia?,e,,naJot"
H?,fma n, C d" for?a>,anm de.t0lra,ar d"-e?ao do pr0mpto. nao s pelo
ordera C'D qUan S restabelccesse a ba qu e desde o 1." de marCo
Aqulno ; que inlitulava-so o restaurador do Rio
do Peixe, e pretenda as raesraas honras cora
relacao ao Ic.ondo na realidad preslou servidos
nessa quadra causa do imperador.
No dia 28 reuniu-se a cmara em sessao so-
lemne, com assistencia de grande concurso de
povo, e ahi foi
jurada a consliluicao offerecida pelo monarena a
cSoSotZlT^V"8"01" M ? uo effeclivoservico no magiste-
itao Axoshnho reunido ao governo tmpora- ri CODfonne^ a seguuua parl0 ,,,. 29 da le n.
de marchar em seguiraento Qf.q
das tropas de Filgueiras, ~
drigues da Silva.
Hoje lem lugar a extraegao da ultima par-
te da oitava e primeira da nona lotera concedida
beneficio da matriz da Boa-Vista.
Per portara presidencia foi jubilado o pro-
S id& nIH una"iraemente fossor deFgraramatica latina da Victoria, Jos
Ului^ao offerecida pelo monarcha a Pereira Bor8ges# Cm os vecimentos proporcio-
promtiio os Uillielcs de IOI,,. "us B,u u proprios muios a a anua pu-
rofereni dilfercnles escrip-I l'lien ^cral sao do quasi impossvel reallsaco.
soltado a reapparieao das As'olr;,s que se rofarmam poriudicaraente, ou
commercio e de possOas entendidas.
A Pensylvania, era mscircumslancias, prohi-
bi cm 1817 a emissao de notas de pequeo va-
lor, e esla medida produzio folizes resultados,
nao obstante numerosas represenlaees, e mani-
em pessima siluarao.
De todo o exposto resulta que por sem duvida
a conslil'iico dos nossos bancos modernos, so-
bre iraca, podo prestar-se nao s ao augmento,
ou inlenso dos, males de una crise, mas tara-
no, e encarregado
. iam se retirando
lentamonte para o Cralo
Durante a ausencia da expedicao, os disturbios
nao haviam cessado no Cariri. Francisco Pereira
da Fonseca, congregando os imperialistas do
Crato, poz-se testa delles, apoderou-se da villa,
prendeu grande numero de republicanos, e nella
reslabeleceu o governo imperial. Cora pouco os
Jardnenses, anda despeilados pelas persegui-
ces, insullose morticinios recentemente pratica-
dos contra elles pelos republicanos, e vendo a
sua rival desamparada e sem forras, assenlaram
em exercer represalias ; e para "esse fim reuni-
rira gente armada e dirigram-se villa inimiga,
a qual-occuparam sem resistencia e metteram
saque, matando a diversos republicanos com in-
cluso de Pedro Nolasco ; e depois de fazerem
nao pequeo numero de prisioneiros, que con-
du/.iram comsigo, effecluarara sua retirada pela
Missao Velha, onde se encontraram no Io de
novembro cora a expedicao republicana que vi-
nha de volta, de maneira que como lhes fosse
preciso sustentar um liroteio cora ella, assassi-
naram aquelles miseros prisioneiros ferro fro,
e se rctiraram seguidamente para o Jardim, con-
servando-so ahi debaixo de armas, por teuierem
um novo ataque villa.
De volta ao Crato, no dia 3 de novembro os
expedicionarios se apoderaram da villa, que fra
abandonada por Francisco Pereira da Fonseca
com sua gente para ir entrincherar-so na Bala-
teira, sitio pouco dislanle d'ali, no correle do
mesmo norae. Os republicanos de posse da villa,
tornaran a proclamar a repblica do Equador ;
e no dia seguinic dirigirm-se contra Francisco
Pereira da Fonseca, ao qual derrotaram comple-
| lamente, dispersando a gente que o acorapa-
i nhava. Mas elles vendo que nao se poderiam
j manlor no Cralo, nem resislir s tropas que cn-
1 Ira elles o governo temporario do Ico diriga
I dossa localidade o sen termo, dos Unhamuns o
I do diversos outros pontos da provincia ; evacua-
rain o Cariri c se pozerara de marcha para o
Ex, alravessando a sorra do Araripe, onde re-
solverara-se. a debandar o exercito. As tropas,
cansadas, desanimadas e completamente desmo-
ralsadas, sem sold, nem viveros e menos mu-
nicos, licaram ao desamparo som sabercra para
que ponto se dirigissera com receo do rancor
dos seus inimigos ; e os mais compromellidos
lomaram ocaminho do Ro de Janeiro polo valle
do rio de S. Francisco, acompanhados da gente
de Pernambuco que os conduzia como prisio-
neiros.
Filgueiras entregon-se no Ex a um sargento
de ordenanzas de nomo Raymnndo, com condi-
co de sor conduzido solt ao Rio de Janeiro.
Mas certas autoridades julgando este proceder
para com tira rebelde muito irregular, manda- i
ram-o prender e conduzir amarrado. Dizera 1
. alguns que elle julgou-se tao ultrajado por este
[ruttratono o beneficio, se logo se homem de pe- caminho de Pernambuco. modo do ser tratado, que morreu da paixo que
atr o oi*e se empresta. I Filgueiras, cora o grosso da expedirlo, era sua delle apodorou-se ; oulros altribuem porm a '
A noossa legislacao commercial nao pode lam- marcha para este ponto, enconlrou-se cora os sua morle um ataque de fobre pemiciosa, mo-
bem tayoreaer a opraiao conlrana. lelos arls.! diversos corpos ao mando daquelles tres e de lestia mui commum as margena do rio S. Fran-
dao i!i 45 do cdigo do corrmercio, 1 letra do i ouiros cabos do guerra, que, era consequencia cisco.
cambio onda Ierra pode sor passada i viste. I da exiguidade de suas forcas, e por nao pode- Filgueiras foi homem de inlelligencia curia,
arl. 42b, admitlindo porm as olas pnmii#ouas dorem-o atacar de fenle, nem ainda obsla-! mas de uma coragem o resolucao a toda prova ;
ao portador, assignadas poi commeiiciafjle, ojrem-lhea passagem, entrara 111 a inquietar-lhe a < o que Ihe mereceu no Cariri ra prestigio im-
equiparaiido-as as letras de torra, exigi muilo marcha por dilforenles modos. menso e uma especie de culto da parle dos povos,
ezpressamentea condico deprazo /la Assim, ora punham-lhe emboscadas, d'onde quo. Ihe obedeciara com respeilo e temor. Algu-
Ouvida no principio do anuo de 1959 sobre fugiam, depois do ler sido dada urna descarga ; mas pessoas querrm faze-lo um estpido tao
esta importante questao a s?ccao de fazenda do \ ora cahiam de sorpreza sobro os flancos da tropa grande, quo o aecusam de tor servido repnbli-
ou sobre a reclaguarda, aprisionando e matando | ca do Equador na persuasio de que Irabalhava
os relardatarios e qunntos se nparlavaru da [orea favor do unperador, por mysliticaco de Tris-
principal. lao e do padrtf Alencar Repugna ailmillir uma
0< fogos mais notaveis d'esles, tiveram lugar tal opiniaota respeilo de um homem que repre-
no Umary, no Taboleiro-grande, e no Brejo das' sentou no paiz um papel importante. Verdade
Freirs. I que os raaos Alencares o dorainaram couiple-
Eslacionando neste ullimo silio, no dia 17 de | lamente no lempo da repblica e o arraslraram
oulubro ouvio para a sua esquerda descargas de i mesmo Iludido; mas nao tanto como se iu-
mosquelaria em pouca distancia ; e por sopor- cuica,
suadiu-se de que fosse o corpo de Maxi que
encontrara e balia os imperialistas; mas pouco
durou esle seu engao.
Conforme as ordens que recebera, .fl/ax'havia
rodeado o grupo de serras, situado entre Santa
Mara o o I.ogrador, e sahira para o serlao n'uma
'lazenda chamada Picada, cerca de duas leguas
ao norte da estrada real por ontre segua Fil-
gueiras
Iransaccoes licitas realizadas.
(Ccnlinar-se-ha.)
Esltor/n histrico sobre a provincia
ilo Cear pelo Dr Tlicberge.
[Conlinuacao do n. 120.)
Copias da acia desla scsstib do grande conse-
lho foram femellidas todas as cmaras da pro-
vincia, 3fim de adoptarom a nova forma de go-
verno e Ihe preslarem juramento do fdelidade ;
e concluida a acclamarao, fe i Trislao eleito prc-
sidentn da provincia e' Filgieiras commaiicante
das armas.
festaces que o celebre economista Condy Ra- em contribuir para sua existencia ou apparico
guet laxou do. filhas da ignorancia e do absurdo ; 'Alm di:t0> a-ruina do um banco, construido
sondo seguida neste passo pelos oslados de lla-
ryland. di Georgia, de Ohio, da Novo Jersey, da
-Nova York, e do Maine.
Em 1S:J< una leiiprohbo nos Eslados-
lluldos da America do Norte a emissao do billie-
sobre taes bases, podo ser fcilmente determina-
da pelo espirito de rivalidad*, do que nos offe-
rece excmplo, entre oulros paizes, a propria Es-
cossia.
A eslas reflexoes costumam alguns oppr o se-
les de menos de 10 dollars, al marco de 1837, 6u'nl : 1 nossa praca se distingue pela mu-
e de eniao em dianle os de menos de 20 dollars; I,ua conflaaja e pelos soccorros que reciproca-
nao obstante osla medida ler sido revogada em | me,lle se prestara os negociamos e os bancos; i."
1841, anda hoje distinclos economistas, como : "S cflsos de pnico e crise ncnliuui banco resis-
Boven, reprovando os planos adoptados, ou \te> lodas as cautelas e seguranzas sao inuleis.
proposlos para prevenir os males dos pnicos, A especial situacao do nossas pracas em uma
opinam pelo seu restabeleciraenlo, sendo de vo- i v"rdadeira crise nao pode fornocer e"sses mutuos
to que a prohibico se estenda s notas de valo-
res menores de 5 libras, e a reputam a medida
mais idnea para produzir o desojado fim.
O novo banco nacional da Sardenha s pode
emitlir notas do valor de 100 francos.
O banco de S. Fernando na llespanha de 500
reales.
Na Relgica, com quanto o banco nacional pos-
sa emillir bilheles do valor de 20 francos, a lei.
de i de maio de 1850, que o creou sobre os des-1lcce ao febricitante a proslracao appareco depois
trocos do banco da Blgica c da sociedade ge- de Passada a fobre. E ainda concedida a existen-
soccorrds, e essa pralca de que nos vangloria-
raos. Quando o fatal grilosauce quipeulfr
ouvido no u:oio do eslreniecimenlo geral, osdes-
irocos que o urago produzir se ho de sentir por
toda a parte, e essa mutua conilanca (arde appa-
tecer e produzir seus salulares elfeitos. Os
males de uma crise, alm disto nao se senlem lo-
go, ou no lempo de sua duracao, e sim no seu
limo periodo, ou quando declina. Como acn
ral, no art. 13 deu ao governo a faculdade de
marcar o modo de sua emissao, e a quanlidade
de bilhetes de cada valor.
Islo pralicam paizes, ondo o pagamento dos
impostos realisado em moed3 melallica, que
por seu commercio reunem em seu mercado
grande quanlidade de ouro e prala, e por sua si-
tuacao em occasioes de crise podem de um para
oulro momento ndquirt-los com facilidade.
Os mais abalisados economistas amigos e mo-
dernos, e as melhores autoridades linanceiras
sustentara esta medida, como indispensavel ; eos
que, como o preclaro James W'ilson, prope a
adopeo de notis de pequeo valor, o fazem na
hypolhese da abundancia de moeda melallica, e
por amor de sua -economa, hypolhese que nos
absolutamente alheia ; e anda assim exigen) que
sejam emillidas per um banco especial, ou por
cortos bancos cora garantas suficienles, rereren-
do parle, ou iodo o iucro para os cofres pblicos.
O exemplo dos bancos da Escossia, que semprc
produzldo em quesles desla ordem, pouco va-
lor pode ter, atientas as suas circumstancias es-
peciaes c talvez nicas na hisloria dos bancos.
E' inconleslavel, e os documentos os mais au-
thenlicos o provam, que uma grande parte de
seus bilhetes nao permanece por muito lempo na
circutagao, que taes estabelecimentos promis-
cuamente os recebem, uns dos oulros, e que por
duas vezes cm cada semana os trocara em Edim-
burgo, e Glasgow. O Sr. Blair, thesoureiro do
banco da Escossia, uns dos homens mais versa-
dos cm materias nanearas, segundo o leslemu-
nho do Sr. J, mes \V Gilbarl, affirma que as no-
las que emillem os bancos Esr.ossezes sempre
refluem s si as caixas ao cabo de dez ou onze
das ; e esprriando-sc nesse ponto revela, alm
disto, o curie so facto de que na roda do armo a
emissao realisada equivalenlo a importancia do
troco efectuado, e que por esle modo o sello
pago por lodi a importancia da emissao com-
prchende nolis que permanecen) a mor parte do
lempo em sei s cofres, tanto mais quanto o total
annual de su 1 circulacao unicamento tem lugar
por poucos dias em duas nicas eslacesdoanno.
Parece a muilos que, adoptado e religiosamen-
te pralicado e principio do immediala conversi-
bllidade das notas dos bancos, todos 03 receios c
pangos deven desapparecer. No o aconselha
ca dessa circumsiancia, qu> devendo ser com-
mum s grandes pracas, abundantes de recursos,
nao produz com seguranca o to extensamente
esse salutar e-leito, isso um fado lo accidenlal
o de tao duvidosa realidade, ou antes uma quan-
tdade tao negativa, que o homem de lento e de
experiencia deve separa-la de seu calculo, ou
plano de organisaco de taes estabelecimenlos.
A segunda cunsidorago nao podo igualmente
prestar torga opnio contraria.
Um banco bem constituido e dirigido pode pre-
ver a tempestado e prevenir-se contra seus furo-
res ou conjura-la. No seu primeiro accommet-
timento, por formidavel c extraordinario que este
seja, por sua forte conslruceo c prudente direc-
eo, poder supporta-lo e o'lloreeer taboa de sal-
vaco a seus clientes, como acontece em lodos os
paizes. Se fraca porm fr sua organisaco, nao
resistir aos primeiros erabales, nao poder sus-
ter-se nem dar a mo a outrem, e com seu nau-
fragio acarretar o de rautos, alera de produzir
grande abalo e maior pnico. Navio de/orle cons-
lruceo o bem apparelhado, prvido c dirigido
pode superar o furor das ondas, e quando a lera-
peslade passn, fcil Ihe reparar suas avarias e
seguir sua rota.
Nao succede isto porm aos de fraca conslruc-
eo, ainda que se desvanecam de uma cxcellente
marcha.
No curso desle capitulo toquei na emissao de
bilheles vista e ao portador de pequeos valo-
' res, de que usam os particulares.
Logo que os bilheles de pequeo valor sao
autonsados c de uso commum diz m grande eco-
nomista, rauitas pessoas do povo invejam a posi-
cao de banqtieiro o acham possibile(ade de con-
3egui-la. O individuo, cujos bilhetes do cinco
libras ou do vinle shillings nao seriara aceitos,
conseguir passar fcilmente os de menor valor,
ou de somina to diminuta como seis pence ; mas
banca-rotas frequentes devem sobrevir a uma to
miseravel classo de banqueiros, o aps graves
dainos ou inconvenientes, e talvez grandes ca-
lamidades entre as classes pouco abastadas em
que circulam.
E' fcil de ver o perigo da permanencia de um
tal abuso, especialmente em paizes como o nos-
so, em que de uso commum o papel dogover-
Nocorrer de todo o mez de setembro, foi esta Ahi seus soldados apossaram-sc da casa c do
acclamacio acceita por todos os termos e jurada I corral da fazenda; e sem a menor cautela ern-
pelos povos ; mas no o foi com o enlhusiasmo briagaram-se com agurdenle que haviara to-
que, geralmenle se espera va. i mado, eem seguida enlregarara-se ao somno.
Na comarca do Cralo, e especialmente no Ca-1 Nesta sltuaco foram cercados e sorprendidos
Filgueiras fez um triste papel em 1817 ; c a
mais bella pagina da sua hisloria consiste na ex-
pedicao Caxias c ao Pauhy contn Fidi : foi
nessa campanha que adquiri grande nomeada,
assim como j havia causado admiracio pela
presteza com que reunir gente, e elTectura
sua marcha contra Dniz cm 1822 no curio espa-
to de 8 dias.
O norae dello ainda popular e rc-spoitado no
Cariri.
A 18 de novembro mais de dous mil homens,
procedentes de. diversos pon los da provincia, ti-
nhara convergido para a villa do Cralo s ordens
Honlera celebrou a sociedade L'niao Benef-
cente Martima a sessao de juramento dos res-
pectivos socios effectivos.
Hontem, por occasiao do fiscal desta fre-
guezia de Santo Antonio proceder exame nos
gneros alimenticios exposlos venda nos esta-
belecimentos da mesma freguezia, encontrou na
taberna de Jos Manoel Pereira de Mendanha,
na ra do Livramento n. 24, iros barris com pl-
vora, que estavam sotopostos cama em quo
dorrac o mesmo Mendanha.
Era consequencia desla adiada, o referido fis-
cal chamando inmediatamente o delegado, e esle
aproseniando.se alli, apprehendeu a plvora, e
fez em seguida recolher casa de detenco o su-
pra indicado infractor das posturas relativas
venda da plvora dentro da cidade.
Queimaram-se hontem differenles casebres
de palha, que ficavam fronleiro3 fabrica de sa-
bo da ra Imperial.
;)zem que osinislro proceden de ura menino
que alli folgava cora fogo ; o qual ganhou
aquellas chochas, e produzio o incendio del-
las.
Segu hoje tarde directamente para o Ro-
de Janeiro, o vapor de guerra nacional Gequiti-
nhonha, o qual recebe a mala no correK) s 3
horas da larde.
No dia 4 do correntc cstiveram os navios-
de guerra nacionaes e o vapor de guerra inglez
embanderados, por ser o anniversario do mc-
moravel dia da independencia dos Estados-Unidos
da America.
Foram recolhidos casa de detenco no
dia 4 do corrente, 10 homens vres, sendo : 8 u
ordem do Dr. chefe de polica, o 2 ordem do
subdelegado do dislricto de S. Jos.
Kiiabxhoska.O .-lmer jornal publicado em Ir-
kouisk coulm uma carta de Khabaroska que diz
o seguinte : Khabarosca est situada no ponto da
junc^o do rio Onssouri com o Amor, n'uma po-
sicao elevada e muito pilloresca. Lila foi cons-
truida em 1858, e serve de praca ao 5o balalho
do linha. Tem ja uma ba igrja, e nos dias do
festa quando o som dos sinos retumba no paiz,
que por seculos s foi habitado por idolatras.
O Onssouri ura dos maiores aflluenles do
Amor, e percorre uma distancia de selecentos
verstes.
Ha poucas regios no mundo semelhantcs do
Oussouri. O Amor um meio lermo enlre a zo-
na trrida e a zona temperada, ainda que a rc-
gio esteja coberta de espessas florestas virgens.
Actualmente, as margens do Onssouri sb ha-
bitadas por poucos chinas o pela rara dos Goldos.
Os primeiros sao quasi lodos desterrados, o alera
do destorro sao condemnados a vivar solitarios
som rnulher nem familia ; ignora-sc qual o cri-
tne na China, aque imposta semelhanle pena.
Comtudo, elles se resignara sua sorlo ; e appli-
cam-se com admiravel assiduidade agricultu-
ra, que pela ferlilidade do solo c de seus cuida-
dos assiduos est n'ura estado florescente.
Os Goldos, como os Bouriatos, os Chiliaches, o
oulras racas nmadas constiluem a populacho
primitiva ilo Oussouri, e dislingucm-se dos chi-
nas na phisionomia e no idioma. Elles passaio
uma vida quasi nmada, a canoa a sua patria,
e uma choupana folla pressa e mal acabada
a sua habitaco. Sao por inslinclo caradores o
pescadores, "e no conhecem outra occupaco.
Suas nicas necessidades sao o tabaco, algumas
vezes a carne, e constantemente o peixe secco.
Passam o invern nos monies, mas, logo que
chega o vero, embarran) com suas familias c to-
do o seu haver as canoas, e divagam pelo rio e
seus aflliientes, ora pescando, ora cacando, at
vollar o invern seguinte.
Os habitantes do Oussouri teem grande provi-
sao de pellos raras, particularmente de marinas
que alli se vendem por baixo proco falla de com-
pradores.
No meio do curso do Oussouri ha um grande
lago, que os Chinas chamam Hinkai. Este lago
o ponto de partida da fronleira russa ao sul, at
o ocano ; toda esla regio tem bellos portos e ri-
cas lloreslas.
MATAooino publico :
Matarara-se no dia 6 do corrente para o
consumo desla cidade 60 rezes.
MORTALIDADE DO PA 6 DO CORRENTB !
Francisco de Paula Manins, pardo, casado, 30
airaos, escarlatina.
Augusto Manoel de Morad?, branco, solteiro, l
annos, escarlatina.
de Agostinho.Jono de Aranjo Chaves, Costa Braga ,,',:" v,;'' ,Vi>,, a. oc
o ouirn. om,i\,oa ri* i-i. nno r,.-m .lli man. ''usco Xav.er Barbosa, prcto, sollciro, 25 an-
freguezes ; de maneira quo foram brbaramente
assassinados perto c visla da villa Leonel Pe-
reira de Alencar nos bracos de sua familia, e o
padre Estevo Tavares Benevides na propria
igroja. Esle celebrara o sac-ficio santo da missa
quando entraran) os assassuras, que armados o
esperaran) ao p do aliar at que elle acabasse.
Prevendo a sua sorte, o padie pedio, rogou que
o poupassem ; mas sem respeilo ao seu estado,
levaiam-o para a sacrislia, obrigaram-o a despir-
se, e ahi o assassnarain brbaramente. Eram
ambos irmaos do U. Barbara, mi des Alen-
cares.
A 15 de setembro Trislao ?xpedio uma porta-
ra a todas as cmaras, no sentido de que ellas
levantassom nos respectivos, termos, sobre os
seus municipes, uma contrbuico forcada, desti-
nada a pagar as despezas da xpedion, que se
prelendia mandar Pern-imbico, afira de se reu-
nir s tropas de Manoel de Carvallio.
Com esla expedicao deviam marchar os depu-
tados assembla geral da repblica,o padre Jos
Marliniano de Alencar. Jos Ferreira Lima Sicu-
pormenores deste drama netando, licaram com- torinho. que iam na vanguarda embaracando as
pletamento desanimados; e assim se resolveram I estradas com arvores atlravessadas, e se dispu-
a retroceder, actuando talvez para esta resolucao i nliam a oppr-se seu progresso para o Cariri,
) mo xito da repblica em Per- quando teve lugar a entrega delle ao msjor La-
menha.
nambuco.
A resistencia imprevista das forcas daParahyba
e as fallas de sold e munices, queja la expe-
rimentando a tropa, foram no entanlo as cansas
primarias da retirada que effoctuaram sobre o
Ico, onde se acharam no dia 20; tendo solfrido
n-'aquelle raovimento escaramuces incessantes
dos seus contrarios, que redobraram de animo
com esta marcha relrogada.
Deiiveram-se tres dias smente alli, durante
os quaes doxarani-se levar tristes excessos.
Um punhado do Jardinenses, impellido pelo
odio que consagravam familia Alencar, e es-
perando alm disto achar o padre Jos Marlinia-
no na Qui.caba, fazenda perlencenle merabros
da familia, para l se drigirara cora o fim de o
assassinar ; mas orno nao o achassem, sacrifi-
caran) seu canibalismo as pessoas que ahi
lexislam, a mor parte prenles c aggregados.
Aquclle padre, no entanlo, em sua marcha
com os seus co-ros republicanos pelas margens
Filgueiras mandou arrombar as portas da casa ; do rio de S. Francisco, enconlrou-se cora o hispo
o Portugus Jos Pinto Coelho, a pretexto de; jc Pernambuco, D. Thomaz de Noronha, que ia
lomT conla da sua diocese, e coja benevolencia
haver dinheiro para pagara tropa, que a falta de
sold j araeacava amotinar-se; e Pinto Coelho,
receiando o odio dos republicanos contra todos
os Portuguezes, d'anle mo havia-se refugiado
com os oulros na serra do Cmara, junto a Arao-
rim. Todava ura seu amigo represcnlou ao ge-
pira, Francisco Miguel Pereirii Ibiapina, Jos Fran- neral, quo elle ha pouco dera quanlia avuliad
cisco Gouveia Ferraz, Joaqun da Cosa Alecrn), favor
Manoel Pacheco Pimenlel, e o padro Jos da
Costa Barros Jaguanbe.
Trislao nomeou Filgueiru; coramandanle em
chefe da expedejo de Pernambuco, e f-lo se-
guir, testa das tropas que pode reunir na capi-
tal, para o Cariri, alim do ir preparando ludo
para a marcha do exercito ; o para este ponto
mandou convergir, s ordens do mesmo lodas
as Iropnsquc Ihe foi possivel tirar dos difl'rentes
ngulos da provincia.
Em sua marcha para o Cralo, compelle Fil-
gueiras o Ico a aceitar a repblica, villa que foi
abandonada pelos imperialistas, alim de irem
reunir-so na serra do Pereira a Manoel Antonio
d'Amorim, em cujo sitio denominado S. Scveri-
no se enlrincheiraram, proclamando era seguida
solemnemente o governo imperial n'aquella po-
voaco do Pereiro, onde arvoraram a bandeira
de u. Pedro.
Nesta emergencia, induz ndo a receios de que
se quizessem elles apoderai do Ico, como pro-
jectavam elTeclivamenle, o general ordenou s
tropas d'shi, domandodeFiancisco Correa Molla
que, reunidas um conlingf>nle de Quixeramo-
bun, s ordens do sargento-mr Queiroz, fossem
desalojar Amorim, dispersa: os rebeldes o res-
taurar a repblica. Marcha-am era numero de
duzentas pracas, mas com tanta imprevidencia
e falta de estrategia, que e.jliveratn a ponto de
passar por uma tolal destruido.
Amorim, quo havia hmntado uma estacada
n'um desfiladelro fronteiro '
da expedicao, c que consequenleraenle era
estranhavel essa retribuicao que se lhedava;
pelo que Filgueiras mandou suslcr o saque, mas
alguns dos seus conselhciros obrigaram-o a man-
dar continuar, ameagando-o al de abandono,
pois que a tropa se queixava da falta de sold,
sendo portanto aquello o nico meio de arranjar
dinheiro para Ihe pagar o atrasado.
Foi a casa saqueada, mas nella no se achou
dinheiro, apenas existiam fazendas e gneros de
exportar o.
No dia 23 as tropas republicanas evacuaran)
o Ic.e se pozeram do marcha para o Cralo, sera-
pro perseguidas pelas do Bio do Pcixo s ordens
do caplo Agoslinho Jos Thomaz de Aquino,
que leve cora ellas diversos liroleios, especial-
mente no boqueiro das Lavras, nos dias 25 e 26
de oulubro.
Neste ponto demoraram-se os republicanos
elle soibe angariar. Esla circuinstancia valeu
muito nao s para elle em particular, como aida
para seus companheiros em geral; porquanlo
esse veneravel anciao e digno principe da igroja
recommendou-os com interesse magnanimida-
de do imperador, cora quem eniretinha relaces
de intima aniizade.
LCoiini/or-se-na.
PERNAMBUCO.
REVISTA DIARIA-
Ha j algum tempo que finalisou-se o prazo
ou termo concedido aos proprielarios de terre-
nos devolulos para cumprirem o disposto as
posturas acerca de serem fechados cora muros os
mesmos terrenos.
Essa medida, cuja necessidade reclamada
por lodos os principios, quer se a encare pelo
lado de seguranza publica, quer pelo do asseio
da cidade, no deve ser procraslinada indefinida-
raonle, nem ainda por raais tempo. Isto posto,
dous das, proseguindo ao depois em sua relira- joferecemos esla lembranea no s a esses pro-
i o Cariri sera raais nquietago, visto que | prielaros, como mesmo autordade quem
fim de prevenir alguma sorpreza, porque era
este o caminho que levava povoacao, malsou-
be da approximaco de Queiroz, pos'tnu piquetes
pelo mato com ordem de niioapparecerem senao
pela reclaguarda, quando o:i aggressores chegas-
no de pequeo valer. Nest^campo a.fraude pode sera i estacada. De fado, assim succedeu ; d
d'ahi Agoslinho voltou para o Ico.
Os imperialistas, quo se achavam na serra do
Pereiro, informados da retirada dos republicanos
eda reslauracao doAracaty pelo sargento-mr
Luiz Rodrigues Chaves, e do S.Bernardo por Ma-
noel Pereira da Silva Castro, efiecluada no dia
20 do mesmo mez; e tendo alm disto sciencia
da marcha de Trislao para o centro, e da defec-
','o que ia-se desenvolvendo as suas leirss,
assim como da prxima ebegada de lord Cockro-
ne, que vinha com forjas respeitaveis bloquear o
sua morada, com o Ceari. marcharam para a villa, a qual tomarara
^ros poucos republicanas* que nella existiam, e
irataram de forlificar-so.
Em seguida designaram o dia 25 para, em
solemne reuno da cmara cora assistencia do
povo, proclamarem o governo de D.Pedro e arvo-
rarem a bandeira imperial.
se
corre o dever do fazer effectiva disposi-
cao da postura municipal ou da lei respec-
tiva.
Do senhor ajudante de engenheiros, Rodri-
gues da Silva, recebemos a nocla que segu
como complementar dessa outra, a que se elle
refere.
Folgamos que a repartico das obras publicas
nao se dedignasse de altender as nossas obser-
varles naquelle sentido, salisfazendo desta soite
a uma necessidade da viaco publica, cuja facili-
dade deva-sesempre ler em vista.
a Sr. redactor da Revista Diaria. __ Tendo
Vmc. publicado em sua Revista de 11 de junho
prximo pas3ado, que a linha de mnibus do
Recite Jaboato havh interrompido sua mar-
cha por se achar intransilavel a estrada da Vic-
toria, entr9 os engenhos Velho e Soccorro, e que
nos, gastro ccphalitico.
Mana do Sacramento, parda, viuva, 100 annos,
diarrhea.
Luiz, pardo, escravo, 18 mezes, convulco.
Joanna Paz Pereira de Souza, branca, casada, 32
annos, congeslo cerebral.
Joaqun), brapco, 4 mezes, hydro picardile.
Elodino, pa-do, 1 mez, espasmo.
Manoel Antonio da Silva Antunes, branco,casado,
50 annos, hernia.
Anna, branca, "i mezes, diarrhea.
Joo Baptista, exposto, pardo, 2 mezes e meio,
convulces.
Hospital de cabidadk. Existem 61 ho-
mens e 57 mulheres, nacionaes ; 7 homens es-
lrangeiros, e 1 escravo, total 127.
Na totalidadc dos docntes existem 37 alienados,
ndo 30 mulheres e 7 homens.
Foram visitadas as enfermaras pelo cirurgio
Pinto s 8 1/4 horas da manha, pelo Dr. Dorad-
las, s 7 horas e 1/2 da manha.
CHRONICAJUUIUIARIA.
JURY DO RECIPE.
3a SESSAO EM 6 DE JULIIO DE 1860.
Presidencia do Sr. Dr. juiz de direilo da pri-
meira vara criminal Bernardo Machado da
Costa Doria.
Promotor publico o Sr. Dr. Francisco Leopoldi-
no de Gusmo Lobo.
fiscrivo interino o Sr. Antonio Joaqun Pe-
reira de Oliveira.
A's 10 horas da manha, prsenles os Srs. Dr.
juiz de direilo, Dr. promotor publico e escriv-
ntcrino, o escrivo procede a chamada e vero
tica esta re ra presentes 40 jurados.
Sao multados cm 20g000 os soguinlcs Srs. jui-
zcs de facto :
Francisco Pacheco Soarcs.
Jos Alfonso dos Santos Bastos.
Joaquim Jos Baptista Jnior.
Dr. Jos Joaquim de Souza.
Luiz Antonio de Siqueira.
Manoel Fonseca de Medeiros.
Sebaslio Lopes Guimares Jnior.
Continuara a ser multados em 20-3000, por ca-
da dia de sessao, os seguinles jurados, que ha-
vendo sido notificados na forma da lei para os
trabalho3 da terceira sesso judiciaria correle,
ainda no comparecern! :
Antonio Jos Teixeira de Castro.
Antonio Jos de Vasconcellos.
Antonio Emygdio Rbciro.
Benedicto Jos Duarte Cedrim.
Dionizio Solero Pereira.
Dr. Francisco do Reg Barros de Lacerda,
Francisco Joaquim Cardoso.
Francolino Carneiro de Lacerda.
Flix Joaquim Doraingues.
Francisco Jos Duarle Camarco.
Hermes Carneiro Machado Ris.
Joao Antonio Ribeiro.
Jos Francisco de Mello.
Joaquim Luiz Viraos.
Jos Antonio de Oliveira e Silva.
Joao Ribeiro Guimares.
Joo Carneiro da Cunta.
'
J _


II.
jes.
de Menczes.
do Avellar.
a.
.1 Teixeira.
Francisco de Pinho Bor
Jos Cavnlcanli Filzucii
Joao Filippe Civalcanli
Joo Cocino da Silva.
Jos Maximiano Soares
Joaquim Fraticisco Dua le.
Joaquim Silvcrio do S ua.
Manuel de Souza Fcrrei
Manoel Jos Baplisla
Manoel Ignacio da Silv
Manoel Lopes HodrigueL
Manoel Gongalves da Luz.
Tidrodu Alcntara l.yra.
Cnmprc declarar para sciencia do inlcressado
que o Sr. Benedicto Jos Duarle Cedrim lem sido
multado todos os das consecutivamente, sendo
que por engao publicamos anleriormenla o s"u
nome como relevado de mullas. E' o que cons-
ta das acias da presente sessao que versamos.
Itelova tambera declarar que o Sr. Jos Faus-
tino dos Santos.tem comparecido a todas as reu-
nios do jury, e que nao consta das actas haver
sido multado. O que fazemos publico pedido
do interessado.
Fui despensado de servir na presente sessio o
Sr. Francisco de Amorim Lima, quem o Sr.
I)r. juiz de direito relevou das multas em que in-
orrera, atlendendo que o Sr. Amorim Lima
servir cm una das ultimas sesses passadas.
F.m seguida, sao declarados relevados das mul-
las os Sis. juizes quera (orara impostas na ses-
sao anterior :
Dr. Joaquim Pires Machado Por'ella.
Dr. Francisco Pinto Pessoa.
l'r. Joaquim de Souza Res.
Jos Maria Seve.
i'.' dispensado
Sr.
de
servir na prsenle sessao
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitanga.
T conduzido barra do tribunal o reo Joo,
-escrarode Antonio Henriquos, preso desde 27 de
julho de 1S5'J e pronunciado em 9 de outubro
do mesmo anno, como incurso ha lei de 26 de
outubro de \'i\, arl. 3Q.
Prncedendo-sc ao sorleio doconselho, sao re-
cusados pelo ministerio publico, os seguinlcs Srs.
juizes de (acto :
Francisco Vellozo da Silvojra Telles.
Tenenle-coronel Jlo Valentlra Villela.
Antonio Jos Pacheco e Silva.
Jos Alfonso Ferreira.
Francisco Rodrigues Lima o Silva.
Joao Manoel llibeiro do Couto.
Sao recusado; polo curador do reo, o Sr. Dr.
Joao da Costi Ribeiro Machado, os Srs. juizes :
Dr. Rufino Augusto de Almeida.
M ixiraiano Francisco Duarle Regueira.
Ovidio Ferreira da Silva.
Rodrigo Jacome Harlins Pereira.
Dr. los Sergio Ferreira.
Jos Francisco Ribeiro.
O conselho de julgrnento compoc-sc dos se-
guidles Srs. juizes de fado :
Jos Iygino do Souza Galvo.
Joao Jos da Cruz Muniz.
Manoel Antonio Teixeira de Allmquorque.
M inoel Polycarpo Moreira de Azevedo.
Joao de Sequeira Campcllo.
AgO'tinho Jos Ferreira dos Sanios.
Joio Chrysostomo de Albiiquerque.
Dr. Francisco Finio l'essoa.
Miguel Archanjo de Figueiredo.
s rali ni i.eite Pereira
Sabino Bruno do Rosario.
Augusto Pinto de Lemos.
Deferido ao conselho o juramento dos Sanios
Evaogelhos, procede o juiz ao interrogatorio do
ICO.
o eleru, e mais que ludo contra a primazia do Pa-
pa, sem embargo de um pouco antes ler-lhe pro--
meltido urna inleira obediencia; e deelarou urna
guerra publica sos bispos e a lodo o estado ec-
clesiastico. Em um de seus transportes defijror
compoz contra estes um livro, em que assim di-
zia :
Todos aquelles que arriscam stias vidas, a
sua fortuna, asua honra eo seu sangue ora urna
obra lo pia, como destruir os bispados e os
bispos, que sao ministros de salanaz... lodos es-
tes sao filho de Deus e obedientes aos seus pre-
ceitos.
O fim principal desla reforma era regular a
crenca dos homens e suas obras segundo as suas
mesmas depravadas inclinaces. E assim ludo
que a religiao eusina, que teode refreiar suas
paixes, ludo fui abolido : o dogma da eucharis-
tia, a conllssao, a maior parle dos sacramentos,
mullos livros cannicos, a maior parle dos con-
cilios geraes e toda a auloridade da igreja.
O Divino Salvador hara dito Simo : T s
Pedro e sobre esta pedra edilicarei a minha igre-
ja, c as portas do inferno nao prevalecero con-
tra ella, es PetrUS el super haixc petram edifi-
caba Hcclesiam meam, el oort'B infer non pre-
yalebunt adeersus eam. (17) Mas este impio re-
formador lornando-se de lillio obediente que era
da igreja em peslifero flagello, por sua propria
auloridade se deelarou chefe de urna muliidao
de sectarios, que como outros tantos lobos furio-
sos devorara as catholicas ovelhas. E como a so-
berba nao quer era lempo algura ler rival era
opposiijao, Lulhero allacou os proprios reis che-
gando a dizer no seu livro do poder secular.
Desde o principio do mundo at o presente
foi cousa rar3 achar-se um principe sabio, e mais
anda achar-se um bem morigerado porque de
modo ordinario sao ellos os mais insensatos e os
mais libertinos que ha no mundo... E por tanto,
meus bons sonhores, os vossos vassallos nao po-
dom, era querem, nem devera, segundo a inten-
gao de Deus, soffrer por mais lempo os vossos
tyrannos governos.
Incitando desla sorte o povo a rebelar-se con-
tra seus legtimos soberanos dirigo-se a Joao Fre-
derico cleilor de Saxonia, de quem estava um
lano ressentido e Ihe diz:
_ Se me permiilido por amor da liberdade
nao s desprezar, mais ainda pizar ps os de-
cretos dos Papas, os caones dos concilios, as leis
DjABIO DE lfiflftj,BI{& ^ SABBaDQ 7 DE JULHO DE 1360.
litares e amitos seu suDordiuados, t.iitj Resul-
tar maior gloria ao nobre ministro, porque pro-
va qmnto respeila elle e acata as formas parla-
mentares.
O Sr. concelheiro nao
Ariu
a mearla va
va-se u esU tid.ide um seu credor,
por todas as maneiras,
para ser era-
qiie o seus redores.
su responJeu por si.
como defiendou aos seus antecessores no mesmo
ministerio, cora lauto conhecimenlo do causa, c/ni
cora lanta espocialidade, quo confundi atnbo3' proced
os seus antagonistas ; a um Jos quaes, (perni-
la-se-nos a expresso) espichn comaletaraenlc.
Cora effeito o Sr. Peixoto de Azev;do, offkia
superior do excrcito.cxpriniio-se em uraalingua-
gem tal, que prova mais que muito t quanlo vai
em decadencia a moral do nosso exeicito.
- su f'T nnojonto o que uvida-
Usado ; e W ^^T**. I "^.larlms 7dErc,
quizeram ver os ^ ,s .Prul,re,ore3. se nnr ma>.imi ..... /..'_,_.
da |
massa
J3;
^z^ttg&viaz
do socio Vicente Camtnha, e oflVrecendo-St nara
depositario d'elles o Sr Silvestre Ferreira' do,
bajitos um dos mais solidos propietarios d'esla
cidadonao o quiz admiltir: s Ihe servia o Sr.
Joao rrancisco/
Nomeado o novo depositario, ord
enou o ve-
p .?,?,Ver4ada d.lsclpl'na 3e as. l-inas do Sr. reador juiz ao Sr. Guilherrae, que Ihe entrega
Penlo de Azevedo podessem tor cabimento no as chaves dos armazens loias ele V
exercito ; se um oflicial de qualquer t atente, por' rellexionasse. que s entregara ludo
como elle
- por meio
oaianro, como havia recebido. tiara Tirar
mente as ordens dos seus superiores, e multo exonerado de qualquer responsabilidade
mais do proprio governo supremo? | don passar mandado '
elevada que fosse, podesse desobedecer ioipuni- de um
man-
COMARCA DO BONITO.
Despedida.
Vcnto" "Je pela imprensa repetir o que min-
ias e muilas ,"ezes lenho dito.
Devo aos roeus ^migos da comarca do Bonito
um eterno reconhecim<,\n|o ; deixo-os, verdade ;
mas sou forrado pelo impef.'iso dever que tero
todo homcm que vive vida publica.
Durante quatro annos morei na Cunaras c ti- i
ve lempo para apreciar a nobreza de sc-nlimeii-
entro os quaes o Sr. l'aranhos conta alguns de
seus proprios collegas no magisterio.
gneros
arraazens, e passara-os para sua casa ; o que
ludo bem combinado dava em resultado para os
que peusavam bem, que ahi havia o plano do
!!^*..LJ,,.rt,5M^???'.????0 visto que nada
comprometiido e
amigo.
Tambera lemos
guerra ; e cora quanlo as nossas Ideas, acerca da I gneros para pagara sen crelor
organisagao e composinao du exercit >.ejam mui- lomara por balanco e de icar'c
lo dillerentcs do que existe actualraenle no Bra- considerado ladrao o Sr Guilherrae
sil. cora ludo nao podemos deixar de reconhecer I Cora o cerco da casa exa!larara-s<
ra-se os espinlos,
jin movimeiito, contan-
a casa do Sr. Pacheco encheu-se
todas as dDculdades cara que lulou o nobre mi- e lodo o Aracaty poz-se"e
nistro para corrigir vicios e abusos inveterados ; uo-se at quo a cosa do S
pira dar sequer um pouco mais de moralidade ao j djs celebros sicarios, e farrouhas'da'Ga'mhi" ad1
elemeul da forca publica. p.ra pegaren) em armas, no caso do ser precis : e,ei
U Sr. ministro nao o confessa, mas reconheco cchegaram as cousas a lal ponto, uuo uouco ^ P-el Pnmeiro circulo do
As despedidas de um
E' quasi sempre mui sensivel a i
um amigo quando osle lem cultivado uma'ami-
zade sincera, o que boje tanto so custa adiar O
Sr. bacharel Joao Aires Das Vilella, ura raoco
que soube merecer nao s a estimaciio dos ses
lentes na academia, nao s pelo seu'ta'.enlo, co-
mo pelas maneiras dignas de que
u>';ir}-T Fr,ancis/ perett. comraendador
da imperial ordem da Rosa e da de Christo o
fcj ^ dle"? esPecial d0 commerdu SSSd-
dade do Rede, capital da provincia de Pe-
SiSS^.e!""0' Pr S" "Imperia1' 5"
Fajo saber pela presente carta de editos em
como Manorl Antonio da Silva Moreira crame?
ante matriculado e es.abelec.d cora cT L
negocio na ra Imperial desla cidade. me enviou
" Vi*? SU? Pe,,caov 1ue Manoel d0 Nascimen-
lo, estabelecido com taberna no lugar da Cabana
acconleceu fallecern teslan.cnio, sendo fe:
\edor ao supplicanRTda quanlia de 6|fJt80
[constantes de urna letra que junlava. por conta
aa qual j havia recebido 227ji. era diversas pres-
lagoes ; e corno quer que nao conste, que o dito>
finado deixasse herdeiros de qualidade alguma
queconslasseaosiipplicarile; por isso me requera
que fossem citados por carta de edlos com o
prazo de lo das, os herdeiros do referido, e os
Oca. procurador fiscal da fu/.enda provincial ecuo
rador geral, para fallaren) aos termos de urna
acrao ordinaria, n.i qual pedo o supplicante o
pagamento do saldo da predita letra, juros a
cusas, sob pena de revelia na forma da lei: cuja
peticao sendo-me aprcsenlada, profer o meu
despacho do Iheor seguinte :
Distribuida na forma requerida. Recife, 25 de)
lunho dejunho de 186U.A. F. Perelli.
Em cumpriraenlo do meu despacho assim pro-
ferido, o escrivao abaixo declarado, fez passar a
prsenle carta de editos com o prazo de 15 das
pela qual e seu iheor, cilo e hei por citados os
herdeiros do sobredilo finado Manoel do Nasci-
..m bm edu-iraento, para que dentro do referido i
; adquir^nosSSar1".^^^ >" HWfS-S I-L-- V3ZT
que o ezercito necessita de una reforma desde a I fa.tou'para baTer'um'rompirae^Mnl'^ife tu-
nta base, isto desde o recrulamenli ; e foi o '. docessnu pela acertada medida,
O escrivao procede 5 leilura integral
cesso, e seguem-se os debales.
do
pro-
Resumida a dlscussio, o Sr. Dr. presidente do
jii-v ollurece ao conselho os quesitos da lei, c
em vista das resposlas do jury absolve ao aecu-
sndo, c manda que seja para logo posto era li-
berdade.
por
ap-
ap-
ap-
Tribunal do coimnercio
Achara-so paralysados nesta secretaria,
falta de prepares, as seguinlcs appellacdes :
Appellante, Claudiuo Benicio Machado;
i los, llililao Borges Ucha e ouiros.
Appellante, Joao Piulo Damazo Jnior ;
j eHado, Jos Adulpho de Barros Correia.
Appellante, Antonio Annes Jacome Pires
rollado, lenente-coronel Joao de S Cavacali
c'' Albuquerque.
Appellante, Antonio rrimo Soares i Compa-
nhia o Joo Chrysostomo Pacheco Soares ; ap-
pellado, Carlos Jos Aslley & Companhia.
Appellantes, Braga A: Antunes; appcllado,
Henrique Gibson.
Appellantes, Miguel Ferreira de Mello e ou-
tros ; appellddo, Francisco Ferreira do Mello.
Appellante, Manuel Jos Martina Corredoura
appcllado, Antonio Pacifico Simos do Amaral.
Appellante, Reinaldo Antonio de Miranda; ap-
pellado, o padre Jos dos Sanios Fragozo.
Appellante, Jos Antonio Pereira ; appcllado,
Juao Ferreira dos Santos.
Secretaria do tribunal do comraercio de Per-
nambuco 5 de jullm de 18C. Julio Guima-
raes, secretario.
principes ; pensaes vos, que eu tenha tal respeito
para com vossas ordeus que as atienda como
leis?
O mestre e os discpulos, esta chusma de lo-
bos ferozes causaram na snita religiao a mais
cruel desgraca : os convenios eram dusiruidos, os
religiosos morriam fume, os desvalidos sera re-
curso ; elles invesliram o sanluario, profanaram
as Igrejas, cuja assolacn era para os calholicos
um motivo de muilo maior alieao que a propria <
morte.
Este formiguciro de hereges formavam oulras
tantas sceitas : a Zuinglio succedeu Calvino, qu
se fez celebro em Gcuebra: estos, os Lulheranos
e outros se espalharan maneira de urna uuvem
de perniciosos gafanholos pela Allemanha, Ita-
lia, Franca, Inglaterra, Dinamarca, Suecia c ru-
tea Baixos... e lo Jo o seu systema era declama-
cues contra o clero, contra o pontfice, contra os
principes; mais sem principios certos nem cor-
po de doulria-nem disciplina, nem syrabolo.
Todos estes impos quizeram reformar a igreja,
quem Jess prometteu a sua assistencia al a
consiimmacao do secuto; mas rcsullou desla pre-
tendida reforma, que elles nom a si musmos se
reformaran) ; o porque um abysmo chama outro,
era seus erros estes homens, verdadeiros disc-
pulos de Sat3naz empregaram o dolo, a fraude, a
violencia para separar da verdadeira igreja.os li-
Ihosremidos com o sangue do Redcmplor. Sce-
lerados I nao quizeram que Jess governasse so-
bre elles: cegos! se incumbirara asi proprios em
conduzir os outros cegos, e lodos vieran) a cahir
no abysmo.
Ora, como haver sociedade cnlre a igreja ca-
lliolica c esta familia do Salanaz? que horaem,
visto ser dotado de razAo e nao queira abuzardel-
la, desconhecer, que nicamente na igreja ro-
mana onde existe a verdade, pois a columna c
firmamento da verdade? columna et firmamii-
luin vcrilalis. (18) Como tratara a espoza sania
filhos rebeldes, que no excesso do seu orgulho
o desenfroamento nao attenderam ao Soberano
Pontifico? Filhos ingratos, nuvens de vento, agi-
tadas pela tempestado, homens sera caridadepo-
deriam elles fazer parte desta igreja ah assiui
como a luz nao se une com as irevas, assim os
amanles da verdade nao se devem misturar com
os escravos da mentira, pois glorioso perten-
cermos a urna igreja cujo espozo quer, e sempre
trabalhou, para que seus filhos fossem santos,
assim como elle santo, sandi estola nuia ego
eanctus suin. (10)
^.i..--------' .----- ', '"' : -".-""" hc' aceriaua meuida, que lomou o
pruneiro que se alreveu a lembrar a cunara dos, alferes commanjinte do destaca ment mandan-
dputados, que o imposto mais pesado onlre lo- retirar os soldados.
dns quantos pole pagar o cidadao brasileiro de-1 Durante a igitacio o digno promotor publico
yia ser repartido com mais just-ja e com mais da comarca, rtceUndo que a ordem publica fosse
- gualdade, e mesmo pin lierlar o exercilo de grandemente alterada, dirmio-se ao verentor
c ordenacoes do mesmo imperador e de lodos os ser o valhacouto do lodos os reos do polica do juiz, para fazer cessar ,lal estado do couz%:e
P:'f.- elle em resposa Ihe disse que a sua ordem afia
_ Nao concordamos na reforma que pretende dar ser cumpnda.
a teecrelana da guerra, ajiinlaudo-llte ropartiges O Sr. Manoo Pereira Azevedo irmao do Sr
pifraraente administrativas. O completo de lo- 'Guilherme lenbu com
diisessas reparlires o que deve formar o esta-
do maior general ; cousa muito distincta da so-
cr itaria da guerra, que nao devo ser oi.tra cousa
seno o orgao por onde o governo eomrnunica ao
' exsrcilo o sei)
Apenas formado 'foi; reiloj pelo que'acima lca exposo!"'
nriSro cmn',' d'! R 1a,^en"^ahprovincial 1 f *"c che8ue ?"* 'oops mandei passar
i LPl ? circulo do Recife. Embarcou no editaos, que serio affixados nos lugares do cos-
l,nP.,rr",,lfl "1PZ' para. a "P'1'1 d0 Coar tun.ee publicados Fel impens a.
donde lera de seguir a cidade do Sobral,
desunido para o seu prim<-iro exereicio
gislralura
energa e dedicaeao, que
me sao propria:, amainar a sanha do juiz
intermedio do jr. Pacheco, que manda e di
de sua voaladi, c do quera precisa
porquo era ero sua casa que enlao
o juiz e seu asessor, e do l
da
ugar
a que se vai dedicar. Eu me congra-
tulo cora os bons sobralenses pela acquisicao que
vao ler de urna pessoa lio eslimavel, ".Muilos
parabens [permuta me) que d ao lllm. Sr le-
nente-coronel Joao Valenlim Vilcl
de um preslimoso filho. Pelo qu
feliz na carreira a que se dedica, o
sem ltsonj i
L'm seu amigo
Cidade do Recite, aos 2 do julho de 18C0 Eu.
J"a" J.''cnm du Tunes llandeira. escrivao inieri-
no o fiz escrever.
Anselmo Francisco Perelli.
Olllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
em cumpriraenlo da ordem do Exm. Sr. pie-
cia
o deseiT sefa Sff d" Provin^a. <> <* correte manda" azlc
ib utsejo s a mo .. _.i .m- ____.
que espera
sernos, iratou
pensamento e as suas rosoluQes.
E porra, o que pode fazer o nobre ministre,
apezai dos seus bous desejos, apezar de sua in-
lelligencia, e mesmo do rnuita lic&o acerca da
organisacao do exercito >. Oque p'ode elle em-
prohender contra toda essa velha legislado que
temos, contra tolos os preconcebios do paiz, que e quica. .
nao admitte a nocessidade de forca armada per- : Reinados o soldados, como di-s
manenle? o Sr Guilherne do ir capital" da provincia
sentimos dentro d alma, que toda a C.cdicaeo,, queixar-se acExra. presidente contri So discora-
que toda a capacidade do Sr. conselheiro Reg munal e instlida violencia: oque com etreiio
Barros so percain em inuleis exforcos; pois que,! po/. em pralin na tarde do mismo dia, indo com
por mais que faca ora beneficio do sou paiz, nao elle o Sr. Muioel Pereira que indignado pelo
tirara outro resultado senao triumphos inglorius que vira proeier-se contra seu irmao nao se
as disciisses da cmara. Tudo quaul) est fa- pou le cuntct
zendo nao passar nunca de remondo uovo em N'essa mema larde tentn ainda o vercador
panno velho. juu consuma- a sna obra de iniquidade, dirigin-
t-mprehenda pois, o nobre ministro a refor- do-se em peeoa 4 casa do Sr, Guilherme no meio
ma cmplela do exercito e de todas as suas de-i de soldados que a peseram novamentc de-
pendencias ; tanto d.i organisacau e composicao '
do pessoal, como de todo o material necessario
para por em estado de perfeita disciplina, o de
completo armamento, um pequeo exercito do
15 a 20,030 bayonetas.
Terenios nocessidade de um pequonc exercito
noje uu Brasil? como de pao para a bocea; a sua
conveniencia como o sol, ura cg) quem a
nao v. Pois bem, nao conhecemos ninguem lo
habilitado como o Sr. conselheiro Reg) Barros
para eraprchender so'melhante tarefa.
O veterano
ERRATA.
Na nenia applicada memoria do capillo de
mar e guerra F. Vieira da Rocha, [inha oiUva
por
spo
ludo partir
se achavara
que parliam lo-i1'"1 vez de louvada, la-se laureada
s as ordens mas outra cousa nao pondo con-! em lugar de ler-se calix afelecado '
seguir, se na um recibo passado pelo juiz e afeleado.
garantido pe. Sr. Pacheco, e Dr. llypolilo. com
o qual quererlo [Iludir a sua boa l', o de seu
irmao, prelemiam levar avante o seu capricho,
e a linha 56
la-so
Airtnde$rn.
Rendimento do da 1 a 5 .
dem do dia 6 '
dia 12 crrenle vai novamente
praca para ser arrematado a quem mais der, oim-
posio de 2J500 sobre o gado varcum que for consu-
mido na comarca de Nazareth. no trjennio finan-
ceiro de 1660 a 1803, servindo d base arre-
matado o oerocimento feilo pelo licitante Ma-
noel Thomaz de Albuquerque Maranhao. da
quanlia de 54330333 annualroente.
As pessoas que se propozeretn a esb arrema-
calix tarao, comparecan na sala das sesses da/mes-
raa junta, no dia cima declarado, pelo mfWdia
compelenlemnle habilitadas; leudo lugar as
babililacdes no dia 10 do crreme mez.
E para constar se mandou afiixar o presente a
publicar pelo Diario.
Secretaria de thesouraria
51:1833732
11.053*174
62.23689061
!VIi>viinentn da alfandeg:
Correspondencia
s.
! uaixo dej creo : e foi isto um bollo espec-
lenlo, que vertio summamenle os moradores ,
do lugar, qw altrahidos pelo apparato o osten-l
lacao da fn.;a armada, corrara s suas portas '
e isnellas pra verem um padre, ministro de!
Chnsto conerlido cm juiz, no meio de soldados, <
| pondo umacasa debaixo de cerco, para violen- i
I lamente taar urna prisrio !
Na mesna occasio em que o vercador juiz
representa esse papel lao avitlanle e indiguo,
dava-se una outra scena talvez anda mais ex-:
pressiva d violencia. Como quer que n.iopo-!
dessem pea maneira exposta obler as chaves,!
que eslavao em pdenlo Sr. Guilherrae, roque- i
ron o peqieno credor Minoel Das para que fos- '
sem arrouuados os armazens e lojas, o que leve
V'oliiraes entrados cora (azralas
cora gneros
Volumes sabidos cora fazendas
cora gneros
DescarreRam bie 7 de julho.
Escuna inglezaBellfazendas.
Barca americanaBrasileira=farinha.
Patacho portuguezFlor de Maria
cantara.
Brigue fraeez Bellemcarvao.
Consulado Kr:il.
Rendimenlo do Jia I a 5 .
dem do dia 6......
40
318
------338
131
250
------381
prompto leferiraenio, ordenando-so ao juiz de; dem do dia 6
Diversas provincias.
Rendimenlo do dia 1 a 5 .
provincial de Per-
nambuco, 5 de julho de 1860.-O secretario. A.
F. da Annunciacao.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
( uncial, cm cumplimento da ordem do Exm. Sr.
- presidente da provincia de 2 do correle, manda
fazer publico, que no dia 10 do correte, vai no-
vamente praca para ser arrematado a quera
mais der, o imposto de 2^500sobre o gado vaceum.
consumido no municipio do Recife, no triennio ti-
nanceiro de 1860 a 1863, servindo de base ar-
rematarlo o oIWeciincnto feilo pelo licitante)
Joaquim Salvador Pessoa de Siqueira Cavalcanli.
da quanlia de 80:600$, por auno.
As pessoas que se propozerem a esta arrema-
tarlo comparecam na sala das sesses da mesma
junta, no da cima declarado, pelo meio di*
competentemente habilitadas, tendo lugar as ha-
bilitacoes no dia 7 do correte.
E para constar se maudou afiixar o presente a
puqlicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, de julho de 1860 O secretario, A.
F. da Annunciagao.
Olllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, era cumprimenlo das ordens do Exm. Sr.
; presidente da provincia de 3 do correle, man-
da fazer publico, que no dia 10 do correnle, val
arrematado a quem
sobro o gado vac-
pedras de
4.-735}! 85
1:'J5782
6:230ff967
Lommiinica
0 Summo PoiitiGce c os seus flllios em
Jess Clipistc
IV
A sabedoria encarnada disse:
n;em, por quem vera o cscandal
]icr quem escandalum peni*. (1
allemo porm virendo coto
mos cabio na infelicidade de d
ai d'aquclle ho-
), tie homini illi
O reformador
b Evangelho as
ir ao mundo um
escandallo lao abominavel e rovollante que elle
bem podemos applicar estas pa.
lypse : eu vi urna estrella, que
le a Ierra, vidi slelum de cario
'' '! [15] i: estrella porque era
quaes o Salvador diz em outro 1
luz do mundo, vos estes luxmun
Vamos com effeito ver como
tornou trovas, corno este religios
tala ; 6 difieil porm crr como
cado na .religiao verdadeira, inslhiido as scien-
cias, profesando a vida monaslie i se lornasse um
viTdadeiro caso de roprovacao,
d.'inonio quo mais poderei dizej
Martini Lulhero nasceu era I
S0I,*m d Mansfe,d na alla Saxonia era o anno
de liSJ: seu pai apezar de comicrao mediocre
que era o mandou cnsinar: es
dos.
mente em Magdcburgo c Eisenac, e d'aqui na u-
niverdade deErford. Mas indo p; asear ao campo,
e levantando-se urna horrivel lempestade, daqua
sobreveio um raio, que matou a m de seus ami-
gos, que eslava ao seu lado, fez olo de abando-
nar o mundo e abracar o estado religioso :
las disposicoes tornou o habito
predica, era que muilo se dislin
jiierrcuneiilo deram-lhe uraa cadt
sidade de Witemberg.
A Europa nesle lempo eslava etn paz, e
os enrielaos miam na obediencia
ja romana, cuja cadeira era occuiada pelo sum-
mo ponlilice l.eo X. Este papa orraou o alto
pnjeelo de concluir o magnifico tbmplo do Vati-
cano concedendo indulgencias aoslque concorres-
sem com suas esmollas para um fim to pi. Os
religiosos Dominicanos pregaram neste sentido, e
Lulhero descobrindo em suas predicas indiscri-
cao asscntou de coinbalu-los furiosamente publi-
cando urnas concluses que foram respondidas
por aquelles religiosos: a contenda foi grande e
Lulhero irritado por vr-so contrariado pelos mes-
mus thcologos principiou a escrever com as cores
mais tenebrosas declamando contra a igreja ca-
tholica e contra seus pastores; o Pontficeappli-
ca os remedios seguindo a prudencia e amor de
pai, destinando pessoas habilitadas para reduzir
aquello fogozo innovador. Mas ah I o impio pre-
para o abysmo para nelle mesmo cahir. O viga-
rio de Jess Christo passou urna bulla, naqual o
o ameacava com lorrivcis penas, senao se relra-
tasse era um breve espaco nella designado. Che-
gando esla bulla 'a Allemanha Lulhero em logar
de reconhecer o seu erro e rebellio, em que ia
cahir contra o vigario de Deus na Ierra a fez quei-
iKii em Wilembcrg.
Enlo Lulhero jS sem rebuco dectam'ou contra
A cmara municipal e o medico do
matadouro.
Em outro communicado, publicado nesle Dia-
rio, zemos sentir a juslica da decisao do Exm
presidente da provincia, pela qual reassumio o !
exercicio das funcoes de medico do matadouro
publico, o Dr. Augusto Carocho Monleiro da Sil-
va Sanios, que bons e reaes servicos ha presta-1
do a populacao desla cidade ; decisao que nao
agradou a cmara que tem enlrelido correspon-
dencia oflicial, para nos ociosa, com vistas de sus-!
tenlar ura acto seu, que, ja o dissmos urna vez, |
no nosso pensar illeg!.
En uu dosofcios, supprnos que o ultimo
que foi publicado e para o qual quera reserva !
um dos vereadores, disse a cmara ao presiden-I
te que o medico do matadouro em vao re- '
correr ao enlo presidente c a assembla pro-
vincial que nao fra atlendido.
Supprnos que a cmara municipal nao pode
appreseiitar prova del aes asserces ; pois, nao
s o Sr. bario do Bom Jardim iio deu solucao
ao requerido pelo Dr. Carneiro Monleiro ; corno
anda dito Dr. nao so dirigi a assembla pro-
vincial.
O acto do Exm. Sr. Dr. Ambrozio. para nos,
a solucao do requerimento que o Dr. Carneiro
Monleiro derigira a presidencia quando rece-
beu a coramunicarao da dispensa da preslacao
de seus servicos mdicos no matadouro que Ihe
lora feila pela cmara, que agradeceu os bons
servicos que baria prestado dilo Dr.
AJrazao do'procediraento da cmara nao appa-
rece, oceulta ; pois a necessidade de velar na
salubridade publica permamente o obrigaloria
para a cmara, que se nao deve furlar ao cum-
priraenlo desse dever, sob pena de merecer sen-
sura seria de menos cuidadosa no bem estar de
seus municipos.
faci de terem alguns deputados provinciacs
se oceupado cora o procedimento da cmara em
referencia ao medico do matadouro, e o fado de
nao haver a assembla provincial marcado qno-
la para honorario de medico, nao o que disse
a cmara ; pois s se pode diser que um indivi-
duo nao foi atlendido, quando osle por si ou por
outrem pedo ou requer. Ora leudo sido appre-
sentada a_ assembla provincial pelicao do Dr.
Carneiro, obvio que a cmara cladicou e deu
provas de que nao applica alinelo aos iaclos,
que leemrelarao com seu procedimento.
A. cmara municipal farin servido se (ixesse pu-
blicar os pareceres das pessoas entendidas acer-
ca da conveniencia ou niio conveniencia do ura
medico no matadouro, que diz possuir ; por que
lies- i podo muito bem succederr appareca u discussao,
c se apphcou que um meio de conhecer-se de q"ue lado est a
uio, e por cujo verdade, c mesmo saber-sc-ha se ha opinies
absolutas sobre materia cora a qml se lem oceu-
pado altas intelligencias medicas.
Soja a cmara mais raeiaa demilla ao Dr. Car-
neiro Monleiro, que j nao merece confianza
(maldictas represenlages) nao obstante os bons
servicos que merecern) um agradecimenlo ofli-
cial, ou melhor oficiso.
F.. S.
vras do Apoca-
i ahia do co so-
eccidisse in ter-
sacerdote, c dos
igar: vos sois a
tf. (16)
esla estrella se
bse tornou apos-
uni hornera edu-
i m monslro, um
r?l
lebio, lugar do
udou
pnraeira-
provincia por occasio do cholera, mui as almas i dignaba.).
generosas e compassivas abriramao povj os thc- O fi seguinte dirigio-se o mesmo juiz de I
soiiroa de sua bondade. Nao c posivo que lo-1 pn casa da residencia da familia do lina lo te- ;
dos permanecain no circulo de ferro da impasst- nenie coronel Antonio Fcneira dos Souiosl
tnlidade, quando a melado da populara) solfte o ^ rain ha e l que deu exhuboranle prova '
m a dt rnncor 1" ccv;i conUa olls: Por quanlo pro- I
Na quadra actual muilos sao os caradores no- cejendo com insolencia, propria de um roceiro l
bres c generosos que tem sacrificado o.-: seus in- quk niio leve a menor educacSo, fez opposir-a '
tesses ao bem da humanidade. | desellos al na salla da casa de residencia 1
guando as anginas, escarlatinas c todas as ou- uiros fados ainda se deram que com qnenlo
Iras molestias acabrunham c assolam o povo do doimportancia, c cuja publtcacao muilo servia
Recife, um carador nobre e elevado se )alenleia j pata o nosso intuito, abslemo-nos todava de os
as vistas publicas : o lllm. Sr. Dr. Caelano Xa-.relrir, porque os queja lemos publicado sao ;
vler Pereira de Brillo, moco bastante conhecido suficientes.
por seus tlenlos mdicos e pela bondade c mag-' O'iando ainda no meio de seus desvarios con-
nanimidadH d'alma. E' elle que se tora dislin- la am os iniraigos de Carainha & Filhos cora una
guido entre esta turba de Ambiciosos e tyrannos vidoria cumlela pondo em execucao ludo ''
do povo. Seu nome va de bocea em bocea das .quinto de odioso e selvtico contra lles eis Rudimento do da
is que elle lera salvado com os sousesfor- | qui apparece de rolla de capital o Sr. Guilhor- 'IuCtu do dia C
m> Pereira Azevedo trazendo ordens as mais ex- i
i prtssiras e enrgicas do Exm. presidente da pro-
1 viicia, que poscram termo s peripecias d'esse
diinia lao avillante, que jamis o representou
! mesmo aquello que apenas conserva algum res-
: 'o le pundonor, c dignidude.
i Desde enlo nada mais lenlaram os inimigos
deCaminha ci Filhos acerca da falencia, que se
priicipiou a abrir n'esta ciJade a requerimento
~ i do pequeuo credor Manoel Dias ; ficou tudo pa-
AOS SRS. CREDORES DE CAMINIIA & 7ILHOS. ralsado em face o'aquellas ordens, pelo que
Depois do termos levado ao conhecimenlo do despeilados e mordidos de raiva, fizerara devo!- j
publico lodos os fados que motivaram e precede- *'erpara Pernarabuco o deprecado, a que nao ti-
ram a fallencta da casa commercial de Caminha "ha o juiz dado execucao, seno quanlo aos bens
& Filhos, timbrando cm s dizer a verdade, e peliculares do socio Vicente Caminha : inanda-
despresar polmicas nojenlas e improprias de jrara igualmente informaces, autos de resisten-
quem se preza.deviamos parar, porque tinhamos c'a e'e-. forgicados pela sua perversidade, nos
satisfeilo nosso proposito, que, como j dissmos quaes diziara que nada podiam fazer pela prote-
mais de urna vez. somonte patenlcar as calum-1 '.a" que linham os Caminhas al do Exm. presl-
iihs o as falsidades de que lera sido victima uraa denle da provincia ; que haviam resistido, occul-
umerosa o illuslre familia. Porm conste ndo-nos laJ" bens, escarneciam dos crciores, e do juiz
i que ainda ha quem acredite nos infames escriptosl elc I
mS^m^JSliSJuSS tCm V",d0'He,rd,, 8l" C',me"ou en> m chuveiro de carias anony-
ch fulnn ?J,U hS nUlS ,d' fall-"" maS P3ra ^rnambuco, as quaes derramavam
^:S^ uo anda era de nona ol.ngacao a os seus autores o fel de seus enegrecidos cora-
"a?0 xZV Sal'"JO,"" 'P-0C'11' J,rnal 5dM eonlra essa Emilia ; nada pouparara para a
rfffifiS5!&.!2L?a'J se v, as, arbllra- lomar odiosa. As calumnias as'mais alrozes e
r^^f e.f__!".S'141nhas vingancas queje lem pra- | incrivcis foram por elles manejadas como a arma
Despachos de exportaeao pela me-
sa do consulado desta cidade n
dia <> de jnlho de 18GU
LiverpoolBrigue ingloz Mliantc, James Ry-
der o l., 00 saccas algooao.
Breakonter Barca ingleza I. Auna, S. Bro-
thers & G., 922 saceos assurar mascavado.
Lisboa Barca portugueza Vencedora, Carva-
iho Nogueira cSt C, 135 saceos assucar masca-
vado ; Jos L. Ferreira, 300raeiosdc sola.
LisioaPatacho portuguez Maria da Gloria,
Basto & Lmos, 50 pipas cachara ; Praucisco
Xavier de S Leilo, 103 saceos assucar mas-
cavado ; F. S. Itabello & Filho, 450 saceos as-
sucar mascavado.
Hecebedoria de renilas internas
geraes de Pernambuco
1 a 5
eos, ou alimentado cora o pao dacaridade. Acha-
raos, Srs. redactores, intil conlinunrraos a dos- !
crerer oque ninguem ignora.
Vieraos nicamente mostrar que sabemos ser |
propensos ao-sagrado sentimcnlo da gratidao.
J. B.
Publicaces a pedido.
Consulado
Rendimenlo do dia 1 a
dem do dia 6 .
provincial.
650J868
572g!M2j novamente ptac para ser ai
------------mais der, o imposto de 2fc500 .
l:223j780|Cum consumido na comarca de Goianna. no trien-
1 nio Qnanceiro de 1S60 a 1SC3, servindo de base
a arrematado o offererimento feilo pelo licitan-
te Jos Augusto uc Araujo.da quanlia do 7:000;},
por auno.
As pessoas que se propozerem a estas arro-
mataroa, comparcraui na Sai das sesses da
mesma junta, no dia cima declarado, pelo meio-
dia, compelenlemnle habilitadas, tendo lugar as
habililnres no dia 8 do conente.
E para constar se mandou afiixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, de julho de 1SG0 O secretario, A.
F. d Annunciacao.
De ordem do lllm. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desla provincia se faz publico,
que arrematarlo de una parle do sobrado do
dous andares no valor de 1:1559482, silo na ra
da Guia, perteocente a fazenda nacional, cm vir-
ludc do adjudicarlo, nao leve effeito no dia an-
i.uiiiiado por falla de licitantes, e por isso tica
transferida para o da 1-1 do correte niez.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Per-
nambuco 4 de julho de 18C0. Servindo de of-
ci.il maior, Manuel Jos Pinto.
Perante a cmara municipal desla cidade.
8.670-5817
1:438216
10;118o'033
-ni
23.797*688
8:6S1>72
32:4794415
Movimento do porto.
ira na univer-
todos
da Santa Igrc-
(14) S. Malheus, 18-7.
(15) Apocal. 91.
(16) S. Malheus, 514.
Lemos, com muila atiendo, os dous discursos
pronunciados na cmara dos deputados pelo Sr.
conselheiro Sebastiaodo Rogo Barros, e publica-
dos no Jornal do Commercw de 14 e 18 do pas-
sado.
Sentimos profundamente que todo o esludo,
que toda altengao e esmero, que todo o louvave
empenho do nobre ministro, em remediar todos
os males, em curar toda a lepra, que corroa a
sua roparticao, fossem gastos para responder ape-
nas a banalidades, invectivas sem o menor cri-
terio, em aecusases infundadas, feitas urnas con-
tra os antecessores do nobre ministro, e oulras
acercado futois questesde conveniencias.
O que mais admiramos e louvamos no Sr. con-
selheiro Reg Barros, foi a sua moderagao, oseo
recato, respondendo a todos esses alaques-com
urna bonhomia, com urna benevolencia, que ca-
racterisa o perfeito cavalheir'o.
E se sccrescenlarmos aislo a condico dos dous
deputados, que o aggrcdiram, isto ambos rai-
171 S. Malheus, 16-1!).
.18) S. Paulo, Ia Epist. Themolheo c3-15.
(19) Levitico c 1141.
licado na execucao do deprecado do Exm. juiz do
commercio desla capital.
Nao era de nossa intenco fazo-Ios fjenles,
porque confrange-nos o corar.ao, e niio quera-
mos que o mesmo succedesso aos nossos amigos
com sua leilura : mas mister para desmacarar
os vis embusleiros.
Pedimos encarecidamente aos Srs. cedores,
quo ainda so achara davidosos, leilura calma
e reflectida do artigo que se segu, o eolio Aca-
remos convicios de que darao cm Qm solemne
desprezo e merecida execracao aos intrigantes
que os lera querido arredar do caminho da ver-
dade.
F. G.
Ei-Io :
A CASA COMMERCIAL DECAMIXIIA& FILHOS,
E SUA FALLENCIA.
mais poderosa para a consecuco dos seus dai-
nadas intentos. Com ellas qnriam fazer cura-
pnces da fallencia de Caminha A: Filhos, que
apri'goam como n mais fraudulenta, todos os
seus prenles, allribuinio-lhcs o fado de expor-
ta reni em sen nomo mercadorias e gneros d'a-
quelles, de occultarem outros objoclos, e at do
eregirem solnados cora o seu dinheiro I !
Cobardes, que emboscados, como o assassino,
nao se atrevem a sabir de frente com o fundado
receio de urna punico certa I
Felizmente a calumnin uo podo reinar por
muito lempo, porquo a verdade, como a mimosa
lliado co, nao costa a Ihe sahir de frente, para
cornos seus fulgures reduzi-la ao estado mais
lastimoso, e faze-lo recolher-sc ao antro de suas
miserias.
Forrado por circms.ancias imprevistas a in- ItaMS Pdr..7frS;,,,b,,e0"-T5"
terroraper ora o numero passado o fio da narra-
ran da fallencia da casa
commercial de Carainha
& filhos, e do nossas reflexoes a respeito, cum-
pre-nos reata-lo, para levarmos ao lim de nossa
tarefa.
Dissmos que por occasio da opposico dos
sellos deram-se oceurrencias de um aspeo gra-
ve e sinislro, que a nao serem as promptas e
enrgicas providencias dadas pelo Exra. presi-
dente da provincia, leara marchado pira, um
firr bem triste. Vejamos pois quaes foram essas
oceurrencias.
Quando o lerceiro substituto do ju'z municipal
deu principio a execular o deprecado do juiz es-
pecial do commercio de Pernambuco, noraeou
depositario dos bens, que apprehendit, o Sr.
Guilherme Pereira Azevedo, que assignai do ter-
mo de deposito, c de fiel depositario, ia tomando
conta de tudo por balanro, ou inventario. De-
pois porra que entrou cm exercicio o lerceiro
vereador, foi elle demillido, para ser nomeado
em seu lugar o {Sr- Joao Francisco Carneiro
Monleiro, que acompanhava o juiz de paz na
apposicao dos sellos I Nomeado depositario da
massa fallida de cerca de trezenlos conloi de ris
o Sr. Joao Francisco, que alera do ser am ver-
dadeiro proletario,rapaz, a quera falta at o sen-
so commum, eslava de mais a mais, e lonlina
a estar pronunciado por crime de calumnia / E'
o cumulo da malversacao, da perversio I
Mas que I era preciso que custa do suor de
Caminha & Filhos fosse indemnisado o oais de-
dicado espoleta, e cgo instrumento de sjus ini-
migos.
. de seus furores: mas j hoje
conhecida a sua innocencia, aguardam impassi-
veis o resul'ado do processo, que nao pode ser
mil i*a .... ? i ... -.. i
outro,i_ se nao o desmentido mais solemne aos
fados indecorosos e infames, que lhe3 lem sido
atlribuidos pocjnimigos implacaveis, e os mais
vis, fados que s elles sao capazes de pralicar,
e que muilos effeelivaraemej tem pralicado.
1 erguntamos agora : porque que sob a pras-
sao da crise monetaria, que ha redusido o com-
mercio da praga de Pernambuco ao ultimo extre-
mo de desgraca, tendo fallido lanas casas, ain-
"* na0 so levanlou urna voz contra alguma
aellas, denunciando-a como fraudulenta? Pois
o possivel que no meio de um numero conside-
ravel nenhuma tenha quebrado com fraude?
Estara esta reserva, para ser pralicada unica-
menle pelos Caminhas? E se todas teem fallido
pela forca das circunstancias, estas tambera
nao conspiram em favor d'aquellcs?
Nao. os inimigos de Caminha & Filhos sabem
perfeitamente que a sua quebra foi casual : sa-
bem que elles sao honrados, e incapazes de
aeces indignas ; mas as suas intencoes perver-
sas, os seus fins sinistros os tem arrstado a pra-
lica das mais ignominiosas e viz aros, para os
perderem na opiniao publica, e rduzirem-nos
aomais triste e lastimoso estado de miseria, nao
se lembrando, quejmuitas vzes.. o feticero,
cae por cima do feiticeiro. ., e que quando os
males dos Caminhas forem velhos, os seus se-
rio novos, novissimos : e as suas letras protes-
tadas em Pernambuco, e os apertos, cm que se
vem cada momento, j l vo os conduzindo
para urna bancarrota inevitavcl, que felizes dos
35 * o. >* ~is o. 1 floras 1
3! sr en a 3 c c O c O c 3 c c co Pl Atmotphera
VI V Direccao. 2 H O
B 0 o CA o o 5S Q aa 1 Intensidade. 1
O es hS -* Id 09 Oi Cn b ' Centgrado. m o s H O
5 00 1 S5 co o b * i Reaumur.
~a o 00 o OP o -i Fahrenheit
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V.
A noile clara com grandes nevoeiros vento SE,
veio para o terral e assim araanheceu.
Foi visivel as 6 h 45' um cometa de cauda na
direccao de NO, em altura estimada, de 50 rc-
colhendo-se pouco depois das 8 h
OSCILLACXO DA HAR.
Preamar as 6 h 30' da manha, altura 7.0 p.
Baixaraar a 0 h 42' da tarde, altura 1.0 p.
Observatorio do arsenal de marinha 6 de julho
de 1860 Vibgas Jnior.
Editaes.
Domingos Alfonso Nery Ferreira, comraendador
da imperial ordem da Rosa o da dcChrislo, co-
ronel e commandante do priraeiro batalho de
fuzileiros da guarda nacional, commandante
superior interino c presidente do conselho de
revista da guarda nacional desto municipio,
por S. M. o Imperador, etc.
Faco saber que na lerceira dorainga do presen-
te mez (15 do corrente), se reunir o conselho de
revista da guarda nacional, como determina a se-
gunda parle do artigo 25 do decreto numero 1130
de 12 de margo de 1853, na sala das sesses da
cmara municipal desla cidade, s 10 horas da
raanhaa ; na conformidade do artigo 44 das ins-
truccoes numero 722 de 25 de outubro de 1850,
alim de tomar conhecimenlo dos recursos que
versarera sobre os casos do artigo 33, e que fo-
rem intorpostos pela maneira determinada no ar-
tigo 38 das ditas instrueces.
E para constar a quem convier mandei publi-
car pela imprensa.
Quartel do commando superior interino, 7 do
julho de 1860.
Domingos A/fonso Nery Ferreira.
Capitana do porto
Por esta capitana se faz publico o aviso abaixo
da capitana do porto do Maranhao, relativamen-
te a substituicao dos vidros brancos do pharolele
do forte da barra, por outros de cor rubra.
estar em praca nos dias 6, 7 o 9 do corrente a
reconstruccao da ponlezinha do Lessa, na fregue-
zia dos Afogados, oreada em 572;}.
Paro da cmara municipal do Becife, em ses-
sao do 2 de julho do 1860.Gustavo Jos do
liego, pro-presidente.Manoel Ferreira Accioli,
secretario.
O Dr. Ernesto de Aquino Fonseca, earalleiro da
ordem de Christo, juiz de orphos do termo do
Recife, por S. M. o Imperador, que Dos guar-
de, ele, etc.
Faro saber aos que o presente cdilal virem, que
Findas tres piaras desle juizo, ser arremata-
do de renda, no dia 10 do crrenle, por lempo
de 6 annos, o engcnbo Dous limaos, silo cm
ierras de Apipucos, cora todas as suas obras,
casa de vivenda, ulencilios e logradouros, sob o
privo e condices que abaixo vao dcclaradas.sen-
do a base para a errematacojas seguinlcs avalia-
res devidametite feitas :
A colheila ou safra de capim annualmcnte na
quanlia de 4:0003 rs.,e a de cannas.por igual es-
paro de lempo na l:800,no se admitlindo porra
anco algum sobre cada urna das referidas rendas
i em separado, mas sim sobre ambas cumulativa-
. mente. U pagamento da renda das baixasde ca-
p ii far-sc-ha por quarteis da data em que o arre-
matante lomar posse deltas,a do engenho,porra*
operar-se-ha de modo que eiTcctiiando-se o pri-
raeiro em maio de 1862. e os domis em taes
mezes dos anuos seguinlcs, vindo o ultimo a
realisar-se em o de 1867.
O arrematante ser obrigado a conservar as
obras do engenio de maneira a entrega-las em
perfeilo estado a seu successor que delle devora
receber o engenho mocnlc o corrente, c com to-
dos os ulencilios, que houver de receber do ac-
tual rendeiro, e constars de relaco por ambos
assignada, a qual se juntar aos autos depois do
sellada e rubricada por este juizo.
O arrematante ser mais obrigado a construir
urna casa de caldcira era lugar que nao o em que
se acha a actual, e que verificou-se ser o menos
proprio para ella, lendo de entrcga-la prompla a
seu successor sera ioderanisaco alguma, e per-
der em beneficio da propriedade qualquer obra
que nella tizer, sera previo cousentimento deste
iuizo.
O arrematante lomar conta das baixas ou ter-
reno do planlaco de capim cm o mez de julho
prximo, para omecarlogo a usufrui-las ; edas
ierras proprias para planlaco de cannas irarae-
dialamenle depois da srremalacao, devendo en-
tregar urnas e oulras a quem succeder-lhe (ren-
deiro ou proprietarios) em maio de 1866.
Nao poder, porm, tomar conta das casas da
propriedade seno em maio de 1861, sem ser for-
jado a enlrega-las seno no mesmo mez de 1867.
O arrematante na cultura de capim nao pode-
r extender-se alem das baixas que se achara,
creadas.
Neohnra licitante ser admittido na prac.i nao
eslando acompauhado do fiador chao e abonado,
que cora elle se responsabilise pelo cabal cura-
priraento de todas as condices da arremata-
ran. Em virlude do meu interluculorio proferi-
do nos autos de Inventario do finado tenente co-
ronel Antonio Los Caldas, o respectivo escrivao
fez passar o presente edital, o qual ser afxado
nos lugares do costume e publicado pela im-
prensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife, sob
meu signal e sello deste juizo, que ante mim ser-
ve ou valha sem sello ex-causa, aos 26 de iu-
nho do anno do nascimento de Nosso Senhor
Jess Christo de 1860, 39." da independencia e
\


(*)
MARIO DE PBRIUMBPCO SABBADO 1 DE JULHO DE 4860.
do imperio do Brasil.Eu Joo Facundo da Sil-
va Guimares, esrrivo o subscrevi.
Ernesto de Aquino Fonseca.
Olllm. Sr. inspector da thesouraria de fa-
icnda manda fazer publico, de conformidade cora
o ordem do tribunal do thesouro nacional n. 69
de 9 de maio prximo Ando, que no dia 25 de
julho prximo se far concurso nesta thesouraria
para preenchimento das vagas que ha de prali-
cantes na rnesma aquellcs pois que pretende-
rem ser adir>illidos ao concurso devem aprescn-
tar nesta secretaria seus requerimentos instrui-
dos ora os documentos que provem : Io. terem
18 annos completos de idade : 2o. cstarem livres
de pena e culpa e 3o terem bom proeedimento.
Os exames neste concuaso versarao sobre lei-
tura, analyse gramm^Btel. orlhographia e ari-
themetica at a theoriauas proporces inclusive.
Secretaria da thesouraria provincial do Per-
nambuco 8 do junho de 18C0.
O secretario,
A. F. da Annuncicao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, era cumprimento da ordera do Exm. Sr.
presidenta da provincia de 23 do corrente, manda
fazer publico, que no dia 19 de julho prximo
futuro, vai iiovaraenle praca para ser arrema-
tadado quera por menos fizcr, a obra dos repa-
ros do empedramenlo da estrada da Victoria, en-
tre os marcos de 6 a 8 mil braqas, avahada em
512*000.
.V arrematadlo ser fcita na forma da lei pro-
vincial n. 313 de 4 de maio de 1851, c sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se quizerem propor a esta arre-
matacao comparecam na sala das sessoes da men-
cionada junta no dia cima indicado, pelo meio
dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per-
nambuco, 26 do junho de 1860.O secretario, An-
tonio Ferreira, da Annuncicao.
Clausulas especiaes para a arrematando.
1.a Os reparos dos empedramentos da estrada
da Victoria entre os marcos de C a 8 mil braca*,
Sero fciloa de contorniidade com o orcamento
nesta dala appruvado pela directora em conse-
lho e submettido approvacio do Exm presiden-
te da provincia, na imporlaucia de 6:312J rs.
2.a O arrematante enruecara as obras no prazo
de 15 dias, e as concluir no de 4 mozeg, couta-
dos segundo o art. 31 do reguUmcnto das obras
publicas.
3 O pagamento da importancia da arremata-
do ser leilo em 3 prestaces iguaes, sendo a
primeira quando liver feito um terco da obra, a
segunda quando houver feito dous tercos e a ul-
tima na entrega da obra.
4.a Era ludo o mais que nao esliver especifi-
cado no orcamento e as presentes clausulas es-
peciaes, se" observar o que dispc a lei n. 286.
Couforrae.O secretario, Antonio Ferreira da
Annuncicao.
Francisco Antjuio de Rorja Cas.ro.
Francisco Antonio Colho.
Francisco Antonio CorrciiKardozo.
Francisco Autonio Freir.
COMI'ANUIA FEKNAMbLANA
DB
Navegado costeira a vapor.
Pela gerencia da Companhia Pernambucana de' Francisco de Assis Brito"
navegado costeira a vapor, re faz publico que Francisco Eduardo A'ves Vianta.
fizeram-se razoaveis alteraces as tabellas do Francisco Femantes Thomaz
passagens e freles que se devetao pagar do 1' de j Francisco I'-mandes Thom'az : C.
julho prximo em diante aos vapores da dita com- j Fianci-0 Gomes de Oliveira.
panlua. Essas alterares constara das respec- Francisco Joaquim MacielMonte.ro.
Uvas tabellas apProvad?s provisoriamente por S. Francisco joaquim Pedro da Costa.
Eic. o Sr presidente da provincia em dala ^e 25 Francisco Jos da_Casta Araujo. _
do cadente mez, e que eslao ptente a quera as Erancisco Jos da Costa e Silva*
quizar consultar no escriptorio d* companhia.
Pela recebedoria de r^das internas geraes
se faz publico, que no corrente mez que os de-
vedores do segundo semestre do exercicio cor-
rente de 1559-1860, relativo aos seguintes im-
pos : declina addicional de mo mora ; imposto
de 20 por cento sobre lojas, e dito especial a 808
Si>bre casas de movis, roupas, perfumaras e
calcado fabricado em paiz eslrangeiro leera de
paga-lo livre de mulla. Recebedoria do Pcrnara-
Franrisco Jos da Silva.
P. Francisco Jos Tavares da (ama.
Francisco Mamcdede Almeida, como tutor dos
filhos de Jos Manoel Fiuza.
Francisco Marlins Ramos.
Francisco de Miranda Leal Sev<>.
Francisco Pereira da Cunha.
Francisco Porta.
Francisco Severiano Rabello & Filhos.
Francisco da Silva Queiroz
buco 1 de junho de 1860.O administrador, A/a- Francisco Texeira dos Rcis Guimares.
Mananta Ferreira Dtiarte Rcis.
Mariana Thcreza de Salles.
Maihiasdas Neves.
Me.ides&Oliveira.
Mesquita & Dutra.
Onofre Marlinho da Cosa.
P. C. Vonsolislon.
Paulino Jos de Arruda.
Paulo Jos Alves da Silva.
Pedro Alexandrino Gomes.
Pedro Cavalcanti deOliveira.
Pedro Jos da Costa.
Pedro Maximiano Lima.
Tcrigrino Antonio de Oliveira.
Rita Apolinaria da Costa Correa
Rita Joaquina.
Fosa Mariada Conceicao.
Salustiano Jos de Paula.
Severiano Antonio Ribeiro Vianna.
Silveria Maria da Encarnajao.
Silvostro Antonio da Lage.
Theodolina Mamede do Amaral.
Theodora Conslanca Nevos.
G. Ltitz.
Gregorio SoaresMei:elles.
I Goncalo Jos A (fon qo.
I Guiliiernie C. Similh.
Helena Mara dos Reis.
! Hcnrique Amante Chaves.
Henrique da Silva Antnes.
Iienriqueta Elisia Bank e
Carolina Leopoldina
noei Carneiro de Souza Lacerda.
Sala das sessoes do conse'.ho administrativo,
para fornecimento do arsenal do guerra. 25 de
junho de 1860Denlo Jos i.amenha Lins, co-
ronel presidente.Francisco Joaqun Pereira
Lobo, coronel vogal secretario interino.
Consellio mlministrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tora, de comprar os objec- I Bank,
tos seguintes : Henrqueta Emilia Jorge da Silva Manta.
Para a botica do presidio de Fernando. j Iienriqueta Joaquina da Cunhi.
Adalo de polassa, 2 libras ; acido sulphurico,! Herdeiros de Caelano Goncalves Pereira da Cunha.
8 libras ; acantinas, 1 oitava ; alcool grao 36, 20' Herdeiros de Norberto Jo'aquini Jos Guedes.
garrafas ; assucar refinado, 8 arrobas ; banba de | Ignacia Maria da Conceicao.
porco, 1 arroba ; cassarola do ferro forrada de Padre Ignacio Francisco dos Santos,
porcelana 3 ; citralo de magnesia, 4 libras ; ba- Ignacio Joaquim Ribeiro.
anca de columna 1 ; balanca granatara 1 ; es-' Ignacio Jos do Faro,
permacete, 16 libras ; exira'to de bella-dona, 1 | Ignacio Pinto dos Santos Saze.
libra ; extrato de ruibardo, 4 oncas ; extralo de
opio gommoso, 4 oncas ; espanador pequeo 1 ;
formulario doArnovisl ; gral de pedra grande 1 ;
iodoreto de polassa, 2 libras ; iodoreto de ferro,
i oncas ; iodoreto de eozofar.S oncas; supulo,
2 libras ; malvas, 1 arroba ; niel de abelhas, 12
libras; massa caustica deMillo, 4 libras; nitra-
to de prata fundido, 4 oncas ; oleo de oliveira, 2 loo Antonio Pinhero.
arrobas; oleo vermefuges 24 vidros ; oleo do Joo Baptista dos Santos,
amendoas doces. 16 libras ; papel de embrulho,' Joo Caroll.
Izabel Ferreira Gomes da Silva.
Jzidoro Jos Caparica.
J. I). Wolphopp.
J. J. R. Loffcr.
J. J.Tasso Jnior.
Jo.nuaria Carolina Correa.
Jernimo Jos Ferreira.
2 resmas; pos de Rog, 12 vidros; peneiras de
seda 4 ; peneiras de cabello 4 ; gerassia, 2 libras ;
rassiras de sassalias, 2 libras ; resina de batata,
Joao da Conceicao Bravo.
Joo da Cruz Fernand9 de Soieo.
Joao Das de Carvalho.
rolhas de coilica 1,000; sanguecugas Joo Estevo de Oliveira.
Declaracoes.
1 libra ; salsa parrilha, 1 arroba
magnesia, 1 arroba ; seringas de
Consellio administrativo.
0 conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, em cumprimento ao art.
22 do regularaunlo de 1 de dezembro de 1852,
faz publico que foram aceitas as proposlas dos
senhores abaixo declarados.
Para a primeira companhia de pedestres de liona
da comarca da Boa-Vista.
Antonio Joaquim Goncalves Fraga :
77 esleirs de palha de carnauba a 400 rs.
Carneiro & Irmo :
56 grvalas de sola de lustre a 830 rs.
Guimares & Oliveira :
6 livros para differentes registros a 8j~>00.
Para lornecimenlo do arsenal de guerra.
Guimares A; Oliveira :
1 livro oblongo pautado com 30 folhas por 12,";,
10 ditos dito com 100 folhas com dsticos impres-
sos a 15$, 5 dilosde papel pautado com 100 fo-
lhas cada uro de formato pequeo a 3j>., sob a con-
dico de entrega-Ios promptos no dia 29 do cor-
rente mez
Para o presidio de Fernando de Noronha.
Joo Carlos Augusto da Silva :
S0 alqueires de farinha de mandioca, medida
vclha, e poslos a bordo a 7900, sob a condico
de ser ensacada a farinha em fazenda de algodo
manufacturado na Baha.
Para a primeira companhia de pedestres de pri-
meira linha da Boa-Vista.
Joao Joaquim Alves :
77 manas de la a 2$00O.
O conselho avisa aos mesmos vendedores, que
devem recolher os objectos comprados na secre-
taria do mesmo conselho, s 10 horas da manhc
no dia 9 do corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 4 de
julho de 1860.Francisco Joaquim Pereira Lobo
coronel vogal secretario interino.
De ordem do Exm. Sr. director interino se
faz publico por osla secretaria que em congre- i
gaco de do corrente foram abonadas, assim as
faltas dos esludantes dadas no mez de maio e i
que o deixaram de ser na congregaco mensal
junho, como as dadas no mesmo mez do junho
com as excepecs seguintes :
Primeiro anno.
Agostinho Fernandos de Queiroz 1 inclusive
2 sabatinas na primeira cadeira e 16 inclusive 3
sabatinas na segunda ; Joaquim de Souza Valle
28 inclusive 4 sabatiuas em ambas e continua a
faltar ; Severiano Lucio de Faria 10 inclusive 1
sabatina na segunda ; Francisco Ferreira Pacheco
de Mello 6 inclusive 1 sabatina na segunda ; Luiz
Ayres de Almeida Freitas 5* inclusive 1 sabatina
na segunda ; Joo Ferreira de Oliveira e Silva
10 inclusive 2 sabatinas na segunda ; Porfirio
Amando Goncalves 5 inclusive 1 sabatina na se-
gunda ; Bemvindo Pinto Lobo 3 na segunda,
l'erceiro anno.
Jos Joaquim de S e Bcnevides continua a l
tallar em ambas as cadeiras ; Antonio Pinto de
Mendonca9 inclusive 1 sabatina na primeira;!
Jos Bernardo Galvo Alcoforado Filho 6 inclu-
sive 1 sabatina na primeira- Manoel Francisco
de Mallos continua a faltar; Ulices de Barros
Mendonca 6 inclusive 1 sabatina na primeira ;
Eduardo Augusto de Oliveira 3 na primeira.
Quarlo anno.
Leoncio de S Cavalcanti de Albuquerquo con-
tinua a faltar.
Quinto anno.
Nao se abonaram as faltas da primeira e ter-
ceira cadeira por nao te-em comparecido os res-
pectivos lentes, e as seguintes da segunda ca-
deira Miguel Gomes de S Brrelo 1 ; Jos Mar-
ciano de Campos 2 ; Henrique de Souza Lima 4 ;
Fcnelon Cesar Burlamaque 5.
Perderarn o anno por terem dado quarenta
faltas no segundo anno Jos de Hollanda Caval-
canti de Albuquerquo o padre Jos Avelino Mon-
tero do Lima ; no quinto anno Manoel Francisco
Cavalcanti de Albuquerque.
Socretaria da faculdade do direito do Recife 6
de julho de 1860.O secretario,
Jos II. Bezerra de llenczes.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra, tem de compiar os objec-
tos seguintes :
Joo Evangelista da Cost3 e Siva.
Joo Francisco Belem.
Joo Francisco da Cruz.
Joo Francisco da Silva.
Joo Jos Alves.
Joo Jos Alves.
Joo Jos Alves da Silva.
Joo Jos Alves da Silva.
Joo Jos Chaves.
Joo Jos da Cruz.
Joo Jos Fernandos de Carv ilh>.
Joao Jos Fernandos Magalhes.
Joo Keller v Ca.
Joo I.eile d'Azevedo.
Joo Machado Fcrnandcs Lima.
Joo Marlins Goncalves.
Joo Miguel da Cosa.
Joao Moreira da Silva.
Joo d'Oliveira Guimares.
8 oncas
600;"scilla,
sulphato de
borradla soriidas 50 ; seringas de vidro4; sabo
medicinal, 4 libras ; valerianalo de zinco, 2 oita-
vas ; vinho branco generoso, 20 garrafas ; vina-
gre forte, 20 garrafas ; xarope de Lamouru, 12
garrafas ; xarope de Naife, 12 vidros ; xarope de
ponas de espargo, 12 garrafas ; oleo de ricino, 2
arrobas.
Para a enfermara do mesmo presidio.
Barras de madeira com ps de ferro 50 ; col-
chos 50; camisolas de briui 100; fronhasde brim
100; travesseiros50; mantas de la 50 ; lences
de brim 200.
Quem quizer vender taes objectos apresentt
as suas proposlas era carta fechada na secretarle
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 9
do concille mez.
Sala das sessoes do conselho administrativo
pava fornecimento do arsenal de guerra, 2 de Joo Tedro A'dour.
julho de 1860.Denlo ios Lamenha Lins, co- Joo Pereira de Carvalho,
ronel presidente.Francisco Joaquim Pereira Joao Pereira Marlins.
Lobo, coronel vogal secretario interino. Joo Peres Soares.
O abaixo assignado procurador fiscal e dos Joao Rodrigues Neves.
feitos da fazenda nacional, tendo recebido da Me- Joo da Silva,
souraria do fazenda, para acobranrja execuliva, I Joo Simocs d'Almeida.
arelaco infra declarada dos devedores do ira-1 Joo de Souza.
posto da laxa de escravos do bairro do Recife, Juo Tavares Cordero.
relativo ao exercicio de 18571858, convida os'Joaquim Baptista Moreira.
mesmos devedores para que dentro do prazo de | Joaquim Baptista dos Sant03,
30 dias, que pelo presente Ibes fica marcado, ve- Joaquim da Cosa Faria.
nham ou rnandem pagar 5-boca do cofre os seus Joaquim Francisco de Paula,
respectivos dbitos independcnlcmonle de qual-Joaquim Gomes Pcssoa.
quer despeza, dirigindo-se paia esse fin a casa Joaquim Goncalves Vicira Guimarii3
do mesmo abaixo assignado ra da Aurora n Joaquim Januario Sanios Aguar.
22, em lodos os dias uleis, alim de receberem a i Joaquim Jos Alves Marlins.
competente guia de pagamento, cortos de que I Joaquim Jos da Cosa,
findo o prazo referido, sero por tal debito exe- Joaquim Jos Guedes Pinto,
culados. | Joaquim Jos de Sanl'Anna.
Recife 30 de junho de 1S60.Fernando Alfonso '
da Mello.
Relarao dos devedores de laxd de escrotos do
bairro do Recife relativo ao exercicio de
185758.
Adolpho II. Muller.
Agostinho Gomes do Oliveira.
Agostinho Jos Alves.
Alcxandre Jos Salyro.
AluAfiiiit; Pcssuu Ou Jartloa.
Alexandrino Pedro do Amaral.
Alves & Cruz.
Amaro Francisco de Taula.
Anna Felicia do Espirito Santo.
Auna Francisca da Silva.
Anna Maria de Jess.
Anna Mara Theodora Pereira Duro.
Antonia Bosilia Simocs.
Antonia Honorata Lins.
Antonia Ignacia Manoela.
Antonio Alves Barbosa.
Antonio Alves da Cunha & C.
Antonio Bernardo Rodrigues Selle Jnior.
Antonio Carlos de Azevedo Coiilinho.
Amonio Carlos da Silva e Mello.
Antonio Fernandos Velloso.
Antonio Francisco Correia Cardse
Antonio Francisco Lisboa.
Anlojiio Francisco Maia.
Antonio Francisco Marlins.
Antonio Francisco de Moraes.
Antonio Gomes Tavares (Dr.)
Antonio Joo de Souza.
Antonio Joaquim Ferreira do Sampaio.
Antonio Joaquim da Silva.
Antonio Jos Barreiros.
Antonio Jos Francisco Veiga.
Antonio Jos de Macdo Guimares.
Antonio Jos Moreira Pontes.
Antonio Jos Pimenta da Conceicao.
Antonio Jos Pinto da Silva.
Antonio Jos Pires da Silva
Antonio Jos dos Reis.
Antonio Jos Sutubal.
Antonio Manoel de Campos.
Antonio Marques da Silva Almeida.
Antonio Uumz Machado.
Autonio Pereira Barros.
Antonio Pioto de Moraes.
Antonio Roberto da Silva.
Antonio Rodrigues d'Almeida.
Antonio Rodrigues de Moura.
Amonio Rodrigues d'Oliveira.
Antonio Simplio de Barros.
Antonio de Souza Reis.
Antonio Vicira da Silva Monteiro.
Augusto Adolpho Soares.
Augusto Muniz Machado.
Augusto Munz Machado.
Ballhazar Jos dos Reis.
Bartholomeo Lonrenco.
Relchior Jos dos Reis.
Rento.
Bernardo Domingos da Silva Araujo.
Bernardo Henrique.
Bernardo Rodrigues Gramozo Costa.
Bernardo de Souza.
Bernardo Jos de Souza Mnlciro.
Belle 4 Chveme.
Caelano Colho.
Candida Maria dos Santos.
Para o arsenal de guerra.
1 arroba e 20 libras de plvora grossa.
Para provimento do armazam do mesmo
arsenal.
20 garrafas do tima preta do escrever; 6 du- i iarl0,a Ismeria da Conceicao.
zias de lapis. i Carolina Ferreira de Mello.
Quem quizer vender taes objectos aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria
do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 9 de
julho prximo vindouro
Sala das sessoes do conselho administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, 30 de
junho de 1860.Denlo Jos Lamenha Lins, coro-
nel presidente Francisco Joaquim Pereira Lo-
'bo, coronel vogal secretario interino.
O novo banco de
Pernambuco repeteo avi-
so que fez para serem re-
colhidas desde j as notas
de 1 o,ooo e 2o,ooo da
emisso do banco.
Na delegada do 1. dislricto do termo do
Recife existe um relogio que foi apprehendido no
poder de um moleque, e se suppe fuado:
quem se jugar com direito ao mesmo compareca
ueste juizo, ooe provando Ihe seri entregue.
Recife 4 de jolho de 1860.0 delegado sup-
lente, Pcnna Jnior.
Carolina da Silva Guimares.
Gatharina Joaquina Velloso da Silveira.
Calharine Rosa da Piedade.
Csimiro Castor de Albuquerque Maranho.
Clara Maria de Jess Amaral.
Custodio Luiz Reis.
David da Cosa Machado.
Diogo Cohkes & C.
Diogo Rodrigues.
Domingos Ferreira Maia.
Domingos Felippe Ferreira Campos.
Domingos Jos da Rocha.
Domingos da Rosa.
E. J. Pereira Guerra.
Eduardo Bolli.
Egipciaca do Sacramento.
Emilia Augusa de Albuquerque Lins.
Espinheio & Costa.
Eslevao da Cunha Medeiros.
P. II. d'Oliveira &. C.
Folicia Francisca de Jess.
Feliciana Maria da Conceico-
Felix Cosme Madail.
Felippe Antonio de Barros.
Felippe Neryde Oliveira.
Fernando Ignacio da Silveira.
Fernando Jos Braguez.
Fernando da Rocha Pinto.
Firmino Jos Flix da Rosa.
Francisca Gertrudes d'Oliveira.
Francisca Maria do Rosario.
Francisco Aires da Cunha & C
Joaquim Leile de Souza Bastos.
Joaquim de Medeiros.
Joaquim Policarpo da Silva.
Joaqu'm Ribeiro Pontos.
Joaquim Salgado de Vasconcelos.
Joaquim da Silva Magalhes.
Joaquim Maria de Jess.
Johnston Paler & C.
Jones Paler & C.
Jos Alonso de Azevedo Campos.
Jos de Almeida Brrelo Bastos.
Jos Antonio da Cunha.
Jos Antonio de Farias.
Jos Antonio Pinto.
Jos Antonio dos Santos Peres.
Jos de Araujo Bello.
Jos Augusto Cordeiro.
Jos Bento Ferreira Ballhar.
Jos da Costa.
Jos da Costa Ribeiro.
j Jos Faustino Porlo.
i Jos Fernandesda Silva Mana Junio?.
Jos Fortunato dos Santos Parto
j Jos Francisco Ribeiro de Souza.
Jos Gomes Moreira.
! Jos Goncalves Braga.
' Jos Joaquim de Miranda.
: Padre Jos Leite Pita Ortigudra.
i Jos Lopes Rodrigues
Jos Luiz Ferreira da Silva.
Jos Maria Pereira Ramos.
Jos Marlins de Souza.
Jos Novella.
Jos Nunes Vieira.
Jos d'Oliveira Leile.
Jos Paulo da Foncca.
Jos Pereira do Gcs.
Jos Ribeiro Pontes.
JosSaporite.
Jos da Silva Laranja.
Jos de Souza e Silva.
Jos Teixeira Basles.
Josepha Francisca Rosa.
Josepha Maria.
Julio T. Ameier.
I.athan Shiberst.
Laurianno Jacintho de Carvalho.
I.enoir Puget Aj C-
Leopoldina Josepha Carolina
Leopoldo Jos da Costa Araujo.
Lourenca Maria da Conceicao.
Lucio Rodrigues Pereira. "
Luiz Rodrigues Vizo.
Luiza Maria da Conceicao.
Machado & Malhciros.
Manoel Antonio Ferreira Gones.
Manoel Antonio Lopes Vianna.
Manoel Antonio da Silva Antunes.
Manoel Antonio da Silva Mola.
Manoel Antonio de Souza Reis.
Manoel de Barros da Cosa.
Manoel Fernandes Guedes.
Manoel Francisco Goncalves.
Mauoel Francisco da Silva Araujo.
Manoel Francisco da Silva Novaes.
Manoel Goncalves Pereira.
Manoel Joaquim da Rocha.
Manoel Jos de Andrade CegD.
Manoel Jos de Araujo Machi do.
Manoel Jos Correia.
Manoel Jos da Fonceca.
Manoel Jos Gomes Braga.
Manoel Jos de Magalhes Pinto.
Manoel Jos Marlins da Cosli.
Manoel Jos Pereira Marinho.
Manoel Jos de S Araujo.
Manoel Jos Soares.
Manoel Lucio da Silva.
Mauoel Luiz da Veiga Junicr.
Maeoel Marciano Ferreira.
Manoel Maria Merg.
Manoel Martins de Carvalho.
Manoel Maximiano Velho.
Manoel Monteiro de Seixas
Manoel Moreira Bota.
Manoel do Nascimento Carapello.
Manoel do Nascimento Pereira.
Manoel do Nascimento Pereira.
Manoel Pinto dos Santos.
Manoel da Silva Mendonca vianna.
Manoel de Siqueira Campel o.
Marcelina Rita Maria des. Preres,.
Maria Arnauda da Costa.
Maria Cecilia da Silva,
Maria da Conceicao.
Maria da Conceicao.
Maria da Conceicao.
Maria Feliciana do Albuqueiqne.
Maria Feliciana Cavarcanli de Mello.
Maria Francisca Marques de Amorim.
Maria Jos da Conceicao.
Maria Jos do Espirito Santo.
Maria Leopoldina Ribeiro Sanche de S.
Maria do Rosario,
Theteza de Jess.
horeza Maria Bessont.
Wiliara Raynrou-ie
Umbelina Maria Gomes de Oliveira.
Vicente Cerdoso Ayres.
Vicente Perreira dos Sontos Caminha.
Vicente Jos de Brito.
Vicente Jos Gomes.
Victorino Pereira Leite.
Viuva SeveS Filhos.
Viuva Cardoso Ayres.
Pela mesa do consulado provincial se faz
Eublico que os Irinta dias uteispara op agamenlo
oca do cofre 2. semestre da decima do anno
flnanceiro de 1859-1860 das Ireguezias desta ci-
dade e da dos Afogados, flndam-sc no dia 7 do
correnle mez, flcando sujeitos a multa de tres
por % sbreseos dbitos os que pagarem deste
prazo. Mesa do consulado provincial de Per-
nambuco, 4 de julho de 1860.Antonio Carneiro
Machado Rios, adrainslrador.
O vapor Iguarass recebo as malas para
os portos do norte no dia 7 as 3 horas da larde
TIIEATBO
DE
SANTA ISABEL
COMPANHIA LYRIGA
DE
Sabbado 7 de julho.
Representar-se-ha a o opera em 3 actos de Verdi
TRAVIATA.
Vendem-se os biihetes como de costume.
Os Srs. assignanles serSo preferidos at s 3 horas do dia 6.
Principiar s 8 horas
POPULAR
NO
MAGESTOSO SALO
DO
PALACETE DA RA DA PRAIA.
Sabbado, 7 de julho.
llavera baile nesto dia e ser mantida a boa or-
dem e harmona do costume, e fielmente obser-
vado o regulamento approvado pelo Illm. Sr. Dr.
chefe do polica.
Entrada para damas gratis c cavalheiros 2j!.
Avisos martimos.
era ponto.
Leiioes.
PARTIDAS COBRADAS
LICOES PRATICAS
Duas vezes por semana
Quartas e sabbados s 7 horas da noilc
RA NOVA SOBRADO N. 15.
vi. Fonseca de Medeiros. continua a dar
ices da referida materia cm sua casa nos dias
e horas cima indicados. Tambero ir ensiiur
nos estabelecimenlos e escritorios daquelles se-
nhores que desejarem assim aprender, nos dias
que convencionar.
ASSOCIAC-AO
DE
PARA LISROA
vai sahir com a possivel brevidade o patacho
portuguez Flor de Maria; recebe carga e pas-
sageiros aos quaes offereee excellenles commo-
dos : trata-se com o seu consignatario Thomaz
de Aquino Fonseca, ou com o capilo na praca
do ccramercio..
A escuna Emilia segu com brevidade
para o Rio Grande do Sul cora escala pelo Rio
de Janeiro : a carga para ambos os portos ser
tratada com o capilo, ou no escriptorio de Ma-
noel Goncalves da Silva, ra da Cadeia do Re-
cife.
Urna casa terrea.
Hyppolito da Silva fara' leilao de
urna casa terrea sita na ra de Santa
Thereza n. 58 : sabbado 7 do corrente
as 11 boras em ponto.no seu armazem
n. 55 da ra do Imperador; os Srs.
prc tendentes podem com antecipa cao
dirigirem-se ao agente cima, aim de
examinaren! os documentos relativos a
mesma casa.
LEILAO
DE
DOS
GUARDA-LIVROS
IKKMIIBlCO
De ordem do Sr. presidente sao con-
vidados os Srs. socios insultadores para
a sesso de domingo 8 do corrento s 11
horas da manhaa na casa da ra Nova
n. 15, para approvaco dos estatutos.
SI, Fonseca de Medeiros,
Secretario.
Na ra do \igario u. 29, primeiro andar,
precisa-se de urna pcssoa que se incumba de la-
var e engommar roupa de um moco solteiro : a
tratar das 5 s 6 horas da tarde.
Precisa-se de um criado : na ra da Cruz
n. 21, segundo andar.
Candido Rernardino da Costa, retira-se pa-
ra lora da provincia a tratar de sua saade.
Quem precisar de urna ama para servico do
urna casa de hornero solteiro : dirija-se ra do
Santo Amaro n. 16.
Deseja-se saber onde reside a Sra. D. Se-
verina Pereira de Lyra e o Sr. Claudino Pereira
de Lyra, isto negocio de seu inleresse.
Na ra Velha n. 38 existe urna mulher pa-
ra ser ama. a qual cozinha perfeilamento c lam-
bem compra na ra.
Jonh Donnelly tem de relirar-se desta pro-
vincia.
Jonh Donnelly declaia aos seus devedo-
res que tendo de sahir desta proviucia avisa aos
mesmos para viiera saldar os seus dbitos no
especo Be 8 dias; e nao o fazendo, entregar ao
seu procurador judicial os crditos de cada um
para seren cobrados, rujo pagamento ser feito
uo seu escriptorio na ra da Prata.
Carolina Vaudayna, subdita italiana, retira-
se para o Rio de Janeiro, levando um filho
menor.
O abaixo assignado faz scienle ao respei-
tavel publico que at hojo nao appareceu pes/-
soa que se inlitulava credor do deposito cito na
ra do Rangcl n. 6. como annunciou nos Dia-
rios us. 102, 103 e 184.
Jos Jacintho Pacheco.
Aluga-se urna preta escrava: na ra do
Imperador, luja de louca n. 22.
Precisa-se de urna boa ama de leile: na
ruad'Aurora, casa do Dr. Ferreira do Aguiar.
H. O. Gibsoa, e Alfredo Gibson, reiiram-
se para Europa.
Em casa de Rabs Sebmettau &
C-, ra da Cadeia n. 57, vendem-se
vidros para espelhos de todos os tama-
itos e a precos mdicos.
O bacbarel Luiz de Albuquerque
Martins Pereira, ao retirar-se para a
provincia da Parabiba, faz suas despe-
didas, oiferece alli seus serviros e pede
a seus amigos desta cidacle desculpa da
falta que commetteude nao despedir-sc
pessoalmente.
Sfio convidados os Srs.
Aracaty
Hiato Sergipano ja lera parto da carga, para o
resto trata-se cora Marlius & Irmos : ra do
Madre do Dos n. 2.
Cear. Maranho e
Para.
Segu em poucos dias o hiato nacional aRosa,
e recebe carga ; trala-se com o consignatario J.
B. da Fonseca Jnior, na ra do Vigario n.23.
Para a Baha.
O hiale Bom Amigo sahe no dia 8 do cor-
rente ; para carga, I rata-se com o capilo Perei-
ra Marinho, cm casa de Palmeira & Beltro, no
largo do Corpo Santo n. 6.
Cear.
Segu com muita brevidade o palhabole Santa
Cruz, capilo Jos Victorino das Neves ; para o
resto da carga, trata-se com Caelano Cyriaco da
C. M., no lado do Corpo Santo n. 25.
Maranho e Para.
O veleiro brigue escuna Graciosa, capilo e
pratico Joo Jos de Souza, deve seguir em pou-
cos dias para os portos indicados : recebe carga,
para o que trata-se com os consignatarios Almei-
da Gomes, Alves & C, ra da Cruz n. 27.
Hyppolito da Silva autorisado pelo CrCtlorCS lie IgliaCO Nei*V Fer-
ina. Sr. Dr. Frederico Schuly, fara' I rp,. ,1,, o|wa Unac a *nm
ilodeuma magnifica mobia con-1 reill dd b,lVuA .LoPes> a^COm-
sistlndoem aparadores, mesas redondas, i l)arecerem hoJe O meiO dl.l
cadeiras, sos, cuarda roupas, piano, emcasa.de D, P. Wld & C,
111
le
\D]
L
iH
Riode Janeiro,
O veleiro e bem condecido brigue naciona
Eugenia, pretande sahir com muita brevidade,
tero metadedescu carregamento prompto ; para
o resto, trata-se com os seus consignatarios Aze-
vedo & Mendes, no seu aecriptorio na ra da
Cruz n. 1.
o Rio de Janeiro
Espera-se daquclla praca a barca nacional
Castro III, de que capilo Antonio Goncalves
Torres, a qual pouca demora deve ter neste por-
to : quem na mesma quizer carregar ou ir de
passagem, para o que tem excellenles commo-
dos, trata-se com os consignatarios Pinto de Sou-
za & Bairo, na ra da Penha n. 6.
Rio de Janeiro.
O brigue Fluminense segu para o Rio de
Janeiro era poneos dias : para o resto da carga,
trala-se cora Tasso Irmos, ou com o capilo Jos
Joaquim Bernardes.
camas, mesa elstica, commodas, lava-
torios, toilets, guarda louca, tudo deja-
caranda' e mogno ; asstra como urna
ininidade de crystaes e aparelho de
porcelana ; sabbado 7 do corrente as 5
horas da tarde na Soledade caminho
para o Manguinho casa em que morou
o inado Timm.
LEILAO
Sabbado 7 do correnle.
DE
Una taberna
AS 11 HORAS EM PONTO.
A requerimento de Manoel Antonio
da Silva Moreira, e por despacho do
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commer-
cio, o agente Caraargo fara' leilo da
taberna, armacao e mais gneros sito
na Cabanga freguezia de S. Jos' per-!
tencente ao fallecido Manoel Nascimen-
to, no mencionado dia as 11 horas.
LEILAO
DE
Cavallos e burros
DE
Montevideo.
O agente ',Hyppolito da Silva fara'
leilao por ordem dos Srs. Tiget-freres,
de 12 cavallos e 58 burros de Montevi-
deo chegados ltimamente, sendo o
mais lindo carregamento de animaes
que tem vindoa esta cidade : quarta
feira 11 do [corrente as 11 horas em
ponto na cocheira do Sr. Motta no lar-
godo capim.
Avisos diversos.
para decidirem a respeilo do
do que se deve fazer.
wmmwtm ap mmymmm
|g O Dr. Casanova pode ser procurado a *fe
*P qualquer hora em seu consultorio horneo- /9>
3f pathico em Pernambuco
3S 30-RUA DAS CRUZES30 5
Vto No mesmo consultorio acha-so sernpre *y>
51 grande sorlimcnto de medicamentos em ;/jj
f tinturas e glbulos, os mais novos e bem a*
preparados, os elementos de homeoDalhia S
Gneros novos..
Na ra do Codorniz n. 18 em frente
a travessa da Madre de Dos:
Feijao preto inulto novo saceos grandes.
Dito ^marello dito dito.
Milho americano dito dito.
Dito de Marnanguape muito novo.
Farinha de mandioca muito fina para
ip.tsa chegada hontem.
Farelo em saceos muito grandes,
Charutos muito bons e baratos.
Arroz de casca novo saceos grandes
Peles de cabra boas.
Tudo se vende barato no armazem
de Manoel Joaquim de Oliveira & C.
C? Precisa-se fallar com o Sr. Joo J$
@ Valenlim Vilella Jnior, a negocio que @
@ nao ignora na ra da Cadeia do Recife m
n. 23. Z
DAS
\
Messageries imperiales.
O vapor francez Navarre, commandanle Ve-
del, que deve ter partido de Bordeaux no dia 25
da junho prximo passado dever chegar a este
porto de 12 a 14 do corrento o qual depois da
demora do costume seguir para o Rio de Janei-
ro locando na Baha, para passageiros etc. a tra-
tar na agencia ra do Trapiche n. 9.
Attenco.
*
Como consta que Francisco Elias Ferreira Os-
mio, procura vender um terreno sito na ra do
Lima em Santo Amaro, com 50 palmos de fren-
te, o qual se acha penhorado e se acha a execu-
Cao em andamento pelo juizo municipal da se-
gunda vara, escrivo Cunha, se faz o presente
aviso para que ninegueni facatr8nsacgao alguraa,
sob pena depois nao se chraarem a ignorancia.
Recife 4 do julho de 1860 Rita dos Anjos Loutier.
Hoje (6) ao meio-dia, na ra do Apollo, no
sobrado n. 9, em presenca do Sr. Dr. juiz de au-
sentes, se ha de arrematar o resto do espolio do
ausente Francisco de Paula Figueira de Saboia j
com nova avaliacSo.
A mala que deve conduzir para o Rio de
Janeiro o vapor de guerra Gequitinhonha, fe-
cha-se hoje (7) ao meio-dia.
Convida-se
&.
Aos senhores liquidatarios da extinda firma
Amorim, Paria, Guerra & Companhia, para que
publiquera a Hquidaco que lera feito e o balando
que tem apresentado aos socios presentes na rcu-
nio de 26 de junho prximo findo, esclarecendo
o seguinte :
1. Sendo o total das prestaces rea-
usadas............................ 33t805j000
Sendo o producto do sitio vendido pe-
los senhores liquidatarios........ 33:593jl4
e tendo ellcs recebido do caixa
primitivo da sociedade a quanlia
d0................................ 6:415g258
o que prefaz a somraa de.......... 40:008$672
E nao lendo-se pago a quantia de 3:362#840 ao
socio de industria Duprat, como se ve do protes-
to inserto porelle neste jornal.
Qual a razo porque tendo-se pago no anno
passado o primeiro dividendo de 33:8053000, ho-
jo pretenden) pagar smente 7 por cento sobre o
segundo dividendo del6-902S500 inclusive este.
2. Que destino deram, ou pretendem dar oo
resto do activo da mesma sociedade ?
Pechincha.
A 200 rs. o covado.
Armazem de fazendas, ra do Quei-
mado n. 49.
Cambraia de cor miudinha muilo fina, fazenda
pechincha a 200 rs. o covado, para acabar.
5:000 ris,
cada umasaia balao, o mais bem feilo e de mais
commodidade para assenhora: na roa do Cres-
po o. 20 B.


DIARIO DE FERftAMBDCO. SABBADO 7 DE JCLHO DE i860.
Associacao de Soccorros
Mutuos e LentaJEman-:
eipaeao dos Captivos.
Por ordcrn do Sr. presidente, du novo sao con-
\ i Jados us senhorci socios para reunio da ss-'
senibla geral, domingo 8 do corrcule as 10 horas j
do da, ruto nao lor comparecido numero legal
no dia l." como so havia annunciado, assirr. co-i
mo so faz publico, quo do resultado da bolsa do
caridade, creada peloart. 10 do regiment inter--
no, comprou-se por conla da mesma o meio bi-l
liiete de n. 1381 da ultima parle da 8.a, da 9.' lo- I
tea da matriz da Boa-Vista desta cidade.
Secretaria da Associacao 4 de julho de I8G0.
Albino de Jess Buideira.
1." secretario.
Francisco de Olireirs Jnior & C. avisatn ao I
respcitavel publico, e ao eorpo de commcrcio
que leem comprado a taberna sita no pateo do !
Terco n. 14 ao Sr. Prxedes da Silva Gusmao
que oulr'ora gyrou subro a Qrma do Jos Cus-!
todio Peixolo Soarcs & C, livro e desembara-
cada de lodos os dbitos tanto de trapiche como
de imposlns. Rceifi, 4 de julho.
Na secunda-feira 9 do correle pelas 7
e meta huras da manhaa, na igraja rnali.z
da Boa-Vista, diz-se urna missa pela alma
Exm a Sr.J D Anna TheoJora de Miranda
Ribeuo e Figueiredo, fallecida no llio de
Janeiro. Convidam-se as pessoas de su a
anizade e desea marido o Sr. conselheirj
chele de divis&O Joaquim Manoel de Oll-
vcira e Figueiredo, ourirem e orarem
peto repouso eterno do liio digna senhora.
mtoeii
c
Corre impreterivelmente sabbado 7
do corrente.
P. J. Layme.
Scsociaco Ct>pogvrtpUtcrt
^CVttittHhuCAUA.
Domingo, 8 do corrente. as 11 horas do dia
have-ra sessao doconselho director, no lugar do
cestume.
Secretaria da Associacao Typographica Per-
nnmbucana, 5 de julho do 1860.
J. L. Dornellas Cmara,
Io secretario.
liba de S. Miguel.
Desoja-se fallar com os Qlbos do fallecido Joiio
Jesesoaresde Medoiros, natural da libado S
Miguel, fallecido eni oulnbro de 1823 em Pernarji-
DUC, para que vrnliam lomar conta de urnas c.i-
commenaas rindas da mesma lina : a Iratar com
Maaoel do llego Soares na ra estrella do Rosa-
rio n. 11.
Joaqun Jos Silveira, invenlarianle do ca-
sal do (nado Marcolino de Borja Gcraldes, risa
a quem interessar, que o Sr. Jos Goncalvcs Pe-
rcira se acha aulorisado a receber as dividas do
rnesrro casal, llecife 3 de julho de 18150.
g$&9##*af}9 e $&$#&
9 Deseja-se tillar ao Sr. Genuino Corio- &
vjj n"o dosl'razeres na ra da Cadeia do Re- fi>
2*&^&J& de A,,Susl & Perdigo.
Aluga-se una escrava que engommn, cose
Dona e faz o snico do ama casa de familia : no
paleo de S. Pedro n. 13
!@S@f>* ;>~ $$$$$@
9 Di- Larnciro Uouteiro aproreitando da ,-;-
; propon-ao que lem para mais fcilmente @
C-5 execular ostrabalhos departo, c aconse- $
:* Ihado pelo feliz resollado que lera oblido {*
|S era multiplicados partos laboriosos, lem i
fcilo sua especialidade sobre este ramo
5% para o que poder ser procurado a qual-
@ quer hora, na ruado llangel n 16.
Saino a luz o 3- lomo cas biogra-
plnas de algn poetas, e outios ho-
mens illnstre da provincia de Peruana-
buco, pelo conmeadador Antonio Joa-
quim de Mello. Contera as biographias
de Luiz Francisco de Carvalho Couto,
Jeronyrno de Albuquerque Maranhao,
Alvaro Teixeira de Maccdo, e Joao
Antonio Salter de Vendonra; versos,
ntreos quaes 30 odes anacrenticas,
urna noticia intersate do levante de
Goianna ern 1821, e noventa e dous
documentoe innedies. Por ora em
mo do autor.
O Dr. Joco Fcrreira da Silva mudou-se da
ra do Rangcl para a do Lvramento n. 2fi, so-
lirado do Sr. Manoel Bunrquc de Macedo, defron-
-e de sua anliga habiaco. A grande pralica de
.".uscullacao reconhocida por quasi todos os seus
collegis desta cidade torna-o recommendado no
diagnostico das molestias dos pulmoes e do cora-
ra o; assim como para verifin^r o estado do an-
de dos cscravos que se desejam comprar. Pelo
crescido numere e variedades do opercroes que
na feto com bom resultado em o execicio de
mais de 20 -annos, se julga habilitado para prati-
ear toda e qualquer operaco oirurgica por mais
delicada e diiTicuItosa que soja.
Aluga-se o primeiro- andar e arrnazcRS da
casa n. 15 da ra do VigaVio: a Iratar no caes do
Hamos n. 2. escriplorio, ou ra Augusta .a. 94
com Prxedes da Silva Gusmao
VTTTYYVVrTTTTTrTVTTTTTTTTTT*
E DENTISTA FRAKCEZ. 3
*? Pal Gaignoux, dentista, ra das La- ~
r> rangeii-as 15. Na mesma casa lm agua e
p dentifico. -x
^Ai.Ai.Ai.AAAAJ; .S.JLXS. JLJLti. JlAA.?
Roga-se aos Srs. devedores do estabele-
cimento do fallecido Josda Silva Pinto, o ob-
sequio desalJarata seus dbitos na ra do Col-
eg venia n. 25 ou na ra do Queimado loia
fl. 10. J
Os pretndeme* casa torrea, na freguezia
de S. Jo5, podem dirigir-se ra Nova : a fal-
lar com o Sr. Braga, loja de selloiro.
joao Francisco Lopes, cldado brasileiro,
vai a hu.-opa tratar do sua saudc, lavando em
sua cornpanhia sua criada Mara Jos.
Aviso aos Ihesoureiros e
chefes de irmandade
Achando-se prximo o lempo de algumas
igrejas festoiarem osseus padroeiros, Jos Pau-
lino da Silva com fabrica de fogos em um terreno
da ra Imperial, avisa a todas as irmandades e
contrarias religiosas, e a quem possa mais inle-
ressar.que tem otToclivaruontc prompto um gran-
de sortimenlo de fogos .loar, tanto com bombas
mtuas como de bombas reaes, foguctes para
salvas com bombas extraordinarias, os quacs
vendem-se era gyrandoias ou sollos, conforme o
gosto do comprador, mandando-os conduziro
queimar como cosluina, por preco mais barato
do que o quo se cosliiraa comprar. Este esla-
belecimenlo olereco ao comprador muilo maior
vantageui, nem s pela suporiuridade do fogo
que hoje geralmente conhecido, lauto na capi-
tal como no centro, completa commodidad-) do
preco e promptidao, obrigando-se o annunciante
por qualquer arara que possa liaver, azondo um
abale no preco, quan lo por acaso nao saia como
o afianca, declarando quelles que os quizer
comprar em gyrandolas oit em broqueis,llove-
ra o avisar Ires dins antes, so for em quantidade,
para se proparar c armar, o sendo em pequea'
porcao, avisar do vespera ; o para mais facili-
tar ao comprador, no caso do nao querer ir casa
de sua residencia, podor oiilender-se no largo
do Panizo com o Sr. Jos Pinto de Uagalhies, e
na ra Direita, loja do cera confronte a sachris-
lia do Terco do Sr. Dionizio Hylario Lopes.
CASA LlSO-MiSLEIHA,
2, Golden Square, Londres.
J. G. OLIVEIRAteiido augmentado, com to-
mar a casa conligua, ampias e exccllenles ac-
commodacoes para muito maior numero de hos-
pedesJn novo se recommenda ao favor e lem-
branoa dos seus amigos e dos Srs. viajantes que
visitera esta capital; continua a prcstar-lhcsseus
servicose bons ofScios guiando-os em todas as
cousas que procisem conhecimenlo pralico do
paiz, etc.: alm do portuguez e do nslez alia-se
na casa o hesnanhol e francez.
agencia dus fabricantes america-
nos Grouver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel P.
Johnston & ra da Senzala Nova n. 52.
Na ra da Cadeia do Recife n. 38, primeiro
andar, precisa-se fallar ao Sr. solicitador Manoel
Pereira de Magalhes.
Licoes de francez e
i piano.
* Mademoiselle Clcmencc de Hannetot
& i'e Hannevillecontinua a dar liedes de
Xg francez piano na cidade e nos rrabal-
^ des : na ra da Cruz u. 9, segundo andar.
m siseee sessi9 ^^s e* *****
O Sr. thesoiirciro das loteras manda fazer pu-
blico que se acharo venda, lodosos dias no es-
criplorio das niesmas loteras na ra do Impe-
rador n. 36, o as casas commissionadas pelo
mesmo Sr. Ihesouroiro na praca da Indepen-
dencia ns. 14 o. 16 o na roa Nova n. 56, os bi-
Ihetese meios da altma parle da oilaro e pri-
nieira da nona loleria da matriz da Boa-Vista
desla cidade cujas rodas dovero andar imprele-
rivelmenlc no dia 7 de julho prximo futuro.
Thesouraiia das loteras 16 de junho de 1860
J. M. da Cruz, escrivio.
Nova fundico de ferro
c Itrooze.
IVua Ao Brwm \\. %,
James E. B. Spears.
Fundidor macliinista e engenheiro encarroga-
se de qualquer obra, de todas ai qualidades para serrara, rettnaco,
fabrica de sabio, machinas para amossar pao,
para moer mandioca, ludo por preco commodo,
e concerla alvarenges, bombas, vapores, e toda e
qualquer obra.
8
Dentista de Pars.
15 Ra Nova15
j Frederico Gsulier, cirurgiao dentista, ^
|$| faz todas as operacoes da sua arte e cel- ^
loca denle6 artiticiaes, ludo com a supe- $j
rioridadee perfeicao que as pessoas en- ^
tfeE tendidas Ihe reconhecem. *
^E Tem agua e pos dentfiicios ele.
umtmimmmm mmmmm
=z OSr Francisco Aramia de Souza lem urna
caria no escripterio de Manoel Joaquim Ramos e
Silv.a, na ra da Cadeia do Recifo.
O Sr. Luiz Honorio Caineiro Leo lem urna
carie na ra do Queimado n 27,loja de miudej.as.
Precisa-se alagar um Moleque de bons ros-
turnes rara casa de homem estrangeiro : a tratar
na ra da Cruz n. 11.
Curso de rhetorica.
O acadmico Manoel Francisco de
Honorato, proiessor partietifar autori-
sado pelo governo, tetn abeito o seu
curso de elocuencia e potica para ha-
bilitadlo dos estuJantes que quizerem
prestar exanie nestas materias no futu-
ro uiez de novembro, ern casa de uas
residencia, ra Direita n. 83, primeiro
andar.
@@^@S@@@ >#
I DENTES |
8 ARTIF1CIAES. |
|Rua estreita do Rosario n. 3
j Francisco Pinto Ozono colloct denles ar- @
;S tiliciaes pelos dous syslomas VOLCAN1TE, M
@ chapas de ouro ou platina, podendo ser M
@ procurado na sobredita ra a qualquer $
Pi hora. a
Roga-se aos Srs. devedores a firma social
de Leite & Correia em liquidado, o obsequio
de mandar salda seus dbitos na loja da ruado
Queimado n. 10.
Por um corte de cabello e
frisamenlo SOO rs.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecomlc acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro contra-mestre da casa Augusto Clau-
dio, o um oulro vindo de Paris. Esto estabele-
cimenloest hoje as melhores condices que
possivel para satisfazer as cncoinmcndas dos
objectos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejarn : marraras a Luiz XV, cadeias de rclo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, etc., etc., ca-
balleras de toda a especie, para hamens e se-
nhoras, lava-se igualmente a cabeQa a moda dos
Estados-Unidos, sem deixar urna s pelcula na
cabeca dos clientes, para satisfazer os pretenden-
tes, os objectos em cabello serao fe los em sua
prcsenoa.se o desejarem, e achar-33-ha sempre
urna pessoa disponivel para cortar os cabellos, e
pentear as senhoras em casa particular.
E' chegado loja de Lccomtt, aterro da
Boa-Vista n. 7, o excellente leite virginal de ro-
sas branca para refrescar a pello, tirar panios
sardasc espionas, e igualmente o afamadOyOlco
babosa para limpar c fazer crescer os cabello
assim como pos imperial de lyrio ie Florenca
para borluejas o asperdades da pclle, conser-
va a frescura e o avelludado da pijmavera da
vida
C5)
jEslas pennas de difforenles lualidades, sao fa-
bricadas de ac de prala refinada de primeira
tempera, e sao applcaveis a lodo o tamanho de
lellra. Prego lOU cada caixa e pennas de ouro
pelo mesmo autor com ponta de diamante, que
leem a grande vanlagem de nao estar sujeitas a
crear ferrugem e conservando se bem limpas sao
de duracio infinita, deposito em casa dos Srs.
Guedes& Goncalvesrua da Cadeia n. 7, e por
alacado com o inventor Guitherrce Scully, pro-
fessor de calligraphia na ra do Imperador n.
75, sobrado.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva : r.a
ra da Senzala Velha n. 108, segundo andar.
Offerece-sc para caixeiro para qnalquer es-
tabelecimenlo, exceplo de tabernas por falla do
pralica, um moco brasilero isenlo da guarda na-
cional : Quem precisar dinja-sc ra do Amo-
rfa n. 15, primeiro andar, ou ra da Praia n.
20, que achara com quem Iratar.
Precisa-se de urna escrava para o serrino
de casa de pouca familia : na ra de Hortas nu-
mero 16.
Joao Antonio do Rogo, subdito Portuguez ,
vai a Macei a negocio de interesse
Faz-se almoco e janlar com muilo aceio, e
sendo perlo manda-se levar: no becco do Cario-
ca, loja n. 9. Na mesma casa toma-se conta de
roupa para lavar e ergommar, e fica-sc respon-
savel pela falta.
O abaixo assignado faz scientc a pessoa quo
quor hypothecarum sobrado na ra do Vigario,
qu nppareca na ra de Hortas 11. 124.
Aluga-se una prela para o servico interno
de rasa de familia, que sabo coznhar eengom-
ma- com perfeicao, com a condico de nao sahir
a ra : quem precisar, dirija-se a ra da Praia
armazem n. 18, ou a ra Direita n. 4.
Capitana do Porto.
De ordem do Sr. cliefe de divito e copilao do
|ioito, faz-so publico, que o pharololo existen-
te na pona do forte da barra, que marca o ornar
para a mesma logo que descoberlo pela quina
do L.rie, passa do 1 de julho prximo vindouro
em dianle a serem subsiltuilus os vi iros bran-
cos, por oulros de cor encarnada, visto ser de
ulilidade navegacao ; c\ lando-so assim, que
coniiuuem a confundir sua luz, com as dos Do-
rios ancorados, da boia collocad.i na ponta da
restinga de S. Francisco para o N. E. Secreta-
ria de capitana do pono do Maranhao, 2 de ju-
nho de 1860. Raymundo Ildelfonso de Souza
Barradas, secretario.
400000, de gratiQcaQao.
Achan lo-sa nesta cidade viudo do Maranhao
para ser vendido, o crioulo Faustino, desapparc-
ceu anle-hontem, 25 dn abril ao manhecer, do
lugar de Gquii para onde tinha ido a contento.
Sua estatura alta, corpo regular, traz suissa
rapada no quoixo, falla bem, conserva o sem-
blante triste, o tem no colovello direlo a cica-
triz de urna cutilada. Iutlula-se forro, Irou-
cando o nome para Jos da Rocha, com o qual
servio no exercilo em quinto nao fui reconheci-
do, dizendo sor natural de Marrn. Levou ves-
tido calca de algodao snzento, camisa branca,
chapeo de palha, e um cobertor do la. Descon-
qa-se que soguiss para o norte da provincia: e
quem dellc der noticia ou apprchouder, e condu-
zir ra da Cadeia do Recifo n 38, primeiro an-
dar, ser recompensado com 200OO0.
Desappareccu em Dns de novembro do anno
passado a pardo de nome Virginio, que aqui se
achara para ser vendido, e suppoe-se que toma-
ra o caminho da villa do Saboeiro. Este escra-
ro de estatura menos quo regular, magro, pi-
cado de bexigas emal encarado; .Quem o apprr
hender ou delle der noticia na ra da Cadeia do
Recifo n. 38, primeiro andar, ser recompensado
com 200$00.
DEPOSIT
FORTES
DOS
Mais afamados fabricantes da Europa.
ESTABELECIMENTO

Antonio Francisco Muuiz do Miranda, tendo
de ir a yiila de Barreiros (onde lencoua resi-
dir a maior parto da tempo), e bem assim i-
dado do Rio Pormozo, villa d'Agua-prela, e -il-
la do Paco de Camaragibe, a tratar do seus DOgO-
coj, (eixa por seus procuradores, durante tua
ausencia, aos seus caxcres Antonio Augusto
I .Novaos Vieira o Antonio da Costa Rogo Lima,
os quaes ficam aulorisados t continuar suas'
Iransacdes o todos osseus negocios.
Antonio Duarte Carneiro Vianna faz scc;.'.r.
a esla praca que comprou os dehilos do Sr. Joa-
quim Fernandcs de liveira, com loja na ra Di-
reita n. 6 por mutuo consenso do todos os so-
nrieres credores do mesmo Olivoira, o faz publi-
co a quem mais interessar, que quera so julgar
prejudioado faca sua recjBjiarao no prazo de tres
das atis, contados desta data ; na ra Nova 11.
2t). Dopois do que nao se admit* redama \V>
alguma, por a loja pertcncer ao annunciante.'
Recife 5 de julho do 1860.
l'recisn-se alugar um engenho com as con-
dicoes, que seja com alguma fabrica e tenha bons
partidos, soja d'agua o quo lenha os utcnci'.ios
necessari.js, paga-so bem, assim agrade o local,
0 quo nao seja muilo distante : no Passeio Pu-
blico, loja n. II, frala-se.
Precisa-se alugar una prela que saiba c.i-
zinhare fazer algumas compras na ra : a fallar
na ra da Lingoela n. 2.
1 T. Alu8a-seuma boa casa terrea em S. JosS
do Manguiuho, quasi dofronte da groja : traa-
se na ra do Brum 11. 10, armazem de Manoel Jo-
s du Sa Araujo.
Precisa-se do umi ama forra de roca idade
para coznhar e fazer compras, somenle carao
no acougue, para duas pessoas : na na de San-
to Amaro n. 28, taberna.
A l ten gao.
Perdeu-se um quarlo da* lotera da matriz da
uoa-\ista n. 1, assignado por Augusto Ferreira
de Carvalho, e previne-seao Sr. thesonreiro qie
s ao mesmo assignado pague, caaWsaia premia-
do : roga-se a quem achar e quizer restilui-!o,
levar em casa de Saundcrs Brothers & C, na
praca do Corpo Sanio n. 11.
_ Domingo s iio correte scrS eetebrada na
groja de N. S. da Terco a fesla de S. Manoel 'a
Paciencia, sendo orador o reverendo padre mes-
tre prpgador da capclla imperial Fr. Joaquim do
Espirito Santo.
= Fugio no dia -1 do correnle mez, dos Afoga-
dos, um mualo de nome Jos, dale pouco mais
ou menos 2 annos, com os sgnaes seguintes:
baixo, grosso, nariz um lano chato, denles lo-
dos perfeilos, cabellos crespos, levou reslido ca-
misa de algodao de listra e coroula azul ; esto
mulato foi comprado ao Sr. Filippe Rodrigues
Santiago, o presuine-se ter fgido para Seri-
nhaem, d'onde natural: roga-se, porlanlo, a
todas as autoridades policiaca de apprehenJc-'lo
e leva-lo a seu senhor, abaixo assignado, nos
Afogados, que ser bem recompensado.
DE
Fazeadas c roupa feila
POR MEDIDA.
Na luja c armazem de Joaquim!
Rodrigues T. de Mello.
Hua Ao Qwc'miado m. S9,
cn\ sua loja i\c 4 \>oi'las.
Tem um completo sortimenlo de aupas taitas
e por medida a ronlade dos freguezes : calcas de
casemira e de brim, cclletes de diversas quali-
des, soluecasacas de muilo bom gosto, um sor-
lmenlo de paletols de panno e de casemira,.al-
paca, lazinha, riscadinhos e de brim, que ludo
se vende por proco commodo ; um completo sor-
llmento de chapeos pretosde seda pan homcr,
de superior qualidade a IOS, ditos de castor mui-
to superiores a 165, chapeos de sol de seda in-
glezes dos melhores que tem vindo ao mrcalo,
ditos francezes de diversas qnalidades, ditos de
panno grandes c pequeos, corles de rostidos de
seda de variados goslos para diversos rrecos, um |
completo sorlimonto de bordados e enire-raeios,'
golinbase manguitos, ludo por preco commodo ; j
chaly de soda e la de goslo mais apurado que
tem apparecido a 1$280 o covado, chitas france-
zas muito superiores de 260 al 440 rs. o covado!
de gestos muito delicados : um grande 6ortimcn-
lo de fazendas francezas e inglezas e allomas que
sera mpossivel aqui se poder mencionar com
procos, assevera-se aos freguezes que ludo se'
vende mais em conta que em outra parte sendo
a diheiro.
Ra nova n. 23, esquina da Gamboa do Carmo.
Neste esalieleciment acha-se um completo sortimenlo dos melhores, mais elegantes e mais
Lem consirud No raesno esabulccimento existen), ehogados lia pouco da Europa, alguns pianos de machi-
iiismo do mellor goslo e de maior perfeicao do que quaesquor oulros, os quaes nao somonte se
prestam pelo bu machinismo a toda as pessoas que sabem msica, mais aindii aquellos que igno-
ran esla arle.
Alm tistes pianos existem tamb?m no mesmo eslabeleciment, harmnicos ou Seraphina, os
quaes fazem una bella ligacao sendo locado em sala com acompanliamento de piano, e tambera
produzem exielienles e Be tos barmoniozos em igreja ou capella, tambera lia melhodo e msicas
adquadas ao dlonslrumenlo. Espera-se que o re>peiiavol publico e os atilintes de msica nao se
demorem em nunirem-se de lao excellentes instrumentos, cuj a prero alias razoavel, e de cuja per-
feicao ncoitestavel.
Pa mesma casa afinam-se e concertam-se pianos com a maior perfeic,o possivel. Na mes-
ma casa existm chegados ha pouco da Europa lindas msicas do mellior gosto possivel e do melhor
compositor da Europa.
m m& m p
ASSOCIACAO POPULAR
DE
Soccorros Mutuos.
Domingo, 8 do correte, llavera sessao extraor-
dinaria da assembla geral para se iratar em
maioria absoluta de socios habis, de negocio
que muilo affocla o interesse o dignidade desla
Associacao. Todos os socios effectivos sao con-
vidados a se acharem as 10 horas da nionhaa :ia
casa das scsses.
Secrelaria da Associacao Popular de Soccor.os
Mutuos 6 de julho de 1660-
llernardino de Senna Ribeiro.
1. secretario.
Ao barato.
Na ra da Imperatriz, loja da esquina do boc-
eo dos Perreiros, ronden-so corles do rucado
francez para vestidos a i, chitas de cores lisas
e finas a 200 rs. o covado.
ilbo 14S000, fardo a
4$o00.
Grande e novo sorlimento de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissimos precos.
Do-se amostras com penhor.
Sirop d
DfPORGT
JARABE DO FORGET.
Kste xarope esla approvado pelos mais eminentes mdicos de Taris,
Icomo sendo o melhor para curar oonstiparoes, tosse convulsa e oulras,
anea-oes dos brancbos, ataques de pito, iniucoos nervosas e iiisomnolencias: urna collierada
pela manlia, e outra a noite sao sutlicientes. O elfeito deste excelente xaropc satisfaz ao mesmo
tempo o doenie e o medico.
O dspottio na ra larga do Rosario, botica ie Barthalomeo FrancUco de Soma, u. 36.
Ilua do Brum (passando o chafariz.)
Sio Ac\iozVio deste cstalielceimento sewvpvc lia grande sovmenlo; de me-
elifnVsiao pava os engenlios de assuear a saber:
Machina Je vapor mo lernas, de golpe cumprido, econmicas de combustivel, e defacillimoassento ;
, Rodas d agua de ferro com cubo* de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
Canos de ferr, e portas d'agua oara ditas, e serlhas para rodas de madeira*;
Moendat inteirascom virgens multo fortes, e convenientes ;
Meiai moendas cora rodetas motoras.jara agua, cavallos, ou bo'is, acunhadas em aguilhCes deazs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre :
Pares ebicas para o caldo, crivose portas de ferro para s fornallias ;
Alambiques de ferro, moinhos de mandioca, fornos para cozer fari'nha ;
Rodetas dentadas de todos os tamanhos para vapor, agua, cavallos oubois';
Aguilhues, bronzes e parafusos, arados, eixos e rodas para carrosas, formas galvanizadas para purgar etc.,etc.
D. W.Bowman confia que'osseus freguezes acharo tudo digno da preferencia com
que o honram, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo facto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas d? Inglaterra, para onde elle fazviagem annual para o dito fim,
assim como pela coutinuacao ,'la sua fabrica em Pernambuco, para modificar o mechanis-
mo a vontade de cada comprador,, e de fazer os concertos de que poderp necessiiar.
Lindos cortes de rostidos de seda pretos
de 2 saias
Dilos ditos de ditos de seda de cores
:om babados
Dos dilos de dilos de gaze phantazia
de cores
IUraciras de fil de seda prela bordadas
Visitas de grosdcnaples preto bordadas
com froco
Giosdenaples de cores com quadrinhos
covado
Di.o liso prelo e de cores, covado
Seda lavrada prcta e. branca, covado 18 e
Dia lisa prela e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Hitos de ditos de cambra e seda, corle
Cambr.iiasorlandys de cores, lindos pa-
Jres, rara
Manguitos de cambraia lisos e bordados
Tiras e entremeios bordados
^billas de blonde brancas e pretas
Ditas de Ci de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
l-cncos de cambraia de linho bordados
Ditos de dita de algodao bordados
Panno prelo e de cores de todas as qua-
lidades, corado
Casemirasidem dem dem
Gcllinhas de cambraia a
Cl ales de touquim brancos
Ditos de merino bordados, lisos e es-
lampados de lodas as qualidades
tufeilcs de vidrilho francezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de linho e algo-
dao, brancas e, de cores
Saias balo de varias qualidades
ijuel riko, covado
ahilas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas fraocezas de cores, rera
t-Gliariohoe de esguio de linho nao-
qcnios
L'a completo sorlimento de roupa feila
9
V
9
1S200
8
3B000
1&500
10000
16JO0
18000
I
I
9
9
I
8
8900

S60
9
9
35500
COOO
fiOO
JS280
Jf500
f800
sendo casacas, sobrecasacas, paletols,
colletes, calcas de muilas qualidades
de fazendas
Chapeos francezes finos, forma moderna
Um sortimenlo complt-lo de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, peitos de linho e de
algodao brancas e de cores
Ditas de ustao brancas c de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivas muilo linas
Um completo sortimenlo de fazendas
para vestido, sedas, 15a e seda, cam-
braia e seda tapadas e transparentes,
corado
Meias cruas brancas e de cores para
meninos
Ditas de seda para menina, par
Luvas de (lo de Escocia, pardas, para
menino
Vclludilho de cores, corado
Velbulina decores, covado
Pulseiras de relludo pretas e de co-
res, o par
Ditas de seda idem idem
Um sortimenlo completo de lu"ras de
seda bordadas, lisas, para senhoras,
honiens e meninos, de todas as qua-
lidades
Cortes de collete de gorguro de seda
de cores
Ditos de velludo muilo finos
Lencos de seda rxos para senhora
Marquezitas ousombrinhas de seda com
molas para senhora
Sapatinhosde merino bordados proprios
para baptisados, o par
Casinetas de cores de duas largurasmui-
to superiores, covado
Setim preto, encarnado e azul, proprio
para forros, com 4 palmos de largura,
fazenda nova corado
Setim liso de todas as cores. corado
Loncos do gorguro do seda pretos
Relogios e obras de ouro
Corles de casemira de cores a
bcoO
I
S
9
8
I
8
15600
320
19S00
5700
2$OO0
ljfOOO
Ea taberna da estrella no largo du Faraizo Da-
mero 14.
Vcnde-sc um crioulo de dado 22 anuos,
bonita figura, olTicial de carapina : na ra do
Hospicio, em casa de Thomaz do Aquina Fon-
seca, das 7 s ) horas da uianlia, o das 2 s <:
da larde.
British Beet.
Superior carne ngleza de porco, salgadj, u
20 rs. a libra : no Bazar Pcrnambucano da raa
do Imperador.
_ Vende-se um cscravo cabra, lilho do sor-
to, de idade 25 a 30 annos, forte, robusto c sa-
dio, para engenho ou sitio por estar acostumado
ao servico do campo o saber lavrar a Ierra, fa-
zer qualquer planlacao, andar com gado, tratar
de cavallos, carreiro, etc., por preco cm conta :
quem o pretender, dirija-se 5 loja de cha; eos
n, 23, defronle do Passeio Publico, que l Ihe
drao aondceslA o dito cscravo para rere ajusiar.
Gordas para \io-
lo,
Cliegou & loja do Ramalho, na ra Direita n.
83, um grande sorlimento das mais superiotes
cordas de tripa de pona encamada, c cordjo
para violjo, mais baralo do que em oulra parle,
a dinheirn.
15600
I
i
I
55000
EAU MINERAL
NATURALLE DE VICHY.
Deposilo na botica franceza ra da Cruz n.22.
m
m
Maliguitos
e goas,
Chegou loja do Ramalho, na ra Direita n.
83, um grande sortimenlo do manguitos finos a
28, gollinhas muilo finas a 640, 800 e 18, ditas
finas de traspasso a 18 (a dinheirb).
Tr
i

NO
Assignatura de banhos fros, momos, de choque ou chuviscos (para urna pessoa)
tomados em 30 dias conseculivos. ,......... 10J000
30 canees para os ditos banhos lomados em qualquer tempo '. '. i tkuut
i5 Dos dito do dito :;::;: *%&
** B ;.. -fOOO
Banhos avulsos, aromticos, salgados e sulphurosos aos precos annunciados.
Esia redueco de pregos facilitar ao respeilarel publico o gozo das vanlagens que resultara
da frequencia de um estabelecimento de urna ulilidade inconiesiavel, mas que infelizmente nao
estando em nossos hbitos, anda pouco conbecida e apreciada;
Chegou loja do Ramalho, na ra Direita, um
grande sortimenlo de trancas de linho muilo bo-
nitas, pec3 com 25 raras 1200, ditas co::i 12
varas a 610 rs., ditas de soda muito superior a
1 0 rs. a vara (a dinheiroj.-
28000 Faqiifiro.
18000 Vende-se um faqueiro de prala com cerra de
mil oilavas, do lindo gosto, chegado ltimamen-
te do Porlo : na ra do Vigario n. 19, primeiro
andar.
Attencao.
ao p do arco de Sanio
llllOill

vende-se, com um pequeo loiuc de mofo, cha-
les de merino com palmas de seda, pelo diminu-
to prego de 38 cada um, ditos Iimposa58o0 : a
clles, antes que se acabem.
Um meco portuguez que se acha able In-
do no commercio, offecece-se para qual.-uer
ocupaco, tanto cobrancas como outro qualaer
servico, para os quaes tem as habelitaces pre-
cisas, e da conhecimenlo a sua conducta; a
pessoa que do seu prestimo so quizer aulorisar
dechc carta fechada r.esla imprensa com as
letras P. C, ou annuncie a sua morada para ser
procurado.
Um dos melhores e mais acreditados esla-
belecimentos de fazendas francezas, sito em urna
excellente localidade da ra Nora desla cidade,
expem-se a renda, e faz-se negocio sobre con-
dicoes farorareis ao comprador, como seja livro
de divdase de qualquer comprometimeoto que
o dono do mesmo leiilia para com a praca; quem
pretender dirija-se a ra da Cruz do Recife, ar-
mazem dos Srs. Izidoro Haliiday & C. que acha-
ra com quem tratar.
AMA DE LEITE.
Na ra do Sr. Bom Jess das Crioulas, loja do
sobrado onde mora o padre salvador; quem pre-
cisar dirija-se a esta casa que achara com quem
tratar.


()
DIARIO DE PERRAMKUCO. SABBAD DE JULHO DE 1860.
Borzeguins patente.
Lustre e bezerro
45 Ra Direia 45
Scmprc solicito o proprietario deste
estabelecimento em poupar a bolsa de
seus freguezes, acaba de descobrir-lhes
urna mina de borzeguins, que nao sen-
do Mclis nem Sua, sao todavia iguaes
a estes no durar, tendo por nico delei-
to serem poucos.
BARATO SO NOPROGRESSO
DE
CA
compra-se, vende-so c Iroca-se cscravos : na ra
Direita n. 66, escriptorio de Francisco Malinas
Pereira da Costa.
DA
O Ihesourciro das loteras declara que o pa-
; 11..011I0 dos premios da quarla parte da quarta
lotera do Gjauasio Pernambucano, cujas listas
leein de ser publicadas em odia 18 do presente
mez, principia a ser clTectuadododia 10 do mes-
mo mez cm diante, visto como at o referido dia
li tem o mesmo thesoureiro e os mais cnipre-
fidosde eslatcru anda oceupados com a con-
cluso da exlracgio dos nmeros que nao foram
I recriados, para assim se verificas a exactidao a
mencionada lotera.
Thesouraria das loteras 16 de juuho de 1860.
Camilla Pires.
5-5
m
m
-Largo sin Peiih
Neste armazem de molhados con-
linua-se a vender os segnintes gneros abaixo mencianados do superiores qualidades e aiais barato
do que em outra quilquer parte, por serem a maior parle delles recebidos em direitura por conta
dos proprietarios.
Manteiga ingleza e franceza
ao mercado de 640 3 800 is. a libra
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para render em
seu armazem, na praca do Corpo Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recentimente
chegados, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes J. Broadwood Sons de Londres,
muilo orondos para este clima.
Milho.
b cm
barril
Vendem-sc saceos com milbo a 4600: na ra
da Cadeia do Recfe n. 3.
Vende-se urna negrinha de 18 annos de
idadecom todas as qualidades para urna encl-
lente ama de casa de qualqucr pessoa de trata-
nienlo : trala-se na travessa da ra Bella n. 6.
jjjMBMBMMM MMM MBMHMBW3K
{Pecliinclia seni igual.]
%j- Vendem-se superiores camisas de
fustao edilas de madapolao muilo fino a
2?, corles de casemira ingleza dequadri-
nhos de superior qualidade a 4fi;530 e 5#,
colleles fetos de gorgurao de seda e ditos
de fuslao a 3JJ500 e 4#, calcas de brim de
cor a 4S, cortes de superior barege de se-
da a 20$ c as modernas victorias de al-
paca de seda para vestidos de senhora a
700 rs. o covado, tambero se vende saias
balao muilo boas de mueselina e ditas de
madapolao a 4$500c 5$. gollinhas de U-
nho a 640 rs., de todas estas fazendas
existe urna pequea porg.io que se vende
por este prego para acabar : na loja de
Augusto &P"erdgao ra da Cideia do Re-
cite n. 23
Alleneo.

Curso pratico e theorico de lingua fran- @
@ ceza por urna senhora franceza, para dez @
$p moras, segunda c quinta-feira de cada s> @
9 maa, das 10 horas at meio dia : quem
; lizet aproveitar pode dirigirse a ra da '
Cruz n. 9, segund andar. Pagamentos A
C-:{ adiantados.
COM* ANIMA
Estabclccida em Londres
Cin
CAPITAL
miYnocs &e
esterlinas.
litoaa
Saunders Brothers & C." tem a honra deln-
o.-mar aes Srs. negociantes, propriotarios de
:a3as, c- aguem mais conrier, que esto plena-
ite aulorisados pela dita eompanhia para
fectuar seguros sobre edificios de lijlo epe-
i ., cobertos de-telha e igualmente sobre os
( 'id.; que coniherem os mesmos edificiosi
c consista em mobilia ou em fazendas de
.;.. ilqu "alidade.
: JI S 9 @K OS3S@@@ft
Lousullorie central honieopathico]|
I nUUUlDBIBCt.
Continua sol a mesma dirocco do Ma- Ci;
:* noel de Mallos Teixeira Lima, professor <&
:', em bomeopalhia. As consultas como d'an-
$1 tes.
----- s
Milho perfeito.
Vende-se no armazem
piche do algodao.
n. 18 confronte ao Ira-
Semea
perfeitamente flor a mais nova que tem viudo
se far algum abatimenlo.
Qneijos llamen gos
muilo novos recenlemente chegados no ultimo vapor da Europa de 1$700 a 33 e a vista do gasto
que o freguez fizer se far mais algum abalimento.
Qnejo nvate-
os mais novos que existem no mercado a ljf a libra, em porco se far abatimenlo.
A.n\clx.as f rancezas
em latas de 1 li2 libra por 1$500 rs., e em campoteiras de vidro conlendo cada urna 3 libra
por 33000.
M us 1 avila ingleza e V van ce xa
em frascos a 640 rs. e era potes franceza a 800 rs. cada um.
\revdadcivos figos de comadre
m caixinhasde 8 libras elegantemente enfeitadas proprias para mimo a 1$600 rs.
Bolacninna ingleza
a mais aova que ha no mercado a 240 rs. a libra c em barrica com 1 arroba por 4$.
Potes vid vados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer liquido de 400 a 1$0')0 rs. cada um.
Xmendoas conVeladas nronrias nava soites
de S Aoao
a 1 a libra e em frasquiuhos, conlendo 1 1|2 libra por 2>.
Cn nveto, \iyson c nevla
i os mclhorcs que ha neste mercado de L&600,2$ e 2^500 a libra.
Macas cm caixinhas de 8 liaras
conlendo cada uaia diirerenios qualidades a 4-J500.
Palitos de dentes lidiados
em molhos cam 20 macinhos cada um por 200 rs.
lijlo vancez
propriospara limpar faca a 200 rs.
Conservas inglczas c franeczas
em latas e cm frascos de differcnles qualidades.
Pvcsnntos, clionvi^as c naios
o mais novo que ha nesle genero a 480, 6 SO c 720 rs. a libra. -
Latas de nolacliinlia de soda
de diflerentes qualidades a I36OO cm porciio se far algum abalimento.
Tambcm vendem-se os seguints gneros ludo recenlemente chegado e de uperio-
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourica muilo nova, marmelada do nais afamado fa-
bricante de Lisboa, macado tomate, pera secca, pasas, fructas em calda, amendois, nozes, frascos
com amendoas coberlas, confeiles, paslilhas de varias qualidades, vinagre branco lordeaux.proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, magas de todas as cualidades,gom-
ma muito fiua, ervilhas franeczas, champagne das mais acreditadas marcas, ce-vejas de ditas,! LidALZllllAS Dar VPStlo ^^fl
spermacelebarato, licores francezes muilo finos, marjasquino de zara, azeitedoce mricado.azei | *tl ,. ; UU
lonas muilo novas, banha deporco refinada e oulros muito gneros que encontrado tendentes a
molhados,por isso prometlem os proprietarios venderem por muito menos do queoulro qualquer,
promelera mais tambera servirem aquellas pessoas que mandarem por outras pouct pralicas como
e viessera pessoalmente ; rogam tambera a lodos os sanhoresde engenho e senhires lavradotes
queiram mandarsuas encomraeudas no armazem l'rogresso que se lhes aianca a loa qualidade e
REMEDIO INC0MPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAT.
Milharesde individuos de todas as nacOes po-
dem testemunhar as virtudes deste remedio in-
comparavel e provar em caso necessario, que,
pelo uso que delle fizeram tem seu corpo e mem-
brosinteiramenle saos depois de haveremprega-
do intilmente outros tratamentos. Cada pesoa
poder-se-haconvencer dessascura maravilhosas
pela leilura dos peridicos, que lh'as relatara
todos os dias ha muitos annos ; e a maior parte
della sao to sor prendentes que admiran: 0g
medico mais celebres. Quantas pessoas reco_
braram com este soberano remedio o uso de seus
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go tempo nos hospitaes, onde de viara softrer a
amputacaol Dellas ha muitasque havendo dei-
xado esses asylos de padecimentos, para senao
submetterem essa operacao dolorosa foram
curadas completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa na
enfusao de seu recouhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de maisautenti-
carem suafirmativa.
Ninguem desesperara do estsdo de saude sa
ivesse bastante confianca para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo o
mentratatoquenecessitasse a natureza do m&i.
cujo resultado seria prova riuconlestavelmeute :
Que ludo cura.
O ungento e ull, mais particu-
larmente nos seguints casos*.
de superior qualidade, e muito propria para en-
gordar animaes, em saceos grandes ; no arma-
zem de Antones Guimaraes & C, no largo da
Assembla n. 19.
Arados americanos e machinas
pata lavar roupa : cm casa de S. P. Jo-
hnston C. ra da Senzala n. 42.
Vende-se um escravo pardo, de bonita fi-
gura o de lodo oservico, moco : na ra do Quei-
mado, esquina da Congregaco, loja do tenenle-
coroncl Manoel Florencio Aves de" Moraes.
Alcatifa,
Campos & Lima, na ra do Crespo n.
16, lera para vender alcatifa com 4 pal-
mos de largura de muilo boa qualidado
c. propria para alcatifar, salas e igrejas a
800 rs. o covado, dinheiro a vista.
Alporcas
Caimbras
Callos.
anee res.
Cortaduras.
Dres de cabega.
as costas.
"7'jos membros.
t'D'ermidades da cutis
em geral.
Ditas doanus.
Erupcoes e escorbti-
cas.
Fistulasno abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieiras.
Gengiva escaldadas.
Inchaces
Inflammario do ligado.
Inflammacao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sama
Supuracoes ptridas
Tinha, cm qualquer par-
te que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das arliculacoes.
Veas torcidas ou noda-
das as pernas.
45-Roa Direita45
por
o acondicionamento.
:
m
m
i
6

Botica central liomcopalliica
Do
D. SABINO 0, L PIIIIO.
Novos medicamentnshomcopalhicos en-
viadosda Europa pelo Dr. Sabino. S
Ksies raedicamanlos preparados espe- rtjj
cialmonto segundo as necessidades da o- A
A meopalhia no Brasil, vende-se pelos pre-f
-' 50S conhecidos na botica central horneo- T*
@ palhica, ra de Santo Amaro (Mundo No- ^
- vo) d 6. I
Irmandade de S. Jos da
Agona.
O secretario da irmandade de SJOos d'Agonia
c :nda a lodosos seus caros iiraaos a compare-
cer no consistorio da irmandade, domingo 8 do
ate, pelas 9 horas da manhaa, para reuni-
dos em mesa geral proceder-so a cleico da nova
1 que lera de reger a irmandade "no armo de
LS60 a 1861.
0 arrematante dasbarreiras da Capunga e
Manguinho, pede a cada um dos sonhores que
o raensalmente a laxa de dilas barreiras, o
favor de entregar ao cobrador dellas urna ola
escripia e assignada, cm que declaro qual a
sua mensalidade, e porque animal ou vehculo a
paga.
Precisase alugarum sitio ; quem tiver di-
rija-se ra do Crespo n.25.
Eu abaixoassignado declaro, quo vendo aos
Srs. Jos Damiao de Souza e Mello e Antonio
Machado Santos, a parto que me pertcnce no de-
posilosito no paleo do Carmo, desta cidade n.
13, respoDsabilisaodo-me desde a data deste ao
ultimo annuncio, por qualquer Iransiccaoou onus
que por ventura possa haver sobre 'a mesma,
a lira de que os mesinos compradores fiquem
vcrdadeiramenlo gnranlidos e livres de qual-
quer cousa que possa apparecer. Recfe 4 de ju-
lho do 1860.Francisco Casorio Branco.
Deseja-se fallar ao Sr. S e Souza, na ra
oiga do Rosario, fabrica de charutos do Sr. Res,
;i negocio que lhe diz respeilo.
O bacharel A. R. do Torres Bandeira, advo-
ga no crirae c civel, na sua residencia, .ra larga
o Rosario n. 28, segundo andar.
Roga-se ao Sr. Ileiinquc da I'onseca Coi-
tlnho, morador do engenho Una, o favor de ap-
parecer na ra larga do Rosario n. 33, para S. S
ultimar aquello negocio que a muilo deveria ter
ultimado.
Precisa-se de urna ama para casu
de urna s pessoa, prefere se es-rava :
11a ra da Senzala Velha n. 108.
AOCOMMERCIO.
L:m moco, caixeiro em uma casa coramcrcial
desta pra(;a, desojando melhorar, se olferece ae
Sr. coinmerciante que delle precise para arma-
zem, escripia, cobranc.as, ou mesmo negocio do
ra, do que lem pratica, c d abono de sua con-
duela : dgnando-se dcixar por escripto a A. B.
no esrriplorio desta lypographia seu nomc e mo-
rada para sor procurado.
tngomma-so c lava-se roupa, lano deho-
mom como do senhora, com muita perteicoo c
prei'0 conimodo : na ra nea 11. \T.
1) bacharel A. R. de Torres Bandeira, pro-
fessor de geographia e historia amiga no Gyra-
nasio desta provincia, tem resolvido abrir um
novo curso deslas duas disciplinas, c bem assim
um de rhetorica c potica, a partir do da 15 do
correnln em dianlc : na sua residencia, ra lar-
ga do Rosario, sobrado n. 28, segundo andar.
Quem precisar de um homem para cozinhar
era una casa de pouca familia, dirija-so ao pa-
leo da Penha, taberna n. 1.
Compras.
Comprase um carro do 4 rodas, americano
ou outro qualquer leve, que esteja em bom esta-
do : a tratar na ra da Cruz n. 4.
Comprara-se moedas de ouro de 20$ e 10$:
brasileiras, e de I65 porluguezas : no escriptorio ;
de Manoel Ignacio de Oliveira defronte
Santo.
Gompram-si
cravos.
rs., e toalhas de linho a
800 rs.
Na ra do Queimado n. 19, vendem-se laazi-
nhas muilo finas para vestido, e para meninos
pelo baralissimo proco de 320 rs. o covado, toa-
Ihas de linho a 800 js. cada uma, coberlas a chi-
neza, de chita muito fina a 2$.
PotassadaRnssia
E CAL DE LTSBOA.
No bem conhecldo e acreditado deposito da
do Corpo ma da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender
I potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e desuperior qualidade, assim como tarbem
Aft. calvirgemem pedra: ludo or nrec.os muito
*-/i~' razoaveis
Vende-se este ungento no estabecimento
geral de Londres n. 224, Strand. e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua venda em toda a America
do snl.Havana e Hespanha.
Vende-sc aSOO rs., cada bocetinha contm
uma Instrucco cm prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutico, na ra da Crun. 22. em Per-
nambu.io.
Palha de car-
naba
por barato proco, em porrees ou a relalho : no
armazem de Aiitunes Guimaraes & C, no largo
da Assembla n. 19.
1 Champanha. I
g Campos & Lima, na ra do Crespo n. Jg
$, lem Para veni^er uma porciio de gi-
ffl gos com champanha de superior
i; dado a 20a o gigo.
Comprara-sc, vendera-se e tro:am-se cscra-
vos, na ra do Imperador n.|79, primeiro an'.ar.
Compram-sc effeciivamenle meias garr;fas
que foram de champanha : na rut larga do \o-
sario n. 36, botica.
I Attenco.
M Amelia Elodia Lavenere, compelente-
^ mente licenciada tem aberlo na ra do
ro Livramcnlo n. 19, segundo anar, uma
3| aula paraosexo feminino, onde ensina
^ primeiras leltras, francez e cenas pren-
d das, bem como coser, bordar etc., e pa-
Jg ra commodo das pessoas quo moram fora
9| ou mesmo dentro da cidade, recebe
rt alumnas internas, pencionistas e meio-
*}j- pencionistas pelo pre^o que se conven-
ca cionar.
Roga-se ao Sr. Joaquim Jos de
Souza Serrano de apparecer na ra dos
Encantos casa terrea com dous portoes
para tratar de negocio de muito seu n^
teresse.
Compra-se
Dr. Augusto Carneiro Monteiro da Silva lo guarda livros moderno ou curso coui- ^
Sanios, medico operador c parleiro pode nl.tn A^ ;i^-,. 1 .. 1 E
@ ser procurado na casa Je sua residencia let de in,tl ucQoes elemantares sobre 11|
as operacoesdo commercio, por Manoel:"
TeixeiraCahr.il de Mendonra : na pa- i
ca da Independencia hvraria n. 6e8.
Coni|ira-sp una burra.
Quera tiver annuncie por esta :'olha para ser
procurado.
Compra-se uma carleira para escriplorio,
j meia usada: na ra da Cruz n. 11.
mm mmwsmu
GRANDE SORTIHENTO
DE
na ra do Rangol n. 16.
Novena de N. 8. do Carmo
Acha-se venda a novena completa eredgida,
segundo usam os reverendos Carmelitas da cida-
de do Recite, assim como os versos, sal"c, etc.,
e lambema exposiriio do excapullario, na ra do
Imperador n 15.
GABINETE
PorfoguezdeLeilnn'
Tendo a directora do Gabinete Poituguez de
Leilura de concluir os seus trabalhos administra-
tivos, e passar a gerencia nova directora, que
devera ter lugar sua cleicao no correnle mez; e
nao podendo, segundo o art. 48 dos estatutos,
legar a sua successora dividas passivas, convida
a todas as pessoas que por qualquer qunntia s-
jara credoras ao mesmo Gabinete, queiram apre-
senlar suas coutas ao Sr. thesoureiro Miguel Jos
Barbosa Guimaraes, ra do Crespo, afim de se-
ren salisfeitas.
Secretaria do Gabinete Portuguez de Leilura
em rernambuco aos 4 de julho de 1860.
Manoel Jos de Faria.
1." secretario.
Estracio dos
dentes.
Jos Anacilo da Silva sangra e tira bem den-
tes e raizes cora rapidez caiga os dentes furados,
separa boro os da frenle o opplica ventosas sar-
jadas : pode ser chamado porescriplo com o no-
mc da pessoa, indicando o lugar e numero da
casa.a qualquer hora: na ra da camboa do Car-
mo, gabinete n. 19.
O abaixo assignado, cncarregado da desin-
feccao como deve constar aos senhores inspecto-
res de quarteiio, pela circular do Illrn. Sr. Dr.
chefe de polica aos senhores subdelegados a
qual c datada de 10 de maio correnle, faz scin-
le aos senhores inspeclores, que logo que se de-
re ra casos de angina, escarlatina e outras moles-
tias que grassam epidmicamente, avisera ao
mesmo abaixo assignado para mandar proceder
desinfeccao como por ordem superior foi deter-
minado.Jos da Rocha Prannos.
Gabinete Portuguez de
Leilura.
A directora do Gabinete Portuguez de Leitura
avisa aos herdeiros ou representantes dos falle-
cidos accionistas deste instituto, Miguel Jos Ro-
drigues da Costa, Jos Joaquim Barbosa de Arao-
rim, JoaoJosGome3 Piuheiro, Joo Joaquim do
Corris, Joo Antonio Siraoes, Antonio Fran-
cisco Lisboa, Manoel Jos Carneiro Guimaraes,
Manoel Antonio dos Passos Oliveira, e Antonio
Joaquim Goncalves Guimaraes, para no prazo de
um auno, a contar desla data, virem reclamar a
transferencia de seus respectivos ttulos ; islo na
conformidade do art. 3 3 dos estatutos deste
Gabinete.
Secretaria do Gabinete Portuguez do Leitura
em Pernarabuco aos 4 de julho de 1860.
Manoel Jos de Faria.
1. secretario.
Fazendas c obras eitasj
luoja
Ges &Basto .1
e armazem
DE
quali-
Esteestabetecimento oerece ao pu-
blico um bello e rico sortimento
precos convenientes, a saber :
Homem.
Borzeguins imperiaes..... 10J000
Ditos aristocrticos...... 9#000
Ditos burguezes........ 7S000
Ditos democrticos...... 63000
Meio borzeguins patente. 6,S'OO
Sapatoes nobreza....... 6^000
Ditos infantes....., 5$000
Ditos de linlia (3 1|2 bateras). CsOOO
Ditos fragata (sola dupla). 5$000
Sapatos de salto (do tom). 6^000
Ditos de petimetre...... 5,s'000
Ditos bailadnos........ .S'500
Ditos impermeaveis...... 2.S-500
Senhora.
Borzeguins primeir classe(sal-
to de quebrar).......5#000
Ditos de segunda classe (quebra
cambada)......... 4$800
Ditos todos de merino (salto
dengoso).........4500
Meninos e meninas.
Sapatoes de forrea....... i#000
Ditos de arranca........ 3^500
Boizeguins resistencia i,*,' e 5^801)
LOJA DO VAPOR.
Grande e varalo sortimento de calcado fran-
cez, roupa feita, mudczas finas c perfumaras,
ludo por menos do que em outras partes : na lo-
ja do vapor na ra Nova n. 7.
SYSTEM MEDICO DE II0LL0WAY.
PILLAS HOLLWOYA.
Este inestimavel especifico, composto inteira-
mente de hervas medicinaos, nao conten mercu-
rio, nem algum a outra substancia delecteria.Be
nigno mais tenra infancia, e a compleico mais
delicada igualmente prompto c seguro para
desarreigar o mal na compleico mais robusta ;
inteiramente innocente em suas operares e ef-
fcitos; pois busca e remore as doenca3 de qual-
quer especie egro por mais antigs e tenaze3
que sciom.
Entre inilhares de pessoas curadas com este
remedio, militas que j estavam as portas da
raorte, preservando em seu uso : conseguiram
recobrar a saude e forras, depois de haver tenta-
do intilmente todos os outros remedios.
As mais afflictas nao devem entregar-se a de-
sesperado ; facam um competente ensaio dos
efficazes effeilos desta assombrosa medicina, e
prestesrecuperarao o beneficio da saude.
Nao se perca tempo era tomar este remedio
para qnaiquer das seguints enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febreto da especie
Alporcas.
Ampolas.
Areiasjmalde).
Asthma.
Clicas
Convulsoes.
ebilidade ou extenua-
?ao.
Debilidade ou falta de
torcas para qualquer
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga,
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ventre
Oilas no fiando.
Vendas.
ARMAZEM
DE
Fazendas baratas.
Ra do Queimado a. 1S.
Chitas franeczas miudinhas a 220 rs. o covido.
Hiberia.
Corles do hiberia com 14 covados o 8*6(0 o
corle.
Cobertas,
Coberlas de chita chineza a 2}..
Laa a 520".
Laa para vestido, pelo baralissimo preco de 320
rs. o covado.
Chales.
Chales de merino eslampados a 2jf500.
Cassa musselica.
Cassa musselina para babados, CDm 10 raras
muilo finas (que se renda a 55(!0) por 43 a peca!
setim de todas as cores.
Cbita miudinha.
Chitas miudinhas, core3 fixas, a 160 rs. o co-
vado.
Ricos cortes de seda.
fortes de seda superiores, pretas e de cores, a
OSUOO, cambraias pretas finas a 500 rs a vara.
Lencos blancos.
Lencos para algbeira a 2 a c.uzia.
Bom e har;ato.
Vende-se manteiga ingleza a 960 rs., e fran-
ceza a 800 rs.
Bom e barato.
Vende se manteiga ingleza a 800 o 960 rs. a
ctna' rin /ran.ce" 50 e 640, espermacete a
o Je 680, loucinho a 360, ervilhas a 160, painco
SSonA i0la? soltas a 1*280 cen(. em tranca
a VIUDO, barris com vinho muito bom para casas
de familia a 32g, dito inferior a 25, engarrafado
do Torio, fino, a 800e1280 a carrafa, garrames
com vinagro muito boma250(i cada 1, doce de
goiaba algo caixao, genebra n 400 rs a botija,
banha a 560 a libra.farinha a 12 o alqueire.ftre-
IdaaBaOQ osacco, chouri^as a 640a libra, cha a
1S920 : na travessa do Paraizo n. 16, casa piola-
da de amarellocom oito para a ra da Floren-
tina.
Em casa de Rabe Sel .-metan &
C, ra da Cadeia
n. Z7, vendem-se
elegantes pianos doafarxado fabrican-
te Traumann de Hatnburgo.
Na ra do Queimad) n.
46, frente amarella.
Grande e rariado sorlimento de sobre-
casacas e casacas de pannos finos pretos
o de cores a 28. 30j c 35g, paletots dos
mesmos pannos pretos e de cores a 28$,
203 229 e 25$, dilos de casemira mescla-
dos de superior gosto a 163 e 18, ditos
das mesmas casemiras saceos modelo
inglez 10, 12J, 14a e 15, ditos de al-
paca preta fina saceos a 48, dilos sobre-
casa tambem de alpaca a 7$, 83 e 9, di-
tos de merino selim a tOj, dilos de me-
rino de eordao a 0, cairas pretas das
mesmas fazendas a 5 e 63, colleles pa-
ra lulo da mesma fazenda, paletots de
brim trancado a 5$, ditos pardos e de
fusr&o a 4 e 53, caigas de casemira do
cor e pretas a 7, 8, 93 e 10g, ditos das
mesmas casemiras para menino a 63, 7
e 8, ditos de brim para homem a 3,
M 3S500, 4 e 53, dilos brancos finos a 53,
3j 63 e 7, ditos de meia casemira a 4 e
sx 5, colletes de casemiras preta e de co-
3 res a 5$, e 6S, dilos de gorgurao de seda
H brancos e de cores a 5 e 6$, dilos de
ni velludo prelo e de cores a 93 e 10, ditos
ffc de brim branco e de cor a3, 3^500 e4,
a palitots de panno fino para menino a
H 15jj, 16 e 18, ditos do casemira do cor
O a 73,8 e 93, ditos do alpaca a3e3$500,
gj sobrecasacas de alpaca tambem pa.-a me-
nio a 5 o 6, camisas para os mesmos
de cores c brancas a duzia 153, 16 e 20,
-S meias cruas o pintadas para menino de
6 todos os tamaitos, caigas de brim para
S os mesmos a igO e 3,* colarinho de li-
^ nho a 6l'i)i> a duzia, toalhas de linho pa-
| ra raaos a 900 rs. cata uma, casaveques
*5 de cambraia muito fina e modernos pelo
|g diminuto preco de 12, chapeos com abas
9 do lustre a 5, camisas para homem de
j* todas as qualidades, seroulas para ho- ii
5j mem a 16, 20 e 25 a duzia, veslimen- 5
H tas para menino de 3 a 8 annos, sendo |j
m> caiga, jaqueta e coletos ludo por 10, co- ^
|g bertas de fustao a 6, toalhas de linho 3
92 para mesa grande n 7 e 8, camisas in-
J| glozas novamonlechegada a 36S a duzia.
Vende-se por commodo prec,o um
ino apprelbo de porcelana, mandado
vir de encommenda, constando de tres
ricos servidos pata cha', al moro ejan-
tar : na ra da Cruz n. 61, armazem.
Farelo do Porto,
cm saceos muilo grandes, ltimamente chega-
dos : vende-se na rus do Vigario n. 9, primeiro
andar, escriptorio de Carvalho Nogueira & Com-
panhia.
Vendem-se livras sterlinas em ouro : em
casa de Manoel Ignacio de Oliveira* Filho, de-
fronte da igreja do Corp Santo no Recife.
Fazendas finas e
roupa fcita.
Augusto & Perdigo.
Com loja na ra da Cadeia do Recife n. 23
vendem e dao amostras as seguints fazendas :
Curtes de vestidos de seda pretos e de cores.
Cortes de ditos de barege, de larlalana e de ga-
ze do seda.
Cambraias decores, brancas o organdys.
Anquinhas para saias, saias balao, de clina, ma-
dapolao e bordadas.
Lencos de labyrinlho do Aracaty e francezes
Chapeos amazonas de palha e de seda para se-
nhoras e meninas.
Enfeites de froco, de vidrilho e de flores.
Pentesdo tartaruga, iraperalriz e outros goslos.
Manguitos e golas, ponto inglez, francez e mis-
sang3.
Vestuarios de fuslao, de la e de seda para
crianca.
Manteletes, taimas e peletinas de differenles qua-
lidades.
Chales de touquim, de merino e de la de pona
redonda.
Loras de pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de blond, manas de dilo, capellas e
flores solas.
Sintures, camisas de linho e espartilhos para
senhora.
Perfumaras finas, sabonetos e agua do colonia.
Casacas, sobrecasacas e paletots de panno preto
e de cor.
Palelolsde alpaca, do seda e de linho.
Caigas de casemira de cor, pretas e do brim.
Camisas de madapolao, de linho inglez e de la.
Seroulas de linho e de meia.
Malas, saceos, apelreixos para riagem.
Chancas para invenios, bolinas de Meli e oulros
fabricantes.
Chapeos do Chyli, de massa e de fellro para ho-
mem.
Charutos manilha, havana, Rio de Janeiro e
Baha.
Amendoas coneitadas para sor-
tes de S. Antonio, S, Joao e S. Pedro e
tambem pora presentes a2|o frasco,
vende-se na loja de Leite & Irmao, vua
da Cadeia do Recife n. 48.
Grande novidade
no mercado.
Borzeguins para senhora sem defeito
ou avaria de qualidade alguma a|o
par dinheiro a vista, vende se esta gran-
de pechincha nicamente na loja de
Lete& Irmao, na ra da Cadeia do Re-
cife n. 48.
Machinas de Derosne pa-
ra destilado.
Na oflicina da ra larga do Rosario
n, 22 existem duas machinas de cobre
para destilar agurdente pelo systema
de Derosne, as quaes alm da sua per-
feitjao, reunem a vantagem de serem
muito fornidas e destillam uma pipa
em 16 horas. Estas machinas feitas pe-
lo m; s hbil artista condecido as pro-
vincias do Douro e Minho, vendem-se
por preco muito commodo por se espe-
rareis outras que ja se encommenda-
rara. O vendedor garante a peifeico
da obra.
Jilas venreas.
t-iisaqueca
Herysipea.
Pebre biliosas
Pebrelonternitonte.
Gotta.
Hemorrhoidas.
Hydropesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflaramages.
Ir reg u laridades
monstruacao.
Lombrigas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstrucco de ventre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retcngao de ourina.
Rheuraatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se -estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua renda em toda a America do
Sul, Havana e Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. cada uma
dellas, coBlem uma instrucco em portuguez pa-
ra explicar o modo de se usar destas pilulas.
O doposito geial em casa do Sr. Soum
pharmaceulico. na ra da Cruz n. Si, em Per-
uamh o.
*c&r TT:-Tri!& ?riia-w)cci9iiajtoso)^
j Seguro contra Fogo 1
COMPAIHll
LONDRES
AGENTES
G J. Astley & Companhia. |
Vende-se
para
Formas de ferro
purgar assucar.
Estanho eui barra.
Verniz copal.
Vinhos fino:* de Moselle.
Enchadas de ferro. g
Brim de vela.
Folhas de metal.
Ferro sueco.
Ac de Trieste.
Pregosde composicao.
Lona ingleza: no arma- !
zemdeC.J. Astley & C.j
1 1111 5S3D O) (E9 83 -
3
B -
'!OraJ!illLTffTlI3i HIT
Botica.
Rartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, vende os seguinte medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezoes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Rristol.
DilaSands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas (contra febres).
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellidr anti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de S oncas a
121ibras.
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o qual vende a mdico
prego,
Vende-se uma negrinha de 7 a 8 annos :
no Hospicio, primeiro porlSo de ferro passando o
quarlel, para tratar, at as 9 horas da manha, a
de tarde das 4 em dianle.
.
-v

-


DIARIO DE PERNAMBUCO. SABBADO 7 DE^ULHO DE 1860.
D'AURORA.
Seus proprietarios offerecem a seus numerosos freguezes e ao publico em geral, toda e
LOTERA
DO
Rio de Janeiro*
botes e todas as obras de machinismo. Executa-se qualquer obra soja qual fr sua na'tureza pelos
desmhos ou moldes que para tal fim forem apresentados. Recebem-se encoramendas neste esta-
belecimento na ra do Brum n. 28 A e na ra do Collegio hoje do Imperador n. 65moradia do cai-
xeiro do estabelecimento Jos Joaquim da Costa Pereira. com quem os preteudenles se podem
entender para qualquer obra.
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmnnn Irmaos &C, ra da
Cruz n. 10. cncontra-se o deposito das bein co-
nhccidas marca dos Srs. Brandcnburg Frres.
e dos Srs. OlJekop Marcilhac & C, em Bor-
deaux. Tem a3 seguidles qualidades :
De Bcandenburg frres.
st. Eetph.
St. Julicn.
Margan!.
La rose.
Chaleau Loville.
Chiteau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
St, Julien.
St. JuIch Mdoc.
Cliateau Lorille.
Na mesma casa ha
vender:
Shcrry em larris.
Madcira em barris.
Cognac em barris quadade fina.
Cognac cm caixas qualidadc inferior.
Ccrveja branca.
Galera de pin-
turas.
Reeebcu-se grande porco de bonitos quad.ros,
entre files alguna sacros, por pncos mdicos:
na luja de niarmore. ,
IpfP-lIffl
Mi
m
(?)
-.\vn
JJJJ'i
-TSV?
GRANDE ARSVSAZEM
r-//yv-
DE

Ra Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceicao dos Militares.
S3
Suissos.
para
e-sc
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos paracamisas,
Biscoutos.
Em casa de Arkwight & C, ra da
Cruz n. 61.
\endem-so 8escravas com habilidades c sem
ellas de 15 a 40 anuos, de 8005 a 1:500$, iim es-
craro de 30 annos, bom cozinheiro, por 1.3M>#,
Km mulato de 22 snnos por 1:300$, e maia al-
gunsescravos baratos que se vender, tanto a
pro/o romo a dinheiro, na ra Direita, no cscrip-
torio de Francisco Mathias Pereira da Costa.
Trapiche de depsitos, al-
fandegadon. 19.
Em casa de Schafleillin & C, ra da Cruz n.
38. vende-seura grande e variado sortimeutode
relogios de algibeira horisontaes, patentes, chro-
nometros, meios chronometros, de ouro, prata
dourada efolheadosa ouro, sendo estes relogios
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ren-
ueio por precos razoaveis.
Podras baratas.
Joao Donnelly tendo contratado com o governo
da provincia, por intermedio do Illm. Sr. direc-
tor das obras publicas o fornecimento de todas .>,, t\ as pedras cx.rohidas da ilha de Santo Aleixo, i ^A1k0 tta aSSCmiUCy
propnedade do annuncianle, para calcamento das IIa conjmuainente para vender ueste trapiche
ras desta cidade ; e como as mesmas obras ^ccos de feijao mulalinho muito n iro com 6 al-
publicas por cmquar.to se acham poralysadas, e queires-fa,inhn dc m,nuioca de diversas quali -
tenha o Exm. presidente da provincia por despa-> dade9' milho- f^elo superior em :accos muito
cho de 18 deslc mez concedido licenra ao mesmo gndc*. arroz do Maranhao, cera de carnauba,
onnunciante para dispor das mesmas podras, c counnhs curtidos, sola c palha de carnauba, lu-
por grande quanlidade que tem o aununciantc,, do Por PrP0S commodos e em graidcs porces
no caes do Ramos, oflerece a quem interessar, I ou a relalh. conforme a ronlade dos coropra-
em grande ou pequea porco, que as vende
milito em cunta. O mesmo annuiiciante enten-
1 '*CCC
Acha-enadireccaodaoflicmadeste acreditado armazem o hbil fe
H* artista Franciico de Assii Avellar, antigo contra-mestre do fallecido I2i
ferros de en-|^ Manoel Jos Ferre.ra. O respeitavel publico continuara* a encon- K<^
eODimar l^ r?r em d't0 armazem um grande e variado sortimento de roupas ^
eCOllomionQ II .e,ta,.TOmoMlam\ca>aIcalvobreca$aoa8, fraques, paletou de panno #
f hn?' d/to8 de. casemira de cores, de merm, bombazina alpaca preta 81
a 5/J000.
Estes magnficos fer-
ros acham-se a venda
no armaiem de fazen-
das de 11 iymundo Car-
los Leitc & Irmao, ra
da Imperalriz n. 10.
e!S e decores, ditos de brim de linlio branco, pardo e de' cTesT calcas Sf
m* de casem,ra Preta e de cores, ditas de merino, de princesa, de brins PM
L ;>>>3 f?oru'"0> ditos de setim preto e branco, ditos de merino para luto SU
S ?Lde fu8t bran^ e de COres' Pa'etots, casacas, aquetas, calcas
e colhetes para men.nos de 6 a 12 annos, camisas, seroulas. chapeos *?f
53^ e grvalas pretas e de cores, libres para criados, fardamentos pora s
23$z a guarda nacional da capital e do interior. Kg
H Apromptam-se becas para desembargadores, lentes, juizes de d- ifg
^5 reito, municipaes e promotores, e vestidos para montara. Xaoapra- ^
^ dando ao comprador algumas das roupas leitas se apromptarao 'ou- ^
5^ tras a seu gosto, qur com fazenda sua ou do armazem para o que If
^ tem escollndos e habis officiaes, dando-setoda e qualquer roupa no IH
fC( da convenctonado. n h~
Ifa
dores.
Tachas e moendas
Rio de Janeiro.
dendo-se com o Sr. Rampa, hbil archileto, bem
conhecido nesta cidade, conhecedor das quali- Braga Silva & C, tem sempre no seu deposito
dadcsdepedraselijolos.se tem admirado de da ra daMceda n. 3 A, um grand sortimento
nao se ter empregado em alicerces esle material, de tachase moer.das para engenho, do muito
qual as pedras do annuncianle, como se pratica : acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
na Europa, para evitar a humidade as paredes. mesmo deposito ou na ra do Trapiche n 4.
O mesmo Sr. Rampa tem encommendado ao I
annuncianle 00 toneladas para csse f.m, dizen- k-~ N nova loj* d "lludz2s a,ru" Dr'.a n'
, ... V ...I. b. vendem-se frascos d'agua de CoUnia de Piver
do que em obra sua jamis deilar lijollos em I verdadeiro a 80 e 960 rs., estratts finos a 1#,
aheerre ; pelo preco que lem o annuncianle e 1*500, oleo de babusa Piver a 610, pos para'
vendido ao mesmo senhor lhe sane raui mais dellles a'60, lias para bordar, de corts, da mais
barato do que lijlo. O mesmo Sr. Rampa deu- r"la ^ ho a ~?m)J n. ,,
__ j "" """"f" Na nova loiide miudezas da ma Direita n.
me uceara para usar de seu nome no presente 85, vendem-se luvas de seda enfeitadas para se-
annuncio. As pedras escolludas para arm.izcns nhora a 2#, ditas de algodo para hemem a 320,
ou calcadas, a dez mil ris por com palmo dei- i onecas *' cliouro a -140, 5u0, 60 e 800 re., es-
tadas as pedras em qualquer parto desla cida- i ^?VaS fi,na? p,a-ro di?n,es a 2m'^Pt e 0 r9.-
. ^. K o .aia ana rozas de botos de osso a 240, dito; para canii-
de a custa do annuncianle. com toda aclmdade sas, de louca, bronco, a 140 rs.. ditos
Grammaticaingle-
za de Ollendorff.
fe lNovo ethodo pera aprender a lr,
|g a cscrever e a fallar inglez em 6 mezes,-
|^& 0Dra nteiramente nova,, para uso de
iiS todos os estahelecimentos de nstruccao,
H8 i Pub,icos e particulares. Vende-se na
praca de Pedro U (antigo largo do Col-
legio) n. 37, segunde andar.
Na nova lja de miudezas da ra Direita n
8o,vendem-se toucadores de Jacaranda a 3 600
c 4*a00, gravatinhas i Pinaud a 1JJ400, atacado-
res chatos de ilgodao a 60 rs., e rolicos a 100 rs.
rova ,0Ja de miudezas da ra Direita n.
5, vendem-se papis de agulha a 10 rs caixas
ac agulhas francezss finas a 200 e 240 rs.
Procisa-se de um caixeiro para taberna,
que de fiador a sua conducta ; a tratar n? ra
Imperial n. 41.
Veude-se azeite de carrapalo a 3;S40 a ca-
ado, e a garrafa a 560 rs. : na taberna da j-ia
das Cruzes n. 22.
SSS
(o rty
ttniMM
I Progresso na cidade da Victoria
Dinheiro em
cobre.
'anaaa a 09 : :o
^rna n. 102,
possirel, para o que tem as proporcoes
rias; os prctendentes dirifam-sa a ra
escriptorio do annuncianle.
de
. Farinlia
DE
I>
SORTES GRANDES
20I000S000, 10:000$,
4:000$ c cl:000$.
Leitc & Irmao na ra da Cadeia do c
Recife n. -S lojade azendas de 4 por-
tas, vendera legalmente rubricados pe-
los annunciantes bithetes interos, mcios
e quartos das loteras do Rio de Janeiro,
presentemente tem c\posto a venda os
bilhetes da 45 lotera a beneficio das
casas de correnlo da corte, recebtdos
hoje pelo vapor francez La Guienne.
A
L&
de quadade especial para mesa :
necessa- l cores a 160, ditos de madreperola a '#, carteiras
da Praie de ni,|rroquim fino a 5(>0 rs., bolsas a 640. .
'' Na nova loja de miudezas da roa Direita n.
I 83. vendem-se lesonras finas a ljj e 2g, facas oi-
, lavadas a 2-J800, ditas Clavadas a 3, ditas de
cabo de balanco, dous botes. a 695CO, caivetes
j finos a 1S600. ditos a2800, grojas ce oennas de
ac alg, 1J200 e lJiOO, tinleiros p-op'rios para
viagem a 320, obreias de cola a 100 rs.
Na loja de miudezas da. ra D.reita n. 85,
veruiem-se resmas de papel de quadrinhos a
4j5(0, caixinhasde papel soilidas em cores a Ig,
ditas de quadrinhos a 800 rs., follias Je papel ar-
; rendado e anvelopes a 240. ditas com flores a
160, estampas finas a 210 e 280.
I Na nova luja dc miudezas da ra Direita n
no armazem 85, vendem -se pentes de alisar, de balea, a 200
\Sa&
! Si "JS" Goin>,es C., no largo da Assem- \ 20, 280, 320 e 3G0 rs ditos prap.lhos a 280^
i Ulea ": penles travesos para meninas a 640, ditos de
i \ende-so o verdadeiro doce de goiaba da massa para alar cabello a 900 rs., dios virados
por preco muito em corita : na ra do
Rongel n. 02. No mesmo armazem vende-se
urna porco dc courinhos de cabra cortidos. por
baratissimo preco, para acabar.
Vende-se foij.io rajado a 320 rs. a cun no
armazem da ra do Rongel n. 62.
:::-;-:r;::-:C':.:; :-r:-.\- 3$*:g:f
C," Reccheu-sc pelo ultimo paquete Bonr-
0" us, pora saluda de thcatro vestidos do @
Ja de cores e ontros orligos para senho- @
a ra, ludo do ultimo gosto a duqueza de
Comberlaud @
g Loja de niarmore. j
c;;;^:si,^ S@@@
Fazendasporbaixos precos
Raa do Queimado^ loja
de 4 portas n. 10.
Anda restara algumas fazendas para concluir
a liquidago da firma de Leiteii Correia, asqiues
se vendem por diminuto preco, sendo entre nu-
tras as seguintes:
Chitas de cores escuras e claras, o corado
a 160 rs.
Ditas largas, francezas, finas, a 240 e 260.
Riscados francezesde cores Cxas a 200 rs.
Cassasde cores, bons padres, a 240.
Brim de linho de quadros, covado, a 160 rs.
Brim trancado branco de linho muito bom, ra-
ra, a lJfOOO.
G irles de caiga de meia casemlra a 2$.
Ditos de dita de casemira de cores a Bf.
Tanno preto fino a 3jS e 4$.
Meias de cores, finos, para hornera, duziaa
18800.
Grvalas de seda de cores e pretas a 1$.
Meias brancas linas para senhora a 3jg.
Ditas ditas muito finos a 4g.
Ditas croas finas para homem a 4$.
Cortes de colletes de gorgurao de seda a 2$.
Cambraia lisa fina transparente, peco, a 49.
Chales de laa e seda, grandes, um 2?.
Grosdenaple preto de l$80O a 25.
Seda preta lavrada para vestido a 1JJ600 e 2g
Cortes de vestido de seda preta lavrada a 16$.
Lencos de chita a 100 rs.
Laa de quadros para vestido, corado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franceza moderna, lingindo seda, corado
ra 400 rs.
F.treraeios bordados a 200 rs.
Camisetas p3ra senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2g00.
Toalhas dc linho para mesa a 2jJ e 4$.
Camisas de meia, urna 640 rs.
Lencos de seda para pesclo de senhora a
560 rs.
Vestidos broncos bordados para boptisar critn-
cas a 5i000.
Cortes de calca de casemira preta a 6#.
Chales de merino com franja de seda a 5$.
Cortes de caira de riscado de quadros a 800 rs.
Merino rerde para restido de montara, cora,
do, 1J>280.
Lencos brancos de cambraia, a duzia, 20.
a imilaeo de tartaruga a 1600, ditos dourados
a;l5800, ditos de alisar, de borrach;, a 600 rs.,
ditos de luidlo branco a 500 rs.
_ Na nova loja de miudozas da ra Direita n.
85, vendem-se caixas de linha do gaz branca a
SO0 o 1#, prota o 000 rs., miadas ce nlias de
peso a 120 rs., liabas para marca a 2D rs.
Na nova loja de miudezas da ra Direita n.
85, vendem-se pecas de bico com 10 varas a 800
900, 1#, lgKIO, 1200, 1300. 1400. 15500 e 2g,
peras com 10 varas de renda a 800, 1?, lj?200,
1*300,18400 e ljp500, babados do loito a 120,
lavrada, largara dc 5de-
dre de Dos, loja n. 3G A.
Palotots froneczes de brinzinhos escuros a ts.
^^""'"S'f de quadros para twI- I uq a:'l80,'hWGHHi
a da Ma- dS e C001 piclas dc mofo 320i dila-s finas 64Q>
Na loja de miudezas da la Direita n. 85
vendem-se sapalinhos de merino proprios paro
, baplisados a 1g200, burzeguins do la\ para me-
ninas a 800 e 900 rs.
CAL DE LISBOA,
nova e muito bem acondicionada : na ra da Ca-
dejo do Recife n. 38, primeiro andar.
A 4,800 rs. a peca
Vende-se esgniao de olgodo muito fino com
13 jardas a ;800 o peco : na ra da Madre de
Dos, loja n. 36 A.
A 16,000 e 6,000
rs. a duzia,
Vendem-se camisas francezas brancas e de co-
res a 16JOO0 a duzia, ditas de meias a (8000 o
duzia : no ra da Madre de Dos, loja n, 36 A.
Escravos.
Gurgel Ii-maos leem para vender famosos es-
cravos, no seu escriptorio, ra da Cadeia do Re-
cife, primeiro andar n. 28.
Labyrintlios.
Gurgel Irmaos vendem ricos lencos c toalhas
de labyrinlho.
Sola.
Gurgel Irmaos rendem sola do Aracaty e So-
bral, e lorabem a rontade dos compradores sola
corlida a ingleza.
Palitos de logo.
Na fabrica da Boa-Vista, na ra do Tambi o.
10, vendem-se palitos do fogo algo.cento dos
macos erabrulhadus, de quadade muito boa pa-
ra resistir o invern.
Pechincha.
Na loja do Aronles vendem-se borzeguins lo-
do dc camurca poro homem o 7j$ o por, borze-
guins de verniz pora hornera a 8g, dilos com pel-
lica de cr a ",$000.
Batatas e cebla
nova
Vendem-se batatas a 100 a libra, rebolos a lg60O
ao p do arco de tanto
Antonio
vende-se casemira de quadros propr.a para cal-
cas e paletots. pelo diminuto prec.u de 18 o co-
vado, a fazenda superior: a ella, ; ules que so
acabe ; cortes de cassa chita a 2g o corle.
Atlmiravcis remedios
DE
Francisco Xaxier de Salles Gapaleante de Almeida
NO
Cv.
Palco i\a Feira.
fe*s O propelario desle eslabelecimenlo, como se a cha com um grande o completo soni-
g| desta cidatD da Victoria, senhores de engenho o lavradores queiram mandar suas
81 encommen(bs no Progresso do paleo da Feira, pois s ahi enconiraro o bom e barato,
g visto o proprielario estar resolvido a vender, tanto em grosso, como a relalho, por menos
*of do que era outra qualquer parle como sejam :
Latas de narmelada de 1 2 libras a 1400, frascos com differenlcs qualidades de doce
I por 25OOO, latas de soda conlendo nove qualidades a 2&000, azeilonas muito oras.
S passas de ditas, vinho de todas as qualidades de 500 ae$000 rs. a garrafa, licores
|| francezes delodasas qualidades, chamuanbe, conhaque dedilas, lou^a fina, azul.pintaJa,
B e branca de todos os padroes, ameixas em compateiras e em latas a Iw'OOO rs. a libra,
^ latas de peixa de posto por 2#000 rs banha de porco refinada, ararula, fatias, bolachi-
'^ nha ingleza, hiscoilinho, eoulras mais qualidades do massas finas, massa de lmate em
ltase a relalho, lelria, macarro, lalharim a 800 a libra, verdadeira gomraa de ararula,
*2i insenso de ludas as qualidades, espirilov de cravo, canella, e alfazema, verdadeiros pentes
^ a imperatris, e de tartaruga de 9>000 a 1O50OO cada um, irania e franja de seda, fe-
S chadoras de broca, pregos em quanlidade de lodos os lmannos e qualidades e outros
S muilos objectos que por so lomar enfadonho deixa de os mencionar,
mmmmmwmmmMmmm
Hit UUik
DE
SE lf?
Sita na ra Imperial n. 118 c 120 juoto a fabrica dcsabo.
DE
Scbastio J. da Silva dirigida por Francisco Belmiro da Costa.
Neste estabelecimento ha sempre promptos alambiques de cobre de difieren tes dimencocs
(de 300J> a 3:000. simples e dobrados, para destilar agurdenle, nparelhos destilatorios continos
pan resillar e destilar ospiritos com graduacao at 40 graos (pela graduacao deSellon Cartier) dos
melWes systemas hoje approrados e conhecidos ncsla e outras provincias do impario, bombos
de todos os dimencoes, asperante3 e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras
de bronze de iodos as dimencoes e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
fern para rodas d'agua,portas para fornalhas e crivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoes para encmenlos, camosde ferro com armacoo e sem ella, fugoes de ferro potareis e
econmicos, lachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicos, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo cm lencule barra, zinco era lencol e barra, lsnces e
armellas de cobre, lenccs de ferroo lato,ferro suecia inglez de todas as dimenses, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e outros muilos arligos por menos preco do que em outra qualquer
parte, desempenhondo-se toda e qualquer encommenda com presteza e perfeicao j conhecida
e para commodidade dos freguezes que se dignarem honrarera-nos com a sua conanca, acha-
rio aa ra Nora n. 37 loja de ferragens pessoa habilitada para tomar nota das encoramendas.
Todas as casas de fam'lia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele, derem estar prerenidos
cora esles remedios. Sao tres medicamentos com
os quoes se cura eficazmente as pri:icipaes mo-
lestias.
Prompto alivio deRadway.
Instantoneoraenle alivia as mais a:erbas dores
e cura os peiores casos de rheumotLimo, dor de
cabeja, nevralgia, diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigeslao, crup, dores nos ossos, contusoes,
queimadura, crupcoes cutneas, andino, reten-
cao de ourino, etc., etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as enfermidadesescrophulosas.chro-
nicas esyp hliticas; resolre os depsitos de mos
I humores, purifica o sangue, renore o systemo;
e 2go cento ; na travessa do pateo do Paraizo j prompto e radicalmente cura, escropbulas.vene-
n. 16, casa pintada de amarello com oito para reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
osos, tumores broncos, afccr;6cs do fijado e rins,
erysipclas, abeessos e ulceras dc lodosas classes,
molestias d'olhos, difiiculdade das regras das
Ainda se contina a vender na loja do Rama-; mulheies, hipocondra, venreo, etc.
lho, na ra Direita n 83, o superior bico c ren-
das de Croch, chegados ltimamente da llha,
por prego muito commodo ; (dio-so amostras).
a ra da Florentina.
Bicos e rendas de Croch
Coral.
Vende-se verdadeiro coral de raz, muito cm
conta, na ra largado Rosario, passando a boti-
ca do Sr. Bartholomeu, a seaunda loja de miu-
dezas n 38. Na raesma loja rendem-se trancas
brancas de linho dc caracol, ditas de cores muito
baratas, o so !x rista se dir o prego de ludo ; e
multas miudezas em conta.
Rad-
cobertos e descoberlos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem a senhora,
de um dos melhores fabricantes de Liverpool,
rindos pelo ultimo paquete inglez : em casa de
SouthallMellore&C.*
RELOGIOS.
Vende-se em casa de Saunders Brothers 4
C, praca do Corpo Santo, relogios do afama
do fabricante Roskell, por precos commodos,
e tambera trancellins e cadeias para os meamos,
deexcellente eosto.
Na fabrica decaldeirciro da ra Imperial,
junio a fabrica de sabio, e na ra Nova, loja de
ferragens n. 37, ha urna grande porco de olhas
de zinco, j preparada para telhados, e pelo di-
miouio prego de 140 is. a libra.
Pilulas reguladoras d
vvay
para regularisar o systema, equilibrar a circula-
cio do sangue, inteiramenle vegetaes farorareis
em todos os casos nunca occasiona nauzeas ne
dores de reir, dses de 1 a 3 regularisam, de 4
a 8purgam. Estas pilulas io eflcazes as affec-
c.oes do ligado, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digeslao, e cm todas as enfermidades das mu-
lheres, a saber : irregularidades, fl-jxo, relen-
goes, flores brancas, obstrueces, histerismo, etc.,
sao do mais prompto effeito na escarh tina, febre
biliosa, febre amarella, e em todas as febres ma-
lignas.
Estes tres importantes medicamentos vera a-
companhados de instrucres impresstis quemos-
tram com a maicr minuciosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Esli ga-
rantidos de falsificado por s harer renda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leile
& Irmo, na ra da Iraperatriz n. 10, nicos
agentes em Pcrnambu.co.
Relogios.
Vende-seem casa dc Johnston Pater & C, ra
do Vigario n. 3, um bellosortimenlo de relogios
deoiro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool ; tambera urna
varitdade de bonitos trancelins para os mesmos.
Espirito de vinho com 44
graos.
Vsnde-se espirito de vinho verdadeiro com 44
Krf.s, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andis- na ra larga do Rosario n. 36.
Ra daSenzala Nova n. 42
Vende-seem casa de S. P. Jonhston & C. ra-
quetas de lustre para carros, sellins esilhoes in-
glezes, candeeiros e casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio dc rea, chicote para carros, e
montara, arreios para carro de um e dous car al-
os. e relogios d'ouro patente inalezes
Engenho. |
Vende-se o engenho SantaLuzia,sito na @
rcguczia dc S. Lourenco da Malta, entre @
@ os engenhos Penedo de Baixoe Penedo de @
@ Cima : trala-se no mesmo engenho ou no ^;
engenho Mussambique com Felisbino de U
vi Carvalho Rapozo.
FARELLO.
Vende-so saceos com farelo
do Rangcl n. 62, armazem.
sw v*w usm ww pi e/Ai cfcf'V ni ww ^"^JC'
| Augusto & Penligao. |
MffO* Vendem camisas de linho inglezas t
muito finas por 40$a duzia, ditas de fus- f|
tio por 24$, ditas de musselina por 2fi, |K
ditos para menino por 24$ e arulsa a 2^
3jf5U0 e -2$. chancas inglezas a 2$500 c M
botinas de Melis a 12-3 : na sua loja da Cfc
ra da Cadeia do Recife n. 23. S
JVG^^CIxV
Vende-se na ra da Penha. sobrado n. 19, e
na ra do Brum, casa n. 6, por menos preco do
que em outra qualquer parle.
Vende-so vinho bom da Figueira ou de Tra-
tes a 100 rs. a garrafa, e em caada a 3#
Recife, ra da Senzala Velha,
esquina do beceo Largo.
Vende-se urna taberna em boa localiJade
da freguezia do S. Jos; a tratar na ra da Pr>a
n. 82, Inbctna.
Vende-se um sitio muito grande, porto da
praca, com caso de vivendo, com paredes dobra-
das e solao ; o mesmo sitio lem grandes baixr.s
de capim, que se corlam 100 fdixos diarios de ve-
rao a invern, terreno para vaccas do leitc e pa-
ra planlaeoes, bom coqueiral e alguns arvorcdoi
de Irucla ; vende-se a dinheiro ou a prazo a
tratar na ra da Praio, serrara n. 55. Declara-
se que o terreno proprio.
Taclias para engenho
Fundico de ferro e bronze
DI
Francisco AntoDio Correia Cardozo,
tem um grande sortimento de
tachas de ferro fundido, assira
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Vcndc-se umo negra fula, bonita figura,
raoc3, cozinha, engomma soffrivelmeute e costu-
ra, e lavodeira, e quem a comprar se dir o mo-
tivo por que se vendo : na ra do Brum n. 16, ar-
masen de Manoel Jos do S Araujo.
= Vende-se o engenho Quiaombo, na fregue-
zia de Sanio Amaro de Jaboal'io : quem o pro-
tender, dirija-se a ra Nova, no primeiro andar
do sobrado n. 65.
Vendem-se ps dc. larangeira de umbigo e
da China, p<5s dc fructa-pao, de sapoti, do limoo
para cerca, e outras qualidades de fructas, por
preco commodo : na l'onle de Ucha, sitio da
viuva de Joao Carroll.
Vende-se um moleque dc II annos, muilo
sadio : na ra da Cruz n. 33.
Camisas inglezas
Na loja de Goes & Bastos, ra
do Queimado n. 40.
Acabo-se do receber um gronde sorlimor.:o
das verdadeiras comisos inglezas muilo finas,
com pregas lorgos, peitos de linho, sendo es ?
ultimas camisas de um gosto apurado, tonto cm
pregas como em collonnhos, pois decente tar>"o
aos rapozescomo sos senhores de maior. porisso
sendo muito a porco que recebemos, deliberou-
se a vende-las por 383 a duzia, neslo bem conhe-
cida loja de Goes & Basto.
As mclliort's machinas de coser dos mais
afamados autores de New-York, I.
M. Sincjer & C. e Wheeler &\Vilson.
Nesle eslabeleci-
menlo vendem-se as
machinas destes dous
U autores, moslrom-se a
" quolquer hora do dio ou
da noiie, e responsobii:-
samo-nos por sua boa
qualidode o seguranea :
no armazem de fazendas
do Raymundo Corles
Leile & Irmaos ru da
antigamentc alerro da Eoa-
B*
Imperalriz n. 10,
Vista.
a 48500 : na ra
Farinha de mandioca.
Vende-se farinha dernindioca, superior qua-
dade, vinda doj^raohao, pelo hiate Rosa.*
briguo escuna Graciosa : nos armaxens de Bi-
chado & Dantas e Antunes Guimaraes & C, ft<
Forte do Mallos, largo da Asserablo.
Vendem-se libras sterlinas, en
casa de N. O. Bieber & C. : ra da Cruz
n. 4.
Vende-re urna negrota de 18 annos, che-
gada ha pouco do mato, e por preco muito com-
modo : na ra da Roda n. 54.
FUNDIDO LOW-MOW,
Una da Senzala Hova n. 42.
Nesle estabelecimento continua a haverum
comapletosorlimento de moendas e meias moen-
dospara euSenho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os tamanhos
para dt
Vende-se urna casa terrea com
grandes commodos e em urna das me-
lhores ras da freguezia de S. Jos : na
ra das Cinco Pontas n. 72, se dir'
quem vende.
la lola
ao pedo arco de Sanio
Antonio
continua-se a vender bicos e rendas da trra,
ossim como leos de labyrinlho os raois ricos
que tem vindo ao mercado, ricas caixinhas do
marisco proprias para costura de senhora, pen-
tes de tartaruga, gosto inteiramenle moderno,
ricos coeirosde casemira bordados para enancan,
ditos j debrunhados com ricos fitas, bonels' de
velludo para menino, chapeos poro baplisados,
ossim como todos os prepares para baplisado, c
toalha dc labyrinlho.
Vende-se muito cm conla raquetas de lus-
tre nara carro : na ra da Imperalriz n. 78.
Fumantes econ-
micos.
Charutos da Bahia a lj a caixa de 100, com
principio de furo : na ra das Cruzes n. 41, de-
posito.
Vende-se urna porco de madeiras proprias
para queimar-se, das ruinas da igreja da Santa
Cruz : quem as pretender, dirija se a casa do the-
soureiro, na ra do Aragao n 43.
Aos fabricantes do velas de carnauba, ren-
de-se cera do carnauba chegada ltimamente do
Ass, de um sacco para cima a 9$ a arroba, di-
nheiro vista : na travesza da Madre de Dos
numero 18.
^ Tramoia.
Escravos fgidos.
AVISO
Ainda contioa-se a vender a superior tra-
moia ou babado do Porto, pelo diminuto preco
de 80, e 100 rs. a rara : na ra Direita n. 83,
loja do Ramalho.
Anda fugido um raolato escuro de nome Pir-
mino, j idoso, barbas crescidas, em mangas -'o
comisa e chapeo de palha. E' grosso do corpo,
e de estatura regular, e alguma cousa desdenta-
do. Est quasi sempre na Boa-Vista, por junio
da ponte e do chafariz : roga-se aos pedestres dc
leva-lo casa de seu senhor, rfh ru-i do Trapi-
che, sobrado n. 40, onde se pogir qualquer des-
pez.
No 1." do correnlc ousontou-se o pardo Ru-
finiano, oflicial dc campia, idade 23 annos, an-
da calcado, traja paletot pardo, nao lem barba,
tem principio de bigode, alto e grosso, inculc-
se forro : quem o pegar, leve-o & ra da Aurora
n. 44, que ser graticado.
Fugio nodia 1.' do crrrenlc mez a preta
escrara Mario, criouln, um pouco fula, estatura
regular, cheia do corpo, rosto curto, com bonitos
dentes, c folla pausada, sahio a vender bolos,
Irajando vestido de qualros, o panno prelo :
quem a opprehender, leve ra Augusta, cm
casa de Jos Carlos dc Souza I.obo, sobrado d.
21, que ser gratificado. Prolesta-sc contra quem
a tiver acoutada.
Fugio o escravo de nome Cesario, idade do
vinte e tontos annos, pouco mais u menos, es-
tatura mediana e reforcodo, bons denles e lima-
dos, cobra escuro quasi negro, barba na pona do
queixo, olhos avermelhados. pernas um pouco
arqueadas, filho do .Sobral (Cear) ; portanto
roga-se aos capitaes de campo, s autoridades
policiaes, e qualquer pessoa que o possa encon-
trar, o apprehcndam c o lcrem a sua senhora, no
caes do Ramos, sobrodo encornado, que serio
gratificados ; e se prolesla contra quem o tivtr
acoulodo em sua casa,
400$000 de grattieaco.
Aindo contina a estar fgido o preto Nicolao,
escraro de Francisco Antonio Cabral de Mello,
senhor do engenho Tabocas da freguezia da Luz ;
este preto alto, cheio do corpo, representa ter
22 a 24 annes de idade, lem as costas algumas
rearcas do castigos, e tem algnns principios do
oflicio de carapina. Ha algumas suspeilas q-:e
elle tenha procurado os serles em demanda da
provincia do Maranhao, d'onde reio ser rendido
no Recife. A sua apprehcnsio e entrega, quer
no referido engenho, a seu senhor, quer no Reci-
fe, ao Sr. Manoel Antonio Goncalves, ser grati-
ficada com a quantia cima, de 400$.
Na madrugada de 24 docorrente fugirom do
engenho Monjope dous mulatos, um de nome
Agostinho, cheio do corpo, idade de 25 annos,
acaboclado, ps gros3os. cabellos corridos, e sem
barba ; e oulro chamado Izidro, secco, nio alto,
cabellos crespos e corlados muito rente, tendo
umo cicatriz no alio da testa, e buco de barba ;
levararn 2 cavallos, um melado raposo o rabio, e
oulro alasio, um pouco magro '. quera os appre-
hender, levando-os ao referido engenho Mojope
ser generosamente recompensado.


'*.Sl&SK
M
DIARIO DE HERNAMBUCO. SABBADO 7 D JULHO DE 1860.
Litteratura.
A historia d'um brigae.
1'UIMKIH.V PARTE.
I
Hara poueo mais ou monos tres semanas que
reinara a fohre aniarolla bordo do brigue Argos'
ds dir's apenas depois da ehegada desto na
Gayaquil, no rigor i esto, em Ji.is mag-
s, declarara-so ah o flagello. Conforme o
habito, elle feria caprichosa e inexoravel-
ir ule as suas victimas; e os marinheiros, cuja
iriio supersticiosa, olhavam-o como un
Je nvizivel e fatal, que os locara cora sua
aza negra no momento cm que menos o espera'
vani. Durjile a noite, nrostar-lhes crdito, el-
le razia suaronda na ponte, pelo rucio das macas,
o despertara por terriveiawnvulsoeso marinhef-
ro docemeute adormecido em seus sonhos ; c '
i Ja comida fechara por una contrajo sub-i
la a bocea ao narrador, que ensaiara alg'um can-'
to burlesco. principio era una grande indis-
posioo, una anxiedade profunda, aps vomi- '
IOS negros, aps o delirio, finalmente a morte : :
assim indos tremiam, fallavam-sc apenas e erra-
ram tristemente como sombras.
O cirurgiao fra accotnmetlido entre 08 primei-
ros; o nielade da equipagem c dous oOiciaes ti-
uhara morrido ; e s c commandnnto passaral
s mil inaravillius. Tinlia visto muilas epidemias
fl combates, e nao pensara que a Cebra aniarolla
; isse accommelt-lo. De dia tratara de resta-'
belecer o moral de seus 'homens, forcando-os a
;: bal liar ou dislrahir-so, e de noite fizia laucar
ao maros cadveres daquclles, que tinham suc-
cumbido durante o dia. As mais das vezes fuma-1 veio sentar-sc junto
vi pacineamente seu cachimbo passeiando sobre
i berta, com as mos nos boleos, e reprben-
lo todo aquelle quo pareca ter medo. Sua
ru '' vida tinha-lhe brouzeado o coraco.
Ha inulto lempo riuro, s linha no'mundo um
ente, a quem amara,seufilho; mas amava-o
Manca bordada, o calumbara com um passo
gracioso.
Tinha rinte annos, seus cabellos negros, uen-
teados com bandos, descobriam-lhc as fonles, e
os olhos azuos cram engranados e meigos. Ella
chegara com o sorriso nos labios.
Minha filha, sanhores, diz sir William.Lu-
cy,o senhor commandaute do Argos e seu li-
i Iho. Fazo-nos cha, minha filha.
Miss Slamby tocou a campainha o um criado
I trouxe o bules o agua quento. Ella poz-se a fazer
ocha i ingleza compenetrada da importancia de
suas funcces. Armand poda obserrar em seus
menores dotalhcs a radiante e sympalhica belle-
za da joven. Ella tinha os olhos biixos o as
sobrancelhas oram tao longas, que produziam
urna sombra ligeira sobre suas faces; linha o na-
riz direito o fino, terminado por narnas dilata-
das, movis c delicadamente sensatos ; a bocea
enlrc-aborta dcixava ver alvos denles pequenissi-
mos; c o |> era egualmenlc rauito poqueno,
| mas nervoso e arqueado. Tirera por miii urna
Peruviana, urna das mais lindas mulheres de Li-
ma, que morrra dando-a luz.
Lucy eslava inclinada sobre a mesa, e Armand
segua amorosamente com os olhos o linha on-
dulosa e correla, que prenda o pescoco ses-
paduas. Elle linha parado as vislas sobre os pe-
queos cachos de cabellos rebeldes, que frisa-
vam naturalmente ao p da nuca como um sig-
na! de dislincco e do forca : erguendo-sc para
offoreccr-lhe* urna charena do cha, ella nolou is-
so. Nos olhos do mancebo pinlara-se sem dun-
da o segrodo de sua natural admirarn, porque a
joven corou c sorrio-so ao mesmo lempo.
O commandanlc Dormond esirWillinm tinham
cntabolado urna gravo discusso. Miss Slamby
do Armand o Iho moslrou
seu lbum. Quando chegaram a vista de Guaya-
quil, ella pedio-lhc que Ihe dsse alguns conse-
lhos pira desenliar os dous rasos. Ella Ihe linha
dado o crayon, lornou a toma-lo o acabou o de-
senlio, epuis pergunlou-lhe se amavaa msica
o levou-o ao piano. Esses modos de tratar das \ cao fraco, porque nao
apaixonadamVto,o ao contrario de muilos pais, jovens inglczas, essa especie de camaradagem desla separacao.
que se guardara do laucar seus filhos na carrei- cheia de conanca c lcaldade, seu alegre despo-
I em que ellos proprios s lecm encontrado lisuio, teem um encanto extremo, e Armand o
in argura e deeepres, linha c[uerido que o seu senlia todo inleiro. O sero linha acabado, e elle
I sse marinheiro. Elle com razo comprcliendra' o cria apenas cm principio.
>' osle oliicio, lo penivel para si proprio, seria Nao conhero Guayaquil, nem seus arrahal-
I il para o mancebo, que nellc marchara apoia-l des, Ihe diz Lucy ; se quizerdes, daremos longos
Entretanto passava-so o lempo. Na vespera da
partida do Argos, Miss Slamby e Armand, por um
secreto insliucto do coraco, quizeram rocome-
car o passelo do primeiro dia ; porm ellos nao
siaram mais alegres, anda c,;ue a ualureza est-
vesse serapre festiva.
Eis aqui o lugar onde encontramos ave
lha, diz Lucy quando chegaram ao regato.
Armand nao ousou accrescenlar qu6 ella lhcs
tinha dosejado amor o folicidadc. Calou-sc ; o
subiram enlo as bordas da pequea rorrente, e
chegaram logo sua origen. Esta sahta com
pequeo murmuriod 'um rochedo inclinado,
tapetado de musgo e formando assim urna aba-
bada do verdura natural, chala do frescura e im-
pcnctravel aosraiosdo sol. Sentaraiu-se cm urna
larga pedra, ao lado um do oulro e Qcaram si-
lenciosos. Floxreia ramos se cntrelaravam por
cima de suas caberas e a agua fltravu olravez
das folhas.
De repente Lucy para romper esse silencio,
que Iho era pcnirel, agarrou um pequeo ramo
e o sacodio sobre a fronte d'A"mand, A principio
ambos pozeram-se a rir ; ma.i as gotlas d'agua,
cahindo da lesta d'Armand sebre as faces, cor-
riam lentamente pelo rosto.
Oh diz Lucy, parecem lagrimas !
E perturbada, qiasi trmula, com um movi-
mento irrefleclido enchugou com seu lenco o
roslo d'Armand. Eulo nolou que ello tinha os
olhos hmidos.
O que leudes ros? diz ella.
Vos m'o pergunlais? Nao deveis pirlir
amanilla ? Talrez nunca mais tornar-ros-hei a
ver.
Antes d'um anno, meu amigo, estarei em
Inglaterra; vos estaris era Franca. Nao poderc-
mos, pois, encontrar-nos ?
Nunca como aqui, responden Armand ;
nunca da mesma maneira como sob estas gran-
des arrores, onde me parece q 10 ha vinle anuos
que vos conheco. Ah contnuou elle esfprcan-
do-se por sorrir, os marinheiros teem um cora-
posso conler-me a dea
i ni lodas as sympalhias, que seu pai criara
iite longos annos.
Esle lilho tinha violo c tres annos, c servia co-
mo segundo tenente na fragala-almiranlc em es-
i'in Valparaizo. Era em parte para segni-lo
i -lo era seos debates, quoo commandanlc
uond tinha querido pola lerceira vez viajar
n maros do sul.
Entretanto, no principio da quarta semana, o
[lie nao cossra de ser d'uma scionidade per-
la, earrogou-se de grossas
: rnou-30 oxcessivo ; o depois
passeios, soniente ser conveniente que parla-
I nios codo para aproveilarmos a madrugada ; o
! podemos comecar amanha.
A que hora ?
As cinco, pouco mais ou menos.
Armand nao dormio toda a noite, e no dia se-
; guinte foi exacto ao rendoz-vous. Miss Slamby
I appareceu logo. Cobria-lhe o cabeca um grande
chapeo do palha, cujas largas filas afogavam-so-
; Ihe dobaixo do queixo ; linha porchaile urna le-
nuvens ; o calor, ve cachemira da India, que tra/.ia como ao lem-
de algumas horas po de Mara Anloniclta, cruzado sobre o peito, c
de oppresso c expectativa, um espantoso furaco as duas ponas jihlas airaz das costas ; suas bo-
cah sobre Guayaquil. Foi o lini dj epidemia.
O llagello abrindo as azas tempestado desap-
i'ii de alguma sorlc em um lurbilho do
ntoedechuva. Enlo oceupado em restituir
la ordinaria do bordo cquip.igem, que renas-
promptamenle saudc e alegra, ocomman-
danlc escreveu ao almirante rogando-llie que
complelasse os officiaes e marinheiros, que o Depois de lerem atravessado um verde prado
1 rgos linha perdido. chegaram floresta, cujos caminbos yam apenas
(i almirante respondeu-lhe que linha frotado' trilhados. A frescura do ar era deliciosa, e o sol
um brigue-barca para levar-lhe um cirurgiao,' penetrava obliquaincule com seus raios d'ouro a
linas de couro eslavam lacadas com lilas dos la-
do?, e cram bastante altas para garanti-la das
pedras c dos espinhos do caminho; emfim, para
ajudjr-se a caminhar ou a subir os
icis trazia na maouma bengala.
Parlamos, diz ella tomando o
manda
Depois do torem atravessado um
lugares dif-
braeo Ar-
rocompensa s proras porque passAra, linha en-
'arrogado a osle mancebo de conduzir A Guaya-
quil ii brigue-barca e de o tornar a Irazer. Alm
disto o almirante prevena aocummaudantc Dor-
n nd que um Inglez de dislinccao, sir William
by, intrpido viajante, que linha atravessado
a America do sul, do Brasil ao Ter, chegaria cm
breve4 Guayaquil com sua lilha, o que indo o
Injos para a California leria de recebo-Ios como
I ssagcros al Montcrey.
Pouco lempo depois, n'uma manha, fez-sc
il do navio, que a caria do almirante annun-
i iava. O commandanlc Dormond, com o pensa-
i de tornar a ver seu lilho, sentio-so vira-
mente abalado; mas como juiz impassvcl ob-
i a manobra do brigue-barca que veio atre-
vidamente dar fundo junio do Argos, e espern
pola visita do joven capitao. Apenas esle subi
', corren ; seu pai, quo pondo de parto a
lela militar, o apeilou entre os bracos. O
ahraeo foi locante entro esses dous homens, que
n; se tinham visto por espaco do tres mezes in-
s, e queamaram-se com todas as forras de
.- : i alma. Todava o rigido oflicinl, qoerendo oc-
r >ua equipagem o que de boa vonlade te-
(uerido chamar fraquoza, levou rpidamente
<- lente A seu camarina.
lia vi a lima hora que eslavam junios, quanj.i
advertirn, ao conunandanlo Dormond que um
rangeiro desejava falhr-lhe. Era sir William
Si imby, que acanava de chegar por torra Guaya-!
oque apresentou-se cora nina carta do con-'
viram duas folhas vermelhas na mesma liaslca
no concavo d'uma arvore velha. Colheram-as c
official e vinte marinheiros. e, que aura de tolhagcm hmida de orralho; os passaros can- fia dizer-lhes adeus ; quizeram levar delta urna
dar-lhe, reunindo-o alguns dias seu Gibo, urna lavara era todos os ramos das arrores, e Armand 5" c \ nu0 os.">"'os cm torno de si,
e sua companheira caminhavam cora um passo
feliz. Miss Slamby contara ao mancebo a longa
Iviagem, que fizera com seu pai, e ao narraros
! perigos, que linha corrido, as fadigas que sofrie-
ra, Armand espanlara-sc como so esses perigos e
[ fadigas a amoacassem anda. Eutao ella sorria
com prazer, dizendo que era ralonte e que nao
tinha tido modo.
l'oram assim ate a um regalo quo as ultimas
i churas tinham engrossado, e que corra serpeian-
niipeiitiiaiiienie Sir William, mise Slamby e o
cornmandanle Dormond, que Ihe dirigiam ura
ultimo gesto de adeus. Depois os vio confund-
rem-so no longe, onde o brigue mosrao se
perdis coberto de carnadas de nevoa e de dis-
tancia
Armand clicgou bordo, e, como nada o reti-
nha em Guayaquil, proparou-se para rollar logo
A Valparaso. Esta volta, durante a quil foi re-
tardado por rentos contrarios, pareceu-lhe horri-
relmento comp'rida ; e contra sua vontffde era elle
agitado pelos mnis sombros presentmentos. Em
rao duia cora sigo quo apenas dopois de um an-
no desposara A Lucy. que seu pi seria reforma-
do e viria viver com ellos ; a erocaco dcsle fu-
turo risonho nao o Iranquiliswva : o recordara-
Ihc a inconcebirel eniocao, quo seu pai, esse ho-
mom tao fri o to senhor de si, experimentara
no momentodc dizor-lhe adous por urna separa-
cao, que nao doria durar senao alguns mezes.
Esta emocao extraordinaria nao presagiara urna
desgraoa ?
Elle linha cgualrnentc dianle dos olhos o palli
do rosto de miss Slamby todo bandado de lagri-
mas, e parecia-lhe que sir William, em sua po-
sir3o estoica e resignada, seguia-o anda com ura
olhar entristecido. Assim, foi com urna verda-
dadeira alegra que, ancorando em Valparaso,
encontrn seus camaradas e a Creoula.
Ao mesmo lempo soube que a partida da fra-
gata seria muilo prxima. O contra-almirante de
Serry, a quem a campanha tinha fatigado muilo,
oblivera do ministro nao esperar ser chamado, e
rollar immedialamenle.
Armand ganhava alguns mozos com a promp-
lidao desla partida, c suachegada em Franca le-
ria lugar no mesmo momento em que Sir" Wil-
liam e sua filha desembarcariam em Inglaterra :
lomou de novo toda sua alegra, o altrbuio sim-
plcsmenlo ao isolamcnto A bordo do brigue barca
as inquieticoos que o tinham accommeltido.
Pouco lempo depois a fragata devia apparc-
lliar no da seguinle. Armand p3sseiava na ba-
tera, quando ourio no quadrado urna conrersa
muilo animada. .
E' impossirel, diziaum.
Tanto mais, acrescenlara outro, quando o
navio linha um oxcellentc cornmandanle.
Armand dcsccu para saber de quo se tralaTa :
A sua entrada lodos calaram-so ; elle ficou in-
quieto com este silencio e perguntou a causa.
Meu charo Dormond, dissoram-lhe enlao,
um boalo absurdo e que nao podo ter fundamen-
to real. O almirante recebeu noticia de qu6 o
Argot linha naufragado.
Armand empallideccu horrirolmente.
Nao duvidava 1 exclamou elle.
Correu logo ao almirante.
Meu amigo, Ihe diz esto, recebi com efleito
una caria do cnsul de Guayaquil. Um grande
brigue barca, que arribou A algumas leguas sobre
a cosa, linha anuuuciado quo durante um lempo
muilo mAo, que elle havia soffrido, vira um bri-
gue de guerra sem ambos os moslros. O cnsul
acrcsccnlj porque nao vos doro oceultar cou-
sa alguma quo no dia segunte a) em que o
brigue barca trouxera esta noticia linha sido lau-
cado A praia o quadro da popa do um navio, em
que oslara escripto o nonie do .Irnos. Nao im-
possivel que o Argos tenha sido desmastreado e
que urna rajada de vento tenha-lhc despregado a
popa, porm nao creio mais do que isto. Sabis
que o navio eslava em boas condiros e que vos-
so pai um hbil olfieial. Entreunto vou escre-
ver A todos os cnsules da costa, alim de quo
mandem os eselarecimenlos.que poderem ler so-
bre o Argos ao mdu suceessor e ao ministro, c
vou darordem ao Vigilante, que est cslaciona-
as trocaram; depois com um passo mais rpido do era Monterey para dar todas as buscas neces-
e sera voltarcm a cabec.3, proscgiiram seu ca-
minho.
No dia segunte, que era c ia partida, Sir
William e sua lilha, o commani'anto e Armand
almocarara bordo do A rgos. O almoco eslava
triste. O commandanlc tinha d id) ordem A seu
nha ia breremente concluir-se. Por outro lado,
que motivo teria podido determinar um official a
fomentar urna insurreicao ?
Enlo Armand trema, lembrando-se que es-
tando Miss Slamby & bordo, umalouca paixo re-
pellida tiresse podido ser a causa de todos os
crimes. Mas, suppondo que um official tiresse
procurado sublevar a equipagem (c nao havia
i sempre ua mes- m Sl', soi,rc qucra recahissem suas suspeitas], es-
10 se esliressemsc ofrlcii n5o ie-|0-hia conseguido.
Armand cahia de nnro em suas perplexldade?,
Miss Slamby pareceu hesitar e corou milito ;
dopois com urna dignidade chei.a de graQa csten-
deu a rao A Armand, e diz-so-lhe A meia voz
cm inglez :
Armand, whill you be engajed icith me?
O mancebo ajoelhou-sc, toniou a mo que el-
la Ihe eslendia e a apertou com urna emocao con-
tida.
Sim, diz elle, c araar-vos-hei durante toda
minha vida.
Entretanto elle linha diffkiildade era crer
cm sua felicidade, e nao pode d:ixar de accres-
cenlar :
Mas vosso pai consenlirA em nossa uniao ?
Oh meu pai faz ludo o que eu desojo, o
hoje mesmo, fallar-lho-hei de iossos projeclos.
Chegaram casa, conchegados um ao oulro,
olhando-se de lempos a lempo-, aportan Jo-so as
maos, mas sera trocarem urna palavra. Seus co-
ra^oes se ontendiam e cediam todava ao peso
d'uma melanclica felicidade. Islas horas de
ternura, as mais bollas que por 'entura tinham
gozado, deviam passar tao ligeiras! Sahiodo na
campia elles roltaram-se de commnm accordo
para conlemplarem essa floresta, cujas mysle-
riosas sombras tinham abrigado seus nascentes
amores, e que sem duvida ellis viara pela ul-
tima vez. Nesto momento, agilaia pola brisa,
ella inclinara, seus curaos do lado delles o pare-
cujo veo verde fluctuara ao vento. S o almi-
ranle, anda que o tiressem prevenido desde os
primeiros instantes, nao ra na realidademais do
que tres objectos negros sahindo d'agua ; com
ludo nao tinha opposto a que collocasscm um pa-
rilho no topo de cada raaslro e que dessem um
tiro de pega.
Cousa cslranha 1 Os nufragos parecan) nada
ter risto, ncm ouvido, e vagaran sempre da mos-
raa maneira lenta o pesada come
acabruiihados pela fadiga.
A' noite coniecava a cahir, e pouco a pouco as! e durante os longos dias dos trpicos,"quando os
embarcacoes loriiavam-se menos v.s.veis venlos regll|aros o impolliam para o sul, ello al-
tJH?%2ti continuando a donla, quo faz.a, a gllmas vezes nqiria A si proprio ondo podiara
fragata dcvia alcanca-las no lira de urna hora e |sUr j mPsmn ora os sercHsque tanto amava :
mi?., -0' emPr8ada a?f htanos cora- via.os por inslan,e., rcapos do naufragio do Ar-
?.?.'. ma'S 1n",rav,1',osr,s, supposicoes : :50Si 0 TOgan(,0 em una frgil jangada no meio
quando passou-se a hora, a Creoula poz-se A ca- dassolidoes do ocano pacifico, oxposlos A lodos
m\ US O.so,h"sso"dorana obscundadecom os horrores da fome e da sede; miss Slamby cora
urna anuedade profunda A la unha ha pouco 0s cabellos desgrenhados dava gritos de alllicao,
nase.do, mas carregada de pesadasi nuvens-, illu- cra quant0 sir william eo cornmandanle Dorl
minava o mar apenas por ntervallos e por ver- mond cafhiara eridos qncrendo defende-la
memos cintos. Estas lgubres imagens, quo se apresentaram
-CAestaoas embarcaroes ei-las! vao pas- rauilas vezes seu eSpirt0, f,ziam-o passar in-
sar A es nbordo, bradou de sbito cora urna voz : cessantemenle do desanimo ao desespero ; entre-
es ndon o um hornera que se tinha enllocado na ,anl0 quandoo venl0 rcfreScava, e a escuna dcs-
extremidade do gurups. Toda a equipagem sal- Bmt, inclinando-se sobre as ondas, tao rpida
lou sobro o parapeito. vio as embarcaroes, eslen:| como um Alcin, que as tiresse rogado comas
deu os bracos para ellas e ascham ou cora um so. 8MSi Armand retomava alguma esperanga. Den-
5mJ1T" ? m T0Z8" f" embarcacoes, ,ro cm pouco ellc oderia obra9 guiar.se por
som que dolas se erguesse algnm barulho, passa- ini]ci09 reaes era lugar de deixar-se desviar pe-
vam cegas e surdas ao longo do bordo, cora esse |os sonhos de sua imaginaoao. Furaava enlo,
movimcnto cadenciado de seus remos, queferiam
o mar cora inlervallos cortos. Enlao um verda-
dero pavor apoierou-se da Creoula, e um silen-
conversando cora o capilao Ledru, cujas longas
historias truziam-lhe alguma dislraccao, e olha-
va com complacencia para seus marinheiros, que
co demorte succedou aos gritos, que tinham Bi-|eram folizes A bordo, e Qu Ihe tinham urna af-
do dados. Alguns scntiram arrepiar-se-lhes os feirao respeitosa : elles sabiam-aiial cra o fim do
cabellos sobre suas caberas.
Preparar os escalres bradou o almi-
rante.
sanas.
Armand conservava-se mudo o acabrunhado.
Quanto A vos, meu amigo, ia maudar-vos
chamar quando chcgasles. Creio que o raolhor
parliio, que leudes a tomar entrar em Franca.
Se algum sinislro liver acontecido, elle irrepa-
Esta ordem dissipou o encanto.
Armand lancou-se entre os primeiros, e os es-
calores foram^preparados emum abrir e fechar de
olhos, c sulcaram sobre o trato das embarca-
oos.
Quando chegaram porto nao viram mais do
que tres troncos de arvores, cujos rarao3, ainda
guarnecidos de folhas, oscillavam successivamen-
tc sobre o mar. Conduziram para junto de bor-
do esses troncos do arvores, que um accidente
qualquer tinha desgarrado da costa, e lodos po-
deram ver com seus proprios olhos e tocar com
suas proprias maos a causa da allucinago de que
acabavam de ser victimas.
A Creoula poz-se novamente caminho, e es-
se sentimento do maravilhoso, tao fortemenle
excitado em\sua equipagem nao tardou dentro de
alguns dias ftm enfraquecer-se. Armand s fi-
cou vivamenleSa"iiado : com ou sem razao va
nesse erro inconrsrehonsivel de quinhentos ho-
mens, menos o resultado de um effeilo singular
de ptica, do que essa conscienca raga de
urna desgraoa a/bnlecida, qualquer que soja, que
se apodera das massas, e s as deixa apparente-
mente, dispertando sousinslinctos supersticiosos.
II
Apenas chogado em Franca, Armand foi em
Pars, tor ao ministerio. Tinha-se recebido car-
tas de todos os cnsules, mas nenhuraa dava no-
ticias do Argos, e s o cnsul de Guayaquil re-
peta o que linha escripto ao conlra-almiranle
do Sery. Quanto ao capitao do Vioifanie, nao
obstante todos os esforcos, nao linha colhido
indicio algum.
O ministro recebeu a Armand com benevolen-
cia e propoz-lhe embarca-lo A bordo do um na-
vio, que se armava em Bresl, e quo tinha por
raissao especial explorar os menores pollos da
costa occidental da America.
sua viagem. e tomnvam nelle inleresse. E assim
que no meio de muilas maguase algumas conso-
la ces, Armand fazia esse rude aprendisado da
vida, que pode resumir-se em duas patarras
a paciencia o o lempo.
A escuna ancorou s por alguns dias na Babia,
e cm Valparaso para fazer aguada e comprar v-
veles, c em nenhuma deslas cidades havia noli-
cas do Argos. Armand poz-se directamente
relia para Guayaquil, e quando tornou a ver essa
baha de aguas sempre azuos, de co esplndido,
onde abracara a seu pai pela ultima vez; quando
vio alera da cidade cSse prado ornado de flores,
c essa floresta, cujos cumes eslavam ainda doura-
dospelo sol, onde Miss Lucy e elle tinham pas-
sciado o tinham feto o voto de seu amor, ficou
acommetlido de urna invendr! dr, e, descendo
A seu camarim, oceultou a cabera nos traressei-
ros do seu camap, e chorou am'argamenle. Mas
ra crise foi de curta duraco. Ergueu-se impas-
sivel e forle, promplo para um luto eterno se a
vontade de Deus Ihe tivesse roubado os seres que
amava, promplo para urna vinganoa implavel, so
um honicm os tivesse arrebatado sua affeico.
Indo A torra, leve um primeiro dosaponlamen-
lo. O antigo cnsul fra mudado, e o novo nao
pode dar-lhe esclarecimenlos tao precisos romo
t-lo-hia som duvida feito seu predecessor acon-
selhou-lhe que parlisse para Punta, que era o
ponto da costa, onde o navio mercante tinha an-
corado, eahise dirigsse ao nico habitante, que
havia, A um velho ma rinheiro hespanhol,
chamado Antonio Prez, que viva como colono
cora sua familia e seus criados. Armand parti
e chegou dous dias depois pela larde. A primei-
ra pessoa que enconlrou, foi ura velho de physio-
nomia expressiva, que fumava poria de urna
casa.
Quera, diz elle, fallar A Mr. Antonio Prez.
Sou eu, senhor, respondeu o velho.
Pois bem venho da parte do cnsul de
Guayaquil pergunla-r-vos o que sabis rcspeilo
do sobre um leilo de pedreguhos. Do oulro lado
do regato oslara urna pobre velha muilo emba-
razada sem sabor como passar com um feixe de
leuha, que trazia cabeoa ; ella se linha aven-
turado at os joelhosno leilo da pequea corren-
te, mas Imperara o havia rollado A niargem. Ar-
mand passou o regalo d'um pulo, lomou o feixe
e cora urna mao vigorosa lancou-Q A borda op-
posta. A velha pode passar sein embarace, o Ar-I promplo:
mnrf dalo que pozesse todas is velas e virasse ravel ; se, pelo, contrario, por ura acontecimen-
de proa durante o almoco, alim da que nao hou- i lo iucxplicavel, o Argos simplesmenie desappa-
resse mais do que levauar anco-a e io.ar a gran- recen, acharis, vollando A Paris, os mais preci-
de e a bujarrona. sos esclarecimenlos, quo tiverera sido procurados
Asrdeos quo ouviara. o barulho das mano- sobre sua sorte. Podoreis obrar junto do minis-
bras por cima de suas cabecas, pcrlurbavam os no c obter embarcar no navio especial, que ser
convivas rocordando-lhes quanto eslava prximo sera duvida enviado A procura do brigue. Era lo-
o instante da separacao. Em breve com clfelto
vieram prevenir a M*. Dormond que ludo eslava
mand que a seguir tornou-lhe a por a lenha so-
bre a cabeca ; porm ella, antes de pr-se ca-
minho, olhou um instante os dous jovens :
Lindos meninos! diz ella. Deus ros d
amor e felicidade I
Lucy tornara a lomar o braco A Armand ; c
diz-lhecom urna voz um pouco commovida ;
Tendcs bom corajo.
O que fiz muilo simples, respondeu Ar-
mand
Desde esto momento a conversaco lornou-se
mais intima e se enlerueceu um pouco. Fizeram
[ entre si confidencias, que fazem os jovens,
ira almirante de Scry. entre si coniiuencias, que uizem os jovens, c sem
Sir William Slamby era un hornera de unscin-: pronunciarem a palavraamor.disseram quasi
Seu andar era menos rpido, e
se mais docemente sobre o braco
de seu corapanheiro. Algumas vezes, comtudo.
una anuos, do apparencia ura pouco ria pri- I que se amavam.
: eir vista como lodo o gontilhomem inglez, Lucy appoiava-s
mas sob a qual revelava-se logo urna physiono-
mia cheia ae benevolencia e de deciso. Depois
>)? troca dos primeiros compiimcnlos, perguntou
ao commandanto se contava partir proxiniamen-
ii o .Irnos. O commandanlc respondeu que
acabara de receber nesse instante os homens,
he faltaran!, c que necessitaria d'uns oilo
i'.ias pira organisar sua nova equipagem. Enlao
sir William Slamby pedio desculpas ao comman-
d:.ule Dormond c A sen lilho de ler perturbado
sua conversado c convidou-os para irom tomar
t i. nossa mesma noile A sua casa.
Ao anoitecer o commandaute c seu lilho foram William.
so separavam, colhian as flores, que cresciam a
borda do caminho e formaran) um mesmo rama-
lhote.
Quando esliroram do volta A casa, aportara ra-
se as mos A moda ingleza e se separaram cora
um sorriso.
Os dias, que se sogniram, correram d'um mo-
do uniforme. Pela manh os dous jovens pas-
seiavam ; Armand almocara A bordo do Argos e
(cara at A larde com sou pai; c de noite o
! cornmandanle e elle iain tomar chA A casa de Sir
Ento, meu rapaz, diz elle A Armand,
es o momento do azeres tuas despedidas.
Todos se lerantarara da mesa.
Meu charo commandaute, diz Sir William sor-
rindo-sc, urna vez que estes merinos devora en-
contrar-se ura dia, convm que nao se sepa-
rem como estrangeiros.Armand, abracai vossa
noiva.
ao convite do viajante inglez, que os rcccbcu-em
urna sala mobiliada A americana, de esleirs fi-
r -simas, de camaps de palhnha c grandes ca-
deiras de bataneo, e ainda que esta sala nofos-
se habitada senao desde A manhSa, caixescheios
lindas plantas dos trpicos guarnecan! as jj- isto levar-te ?
Una tarde que o pai e o lilho eslavam jun-
ios, M. Dormond diz de ropenlo a Armand :
Tu fazes a curte A Miss Slamby ?
Creio que amo-a, respondeu Armand.
Enlo, tu le preparas tristezas. Oude pode
ue
celias. Em una mesa de meio ao redor d'um
candiciro que expanda urna doce jjardade, ja-
ace ^a
s, jroa
Nunca, pois, amasle, meu pai 1
Oh tive amores passageiros ; mas
nunca
ziam espafhados alguna livros, jdWaos c ura al- ameiseriamcnlc senao A tua mal, c despozei-a,
luin aberto. Armand ficou admirado de vernes-I em quanto que tu provavelmenlo nao despozars
se albura um esboeo do rio de Guayaquil, onde! Miss Slamby. Ella muilo rica para ti. Emlim,
Gguravam o Argos'o o briguo-barca. Essas fio- contnuou elle com urna tristeza que Ihe nao era
r s, osse desenlio, c um piano, no qual cstavam i habitual, diverte-te ; a vida curta, c ninguom
accesas as duas rolas, revelaran) a presenca da de nos sabe o que amanha Ihe succeder. So-
1. iia de sir William. | mente, meu filho nao esquecc que, precisamente
Os tres homens eslavam sentados quando a por causa da liberdade do que gozas com clla.es-
: ra abrio-se O miss Slamby entrou. Armand sa joven osla confiada tua honra.
do o caso, pelo islhino de Panam estis A algu-
mas semanas ao mais da America.
Armand agradeceu ao almirante. No estado
de incerteza, era que elle se achara, s Ihe cum-
pria esperar.
No dia seguinle a fragata parti ; c jA estar A
dous dias no mar e ainda o presumido naufragio
do A rgos oceupara lodas as conrersaces. Os of-
ficiaes nao o criam, nao admiltiim que um navio
bem manobrado, commandado por um marinhei-
ro experimenlado, poilesso perder-so no Ocano
Armand chesou-ae Him otomby nuc chorava o i Pacifico. Alera de que, A excepr;o da narraco
abracou-a. desse brigue barca, cujo nome mesmo nao so sa-
Agora, Sir William, ficai aqui com vossa filha,, bia, nao se tinha ouvido fallar de temporal al-
diz o commandanlc por sua vez ; vou acompa-
nhar meu lilho at o escaler.
Ambos subiram A caberla ; a equipagem es-
lava cm seus postos do manobra ; o velho mari-
nheiro esforcava-se por moslrai-sc imperlurta-
rel, raas eslava nleiraraente abe lado.
Chegado ao prtalo abracou seu filho c Iho
apertou a mo com forca ; depois caminhou pre-
cipitadamente para o banco do quarto-, mas, no
lim de alguns passos, rollou-sc contra sua von-
lade c rio que o mancebo ainda nao linha dts-
cido a escada.
Armand exclamou ello.
Meu pai diz Armand correndo.
Nao sei o que tenho, meu pobre filho, n.as
quiz,abracar-le anda urna vez.
Pcgou-lhe na cabega cora ambas as maos, e
beijou-o na testa por inuitas vejes.
Vamos, diz elle, espero que breve ios
tornaremos a vor, mas em lado o caso se-
gue tua carreira com honra c l3inbra-le do ou
pai.
Nao esperou pela resposta do lilho, e, sallaido
sobro o banco de quarlo, gritn com urna voz
vibrante :
Levantar ancora I
Os marinheiros, que estavam no cabrestante,
lerantarara a ancora n'um mon.enlo ; icaran a
Arraond agradcccu-lhe c podio alguns dias pa
ra decidir-se. Elle com elteilo refleclia no que '
leria de doloroso sua posigo em um navio que'
nao commandaria, e cujas buscas nao poda di-
rigir A sua vontade ; e comprehondendo que pa- I
ra nao consumir-se com tristezas e contrarieda-
des, doria poder obrar som embarago o n'uma
completa independencia, resolveu empregar a!
fortuna pessoal, que herdra de sua me2,500
francos pouco mais menosem comprar um na-
vio, com o qual partira..
Voliou a fallar com o ministro o submolteu-lhe
j da perda do brigue francez Argos.
Ah senhor, respondeu Antonio Prez, fal-
las-me d'um acontecimenlo singular, em que
militas vezes tenho pensado.
Julgaveis pois que baria alguma cousa es-
Iranha ne3se naulragin ?
Es aqui, senhor, o que me succedeu :
No anno passado ha porto de um anno
oslara eu sentado, como hoje, diente de minha
casa, quando ri entrar na enseada ura grande
brigue-barca, quo tomei principio por um na-
de guerra, lal era
vio de guerra, lal era a preciso de sua mano-
este projecto, o qual elle approvou. e Ihe deu bra. Cedo, entretanto, reconhec: que me linha
Armand realisnu | engaado, porque nao tinha pecas, nem flam-
uma liconoa
immediato'menle seus eapitaes o parti para Ilor- .
deaux, onde adquiri una grande escuna de cen-i
to e cincoenta toneladas, admiravelmente cons-
truida, e que fra rocentemenle lanoadi ao mar
era bastante forte para supportar seis pequeas
porque
mua, c trazia na popa urna dessas coberlas de
taboas, de que muilos navios de coniraercin
usara. Apenas fundeado, mar.dou A Ierra fazer
aguada sua chalupa grande e bella, como rara-
mente teem os navios mercantes. Ella era tri-
meceu vendo-a, e pareceu-lhe que essa
grande sala, quasi sombra ura momento anles,
so Iluminara d'uma vira luz.
Miss Slamby trazia um vestido de mursulina
r/^OHOuc
FOflLlICTIM
esrz:ss3zmr^:
jEJrJ7"rar'jBE3.
PAULO DE ROCK.
grande ea bujarrona, e o brigue coraegou a ceder; regular maneira.
gura. Quanto ao qu3dro da popa do Argos, adia-
do na praia, cra um acaso quo nao se expli-
cara.
A equipagem, ao contrario, cria tudopossvel :
nos quartos durante a noite os marinheiros. agru-
pados sobre os passavantes, conlavam as lamen-
laveis historias de navios, que tinham naufraga-
do, porquo tuham partido n'uma sexta-foira ou
n'um dia treze, ou porque fra laucado ao mar o
gato prelo do bordo. Atemorisavara-sc cora taos
narraoes, conchegavam-so uns aos outros, ejul-
gavam quasi ver o Voliigeur hollandais esse
navio phanlasma, habitado por espectros, que ap-
parece as calmas e tempestades, que condem-
nado a solear eternamente os mares.
Tinham bastado quarenta c oito horas, c essas
legendas phantasticas para derramar A bordo da
Creoula um verdadeiro contagio de ideas supers-
ticiosas, quando ao terceiro dia, no momento em
que a aoite coniecava a cahir, o hornera de vigia
sobre a verga do mozona annunciou que va tres
embarcaces no horisonle.
OiTlcias o marinheiros dirigirn) logo as vislas
para o lado, quo designara o vigia, justamentc-A
proa da fragata. A' principio entreviram confu-
samente as tres embarcaces, mas no fim de al-
guns minutos de exame ingnera mais duridou.
Eram tres rasos que nadavam d'uma montona e
XI
, A partida.
Im grande barulho, que parti do alto da casa,
atlrabio a atlenoao geral; c dahi ha pouco en-
trou pela sala a'denlro o estalajadciro, cora urna
cara furibunda, os olhos a scintillarcni.o barrete
de olgodo chato na cabega ; fazia gestos, pareca
ameacar cos c trra, fazendo exclamaoes que
r.ingucm comprchendia.
O que lera. Sr. Chatouill? Que modos es-
pantados sao esses? pergunlou-lhe Desroseaux.
Dar-se-ha caso que quizesse fazer caldo sem
carno '?
Meussenhoros, isto nao so ha de passar as-
sim___ horrivel, c abominarel.... A minha
casa honesta, senhores.
L quanto a isso nao pomos duvida; s a
sua maneira de fazer caldoirada c que nao l
muilo para que digamos.
Oh isto agora nao gracejo. Eslou certo
que lodos os senhores me daro razo e as sc-
nhoras lambem
Que diabo ter esle frege-moscas ? perdera
a bola ?
O que que cu tenho? E' que o seu cama-
rada Augely est ncsle momento no quarto de
Ceriselle___ Comprehendera agora?
Perfeilamente E slo quo faz toda esta
matinada ?
Por isso ? Ah! enlo pensam que hei de
3guenta-lo sem dizer nada. Eu j lenho minhas
suspeitas. Subi com passos de la ao quarto da
pequea.... J nao acho nome feio com que
chama-la___Chegando ao p da porta, ouri....
nao quero dizer quo ouvi.... Os senhores ade-
vinham......
(*) Vide o Diario a. 151.
Oh meu pai I respondeu somonte Ar-
mand, porque amava to respoilosaraenle, que
nao compre.hcndia que se podesse suspeilar de
seu amor. ^
Diga semprf Sr. Chatouill, disse Desro-
seaux ; adqwfereraos maior certeza....
Pois eu adquir-a plena e inleira.... Era-
purrei a porta que nao estava fechada..... Com-
prehendera isto ?
ptimamente ; os namorados nao pensara
em ludo.
Vou para entrar.... mas o seu camarada
corre sobre mim e d-mc um soco na cabeca
Que fez do seu barrete um pastelo ain-
da se v.
Depois fechou-mc a porta as ventas. Se-
nhores, aqu ha abuso de condonen, ha seduccao,
ha violencia, ha......
Qual, historia I disse Angely que nesse mo-
mento ia entrando na sala com Ceiisctto pela
mo, o que ha apenas a apresenlaco que faco A
corapauliia de urna nova camarada.
A entrada de Ceriselle produzio sobre a com-
pauhia um effeilo mgico; porque, cumpro di-
ze-lo, a moca naquellc momento eslava lao bo-
nita, que era diflicil a qualquer resistir admi-
rado. Substituir o traje da vespera porum ves-
tido de chita de riscas cor do rosa e brancas;
raas esle vestido assentava-lhe to bem, dese-
nhava-lho to perfeilamente as formas, que nin-
guem desojara v-la cora um mais rico. Sobre o
seio crusava-so una caraizinha. Os cabellos da
moca cahiam em longos anneis pelo rosto ; mas
entao a emocao que experimentara, o rubor que
Ihe tingia as'faces, o andar trmulo, ludo realga-
ra-lhe as gracas.
Os homens admirarara-a e as proprias mulhe-
res foram obrigadas a fazer-lho juslica.
Mas depois do momento da sorpreza, momento
durante o qual o proprio Chatouill ficou enlata-
do, Elodia exclamou :
Que significa este gracejo de nova camara-
da, Angely I
Fallo muilo seriamente, meus senhores,
esta moca decedio-se a abracar a nossa profisso.
E' dotada de grandes dotes physicos, tcm voz e
encarrego-me de ser seu professor. Porque ra-
zao nao ter xito ?
Agora quanto a observago muilo desastrada
da Sra. Elodia a respeito da profisso que Cer-
selte exercia, necessario dizer que veio fra de
villa e ter.no ; as artes o talento c ludo I Que
importa donde viemos so o nosso mrito nos
grangea nome? Ese eu quizesse esmerilhar o
ao vento. Armand, do escaler, ia partir o .Ir-
nos, e pelas jancllas de popa via Sir William era
p, com os bracos cruzados sobre o peito, e
Lucy, que Ihe "gritara : t'arev.ell, agitando o
lenco.
Fareicell, gritara lambem, Armand, agi-
tando o seu.
O .irnos, impellido por urna brisa fresca, se
apartara com ligeireza ; Arman I mal poda ve-
lo, porque seus olhos eslavam I umidos de la-
grimas : enchugou-03, masentjo s dcslinguio
roes infinitamente inferiores Aquellas em quocs-
ava Ceriselle
Eu estive cm casa de um idvogado-, mur-
murou Grangeranl com impofia.
l'ois nao fillarei, com a condico que nao
ho de por obstculos A admisso desla moga.
As mulheres calaram-so torcordo o nariz. Des-
roseaux lomou a palavra:
A menina bonita. Nenhum de nos ser
capaz de nega-lo ; tu sabes bem, Angely, que a
nossa companhia est completa..... As nossjs re-
ccitas minias vezes sao diminulissiraas o queres
augmentar as despezas___
Ceriselte nao augmentar as despezas de
vosss ; as della flearao por minha conla ; illa
nao quer parte nos Deneficios e vosss sabem mui-
lo bem que no theatrp nao ha melhor auxiliar
que urna mulhcr bonita. Era lira, meus charos
camaradas, s tenho a dizer-lhes urna palavra ;
Como o ponsamonlo do Argos eslava em todas
as imaginacoes, persuadirara-so que estes vasos
conliiihara os naufragados, e al- perguntavam-se
como, lendo naufrago porto do Guayaquil, po-
dan) achar-se elles quarenta graos de lalilude
sul.
Os marinheiros da Creoula reconheciam seus
camaradas, e Armand, victima de urna cxcitaoo
febril, via distinctaineutc Miss Lucy na cmara do
vaso raoior : elle a via vestida com um roupo
branco, tendo na cabega um chapeo de palha,
pegas, por que elle quera prever lodos os acasos' po|ada por uns dozo homens, de tez queimada e
da longinqua e aventurosa navegarao que ia ten- vigorosos, que nao eram de corlo europeos.
T. ....., Elles me pareccrara com effeilo Brasiloiros, e o
Fe-la armar e mastrear cora infinitos cuidados
e compoz sua equipagem do uns trinla homens.
os mais vigorosos f- es melhores marinheiros que
pode encontrar. Alguns tinham navegado com
elle e eram felizes de servir sob suas ordens; to-
rnou por immediato um antigo voluntario, quo
conhecra oulr'ora o que eslava feito cipilo de
longo curso, de nomo Ledru, homem valenle,
quejunlava A urna grande enorgiae A ura perfei-
to conhecimento ce 3cu oflicio, urna rara docura.
No fim de dous mezes, tendo-sc ossegurado,
que os commandava, um Inglez d'uns quarenta
annos, tinha os cabellos e as barbas d'um ruivo
vivissimo. Quando seus toneis esliverara cheios,
elle passeu junto de mim para embarcar, e nos
nos saudamos.
Tiremos, dz-me elle, um pessirao lempo
nestes ltimos dias, e vimos pelo nosso bordo
um brigue de guerra desmastreado e que sem
duvida ter naufragado. ^
No dia seguinle, com effeilo, o quadro do p-
escrevendo para Paris. do que ainda nao linha pa d'um navio, anda sustentado por suas-duas-
sido recobida noticia alguma do brigue, Armand : caritides esculpidas, e cujo nome Argos__ ti-
delxou Bordcaux e foz-se do relia para
rica.
a Ame-
nha ainda lodas as lettras, veio enralhar'na praia.
Agora, duas cousas me admirarom : em primeiro
lugar, que essa tempestado no alio mar nao so
linha feito de modo algum sentir sobro a costa ;
depois, quo esse quadro do briguo seja o nico
resto, que encontramos.
E conservaste-o ?
noiva, c gosou ao principio dessa calma som-1 Nao, infelizmente. No fim de al gura tem-
bria e resignada, que d una determinaoo to- I po, e sem que eu soubesse, racharam-o e quei-
Quando so achou no alto mar, Armand senlio
alguma inlerrupco na tristeza profunda, que at
enlo sentir e que se tinham misturado lo ter-
riveis incertezas. Ia tentar tudo quanto era hu-
manamente possivel para encontrar sen pai c sua
mada ; entretanto pensava sem cessar na niex-
plicavel desapparioo do briguo.'o procurava as-
sim em sua roliexo obstinada, alguma luz que
o guiasse.
Mais que nunca elle doscria de um nau-
fragio : c acontecimonlo rarssimo que um bri-
gue de guerra equipado com homens, desappare- cebo..
marara.
Enlo, segundo vos, esse brigue-barca loria
alguma cousa na desapparicao do briguo?Pcr-
doai minhas perguntas, snhor, eu seu filho do
commandanlc do ,iri;os.
O Hespanhol lcranlou-so e saudou ac man-
ama della trazia na algibeira oito cantos francos
o setenta o cinco cntimos ; o que o guiou enlo
nao foi liumanidade, nem beneficencia.... foi s
inleresse, porquo se nao fossem os quinhentos
francos da boa mulher, o senhor a teria posto fra.
Mas deixando-lhc aqui a so rama e a moca irapo-
zeram-lhe a condico de que Ceriselle seria sem-
pre lirre.... que poderia deixa-lo quando bem
Ihe parectfsse, sem que o Sr. tenha direito da re-
le-la ..... ScrA verdade ?
Pode ser, murmurou o estalajadeiro com a
cara rauito comprida, mas isso nao razan para
.... E depois, fazer-se actriz., ella nem sobo an-
nunciar que o janlar esl na mesa.... Respon-
da-me, Cerisette ; ser verdade que lo ingrata
qu6 nos quer deixar? E' por sua propria vontade
que nos abandona ?
A moga virou-so para o estalajadeiro, e com
voz bem clara, bem accenluada, e som hesitar
se n admitlrera Ceriselte na companhia, po- i um momento rf spondeu-lhe ;
ca sem-debiar traeos : urna vez que o mar tinha
arremessado A praia o-quadro de popa do Argos,
devia tamboril ter arremessado outros fragmen-
tos ; e entretanto s se linha encontrado este.
Esse grande navio mercante, que arribara A
cosa durante algumas horas, em temoo fixado,
menos para annuncnr um desastro do que para
prediz-lo, o preoecupava tambora de um modo
estranho ; e entretanto se o Argos nao tivesse
naufragado, seria mister adraiilir que tinha sido
roubado
Urn navio s roubads por sua equipagem,
ou por quo ella se revolta por sua propria conla,
ou por conta de um official. Ora que razo le-
ria lido a cquipaegm do-Argos para revoltar-se?
O cornmandanle era amado de todos, e a campa-
Valeu VA A saude da nossa camarada Ce-
riselle !
E que papel far ?
Que papel ? murmurou a moca tornando a
olhar para o seu amante.
Este respondeu por ella;
Quem sabe l para que genero ella lem gei-
to ? Para comecar, era representando o. que qui-
zerem, os papis que as senhoras nao quizaron),
eslimando provai-lhes qu anles de aspirar A re-
presentar os seus papis, quera toma-las por mo-
delos, aproreiiar as suas liccoes c esforcar-se por
seguir-lhos os passos.
Com estas palavras lisongeirns, com esses lou-
vores destros, Angely grangeou para Ceriselle o
favor de todas os actrizes. Os cmicos, sao,
mais do que ninguom, sensiveis lisonja. Dalli
por diaute, era a qual dellas faria mimos rc-
cem-chegada.
dem contar desde j que nao faco mais parle del-
la e receban as minhas dospedulas.
O ultimo argumento empregalo pelo mancebo
obteve pleno successo. Ninguom desejava v-lo
partir; os homens porque delle precisaran) ; as
mulheres porque gostaram delle,apenas ou mes-
mo por causa das perfidias que lh js faz ; os rostos
tornarara-se inimediatamonle fmaveis, aperla-
ram-seas mos, foi concluida a paz e a moca foi
admittida. Montesuraa offereceu-lho logo um lu-
gar ao p de si, e Cerisette foi santar-se na mesa
que servia na vespera, quando Chatouill, que
ouvira tudo meio apatetado, tornou a si e atirou-
se a Ceriselte para nao deixa-li senlar-se escla-
mando :
O que que vni fazer? Pnhibo que se sen-
t mesa Nao sei o que os senhores que-
reni fazer de voss, mas declare que hei de op-
por-rae.... Nao v que esto zumbando ? Ando,
v j por o seu avenlal e..........
Aqui o estalajadeiro ficou engasgado, por um
violento empurro que o Angfcv) ro que o fez ir para ao outro lado da sala. Este
voltou a senlar-se ao p de Ceriselle excla-
mando :
Um prato aqui para a seniora, Sr. Chatouil-
l, vamos, depressa, nao faca cara feia !
O senhor nao lem direito de levar a minha
criada I
Como esquecido esle amigo 1 Enlo j se
nao lembra que nos contou hortera toda a histo-
passado de alguem que mo'rodea, acharia posi ria de Ceriselle, que a lomou r.ara casa porque a
Sim, senhor, muilo por minha rontade
que o deixo, e se hoje nao se apresentasse oc-
casio, eu approveitaria outra qualquer; nao
julgue por isso que sou ingrata, porque a minha
partida nao far perca sua mulher; ella nao
ora rauito cga para deixar de ver quo o senhor
me fazia a corte.... Euj Ihe tinha dito que isso
me aborreca solemnemente, que ir-rae-ia om-
bora.... e curapro agora a minha palavra.
Chatouill ficou cora a cara banda ; as gar-
galhadas dos cmicos, as reflexcs chistosas de
alguns, acabaram completamente de desarvora-lo
Nao adiando.o que responder, decidiu-se sahir
da sala, dando sempre por conta um pontap no
pobre Francisco no momento em que este muda-
va o prato de Ceriselle.
O estalajadeiro foi-se em paz. A resposta fran-
ca e decidida da moca grangera-lhe a eslima de
todos os companheiros.
Quebrou a castanha do velho! disse Albertina
Fallou muilo bonito I acrescentou Gran-
gerant.
E que sarcasmo I disse Cuchot.
A pequea promelte. Havemos de p-la
mestra na nossa arte.
A' saude da nova companheira!
Viva 1 Que nome toma no Ihealro?
Quo nome ? disse Cerisette olbando para
o seu amante. Ser necessario mudar ?
Necessario ? nao I E depois, o nome de
Ceriselte nao o da familia ; pode multo bem fi
acar com elle,
Ella lem nos olhos urna cousa que d-lhe
algumas parocencas com madoraoisclle Mars, dis-
se madama Raraboure.
Creio que ha do ser urna criadinha deliciosa,
disse Elodia.
Tem candura no porte, disse Zinzinette, ha
de ser urna ingenua de patente 1
Eu acho que a voz della muilo terna, disse
Albertina, ha de fazer bichas nos papis senti-
mentaes.
Como so v cada urna das artrizes tinha o cui-
dado de nao failar no seu papel.
Eu desejaria bem ver Cerisette representar
de pagem. disse Montesuma.
De Grega havia de ficar encantadora.
A. mamilhazinha hespanhola asscntar-llie-
ia divinamente....
Eu confesso que prefiriria ve-la sel-
vagem___
Sou da opinio de Cuchot.
At madama Grattenboule foi senlar-se ao p
de Ceriselle e querendo por forja dar-lho cham-
porreo disse-lhe ;
Deixa estar, minha amiguinha, eu Iralarei
de ti, veslir-te-hei. Tenscollele?
Nao
Pois preciso ; actriz sem collcle, salada
sem moslarda I JA visto minha filha representar
Frelillon ?
Nao, sonhora.
E' o typo do excitante. Ella fazia por noi-
l le doze conquistas loda a vez que represenlava,
Nada mais vos sei dizer. E' cerlo que,
visto de longe, esse brigue-barca linha apparen-
cias de um navio de guorra : urna p<>rticulari-
dade que linha-me espantado; mas, desde c nio-
vimento do California, passam A vista da costa
muitos navios, cujo casco tambem fino, e os.
apparclhos tarahem em boa ordem.
Nao sera possivel, interrompeu Armand
pensativo, que esse navio fosse n proprio Argoi?
Nao me dissesle qus o Argos era um bri-
gue ?
E* vordade-; mas sempre fcil accrescen-
lar um maslro, lancar as pecas ao mar, modifi-
car o exterior, em urna palavra, desnaturar um
navio.
(Continuar-se-ha.)
eram ramalhetes. cordas, cartinhas, versos___
cra ura nunca acabar 1
E eu quando sahia na ra, todos a rae darem
passagem dizendo: E* a me de Frelillon..
Heim 1^ enlao isso nao lisongeiro ? Se minha fi-
lha nao livesse lo mi cabeca, teria agora cem
mil francos de renda um grao-duque atrs do
carro o eu comera trulas todos os dias !
Nao tagarclle tanto, minha rai, disse Al-
bertina, v vestir-se depressa que nos vamo-nos.
embora.
J o a gente nem lempo de rebalor o jan-
lar I E' urna massada ailar sempre de carro 1
Ora vamos, minhas charas, preparem-se o
a caminho Vrtigo j esl apparelhado e- tem
vontade de pr-se a pannos!
Devoras? Est com esse ardor todo? Pois
admira. Agora lem mais urna pessoa; isso ha
de acalma-lo.
Todos tratara des preparativos da partida. Ca-
da urna das cmicas d a Francisco um erabrulho
para por no carro. O de Cerisette rouito pe-
queo porque a guarda-roupa da moca muito
modesta, j poz na cabeca um grande chapeo da
palha que Ihe assenlava s mil maravilhas.
Chatouill quiz vingar-se dos cmicos elevando
o total da despeza ; mas Desroseaux lembra-lhe
a caldeirada sem peixe e o obriga a tornar-se
razoavel.
Poussemard leva a carrora para a porta grande
da estalagcm. Sobem as cmicas, quando vao
icar madama Gratteobonle, o eslalajadeiro chega-
se a Ceriselle e diz-lhe ao ouvido.
Voss se arrepender Ceriselle.
V fortuna, senhores I Tenho o meu me-
dalhoe a minha dama de ouros : com isto pos-
so encontrar meus pais cm toda a parte.
Vamos ludo para o estro? gritou Pous-
semard tomando o seu posto de cocheiro.
Subiram lodos e com mais pressa do que cos-
tumam. Angely senlou-so ao p de Ceriselle
que Ihe fica quasi no eolio, com o quo elle nao
se queixa.
Francisco vollou quando j lodos eslavam no
carro ; fez um signal de adeus a Cerisette, que
Ihe respondeu com um sorriso e deilou ura ulti-
mo olhar sobre a estalajagem do Viudo sem chi~
fres que cm pouco sumi-se dos olhos.
IContinuar-se-ha.)
PERN. TYP. DE M. F. DE FARIA. 1860
II
m\ te i


Full Text
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