Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:09100


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Full Text
te.
1110 XIXTI. H01EE0 149
Por tres mezes aianlados 58000.
Por tres mezes vencidos 6SOO0.
ODWTA mu lt DE JHHO DE IMfP^
Par anuo adiantadt 19*000.
Parte franco par o snkscritor.
ENCARRBqADpS DA 80BSCRIPCAO' DO NORTB.
ParanflSa, o Sr. Antonio Alejandrino de Lima;
Natal, o Sr. Antonio Marques da Silva; Aracaty, o
Sr. A. de Lemo3 Braga; Cera, o Sr. J.Jos de Ol-
veira; Maranho, o Sr. Manoel Jos Martins Ribei-
ro Guiraarcs; Piauhy, o Sr. Joo Fernandos de
Moracs Jnior; Tari, o Sr. Justino J. Ramos;
-Amazonas, o Sr. Jeronvmn da Cosa.
l'AKl IUA UUS UUKKLIO.I.
Olinda todos os dias as 9 1/2 horas do da.
Iguarass, Goiaana e Parahiba as segundas
e sextas feiras.
S. Antao, Bezerros,Bonito, Caruar, AUinhoe
Garanhuns as tercas feiras.
' Pao d'Alho, Nazaaelh, Limoeiro, Brejo, Pes-
queira, Ingazeira, Flores, Vllalteila, Boa-Vista,
Oricury e Ex as quartas-feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso.Una, Barreiros,
AguaPreta, Pimenleiras e Natal quintas feiras.
(Todos os correios partero as 10 horas da manha.
EPHEMERIDES DO MEZ DE JUNHO.
3 La cheia as 2 heras e 26 minutos do tarde.
W-.Quarto roingaute as 10 horas e 45 minuto
da manha.
II ]fa ?ova Choras e 4 minutos da manha.
25 Quarto crescenteas 10 horas e 16 minutos da
tarde.
PREAMAR DEHOJE.
Primeiro as O horas e 5f minutos da manha.
segundo as 0 horas e 30 minutos da tarde.
PARTE OFFICIAL.
fo ver no da provincial
EXPEDIENTE DO DA 26 DE JtNHO DE 1860.
Oflicio ao presidente da provincia do Coar.
Respondo ao oflicio que V. Exc.se servio dirigir-
me sob n. 25 c data de 14 do corrente, declaran-
do que no arsenal de guerra nao existe plvora
nem cartuxame vindo da corle com deslino a cs-
sa provincia, o que V. Exc. melhor ver da in-
ormago constante da copia junta.
Dito ao presidente da provincia do Para.Com
as inforinagcs por copia jnatas ministradas pelo !
Dr. chele de policia cm 23 do crreme, respondo '.
ao oflicio que V. Exc. se servio dirigir-me em 7 i
destc mez acerca do africano Thomazque d'aqui
seguio clandestinamente a bordo do navio inglez I
Gntcnd.
Dito ao consclheiro presidente da relaco.
Sirvn-se V. S. de interpor o seu parecer sobre a
materia do incluso officio do promotor publico da
comarca do Limoeiro. datado de 12 do cor-
rente.
Dito ao Dr. chefe de policia.Transmiti a V.
S. o oflkio incluso por copia que me fui dirigido
pelo juiz- municipal de Iguarass. aflm de que
orientado de seu conledo, providencie V. S. em
ordem a evitar-sc a reproducn to facto, que ncl-
lc se relata.OOiciou-se oeste sentido ao juiz
municipal de Iguarass.
Dito ao inspector da ihcsouraria dn fazenda__
Magdalena.
Pojo da Panella.
Varzea.
Freguezia da Boa-Vista, Io
districto................. Boa-Vislj.
Freguezia da Boa-Vista, 2
districlo................. Capunga.
Freguezia dos A togados, 1"
districlo............,----Afogados.
Freguezia dos Afogados, 2o
districto .................
Freguezia do Poco da Pa-
nella, districto o Poco
da Panella..............
Freguezia da Varzea, dis-
tricto da Varzea.....
2. Uislricto.
Freguezia de Santo Amaro
deJaboalo, Io districto. Jaboatao.
Freguezia de Santo Amaro
de Jaboatao, 2o districto. Gurja.
Freguezia de Munbeca, dis-
tricto de Muribeca....... Munbeca.
3. Districlo.
Freguezia de S Lourenco
da Malta, Io districlo... S. Louroago da Matta
Freguezia de S. Lourenco
da Malta, 2" districto.*.. Piangix.
Termo de Olinda.
Freguezia de S. Pedro Mar-
tyi, 1" districto ......... Olinda.
Freguezia do Curato da S,
2o districto.......,...... Beberibe.
Freguezia de Maranguape,
Io districlo.............. Paralibe.
Freguezia de Maranguape,
2o districlo.............. Maranguape.
Termo de Iguarass.
AU0INECIA8 DOS TBIBUNAESDA CAPITAL.
Tribunal docommercio: segundas e quintas.
Relago : tercas feiras e sabbados.
Fazenda: tercas, quintas e sabbados as 10 horas.
Jnizo do commercio : quintas ao raeio dia.
Dito de orphos: tergas e sexta as 10 horas.
Primeira vara do civil: tercas e sextas ao meio di*
Segunda vara do civil; qnartas e sabbados
meio dia.
ao
Em vista dos documentos juntos, mande V. S.,
pagar ao ajudanlc da 1." companhia do pedestres Freluezla de Izua ass' 1
da comarca da Ba-V.sla, Antonio Marta de Sou-' '
za Lobo, de conformidade cora o oflicio do coro-
mandanle das armas interino, junto por copia,
o quantitalivo marcado para forragem de urna
bosta de bagagem que conduzio a bagagem do
mesmo ajudante, que vcio em servico do termo
de Ouricury para cata capital.Communicou-se
ao coronel commandunle das armas interino.
Dito ao mesmo.Visto que, segundo consta de
sua informago de 23 do corrente, sob n. 625,
nao ha credilo para pagamento do que se esl a
dever a Joo Carlos Augusto da Silva e Palmeira
A Beltrao, da gneros que forneceram ao arsenal
de marinha no mez de mio ultimo, sendo ao 1."
a quantia de um cont quinhentos e quarenln e
um mil e seto ceios e cincoenta e seis ris, e aos
oulros a de oito ceios e cincoenta o um mil e
oitenta e seis ris, auloriso a V. S a mandar ef-
feituar csse pagamento, sob minha responsabili-
dade, nos termos do 12 art. 1 do decreto de 7
de raaio de 1842.
Dito ao mesmo.Para os ftns convenientes
passo as mos de V. S. as conlas documentadas
das despezas feilas no hospital militar desta guar-
nicao durante o mez de maio ultimo bem como
a copia do parecer da junta militar de saude que
xaminou ditas conlas.
Dito ao mesmo.Ao seu oflicio de 22 do cor-
rente sob n. 621 respondo declarando que sppro-
vo a arrematarlo do aluguel dascasaspro-
prtos nacionaes, constantes da relaco que veio
annexa ao citado ofTieio.
Dito ao commandaute superior interino da
guarda nacional do Recife.Pode V. S. effeituar
a mudanca da secretaria do seu commando su-
perior do edilicio, cm que se acha actualmente,
para o sobrado do pateo do Carino: cerlo de que
esta data expego a thexouraria de tattnda a con-
veniente communicago. Ficaassim respondido o
seu oflicio de hojo aob n. 98.Communicou-se
so inspector da thesouraria de fazenda.
Dito ao commandaute superior da guarda na-
cional de Santo Antao.Expega V. S. suas ordens
para que o destacamento da cidado da Victoria
seja elevado a 20 pragas.Officiou-se neste sen-
tido ao Dr. chefu de policia e ao inspector da
thesouraria de fazenda.
Dito ao director geral de intruegao publica
Em vista do que informa Vrac. em oflicio de 25
do correnle, sob n. 102, acerca do requerimento
do professor publico de instruego elementar da
freguezia de S. {os desta cidade Joaquim Anto-
nio de Castro Nines, resolv por portara desta
data considera-lo habilitado as materias do 1.
grao para perceber as vantagens do arl. 26 da lei
n. 369 de 14 de maio de 1855. Oquecommuni-
co a Vroc. para sua intelligenria.
Dito ao director interino do arsenal de guerra.
Em vista da informago junta por copia do ins-
pector do arsenal de marinha, nao pode por ago-
ra ser satisfeita a requisigo que fez vine, em
oflicio de 21 do corrente.
Dito so mesmo.Respondo ao oflicio que Vmc.
districlo................. Iguarass.
Freguezia de Iguarass, 2o
districto................. Ilapissuma.
Freguezia de Iguarass, 3o
districto................. Maneota.
Freguezia de ltamarac,
districto do ltamarac... ltamarac.
COMARCA DO CABO.
Termo do Cabo.
Freguezia do Cabo, Io dis-
triclo .................... Cabo.
Freguezia do Cabo, 2o dis-
tricto .................... Arariba.
Freguezia de Ipojuca, 1
districto................. Ipojuca.
Freguezia do Ipojuca, 2
districto................. Maracahipe.
COMARCA DE PAO
D'ALHO.
Termo de Pao d'Alho.
Freguezia do Pao d'Alho,
districlo de Pao d'Alho. Pao d'Alho.
Freguezia de N. S. da Glo-
ria do Goii, districlo de
Go.................... Goil.
Freguezia de N. S. da Luz,
districlo da Luz......... Luz.
COMARCA DE SANTO
ANTAO.
Termo de Sanio Anto.
Freguezia de Santo Anto,
Io districlo.............. Santo Antao.
Freguezia de Santo Antao,
2o districto.............. Tabocas.
Termo da Escada.
Freguezia da Escada, Io
districto................. Escada.
Freguezia da Escada, 2o
districto................. Aripib.
COMARCA DE GOIANNa.
Termo de Goianna.
Freguezia de Goianna, l8
districto................ Goianna.
Freguezia de Goianna, 2
districto................. Goianninha.
Fregueiia de N. S. do O*.
districlo do N. S, do O'. N. S. do O'.
Freguezia de Tcjucupapo,
1 districto.............. Ponta de Pedras.
Freguezia de Tejucupapo,
2" districlo.............. Tejucupapo.
Freguezia de Ilamb, Io
districto................. Timbabas.
Freguezia de llamb. 2
districto................. Cruangy.
Freguezia de Ilamb, 3
districlo................. Pedras de Fogo.
COMARCA DENAZARETU.
Termo de Nazarelh.
Freguezia de Nazarelh, Io
/districlo................. Nazarelh.
/Freguezia de Nazarelh, 2
districto
Freguezia de Nazarelh, 4o
districlo .................
Freguezia de Tracunhem,
1 districto...............
Freguezia de Tracunhem,
2o districto............... Lag
./
me dirigi desta dala, sob n. 180, declarando-/* ,,:Huol,a ue HMorein, z-
llie que deve contratar novamente com Joaqun districto.................
Das de Azevedo a conduegao dos sentencia/fos Freguezia do Nazarelh, 3*
que devem seguir para o presidio de Fern/ndo
na barca Atrevida, tendo Vmc. em vista a fnnior
economa da fazenda e' que os presos'nao po-
dem ser equiparados a passageiros mesmo do
proa.
Dito ao pro-presidente da cmara municipal de
Cimbres.Intoirado, pelo seu oflicio de 23 de
majo ulMmo, dos molivos por que a caman uiu-
nicicM de Cimbres lem deixado de reunir-se em
se/so ordinaria desde abril prximo Ando, re-
Tommendo a Vmc. que no entretanto diligencie
, empre a reunio da mesma cmara,como lano
convm aos interesses do seu municipio.
Portara.O presidente da provincia attenden-
do ao que requercu o promotor publico do ter-
mo do Recife, Dr. Joao Alfredo Correa do Oli-
veira Andrade, resolve conccder-lhe dous mezes
de licenga com vencimentos, na forma da lei
para tratar de sua saude. '
Dita. O presidente da provincia, atten-
dendo ao que requereu o professor publico
de instruego elementar da freguezia de S. Jos
desta cidade Joaquim Antonio de Castro Nunes e
a informago ministrada pelo director geral d
instruego publica, ouvido o conselho director,
resolve considera-lo habilitado na materias
Larangeiras.
S. Vicente.
Laga Secca.
Tracunhem.
Secca.
- ........... do
pnmeiro grao, para perceber as vantagens do art.
26 da lei n. 369 de 14 de maio de 1855.
Dita.O presidente da provincia tendo, vista
a informago do commandaute superior dn guar-
da nacional do municipio do Limoeiro, datada
de 23 do corrente, resolve conreder passagem
para a primeira companhia do batalho n. 22 de
infamara daquelle municipio ao capilo da ter-
ccira companhia do mesmo batalho Joo Fran-
cisco Xavier da Fonseca, fieando sem cfTeito a
nomeago de Joaquim Travasso Sorinho para
aquella companhia, visto nao ter solicitado pa-
tente no prazo da lei.Communicou-se ao cora-
mandante superior da guarda nacional do Li-
moeiro.
Dita.O presidente da provincia, conforman-
do-se com o que expoz o chefe de policia era
oflicio de 7 de maio prximo Ando, sob n. 665
resolve dar aos diferentes dtstriclos de subdele-
gada de policia da provincia, as denominaces
constantes da tabella junta.Communicou-s ao
Dr. chefe de policia.
uadro da divlsao policial da pro-
vnola de Pernambuco.
COMARCA DO RECIFE.
Termo do Recife.
1. Districto.
Nomet com ove devtm
ser designados.
Freguezia de S. Fr. Pedro
Gongalres, districto do
Recife................... Recife.
Freguezia de Santo Anto-
nio, districto de Santo
Antonio.................. Santo Antonio.
Freguezia de S. Jcs, dis-
triclo de S. Jos........ S. Jo.
COMARCA DO RIO
FOBMOSO.
Termo do Rio Formn.
Freguezia do Rio Formoso,
districlo do Rio Formoso. Ro Formoso.
Freguezia de Una, districlo
de Una.................. Una.
Termo de Serinhaem.
Freguezia de Serinhaem, 1
districto.................Serinhaem.
Freguezia de Serinhaem, 2o
districlo................. Duas Barras.
Termo de Barreiros.
Freguezia de Barreiros, Io
districlo................. Barreiros.
Freguezia de Barreiros, 2
^lislticio ................. Abreu.
termo de Agua Prea.
Vreguezia de Agua Treta,
Io districlo.............. Agua Prela. -
Frguezia de Agua Preta,
2" districlo.............. Carauhipe.
COMARCA Di) BONITO.
Termo do Bonito.
Freguezia do Bonito, i
districlo................. Bonito.
Freguezia do Bonito, 2o
districto................. Verde.
Freguezia do Bonito, 3o
districlo................. llha da Flores.
Freguezia do Bonito, 4
districlo......*.......... Capoeiras.
Freguezia do Bonito, Io
districlo de Pimenleiras. Pimenleiras.
Freguezia do Bonito, 2o
districto de Pimenleiras. Calende.
Freguezia do Bonito, dis-
tricto de Piripiri......... riripiri.
Freguezia de Bezerros, dis-
tricto de Bezerros...... Bezerros.
Freguezia de Grvate, dis-
triclo de Grvala........ Gravat,
Termo de Caruar.
Freguezia de Caruar, dis-
triclo de Caruar........ Caruft.
Freguezia de S Caetano da
Rapoza, districto de S.
Caetano da Rapoza...... Rapoza.
Freguezia do Altiuho, Io
districto................. AUinho.
Freguezia do AUinho, 2o
districto......,.......... Bebedor.
Freguezia de Quipap 1
.districto.................
iezia de Quipap 2"
C bo'LiMOirV.'
:
Panella.
Quipapi,
Villa Bella.
S. Francisco.
Bollo-monte.
Flores.
Baixa verde.
Colonia.
Termo do Limoeiro. '
Freguezia do Limoeiro dis-
triclo do Limoeiro....... Limoeiro.
Freguezia do Bom Jardim,
Io districto.............. Bem Jardim.
Freguezia do Bom Jardim,
2o districto.............. Queimados.
Freguezia de Taquarilinga,
districlo de Taquarilinga Taquarilinga.
COMARCA DO BREJu.
Termo do Brejo.
Freguezia do Brejo da Ma-
dre de Dous, Io districlo Brejo.
Freguezia do Brejo da Ma-
dre de Deus,2 districto. Jacarar.
Termo de Cimbres.
Freguezia de Cimbres, #s-
tricto de Cimbres........ Cimbres.
Freguezia do Alaga de
Baixo, districto de Ala-
# de Baixo......,.*.. Alaga de Baixo.
COMARCA DE PAJEL DE
FLORES.
Termo de Villa Bella.
Freguezia de Sorra Talha-
da, Io districlo..........
Fregufzia de Serra Talha-
da, 2o districto..........
Freguezia de Serra Taina-
da, 3o districlo..........
Termo de Flores.
Freguezia de Flore, Io dis-
triclo....................
Freguezia de Flores, 2o dis-
tricto....................
Freguezia de Flores, 3o
dlslricto.................
Termo de Ingazeira.
Freguezia de Ingazeira, Io
districto................. Ingazeira.
Freguezia de Ingazeira 2o
districlo................. Vara.
Freguezia de Ingazeira, 3o
districto................. s. Jos.
COMARCA DO BUIQE.
Termo de Garanhuns.
Freguezia de Garanhuns Io
districlo................. Garanhuns.
Freguezia de Garanhuns, 2o
_ districlo................. Correnle.
Freguezia de S, Benlo, dis-
tricto de S. Benlo......S.Bento.
Freguezia de Papacaca, dis-
tricto de l'apacaga....... Papacara.
Termo o Buique.
Freguecia do Buique, dis-
tricto do Buiquo......... Buique.
Freguezia de Aguas Bellas,
districto de Aguas Bellas Aguas Bellas.
COMARCA DE TACARATL.
Termo de Tacaral.
Freguezia de Tacarot, dis-
tricto, de Tdcarat...... Tacaral.
Freguezia de Fazenda Gran-
de, districto de Fazenda
Grani|c.................. Fazenda Grande.
COMARCA DA BOA VISTA.
Termo da Boa-vista.
Freguezia daBua-Visla, Io
districlo................. S. Maria di Boa-vista.
Freguezia da Boa-Vista, 2o
districlo ................ Pontal.
Terina de Cabrob.
Freguezia do Cabrob, dis-
tricto de Cabrobr.......Cabrob.
Freguezia do Salgueiro,
districto do Salgueiro... Salgueiro,
Termo do Ouricury.
Freguezia do Ouricury, Io
districlo Ouricury.......Ouricury.
Freguezia do Ouricury, 2
Odist'iclo................. Ortigas.
freguezia do Ouricury, 3o
dlslt'o................. Serra Branca.
Termo do Ex.
Freguezia da E, Io dis-
eto.................... Ex.
Freguezia do Ex, 2o dis-
'ncl0--;................ Granito.
Secretaria do governo de Pernambuco, 26 de
junho de 1860,Joo Rodrigues Chaves.
Expediente do secretario da provincia.
Dia 26 de junho.
Oflicio ao commanJanle superior da guarda
nacional de Nazarelh.O Exm. Sr. presiJenteda
provincia manda communicar a V. S. que vista
de sua informago datada de 18 do correnle,
mandou passar patente ao cirrgiao-alferes no-
meado para a secgo do reserva n. 3 desse mu-
nicipio Bernardino Jos de Serpa.
Dito ao director geral de instruego publica.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia manda par-
ticipar" V. S. que deferio de conformidade cora
a sua ioformaiju de 25 do corrente, o requeri-
mento era que Manoel Flix Aires da Cruz pedia
dispensa da prova de capacidade para continuar
a ensinar particularmente nosta cidade as materias
da instruego primaria.
Despachos do du 26 de jimio de 1860.
556.Alejandrina de Brito Catharina de Sen-
DIAS DA SEMANA.
25 Seg. S. Guilhcrme ab. ; Febronia t. m.
26 Terga. S. Joo e s. Paule irms. mm.
27 Quarta. S. Ladislao rei; Crescencio b.
28 Quinta. S. Leo II p. Ss. Argerairo e Irineo Bb
29 Sexla. cfcS Pedro e s. Paulo app.
30 Sabbado. S. Margal b. ; s. Luciano.
1 Domingo S. Abro m.; .. Theobald eremita.
Maria do Espirito Sanio.
581.Manuel Joaquim de Uliveira Mocixl.
Prove o suplicante o seu exercicio na cadeira
desde 1# de novembro de 1857 a 7 de abril de
11)59. e ser defiendo.
582.Maria Anglica de Carvalho.Pode se-
guir.
583.Maria Thereza de Jess.Pode seguir.
584.Palmeira 4 Beltrao. Dirijam-se & the-
souraria de lazenda, a quero se expede ordem pa-
ra salisfazer o pagamento repuerido.
565.Pedro Alejandrino Gomes.Nao ha que
deferir por nao ler o supplicante de seguir para o
presidio de Fernando.
586. Ulsses Justiniano de Oliveira e Juvcncio
Tetoiporal.Informe o Sr. inspector da Ihesou-
rasn provincial.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPgO NO SL.
Alago, o Sr. Clatidino Falca Dias- tafcia
Sr Jos Martins Aires; R de Janeiro, o 9r.
Joao Pereirt Martin.
EM PERNAaTRUCQ.
O proprielnrio do Divino MaMel Figueiros de
Fona.nasua livrarla praga da Independencias.
EXTERIOR.
na.Pode seguir.
557.Alexandrina
Pode seguir.
558.Andr de Abreu Porto. Informe o Sr.
inspector do arsenal de marinha.
559.Antonio Gomes da Silva. Espere que
haja quota.
560.Antonio Marcello de Andrade.Apresen-
tc-se no quartel do eonimandanle das armas para
ser inspeccionado.
561.Antonio Maria de Souza Lobo. Ficam
expedidas as ordens no sentido ea que requer o
supplicanle.
562.Carlos Augusto Lins de Souza.Informe
o Sr. administrador do crrelo.
563.Claudio Dubeux.Espere que haja ere-
dito.
564.Dionizio Ferreira Cavalcanli.Informe o
Sr. Dr. chefe de polica.
565 Domingos da Cunha e Silva.D-se-lhe.
566.Donata Maria da Conceico. Pode se-
guir.
567.Dnala Maria das Dores. Podo seguir.
568.Dr. Ignacio Nery da Fonseca.Informe
o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
569.Bacharcl Joo Antonio de Araujo Frei-
las Henriques.Passe se portara concedendo a
licenga na forma requerida. -
570.Joo Carlos Augusto da Silva.Dirija-so
a thesouraria 4e fazenda a quem se expede or-
dem para saUlfacer o pagamento requerido.
571.Joo (Jongalvcs Pereir.Pode seguir.
572. ItMJfta Antonio do Castro Nunes.Pas-
se-se portada considerando o supplicante habili-
tado na formii da lei.
573.Joo Francisco Xavier da Fonseca.Co-
mo requer.
574.Jos Francisco Barbosa da Silva Cumar.
Informe o Sr. commandanle superior da jusr-
da nacional do municipio do Limoeiro.
575 Jos Hygino de Miranda.Informe o Sr.
inspector da i.hesouraria da fazenda.
576.Jos Maria Forreira da Cunha.Paise-se
patente.
577.Jos de Oliveira Ramos e Silva.Infor-
me o Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
578.Luiz Emygdio Rodrigue Vianni.Como
pede.
579.Manoel Barbosa da Silva.Informe o Sr.
inspector da '.hesouraria de fazenda.
580.Manoel Flix. Al ves da Cruz.Com > m
quer
Carta de Vctor Bmmanuel ao Papa.
anusimo Padre:
ela vossa carta autgrafa d 3 de dezembro
mo. Aconselha-nre Vossa Santidad*-a que
ente no congresso os direitos da Santa S.
evo em primeiro lugar, dar gragas a Vosa
lidade pelos sentimentos que lh nconselha-
rapi, dirigir-se a mim nestascircumslaneias.
isperavaquea reunio dos plenipotenciarios
"s ecidisso, para responder-vos de urna maneira
r ;ular acerca do gravo argumento do que trata
a arta que me fizesle a honra de rae dirigir.
i'ussa Santidade, invocando a minha coopera-
g > para recuperar as legages, parece querer
I nar-me responsavel de quanlo tcm occorrido
n !ta parle da Italia. Antes de aceitar urna cen-
ra lo severa, supplico respeilosamentc a Vos-
Santidade que examine os facto o as seguin-
I i considerages:
Filho devoto da groja, descendente de urna
gerago piedosa, como Vossa Sanlidade sabe
muilo bem, sempre alimeniei os sentimentos de
sincero affecto, de vencrago e de respeilo para
com a igreja e seu augusto chefe. Nunca inten-
lei fallar aos meus devore de principe catholico,
nem diminuir, no que do mim dependesse, os
direitos e a auloridade que Sua Sanlidade exer-
ce na trra em virtude do mandato divino do
co.
' Mas eu lambem lenho deveres sagrados que al-
tender para cora Dos e com os homens, para
dencia conQou ao meu governo. Sempre pro-
reicon.'lioros deveres de principe catholico e
erano independenlc de urna nago livre e
ivilisada, j no rgimen interior dos meus es-
os, J4 na dircego da poltica exterior
Ha largos annos que a Italia est agitada por
ntecimenlo que se encaminham ao mesmo
a recuperogo da sua independencia.
ste8 successos liveram j como cooperador a
eo Ilustre pai, que obedecendo ao impulso do
"ilicano, e tomando por divisa as memoravois
lavras de Julio II, inientou libertar nossa pa-
a do dominio estrangeiro.
Aceitodo-os, nao quiz separar-me da vonlade
vina, que cerlamente nao pode approvar que
povos se diviihm em oppressores e opprimi-
s. Principe italiano, quiz libertar a Italia, c
nsideref como um dever aceitar, para a guer-
nacional, o concurso de todos os povos da
ninsnla. A legages, deprimidas por muitos
annos pelos soldados estrongeiros, sublevaran-se
quando este se retiraran Olfercceram-uie ao
mesmo lempo lomar parta na guerra e a dicta-
dura. Eu. que nao tinha feito cousa alguma pa-
ra provocar a insurreigao, renunciei a dictadura
pelo respeilo que lenho i Santa 6, mas aceilei
a sua concurrencia para a guerra da independen-
cia, porque isto era um dever sagrado para todo
o Italiano.
Concluida a guerra, renunciou o meu governo
loda a ingerencia as legages. E quando a
presenga de um general audaz podia -por em pe-
rigo a sorte das provincias oceupadas pelas tropas
de Vossa Santidade, empreguei a minha influen-
cia para affasta-lo daquelle terreno.
Os povos permaneceram inleiramente livres,
desembargados de toda a influencia exterior, e
aconselhados pelo amigo mais poderoso e mais
generoso que a Italia tcm tido, pedirara a sua an-
ncxag&o ao meu rcino-com admiravel e esponta-
nea unanimidade.
Os seu votos nao forara escutados. E sem
embargo dsso, aquelles povos que deram 8ig-
naes lo manifestos de desconlenlamenlo para
com a corte de Roma, governaram-so durante
muitos mezes da maneira mais louvavel.' Pro-
veram aos interesses pblicos, seguranga das
pessoas, manutengo da tranquillidade, e pro-
lecgo da religto. cousa averiguada, e que
tive occasio de rectificar, que na legages os
ministros do culto sao actualmente respeiiados c
protegidos; os templos de Dos sao mais fre-
quentsdos do que nunca o foram.
De qualquer modo que sej, a conviego ge-
ral de que o governo de Vossa Santidade
nao poder recuperar estas provincias sem o em-
prego das armas e dos exercilos eslrangeiros.
Vossa Sanlidade nao pode querer isio. O seu
coraco generoso, sua caridade evangelio, re-
cusaro que se verla ssngue christo para recon-
quistar urna provincia que, qualquer que fosse o
resultado d guerra, permanecera sempro mo-
ralmenie perdida para o governo da igreja. Isto
lambem o nao permittem o* inlereuea da reli-
gio.
Os momentos sao favoraveis. Nao. me perten-
ce a mim, filho devoto de Vossa Santidade, n-
dicar-lhe o meio mais seguro de dar de novo a
trauquillidade nossa patria, e realaselecer so-
bre fundamentos solidos o prestigios auloridade
da Santa S na Italia. Comtudo julgo-me obri-
gado a expr e a submeller a Vossa Santidade
urna idea de que estou plenamente convencido.
Eis-aqui a idea. Se Vosss Santidade, tomaudo
em consideracf o as necessidades dos templos, a
torga progressiva do principio da nacionalidades,
o irresistivel desojo quo o povos da Italia iem de
unir-sn e organisar-se conforme as regras adop-
tadas por todos os povos civillsados, julgasse de-
ver reclamar o meu franco e leal concurso, ha ve-
ri meio de ostabelecer, nao na Roroanias,
mas lambem as Marcas e na Umbra, urna or-
dem de cousas, que, conservando a igreja o seu
poder supremo c assegurando ao Soberano Pon-
tfice um posto glorioso a cabega da nago italia-
na, faria participar aos povos dessas provincias,
dos beneficios que um reino forte e verdadera-
mente nacional, ha de assegurar a maior parte
da Italia Central.
Espero que Vossa Sanlidade se dignar tomar
em considerago estas reflexea, dictadas por um
corago sincero e affecto a sua pessoa, e que com
a sua bondade habitual me conceder s sua san-
ta benco.
Turio, 6 de fevereiio da 1860.
Viclor Emmanuel.
Doluudou niou corago, imploro ao Senhor,
que vos Ilumine, e vos conceda a sua graga
para conhecer e chorar os escndalos que se
teem verificado, eos males queleet ferido a po-
bre Italia com a vossa cooperar/la'.
Vaticano, 14 de fevereiro do 18W.
Pi IX.
Carta de Ficlor Emmanuel ao Papa.
Santissimo padro :
Os acontecimentos que se teem verificado as
Romana, Impem-me o dever de expor a V.
Santidade, com respeitosa frarrquesa, as rases
da minha conduela.
Dez annos successivos de oceupago estrange-
ra as Romanias, produzlndo graves prejuizos
independencia da Italia, nao linham podido dar
a ordem sociedade, tranquillidade aos povos,
c aulhoridade ao governo.
Quando cessou a oceupago cstrangelra cahio
>f-gobern, sem quo cous'a alguma ajadasse a
lev-awta-lo ou retobelece-lo. Entregues a si pro-
prios. os povos das Romanias, considerados in-
governaveis, mostrarom por urna conducta que
mereceu applausos na Europa, que a ordem o
disciplina civil e militar, altribuigo dos povos
msis civilisados, pudiam tambera ser alli inlro-
duzidos.
Mas a incerteza de urna situsgao precaria, j
muilo prolongada, era um perigo para a Italia e
par a Europa.
Quando se tomn preciso renunciar espe-
ranga de se reunir um congresso europeu, pe-
rante o qiial se spresentassem as questes ita-
lianas, nao flcou oulra soluco possivcl mais do
que interrogar novamente' os povos a respeilo
dos seus deslinos futuros.
A solemndade do suffragio universal confir-
mou a delberagio para a annexaco monar-
chia constitucional do Picmorrte, que eu devia
occeitar por inleresse da paz e da ventura dalta-
lit. Mas lambem no interesse da paz, estou sem-
pre disposto a prestar homensgem soberana
suprema da S Apostlica.
Principe catholico, nao julgo faltar aos princi-
pios immutaveis da religio, que me glorio de
prnfossar com um affecto filial e immutavel.
Mas a mudanga que hojo se vericou toca os
interesses pblicos na nago, a seguranga dos
estados, a ordem moral e civil da sociedaJe, a
independencia da Ililia, pela qual meu pao p'or-
deu a cora, e pela qual eu estou disposlo a
perder a vida As difliculdades que hoje se en-
contrara reduzefltoe a um dominio territorial
que a forga dos acontecimenlos tornou necessa-
rio. Todos os estados entendern) dever consen-
tir nesta necessidade, o a propria Sania S a re-
conheceu nos lempos amigos e modernos.
Em todas as modificages da soberana, a jus-
tiga o a raso civil do oslado aconsclham a que
se lomem as medidas necessarias para conciliar
os direitos amigos com as novas insliiuges, c
por este motivo, com plena conflanga nos bons
sentimentos e recio sentido do V. Santidade,
pego-vos que facilitis esta empresa oo meu go-
verno, o qual, pela sua par'e, nao despresar
raeio olgum para alcangar o im desojado.
No caso de V. Sanlidade accolher cora bene-
volencia" estas obsorvoges. o meu^governo, dis-
poslo sempre s prestar homenagem a alta sobe-
rana da S Apostlica, estara igualmenle dis-
poslo a Irabalhir para a diminuigo dos encar-
gos, e para a seguranga e independencia da S
Apostlica.
Sao estas as nossas sinceras intenges, e tac
julgo lambem sercm os desejos da Europa. E
actualmente que com as minhas leaes patarras
abr o meu corago a V. Santidade, aguardarei
o resudado das suas deciscs, esperando que,
com o concurso dos dois governos, se estabeleg
um accordo, que appoiando-se nos principios c
na saiisfago dos povos, nssegurc s relages
dos dois estados una base duradonra.
Espero da bondade do pai dos Deis um accolhi-
menio benvolo, que fortalega a esperangs de
ver cessar a discordia civil, trnquillisar os ni-
mos exasperados, e evitar os males que podem
resultar de determinages contraria.
Confiando n'isto, pego humildemente a V. San-
lidade que me lance a benco apostlica.
Turin, 20 de margo de 1860.
Viclor Emmanuel.
Carta do papa para Vctor Emmanuel.
Mageslade. Os acontecimentos que so teem
succedido n'algumas provincias do estado da
igreja, impem a V. M., como me e=crcveu, o
dever de moldar conta da sua conducta a respei-
lo d'elles.
Poderia liraitar-me a combater certas asser-
gos que se comeem na sua carta, e dizer, por
exemplo, que a oceupago eslrangeira as lega-
ges eslava at ha lempo circumscripta a Bolo-
oha, a qual nunca formou parle da Romana.
Poderia dizer que o pretendido iuffragio uni-
versal foi imposto, e nao voluntario ; mas absle-
nho-rae de perguntar a opinio de V. M. sobre
o suffrogio universal, assim como igualmente de
manifestar-lhe a minha.
Poderia dizer que se fmpediu &3 tropas ponti-
ficias que reslabellecessem o governo legitimo
as provincias sublevadas por motivos que lam-
bem sao conhecidos de V. M.
Poderia demorar-me n'estas o n'outras consi-
derages ; mas o que sobretudo me impe o do-
ver de nao adherir i ideas de V. M. obser-
vara immoralidade sempre progressiva o'essas
provincias, e os insultos que se lem feilo i re-
ligio e aos seus ministros.
Quando menos ver-me-hia obrigsdo por jura-
mentos solemnes a manter intacto o patrimonio
da igreja, juramentos que me impedem de pres-
tar-me a qualquer tentativa que ten ha por lim
diminuir extenso d'esse patrimonio, regeitando
lodo o projYto n'csse sentido, para nao manchar
a minha consciencia com urna adbeso que me
levara sancionar e lomar parto indirectamen-
te n'essss desordens concorrendo nada menos do
que para justificar urna expoliago injusta e vio-
lenta.
Alm d'isto, nao s me nao possivel acco-
lher benvolamente os projectos de V. M., mas
pelo contrario protesto contra a usurpigo que
se verifica em detrimento do estado da igreja, e
qne j na consciencia de V. M. e na de qualquer
outro cooperador lem to insigne expoliago as
suas fataes consequencias. Estou persuadido de
que V. M. qnaodo lr com espirito mais tran
quillo, meos prevenido e mais instruido do*
acontecimentos, a carta.que me dirigi, encon-
trar numerosos motiva de arrependimeoto.
Pego a Deu que caasjeda a V. M. a graga de
que tanto carece oas diflkeis circunstancia pre-
sentes.
Vaticano, 2 de abril de 1860.
Po IX.
Se estas propostas fossem accolhidas benvo-
lamente pelo soberano pontfice, S. M. tacar**.
rein0-fL"dS- ?^"L" Scl^ etario *
E". r n 8" a Roma para co"ecsr o tra-
balbos. (/inflo em que a eleico d'esfc pemoira-
gem, que conhecido nao spela nesciencia
e carcter que o deslingue. mas peW sen ti raen-
tos religiosos e conciliadores de que sempr* lem
dado proras, mostrar a Sania Se o rorer-
no do re se acha animado de iv0 oincero de-
sejo de acceilar lodo os mmos de ajuste con-
formes com as necessidades das crrcumslan-
C188.
Nao duvido"que V. eminencia avallando o es-
\htJ,0S C0,S,", COm a 8eBranga e jnio que
Ihc dita a sua grande piatica na administragio
S ii ma,s raves interesses do estado, h de la-
Dalliar effli-azmente para que se cumpram os de-
sejos de meo augusto soberano, e contribuir*
para evitar os obstculos que podem oppor-se
no principio das negocage*.
Com esta esperang tenho a honra de certifi-
car a V. eminencia o sentimentos do profuntfo
Wdor" Cm 1Ue "" humilde e """ecluoso ser-
Turin, 20 de margo de 1860.
Catour.
conde Cavour.
Carta do cardtal Anlonelli ao
Exm. Sr
- U baro de Roussy, secretario da legaco da
?ossa corle enlregou-me a carta de V. E'xc de
20 do corrente, assim como a de S. M c cl-'rei
vosso augusto soberauu. para o Padre Santo em
cujas sagradas roaos cumpri o dever de entre-
ga-lo.
Os acontecimenlos ltimamente provocados
nos provincias de Bolonha, Ferrara, Fooli e Ra-
venna. sao de tal naluresa. que nao podem dar
ao ladre Santo, vigario do aulhor de luda a jus-
tiga na Ierra nenhum titulo para concorrer para
a consummacao da mais flagranle iniusiira
T;amliem V. Exc. comprChcnder iue sua saa-
tidade nao pode acceilar como principio de ne-
gociagoes, as proposlas feilas por S. M. el-re
Em consequencia d'isso simo ler de manies-
lar-vos.que niio posso contribuir do man.-ira al-
guma para o cumprimento dos desejo o'el-rei
vusso amo. pelo que respeita sua inlencio por
uso que reconheco impossivoU fundar negocia -
goes tomando por base despojar urna parle dos
estallos da Santa S. despojamento para que me
nao sena permiltido cooperar por probidade o
consciencia.
N'esla situago, lenho a honra do oxpressar
a V Exc. minha miis disiincta cousideraco
sendo de V. Exc. verdadero aervidor *
Roma, 2 de abril de 1860.
G. Card. Antontlli.
O general Benedeck, por occasio da sua parti-
da para a Hungra, fez cipaihar a seguinle
Proclamando.
Como velho soldado e subdito fiel a qualquer
prova que o imperador exija do mim, e bem as-
sim como filho do paiz, empregarei todas as mi-
nhas torgas, toda a minha dedicago em executar
conscienciosamente as benvolas intenges do
nosso generoso soberano. Cont com o apoio mo-
ral de todas as autoridades religiosa e tempo-
rses, assim com o concurso, nao menos afectuo-
so eleal de toda as clasica do p>o.
Para desenvolver rpida e dilosame*i*ea orga-
uisago ordenada pelo imperador, carece-se de
conflanga, e ordem publica.
Tratarei por conseguate dos interesse do
paiz, e de cumprir o dever que se me impe, de
repellir quaesquer raanifestage publica Ilci-
tas, seja qual for s sua natureza, urna vez que
tendam a inquietar os nimos, e para esae fim
empregarei a deciso que inspira urna couscieu-
cia recta e urna vonlade firme
Cheio de conflanga, cont com o concurso de
lodos os homens do honra que desejam o bem e
a prosperidade da patria, e da grande monarebia
imperial.
Buda, 25 de abril de 1860.
Benedeck.
Carta do Papa a Vctor Emmanuel.
Senhor: A-idea que V. M. se servio ex-
pr-roe, urna idea imprudente e indigna segu-
ramente de um rol catholico, e de um rei da es-
ta de Saboya. A minha resposi a este respei-
lo est j a ponto de apparecer na eacrrlica
que dirijo aos bispoa catholico, onde a pede-
ris lr.
Quanlo ao mais, ataHluilo afflicto nao por
mim, mas pela tesdfloiriituago te V. M., por-
que j se acha debaito das censuras, e exposto s
que se seguirem quando se consumar o acto sa-
crilego que tos, os V09808, leud* enco de re-
rficar.
Corla do conde de Cavour ao cardeal Antonelli.
Emminenlissimo senhor.-O baro de Roussy,
Resposla do conselho federal suisso i circular
do governo francs.
Berna, 24 de marco de 1860.
Mr. de Tillos, ericarregado de negocios, inlo-
rno, da Franga em Berna, deu conhecimento ao
presidente da Confederago. de urna ola, datada
de 17 do corrente. que o xm. Sr. ministro dos
negocios eslrangeiros dirigi ao representante de
Franga, que deve considerar-se como resposla ao
vosso protesto, apresentando a 15 de margo con-
tra a cesso, sem condiges, da Saboya Franca.
O ministro manifesta a opinio de que a Suissa
lem recebido da Franga tao differentes proras do
amizade, que teria podido esperar que o conselho
federal confiara plenamente na justiga da
Franga.
Alm disso, a Suissa teria lido outro tantos
maiores motivos de protestar, quanlo o direito
de um estado um aitribulo essencial da sobera-
na, por isso que d'aqui nao provera perturbago
alguma no equilibrio e na distribuico das for-
gas na Europa. Por consequencia, cedendo a
Saboya Franga, o rei de Sardenha obra ex-
clusivamente nos limites das suas prerogali-
vas, e exerec um direito que ninguem pode
negar.
Logo, nao se pode discutir a questo da Saboya
seno no caso de se dever considerar que o go-
verno da Sardenha tcm limitado, pelos tratados
internaciooaes, o exercicio desta prerogaliva so-
berana.
Logo, o ministerio francez pode pelo menos
reconhecer o facto, de que o tratado de pas de
1564, invocado em primeiro lugar, foi concluido
exclusivamente entre osSrs. de Berna e o duque
da Saboya, e que desde logo a loica dascircums-
lanca he lirou lodo, o valor.
Pelos tratados de 1815, quiz a Sardenha sim-
Slesmente cobrir urna parle da Saboya, compre-
endendo-a na neulralidade suissa ; o a Suissa
aceitou esta estiplago como um ajuste a titulo
oneroso. E' desta maneira que a Confederago
poderia pretender smenteque a cesso lem em
resultado liberta-la deste encargo, mas de ne-
nhuroa maneira araeagar a sua propria segu-
ranga.
O conselho federal pode dispensar-so lorio me-
nos de responder a esta nota, porquanto ntb par-
ticipa das opinies que ella conten,nem conside-
ra como provadoa pela historia os facto que s*
allega m.
Seja-lhe pois peraitlido oceupar-se da ultima
parle da ola, aua. trata do contexto o do
valor dos tralado "aiastados. A parle essen-
cial refere se roamoria detalhada, acerca das
relages entre Suissa e a Saboya neulralisada,.
3ue apreciou segundo os seus auspicios no fim
o anno passado, e que foi communicad*. a todas
as potencias. Todava, nao podedeiiar do insis-
tir nos seguintes pontos essenciaes, aos aoaaa.
ai ua opinio, d& a nota de 17 de arcoi aui
tea oleario.
secretario da legagn de S. M., portador de urna
caria que el-rei, meu augusto amo, escreveu *i|alKa valor, quando os nao pas m 'a-,L"rl"
sua sanlidade, e que pego a V. eminencia depo- O Iratado do paz de < ***, uo,c,n;en-
_ *-^_. n*At Fm n rp^iilindA
e que pego a V. eminencia
site as mos do Santo Padre.
Ante os acontecimentos que teem lugar as
Romanias. S. M. julgou do seu dever abrir o seu
corago ao Supremo Pontfice, e pediMhe que
facilite ao seu governo o meio do resolver as
difflcnldades presentes.
Com este intento indico as bar.es em aao po-
Ideriam conciliar-se os direit'JS qio eom
I novas instiiuigcs estabelea^g Romana.
m. m*s foi a resultado
deumS Sol. *S& nereida por onze
estada oasWpdos ^ ia.Mtttdos.
o fof^raiX-iito garantido | ng. e pela
HMP.nl". Pal. que *>.. IUI altas
gtreatiii se achara I m tratado de
(fio existe motivo al| Lcienle qua prove
que o (raudo foi tun
los tcontecimentcs.


f^
DIARIO DE jtMft
ji
AQUISTA FE1RA DE JUNHO OB 1860,
que en to oceorreram. Todava, nos ltimos
lempos, a Franca pareca ter participado de ou-
tra opinio, posio que en 1796, fez proceder pre-
cisamente do tratado de 1564, o dlreito de occu-
par militarmente o Vaud. Pois bem, perdeu
esse tratado o aeu valor porque agora invocado
pela-Suissa T
O artigo 23 do tratado de Turto do 16 de nar-
co de 1816 milita tambero o favor da validez do
actual. Eate artigo concebido nos seguales
termos :
As disposices dos antigos tratados, espe-
cialmente de 3 de junho de 1564, que o presen-
ta nao derrogar, team confirmadas.
Mas nio se ouconlra em sonto algum urna su-
presseo ekpressa do contrato do 1564, c este au-
toras s crer que eali confirmado pelo artigo an-
terior.
No que toca a oiigem do tratado de 1815 quan-
to aos direiios da Suissa sobro a Saboya neutra -
lisada, o exlrato das suas deliberecoee e as suas
notaveis mudancas proveem do bastantes datas.
Esta queslao foi na citada memoria tratada
com muitos detalhes, fundando-so em ttulos au-
thenticos. Resulta positivamente que a delega-
cao genebrica no congresso do Vieooa foi a que
promoveu e defendeu com energa a idea de urna
neutralisaeo parcial da Suissa.
Bemousirou-se cirlo claramente que aquella
neutralisacao eslava no iiileresse da Suissa^e no
4a Sardenna, porque especialmente na passagem
do Simpln seria una araeaca constante. Por
ses motivos e -bascado completamente na sita-
cao gecgraphica da Saboya do Norte, foraui as
provincias de 'Chamblais o Pancigny e todo o
territorio sil jado ao norte de Ugimt, declarados
cotuprehenddos na neutralidade suissa. eeslipu-
lou-ie, que no caso de guerra as tropas de ne-
nhuma potencia poderiaui permanecer all nem
atravessa-h.
Finalmente, deu-se 4 Suissa o direito de collo-
cai tropas as proviocias ueutalisadas, para de-
fender a-$a propiia neutralidade com probabili-
dade de xito, e isto sem pcejudicar a adminis-
trar civil das provincias.
Os tratados europeus de 29 de morco c 80 de
novembro le 1615 nao deram "Suissa simples
encargas ;'peto contrario, conferiram-llie direi-
tosmilito importantes toa o da sua propiiacon-
aervacSo.
Nao podo, pois, ser pbrigaco imposta-a titulo
honroso, e a Suissa nao fez objeccao alguma pelo
que respeila ao norte da Sabifya.
Ao abandono das provincias neutralizadas no
sentido restricto da Saboya ds Norte, oajeclou-se
a opposico que a Saboya encoulrou era certa
parte.
Demonstrando-so n'outra parlo que um seme-
lhante desmembramiento nao seria um facto novo
wa historia da Saboya.
A presente poca olTerece lambem urna prova
ormul deste attegaco. Em 1815, ji una parte
do territorio saboyuno foi restituido Sarde-
iiha emquauto que os exilios estados Ucaram m
poder da Franca.
Se se liver em conto a dsposico do povo. que
parece dever subministrar aqui a razio de eli-
dir, c cuja importancia o cortsellio federal nao
desconhece de maneira alguma, pode reclamar-
se para o |>evo do mirlo da -Saboya, segundo to-
das as regras da equidade, o dimito de eipor li-
vremeiilo a sun opiniao.
Prescindir-se-ha por acaso dos 12,000 cidadaos
que se pronunciaran! pela anneaco Suissa ;
que deca rara m que os seus interesses, osseus
desejos, ss suas''tendencias, as suas neeessidades
e as suas sympalhia.so muilo differtntcs do qt|*}
as das provincias tneridionaes ?
Se a Suissa-se pronunciou agora era primeiro
lugar pela matwteticao do slalu quo, uo deu to-
dava passo algum pelo qual possa inferir-se uma
resistencia obseluta a coi cao da Saboya ; nao
quer discutir de maneira alguma sobro as prero-
galivas de S. M. el-rei de Sardonha ; abslem-se
de qualquer nova discusso poltica sobreest
ponto.
O que a Suissa pede, e a que julga lerdireilo
de insistir, sem fallar de modo algum ao princi-
pio da justica c da equidade, que se respeilem
os seus direitos bem adquiridos e solemnemente
garantidos pelas potencias, e que se uo disponlia
delles sem o seu concuo.
_T) cooeelhe federal 'formulou as suas preten-
C&es, especialmente as suas notas de 9 de marco
dirigidas para Pars eTurim.
O conseibo federal nao desconheceu por um
instante as provas de amizade o de boa inlclli-
geacia que lhe tem dado a Fraila.
Acollieu com inleiva confianza, as promessas
que em 6 de fevereiro llie foram feilas ; com-
praz-se particularmente em notar, que a nula
-I
dirigida era 14 do mez passado por Mr. TouvoiH
togaeeo franceza cni Turirn, waniftsta a id
anteriormente concebida de atlender no nova
ajuste, aos interesses da Suissa,'de uma maneira
conveniente.
Agora que a queeto da cessf.o est submelti-
da os grandes potencias, nada -haveria que cen-
surar "Suissa em se dirigir a ni.-; .iranes dos tra-
tados para Ihes pedir que, se nao decida, sem o
seu conetrrso, um assumplo que-eavolve os seus
oais .graves interesses.
E' esta toda a importancia que deve atribuir-
se aos esorcos do governo federal, e a Suissa
pode esperar que cslcs argumentos hao de ser
preciados cora imparcalidade, sobre ludo peh
Franca.
Neste assampto o ponto dominante para a
Suissa, pode resumir-se aos segainles termos ;
osdireiloe que os tratados tem garantido Suis-
sa sobre a Saboya leiitralisada, sao indispensa-
veisi coufcdeiaro para a conservacao da sua
neutralidade e da sua independencia.
A existencia desiesrcconliecida pelas potencias
como Ue aleresse .para a Europa inteira.
Logo, segundo os principios do direito interna-
cional o do direito ds genies.uo licito dispar
de sciiielbantos direitos sem o concurso de uma
dasprincipaes parles iuleressadas.
E* desla maneira se. podo espetar com inteira
conianfa que a questo nao seja resolvda sem i
que a Suissa lome .parle, do accordo com elle, e
defendendo lealiiionte osseus interesses.
A Franca nao negar por certo um concurso
anugavel-edo boa viainnanca para conseguir es-
\Q lili],
Dignai-ves 1er osla nota ao miuislro Touvenel,
e deixar-Uie uma copia.
Rece bel, etc.
(Segnem-se as assignaluras )
{Jornal de Comiuercio de Lisboa.)
ta, a apreseula-la com formas de suuiodade Uo-
ecba pois Sr. Redactor, os nossos mais cordia-
es incoraios, por lo assigualado alvlre, sem o
qual estaramos por mais algum lempo sem a
creacio d'essa sociedaoe, que muilo importar
aos seus socios.
Uin empregado publico.
No dia 26 do corrate, polas 6 horas *
manhis, sahio o Exm. Sr. presidente da previo _
ca, acompaariado do Sr. chafe do polica, {, t.
rociar das obras publicas, e o engenheU-o Jos
Haroedo, aflra de examinar os trabslbos. da estra-
da de Pao d'Alho i Nanreth.
Paseando pela povotcao de S. Loureoco 4a
Malta, S. Exc. ah demorou-se algum lempo
para ver a povoacio e examinar o astado da
igreja matriz. Chegamlo *. Exc. inesperada-
mente i tilla de Pao d'Alho 6s 10 horas da ra-1
nha, depois de ser compnmenlado por todas as
autoridades o pessas-gradas da villa, fot exami-
nar a cas da cmara municipal, e cadeia, onde
interregou a cada um dos presos sobre o seu tra-
tarneoto, crimesque haviam commetlido, e dalas
de suas prisoes, examinando os respectivos li-
vros, pareceu nao licar salisfeilo. Visilou de-
pois as escolas publicas, tanto do sexo mascoli-
no, como ferainino,examinando estado de adi-
nlampnto dos alumnos, que pareceu ser satis-
factorio ; examinou lambem a igreja matriz, que
se acha em bora estado e com o devido asseio.
A's 2 horas da tarde, S. Exc. foi percorrer to-
dos os traballios da estrada, indagando e exami-
nando minuciosamente o syslems de trabalhos
adoptado, as difiieuldades do terreno para execu-
cau, a boa concluso das obras acabadas, e a di-
reccao projectad) dos trabalhos anda nao ence-
lados. Passando por Tracuobem, ah demo-
rou-se para visitar a matriz, examiuar a escola
publica ali existente, mostrando-se sempre inle-
ressado pelo aproveilamento dos alumnos.
Chegando cidade de Nazareth, dtscancou
um pouco em casa do Dr. juiz de direito, onde
foi comprimenlado pelas autoridades e pessas
gradas do logar, e saino depois para visitar os
eslabelecimeiilos pblicos. Na escola publica de
primeiras letras do sexo feminiuo encoulrou si-
gamos alumuas, poru sem grande aproveila-
mento ; e na escola publica de sexo masculino
nao encoulrou alumnos, conslando-the al que
nao funecionava reeulannenle ; em uma escola
particular do sexo masculino encontrou grande
numero d'alumnos e com grande adiautamento.
Examinou lambem a cadeia, ouvindo a cada
um dos presos, e vendos respectivos livros,
notando porni a falta de seguranza, que ha
n'aqueila priso pelo estado de ruina em pie so
cria a caa.
Visilou a igreja matriz, a casa da cmara mu-
niciual, o cemilerio publico, c casa do a^ougue
publico.
Sahindo S. Exc. as 8 horas da noite de Naza-
relh, foi pcrnoilar em Po d'Alho, onde urna
banda do msica marciil o esperava, saud ndo-o
com muitos vivas, e tocando diversas .peas de
msica. Hoje, pelas 9 horas da
S, Exc. de vollar a esta cidade.
Orlos da proficuidade de visitas dessa orden
feilas por piesidenles lao zelosos do bem publi-
co, c enrgicos como S. Exc, nos fazemos votos
para que ellas se reproduzam, e felicitamos a S.
Exc. pelos beneficios que ao paiz deve resultar
dfsa sua actividade.
Na noile de 26 do corrente, no districto da
Capunga, freguezia da Boa-Visto, um preto de
noiue Benjamn, escraro do coronel Gaspar de
Menezes Vasconcellus de Drummond, encontran-
do o porluguez Jos Joaquim da Cruz conver-
sando com sua mulner, esbordoou-o, fazendo-
Ihe varios feruoentos, c nesse aclo recebeu do
porluguez uma punhalada sbreos rins.
Foram ambos presos e recolhidos ao hospital
de caridad para seren tratados.
Passageiro do vapor portug*ez Portugal.
sabido para o Itio de Janeiro Antonio Fran-
cisco da Silva.
Passageiros do polaca brasil-eir Jfonnao,
sabida para a Baha :Francisco Manoel F. de
Faria Jos A da Silva.
Passageiros da galera ingleza jtrmione,
sabida para Liverpool :Henry Ward, Samuel
Halfrenny, P. Ressaue, William Paiker, sua se-
nhora e t Hlha.
M.ir.MioLuo fublico :
Malaia-m-se no dia 27 do corrente para o con-
sumo desU cidade W rezes.
MOIITALIDAOB lio DIA27 DO COHHBNTB :
Manoel do (tasomientu Percira, branco, soltero,
5G anuos ; erysipela.
Joaquim Jos Luiz de Souza, branco, casado, 40
anuos.; apoplexia.
Leopoldina, branca, 10 mozos ; denligo.
Fre Jus dos Santos Innocentes, branco, 70 an-
uos ; abeesso do ligado. ,
Maria, preta, escrava, 5 mozes ; tosse
vulsa.
Letlia, branca, 4 anuos ; angina.
Mariamia, pela, t-scrava, solleira,60 annos
palite chronra.
Luiz, prelo, 7 dias; convulsoes.
Mantel, branco,-6 anims ; escro.phulas.
Anna Manoeta Mara da Concecao, parda, soltei-
ra.,.36" anuos.; congeslo cerebral.
Hospital db caiudade. Existem 59 ho-
mens e 58 mulheres, nacionacs ; 7 homens es-
trangeiros, 1 esera-vo ; total 125.
.Va lotalidade dbs doeules exisiem 37 alienados,
endo~3i* muhrese 7 homens!
reSSoT^
Dr. Nabor
A morle, esse ao fiel exevulor Oes decreto
dw termo. | atemos, descarregou por sobre sua cabera o gol-
t.r ae ,9rwiro Bezerra Catleauli. por nao pe fatal que corfou o fio de uma existencia to
tnhei. / huim8se Diuaa<10 o ao domicilio preciosa
e<,.rtdo ha provincia do Piauatf, de cuja pre
om
-~**-n-
sidenrJ 6 aoweiario.
_ io ferreira da Silva, por ter residencie
v arlogiil
Joaqain Mauricio Goncalves Rosa, por haver h
s^rvidc em uma das ultimas saeteas do ansa do
1859.
Jos Antonio Lopes Guimsraes, por juslilioar
impedimento por motivo do molestia.
Nao se reunindo numero legal de jurados, o
Sr. Dr. presidente (ez proceder a novo sorleio, e
foram sorteados os senhores :
Da freguezia do Recife.
Os Srs.:
Jos Giiilhermc Guimaraes.
Manoel Antonio da Silva.
Antonio Teixeira de Mendonca.
Da freguezia de Santa Antonio.
Alfonso Peixoto de Cerqueira Cavalcanti.
Jeronymo Jos lavaros.
Snlonio Jos da Almeida Ribeiro.
anool Alfonso de Aquino Albuqnerque.
Da frequezia de San-Jos.
Jos Norberto Castello-Branco.
Da freguezia da Boa-Vista.
Antonio Ricardo do Reg.
Jos Antonio de Rrto.
Dr. Francisco Pinto Pessoa.
TeneDte-coronel Joao Valenlim Villela.
Miguel Archanjo de Figueiredo.
Jos Goncalves do Esprito-Saolo.
Antonio Augusto da Costa Guimaraes.
Jos Joaquim da Silva Guinaraes.
Expediram-se os respectivos mandados para
seren notificados os juizes supplementares sor-
teiado.'-, e pelo Sr. presidente do jury foi adia-
da a s"sso para o dia 28, plas 10 horas da
manha.
CMARA MMCPaL DO RECIFE.
5.a SESSAO ORDINARIA AOS 18 DE JUNHO DB
1860.
Presidencia do Sr. Reg t Albuquerque.
Presentes os Srs. Franca, Barata,, Reg, uvei-
ra, e Pinto, fallando com causa o Sr. Mello, e
con-
he-
Foram visitados as eufermarias pelo cirurgiao
finio s-8 1|4 horas da manhea, pelo Dr. Dornel-
las, s 7 3/4 horas da'maubaa, e pelo Dr. Fir-
mo. s horas da larde de honlcm, e s 3
horas dn madrugada por terem entrado 2 homens
esp.incaoVjs.
Fallece-a uma roulber de cougeslao cere-
bral.
de sua adorada esposa, dos afagos
orna querida irma, das caricias de seus ido-
rados filaos, dos amplexos de seus cunhados e
migos devoldo.Fernando Viaira da Rocha sa-
o do tufaotto io mundo para pagar o duro tri-
buto da huoianidade, porque a ampulheta do
lempo tinha pousado sobro seu nome, e o sino
fatal.de norte havia soado sua bora ; en a ul-
tima bocado seu passamento.
O hornera que tinha maneiras afloris e sobre-
modo delicadas, que possuia um porta noure, po-
rm sem orgutho, que apresentava uma conduc-
ta illibada porque a mi do vicio a da corrupcao
nunca ousou locar-lhe, que tinha um corceo
que era o receptculo da bondade, o homem, cu-
ja vida era um complexo de wrtudea micas a
religiosas, quo conquistou sempre s raaiores
sympathiasde quem o communicava, desappa-
receu da secna do mundo para ir gozar as iueffa-
vcis dojuras de oulroa. bens do urna regio mais
pura, a regiao elherea.
Como militar cumprio com honradez e denodo
os deveres da sua profissao. Como empregado
publico desempenhou salisfactoriamente as obri-
gagoes iuherenles ao lugar que oceupava.
Deixou na viuvez o orpfaaodade urna familia
que no crep da dor depara o manto da pobreza,
porque o militar probo e honrado nao pode ad-
quciiresse cabedal ephemero, e nem deixar es-
sas riquezas manchadas de torpezas ; mas legou
sua magoada familia um nome Ilustre, uma
gloria perduravel, um brazo de honra, honra e
gloria queganhou pela sua espada, pela sua bra-
veza, pelo seu carcter nobre ; um renome que
engrandeceu seu paiz, e ennobrece a classe a que
pertcncia.
Praza aos cos que osta, e o corpo do com-
raertio, a quem taqlo se dedicava o dislincto fi-
nado, saiba dar um lenitivo & dr acerba que ras-
ga o scio de sua familia 1
A armada nacional perdeu um dos mais fortes
esteios, porque raras vezes ella encontrar um
militar que rena predicados lao bellos como os
que a Providencia dolou ao capitao de mar e
guerra Rocha.
A sociedade perdeu ttm dos mais Ilustres ca-
racteres de honra e probidado, porque Fernando
pttblica sobre a inteireza das decisoes dessa cor- ,,.
po importante de juizes; deria prevcni-la para
futuros maiqrcs allenlados, e despenar a dis-
irahida alleocao dos poderes mais altos sobre a
sorle de uma grande classe sujeita aos manejse
manobras de nao incorrupliveis juizes.
Mais larde, s mais larde, um facto de maior
vulto, mais de menor escndalo, davia nosse sen-
tido produzir algum effeito.
Seovencidojenlao de que nao deictrla um mem-
ore do tribunal a discutir, ou se quer a explicar
o U9 desle no terreuo a que eu o chamava ;
aaoeaycido ainda mais de que o seu chefe guar-
dara a velleidade de se crer cima de uma ac-
cuencao directa -proeurei justica onde ella po-
diaaor feila ; mea, por desgrasa, ainda all a nao
obliye.
Nao lenbo a inlencao menor de baratear aqui
o conceilo do recto e honesto que gcralmenie
na*ce aquella a quem recorr, como a instan-
cia superior "4 que falsificara as protas do mea
direito: nao ; se ha o menor mal no que re-
tiro, elle implcito nqs fados quo occorrersm,
recahe sobre seus autores, e nao sobie a penna
que calma e desapaixonada di publicidade ver-
dado.
sem ella os mais senhores abiio-sc asesso, e Viaira da Rocha possuia todas as qalidadcs que
AI lilla sriflrtl-arta n sai* .1. .. J.-. ...,;. ,. 7 i"n*Jvo ^Ul
coiislituem o militar benemrito, o cidadao pres-
timoso, o esposo desvwlado, o pai carinhoso, o
irmo dedicado, o amigo, o prenle devotado, o
chrislao enfim, que prezava a sua crenca.
f6i lida c appiovada a acta da antecdeme.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE.
Um officio do engenheiro cordeador, infor-
mando sobro o requertmento de Miguel Archanjo I ,.ue
do Figueiredo, quo.requereu-lhe permiltissa a l Nrt, ._: a
camar* continuara edificacaode qualro casa na I d,lq ', g affecoados apreciamos mais
,,UB d0 PTO,**.SO/ "O \g-denominado-Campo gt 0ibulo S"aS quftUJ"des' vln,S fa"
porm, s dello resta a memoria do
Verde-*-*onrie dous. palmos inclusive as
paredes, dizeiHkravaWflenheiro que na soa opi-
nwo lM>m fizera, A. fiscal em nppor-s6 isso, pois
que as posluras am vigor falla m de 32 palmos de
mannas, ataba* jgsU- recia, oque claramente se refere asares-
Wlideruas, por quanto as cazas armadas nao
b*outras a considerar; mas que allendendo a
.caaiar.1 ao que o peticionario allega, resolvesse o
que achasse juslo.Posto em discusso, o allen-
dendo a cmara que o peticionario fizera a obra
cumo o fiscal Ihe determinara, leudo as cazas
viole dous palmos externos de aresla recta,
por se preslarem a esta inteligencia as posturas
respectivas, concedeu-lhe a porinissao reque-
rida.
Ouli.'o do mesmo, infornnndo que nada aclnva
que se podesse oppor por parlo desla cmara,
prolei.co de Francisco Bolelho de Andrade, quo
pedir por aforaraenlo ao governo da provincia
um terreno de maiiuha, no lugar do Forle do
Mallos Que tiente seulido se iuformar-se a pre-
sidencia.
Uuiro do adminislrador do cemiterio, trasendo
de novoaoconlieciincnlo da cmara, que nio se
acham ainda cora lempo sufficiente para aernm
abertas as catacumbas de adultos, peitenceaUes
ao esliibelocimenlo, e que mesmo das de
los s exisliam seis, bem como dizendo
de necessidade lomarem-se
homeoagcm desla amizade com
quo sempre distingui o Ilustre finado : e ra-
lada da mais pungente saudade vamos depr em
seu moimento urna grinalda de perpetuas, dei-
xando que uma lagrima se desuse de nossas faces
e va locar ao alvacento marmore que esconde os
restos de um hroe que fez atrancar lanos so-
lucos, eque magoou o caraca o quo sabe lambem
partilhar os seniimenlos da familia, que corpindo
a sua perda, traja hoje o crep negro da dr !
A torra lhe seja leve. M. C
Publicares a pedido.
que cima refer-mo
para minha perfeita o
nao s o documento a
como nutros necessarios
legal hsbitacle.
Corrfiram os das, o tranquillo en esperava
o natural destache d tantos esforcos. tanto mais
crenle em que osse elle juslo. que ainda admit-
lindo nos meus juizes o espirito fatal da com-
padrice eu reeonhecia a facilidade daaaasalisfa-
cio em mais ama patenta creada alm 4a que
eu pedir.
Como fjii Iludido em minhas suppoakes -
esqueci. fazendo-as, que a influencia da familia
e do p. rentesco muilo podem V
Alguns dias apoz o decreto do ministerio da
justica annunciam as foi has publica* o preea-
ehimenlo dos dous lugares novamente creados
e por consequencia o indefenmento imprevisto!
oceulto do mcu requerimenio I
Havia, pois, o iribunal do commerelo nter-
posto o seu vol magistral ao que era meu a-
bor*) affirinavamquarenla e duas firmas respei-
leveisda praga do Rio do Janeiro ; fra esque-
cida, calcada aos ps a promessi feila de um
despacho juslo Iludida a boa f mi que se
me conservara por ai guns mezrs, explorada a
minha actividade era obter o auxilie de pessas
conspicuas a cojas relajos reroni, e desfvitea-
da einfim conectivamente rada uma deasas auto-
ridades sobre a minha competencia para o lugar
que aspirava
Nao passa-me esquer na idea a inlencao da
ajuizar do mrito ou demonio dos rameados ;
a queslao perde lodo o carcter de individuali-
dade desde que sobe s regios do dirciio, da
razao e da justica.
c Nao cuido, pois, em saber se a corporaca
lucrou ou perdoo com essas nomeaciies ; trato-
apenas de sustentar um direito por um laco le-
gamente firmado as condices exigidas para o
lugar de correlor de me.cadorias, das qusex-
hibo provas, por outro coinmercialniente funda-
do no leslemunho escripto de aiuitoa e muilos
honestos negociantes.
Houve, isto claro, intencao occulla de mo
deixarem lavrar, preparar, fecundar o terreno
para nelle planlarera o arbusto predilecto ; o eu
fui tao simples que acredilei as promessas. na
justica e no direito I
At ah, porm, est s a injuslica s- a
pretencao, s a coropadrice, e o prestigio saca-
rino da familia.
Mis nao muito que assim rae sucedesse,
porque leudo sido meus pas infelizes nao de-
via eu.espenr a raesma orle, nao possuindo
at um lio que quizesse fazer feliz ao sobriobo ?
O que driam, porm, os meus amigos quan-
do leram a noticia que sob o titulo de lrreguta-
laridades publirou o Jornaf do Comiuercio de
18 do conente ?
llavera m ventado, antipathia nicamente
n.i allcrarao culposa, altamente culposa petan-
te a Ini, de nui documento por mim juirlo re-
quisicio que liz da patente que abaixo pullUo !
< E observe-sc, dessa alterado leviana e ex-
travagante, cojo resultado i, como bem dlsse o
Jornal, um absurdo, nao se dedux rnenle o
desojo de inuiilisar uma peca escripia, maf lam-
bem o esquecimento offns'ivo da intelligcncia
pessas que nunca me julgariam habilitado
Da senlenca do Iribunal recorr, pois, a aulorl-
dade maior, nao pedindo reforma da decisao da-
da, que seria isso um recurso novo, mas o in-
quento preciso sobre o facto de que eu como
parle fra victima, e a imprensa como promo-
tora do bem dra noticia a par de merecida cen-
sura.
Tudo expuz, tudo contei: s mudenca era um
documento da palaVrasidoparalido. que
lhe allerava inteiramenle o sentido, ridiculari-
sando uma das razes cm que se lrraava a mi
nha pretencao pelas disposices do cdigo do
conimercio, sobre a classe dos correlores ; pro-
ve a alteracao absurda, feila com o nico fim
de pretencao em meus direitos, na dala da apre-
sentac,o desse requerimento ; e quanto s mi-
nha competencia, negada pelo tribunal para o
lugar que aspirava, nada disse : quarenla e duas
firmas respeitaveis a atleslavam; e ante essa
forca, que necessidade havia de minha juslifica-
cao ?
Essa serie de preoecupaces e cuidados que as
altas regioes do estado distrahe do terreno baixo
a atienco dos poderosos, foi- me fatal nesse ul-
timo recurso justica humana I
E no entanto nao poda, no derla eu ceder;
illaqueada a boa f que depositara em um tribu-
nal, e ainda como cidadao brozileiro, exposto s
suas iras, eu careca do auxilio da le, da respon-
sabilidade de meus juizes, para garanta e segu-
ranca dos direitos quo me ficavam.
Nao poda, nao devia ceder.
O menoscabo tvioferira a mira s ; meus ami-
gos, aquellos que rae honrara com a sua conlian-
5a haviim visto desmerecido, desprezaduo lesle-
munho de sua palavra, e pois por elles que me
tinhara dado apoio mecumpria proseguir na aua-
lyse minuciosa do mais frivolo dos julgamcnlos.
Subdito recente desle imperio, porque era essa
condigno necessaria para a aequisico do officio
que pretend, jamis pensei que era um caso or-
dinario crescia ou minguava o seu valor na pro-
poreo da anliguidade de meus direitos.
E como eu o pensara I Quando e como me
occorreria a idea de que era um paiz hosoitalei- Rf 'f'C' ',U0 P! **> simples fado do
ro'e liberal como este a que hoje pertaneo. se d ~ IS de c",ro "'"* ixeiro
das
prrji-
que.era
alguinas proyiden-
cias tuerca dos allestados, que a3 uuloiidades
policiaes passam para a ulimacao de indigentes,
pois qae de Janeiro do corrente auno al agora,
navia-sc dido com laes allestados sepulturas
grates A tresentos e Iriuta e o lo cada vera*, cuja
raaiorta tinha sido conduzida em carros de lus,o
cora acnmpanhameulo saben.lo-se quo eura de
pobre smento por nao se terem pago os dire-
los municipaes.Resolveu-se que quanto a esto
ultima parle, se reilirasse o pedido que fez a c-
mara ao chefe de polica, em dala de 21 de. de-
zerabro de 1858.
Ouiro do fiscal da Boi-Visla. iuformando que
Olympio Francisco do Mello, pedia levantar o
telheiro para que requeren lieeuca, no quintal
da sua caza, na.ra da Espcranr.i. para all (a-
bncar fogos arlficiaea, par ter d"e (icar o telheiro
arredado da caza, e de aul/as edilica9es, mais
do viole bracas, e assiro as condices das pos-
luras -respectivas.Coacedeu-se a cenca.
Outro do raesmov iaormando nos mesmos
termos, acerca da-fteleao de Bufino Gomes da
Fonceca, que requereu lambem licenca para,
levantar um telheiro par? o rnesmo lira na ostra-1 ?58s,eJcf?.,?^*!'
de ora eslrangeiro que se ualuralisra !
Ao corpo legislativo e ao eoiu E c"lanlo a^ mercto uma caria que me una ao gremio de um novo
povo, que me abra o seio de uma nova patria,
Quando ha mezes clwrae discusso um aclo ''" fli pasmo o creiidonue victima de ura so-
iniquo e revollanie praticado contra mim pelo tri- n,,. se fazpr queslao da recente data de minha
bunal do commcreo da corlo, guardava a firme aluralisaco.
proposito de trazer 4 arena da imprensa novos, Nao a previne, porm, a dsposico explcita
lestemunhos da indebita
bunal no estado enfermo e
cha. ; a lei especial-quo os sjeila a certas condices
Naturalmente esperei uma negaco do fado que | P.'nra inloiro J|oao dos direos de cidadaos bra-
antes de mim 10i aecusado com severa oeusura 1 zilciros.
pelo primeiro jornal do paiz, ou sequer umaeur- '^ao a previne, nao annuncia essa clausula ex-
la resposla, uma explicacao de seus aulores e 'ranha letra da lei, n-nhuma das formalidades
meus juizes, que era seu abono atenuasse a triste | d9 acl da naturalisaco ; mas certo que me
o correlor de mercadorias.
I Esiabeleeido este precedente fonesto de quo
ncano imprevisia. lolheria as prelences legaes ga Set* datarle d1""'1 mporl:""c ,'"r
omillissem em ura diploma rubricado pelo mo-
nareha uma clausula que, mais larde, era uma
era
:ik u.i impiensa novos i"^'"".', purciu, a uisposicao explcita ^ jjeria um ]
conservaco desso tri- |a0 lil H 8 V da cooslituic.-.io politica do imperio,' lavrasido
e nocivo em que se a- \ 1ue lra,a da naluralisaco de estrangeiros, nem lectores ou si
a lei especial-oata os suieila a cenas r.nndiep* ...,-_.-__
impressao causada pelo mais temerario dos actos
pralicados cm uma reparlico qual esto affec-
tos graves e grandes interesses.
Se Cu nao mereca indiuio'uaimcnfe essa atlen-
Co nao se davu a mesma importancia em qua-
renla e duas firmes valiosas que em apoio de mi-
nha causa no duvidaram prestar o valioso e ge-
neroso auxilio de suas assignaluras.
Tratava-se, como lodos sabera, de uma falsifi-
co evidente e affouta nos documentos que apre-
senlei ao tribunal, reforjando a minha pelico de
van dos lugares, eniao vagos, de corrector de mer-
cadorias ncsla praca.
Qual foi, porm, o mcu pasmo e a sorprezn de
meus amigos quando decorrerara os dins e os me-
zes sem que por meio de uma palavra, de uma
de ura motivo bem ou mal lembrado,
foi lancada em rosto como um escolho a meus
direilos a circuraslancla nova de meus Ircs annos
de naluralisaco, contados da poca da 'augusta
rubrica do meu diploma dala do seu menos-
prezo ; e nao fot islo illuso. cidadao novo go/a-
va menos da dispsicao generosa do titulo VIII
art. 179 e lida leffundamental que faculta a
todo o cidadao a adrai-so aos cargos publ eos
civis ou militares ; cidadao novo, devia atetar
minhas aspiracOes, esquecer a justica de miuhas
prelences emquanto os annos nao me habilitas-
sem cora um direilo oco do que as Icis nao fal-
lara em relajo ao caso era que rae achava ; ci-
dadao noio, einfim, poda contribuir para as des-
pegas do estado, serv-lc, defiende-lo, sera uma
garanta, sem um direilo, sem uma dessas rega-
las que a conslituico assegura o aproprio mo-
do sua 111-
razao, ae ura mouvu nem ou mal lemorado, vies-
sem publicamente os meus juizes tentar desvane- "'cna atiesta com a inviolabilidade
ccr a nodoa indelevel que deixava em seu credi-: unca '
. to a esperteza contra mim praticada I
Havia takoz nesse meio do silencio a idea,
de ostentar subranceira su-
PEBNAWIBUCO.
REVISTA DIARIA.
Amanha deve ter lugar a instalacao so-
lemne da sociedade Uniao beneficente martima
nosalao do Baile Nacional, no caes d'Apollo.
Peranlc a junta da fazenda provincial do
hoje, proceder-se-ha a arremalaco da laxa das
barreiras da ponte do Manguinho e da estrada
da Capunga, e dos raposlos previocaes da co-
marca do Limoeiro.
O Exm. Sr. presidente da provincia appro-
toii d-(enm as tabellas.organisadas para, cam-
panilla dos vapores costeiros, relativas regula-
riascao dos precos de freto e passagens nos ies-
pcclvos vapores.
Devem estas tabellas ter execucao do comeco
do futuro mez por diante.
Do Sr. Dr. juiz de direito da comarcada
Imperalr.z, na provincia do Ceari, Francisco de
Assis d Oliveirs Macicl, recebemos reelnmacoes
no sentido de nao haver recebido desde Janeiro do
correte anno os Diarios, ao passn que estes lhe
teern $:do enviados com a cosluraada reiulari-
dade.
Por esta occasiao nao podemos cxirair-nos de
solicitar per uma providencia da parte da adroi-
nislracao do correio d'aquelU,provincia com o
fim de ser sanado semelhanie inconveniente.
Nao loleravel que uma eropreza se esforc
por satjsfazer completamente os seus comprimis-
sos, e que despeito dessa vonlade traduzlda
cm facto, deem-se desses e outros abusos, que
neutralisara essa boa vontadn o prejudicam a ojd
terceiro na falla de recepc>0 dt>S jwrnaes que lh>
clamar? q"e SfJs a"endida eala nosia re,
relo d. rUtT w?,h?r "ominlslrsdor do cor-
a resoe TL ProvincB gne de syndicar.
Tia da nossa reclat0,' que CunillUM male-
De presente arha-se
CH30NICA JUDICI-AKIA.
JURY DO RECIFE.
3 SESS.iO EM 27 DE JNHO DE 1860.
Presidencia do Sr. Dr. juiz de direito da. pri-
mara cara crimina Bernardo Machado da
Costa Doria.
Promotor publico o Sr. J)r. Francisco.Leopoldi-
na de Gnstuo Lobo,
mos o engao em que haviamos cahd!
Recebemos a seguinte correspondencia, quei
publicamosaqui, dsodo-aos os emboras pola no-
ticia nella.asignada /
A idea por Vine aj/resentadA para a creaco
d'aseociacae oWotpregarfd's pblicos.com a qual
muito nos coogrntalamos, val tomando o seu
divido incremento, por quanio jnos consta, que
algunas posn tratan) entre sf d atoenvo!ve-
Eicrioio interino o Sr. Antonio Joaquim Pe-
reira de Oliveira.
A's 10 lloras da manha, aberto a sesso pelo
loque de campainha, prooode o escrlva a cha-
mada nominal, e veaMea atareni presentes 32
juizes de fado
Em seguida o Sr Dr, juiz de diseilo declaro
multados era 20&tt00, por naoAaverem compare-
cido aos trabadlos do dia,os -seguintes senhores
juizes. quo foram notifica dos Jiaifrma da Aei:
Antonio Jos Conrado.
Jos Francisco Itibeiro.
Joo Antonio ftibeiro. .-
Franeisco Joaqun Cardosff.
Manoel de Souza Ferreira;"
Lauriano Jos de Barres.
Jos Francisco de Mello.
Antonio Jos de Vasconcellos.
Joaquim Lniz Vrres.
Ignacio Nunes Correa.
Serafim Leile Pereira
Francisco de Pinho Borges.
Joaquim Francisco Duarlc.
Dionizio SoUre Pereira.
Pedro de Aicanlara l.yra.
Francelino Carneiro de Laoerda.
Joo Coelho da Silva.
Joo Ftipe CvvalraM!.
Jos Cavalcanti Pilgocira de Menezes.
Joo Carnoiru da Cunha.
Jos Antonio de Oliveira o Silva.
Benedicto Jos Duarlc Cedrim.
Antonio Jos Teixeira de Castro.
Alexandrino Maximino Leal de Barros.
Joo Ribeiro Guimaraes.
JosJooquim Lapes do Almeida.
Manoel Lopes Rodrigues.
Manoel Gonealve* da Luz.
Manoel Potyarp Moreira do Azevedo.
Joad do Reg Pacheco.
Sabino Bruno do Rosario.
sJoaquim Silverio de Souza.
Flix Joaquim Domingues.
Jos Alexandre Ribeiro.
Francisco Jos Duarle Camarco.
Dr. Francisco do llego Barros de LacerJa.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pilaug.
Dr. Jos Sergio Ferreira.
da de Joo de Barros O mesmo despacho."" i Per'or'dade sobre, uma aecusa^o directa, firmada
Sendo lido, e entrando em discusso o parecer' cnl uma urova clar3, incoiiiestavel, do abuso ou
quo dera a commisso de polica para so abonar !anles do aVlio, commetlido.
ao procurador a despeza que fizera do 684lOcom Mas s0 Talcna flssa pstralegis se a aecnacao se
a arrecadno da divida activa municipal rea-! Daseasse cm Tag"s clamores,ou no enirnciado de
uva, a imppslos o mullas, resolveu-se que se ^on,'l,Ui,si'rreg,.J'an,la pldsse aulorisaco a presidencia, visiosor uma
despeza nova, nao provista na lei do orcaraen- i
lo.A' requerimento do.Sr. llego o Albuquerque >
rratrnrl.1 4 (>; J. . foi encarregada commisso de edificac.es de
aprese:iiar alguma medida, tendente a obviar e
lerapvor asdilculdades que encontrara os mo-
radogij dos, povoados do wunicipio. em obterem
cordeajo para edificarnos n>esmos povoados.
Entrando cm discusso oollicio da presidencia
lido o addiado na sesso de 11 do concillo, rela-
tivo a alleraco da revizo dos dislriclos lie paz
da freguezia do.l'o^o, resolveu a cmara se olfi-
ciasse-n presidencia, appresentando-se as razos
porque a nova, divzo nao pode embarar.ar e
periurbar os trabalhos eh'itoraos d'aquella a ro-
cina, que bao do ter lugar neste aono.
Df-spacharam-se as peiigos de Miguel Arcanio
do l'ig.ienedo, e de Manoel Joaquim dos Passos
quira dos Passos,
c levautou-se a sesso. Eu Manoel Ferreira
Accioli. secretario a escrevi, JJ0go e Albuquer-
que. prosidente.Frauca, Oliveira, Mello, Ga-
raeiro.
Comraunicados
Nao podemos coraprehender r.izo porque
alguen.,, sob a capa da responsabilidnUe do um
outro, miseravel edilor de produoges Mhoias de
vez era quaqdo lanca sua venenosa baba sobre
aquellos que procuram viver re irados das lulas
publicas. Bebalde procurarnos doscabrir qual o
Um de laes pubcecs, que em nada podem
dammlicar a repu^josillibadas, i ca.-acteres ai-
zudus '> probos.
Em um dos nmeros transados deum peridi-
co desta cidade, vera um communicado, escripto
em linguagem corrupta, contra o mu* di^no cora-
mandante do dcimo bitalho de infantaria. to-
nenle-coronel J. J. Rodrigues Kelly, communi-
cado que apenas a repeiico do que por tantas
vezes tem dito -esse gratuito eseriptor o serapro
obsequiado subalterno.
Admira vio hoje, quo temos lesU da direc-
cao suprema du osso exercito o mu Ilustrado
ejusticeiro conselheiro Sebastiao do Kogo gar-
ios, ministro da guerra, hoaiPiia.apuarecom.pre-
lendendo uiauchar a repulaci. de okiaes que
hoe sabido galibar seus poalos com trabaIhu o
honradez.
FoJiziuenle, por.ai, de nada valera os latidos
do co, e nestas ciicumstancias em vo que a
calumnia se maiiicsta asquerosa, como seraje
o por meio de censuras que caheui na propria
apreciado da respectiva materia.
Como saber-so o que eocprNHi as informacoes
semestraes. que sao o dtieudo de tal comrauni-
cantp. o quo sao secretas como elle o diz, se uma
cousciencta dos raaos actos nao adverlo por.;
uma uitiiicaa natural? A isto cabe o diudu vul-
dade era destruir.
No meu caso, porcm, era aponlado um facto de
rcenle dala, e foram offerreidos a exarao os do-
cumentos alterados que recebi do tribunal com a
cerleza da yrelei'ico quo soffri a protenro, de
que hoje rne arrependo.
H lal palpavcl era a conducta criminosa de
meus juizes que, como cima digo, nao hesitou
era profla-la o primeiro e mais importante or-
go da imprensa brasilcira.
Ora, quando por essa forma citado ante o ju-
ry severo da opiniao publica um Iribunal onde se
decidero causas preciosas, de cuja inteireza tan-
las vezes depende a fortuna dos particulares, cum-
pre-lhe, sequer por venia ao decoro, comparecer
no terreno a quo o chamara, o ni I i procurar a be-
nevolencia de imparciaes juizes.
Nao se obedece entilo a um frivolo desejo, a um
inleresse particular; o estimulo natural desse ac
to a honra; o seu motivo mais fortea digni-
dae de classeos foros de probidade de uma
corporago inleira.
Dado no cmtanlo o primeiro passo em um ca-
minliu tortuoso, o que valia o dever como derra-
deiro marco indicando ido estrada I
O tribunal onde se haviam falsificado documen-
tos confiados sua guarda, receiou explicar-so, o
preferio conccnlrsr-se na celebrrima obscunda-
de de seus (pitos; iiludindo a expectativa publi-
ca, desrespeilando os primeiros negociantes des-
ta praca que alleslaram o meu direito, e Maque-
ando a nos f de que carecem seus juizos nos va-
riados casos em comraercial.
Era mais uma vergonha, um successo novo o
repulsivo a que devia assislir a praca do Rio de
Islo succedeu no entanto, e mais uma
vi despresada a justiga de minha causa I
vez eu
Sao impossiveis os coramenlarios sobro fados
dessa ordera no terreno acanhado, embora llera,
em que me dado emilti-los : aos fados e aos
documentos agora ; e sejam elles a deraonstraco
mais clara da marcha irregular e onerosa ao
commercio do Iribunal a que esto aTectos os
seus direitos o interesses.
Antes, porcm, de rcproduzr es3is novas pro- quirida ha
rae ueste lugar conveniente e proprio, reprodu- I pe|0 atest
zirei lambem, para maior clareza e exposi(o que \ tissimo tri
liz em 23 de outubro de 1859, c que nao mere-
cen de meus merilitsimos juizes uma s palavra
em resposla.
E' a seguinte :
O promettido devido.
Era consideraco aos meus amigos, ao re3-
peiiavel corpo commercial desla praca, e ao pu-
blico imparcial, venho liojo cumpnr "a um lempo
ura dever e satisfazer a curiosidade dos que de-
I sejam conhecer a peripecia do drama em que in-
felizmente represonlei do galn.
A exposico que passo a fazer trar tambera
ura beneficio comsigo. o do prevenir aos que
ainda crdulos, eslribarem-se no direilo o na ra-
zao em favor de suas prelences do pouco valor
que lera esses elementos de forca quando os con-
trata e amesquinbn a m vonlade e a injuslica.
Tambem, nao o neg, eu perlenci ao uumeio
desses renles para quera a moralidade symboli-
ca das insutuicoes um dogma sagrado ; lam-
bem cri no prestigio grave de cerlos cargos; mas
hoje por desgraga descrene* falal convonce-nie
de que o homem sempre o hornera, do que a
importancia dos cargos sobe ou desmerece na ra-
zas directa da importancia dos individuos que os
exercem.
Dado esse pequeo campo 4 moralidade,
passo, sera commentaiius por emquanto, nar-
rativa singla dos fados.
% Nao ignorara os meus amigos, e muito
nos os honrados negociantes desla praca,
me-
V'i-iai uca COa
Janeiro, naa baslavam para desgols-la fados proteceo era alto grda agradeco e avaho, q c
particulares de dolo, estelionatos e abusos de! aps alguns annos de traquejo no commercio,
quer nesta praga, quer as do Pemambuco e do
Rio-Grande do Sul, onde pens ter mereoido dos
quo me conheceram conceilo dsvoravet,"> lie
confianga reprodiuidos ainda pelo licencioso des-
leixo dos quqj|viani pr-lhescobro; era misler
d!nlT.PaleJinh d? HUma SP'e n.egra ma": *------------.... CW.TOW .
ft r /"bunal da, c>^'cio. aecusado de pretencao de obter do tribunal do commercio do
laisincacao de documentos, confirmasse o ico de- '
lelo com um silencio que nada justifica, com uma
reserva de nenhum modo oceilavel i
As consequencias desse procedimento mais que
leviano, mais que negligente, mais que indecoro-
so, inqualificivel, sabe-o especialmoule o corpo
de commercio.
Rio ge Janeiro uma patente de corrector de mcr-
caddnas.
Note-se, entre parenlhesis, que ha sele an-
nos, usando de um direilo e gozando d' cou-
fianga da praQa, agencio a compra e venda
mercadorias, como facillimo de averiguar.
_ Ao meu desejo, porm,
de
n ^ r .. Ao meu desejo, porm, do pasar aos cofres
r,?inflWaodo erecerum tribunal, uraa'nacionaes o imposto dessa patente, appunha-se
corpoiagao de juizes que joga com os interesses '
do outra corporace respeitavel, quando inter-
pelada sobre ura de seus actos ofliciaes nega-se,
por fraca, a dar sobro elle a mais ligeira explica-
<,o ? -
Que conceito far o publico dessa
haver nenhnma
vaga na corporaeso : nao era essa diflicnldode
no ctanlo do nalureza lo rispida quo me rou-
basse de todo a esperaoca. O quadro eslava
realmente preenchido, roas. Apilado em triviaes
corporacao j precedentes, podia o governo augmenta-lo, e
reservada que isaim zomba do que ha de mais I nesse caso ser a minha aspiraco salisfeila ; es-
K ''^8 d commero. quo .sairo bara- perei, pois, e no meu proposito live anda uma
lea a boa f que deve caractensar todos os seus I vez a fortuna de ser generosamente auxiliado pe-
gar de que quem anda oa poreos, em todos
os lugares ouve-os roncar.
Nada mais adiaotamos sobre o tal communica-
do cujos PBunciados sao a propria e nica cabal
defeza do Sr. lonenle-coronel Kelly.
| aotos?
Acredilar ella que a ngenuidade do publico e
se realmp o^i r ""oc ^os'" rtu,
o gradil da pontozinha do noseriX* ,n.^& t- Fora,"ld'8|""'sados de servir na presente es-
foi executado hoi.tem. Ulvez quanak re'unV ^ e re'ev8dos *" lnu
,o ..i.i, .. ___ ___.-__? i-rar! ram, os Srs.:
illas cm que incorre-
zia
Joo da Cruz Mendonca. por constar haver
servido na ultima sesso.
%}*"'' Pr l,'r reade Wa a freg"e"
Porlella,
ao da racularfc de Direno.
iua iMgrimm *ohr*; a ae fra ala
EUu Btre attW alo porto Ue Pr-
sioiiiibuf o Fa^ratataolo Vietra ala Ha-
do, commercio principalmente, tanta que som-
bra de fofas repulacesduvide da realidade cyni-
ca do cerlos actos?"
Nao; no iribunal dn commercio da corle, on-
de asseniam-se caracteres sos, nao pode ser ado-
lado por uuanimidade de votos o principio im-
mundo da corrup.jo nssse grao mximo.
ftaose cuida no enlamo em joeirarocireulo de
seus membroa; e a censura por deagraea losar
cm lodos, porque todos se ralaram.
O espirito d^ claase nao vai to longe, era pos-
sive que uma excessiva indulgencia aUsuuaase o
ode mar e guerra da ar- r.gor do defeza dos jui.e, estrfnhos TrpTma-
ateE*1 nfKa*i "f'?-!n^" Je qvie fui v-iciim. em p,0vei.o dTseus
B*m*uo. filho Pg*U- collegas ; no entonto se desligariam de uma caui
rao de NteoJo Yusira da l^ocha e de D. Heodo- oa perigosa ; o que espanta* na Jadntha de Almeida Rocha. nada expuzessera ; ora um motivo, oemanTrM
A peale.^BBe nagello cruel e mexhoravel es- l&o, em justilicaco do acto de que tcitamente so
lendeu ru manto negro do -exterminio soffe constituiram cmplices. Essa reserva no eaiaa-
IWo chara. 'to devia orientar a prago, e esclarecer a opiniao
i nao existe o capi
mada nacional. Fen .,
cido na ldade do Rio'
los honrados negociantes desta pr meu abono asssignaram o documeoto que abaixo
publico.
Deve-se anda notar que aspirando n patente,
eu fundamenlav.1 a minha pretencao na tonga e
illibada pralica das foneces raercantis a que o
pergaminho viirha dar apenas o carcter ofDcial,
sem em nada augmentar-lhes a imporiancia ou a
garanta, visto qae o favor, que o crdito cora
que individualmente me honrara nao m'a deu
nem por certo'm'o extorquir ojuizo de algeem
de cujas simpathias uo gozo,
Reconhecendo a necessidade de equiparar o
numero dos correctores de mercadorias no maior
desenvolvimento das Iransarces nesta praca, re-
solveu o actual governo creer mais duas patentes
de mercadorias.
Conraiaf?i-me cora essa medida qne j
va rasoavelmenie ser-o prenuncio infal'
minha nomoaeao, pois tora cu o pri
em julho do corrente aono a requerp
nal do commercio, ju.tUndo ao ro-
que delle dependem
circuinstancias iguaes s era que estire no
jogo variado das relaces mercaniis ?
Pois possivel. ura fado banal e ordina-
rio, o vollar dos archivos do orna reparlico po-
derosa alierido, ou, se quizercra, inutilisado um
documento com que uma parle procurou sus-
tentar seus direilos ?
Seria um lapso de penna o crte-nos da pa-
sobre que alleslaram os meus pio-
niples e innocente gracejo, como
a collocaco ne raen requerimento de uma data
muito posterior era que fra apresentadu 1
Era uma quadra ern quo ludo explica-so
com a palavramisterio, s resta-me aceila-la
sobre esses fados, protestando no enlamo, em
nome ila jusliga, da razo e do direilo, conlra a
preieucao de que fui ciedula victima.
Ao terminar, porm, devo declarar que o
logro que se piegou deixa completamente do
mngoar-me, merecendo eu ainda a estima e con-
fianza da honrada praca do Rio de Janeiro, o
embora sem patente, nao lendo perdido o con-
ceilo obsequioso que de mira formaram os pro-
bos negociamos, a cujo leslcinuuho uma vez
recorr.
Concluirei lambem declarando que visto nao
bastar para pieteuder um lugar de correior as
nabiliaces merconiis. a conflanca do commer-
cio, a prain-a do nt-gocio e a lisura das iran-
sa c.es de que exhib provas, renuncio a csso
favor emquanto nao puder ler como juizes se-
nao os qua motivaran! a minha prelerico.
Jos de Almeida Brrelo Batios
HEOIXRISEKTO.
Mcrlssimo tribunal do commercio desla ca-
pital Diz Jos de Alneida Brrelo Bastos, na-
tural da freguezia de S. Jorge de Abadim do ar-
cebispado de Brag.i, cm Portugal, e cidadao desle
imperio, como prova a carta de naluralisaco
que aprsenla, que lndo a idade legal, como
mostra a respectiva cerlido de baplismo, para
exercei a proilsso de corrector de mercadorias.
para a qual se acha habilitado dla pralica ad-
ulis de cinco annos, e compro\ada
(estado que offerece, requer a este ineri-
tissimo iiibunal do commercio se digne adinilli-
lo a malrkular-se como coi rector de mercadorias
desta praca dn Ilio de Janeiro, era que domi-
ciliado, visio que com os documentos produzidos
se mostra ad implida a dsposico do an. o9, S5
1, 2 e d do cdigo comraercia|.
Tede a esle raeiitissimo iribunal do commer-
cio se digne deferir benignamente a pretencao
do sapplicanlo.E B. M.-(Segue-se a assisna-
lura).
Acrescimos rom que vollou minha mo : i
mirgem esquerda da priroeira pagina a palavra
esmerada escripia a lapis ; no verso, lila, a
data de 3 de oulubro de 1859.
Segura :
A rainha carta de naluralisaco de cidadao
brasileiro. concedida por decreto de 22 de selcm-
bro de 1858 ;
A cerlido de idade ;
O documento seguinte ;
Nos abaixo assignados, negociantes desla
praca, attcsiamos em como o Sr. Jos de Alafc-i-
da Brrelo Bastos nao negociante fallido, e
as habilitaces necessarias para bem d ose me
libaras funeces de corrector de mercidmiai
por ler sido (*) ha mais de cinco annos caixeiro
de corredor, desempeuhando bem suas ooriga-
Ces.
Rio de Janeiro 12 de julho de 1859.
Antonio ios de Souza Castro a (ienro.
Jos Francisco da Cesta.
Gaspar Jos /'ianna e C.
Luis Antonio Alces de Carvalho.
Jos de Miranda Ribeiro.
Joo Ferreira Porto.
Jos Raphael de Azevedo.
Sania, t Sobrinho.
Aranaga eBryan.
ifazwell Waight e C.
Fhippt^Irmos e C.
Baird Le Coca e C.
Scoli Uett e C.
Porprocuraco de A. Balli e C,
P. Ritdocanidii.
KerHein a Sibclh.
Eubank Lowundt e C.
Janerin Mac Groulhtr eC.
Tor procuracu de Dreytu Ato e C
A. A/illiet. '
Lecomte e C.
Etiienee C.
J. Biuoche, Debione e C.
Decusttrd e Bradet.
Lassalle, Mau c C.
lrichs SSSmt t C.
Bernardo Jas Luiz de S.
Por procurarn de Jeyme Romaguera.
Bernardo Jos Luiz de S.
S, Bastos t C.
Constantino Jos Alves Pinhtiro.
Comes, P.acl\eco e lili,
fylor, Irmot-t C.
Faria elrmos.
Mackay Miller e C.
Ribeiro Tersdorf e Bailauf.
Por procurado de Ker Coltogs e C..
7V Por proeuraco de Fratelli Zigaag.
J. Ttrodia Amba.
Jos Romaguera t C.
Costa Pereira, Paira e C.
Samuels Broten Cantor eC.
Por proeuraco de Rosiron Dulton e C.
/. H. 0. Lrots.
Joao Jo* dos Res. '
Voltou o documento coa
raco : por ler (ido etc,
a seguioto alte-



-;,'
DTaWO W pEUftMIUCO. QIHTA- FIIUC 98 tfc? JUNHO DKM8M.

Victorino Pinta de Si. Vatio e V
Rocha Miranda Filho e C.
Em seguida t essa publicado appareeer.im na
impreosa accocdaos importa rites do supremo tri-
bunal de justica que em sua rectido reprova os
jelgade do tribunal docommercio
Os dignos representantes da naco e o publico
que os apreciem.
Ei-!os :
* Senlenco no revista commcrcial n. 5834.
Vistos, expostos e relatados estes autos de
revista civel entre partes,;como recurrentes Se-
veriano Augusto deAndrade, propietario do brU
Sie Marac, e recorrida a companhia de Seguras
aritunog e Terrestres ; concedera a revista pe-
J'di Pl* nullidade manifosln dos accordftos fl.
108 e 15i, proferidos pelo tribunal do commer-
cio da capital do imperio ; porquanto. sendo pre-
ceito estabelecido no arl 710 do cdigo do com-
mercio que sao a cargo do segurador todas as
perdas e dainos que sobrevierem ao objecto
segurado por algum dos meios especificados na
apoltce, e havendo a companhia recorrida toma-
do a si todas as perdas e damnoa que podessem
sobrevir por espaco de um anno ao brlgne Mara-
ca por forca do mar, vento, tempestarte etc., con-
forme o art. Io da apolice fl. 4, nao poda ser
desob/igada, como fui, pelos accordaos recorri-
dos e sentenca fl. 82 por elles sustentada, de
responder pelus damnoj occasionados ao brigue
de que se trata ; pois que dos autos se mostra
que as avarias e dainnos que soffrera este brigue,
c que constam das vislorias fl. 18. 46 e 48, e
pela forca de mar e vento, conforme se prova do
protesto o sua racliflcacao defl.6 a 15.
Nao pode prevalecer contra isto a disposico
do 10 do art. 711 do cdigo coramercial, que
ee invoca : porque, prescindindo de se nao poder
applicar a um navio, mas sim & mercaderas
aquillo que geralmente se exprime e se entende
pelas palavras vicio intrnseco, prova-sc exhu-
lieranlemenle o agente da companhia recorrida
que por esta contratou o seguro e flrmou a apo-
ce fl 4, nao ignorava o estado do navio, como
se deprehende da sua carta fl. 123 v., na qual de-
clara ler feito o seguro ; que alias, conforme a
deelaraco do segurado, fra recusado por outra
companhia. (Provincia da cidade da Baha, e
mais ainda que por coavile do recorrenlo fra
bordo cora um capilo de sua conQanga para
examinar o estado do mesrao navio e que o ach
ra a dar-se i bomba.
Vcrdaee quo na sobredila carta fl. 132 v.
prometiera a mandar fazer no Rio de Janeiro
qualquer concert que se conheeosse necesario
deooisde descarregado o navio. Enlretaulo nao
se prova tal cousa, e dizendo-se que o recorren-
te occullava circumslancias essenciaes nao se ex-
hibe a minuta fornecida por elle, pela qual se
poderia verificar cssa obrigac5o a que se com-
prometiera e a inculcada oceultaco da verdade
E todava di>ssa ruesma deelaraco resulta a con-
vieco do que o contrato fra cffectuado, saben-
do o segurador que o brigue necessitava de con-
cert., qoe effectivamente se fizeram como cons-
ta dos documentos de fl. 125 a fl. 128.
Demais, o alto premio do seguro 5 por 0(0.
patntela que o segurador entenda correr ris-
cos maiores que o risco ordinario, o que uao po-
da deixar de ser oecasionado seno pelo calado
do navio que, sendo alias de 246 toneladas, foi
seguro por premio que seria multo superior se
osse novo o ni vio,
Accresce ainda que o Marac, conforme
consta do documento 0. 114, fuera anteriormen-
te viagens lorigas e arriscadas sem todava sofl'rer
perdis, e que, dirigindo-se, depois de segurado,
esta cid ido, entrar no porto a salvamento e
sem arara, e Analmente que. sahindo desle por-
tocom deslino para a Babia em 22 de Janeiro de
1857. voltara a elle arribado, entrando na dia 2
de fevereiro as 6 horas da larde, lutando sempre
com ventos e mares contrarios, sendo cerlo que
o espes de 11 ou 12 dias que vo da sahida
arribada era mais que sufficiente para chegar
Babia, porto do destino, se nao fosse impedido
por torga maior.
Todas eslas razespalenleam claramente que
o agente da companhia recorrida sabia milito
Lem as circumstancias e estado do navio que se-
gurara, e que nao ignorava quo elle ora velho,
antes debaixo dcste ponto de vista effectuou
seguro.
As vestorias de fl. 46 e fl. 48 nao podem
prevalecer sobro a de fl. 10, j pela maneira
dubia e conjectural com que naquellas se expr-
inem os peritos, j porque os exaraes a que se
procedern mais oe mez depois da arribada do
navio nao pdem ler a exaclidio daquella a que"
se proceden imraediatamenle a sua chegada.
E lal era a conflanca do proprio segurado
em seu navio que, segurando o casco, nao fez
outro tanto ao carregamento de sua cusa.
_ O documento folhas.... tambera prova a opi-
riiao dos inleressados acerca das avarias que
soffrera o Marac.
A apreciado da forca do temporal que oc-
casionou a arribada feila pelos peritos, de fl. 46
o fl. 48 nao pode ser aceita vista do protesto
e sua raclificicao dt 6 4 Q. 15, mrmente por-
que cssa forca nao lera uro typo ou bitola gradua-
da pelas Jis physicas, porni deve ser avaliada
em relncao ao navio quo a supporla, e uao se
pJc dizer era boa lgica que nao forca maior
do mar e vento aquella que obriga um navio ve-
Jho a arribar, s porque outro novo c que po-
desse melhor resistir a essa forrea nao fosse obri-
gado a arribar.
A si impute a companhia recorrida o ler
feito o seguro do um navio as condiedes do ve-
lho, e com pleno conhecimeuto do que o era ;
isto posto, manifest que as decisoes recor-
ridas se lez do caso em questo applicacao da
disposic5o excepcional do 10 do arl. 711 do c-
digo comrnercial, quando devera ser oda regra
geral estabelecida no artigo anterior (710) ; e
por isso. concedendo como concejera a revista
pedida, designara o tribunal do commercio da
Babia para reviso enovo jnlgamenlo.
a Rio de Janeiro, 19dc,outubrp de 1859.Na-
buco, presidente interinrf.Perdigan Milheiros.
Veiga.Cavalcanli.A Pantoja.Vallasques.
Bnto.Silva lavares'.Franca.Junqueira.
Velloso.Azevcdo. )
Feram impedidos os Srs conselheiroa Siqueira
e Cornelio Franca.
Foram junes nesra causa os Srs. Dr. Firmino
Rodrigues Silva, como juiz especial do commer-
cio, e desembargadores Couto e Machado Nunes,
c doputailorebmmerciacs Tetles e Mayrincb, do
tribuiijrl da corte.
.Sentenca no revista comrnercial n. 5872 :
Vistos, exposlos e relatados os prsenles
los de revista civel, em que recrreme Clau-
iino do Nasciraenlo Raraalho, c recorrido Jos
branles de Lima Pacheco Jnior, concedem a
pedida revista por nullidade da sentenca exarada
no accoidao de fl. 77 v. que reformando a sen-
tenca de fl: 58 v.julgou o aulor recrreme sem
direito de haver do recorrido a importancia da
letra de folha 3 ; porquanto dos aulos se
inoslra que, estando a dita letra revestida de lo-
dos os requesitos legaes declarados no art. 354
do cedigo do commercio, nao poda deixar de
ser paga pelo recorrido no dia do seu venciniea-
to, por isso que a tlnha aceitado, pertcncendo
ella ao recrreme, que nella Bgura como dono e
saccador, e porque o recorrido em seus embar-
gos de fl, 9 nao apresentoo materia relevante
legal, na forma do que se determina no art. 250
do decreto n. 737 de 25 de novembro de 185o,
para poder ser exonerado do pagamento de
letras fl 3.
E nem se pode considerar duvidoso o direi-
to do rrcorrente por se allegar por parte do re-
corrido que nao fez transaeco alguma com o re-
crreme, porque a letra 11. 3 declara o contrario,
nem tem valor algum no presente caso esse de-
poimenlo de Mauoel Ferreira Gomes peranlo o
chefe de polica, e constante da cerlido fl. 13.
Portante concedida a revista, remetan-se
os autos para o tribunal do commercio da Baha,
que designara para sua reviso e novo julga-
menlo. M
Rio de Janeiro, 1 do marea, da 1860.Pi-
nheiro, presidente.Veiga, vencido.Cavalcan-
li.Vallasaues.Silva Tavares. C. J. Velloso.
C. Franja.Brito, vencido.A. Pantoja.Na-
buco, vencido.
O. Sr. Cornelio Franja nao votou por impe-
dido.
Para melhor apreciamento da questo publi-
camos tambem a letra que deu origen ao ploito,
a sentenja do juizo comrnercial e o aecrdo do
juizo comrnercial e o accordo do tribunal do
commercio.
Letra.
Rio de Janeiro, 27 de margo de 1858.Rs.
6:975Aos 31 do mez de agosto pagar Vmc.
por esta mioha va de letra a mira ou minha
ordem a quantiade 6;075& valor de mira rece-
bldo, que fara ponina! pagamento aos Srs. J.
brante, L. P, Jnior, Ctaudna do Nasci-
mento Ramalho. Aceito. Jos branles L, P,
Jnior.
Senienr.a do Juiza Comrnercial.
Mistos estes aulas, etc. O embargos a fl. 0
receidos a U. JJU v.. julgo atina! au piova ios ;
porquanto de toda a aiscossiie dos mesmo i em-
bargos se prova qoe o-reo acceilou a letra a fl.
3 ; que esta foi transferida ao autor, posto que
nao por raeio dn endosso expresso ou escripia e
sim pela tradicao da letra do originario crsdcr
actual, o autor, que este pozera a assignatura de
seu nome no lugar de saccador; que estes fact03
nio diminuem a verdado do que e essencial,
comosejaqueo reo o devedor, e que o autor
oeredorr que nao ha falsidade nemnasassig-
naturaa, nem quanto a obrigacao e divida de-
mandada ; que nao se provou a nullidade aob a
especie allegada de que o devedor era fllho-fa-
milia, e tanto mais que se mostrou por inquiri-
co que ejlo compareca na praca a transigir so-
bre acedes de bancos e companbias.
Perianto, e pal mais dos autos, condemno
o reo Jos branlos Lima Pacheco Jnior a qoe
paque ao autor Clan dio do Nasoimento Rama-
lho a quanlia de6:975$ ronstnnle da letra a fl. 3,
juros da mora e as cutas dos autos. Rio, II
de mao de 1860. Joao Baptista Gomjolves
Campos j
Acrdao do tribunal do commercio.
Acrdo em tflbunal, ele. Heno3 bera jul-
gado foi pelo juiz a quo em sua sentenca de fl.
58 v., que reformam vistos os autos.
Porquanto, estando plenamente provadn
pela conlisso do reo nos seus embargos a fl..9,
pela declaradlo feila por Manoel Ferreira Gomes
peranle o chefe de polica desta corte a fl. 13, e
pelo depoimenlo das teslemurihas de fl. 26 e se-
gumos, que a letra de Ierra da fl. 3 prove-
niente da compra de 1,800 aeces de um projec-
tado banco denominado Garanti Comrnercial,
que nao foi approvndo, evidente que o contra-
to labora em nullidade e nao pode proJuzir ef-
feilo, e tendo a compra recahido sobre urna cou-
sa incerta e nao existente, sendo indispensavel
para que a transaeco se podesse reputar legi-
tima e real que o vendedor fosse verdadera-
mente dono ou possuidor das aeces que fizeram
o objecto da venda ; cdigo comrnercial arls. 129
3" e 123, decreto n 806 do 28 de julho 1851,
art. 26.
Portanlo, reformada a sentenca appellada,
julgam o aulor carecedor da aeco, podendo
usar dos meios competentes contra qoem tiver
direito, e o conderanam as cusas.
o Rio, 29 de agosto de 1859. \ax Vieira,
presidente.Couto FernandesNetlo=Sousa.
Apz o alto juizo desses magistrados que nao
o medem pela importancia individual das parles,
mas lo sement pelas sabias disposices da Iei,
fra ociosa qnalquer reftexao ; Conheja-se, po-
rem, mais um caso em que o vergonhoso de-
loixo de raeus juizes prejudca c lolhe sem res-
ponsabilidade osinteressos do commercio
Na poca ainda recente da crise europea, urna
casa respeitarel desta praca negociou nella urna
somma arultada em letras saccadas por urna
boa casa do Rio-Grande de Sul sobre a praca de
Londres.
As letras fornm rcmellidas, mas infelizmente
tireram a sorte de oulras nao menos boas, sob a
influencia funesta de um pnico que assumiu
alias proporcoes : foram recambiadas.
Sustentando no enlanto o crdito seguro de sua
Arma, asseguraram os negociantes dessas letras
aos seus tomadores que nada perderiam apezar
dessa occurrcncia natural a par de lanos ex-
eraplos de igual nalureza em urna quadra anor-
mal.
Algiins credores timoratos receiaram esperar
noticias mais recentes da Europa, e ahriram a
fallencia judicial a casa em questo ; pode esta
no enlanto pagar as todos elles, o de novo habi-
litar-so para a continuaco de seus negocios.
Nesse sentido, livre de qualqucr compromisso,
requereu ao mentissimo tribunal do commercio ;
porm este ha mais de seis mezes que empata
o seu despacho, prejudicando os interesses de
urna casa comrnercial que den praea a melhor
prova da inicireza e probidad* cm que ne-
gocia I
Esl esclarecida a queslao; creio ler provado
exhuberantemente quanto o tribunal do com-
mercio da corle se acha compromellido perante o
paiz por urna falla que nao quiz defender e que
foi a chave fatal de urna serie de escndalos de
que nao me cumprc fallar, vislo que parles mais
iuteressadas os lem desvendado e denunciado
corojosamente ao jury severo da opiniao publica.
Terminando, nao deixarei de pedir pela der-
radeira vez, c nesta com esperance, a altencao
do tribunal; e a elle que apalica Iei, ao corpo
lgislativo que a confocciona, e ao publico que
a respeita, apontarei urna de suas disposijes
que resguarda o cidado das troperias c abusos,
das manobras e estrategias dos funccionarios
pblicos no exercicio pleno de graves atlribui-
coes.
Diz com efTeito e cdigo criminal do imperio
no seu titulo V. capitulo I que trata das preva
ricaces, abusos, e ommissoes d
pblicos. Scssao Ia art. 129, 8".
Fabrcarcm qualquer auto, escriptura, papel
ou assignatura falsa em materia ou autos pertcn-
ccnles ao desempenho do seu omprego.
Allerarem urna escriptura oh papel verda-
deim com offensa do seu sentido; cancellarero
ou riscarem algum dos livros ofAciaes ; nao da-
rom conla de autos, escriptura, ou papis que
lhes tivcrcra sido entregues em razao do olDcio,
ou^lirarem de autos, requerimentos, represen-
tadlo, ou qualquer outro papel a que esiivessem
juntos, e quo tivessem ido a mo ou poder do
empregado em razao ou para desempenho do
seu emprego.
Penas: de perda do emprego com inhabili-
dade para outra por 1 a 6 annos ; de prxso
com trabalho por 2 mezes a 4 anuos, e de mulla
de 5 a 20 0/0 do damno causado pela falsidadde.
Quando da falsidade tiver resultado outro
crirae, a quo esteja imposta maior pena, nella
incorrer tambem o reo.
Como brasileiro, no inleiro gozo de meus di-
reilos conslitucionaes donunciei o crime ; apon-
lo a Iei o que o castiga ; e da muralidado dos
delegados do povo ainda espero justica.
Jos de Almeida Brrelo Bastos.
Rio de Janeiro, 13 de muio de 1860.
LtistiU
OfTerecida exceilentissima famil ia do
Sr. Antonio Moniz d'Almciia, secre-
tario dt arsenal de mariaha desta
provincia, falleckU e 4 de janeka
de 186.
J)araorlo a frrea Iei nio se derroga !
Mas paginas falsea ludo eterno.
[Bocage.)
Deseen a campa.
Se unindo aos morios ;
Desappareceu da ierra; j toroou-se em pi :
S nos resta dor,
S nos resta pranto.
Triste gemido de saudade e d 1
Terminou seus dias
N'uma plaga m longe.
Onde prenles, nem amigos liiilia
Adiando apenas
Quem cerrasso os olhos
Patrios irmaos de conhece-los vinha.
Lonje dos lares,
Que nascer o viram (*)
Veio entre nos, infeliz penar;
Longe dos seus,
Que o amarara tanlo,
Veio ligeiro charos dias Andar.
Chorai comigo
Pois lambem soflro,
Senlindo a perda deirmo amado,
Que longe de amigos,
E prenles seus,
Morreu tao pobre quanto foi honrado. *
Para, 28 da Janeiro de 1860.
Joao Augusto de Andrade Ayres Carntiro.
I preva
emp regados
NECROLOGA
On doit der egards aux vivants,
On ne doit aux morts qoe laveill
Tolfoire.
Mais urna victima arrancada commn-
nhao social Mais urna existencia preciosa
tornba e desfalece ao alrilo do lempo !
Urna classe inteira chora a perda de um
dos caracteres nobres que a desvaneciam
com um legtimo amor proprio 1
Cheio de vida e de fortaleza, laborioso e
aciivo, Fernando Vieira da Rocha era o
orgulho de seus irmaos d'arraas, o lypo da
austeridad, dos costumes. e molde da sin-
geleza, pai amante, esposo desvelado, ir-
maocanohoso, era um cidadio prestimoso,
um dos intrpidos veteranos da armada ...
As lagrimas era Ao se desusara pelas fa-
ces descoradas de urna esposa, irmao e fl-
Ihos a dr intima que punge c contrista a
sociedade inleira, sao os trihutos pagos aos
restos do illuslre Aliado. Elles dizem elo-
quentemente o que os labios nao podem
dizer.
Singela inserpcao sobre sua lapida de
do marmore, diga a posteridade o que po--
derno os contemporneos em Fernando
Vieira da Rocha.
Pelo sou intimo amigo
i.
COlOfEftCIO.
Pra$a do Recife 27 de junho de 1860.
AS TRES HORAS DA TARDE.
Cota^es ofnoiaes.
Couros seceos salgados-260 rs. por libra.
Cambio sobre o Rio de Janeir=l 0/0 de des-
cont,
Descont de letras11 0|0 ao anno.
Cqt,acoes officiaes no dia 23 de-junho depois das
tres horas da tarde.
Cambio sobre Londres25 d. 90 di v.
Frete de assucar para Liverpool = 12i6 e 5 0|0
por tonellada.
Frete de algodo para Liverpool 7/16 e 5 OO
por libra.
Assuoar do Canal bom-2,500 rs. por arroba.
George PotcnetPresidente.
ubourcqSecretario.
Alfandega.
Rendimento do dia 1 a 26. .
dem do dia 27......
237.742$0S6
13:821 $382
251:563$448
Movlmento da alfandee
Voluntes eutrados com fazendas 35
com gneros 172
Volumessahidos com
> com
fazendas
gneros
207
99
198
-------297
necrologa
feita morte de mea presado tio o
Sr. Francisco Fernandes Carneiro,
e dedicada a minha lia a Exma. Sra
D. Francisca Alexandrina Carneiro.
Bem poucos passos vao da vida i morte,
Que a vida sonho... bem n'o disse alguem
Quem pode arcanos, que esrrcveu a sorte
No livro^lerno solelrar?.. Ninguem 1
[Calasans]
Morte, mysloriosa palavra, que repetem todos,
mas quo ninguem comprehende, tyranna exter-
minadora de bellos rizos, pego insondavel onde
se afundam nossos gozos, o que viesle fazer ?
Que existencia impiedosa ccifasle? Que duro
rigor, foi esse leu ?
Foi s.caso,:. a,innocente e caudlda criancinha,
que. dos orados maternos arrancaste? foi a flor
que despedacaste, mimosa violeta, que coraeea-
va aluda om botSo? Nao certamente.
Foi Vjoven ou a donzella, que ardendo em
amores.Xja sua imaginacao desenhavara mil ni-
tidos paiheis de ventura doco ? foi a flor, que
desfolhaste.olenle rosinba que sorria ao corte-
jo da primavera que" se approximava? Ainda
nao.
Foi urna existencia mais preciosa, urna exis-
tencia mais apreciada e mais necessaria que fl-
.lou-se entre os\u,manos: foi a de um pai de
familia, de um exlemoso protector de urna pro-
genie clara; foi de um cidado dstinclo. amante
do seu paiz e dos seus patricios; foi de um de-
fensor da humanidade, de um ente que, raaos
cheias.sanou muita raagoa ao soffrenle e ao pe-
Iitrapo; fot de um lho do cathoiecismo, cujas
crencas inabalaveis e f nos marlyrios do Golgo-
Iha lhe amenisou as ultimas agonas, que nos
se trazer a morte.
O Sr. Francisco Fernandes Carneicp nasceu
em Sabemuilo e residi em Carnaubas no Rio
Grande do Norle : a sua vida atiesta e funda-
menta o que dizemos ; a sua vida ntido es-
pelho ondesedovem mirar verdadeiroscarislaos,
dedicados cdadaos e desvellados pais-fami-
lias.
A' nos hoje s cabe-nos o pranle e a oracao.
Choremos o Aado enrolvendo as nossas lagri-
mas no piedoso manto daaupplica; e confiado
do Deus Eterno e Omnlpoienle digamos: Elle
est no co.
S4ci*nhode t860
\ M. Prmxtdt* B. Pimetrt*.
i
Dcscnrregam hje 28 de junho.
Barca francezaAlfredovinho.
Patacho portuguezMaria da Gloria diversos
gneros.
Brigue brasileiroMentorfarelo e pipas vasias,
Importac/ao.
Brigue nacional Mentor, vindo do Rio de Ja-
neiro, consignado a Amonan & Irmaos, manifes-
lou o segiiinle :
100 pipas vazias e 1,000 saceos arelo ; a or-
dem.
Consulado geral.
Rendimento do dia 1 a 26.
dem do dia 27. .
36:1941*053
444jjl80
26.-638J1233
Diversas provincias.
Rendimento do dia 1 a 26. .
dem do dia 27. .
4:433*885
1$871
474358756
Despachos de exportacao pela me-
sado consulado desta cidade n
da V de junho de 1860
LiverpoolBrigue Metante, Southall Mellors
& C, 21 saicas algodo ; Luiz Antonio de Si-
queira, 58 saccas algodao.
LisboaBarca portuguesa Vencedora, Carra-
lho rojz.ueira & C, 20 pranches le amarello
Recebedoria de rendas Internas
ge raes de Pernainbuco
Rendimento do dia 1 a 26. 32:363$813
dem do dia 27.......1:265J820
Consulado
Rendimento do dia 1 a 26.
dem do dia 27. .
33629*633
provincial.
. 62.7024083
i Jdem em caroco >
I Arroz pilado ...... arroba
| dem cobauca ..... alqueire
i Assucar bronco novo arroba
. Hem mascavado dem ... >
Azeite de mamona canaJa
dem de mendoim e do coco.
Borracha fina...... arroba
dem grossa.......
Caf em grao bom..... ajroba
dem dem restolho .... >
dem idem com casca ...
dem moid....... ,
Carn secca......
Car va o de madeira .... >
Cera de carnauba em po .
dem idem em velas. .
Charutos bons......
dem ordinarios.....
dem regala. ......
Chifres .

Cocos seceos.....
Couros de boi salgados
dem idem seceos espichados.
dem idem verdes.....
dem de cabra cortidos ,
dem de onca......
Doce de calda......
dem de Goiaba .....
dem seceos.....\
Espanadores grandes. .
dem pequeos......
Esleirs de preperi


cento



libra


um

libra


um

urna
1S350
35500
3S600
4f9G0
2^650
1200
2J0O0
7g000
4f000
7^500
4*500
5S000
9g600
5JO00
l$60O
8g500
13J000
Mo o suometiiuu appron.cao do Exl'i. pri-sidan"
te da provincia, na importancia de rftti^rs.
z. O arrematante enmonar as obras /io prazo
de 16 dias, e as onclnir no de 4 mores, ronla-
dos segundo o arl. 31 do regulamenio das toras
pa tilicas
3 pagamento da importancia da arremala-
ftao ser feito. era 3 prestaetn iguaes. sendo a
pnmeira quando tiver feito um terco da obra a
segunda .nacido bou ver feito dous tercos e a ul-
tima na entrega da obra.
4.a Em lodo o mais que nao estiver especifi-
cado no ornamento e as presentes clausulas es-
peciaes^ae.observaFi o qae diape a le n. 286
Conforne.-0 scctelario, Antonio Ferreira da
Annuaaiacao.
O Illm. Sr. inspector da thesoorarla pro-
vincial, em cumprimtnto da ordem do xm. Sr
presidente da provincia do 21 do correle, manda
fazer publico que a artemaiaco aos impostos da
tomare, do Liraoeiro foi transferid, para o dia aT^meca"; d

O lr. Anselmo Francisco l'erelli. cou.mend*dor
i- ,pe'1'. *t*m Ros d <>e CbrUto. e
h.La "? MP*sl do commercio dei. ci-
ade do Hecife, caala! da provincia de Per-
v^ssr*por s- -iw.*-
mn V^*^M: Psente ediUl rb*..el
perica
---------------------------ri>- f"iu v uiri
; zoao mesmo, servmdo de base para a arreronia-
como
do thhor seguinle _
" h e ??-*? r->" dft commercio._Di_
zem Henry Forster & c n^oci.nte. desl. .ni-
ca, que querem f.znr ciar a Aodr Nauser Jos
Joaqun. Narciso, oalabelecidos eom pidariH.
ra do Tergo, sob a razao socl do AMti4N
ciao. para na primera audiencia dMe iou> fal
larem aos lermos de tima acco otdinarie
q-i.l Ibes pedem a quantia de 2 470 ra imMr.
tanci. do saldo d fannh.i de trigo que lhes eo-
prar^s a dinheiro par. mesm padvria, fie.o-
. do logo citado para lodos os tormo da accion
Sir.0oln^,olTerocido Pel Hesnle Benio Jos
1|000 Alves de Oliveira
K para constarsemandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Seiretaria da thesousaria provincial de Per-
nambuco 23 de junho de 1860.O secretario,
A. F. d'Anuunciacao.
Q Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimenlo da ordem do Exra. Sr
presidente ds provincia de 16 do corrcnle, man-
da fazer publico, que no dia 28 do
Estoupa nacional.....arroba
Farinha de araruta ....
dem de mandioca ....
Peijo.........
Pumo em folha bom ....
dem" idem ordinario....
dem idem restolho ....
dem em rolo bom ....
dem idem ordinario. .
Gomma polvilho.....
ipecacanhua. ......
Lenha em achas grande .
dem idem pequeas. .
dem em toros. ...
Madeiras cedro taboas de forro.
Louro pranches de 2 costado*
Cosladinho. ...
Costado........
Forro.........
Soalho........
Varas aguilhadas.....
dem quiriz.......
Virnhlico pranches de dous
custados.......um
dem idem custadinho de dito
dem taboas de costado de 35
a 40 p. de c. e 21/2 a 3 de
largura : .....
dem dem dito de dito uzuaes
dem idem de forro ....
dem idem soalho de dito .
dem em obras eixos de secupi-
ra para carros.....pr
Idom idem rodas de dita para
h.......
sr ....

alqueire
alqueire
arroba





arroba
cento

.
urna
um
ama





S$fJ00
5S000
4$000
260
400
165
300
105000
500
400
lfiOOO
35200
1J600
300
1$600
3J000
350OO
75OOO
logOOO
_ mesmo, pe-
ranle a junta da fazenda da mesma thesouraria
se ha d arrematar a quem mais der,
enndemnados reveli* no>
principal e juros legaes : mas tendo-ae o im-
plicados ausentado-se abandonando o esiahotoa-
menlo sem que se wib. o lugar em que se oJiam
requerem a V. Kxc. digne-se admiUi-lo a jw,.
ficar a ausencia, e sendo quanto bawe o tolaue-
por sotilcnca mandando passar cari, edasaj por
30 dias, ahra do seren por eli. citado o. p-
plicados para a .cao, nome.ndo-lhe. o
tivo curador.
Pedem a V. Exc. deferiraento.E R.
quim Dooradn.
E mais se nao conlinha em tal pelicao, na qual
dei o despacho seguiule :
MJo-
se ha d. arrematar a quem mais der. a laxa das Distribuida. Como requerem. e em temoo 00-
uarreiras da ponte do Manguinho e da estrada da portuno se Hornear curador aossuDDiicwlML Ip
Lapunga, avalladas novamente em 5:360 por cife 8 de junho de 186.A. F. Peretti.
auntK I No<1a mais se declarar em itrt detnoch aaui
,_f-rrei."l *1,!;fi?_r?i!as P?r lemP de ,res i }nr.iplo,_em_vlrlude da qual lorTmamm pe-
no escrivao desle uizo Ma.o.t
dia,
propos-
annos, a contar do l.de julho do crreme
no 00 ultimo de junho de 1863.
As pessoas quo se p-opozerem a eslas arrema-
larjoes coraparecam na sala das sessoes da mesma
junta, no dia cima indicado, pelo meio
competentememo habilitadas, com suas
tas em cartas fechadas.
E pare constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario, Secretaria da thesouraria
provincial A. F. d'Annunciacao. das : ndo o qual e sendo os ausentes havidos
Secretario. Por dos *e lhes noraear curador par. roa
65000 I -Olllra. Sr. inspector da thesouraria de fa- I ""^." a,a"sa S seus deTdos ,e09- '-
352OO onda manda fazer publico, de conformidade cora *""?' Ul'^f'11^ cu'0'^'
25S000l2a'1e.,ndO-,rb,,nl" d0 hewuro-n.doii.1 n. 6 pi "f&i de lunho de 18M).-
4Sfl!*0i (,emal Pr<>*imo ndo. quenodla25dH
tltZ ,U PrOT,n,o se fr concurso neslv thesouraria
15600|para preenchimenlo das vagas que ha de prali-
I25OOO canle na mesma : aquellos pois que pretende-
"?* lar nesta secreta
75000
165000
ticao distribuida .
Mara Rodrigues do Nasciraenlo ; e leudo os
pilcantes produzidn sqas teslemurihas que justi-
llearam a ausencia dos supplicado. era lugares
nao saludos,.e subindo os aulos a minha conctu-
sao nellrs dei a senlenca do Iheor seguinle :
A vista da inquiricao'de SI*. 5 a Os. 7 julgopro-
vada a ausemia dos justificados em lugares nao
; e mando que rejam citados por ditos
Anselmo Fran-
cisco Peretti.
E mais se nao cootinha em dita sentenca aqu
transcripta, em cumprimenlo da qual o respecti-
vo esenvio fez passar a presente carta de edito
1 o prazo de 30 dias, pela qual chamo, cito e
ri. seus requermeros9,"nsetSru": SKpS "' referdoS PP"os par. ,u.
000 dos om os documentos que provem : Io. lercm I .n"L._ '^.P r""_i0B,par.eam nc_juiio par
85OOO
6000
me
SS140
15600
2450OO
145000
455OO0
165000
55000
105000
105000
.....
..... caada
....... alqueire
Pfedsjk de amolar. urna
dem de filtrar...... >
dem rebolos......
Piassava em molhos um
Sabo......... ibra
Salsa parrilha ..... arroba
Sebo em rama......
Sola ou vaqueta (meio) urna
TaPio<*........ arrba
nhas de boi..... cento
Vinagre........ p;p8
Pao brasil....... quinlai
18 a unos completos de idade : 2o. estarem livros
de pena e culpa e 3* lerem bom procedimento.
Os exames nesle concurso versaro sobre Iei-
tura, analyse grnmmatieal, orthographia e ari-
1 themetica al a Iheoria das proporcoes inclusive.
Do ordem do Illm. Sr. inspector da the-
souraria de f3zenda desta provincia se faz pu-
blico que a arrematacao de una parte do sobra-
do de dous andares no valor de om cont cento
cincoenta e cinco mil qualrqs o oitenta o dous
mis, silo na ra da Guia, pertenlencenle a fa-
zenda nacional em virlude de adjudicado, nao
leve efTeito no dia annunciado por fallo de lici-
tantes ; e por isso fica transferida a mesma ar-
retaco para o da 30 do corrcnle me/..
Secretaria da thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 8 de junho de 1860. O olicial maior
interino. Luiz Francisco de Sarapaio e Silva.
Capitana do porto
Pela capitana do porto se faz publico, o aviso
abaixo, da subsliluican da lanlerna enllocada na
Iorta|eza dos o Santos Reis Magos da barra do
Rio Grande do Norte, por um grande larapeao
circular de 8 bicos.
Cnijapia do porto de Pernambuco, 14 de junho
de 1860.O secretario, J. P. Brrelo de Mello
Reg.
AVISO
allegarem a sua defeza sob o conteudo da peli-
cao cima com a pena da Iei: perianto toda o
qnalquer pessoa os podero fazer scienle do con-
teudo do presente edita!.
E para chegar ao conheriracnlo de todos, man-
dei passar euitaes, que ser.io publicados na for-
ma do estylo.
Cidade do Recife 22 de junho de 1860.En Ha-
noel Maria Rodrigues do Nasciraenlo, escriv.e 0
subscrevi.
Anselmo Francisco Ptretli.
Declasacoes.
305000
280
25500
800
95000
15120
200
120 i de 1861).
AOS NAVEGANTES.
2.1 seccao. Rio de Janeiro. Secretaria de es-
ledo dos negocios da marinha, em 18 de maio
25S000 < 1>e'a secretaria de eslado dos negocios da
lgOOO marinna se fz publico, para conheeimenlo dos
wmn i navef?antes, que a lanlerna da fortaleza dos San-
oszuu 1 u,9 neis Magos situada na barra do Rio Gran-
35520 de do Norle. om latitud? de 5o 45' S, e longitude
5300 de 3 13' 15" O de G\V. foi substituida por um
50S000 Prandc lan>peao circular de 8 bicos collocado so-
, bre urna torre cylindrica, construida
forma daquella fortaleza. Esta nova
na plala-
uz, que
Movimento do porto.
Navio sahido no dia 26.
Portos do sulVapor portuguez Portugal, com-
mandarile HenriqueA. de Biron.
fixa c do cor natural, esl elovada 65 palmos por-
luguezes sobre o superficie das aguas, as mares
regulares, e podo ser avistada na distancia de 12
millias,O director geral intorino, Angelo Tho-
mazdo Amaral.
Navios entrados no dia 27.
Bahia10 dias, polaca brasleira Marinho, 261
toneladas, capillo Antonio Jos dos Santos
O Dr. Antonio Joaquim Buarque Nazarelh, juiz
municipal o de orphaos e ausonles, nesla ci-
dade da Victoria o seu termo da comarca de
Santo Anto da provincia de Pernambuco por
S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro II. que Dos
guarde ele.
l. equipagem 13. em lastro; Tu^lfiStmF^ *"" "^ ^ de aUSe"te8
Lemos.
Rio de Janeiro 22 dias, briguo franc
commandanle Andr Fonet.
lim se proceden a arrecadaeao dos bens
I deixados pela finada Isabel Maria Bezerra, a re-
Wr, querimento do collector de diversas rendas ge-
raes deste municipio, e como uo se obtivesse
Conselho de com
Manda este ronsrlho fazer publico, qne contra-
a no dia 30 do crreme mez, os fornecimenlo
de lijlo, de al venara grossa, podra rm esta oo-
nnnacoo e de cal, para as obras a cargo do arse-
nal de marinha cora quem por menos os faca -
geitando-se as condices (garantidas por Dador)
de serem ess^s objeelos sempre entregues n.
quanlidade e da qualidade contratada. sb pea
da mulla, a favor da fazenda. de 50 0/o do valor
de cada um, alcm do contraanle carregar com o
excesso do preco no mercado, se o houver, caso
essas fallas orcasionem queahi rernrr.-ao; a*n-
do esses contratos efectuados i vista de propus-
tas recebidas no citado dia at s lt horas da
manhaa.
Sata do conselho de compras navaes, em 21 de
junho de 186u O secretario, Alexandre Rodri-
gues dos Arijos.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para forneciraento
do arsenal de guerra, tem de comprar os objec-
tns seguinlo :
Para a primera companhia de pedestres deliaha
da comarca da Bu.-Vial..
77 esleirs de palha de carnauba ; 56 grvalas
de sola de lustre ; 77 manas de lia ; 1 livro de
200 folhas para as ordena do couim.nd.oie do
companhia : 1 lvro de 200 folh.a par det.lhe
do servico ; 1 livro de 20U folhas pare rrgiiiao
de prel e folhas dos otllciaes; 1 livro de 2UU tu-
llas para entrada do diversos gneros; 1 livs
de 200 folhas para carga do fard.naeolo ; 1 livro
de 2u0 folhas para termo de juramento.
Quem quizer vender laes objeelos apr
18 suas propostas em carta fechada na seo
do conselho, s 10 horas da mauhaa do dia
de julho prximo vindouro.
Sola das sesses do conselho administrativo
lava fornecimenlo do arsenal de guerra. 22 do
junho de I860.-Zrnto Jo Lamtnha Lint, co-
ronel presidente.Francisco ioaquim Pe
Saunders Brothers & C.
Liverpool48 dias, patacho inglez Belle, de 226
toneladas, capilo W. Lee, equipagem 14, ear-
ga fazenda, plvora e mais gneros ; a Henry
Gibson.
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio Granledo SulPatacho brasileiro Carro /,
res n.io sabidos, ordenei se passasse o presente,
pelo qual cito, chamo e requeiro o compareci-
mento dos herdeiros de sobredita finada, bem
como a todos os que direito tiverem em sua he-
ranca afim de yirem habililar-se no prazo de H0
das a publicacao desle, o qual ser ailixado ou
lugar publico do cosiume e publicado pelo Dia-
rio de Pernambuco em quanto durar referido
prazo, fludos os quaes ludo procederei a reve-
lia e na forma da le, e para constar se passou o
Liverpool-Galera tngleza llermtone, capilo John presento que vai por mira ossignado cora o sello
Towell, carga assucar e algodao.
capilo Jos Joaquim Soares, carga assucar.
ParEscuna hanoverlana.
Sihulds, carga fazendas.
H'iieA, capilo H.
o.
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73
o.
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Atmosphera.
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I Hygrometro.
Barmetro.
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y v.
" Pt
= 2
o 5=
O
r-
C
c
>
1:927*021
64.629*104
Pauta dos precos dos principaes gene-
ros e produeces oacionaes,
que te despacham pela mesa do consu-
lado na semana dt
de 25 o 30 de junho de 1860.
Agurdente alcool ou espirito
de agurdente.....casada 906
dem caxaca.......
dem de cana...... >
A noite nublada e de aguaceiros, vento SE,
veio para o terral e ao araanhecer rondou pelo S.
OSCILLAC.AO DA HAB.
Preamar as 11 h. 6' da mantisa, eltura 6.0 p.
Baixamar as 5 h. 18' da larde, altura 2.0 p.
Observatorio do arsenal de marinha 27 de junho
de 1860 Viscas Jumos.
Editaes.
dem genebra......
dem idem....... botija
dem licor....... caada
dem idem....... garrafa
dem restilada e do reino caada
Algodao emploma 1.*porte arroba
dem idem 2.' dita ....
dem idem 3.' dita ....
500
640
800
280
960
320
800
7,1406
6il4O0
5f4O0
(?) Provincia de Pernambuco.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, era cumprimenlo da ordem do Exra. Sr.
Siresidente da provucia de 23 docorrente, manda
azer publico, que no dia O de julho prximo
futuro, vai .novamente prar;a para ser arrema-
ladado quem por menos fizer, a obra dos repa-
ros do empcdramenlo da eslrada da Victoria, en-
tre os marcos de 6 a 8 mil bracas, avaliada em
65129000.
A arrematacao ser feita na forma ds Iei pro-
vincial n. 343 de 4 de maio de 1854, o sob as
clausulas especiaes abarxo copiadas.
As pessoas que se quizerem propor a esta arre-
matacao comparecam na sala das sesses da men-
cionada junta no dia cima indicado, pelo meio
dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thegourarja provincial de Per-
uambuco, 26 de junho iefjft.O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especiaes para ct\arrtmataco.
, i Os reparos dos empedr- '" da estrada
da Victoria entre os marco'
serte etos de contare'
nesta data approrado >
' bragas,
amento
conse-
jo juizo, que ante mim serve ou vaina sem seo
ex-causa.
Dada e passada nesta cidade dn Victoria aos
28 de abril do anno do nascimenlo de Nosso Se-
nhor Jess Christo de 1860, trigsimo uono da in-
dependencia e do imperio do Brasil.Eu Anto-
nio Ludgero da Silva Costa, csciivao de orphaos
e ausentes o escrevi.
Antonio Joaquim Buarque Nazarelh.
0 Illm. Sr, inspector da thesouraria pro-
vincial era cumprimenlo da ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia de 19 do correnle manda
fazer publico que no di28 do mesmo. se ha do
arrematar perante a junta da fazenda da mesma
thesouraria, a quam por menos fizer a impressio
dos trabalhos das leparlicoes provinciaes no anno
finnnreiro de 1860 a 1861. A saber :
Secretaria da assembla, dita do go-
verno, obras publieas, directora geral
da instruego publica e gymnasio..... 3:50O|O00
Thesouiaria provincial e reparti-
eres que lhe sao subordinados por.... 1:5008000
As pessoas, que se propezerem a estas rrema-
taces comparecam na sala das sesses di mes-
ma junta, no dia cima indicado, pelo meio-dia,
coro suas propostas em cartas fechadas.
E para consta/ se mandou alx.ir o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria prov.ncial de Per-
nambuco 21 de junho de 1860.
O secretario,
A. F.da Annunciaco.
Acamara municipal desta cidade manda
publicar, para conheeimenlo dos seus muaicipes,
os artigos de posturas abaixo transcriptas, que
foram approvados provisoriamente pelo Exm.
presidente da provincia.
Pago da cmara municipal do Recife, em ses-
sio ordinaria de 15 d junho de 1860. Manoel
oaquim do Reg e Albuquerque, presidente.
lanoel Ferreira Accioly, secretoria
Quarls secgo.Palacio do governo de Per-
nambuco, era 14 de junho de 1860.
O presidente da provincia tendo vista oque
represcnlou a cmara municipal do Recife, em
officio de 13 do corrente, sob uumero 58, resolve
approvar provisoriamente os seguiotes artigo de
posturas :
Art. 1. E' permiltido ao iofraolor de qualquer.
postura pagar a mulla competente para nao ir a
juizo, cobrando para sua defeza recibo do procu-
rador da cmara, sem prejuizo da pena corporal,
que tambem possa ler.
Arl. 2. Quando o infractor nao pagara multa
dentro do prazo de tees dias, depois do condem-
nado, e intimado judicialmente, a mulla se con-
vertera em priso, correspondente a dous mil ris
cada dia do priso.
Art. 3._Os infractores presos em flagrante s-
mente serio saltos depois de pagar a reepectiv
mulla, ou depois de flndos tantos das quanlos,
bastem para ser a pena satisfeita em priso
razao da regra cima estabelecida.
Ambrozio LaMei*"****
A administracio do$ ostahelect-
mentos de ca idade. luz publico que no
dia 28 do correte ultima o rrenda-
mento de seus predios, comeando a ar-
rematacao ai 10 horas da manhaa.
De ordem do Illm. Sr Csetano Pinto de
Veras, juiz de paz do 4 anno do !. dislrirto da
freguezia do S. S. do bairro de Snlo Anloeio
dcsla cidade do Recife, se fa/. publico a q*am
convier, que os officiaes de justica que trabalham
perante este juizo sao os abaixo declarados, ase
podendo-outro qualquer fuucciouar no mraaie
juizo, sem o compleme cumpra-se. Recile 29
de junho de 1860.O escrivao,
Joaquim da Silva Reg.
Miguel Moreira de Souza Maia.
Braz l.npes.
Albino de Jess Bsndeira.
Joaquim Dias Martin.
Francisco Joao Honorato Scrra Grande.
Pedro de Alcntara.
Pedro Ferreira das Chagas.
Flix Rodrigues de Miranda.
Joaquim Fernandesde Souza.
Francisco Manoel de Almeida.
Amanciu Godofredo Lucas.
Francisco da Silva Neves.
Jos Fitippe de Medeiros.
Manoel Joaquim de Nasdmcnlo.
Francisco de Koula Real.
Agoslinho.Jos dos Prazaros.
Jos Chrispira d'As'a'umpcao.
Manoel Goncalves Branco.
Joaquim Jos da Rosa.
O novo baaeo de
Pernambuco repeteq avi-
so que fez para serem re-
colhidos desde j as notas
de logOOO e 2o,ooo da
emissao rfo banco,
Pela recebedoria de rendas internas geraes
se faz publico, que so corrcnle mez que os de-
vedores do segundo semestre do exercicio cor-
rente de 15591860, relativo aos seguinles its-
pos: decima addicional de mo mora ; imposto
de 80 por cento sobre tojas, e dito especial s Mi
obre casas de meveit, roupas, perfumara a
calcado fabricado em paiz eslrangeiro teosa da
paga-lo livre de multa. Recebedoria de Pe
buco 1 de junho de 1860.O administre**,
woei Cavnmro d. Soma Lacr.
O procurador d* *** "JS'1,
cidade fes pubik-~ "*'I* *rl5!
vara crim. """* Sr* Ber"',| "*
ir i *f- remettidM i mella ema*-
rt siVfas parlicisetJo, ronfea** os Bornes
dos individuo aullados, pez hita de comparec-
lo osa sesses ele jury ; aflm do eue vejaseaei
recolher as respectivas mullas, evtala o pro-
ConfOTBtv--i>wt9co Lc^-,*cl**,*
I ees catire.


6
o
-----------------5. sessiTae &T,
Joao Bernardo de Siqueia........ 330$00O
Joao Caruciro daCunha............ 33O0UO
Fra ncisco Ferreira do Helio........ 3300000
DiogoJosquim da Silva............ 330)000
Antonio Joaquim dos Santos....... 3309000
Marianno de S e Albuquorque___ 330(000
Manoel Pinto dos Santos........... 3O0JW00
5.*'8essio do 1857.
Manoel Martina da Costa........... 320^000
Jos Joaquim de Oliveira.......... 300*000
Altaro Pereira de S............... 220J000
Mtnoel Luiz Goncalves............ 220g000
Loureneo Rodrigues das Nevea.... 220JJ000
Jooquim Jos de Miranda.......... 220*000
Antonio Carneiro Machado Ros___ SOOgOtAl
Dr. Joaquim Jos da Fonceea...... 2009000
Felisbino de Carvalho Raposo...... 20O&000
Dr Joao Maria Scve................ 180g000
Ubaldo Manoelde Almeida........ 180(000
Dr. Jos Antonio de Figuciredo ... ISCOOO
Antonio Auguro Maciel......... I8O9OOO
Jos Ramos da Cruz............... 140(000
Joaquim Francisco de Mello Santos 140*000
Jos Antonio Carneiro............
Antonio Augusto da Fonceea......
Manoel Francisco Marques.........
Bonifacio Maximiano de Mallos..
Francisco Rufino Correia de Mello
Dr. Antonio Mara de Parias Neves
MARIO DE PEBSAMBr.dft ~ QWMTA FEHU 88 MTfTflraO DB 18B.
Urna casa lerra n. 21, na ra de Santa Tttereza.
Un dit?l n. 19, na mesmi ra.
Urna dita 10 na ra das Aguas Verdes.
Ura sobrado de dous andares n. 11, n* ra Di-
reila.
Ur.i ailo de dous andares a. 71, na roa do Podre
Florianno.
Um armazem no Forte do Batios.
Ura dito no mesmo lugar.
Urna parle do armazem que se acha oceupatio polo
consulado geral.
Um telheiro em Pora de Portas junho ao quartel
dos engajados.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, para fomecimenlo
do arsenal de guerra, lem de comprar os objee-
los seguales : 1
Para a escola rogimontal dVrfJ.0 batalhiro de
infamara.
6 resmas de papel almaco ; 400 pennas de
ganco ; 2 caivetes ; 72 lapis ; 6 garrafas de tin-
ta de escrever; 6 libras de areia prela ; 20 coi-
leccoes de cartas para principiantes ; 20 la-
boadas; 6 grammaticas portuguezas de Monte-
Verde, ultima ediccao ; 6 compendios de arilh-
melicas por Avila, conforme o aviso de 12 de
junho de 1852; 20 traslados de escripia ; 6 pau-
las ; 6 pedras para escripia; 24 lapis para as
raesmas pedias.
Qucm quizor vender taes obejeelos, aprsente
140(000 ns suas proposlas em carta fechada na secretaria
I4O3OOO do conselho, s 10 horas da manhaa do dia 6 de
4l)}000 "ino prximo viudouro.
ftuflftl Saladas sessoes do conselho administrativo,
4"uuu i-para fornciraenlo do arsenal de guerra. 25 de
209000 junho de 1860Benlo Jos iamenha Lint, co-
20j)000 | Tonel presidente. Francisco Joaquim Pereira
marramos.
Para Lisboa, sahir at o i lfc de julho
prximo o patacho porto,guez Man* da Gloria,
por ter graade parle da carga prompia: quem
nelle quizer carregar ou. ir de nassagem, trata-se
eom os seos consignatarios Francisco Scveriano
Rabelio ,& Filho, ao '.ado da Assemblea n. 6.
Lisboa.
raque
Vi s*hir em poucos das con carga quie -
vec a barca
Vencedora:
quem quizer carregar ou ir de passagem, para o
que. lem eabllenter. rom modos, dirija-se aos
cofjeign ai arios Carvalho Nogueira & C, na ra
do Tigario 11. 9, primeiro andar1, ou ao capilo
na praga.
Para o Aracaty.
Segu, com a maior brevidade possivel o hiate
Cralidco. por j ter a maior parto da carga
prornpl 1; para o resto e passageiros, dirjam-se
ao Passeio Publico n. 11. ou ra do Cordoniz
n. 5, casa de Pereira & Varante, no Porte do
Mallos.
Jos Rodrigues dos Santos........ 2090O0! Loho> coronel v08al secretario interino.
aogooo
309000
20900o1
20900o1
20(000
209000
208000 i
20(000;
209000 i
20(000;
20*000:
209000;
209000
20(000
209000
209000
209000
Joaquim do Oliveira e Souza
Antonio Joaquim de Sani'Anua
Jos Marques da Costa Soarcs.....
Manoel Gomes de S..............
Joao Augusto Hcnriques da Silva..
Manoel Antonio Viegas............
Joao Manoel Rodrigues Valonea...
Dr. Loureneo Trigo de Loureiro ..
Jos Baplista da Fonceea..........
Andr Ferreira d'Almeida..........
Joao Francisco Bastos.............
Joao Manoel de Siquera..........
Jos da Silva Mendanha........
Jacomc Guraldo Mara Luraack do
Mello...........................
Firmino da Silva Amorim.........
Andr Alves da Fonceea...........
Joaquim de Jess Pinto............
Jos Gunegundes da Silva.........
Angelo Custodio dos Santos.......
Jos Raplista Ribeiro de Pitias...
Francisco Tburcio do Souza Nevos
1.a scsso de 1860.
Cuilherme Rodrigues Montr.0 Lima 2009000
Rento da Costa Ramos de Oliveira 3009OOOi
Sabino Bruno do Rosario.......... 300JJOO
Manoel Antonio da Silva.......... 300(000
Jos Hygino de Souza Galvao..... 320(000
2.a sesso de 1858.
Urbano Mamedc de Ameida...... 250g00
Antonio Muniz Pereira............. 3409000
Dr. Fernando de S Albuquerque.. 32OS000
Dogo Joaquim da Silva............ 320(000
Hermenegildo Firmino de Lima.. 300(000'
Joao da Cunha Nevos.............. 2809000
Manoel Jos Rodrigues Braga..... 2009000
Felisbino de Carvalho Raposo..... I8O9OOO
Couladoria da cmara municipal do Recife 20
de junho do 1860.
O procurador
Jorge Vicfer Ferreira Lopes.
Deordem do Illm. Sr. inspector da thesou-
raria de fazenda desla provincia se faz publico,
para conhecimento dos interessados, a relacao
abaixo transcripta dos credores de dividas de
exercicios na importancia total de 2:637(732 r3.,
cujo pagamento fui aulorisado pela ordem do
thesouro nocional n. 83 de 5 do correnle niez.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Per-
nambuco 18 de junho de 1860.O ofncial maior
inierino, Luiz Francisco de Sampaio e Silva.
Relacao a que se refere o annuucio cima
Chrstovao de Hollanda Cavalcauti de
Albuquerque, Antonio de Padua do
Hollanda Cavalcanti e Joo Nepo-
muceno Rezerra Cavalcanti 64(367
Fausto Frei'e de Carvalho 200(000
Francisco Garca do Amaral 401c666
Joo Jos Roliro 1889987
Vicente Jansen de Castro e Albuquor-
que 133(33-2
Ignacio Francisco da Silva, Mara Joa-
quina de Mello e Silva 5223000
Antonio Tavares 73i44
Braz Avelino Freir ItOjOOO
Dcimo batalho de infanlaria 40*000
Joo Ferreira da Rocha 31(126
Luiz Francisco Teixeira IO9OOO
Miguel Ferreira dos Anjos 919200
Miranda & Vascoocellos 1479000
Beinaldo Jos dos Santos 73*044
Miauelina Gertruia de Assumpco. 5019966
Directora geral da instrueco
publica.
Por asta secretaria sao convidados os senho-
res abaixo mencionados a virem tirar seos litlos
de capacidade para o magisterio, afim de pode-
rem ser admitlidvjs ao concurso da cadeira de
francez do Gyranasio Provincial, cujo dia ser
marcado.
Secretaria da instruidlo publica dcPernambu-
co 27 de iunho de 1860. Osecretario interino,
Salvador Henrique de Albuquerque.
Pessoas a que se refere a declaracao supra.
Hippolylo Gadault.
Antonio Jos de Moraes Sarment.
Jorge Dornellas Ribeiro Pessoa.
Amcrico Nelto de Mendonca.
Hermillo Eugenio Luiz Dupcrron.
De ordem do Illm. Sr. inspector da tbesou-
ria de fazenda desta provincia se faz publico,
para conhecimento de quem inleressar, que no dia
20 do crrente mez, perante a mesraa ihesoura-
ria, sero arrematados, a quem mais der, os ar-
rendamentos annuaes, que devem ter principio
no 1 do julho prximo seguale ; dos propnos
narionaes abaixo mencionados.
Secretaria da ihesouraria do Peruambuco, 14
de junho de 1860 O ofcial-maior interino, Luiz
Fraocisco de Sampaio e Silva.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
j O concelho administrativo, para fomecimenlo do
oAonnn a|senal de guerra, lem de comprar os gneros se-
*w guintes :
20*000 Para o presidio de Fernando :
20*000 800 alqueires do farinha de mandioca por medi-
da velha qucm quizer vender tal genero, apr-
senle as suas proposlas em carta fechada na se-
cretaria do conselho, s 10 horas da manhaa do
dia 4 de julho prximo linn.
Sala das sessoes do conselho administrativo
para fornecimctilo do arsenal de guerra, 25 de
junho de 1860,
Denlo Jos Lemenha Lins,
coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
eoonel vogal secretario.
ara
Conselho administrativo.
Aracaty
niale Sergipano ja tem parte da carga, para o
resto trata-so com Martius & Irmos : ra do
Madre de Dos n. 2.
O conselho administrativo, para forneciment:
; Jo arsenal de guerra, tem de contratar o rancho
para a companhia dos menores do mesmo .arse-
nal, durante os mezes de julho e agost prximo
i viudouro.
Pao de 4 oncas.
Bolacha.
Assucar refinado.
Cha hysson.
Caf ei grao
aVartteiga franreza.
Carne verde.
Dita seca.
Toucinho de Lisboa.
Feijiio mulatinha ou prclo.
Arroz do Maranho.
Racalho.
Farinha de mandioca.
Azeito doce de Lisboa.
Vinagre de dito.
Quem quizer contratar taes gneros aprsenle
as suas nropostas em carta feixada na secreta-
ria do mesmo conselho as 10 horas da manh
do dia 30 do correte mez.
Sala das sesses do conselho administrativo
para fornecimento do arsenal do guerra 23 de
jnnho de 1860.
Benlo Jos Lamenha Lins,
Coronel presidente.
Francisco Joaquim Pereira Lobo,
Coronel vogal secretario.
O conselho administrativo do patrimonio
dosorphos lem do por em hasta publica, na sala
de suas sessoes. no dia 28 do corrente, a renda
de urna parte das casas do mesmo patrimonio
abaixo mencionadas, por lempo de um a tres an-
nos, a contar do !. de julho prximo fuluro, se-
gundo o que dispoo os arligos 28 e 29 dos esta-
tutus em vigor, a saber;
Largo do Paraizo.
Nmeros :
" 4 Casa de dous andares.
Ra do Sebo.
12 Casa terrea,
Ra da Mocda.
46 Casa lerrea.
Ra doAzeile do Peixe.
63 Casa de um andar.
Ra da Cacimba.
65 Casa terrea.
Ruado Encanjaraento.
74 Casa terrea.
75 dem idera.
Ra da Senzala Velha.
79 Casa de dous andares.
80 dem dem.
Sitios.
1 Um sitio na estrada do Parnameirm.
3 dem idera do Rosarinho.
4 dem idem da Mirueira
5 dem do Forno da Cal.
Os licitantes hajam de comparecer com seus
fiadores na sala das sessoes do mesmo conselho,
as 10 horas da manhaa, no mencionado dia 28 do
correnle.
Secretara do conselho administrativo do pa-
trimonio dos orphos 25 de junho de 1860.
Dr. Vicente Pereira do Reg.
Secretario.
REALCOllPAMUi
DE
Paquetes iiglezes a vapor.
At o dia 28 deste mez espera-se da Europa o
vapos Magdalena, o qual depois da demora do
coslume seguir prra a Rio do Janeiro tocando
na Baha: para passagens etc., trata-sc com os
ahentes Adamson, Howic & C. ra do Trapicho
Novo n. 42. .
WWSMM.
DAS
llcssageries imperiales,
Al o fim do mez espera-se do. Rio de Janeiro
o vapor francez Guyenne, commandanle Enout,
o qual depois da demora do costume seguir pa-
ra Bordeauxtocendoem S. Vicente e LisboaJJw-
ra passageiros, eneommendas e ele, a miar
na agencia ra do Trapiche n. 9.
->- Koga-se aos Sr*. abuixos mencio-
nados o favor dte virem ou vnandarem
saldar ses antigos dbitos a firma de
Rocha Lima Guimaraej, hoje perten-
cetite a de Martinho & Oliveira, por
Ottipra t[e te* fizeram da loja de fa-
eendas da ra da Cadea n.40, a saber:
Timoteo Antonio d'Araujo Reg.Engenho Ara-
ripe de Baixo.
Padre Fortunato Jos; de SousaItamarac.
Jos do Carmo.Ider.
Manoel Cancio Pereira dos Santos,Para.
Chrisiovam de Hollanda Cavalcante.Cidade de
Nazarcih.
J0S0 da Silva Monleiro-Pasmado.
Antonio Por Dos da Cos Antonio Soares d'Almeids.Villa do Limoelro.
Loureneo Soares Cordeiro de Mello.Goisnna.
Jos Rodrignes Revoredo.dem.
Andr Ferreira de Mallos.dem.
Jos Ignacio de Mello.dem.
Amaro Gomes da Ganh'a Rabelio.dem.
Galdino Xavier da Costa.Goianna Grande.
Vicente Cavalcante d'Albuquerque.dem.
Alcxandre Correia Bererra de Menezes.dem,
D. Ignacia Mara da Conceijao,Barra Grande.
Francisco Bezcrra Cavalcante.
Jos da Silva Santos.
Manoel Jos da Silva.Goianna.
Jos Carneiro da Cunha.dem.
Henrique Cavalcante d'Albuqucrque.N. Senio-
ra do O'.
Manoel Correia d'Oliveira.
Luiz Pedro Bezcrra.Goianna
Francisco Simphronio O. Tavares.dem.
D. Irias Mara da Conceico.dem.
Padre Graciano Gomes de S I.clo.dem.
Manoel Smo Damasio.
Pedro Martins dos Anjos.dem.
Joaquim de Mallos Alcantillado Rochedo.dem.
Simao Jos de Azevedo Santos.dem..
I)r. Jos Maria Freir Gameiro.dem.
Antonio de Moraes Magalhes.dem.
Jos IIiniz.
Vicente Jos da Costa.
Na roa larga do Rosario n. U, vendem-se
calcados das qualidades seguales: borzeguins
de couro de porco, ditos de lustie, dilos de be-
zerro, ditos da cordavo, sapates de varias qua-
lidades c gostos c oulras muitas qualidades de
calcados ; assim como tamancos em grandes e
pequeas porcoes, por precos muito baratos.
Precisa se de urna ama de boa conducta
para lodo o servico de casa depouca familia : na
taberna da ra das Cruzes n. 22.
O Sr. Feliciano Henriques Hardman, lem
urna caria no escriptorio da via frrea, ra do
Crespo n. 2, pagando o annuncio Ihe ser en-
tregue.
Vende-se
urna excellcnle escrava muito moga com 20 an-
nos de idade, bonita figura, tem habilidades para
coziuhar: quera a pretender dirija-so ra dos
Burgos n. 19, das 9 horas da manhaa s 3 da
larde, que schar com quera tratar.
Irmandade do Senhor
Bom Jess das Cha gas
Do ordem da mesa actual, de novo convido aos
irmos da irmandade do Senhor Rom Jess das
Chagas comparcccrcm no consistorio da mesma
irmandade no domingo Io de julho, pelas 10 ho-
ras da manhaa, aim de reunidos em mesa geral
se proceder a eleico da nova mesa. Consistorio,
27 de junho de 1860.Benjamn do ('.armo Lopes,
i escrivo.
FERRADORES B VETERINARIOS RECONHECIDOS E
EXPERIMENTADOS DA
ESCOLA DE CAVALLARIA DE SAUMUR,
previnam ao publico que acaban de abrir sua offieioa do forrador, na ra* de SaoUr Astro n. 1,
(praca do espira} m o barro de Sanio Amonio, aondo acham-se prornpioa para incumbir-*! d
ferradura o curativo dos animaos que Ihes fbrtm confiados.
SMBBa
toa
JKSSe
K^
sWy>.
^i artista Francisco de ssis Avellar, antigo contra-mestre do fallecido !
Manoel Jos Ferreira. O respeitavel publico continuara' a encon- |^
3
GRANDE ARMAZEM

DE



Ra Nova n. 47, junto a igreja da Con-
ceico dos Militares.
Aclia-senadirecqaodaofficina deste acreditado armazem o hbil
POPILAR
NO
MAGESTOSO SALO
DO
PALACETE DA RIJA DA PRAIA.
Hoje, 28 de junho.
llavera nesle dia baile, com pompa e brilhan-
lismo, e ser manlida a boa ordem e harmona
do coslume, ser observado fielmente o regula-
memo approvado pelo Illm. Sr. Dr. chefe de po-
lica.
Entrada para damas gratis, cavalheiros 2}.
THEAT
DE

SANTA ISABEL
C0HPAM4 BniSILEIRt
DE
jTJUDrlDjI'TBS .ATJUP4HR.
Um do9 vapores desla companhia espera-se
dos porlos do sul em seguimnlo para os do nor-
le al o fim do corrente mez.
O vapor Cruzeiro do Sul, comraandante o
capito de mar e guerra Gervazio Mancebo, es-
pera-so dos portos do norte em seguimento para
os do sul al o fim do corrente mez.
Recebe-se desdeja passageiros, eneommendas
e engaja-se a carga que o vapor poder conduzir
sendo despachada com antecedencia at a ves-
pera de sua chegada : agencia ra do Traoiche
n. 40, escriptorio de Tlnmaz de Faria.
Cear, Maranho e
Para.
Segu em poneos das o hiate nacional Rosa,
e recebe carga ; Irala-se com o consignatario J.
B. da Fonseca Jnior, na ra do Vigario n.23.
______Leiloes._______
LEILAO
DE
lima loja de ferragens.
A prazo com garantas.
A requerimenlo dos depositarios da roassa fal-
lida de Lima & Martins e por despacho do Exm.
Sr. Dr. juiz especial do commercio, o agente Pes-
taa vender em leilo a armario o ferragens
conslantcs na loja de ferragens n. 6 n ra Nova,
sob propostas a prazos com garantas : quinta-
eira 28 do corrente s 10 horss da manhaa na
mesma loja.
Melquades Manoel dos Sanios Lima o
manos cordial e sinceramente agradecen)
a todos os senhores que se dignaram as-
sistir as exequias, e acompanharam aoce-
miterio publico os restos mortees de aeu
muito prezado irrr.ao, Francisco Manoel dos
Sanios Lima e com especialidade aos lllms.
Srs. Antonio Pereira da Silva e Francisco
da Silva Cardoso, pelos serviros e boa von-
lade com que se preslaram cooperando ef-
ficazmeiile para o acto.
^ trar em dito armazem um grande e variado sortimento de roupas H8
^ jeitas, como sejara : casacas, sobrecasneas, fraques, paletots de panno lM
HH tino, ditos de caemtra de cores, de merm, bombazinat alpac
HP e decores, ditos de brim de lmho branco, pardo e de' cores,
^3 de casemira pieta e decores, ditas de merino, de princeza, d"
^ pardo, brancoe de cores, coletes de velludo p'retoe decores, ditos de M
3^ gorguro, ditos de setim preto e branco, ditos de merino para luto ->
alpaca preta SKe
lea %&
de brins W
Wf
tTSS'
i^l dito de fusto branco e de cores, paletots, casacas, jaquetasi'calcas t^
^p e colhetes para meninos de t a 12 annos, camisas, seroulas, cbapeos "
3^1 e grvalas pretas e de cores, libres par* criados, faldamentos para
93^ a guarda nacional da capital e do interior.
Apromptam-se becas para desembarga dores, lentes, juizes de di-
g^g retto, municipaese promotores, e vestidos para montaria. Noagra
Hp dando ao comprador algumas das roupas eitas se apromptaiao ou- i&
BTSSSS
*Uf
-3^ tras a seu gosto, qur com fazenda sua ou do armazem para o que
3^ tem escollados e habis officiaes, dando-setoda e qualquer roupa no 3
a dia convencionado. v

>"0
Assignatura de bandos fros,
:3a.m*
natura de baobM nos, momos, de choque ou chuviscos Cpara um pessoa)
tomados em 30 das conseculivos. '
lOOfiO
30 cartoes para os dilos bandos tomados em qualquer lempo .'.'..'.' lJHoo
15 Dll0S d'IO d'UO dlO .... or.n
dito
89000
400O

Bandos avulsos, aromticos, salgados esulpdurosos aos precos annunciados.
Esta reduccao de precos facilitar so respeitavel publico o gozo das vantsgens que resultara
da frequenca de un esiabelecimenlo de urna uliliJade incontesiavel, mas que infelizmente nao-
esiando em nossos hbitos, ainda pouco condecida e apreciada.
Altenco
(i
COMPANHIA LYRICA
DE
Quinta feira, 28 de junho.
Segunda mita da assignatara e primeira da segunda serie para os camarotes.
Hepreenlar-sc-ha a opera em tres actos, de Bellini :
M 8 horas m ponto so dar orincioi
eslarl aberto meia ko- --
antes.
io, e para maior commodidado do publico, o ihea'ro
ou para serem rendidos
Existem ainda Wthetes de rim,i..
no dia do espectculo Jcsdo h", m -Ln.- '?' Pa? as8,g"are,m-se.
Neate proTeitowataDelecTmBto ^,l",la,,,eBle "8..de plal-
r-.-..H &-_!. b*VmLp^Lino vw melhoramentos fetos acha-se conre
m ao i* aenovembro em vante, contratos mensaea para
oe quem os proprietarios esperam a remuneracSo de
aienteme*te montado, far-se-ho
maior comaodidade e oomamia do publico
Uatos aac&eioa.
* Ajaignatura de hachos frioa para urna pessoa por mez
mornoa.de choque ou chuviscos pr mez'
Htm de cariosa e banhos avulaoa aoa orecoa aanunciadoa.
10J0O0
15*000
Sabbado 30 de junho.
farasatisfazer aos muilos pedidos repelw-se-ha em recita extraordinaria a mesma o**..
lima loja de ferragens.
ao'progresso e dcsenvolvimento da roa
da Santa Crazn. 32.
Vendem-so queijos do serlo os msis frpseaes
que leem vindo ao mercado pelo preco do 800 rs.
e a arroba a 21 : a elles antes que se acabem ;
sao de boa qualidade, por serem de Serid.
Na ra da Santa Cruz n. 3 deseja-se fallar
ao Sr. Ulisses Cochlas Cavalcanti Mello.
Fortnalo Pinto segu viagem para Babia.
Do abaixo assignado se desencaminhou urna
letra de 28t)s saccada em 6 do andante ha dous
mezes e acbita pelo Sr. Jos Luiz de Oliveira
Azevedo, pagavel era 6 de agosto prximo. Nao
obstante a dila letra nao estar sellada e transfe-
rida pelo abaixo assignado, previne-sc que esl
milla quando apparecapor haver o mesmo Sr.
Azavcdo aceitado nutra de igual data e quantia
do abaixo assignado.
Recife 20 de junho de 1860.Joaquim Vieira
de Barros.
LOTERAS
DO
Rio de Janeiro.
Vos 2.0:000$, 10:000$,
4:000$ e ":000$.
Na praca da Independencia
n, 22, expor-se-ho venda
do 1* de julho em diante, os
bilhetes, meios e quartos das
loterias cima, timbrados por
Santos Vieira.
amada Praia n. 43 segundo
andar, borda-se tanto a oiuo como a
seda capas para imagens, gorros
etc., etc.
Os abaixo assignados fazem sciente ao Sr.
Luiz Jos Marques, arrematante do imposto de
20 por cenfo sobre o consumo de espiritos de
produco hrasileira, que indando-se no ultimo
do correnle mez o primeiro semestre do 1859 a
1860, porque fora o eslabc'eciraento dos annun-
ciantes, sito no largo da Penha n. 8. collectados,
que daquella data em diante nao Ihes convra
venderem em seu esiabelecimenlo mais seme-
lhantes espiritos, por isso o previne de que nao
O abajxo assignado, cncmegado da desin-
fnegao como deve constar aos senhores inspecto-
res de quarteirao, pela circular do Illm. Sr. Dr.
chefe de polica aos senhores subdelegados, a
qual 6 datada do 10 do maio corrente, faz scien-
te aos senhores inspectores, que logo que se de-
rera casos de angina, escarlatina e oulras moles-
tias que grassam epidmicamente, avisera ao
mesmo abajxo assignado para mandar proceder
desinfecto como por ordem superior foi deter-
minado.Jos da Rocha Paranhos.
Na ra do Deslino n. 3, so aluga um mole-
que cozmheiro, copeiro e comprador, aancando
o seu senhor a sua boa conducta.
Lembranca aos esqueci-
dos.
Manoel Jos do Naacimento e Silva, ainda pela
ultima vez roga a todas as pessoas que Ihe* es-
tao devendo gneros que compraran! para seos
alimentos, emseu antigo oslabelecimenlo da na
da Cadea do Recife n. 23, defronte do hecco Lar-
go, de vir pagar o que devem al o fim do fr-
rente mez de junho, e nao o fazeodo, paasarao a
iaharaados(i'glo crs e rio.
Altenco.

Vendem-so tres moradas de casas terreas no
lugar da Cspunga velha, com bons quintaos
boas fructeiras : quera quizer compra-las, diri-
ja-se a ra do Qucimado, loja de miudezas o. 63r
c ; que achara com quem tratar.
mri'h q paKrllclPa, aos seus freguezes que elle Em dta do mez de junho do corrente anno
f.m l "be- P VP?r fra5cez Guiene. 'oi o engenho Pilos, procurante senhor. es-
um pequeo sortimento de luvas de pellica Jou- crava Joaquina, que du ser escrava do Sr.Joao
vio, bolinas Mellis para homens, ditas todas de Bernardo, morador ero Cacimbinha
duraque preto edeedr para senhoras ; assim co- senhor o pode vir receber, pois
rao por todos os vapores roceber um sortimento sabilso pela vida, ncm por fuga
destes e oulros objeclos, que veuiler sempre por possa fazer.
preco razoavel.
Aviso.
o mesmo
nao me respon-
que a mesma
Precza-se de urna ama,
urna casa de pouca familia:
para cosinhar em
n a ra Nova n. 71.
ARTES
MElHVyHAS E LIIER.4ES
PERNA31BUCO.
Coral.
Vendn-se verdadeiro coral de raiz, muilo em
conta, na ra largado Rosario, passando a boti-
ca do Sr. Barlholomeu, a segunda loja de miu-
dezas n 38. Na mosma loja vendem-se trancas
brancas de linho de caracol, dilas de cores muito
baratas, o so vista fe dir o preco de ludo ; e
muitas miudezas em conta. JOutrosm par~a que o socio 'possa
Vendem-se tres sobrados,sendo um na ra de votar, quero arl. 13 8 1." do
do Queiraado n. 39, na esquina do becco da Con-'
SOCIEDADE
DAS
Pelo presente sao_ convi
effeclivos para a eleigo da
qual deve ter lugar as 5 hora
meira dominga do mcz.de jo
.da
A requer ment dos depositarios da
massa fallida de Lima & Martins, epor
despacho do Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commercio, o agente Camargo ven-
der' a armaco e ferragens constante ?Kllecla-m par ow8.ona"., semestre, e de que
,,.,-* .{ i ., ismoem nao produz a juslificacao quo o mesmo
da loja de ferragenjj n. 39 da ra No- "
va : sabbado 30 do corrente as 11 horas
em ponto na mesma loja.
LEILAO
A 28 do corrente.
O preposto do agente Oliveira far leilo por
conla e risco de quem pertencer, de porcao do
borzeguins de lustre e de bezerro para hornero e
senhora : quinta-feira 28 do correnle 10 horas
da niaoha no seu escriptorio ra da Cadeia o
Recite.
Raphaj
para a Balf
-Por
para a I
Aviso
n
.versos.
"zo, subdito Francez, retira-se
hdilo Francez, reHra-ae
Sr. Marques tem exigiio de alguns contribuintes
visto nao se acharem nessascircumstancias, pois
tal jastiBcaco s se devem entender para coro
aquelles que estando collectados querem deixar
de vender e nao com aquejles que deixam de
vender pelo facto do se nao colleclar como os.an-
nunciantes. Recife, 28 de junho de 1860.Duar-
te& lrmao.
Aluga-se parte do primeiro andar de um
sobrado na roa da Cruz do Recife, consistindo
em urna sala com quarlo, propria para escripto-
rio ou morada de hornera solteiro : quem-preci-
sar dirija-se ra da Cruz, armazem n. 11.
Com muita urgencia deseja-se fallar ao Sr.
Basiliano I'aes Brrelo, a negocio de seu inleres-
se : na ra da Praia, serrara n. 55.
Helena Leopoldina Marques dos Santos Li-
ma, sua filha, seus pas, manos e todos os seus
confiados, cordealroente agradecem a todas as
pessoas que se dignaram assislir as ultimas exe-
quias do seu mu prezada esposo, pai, genro, cu-
nhado e irroao Francisco Manoel dos Santos Li-
ma, na igreja matriz do Corpo Santo, o dahi
acompanhsr'o seu cadver ao eemiterio publico,
do mesmo modo convida as mesmas pessoas pa-
ra asislirem n mesma igreja a missa do stimo
dia, em 2 de julho, pela 7 horas ds manhaa. e
por to grande obsequio Ihesficarao eternamente
agradecidos. -
Precia-e do um bom /oraairo; na padaria
da ra Imperial a. 37. '
gregaco, com du as frentes e tres andares na,'
frenlo ; outro na ra cstreita do Rosario, de dous
andares e sotao, novo e com muito bons comino-
dos n. 25, confronte a ra das Larangeiras ; e
outro na ra do Livramenlo, tambem de dous
andares e sotao n. 9 : quem os pretender, pro-
curco major Gusmao, na ra Imperial, indos os
dias das 6 s 9 da mdnha, e das 10 ao meio dia,
na ra do Qucimado, loja do tenenle-coronel Mo-
raes.
Vende-se lcite. puro a 320 rs. a garrafa : no
paleo do Collegio junto da igreja da Congrega-
cao, das 7 horas da manh.ia em diante.
lerno qne nao deva sociedade m
dos lo Jos os socios
ova directora, a
larde da pri-
iximo futuro.
ar do direilo
ulamenlo in-
dvBia quo-
Atten^ao.
Compra-so urna negra que nao seja muito mo-
ca, de boa conducta, quo saiba lavar, CMinbjaj
engommar : quem a tiver, aununse ou irijts-.'e
s Cinco Ponas n. 80.
Antonio Domingos de Almeida Poca? faz
sciente ao publicoe a todas as pelioaa comer-
ciantes, tanto desla praca como f dJlU, que o
bilheie inleiro da quart parte, da quarta lotera
do ?ytnnasio Peruambucano n. 615 est embar-
gado pela quantia de 920&O0O em maoe poder do
,hesoureiro das loterias desla provincia, por una
execucao que move o mesmo declarante pelo
juizo municipal da primeira vara do civel.
O Sr. Emilio Laurcnco, lesdo de fazer urna
viagem a Europa, dcixa encarrgado dos nego-
cios de sua casa o seu irmo a Sr. Achule Lau-
rawe e o Sr. Ad. Regard.
Sabbado, 23 de junho, pelas 4 horas da
tarde, chamou-se ura nefeo que ia vendendo la-
ranjas, e comprando-se, em quanlo se foi ver o
dinheiro o dilo negro Airiou um dedal do ouro
cora a firma J. F. A. M., que eslava em cima de
urna mesa na sala on'de se. comprou as laranjas :
quero souberdo dito dedal, dirija-se rus de S.
Francisco n. 39
No annuncio que sahio de urna caria para
o Sr. Riymundo Carlos Lett. houve engao, nao
s nao no n. 82, e sim no 28, como nao para
aquelle senhor, como por pouca altenco se es-
creveu, o sim para o Sr. Raymundo Culos Sette,
a massada que soffreu.
a quem j foi entregue : dcsculpe o Sr. Leite
Eui dias do mez de junho do corrente an-
no foi ao engenho Pintos, procurando senhor, o
escravo Domingos, o qual diz portencer aos her-
deiros do fallecido Antonio de S Cavalcanti Lins,
a sendo que os mesmo o queira dar em
meuto do que devem, comparecam
se a reapeilo, e qoando Ihes nao
mandar buscar, pois nio me ras
Tida nem por fuga que o mesmo i
la mensal.
Secretaria da sociedade das Artes Mechar,
o Liberaos de Pernambuco 25 de junho de 10b
Targino Francisco de Meltoi..
1.- Secretario.
SOCIEDADE
JU&TS S ABQSJUD9L
Fago publico para que chegue ao conhecimen-
to dos socios, que acha-se em vigor o regimen-
t interno com a clsssificacao das infraccoes e
pecas com que devem ser punidos. Assim como
rogo aos senhores socios que se acharo atrasados.
que queiram salisfazer seu debito a casa do Sr.
thesoureiro.
Secretaria da sociedade Arte e Amizade 27 de
juuho de 1860.
Manoel Tknmax de Souza.
1 secretario.
Rogase ao Sr. D. S. E. S. o favor de com-
parecer na ra da l.ingoel, casa n. 4, a negocio
de seu interesse, e isto no prazo de SO dias. a
contar da data deste. Recife 27 de junho de 186o
Publicaqao jurdica.
Acaba de sahir do prelo a segunda edicio dos
Elementos de Direilo Administrativo Brasilei-
ropelo Dr. Vicente Pereira do Rogo, lento da
3.a cadeira do 5.' anno da Pacoldade de Direilo,
e acha-se venda na livraria econmica dos Srs.
Nogueira de Souza & C, no arco do Sanio Anto-
nio, esquina da na do Crespo n. 2 ; onde os se-
nhores subscriptores podem receber a ultima par-
te da mesma obra Esta obra que nio pora-
mente didctica, contm o transumpto da nossa
legislaco administrativa cujo conhecimento
muito ulilisa a todos, ou sejaro funecionarios sa-
bucos, ou simples cidadans ; porque a todos in-
teressa conhecer as mutuas refaeoesqne ligam os
administradores e administrados, os direitos e
deveres recprocos que dellas nascem.
Vende-se um pardo dragonas para ofcial
da guarda nacional, espada eom lalim. fiel, ca-
nana e bands rica, e outra rom bacalhio de re-
troz, tudo para fardamenio rico e por prego mui-
to em conla, pois s servio urna rez : os pretn-
deme dtrijsm se I padaria confronte a igreja da
Soledade, que acbaro com quem Iralar.
A 16$ aduzia.
Na rus da Madre de Dos, loja n. 36 A, Ten-
dero-se camisaa francezaa brancas e de coree a
ar-
_.cnha, o
bil'so poia 1169 a dutia o urna a 11400, laazinha de quadros
fazer., fpara vestidos de senhoras a 180 rs. o eorevo.


mj-
,-n i.
MfS-
--------.,.^.,^K..,.<^r,T..,..,-....
D4W2-PfittNAMBUCO. QUINTA ffelRA t BE ttJNHd UBft.
AVj
Bolo-e tidrosprompUmeiilc a qualquer hora
do dia, domis pequen*al teis-palmos.proprius
para nichos de igreja o sanclu arios, era perlas
de carro e lanlornas dos msalos, m qudros e
caixilhos : lerendo 03 & ra do Arago, tobcrna
n. 8.
2, Golden Scpiare, Londres.
J. G. OLIVEIRAtendo augmentado, com to-
mar a casa contigua, ampian e excclleales ac-
commodacoes para muito miior numero de hos-
8 $### <$$ 83a#d&$89- pedesJn hoto se recommenda ao favor e lem-
*J?r;^?S!? m iro aPrVBar,d0 d*g branca dos seus amigos e dosSrs. viafrales que
proporcao que tem para mais fcilmente -. ,. .
executar os trabalhos departo, o aconse- "sitem esta capital; continua a prestarles seus
Ihado pelo feliz resultado que lem obtido $j; serviros e bons officios guiando-os cm (odas as
em multiplicados putos laboriosos, tero 9): cousas que precisem conhecimento pratico do
paiz, ote. alm do portuguez a. do nglez falla-se
na casa o hesoanhole francez.
agencia dos fabricantes america-
nos Grou ver & Baker.
Machinas de coser: em casa de Samuel?,
vencionado ; na ra denu Thr.V" "~iq~Z~ 1 Joanston & ra da Senzala Nova n. 52.
dir.
feilo sua especialidad* sobre eite ramo _
pata o que poder serprocurado a aual- A
qer hora, na ra de Kangl n 16. K>
* -> # $$$$$$$#
Precisa-se do 1 :M0f a premio sobre hypo-
ineca em bensderaz, pagando-se o premio con-
" na ra decanta Thereza jj. 48, se
Re-gasa ao Sr. Jos Mondes -Rodrigues
Carapello que tenha a bonddUe de apbarecer na
ra do Queimado n. 46,loja, que se desoja fallar.
"T Roga-sp ao Sr. Francisco da Sil*a Lisboa
tenha a bondade de procurar urna caria rinda da
corle a Iheser entregue : na ra do Rangcl u.
b, segundo andar, ou nnnuncre a sua morada.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva pa-
ro o servido de urna casa de pouca familia : quera
esliver nestas circumstancias, dinja-se a ra das
Cruzes, sobrado junto a ordem terceira de S.
Francisco n. 2, no primero andar, que achara
com quem tratar.
U. Francisco Baltliusar an silveira, Joao
Pedro dos Santos, Cusludio Alves dos San-
tos e Joaquira los Teixeira, agradecem
cordialraenle a tedas as pessoas que toma-
rara pane nos Irabalhos e amarguras, por-
que passaram durante a molestia, o que se
dignaramacompanharo terebro de sen ami-
go, primo o patricio Manoel Bernandes da
Veiga Lima, c esperara da humanidado de
todos 09 srns amigos e dos do defunto que
assistam a missa.do stimo dia, quo se ha
de celebrar pelo seu eterno de.scanco, na
igreja matriz da Boa-Vista, s 7 horas do
dia de sexta-fnira.
fia vanmiw simi &hs HWwewySfRW OTrowiwnw
^* Recebeu-se pelo paquete ||
francez novos vestidos de oir-antique e gj
grode-fric, mantcaux para sabida de thea- 3|
tro e mullos objectos de novidade pro- **
prios para senhoras a|
Loja de marmore. ||
Na ra da Cadeia do Recite n. 38, priraeiro
andar, precisa-sc fallar ao Sr. solicitador Manoel
Pereira de Magalhes.
Ama.
Roga-se ao Sr. Candido Augusto de Medei-
ros, da villa du Pilar, provincia da Parahiba, o
ayor de vir ou mandar ra do Queimado n. 27,
loja de miudezas.
-- O Sr. Joo Paulo da Rosa queira vir'ou
mandar a ra Nova, loja n. 7, a negocio que nao
ignora.
- Sahto a luz o 3- tomo as biogr-
ficas de alguns poetas, e outros I10-
tnens Ilustre da provincia de Pernam-
buco, pelo commendador Antonio Joa
tjuim de Mello. Contera as biograpliias
de Luiz Francisco de Carvallio Gouto,
leronymo de Albuquerque Maranhac,
Alvaro Teixeira de Macedo, e Joao
Antonio Saltee de XendoiiQa ; versos,
entre os qtiaes 50 odes anacrenticas,
urna noticia interefsate do /erante de
Goianna em 1821, e noventa e dous
documentos inneditos. Por ora ein
mao do autor.
O Dr. Joao Ferreira da Silva nnudou-se da
ra do Rangcl para a do Uvraraonlo n. 26, so-
brado do Sr. Manoel Pitarque de Macedo, defron-
to de sua antiga habilacao. A grande pratica de
auscullacao reconhecida por quasi lodos os seus
colegas desta tidade Uirna-o recommendado no
diagnostico das molestias dos pulmoes e do cora-
cao ; assim comopara veriQear o estado de sau-
de dos escravos que se desejam comprar. Telo
crescido numero evariedades de operaces quoJ
lia feilo com bora resultado cm o exercicio do
mais de 20 airaos,-e julga habilitado para prali-
car toda e qualquor operado cirurgica por mais
delicada e diicltosa que'seja.
Precisa-se do urna ama para cozinhar e engom-
mar, para casa de pouca familia : a tratar na loja
de livros ao p do arco de Santo Antonio.
Bollinhos.
Bandejas enfeitadas com diversos goslos, dos
mclhores b(4inhos do uosso mercado, em porcao
de libras 011 a relalho, que couservam-e muito
para embarque ou viagem ; asm 'como pudins,
pastefs de rala, reme, lorias, ou oulra qual-
quer pastelera para dessert: lambem preparam-
se bolos finos para o lempo de S. Joao e S. Po-
dro, dus mcihores qualidades da massa molhada
e secca superior, ludo com. o melhor asscio, e o
mais em centa do mercado*, dirija-sc a roa da
Penha n. 2ii. para tratar-se.
DENTES I
ARTIFICIAES.
uaestreita do Rosario n.
$ Francisco Pinto Ozorio colloca denles ar-
@ lificiaes pelos JoussystemasVOLCANLTE,
chapas.ee ouro ou pl
procurado na sobred
hora.
potleudu ser
a a qualquer
/
= O.
i
ou platica,
ta tu
Grande e novo sortimerito de fazendas de todas as qua-
lidades por baratissimos precos.
Dao-$e amostras com penhor.
Na rna Nava n. 18, primeinyindar, tiram-
?c retrates pliolographicos,/era ambroly-
po, amphitypo e dagucrreolypo, ayslenra am-e-
ricano. Na mesma casa enconlram-se bell-as
caixinhas e quadros proios e dourados para se
collocarcra os retratas.F. Vilella, photographo.
Binheiro
sebre ppshores, por mdico jwro ; na ra do Li-
vramenlo. sobrado n. 19, se dir quem d.
O.abaixo aseignado faz sciente as pessoas1
quoaodevedoras na loja da ra Direita o 102,
que pertcncou a seu cunhado Antonio Arco Ra-
mos Maia, que.nao paguen so 000 ao abaixo
assignado. visiotorem laes dividas Picado a seu
cargo e o dito aeu cunhado nao esta aulorisatto
a recnber taes dbitos, sob pena de pagarem se-
gunda vez.Jos de Azevedo Maia & Silva.
\Jd$oes de francez e
piano.
Madetrtoiselle Cleraenoe de Haenetot
de Mannevillecontinua a dar lindes de
, francez ti piano na cidacle e nos arrabal-
| des : na ra da Cruz 11. 0, segundo andar.
e s5s sises mmmsm
Roga-se ao-s Srs. devedores a firnfta social
de Leite &: Correia era liquidai^o, o obsequio
de mandar.saldar seus dbitos na loja da ra do
Queimado n. 10.
Por mu corte de cabello e
frisamenlo S00 r$.
Ra da Imperatriz n. 7.
Lecorale acaba de receber do Rio de Janeiro
o primeiro :ontra-meslre da casa Augusto Clau-
dio, o um outro vindo de Paris. Esta estsbele-
cimentoesl hoje as melhores condiges que
possivel para satisfazer as encomraendas dos
objectos em cabellos, no mais breve lempo, co-
mo sejam : marrofas a Luiz XV, cadeias de relo-
gios, braceletes, anneis, rosetas, ele, etc., ca-
bolleiras de toda a especie, para homens e se-
nhoras, lavi-se igualmente a cabera a moda dos
Estados-Unidos, scmdeixar urna s pelicula na
cabeca dos clientes, para satisfazer os pretenden-
tes, os objectos era cabello serao feilos era sua
presenta, su o desejarem, e achar-se-ha sempre
urna pessoa disponivel para corlar os cabellos, e
penlcar as senhoras em casa particular.
E' chigado loja de Lecorale, aterro da
Boa-Vista n. 7, o excellenre leite virginal de ro-
sas branca para refrescar a pelle, tirar pinitos
sardas o es pinnas, e igualmente o afamado oleo
babosa para limpar c fazer crescer os cabello
assim cpmo p* imperial de lyrio de Florenca
para bortuejas o asperidades da pelle, conser-
avelludado da primavera
Lindos corles de vealidos de seda pretos
de 2 saias
Ditos ditos de ditos de seda de cores
com babados
Ditos ditos de ditos de gaze phantazia
de cores
Romeiras de 016.de seda preta bordadas
Visitas de grosdcnaples preto bordadas
com troco
Grosdenaples de cores com quadrinhos
corado
Dito liso preto e de cores, covadp
Seda lavrada preta e branca, covado lj e
Dita lisa preta e de cores, com 4 palmos
de largura, propria para forros
Cortes de vestido de seda de gaze trans-
parentes
Ditos de ditos de cambrai e seda, corle
Carubraiasorlandys de cores, lindos pa-
drees, vara
Manguitos de cambrai lisos e bordados
Tiras e ntremelos bordados
Mantas de bloode broncas e pretas
Ditas de fil de linho pretas
Chales de seda de todas as cores
Lentos de cambrai de linho bordados
Ditos de dita de algodo bordados
Panno preto e de corea de todas as qua-
lidades, covado
Casemiras iden idem idera
Gollinhas de cambrai a
Chales de touquim brancos
Ditos de merm bordados, lisos e es-
tampados de todas as qualidades
Enfeitcs de vidrilho francezes pretos e
de cores
Aberturas para camisa de liiiho e algo-
do, brancas e de cores
Saias balao de varias qualidades
Tafel rxo, covado
Chitas francezas claras e escuras, co-
vado
Cassas francezas de cores, van
Collarinhos de esguio de linho mo-
dernos
Um completo sortimento de ronpa feita
sendo casacas, sobrecasocas, paletots,
eolleles, caigas de muitas qualidades
de fauuda* >
Chapeos francezes unos, forma moderna
Um sortimento cosapleto de grvalas de
seda de todas as qualidades
Camisas francezas, paitos de linho e de
algodao trancase de cores
Ditas de fusto brancas e de cores
Ceroulas de linho e de algodao
Capellas brancas para noivasmuito finas
Um completo sortimento de fazendas
para vestido, sedas, loa e seda, cam-
bra'
s
9
IjtfO
3*000
braia e seda tapadas e transparentes,
1600 covado V
Meias cruos brancas e de cores para
lOCOOO meninos
16j000 Ditas de seda para menina, par
Luvas de fio de Escocia, pardas, para
18000 menino
V Vclludho de cores, covado
9 Velbulina decores, covado
9 Pulseiras de velludo pretas e de co-
9 res, o par
9 Ditas de seda idem idem
$ Um sortimento completa de la^as de
900 seda bordadas, lisas, para senhoras,
tiomens e meninos, de todas as qua-
idades
d Cortes de cocte de gorguro de seda
$640 de cores
9 Ditos de velludo muito finos
Lencos de seda rxos para senhora
9 Marquezilas ou sombriuhas de seda com
molas para senhora
39500 Sapatnhosde merino bordados proprios
1 para baptisados, o par
9 Casinetas de cores de duas larguras mui-
C$000 to superiores, covado
J500j Setim prclo, encarnado e azul, proprio
, para forros, com 4 palmos de largura,
92801 fazenda nova covado
500 | Setim liso de todas as cores, covado
Lencos de gorguro de seda pretos
$800 Rclogios e obras de ouro
_____ I Cortes de casemira de cores a
9
85500
9
i
9
s
9
8
9
19600
9320
15200
#700
2S0O0
19000
1 i m
0 juia de direilo apo$tado)..., aiiio
assignado, propoe-se (como ultimo recurso I...
dentro da esphera de suas habilitaQe) exereer
a nobre e sublime profissao de advogada ; ou
seja oapecialmanle no foro etribunaca desU ca-
pital, ou seja no de qualquer dos termos e co-
marcas da provincia. As pessoas que se quhe-
rem utilisar de seus traeos prestimos, o podeao
procurar era lodos os dias que nao foreaa sanios
ou feriadoa, desde it 9 horas da mtnna at as 3
da tarde, na casa de sua actual residenria, na
ra oulr'cra do Collegio e hoje denominada do
Imperador,n. 42, e extraordinaiiameiite em outro
qualquer dia e hora : assegurando a todos quin-
tos se dtgnarem assim honra-lo e favorecer nao
s toda diligencia e desvelo no desrmpenb'o de
tao importantes deveres, so nao lambem urna il-
limilads gratidao. Outro zim (permilta-se Ihe
declarar mui explcitamente) que patrocinar
'gratis a quem quer que nao esteja as circums-
tancias do renumerar seus serviros.Jos Fran-
cisco Amida da Cmara.
Precisa-se de um caixeiro que tenha bas-
tante pratica de taberna e que dcsempenlic esli'
lugar, nao se dunda dar lom ordenado : quero
se achar habilitado, p*>de vir a ra do Rosario da
Boa-Vista n. 56, e de fiador a sua conducta.
Constantemente
compra-se, vende-se e troca-se escravos: na ra
Direita n. 66, escriplorio de Francisco Malinas
Pereira da Costa.
15600
9
i
9
5S000
va a frescura e
vida
da
EAU WIINERALE
NATURALLE DE VICHY.
Deposito na botica franceza ra da Cruz n. 22.
DA
COMPAMIIA DA VIA FRREA
DO
RECIFE A S. FRANGS CO.
Aviso.
Prcvine-se no .rcspeitavel publico que do dia
Io dejulho (inolflsivc) era dianle. at segunde
aviso ser supprimido o trem dos domingos e
dias santos que parta da villa do Cabo s 5 hora*
d tarde e voltava das Cinco Pontas as61|2horas.
Aluga-se o primeiro andar, 6 armazens da
casa n. 15 da ri io Vigario^f tratar no caes do
Tlaimd% Yt.-%, scriptorio, iyf ra Augusta n. 94,
com Prxedes da Silva Gudfnao.
Raphael Hazzizo, subdito francez, retira-se
f ara a Baha.
Fortunata C^hiiijflabdilo fancez^ retira-se
jiara a Baha. /
Y TTTrTTT jAfTTT TTTTTTTrTTT>;
PROVINCIA.
O Sr. Ihesoureiro das loteras manda fazer pu-
blico que se acham & venda, lodosos dias no es-
criplorio das mesmas loteras na roa do Impe-
rador n. 86, e as casas commissionadas pelo
mesmo Sr. ihesoureiro na praca da Indepen-
dencia ns. 14 e IG'C na ra Nova i. 56, os bi-
Ihetese meios da ultima parte da oilava e pri-
meira da nona lotera da matriz da Boa-Vista
desto cidade cujas rodas devero andar imprelc-
rivelmenlc no dia 7 de julho prximo uluro.
Thesouraria das loteras 16de"junhode 1860
J. S. da. Cruz, escrivo.
Nova firadic&o de ferro
e bronze.
IVwa Ao B?um n. Ll.
James E. B. Spears.
Fundidor raachinista e engenheiro encarrega-
se de qualquer obra, assim como sentar vapore*
de todas as qualidades para serrera, refinacao,
fabrica de sabo, machino para amassar pao,
para moer mandioca, ludo por preco commoda,
e concerta aivarengos, bombas, vopros, e toda e
qualquer obra.
G1IANDE SORTIMENTO
DE
Fazendas e ronpa feita
Espectculos yricos.
Cigarros superiores de manilha, do Rio de Janeiro, hespanhoes, havan.i, Par epalha de m i-
ho proprios para os inicrvallos do thealro lyrici. na ra da Cadeia do Recite n. 15 toja do
Dentista de
Paris.
15

DENT^TA FRANCEZ.
Paulo Gggnoux dentista, ra das La- 5
rangeiraa^- Na mesma casa 4em agua e <
p5 *nnrlco. <<
kJULLJULX ii*XLXXJLX.t.X.]LXVr
Roga-se aos Srs. devedores do eEiabele-
(rento do fallecido Jos da Silva P hito, o ob-
sequio de saldaren) seus dbitos na ra do Col-
eg venda n. 25 ou na ra do Queimado loja
n. 10.
15Raa Nova
Frederico Gaulior. cirurgio dentista, ?
faz todas as operaces da sua arto e col- |g
loca dentcs arlificies, tudo com a supo- gw
triorldade e perfeicao que as pessoas en- fjj
tendidas Ihe reconhecem. gp
Tem agua e pos dcnlfricios etc. ?g
8'2S!*S^9ili6 eS65f"i5 l&3SSaS35>ieSi
Aferico.
a
O arrematante da aferico do municipio doRe-
cife scienlifica aos inlercssados, qnc no ultimo
desto mez, finalisa-se o pnso marcado para as
revisoes dos pesos, medidas e bataneas. Recife
26 dejunho de 1860.G arrematante',
P. P. Advincula.
POR MEDIDA.
Na loja e armazem de Joaquim
Rodrigues T. de Mello.
Una i\o Queimado n. 39.
em sua Voja de 4 portas.
Tem um completo sortimento de roupas feitas
e por medida a vontade dos reguezes: caigas de
casemira o de brtn, colletes de diversas quali-
des, sobre asacas do muito bomgoslo, ura sor-
lmenlo de paletots de panno e de casemira, al-
paca, laazinha, riseadinhos e de brim, que ludo
se veode i>or preco oommodo; um completo sor-
cimento d chapeos pretos de seda para homem,
de superior qualidade a 10$, dilos de castor mui-
to superiores a 16$, chapeos deso de seda in-
glezes dos melhorejquc tem vindo ao mercado,
ditos fran:ezes de diversas qnalidades, ditos de
panno grandes e pequeos, cortos de vestidos de
seda de variados goslos para diversos precos, um
completo sortimento de bordados entre-raeioe,
golinhase manguitos, ludo por precocommodo ;
chaly de seda e la de gosto mais apurado quo
(cm apparecido a 1&280 o covado, chitas france-
zas muito superiores de 260 al 410 rs. o covado
de goslos muito delicados : ura grande sortimen-
to de fazendas francezas e inglesas e aliemos que
sera impossivcl aqui se poder mencionar com
precos. assevera-se aos froguezes rae tudo se
vende mais em conta que em outra rparte sendo
a dinheiro.
Collegio de Bemica,
estabelecido na ra da Aurora, edificio contiguo ao do
collegio das orphas.
O director deste (Teste estabeleciment participa que no mesmo se ensinara as disciplinas
seguintes:
Leitura e escripia. ,.......\
Doutrina chrislaa.........i TROFESSORES.
Aiitlimelica pratica .......I
Ensino primario (Grammatica nacional........O Sr. Honorato Augusto
Geographit elementar ...... i de Miranda e o director.
Elementos da historia do Brasil.....I
Ditos da historia Sagrada.......
LATl.M.
Grammatica latina
Lalinidade. .
Grarnmalica philosophica.......> O Sr. Antonio Joaquim de
Mytologia
Poesa classica
Passos.
FRAT1CEZ.
1*. cadeira, grammatica e tradcelo.
2*. dita locucao composi^ao e escripia

INGLEZ.
Ra-
Ensino stet nefario
Sirop du
JARABE DO FORGET.
Itlnnii Es,e xaroPe esl approvado pelos mais eaiincntes mdico6 de Paris,
U3UkaiJBaMlnXjKoiiio sendo o melhor para curar -oonslipa^oefi, losse convulsa e ouiras,
affeccoes dos bronchios, ataques de peito, irriu^oes nervosas e insornuolenciaS: urna colberada
pela roanhi, e oulra noite sao suflicientes. O effeilo desto .excelente xaropc satisfaz ao mesmo
tempo o doente e o medico.
O dspotito na ra larga do {osario, totica de Bartholome* Francisco de Souta, n. 36.
FUNDIQAO
DO
11,
Ra do Brum (passando otfiafariz.)
O Sr. Francisco Anioaio
Cesa rio de Azevedo.
O Sr. Jos Mirla
monda.
O Exm. Sr'.,Dr. Francisco
Ballazar da Silveira, que se
encarregou d'esla cadeira gra-
Grammatica, traduccao, composicao e escripia. 1 tunamente, e por especial ob-
/ sequo ao director.
1TAL1AKO.
Grammatica, traduccao, composicao, escripia el
locuqao...........I O Sr. Jos
ALLEMAO. /monda.
dem, J-;m, idem, idera.......)
PHILOSl'HlA. j
Philosophia racional e moral e historia ptiilo-)
sopluca..........
BHETORICA.
Rhetorica, potica e historia di lilteralura.
GEOORAPIA.
Geographa, historia e cbronologia :
GEOMETRA.
Aritbimetiea, algebra e geometra. .
Marta Ra-
O Exm. Sr.
Pedro Autran.
conselheiro
(
O Sr. Vital Ferreira
Moraes Sarment.
O Direclor.
de
Msica...........I OSr, Jos Leandro Mar-
1 lns Filgueiras.
Bellas ar (Souza.
Desenlio............I O Si. Jos Mara Ra-
*"' (monda.
N. B Todasslas cadeiros lem substitutos; portanto nunca deixar de haver aula em to-
das as disciplinas. Aleen d'isto j tres dos professores mais necessarios habitara no collegio para
que os alumnos oblenham lodo o adiantamento possivel.
O director do collegio de BeraGca lera empragsdo todos os meios ao seu alcance, nao pou-
pando sacrificios, afim de que os alumnos que o irefuenlarem, alcancem a mais solida ins-
trucQo, a moral a mais austera e a educaea a mais eJegante.O director, Estevao Xavier da
Cunha.
O Dr. Cosme de Su' Ptreu;
[de volt desua viagem ostructi
ttiva a uropa continua noexei-
geicio de sua profissao medica.
Da' consultas em seu escripte-
irio, nobairro do Recife, ra di.
Cruz n. 53,todos os dias, mero,
nos domingos, desde as (i hora
te as 10 da manliaa, sobre o^
[seguintes pontos :
l*. Molestias de olhos ;
Ia. Molestias de corarao e de
peito ;
?3-. Molestias dos orgaos da gera-
r^ao, e doanus ;
(4*. Praticara' toda e qualquti
operacao quejulgni convenu n-
te para o restabelccimento do.
seus doentes.
O exame das pessoas que o c c i
SLiltaiem sera' feto indiitincta-
[mente, e na ordtm desua^tr-
str* das; fazendo exc pco os do r.
ftesde ollios, ou aquel!e:que jti
fmotivojustoobtiverrm bera ;>i
(cada para este iro.
A appHcaco de alguns nu uit;
mentos indispensaveis im varki
casos, como o do sulfato de ati <
jpina etc.) sera'feilo,oucor.ee 'i*'
igratuitamente. A confianza qu
nelles deposita, a presteza den-:
accao, e a necessidade prcmt ti
;de seuemprego; tudoquantc r
?demove em beneficio de seu
loentes.
lOTIlfli
DA
O ihesoureiro das lotcrias declara que o pa-
gamento dos premios da quarta parte da quarla
loteria do Gymnasio Pernambucano, cujas listas
teem de ser publicadas em odia 18 do presante
mez, principia a ser cecluadododia 19 do mes-
mo mez em diante, visto como at o referido dia
18 (em o mesmo ihesoureiro e os mais o ni pre-
gados de estarem anda oceupadoa com a con-
cluso da extraeco dos nmeros que nao fnrast
premiados, para assim se verificar a cxactiJao da
mencionada lotera.
Thesouraria das loteras 16 de juuho de 1860.
Camilla Pires.
^jt='\d .^g pts/2^pff iiSt*ajwi^fij^i ^^^Maa ^ l)m moco habilitado e de boa conducta ^
flS offerece-se para ensinarem qualquer ca-
| sa particular,a pessoas de qualquer sexo,
f> primeiras letlras, lingua nacional, fran-
cez, lalim, msica, instrumental e vocal,
e bero assim copia qualquer peca de ruu-
jJZ sica muito bem imitando a copia lilhogra-
racteres gticos ou de outros quaeaqucr
jp o isto com a presteza que se eligir: a
ib tratar na ra larga do Rosario n. 1, pri-
* meiro andar.
Sodr & C-
Ra estrella do Rosarift
numero II.
Avisara aos seus freguezes que rereberair.
manleiga refinada em frascos, e amenduas ern-
feitadas, ludo do superior qualidade, vindp pelo
vapor Guiene.
O Sr. Jos Alfonso do llego Barros tenha a
bondade de se dirigir loja da ra do Crespo n.
20, que se Ihe deseja fallar.
Sio aeuoxiio ueste esta\e\etuuento semure na grande sortimento Ae me-
nanismo nara os engen\\os de assuear a saber:
Machinas de vapor modernas, de golpe cumpridt*, econmicas de combustivel, e defacillimo assento ;
Rodas d'agua de ierro com cubos de madeira largas, leves, fortes, e bem balancadas;
Cannos de ferro, e porta d'agua para ditas, e serrflhas para rodas de madeira ;
Moendas inteirascom virgens muito fortes, e convenientes ;
Meias moendas com rodetas motoras para agua, cavallos, oubois, acunhadas em aguilliCes deazs ;
Taixas de ferro fundido e batido, e de cobre ;
Pares ebicas para o caldo, crivos e portas de ferro para at fornalhas;
Alambique de ferro, moinho de mandioca, fiarnos paracozer fari'nha ;
Rodelas dentada de todos os tamaitos para vapor, agua, cavallos ou bois ; *
Aguhdes, bronzes e parafuso, arados, eixo e roda pora carroca, formas galvanizada para purgar etc., etc.
D. W.Bowman confia queos seus freguezes a charo tudo digno da preferencia com
que o honrara, pela longa experiencia que elle tem do mechanismo proprio para os agricul-
tores desta provincia, e pelo tacto de mandar construir pessoalmente as suas obras as
mais acreditadas fabricas da In-Uterra, para onde elle faz viagem annual para o dito fim,
assim como pela cootinua$o fabrica em Pernambuco, para modificar o mechaniJs*i
mo a Yontade de cada compra^ 'azer os concertos de que podcrP necessiiar.
- Pr^cisa-te de duas amas, urna pa-
ra cosinhar e outra para engommar,
dando-se preferencia a escravas: a tra-
tar na ruado Imperador n. 15.
gConsHltorio central lionieopathico!
DE
3) Continua sob a mesma direccao da Ma-
$j) noel de Mallos Teixeira Lima) professor
9 em homeopalhia. As consullas como d'an-
th tes.
| Botica central uomeopatliica S
| DR. SABINO 0, L PIXHO g
Novos medicamentoshorrreopnlhicos en- S
a viadosda Europa pelo Dr. Sabino. m
q Estes medicamantos preporados espe- a
A cialmenle segundo as necessidades da ho- A
a meopathfa no Brasil, vende-se pelos pre- ^
S eos conhecidos na botica central horneo-
A pathica, ra de Santo Amaro (Mundo No-
vo) n. 6.
0 abaixo assignad avisa ao Sr. Jos Ro-
drigues Freir, que-tesha a bondade de ir tirar o
penhor que tem na ra ~o Amorim n. 36, no
razo de 8 dias, a contar da dita deste, e nao o
szendo perderS o direilo gecife, 2i
de juoho d 1860.
- mpaio.
COMPAHIA
ALLIANCE
Estabelecida em Londres
iir|d) tul mu.
CAPITAL
Cinco milnoes de libraa
esterUnas.
Saunders Brothers & C* tem a honra deln-
rormar aes Srs. negociantes, proprietrios de
casas, eaguemmais convier, que esto plena-
mente auterisados pela dita companhia para
eflectuar seguros sobre edificios de lijlo e po-
dra, cobertos de telha e igualmente sobre os
objectos que eontirerera os meslos edificio
quer consista em mobilia ou em fazendas de
qualqu alidade. DoMigo, Martins Ponte, retira-se para
O bacharel Antonio Loiz Cavalcanli de Al- /Bio dt "!0V '
huniiBrnna anrf. ""."""" ^, Almeid h. Burgos, fazem snenle a quem
buquerque vende, cora autonsaSio de aa Ie0BTWj m^p. JosTellesde Mello.deixou de
alguns terrenos para ediflcar.no *UMw <"* mot,< "' caistrV^wa casa, desde o dia 21 do
P9 rus. do Palacio do Bispo n. i- '*
Precisa-se de urna mullier lirre de boa {p
ft> condneta, para servico do costura e en-
@ gommado em urna casa de familia : a lia- 0
lar na ra da Imperatriz n 48, segunda S
andar. S
Fabrica de tecidos de al-
godao.
A commissao liquidadora desta extinc-
ta sociedade, convida a todos os Srs. so
ci a virem rebeber o ultimo divid n-
do que tera' lugar todos os dias uteis
das t as 9 horas da manliaa na ra No-
va n. 58, loja.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra do Vigario n. 22: a tratar na Iravessa da
Madre de Dees n 21.
O Ihesoureiro da irmandide do Diin Es-
pirito Santo erecta no convento de S. Frami.-ro,
declara que julga nada dever dita irmaudade .
o presente ; e se alguem se julgar sea credor,
aprsenle suas contas para serem pagas. Rerifa
26 de junho de 1860.J. Nogneira de Souza.
_ Joaquim Antonio de Araujo retira-se para
Macei.
Altenco.
Curso pratico e theorico de lingua tra-
** ceza por urna senhora franceza, para
mocas, segunda e quinta-feir* de ed se-
mana, das 10 horas at noJo da : quem
quizer aproveitar poda dirgir-se a ra da *t
Cruz n. 9, egund andar. Pagamentos C
adiantados.




%



Casa para alugar.
Pfersa-se para alugar uro primeiro andar ou
segundo, que tenha commodos para familia, sen-
do em Sanio Antonio, paga-sc bem : na ra do
Crespo n. 13.
- Aluga-se um mnleque : na ra eatroila do
Rosario, casa de ourivcs n. 6.
Irmandade de S. Jos
d'Agona.
O secretario da irmandade, de ordem da mera
rcgedora, faz sciente a todos os seus irraos e ao
publico, que por moliros foi transferida a fesla
do seu padroeiro para o dia 22 de julho prximo
vindouro ; e assim a consulta e a eleico da o-
ra mesa para os das que marca o compromisso.
Precisa-se de um caixeiro para tomjr urna
laberna por balando, c tambem se di interosse a
quem liver alguns fundos : na ruada Imperalriz
n. 82.
Thom Rozondo Holm, pardo, Brasileiro,
ra a Macei.
Eduardo Raimundo Ferreira relira-se para
a Europa.
Joanna Baplista Tercira do Lagos faz pu-
blico pelo presente, e scieuliflea ao Sr. arrema-
tante das aguardentos, quedo fim do presente
mez em dianle dcixa de vender esse genero na
sua Liberna sita no becco Largo n. 2. Recite 26
do junho de 1850
Andr Mikolich val para a Babia.
B-. -~ QtMITA fEIRA, M JPHBQ gl-)atj
ltenlo.
Urna pessoa eslabelecida nesta cidade encar-
rega-so de mandar dizer missas era Portugal por
um seu primo, padre de bous cosanles, o pelo
proco que so convencionar ; as cerlides vem
com todas as formalidades como lem j vindo
outras : quem pretender aununcic por este
Diario.
Oadvogado Antonio de Vaseoncellos Mene-
zes de Drummond podo ser procurado para o
excrcicio da su a profissao, em lodos os das
uteis, das 10 horas da manhaa at as 4 da larde,
na ra do Imperador n. 75, primeiro andar, e
fra de taes dias e horas, e em casos urgentes,
na casa de sua residencia na ra do Hospicio nu-
mero 9.
_ Lava-se e engomma-se com muila perfei-
co, tanto para homem como parasenhora, sen-
do o prego dos vestidos de cambraia de babados
1*280, e lisos a 800 r. : quem precisar dirija-se
Camboa do Carmo n. 40. Na mesraa casa co-
zinha-se para fra.
Aluga-se um terceiro andar e solo com
grandescommodosna ruada Praia: a tratar com
Jos Hygino do Miranda.
Na estrada do Manguinho, sitio
da viuvaCarvalho, ha para se alugnr
uma e SLTviqo de casa, engomma, cosinha e
cose.
Itoga-se ao Illm. Sr T. M. G. R. F. o favor
de satisfazer o importo d'um vale, que na ilha de
Pernanco passou Manoel Botelho Cordeiro : na
ra da Guia n. 5G.
Fortunato Pinto, segu viagem para Bahia.
O abaixo assignado, morador no aterro da
Boi-visla hoje ra da Imperalriz n. 71, declara
ao rospeitavel publico, r^ie nada deve nesta pro
yincia ou em outra qualquer, a excepto da Gran-
ja nos herdeiros da sen compadre, Antonio
l'auslinoda Rocha, aquanlia de quartfBta mil rs.
importancia de duas toalhas que Ihe-deixou pa-
ra as vender, sendo que ditos hordoiros al o
presente nao os lem querido receber ; se porm
houver quera se julguc sen credor aprsente o
Ululo qvo ser immcdialamenlc pazo. Recite
5 do junho de 1860.
Costodio Manoel Goncalves.
Andr Alvos Gama e Manoel Joaqun) com
tabernas na encruzlhada de Bellera, municipio
le Olinda, fazum publico para conhecimento do
.tii.'matante do imposto de agurdenle, bem como
da leparlico respectiva, por onde se faz a col-
lecla, que deixam de vender agurdente do 1.-
de julho em diante.
Aluga-so urna escrava cozinhera. rauo
'""i. sem vicio algum : na botica da ra larga do
Hosarion. 36, sedir quem a lem.
Vg lir. Augusto arneiro Monteiro da Silva
t Santos, medico operador e parteiro pode @
@ sor procurado na casa Je sua residencia @
Atlenco.
o
Dra moco brasileiro, com pratica de6annos de
"ommerciu nesta Braca, e ha pouco desarruma-
do, se offerece para tomar ronta de urna casa
commcrcial de fazendas por balando, presta fian-
ca e garante o boin desr-upenho de sua profissao :
quem de sen prestimo se qnizer utilisar, dirija-se
a ra das Cruzcs n. 41, loja, deixando seu nome
e residencia para ser procurado,
Precisase de duas amas, urna secca e ou-
trs de leite : no pateo do Terco o. 26,
Precisa-se de urna seniora que saiba bem
pnmeiras ledras, francez, piano e msica, para
lomar conta da cducaeao de seis meninas, erh
jm engenho da freguezia da Escada : a tratar na
ra do Imperador n. 39, segundo andar, entrada
pelo becco do bolequim do Paiva.
Aluzase a excellenle loja da casa da ruado
Imperador n. 75, lado do caes ; a tratar no pri-
meiro andar da dila casa.
D-se diiilioiro a juros ob penhorps de ou-
,-ro : na ra alraz da matriz da Boa-Vista n. 64
onde mora o inspector Mala; se dir quem d.
Irmandade do Divino Es-
pirito Santo.
carta
Hos-
O escrivo actual, por ordem do irmaojuiz,
convida aos seus charos irroaos para comparoce-
rem no nnsso consistorio no dia 28 do crtente,
as 5 horas da tarde, afim de constituidos era me-
sa geral, ouvir ler e approvar a redaeco do nos-
so compromisso.- O escrivo,
Jos Joaquira da C. Lcite Jnior.
Antonio de Oliveira Barros segu para a
Europa.
Aluga-se o segundo e terceiro andar do so-
brado da ra dos Tanoeiros, muito Leseo a tra-
tar na ruada Cruz n. 3i.
Pede-se ao Sr. Jos Affonso do Reg Bar-
ros que tenha a boodade de vir a ra da Floren-
tina n. 31, a negocio de sen intoresse.
Na ruadoCotovello n. 5, existe urna
para o Sr. Hililao Borges Uchoa.
Precisa-se de urna ama do leite : no
picio, em casa do Sr. coronel Lamenha.
, ASSOCIACAO
DE
Soccorros Mutuos e Lenta Emancipado
dos Captivos.
Ce otdem do Sr. presidente sao pelo presente
convidados lodosos senhoresocios para que se
dignera de comparecer domingo 1.- de julho, s
10 horas do dia, afim de funecionar a assemlila
geral, na formado art. 19 do cap. 5, e por se ter
de tratar do anniversario e oulros negocios de
suma importancia, e para conhecimento de lodos
o niesmo Sr. presidente manda declarar que o
conselho approvou e a assembla goral de 7 do
corrente sanecionou os arligos do regiment in-
terno abaixo mencionado:
Art. 9. O socio que por negligencia, deleixo
provado, deixar de pagar mais de tresmezes de
sus mensMidade, nao ter direito a ser soccorri-
do nos casos de necessade, e trabalbo, de con-
formidale com o art. 7 dos estatutos.
Art. 10. Fica creada um bolsa chamada do ca-
ridade dentro da qual, em lodas as sesses, quer
do conselho ou da assembla geral, cada um dos
socios deitar alguma quanlia, que ser applica-
da a compra de bilheles de lotera, rererlcndo
seu produrlo para a caixa de reserva, de que
ta o art. 44 da lei orgnica.
Secretaria da Associacao de Soccorros Mu tu
onnla Emancipaco dos Captivos 25 de junho de
1800.-Alb.no de Jess Bandeiro, 1." secretario.
Age acia de passaporte e folha
corrida.
Claudino do Reg Lima lira psssaporte para
dentro e fra do imperio, por commodo preco e
presteza : na ra da Praia, primeiro andar nu-
mero 43.
Aluga-se por prego commodo jSrmazemn.
28, sito no caes 22 de Novemkro ; a tratar em
casado fallecido commendador Loa Gomes Fer-
reira, no Mndese
sl-f'Uga".ie "i"' bolla sal* Mn QMrfM, bo
pnmelro andar da casa da ra da InaKOdor n.
uV.nra!!I0 B.?iot- onde achar, J^^gL*
war respeilo.
BBJIITI11,11:
-Largo da Pnlta-j
Neste armazem de molhados con-
tioua-se a tender os seguinles goneros abaixo mencianados le superiores qualidades e mais barato
do que em oulra qualquer parte, por seren a maior parle delles recebidos em direilura por conta
dos proprietarios.
Mantega \ng\exa e fratiecia
perfeilamenle flora mais ora que lem Nado ao mercado Je 640 s 800 is. a libra e em barril
se tara algum abalimeolo.
Queijos \an\ei\:gos
muito novos recenlcmente chegados no ultimo vapor da Europa de 1|700 a 3& e a vista do gasto
que o freguez Czer se far mais algum batimento.
Queijo prato
os mais novos que existen no mercado a 1} libra, em porcao se far abalimeolo.
iVmeixas franecza*s
em latas de 1 1 [2 libra por lj500 rs., e em campoteiras de vidro conteudo cada urna 3 libra
por 3$000.
Mustarda iiiglexa c frauceza
em frascos a 640 rs. e em potes franceza a 800 rs cada um.
Ver&adeiros figos de comadre
m caixinhas de ft libras ciegan tero He epfeitadas proprias para mimo a 1$600 rs.
Bo\ac\\in\ia mgYcza
a mais nova que ha no mercado a 240 rs. a libra e em barrica com 1 arroba por 4$.
Potes vidrados
de 1 a 8 libras proprias para manteiga ou outro qualquer lquido de 400 a lifrOOO rs. cada um.
Xmendoas confeitadas proprias para sorles
de S Joao
a lg a libra e em frasquinhos, conlcndo 1 1[2 libra por 2j.
C\i preo, \\yson e perola
os melhorcs que ha neste mercado de 1600, 2 2500 a libra.
Macas em caixinlias de libras
con leudo cada uma diffcrenles qualidades a 4j5O.
Palitos de dentes lidiados
em molhos com 20 macinhos cada um por 200 rs.
Tijolo francez
proprios para limpar faca n 200 rs.
Conservas inglezas c rancezas
emlatjs e em frascos de differentes qualidades.
Presnntos, cYiourieas e palos
o mais novo que ha neste genero a 480, 640 e 720 rs. a libra.
Latas de bolacliinna de soda
de differentes qualidades a 13600 em porcao se far algum abalimeolo
Tambem vendera-se os seguinles gneros ludo recenteracnte chegado e de uperio
res qualidades, presuntos a 480 rs. a libra, chourija muito nova, marmelada do mais afamado fa-
bricante de Lisboa, macado tomate, pera secca, pasas, fructas em calda, amendoas, nozes, frascos
com amendoas obertas, contoites, pastilhas de varias qualidades, vinagre branco Bordeaux.proprio
para conservas, charutos dos melhores fabricantes de S. Flix, macas de lodas as qualidades.gom-
ma muito fina, erv has francezas, champagne das mais acreditadas marcas, cerveias de ditas,
spermacetebaralo, licores francezos muito finos, marrasquino de zara, azeitedoce puriflcado.azei
louas muito novas, banha de porco refinada e outros muilo gneros que encontrarad tendentes a
molhados, por isso prometiera os proprietarios venderem por muito menos do que outro qualquer,
prometera mais tambem servirem aquellas pessoas quemandarem por outras pouco praticas como
e viessera pessoalmente ; rogara tambem a lodos os sanhoresde engenho e senhores lavradores
qucirara mandarsuas encomraendas no armazem Progresso que se lhes afflanca a boa aualidadee
o acondicionamento. H
Bratissimo.
Ron do Queimado n. ltt.
Armazem defazendas.
Chitas fraocezas tinas de padroes miu4inhos a
ttO o corado, peras de chita com 38 corados oor
5^800. ^
CoberLa a 2^000.
Cobertas chinzaa muilo lindas a ?}.
Rucado francez a 2^000.
Corles de riscado com 13 1[2 corados por 2J.
Lencos brancos a 2^000.
Lengos para algibeira a 2$ a duzia.
Algodio monslro a 600 rs. a vara.
Cbales de merino a 2#500.
Chales de merino eslampadoi a 29500.
Caseraira preta ^ 6/(00o\
Corles de caso mira preta fina a 6$, paletols de
brira a 39, fil de lioho fino a 800 rs.
Cambraia de core a 160 r.
Cambraia de cores muilo fina com defeilo de
agua doce a prego de 160 o covado.
= Ganga de edr e brim de linho muito fino a
500 rs. o corado.
R
Carros-
Vendera-se em casa de
Francisco JosGermann
ra Novan. 21, bonitos carros
do ultimo gosto de urna das mais
. afamadas fabrica de Paris.
Arados americanos e machinas
paca lavar roupa: emcasadeS. P. Jo-
linston & C. ra da Senzalan. W.
Verdadeiras luva de Jovin de to-
das as cores, ra da Imperatriz n. 7,
loja do Leconte.
Barato.
Leite, lenha e fructa
No sitio do fallecido viscondo de Goianna, na
estrada deJoo de Barros, ha pata vender leite
puro, lenha de malta, e fructas de differentes
qualidades, por prego commedo, de modo que
pode se rerender nesta cidade e tirar bom ganho.
Alcatifa.
Campos & Lima, na ra do Crespo n.
16, lem para vender alcatifa com 4 pal-
mos de largura de rauito boa qualidado
e propria para alcatifar, salas e igrejas a
800 rs. o covado, dinheiro a vista.
MSI
Compras.
Compram-se es-,
cravos.
Compram-se, vendem-se e trocam-se escra-
ros, na ra do Imperador n. 79, primeiro andar
Compra-se um moleque de 14 a 20 annos.
que entenda de coziuha, chega-se a bem prego ;
a tratar no pateo do Carmo n. 18, segundo andar.
Compra-se pordobrado prego do quanlo se
venda a collecco dos Diaiios de Peroambuco
dos annos de 1830 1832, e no caso de j esta-
rem encadernados tambem se paga a encaderna-
nagao : na ra de S. Francisco como quem vai pa-
ra a ra Bella sobrado n. 10.
Compra-se una escrava que entenda de la-
var e de cozinha, nao obstante ter alguma idade :
no segundo e terceiro andares da ra da Impera-
lriz, casa n. 37.
Ainda se precisa comprar Ires moradas de
razas terreas, em boas ras, ero Olinda, com pre-
ferencia no Varadouro, Quatro Cantos, ra do
Amparo ; nao se olha apregocomanlo que sejam
boas: quem liver aununcie pira se pocurado.
Compram-se cffectivamenle meias garrafas
que foram de champanha : na ra larga do Ro-
sario n. 36. botica.
Compram-se escravos de ambos os sexos,
de 12 a 20 annos. para exportar-se para fra da
provincia: na ra Direila n. 66, escriplorio do
Francisco Malinas I'ereira da Costa.
Compra-sem escravo qua aiba cozinhitr
e que seja de bonita figura : em Fra de ruiUs'
ra do Pilar n. 143.
Compra-sena ra estreila do Rosario n. 4,
ma pequea porgo de caibros de qualidade,
mbora sejam servidos de aadaime.
Botica.
Bartholomeu Francisco de Souza, ra larga
do Rosario n. 36, rende os seguintes medica-
mentos :
Rob L'Affecteur.
Pilulas contra sezSes.
Ditas vegetaes.
Salsaparrilha Bristol.
Dila Sands.
Vermfugo inglez.
Jarope do Bosque.
Pilulas americanas, (contra febresj.
Ungento Holloway.
Pilulas do dito.
Ellixir a iti-asmathico.
Vidrosde boca larga com rolhas, de i oncas a
121ibras.
Assim como tem um grande sortimenfo de pa-
pel para forro de sala, o q.ual rende a mdico
preco
A quatro mil e seiscentos
Lazinhas para vestido a 320
rs., e toalhas de linho a
800 rs.
Na ra do Queimado n. 19, vendem-se lazi-
nhas muilo finas para vestido, e para meninos,
pelo baratissimo prego do 320 rs. o covado, toa-
lhas de linho a 800 as. cada uraa, cobertas a chi-
neza, de chita muilo fina a 2#.
PotassadaRussia
E GAL DE LISBOA.
Mo bem conhecido e acreditado deposito da
ra da Cadeia do Recite n. 12, ha para vender
potassa da Russia e da do Rio de Janeiro, nova
e desuperior qualidade, assim como tambem
cal virgem em pedra: tudo cor urecos muito
razoaveis
T. vende-se um carro de 4 rodas, bem cons-
truido e forte, com assento para 4 pessoas de
dentro, eumassento para boleeiro e criado fra,
forrado de panno fino, e tudo bem arramado :
para fallar, com o Sr. James Crabtree & C. n
42 ra da Cruz.
UNGENTO ROLLWAY.
Milhares de individuos de todas s nacoes po-
dem testemunhar as rirtudesdeste remedio in-
comparavel e provar em caso necessaro, que,
pelo um que delle fizeram tem seu corpo e mem-
brosinteiramentesosdepoi de hareremprega-
do intilmente outras tratamentos. Cada peso*
poder-se-ha eonreacer dessascura mararilhosas
pela leiUra dos peridicos, que lh'as relatam
todos os diaa ha muitos annos; e a maior pacte
dellas sao to soc prndenles que admiran; os
mdicos mais celebres. Quaotas pessoas rece
braran oom esU soberano remedio o uso de seu
bracos e pernas, depois de ter permanecido lon-
go lempo nos hospitaes, onde de riam soffrer i
amputagol Dellas ha muitasque harendodei-
xado esses asylos de padecimentos, par* senao
submetterem essa operago doloroso .foram
curadu completamente, mediante ousodesse
preciosoremedio. Algumas das taes pessoa n
enfuso de seu recouhecimento declararam es
tes resultados benficos diante do lord correge-
dor e outros magistrados, afim de mais autenti-
caren! suafirmativa.
Ninguem desesperara do eslsdo de saude sa
iresee bastante confianga para ensaiar este re-
medio constantemente seguindo algum tempo
mentrataloquenecessitassea naturez doma,,
cujo resultado seria prora rincontestarelmente'
Que tudo cura.
O ungento e til, mais particu
**rmente nos 8eK*i*es casos.
lnflammagao dabexiga.
da matriz
Lepra.
Hales das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarua
Supuragoes ptridas
Tinhn, em qualquer par-
te que seja.
Tremor de nerros.
Ulceras na bocea.
dofigado.
ds articulages.
Veias torcidas ou noda-
das as pernas.
Vende-se este ungento no estabecunento
geralde Londres n. 224, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessas
encarregadas de sua renda em toda a Americk
do snl.Uavana e Hespanha.
Vende-se a800 rs., cada bocelinha contm
uma instruego em prtuguez para o modo de
fazer uso deste ungento.
O deposito geral em casa do Sr. Soum,
pharmaceutioo, na ra da Crun. 22. em Per-
nambujo.
LOJA DO VAPOR
Groado e vanado sortlmento de calcado fran-
cez, roupa fet, miudezas finas e perfumariaa.
ludo por meos do que em outras partes : na lo-
ja do rapor na ma Nora n. 7.
SYSTE1A MEDICO DEHOLLOWAT.
PILULAS HOLLWOTA.
Este lnestimarel especifico, composto lntcira-
mente de herras medicinaos, nao contem mercu-
rio, nein alguma outra substancia dolecteria.Be
nigno I mais tenra infancia, e a compleigao mais
delicada igualmente prompto o seguro para
desarreigar o mal na coaspleigo mais robusta;
inteiramente innocente esa suas operagoes e ef-
feitos; pois busca e remore as doencu de qual-
quer especie egro por mais antigs e tenazes
que seam.
Entre milhares de pessoas curadas com este
remedio, muitas que j estaram as portas da
morte, preservando em seo uso : conseguirn]
r*C?b"*5i **u do inutnvente todos os outros remedios.
As mis fflictas nao derem entregar-se a de-
sesperaco ; facam um competente ensado dos
efficazes effeitos desta assombrosa medicina, o
prestes recuperarlo o beneficio da saade.
Nao se perca tempo em tomar este remedio
para qnaiquer das seguintes enfermidades :
A'porcas
Caimeras
Callos.
anee res.
Cortaduras.
"ores de cabega.
uts costas.
~da membros.
tnfermidades da cutis
.em geral.
Ditas do anus.
Erupgoes escorbti-
cas. \
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremida-
des.
Frieirs.
Gengiya escaldadas.
inchagoes
lnflammagao dofigado.
Compra-se
o guarda livros moderno ou curso com-
oleto de instruccoes elemantares sobr
as operaedesdo commercio, por Manoel
Teixeir-aCabral de Mendonca : na pra-
c. da Independencia hvraria n. 6 e 8.
Vendas.
Vendera-se saceos com railho a 4.600
da Cadoia do Recite n. 3,
na ra
ATTENgO.
Vende-so a casa terrea sita na ra Imperial n.
oz; em chaos proprios : quera a pretender, diri-
jn-se a rui de Santa Cecilia n. 17, quo achara
com quem tratar.
Para o theatro lvrico.
Reos enfeites decabaga do mais moderno gos-
to : no armazem de fazendas da ra da Impera-
tnzn 10.
RELOGIOS.
3,500 RS.
por sacco com farinha : vende o Biando.na Ljn-
goeta n 5.
Ervilbas e pain^o
Vende-se a 160 rs. a libra : na travesea do
pateo do Paraizo n. 16, casa pintada de amarello
com oilo pan a ra da Florentina.
Vende-se em cas de Saunders Brothers
C, pregado Corpo Santo, relogios do afama-
do fabricante Roskell, por pregosi commodos
e tambem trancellins e cadenas para o mesmos
deexcellente costo.
i Champanha.
Campos & Lima, na ra do Crespo n.
lo, tem para vender uma porcao de gi-
gos cora champanha de superior quali-
dade a 20 o gigo.
tCT1 Recebeu-se pelo paquete fran-
cec, luvas de pellica de Jouvin de
todas as cores
Loja de niai more.
Mlho a 4 e farelo a 450O: na taberna da
estrella do largo do Paraizo n. 14.
c.
ra
- Em casa dej. Praeger ..._._..
da Cruz n. 11, vende se presuntos mui-
novos despachados ltimamente.
s
Recebeu-se pelo paquete fran-
cez, loupa feila para homem do ul-
timo gosto
LOJADEMARMORE.
Taberna.
Vende-se a laberna di ra das Cruzes O. 21 :
a tratar na mesraa.
- Na ra da Pr.ia n. 25. iraressa do,Carioca,
ha para vender 12 pipas de met de muito boa
qualidade ; na mesma casa ha um raofnho e tor-
rador decaf.
Milita aflenco.
Ao bom e barato que Jfaz ad-
mirar aos comprajores.
Iloa DireiU loja n. fl8.
Nao se engeita dinheiro.
Riquissimos cortes de vestidos de grosdena-
ples prelo bordado a velludo, cortearle vestidos
de phantasia de seda muilo moderno, cortes de
vestidos de mossulina de seda, cortes de vesti-
dos de barege de seda com ricos desenhos, cor-
les de vestidos de cambraia bordado a seda, po-
lacas de gro:idensples preto muito bom objecto
da moda, paletots de panno de todas as qualida-
des, ditos da caseraira muilo fino.dilos de alpa-
ca de differentes modelos e qualidades, caigas de
casemira preta e de*cores, ditas de brim branco
e decores do puro Hnho, camisas de todas as
qualidades, eamWaia organdys com modernos
desenhos, chales di merino mnilo fino bordado
a troco todo em roda e com pona redonda-, obra
de muito gosto, chapeos de sol com molas e
seso ellas, seroulas de puro linho, riquissimos:
cortes de casemiras de core muito fina padroes
do muilo golo, nfeitea dgiridrilhe, loras, gra-
vitas, espartilhosfraneeiesf^es de todas as
cores, grosdfinaples pato francez o methor que
pode barer. ^' 'is fazendas existem ou-
tras muta: "ndendo por masas
do seu
mmmmi msm smmmzwim
HA
e ar naazcm
DE
GRANDE SORTIJlEST
DE
Fazendas e obrasfeitas,
[Ges &BastoJ
j Na ra do Queimad) n.
46,frente amare]la.
| Grande e variado sortlmento de sobre-
casacase casacas de pannos tinos pretos
g e de cores a 28$. 30 e 35g. paletots dos
mesmos pannos pretos e de cores a 28S,
I 20S 2>e 25j>, ditos de casemira mescla-
I dos de superioi gosto a 163 e 18j, ditos
Ej das mesmas caserairas saceos modelo
1 inglez 10, 12, 14 e 15. ditos de al-
paca pMa fina saceos a 4, ditos sobro-
casa tambem de alpaca a 7$,8$ e 9, di-
tos de merino setim a 10, ditos de me- i
ri de cordao 'a 9J. calcas pretas das j
mesmas fazendas a 5J e 6J, collelos pa- '
ra luto da mesraa fazendj, paletots de ;
brim trangadoa 5S, ditos pardos e de j
fusto a4fe 5J, cafen de casemira der l
cor e pretas a 7, 8; 9$ e 10JJ, ditos das
mesmas casemiras para menino a 63, 7
e 8, ditos de brim para homem a 3,
3500. 4 e 5J, ditos brancos finos a 5,
l 6g e 7, ditos de meia caseraira a 4 e
5}, colletes de casemiras preta e de co-
res a 53, e 6, dilos de gorgurao de seda
brancos e de cores a 5 e 6J, ditos de
velludo prelo e de cores a 93 e 10, ditos
de brim branco e de cor a 3, 3g500 e4,
palitols de panno fino para menino a
15$, 16 e 18, ditos de casemira do cor
a 73,83 e 93, dilos de alpaca a 3e 33500,
sobrecasacas de alpaca tambera pa.-a me-
nino a 5 e 6, camisas para os mesmos
de cores c brancas a duzia 153,16> e 20,
meias cruss o pintadas para menino d
todos os lmannos, caigas de brim para
os mesmos a J$5U0 e3, colarinho de li-
nho a 6000aduzia, toalhas de linho pa-
ra mos a 900 rs. ca la uma, casaveques
de cambraia rauito fina e modernos pelo
diminuto prego de 12, chapeos com abas
de lustre a 5, camisas para homem de
lodas as qualidades. seroulas para ho-
rnera a 16, 20 e 25 a duzia, vestimen-
tas para menino de 3a 8 annos, sendo
caiga, jaquela e coletes tudo por 10, co-
bertas de fusto a 6, loalhas de linho
para mesa grande a 73 e 8, camisas in-
jlezasjiovamentechegada a 363 a duzia.
M
dade.
Para senhoras.
Recebeu-se pelo paquete francez Bour-
nus Bdouine (capas para passelo e salu-
da de Ihealrc] a 30 cada uma
LOJA DE MARMOKE.
Palhadecar-
naba
por barato prego, em porges ou a retslho : no
armazem de Anlunes Guimares & C, no largo
da Assembla n. 19.
Cobertores.
Vendem-se excellentes cobertores de la escu-
res, por commodos pregos, por grosso e a reta-
Iho : esles cobertores se tornam recomraenda-
veis na presente quadra invernosa aos senhores
de encenhos, porque com pouco dinheiro poden)
agasalhar os seus escravos : a tratar na ruada
Imperalriz n. 18, oulr'ora aterro da Boa-Vista.
# Cocos italianos
de folha de flandres, muito bem acaba-
dos, podendo um durar tanto quanto
duram quatro dos nossosa 00 rt. um
e 4| uma duzia: na ra Direita n. 47,
loja de funileiro.
Vebtf-se por eommado prec.o um
iuo apparelbo de porcelana, mandado
*#de encommeada, constando de tres
ricos servidos pata cha', almeno ejan-
tar : na ra da Cruz n. it, armazem.
Fazendas finas e
roupa feita.
Augusto & Perdigo.
Com loja na ra da Cadeia do Recite n. 23
vendem e dio amostras as seguinles fazendas :
Cortes de vestidos de seda pretos e de cores.
Cortes de ditos de barege, de tarlalsoa e de ga-
ze do seda.
Cambraias de cores, brancas e organdys.
Anquinhas para saia, saias balo, de dina, ma-
dapolao e bordadas.
Lengos de labyrintho do Aracaty e francezes
Chapeos amazonas de palba e de seda para se-
nhoras e meninas.
Enfeiles do froco, de vidrilho e de flores.
Peines de tartaruga, imperalriz e outros gestos.
Manguitos e golas, ponto inglez, francs e oais-
sanga.
Vestuarios de fuslao, de la e. da seda para
enanca.
Manteletes, taimas e pelerinas de difierenles qua-
lidades.
Chales de touquira, de merino e de l de ponta
redonda.
Luvas de pellica brancas, pretas e de cores.
Vestidos de blond, mantas de dito, capellas e
flores solas.
Sioturoes, camisas de lioho e espartilhos para
senhora.
Perfumaras finas, sabonetes c agua jlo colonii.
Casacas, sobrecasacas e paletots de %aond preto-
e de cor.
Paletols de alpaca, de seda e de linho.'
Caigas deoasemiri de cor, pretas e 8b brjtn:
Camisas de madapolao.de linho ioglei e df la.
SerouLjs de linho e de meia.
Malas, saceos, opclreiros para viagem.
Chancas para invernos, botinas de Meli e outros
fabricantes.
Chapeos do Chyli, de raassa e de felfro para ho-
mem.
Charutos manilha, harana, Rtb ie Janeiro e
Bahia.
Loja da boneca ra da Impe-
ralriz n. 7.
^ Vendem-se caixasde tintura para tin-
gir os cabellos em dez minutos, como
tambem lingem-se na mesma casa a
qualquer bora.
Aossenhorw legistas de miudezas.
Bicos pretos de seda,
Ditos brancas e pretos de algodio.
Luras pretas de torga!.
Ciatos elsticos.
Linhas de algodao em novellos : rendem-sa
por pregos commodos, em casa de SouthallMel-
lors A C., ra do Trapiche n. 38.
Amendoas conteitads para sor
tea de S. Antonia, 9. Jlo e 9. Pedr-
tasabempora presentes a 2$ o *
vende-ae na loja de Leite & Ir
da Cadeia do Roclfen. 48.
ou falta de
para qualquer
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias(malde).
Asthma.
Clicas
Convulsoes.
Debilidade ou extenua-
go.
Debilidade
faifas
cousa.
Dysinteria.
Dor de garganta.
de barriga,
nos rins.
Dureza no rentre.
Enfermidades no rentre.
Ditag Dofigado.
Ditas venreas.
Eniaqueca
Herysipela.
*ebre biliosa.-
Febreto internitente.
Febreto da especio.
Gotta.
Hemorrhoidaa.
Hydro pesia.
Ictericia.
Indigestes.
Inflammagoes.
Irroga unidades
menstruago.
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manclres na cutis.
Obstrucgao de rentre.
Phtysica ou consump-
pulmonar.
Retengo de ourina.
Bheumatismo.
Symptomas secunda-
rios
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estabelecimento
geral de Londres n. 22, Strand, e na loja de
todos os boticarios droguistas e outras pessoas
encarregadas de sua renda em toda a America do
Sul, Harana e Hespanha.
Vendem-se asbocetidhas a 800 rs. oda ama
**Has, contem ama instruego em portugus po-
ra eeplicar o modo de se usar destas pilulas.
O ooposito geral em casa do Sr. Soum
pharmacutico, na ra da Cruz n. W, em Per-
namb o.
Peder toda atlenco.
Na loja d'aguia ie ouro, na ra do Cabuga o. 1
u. vende-se tudo por pregos baralissimos para
liquidar, assim como seja :
Fitas e franjas.
Fita de velludo de todas as larguras, abertas e
usas, de lindos padroes.
Franjas de seda de todas as larguras e de lin-
dos gostos.
Ditas de la e seda por pre^ que admira.
Ditas de linha para easave>jue.
Ditas de algodao para toalha e para cortinado.
Trancas de linho e de la brancas e de cores.
Pentes.
Pentes de tartaruga virados o lisos.
Ditos de massa virados a imitago de tartaruga.
Ditos lisos para alar cabello.
Ditos de desembarazar cabello.
Para baldes.
Molas para fazer baldes, vendem-se a 160 rs. a
rara, ou peca de 50 molhos a 6>.
Bicos.
Bicos de seda de lidas as largaras e lindos p-
droes. '
Ditos de algodao.
Leques muilo finos.
Capellas brancas para noira.
Chapeoznhos para enanca.
Riquissimos quadros para enfeite de sala, as-
sim como redomas com flores.
Assim como perfumaras muilo finas, e mais
objectos que vista do fregus far-se-ha todo o
negocio
i
i
I

C J. AstlejNA Companhia.
Seguro contra Fogo
COMPANHIA
MOT
LONDRES
Venderse
Formas de feriV
purgar aseucarT,
Estanto em barra.
para
\
Verniz copal.
Vinhos finos de Moselle.
I Enehadasde ferro.
I Brim de vela.
Folhas de metal.
Ferro sueco.
Ac de Trieste.
Pregos: de com pos cao.
Lona inglcza : no arma-
zem de C.J. Astley A C.j
CALCADO
jBrande sortimento.
45-Roa Direila4S
Os estragadores de calcado encontra-
rlo neste estabelecimento, obra supe-
rior pelos precos abaixo :
Homem.
Borzegainsaristocrticos. 9000
Ditos (lustre e bezerro)..... 7$000
Borzeguins arranca tocos. 7f000
Ditos econmicos. 6^000
SapatCe de bater (lustre). 5|000
Senhora.
Borzeguins primeira ciaste (sal-
to de quebrar).......5*000
Ditos todo de marin contra
calos (salto dengoso).....4f50f)
Borzeguins pata meninas (Car.
tissimoa)..........4*000
E um perteitosortimento de todo cal-
do e daquillo que serve para fanrica-
j, como sala, couros, rnarroqosni
rodhistre,fio, fiUs, sedas etc.
i
4
fro
i.


D'AURORA.
mrim2rh?rSSSir^Weeem 4eus numoso8 freguezes e ao publico era geni, toda, e
SMl^bTS i.d* 8m M reconhecido eatabelecimentoa sabor: machinas de Vapor de
eTe m^^moPncuT .Ai ag" Para e?enhos todas de ierro ou para cubos- de madeira, moen-
oocae^ ,ornalha' machi"> P mmaiman-
luMasS^in^Kflf0*ao,f""??" ioca e oleo de ricini, pondos gradara, co-
S^e lodw as obr, di m^M 8' cu'tlTaJoJes. ponte., ^aldeiru e tanoues, boia** eivareogas.
dao^hni iM.nM 2f nachimsmo. ExecuU-se qualquer obra seja qual fr sua natureza pelos
t$SZf 1OT partlri n-tortm apresentados Recebem-se encommeodaa ueste esta-
^ ^bolriinSfr-.18 A e '" Collegiohoje do Imperadora. fmondia do cai-
S^w?!S!^.lS,0,^taCo^p-."" uoia Puente. podem
Vinho de Bordeaux.
Em casa de Kalkmonn lrmaos* C, ra da
Cruz n. 10. encontrare o deposito das bem co-
nhecidas marca dos Srs. Brandenburg Frres.
e dos Srs. Oldekop Mareilhac & C, m Bor-
deaux. Tem as seguintes qualidades r
De Brandeaburg frres.
St. Estph.
St. Julien.
Margaux.
Larose.
Chateau Loville.
Chateau Margaux.
De Oldekop & Mareilhac.
-St, Julien.
St. Julien Mdoc.
Chateau Loville.
Na mesraa casa ha para
\ender:
Sherry em barris.
Madeira em barril.
Cognac em barris qualidade una.
Cognac em caixasqualidade inferior.
Cerveia branca.
mmm-m-mm
Vende-sel
Relogios patentes.
Estopas.
Lonas.
Camisas inglezas.
Peitos paracamisas,
Biscoutos.
Em casa de Arkwighl 4 C, ra da
Cruz n. 61.
Vendem-se 8 escravas com habilidades e sem
ellas de 15 a 40 aunos, de 8003 a 1:500 um es-
cravo de 30 annos, bom cozinheiro, por 1.3005,
um mulato de 22 annos por 1:300?. e mnis al-
guns escravos baratos que se vrndem, tanto a
pnce como a rtinhoiro, na ra Bireita, no escrip-
torio de Francisco Mathias Peteira da Costa.
Farello de Lisboa
a 5,000 rs.
Na ra do Vigario n. 19, pnmeiro andar, ven-
de-se farello ultim/fnentc chegado, assim como
cal virgem.
Vcnde-se um encllente deposito com al-
guns gneros, e urna boa armacao, boa casa, ex-
cedente localidade, tendo duas entradas, uma
pela ra do Imperador e outra pelo Caes de 22
de Novcmbro para commercio, um dosprimei-
ros estabelecimentos na ra do Imperador n. 71:
na mesma casa se dir com quem se trata.
Relogios
Suissos.
Em casa de Schafleillin&C., ra da Cruz n.
38, vcnde-se uro grande e variado sortimento de
relogios de algibeira horisontaes, patentes, chro-
nomelros, mrios ehrenometros, de curo, prata
dourada e folheadosa ouro, sendo estes relogios
dos primeiros fabricantes da Suissa, que se ven-
deio por piceos razoaveis.
Pedras baratas.
Jle Donnelly tendo contratado com o governo
da provincia, por intermedio do Illm. Sr. direc-
tor das obras publicas o fornecimento de todis
as pedras cxlrahidas da ilha de Santo Aleiso,
propriedadedo annunciante.para calcamentodas
ras desta cidade ; e como as mesmas obras
publicas por emquanto se achara poralysadas, e
lenha o Exm. presidente da provincia por despa-
cho de 18 desle mez concedido licenja ao mr-smo
annuncianle para dispor das raesmas pedras, c
por grande quantidade que tem o aununciante,
no caes do Ramos, offerece a quem/interessar,
em grande ou pequea porcSo, ade as vende
muilo em conta. O roesmo anmraciaiito cnlen-
dendo-se com o Sr. Rampa, haul archileto, bem
conhecido nesia cidade, copnecedor das quali-
dades de pedras e lijlos. se tem admirado de
no se ter pmpregarfo er alicerces este material,
qual as pedras do annunciante, como se pralica
na Europa, para evitar a humidade as paredes.
O mermo Sr. Rampa tem encommendado ao
ann-ineianle 400 toneladas para esse fim, dizen-
d< que em obra sua jamis deitara tijollos em
alicerce ; pelo proco que lera o annuncianle
vendido ao mesmo senhor lhe sahe raui mais
barato do que lijlo. O mesmo Sr. Rampa deu-
me licenea para usar de seu norae no presente
annuncio. As pedras escolhidas para armazens
ou calcadas, a dez mil ris por com palmos, dei-
ladas as pedras em qualquer parle desta cida-
de a cusa do annuncianle, com toda actividade
possivel, para o que tem as proporces necesa-
rias ; os pretendenlcs dirifam-so a ra da Praio,
escritorio do annuncianle.
Farelo
em saceos muito grandes, ltimamente chegado
4o Porto : vende-se no cscriptorio de Carvalho,
Nogoeira & C, na ra do Vigario n. 9, urimeir
andar.
5#000 .
Grande sorliraento de ferros de engoirfmara
vapor dos mais ricos modellus que se podem en- minuto preco da 140 is! a'libra!
contrar neste mercado, com seus perlences de
^LI^IL^L^**8"^ -_QMNTA FKttA U DUPHBO DE 1*60.
Ricas obras de
adorno.
Na roa Urg do Rosario n. 99, segunda andar,
fazem-se ricas obras de ndoroo para uma sala,
como se jaro : flores de cera, tanto em quadroa
como em ranas, um quadro coa urna cegtinha
de fructasde cera, um dito de peixes de cera,
um dito de bolos do era, um dilo com um oa-
chorrinho de uguas, bordar aobre vidro qualquer
eslampa com lia ou froco, um sapulchro do lia e
cabello ; e erfeilam-so ricas velas ao eslylo ro-
mano para boptisado; de indo tere amostras :
quera quizer pessuir qualquer deslas ohras, diri-
ja-se mesma casa, quesera bem servido.
Ferros de en-
gommar
econmicos
a5#000.
Estes raagniQcos fer-
ros acharo-se a venda
no armazem de fazen-
das de Raymundo Car-
los Lcite k Irmo, ra
da Imperatriz n. 10.
Trapiche de depsitos, al-
ian degado n. 19.
"Largo da assemlsla.
Ha continua mele para vender neste trapiche
saceos de feijao mulalinho muito novo com 6 al-
queires, farinhde mandioca de diversa quali-
dades, milho, [arelo superior ero sacos muito
grandes, arroz do Maranho, cera de carnauba,
courinhos curtidos, sola e palhade carnauba, lu-
do por procos commodos e em grandes porcoes
ou o relalho, conforme a vontade dos compra-
dores.
Bezerro francez
grande e grosso :
De la e 59.
Na ra Direita n. 45.
cobertos e descocerlos, pequeos e grandes, de
ouro patente inglez, para homem o senhora,
de um dosmelhores fabricantes de Liverpool,
vindos polo ultimo paquete inglez : em casa de
Southall Mellors AC*
Tachas e moendas
Braga Silva & C, tem sempre no seu deposito
da ra da Moeca n. 3 A, um grande sortimento
de tachase moendas para engenho, do multo
acreditado fabricante Edwin Maw a tratar no
mesmo deposito 00 na ra do Trapiche n 4.
Pechincha.
Com pequeo toque de alaria.
Na ra do Queimado n. 2, loja do Prcguica,
vendem-se pegas de.algodao encorpado, largo,
com pequeo loque de avaria a 2J500 cada uma.
Na fabrica de caldeireiro da ra Imperial,
junio a fabrica de sabao, e na ra Nova, loja de
ferrageus n. 37, ha uma grande porcao de folhas
de zinco, j, preparada para telhados, c pelo di-
cova nveugao, que muito dever agradars pes-
Vende-se uma escrava de 9 a 10;doa?-iq"enilOSC0ID',rarem ua rua Nova 20. ,0J
1 1 ,.,. 0O lanna.
annos de idade, muito esperta e dili-
gente no ervitjo de casa, cose pet feita-
mente cho e laz labyrintho: qiiem a
pretender dirija-te ao largo do Garmo
n. 16.
Batatas.
Vandem-se btalas novas ullimaraeoie chega-
das de Lisboa a a arroba ; na rua da Madre
de Deos.n. 20.
Milho bom.
Vendem-se saceos grandes com milbo novo a
59OO : na taberna grande da Soledade.
Vende-so uma phrelha de cavallos casla-
nhos gordos c bons de tarro e cabriole!, bem co-
rno um cabriolcl de duts rodas, moderno c com
pouco uso, com cavallo e arreios, ludo prompto,
por commodo prego : quem quizer approveitar,
dirija-se a fabrica de charutos da rua estrella do
Rosarlo n. 45. ou ao Sr. Auguslo Ficher, que di-
r com quem ha de tratar.
Vende-re uma mei-agua que rendo lOg por
mez, sita na travessa do Caldeireiro aj ; Vssim
como uma canoa nova de carga de 2tJ0O lijlos :
tudo a contratar na rua Nova u.'38.
Vende-se um escravqi de idade de 15 an-
uos : na rua Bella n. 14
Vndese dintoeiro K cobre a dous por cen-
to : na rua Direita
Hiberia a 2SS00 o corte.
No armazem de fazendas da
na do Queimado n. 19.
Vendem-se corles de hiberia com 14 covados,
fazenda muilo fina, imitando seda, pelo barato
preeo de 2s500, meias cruas Unas para horam
a 2J40O a du?ia.
Farinlia
DE
%\
Fazendaspbaixos-precos
Rua doAiieiado, loja
deipoplasn/lO.
Anda r/eslam algumas Tazendas para concluir
a liquida' .10 da firma de Leite& Correia, asquses
se ven i m por diminuto prego, sendo entre ou-
irasws seguintes:
de qualidade especial para mesa: no armazem
de Antones Guimaics & C, no largo da Assem-
bla n. 19.
Veado-seuma mulata moga sem vicios ero
achaques, cose, lava, engomma e cozinha soffri-
velmenle : os pretendentes podem dirigir-se
rua da Imperatriz n. 5, segundo andar, que acha-
rao com quem tratar.
Vende-se uma mulata com uma cria, ecom
bastante leite.boa cozinheira e engoramadeira :
na rua Nova n 52, primeir andar.
iirelo.
ilas de cores escuras e claras, o corado
i 160 rs.
Ditas largas, francezas, Cnas, a 240 e 260.
Biscados francezesde cores Gus a 200 rs.
Cassasde cores, bons padroes, a 240.
Brim delinhoade quadros, covodo, a 160 rs.
Brim trancado branco de lnho muitobom, va-
ra, a 19000.
Corles de caiga de meia casemira a 2|j.
Dilos de dila de casemira de cores a 5$.
Panno prelo fino a 3 e 4#. \,
Meias de cores, Anas, para homem, dnziaa
l#8O0.
Gravatasde seda de cores e pretas a 1.
Meias brancas unas para senhora a 3|.
Ditas ditas muito Orlas a 4$.
Ditas cruas finas para homem a 4J.
Cortes de collelesde-gorguro de seda a 2j).
Cambraia Usa fina transparente, pega, a 49.
Chales de 15a e seda, grandes, um tf.
Grosdenaple preto de 1J60Q, a 2$.
Seda prela lavrada para vestido a 15600 e 2g
Corles de vestido de seda prota lavrada a 1C
Lengos de chita a 100 rs.
Laa de quadros para vestido, covado, a 560.
Peitos para camisa, um, 320.
Chita franeeza moderna, liugindo a 400 rs.
Entremeios bordados a 200 rs.
Camisetas para senhora a 640 rs.
Ditas bordadas finas a 2)500.
Teslhss de linho para mesa a 29 e 49.
Camisas de meia, uma 640 rs.
Lengos de seda para pescogo de senhora a
560 rs.
Vestidos brancos bordadoi para baptisar crian.
as a 59000.
Corles decaiga de casemira preta a M-
Chala de merino com frarija d seda a 59-
Cortes o> *alfa de riscado de qoadrora K^00
Meria reru'e Pra vestido de aura tari ,-ct. vi
do, 19*80'.
Longos braneof de '-affibraia, a duzia, 2#.
Superior qualidade : vende-se no armazem de
Francisco L. O. Azevedo, na rua da Madre de
Dos n. 12.
Farinha de mandioca a
5$000
a sacca de farinha de Mamanguape.
Vende-se um negro crioulo muito robusto,
proprio para todo o servico; as Cinco Ponas
r. 82.
Aos amantes da economa
Na rua do Queimado n. 2, loja do Preguiga,
vendem-se chitas de cores fixas bastante escu-
ras, pelo baratsimo prego de 6$ a pega, e 160
rs. o covado.
Em casa de Kbe Sel mettan C, rua da Cadia n. 37t vendem-sc
elegantes pianos doafamado fabrican-
te Traumann deHatnburgo.
CAL DE LISBOA,'
nova o muilp bem acondicionada : na rua da Ca-
dia do Becife n. 38, primeir andar.
para invern.
U
Nova fabrica da estreHa
DE
VILLACA, IRMO & ANDRADE,
de caldeiraria e ftm iis. 11 e 13.
fcesle eslabelecimaiMo aeha-se sempre prempto um grande soitimento do alambiques de co-
bre de lodos os4amanhos simples e continuos, e machina de destilar e resillar espirito* al 40
grii, earspucas e columnas de cobre de todas as dmeneOes, lodos os cobres nectarios p,r. o
fabrico do assucar, lerpentinas de cobre e estanho, lachos para refinsoao, lachas movis para en-
genho bombas de todas as qualidades, sineus e todos os bronzes necessarios para enpenho, ro-
verwduras de brome para navios, parifusos de brome e ferro para roda d'aaua e ouiras militas
obras pernenles as oflkinas de caldeireiro, latoeiro, er/eiro e funileiro, e undicao de metacs.
e eonoeriaro-se todas as.obras nertencenles a cobre, brome, estanto, zinco, ferro e folha ; es
mesma fabrica vende-se-cobre era leneol o aroellas e chumbo em lengol, o zinco em barra, cadi-
nhos. de hp desde n 1 a 80. e folhas de Flandtes sortidas. e vende-se por menos d
por cerno, adinheiro ouafrwo, do que em outra q^lq^r parte e a ventada dos comprad
alBanea-se a boa qualidade o eonsirucgao das obras cima ditos, e compra-se cobre o brome
euect 1 v a mente
de del
ores :
brome vehoz
Progresso jia cidade da Victoria i
DE
Francisco Xaxier de Salles Gavaleante de Almeida
NO
Paleo la Fcira.
O proprielario desle estabelecimenlo, como se acha com um grande o completo soni-
mento, tendente a molhados, ferragens e miudezas convida portanto a lodos os moradores
desta cidade da Victoria, senhores de engenho e Isvradores queiram mandar suas
encoramendas no Progresso do pateo da Feia, pois s ah encontrarao-o bom e'baraio,
visto o proprielario estar resolvido a vender, tanto em grosso, como a relalho, por menos
do que em outra qualquer parte como sejam :
Latas de mermelada de 1 2 libras a 1400, fraseos com differentes qualidades de doce
por 28000, latas de soda conlendo nove qualidades o 2J0OO, azeitonas muito novas,
passas de ditas, vinho de todas as qualidades de 500 a 2)5000 rs. a garrafa, licores
francezes de todas as qualidades, champanhe, conhaqee de ditas, louga fina, azul, pintada,
o branca de todos os padres, ameixas era compaleiras e em latas a l^OOO rs. a libra,
latasde peixe de posto por 2#000 rs banha de porco refinada, araruU, latas, bolachi-
nha ingleza, biseoitiolio, eoulras mais qualidades do massas finas, massa de lmale em
ltase a retalho, latra, macarrao, talharim a 800 a libra, verdadeira gomma de araruta,
insenso de todas as qualidades, espiritov de cravo, canella, ealfazema, verdadeiros penles
a imperatris, e de tartaruga de 0sQ00 a 105OOO cada um, Iranga e franja de seda, fe-
ehadoras de broca, pregos em quanli lade de todos os tamaitos e qualidades a oulros
muilos objectos que por se tornar enfadonho deixa de os mencionar,
C ha pu tos de Hay ana.
Begalia de la Beyna, regala Britnica, Entreactos, Cabanas e marca LonJrcs havanas legiti-
9: na rua da Cadeia do Recite n. 15 loja do
na
Grammatica ingle-
za de Ollendorff.
Novo methodo para aprender a lr
a csc ever e a fallar inlez em 6 mezc*
obra nteiramente nova, para uto d
todos 0$ eitabelecimentoj de mlrucr.o,
pblicos e particulares. Vende-se* m
praca de Pedro II (antigo largo do Col
legio) n. 37, egundo andir.
Vfndem-se 12 bois mansos e Olhos do pai-
to, acoslumados a Irabalhar em carro a irat t
no engenho Roncador.
Vende-se uma parelha de burros manso*
?UraPBe1l,Pn,r"35P,enJClem 3 8Dd" ea C"r : '::
Vende-se um molcqie de 15 annos do ila-
de : no cae da alhndega, armazem o 3
A 6,000 rs. a duzia
Na rua da Madre de Dos n. 36 A. rendem-ti
camisas de meia a 6000 a duzia, e 600 r a
UD13*
Vende-ae um sitio muito grande, pcrlo da
praca, com casa de vivenda, com paredes dubra-
das e solao ; o mesmo siiio lem grandes haixas
de capim, que se corlara 100 feixes diarios Je ve-
rso a invern, terreno para vaccas de leite r,.
ra planlacoes, bom coqueiral e alguna arvoredos
defrucla; vende-se adinheiro ou a pra a
iralar na rua da Praia, serrana n. 55. Declara-
se que o terreno proprio.
Vende-se um sitio na Passagem da Maz la-
lena com uma grande casa, duas grandes "a|as
o 010 auartos, cozinha fra, dous copiares ai
frente rara e rio, toda murada, com i-orio .le
ierro, tem bastantes ps de larangriras. de caf
de fructa-pao e de ouiros muilos arvoV^dos a'
"- Ci0m 0 M"'0el RoJr'fie Valcnca. no
mesmo lugar, ou na rua do Amorim nmeros 38,
Tachas para engenho
Fundido de ferro e brooze
DE
Francisco Antonio Correia Cantazo,
tem um grande sortinrento de
tachas de ferro fundido, assim
como se faz e concerta-se qual-
quer obra tanto de ferro fun-
dido como batido.
Calcado, poupa fejta e
FABRIC
um &mm
DE
61 f EUES.
Para senhoras.
Capotinhos de la para uso de mauha e de
noile.
Casavcques de l para uso de casa.
Cacheneres do la para pescoco.
Meias de 13.
Para homens.
b Meias de l.
^ Ciniisas de 11.
Ie Scioulas de l.
gi Loja de marmore.
Vendc-s um terreno com duas mei-aguas,
c uma j lemum agougue ; a tratar as nies-
mas, no largo dt Soledade.
Vende-a a collecgo das ltis do Imperio do
Brasil do 1855 ; n rua do Cabug, loja da -.es-
quina defronte da matriz.
Para acabar.
No depdsito tt. 73 da rua do Rangel ha para
vender uma porfo de cxcellenle fumo da Ba-
hia, tanto para capa como para piolo, e grande
qusndade de caixas, muilo boqF e limpas para
charutos.
Loja de chapeos para
vender.
Vende-se a diriheiro ou a prasos razoaveis uro
loja de chapeos na rua da Praia n. 27, com pou-
""fund6s, armacao barata e sem luyes, lendo
nrtimento, faz muilo negocio por ser a rua
'orrid'a por almocreves, seu'dono ven-
0 poder botar-lho o sortimento que
5 requer i ? trlar P9 mesma,
Na rua da Cadeia do Rerife n. 23 loja
f confronte ao Becco Largo, vendem-se
chancas proprias para o invern ou para
andar-se em csas ladrilhadas a marmore }
* ou lijlo pelo rtoaico preco de 3J cada eig
yaiiraveis remedios
americanos.
Todas as casas de fam-lia, senhores de enge-
nho, fazendeiros, ele, devem eslar prevenidos
com estes remedios. Sao Ires medicamenlos com
os quaes se cura eficazmente as principaes mo-
lestias.
Prompto alivio deRadway.
Instantneamente alivia as mais acerbas dores
e cura os peiores casos de rheumalismo, dor de
cabeQa, nevralgia,diarrha, cmaras, clicas, bi-
lis, indigesto, crup, dores nos ossos, contuscs,
queimadura, erupeoes cutneas, angina, relen-
Qao de ourina, ele, etc.
Solutivo renovador.
Cura todas as eufermidads escrophulosas.chro-
Rcas esyp Mticas; resolve os depsitos de raaos
umores, purifica o sarigue, renova o syslema;
I prompto e radicalmente cura, escrophulas.vene-
I reo, tumores glandulares, ictericia, dores de os-
j sos, tumores brancos, afececs do Ogado e rins,
erysipclas, abeesso e ulceras de todas as classes,
molestias d'olhos, difficuldade das regras das
mulheies, hipocondra, venreo, etc.
Pilulas reguladoras de Rad-r
way
para regularisar o systeraa, equilibrar a circula-
cao do sangue, inteiramenle vegelaes favoraveis
era todos os casos nunca occasiona nauseas ne
dores de venlre, dses de 1 a 3 regularisara, de 4
a 8 purgara. Estas pilulas sao eflicazes as affec-
joes do fig?do, bilis, dor de cabeca, ictericia, in-
digesto, e era todas 83 enfermidades das rau-
Ihercs, a saber : irregularidades, fluxo, relen-
Qes, flores brar..?as, obslrucQes, histerismo, etc.,
sao do mais prompto effeilona escarlatina, febre
biliosa, febre amarella, o em todas as febles ma-
lignas.
Estes tres imaortarrtH medicamenlos 4rem a-
companhados de inslrucrcs impressas qutmos-
tram com a mnior miuciosidade a maneira de
applica los em qualquer enfermidade. Estaojl-
ranlidos de falsiflcacao por s haver venda no
armazem de fazendas de Raymundo Carlos Leite
& lrmo, na rua da Imperatriz n. 10, nicos
agentes em Pcrnambuco.
Em seguida m.
*
Sita na raa Imperial n. 118 e 120 j unto a fabrica de sabao.
DE
Sebasuao J. da Silva dirigida por Francisco Admiro da Costa.
Neste estabelecimenlo ha sempre promptos alambiques de cobre de differentes dimen^oes
(de 300 a 3:000$) simples e dobrodos, para destilar agurdenle, aparclhos destilatorios conlnos
para restilar e destilar espirilos com graduago at 40 graos (pela graduaco de Sellon Cartier) dos
melhores syslemas hoje approvados e conhecidos nesta e oulras provincias do imperio, bombas
de todas as dimencoes, asperanle3 e de repucho tanto de cobre como de bronze e ferro, torneiras
de bronze de iodas as diuiencocs e feitios para alambiques, tanques etc., parafusos de bronze e
ferro para rodas d'agua,portas parafornalhas ecrivos de ferro, tubos de cobre e chumbo de todas
as dimencoe8para encmenlos, camas de ferro com armaejio e sera ella, fuges de ferro potaveis e
econmicos, tachas e tachos de cobre, fundos de alambiques, passadeicas, espumadeiras, cocos
para engenho, folha de Flandres, chumbo em len^ule barra, zioco em lengol e barra, lsnces e
arroellas de cobre, lenccs de ferro a lato,ferro suecia inglez de todas as dimensoes, safras, tornos
e folies para ferreiros etc., e oulros muilos artigos por menos preco do que em outra qualquer
parte, desempenhando-se toda e qualquer encommend cm presteza e perfeico j conhecida
e para coramodidade dos freguezes que se digoarem honrarem-nos com a sua confianza, acha-
:"dj na rua Nova n. 37 loja de ferrageus pessoa habilitada para lomar nota das encommendas.
Relogios. |
Vende-se em casa de Johnston Pater 4 C, rua
do Vigario n. 3, um bellosorlimento de relogios
de ouro, patente inglez, de um dos mais afa-
mados fabricantes de Liverpool; tambem uma
variedade de bonitos trancelins para os mesmos.
Espirito de vinho com 44
graos..
Vonde-se espirito de vinho verdadeirocom 44
reos, chegado da Europa, as garrafas ou as ca-
andas na rua larga 40 Rosario d. 36
Rua daSenzala Noya n. 42
Vende-se em casa de S. P. Jonhston & C. va-
quetas de lustre para carros, sellins esilhes in-
glezes, candeeiros casticaes bronzeados, lo-
nas inglezas, fio de vela, chicote para carros, e
montara, axeios para carro de um e dous caval-
ios, e relogios d'ouro patente in&lezes
| Engenho. |
@ VeBde-se o engenho Santa Luzia,so>na.3
freguezia de S. Lourenco da Halla, entre &
@ os engenhos Penedo de Baixoe Penedo de
$p Cima : trata-se no roesmo engenho ou no Qj
$ engenho Mussambique com Pelisbino de U
@ Carvalho Raposo. &
FINDICOLOWMOW,
Roa da Senzala IVova nv.42.
Neste estabeleciroento continua a haver um
comapletosortimento de moendas e meias moen-
das para eu3enho, machinas de vapor e taixas
de ferro batido e coado. de todos os lmannos
para *
KfiKMSfltfiM fiKSKCKMS H?SS^
marmore
ua Nova
6J
43 !
i
j^U!US. PerdiaJ. cora loja na rua da Ca-
deia do Recife n. 23. vendem as fazendas nen-
nonndns, pelos seguintes precos, que sao os mais
commodos possiveis.
no^asso"35 Pr, P rP"M P"* nVer"
por YoOOo'18 francezes dos meIho"a fabricanlea
Borzeguins de Meli por 12|0O0
Sobrecasacos de panno fino prelo e de cor su-
perior por 355000.
Palelols e sobrerasacas de casemira por 2S8.
-alcas de casemira superior por 10$ e 12$.
tamisas inglezas de linho superior por 5('S.
Chancas proprias para andar em sitios e enge-
nhos por2$500, *
Charutos superiores e oulras marcas couheci-
das, caixa 5J0O0.
Milho e farelo.
Vcnd-se na travessa i!o pateo do Paraizo a.
Ib, casa piolada de amareo com oilo para a ih
ua Florentina-
Vende-se cal virgrui nova e em podra, che-
gada agora no patacho porluguez Harta da Glo-
ria: no escriplorio de Francisco Scverisuo ll.i-
bello & Filho, largo da Assembla ProviSKUl
o. o, Forte do Mallos. ___
Camisas inglezas
Na loja de Gocs & Bastos, rua
do Queimado n. 46.
Aeaba-se de receber um grande sorliraento
das verdadeiras camisas inglezas mullo finas,
com pregas larijas, peitos de linho, sendo estas
ullimas camisas de um gosto apurado, tanto m
pregas como em collennhos, pois decente lano
aos rapazescomo aos senhores de maior. por isso
sendo muila apon-noque recebemos, delibren-
se a vende-las por 38 a duzia, nesla bem cuubc-
cida loja de Goes & Basto.
As nsclhores machinas dt coser dos m&U
alamados autores de New-Yoik, I.
M. Singer & C- e Wlieeler AWilon.
Neste eslabelcci-
menlo vendem-se as
machinas deslos dous
autores, mostram-se a
qualquer hora do d;a ou
da noiie, c responsabili-
samo-nos por sua boa
qualidade c segurara :
no armazem de fa/.eii'dr.s
do Raymundo Carlos
Leite & Irmns rua da
amigamente aterro da Boa-
Sandalo.
Ricas bengalas, pulceiras e leques;
vendem-senarua da Imperatriz n. 7,
loja d Lecomte.
/ende-se superior linha de algodao, bran-
cese do cores, em novello, para costura: em
casa do Seuthall Mellor A C, rua do Torrea
o. 3 i
masa
Vende-SC um balco de amarcllo e enverni.
do, em bom estado, proprio para escriplorio
loja d mivdezaJ, por K era (Jous pedacos : aa
rua do Pilar n. 12(.
Augusto & Perdigao.
tSy Vendem camisas de linho inglezas
muito Qnas por 405 a duzia, ditas do fus-
tao por 219, ditas de musselina por 21tf,
ditas p^ra menino por 24 e avulsa a
38500 e 25. chssjes8 inglezas a 2500 e
bolinas de Mclis a 12}(: nx sua loja da
rua da Cadeia do Recife n. 23/

Os prnpriotarios deste estabelecimenlo
avisara ao respcilavel publico, que aca-
bara de receber peros nllirnos vapores da
Europa, nm variado sortimento de arli-
gos de novidades, lano para senhorasco-
mo para homem o menines, e entre es-
tes :
Para senhoras.
Vestidos de cores do moirantique e gro-
de-ftic.
Capas para-aahida de bailee theatroguar-
necidasn aiQiinliOt ultimo g"sto.
Dilas de velludo preto, ultimo gqsto.
Enfeites de phsntasia para baile e ihea-
tro
baparioas de palha da-Italia e seda ul-
timo gosto.
Laques de phantasa o madreperola.
Chalas de< cachemira, com bordado es*
pedal. -
Braceletes de sndalo e leques.
Exlractos-de sndalo.
Vestidos de cambraia branca bordada.
Lutos de Jouviu brancas, pretas e de
core*.
Murcas, broches e pellerifes com man-
guitos do cambraia finissimo, borda-
dos a ponto de Inglaterra e guane-
cidos a.renda valenciana.
VmtrWfai^ vio^vrfrm xsSVoIB'B fw oa.% &MV^n a*a
Refinaco de assu-
car do Monteir o.
Continua-se a vender assucar crystalisado de
superior qualidade, da acreditada fabrica do Mon-
teiro, pelo preco de "yOOO a arroba, e aprompla-
se barricas de todos os tamanbos, com brevida-
de o aceto : na rua do Caes de Apollo n. 63.
Mamanguape,
em perfeito eslado, che-*'
no armazem de Prancis
da Madre de Dcos n *
F""<"> : vende-se
'*, na rua
Semea
de superior qualidade, e muilo propria para n-
gordar auimaes, em saceos grandes ; oe arca*
zem de Antunes Guimares & C, Ur*
Assembla n. 19.
ImpcrHlriz
Visla.
Pianos
Saunders Brothers & C. tem para vender em
seu armazem, na praca do Corno Santo n. 11,
alguns pianos do ultimo gosto, recen ti mente
chegado?, dos bem conhecidos e acreditados fa-
bricantes i. Broadwood Sons de Londres, e
muito proprospara este clima.
Escravos fgidos.
a-a
Fugio oescravo de nome Cesaiio, idade de
vinlee tantos aunes, poaco mais ou menos, es-
tatura mediara e refnrcado, bons deotes e lima-
dos, cobra escuro quasi negro, barba na pona do
queiio, olhos avermelhados, pernas um pouro
arqueadas, filio do .Sobral (Ceara) ; portanto
roga-se aos capitaes de campo, s autoridades
policiaes, e qualquer pessoa que o possa encon-
trar, o npprebcndam e o leveni a sua senhora; no
caes do Ramos, sobrado encarnado, que sero
gratificados ; e se protesta contra quem o livor
acoutado em sua casa,
Fugio desta cidaae era um dos das do mez
de abril um escra>o, de nome Jos, idide de 25
annos pouro mais ou menos, coma perna es-
querdii corlada na altura da rdxa, usa de perna
supposla, de pao > pouca barba, meio fulo, cosa
falla de alguns denles, e cutios podres, altura
regular e igualmente do corpo. A pessoa que o
a^anhar dirija-se a rua de santa Cicilia, n. 17,
qoe ser recompensado.
i Honlcm 25 de junho fugio a mulata de no-
^-Luiza, que representa ter 40 a 50 annos de
i*#de, Itvou vestido de chita oscura, panno da
Caeta, muilo falladeira, e quando auda parece
que vai saltando ; julga-se indar para as bandas-
da Passagem, e mesmo dormir por all em al-
gn) sitio ; roga-se aos capilaes de campo o au-
toridades policiaes que apprehendaro-a e lorem
raa do Vigario n*40, loja, que serJfo recompen-
sados.
Na madrugada de 84 dot***' fugiram ao
engenho Meaiepo dous mulatos, uro de nome
Agostinho. ebiio ao corpo. idade de 25 annos,
acabocladO^M""' C?b,J1'O cornos.' e **m
barba #.^B chimado Iziro, secco, nao alto,
cabellos ctf t*#!oa, Dlui' ". U?i0
uma oicaint iipu #a testa, e bufo do barba ;
levaramScavallos, um melado raposo o rsbao, e
oulro olaso, um pouco magro '. quem os appre-
tMndert4jBJH8 ao referido engenho Uonjope
era sMMMipkle recompensado.


i- r
I
f
W^^^^(

Litteratura.
A sobrinha do trapeiro.
[Continuacao.)
XIV
A psito falal em quo te achas. exige et
precaucoes mais minuciosas. Tu nao entrars
mais na rosa do raes Lepellelier.
E cu s6 voltarei la para areompanhar o
cnlcrro. Nossa mudanra lera lugar mais lardo.
A m-iier de David nos fez o acolhiment
que eu esperara. A ninrte da viuva explicara
Hufficieiiicinente a hospitirtididc que en pedia
para minha sobrinha. A filha do meuanligo com-
pnnhciro dorma justamente naquello dia em
casa de urna ua lia, leiieira em Muntreuil. Sua
pepona cmara eslava livre.
<> Elisa, anies de se deitar, escrereu algumas
linhss ditadas por mim. Obedecia-me como um
aulhomalo.
< Eis o seu billiele :
esUram uft-co, em su lugar I Lembes
fim, que miaba rutilado inabalarel. fia ha de
casar com EHsa, ou o diabo o levar I
Elle deixou-me depois do mil protestos, mas
chorando.
Que maricas fosle cscolher !... disse eu
a minha sobrinha.
Ello era infeliz, respondeu-me, e por isso
o amei. .
Levei Elisa para acaso de Darid. A pobre
menina achou-se mal quondo chegou. Fui pro-
curar e trouze-lho um medico. Era lempo. De-
elarara-se urna febre cerebral.
XV.
Eis como a mercieira, mulher alia e magro,
me baria respondido :
O que o senhor me pede, 6 lo impossirel
como subir la.
Sinto muilo que o meu aviso Ihe chegasse
loo tarde ; mas o culpa nao minha. A condu-
ela de um rapaz nao 6 lio faeil do vigiar como a
de urna rapariga. Domis, eu conserro-me aqui
era rirtude de um commercio mats incomraudo
que lucrativo.
^DtAROb PERNAMrMJ.CO. ~_QtlSTA FElhA 28 DE JTJKH D Ufa.
-s-, era bista a o boulevard.
Eu tinha deixadu a bluza
e eeila em casa do licorista.
Pc/de Vmc. Iroear-me isso por prala?
disse ao cambista eslendendo-lhe um bilbele que
tinha separado dos oulroi.
Porque me faz esta pergunta? replicou
ello leudo apenas laucado a vista para a nota do
banco, mas fizando em mim um olhar pene-
trante
,,.'-.
tfihor Krnanges quo eu era obrigado a ir a
Pars, onde me chamava um negocio de familia,
deu-me urna soroma importante quo perdi ha al-
guna dias, porem que acabo de achar.
Paulo moveu-se.
Desculpe-me se entro om alguns dolalhes.
A somma consta va de bilhetes do banco que a
senhora sua mi linha embrulhado pessoalmento
n'uma folha de papel branco, e atado com urna
que ni'J vera s mos, respondi com um sorriso o
sem o menor receio.
Nesse momento reabrio-se a parle do cam-
bio, e apresentou-se um guarda da cidade.
Tirio visto apanhar a carteira, e ler-me-hia
seguida? Nao sei, mas prbrarel.
Um calafrio percorreu-me o corpo ; mas nao
leudo Jesapparecido o meu delirio, nao perdi o
animo.
O que quer este horaem 7 perguntou o
agente ao cambista.
Prata por este bilbele, se for rerdadeiro,
disse eu ingenuamente.
c Parece quo roce duvida, disse o guarda
sorrino-se. A pessoa que Ihe poder dar me-
'- ".* wo pv[ici UIOIIVU. O flliHV CUUI unja
E que este brinete da banco o priroeiro tira de papel, na qual eslava escrito um nomede
Tenhn de nnnniJLr la IT ^i.*" TIIi enhor pareco-me um ezcellente homem o I inores informacoes, e o Sr. eommissario de no-
lente natieU Vm m iiT" ""!- : principalmente, um homem razoarcl. Compre- I licia. Vamos ; aminho.'... e depressa.
iitne nouua. >em, sem Talla, amanhaa, segn- hender
dd-feira, s cinco horas da '
porta do quarlo a
pbine. Ah me en
Trala-so de
essa entrevista, aconleca o que acontecer.
Elisa Carlier.
A morada indicada nesle bilbele, da qual
prco-lhe que tome nota, senhor Paulo, a de
Darid.
O que que Vmc. quer fazer, meu lio ?
perguntou minha sobrinha.
T vers, minha (ilha ; mas dorme des-
cansada. '
< lkijc-lhe as faces que estavam queimando,
o aaslei-mc tapidamente.
na ra da Mueda, Vmc. j sabe... Bebi duas gar-
rafas.S, lornei-mu sombro, desesperado.
vinlio me fez mal.
Antes de seto horas da roanha, eu linha
entregue a caria de minha sobrinha, dirigida ao
Sr. lienrique Dumesnil, a um dos mocos do ar-
masen! do (rao Vixir.
Voltaudo do entcrrro.fui ra Danphina. a-
viJ e sua mulher tinharn sabido, Elisa concer-
seisccnios mil ris do dividas Seus credores
fizeram penhora em nossos trastes. Estaramos
na ra e sem pao. Recorr minha irma que
era vuva assim coiro ou o que possuc urna pe-
quea ofcina em Boa u vais. Ella rospondeu-me
framente e apenas mandou-me quarenta mil
ris. Coniludo, dous tr.czes depois, reio rer-me
em Pars, arompanhada por sua iha, que ti-
nha enlo vinle o dous annos, e que a despeilo
de um dolo bem soOrivel, dea contos de ris,
segundo pens nao achara marido. Minha
irma raudou de lom a meu respeilo Al me
propoz casar Henri que com sua Ulhi. Para que
eu cousenlisse nesse casamento, cuja poca ella
fizara na maioridade de meu enleado, offereceu
adiatiiar-me, por conta do dol, cinco conios
de ris, pagos em tros preslaccs eguacs. Minha
irmaa lom roinmellido graves fallas para comsi-
go, e Ihe declaro que antipalhiso com sua Ulna,
mas repellir tal proposco era arrscar-me a
morrer de fome. Acccilci por tanto. J se pas-
tura meias. Eslava paluda, abatida, porm pa-isaram cinco minos depois'disso, e s lenho re-
recia mais calma. Eslavamos momentneamente | cebido os dous lerdos da somma convenconada.
senhorca da bebitaco. Eu s Ihe fallei da cero- | Com a prmeira prcslaco. pude felizmente com-
monia fnebre. prar este armazem de meccearia. lienrique ape-
Estes dolalhes Ihe parecem longos, senhor i nas ganha duzculos e quarenta mil ris. por an-
Paulo ; ellos tambera cansam-me, mas nao sao no ; nao sabe nada de commercio. Nos vege-
inuleis, pode acreditar. lamos. O casamento projoctado entre meu cn-
l Nao salte urna linha, por quem j Icario o sua prima nao deu nem podia dar lugar
a A s cinco horas menos um quarlo tocaram i sonao a um contrato verbal ; mas se um de nos
a campanha. [ se retratar no momento da concluso, minha ir-
Minha sobrinha foi abrir e conduzio silencio- ma exigira o roo abolso de duas lellras ordem,
smenle pola mo um rapaz magro c louro i ca- equivalemos sduas prestaces recebidas, e que
mura ondo eu eslava. eu assignei em 30 do novembro e 31 de dezera-
bro prximo passado.
Elle assuslou-se ao ver-mc.
< Disse-lhe que cu era lio de Elisa ; que sua
madrasta me baria cscripto ; que sabia ludo o
que liara obrigado minha sobrinha a marcar-
Ihe aquella entrevista.
Elle abaixava a cabera ouvindo-mc.
Nao quero, Ihe disse eu, fazer-me echo
do sua coascieiiciii. Responda somonte a esla
peigutila .
Estima ainda Elisa?
Oh o senhor duvida '?...
Desoja ardonlerrfonte que ella seja sua
legtima mulher ?
E' a maior felicidade que posso de-
sojar.
Essc casamento parece offerccer-lhe al-
guma diflicnldade ?
Oh I sim, senhor.
D'onde"?
Da scnbora Dumesnil.
c Essa senhora apenas sua madrasta'?
a Sim, senhor, mas ella lom todo o poder
sobre mim.
< Excepto o de lhc fazer commetlcr umi
infamia, nao ?
Senhor, eu s tenho rinle annos e sele me-'
Zds. Minha madrasta amearou-me um dia dme
mandar recolher urna casa de correicao so eu
nao obedecesso s suas ordens.
Se ella so oppozer este casamento, o
que espera fazer ?...
Nao 3ei, senhor, so terei a forra e os'
Dicios de Ihe desobedecer.
Nao Ihe desobedeceu Vmc seduzindo mi-.
nia sobrinha !
Oh 1 senhor lenha compaixao de nos,
de mim !...
Se eu me encarregasse disso, repliqnei
erguendo osliombros avista dessa humilde lin-
guasem, e se Irouxesse, daqui a urna hora, o '
conaentimenlo de sua madrasta, flearia Vmc. sa-I
tisfoilo I...
< Oh senhor, viver sempte junto de Eli- :
exelamou el!
Como eu nao podeia paga-las, ella me ac-
cionaria implacavelmerilc ; e a venda de tudo
quanto possuo nao chogaria metade dessa
somma.
a Eu s tenho fallado de tudo isso a Henrique
de um modo vago. So um da me laucar em
rosto haver eu alienado sua liberdade, lembrar-
Ihc-hei lodos os sacrificios que me impuz para
o sustentar e educar decentemente. A necessi-
dade faz le. Porque nao foi amar urna moga
que tivesse do/, cotilos de res de dote ? Se o
senhor poder conservar a propriedade do meu
armazem e pasar as lellras que assignei ordem
de minha irma..., sua sobrinha ser minha ora
antes do fim do anuo .
Nao me lembro mais do que respondi
senhora Dumesnil, mas sei que essa argumen-
tado revollou-me A inetcieira abusa, segundo
pens, do seu oireilo de madrasta, e parece me
cuidar em si mais do quo no fllho de seu mari-
do. Teslemuhei-lhc enrgicamente a minha
indignaco c at amcacei-a na pessoa de lien-
rique.
l'ormatieceu dura o fra como um pedaco de
gelo. c desped-me.
Eram nove horas da noule quando sahi da
casa de David, dexando Elisa ameaoada de urna
moleslia perigosa. Ainda que cu*nao tivesse
pregado olho ha quasi dous das, nao senta a
menor necessidade de sorano.
Caminhara diante e mim, sem me importar
o lugaronde me levara osse pnsseio nocturno.
A energa que me tinha sustentado al enlo,
dava lugar a um piofundu desanimo.
Tinha-me visto obrigado a intimidar o
amante de Elisa. Era de recear que osse rapaz
pusillanime nao me cscapasso das mos como
urna enguia.
< Minba sobrinha rio sobrerireria ao meu
desespero c aos seus remorsos. Eu a seguira
ao tmulo, onde a senhora Lemercier s nos
teria precedido de alguns mezes! Que lgubre
futuro!......Existira algum meio de conjurar a
envergonhado que nao pude responder q
palavras seguidas durante o interrogatorio por
que mu fez passar o eommissario.
I.cvaram-mc para o deposito da prefeura.
XVI
Tiuham-me lirado os vinte bilhetes do ban-
co o o dinheiro que trazia comigo. NSo pude,
pois, r para a salla livre. De que genle me vi
rodeado I Os andrajos nao me faziam medo ;
mas a.^ casacas pretas e a roupa branca assus-
tava-rxe.
Ouvi com humildade aposlrophes como
estas:
Ento, meu relho, foste tranca/iudol... e
por ostia, beimf...
Deizem-mc I... dizia eu roltando-me :
sou lariro !
< Nada de tamurias I dizia outro: e nos
ento !. por quem nos tomas?
Foi medonha a prmeira noite que passei
nesse lugsr infame. Ouvia gritos aterradores.
Faziam-me tremer as revelacbes involuntarias de
alguns dormidores agitados
Acocorados sobre peilos atormentados, o po-
sadello lhes arrancava algumas conssoej.
Vollando a mim. zombara do horror que
essa visinhanca me inspirara. At eu duvidara
da misericordia divina.
Francisco Carlier, porta-machado condeco-
rado no teoipo do impeiio, Irapoiro honrado,
convencido do roubo !!... Ao passar diante de
urna cloaca, lancei nella a minha cruz.
Lembra-se Vmc. dos meus conselhos e da
minha moral ? Eu era orglhoso de minha pro-
bidade. eu que agora nao posso dizar de corar
em presenca de vmc. I...
Henrique Dumesnil, a quem ameaeei matar.
ousara confossar hoje que eu Ihe aport a mo '.'
E Elisa !... minha pobre Elisa !.,.
Dobalde tenho repetido a mim mes-mo que
eu tinha a cabera alorJoada, que fui o ludibrio,
a victima de um acaso extraordinario, minha
conscioncia nao me absolvo mais do quo me ab-
solver* m os juizes. Dizcr-lbes que acrediloi
n'um mlagre I quando Dos no os faz mais.
qe cu nao me lembro mais. Ao depois osse no-
ne pouco me interessava, pois, que ao senhor
s a quem eu devia entregar o deposito. Antes
de parir, comprei, por cautella, urna carteira,
e nella'puz os preciosos, effeitos.
Quantos bilhetes eram ? perguntou Panlo.
-- Vinte, senhor, rinle, de quinhenlos milreis
cada um.
E senhor(pordeu essa somma ?
Sim, ou, para mellior dizer, ella me foi rou-
bada.
Como assim ?
Ouja. Visitando os empregados da alfande-
ga a nossa diligencia em urna das barreiras de
taris; reaimeuto nao sei qual foi.
Que importa isso ?
E' rerdade. Tinha-me poslo ao pe do con-
ductor para ter mais fresco e poder fumar. Enh-
dando-me com urna longa demora, quiz descer.
Um de meus ps escorregou pelos degros do
forro. Perdi o equilibrio 6 cahi de costas. Era
noito, e opezar disso nunca vi tantas luzes de
urna vez I Fiquei, segundo me disseram, mais
de um quarlo de hora sem senados. Comludo, a
excepeo de um gallo enorme na cabeca, o qual
ainda me incommoda, nao Uve outra avaria.
Quando voltei a mim, eslava deilado na banque-
ta de um bolequim e cercado de algumas pes-
soa. Procurei vivamente a carleira ; tinha desap-
parecido. T-la-hia perdido quando cahi? Ter-
se-hii alguem oproveilado dos cuidados de que
era objedo, para furta-la? Nao sei. Nessa mes-
ma tarde, ainda que eu estivesse alordoado e
dorido, flz minha declaraco. Acharan cm se-
guida a carteira Oh I a polica, principal-
mente a de Pars, urna insli,tuicco admira-
vel I... Se j nao vim ha raais lempo casa do
senhor, que priraeiro fui obrigado a estar de
cama tres das ; ao depois cusiou-me bastante
provar que somma reclamada por mim, e ap-
prehendida por um agente da seguranca nas
mos de um ladro, era a que me linham rou-
bado, ou que eu linha perdido. Felizmente bavia
lomado os nmeros dos bilhetes do banco I
Daqui a alguns dias lio de julgar o tratante. Os
dez contos de reis do senhor d'Ernanges me se-
ru restituidos, e eu terei a lioura de Ih'os 1ra-
zer pessoalrnenle.
J que o mal est reparado, dgnar-se-hia V,
S. promeler-me que nada dir ao senhor seu pai
que me julgaria um desmiolado-, ora estouva-
do !.... *
Meu nal boo Ihe disse nada sobre o uso des-
se valor? perguntou Paulo, em vez de res-
ponder.
Nada, senhor... Mas eu sou um paleta 1...
Eis urna carta, para o senhor.
Ah 1 de-m'a disse d'Ernanges, apoderan-
do-se cora raira de um envoltorio, cujo sinele
rompeu.
L6>i o seguinte :
Mirecourt, 3 de junho de 1828.
Meu filho.
O senhor d'Almert, que tu viste em Londres
Nao ha, s em Franca, dez mil Carlier. cem mil i nos ltimos dias do mes passado, e que te deu
Francisco?... Qual pode ser a minha desculpa, a noticias minhas, mando'-me dzer que tu estars
minha deeza? de volta em Pars antes- de 15 do correle,, nao
Elisa, minha filha querida, estamos perdidos ... ...-,
e deshonrados para serapre !.., Perdoa-me como podendo prolongar-so alera do da 10 a mcuravel
molestia qne alacou meu'cunhado.
Ped, poj ao joven Edmundo Gallien, um
cu le perdoo.
a Ouca-ree, senhor Paulo, ouea-me, meu es-
limavel Paulo. permita que ainda o.chame i dos melhoresem prcgt0Q0 noSsa raunici plida-
asM.'n, Quando receberes esla carta, nao exis- ,. ,
terei n..ais. Prefiro a justica de Deus ao desprezo dp- e 1uo Tai Passar un9 1ll,nze d,as n' caP,tal
dos homens. O nome de meu pai nao ser leva- ( expresslo do que servem os provlnciaes), que
sal. exelamou elle com mais calor, lomando
una das mos de minha sobrinha que me pare- ; infelicidade que nos ameacara?___.".Nao".
ceu vergonhosa c abatida. Brandura, firmeza, persuac_o, tudt
c Espere-mo ento aqu ; e diga-me onde
mora a senhora Dumesnil.
Una Jcan de l'/ipine, n. 7, respondeu el-
lo hesitando.
Eu os dexei junios. O perigo nao existia
mais, ah !
" Conrersaram com animaco quando, duas
horas depois, vollei a ter com e'lles.
Ms noticias: disso ao entrar. Vmc. sabia,
senhor lienrique Dumo3iiil, que sua madrasta o
ha va vendido ?
Vendido !... disse elle.
Sera duvida. Nao teni Vmc. urna prima
em Deauvais 1
Tenho ah urna lia quo lem urna fi-
lha.
Justamente. Conhece essa moja ?
Nunca a ri.
a Pois bem a senhora vura Dumesnil
ido dera
naufragar dianle do inflexirel egosmo do urna
vclha o da frouxido de um mancebo indigno
deste nomo.
_ Anda se cu podesse ringar-mel......Se eu
tivesse de haver-me com algum desses seducto-
res jubilados, que sabem defender a pelle___Se
minha sobrinha fosse urna dessas crealuras in-
gratas e perversas em cujo sangue se pode lavar
a nodoa de sua honra!....Mas nada, nada seno
lamentos e lagrimas! O' meu pobre irmo I
exclime Era para enlouquecer.
Assallado pelas ideas mais negras, eu subia
s pernadas o arrabale S. Denis, e j linha
passado a barreira, quando o p arremessou
adiante de mim um objeclo escuro que repenti-
na mente tofnou-se branco. Apanhei: era urna
carleira. Xpproximei me de um lampeo para
examinar o interior.
S euconlrei um maco mui delgndo. atado
que a sequido, o egosmo c o calculo em car-' com urna lira de papel pardo, ni qual li estas
ne c osso, mas principalmente em osso ; sua I palarras : Ao senhor francisco Carlier.
madrasta, emlim, o promelleu em casamento, | Sera submeller minha rellexao esla incrvel
mediante urna corta quanlia, essa moca feia e i coincidencia do acaso, rasguei o enrollorio. Elle
aleijada, cu aposto !... i cobra bilhetes do banco !
a. O rosto cobrio-se-lhe de rcrmelhido, Imagine a minha sorpreza, ou antes o meu.
mas elle nao respondeu. i assombro! Esfreguei os olhos, mori as pernas,
Vou agora dizer-lhe o que convm fazer, I ag le os bracos.Estou dormindo? perguntei-
rapaz. Vmc. deizar amanhaa a casa de sua ma- me. Nunca a realidade se pareceu tanto cora om
drasla. Ir passar cinco ou seis mezes fora de
Varis, cm um lugar solitario e campestre que
cscolhereinos juntos o quo s ser conhecido de
minha sobrinha e de mim. lima carta, dirigida
senhora Dumesnil, antes de sua partida, Ihe
dar bom teslemunho da existencia c da saude
de Vmc. Quando o senhor tiver vinte e um an-
nos, cscrever-lhe-ha de novo. Se ella permane- traje de trapeiro.
sonho.
A singularidade dos meus movimcolos d pertavaj a curosidade dos viandantes. Reptrci
isso c enlrei em Pars com o meu andar ordina-
rio. Eu Ifciiiha posto a carteira na algibera
interior.
do a birra dos Irbunaes.
Ouca-me.
T s nesle mundo conhecors a causa do
meu ctime. Em'tua edade ainda se enconlra in-
dulgencia. Lamentars o vclho pai Francisco, e
Ihe fars um favor de que ello indigno. Ser
este o castigo merecido de sua altivez culposa e
ridicula, altivez bem humilhada, ah !...' .Depois
de minhi morte, cmp*egarsa la influencia e a
do leus amigos em impedir que o meo triste ne-
gocio tenha o menor echo. Que sobreludo nao
chegue urna s patarra aos ouvidos do meu co-
ronel l que elle conservo al o fim de seus dias
a convieco que Carlier nunca desmereceu de
sua estima nem da do- universo 1
Islo scr-le-ha fcil. O cadver de um tra-
peiro criminoso um despojo que se langa no
fosso commum sem barulho e at sem rezas.
Quem fallar de mim amanhaa'?... Os dez contos!
de ris era deposito sero reclamados- e resti-
tuidos. Nao procures prevenir, nem mesmo atte-
uuar cora a menor explicarlo, as horriveis
consequencias do roubo. Guarda para com todos
o silencio mais absoluto e deiza-me sepultado
n'um esquecimento eterno. Teu coracfm seja o
nico onde minha lembranca tenha ura lugar-
zinho.
Lida esta carta, irs- casa de David,.na ra
Danpnine ; dirs essa gente honrada-que eu
morri de urna phtysica no-hospital de caridado e
que minha moleslia apenas durou cinco dias.
Exigirs dclles, apresentando-lhes o recibo in-
cluso, a entrega da somma de trezentos rail ris,
destinada a satisfazer as necessidades de minha
sobrinha duplamenlo orpha. Se Elisa- gozar
saiide. l Ihe annunciars, com toda a preoaugao
de quo s capaz-, que Deus chamou para- si seu
velho lio e que esse lio a abencoou antes de cz-
pinar.
:< Dir-lhe-has que me viste ; que eu nao
tinha torcas para escrerer ; que Ihe aconselho a
renda dos trastes do caes Lepellelier, asslrn co-
mo os da ra do Caminbo Verde, e que r river
cura a familia David que por de mais- ozcel-
lenlc.
Nao bom que ella se case, engaando o
homem qie, julgando-a pura, propozer despo-
sa-la. Nao convm, lo pouco, se for definiti-
vamente abandonada por quem a seduzio, que
tomo segundo amante, pois tomara lorceiro,
quarlj e assim por dianle, tornando-se codo ou
larde urna mulher de m rida, Um conducta
exemplar, urna rila de trabalho e awcpendi-
menlo, S O que pode rehabihta-ia. ya qui-
zeres the sor til em atguma cousa, Deus lo pa-
gar, meu pequeo ; e leras pago gener-osamei-
le o pouco que Rz por la mai e pac ti.
Adeus, meu Paulo, arieus, aieu. filbo. Tor-
cer hostil aocumpnmento de um derer sagrado,
usar Vmc. dos mcios que a lei faculta. Far
as citaQoes do cstylo, e casar depois com
Elisa.
Mas, Vmc, disse elle com o olhar bri-
lliantc e com as matjas do rosto cor de purpura,
esquece que eu nao tenho dinheiro.
Eu nao esquejo ad, rospondi-lhe. As
minhas economas pertencem-lhe.
a Oh disso elle Jinda, eu nao ousaria
nunca....
o Se Vmc. se ataviar um ponte da linha de
conducta que Ihe acabo de traeer," sabe o que
pensarci do senhor Henrique Dumesnil? Pensa-
rei que em vez de ceder ao impelo de urna pai-
xao que cu comprehendo e quo poderia descul-
par, Vmc, de caso pensado, seduzio urna mo-
ga com a criminosa inlengo do abandona-la em
sua ignominia. E enlo mata-lo-hei como um
cao.
t Elle recuou de espanto, e minha sobrinha
snltou um gtito.
Eu pensarci que o nomo de seu pai um
nomo deshonrado.
Oh I senhor, nao insulte a memoria de
meu pai 1 disse elle com urna energa que agra-
dou-me e tranquillisou-me.
... o que decide ? conlinuei repentina-
mente.
Amanhaa, senhor, ao arroitecer, estarei
liara retomado na ra da^ioeda o ees tu e o na-te serio, como s bom. A rida -goucas rezes
boa, mas serapre seria.
a Prximo a morrer, confesso-me p-la ultima
vez leu velho amigo.
Francisco Carlier.
P. S.Esla carta ser-te-ha entregue por um
* miseravel que ha de fazer-se pagar caro. Mas
' qualquer outro portador seria, menos seguro.
Paulu d'Eroanges havia devorado essa long
pialla sem se admirar muilo da clareza de um
estvift qne trahio urna inslruc;aa superior a quo
I devia ter recebido ou adquirido um anligo sol-
i dado, transformado em icapeiro J nao sabia
i elle que Carlier nao era ura. homem ordinario ?
Quando me vi s, bem. s, procurei o achdo Aliu disso, o fundo tinha-o- inlsressaJo mais que
com a certeza de ter desapparecido, ou ao menos J a forma.
As luzes do arrabaUie pareciam-me estrellas
errantes. O rodar dos carros c os mil ruidos da
ra chegavara aos meus ouvidos que zuniam,
corao se fossem um rumor longinquo. -
Eu apertava os dedos esmagar os ossos,
saboteando com voluptuosidade a dor que me
causava essa presso violenta.
< A quasi cem passos da porta de S. De^Mt
entrei cm casa de um negociante de vinhos, e
refugiei-me n'um gabinete.seiT e deserto.
Scrriram-mo ao sei qne licor no qual nao
loquei. Su j estara embriagado.
de nao existir mais-, lembrei-me que, cardado,
tivera um sonho, ou que minha razio
rave.
Minha mo trmula tirou a.arteit. Yi a
lira de papel no qual reli esto enderece: aa
senhor Francisco Carlier.
A carteira que ere ora, neo ontinha oulra
cousa seno um mas so de bilhetes do banco.
< Conlei rinle, todos de quinhenlos mil ris.
Ento urna exaltaco profundamente religiosa
succedeu ao meu lorpor ubricitanleeestpido.
c Essa carleira tan nova,que minha mo que a
embaetara, pareca ser a prmeira que a loca-
va I....essa carteira mysteriosu----conlendo urna
quanlia que era justamente a mesma que exiga
a madrasta de Henrique I essa tira de papel com
s suas ordes, respondeu-me tile depois deal-Umeu nome de baptismo e do familia......, ludo
guus minutos do reflexo. Conceda-me essa de-
mora por quem Vmc. nao sabe a colera de
minha madrasta... O imperio que ella lera o6re
mim, dere ser bem grande, visto que elleimpe-
de-mo de segui-lo j. Ah senhor Carlier, Vmc.
i julga mal. Sou fraco, veedade, porquo
isso rinha do co, sera duvida..:'.
0 philosopho bronzeado,transformado em urna
creanca piedosa e crdula, tfgradeceu n Deus do
intimo d'alma.
Seu pai affirmai -lhe-ha que nunca menti. E
todava o senhor duvidara de minha franqueza
-soffro empro ; mas tenho o coraco le'al.'ea se- quando eu Ihe disser queacredrlei sinceramente
nhora Elisa sabe... ; n'um milagre !....
Um violento ataque de toase interrompeu o man- A idea de reslUuico, idea que ti natural
cebo. 2 pena. a mim, to familiar.que muilas vezes e som meu
noite, Sr. Henrique, Ihe consentimenlo, os iornaes Gzerom elogio do
mnn> n k__ta- ___ n.___*___ ____:.lf. .. > t *m n..
ebo. Elle foz-mc per
Al anUnha a
isse eu aperlando-lh.a
Impresionado por esta phrase amca^adora :
Quando receberes esla carta, nao existir!
mais e por algumas outras exprcsses de um
alcance semelhinle, tomou o chapeo e saJo pre-
cipitadamente.
Ainda seria lempo deprevenir esse suicidio?
Elle j nao o esperaval...
Ao descer a escada do hotel, Paulo ouvio pro-
curaren) por elle no balco.
O que isso ainda ? disse, vivamente con-
trariado.
Approzimou'SO de ura manceba ao qvl acaba-
vam de dizer que o senhor d'Ernanges eslava em
casa, deu o nome e espern, roas como quera
nao quer se demorar.
Tenho alguma cousa a dizer-lhe, senhor.
Sinto muilo contar os minutos, respondeu
Paulo.
E se eu lhc propozesse conversar pelo ca-
minho?
Fagamos melhor, dtefB Paulo ; subamos a
um carro de alugucl.
Passava uuPcarro vasio. D'Ernanges enlrou
nelle com o importuno.
Prefeitura do polica! Grilou elle para o
cocheiro.
disse eu apertndo-lhe a mao magra e hmida.
Tomo energa no sentimento do seu dever. Sou
inimigo natural do toda a iosubordinacao, e nin-
guem respeila mal que ou a auloridadedos pren-
les ... Mas este caso excepcional. As faltas s
polom ser reparadas por meio de actos. A Sra.
Dumesnil lera sempre pao Trabalharei para
todos quatro se for prec30. Vmc. ser enlo
digno de lastima rivendo em companhia de um
homem de bem e de ama buril* mulher ? Oulori
trapeiro Francisco, essa idea nao a tire eu.
Minha sobrinha est salra repeta eu, mi-
nha sobrinha est salva 1......
lima s rfuvida abalou minba f supersticiosa.
Estes bilhetes serio bons?........Se forem
falsos, afngn-me sempre.
Nao cuidei mais seno em lirrar-me dessa
lerrirel incerteza.
Eram apenas dez horas e meta.
< Enlrei repeulinamente em casa de um cara-
te leras3e a presente, e que'lb enlregasse a quan-
lia de dez contos de ris.
: Tua ultima carta, meu querido Pauloi. con-
ten esla phrase:
Vmc. ser muilo habi'.^. meu pai, se poder
um dia recompensar esto velho bravo.
Empenhei nisso minha honra, e eis o que
imaginei: Vend, ha setc (annos, a quinta'das
Olmeras, que al em Bessncon s Ihe chamara
Cemiterio dos-Cossocos. Separando-medesse
immovel, que me recordavo urna boa-aece, ce-
di aos desejosde tua mi, que nao quera- ouvir
follar mais delle.
O comprador depois augraenlou coiieidera-
vdmontee aformoseou essa-agradavel habHagao;
mas sei que est'muilo mal em seus negocios, e
que deseja revead-la. O preco de toda a pro-
pnedade nao cb'egar a mais de oito cootos de
ris-.
A quinta dos Olmeiros ou 0Cemerio dos
Coseacos, comoquizeremr pertence de direilo a
Carlier, visto que ella nao deve sua existencia ac-
tual seno ao lieroismo do relho porta-machado.
Neste mundo, porm, somos-mutas vezes obriga-
dosa comprar oque noS--legilamentedevido.
Convida-o, pois, a concluir j esse negocio
que considero vanlajoso. O que Ihe preciso t
oito-contos do lis.Penses que Elisa, que a
nica herdeira de seu l prestar por conta dos-dez-eontos de ris que mi-
nha mulher Ihe di por dote? Nao provavel.
Obserra a Francisco que em ludo isto nada.J
lem que ver ; que em norne da huroanidade lho
prohibido recusar para sua sobrmiva ; finalmen-
te que elle malquistar-se-hia eternamente com,o
seu coronel scostorrasse com urna patarra, cora
um gesto, a esecueo de nossas rontades.
Itei muilo brove a Pars, porm s: la roi,
sem estar doeale, de urna fraq^ieza tal qiue nao
podesoffrer os-incomaoodos de imm mudanca. De
mais, ella exige que era minha rolla eu te leve
comigo.
Nao le csqziecas de ir a casa do general pe-
nas chogares-
Teu paij
0 coronel d'Ernanget,
bem funesto, senhor, disse Paulo ao.joren
Edmundo Gallien, que esto carta de-meu pai te-
nha-mo ebegado lo larde !
Mas, senhor d'Ernanges... reja.,.
Sim, sim... disse-Paulo incolcrisad inte-
riormente e descendo pmpiro do carro que Jj
nha parado diante da.grade da. prefeitura de po-
lica.
Tenha a boadnde do rae afirmar, disse o
provinciano correado airas da Paulo, quo o Sr.
nada dir ao coronel acerca da infelicdade quo
me aconteceu. Asseguro-lhe quo os bilhetes es--
to em deposito e que o ladtlo est preso.
Esse ladro morreu, senhor, respondeu
.d'Ernanges gravemente-; fui a sua queda absurda
que o matou. Ora, raiaba mi e eu Ihe deviamos
a honra e a vida !...
Immovel e estupefacto, o pobre amanuense da
municipalidade de Mirecourt commentou por
rauito tempo e cm pura perda, as estranbas pata-
rras que acabar ie ourir.
Pauto entra va no aposento do pocteifo de tri-
bunal, dizendo comsigo :
Honrado pai Francisco I Via um milagre
na mais atroz* myslificacao do acaso-1...
XVII
D'E/nanges achava-se embaucado. Era a pr-
meira vez que penetrara no9se sombro e terrirel
eJii&io, onde juizes e rs>e respirara o mesmo ar.
onde se discutem qualquer hora, quesles de
infamia e de supplicio, de gales e de torca; nes-
i^cloacs ensanguentada, onde, ha seculos, a so-
Depois, roltando-se para o seu corapaheiro edade prende e coliga tigres de rosto humano,
que Ihe era integramente dosconhecido : mais terrireis c mata forozes que todos os ani-
Estou ssuas ordens. macs da crenco.
- Nao lenho a honra de conhece-lo prnci- pmeira informaco. Mando sentio
cipiou o mancebo, mas lenho a honra do conhe- r r
cer o senhor cojonel d'Eenangcs. seu pal e a se- <"* > leve descancar sobre o hombro,
nhora sua mai. Oh! bom dia, doulor, disso ello vollan-
O senhor mora era Mirecourt ? do-;e.. >
- Sim, senhor./e ah nasci Empreg" A personagema quem se dirigan estas pala-
munic Da! dado. haeis annos, fui algumas \*m v "'*? ^ f
a copV lansador, aos saraos que! "ras era um hornero de quarenta a.anos, de rosto
do c Ilustres pais. Saj-pido o|agra4vtle flrroc, que **:;, quasi ao mesmo
lempo que Paulo, uo quarlo oceupado pelo por-
teiro.
O que rem Vmc. fazer neste antro, senhor
d'Ernanges? disse elle a Paulo apertando-lhe a
m Tenho bem ronlade de Ihe fazer a mesma
pergunta, respondeu o mancebo.
Nio sabe que sou cirurgio da Conciergerie 1
Nao o sabia, doutor... Ah? o senhor ci-
rurgio da Conciergerie ? Enlao Vmc. poder
fazer-me ura grande faror.
Serio ?... Falle, meu amigo.
Eu quizera visitar t enfermara dos homens.
S isso ?. acompanhe-me.
Nao sel se alcancarci assim o meu fir, re-
plicou d'Ernanges acompanhando o doutor.
De que se trata?
Alguem que cu conheco, foi preso ha oito
ou nore dias, e tenho toda a razo para crer que
raalou-se.
Na enfermara ?
Nao sel.
Entremos sempre. Se nossa risita aqui fi-
car infructfera, como receio, iremos juntos se-
cretaria e casa do director.
Oh 1 Obrigado obrigado.
Entraram.
No terceiro leito, Paulo segnror o braco do ci-
rurgio, parou, e. mostrando com o olhar um
doente que dorma, exelamou conlendo a roz
cujo accento trahia tanta alegra comedor :
ello!
O doutor fez Paulo afastar-se.
bom que ello durma, disse ; nao disper-
temos.
Lerou d'Ernanges para um gabinete de qual
tinha a chare.
Alii :
J que o senhor se inleressa por esse ho-
mem, declaro-He que elle nao me lndifferente'.
Ale posso...
Doutor, desculpe-me, se o interrompo, re-
plicou d'ETDarges, e queira responder francamen-
te a esla pergunta : Escapar ?
Talrezv o physico est perfeito, porm o
moral soffre. \
Elle quiz nWr-se, nao foi t
Sim. Ferio-a^era dous lugares eom urna
especie de prego queze parece com o gancho de
queso serrera os traperos.Os dous golpes, des-
riados pelo encontrode umacosteHa,.produziram
graves-leses. Mas as feridas nao eram moraos,
e sua cura seria certa o al rpida se He por
diverses vezes nao tivesse a Trancado as-liga&i ras.
Duas sangras tornarim-o mais calmo, e a feVc
acaba de-o deixar. Vmc. sbese esse velho i
realmente culpado ?
Sim, rigorosamente e perante a le.- Entre-
tanto, merece a estima e o inleressc de todos os
homens de bem.
Quando delirava, chamava pala sobrinha e
pedia em alias rozes seu prego, tiucto, dizia elle,
do sangue de uta patife. Tora commeUido al-
gum assassinalo?
Nao, doutor. Nao posso Ihe rerelar um
segredo, que nao rae pertence. Porm conheco
bstanle a Vmc. para suppor que meu silen-
cio .
Como isso; meu eharo Sr. Paulo?! ...
Muito me alegrou seu juizo acerca deste velho
Seria perigoso se eu Ihe fallasse ?
Sim ; urna emocao, ainda que agradare!,
occasionatia a rolla da febre. Espere quacanta-e
oii# horas.
B' muilo esperar. Nao-se poderia, d'-qui
al l, dizer-lhe urna palavra do minha parre ?
urna palarra que-Ihe far rauito bem.
Sira ; e encorrego-me drsse.
Paulo escrereu algumas linhas, enlregou-as-ac-
doutor, quem agradeccu calorosamente, e di-
sou o tribunal.
Ir em seguida prevenir Elisa, David e sue-
mulher, at com urna historia bem preparada,
seria falta de prudencia, dizia Paulo comsigo, in-
eerto do caminbo quo devi. seguir. Questio-
nar-me-hiam de tal modo que provaveltnenie
eu me atrapalharia. Antes e melhor mandar-
ibes urna cartinha clieia de mentiras tranquilli-
stdoras, e esperar que eu possa conferenciar
com Francisco. Tenho, alias-, um emprego mais
serio para meu tempo.
Mandou, portante, levar um bilbele ra Dau-
phinp, no qual annunciare qe um negocio de
familia relativa aos mais chatos ioteresses da Sr.1
Gorlier, impedira seu to de ir r-la duaanto al-
guns dias ; que- ludo o mais-i bem, e qne essa
curta ausencia traria resultados exceden les,
etc., etc.
O Aurernhez que exeeolou esse mandado, rere
dizer-lhe, peueos instante depois, quo linham
recebido aquella noticia tarda com um vivo pra-
zer; que tinbam toda a-conflanca na- prudencia
do Sr Carlie*; e que sua sobrinha eslava iotei-
ramente restabelecida.
Paulo, raais socegado, dirigio-se logo A asa
do general B.1.., um dos mais antiges e dos- me-
Ihores amigos do coronel d'Ernanges. Salvo al-
gumas reslrcces,.-pintou-lhe o caraeter, econ-
tou-lhe a aventura alai de pai Francisco.
O genro.do general oceupara uraaelerada po-
sico no ministerio do justica. No dia seguinte
mesmo, com o auxilio do joren Gallien, aoniqui-
lou-se todo o restigio desse infeliz aconteci-
mento ; alera disso,.o general promelleu Paulo
a discri^ao mais absoluta.
Senhor da somma que a Sra. d'Err.anges des-
tinara ao dote de Elisa, Paulo dirigi seus passos
para o lado da-ra Jean-de-Lpine.
A viuva Dumesnil eslava s no balso.
Elle saiidou^-a respeiioscrnente, e pedio-lhe
alguns minutos para Ihe fallar em particular.
Senhoi, respondeu o volho, Vmc pode ez-
plicar.-se aqui sem recciar o menor incoraraodo.
Ah- .esla hora tenho acabado de vender.
Minba senhora, disse ento o mancebo, te-
nho o honra de apresenlar-me em sua casa da
parte do Sr. Francisco Carlier.
O que ainda tea), elle a dizer-me ? pergun-
tou a viuva mostrando o focinho.
Urna cousa que talvci mudasse as suas dis-
posices acerca de certo casamento.
Qual ? senbior.
E' que a Sra. Elisa, sua sobrinha, possue
actualmente urna pequea fortuna quo ehega
dez contos de ris ; e que essa somma, em caso
de necessidade, ser augmentada com alguns bi-
lhetes de quinhenlos mil ris por urna familia
abastada, & cujo conhecimento a Sr. Carlier lem
todo o direilo.
Os olhos. da rura abrirn-** desmesurada-
Wnte.
"K' possivel 1.. disso ella.
Queira dar-me por cscripto, minha senho-
ra, o seu consentimenlo puro e simples para o
casamento do Sr. Henrique, seu enleado, com a
Sra Elisa Carlier, e entregar-lhe>hei o dote pro-
risorio dessa moca.
De muiufbda rontade, senhor.
E a rclha procurou precipuamente papel, pen*
na e tinta. *
dis-
o dol de Elisa
ao menos bem
ou o diabo ?.....
que o ultimo nao
rio o cirurgio.
um sugeilo que trizia o uniforme dos enfermei-
ros do hospiUt dril, e perguntou pela Sra.
Dumesnil.
Sou su, seohor, disse a tiura com ama
perturbarlo clitia de impaciencia J o que de-
seja ?
A enfermeira ds sala de Santa Marga/ida
do hospital de caridade manda dizer-rlhe que o
fllho do Vmc. morreu ao meio dia menos um
quarlo.
Depois elle se retirou diante da dor fulminante
que contrahio as feices da mercieira.
Urde domis I... Sou bem infeliz
se ella soltando agudos solucos.
Paulo inclinou-se era silencio esahio.
Que eslranha complicarao dizia elle com-
sigo todo absorrido em sua meditae,ao... Eque
horrirel madrasta I.... S
Por mais doz minutos que
achar-se-hia, seno perdido,
comprometido I Ser Deus ?
Ambos sem duvida. Comanlo
triumphe !
Nessa mesma tarde Paulo
Pai Francisco tinha lido o bilhetc que Ihe escre-
vera o mancebo, o achara urna calma reparadora
era seu conteudo. A risita de Paulo s.podia de-
terminar sua eonvalescenca...
Irei amanhaa, disse d'Ernanges, mas so
vollar da casa de David. S salvando a repu-
tarlo da sobrinha que se salvar a rida do lio.
xviu
Darid e sua mulher acharam-se em cas*. Elisa
trabalhara na mesma mesa junio da qira* estara
sentado o honrado c simples par. Paulo* d'Er-
nanges foi recebido com urna polidez cordial
malisada daqnella deferencia que a elesse artsti-
ca, quando no atormentada pela inreja, teste-
munha naturalmente s pessoas de urna eduea-
co dislincta. Naturalmente advertid de que o
mancebo sabia alguma cousa do sua posico, a
Sra. Carlier nio eleve sobre ello aquelle olhar
claro e franco, cojo atreriroento elle admirara al
gnus mezes antes,
Fallou-se nocessoramente de pai Francisco, c
d'Ernanges nao se contradisse-, A discrpcio de
Darid e sua mulher, e o embaraco da moja faci-
litaran! sua gneros* dissiraulaeao.
Os senhores e as senbwas rcem, disse
Paulo em ultimo lugar, cora um sorriso, que se
somos-culpados de alguma demora-, sotemos ae
menos, boas noticias que annunciar-lhc.
Quanto a pai Fia.icisco, assim que elle
quer que eu chame,trata-se de urna missio
que meu pai Ihe conflou ; elle neo pude Isrdar
em vollar, e nao ter mais, como espero, de
stfTrer ae-fadigas de umofficio muilo honroso,
sera duvida, porm mortfero para um homem
de sua edade.
Deve. me escrerer em poneos dias, e terei
grande przr em coromurricar-lhes a sua carta.
Pedir-lhes-heV, porm, a permissio de dizer,
antes de relirar-we, alguma cousa em pertkalar
Sra. Elisa e da p.rte do Sr. Carlier.
E' muito justo, disse Darid.- Queira p-j-asar
para a cmara do minha filha, que de boa rosta-
de quiz dividi-la com essa moca. Voacs.- (icario
cm loda a liberdade, por isa que a hora do tra-
balho nos chama fra a mim e a minha mu-
lher.
Quando elleesteves conr lSa honre-um si-
lencio doloroso para ambos. Comludo, raene*
perturbado, Paulo coiitemptava com urna terna
comraiseraco o rosto pallic> da mona, a quem o
soffrimento baria ennobrechto. O veo de me-
lancola, suavisando sua formosura, a envolva
n'uma athmosehera potica c -suave, na-qual ella
ostentara um encanto noro, mais cnternecedor e
mais suave. Notando que Elisa trema sob esse
respeitoso e mudo ezame :
Senhora, disse Paulo, sente-se por^quem 6;
o digne-so de prestar-me teda a sua attoncoi.
Seu tio,nao fallemos nos accidentes <;ue nao se
pode prerenir.seu tio vivera at cem ann c*. .
V.' a opinio de um medico celebro que nos foi
preciso consulasr ; pois o-Sr. Carlier estere
doente.... noseassustc... sim, doonte mas de
um excesso de alegra. Urna somma que Ihe era
derida, ha muito tempo, foi-lhe paga repentina-
mente, no preorio momento-em que o repouso e
a ventura de urna sobrinha -que elle adora, osla-
ran] sujeitosposse desse miseravel punhado de
euro. Elle ainda estao hospital de-caridade,
masem plena conralescenco. A senhora o ver
muito breve.
Oh 1 senhor, isto que Vmc. rao diz c -rer-
dade ?
Eu s-minto, minhsenhora, quando on sen-
timento licitoe louravel dktam-me- a mentira.
Deus consarrou o segundo pai da senhora, po-
rm roubou-lhe oulra pessoa.
Quera ? disse ella-trmula.
Ainda que cu tud saiba, o me atrevo a
uomea-Jo.. \
Oh.! sim, sim, disse a moca, occullsodo o
resto e chorando aroargemente, Henrique,.nio ?
assim derla ser....
Uenriqua I...
Ob 1 lienrique '
lennq
(Conlinior-ae^JUi.)
t'__________
Variedades
i
i
Um chimice de Lvao- acaba de* i;ae>. orna
inlenissante deseeberla paraa.liniwrai t Traa-
se de um noro verde lixo
0> inventor instigado por um* eomram n>c*co
de Mi de Monlijny. enviada, da. China, na qww se
allirmava que o rerdechinez era exlrr.hido-'
espinhelro aUar (lteha>*inus caiharticus) rapr
| gou todos oseprocessos para obter o mc&mo re-
I suUado e feliwaente o conseguio
A descobetla j oblare apalate e privilegio
da inrenco, e por uso nie- prorar produbio oblado, en Uyao seja interior ao que
delle se aanuncia
O paiz de que se- exlrabe o noro verth- mui-
to com mam e de baixo pieco : conseguiiteroenlc,
lando a manipalaco seja complicada, anda
assim, o preco desU droga pode descer de 500
francos o klogrammo., por que ora se rende o
rerde chinea, a 40 ou 50 francos.
_ O verde bonito, o os tecidos. tintos ceas sil
sao bellos, nbo desbota & luz. o assogura o. seu
autor que nao se decompor pela acro do ar e de
sol, como aceniece a todos os verdes d^ucobarios
al hoje, ezcepcio do rerdo ioglez.
L-se no Siecle :
A excenlricidade que caracterisa c. Inglczes e
Americanos do Norle ifas. suas ezbibicoes ean-
nunctos, parece Icr sido excedida peta espiri-
luesa originalidade, de que s servio ura espe- i
cialista de Pars, admittido em *85b i ezposicia '
de Dijon.
Querendo tornar visiveis e contestareis as
propriedades do Leie anteplulico por elle fabri-
cado para curar os pannos de- rosto, aprsenlo*
curosidade publica urna rapariga do campo, cujo
rosto eslara antes coberlo de manchas ve'rme-
lhas. UaJM das faces da eamponezs, assim como
metade te testa estarn liiterr.irr>enle roberas
de ephelWes. que eacobriam a cor natural da
pelle. A outra face e a ou'.ra metade da testa
appareciam com a cor natural, o sem a menor
mancha.
E' intil acrescentar ,,> depois da esnMstio, o
Le\U aulepheluo comr,:elou a reslauraco deste
exlraraganloquadro. ivo.
O Auslratiti
i!
- Nao poderia- eu, minha setora. priraeiro ^ sTp^a^^p^ SKl
que tudo, conversar alguns minutos com o Sr, [ lia :
i
Henriquo Dumennll'?
Mas, disseell com ambararlo, meu enleado
est doente, E de mais, o. Sr. me parece muilo
par do pwjecto d* nniao de que se trata para
nao estar certo do deiejo e*t* da felicid-4
A' e*tas palvras, snlrQU em cas J
Aus-
ester-.
ImnorlncAe ,._ 1842 a importacio na
raba raen. lonai montou a 169,493 libras*
linas, em l858 ubio 81:744,194.
por ,ap5M._F.m 184i o ralor des producios
colon aeg exportados foi de 29,079 libras, em
l8,lP,.loi de 1:769,351 libras esleriins^.
'--------------------"-----------:-------'-----
PERN. TYP.DE M. F. DF,FARU. 1W


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